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O livro da Sabedoria - Apresentação

O livro da Sabedoria - Apresentação

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Published by: Marcelo Gomes on Nov 05, 2010
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11/05/2010

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Livro apócrifo Sabedoria de Salomão

Alunos: Marcelo & Andreza Gomes Profº: Demétrio Rocha AUTOR: Escrito por um judeu de Alexandria no norte do Egito. Mas, houve época que diziam ser o rei hebreu Salomão, porém estudiosos duvidaram dessa autoria com bases internas e hoje em dia considera-se o livro como obra de um desconhecido judeu, provavelmente na cidade greco-egípcia de Alexandria, durante a segunda metade do século I a.C.. Na realidade, o livro revela parentesco com os escritos do judaísmo alexandrino e foi redigido em grego por um autor que permaneceu no anonimato. Era monoteísta e como escritor tem em sua obra, ele evidencia uma familiaridade com o pensamento grego e termos filosóficos, como: chama a Deus “o autor da beleza” (13.3); fala de “o material amorfo”, oule amorphos do universo seguindo Platão (11.17) e as quatro virtudes cardinais de acordo com a escola de Aristóteles (8.7). ESCRITO AOS: Judeus que viviam naquela região, considerados Gregos educados, pois viviam numa cidade rica fundada por Alexandre Magno (324 a.C). DATA: 40 a.C PRÓPOSITO, PENSAMENTO DO AUTOR: Fortalecer a fé dos judeus que viviam nesta região, a não aderirem à religião dos povos que ali viviam. O autor exalta a Sabedoria judaica, cuja origem é Deus e quer mostrar que ela nada é inferior à grega, que domina Alexandria. O desenvolvimento progressivo das idéias: o autor procede por toques sucessivos. O tema da morte, por exemplo, é abordado logo no começo do livro (1.11; 13.16) para ser retomado e desenvolvido em diversas oportunidades ao longo do texto (2.20 – 24; 3.2 – 3; 4.7 – 14 etc.). O autor explora a riqueza do tema para evocar hora a morte física, hora a morte espiritual ou as duas em conjunto; e seu pensamento, aqui como em outros lugares, parece impedir qualquer iniciativa de redução sistemática. Por outro lado, no plano formal, observa-se uma preocupação constante em utilizar um vocabulário rebuscado, inclinado a neologismos e ao emprego constante de numerosas figuras de construção ou de retórica. Destacam-se também o sentido inusitado atribuído a diversos termos e a monótona repetição das mesmas partículas gregas de ligação kai - αλλά - αντί - ei,nai o,ti ("e", "mas", "pois", "é que"). O autor do Livro da Sabedoria é um poeta e um mestre espiritual que pretende compor uma obra pessoal, original. Mesmo recorrendo a numerosas fontes, evita reproduzi-las tais como são, integrando-as discretamente em seu trabalho. É assim que procede com relação ao Antigo Testamento.

CONTEÚDO: Este livro é um tratado de Ética recomendando a sabedoria e a retidão, e condenando a Iniqüidade e a idolatria. As passagens salientam o pecado e a loucura da adoração das imagens, lembram as passagens que sobre o mesmo assunto se

