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Transformador de Corrente

Transformador de Corrente

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Transformadores de Instrumentos Profs.

Masao Sakae e Milton C F Alvarez

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apoio Prof Cintia

TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS
Introdução:
Transformadores de instrumentos são equipamentos elétricos destinados a transformar grandezas elétricas elevadas (corrente e tensão) dos circuitos de AT em grandezas elétricas acessíveis a instrumentos de medição, tais como: amperímetros, voltímetros, wattímetros, relés de proteção etc. Existem essencialmente 2 tipos de transformadores: Transformadores de Corrente e Transformadores de Potencial.

Transformadores de Corrente (TC ou CT em inglês)
TC’s são equipamentos elétricos que transformam correntes altas em correntes baixas. As correntes baixas são padronizadas pela NORMA, que poderá ser de 1 A – 5 A ou 10 A. Normalmente é utilizado o de 5 A. A corrente que circula no circuito de AT é chamada de corrente primária (I1) e corrente de BT é chamada de corrente secundária (I2). O enrolamento primário (N1) é constituído de fio grosso para suportar altas correntes, possuindo poucas espiras ou mesmo apenas 1 espira. O enrolamento secundário (N2) é constituído de fio fino capaz Fig. 1 de suportar baixas correntes, possuindo muitas espiras. Por exemplo, se o TC possui relação de corrente de 50/1, se N1 for 1 espira, temos N2 igual a 50 espiras. Na figura 2 é mostrada a configuração de TC com 1 espira primária.

Fig. 2

Transformadores de Instrumentos Profs. Masao Sakae e Milton C F Alvarez

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Fig. 3 Referindo-se a figura 1, num TC a corrente secundária produz um campo φ2 que mantém o equilíbrio com o campo φ1 produz ido pela corrente primária. Caso o circuito secundário estiver aberto , o efeito de equilíbrio desaparece, o campo magnético primário aparece com plena intensidade e o núcleo se satura, com isto sobreaquecendo perigosamente e induz, no enrolamento secundário, uma tensão bastante elevada. Por esse motivo o secundário sempre deve estar com circuito fechado.

Teoria:
A f.e.m. induzida no secundário é dada pela equação:

N × dφ dt φ = φm × sen wt e=−

Em = + N × φ m × w

Em = 2 × Eef ∴ Eef =

e = − N × φm × w × cos wt 2π × f Eef = × A × N × φm e = Em quando cos wt = 1 ou wt = 0 2

Em 2

Eef = 4,44 × f × A × N × φm

Transformadores de Instrumentos Profs. Masao Sakae e Milton C F Alvarez

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Circuito Magnético do TC

Fig. 4

Circuito Elétrico Equivalente do TC

Fig. 5

depende de I1’ e da corrente I0 de excitação. de espiras secundárias. Devido a I0. X1. 6 No primário R1. logo: I1 N 2 ≠ I 2 N1 . o TC produz um erro na relação de transformação e também em ângulo. Define-se ângulo de fase γ positivo quando –I2 está em avanço em relação a I1. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 4 de 30 apoio Prof Cintia Diagrama Vetorial do TC Fig.Transformadores de Instrumentos Profs. E1 ≅ 0 daí não foi representado no diagrama vetorial. Onde N1 = no. Tanto a relação de transformação como o ângulo de fase é influenciado pela impedância da carga secundária. A corrente primária I1. de espiras primárias e N2 = no. levando I2 a afastar-se de um ângulo γ em relação a 180º que deveria fazer com I1. Fórmula de Relação Real Como foi visto pelo diagrama vetorial o TC não transforma a corrente primária I1 para a corrente secundária I2 numa fração bem definida dada pela relação de espiras N2/N1.

