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SET 1997 NBR 13968


Embalagem rígida vazia de agrotóxico -
Procedimentos de lavagem
ABNT-Associação
Brasileira de
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro
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NORMATÉCNICA

Origem: Projeto 23:001.08-001:1996


CB-23 - Comitê Brasileiro de Embalagem e Acondicionamento
CE-23:001.08 - Comissão de Estudo de Embalagem Vazia de Agrotóxico
NBR 13968 - Rinsing procedures of rigid empty pesticide containers
Copyright © 1997, Descriptors: Key words. Container rinsing. Pesticide
ABNT–Associação Brasileira
de Normas Técnicas
Válida a partir de 30.10.1997
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Lavagem de embalagem. Agrotóxico 8 páginas
Todos os direitos reservados

Sumário Introdução
Prefácio
Introdução A lavagem das embalagens vazias, por reduzir consi-
1 Objetivo deravelmente os resíduos de agrotóxicos nelas contidos,
2 Definições é uma prática absolutamente indispensável para a sua
3 Requisitos destinação final, correta e segura.
ANEXOS
A Lavagem de embalagens rígidas vazias que conti- A lavagem, tríplice ou sob pressão, prática extremamente
veram formulações de agrotóxicos miscíveis ou disper- simples, já é normalizada na maior parte dos países
síveis em água - Procedimentos laboratoriais desenvolvidos, está amplamente divulgada no meio rural
B Lavagem de embalagens rígidas vazias que conti- de praticamente todos os estados brasileiros e já faz parte
veram formulações de agrotóxicos miscíveis ou disper- de algumas legislações estaduais sobre a destinação
síveis em água - Procedimentos no campo final das embalagens vazias de agrotóxicos.

Prefácio Países da Comunidade Européia já acordaram, através


de protocolos, que as embalagens de produtos agro-
A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é químicos submetidos à tríplice lavagem, que apresentem
o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasi- um resíduo remanescente na água da última lavagem,
abaixo de 0,01% - 100 ppm1), são consideradas rejeitos
leiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês
comuns, podendo ser descartadas como rejeito não-
Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização
perigoso.
Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo
(CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
Metodologia padronizada para avaliação de resíduos de
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros
agrotóxicos remanescentes nas embalagens vazias após
(universidades, laboratórios e outros).
a tríplice lavagem já é disponível e, quando praticada em
laboratórios oficiais do país, comprovou que esses níveis
Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito de resíduos situam-se na faixa de poucas partes por milhão
dos CB e ONS, circulam para Votação Nacional entre os - ppm - ou frações de ppm, o que caracteriza uma condição
associados da ABNT e demais interessados. de segurança para as atividades posteriores de manuseio,
transporte e armazenagem das embalagens assim
Os anexos A e B desta Norma são de caráter normativo. lavadas.