encontram nos Salmos e em Isaías. Era homem genial e piedoso, caracterizando-se pela sua crença na imortalidade. Viveu entre 150 e 50 ou 120 e 80, A.C. A imitação da poesia bíblica vai, pouco a pouco, cedendo lugar - principalmente a partir de 11.4 - a um estilo periódico que tende à prosa ritmada. Igualmente se observa que os caps. 6 – 10 insistem no papel criador e providencial da Sabedoria, que, por sinal, não volta mais a ser mencionada. Pode-se ser dividido em três seções: 1. O destino humano segundo Deus (1 – 5); 2. Elogio à Sabedoria (6.1 – 11.3); como o Guia da Humanidade 3. Meditação sobre o Êxodo (11.4 – 19.22). O livro em geral nos nove primeiros capítulos trata da Sabedoria sob seu aspecto especulativo, e os últimos dez capítulos relaciona a Sabedoria de um ponto de vista histórico. COMPARAÇÃO COM OS INSPIRADOS: Compare: Sabedoria 13.11-19, com Salmos 95; 135.15-18 e Isaias 40.19-25; 44.9-20) É digno de nota que o autor deste livro, referindo-se a incidentes históricos para ilustrar a sua doutrina, limita-se aos fatos recordados no Pentateuco. Ele escreve em nome de Salomão; diz que foi escolhido por Deus para rei do seu povo, e foi por ele dirigido a construir um templo e um altar, sendo o templo feito conforme o modelo do tabernáculo. Nunca foi formalmente citado, nem mesmo a ele se referem os escritores do Novo Testamento, porém, tanto a linguagem, como as correntes de pensamento do seu livro, encontram paralelos no Novo Testamento (Sab. 5.18-20; Ef 6.14-17; Sab. 7.26, com Hb 1.2-6 e Sab. 14.13-31 com Rm 1.19-32). São pouco numerosas as citações extraídas dos textos bíblicos anteriores. Contudo, sua obra é alimentada por um conhecimento e uma meditação profundos de tais textos (particularmente Gênesis, Êxodo, Isaías, Provérbios), que o autor parece ter lido na versão grega da Septuaginta. Ainda se pode distinguir, na última parte, uma influência inegável do midrash - espécie de comentário judaico dos textos bíblicos que dá lugar a amplificações legendárias. DOUTRINAS E HERESIAS DO LIVRO: Livro escrito com a finalidade exclusiva de lutar contra a incredulidade e idolatria do epicurismo, que é uma vida de contínuo prazer como chave para a felicidade; O corpo como prisão da alma (9.15); Doutrina estranha sobre a origem e o destino da alma (8.19,20); Salvação pela Sabedoria, o autor mostra a Sabedoria como uma entidade, pode-se dizer como a quarta pessoa de Deus (9.15; 1.4,6); ao longo dos dez primeiros capítulos a sabedoria geralmente é personificada como uma mulher. O autor recorre livremente a seus conhecimentos em matéria de poesia, retórica, ciências e, principalmente, de filosofia grega. Excepcionalmente, é possível distinguir citações quase literais de Homero e de Platão, ou referências bastante precisas a certa explicação científica ou teoria filosófica. No mais das vezes, trata-se apenas de alusões ou reminiscências.

Imortalidade dos justos. Oferece uma resposta às questões angustiantes de Jó, ensinando que as almas virtuosas perseguidas sobre a terra gozam de tranqüilidade perfeita junto de Deus e que, no dia da visita ou do Juízo, serão recompensadas (2,22; 3,1-9; 4,7-14; 5,15-23) CONTRASTES DO LIVRO:  O destino imortal dos justos, por exemplo, é colocado em oposição à vida estéril dos ímpios; a esterilidade virtuosa, à fecundidade ímpia; a sorte dos israelitas, à dos egípcios.  Os egípcios foram castigados por terem sido piores em hospitalidade que os habitantes de Sodoma (19.13 – 17).  O autor coloca seis passagens históricas do Êxodo retomando o fio de suas comparações, desenvolvendo sucessivamente: O milagre das cordonizes e a invasão das rãs (16.1 – 4); A serpente de bronze que cura os hebreus, e os animais mortíferos lançados contra os egípcios (16.5 – 14); O maná e o granizo (16.15 – 29); As trevas e a coluna de fogo (17.1 – 18.4); A morte dos primogênitos do Egito e a libertação pascal (18.5 – 25); O afogamento dos egípcios no Mar Vermelho e a livre passagem de Israel pelo mar (19.1 – 12).  Ele só menciona esses milagres do Êxodo para relacioná-los com certa teoria sobre os elementos da natureza (19.18 – 21).  Nos primeiros 10 capítulos é relatada a personificação a Sabedoria, porém no restante do livro ela mal aparece.

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