Faculdade Santa Emília de Rodat - FASER

Semiologia e Semiotécnica em Enfermagem II

Org. Profª.
Adriana Marques Pereira de Melo Alves Cizone Maria Carneiro Acioly Jacqueline Oliveira de Paiva Ferreira Maria Amélia de Sousa Maria de Fátima Alves dos Santos

2007

O conteúdo desta apostila constitui numa coletânea de textos sobre a assistência de enfermagem direcionada ao indivíduo, família e comunidade e, se torna, portanto, um dos meios para o aluno sistematizar seu conhecimento. Vale ressaltar que estes conteúdos devem ser complementados com outras leituras no sentido de enriquecer seu conhecimento. Que a leitura deste material sirva de alicerce para trilhar pela disciplina Semiologia e Semiotécnica em enfermagem, em busca de novos conhecimentos.

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO UNIDADE I
Assistência de enfermagem nas necessidades de higiene pessoal 04

UNIDADE II
Assistência de enfermagem na administração de medicamentos 18

UNIDADE III
Assistência de enfermagem nas necessidades de termoterapia e crioterapia 78

UNIDADE IV
Assistência de enfermagem no tratamento de feridas 86

UNIDADE V
Assistência de enfermagem na aplicação de ataduras 101

UNIDADE VI
Assistência de enfermagem nas necessidades de oxigenioterapia 105

UNIDADE VII
Assistência de enfermagem nas necessidades de sondagens Cateterismo gástrico Cateterismo vesical Lavagem intestinal 111 111 117 128

UNIDADE VIII
Assistência de enfermagem aos pacientes graves e agonizantes 131

REFERÊNCIAS

93

Sabemos que a auto-estima ficará afetada com o comprometimento da higiene de um paciente e que a resolução deste poderá se concentrar na execução desta higiene. Fatores que influenciam as medidas de higiene Auto-imagem: O profissional não deve transmitir sentimentos de desaprovação se a higiene do paciente for insatisfatória. as pessoas doentes sentem-se preocupadas com os odores desagradáveis que se instala em seu corpo pela falta de higiene que. . a idade. Variáveis culturais: As crenças culturais. Dentes e gengivas saudáveis são essenciais à manutenção das condições nutricionais. elimina muitas substâncias nas quais estas bactérias se reproduzem. Conhecimento: geralmente o seu nível de conhecimento influencia sua motivação e prática de higiene. Preferências pessoais: Cada paciente tem seus hábitos pessoais e de higiene. A pele sadia íntegra é a primeira barreira de defesa contra a infecção e a lesão dos tecidos. incentivando para que participem do seu autocuidado. produtos de secreções e excreção. temporariamente ou não. as medidas higiênicas ajudam o paciente a sentir-se mais confortável e relaxado. estará suspensa. Freqüentemente. Além disso. A higiene é a ciência da saúde e quando é bem executada é importante para a saúde geral do indivíduo. A má condição da cavidade oral representa fontes potenciais de infecção.4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE HIGIENE PESSOAL. o fato de ajudar a se manter limpo através de remoção de impurezas. Nível socioeconômico: Os hábitos de higiene são influenciados pelos recursos econômicos disponíveis do paciente. os valores pessoais e os hábitos familiares influenciam nos cuidados de higiene do indivíduo. Neste sentido. O profissional de Enfermagem deve procurar manter seus pacientes limpos e livres de maus odores. assim como causa desconforto e dor ao paciente. a formação. O profissional de Enfermagem pode adotar horários em um plano individualizado.

Explicar ao paciente o procedimento e observar as condições da cavidade oral. véu palato e língua. Solicitar ao paciente que enxugue a boca com a toalha de rosto. Fornecer a toalha de rosto para que proteja o tórax. Dispor o material junto ao paciente. lábios. gengivas. 7.creme dental ou solução dentrifícia. . Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) ou solicitar ao paciente que se sente. e com SNG. 8. pois esta faz parte do sistema digestório e também do respiratório. Procedimentos 1. 10. 11. .combater infecções já instaladas. 9. secar e guardar a escova de dente. se necessário. digestivas e respiratórias. . .5 HIGIENE ORAL Conceito É a limpeza da cavidade oral. Solicitar ao paciente que escove a face anterior e posterior dos dentes. favorecendo o aumento do apetite e permitindo que ele se sinta socialmente aceitável. Um dos fatores essenciais à manutenção da saúde é prevenir o aparecimento de infecção na boca. Lavar as mãos 3. ou seja. dentes. 5. Objetivos Proporcionar conforto e bem estar ao paciente. cuba rim ou similar. . Prepara o material necessário 4.copo com água. . 2. Lubrificante para os lábios.Prevenir cáries dentárias. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim por um dos cantos da boca. no sentido gengiva-dente inclusive a língua.toalha de rosto. A higiene oral é indicada pela manhã. . enxaguando bem a cavidade oral.Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. PACIENTE QUE PODE CUIDAR DE SI Material Escova de dente ou espátula e gaze. Orientar o paciente para enxaguar.Evitar halitose. 6. .Prevenir infecções bucais. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem 12. após as refeições e de 02 em 02 horas em pacientes graves. febris. condições da cavidade bucal.

14. Colocar a toalha de rosto sobre o tórax do paciente. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim. Lavar as mãos 3. se necessário. 11. Preparar o material 4. Retirar a cuba rim e enxugar a boca com a toalha de rosto 13. 8. Orientar o paciente sobre o procedimento. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) 5. Oferecer água para o paciente bochechar e enxaguar a boca. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. se necessário. toalha de rosto. lubrificante para os lábios. Lavar as mãos. colocar creme dental. 15. Enxaguar a escova de dente. Na falta de escova. Lubrificar os lábios. 12. 6. seca-la e guarda-la. condições da cavidade bucal. usar canudo. 7. 17. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. por um dos cantos da boca. Umedecer a escova na água. Escovar a face anterior e posterior dos dentes no sentido gengiva-dente. HIGIENE ORAL EM PACIENTE INCONSCIENTE Material Duas espátulas e gaze. Para paciente entubado um aspirador montado. 16.6 PACIENTE DEPENDENTE Material: acrescentar ao material tubo plástico (canudo) e Saco de lixo. 9. saco para lixo. copo com solução dentifrícia (Cepacol ou similar a 50% e bicarbonato de sódio a 2%). 2. Escovar a língua evitando feri-la e provocar náuseas 10. . umedecer a gaze envolta na espátula com solução dentrifícia. um par de luvas de procedimento. Procedimentos 1. observando as condições da cavidade oral. Colocar a cuba rim próxima ao rosto do paciente.

10. a mesma deverá ser mantida em solução anti-séptica em recipiente identificado (ex. e. Proceder à limpeza das próteses. manteiga de cacau ou vaselina. 2. Para lábios ressecados recomenda-se usar pomada específica. 4. Lavar as mãos 3. a.7 Procedimento 1. 5. trocando as gazes. Quando o paciente apresentar gengivas edemaciadas ou sangrando. Preparar o material 4. Lavar as mãos 11. deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Orientar ou fazer a higiene oral e recolocar a prótese. Cuidados importantes 1. d. moniliases). Secar os lábios e lubrifica-los. b. observando as condições da cavidade oral. aftas. anotar no prontuário e comunicar ao médico assistente. 3. usar bolas de algodão para a limpeza dos dentes. ulcerações ou crostas na língua).: inconsciente. fratura mandibular. Retirar a toalha de rosto. traumatismo facial). 8. Informar ao paciente sobre o procedimento. Abrir a boca do paciente com o auxilio da outra espátula e. Qualquer anormalidade observada na cavidade oral (cáries. condições da cavidade bucal (ex. friccionar a espátula envolta em gaze nos dentes. Orientar ou fazer higiene oral no mínimo três vezes ao dia 2. mucosa ressecada. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. . Repetir a limpeza quantas vezes for necessária. Envolver a gaze na espátula ou pinça e umedece-la com solução dentifrícia 6. 7. 9. presença de sangramento gengival. Efetuar a troca da solução anti-séptica diariamente. c. Cuidados com a prótese dentária. No caso de pacientes que necessitam permanecer sem a prótese. gengiva e língua. Posicionar o paciente de lado e lateralizar a sua cabeça colocando a toalha. delicadamente.

no mínimo. não deixando que os outros pacientes saibam.8 TRATAMENTO DE PEDICULOSE Conceito É a eliminação de parasitas (parasitas hematófagos). toalha de banho ou similar e impermeável. fita adesiva. Proporcionar higiene do couro cabeludo. De preferência colocar a noite para que seja retirado no outro dia. Aplicar a solução para pediculose. organizar a bandeja 7. Procedimentos 1. bolas de algodão. 4. Levar o material para junto do paciente. . Preparar o material. Lavar as mãos 2. biombo. micosina. 10. Proporcionar higiene e conforto. Material Solução para pediculose (Benzoato de Benzila. São encontrados no couro cabeludo e regiões pilosas do corpo. um par de luvas. 9. preparados caseiros). 6. Lavar as mãos 5. 3. Forrar o travesseiro com o impermeável e toalha de banho. fixando-a com fita adesiva. Objetivos Evitar a propagação de infecções e pedículos. de maneira que todo o cabelo permaneça oculto por duas horas. mecha por mecha – com auxilio de algodão e pente – umedecendo todo o cabelo e o couro cabeludo (começando pelo lado mais distante para o mais próximo). Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. pente. Tetmosol. Calçar as luvas 8. Explicar ao paciente o procedimento. 11. Envolver a cabeça do paciente com a toalha de banho. recipiente para lixo. conhecidos popularmente por PIOLHOS. Desocupar a mesa-de-cabeceira e colocar biombo.

conforme a técnica padronizada. reações do paciente. Procedimentos 1. 2. cortar os cabelos. 6. 5. 3. 13. Lavar as mãos. ou de acordo com indicação da solução aplicada. Devido ao ciclo biológico do parasita. Material: Vinagre puro aquecido ou ácido acético a 5%.9 12. Proceder ao tratamento de pediculose e lêndeas por três dias consecutivos após uma semana do primeiro dia de tratamento. bolas de algodão. Lavar as mãos. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. 4. pente fino e gazes. realizar a higiene dos cabelos prosseguindo posteriormente com o tratamento de lêndeas. Explicar ao paciente o procedimento 2. que precisam ser removidos para extermínio completo dos parasitas. Objetivo: Exterminar e remover as lêndeas. recomenda-se mais de uma aplicação do produto para exterminar os pedículos. . recipiente de lixo. Cuidados importantes No caso de pedículos nos pêlos da região pubiana. Evitar que a solução atinja os olhos. um par de luvas. toalha de banho e impermeável. Em casos de pedículos nos cílios usa-se pomada de óxido amarelo de mercúrio. . 1. Caso o paciente concorde. convém executar tricotomia na área. Duas horas após o tratamento. REMOÇÃO DE LÊNDEAS Conceito: É o extermínio de ovos dos pedículos nos fios de cabelo. 7. Após a aplicação do produto faz-se necessário a troca de toda a roupa de cama e colocação desta em um saco plástico com a identificação Piolho.

