Apostila de Semio II Completa

Faculdade Santa Emília de Rodat - FASER

Semiologia e Semiotécnica em Enfermagem II

Org. Profª.
Adriana Marques Pereira de Melo Alves Cizone Maria Carneiro Acioly Jacqueline Oliveira de Paiva Ferreira Maria Amélia de Sousa Maria de Fátima Alves dos Santos

2007

O conteúdo desta apostila constitui numa coletânea de textos sobre a assistência de enfermagem direcionada ao indivíduo, família e comunidade e, se torna, portanto, um dos meios para o aluno sistematizar seu conhecimento. Vale ressaltar que estes conteúdos devem ser complementados com outras leituras no sentido de enriquecer seu conhecimento. Que a leitura deste material sirva de alicerce para trilhar pela disciplina Semiologia e Semiotécnica em enfermagem, em busca de novos conhecimentos.

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO UNIDADE I
Assistência de enfermagem nas necessidades de higiene pessoal 04

UNIDADE II
Assistência de enfermagem na administração de medicamentos 18

UNIDADE III
Assistência de enfermagem nas necessidades de termoterapia e crioterapia 78

UNIDADE IV
Assistência de enfermagem no tratamento de feridas 86

UNIDADE V
Assistência de enfermagem na aplicação de ataduras 101

UNIDADE VI
Assistência de enfermagem nas necessidades de oxigenioterapia 105

UNIDADE VII
Assistência de enfermagem nas necessidades de sondagens Cateterismo gástrico Cateterismo vesical Lavagem intestinal 111 111 117 128

UNIDADE VIII
Assistência de enfermagem aos pacientes graves e agonizantes 131

REFERÊNCIAS

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as medidas higiênicas ajudam o paciente a sentir-se mais confortável e relaxado. incentivando para que participem do seu autocuidado. Preferências pessoais: Cada paciente tem seus hábitos pessoais e de higiene. Sabemos que a auto-estima ficará afetada com o comprometimento da higiene de um paciente e que a resolução deste poderá se concentrar na execução desta higiene. O profissional de Enfermagem pode adotar horários em um plano individualizado. temporariamente ou não. Fatores que influenciam as medidas de higiene Auto-imagem: O profissional não deve transmitir sentimentos de desaprovação se a higiene do paciente for insatisfatória. O profissional de Enfermagem deve procurar manter seus pacientes limpos e livres de maus odores. a idade. produtos de secreções e excreção. Conhecimento: geralmente o seu nível de conhecimento influencia sua motivação e prática de higiene. Dentes e gengivas saudáveis são essenciais à manutenção das condições nutricionais. Variáveis culturais: As crenças culturais. A higiene é a ciência da saúde e quando é bem executada é importante para a saúde geral do indivíduo. . Freqüentemente. as pessoas doentes sentem-se preocupadas com os odores desagradáveis que se instala em seu corpo pela falta de higiene que. o fato de ajudar a se manter limpo através de remoção de impurezas. A má condição da cavidade oral representa fontes potenciais de infecção. elimina muitas substâncias nas quais estas bactérias se reproduzem. Além disso. estará suspensa. Neste sentido. os valores pessoais e os hábitos familiares influenciam nos cuidados de higiene do indivíduo. A pele sadia íntegra é a primeira barreira de defesa contra a infecção e a lesão dos tecidos. a formação. assim como causa desconforto e dor ao paciente. Nível socioeconômico: Os hábitos de higiene são influenciados pelos recursos econômicos disponíveis do paciente.4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE HIGIENE PESSOAL.

. pois esta faz parte do sistema digestório e também do respiratório. lábios. Fornecer a toalha de rosto para que proteja o tórax. .Evitar halitose. Prepara o material necessário 4. Explicar ao paciente o procedimento e observar as condições da cavidade oral.Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Solicitar ao paciente que escove a face anterior e posterior dos dentes. 8. . . enxaguando bem a cavidade oral. favorecendo o aumento do apetite e permitindo que ele se sinta socialmente aceitável. Procedimentos 1.Prevenir infecções bucais. 10. 7. véu palato e língua. após as refeições e de 02 em 02 horas em pacientes graves. 2. A higiene oral é indicada pela manhã. Orientar o paciente para enxaguar. 5. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim por um dos cantos da boca. condições da cavidade bucal.combater infecções já instaladas. 6. secar e guardar a escova de dente. no sentido gengiva-dente inclusive a língua.toalha de rosto. se necessário. febris. ou seja. .creme dental ou solução dentrifícia. 9. gengivas. . Lavar as mãos 3. dentes. . . digestivas e respiratórias. Dispor o material junto ao paciente. Um dos fatores essenciais à manutenção da saúde é prevenir o aparecimento de infecção na boca.Prevenir cáries dentárias. PACIENTE QUE PODE CUIDAR DE SI Material Escova de dente ou espátula e gaze. Objetivos Proporcionar conforto e bem estar ao paciente. Lubrificante para os lábios. cuba rim ou similar. Solicitar ao paciente que enxugue a boca com a toalha de rosto. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) ou solicitar ao paciente que se sente. 11. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem 12.copo com água.5 HIGIENE ORAL Conceito É a limpeza da cavidade oral. e com SNG.

16. 8. lubrificante para os lábios. Escovar a face anterior e posterior dos dentes no sentido gengiva-dente. . Procedimentos 1. 11. Oferecer água para o paciente bochechar e enxaguar a boca. colocar creme dental. HIGIENE ORAL EM PACIENTE INCONSCIENTE Material Duas espátulas e gaze. copo com solução dentifrícia (Cepacol ou similar a 50% e bicarbonato de sódio a 2%). Escovar a língua evitando feri-la e provocar náuseas 10. 17. umedecer a gaze envolta na espátula com solução dentrifícia. 12. observando as condições da cavidade oral. saco para lixo. 15. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim. 7. Enxaguar a escova de dente. um par de luvas de procedimento. Para paciente entubado um aspirador montado. Lubrificar os lábios. toalha de rosto. Colocar a toalha de rosto sobre o tórax do paciente. Preparar o material 4. 9. Colocar a cuba rim próxima ao rosto do paciente. 2. Umedecer a escova na água. seca-la e guarda-la. se necessário. condições da cavidade bucal. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) 5. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Retirar a cuba rim e enxugar a boca com a toalha de rosto 13. usar canudo.6 PACIENTE DEPENDENTE Material: acrescentar ao material tubo plástico (canudo) e Saco de lixo. Na falta de escova. 6. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos 3. Orientar o paciente sobre o procedimento. Lavar as mãos. 14. por um dos cantos da boca. se necessário.

gengiva e língua. 5. deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. fratura mandibular. Orientar ou fazer a higiene oral e recolocar a prótese. friccionar a espátula envolta em gaze nos dentes. Repetir a limpeza quantas vezes for necessária.: inconsciente. 9. Secar os lábios e lubrifica-los. observando as condições da cavidade oral. 4. usar bolas de algodão para a limpeza dos dentes. Quando o paciente apresentar gengivas edemaciadas ou sangrando. Abrir a boca do paciente com o auxilio da outra espátula e. manteiga de cacau ou vaselina. delicadamente. Posicionar o paciente de lado e lateralizar a sua cabeça colocando a toalha. Efetuar a troca da solução anti-séptica diariamente. 3. condições da cavidade bucal (ex. traumatismo facial). anotar no prontuário e comunicar ao médico assistente. d. Para lábios ressecados recomenda-se usar pomada específica. Qualquer anormalidade observada na cavidade oral (cáries. mucosa ressecada. Informar ao paciente sobre o procedimento. 10.7 Procedimento 1. presença de sangramento gengival. 7. moniliases). Lavar as mãos 11. Cuidados importantes 1. Orientar ou fazer higiene oral no mínimo três vezes ao dia 2. 2. Lavar as mãos 3. ulcerações ou crostas na língua). Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Proceder à limpeza das próteses. b. a. Preparar o material 4. aftas. . Cuidados com a prótese dentária. c. a mesma deverá ser mantida em solução anti-séptica em recipiente identificado (ex. Retirar a toalha de rosto. e. Envolver a gaze na espátula ou pinça e umedece-la com solução dentifrícia 6. 8. No caso de pacientes que necessitam permanecer sem a prótese. trocando as gazes.

. Forrar o travesseiro com o impermeável e toalha de banho. Proporcionar higiene e conforto. 4. fita adesiva. Explicar ao paciente o procedimento. Desocupar a mesa-de-cabeceira e colocar biombo. organizar a bandeja 7. Objetivos Evitar a propagação de infecções e pedículos. Procedimentos 1.8 TRATAMENTO DE PEDICULOSE Conceito É a eliminação de parasitas (parasitas hematófagos). Proporcionar higiene do couro cabeludo. toalha de banho ou similar e impermeável. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos 2. micosina. Material Solução para pediculose (Benzoato de Benzila. no mínimo. 11. biombo. bolas de algodão. de maneira que todo o cabelo permaneça oculto por duas horas. fixando-a com fita adesiva. Preparar o material. mecha por mecha – com auxilio de algodão e pente – umedecendo todo o cabelo e o couro cabeludo (começando pelo lado mais distante para o mais próximo). Lavar as mãos 5. não deixando que os outros pacientes saibam. 10. Envolver a cabeça do paciente com a toalha de banho. 9. Aplicar a solução para pediculose. 6. recipiente para lixo. pente. Levar o material para junto do paciente. Calçar as luvas 8. conhecidos popularmente por PIOLHOS. preparados caseiros). Tetmosol. São encontrados no couro cabeludo e regiões pilosas do corpo. De preferência colocar a noite para que seja retirado no outro dia. 3. um par de luvas.

convém executar tricotomia na área. Explicar ao paciente o procedimento 2. Devido ao ciclo biológico do parasita. 6.9 12. cortar os cabelos. Evitar que a solução atinja os olhos. bolas de algodão. 1. 7. 3. REMOÇÃO DE LÊNDEAS Conceito: É o extermínio de ovos dos pedículos nos fios de cabelo. reações do paciente. Proceder ao tratamento de pediculose e lêndeas por três dias consecutivos após uma semana do primeiro dia de tratamento. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Lavar as mãos. Objetivo: Exterminar e remover as lêndeas. 2. Procedimentos 1. 5. 13. Material: Vinagre puro aquecido ou ácido acético a 5%. um par de luvas. Após a aplicação do produto faz-se necessário a troca de toda a roupa de cama e colocação desta em um saco plástico com a identificação Piolho. Duas horas após o tratamento. Caso o paciente concorde. recipiente de lixo. ou de acordo com indicação da solução aplicada. conforme a técnica padronizada. que precisam ser removidos para extermínio completo dos parasitas. Em casos de pedículos nos cílios usa-se pomada de óxido amarelo de mercúrio. pente fino e gazes. recomenda-se mais de uma aplicação do produto para exterminar os pedículos. realizar a higiene dos cabelos prosseguindo posteriormente com o tratamento de lêndeas. . 4. Lavar as mãos. . toalha de banho e impermeável. Cuidados importantes No caso de pedículos nos pêlos da região pubiana.

Fazer higiene dos cabelos. Eliminação da seborréia. pente. utilizar o pente fino ou gazes para remover as lêndeas. Trocar a roupa de cama e do paciente. caso o paciente esteja sentado. 9.10 3. Forrar o travesseiro com a toalha de banho ou. Coloca-la dentro do saco plástico e lacra-la com a identificação de PIOLHO. coloca-la nos ombros. 6. Aplicar ao longo dos cabelos. no mínimo meia hora. duas bolas de algodão. papel toalha. Proteger o couro cabeludo. Preparar o material. 8. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Neste período. 11. caspas e infecções. HIGIENE DOS CABELOS Conceito: Consiste na limpeza do couro cabeludo e dos cabelos do paciente acamado. Lavar as mãos. cuba rim. Fazer aplicação de vinagre durante três dias consecutivos. 5. chuveiro ou pinça. jarro com água morna e adaptador com borracha de látex. cotonetes. Material: Impermeável ou saco de lixo plástico com as duas extremidades abertas e a lateral até o meio envolvendo o cobertor (na forma de um funil). Cuidados importantes 1. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Deixar o vinagre nos cabelos. . 2. 4. shampoo ou sabão líquido. Objetivos: Proporcionar conforto. reações do paciente. impermeável. Evitar o aparecimento de pedículos. recipiente para lixo. Estimular a circulação do couro cabeludo. Lavar e guardar o material. 10. 12. Até a remoção completa de todas as lêndeas. 7. um par de luvas. toalha de banho e rosto. Embeber o algodão no vinagre aquecido. balde vazio. mecha por mecha. Repetir o tratamento após uma semana do primeiro dia do tratamento.

Repetir os itens 12 e 13 quantas vezes forem necessárias. b) Enrolar e entrelaçar suas extremidades de modo a formar um círculo. 4. Limpar os ouvidos com cotonetes. colocar a tolha de banho.Preparar o material. 19. Forra-la com papel toalha e colocar o balde em cima da mesma.Preparar o ambiente: fechar janelas. 9. 12.Colocar o rolo com o impermeável (funil) sob a cabeça do paciente. 14.Colocar a escadinha próxima da cabeceira da cama. 16.Lavar as mãos.Forrar o travesseiro com o impermeável e sobre este. 3. Retirar o impermeável do rolo com cuidado para não molhar o cobertor. Procedimentos 1. Pentear os cabelos. Colocar as bolas de algodão nos ouvidos do paciente.Colocar o travesseiro sob os ombros do paciente. 15. 11. 6. 8. ensaboar e massagear o couro cabeludo com a polpa dos dedos. esvaziar a mesinha-de-cabeceira. Enxaguar retirando todo o sabão. Colocar a extremidade mais fina do impermeável (bico do funil) dentro do balde. Irrigar.11 CONFECÇÃO DE UM FUNIL COM COBERTOR E IMPERMEÁVEL a) Dobrar o cobertor ao centro no sentido diagonal. . 7. 18. Enxugar a cabeça com a toalha de rosto e retirar as bolas de algodão do ouvido Colocar o travesseiro no lugar. c) Envolver o cobertor com a extremidade do saco plástico que está aberta na lateral e deixar a outra extremidade para que seja colocada dentro do balde no ato do banho. 10. 5. 2. 13.Colocar a toalha de rosto no ombro do paciente. 20. Calçar as luvas.Explicar ao paciente o procedimento. 17.

Facilitar a higiene. Procedimentos 1. Proteger a cama com impermeável. No caso de cabelos embaraçados. Cercar a cama com biombo. Pentear os cabelos iniciando das pontas para a raiz. 7. Objetivos: Preparar uma área para cirurgias ou exames. biombos e foco auxiliar. Evitar que escorra água e sabão nos olhos do paciente. Preparar o material.). 3. 23. Colocar o paciente em posição confortável e expor apenas a área a ser tricotomizada. Cuidados importantes 1. . Lavar e guardar o material. Lavar as mãos. 6. 3. . 5. Anotar na prescrição do paciente: horário. se necessário. 22. recipiente com sabão. Preferencialmente. se necessário. 2. água. Observar condições do couro cabeludo (lesões. etc. estas técnicas devem ser executadas por duas pessoas. Material: Aparelho de barbear. 24.12 21. cuba de anti-sepsia. Ensaboar as bolas de algodão. reações do paciente. se necessário. Lavar as mãos. pedículos. aplicando-as na pele em pequenas áreas de cada vez. Retirar o impermeável e toalha de banho do travesseiro. papel higiênico. 4. recipiente para lixo. TRICOTOMIA Conceito: É a retirada de pêlos de uma determinada área. 2. 5. gazes. aplicar álccol com auxilio de bolas de algodão. toalha impermeável. condições do couro cabeludo. lêndeas. Comunicar ao paciente o procedimento e sua finalidade. 4.

10. Retirar o excesso de pêlos do aparelho com papel higiênico e/ou com a água da cuba. raspar seguindo a direção do crescimento dos pêlos. Na tricotomia de pêlos longos. 9. Objetivos: Proporcionar limpeza e conforto da paciente. quando for tricotomia abdominal. Encaminhar o paciente ao chuveiro ou lavar e enxugar a área. 2. Auxiliar no tratamento de infecções. 11. 5. Fazer a tricotomia na sala de curativo. Lavar as mãos.13 8. 12. 15. Cuidados importantes 1. Nas proeminências ósseas. Esticar a pele com uma das mãos e. cuidar para não cortar o paciente. 14. lubrificar a tesoura (curva. sempre que possível. 13. Prevenir infecções. cortar os cabelos com tesoura antes de iniciar a raspagem. Revisar a área tricotomizada e refazer a raspagem nos pintos necessários. 4. área tricotomizada. HIGIENE ÍNTIMA FEMININA (Lavagem externa feminina) Conceito: É a lavagem da região genital e perianal. Na tricotomia ciliar. Indicações Pela manhã e à tarde Pacientes com corrimento Pacientes com sangramento vaginal Antes de curativos ginecológicos Antes da realização de cateterismo vesical . Limpar bem a cicatriz umbilical. Anotar na prescrição do paciente: horário. de preferência) com vaselina para que os pêlos fiquem retidos na mesma. com a outra. remover os pêlos soltos. Proceder á desinfecção do material conforme rotina e desprezar a lâmina no recipiente de material cortante. Com a gaze. 3.

sabonete líquido ou solução medicamentosa prescrita. fazendo movimentos de cima para baixa. vaginal e glândulas). . de modo que facilite o procedimento. Orientar a paciente sobre o procedimento. 17. 7. Identificar os pacientes em risco de contrair infecções genitais. Separar com uma das mãos os grandes lábios. 12. 18. Prepara o ambiente cercando o leito com biombo. 8. isto é. Enxaguar e secar as regiões antes citadas. Preparar o material 5. 9. jarra com água morna. Impermeável. cuba rim ou similar. desocupar a mesa de cabeceira e dispor uma cadeira aos pés da cama. Bandeja na mesa de cabeceira e comadre na cadeira. 15.14 Após o ato de micção e evacuação Após parto eutócico Material: Biombo. recipiente para lixo. Utilizar outra bola de algodão para proceder à limpeza do vestíbulo vaginal. observando as condições de higiene. Pedir a paciente para fletir as pernas mantendo-as separadas e protegidas com lençol. observando as condições do clitóris e do orifícios (meato uretral. Lavar o ânus e região perianal por ultimo. gazes. toalha de banho ou rosto. 11. 3. Soltar o lençol protetor do paciente coloca-lo na diagonal e fazer o sapatinho. 4. Calçar as luvas de látex. bolas de algodão. Colocar a comadre forrada sob as nádegas. incontinência fecal e infecção cirúrgica. um par de luvas de látex. 2. presença de cateter. ensaboar os grandes lábios. Levar o material e dispô-lo na mesa de cabeceira. Colocar a toalha transversalmente sob a região pubiana. Utilizar movimentos delicados e trocar as bolas de algodão quantas vezes necessárias. Ensaboar e secar as regiões antes citadas 14. comadre forrada. Irrigar as coxas e púbis 13. Procedimentos 1. utilizando bolas de algodão. 10. Lavar as mãos 6. Colocar gazes dobradas na região inguinal 16.

hidratante. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. Estimular a circulação.: NA HIGIENE ÍNTIMA MASCULINA (Lavagem externa masculina). sabonete. muda-se apenas o item 16 e 17.15 19. condições da região e queixas do paciente. Sempre que possível. 2. Identificar alterações na integridade da pele. roupa de cama. Enxaguar irrigando. um balde para desprezar a água utilizada. Material: Biombo. É indicada uma vez ao dia de preferência pela manhã e sempre que for necessário. Fazer anotações na prescrição da paciente: horário. Aliviar a sensação de fadiga. b) E o item 07. BANHO NO LEITO Conceito: É o método utilizado para higiene corporal realizada no leito. comadre forrada. uma bacia. Objetivos: Remover odores. Fazer desinfecção do materiais e guardá-los 23.: Úlcera de pressão). cotonete. onde se deve descer o lençol em leque até o joelho. Deixar a paciente confortável e a unidade em ordem 22. um par de luvas de banho. Limpar e proteger a pele. camisola ou pijama. Retirar a comadre e enxugar com a toalha 21. material para desinfecção . onde se deve proceder da seguinte maneira: a) Afastar o prepúcio e ensaboar com bolas de algodão – no sentido meato uretral – raiz do pênis – bolsa escrotal – voltar o prepúcio à posição norma após enxaguar. – Proporcionar um bom sono e repouso. cuba rim ou similar. Obs. Lavar as mãos 24. Retirar todo o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritação da pele. (ex. Cuidados importantes 1. jarra com água morna. 3. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. Proporcionar conforto físico e mental ao paciente. 20. toalhas de banho e rosto.

