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Apostila de Semio II Completa

Apostila de Semio II Completa

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Faculdade Santa Emília de Rodat - FASER

Semiologia e Semiotécnica em Enfermagem II

Org. Profª.
Adriana Marques Pereira de Melo Alves Cizone Maria Carneiro Acioly Jacqueline Oliveira de Paiva Ferreira Maria Amélia de Sousa Maria de Fátima Alves dos Santos

2007

O conteúdo desta apostila constitui numa coletânea de textos sobre a assistência de enfermagem direcionada ao indivíduo, família e comunidade e, se torna, portanto, um dos meios para o aluno sistematizar seu conhecimento. Vale ressaltar que estes conteúdos devem ser complementados com outras leituras no sentido de enriquecer seu conhecimento. Que a leitura deste material sirva de alicerce para trilhar pela disciplina Semiologia e Semiotécnica em enfermagem, em busca de novos conhecimentos.

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO UNIDADE I
Assistência de enfermagem nas necessidades de higiene pessoal 04

UNIDADE II
Assistência de enfermagem na administração de medicamentos 18

UNIDADE III
Assistência de enfermagem nas necessidades de termoterapia e crioterapia 78

UNIDADE IV
Assistência de enfermagem no tratamento de feridas 86

UNIDADE V
Assistência de enfermagem na aplicação de ataduras 101

UNIDADE VI
Assistência de enfermagem nas necessidades de oxigenioterapia 105

UNIDADE VII
Assistência de enfermagem nas necessidades de sondagens Cateterismo gástrico Cateterismo vesical Lavagem intestinal 111 111 117 128

UNIDADE VIII
Assistência de enfermagem aos pacientes graves e agonizantes 131

REFERÊNCIAS

93

os valores pessoais e os hábitos familiares influenciam nos cuidados de higiene do indivíduo. Nível socioeconômico: Os hábitos de higiene são influenciados pelos recursos econômicos disponíveis do paciente. a idade. Neste sentido. as pessoas doentes sentem-se preocupadas com os odores desagradáveis que se instala em seu corpo pela falta de higiene que. Além disso. incentivando para que participem do seu autocuidado. A higiene é a ciência da saúde e quando é bem executada é importante para a saúde geral do indivíduo. A má condição da cavidade oral representa fontes potenciais de infecção. assim como causa desconforto e dor ao paciente. Conhecimento: geralmente o seu nível de conhecimento influencia sua motivação e prática de higiene.4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE HIGIENE PESSOAL. o fato de ajudar a se manter limpo através de remoção de impurezas. Sabemos que a auto-estima ficará afetada com o comprometimento da higiene de um paciente e que a resolução deste poderá se concentrar na execução desta higiene. as medidas higiênicas ajudam o paciente a sentir-se mais confortável e relaxado. temporariamente ou não. A pele sadia íntegra é a primeira barreira de defesa contra a infecção e a lesão dos tecidos. Preferências pessoais: Cada paciente tem seus hábitos pessoais e de higiene. elimina muitas substâncias nas quais estas bactérias se reproduzem. Freqüentemente. . O profissional de Enfermagem pode adotar horários em um plano individualizado. Fatores que influenciam as medidas de higiene Auto-imagem: O profissional não deve transmitir sentimentos de desaprovação se a higiene do paciente for insatisfatória. a formação. produtos de secreções e excreção. Variáveis culturais: As crenças culturais. estará suspensa. O profissional de Enfermagem deve procurar manter seus pacientes limpos e livres de maus odores. Dentes e gengivas saudáveis são essenciais à manutenção das condições nutricionais.

lábios.Prevenir infecções bucais. Solicitar ao paciente que enxugue a boca com a toalha de rosto.creme dental ou solução dentrifícia. Procedimentos 1. Um dos fatores essenciais à manutenção da saúde é prevenir o aparecimento de infecção na boca. febris. 7. . digestivas e respiratórias. A higiene oral é indicada pela manhã.Prevenir cáries dentárias. . véu palato e língua. . enxaguando bem a cavidade oral. 8. dentes. após as refeições e de 02 em 02 horas em pacientes graves. Lavar as mãos 3. 2. Explicar ao paciente o procedimento e observar as condições da cavidade oral. ou seja. secar e guardar a escova de dente.combater infecções já instaladas.Evitar halitose. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim por um dos cantos da boca. 11. Fornecer a toalha de rosto para que proteja o tórax. . gengivas. . Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) ou solicitar ao paciente que se sente. se necessário. condições da cavidade bucal. . PACIENTE QUE PODE CUIDAR DE SI Material Escova de dente ou espátula e gaze.toalha de rosto. 6. 10. Dispor o material junto ao paciente. e com SNG. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem 12. Orientar o paciente para enxaguar.copo com água. pois esta faz parte do sistema digestório e também do respiratório. Objetivos Proporcionar conforto e bem estar ao paciente. favorecendo o aumento do apetite e permitindo que ele se sinta socialmente aceitável. Prepara o material necessário 4. 9.Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. cuba rim ou similar. . Solicitar ao paciente que escove a face anterior e posterior dos dentes. Lubrificante para os lábios. . no sentido gengiva-dente inclusive a língua.5 HIGIENE ORAL Conceito É a limpeza da cavidade oral. 5.

Retirar a cuba rim e enxugar a boca com a toalha de rosto 13. 11. 16. Escovar a língua evitando feri-la e provocar náuseas 10. Para paciente entubado um aspirador montado. por um dos cantos da boca. condições da cavidade bucal. umedecer a gaze envolta na espátula com solução dentrifícia. se necessário. toalha de rosto. se necessário. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim. saco para lixo. colocar creme dental. 6. Lubrificar os lábios. Escovar a face anterior e posterior dos dentes no sentido gengiva-dente. 7. Oferecer água para o paciente bochechar e enxaguar a boca. Preparar o material 4. 2.6 PACIENTE DEPENDENTE Material: acrescentar ao material tubo plástico (canudo) e Saco de lixo. Lavar as mãos 3. 17. 15. Procedimentos 1. Lavar as mãos. 9. observando as condições da cavidade oral. copo com solução dentifrícia (Cepacol ou similar a 50% e bicarbonato de sódio a 2%). . Colocar a cuba rim próxima ao rosto do paciente. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Enxaguar a escova de dente. Umedecer a escova na água. Na falta de escova. lubrificante para os lábios. 8. 12. HIGIENE ORAL EM PACIENTE INCONSCIENTE Material Duas espátulas e gaze. 14. usar canudo. Orientar o paciente sobre o procedimento. Colocar a toalha de rosto sobre o tórax do paciente. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. um par de luvas de procedimento. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) 5. seca-la e guarda-la.

c. traumatismo facial). Cuidados importantes 1. Informar ao paciente sobre o procedimento. . presença de sangramento gengival. Envolver a gaze na espátula ou pinça e umedece-la com solução dentifrícia 6. 9. b. Secar os lábios e lubrifica-los. delicadamente. ulcerações ou crostas na língua). usar bolas de algodão para a limpeza dos dentes. fratura mandibular. 4. No caso de pacientes que necessitam permanecer sem a prótese. Posicionar o paciente de lado e lateralizar a sua cabeça colocando a toalha. anotar no prontuário e comunicar ao médico assistente. Quando o paciente apresentar gengivas edemaciadas ou sangrando. Cuidados com a prótese dentária. Orientar ou fazer higiene oral no mínimo três vezes ao dia 2. moniliases). d. 2. 5. Abrir a boca do paciente com o auxilio da outra espátula e. 3. friccionar a espátula envolta em gaze nos dentes. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. a. gengiva e língua. 7. a mesma deverá ser mantida em solução anti-séptica em recipiente identificado (ex. 10. manteiga de cacau ou vaselina. e. Qualquer anormalidade observada na cavidade oral (cáries. Lavar as mãos 3. Efetuar a troca da solução anti-séptica diariamente. Lavar as mãos 11. mucosa ressecada. deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.: inconsciente. Orientar ou fazer a higiene oral e recolocar a prótese.7 Procedimento 1. condições da cavidade bucal (ex. Preparar o material 4. Repetir a limpeza quantas vezes for necessária. observando as condições da cavidade oral. 8. Proceder à limpeza das próteses. aftas. Para lábios ressecados recomenda-se usar pomada específica. trocando as gazes. Retirar a toalha de rosto.

fixando-a com fita adesiva. . fita adesiva. Preparar o material. Calçar as luvas 8. Procedimentos 1. Levar o material para junto do paciente. de maneira que todo o cabelo permaneça oculto por duas horas. recipiente para lixo. Material Solução para pediculose (Benzoato de Benzila. 9. biombo. Objetivos Evitar a propagação de infecções e pedículos. bolas de algodão. Lavar as mãos 2. Desocupar a mesa-de-cabeceira e colocar biombo. Explicar ao paciente o procedimento. não deixando que os outros pacientes saibam. Aplicar a solução para pediculose. 10. conhecidos popularmente por PIOLHOS. 4. toalha de banho ou similar e impermeável. micosina. São encontrados no couro cabeludo e regiões pilosas do corpo. 11. preparados caseiros). organizar a bandeja 7. um par de luvas. Proporcionar higiene e conforto. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. De preferência colocar a noite para que seja retirado no outro dia. pente. no mínimo. mecha por mecha – com auxilio de algodão e pente – umedecendo todo o cabelo e o couro cabeludo (começando pelo lado mais distante para o mais próximo).8 TRATAMENTO DE PEDICULOSE Conceito É a eliminação de parasitas (parasitas hematófagos). Tetmosol. Lavar as mãos 5. 3. Forrar o travesseiro com o impermeável e toalha de banho. Proporcionar higiene do couro cabeludo. Envolver a cabeça do paciente com a toalha de banho. 6.

pente fino e gazes. cortar os cabelos. Objetivo: Exterminar e remover as lêndeas. recipiente de lixo. 7. Cuidados importantes No caso de pedículos nos pêlos da região pubiana. Duas horas após o tratamento.9 12. que precisam ser removidos para extermínio completo dos parasitas. . Após a aplicação do produto faz-se necessário a troca de toda a roupa de cama e colocação desta em um saco plástico com a identificação Piolho. 3. Lavar as mãos. realizar a higiene dos cabelos prosseguindo posteriormente com o tratamento de lêndeas. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. recomenda-se mais de uma aplicação do produto para exterminar os pedículos. 13. um par de luvas. Material: Vinagre puro aquecido ou ácido acético a 5%. . 1. Caso o paciente concorde. Evitar que a solução atinja os olhos. convém executar tricotomia na área. 5. Devido ao ciclo biológico do parasita. 4. Lavar as mãos. Em casos de pedículos nos cílios usa-se pomada de óxido amarelo de mercúrio. 6. Procedimentos 1. REMOÇÃO DE LÊNDEAS Conceito: É o extermínio de ovos dos pedículos nos fios de cabelo. 2. Explicar ao paciente o procedimento 2. toalha de banho e impermeável. Proceder ao tratamento de pediculose e lêndeas por três dias consecutivos após uma semana do primeiro dia de tratamento. ou de acordo com indicação da solução aplicada. conforme a técnica padronizada. bolas de algodão. reações do paciente.

impermeável. cotonetes. jarro com água morna e adaptador com borracha de látex. Trocar a roupa de cama e do paciente. toalha de banho e rosto. Neste período. mecha por mecha. 12. Objetivos: Proporcionar conforto. Forrar o travesseiro com a toalha de banho ou. 2. caspas e infecções. Repetir o tratamento após uma semana do primeiro dia do tratamento. 7. Material: Impermeável ou saco de lixo plástico com as duas extremidades abertas e a lateral até o meio envolvendo o cobertor (na forma de um funil). . papel toalha. Até a remoção completa de todas as lêndeas. caso o paciente esteja sentado. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 9. utilizar o pente fino ou gazes para remover as lêndeas. Lavar e guardar o material. Proteger o couro cabeludo. duas bolas de algodão. um par de luvas. pente. Evitar o aparecimento de pedículos. Embeber o algodão no vinagre aquecido. no mínimo meia hora.10 3. 4. coloca-la nos ombros. recipiente para lixo. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. 10. 8. Lavar as mãos. Estimular a circulação do couro cabeludo. HIGIENE DOS CABELOS Conceito: Consiste na limpeza do couro cabeludo e dos cabelos do paciente acamado. Cuidados importantes 1. chuveiro ou pinça. Fazer aplicação de vinagre durante três dias consecutivos. 5. Fazer higiene dos cabelos. Preparar o material. 11. 6. shampoo ou sabão líquido. Coloca-la dentro do saco plástico e lacra-la com a identificação de PIOLHO. Aplicar ao longo dos cabelos. Eliminação da seborréia. reações do paciente. Deixar o vinagre nos cabelos. cuba rim. balde vazio.

20.Colocar o rolo com o impermeável (funil) sob a cabeça do paciente.Forrar o travesseiro com o impermeável e sobre este. 14. Enxaguar retirando todo o sabão. 13.Lavar as mãos. colocar a tolha de banho. Retirar o impermeável do rolo com cuidado para não molhar o cobertor. 4.Colocar a escadinha próxima da cabeceira da cama. Pentear os cabelos. 12. 9. b) Enrolar e entrelaçar suas extremidades de modo a formar um círculo. Enxugar a cabeça com a toalha de rosto e retirar as bolas de algodão do ouvido Colocar o travesseiro no lugar. c) Envolver o cobertor com a extremidade do saco plástico que está aberta na lateral e deixar a outra extremidade para que seja colocada dentro do balde no ato do banho. Colocar a extremidade mais fina do impermeável (bico do funil) dentro do balde.Preparar o ambiente: fechar janelas.Colocar o travesseiro sob os ombros do paciente.Colocar a toalha de rosto no ombro do paciente. Irrigar. 19. 18. 10. Repetir os itens 12 e 13 quantas vezes forem necessárias. ensaboar e massagear o couro cabeludo com a polpa dos dedos.Explicar ao paciente o procedimento. . 3. 2. 8. 17. 15. Procedimentos 1. 6.11 CONFECÇÃO DE UM FUNIL COM COBERTOR E IMPERMEÁVEL a) Dobrar o cobertor ao centro no sentido diagonal. Colocar as bolas de algodão nos ouvidos do paciente. Limpar os ouvidos com cotonetes. 11. 7. Forra-la com papel toalha e colocar o balde em cima da mesma. esvaziar a mesinha-de-cabeceira. 16.Preparar o material. 5. Calçar as luvas.

se necessário. Lavar as mãos. lêndeas. aplicar álccol com auxilio de bolas de algodão. se necessário. TRICOTOMIA Conceito: É a retirada de pêlos de uma determinada área. 24. 5. Proteger a cama com impermeável. Cuidados importantes 1.Facilitar a higiene. recipiente com sabão. 4. 22. Procedimentos 1. Colocar o paciente em posição confortável e expor apenas a área a ser tricotomizada. se necessário. estas técnicas devem ser executadas por duas pessoas. Lavar as mãos. recipiente para lixo. 23. Ensaboar as bolas de algodão. reações do paciente.12 21.). Material: Aparelho de barbear. água. 7. Lavar e guardar o material. pedículos. Evitar que escorra água e sabão nos olhos do paciente. Preferencialmente. 3. Anotar na prescrição do paciente: horário. condições do couro cabeludo. Cercar a cama com biombo. 4. Observar condições do couro cabeludo (lesões. 2. toalha impermeável. Comunicar ao paciente o procedimento e sua finalidade. etc. Objetivos: Preparar uma área para cirurgias ou exames. . . 6. cuba de anti-sepsia. Preparar o material. 5. Pentear os cabelos iniciando das pontas para a raiz. gazes. 2. No caso de cabelos embaraçados. papel higiênico. biombos e foco auxiliar. aplicando-as na pele em pequenas áreas de cada vez. Retirar o impermeável e toalha de banho do travesseiro. 3.

área tricotomizada. Proceder á desinfecção do material conforme rotina e desprezar a lâmina no recipiente de material cortante. Auxiliar no tratamento de infecções. sempre que possível. Revisar a área tricotomizada e refazer a raspagem nos pintos necessários. 15. 2. 11. de preferência) com vaselina para que os pêlos fiquem retidos na mesma. quando for tricotomia abdominal. Esticar a pele com uma das mãos e. 10. remover os pêlos soltos. 14. Cuidados importantes 1. 5.13 8. Indicações Pela manhã e à tarde Pacientes com corrimento Pacientes com sangramento vaginal Antes de curativos ginecológicos Antes da realização de cateterismo vesical . Com a gaze. Limpar bem a cicatriz umbilical. 13. Encaminhar o paciente ao chuveiro ou lavar e enxugar a área. Prevenir infecções. Na tricotomia ciliar. Lavar as mãos. Fazer a tricotomia na sala de curativo. 4. 12. cuidar para não cortar o paciente. raspar seguindo a direção do crescimento dos pêlos. cortar os cabelos com tesoura antes de iniciar a raspagem. Na tricotomia de pêlos longos. Anotar na prescrição do paciente: horário. Objetivos: Proporcionar limpeza e conforto da paciente. 9. Retirar o excesso de pêlos do aparelho com papel higiênico e/ou com a água da cuba. lubrificar a tesoura (curva. com a outra. 3. HIGIENE ÍNTIMA FEMININA (Lavagem externa feminina) Conceito: É a lavagem da região genital e perianal. Nas proeminências ósseas.

Ensaboar e secar as regiões antes citadas 14. Calçar as luvas de látex. observando as condições do clitóris e do orifícios (meato uretral. Enxaguar e secar as regiões antes citadas. Colocar a comadre forrada sob as nádegas. fazendo movimentos de cima para baixa. um par de luvas de látex. incontinência fecal e infecção cirúrgica. recipiente para lixo. 4. bolas de algodão. Irrigar as coxas e púbis 13. Orientar a paciente sobre o procedimento. gazes. 8. vaginal e glândulas). 9. de modo que facilite o procedimento. . Colocar gazes dobradas na região inguinal 16. ensaboar os grandes lábios. jarra com água morna. 15. sabonete líquido ou solução medicamentosa prescrita.14 Após o ato de micção e evacuação Após parto eutócico Material: Biombo. 2. 18. utilizando bolas de algodão. cuba rim ou similar. Utilizar outra bola de algodão para proceder à limpeza do vestíbulo vaginal. Procedimentos 1. desocupar a mesa de cabeceira e dispor uma cadeira aos pés da cama. Separar com uma das mãos os grandes lábios. 17. Preparar o material 5. Levar o material e dispô-lo na mesa de cabeceira. toalha de banho ou rosto. Utilizar movimentos delicados e trocar as bolas de algodão quantas vezes necessárias. Impermeável. observando as condições de higiene. 11. Colocar a toalha transversalmente sob a região pubiana. Lavar as mãos 6. 10. Pedir a paciente para fletir as pernas mantendo-as separadas e protegidas com lençol. isto é. Soltar o lençol protetor do paciente coloca-lo na diagonal e fazer o sapatinho. Prepara o ambiente cercando o leito com biombo. 3. 7. 12. Lavar o ânus e região perianal por ultimo. Identificar os pacientes em risco de contrair infecções genitais. comadre forrada. presença de cateter. Bandeja na mesa de cabeceira e comadre na cadeira.

2. hidratante. Obs. Sempre que possível. cuba rim ou similar. Identificar alterações na integridade da pele. muda-se apenas o item 16 e 17. Lavar as mãos 24. Objetivos: Remover odores. camisola ou pijama. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. onde se deve descer o lençol em leque até o joelho. Enxaguar irrigando. BANHO NO LEITO Conceito: É o método utilizado para higiene corporal realizada no leito. um balde para desprezar a água utilizada. um par de luvas de banho. material para desinfecção . roupa de cama. – Proporcionar um bom sono e repouso. 20. toalhas de banho e rosto. É indicada uma vez ao dia de preferência pela manhã e sempre que for necessário. Deixar a paciente confortável e a unidade em ordem 22. Estimular a circulação.: Úlcera de pressão). b) E o item 07. comadre forrada. cotonete. Limpar e proteger a pele. Cuidados importantes 1. Fazer desinfecção do materiais e guardá-los 23.15 19. Aliviar a sensação de fadiga. (ex. sabonete.: NA HIGIENE ÍNTIMA MASCULINA (Lavagem externa masculina). Fazer anotações na prescrição da paciente: horário. Material: Biombo. jarra com água morna. Proporcionar conforto físico e mental ao paciente. 3. condições da região e queixas do paciente. onde se deve proceder da seguinte maneira: a) Afastar o prepúcio e ensaboar com bolas de algodão – no sentido meato uretral – raiz do pênis – bolsa escrotal – voltar o prepúcio à posição norma após enxaguar. Retirar a comadre e enxugar com a toalha 21. Retirar todo o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritação da pele. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. uma bacia.

recipiente para lixo. evitando colocar as roupas no chão 10. 16. Lavar as mãos. Ensaboar. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. Preparar o material. Lavar os olhos sem sabão. escápula e por último a axila. fechar janelas. 2. 4. ensaboar. 5. pente. Proteger o tórax com a toalha de banho no sentido transversal. 15. Fazer a higiene do rosto. enxaguar e enxuga-las. 17. material para higiene íntima. Soltar as roupas de cama. 18. Prepara o ambiente: colocar biombo. Mergulhar as mãos na bacia. Ensaboar. Começando do distal para o proximal. Desamarrar as tiras da camisola e tira-la por baixo do lençol. Limpar ouvidos e nariz com cotonetes. 14. camisola e toalhas no assento da mesma. a. Ensaboar. no sentido Transversal. Afastar a mesinha de cabeceira e retirar o material da mesma. do tórax até o abdome. não expondo o paciente.observando as condições de higiene. material para higiene oral. Colocar o material de modo que facilite a execução do procedimento. 13. Procedimentos 1. 8. Tomar cuidados especiais ao lavar as pregas inframamamárias nas mulheres. enxaguar e enxugar o tórax e abdome. braço. sob os membros inferiores. Colocar os membros superiores sobre a mesma. Dobrar o lençol em leque até a cintura. no sentido longitudinal. 3. Colocar a roupa de cama no espaldar da cadeira. se necessário. 6. enxaguar. orelhas e pescoço anterior e posterior. Colocar a toalha de banho. c. . Começando do lado distal para o proximal.16 concorrente. Abaixar o lençol em leque até o abdome sem expor o paciente. Orientar o paciente. 7. 9. enxugar e secar o rosto. 11. Fronha. Improvisar hamper. 12. observando sinais de assaduras. enxaguar e enxugar o antebraço. b. Colocar a toalha de banho.