Relação Ideal × 100 Relação Real R-N × 100 R 1200 e a relação real 5 Exemplo: Seja relação nominal de um TC igual a N = R= 1203 . E para uma determinada carga secundária temos erros diferentes em função da corrente primária ou secundária.25% %= (12035 ) A relação real R de 1203/5 corresponde para uma determinada carga secundária bem definida. como mostra o gráfico: . Masao Sakae e Milton C F Alvarez Chamamos Página 5 de 30 apoio Prof Cintia I1 N I' de relação real R e 2 = 1 de relação ideal ou nominal N.(1200 5 ) × 100 = 0.Transformadores de Instrumentos Profs. I2 N1 I 2 A fórmula que nos dá a relação real R é: R=N+ I p × cos ∆ + I m × sen ∆ I2 A porcentagem de erro de relação é calculada pela expressão: ER % = ER % = Relação Real . daí a porcentagem de erro será: 5 ER (12035 ).

5 VA FP = 0.Transformadores de Instrumentos Profs. diferentes para os de utilização em medição. Isto é. Este erro não tem muita importância quando estamos utilizando TC para relés de proteção. 6 Como pode-se notar pelo diagrama vetorial a corrente primária I1está deslocado de um ângulo γ em relação ã corrente –I2. A fórmula que nos dá o erro de ângulo de fase é: γ= I m × cos ∆ − I p × sen ∆ I '1 em radianos I’1 = relação nominal x I2 ∴ I’1 = N x I2 ∴ N = I '1 I2 γ= 180° π × I m × cos ∆ − I p × sen ∆ I '1 em graus . Este assunto será abordado com detalhes mais adiante. devido a corrente de excitação I0 na qual vai introduzir erro de ângulo de fase. porém se queremos utilizá-lo para medida de energia para fins de cobrança é de suma importância.9 Fórmula de erro de Ângulo de Fase (γ) da fig. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 6 de 30 apoio Prof Cintia Carga 12. Por esse motivo existem classes de precisão para TC’s de utilização em proteção.

Transformadores de Instrumentos Profs. que aumenta proporcionalmente a medida que cresce a corrente primária. Porém esta proporcionalidade entre corrente de excitação e corrente primária se mantém até um certo limite. até o ponto de saturação do núcleo. daí existe erro de ângulo de fase bem definido para uma determinada carga ligada no secundário do TC. com variação da corrente secundária: γ 20 15 Minutos 10 5 0 0 10 20 40 60 80 100 % da Corrente Secundaria Curva de Excitação Secundária No caso real a corrente de excitação I0 é suprida pela corrente primária. A curva a seguir dá o erro de ângulo de fase para uma determinada carga. o ângulo ∆ depende da impedância da carga ligada no secundário do TC. Na prática podemos levantar a curva de excitação aplicando tensão no enrolamento secundário e medindo a corrente de excitação secundária: 6 5 4 V2 3 2 1 0 1 io (Corrente de excitação Secundária) 2 3 4 5 6 7 8 . Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 7 de 30 apoio Prof Cintia Como pode-se notar pelo diagrama vetorial.

Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 8 de 30 apoio Prof Cintia A corrente de excitação secundária é em função da tensão de excitação e impedância de excitação secundária i0 = E2 . Dado curva de excitação secundária. Fator de Correção de Relação (FCR) FCR é um fator pela qual deve ser multiplicada a relação nominal (N) para se obter a relação real (R). Assim sendo: FCR = Relação Real Relação Nominal Relação Real = I1 I2 Relação Nominal = I'1 I2 FCR = I1 I'1 Exemplo: Calcular a FCR de um TC de 1200/5 para carga secundária de 20 Ω e corrente secundária I2 = 2 A. .Transformadores de Instrumentos Profs. Z0 O diagrama equivalente referida ao secundário nos dará uma compreensão melhor sobre a relação acima.

Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 9 de 30 apoio Prof Cintia Para calcular FCR desprezamos o erro causado pelo ângulo de fase daí: I'1 = I 2 × N ∴ N = 1200 / 5 = 240 I'1 = 2 × 240 = 480 A I1 = I 2 × N + N × I 0 V2 V2 = I 2 × 20 = 2 × 20 = 40V 40 i0 0.2 Corrente de secundária excitação Com 40 V entramos na curva de excitação e encontramos i0 = 0.2 × 240 = 528 A Logo: FCR = 528 = 1.2 A.1 480 . I1 = 2 × 240 + 0.Transformadores de Instrumentos Profs.

em inglês. Por exemplo: Calcular a carga total ligado no TC abaixo: . Então o VA é a carga consumida com a corrente secundária nominal 5 A. de BURDEN. se uma carga de 12. basta somar aritmeticamente as cargas individuais e se for o caso somar a resistência do cabo de ligação.5 Ω. BURDEN é de preferência expressa em termos de impedância da carga (resistência e reatância). Para calcular a carga total no secundário de um TC. alimentando vários instrumentos. pois Z = VA 12.5Ω . Assim. I2 5 Os fabricantes fornecem as cargas individuais de todos os instrumentos. Costuma-se também indicar a carga em VA e fator de potência. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 10 de 30 apoio Prof Cintia Curva do FCR A curva do FCR é a representação gráfica de erro de um TC para uma carga padronizada.Transformadores de Instrumentos Profs. Carga do TC A carga externa ligada no secundário do TC é chamada.5 VA é indicada no catálogo isto significa uma impedância de 0.5 = 2 = 0.

31 Ω.850gauss Concluímos que o TC não satura pois o aço silício suporta até 15. exige-se o conhecimento da secção do núcleo.44 × 60 × 400 × 20 × Bmax × 10−8 ∴ Bmax = 10. Exemplo: Um TC de 2000/5 A de aço silício possui secção do núcleo igual a 20 cm2 e a resistência do enrolamento secundário é 0. Verificar se o TC não satura.44 × f × N × A × Bmax × 10 −8 231 = 4. Relação do TC = 400/1 A corrente secundária é igual a A tensão secundária é: 40.500 gauss.000 = 100 A 400 E2 = I S × [Z C + Z S ] E2 = 100 × [2 + 0.Transformadores de Instrumentos Profs. A carga ligada no secundário desse TC é 2 Ω e a corrente que circula quando ocorre um curto circuito é de 40. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 11 de 30 apoio Prof Cintia Verificação da Saturação de um TC para uma determinada carga e corrente A comprovação da saturação de um TC.000 A – 60 Hz. . geralmente para fabricação de TC é utilizado núcleo de aço silício que suportam indução magnética na ordem de 15.31] = 231V E S = 4. fatores estes que muitas vezes não temos.500 gauss.44 x f x N x A x Bmáx x 10-8 Por este método. bem como o tipo do material que é feito o núcleo. pode ser determinada pelos seguintes métodos: a) Pela equação básica Es = 4.

Cálculo de tensão secundária V2: V2 = I 2 × Z C V2 = 100 × 4 = 400V I2 = 40.Transformadores de Instrumentos Profs.000/5. Masao Sakae e Milton C F Alvarez b) Pela curva de saturação do TC Página 12 de 30 apoio Prof Cintia Este método consiste em determinar a tensão secundária do TC e comparar com a curva de excitação secundária. Devemos escolher outro TC que produza tensão secundária acima de 400 V. Exemplo: Foi levantada a curva de excitação secundária e verificou-se que o TC se satura com a tensão secundária na ordem de 200 V. sabendo—se que durante um curto circuito a corrente primária é 40. Verificar se podemos ligar uma carga de 4 Ω.000 = 100 A 400 Conclusão: Como a tensão secundária calculada deu 400 V e pela curva de excitação. c) Pela classe de precisão do TC. a máxima tensão que este TC produz não é adequado para este caso. conforme a norma ANSI (antiga ASA) A precisão do TC é especificada da seguinte maneira pela norma ANSI: 10 H 400 10 L 400 ou ou 10 T 400 10 C 400 .000 A. A relação do TC é 2.