jarro com água morna e adaptador com borracha de látex. Aplicar ao longo dos cabelos. Neste período. Coloca-la dentro do saco plástico e lacra-la com a identificação de PIOLHO. 2. pente. Deixar o vinagre nos cabelos. duas bolas de algodão. HIGIENE DOS CABELOS Conceito: Consiste na limpeza do couro cabeludo e dos cabelos do paciente acamado. toalha de banho e rosto. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. chuveiro ou pinça. utilizar o pente fino ou gazes para remover as lêndeas. Eliminação da seborréia. 11. cotonetes. Proteger o couro cabeludo. 7. 9. cuba rim. impermeável. mecha por mecha. shampoo ou sabão líquido. coloca-la nos ombros. 6. Fazer higiene dos cabelos. reações do paciente. papel toalha. Forrar o travesseiro com a toalha de banho ou. balde vazio. 4. Lavar e guardar o material. Repetir o tratamento após uma semana do primeiro dia do tratamento. Trocar a roupa de cama e do paciente. Preparar o material. 10.10 3. Estimular a circulação do couro cabeludo. um par de luvas. Material: Impermeável ou saco de lixo plástico com as duas extremidades abertas e a lateral até o meio envolvendo o cobertor (na forma de um funil). no mínimo meia hora. Cuidados importantes 1. caspas e infecções. recipiente para lixo. . Lavar as mãos. 12. caso o paciente esteja sentado. 5. Fazer aplicação de vinagre durante três dias consecutivos. Objetivos: Proporcionar conforto. Embeber o algodão no vinagre aquecido. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 8. Evitar o aparecimento de pedículos. Até a remoção completa de todas as lêndeas.

Enxugar a cabeça com a toalha de rosto e retirar as bolas de algodão do ouvido Colocar o travesseiro no lugar. Colocar a extremidade mais fina do impermeável (bico do funil) dentro do balde. Repetir os itens 12 e 13 quantas vezes forem necessárias. Pentear os cabelos.Colocar a escadinha próxima da cabeceira da cama. Enxaguar retirando todo o sabão. 10.Preparar o ambiente: fechar janelas. 11. 13. 4. 6. c) Envolver o cobertor com a extremidade do saco plástico que está aberta na lateral e deixar a outra extremidade para que seja colocada dentro do balde no ato do banho. 20. 3. 15. 8. b) Enrolar e entrelaçar suas extremidades de modo a formar um círculo. . 12.Lavar as mãos. 9. Irrigar.Colocar a toalha de rosto no ombro do paciente. 14. 7. 16.Colocar o rolo com o impermeável (funil) sob a cabeça do paciente.11 CONFECÇÃO DE UM FUNIL COM COBERTOR E IMPERMEÁVEL a) Dobrar o cobertor ao centro no sentido diagonal. 5. esvaziar a mesinha-de-cabeceira. colocar a tolha de banho.Colocar o travesseiro sob os ombros do paciente.Preparar o material. Procedimentos 1. 19. 18.Forrar o travesseiro com o impermeável e sobre este. 17.Explicar ao paciente o procedimento. Forra-la com papel toalha e colocar o balde em cima da mesma. Retirar o impermeável do rolo com cuidado para não molhar o cobertor. 2. Limpar os ouvidos com cotonetes. Colocar as bolas de algodão nos ouvidos do paciente. ensaboar e massagear o couro cabeludo com a polpa dos dedos. Calçar as luvas.

4. Colocar o paciente em posição confortável e expor apenas a área a ser tricotomizada. Lavar e guardar o material. . 2. recipiente para lixo. 2. recipiente com sabão.Facilitar a higiene. 6.12 21. cuba de anti-sepsia. água. 5. toalha impermeável. Objetivos: Preparar uma área para cirurgias ou exames. No caso de cabelos embaraçados. Material: Aparelho de barbear. se necessário. biombos e foco auxiliar. 5. 3. Pentear os cabelos iniciando das pontas para a raiz. . Ensaboar as bolas de algodão. Cuidados importantes 1. Evitar que escorra água e sabão nos olhos do paciente. 3.). Observar condições do couro cabeludo (lesões. aplicando-as na pele em pequenas áreas de cada vez. gazes. se necessário. pedículos. Lavar as mãos. 22. estas técnicas devem ser executadas por duas pessoas. Cercar a cama com biombo. Procedimentos 1. aplicar álccol com auxilio de bolas de algodão. reações do paciente. condições do couro cabeludo. Preferencialmente. 7. se necessário. papel higiênico. 23. etc. Retirar o impermeável e toalha de banho do travesseiro. Comunicar ao paciente o procedimento e sua finalidade. Anotar na prescrição do paciente: horário. Lavar as mãos. 24. TRICOTOMIA Conceito: É a retirada de pêlos de uma determinada área. Proteger a cama com impermeável. 4. Preparar o material. lêndeas.

de preferência) com vaselina para que os pêlos fiquem retidos na mesma. Prevenir infecções. Fazer a tricotomia na sala de curativo. Na tricotomia ciliar. quando for tricotomia abdominal. Lavar as mãos. 2. Retirar o excesso de pêlos do aparelho com papel higiênico e/ou com a água da cuba. 11. 9. 5. Anotar na prescrição do paciente: horário. Proceder á desinfecção do material conforme rotina e desprezar a lâmina no recipiente de material cortante. Indicações Pela manhã e à tarde Pacientes com corrimento Pacientes com sangramento vaginal Antes de curativos ginecológicos Antes da realização de cateterismo vesical . Na tricotomia de pêlos longos. com a outra. Revisar a área tricotomizada e refazer a raspagem nos pintos necessários. 3. 14. Com a gaze. lubrificar a tesoura (curva. Nas proeminências ósseas. 4. cuidar para não cortar o paciente.13 8. HIGIENE ÍNTIMA FEMININA (Lavagem externa feminina) Conceito: É a lavagem da região genital e perianal. raspar seguindo a direção do crescimento dos pêlos. cortar os cabelos com tesoura antes de iniciar a raspagem. Auxiliar no tratamento de infecções. Limpar bem a cicatriz umbilical. Esticar a pele com uma das mãos e. sempre que possível. remover os pêlos soltos. 13. 15. Encaminhar o paciente ao chuveiro ou lavar e enxugar a área. Objetivos: Proporcionar limpeza e conforto da paciente. Cuidados importantes 1. 10. área tricotomizada. 12.

desocupar a mesa de cabeceira e dispor uma cadeira aos pés da cama. observando as condições do clitóris e do orifícios (meato uretral. Ensaboar e secar as regiões antes citadas 14. Calçar as luvas de látex. Colocar a toalha transversalmente sob a região pubiana. Soltar o lençol protetor do paciente coloca-lo na diagonal e fazer o sapatinho. ensaboar os grandes lábios. 9. recipiente para lixo. 7. de modo que facilite o procedimento. Bandeja na mesa de cabeceira e comadre na cadeira. bolas de algodão. 3. Levar o material e dispô-lo na mesa de cabeceira. Lavar o ânus e região perianal por ultimo. Preparar o material 5. 4.14 Após o ato de micção e evacuação Após parto eutócico Material: Biombo. Orientar a paciente sobre o procedimento. Colocar gazes dobradas na região inguinal 16. . Enxaguar e secar as regiões antes citadas. 2. 12. presença de cateter. Lavar as mãos 6. 11. fazendo movimentos de cima para baixa. Colocar a comadre forrada sob as nádegas. 15. gazes. Utilizar movimentos delicados e trocar as bolas de algodão quantas vezes necessárias. 8. Irrigar as coxas e púbis 13. 10. comadre forrada. sabonete líquido ou solução medicamentosa prescrita. um par de luvas de látex. Utilizar outra bola de algodão para proceder à limpeza do vestíbulo vaginal. observando as condições de higiene. toalha de banho ou rosto. Procedimentos 1. Pedir a paciente para fletir as pernas mantendo-as separadas e protegidas com lençol. Impermeável. incontinência fecal e infecção cirúrgica. Separar com uma das mãos os grandes lábios. cuba rim ou similar. 17. Prepara o ambiente cercando o leito com biombo. jarra com água morna. isto é. utilizando bolas de algodão. vaginal e glândulas). 18. Identificar os pacientes em risco de contrair infecções genitais.

Fazer desinfecção do materiais e guardá-los 23. (ex. É indicada uma vez ao dia de preferência pela manhã e sempre que for necessário. Lavar as mãos 24. Sempre que possível. Aliviar a sensação de fadiga. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade.: Úlcera de pressão). um balde para desprezar a água utilizada. b) E o item 07. camisola ou pijama. Material: Biombo. Cuidados importantes 1. Objetivos: Remover odores. Limpar e proteger a pele. Retirar todo o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritação da pele. cotonete. 2. material para desinfecção . toalhas de banho e rosto.15 19. condições da região e queixas do paciente. cuba rim ou similar. roupa de cama. jarra com água morna. BANHO NO LEITO Conceito: É o método utilizado para higiene corporal realizada no leito. comadre forrada. Identificar alterações na integridade da pele. Estimular a circulação. uma bacia. hidratante. Retirar a comadre e enxugar com a toalha 21. Fazer anotações na prescrição da paciente: horário. sabonete. um par de luvas de banho. 3. Proporcionar conforto físico e mental ao paciente. onde se deve descer o lençol em leque até o joelho. Deixar a paciente confortável e a unidade em ordem 22.: NA HIGIENE ÍNTIMA MASCULINA (Lavagem externa masculina). onde se deve proceder da seguinte maneira: a) Afastar o prepúcio e ensaboar com bolas de algodão – no sentido meato uretral – raiz do pênis – bolsa escrotal – voltar o prepúcio à posição norma após enxaguar. – Proporcionar um bom sono e repouso. Enxaguar irrigando. Obs. muda-se apenas o item 16 e 17. 20. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene.

