Faculdade Santa Emília de Rodat - FASER

Semiologia e Semiotécnica em Enfermagem II

Org. Profª.
Adriana Marques Pereira de Melo Alves Cizone Maria Carneiro Acioly Jacqueline Oliveira de Paiva Ferreira Maria Amélia de Sousa Maria de Fátima Alves dos Santos

2007

O conteúdo desta apostila constitui numa coletânea de textos sobre a assistência de enfermagem direcionada ao indivíduo, família e comunidade e, se torna, portanto, um dos meios para o aluno sistematizar seu conhecimento. Vale ressaltar que estes conteúdos devem ser complementados com outras leituras no sentido de enriquecer seu conhecimento. Que a leitura deste material sirva de alicerce para trilhar pela disciplina Semiologia e Semiotécnica em enfermagem, em busca de novos conhecimentos.

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO UNIDADE I
Assistência de enfermagem nas necessidades de higiene pessoal 04

UNIDADE II
Assistência de enfermagem na administração de medicamentos 18

UNIDADE III
Assistência de enfermagem nas necessidades de termoterapia e crioterapia 78

UNIDADE IV
Assistência de enfermagem no tratamento de feridas 86

UNIDADE V
Assistência de enfermagem na aplicação de ataduras 101

UNIDADE VI
Assistência de enfermagem nas necessidades de oxigenioterapia 105

UNIDADE VII
Assistência de enfermagem nas necessidades de sondagens Cateterismo gástrico Cateterismo vesical Lavagem intestinal 111 111 117 128

UNIDADE VIII
Assistência de enfermagem aos pacientes graves e agonizantes 131

REFERÊNCIAS

93

Preferências pessoais: Cada paciente tem seus hábitos pessoais e de higiene. os valores pessoais e os hábitos familiares influenciam nos cuidados de higiene do indivíduo. Freqüentemente. A pele sadia íntegra é a primeira barreira de defesa contra a infecção e a lesão dos tecidos. Nível socioeconômico: Os hábitos de higiene são influenciados pelos recursos econômicos disponíveis do paciente. O profissional de Enfermagem deve procurar manter seus pacientes limpos e livres de maus odores. Conhecimento: geralmente o seu nível de conhecimento influencia sua motivação e prática de higiene. a formação. assim como causa desconforto e dor ao paciente. produtos de secreções e excreção. as pessoas doentes sentem-se preocupadas com os odores desagradáveis que se instala em seu corpo pela falta de higiene que. O profissional de Enfermagem pode adotar horários em um plano individualizado. Além disso. o fato de ajudar a se manter limpo através de remoção de impurezas. Neste sentido. A má condição da cavidade oral representa fontes potenciais de infecção. temporariamente ou não. Sabemos que a auto-estima ficará afetada com o comprometimento da higiene de um paciente e que a resolução deste poderá se concentrar na execução desta higiene.4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE HIGIENE PESSOAL. incentivando para que participem do seu autocuidado. estará suspensa. Dentes e gengivas saudáveis são essenciais à manutenção das condições nutricionais. Variáveis culturais: As crenças culturais. elimina muitas substâncias nas quais estas bactérias se reproduzem. as medidas higiênicas ajudam o paciente a sentir-se mais confortável e relaxado. A higiene é a ciência da saúde e quando é bem executada é importante para a saúde geral do indivíduo. Fatores que influenciam as medidas de higiene Auto-imagem: O profissional não deve transmitir sentimentos de desaprovação se a higiene do paciente for insatisfatória. a idade. .

8. após as refeições e de 02 em 02 horas em pacientes graves. 10. se necessário. Procedimentos 1. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim por um dos cantos da boca.Prevenir cáries dentárias.Evitar halitose. . Solicitar ao paciente que enxugue a boca com a toalha de rosto. favorecendo o aumento do apetite e permitindo que ele se sinta socialmente aceitável.5 HIGIENE ORAL Conceito É a limpeza da cavidade oral. .toalha de rosto. Prepara o material necessário 4. pois esta faz parte do sistema digestório e também do respiratório. 5. secar e guardar a escova de dente. e com SNG. Solicitar ao paciente que escove a face anterior e posterior dos dentes.creme dental ou solução dentrifícia. A higiene oral é indicada pela manhã.Prevenir infecções bucais. 6. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem 12. 2. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) ou solicitar ao paciente que se sente. cuba rim ou similar. Objetivos Proporcionar conforto e bem estar ao paciente. digestivas e respiratórias. enxaguando bem a cavidade oral. .combater infecções já instaladas. febris. . Fornecer a toalha de rosto para que proteja o tórax. ou seja. Orientar o paciente para enxaguar. 7. .Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. véu palato e língua. . no sentido gengiva-dente inclusive a língua.copo com água. PACIENTE QUE PODE CUIDAR DE SI Material Escova de dente ou espátula e gaze. Lubrificante para os lábios. Explicar ao paciente o procedimento e observar as condições da cavidade oral. condições da cavidade bucal. dentes. Um dos fatores essenciais à manutenção da saúde é prevenir o aparecimento de infecção na boca. . lábios. 11. . Dispor o material junto ao paciente. Lavar as mãos 3. gengivas. 9.

umedecer a gaze envolta na espátula com solução dentrifícia. por um dos cantos da boca. 7. Lavar as mãos 3. usar canudo. Oferecer água para o paciente bochechar e enxaguar a boca. Colocar a cuba rim próxima ao rosto do paciente. observando as condições da cavidade oral. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) 5. 17. Lavar as mãos. se necessário. condições da cavidade bucal. Retirar a cuba rim e enxugar a boca com a toalha de rosto 13. Umedecer a escova na água. Lubrificar os lábios. saco para lixo. 16. 2. 8. Orientar o paciente sobre o procedimento. 14. copo com solução dentifrícia (Cepacol ou similar a 50% e bicarbonato de sódio a 2%). 9. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Escovar a língua evitando feri-la e provocar náuseas 10. . 12. Colocar a toalha de rosto sobre o tórax do paciente. seca-la e guarda-la. Procedimentos 1. 6. um par de luvas de procedimento. Escovar a face anterior e posterior dos dentes no sentido gengiva-dente. se necessário. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário.6 PACIENTE DEPENDENTE Material: acrescentar ao material tubo plástico (canudo) e Saco de lixo. lubrificante para os lábios. 15. toalha de rosto. 11. Enxaguar a escova de dente. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim. HIGIENE ORAL EM PACIENTE INCONSCIENTE Material Duas espátulas e gaze. colocar creme dental. Na falta de escova. Para paciente entubado um aspirador montado. Preparar o material 4.

Cuidados com a prótese dentária. anotar no prontuário e comunicar ao médico assistente. Preparar o material 4. moniliases). Orientar ou fazer a higiene oral e recolocar a prótese. d. manteiga de cacau ou vaselina. Envolver a gaze na espátula ou pinça e umedece-la com solução dentifrícia 6. Informar ao paciente sobre o procedimento. 7. 3. deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. . fratura mandibular. presença de sangramento gengival. condições da cavidade bucal (ex. a mesma deverá ser mantida em solução anti-séptica em recipiente identificado (ex. Proceder à limpeza das próteses. 5. traumatismo facial). Repetir a limpeza quantas vezes for necessária. delicadamente. usar bolas de algodão para a limpeza dos dentes. Lavar as mãos 11. No caso de pacientes que necessitam permanecer sem a prótese. b. Secar os lábios e lubrifica-los.7 Procedimento 1. Posicionar o paciente de lado e lateralizar a sua cabeça colocando a toalha. Retirar a toalha de rosto. 2. ulcerações ou crostas na língua). 10. Qualquer anormalidade observada na cavidade oral (cáries. observando as condições da cavidade oral. 9. a. Orientar ou fazer higiene oral no mínimo três vezes ao dia 2. Cuidados importantes 1. gengiva e língua. 8. aftas. e. Para lábios ressecados recomenda-se usar pomada específica. mucosa ressecada. Abrir a boca do paciente com o auxilio da outra espátula e. Quando o paciente apresentar gengivas edemaciadas ou sangrando. friccionar a espátula envolta em gaze nos dentes. c. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário.: inconsciente. trocando as gazes. Efetuar a troca da solução anti-séptica diariamente. Lavar as mãos 3. 4.

Lavar as mãos 2. mecha por mecha – com auxilio de algodão e pente – umedecendo todo o cabelo e o couro cabeludo (começando pelo lado mais distante para o mais próximo). Desocupar a mesa-de-cabeceira e colocar biombo. Proporcionar higiene do couro cabeludo. no mínimo. Proporcionar higiene e conforto. Envolver a cabeça do paciente com a toalha de banho. Explicar ao paciente o procedimento. preparados caseiros). toalha de banho ou similar e impermeável. Procedimentos 1. 10. De preferência colocar a noite para que seja retirado no outro dia. São encontrados no couro cabeludo e regiões pilosas do corpo. bolas de algodão. 3. um par de luvas. organizar a bandeja 7. Tetmosol. Calçar as luvas 8. Forrar o travesseiro com o impermeável e toalha de banho. não deixando que os outros pacientes saibam. recipiente para lixo. Material Solução para pediculose (Benzoato de Benzila. conhecidos popularmente por PIOLHOS. pente. de maneira que todo o cabelo permaneça oculto por duas horas. micosina. Lavar as mãos 5. fita adesiva. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. biombo. Objetivos Evitar a propagação de infecções e pedículos. Levar o material para junto do paciente. Aplicar a solução para pediculose. fixando-a com fita adesiva. 4.8 TRATAMENTO DE PEDICULOSE Conceito É a eliminação de parasitas (parasitas hematófagos). Preparar o material. . 6. 11. 9.

. 2. 5. 7. Cuidados importantes No caso de pedículos nos pêlos da região pubiana. Proceder ao tratamento de pediculose e lêndeas por três dias consecutivos após uma semana do primeiro dia de tratamento. Lavar as mãos. 6. Evitar que a solução atinja os olhos. Em casos de pedículos nos cílios usa-se pomada de óxido amarelo de mercúrio. Devido ao ciclo biológico do parasita. 4. conforme a técnica padronizada. recomenda-se mais de uma aplicação do produto para exterminar os pedículos. 13.9 12. Explicar ao paciente o procedimento 2. convém executar tricotomia na área. que precisam ser removidos para extermínio completo dos parasitas. Após a aplicação do produto faz-se necessário a troca de toda a roupa de cama e colocação desta em um saco plástico com a identificação Piolho. Duas horas após o tratamento. REMOÇÃO DE LÊNDEAS Conceito: É o extermínio de ovos dos pedículos nos fios de cabelo. um par de luvas. Objetivo: Exterminar e remover as lêndeas. bolas de algodão. Lavar as mãos. realizar a higiene dos cabelos prosseguindo posteriormente com o tratamento de lêndeas. toalha de banho e impermeável. reações do paciente. 1. Caso o paciente concorde. . Procedimentos 1. 3. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. recipiente de lixo. ou de acordo com indicação da solução aplicada. pente fino e gazes. cortar os cabelos. Material: Vinagre puro aquecido ou ácido acético a 5%.

4. duas bolas de algodão. 6. Deixar o vinagre nos cabelos. 8. cuba rim. pente. HIGIENE DOS CABELOS Conceito: Consiste na limpeza do couro cabeludo e dos cabelos do paciente acamado. Fazer higiene dos cabelos. Objetivos: Proporcionar conforto. balde vazio. jarro com água morna e adaptador com borracha de látex. Eliminação da seborréia. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.10 3. toalha de banho e rosto. 12. recipiente para lixo. utilizar o pente fino ou gazes para remover as lêndeas. Fazer aplicação de vinagre durante três dias consecutivos. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Aplicar ao longo dos cabelos. mecha por mecha. coloca-la nos ombros. Coloca-la dentro do saco plástico e lacra-la com a identificação de PIOLHO. Preparar o material. Estimular a circulação do couro cabeludo. Embeber o algodão no vinagre aquecido. . 10. Material: Impermeável ou saco de lixo plástico com as duas extremidades abertas e a lateral até o meio envolvendo o cobertor (na forma de um funil). Trocar a roupa de cama e do paciente. um par de luvas. 7. Repetir o tratamento após uma semana do primeiro dia do tratamento. Até a remoção completa de todas as lêndeas. papel toalha. impermeável. 2. chuveiro ou pinça. 11. reações do paciente. 9. shampoo ou sabão líquido. Evitar o aparecimento de pedículos. Lavar e guardar o material. Forrar o travesseiro com a toalha de banho ou. Proteger o couro cabeludo. caso o paciente esteja sentado. caspas e infecções. Lavar as mãos. cotonetes. 5. no mínimo meia hora. Cuidados importantes 1. Neste período.

Lavar as mãos. 8. Colocar as bolas de algodão nos ouvidos do paciente. 19. colocar a tolha de banho. 9. Repetir os itens 12 e 13 quantas vezes forem necessárias. 5. Enxaguar retirando todo o sabão. 17. 13. 14. Enxugar a cabeça com a toalha de rosto e retirar as bolas de algodão do ouvido Colocar o travesseiro no lugar.Explicar ao paciente o procedimento. Calçar as luvas.Colocar a toalha de rosto no ombro do paciente. Pentear os cabelos. c) Envolver o cobertor com a extremidade do saco plástico que está aberta na lateral e deixar a outra extremidade para que seja colocada dentro do balde no ato do banho. Retirar o impermeável do rolo com cuidado para não molhar o cobertor.Colocar a escadinha próxima da cabeceira da cama. .Forrar o travesseiro com o impermeável e sobre este.Colocar o rolo com o impermeável (funil) sob a cabeça do paciente. 11. 7. 2. Procedimentos 1. Irrigar. Forra-la com papel toalha e colocar o balde em cima da mesma. 16. 12. Limpar os ouvidos com cotonetes. 10. 6. 18. 3. 20. 15. ensaboar e massagear o couro cabeludo com a polpa dos dedos. 4. Colocar a extremidade mais fina do impermeável (bico do funil) dentro do balde. esvaziar a mesinha-de-cabeceira. b) Enrolar e entrelaçar suas extremidades de modo a formar um círculo.Preparar o ambiente: fechar janelas.Colocar o travesseiro sob os ombros do paciente.Preparar o material.11 CONFECÇÃO DE UM FUNIL COM COBERTOR E IMPERMEÁVEL a) Dobrar o cobertor ao centro no sentido diagonal.

Preferencialmente. Ensaboar as bolas de algodão. 22. 4.12 21. 5. se necessário. No caso de cabelos embaraçados.). Comunicar ao paciente o procedimento e sua finalidade. . Pentear os cabelos iniciando das pontas para a raiz. 4. Material: Aparelho de barbear. aplicar álccol com auxilio de bolas de algodão. Lavar as mãos. Observar condições do couro cabeludo (lesões. etc. se necessário. recipiente para lixo. Lavar as mãos. estas técnicas devem ser executadas por duas pessoas. cuba de anti-sepsia. 23. condições do couro cabeludo. Cuidados importantes 1. Cercar a cama com biombo. Objetivos: Preparar uma área para cirurgias ou exames. Lavar e guardar o material. lêndeas. água. recipiente com sabão. pedículos. reações do paciente. 7. papel higiênico. 5. 2. Colocar o paciente em posição confortável e expor apenas a área a ser tricotomizada. Evitar que escorra água e sabão nos olhos do paciente. se necessário. 3. toalha impermeável. Procedimentos 1. Anotar na prescrição do paciente: horário. 6. gazes. Proteger a cama com impermeável. 2. Preparar o material. 24.Facilitar a higiene. Retirar o impermeável e toalha de banho do travesseiro. . 3. aplicando-as na pele em pequenas áreas de cada vez. biombos e foco auxiliar. TRICOTOMIA Conceito: É a retirada de pêlos de uma determinada área.

de preferência) com vaselina para que os pêlos fiquem retidos na mesma. Na tricotomia de pêlos longos. lubrificar a tesoura (curva. Fazer a tricotomia na sala de curativo. Auxiliar no tratamento de infecções. Objetivos: Proporcionar limpeza e conforto da paciente. Anotar na prescrição do paciente: horário. Proceder á desinfecção do material conforme rotina e desprezar a lâmina no recipiente de material cortante. 10. Encaminhar o paciente ao chuveiro ou lavar e enxugar a área. 15. 14. Indicações Pela manhã e à tarde Pacientes com corrimento Pacientes com sangramento vaginal Antes de curativos ginecológicos Antes da realização de cateterismo vesical . Com a gaze. 13. Revisar a área tricotomizada e refazer a raspagem nos pintos necessários. Na tricotomia ciliar. HIGIENE ÍNTIMA FEMININA (Lavagem externa feminina) Conceito: É a lavagem da região genital e perianal. Nas proeminências ósseas. com a outra. raspar seguindo a direção do crescimento dos pêlos. Esticar a pele com uma das mãos e. área tricotomizada. cuidar para não cortar o paciente. 12. 3. Prevenir infecções. remover os pêlos soltos. 2. cortar os cabelos com tesoura antes de iniciar a raspagem. Limpar bem a cicatriz umbilical. 4. quando for tricotomia abdominal. 5. Retirar o excesso de pêlos do aparelho com papel higiênico e/ou com a água da cuba. 11. 9. sempre que possível.13 8. Cuidados importantes 1. Lavar as mãos.

Colocar a toalha transversalmente sob a região pubiana. Utilizar outra bola de algodão para proceder à limpeza do vestíbulo vaginal. . Bandeja na mesa de cabeceira e comadre na cadeira. cuba rim ou similar. Procedimentos 1. Preparar o material 5. Irrigar as coxas e púbis 13. Ensaboar e secar as regiões antes citadas 14. isto é. 7. Identificar os pacientes em risco de contrair infecções genitais. jarra com água morna. bolas de algodão. Pedir a paciente para fletir as pernas mantendo-as separadas e protegidas com lençol. 12. Impermeável. Lavar o ânus e região perianal por ultimo. 2. Levar o material e dispô-lo na mesa de cabeceira.14 Após o ato de micção e evacuação Após parto eutócico Material: Biombo. Calçar as luvas de látex. Utilizar movimentos delicados e trocar as bolas de algodão quantas vezes necessárias. um par de luvas de látex. vaginal e glândulas). 4. Prepara o ambiente cercando o leito com biombo. observando as condições de higiene. 17. Enxaguar e secar as regiões antes citadas. 10. utilizando bolas de algodão. gazes. incontinência fecal e infecção cirúrgica. 15. fazendo movimentos de cima para baixa. Orientar a paciente sobre o procedimento. 8. 11. comadre forrada. presença de cateter. observando as condições do clitóris e do orifícios (meato uretral. 9. Colocar gazes dobradas na região inguinal 16. Lavar as mãos 6. 18. 3. sabonete líquido ou solução medicamentosa prescrita. de modo que facilite o procedimento. Colocar a comadre forrada sob as nádegas. Separar com uma das mãos os grandes lábios. toalha de banho ou rosto. desocupar a mesa de cabeceira e dispor uma cadeira aos pés da cama. ensaboar os grandes lábios. recipiente para lixo. Soltar o lençol protetor do paciente coloca-lo na diagonal e fazer o sapatinho.

um balde para desprezar a água utilizada. 3. Deixar a paciente confortável e a unidade em ordem 22. – Proporcionar um bom sono e repouso. Retirar a comadre e enxugar com a toalha 21. 20. Identificar alterações na integridade da pele.: NA HIGIENE ÍNTIMA MASCULINA (Lavagem externa masculina). sabonete. roupa de cama. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. uma bacia. Fazer anotações na prescrição da paciente: horário. Fazer desinfecção do materiais e guardá-los 23. material para desinfecção .: Úlcera de pressão). b) E o item 07. camisola ou pijama. Aliviar a sensação de fadiga. Limpar e proteger a pele. É indicada uma vez ao dia de preferência pela manhã e sempre que for necessário. cuba rim ou similar. 2. um par de luvas de banho. toalhas de banho e rosto. Cuidados importantes 1. Proporcionar conforto físico e mental ao paciente. (ex. BANHO NO LEITO Conceito: É o método utilizado para higiene corporal realizada no leito. Material: Biombo. Objetivos: Remover odores. onde se deve proceder da seguinte maneira: a) Afastar o prepúcio e ensaboar com bolas de algodão – no sentido meato uretral – raiz do pênis – bolsa escrotal – voltar o prepúcio à posição norma após enxaguar. comadre forrada.15 19. Obs. Estimular a circulação. condições da região e queixas do paciente. Lavar as mãos 24. Enxaguar irrigando. cotonete. Retirar todo o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritação da pele. Sempre que possível. hidratante. muda-se apenas o item 16 e 17. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. jarra com água morna. onde se deve descer o lençol em leque até o joelho.

