Faculdade Santa Emília de Rodat - FASER

Semiologia e Semiotécnica em Enfermagem II

Org. Profª.
Adriana Marques Pereira de Melo Alves Cizone Maria Carneiro Acioly Jacqueline Oliveira de Paiva Ferreira Maria Amélia de Sousa Maria de Fátima Alves dos Santos

2007

O conteúdo desta apostila constitui numa coletânea de textos sobre a assistência de enfermagem direcionada ao indivíduo, família e comunidade e, se torna, portanto, um dos meios para o aluno sistematizar seu conhecimento. Vale ressaltar que estes conteúdos devem ser complementados com outras leituras no sentido de enriquecer seu conhecimento. Que a leitura deste material sirva de alicerce para trilhar pela disciplina Semiologia e Semiotécnica em enfermagem, em busca de novos conhecimentos.

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO UNIDADE I
Assistência de enfermagem nas necessidades de higiene pessoal 04

UNIDADE II
Assistência de enfermagem na administração de medicamentos 18

UNIDADE III
Assistência de enfermagem nas necessidades de termoterapia e crioterapia 78

UNIDADE IV
Assistência de enfermagem no tratamento de feridas 86

UNIDADE V
Assistência de enfermagem na aplicação de ataduras 101

UNIDADE VI
Assistência de enfermagem nas necessidades de oxigenioterapia 105

UNIDADE VII
Assistência de enfermagem nas necessidades de sondagens Cateterismo gástrico Cateterismo vesical Lavagem intestinal 111 111 117 128

UNIDADE VIII
Assistência de enfermagem aos pacientes graves e agonizantes 131

REFERÊNCIAS

93

4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE HIGIENE PESSOAL. a idade. . Além disso. produtos de secreções e excreção. temporariamente ou não. Sabemos que a auto-estima ficará afetada com o comprometimento da higiene de um paciente e que a resolução deste poderá se concentrar na execução desta higiene. assim como causa desconforto e dor ao paciente. O profissional de Enfermagem deve procurar manter seus pacientes limpos e livres de maus odores. incentivando para que participem do seu autocuidado. Dentes e gengivas saudáveis são essenciais à manutenção das condições nutricionais. os valores pessoais e os hábitos familiares influenciam nos cuidados de higiene do indivíduo. Neste sentido. Fatores que influenciam as medidas de higiene Auto-imagem: O profissional não deve transmitir sentimentos de desaprovação se a higiene do paciente for insatisfatória. Freqüentemente. A higiene é a ciência da saúde e quando é bem executada é importante para a saúde geral do indivíduo. elimina muitas substâncias nas quais estas bactérias se reproduzem. Conhecimento: geralmente o seu nível de conhecimento influencia sua motivação e prática de higiene. O profissional de Enfermagem pode adotar horários em um plano individualizado. A pele sadia íntegra é a primeira barreira de defesa contra a infecção e a lesão dos tecidos. Variáveis culturais: As crenças culturais. estará suspensa. Nível socioeconômico: Os hábitos de higiene são influenciados pelos recursos econômicos disponíveis do paciente. A má condição da cavidade oral representa fontes potenciais de infecção. Preferências pessoais: Cada paciente tem seus hábitos pessoais e de higiene. a formação. as pessoas doentes sentem-se preocupadas com os odores desagradáveis que se instala em seu corpo pela falta de higiene que. as medidas higiênicas ajudam o paciente a sentir-se mais confortável e relaxado. o fato de ajudar a se manter limpo através de remoção de impurezas.

febris. cuba rim ou similar. 7. ou seja. Explicar ao paciente o procedimento e observar as condições da cavidade oral.creme dental ou solução dentrifícia. digestivas e respiratórias. Dispor o material junto ao paciente. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim por um dos cantos da boca. secar e guardar a escova de dente. . . . . Procedimentos 1. pois esta faz parte do sistema digestório e também do respiratório. Solicitar ao paciente que enxugue a boca com a toalha de rosto. PACIENTE QUE PODE CUIDAR DE SI Material Escova de dente ou espátula e gaze. . 5.Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. gengivas.Prevenir cáries dentárias. lábios. dentes. 9. Lubrificante para os lábios. 11. véu palato e língua.Prevenir infecções bucais. A higiene oral é indicada pela manhã. enxaguando bem a cavidade oral. Orientar o paciente para enxaguar. 6. após as refeições e de 02 em 02 horas em pacientes graves.5 HIGIENE ORAL Conceito É a limpeza da cavidade oral. Objetivos Proporcionar conforto e bem estar ao paciente. se necessário. condições da cavidade bucal. Fornecer a toalha de rosto para que proteja o tórax.combater infecções já instaladas. 8. e com SNG. . 10. 2. .copo com água. no sentido gengiva-dente inclusive a língua. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) ou solicitar ao paciente que se sente. Solicitar ao paciente que escove a face anterior e posterior dos dentes. Lavar as mãos 3. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem 12.toalha de rosto. . Um dos fatores essenciais à manutenção da saúde é prevenir o aparecimento de infecção na boca. Prepara o material necessário 4. favorecendo o aumento do apetite e permitindo que ele se sinta socialmente aceitável.Evitar halitose.

Na falta de escova. por um dos cantos da boca. HIGIENE ORAL EM PACIENTE INCONSCIENTE Material Duas espátulas e gaze. Colocar a toalha de rosto sobre o tórax do paciente. 16. Colocar a cuba rim próxima ao rosto do paciente. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 6. saco para lixo. condições da cavidade bucal. lubrificante para os lábios. seca-la e guarda-la. 14. Enxaguar a escova de dente. colocar creme dental. Procedimentos 1. 9. 12.6 PACIENTE DEPENDENTE Material: acrescentar ao material tubo plástico (canudo) e Saco de lixo. Lavar as mãos 3. 15. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim. observando as condições da cavidade oral. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) 5. um par de luvas de procedimento. umedecer a gaze envolta na espátula com solução dentrifícia. Lavar as mãos. Lubrificar os lábios. se necessário. se necessário. Preparar o material 4. Escovar a face anterior e posterior dos dentes no sentido gengiva-dente. toalha de rosto. usar canudo. Para paciente entubado um aspirador montado. 8. 11. 17. Oferecer água para o paciente bochechar e enxaguar a boca. Retirar a cuba rim e enxugar a boca com a toalha de rosto 13. 7. . copo com solução dentifrícia (Cepacol ou similar a 50% e bicarbonato de sódio a 2%). 2. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Umedecer a escova na água. Orientar o paciente sobre o procedimento. Escovar a língua evitando feri-la e provocar náuseas 10.

gengiva e língua. fratura mandibular. anotar no prontuário e comunicar ao médico assistente. observando as condições da cavidade oral. 9. Cuidados com a prótese dentária. 8. Lavar as mãos 11. presença de sangramento gengival. Envolver a gaze na espátula ou pinça e umedece-la com solução dentifrícia 6. Lavar as mãos 3. friccionar a espátula envolta em gaze nos dentes. trocando as gazes. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. moniliases). Preparar o material 4. condições da cavidade bucal (ex. Abrir a boca do paciente com o auxilio da outra espátula e. Para lábios ressecados recomenda-se usar pomada específica.: inconsciente. . Orientar ou fazer higiene oral no mínimo três vezes ao dia 2. delicadamente. Efetuar a troca da solução anti-séptica diariamente. manteiga de cacau ou vaselina. Cuidados importantes 1. Retirar a toalha de rosto. usar bolas de algodão para a limpeza dos dentes. traumatismo facial). aftas. Informar ao paciente sobre o procedimento. 7. No caso de pacientes que necessitam permanecer sem a prótese. Secar os lábios e lubrifica-los. Orientar ou fazer a higiene oral e recolocar a prótese. Quando o paciente apresentar gengivas edemaciadas ou sangrando. 3. 10. 2. Proceder à limpeza das próteses. d.7 Procedimento 1. e. c. 5. 4. b. Qualquer anormalidade observada na cavidade oral (cáries. mucosa ressecada. Posicionar o paciente de lado e lateralizar a sua cabeça colocando a toalha. a. deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Repetir a limpeza quantas vezes for necessária. a mesma deverá ser mantida em solução anti-séptica em recipiente identificado (ex. ulcerações ou crostas na língua).

toalha de banho ou similar e impermeável. organizar a bandeja 7. Aplicar a solução para pediculose. Material Solução para pediculose (Benzoato de Benzila. no mínimo. micosina. de maneira que todo o cabelo permaneça oculto por duas horas. recipiente para lixo. Lavar as mãos 2. 4. Desocupar a mesa-de-cabeceira e colocar biombo. 3. Procedimentos 1. Objetivos Evitar a propagação de infecções e pedículos. conhecidos popularmente por PIOLHOS. Preparar o material. biombo. 11. preparados caseiros). fixando-a com fita adesiva. . Calçar as luvas 8. 6. Tetmosol. 10. Levar o material para junto do paciente. De preferência colocar a noite para que seja retirado no outro dia. Envolver a cabeça do paciente com a toalha de banho. Proporcionar higiene e conforto. pente. Lavar as mãos 5. um par de luvas. 9. Explicar ao paciente o procedimento. Forrar o travesseiro com o impermeável e toalha de banho. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Proporcionar higiene do couro cabeludo. São encontrados no couro cabeludo e regiões pilosas do corpo. mecha por mecha – com auxilio de algodão e pente – umedecendo todo o cabelo e o couro cabeludo (começando pelo lado mais distante para o mais próximo). bolas de algodão. não deixando que os outros pacientes saibam.8 TRATAMENTO DE PEDICULOSE Conceito É a eliminação de parasitas (parasitas hematófagos). fita adesiva.

REMOÇÃO DE LÊNDEAS Conceito: É o extermínio de ovos dos pedículos nos fios de cabelo. Lavar as mãos. 3. recipiente de lixo. que precisam ser removidos para extermínio completo dos parasitas. recomenda-se mais de uma aplicação do produto para exterminar os pedículos. Lavar as mãos. bolas de algodão. toalha de banho e impermeável. . Em casos de pedículos nos cílios usa-se pomada de óxido amarelo de mercúrio. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Devido ao ciclo biológico do parasita. 5. 7. Procedimentos 1. convém executar tricotomia na área. Material: Vinagre puro aquecido ou ácido acético a 5%. Proceder ao tratamento de pediculose e lêndeas por três dias consecutivos após uma semana do primeiro dia de tratamento. pente fino e gazes. realizar a higiene dos cabelos prosseguindo posteriormente com o tratamento de lêndeas.9 12. Cuidados importantes No caso de pedículos nos pêlos da região pubiana. cortar os cabelos. conforme a técnica padronizada. 1. um par de luvas. . 2. Após a aplicação do produto faz-se necessário a troca de toda a roupa de cama e colocação desta em um saco plástico com a identificação Piolho. ou de acordo com indicação da solução aplicada. Duas horas após o tratamento. reações do paciente. Evitar que a solução atinja os olhos. Explicar ao paciente o procedimento 2. Objetivo: Exterminar e remover as lêndeas. 13. Caso o paciente concorde. 6. 4.

9. Evitar o aparecimento de pedículos. Objetivos: Proporcionar conforto. Fazer aplicação de vinagre durante três dias consecutivos. 11. jarro com água morna e adaptador com borracha de látex. Proteger o couro cabeludo. toalha de banho e rosto. Forrar o travesseiro com a toalha de banho ou. caspas e infecções. balde vazio. . um par de luvas. papel toalha. 5. 12. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. reações do paciente. Trocar a roupa de cama e do paciente. HIGIENE DOS CABELOS Conceito: Consiste na limpeza do couro cabeludo e dos cabelos do paciente acamado. 6. Fazer higiene dos cabelos. Deixar o vinagre nos cabelos. 2. utilizar o pente fino ou gazes para remover as lêndeas. Embeber o algodão no vinagre aquecido. 8. Lavar as mãos. Cuidados importantes 1. Lavar e guardar o material. impermeável. 10. Aplicar ao longo dos cabelos. pente. Coloca-la dentro do saco plástico e lacra-la com a identificação de PIOLHO. no mínimo meia hora. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Eliminação da seborréia. caso o paciente esteja sentado. cuba rim. cotonetes. recipiente para lixo. Repetir o tratamento após uma semana do primeiro dia do tratamento. Até a remoção completa de todas as lêndeas. Estimular a circulação do couro cabeludo. Neste período. chuveiro ou pinça. duas bolas de algodão.10 3. shampoo ou sabão líquido. 4. Preparar o material. Material: Impermeável ou saco de lixo plástico com as duas extremidades abertas e a lateral até o meio envolvendo o cobertor (na forma de um funil). mecha por mecha. coloca-la nos ombros. 7.

Preparar o ambiente: fechar janelas. 12.Colocar o rolo com o impermeável (funil) sob a cabeça do paciente. 7.Colocar a escadinha próxima da cabeceira da cama. 3.Forrar o travesseiro com o impermeável e sobre este. Forra-la com papel toalha e colocar o balde em cima da mesma. 8.Colocar a toalha de rosto no ombro do paciente. esvaziar a mesinha-de-cabeceira. Irrigar. Pentear os cabelos. 11.Preparar o material. Enxaguar retirando todo o sabão. 16. colocar a tolha de banho.Explicar ao paciente o procedimento. 4. 9.Colocar o travesseiro sob os ombros do paciente. 5.Lavar as mãos. 10. 13. 17. . 2. 15. 20. Procedimentos 1. Colocar as bolas de algodão nos ouvidos do paciente. Calçar as luvas.11 CONFECÇÃO DE UM FUNIL COM COBERTOR E IMPERMEÁVEL a) Dobrar o cobertor ao centro no sentido diagonal. Colocar a extremidade mais fina do impermeável (bico do funil) dentro do balde. c) Envolver o cobertor com a extremidade do saco plástico que está aberta na lateral e deixar a outra extremidade para que seja colocada dentro do balde no ato do banho. 19. b) Enrolar e entrelaçar suas extremidades de modo a formar um círculo. Limpar os ouvidos com cotonetes. Retirar o impermeável do rolo com cuidado para não molhar o cobertor. Enxugar a cabeça com a toalha de rosto e retirar as bolas de algodão do ouvido Colocar o travesseiro no lugar. 14. Repetir os itens 12 e 13 quantas vezes forem necessárias. 18. ensaboar e massagear o couro cabeludo com a polpa dos dedos. 6.

reações do paciente. Preparar o material. Colocar o paciente em posição confortável e expor apenas a área a ser tricotomizada. 22. água. cuba de anti-sepsia. . 3. Preferencialmente. 5. TRICOTOMIA Conceito: É a retirada de pêlos de uma determinada área. Evitar que escorra água e sabão nos olhos do paciente. Lavar as mãos. 7. pedículos. Lavar as mãos. Lavar e guardar o material. Proteger a cama com impermeável. recipiente com sabão. se necessário. Material: Aparelho de barbear. lêndeas. se necessário. recipiente para lixo. . etc. Retirar o impermeável e toalha de banho do travesseiro. estas técnicas devem ser executadas por duas pessoas.).12 21. Cuidados importantes 1. 23. Comunicar ao paciente o procedimento e sua finalidade. 4. 6. Anotar na prescrição do paciente: horário. Procedimentos 1. Pentear os cabelos iniciando das pontas para a raiz. 5. Ensaboar as bolas de algodão. 24. biombos e foco auxiliar. aplicando-as na pele em pequenas áreas de cada vez. condições do couro cabeludo. Observar condições do couro cabeludo (lesões. 3. 2. No caso de cabelos embaraçados. 2. se necessário. toalha impermeável. Objetivos: Preparar uma área para cirurgias ou exames. 4. gazes. aplicar álccol com auxilio de bolas de algodão.Facilitar a higiene. papel higiênico. Cercar a cama com biombo.

12. 4. Indicações Pela manhã e à tarde Pacientes com corrimento Pacientes com sangramento vaginal Antes de curativos ginecológicos Antes da realização de cateterismo vesical . de preferência) com vaselina para que os pêlos fiquem retidos na mesma. área tricotomizada. Encaminhar o paciente ao chuveiro ou lavar e enxugar a área. Com a gaze. 13. 15.13 8. 5. Revisar a área tricotomizada e refazer a raspagem nos pintos necessários. Limpar bem a cicatriz umbilical. Esticar a pele com uma das mãos e. Retirar o excesso de pêlos do aparelho com papel higiênico e/ou com a água da cuba. raspar seguindo a direção do crescimento dos pêlos. Fazer a tricotomia na sala de curativo. 2. 14. Cuidados importantes 1. cuidar para não cortar o paciente. 10. lubrificar a tesoura (curva. 3. Lavar as mãos. Prevenir infecções. cortar os cabelos com tesoura antes de iniciar a raspagem. quando for tricotomia abdominal. Anotar na prescrição do paciente: horário. Na tricotomia ciliar. Nas proeminências ósseas. 9. remover os pêlos soltos. Na tricotomia de pêlos longos. Objetivos: Proporcionar limpeza e conforto da paciente. Auxiliar no tratamento de infecções. Proceder á desinfecção do material conforme rotina e desprezar a lâmina no recipiente de material cortante. sempre que possível. HIGIENE ÍNTIMA FEMININA (Lavagem externa feminina) Conceito: É a lavagem da região genital e perianal. com a outra. 11.

Utilizar outra bola de algodão para proceder à limpeza do vestíbulo vaginal. Separar com uma das mãos os grandes lábios. toalha de banho ou rosto. 11. observando as condições de higiene. Irrigar as coxas e púbis 13. Prepara o ambiente cercando o leito com biombo. Bandeja na mesa de cabeceira e comadre na cadeira. Pedir a paciente para fletir as pernas mantendo-as separadas e protegidas com lençol. Lavar as mãos 6. Ensaboar e secar as regiões antes citadas 14. incontinência fecal e infecção cirúrgica. Colocar gazes dobradas na região inguinal 16. 17. Colocar a toalha transversalmente sob a região pubiana. 15. recipiente para lixo. 10. Levar o material e dispô-lo na mesa de cabeceira. utilizando bolas de algodão. sabonete líquido ou solução medicamentosa prescrita. cuba rim ou similar. 8. 12. Identificar os pacientes em risco de contrair infecções genitais. fazendo movimentos de cima para baixa. ensaboar os grandes lábios.14 Após o ato de micção e evacuação Após parto eutócico Material: Biombo. Impermeável. Preparar o material 5. Lavar o ânus e região perianal por ultimo. 3. Soltar o lençol protetor do paciente coloca-lo na diagonal e fazer o sapatinho. 4. presença de cateter. gazes. desocupar a mesa de cabeceira e dispor uma cadeira aos pés da cama. bolas de algodão. 2. Procedimentos 1. jarra com água morna. Calçar as luvas de látex. Enxaguar e secar as regiões antes citadas. observando as condições do clitóris e do orifícios (meato uretral. . Utilizar movimentos delicados e trocar as bolas de algodão quantas vezes necessárias. 9. vaginal e glândulas). 7. Orientar a paciente sobre o procedimento. um par de luvas de látex. comadre forrada. Colocar a comadre forrada sob as nádegas. isto é. de modo que facilite o procedimento. 18.

Enxaguar irrigando. comadre forrada. Fazer desinfecção do materiais e guardá-los 23. toalhas de banho e rosto. Sempre que possível. Deixar a paciente confortável e a unidade em ordem 22. b) E o item 07. Aliviar a sensação de fadiga. (ex. condições da região e queixas do paciente. material para desinfecção . Lavar as mãos 24. onde se deve descer o lençol em leque até o joelho. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. 3. uma bacia. Retirar a comadre e enxugar com a toalha 21. Objetivos: Remover odores. um balde para desprezar a água utilizada. cuba rim ou similar. camisola ou pijama. É indicada uma vez ao dia de preferência pela manhã e sempre que for necessário. jarra com água morna. Obs. Estimular a circulação. Fazer anotações na prescrição da paciente: horário. Cuidados importantes 1.: NA HIGIENE ÍNTIMA MASCULINA (Lavagem externa masculina). orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. sabonete. um par de luvas de banho. onde se deve proceder da seguinte maneira: a) Afastar o prepúcio e ensaboar com bolas de algodão – no sentido meato uretral – raiz do pênis – bolsa escrotal – voltar o prepúcio à posição norma após enxaguar. 20. Identificar alterações na integridade da pele. – Proporcionar um bom sono e repouso. 2. muda-se apenas o item 16 e 17. hidratante.: Úlcera de pressão). Retirar todo o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritação da pele. BANHO NO LEITO Conceito: É o método utilizado para higiene corporal realizada no leito. roupa de cama. cotonete. Limpar e proteger a pele.15 19. Material: Biombo. Proporcionar conforto físico e mental ao paciente.

