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modelo de ação danos morais desconto indevidos benefício INSS

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DO MATO GROSSO.

(qualificação da parte Autora) por interédio do seu advogado que esta subscreve (procuração anexa), com escritório profissional sito no rodapé desta, onde indica para receber as comunicações e intimações de estilo, vem respeitosamente à ínclita presença de Vossa Excelência, ajuizar

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS POR ATO ILICÍTO E REPETIÇÃO DE INDÉBITO, com PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA contra

Em desfafor da CEF –Caixa Econômica (ou outro nome da instituição bancária), insituição financeira, com sede na (endereço)) 2123-1166, em decorrência das justificativas de ordem fática e de direito abaixo delineadas:

. no valor de R$ 5.. Este fato causou mais estranheza ainda na Autora. ou seja.. que consequentemente. paga as contas e compra remédios. diminuindo a renda familiar. o que lhe vem causando problemas diariamente. o que causa não só constrangimento e prejuízo material. ] É oportuno ainda salientar Excelência. Antes de fazer a retirada do dinheiro. mais também moral e psicológico... a Autora deslocou-se até a agência bancária do Banco do Brasil na cidade de oconé para receber sua aposentadoria mensal....... sendo que naquela oportunidade já haviam sido debitados 03 parcelas do seu benefício de n. esta não havia feito nenhum empréstimo com o dinheiro que recebia da sua aposentadoria.... diminuindo seu poder compra de alimento na mesa.. Lá estando explicou tudo ao gerente.24.. Com o fito de evitar maiores prejuízos a Autora viajou até Cuiabá e dirigiu-se a agência bancária de onde tinha originado o empréstimo.. qualquer centavo que lhe é retirado fará grande falta.841. tem cunho alimentício.. imediatamente a Autora dirigiu-se até uma delegacia de polícia e registrou um boletim de ocorrência do acontecido (doc. ou seja. foi informada que tinha ocorrido um desconto referente a uma parcela de um empréstimo feito na Agência 1918 da Caixa Econômica Federal referente ao contrato de número 10191811. que o benefício que a Autora percebe é totalmente assistencialista. que percebendo a fraude fez o estorno das 03 parcelas que haviam sido descontadas .. que foi parcelado em 60 prestação de R$ 176...DOS FATOS Em meados de outubro de 2010..º . pois sua única fonte de renda é o benefício do qual esta sendo descontado o referido empréstimo. pois.00. Excelência cabe ressaltar. De posse dessas informações. Anexo). sendo dele que provem o sustento de sua família. que tal infortúnio ocorreu sem o consentimento da Autora.. Ao indagar a atendente da agência sobre o valor depositado a menor.. passou no caixa de alto atendimento e retirou um extrato da sua conta e constatou que o valor da aposentadoria depositado naquele mês era inferior que nos meses anteriores fato que lhe causou estranheza.

fato que vem se repetindo desde então. Na esperança de resolver este impasse e evitar que maiores prejuízos lhe aconteça. pelo todo demonstrado não restam dúvidas que a Autora. voltou a Autora para sua lida diária em um sítio em Poconé. cujo o valor foi de R$ 528. a Autora procurou o INSS de sua cidade. diante destes acontecimentos. DO DIREITO DOS DANOS MORAIS A moral é reconhecida como bem jurídico. como se vê. Impende salientar. conforme se faz prova o comprovante de pagamento em anexo. que tudo estava resolvido. inclusive. moral ou à imagem. . merecendo. 5º.até aquela data. proporcional ao agravo. com o que lhe está sobrando não consegue mais adimplir seus compromissos. ver a Reclamada ser responsabilizada por todo ocorrido.72. Todavia Excelência. que as parcelas que estão sendo descontadas do benefício da Autora estão lhe causando um grande prejuízo. no mês seguinte houve novamente o desconto da parcela do empréstimo fraudulento no benefício da Autora. Porém. inc. recebendo dos mais diversos diplomas legais a devida proteção. explanando o ocorrido. a Autora esgotou todos os meios suasórios com o fito de resolver esse imbróglio ocorrido em seu benefício. estando amparada pelo art. tendo em vista que o INSS disse que não poderia fazer nada e que era para a Autora procurar seus direitos. Pois bem. uma vez que o próprio gerente da Caixa Econômica constatou a fraude ocorrida no seu benefício. Excelência. o que em pouco tempo pode virar uma bola de neve. pois. humilhante e absolutamente constrangedora. deparou-se com uma situação incômoda. V da Carta Magna/88: “Art. 5º (omissis): V – é assegurado o direito de resposta. por certo. porém todas tentativas restaram infrutíferas. além da indenização por dano material. vexatória. colocando a Reclamante em dificuldade financeira. não logrou êxito. Acreditando. por vez.