13. Começando do distal para o proximal. sob os membros inferiores. Mergulhar as mãos na bacia. 6. fechar janelas. Orientar o paciente. a. enxaguar e enxuga-las. ensaboar. Colocar os membros superiores sobre a mesma. não expondo o paciente. escápula e por último a axila. 16. Procedimentos 1. se necessário. Proteger o tórax com a toalha de banho no sentido transversal. 8. no sentido Transversal. 9. orelhas e pescoço anterior e posterior. Colocar a toalha de banho. Prepara o ambiente: colocar biombo. 4. Começando do lado distal para o proximal. Colocar a roupa de cama no espaldar da cadeira. Colocar o material de modo que facilite a execução do procedimento. Lavar os olhos sem sabão. c. 15. braço. Ensaboar. enxaguar. Afastar a mesinha de cabeceira e retirar o material da mesma. enxaguar e enxugar o antebraço. observando sinais de assaduras. . Desamarrar as tiras da camisola e tira-la por baixo do lençol. Lavar as mãos. 5. enxugar e secar o rosto. material para higiene oral.16 concorrente. Limpar ouvidos e nariz com cotonetes. no sentido longitudinal. Ensaboar. do tórax até o abdome. recipiente para lixo.observando as condições de higiene. material para higiene íntima. 17. 2. Fazer a higiene do rosto. pente. b. enxaguar e enxugar o tórax e abdome. Improvisar hamper. 18. Dobrar o lençol em leque até a cintura. Preparar o material. 14. evitando colocar as roupas no chão 10. 12. 3. Ensaboar. Tomar cuidados especiais ao lavar as pregas inframamamárias nas mulheres. Soltar as roupas de cama. camisola e toalhas no assento da mesma. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. Abaixar o lençol em leque até o abdome sem expor o paciente. Fronha. 7. Colocar a toalha de banho. 11.

Retirar o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritações na pele. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 27. com vaselina sólida. 32. 5. condições da pele (sinais de escara. coxa posterior e glúteos. glúteos e interglúteos. 30. 31. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. as costas no sentido do retorno venoso. enxaguar e secar. 26. Cuidados importantes 1. Forrar o lençol com a toalha de banho. Sempre que possível. 22. 25. coxa posterior. 20. 4. Fazer a desinfecção do material usado e guarda-lo. Desprezar a luva. lesões). 24. . Colocar a camisola ou pijama e pentear os cabelos. Em seguida fazer proceder da mesma forma no outro pé. Ensaboar e enxugar as costas. Retirar a comadre e posicionar o paciente em decúbito lateral. Trocar a roupa de cama fazendo a desinfecção concorrente. Lavar as mãos.17 19. Massagear com vaselina sólida os membros superiores no sentido do retorno venoso. Desprezar a luva e toalha de rosto 23. 29. 2. 21. Colocar comadre e fazer higiene íntima conforme técnica descrita anteriormente. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. pele ressequida. 28. Utilizar vaselina em pele seca e álcool em pele oleosa. Ensaboar. Trocar a água sempre que necessário. cavidade bucal e couro cabeludo. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade.enxaguar e secar. Colocar um dos pés na bacia . Massagear. 3. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. lavar.

Solução: preparado líquido que pode ser usado via oral. Não é somente uma tarefa mecânica a ser executada em complacência rígida com a prescrição médica. dever ser estéril se o uso for parenteral. de modo a obter um efeito terapêutico. Sendo assim. parenteral ou externamente. tais com: a. Cápsula: fórmula sólida para uso oral. Supositório: forma sólida misturada com gelatina sob forma de olinha para inserção em uma cavidade do corpo (reto ou vagina). b. f. Na nossa realidade de trabalho este procedimento quase sempre é executado por auxiliares e técnicos de Enfermagem. 2. Neste sentido a administração de medicamentos consiste: Em uma das mais sérias responsabilidades que pesam sobre o Enfermeiro Administrar medicamentos é um papel fundamental à maioria da equipe de Enfermagem. Drogas: é qualquer substância química capaz de produzir efeito farmacológico. Requer pensamento e o exercício de juízo profissional. Pílula: forma sólida que contém uma ou mais droga. em forma de pó. A terapia medicamentosa consiste na administração de substâncias químicas que modificam o funcionamento corporal. e. medicamento envolto numa cápsula de gelatina. 1. uma falha pode ter conseqüências irreparáveis.18 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Essa técnica de Enfermagem é merecedora de reflexão na prática de Enfermagem. líquido ou óleo. também pode ser instilado para um interior de um órgão ou cavidade do corpo. . c. Loção: droga em suspensão líquida que é aplicada externamente para proteger a pele. Formas das drogas: as drogas estão disponíveis em uma variedade de formas e preparados. pois envolve aspectos legais e éticos de impacto na prática de Enfermagem. Pasta: preparado semi-sólido mais espesso. desfaz-se quando atinge a temperatura do corpo. absorvido mais lentamente. d.

Os efeitos das drogas podem ser influenciados por outros fatores individuais e ambientais. Dose mínima: menor quantidade do medicamento em produzir o efeito terapêutico. Vício: é a dependência física e/ou psicológica da droga. Efeitos colaterais: são efeitos adversos da droga. Estes efeitos podem ser inofensivos ou prejudiciais. 1. comumente uma forma de apresentação oral que não deve ser administrada por via endovenosa. Reações alérgicas: podendo ser de forma leve ou grave. tais como: Diferenças genéticas. peso. condições ambientais ( o estresse e a exposição ao frio e ao calor). em função do bem-estar ou alívio do sintoma. estado nutricional e estado da doença). e. Classificação da dosagem: a. a reação ao propósito de uma droga). variáveis fisiológicas (sexo. fatores psicológicos (a atitude de um paciente. b. Obs. quando deixadas em repouso as partículas assentam-se no fundo do frasco. ou quando uma droga acumula-se no sangue em função de deficiência no metabolismo ou excreção.: medicamentos iguais podem provocar reações diferentes em indivíduos diferentes.19 g. Efeitos leves como náusea discreta. i. Efeitos tóxicos: desenvolve-se após a ingestão prolongada de doses altas de medicamentos. podem ser aceitáveis se o beneficio da droga for maior. Xarope: medicação dissolvida em uma solução concentrada de açúcar. 3. Efeito desejado: é a resposta desejada ou previsível que a droga causa ao paciente. Dose de manutenção: é a dose necessária para manter os níveis desejáveis b. Problemas relacionados com os efeitos das drogas a. idade. h. Comprimido: forma em pó. f. dependendo do individuo ou da droga. . c. Suspensão: partículas de drogas finamente divididas que estão dispersas em um meio líquido. d. comprimida em discos ou cilindros rígidos. Reações idiossincráticas: o paciente reage de modo excessivo ou deficiente ao medicamento ou tem uma reação diferente da normal.

2. A hora ajuda a esclarecer certas medicações foram atualizadas ou suspensas. Nome completo do paciente: distingue o paciente de outras pessoas homônimas. e. c. Nome do medicamento: a grafia correta é muito importante. 5. Todo medicamento a ser administrado ao paciente dever ser prescrito pelo médico ou profissional de enfermagem. Via certa c. 6. g. d. 2. b. Anotar qualquer anormalidade após administração do medicamento (vômitos.20 c. Dose certa . mês e ano são incluídos. Tempo e freqüência de administração: serve para saber quando iniciar o tratamento e por quanto tempo. seguir a regra dos CINCO CERTOS: a. Ao prepara a ao administrar. 1. d. erupções. Via de administração: são usadas abreviaturas comuns para indicar as vias f. etc. Data e hora em que a prescrição é feita: dia. 4.). urticárias. Dose letal: quantidade necessária para causar a morte. Lavar as mãos antes de prepara e administrar o medicamento Fazer a desinfecção concorrente da bandeja antes do preparo e após administração do medicamento. Manter o local de preparo de medicamento limpo e em ordem. Dosagem: são incluídas a dosagem e potência do medicamento. Não conversar durante o preparo do medicamento para não desviar a atenção. 7. 3. Paciente certo b. Componentes essenciais da prescrição médica: a. diarréia. A prescrição do paciente deve ser mantida à vista do executante. Regras gerais na administração de medicamentos. 8. Assinatura do médico ou profissional de enfermagem: a assinatura transforma a prescrição em requisição legal. Dose máxima: é a maior quantidade da droga capaz de produzir efeito terapêutico sem danos para o organismo.

guardando-os em GAVETA FECHADA COM CHAVE. 21. 12. Antes de guardar o recipiente no local apropriado. Antes de retirar o recipiente do local onde estiver (farmácia.21 d. 18. deteriorização. certificando-se do seu nome completo. 17. Certificar-se das condições de conservação do medicamento (sinais de decomposição. 13. etc. Medicamento certo 9. 23. Manter sob refrigeração medicamentos como: insulina. 11. alguns antibióticos. 14. hora a ser administrado. Nunca administrar medicamento sem o rótulo. Controlar rigorosamente os narcóticos e seus derivados. frascos de Nutrição Parenteral Prolongada (NPP). 20. . 22. Antes de preparar o medicamento. b. Os antibióticos devem ser administrados no máximo 15 minutos antes ou 15 minutos depois do horário prescrito Não administrar medicamento preparado por outras pessoas. turvação. anti-rábico. 19. Horário certo e. até que a mesma seja esclarecida. leito. armário. c. 16.). vacinas. Posicionar o paciente adequadamente mantendo-o confortável. via. Registrar todos os narcóticos e guardar as ampolas utilizadas. Orientar quanto ao perigo da automedicação. 24. precipitação. 10. nome do medicamento. Manter a bandeja de medicamento sempre à vista do executante. Sempre verificar a data de validade do medicamento. entre outros. evitando assim causar danos ao paciente. soro antiofídico. Checar e rubricar o horário do medicamento administrado durante a noite. Identificar o paciente. com tinta vermelha e durante o dia com azul. antitetânico. supositórios. Em caso de dúvida nunca administrar o medicamento. etc. Identificar a seringa ou recipiente de via oral: enfermaria. Ler o rótulo do medicamento três vezes: a. 15.).

Comunicar ao médico responsável e aguardar a sua conduta. devem ser diluídas. subcutânea (SC). sublingual. . Ocular. ou com embalagem avariada. deve ser desprezado. gástrica. c. Cuidados na diluição • Todas as drogas que provocam irritações e com gosto forte. a. f. Vaginal. Gastrintestinal: ora ou bucal. b. Ao prepara o medicamento. Auricular. fora do prazo de validade. Vias de administração. e.: Medicamento não identificado. retal. O medicamento está em falta no hospital. dissolvendo-se o medicamento em água. evitando administração em dose dupla ou não administração do mesmo. O paciente não se encontrar na unidade. O paciente recusa o medicamento ou apresenta náuseas ou vômitos. Cutânea ou tópica. 10•. caso não haja contra-indicação. 26. Ex: 8•. leite. que pode ser melhorado. Caso o medicamento não tenha sido administrado por esquecimento. intramuscular(IM). Obs. colocar um ponto (•) ao lado do horario da medicação da prescrição médica. • Satisfazer o quanto possível os pedidos do paciente quanto ao gosto. d. Parenteral: intradérmica (ID). endovenosa(EV) ou IV). Nasal. Administração de medicamentos: É o processo de preparo e introdução de substância química no organismo humano. duodenal. visando a obtenção de efeito terapêutico. suco de frutas. O medicamento foi suspenso. Circular o horário em azul e anotar o motivo na coluna da observação quando. O paciente está em jejum.22 25.

Seguro por não romper as defesas orgânicas. limão ou chá ou café. Quando o paciente está em jejum para cirurgias ou exames. digital. Via oral – é a administração de medicamentos pela boca. Vantagens Método simples de administração. Irritação gástrica. . não distante das refeições. Econômico por custarem menos. Salicilatos. corticóides.23 • • Xaropes devem ser administrados puros ou com leite quente. • • • ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA GASTRINTESTINAL É a via em que a absorção da droga ocorre no aparelho gastrointestinal. Contra-indicações Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes.Produzir efeitos sistêmicos após a absorção na circulação sangüínea. de maneira geral . irritam a mucosa gástrica e põem produzir náusea e vômitos. Desvantagens Paladar desgostoso. Devem ser servidos com leite e/ou durante as refeições . Em casos de vômitos. Antibióticos. O óleo de rícino ou outros óleos podem ser misturados com suco de laranja. Objetivos Obter efeitos no trato digestivo. Medicamentos que danifiquem o esmalte dos dentes devem ser administrados com o uso de canudinho. devem ser ingeridos somente com água. .

Certificar-se de que o paciente tenha deglutido o medicamento. Avaliação inadequada da absorção. no caso de clientes estar com dieta zero. 3. Material: conta-gotas. Informar o paciente o nome e a ação do medicamento. presença de SNG. 7. elixir. drágeas. 9. Verificar se o paciente não está em jejum. copos graduados ou colher. 8. 13. 2. Formas de apresentação Forma líquida (xarope. Prepara o material mantendo a prescrição medica próximo à bandeja. 4. via. outros). leito. 14. Esparadrapo ou etiquetas auto-adesivas). durante e após administração do medicamento. Efeito sobre os dentes. Diluir o medicamento se necessário Chamar o paciente pelo nome completo. cápsulas. Verificar as condições do paciente: condições de deglutição. 6.24 Uso limitado. 5. Checar o horário da administração do medicamento. Lavar as mãos. suspensão. 12. Lavar as mãos Identificar o paciente. outros). gaze. Forma sólida (comprimidos. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. emulsão. . perguntando seu nome completo. Anotar qualquer intercorrências antes. Colocar os medicamentos nos recipientes adequados com a respectiva identificação: nome do paciente. quarto. recipiente para medicamento sólido. pérolas. nome do medicamento abreviado (com fita adesiva. 10. pastilhas. Não pode ser administrado em cliente inconsciente. 11. fita adesiva. higiene das mãos. Procedimentos 1.

5 ml = 1 colher de chá d. b. 15 ml = 1 medida adulta f. Ao colocar o medicamento no recipiente. 9. Antes de prepara o medicamento certificar-se da dieta. 15 ml = 1 colher de sopa.: Sempre colocar o medicamento na tampa invertida do vidro ou em copos. devese preferencialmente diluí-lo para obtenção de dosagem correta. jejum e ou controle hídrico do paciente. Fazer limpeza do frasco de medicação e devolve-lo ao local apropriado. Os medicamentos à base de óleos devem ser administrados com outros líquidos de sabor agradável (sucos. Os medicamentos em pó devem ser dissolvidos.. certificando-se da graduação correta. em 15 ml de água. Cuidados importantes 1. 11. 7. 3. Ao manusear vidros com medicamentos líquidos. 8. . no máximo. 12. 5 ml = 1 medida infantil 5. 3 ml = 1 colher de café e. 6. colocar o rotulo voltado para a palma da mão para evitar suja-lo. Dissolver os medicamentos para os pacientes que apresentam disfagia (dificuldade na deglutição) Os medicamentos por via oral devem ser diluídos. 2. 10. Evitar mistura dos medicamentos em forma líquida. 4. oferecer mais água. por exemplo). O copo graduado tem as seguintes medidas (sistema caseiro): a. Após a ingestão deste. Quando não houver correspondência entre a dose prescrita e o comprimido disponível. nunca oferecer o medicamento ao cliente na sua própria mão. mantê-lo no nível dos olhos. Homogeneizar os medicamentos em suspensão antes de colocar no recipiente.25 Obs. 10 ml = 1 colher de sobremesa c.

Material: recipiente com medicamento. Não administrar por VIA ORAL porque o suco gástrico inativa a ação do medicamento. seringa de 20 ml. 3. a flatulência. 4. quando utilizada em cliente inconsciente ou incapacitado de deglutir. Fazer a desinfecção da extremidade da sonda antes e após a administração de medicamentos. . Introduzir lentamente o medicamento por sinfonagem.26 Via sublingual: nesta via os medicamentos são colocados sob a língua e absorção se dá nos vasos sanguíneos existentes no dorso da língua. gaze. Procedimentos 1. Fornecer água ao paciente para enxaguar a boca e remover resíduos alimentares. ou através de seringa. copo com água e cuba rim. desta forma. a fim de obter o efeito desejado. bolas de algodão com álcool.a fim de remover partículas aderidas na sonda e introduzir todo medicamento até o estômago. exceto quando contraindicado. espátula. Colocar o medicamento sob a língua do paciente e orienta-lo para não deglutir a saliva até dissolver o medicamento. Colocar o paciente em posição de fowler para evitar aspiração. 3. Certificar-se se a sonda está no estômago através da ausculta com estetoscópio e aspiração do suco gástrico. evitando desconforto para o paciente. Procedimentos 1. 4. 6. Material – estetoscópio. Via gástrica: É a administração do medicamento através da sonda gástrica. 2. utilizando bolas de algodão com álcool. Na introduzir ar evitando. A via sublingual possui ação mais rápida do que a via oral. copo graduado. Lavar a sonda com 10 a 20 de água ou soro fisiológico. 5. 2. recipiente para lixo. após a administração do medicamento. triturador.

7. Procedimentos . Via cutânea ou tópica: É a aplicação do medicamento na pele. através do ânus. adesivos. pomadas. Caso a sonda tenha a finalidade de drenagem. com o dedo indicador. recipiente para lixo. Procedimentos 1. Afastar a prega interglútea. luva de látex. e pedir ao paciente que o retenha por trinta minutos.27 7. para melhor visualização do ânus. Visando absorção através de poros até atingirem acorrente sanguínea. Via retal: É a introdução de medicamento na mucosa retal. 4. Material – gaze. numa profundidade correspondente ao dedo indicador. espátula. sob a forma de supositório ou clister medicamentoso. 6. 5. Material: gaze. Colocar o paciente em decúbito lateral ou SIMS expondo somente a área necessária para a introdução do supositório. Caso o paciente tenha condições de auto-aplicação. orienta-lo quanto ao procedimento. Pode ser aplicado por fricção à pele. Certificar-se de que o supositório realmente tenha sido introduzido. medicamento. Calçar a luva de látex para autoproteção. mantê-la fechada por 30 minutos após a administração de medicamentos. papel higiênico. com auxílio do papel higiênico. Envolver o supositório numa gaze. recipiente para lixo. 2. na forma de loções. cremes ou gel. Tem ação local ou sistêmica. Introduzir o supositório além do esfíncter anal delicadamente. 3. Orientar o paciente a respirar fundo ao introduzir o supositório. antissépticos. 8. medicamento.

Aplicar o medicamento massageando a pele delicadamente. proteger a mucosa nasal e tratar infecções. 3. eritema. Fazer a limpeza da pele com água e sabão antes da aplicação do medicamento. conta-gotas. recipiente para lixo. de modo que a cabeça fique inclinada para trás (cabeça em hiperextensão). retira-lo com auxílio da espátula. Com o objetivo de aliviar a congestão nasal. 5. fazer o teste de sensibilidade. Prepara o paciente. Desprezar uma gota de medicamento. 4. etc. Antes de aplicar a pomada. Via auricular: É a introdução de medicamentos no canal auditivo externo. Procedimentos 1. gaze. 6. Orientar o paciente quanto à manutenção da posição inicial por cerca de 03 a 05 minutos. Procedimentos 1. 4. Posicionar o canal auditivo no adulto da seguinte maneira: segurar o pavilhão auditivo e puxar delicadamente para cima e para trás. Desprezar a primeira porção da pomada. Paciente sentado: inclinar a cabeça para trás. Quando o medicamento for armazenado em recipiente. medicamento prescrito. se necessário (pele oleosa e com sujidade). b. Paciente em decúbito dorsal: colocar o travesseiro sob o ombro. Material: gaze.28 1. 3. edema. com o objetivo de prevenir ou trata processos inflamatório e infeccioso. 5. Observar qualquer alteração na pele: erupções. Via nasal: É a aplicação de medicamento na mucosa nasal. pruido. recipiente de lixo. Posicionar o paciente e lateralizar a cabeça. Facilitar a drenagem de secreção nasal. 2. . Facilitar a saída de cerúmen e corpo estranho. Material: frasco de medicamento. 2. a. Instilar o medicamento no canal auditivo sem contaminar o conta-gotas.

a fim de que o medicamento penetre profundamente na cavidade nasal. Instilar o medicamento nas narinas evitando que o conta-gotas toque a mucosa nasal. Antes da aplicação do medicamento. pomadas.Aplicar anestésico. sem tocar o conta-gotas ou o tubo de pomada na conjuntiva. 8. Via ocular: Consiste em aplicar medicamento. conta-gotas se necessário. Instruir o paciente para que permaneça nesta posição por 02 a 03 minutos. 3. 5. .29 2. Com o objetivo de diminuir a infecção vaginal. Afastara a pálpebra inferior com o dedo polegar – com auxílio da gaze – apoiando a mão na face do paciente. Procedimentos 1. . Preparar a paciente para cirurgias dos órgãos genitais. Com o objetivo de Combater infecção. deposita-la ao longo de toda extensão do saco conjuntival inferior. gaze. a fim de dispersar o medicamento. 3. Material: medicamento (pomada ou colírio). espumas ou lavagem vaginal. geléias. Pingar o medicamento no núcleo da conjuntiva ocular (porção média da pálpebra inferior). Solicitar ao paciente que feche as pálpebras e faça movimentos giratórios o globo ocular. Diminuir a congestão ocular. Via vaginal: Consiste em introduzir o medicamento na mucosa vaginal. Prevenir infecção vaginal. 2. no saco conjuntival inferior. Ao aplicar a pomada. 7. sob forma de colírio ou pomada. 6. Provocar midríase (dilatação da pupila) ou miose (constrição da pupila). recipiente de lixo. Evitar ulceração da córnea. Preparar o paciente colocando-o em decúbito dorsal ou sentado com a cabeça inclinada para trás. Pedir ao paciente que olhe para cima. 4. Remover o excedente do medicamento com a gaze. sob a forma de óvulos. Desprezar a primeira porção da pomada ou uma gota do colírio. remover secreções e crostas.