O no. na qual o erro de relação especificado não é ultrapassado. tensão especificada 20 × 5 É a máxima impedância especificada sem ultrapassar o erro especificado. As classes de precisão construídas normalmente são: 10 H 10 10 H 20 10 H 50 10 H 100 10 H 200 10 H 400 10 H 800 10 L 10 10 L 20 10 L 50 10 L 100 10 L 200 10 L 400 10 L 800 ou . Por exemplo: Um TC 10 L 100 só pode produzir nos seus terminais uma tensão de 100 V com impedância de 1 Ω e 100 A. O no. 400 é a máxima tensão terminal secundária especificada.Transformadores de Instrumentos Profs. Logo: ZC = Max. uma característica de TC que tem enrolamento secundário concentrada com elevada reatância de dispersão. que é uma característica do TC que tem enrolamento secundário completamente distribuído. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 13 de 30 apoio Prof Cintia A letra H significa impedância secundária interna elevada. para uma corrente secundária de 20 vezes a nominal e 5 vezes a nominal para L e H respectivamente. 10 representa o máximo erro de relação especificado em %. A letra L significa impedância secundária interna baixa.

100 100 .Transformadores de Instrumentos Profs. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 14 de 30 apoio Prof Cintia Curva característica do tipo ”L” A máxima impedância que podemos ligar no TC tipo 10 L 800 será: ZC = 800 400 = 8Ω e para 10 L 400 será Z C = = 4Ω e assim por diante.

sem ultrapassar o erro especificado pelo fabricante. Os TC’s tipo H alcança nível de tensão especificado para uma corrente de 5 vezes a corrente nominal secundária. sem entretanto ultrapassar o limite de erro especificado. para cada corrente secundária maior do que 25 A até 100 A. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 15 de 30 apoio Prof Cintia Gráfico da Impedância da Carga x Corrente Secundária do TC tipo L Os TC’s tipo L tem a capacidade de acomodar uma certa carga secundária “BURDEN” fixa para uma corrente secundária de até 20 vezes a corrente nominal secundária (5A) isto é. Por exemplo. para uma corrente de 25 A no seu secundário V2 = 16 x 25 = 400 V. 20 x 5 = 100 A. isto é. um TC tipo 10 H 400. o TC acomodará impedâncias cada vez menores. Por exemplo: Um TC 10 L 400 tem capacidade de acomodar no máximo Z = 400/100 = 4 Ω ou 4 x 52 = 100 VA sem ultrapassar o erro de 10 %. a fim de não ultrapassar o limite de . Curva Características do TC tipo H Os TC’s tipo H diferencia com os do tipo L pelo tipo de enrolamento secundário como foi visto anteriormente.Transformadores de Instrumentos Profs. pode acomodar no máximo ZC = 400/25 = 16 Ω. Por outro lado. 5 x 5 = 25 A.

400/60 = 6. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 16 de 30 apoio Prof Cintia erro especificado. 400/80 = 5 Ω e 400/100 = 4 Ω. Por exemplo. em VA teremos VA = Z x I2 para 25 A. 60. para uma corrente secundária de 40.66 Ω. para o mesmo TC acima 10 H 400.Transformadores de Instrumentos Profs. VA = . Evidentemente que 32 x 52 = 800 VA. 80 e 100 A temos respectivamente 400/40 = 10 Ω.

