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FACULDADES DO CENTRO DO PARANÁ

NÚCLEO DE PRATICA JURÍDICA E SERVIÇO SOCIAL


AVENIDA INTERVENTOR MANOEL RIBAS, S/N, CENTRO
FONE (42) 3646-457

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUÍZ DE DIREITO DA VARA DE


FAMÍLIA DA COMARCA DE PITANGA - PARANÁ.

CELIA APARECIDA MONTEIRO DE


RAMOS, brasileira, separada de fato, do lar, portadora da cédula de
identidade RG nº.: 9.417.649-2, inscrita no CPF/MF sob nº.: 054.441.639-
26, residente e domiciliada à Rua Klosowski, nesta comarca de Pitanga/PR,
por intermédio de sua procuradora que esta subscreve, atuando pelo núcleo
de Prática Jurídica e Serviço Social da UCP – localizado na Av. Interventor
Manoel Ribas nº.: 411, Centro, nesta cidade, vem mui respeitosamente
perante V. Exa., com fulcro no art. 1.725 do Código Civil.

Propor:
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AÇÃO DE DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL COM PARTILHA DE


BENS CUMULADA COM ALIMENTOS

Em face de José Jurandir Alenski,


brasileiro, agricultor, residente e domiciliado na Avenida. Dalzotto, Centro,
em frente à Associação, no município de Boa Ventura de São Roque, nesta
comarca de Pitanga/Pr.

I – DOS FATOS:

A autora viveu em regime de união


estável com o réu desde o ano de 1995 até a presente data, desta união
nasceram 4 (quatro) filhos.

ELAINE MONTEIRO ALENSKI nascida em 20/02/1997 (VINTE DE


FEVEREIRO DE MIL NOVECENTOS E NOVENTA E SETE). (cf. certidão
em anexo).

EDILAINE ALENSKI nascida em 04/08/1998 (QUATRO DE AGOSTO DE


MIL NOVECENTOS E NOVENTA E OITO). (cf. certidão em anexo).

CLEBERTON JOSÉ ALENSKI nascido em 22.05.2002 (VINTE E DOIS DE


MAIO DE DOIS MIL E DOIS). (cf. certidão em anexo).

EDILENE ALENSKI nascida em 14.02.2005 (QUATORZE DE FEVEREIRO


DE DOIS MIL E CINCO). (cf. certidão em anexo).
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As três meninas ficaram sob a guarda


da autora, já o menino reside com o pai no município de Boa Ventura de
São Roque/PR, Comarca de Pitanga/PR.

Quando da separação o réu levou


consigo todos os bens adquiridos na constância da União estável, quais
sejam:

- 1 (um) fogão à lenha no valor de R$ 200,00


- 1 (uma) pia e guarda-louças no valor de R$ 300,00
- 1 (um) aparelho de televisão no valor de R$ 300,00
- 1 (uma) uma antena parabólica no valor de R$ 400,00
- 1 (um) aparelho de DVD no valor de R$ 80,00
- 1 (uma) cama de casal e dois colchões de casal adquirida em 12 parcelas
de R$ 122,42.
- 1 (uma) mesa com quatro cadeiras de madeira no valor de R$ 150,00
- 1 (um) tanque de lavar roupas no valor de R$ 200,00
Totalizando um montante de R$ 3.099,04 (Três mil e noventa e nove reais e
quatro centavos).

Após a separação a autora


permaneceu sem qualquer bens ou dinheiro deixados pelo réu, enquanto
este simplesmente deixou o lar e levou consigo todos os pertences do
casal. Atualmente o réu encontra-se no município de Boa Ventura de São
Roque/PR, no endereço supra.

II – DO DIREITO:
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Consoante reza o art. 1.725: “Na união


estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-se às relações
patrimoniais, no que couber, o regime de comunhão parcial de bens”.

Conforme dispõe expressamente o


art.1.703 do Código Civil:

Art. 1.703. “Para a manutenção dos


filhos, os cônjuges separados judicialmente contribuíram na proporção de
seus recursos”.

Considerando que a autora possui a


guarda das três filhas do casal e o réu apenas com a guarda do filho, este
deverá contribuir mensalmente para o sustento das mesmas.

III – DOS ALIMENTOS


Conforme dispõe o art. 1.566 do
Código Civil:
“São deveres de ambos os Cônjuges:
(...) III- Mútua Assistência
IV – Sustento e guarda dos filhos (...)”

No mesmo sentido os art. 1694 e 1695,


ambos do Código Civil Pátrio:
Art. 1694 – “Podem os parentes, os
cônjuges ou companheiros, pedir uns aos outros os alimentos de que
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necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social,


inclusive para atender às necessidades de sua educação”.

Art. 1695 – “São devidos alimentos


quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover pelo
seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode
fornecê-los, sem desfalque do necessário ao sustento”.

Tendo em vista que na situação em


tela, a mãe possui a guarda da maior parte dos filhos, é visível que cabe ao
pai, auxílio material os filhos, já que ele possui a guarda de apenas 1 (um)
dos menores. Logo, pede-se:
IV – DO PEDIDO

I – A total procedência da ação com o


reconhecimento e a dissolução da união estável, a partilha de bens.

II – A citação do réu nos moldes legais,


para que, querendo, conteste o presente feito no prazo legal, sob pena de
revelia.
III – A condenação do réu ao
pagamento das custas processuais e honorários advocatícios

IV – A fixação da pensão alimentícia


no valor de R$ 100,00 (cem reais), para cada criança, uma porcentagem de
18,8% do salário mínimo, totalizando o valor mensal de R$ 200 (duzentos
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reais), sofrendo reajuste anual, conforme variação do salário mínimo


vigente.
V – A manifestação do Ministério
Público na presente ação.

Dá-se à causa o valor de R$ 5.499,04 (Cinco Mil Quatrocentos e noventa e


nove reais e quatro centavos).

Termos em que
Pede Espera Deferimento.

Pitanga, 09 de março de 2010.

TATIANA LETICIA GHELLER DOS SANTOS


OAB/P0R 53.351.

BRUNO SANTOS ARAÚJO


ESTAGIÁRIO/ACADÊMICO