Começando do distal para o proximal. 16. Limpar ouvidos e nariz com cotonetes. orelhas e pescoço anterior e posterior. Desamarrar as tiras da camisola e tira-la por baixo do lençol. b. evitando colocar as roupas no chão 10. do tórax até o abdome. Dobrar o lençol em leque até a cintura. 18. 6. material para higiene íntima. enxaguar e enxuga-las. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. fechar janelas. Ensaboar. Preparar o material. . se necessário. enxugar e secar o rosto. Colocar a toalha de banho. pente. recipiente para lixo.16 concorrente. 15. camisola e toalhas no assento da mesma. 7. Fronha. 5. Fazer a higiene do rosto. 9. escápula e por último a axila. 12. 17. 2. Afastar a mesinha de cabeceira e retirar o material da mesma. 4. no sentido longitudinal. Começando do lado distal para o proximal. enxaguar e enxugar o antebraço. 8. Colocar a toalha de banho. Mergulhar as mãos na bacia. braço. Colocar a roupa de cama no espaldar da cadeira. Improvisar hamper. material para higiene oral. Procedimentos 1. ensaboar. Ensaboar. c. enxaguar. 11.observando as condições de higiene. Tomar cuidados especiais ao lavar as pregas inframamamárias nas mulheres. Colocar os membros superiores sobre a mesma. 13. Abaixar o lençol em leque até o abdome sem expor o paciente. Lavar os olhos sem sabão. Proteger o tórax com a toalha de banho no sentido transversal. observando sinais de assaduras. não expondo o paciente. no sentido Transversal. Orientar o paciente. Lavar as mãos. Ensaboar. Soltar as roupas de cama. sob os membros inferiores. Prepara o ambiente: colocar biombo. enxaguar e enxugar o tórax e abdome. 3. 14. a. Colocar o material de modo que facilite a execução do procedimento.

Trocar a roupa de cama fazendo a desinfecção concorrente. Desprezar a luva. 5. Em seguida fazer proceder da mesma forma no outro pé. Massagear. glúteos e interglúteos. as costas no sentido do retorno venoso. 31. lavar. enxaguar e secar. Fazer a desinfecção do material usado e guarda-lo.17 19. 29. lesões). Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. Massagear com vaselina sólida os membros superiores no sentido do retorno venoso. coxa posterior e glúteos. cavidade bucal e couro cabeludo. 30. Colocar um dos pés na bacia . 26. Retirar a comadre e posicionar o paciente em decúbito lateral. 32.enxaguar e secar. 24. Retirar o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritações na pele. condições da pele (sinais de escara. Trocar a água sempre que necessário. pele ressequida. 2. Colocar comadre e fazer higiene íntima conforme técnica descrita anteriormente. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. 3. Utilizar vaselina em pele seca e álcool em pele oleosa. Forrar o lençol com a toalha de banho. 21. com vaselina sólida. 22. Desprezar a luva e toalha de rosto 23. 27. Ensaboar. 28. Colocar a camisola ou pijama e pentear os cabelos. 20. 25. coxa posterior. Cuidados importantes 1. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 4. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. . Sempre que possível. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Lavar as mãos. Ensaboar e enxugar as costas.

c. absorvido mais lentamente. Requer pensamento e o exercício de juízo profissional. dever ser estéril se o uso for parenteral. Na nossa realidade de trabalho este procedimento quase sempre é executado por auxiliares e técnicos de Enfermagem. desfaz-se quando atinge a temperatura do corpo. Neste sentido a administração de medicamentos consiste: Em uma das mais sérias responsabilidades que pesam sobre o Enfermeiro Administrar medicamentos é um papel fundamental à maioria da equipe de Enfermagem. Drogas: é qualquer substância química capaz de produzir efeito farmacológico. medicamento envolto numa cápsula de gelatina. também pode ser instilado para um interior de um órgão ou cavidade do corpo. pois envolve aspectos legais e éticos de impacto na prática de Enfermagem. de modo a obter um efeito terapêutico. em forma de pó. uma falha pode ter conseqüências irreparáveis. Solução: preparado líquido que pode ser usado via oral. d. tais com: a. Formas das drogas: as drogas estão disponíveis em uma variedade de formas e preparados. Pasta: preparado semi-sólido mais espesso. . f. e. b. 1. Sendo assim. Pílula: forma sólida que contém uma ou mais droga. líquido ou óleo. Cápsula: fórmula sólida para uso oral. parenteral ou externamente. A terapia medicamentosa consiste na administração de substâncias químicas que modificam o funcionamento corporal. 2.18 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Essa técnica de Enfermagem é merecedora de reflexão na prática de Enfermagem. Loção: droga em suspensão líquida que é aplicada externamente para proteger a pele. Supositório: forma sólida misturada com gelatina sob forma de olinha para inserção em uma cavidade do corpo (reto ou vagina). Não é somente uma tarefa mecânica a ser executada em complacência rígida com a prescrição médica.

e. Suspensão: partículas de drogas finamente divididas que estão dispersas em um meio líquido. variáveis fisiológicas (sexo. i. d. Efeitos tóxicos: desenvolve-se após a ingestão prolongada de doses altas de medicamentos. Dose de manutenção: é a dose necessária para manter os níveis desejáveis b. h. . comprimida em discos ou cilindros rígidos. Xarope: medicação dissolvida em uma solução concentrada de açúcar. f. podem ser aceitáveis se o beneficio da droga for maior. fatores psicológicos (a atitude de um paciente.: medicamentos iguais podem provocar reações diferentes em indivíduos diferentes. Dose mínima: menor quantidade do medicamento em produzir o efeito terapêutico. Classificação da dosagem: a. em função do bem-estar ou alívio do sintoma. Efeitos leves como náusea discreta. Obs. dependendo do individuo ou da droga. b. 1. Efeito desejado: é a resposta desejada ou previsível que a droga causa ao paciente. Reações idiossincráticas: o paciente reage de modo excessivo ou deficiente ao medicamento ou tem uma reação diferente da normal. Os efeitos das drogas podem ser influenciados por outros fatores individuais e ambientais. Comprimido: forma em pó. c. Problemas relacionados com os efeitos das drogas a. a reação ao propósito de uma droga).19 g. idade. quando deixadas em repouso as partículas assentam-se no fundo do frasco. peso. Reações alérgicas: podendo ser de forma leve ou grave. estado nutricional e estado da doença). tais como: Diferenças genéticas. comumente uma forma de apresentação oral que não deve ser administrada por via endovenosa. Estes efeitos podem ser inofensivos ou prejudiciais. ou quando uma droga acumula-se no sangue em função de deficiência no metabolismo ou excreção. Efeitos colaterais: são efeitos adversos da droga. condições ambientais ( o estresse e a exposição ao frio e ao calor). Vício: é a dependência física e/ou psicológica da droga. 3.

Dose máxima: é a maior quantidade da droga capaz de produzir efeito terapêutico sem danos para o organismo. urticárias. Não conversar durante o preparo do medicamento para não desviar a atenção. etc. A prescrição do paciente deve ser mantida à vista do executante. Via de administração: são usadas abreviaturas comuns para indicar as vias f. Dose certa . Nome do medicamento: a grafia correta é muito importante. A hora ajuda a esclarecer certas medicações foram atualizadas ou suspensas. Via certa c. Dose letal: quantidade necessária para causar a morte. 4. 8. Componentes essenciais da prescrição médica: a. 7. 5. e. Todo medicamento a ser administrado ao paciente dever ser prescrito pelo médico ou profissional de enfermagem. 6. Paciente certo b. g. Anotar qualquer anormalidade após administração do medicamento (vômitos. seguir a regra dos CINCO CERTOS: a. Tempo e freqüência de administração: serve para saber quando iniciar o tratamento e por quanto tempo. diarréia. d. Lavar as mãos antes de prepara e administrar o medicamento Fazer a desinfecção concorrente da bandeja antes do preparo e após administração do medicamento. d. erupções. Ao prepara a ao administrar. Regras gerais na administração de medicamentos. 2.20 c.). Data e hora em que a prescrição é feita: dia. 1. Assinatura do médico ou profissional de enfermagem: a assinatura transforma a prescrição em requisição legal. mês e ano são incluídos. Manter o local de preparo de medicamento limpo e em ordem. 3. Dosagem: são incluídas a dosagem e potência do medicamento. c. b. Nome completo do paciente: distingue o paciente de outras pessoas homônimas. 2.

turvação. Sempre verificar a data de validade do medicamento. Checar e rubricar o horário do medicamento administrado durante a noite. nome do medicamento. certificando-se do seu nome completo. precipitação. leito. evitando assim causar danos ao paciente. armário. Manter sob refrigeração medicamentos como: insulina. 24. Horário certo e. frascos de Nutrição Parenteral Prolongada (NPP). c. Em caso de dúvida nunca administrar o medicamento. Antes de guardar o recipiente no local apropriado. 11. 21. . Controlar rigorosamente os narcóticos e seus derivados. soro antiofídico. 19. até que a mesma seja esclarecida. Medicamento certo 9. 18. b. Posicionar o paciente adequadamente mantendo-o confortável. etc. 15. vacinas. deteriorização. etc. 12. 17. Orientar quanto ao perigo da automedicação. 14. 16. anti-rábico. Identificar o paciente. Identificar a seringa ou recipiente de via oral: enfermaria. supositórios. hora a ser administrado. guardando-os em GAVETA FECHADA COM CHAVE. Antes de retirar o recipiente do local onde estiver (farmácia. Nunca administrar medicamento sem o rótulo. 22. via. alguns antibióticos. entre outros. 23. 20. 10. Ler o rótulo do medicamento três vezes: a. 13. Os antibióticos devem ser administrados no máximo 15 minutos antes ou 15 minutos depois do horário prescrito Não administrar medicamento preparado por outras pessoas. Registrar todos os narcóticos e guardar as ampolas utilizadas.). Manter a bandeja de medicamento sempre à vista do executante. antitetânico. com tinta vermelha e durante o dia com azul.21 d.). Antes de preparar o medicamento. Certificar-se das condições de conservação do medicamento (sinais de decomposição.

O paciente recusa o medicamento ou apresenta náuseas ou vômitos. O medicamento foi suspenso. O paciente não se encontrar na unidade. Circular o horário em azul e anotar o motivo na coluna da observação quando. colocar um ponto (•) ao lado do horario da medicação da prescrição médica. fora do prazo de validade. intramuscular(IM). Nasal. visando a obtenção de efeito terapêutico. caso não haja contra-indicação. Parenteral: intradérmica (ID). evitando administração em dose dupla ou não administração do mesmo. retal. suco de frutas. 26. Cuidados na diluição • Todas as drogas que provocam irritações e com gosto forte. que pode ser melhorado. Ao prepara o medicamento.: Medicamento não identificado. • Satisfazer o quanto possível os pedidos do paciente quanto ao gosto. Caso o medicamento não tenha sido administrado por esquecimento. a. gástrica. O paciente está em jejum. d. Cutânea ou tópica. duodenal. deve ser desprezado. subcutânea (SC). b. Vias de administração. Auricular. dissolvendo-se o medicamento em água. f. Ocular. O medicamento está em falta no hospital. . 10•. Comunicar ao médico responsável e aguardar a sua conduta. Vaginal.22 25. Administração de medicamentos: É o processo de preparo e introdução de substância química no organismo humano. Ex: 8•. sublingual. ou com embalagem avariada. e. endovenosa(EV) ou IV). Gastrintestinal: ora ou bucal. devem ser diluídas. Obs. leite. c.

Objetivos Obter efeitos no trato digestivo. irritam a mucosa gástrica e põem produzir náusea e vômitos. Salicilatos. • • • ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA GASTRINTESTINAL É a via em que a absorção da droga ocorre no aparelho gastrointestinal. O óleo de rícino ou outros óleos podem ser misturados com suco de laranja. Quando o paciente está em jejum para cirurgias ou exames. . Via oral – é a administração de medicamentos pela boca. Devem ser servidos com leite e/ou durante as refeições . de maneira geral . Irritação gástrica. digital. não distante das refeições. Vantagens Método simples de administração. Antibióticos. devem ser ingeridos somente com água.Produzir efeitos sistêmicos após a absorção na circulação sangüínea. limão ou chá ou café.23 • • Xaropes devem ser administrados puros ou com leite quente. Contra-indicações Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes. Em casos de vômitos. Seguro por não romper as defesas orgânicas. Econômico por custarem menos. . corticóides. Medicamentos que danifiquem o esmalte dos dentes devem ser administrados com o uso de canudinho. Desvantagens Paladar desgostoso.

2.24 Uso limitado. via. Prepara o material mantendo a prescrição medica próximo à bandeja. Procedimentos 1. leito. perguntando seu nome completo. gaze. presença de SNG. Certificar-se de que o paciente tenha deglutido o medicamento. Avaliação inadequada da absorção. 7. Lavar as mãos Identificar o paciente. Diluir o medicamento se necessário Chamar o paciente pelo nome completo. outros). Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. drágeas. no caso de clientes estar com dieta zero. Formas de apresentação Forma líquida (xarope. fita adesiva. 12. emulsão. Informar o paciente o nome e a ação do medicamento. Anotar qualquer intercorrências antes. Checar o horário da administração do medicamento. nome do medicamento abreviado (com fita adesiva. suspensão. Colocar os medicamentos nos recipientes adequados com a respectiva identificação: nome do paciente. 4. copos graduados ou colher. 5. 8. cápsulas. Forma sólida (comprimidos. . Verificar se o paciente não está em jejum. Material: conta-gotas. Verificar as condições do paciente: condições de deglutição. pérolas. 9. quarto. elixir. 14. 13. Esparadrapo ou etiquetas auto-adesivas). 11. Lavar as mãos. recipiente para medicamento sólido. 6. durante e após administração do medicamento. outros). 3. Não pode ser administrado em cliente inconsciente. pastilhas. 10. higiene das mãos. Efeito sobre os dentes.

Cuidados importantes 1. Ao manusear vidros com medicamentos líquidos. 3. Antes de prepara o medicamento certificar-se da dieta. 9.. 10. por exemplo). 3 ml = 1 colher de café e. O copo graduado tem as seguintes medidas (sistema caseiro): a. Fazer limpeza do frasco de medicação e devolve-lo ao local apropriado. Ao colocar o medicamento no recipiente. 11. 15 ml = 1 colher de sopa. Os medicamentos em pó devem ser dissolvidos. devese preferencialmente diluí-lo para obtenção de dosagem correta. colocar o rotulo voltado para a palma da mão para evitar suja-lo. no máximo. 10 ml = 1 colher de sobremesa c. em 15 ml de água.: Sempre colocar o medicamento na tampa invertida do vidro ou em copos. nunca oferecer o medicamento ao cliente na sua própria mão. jejum e ou controle hídrico do paciente. oferecer mais água. Quando não houver correspondência entre a dose prescrita e o comprimido disponível. Evitar mistura dos medicamentos em forma líquida. 4. mantê-lo no nível dos olhos. 5 ml = 1 colher de chá d. 2.25 Obs. 12. Os medicamentos à base de óleos devem ser administrados com outros líquidos de sabor agradável (sucos. Dissolver os medicamentos para os pacientes que apresentam disfagia (dificuldade na deglutição) Os medicamentos por via oral devem ser diluídos. 6. 5 ml = 1 medida infantil 5. 15 ml = 1 medida adulta f. certificando-se da graduação correta. . 7. Homogeneizar os medicamentos em suspensão antes de colocar no recipiente. Após a ingestão deste. 8. b.

ou através de seringa. após a administração do medicamento. 5. evitando desconforto para o paciente. bolas de algodão com álcool. a fim de obter o efeito desejado. . Material – estetoscópio. a flatulência. Na introduzir ar evitando. quando utilizada em cliente inconsciente ou incapacitado de deglutir. desta forma.a fim de remover partículas aderidas na sonda e introduzir todo medicamento até o estômago. seringa de 20 ml. Material: recipiente com medicamento. recipiente para lixo. espátula. 2. Lavar a sonda com 10 a 20 de água ou soro fisiológico. 3. Introduzir lentamente o medicamento por sinfonagem. copo com água e cuba rim. 2. Procedimentos 1. 3. copo graduado. Colocar o medicamento sob a língua do paciente e orienta-lo para não deglutir a saliva até dissolver o medicamento. gaze. Não administrar por VIA ORAL porque o suco gástrico inativa a ação do medicamento. Fazer a desinfecção da extremidade da sonda antes e após a administração de medicamentos. Via gástrica: É a administração do medicamento através da sonda gástrica. exceto quando contraindicado. triturador.26 Via sublingual: nesta via os medicamentos são colocados sob a língua e absorção se dá nos vasos sanguíneos existentes no dorso da língua. 4. utilizando bolas de algodão com álcool. Fornecer água ao paciente para enxaguar a boca e remover resíduos alimentares. Colocar o paciente em posição de fowler para evitar aspiração. Procedimentos 1. A via sublingual possui ação mais rápida do que a via oral. 4. Certificar-se se a sonda está no estômago através da ausculta com estetoscópio e aspiração do suco gástrico. 6.

5. luva de látex. Tem ação local ou sistêmica. mantê-la fechada por 30 minutos após a administração de medicamentos. antissépticos. na forma de loções. Orientar o paciente a respirar fundo ao introduzir o supositório. cremes ou gel. Material – gaze. Visando absorção através de poros até atingirem acorrente sanguínea. 4. medicamento. 8. Certificar-se de que o supositório realmente tenha sido introduzido. 6. adesivos. Envolver o supositório numa gaze. Afastar a prega interglútea. recipiente para lixo.27 7. Colocar o paciente em decúbito lateral ou SIMS expondo somente a área necessária para a introdução do supositório. pomadas. e pedir ao paciente que o retenha por trinta minutos. 7. Calçar a luva de látex para autoproteção. para melhor visualização do ânus. Introduzir o supositório além do esfíncter anal delicadamente. recipiente para lixo. Caso o paciente tenha condições de auto-aplicação. com o dedo indicador. sob a forma de supositório ou clister medicamentoso. numa profundidade correspondente ao dedo indicador. Procedimentos . 3. papel higiênico. Material: gaze. Via retal: É a introdução de medicamento na mucosa retal. Procedimentos 1. orienta-lo quanto ao procedimento. 2. com auxílio do papel higiênico. Pode ser aplicado por fricção à pele. medicamento. através do ânus. Caso a sonda tenha a finalidade de drenagem. espátula. Via cutânea ou tópica: É a aplicação do medicamento na pele.

Posicionar o paciente e lateralizar a cabeça. eritema. Orientar o paciente quanto à manutenção da posição inicial por cerca de 03 a 05 minutos. recipiente para lixo. se necessário (pele oleosa e com sujidade). Paciente em decúbito dorsal: colocar o travesseiro sob o ombro. Quando o medicamento for armazenado em recipiente. 4. com o objetivo de prevenir ou trata processos inflamatório e infeccioso. Facilitar a saída de cerúmen e corpo estranho. 5. Paciente sentado: inclinar a cabeça para trás. Observar qualquer alteração na pele: erupções. Antes de aplicar a pomada. Com o objetivo de aliviar a congestão nasal. 4. Facilitar a drenagem de secreção nasal. 2. a. Desprezar a primeira porção da pomada. etc. medicamento prescrito. Prepara o paciente. Via nasal: É a aplicação de medicamento na mucosa nasal. b. Aplicar o medicamento massageando a pele delicadamente. Material: gaze.28 1. . Posicionar o canal auditivo no adulto da seguinte maneira: segurar o pavilhão auditivo e puxar delicadamente para cima e para trás. gaze. de modo que a cabeça fique inclinada para trás (cabeça em hiperextensão). Procedimentos 1. pruido. fazer o teste de sensibilidade. Material: frasco de medicamento. recipiente de lixo. Via auricular: É a introdução de medicamentos no canal auditivo externo. 3. Fazer a limpeza da pele com água e sabão antes da aplicação do medicamento. 2. 5. Desprezar uma gota de medicamento. 6. 3. proteger a mucosa nasal e tratar infecções. Instilar o medicamento no canal auditivo sem contaminar o conta-gotas. retira-lo com auxílio da espátula. conta-gotas. edema. Procedimentos 1.

Instilar o medicamento nas narinas evitando que o conta-gotas toque a mucosa nasal. . recipiente de lixo. . Procedimentos 1. Via vaginal: Consiste em introduzir o medicamento na mucosa vaginal. Provocar midríase (dilatação da pupila) ou miose (constrição da pupila). Evitar ulceração da córnea. Antes da aplicação do medicamento. pomadas. gaze. Com o objetivo de diminuir a infecção vaginal. Diminuir a congestão ocular. 4. Prevenir infecção vaginal. 8. espumas ou lavagem vaginal. sob forma de colírio ou pomada. 2. no saco conjuntival inferior. geléias. Preparar a paciente para cirurgias dos órgãos genitais. Via ocular: Consiste em aplicar medicamento. sem tocar o conta-gotas ou o tubo de pomada na conjuntiva. Preparar o paciente colocando-o em decúbito dorsal ou sentado com a cabeça inclinada para trás. Afastara a pálpebra inferior com o dedo polegar – com auxílio da gaze – apoiando a mão na face do paciente. Pingar o medicamento no núcleo da conjuntiva ocular (porção média da pálpebra inferior). remover secreções e crostas. Remover o excedente do medicamento com a gaze. 3. 6. Com o objetivo de Combater infecção. a fim de dispersar o medicamento. conta-gotas se necessário. 7. Pedir ao paciente que olhe para cima.Aplicar anestésico. 3.29 2. deposita-la ao longo de toda extensão do saco conjuntival inferior. 5. Material: medicamento (pomada ou colírio). Ao aplicar a pomada. Solicitar ao paciente que feche as pálpebras e faça movimentos giratórios o globo ocular. sob a forma de óvulos. Instruir o paciente para que permaneça nesta posição por 02 a 03 minutos. a fim de que o medicamento penetre profundamente na cavidade nasal. Desprezar a primeira porção da pomada ou uma gota do colírio.