1)
ppm = parte por milhão.
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Entretanto a NBR 11564:1991 - Embalagem de produtos 2.3 tríplice lavagem: Lavagem interna da embalagem
perigosos - Classe 1,3,4,5,6 e 8 - considera que os recipi- por três vezes consecutivas, vertendo o líquido gerado,
entes vazios mas não limpos, que contiveram substâncias no tanque do pulverizador.
perigosas, devem ser considerados potencialmente
perigosos. 2.4 lavagem sob pressão: Lavagem interna das embala-
De outra parte, a Lei 1797, de 25.01.1996, dispõe no item gens com equipamento especial de admissão de água
1.2.1.2.2 da “Classificação dos Pesticidas” que as prepa- sob pressão, no interior da embalagem, sendo o líquido
rações contendo a substância ativa em concentrações gerado coletado no tanque do pulverizador.
inferiores às indicadas nas colunas correspondentes ao
Grupo de Embalagem III não são consideradas perigosas 2.5 central de recebimento: Edificação, aprovada pelos
e, portanto, também, suas embalagens. órgãos ambientais competentes, destinada a receber as
embalagens vazias lavadas de agrotóxicos para serem
A classificação das embalagens vazias lavadas de encaminhadas à destinação final.
agrotóxicos como não-perigosas tem por objetivos prin-
cipais agilizar o transporte e a armazenagem dessas
2.6 fonte de fornecedor: Propriedade rural de onde
embalagens desde o usuário final até o destinatário final
provêm as embalagens vazias de agrotóxicos.
da embalagem, responsável final pela sua destinação
correta e segura.
2.7 fornecedor: Proprietário rural que detenha a posse
Mas o objetivo principal desta Norma é alavancar proce- das embalagens vazias de agrotóxicos.
dimentos tecnológicos mais complexos para a norma-
lização da retirada dessas embalagens do meio rural onde 3 Requisitos
nas condições atuais representam um risco para a saúde
e para o ambiente em que vive a população rural do país.
3.1 Procedimento
1 Objetivo
3.1.1 A determinação do teor de resíduo de agrotóxicos
Esta Norma estabelece os procedimentos para a ade-
remanescentes nas águas de lavagem da embalagem
quada lavagem de embalagens rígidas vazias de agro-
deve ser feita de acordo com os procedimentos labora-
tóxicos que contiveram formulações miscíveis ou disper-
toriais descritos no anexo A.
síveis em água, classificadas como embalagens não-
perigosas, para fins de manuseio, transporte e armaze-
nagem. 3.1.2 Para reduzir a quantidade de resíduo de agrotóxicos
remanescentes no interior da embalagem, devem ser
2 Definições adotados os procedimentos no campo descritos no ane-
xo B.
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes
definições.
3.2 Precauções de segurança
2.1 adequada lavagem: Procedimentos estabelecidos
nos anexos A e B para a tríplice lavagem ou para a lava- Para a execução dos procedimentos descritos nos anexos
gem sob pressão, realizados imediatamente após o A e B, devem ser utilizados os equipamentos de proteção
esvaziamento da embalagem, de maneira a reduzir signi- individual adequados recomendados nos rótulos das
ficativamente a quantidade de agrotóxicos remanes- embalagens.
centes na embalagem.

2.2 embalagem rígida vazia não-perigosa: Embalagens 3.3 Identificação da embalagem


que contiveram formulações de agrotóxicos utilizáveis
diluídas em água e que, submetidas aos adequados As embalagens submetidas aos procedimentos descritos
procedimentos de lavagem interna, apresentem na água no anexo B devem ser entregues à central de recebimento
de lavagem final uma concentração, em ingrediente ativo, acompanhadas de um documento garantindo que foram
do produto originalmente acondicionado, menor que adequadamente lavadas e identificadas pela fonte de
100 ppm . fornecimento e com a identificação dessa fonte.

/ANEXO A
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Anexo A (normativo)
Lavagem de embalagens rígidas vazias que contiveram formulações de agrotóxicos miscíveis ou
dispersíveis em água - Procedimentos laboratoriais