Colocar a paciente em posição ginecológica.30 Material – medicamento (óvulos e pomadas vaginais). 6. 10 cm aproximadamente. Colocar o óvulo ou a pomada vaginal no aplicador próprio. Obtenção de resultados mais seguros. Introduzir delicadamente o aplicador. aplicador próprio. 8. Desvantagens Dor. 4. 9. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA PARENTERAL Conceito – É a administração de um agente terapêutico pelas vias Intradérmica (ID). Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar – com auxilio de gazes. Lavar o aplicador com água e sabão ( o aplicador é de uso individual). ou uma seringa na qual adapta-se uma sonda uretral nº 4 ou nº 6. 5. recipiente para lixo. Retirar o aplicador e pedir que è paciente para que permaneça no leito. antes da aplicação. Procedimentos 1. e pressionar seu êmbolo. Fazer higiene íntima. gaze. Em caso de paciente VIRGEM: qualquer medicação via vaginal pode ser administrada utilizando-se ESPÉCULO DE VIRGEM. Subcutânea (SC). Intravenosa ou Endovenosa (IV ou EV). Vantagens Absorção mais rápida e completa. geralmente causada pela picada da agulha ou pela irritação da droga. Intramuscular (IM). 2. Maior precisão em determinar a dose desejada. 3. 7. Respeitar a privacidade da paciente cercando a cama com biombos. Em casos de engano pode provocar lesão considerável . Possibilidade de administrar determinadas drogas que são destruídas pelos sucos digestivos. se necessário.

com conseqüências microembolias locais ou gerais). É um acidente grave conseqüente da falta de conhecimento e habilidade do profissional (falta de aspiração antes de injetar a droga.lipotímia. ruborizada. podendo aparecer abscesso). hemorragias. hematomas. Requisitos básicos para a administração da droga As soluções devem ser absolutamente estéreis. óleos ou cristais de drogas em suspensão. paralisias. ou 2) sistêmicas (Esta infecção pode generalizar-se dando origem à infecção sistêmica – septicemia – provocada por microorganismos oriundos de um ou mais foco de infecção e multiplicação dos microorganismos na corrente sanguínea). Problemas que podem ocorrer na administração Infecções: Pode resultar da contaminação do material. ou à aplicação de pressão muito forte na injeção de drogas em suspensão ou oleosa. nódulos e . causando a rutura de capilares. Má absorção das drogas: Quando a droga é de difícil absorção. choro. impossível retirá-la. que fazem com que a droga não surta efeito. recusa do tratamento. Embolias: Resultam da introdução na corrente sangüínea de ar coágulos. Podem ser 1) locais (áreas avermelhadas. que causa lesão na pele ou ferimentos. equimoses. Podendo ser local ou geral. introduzir ar coágulos ou substância oleosa ou suspensões por vis IV. Uma vez administrada a droga.31 Devido ao rompimento da pele pode ocorrer o risco de adquirir infecção. intumescidas. isentas de substâncias pirogênicas O material usado na aplicação deve ser estéril e descartável. Traumas: Psicológico podendo ser: medo. A introdução de líquidos deve ser lenta. a fim de evitar rutura de capilares. O medo pode à contração muscular impedindo a penetração da agulha acarretando acidentes ou contaminação acidental do material. ou é injetada em local inadequado pode formar nódulos ou abscessos. dolorida. Fenômeno alérgicos: Aparecendo devido á susceptibilidade do índividuo ao produto usado para anti-sepsia ou ás drogas injetadas. da droga ou em conseqüência das condições predisponentes do cliente (mal estar geral e presença de focos infecciosos). podendo ser decorrentes de agulhas romba ou de calibre muito grande. tensão. O traumas tissulares são de etiologias diversas. dor parestesias.

Posição da agulha – A agulha é inserida na pele formando ângulo de 15º ou paralela à superfície da pele. Fazer anti-sepsia da pele. Cuidados gerais Lavar as mãos. escapular. desconhecimento dos locais adequados para diversas aplicações. falta de rodízio dos locais. Explicar ao paciente quanto ao procedimento. Utilizar técnica asséptica no preparo a fim de minimizar o perigo de injetar microorganismos na corrente sangüínea ou nos tecidos. Material Seringa de 1cc Agulha 13x3. Utilizar o método de administração corretamente. para testes cutâneos.5. Locais onde há pouca pilosidade e pigmentação.32 necroses. inserção inferior do deltóide. Áreas de aplicação – Face interna do antebraço. 8 ou 4. Manejar corretamente o material esterilizado.5 ml. . Volume máximo permitido é de 0. A inserção da agulha deve ser somente o bisel. A droga é injetada. onde o suprimento sangüíneo é reduzido e a absorção ocorre lentamente. Etiqueta de identificação. causado por técnica incorreta. Via intradérmica (ID) Conceito – É a introdução de pequena quantidade de medicamento na derme. dessensibilazação e imunização (BCG). geralmente.

Retirar a agulha sem fazer compressão no local. Posição da agulha – O ângulo depende da quantidade de tecido subcutâneo. A agulha de 13x3. Aplicar lentamente o medicamento. lentamente . região glútea. às articulações e ao umbigo. quando injetada por esta via. região periumbilical. Em geral. Administra somente de 0. 2. Introduzir a agulha com impulso. Injetar o medicamento.5 a 1 ml de medicamentos. Introduzir somente o bisel. e flanco direito ou esquerdo. Procedimentos 1. 3. Fazer anti-sepsia ampla da pele. 5. Evitar aplicação próxima à região inguinal. voltado para cima. a agulha 25x6 é inserida na pele formando ângulo de 45º. 4. na cintura e na linha mediana do abdome e face anterior do antebraço (insulina). 2. 3. região escapular. Esticar a pele com auxílio dos dedos polegar e indicador. levemente. face externa da coxa. sob a epiderme. . Via subcutânea (SC) Conceito – É a introdução de uma droga no tecido subcutâneo ou hipoderme. local de aplicação e do comprimento da agulha. pois o objetivo é retardar a absorção da droga que. pode provocar fenômenos alérgicos graves dependendo das condições do cliente. Em seguida. para facilitar a introdução da agulha. sem friccionar a pele. Áreas de aplicação – Face externa do braço.33 Procedimentos 1. 6. até a formação da pápula. 5. Fazer anti-sepsia ampla no local. tracionar o êmbolo para certificar-se de que não tenha atingido um vaso.8 é inserida perpendicularmente à pele ou em ângulo de 90º. Retirar agulha fazendo leve compressão do local. Fazer uma prega na pele com os dedos polegar e indicador. 4. É indicada para drogas que não necessita ser rapidamente absorvidas (absorção mais lenta que a via IM e EV).

Obs. quantidade de tecido. ou a droga ser injetada no tecido subcutâneo. Posição da agulha – A inserção da agulha deve ser perpendicular à pele. Mudar diariamente o local de aplicação (insulina). Depois da via EV é a mais rápida de absorção devido a maior vascularização deste tecido. ou formando ângulo de 90º.34 7. A quantidade a ser administrada não deve ultrapassar 05 ml. DORSO GLÚTEO (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) . a fim de evitar o risco de lesar as fibras musculares. GLÚTEO Observar o local de introdução da agulha para evitar lesão do nervo ciático. responsável pela motricidade dos membros inferiores. Locais utilizados DELTÓIDE A aplicação do medicamento deve ser na parte mais volumosa de massa muscular. Áreas de aplicação – A seleção de uma região para injeção intramuscular depende de vários fatores: idade. Via intramuscular (IM) Conceito – É a introdução de medicamentos nas camadas musculares. A localização correta é importante para não lesar o nervo radial.: A posição do bisel da agulha na via subcutânea é indiferente. natureza do medicamento e estado da pele.

ou vice-versa. sem hesitar.35 Para evitar lesar o nervo ciático: divide-se a nádega em quatro partes. . e outra que vai das últimas vértebras sacrais à parte superior da articulação coxofemoral A injeção é feita no quadrante superior externo. 4. Aplicar com um único impulso. toma-se uma linha que vai da crista ilíaca posterior à borda inferior da nádega. Acidentes na aplicação de injeção intramuscular Abscesso. Tracionar o êmbolo até retornar as bolhas de ar. dores tardias. Posicionar o bisel da agulha seguindo o sentido da fibra muscular para minimizar lesão das mesmas. local livre de vasos e nervos importantes. coloca-se a mão esquerda no quadril direito. 3. 6. COXA – MÚSCULO LATERAL DA COXA Aplica-se no terço médio externo da coxa. prevenindo irritação subcutâneas ou manchas pelo gotejamento da solução no trajeto da agulha. Aplicação em Z ou com desvio: É usada para evitar o refluxo da medicação. VENTROGLÚTEO OU HOCHSTETTER (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) Esta região é indicada para crianças ou adultos. Para localização correta. lesões nervosas. Fazer anti-sepsia ampla. afastar os demais dedos formando um triângulo e aplicar no meio deste. pois não há vasos e nervos importantes. Procedimentos 1. Puxar a pele ou o tecido para um dos lados e manter assim até o fim da aplicação. 5. apoiando o dedo indicador sobre a espinha ilíaca ântero-superior e a palma voltada sobre a cabeça do fêmur. para diminuir o desconforto. Injetar o medicamento lentamente. e tem pouco tecido adiposo. 2. necrose de tecido. Fazer massagem no local após aplicação.

por sofrerem a ação dos sucos digestivos ou por serem irritantes para tecidos. dorso da mão e antebraço. Administração de drogas contra-indicadas pelo VO. Administração de grandes volumes de solução em casos de desidratação. Áreas de aplicação – Veias superficiais de grande calibre da região cubital (cefálica. hemorragias e cirurgias. Condições da droga: sem precipitação. Garrote Toalha. Retirar a agulha e só então liberar a mão não dominante. inserir a agulha. IM. Agulhas Algodão e álcool à 70%. deixando o tecido SC e a pele voltar ao norma. diluição correta. Finalidade Obter efeito imediato do medicamento. papel toalha.36 Com a outra mão. Efetuar NPP Instalar terapêutica com sangue. SC. aspirar com a ajuda dos dedos polegar e indicador e empurrar o êmbolo com o polegar. Posição da agulha – Ângulo de 15º ou paralelo à pele. sem flocos. estéril. Material Bandeja contendo seringa de preferência de bico lateral. mediana e basílica). Via intravenosa (IV) ou Endovenosa (EV) Conceito – É a introdução do medicamento diretamente na corrente sangüínea. . choque.

flebite e tromboflebite.: Para facilitar o aparecimento de veia pode-se utilizar os seguintes recursos: aquecer o local. Aplicar a droga. pedir ao paciente que faça movimentos com as mãos. choque. equimose. Fazer antissepsia ampla obedecendo o retorno venoso. fazer massagem no local. 7. 4. Acidentes na aplicação de injeção por via endovenosa Infiltração. embolia. Obs. Posicionar o bisel da agulha voltado para cima. inflamação local e abscessos. 2. Refluindo o sangue. Luva de procedimento. 8. desconectar o equipo do sóror e conectar a seringa com a medicação tendo cuidado para não contaminar o equipo. Aplicações de medicações EV em paciente com soro: A aplicação através de borrachinha deve ser evitada. Retirar a agulha fazendo compressão no local. . Procedimentos 1. Saco para lixo. hematoma. com o braço voltado para baixo. soltar o garrote. 3. 5. Devendo-se usar equipos com infusor lateral ou na falta deste dispositivo. esclerose da veia. Garrotear 4 cm acima do local escolhido para punção a fim facilitar a visualização e seleção das veias. sem friccionar a pele. Calçar as luvas. 6. Fixar a veia e esticar a pele com auxilio do dedo polegar. lentamente. aumentando assim o fluxo sangüíneo. Puncionar a veia.37 Etiqueta de identificação. observando a reação do paciente.

Colocar o frasco de soro no suporte. Desinfetar o gargalo e o bico do frasco de soro com algodão embebido em álcool. Fazer o nível da câmara gotejadora e do equipo e retirar todo o ar do mesmo. em quantidade relativamente grande. equipo de soro. Identificar o soro. 8. 4. Conectar escalpe ou agulha na extremidade do equipo e retirar o ar. 14. tesoura estéril. Orientar o paciente quanto ao procedimento. escalpe ou agulha. Procedimentos 1. Cortar o bico do frasco de soro com tesoura estéril. distantes de articulação para evitar que com o movimento transfixe a veia. Lavar as mãos. Colocar escala de horário no frasco de soro. tesoura limpa. Abrir o pacote do equipo de soro. 11. 3. Abrir a presilha do equipo imediatamente e certificar-se de que a agulha esteja dentro da veia. esparadrapo ou adesivo antialérgico. recipiente com bolas de algodão embebido em álcool. 13. Puncionar a veia conforme as inscrições para injeção endovenosa. 15.Puncionar veias que estejam. Levar todo o material na unidade do paciente.38 VENÓCLISE Conceito – É a infusão de solução dentro da veia. Em seguida. 2. 12. . fechar a presilha. Repor líquidos. identificação de soro. Preparar o material. 5. Material: frasco com solução prescrita. recipiente para lixo. Manter equilíbrio dos eletrólitos. 9. Objetivos: Manter veia para medicação. garrote. 7. 10. 6. Administrar nutrientes. Conectar o equipo no frasco de soro.

18. de rótulo de soro: Nome: Manoel Silva Soro glicosado à 5% Início: 08 horas Término: 16 horas Gotejamento: 21 gts/min Data: 08/02 Iniciais de quem preparou Enf. Caso haja dificuldade em puncionar a veia.05 500ml Cuidados importantes 1. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 5. Controlar rigorosamente o gotejamento de soro para evitar desequilíbrio hidroeletrolítico. 6. 8. observando a presença de edema. 9. 17. Se a punção venosa for próxima de uma articulação aconselha-se o uso de tala para evitar transfixação da veia pela agulha. Verificar a infusão em intervalos regulares para manutenção do volume do fluxo.39 16. 4. anotar a freqüência e o motivo. 19. abaixar o frasco de soro a níveis inferiores ao do local da infusão. Observar o local da punção venosa freqüentemente. Manter o equipo sem bolhas de ar. Lavar as mãos. Controlar o gotejamento do soro conforme a prescrição médica. Fixar a agulha ou escalpe com esparadrapo. 20. rubor. Caso modifique a altura do frasco. 7. 3. 2. Evitar punções venosas em veias localizadas nas articulações. controlar o gotejamento do soro para manter o fluxo constante. . Ocorrendo retorno de sangue constata-se que a agulha está dentro da veia. Para verificar se a agulha está dentro da veia. Anotar na prescrição médica: horário de início do soro e checa-lo. infiltração de soro e queixas do paciente.: 03 1. Ex.

término. 12. bastando compara o seu nível com a marcação no horário da fita.40 10. Sempre que possível iniciar a punção das veias pelas extremidades do membro superior. rubrica.3 T = tempo em horas Como deveríamos fazer a fita de horário. recipiente para lixo. A identificação de soro deve conter os seguintes dados: nome. leito. 11. início. Para fazer o cálculo em microgotas é só seguir a formula: Nº microgotas/min = V/T Podemos fazer cáculo do número de microgotas de uma outra maneira como uma gota é igual a 3 microgotas. dividir a fita em 6 partes iguais. benzina ou éter. Cálculo de gotejamento Para fazer o cálculo em macrogotas é só seguir a fórmula: Onde: V = volume em ml Nº de gotas/min = V/T. 1ml = 20 gotas 20 gotas = 60 microgotas. recipiente com bola de algodão embebido em álcool. atrasado ou no horário. À medida que o soro vai sendo infundido será possível verificar se ele estará adiantado. tira de esparadrapo. para controlar o volume infundido? Marcar na fita o inicio e o fim da infusão do soro.medicação. Procedimentos . data. enfermaria. números de gotas. então temos: Nº de microgotas = nº de gotas x 3 Retirada de venóclise Material: recipiente com bolas de algodão seco. Pacientes que deambulam devem ser orientados para manter o frasco elevado com gotejamento contínuo.

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1. 2. 3. 4. 5. 6.

Lavar as mãos. Orientar o paciente quanto ao procedimento. Prepara o material. Fechar a presilha do equipo. Descolar o esparadrapo com bolas de algodão embebido em benzina. Comprimir o local junto ao escalpe ou agulha com algodão embebido em álcool e retira-lo. Pressionar o local, de onde foi retirada a agulha ou escalpe, até obter a hemóstase. a. O algodão com álcool não deve ser friccionado. b. Se necessário, promover a hemostasia utilizando uma tira de esparadrapo.

7. 8. 9.

Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos. Anotar na prescrição: horário e procedimento.

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ANEXOS

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Solução glicosada a 5% (SG 5%).44 ASSIMILAÇAO FISIOLÓGICA DAS SOLUÇÕES SALINAS SALINAS 1. TIPOS DE LÍQUIDOS: ISOTÔNICO – uma solução com a mesma pressão osmótica do plasma. glicose sanguínea).2%. de uma região com pequena concentração para outra com concentração maior de solutos (por exemplo: íons sódio. . Solução glicosada em 2. O resultado final é a diluição e o equilíbrio entre os compartimentos intracelular e extracelular. Plasma d.7%. a.45%. a. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. Solução fisiológica a 0. de maneira a restabelecer o equilíbrio intracelular e extracelular. 2. a. Solução fisiológica a 0.9%. 0. no sentido de restaurar o equilíbrio osmótico.45%. Ringer com lactato. neurônios. Componentes do sangue i. Solução fisiológica a 0. PRINCIPIOS: As células (por exemplo.5% em soro fisiológico a 0. b. c.9%. as células se expandirão ou incharão. Albumina a 5% ii. critrócitos) são envolvidas por uma membrana semipermeável. as células encolherão. A pressão osmótica é aquela que “puxa” água através da membrana semipermeável das células. HIPOTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica inferior à do plasma. b. A administração desta solução geralmente dilui a concentração de soluto do plasma e força a passagem de água para as células. c. HIPERTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica maior do que a do plasma. A administração deste líquido aumenta a concentração de soluto no plasma.

e. f. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. lactato). algumas calorias (Na+. Sangue total e seus componentes.45 b. fração protéica plasmática a 5% (Plasmanato). c. Isotônica balanceada – água. g. Solução glicosada a 10%. hetamido (Hespan). Mg++. K+. d. eletrólitos. Ca ++. e. b. (exercem maior pressão oncótica. Albumina a 25%. . Solução glicosada a 20%. Solução fisiológica a 3% e 5%. Soluções Salinas – água e eletrólitos (Na+. Expansores do plasma – albumina. COMPOSIÇÃO DOS LÍQUIDOS: a.). d. Glicose a 5% em Ringer lactato.gluconato). Hiperalimentação parenteral – água. Soluções glicosada – água glicose e calorias. aminoácidos e calorias. f. Ringer lactato – água e eletrólitos (Na+. dextran. puxando o líquido do interstício para a circulação e aumentando temporariamente a volemia). Cl. Cl-. c. K+.45% (apenas levemente hipertônica porque a glicose é rapidamente metabolizada e só produz uma pressão osmótica temporária). g. Cl. eletrólitos.

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São naturalmente. A. 1. somente uma fração de uma dose de adulto. REGRA DEYONG: DOSE INFANTIL = I.: Um exemplo simples para cálculo de dose de medicamento é feito com a regra de três. X D. C + 12 IC = IDADE DA CRIANÇA EM ANOS DA = DOSE DO ADULTO 12 = CONSTANTE DA FÓRMULA . C.53 CÁLCULO DE DOSE DE MEDICAMENTOS CÁLCULO DE GOTEJAMENTO: GT = VT TX3 T = VT 3XGTS VT = VOLUME TOTAL T = TEMPO EM HORAS 3 = CONSTANTE DA FÓRMULA GT = V X 20 Nº DE MINUTOS OBS. FRIED E CLARCK. CÁLCULO DE DOSES INFANTIS: As doses infantis podem ser calculadas pelas regras de YOUNG. As doses infantis são baseadas na idade ou peso.: Nº DE MICROGOTAS X3 GT = GOTEJAMENTO 20 = CONSTANTE DA FÓRMULA (1ML = 20 GOTAS) OBS.

lê-se: 25. 0. debe-se aspirar a seguinte unidade em ml. 0.5 ml 2.54 REGRA DE FRIED: A regra de Fried é usada para calcular a dose de bebês com menos de um ano.2 ml c.4 ml e. Para administrar-se 1.1 ml b.1% Vit. C Complexo B 400 ml 20 ml 10 ml 5 ml 3 ml Em um período de 6 horas. . a. 0. No rótulo de liquemine. DOSE INFANTIL IC (EM MESES) X DA 150 IC = IDADE DA CRIANÇA EM MESES DA = DOSE DO ADULTO 150 = CONSTANTE DA FÓRMULA REGRA DE CLARCK = DI = PESO (KG) X DA 70 DA = DOSE DO ADULTO DI = DOSE INFANTIL 1.3 ml d. 0.000 U cm 5 ml. Devemos administrar o seguinte soro: SG5º/ Nacl 30% Kcl 19.000 U. 0. Quantas gotas deverão correr por minuto? Considerando o equipo macrogotas).