Em casos de engano pode provocar lesão considerável . Desvantagens Dor. Colocar o óvulo ou a pomada vaginal no aplicador próprio. Lavar o aplicador com água e sabão ( o aplicador é de uso individual). aplicador próprio. recipiente para lixo. antes da aplicação. Respeitar a privacidade da paciente cercando a cama com biombos. Intravenosa ou Endovenosa (IV ou EV). 9. Obtenção de resultados mais seguros. Fazer higiene íntima. Introduzir delicadamente o aplicador.30 Material – medicamento (óvulos e pomadas vaginais). ou uma seringa na qual adapta-se uma sonda uretral nº 4 ou nº 6. Em caso de paciente VIRGEM: qualquer medicação via vaginal pode ser administrada utilizando-se ESPÉCULO DE VIRGEM. Procedimentos 1. 7. 4. Vantagens Absorção mais rápida e completa. 10 cm aproximadamente. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA PARENTERAL Conceito – É a administração de um agente terapêutico pelas vias Intradérmica (ID). geralmente causada pela picada da agulha ou pela irritação da droga. se necessário. 8. 6. Subcutânea (SC). Intramuscular (IM). Colocar a paciente em posição ginecológica. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar – com auxilio de gazes. e pressionar seu êmbolo. 3. gaze. Retirar o aplicador e pedir que è paciente para que permaneça no leito. 5. Maior precisão em determinar a dose desejada. Possibilidade de administrar determinadas drogas que são destruídas pelos sucos digestivos. 2.

causando a rutura de capilares. paralisias. podendo aparecer abscesso). óleos ou cristais de drogas em suspensão. Problemas que podem ocorrer na administração Infecções: Pode resultar da contaminação do material. intumescidas. Má absorção das drogas: Quando a droga é de difícil absorção. tensão. da droga ou em conseqüência das condições predisponentes do cliente (mal estar geral e presença de focos infecciosos). ou é injetada em local inadequado pode formar nódulos ou abscessos. ou à aplicação de pressão muito forte na injeção de drogas em suspensão ou oleosa. dor parestesias. Embolias: Resultam da introdução na corrente sangüínea de ar coágulos. Podendo ser local ou geral. A introdução de líquidos deve ser lenta.lipotímia. Traumas: Psicológico podendo ser: medo. Requisitos básicos para a administração da droga As soluções devem ser absolutamente estéreis. dolorida. O traumas tissulares são de etiologias diversas. Uma vez administrada a droga. isentas de substâncias pirogênicas O material usado na aplicação deve ser estéril e descartável. choro. equimoses. introduzir ar coágulos ou substância oleosa ou suspensões por vis IV. hematomas. a fim de evitar rutura de capilares. Podem ser 1) locais (áreas avermelhadas. recusa do tratamento. hemorragias. podendo ser decorrentes de agulhas romba ou de calibre muito grande. ruborizada. que fazem com que a droga não surta efeito. que causa lesão na pele ou ferimentos. O medo pode à contração muscular impedindo a penetração da agulha acarretando acidentes ou contaminação acidental do material. É um acidente grave conseqüente da falta de conhecimento e habilidade do profissional (falta de aspiração antes de injetar a droga. nódulos e . Fenômeno alérgicos: Aparecendo devido á susceptibilidade do índividuo ao produto usado para anti-sepsia ou ás drogas injetadas. com conseqüências microembolias locais ou gerais). impossível retirá-la.31 Devido ao rompimento da pele pode ocorrer o risco de adquirir infecção. ou 2) sistêmicas (Esta infecção pode generalizar-se dando origem à infecção sistêmica – septicemia – provocada por microorganismos oriundos de um ou mais foco de infecção e multiplicação dos microorganismos na corrente sanguínea).

falta de rodízio dos locais. Posição da agulha – A agulha é inserida na pele formando ângulo de 15º ou paralela à superfície da pele. Cuidados gerais Lavar as mãos. Material Seringa de 1cc Agulha 13x3. Explicar ao paciente quanto ao procedimento. escapular. Fazer anti-sepsia da pele. onde o suprimento sangüíneo é reduzido e a absorção ocorre lentamente. Manejar corretamente o material esterilizado. para testes cutâneos. Etiqueta de identificação. Volume máximo permitido é de 0. 8 ou 4. inserção inferior do deltóide. causado por técnica incorreta. desconhecimento dos locais adequados para diversas aplicações. geralmente. A inserção da agulha deve ser somente o bisel. dessensibilazação e imunização (BCG). Áreas de aplicação – Face interna do antebraço.5 ml. . Via intradérmica (ID) Conceito – É a introdução de pequena quantidade de medicamento na derme. Utilizar técnica asséptica no preparo a fim de minimizar o perigo de injetar microorganismos na corrente sangüínea ou nos tecidos. A droga é injetada. Utilizar o método de administração corretamente.32 necroses.5. Locais onde há pouca pilosidade e pigmentação.

região glútea. A agulha de 13x3. 3. 3. Esticar a pele com auxílio dos dedos polegar e indicador. face externa da coxa. Posição da agulha – O ângulo depende da quantidade de tecido subcutâneo. Evitar aplicação próxima à região inguinal. Aplicar lentamente o medicamento. pois o objetivo é retardar a absorção da droga que. Procedimentos 1. Retirar a agulha sem fazer compressão no local. Injetar o medicamento. quando injetada por esta via.5 a 1 ml de medicamentos. sob a epiderme. 2. 4.33 Procedimentos 1. Fazer anti-sepsia ampla no local. levemente. lentamente . para facilitar a introdução da agulha. 6.8 é inserida perpendicularmente à pele ou em ângulo de 90º. . Via subcutânea (SC) Conceito – É a introdução de uma droga no tecido subcutâneo ou hipoderme. sem friccionar a pele. É indicada para drogas que não necessita ser rapidamente absorvidas (absorção mais lenta que a via IM e EV). região periumbilical. na cintura e na linha mediana do abdome e face anterior do antebraço (insulina). Administra somente de 0. voltado para cima. até a formação da pápula. Introduzir somente o bisel. tracionar o êmbolo para certificar-se de que não tenha atingido um vaso. às articulações e ao umbigo. região escapular. 4. Em geral. 5. Áreas de aplicação – Face externa do braço. Fazer anti-sepsia ampla da pele. Introduzir a agulha com impulso. a agulha 25x6 é inserida na pele formando ângulo de 45º. 2. 5. local de aplicação e do comprimento da agulha. Em seguida. e flanco direito ou esquerdo. Fazer uma prega na pele com os dedos polegar e indicador. Retirar agulha fazendo leve compressão do local. pode provocar fenômenos alérgicos graves dependendo das condições do cliente.

ou formando ângulo de 90º.: A posição do bisel da agulha na via subcutânea é indiferente. Mudar diariamente o local de aplicação (insulina). GLÚTEO Observar o local de introdução da agulha para evitar lesão do nervo ciático.34 7. a fim de evitar o risco de lesar as fibras musculares. A quantidade a ser administrada não deve ultrapassar 05 ml. quantidade de tecido. Áreas de aplicação – A seleção de uma região para injeção intramuscular depende de vários fatores: idade. Locais utilizados DELTÓIDE A aplicação do medicamento deve ser na parte mais volumosa de massa muscular. DORSO GLÚTEO (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) . natureza do medicamento e estado da pele. Obs. ou a droga ser injetada no tecido subcutâneo. A localização correta é importante para não lesar o nervo radial. responsável pela motricidade dos membros inferiores. Via intramuscular (IM) Conceito – É a introdução de medicamentos nas camadas musculares. Posição da agulha – A inserção da agulha deve ser perpendicular à pele. Depois da via EV é a mais rápida de absorção devido a maior vascularização deste tecido.

Aplicação em Z ou com desvio: É usada para evitar o refluxo da medicação. pois não há vasos e nervos importantes. toma-se uma linha que vai da crista ilíaca posterior à borda inferior da nádega. coloca-se a mão esquerda no quadril direito. afastar os demais dedos formando um triângulo e aplicar no meio deste. Tracionar o êmbolo até retornar as bolhas de ar. . 2. dores tardias. 6. Puxar a pele ou o tecido para um dos lados e manter assim até o fim da aplicação. ou vice-versa. Fazer massagem no local após aplicação. sem hesitar. Para localização correta. Acidentes na aplicação de injeção intramuscular Abscesso. 5. Aplicar com um único impulso. Fazer anti-sepsia ampla. e tem pouco tecido adiposo. lesões nervosas. para diminuir o desconforto. e outra que vai das últimas vértebras sacrais à parte superior da articulação coxofemoral A injeção é feita no quadrante superior externo. necrose de tecido. 4. Procedimentos 1. apoiando o dedo indicador sobre a espinha ilíaca ântero-superior e a palma voltada sobre a cabeça do fêmur. Posicionar o bisel da agulha seguindo o sentido da fibra muscular para minimizar lesão das mesmas. Injetar o medicamento lentamente. 3. VENTROGLÚTEO OU HOCHSTETTER (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) Esta região é indicada para crianças ou adultos. COXA – MÚSCULO LATERAL DA COXA Aplica-se no terço médio externo da coxa. prevenindo irritação subcutâneas ou manchas pelo gotejamento da solução no trajeto da agulha.35 Para evitar lesar o nervo ciático: divide-se a nádega em quatro partes. local livre de vasos e nervos importantes.

aspirar com a ajuda dos dedos polegar e indicador e empurrar o êmbolo com o polegar. choque. Agulhas Algodão e álcool à 70%. Garrote Toalha. mediana e basílica). inserir a agulha. SC. sem flocos. Administração de grandes volumes de solução em casos de desidratação. Efetuar NPP Instalar terapêutica com sangue. Material Bandeja contendo seringa de preferência de bico lateral. estéril. dorso da mão e antebraço. Administração de drogas contra-indicadas pelo VO. Condições da droga: sem precipitação. Finalidade Obter efeito imediato do medicamento. IM. papel toalha. Áreas de aplicação – Veias superficiais de grande calibre da região cubital (cefálica. hemorragias e cirurgias. Posição da agulha – Ângulo de 15º ou paralelo à pele. diluição correta.36 Com a outra mão. . deixando o tecido SC e a pele voltar ao norma. Retirar a agulha e só então liberar a mão não dominante. por sofrerem a ação dos sucos digestivos ou por serem irritantes para tecidos. Via intravenosa (IV) ou Endovenosa (EV) Conceito – É a introdução do medicamento diretamente na corrente sangüínea.

: Para facilitar o aparecimento de veia pode-se utilizar os seguintes recursos: aquecer o local. Devendo-se usar equipos com infusor lateral ou na falta deste dispositivo. choque. inflamação local e abscessos. Saco para lixo. lentamente. hematoma. 8. desconectar o equipo do sóror e conectar a seringa com a medicação tendo cuidado para não contaminar o equipo. 6. flebite e tromboflebite. Fixar a veia e esticar a pele com auxilio do dedo polegar. Refluindo o sangue. com o braço voltado para baixo. soltar o garrote. Posicionar o bisel da agulha voltado para cima. Garrotear 4 cm acima do local escolhido para punção a fim facilitar a visualização e seleção das veias. fazer massagem no local. aumentando assim o fluxo sangüíneo. Aplicar a droga. esclerose da veia. observando a reação do paciente. Fazer antissepsia ampla obedecendo o retorno venoso. Acidentes na aplicação de injeção por via endovenosa Infiltração. 2.37 Etiqueta de identificação. embolia. 4. Calçar as luvas. Obs. Puncionar a veia. Procedimentos 1. equimose. sem friccionar a pele. 3. Retirar a agulha fazendo compressão no local. Luva de procedimento. pedir ao paciente que faça movimentos com as mãos. 5. . 7. Aplicações de medicações EV em paciente com soro: A aplicação através de borrachinha deve ser evitada.

esparadrapo ou adesivo antialérgico. garrote. 2. Colocar escala de horário no frasco de soro. Material: frasco com solução prescrita. Manter equilíbrio dos eletrólitos. 10. 8. Fazer o nível da câmara gotejadora e do equipo e retirar todo o ar do mesmo. Objetivos: Manter veia para medicação. Puncionar a veia conforme as inscrições para injeção endovenosa. 12. 14. . 9. 5. Colocar o frasco de soro no suporte. recipiente com bolas de algodão embebido em álcool. 7. Identificar o soro. tesoura limpa. equipo de soro.38 VENÓCLISE Conceito – É a infusão de solução dentro da veia. Em seguida. Conectar o equipo no frasco de soro. Administrar nutrientes. Abrir o pacote do equipo de soro. Cortar o bico do frasco de soro com tesoura estéril. 6. 4. Repor líquidos. Conectar escalpe ou agulha na extremidade do equipo e retirar o ar. 3. fechar a presilha. em quantidade relativamente grande. Desinfetar o gargalo e o bico do frasco de soro com algodão embebido em álcool. recipiente para lixo. Procedimentos 1. tesoura estéril. Abrir a presilha do equipo imediatamente e certificar-se de que a agulha esteja dentro da veia. Levar todo o material na unidade do paciente. identificação de soro. 15. distantes de articulação para evitar que com o movimento transfixe a veia. escalpe ou agulha. Lavar as mãos. 11. Preparar o material. Orientar o paciente quanto ao procedimento. 13.Puncionar veias que estejam.

7. 20. 2. 18. 4. rubor. 17. abaixar o frasco de soro a níveis inferiores ao do local da infusão. Ex.05 500ml Cuidados importantes 1. 8. anotar a freqüência e o motivo. controlar o gotejamento do soro para manter o fluxo constante. infiltração de soro e queixas do paciente. 5. Controlar o gotejamento do soro conforme a prescrição médica. Evitar punções venosas em veias localizadas nas articulações.39 16. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 9. Verificar a infusão em intervalos regulares para manutenção do volume do fluxo. observando a presença de edema. Para verificar se a agulha está dentro da veia. Observar o local da punção venosa freqüentemente. Controlar rigorosamente o gotejamento de soro para evitar desequilíbrio hidroeletrolítico. Fixar a agulha ou escalpe com esparadrapo. .: 03 1. Caso modifique a altura do frasco. Manter o equipo sem bolhas de ar. 3. Caso haja dificuldade em puncionar a veia. Lavar as mãos. Ocorrendo retorno de sangue constata-se que a agulha está dentro da veia. 19. Anotar na prescrição médica: horário de início do soro e checa-lo. de rótulo de soro: Nome: Manoel Silva Soro glicosado à 5% Início: 08 horas Término: 16 horas Gotejamento: 21 gts/min Data: 08/02 Iniciais de quem preparou Enf. Se a punção venosa for próxima de uma articulação aconselha-se o uso de tala para evitar transfixação da veia pela agulha. 6.

atrasado ou no horário. 1ml = 20 gotas 20 gotas = 60 microgotas. enfermaria. Procedimentos . Pacientes que deambulam devem ser orientados para manter o frasco elevado com gotejamento contínuo. dividir a fita em 6 partes iguais. recipiente para lixo. início. A identificação de soro deve conter os seguintes dados: nome. término. 12. rubrica. 11. recipiente com bola de algodão embebido em álcool. tira de esparadrapo.medicação. data. À medida que o soro vai sendo infundido será possível verificar se ele estará adiantado.40 10. leito. Para fazer o cálculo em microgotas é só seguir a formula: Nº microgotas/min = V/T Podemos fazer cáculo do número de microgotas de uma outra maneira como uma gota é igual a 3 microgotas.3 T = tempo em horas Como deveríamos fazer a fita de horário. bastando compara o seu nível com a marcação no horário da fita. benzina ou éter. Sempre que possível iniciar a punção das veias pelas extremidades do membro superior. Cálculo de gotejamento Para fazer o cálculo em macrogotas é só seguir a fórmula: Onde: V = volume em ml Nº de gotas/min = V/T. então temos: Nº de microgotas = nº de gotas x 3 Retirada de venóclise Material: recipiente com bolas de algodão seco. para controlar o volume infundido? Marcar na fita o inicio e o fim da infusão do soro. números de gotas.

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1. 2. 3. 4. 5. 6.

Lavar as mãos. Orientar o paciente quanto ao procedimento. Prepara o material. Fechar a presilha do equipo. Descolar o esparadrapo com bolas de algodão embebido em benzina. Comprimir o local junto ao escalpe ou agulha com algodão embebido em álcool e retira-lo. Pressionar o local, de onde foi retirada a agulha ou escalpe, até obter a hemóstase. a. O algodão com álcool não deve ser friccionado. b. Se necessário, promover a hemostasia utilizando uma tira de esparadrapo.

7. 8. 9.

Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos. Anotar na prescrição: horário e procedimento.

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ANEXOS

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as células se expandirão ou incharão.5% em soro fisiológico a 0. A administração deste líquido aumenta a concentração de soluto no plasma. glicose sanguínea). O resultado final é a diluição e o equilíbrio entre os compartimentos intracelular e extracelular. c. 2. a. HIPERTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica maior do que a do plasma. as células encolherão. PRINCIPIOS: As células (por exemplo. Solução fisiológica a 0. critrócitos) são envolvidas por uma membrana semipermeável.45%. A pressão osmótica é aquela que “puxa” água através da membrana semipermeável das células. a. HIPOTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica inferior à do plasma. Solução glicosada em 2. no sentido de restaurar o equilíbrio osmótico. Solução glicosada a 5% (SG 5%). Ringer com lactato.44 ASSIMILAÇAO FISIOLÓGICA DAS SOLUÇÕES SALINAS SALINAS 1.2%. Plasma d.45%. neurônios. A administração desta solução geralmente dilui a concentração de soluto do plasma e força a passagem de água para as células. 0. b. Solução fisiológica a 0.9%. b. de maneira a restabelecer o equilíbrio intracelular e extracelular. . a. TIPOS DE LÍQUIDOS: ISOTÔNICO – uma solução com a mesma pressão osmótica do plasma. Solução fisiológica a 0. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. Albumina a 5% ii. c. Componentes do sangue i. de uma região com pequena concentração para outra com concentração maior de solutos (por exemplo: íons sódio.7%.9%.

d. puxando o líquido do interstício para a circulação e aumentando temporariamente a volemia). Mg++. K+. Cl-. Cl.45% (apenas levemente hipertônica porque a glicose é rapidamente metabolizada e só produz uma pressão osmótica temporária). Soluções Salinas – água e eletrólitos (Na+. COMPOSIÇÃO DOS LÍQUIDOS: a.). algumas calorias (Na+. aminoácidos e calorias. Glicose a 5% em Ringer lactato. Solução glicosada a 20%. eletrólitos. Soluções glicosada – água glicose e calorias. f. e. lactato). eletrólitos. dextran. g. e. Solução glicosada a 10%. c. b.gluconato). g. Isotônica balanceada – água. f. K+. hetamido (Hespan). Expansores do plasma – albumina. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. Sangue total e seus componentes. Ringer lactato – água e eletrólitos (Na+. (exercem maior pressão oncótica.45 b. Solução fisiológica a 3% e 5%. fração protéica plasmática a 5% (Plasmanato). c. d. Ca ++. . Hiperalimentação parenteral – água. Cl. Albumina a 25%.

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A. São naturalmente. X D. C.: Um exemplo simples para cálculo de dose de medicamento é feito com a regra de três. FRIED E CLARCK. 1. C + 12 IC = IDADE DA CRIANÇA EM ANOS DA = DOSE DO ADULTO 12 = CONSTANTE DA FÓRMULA .53 CÁLCULO DE DOSE DE MEDICAMENTOS CÁLCULO DE GOTEJAMENTO: GT = VT TX3 T = VT 3XGTS VT = VOLUME TOTAL T = TEMPO EM HORAS 3 = CONSTANTE DA FÓRMULA GT = V X 20 Nº DE MINUTOS OBS. somente uma fração de uma dose de adulto. REGRA DEYONG: DOSE INFANTIL = I. As doses infantis são baseadas na idade ou peso.: Nº DE MICROGOTAS X3 GT = GOTEJAMENTO 20 = CONSTANTE DA FÓRMULA (1ML = 20 GOTAS) OBS. CÁLCULO DE DOSES INFANTIS: As doses infantis podem ser calculadas pelas regras de YOUNG.

2 ml c. a.3 ml d. debe-se aspirar a seguinte unidade em ml. 0. No rótulo de liquemine.4 ml e. 0.000 U. C Complexo B 400 ml 20 ml 10 ml 5 ml 3 ml Em um período de 6 horas.5 ml 2.000 U cm 5 ml. 0. 0.1% Vit.1 ml b. . Quantas gotas deverão correr por minuto? Considerando o equipo macrogotas). Para administrar-se 1. 0. Devemos administrar o seguinte soro: SG5º/ Nacl 30% Kcl 19. DOSE INFANTIL IC (EM MESES) X DA 150 IC = IDADE DA CRIANÇA EM MESES DA = DOSE DO ADULTO 150 = CONSTANTE DA FÓRMULA REGRA DE CLARCK = DI = PESO (KG) X DA 70 DA = DOSE DO ADULTO DI = DOSE INFANTIL 1.54 REGRA DE FRIED: A regra de Fried é usada para calcular a dose de bebês com menos de um ano. lê-se: 25.