O propósito desta Norma é descrever os procedimentos Agitar numa média de dois impulsos por segundo e numa
de maneira a determinar o teor de resíduo de agrotóxicos distância de 10 cm a 15 cm. Após 10 s, e mantendo um
remanescentes nas águas de lavagem, em embalagens movimento contínuo, girar a embalagem por 90°, de
comerciais, com capacidade de até 20 L inclusive, lava- maneira que a tampa ou a parte superior da embalagem
das pelos métodos tríplice ou sob pressão. fique em direção ao solo. Continuar agitando com os
mesmos impulsos por mais 10 s e girar a embalagem de
A.1 Comentários gerais e instruções maneira que a tampa ou a parte superior da embalagem
fique voltada para cima. Continuar agitando até completar
A.1.1 Seleção de embalagens os 30 s.
Para o agrotóxico selecionado, retirar do estoque três A.1.8 Posição da embalagem durante o esvaziamento
embalagens seladas do mesmo número de lote de
produção. A embalagem deve ser invertida durante o esvaziamento.
A palavra “invertida” deve ser interpretada da seguinte
A.1.2 Dispositivo para lavagem sob pressão forma: a embalagem deve ser mantida em uma posição
que maximize a quantidade de líquido que deve fluir em
Bico metálico perfurante, conectado por mangueira fle- um período mínimo de tempo.
xível à linha de abastecimento de água que serve o
A.1.9 Drenando a embalagem
laboratório, provido de gatilho que permita liberar ou inter-
romper o fluxo de água sob pressão. O esvaziamento correto é feito deixando-se a embalagem
drenando por 30 s após remover o conteúdo original ou a
A.1.3 Vasilhames de coleta água de lavagem da embalagem. Este período de 30 s
começa a ser contado depois que o fluxo do líquido do
Vasilhames limpos e descontaminados devem estar dis- bocal da embalagem não mais puder ser descrito como
poníveis para acondicionar a formulação contida na um fluxo contínuo. As embalagens com alça não
embalagem e as águas resultantes das lavagens, para bloqueada devem ser posicionadas conforme as figu-
as análises. ras A.1 a A.6.
A.1.4 Água Para as embalagens fabricadas com alça na lateral (figu-
ra A.1), posicionar a embalagem de maneira que o lado
A fonte de água para as lavagens da embalagem não é da abertura esteja paralelo ao solo e a alça esteja ao
restrita, podendo ser a fornecida pela administração lado esquerdo e perpendicular ao solo, olhando-se para
pública, de poço ou qualquer água comumente utilizável, a embalagem.
desde que considerada potável.
Para as embalagens fabricadas com alça na parte
A água deve estar livre do agrotóxico que está sendo superior, posicionar a embalagem de maneira que o lado
analisado ou o teor desse agrotóxico na água deve ser da abertura esteja paralelo ao solo (figura A.2). Olhando-
totalmente conhecido, de modo a assegurar que os re- se para a embalagem, a abertura deve estar do lado
direito, com a alça direcionada paralelamente ao solo.
sultados dos ensaios não sejam mascarados, devido à
presença do produto químico específico na fonte de onde Passados 5 s do início do período de esvaziamento, girar
é retirada a água para lavagem. A análise da água precisa a embalagem por 90° no sentido horário, de maneira que
ser realizada anteriormente ao ensaio. Não é necessário o lado da abertura da embalagem fique perpendicular ao
que a água seja analisada cada vez que uma amostra solo.
dessa água for retirada.
Para as embalagens fabricadas com alça na lateral (figu-
A.1.5 Temperatura da água ra A.3), a alça deve ficar paralela ao solo e na superfície
superior da embalagem.
A água para a lavagem deve estar à temperatura de
23°C ± 3°C no momento do ensaio. Para as embalagens com alça na parte superior (figu-
ra A.4), a alça deve ficar do lado esquerdo e perpendicular
A.1.6 Temperatura das amostras ao solo.

As amostras das águas de lavagem devem estar à Manter a embalagem nessa posição por 5 s e então girar
temperatura de 23°C ± 3°C no momento do ensaio. de volta à posição original de esvaziamento (figuras A.1
e A.2).
A.1.7 Agitação da embalagem
Aos 15 s do início do esvaziamento, girar a embalagem
de maneira que o lado da abertura esteja perpendicular
Durante o processo de lavagem, a embalagem deve ser
ao solo (figuras A.3 e A.4).
agitada manualmente e nenhum dispositivo mecânico
deve ser utilizado. A embalagem deve ser agitada por Aos 20 s do início do período de esvaziamento, girar a
um tempo total de 30 s para cada lavagem. O movimento embalagem de volta novamente à posição original de
para agitá-la deve ser o seguinte: começar por segurar a esvaziamento (figuras A.1 e A.2).
embalagem no plano horizontal, com a tampa ou a parte Para as embalagens sem alça (figura A.5) ou com alça
superior da embalagem sendo segura pela mão es- bloqueada (figura A.6), manter o lado da abertura da
querda. Agitar a embalagem para frente e para trás, embalagem paralelo ao solo, no início do período de
durante os primeiros 10 s, mantendo-a paralela ao chão. esvaziamento.
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Figura A.1 - Embalagem com alça na lateral

Figura A.2 - Embalagem com alça na parte superior


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Figura A.3 - Embalagem com alça na lateral

Figura A.4 - Embalagem com alça na parte superior

Figura A.5 - Embalagem sem alça Figura A.6 - Embalagem com alça bloqueada
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A.1.10 Água de lavagem Depois da primeira lavagem, a tampa da embalagem e


as ranhuras da rosca do gargalo da embalagem devem
É necessário conhecer o volume de água para as lava- ser limpas. Se for possível a substituição da tampa por
gens que é adicionado ou coletado das embalagens. O outra tampa limpa, esta pode ser usada ao invés da ori-
volume pode ser determinado por procedimentos volu- ginal. Este procedimento deve ser repetido com todas as
métricos ou gravimétricos e deve ter precisão de ± 0,1%. lavagens adicionais.