Orientar o paciente. enxaguar e enxuga-las. 5. no sentido longitudinal. Afastar a mesinha de cabeceira e retirar o material da mesma. material para higiene íntima. 16. Prepara o ambiente: colocar biombo. Tomar cuidados especiais ao lavar as pregas inframamamárias nas mulheres.16 concorrente. Ensaboar. Preparar o material. Lavar os olhos sem sabão. 7. Fazer a higiene do rosto. Abaixar o lençol em leque até o abdome sem expor o paciente. 15. não expondo o paciente. pente. 9. no sentido Transversal. enxaguar e enxugar o tórax e abdome. Procedimentos 1.observando as condições de higiene. Proteger o tórax com a toalha de banho no sentido transversal. ensaboar. 17. orelhas e pescoço anterior e posterior. enxaguar. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. 12. 18. 8. Mergulhar as mãos na bacia. Colocar a roupa de cama no espaldar da cadeira. 14. . 2. do tórax até o abdome. Improvisar hamper. a. camisola e toalhas no assento da mesma. Desamarrar as tiras da camisola e tira-la por baixo do lençol. braço. Dobrar o lençol em leque até a cintura. se necessário. c. evitando colocar as roupas no chão 10. 3. enxaguar e enxugar o antebraço. b. 13. fechar janelas. Colocar o material de modo que facilite a execução do procedimento. Fronha. Soltar as roupas de cama. Ensaboar. Colocar os membros superiores sobre a mesma. escápula e por último a axila. recipiente para lixo. Colocar a toalha de banho. Limpar ouvidos e nariz com cotonetes. sob os membros inferiores. enxugar e secar o rosto. Começando do lado distal para o proximal. 4. 6. Lavar as mãos. Começando do distal para o proximal. Colocar a toalha de banho. 11. material para higiene oral. Ensaboar. observando sinais de assaduras.

Fazer anotações na prescrição do paciente: horário.17 19.enxaguar e secar. . coxa posterior. 29. Massagear com vaselina sólida os membros superiores no sentido do retorno venoso. 31. Desprezar a luva. pele ressequida. 25. Ensaboar e enxugar as costas. glúteos e interglúteos. 24. Trocar a roupa de cama fazendo a desinfecção concorrente. Retirar a comadre e posicionar o paciente em decúbito lateral. Utilizar vaselina em pele seca e álcool em pele oleosa. Colocar um dos pés na bacia . 4. 2. 21. Colocar a camisola ou pijama e pentear os cabelos. 28. 3. 27. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. lavar. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. Trocar a água sempre que necessário. 5. Massagear. Em seguida fazer proceder da mesma forma no outro pé. com vaselina sólida. as costas no sentido do retorno venoso. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. Cuidados importantes 1. Sempre que possível. Colocar comadre e fazer higiene íntima conforme técnica descrita anteriormente. coxa posterior e glúteos. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Desprezar a luva e toalha de rosto 23. 20. Retirar o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritações na pele. 32. lesões). cavidade bucal e couro cabeludo. 30. 22. condições da pele (sinais de escara. Lavar as mãos. 26. enxaguar e secar. Fazer a desinfecção do material usado e guarda-lo. Ensaboar. Forrar o lençol com a toalha de banho.

tais com: a. Drogas: é qualquer substância química capaz de produzir efeito farmacológico. A terapia medicamentosa consiste na administração de substâncias químicas que modificam o funcionamento corporal. Na nossa realidade de trabalho este procedimento quase sempre é executado por auxiliares e técnicos de Enfermagem. Solução: preparado líquido que pode ser usado via oral. uma falha pode ter conseqüências irreparáveis. parenteral ou externamente. absorvido mais lentamente. d. Formas das drogas: as drogas estão disponíveis em uma variedade de formas e preparados. líquido ou óleo. desfaz-se quando atinge a temperatura do corpo. Supositório: forma sólida misturada com gelatina sob forma de olinha para inserção em uma cavidade do corpo (reto ou vagina). Requer pensamento e o exercício de juízo profissional. 2. Sendo assim. c. Loção: droga em suspensão líquida que é aplicada externamente para proteger a pele. Não é somente uma tarefa mecânica a ser executada em complacência rígida com a prescrição médica. também pode ser instilado para um interior de um órgão ou cavidade do corpo. 1. f. de modo a obter um efeito terapêutico. b. Pasta: preparado semi-sólido mais espesso. medicamento envolto numa cápsula de gelatina. . Cápsula: fórmula sólida para uso oral. em forma de pó. e. Pílula: forma sólida que contém uma ou mais droga. Neste sentido a administração de medicamentos consiste: Em uma das mais sérias responsabilidades que pesam sobre o Enfermeiro Administrar medicamentos é um papel fundamental à maioria da equipe de Enfermagem. pois envolve aspectos legais e éticos de impacto na prática de Enfermagem.18 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Essa técnica de Enfermagem é merecedora de reflexão na prática de Enfermagem. dever ser estéril se o uso for parenteral.

1. em função do bem-estar ou alívio do sintoma. Problemas relacionados com os efeitos das drogas a. Classificação da dosagem: a. Efeito desejado: é a resposta desejada ou previsível que a droga causa ao paciente. b. Comprimido: forma em pó. Reações alérgicas: podendo ser de forma leve ou grave. Estes efeitos podem ser inofensivos ou prejudiciais. condições ambientais ( o estresse e a exposição ao frio e ao calor). podem ser aceitáveis se o beneficio da droga for maior. dependendo do individuo ou da droga. Dose mínima: menor quantidade do medicamento em produzir o efeito terapêutico. variáveis fisiológicas (sexo. idade. comumente uma forma de apresentação oral que não deve ser administrada por via endovenosa. Reações idiossincráticas: o paciente reage de modo excessivo ou deficiente ao medicamento ou tem uma reação diferente da normal. Obs. ou quando uma droga acumula-se no sangue em função de deficiência no metabolismo ou excreção. quando deixadas em repouso as partículas assentam-se no fundo do frasco. 3. Dose de manutenção: é a dose necessária para manter os níveis desejáveis b.: medicamentos iguais podem provocar reações diferentes em indivíduos diferentes. peso. e. fatores psicológicos (a atitude de um paciente. .19 g. i. Os efeitos das drogas podem ser influenciados por outros fatores individuais e ambientais. Efeitos tóxicos: desenvolve-se após a ingestão prolongada de doses altas de medicamentos. h. Efeitos colaterais: são efeitos adversos da droga. f. a reação ao propósito de uma droga). tais como: Diferenças genéticas. Xarope: medicação dissolvida em uma solução concentrada de açúcar. Suspensão: partículas de drogas finamente divididas que estão dispersas em um meio líquido. c. comprimida em discos ou cilindros rígidos. d. estado nutricional e estado da doença). Efeitos leves como náusea discreta. Vício: é a dependência física e/ou psicológica da droga.

diarréia. Data e hora em que a prescrição é feita: dia. etc. d. Via de administração: são usadas abreviaturas comuns para indicar as vias f. A prescrição do paciente deve ser mantida à vista do executante. Manter o local de preparo de medicamento limpo e em ordem. 3. A hora ajuda a esclarecer certas medicações foram atualizadas ou suspensas. Dose máxima: é a maior quantidade da droga capaz de produzir efeito terapêutico sem danos para o organismo. seguir a regra dos CINCO CERTOS: a. Componentes essenciais da prescrição médica: a. Lavar as mãos antes de prepara e administrar o medicamento Fazer a desinfecção concorrente da bandeja antes do preparo e após administração do medicamento. Todo medicamento a ser administrado ao paciente dever ser prescrito pelo médico ou profissional de enfermagem. 2. Dosagem: são incluídas a dosagem e potência do medicamento. c.20 c. e. Nome completo do paciente: distingue o paciente de outras pessoas homônimas. Paciente certo b. 6. 7. Anotar qualquer anormalidade após administração do medicamento (vômitos. Nome do medicamento: a grafia correta é muito importante. 4. erupções. Ao prepara a ao administrar. 8. Não conversar durante o preparo do medicamento para não desviar a atenção. urticárias.). Via certa c. b. Tempo e freqüência de administração: serve para saber quando iniciar o tratamento e por quanto tempo. Assinatura do médico ou profissional de enfermagem: a assinatura transforma a prescrição em requisição legal. 2. 5. mês e ano são incluídos. Dose letal: quantidade necessária para causar a morte. 1. Dose certa . Regras gerais na administração de medicamentos. d. g.

certificando-se do seu nome completo. Posicionar o paciente adequadamente mantendo-o confortável. soro antiofídico. até que a mesma seja esclarecida. Manter sob refrigeração medicamentos como: insulina. entre outros. supositórios. alguns antibióticos. Em caso de dúvida nunca administrar o medicamento. 22. 23. 15. 21. Ler o rótulo do medicamento três vezes: a. 18. nome do medicamento. 14. Certificar-se das condições de conservação do medicamento (sinais de decomposição. via. Medicamento certo 9. anti-rábico. Identificar o paciente. guardando-os em GAVETA FECHADA COM CHAVE. 13. Antes de preparar o medicamento. Horário certo e. Identificar a seringa ou recipiente de via oral: enfermaria. c. 11. Checar e rubricar o horário do medicamento administrado durante a noite. vacinas. Controlar rigorosamente os narcóticos e seus derivados. hora a ser administrado. b. . Antes de guardar o recipiente no local apropriado. precipitação. Manter a bandeja de medicamento sempre à vista do executante. 17. antitetânico. leito. Orientar quanto ao perigo da automedicação. Antes de retirar o recipiente do local onde estiver (farmácia.). Sempre verificar a data de validade do medicamento. deteriorização. frascos de Nutrição Parenteral Prolongada (NPP). 16. etc. com tinta vermelha e durante o dia com azul. Nunca administrar medicamento sem o rótulo. 10. etc. 12. armário. 20.21 d. evitando assim causar danos ao paciente. turvação. Registrar todos os narcóticos e guardar as ampolas utilizadas.). 24. Os antibióticos devem ser administrados no máximo 15 minutos antes ou 15 minutos depois do horário prescrito Não administrar medicamento preparado por outras pessoas. 19.

Auricular. leite. fora do prazo de validade. Ex: 8•. devem ser diluídas. a. . e. O paciente está em jejum. 26. visando a obtenção de efeito terapêutico. gástrica. Nasal. retal. evitando administração em dose dupla ou não administração do mesmo. b. Administração de medicamentos: É o processo de preparo e introdução de substância química no organismo humano. sublingual. • Satisfazer o quanto possível os pedidos do paciente quanto ao gosto. Comunicar ao médico responsável e aguardar a sua conduta. Cutânea ou tópica. Ocular. d. 10•. Gastrintestinal: ora ou bucal. Vias de administração. que pode ser melhorado. O medicamento foi suspenso. dissolvendo-se o medicamento em água. O paciente recusa o medicamento ou apresenta náuseas ou vômitos. Parenteral: intradérmica (ID). intramuscular(IM). Cuidados na diluição • Todas as drogas que provocam irritações e com gosto forte. f. subcutânea (SC). O paciente não se encontrar na unidade. ou com embalagem avariada. Ao prepara o medicamento. suco de frutas. duodenal. caso não haja contra-indicação. colocar um ponto (•) ao lado do horario da medicação da prescrição médica.: Medicamento não identificado.22 25. Vaginal. Circular o horário em azul e anotar o motivo na coluna da observação quando. endovenosa(EV) ou IV). Obs. Caso o medicamento não tenha sido administrado por esquecimento. O medicamento está em falta no hospital. deve ser desprezado. c.