no momento em que a Autora mais precisa de paz. tudo pelo fato da Ré agir de forma negligente. negligência ou imprudência.O art. a mesma se depara com um constrangimento que jamais tinha passado durante toda sua existência. A Requerida ao arrepio da Lei. Como informado anteriormente. devolvendo a mesma o direito de usufruir de sua aposentadoria integral livre de qualquer ônus. onde o demandante viu-se submetido a uma situação de estresse constante. Ao contrário do que ocorre em outros setores. 186 e 187). conquistada ao longo dos anos. 927. fica obrigado a repará-lo.” Ocorre que o dano moral. que lhe causou e vem causando sérios dissabores e danos de difíceis reparações. levando esta a passar por um verdadeiro martírio para conseguir restabelecer a honradez junto aos seus fornecedores. por ato ilícito (arts. indignação e constrangimento. o nome da Autora é o seu bem valioso. devem ser cabalmente indenizados. virtude esta. uma comoção interna. 186 e art. comete ato ilícito. o qual foi pautado pela honradez de seus compromissos. no campo da indenização aos consumidores não existe limitação tarifada. Aquele que. 927 do Código Civil de 2002 assim estabelecem: “Art. deriva de uma dor íntima.” (Sílvio Salvo . que lhe garantiu uma moral ilibada. sem que haja limites para a indenização. pois. Aquele que. Está negligência a torna culpada pelo evento danoso. optou por correr o risco de colocar a promovente nesta situação de infortúnio e de constrangimento. sem sua anuência.” “Art. violar direito e causar dano a outrem. conquistado ao longo de sua vida. como sabido. decorrentes da atividade do fornecedor de produtos e serviços. um constrangimento gerado naquele que o sofreu e que repercutiria de igual forma em uma outra pessoa nas mesmas circunstâncias. causar dano a outrem. ainda que exclusivamente moral. Contudo Excelência. . isenta de qualquer mácula. sem a devida diligência que se espera de uma instituição financeira. por ação ou omissão voluntária. ao invés de acatar o pedido da Autora de cancelamento imediata da dívida e abster-se de fazer o desconto do seu benefício. permitiu que o terceiros fizessem empréstimo no nome da Autora. No nosso sistema foi adotada a responsabilidade objetiva no campo do consumidor. 186. de despreocupação. Esse é o caso em tela. Vejamos o que ensina o Mestre SÍLVIO DE SALVO VENOSA em sua obra sobre responsabilidade civil: “Os danos projetados nos consumidores.

