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Carburador Da Intruder 125

Carburador Da Intruder 125

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Regulando o Carburador da

Intruder 125

Regulando o Carburador da

Intruder 125
Faça você mesmo

O macete do tubo começa nesse parafuso philips, que aperta a abraçadeira do carburador (que em todo este tutorial é o VM22). Vamos trabalhar em duas pessoas, mas isso é necessário apenas para fazer o afastamento sem a ferramenta. Nessa primeira foto, o meu tubo já está afastado. O parafuso deve ser bem solto, mas não a ponto de sair. A abraçadeira deve ficar solta.

Pelo lado direito da moto, uma pessoa usando a face lateral de alguma lâmina resistente, como a ponta de uma chave de fenda grande, empurra a ponta do tubo condutor, fazendo com que a abraçadeira acompanhe isso. Calculado os 3 ou 4 milímetros de afastamento, deve segurar o tubo nessa posição.

Pelo lado esquerdo, a outra pessoa deverá alinhar o restante do tubo o melhor possível, segurar com os dedos de uma mão, enquanto com a outra aperta o parafuso da abraçadeira, certificando-se que não está nem pouco afastado, e nem demais. Com um pouco de paciência e calma, termina-se isso em 10 minutos ou menos...

A verificação do nível da gasolina dentro da cuba do carburador não é obrigatória... mas sempre recomendo, para garantir que tudo funcione com mais eficiência. Muito do funcionamento do carburador depende do nível correto. Essa é a mangueira de escoamento, ou "ladrão". Essa ponta inferior do carburador funciona como um dreno, onde pode-se esvaziar a cuba, e funciona como respiro e ladrão (enquanto o dreno está fechado). Qualquer problema com a bóia ou a agulha da bóia, e a gasolina excedente sairá por essa mangueira. Para a nossa verificação, ela deve ser desconectada, e colocada de lado para que não caia e não saia do passador (antes de desconectar, observe o caminho que ela faz para baixo do motor...) utilizando-se uma mangueira transparente (vendida nas lojas de moto peças), conecta-se no lugar onde estava a mangueira de escoamento. Essa mangueira que usei precisou de um pedacinho da própria mangueira de escoamento, como adaptador para o encaixe.

Encaixada no lugar, é só segurá-la de alguma maneira para cima, pq a seguir vamos abrir o parafuso de dreno, e a gasolina fluirá pela mangueira.

Esse é o parafuso de dreno. Ele é bem apertado, e porisso deve-se ter firmeza com a chave de fenda, inclusive segurando-se o carburador para que não se forçe o coletor de admissão (onde o carburador é preso por duas porcas). Bastam apenas duas voltas de abertura... ele não deve ser retirado, porque a gasolina escorreria totalmente.

A medição: com o motor aquecido, funcionando em marcha-lenta, e sem o afogador, pode-se usar uma pequena régua. Coloca-se a mangueira junto ao meio da face lateral da cuba, e mede-se a distância entre a altura da gasolina dentro da mangueira, e a linha da base do carburador (a junção da cuba). Nessa foto, o carburador é de uma Intruder mod. 2007. O nível está um pouquinho acima do que deveria, está com praticamente 4 mm, e deveria ser 5 milímetros.

Nesta foto, o meu carburador original, com o nível que eu utilizava (6 mm). Nessa época eu não tinha a informação do nível correto, e havia chegado a esses 6 mm através de variações nas regulagens e períodos de teste. Antes de fazer o afastamento do tubo condutor, esse era o nível mais adequado que experimentei. Meu carburador permanece com esse nível, mas assim que eu voltar a utilizá-lo farei a correção (lembrando que estou usando um carburador vácuo na minha Yes). Terminando esta verificação, fecha-se o parafuso de dreno. Igualmente, deverá ser apertado com firmeza. Mas sem exagero.