Antibióticos.23 • • Xaropes devem ser administrados puros ou com leite quente. Vantagens Método simples de administração. Quando o paciente está em jejum para cirurgias ou exames. • • • ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA GASTRINTESTINAL É a via em que a absorção da droga ocorre no aparelho gastrointestinal. Irritação gástrica. Econômico por custarem menos. Contra-indicações Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes. devem ser ingeridos somente com água. limão ou chá ou café. Em casos de vômitos. Devem ser servidos com leite e/ou durante as refeições . Medicamentos que danifiquem o esmalte dos dentes devem ser administrados com o uso de canudinho. Seguro por não romper as defesas orgânicas. irritam a mucosa gástrica e põem produzir náusea e vômitos. Salicilatos. digital. . não distante das refeições. Objetivos Obter efeitos no trato digestivo. Via oral – é a administração de medicamentos pela boca. de maneira geral .Produzir efeitos sistêmicos após a absorção na circulação sangüínea. O óleo de rícino ou outros óleos podem ser misturados com suco de laranja. corticóides. Desvantagens Paladar desgostoso. .

higiene das mãos. outros). 8. Lavar as mãos.24 Uso limitado. Colocar os medicamentos nos recipientes adequados com a respectiva identificação: nome do paciente. suspensão. outros). presença de SNG. Forma sólida (comprimidos. drágeas. . 12. 5. copos graduados ou colher. Formas de apresentação Forma líquida (xarope. 3. nome do medicamento abreviado (com fita adesiva. Não pode ser administrado em cliente inconsciente. pastilhas. recipiente para medicamento sólido. Lavar as mãos Identificar o paciente. 6. Anotar qualquer intercorrências antes. emulsão. 10. Efeito sobre os dentes. Prepara o material mantendo a prescrição medica próximo à bandeja. fita adesiva. 11. Procedimentos 1. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. durante e após administração do medicamento. Checar o horário da administração do medicamento. cápsulas. Certificar-se de que o paciente tenha deglutido o medicamento. Verificar se o paciente não está em jejum. Material: conta-gotas. perguntando seu nome completo. 7. Diluir o medicamento se necessário Chamar o paciente pelo nome completo. Informar o paciente o nome e a ação do medicamento. 14. no caso de clientes estar com dieta zero. leito. Avaliação inadequada da absorção. quarto. 9. 4. via. 13. pérolas. elixir. 2. Esparadrapo ou etiquetas auto-adesivas). gaze. Verificar as condições do paciente: condições de deglutição.

Quando não houver correspondência entre a dose prescrita e o comprimido disponível. 6. certificando-se da graduação correta. 10. 11. por exemplo). 15 ml = 1 colher de sopa. 15 ml = 1 medida adulta f. Dissolver os medicamentos para os pacientes que apresentam disfagia (dificuldade na deglutição) Os medicamentos por via oral devem ser diluídos. 2. 4. 12. Ao colocar o medicamento no recipiente. 5 ml = 1 medida infantil 5. nunca oferecer o medicamento ao cliente na sua própria mão.: Sempre colocar o medicamento na tampa invertida do vidro ou em copos. 8. 9. 7. 10 ml = 1 colher de sobremesa c. Os medicamentos à base de óleos devem ser administrados com outros líquidos de sabor agradável (sucos. jejum e ou controle hídrico do paciente. 3 ml = 1 colher de café e. Os medicamentos em pó devem ser dissolvidos. colocar o rotulo voltado para a palma da mão para evitar suja-lo. no máximo.25 Obs. 5 ml = 1 colher de chá d. em 15 ml de água. oferecer mais água. Após a ingestão deste. 3. mantê-lo no nível dos olhos. Evitar mistura dos medicamentos em forma líquida. O copo graduado tem as seguintes medidas (sistema caseiro): a. devese preferencialmente diluí-lo para obtenção de dosagem correta. Ao manusear vidros com medicamentos líquidos. Fazer limpeza do frasco de medicação e devolve-lo ao local apropriado. Homogeneizar os medicamentos em suspensão antes de colocar no recipiente. Antes de prepara o medicamento certificar-se da dieta.. . b. Cuidados importantes 1.

6. Colocar o medicamento sob a língua do paciente e orienta-lo para não deglutir a saliva até dissolver o medicamento. 2. a fim de obter o efeito desejado. utilizando bolas de algodão com álcool. bolas de algodão com álcool. 4. Procedimentos 1. seringa de 20 ml. . Fornecer água ao paciente para enxaguar a boca e remover resíduos alimentares. 5. a flatulência. Via gástrica: É a administração do medicamento através da sonda gástrica. 4. exceto quando contraindicado. ou através de seringa. Material: recipiente com medicamento. Lavar a sonda com 10 a 20 de água ou soro fisiológico. Não administrar por VIA ORAL porque o suco gástrico inativa a ação do medicamento. 3. quando utilizada em cliente inconsciente ou incapacitado de deglutir. gaze. 2. espátula. desta forma. copo graduado. Certificar-se se a sonda está no estômago através da ausculta com estetoscópio e aspiração do suco gástrico.a fim de remover partículas aderidas na sonda e introduzir todo medicamento até o estômago. Procedimentos 1. após a administração do medicamento.26 Via sublingual: nesta via os medicamentos são colocados sob a língua e absorção se dá nos vasos sanguíneos existentes no dorso da língua. 3. copo com água e cuba rim. Fazer a desinfecção da extremidade da sonda antes e após a administração de medicamentos. Material – estetoscópio. Na introduzir ar evitando. A via sublingual possui ação mais rápida do que a via oral. Introduzir lentamente o medicamento por sinfonagem. evitando desconforto para o paciente. recipiente para lixo. triturador. Colocar o paciente em posição de fowler para evitar aspiração.

Orientar o paciente a respirar fundo ao introduzir o supositório. mantê-la fechada por 30 minutos após a administração de medicamentos. cremes ou gel. medicamento. Caso o paciente tenha condições de auto-aplicação. Certificar-se de que o supositório realmente tenha sido introduzido. antissépticos. numa profundidade correspondente ao dedo indicador. pomadas. na forma de loções. Afastar a prega interglútea.27 7. Envolver o supositório numa gaze. 4. Colocar o paciente em decúbito lateral ou SIMS expondo somente a área necessária para a introdução do supositório. com auxílio do papel higiênico. 7. Introduzir o supositório além do esfíncter anal delicadamente. Visando absorção através de poros até atingirem acorrente sanguínea. Procedimentos 1. com o dedo indicador. Pode ser aplicado por fricção à pele. adesivos. Tem ação local ou sistêmica. recipiente para lixo. Via cutânea ou tópica: É a aplicação do medicamento na pele. Caso a sonda tenha a finalidade de drenagem. espátula. e pedir ao paciente que o retenha por trinta minutos. sob a forma de supositório ou clister medicamentoso. 5. 8. para melhor visualização do ânus. papel higiênico. Via retal: É a introdução de medicamento na mucosa retal. através do ânus. Procedimentos . medicamento. 3. orienta-lo quanto ao procedimento. recipiente para lixo. 6. 2. Material: gaze. luva de látex. Material – gaze. Calçar a luva de látex para autoproteção.

etc. 5. fazer o teste de sensibilidade. Prepara o paciente. Paciente em decúbito dorsal: colocar o travesseiro sob o ombro. Procedimentos 1. Via auricular: É a introdução de medicamentos no canal auditivo externo. Desprezar uma gota de medicamento. recipiente para lixo. Posicionar o canal auditivo no adulto da seguinte maneira: segurar o pavilhão auditivo e puxar delicadamente para cima e para trás. medicamento prescrito. eritema. de modo que a cabeça fique inclinada para trás (cabeça em hiperextensão). conta-gotas. 6. Posicionar o paciente e lateralizar a cabeça. com o objetivo de prevenir ou trata processos inflamatório e infeccioso. b. Instilar o medicamento no canal auditivo sem contaminar o conta-gotas. 4. Desprezar a primeira porção da pomada. 3. recipiente de lixo. a. 3. proteger a mucosa nasal e tratar infecções. Facilitar a saída de cerúmen e corpo estranho. Facilitar a drenagem de secreção nasal. 4. Antes de aplicar a pomada. Material: gaze. . 2. Fazer a limpeza da pele com água e sabão antes da aplicação do medicamento. edema. Com o objetivo de aliviar a congestão nasal. Paciente sentado: inclinar a cabeça para trás. se necessário (pele oleosa e com sujidade). Orientar o paciente quanto à manutenção da posição inicial por cerca de 03 a 05 minutos. pruido. gaze. Procedimentos 1. 2.28 1. retira-lo com auxílio da espátula. Aplicar o medicamento massageando a pele delicadamente. Via nasal: É a aplicação de medicamento na mucosa nasal. Quando o medicamento for armazenado em recipiente. Observar qualquer alteração na pele: erupções. 5. Material: frasco de medicamento.

recipiente de lixo. 7. espumas ou lavagem vaginal. Pedir ao paciente que olhe para cima. Via vaginal: Consiste em introduzir o medicamento na mucosa vaginal. no saco conjuntival inferior. a fim de que o medicamento penetre profundamente na cavidade nasal. 8. Remover o excedente do medicamento com a gaze. Solicitar ao paciente que feche as pálpebras e faça movimentos giratórios o globo ocular. . . Via ocular: Consiste em aplicar medicamento. 4. a fim de dispersar o medicamento.Aplicar anestésico. Provocar midríase (dilatação da pupila) ou miose (constrição da pupila). 6. Com o objetivo de Combater infecção. deposita-la ao longo de toda extensão do saco conjuntival inferior. Preparar a paciente para cirurgias dos órgãos genitais. Evitar ulceração da córnea. 2. geléias. Ao aplicar a pomada. Com o objetivo de diminuir a infecção vaginal. Instruir o paciente para que permaneça nesta posição por 02 a 03 minutos. pomadas. Preparar o paciente colocando-o em decúbito dorsal ou sentado com a cabeça inclinada para trás. sob forma de colírio ou pomada. 3. Diminuir a congestão ocular. 3. gaze. Pingar o medicamento no núcleo da conjuntiva ocular (porção média da pálpebra inferior). remover secreções e crostas. Procedimentos 1. Material: medicamento (pomada ou colírio). conta-gotas se necessário. sob a forma de óvulos. Antes da aplicação do medicamento. Instilar o medicamento nas narinas evitando que o conta-gotas toque a mucosa nasal. Desprezar a primeira porção da pomada ou uma gota do colírio. Prevenir infecção vaginal.29 2. sem tocar o conta-gotas ou o tubo de pomada na conjuntiva. Afastara a pálpebra inferior com o dedo polegar – com auxílio da gaze – apoiando a mão na face do paciente. 5.