4.17 19. Retirar o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritações na pele. Colocar a camisola ou pijama e pentear os cabelos. 25. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 24. condições da pele (sinais de escara. lesões). Em seguida fazer proceder da mesma forma no outro pé. 26. 30. Desprezar a luva e toalha de rosto 23. 32. Trocar a água sempre que necessário. cavidade bucal e couro cabeludo. 29. Colocar comadre e fazer higiene íntima conforme técnica descrita anteriormente. coxa posterior e glúteos.enxaguar e secar. Desprezar a luva. coxa posterior. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. . Ensaboar e enxugar as costas. Massagear. Utilizar vaselina em pele seca e álcool em pele oleosa. as costas no sentido do retorno venoso. Cuidados importantes 1. 21. enxaguar e secar. 28. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. Forrar o lençol com a toalha de banho. pele ressequida. Colocar um dos pés na bacia . glúteos e interglúteos. 27. 31. Sempre que possível. 3. Retirar a comadre e posicionar o paciente em decúbito lateral. com vaselina sólida. 2. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. lavar. 5. Fazer a desinfecção do material usado e guarda-lo. Lavar as mãos. Trocar a roupa de cama fazendo a desinfecção concorrente. 20. Ensaboar. Massagear com vaselina sólida os membros superiores no sentido do retorno venoso. 22.

também pode ser instilado para um interior de um órgão ou cavidade do corpo. Formas das drogas: as drogas estão disponíveis em uma variedade de formas e preparados. dever ser estéril se o uso for parenteral. pois envolve aspectos legais e éticos de impacto na prática de Enfermagem. Neste sentido a administração de medicamentos consiste: Em uma das mais sérias responsabilidades que pesam sobre o Enfermeiro Administrar medicamentos é um papel fundamental à maioria da equipe de Enfermagem. 2. em forma de pó. Na nossa realidade de trabalho este procedimento quase sempre é executado por auxiliares e técnicos de Enfermagem. d. desfaz-se quando atinge a temperatura do corpo. Pasta: preparado semi-sólido mais espesso. b. Sendo assim. Pílula: forma sólida que contém uma ou mais droga. Supositório: forma sólida misturada com gelatina sob forma de olinha para inserção em uma cavidade do corpo (reto ou vagina). medicamento envolto numa cápsula de gelatina. Loção: droga em suspensão líquida que é aplicada externamente para proteger a pele. A terapia medicamentosa consiste na administração de substâncias químicas que modificam o funcionamento corporal. Drogas: é qualquer substância química capaz de produzir efeito farmacológico. parenteral ou externamente. absorvido mais lentamente. Requer pensamento e o exercício de juízo profissional. tais com: a. . c. Não é somente uma tarefa mecânica a ser executada em complacência rígida com a prescrição médica. 1. uma falha pode ter conseqüências irreparáveis.18 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Essa técnica de Enfermagem é merecedora de reflexão na prática de Enfermagem. f. de modo a obter um efeito terapêutico. Solução: preparado líquido que pode ser usado via oral. Cápsula: fórmula sólida para uso oral. líquido ou óleo. e.

Xarope: medicação dissolvida em uma solução concentrada de açúcar. Problemas relacionados com os efeitos das drogas a. Os efeitos das drogas podem ser influenciados por outros fatores individuais e ambientais. Efeitos tóxicos: desenvolve-se após a ingestão prolongada de doses altas de medicamentos. h. 1. f. Dose mínima: menor quantidade do medicamento em produzir o efeito terapêutico. condições ambientais ( o estresse e a exposição ao frio e ao calor). Vício: é a dependência física e/ou psicológica da droga. tais como: Diferenças genéticas. Reações alérgicas: podendo ser de forma leve ou grave. Obs. ou quando uma droga acumula-se no sangue em função de deficiência no metabolismo ou excreção. idade.19 g. Dose de manutenção: é a dose necessária para manter os níveis desejáveis b. variáveis fisiológicas (sexo. Efeito desejado: é a resposta desejada ou previsível que a droga causa ao paciente. Efeitos colaterais: são efeitos adversos da droga. Estes efeitos podem ser inofensivos ou prejudiciais. comprimida em discos ou cilindros rígidos. fatores psicológicos (a atitude de um paciente. peso. dependendo do individuo ou da droga. 3. Comprimido: forma em pó. comumente uma forma de apresentação oral que não deve ser administrada por via endovenosa. a reação ao propósito de uma droga). Reações idiossincráticas: o paciente reage de modo excessivo ou deficiente ao medicamento ou tem uma reação diferente da normal. Efeitos leves como náusea discreta. podem ser aceitáveis se o beneficio da droga for maior. e.: medicamentos iguais podem provocar reações diferentes em indivíduos diferentes. . quando deixadas em repouso as partículas assentam-se no fundo do frasco. d. estado nutricional e estado da doença). em função do bem-estar ou alívio do sintoma. i. Suspensão: partículas de drogas finamente divididas que estão dispersas em um meio líquido. c. b. Classificação da dosagem: a.

2. d.). b. erupções. Componentes essenciais da prescrição médica: a. d. diarréia.20 c. Nome do medicamento: a grafia correta é muito importante. 5. e. Paciente certo b. A prescrição do paciente deve ser mantida à vista do executante. 1. etc. 4. mês e ano são incluídos. Dose certa . Não conversar durante o preparo do medicamento para não desviar a atenção. seguir a regra dos CINCO CERTOS: a. 7. A hora ajuda a esclarecer certas medicações foram atualizadas ou suspensas. 6. Lavar as mãos antes de prepara e administrar o medicamento Fazer a desinfecção concorrente da bandeja antes do preparo e após administração do medicamento. Ao prepara a ao administrar. urticárias. 3. Nome completo do paciente: distingue o paciente de outras pessoas homônimas. Anotar qualquer anormalidade após administração do medicamento (vômitos. Manter o local de preparo de medicamento limpo e em ordem. Dose letal: quantidade necessária para causar a morte. Dose máxima: é a maior quantidade da droga capaz de produzir efeito terapêutico sem danos para o organismo. 2. Assinatura do médico ou profissional de enfermagem: a assinatura transforma a prescrição em requisição legal. c. Todo medicamento a ser administrado ao paciente dever ser prescrito pelo médico ou profissional de enfermagem. Dosagem: são incluídas a dosagem e potência do medicamento. Data e hora em que a prescrição é feita: dia. Via de administração: são usadas abreviaturas comuns para indicar as vias f. 8. Regras gerais na administração de medicamentos. Via certa c. Tempo e freqüência de administração: serve para saber quando iniciar o tratamento e por quanto tempo. g.

Os antibióticos devem ser administrados no máximo 15 minutos antes ou 15 minutos depois do horário prescrito Não administrar medicamento preparado por outras pessoas. frascos de Nutrição Parenteral Prolongada (NPP). 11. . Registrar todos os narcóticos e guardar as ampolas utilizadas. certificando-se do seu nome completo. Posicionar o paciente adequadamente mantendo-o confortável. Checar e rubricar o horário do medicamento administrado durante a noite. Ler o rótulo do medicamento três vezes: a. vacinas. supositórios. 14. 22. 15. Nunca administrar medicamento sem o rótulo. Em caso de dúvida nunca administrar o medicamento. Certificar-se das condições de conservação do medicamento (sinais de decomposição. 20. guardando-os em GAVETA FECHADA COM CHAVE. 16. deteriorização. Medicamento certo 9. 21. Manter sob refrigeração medicamentos como: insulina. nome do medicamento. anti-rábico. soro antiofídico. Orientar quanto ao perigo da automedicação. Antes de retirar o recipiente do local onde estiver (farmácia. etc. 23. etc. Controlar rigorosamente os narcóticos e seus derivados. Antes de preparar o medicamento. evitando assim causar danos ao paciente. precipitação.21 d. leito. turvação.). 18. 24.). 19. hora a ser administrado. c. 17. Identificar o paciente. Antes de guardar o recipiente no local apropriado. b. armário. Identificar a seringa ou recipiente de via oral: enfermaria. via. Manter a bandeja de medicamento sempre à vista do executante. antitetânico. 10. Horário certo e. alguns antibióticos. com tinta vermelha e durante o dia com azul. até que a mesma seja esclarecida. entre outros. Sempre verificar a data de validade do medicamento. 13. 12.

10•. endovenosa(EV) ou IV). a. retal. dissolvendo-se o medicamento em água. c. visando a obtenção de efeito terapêutico. deve ser desprezado. O paciente não se encontrar na unidade. Ex: 8•. d. O medicamento está em falta no hospital. Parenteral: intradérmica (ID). sublingual. Auricular. Obs. Vias de administração. b. Caso o medicamento não tenha sido administrado por esquecimento. Gastrintestinal: ora ou bucal. devem ser diluídas. O paciente está em jejum. intramuscular(IM). ou com embalagem avariada. e. caso não haja contra-indicação. Nasal. colocar um ponto (•) ao lado do horario da medicação da prescrição médica. Administração de medicamentos: É o processo de preparo e introdução de substância química no organismo humano. subcutânea (SC). evitando administração em dose dupla ou não administração do mesmo. Ocular. . Vaginal. Comunicar ao médico responsável e aguardar a sua conduta. que pode ser melhorado. gástrica. 26. Circular o horário em azul e anotar o motivo na coluna da observação quando.22 25. f. Cutânea ou tópica.: Medicamento não identificado. O paciente recusa o medicamento ou apresenta náuseas ou vômitos. suco de frutas. Ao prepara o medicamento. duodenal. O medicamento foi suspenso. leite. • Satisfazer o quanto possível os pedidos do paciente quanto ao gosto. Cuidados na diluição • Todas as drogas que provocam irritações e com gosto forte. fora do prazo de validade.

irritam a mucosa gástrica e põem produzir náusea e vômitos. Antibióticos. digital. Objetivos Obter efeitos no trato digestivo. não distante das refeições. Irritação gástrica. • • • ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA GASTRINTESTINAL É a via em que a absorção da droga ocorre no aparelho gastrointestinal. Desvantagens Paladar desgostoso. . de maneira geral . Devem ser servidos com leite e/ou durante as refeições .Produzir efeitos sistêmicos após a absorção na circulação sangüínea. Vantagens Método simples de administração. devem ser ingeridos somente com água. corticóides. Medicamentos que danifiquem o esmalte dos dentes devem ser administrados com o uso de canudinho. Quando o paciente está em jejum para cirurgias ou exames. Econômico por custarem menos. Via oral – é a administração de medicamentos pela boca. O óleo de rícino ou outros óleos podem ser misturados com suco de laranja. Contra-indicações Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes. Salicilatos.23 • • Xaropes devem ser administrados puros ou com leite quente. limão ou chá ou café. Em casos de vômitos. . Seguro por não romper as defesas orgânicas.

5. Esparadrapo ou etiquetas auto-adesivas). quarto. outros). cápsulas. 2. via. Prepara o material mantendo a prescrição medica próximo à bandeja.24 Uso limitado. Formas de apresentação Forma líquida (xarope. Não pode ser administrado em cliente inconsciente. Avaliação inadequada da absorção. 12. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Material: conta-gotas. leito. no caso de clientes estar com dieta zero. suspensão. Anotar qualquer intercorrências antes. higiene das mãos. 10. 8. durante e após administração do medicamento. elixir. Verificar as condições do paciente: condições de deglutição. 11. Procedimentos 1. presença de SNG. drágeas. 9. 13. Efeito sobre os dentes. 14. . Diluir o medicamento se necessário Chamar o paciente pelo nome completo. emulsão. outros). gaze. 3. Lavar as mãos Identificar o paciente. Colocar os medicamentos nos recipientes adequados com a respectiva identificação: nome do paciente. Verificar se o paciente não está em jejum. copos graduados ou colher. 7. fita adesiva. Checar o horário da administração do medicamento. 4. recipiente para medicamento sólido. 6. perguntando seu nome completo. Informar o paciente o nome e a ação do medicamento. Certificar-se de que o paciente tenha deglutido o medicamento. nome do medicamento abreviado (com fita adesiva. Forma sólida (comprimidos. pérolas. Lavar as mãos. pastilhas.

4. jejum e ou controle hídrico do paciente. no máximo. 6. por exemplo). Ao manusear vidros com medicamentos líquidos. Os medicamentos à base de óleos devem ser administrados com outros líquidos de sabor agradável (sucos. Evitar mistura dos medicamentos em forma líquida. 15 ml = 1 medida adulta f. Os medicamentos em pó devem ser dissolvidos.25 Obs. 12. 10. 2. b. 11. 3.. Cuidados importantes 1. . nunca oferecer o medicamento ao cliente na sua própria mão. 15 ml = 1 colher de sopa. em 15 ml de água. oferecer mais água. Fazer limpeza do frasco de medicação e devolve-lo ao local apropriado. mantê-lo no nível dos olhos. 9. 10 ml = 1 colher de sobremesa c. 5 ml = 1 medida infantil 5. 8. Quando não houver correspondência entre a dose prescrita e o comprimido disponível. Após a ingestão deste. O copo graduado tem as seguintes medidas (sistema caseiro): a. 3 ml = 1 colher de café e. Antes de prepara o medicamento certificar-se da dieta. colocar o rotulo voltado para a palma da mão para evitar suja-lo. devese preferencialmente diluí-lo para obtenção de dosagem correta. 5 ml = 1 colher de chá d.: Sempre colocar o medicamento na tampa invertida do vidro ou em copos. Dissolver os medicamentos para os pacientes que apresentam disfagia (dificuldade na deglutição) Os medicamentos por via oral devem ser diluídos. certificando-se da graduação correta. Ao colocar o medicamento no recipiente. Homogeneizar os medicamentos em suspensão antes de colocar no recipiente. 7.

a fim de remover partículas aderidas na sonda e introduzir todo medicamento até o estômago. a fim de obter o efeito desejado. espátula. ou através de seringa. Certificar-se se a sonda está no estômago através da ausculta com estetoscópio e aspiração do suco gástrico. triturador. quando utilizada em cliente inconsciente ou incapacitado de deglutir. 2. Procedimentos 1. Lavar a sonda com 10 a 20 de água ou soro fisiológico. 4. Colocar o paciente em posição de fowler para evitar aspiração. 3. gaze. Introduzir lentamente o medicamento por sinfonagem. Material – estetoscópio. desta forma. Não administrar por VIA ORAL porque o suco gástrico inativa a ação do medicamento. evitando desconforto para o paciente. Fazer a desinfecção da extremidade da sonda antes e após a administração de medicamentos. 2. após a administração do medicamento. Fornecer água ao paciente para enxaguar a boca e remover resíduos alimentares. . recipiente para lixo. Procedimentos 1. copo com água e cuba rim. Material: recipiente com medicamento. exceto quando contraindicado. A via sublingual possui ação mais rápida do que a via oral. 3.26 Via sublingual: nesta via os medicamentos são colocados sob a língua e absorção se dá nos vasos sanguíneos existentes no dorso da língua. bolas de algodão com álcool. seringa de 20 ml. a flatulência. Na introduzir ar evitando. utilizando bolas de algodão com álcool. copo graduado. Via gástrica: É a administração do medicamento através da sonda gástrica. Colocar o medicamento sob a língua do paciente e orienta-lo para não deglutir a saliva até dissolver o medicamento. 5. 4. 6.

Afastar a prega interglútea. Calçar a luva de látex para autoproteção. 2. Via cutânea ou tópica: É a aplicação do medicamento na pele. Caso o paciente tenha condições de auto-aplicação. Caso a sonda tenha a finalidade de drenagem. Colocar o paciente em decúbito lateral ou SIMS expondo somente a área necessária para a introdução do supositório. pomadas. 5. medicamento. 8. com auxílio do papel higiênico. 3. Orientar o paciente a respirar fundo ao introduzir o supositório. Material: gaze. recipiente para lixo. sob a forma de supositório ou clister medicamentoso. Certificar-se de que o supositório realmente tenha sido introduzido. com o dedo indicador. através do ânus. mantê-la fechada por 30 minutos após a administração de medicamentos. 6. numa profundidade correspondente ao dedo indicador. Envolver o supositório numa gaze. 4. Material – gaze. orienta-lo quanto ao procedimento. na forma de loções. Visando absorção através de poros até atingirem acorrente sanguínea. e pedir ao paciente que o retenha por trinta minutos. adesivos. Via retal: É a introdução de medicamento na mucosa retal. Procedimentos 1. Procedimentos . luva de látex. 7. Pode ser aplicado por fricção à pele. cremes ou gel. Introduzir o supositório além do esfíncter anal delicadamente. Tem ação local ou sistêmica. medicamento.27 7. para melhor visualização do ânus. recipiente para lixo. espátula. papel higiênico. antissépticos.

recipiente para lixo. recipiente de lixo. etc. Paciente em decúbito dorsal: colocar o travesseiro sob o ombro. Procedimentos 1. 2. Posicionar o paciente e lateralizar a cabeça. Desprezar uma gota de medicamento. b. retira-lo com auxílio da espátula. 3. Paciente sentado: inclinar a cabeça para trás. 5. Instilar o medicamento no canal auditivo sem contaminar o conta-gotas. se necessário (pele oleosa e com sujidade). com o objetivo de prevenir ou trata processos inflamatório e infeccioso. Prepara o paciente. Material: frasco de medicamento. Orientar o paciente quanto à manutenção da posição inicial por cerca de 03 a 05 minutos. Antes de aplicar a pomada. eritema. 2. pruido. edema. Via auricular: É a introdução de medicamentos no canal auditivo externo. Com o objetivo de aliviar a congestão nasal. a. de modo que a cabeça fique inclinada para trás (cabeça em hiperextensão). Facilitar a drenagem de secreção nasal. Observar qualquer alteração na pele: erupções. 5. gaze. conta-gotas. Fazer a limpeza da pele com água e sabão antes da aplicação do medicamento. fazer o teste de sensibilidade. Via nasal: É a aplicação de medicamento na mucosa nasal. 4.28 1. Material: gaze. . medicamento prescrito. proteger a mucosa nasal e tratar infecções. 3. Posicionar o canal auditivo no adulto da seguinte maneira: segurar o pavilhão auditivo e puxar delicadamente para cima e para trás. 4. Procedimentos 1. Desprezar a primeira porção da pomada. Quando o medicamento for armazenado em recipiente. Facilitar a saída de cerúmen e corpo estranho. 6. Aplicar o medicamento massageando a pele delicadamente.

geléias. Material: medicamento (pomada ou colírio).Aplicar anestésico. 3. . 5. sob a forma de óvulos.29 2. 8. pomadas. Provocar midríase (dilatação da pupila) ou miose (constrição da pupila). 4. deposita-la ao longo de toda extensão do saco conjuntival inferior. . Afastara a pálpebra inferior com o dedo polegar – com auxílio da gaze – apoiando a mão na face do paciente. Via ocular: Consiste em aplicar medicamento. Com o objetivo de Combater infecção. Instruir o paciente para que permaneça nesta posição por 02 a 03 minutos. no saco conjuntival inferior. a fim de que o medicamento penetre profundamente na cavidade nasal. espumas ou lavagem vaginal. 3. Pingar o medicamento no núcleo da conjuntiva ocular (porção média da pálpebra inferior). 6. Evitar ulceração da córnea. Antes da aplicação do medicamento. Desprezar a primeira porção da pomada ou uma gota do colírio. Preparar o paciente colocando-o em decúbito dorsal ou sentado com a cabeça inclinada para trás. Solicitar ao paciente que feche as pálpebras e faça movimentos giratórios o globo ocular. recipiente de lixo. Instilar o medicamento nas narinas evitando que o conta-gotas toque a mucosa nasal. Ao aplicar a pomada. Preparar a paciente para cirurgias dos órgãos genitais. 2. Diminuir a congestão ocular. remover secreções e crostas. Via vaginal: Consiste em introduzir o medicamento na mucosa vaginal. gaze. a fim de dispersar o medicamento. 7. Procedimentos 1. Remover o excedente do medicamento com a gaze. Prevenir infecção vaginal. Com o objetivo de diminuir a infecção vaginal. conta-gotas se necessário. sem tocar o conta-gotas ou o tubo de pomada na conjuntiva. Pedir ao paciente que olhe para cima. sob forma de colírio ou pomada.