A.1.11 Programa de amostragem A.2.1.4 Amostragem

No programa de amostragem são oferecidos três níveis No programa de amostragem de nível “aceitável”, a quarta
diferentes: água resultante da lavagem deve ser coletada e anali-
sada.
a) o nível classificado como “aceitável”, que indica o
menor esforço analítico exigido por esta Norma; No programa de amostragem de nível “bom”, a terceira e
a quarta águas resultantes das lavagens devem ser cole-
b) o nível classificado como “bom”, que oferece mais tadas e analisadas individualmente.
informações sobre a lavagem;
No programa de amostragem de nível “preferencial”, a
c) o nível classificado como “preferencial”, que au- segunda, a terceira, a quarta e a quinta águas resultantes
menta substancialmente o esforço de análise, mas das lavagens devem ser coletadas e analisadas indivi-
resulta na melhor visão da eficácia do processo de dualmente.
lavagem.
Todas as águas resultantes das diversas lavagens devem
Pode ser utilizado qualquer um dos três níveis do progra-
ser analisadas em laboratórios adequados às boas
ma de amostragem.
práticas laboratoriais (BPL)2) . É importante assegurar que
quaisquer resíduos de agrotóxicos sejam mantidos em
A.2 Ensaios
suspensão durante todo o processo de ensaio.
A.2.1 Tríplice lavagem
A.2.1.5 Análise das amostras

A.2.1.1 Preparação da embalagem


Analisar as amostras das águas de lavagem por
procedimentos analíticos de identificação aprovados e
Escolher uma embalagem cheia e abri-la com os devidos adequados para a análise de resíduo do produto en-
cuidados. Inverter a embalagem no vasilhame se-
saiado, diluído em água. Se a água utilizada na lavagem
lecionado para a coleta do conteúdo da embalagem e necessitar de tratamento físico e/ou químico para asse-
aguardar que o conteúdo se esgote por 30 s. Fechar a
gurar a estabilidade de seus componentes antes da
embalagem com a tampa para evitar que os solventes
análise, anotar esse dado no relatório. Se a água for ana-
voláteis evaporem. A lavagem deve ser iniciada lisada diretamente, isto é, não for utilizado qualquer pro-
imediatamente após o esvaziamento da embalagem. A
cedimento de extração ou concentração, o método ado-
lavagem não deve ser realizada, em hipótese alguma, se
tado deve ter um nível de sensibilidade igual ou abaixo
a embalagem esvaziada ficar fechada e parada por mais de 0,5 ppm.
de 30 min.
Devem-se indicar, no relatório, a sensibilidade e o limite
A.2.1.2 Procedimento de detecção do procedimento. Se as amostras de água
forem extraídas, anotar esse fato no relatório. Para cada
O volume da água para a lavagem deve ser equivalente produto e formulação há metodologia específica.
a 25% da capacidade do volume da embalagem para
cada ciclo de lavagem. Colocar a água limpa de lavagem A.2.1.6 Relatório de ensaio
na embalagem esvaziada. Anotar o volume de água limpa
que foi adicionada à embalagem. Colocar a tampa da Os resultados do ensaio devem ser expressos como
embalagem e agitá-la vigorosamente de um lado para segue:
outro e de cima para baixo durante 30 s.
Concentração final de ingrediente ativo da água de lavagem (mg/mL) = A
A.2.1.3 Tempo de esvaziamento Concentração original de ingrediente ativo (mg/mL)

Retirar a tampa da embalagem, invertê-la sobre o (1,0 - A) x 100 = Porcentagem de remoção


vasilhame limpo e esvaziá-la por 30 s. Esse período de
30 s deve ser contado a partir do momento em que o flu- A.2.1.7 Descarte dos produtos
xo vertendo através da abertura da embalagem não puder
ser descrito como um fluxo contínuo. Repetir este pro- A água de lavagem e as sobras da formulação concen-
cedimento com água limpa para a lavagem da em- trada remanescentes coletadas neste ensaio devem ser
balagem e vasilhames limpos de coleta por mais três descartadas, seguindo-se procedimentos aprovados de
vezes. Medir e anotar os volumes das águas resultantes disposição final, de acordo com a legislação específica
das diversas lavagens retiradas da embalagem. do órgão responsável pelo meio ambiente.