30 Material – medicamento (óvulos e pomadas vaginais). 5. recipiente para lixo. Retirar o aplicador e pedir que è paciente para que permaneça no leito. Procedimentos 1. gaze. 3. aplicador próprio. Subcutânea (SC). Obtenção de resultados mais seguros. Em casos de engano pode provocar lesão considerável . Maior precisão em determinar a dose desejada. Em caso de paciente VIRGEM: qualquer medicação via vaginal pode ser administrada utilizando-se ESPÉCULO DE VIRGEM. se necessário. Possibilidade de administrar determinadas drogas que são destruídas pelos sucos digestivos. antes da aplicação. Fazer higiene íntima. Intravenosa ou Endovenosa (IV ou EV). 10 cm aproximadamente. 2. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar – com auxilio de gazes. Desvantagens Dor. Introduzir delicadamente o aplicador. Intramuscular (IM). 9. 4. Colocar a paciente em posição ginecológica. Respeitar a privacidade da paciente cercando a cama com biombos. 7. Colocar o óvulo ou a pomada vaginal no aplicador próprio. Lavar o aplicador com água e sabão ( o aplicador é de uso individual). 8. e pressionar seu êmbolo. Vantagens Absorção mais rápida e completa. ou uma seringa na qual adapta-se uma sonda uretral nº 4 ou nº 6. 6. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA PARENTERAL Conceito – É a administração de um agente terapêutico pelas vias Intradérmica (ID). geralmente causada pela picada da agulha ou pela irritação da droga.

O medo pode à contração muscular impedindo a penetração da agulha acarretando acidentes ou contaminação acidental do material. Embolias: Resultam da introdução na corrente sangüínea de ar coágulos. com conseqüências microembolias locais ou gerais). impossível retirá-la. óleos ou cristais de drogas em suspensão. Má absorção das drogas: Quando a droga é de difícil absorção. podendo ser decorrentes de agulhas romba ou de calibre muito grande. Fenômeno alérgicos: Aparecendo devido á susceptibilidade do índividuo ao produto usado para anti-sepsia ou ás drogas injetadas. isentas de substâncias pirogênicas O material usado na aplicação deve ser estéril e descartável. a fim de evitar rutura de capilares. Podem ser 1) locais (áreas avermelhadas. A introdução de líquidos deve ser lenta. hematomas.31 Devido ao rompimento da pele pode ocorrer o risco de adquirir infecção. podendo aparecer abscesso). ou à aplicação de pressão muito forte na injeção de drogas em suspensão ou oleosa. da droga ou em conseqüência das condições predisponentes do cliente (mal estar geral e presença de focos infecciosos). intumescidas. hemorragias. nódulos e . O traumas tissulares são de etiologias diversas. Problemas que podem ocorrer na administração Infecções: Pode resultar da contaminação do material. equimoses. paralisias. dolorida. Requisitos básicos para a administração da droga As soluções devem ser absolutamente estéreis. É um acidente grave conseqüente da falta de conhecimento e habilidade do profissional (falta de aspiração antes de injetar a droga. introduzir ar coágulos ou substância oleosa ou suspensões por vis IV. Traumas: Psicológico podendo ser: medo. Uma vez administrada a droga. ou 2) sistêmicas (Esta infecção pode generalizar-se dando origem à infecção sistêmica – septicemia – provocada por microorganismos oriundos de um ou mais foco de infecção e multiplicação dos microorganismos na corrente sanguínea). que causa lesão na pele ou ferimentos. recusa do tratamento. choro. ou é injetada em local inadequado pode formar nódulos ou abscessos. causando a rutura de capilares.lipotímia. ruborizada. tensão. que fazem com que a droga não surta efeito. Podendo ser local ou geral. dor parestesias.

32 necroses. dessensibilazação e imunização (BCG). . Explicar ao paciente quanto ao procedimento. desconhecimento dos locais adequados para diversas aplicações. A inserção da agulha deve ser somente o bisel. Material Seringa de 1cc Agulha 13x3. Utilizar o método de administração corretamente. inserção inferior do deltóide. Utilizar técnica asséptica no preparo a fim de minimizar o perigo de injetar microorganismos na corrente sangüínea ou nos tecidos. para testes cutâneos. Volume máximo permitido é de 0. geralmente. Locais onde há pouca pilosidade e pigmentação. Cuidados gerais Lavar as mãos. causado por técnica incorreta.5 ml. escapular. falta de rodízio dos locais. Fazer anti-sepsia da pele. Manejar corretamente o material esterilizado. A droga é injetada. Etiqueta de identificação. Áreas de aplicação – Face interna do antebraço. onde o suprimento sangüíneo é reduzido e a absorção ocorre lentamente. Posição da agulha – A agulha é inserida na pele formando ângulo de 15º ou paralela à superfície da pele. 8 ou 4. Via intradérmica (ID) Conceito – É a introdução de pequena quantidade de medicamento na derme.5.

Fazer anti-sepsia ampla da pele. 2. face externa da coxa. lentamente . e flanco direito ou esquerdo. para facilitar a introdução da agulha. Áreas de aplicação – Face externa do braço. local de aplicação e do comprimento da agulha. levemente. 3. Fazer anti-sepsia ampla no local. 6. região periumbilical. voltado para cima. Administra somente de 0. Posição da agulha – O ângulo depende da quantidade de tecido subcutâneo. pode provocar fenômenos alérgicos graves dependendo das condições do cliente. É indicada para drogas que não necessita ser rapidamente absorvidas (absorção mais lenta que a via IM e EV). Retirar a agulha sem fazer compressão no local. 2. Retirar agulha fazendo leve compressão do local. A agulha de 13x3. até a formação da pápula. Via subcutânea (SC) Conceito – É a introdução de uma droga no tecido subcutâneo ou hipoderme. . a agulha 25x6 é inserida na pele formando ângulo de 45º. 4. sob a epiderme. Introduzir somente o bisel. Em seguida. Injetar o medicamento. quando injetada por esta via. 5. às articulações e ao umbigo. região escapular. região glútea. Fazer uma prega na pele com os dedos polegar e indicador. 5. Aplicar lentamente o medicamento. 4.8 é inserida perpendicularmente à pele ou em ângulo de 90º. pois o objetivo é retardar a absorção da droga que.33 Procedimentos 1. sem friccionar a pele. Evitar aplicação próxima à região inguinal. tracionar o êmbolo para certificar-se de que não tenha atingido um vaso. na cintura e na linha mediana do abdome e face anterior do antebraço (insulina). Esticar a pele com auxílio dos dedos polegar e indicador.5 a 1 ml de medicamentos. Introduzir a agulha com impulso. Em geral. Procedimentos 1. 3.

Obs. Locais utilizados DELTÓIDE A aplicação do medicamento deve ser na parte mais volumosa de massa muscular. Posição da agulha – A inserção da agulha deve ser perpendicular à pele. Áreas de aplicação – A seleção de uma região para injeção intramuscular depende de vários fatores: idade. GLÚTEO Observar o local de introdução da agulha para evitar lesão do nervo ciático. a fim de evitar o risco de lesar as fibras musculares. DORSO GLÚTEO (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) . quantidade de tecido. natureza do medicamento e estado da pele. Via intramuscular (IM) Conceito – É a introdução de medicamentos nas camadas musculares.34 7. ou a droga ser injetada no tecido subcutâneo. ou formando ângulo de 90º.: A posição do bisel da agulha na via subcutânea é indiferente. Depois da via EV é a mais rápida de absorção devido a maior vascularização deste tecido. Mudar diariamente o local de aplicação (insulina). A localização correta é importante para não lesar o nervo radial. responsável pela motricidade dos membros inferiores. A quantidade a ser administrada não deve ultrapassar 05 ml.

afastar os demais dedos formando um triângulo e aplicar no meio deste. sem hesitar. e outra que vai das últimas vértebras sacrais à parte superior da articulação coxofemoral A injeção é feita no quadrante superior externo. Puxar a pele ou o tecido para um dos lados e manter assim até o fim da aplicação. COXA – MÚSCULO LATERAL DA COXA Aplica-se no terço médio externo da coxa. coloca-se a mão esquerda no quadril direito. Aplicar com um único impulso. para diminuir o desconforto. Tracionar o êmbolo até retornar as bolhas de ar. toma-se uma linha que vai da crista ilíaca posterior à borda inferior da nádega. lesões nervosas. Fazer massagem no local após aplicação. Aplicação em Z ou com desvio: É usada para evitar o refluxo da medicação. 5.35 Para evitar lesar o nervo ciático: divide-se a nádega em quatro partes. local livre de vasos e nervos importantes. Procedimentos 1. Para localização correta. ou vice-versa. e tem pouco tecido adiposo. Posicionar o bisel da agulha seguindo o sentido da fibra muscular para minimizar lesão das mesmas. 3. Fazer anti-sepsia ampla. 2. 6. 4. VENTROGLÚTEO OU HOCHSTETTER (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) Esta região é indicada para crianças ou adultos. dores tardias. necrose de tecido. . Acidentes na aplicação de injeção intramuscular Abscesso. apoiando o dedo indicador sobre a espinha ilíaca ântero-superior e a palma voltada sobre a cabeça do fêmur. pois não há vasos e nervos importantes. prevenindo irritação subcutâneas ou manchas pelo gotejamento da solução no trajeto da agulha. Injetar o medicamento lentamente.

hemorragias e cirurgias. estéril. Efetuar NPP Instalar terapêutica com sangue. Material Bandeja contendo seringa de preferência de bico lateral. . Agulhas Algodão e álcool à 70%. choque. diluição correta. Posição da agulha – Ângulo de 15º ou paralelo à pele. Retirar a agulha e só então liberar a mão não dominante. Via intravenosa (IV) ou Endovenosa (EV) Conceito – É a introdução do medicamento diretamente na corrente sangüínea. mediana e basílica). por sofrerem a ação dos sucos digestivos ou por serem irritantes para tecidos. Finalidade Obter efeito imediato do medicamento. deixando o tecido SC e a pele voltar ao norma. IM. SC. Áreas de aplicação – Veias superficiais de grande calibre da região cubital (cefálica. Condições da droga: sem precipitação. papel toalha. Administração de drogas contra-indicadas pelo VO. sem flocos. inserir a agulha. dorso da mão e antebraço. aspirar com a ajuda dos dedos polegar e indicador e empurrar o êmbolo com o polegar.36 Com a outra mão. Garrote Toalha. Administração de grandes volumes de solução em casos de desidratação.