0 ml.1% 10 ml em 8 horas (microgotas). ela deverá administrar. d.SERINGA PRESCRIÇÃO ------------------------. sabendo-se que na enfermaria há somente seringa de 1 ml. 4. f.000 UI em 50 ml de SF 0. Calcule o nº de gotas/min.0 ml d. mas temos disponível insulina de 80 U. a.5 ml e. via intramuscular. e. SG 5% 300ml + SF 0.7 ml.X .4 ml b.5 ml d.3 ml c.0 ml 5. 0. Foi prescrito 16 U de insulina. 2. Obs. 0. 1000 ml de SG 5% em 8 horas (microgotas). 0.: FRASCO U --------------------------.9% 100 ml em 12 horas (macrogotas).9% correr em 30 minutos.7 ml c. SG 5% 500 ml + Nacl 30% 20 ml + Kcl 19. Penicilina cristalina 50. (macrogotas) b. c. Gramicina 10 mg cm 20 ml de SF 0. de 6 em 6 horas. 2. a.2 ml e. 3. Um paciente precisa receber ampicilina sódica 500 mg. 0. A enfermeira dispõe do medicamento em frasco de 1 grama em pó e do diluente cm ampla de 3.5 ml b. Das seguintes prescrições médicas: a. 1.9% correr em 30 minutos (macrogotas). 0. qual será o volume aspirado para fazer a dose prescrita. 500 ml de SG 5% em 8 horas (macrogotas). 1. Para atender a dose prescrita.55 3.

Correlacione os acidentes que podem ocorrer na aplicação de injeção endovenosa. d. 9. No preparo de medicamento injetável IM e/ou EV utilizando frasco (pó). após a diluição. Referente ao enunciado anterior. edema. Infiltração. Edema infiltração. edema. Embolia d. hemorragia e congestionamento da face. cianose. b. Erro da via de administração d. c. Utilizar a mesma agulha no procedimento. edema de glote e hemorragia. b. a. Infiltração e tremores. Identificar a seringa e adaptar a agulha 40X6. hiperemia. c. hemorragia e necrose no ponto de inoculação. Injeções que seguem rotatividade dos músculos c.) 53421 b) 45132 c) 52134 d) 34521 ( ( ( ( ) Presença de coagulo sanguíneo ou medicamento oleoso na )Rompimento da mesma veia ou aplicações de substâncias ) Hipersensibilização à droga ) Presença de bactéria na solução luz do vaso irritante. Injeções repetidas no mesmo local b. Erro na dose de administração. Utilizar agulha 13X3.8. Hematoma e. o fenômeno ocorre devido a não absorção do antígeno. O fenômeno de Arthus é uma reação provocada por: a.56 6. d. o que ocasiona: a. a enfermagem deve: a. . Choque pirogênico. dilatação dos vasos. Choque anafilático c. b. Flebite a. 7. 8. Infiltração. Trocar a agulha após o preparo e identificar a seringa.

restando apenas 400 ml a ser infundido. após verificar o prontuário.57 10. Introduzir a agulha vagarosamente e injetar o líquido rapidamente. quanto deverá ser dado a uma criança que pese 20 quilos? 15. O enfermeiro recebeu o plantão ás 19 horas e. Quantos ml devemos aspirar. Um bebê de 6 kg precisa tomar uma dose de acetato de cortisona. Realizar rodízio de locais b. do paciente dôo L 01. A dose adulta de biontal é 2. Foi prescrito Keflin 120 mg EV 6/6horas. Se a dose adulto de certa droga é 1 cc. Qual o gotejamento que deve ser colocado para essa infusão permanecer até as 7:00 hs do dia subseqüente? 14. utilizando as seguintes técnicas exceto: a.0 g para dose de manutenção. Foi prescrito Teinam 250 mg EV 6/6horas. Qual deverá ser a dose para a criança? . Podemos reduzir a dor nas injeções. Deixar pequena bolha de ar na seringa d. Quantos ml devemos aspirar? 12. 11. E temos disponível Teinam 500 mg fr/amp para diluir em 20 ml. Injetar solução vagarosamente c. 13. Qual será a dose de biontal para uma criança de 12 anos? 16. Temos no posto Keflin 1g para diluir em 10ml. observa que o mesmo encontra-se na sexta e última fase de soro. A dose adulta é 150 mg.

digoxina b. Todas estão corretas. d. b. . Potentes antinflamatórios e antialérgico. c. Os corticosteróides são: a. Utilizados na anafilaxia. Imunossupressor. Heparina e. Um paciente foi atendido com uma crise de asma. o medicamento que deve ser prontamente providenciado é: a. Aminotilina c.58 17. Dolantina d. Insulina 18.

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. ou colecistectomiu (não e inflamação • Condições assépticas. • Risco de infecção de 7 a 8% bacteriana ou são de • Risco de infecção 1 sem respiratório. órgãos não população CARACTERÍSTIC IAS • Sem sinais EXEMPLO AS/CIRCUNSTÂNC S de Mastectomia. a 2% • Sem processo inflamatório.76 CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS QUANTO A SUA CAUSA (SITUAÇÃO EM QUE FORAM RODUZIDAS: CIRÚRGICAS. gastrectomia. pequena quebra na a. • Condições Assépticas técnica. geniturinário. sinais de Apencidectomi a supurado). TRAUMÁTICAS E ULCERATIVAS) SEGUNDO O RISCO DE INFECÇÃO AS FERIDAS CIRÚRGICAS PODEM ESTAR EM 4 CATEGORIAS: FERIDAS CIRÚRGICAS LIMPAS: manipulados contém fácil descontaminação. POTENCIALMEN TE CONTAMINADAS : Envolvem do a trato abertura digestivo. cirurgia cardíaca neurológica précontaminação.

20%. de abscessos. • Corpo estranho ou contaminação fecal.drenagem • Trauma penetrante há empiema. INFECTADAS: Realizadas em tecidos com processo infeccioso já instalado no momento da cirurgia • Presença de secreção Apendicite purulenta.77 CONTAMINADAS: Pelas circunstâncias que a provocaram. • Feridas cronicamente. . existente. possuem maior probabilidade de altas cargas bacterianas. emergência. • Infecção clínica Pré. • Risco de infecção supurado. mais de 4horas. CARACTECRISTICAS/ CIRCUNSTÂNCIAS EXEMPLOS de • Grande desvio da técnica Cirurgias estéril. há menos de 4 horas. fluido gástro-intestinal. penetrante intestino • Grande derramamento de trauma abdominal • Lesão traumática exposta envolvendo por abertas (ferimento arma branca ou de • Risco de infecção de 15 a fogo).

HIDRATAR. HIDROCOLÓIDE. HIDROCOLÓIDES. COBRIR. PREVENIR PROMOVER GRANULAÇÃO. (SOMENTE FERIDAS EXSUDATO). LIMPAR. PROTEGER. ISOLAR. PROTEGER. INFECÇÃO. ABSORVER. COBRIR. GRÂNULO PASTA. HIDRATAR. ESTÁGIO II COBRIR. ABSORVER. ISOLAR. HIDRATAR. PARA COM • DE • • HIDROCOLÓIDES ALGINATO CÁLCIO ( EXSUDAÇÃO). TENDÃO. (MÚSCULO.78 VARIEDADES DE COBERTURAS DE FERIDAS PELE AVERMELHADA NÃO ROMPIDA ESTÁGIO I COBRIR. LIMPAR. ALGINATO CÁLCIO. ALGINATO CÁLCIO. DE E DE PELE. • ESPUMA DE POLIURETANO DE CAVIDADE. DE COM • • PERDA BOLHAS DE PELE. . • • • SPRAY GEL PELÍCULAS TRANSPARE NTES. PROMOVER GRANULAÇÃO. ISOLAR. PREVENIR INFECÇÃO. • • • PELÍCULAS TRANSPARENTES. ABSORVER. ESTÁGIO III PROTEGER. OU PERDA DE PELE PERDA OSSO) ESTÁGIO IV PROTEGER.

porém. da utilização desses tratamentos. estão a bolsa de gelo. daí seu emprego em dores pós-traumaticas. Dentre as aplicações frias mais comuns. o calor tem como principal ação provocar a vasodilatação no local em que é aplicado. Normalmente é utilizado nos hospitais para facilitar as punções venosas. as compressas geladas. como soros e sangue. as compressas com álcool + éter. produzindo analgesia. alem de avaliar a integridade da parte do corpo em questão. tendo como conseqüência a maior irrigação sanguínea. o profissional precisa compreender as reações de um organismo normal às variações da temperatura local. pode proporcionar benefícios terapêuticos. e ainda para facilitar a reabsorção de líquidos extravasados. provocando a dilatação das veias. quando corretamente empregados. Antes. Também têm a propriedade de produzir vasoconstricção e por isso são empregadas para interrupção de hemorragias.79 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE TERMOTERAPIA E CRIOTERAPIA Introdução Desde de a antiguidade. o calor e o frio são usados como coadjuvantes em diversos tratamentos e situações. No corpo humano. Terapia com Calor e Frio A aplicação local de frio e calor a uma parte lesada do corpo. determinar a habilidade do paciente em sentir as variações de temperatura e assegurar o funcionamento correto do equipamento. auxiliando sobremaneira na hemostasia em diversas situações de socorrismo e em intensivismo. O profissional é legalmente responsável pela administração segura de todas as aplicações de calor e frio. O calor e o frio. pois quando aplicado em regiões mais vascularizadas. os banhos com álcool e os banhos frios. muito nos auxiliam através de suas várias propriedades. . As aplicações frias agem sobre as terminações nervosas periféricas. O frio também tem ação antitérmica. facilitando a visualização das mesmas. baixam a temperatura do corpo pelo esfriamento gradual.

retarda a supuração de abscesso. raios infravermelhos. Reações sistêmicas ocorrem através de mecanismos de perda de calor ou de mecanismos que promovem sua conservação e produção de calor. tempo de aplicação e local onde é aplicado. A temperatura normal na superfície da pele é de 34ºC. O corpo humano pode tolerar amplas variações de temperatura. vapor. As reações locais ao calor e ao frio ocorrem através do estímulo das terminações nervosas da pele. A habilidade de adaptação do corpo cria o maior problema na proteção dos pacientes contra lesões resultantes de extremos de temperatura. de acordo com a temperatura. Modernamente. encontrando alívio após a sua aplicação. forno de Bier) ou úmida (compressas ou cataplasma). diminui a dor local. O calor age estimulando ou acalmando. as aplicações elétricas. bolsas elétricas e duchas. É um dos tratamentos mais antigos e os pacientes recebem-no muito bem. calor em grau mais elevado facilita a circulação. são empregadas com bons resultados. . cabe ao profissional conhecer os pacientes com maior risco de lesões provocadas pela aplicação de calor e frio como mostra o quadro 1. água fria ou quente. aparece a dor. compressa. Reações corporais ao calor e ao frio A exposição ao calor e frio pode provocar reações tanto sistêmicas quanto locais. além dos raios solares. pela dilatação dos vasos sanguíneos e diminui a dor local. sensíveis à temperatura. mas os termorreceptores normalmente se adaptam rapidamente a temperaturas locais entre 45ºC e 15ºC. Quando as temperaturas locais ultrapassam esses limites. O frio diminui a circulação pela contração dos vasos sanguíneos.80 As aplicações externas de calor e de frio têm por objetivo ajudar as funções naturais do corpo. São utilizados de forma seca (bolsa de água quente ou fria. o estímulo quente excessivo produz uma sensação de dormência antes do aparecimento da dor. Calor moderado relaxa os músculos.

Reduzida percepção de estímulos sensoriais e dolorosos. A escolha da terapia de calor ou frio depende das reações locais desejadas para a cura da lesão. Infecção altamente localizada.sensoriais ou dolorosos. Os tecidos subcutâneos ou vicerais são mais sensíveis às variações temperatura. diabetes arteriosclerose) Confusão ou inconsciência Lesão na medula espinhal Abscesso apêndice no dente ou Extremidades do corpo menos sensíveis a estímulos de no tecido local.81 Quadro 1 Condições que Aumentam o Risco de Lesão pela Aplicação de Calor e Frio Condição Pessoas muito jovens ou muito idosas Feridas abertas. ex.já a exposição prolongada da pele ao frio resulta em um reflexo de vasodilatação. ou temperatura e dor devido ao comprometimento circulatório e lesões formação de cicatriz Fatores de Risco Camadas de pele mais finas nas crianças aumentam o risco de queimaduras. O calor é geralmente muito terapêutico. Áreas com edema ou Reduzida sensibilidade aos estímulos de temperatura devido à pouca espessura das camadas de pele. Alterações nas vias nervosas prevenindo a recepção dos estímulos . a aplicação de frio comprometeria ainda mais o fluxo sanguíneo. a aplicação de calor pode provocar ruptura coma disseminação sistêmica de microorganismos. os idosos apresentam reduzida sensibilidade à dor. fissura na pele. em função da formação de líquidos ou cicatrizes. esses tecidos também não dispõem de termorreceptores e apresentam pouca quantidade de receptores para Efeitos local do Calor e Frio Os estímulos de calor e frio criam reações fisiológicas diferentes. Doença vascular periférica (p. Fatores que influenciam a tolerância ao Frio e ao Calor A reação do corpo às terapias de calor e frio depende de vários fatores: . estomas de dor. melhorando o fluxo sanguíneo em uma região lesada do corpo.

flebites e soroma. tornar os exsudados mais fluidos. cobertor elétrico e bolsa de água quente. aliviar a dor. Duração da aplicação. mas o risco de lesões também é elevado. Idade e condições físicas. As aplicações quentes têm como finalidade à supuração. relaxar os tecidos e aumentar a temperatura. O calor geralmente acelera as reações químicas e. acelerar a cicatrização. contraturas . artralgias reumáticas. o metabolismo geral e local. Área da superfície do corpo. traumatismos (após 24 horas). O corpo reage melhor a ajustes menores de temperatura. compressas e embebição. 3. Parte do corpo. 6. A aplicação quente pode ser de duas formas: a úmida que inclui o emprego de banho. Lesões da superfície do corpo. a superfície interna do pulso e antebraço e as regiões do períneo são mais sensíveis às variações de temperatura. Os mais jovens e os mais idosos são mais sensíveis ao calor e ao frio. 5. a tolerância a extremos de temperatura é alta. pode-se demonstrar as vantagens e desvantagens de aplicações úmidas e aplicações secas. cataplasmas. fascites. Uma pessoa tem maior capacidade de tolerar exposições de curta duração a extremos de temperatura. Os pés e as palmas das mãos são menos sensíveis. almofada elétrica. Se a s condições físicas de um paciente reduzem a recepção ou percepção de estímulos sensoriais. e a seca que também inclui o emprego de raios infravermelhos. aumentar a circulação. Está indicado no tratamento e fraturas. 4. O pescoço. porquanto este ultimo é devido em grande parte a reações químicas. 2. torcicolos. APLICAÇÕES QUENTES As aplicações quentes são indicadas com freqüência para envolver os membros inferiores em casos de flebite e superiores quando há traumatismos resultantes de punções venosas. em conseqüência. As camadas expostas da pele são mais sensíveis èas variações de temperatura. mialgias. furunculoses e abscessos. Temperatura prévia da pele.82 1. distenções e entorses (após 24 horas). Uma pessoa é menos tolerante a alterações de temperatura em uma grande área do corpo. De acordo com o quadro 2.

hemorragias. miosites. por exemplo. transpiração e perda insensível de líquido Aplicações Secas O calor seco representa menor risco de queimar a pele que as aplicações úmidas. rinite. também deve estar atento as inúmeras contra-indicações na hora de fazer as aplicações quentes como. tempo. pacientes com feridas cirúrgicas. fibrosites. A exposição prolongada pode provocar maceração da pele. dentre outras diversas indicações. Vantagens e Desvantagens das aplicações Úmidas e Aplicações Secas Vantagens Aplicações Úmidas A aplicação úmida reduz o ressecamento da pele e amoloce o material de exsudação da ferida Compressas úmidas se ajustam melhor à região do corpo sob tratamento. O profissional de enfermagem. lesões abertas. sinusite. ressecamento da pele. febre alta. áreas anestesiadas. tendinites. ou banho parcial de água quente. traumatismo agudos. Quadro 2. rigidez pós-imobilização. O calor úmido aquecido não provoca calor. tumores malignos. O calor seco mantém a temperatura por mais profundamente nos tecidos. O calor úmido esfria rapidamente devido à evaporação da umidade. também o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos e a . dentre outras. pois não sofre influência da evaporação. O calor úmido cria maior risco de queimaduras da pele pois a umidade conduz Desvantagens Procedimento: aplicação de Calor Úmido Trata-se de aplicar compressas de água quente. O calor úmido penetra profundamente nas camadas de tecidos. da pele. Serve como analgésico e vaso dilatador local.83 musculares. Favorece. O calor seco aumenta a perda de líquidos As aplicações de calor seco não penetram O calor seco provoca aumento de A aplicação seca não provoca a maceração corporais através da sudorese.

almofadas ou mantas elétricas. ajudar a cicatrização. Indicações de procedimento Em abscessos. aumentar o peristaltismo. ajuda à reabsorção de edemas. favorecer o relaxamento e o bem estar do adulto e da criança e em caso de hipotermia. eleva a temperatura corporal. em caso de hipotermia. ajudar a cicatrização aumentar o peristaltismo.para diminuir exsudatos. eleva a temperatura corporal. Material necessário Compressas Panos Recipiente para água quente Toalha pequena Toalha de banho Protetor para a cama Termômetro. Serve como analgésico e vasodilatador local.84 eliminação de resíduos. favorecer o relaxamento e o bem-estar do adulto e da criança. com a diatermia. para diminuir exsudatos. Procedimento: Aplicação de Calor Seco Trata-se da aplicação de bolsas de água quente. a eliminação de resíduos. ajuda à absorção de edemas. Material necessário Bolsa de água quente Almofada elétrica Manta elétrica . e outros métodos não citados neste manual. Favorece o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. é um relaxante muscular e favorece a sedação. é um relaxante muscular e favorece a sedação. Indicações do procedimento Em abscessos.

acontecerá uma mudança local ou sistêmica da temperatura tissular. para diminuir a dor ou a inflamação. Material necessário Compressa Panos Recipiente para água fria Toalha pequena Toalha de banho Protetor para cama . As reações ao frio modificam-se pela forma e duração da aplicação. Os profissionais de enfermagem devem ficar atentos as contra-indicações no momento de fazer a aplicação fria. dentre outras. para baixar a febre. Serve como anestésico e vasoconstritor local. O frio é aplicado ao organismo visando efeitos sistêmicos e locais. Existem dois tipos de aplicação fria: aplicação fria úmida e aplicação fria seca. entorses e no caso de hipertemia. controlar as hemorragias. As aplicações frias têm como finalidade diminuir a inflamação local. aliviar a dor. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. É indicado em certos tipos de cirurgias cardíacas. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. utiliza-se o frio para tornar lento o metabolismo basal.85 APLICAÇÕES FRIAS As aplicações frias são geralmente usadas para aplicar na testa ou sobre os olhos. baixar a temperatura corporal. diminuir os processos supurativos. Procedimento: Aplicação de Frio Úmido Trata-se de aplicar compressas de água fria. evitar pequenas hemorragias. para diminuir congestão e dor. ou um banho parcial de água ou álcool. estado do tecido e superfície corporal. o grau de temperatura. aliviar a dor. além de outras indicações. baixar a temperatura. Indicações do procedimento Em contusões. Quando se faz aplicação fria em uma região do corpo do paciente. para os fins sistêmicos.

Material necessário Bolsas de gelo Colares de gelo Bolsas de frio comerciais Mantas de hiportemia . evitar pequenas hemorragias. diminuir os processos supurativos. para diminuir a dor ou inflamação. Indicações do procedimento Em contusões. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos.86 Procedimento: Aplicação de Frio Seco Trata-se da aplicação de sacos ou colares de gelo ou de mantas hipotérmicas. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. entorses e no caso de hipertemia. Serve como anestésico e vasoconstritor local. baixar a temperatura corporal.