2)
BPL - Princípios das Boas Práticas de Laboratório - INMETRO - CTLE 06, vol.1, 1995, 48 p.
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A.2.2 Lavagem sob pressão A.2.2.3 Amostragem

No programa de amostragem de nível “aceitável”, as


A.2.2.1 Preparação da embalagem
águas de lavagem geradas nos dois últimos segundos
(29º segundo e 30º segundo) devem ser amostradas e
Escolher uma embalagem cheia e abri-la com os devidos coletadas.
cuidados. Inverter a embalagem no vasilhame sele-
cionado para a coleta do conteúdo da embalagem e No programa de amostragem de nível “bom”, amostrar
aguardar que o conteúdo se esgote por 30 s. Fechar a as águas de lavagem geradas e coletadas nos intervalos
embalagem com a tampa para evitar que os solventes do 19º segundo e 20º segundo e no intervalo do
voláteis evaporem. A lavagem deve ser iniciada imedia- 29º segundo e 30º segundo. Medir e registrar os volumes
tamente após o esvaziamento da embalagem. A lava- das águas de lavagem coletadas.
gem não deve ser realizada, em hipótese alguma, se a
No programa de amostragem de nível “preferencial”,
embalagem esvaziada ficar fechada e parada por mais
amostrar as águas de lavagem nos intervalos do
de 30 min.
9º segundo e 10º segundo, do 19º segundo e 20º segundo,
de 29º segundo e 30º segundo e do 39º segundo e
A.2.2.2 Procedimento 40º segundo. Medir e registrar os volumes das águas de
lavagem coletadas.
A pressão da água na linha de abastecimento
As águas de lavagem devem ser analisadas adotando-
que serve o laboratório deve ser ajustada para
se boas práticas laboratoriais (BPL). É importante asse-
281 kPa ± 14 kPa (40 ± 2 libras por polegada quadrada).
gurar que qualquer resíduo de agrotóxico seja mantido
em suspensão durante todo o processo de ensaio.
Com a finalidade de fazer um completo registro de dados,
medir e anotar a quantidade de água descarregada pelo A.2.2.4 Análise das amostras
dispositivo de lavagem sob pressão durante os tempos
de 10 s, 20 s e 30 s de descarga. Analisar as amostras das águas de lavagem por
procedimentos analíticos de identificação aprovados e
adequados para a análise de resíduo do produto en-
Remover a tampa da embalagem e invertê-la sobre o saiado, diluído em água. Se a água da lavagem necessitar
vasilhame coletor que tenha volume suficiente para coletar de tratamento físico e/ou químico para assegurar a esta-
60 s de vazão do fluxo. Deve haver espaço suficiente en- bilidade de seus componentes antes da análise, anotar
tre a embalagem e o vasilhame para permitir a amostra- esse dado no relatório. Se a água for analisada direta-
gem segura da água de lavagem. mente, isto é, não for utilizado qualquer procedimento de
extração ou concentração, o método adotado deve ter
Com a ponta do dispositivo de lavagem sob pressão, um nível de sensibilidade igual ou abaixo de 0,5 ppm.
perfurar a embalagem em um ponto, na parte mais alta
da embalagem, de modo a maximizar a lavagem das Devem-se indicar, no relatório, a sensibilidade e o limite
superfícies internas da embalagem. Uma vez inserido na de detecção do procedimento. Se as amostras de água
forem extraídas, anotar esse fato no relatório.
embalagem e acionado o gatilho para a liberação da
água no interior da embalagem, a ponta do dispositivo A.2.2.5 Relatório de ensaio
deve ser movida para todos os lados, para assegurar
que todas as superfícies internas da embalagem recebam Os resultados do ensaio devem ser expressos como
jatos diretos de água sob pressão. Antes de acionar o segue:
gatilho para a liberação do jato, lavar a face interna da
abertura e as ranhuras da rosca do gargalo da emba- Concentração final de ingrediente ativo da água de lavagem (mg/mL) = A
Concentração original de ingrediente ativo (mg/mL)
lagem.
(1,0 - A) x 100 = Porcentagem de remoção
Lavar a embalagem, internamente, por 30 s.
A.2.2.6 Descarte de produtos
Coletar na boca da embalagem a água de lavagem gerada
durante os dois últimos segundos (29º segundo e As águas de lavagem e as sobras da formulação con-
30º segundo). Medir e registrar o volume total da água centrada remanescentes coletadas neste ensaio devem
de lavagem coletada. Medir e registrar o volume das ser descartadas, seguindo-se procedimentos aprovados
amostras coletadas durante os dois últimos segundos de disposição final de acordo com a legislação específica
(29º segundo e 30º segundo). do órgão responsável pelo meio ambiente.