devendo arcar com os danos materiais e morais decorrentes da sua conduta. Direito Civil. p. situando-se no âmbito psíquico do ofendido. Atlas. 80). e mesmo assim procede ao desconto na conta corrente de quatro prestações referentes ao pagamento do empréstimo. .. O dano moral existe in re ipsa. deve-se reconhecer a culpa da requerida pelo fato de ter concedido um empréstimo indevido sem anuência da Autora e por estar fazendo desconto indevido referente ao empréstimo no benefício da mesma.RESPONSABILIDADE DO BANCO FALHA NO SERVIÇO . de tal modo que. o dano moral reputa-se provado pela só demonstração de que a inscrição fora indevida. deriva inexoravelmente do próprio fato ofensivo.CULPA DA VÍTIMA AFASTADA FATO DE TERCEIRO INOCORRÊNCIA . Pois.DÉBITO INDEVIDO NA CONTA DO VALOR DA PRESTAÇÃO MENSAL . 2004. Dessa forma. Como visto. que decorre das regras da experiência comum.MINORAÇÃO DO QUANTUM . Malheiros: 2000. Responsabilidade Civil. 2.DANO EXISTENTE . Daí. São Paulo." (Programa de responsabilidade civil. pois. Sendo assim. Ed..ART. 14 do CDC responsabiliza o prestador de serviço pelos erros cometidos. . Presume-se que a Promovente sofreu lesão em sua honra objetiva.. p. Há falha no serviço prestado pelo banco quando seu funcionário deixa de creditar valor contratado pela cliente. derivaram-se da conduta ilícita da empresa Ré. 206). o fato da Autora ter sido submetido a uma situação de constrangimento e de desrespeito que já perdura por quase 8 (oito) meses..EMPRÉSTIMO BANCÁRIO FORMALIZADO IMPORTÂNCIA NÃO CREDITADA . os constrangimentos e vexações causados aa Autora.Venosa.VALOR MANTIDO. O art. 14. provada a ofensa. o dano moral está configurado. ipso facto está demonstrado o dano moral à guisa de uma presunção natural. evidente se mostra o nexo causal. uma presunção hominis ou facti. O valor arbitrado traduz uma quantia suficiente para garantir a punição do banco. Vejamos a jurisprudência da nossa Turma Recursal acerca de casos semelhantes: INDENIZAÇÃO DANO MORAL . configura sem sombra de dúvidas em abalo a ordem psíquica e moral do promovente. demonstrados o dano e a culpa do agente. É o que acentua Sergio Cavalieri Filho: ". sendo evidente o liame lógico entre um e outro.ª ed. CDC .

726-6 .005. deve ser mantido”(Processo Virtual nº 120080027327 – RELATOR .CLASSE CNJ .COMARCA DE PRIMAVERA DO LESTE – RELATOR DES. 001.DÉBITO INEXISTENTE – ALEGAÇÃO DE FATO DE TERCIERO – FATO PREVISÍVEL E EVITÁVELATO ILÍCITO CONFIGURADO – DANOS MORAIS PRESUMIDOS VALOR DA CONDENAÇÃO – OBSERVÂNCIA AOS PRINCIPÍOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE – RECURSO IMPROVIDO.2008. O valor da indenização pelos danos morais. razoável e proporcional ao dano verificado.198 .1ª Turma Recursal Cível . .Juiz de Direito – Relator Dirceu dos Santos). É ilícita a conduta do fornecedor que indevidamente lança débitos ao consumidor e encaminha o nome ao cadastro do SPC. quando ponderado. por débito contraído por terceiros.(QUINTA CÂMARA CÍVEL – TJ/MT.APELAÇÃO Nº 85142/2009 . (Recurso Cível nº. CARLOS ALBERTO ALVES DA ROCHA) “AÇÃO DE RECLAMAÇÃO – RESTRIÇÃO COMERCIAL INDEVIDA – ALEGAÇÃO DE ILETITIMIDADE PASSIVA – EMPRESAS QUE INTEGRAM O MESMO GRUPO EMPRESARIAL – PRELIMINAR REPELIDA .JOÃO BOSCO SOARES DA SILVA – 2ª TURMA RECURSAL)” " INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS – DESCONTO INDEVIDO DE PARCELA DE FINANCIAMENTO NÃO CONTRATADO PELO CONSUMIDOR – INEXISTÊNCIA DE DÉBITO – PREJUÍZO DE ORDEM MATERIAL E MORAL – DANO OBJETIVO – CONSTRANGIMENTO EXTRAPATRIMONIAL CARACTERIZADO – VERBA INDENIZATÓRIA – CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO – GRAVIDADE DA LESÃO E CAPACIDADE FINANCEIRA DO RESPONSÁVEL – RAZOABILIDADE – RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.