10 cm aproximadamente. Intramuscular (IM). 7.30 Material – medicamento (óvulos e pomadas vaginais). 9. 3. Colocar o óvulo ou a pomada vaginal no aplicador próprio. Procedimentos 1. 6. Lavar o aplicador com água e sabão ( o aplicador é de uso individual). 8. Introduzir delicadamente o aplicador. gaze. antes da aplicação. geralmente causada pela picada da agulha ou pela irritação da droga. Em caso de paciente VIRGEM: qualquer medicação via vaginal pode ser administrada utilizando-se ESPÉCULO DE VIRGEM. e pressionar seu êmbolo. ou uma seringa na qual adapta-se uma sonda uretral nº 4 ou nº 6. recipiente para lixo. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA PARENTERAL Conceito – É a administração de um agente terapêutico pelas vias Intradérmica (ID). Subcutânea (SC). Respeitar a privacidade da paciente cercando a cama com biombos. aplicador próprio. Possibilidade de administrar determinadas drogas que são destruídas pelos sucos digestivos. Colocar a paciente em posição ginecológica. Maior precisão em determinar a dose desejada. Retirar o aplicador e pedir que è paciente para que permaneça no leito. 4. se necessário. Fazer higiene íntima. Vantagens Absorção mais rápida e completa. 5. Desvantagens Dor. Obtenção de resultados mais seguros. Em casos de engano pode provocar lesão considerável . Intravenosa ou Endovenosa (IV ou EV). 2. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar – com auxilio de gazes.

tensão. que fazem com que a droga não surta efeito. hemorragias. podendo aparecer abscesso). da droga ou em conseqüência das condições predisponentes do cliente (mal estar geral e presença de focos infecciosos). A introdução de líquidos deve ser lenta. Traumas: Psicológico podendo ser: medo. Problemas que podem ocorrer na administração Infecções: Pode resultar da contaminação do material. dolorida. ou 2) sistêmicas (Esta infecção pode generalizar-se dando origem à infecção sistêmica – septicemia – provocada por microorganismos oriundos de um ou mais foco de infecção e multiplicação dos microorganismos na corrente sanguínea). com conseqüências microembolias locais ou gerais). O medo pode à contração muscular impedindo a penetração da agulha acarretando acidentes ou contaminação acidental do material. que causa lesão na pele ou ferimentos. introduzir ar coágulos ou substância oleosa ou suspensões por vis IV. podendo ser decorrentes de agulhas romba ou de calibre muito grande. ruborizada. Fenômeno alérgicos: Aparecendo devido á susceptibilidade do índividuo ao produto usado para anti-sepsia ou ás drogas injetadas. causando a rutura de capilares. impossível retirá-la. recusa do tratamento. hematomas. óleos ou cristais de drogas em suspensão. Podendo ser local ou geral. Podem ser 1) locais (áreas avermelhadas. isentas de substâncias pirogênicas O material usado na aplicação deve ser estéril e descartável. choro. ou à aplicação de pressão muito forte na injeção de drogas em suspensão ou oleosa. intumescidas. nódulos e . Uma vez administrada a droga. Requisitos básicos para a administração da droga As soluções devem ser absolutamente estéreis.31 Devido ao rompimento da pele pode ocorrer o risco de adquirir infecção. a fim de evitar rutura de capilares. dor parestesias. ou é injetada em local inadequado pode formar nódulos ou abscessos.lipotímia. paralisias. É um acidente grave conseqüente da falta de conhecimento e habilidade do profissional (falta de aspiração antes de injetar a droga. Embolias: Resultam da introdução na corrente sangüínea de ar coágulos. O traumas tissulares são de etiologias diversas. Má absorção das drogas: Quando a droga é de difícil absorção. equimoses.

A inserção da agulha deve ser somente o bisel. escapular. Explicar ao paciente quanto ao procedimento. onde o suprimento sangüíneo é reduzido e a absorção ocorre lentamente.5. Etiqueta de identificação. falta de rodízio dos locais. Posição da agulha – A agulha é inserida na pele formando ângulo de 15º ou paralela à superfície da pele.32 necroses. Utilizar técnica asséptica no preparo a fim de minimizar o perigo de injetar microorganismos na corrente sangüínea ou nos tecidos. A droga é injetada. inserção inferior do deltóide. geralmente. Fazer anti-sepsia da pele.5 ml. Locais onde há pouca pilosidade e pigmentação. Utilizar o método de administração corretamente. 8 ou 4. desconhecimento dos locais adequados para diversas aplicações. . para testes cutâneos. Material Seringa de 1cc Agulha 13x3. causado por técnica incorreta. Áreas de aplicação – Face interna do antebraço. Via intradérmica (ID) Conceito – É a introdução de pequena quantidade de medicamento na derme. Cuidados gerais Lavar as mãos. dessensibilazação e imunização (BCG). Manejar corretamente o material esterilizado. Volume máximo permitido é de 0.

pode provocar fenômenos alérgicos graves dependendo das condições do cliente. Introduzir a agulha com impulso. . sob a epiderme. Evitar aplicação próxima à região inguinal. face externa da coxa. lentamente . Injetar o medicamento. voltado para cima. região glútea. a agulha 25x6 é inserida na pele formando ângulo de 45º. 6. 4. Áreas de aplicação – Face externa do braço. Introduzir somente o bisel. Esticar a pele com auxílio dos dedos polegar e indicador. 5. 3. na cintura e na linha mediana do abdome e face anterior do antebraço (insulina). 2.8 é inserida perpendicularmente à pele ou em ângulo de 90º. até a formação da pápula. tracionar o êmbolo para certificar-se de que não tenha atingido um vaso. Retirar a agulha sem fazer compressão no local. região escapular. Administra somente de 0. quando injetada por esta via. Retirar agulha fazendo leve compressão do local. 5. Fazer uma prega na pele com os dedos polegar e indicador. 4. e flanco direito ou esquerdo. É indicada para drogas que não necessita ser rapidamente absorvidas (absorção mais lenta que a via IM e EV). região periumbilical. Via subcutânea (SC) Conceito – É a introdução de uma droga no tecido subcutâneo ou hipoderme. Fazer anti-sepsia ampla no local. 2. Fazer anti-sepsia ampla da pele. às articulações e ao umbigo.33 Procedimentos 1. pois o objetivo é retardar a absorção da droga que. sem friccionar a pele. para facilitar a introdução da agulha. Em seguida. 3. Procedimentos 1. Posição da agulha – O ângulo depende da quantidade de tecido subcutâneo. levemente. local de aplicação e do comprimento da agulha. A agulha de 13x3. Aplicar lentamente o medicamento. Em geral.5 a 1 ml de medicamentos.

Áreas de aplicação – A seleção de uma região para injeção intramuscular depende de vários fatores: idade. Depois da via EV é a mais rápida de absorção devido a maior vascularização deste tecido. responsável pela motricidade dos membros inferiores. A quantidade a ser administrada não deve ultrapassar 05 ml. Via intramuscular (IM) Conceito – É a introdução de medicamentos nas camadas musculares. DORSO GLÚTEO (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) . Mudar diariamente o local de aplicação (insulina). ou a droga ser injetada no tecido subcutâneo.34 7. natureza do medicamento e estado da pele.: A posição do bisel da agulha na via subcutânea é indiferente. A localização correta é importante para não lesar o nervo radial. GLÚTEO Observar o local de introdução da agulha para evitar lesão do nervo ciático. Obs. Locais utilizados DELTÓIDE A aplicação do medicamento deve ser na parte mais volumosa de massa muscular. Posição da agulha – A inserção da agulha deve ser perpendicular à pele. ou formando ângulo de 90º. quantidade de tecido. a fim de evitar o risco de lesar as fibras musculares.

2. VENTROGLÚTEO OU HOCHSTETTER (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) Esta região é indicada para crianças ou adultos. Aplicação em Z ou com desvio: É usada para evitar o refluxo da medicação. Aplicar com um único impulso. 4. 6. 5. local livre de vasos e nervos importantes. Procedimentos 1. COXA – MÚSCULO LATERAL DA COXA Aplica-se no terço médio externo da coxa. 3. dores tardias. . prevenindo irritação subcutâneas ou manchas pelo gotejamento da solução no trajeto da agulha. necrose de tecido. Tracionar o êmbolo até retornar as bolhas de ar. toma-se uma linha que vai da crista ilíaca posterior à borda inferior da nádega. afastar os demais dedos formando um triângulo e aplicar no meio deste. apoiando o dedo indicador sobre a espinha ilíaca ântero-superior e a palma voltada sobre a cabeça do fêmur. ou vice-versa. Puxar a pele ou o tecido para um dos lados e manter assim até o fim da aplicação. Acidentes na aplicação de injeção intramuscular Abscesso. Fazer anti-sepsia ampla. Fazer massagem no local após aplicação. Para localização correta. para diminuir o desconforto. Injetar o medicamento lentamente. e tem pouco tecido adiposo.35 Para evitar lesar o nervo ciático: divide-se a nádega em quatro partes. e outra que vai das últimas vértebras sacrais à parte superior da articulação coxofemoral A injeção é feita no quadrante superior externo. Posicionar o bisel da agulha seguindo o sentido da fibra muscular para minimizar lesão das mesmas. lesões nervosas. sem hesitar. coloca-se a mão esquerda no quadril direito. pois não há vasos e nervos importantes.

dorso da mão e antebraço. Garrote Toalha. choque. Material Bandeja contendo seringa de preferência de bico lateral. Condições da droga: sem precipitação. Posição da agulha – Ângulo de 15º ou paralelo à pele. Finalidade Obter efeito imediato do medicamento.36 Com a outra mão. Efetuar NPP Instalar terapêutica com sangue. Retirar a agulha e só então liberar a mão não dominante. estéril. hemorragias e cirurgias. por sofrerem a ação dos sucos digestivos ou por serem irritantes para tecidos. diluição correta. deixando o tecido SC e a pele voltar ao norma. SC. Áreas de aplicação – Veias superficiais de grande calibre da região cubital (cefálica. . aspirar com a ajuda dos dedos polegar e indicador e empurrar o êmbolo com o polegar. IM. sem flocos. papel toalha. Administração de drogas contra-indicadas pelo VO. mediana e basílica). Administração de grandes volumes de solução em casos de desidratação. Agulhas Algodão e álcool à 70%. inserir a agulha. Via intravenosa (IV) ou Endovenosa (EV) Conceito – É a introdução do medicamento diretamente na corrente sangüínea.

Puncionar a veia. . Devendo-se usar equipos com infusor lateral ou na falta deste dispositivo. desconectar o equipo do sóror e conectar a seringa com a medicação tendo cuidado para não contaminar o equipo. Retirar a agulha fazendo compressão no local.: Para facilitar o aparecimento de veia pode-se utilizar os seguintes recursos: aquecer o local. 4. Garrotear 4 cm acima do local escolhido para punção a fim facilitar a visualização e seleção das veias. fazer massagem no local. observando a reação do paciente. flebite e tromboflebite. embolia.37 Etiqueta de identificação. 5. equimose. lentamente. 7. sem friccionar a pele. Acidentes na aplicação de injeção por via endovenosa Infiltração. pedir ao paciente que faça movimentos com as mãos. aumentando assim o fluxo sangüíneo. 8. Saco para lixo. Procedimentos 1. Obs. esclerose da veia. 6. Aplicações de medicações EV em paciente com soro: A aplicação através de borrachinha deve ser evitada. choque. Luva de procedimento. com o braço voltado para baixo. Fazer antissepsia ampla obedecendo o retorno venoso. 2. hematoma. 3. Fixar a veia e esticar a pele com auxilio do dedo polegar. soltar o garrote. Posicionar o bisel da agulha voltado para cima. Calçar as luvas. Aplicar a droga. inflamação local e abscessos. Refluindo o sangue.

Abrir o pacote do equipo de soro. 6. escalpe ou agulha. 8.38 VENÓCLISE Conceito – É a infusão de solução dentro da veia. equipo de soro. distantes de articulação para evitar que com o movimento transfixe a veia. 14. Administrar nutrientes. Abrir a presilha do equipo imediatamente e certificar-se de que a agulha esteja dentro da veia. Preparar o material. Repor líquidos. identificação de soro. Desinfetar o gargalo e o bico do frasco de soro com algodão embebido em álcool. 12. 13. Procedimentos 1. Conectar o equipo no frasco de soro. Conectar escalpe ou agulha na extremidade do equipo e retirar o ar. tesoura estéril. Manter equilíbrio dos eletrólitos. . garrote. Lavar as mãos. Cortar o bico do frasco de soro com tesoura estéril. 4. fechar a presilha. 7. Colocar escala de horário no frasco de soro. 9. recipiente com bolas de algodão embebido em álcool. 10. Objetivos: Manter veia para medicação. 5. 15.Puncionar veias que estejam. tesoura limpa. recipiente para lixo. 11. Material: frasco com solução prescrita. Identificar o soro. Levar todo o material na unidade do paciente. 3. Em seguida. 2. em quantidade relativamente grande. Puncionar a veia conforme as inscrições para injeção endovenosa. Orientar o paciente quanto ao procedimento. esparadrapo ou adesivo antialérgico. Fazer o nível da câmara gotejadora e do equipo e retirar todo o ar do mesmo. Colocar o frasco de soro no suporte.

19. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 9.05 500ml Cuidados importantes 1. 2. Ex. Caso haja dificuldade em puncionar a veia. abaixar o frasco de soro a níveis inferiores ao do local da infusão. 7. Caso modifique a altura do frasco. Fixar a agulha ou escalpe com esparadrapo. Anotar na prescrição médica: horário de início do soro e checa-lo. Controlar rigorosamente o gotejamento de soro para evitar desequilíbrio hidroeletrolítico. Evitar punções venosas em veias localizadas nas articulações. 3. 8. de rótulo de soro: Nome: Manoel Silva Soro glicosado à 5% Início: 08 horas Término: 16 horas Gotejamento: 21 gts/min Data: 08/02 Iniciais de quem preparou Enf. rubor. 17. Observar o local da punção venosa freqüentemente. 18. Para verificar se a agulha está dentro da veia. anotar a freqüência e o motivo.: 03 1.39 16. infiltração de soro e queixas do paciente. observando a presença de edema. Lavar as mãos. controlar o gotejamento do soro para manter o fluxo constante. Verificar a infusão em intervalos regulares para manutenção do volume do fluxo. 20. 4. Manter o equipo sem bolhas de ar. Ocorrendo retorno de sangue constata-se que a agulha está dentro da veia. 5. Se a punção venosa for próxima de uma articulação aconselha-se o uso de tala para evitar transfixação da veia pela agulha. . 6. Controlar o gotejamento do soro conforme a prescrição médica.

para controlar o volume infundido? Marcar na fita o inicio e o fim da infusão do soro.medicação.40 10. recipiente com bola de algodão embebido em álcool. recipiente para lixo. benzina ou éter. início. então temos: Nº de microgotas = nº de gotas x 3 Retirada de venóclise Material: recipiente com bolas de algodão seco. 1ml = 20 gotas 20 gotas = 60 microgotas. Cálculo de gotejamento Para fazer o cálculo em macrogotas é só seguir a fórmula: Onde: V = volume em ml Nº de gotas/min = V/T. atrasado ou no horário. leito. Para fazer o cálculo em microgotas é só seguir a formula: Nº microgotas/min = V/T Podemos fazer cáculo do número de microgotas de uma outra maneira como uma gota é igual a 3 microgotas. Procedimentos . término. Pacientes que deambulam devem ser orientados para manter o frasco elevado com gotejamento contínuo. 11. Sempre que possível iniciar a punção das veias pelas extremidades do membro superior. rubrica.3 T = tempo em horas Como deveríamos fazer a fita de horário. enfermaria. dividir a fita em 6 partes iguais. números de gotas. tira de esparadrapo. data. 12. À medida que o soro vai sendo infundido será possível verificar se ele estará adiantado. A identificação de soro deve conter os seguintes dados: nome. bastando compara o seu nível com a marcação no horário da fita.

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1. 2. 3. 4. 5. 6.

Lavar as mãos. Orientar o paciente quanto ao procedimento. Prepara o material. Fechar a presilha do equipo. Descolar o esparadrapo com bolas de algodão embebido em benzina. Comprimir o local junto ao escalpe ou agulha com algodão embebido em álcool e retira-lo. Pressionar o local, de onde foi retirada a agulha ou escalpe, até obter a hemóstase. a. O algodão com álcool não deve ser friccionado. b. Se necessário, promover a hemostasia utilizando uma tira de esparadrapo.

7. 8. 9.

Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos. Anotar na prescrição: horário e procedimento.

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ANEXOS

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critrócitos) são envolvidas por uma membrana semipermeável.7%. a. as células se expandirão ou incharão. a. Solução fisiológica a 0. b. Solução glicosada em 2. 0. b. glicose sanguínea). Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. A administração deste líquido aumenta a concentração de soluto no plasma. c. 2.45%. de maneira a restabelecer o equilíbrio intracelular e extracelular. Componentes do sangue i. A administração desta solução geralmente dilui a concentração de soluto do plasma e força a passagem de água para as células. Albumina a 5% ii. PRINCIPIOS: As células (por exemplo.44 ASSIMILAÇAO FISIOLÓGICA DAS SOLUÇÕES SALINAS SALINAS 1. TIPOS DE LÍQUIDOS: ISOTÔNICO – uma solução com a mesma pressão osmótica do plasma. Ringer com lactato. no sentido de restaurar o equilíbrio osmótico. c. Solução glicosada a 5% (SG 5%). a. HIPOTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica inferior à do plasma. as células encolherão. A pressão osmótica é aquela que “puxa” água através da membrana semipermeável das células. de uma região com pequena concentração para outra com concentração maior de solutos (por exemplo: íons sódio.9%. .2%. Plasma d. O resultado final é a diluição e o equilíbrio entre os compartimentos intracelular e extracelular.5% em soro fisiológico a 0. HIPERTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica maior do que a do plasma.9%.45%. neurônios. Solução fisiológica a 0. Solução fisiológica a 0.

g.gluconato). Hiperalimentação parenteral – água. Solução fisiológica a 3% e 5%. e. hetamido (Hespan). c. Cl-. Cl. Soluções glicosada – água glicose e calorias. Ca ++. puxando o líquido do interstício para a circulação e aumentando temporariamente a volemia). Solução glicosada a 20%. eletrólitos. Ringer lactato – água e eletrólitos (Na+. fração protéica plasmática a 5% (Plasmanato).45% (apenas levemente hipertônica porque a glicose é rapidamente metabolizada e só produz uma pressão osmótica temporária). Mg++. Albumina a 25%. d. g. lactato). Soluções Salinas – água e eletrólitos (Na+. . Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. Cl. (exercem maior pressão oncótica. b.45 b. e. algumas calorias (Na+. d. aminoácidos e calorias. f. COMPOSIÇÃO DOS LÍQUIDOS: a. K+. Isotônica balanceada – água. Expansores do plasma – albumina. Sangue total e seus componentes.). eletrólitos. c. Solução glicosada a 10%. dextran. f. K+. Glicose a 5% em Ringer lactato.

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1. C. São naturalmente. CÁLCULO DE DOSES INFANTIS: As doses infantis podem ser calculadas pelas regras de YOUNG. FRIED E CLARCK.: Um exemplo simples para cálculo de dose de medicamento é feito com a regra de três. C + 12 IC = IDADE DA CRIANÇA EM ANOS DA = DOSE DO ADULTO 12 = CONSTANTE DA FÓRMULA . As doses infantis são baseadas na idade ou peso. A. REGRA DEYONG: DOSE INFANTIL = I.: Nº DE MICROGOTAS X3 GT = GOTEJAMENTO 20 = CONSTANTE DA FÓRMULA (1ML = 20 GOTAS) OBS. X D. somente uma fração de uma dose de adulto.53 CÁLCULO DE DOSE DE MEDICAMENTOS CÁLCULO DE GOTEJAMENTO: GT = VT TX3 T = VT 3XGTS VT = VOLUME TOTAL T = TEMPO EM HORAS 3 = CONSTANTE DA FÓRMULA GT = V X 20 Nº DE MINUTOS OBS.

DOSE INFANTIL IC (EM MESES) X DA 150 IC = IDADE DA CRIANÇA EM MESES DA = DOSE DO ADULTO 150 = CONSTANTE DA FÓRMULA REGRA DE CLARCK = DI = PESO (KG) X DA 70 DA = DOSE DO ADULTO DI = DOSE INFANTIL 1. lê-se: 25. 0. a. Devemos administrar o seguinte soro: SG5º/ Nacl 30% Kcl 19.1 ml b.3 ml d. Para administrar-se 1. No rótulo de liquemine. debe-se aspirar a seguinte unidade em ml.000 U cm 5 ml. .5 ml 2.000 U. 0. Quantas gotas deverão correr por minuto? Considerando o equipo macrogotas).1% Vit. C Complexo B 400 ml 20 ml 10 ml 5 ml 3 ml Em um período de 6 horas. 0. 0.4 ml e. 0.2 ml c.54 REGRA DE FRIED: A regra de Fried é usada para calcular a dose de bebês com menos de um ano.