7 ml c. a. qual será o volume aspirado para fazer a dose prescrita.4 ml b.2 ml e. 3.0 ml 5. de 6 em 6 horas. c. Penicilina cristalina 50.000 UI em 50 ml de SF 0.9% 100 ml em 12 horas (macrogotas). sabendo-se que na enfermaria há somente seringa de 1 ml. SG 5% 500 ml + Nacl 30% 20 ml + Kcl 19. a. 1.3 ml c. 2.5 ml e. 0. Para atender a dose prescrita.SERINGA PRESCRIÇÃO ------------------------.0 ml.X . ela deverá administrar. (macrogotas) b. Gramicina 10 mg cm 20 ml de SF 0. SG 5% 300ml + SF 0. 500 ml de SG 5% em 8 horas (macrogotas).: FRASCO U --------------------------. 1. 0.7 ml.0 ml d. A enfermeira dispõe do medicamento em frasco de 1 grama em pó e do diluente cm ampla de 3.9% correr em 30 minutos (macrogotas). 0. Das seguintes prescrições médicas: a.5 ml b.1% 10 ml em 8 horas (microgotas). Um paciente precisa receber ampicilina sódica 500 mg. f.5 ml d. Obs. 1000 ml de SG 5% em 8 horas (microgotas). 4. e.55 3. 2. Foi prescrito 16 U de insulina. 0. Calcule o nº de gotas/min. 0. d.9% correr em 30 minutos. mas temos disponível insulina de 80 U. via intramuscular.

Infiltração. Infiltração. cianose. b. 9. Injeções repetidas no mesmo local b. Utilizar a mesma agulha no procedimento. Erro na dose de administração.) 53421 b) 45132 c) 52134 d) 34521 ( ( ( ( ) Presença de coagulo sanguíneo ou medicamento oleoso na )Rompimento da mesma veia ou aplicações de substâncias ) Hipersensibilização à droga ) Presença de bactéria na solução luz do vaso irritante. b. . Trocar a agulha após o preparo e identificar a seringa.8. Hematoma e. Choque pirogênico. hiperemia. No preparo de medicamento injetável IM e/ou EV utilizando frasco (pó). Infiltração e tremores. a. Erro da via de administração d. Utilizar agulha 13X3.56 6. O fenômeno de Arthus é uma reação provocada por: a. edema de glote e hemorragia. Referente ao enunciado anterior. b. o fenômeno ocorre devido a não absorção do antígeno. Correlacione os acidentes que podem ocorrer na aplicação de injeção endovenosa. d. Identificar a seringa e adaptar a agulha 40X6. d. Injeções que seguem rotatividade dos músculos c. Embolia d. hemorragia e congestionamento da face. c. Flebite a. c. o que ocasiona: a. edema. Choque anafilático c. Edema infiltração. após a diluição. hemorragia e necrose no ponto de inoculação. 8. 7. edema. dilatação dos vasos. a enfermagem deve: a.

após verificar o prontuário. observa que o mesmo encontra-se na sexta e última fase de soro. Introduzir a agulha vagarosamente e injetar o líquido rapidamente. 13. restando apenas 400 ml a ser infundido. Injetar solução vagarosamente c. Podemos reduzir a dor nas injeções. A dose adulta de biontal é 2. A dose adulta é 150 mg. E temos disponível Teinam 500 mg fr/amp para diluir em 20 ml. Deixar pequena bolha de ar na seringa d. Foi prescrito Teinam 250 mg EV 6/6horas. Foi prescrito Keflin 120 mg EV 6/6horas. quanto deverá ser dado a uma criança que pese 20 quilos? 15. Temos no posto Keflin 1g para diluir em 10ml. Qual deverá ser a dose para a criança? . Um bebê de 6 kg precisa tomar uma dose de acetato de cortisona.0 g para dose de manutenção. Realizar rodízio de locais b. do paciente dôo L 01. Quantos ml devemos aspirar. 11. O enfermeiro recebeu o plantão ás 19 horas e.57 10. Qual o gotejamento que deve ser colocado para essa infusão permanecer até as 7:00 hs do dia subseqüente? 14. Quantos ml devemos aspirar? 12. utilizando as seguintes técnicas exceto: a. Se a dose adulto de certa droga é 1 cc. Qual será a dose de biontal para uma criança de 12 anos? 16.

Utilizados na anafilaxia. Imunossupressor. o medicamento que deve ser prontamente providenciado é: a. Todas estão corretas. Aminotilina c. b. Potentes antinflamatórios e antialérgico. d. digoxina b. . c. Os corticosteróides são: a.58 17. Um paciente foi atendido com uma crise de asma. Heparina e. Insulina 18. Dolantina d.

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• Risco de infecção de 7 a 8% bacteriana ou são de • Risco de infecção 1 sem respiratório.76 CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS QUANTO A SUA CAUSA (SITUAÇÃO EM QUE FORAM RODUZIDAS: CIRÚRGICAS. ou colecistectomiu (não e inflamação • Condições assépticas. órgãos não população CARACTERÍSTIC IAS • Sem sinais EXEMPLO AS/CIRCUNSTÂNC S de Mastectomia. sinais de Apencidectomi a supurado). cirurgia cardíaca neurológica précontaminação. geniturinário. a 2% • Sem processo inflamatório. . gastrectomia. pequena quebra na a. POTENCIALMEN TE CONTAMINADAS : Envolvem do a trato abertura digestivo. • Condições Assépticas técnica. TRAUMÁTICAS E ULCERATIVAS) SEGUNDO O RISCO DE INFECÇÃO AS FERIDAS CIRÚRGICAS PODEM ESTAR EM 4 CATEGORIAS: FERIDAS CIRÚRGICAS LIMPAS: manipulados contém fácil descontaminação.

drenagem • Trauma penetrante há empiema. de abscessos. fluido gástro-intestinal. INFECTADAS: Realizadas em tecidos com processo infeccioso já instalado no momento da cirurgia • Presença de secreção Apendicite purulenta. emergência. • Corpo estranho ou contaminação fecal.77 CONTAMINADAS: Pelas circunstâncias que a provocaram. possuem maior probabilidade de altas cargas bacterianas. • Risco de infecção supurado. . há menos de 4 horas. • Feridas cronicamente. • Infecção clínica Pré. penetrante intestino • Grande derramamento de trauma abdominal • Lesão traumática exposta envolvendo por abertas (ferimento arma branca ou de • Risco de infecção de 15 a fogo). existente. mais de 4horas. CARACTECRISTICAS/ CIRCUNSTÂNCIAS EXEMPLOS de • Grande desvio da técnica Cirurgias estéril. 20%.

OU PERDA DE PELE PERDA OSSO) ESTÁGIO IV PROTEGER. HIDROCOLÓIDES. PROTEGER. DE E DE PELE. LIMPAR. ALGINATO CÁLCIO. HIDRATAR. ESTÁGIO II COBRIR. ISOLAR. • ESPUMA DE POLIURETANO DE CAVIDADE. ABSORVER. LIMPAR. • • • SPRAY GEL PELÍCULAS TRANSPARE NTES. DE COM • • PERDA BOLHAS DE PELE.78 VARIEDADES DE COBERTURAS DE FERIDAS PELE AVERMELHADA NÃO ROMPIDA ESTÁGIO I COBRIR. INFECÇÃO. HIDRATAR. PROTEGER. PARA COM • DE • • HIDROCOLÓIDES ALGINATO CÁLCIO ( EXSUDAÇÃO). PREVENIR INFECÇÃO. HIDROCOLÓIDE. PROMOVER GRANULAÇÃO. ABSORVER. ALGINATO CÁLCIO. COBRIR. HIDRATAR. ABSORVER. . PREVENIR PROMOVER GRANULAÇÃO. GRÂNULO PASTA. ESTÁGIO III PROTEGER. COBRIR. TENDÃO. • • • PELÍCULAS TRANSPARENTES. ISOLAR. (SOMENTE FERIDAS EXSUDATO). (MÚSCULO. ISOLAR.

Antes. Dentre as aplicações frias mais comuns. o calor e o frio são usados como coadjuvantes em diversos tratamentos e situações. provocando a dilatação das veias. O frio também tem ação antitérmica. daí seu emprego em dores pós-traumaticas. determinar a habilidade do paciente em sentir as variações de temperatura e assegurar o funcionamento correto do equipamento. as compressas com álcool + éter. tendo como conseqüência a maior irrigação sanguínea. os banhos com álcool e os banhos frios.79 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE TERMOTERAPIA E CRIOTERAPIA Introdução Desde de a antiguidade. porém. produzindo analgesia. da utilização desses tratamentos. quando corretamente empregados. Também têm a propriedade de produzir vasoconstricção e por isso são empregadas para interrupção de hemorragias. O calor e o frio. No corpo humano. auxiliando sobremaneira na hemostasia em diversas situações de socorrismo e em intensivismo. e ainda para facilitar a reabsorção de líquidos extravasados. O profissional é legalmente responsável pela administração segura de todas as aplicações de calor e frio. Terapia com Calor e Frio A aplicação local de frio e calor a uma parte lesada do corpo. como soros e sangue. pode proporcionar benefícios terapêuticos. muito nos auxiliam através de suas várias propriedades. baixam a temperatura do corpo pelo esfriamento gradual. o calor tem como principal ação provocar a vasodilatação no local em que é aplicado. facilitando a visualização das mesmas. o profissional precisa compreender as reações de um organismo normal às variações da temperatura local. pois quando aplicado em regiões mais vascularizadas. as compressas geladas. . Normalmente é utilizado nos hospitais para facilitar as punções venosas. estão a bolsa de gelo. alem de avaliar a integridade da parte do corpo em questão. As aplicações frias agem sobre as terminações nervosas periféricas.

mas os termorreceptores normalmente se adaptam rapidamente a temperaturas locais entre 45ºC e 15ºC. tempo de aplicação e local onde é aplicado. forno de Bier) ou úmida (compressas ou cataplasma). São utilizados de forma seca (bolsa de água quente ou fria. . calor em grau mais elevado facilita a circulação. É um dos tratamentos mais antigos e os pacientes recebem-no muito bem. água fria ou quente. O frio diminui a circulação pela contração dos vasos sanguíneos. são empregadas com bons resultados.80 As aplicações externas de calor e de frio têm por objetivo ajudar as funções naturais do corpo. além dos raios solares. encontrando alívio após a sua aplicação. Reações sistêmicas ocorrem através de mecanismos de perda de calor ou de mecanismos que promovem sua conservação e produção de calor. retarda a supuração de abscesso. pela dilatação dos vasos sanguíneos e diminui a dor local. Reações corporais ao calor e ao frio A exposição ao calor e frio pode provocar reações tanto sistêmicas quanto locais. vapor. diminui a dor local. O corpo humano pode tolerar amplas variações de temperatura. As reações locais ao calor e ao frio ocorrem através do estímulo das terminações nervosas da pele. A temperatura normal na superfície da pele é de 34ºC. Calor moderado relaxa os músculos. bolsas elétricas e duchas. o estímulo quente excessivo produz uma sensação de dormência antes do aparecimento da dor. Quando as temperaturas locais ultrapassam esses limites. compressa. as aplicações elétricas. cabe ao profissional conhecer os pacientes com maior risco de lesões provocadas pela aplicação de calor e frio como mostra o quadro 1. de acordo com a temperatura. A habilidade de adaptação do corpo cria o maior problema na proteção dos pacientes contra lesões resultantes de extremos de temperatura. raios infravermelhos. Modernamente. aparece a dor. O calor age estimulando ou acalmando. sensíveis à temperatura.

diabetes arteriosclerose) Confusão ou inconsciência Lesão na medula espinhal Abscesso apêndice no dente ou Extremidades do corpo menos sensíveis a estímulos de no tecido local. ex. em função da formação de líquidos ou cicatrizes. fissura na pele. Áreas com edema ou Reduzida sensibilidade aos estímulos de temperatura devido à pouca espessura das camadas de pele. ou temperatura e dor devido ao comprometimento circulatório e lesões formação de cicatriz Fatores de Risco Camadas de pele mais finas nas crianças aumentam o risco de queimaduras. Alterações nas vias nervosas prevenindo a recepção dos estímulos . Infecção altamente localizada. Reduzida percepção de estímulos sensoriais e dolorosos. a aplicação de frio comprometeria ainda mais o fluxo sanguíneo. Os tecidos subcutâneos ou vicerais são mais sensíveis às variações temperatura. Fatores que influenciam a tolerância ao Frio e ao Calor A reação do corpo às terapias de calor e frio depende de vários fatores: .já a exposição prolongada da pele ao frio resulta em um reflexo de vasodilatação.81 Quadro 1 Condições que Aumentam o Risco de Lesão pela Aplicação de Calor e Frio Condição Pessoas muito jovens ou muito idosas Feridas abertas. os idosos apresentam reduzida sensibilidade à dor. Doença vascular periférica (p.sensoriais ou dolorosos. A escolha da terapia de calor ou frio depende das reações locais desejadas para a cura da lesão. a aplicação de calor pode provocar ruptura coma disseminação sistêmica de microorganismos. melhorando o fluxo sanguíneo em uma região lesada do corpo. O calor é geralmente muito terapêutico. esses tecidos também não dispõem de termorreceptores e apresentam pouca quantidade de receptores para Efeitos local do Calor e Frio Os estímulos de calor e frio criam reações fisiológicas diferentes. estomas de dor.

em conseqüência. 3. 6. artralgias reumáticas. Os mais jovens e os mais idosos são mais sensíveis ao calor e ao frio. 5. mialgias. Área da superfície do corpo. compressas e embebição. Idade e condições físicas. furunculoses e abscessos. 4. acelerar a cicatrização. flebites e soroma. Duração da aplicação. As aplicações quentes têm como finalidade à supuração. relaxar os tecidos e aumentar a temperatura. Parte do corpo. 2. Lesões da superfície do corpo. O pescoço. almofada elétrica. As camadas expostas da pele são mais sensíveis èas variações de temperatura. fascites. traumatismos (após 24 horas). De acordo com o quadro 2. contraturas . A aplicação quente pode ser de duas formas: a úmida que inclui o emprego de banho. Uma pessoa é menos tolerante a alterações de temperatura em uma grande área do corpo. a tolerância a extremos de temperatura é alta. pode-se demonstrar as vantagens e desvantagens de aplicações úmidas e aplicações secas. mas o risco de lesões também é elevado. Uma pessoa tem maior capacidade de tolerar exposições de curta duração a extremos de temperatura. cobertor elétrico e bolsa de água quente. Temperatura prévia da pele. APLICAÇÕES QUENTES As aplicações quentes são indicadas com freqüência para envolver os membros inferiores em casos de flebite e superiores quando há traumatismos resultantes de punções venosas. Está indicado no tratamento e fraturas. aumentar a circulação.82 1. tornar os exsudados mais fluidos. Os pés e as palmas das mãos são menos sensíveis. torcicolos. cataplasmas. Se a s condições físicas de um paciente reduzem a recepção ou percepção de estímulos sensoriais. distenções e entorses (após 24 horas). O calor geralmente acelera as reações químicas e. e a seca que também inclui o emprego de raios infravermelhos. o metabolismo geral e local. aliviar a dor. a superfície interna do pulso e antebraço e as regiões do períneo são mais sensíveis às variações de temperatura. O corpo reage melhor a ajustes menores de temperatura. porquanto este ultimo é devido em grande parte a reações químicas.

tumores malignos. O calor seco mantém a temperatura por mais profundamente nos tecidos. sinusite. Quadro 2. lesões abertas. tempo. dentre outras. hemorragias. também o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos e a . O calor úmido esfria rapidamente devido à evaporação da umidade. miosites. traumatismo agudos. A exposição prolongada pode provocar maceração da pele. Vantagens e Desvantagens das aplicações Úmidas e Aplicações Secas Vantagens Aplicações Úmidas A aplicação úmida reduz o ressecamento da pele e amoloce o material de exsudação da ferida Compressas úmidas se ajustam melhor à região do corpo sob tratamento. O profissional de enfermagem. O calor seco aumenta a perda de líquidos As aplicações de calor seco não penetram O calor seco provoca aumento de A aplicação seca não provoca a maceração corporais através da sudorese. pois não sofre influência da evaporação. Favorece. da pele. transpiração e perda insensível de líquido Aplicações Secas O calor seco representa menor risco de queimar a pele que as aplicações úmidas. O calor úmido cria maior risco de queimaduras da pele pois a umidade conduz Desvantagens Procedimento: aplicação de Calor Úmido Trata-se de aplicar compressas de água quente. O calor úmido aquecido não provoca calor. ressecamento da pele. rinite. O calor úmido penetra profundamente nas camadas de tecidos. fibrosites. áreas anestesiadas. por exemplo. também deve estar atento as inúmeras contra-indicações na hora de fazer as aplicações quentes como. rigidez pós-imobilização. dentre outras diversas indicações. pacientes com feridas cirúrgicas. febre alta. tendinites. Serve como analgésico e vaso dilatador local.83 musculares. ou banho parcial de água quente.

em caso de hipotermia. eleva a temperatura corporal. Indicações de procedimento Em abscessos. é um relaxante muscular e favorece a sedação. ajuda à absorção de edemas. ajudar a cicatrização. ajudar a cicatrização aumentar o peristaltismo. Procedimento: Aplicação de Calor Seco Trata-se da aplicação de bolsas de água quente. eleva a temperatura corporal. favorecer o relaxamento e o bem estar do adulto e da criança e em caso de hipotermia. é um relaxante muscular e favorece a sedação. Material necessário Compressas Panos Recipiente para água quente Toalha pequena Toalha de banho Protetor para a cama Termômetro. ajuda à reabsorção de edemas. Material necessário Bolsa de água quente Almofada elétrica Manta elétrica . Indicações do procedimento Em abscessos. a eliminação de resíduos. com a diatermia. Serve como analgésico e vasodilatador local. para diminuir exsudatos. aumentar o peristaltismo. Favorece o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos.para diminuir exsudatos. e outros métodos não citados neste manual.84 eliminação de resíduos. favorecer o relaxamento e o bem-estar do adulto e da criança. almofadas ou mantas elétricas.

para baixar a febre. Quando se faz aplicação fria em uma região do corpo do paciente. As aplicações frias têm como finalidade diminuir a inflamação local. O frio é aplicado ao organismo visando efeitos sistêmicos e locais. aliviar a dor. baixar a temperatura. entorses e no caso de hipertemia. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. para diminuir congestão e dor. baixar a temperatura corporal. dentre outras. aliviar a dor. para os fins sistêmicos. ou um banho parcial de água ou álcool. Material necessário Compressa Panos Recipiente para água fria Toalha pequena Toalha de banho Protetor para cama . acontecerá uma mudança local ou sistêmica da temperatura tissular. diminuir os processos supurativos. estado do tecido e superfície corporal. Serve como anestésico e vasoconstritor local.85 APLICAÇÕES FRIAS As aplicações frias são geralmente usadas para aplicar na testa ou sobre os olhos. evitar pequenas hemorragias. Procedimento: Aplicação de Frio Úmido Trata-se de aplicar compressas de água fria. Os profissionais de enfermagem devem ficar atentos as contra-indicações no momento de fazer a aplicação fria. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. As reações ao frio modificam-se pela forma e duração da aplicação. o grau de temperatura. Indicações do procedimento Em contusões. controlar as hemorragias. É indicado em certos tipos de cirurgias cardíacas. utiliza-se o frio para tornar lento o metabolismo basal. para diminuir a dor ou a inflamação. Existem dois tipos de aplicação fria: aplicação fria úmida e aplicação fria seca. além de outras indicações.

ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. baixar a temperatura corporal. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Indicações do procedimento Em contusões. entorses e no caso de hipertemia. Serve como anestésico e vasoconstritor local. para diminuir a dor ou inflamação.86 Procedimento: Aplicação de Frio Seco Trata-se da aplicação de sacos ou colares de gelo ou de mantas hipotérmicas. Material necessário Bolsas de gelo Colares de gelo Bolsas de frio comerciais Mantas de hiportemia . evitar pequenas hemorragias. diminuir os processos supurativos.

além de funcionar como um órgão sensorial para a dor. limpeza do local da incisão cirúrgica ou qualidades descritivas do mesmo. Lesões do tegumento colocam em risco a segurança do organismo e provocam uma reação complexa de cicatrização dessas lesões. como o da idade. por exemplo. de acordo com diferentes critérios. Quando a intervenção da enfermagem puder ser eficaz. enrugamento. exposição ao sol (causa envelhecimento. bem como facilitar o processo de cicatrização Quando cuidamos de pacientes com feridas – de todos os tipos – é importante que adotemos uma abordagem holística no tratamento. Doenças cardiovasculares. Vários fatores interferem nas características da pele. sugeriremos estratégias apropriadas. o tratamento de uma ferida e a assepsia cuidadosa têm como objetivos evitar ou diminuir riscos de complicações decorrentes. risco de CA. imunodeficiências). Várias são as formas de classificar as feridas. energia). também devemos dar atenção aos cuidados psicológicos e espirituais. comunicação/identificação e sensação tátil. processo patológico (diabetes. sabões (altera a flora e pH). A intervenção da enfermagem não consegue resolver todos os problemas. se forem levados em conta no preparo do histórico e na avaliação do paciente. gravidade da lesão dos tecidos. metabolismo. antibacterianos. dentre eles podemos citar: a idade (envelhecimento. Classificação das feridas A classificação as feridas é de grande importância para a avaliação e definição do cuidado adequado. hidratação (ressecamento e descamação). hormônios). Mas embora ele seja útil quando consideramos os aspectos físicos do tratamento. “Atividades de Vida” é o processo que foi selecionado para discutir os fatores que podem afetar a cicatrização. termorregulação. risco de queimaduras). temperatura. processo de cicatrização). Há muitos fatores que afetam o processo de cicatrização.87 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS O tegumento do corpo constitui uma barreira protetora contra organismos causadores de doenças. velocidade de epitelização. Um processo de enfermagem oferece um referencial útil para avaliar os pacientes. . causa da lesão. pois os três estão indissoluvelmente ligados. medicamentos (corticosteróide. Qualquer interrupção da integridade da pele representa uma ferida. Deve-se considerar as condições de integridade da pele. Assim. será possível mitigar alguns dos seus efeitos. o estado nutricional (reparação/manutenção.

ruptura de víscera. Ferida potencialmente contaminada: provocada sob condições assépticas. punhalada. Ex. Ex. Lesão não intencional: Lesão traumática que ocorre inadvertidamente. Ex. Ex. c) Gravidade Lesão superficial: que envolve apenas a camada epidérmica da pele. trauma abdominal envolvendo penetração do intestino.: punção venosa.88 a) Estado de integridade da pele Feridas abertas: quando há ruptura da pele ou mucosa. É causada por ferida cirúrgica que não entra no trato gastrointestinal.. Ex. Lesão penetrante: que envolve ruptura da camada epidérmica. É causada por corpo estranho que entra profundamente nos tecidos. . cirurgia cardíaca e neurológica sem prévia contaminação. ferida cirúrgica na qual ocorreu uma falha nos padrões de assepsias. assim como da derme e tecidos mais profundos ou órgãos. Ex.: Incisão cirúrgica. Feriadas fechadas: não há ruptura da pele ou mucosa. b) Causa Lesão intencional: que resulta de tratamento. Estas feridas possui um baixo risco de infecção. colecistectomia. Riscos de infecção maior que nos casos de ferida limpa. d) Limpeza Ferida Limpa: que não contém organismos patogênicos.: lesão com faca. Feridas contaminadas: existente sob condição propícia à presença de microorganismos. Pode ser causada por feridas traumáticas.: gastrectomia.: mastectomia. Ex. no trato respiratório ou na cavidade orofaríngea.: fratura óssea. queimadura. apendicectomia sem supuração.: queimadura de primeiro grau. Ex.: cirurgia de emergência.: ferimento à bala. mas envolvendo penetração em cavidade do corpo que normalmente abriga microorganismos. Ex.

2ª Fase proliferativa: inúmeras células são produzidas para rápida multiplicação dos tecidos vizinhos. contusão ou equimose caracterizada por edema.]x.É a fase de formação de um tecido novo (tecido de granulação). Ex. Regenerar a cobertura epidérmica natural. descoloração e dor. Remover patógenos e restos celulares. maquina industrial e vidros quebrados. É ativado o sistema de coagulação. ocorre uma seqüência de fases. É causada por lesão traumática grave.: apêndice supurado. permitindo a proliferação de microorganismos. Resulta freqüentemente de queda. Há sangramento nos tecidos. Contusões: lesão fechada causada por um golpe infringido ao corpo por meio de um objeto rombo. do colágeno e da epitelização.: ferimento por faca. redução do tamanho da lesão pela ação de fibroblastos. causado por golpe brusco contra uma parte do corpo. . feridas traumáticas antigas. os capilares se tornam dilatado na área afetada. Escoriações: lesão superficial envolvendo esfoladuras ou esfregaduras de superfícies da pele por atrito. no qual a efetividade do evento depende do sucesso do procedente. 3ª Fase de manutenção: de contração. Fases de cicatrização da ferida 1ª Fase exsudativa: do trauma. É causada por qualquer ferida que não cicatriza adequadamente. O corpo mobiliza sua força no sentido de: Estancar a perda de sangue. drenagens de abscesso. de desbridamento da ferida e de defesa imunológica. A cicatrização Durante os processos dinâmicos da cicatrização.89 Feridas infectadas: envolvendo bactérias presentes no local da lesão. Repara o tecido mais profundo danificado. incisão cirúrgica em uma área infeccionada E. e) Qualidade descritiva Laceração: a ruptura de tecidos resulta em uma lesão com bordas irregulares.

além da habilidade de regeneração das células atingidas. gravidade e extensão da lesão. curativo.90 Processo de cicatrização da ferida Este processo é basicamente o mesmo para todas as lesões. Ex. mas sofre o efeito da localização. reações inflamatórias fagocitose são processos prejudicados pelo envelhecimento. O suprimento sangüíneo menos abundante dos tecidos adiposos impede o envio de nutrientes e elementos celulares necessários à cicatrização norma. a liberação de oxigênio nos tecidos fica prejudicada.: Ferida por queimadura. Estresse de uma lesão: . Por primeira intenção = quando a cicatrização se dá nas bordas da ferida sem presença de infecção. O suprimento de oxigênio pode ser insuficiente. Obesidade: A sutura de tecido adiposo é mais difícil. Por segunda intenção = quando se dá a cicatrização por união indireta das bordas da ferida. Imunossupressão: redução da reação imunológica contribui para uma cicatrização da lesão. Por terceira intenção = é a cicatrização corrigida ou estimulada cirurgicamente. Fatores que influenciam a cicatrização das feridas Nutrição: a reparação dos tecidos e a resistência às infecções dependem de uma dieta equilibrada. Oxigenação: a oxigenação mais reduzida no local da lesão inibe a reparação dos tecidos. Diabetes:o paciente portador de diabetes tem uma pequena doença vascular que prejudica a perfusão dos tecidos. úlcera de pressão. Extensão da lesão: Lesões mais profundas envolvendo maior perda de tecido cicatrizam mais vagarosamente. A ferida é mantida aberta até ser preenchida por tecido de cicatrização. Fumo: os níveis de hemoglobina funcional diminuem. Ex. O risco de infecção é maior. Implica na sutura das bordas ou na aplicação de enxertos.: incisão de ferida cirúrgica limpa. devido à quantidade de tecido de granulação. Idade: a circulação sangüínea e o envio de oxigênio para o local da lesão.

Infecção: A infecção de uma lesão por bactéria inibe a cicatrização devido ao aumento da lesão dos tecidos e alteração das camadas da pele e tecidos. imóvel. aumentando assim o catabolismo ou colapso tecidual. nas quais o risco de hemorragia é grande durante as primeiras 24 a 48 horas. Complicações da cicatrização de feridas Hemorragias: O sangramento de um local de uma ferida é normal durante e imediatamente após o trauma inicial. mas a hemostasia ocorre geralmente após alguns minutos.particularmente as cirúrgicas. debilitada Dependência. devido a um objeto estranho (um dreno). temporária. obeso. pele . senil Urina. um coágulo deslocado. A infecção sistêmica afeta a cicatrização. A hemorragia pode ocorrer interna ou externamente e quando ela está presente após o período de hemostasia indica uma sutura cirúrgica desfeita. ascite. Emaciado. temporária. O profissional deve observar as lesões com atenção.91 situações estressantes como vomito. permanente. Fatores gerais Idade Nutrição Mobilidade Estado Mental Incontinência Saúde geral Higiene geral Fatores locais Edema Pulmonar. uma infecção ou crosão de um vaso sangüíneo. Limitada. A infecção sistêmica está freqüentemente associada à pirexia. deprimido. efusão Muito jovem ou muito idoso. permanente Confuso. fezes. A cicatrização só ocorrerá depois que o organismo tiver superado a infecção. magro. distensão abdominal e tosse rompem as camadas da ferida e a recuperação dos tecidos. A pirexia causa um aumento do ritmo metabólico. desidratado. boca/dentes. porque a ferida precisa disputar os glóbulos brancos e os nutrientes com qualquer infecção. Fraca. Tabela 11 Fatores de risco de infecção.

drenagem. Doença hepática. transplante. umidificação Citóxicos. êmbolo. infecções exposição à radiação e doenças malignas. Porém. fechada. drenagem de ferida. ulceração Acidental. planejado Periférica. irrigação Ferida. diabetes. antibióticos. anemia grave. implante Sucção endrobronquial. ventilação. de desequilíbrio hidroeletrolítico e ruptura da pele devido a processos de drenagem crônica. leucemia. anemia aplástica. central. para reduzi as possibilidades de invasão bacteriana e ressecamento antes que se execute a reparação cirúrgica. colostomia. pode ocorrer a separação parcial ou total das camadas da pele e tecidos.92 Isquemia Lesões na pele Corpo estranho Procedimentos invasivos Canulação Cateterização Cirurgia Entubação Fármacos Trombo. Evisceração: Quando ocorre a separação de camadas cirúrgicas as vísceras poderão se projetar para fora. Deiscência: quando a ferida não cicatriza adequadamente. esteróides Doenças Carcinoma. Um cirurgião pode criar uma fistula por razões terapêuticas (gastrostomia). É uma emergência médica que exige a colocação de compressas estéreis embebidas em solução salina estéril sobre os tecidos protraídos. AIDS. . Fístula: Caracteriza-se por uma passagem anormal entre dois órgãos ou entre um órgão e o lado externo do corpo. doença renal. Aumentam os riscos de infecção. parenteral Intermitente. a maioria das fistulas resulta de processos inadequados de cicatrização ocasionados por traumas. necrose Trauma. queimaduras.

Proteger contra infecção secundária. Critérios para o curativo ideal Promover meio ótimo para cicatrização. 7. 8. 13. 12. Aliviar a dor. Formar isolamento térmico. 6. . Promover o conforto e bem estar do paciente. Ser de fácil obtenção e custo acessível. 10. Finalidades 1. Facilitar a drenagem. Permitir trocas gasosas. com finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir contaminação e infecção. quando necessário. Proteger a ferida. Prevenir a contaminação. Absorver exsudato e edema. Manter a umidade da superfície da ferida. Fornecer isolamento térmico. sem provocar traumas. 3. 11.93 CURATIVO É um meio que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida. 4. Limitar a movimentação dos tecidos em torno da ferida. Promover a cicatrização do tecido. Ser de fácil remoção. 9. Manter umidade. Promover hemostasia. Fazer desbridamento mecânico e remover tecido necrosado. Remover corpos estranhos. 5. 2.

4. Hidrocolóides.: curativo de ferida cirúrgica. DESBRIDAMENTO CRUENTO REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO COM USO DE BISTURÍ. quando se deseja aproximar as bordas de um ferimento. Com pouco exsudato (curativos que mantenham a umidade). A irrigação é feita com seringa. Oclusivo: Curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluido com gaze ou atadura. Aberto: Curativos feitos em ferida sem infecção que após a limpeza podem permanecer abertos. Produtos mais utilizados no tratamento de feridas Para a escolha do curativo para o tratamento da ferida temos que observar as seguintes características da ferida: Seca (usar curativos que seja hidratante). tubos. 3. são utilizados drenos. cateteres ou bolsas de colostomia. Com irrigação: Realizado nos ferimentos com infecções. Outros tipos de curativos: Bota de unna. Permite vedar a ferida em casos drenagem torácica prevenindo um pneumotórax. etc. É CLASSIFICADO COMO CONSERVADOR OU CIRÚRGICO. bota de algodão. 6. Ex. CONSERVADOR: NECROSADO CIRÚRGICO: REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO E TECIDO SAUDÁVEL (MÉDICO) REMOÇÃO DO TECIDO . 1.94 Tipos de curativos O curativo é feito de acordo com as características da lesão. com indicação de irrigação com soluções salinas ou anti-sépticas. Muito exsudato (curativos absorventes). Necrose (curativo com ação debridante). dentro de cavidades ou fístulas. 2. Compressivo: É o que faz compressão para levar à hemostasia ou vedar bem uma incisão. Com drenagem: Realizado nos ferimentos com grande quantidade de drenagem de exsudato. TESOURA OU LASER. 5.

possui barreira contra infecção.95 MECÂNICO QUÍMICO OU ENZIMÁTICO COM IRRIGAÇÃO COM AGENTES ENZIMÁTICOS DESBRIDANTES (IRUXOL. antiinflamatória e desbridante. limpar. É contra-indicado em . desbridar tecidos mortos e desvitalizados. Desvantagens: exige cobertura secundária com gaze ou outro curativo. COLAGENASE. o preparo deve ser antes do uso. lesão com médio ou pouco exsudato. À prova d’água. promovendo melhor oxigenação e irrigação da ferida. Papaína: pode ser encontrado na forma de pasta. Hidrocolóides: (atualmente mais usado). FIBRINOLISINA. Deve ser preparado em frascos de vidro pelo poder de oxidação que possui (Fé. Deve-se limpar com SF antes. reduz calor. Tem como característica diminuir o edema local. pó e na forma líquida. mais de 4 horas se torna mio de cultura (chama insetos. deve ser aplicado a limpeza. porém não atua sobre bactérias esporuladas. trocar a cada 2 horas). trocar a cada 48h. Ácidos Graxos Essenciais (AGE) e ácido linoléico: uso em todo tipo de lesão deve ser realizado debridamento prévio. Possui ação bactericida. Facilita a ação de drogas na ferida. desenvolvendo a maturação de tecido de granulação. é de fácil remoção. A troca deve ser freqüente. proteção da pele. deve-se trocar diariamente. feridas operatórias. cobrir com gaze e irrigar. favorece debridamento. FIBRASE. É indicados em lesões não infectantes. úlceras de pressão. reduzir a congestão vascular. cicatrizante. áreas de transplantes. pode ser associado a qualquer tipo de cobertura. PAPAÍNA) AUTOLÍTICO OCORRE FERIDA AUTODESTRUIÇÃO DO TECIDO NECROSADO POR ENZIMAS PRODUZIDAS PELA Açúcar: tem poder bactericida quando usado puro ou em pasta. baratas. Mantém a umidade da ferida. O2 e I). É utilizada em feridas necróticas.

Éter: utilizado para desprendimento do adesivo. necessita de curativo secundário. pouco exsudato. não usar em lesões abertas. lesões infectadas por fungos ou micobactérias e lesões sifilíticas. promove hemostasia em feridas com baixo exsudato. curativo de cateter. Solução fisiológica: usada para limpeza de lesões. Filmes transparentes: promove umidade local. em áreas queimadas. . enxertos. não utilizar em implantes cirúrgicos. Água e sabão: emoliente utilizado para limpeza. área doadora. distúrbios de coagulação. Clorexedine: anti-séptico. Possui ação bactericida com alto grau de absorção de exsudato. pode ser usado com ácidos graxos e deve ser aplicado após limpeza com SF. É indicado em ferida superficiais (com acometimento da derme e epiderme). Tem como desvantagem ter que se usar uma cobertura secundária (fita crepe ou micropore). Pode causar lesão retardatária à cicatrização. osso ou músculo e feridas com muito exsudato. Carvão ativado: Usados em feridas exsudativas e infectantes. PVPI: bactericida e fungicida. Protege as terminações nervosas. age retirando todo o processo de cicatrização da ferida. É contra-indicado em lesão que esteja com tecido de granulação (absorve e resseca muito). Diminui odor. com sangramento. Deve ser trocado na presença de exsudato.96 lesões infecciosas de queimaduras de 3º grau. é tóxico para cavidades. Trocar de 2 a 3 dias. para proteção da pele. A troca deve ser realizada a cada 48 a 72h. facilita a formação de tecido de granulação. Permanganato de Potássio: anti-séptico útil na supuração. Não usar em tendão. é de fácil remoção. Alginato: É altamente absorvente. Não usar em feridas com pouco exsudato. Tempo de permanência é de 05 a 12 dias.

Soro fisiológico. de acordo com o tipo de ferida e curativo. Cuba rim. Pacotes com gases. Par de luvas. Pinça anatômica com dente. Nos curativos grandes e purulentos deve-se usar lençóis e compressas. Conservar com o paciente e explicar sobre o cuidado a ser feito. tesoura). PVPI. Éter para retirar o esparadrapo. Dersani para ferida infectada ou outra solução prescrita. CURATIVO DE FERIDA LIMPA Procedimentos 1. pinça anatômica sem dente e tesoura. Observação: seqüência da pinça da direita para a esquerda. pinça de Kocher. estéril ou de procedimento. Seringa de 20ml.97 Violeta de Genciana: Substância germicida e fungicida utilizada em mucosas ou lesões da pele e mucosas. Recipientes com solução a serem usadas no curativo. Pomadas e ataduras quando indicados. Esparadrapo. 2 anatômica – com dente e sem dente. Espátula. Vaselina: Emoliente utilizado para retirar crostas e impermeabilizar a pele. Material: Bandeja contendo: Pacote de curativo estéril (1 pinça Kocher. Saco para lixo Impermeável e traçado para proteger a cama. . para melhor absorção de exsudato.

se ferida contaminada – utilizar movimentos de fora para dentro). de acordo com a ordem de uso. 6. (obs.: Colocar o anti-séptico se esta ferida for limpa). Com a 2ª pinça (kocher. retirar o curativo com a técnica. 14. Desprezar a 2ª e 3ª pinça e envolver todas no campo. fixando com adesivo indicado ou apropriado. odor. Abrir o pacote estéril e colocar junto ao paciente. Secar com gaze. Lavar as mãos. 11. tanto quanto de fora para dentro. limpar as bordas da lesão com gaze embebida em soro fisiológico. Usar a técnica do toque com o tampão rotativo. 7.sinais de inflamações. expor somente a área que vai ser tratada. Com a 1ª pinça (anatômica com dente) e espátula. medicamento utilizado. secar e proteger com gaze. 15. b. queixas do paciente) e assinar. na área do campo considerada contaminada. pean ou Kelly). colocar o anti-séptico. a. 8. condições observadas na área da ferida (existência de secreções: cor. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. 5. Deixar o paciente confortável. (se ferida limpa – deve-se utilizar movimentos de dentro para fora. dia. não esquecendo de desprezar a pinça anatômica utilizada. 9. Preparar todo o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado.desocupar mesa de cabeceira. 17. Observar o ambiente: . . se necessário. colocando as pinças em seqüência. 4. . Fazer este movimento quantas vezes se tornar necessário. proteger a cama com impermeável e lençol móvel. 3. .colocar biombo. Com a 3ª pinça (anatômica sem dente). evitar os movimentos de dentro para fora da ferida. 10. quantidade viscosidade. utilizando gazes embebidas em soro fisiológico (lembrar de desprezar a 1ª porção do SF). . Abrir o pacote de gazes e coloca-las sobre o campo. Levar o material e dispô-lo sobre a mesa de cabeceira. Escrever no prontuário o procedimento: colocando a hora. 13. utilizando éter ou benzina na gaze. que deverá ser recolhido com os demais materiais e encaminhado ao expurgo. 12.98 2. Observar as condições da ferida: apertar a ferida para ver a existência de secreção.fechar janelas e desligar ventiladores para evitar correntes de ar e poeira. Lavar as mãos. e jogar no lixo o curativo e espátula. limpar a área menos contaminada da ferida. 16.

2. Organizar bandeja estéril. iluminação). odor. 17. Lavar as mãos. 7. 14. 8. Colocar bastante gaze perto do dreno e mandar o paciente respirar. 10. 3. de acordo com o tipo de curativo. 9. Conversar com o paciente confortável. 3. 13. Prepara a gaze fazer uma abertura com a tesoura pegando pela parte que não vai tocar no dreno. 18. principalmente no caso de necessidade de troca da solução. Colocar as pinças na ordem com os cabos voltados para fora. Abrir o pacote de gase e colocar dentro do campo. Anotar no prontuário todo o procedimento: colocando hora. dia o que foi observado. . 2. Observar no coletor as características da secreção (cor. Observar o ambiente (ventilação. Fazer o curativo compressivo (vedar todo o curativo). desprezar esta pinça no campo e espátula com curativo no saco de lixo.99 CURATIVO COM DRENAGEM Procedimentos 1. 11. Colocar os esparadrapos. Deixar o paciente confortável. 19. 15. mais o material necessário. 4. Se for retirar o dreno o paciente não deve estar em fawler médio. Pinçar o látex se necessário. Limpar e secar inicialmente nas bordas e depois na área ao redor do dreno. Retirar o curativo com o auxilio da pinça e espátula com gaze embebida em éter. prendendo toda a gaze pela extremidade. 5. 16. Organizar o material e recolher deixar o paciente confortável. Lavar as mãos. Tirar as luvas com a técnica. 12. etc). 6. Fazer a limpeza da ferida obedecendo aos princípios de contaminação e seguindo a ordem de seqüência e de uso. Colocar as luvas. Descobrir a área a ser tratada e proteger a cama com impermeável e traçado. se usa 2 ou mais gases dependendo da necessidade. Retirada do dreno 1.

Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. Abrir com técnica o pacote de curativo estéril. deixar o paciente confortável. da parte mais limpa para a mais contaminada.100 4. Organizar o material e organizar o ambiente *ventilação. Retirar as gazes com a pinça anatômica com dente despreza-la. iluminação). 5. CURATIVO INFECTADO Procedimento 1. Levar o material até a mesa de cabeceira. 19. Colocar solução prescrita. Anotar no prontuário todo o procedimento. Colocar as luvas de procedimento e proceder a retirada da atadura. Não deve apresentar dobras para garantir uma boa drenagem. 13. sempre utilizando o auxilio da pinça de kocher. 14. 18. 6. 8. 12. em seguida retira-las. Umedecer a gaze com soro fisiológico para soltar com maior facilidade. Colocar o biombo. Organizar todo o material.pomada ou anti-séptico prescrito. Dreno torácico exige troca de curativo extremamente rápida e curativo oclusivo para evitar que ocorra pneumotórax. kocher. Irrigar a ferida com a seringa e soro fisiológico. Lavar as mãos. 11. expondo a área do ferimento. 7. . Colocar o impermeável ou lençol. 9. Lavar as mãos. 15. 3. 16. 2. Colocar gazes suficientes e fixar com a atadura. 4. Limpar as bordas da ferida. Depois enxugar. 17. 10. Colocar as luvas estéril e organizar pela seqüência os instrumentos do pacote: anatômico com dente. anatômica sem dente e tesoura.

4. 2. manter as pontas das pinças voltadas para baixo devido ao risco de contaminação. Ao embeber a gaze com anti-sépticos. 2. a pele ao redor é considerada mais contaminada que a incisão. Evitar correntes de ar (janelas abertas. em seguida coloca atadura prende com fita adesiva. 10. etc. . Deixa o paciente confortável. Retirar o esparadrapo no sentido dos pêlos. Segue o mesmo procedimento do curativo infectado. Observar a data da esterilização do pacote do curativo ( o prazo de validade é sete dias). Anotar no prontuário todo o procedimento. e nas feridas infectadas. 7. Considerar contaminado qualquer objeto que toque em locais não esterilizados. 13. 8. Desprezar a porção inicial do anti-séptico utilizado pela primeira vez.101 CURATIVO INFECTADO COM O USO DE AGE 1. Colocar algumas gazes abertas em cima da bandeja e a pessoa que está auxiliando coloca o dersani em cima das gazes. A gazes embebidas com dersani é colocada sob a ferida. Organizar o material. 6. Isolar o paciente com biombo se necessário. Se houver mais de uma ferida iniciar pela lesão menos contaminada. 11. a área mais contaminada é a da lesão. Se as gazes estiverem aderidas à ferida. 7. 12. 9. Limpar as feridas partindo sempre da área menos contaminada para a mais contaminada.). Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manipular material esterelizado. ventiladores. Ao embeber a gaze faze-la sobre a cuba rim. 6. 3. 5. umedece-las com soro fisiológico antes de retira-las. CUIDADOS DE ENFERMAGEM 1. 3. 4. Orientar o paciente para não tocar a ferida com as mãos. Nas feridas não infectadas. 5. Lavar as mãos.

estão disponíveis no mercado em rolo de varias larguras e comprimento. 20. 15. crepe e elástica. Não é necessário o uso de luvas para fazer curativo. Exceto quando não utilizar pinça. As ataduras mais usadas são de gaze. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA APLICAÇÃO DE ATADURAS Conceito Atadura é uma faixa de várias larguras e comprimentos. Quando o paciente necessitar de vários curativos. conter talas (luxação) e imobilizar. por último as infectadas. . seguindo-se as lesões abertas não infectadas e. sendo recomendados: Finalidade de sua aplicação Contenção: fixar curativos. aproveitar para lavar a lesão. 19.102 14. manter curativos no lugar. iniciar pela incisão fechada e limpa. Geralmente. Usada para envolver. com exsudato. com suspeita de infecção deve ser colhida amostra para bacterioscopia e encaminhada imediatamente ao laboratório. Ao dar banho em pacientes com curativo. fixar e proteger partes lesadas. nas feridas cirúrgicas. 17. O saco plástico que recebe gazes e ataduras usadas no curativo deve ser de uso individual. 18. e ainda. Nas feridas. é recomendado deixar o curativo aberto. Um para cada paciente. Correção: manter posicionamento funcional do corpo e corrigir deformidades. 21. 48 horas após a cirurgia. estancar hemorragias. Não jogar o curativo anterior e as gazes utilizadas na cesta de lixo do paciente. Compressão: exercer pressão sobre uma determinada área do corpo (curativos compressivos). 16. Não comprimir demais com ataduras e esparadrapo o local da ferida a fim de permitir boa circulação. Neste caso as luvas devem ser esterelizadas. geralmente enrolada.

úmidas e poluídas (sujas). por conseguinte com a nutrição das células contidas nessa área. Escolher tipo e tamanho de atadura adequado de acordo com o local e a indicação. expondo assim.103 Proteção: para evitar o contato das partes em tratamento com o meio exterior. proteger curativos. proporcionar calor. Não ajustar demais a atadura devido ao perigo de grangena por falta de circulação. Não deixar muito folgado para não sair com facilidade. Proteger as saliências ósseas ou os ferimentos com curativos de gaze ou algodão. A fricção pode causar traumatismo mecânico do epitélio. a fim de verificar se a circulação está sendo perfeita. Princípios científicos na aplicação de ataduras Os microorganismos multiplicam-se nas regiões quentes. A pressão exercida pelos tecidos orgânicos pode afetar a circulação do sangue. Regras na aplicação de uma atadura Deixar sempre que possível as extremidades do membro descobertas. Colocar sempre o membro em posição funcional. Dar apoio à parte em que está sendo aplicada a atadura. dividimos o corpo humano em formas geométricas: . o curativo. O corpo é mantido na posição anatômica natural com leve flexão das articulações para evitar o estiramento articular: a observância deste princípio evita deformidades e desconforto e estimula a circulação sanguínea da parte envolvida. Aplicação Para melhor compreendermos a aplicação. Não deixar duas superfícies em contato para evitar o aparecimento de úlceras de pressão. A compressão excessiva ou não das superfícies do corpo pode interferir com circulação sanguínea e.

extremidades dos dedos da mão e pé cotos de membros amputados. nas partes cilíndricas do corpo (braço.104 Formas fundamentais de ataduras e sua utilização 1. Usada em partes cilíndricas do corpo ou para manter curativos. tornozelo). tórax) e quando se quer mudar de um segmento para outro: cabeça – pescoço. Reversa ou espiral com inversão: em cada volta se inverte a atadura. 3. Lenta: é aplicada nas partes cilíndricas do segmento corporal: braço. tórax. para evitar que se desmanche. tronco e pernas. Consiste em cruzar a atadura em forma de oito. pois com os espaço sem compressão que ficam entre as voltas da atadura podem ocasionar edema. Cruzada ou em oito: também conhecida com espica. coxas). etc. É usada. devido à deficiência circulatória. sobretudo nas articulações (cotovelo. . evitando que a atadura fique frouxa. antebraço. joelho. Desta forma há diminuição na largura da atadura. pescoço. regiões onde há acentuado aumento do diâmetro (braço. braço – tórax. Espiral: a atadura é enrolada obliquamente num segmento corporal. Apressada ou oblíqua: as voltas não se tocam entre si. Deve-se tomar cuidado. c. Permitindo os movimentos articulares. A volta em espiral reversa é aplicada nas partes cônica. como mão e cotovelo. antebraço. tornozelos. Recorrente: utilizada para cobrir porções distais do corpo como cabeça (capacete). a. mão – punho. 2. dedos. se a atadura estiver muito apertada. de forma tal que sua parte interna fique sendo externa e na seguinte volta. punho. pulso. Circular ou orbicular: É feita com uma volta sobre a outra. vice-versa. b. Ex: testa. A volta é colocada sempre do diâmetro menor para o maior. pernas. É usada para fixar talas imobilizando as articulações e para unir a mesma atadura duas partes. 4.

4. As talas para imobilização devem ser resistentes e leves. 5. enrolando-a Caso a atadura esteja aderente. . ou do lado que não que o paciente deita ou outro lugar que não possa incomodá-lo. 13. Ao colocar alfinetes ou fazer nós. evitar pregas e rugas. ou parte do corpo a ser enfaixado. Para controlar as condições de irrigação sangüínea. b. Caso seja necessário um segundo rolo de atadura. 10. adaptando-se ás formas corporais. umedece-la com soro fisiológico aquecido.105 Pontos a serem observados 1. Para retirar a atadura Retirar a atadura passando-a de uma mão para outra. A atadura deve ser bem feita e apresentar aspecto agradável. indeslocáveis. edema. saliência óssea. 12. do contrário soltam-se com facilidade. 11. 3. 8. Ao passar uma atadura. sem serem muito apertadas. colocar o membro em posição funcional. porque se desajusta facilmente. as condições da circulação. A largura da atadura deve ser de acordo co diâmetro do membro. Ataduras muito sujas devem ser removidas com pinças ou luvas. Ao aplicar a atadura observar: a. Caso queira exercer compressão. A porção terminal da atadura não deverá ser aplicada em parte do corpo que se estreita. Ao passar uma atadura. As ataduras devem ficar firmes. as ataduras deverão ser acolchoadas. cuidar para que não fiquem sobre o ferimento. Todas as voltas deverão sempre percorrer o caminho mais curto. 14. c. coloca-se a sua extremidade inicial sob a extremidade terminal da primeira. O local e a extensão da lesão. 9. 6. é necessário deixar descobertas as extremidades (dedos da mão e pedartículos). 7. presença de lesões. para evitar escaras ou aderências. Evitar que duas superfícies corporais fiquem em contato. ou sobre lesão porque pode traumatizar. 2.

Manutenção da integridade capilar. Máscara. 2. Meios de administrar O2: Cateter nasal. . Pós-operatório imediato. aumentando a concentração de oxigênio no sangue. enquanto diminui o trabalho da respiração e o estresse do miocárdio. Ao nível dos tecidos: o O2 transportado pelo sangue assegura a renovação dos tecidos e participa do metabolismo celular. HOOD ou HALO. infecciosas e crônicas. CPAP nasal. 3. Reanimação cardiorespiratória. Trata-se de uma intervenção mais comum para melhorar as trocas gasosas entre alvéolos e sangue.106 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE OXIGENIOTERAPIA Oxigenioterapia Consiste na administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. O oxigênio é uma droga terapêutica e deve ser usado com cautela. Doenças pulmonares agudas. VM através de uso de cânula endotraqueal. Indicações Hipoxemia de qualquer origem. A oxigenioterapia do organismo se situam em 3 níveis: 1. Cânula nasal:. Pacientes com DOPCs. Infarto agudo do miocárdio. Incubadora. Ao nível do alvéolo: a ventilação respiratória assegurada a renovação de O2 Ao nível do sangue circulante: que transporta o O2 até os tecidos.

Gaze. Fornece concentração de oxigênio de 25 a 40%. 4. Colocar a cânula no nariz do paciente. 6. Obs: Acrescentar ao material básico a cânula nasal. Conversar com o paciente sobre o cuidado. Aviso de não fumar. 3. . Controla o fluxo de oxigênio (1 a 6 1/min). micropore ou fita adesiva. Organizar o material. Colocar o paciente em posição confortável. especialmente o cateter nasal. Anotar no prontuário os cuidados prestados. 10. Seu uso é mais confortável do que a maioria dos dispositivos. 7. 9. verificando as medidas de segurança. É usada quando não é necessária grande pressão na administração de oxigênio. 5. Preparar ambiente . 8. Umidificador. Intermediário de látex ou plástico. fixando-a com a fita adesiva. Manômetro e/ou fluxômetro. Cânula nasal Tubo plástico com pequeno diâmetro e duas protusões que são introduzidas nas fossas nasais. Lubrificante. Água destilada. 2.107 Material básico: Oxigênio canalizado ou em torpedo. Abrir o oxigênio. Lavar as mãos. 11. Procedimento 1. Adaptar a cânula ao tubo de látex ou plástico. Lavar as mãos. Saco para resíduos. Esparadrapo. Manter o fluxo de oxigênio – 1 a 6 1/min ou de acordo com pm.

10 ou 12). Preparar o material e colocar na mesa de cabeceira. Obs: alguns pacientes podem sentir claustrofobia. A quantidade de oxigênio através da máscara oscila entre 5 a 8 1/min. 8. . se mistura com o ar ambiente entra pelos orifícios durante a inspiração. 6. Concentração de oxigênio é de 60%. Regular o número de litros de oxigênio até a quantidade prescrita (5 a 8 litros). 9. Abrir a válvula do torpedo e deixar sair um pouco de oxigênio para evitar saída intempestiva. Cateter nasal Caracteriza-se pela introdução de uma sonda fina de plástico ou borracha. 2. 8. Prepara ambiente verificar a medida de segurança. 10. 7. Unir a máscara ao intermediário e este ao umidificador. Deixar o ambiente em ordem.108 Máscaras de oxigênio É um dispositivo de plástico transparente com uma saída para a expiração que recobre o nariz e a boca. que introduz no nariz e na faringe. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. 3. Lavar as mãos. 4. tranqüilizálo de que existe ar e oxigênio suficiente para respiração. Anotar os cuidados prestados no prontuário. Usa a parte da face e os seios nasais como reservatório do oxigênio. Colocar o paciente confortável em posição de fowler. 5. Material: (acrescentar) Cateter nasal estéril (sonda número 6. Procedimento 1. com alguns orifícios pequenos na extremidade. Luva de procedimento.

Com gaze umedecida de xilocaína. Substituir o cateter a cada 24 horas no caso de permanência de O2. Observar o paciente durante o tratamento. . Ao verificar que o nível da água no umidificador está baixo. Jamais acrescentar água ao volume restante. levando para junto do paciente. Manter o umidificador sempre com água até a marca 2/3 de sua capacidade. Água usada no umidificador deve ser estéril. Quantidade de O2 é de 2 a 3 1/min. Capacidade do cilindro 300 libras. Colocar o umidificador no local e adaptar o látex. se estivar abaixo de 50 libras chamar a manutenção. Deixar o paciente confortável. Organizar o material. considerando a profilaxia de infecções. Preparar o ambiente. Medir a distância entre a ponta do nariz e lóbulo da orelha e marcar com esparadrapo. Anotar no prontuário todo o procedimento. Colocar avisos para não fumar.109 Procedimentos Lavar as mãos. Explicar o paciente o que vai ser feito. Lavar as mãos. verificando as medidas de segurança. Colocar o paciente em posição fowler. introduzir a porção do cateter correspondente à fossa nasal. Cuidados de enfermagem Fazer a troca de narina a cada seis horas e proceder a uma limpeza do cateter e da narina. Verificar a quantidade de litro prescrita pelo médico. Lavar as mãos. Colocar xilocaína na gaze. desprezar a água restante e recolocar nova água. Preparar o material. Fazer fixação correta do cateter de O2 junto a narina e sobre a orelha.

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Evitar atrito do cateter na mucosa nasal; Paciente que recebe oxigênio requer um especial cuidado com a cavidade oral. Cuidados importantes 1. 2. 3. 4. Seguir rigorosamente a prescrição médica quanto à quantidade de oxigênio por minuto, para evitar graves complicações; Observar a presença de vazamento de oxigênio em todo o sistema; Nunca ligar o oxigênio sem umidificação para evitar sérias lesões no trato respiratório; Ao utilizar o torpedo de oxigênio, observar os seguintes cuidados: Proibir o uso de fumo próximo ao cilindro ou torpedo de oxigênio; Transportar em carrinho apropriado; Abrir lentamente a válvula de cilindro ou torpedo; Evitar quedas. 5. 6. Trocar o cateter a cada horas devido à obstrução e mudar o local de fixação; Anotar na prescrição do paciente o horário da suspensão do tratamento. Obs: A administração de oxigenioterapia pode ser iniciada pelo enfermeiro, se o cliente começar a apresentar problemas respiratórios, mas o tratamento geralmente é prescrito pelo médico, portanto, em seguida, é fundamental que o enfermeiro comunique a intercorrência ao médico. AEROSSOLTERAPIA/NEBULIZAÇÃO Conceito É a introdução de medicamentos, transformados em pequenas partículas voláteis, através do trato respiratório por um aparelho chamado nebulizador. Pode ser realizada por meio de ar comprimido ou oxigênio.

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Objetivo Fornecer um excesso de umidade às mucosas que revestem o trato respiratório. A umidade ajuda a aliviar a irritação da mucosa, dilui secreções espessas e afrouxa as crostas. Material: nebulizador; solução prescrita. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Retirar o nebulizador já desinfetado do recipiente; 3. Colocar a solução prescrita no nebulizador; 4. Posicionar o paciente de maneira confortável, de preferência em Fowler ou sentado; 5. Orientar o paciente para manter a máscara junto à face, inspirar pelo nariz e expirar pela boca; 6. Graduar o fluxômetro até visualizar a saída de névoa (no máximo 5 litros por minuto); 7. Manter a nebulização por 15 a 20 minutos ou de acordo com prescrição médica; 8. Deixar o paciente confortável; 9. Fazer a desinfecção do nebulizador conforma a rotina; 10. Lavar as mãos; 11. Checar o horário na prescrição. Cuidados importantes 1. Ao fechar a válvula do fluxômetro, observar se não há vazamento; 2. Estimular a expectoração e anotar a quantidade e características; 3. Nos pacientes traqueostomizados adaptar o nebulizador próximo à traqueostomia; 4. Na nebulização contínua, manter a água esterilizada do frasco em níveis adequados; 5. Utilizar oxigênio somente quando não houver ar comprimido disponível ou quando houver prescrição médica para uso do oxigênio.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE SONDAGENS
Introdução A sonda é um instrumento para ser introduzido em um canal ou cavidade para fins propedêuticos (determinar a presença de estenose, corpo estranho ou uma outra situação mórbida). Pode ser fina e flexível, para explorar ou dilatar um canal natural; ou rígida, geralmente com uma extremidade pontiaguda, para separar tecidos de dissecação. A sondagem é um método muito utilizado e eficiente em pacientes em situações delicadas, quase sempre dentro do hospital. Ela pode ser utilizada no pré-operatório, por exemplo, para fazer esvaziamento vesical, no pós-operatório para exercer funções que o corpo ainda não está adaptado (por exemplo: uso de sonda nasogástrica para alimentação após uma cirurgia esofagiana) e no caso de perda de funções vitais (exemplo: um paraplégico que não tem reflexos vesicais que tem necessidade de estar sempre com uma sonda vesical). CATETERISMO GÁSTRICO Conceito É a introdução de uma sonda plástica ou de borracha, flexível, podendo ser curta ou longa, pela boca (SOG) ou nariz (SNG) até o estômago. Objetivos Estabelecer uma via para alimentar o paciente; Examinar o conteúdo gástrico; Administrar medicamentos; Preparar para cirurgias e exames; Para aspirar ou esvaziar o conteúdo gástrico; Nas cirurgias e afecções da boca; Estabelecer um meio de drenar o conteúdo gástrico; Aliviar distensão abdominal.

gaze. anestésico local e lubrificante (xilocaina gel à 2%). obter uma amostra do conteúdo gástrico para estudos laboratoriais e administrar alimentos e medicamentos diretamente no trato gastrointestinal. através de uma narina e levada até o piloro. esparadrapo. Sonda Ewald: usada para retirada do conteúdo gástrico (tubo de borracha com uma grande abertura). geralmente. é utilizada para localizar e tratar processos obstrutivos do intestino delgado. cuba rim. copo com água. Apresenta uma única luz (números 14 a 18 ). são passadas normalmente pelas narinas. com luz dupla e com um balão na extremidade. Sonda de Miller-Abbott: sonda longa de borracha. Sonda de Dobhoff: usada para alimentação. Geralmente. sonda gástrica. Obs: O número da sonda nasogástrica deve ser proporcional à constituição física do paciente. toalha de rosto.113 Tipos de sonda Sonda Levine: é uma das mais usadas. existindo no mercado tanto tubos de plástico como de borracha com orifícios laterais próximos à ponta. que é introduzida. Contra-indicações TU de mediatisno Estenose de esôfago Varizes de esôfago Material Biombo. A sonda é usada para remover líquidos e gases do trato gastrointestinal superior em adultos. Sonda Rhefus: ponta metálica. recipiente para lixo. . nº 14 a 20 para adulto e de 04 a 12 para Rn e crianças. estetoscópio. seringa de 20 ml. Sonda Jutte: com ponta de malha metálica. aumenta força da gravidade.