Fixar a veia e esticar a pele com auxilio do dedo polegar. Puncionar a veia. Calçar as luvas. Fazer antissepsia ampla obedecendo o retorno venoso. 4. Acidentes na aplicação de injeção por via endovenosa Infiltração. 8.: Para facilitar o aparecimento de veia pode-se utilizar os seguintes recursos: aquecer o local. pedir ao paciente que faça movimentos com as mãos. Retirar a agulha fazendo compressão no local. Refluindo o sangue. choque.37 Etiqueta de identificação. sem friccionar a pele. hematoma. equimose. Procedimentos 1. . lentamente. esclerose da veia. 2. 7. Aplicações de medicações EV em paciente com soro: A aplicação através de borrachinha deve ser evitada. 3. Devendo-se usar equipos com infusor lateral ou na falta deste dispositivo. flebite e tromboflebite. soltar o garrote. Saco para lixo. Obs. 6. Posicionar o bisel da agulha voltado para cima. desconectar o equipo do sóror e conectar a seringa com a medicação tendo cuidado para não contaminar o equipo. aumentando assim o fluxo sangüíneo. Aplicar a droga. 5. Garrotear 4 cm acima do local escolhido para punção a fim facilitar a visualização e seleção das veias. observando a reação do paciente. Luva de procedimento. fazer massagem no local. inflamação local e abscessos. com o braço voltado para baixo. embolia.

Identificar o soro. recipiente com bolas de algodão embebido em álcool. 3. Fazer o nível da câmara gotejadora e do equipo e retirar todo o ar do mesmo. 4. Manter equilíbrio dos eletrólitos. Orientar o paciente quanto ao procedimento. 6. Procedimentos 1.Puncionar veias que estejam. esparadrapo ou adesivo antialérgico. Colocar o frasco de soro no suporte. Material: frasco com solução prescrita. Puncionar a veia conforme as inscrições para injeção endovenosa. escalpe ou agulha. 15.38 VENÓCLISE Conceito – É a infusão de solução dentro da veia. 5. Levar todo o material na unidade do paciente. Preparar o material. 9. 13. distantes de articulação para evitar que com o movimento transfixe a veia. 2. 10. garrote. . Conectar o equipo no frasco de soro. Objetivos: Manter veia para medicação. Repor líquidos. Conectar escalpe ou agulha na extremidade do equipo e retirar o ar. 14. 12. fechar a presilha. tesoura estéril. equipo de soro. 8. Cortar o bico do frasco de soro com tesoura estéril. 7. Lavar as mãos. Administrar nutrientes. Em seguida. Desinfetar o gargalo e o bico do frasco de soro com algodão embebido em álcool. Colocar escala de horário no frasco de soro. tesoura limpa. Abrir o pacote do equipo de soro. recipiente para lixo. identificação de soro. 11. em quantidade relativamente grande. Abrir a presilha do equipo imediatamente e certificar-se de que a agulha esteja dentro da veia.

: 03 1. Observar o local da punção venosa freqüentemente. Ex. de rótulo de soro: Nome: Manoel Silva Soro glicosado à 5% Início: 08 horas Término: 16 horas Gotejamento: 21 gts/min Data: 08/02 Iniciais de quem preparou Enf. Anotar na prescrição médica: horário de início do soro e checa-lo. 4. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Controlar o gotejamento do soro conforme a prescrição médica. Para verificar se a agulha está dentro da veia. Fixar a agulha ou escalpe com esparadrapo. 20. Lavar as mãos. 17. controlar o gotejamento do soro para manter o fluxo constante.39 16. 3. Caso modifique a altura do frasco. abaixar o frasco de soro a níveis inferiores ao do local da infusão. Caso haja dificuldade em puncionar a veia. anotar a freqüência e o motivo. 6. rubor. infiltração de soro e queixas do paciente. 18. Verificar a infusão em intervalos regulares para manutenção do volume do fluxo. Se a punção venosa for próxima de uma articulação aconselha-se o uso de tala para evitar transfixação da veia pela agulha. Ocorrendo retorno de sangue constata-se que a agulha está dentro da veia. Evitar punções venosas em veias localizadas nas articulações. 9.05 500ml Cuidados importantes 1. Manter o equipo sem bolhas de ar. observando a presença de edema. . 5. 2. 8. Controlar rigorosamente o gotejamento de soro para evitar desequilíbrio hidroeletrolítico. 7. 19.

dividir a fita em 6 partes iguais. então temos: Nº de microgotas = nº de gotas x 3 Retirada de venóclise Material: recipiente com bolas de algodão seco. 11. benzina ou éter. Procedimentos .3 T = tempo em horas Como deveríamos fazer a fita de horário. tira de esparadrapo. recipiente com bola de algodão embebido em álcool. atrasado ou no horário. Cálculo de gotejamento Para fazer o cálculo em macrogotas é só seguir a fórmula: Onde: V = volume em ml Nº de gotas/min = V/T. data. para controlar o volume infundido? Marcar na fita o inicio e o fim da infusão do soro. término. Para fazer o cálculo em microgotas é só seguir a formula: Nº microgotas/min = V/T Podemos fazer cáculo do número de microgotas de uma outra maneira como uma gota é igual a 3 microgotas. rubrica. Sempre que possível iniciar a punção das veias pelas extremidades do membro superior. números de gotas. 1ml = 20 gotas 20 gotas = 60 microgotas. bastando compara o seu nível com a marcação no horário da fita. Pacientes que deambulam devem ser orientados para manter o frasco elevado com gotejamento contínuo. 12. enfermaria. A identificação de soro deve conter os seguintes dados: nome. início. recipiente para lixo. leito.40 10. À medida que o soro vai sendo infundido será possível verificar se ele estará adiantado.medicação.

41

1. 2. 3. 4. 5. 6.

Lavar as mãos. Orientar o paciente quanto ao procedimento. Prepara o material. Fechar a presilha do equipo. Descolar o esparadrapo com bolas de algodão embebido em benzina. Comprimir o local junto ao escalpe ou agulha com algodão embebido em álcool e retira-lo. Pressionar o local, de onde foi retirada a agulha ou escalpe, até obter a hemóstase. a. O algodão com álcool não deve ser friccionado. b. Se necessário, promover a hemostasia utilizando uma tira de esparadrapo.

7. 8. 9.

Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos. Anotar na prescrição: horário e procedimento.

42

ANEXOS

43

as células encolherão. A administração deste líquido aumenta a concentração de soluto no plasma. Plasma d. critrócitos) são envolvidas por uma membrana semipermeável.45%.2%. PRINCIPIOS: As células (por exemplo. a.5% em soro fisiológico a 0. . de uma região com pequena concentração para outra com concentração maior de solutos (por exemplo: íons sódio. a. b. no sentido de restaurar o equilíbrio osmótico. a. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. Solução fisiológica a 0.7%. neurônios. Componentes do sangue i.44 ASSIMILAÇAO FISIOLÓGICA DAS SOLUÇÕES SALINAS SALINAS 1. Solução glicosada a 5% (SG 5%). HIPERTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica maior do que a do plasma. HIPOTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica inferior à do plasma. Solução glicosada em 2. glicose sanguínea). c. Solução fisiológica a 0. O resultado final é a diluição e o equilíbrio entre os compartimentos intracelular e extracelular.9%. Solução fisiológica a 0. c. Albumina a 5% ii.45%. Ringer com lactato. A pressão osmótica é aquela que “puxa” água através da membrana semipermeável das células. b.9%. 0. as células se expandirão ou incharão. 2. TIPOS DE LÍQUIDOS: ISOTÔNICO – uma solução com a mesma pressão osmótica do plasma. A administração desta solução geralmente dilui a concentração de soluto do plasma e força a passagem de água para as células. de maneira a restabelecer o equilíbrio intracelular e extracelular.

Solução glicosada a 10%. algumas calorias (Na+. c. Expansores do plasma – albumina. aminoácidos e calorias. Glicose a 5% em Ringer lactato. c. puxando o líquido do interstício para a circulação e aumentando temporariamente a volemia). dextran. f. g. K+. Soluções glicosada – água glicose e calorias. Mg++. Sangue total e seus componentes. Cl. Cl.gluconato). d. Cl-. hetamido (Hespan). Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. f. Soluções Salinas – água e eletrólitos (Na+. (exercem maior pressão oncótica. . eletrólitos. Isotônica balanceada – água. Albumina a 25%. d. Hiperalimentação parenteral – água.45% (apenas levemente hipertônica porque a glicose é rapidamente metabolizada e só produz uma pressão osmótica temporária). fração protéica plasmática a 5% (Plasmanato).45 b. Solução fisiológica a 3% e 5%. b. Ca ++. Ringer lactato – água e eletrólitos (Na+. lactato). e. g.). Solução glicosada a 20%. eletrólitos. e. COMPOSIÇÃO DOS LÍQUIDOS: a. K+.

46 .

47 .

48 .

49 .

50 .

51 .

52 .

: Um exemplo simples para cálculo de dose de medicamento é feito com a regra de três. CÁLCULO DE DOSES INFANTIS: As doses infantis podem ser calculadas pelas regras de YOUNG. C. As doses infantis são baseadas na idade ou peso. 1.: Nº DE MICROGOTAS X3 GT = GOTEJAMENTO 20 = CONSTANTE DA FÓRMULA (1ML = 20 GOTAS) OBS. C + 12 IC = IDADE DA CRIANÇA EM ANOS DA = DOSE DO ADULTO 12 = CONSTANTE DA FÓRMULA . somente uma fração de uma dose de adulto. A. REGRA DEYONG: DOSE INFANTIL = I. FRIED E CLARCK. X D.53 CÁLCULO DE DOSE DE MEDICAMENTOS CÁLCULO DE GOTEJAMENTO: GT = VT TX3 T = VT 3XGTS VT = VOLUME TOTAL T = TEMPO EM HORAS 3 = CONSTANTE DA FÓRMULA GT = V X 20 Nº DE MINUTOS OBS. São naturalmente.

No rótulo de liquemine.54 REGRA DE FRIED: A regra de Fried é usada para calcular a dose de bebês com menos de um ano. Devemos administrar o seguinte soro: SG5º/ Nacl 30% Kcl 19.000 U.4 ml e. C Complexo B 400 ml 20 ml 10 ml 5 ml 3 ml Em um período de 6 horas.000 U cm 5 ml. Quantas gotas deverão correr por minuto? Considerando o equipo macrogotas). 0.1 ml b. 0. a. 0. .5 ml 2. debe-se aspirar a seguinte unidade em ml.3 ml d. 0. 0.1% Vit. Para administrar-se 1. DOSE INFANTIL IC (EM MESES) X DA 150 IC = IDADE DA CRIANÇA EM MESES DA = DOSE DO ADULTO 150 = CONSTANTE DA FÓRMULA REGRA DE CLARCK = DI = PESO (KG) X DA 70 DA = DOSE DO ADULTO DI = DOSE INFANTIL 1. lê-se: 25.2 ml c.

ela deverá administrar.0 ml d. Penicilina cristalina 50. Foi prescrito 16 U de insulina. 1000 ml de SG 5% em 8 horas (microgotas).SERINGA PRESCRIÇÃO ------------------------.7 ml. e. 3. 1.3 ml c. de 6 em 6 horas. Obs. 4. 0.7 ml c. Para atender a dose prescrita.9% correr em 30 minutos (macrogotas). d. 0. via intramuscular.000 UI em 50 ml de SF 0. qual será o volume aspirado para fazer a dose prescrita.1% 10 ml em 8 horas (microgotas). 0. 2.4 ml b. SG 5% 300ml + SF 0. Gramicina 10 mg cm 20 ml de SF 0. Um paciente precisa receber ampicilina sódica 500 mg.0 ml 5. mas temos disponível insulina de 80 U.2 ml e. 1. a. Calcule o nº de gotas/min.9% correr em 30 minutos. 0.5 ml d. c. 500 ml de SG 5% em 8 horas (macrogotas). sabendo-se que na enfermaria há somente seringa de 1 ml. SG 5% 500 ml + Nacl 30% 20 ml + Kcl 19. A enfermeira dispõe do medicamento em frasco de 1 grama em pó e do diluente cm ampla de 3. 0.X .5 ml b.9% 100 ml em 12 horas (macrogotas). (macrogotas) b.0 ml.: FRASCO U --------------------------.55 3.5 ml e. 2. Das seguintes prescrições médicas: a. a. f.