SG 5% 500 ml + Nacl 30% 20 ml + Kcl 19. 500 ml de SG 5% em 8 horas (macrogotas). mas temos disponível insulina de 80 U.000 UI em 50 ml de SF 0.7 ml.9% 100 ml em 12 horas (macrogotas). 1000 ml de SG 5% em 8 horas (microgotas). A enfermeira dispõe do medicamento em frasco de 1 grama em pó e do diluente cm ampla de 3.9% correr em 30 minutos (macrogotas). Gramicina 10 mg cm 20 ml de SF 0.1% 10 ml em 8 horas (microgotas). 4. 1. via intramuscular. qual será o volume aspirado para fazer a dose prescrita.2 ml e.4 ml b.3 ml c.55 3. 0. Um paciente precisa receber ampicilina sódica 500 mg. a.5 ml e. a. SG 5% 300ml + SF 0. sabendo-se que na enfermaria há somente seringa de 1 ml. 0. (macrogotas) b. 2. 0.SERINGA PRESCRIÇÃO ------------------------.: FRASCO U --------------------------. ela deverá administrar. Para atender a dose prescrita.7 ml c. Foi prescrito 16 U de insulina. 3.0 ml 5. 0. Calcule o nº de gotas/min. c.5 ml b. Obs. d. f.X .5 ml d. Penicilina cristalina 50.9% correr em 30 minutos. Das seguintes prescrições médicas: a. 2. 1. de 6 em 6 horas. e.0 ml. 0.0 ml d.

d. Infiltração e tremores. edema. Erro da via de administração d. 8. c. dilatação dos vasos. hemorragia e necrose no ponto de inoculação. Choque anafilático c. b. a enfermagem deve: a. hiperemia. d. 7.) 53421 b) 45132 c) 52134 d) 34521 ( ( ( ( ) Presença de coagulo sanguíneo ou medicamento oleoso na )Rompimento da mesma veia ou aplicações de substâncias ) Hipersensibilização à droga ) Presença de bactéria na solução luz do vaso irritante. Erro na dose de administração. b. após a diluição. Correlacione os acidentes que podem ocorrer na aplicação de injeção endovenosa. Utilizar a mesma agulha no procedimento. cianose.56 6. Referente ao enunciado anterior. Choque pirogênico. . No preparo de medicamento injetável IM e/ou EV utilizando frasco (pó). o que ocasiona: a.8. Embolia d. Utilizar agulha 13X3. Infiltração. 9. b. Identificar a seringa e adaptar a agulha 40X6. edema. edema de glote e hemorragia. Infiltração. Edema infiltração. Hematoma e. Trocar a agulha após o preparo e identificar a seringa. a. Flebite a. hemorragia e congestionamento da face. o fenômeno ocorre devido a não absorção do antígeno. O fenômeno de Arthus é uma reação provocada por: a. Injeções repetidas no mesmo local b. Injeções que seguem rotatividade dos músculos c. c.

Foi prescrito Keflin 120 mg EV 6/6horas. A dose adulta de biontal é 2. Qual o gotejamento que deve ser colocado para essa infusão permanecer até as 7:00 hs do dia subseqüente? 14. após verificar o prontuário. 11. Injetar solução vagarosamente c. Realizar rodízio de locais b. Qual será a dose de biontal para uma criança de 12 anos? 16. Introduzir a agulha vagarosamente e injetar o líquido rapidamente. 13. O enfermeiro recebeu o plantão ás 19 horas e.57 10. Deixar pequena bolha de ar na seringa d. quanto deverá ser dado a uma criança que pese 20 quilos? 15. observa que o mesmo encontra-se na sexta e última fase de soro. restando apenas 400 ml a ser infundido.0 g para dose de manutenção. E temos disponível Teinam 500 mg fr/amp para diluir em 20 ml. Temos no posto Keflin 1g para diluir em 10ml. do paciente dôo L 01. Foi prescrito Teinam 250 mg EV 6/6horas. utilizando as seguintes técnicas exceto: a. A dose adulta é 150 mg. Quantos ml devemos aspirar. Um bebê de 6 kg precisa tomar uma dose de acetato de cortisona. Se a dose adulto de certa droga é 1 cc. Podemos reduzir a dor nas injeções. Qual deverá ser a dose para a criança? . Quantos ml devemos aspirar? 12.

b. Insulina 18.58 17. Os corticosteróides são: a. Potentes antinflamatórios e antialérgico. d. Imunossupressor. Todas estão corretas. Dolantina d. Heparina e. Utilizados na anafilaxia. digoxina b. o medicamento que deve ser prontamente providenciado é: a. Um paciente foi atendido com uma crise de asma. Aminotilina c. . c.

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geniturinário. . órgãos não população CARACTERÍSTIC IAS • Sem sinais EXEMPLO AS/CIRCUNSTÂNC S de Mastectomia.76 CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS QUANTO A SUA CAUSA (SITUAÇÃO EM QUE FORAM RODUZIDAS: CIRÚRGICAS. POTENCIALMEN TE CONTAMINADAS : Envolvem do a trato abertura digestivo. TRAUMÁTICAS E ULCERATIVAS) SEGUNDO O RISCO DE INFECÇÃO AS FERIDAS CIRÚRGICAS PODEM ESTAR EM 4 CATEGORIAS: FERIDAS CIRÚRGICAS LIMPAS: manipulados contém fácil descontaminação. ou colecistectomiu (não e inflamação • Condições assépticas. a 2% • Sem processo inflamatório. sinais de Apencidectomi a supurado). • Condições Assépticas técnica. • Risco de infecção de 7 a 8% bacteriana ou são de • Risco de infecção 1 sem respiratório. pequena quebra na a. gastrectomia. cirurgia cardíaca neurológica précontaminação.

de abscessos. • Infecção clínica Pré. possuem maior probabilidade de altas cargas bacterianas. penetrante intestino • Grande derramamento de trauma abdominal • Lesão traumática exposta envolvendo por abertas (ferimento arma branca ou de • Risco de infecção de 15 a fogo).drenagem • Trauma penetrante há empiema. há menos de 4 horas. INFECTADAS: Realizadas em tecidos com processo infeccioso já instalado no momento da cirurgia • Presença de secreção Apendicite purulenta. fluido gástro-intestinal. emergência. • Risco de infecção supurado. CARACTECRISTICAS/ CIRCUNSTÂNCIAS EXEMPLOS de • Grande desvio da técnica Cirurgias estéril. • Corpo estranho ou contaminação fecal. existente. • Feridas cronicamente.77 CONTAMINADAS: Pelas circunstâncias que a provocaram. . 20%. mais de 4horas.

(MÚSCULO. LIMPAR. HIDRATAR. • • • PELÍCULAS TRANSPARENTES. . ALGINATO CÁLCIO. HIDROCOLÓIDES. HIDRATAR. • • • SPRAY GEL PELÍCULAS TRANSPARE NTES. ISOLAR. PROTEGER. OU PERDA DE PELE PERDA OSSO) ESTÁGIO IV PROTEGER. HIDROCOLÓIDE. INFECÇÃO. ESTÁGIO II COBRIR. TENDÃO. PREVENIR PROMOVER GRANULAÇÃO. ISOLAR. ISOLAR. PREVENIR INFECÇÃO. (SOMENTE FERIDAS EXSUDATO). COBRIR. PARA COM • DE • • HIDROCOLÓIDES ALGINATO CÁLCIO ( EXSUDAÇÃO). HIDRATAR. COBRIR. PROTEGER. LIMPAR. ABSORVER. ABSORVER. DE E DE PELE.78 VARIEDADES DE COBERTURAS DE FERIDAS PELE AVERMELHADA NÃO ROMPIDA ESTÁGIO I COBRIR. DE COM • • PERDA BOLHAS DE PELE. GRÂNULO PASTA. ESTÁGIO III PROTEGER. • ESPUMA DE POLIURETANO DE CAVIDADE. PROMOVER GRANULAÇÃO. ALGINATO CÁLCIO. ABSORVER.

muito nos auxiliam através de suas várias propriedades. No corpo humano. e ainda para facilitar a reabsorção de líquidos extravasados. quando corretamente empregados. produzindo analgesia. baixam a temperatura do corpo pelo esfriamento gradual. da utilização desses tratamentos. determinar a habilidade do paciente em sentir as variações de temperatura e assegurar o funcionamento correto do equipamento. alem de avaliar a integridade da parte do corpo em questão. auxiliando sobremaneira na hemostasia em diversas situações de socorrismo e em intensivismo. provocando a dilatação das veias. . As aplicações frias agem sobre as terminações nervosas periféricas. o profissional precisa compreender as reações de um organismo normal às variações da temperatura local. Terapia com Calor e Frio A aplicação local de frio e calor a uma parte lesada do corpo. Antes. o calor tem como principal ação provocar a vasodilatação no local em que é aplicado. Normalmente é utilizado nos hospitais para facilitar as punções venosas. porém. pode proporcionar benefícios terapêuticos. O profissional é legalmente responsável pela administração segura de todas as aplicações de calor e frio. Também têm a propriedade de produzir vasoconstricção e por isso são empregadas para interrupção de hemorragias. as compressas com álcool + éter. daí seu emprego em dores pós-traumaticas. as compressas geladas. os banhos com álcool e os banhos frios. como soros e sangue. facilitando a visualização das mesmas. O calor e o frio. tendo como conseqüência a maior irrigação sanguínea. estão a bolsa de gelo. Dentre as aplicações frias mais comuns. O frio também tem ação antitérmica. o calor e o frio são usados como coadjuvantes em diversos tratamentos e situações. pois quando aplicado em regiões mais vascularizadas.79 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE TERMOTERAPIA E CRIOTERAPIA Introdução Desde de a antiguidade.

calor em grau mais elevado facilita a circulação. de acordo com a temperatura. sensíveis à temperatura. Reações corporais ao calor e ao frio A exposição ao calor e frio pode provocar reações tanto sistêmicas quanto locais. são empregadas com bons resultados. O calor age estimulando ou acalmando. . raios infravermelhos. água fria ou quente. diminui a dor local.80 As aplicações externas de calor e de frio têm por objetivo ajudar as funções naturais do corpo. São utilizados de forma seca (bolsa de água quente ou fria. É um dos tratamentos mais antigos e os pacientes recebem-no muito bem. O frio diminui a circulação pela contração dos vasos sanguíneos. A temperatura normal na superfície da pele é de 34ºC. aparece a dor. vapor. compressa. Modernamente. cabe ao profissional conhecer os pacientes com maior risco de lesões provocadas pela aplicação de calor e frio como mostra o quadro 1. as aplicações elétricas. retarda a supuração de abscesso. O corpo humano pode tolerar amplas variações de temperatura. o estímulo quente excessivo produz uma sensação de dormência antes do aparecimento da dor. forno de Bier) ou úmida (compressas ou cataplasma). mas os termorreceptores normalmente se adaptam rapidamente a temperaturas locais entre 45ºC e 15ºC. bolsas elétricas e duchas. Calor moderado relaxa os músculos. tempo de aplicação e local onde é aplicado. além dos raios solares. As reações locais ao calor e ao frio ocorrem através do estímulo das terminações nervosas da pele. Reações sistêmicas ocorrem através de mecanismos de perda de calor ou de mecanismos que promovem sua conservação e produção de calor. pela dilatação dos vasos sanguíneos e diminui a dor local. Quando as temperaturas locais ultrapassam esses limites. encontrando alívio após a sua aplicação. A habilidade de adaptação do corpo cria o maior problema na proteção dos pacientes contra lesões resultantes de extremos de temperatura.

Os tecidos subcutâneos ou vicerais são mais sensíveis às variações temperatura. fissura na pele. Áreas com edema ou Reduzida sensibilidade aos estímulos de temperatura devido à pouca espessura das camadas de pele. diabetes arteriosclerose) Confusão ou inconsciência Lesão na medula espinhal Abscesso apêndice no dente ou Extremidades do corpo menos sensíveis a estímulos de no tecido local. A escolha da terapia de calor ou frio depende das reações locais desejadas para a cura da lesão. Alterações nas vias nervosas prevenindo a recepção dos estímulos . Doença vascular periférica (p. Reduzida percepção de estímulos sensoriais e dolorosos. a aplicação de frio comprometeria ainda mais o fluxo sanguíneo. a aplicação de calor pode provocar ruptura coma disseminação sistêmica de microorganismos.81 Quadro 1 Condições que Aumentam o Risco de Lesão pela Aplicação de Calor e Frio Condição Pessoas muito jovens ou muito idosas Feridas abertas.sensoriais ou dolorosos. O calor é geralmente muito terapêutico.já a exposição prolongada da pele ao frio resulta em um reflexo de vasodilatação. os idosos apresentam reduzida sensibilidade à dor. melhorando o fluxo sanguíneo em uma região lesada do corpo. em função da formação de líquidos ou cicatrizes. ex. estomas de dor. ou temperatura e dor devido ao comprometimento circulatório e lesões formação de cicatriz Fatores de Risco Camadas de pele mais finas nas crianças aumentam o risco de queimaduras. Fatores que influenciam a tolerância ao Frio e ao Calor A reação do corpo às terapias de calor e frio depende de vários fatores: . esses tecidos também não dispõem de termorreceptores e apresentam pouca quantidade de receptores para Efeitos local do Calor e Frio Os estímulos de calor e frio criam reações fisiológicas diferentes. Infecção altamente localizada.

almofada elétrica. Parte do corpo. A aplicação quente pode ser de duas formas: a úmida que inclui o emprego de banho. fascites. mas o risco de lesões também é elevado. a superfície interna do pulso e antebraço e as regiões do períneo são mais sensíveis às variações de temperatura. Os pés e as palmas das mãos são menos sensíveis. Duração da aplicação. As aplicações quentes têm como finalidade à supuração. 6. contraturas . aliviar a dor. torcicolos. a tolerância a extremos de temperatura é alta. pode-se demonstrar as vantagens e desvantagens de aplicações úmidas e aplicações secas. cataplasmas. porquanto este ultimo é devido em grande parte a reações químicas. Temperatura prévia da pele. O pescoço. Os mais jovens e os mais idosos são mais sensíveis ao calor e ao frio. traumatismos (após 24 horas). 2. aumentar a circulação. 5. As camadas expostas da pele são mais sensíveis èas variações de temperatura. Se a s condições físicas de um paciente reduzem a recepção ou percepção de estímulos sensoriais. distenções e entorses (após 24 horas). Uma pessoa é menos tolerante a alterações de temperatura em uma grande área do corpo. e a seca que também inclui o emprego de raios infravermelhos. 3. O calor geralmente acelera as reações químicas e. O corpo reage melhor a ajustes menores de temperatura. furunculoses e abscessos. cobertor elétrico e bolsa de água quente. acelerar a cicatrização. artralgias reumáticas. Idade e condições físicas. flebites e soroma. Área da superfície do corpo. 4. em conseqüência. APLICAÇÕES QUENTES As aplicações quentes são indicadas com freqüência para envolver os membros inferiores em casos de flebite e superiores quando há traumatismos resultantes de punções venosas. mialgias. tornar os exsudados mais fluidos. relaxar os tecidos e aumentar a temperatura. Está indicado no tratamento e fraturas.82 1. Uma pessoa tem maior capacidade de tolerar exposições de curta duração a extremos de temperatura. Lesões da superfície do corpo. De acordo com o quadro 2. compressas e embebição. o metabolismo geral e local.

tumores malignos. rinite. ou banho parcial de água quente. O calor seco mantém a temperatura por mais profundamente nos tecidos. tendinites. da pele. Serve como analgésico e vaso dilatador local. transpiração e perda insensível de líquido Aplicações Secas O calor seco representa menor risco de queimar a pele que as aplicações úmidas. ressecamento da pele. O calor úmido penetra profundamente nas camadas de tecidos. O calor úmido esfria rapidamente devido à evaporação da umidade. O calor seco aumenta a perda de líquidos As aplicações de calor seco não penetram O calor seco provoca aumento de A aplicação seca não provoca a maceração corporais através da sudorese. rigidez pós-imobilização. traumatismo agudos.83 musculares. lesões abertas. tempo. pacientes com feridas cirúrgicas. O calor úmido cria maior risco de queimaduras da pele pois a umidade conduz Desvantagens Procedimento: aplicação de Calor Úmido Trata-se de aplicar compressas de água quente. por exemplo. Vantagens e Desvantagens das aplicações Úmidas e Aplicações Secas Vantagens Aplicações Úmidas A aplicação úmida reduz o ressecamento da pele e amoloce o material de exsudação da ferida Compressas úmidas se ajustam melhor à região do corpo sob tratamento. pois não sofre influência da evaporação. áreas anestesiadas. O calor úmido aquecido não provoca calor. Quadro 2. A exposição prolongada pode provocar maceração da pele. dentre outras diversas indicações. também o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos e a . Favorece. febre alta. O profissional de enfermagem. hemorragias. também deve estar atento as inúmeras contra-indicações na hora de fazer as aplicações quentes como. sinusite. fibrosites. miosites. dentre outras.

Favorece o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. favorecer o relaxamento e o bem-estar do adulto e da criança. eleva a temperatura corporal. Indicações do procedimento Em abscessos. Indicações de procedimento Em abscessos. ajuda à absorção de edemas. favorecer o relaxamento e o bem estar do adulto e da criança e em caso de hipotermia. e outros métodos não citados neste manual. aumentar o peristaltismo. Procedimento: Aplicação de Calor Seco Trata-se da aplicação de bolsas de água quente.para diminuir exsudatos. é um relaxante muscular e favorece a sedação. ajuda à reabsorção de edemas. para diminuir exsudatos. ajudar a cicatrização. Material necessário Compressas Panos Recipiente para água quente Toalha pequena Toalha de banho Protetor para a cama Termômetro. eleva a temperatura corporal. Material necessário Bolsa de água quente Almofada elétrica Manta elétrica .84 eliminação de resíduos. almofadas ou mantas elétricas. Serve como analgésico e vasodilatador local. é um relaxante muscular e favorece a sedação. em caso de hipotermia. a eliminação de resíduos. com a diatermia. ajudar a cicatrização aumentar o peristaltismo.

Serve como anestésico e vasoconstritor local. Existem dois tipos de aplicação fria: aplicação fria úmida e aplicação fria seca. Indicações do procedimento Em contusões. o grau de temperatura. Quando se faz aplicação fria em uma região do corpo do paciente. Material necessário Compressa Panos Recipiente para água fria Toalha pequena Toalha de banho Protetor para cama . aliviar a dor. acontecerá uma mudança local ou sistêmica da temperatura tissular. para diminuir a dor ou a inflamação. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. entorses e no caso de hipertemia. É indicado em certos tipos de cirurgias cardíacas. As reações ao frio modificam-se pela forma e duração da aplicação. além de outras indicações. baixar a temperatura. evitar pequenas hemorragias. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. diminuir os processos supurativos. estado do tecido e superfície corporal. para baixar a febre.85 APLICAÇÕES FRIAS As aplicações frias são geralmente usadas para aplicar na testa ou sobre os olhos. Os profissionais de enfermagem devem ficar atentos as contra-indicações no momento de fazer a aplicação fria. para diminuir congestão e dor. utiliza-se o frio para tornar lento o metabolismo basal. ou um banho parcial de água ou álcool. dentre outras. O frio é aplicado ao organismo visando efeitos sistêmicos e locais. baixar a temperatura corporal. aliviar a dor. controlar as hemorragias. para os fins sistêmicos. As aplicações frias têm como finalidade diminuir a inflamação local. Procedimento: Aplicação de Frio Úmido Trata-se de aplicar compressas de água fria.

para diminuir a dor ou inflamação. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. Serve como anestésico e vasoconstritor local. Indicações do procedimento Em contusões. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. entorses e no caso de hipertemia. baixar a temperatura corporal.86 Procedimento: Aplicação de Frio Seco Trata-se da aplicação de sacos ou colares de gelo ou de mantas hipotérmicas. diminuir os processos supurativos. evitar pequenas hemorragias. Material necessário Bolsas de gelo Colares de gelo Bolsas de frio comerciais Mantas de hiportemia .