Fletir a cabeça do paciente para frente quando a sonda ultrapassar o obstáculo da parede nasofaríngea. 17. 9. c. Medir a sonda: a. Aspirar suco gástrico. 6. nº da sonda. reações do paciente. 15. d. Lavar as mãos. Colocar a sonda em um copo d’água se não borbulhar está no estômago. Introduzir a sonda lentamente. Cortar o esparadrapo para fixação e para marcar a sonda. a sonda é introduzida. 4. Medir do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide e marca-la com esparadrapo. confirmando a localização correta da sonda. sem forçar. Lubrificar a sonda com anestésico local do tópico com auxilio de gaze. Verificar se a sonda está no estômago através dos seguintes procedimentos: a. b. A sonda deve ser introduzida delicadamente até a marca do esparadrapo. 11. 14. Da asa do nariz ao lóbulo da orelha. Anotar na prescrição do paciente: horário. de modo que fique segura. Colocar o estetoscópio abaixo do apêndice xifóide: introduzir 10 ml de ar pela sonda com auxilio de seringa. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Pedir ao paciente que diga “HUM” com a boca fechada. 12. b. 10. 3. Lavar as mãos. Explicar o procedimento ao paciente. 13. 2. enquanto. Verificar na prescrição do paciente a finalidade da sondagem.114 Procedimentos 1. 5. . 7. Prepara o material. O ar introduzido produzirá ruídos que serão auscultados através do estetoscópio. sem comprimir a narina. 16. Pedir ao paciente para deglutir e respirar profundamente. Guardar o material. 8. Fixar a sonda com esparadrapo. Posicionar o paciente em Fowler ou sentado.

plenitude gástrica. Objetivo: Este procedimento é utilizado para oferecer alimentos aqueles pacientes que não conseguem alimentar-se devido à perda de apetite. 2. má colocação. Se a tosse persistir. Síndrome das alimentações por sondas. resíduo. 7. Caso o paciente apresente tosse durante a introdução da sonda. 6. Síndrome de Dumping. irritação nasofaríngea. inconsciência fraqueza ou debilidade excessiva ou obstrução do esôfago. Retirar o ar do equipo deixando escorrer um pouco de alimento pelo equipo. . se necessário. Verificar se houve desvio na introdução. sair ar pela sonda. Cuidados com o alimento Conferir se a dica está correta. gases. em caso de cianose. Uma radiografia e o único meio seguro de se verificar a posição da sonda. Metabólicas: hiperglicemia. Trocar a fixação diariamente. bebês prematuros ou crianças que sofrem cirurgias reparadoras da boca. Limpar as narinas. Mecânicas: pneumonia por aspiração. desidratação. ruídos sibilantes. GAVAGEM Conceito: É a introdução de alimentos através de uma sonda gástrica. 4. com cotonete. 3. massageando as narinas para evitar lesão. azotemia. 5. constipação. duas vezes ao dia. náuseas vômito. Cercar a cama com biombo. Colocar o alimento aquecido. retirar totalmente a sonda. Anotar volume e aspecto da secreção gástrica quando a sonda permanecer aberta. interromper o procedimento até cessar o estado tussígeno. Possíveis complicações Gastrointestinais: diarréia.115 Cuidados importantes 1. cólicas. obstrução da sonda. tosse intensa e rouquidão.

estetoscópio. tipo e a unidade do alimento. Elevar a cabeceira da cama. 12. 15. Aspirar o alimento com a seringa. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. . Pinçar a sonda para evitar a entrada de ar sempre que for manuseá-la. 13. Introduzir o alimento lentamente. Limpar a extremidade da sonda com bola de algodão embebida em álccol. bolas de algodão com álccol. Lavar as mãos. se não houver contra-indicação. 6. 8. 2. intercorrências se houver. Proceder à limpeza dos materiais. Repetir o procedimento até o término. copo com água. Injetar 10% de água em relação à quantidade do alimento. Verificar temperatura do alimento (próxima à temperatura corporal). evitando a introdução de ar. Limpar a extremidade da sonda novamente.116 Material: seringa de 20 ml. recipiente para lixo. ou injetar a dieta por sifonagem (colocar a extremidade da sonda dentro do recipiente da dieta e eleva-lo para obter a cão da gravidade). 4. recipiente com alimentos. Elevar o decúbito ou deixar o paciente em decúbito lateral nos casos em que o paciente tenha facilidade de rugurgitamento. Verificar se a sonda está no estômago conforme técnica da sondagem gástrica. 14. 11. pacote de gaze. 7. Lavar as mãos. Anotar na prescrição do paciente: horário. 10. 9. 17. Lavar as mãos. Preparar o material. Orientar o paciente sobre o procedimento. 16. 5. Cuidados importantes Antes de administrar o alimento aspirar a sonda para verificar se o estômago não está repleto de alimento. Procedimentos 1. 3. Não deixar entrar ar mantendo a sonda fechada evitando distensão abdominal.

Procedimentos 1. Verificar se o paciente deverá permanecer com a sonda após a lavagem.) na sonda e injeta-lo lentamente. 6. 3. LAVAGEM GÁSTRICA Conceito: É a limpeza do estômago realizada através de uma sonda gástrica. pedaço de látex. 7. solução de bicarbonato de Na. Orientar o paciente sobre o procedimento. O procedimento de alimentação segue o mesmo da gavagem. 2.F. Objetivos: Remover substâncias tóxicas ou irritantes. Deixar que a solução retornasse ao frasco através da força da gravidade. Colocar o paciente em posição de Fowler ou decúbito lateral. água). deixando o frasco mais baixo que o corpo. 10. usando tantos frascos de soluções forem prescritos. Fazer limpeza dos materiais. Preparar o material. Adaptar o frasco de soro fisiológico (S. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. Lavar as mãos. onde é feita pelo cirurgião uma incisão nesta e introduzindo a sonda.117 ALIMNTAÇÃO PELA GASTROSTOMIA É a introdução de alimentos líquidos diretamente no estômago. Preparar pacientes para cirurgias e/ou exames. 9. Executar técnica de sondagem gástrica. . 4. por meio de uma sonda nele colocada através da parede abdominal. Auxiliar no tratamento de hemorragia gástrica. 11. 8. Material: o mesmo material de sondagem gástrica acrescida da solução prescrita para lavagem (Soro fisiológico. 5. Proceder desta forma quantas vezes forem necessárias.

8. Lavar as mãos.118 12. 2. toalha de rosto. 6. recipiente para lixo. 5. Lavar as mãos. Fechar a sonda. Colocar a toalha sobre o tórax do paciente. reações do paciente. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 12. Preparar o material. cotonetes. RETIRADA DA SONDA NASOGÁSTRICA A retirada da sonda deve ser feita de acordo com a prescrição médica. 4. . Explicar o procedimento ao paciente. éter. CATETERISMO OU SONDAGEM VESICAL Conceito É a introdução de uma sonda na bexiga através do meato urinário. 7. Retirar o espadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter. 10. reações do paciente em relação à retirada da sonda. Lavar as mãos. motivo. volume infundido e drenado. 11. Material: gaze. 3. 9. Anotar na prescrição do paciente: horário. Retirar a sonda lentamente com auxílio de uma gaze. Anotar na prescrição do paciente: horário. Proceder à limpeza das narinas com auxílio de cotonete. aspecto do líquido drenado. 13. Fazer limpeza dos materiais. Procedimentos 1. devendo ser feito com técnica rigorosamente asséptica.

No tratamento prolongado de pacientes com incompetência vesical. pacientes com retenção urinário aguda. Para pacientes com incontinência urinária. b. é preferível usar fraldas descartáveis para mulheres e uropen para homens. estenose da uretra). ☺ Método de demora: (sonda de borracha – SVD) a. Colocar bolsa de água quente sobre a região hipogástrica. devido a traumatismo na uretra. Pingar água morna sobre o clitóris. Pacientes com cirurgias de uretra e estruturas vizinhas. c. Evitar a constante umidade em pacientes com incontinência urinária. Colocar as mãos do paciente em água aquecida. pacientes sob efeitos sedativos. Colocar o paciente sobre uma comadre com água aquecida. f. ao invés de cateterizar. . Abrir uma torneira perto do paciente. Presença de obstáculo à eliminação (aumento do volume prostático. Fazer lavagem externa com água aquecida. Indicações do cateterismo ☺ Método intermitente: (sonda nelaton ou de alívio) a. Antes da sondagem em pacientes com retenção urinária. b. Verificar presença residual após a micção. 2. e. Proceder ao preparo pré-operatório de algumas cirurgias. Possibilitar o controle rigoroso da diurese. cirurgia da uretra). Para alívio imediato da distensão da bexiga: nos casos de paciente que não consegue urinar 8 a 12 horas de cirurgia. Prevenir obstrução da uretra por coágulos de sangue (TU de bexiga. procura meios que estimulem a diurese espontânea do paciente: a. Observações 1. c. b. Obter amostra estéril de urina. d. d. c.119 Objetivos Aliviar a distensão vesical pela retenção de urina. Obter amostra estéril de urina.

Proteus. deve-se antes executar medidas visando estimular a micção espontânea. O cateter é fixado apropriadamente para evitar sua movimentação. causando tração da uretra. Observar rigorosamente a técnica asséptica. Pseudomonas. nos casos de retenção urinária de qualquer origem. ou remoção acidental. e mal-estar. 2. Utilizar a posição ginecológica em pacientes obesos ou quando for difícil a visualização do meato. A sondagem vesical de demora tem indicações específicas conforme descrito nos objetivos. 3. Klesbsiella.120 Minimização de traumatismos O traumatismo da uretra pode ser minimizado com um cateter do tamanho apropriado. Por isso (devido aos riscos de infecção). Além disto. irritando a mucosa vesical e promovendo uma via artificial para a entrada de organismos na bexiga. de modo a prevenir essas indesejáveis infecções. 4. anorexia. como descritas anteriormente. Enterobacter. Serratia e Cândida. Obs. determinados princípios são essenciais nos cuidados de um sistema fechado de drenagem urinária. o paciente com um cateter de demora é avaliado quanto aos sinais e sintomas de infecção do trato urinário: urina turva. Utilizar sempre o sistema de drenagem fechado estéril. .: Sonda nelaton ou de alívio: varia de nº 04 a 22 Sonda de foley ou de borracha: varia de nº 12 a22 Riscos de infecção A presença de um cateter de demora pode levar à infecção. quando o objetivo for essencialmente a sondagem de alívio. Assim. calafrios. hematúria. Os patógenos responsáveis pelas infecções do trato urinário associado ao cateter incluem Escherichia coli. Cuidados importantes 1. O cateter é lubrificado de modo a ser introduzido de forma fácil e de forma delicada. Os cateteres impedem a maioria das defesas naturais do trato urinário inferior através da obstrução dos dutos peri-uretrais. febre.

Higiene íntima duas vezes ao dia. f. máscara. Se for sinistra. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA FEMININA Material Luva látex esterilizada. b. a fim de evitar a instalação da atonia vesical. bolas de algodão. Se o cateter é mantido por dias ou semanas. e. gazes. um pacote de gaze esterilizada. 6. O cateter não deve ser mantido mais tempo do que o necessário. Deve ser evitada a manipulação inadvertida do cateter pelo paciente ou pela equipe. . A bolsa nunca deve tocar no chão. e nunca ser suspenso sem um treinamento prévio da bexiga.121 5. esparadrapo. deve permanecer ao lado direito do paciente. c. material para higiene íntima. Caso a executante da técnica seja destra. Em pacientes com sonda de Foley. antiséptico. uma seringa de 10 ml para testar o balão. Orientar o paciente para não elevar a bolsa de drenagem acima do nível da bexiga. pinça. sonda foley de calibre adequado. campo fenestrado). 9. d. 8. Anota no relatório de enfermagem do paciente: alteração no aspecto da urina. permanecer ao lado esquerdo e calçar a luva na mão direita. Preservar o bom fluxo urinário evitando dobras. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. sistema de drenagem fechado estéril. 10. cuba rim. saco para lixo. 7. observar os seguintes cuidados: a. uma vez por semana. Esvaziar a bolsa de drenagem a cada seis horas. anestésico local tópico (xilocaina à 2%). então deve ser trocado periodicamente. Perfurar o bico do anestésico com agulha estéril após desinfecção do mesmo. uma seringa de 10 ml com água destilada para encher o balão. queixas de dores e elevação da temperatura.

Manter o intermediário protegido. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. sonda. tampa de borracha e prolongamento). e colocar todo o material (anti-séptico. Informa-la sobre a sensação d ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. 8. Prepara o material e deixar o sistema de drenagem ou similar montado (frasco. Iniciar a anti-sepsia da genitália. 18. 13. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. 15. 9. Preparar o ambiente. grandes lábios. 17. começando pela vulva. 12. pequenos lábios. Fazer higiene íntima. lubrificante) e prepara na seringa a água destilada que deverá ficar fora do campo. 5. 10. 16. Lubrificara sonda com xilocaina. Orientar a paciente com relação as tapas o procedimento e ao objetivo do mesmo. 3. 19. Calcar a luva na mão direita. 11. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pés da paciente. 2. Testar a sonda. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. 6. 14.122 Procedimentos 1. deixando a paciente em posição ginecológica. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. Lavar as mãos. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. Desprezar a pinça na lateral do campo. entre as pernas da paciente. seringa para teste do balão. 7. 4. clitóris. . sem provocar desconforto. Colocar o saco de lixo próximo à cama. meato urinário e introito vaginal.

SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO FEMININA Material Luva látex esterilizada. quase que perpendilcularmente ao corpo. 22. Testar se a sonda está fixa na bexiga tracionando-a delicadamente e conectar o prolongamento. Elevar o pênis. 3. Retirar as luvas e fixar a sonda com esparadrapo na face interna da coxa. gazes. máscara. sem tracioná-la. 29. 2. Introduzir metade da sonda (5 a 8 cm). Anotar na prescrição da paciente: horário. 26. Constatar a saída de urina e injetar água destilada para encher o balão.123 20. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. volume de água destilada injetada no balão de sonda. cuba rim. 27. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA MASCULINA Material: o mesmo do procedimento anterior. antiséptico. para colocar a uretra em linha reta. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. 28. anestésico . campo fenestrado). Retirar os materiais da cama. Cobrir os genitais com a camisola. 24. bolas de algodão. 25. tipo de sondagem. 21. 23. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. pinça. diretamente no meato sem tocá-la nas áreas adjacentes. Proceder à desinfecção dos materiais. glande e prepúcio. Lavar as mãos. lentamente e com movimentos delicados. nº da sonda. Manter o paciente em posição deitada. reação da paciente. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. volume e aspecto da urina retirada.

4. entre as pernas da paciente. 17. material para higiene íntima. 14. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. . usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. comadre. Colocar o saco de lixo próximo à cama. Orientar a paciente com relação às etapas do procedimento a ao objetivo do mesmo. 3. Lavar as mãos. 2. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pás da paciente. 16. 5. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. grandes lábios. Procedimentos 1. 10. um pacote de gaze esterilizada. Lubrificar a sonda com xilocaina. 13. sonda. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. meato urinário e introito vaginal. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. 6. 8. e colocar todo o material (anti-séptico. 7. Iniciar a anti-sepsia genitália começando pela vulva. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). Pegar a sonda lubrificada. clitóris. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. deixando a paciente em posição ginecológica e colocar a comadre entre as pernas da paciente. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. Preparar o ambiente. lubrificante). Calçar a luva na mão direita. 15. saco para lixo. Desprezar a pinça na lateral do campo. sonda nelaton de calibre fino. abrir a extremidade de entrada e a outra colocar dentro da cuba rim. Informa-la sobre a sensação de ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. pequenos lábios. 12. 11. 18. sem provocar desconforto.124 local tópico (xilocaina à 2%). 9. Fazer higiene íntima.

saco para lixo. diretamente no meato sem toca-la nas áreas adjacentes.comadre. 4. para colocar a uretra em linha reta. cuba rim. campo fenestrado). anestésico local tópico (xilocaína à 2%). e introduzir no meato urinário. pinça. 27. 24. Para a lubrificação pode-se usar a seringa de 10ml com xilocaína. volume e aspecto da urina retirada. Lavar as mãos. 21.125 19. Retirar as luvas. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. afastar as pernas e colocar entre as mesma a comadre. tipo de sondagem. glande e prepúcio. quase que perpendicularmente ao corpo. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. Proceder à desinfecção dos materiais. mantendo-os firmemente e tracionando-os em direção a sínfese púbica. Anotar na prescrição da paciente: horário. Cobrir os genitais com a camisola. Manter o paciente em posição deitada. bolas de algodão. um pacote de gaze esterilizada. 25. 22. 20. gazes. 26. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO MASCULINA Material Luva látex esterilizada. máscara. antiséptico. reação da paciente. 2. lentamente e com movimentos delicados. 23. 3. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. Após a extração total da urina retirar a sonda. nº da sonda. Introduzir metade da sonda (5 a 8cm). Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar da mão esquerda. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. Elevar o pênis. material para higiene íntima. sonda nelaton de calibre fino. .

após cirurgias ginecológicas. são capazes de urinar mais cedo. O cateter suprapúbico é removido quando não é mais necessário. Essa drenagem é feita por um processo cirúrgico e pode ser mantida durante várias semanas. quando tende a haver disfunção vesical e após fraturas pélvicas. A autocateterização promove independência. via sonda vesical. sendo colocado um curativo estéril sobre o local. devido ao risco de contaminação cruzada.126 DRENAGEM VESICAL SUPRAPÚBICA É um método de estabelecimento da drenagem vesical através da introdução de um cateter ou tubo na bexiga através de uma incisão ou punção suprapúbica. resulta em poucas complicações e permite relações sexuais mais normais LAVAGEM VESICAL Conceito: É a lavagem da mucosa que reveste a bexiga. Pode ser mais confortável que um cateter de demora. onde o risco de contaminação cruzada é menor. É utilizada como uma medida temporária o fluxo de urina da uretra quando a via uretral não oferecer passagem. É o tratamento de escolha após lesão medular e outros distúrbios neurológicos nos quais há comprometimento na capacidade de urinar. . Proporciona maior mobilidade ao paciente. São necessárias técnicas assépticas durante o treinamento intra-hospitalar do paciente. através da introdução de uma solução. O paciente pode utilizar uma técnica “limpa” (não-estéril) em casa. AUTOCATETERIZAÇÃO INTERMITENTE Proporciona drenagem periódica da urina. Apresenta menor risco de infecção vesical. geralmente. Ela oferece certas vantagens como: Os pacientes.

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Objetivos: Evitar a obstrução da sonda; Combater infecção. Material Bandeja; solução prescrita; cuba rim estéril; duas bolas de algodão com álccol; material de lavagem de sonda (cuba rim, seringa de 20ml); uma tira de esparadrapo; éter e uma bola de algodão; um pacote de luva látex estéril. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Lar a prescrição médica; 3. Preparar o material; 4. Orientar o paciente a respeito do procedimento; 5. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com o éter e a bola de algodão; 6. Posicionar a cuba rim ao lado do paciente, sem abri-la; 7. Utilizando as bolas de algodão com álccol, fazer a desinfecção da extremidade bifurcada da sonda adaptada ao prolongamento; 8. Abrir a cuba rim posicionada ao lado do paciente; 9. Desconectar o prolongamento e apoiar a bifurcação da sonda na borda da cuba rim; 10. Proteger a extremidade do prolongamento adaptada à sonda na borda da cuba rim; 11. Abrir o material de lavagem de sonda e montar a seringa sem contamina-la; 12. Colocar a solução na cuba rim; 13. Calçar as luvas; 14. Aspirar solução imergindo apenas o bico da seringa; 15. Injetar, lentamente, 20ml da solução e aspirar sem forçar demasiadamente; 16. Repetir o processo quantas vezes for necessário; 17. Adaptar o prolongamento e fixar a sonda; 18. Proceder à desinfecção dos materiais; 19. Lavar as mãos; 20. Anotar na prescrição do paciente: horário; solução utilizada; aspecto do retorno; quantidade introduzida e retirada; reação do paciente.