/ANEXO B
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Anexo B (normativo)
Lavagem de embalagens rígidas vazias que contiveram formulações de agrotóxicos miscíveis
ou dispersíveis em água - Procedimentos no campo

B.1 Embalagem com capacidade até 20 L jato de lavagem. A água de lavagem gerada é auto-
maticamente conduzida para o interior do tanque do
B.1.1 Tríplice lavagem pulverizador.
B.1.1.1 Imediatamente após o esvaziamento da embala- B.2 Embalagem com capacidade maior que 20
gem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque do L
pulverizador, em posição vertical, durante 30 s, até que o
gotejamento fique bastante espaçado.
B.2.1 Tríplice lavagem
B.1.1.2 Voltar a embalagem à posição normal e colocar
água limpa no seu interior, em volume correspondente a B.2.1.1 No caso de embalagens com volume maior que
25% da capacidade da embalagem. 20 L, após adicionar a água de lavagem em volume
adequado (25% da capacidade da embalagem), colocar
B.1.1.3 Fechar a embalagem com a tampa original e aper- a tampa, apertar adequadamente para evitar vazamentos
tá-la o suficiente para evitar vazamento durante a agitação. e rolá-la no chão durante aproximadamente 30 s.

B.1.1.4 Agitar a embalagem em todos os sentidos, durante


B.2.1.2 Completar a agitação, elevando, alternadamente,
30 s.
as extremidades da embalagem, apoiando uma delas no
B.1.1.5 Abrir a embalagem e verter a água de lavagem no solo; esta operação deve durar 30 s.
tanque do pulverizador aguardando por 30 s, até que o
gotejamento fique bastante espaçado. B.2.1.3 A retirada da água de lavagem da embalagem
deve ser feita da mesma maneira utilizada para a retirada
B.1.1.6 Repetir os procedimentos referidos em B.1.1.2 a do produto para colocá-la no tanque do pulverizador
B.1.1.5 por mais duas vezes. (tratorizado ou de aeronave).
B.1.2 Lavagem sob pressão
B.2.1.4 Repetir as operações de lavagem por mais duas
B.1.2.1 Com equipamento independente vezes. Na última, esvaziar totalmente a embalagem em
vasilhame adicional, colocando sempre as águas de
B.1.2.1.1 Imediatamente após o esvaziamento do con- lavagem no tanque do pulverizador.
teúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a
boca do tanque do pulverizador, em posição vertical, du- B.2.2 Lavagem sob pressão
rante 30 s, até que o gotejamento fique bastante espa-
çado.
A lavagem sob pressão de médias e grandes emba-
B.1.2.1.2 Manter a embalagem nessa posição, introduzir lagens, pode complementar o processo da tríplice lava-
a ponta do equipamento de lavagem sob pressão na parte gem na admissão de água no interior da embalagem,
superior da embalagem e acionar o gatilho para liberação mas não substitui os procedimentos estabelecidos em
de água do equipamento por 30 s, movimentando a ponta B.2.1.1 a B.2.1.4.
do equipamento de modo que o jato atinja todas as partes
da superfície interna da embalagem. Toda a água de B.2.3 Inutilização da embalagem
lavagem deve ser conduzida diretamente para o tanque
do pulverizador.
Quaisquer que tenham sido os procedimentos para a la-
B.1.2.2 Com equipamento montado sobre trator vagem das embalagens vazias e para evitar a sua
reutilização, devem as mesmas ser inutilizadas, furando
Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo da em- o fundo das embalagens metálicas e plásticas, mas
balagem, emborcá-la sobre o dispositivo automático de mantendo intactos os seus rótulos e quebrando as emba-
lavagem e acionar, por 30 s, a válvula de liberação do lagens de vidro diretamente em um recipiente destinado
a recebê-las.