Deve-se considerar as condições de integridade da pele. será possível mitigar alguns dos seus efeitos.87 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS O tegumento do corpo constitui uma barreira protetora contra organismos causadores de doenças. como o da idade. pois os três estão indissoluvelmente ligados. Qualquer interrupção da integridade da pele representa uma ferida. termorregulação. bem como facilitar o processo de cicatrização Quando cuidamos de pacientes com feridas – de todos os tipos – é importante que adotemos uma abordagem holística no tratamento. comunicação/identificação e sensação tátil. Quando a intervenção da enfermagem puder ser eficaz. dentre eles podemos citar: a idade (envelhecimento. Mas embora ele seja útil quando consideramos os aspectos físicos do tratamento. velocidade de epitelização. enrugamento. Doenças cardiovasculares. o tratamento de uma ferida e a assepsia cuidadosa têm como objetivos evitar ou diminuir riscos de complicações decorrentes. energia). de acordo com diferentes critérios. temperatura. exposição ao sol (causa envelhecimento. risco de CA. Há muitos fatores que afetam o processo de cicatrização. sugeriremos estratégias apropriadas. Lesões do tegumento colocam em risco a segurança do organismo e provocam uma reação complexa de cicatrização dessas lesões. processo patológico (diabetes. se forem levados em conta no preparo do histórico e na avaliação do paciente. o estado nutricional (reparação/manutenção. medicamentos (corticosteróide. antibacterianos. também devemos dar atenção aos cuidados psicológicos e espirituais. processo de cicatrização). por exemplo. hormônios). “Atividades de Vida” é o processo que foi selecionado para discutir os fatores que podem afetar a cicatrização. . Classificação das feridas A classificação as feridas é de grande importância para a avaliação e definição do cuidado adequado. risco de queimaduras). além de funcionar como um órgão sensorial para a dor. hidratação (ressecamento e descamação). causa da lesão. gravidade da lesão dos tecidos. Várias são as formas de classificar as feridas. Vários fatores interferem nas características da pele. Assim. metabolismo. Um processo de enfermagem oferece um referencial útil para avaliar os pacientes. sabões (altera a flora e pH). imunodeficiências). A intervenção da enfermagem não consegue resolver todos os problemas. limpeza do local da incisão cirúrgica ou qualidades descritivas do mesmo.

Ferida potencialmente contaminada: provocada sob condições assépticas. Feriadas fechadas: não há ruptura da pele ou mucosa. Ex.: lesão com faca. apendicectomia sem supuração.: gastrectomia. Feridas contaminadas: existente sob condição propícia à presença de microorganismos.: queimadura de primeiro grau. ferida cirúrgica na qual ocorreu uma falha nos padrões de assepsias.: Incisão cirúrgica. Pode ser causada por feridas traumáticas. Estas feridas possui um baixo risco de infecção. Ex.: punção venosa. mas envolvendo penetração em cavidade do corpo que normalmente abriga microorganismos. Ex. trauma abdominal envolvendo penetração do intestino. É causada por corpo estranho que entra profundamente nos tecidos. É causada por ferida cirúrgica que não entra no trato gastrointestinal. assim como da derme e tecidos mais profundos ou órgãos. ruptura de víscera. Ex. b) Causa Lesão intencional: que resulta de tratamento.: fratura óssea. Ex. colecistectomia. no trato respiratório ou na cavidade orofaríngea.: mastectomia. Ex. Ex. Riscos de infecção maior que nos casos de ferida limpa. Ex..: cirurgia de emergência.: ferimento à bala. Lesão não intencional: Lesão traumática que ocorre inadvertidamente. d) Limpeza Ferida Limpa: que não contém organismos patogênicos. Ex. c) Gravidade Lesão superficial: que envolve apenas a camada epidérmica da pele.88 a) Estado de integridade da pele Feridas abertas: quando há ruptura da pele ou mucosa. punhalada. . queimadura. cirurgia cardíaca e neurológica sem prévia contaminação. Lesão penetrante: que envolve ruptura da camada epidérmica.

no qual a efetividade do evento depende do sucesso do procedente. Remover patógenos e restos celulares. É causada por qualquer ferida que não cicatriza adequadamente. drenagens de abscesso. Ex. . causado por golpe brusco contra uma parte do corpo. redução do tamanho da lesão pela ação de fibroblastos. Fases de cicatrização da ferida 1ª Fase exsudativa: do trauma. de desbridamento da ferida e de defesa imunológica.]x. É causada por lesão traumática grave. 3ª Fase de manutenção: de contração. Regenerar a cobertura epidérmica natural. Resulta freqüentemente de queda. ocorre uma seqüência de fases.: ferimento por faca. 2ª Fase proliferativa: inúmeras células são produzidas para rápida multiplicação dos tecidos vizinhos. incisão cirúrgica em uma área infeccionada E. A cicatrização Durante os processos dinâmicos da cicatrização. Há sangramento nos tecidos. O corpo mobiliza sua força no sentido de: Estancar a perda de sangue. Repara o tecido mais profundo danificado. do colágeno e da epitelização. descoloração e dor. contusão ou equimose caracterizada por edema. maquina industrial e vidros quebrados.: apêndice supurado. feridas traumáticas antigas. os capilares se tornam dilatado na área afetada. e) Qualidade descritiva Laceração: a ruptura de tecidos resulta em uma lesão com bordas irregulares. Escoriações: lesão superficial envolvendo esfoladuras ou esfregaduras de superfícies da pele por atrito.É a fase de formação de um tecido novo (tecido de granulação).89 Feridas infectadas: envolvendo bactérias presentes no local da lesão. Contusões: lesão fechada causada por um golpe infringido ao corpo por meio de um objeto rombo. É ativado o sistema de coagulação. permitindo a proliferação de microorganismos.

Ex. O suprimento sangüíneo menos abundante dos tecidos adiposos impede o envio de nutrientes e elementos celulares necessários à cicatrização norma. Ex. Obesidade: A sutura de tecido adiposo é mais difícil. devido à quantidade de tecido de granulação. Implica na sutura das bordas ou na aplicação de enxertos. gravidade e extensão da lesão.90 Processo de cicatrização da ferida Este processo é basicamente o mesmo para todas as lesões. Por terceira intenção = é a cicatrização corrigida ou estimulada cirurgicamente. O risco de infecção é maior. reações inflamatórias fagocitose são processos prejudicados pelo envelhecimento. Extensão da lesão: Lesões mais profundas envolvendo maior perda de tecido cicatrizam mais vagarosamente. A ferida é mantida aberta até ser preenchida por tecido de cicatrização. mas sofre o efeito da localização. a liberação de oxigênio nos tecidos fica prejudicada. Estresse de uma lesão: . Oxigenação: a oxigenação mais reduzida no local da lesão inibe a reparação dos tecidos. Por primeira intenção = quando a cicatrização se dá nas bordas da ferida sem presença de infecção.: incisão de ferida cirúrgica limpa. Imunossupressão: redução da reação imunológica contribui para uma cicatrização da lesão. Fumo: os níveis de hemoglobina funcional diminuem. Diabetes:o paciente portador de diabetes tem uma pequena doença vascular que prejudica a perfusão dos tecidos. Por segunda intenção = quando se dá a cicatrização por união indireta das bordas da ferida. úlcera de pressão. além da habilidade de regeneração das células atingidas.: Ferida por queimadura. Idade: a circulação sangüínea e o envio de oxigênio para o local da lesão. curativo. O suprimento de oxigênio pode ser insuficiente. Fatores que influenciam a cicatrização das feridas Nutrição: a reparação dos tecidos e a resistência às infecções dependem de uma dieta equilibrada.

fezes. deprimido. Fatores gerais Idade Nutrição Mobilidade Estado Mental Incontinência Saúde geral Higiene geral Fatores locais Edema Pulmonar. nas quais o risco de hemorragia é grande durante as primeiras 24 a 48 horas. mas a hemostasia ocorre geralmente após alguns minutos. temporária. temporária. Tabela 11 Fatores de risco de infecção. A hemorragia pode ocorrer interna ou externamente e quando ela está presente após o período de hemostasia indica uma sutura cirúrgica desfeita. senil Urina. magro. A cicatrização só ocorrerá depois que o organismo tiver superado a infecção. A pirexia causa um aumento do ritmo metabólico. A infecção sistêmica está freqüentemente associada à pirexia. Complicações da cicatrização de feridas Hemorragias: O sangramento de um local de uma ferida é normal durante e imediatamente após o trauma inicial. permanente. imóvel. porque a ferida precisa disputar os glóbulos brancos e os nutrientes com qualquer infecção. pele .particularmente as cirúrgicas. A infecção sistêmica afeta a cicatrização. desidratado.91 situações estressantes como vomito. um coágulo deslocado. boca/dentes. efusão Muito jovem ou muito idoso. ascite. uma infecção ou crosão de um vaso sangüíneo. debilitada Dependência. Infecção: A infecção de uma lesão por bactéria inibe a cicatrização devido ao aumento da lesão dos tecidos e alteração das camadas da pele e tecidos. O profissional deve observar as lesões com atenção. Limitada. permanente Confuso. distensão abdominal e tosse rompem as camadas da ferida e a recuperação dos tecidos. devido a um objeto estranho (um dreno). Emaciado. obeso. aumentando assim o catabolismo ou colapso tecidual. Fraca.

necrose Trauma. Evisceração: Quando ocorre a separação de camadas cirúrgicas as vísceras poderão se projetar para fora. drenagem. anemia grave. esteróides Doenças Carcinoma. colostomia. . infecções exposição à radiação e doenças malignas. a maioria das fistulas resulta de processos inadequados de cicatrização ocasionados por traumas. implante Sucção endrobronquial. Deiscência: quando a ferida não cicatriza adequadamente. drenagem de ferida. diabetes. parenteral Intermitente. leucemia. Porém. de desequilíbrio hidroeletrolítico e ruptura da pele devido a processos de drenagem crônica. transplante. doença renal. AIDS. ulceração Acidental. êmbolo. central. anemia aplástica. antibióticos. planejado Periférica. ventilação. Um cirurgião pode criar uma fistula por razões terapêuticas (gastrostomia). Doença hepática. Fístula: Caracteriza-se por uma passagem anormal entre dois órgãos ou entre um órgão e o lado externo do corpo. pode ocorrer a separação parcial ou total das camadas da pele e tecidos.92 Isquemia Lesões na pele Corpo estranho Procedimentos invasivos Canulação Cateterização Cirurgia Entubação Fármacos Trombo. fechada. queimaduras. para reduzi as possibilidades de invasão bacteriana e ressecamento antes que se execute a reparação cirúrgica. É uma emergência médica que exige a colocação de compressas estéreis embebidas em solução salina estéril sobre os tecidos protraídos. umidificação Citóxicos. Aumentam os riscos de infecção. irrigação Ferida.

Permitir trocas gasosas. quando necessário. 11. Proteger a ferida. 4. 2. Formar isolamento térmico. Critérios para o curativo ideal Promover meio ótimo para cicatrização.93 CURATIVO É um meio que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida. com finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir contaminação e infecção. 3. sem provocar traumas. Prevenir a contaminação. Manter a umidade da superfície da ferida. Fornecer isolamento térmico. Aliviar a dor. Absorver exsudato e edema. Ser de fácil remoção. 6. Facilitar a drenagem. 5. 7. Remover corpos estranhos. Limitar a movimentação dos tecidos em torno da ferida. Promover a cicatrização do tecido. Promover o conforto e bem estar do paciente. Proteger contra infecção secundária. 9. 8. Fazer desbridamento mecânico e remover tecido necrosado. Manter umidade. 12. 10. . Finalidades 1. Promover hemostasia. 13. Ser de fácil obtenção e custo acessível.

são utilizados drenos. Com irrigação: Realizado nos ferimentos com infecções. cateteres ou bolsas de colostomia. A irrigação é feita com seringa. com indicação de irrigação com soluções salinas ou anti-sépticas. quando se deseja aproximar as bordas de um ferimento. Com drenagem: Realizado nos ferimentos com grande quantidade de drenagem de exsudato. Aberto: Curativos feitos em ferida sem infecção que após a limpeza podem permanecer abertos. 1. Oclusivo: Curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluido com gaze ou atadura. Compressivo: É o que faz compressão para levar à hemostasia ou vedar bem uma incisão. Com pouco exsudato (curativos que mantenham a umidade). Necrose (curativo com ação debridante). 6. DESBRIDAMENTO CRUENTO REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO COM USO DE BISTURÍ. CONSERVADOR: NECROSADO CIRÚRGICO: REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO E TECIDO SAUDÁVEL (MÉDICO) REMOÇÃO DO TECIDO . TESOURA OU LASER. Muito exsudato (curativos absorventes). Hidrocolóides. Outros tipos de curativos: Bota de unna. Permite vedar a ferida em casos drenagem torácica prevenindo um pneumotórax. tubos. 5. dentro de cavidades ou fístulas. etc. 2. Ex. 4.: curativo de ferida cirúrgica. Produtos mais utilizados no tratamento de feridas Para a escolha do curativo para o tratamento da ferida temos que observar as seguintes características da ferida: Seca (usar curativos que seja hidratante). É CLASSIFICADO COMO CONSERVADOR OU CIRÚRGICO.94 Tipos de curativos O curativo é feito de acordo com as características da lesão. 3. bota de algodão.

desenvolvendo a maturação de tecido de granulação. áreas de transplantes. antiinflamatória e desbridante. mais de 4 horas se torna mio de cultura (chama insetos. Desvantagens: exige cobertura secundária com gaze ou outro curativo. úlceras de pressão. trocar a cada 2 horas). reduz calor. À prova d’água. Hidrocolóides: (atualmente mais usado). pó e na forma líquida. baratas. possui barreira contra infecção. FIBRASE. Deve ser preparado em frascos de vidro pelo poder de oxidação que possui (Fé. proteção da pele. lesão com médio ou pouco exsudato. trocar a cada 48h. o preparo deve ser antes do uso. É indicados em lesões não infectantes. pode ser associado a qualquer tipo de cobertura.95 MECÂNICO QUÍMICO OU ENZIMÁTICO COM IRRIGAÇÃO COM AGENTES ENZIMÁTICOS DESBRIDANTES (IRUXOL. Facilita a ação de drogas na ferida. COLAGENASE. O2 e I). desbridar tecidos mortos e desvitalizados. reduzir a congestão vascular. Tem como característica diminuir o edema local. É utilizada em feridas necróticas. cicatrizante. promovendo melhor oxigenação e irrigação da ferida. deve-se trocar diariamente. Possui ação bactericida. deve ser aplicado a limpeza. FIBRINOLISINA. feridas operatórias. PAPAÍNA) AUTOLÍTICO OCORRE FERIDA AUTODESTRUIÇÃO DO TECIDO NECROSADO POR ENZIMAS PRODUZIDAS PELA Açúcar: tem poder bactericida quando usado puro ou em pasta. A troca deve ser freqüente. porém não atua sobre bactérias esporuladas. limpar. Mantém a umidade da ferida. cobrir com gaze e irrigar. favorece debridamento. Papaína: pode ser encontrado na forma de pasta. é de fácil remoção. É contra-indicado em . Deve-se limpar com SF antes. Ácidos Graxos Essenciais (AGE) e ácido linoléico: uso em todo tipo de lesão deve ser realizado debridamento prévio.

Tempo de permanência é de 05 a 12 dias. é tóxico para cavidades. Carvão ativado: Usados em feridas exsudativas e infectantes. É indicado em ferida superficiais (com acometimento da derme e epiderme). Não usar em feridas com pouco exsudato. em áreas queimadas. Trocar de 2 a 3 dias. Tem como desvantagem ter que se usar uma cobertura secundária (fita crepe ou micropore). Possui ação bactericida com alto grau de absorção de exsudato. Deve ser trocado na presença de exsudato. Pode causar lesão retardatária à cicatrização. área doadora. É contra-indicado em lesão que esteja com tecido de granulação (absorve e resseca muito). Protege as terminações nervosas. Não usar em tendão.96 lesões infecciosas de queimaduras de 3º grau. pode ser usado com ácidos graxos e deve ser aplicado após limpeza com SF. para proteção da pele. Alginato: É altamente absorvente. distúrbios de coagulação. não usar em lesões abertas. osso ou músculo e feridas com muito exsudato. promove hemostasia em feridas com baixo exsudato. necessita de curativo secundário. . Permanganato de Potássio: anti-séptico útil na supuração. Éter: utilizado para desprendimento do adesivo. age retirando todo o processo de cicatrização da ferida. pouco exsudato. não utilizar em implantes cirúrgicos. Filmes transparentes: promove umidade local. Solução fisiológica: usada para limpeza de lesões. Clorexedine: anti-séptico. PVPI: bactericida e fungicida. enxertos. lesões infectadas por fungos ou micobactérias e lesões sifilíticas. é de fácil remoção. Diminui odor. Água e sabão: emoliente utilizado para limpeza. facilita a formação de tecido de granulação. com sangramento. A troca deve ser realizada a cada 48 a 72h. curativo de cateter.

Soro fisiológico. Espátula.97 Violeta de Genciana: Substância germicida e fungicida utilizada em mucosas ou lesões da pele e mucosas. Pacotes com gases. Vaselina: Emoliente utilizado para retirar crostas e impermeabilizar a pele. Éter para retirar o esparadrapo. Seringa de 20ml. Conservar com o paciente e explicar sobre o cuidado a ser feito. . CURATIVO DE FERIDA LIMPA Procedimentos 1. 2 anatômica – com dente e sem dente. Nos curativos grandes e purulentos deve-se usar lençóis e compressas. Dersani para ferida infectada ou outra solução prescrita. Cuba rim. estéril ou de procedimento. PVPI. Pinça anatômica com dente. Saco para lixo Impermeável e traçado para proteger a cama. pinça anatômica sem dente e tesoura. Esparadrapo. Pomadas e ataduras quando indicados. Observação: seqüência da pinça da direita para a esquerda. Recipientes com solução a serem usadas no curativo. de acordo com o tipo de ferida e curativo. tesoura). Par de luvas. para melhor absorção de exsudato. pinça de Kocher. Material: Bandeja contendo: Pacote de curativo estéril (1 pinça Kocher.

Com a 2ª pinça (kocher. . Fazer este movimento quantas vezes se tornar necessário. tanto quanto de fora para dentro. 10. .colocar biombo. Observar as condições da ferida: apertar a ferida para ver a existência de secreção. Lavar as mãos. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.desocupar mesa de cabeceira.98 2. Usar a técnica do toque com o tampão rotativo. Com a 3ª pinça (anatômica sem dente). 8. Abrir o pacote estéril e colocar junto ao paciente. (se ferida limpa – deve-se utilizar movimentos de dentro para fora. 16. e jogar no lixo o curativo e espátula. se ferida contaminada – utilizar movimentos de fora para dentro). . colocar o anti-séptico. b. Desprezar a 2ª e 3ª pinça e envolver todas no campo. 15. Abrir o pacote de gazes e coloca-las sobre o campo. (obs. medicamento utilizado.sinais de inflamações. . a. Lavar as mãos. queixas do paciente) e assinar.fechar janelas e desligar ventiladores para evitar correntes de ar e poeira. 3. Preparar todo o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado. limpar a área menos contaminada da ferida. 9. 17. Deixar o paciente confortável. retirar o curativo com a técnica. odor. proteger a cama com impermeável e lençol móvel. se necessário. secar e proteger com gaze. 12. limpar as bordas da lesão com gaze embebida em soro fisiológico. 13. de acordo com a ordem de uso. 11. colocando as pinças em seqüência. 14. Escrever no prontuário o procedimento: colocando a hora. fixando com adesivo indicado ou apropriado. utilizando gazes embebidas em soro fisiológico (lembrar de desprezar a 1ª porção do SF). evitar os movimentos de dentro para fora da ferida. que deverá ser recolhido com os demais materiais e encaminhado ao expurgo. pean ou Kelly). quantidade viscosidade. utilizando éter ou benzina na gaze. Observar o ambiente: .: Colocar o anti-séptico se esta ferida for limpa). Secar com gaze. 7. 5. Levar o material e dispô-lo sobre a mesa de cabeceira. dia. não esquecendo de desprezar a pinça anatômica utilizada. condições observadas na área da ferida (existência de secreções: cor. na área do campo considerada contaminada. Com a 1ª pinça (anatômica com dente) e espátula. 4. 6. expor somente a área que vai ser tratada.

Colocar bastante gaze perto do dreno e mandar o paciente respirar. 13. 2. Deixar o paciente confortável. 7. 14. principalmente no caso de necessidade de troca da solução. 9. Limpar e secar inicialmente nas bordas e depois na área ao redor do dreno. Observar no coletor as características da secreção (cor. 5. . Retirada do dreno 1. 8. Retirar o curativo com o auxilio da pinça e espátula com gaze embebida em éter. Fazer o curativo compressivo (vedar todo o curativo). Descobrir a área a ser tratada e proteger a cama com impermeável e traçado. Tirar as luvas com a técnica. Colocar os esparadrapos. prendendo toda a gaze pela extremidade. Pinçar o látex se necessário. 17. Conversar com o paciente confortável. Colocar as luvas.99 CURATIVO COM DRENAGEM Procedimentos 1. Anotar no prontuário todo o procedimento: colocando hora. 19. 11. Abrir o pacote de gase e colocar dentro do campo. Observar o ambiente (ventilação. Se for retirar o dreno o paciente não deve estar em fawler médio. Prepara a gaze fazer uma abertura com a tesoura pegando pela parte que não vai tocar no dreno. 12. 2. Colocar as pinças na ordem com os cabos voltados para fora. Fazer a limpeza da ferida obedecendo aos princípios de contaminação e seguindo a ordem de seqüência e de uso. Lavar as mãos. etc). 6. mais o material necessário. odor. 16. dia o que foi observado. 3. 18. iluminação). Organizar bandeja estéril. Organizar o material e recolher deixar o paciente confortável. 15. de acordo com o tipo de curativo. desprezar esta pinça no campo e espátula com curativo no saco de lixo. Lavar as mãos. se usa 2 ou mais gases dependendo da necessidade. 4. 10. 3.