podemos dizer que os TC’s tipo H acomodará maior carga “BURDEN” do que tipo L dentro do limite de erro especificado. .Transformadores de Instrumentos Profs. Como foi visto anteriormente o TC tipo 10 L 200 acomoda uma impedância de 200/100 = 2 Ω para uma corrente de 0 a 100 A sem ultrapassar o erro de 10 %. em vez de 10 % teremos 40 %. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 17 de 30 apoio Prof Cintia Comparação entre TC tipo L e tipo H Para que possamos compará-los vamos supor um TC tipo 10 L 200 e outro 10 H 200. O TC tipo 10 H 200 acomodará uma impedância de 200/25 = 8 Ω para uma corrente de 0 a 25 A e impedâncias cada vez menores ate 2 Ω quando atingir 100 A secundários sem ultrapassar o erro de 10 %. ou seja. porém o erro aumentará também 4 vezes. Porém. Então. isto é. no TC 10 L 200 poderemos ter os 200 V no seu secundário com 25 A e com impedância 4 vezes maior a impedância nominal. 4 x 2 = 8 Ω.

Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 18 de 30 apoio Prof Cintia Transformadores de Corrente conforme Norma ABNT (NBR 6856/81) Para explicar a especificação do TC segundo norma ABNT. vamos admitir um TC especificado conforme norma ASA e calcular todos os parâmetros e aplicar em seguida para norma ABNT.Transformadores de Instrumentos Profs. pela Norma ABNT pode ser especificado da seguinte forma: B 10 F 20 C 50 B = Baixa impedância secundária (enrolamento distribuído) 10 = Classe de precisão F 20 = Fator de sobrecorrente ou seja 20 vezes 5 A C 50 = Carga de 50 VA Outro exemplo: 10 H 200 equivale a A 10 F 20 C 50 Alta impedância Secundária . Pela norma ASA um TC é especificado da seguinte maneira: 10 L 200 10 = Classe de precisão L = TC de baixa impedância (enrolamento distribuído) 200 = máxima tensão secundária Podemos calcular o VA da carga do seguinte modo: VA = Z x I2 ∴ Z = 200 = 2Ω 20 × 5 20 vezes a corrente nominal secundária VA = 2 x 52 = 50 VA Corrente nominal secundária Este mesmo TC.

6 1. A tabela abaixo fornece as classes de precisão padronizadas e suas aplicações usuais: Classe de Precisão 0. .6 e 1.Transformadores de Instrumentos Profs.3 e 0.2. Especificação: 10 H 10 10 H 20 10 H 50 10 H 100 10 H 200 10 H 400 10 H 800 10 L 10 10 L 20 10 L 50 10 L 100 10 L 200 10 L 400 10 L 800 ou Transformadores de Corrente para fins de Medição (NBR 6856/81) Os transformadores de corrente para medição deve ser selecionado diferencialmente da proteção. Para serviços de medição a precisão dos transformadores de corrente é dada pela classe de precisão seguida do símbolo da carga. Por exemplo: 0.3 – Classe de precisão B – 4 – Carga 100 VA Escolha de Classe de Precisão A classe de precisão padronizada em 0. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 19 de 30 apoio Prof Cintia Transformadores de Corrente para fins de Proteção (NBR 6856/81) A ABNT especifica os TCs para vários fatores de sobrecorrente. 0.2 Aplicação Medidas em laboratório Medidas de energia para fins de cobrança ao consumidor Amperímetro Wattímetro Fasímetro Etc.3 B – 4 0.3. Sua escolha depende da aplicação a que se destina o transformador de corrente. pois para medição requer maior precisão.

5 Em serviços de medição o erro de relação e o erro de ângulo de fase são dois fatores que deverão ser levadas em consideração e para representar esses dois VA 2. Quando os cabos de interligação for muito longo considera-se também as resistências destes cabos.Transformadores de Instrumentos Profs. Procuramos na tabela uma carga imediatamente superior a 6. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 20 de 30 apoio Prof Cintia Carga do TC de Medição Para obter carga nominal do TC destinado a serviço de medição. temos a carga total ligada no secundário do TC que é igual a 6.2 C 12.6 VA Somando as cargas individuais.5 B–1 B–2 B–4 B–8 Exemplo: Especificar o TC para medição quando ligamos no seu secundário 1 amperímetro.5 25 50 100 200 .5 VA. 1 varímetro da GE.1 VA.5 5.1 VA que é 12. 1 wattímetro.5 Pela norma ABNT atual (NBR 6856/92). somam-se geralmente as potências individuais de cada instrumento ligado no seu secundário. em lugar de símbolo de carga B-0.2 B – 0. assim: 1.0 12. Cargas de cada instrumento pelo fabricante: Amperímetro tipo AB-10 – 2. A tabela abaixo apresenta as cargas padronizadas para TC de medição: Símbolo de Carga B – 0.1 B – 0. Então a especificação do TC será: 1.2 B – 0.9 VA Wattímetro tipo AB-15 – 1.5 coloca-se a carga em VA.6 VA Varímetro tipo AB-16 – 1.