Ensaboar. Fronha. Prepara o ambiente: colocar biombo. Proteger o tórax com a toalha de banho no sentido transversal. Tomar cuidados especiais ao lavar as pregas inframamamárias nas mulheres. enxaguar e enxugar o antebraço. não expondo o paciente. 9. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. . ensaboar. 18. sob os membros inferiores. Procedimentos 1. 12. 5. 16. Improvisar hamper. Orientar o paciente. pente. enxugar e secar o rosto. no sentido Transversal. Desamarrar as tiras da camisola e tira-la por baixo do lençol.observando as condições de higiene. 17. Lavar as mãos. camisola e toalhas no assento da mesma. Colocar a roupa de cama no espaldar da cadeira. Colocar os membros superiores sobre a mesma. b. evitando colocar as roupas no chão 10. Lavar os olhos sem sabão. fechar janelas. orelhas e pescoço anterior e posterior. escápula e por último a axila. observando sinais de assaduras. Ensaboar. 13. enxaguar e enxugar o tórax e abdome. 6. braço. Dobrar o lençol em leque até a cintura. material para higiene íntima. 2. Afastar a mesinha de cabeceira e retirar o material da mesma. recipiente para lixo. 3. Limpar ouvidos e nariz com cotonetes. enxaguar e enxuga-las. Colocar a toalha de banho. 11. 15. 7. Ensaboar. Soltar as roupas de cama. c. se necessário. material para higiene oral. no sentido longitudinal. do tórax até o abdome. enxaguar. Fazer a higiene do rosto. a. 4. Começando do lado distal para o proximal.16 concorrente. Colocar a toalha de banho. 8. Mergulhar as mãos na bacia. 14. Abaixar o lençol em leque até o abdome sem expor o paciente. Começando do distal para o proximal. Colocar o material de modo que facilite a execução do procedimento. Preparar o material.

Trocar a água sempre que necessário. 31.17 19. . coxa posterior e glúteos. 28. 25. Sempre que possível. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. com vaselina sólida. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 20. Retirar o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritações na pele. coxa posterior. Desprezar a luva e toalha de rosto 23. Utilizar vaselina em pele seca e álcool em pele oleosa. 32. 21. 5. Colocar comadre e fazer higiene íntima conforme técnica descrita anteriormente. 22. glúteos e interglúteos. pele ressequida. Trocar a roupa de cama fazendo a desinfecção concorrente. 30. Cuidados importantes 1. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. 2. cavidade bucal e couro cabeludo. Lavar as mãos. 26. 29. Retirar a comadre e posicionar o paciente em decúbito lateral. Massagear. Colocar a camisola ou pijama e pentear os cabelos. Em seguida fazer proceder da mesma forma no outro pé. lesões). Desprezar a luva. 4. 3. as costas no sentido do retorno venoso. 27. Colocar um dos pés na bacia . Ensaboar e enxugar as costas. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. enxaguar e secar. condições da pele (sinais de escara.enxaguar e secar. Massagear com vaselina sólida os membros superiores no sentido do retorno venoso. Fazer a desinfecção do material usado e guarda-lo. Ensaboar. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. 24. lavar. Forrar o lençol com a toalha de banho.

c. Não é somente uma tarefa mecânica a ser executada em complacência rígida com a prescrição médica. desfaz-se quando atinge a temperatura do corpo. de modo a obter um efeito terapêutico. absorvido mais lentamente. Pasta: preparado semi-sólido mais espesso. Pílula: forma sólida que contém uma ou mais droga. Neste sentido a administração de medicamentos consiste: Em uma das mais sérias responsabilidades que pesam sobre o Enfermeiro Administrar medicamentos é um papel fundamental à maioria da equipe de Enfermagem. também pode ser instilado para um interior de um órgão ou cavidade do corpo. Drogas: é qualquer substância química capaz de produzir efeito farmacológico. Sendo assim. 1. A terapia medicamentosa consiste na administração de substâncias químicas que modificam o funcionamento corporal. medicamento envolto numa cápsula de gelatina. Requer pensamento e o exercício de juízo profissional. b. Solução: preparado líquido que pode ser usado via oral. d. Cápsula: fórmula sólida para uso oral. pois envolve aspectos legais e éticos de impacto na prática de Enfermagem. Supositório: forma sólida misturada com gelatina sob forma de olinha para inserção em uma cavidade do corpo (reto ou vagina). dever ser estéril se o uso for parenteral. f. Formas das drogas: as drogas estão disponíveis em uma variedade de formas e preparados. Loção: droga em suspensão líquida que é aplicada externamente para proteger a pele. líquido ou óleo. tais com: a. em forma de pó. parenteral ou externamente.18 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Essa técnica de Enfermagem é merecedora de reflexão na prática de Enfermagem. e. . uma falha pode ter conseqüências irreparáveis. Na nossa realidade de trabalho este procedimento quase sempre é executado por auxiliares e técnicos de Enfermagem. 2.

c. Efeito desejado: é a resposta desejada ou previsível que a droga causa ao paciente. i. Dose mínima: menor quantidade do medicamento em produzir o efeito terapêutico. Vício: é a dependência física e/ou psicológica da droga. estado nutricional e estado da doença).19 g. Efeitos leves como náusea discreta. Efeitos tóxicos: desenvolve-se após a ingestão prolongada de doses altas de medicamentos. . h. Efeitos colaterais: são efeitos adversos da droga. d. 3. Suspensão: partículas de drogas finamente divididas que estão dispersas em um meio líquido. e. fatores psicológicos (a atitude de um paciente. podem ser aceitáveis se o beneficio da droga for maior. Problemas relacionados com os efeitos das drogas a. Os efeitos das drogas podem ser influenciados por outros fatores individuais e ambientais. variáveis fisiológicas (sexo. comprimida em discos ou cilindros rígidos.: medicamentos iguais podem provocar reações diferentes em indivíduos diferentes. tais como: Diferenças genéticas. comumente uma forma de apresentação oral que não deve ser administrada por via endovenosa. em função do bem-estar ou alívio do sintoma. b. Xarope: medicação dissolvida em uma solução concentrada de açúcar. 1. Comprimido: forma em pó. Dose de manutenção: é a dose necessária para manter os níveis desejáveis b. f. idade. ou quando uma droga acumula-se no sangue em função de deficiência no metabolismo ou excreção. quando deixadas em repouso as partículas assentam-se no fundo do frasco. peso. dependendo do individuo ou da droga. Classificação da dosagem: a. Obs. Reações idiossincráticas: o paciente reage de modo excessivo ou deficiente ao medicamento ou tem uma reação diferente da normal. Reações alérgicas: podendo ser de forma leve ou grave. Estes efeitos podem ser inofensivos ou prejudiciais. condições ambientais ( o estresse e a exposição ao frio e ao calor). a reação ao propósito de uma droga).

Todo medicamento a ser administrado ao paciente dever ser prescrito pelo médico ou profissional de enfermagem. 6. Componentes essenciais da prescrição médica: a. Data e hora em que a prescrição é feita: dia. b. Tempo e freqüência de administração: serve para saber quando iniciar o tratamento e por quanto tempo. diarréia. Não conversar durante o preparo do medicamento para não desviar a atenção. Ao prepara a ao administrar. 3. 1. erupções. etc. Anotar qualquer anormalidade após administração do medicamento (vômitos. Dosagem: são incluídas a dosagem e potência do medicamento. 4. Nome do medicamento: a grafia correta é muito importante. urticárias. seguir a regra dos CINCO CERTOS: a. 2. Nome completo do paciente: distingue o paciente de outras pessoas homônimas. Dose letal: quantidade necessária para causar a morte. 8.20 c. e. Manter o local de preparo de medicamento limpo e em ordem. 7. c. Via certa c. mês e ano são incluídos. Via de administração: são usadas abreviaturas comuns para indicar as vias f. A prescrição do paciente deve ser mantida à vista do executante. Paciente certo b. Assinatura do médico ou profissional de enfermagem: a assinatura transforma a prescrição em requisição legal. g. 5.). Regras gerais na administração de medicamentos. 2. Dose certa . A hora ajuda a esclarecer certas medicações foram atualizadas ou suspensas. Lavar as mãos antes de prepara e administrar o medicamento Fazer a desinfecção concorrente da bandeja antes do preparo e após administração do medicamento. d. d. Dose máxima: é a maior quantidade da droga capaz de produzir efeito terapêutico sem danos para o organismo.

Posicionar o paciente adequadamente mantendo-o confortável. 20. vacinas. Horário certo e. 17. . 21. etc. 12. Identificar a seringa ou recipiente de via oral: enfermaria. Certificar-se das condições de conservação do medicamento (sinais de decomposição. armário. alguns antibióticos.). hora a ser administrado. 13. Controlar rigorosamente os narcóticos e seus derivados. soro antiofídico. Nunca administrar medicamento sem o rótulo. com tinta vermelha e durante o dia com azul. Medicamento certo 9.21 d. 16. Identificar o paciente. Checar e rubricar o horário do medicamento administrado durante a noite. 19. Antes de guardar o recipiente no local apropriado. Ler o rótulo do medicamento três vezes: a. turvação. frascos de Nutrição Parenteral Prolongada (NPP). Em caso de dúvida nunca administrar o medicamento. precipitação. Manter a bandeja de medicamento sempre à vista do executante. etc. antitetânico. supositórios. Manter sob refrigeração medicamentos como: insulina. 23. 24.). b. 15. Os antibióticos devem ser administrados no máximo 15 minutos antes ou 15 minutos depois do horário prescrito Não administrar medicamento preparado por outras pessoas. 10. Orientar quanto ao perigo da automedicação. 14. evitando assim causar danos ao paciente. Registrar todos os narcóticos e guardar as ampolas utilizadas. leito. Antes de preparar o medicamento. 18. via. Sempre verificar a data de validade do medicamento. Antes de retirar o recipiente do local onde estiver (farmácia. entre outros. deteriorização. certificando-se do seu nome completo. 11. anti-rábico. 22. até que a mesma seja esclarecida. c. nome do medicamento. guardando-os em GAVETA FECHADA COM CHAVE.

Obs. caso não haja contra-indicação. colocar um ponto (•) ao lado do horario da medicação da prescrição médica. e.22 25. • Satisfazer o quanto possível os pedidos do paciente quanto ao gosto. b. Ao prepara o medicamento. suco de frutas. gástrica. duodenal. Auricular. O medicamento foi suspenso. O paciente recusa o medicamento ou apresenta náuseas ou vômitos. Vias de administração. 26. evitando administração em dose dupla ou não administração do mesmo. endovenosa(EV) ou IV). fora do prazo de validade. sublingual. dissolvendo-se o medicamento em água. 10•. O paciente está em jejum. a. Gastrintestinal: ora ou bucal. d.: Medicamento não identificado. Nasal. Vaginal. devem ser diluídas. que pode ser melhorado. O medicamento está em falta no hospital. f. Cuidados na diluição • Todas as drogas que provocam irritações e com gosto forte. c. intramuscular(IM). Ex: 8•. Circular o horário em azul e anotar o motivo na coluna da observação quando. Parenteral: intradérmica (ID). Comunicar ao médico responsável e aguardar a sua conduta. ou com embalagem avariada. deve ser desprezado. . subcutânea (SC). visando a obtenção de efeito terapêutico. retal. Administração de medicamentos: É o processo de preparo e introdução de substância química no organismo humano. Ocular. O paciente não se encontrar na unidade. leite. Cutânea ou tópica. Caso o medicamento não tenha sido administrado por esquecimento.

. corticóides. digital.23 • • Xaropes devem ser administrados puros ou com leite quente. Quando o paciente está em jejum para cirurgias ou exames. devem ser ingeridos somente com água. Devem ser servidos com leite e/ou durante as refeições . de maneira geral . Antibióticos. não distante das refeições. Em casos de vômitos. Objetivos Obter efeitos no trato digestivo. Contra-indicações Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes. Medicamentos que danifiquem o esmalte dos dentes devem ser administrados com o uso de canudinho.Produzir efeitos sistêmicos após a absorção na circulação sangüínea. Econômico por custarem menos. O óleo de rícino ou outros óleos podem ser misturados com suco de laranja. Vantagens Método simples de administração. Salicilatos. Desvantagens Paladar desgostoso. Seguro por não romper as defesas orgânicas. • • • ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA GASTRINTESTINAL É a via em que a absorção da droga ocorre no aparelho gastrointestinal. . irritam a mucosa gástrica e põem produzir náusea e vômitos. limão ou chá ou café. Irritação gástrica. Via oral – é a administração de medicamentos pela boca.

5.24 Uso limitado. Checar o horário da administração do medicamento. Formas de apresentação Forma líquida (xarope. Colocar os medicamentos nos recipientes adequados com a respectiva identificação: nome do paciente. pastilhas. leito. suspensão. Prepara o material mantendo a prescrição medica próximo à bandeja. via. Material: conta-gotas. copos graduados ou colher. Procedimentos 1. Forma sólida (comprimidos. 7. emulsão. quarto. 2. durante e após administração do medicamento. Diluir o medicamento se necessário Chamar o paciente pelo nome completo. 9. no caso de clientes estar com dieta zero. drágeas. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. cápsulas. Anotar qualquer intercorrências antes. Esparadrapo ou etiquetas auto-adesivas). 6. higiene das mãos. Lavar as mãos. Lavar as mãos Identificar o paciente. 11. pérolas. 4. 12. perguntando seu nome completo. Avaliação inadequada da absorção. Não pode ser administrado em cliente inconsciente. gaze. elixir. Informar o paciente o nome e a ação do medicamento. outros). 8. . Verificar as condições do paciente: condições de deglutição. 14. 13. Verificar se o paciente não está em jejum. outros). Efeito sobre os dentes. 10. recipiente para medicamento sólido. presença de SNG. 3. Certificar-se de que o paciente tenha deglutido o medicamento. nome do medicamento abreviado (com fita adesiva. fita adesiva.

jejum e ou controle hídrico do paciente. 9. Os medicamentos em pó devem ser dissolvidos. devese preferencialmente diluí-lo para obtenção de dosagem correta. Dissolver os medicamentos para os pacientes que apresentam disfagia (dificuldade na deglutição) Os medicamentos por via oral devem ser diluídos. O copo graduado tem as seguintes medidas (sistema caseiro): a. Cuidados importantes 1. Quando não houver correspondência entre a dose prescrita e o comprimido disponível. 12. por exemplo). Evitar mistura dos medicamentos em forma líquida.. 6. Os medicamentos à base de óleos devem ser administrados com outros líquidos de sabor agradável (sucos. 10. 3 ml = 1 colher de café e. Antes de prepara o medicamento certificar-se da dieta. nunca oferecer o medicamento ao cliente na sua própria mão. Ao colocar o medicamento no recipiente. 7.25 Obs. Homogeneizar os medicamentos em suspensão antes de colocar no recipiente. 15 ml = 1 medida adulta f. 5 ml = 1 colher de chá d. Fazer limpeza do frasco de medicação e devolve-lo ao local apropriado. Após a ingestão deste. 8. 2. 3. . 5 ml = 1 medida infantil 5. oferecer mais água. 4. b. mantê-lo no nível dos olhos. 10 ml = 1 colher de sobremesa c. 11. colocar o rotulo voltado para a palma da mão para evitar suja-lo. Ao manusear vidros com medicamentos líquidos. certificando-se da graduação correta. em 15 ml de água.: Sempre colocar o medicamento na tampa invertida do vidro ou em copos. no máximo. 15 ml = 1 colher de sopa.

Material – estetoscópio. 3. evitando desconforto para o paciente. copo graduado. 2. exceto quando contraindicado. 6. Colocar o medicamento sob a língua do paciente e orienta-lo para não deglutir a saliva até dissolver o medicamento.a fim de remover partículas aderidas na sonda e introduzir todo medicamento até o estômago. utilizando bolas de algodão com álcool. triturador. recipiente para lixo. após a administração do medicamento. gaze. Colocar o paciente em posição de fowler para evitar aspiração. Introduzir lentamente o medicamento por sinfonagem. A via sublingual possui ação mais rápida do que a via oral. 2. copo com água e cuba rim.26 Via sublingual: nesta via os medicamentos são colocados sob a língua e absorção se dá nos vasos sanguíneos existentes no dorso da língua. Fazer a desinfecção da extremidade da sonda antes e após a administração de medicamentos. desta forma. a flatulência. . quando utilizada em cliente inconsciente ou incapacitado de deglutir. Material: recipiente com medicamento. 5. 4. Lavar a sonda com 10 a 20 de água ou soro fisiológico. Na introduzir ar evitando. bolas de algodão com álcool. Fornecer água ao paciente para enxaguar a boca e remover resíduos alimentares. seringa de 20 ml. Procedimentos 1. Certificar-se se a sonda está no estômago através da ausculta com estetoscópio e aspiração do suco gástrico. a fim de obter o efeito desejado. 3. Não administrar por VIA ORAL porque o suco gástrico inativa a ação do medicamento. Procedimentos 1. Via gástrica: É a administração do medicamento através da sonda gástrica. espátula. 4. ou através de seringa.

com o dedo indicador. Caso a sonda tenha a finalidade de drenagem. com auxílio do papel higiênico. medicamento. 7. 6. Colocar o paciente em decúbito lateral ou SIMS expondo somente a área necessária para a introdução do supositório. espátula. Afastar a prega interglútea. Material – gaze. Procedimentos 1. para melhor visualização do ânus. Visando absorção através de poros até atingirem acorrente sanguínea. 5. Material: gaze. antissépticos. Introduzir o supositório além do esfíncter anal delicadamente. medicamento. e pedir ao paciente que o retenha por trinta minutos. Tem ação local ou sistêmica. Via retal: É a introdução de medicamento na mucosa retal. Pode ser aplicado por fricção à pele. 8. sob a forma de supositório ou clister medicamentoso. recipiente para lixo. 3. papel higiênico. Caso o paciente tenha condições de auto-aplicação. orienta-lo quanto ao procedimento. através do ânus. na forma de loções. luva de látex. numa profundidade correspondente ao dedo indicador. pomadas.27 7. 4. adesivos. Certificar-se de que o supositório realmente tenha sido introduzido. recipiente para lixo. cremes ou gel. Orientar o paciente a respirar fundo ao introduzir o supositório. Procedimentos . 2. Envolver o supositório numa gaze. Calçar a luva de látex para autoproteção. Via cutânea ou tópica: É a aplicação do medicamento na pele. mantê-la fechada por 30 minutos após a administração de medicamentos.

Material: frasco de medicamento. 5. Via auricular: É a introdução de medicamentos no canal auditivo externo. recipiente para lixo. pruido. Orientar o paciente quanto à manutenção da posição inicial por cerca de 03 a 05 minutos. de modo que a cabeça fique inclinada para trás (cabeça em hiperextensão). eritema. proteger a mucosa nasal e tratar infecções. Paciente em decúbito dorsal: colocar o travesseiro sob o ombro. Via nasal: É a aplicação de medicamento na mucosa nasal. Desprezar a primeira porção da pomada. conta-gotas. com o objetivo de prevenir ou trata processos inflamatório e infeccioso. b. Antes de aplicar a pomada. 3. Fazer a limpeza da pele com água e sabão antes da aplicação do medicamento. Observar qualquer alteração na pele: erupções. Paciente sentado: inclinar a cabeça para trás. Material: gaze. Facilitar a drenagem de secreção nasal. 2. Facilitar a saída de cerúmen e corpo estranho.28 1. 6. Procedimentos 1. a. gaze. retira-lo com auxílio da espátula. etc. . 2. se necessário (pele oleosa e com sujidade). medicamento prescrito. 4. Posicionar o paciente e lateralizar a cabeça. Desprezar uma gota de medicamento. fazer o teste de sensibilidade. Procedimentos 1. Aplicar o medicamento massageando a pele delicadamente. edema. Prepara o paciente. 5. Com o objetivo de aliviar a congestão nasal. Posicionar o canal auditivo no adulto da seguinte maneira: segurar o pavilhão auditivo e puxar delicadamente para cima e para trás. Instilar o medicamento no canal auditivo sem contaminar o conta-gotas. 3. Quando o medicamento for armazenado em recipiente. 4. recipiente de lixo.

6. 2. Com o objetivo de diminuir a infecção vaginal. Antes da aplicação do medicamento. . Instruir o paciente para que permaneça nesta posição por 02 a 03 minutos. Pingar o medicamento no núcleo da conjuntiva ocular (porção média da pálpebra inferior). Solicitar ao paciente que feche as pálpebras e faça movimentos giratórios o globo ocular.29 2. Pedir ao paciente que olhe para cima.Aplicar anestésico. sob forma de colírio ou pomada. Prevenir infecção vaginal. sem tocar o conta-gotas ou o tubo de pomada na conjuntiva. Diminuir a congestão ocular. Evitar ulceração da córnea. Procedimentos 1. geléias. Remover o excedente do medicamento com a gaze. Provocar midríase (dilatação da pupila) ou miose (constrição da pupila). Instilar o medicamento nas narinas evitando que o conta-gotas toque a mucosa nasal. deposita-la ao longo de toda extensão do saco conjuntival inferior. Afastara a pálpebra inferior com o dedo polegar – com auxílio da gaze – apoiando a mão na face do paciente. 3. no saco conjuntival inferior. sob a forma de óvulos. Com o objetivo de Combater infecção. Preparar o paciente colocando-o em decúbito dorsal ou sentado com a cabeça inclinada para trás. 3. Ao aplicar a pomada. 4. espumas ou lavagem vaginal. a fim de que o medicamento penetre profundamente na cavidade nasal. Preparar a paciente para cirurgias dos órgãos genitais. a fim de dispersar o medicamento. 8. gaze. Via ocular: Consiste em aplicar medicamento. Desprezar a primeira porção da pomada ou uma gota do colírio. 5. conta-gotas se necessário. . Via vaginal: Consiste em introduzir o medicamento na mucosa vaginal. Material: medicamento (pomada ou colírio). remover secreções e crostas. 7. pomadas. recipiente de lixo.