CURATIVO INFECTADO Procedimento 1. 8. . Organizar todo o material. Organizar o material e organizar o ambiente *ventilação. 11. 6. 9. 5. 17. Retirar as gazes com a pinça anatômica com dente despreza-la. Colocar gazes suficientes e fixar com a atadura. Colocar as luvas de procedimento e proceder a retirada da atadura. deixar o paciente confortável. Colocar o biombo. 15. Lavar as mãos. Depois enxugar. kocher. 16.pomada ou anti-séptico prescrito. 2. 13. 4. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. 7. Limpar as bordas da ferida. Colocar as luvas estéril e organizar pela seqüência os instrumentos do pacote: anatômico com dente. Irrigar a ferida com a seringa e soro fisiológico. Não deve apresentar dobras para garantir uma boa drenagem. Abrir com técnica o pacote de curativo estéril. Anotar no prontuário todo o procedimento. Colocar o impermeável ou lençol. em seguida retira-las. 18. 12. sempre utilizando o auxilio da pinça de kocher. Colocar solução prescrita. 14. expondo a área do ferimento. iluminação). da parte mais limpa para a mais contaminada.100 4. Dreno torácico exige troca de curativo extremamente rápida e curativo oclusivo para evitar que ocorra pneumotórax. anatômica sem dente e tesoura. Levar o material até a mesa de cabeceira. Umedecer a gaze com soro fisiológico para soltar com maior facilidade. 10. 3. Lavar as mãos. 19.

a pele ao redor é considerada mais contaminada que a incisão. Lavar as mãos. Deixa o paciente confortável. Organizar o material. 9. Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manipular material esterelizado. 3. 8. e nas feridas infectadas. Evitar correntes de ar (janelas abertas. Retirar o esparadrapo no sentido dos pêlos. Isolar o paciente com biombo se necessário. Nas feridas não infectadas. Se as gazes estiverem aderidas à ferida. 5. Limpar as feridas partindo sempre da área menos contaminada para a mais contaminada. 5. CUIDADOS DE ENFERMAGEM 1. 4. 11. . Se houver mais de uma ferida iniciar pela lesão menos contaminada. Desprezar a porção inicial do anti-séptico utilizado pela primeira vez. umedece-las com soro fisiológico antes de retira-las. Segue o mesmo procedimento do curativo infectado. 10. a área mais contaminada é a da lesão. 2. em seguida coloca atadura prende com fita adesiva. 6. ventiladores. 12. Considerar contaminado qualquer objeto que toque em locais não esterilizados. Anotar no prontuário todo o procedimento. 7. 4. manter as pontas das pinças voltadas para baixo devido ao risco de contaminação. 3.101 CURATIVO INFECTADO COM O USO DE AGE 1. Orientar o paciente para não tocar a ferida com as mãos. Observar a data da esterilização do pacote do curativo ( o prazo de validade é sete dias). Colocar algumas gazes abertas em cima da bandeja e a pessoa que está auxiliando coloca o dersani em cima das gazes. 13. Ao embeber a gaze faze-la sobre a cuba rim. etc. 7. 6. A gazes embebidas com dersani é colocada sob a ferida. Ao embeber a gaze com anti-sépticos. 2.).

48 horas após a cirurgia. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA APLICAÇÃO DE ATADURAS Conceito Atadura é uma faixa de várias larguras e comprimentos. . e ainda. 17. 20. O saco plástico que recebe gazes e ataduras usadas no curativo deve ser de uso individual. Não comprimir demais com ataduras e esparadrapo o local da ferida a fim de permitir boa circulação. Usada para envolver. Não jogar o curativo anterior e as gazes utilizadas na cesta de lixo do paciente. seguindo-se as lesões abertas não infectadas e. As ataduras mais usadas são de gaze.102 14. iniciar pela incisão fechada e limpa. 16. crepe e elástica. Neste caso as luvas devem ser esterelizadas. Um para cada paciente. estão disponíveis no mercado em rolo de varias larguras e comprimento. 18. sendo recomendados: Finalidade de sua aplicação Contenção: fixar curativos. manter curativos no lugar. estancar hemorragias. 15. geralmente enrolada. Nas feridas. Quando o paciente necessitar de vários curativos. com exsudato. fixar e proteger partes lesadas. Ao dar banho em pacientes com curativo. 19. por último as infectadas. é recomendado deixar o curativo aberto. Compressão: exercer pressão sobre uma determinada área do corpo (curativos compressivos). nas feridas cirúrgicas. conter talas (luxação) e imobilizar. com suspeita de infecção deve ser colhida amostra para bacterioscopia e encaminhada imediatamente ao laboratório. Não é necessário o uso de luvas para fazer curativo. Exceto quando não utilizar pinça. Correção: manter posicionamento funcional do corpo e corrigir deformidades. aproveitar para lavar a lesão. Geralmente. 21.

Não deixar duas superfícies em contato para evitar o aparecimento de úlceras de pressão. Dar apoio à parte em que está sendo aplicada a atadura. dividimos o corpo humano em formas geométricas: . Colocar sempre o membro em posição funcional. Aplicação Para melhor compreendermos a aplicação. proteger curativos. Não ajustar demais a atadura devido ao perigo de grangena por falta de circulação. A compressão excessiva ou não das superfícies do corpo pode interferir com circulação sanguínea e.103 Proteção: para evitar o contato das partes em tratamento com o meio exterior. proporcionar calor. Não deixar muito folgado para não sair com facilidade. expondo assim. Regras na aplicação de uma atadura Deixar sempre que possível as extremidades do membro descobertas. A fricção pode causar traumatismo mecânico do epitélio. a fim de verificar se a circulação está sendo perfeita. Princípios científicos na aplicação de ataduras Os microorganismos multiplicam-se nas regiões quentes. por conseguinte com a nutrição das células contidas nessa área. úmidas e poluídas (sujas). Escolher tipo e tamanho de atadura adequado de acordo com o local e a indicação. O corpo é mantido na posição anatômica natural com leve flexão das articulações para evitar o estiramento articular: a observância deste princípio evita deformidades e desconforto e estimula a circulação sanguínea da parte envolvida. A pressão exercida pelos tecidos orgânicos pode afetar a circulação do sangue. Proteger as saliências ósseas ou os ferimentos com curativos de gaze ou algodão. o curativo.

tórax) e quando se quer mudar de um segmento para outro: cabeça – pescoço. antebraço. Deve-se tomar cuidado. como mão e cotovelo. pois com os espaço sem compressão que ficam entre as voltas da atadura podem ocasionar edema. Espiral: a atadura é enrolada obliquamente num segmento corporal. . Consiste em cruzar a atadura em forma de oito. Cruzada ou em oito: também conhecida com espica. regiões onde há acentuado aumento do diâmetro (braço. extremidades dos dedos da mão e pé cotos de membros amputados. vice-versa. joelho. pescoço. A volta em espiral reversa é aplicada nas partes cônica. dedos. 4. para evitar que se desmanche. É usada. Desta forma há diminuição na largura da atadura. tornozelos. Circular ou orbicular: É feita com uma volta sobre a outra. a. tornozelo). evitando que a atadura fique frouxa. É usada para fixar talas imobilizando as articulações e para unir a mesma atadura duas partes. Lenta: é aplicada nas partes cilíndricas do segmento corporal: braço. pernas. Recorrente: utilizada para cobrir porções distais do corpo como cabeça (capacete). tronco e pernas. nas partes cilíndricas do corpo (braço. antebraço. coxas). de forma tal que sua parte interna fique sendo externa e na seguinte volta. punho. Ex: testa. mão – punho. Reversa ou espiral com inversão: em cada volta se inverte a atadura.104 Formas fundamentais de ataduras e sua utilização 1. braço – tórax. b. etc. Usada em partes cilíndricas do corpo ou para manter curativos. sobretudo nas articulações (cotovelo. se a atadura estiver muito apertada. pulso. 2. c. A volta é colocada sempre do diâmetro menor para o maior. 3. Apressada ou oblíqua: as voltas não se tocam entre si. Permitindo os movimentos articulares. tórax. devido à deficiência circulatória.

7. saliência óssea. adaptando-se ás formas corporais. 11. as condições da circulação. porque se desajusta facilmente. presença de lesões. 10. cuidar para que não fiquem sobre o ferimento. evitar pregas e rugas. 4. as ataduras deverão ser acolchoadas. 6. 5. enrolando-a Caso a atadura esteja aderente. do contrário soltam-se com facilidade. ou parte do corpo a ser enfaixado. é necessário deixar descobertas as extremidades (dedos da mão e pedartículos). 2. coloca-se a sua extremidade inicial sob a extremidade terminal da primeira. O local e a extensão da lesão. Todas as voltas deverão sempre percorrer o caminho mais curto. indeslocáveis. b. As talas para imobilização devem ser resistentes e leves. umedece-la com soro fisiológico aquecido. 12. 9. 8. edema. . Ao passar uma atadura. Ao colocar alfinetes ou fazer nós. colocar o membro em posição funcional. ou do lado que não que o paciente deita ou outro lugar que não possa incomodá-lo. Caso seja necessário um segundo rolo de atadura. Para retirar a atadura Retirar a atadura passando-a de uma mão para outra. c. As ataduras devem ficar firmes. Evitar que duas superfícies corporais fiquem em contato. 13. A atadura deve ser bem feita e apresentar aspecto agradável. 3. A largura da atadura deve ser de acordo co diâmetro do membro. 14. para evitar escaras ou aderências. Ao aplicar a atadura observar: a. Ao passar uma atadura. sem serem muito apertadas. A porção terminal da atadura não deverá ser aplicada em parte do corpo que se estreita. Caso queira exercer compressão. Para controlar as condições de irrigação sangüínea. Ataduras muito sujas devem ser removidas com pinças ou luvas.105 Pontos a serem observados 1. ou sobre lesão porque pode traumatizar.

VM através de uso de cânula endotraqueal. enquanto diminui o trabalho da respiração e o estresse do miocárdio. CPAP nasal. Doenças pulmonares agudas. O oxigênio é uma droga terapêutica e deve ser usado com cautela. Trata-se de uma intervenção mais comum para melhorar as trocas gasosas entre alvéolos e sangue. Reanimação cardiorespiratória. Pós-operatório imediato. Máscara. aumentando a concentração de oxigênio no sangue. Manutenção da integridade capilar. Indicações Hipoxemia de qualquer origem. Ao nível dos tecidos: o O2 transportado pelo sangue assegura a renovação dos tecidos e participa do metabolismo celular. infecciosas e crônicas. A oxigenioterapia do organismo se situam em 3 níveis: 1. HOOD ou HALO. Meios de administrar O2: Cateter nasal. Pacientes com DOPCs.106 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE OXIGENIOTERAPIA Oxigenioterapia Consiste na administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. Cânula nasal:. . Incubadora. Ao nível do alvéolo: a ventilação respiratória assegurada a renovação de O2 Ao nível do sangue circulante: que transporta o O2 até os tecidos. Infarto agudo do miocárdio. 3. 2.

2. Abrir o oxigênio. Fornece concentração de oxigênio de 25 a 40%. Colocar o paciente em posição confortável. 5. . Manter o fluxo de oxigênio – 1 a 6 1/min ou de acordo com pm. Manômetro e/ou fluxômetro. verificando as medidas de segurança. Intermediário de látex ou plástico. Umidificador. Preparar ambiente . micropore ou fita adesiva. especialmente o cateter nasal. Cânula nasal Tubo plástico com pequeno diâmetro e duas protusões que são introduzidas nas fossas nasais. 3. Colocar a cânula no nariz do paciente. Conversar com o paciente sobre o cuidado. 9. Lavar as mãos. 4. Controla o fluxo de oxigênio (1 a 6 1/min). 6. Saco para resíduos. 8. 10. Adaptar a cânula ao tubo de látex ou plástico. Lavar as mãos. 11. Seu uso é mais confortável do que a maioria dos dispositivos. Procedimento 1. É usada quando não é necessária grande pressão na administração de oxigênio. Gaze. 7. Água destilada. Aviso de não fumar. Anotar no prontuário os cuidados prestados. Lubrificante. Obs: Acrescentar ao material básico a cânula nasal.107 Material básico: Oxigênio canalizado ou em torpedo. Esparadrapo. fixando-a com a fita adesiva. Organizar o material.

8. . Regular o número de litros de oxigênio até a quantidade prescrita (5 a 8 litros). Concentração de oxigênio é de 60%.108 Máscaras de oxigênio É um dispositivo de plástico transparente com uma saída para a expiração que recobre o nariz e a boca. tranqüilizálo de que existe ar e oxigênio suficiente para respiração. Usa a parte da face e os seios nasais como reservatório do oxigênio. 7. Procedimento 1. que introduz no nariz e na faringe. Obs: alguns pacientes podem sentir claustrofobia. 8. A quantidade de oxigênio através da máscara oscila entre 5 a 8 1/min. 10. 5. Prepara ambiente verificar a medida de segurança. se mistura com o ar ambiente entra pelos orifícios durante a inspiração. 9. Preparar o material e colocar na mesa de cabeceira. 10 ou 12). Anotar os cuidados prestados no prontuário. 4. com alguns orifícios pequenos na extremidade. Lavar as mãos. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. Cateter nasal Caracteriza-se pela introdução de uma sonda fina de plástico ou borracha. 6. 2. 3. Deixar o ambiente em ordem. Luva de procedimento. Material: (acrescentar) Cateter nasal estéril (sonda número 6. Abrir a válvula do torpedo e deixar sair um pouco de oxigênio para evitar saída intempestiva. Unir a máscara ao intermediário e este ao umidificador. Colocar o paciente confortável em posição de fowler.

se estivar abaixo de 50 libras chamar a manutenção. Colocar o umidificador no local e adaptar o látex. Água usada no umidificador deve ser estéril. Manter o umidificador sempre com água até a marca 2/3 de sua capacidade. Substituir o cateter a cada 24 horas no caso de permanência de O2. levando para junto do paciente. Lavar as mãos. desprezar a água restante e recolocar nova água. Colocar xilocaína na gaze. considerando a profilaxia de infecções. Observar o paciente durante o tratamento. introduzir a porção do cateter correspondente à fossa nasal.109 Procedimentos Lavar as mãos. Ao verificar que o nível da água no umidificador está baixo. Colocar o paciente em posição fowler. Organizar o material. Preparar o ambiente. Medir a distância entre a ponta do nariz e lóbulo da orelha e marcar com esparadrapo. verificando as medidas de segurança. Quantidade de O2 é de 2 a 3 1/min. Explicar o paciente o que vai ser feito. . Lavar as mãos. Verificar a quantidade de litro prescrita pelo médico. Capacidade do cilindro 300 libras. Cuidados de enfermagem Fazer a troca de narina a cada seis horas e proceder a uma limpeza do cateter e da narina. Deixar o paciente confortável. Preparar o material. Jamais acrescentar água ao volume restante. Fazer fixação correta do cateter de O2 junto a narina e sobre a orelha. Com gaze umedecida de xilocaína. Colocar avisos para não fumar. Anotar no prontuário todo o procedimento.

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Evitar atrito do cateter na mucosa nasal; Paciente que recebe oxigênio requer um especial cuidado com a cavidade oral. Cuidados importantes 1. 2. 3. 4. Seguir rigorosamente a prescrição médica quanto à quantidade de oxigênio por minuto, para evitar graves complicações; Observar a presença de vazamento de oxigênio em todo o sistema; Nunca ligar o oxigênio sem umidificação para evitar sérias lesões no trato respiratório; Ao utilizar o torpedo de oxigênio, observar os seguintes cuidados: Proibir o uso de fumo próximo ao cilindro ou torpedo de oxigênio; Transportar em carrinho apropriado; Abrir lentamente a válvula de cilindro ou torpedo; Evitar quedas. 5. 6. Trocar o cateter a cada horas devido à obstrução e mudar o local de fixação; Anotar na prescrição do paciente o horário da suspensão do tratamento. Obs: A administração de oxigenioterapia pode ser iniciada pelo enfermeiro, se o cliente começar a apresentar problemas respiratórios, mas o tratamento geralmente é prescrito pelo médico, portanto, em seguida, é fundamental que o enfermeiro comunique a intercorrência ao médico. AEROSSOLTERAPIA/NEBULIZAÇÃO Conceito É a introdução de medicamentos, transformados em pequenas partículas voláteis, através do trato respiratório por um aparelho chamado nebulizador. Pode ser realizada por meio de ar comprimido ou oxigênio.

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Objetivo Fornecer um excesso de umidade às mucosas que revestem o trato respiratório. A umidade ajuda a aliviar a irritação da mucosa, dilui secreções espessas e afrouxa as crostas. Material: nebulizador; solução prescrita. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Retirar o nebulizador já desinfetado do recipiente; 3. Colocar a solução prescrita no nebulizador; 4. Posicionar o paciente de maneira confortável, de preferência em Fowler ou sentado; 5. Orientar o paciente para manter a máscara junto à face, inspirar pelo nariz e expirar pela boca; 6. Graduar o fluxômetro até visualizar a saída de névoa (no máximo 5 litros por minuto); 7. Manter a nebulização por 15 a 20 minutos ou de acordo com prescrição médica; 8. Deixar o paciente confortável; 9. Fazer a desinfecção do nebulizador conforma a rotina; 10. Lavar as mãos; 11. Checar o horário na prescrição. Cuidados importantes 1. Ao fechar a válvula do fluxômetro, observar se não há vazamento; 2. Estimular a expectoração e anotar a quantidade e características; 3. Nos pacientes traqueostomizados adaptar o nebulizador próximo à traqueostomia; 4. Na nebulização contínua, manter a água esterilizada do frasco em níveis adequados; 5. Utilizar oxigênio somente quando não houver ar comprimido disponível ou quando houver prescrição médica para uso do oxigênio.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE SONDAGENS
Introdução A sonda é um instrumento para ser introduzido em um canal ou cavidade para fins propedêuticos (determinar a presença de estenose, corpo estranho ou uma outra situação mórbida). Pode ser fina e flexível, para explorar ou dilatar um canal natural; ou rígida, geralmente com uma extremidade pontiaguda, para separar tecidos de dissecação. A sondagem é um método muito utilizado e eficiente em pacientes em situações delicadas, quase sempre dentro do hospital. Ela pode ser utilizada no pré-operatório, por exemplo, para fazer esvaziamento vesical, no pós-operatório para exercer funções que o corpo ainda não está adaptado (por exemplo: uso de sonda nasogástrica para alimentação após uma cirurgia esofagiana) e no caso de perda de funções vitais (exemplo: um paraplégico que não tem reflexos vesicais que tem necessidade de estar sempre com uma sonda vesical). CATETERISMO GÁSTRICO Conceito É a introdução de uma sonda plástica ou de borracha, flexível, podendo ser curta ou longa, pela boca (SOG) ou nariz (SNG) até o estômago. Objetivos Estabelecer uma via para alimentar o paciente; Examinar o conteúdo gástrico; Administrar medicamentos; Preparar para cirurgias e exames; Para aspirar ou esvaziar o conteúdo gástrico; Nas cirurgias e afecções da boca; Estabelecer um meio de drenar o conteúdo gástrico; Aliviar distensão abdominal.

Sonda Rhefus: ponta metálica. Obs: O número da sonda nasogástrica deve ser proporcional à constituição física do paciente. obter uma amostra do conteúdo gástrico para estudos laboratoriais e administrar alimentos e medicamentos diretamente no trato gastrointestinal. é utilizada para localizar e tratar processos obstrutivos do intestino delgado. toalha de rosto. esparadrapo. A sonda é usada para remover líquidos e gases do trato gastrointestinal superior em adultos. sonda gástrica. nº 14 a 20 para adulto e de 04 a 12 para Rn e crianças. recipiente para lixo. estetoscópio. Sonda Jutte: com ponta de malha metálica. Contra-indicações TU de mediatisno Estenose de esôfago Varizes de esôfago Material Biombo. cuba rim. anestésico local e lubrificante (xilocaina gel à 2%). que é introduzida. . são passadas normalmente pelas narinas. existindo no mercado tanto tubos de plástico como de borracha com orifícios laterais próximos à ponta. Apresenta uma única luz (números 14 a 18 ). aumenta força da gravidade.113 Tipos de sonda Sonda Levine: é uma das mais usadas. gaze. através de uma narina e levada até o piloro. geralmente. com luz dupla e com um balão na extremidade. Geralmente. Sonda de Dobhoff: usada para alimentação. Sonda Ewald: usada para retirada do conteúdo gástrico (tubo de borracha com uma grande abertura). Sonda de Miller-Abbott: sonda longa de borracha. seringa de 20 ml. copo com água.