Transformadores de Instrumentos Profs. como mostra a figura abaixo. Limites de classe de precisão 0. um TC para serviço de medição.6 com 10% e 100% da corrente nominal De acordo com o gráfico acima.6. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 21 de 30 apoio Prof Cintia juntos num mesmo gráfico colocamos no eixo vertical FRC e no eixo horizontal o erro de ângulo de fase. . classe 0. estará dentro se sua classe de precisão em condições especificadas. se nestas condições o ponto determinado pelo FCR e o ângulo de fase estiverem dentro dos paralelogramos.

Quando tivermos TC’s com várias relações (multi-range) consequentemente com vários terminais secundários X1 – X2 – X3 X4. Normalmente os fabricantes adotam buchas primárias com letra H1 e H2 sendo H1 ponto de polaridade.Transformadores de Instrumentos Profs. o ponto de polaridade será o índice de menor número entre dois terminais secundários. porém somente uma única relação pode ser utilizada. poderemos obter várias relações. . TC com várias relações: X1 – X2 = 50/1 X1 – X3 = 70/1 X1 – X4 = 80/1 X2 – X3 = 20/1 X2 – X4 = 30/1 X3 – X4 = 10/1 polaridade X1 polaridade X1 polaridade X1 polaridade X2 polaridade X2 polaridade X3 Com o TC acima. e os terminais secundários com letras X1 e X2 sendo X1 o ponto de polaridade. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 22 de 30 apoio Prof Cintia Polaridade de TC’s A convenção de polaridade de TC’s pode ser acertado da seguinte maneira: Corrente primária saindo pelo ponto de polaridade como mostra a figura. de múltipla relação.

Por exemplo. a relação de transformação vista pelo instrumento é a mesma a do TC individual.Transformadores de Instrumentos Profs. se no primário desses TC’s circularem 100 A. Logo a relação vista pelo amperímetro será 100A/2A = 50/1. entretanto a corrente no amperímetro A será 2 A. Por exemplo. a corrente secundária será 1A tanto do TC1 como do TC2. portanto como os enrolamentos secundários estão ligados em série no amperímetro A circulará 1 A. logo a relação vista pelo amperímetro é 100/1. a relação de transformação vista pelo instrumento é a metade do TC individual. . b) Conexão em paralelo Quando ligamos 2 TC’s. Entretanto a tensão gerada no secundário de cada um dos TC’s é a metade da tensão total aplicada no instrumento isto quer dizer que podemos ligar uma carga (“BURDEM”) equivalente a soma das cargas nominais de cada TC. a corrente no secundário de cada TC será 1A . Pode-se notar que a relação caiu pela metade. se no primário desses TC’s circularem 100 A. de núcleos diferentes em paralelo. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 23 de 30 apoio Prof Cintia Conexão de TC’s em Série e Paralelo a) Conexão em série Quando ligamos 2 TC’s de núcleos diferentes em série.

Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 24 de 30 apoio Prof Cintia Ligação Trifásica de TC´s Os TC´s nos circuitos trifásicos são ligados em estrela para alimentação de instrumentos de medição e relés de proteção.Transformadores de Instrumentos Profs. Para alguns casos especiais são ligados em triângulo para alimentação de relés de proteção. Ligação em estrela .

deverão ser observados com cuidado as polaridades dos TC´s a fim de serem ligados corretamente. 1 como na fig. fasímetros etc. 2. varímetros. o neutro dos TC´s pedem ser fechados tanto no lado de não polaridade (fig. diferenciais. wattímetros.. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 25 de 30 apoio Prof Cintia Para alimentação de amperômetros e relés de sobrecorrente. Exemplo 1) Calcular as correntes nos amperômetros do esquema abaixo sabendo-se que as tensões entre linhas valem 13.840 V e as cargas valem Z1 = 40∠ 30º Ω. isto é. 1) ou no lado de polaridade (fig.Transformadores de Instrumentos Profs. os TC´s podem ser ligados tanto como na fig. Entretanto quando estamos ligando TC´s para alimentação de relés direcionais. 2). a) Cálculo de corrente primária de cada fase:  13840 ∠0°  V1N  3  = = 200∠ − 30° A I1 = Z1 40∠30°  13840 ∠ − 120°  V2 N  3  = = 160∠ − 120°A I2 = 50∠0° Z2 . Z2 = 50∠0º Ω e Z3 = 80∠-20º Ω.

Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 26 de 30 apoio Prof Cintia  13840 ∠120°   V 3 = 100∠140° A I 3 = 3N =  Z3 80∠ − 20° b) Cálculo da corrente secundária de cada fase i1 = 200∠ − 30° = 5∠ − 30° A 40 i2 = i3 = 160∠ − 120° = 4∠ − 120° A 40 100∠120° = 2.5∠140° in = (4. in = i1 + i2 + i3 in = 5∠ − 30° + 4∠ − 120° + 2.5) + (− 2 − j 3.5 A c) Cálculo de corrente no neutro do TC.36 = 4.5∠140° A 40 As correntes que circulam nos amperômetros são: A1 = 5 A A2 = 4 A A3 = 2.46 ) + (− 1.6) in = 0.33 − j 2.9 + j1.Transformadores de Instrumentos Profs.43 − j 4.38∠ − 84° A .

06 = 5.5A i2 = 4∠ − 120° = −2 − j 3.5) − (− 2 − j 3.4∠8.96 = 6.33 − j 2. As correntes secundárias já foram calculadas no exercício anterior.06∠268°A A 3 = i3 − i1 = (− 1.6A a) Cálculo da corrente nos amperômetros: A1 = i1 − i2 = (4.9 + j1.46) − (− 1.45∠146°A .6) − (4.46 ) A1 = 6. com os valores de tensão e impedância iguais ao do exercício anterior. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 27 de 30 apoio Prof Cintia 2) Calcular as correntes nos amperômetros do esquema abaixo.33 − j 2.6° A A 2 = i2 − i3 = (− 2 − j 3. i1 = 5∠ − 30° = 4.23 + j 4.9 + j1.1 − j5.9 + j1.5) A 3 = −6.46A i3 = 2.33 + j 0.33 − j 2.1 = 7.Transformadores de Instrumentos Profs.5∠140° = −1.6) A = −0.

Transformadores de Instrumentos Profs. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 28 de 30 apoio Prof Cintia 3) Idem ao exercício anterior porém com os TC´s ligados conforme esquema abaixo. . Dentre vários tipos efetuados na fábrica é conveniente a realização dos seguintes ensaios no local: a) b) c) d) e) Ensaio de polaridade. Medida de resistência do enrolamento secundário. Ensaio de isolação. pois se estiver aberto aparecerá tensões altíssimas nos bornes secundários e haverá sobre aquecimento no núcleo. Ensaio de excitação. Nota: O TC nunca deverá ficar com o seu secundário aberto quando estiver circulando corrente no primário. são recomendados alguns tipos de ensaios. antes de serem colocados em serviço. Ensaios recomendados nos TC Para os transformadores de corrente. Ensaio de relação. A seguir veremos alguns detalhes de cada um destes ensaios.