Vários fatores interferem nas características da pele. Há muitos fatores que afetam o processo de cicatrização. também devemos dar atenção aos cuidados psicológicos e espirituais. além de funcionar como um órgão sensorial para a dor. comunicação/identificação e sensação tátil. medicamentos (corticosteróide. pois os três estão indissoluvelmente ligados. “Atividades de Vida” é o processo que foi selecionado para discutir os fatores que podem afetar a cicatrização.87 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS O tegumento do corpo constitui uma barreira protetora contra organismos causadores de doenças. imunodeficiências). Quando a intervenção da enfermagem puder ser eficaz. enrugamento. temperatura. antibacterianos. Várias são as formas de classificar as feridas. dentre eles podemos citar: a idade (envelhecimento. hidratação (ressecamento e descamação). Classificação das feridas A classificação as feridas é de grande importância para a avaliação e definição do cuidado adequado. causa da lesão. Um processo de enfermagem oferece um referencial útil para avaliar os pacientes. hormônios). limpeza do local da incisão cirúrgica ou qualidades descritivas do mesmo. o estado nutricional (reparação/manutenção. sugeriremos estratégias apropriadas. velocidade de epitelização. bem como facilitar o processo de cicatrização Quando cuidamos de pacientes com feridas – de todos os tipos – é importante que adotemos uma abordagem holística no tratamento. de acordo com diferentes critérios. Lesões do tegumento colocam em risco a segurança do organismo e provocam uma reação complexa de cicatrização dessas lesões. sabões (altera a flora e pH). gravidade da lesão dos tecidos. exposição ao sol (causa envelhecimento. Assim. Deve-se considerar as condições de integridade da pele. metabolismo. termorregulação. risco de CA. A intervenção da enfermagem não consegue resolver todos os problemas. como o da idade. por exemplo. o tratamento de uma ferida e a assepsia cuidadosa têm como objetivos evitar ou diminuir riscos de complicações decorrentes. será possível mitigar alguns dos seus efeitos. se forem levados em conta no preparo do histórico e na avaliação do paciente. risco de queimaduras). Mas embora ele seja útil quando consideramos os aspectos físicos do tratamento. . processo de cicatrização). Qualquer interrupção da integridade da pele representa uma ferida. processo patológico (diabetes. Doenças cardiovasculares. energia).

Ex. ferida cirúrgica na qual ocorreu uma falha nos padrões de assepsias. Ex.: Incisão cirúrgica. Lesão penetrante: que envolve ruptura da camada epidérmica. . d) Limpeza Ferida Limpa: que não contém organismos patogênicos.: ferimento à bala. Ex. trauma abdominal envolvendo penetração do intestino. b) Causa Lesão intencional: que resulta de tratamento.: fratura óssea. assim como da derme e tecidos mais profundos ou órgãos. Feriadas fechadas: não há ruptura da pele ou mucosa. Ex. Ex.: punção venosa. c) Gravidade Lesão superficial: que envolve apenas a camada epidérmica da pele. Estas feridas possui um baixo risco de infecção. Ex. punhalada. mas envolvendo penetração em cavidade do corpo que normalmente abriga microorganismos.: gastrectomia. Riscos de infecção maior que nos casos de ferida limpa.: mastectomia. Pode ser causada por feridas traumáticas. Ex. Ferida potencialmente contaminada: provocada sob condições assépticas. É causada por ferida cirúrgica que não entra no trato gastrointestinal.: cirurgia de emergência.: lesão com faca. Feridas contaminadas: existente sob condição propícia à presença de microorganismos.: queimadura de primeiro grau. Ex.88 a) Estado de integridade da pele Feridas abertas: quando há ruptura da pele ou mucosa. ruptura de víscera.. Lesão não intencional: Lesão traumática que ocorre inadvertidamente. colecistectomia. cirurgia cardíaca e neurológica sem prévia contaminação. no trato respiratório ou na cavidade orofaríngea. Ex. queimadura. apendicectomia sem supuração. É causada por corpo estranho que entra profundamente nos tecidos.

]x. os capilares se tornam dilatado na área afetada. feridas traumáticas antigas.É a fase de formação de um tecido novo (tecido de granulação). 3ª Fase de manutenção: de contração. Escoriações: lesão superficial envolvendo esfoladuras ou esfregaduras de superfícies da pele por atrito. É ativado o sistema de coagulação. Ex. drenagens de abscesso. Regenerar a cobertura epidérmica natural. Resulta freqüentemente de queda.89 Feridas infectadas: envolvendo bactérias presentes no local da lesão. . causado por golpe brusco contra uma parte do corpo.: apêndice supurado. descoloração e dor.: ferimento por faca. Repara o tecido mais profundo danificado. Há sangramento nos tecidos. do colágeno e da epitelização. 2ª Fase proliferativa: inúmeras células são produzidas para rápida multiplicação dos tecidos vizinhos. É causada por lesão traumática grave. Remover patógenos e restos celulares. de desbridamento da ferida e de defesa imunológica. no qual a efetividade do evento depende do sucesso do procedente. e) Qualidade descritiva Laceração: a ruptura de tecidos resulta em uma lesão com bordas irregulares. permitindo a proliferação de microorganismos. É causada por qualquer ferida que não cicatriza adequadamente. Contusões: lesão fechada causada por um golpe infringido ao corpo por meio de um objeto rombo. A cicatrização Durante os processos dinâmicos da cicatrização. incisão cirúrgica em uma área infeccionada E. ocorre uma seqüência de fases. redução do tamanho da lesão pela ação de fibroblastos. Fases de cicatrização da ferida 1ª Fase exsudativa: do trauma. O corpo mobiliza sua força no sentido de: Estancar a perda de sangue. contusão ou equimose caracterizada por edema. maquina industrial e vidros quebrados.

Idade: a circulação sangüínea e o envio de oxigênio para o local da lesão. O suprimento sangüíneo menos abundante dos tecidos adiposos impede o envio de nutrientes e elementos celulares necessários à cicatrização norma. Por terceira intenção = é a cicatrização corrigida ou estimulada cirurgicamente.90 Processo de cicatrização da ferida Este processo é basicamente o mesmo para todas as lesões. Diabetes:o paciente portador de diabetes tem uma pequena doença vascular que prejudica a perfusão dos tecidos. Fatores que influenciam a cicatrização das feridas Nutrição: a reparação dos tecidos e a resistência às infecções dependem de uma dieta equilibrada. Estresse de uma lesão: . Por segunda intenção = quando se dá a cicatrização por união indireta das bordas da ferida. gravidade e extensão da lesão. A ferida é mantida aberta até ser preenchida por tecido de cicatrização. Ex. Ex. Por primeira intenção = quando a cicatrização se dá nas bordas da ferida sem presença de infecção. O risco de infecção é maior. Imunossupressão: redução da reação imunológica contribui para uma cicatrização da lesão.: incisão de ferida cirúrgica limpa. devido à quantidade de tecido de granulação. além da habilidade de regeneração das células atingidas. Extensão da lesão: Lesões mais profundas envolvendo maior perda de tecido cicatrizam mais vagarosamente. mas sofre o efeito da localização. Fumo: os níveis de hemoglobina funcional diminuem. curativo. Oxigenação: a oxigenação mais reduzida no local da lesão inibe a reparação dos tecidos. reações inflamatórias fagocitose são processos prejudicados pelo envelhecimento. úlcera de pressão. Implica na sutura das bordas ou na aplicação de enxertos.: Ferida por queimadura. O suprimento de oxigênio pode ser insuficiente. Obesidade: A sutura de tecido adiposo é mais difícil. a liberação de oxigênio nos tecidos fica prejudicada.

A infecção sistêmica afeta a cicatrização. distensão abdominal e tosse rompem as camadas da ferida e a recuperação dos tecidos. senil Urina. aumentando assim o catabolismo ou colapso tecidual. obeso. temporária. imóvel. boca/dentes. fezes. nas quais o risco de hemorragia é grande durante as primeiras 24 a 48 horas. A infecção sistêmica está freqüentemente associada à pirexia. magro. pele .particularmente as cirúrgicas. Fraca. ascite. temporária. A cicatrização só ocorrerá depois que o organismo tiver superado a infecção. deprimido. Emaciado. porque a ferida precisa disputar os glóbulos brancos e os nutrientes com qualquer infecção. Limitada. um coágulo deslocado. devido a um objeto estranho (um dreno). desidratado. Infecção: A infecção de uma lesão por bactéria inibe a cicatrização devido ao aumento da lesão dos tecidos e alteração das camadas da pele e tecidos. A pirexia causa um aumento do ritmo metabólico. debilitada Dependência.91 situações estressantes como vomito. permanente. permanente Confuso. efusão Muito jovem ou muito idoso. uma infecção ou crosão de um vaso sangüíneo. Fatores gerais Idade Nutrição Mobilidade Estado Mental Incontinência Saúde geral Higiene geral Fatores locais Edema Pulmonar. A hemorragia pode ocorrer interna ou externamente e quando ela está presente após o período de hemostasia indica uma sutura cirúrgica desfeita. O profissional deve observar as lesões com atenção. mas a hemostasia ocorre geralmente após alguns minutos. Complicações da cicatrização de feridas Hemorragias: O sangramento de um local de uma ferida é normal durante e imediatamente após o trauma inicial. Tabela 11 Fatores de risco de infecção.

planejado Periférica. de desequilíbrio hidroeletrolítico e ruptura da pele devido a processos de drenagem crônica. infecções exposição à radiação e doenças malignas. anemia aplástica. para reduzi as possibilidades de invasão bacteriana e ressecamento antes que se execute a reparação cirúrgica. queimaduras.92 Isquemia Lesões na pele Corpo estranho Procedimentos invasivos Canulação Cateterização Cirurgia Entubação Fármacos Trombo. umidificação Citóxicos. drenagem. Um cirurgião pode criar uma fistula por razões terapêuticas (gastrostomia). AIDS. Doença hepática. irrigação Ferida. leucemia. Porém. esteróides Doenças Carcinoma. . ventilação. central. implante Sucção endrobronquial. doença renal. anemia grave. transplante. colostomia. drenagem de ferida. fechada. pode ocorrer a separação parcial ou total das camadas da pele e tecidos. Evisceração: Quando ocorre a separação de camadas cirúrgicas as vísceras poderão se projetar para fora. É uma emergência médica que exige a colocação de compressas estéreis embebidas em solução salina estéril sobre os tecidos protraídos. Aumentam os riscos de infecção. diabetes. ulceração Acidental. êmbolo. Fístula: Caracteriza-se por uma passagem anormal entre dois órgãos ou entre um órgão e o lado externo do corpo. parenteral Intermitente. Deiscência: quando a ferida não cicatriza adequadamente. necrose Trauma. antibióticos. a maioria das fistulas resulta de processos inadequados de cicatrização ocasionados por traumas.

. 4. Absorver exsudato e edema. 7. 12. Proteger contra infecção secundária. 9. 5. 8. 10. Permitir trocas gasosas. Finalidades 1. 2. Remover corpos estranhos. Formar isolamento térmico. Manter a umidade da superfície da ferida. 13. Ser de fácil remoção. 11. Proteger a ferida. Critérios para o curativo ideal Promover meio ótimo para cicatrização. Ser de fácil obtenção e custo acessível. Promover hemostasia. Manter umidade. sem provocar traumas. Fornecer isolamento térmico. Limitar a movimentação dos tecidos em torno da ferida. 3. Promover o conforto e bem estar do paciente. Prevenir a contaminação. Aliviar a dor. Facilitar a drenagem. com finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir contaminação e infecção. 6. quando necessário. Promover a cicatrização do tecido.93 CURATIVO É um meio que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida. Fazer desbridamento mecânico e remover tecido necrosado.

Com pouco exsudato (curativos que mantenham a umidade). 5. Oclusivo: Curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluido com gaze ou atadura. 6. Com irrigação: Realizado nos ferimentos com infecções. com indicação de irrigação com soluções salinas ou anti-sépticas. 4. são utilizados drenos. quando se deseja aproximar as bordas de um ferimento. etc. Muito exsudato (curativos absorventes). A irrigação é feita com seringa. Compressivo: É o que faz compressão para levar à hemostasia ou vedar bem uma incisão. tubos. 1. Permite vedar a ferida em casos drenagem torácica prevenindo um pneumotórax. Ex.: curativo de ferida cirúrgica. TESOURA OU LASER. Aberto: Curativos feitos em ferida sem infecção que após a limpeza podem permanecer abertos. Produtos mais utilizados no tratamento de feridas Para a escolha do curativo para o tratamento da ferida temos que observar as seguintes características da ferida: Seca (usar curativos que seja hidratante). Outros tipos de curativos: Bota de unna. É CLASSIFICADO COMO CONSERVADOR OU CIRÚRGICO. cateteres ou bolsas de colostomia.94 Tipos de curativos O curativo é feito de acordo com as características da lesão. CONSERVADOR: NECROSADO CIRÚRGICO: REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO E TECIDO SAUDÁVEL (MÉDICO) REMOÇÃO DO TECIDO . Com drenagem: Realizado nos ferimentos com grande quantidade de drenagem de exsudato. DESBRIDAMENTO CRUENTO REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO COM USO DE BISTURÍ. bota de algodão. Necrose (curativo com ação debridante). 2. Hidrocolóides. 3. dentro de cavidades ou fístulas.

Tem como característica diminuir o edema local. A troca deve ser freqüente. é de fácil remoção. desbridar tecidos mortos e desvitalizados. baratas. À prova d’água. trocar a cada 48h. deve-se trocar diariamente. favorece debridamento. limpar. possui barreira contra infecção. Possui ação bactericida. Ácidos Graxos Essenciais (AGE) e ácido linoléico: uso em todo tipo de lesão deve ser realizado debridamento prévio. É indicados em lesões não infectantes. deve ser aplicado a limpeza. promovendo melhor oxigenação e irrigação da ferida. Deve ser preparado em frascos de vidro pelo poder de oxidação que possui (Fé. Mantém a umidade da ferida. o preparo deve ser antes do uso. PAPAÍNA) AUTOLÍTICO OCORRE FERIDA AUTODESTRUIÇÃO DO TECIDO NECROSADO POR ENZIMAS PRODUZIDAS PELA Açúcar: tem poder bactericida quando usado puro ou em pasta. É contra-indicado em . pó e na forma líquida. reduzir a congestão vascular. feridas operatórias. É utilizada em feridas necróticas. trocar a cada 2 horas). desenvolvendo a maturação de tecido de granulação. Deve-se limpar com SF antes. Hidrocolóides: (atualmente mais usado). cicatrizante. úlceras de pressão. FIBRINOLISINA. COLAGENASE. O2 e I). Facilita a ação de drogas na ferida. proteção da pele. antiinflamatória e desbridante. reduz calor. FIBRASE.95 MECÂNICO QUÍMICO OU ENZIMÁTICO COM IRRIGAÇÃO COM AGENTES ENZIMÁTICOS DESBRIDANTES (IRUXOL. pode ser associado a qualquer tipo de cobertura. porém não atua sobre bactérias esporuladas. Desvantagens: exige cobertura secundária com gaze ou outro curativo. áreas de transplantes. lesão com médio ou pouco exsudato. mais de 4 horas se torna mio de cultura (chama insetos. cobrir com gaze e irrigar. Papaína: pode ser encontrado na forma de pasta.

Clorexedine: anti-séptico. não usar em lesões abertas. Tempo de permanência é de 05 a 12 dias. PVPI: bactericida e fungicida. Diminui odor. é tóxico para cavidades. para proteção da pele. não utilizar em implantes cirúrgicos. Trocar de 2 a 3 dias. pouco exsudato. Carvão ativado: Usados em feridas exsudativas e infectantes. curativo de cateter. A troca deve ser realizada a cada 48 a 72h. Pode causar lesão retardatária à cicatrização. Possui ação bactericida com alto grau de absorção de exsudato. É contra-indicado em lesão que esteja com tecido de granulação (absorve e resseca muito). Tem como desvantagem ter que se usar uma cobertura secundária (fita crepe ou micropore). facilita a formação de tecido de granulação. Não usar em tendão. com sangramento. em áreas queimadas. Filmes transparentes: promove umidade local. enxertos. área doadora. é de fácil remoção. Permanganato de Potássio: anti-séptico útil na supuração. Deve ser trocado na presença de exsudato. É indicado em ferida superficiais (com acometimento da derme e epiderme). Água e sabão: emoliente utilizado para limpeza. promove hemostasia em feridas com baixo exsudato. . Alginato: É altamente absorvente. Não usar em feridas com pouco exsudato. osso ou músculo e feridas com muito exsudato. age retirando todo o processo de cicatrização da ferida. Éter: utilizado para desprendimento do adesivo. lesões infectadas por fungos ou micobactérias e lesões sifilíticas. Solução fisiológica: usada para limpeza de lesões. Protege as terminações nervosas.96 lesões infecciosas de queimaduras de 3º grau. pode ser usado com ácidos graxos e deve ser aplicado após limpeza com SF. necessita de curativo secundário. distúrbios de coagulação.

Éter para retirar o esparadrapo. pinça de Kocher. PVPI. Recipientes com solução a serem usadas no curativo. estéril ou de procedimento. Conservar com o paciente e explicar sobre o cuidado a ser feito. Soro fisiológico. Par de luvas. Pinça anatômica com dente. Nos curativos grandes e purulentos deve-se usar lençóis e compressas. Cuba rim. Pacotes com gases. Observação: seqüência da pinça da direita para a esquerda. pinça anatômica sem dente e tesoura. CURATIVO DE FERIDA LIMPA Procedimentos 1. Esparadrapo. Vaselina: Emoliente utilizado para retirar crostas e impermeabilizar a pele. Material: Bandeja contendo: Pacote de curativo estéril (1 pinça Kocher. para melhor absorção de exsudato. . tesoura).97 Violeta de Genciana: Substância germicida e fungicida utilizada em mucosas ou lesões da pele e mucosas. Espátula. Dersani para ferida infectada ou outra solução prescrita. Seringa de 20ml. Saco para lixo Impermeável e traçado para proteger a cama. Pomadas e ataduras quando indicados. de acordo com o tipo de ferida e curativo. 2 anatômica – com dente e sem dente.

Levar o material e dispô-lo sobre a mesa de cabeceira. se ferida contaminada – utilizar movimentos de fora para dentro).desocupar mesa de cabeceira. 10. Com a 1ª pinça (anatômica com dente) e espátula.: Colocar o anti-séptico se esta ferida for limpa). Secar com gaze. Usar a técnica do toque com o tampão rotativo. 7. Abrir o pacote de gazes e coloca-las sobre o campo. fixando com adesivo indicado ou apropriado. limpar a área menos contaminada da ferida. e jogar no lixo o curativo e espátula. 13. evitar os movimentos de dentro para fora da ferida. Lavar as mãos. (se ferida limpa – deve-se utilizar movimentos de dentro para fora. 11. 16. retirar o curativo com a técnica. . . pean ou Kelly). 15. dia. colocando as pinças em seqüência. (obs. 3. Preparar todo o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado. condições observadas na área da ferida (existência de secreções: cor. utilizando gazes embebidas em soro fisiológico (lembrar de desprezar a 1ª porção do SF). . queixas do paciente) e assinar. de acordo com a ordem de uso. Observar o ambiente: . Desprezar a 2ª e 3ª pinça e envolver todas no campo.fechar janelas e desligar ventiladores para evitar correntes de ar e poeira. expor somente a área que vai ser tratada. quantidade viscosidade. odor. Lavar as mãos. 6. 14. 17. 5. limpar as bordas da lesão com gaze embebida em soro fisiológico. Deixar o paciente confortável. utilizando éter ou benzina na gaze. secar e proteger com gaze. colocar o anti-séptico. 9. proteger a cama com impermeável e lençol móvel. Observar as condições da ferida: apertar a ferida para ver a existência de secreção. Escrever no prontuário o procedimento: colocando a hora. 4. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.colocar biombo.sinais de inflamações. medicamento utilizado. . Abrir o pacote estéril e colocar junto ao paciente. Com a 2ª pinça (kocher. 12. na área do campo considerada contaminada.98 2. 8. tanto quanto de fora para dentro. a. Fazer este movimento quantas vezes se tornar necessário. b. se necessário. Com a 3ª pinça (anatômica sem dente). não esquecendo de desprezar a pinça anatômica utilizada. que deverá ser recolhido com os demais materiais e encaminhado ao expurgo.

14. 17. Tirar as luvas com a técnica. Lavar as mãos. mais o material necessário. 6. Abrir o pacote de gase e colocar dentro do campo. dia o que foi observado. Colocar as pinças na ordem com os cabos voltados para fora. 3. 2. Colocar bastante gaze perto do dreno e mandar o paciente respirar. Deixar o paciente confortável. Retirar o curativo com o auxilio da pinça e espátula com gaze embebida em éter. Observar o ambiente (ventilação. odor. 12. Colocar as luvas. 8. Se for retirar o dreno o paciente não deve estar em fawler médio. 4. 16. 10. Observar no coletor as características da secreção (cor. 15. 9. 5. iluminação).99 CURATIVO COM DRENAGEM Procedimentos 1. Conversar com o paciente confortável. Limpar e secar inicialmente nas bordas e depois na área ao redor do dreno. Prepara a gaze fazer uma abertura com a tesoura pegando pela parte que não vai tocar no dreno. se usa 2 ou mais gases dependendo da necessidade. Colocar os esparadrapos. Anotar no prontuário todo o procedimento: colocando hora. 2. 19. desprezar esta pinça no campo e espátula com curativo no saco de lixo. Lavar as mãos. 11. Fazer a limpeza da ferida obedecendo aos princípios de contaminação e seguindo a ordem de seqüência e de uso. Pinçar o látex se necessário. etc). Organizar bandeja estéril. Retirada do dreno 1. . 7. Descobrir a área a ser tratada e proteger a cama com impermeável e traçado. 3. 18. de acordo com o tipo de curativo. Organizar o material e recolher deixar o paciente confortável. Fazer o curativo compressivo (vedar todo o curativo). prendendo toda a gaze pela extremidade. 13. principalmente no caso de necessidade de troca da solução.