Procedimentos 1. Colocar o óvulo ou a pomada vaginal no aplicador próprio. 3. aplicador próprio. Vantagens Absorção mais rápida e completa. 6. 4. Colocar a paciente em posição ginecológica. 7. antes da aplicação. Fazer higiene íntima. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA PARENTERAL Conceito – É a administração de um agente terapêutico pelas vias Intradérmica (ID). Em caso de paciente VIRGEM: qualquer medicação via vaginal pode ser administrada utilizando-se ESPÉCULO DE VIRGEM. 5. Maior precisão em determinar a dose desejada. Intravenosa ou Endovenosa (IV ou EV). Subcutânea (SC). geralmente causada pela picada da agulha ou pela irritação da droga. gaze. 8. Em casos de engano pode provocar lesão considerável . Possibilidade de administrar determinadas drogas que são destruídas pelos sucos digestivos. Obtenção de resultados mais seguros. se necessário. ou uma seringa na qual adapta-se uma sonda uretral nº 4 ou nº 6. 9. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar – com auxilio de gazes. Intramuscular (IM). 2. recipiente para lixo.30 Material – medicamento (óvulos e pomadas vaginais). Desvantagens Dor. Lavar o aplicador com água e sabão ( o aplicador é de uso individual). Introduzir delicadamente o aplicador. 10 cm aproximadamente. Retirar o aplicador e pedir que è paciente para que permaneça no leito. e pressionar seu êmbolo. Respeitar a privacidade da paciente cercando a cama com biombos.

ou à aplicação de pressão muito forte na injeção de drogas em suspensão ou oleosa. Requisitos básicos para a administração da droga As soluções devem ser absolutamente estéreis.lipotímia. Má absorção das drogas: Quando a droga é de difícil absorção. O traumas tissulares são de etiologias diversas. impossível retirá-la. Uma vez administrada a droga. com conseqüências microembolias locais ou gerais). dor parestesias. a fim de evitar rutura de capilares. ruborizada. causando a rutura de capilares. ou é injetada em local inadequado pode formar nódulos ou abscessos. Podendo ser local ou geral. isentas de substâncias pirogênicas O material usado na aplicação deve ser estéril e descartável. nódulos e . óleos ou cristais de drogas em suspensão. que fazem com que a droga não surta efeito. que causa lesão na pele ou ferimentos. Podem ser 1) locais (áreas avermelhadas. introduzir ar coágulos ou substância oleosa ou suspensões por vis IV. equimoses. hematomas. Problemas que podem ocorrer na administração Infecções: Pode resultar da contaminação do material. Embolias: Resultam da introdução na corrente sangüínea de ar coágulos. A introdução de líquidos deve ser lenta. É um acidente grave conseqüente da falta de conhecimento e habilidade do profissional (falta de aspiração antes de injetar a droga.31 Devido ao rompimento da pele pode ocorrer o risco de adquirir infecção. dolorida. Fenômeno alérgicos: Aparecendo devido á susceptibilidade do índividuo ao produto usado para anti-sepsia ou ás drogas injetadas. Traumas: Psicológico podendo ser: medo. choro. podendo ser decorrentes de agulhas romba ou de calibre muito grande. intumescidas. paralisias. ou 2) sistêmicas (Esta infecção pode generalizar-se dando origem à infecção sistêmica – septicemia – provocada por microorganismos oriundos de um ou mais foco de infecção e multiplicação dos microorganismos na corrente sanguínea). hemorragias. podendo aparecer abscesso). tensão. O medo pode à contração muscular impedindo a penetração da agulha acarretando acidentes ou contaminação acidental do material. recusa do tratamento. da droga ou em conseqüência das condições predisponentes do cliente (mal estar geral e presença de focos infecciosos).

Cuidados gerais Lavar as mãos. inserção inferior do deltóide. geralmente. dessensibilazação e imunização (BCG).32 necroses. Posição da agulha – A agulha é inserida na pele formando ângulo de 15º ou paralela à superfície da pele. Explicar ao paciente quanto ao procedimento. Fazer anti-sepsia da pele. causado por técnica incorreta.5. Manejar corretamente o material esterilizado. Etiqueta de identificação. A inserção da agulha deve ser somente o bisel. Utilizar técnica asséptica no preparo a fim de minimizar o perigo de injetar microorganismos na corrente sangüínea ou nos tecidos. Áreas de aplicação – Face interna do antebraço. Volume máximo permitido é de 0. Utilizar o método de administração corretamente. desconhecimento dos locais adequados para diversas aplicações. Locais onde há pouca pilosidade e pigmentação. Via intradérmica (ID) Conceito – É a introdução de pequena quantidade de medicamento na derme. 8 ou 4. . escapular.5 ml. falta de rodízio dos locais. para testes cutâneos. Material Seringa de 1cc Agulha 13x3. A droga é injetada. onde o suprimento sangüíneo é reduzido e a absorção ocorre lentamente.

local de aplicação e do comprimento da agulha. sob a epiderme. Posição da agulha – O ângulo depende da quantidade de tecido subcutâneo. lentamente . quando injetada por esta via. 3. Introduzir a agulha com impulso. às articulações e ao umbigo. 5. Retirar a agulha sem fazer compressão no local. Retirar agulha fazendo leve compressão do local. 4. Injetar o medicamento. Fazer uma prega na pele com os dedos polegar e indicador. Fazer anti-sepsia ampla no local. tracionar o êmbolo para certificar-se de que não tenha atingido um vaso.33 Procedimentos 1. a agulha 25x6 é inserida na pele formando ângulo de 45º. Áreas de aplicação – Face externa do braço. levemente. pois o objetivo é retardar a absorção da droga que. Em geral. região glútea.5 a 1 ml de medicamentos. Fazer anti-sepsia ampla da pele. e flanco direito ou esquerdo.8 é inserida perpendicularmente à pele ou em ângulo de 90º. Em seguida. pode provocar fenômenos alérgicos graves dependendo das condições do cliente. Aplicar lentamente o medicamento. 3. 6. região periumbilical. . Procedimentos 1. Introduzir somente o bisel. Evitar aplicação próxima à região inguinal. A agulha de 13x3. Via subcutânea (SC) Conceito – É a introdução de uma droga no tecido subcutâneo ou hipoderme. voltado para cima. 4. Esticar a pele com auxílio dos dedos polegar e indicador. Administra somente de 0. na cintura e na linha mediana do abdome e face anterior do antebraço (insulina). É indicada para drogas que não necessita ser rapidamente absorvidas (absorção mais lenta que a via IM e EV). 2. face externa da coxa. 5. 2. até a formação da pápula. sem friccionar a pele. para facilitar a introdução da agulha. região escapular.

responsável pela motricidade dos membros inferiores. A quantidade a ser administrada não deve ultrapassar 05 ml. DORSO GLÚTEO (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) . Via intramuscular (IM) Conceito – É a introdução de medicamentos nas camadas musculares. Obs. Áreas de aplicação – A seleção de uma região para injeção intramuscular depende de vários fatores: idade. a fim de evitar o risco de lesar as fibras musculares. Posição da agulha – A inserção da agulha deve ser perpendicular à pele. Depois da via EV é a mais rápida de absorção devido a maior vascularização deste tecido.: A posição do bisel da agulha na via subcutânea é indiferente. A localização correta é importante para não lesar o nervo radial. ou formando ângulo de 90º. ou a droga ser injetada no tecido subcutâneo. Locais utilizados DELTÓIDE A aplicação do medicamento deve ser na parte mais volumosa de massa muscular. natureza do medicamento e estado da pele. Mudar diariamente o local de aplicação (insulina).34 7. GLÚTEO Observar o local de introdução da agulha para evitar lesão do nervo ciático. quantidade de tecido.

dores tardias. 2. Procedimentos 1. coloca-se a mão esquerda no quadril direito. Fazer massagem no local após aplicação. Para localização correta. e tem pouco tecido adiposo. Aplicação em Z ou com desvio: É usada para evitar o refluxo da medicação. lesões nervosas. para diminuir o desconforto. apoiando o dedo indicador sobre a espinha ilíaca ântero-superior e a palma voltada sobre a cabeça do fêmur. pois não há vasos e nervos importantes. Tracionar o êmbolo até retornar as bolhas de ar. Acidentes na aplicação de injeção intramuscular Abscesso. Aplicar com um único impulso. Posicionar o bisel da agulha seguindo o sentido da fibra muscular para minimizar lesão das mesmas. afastar os demais dedos formando um triângulo e aplicar no meio deste. local livre de vasos e nervos importantes. necrose de tecido. toma-se uma linha que vai da crista ilíaca posterior à borda inferior da nádega. e outra que vai das últimas vértebras sacrais à parte superior da articulação coxofemoral A injeção é feita no quadrante superior externo. .35 Para evitar lesar o nervo ciático: divide-se a nádega em quatro partes. Injetar o medicamento lentamente. 4. ou vice-versa. 3. Puxar a pele ou o tecido para um dos lados e manter assim até o fim da aplicação. VENTROGLÚTEO OU HOCHSTETTER (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) Esta região é indicada para crianças ou adultos. prevenindo irritação subcutâneas ou manchas pelo gotejamento da solução no trajeto da agulha. 5. Fazer anti-sepsia ampla. COXA – MÚSCULO LATERAL DA COXA Aplica-se no terço médio externo da coxa. 6. sem hesitar.

SC. estéril. Efetuar NPP Instalar terapêutica com sangue. papel toalha. inserir a agulha. Material Bandeja contendo seringa de preferência de bico lateral. Condições da droga: sem precipitação. hemorragias e cirurgias. Administração de drogas contra-indicadas pelo VO. aspirar com a ajuda dos dedos polegar e indicador e empurrar o êmbolo com o polegar. . IM. choque.36 Com a outra mão. diluição correta. sem flocos. Garrote Toalha. Administração de grandes volumes de solução em casos de desidratação. Retirar a agulha e só então liberar a mão não dominante. Agulhas Algodão e álcool à 70%. Áreas de aplicação – Veias superficiais de grande calibre da região cubital (cefálica. Posição da agulha – Ângulo de 15º ou paralelo à pele. por sofrerem a ação dos sucos digestivos ou por serem irritantes para tecidos. dorso da mão e antebraço. Via intravenosa (IV) ou Endovenosa (EV) Conceito – É a introdução do medicamento diretamente na corrente sangüínea. mediana e basílica). Finalidade Obter efeito imediato do medicamento. deixando o tecido SC e a pele voltar ao norma.

5. soltar o garrote. Puncionar a veia. Fixar a veia e esticar a pele com auxilio do dedo polegar. Devendo-se usar equipos com infusor lateral ou na falta deste dispositivo. Calçar as luvas. 8. Retirar a agulha fazendo compressão no local. com o braço voltado para baixo. Saco para lixo. 3. hematoma. Aplicar a droga. observando a reação do paciente. embolia. 6. Obs. sem friccionar a pele. Aplicações de medicações EV em paciente com soro: A aplicação através de borrachinha deve ser evitada. Luva de procedimento. lentamente. 7. Acidentes na aplicação de injeção por via endovenosa Infiltração. equimose. . Fazer antissepsia ampla obedecendo o retorno venoso. 4.37 Etiqueta de identificação. desconectar o equipo do sóror e conectar a seringa com a medicação tendo cuidado para não contaminar o equipo. inflamação local e abscessos. flebite e tromboflebite. 2. esclerose da veia. Garrotear 4 cm acima do local escolhido para punção a fim facilitar a visualização e seleção das veias. Posicionar o bisel da agulha voltado para cima.: Para facilitar o aparecimento de veia pode-se utilizar os seguintes recursos: aquecer o local. Procedimentos 1. aumentando assim o fluxo sangüíneo. choque. pedir ao paciente que faça movimentos com as mãos. fazer massagem no local. Refluindo o sangue.

7. Colocar escala de horário no frasco de soro. Manter equilíbrio dos eletrólitos. 12. Conectar o equipo no frasco de soro. garrote. Puncionar a veia conforme as inscrições para injeção endovenosa. Identificar o soro. Repor líquidos. em quantidade relativamente grande. recipiente para lixo. . Fazer o nível da câmara gotejadora e do equipo e retirar todo o ar do mesmo. Desinfetar o gargalo e o bico do frasco de soro com algodão embebido em álcool. 14. 5. 10.38 VENÓCLISE Conceito – É a infusão de solução dentro da veia. Administrar nutrientes. Objetivos: Manter veia para medicação. 13.Puncionar veias que estejam. esparadrapo ou adesivo antialérgico. Lavar as mãos. 3. Colocar o frasco de soro no suporte. 15. Em seguida. escalpe ou agulha. Cortar o bico do frasco de soro com tesoura estéril. Abrir o pacote do equipo de soro. identificação de soro. equipo de soro. Procedimentos 1. fechar a presilha. Preparar o material. 2. tesoura limpa. Abrir a presilha do equipo imediatamente e certificar-se de que a agulha esteja dentro da veia. 4. 6. 9. recipiente com bolas de algodão embebido em álcool. 8. 11. distantes de articulação para evitar que com o movimento transfixe a veia. Material: frasco com solução prescrita. tesoura estéril. Conectar escalpe ou agulha na extremidade do equipo e retirar o ar. Orientar o paciente quanto ao procedimento. Levar todo o material na unidade do paciente.

Lavar as mãos. 20. . Manter o equipo sem bolhas de ar. 18.05 500ml Cuidados importantes 1. 6.39 16. observando a presença de edema. Fixar a agulha ou escalpe com esparadrapo. Observar o local da punção venosa freqüentemente. controlar o gotejamento do soro para manter o fluxo constante. Ocorrendo retorno de sangue constata-se que a agulha está dentro da veia. abaixar o frasco de soro a níveis inferiores ao do local da infusão. Ex. Controlar rigorosamente o gotejamento de soro para evitar desequilíbrio hidroeletrolítico. infiltração de soro e queixas do paciente. Evitar punções venosas em veias localizadas nas articulações. 3. Verificar a infusão em intervalos regulares para manutenção do volume do fluxo. Se a punção venosa for próxima de uma articulação aconselha-se o uso de tala para evitar transfixação da veia pela agulha. rubor. Caso modifique a altura do frasco. 4. anotar a freqüência e o motivo. 19. Para verificar se a agulha está dentro da veia. 9. 5. Anotar na prescrição médica: horário de início do soro e checa-lo. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 8. Controlar o gotejamento do soro conforme a prescrição médica. 7. de rótulo de soro: Nome: Manoel Silva Soro glicosado à 5% Início: 08 horas Término: 16 horas Gotejamento: 21 gts/min Data: 08/02 Iniciais de quem preparou Enf. Caso haja dificuldade em puncionar a veia. 17. 2.: 03 1.

para controlar o volume infundido? Marcar na fita o inicio e o fim da infusão do soro. início. Pacientes que deambulam devem ser orientados para manter o frasco elevado com gotejamento contínuo. 12. 1ml = 20 gotas 20 gotas = 60 microgotas. números de gotas.medicação. Sempre que possível iniciar a punção das veias pelas extremidades do membro superior. recipiente para lixo. À medida que o soro vai sendo infundido será possível verificar se ele estará adiantado. A identificação de soro deve conter os seguintes dados: nome. então temos: Nº de microgotas = nº de gotas x 3 Retirada de venóclise Material: recipiente com bolas de algodão seco. recipiente com bola de algodão embebido em álcool. Para fazer o cálculo em microgotas é só seguir a formula: Nº microgotas/min = V/T Podemos fazer cáculo do número de microgotas de uma outra maneira como uma gota é igual a 3 microgotas. término.3 T = tempo em horas Como deveríamos fazer a fita de horário.40 10. benzina ou éter. 11. enfermaria. tira de esparadrapo. data. Cálculo de gotejamento Para fazer o cálculo em macrogotas é só seguir a fórmula: Onde: V = volume em ml Nº de gotas/min = V/T. atrasado ou no horário. leito. Procedimentos . bastando compara o seu nível com a marcação no horário da fita. dividir a fita em 6 partes iguais. rubrica.

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1. 2. 3. 4. 5. 6.

Lavar as mãos. Orientar o paciente quanto ao procedimento. Prepara o material. Fechar a presilha do equipo. Descolar o esparadrapo com bolas de algodão embebido em benzina. Comprimir o local junto ao escalpe ou agulha com algodão embebido em álcool e retira-lo. Pressionar o local, de onde foi retirada a agulha ou escalpe, até obter a hemóstase. a. O algodão com álcool não deve ser friccionado. b. Se necessário, promover a hemostasia utilizando uma tira de esparadrapo.

7. 8. 9.

Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos. Anotar na prescrição: horário e procedimento.

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ANEXOS

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no sentido de restaurar o equilíbrio osmótico. c. Plasma d. HIPOTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica inferior à do plasma. A pressão osmótica é aquela que “puxa” água através da membrana semipermeável das células. de uma região com pequena concentração para outra com concentração maior de solutos (por exemplo: íons sódio. .44 ASSIMILAÇAO FISIOLÓGICA DAS SOLUÇÕES SALINAS SALINAS 1. critrócitos) são envolvidas por uma membrana semipermeável. TIPOS DE LÍQUIDOS: ISOTÔNICO – uma solução com a mesma pressão osmótica do plasma. Solução glicosada em 2. Solução glicosada a 5% (SG 5%). as células se expandirão ou incharão. c. A administração desta solução geralmente dilui a concentração de soluto do plasma e força a passagem de água para as células.45%. Solução fisiológica a 0. a.9%. Albumina a 5% ii. Solução fisiológica a 0. b. Componentes do sangue i.7%. Solução fisiológica a 0.9%. neurônios. O resultado final é a diluição e o equilíbrio entre os compartimentos intracelular e extracelular. HIPERTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica maior do que a do plasma. glicose sanguínea). a. as células encolherão. de maneira a restabelecer o equilíbrio intracelular e extracelular. 2.5% em soro fisiológico a 0. 0.45%. a. A administração deste líquido aumenta a concentração de soluto no plasma. b. Ringer com lactato.2%. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. PRINCIPIOS: As células (por exemplo.

puxando o líquido do interstício para a circulação e aumentando temporariamente a volemia). Sangue total e seus componentes.). e. hetamido (Hespan). aminoácidos e calorias. dextran. COMPOSIÇÃO DOS LÍQUIDOS: a. f. b. K+. Cl-.45% (apenas levemente hipertônica porque a glicose é rapidamente metabolizada e só produz uma pressão osmótica temporária). eletrólitos.gluconato). Hiperalimentação parenteral – água. c. Solução glicosada a 10%. g. Glicose a 5% em Ringer lactato. f. d. e. Mg++. Cl. c. K+. g. Solução glicosada a 20%. Soluções Salinas – água e eletrólitos (Na+. eletrólitos. Expansores do plasma – albumina. (exercem maior pressão oncótica. Ca ++. algumas calorias (Na+. Albumina a 25%. fração protéica plasmática a 5% (Plasmanato). Isotônica balanceada – água. Cl. . d. lactato). Solução fisiológica a 3% e 5%. Ringer lactato – água e eletrólitos (Na+. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0.45 b. Soluções glicosada – água glicose e calorias.

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REGRA DEYONG: DOSE INFANTIL = I. As doses infantis são baseadas na idade ou peso. FRIED E CLARCK.: Um exemplo simples para cálculo de dose de medicamento é feito com a regra de três. A.: Nº DE MICROGOTAS X3 GT = GOTEJAMENTO 20 = CONSTANTE DA FÓRMULA (1ML = 20 GOTAS) OBS. somente uma fração de uma dose de adulto. CÁLCULO DE DOSES INFANTIS: As doses infantis podem ser calculadas pelas regras de YOUNG. X D. C + 12 IC = IDADE DA CRIANÇA EM ANOS DA = DOSE DO ADULTO 12 = CONSTANTE DA FÓRMULA . São naturalmente. 1. C.53 CÁLCULO DE DOSE DE MEDICAMENTOS CÁLCULO DE GOTEJAMENTO: GT = VT TX3 T = VT 3XGTS VT = VOLUME TOTAL T = TEMPO EM HORAS 3 = CONSTANTE DA FÓRMULA GT = V X 20 Nº DE MINUTOS OBS.

. 0. 0. 0.000 U. DOSE INFANTIL IC (EM MESES) X DA 150 IC = IDADE DA CRIANÇA EM MESES DA = DOSE DO ADULTO 150 = CONSTANTE DA FÓRMULA REGRA DE CLARCK = DI = PESO (KG) X DA 70 DA = DOSE DO ADULTO DI = DOSE INFANTIL 1. Para administrar-se 1.5 ml 2.54 REGRA DE FRIED: A regra de Fried é usada para calcular a dose de bebês com menos de um ano.3 ml d.000 U cm 5 ml. C Complexo B 400 ml 20 ml 10 ml 5 ml 3 ml Em um período de 6 horas. No rótulo de liquemine. Quantas gotas deverão correr por minuto? Considerando o equipo macrogotas). a. Devemos administrar o seguinte soro: SG5º/ Nacl 30% Kcl 19.4 ml e. debe-se aspirar a seguinte unidade em ml.1 ml b. 0.1% Vit.2 ml c. lê-se: 25. 0.