6. enquanto. Prepara o material. Lavar as mãos. nº da sonda. Anotar na prescrição do paciente: horário. 10. Aspirar suco gástrico. a sonda é introduzida. Guardar o material. 15. 12. Cortar o esparadrapo para fixação e para marcar a sonda. Explicar o procedimento ao paciente. 11. Medir do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide e marca-la com esparadrapo. b. 8. 3. 17. Verificar se a sonda está no estômago através dos seguintes procedimentos: a. Introduzir a sonda lentamente.114 Procedimentos 1. O ar introduzido produzirá ruídos que serão auscultados através do estetoscópio. Lavar as mãos. Posicionar o paciente em Fowler ou sentado. de modo que fique segura. c. Colocar a sonda em um copo d’água se não borbulhar está no estômago. Da asa do nariz ao lóbulo da orelha. 9. reações do paciente. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 13. 2. Pedir ao paciente que diga “HUM” com a boca fechada. Fixar a sonda com esparadrapo. sem forçar. . 4. confirmando a localização correta da sonda. Colocar o estetoscópio abaixo do apêndice xifóide: introduzir 10 ml de ar pela sonda com auxilio de seringa. 14. 7. 5. A sonda deve ser introduzida delicadamente até a marca do esparadrapo. Verificar na prescrição do paciente a finalidade da sondagem. Pedir ao paciente para deglutir e respirar profundamente. Lubrificar a sonda com anestésico local do tópico com auxilio de gaze. 16. sem comprimir a narina. Fletir a cabeça do paciente para frente quando a sonda ultrapassar o obstáculo da parede nasofaríngea. d. b. Medir a sonda: a.

interromper o procedimento até cessar o estado tussígeno. Limpar as narinas. 4. Retirar o ar do equipo deixando escorrer um pouco de alimento pelo equipo. duas vezes ao dia. desidratação. resíduo. cólicas. Se a tosse persistir. Caso o paciente apresente tosse durante a introdução da sonda. gases. 5. azotemia. 7. Anotar volume e aspecto da secreção gástrica quando a sonda permanecer aberta. . GAVAGEM Conceito: É a introdução de alimentos através de uma sonda gástrica. inconsciência fraqueza ou debilidade excessiva ou obstrução do esôfago. Objetivo: Este procedimento é utilizado para oferecer alimentos aqueles pacientes que não conseguem alimentar-se devido à perda de apetite. Síndrome de Dumping. irritação nasofaríngea. Mecânicas: pneumonia por aspiração. constipação. obstrução da sonda. se necessário. Cuidados com o alimento Conferir se a dica está correta. massageando as narinas para evitar lesão. má colocação. bebês prematuros ou crianças que sofrem cirurgias reparadoras da boca. Metabólicas: hiperglicemia. náuseas vômito. 3. com cotonete. 6. plenitude gástrica. Verificar se houve desvio na introdução. Trocar a fixação diariamente. Colocar o alimento aquecido. Cercar a cama com biombo. retirar totalmente a sonda. Síndrome das alimentações por sondas. tosse intensa e rouquidão.115 Cuidados importantes 1. Uma radiografia e o único meio seguro de se verificar a posição da sonda. Possíveis complicações Gastrointestinais: diarréia. ruídos sibilantes. 2. sair ar pela sonda. em caso de cianose.

Limpar a extremidade da sonda com bola de algodão embebida em álccol. Lavar as mãos. 4. se não houver contra-indicação. 3. 13. Lavar as mãos. recipiente para lixo. 14. Procedimentos 1. Injetar 10% de água em relação à quantidade do alimento. Repetir o procedimento até o término. Verificar se a sonda está no estômago conforme técnica da sondagem gástrica. Aspirar o alimento com a seringa. Limpar a extremidade da sonda novamente. Proceder à limpeza dos materiais. Anotar na prescrição do paciente: horário. 8. ou injetar a dieta por sifonagem (colocar a extremidade da sonda dentro do recipiente da dieta e eleva-lo para obter a cão da gravidade). 11. evitando a introdução de ar. Cuidados importantes Antes de administrar o alimento aspirar a sonda para verificar se o estômago não está repleto de alimento. Pinçar a sonda para evitar a entrada de ar sempre que for manuseá-la. Lavar as mãos. Elevar a cabeceira da cama. Verificar temperatura do alimento (próxima à temperatura corporal). Introduzir o alimento lentamente. intercorrências se houver. 17. copo com água. bolas de algodão com álccol. 15. Elevar o decúbito ou deixar o paciente em decúbito lateral nos casos em que o paciente tenha facilidade de rugurgitamento. 6.116 Material: seringa de 20 ml. 5. pacote de gaze. Não deixar entrar ar mantendo a sonda fechada evitando distensão abdominal. Preparar o material. estetoscópio. 7. tipo e a unidade do alimento. recipiente com alimentos. . 10. 9. 12. 2. 16. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Orientar o paciente sobre o procedimento.

) na sonda e injeta-lo lentamente. Verificar se o paciente deverá permanecer com a sonda após a lavagem. pedaço de látex. Executar técnica de sondagem gástrica. água). por meio de uma sonda nele colocada através da parede abdominal. Fazer limpeza dos materiais. . 10. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.117 ALIMNTAÇÃO PELA GASTROSTOMIA É a introdução de alimentos líquidos diretamente no estômago. 6. deixando o frasco mais baixo que o corpo. solução de bicarbonato de Na. 8. Lavar as mãos. Preparar pacientes para cirurgias e/ou exames. Procedimentos 1. Auxiliar no tratamento de hemorragia gástrica. usando tantos frascos de soluções forem prescritos. Preparar o material. Proceder desta forma quantas vezes forem necessárias. 11. 7. Orientar o paciente sobre o procedimento. Adaptar o frasco de soro fisiológico (S. Objetivos: Remover substâncias tóxicas ou irritantes. 2. 3. onde é feita pelo cirurgião uma incisão nesta e introduzindo a sonda. O procedimento de alimentação segue o mesmo da gavagem. Colocar o paciente em posição de Fowler ou decúbito lateral. LAVAGEM GÁSTRICA Conceito: É a limpeza do estômago realizada através de uma sonda gástrica.F. 5. Deixar que a solução retornasse ao frasco através da força da gravidade. Material: o mesmo material de sondagem gástrica acrescida da solução prescrita para lavagem (Soro fisiológico. 4. 9.

10. CATETERISMO OU SONDAGEM VESICAL Conceito É a introdução de uma sonda na bexiga através do meato urinário. reações do paciente em relação à retirada da sonda. 4. Fazer limpeza dos materiais. Explicar o procedimento ao paciente. RETIRADA DA SONDA NASOGÁSTRICA A retirada da sonda deve ser feita de acordo com a prescrição médica. 13. reações do paciente. Proceder à limpeza das narinas com auxílio de cotonete. Lavar as mãos. éter. 11. 3. Retirar o espadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter. 8. Retirar a sonda lentamente com auxílio de uma gaze. volume infundido e drenado. recipiente para lixo. 2. 7. aspecto do líquido drenado. 9. Material: gaze. Anotar na prescrição do paciente: horário. 6. Lavar as mãos.118 12. Fechar a sonda. Colocar a toalha sobre o tórax do paciente. motivo. Anotar na prescrição do paciente: horário. toalha de rosto. Lavar as mãos. 5. cotonetes. Preparar o material. . Procedimentos 1. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. devendo ser feito com técnica rigorosamente asséptica. 12.

ao invés de cateterizar. Evitar a constante umidade em pacientes com incontinência urinária. c. b. Colocar as mãos do paciente em água aquecida. pacientes sob efeitos sedativos. b.119 Objetivos Aliviar a distensão vesical pela retenção de urina. d. c. . Pacientes com cirurgias de uretra e estruturas vizinhas. Observações 1. Fazer lavagem externa com água aquecida. devido a traumatismo na uretra. pacientes com retenção urinário aguda. Para pacientes com incontinência urinária. Presença de obstáculo à eliminação (aumento do volume prostático. cirurgia da uretra). Verificar presença residual após a micção. Abrir uma torneira perto do paciente. é preferível usar fraldas descartáveis para mulheres e uropen para homens. ☺ Método de demora: (sonda de borracha – SVD) a. Pingar água morna sobre o clitóris. Colocar bolsa de água quente sobre a região hipogástrica. e. No tratamento prolongado de pacientes com incompetência vesical. f. Colocar o paciente sobre uma comadre com água aquecida. Obter amostra estéril de urina. Obter amostra estéril de urina. d. Para alívio imediato da distensão da bexiga: nos casos de paciente que não consegue urinar 8 a 12 horas de cirurgia. Indicações do cateterismo ☺ Método intermitente: (sonda nelaton ou de alívio) a. c. Antes da sondagem em pacientes com retenção urinária. Prevenir obstrução da uretra por coágulos de sangue (TU de bexiga. 2. Possibilitar o controle rigoroso da diurese. estenose da uretra). procura meios que estimulem a diurese espontânea do paciente: a. b. Proceder ao preparo pré-operatório de algumas cirurgias.

Klesbsiella. anorexia. o paciente com um cateter de demora é avaliado quanto aos sinais e sintomas de infecção do trato urinário: urina turva. Observar rigorosamente a técnica asséptica. Enterobacter.: Sonda nelaton ou de alívio: varia de nº 04 a 22 Sonda de foley ou de borracha: varia de nº 12 a22 Riscos de infecção A presença de um cateter de demora pode levar à infecção. Assim. irritando a mucosa vesical e promovendo uma via artificial para a entrada de organismos na bexiga. Serratia e Cândida. O cateter é lubrificado de modo a ser introduzido de forma fácil e de forma delicada. Utilizar sempre o sistema de drenagem fechado estéril. ou remoção acidental. quando o objetivo for essencialmente a sondagem de alívio. causando tração da uretra. A sondagem vesical de demora tem indicações específicas conforme descrito nos objetivos. Por isso (devido aos riscos de infecção). Cuidados importantes 1. Os patógenos responsáveis pelas infecções do trato urinário associado ao cateter incluem Escherichia coli. como descritas anteriormente. 3. 4. nos casos de retenção urinária de qualquer origem. Pseudomonas. O cateter é fixado apropriadamente para evitar sua movimentação. Obs. . Utilizar a posição ginecológica em pacientes obesos ou quando for difícil a visualização do meato. hematúria. Proteus. e mal-estar. Além disto. febre. deve-se antes executar medidas visando estimular a micção espontânea. calafrios. de modo a prevenir essas indesejáveis infecções. Os cateteres impedem a maioria das defesas naturais do trato urinário inferior através da obstrução dos dutos peri-uretrais. 2. determinados princípios são essenciais nos cuidados de um sistema fechado de drenagem urinária.120 Minimização de traumatismos O traumatismo da uretra pode ser minimizado com um cateter do tamanho apropriado.

10. campo fenestrado). Esvaziar a bolsa de drenagem a cada seis horas. 8. Se for sinistra. Perfurar o bico do anestésico com agulha estéril após desinfecção do mesmo. material para higiene íntima. Higiene íntima duas vezes ao dia. e nunca ser suspenso sem um treinamento prévio da bexiga. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. b. Deve ser evitada a manipulação inadvertida do cateter pelo paciente ou pela equipe. esparadrapo. uma vez por semana. antiséptico. 7. uma seringa de 10 ml para testar o balão. . saco para lixo. um pacote de gaze esterilizada. Em pacientes com sonda de Foley. permanecer ao lado esquerdo e calçar a luva na mão direita. anestésico local tópico (xilocaina à 2%).121 5. deve permanecer ao lado direito do paciente. então deve ser trocado periodicamente. Se o cateter é mantido por dias ou semanas. Orientar o paciente para não elevar a bolsa de drenagem acima do nível da bexiga. observar os seguintes cuidados: a. sonda foley de calibre adequado. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA FEMININA Material Luva látex esterilizada. Preservar o bom fluxo urinário evitando dobras. Anota no relatório de enfermagem do paciente: alteração no aspecto da urina. Caso a executante da técnica seja destra. O cateter não deve ser mantido mais tempo do que o necessário. a fim de evitar a instalação da atonia vesical. bolas de algodão. d. e. pinça. queixas de dores e elevação da temperatura. sistema de drenagem fechado estéril. 9. 6. cuba rim. máscara. f. uma seringa de 10 ml com água destilada para encher o balão. gazes. A bolsa nunca deve tocar no chão. c.

Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. 16. clitóris. grandes lábios. 15. 11. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pés da paciente. 13. 17. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. Preparar o ambiente. Orientar a paciente com relação as tapas o procedimento e ao objetivo do mesmo. 6. 4. seringa para teste do balão. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. sonda. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. 8. e colocar todo o material (anti-séptico. Calcar a luva na mão direita. Lubrificara sonda com xilocaina. lubrificante) e prepara na seringa a água destilada que deverá ficar fora do campo. Prepara o material e deixar o sistema de drenagem ou similar montado (frasco. 10. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. Iniciar a anti-sepsia da genitália. 2. Desprezar a pinça na lateral do campo. deixando a paciente em posição ginecológica. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). . entre as pernas da paciente. Colocar o saco de lixo próximo à cama. 19. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. tampa de borracha e prolongamento). 3. 18. 5. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. Lavar as mãos. Fazer higiene íntima. meato urinário e introito vaginal. pequenos lábios. 12. Informa-la sobre a sensação d ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. 7. Manter o intermediário protegido. 14. Testar a sonda. começando pela vulva. sem provocar desconforto.122 Procedimentos 1. 9.

volume e aspecto da urina retirada. anestésico . tipo de sondagem. glande e prepúcio. lentamente e com movimentos delicados. 22. Testar se a sonda está fixa na bexiga tracionando-a delicadamente e conectar o prolongamento. Introduzir metade da sonda (5 a 8 cm). campo fenestrado). 29. 25. Retirar as luvas e fixar a sonda com esparadrapo na face interna da coxa. máscara. 23. 21. para colocar a uretra em linha reta. cuba rim. 28.123 20. 26. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA MASCULINA Material: o mesmo do procedimento anterior. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. Retirar os materiais da cama. Anotar na prescrição da paciente: horário. 2. reação da paciente. 3. 24. antiséptico. sem tracioná-la. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO FEMININA Material Luva látex esterilizada. 27. diretamente no meato sem tocá-la nas áreas adjacentes. Cobrir os genitais com a camisola. bolas de algodão. volume de água destilada injetada no balão de sonda. Proceder à desinfecção dos materiais. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. quase que perpendilcularmente ao corpo. Lavar as mãos. gazes. Elevar o pênis. pinça. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. Constatar a saída de urina e injetar água destilada para encher o balão. nº da sonda. Manter o paciente em posição deitada.

15. 3. sonda. material para higiene íntima.124 local tópico (xilocaina à 2%). 17. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). Lubrificar a sonda com xilocaina. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. clitóris. um pacote de gaze esterilizada. Orientar a paciente com relação às etapas do procedimento a ao objetivo do mesmo. 14. e colocar todo o material (anti-séptico. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. Fazer higiene íntima. deixando a paciente em posição ginecológica e colocar a comadre entre as pernas da paciente. Colocar o saco de lixo próximo à cama. 2. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. Calçar a luva na mão direita. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. 8. Lavar as mãos. 10. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. grandes lábios. entre as pernas da paciente. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. 7. sem provocar desconforto. 6. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. Preparar o ambiente. 11. Procedimentos 1. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pás da paciente. 16. pequenos lábios. 13. sonda nelaton de calibre fino. Pegar a sonda lubrificada. lubrificante). abrir a extremidade de entrada e a outra colocar dentro da cuba rim. Informa-la sobre a sensação de ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. Desprezar a pinça na lateral do campo. . 12. 5. 4. comadre. meato urinário e introito vaginal. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. 18. 9. Iniciar a anti-sepsia genitália começando pela vulva. saco para lixo.

3. 21. Após a extração total da urina retirar a sonda. antiséptico. Anotar na prescrição da paciente: horário. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. . 26. material para higiene íntima. 4. 27. afastar as pernas e colocar entre as mesma a comadre. Manter o paciente em posição deitada. 2. reação da paciente. campo fenestrado).comadre. Introduzir metade da sonda (5 a 8cm). mantendo-os firmemente e tracionando-os em direção a sínfese púbica.125 19. máscara. tipo de sondagem. anestésico local tópico (xilocaína à 2%). saco para lixo. Cobrir os genitais com a camisola. 22. Para a lubrificação pode-se usar a seringa de 10ml com xilocaína. pinça. volume e aspecto da urina retirada. para colocar a uretra em linha reta. diretamente no meato sem toca-la nas áreas adjacentes. glande e prepúcio. quase que perpendicularmente ao corpo. lentamente e com movimentos delicados. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar da mão esquerda. Lavar as mãos. Retirar as luvas. 20. gazes. bolas de algodão. 25. e introduzir no meato urinário. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. cuba rim. nº da sonda. sonda nelaton de calibre fino. 24. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. Proceder à desinfecção dos materiais. um pacote de gaze esterilizada. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO MASCULINA Material Luva látex esterilizada. 23. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. Elevar o pênis.

Proporciona maior mobilidade ao paciente. É o tratamento de escolha após lesão medular e outros distúrbios neurológicos nos quais há comprometimento na capacidade de urinar. São necessárias técnicas assépticas durante o treinamento intra-hospitalar do paciente. através da introdução de uma solução. O cateter suprapúbico é removido quando não é mais necessário. . É utilizada como uma medida temporária o fluxo de urina da uretra quando a via uretral não oferecer passagem. Ela oferece certas vantagens como: Os pacientes. devido ao risco de contaminação cruzada. geralmente. via sonda vesical. Essa drenagem é feita por um processo cirúrgico e pode ser mantida durante várias semanas. resulta em poucas complicações e permite relações sexuais mais normais LAVAGEM VESICAL Conceito: É a lavagem da mucosa que reveste a bexiga. Apresenta menor risco de infecção vesical. são capazes de urinar mais cedo. O paciente pode utilizar uma técnica “limpa” (não-estéril) em casa. após cirurgias ginecológicas. sendo colocado um curativo estéril sobre o local.126 DRENAGEM VESICAL SUPRAPÚBICA É um método de estabelecimento da drenagem vesical através da introdução de um cateter ou tubo na bexiga através de uma incisão ou punção suprapúbica. quando tende a haver disfunção vesical e após fraturas pélvicas. Pode ser mais confortável que um cateter de demora. A autocateterização promove independência. AUTOCATETERIZAÇÃO INTERMITENTE Proporciona drenagem periódica da urina. onde o risco de contaminação cruzada é menor.

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Objetivos: Evitar a obstrução da sonda; Combater infecção. Material Bandeja; solução prescrita; cuba rim estéril; duas bolas de algodão com álccol; material de lavagem de sonda (cuba rim, seringa de 20ml); uma tira de esparadrapo; éter e uma bola de algodão; um pacote de luva látex estéril. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Lar a prescrição médica; 3. Preparar o material; 4. Orientar o paciente a respeito do procedimento; 5. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com o éter e a bola de algodão; 6. Posicionar a cuba rim ao lado do paciente, sem abri-la; 7. Utilizando as bolas de algodão com álccol, fazer a desinfecção da extremidade bifurcada da sonda adaptada ao prolongamento; 8. Abrir a cuba rim posicionada ao lado do paciente; 9. Desconectar o prolongamento e apoiar a bifurcação da sonda na borda da cuba rim; 10. Proteger a extremidade do prolongamento adaptada à sonda na borda da cuba rim; 11. Abrir o material de lavagem de sonda e montar a seringa sem contamina-la; 12. Colocar a solução na cuba rim; 13. Calçar as luvas; 14. Aspirar solução imergindo apenas o bico da seringa; 15. Injetar, lentamente, 20ml da solução e aspirar sem forçar demasiadamente; 16. Repetir o processo quantas vezes for necessário; 17. Adaptar o prolongamento e fixar a sonda; 18. Proceder à desinfecção dos materiais; 19. Lavar as mãos; 20. Anotar na prescrição do paciente: horário; solução utilizada; aspecto do retorno; quantidade introduzida e retirada; reação do paciente.

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Cuidados importantes 1. Não permitir que a sonda fique imersa na solução e urina eliminada; 2. Evitar contato com os dedos na extremidade da sonda ao introduzir a solução. RETIRADA DE SONDA VESICAL DE DEMORA Material: seringa de 20ml; benzina; gaze; luva de ´látex de procedimento; recipiente de lixo. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Preparar o material; 3. Explicar o procedimento ao paciente; 4. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter; 5. Colocar luva de látex; 6. Adaptar a seringa a via do balonete, esvaziando totalmente o balão; 7. Retirar a sonda delicadamente, solicitando ao paciente respirar profundamente enquanto a sonda estiver sendo retirada; 8. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem; 9. Medir o volume de urina drenado; 10. Fazer a limpeza dos materiais; 11. Lavar as mãos; 12. Anotar na prescrição do paciente: horário; reação do paciente; volume e aspecto da urina. Cuidados com a retração e Atonia Vesical na retirada da sonda Quando estiver preparando a retirada de um cateter que permaneceu por um período prolongado, o treinamento da bexiga deve ser iniciado para desenvolver o tônus vesical e, assim, prevenir a retenção. Quando o cateter está instalado, a bexiga não enche, nem se contrai. Assim, a bexiga geralmente perde um pouco de sua tonicidade (atonia). O treinamento é feito da seguinte forma:

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Antes de se retirar o cateter, ele é fechado por 20 minutos e, então, aberto. Este procedimento deve favorecer o enchimento da bexiga e a contração do músculo, evitando que a pessoa fique incapacitada de urinar após a retirada do cateter. LAVAGEM INTESTINAL (ENTEROCLISMA, CLISTER OU ENEMA) Conceito É a introdução de uma solução, medicamentosa ou não, no intestino grosso através de uma sonda retal. Objetivos Combater constipação intestina; Preparar o paciente para cirurgia, parto e exames; Promover evacuação através de estimulação do peristaltismo; Para fins terapêuticos. Tipos de enema Enema de limpeza: remover as fezes; Enema de retenção à base de óleo: lubrifica o reto e cólon, as fezes absorvem o óleo e amolecem; Enema carminativo: alivia a distensão gasosa e facilita a eliminação de flatos; Enema medicamentoso: contêm remédios. Material Sonda reta nº 14 a 30; solução prescrita; pinça; lubrificante vaselina; gaze; impermeável ou similar; esparadrapo; lençol móvel; cuba rim ou similar; comadre forrada; biombo; papel higiênico.