) 53421 b) 45132 c) 52134 d) 34521 ( ( ( ( ) Presença de coagulo sanguíneo ou medicamento oleoso na )Rompimento da mesma veia ou aplicações de substâncias ) Hipersensibilização à droga ) Presença de bactéria na solução luz do vaso irritante. Utilizar a mesma agulha no procedimento. Utilizar agulha 13X3. d. a. Choque anafilático c. Trocar a agulha após o preparo e identificar a seringa. Injeções que seguem rotatividade dos músculos c. hemorragia e congestionamento da face. edema. 8. b. Infiltração e tremores. Hematoma e. cianose. Infiltração. Choque pirogênico. b. Erro na dose de administração. O fenômeno de Arthus é uma reação provocada por: a. d. após a diluição. o que ocasiona: a. a enfermagem deve: a. Embolia d. 9. b. Injeções repetidas no mesmo local b. dilatação dos vasos. Edema infiltração. . edema de glote e hemorragia. edema. Flebite a. 7. hemorragia e necrose no ponto de inoculação. Identificar a seringa e adaptar a agulha 40X6.8. hiperemia. No preparo de medicamento injetável IM e/ou EV utilizando frasco (pó). c. Referente ao enunciado anterior.56 6. c. Correlacione os acidentes que podem ocorrer na aplicação de injeção endovenosa. Infiltração. o fenômeno ocorre devido a não absorção do antígeno. Erro da via de administração d.

Foi prescrito Teinam 250 mg EV 6/6horas. Quantos ml devemos aspirar. utilizando as seguintes técnicas exceto: a.0 g para dose de manutenção. A dose adulta é 150 mg. 13. Foi prescrito Keflin 120 mg EV 6/6horas.57 10. Deixar pequena bolha de ar na seringa d. após verificar o prontuário. Realizar rodízio de locais b. Podemos reduzir a dor nas injeções. do paciente dôo L 01. O enfermeiro recebeu o plantão ás 19 horas e. 11. Injetar solução vagarosamente c. A dose adulta de biontal é 2. Quantos ml devemos aspirar? 12. Qual o gotejamento que deve ser colocado para essa infusão permanecer até as 7:00 hs do dia subseqüente? 14. Se a dose adulto de certa droga é 1 cc. Um bebê de 6 kg precisa tomar uma dose de acetato de cortisona. observa que o mesmo encontra-se na sexta e última fase de soro. Temos no posto Keflin 1g para diluir em 10ml. Introduzir a agulha vagarosamente e injetar o líquido rapidamente. restando apenas 400 ml a ser infundido. Qual será a dose de biontal para uma criança de 12 anos? 16. quanto deverá ser dado a uma criança que pese 20 quilos? 15. Qual deverá ser a dose para a criança? . E temos disponível Teinam 500 mg fr/amp para diluir em 20 ml.

Utilizados na anafilaxia. Um paciente foi atendido com uma crise de asma. d. Dolantina d. Aminotilina c. Os corticosteróides são: a. Heparina e. b. c. . o medicamento que deve ser prontamente providenciado é: a. Imunossupressor. digoxina b.58 17. Insulina 18. Todas estão corretas. Potentes antinflamatórios e antialérgico.

59 .

60 .

61 .

62 .

63 .

64 .

65 .

66 .

67 .

68 .

69 .

70 .

71 .

72 .

73 .

74 .

75 .

76 CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS QUANTO A SUA CAUSA (SITUAÇÃO EM QUE FORAM RODUZIDAS: CIRÚRGICAS. pequena quebra na a. ou colecistectomiu (não e inflamação • Condições assépticas. cirurgia cardíaca neurológica précontaminação. geniturinário. . POTENCIALMEN TE CONTAMINADAS : Envolvem do a trato abertura digestivo. a 2% • Sem processo inflamatório. gastrectomia. • Risco de infecção de 7 a 8% bacteriana ou são de • Risco de infecção 1 sem respiratório. sinais de Apencidectomi a supurado). TRAUMÁTICAS E ULCERATIVAS) SEGUNDO O RISCO DE INFECÇÃO AS FERIDAS CIRÚRGICAS PODEM ESTAR EM 4 CATEGORIAS: FERIDAS CIRÚRGICAS LIMPAS: manipulados contém fácil descontaminação. • Condições Assépticas técnica. órgãos não população CARACTERÍSTIC IAS • Sem sinais EXEMPLO AS/CIRCUNSTÂNC S de Mastectomia.

fluido gástro-intestinal. • Feridas cronicamente. de abscessos. existente. há menos de 4 horas. mais de 4horas. emergência. penetrante intestino • Grande derramamento de trauma abdominal • Lesão traumática exposta envolvendo por abertas (ferimento arma branca ou de • Risco de infecção de 15 a fogo). possuem maior probabilidade de altas cargas bacterianas.77 CONTAMINADAS: Pelas circunstâncias que a provocaram.drenagem • Trauma penetrante há empiema. • Infecção clínica Pré. 20%. . • Corpo estranho ou contaminação fecal. INFECTADAS: Realizadas em tecidos com processo infeccioso já instalado no momento da cirurgia • Presença de secreção Apendicite purulenta. CARACTECRISTICAS/ CIRCUNSTÂNCIAS EXEMPLOS de • Grande desvio da técnica Cirurgias estéril. • Risco de infecção supurado.

PROTEGER. ALGINATO CÁLCIO. ISOLAR. ALGINATO CÁLCIO. PREVENIR INFECÇÃO. PARA COM • DE • • HIDROCOLÓIDES ALGINATO CÁLCIO ( EXSUDAÇÃO). ABSORVER. • • • PELÍCULAS TRANSPARENTES. PROMOVER GRANULAÇÃO. ABSORVER.78 VARIEDADES DE COBERTURAS DE FERIDAS PELE AVERMELHADA NÃO ROMPIDA ESTÁGIO I COBRIR. LIMPAR. ABSORVER. ESTÁGIO II COBRIR. INFECÇÃO. OU PERDA DE PELE PERDA OSSO) ESTÁGIO IV PROTEGER. DE E DE PELE. LIMPAR. HIDROCOLÓIDES. COBRIR. . ISOLAR. • ESPUMA DE POLIURETANO DE CAVIDADE. (MÚSCULO. ESTÁGIO III PROTEGER. • • • SPRAY GEL PELÍCULAS TRANSPARE NTES. PROTEGER. GRÂNULO PASTA. (SOMENTE FERIDAS EXSUDATO). TENDÃO. DE COM • • PERDA BOLHAS DE PELE. ISOLAR. HIDRATAR. HIDRATAR. HIDROCOLÓIDE. HIDRATAR. COBRIR. PREVENIR PROMOVER GRANULAÇÃO.

. pode proporcionar benefícios terapêuticos. estão a bolsa de gelo. produzindo analgesia. O profissional é legalmente responsável pela administração segura de todas as aplicações de calor e frio. provocando a dilatação das veias. O calor e o frio. No corpo humano. o profissional precisa compreender as reações de um organismo normal às variações da temperatura local. Também têm a propriedade de produzir vasoconstricção e por isso são empregadas para interrupção de hemorragias. as compressas com álcool + éter. como soros e sangue. e ainda para facilitar a reabsorção de líquidos extravasados. Terapia com Calor e Frio A aplicação local de frio e calor a uma parte lesada do corpo. da utilização desses tratamentos. pois quando aplicado em regiões mais vascularizadas. Dentre as aplicações frias mais comuns. o calor tem como principal ação provocar a vasodilatação no local em que é aplicado. As aplicações frias agem sobre as terminações nervosas periféricas. as compressas geladas. alem de avaliar a integridade da parte do corpo em questão. tendo como conseqüência a maior irrigação sanguínea. porém. Normalmente é utilizado nos hospitais para facilitar as punções venosas. muito nos auxiliam através de suas várias propriedades. determinar a habilidade do paciente em sentir as variações de temperatura e assegurar o funcionamento correto do equipamento. os banhos com álcool e os banhos frios. auxiliando sobremaneira na hemostasia em diversas situações de socorrismo e em intensivismo. baixam a temperatura do corpo pelo esfriamento gradual. o calor e o frio são usados como coadjuvantes em diversos tratamentos e situações. daí seu emprego em dores pós-traumaticas.79 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE TERMOTERAPIA E CRIOTERAPIA Introdução Desde de a antiguidade. facilitando a visualização das mesmas. quando corretamente empregados. O frio também tem ação antitérmica. Antes.

além dos raios solares. são empregadas com bons resultados. São utilizados de forma seca (bolsa de água quente ou fria. O frio diminui a circulação pela contração dos vasos sanguíneos. calor em grau mais elevado facilita a circulação. Modernamente. forno de Bier) ou úmida (compressas ou cataplasma). bolsas elétricas e duchas. as aplicações elétricas. É um dos tratamentos mais antigos e os pacientes recebem-no muito bem.80 As aplicações externas de calor e de frio têm por objetivo ajudar as funções naturais do corpo. água fria ou quente. mas os termorreceptores normalmente se adaptam rapidamente a temperaturas locais entre 45ºC e 15ºC. As reações locais ao calor e ao frio ocorrem através do estímulo das terminações nervosas da pele. Reações corporais ao calor e ao frio A exposição ao calor e frio pode provocar reações tanto sistêmicas quanto locais. Calor moderado relaxa os músculos. o estímulo quente excessivo produz uma sensação de dormência antes do aparecimento da dor. pela dilatação dos vasos sanguíneos e diminui a dor local. cabe ao profissional conhecer os pacientes com maior risco de lesões provocadas pela aplicação de calor e frio como mostra o quadro 1. A temperatura normal na superfície da pele é de 34ºC. aparece a dor. Quando as temperaturas locais ultrapassam esses limites. vapor. retarda a supuração de abscesso. diminui a dor local. O corpo humano pode tolerar amplas variações de temperatura. O calor age estimulando ou acalmando. compressa. . A habilidade de adaptação do corpo cria o maior problema na proteção dos pacientes contra lesões resultantes de extremos de temperatura. Reações sistêmicas ocorrem através de mecanismos de perda de calor ou de mecanismos que promovem sua conservação e produção de calor. raios infravermelhos. sensíveis à temperatura. tempo de aplicação e local onde é aplicado. encontrando alívio após a sua aplicação. de acordo com a temperatura.

