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SUBVENÇÕES

GOVERNAMENTAIS

TOPICOS ESPECIAIS 2

PROFESSOR REYNALDO CANABARRO

ROBERTO POSE BRENLLA – 06110721

MANUEL FERNANDES FERREIRA JUNIOR – 05210704

ROSANA NASCIMENTO COELHO - 08110115


Introdução
Assistência governamental é de um modo geral uma ação de um
governo destinada a fornecer determinado beneficio econômico especifico a
uma entidade ou grupo de entidades visando atingir um determinado objetivo.
Essa assistência pode se caracterizar de varias formas variando pela sua
natureza e suas condições.

Elas podem ser:

• Subvenções Governamentais: é a contribuição de natureza pecuniária


concedida a uma entidade em troca do cumprimento passado ou futuro
de certas condições relacionadas às atividades operacionais da
entidade;
• Isenções: as isenções tributárias são subvenções para investimento que
dispensam legalmente o pagamento de tributos, mesmo que na
entidade beneficiada ocorra o fato gerador;
• Reduções: embora tenham as mesmas características das isenções,
essas excluem parte do passivo tributário, restando um saldo a pagar;
• Empréstimos subsidiados: nesta modalidade o credor, governo, através
de um banco ou não, renuncia ao recebimento total ou parcial do
empréstimo ou juros mediante o cumprimento de determinadas
condições. De um modo geral essa forma está vinculada a um tributo
especifico e nela são aplicadas taxa de juros abaixo do mercado. Pode
ser aplicada também a postergação do pagamento do tributo vinculado
sem ônus ou com a aplicação da taxa de juros abaixo do mercado;
• Outra forma de subvenção governamental é a aplicação do imposto
devido em Fundos de Investimentos, na medida em que o Tesouro
Nacional abre mão de parte da Receita Tributaria e a entidade torna-
se investidora de um fundo beneficiário.

A analise das Demonstrações Contábeis das entidades que obtiveram


assistência do governo é de suma importância para identificar o método da
contabilização dessa assistência no momento do seu recebimento e pela
forma que ficou caracterizada, nas Demonstrações Contábeis, os benefícios
gerados por essa assistência ao longo de sua aplicação.
Reconhecimento
Apenas o recebimento da assistência não é garantia de que as
condições associadas à subvenção estejam cumpridas ou serão cumpridas,
logo as subvenções não devem ser reconhecidas até que exista a segurança
de que a entidade cumprirá todas as condições relacionadas a ela e até que a
subvenção seja recebida.

Da mesma forma, os subsídios nos empréstimos também necessitam da


garantia do cumprimento dos compromissos assumidos para o seu
reconhecimento. Nos casos em que os requisitos dependam de fatores
externos a entidade, como manutenção do volume de vendas ou do nível de
empregos etc., a subvenção será reconhecida apenas quando o compromisso
for cumprido.

Reconhecida uma subvenção, qualquer contingência associada deverá


ser tratada de acordo com a norma sobre provisões, Passivos, Contingências
Passivas e Ativas. Da mesma forma a contabilização da subvenção deverá ser a
mesma independentemente de ter sido recebida em dinheiro ou como
redução do passivo.

Contabilização
De maneira geral as subvenções governamentais não podem ser
creditadas diretamente no Patrimônio Liquido e devem ser reconhecidas, pelo
regime de competência, como receita ao longo do período necessário para
confrontar com as despesas que a subvenção pretende compensar. Enquanto
os requisitos para reconhecimento no resultado não forem atendidos, elas
deverão ser registradas no Ativo com as contrapartidas registradas no passivo.
Mas, existe um caso especifico em que é necessária a retenção em conta
apropriada no Patrimônio Liquido para cumprimento de uma condição. Neste
caso após terem sido reconhecidos no resultado, serão creditados a conta de
reserva própria, mas a partir da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
As subvenções relacionadas a ativos depreciáveis também deverão ser
reconhecidos como receita ao longo do período de vida útil do bem e na
mesma proporção de sua depreciação

As subvenções relacionadas a ativos não depreciáveis deverão para


reconhecer como receita acompanhar a apropriação das despesas necessárias
ao cumprimento das obrigações. Por exemplo, uma subvenção que transfira a
propriedade definitiva de um terreno pode ter como condição a construção de
uma planta industrial e será apropriada como receita na mesma proporção da
depreciação dessa planta. Poderão existir casos em que a confrontação exija
uma parcela da subvenção seja reconhecida como receita segundo um critério
e outra parcela segundo outro critério.