a satisfação de seu prejuízo. a reparação poderá não cumprir essa finalidade reconhecida pelo próprio legislador. Nem sempre o valor fixado na sentença revelará a justa recompensa ou o justo lenitivo para a dor ou para a perda psíquica. sendo mais uma satisfação do que uma reparação (Cavalieri Filho. Tal entendimento. Existe também cunho punitivo marcante nessa modalidade de indenização. No que concerne ao quantum indenizatório. dada a amplitude do espectro casuístico e o relativo noviciado da matéria nos tribunais. insusceptível de avaliação pecuniária porque é incomensurável. inclusive. São Paulo. o dano imaterial.” (. mas também atua como forma educativa ou pedagógica para o ofensor e a sociedade e intimidativa para evitar perdas e danos futuros. que sofreu descontos indevidos em seu benefício e transtornos que refletiram de maneira negativa no seu conceito moral.” (Sílvio Salvo Venosa. forma-se o entendimento jurisprudencial.) “Por tais razões. 944 do presente código que “a reparação do dano moral deve constituir-se em compensação ao lesado e adequado desestímulo ao lesante”. a reparação do dano moral deve guiar-se especialmente pela índole dos sofrimentos ou mal-estar de quem os padece. o Projeto de Lei nº 6. pedagógico. danos ínfimos são recompesados exageradamente ou vice-versa. Como afirmamos. Na verdade. é defendido pelo ilustre doutrinador SÍLVIO SALVO VENOSA. DO “QUANTUM” INDENIZATÓRIO. repondo o patrimônio abalado.”(Sílvio Salvo Venosa. Por vezes.. Atlas. mormente em sede de dano moral. E o ilustre mestre diz mais: “Dano moral é o prejuízo que afeta o ânimo psíquico. os exemplos da jurisprudência variam da mesquinhez à prodigalidade.960/2002 acrescenta o art. 2000:75). é irreparável. A jurisprudência é rica de exemplos. entre nós. Direito Civil. p. Excelência. Ed. Nesse sentido. isto é. A condenação em dinheiro é mero lenitivo para a dor. com a indenização pelo dano moral sofrido. 2004. uma vez demonstrada a flagrante violação à honra da Reclamante. deve-lhe ser assegurada por meio desta ação. moral e intelectual da vítima. se o julgador estiver aferrolhado a um limite indenizatório. embora seja altamente relevante. no sentido de que a indenização pecuniária não tem apenas cunho de reparação do prejuízo. . o aspecto mais importante da indenização. preventivo e repressor: a indenização não apenas repara o dano.. nos quais ora o valor do dano moral guarda uma relatividade com o interesse em jogo. não estando sujeita a padrões predeterminados ou matemáticos. mas que não constitui ainda.Assim. Responsabilidade Civil. ora não guarda qualquer relação. mas também caráter punitivo ou sancionatório. senão vejamos: “Do ponto de vista estrito. não patrimonial. 41).