2. a. de 6 em 6 horas.0 ml.7 ml. via intramuscular. 4. ela deverá administrar.9% correr em 30 minutos (macrogotas).SERINGA PRESCRIÇÃO ------------------------. 1.3 ml c. Para atender a dose prescrita.5 ml b. 1000 ml de SG 5% em 8 horas (microgotas). Foi prescrito 16 U de insulina.9% 100 ml em 12 horas (macrogotas).5 ml d.4 ml b. qual será o volume aspirado para fazer a dose prescrita. 0.000 UI em 50 ml de SF 0. Calcule o nº de gotas/min. 0. d.: FRASCO U --------------------------. Penicilina cristalina 50. SG 5% 300ml + SF 0. 0. c.1% 10 ml em 8 horas (microgotas).X .9% correr em 30 minutos. (macrogotas) b. A enfermeira dispõe do medicamento em frasco de 1 grama em pó e do diluente cm ampla de 3. Das seguintes prescrições médicas: a. 0. Gramicina 10 mg cm 20 ml de SF 0. 1. sabendo-se que na enfermaria há somente seringa de 1 ml.0 ml 5. f.55 3. SG 5% 500 ml + Nacl 30% 20 ml + Kcl 19. e. 2. mas temos disponível insulina de 80 U. 3. 500 ml de SG 5% em 8 horas (macrogotas).2 ml e. 0.0 ml d. Obs.7 ml c. a. Um paciente precisa receber ampicilina sódica 500 mg.5 ml e.

O fenômeno de Arthus é uma reação provocada por: a. d. Injeções que seguem rotatividade dos músculos c. Choque pirogênico. Infiltração e tremores. Identificar a seringa e adaptar a agulha 40X6. d. c. Infiltração. hemorragia e congestionamento da face. Utilizar agulha 13X3. hiperemia.) 53421 b) 45132 c) 52134 d) 34521 ( ( ( ( ) Presença de coagulo sanguíneo ou medicamento oleoso na )Rompimento da mesma veia ou aplicações de substâncias ) Hipersensibilização à droga ) Presença de bactéria na solução luz do vaso irritante. dilatação dos vasos. edema. c. 7. b. . Injeções repetidas no mesmo local b. Trocar a agulha após o preparo e identificar a seringa.8. Utilizar a mesma agulha no procedimento. Referente ao enunciado anterior. Correlacione os acidentes que podem ocorrer na aplicação de injeção endovenosa. hemorragia e necrose no ponto de inoculação. Choque anafilático c. edema. após a diluição. Infiltração. No preparo de medicamento injetável IM e/ou EV utilizando frasco (pó). Erro da via de administração d. Edema infiltração. cianose. 8. a. 9.56 6. Embolia d. Flebite a. edema de glote e hemorragia. o que ocasiona: a. b. a enfermagem deve: a. o fenômeno ocorre devido a não absorção do antígeno. Hematoma e. Erro na dose de administração. b.

Podemos reduzir a dor nas injeções. Quantos ml devemos aspirar. após verificar o prontuário. Se a dose adulto de certa droga é 1 cc. 11. Quantos ml devemos aspirar? 12. Qual o gotejamento que deve ser colocado para essa infusão permanecer até as 7:00 hs do dia subseqüente? 14. O enfermeiro recebeu o plantão ás 19 horas e. Deixar pequena bolha de ar na seringa d. utilizando as seguintes técnicas exceto: a. restando apenas 400 ml a ser infundido.57 10. Um bebê de 6 kg precisa tomar uma dose de acetato de cortisona. do paciente dôo L 01. 13.0 g para dose de manutenção. Foi prescrito Teinam 250 mg EV 6/6horas. Foi prescrito Keflin 120 mg EV 6/6horas. E temos disponível Teinam 500 mg fr/amp para diluir em 20 ml. quanto deverá ser dado a uma criança que pese 20 quilos? 15. Temos no posto Keflin 1g para diluir em 10ml. observa que o mesmo encontra-se na sexta e última fase de soro. Injetar solução vagarosamente c. Introduzir a agulha vagarosamente e injetar o líquido rapidamente. A dose adulta de biontal é 2. Qual deverá ser a dose para a criança? . Realizar rodízio de locais b. A dose adulta é 150 mg. Qual será a dose de biontal para uma criança de 12 anos? 16.

Potentes antinflamatórios e antialérgico. c. Os corticosteróides são: a. Insulina 18. o medicamento que deve ser prontamente providenciado é: a. . Todas estão corretas. Aminotilina c. Imunossupressor. b. Um paciente foi atendido com uma crise de asma.58 17. Utilizados na anafilaxia. Dolantina d. d. digoxina b. Heparina e.

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ou colecistectomiu (não e inflamação • Condições assépticas.76 CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS QUANTO A SUA CAUSA (SITUAÇÃO EM QUE FORAM RODUZIDAS: CIRÚRGICAS. sinais de Apencidectomi a supurado). POTENCIALMEN TE CONTAMINADAS : Envolvem do a trato abertura digestivo. TRAUMÁTICAS E ULCERATIVAS) SEGUNDO O RISCO DE INFECÇÃO AS FERIDAS CIRÚRGICAS PODEM ESTAR EM 4 CATEGORIAS: FERIDAS CIRÚRGICAS LIMPAS: manipulados contém fácil descontaminação. a 2% • Sem processo inflamatório. cirurgia cardíaca neurológica précontaminação. órgãos não população CARACTERÍSTIC IAS • Sem sinais EXEMPLO AS/CIRCUNSTÂNC S de Mastectomia. gastrectomia. • Condições Assépticas técnica. geniturinário. . pequena quebra na a. • Risco de infecção de 7 a 8% bacteriana ou são de • Risco de infecção 1 sem respiratório.

fluido gástro-intestinal. emergência.77 CONTAMINADAS: Pelas circunstâncias que a provocaram. • Corpo estranho ou contaminação fecal. possuem maior probabilidade de altas cargas bacterianas. 20%. • Feridas cronicamente. INFECTADAS: Realizadas em tecidos com processo infeccioso já instalado no momento da cirurgia • Presença de secreção Apendicite purulenta. há menos de 4 horas. • Infecção clínica Pré.drenagem • Trauma penetrante há empiema. mais de 4horas. . penetrante intestino • Grande derramamento de trauma abdominal • Lesão traumática exposta envolvendo por abertas (ferimento arma branca ou de • Risco de infecção de 15 a fogo). existente. de abscessos. CARACTECRISTICAS/ CIRCUNSTÂNCIAS EXEMPLOS de • Grande desvio da técnica Cirurgias estéril. • Risco de infecção supurado.

(MÚSCULO. ABSORVER. DE E DE PELE. TENDÃO. OU PERDA DE PELE PERDA OSSO) ESTÁGIO IV PROTEGER. COBRIR. ESTÁGIO III PROTEGER. PREVENIR INFECÇÃO. ABSORVER. ABSORVER. GRÂNULO PASTA. HIDRATAR. COBRIR. LIMPAR. ALGINATO CÁLCIO. LIMPAR. ISOLAR. HIDRATAR. ISOLAR. HIDROCOLÓIDE. ALGINATO CÁLCIO. HIDROCOLÓIDES. (SOMENTE FERIDAS EXSUDATO). PARA COM • DE • • HIDROCOLÓIDES ALGINATO CÁLCIO ( EXSUDAÇÃO). • • • PELÍCULAS TRANSPARENTES. ISOLAR.78 VARIEDADES DE COBERTURAS DE FERIDAS PELE AVERMELHADA NÃO ROMPIDA ESTÁGIO I COBRIR. HIDRATAR. PROTEGER. ESTÁGIO II COBRIR. INFECÇÃO. • • • SPRAY GEL PELÍCULAS TRANSPARE NTES. • ESPUMA DE POLIURETANO DE CAVIDADE. . PROTEGER. PROMOVER GRANULAÇÃO. DE COM • • PERDA BOLHAS DE PELE. PREVENIR PROMOVER GRANULAÇÃO.

determinar a habilidade do paciente em sentir as variações de temperatura e assegurar o funcionamento correto do equipamento. O frio também tem ação antitérmica. baixam a temperatura do corpo pelo esfriamento gradual. as compressas geladas. muito nos auxiliam através de suas várias propriedades. e ainda para facilitar a reabsorção de líquidos extravasados. No corpo humano. provocando a dilatação das veias. Também têm a propriedade de produzir vasoconstricção e por isso são empregadas para interrupção de hemorragias. auxiliando sobremaneira na hemostasia em diversas situações de socorrismo e em intensivismo. Dentre as aplicações frias mais comuns. o calor e o frio são usados como coadjuvantes em diversos tratamentos e situações. Normalmente é utilizado nos hospitais para facilitar as punções venosas. o profissional precisa compreender as reações de um organismo normal às variações da temperatura local. quando corretamente empregados. Antes. da utilização desses tratamentos.79 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE TERMOTERAPIA E CRIOTERAPIA Introdução Desde de a antiguidade. . os banhos com álcool e os banhos frios. produzindo analgesia. facilitando a visualização das mesmas. daí seu emprego em dores pós-traumaticas. tendo como conseqüência a maior irrigação sanguínea. O calor e o frio. as compressas com álcool + éter. pois quando aplicado em regiões mais vascularizadas. pode proporcionar benefícios terapêuticos. As aplicações frias agem sobre as terminações nervosas periféricas. porém. o calor tem como principal ação provocar a vasodilatação no local em que é aplicado. alem de avaliar a integridade da parte do corpo em questão. estão a bolsa de gelo. como soros e sangue. Terapia com Calor e Frio A aplicação local de frio e calor a uma parte lesada do corpo. O profissional é legalmente responsável pela administração segura de todas as aplicações de calor e frio.

além dos raios solares. Calor moderado relaxa os músculos. encontrando alívio após a sua aplicação. As reações locais ao calor e ao frio ocorrem através do estímulo das terminações nervosas da pele. pela dilatação dos vasos sanguíneos e diminui a dor local. A temperatura normal na superfície da pele é de 34ºC. água fria ou quente. São utilizados de forma seca (bolsa de água quente ou fria. retarda a supuração de abscesso. Modernamente. Quando as temperaturas locais ultrapassam esses limites. vapor. raios infravermelhos. forno de Bier) ou úmida (compressas ou cataplasma).80 As aplicações externas de calor e de frio têm por objetivo ajudar as funções naturais do corpo. É um dos tratamentos mais antigos e os pacientes recebem-no muito bem. O frio diminui a circulação pela contração dos vasos sanguíneos. diminui a dor local. cabe ao profissional conhecer os pacientes com maior risco de lesões provocadas pela aplicação de calor e frio como mostra o quadro 1. aparece a dor. bolsas elétricas e duchas. sensíveis à temperatura. calor em grau mais elevado facilita a circulação. são empregadas com bons resultados. . Reações sistêmicas ocorrem através de mecanismos de perda de calor ou de mecanismos que promovem sua conservação e produção de calor. Reações corporais ao calor e ao frio A exposição ao calor e frio pode provocar reações tanto sistêmicas quanto locais. O calor age estimulando ou acalmando. o estímulo quente excessivo produz uma sensação de dormência antes do aparecimento da dor. A habilidade de adaptação do corpo cria o maior problema na proteção dos pacientes contra lesões resultantes de extremos de temperatura. O corpo humano pode tolerar amplas variações de temperatura. mas os termorreceptores normalmente se adaptam rapidamente a temperaturas locais entre 45ºC e 15ºC. de acordo com a temperatura. compressa. tempo de aplicação e local onde é aplicado. as aplicações elétricas.

Alterações nas vias nervosas prevenindo a recepção dos estímulos . O calor é geralmente muito terapêutico. Fatores que influenciam a tolerância ao Frio e ao Calor A reação do corpo às terapias de calor e frio depende de vários fatores: . melhorando o fluxo sanguíneo em uma região lesada do corpo. a aplicação de calor pode provocar ruptura coma disseminação sistêmica de microorganismos. estomas de dor. em função da formação de líquidos ou cicatrizes. esses tecidos também não dispõem de termorreceptores e apresentam pouca quantidade de receptores para Efeitos local do Calor e Frio Os estímulos de calor e frio criam reações fisiológicas diferentes.sensoriais ou dolorosos.já a exposição prolongada da pele ao frio resulta em um reflexo de vasodilatação. diabetes arteriosclerose) Confusão ou inconsciência Lesão na medula espinhal Abscesso apêndice no dente ou Extremidades do corpo menos sensíveis a estímulos de no tecido local. Reduzida percepção de estímulos sensoriais e dolorosos. os idosos apresentam reduzida sensibilidade à dor. ex.81 Quadro 1 Condições que Aumentam o Risco de Lesão pela Aplicação de Calor e Frio Condição Pessoas muito jovens ou muito idosas Feridas abertas. fissura na pele. a aplicação de frio comprometeria ainda mais o fluxo sanguíneo. Áreas com edema ou Reduzida sensibilidade aos estímulos de temperatura devido à pouca espessura das camadas de pele. Infecção altamente localizada. A escolha da terapia de calor ou frio depende das reações locais desejadas para a cura da lesão. ou temperatura e dor devido ao comprometimento circulatório e lesões formação de cicatriz Fatores de Risco Camadas de pele mais finas nas crianças aumentam o risco de queimaduras. Os tecidos subcutâneos ou vicerais são mais sensíveis às variações temperatura. Doença vascular periférica (p.

fascites. a superfície interna do pulso e antebraço e as regiões do períneo são mais sensíveis às variações de temperatura. Está indicado no tratamento e fraturas. As aplicações quentes têm como finalidade à supuração. Lesões da superfície do corpo. contraturas . aumentar a circulação. De acordo com o quadro 2. e a seca que também inclui o emprego de raios infravermelhos. mas o risco de lesões também é elevado. Uma pessoa tem maior capacidade de tolerar exposições de curta duração a extremos de temperatura. A aplicação quente pode ser de duas formas: a úmida que inclui o emprego de banho. APLICAÇÕES QUENTES As aplicações quentes são indicadas com freqüência para envolver os membros inferiores em casos de flebite e superiores quando há traumatismos resultantes de punções venosas. em conseqüência. pode-se demonstrar as vantagens e desvantagens de aplicações úmidas e aplicações secas. Idade e condições físicas. distenções e entorses (após 24 horas). relaxar os tecidos e aumentar a temperatura. 5.82 1. Os mais jovens e os mais idosos são mais sensíveis ao calor e ao frio. compressas e embebição. porquanto este ultimo é devido em grande parte a reações químicas. Parte do corpo. Uma pessoa é menos tolerante a alterações de temperatura em uma grande área do corpo. o metabolismo geral e local. As camadas expostas da pele são mais sensíveis èas variações de temperatura. almofada elétrica. cobertor elétrico e bolsa de água quente. 3. a tolerância a extremos de temperatura é alta. flebites e soroma. furunculoses e abscessos. traumatismos (após 24 horas). O pescoço. artralgias reumáticas. 6. O corpo reage melhor a ajustes menores de temperatura. Área da superfície do corpo. aliviar a dor. Temperatura prévia da pele. tornar os exsudados mais fluidos. 2. cataplasmas. Os pés e as palmas das mãos são menos sensíveis. Duração da aplicação. Se a s condições físicas de um paciente reduzem a recepção ou percepção de estímulos sensoriais. mialgias. O calor geralmente acelera as reações químicas e. torcicolos. 4. acelerar a cicatrização.

Vantagens e Desvantagens das aplicações Úmidas e Aplicações Secas Vantagens Aplicações Úmidas A aplicação úmida reduz o ressecamento da pele e amoloce o material de exsudação da ferida Compressas úmidas se ajustam melhor à região do corpo sob tratamento. ressecamento da pele. dentre outras. pois não sofre influência da evaporação. também o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos e a . também deve estar atento as inúmeras contra-indicações na hora de fazer as aplicações quentes como. O calor úmido penetra profundamente nas camadas de tecidos. O profissional de enfermagem. fibrosites. transpiração e perda insensível de líquido Aplicações Secas O calor seco representa menor risco de queimar a pele que as aplicações úmidas. dentre outras diversas indicações. tendinites.83 musculares. A exposição prolongada pode provocar maceração da pele. lesões abertas. por exemplo. hemorragias. pacientes com feridas cirúrgicas. traumatismo agudos. da pele. rinite. rigidez pós-imobilização. ou banho parcial de água quente. tempo. tumores malignos. Quadro 2. sinusite. miosites. Serve como analgésico e vaso dilatador local. O calor seco mantém a temperatura por mais profundamente nos tecidos. febre alta. O calor úmido aquecido não provoca calor. O calor úmido cria maior risco de queimaduras da pele pois a umidade conduz Desvantagens Procedimento: aplicação de Calor Úmido Trata-se de aplicar compressas de água quente. Favorece. áreas anestesiadas. O calor seco aumenta a perda de líquidos As aplicações de calor seco não penetram O calor seco provoca aumento de A aplicação seca não provoca a maceração corporais através da sudorese. O calor úmido esfria rapidamente devido à evaporação da umidade.

Favorece o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. é um relaxante muscular e favorece a sedação. eleva a temperatura corporal. a eliminação de resíduos. favorecer o relaxamento e o bem-estar do adulto e da criança. ajuda à absorção de edemas. com a diatermia. Indicações de procedimento Em abscessos. almofadas ou mantas elétricas. Procedimento: Aplicação de Calor Seco Trata-se da aplicação de bolsas de água quente. ajuda à reabsorção de edemas. Material necessário Compressas Panos Recipiente para água quente Toalha pequena Toalha de banho Protetor para a cama Termômetro. em caso de hipotermia. aumentar o peristaltismo.84 eliminação de resíduos. ajudar a cicatrização. e outros métodos não citados neste manual. eleva a temperatura corporal. para diminuir exsudatos. é um relaxante muscular e favorece a sedação. Serve como analgésico e vasodilatador local. Indicações do procedimento Em abscessos. favorecer o relaxamento e o bem estar do adulto e da criança e em caso de hipotermia. ajudar a cicatrização aumentar o peristaltismo. Material necessário Bolsa de água quente Almofada elétrica Manta elétrica .para diminuir exsudatos.

entorses e no caso de hipertemia. dentre outras. Serve como anestésico e vasoconstritor local. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. Indicações do procedimento Em contusões. baixar a temperatura corporal. É indicado em certos tipos de cirurgias cardíacas. evitar pequenas hemorragias. Os profissionais de enfermagem devem ficar atentos as contra-indicações no momento de fazer a aplicação fria. utiliza-se o frio para tornar lento o metabolismo basal. diminuir os processos supurativos. O frio é aplicado ao organismo visando efeitos sistêmicos e locais. controlar as hemorragias. As aplicações frias têm como finalidade diminuir a inflamação local. estado do tecido e superfície corporal. aliviar a dor. para baixar a febre.85 APLICAÇÕES FRIAS As aplicações frias são geralmente usadas para aplicar na testa ou sobre os olhos. além de outras indicações. aliviar a dor. para diminuir congestão e dor. Procedimento: Aplicação de Frio Úmido Trata-se de aplicar compressas de água fria. o grau de temperatura. As reações ao frio modificam-se pela forma e duração da aplicação. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. ou um banho parcial de água ou álcool. acontecerá uma mudança local ou sistêmica da temperatura tissular. para diminuir a dor ou a inflamação. Material necessário Compressa Panos Recipiente para água fria Toalha pequena Toalha de banho Protetor para cama . baixar a temperatura. para os fins sistêmicos. Quando se faz aplicação fria em uma região do corpo do paciente. Existem dois tipos de aplicação fria: aplicação fria úmida e aplicação fria seca.

reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. baixar a temperatura corporal. evitar pequenas hemorragias.86 Procedimento: Aplicação de Frio Seco Trata-se da aplicação de sacos ou colares de gelo ou de mantas hipotérmicas. Indicações do procedimento Em contusões. Material necessário Bolsas de gelo Colares de gelo Bolsas de frio comerciais Mantas de hiportemia . entorses e no caso de hipertemia. para diminuir a dor ou inflamação. diminuir os processos supurativos. Serve como anestésico e vasoconstritor local. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias.

velocidade de epitelização. energia). metabolismo. Assim. Há muitos fatores que afetam o processo de cicatrização. o tratamento de uma ferida e a assepsia cuidadosa têm como objetivos evitar ou diminuir riscos de complicações decorrentes. hidratação (ressecamento e descamação). pois os três estão indissoluvelmente ligados. risco de CA. dentre eles podemos citar: a idade (envelhecimento. gravidade da lesão dos tecidos. Lesões do tegumento colocam em risco a segurança do organismo e provocam uma reação complexa de cicatrização dessas lesões. imunodeficiências).87 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS O tegumento do corpo constitui uma barreira protetora contra organismos causadores de doenças. processo de cicatrização). enrugamento. além de funcionar como um órgão sensorial para a dor. Deve-se considerar as condições de integridade da pele. Mas embora ele seja útil quando consideramos os aspectos físicos do tratamento. o estado nutricional (reparação/manutenção. Doenças cardiovasculares. “Atividades de Vida” é o processo que foi selecionado para discutir os fatores que podem afetar a cicatrização. . A intervenção da enfermagem não consegue resolver todos os problemas. processo patológico (diabetes. comunicação/identificação e sensação tátil. Vários fatores interferem nas características da pele. se forem levados em conta no preparo do histórico e na avaliação do paciente. limpeza do local da incisão cirúrgica ou qualidades descritivas do mesmo. hormônios). risco de queimaduras). Classificação das feridas A classificação as feridas é de grande importância para a avaliação e definição do cuidado adequado. bem como facilitar o processo de cicatrização Quando cuidamos de pacientes com feridas – de todos os tipos – é importante que adotemos uma abordagem holística no tratamento. antibacterianos. medicamentos (corticosteróide. exposição ao sol (causa envelhecimento. Um processo de enfermagem oferece um referencial útil para avaliar os pacientes. também devemos dar atenção aos cuidados psicológicos e espirituais. por exemplo. termorregulação. causa da lesão. sugeriremos estratégias apropriadas. Várias são as formas de classificar as feridas. de acordo com diferentes critérios. Qualquer interrupção da integridade da pele representa uma ferida. será possível mitigar alguns dos seus efeitos. temperatura. Quando a intervenção da enfermagem puder ser eficaz. sabões (altera a flora e pH). como o da idade.