A subvenção também pode ser concedida de forma a ser recebível como


compensação por gastos ou perdas já incorridas ou para finalidade de dar
suporte financeiro imediato a entidade, isto é, em ambos casos, sem qualquer
despesas futura relacionada, sendo reconhecida, portanto, como receita do
período em que se torne recebível. No caso de suporte financeiro imediato as
subvenções podem ser limitadas a uma entidade especifica e podem não estar
disponíveis a todos e quaisquer beneficiários, fazendo com que a subvenção
seja reconhecida como receita no período em que a entidade se qualifique e
atenda as condições estabelecidas para seu registro para recebê-la.

Como podemos ver as subvenções estão associadas a inúmeras


condições, sendo, portanto fundamental a identificações das condições que
dão origem aos custos e despesas que determinam os períodos durante os
quais a subvenção será recebida.

a. Ativos não monetários obtidos como subvenções governamentais

Nos casos em que a subvenção governamental estiver sendo


representada por um ativo não monetário como terreno, por
exemplo, deve ser reconhecido por seu valor justo ou pelo valor
nominal no caso da impossibilidade de se atribuir o valor justo, não
podendo ser efetuado o lançamento diretamente em conta de
resultado porque os benefícios econômicos serão obtidos por seu uso
ou alienação.
b. Apresentação das subvenções relacionadas a ativos.

Existem dois métodos de apresentação nas Demonstrações


contábeis de subvenções relacionadas a ativos, mas não vinculadas a
obrigações futuras.
O primeiro método considera a subvenção como receita diferida
no passivo, sendo reconhecida como receita ao longo da vida útil do
ativo.
O segundo método deduz da contrapartida do próprio ativo
recebido como subvenção para chegar ao valor escriturado liquido
do ativo, podendo ser nulo. Nesse caso a subvenção é reconhecida
como receita durante a vida do ativo depreciável por meio de um
credito à depreciação registrada no resultado.
A compra de ativos e o recebimento das subvenções a eles
relacionadas podem influenciar os fluxos de caixa da entidade.
Assim para demonstrar o investimento bruto em ativos, as
movimentações são divulgadas como itens separados na
Demonstração dos Fluxos de Caixa, mesmo que a subvenção seja ou
não deduzida do ativo na apresentação do balanço.

c. Apresentação da Demonstração do Resultado

As subvenções podem ser apresentadas nas Demonstrações de


Resultado como créditos sob o titulo geral: “Outras Receitas” ou
como deduzidas da despesa relacionada.

No caso da devolução da subvenção por parte da entidade, ela deve ser


contabilizada como uma revisão de uma estimativa contábil. O reembolso
deve ser aplicado em primeiro lugar contra qualquer credito diferido não
amortizado registrado relacionado a subvenção. Conforme o reembolso
exceda o credito diferido deve ser reconhecido como despesa. O reembolso de
uma subvenção relacionado a um ativo deve ser registrado aumentando o
valor escriturado do ativo ou reduzindo o saldo da receita diferida pelo
montante reembolsável. A depreciação adicional acumulada que deverá ser
lançada como despesa. De acordo com as circunstancias relacionadas ao
reembolso de uma subvenção relacionada com um ativo pode ser necessário
levar em consideração uma possível perda do valor do ativo.
Nos casos das subvenções caracterizadas pela aplicação de parcela de
impostos devidos em Fundos de Investimento, a entidade deve registrá-las
pelo seu valor justo desde que as condições mínimas para seu reconhecimento
tenham sido atendidas no momento do fato gerador que é o pagamento da
parcela do imposto de renda.

Em empreendimentos que possuem incentivos tributários de imposto


sobre a renda a contabilização dessa redução ou isenção tributaria deve ser
reconhecida como subvenção para investimento, mas registrando-se o imposto
total no resultado como se fosse devido e em contrapartida a receita de
subvenção equivalente, a serem demonstrados um deduzido do outro.

Disclosure
A entidade deve divulgar as seguintes informações:
• Política contábil adotada para as subvenções governamentais
com os métodos de apresentação nas Demonstrações
Contábeis;
• Natureza e o montante reconhecido das subvenções;
• Condições das subvenções;
• Descumprimento de condições contratadas ou outras
contingências;
• Eventuais subvenções a reconhecer contabilmente após
cumpridas as condições contratuais;
• Memória de calculo dos cálculos do fair value da subvenção
relacionada a um ativo;
• Informações das parcelas de reduções ou isenções de tributos
em áreas incentivadas.

Lei nº 11638/2007
A lei 11.638/2007 iguala os resultados no Brasil aos das normas
internacionais determinando que as subvenções para investimento
não posam mais ser registradas diretamente como reserva de
capital. Precisará ir a Resultado e para não perder o incentivo fiscal
ligado a tais subvenções, o valor do lucro relativo a tais montantes
não poderá ser distribuído aos sócios. Por isso a opção de destinação
desses valores para a Reserva de Incentivos Fiscais.