INCLUSÃO INDEVIDA DO NOME NO SERASA.) . São Paulo.I . INDENIZAÇÃO DEVIDA. Responsabilidade Civil. 3SENTENÇA MANTIDA. 2004. : 53 (até 31/12/1993 na Seção 2. 2. UNÂNIME.F.º 8. consoante tem decidido a jurisprudência pátria: Classe do Processo : APELAÇÃO CÍVEL NO JUIZADO ESPECIAL 20020110581572ACJ DF Registro do Acordão Número : 191685 Data de Julgamento : 12/08/2003 Órgão Julgador : Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do D. 39/40).RESTANDO PATENTES OS DANOS MORAIS SOFRIDOS E O NEXO CAUSAL ENTRE A LESÃO E A CONDUTA NEGLIGENTE DA INSTITUIÇÃO PRESTADORA DE SERVIÇOS. DANOS MORAIS. SENTENÇA MANTIDA. Relator : SOUZA E AVILA Publicação no DJU:24/05/2004 Pág.RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. a partir de 01/01/1994 na Seção 3) Ementa CIVIL. DANOS MORAIS COMPROVADOS. a partir de 01/01/1994 na Seção 3) Ementa CIVIL. Atlas. : 41 (até 31/12/1993 na Seção 2. RECURSO IMPROVIDO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA PRESTADORA DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES. QUANTUM ARBITRADO CORRETAMENTE. A GRAVIDADE E REPERCUSSÃO DA OFENSA. Decisão: NEGAR PROVIMENTO.) Classe do Processo : APELAÇÃO CÍVEL NO JUIZADO ESPECIAL 20040110053689ACJ DF Registro do Acordão Número : 197708 Data de Julgamento :18/08/2004 Órgão Julgador : Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do D. CONSUMIDOR. A SABER: COMPENSAÇÃO E PREVENÇÃO. III . SENTENÇA MANTIDA. Relator : ALFEU MACHADO Publicação no DJU: 30/08/2004 Pág.n.NÃO HÁ DE SE FALAR EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS QUANDO NÃO EXISTE ADVOGADO EM DEFESA DA PARTE EX ADVERSA. NÃO GERANDO ASSIM ENRIQUECIMENTO ILÍCITO.F. Decisão CONHECER E NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. A INTENSIDADE DA CULPA DO RÉU. VALOR FIXADO DENTRO DOS PARÂMETROS DETERMINADOS PELA DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA. 1-PARA A FIXAÇÃO DO DANO MORAL DEVE-SE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO OS SEGUINTES FATORES: A RESPONSABILIDADE DO OFENSOR. CONFORME DETERMINA A LEI N. MORMENTE OS QUE DIZEM RESPEITO À COMPENSAÇÃO PELA DOR SOFRIDA E À PREVENÇÃO. p.078/90 (CDC). ESTE COM CARÁTER EDUCATIVO A FIM DE QUE. Daí.CORRETA É A FIXAÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS QUE LEVA EM CONTA OS PARÂMETROS ASSENTADOS PELA DOUTRINA E PELA JURISPRUDÊNCIA. A SITUAÇÃO PATRIMONIAL DAS PARTES.(g.(g. SENTENÇA MANTIDA. o valor da condenação deve ter por finalidade dissuadir o réu infrator de reincidir em sua conduta. UNÂNIME. ESTA TEM RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA NA REPARAÇÃO DOS MESMOS. EVITAR A REPETIÇÃO DO EVENTO DANOSO. POR UNANIMIDADE.n. CDC.Direito Civil. ALÉM DE ATENDER AO CARÁTER PEDAGÓGICO PREVENTIVO E EDUCATIVO DA INDENIZAÇÃO. Ed.II .

Magistrado Dr.PARÁGRAFO ÚNICO. ( Processo n.LANÇAMENTO INDEVIDO DE VALOR NA FATURA DO CARTÃO DE CRÉDITO DO AUTOR .TELEFONIA SENTENÇA EXTRA PETITA INOCORRÊNCIA APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR . PARÁGRAFO ÚNICO.º 7467/2009. Não resta dúvida também de que houve má-fé do Banco Reclamado em cobrar do Autor à quantia indevida. restou-se claro que o Autora foi cobrado por quantia indevida. DO CDC .COMPRA NÃO EFETUADA .DANO MORAL CONFIGURADO IN RE IPSA . reiterando a conduta ilícita e evidenciando seu descaso para com os direitos do consumidor. 42. Por esses motivos.REVISIONAL . Gonçalo Antunes de Barros Neto. 42.LIMITE ULTRAPASSADO FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO . Magistrado Dr.DIREITO À REPETIÇÃO DE INDÉBITO EM DOBRO COMO PRESCREVE O ART. Gonçalo Antunes de Barros Neto. 3ª Turma Recursal No caso em tela. ainda. deve a indenização ser fixada em patamar capaz de desencorajar novas condutas da parte requerida nesse sentido. o que dá causa para a punição prevista no art. “que o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. pois. 3ª Turma Recursal) RECURSO INOMINADO .DIREITO A REPETIÇÃO DE INDÉBITO EM DOBRO COMO PRESCREVE O ART.º 5725/2009.( Processo n.RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. A Jurisprudência é assente nesse sentido: RECURSO INOMINADO . Dessume-se então dessas premissas que o Banco Reú agiu com dolo. salvo hipótese de engano justificável”.DESNECESSIDADE DE PROVA DO DANO . parágrafo único. conquanto. a reprovabilidade da conduta da requerida.SENTENÇA MANTIDA RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. era sabedor que o empréstimo que originou a dívida foi conseguindo mediante fraude e sem anuência da Autora. .CONSUMIDOR . DA REPETIÇÃO DO INDÉBITO EM DOBRO Prescreve o Código de Defesa do Consumidor em seu art. devendo . não obstante os inúmeros transtornos que vem causando aos consumidores em razão de sua desídia. inexistia a dívida. DO CDC . por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. continua adotando a mesma sistemática para abertura de contas telefônicas. . 42.QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO . pois.Ressalto. parágrafo único do CDC. acrescido de correção monetária e juros legais. 42.