Ex. Ex. Ex. É causada por ferida cirúrgica que não entra no trato gastrointestinal. Feridas contaminadas: existente sob condição propícia à presença de microorganismos.88 a) Estado de integridade da pele Feridas abertas: quando há ruptura da pele ou mucosa. Riscos de infecção maior que nos casos de ferida limpa.. Ex.: queimadura de primeiro grau. mas envolvendo penetração em cavidade do corpo que normalmente abriga microorganismos.: punção venosa. ferida cirúrgica na qual ocorreu uma falha nos padrões de assepsias. Ex. Lesão penetrante: que envolve ruptura da camada epidérmica.: ferimento à bala.: lesão com faca. no trato respiratório ou na cavidade orofaríngea. colecistectomia. Pode ser causada por feridas traumáticas.: cirurgia de emergência. queimadura.: gastrectomia. c) Gravidade Lesão superficial: que envolve apenas a camada epidérmica da pele. Feriadas fechadas: não há ruptura da pele ou mucosa. Ex. cirurgia cardíaca e neurológica sem prévia contaminação. Lesão não intencional: Lesão traumática que ocorre inadvertidamente. apendicectomia sem supuração.: Incisão cirúrgica. Ex. b) Causa Lesão intencional: que resulta de tratamento. Ex. É causada por corpo estranho que entra profundamente nos tecidos.: fratura óssea. Ex. ruptura de víscera. Ferida potencialmente contaminada: provocada sob condições assépticas. punhalada. trauma abdominal envolvendo penetração do intestino. Estas feridas possui um baixo risco de infecção. . d) Limpeza Ferida Limpa: que não contém organismos patogênicos.: mastectomia. assim como da derme e tecidos mais profundos ou órgãos.

Remover patógenos e restos celulares. do colágeno e da epitelização. causado por golpe brusco contra uma parte do corpo. Repara o tecido mais profundo danificado. O corpo mobiliza sua força no sentido de: Estancar a perda de sangue. 2ª Fase proliferativa: inúmeras células são produzidas para rápida multiplicação dos tecidos vizinhos. Fases de cicatrização da ferida 1ª Fase exsudativa: do trauma. É ativado o sistema de coagulação. É causada por qualquer ferida que não cicatriza adequadamente. É causada por lesão traumática grave. no qual a efetividade do evento depende do sucesso do procedente. incisão cirúrgica em uma área infeccionada E. maquina industrial e vidros quebrados. Resulta freqüentemente de queda. redução do tamanho da lesão pela ação de fibroblastos. Escoriações: lesão superficial envolvendo esfoladuras ou esfregaduras de superfícies da pele por atrito. ocorre uma seqüência de fases. Regenerar a cobertura epidérmica natural.: ferimento por faca. 3ª Fase de manutenção: de contração.89 Feridas infectadas: envolvendo bactérias presentes no local da lesão. Ex. feridas traumáticas antigas.É a fase de formação de um tecido novo (tecido de granulação).: apêndice supurado. os capilares se tornam dilatado na área afetada. de desbridamento da ferida e de defesa imunológica. e) Qualidade descritiva Laceração: a ruptura de tecidos resulta em uma lesão com bordas irregulares. permitindo a proliferação de microorganismos. Contusões: lesão fechada causada por um golpe infringido ao corpo por meio de um objeto rombo.]x. contusão ou equimose caracterizada por edema. descoloração e dor. Há sangramento nos tecidos. drenagens de abscesso. . A cicatrização Durante os processos dinâmicos da cicatrização.

Fumo: os níveis de hemoglobina funcional diminuem. Estresse de uma lesão: .: Ferida por queimadura.: incisão de ferida cirúrgica limpa. Ex. Extensão da lesão: Lesões mais profundas envolvendo maior perda de tecido cicatrizam mais vagarosamente. Por terceira intenção = é a cicatrização corrigida ou estimulada cirurgicamente. reações inflamatórias fagocitose são processos prejudicados pelo envelhecimento. Obesidade: A sutura de tecido adiposo é mais difícil. devido à quantidade de tecido de granulação. além da habilidade de regeneração das células atingidas.90 Processo de cicatrização da ferida Este processo é basicamente o mesmo para todas as lesões. Implica na sutura das bordas ou na aplicação de enxertos. O suprimento de oxigênio pode ser insuficiente. mas sofre o efeito da localização. A ferida é mantida aberta até ser preenchida por tecido de cicatrização. Diabetes:o paciente portador de diabetes tem uma pequena doença vascular que prejudica a perfusão dos tecidos. a liberação de oxigênio nos tecidos fica prejudicada. Ex. curativo. úlcera de pressão. Imunossupressão: redução da reação imunológica contribui para uma cicatrização da lesão. Por segunda intenção = quando se dá a cicatrização por união indireta das bordas da ferida. Idade: a circulação sangüínea e o envio de oxigênio para o local da lesão. Por primeira intenção = quando a cicatrização se dá nas bordas da ferida sem presença de infecção. gravidade e extensão da lesão. O risco de infecção é maior. O suprimento sangüíneo menos abundante dos tecidos adiposos impede o envio de nutrientes e elementos celulares necessários à cicatrização norma. Oxigenação: a oxigenação mais reduzida no local da lesão inibe a reparação dos tecidos. Fatores que influenciam a cicatrização das feridas Nutrição: a reparação dos tecidos e a resistência às infecções dependem de uma dieta equilibrada.

A infecção sistêmica afeta a cicatrização. desidratado. debilitada Dependência. magro. boca/dentes. porque a ferida precisa disputar os glóbulos brancos e os nutrientes com qualquer infecção. pele . Tabela 11 Fatores de risco de infecção. Complicações da cicatrização de feridas Hemorragias: O sangramento de um local de uma ferida é normal durante e imediatamente após o trauma inicial. fezes.particularmente as cirúrgicas. mas a hemostasia ocorre geralmente após alguns minutos. Fraca. Infecção: A infecção de uma lesão por bactéria inibe a cicatrização devido ao aumento da lesão dos tecidos e alteração das camadas da pele e tecidos. Limitada. nas quais o risco de hemorragia é grande durante as primeiras 24 a 48 horas. obeso. efusão Muito jovem ou muito idoso. temporária. permanente. imóvel. temporária. permanente Confuso. A pirexia causa um aumento do ritmo metabólico. Fatores gerais Idade Nutrição Mobilidade Estado Mental Incontinência Saúde geral Higiene geral Fatores locais Edema Pulmonar. devido a um objeto estranho (um dreno). A infecção sistêmica está freqüentemente associada à pirexia. Emaciado. senil Urina. aumentando assim o catabolismo ou colapso tecidual. O profissional deve observar as lesões com atenção. A cicatrização só ocorrerá depois que o organismo tiver superado a infecção. deprimido. ascite. A hemorragia pode ocorrer interna ou externamente e quando ela está presente após o período de hemostasia indica uma sutura cirúrgica desfeita. distensão abdominal e tosse rompem as camadas da ferida e a recuperação dos tecidos. um coágulo deslocado. uma infecção ou crosão de um vaso sangüíneo.91 situações estressantes como vomito.

Um cirurgião pode criar uma fistula por razões terapêuticas (gastrostomia). antibióticos.92 Isquemia Lesões na pele Corpo estranho Procedimentos invasivos Canulação Cateterização Cirurgia Entubação Fármacos Trombo. É uma emergência médica que exige a colocação de compressas estéreis embebidas em solução salina estéril sobre os tecidos protraídos. Evisceração: Quando ocorre a separação de camadas cirúrgicas as vísceras poderão se projetar para fora. de desequilíbrio hidroeletrolítico e ruptura da pele devido a processos de drenagem crônica. esteróides Doenças Carcinoma. queimaduras. leucemia. necrose Trauma. infecções exposição à radiação e doenças malignas. a maioria das fistulas resulta de processos inadequados de cicatrização ocasionados por traumas. para reduzi as possibilidades de invasão bacteriana e ressecamento antes que se execute a reparação cirúrgica. êmbolo. Aumentam os riscos de infecção. transplante. implante Sucção endrobronquial. Doença hepática. AIDS. diabetes. drenagem de ferida. drenagem. central. . parenteral Intermitente. Fístula: Caracteriza-se por uma passagem anormal entre dois órgãos ou entre um órgão e o lado externo do corpo. doença renal. colostomia. planejado Periférica. pode ocorrer a separação parcial ou total das camadas da pele e tecidos. anemia grave. Deiscência: quando a ferida não cicatriza adequadamente. irrigação Ferida. anemia aplástica. ventilação. fechada. ulceração Acidental. umidificação Citóxicos. Porém.

Remover corpos estranhos. Critérios para o curativo ideal Promover meio ótimo para cicatrização. sem provocar traumas. 12. 9. Ser de fácil remoção. 7. Promover a cicatrização do tecido. . Manter umidade. Aliviar a dor. quando necessário. Permitir trocas gasosas. 5. Formar isolamento térmico. com finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir contaminação e infecção. Finalidades 1. 8. Ser de fácil obtenção e custo acessível. 4. Promover o conforto e bem estar do paciente. 11. Facilitar a drenagem. 13. 6. 2. Prevenir a contaminação.93 CURATIVO É um meio que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida. 10. Fazer desbridamento mecânico e remover tecido necrosado. Promover hemostasia. Proteger a ferida. Manter a umidade da superfície da ferida. Limitar a movimentação dos tecidos em torno da ferida. Fornecer isolamento térmico. Proteger contra infecção secundária. 3. Absorver exsudato e edema.

Aberto: Curativos feitos em ferida sem infecção que após a limpeza podem permanecer abertos. DESBRIDAMENTO CRUENTO REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO COM USO DE BISTURÍ. 4. Compressivo: É o que faz compressão para levar à hemostasia ou vedar bem uma incisão. Produtos mais utilizados no tratamento de feridas Para a escolha do curativo para o tratamento da ferida temos que observar as seguintes características da ferida: Seca (usar curativos que seja hidratante). tubos. cateteres ou bolsas de colostomia. 1. dentro de cavidades ou fístulas. A irrigação é feita com seringa. TESOURA OU LASER. são utilizados drenos. Necrose (curativo com ação debridante). É CLASSIFICADO COMO CONSERVADOR OU CIRÚRGICO.: curativo de ferida cirúrgica. etc. Hidrocolóides. Outros tipos de curativos: Bota de unna. 3.94 Tipos de curativos O curativo é feito de acordo com as características da lesão. quando se deseja aproximar as bordas de um ferimento. Ex. Com irrigação: Realizado nos ferimentos com infecções. Com drenagem: Realizado nos ferimentos com grande quantidade de drenagem de exsudato. bota de algodão. 6. Com pouco exsudato (curativos que mantenham a umidade). CONSERVADOR: NECROSADO CIRÚRGICO: REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO E TECIDO SAUDÁVEL (MÉDICO) REMOÇÃO DO TECIDO . 2. com indicação de irrigação com soluções salinas ou anti-sépticas. Permite vedar a ferida em casos drenagem torácica prevenindo um pneumotórax. 5. Muito exsudato (curativos absorventes). Oclusivo: Curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluido com gaze ou atadura.

Possui ação bactericida. é de fácil remoção. desbridar tecidos mortos e desvitalizados. À prova d’água. lesão com médio ou pouco exsudato. FIBRINOLISINA. trocar a cada 48h.95 MECÂNICO QUÍMICO OU ENZIMÁTICO COM IRRIGAÇÃO COM AGENTES ENZIMÁTICOS DESBRIDANTES (IRUXOL. o preparo deve ser antes do uso. A troca deve ser freqüente. deve ser aplicado a limpeza. áreas de transplantes. Ácidos Graxos Essenciais (AGE) e ácido linoléico: uso em todo tipo de lesão deve ser realizado debridamento prévio. É contra-indicado em . mais de 4 horas se torna mio de cultura (chama insetos. Deve-se limpar com SF antes. cobrir com gaze e irrigar. FIBRASE. porém não atua sobre bactérias esporuladas. cicatrizante. proteção da pele. pó e na forma líquida. COLAGENASE. limpar. antiinflamatória e desbridante. desenvolvendo a maturação de tecido de granulação. Desvantagens: exige cobertura secundária com gaze ou outro curativo. pode ser associado a qualquer tipo de cobertura. baratas. úlceras de pressão. Facilita a ação de drogas na ferida. Deve ser preparado em frascos de vidro pelo poder de oxidação que possui (Fé. deve-se trocar diariamente. É utilizada em feridas necróticas. feridas operatórias. favorece debridamento. Tem como característica diminuir o edema local. PAPAÍNA) AUTOLÍTICO OCORRE FERIDA AUTODESTRUIÇÃO DO TECIDO NECROSADO POR ENZIMAS PRODUZIDAS PELA Açúcar: tem poder bactericida quando usado puro ou em pasta. Papaína: pode ser encontrado na forma de pasta. O2 e I). Mantém a umidade da ferida. reduz calor. É indicados em lesões não infectantes. trocar a cada 2 horas). reduzir a congestão vascular. promovendo melhor oxigenação e irrigação da ferida. possui barreira contra infecção. Hidrocolóides: (atualmente mais usado).

pode ser usado com ácidos graxos e deve ser aplicado após limpeza com SF. Éter: utilizado para desprendimento do adesivo. não usar em lesões abertas. facilita a formação de tecido de granulação. curativo de cateter. A troca deve ser realizada a cada 48 a 72h. Possui ação bactericida com alto grau de absorção de exsudato. . é tóxico para cavidades. promove hemostasia em feridas com baixo exsudato. pouco exsudato. Solução fisiológica: usada para limpeza de lesões. Trocar de 2 a 3 dias. Filmes transparentes: promove umidade local. Diminui odor. com sangramento. é de fácil remoção. Água e sabão: emoliente utilizado para limpeza.96 lesões infecciosas de queimaduras de 3º grau. age retirando todo o processo de cicatrização da ferida. Tempo de permanência é de 05 a 12 dias. Tem como desvantagem ter que se usar uma cobertura secundária (fita crepe ou micropore). para proteção da pele. necessita de curativo secundário. É indicado em ferida superficiais (com acometimento da derme e epiderme). Protege as terminações nervosas. Não usar em tendão. enxertos. Carvão ativado: Usados em feridas exsudativas e infectantes. PVPI: bactericida e fungicida. Permanganato de Potássio: anti-séptico útil na supuração. área doadora. lesões infectadas por fungos ou micobactérias e lesões sifilíticas. Não usar em feridas com pouco exsudato. Clorexedine: anti-séptico. Deve ser trocado na presença de exsudato. não utilizar em implantes cirúrgicos. distúrbios de coagulação. Alginato: É altamente absorvente. osso ou músculo e feridas com muito exsudato. em áreas queimadas. É contra-indicado em lesão que esteja com tecido de granulação (absorve e resseca muito). Pode causar lesão retardatária à cicatrização.

Nos curativos grandes e purulentos deve-se usar lençóis e compressas. Espátula. Material: Bandeja contendo: Pacote de curativo estéril (1 pinça Kocher. pinça de Kocher. estéril ou de procedimento. Seringa de 20ml. Vaselina: Emoliente utilizado para retirar crostas e impermeabilizar a pele. Saco para lixo Impermeável e traçado para proteger a cama. PVPI. Soro fisiológico. Dersani para ferida infectada ou outra solução prescrita. Cuba rim. 2 anatômica – com dente e sem dente. Recipientes com solução a serem usadas no curativo. de acordo com o tipo de ferida e curativo. pinça anatômica sem dente e tesoura. Pacotes com gases. Esparadrapo. Conservar com o paciente e explicar sobre o cuidado a ser feito. CURATIVO DE FERIDA LIMPA Procedimentos 1. Par de luvas. Pinça anatômica com dente. para melhor absorção de exsudato. . Éter para retirar o esparadrapo. Observação: seqüência da pinça da direita para a esquerda. tesoura).97 Violeta de Genciana: Substância germicida e fungicida utilizada em mucosas ou lesões da pele e mucosas. Pomadas e ataduras quando indicados.

(obs. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. queixas do paciente) e assinar. na área do campo considerada contaminada. Deixar o paciente confortável. proteger a cama com impermeável e lençol móvel. Secar com gaze. . Desprezar a 2ª e 3ª pinça e envolver todas no campo. 4. . Observar o ambiente: . Observar as condições da ferida: apertar a ferida para ver a existência de secreção. b. 15. evitar os movimentos de dentro para fora da ferida. medicamento utilizado. Levar o material e dispô-lo sobre a mesa de cabeceira. . Fazer este movimento quantas vezes se tornar necessário. Escrever no prontuário o procedimento: colocando a hora. expor somente a área que vai ser tratada. colocar o anti-séptico.sinais de inflamações. a. Abrir o pacote de gazes e coloca-las sobre o campo. Preparar todo o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado. Usar a técnica do toque com o tampão rotativo. 11. Com a 1ª pinça (anatômica com dente) e espátula. .fechar janelas e desligar ventiladores para evitar correntes de ar e poeira.: Colocar o anti-séptico se esta ferida for limpa). 16. 17. se necessário. (se ferida limpa – deve-se utilizar movimentos de dentro para fora. fixando com adesivo indicado ou apropriado.98 2. 10. retirar o curativo com a técnica.desocupar mesa de cabeceira. limpar as bordas da lesão com gaze embebida em soro fisiológico. não esquecendo de desprezar a pinça anatômica utilizada. se ferida contaminada – utilizar movimentos de fora para dentro). quantidade viscosidade. limpar a área menos contaminada da ferida. 6. utilizando éter ou benzina na gaze. Lavar as mãos. dia. tanto quanto de fora para dentro. 7. colocando as pinças em seqüência. 14. 12. 13.colocar biombo. condições observadas na área da ferida (existência de secreções: cor. Lavar as mãos. utilizando gazes embebidas em soro fisiológico (lembrar de desprezar a 1ª porção do SF). odor. Com a 2ª pinça (kocher. 9. secar e proteger com gaze. 5. que deverá ser recolhido com os demais materiais e encaminhado ao expurgo. 8. Com a 3ª pinça (anatômica sem dente). e jogar no lixo o curativo e espátula. Abrir o pacote estéril e colocar junto ao paciente. pean ou Kelly). de acordo com a ordem de uso. 3.

Prepara a gaze fazer uma abertura com a tesoura pegando pela parte que não vai tocar no dreno. 15. Lavar as mãos. Retirar o curativo com o auxilio da pinça e espátula com gaze embebida em éter. 9. dia o que foi observado. Colocar as luvas. etc). 5. Tirar as luvas com a técnica. iluminação). de acordo com o tipo de curativo. Lavar as mãos. 11. 6. Colocar os esparadrapos. Limpar e secar inicialmente nas bordas e depois na área ao redor do dreno. Organizar bandeja estéril. Fazer o curativo compressivo (vedar todo o curativo). 7. Observar o ambiente (ventilação. Fazer a limpeza da ferida obedecendo aos princípios de contaminação e seguindo a ordem de seqüência e de uso. 3. Anotar no prontuário todo o procedimento: colocando hora. odor. 3. 2. Colocar bastante gaze perto do dreno e mandar o paciente respirar. 12. 16. Colocar as pinças na ordem com os cabos voltados para fora. 4. Descobrir a área a ser tratada e proteger a cama com impermeável e traçado. Conversar com o paciente confortável. 19. Organizar o material e recolher deixar o paciente confortável. 8. 17. 13. 18. Deixar o paciente confortável. 14. 10. Pinçar o látex se necessário. Observar no coletor as características da secreção (cor. prendendo toda a gaze pela extremidade. Se for retirar o dreno o paciente não deve estar em fawler médio. Retirada do dreno 1. se usa 2 ou mais gases dependendo da necessidade. mais o material necessário. desprezar esta pinça no campo e espátula com curativo no saco de lixo. 2. Abrir o pacote de gase e colocar dentro do campo.99 CURATIVO COM DRENAGEM Procedimentos 1. . principalmente no caso de necessidade de troca da solução.

Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. 4. Organizar o material e organizar o ambiente *ventilação. 7. Lavar as mãos. 2. Limpar as bordas da ferida. 15.100 4. Umedecer a gaze com soro fisiológico para soltar com maior facilidade. deixar o paciente confortável. Irrigar a ferida com a seringa e soro fisiológico. expondo a área do ferimento. 12. 19. Colocar gazes suficientes e fixar com a atadura. Lavar as mãos. da parte mais limpa para a mais contaminada. 18. anatômica sem dente e tesoura. sempre utilizando o auxilio da pinça de kocher. 13. em seguida retira-las. 10. 11. Colocar as luvas de procedimento e proceder a retirada da atadura. Levar o material até a mesa de cabeceira. iluminação). Colocar as luvas estéril e organizar pela seqüência os instrumentos do pacote: anatômico com dente. Colocar solução prescrita. 6. 3. 8. Anotar no prontuário todo o procedimento. kocher. . CURATIVO INFECTADO Procedimento 1. 9. 17. Depois enxugar. Colocar o impermeável ou lençol.pomada ou anti-séptico prescrito. Não deve apresentar dobras para garantir uma boa drenagem. 5. Organizar todo o material. Colocar o biombo. 14. 16. Abrir com técnica o pacote de curativo estéril. Dreno torácico exige troca de curativo extremamente rápida e curativo oclusivo para evitar que ocorra pneumotórax. Retirar as gazes com a pinça anatômica com dente despreza-la.

Se houver mais de uma ferida iniciar pela lesão menos contaminada. a área mais contaminada é a da lesão. Orientar o paciente para não tocar a ferida com as mãos. . Limpar as feridas partindo sempre da área menos contaminada para a mais contaminada. 6.101 CURATIVO INFECTADO COM O USO DE AGE 1. 13. 7. A gazes embebidas com dersani é colocada sob a ferida. Ao embeber a gaze com anti-sépticos. em seguida coloca atadura prende com fita adesiva. Anotar no prontuário todo o procedimento. 2. Organizar o material. Desprezar a porção inicial do anti-séptico utilizado pela primeira vez. Isolar o paciente com biombo se necessário. 4. 4. Considerar contaminado qualquer objeto que toque em locais não esterilizados.). e nas feridas infectadas. 2. 8. 7. etc. Lavar as mãos. Retirar o esparadrapo no sentido dos pêlos. a pele ao redor é considerada mais contaminada que a incisão. Colocar algumas gazes abertas em cima da bandeja e a pessoa que está auxiliando coloca o dersani em cima das gazes. 6. Segue o mesmo procedimento do curativo infectado. 12. Deixa o paciente confortável. Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manipular material esterelizado. ventiladores. 5. Observar a data da esterilização do pacote do curativo ( o prazo de validade é sete dias). 3. Evitar correntes de ar (janelas abertas. umedece-las com soro fisiológico antes de retira-las. 9. 10. Ao embeber a gaze faze-la sobre a cuba rim. CUIDADOS DE ENFERMAGEM 1. Nas feridas não infectadas. Se as gazes estiverem aderidas à ferida. 3. 11. manter as pontas das pinças voltadas para baixo devido ao risco de contaminação. 5.

e ainda. 18. 48 horas após a cirurgia. Um para cada paciente. aproveitar para lavar a lesão. sendo recomendados: Finalidade de sua aplicação Contenção: fixar curativos. crepe e elástica. 20. 16.102 14. Não jogar o curativo anterior e as gazes utilizadas na cesta de lixo do paciente. Não é necessário o uso de luvas para fazer curativo. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA APLICAÇÃO DE ATADURAS Conceito Atadura é uma faixa de várias larguras e comprimentos. Correção: manter posicionamento funcional do corpo e corrigir deformidades. nas feridas cirúrgicas. por último as infectadas. . manter curativos no lugar. é recomendado deixar o curativo aberto. com suspeita de infecção deve ser colhida amostra para bacterioscopia e encaminhada imediatamente ao laboratório. 15. 17. iniciar pela incisão fechada e limpa. fixar e proteger partes lesadas. geralmente enrolada. estão disponíveis no mercado em rolo de varias larguras e comprimento. estancar hemorragias. Compressão: exercer pressão sobre uma determinada área do corpo (curativos compressivos). Ao dar banho em pacientes com curativo. Usada para envolver. seguindo-se as lesões abertas não infectadas e. Exceto quando não utilizar pinça. 19. Neste caso as luvas devem ser esterelizadas. 21. Nas feridas. As ataduras mais usadas são de gaze. Não comprimir demais com ataduras e esparadrapo o local da ferida a fim de permitir boa circulação. Quando o paciente necessitar de vários curativos. Geralmente. com exsudato. conter talas (luxação) e imobilizar. O saco plástico que recebe gazes e ataduras usadas no curativo deve ser de uso individual.

Aplicação Para melhor compreendermos a aplicação. dividimos o corpo humano em formas geométricas: . proporcionar calor. Não deixar muito folgado para não sair com facilidade. o curativo. Não deixar duas superfícies em contato para evitar o aparecimento de úlceras de pressão.103 Proteção: para evitar o contato das partes em tratamento com o meio exterior. Escolher tipo e tamanho de atadura adequado de acordo com o local e a indicação. Dar apoio à parte em que está sendo aplicada a atadura. Não ajustar demais a atadura devido ao perigo de grangena por falta de circulação. Regras na aplicação de uma atadura Deixar sempre que possível as extremidades do membro descobertas. A compressão excessiva ou não das superfícies do corpo pode interferir com circulação sanguínea e. Colocar sempre o membro em posição funcional. A pressão exercida pelos tecidos orgânicos pode afetar a circulação do sangue. a fim de verificar se a circulação está sendo perfeita. por conseguinte com a nutrição das células contidas nessa área. expondo assim. Proteger as saliências ósseas ou os ferimentos com curativos de gaze ou algodão. Princípios científicos na aplicação de ataduras Os microorganismos multiplicam-se nas regiões quentes. proteger curativos. O corpo é mantido na posição anatômica natural com leve flexão das articulações para evitar o estiramento articular: a observância deste princípio evita deformidades e desconforto e estimula a circulação sanguínea da parte envolvida. A fricção pode causar traumatismo mecânico do epitélio. úmidas e poluídas (sujas).

evitando que a atadura fique frouxa. devido à deficiência circulatória. Apressada ou oblíqua: as voltas não se tocam entre si. joelho. Desta forma há diminuição na largura da atadura. extremidades dos dedos da mão e pé cotos de membros amputados. Espiral: a atadura é enrolada obliquamente num segmento corporal. mão – punho.104 Formas fundamentais de ataduras e sua utilização 1. Circular ou orbicular: É feita com uma volta sobre a outra. 3. coxas). braço – tórax. A volta em espiral reversa é aplicada nas partes cônica. tornozelos. c. Ex: testa. pescoço. Lenta: é aplicada nas partes cilíndricas do segmento corporal: braço. Deve-se tomar cuidado. pois com os espaço sem compressão que ficam entre as voltas da atadura podem ocasionar edema. a. antebraço. tornozelo). pernas. 2. antebraço. se a atadura estiver muito apertada. pulso. Consiste em cruzar a atadura em forma de oito. A volta é colocada sempre do diâmetro menor para o maior. Reversa ou espiral com inversão: em cada volta se inverte a atadura. É usada. Permitindo os movimentos articulares. Recorrente: utilizada para cobrir porções distais do corpo como cabeça (capacete). sobretudo nas articulações (cotovelo. É usada para fixar talas imobilizando as articulações e para unir a mesma atadura duas partes. b. para evitar que se desmanche. 4. dedos. regiões onde há acentuado aumento do diâmetro (braço. vice-versa. etc. tórax) e quando se quer mudar de um segmento para outro: cabeça – pescoço. de forma tal que sua parte interna fique sendo externa e na seguinte volta. como mão e cotovelo. . Usada em partes cilíndricas do corpo ou para manter curativos. nas partes cilíndricas do corpo (braço. tronco e pernas. punho. Cruzada ou em oito: também conhecida com espica. tórax.

Caso seja necessário um segundo rolo de atadura. indeslocáveis. As ataduras devem ficar firmes. 5. 9. 12. Ataduras muito sujas devem ser removidas com pinças ou luvas. coloca-se a sua extremidade inicial sob a extremidade terminal da primeira. Ao colocar alfinetes ou fazer nós. ou do lado que não que o paciente deita ou outro lugar que não possa incomodá-lo. Ao passar uma atadura. 4. Caso queira exercer compressão. Todas as voltas deverão sempre percorrer o caminho mais curto. adaptando-se ás formas corporais.105 Pontos a serem observados 1. A porção terminal da atadura não deverá ser aplicada em parte do corpo que se estreita. 10. Para retirar a atadura Retirar a atadura passando-a de uma mão para outra. A largura da atadura deve ser de acordo co diâmetro do membro. as ataduras deverão ser acolchoadas. 2. cuidar para que não fiquem sobre o ferimento. c. 8. do contrário soltam-se com facilidade. para evitar escaras ou aderências. as condições da circulação. 14. 11. colocar o membro em posição funcional. evitar pregas e rugas. presença de lesões. enrolando-a Caso a atadura esteja aderente. porque se desajusta facilmente. 13. As talas para imobilização devem ser resistentes e leves. Evitar que duas superfícies corporais fiquem em contato. edema. Para controlar as condições de irrigação sangüínea. saliência óssea. b. Ao passar uma atadura. ou sobre lesão porque pode traumatizar. é necessário deixar descobertas as extremidades (dedos da mão e pedartículos). Ao aplicar a atadura observar: a. A atadura deve ser bem feita e apresentar aspecto agradável. . 7. 3. umedece-la com soro fisiológico aquecido. ou parte do corpo a ser enfaixado. O local e a extensão da lesão. 6. sem serem muito apertadas.

CPAP nasal. Pacientes com DOPCs. A oxigenioterapia do organismo se situam em 3 níveis: 1. Ao nível dos tecidos: o O2 transportado pelo sangue assegura a renovação dos tecidos e participa do metabolismo celular. 3. Doenças pulmonares agudas. Reanimação cardiorespiratória. . Ao nível do alvéolo: a ventilação respiratória assegurada a renovação de O2 Ao nível do sangue circulante: que transporta o O2 até os tecidos. Meios de administrar O2: Cateter nasal. enquanto diminui o trabalho da respiração e o estresse do miocárdio. 2. Incubadora. Cânula nasal:. Manutenção da integridade capilar. HOOD ou HALO. O oxigênio é uma droga terapêutica e deve ser usado com cautela. Indicações Hipoxemia de qualquer origem. aumentando a concentração de oxigênio no sangue. Infarto agudo do miocárdio. infecciosas e crônicas.106 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE OXIGENIOTERAPIA Oxigenioterapia Consiste na administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. Máscara. Pós-operatório imediato. VM através de uso de cânula endotraqueal. Trata-se de uma intervenção mais comum para melhorar as trocas gasosas entre alvéolos e sangue.

Controla o fluxo de oxigênio (1 a 6 1/min). Manômetro e/ou fluxômetro. Gaze. 9. especialmente o cateter nasal. 10. micropore ou fita adesiva. 6. Aviso de não fumar. 4. Abrir o oxigênio. Seu uso é mais confortável do que a maioria dos dispositivos. Organizar o material. fixando-a com a fita adesiva. É usada quando não é necessária grande pressão na administração de oxigênio. Obs: Acrescentar ao material básico a cânula nasal.107 Material básico: Oxigênio canalizado ou em torpedo. Intermediário de látex ou plástico. Colocar a cânula no nariz do paciente. Adaptar a cânula ao tubo de látex ou plástico. Preparar ambiente . Manter o fluxo de oxigênio – 1 a 6 1/min ou de acordo com pm. Fornece concentração de oxigênio de 25 a 40%. Colocar o paciente em posição confortável. Umidificador. Saco para resíduos. 11. 2. 7. Água destilada. Procedimento 1. . Esparadrapo. 5. 3. Lavar as mãos. Cânula nasal Tubo plástico com pequeno diâmetro e duas protusões que são introduzidas nas fossas nasais. 8. Conversar com o paciente sobre o cuidado. verificando as medidas de segurança. Lavar as mãos. Lubrificante. Anotar no prontuário os cuidados prestados.

Usa a parte da face e os seios nasais como reservatório do oxigênio. 2. Obs: alguns pacientes podem sentir claustrofobia. . se mistura com o ar ambiente entra pelos orifícios durante a inspiração. 5. Concentração de oxigênio é de 60%. 9. que introduz no nariz e na faringe. A quantidade de oxigênio através da máscara oscila entre 5 a 8 1/min. 8. 3. Lavar as mãos. Regular o número de litros de oxigênio até a quantidade prescrita (5 a 8 litros).108 Máscaras de oxigênio É um dispositivo de plástico transparente com uma saída para a expiração que recobre o nariz e a boca. 4. Unir a máscara ao intermediário e este ao umidificador. 10 ou 12). Procedimento 1. 6. Abrir a válvula do torpedo e deixar sair um pouco de oxigênio para evitar saída intempestiva. 8. Preparar o material e colocar na mesa de cabeceira. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. Luva de procedimento. Anotar os cuidados prestados no prontuário. 7. Cateter nasal Caracteriza-se pela introdução de uma sonda fina de plástico ou borracha. com alguns orifícios pequenos na extremidade. tranqüilizálo de que existe ar e oxigênio suficiente para respiração. Material: (acrescentar) Cateter nasal estéril (sonda número 6. 10. Colocar o paciente confortável em posição de fowler. Prepara ambiente verificar a medida de segurança. Deixar o ambiente em ordem.

desprezar a água restante e recolocar nova água. Lavar as mãos. Colocar xilocaína na gaze. . Lavar as mãos. Verificar a quantidade de litro prescrita pelo médico. Colocar o paciente em posição fowler. Observar o paciente durante o tratamento. introduzir a porção do cateter correspondente à fossa nasal. Deixar o paciente confortável. Colocar o umidificador no local e adaptar o látex. verificando as medidas de segurança. se estivar abaixo de 50 libras chamar a manutenção. Capacidade do cilindro 300 libras. Colocar avisos para não fumar. levando para junto do paciente. Preparar o material. considerando a profilaxia de infecções. Organizar o material. Substituir o cateter a cada 24 horas no caso de permanência de O2. Medir a distância entre a ponta do nariz e lóbulo da orelha e marcar com esparadrapo. Cuidados de enfermagem Fazer a troca de narina a cada seis horas e proceder a uma limpeza do cateter e da narina. Jamais acrescentar água ao volume restante. Manter o umidificador sempre com água até a marca 2/3 de sua capacidade. Água usada no umidificador deve ser estéril. Fazer fixação correta do cateter de O2 junto a narina e sobre a orelha.109 Procedimentos Lavar as mãos. Explicar o paciente o que vai ser feito. Preparar o ambiente. Anotar no prontuário todo o procedimento. Com gaze umedecida de xilocaína. Ao verificar que o nível da água no umidificador está baixo. Quantidade de O2 é de 2 a 3 1/min.

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Evitar atrito do cateter na mucosa nasal; Paciente que recebe oxigênio requer um especial cuidado com a cavidade oral. Cuidados importantes 1. 2. 3. 4. Seguir rigorosamente a prescrição médica quanto à quantidade de oxigênio por minuto, para evitar graves complicações; Observar a presença de vazamento de oxigênio em todo o sistema; Nunca ligar o oxigênio sem umidificação para evitar sérias lesões no trato respiratório; Ao utilizar o torpedo de oxigênio, observar os seguintes cuidados: Proibir o uso de fumo próximo ao cilindro ou torpedo de oxigênio; Transportar em carrinho apropriado; Abrir lentamente a válvula de cilindro ou torpedo; Evitar quedas. 5. 6. Trocar o cateter a cada horas devido à obstrução e mudar o local de fixação; Anotar na prescrição do paciente o horário da suspensão do tratamento. Obs: A administração de oxigenioterapia pode ser iniciada pelo enfermeiro, se o cliente começar a apresentar problemas respiratórios, mas o tratamento geralmente é prescrito pelo médico, portanto, em seguida, é fundamental que o enfermeiro comunique a intercorrência ao médico. AEROSSOLTERAPIA/NEBULIZAÇÃO Conceito É a introdução de medicamentos, transformados em pequenas partículas voláteis, através do trato respiratório por um aparelho chamado nebulizador. Pode ser realizada por meio de ar comprimido ou oxigênio.

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Objetivo Fornecer um excesso de umidade às mucosas que revestem o trato respiratório. A umidade ajuda a aliviar a irritação da mucosa, dilui secreções espessas e afrouxa as crostas. Material: nebulizador; solução prescrita. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Retirar o nebulizador já desinfetado do recipiente; 3. Colocar a solução prescrita no nebulizador; 4. Posicionar o paciente de maneira confortável, de preferência em Fowler ou sentado; 5. Orientar o paciente para manter a máscara junto à face, inspirar pelo nariz e expirar pela boca; 6. Graduar o fluxômetro até visualizar a saída de névoa (no máximo 5 litros por minuto); 7. Manter a nebulização por 15 a 20 minutos ou de acordo com prescrição médica; 8. Deixar o paciente confortável; 9. Fazer a desinfecção do nebulizador conforma a rotina; 10. Lavar as mãos; 11. Checar o horário na prescrição. Cuidados importantes 1. Ao fechar a válvula do fluxômetro, observar se não há vazamento; 2. Estimular a expectoração e anotar a quantidade e características; 3. Nos pacientes traqueostomizados adaptar o nebulizador próximo à traqueostomia; 4. Na nebulização contínua, manter a água esterilizada do frasco em níveis adequados; 5. Utilizar oxigênio somente quando não houver ar comprimido disponível ou quando houver prescrição médica para uso do oxigênio.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE SONDAGENS
Introdução A sonda é um instrumento para ser introduzido em um canal ou cavidade para fins propedêuticos (determinar a presença de estenose, corpo estranho ou uma outra situação mórbida). Pode ser fina e flexível, para explorar ou dilatar um canal natural; ou rígida, geralmente com uma extremidade pontiaguda, para separar tecidos de dissecação. A sondagem é um método muito utilizado e eficiente em pacientes em situações delicadas, quase sempre dentro do hospital. Ela pode ser utilizada no pré-operatório, por exemplo, para fazer esvaziamento vesical, no pós-operatório para exercer funções que o corpo ainda não está adaptado (por exemplo: uso de sonda nasogástrica para alimentação após uma cirurgia esofagiana) e no caso de perda de funções vitais (exemplo: um paraplégico que não tem reflexos vesicais que tem necessidade de estar sempre com uma sonda vesical). CATETERISMO GÁSTRICO Conceito É a introdução de uma sonda plástica ou de borracha, flexível, podendo ser curta ou longa, pela boca (SOG) ou nariz (SNG) até o estômago. Objetivos Estabelecer uma via para alimentar o paciente; Examinar o conteúdo gástrico; Administrar medicamentos; Preparar para cirurgias e exames; Para aspirar ou esvaziar o conteúdo gástrico; Nas cirurgias e afecções da boca; Estabelecer um meio de drenar o conteúdo gástrico; Aliviar distensão abdominal.

nº 14 a 20 para adulto e de 04 a 12 para Rn e crianças. aumenta força da gravidade. cuba rim. Sonda Jutte: com ponta de malha metálica. obter uma amostra do conteúdo gástrico para estudos laboratoriais e administrar alimentos e medicamentos diretamente no trato gastrointestinal. seringa de 20 ml. são passadas normalmente pelas narinas. esparadrapo. Contra-indicações TU de mediatisno Estenose de esôfago Varizes de esôfago Material Biombo. copo com água.113 Tipos de sonda Sonda Levine: é uma das mais usadas. anestésico local e lubrificante (xilocaina gel à 2%). Apresenta uma única luz (números 14 a 18 ). que é introduzida. através de uma narina e levada até o piloro. Obs: O número da sonda nasogástrica deve ser proporcional à constituição física do paciente. Sonda de Miller-Abbott: sonda longa de borracha. Sonda Ewald: usada para retirada do conteúdo gástrico (tubo de borracha com uma grande abertura). recipiente para lixo. existindo no mercado tanto tubos de plástico como de borracha com orifícios laterais próximos à ponta. geralmente. estetoscópio. gaze. toalha de rosto. A sonda é usada para remover líquidos e gases do trato gastrointestinal superior em adultos. sonda gástrica. . com luz dupla e com um balão na extremidade. é utilizada para localizar e tratar processos obstrutivos do intestino delgado. Sonda de Dobhoff: usada para alimentação. Geralmente. Sonda Rhefus: ponta metálica.