Regulagem da mistura da marcha-lenta, e da marcha-lenta...
Estas regulagens deve ser feitas após o afastamento do tubo, e também após acerto no nível da gasolina, se ele for necessário. O parafuso de cima nesta foto é o da marcha-lenta. E o de baixo, é o da mistura. Inicialmente, feche totalmente este parafuso (sem forçar no final), e depois abra uma volta. Uma ferramenta improvisada para isso está na foto seguinte. Como o parafuso está de ponta cabeça, visualize como se fosse uma torneira virada para cima também, para saber para que lado girar esse parafuso. Deve-se funcionar o motor, até a temperatura normal de funcionamento. Então, regule a rotação da marcha-lenta para 1500 rpm aproximadamente, com o farol desligado. Vá abrindo, de meia em meia volta, o parafuso da mistura, esperando um pouco entre cada vez, e observe se a marcha-lenta começa a se elevar. No ponto onde a rotação não subir mais, volte 1/4 a meia volta. Se a rotação da lenta não diminuir, esse deve ser o ponto mais adequado da regulagem da mistura. Se ela diminuir alguma coisa, abra 1/4... Depois disso, volte a regular a rotação da lenta em 1500 rpm, mas agora com o farol ligado. Isso é importante, porque quando ligado, o farol faz o magneto trabalhar mais, e este ofereçe resistência para o motor, que estando em marcha-lenta, perde um pouco de rotação. E regule nos 1500, sim, não menos! Uma rotação de marcha-lenta menor que isso antecipa o enfraquecimento da bateria. Essa é uma regulagem meio "padrãozinha"... na prática, as regulagens que fiz recentemente acabaram ficando com aberturas entre 2 e 4 voltas, sendo que a mais corriqueira é 2 voltas e 3/4. Sobre essa regulagem, uma abertura pequena do parafuso deixa a lenta instável e provoca aqueles pipoquinhos no escape, nas desacelerações. Já uma abertura muito grande, suja a vela, aumenta o consumo e normalmente torna necessário apertar mais o parafuso da marcha lenta. Nesse caso, a própria lenta estaria trabalhando com "excesso".

Uma chave de fenda serrada. Era uma daquelas bojudinhas. Esta tem um bom tamanho para trabalhar nos dois carburadores (VM22 e BS26)

Alterando a posição da agulha do pistonete.

Essa é a tampa do carburador. É rosqueada. O cabo do acelerador passa por dentro dela e se prende ao pistonete.

Gire-a no sentido da seta vermelha. A seta amarela mostra um regulador de folga do cabo. É preciso prestar atenção a ele, porque ele encosta no chassi, dificultando a saída da tampa. É necessário virá-lo um pouquinho enquanto se desrosqueia a tampa. com a tampa fora, eis o pistonete. Muita atenção aqui!: por falta de espaço, é preciso um malabarismo cuidadoso para tirar o pistonete da sede dele. Ele, e a agulha (que está presa a ele) são peças de precisão, e porisso um tanto delicadas... delicadas no sentido de "cuidado para não arranhar nem fazer marcas nessas peças"...

O pistonete, e a agulha.
Observe essa ranhura... quando for remontar o pistonete no seu lugar, essa ranhura deverá estar virada para o lado esquerdo do carburador. Ela corre por um pequeno pino-guia que há nele.

Vá puxando a mola com a ponta dos dedos, até conseguir segurá-la nessa posição.

Então deslize o cabo pela ranhura... (ou o pistonete pelo cabo...) A mola ficará solta.

Este é o pistonete das Yes até 2006 A agulha, fora do pistonete. Há um pequeno calço (uma arruela) que mostro em outra foto a seguir. A chapinha redonda com as duas reentrâncias é o que segura a agulha presa no pistonete, pressionada pela mola. Pistonete das Yes e Intruder mod. 2007

Para retirar a agulha, é preciso uma chave de fenda do tipo usado por relojoeiros. Gira-se antihorário para soltar.

a peça que segura a agulha no pistonete das 2007

As duas agulhas. À esquerda a antiga (até 2006), e à direita, do mod. 2007. Originalmente, a travinha de ambas vem na ranhura do meio, das 3 disponíveis. Em ambas, coloquei as travinhas na posição de cima, fazendo as agulhas descerem. Mas há uma diferença: cada ranhura está distanciada 0,8 mm da outra. Na agulha da 2007, eu transferí a arruela que estava por cima da travinha, para baixo dela, mas entre ela e aquele calço plástico. Essa arruela tem espessura de 0,5 mm. Então, na prática, a agulha da 2006 desceu 0,8 mm, mas a agulha da 2007 desceu apenas 0,3 mm. Fiz isso por observar o perfíl dessa agulha da 2007. Ela é mais gordinha do que a outra. E assim sendo, provavelmente restringe mais a passagem de gasolina do que a 2006, o que eu acredito que seja visando menos consumo na alta. No caso das 2007, eu recomendo experimentarem estas 3 variações: trava na posição original; trava como mostrado neste tutorial; e trava na posição de cima e arruela sem ser transferida para baixo (agulha na posição mais baixa possível) Aquele calço plástico da 2007 tem que ser empurado para baixo, e depois tem que ser encostado na arruela com a travinha. A mudança na posição da agulha afeta a mistura da "alta", quando se usa mais de 1/3 de acelerador, aproximadamente. A agulha mais para cima, mistura mais rica (mas não necessáriamente mais potência)... agulha mais para baixo, mistura mais pobre. Isso em relação à posição original.