A tutela jurisdicional constitui-se em dever estatal. durante os períodos nos quais exercerão o contraditório e a ampla defesa.92 (um mil e quatrocentos e nove reais e noventa e dois centavos) DA TUTELA ANTECIPADA O bom direito milita a favor da Autora. deixando de adimplir com alguma obrigação será certamente taxada de caloteira. em situações de risco de dano. não sendo justo que a Autora continue sofrendo os prejuízos que virá com os descontos das parcelas do empréstimo que foi feito de forma indevida. nada mais justo que lhe prestar a tutela jurisdicional inaudita altera pars. que até o presente momento perfazem 08. eis que todo mês está sendo descontado de sua aposentadoria mensal o valor das parcelas do empréstimo. pois. Caso continuem debitando. Ademais. em ver seu dinheiro sendo retirado de sua aposentadoria de forma indevida. sendo.por isso o mesmo ser condenado a repetição de indébito em dobro do valor indevidamente cobrado. o que torna o empréstimo inexistente. ou ainda quando esse já se efetivou. a tutela antecipada deve ser concedida de urgência. o que se faz na forma prevista no artigo 273 do Código de Processo Civil. conquanto. proveniente de um empréstimo que não teve sua anuência e que utilizou seu benefício de aposentadoria. abaixo transcrito: . a fim de não retardar ainda mais o sofrimento da Autora. entre o pedido e a entrega definitiva da tutela jurisdicional. Restando exaustivamente demonstradas as lesões provocadas aos direitos da Autora. equivalente as parcelas que foram descontadas do benefício da Autora. eis que a dívida que esta sendo cobrada é indevida. conquanto. ocorrerá um lapso de tempo considerável. cujo total descontado foi de R$ 1. estreitará seu poder de compra e de adimplir com seus compromissos. O risco a que está sujeito a Requerente agrava-se com o passar dos dias. provocará maiores e constantes prejuízos a Autora. Por mais que o rito procedimental e os serviços judiciários sejam rápidos e eficientes. nada está a dever a Requerida ou a quem quer que seja. que ainda restam 53 prestações a serem debitadas do seu benefício. além de aumentar o número de pessoas (físicas e jurídicas) que passarão a ter uma ideia errônea do comportamento da Autora. portanto.409. a fim de garantir e consagrar os padrões de convívio social e do próprio Estado de Direito. desde que a requerida.