Solicitar ao paciente que inspire profundamente e introduzir delicadamente a sonda retal até o ponto marcado. 16. Dobrar as cobertas deixando exposta apenas a região glútea. forrado com lençol móvel. Aquecer a solução prescrita. quantidade e aspecto da eliminação (cor. 4. 19. Colocar o paciente em posição lateral. 12. 6. reação do paciente. Proteger a cama com o impermeável. d. 18. c. 11. 7. Solicitar ao paciente que retenha a solução por 10 a 15 minutos. no máximo 10cm. 14.130 Procedimentos 1. 13. ou similar. Preparar os materiais: a. 3. 5. Abrir a pinça e infundir lentamente a solução. consistência). 17. 9. Orientar o paciente sobre o procedimento. 8. Pinçar a sonda retal ao término da solução. . Anotar na prescrição do paciente: horário. 21. 10. Dispor o material de modo que facilite o procedimento. Adaptar a sonda retal no frasco da solução. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lubrificar a sonda retal com vaselina ou xilocaína gel. Afastar os glúteos com auxílio de papel higiênico. Marcar 8 a 10cm na sonda retal com esparadrapo. Retirar a sonda retal e colocar na cuba rim. Lavar as mãos. Lavar e guardar o material. Deixar escoar pequena quantidade da solução na cuba rim para retirar o ar testar a temperatura no dorso da mão (temperatura corporal) e pinçar. 2. b. Cercar a cama com biombo. Lavar as mãos. 20. 15. Colocar a comadre ou acompanhar o paciente ao banheiro orientando-o para não para não dar descarga. Observar a quantidade e o aspecto da eliminação.

131 Obs: Lavagem Intestinal com Prolongamento: colocar o irrigador no suporte de soro. 5. fixar sonda retal e controlar o gotejamento da solução de acordo com a prescrição médica. Cuidados importantes 1. A infusão rápida ou a temperatura inadequada da solução levam a um efeito insatisfatório da lavagem intestinal devido ao desconforto. Em pacientes com muita dificuldade de retenção da solução. colocar a comadre para eliminação das fezes e após. acima do nível da cama para evitar espasmo muscular e desconforto. 3. espasmo e à dificuldade de retenção da solução. . até no máximo 50 cm. 2. proceder à higiene íntima. Em pacientes acamados. utilizar a posição genupeitoral ou Trendelemburg. Pinçar a sonda em caso de dor e desconforto e aguardar o alívio dos sintomas. Em casos de enteroclisma gota a gota (Murphy). 4.

A aceitação: nessa fase. A negação: quando o paciente toma conhecimento pela primeira vez de sua doença terminal. A depressão: é possível que o paciente se afaste dos amigos. A barganha: apesar de haver um aceitação da morte por parte do paciente. .132 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES GRAVES E AGONIZANTES O paciente grave ou agonizante está com as funções vitais muito comprometedoras. ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA E RELIGIOSA a) Paciente consciente: Conversar com ele m termos da verdade. pode haver uma tentativa de negociação de mais tempo de vida junto a Deus ou com o destino. procurando tranqüilizalo. É possível que deseje simplesmente o acompanhamento silencioso de um membro da família ou de um amigo. usando tática especial para que aceite a morte. e não necessariamente na ordem mostrada. médicos e também da enfermeira. o que caracteriza sintomas desagradáveis com sinais de morte. o paciente aceita a inevitabilidade e a iminência de sua morte. o entendimento de tais sentimentos pode ajudar na satisfação dos pacientes. sem emoções. A ira: uma vez que o paciente parando de negar a morte. aumento da fadiga. da família. Apesar de serem percebidos de forma diferente em cada paciente. É possível que venha sofrer de anorexia. AS ETAPAS DO ATO DE MORRER O paciente pode passar por cinco estágios psicológicos em preparação para a morte. Dar-lhe toda assistência: transmitir seus recados. ao pessoal do hospital e até contra sua própria família. escrever sua cartas. é possível que apresente um profundo ressentimento em relação aos que continuarão vivos após sua morte – a você. falta de cuidados pessoais. pode ocorrer uma recusa em aceitar diagnóstico.

preparando-a psicológicamente. se necessário. Utilizando um equipamento de sucção. junto à orelha para que não tenha a sensação de isolamento e solidão. Observe a presença de incontinência ou anúria. gradualmente. aspire a boca e vias aéreas superiores do paciente para remover secreções. nos braços. . o resultado de um controle neuromuscular reduzido ou uma redução da função renal. ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA Prestar esclarecimento sobre o estado do paciente. Falar-lhe frases curtas. Orienta-la sobre a conduta ideal. Ofereça liquido com freqüência e lubrifique os lábios do paciente com vaselina para combater o ressecamento. ATENDENDO AS NECESSIDADES DO PACIENTE Satisfazendo as Necessidades Físicas Determine com freqüência os sinais vitais. Eleve a cabeceira do leito para diminuir a resistência respiratória. porque a sensibilidade. ajustando a temperatura do quarto para maior conforto. Utilize luvas e forneça um cuido perineal com sabonete. Como a audição pode estar em perfeito funcionamento mesmo em estados de perda de consciência. Permitir que permaneça o máximo possível junto ao paciente. cada duas horas. pelo menos. palavras bem pronunciadas. evite sussurro ou conversar de maneira imprópria sobre o paciente na sua presença.133 b) Paciente inconsciente: Não deixar pessoas da família chorar perto do paciente ou comentar seu estado. Reposicione o paciente no leito a. um pano de banho e toalhas para evitar irritações e desconforto. Mude a roupa de cama e a vestimenta do paciente sempre que necessário. Providenciar sacerdote ou ministro religioso. observando a existência de palidez. diaforese e nível reduzido de consciência. Forneça um cuidado para a pele durante as mudanças de roupa. os reflexos e a mobilidade diminuem primeiramente nas pernas e.

se ofereça para ensinar-lhes tarefa específica. Ao fazer isso. mostre-lhes a localização dos banheiros. para resultados eficientes. os quais podem variar de i à solidão. proporcione um cuidado ocular apropriado para evitar lesões na córnea. bem como os tratamentos e planos de cuidado. estiverem abertos. procure fornecer um suporte emocional à família. Não tenha pressa ao conversar com o paciente. caso não estejam presentes quando o paciente desejar vêlos. salas de espera e lanchonete. Ao se aproximar à morte do paciente. Se os membros da família pretendem permanecer junto ao paciente. . Satisfazendo as Necessidades Emocionais Explique detalhadamente ao paciente todos os cuidados e tratamentos. Explique-lhes a necessidade do paciente. Notifique os membros da família. coloque grades ou faça restrições. de modo que possam participar dos cuidados de enfermagem. Essas lesões podem causar a cegueira e impedir que os tecidos sejam utilizados em transplantes após a morte do paciente. Enfatize que seus esforços serão importantes e efetivos. Na ocasião apropriada. Os remédios devem ser dados por via intravenosa. se possível. Durante o atendimento a estas necessidades deve-se proporcionar conforto físico.134 Se os olhos do paciente em coma. Permita que o paciente expresse seus sentimentos. Permita que o paciente e sua família discutam a morte como desejam. Se for apropriado. Obs: nos cuidados a esse tipo de paciente. proteja a cama com biombo e se o paciente estiver agitado ou inconsciente. mesmo que esteja inconsciente porque é possível que ainda seja capaz de ouvir. sente-se em local próximo à cabeceira da cama. Verifique os registros do paciente para determinar se foi preenchida por uma ficha para doação de órgãos. pergunte aos familiares se já consideravam a possibilidade de doação de órgãos e tecidos. Forneça as medicações prescritas contra dores. se necessário.

Sistema Respiratório = dificuldade de respirar pela boca. sendo que a audição é o último a desaparecer. Pupilas dilatadas. = ausência total da coordenação dos movimentos. Sistema Neural = diminuição dos reflexos até o desaparecimento total. c) Sistema Digestivo = diminuição das atividades fisiológicas e do reflexo da deglutição com muita atenção para o perigo da regurgitação e aspiração. d) e) f) g) Sistema Locomotor muscular. relaxamento . catalepsia. O último dos reflexos a desaparecer é a sucção.presença e lagrima. podendo o paciente ser reanimado.o que significa perda do tônus muscular. às vezes. Sistema Urinário = retenção ou incontinência urinária. incontinência fecal e constipação. mas que tem condições de ser reanimado. sudorese abundante. olhos fundos e olhar fixo. Palidez cadavérica. Sinais Evidentes Parada cardíaca e respiratória sem possibilidade de ressuscitação. o qual parece morto. pele fria e úmida. É mais freqüente nos casos de asfixia parcial. síncope e parada cardíaca. a respiração torna-se ruidosa (estertor da morte). Rigidez muscular. não reagindo à presença de luz. cianose. o maxilar inferior se movimenta a cada respiração. Faces = face hipocrática: cor pálida ou acinzentada. Ausência total de movimentos.135 Sinais Iminentes de Falecimento a) b) Sistema Circulatório = hipotensão. Morte Aparente O termo morte aparente é a dominação aplicada ao corpo. hipotermia. pulsos irregular. nariz afilado. causando pelo acúmulo de secreção. extremidades frias.

se necessário faça uso de ataduras. eleve um pouco a cabeceira da cama para impedir a descoloração ocasionada pelo sangue retido na face. maca. Material Gaze ou fitas macias. 2. Evitar a saída de gazes. Além disso. amigos. proporcionando privacidade a essas pessoas. os cuidados aos membros da família. material para curativo. os cuidados incluem a preparação deste para a família. se fizer necessário utilize algodão embebido em éter. 5. Posicione o corpo em decúbito dorsal. Se o paciente morreu de forma violenta ou em circunstâncias suspeitas. sangue e excreções. . ataduras. material para banho. 4. aplicando compressa. saco plástico para colocar os pertences do paciente. Finalidades Deixar o corpo limpo e asseado. envoltório plástico para o corpo ou lençóis. esparadrapo ou fita adesiva. bolas de algodão. Colocar avental e calçar luvas. luvas. Feche os olhos do corpo. cuba rim com pinça anatômica. Os cuidados após morte serão iniciados normalmente após o médico certificar que o paciente faleceu. com os braços ao lado do corpo e a cabeça sobre um travesseiro. Colocar em boa posição. Se o paciente usava dentaduras e a política do hospital assim o permitir. Em seguida. duas etiquetas de identificação. 3.136 Preparação do Corpo Após a Morte Após o falecimento do paciente. mau odor. Cercar o corpo com biombo. coloque delicadamente e em seguida feche a boca. os cuidados pós-morte podem ser adiados até que o legista complete uma autópsia. o arranjo de transporte para o necrotério ou casa funerária e determinação de como serão dispostos os pertences do paciente. Implementação 1.

nariz. Utilize corredores pouco utilizados e. e cubra com uma fita adesiva até o pulso para evitar que se solte. Realiza os tamponamentos: ouvido. ororfaringe. 11. drenos. 15. se possível. Remova sonda vesical. identifique o corpo seguindo a política do hospital. aplicando bandagens adesivas nos locais perfurados. Se não for possível remover um anel. leve o corpo ao necrotério. outros dispositivos e fitas adesivas de fixação. data e horário da morte. 12. mas não remova a pulseira de identificação do hospital para garantir uma correta identificação. Envolva o corpo e feche o envoltório. Enfaixe pés e mãos. Feche as portas de quartos vizinhos. Em seguida. . 8. Antes da morte Fazer higiene oral sempre que necessário. cubra com gaze. Tire o avental. uma bacia com água e panos de banho. use um elevador de serviço. Se o paciente morreu devido a uma doença infecciosa. vagina e ânus. 10. Cada etiqueta deve conter o nome do paciente falecido. 19. em uma sacola e identifique com a terceira etiqueta. usando o sabonete. 14. Em seguida. incluindo valores. as luvas e lave as mãos. Cubra o corpo usando um lençol limpo. 20. Providencie a limpeza e ordem do material. 16. cobrindo o corpo com um lençol limpo. Providencie a documentação. Vista a roupa que será utilizada no sepultamento.137 6. 18. 9. se possível. e o nome do médico. Coloque os pertences pessoais do paciente falecido. 17. Preencha as duas fitas etiquetas de identificação. Lubrificar os lábios ressecados. Fixe uma etiqueta na mão ou pé do paciente. Remova todos os pertences valiosos do paciente para evitar extravio. usando ataduras. 7. número do quarto e leito. 13. Limpe o corpo com cuidado. Coloque uma ou mais compressas entre as nádegas para absorver drenagens retais e coletar urina. coloque outra etiqueta de identificação.

. na folha de relatório de enfermagem. relatando o nome do médico assistente. Avisar ao serviço social. Providenciar o atestado de óbito para ser preenchido pelo médico. DOCUMENTAÇÃO Registra as alterações ocorridas nos sinais vitais do paciente. Enviar o prontuário depois de todas as anotações ao arquivo. Apesar de haver uma certa variação nos hospitais quanto aos documentos necessário. com todos os detalhes. sempre registre o destino dado aos pertences do paciente. a ingestão e a eliminação. . Anote os horários de ocorrência da paradas cardíacas e o final da respiração. não fazer tamponamento. Cuidados importantes Evitar comentários desnecessários e manter atitude de respeito ao morto. Em casos de necropsia e encaminhamento para IML. Anotar no relatório geral da clínica. e o nível de consciência. Fazer limpeza terminal da unidade. especificamente no caso de jóias e dinheiro (se possível. Avisar ao setor de informações ou portaria e internações. Anotar no prontuário do paciente.138 Depois da morte Avisar a família. Anote também a data e hora em que o paciente falecido foi transportado ao necrotério. bem como o momento da constatação do óbito. notificando o médico quanto a essas ocorrências. protocole).

A. 2002. Rio de Janeiro: Koogan. Enfermagem prática. São Paulo: Santos. K. Exame clínico. SUDDART. BRUNNER. A. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Porto Alegre: Artes Médicas. M. O manual do exame clínico. ªC. Rio de Janeiro: Koogan. POTTER. P. KOCH. Nova abordagem no tratamento de feridas. et al. . 1998.B. Rio de Janeiro: Atheneu.W. L. 436p.H.. 4 ed.G. . BEVILLAQUA. 9 ed. Fundamentos e prática de enfermagem: atendimento completo ao paciente. 6 ed. 2001 281p. Cidade Futura. P. Curitiba: Lítero Técnicas. Prática de Enfermagem. C. 6 ed. GAYTON. 2002. CÂNDIDO. Prática de enfermagem.S.H.E. 9 ed. F.. 8 ed. MURRIA. 1989. Guanabara: Koogan. PERRY. D.S. POTTER. 1988. 1995.. R. 2002. 4 ed. 2ed. L. Rio de Janeiro: Koogan. B.L. BRUNNER. M. M. 1992. HOOD.. Farmacologia para enfermagem. G.S. Semiologia e semiotécnica de enfermagem. GELBCKE. Florianópolis. L.L. 1996. PERRY. PORTO. F. Semiologia em Enfermagem. D. DINCHER. J. Rio de Janeiro: Koogan.139 REFERÊNCIAS ASPERHEIM. 1988. 2002. Fundamento de Enfermagem.G. 8 ed. Rio de Janeiro: Koogan. DUGAS. 3 ed. 1989..S. POSSO. 2002. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. C. SUDDART.C. M. 368p. Rio de Janeiro: Koogan. Semiologia: anamnese e exame físico. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Ed. São Paulo: Ed Senac. et al Técnicas básicas de enfermagem. PRADO. 1999. 1992. 2002. A. Fundamentos de enfermagem. 3 ed. e Cols. NETTIN S. L. SWARTZ. Rio de Janeiro: Koogan.ª.C.S. Fisiologia humana.M. Rio de Janeiro: Interamericana. Grande tratado de enfermagem prática: clínica e prática hospitalar. Rio de Janeiro.M. ATKINSON. D.R. do.

140 ANEXOS .

141 .

microfix) Equipo bomba de infusão Equipo conexão 2 e 4 vias Equipo macro e microgotas Equipo nutrição enteral sistema fechado (bomba infusão) Equipo nutrição enteral – sistema aberto Equipo com injetor lateral Equipo nutrição parenteral e emulsões lipídicas Equipo para bolsa de sangue e derivados de sangue Equipo para antibiótico Extensofix Protetor de cone (tampa polifix) Veda seringa + equipo Extensor de silicone para oxigênio Extensor de látex para oxigênio Extensor de látex para aspiração Extensor silicone para aspiração Sonda de aspiração CPM 24 horas 48 horas 12 horas 72 72 horas 72 horas 72 horas 24 horas A cada troca de frasco 72 horas A cada troca de frasco A cada troca frasco ou unidade 24 horas 72 horas SN SN 24 horas 24 horas 12 horas 12 horas A cada uso .142 RECOMENDAÇÕES PARA O PERÍODO DE PERMANÊNCIA DE DISPOSITIVOS Dispositivos Período de Troca Cânula traqueostomia descartável Cânula traqueostomia metal Cateter oxigênio extra-nasal Cateter oxigênio intra-nasal Equipo p/ câmara graduada (bureta.

143 Sonda nasoenteral Sonda nasogástrica Sonda vesical e bolsa coletora sistema fechado Dispositivo urinário (tipo preservativo) com intermediário Frasco coletor de urina – sistema aberto Torneira 3 vias Frasco com água destilada para aspiração oral e traqueal (50ml) Kit de drenagem torácica ou mediastino Umidificador de oxigênio ou macronebulização Vidro coletor de aspirador Curativo subclávia Curativo drenagem torácica Curativo flebotomia Curativo biológico (hidrocolóide) – para tratamento Curativo biológico (hidrocolóide) – para prevenção Curativo biológico – Alginato cálcio Curativo biológico – Hidrogel Curativo biológico – carvão ativado A cada 30 dias Não há recomendação para freqüência da troca Trocar somente quando apresentar obstrução vazamento ou qualquer outro problema 24 horas 72 horas 72 horas A cada uso CPM 24 horas 6 horas A cada 24 horas – o tradicional 5 dias – película transparente 48 horas A cada 24 – horas o tradicional 5 dias – película transparente A cad 2 dias A cada 5 dias A cada 24 horas ou conforme comissão curativo Para prevençãoo – a cada 5 dias Para tratamento – 2 dias A cada 2 a 5 dias. dependendo da avaliação Comissão de Curativo .

) Cateteres venosso centrais (com ou sem túnel: Hickmans groshongs pro hs.M. flbotomia. Curativo de cateteres – A recomendação da troca de curativo é a cada 24 horas e/ou sempre que o mesmo estiver molhado. Sawn – Ganz) Cateteres centrais de hemodiálise Cateteres umbilicais 24 horas 7 dias 1 por paciente 7 dias 48 horas 24 horas 7 dias 72 horas 4 dias Não há recomendação para freqüência da troca 5 dias Não há recomendação para freqüência de troca Não há recomendação para freqüência de troca Obs: Caso algum material dessa lista for usado mais vezes além do período determinado na rotina terá que ser justificado por escrito no prontuário. . sujo ou deslocado. subclávia) Cateteres arteriais centrais (cateteres de artéria pulmonar. Após este tempo aumenta o risco de infecção.A.144 Curativo – Papaína Bolsa colostomia com placa Pó protetor de estoma – para evitar ou tratar escoriações em colostomia ou ileostomia Esponja protetora – (úlcera de pressão) – em cm de comp. Cateter Periférico: A literatura refere até 72 horas. Máscara de venturi Macro – nebulização Colchão piramidal Cateter venoso periférico Cateteres arteriais periféricos e dispositivos de monitoramento de pressão (P.

editora Atheneu.145 Cateter venoso profundo – trocar qualquer tipo de cateter quando apresentar sinais de inflamação/infecção e fazer cultura da ponta do mesmo. Estados Unidos. Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde. volume 1 e 2. 2000. Atlanta.gov. Curativo de lesões – As trocas de curativos são orientadas conforma a Comissão de curativo. . CPM: conforma prescrição médica. Guias de Prevenção do Centro de Controle de doenças (CDC). Html.sc. CCIH/2001 Neusa Maria Martini Enfermera chefe do SCIH www. podendo a rotina ser alterada. Antonio Tadeu.br/infecção/rotinas/período permanenciadispositivos.saude. São Paulo. FONTE: FERNANDES.

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