E para remontar o pistonete depois da agulha reinstalada, recoloque a mola passando-a pela ponta do cabo, e reencaixe no pistonete, através da ranhura. Lembre-se da posição dessa ranhura na remontagem, e igualmente o mesmo cuidado no manuseio...

Para quem precisar acertar o nível da gasolina...
Solte as mangueiras... esta é do respiro. Feche a torneira do tanque, porque esta é da gasolina. Tem um grampinho que deve ser deslocado

Só para segurar o restinho de gasolina que vai cair...

Chave fixa de 10 mm. Solte as duas porcas, uma de cada lado. Evite retirar o carburador através dos parafusos do coletor (assinalado). Isso pode vir a danificar a rosca no cabeçote. Solte também a tampa do carburador, puxando,

com aquele cuidado, o pistonete. Solte a abraçadeira... não precisa retirá-la, é só soltar bem.

Abraçando a moto, pelo lado esquerdo, puxe o carburador para trás, para que saia dos prisioneiros do coletor. Uma abaixada na frente... Aponte para o lado esquerdo...

Um pequeno giro para passar pela mangueira de respiro do motor, que está por baixo do carburador... e ele está livre. soltar os 4 parafusos philips que fixam a cuba do carburador... Eu não costumo derramar a gasolina. Depois de tirada a cuba, pode-se reaproveitá-la. Uma parte de dentro do carburador. O giclê da máxima é também conhecido como giclê principal... e esse parafuso da mistura já estava solto, ele não fica para fora. Para se corrigir o nível da gasolina, atua-se na lingueta da bóia. Mas observe que o carburador está de ponta-cabeça nessa foto. Imaginemos que o nível estava em 3 mm, ou seja, a bóia estava muito para cima e temos que corrigir para os 5 mm. Para acertar isso, teríamos que ir entortando levemente aquela lingueta de forma que a bóia fosse se levantando, com o carburador nessa posição, invertido.

Giclê principal: na Yes, 100... na Intruder, 97,5

O giclê piloto... é o trabalho desse giclê o principal afetado pelo tubo condutor.

Temos que tirar a bóia para trabalhar nela. E a agulha também, para verificar seu estado... A agulha da bóia.

É aqui, a lingueta. Tomar cuidado com a forma com que se segura a bóia, para não entortar nada além da lingueta apenas...

e medindo antes de remontar. Para se chegar nos 5 mm na cuba, a medição nesse ponto da bóia deverá ficar nos 20 mm de altura.

Acertadas e recolocadas todas as peças, e carburador fechado (sem excesso no aperto dos parafusos da cuba), vamos montá-lo no lugar.

Pelo lado esquerdo aponte a boca do carburador, no tubo...

empurre-o, tanto pra encaixar no tubo, como para poder passar pelos prisioneiros...

alinhado, já pode voltar...

Recolocar as porcas, sendo que a do lado esquerdo exige que se puxe um pouquinho o carburador para trás, para que ela possa ser encaixada no prisioneiro. O reaperto dessas porcas deve ser feito com a mão, até encostarem bem. Então se reaperta um pouco de cada lado, até ficarem firmes, mas novamente, sem exageros de força.

Recoloque o pistonete e a tampa. E finalmente afaste o tubo condutor...

melhorando mais um pouquinho O restritor também pode ajudar... cortando-se nessa diagonal, elimina-se uma perda de eficiência do fluxo de ar sendo aspirado para o motor. A ranhura de escoamento serve de referência para o corte. Ele deve ser feito de forma que a boca resultante fique voltada para a frente, em direção ao tubo condutor, lá dentro da caixa do filtro de ar.

o corte que interessa é apenas o diagonal. O meu restritor tem esse formato, porque o primeiro corte que fiz foi apenas paralelo à entrada, e na metade do cano original.

Bom proveito... * agradecimentos às pessoas que proporcionaram as oportunidades para diversas dessas fotos: Igor, Johny, Raul, e a outros tantos... Feito pot J. Duarte em http://www.motonline.com.br/forum/forum_posts.asp? TID=3069&PN=2 Apostila montada por Lisanias Loback lisanias@hotmail.com

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