4. CURATIVO INFECTADO Procedimento 1. 3.100 4. 7. Organizar todo o material. em seguida retira-las. Colocar o biombo. 2. 10. Colocar as luvas de procedimento e proceder a retirada da atadura. Umedecer a gaze com soro fisiológico para soltar com maior facilidade. 13. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. Colocar gazes suficientes e fixar com a atadura. Retirar as gazes com a pinça anatômica com dente despreza-la. 14. Irrigar a ferida com a seringa e soro fisiológico. 5. sempre utilizando o auxilio da pinça de kocher. Colocar as luvas estéril e organizar pela seqüência os instrumentos do pacote: anatômico com dente. Dreno torácico exige troca de curativo extremamente rápida e curativo oclusivo para evitar que ocorra pneumotórax. Abrir com técnica o pacote de curativo estéril. . da parte mais limpa para a mais contaminada. Depois enxugar. Colocar o impermeável ou lençol. Não deve apresentar dobras para garantir uma boa drenagem. 12. Colocar solução prescrita. Limpar as bordas da ferida. 9. deixar o paciente confortável. 6. 15. Levar o material até a mesa de cabeceira. Lavar as mãos. Lavar as mãos. Anotar no prontuário todo o procedimento. 18. 16. 17. 8. 19. kocher. anatômica sem dente e tesoura.pomada ou anti-séptico prescrito. Organizar o material e organizar o ambiente *ventilação. expondo a área do ferimento. 11. iluminação).

101 CURATIVO INFECTADO COM O USO DE AGE 1. . umedece-las com soro fisiológico antes de retira-las. Nas feridas não infectadas. Orientar o paciente para não tocar a ferida com as mãos. Deixa o paciente confortável. 4. e nas feridas infectadas. Ao embeber a gaze faze-la sobre a cuba rim. 6. 2. em seguida coloca atadura prende com fita adesiva. Organizar o material. CUIDADOS DE ENFERMAGEM 1. 3. a área mais contaminada é a da lesão. A gazes embebidas com dersani é colocada sob a ferida. 7. manter as pontas das pinças voltadas para baixo devido ao risco de contaminação. Colocar algumas gazes abertas em cima da bandeja e a pessoa que está auxiliando coloca o dersani em cima das gazes. 4. ventiladores. Anotar no prontuário todo o procedimento. 10. etc. 8. Limpar as feridas partindo sempre da área menos contaminada para a mais contaminada. 12. 7. Considerar contaminado qualquer objeto que toque em locais não esterilizados.). Observar a data da esterilização do pacote do curativo ( o prazo de validade é sete dias). Retirar o esparadrapo no sentido dos pêlos. Se as gazes estiverem aderidas à ferida. 9. Isolar o paciente com biombo se necessário. Segue o mesmo procedimento do curativo infectado. 5. 13. 5. 11. 6. Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manipular material esterelizado. 2. Evitar correntes de ar (janelas abertas. 3. Lavar as mãos. a pele ao redor é considerada mais contaminada que a incisão. Se houver mais de uma ferida iniciar pela lesão menos contaminada. Desprezar a porção inicial do anti-séptico utilizado pela primeira vez. Ao embeber a gaze com anti-sépticos.

Nas feridas. Geralmente. conter talas (luxação) e imobilizar. 19. por último as infectadas. com suspeita de infecção deve ser colhida amostra para bacterioscopia e encaminhada imediatamente ao laboratório. nas feridas cirúrgicas. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA APLICAÇÃO DE ATADURAS Conceito Atadura é uma faixa de várias larguras e comprimentos. seguindo-se as lesões abertas não infectadas e. Neste caso as luvas devem ser esterelizadas. 21. crepe e elástica. Quando o paciente necessitar de vários curativos. fixar e proteger partes lesadas. Não jogar o curativo anterior e as gazes utilizadas na cesta de lixo do paciente. Correção: manter posicionamento funcional do corpo e corrigir deformidades.102 14. 20. e ainda. estancar hemorragias. sendo recomendados: Finalidade de sua aplicação Contenção: fixar curativos. é recomendado deixar o curativo aberto. O saco plástico que recebe gazes e ataduras usadas no curativo deve ser de uso individual. Não é necessário o uso de luvas para fazer curativo. 17. . Usada para envolver. estão disponíveis no mercado em rolo de varias larguras e comprimento. 48 horas após a cirurgia. Exceto quando não utilizar pinça. Ao dar banho em pacientes com curativo. Um para cada paciente. geralmente enrolada. Não comprimir demais com ataduras e esparadrapo o local da ferida a fim de permitir boa circulação. 18. aproveitar para lavar a lesão. 15. As ataduras mais usadas são de gaze. Compressão: exercer pressão sobre uma determinada área do corpo (curativos compressivos). manter curativos no lugar. com exsudato. 16. iniciar pela incisão fechada e limpa.

Escolher tipo e tamanho de atadura adequado de acordo com o local e a indicação.103 Proteção: para evitar o contato das partes em tratamento com o meio exterior. expondo assim. Não ajustar demais a atadura devido ao perigo de grangena por falta de circulação. a fim de verificar se a circulação está sendo perfeita. Não deixar duas superfícies em contato para evitar o aparecimento de úlceras de pressão. Regras na aplicação de uma atadura Deixar sempre que possível as extremidades do membro descobertas. Proteger as saliências ósseas ou os ferimentos com curativos de gaze ou algodão. A compressão excessiva ou não das superfícies do corpo pode interferir com circulação sanguínea e. proporcionar calor. o curativo. A pressão exercida pelos tecidos orgânicos pode afetar a circulação do sangue. Dar apoio à parte em que está sendo aplicada a atadura. A fricção pode causar traumatismo mecânico do epitélio. Princípios científicos na aplicação de ataduras Os microorganismos multiplicam-se nas regiões quentes. proteger curativos. Não deixar muito folgado para não sair com facilidade. Colocar sempre o membro em posição funcional. O corpo é mantido na posição anatômica natural com leve flexão das articulações para evitar o estiramento articular: a observância deste princípio evita deformidades e desconforto e estimula a circulação sanguínea da parte envolvida. Aplicação Para melhor compreendermos a aplicação. úmidas e poluídas (sujas). dividimos o corpo humano em formas geométricas: . por conseguinte com a nutrição das células contidas nessa área.

se a atadura estiver muito apertada. Consiste em cruzar a atadura em forma de oito. antebraço. 2. Usada em partes cilíndricas do corpo ou para manter curativos. Ex: testa. É usada. A volta é colocada sempre do diâmetro menor para o maior. dedos. tórax) e quando se quer mudar de um segmento para outro: cabeça – pescoço. punho. de forma tal que sua parte interna fique sendo externa e na seguinte volta. 4. regiões onde há acentuado aumento do diâmetro (braço. pernas. a. coxas). antebraço. nas partes cilíndricas do corpo (braço. braço – tórax. Desta forma há diminuição na largura da atadura. mão – punho. É usada para fixar talas imobilizando as articulações e para unir a mesma atadura duas partes. Lenta: é aplicada nas partes cilíndricas do segmento corporal: braço. Deve-se tomar cuidado. Cruzada ou em oito: também conhecida com espica. sobretudo nas articulações (cotovelo. . vice-versa. tórax. Reversa ou espiral com inversão: em cada volta se inverte a atadura. extremidades dos dedos da mão e pé cotos de membros amputados. pescoço. 3. Circular ou orbicular: É feita com uma volta sobre a outra. devido à deficiência circulatória. c.104 Formas fundamentais de ataduras e sua utilização 1. tronco e pernas. Apressada ou oblíqua: as voltas não se tocam entre si. b. evitando que a atadura fique frouxa. como mão e cotovelo. etc. Recorrente: utilizada para cobrir porções distais do corpo como cabeça (capacete). tornozelos. para evitar que se desmanche. pois com os espaço sem compressão que ficam entre as voltas da atadura podem ocasionar edema. pulso. tornozelo). Espiral: a atadura é enrolada obliquamente num segmento corporal. A volta em espiral reversa é aplicada nas partes cônica. Permitindo os movimentos articulares. joelho.

para evitar escaras ou aderências. Ao passar uma atadura. indeslocáveis. 10. As talas para imobilização devem ser resistentes e leves. saliência óssea. Ao colocar alfinetes ou fazer nós. 12. ou do lado que não que o paciente deita ou outro lugar que não possa incomodá-lo. 5. colocar o membro em posição funcional. adaptando-se ás formas corporais. Evitar que duas superfícies corporais fiquem em contato. Caso seja necessário um segundo rolo de atadura. 8. Caso queira exercer compressão. 7. edema. 13. As ataduras devem ficar firmes. A atadura deve ser bem feita e apresentar aspecto agradável. ou sobre lesão porque pode traumatizar. 3. sem serem muito apertadas. 2. 14. porque se desajusta facilmente. presença de lesões. é necessário deixar descobertas as extremidades (dedos da mão e pedartículos). . A largura da atadura deve ser de acordo co diâmetro do membro. 11. 9. enrolando-a Caso a atadura esteja aderente. 4. 6. Ataduras muito sujas devem ser removidas com pinças ou luvas. A porção terminal da atadura não deverá ser aplicada em parte do corpo que se estreita. cuidar para que não fiquem sobre o ferimento. umedece-la com soro fisiológico aquecido. Para retirar a atadura Retirar a atadura passando-a de uma mão para outra. Todas as voltas deverão sempre percorrer o caminho mais curto.105 Pontos a serem observados 1. as condições da circulação. Ao passar uma atadura. c. Ao aplicar a atadura observar: a. as ataduras deverão ser acolchoadas. evitar pregas e rugas. ou parte do corpo a ser enfaixado. Para controlar as condições de irrigação sangüínea. coloca-se a sua extremidade inicial sob a extremidade terminal da primeira. O local e a extensão da lesão. b. do contrário soltam-se com facilidade.

VM através de uso de cânula endotraqueal. Trata-se de uma intervenção mais comum para melhorar as trocas gasosas entre alvéolos e sangue. Infarto agudo do miocárdio. 2. infecciosas e crônicas. Doenças pulmonares agudas. CPAP nasal. Manutenção da integridade capilar. enquanto diminui o trabalho da respiração e o estresse do miocárdio. . Indicações Hipoxemia de qualquer origem. Máscara. 3. Incubadora. aumentando a concentração de oxigênio no sangue. Reanimação cardiorespiratória. Pacientes com DOPCs. Ao nível do alvéolo: a ventilação respiratória assegurada a renovação de O2 Ao nível do sangue circulante: que transporta o O2 até os tecidos. O oxigênio é uma droga terapêutica e deve ser usado com cautela. A oxigenioterapia do organismo se situam em 3 níveis: 1. Pós-operatório imediato. Meios de administrar O2: Cateter nasal. Cânula nasal:.106 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE OXIGENIOTERAPIA Oxigenioterapia Consiste na administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. HOOD ou HALO. Ao nível dos tecidos: o O2 transportado pelo sangue assegura a renovação dos tecidos e participa do metabolismo celular.

Fornece concentração de oxigênio de 25 a 40%. Lavar as mãos. Lavar as mãos. Saco para resíduos. 7. Conversar com o paciente sobre o cuidado. . Colocar a cânula no nariz do paciente. Controla o fluxo de oxigênio (1 a 6 1/min). 4. 10. Manter o fluxo de oxigênio – 1 a 6 1/min ou de acordo com pm. Umidificador. 9. Procedimento 1.107 Material básico: Oxigênio canalizado ou em torpedo. Gaze. Colocar o paciente em posição confortável. É usada quando não é necessária grande pressão na administração de oxigênio. 8. Intermediário de látex ou plástico. especialmente o cateter nasal. Anotar no prontuário os cuidados prestados. Esparadrapo. Água destilada. Aviso de não fumar. Lubrificante. 3. fixando-a com a fita adesiva. Adaptar a cânula ao tubo de látex ou plástico. 11. Obs: Acrescentar ao material básico a cânula nasal. Preparar ambiente . verificando as medidas de segurança. Cânula nasal Tubo plástico com pequeno diâmetro e duas protusões que são introduzidas nas fossas nasais. 2. Abrir o oxigênio. 6. Seu uso é mais confortável do que a maioria dos dispositivos. Manômetro e/ou fluxômetro. micropore ou fita adesiva. 5. Organizar o material.

Lavar as mãos. A quantidade de oxigênio através da máscara oscila entre 5 a 8 1/min. . Deixar o ambiente em ordem. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. com alguns orifícios pequenos na extremidade. 10.108 Máscaras de oxigênio É um dispositivo de plástico transparente com uma saída para a expiração que recobre o nariz e a boca. 8. Prepara ambiente verificar a medida de segurança. Concentração de oxigênio é de 60%. Obs: alguns pacientes podem sentir claustrofobia. Colocar o paciente confortável em posição de fowler. 2. Regular o número de litros de oxigênio até a quantidade prescrita (5 a 8 litros). 7. Cateter nasal Caracteriza-se pela introdução de uma sonda fina de plástico ou borracha. 8. Unir a máscara ao intermediário e este ao umidificador. Material: (acrescentar) Cateter nasal estéril (sonda número 6. 10 ou 12). 9. 5. tranqüilizálo de que existe ar e oxigênio suficiente para respiração. Anotar os cuidados prestados no prontuário. se mistura com o ar ambiente entra pelos orifícios durante a inspiração. 4. Preparar o material e colocar na mesa de cabeceira. Luva de procedimento. Procedimento 1. que introduz no nariz e na faringe. Usa a parte da face e os seios nasais como reservatório do oxigênio. 3. 6. Abrir a válvula do torpedo e deixar sair um pouco de oxigênio para evitar saída intempestiva.

Colocar avisos para não fumar. Explicar o paciente o que vai ser feito. Deixar o paciente confortável. considerando a profilaxia de infecções. Colocar xilocaína na gaze. verificando as medidas de segurança. levando para junto do paciente. Com gaze umedecida de xilocaína. Água usada no umidificador deve ser estéril. Substituir o cateter a cada 24 horas no caso de permanência de O2. Jamais acrescentar água ao volume restante. Preparar o ambiente. Manter o umidificador sempre com água até a marca 2/3 de sua capacidade. Anotar no prontuário todo o procedimento.109 Procedimentos Lavar as mãos. desprezar a água restante e recolocar nova água. se estivar abaixo de 50 libras chamar a manutenção. Colocar o umidificador no local e adaptar o látex. Fazer fixação correta do cateter de O2 junto a narina e sobre a orelha. introduzir a porção do cateter correspondente à fossa nasal. Preparar o material. Lavar as mãos. Medir a distância entre a ponta do nariz e lóbulo da orelha e marcar com esparadrapo. Capacidade do cilindro 300 libras. Colocar o paciente em posição fowler. Organizar o material. Ao verificar que o nível da água no umidificador está baixo. Verificar a quantidade de litro prescrita pelo médico. Observar o paciente durante o tratamento. Cuidados de enfermagem Fazer a troca de narina a cada seis horas e proceder a uma limpeza do cateter e da narina. Lavar as mãos. Quantidade de O2 é de 2 a 3 1/min. .

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Evitar atrito do cateter na mucosa nasal; Paciente que recebe oxigênio requer um especial cuidado com a cavidade oral. Cuidados importantes 1. 2. 3. 4. Seguir rigorosamente a prescrição médica quanto à quantidade de oxigênio por minuto, para evitar graves complicações; Observar a presença de vazamento de oxigênio em todo o sistema; Nunca ligar o oxigênio sem umidificação para evitar sérias lesões no trato respiratório; Ao utilizar o torpedo de oxigênio, observar os seguintes cuidados: Proibir o uso de fumo próximo ao cilindro ou torpedo de oxigênio; Transportar em carrinho apropriado; Abrir lentamente a válvula de cilindro ou torpedo; Evitar quedas. 5. 6. Trocar o cateter a cada horas devido à obstrução e mudar o local de fixação; Anotar na prescrição do paciente o horário da suspensão do tratamento. Obs: A administração de oxigenioterapia pode ser iniciada pelo enfermeiro, se o cliente começar a apresentar problemas respiratórios, mas o tratamento geralmente é prescrito pelo médico, portanto, em seguida, é fundamental que o enfermeiro comunique a intercorrência ao médico. AEROSSOLTERAPIA/NEBULIZAÇÃO Conceito É a introdução de medicamentos, transformados em pequenas partículas voláteis, através do trato respiratório por um aparelho chamado nebulizador. Pode ser realizada por meio de ar comprimido ou oxigênio.

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Objetivo Fornecer um excesso de umidade às mucosas que revestem o trato respiratório. A umidade ajuda a aliviar a irritação da mucosa, dilui secreções espessas e afrouxa as crostas. Material: nebulizador; solução prescrita. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Retirar o nebulizador já desinfetado do recipiente; 3. Colocar a solução prescrita no nebulizador; 4. Posicionar o paciente de maneira confortável, de preferência em Fowler ou sentado; 5. Orientar o paciente para manter a máscara junto à face, inspirar pelo nariz e expirar pela boca; 6. Graduar o fluxômetro até visualizar a saída de névoa (no máximo 5 litros por minuto); 7. Manter a nebulização por 15 a 20 minutos ou de acordo com prescrição médica; 8. Deixar o paciente confortável; 9. Fazer a desinfecção do nebulizador conforma a rotina; 10. Lavar as mãos; 11. Checar o horário na prescrição. Cuidados importantes 1. Ao fechar a válvula do fluxômetro, observar se não há vazamento; 2. Estimular a expectoração e anotar a quantidade e características; 3. Nos pacientes traqueostomizados adaptar o nebulizador próximo à traqueostomia; 4. Na nebulização contínua, manter a água esterilizada do frasco em níveis adequados; 5. Utilizar oxigênio somente quando não houver ar comprimido disponível ou quando houver prescrição médica para uso do oxigênio.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE SONDAGENS
Introdução A sonda é um instrumento para ser introduzido em um canal ou cavidade para fins propedêuticos (determinar a presença de estenose, corpo estranho ou uma outra situação mórbida). Pode ser fina e flexível, para explorar ou dilatar um canal natural; ou rígida, geralmente com uma extremidade pontiaguda, para separar tecidos de dissecação. A sondagem é um método muito utilizado e eficiente em pacientes em situações delicadas, quase sempre dentro do hospital. Ela pode ser utilizada no pré-operatório, por exemplo, para fazer esvaziamento vesical, no pós-operatório para exercer funções que o corpo ainda não está adaptado (por exemplo: uso de sonda nasogástrica para alimentação após uma cirurgia esofagiana) e no caso de perda de funções vitais (exemplo: um paraplégico que não tem reflexos vesicais que tem necessidade de estar sempre com uma sonda vesical). CATETERISMO GÁSTRICO Conceito É a introdução de uma sonda plástica ou de borracha, flexível, podendo ser curta ou longa, pela boca (SOG) ou nariz (SNG) até o estômago. Objetivos Estabelecer uma via para alimentar o paciente; Examinar o conteúdo gástrico; Administrar medicamentos; Preparar para cirurgias e exames; Para aspirar ou esvaziar o conteúdo gástrico; Nas cirurgias e afecções da boca; Estabelecer um meio de drenar o conteúdo gástrico; Aliviar distensão abdominal.

seringa de 20 ml. é utilizada para localizar e tratar processos obstrutivos do intestino delgado. Obs: O número da sonda nasogástrica deve ser proporcional à constituição física do paciente. Sonda Ewald: usada para retirada do conteúdo gástrico (tubo de borracha com uma grande abertura). recipiente para lixo. existindo no mercado tanto tubos de plástico como de borracha com orifícios laterais próximos à ponta. toalha de rosto. anestésico local e lubrificante (xilocaina gel à 2%). cuba rim. Sonda Rhefus: ponta metálica. Sonda de Dobhoff: usada para alimentação. Contra-indicações TU de mediatisno Estenose de esôfago Varizes de esôfago Material Biombo. geralmente. sonda gástrica. copo com água. Geralmente. que é introduzida.113 Tipos de sonda Sonda Levine: é uma das mais usadas. através de uma narina e levada até o piloro. obter uma amostra do conteúdo gástrico para estudos laboratoriais e administrar alimentos e medicamentos diretamente no trato gastrointestinal. Sonda de Miller-Abbott: sonda longa de borracha. Sonda Jutte: com ponta de malha metálica. estetoscópio. A sonda é usada para remover líquidos e gases do trato gastrointestinal superior em adultos. Apresenta uma única luz (números 14 a 18 ). nº 14 a 20 para adulto e de 04 a 12 para Rn e crianças. aumenta força da gravidade. com luz dupla e com um balão na extremidade. . são passadas normalmente pelas narinas. esparadrapo. gaze.