É oportuno ainda salientar Excelência. RS: O envio do nome do devedor a serviço de informação de crédito. a antecipação da tutela que ora se requer. maior ainda será caso persista os descontos. em nada irá alterar o suposto empréstimo. efetivou o estorno das parcelas até então debitadas no benefício da Autora. motivos que justificam plenamente a concessão da antecipação assecuratória. das quais. Some-se ainda. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. Alç. a qualquer momento tal desconto poderá ser renovado. para a Autora fará grande falta. . A prova inequívoca e a verossimilhança. que o benefício que a Autora percebe é totalmente assistencialista. se por forca da Constituição.996. ou seja. a justificar a concessão de tutela antecipada de sustentação daquelas medidas até solução do litígio ( 11. se convença da verossimilhança de alegação e: I . diante do risco que é concreto. necessário ressaltar que. Câmara do T. existindo prova inequívoca. com certeza se valerá a Requerida. conforme se constata no comprovante de depósito em anexo.haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação". que ao tomar ciência do ocorrido. RT 731/410). sendo dele que provem o sustento de sua família. qualquer centavo que falte. bem como a apresentação a protesto de títulos referente a débitos em discussão. não deixam margens para qualquer dúvida. ou seja. a requerimento da parte. o que provocará maiores e mais sérios danos à honra e à moral da Requerente. uma vez que o empréstimo foi feito mediante fraude.1. Mais do que provado o dano irreparável e. tem cunho alimentício. o que fatalmente ocorrerá pela natural delonga inerente ao contraditório e ampla defesa. antecipar. Finalmente. desde que. também por forcas Constitucional tem eles o direito de não sofrer danos irreparáveis no curso do processo."O juiz poderá. que inclusive ficou constatado pelo gerente da Reclamada. paga as contas e compra remédios. caso a Requerida comprovem que as argumentações até aqui expendidas não tenham qualquer fundamento.04. tem os litigantes o dever da submissão às vias processuais estabelecidas. Diferente não se posicionam os nossos Tribunais: 6a. representam prejuízos em suas relações comerciais. Ora. total ou parcialmente. que deferindo Vossa Excelência a Tutela Antecipada a fim de determinar que a Reclamada se abstenha de fazer os descontos das parcelas.

c) Determinar a citação da Requerida. fato este que vem causando grande transtorno na vida da Autora. em regime de urgência ordenando a Reclamada que se abstenha de debitar as parcelas do empréstimo na conta do Banco do Brasil – Agência . 186 e art. a inversão do ônus da prova em favor do demandante. 6º. querendo... que estão sendo efetuadas na conta da Autora no Banco do Brasil – . vez que foi gerada sem anuênca da mesma e de forma unilateralmente e indevidamente pela empresa Ré. 6º. sob pena de multa. VI da Lei.. V da CF/88 c/c art. requer seja concedida a liminar. inc. sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato. inc.. no endereço fornecido nesta inicial na pessoa de seu representante legal para. requer a Autora que Vossa Excelência digne-se de: a) Conceder a tutela antecipada inaudita altera pars... b) Conceder. nos termos do artigo 42. 5º. referente ao benefício de titularidade da Autora. condenando-os a ressarcir em dobro o que cobrou indevidamente... devido a cobrança de dívida inexistente. e) conceder a parte autora os benefícios da Justiça Gratuita. para que a Reclamada se abstenha de debitar as parcelas. inc.078/90 A PAGAR A AUTOR OS DANOS MORAIS A ELE CAUSADOS. conta . da Lei 8. nos termos do art. DO PEDIDO. Diante de todo o exposto..3) CONDENAR A DEMANDADA. devendo a mesma ser condenada no valor do teto máximo do Juizado Especial Federal D5) condenar os Reclamados na repetição do indébito. parágrafo único. contestarem a presente em prazo legal. D. VIII do CDC. . nos termos dos art. 8.. d) JULGAR PROCEDENTE A PRESENTE DEMANDA E ACOLHER OS PEDIDOS para: d1) declarar nula o empréstimo consignado que esta sendo cobrado da Autora. eis que não tem condições de arcar com o pagamento das custas do processo e honorários de advogado...078/90. 927 do CC/2002 e art...Isto posto. Código de Defesa do Consumidor.

14 de março de 2011. o que fica. inc. inclusive prova testemunhal. Nestes Termos. nos termos do art. depoimento pessoal da representante da demandada sob pena de confissão. Cuiabá. 259. o valor de R$ 30. DO VALOR DA CAUSA. juntada ulterior de documentos e tudo mais que se fizer necessário para a perfeita resolução da lide. . requerido.f) Requer ainda a condenação do Requerido em custas e honorários advocatícios. Pede e aguarda deferimento. Dá-se à causa. DOS MEIOS DE PROVA. II do CPC. O autor protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos.00 (trinta mil e seiscentos reais).600. desde logo.

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