114 Procedimentos 1. 17. Colocar a sonda em um copo d’água se não borbulhar está no estômago. d. 10. Fletir a cabeça do paciente para frente quando a sonda ultrapassar o obstáculo da parede nasofaríngea. A sonda deve ser introduzida delicadamente até a marca do esparadrapo. Explicar o procedimento ao paciente. . Posicionar o paciente em Fowler ou sentado. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Introduzir a sonda lentamente. 9. 16. Pedir ao paciente para deglutir e respirar profundamente. 4. b. Verificar se a sonda está no estômago através dos seguintes procedimentos: a. Anotar na prescrição do paciente: horário. confirmando a localização correta da sonda. 13. 6. Prepara o material. sem forçar. 8. c. 15. 2. de modo que fique segura. b. Medir a sonda: a. Medir do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide e marca-la com esparadrapo. nº da sonda. sem comprimir a narina. O ar introduzido produzirá ruídos que serão auscultados através do estetoscópio. Pedir ao paciente que diga “HUM” com a boca fechada. 3. Verificar na prescrição do paciente a finalidade da sondagem. reações do paciente. Da asa do nariz ao lóbulo da orelha. Lavar as mãos. Aspirar suco gástrico. enquanto. Colocar o estetoscópio abaixo do apêndice xifóide: introduzir 10 ml de ar pela sonda com auxilio de seringa. a sonda é introduzida. Lavar as mãos. 7. Guardar o material. Fixar a sonda com esparadrapo. Cortar o esparadrapo para fixação e para marcar a sonda. 14. Lubrificar a sonda com anestésico local do tópico com auxilio de gaze. 12. 11. 5.

. gases. plenitude gástrica. irritação nasofaríngea. Se a tosse persistir. 6. se necessário. Anotar volume e aspecto da secreção gástrica quando a sonda permanecer aberta. Retirar o ar do equipo deixando escorrer um pouco de alimento pelo equipo. retirar totalmente a sonda. obstrução da sonda. Uma radiografia e o único meio seguro de se verificar a posição da sonda. má colocação. azotemia. 4. sair ar pela sonda. constipação. Cuidados com o alimento Conferir se a dica está correta. 7. Caso o paciente apresente tosse durante a introdução da sonda. duas vezes ao dia. Colocar o alimento aquecido. interromper o procedimento até cessar o estado tussígeno. Limpar as narinas. com cotonete. Objetivo: Este procedimento é utilizado para oferecer alimentos aqueles pacientes que não conseguem alimentar-se devido à perda de apetite. inconsciência fraqueza ou debilidade excessiva ou obstrução do esôfago. bebês prematuros ou crianças que sofrem cirurgias reparadoras da boca. Trocar a fixação diariamente. Possíveis complicações Gastrointestinais: diarréia. ruídos sibilantes. em caso de cianose.115 Cuidados importantes 1. Síndrome das alimentações por sondas. GAVAGEM Conceito: É a introdução de alimentos através de uma sonda gástrica. cólicas. Cercar a cama com biombo. 3. desidratação. tosse intensa e rouquidão. massageando as narinas para evitar lesão. 2. 5. Verificar se houve desvio na introdução. Metabólicas: hiperglicemia. resíduo. Síndrome de Dumping. Mecânicas: pneumonia por aspiração. náuseas vômito.

estetoscópio. Lavar as mãos. Lavar as mãos. Orientar o paciente sobre o procedimento. Elevar a cabeceira da cama. Introduzir o alimento lentamente. ou injetar a dieta por sifonagem (colocar a extremidade da sonda dentro do recipiente da dieta e eleva-lo para obter a cão da gravidade). Aspirar o alimento com a seringa. Repetir o procedimento até o término.116 Material: seringa de 20 ml. 12. recipiente para lixo. 13. 4. 9. 16. tipo e a unidade do alimento. Limpar a extremidade da sonda novamente. 2. Pinçar a sonda para evitar a entrada de ar sempre que for manuseá-la. Elevar o decúbito ou deixar o paciente em decúbito lateral nos casos em que o paciente tenha facilidade de rugurgitamento. 8. pacote de gaze. Verificar temperatura do alimento (próxima à temperatura corporal). 14. Cuidados importantes Antes de administrar o alimento aspirar a sonda para verificar se o estômago não está repleto de alimento. Injetar 10% de água em relação à quantidade do alimento. 15. 11. recipiente com alimentos. bolas de algodão com álccol. Não deixar entrar ar mantendo a sonda fechada evitando distensão abdominal. 3. Anotar na prescrição do paciente: horário. se não houver contra-indicação. evitando a introdução de ar. intercorrências se houver. Procedimentos 1. 5. Lavar as mãos. . 7. 10. Verificar se a sonda está no estômago conforme técnica da sondagem gástrica. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Preparar o material. 17. Limpar a extremidade da sonda com bola de algodão embebida em álccol. copo com água. 6. Proceder à limpeza dos materiais.

4. 7. solução de bicarbonato de Na.117 ALIMNTAÇÃO PELA GASTROSTOMIA É a introdução de alimentos líquidos diretamente no estômago. 8. O procedimento de alimentação segue o mesmo da gavagem. Lavar as mãos. onde é feita pelo cirurgião uma incisão nesta e introduzindo a sonda. Adaptar o frasco de soro fisiológico (S. deixando o frasco mais baixo que o corpo. Colocar o paciente em posição de Fowler ou decúbito lateral. Objetivos: Remover substâncias tóxicas ou irritantes. 11. Fazer limpeza dos materiais. Orientar o paciente sobre o procedimento. 5. 2. Material: o mesmo material de sondagem gástrica acrescida da solução prescrita para lavagem (Soro fisiológico. 9. 6. usando tantos frascos de soluções forem prescritos. 3. Auxiliar no tratamento de hemorragia gástrica.F.) na sonda e injeta-lo lentamente. por meio de uma sonda nele colocada através da parede abdominal. Preparar pacientes para cirurgias e/ou exames. pedaço de látex. Procedimentos 1. LAVAGEM GÁSTRICA Conceito: É a limpeza do estômago realizada através de uma sonda gástrica. Executar técnica de sondagem gástrica. Proceder desta forma quantas vezes forem necessárias. água). Deixar que a solução retornasse ao frasco através da força da gravidade. Preparar o material. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. . Verificar se o paciente deverá permanecer com a sonda após a lavagem. 10.

2. 6.118 12. Fechar a sonda. reações do paciente. recipiente para lixo. Procedimentos 1. RETIRADA DA SONDA NASOGÁSTRICA A retirada da sonda deve ser feita de acordo com a prescrição médica. motivo. Anotar na prescrição do paciente: horário. Material: gaze. devendo ser feito com técnica rigorosamente asséptica. éter. toalha de rosto. 11. CATETERISMO OU SONDAGEM VESICAL Conceito É a introdução de uma sonda na bexiga através do meato urinário. Lavar as mãos. 10. Colocar a toalha sobre o tórax do paciente. Preparar o material. reações do paciente em relação à retirada da sonda. Lavar as mãos. Proceder à limpeza das narinas com auxílio de cotonete. 12. Fazer limpeza dos materiais. aspecto do líquido drenado. 8. Retirar o espadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter. Anotar na prescrição do paciente: horário. Lavar as mãos. 5. . Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 13. 4. cotonetes. Retirar a sonda lentamente com auxílio de uma gaze. 7. volume infundido e drenado. 3. Explicar o procedimento ao paciente. 9.

Presença de obstáculo à eliminação (aumento do volume prostático. estenose da uretra). ao invés de cateterizar. Fazer lavagem externa com água aquecida. Para pacientes com incontinência urinária. Colocar as mãos do paciente em água aquecida. Possibilitar o controle rigoroso da diurese. Colocar bolsa de água quente sobre a região hipogástrica. cirurgia da uretra). b.119 Objetivos Aliviar a distensão vesical pela retenção de urina. Pingar água morna sobre o clitóris. Obter amostra estéril de urina. d. Observações 1. procura meios que estimulem a diurese espontânea do paciente: a. b. pacientes sob efeitos sedativos. Para alívio imediato da distensão da bexiga: nos casos de paciente que não consegue urinar 8 a 12 horas de cirurgia. No tratamento prolongado de pacientes com incompetência vesical. f. Verificar presença residual após a micção. c. é preferível usar fraldas descartáveis para mulheres e uropen para homens. Pacientes com cirurgias de uretra e estruturas vizinhas. c. devido a traumatismo na uretra. e. c. Obter amostra estéril de urina. pacientes com retenção urinário aguda. Indicações do cateterismo ☺ Método intermitente: (sonda nelaton ou de alívio) a. Proceder ao preparo pré-operatório de algumas cirurgias. Evitar a constante umidade em pacientes com incontinência urinária. 2. b. ☺ Método de demora: (sonda de borracha – SVD) a. Abrir uma torneira perto do paciente. . Prevenir obstrução da uretra por coágulos de sangue (TU de bexiga. d. Antes da sondagem em pacientes com retenção urinária. Colocar o paciente sobre uma comadre com água aquecida.

Além disto. determinados princípios são essenciais nos cuidados de um sistema fechado de drenagem urinária. hematúria. Pseudomonas. 3. Obs. ou remoção acidental. Os patógenos responsáveis pelas infecções do trato urinário associado ao cateter incluem Escherichia coli.: Sonda nelaton ou de alívio: varia de nº 04 a 22 Sonda de foley ou de borracha: varia de nº 12 a22 Riscos de infecção A presença de um cateter de demora pode levar à infecção. deve-se antes executar medidas visando estimular a micção espontânea. Utilizar sempre o sistema de drenagem fechado estéril. . e mal-estar. febre. Utilizar a posição ginecológica em pacientes obesos ou quando for difícil a visualização do meato. como descritas anteriormente. A sondagem vesical de demora tem indicações específicas conforme descrito nos objetivos. 2. Enterobacter. Klesbsiella. quando o objetivo for essencialmente a sondagem de alívio. causando tração da uretra. Por isso (devido aos riscos de infecção). anorexia. Observar rigorosamente a técnica asséptica. Os cateteres impedem a maioria das defesas naturais do trato urinário inferior através da obstrução dos dutos peri-uretrais. nos casos de retenção urinária de qualquer origem. de modo a prevenir essas indesejáveis infecções. Assim. o paciente com um cateter de demora é avaliado quanto aos sinais e sintomas de infecção do trato urinário: urina turva.120 Minimização de traumatismos O traumatismo da uretra pode ser minimizado com um cateter do tamanho apropriado. O cateter é lubrificado de modo a ser introduzido de forma fácil e de forma delicada. 4. Cuidados importantes 1. Serratia e Cândida. O cateter é fixado apropriadamente para evitar sua movimentação. calafrios. irritando a mucosa vesical e promovendo uma via artificial para a entrada de organismos na bexiga. Proteus.

anestésico local tópico (xilocaina à 2%). observar os seguintes cuidados: a. Orientar o paciente para não elevar a bolsa de drenagem acima do nível da bexiga. Preservar o bom fluxo urinário evitando dobras. saco para lixo. A bolsa nunca deve tocar no chão. sonda foley de calibre adequado. gazes. material para higiene íntima. antiséptico. uma seringa de 10 ml para testar o balão. bolas de algodão. campo fenestrado). Perfurar o bico do anestésico com agulha estéril após desinfecção do mesmo. 9. O cateter não deve ser mantido mais tempo do que o necessário. pinça. Deve ser evitada a manipulação inadvertida do cateter pelo paciente ou pela equipe. Caso a executante da técnica seja destra. . deve permanecer ao lado direito do paciente. Esvaziar a bolsa de drenagem a cada seis horas. 8. a fim de evitar a instalação da atonia vesical. f. sistema de drenagem fechado estéril. Se o cateter é mantido por dias ou semanas. máscara. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. Se for sinistra. Anota no relatório de enfermagem do paciente: alteração no aspecto da urina. e nunca ser suspenso sem um treinamento prévio da bexiga. uma vez por semana. Em pacientes com sonda de Foley. c. e. um pacote de gaze esterilizada. uma seringa de 10 ml com água destilada para encher o balão. Higiene íntima duas vezes ao dia. b. d. 7. 6. cuba rim. 10. permanecer ao lado esquerdo e calçar a luva na mão direita.121 5. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA FEMININA Material Luva látex esterilizada. queixas de dores e elevação da temperatura. então deve ser trocado periodicamente. esparadrapo.

19. Lubrificara sonda com xilocaina. pequenos lábios. 18. tampa de borracha e prolongamento). 10. clitóris. 12. sonda. sem provocar desconforto. Testar a sonda. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. Lavar as mãos.122 Procedimentos 1. 11. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pés da paciente. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). e colocar todo o material (anti-séptico. 6. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. Fazer higiene íntima. Orientar a paciente com relação as tapas o procedimento e ao objetivo do mesmo. . 13. 9. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. lubrificante) e prepara na seringa a água destilada que deverá ficar fora do campo. Iniciar a anti-sepsia da genitália. 7. 4. Desprezar a pinça na lateral do campo. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. seringa para teste do balão. 14. Colocar o saco de lixo próximo à cama. Prepara o material e deixar o sistema de drenagem ou similar montado (frasco. começando pela vulva. 8. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. grandes lábios. Manter o intermediário protegido. 17. entre as pernas da paciente. 16. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. deixando a paciente em posição ginecológica. Calcar a luva na mão direita. meato urinário e introito vaginal. 15. 2. Informa-la sobre a sensação d ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. 5. 3. Preparar o ambiente. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível.

Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. Proceder à desinfecção dos materiais. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. 27. Anotar na prescrição da paciente: horário. antiséptico. 21. anestésico . 3. Manter o paciente em posição deitada. Lavar as mãos. 23. campo fenestrado). 26. Cobrir os genitais com a camisola. Elevar o pênis. 2. 24. reação da paciente. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA MASCULINA Material: o mesmo do procedimento anterior. diretamente no meato sem tocá-la nas áreas adjacentes. sem tracioná-la. pinça. volume e aspecto da urina retirada. para colocar a uretra em linha reta. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO FEMININA Material Luva látex esterilizada. Retirar as luvas e fixar a sonda com esparadrapo na face interna da coxa. Introduzir metade da sonda (5 a 8 cm). tipo de sondagem. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. Testar se a sonda está fixa na bexiga tracionando-a delicadamente e conectar o prolongamento.123 20. quase que perpendilcularmente ao corpo. bolas de algodão. 28. 29. lentamente e com movimentos delicados. 22. nº da sonda. Retirar os materiais da cama. gazes. 25. máscara. Constatar a saída de urina e injetar água destilada para encher o balão. glande e prepúcio. cuba rim. volume de água destilada injetada no balão de sonda.

Calçar a luva na mão direita.124 local tópico (xilocaina à 2%). Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. Iniciar a anti-sepsia genitália começando pela vulva. 10. comadre. lubrificante). Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pás da paciente. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. 5. 3. 7. Preparar o ambiente. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. 17. sem provocar desconforto. entre as pernas da paciente. . 6. sonda nelaton de calibre fino. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). 2. 9. clitóris. 16. Lavar as mãos. abrir a extremidade de entrada e a outra colocar dentro da cuba rim. material para higiene íntima. Fazer higiene íntima. 14. 12. 4. 18. Pegar a sonda lubrificada. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. 13. Colocar o saco de lixo próximo à cama. Lubrificar a sonda com xilocaina. Desprezar a pinça na lateral do campo. pequenos lábios. 8. Orientar a paciente com relação às etapas do procedimento a ao objetivo do mesmo. grandes lábios. Procedimentos 1. 15. deixando a paciente em posição ginecológica e colocar a comadre entre as pernas da paciente. e colocar todo o material (anti-séptico. Informa-la sobre a sensação de ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. sonda. um pacote de gaze esterilizada. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. meato urinário e introito vaginal. 11. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. saco para lixo.

Após a extração total da urina retirar a sonda.comadre. mantendo-os firmemente e tracionando-os em direção a sínfese púbica. 22. diretamente no meato sem toca-la nas áreas adjacentes. Retirar as luvas. Cobrir os genitais com a camisola.125 19. 21. e introduzir no meato urinário. glande e prepúcio. Introduzir metade da sonda (5 a 8cm). Elevar o pênis. 3. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. sonda nelaton de calibre fino. volume e aspecto da urina retirada. campo fenestrado). saco para lixo. um pacote de gaze esterilizada. 2. tipo de sondagem. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. . material para higiene íntima. anestésico local tópico (xilocaína à 2%). Manter o paciente em posição deitada. 27. Proceder à desinfecção dos materiais. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO MASCULINA Material Luva látex esterilizada. 20. lentamente e com movimentos delicados. 24. quase que perpendicularmente ao corpo. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. 4. reação da paciente. máscara. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar da mão esquerda. 26. 25. para colocar a uretra em linha reta. gazes. cuba rim. antiséptico. 23. bolas de algodão. Para a lubrificação pode-se usar a seringa de 10ml com xilocaína. pinça. nº da sonda. afastar as pernas e colocar entre as mesma a comadre. Anotar na prescrição da paciente: horário. Lavar as mãos.

Apresenta menor risco de infecção vesical. Essa drenagem é feita por um processo cirúrgico e pode ser mantida durante várias semanas. resulta em poucas complicações e permite relações sexuais mais normais LAVAGEM VESICAL Conceito: É a lavagem da mucosa que reveste a bexiga. São necessárias técnicas assépticas durante o treinamento intra-hospitalar do paciente. após cirurgias ginecológicas. AUTOCATETERIZAÇÃO INTERMITENTE Proporciona drenagem periódica da urina. . sendo colocado um curativo estéril sobre o local. são capazes de urinar mais cedo. onde o risco de contaminação cruzada é menor. O paciente pode utilizar uma técnica “limpa” (não-estéril) em casa. através da introdução de uma solução. devido ao risco de contaminação cruzada. via sonda vesical. É o tratamento de escolha após lesão medular e outros distúrbios neurológicos nos quais há comprometimento na capacidade de urinar. A autocateterização promove independência. geralmente. É utilizada como uma medida temporária o fluxo de urina da uretra quando a via uretral não oferecer passagem.126 DRENAGEM VESICAL SUPRAPÚBICA É um método de estabelecimento da drenagem vesical através da introdução de um cateter ou tubo na bexiga através de uma incisão ou punção suprapúbica. O cateter suprapúbico é removido quando não é mais necessário. quando tende a haver disfunção vesical e após fraturas pélvicas. Pode ser mais confortável que um cateter de demora. Proporciona maior mobilidade ao paciente. Ela oferece certas vantagens como: Os pacientes.

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Objetivos: Evitar a obstrução da sonda; Combater infecção. Material Bandeja; solução prescrita; cuba rim estéril; duas bolas de algodão com álccol; material de lavagem de sonda (cuba rim, seringa de 20ml); uma tira de esparadrapo; éter e uma bola de algodão; um pacote de luva látex estéril. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Lar a prescrição médica; 3. Preparar o material; 4. Orientar o paciente a respeito do procedimento; 5. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com o éter e a bola de algodão; 6. Posicionar a cuba rim ao lado do paciente, sem abri-la; 7. Utilizando as bolas de algodão com álccol, fazer a desinfecção da extremidade bifurcada da sonda adaptada ao prolongamento; 8. Abrir a cuba rim posicionada ao lado do paciente; 9. Desconectar o prolongamento e apoiar a bifurcação da sonda na borda da cuba rim; 10. Proteger a extremidade do prolongamento adaptada à sonda na borda da cuba rim; 11. Abrir o material de lavagem de sonda e montar a seringa sem contamina-la; 12. Colocar a solução na cuba rim; 13. Calçar as luvas; 14. Aspirar solução imergindo apenas o bico da seringa; 15. Injetar, lentamente, 20ml da solução e aspirar sem forçar demasiadamente; 16. Repetir o processo quantas vezes for necessário; 17. Adaptar o prolongamento e fixar a sonda; 18. Proceder à desinfecção dos materiais; 19. Lavar as mãos; 20. Anotar na prescrição do paciente: horário; solução utilizada; aspecto do retorno; quantidade introduzida e retirada; reação do paciente.

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Cuidados importantes 1. Não permitir que a sonda fique imersa na solução e urina eliminada; 2. Evitar contato com os dedos na extremidade da sonda ao introduzir a solução. RETIRADA DE SONDA VESICAL DE DEMORA Material: seringa de 20ml; benzina; gaze; luva de ´látex de procedimento; recipiente de lixo. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Preparar o material; 3. Explicar o procedimento ao paciente; 4. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter; 5. Colocar luva de látex; 6. Adaptar a seringa a via do balonete, esvaziando totalmente o balão; 7. Retirar a sonda delicadamente, solicitando ao paciente respirar profundamente enquanto a sonda estiver sendo retirada; 8. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem; 9. Medir o volume de urina drenado; 10. Fazer a limpeza dos materiais; 11. Lavar as mãos; 12. Anotar na prescrição do paciente: horário; reação do paciente; volume e aspecto da urina. Cuidados com a retração e Atonia Vesical na retirada da sonda Quando estiver preparando a retirada de um cateter que permaneceu por um período prolongado, o treinamento da bexiga deve ser iniciado para desenvolver o tônus vesical e, assim, prevenir a retenção. Quando o cateter está instalado, a bexiga não enche, nem se contrai. Assim, a bexiga geralmente perde um pouco de sua tonicidade (atonia). O treinamento é feito da seguinte forma:

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Antes de se retirar o cateter, ele é fechado por 20 minutos e, então, aberto. Este procedimento deve favorecer o enchimento da bexiga e a contração do músculo, evitando que a pessoa fique incapacitada de urinar após a retirada do cateter. LAVAGEM INTESTINAL (ENTEROCLISMA, CLISTER OU ENEMA) Conceito É a introdução de uma solução, medicamentosa ou não, no intestino grosso através de uma sonda retal. Objetivos Combater constipação intestina; Preparar o paciente para cirurgia, parto e exames; Promover evacuação através de estimulação do peristaltismo; Para fins terapêuticos. Tipos de enema Enema de limpeza: remover as fezes; Enema de retenção à base de óleo: lubrifica o reto e cólon, as fezes absorvem o óleo e amolecem; Enema carminativo: alivia a distensão gasosa e facilita a eliminação de flatos; Enema medicamentoso: contêm remédios. Material Sonda reta nº 14 a 30; solução prescrita; pinça; lubrificante vaselina; gaze; impermeável ou similar; esparadrapo; lençol móvel; cuba rim ou similar; comadre forrada; biombo; papel higiênico.