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Cuidados importantes 1. Não permitir que a sonda fique imersa na solução e urina eliminada; 2. Evitar contato com os dedos na extremidade da sonda ao introduzir a solução. RETIRADA DE SONDA VESICAL DE DEMORA Material: seringa de 20ml; benzina; gaze; luva de ´látex de procedimento; recipiente de lixo. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Preparar o material; 3. Explicar o procedimento ao paciente; 4. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter; 5. Colocar luva de látex; 6. Adaptar a seringa a via do balonete, esvaziando totalmente o balão; 7. Retirar a sonda delicadamente, solicitando ao paciente respirar profundamente enquanto a sonda estiver sendo retirada; 8. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem; 9. Medir o volume de urina drenado; 10. Fazer a limpeza dos materiais; 11. Lavar as mãos; 12. Anotar na prescrição do paciente: horário; reação do paciente; volume e aspecto da urina. Cuidados com a retração e Atonia Vesical na retirada da sonda Quando estiver preparando a retirada de um cateter que permaneceu por um período prolongado, o treinamento da bexiga deve ser iniciado para desenvolver o tônus vesical e, assim, prevenir a retenção. Quando o cateter está instalado, a bexiga não enche, nem se contrai. Assim, a bexiga geralmente perde um pouco de sua tonicidade (atonia). O treinamento é feito da seguinte forma:

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Antes de se retirar o cateter, ele é fechado por 20 minutos e, então, aberto. Este procedimento deve favorecer o enchimento da bexiga e a contração do músculo, evitando que a pessoa fique incapacitada de urinar após a retirada do cateter. LAVAGEM INTESTINAL (ENTEROCLISMA, CLISTER OU ENEMA) Conceito É a introdução de uma solução, medicamentosa ou não, no intestino grosso através de uma sonda retal. Objetivos Combater constipação intestina; Preparar o paciente para cirurgia, parto e exames; Promover evacuação através de estimulação do peristaltismo; Para fins terapêuticos. Tipos de enema Enema de limpeza: remover as fezes; Enema de retenção à base de óleo: lubrifica o reto e cólon, as fezes absorvem o óleo e amolecem; Enema carminativo: alivia a distensão gasosa e facilita a eliminação de flatos; Enema medicamentoso: contêm remédios. Material Sonda reta nº 14 a 30; solução prescrita; pinça; lubrificante vaselina; gaze; impermeável ou similar; esparadrapo; lençol móvel; cuba rim ou similar; comadre forrada; biombo; papel higiênico.

no máximo 10cm. Lavar e guardar o material. 18. 7. Solicitar ao paciente que retenha a solução por 10 a 15 minutos. Lavar as mãos. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lubrificar a sonda retal com vaselina ou xilocaína gel. 4. 6. Pinçar a sonda retal ao término da solução. Lavar as mãos. 13. Solicitar ao paciente que inspire profundamente e introduzir delicadamente a sonda retal até o ponto marcado. quantidade e aspecto da eliminação (cor. Abrir a pinça e infundir lentamente a solução. 8. 15. Dispor o material de modo que facilite o procedimento. 9. Dobrar as cobertas deixando exposta apenas a região glútea. d. Observar a quantidade e o aspecto da eliminação. c. 11. 10. Adaptar a sonda retal no frasco da solução. forrado com lençol móvel. 20. 17. Orientar o paciente sobre o procedimento. Anotar na prescrição do paciente: horário. 3. ou similar. 21. 12. Preparar os materiais: a. 2. Afastar os glúteos com auxílio de papel higiênico. . Deixar escoar pequena quantidade da solução na cuba rim para retirar o ar testar a temperatura no dorso da mão (temperatura corporal) e pinçar.130 Procedimentos 1. 14. Cercar a cama com biombo. Colocar o paciente em posição lateral. reação do paciente. b. 5. consistência). Marcar 8 a 10cm na sonda retal com esparadrapo. 19. 16. Proteger a cama com o impermeável. Colocar a comadre ou acompanhar o paciente ao banheiro orientando-o para não para não dar descarga. Retirar a sonda retal e colocar na cuba rim. Aquecer a solução prescrita.

Pinçar a sonda em caso de dor e desconforto e aguardar o alívio dos sintomas. Cuidados importantes 1. Em pacientes com muita dificuldade de retenção da solução. A infusão rápida ou a temperatura inadequada da solução levam a um efeito insatisfatório da lavagem intestinal devido ao desconforto. até no máximo 50 cm. colocar a comadre para eliminação das fezes e após. acima do nível da cama para evitar espasmo muscular e desconforto. 2. utilizar a posição genupeitoral ou Trendelemburg. Em casos de enteroclisma gota a gota (Murphy).131 Obs: Lavagem Intestinal com Prolongamento: colocar o irrigador no suporte de soro. espasmo e à dificuldade de retenção da solução. 3. 5. Em pacientes acamados. proceder à higiene íntima. 4. . fixar sonda retal e controlar o gotejamento da solução de acordo com a prescrição médica.

ao pessoal do hospital e até contra sua própria família. A aceitação: nessa fase. Apesar de serem percebidos de forma diferente em cada paciente. aumento da fadiga. o entendimento de tais sentimentos pode ajudar na satisfação dos pacientes. É possível que deseje simplesmente o acompanhamento silencioso de um membro da família ou de um amigo. pode haver uma tentativa de negociação de mais tempo de vida junto a Deus ou com o destino. é possível que apresente um profundo ressentimento em relação aos que continuarão vivos após sua morte – a você. usando tática especial para que aceite a morte. sem emoções.132 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES GRAVES E AGONIZANTES O paciente grave ou agonizante está com as funções vitais muito comprometedoras. falta de cuidados pessoais. A negação: quando o paciente toma conhecimento pela primeira vez de sua doença terminal. da família. escrever sua cartas. médicos e também da enfermeira. AS ETAPAS DO ATO DE MORRER O paciente pode passar por cinco estágios psicológicos em preparação para a morte. o que caracteriza sintomas desagradáveis com sinais de morte. A ira: uma vez que o paciente parando de negar a morte. Dar-lhe toda assistência: transmitir seus recados. o paciente aceita a inevitabilidade e a iminência de sua morte. ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA E RELIGIOSA a) Paciente consciente: Conversar com ele m termos da verdade. É possível que venha sofrer de anorexia. e não necessariamente na ordem mostrada. procurando tranqüilizalo. pode ocorrer uma recusa em aceitar diagnóstico. A depressão: é possível que o paciente se afaste dos amigos. . A barganha: apesar de haver um aceitação da morte por parte do paciente.

os reflexos e a mobilidade diminuem primeiramente nas pernas e. nos braços. se necessário. junto à orelha para que não tenha a sensação de isolamento e solidão. . Eleve a cabeceira do leito para diminuir a resistência respiratória. preparando-a psicológicamente. ajustando a temperatura do quarto para maior conforto. Ofereça liquido com freqüência e lubrifique os lábios do paciente com vaselina para combater o ressecamento. o resultado de um controle neuromuscular reduzido ou uma redução da função renal. Permitir que permaneça o máximo possível junto ao paciente. um pano de banho e toalhas para evitar irritações e desconforto.133 b) Paciente inconsciente: Não deixar pessoas da família chorar perto do paciente ou comentar seu estado. palavras bem pronunciadas. Orienta-la sobre a conduta ideal. Observe a presença de incontinência ou anúria. evite sussurro ou conversar de maneira imprópria sobre o paciente na sua presença. cada duas horas. diaforese e nível reduzido de consciência. Utilize luvas e forneça um cuido perineal com sabonete. Falar-lhe frases curtas. ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA Prestar esclarecimento sobre o estado do paciente. Mude a roupa de cama e a vestimenta do paciente sempre que necessário. Como a audição pode estar em perfeito funcionamento mesmo em estados de perda de consciência. gradualmente. ATENDENDO AS NECESSIDADES DO PACIENTE Satisfazendo as Necessidades Físicas Determine com freqüência os sinais vitais. Reposicione o paciente no leito a. aspire a boca e vias aéreas superiores do paciente para remover secreções. porque a sensibilidade. observando a existência de palidez. pelo menos. Utilizando um equipamento de sucção. Forneça um cuidado para a pele durante as mudanças de roupa. Providenciar sacerdote ou ministro religioso.

Verifique os registros do paciente para determinar se foi preenchida por uma ficha para doação de órgãos. se necessário. Na ocasião apropriada. os quais podem variar de i à solidão. mesmo que esteja inconsciente porque é possível que ainda seja capaz de ouvir. Enfatize que seus esforços serão importantes e efetivos. proteja a cama com biombo e se o paciente estiver agitado ou inconsciente. procure fornecer um suporte emocional à família. se ofereça para ensinar-lhes tarefa específica. para resultados eficientes. estiverem abertos. Ao se aproximar à morte do paciente. de modo que possam participar dos cuidados de enfermagem. Não tenha pressa ao conversar com o paciente. Se for apropriado.134 Se os olhos do paciente em coma. caso não estejam presentes quando o paciente desejar vêlos. sente-se em local próximo à cabeceira da cama. Notifique os membros da família. . Se os membros da família pretendem permanecer junto ao paciente. se possível. Forneça as medicações prescritas contra dores. Ao fazer isso. salas de espera e lanchonete. coloque grades ou faça restrições. Permita que o paciente e sua família discutam a morte como desejam. bem como os tratamentos e planos de cuidado. Satisfazendo as Necessidades Emocionais Explique detalhadamente ao paciente todos os cuidados e tratamentos. Permita que o paciente expresse seus sentimentos. Os remédios devem ser dados por via intravenosa. Explique-lhes a necessidade do paciente. pergunte aos familiares se já consideravam a possibilidade de doação de órgãos e tecidos. Durante o atendimento a estas necessidades deve-se proporcionar conforto físico. proporcione um cuidado ocular apropriado para evitar lesões na córnea. Essas lesões podem causar a cegueira e impedir que os tecidos sejam utilizados em transplantes após a morte do paciente. Obs: nos cuidados a esse tipo de paciente. mostre-lhes a localização dos banheiros.

hipotermia. causando pelo acúmulo de secreção. não reagindo à presença de luz. Rigidez muscular. pele fria e úmida. Sistema Neural = diminuição dos reflexos até o desaparecimento total. mas que tem condições de ser reanimado. síncope e parada cardíaca. sendo que a audição é o último a desaparecer. É mais freqüente nos casos de asfixia parcial. Pupilas dilatadas. Palidez cadavérica.135 Sinais Iminentes de Falecimento a) b) Sistema Circulatório = hipotensão. Morte Aparente O termo morte aparente é a dominação aplicada ao corpo. sudorese abundante. Sinais Evidentes Parada cardíaca e respiratória sem possibilidade de ressuscitação. relaxamento . o maxilar inferior se movimenta a cada respiração. catalepsia. Ausência total de movimentos. extremidades frias. cianose. olhos fundos e olhar fixo. Faces = face hipocrática: cor pálida ou acinzentada. Sistema Urinário = retenção ou incontinência urinária. incontinência fecal e constipação. o qual parece morto.presença e lagrima. c) Sistema Digestivo = diminuição das atividades fisiológicas e do reflexo da deglutição com muita atenção para o perigo da regurgitação e aspiração. podendo o paciente ser reanimado.o que significa perda do tônus muscular. O último dos reflexos a desaparecer é a sucção. às vezes. nariz afilado. d) e) f) g) Sistema Locomotor muscular. pulsos irregular. = ausência total da coordenação dos movimentos. Sistema Respiratório = dificuldade de respirar pela boca. a respiração torna-se ruidosa (estertor da morte).

saco plástico para colocar os pertences do paciente. maca. Os cuidados após morte serão iniciados normalmente após o médico certificar que o paciente faleceu. Feche os olhos do corpo. Colocar avental e calçar luvas. Posicione o corpo em decúbito dorsal. Implementação 1. proporcionando privacidade a essas pessoas. luvas. Se o paciente usava dentaduras e a política do hospital assim o permitir. Cercar o corpo com biombo. envoltório plástico para o corpo ou lençóis. Se o paciente morreu de forma violenta ou em circunstâncias suspeitas. os cuidados aos membros da família. coloque delicadamente e em seguida feche a boca. se necessário faça uso de ataduras. se fizer necessário utilize algodão embebido em éter. Evitar a saída de gazes. Além disso. ataduras. 2. amigos. eleve um pouco a cabeceira da cama para impedir a descoloração ocasionada pelo sangue retido na face. os cuidados pós-morte podem ser adiados até que o legista complete uma autópsia. duas etiquetas de identificação. 5. mau odor. com os braços ao lado do corpo e a cabeça sobre um travesseiro. material para banho. Em seguida. Finalidades Deixar o corpo limpo e asseado. Material Gaze ou fitas macias. aplicando compressa. 4. cuba rim com pinça anatômica. Colocar em boa posição.136 Preparação do Corpo Após a Morte Após o falecimento do paciente. 3. esparadrapo ou fita adesiva. . o arranjo de transporte para o necrotério ou casa funerária e determinação de como serão dispostos os pertences do paciente. bolas de algodão. sangue e excreções. material para curativo. os cuidados incluem a preparação deste para a família.

coloque outra etiqueta de identificação. 16. Limpe o corpo com cuidado. aplicando bandagens adesivas nos locais perfurados. em uma sacola e identifique com a terceira etiqueta. Em seguida. se possível. cubra com gaze. ororfaringe. 14. usando o sabonete. Tire o avental. . Remova sonda vesical. Cubra o corpo usando um lençol limpo. Remova todos os pertences valiosos do paciente para evitar extravio. Utilize corredores pouco utilizados e. drenos. Providencie a limpeza e ordem do material. 11. nariz. se possível. Realiza os tamponamentos: ouvido. 8. Se não for possível remover um anel. leve o corpo ao necrotério. 12. data e horário da morte. 9. 18. usando ataduras. número do quarto e leito. Lubrificar os lábios ressecados. as luvas e lave as mãos.137 6. cobrindo o corpo com um lençol limpo. Antes da morte Fazer higiene oral sempre que necessário. e o nome do médico. outros dispositivos e fitas adesivas de fixação. Coloque os pertences pessoais do paciente falecido. vagina e ânus. Coloque uma ou mais compressas entre as nádegas para absorver drenagens retais e coletar urina. 20. Cada etiqueta deve conter o nome do paciente falecido. mas não remova a pulseira de identificação do hospital para garantir uma correta identificação. incluindo valores. Feche as portas de quartos vizinhos. 13. 15. 17. Enfaixe pés e mãos. 19. Fixe uma etiqueta na mão ou pé do paciente. Preencha as duas fitas etiquetas de identificação. 10. uma bacia com água e panos de banho. 7. Providencie a documentação. e cubra com uma fita adesiva até o pulso para evitar que se solte. Em seguida. Envolva o corpo e feche o envoltório. use um elevador de serviço. Se o paciente morreu devido a uma doença infecciosa. Vista a roupa que será utilizada no sepultamento. identifique o corpo seguindo a política do hospital.

Providenciar o atestado de óbito para ser preenchido pelo médico. especificamente no caso de jóias e dinheiro (se possível. DOCUMENTAÇÃO Registra as alterações ocorridas nos sinais vitais do paciente. relatando o nome do médico assistente. Fazer limpeza terminal da unidade. na folha de relatório de enfermagem. Anote os horários de ocorrência da paradas cardíacas e o final da respiração.138 Depois da morte Avisar a família. Anotar no relatório geral da clínica. Avisar ao setor de informações ou portaria e internações. a ingestão e a eliminação. Cuidados importantes Evitar comentários desnecessários e manter atitude de respeito ao morto. protocole).. e o nível de consciência. bem como o momento da constatação do óbito. . Em casos de necropsia e encaminhamento para IML. Avisar ao serviço social. não fazer tamponamento. sempre registre o destino dado aos pertences do paciente. Enviar o prontuário depois de todas as anotações ao arquivo. notificando o médico quanto a essas ocorrências. Apesar de haver uma certa variação nos hospitais quanto aos documentos necessário. Anote também a data e hora em que o paciente falecido foi transportado ao necrotério. Anotar no prontuário do paciente. com todos os detalhes.

DUGAS. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Ed. L. 9 ed. Florianópolis. C. B. Semiologia e semiotécnica de enfermagem. . 2002. PRADO. Porto Alegre: Artes Médicas. SWARTZ. e Cols. PERRY. Rio de Janeiro: Koogan.M. M..M. Rio de Janeiro: Interamericana. 8 ed. São Paulo: Ed Senac. 1988. MURRIA. O manual do exame clínico. 2ed. BRUNNER. SUDDART. Rio de Janeiro. P. C. Rio de Janeiro: Koogan. 2002.S. 6 ed.C. São Paulo: Santos. Guanabara: Koogan. 2002.G. 2002. D. 1992. GELBCKE. D. Enfermagem prática. PORTO. 4 ed.E.S. Nova abordagem no tratamento de feridas. L. P. 1999.. Farmacologia para enfermagem. Fisiologia humana. Exame clínico. DINCHER. F. Semiologia: anamnese e exame físico. G. 1989. Fundamento de Enfermagem. BRUNNER.. SUDDART. L. Fundamentos de enfermagem. POTTER. do. A. A.S.H. GAYTON. Curitiba: Lítero Técnicas. M. ATKINSON.W. 2002. Rio de Janeiro: Atheneu. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. J. 1992. 1995. Prática de enfermagem. K. 1989. F. 2002.B.L. PERRY.R.S.H. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 1998.ª. Rio de Janeiro: Koogan. et al Técnicas básicas de enfermagem. Rio de Janeiro: Koogan.L.A. 1996. 2001 281p. 1988. Rio de Janeiro: Koogan. R. 368p. .. ªC. BEVILLAQUA. HOOD. M. M.C. Semiologia em Enfermagem. Rio de Janeiro: Koogan.G. POTTER. 436p. CÂNDIDO.. Cidade Futura.139 REFERÊNCIAS ASPERHEIM. 3 ed. POSSO. 3 ed. 6 ed.S. L. KOCH. et al. 4 ed. D. NETTIN S. Fundamentos e prática de enfermagem: atendimento completo ao paciente. Rio de Janeiro: Koogan. Prática de Enfermagem. 8 ed. Grande tratado de enfermagem prática: clínica e prática hospitalar.

140 ANEXOS .

141 .

microfix) Equipo bomba de infusão Equipo conexão 2 e 4 vias Equipo macro e microgotas Equipo nutrição enteral sistema fechado (bomba infusão) Equipo nutrição enteral – sistema aberto Equipo com injetor lateral Equipo nutrição parenteral e emulsões lipídicas Equipo para bolsa de sangue e derivados de sangue Equipo para antibiótico Extensofix Protetor de cone (tampa polifix) Veda seringa + equipo Extensor de silicone para oxigênio Extensor de látex para oxigênio Extensor de látex para aspiração Extensor silicone para aspiração Sonda de aspiração CPM 24 horas 48 horas 12 horas 72 72 horas 72 horas 72 horas 24 horas A cada troca de frasco 72 horas A cada troca de frasco A cada troca frasco ou unidade 24 horas 72 horas SN SN 24 horas 24 horas 12 horas 12 horas A cada uso .142 RECOMENDAÇÕES PARA O PERÍODO DE PERMANÊNCIA DE DISPOSITIVOS Dispositivos Período de Troca Cânula traqueostomia descartável Cânula traqueostomia metal Cateter oxigênio extra-nasal Cateter oxigênio intra-nasal Equipo p/ câmara graduada (bureta.

dependendo da avaliação Comissão de Curativo .143 Sonda nasoenteral Sonda nasogástrica Sonda vesical e bolsa coletora sistema fechado Dispositivo urinário (tipo preservativo) com intermediário Frasco coletor de urina – sistema aberto Torneira 3 vias Frasco com água destilada para aspiração oral e traqueal (50ml) Kit de drenagem torácica ou mediastino Umidificador de oxigênio ou macronebulização Vidro coletor de aspirador Curativo subclávia Curativo drenagem torácica Curativo flebotomia Curativo biológico (hidrocolóide) – para tratamento Curativo biológico (hidrocolóide) – para prevenção Curativo biológico – Alginato cálcio Curativo biológico – Hidrogel Curativo biológico – carvão ativado A cada 30 dias Não há recomendação para freqüência da troca Trocar somente quando apresentar obstrução vazamento ou qualquer outro problema 24 horas 72 horas 72 horas A cada uso CPM 24 horas 6 horas A cada 24 horas – o tradicional 5 dias – película transparente 48 horas A cada 24 – horas o tradicional 5 dias – película transparente A cad 2 dias A cada 5 dias A cada 24 horas ou conforme comissão curativo Para prevençãoo – a cada 5 dias Para tratamento – 2 dias A cada 2 a 5 dias.

M. Máscara de venturi Macro – nebulização Colchão piramidal Cateter venoso periférico Cateteres arteriais periféricos e dispositivos de monitoramento de pressão (P. Cateter Periférico: A literatura refere até 72 horas.) Cateteres venosso centrais (com ou sem túnel: Hickmans groshongs pro hs.A. sujo ou deslocado. . Curativo de cateteres – A recomendação da troca de curativo é a cada 24 horas e/ou sempre que o mesmo estiver molhado.144 Curativo – Papaína Bolsa colostomia com placa Pó protetor de estoma – para evitar ou tratar escoriações em colostomia ou ileostomia Esponja protetora – (úlcera de pressão) – em cm de comp. Sawn – Ganz) Cateteres centrais de hemodiálise Cateteres umbilicais 24 horas 7 dias 1 por paciente 7 dias 48 horas 24 horas 7 dias 72 horas 4 dias Não há recomendação para freqüência da troca 5 dias Não há recomendação para freqüência de troca Não há recomendação para freqüência de troca Obs: Caso algum material dessa lista for usado mais vezes além do período determinado na rotina terá que ser justificado por escrito no prontuário. flbotomia. Após este tempo aumenta o risco de infecção. subclávia) Cateteres arteriais centrais (cateteres de artéria pulmonar.

Estados Unidos. Html. volume 1 e 2. .145 Cateter venoso profundo – trocar qualquer tipo de cateter quando apresentar sinais de inflamação/infecção e fazer cultura da ponta do mesmo.gov. Guias de Prevenção do Centro de Controle de doenças (CDC).saude. 2000. podendo a rotina ser alterada. editora Atheneu.sc. Curativo de lesões – As trocas de curativos são orientadas conforma a Comissão de curativo. Atlanta. CPM: conforma prescrição médica. Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde. São Paulo.br/infecção/rotinas/período permanenciadispositivos. FONTE: FERNANDES. CCIH/2001 Neusa Maria Martini Enfermera chefe do SCIH www. Antonio Tadeu.

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