Explicar o procedimento ao paciente. Fixar a sonda com esparadrapo. sem comprimir a narina. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Aspirar suco gástrico. 11. 3. 14. 13. Pedir ao paciente que diga “HUM” com a boca fechada. 12. 16. Verificar se a sonda está no estômago através dos seguintes procedimentos: a. 10. Posicionar o paciente em Fowler ou sentado. Lavar as mãos. enquanto. 17. c. Medir do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide e marca-la com esparadrapo. reações do paciente. Fletir a cabeça do paciente para frente quando a sonda ultrapassar o obstáculo da parede nasofaríngea. de modo que fique segura. b. 15. Introduzir a sonda lentamente. Da asa do nariz ao lóbulo da orelha. Guardar o material. 7. 5. Lubrificar a sonda com anestésico local do tópico com auxilio de gaze. Colocar a sonda em um copo d’água se não borbulhar está no estômago. b. Prepara o material. Anotar na prescrição do paciente: horário. O ar introduzido produzirá ruídos que serão auscultados através do estetoscópio. A sonda deve ser introduzida delicadamente até a marca do esparadrapo. 6. 8.114 Procedimentos 1. Medir a sonda: a. 2. Verificar na prescrição do paciente a finalidade da sondagem. a sonda é introduzida. . Pedir ao paciente para deglutir e respirar profundamente. 9. d. nº da sonda. Colocar o estetoscópio abaixo do apêndice xifóide: introduzir 10 ml de ar pela sonda com auxilio de seringa. confirmando a localização correta da sonda. Lavar as mãos. sem forçar. Cortar o esparadrapo para fixação e para marcar a sonda. 4.

. plenitude gástrica. com cotonete. Colocar o alimento aquecido. desidratação. ruídos sibilantes. duas vezes ao dia. cólicas. inconsciência fraqueza ou debilidade excessiva ou obstrução do esôfago. massageando as narinas para evitar lesão. Retirar o ar do equipo deixando escorrer um pouco de alimento pelo equipo. Síndrome de Dumping. obstrução da sonda. Cercar a cama com biombo.115 Cuidados importantes 1. Verificar se houve desvio na introdução. gases. Caso o paciente apresente tosse durante a introdução da sonda. náuseas vômito. Trocar a fixação diariamente. irritação nasofaríngea. tosse intensa e rouquidão. 2. Mecânicas: pneumonia por aspiração. Objetivo: Este procedimento é utilizado para oferecer alimentos aqueles pacientes que não conseguem alimentar-se devido à perda de apetite. Uma radiografia e o único meio seguro de se verificar a posição da sonda. bebês prematuros ou crianças que sofrem cirurgias reparadoras da boca. Se a tosse persistir. constipação. 3. Possíveis complicações Gastrointestinais: diarréia. Anotar volume e aspecto da secreção gástrica quando a sonda permanecer aberta. resíduo. se necessário. Síndrome das alimentações por sondas. 7. Cuidados com o alimento Conferir se a dica está correta. em caso de cianose. 6. GAVAGEM Conceito: É a introdução de alimentos através de uma sonda gástrica. 4. Limpar as narinas. azotemia. retirar totalmente a sonda. 5. interromper o procedimento até cessar o estado tussígeno. Metabólicas: hiperglicemia. sair ar pela sonda. má colocação.

17. 7. bolas de algodão com álccol. recipiente com alimentos. Limpar a extremidade da sonda com bola de algodão embebida em álccol. Anotar na prescrição do paciente: horário. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 16. 10. estetoscópio. recipiente para lixo. Verificar se a sonda está no estômago conforme técnica da sondagem gástrica.116 Material: seringa de 20 ml. 11. Orientar o paciente sobre o procedimento. Preparar o material. Proceder à limpeza dos materiais. copo com água. Injetar 10% de água em relação à quantidade do alimento. Aspirar o alimento com a seringa. Repetir o procedimento até o término. . Procedimentos 1. ou injetar a dieta por sifonagem (colocar a extremidade da sonda dentro do recipiente da dieta e eleva-lo para obter a cão da gravidade). Cuidados importantes Antes de administrar o alimento aspirar a sonda para verificar se o estômago não está repleto de alimento. 6. pacote de gaze. Lavar as mãos. 15. 8. 2. Pinçar a sonda para evitar a entrada de ar sempre que for manuseá-la. 4. Lavar as mãos. Não deixar entrar ar mantendo a sonda fechada evitando distensão abdominal. tipo e a unidade do alimento. 14. Verificar temperatura do alimento (próxima à temperatura corporal). 3. 5. Lavar as mãos. 12. 13. se não houver contra-indicação. evitando a introdução de ar. 9. Limpar a extremidade da sonda novamente. intercorrências se houver. Elevar a cabeceira da cama. Introduzir o alimento lentamente. Elevar o decúbito ou deixar o paciente em decúbito lateral nos casos em que o paciente tenha facilidade de rugurgitamento.

deixando o frasco mais baixo que o corpo. Colocar o paciente em posição de Fowler ou decúbito lateral. LAVAGEM GÁSTRICA Conceito: É a limpeza do estômago realizada através de uma sonda gástrica. Auxiliar no tratamento de hemorragia gástrica. Procedimentos 1. 9. 8. Lavar as mãos. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. 7. pedaço de látex. onde é feita pelo cirurgião uma incisão nesta e introduzindo a sonda. 2. 10. solução de bicarbonato de Na. Preparar pacientes para cirurgias e/ou exames. Orientar o paciente sobre o procedimento. Executar técnica de sondagem gástrica. 3. 5. Proceder desta forma quantas vezes forem necessárias. Material: o mesmo material de sondagem gástrica acrescida da solução prescrita para lavagem (Soro fisiológico.F.) na sonda e injeta-lo lentamente. 4. . Adaptar o frasco de soro fisiológico (S. O procedimento de alimentação segue o mesmo da gavagem. 6. água). Fazer limpeza dos materiais. Preparar o material. Objetivos: Remover substâncias tóxicas ou irritantes. 11. Deixar que a solução retornasse ao frasco através da força da gravidade. usando tantos frascos de soluções forem prescritos. Verificar se o paciente deverá permanecer com a sonda após a lavagem.117 ALIMNTAÇÃO PELA GASTROSTOMIA É a introdução de alimentos líquidos diretamente no estômago. por meio de uma sonda nele colocada através da parede abdominal.

3. aspecto do líquido drenado. toalha de rosto. 2. 7. Procedimentos 1.118 12. 8. Anotar na prescrição do paciente: horário. 9. CATETERISMO OU SONDAGEM VESICAL Conceito É a introdução de uma sonda na bexiga através do meato urinário. reações do paciente em relação à retirada da sonda. 10. reações do paciente. Preparar o material. volume infundido e drenado. 13. Retirar o espadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter. Colocar a toalha sobre o tórax do paciente. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. . 5. Material: gaze. cotonetes. Anotar na prescrição do paciente: horário. 12. devendo ser feito com técnica rigorosamente asséptica. Fazer limpeza dos materiais. Lavar as mãos. 11. Retirar a sonda lentamente com auxílio de uma gaze. Lavar as mãos. Lavar as mãos. Fechar a sonda. 6. éter. motivo. 4. recipiente para lixo. Explicar o procedimento ao paciente. RETIRADA DA SONDA NASOGÁSTRICA A retirada da sonda deve ser feita de acordo com a prescrição médica. Proceder à limpeza das narinas com auxílio de cotonete.

Indicações do cateterismo ☺ Método intermitente: (sonda nelaton ou de alívio) a. Presença de obstáculo à eliminação (aumento do volume prostático. Fazer lavagem externa com água aquecida. Pacientes com cirurgias de uretra e estruturas vizinhas. pacientes com retenção urinário aguda. b. é preferível usar fraldas descartáveis para mulheres e uropen para homens. Para pacientes com incontinência urinária. Observações 1. d. devido a traumatismo na uretra. . cirurgia da uretra).119 Objetivos Aliviar a distensão vesical pela retenção de urina. Prevenir obstrução da uretra por coágulos de sangue (TU de bexiga. No tratamento prolongado de pacientes com incompetência vesical. c. estenose da uretra). c. Obter amostra estéril de urina. f. e. Colocar bolsa de água quente sobre a região hipogástrica. Evitar a constante umidade em pacientes com incontinência urinária. procura meios que estimulem a diurese espontânea do paciente: a. c. d. Verificar presença residual após a micção. b. Colocar o paciente sobre uma comadre com água aquecida. Proceder ao preparo pré-operatório de algumas cirurgias. Abrir uma torneira perto do paciente. ao invés de cateterizar. Pingar água morna sobre o clitóris. Obter amostra estéril de urina. Colocar as mãos do paciente em água aquecida. pacientes sob efeitos sedativos. Possibilitar o controle rigoroso da diurese. ☺ Método de demora: (sonda de borracha – SVD) a. Para alívio imediato da distensão da bexiga: nos casos de paciente que não consegue urinar 8 a 12 horas de cirurgia. b. Antes da sondagem em pacientes com retenção urinária. 2.

quando o objetivo for essencialmente a sondagem de alívio. A sondagem vesical de demora tem indicações específicas conforme descrito nos objetivos. o paciente com um cateter de demora é avaliado quanto aos sinais e sintomas de infecção do trato urinário: urina turva. Além disto. Obs. Cuidados importantes 1. 3. deve-se antes executar medidas visando estimular a micção espontânea. de modo a prevenir essas indesejáveis infecções. Os patógenos responsáveis pelas infecções do trato urinário associado ao cateter incluem Escherichia coli. 4. ou remoção acidental. Os cateteres impedem a maioria das defesas naturais do trato urinário inferior através da obstrução dos dutos peri-uretrais. e mal-estar. Por isso (devido aos riscos de infecção). calafrios. O cateter é fixado apropriadamente para evitar sua movimentação. como descritas anteriormente. Observar rigorosamente a técnica asséptica. anorexia. hematúria. Serratia e Cândida.: Sonda nelaton ou de alívio: varia de nº 04 a 22 Sonda de foley ou de borracha: varia de nº 12 a22 Riscos de infecção A presença de um cateter de demora pode levar à infecção. irritando a mucosa vesical e promovendo uma via artificial para a entrada de organismos na bexiga. Assim. nos casos de retenção urinária de qualquer origem. determinados princípios são essenciais nos cuidados de um sistema fechado de drenagem urinária. Utilizar a posição ginecológica em pacientes obesos ou quando for difícil a visualização do meato. causando tração da uretra. Pseudomonas. . Utilizar sempre o sistema de drenagem fechado estéril. Proteus. Klesbsiella.120 Minimização de traumatismos O traumatismo da uretra pode ser minimizado com um cateter do tamanho apropriado. Enterobacter. 2. febre. O cateter é lubrificado de modo a ser introduzido de forma fácil e de forma delicada.

pinça. Caso a executante da técnica seja destra. 10. deve permanecer ao lado direito do paciente. 9. 7. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. Se o cateter é mantido por dias ou semanas. cuba rim. A bolsa nunca deve tocar no chão. Anota no relatório de enfermagem do paciente: alteração no aspecto da urina. uma seringa de 10 ml com água destilada para encher o balão. material para higiene íntima. Deve ser evitada a manipulação inadvertida do cateter pelo paciente ou pela equipe. então deve ser trocado periodicamente. queixas de dores e elevação da temperatura.121 5. um pacote de gaze esterilizada. d. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA FEMININA Material Luva látex esterilizada. Esvaziar a bolsa de drenagem a cada seis horas. a fim de evitar a instalação da atonia vesical. saco para lixo. Higiene íntima duas vezes ao dia. uma seringa de 10 ml para testar o balão. campo fenestrado). permanecer ao lado esquerdo e calçar a luva na mão direita. 8. esparadrapo. c. máscara. f. O cateter não deve ser mantido mais tempo do que o necessário. b. uma vez por semana. observar os seguintes cuidados: a. antiséptico. . sonda foley de calibre adequado. anestésico local tópico (xilocaina à 2%). sistema de drenagem fechado estéril. Em pacientes com sonda de Foley. Orientar o paciente para não elevar a bolsa de drenagem acima do nível da bexiga. bolas de algodão. gazes. e. e nunca ser suspenso sem um treinamento prévio da bexiga. Se for sinistra. Preservar o bom fluxo urinário evitando dobras. Perfurar o bico do anestésico com agulha estéril após desinfecção do mesmo. 6.

2. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. 3. . usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. Desprezar a pinça na lateral do campo. 8. 11.122 Procedimentos 1. Manter o intermediário protegido. 4. clitóris. Calcar a luva na mão direita. começando pela vulva. Colocar o saco de lixo próximo à cama. Informa-la sobre a sensação d ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pés da paciente. Lavar as mãos. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. e colocar todo o material (anti-séptico. 5. Iniciar a anti-sepsia da genitália. Fazer higiene íntima. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). deixando a paciente em posição ginecológica. sem provocar desconforto. lubrificante) e prepara na seringa a água destilada que deverá ficar fora do campo. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. 7. Preparar o ambiente. sonda. 12. meato urinário e introito vaginal. 17. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. Prepara o material e deixar o sistema de drenagem ou similar montado (frasco. 19. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. pequenos lábios. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. Orientar a paciente com relação as tapas o procedimento e ao objetivo do mesmo. 10. 14. entre as pernas da paciente. 16. seringa para teste do balão. Testar a sonda. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. 6. 15. Lubrificara sonda com xilocaina. 18. 13. tampa de borracha e prolongamento). 9. grandes lábios.

bolas de algodão. pinça. máscara. 22. Anotar na prescrição da paciente: horário. sem tracioná-la. Retirar as luvas e fixar a sonda com esparadrapo na face interna da coxa. antiséptico. nº da sonda. Proceder à desinfecção dos materiais. 21. Constatar a saída de urina e injetar água destilada para encher o balão. para colocar a uretra em linha reta. Cobrir os genitais com a camisola. 23. Retirar os materiais da cama. reação da paciente. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA MASCULINA Material: o mesmo do procedimento anterior. Testar se a sonda está fixa na bexiga tracionando-a delicadamente e conectar o prolongamento. volume de água destilada injetada no balão de sonda. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. gazes. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. 27. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO FEMININA Material Luva látex esterilizada. 28. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. glande e prepúcio. tipo de sondagem. 3. 2. diretamente no meato sem tocá-la nas áreas adjacentes. anestésico . volume e aspecto da urina retirada. quase que perpendilcularmente ao corpo. cuba rim. 29. Lavar as mãos. 24. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda.123 20. Elevar o pênis. 25. Introduzir metade da sonda (5 a 8 cm). 26. campo fenestrado). Manter o paciente em posição deitada. lentamente e com movimentos delicados.

11. 18. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pás da paciente. sem provocar desconforto. 5. 9. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. material para higiene íntima. . Calçar a luva na mão direita. 6. Colocar o saco de lixo próximo à cama. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. Lubrificar a sonda com xilocaina. e colocar todo o material (anti-séptico.124 local tópico (xilocaina à 2%). usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. 15. clitóris. 2. Preparar o ambiente. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. Informa-la sobre a sensação de ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. 14. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. 16. grandes lábios. sonda nelaton de calibre fino. 17. sonda. 13. 4. abrir a extremidade de entrada e a outra colocar dentro da cuba rim. 10. comadre. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). Desprezar a pinça na lateral do campo. entre as pernas da paciente. Fazer higiene íntima. lubrificante). Pegar a sonda lubrificada. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. Orientar a paciente com relação às etapas do procedimento a ao objetivo do mesmo. um pacote de gaze esterilizada. saco para lixo. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. Lavar as mãos. Procedimentos 1. 8. deixando a paciente em posição ginecológica e colocar a comadre entre as pernas da paciente. meato urinário e introito vaginal. 12. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. pequenos lábios. 3. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. 7. Iniciar a anti-sepsia genitália começando pela vulva.

máscara. 26. volume e aspecto da urina retirada. Anotar na prescrição da paciente: horário. 25. 4. anestésico local tópico (xilocaína à 2%). Lavar as mãos. Manter o paciente em posição deitada. material para higiene íntima. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar da mão esquerda. um pacote de gaze esterilizada. afastar as pernas e colocar entre as mesma a comadre. campo fenestrado). gazes. 24. antiséptico. 3.comadre. 20. diretamente no meato sem toca-la nas áreas adjacentes. nº da sonda. reação da paciente. glande e prepúcio. Cobrir os genitais com a camisola. 21. tipo de sondagem. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO MASCULINA Material Luva látex esterilizada. . mantendo-os firmemente e tracionando-os em direção a sínfese púbica. cuba rim. pinça. saco para lixo. Após a extração total da urina retirar a sonda. Proceder à desinfecção dos materiais. Retirar as luvas. 2.125 19. sonda nelaton de calibre fino. quase que perpendicularmente ao corpo. 23. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. 22. e introduzir no meato urinário. Introduzir metade da sonda (5 a 8cm). Para a lubrificação pode-se usar a seringa de 10ml com xilocaína. bolas de algodão. lentamente e com movimentos delicados. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. 27. Elevar o pênis. para colocar a uretra em linha reta. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem.

Proporciona maior mobilidade ao paciente. O cateter suprapúbico é removido quando não é mais necessário. É utilizada como uma medida temporária o fluxo de urina da uretra quando a via uretral não oferecer passagem. via sonda vesical. A autocateterização promove independência. após cirurgias ginecológicas. Ela oferece certas vantagens como: Os pacientes. através da introdução de uma solução. São necessárias técnicas assépticas durante o treinamento intra-hospitalar do paciente. É o tratamento de escolha após lesão medular e outros distúrbios neurológicos nos quais há comprometimento na capacidade de urinar. geralmente. . Pode ser mais confortável que um cateter de demora. onde o risco de contaminação cruzada é menor. Essa drenagem é feita por um processo cirúrgico e pode ser mantida durante várias semanas. resulta em poucas complicações e permite relações sexuais mais normais LAVAGEM VESICAL Conceito: É a lavagem da mucosa que reveste a bexiga. sendo colocado um curativo estéril sobre o local. quando tende a haver disfunção vesical e após fraturas pélvicas. Apresenta menor risco de infecção vesical. AUTOCATETERIZAÇÃO INTERMITENTE Proporciona drenagem periódica da urina. são capazes de urinar mais cedo. devido ao risco de contaminação cruzada.126 DRENAGEM VESICAL SUPRAPÚBICA É um método de estabelecimento da drenagem vesical através da introdução de um cateter ou tubo na bexiga através de uma incisão ou punção suprapúbica. O paciente pode utilizar uma técnica “limpa” (não-estéril) em casa.

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Objetivos: Evitar a obstrução da sonda; Combater infecção. Material Bandeja; solução prescrita; cuba rim estéril; duas bolas de algodão com álccol; material de lavagem de sonda (cuba rim, seringa de 20ml); uma tira de esparadrapo; éter e uma bola de algodão; um pacote de luva látex estéril. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Lar a prescrição médica; 3. Preparar o material; 4. Orientar o paciente a respeito do procedimento; 5. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com o éter e a bola de algodão; 6. Posicionar a cuba rim ao lado do paciente, sem abri-la; 7. Utilizando as bolas de algodão com álccol, fazer a desinfecção da extremidade bifurcada da sonda adaptada ao prolongamento; 8. Abrir a cuba rim posicionada ao lado do paciente; 9. Desconectar o prolongamento e apoiar a bifurcação da sonda na borda da cuba rim; 10. Proteger a extremidade do prolongamento adaptada à sonda na borda da cuba rim; 11. Abrir o material de lavagem de sonda e montar a seringa sem contamina-la; 12. Colocar a solução na cuba rim; 13. Calçar as luvas; 14. Aspirar solução imergindo apenas o bico da seringa; 15. Injetar, lentamente, 20ml da solução e aspirar sem forçar demasiadamente; 16. Repetir o processo quantas vezes for necessário; 17. Adaptar o prolongamento e fixar a sonda; 18. Proceder à desinfecção dos materiais; 19. Lavar as mãos; 20. Anotar na prescrição do paciente: horário; solução utilizada; aspecto do retorno; quantidade introduzida e retirada; reação do paciente.

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Cuidados importantes 1. Não permitir que a sonda fique imersa na solução e urina eliminada; 2. Evitar contato com os dedos na extremidade da sonda ao introduzir a solução. RETIRADA DE SONDA VESICAL DE DEMORA Material: seringa de 20ml; benzina; gaze; luva de ´látex de procedimento; recipiente de lixo. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Preparar o material; 3. Explicar o procedimento ao paciente; 4. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter; 5. Colocar luva de látex; 6. Adaptar a seringa a via do balonete, esvaziando totalmente o balão; 7. Retirar a sonda delicadamente, solicitando ao paciente respirar profundamente enquanto a sonda estiver sendo retirada; 8. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem; 9. Medir o volume de urina drenado; 10. Fazer a limpeza dos materiais; 11. Lavar as mãos; 12. Anotar na prescrição do paciente: horário; reação do paciente; volume e aspecto da urina. Cuidados com a retração e Atonia Vesical na retirada da sonda Quando estiver preparando a retirada de um cateter que permaneceu por um período prolongado, o treinamento da bexiga deve ser iniciado para desenvolver o tônus vesical e, assim, prevenir a retenção. Quando o cateter está instalado, a bexiga não enche, nem se contrai. Assim, a bexiga geralmente perde um pouco de sua tonicidade (atonia). O treinamento é feito da seguinte forma:

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Antes de se retirar o cateter, ele é fechado por 20 minutos e, então, aberto. Este procedimento deve favorecer o enchimento da bexiga e a contração do músculo, evitando que a pessoa fique incapacitada de urinar após a retirada do cateter. LAVAGEM INTESTINAL (ENTEROCLISMA, CLISTER OU ENEMA) Conceito É a introdução de uma solução, medicamentosa ou não, no intestino grosso através de uma sonda retal. Objetivos Combater constipação intestina; Preparar o paciente para cirurgia, parto e exames; Promover evacuação através de estimulação do peristaltismo; Para fins terapêuticos. Tipos de enema Enema de limpeza: remover as fezes; Enema de retenção à base de óleo: lubrifica o reto e cólon, as fezes absorvem o óleo e amolecem; Enema carminativo: alivia a distensão gasosa e facilita a eliminação de flatos; Enema medicamentoso: contêm remédios. Material Sonda reta nº 14 a 30; solução prescrita; pinça; lubrificante vaselina; gaze; impermeável ou similar; esparadrapo; lençol móvel; cuba rim ou similar; comadre forrada; biombo; papel higiênico.