6. Abrir a pinça e infundir lentamente a solução. Lubrificar a sonda retal com vaselina ou xilocaína gel. 14. Deixar escoar pequena quantidade da solução na cuba rim para retirar o ar testar a temperatura no dorso da mão (temperatura corporal) e pinçar. Observar a quantidade e o aspecto da eliminação. 15. quantidade e aspecto da eliminação (cor. Lavar e guardar o material. 11. ou similar. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.130 Procedimentos 1. no máximo 10cm. Orientar o paciente sobre o procedimento. Solicitar ao paciente que inspire profundamente e introduzir delicadamente a sonda retal até o ponto marcado. 18. 21. Aquecer a solução prescrita. Marcar 8 a 10cm na sonda retal com esparadrapo. Lavar as mãos. Dispor o material de modo que facilite o procedimento. 8. 19. Solicitar ao paciente que retenha a solução por 10 a 15 minutos. Colocar a comadre ou acompanhar o paciente ao banheiro orientando-o para não para não dar descarga. . forrado com lençol móvel. 17. 10. Afastar os glúteos com auxílio de papel higiênico. 16. Preparar os materiais: a. Adaptar a sonda retal no frasco da solução. Colocar o paciente em posição lateral. 12. Dobrar as cobertas deixando exposta apenas a região glútea. reação do paciente. Pinçar a sonda retal ao término da solução. Lavar as mãos. 4. Anotar na prescrição do paciente: horário. 20. consistência). Cercar a cama com biombo. 9. d. 3. 13. Retirar a sonda retal e colocar na cuba rim. 7. 2. 5. b. Proteger a cama com o impermeável. c.

acima do nível da cama para evitar espasmo muscular e desconforto. 4.131 Obs: Lavagem Intestinal com Prolongamento: colocar o irrigador no suporte de soro. . colocar a comadre para eliminação das fezes e após. Em pacientes acamados. Pinçar a sonda em caso de dor e desconforto e aguardar o alívio dos sintomas. espasmo e à dificuldade de retenção da solução. Em pacientes com muita dificuldade de retenção da solução. proceder à higiene íntima. até no máximo 50 cm. Em casos de enteroclisma gota a gota (Murphy). 3. fixar sonda retal e controlar o gotejamento da solução de acordo com a prescrição médica. 5. A infusão rápida ou a temperatura inadequada da solução levam a um efeito insatisfatório da lavagem intestinal devido ao desconforto. Cuidados importantes 1. utilizar a posição genupeitoral ou Trendelemburg. 2.

Dar-lhe toda assistência: transmitir seus recados. A barganha: apesar de haver um aceitação da morte por parte do paciente. ao pessoal do hospital e até contra sua própria família. AS ETAPAS DO ATO DE MORRER O paciente pode passar por cinco estágios psicológicos em preparação para a morte. e não necessariamente na ordem mostrada.132 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES GRAVES E AGONIZANTES O paciente grave ou agonizante está com as funções vitais muito comprometedoras. o que caracteriza sintomas desagradáveis com sinais de morte. sem emoções. falta de cuidados pessoais. pode ocorrer uma recusa em aceitar diagnóstico. o entendimento de tais sentimentos pode ajudar na satisfação dos pacientes. A aceitação: nessa fase. Apesar de serem percebidos de forma diferente em cada paciente. É possível que venha sofrer de anorexia. A negação: quando o paciente toma conhecimento pela primeira vez de sua doença terminal. . aumento da fadiga. é possível que apresente um profundo ressentimento em relação aos que continuarão vivos após sua morte – a você. pode haver uma tentativa de negociação de mais tempo de vida junto a Deus ou com o destino. escrever sua cartas. ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA E RELIGIOSA a) Paciente consciente: Conversar com ele m termos da verdade. médicos e também da enfermeira. É possível que deseje simplesmente o acompanhamento silencioso de um membro da família ou de um amigo. usando tática especial para que aceite a morte. o paciente aceita a inevitabilidade e a iminência de sua morte. A depressão: é possível que o paciente se afaste dos amigos. procurando tranqüilizalo. da família. A ira: uma vez que o paciente parando de negar a morte.

observando a existência de palidez. ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA Prestar esclarecimento sobre o estado do paciente. os reflexos e a mobilidade diminuem primeiramente nas pernas e. Orienta-la sobre a conduta ideal. Forneça um cuidado para a pele durante as mudanças de roupa. . Falar-lhe frases curtas. Observe a presença de incontinência ou anúria. porque a sensibilidade. ajustando a temperatura do quarto para maior conforto. palavras bem pronunciadas. nos braços. Ofereça liquido com freqüência e lubrifique os lábios do paciente com vaselina para combater o ressecamento. Utilizando um equipamento de sucção. Eleve a cabeceira do leito para diminuir a resistência respiratória. pelo menos. o resultado de um controle neuromuscular reduzido ou uma redução da função renal. junto à orelha para que não tenha a sensação de isolamento e solidão. Permitir que permaneça o máximo possível junto ao paciente. um pano de banho e toalhas para evitar irritações e desconforto. Utilize luvas e forneça um cuido perineal com sabonete. evite sussurro ou conversar de maneira imprópria sobre o paciente na sua presença.133 b) Paciente inconsciente: Não deixar pessoas da família chorar perto do paciente ou comentar seu estado. se necessário. preparando-a psicológicamente. Reposicione o paciente no leito a. cada duas horas. Como a audição pode estar em perfeito funcionamento mesmo em estados de perda de consciência. gradualmente. aspire a boca e vias aéreas superiores do paciente para remover secreções. Mude a roupa de cama e a vestimenta do paciente sempre que necessário. diaforese e nível reduzido de consciência. Providenciar sacerdote ou ministro religioso. ATENDENDO AS NECESSIDADES DO PACIENTE Satisfazendo as Necessidades Físicas Determine com freqüência os sinais vitais.

Se for apropriado. Durante o atendimento a estas necessidades deve-se proporcionar conforto físico. Se os membros da família pretendem permanecer junto ao paciente. Verifique os registros do paciente para determinar se foi preenchida por uma ficha para doação de órgãos. procure fornecer um suporte emocional à família. Notifique os membros da família. de modo que possam participar dos cuidados de enfermagem. pergunte aos familiares se já consideravam a possibilidade de doação de órgãos e tecidos. Ao fazer isso. Enfatize que seus esforços serão importantes e efetivos. Obs: nos cuidados a esse tipo de paciente. estiverem abertos.134 Se os olhos do paciente em coma. Na ocasião apropriada. bem como os tratamentos e planos de cuidado. salas de espera e lanchonete. Ao se aproximar à morte do paciente. Os remédios devem ser dados por via intravenosa. Não tenha pressa ao conversar com o paciente. se ofereça para ensinar-lhes tarefa específica. proteja a cama com biombo e se o paciente estiver agitado ou inconsciente. . para resultados eficientes. Forneça as medicações prescritas contra dores. caso não estejam presentes quando o paciente desejar vêlos. mostre-lhes a localização dos banheiros. Permita que o paciente e sua família discutam a morte como desejam. Essas lesões podem causar a cegueira e impedir que os tecidos sejam utilizados em transplantes após a morte do paciente. os quais podem variar de i à solidão. sente-se em local próximo à cabeceira da cama. proporcione um cuidado ocular apropriado para evitar lesões na córnea. Explique-lhes a necessidade do paciente. se possível. se necessário. coloque grades ou faça restrições. Satisfazendo as Necessidades Emocionais Explique detalhadamente ao paciente todos os cuidados e tratamentos. mesmo que esteja inconsciente porque é possível que ainda seja capaz de ouvir. Permita que o paciente expresse seus sentimentos.

d) e) f) g) Sistema Locomotor muscular. o maxilar inferior se movimenta a cada respiração. É mais freqüente nos casos de asfixia parcial. mas que tem condições de ser reanimado.o que significa perda do tônus muscular. não reagindo à presença de luz. a respiração torna-se ruidosa (estertor da morte). às vezes. c) Sistema Digestivo = diminuição das atividades fisiológicas e do reflexo da deglutição com muita atenção para o perigo da regurgitação e aspiração. catalepsia.135 Sinais Iminentes de Falecimento a) b) Sistema Circulatório = hipotensão. Rigidez muscular. Sistema Respiratório = dificuldade de respirar pela boca. cianose. O último dos reflexos a desaparecer é a sucção. Pupilas dilatadas. pulsos irregular. extremidades frias. síncope e parada cardíaca. Ausência total de movimentos. o qual parece morto. nariz afilado. olhos fundos e olhar fixo. hipotermia. sendo que a audição é o último a desaparecer. pele fria e úmida. = ausência total da coordenação dos movimentos. Faces = face hipocrática: cor pálida ou acinzentada. incontinência fecal e constipação. sudorese abundante. Sinais Evidentes Parada cardíaca e respiratória sem possibilidade de ressuscitação.presença e lagrima. Palidez cadavérica. podendo o paciente ser reanimado. causando pelo acúmulo de secreção. Sistema Neural = diminuição dos reflexos até o desaparecimento total. Morte Aparente O termo morte aparente é a dominação aplicada ao corpo. relaxamento . Sistema Urinário = retenção ou incontinência urinária.

material para banho. Se o paciente usava dentaduras e a política do hospital assim o permitir. Finalidades Deixar o corpo limpo e asseado. Implementação 1. amigos. proporcionando privacidade a essas pessoas. sangue e excreções. duas etiquetas de identificação. Colocar avental e calçar luvas. eleve um pouco a cabeceira da cama para impedir a descoloração ocasionada pelo sangue retido na face. Evitar a saída de gazes. os cuidados pós-morte podem ser adiados até que o legista complete uma autópsia. com os braços ao lado do corpo e a cabeça sobre um travesseiro. o arranjo de transporte para o necrotério ou casa funerária e determinação de como serão dispostos os pertences do paciente. Em seguida. se fizer necessário utilize algodão embebido em éter. 5. cuba rim com pinça anatômica. os cuidados aos membros da família. Colocar em boa posição. Material Gaze ou fitas macias. envoltório plástico para o corpo ou lençóis. aplicando compressa. 4. Cercar o corpo com biombo. . ataduras. saco plástico para colocar os pertences do paciente. 2. maca. luvas. esparadrapo ou fita adesiva. mau odor. 3. Se o paciente morreu de forma violenta ou em circunstâncias suspeitas. os cuidados incluem a preparação deste para a família. Posicione o corpo em decúbito dorsal. bolas de algodão. Além disso. Feche os olhos do corpo. Os cuidados após morte serão iniciados normalmente após o médico certificar que o paciente faleceu. material para curativo. se necessário faça uso de ataduras. coloque delicadamente e em seguida feche a boca.136 Preparação do Corpo Após a Morte Após o falecimento do paciente.

Tire o avental. Limpe o corpo com cuidado. usando ataduras. 9. cubra com gaze. leve o corpo ao necrotério. Envolva o corpo e feche o envoltório. Em seguida. Cada etiqueta deve conter o nome do paciente falecido. se possível. 20. incluindo valores. Vista a roupa que será utilizada no sepultamento. nariz. Se o paciente morreu devido a uma doença infecciosa. Preencha as duas fitas etiquetas de identificação. se possível. mas não remova a pulseira de identificação do hospital para garantir uma correta identificação. ororfaringe. Coloque uma ou mais compressas entre as nádegas para absorver drenagens retais e coletar urina. use um elevador de serviço. Cubra o corpo usando um lençol limpo. 17. e cubra com uma fita adesiva até o pulso para evitar que se solte. usando o sabonete. 11. Feche as portas de quartos vizinhos. data e horário da morte. identifique o corpo seguindo a política do hospital. número do quarto e leito. coloque outra etiqueta de identificação. 7. drenos. Remova sonda vesical. . vagina e ânus. aplicando bandagens adesivas nos locais perfurados. Coloque os pertences pessoais do paciente falecido. 8. Remova todos os pertences valiosos do paciente para evitar extravio. 10.137 6. 15. 19. 18. e o nome do médico. 13. Realiza os tamponamentos: ouvido. cobrindo o corpo com um lençol limpo. outros dispositivos e fitas adesivas de fixação. Utilize corredores pouco utilizados e. 12. as luvas e lave as mãos. 14. Se não for possível remover um anel. Providencie a limpeza e ordem do material. 16. em uma sacola e identifique com a terceira etiqueta. Em seguida. Enfaixe pés e mãos. Lubrificar os lábios ressecados. Fixe uma etiqueta na mão ou pé do paciente. uma bacia com água e panos de banho. Antes da morte Fazer higiene oral sempre que necessário. Providencie a documentação.

Cuidados importantes Evitar comentários desnecessários e manter atitude de respeito ao morto. não fazer tamponamento. bem como o momento da constatação do óbito. Providenciar o atestado de óbito para ser preenchido pelo médico. protocole). a ingestão e a eliminação. Em casos de necropsia e encaminhamento para IML. Anote os horários de ocorrência da paradas cardíacas e o final da respiração. Anotar no relatório geral da clínica. relatando o nome do médico assistente. DOCUMENTAÇÃO Registra as alterações ocorridas nos sinais vitais do paciente. Anote também a data e hora em que o paciente falecido foi transportado ao necrotério. na folha de relatório de enfermagem. especificamente no caso de jóias e dinheiro (se possível. Apesar de haver uma certa variação nos hospitais quanto aos documentos necessário. .138 Depois da morte Avisar a família. Enviar o prontuário depois de todas as anotações ao arquivo. com todos os detalhes.. notificando o médico quanto a essas ocorrências. Avisar ao setor de informações ou portaria e internações. Avisar ao serviço social. Anotar no prontuário do paciente. sempre registre o destino dado aos pertences do paciente. Fazer limpeza terminal da unidade. e o nível de consciência.

1999. Florianópolis. Exame clínico.G. Curitiba: Lítero Técnicas. ªC. KOCH. GELBCKE. Cidade Futura. POTTER. do. R. A. DUGAS. L. 8 ed.C. CÂNDIDO. 1989. Fundamento de Enfermagem. 3 ed.S. SUDDART. . 1998. Grande tratado de enfermagem prática: clínica e prática hospitalar. 1988.E. POSSO. São Paulo: Ed Senac. D. 9 ed. Farmacologia para enfermagem.. M. Rio de Janeiro: Koogan. GAYTON. Rio de Janeiro: Koogan. HOOD.S.S. B.. Rio de Janeiro: Koogan. São Paulo: Santos. Rio de Janeiro: Koogan. 9 ed. F. Nova abordagem no tratamento de feridas. Rio de Janeiro: Koogan. 2002. M. M. C.S. G. 4 ed. SUDDART. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2002. C.. Rio de Janeiro: Atheneu. NETTIN S. Semiologia e semiotécnica de enfermagem. Rio de Janeiro: Koogan.139 REFERÊNCIAS ASPERHEIM. Fundamentos e prática de enfermagem: atendimento completo ao paciente. 1992. Fisiologia humana. D. PERRY. K. BRUNNER. 2002.H. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. P. ATKINSON. PORTO. Prática de enfermagem. BRUNNER. Porto Alegre: Artes Médicas. 4 ed. L. L. SWARTZ.C.A.W. PRADO. A. P. F. Guanabara: Koogan. 6 ed.L. Rio de Janeiro: Interamericana.R.L. 436p.M. 2001 281p. 1995. 1988. Semiologia em Enfermagem. L. 2002. 2ed.S. et al. DINCHER. Enfermagem prática. e Cols. 3 ed. Prática de Enfermagem. Rio de Janeiro. 1989. M. J. PERRY. MURRIA.. 2002.M. 1996. 2002. 1992. Semiologia: anamnese e exame físico. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Ed.H. POTTER. Rio de Janeiro: Koogan. BEVILLAQUA. ..ª.B. D. 368p. et al Técnicas básicas de enfermagem.G. Fundamentos de enfermagem. 8 ed. 6 ed. O manual do exame clínico.

140 ANEXOS .

141 .

142 RECOMENDAÇÕES PARA O PERÍODO DE PERMANÊNCIA DE DISPOSITIVOS Dispositivos Período de Troca Cânula traqueostomia descartável Cânula traqueostomia metal Cateter oxigênio extra-nasal Cateter oxigênio intra-nasal Equipo p/ câmara graduada (bureta. microfix) Equipo bomba de infusão Equipo conexão 2 e 4 vias Equipo macro e microgotas Equipo nutrição enteral sistema fechado (bomba infusão) Equipo nutrição enteral – sistema aberto Equipo com injetor lateral Equipo nutrição parenteral e emulsões lipídicas Equipo para bolsa de sangue e derivados de sangue Equipo para antibiótico Extensofix Protetor de cone (tampa polifix) Veda seringa + equipo Extensor de silicone para oxigênio Extensor de látex para oxigênio Extensor de látex para aspiração Extensor silicone para aspiração Sonda de aspiração CPM 24 horas 48 horas 12 horas 72 72 horas 72 horas 72 horas 24 horas A cada troca de frasco 72 horas A cada troca de frasco A cada troca frasco ou unidade 24 horas 72 horas SN SN 24 horas 24 horas 12 horas 12 horas A cada uso .

dependendo da avaliação Comissão de Curativo .143 Sonda nasoenteral Sonda nasogástrica Sonda vesical e bolsa coletora sistema fechado Dispositivo urinário (tipo preservativo) com intermediário Frasco coletor de urina – sistema aberto Torneira 3 vias Frasco com água destilada para aspiração oral e traqueal (50ml) Kit de drenagem torácica ou mediastino Umidificador de oxigênio ou macronebulização Vidro coletor de aspirador Curativo subclávia Curativo drenagem torácica Curativo flebotomia Curativo biológico (hidrocolóide) – para tratamento Curativo biológico (hidrocolóide) – para prevenção Curativo biológico – Alginato cálcio Curativo biológico – Hidrogel Curativo biológico – carvão ativado A cada 30 dias Não há recomendação para freqüência da troca Trocar somente quando apresentar obstrução vazamento ou qualquer outro problema 24 horas 72 horas 72 horas A cada uso CPM 24 horas 6 horas A cada 24 horas – o tradicional 5 dias – película transparente 48 horas A cada 24 – horas o tradicional 5 dias – película transparente A cad 2 dias A cada 5 dias A cada 24 horas ou conforme comissão curativo Para prevençãoo – a cada 5 dias Para tratamento – 2 dias A cada 2 a 5 dias.

Máscara de venturi Macro – nebulização Colchão piramidal Cateter venoso periférico Cateteres arteriais periféricos e dispositivos de monitoramento de pressão (P. Curativo de cateteres – A recomendação da troca de curativo é a cada 24 horas e/ou sempre que o mesmo estiver molhado.144 Curativo – Papaína Bolsa colostomia com placa Pó protetor de estoma – para evitar ou tratar escoriações em colostomia ou ileostomia Esponja protetora – (úlcera de pressão) – em cm de comp. Cateter Periférico: A literatura refere até 72 horas. subclávia) Cateteres arteriais centrais (cateteres de artéria pulmonar.) Cateteres venosso centrais (com ou sem túnel: Hickmans groshongs pro hs.A. sujo ou deslocado. Após este tempo aumenta o risco de infecção.M. Sawn – Ganz) Cateteres centrais de hemodiálise Cateteres umbilicais 24 horas 7 dias 1 por paciente 7 dias 48 horas 24 horas 7 dias 72 horas 4 dias Não há recomendação para freqüência da troca 5 dias Não há recomendação para freqüência de troca Não há recomendação para freqüência de troca Obs: Caso algum material dessa lista for usado mais vezes além do período determinado na rotina terá que ser justificado por escrito no prontuário. . flbotomia.

FONTE: FERNANDES. podendo a rotina ser alterada. CPM: conforma prescrição médica. Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde. Atlanta. CCIH/2001 Neusa Maria Martini Enfermera chefe do SCIH www. Antonio Tadeu.br/infecção/rotinas/período permanenciadispositivos. Html. Estados Unidos. São Paulo.sc. 2000. Curativo de lesões – As trocas de curativos são orientadas conforma a Comissão de curativo. . volume 1 e 2.gov.saude.145 Cateter venoso profundo – trocar qualquer tipo de cateter quando apresentar sinais de inflamação/infecção e fazer cultura da ponta do mesmo. Guias de Prevenção do Centro de Controle de doenças (CDC). editora Atheneu.

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