A maneira mais prática de se verificar a polaridade de TC é utilizando o método de golpe indutivo. Se a deflexão do miliamperímetro for a direita significa que a corrente secundária I2 saiu de X1 e entrou no X2 (corrente I2 saindo do ponto de polaridade secundária). b) Ensaio de Isolação O ensaio de isolação é efetuada para verificar o nível em MΩ de resistência que existe entre o enrolamento secundário e primário.Transformadores de Instrumentos Profs. é conveniente efetuar no campo este ensaio para confirmar essas marcações. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 29 de 30 apoio Prof Cintia a) Ensaio de Polaridade As polaridades de TC´s normalmente já vem marcadas pelo fabricante. Nota-se que ao abrir a chave Ch. Neste caso as polaridades indicadas pelo fabricante está correta. mesmo assim. o ponteiro do miliamperímetro deflexiona no sentido ao contrário quando do fechamento da chave Ch. Este método consiste em aplicar uma tensão momentânea no primário do TC através de uma pilha e observar o sentido da deflexão do ponteiro de um miliamperímetro de corrente contínua ligado no secundário do TC. ao fecharmos a chave Ch a corrente I1 vai circular de H1 para H2 (corrente I1 entrando no ponto de polaridade primária). entretanto. . entre o enrolamento secundário e terra. O aparelho utilizado é um Megger que produz um nível de tensão de até 2000 V para efetuar tal medição de isolação. Ao fechar a chave Ch recomenda-se abrir logo em seguida para evitar o desgaste da pilha desnecessariamente. Ligando a pilha e o miliamperímetro conforme o esquema acima.

I1 = Kp x ip onde Kp = relação do TCp . Masao Sakae e Milton C F Alvarez Esquema: Página 30 de 30 apoio Prof Cintia Medição de isolação entre Medição de isolação entre primário e secundário secundário e terra c) Ensaio de Relação Este ensaio é efetuado para certificar a relação de transformação especificada na placa do TC. Quando o TC possui várias relações é necessário fazer ensaio em todas as relações. TCp = TC padrão (relação conhecida) TCx = TC cuja relação queremos determinar I1 = corrente que circula no primário do TCp e TCx Ip = corrente secundária do TCp Ix = corrente secundária do TCx O TCp serve para determinar a corrente I1 através da leitura do amperímetro A1.Transformadores de Instrumentos Profs. um transformador de corrente padrão. Para realizarmos este ensaio precisamos Ter em mãos um transformador elevador de corrente. um variac e dois amperímetros.

Se queremos a corrente de excitação primária é só multiplicar pela relação do TC.Transformadores de Instrumentos Profs. Esta medição é efetuada para termos o valor exato da resistência que será utilizada para graduação de alguns tipos de relés de proteção. Normalmente as curvas de saturação de um TC são levantadas colocando no eixo vertical a tensão secundária V2 e na reta horizontal a corrente de excitação secundária i0. A corrente que medimos é exatamente a corrente de excitação necessária para excitar o núcleo refletida no secundário do TC. No caso real a corrente de excitação de um TC é suprida pela corrente primária. Masao Sakae e Milton C F Alvarez Página 31 de 30 apoio Prof Cintia K p × ip I Kx = 1 = Logo a relação do TCx será: ix ix d) Ensaio de Excitação O ensaio de excitação é feito para determinar a curva de saturação do TC. mas para efetuar ensaios se faz aplicando tensão no enrolamento secundário e medindo a respectiva corrente. . como mostra a figura. 6 5 4 V2 3 2 1 0 1 io (Corrente de excitação Secundária) 2 3 4 5 6 7 8 e) Medida de resistência do enrolamento secundário A medida de resistência ôhmica do enrolamento secundário de um TC é feito com uma ponte de Wheatstone ou uma ponte dupla de Kelvin.

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