130 Procedimentos 1. Observar a quantidade e o aspecto da eliminação. Pinçar a sonda retal ao término da solução. Lavar e guardar o material. Dispor o material de modo que facilite o procedimento. Retirar a sonda retal e colocar na cuba rim. 11. 2. 13. 14. Marcar 8 a 10cm na sonda retal com esparadrapo. 16. Lavar as mãos. 7. Proteger a cama com o impermeável. 17. Abrir a pinça e infundir lentamente a solução. forrado com lençol móvel. 21. 3. b. Solicitar ao paciente que inspire profundamente e introduzir delicadamente a sonda retal até o ponto marcado. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Afastar os glúteos com auxílio de papel higiênico. Adaptar a sonda retal no frasco da solução. Preparar os materiais: a. c. quantidade e aspecto da eliminação (cor. Colocar a comadre ou acompanhar o paciente ao banheiro orientando-o para não para não dar descarga. Anotar na prescrição do paciente: horário. d. Orientar o paciente sobre o procedimento. 8. Lubrificar a sonda retal com vaselina ou xilocaína gel. no máximo 10cm. Dobrar as cobertas deixando exposta apenas a região glútea. Deixar escoar pequena quantidade da solução na cuba rim para retirar o ar testar a temperatura no dorso da mão (temperatura corporal) e pinçar. 6. 12. Colocar o paciente em posição lateral. Solicitar ao paciente que retenha a solução por 10 a 15 minutos. Cercar a cama com biombo. . 20. 4. 10. 9. Aquecer a solução prescrita. reação do paciente. consistência). Lavar as mãos. ou similar. 5. 19. 15. 18.

colocar a comadre para eliminação das fezes e após. 3. Pinçar a sonda em caso de dor e desconforto e aguardar o alívio dos sintomas. espasmo e à dificuldade de retenção da solução. 2. proceder à higiene íntima. até no máximo 50 cm.131 Obs: Lavagem Intestinal com Prolongamento: colocar o irrigador no suporte de soro. 5. . Em pacientes acamados. Cuidados importantes 1. A infusão rápida ou a temperatura inadequada da solução levam a um efeito insatisfatório da lavagem intestinal devido ao desconforto. 4. acima do nível da cama para evitar espasmo muscular e desconforto. utilizar a posição genupeitoral ou Trendelemburg. Em casos de enteroclisma gota a gota (Murphy). Em pacientes com muita dificuldade de retenção da solução. fixar sonda retal e controlar o gotejamento da solução de acordo com a prescrição médica.

escrever sua cartas. É possível que venha sofrer de anorexia. A ira: uma vez que o paciente parando de negar a morte. É possível que deseje simplesmente o acompanhamento silencioso de um membro da família ou de um amigo. o paciente aceita a inevitabilidade e a iminência de sua morte. ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA E RELIGIOSA a) Paciente consciente: Conversar com ele m termos da verdade.132 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES GRAVES E AGONIZANTES O paciente grave ou agonizante está com as funções vitais muito comprometedoras. Apesar de serem percebidos de forma diferente em cada paciente. Dar-lhe toda assistência: transmitir seus recados. o entendimento de tais sentimentos pode ajudar na satisfação dos pacientes. sem emoções. A aceitação: nessa fase. pode haver uma tentativa de negociação de mais tempo de vida junto a Deus ou com o destino. . aumento da fadiga. e não necessariamente na ordem mostrada. médicos e também da enfermeira. da família. pode ocorrer uma recusa em aceitar diagnóstico. ao pessoal do hospital e até contra sua própria família. falta de cuidados pessoais. AS ETAPAS DO ATO DE MORRER O paciente pode passar por cinco estágios psicológicos em preparação para a morte. A barganha: apesar de haver um aceitação da morte por parte do paciente. procurando tranqüilizalo. A depressão: é possível que o paciente se afaste dos amigos. usando tática especial para que aceite a morte. o que caracteriza sintomas desagradáveis com sinais de morte. A negação: quando o paciente toma conhecimento pela primeira vez de sua doença terminal. é possível que apresente um profundo ressentimento em relação aos que continuarão vivos após sua morte – a você.

evite sussurro ou conversar de maneira imprópria sobre o paciente na sua presença. Reposicione o paciente no leito a. cada duas horas. Como a audição pode estar em perfeito funcionamento mesmo em estados de perda de consciência. ajustando a temperatura do quarto para maior conforto. Orienta-la sobre a conduta ideal. aspire a boca e vias aéreas superiores do paciente para remover secreções. junto à orelha para que não tenha a sensação de isolamento e solidão. preparando-a psicológicamente. o resultado de um controle neuromuscular reduzido ou uma redução da função renal. Providenciar sacerdote ou ministro religioso. Utilize luvas e forneça um cuido perineal com sabonete. . um pano de banho e toalhas para evitar irritações e desconforto. Ofereça liquido com freqüência e lubrifique os lábios do paciente com vaselina para combater o ressecamento. palavras bem pronunciadas. gradualmente. ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA Prestar esclarecimento sobre o estado do paciente. Observe a presença de incontinência ou anúria. pelo menos.133 b) Paciente inconsciente: Não deixar pessoas da família chorar perto do paciente ou comentar seu estado. Permitir que permaneça o máximo possível junto ao paciente. Mude a roupa de cama e a vestimenta do paciente sempre que necessário. Forneça um cuidado para a pele durante as mudanças de roupa. Utilizando um equipamento de sucção. os reflexos e a mobilidade diminuem primeiramente nas pernas e. se necessário. ATENDENDO AS NECESSIDADES DO PACIENTE Satisfazendo as Necessidades Físicas Determine com freqüência os sinais vitais. Eleve a cabeceira do leito para diminuir a resistência respiratória. diaforese e nível reduzido de consciência. nos braços. porque a sensibilidade. observando a existência de palidez. Falar-lhe frases curtas.

Satisfazendo as Necessidades Emocionais Explique detalhadamente ao paciente todos os cuidados e tratamentos. pergunte aos familiares se já consideravam a possibilidade de doação de órgãos e tecidos. de modo que possam participar dos cuidados de enfermagem. mostre-lhes a localização dos banheiros. sente-se em local próximo à cabeceira da cama. Verifique os registros do paciente para determinar se foi preenchida por uma ficha para doação de órgãos.134 Se os olhos do paciente em coma. Durante o atendimento a estas necessidades deve-se proporcionar conforto físico. Obs: nos cuidados a esse tipo de paciente. se necessário. Explique-lhes a necessidade do paciente. para resultados eficientes. os quais podem variar de i à solidão. Ao fazer isso. se ofereça para ensinar-lhes tarefa específica. proteja a cama com biombo e se o paciente estiver agitado ou inconsciente. Permita que o paciente expresse seus sentimentos. Forneça as medicações prescritas contra dores. procure fornecer um suporte emocional à família. coloque grades ou faça restrições. Os remédios devem ser dados por via intravenosa. . salas de espera e lanchonete. Não tenha pressa ao conversar com o paciente. Se os membros da família pretendem permanecer junto ao paciente. proporcione um cuidado ocular apropriado para evitar lesões na córnea. estiverem abertos. Enfatize que seus esforços serão importantes e efetivos. Na ocasião apropriada. Permita que o paciente e sua família discutam a morte como desejam. se possível. Ao se aproximar à morte do paciente. bem como os tratamentos e planos de cuidado. Se for apropriado. Essas lesões podem causar a cegueira e impedir que os tecidos sejam utilizados em transplantes após a morte do paciente. Notifique os membros da família. caso não estejam presentes quando o paciente desejar vêlos. mesmo que esteja inconsciente porque é possível que ainda seja capaz de ouvir.

cianose. síncope e parada cardíaca. c) Sistema Digestivo = diminuição das atividades fisiológicas e do reflexo da deglutição com muita atenção para o perigo da regurgitação e aspiração. É mais freqüente nos casos de asfixia parcial. olhos fundos e olhar fixo. podendo o paciente ser reanimado. o qual parece morto. pele fria e úmida. o maxilar inferior se movimenta a cada respiração. Sinais Evidentes Parada cardíaca e respiratória sem possibilidade de ressuscitação. hipotermia. Pupilas dilatadas.135 Sinais Iminentes de Falecimento a) b) Sistema Circulatório = hipotensão. Palidez cadavérica. sendo que a audição é o último a desaparecer. = ausência total da coordenação dos movimentos. Sistema Neural = diminuição dos reflexos até o desaparecimento total. a respiração torna-se ruidosa (estertor da morte). O último dos reflexos a desaparecer é a sucção. Morte Aparente O termo morte aparente é a dominação aplicada ao corpo. nariz afilado. Rigidez muscular. relaxamento . extremidades frias. Sistema Respiratório = dificuldade de respirar pela boca. causando pelo acúmulo de secreção. sudorese abundante. mas que tem condições de ser reanimado. Sistema Urinário = retenção ou incontinência urinária.o que significa perda do tônus muscular. incontinência fecal e constipação. Ausência total de movimentos. d) e) f) g) Sistema Locomotor muscular.presença e lagrima. catalepsia. às vezes. não reagindo à presença de luz. Faces = face hipocrática: cor pálida ou acinzentada. pulsos irregular.

esparadrapo ou fita adesiva. mau odor. o arranjo de transporte para o necrotério ou casa funerária e determinação de como serão dispostos os pertences do paciente. Se o paciente morreu de forma violenta ou em circunstâncias suspeitas. ataduras. se necessário faça uso de ataduras. Posicione o corpo em decúbito dorsal.136 Preparação do Corpo Após a Morte Após o falecimento do paciente. Cercar o corpo com biombo. com os braços ao lado do corpo e a cabeça sobre um travesseiro. amigos. Finalidades Deixar o corpo limpo e asseado. aplicando compressa. material para curativo. duas etiquetas de identificação. 2. eleve um pouco a cabeceira da cama para impedir a descoloração ocasionada pelo sangue retido na face. coloque delicadamente e em seguida feche a boca. Além disso. Implementação 1. os cuidados pós-morte podem ser adiados até que o legista complete uma autópsia. Se o paciente usava dentaduras e a política do hospital assim o permitir. os cuidados aos membros da família. os cuidados incluem a preparação deste para a família. se fizer necessário utilize algodão embebido em éter. luvas. maca. Feche os olhos do corpo. 4. Em seguida. 3. proporcionando privacidade a essas pessoas. Colocar em boa posição. cuba rim com pinça anatômica. . saco plástico para colocar os pertences do paciente. bolas de algodão. material para banho. 5. Colocar avental e calçar luvas. Evitar a saída de gazes. envoltório plástico para o corpo ou lençóis. Os cuidados após morte serão iniciados normalmente após o médico certificar que o paciente faleceu. Material Gaze ou fitas macias. sangue e excreções.

se possível. 20. 11. 12. Remova todos os pertences valiosos do paciente para evitar extravio. 14. Envolva o corpo e feche o envoltório. 18. 17. vagina e ânus. Limpe o corpo com cuidado. aplicando bandagens adesivas nos locais perfurados. número do quarto e leito. mas não remova a pulseira de identificação do hospital para garantir uma correta identificação. Em seguida. Antes da morte Fazer higiene oral sempre que necessário. ororfaringe. Vista a roupa que será utilizada no sepultamento. Utilize corredores pouco utilizados e.137 6. Cada etiqueta deve conter o nome do paciente falecido. Feche as portas de quartos vizinhos. 10. outros dispositivos e fitas adesivas de fixação. se possível. coloque outra etiqueta de identificação. 9. Se o paciente morreu devido a uma doença infecciosa. Providencie a documentação. Coloque os pertences pessoais do paciente falecido. Providencie a limpeza e ordem do material. 15. e o nome do médico. nariz. . Cubra o corpo usando um lençol limpo. usando ataduras. data e horário da morte. Em seguida. drenos. e cubra com uma fita adesiva até o pulso para evitar que se solte. uma bacia com água e panos de banho. Lubrificar os lábios ressecados. Tire o avental. usando o sabonete. Remova sonda vesical. incluindo valores. cobrindo o corpo com um lençol limpo. leve o corpo ao necrotério. Preencha as duas fitas etiquetas de identificação. Fixe uma etiqueta na mão ou pé do paciente. as luvas e lave as mãos. Se não for possível remover um anel. 13. 8. Enfaixe pés e mãos. cubra com gaze. identifique o corpo seguindo a política do hospital. use um elevador de serviço. Realiza os tamponamentos: ouvido. Coloque uma ou mais compressas entre as nádegas para absorver drenagens retais e coletar urina. em uma sacola e identifique com a terceira etiqueta. 16. 19. 7.

sempre registre o destino dado aos pertences do paciente. Enviar o prontuário depois de todas as anotações ao arquivo. Cuidados importantes Evitar comentários desnecessários e manter atitude de respeito ao morto. Anotar no prontuário do paciente. Avisar ao setor de informações ou portaria e internações. relatando o nome do médico assistente. Em casos de necropsia e encaminhamento para IML. e o nível de consciência. na folha de relatório de enfermagem. Anotar no relatório geral da clínica. Anote os horários de ocorrência da paradas cardíacas e o final da respiração.138 Depois da morte Avisar a família. Anote também a data e hora em que o paciente falecido foi transportado ao necrotério. Fazer limpeza terminal da unidade. . a ingestão e a eliminação. protocole). com todos os detalhes. especificamente no caso de jóias e dinheiro (se possível. Apesar de haver uma certa variação nos hospitais quanto aos documentos necessário. Avisar ao serviço social. DOCUMENTAÇÃO Registra as alterações ocorridas nos sinais vitais do paciente. não fazer tamponamento. bem como o momento da constatação do óbito. Providenciar o atestado de óbito para ser preenchido pelo médico.. notificando o médico quanto a essas ocorrências.

ATKINSON. 4 ed. POSSO. 1992. 6 ed. 2ed.B.L. 2002. 1989. 1996. POTTER. 3 ed. GELBCKE. Fundamentos e prática de enfermagem: atendimento completo ao paciente.. MURRIA. SWARTZ. CÂNDIDO. 436p. 1989. D.M. 2001 281p. PERRY.C. Semiologia e semiotécnica de enfermagem. F. 9 ed. F. e Cols.. PORTO. PERRY. 1992. POTTER. 2002.S. L. D. São Paulo: Ed Senac. M.C.S. GAYTON. BEVILLAQUA. Rio de Janeiro: Koogan. Rio de Janeiro: Interamericana. R. 9 ed. 1998. ªC. Florianópolis. Rio de Janeiro: Koogan. Curitiba: Lítero Técnicas. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Ed. A. D. NETTIN S. 8 ed. C. 2002.A. 1995. K. Rio de Janeiro: Koogan. São Paulo: Santos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Enfermagem prática. Porto Alegre: Artes Médicas. DINCHER. Guanabara: Koogan. L. Rio de Janeiro. .W. Cidade Futura. J. P.ª.H. Rio de Janeiro: Atheneu. C. et al.H. L. 4 ed.S. Prática de Enfermagem. PRADO. BRUNNER. 2002. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica.L. Grande tratado de enfermagem prática: clínica e prática hospitalar. 2002. SUDDART.G. B.R. A.S.. O manual do exame clínico. G. M. HOOD. Rio de Janeiro: Koogan. 368p. 1988. 2002.. 3 ed.. M. Rio de Janeiro: Koogan. 1999. L. KOCH.S. Farmacologia para enfermagem. Semiologia em Enfermagem. 1988. Fundamentos de enfermagem. Exame clínico. Semiologia: anamnese e exame físico. 8 ed. DUGAS. BRUNNER.E.M.139 REFERÊNCIAS ASPERHEIM. P. et al Técnicas básicas de enfermagem. Fisiologia humana. . Prática de enfermagem. do. SUDDART. Rio de Janeiro: Koogan. Rio de Janeiro: Koogan. 6 ed.G. M. Nova abordagem no tratamento de feridas. Fundamento de Enfermagem.

140 ANEXOS .

141 .

microfix) Equipo bomba de infusão Equipo conexão 2 e 4 vias Equipo macro e microgotas Equipo nutrição enteral sistema fechado (bomba infusão) Equipo nutrição enteral – sistema aberto Equipo com injetor lateral Equipo nutrição parenteral e emulsões lipídicas Equipo para bolsa de sangue e derivados de sangue Equipo para antibiótico Extensofix Protetor de cone (tampa polifix) Veda seringa + equipo Extensor de silicone para oxigênio Extensor de látex para oxigênio Extensor de látex para aspiração Extensor silicone para aspiração Sonda de aspiração CPM 24 horas 48 horas 12 horas 72 72 horas 72 horas 72 horas 24 horas A cada troca de frasco 72 horas A cada troca de frasco A cada troca frasco ou unidade 24 horas 72 horas SN SN 24 horas 24 horas 12 horas 12 horas A cada uso .142 RECOMENDAÇÕES PARA O PERÍODO DE PERMANÊNCIA DE DISPOSITIVOS Dispositivos Período de Troca Cânula traqueostomia descartável Cânula traqueostomia metal Cateter oxigênio extra-nasal Cateter oxigênio intra-nasal Equipo p/ câmara graduada (bureta.

dependendo da avaliação Comissão de Curativo .143 Sonda nasoenteral Sonda nasogástrica Sonda vesical e bolsa coletora sistema fechado Dispositivo urinário (tipo preservativo) com intermediário Frasco coletor de urina – sistema aberto Torneira 3 vias Frasco com água destilada para aspiração oral e traqueal (50ml) Kit de drenagem torácica ou mediastino Umidificador de oxigênio ou macronebulização Vidro coletor de aspirador Curativo subclávia Curativo drenagem torácica Curativo flebotomia Curativo biológico (hidrocolóide) – para tratamento Curativo biológico (hidrocolóide) – para prevenção Curativo biológico – Alginato cálcio Curativo biológico – Hidrogel Curativo biológico – carvão ativado A cada 30 dias Não há recomendação para freqüência da troca Trocar somente quando apresentar obstrução vazamento ou qualquer outro problema 24 horas 72 horas 72 horas A cada uso CPM 24 horas 6 horas A cada 24 horas – o tradicional 5 dias – película transparente 48 horas A cada 24 – horas o tradicional 5 dias – película transparente A cad 2 dias A cada 5 dias A cada 24 horas ou conforme comissão curativo Para prevençãoo – a cada 5 dias Para tratamento – 2 dias A cada 2 a 5 dias.

Cateter Periférico: A literatura refere até 72 horas. sujo ou deslocado. subclávia) Cateteres arteriais centrais (cateteres de artéria pulmonar.) Cateteres venosso centrais (com ou sem túnel: Hickmans groshongs pro hs.A. Máscara de venturi Macro – nebulização Colchão piramidal Cateter venoso periférico Cateteres arteriais periféricos e dispositivos de monitoramento de pressão (P. Sawn – Ganz) Cateteres centrais de hemodiálise Cateteres umbilicais 24 horas 7 dias 1 por paciente 7 dias 48 horas 24 horas 7 dias 72 horas 4 dias Não há recomendação para freqüência da troca 5 dias Não há recomendação para freqüência de troca Não há recomendação para freqüência de troca Obs: Caso algum material dessa lista for usado mais vezes além do período determinado na rotina terá que ser justificado por escrito no prontuário. . Curativo de cateteres – A recomendação da troca de curativo é a cada 24 horas e/ou sempre que o mesmo estiver molhado. flbotomia.144 Curativo – Papaína Bolsa colostomia com placa Pó protetor de estoma – para evitar ou tratar escoriações em colostomia ou ileostomia Esponja protetora – (úlcera de pressão) – em cm de comp. Após este tempo aumenta o risco de infecção.M.

. podendo a rotina ser alterada.br/infecção/rotinas/período permanenciadispositivos.sc. FONTE: FERNANDES.saude. Curativo de lesões – As trocas de curativos são orientadas conforma a Comissão de curativo. volume 1 e 2. São Paulo. CCIH/2001 Neusa Maria Martini Enfermera chefe do SCIH www. Guias de Prevenção do Centro de Controle de doenças (CDC). Antonio Tadeu. Estados Unidos.145 Cateter venoso profundo – trocar qualquer tipo de cateter quando apresentar sinais de inflamação/infecção e fazer cultura da ponta do mesmo. editora Atheneu. Html. Atlanta. Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde. CPM: conforma prescrição médica.gov. 2000.