a aplicação de frio comprometeria ainda mais o fluxo sanguíneo.81 Quadro 1 Condições que Aumentam o Risco de Lesão pela Aplicação de Calor e Frio Condição Pessoas muito jovens ou muito idosas Feridas abertas. a aplicação de calor pode provocar ruptura coma disseminação sistêmica de microorganismos. melhorando o fluxo sanguíneo em uma região lesada do corpo. em função da formação de líquidos ou cicatrizes. fissura na pele. Alterações nas vias nervosas prevenindo a recepção dos estímulos . Fatores que influenciam a tolerância ao Frio e ao Calor A reação do corpo às terapias de calor e frio depende de vários fatores: . O calor é geralmente muito terapêutico. diabetes arteriosclerose) Confusão ou inconsciência Lesão na medula espinhal Abscesso apêndice no dente ou Extremidades do corpo menos sensíveis a estímulos de no tecido local.já a exposição prolongada da pele ao frio resulta em um reflexo de vasodilatação. Infecção altamente localizada. A escolha da terapia de calor ou frio depende das reações locais desejadas para a cura da lesão. os idosos apresentam reduzida sensibilidade à dor. ex.sensoriais ou dolorosos. Os tecidos subcutâneos ou vicerais são mais sensíveis às variações temperatura. Áreas com edema ou Reduzida sensibilidade aos estímulos de temperatura devido à pouca espessura das camadas de pele. Reduzida percepção de estímulos sensoriais e dolorosos. esses tecidos também não dispõem de termorreceptores e apresentam pouca quantidade de receptores para Efeitos local do Calor e Frio Os estímulos de calor e frio criam reações fisiológicas diferentes. ou temperatura e dor devido ao comprometimento circulatório e lesões formação de cicatriz Fatores de Risco Camadas de pele mais finas nas crianças aumentam o risco de queimaduras. estomas de dor. Doença vascular periférica (p.

almofada elétrica. porquanto este ultimo é devido em grande parte a reações químicas. De acordo com o quadro 2. O corpo reage melhor a ajustes menores de temperatura. cobertor elétrico e bolsa de água quente. cataplasmas. Os pés e as palmas das mãos são menos sensíveis. APLICAÇÕES QUENTES As aplicações quentes são indicadas com freqüência para envolver os membros inferiores em casos de flebite e superiores quando há traumatismos resultantes de punções venosas. mialgias. pode-se demonstrar as vantagens e desvantagens de aplicações úmidas e aplicações secas. flebites e soroma. 2. Uma pessoa tem maior capacidade de tolerar exposições de curta duração a extremos de temperatura. 6. O pescoço. mas o risco de lesões também é elevado. artralgias reumáticas. 3. Idade e condições físicas. Parte do corpo. contraturas . A aplicação quente pode ser de duas formas: a úmida que inclui o emprego de banho. Uma pessoa é menos tolerante a alterações de temperatura em uma grande área do corpo. e a seca que também inclui o emprego de raios infravermelhos. aliviar a dor. Temperatura prévia da pele. a tolerância a extremos de temperatura é alta. Está indicado no tratamento e fraturas. traumatismos (após 24 horas). Área da superfície do corpo. o metabolismo geral e local.82 1. em conseqüência. Duração da aplicação. a superfície interna do pulso e antebraço e as regiões do períneo são mais sensíveis às variações de temperatura. O calor geralmente acelera as reações químicas e. acelerar a cicatrização. aumentar a circulação. compressas e embebição. furunculoses e abscessos. relaxar os tecidos e aumentar a temperatura. Se a s condições físicas de um paciente reduzem a recepção ou percepção de estímulos sensoriais. Os mais jovens e os mais idosos são mais sensíveis ao calor e ao frio. torcicolos. Lesões da superfície do corpo. 4. tornar os exsudados mais fluidos. 5. fascites. As aplicações quentes têm como finalidade à supuração. As camadas expostas da pele são mais sensíveis èas variações de temperatura. distenções e entorses (após 24 horas).

tendinites. O calor úmido cria maior risco de queimaduras da pele pois a umidade conduz Desvantagens Procedimento: aplicação de Calor Úmido Trata-se de aplicar compressas de água quente. fibrosites. Quadro 2. rinite. pacientes com feridas cirúrgicas. por exemplo. também o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos e a . rigidez pós-imobilização. pois não sofre influência da evaporação. febre alta. O profissional de enfermagem. também deve estar atento as inúmeras contra-indicações na hora de fazer as aplicações quentes como. sinusite. da pele. ressecamento da pele.83 musculares. áreas anestesiadas. Vantagens e Desvantagens das aplicações Úmidas e Aplicações Secas Vantagens Aplicações Úmidas A aplicação úmida reduz o ressecamento da pele e amoloce o material de exsudação da ferida Compressas úmidas se ajustam melhor à região do corpo sob tratamento. miosites. dentre outras. O calor seco aumenta a perda de líquidos As aplicações de calor seco não penetram O calor seco provoca aumento de A aplicação seca não provoca a maceração corporais através da sudorese. hemorragias. dentre outras diversas indicações. O calor seco mantém a temperatura por mais profundamente nos tecidos. O calor úmido aquecido não provoca calor. transpiração e perda insensível de líquido Aplicações Secas O calor seco representa menor risco de queimar a pele que as aplicações úmidas. traumatismo agudos. tempo. Favorece. Serve como analgésico e vaso dilatador local. tumores malignos. O calor úmido penetra profundamente nas camadas de tecidos. ou banho parcial de água quente. A exposição prolongada pode provocar maceração da pele. O calor úmido esfria rapidamente devido à evaporação da umidade. lesões abertas.

com a diatermia. para diminuir exsudatos. aumentar o peristaltismo. em caso de hipotermia. é um relaxante muscular e favorece a sedação.para diminuir exsudatos. e outros métodos não citados neste manual. é um relaxante muscular e favorece a sedação. eleva a temperatura corporal. ajuda à absorção de edemas.84 eliminação de resíduos. favorecer o relaxamento e o bem estar do adulto e da criança e em caso de hipotermia. Material necessário Bolsa de água quente Almofada elétrica Manta elétrica . Material necessário Compressas Panos Recipiente para água quente Toalha pequena Toalha de banho Protetor para a cama Termômetro. Serve como analgésico e vasodilatador local. Favorece o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Procedimento: Aplicação de Calor Seco Trata-se da aplicação de bolsas de água quente. favorecer o relaxamento e o bem-estar do adulto e da criança. ajudar a cicatrização aumentar o peristaltismo. ajudar a cicatrização. Indicações de procedimento Em abscessos. eleva a temperatura corporal. almofadas ou mantas elétricas. a eliminação de resíduos. Indicações do procedimento Em abscessos. ajuda à reabsorção de edemas.

para diminuir a dor ou a inflamação. evitar pequenas hemorragias. Existem dois tipos de aplicação fria: aplicação fria úmida e aplicação fria seca. estado do tecido e superfície corporal. Procedimento: Aplicação de Frio Úmido Trata-se de aplicar compressas de água fria. diminuir os processos supurativos. Quando se faz aplicação fria em uma região do corpo do paciente. É indicado em certos tipos de cirurgias cardíacas. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. dentre outras. Material necessário Compressa Panos Recipiente para água fria Toalha pequena Toalha de banho Protetor para cama . aliviar a dor. O frio é aplicado ao organismo visando efeitos sistêmicos e locais. baixar a temperatura corporal. As reações ao frio modificam-se pela forma e duração da aplicação. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. controlar as hemorragias. Os profissionais de enfermagem devem ficar atentos as contra-indicações no momento de fazer a aplicação fria. utiliza-se o frio para tornar lento o metabolismo basal. para diminuir congestão e dor. ou um banho parcial de água ou álcool. o grau de temperatura. acontecerá uma mudança local ou sistêmica da temperatura tissular. Serve como anestésico e vasoconstritor local. além de outras indicações. baixar a temperatura. entorses e no caso de hipertemia. Indicações do procedimento Em contusões. As aplicações frias têm como finalidade diminuir a inflamação local. para baixar a febre. para os fins sistêmicos. aliviar a dor.85 APLICAÇÕES FRIAS As aplicações frias são geralmente usadas para aplicar na testa ou sobre os olhos.

evitar pequenas hemorragias. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Serve como anestésico e vasoconstritor local. entorses e no caso de hipertemia. Material necessário Bolsas de gelo Colares de gelo Bolsas de frio comerciais Mantas de hiportemia . diminuir os processos supurativos. Indicações do procedimento Em contusões. baixar a temperatura corporal. para diminuir a dor ou inflamação.86 Procedimento: Aplicação de Frio Seco Trata-se da aplicação de sacos ou colares de gelo ou de mantas hipotérmicas. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias.

risco de CA. Há muitos fatores que afetam o processo de cicatrização. hidratação (ressecamento e descamação). Assim. processo patológico (diabetes. por exemplo. metabolismo. Várias são as formas de classificar as feridas. processo de cicatrização). dentre eles podemos citar: a idade (envelhecimento. o tratamento de uma ferida e a assepsia cuidadosa têm como objetivos evitar ou diminuir riscos de complicações decorrentes. Mas embora ele seja útil quando consideramos os aspectos físicos do tratamento. termorregulação. o estado nutricional (reparação/manutenção. hormônios). Classificação das feridas A classificação as feridas é de grande importância para a avaliação e definição do cuidado adequado. imunodeficiências). de acordo com diferentes critérios. gravidade da lesão dos tecidos. também devemos dar atenção aos cuidados psicológicos e espirituais. Doenças cardiovasculares. Quando a intervenção da enfermagem puder ser eficaz. comunicação/identificação e sensação tátil. sabões (altera a flora e pH). antibacterianos. se forem levados em conta no preparo do histórico e na avaliação do paciente. temperatura. Deve-se considerar as condições de integridade da pele. exposição ao sol (causa envelhecimento. causa da lesão. limpeza do local da incisão cirúrgica ou qualidades descritivas do mesmo. como o da idade. . Um processo de enfermagem oferece um referencial útil para avaliar os pacientes.87 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS O tegumento do corpo constitui uma barreira protetora contra organismos causadores de doenças. risco de queimaduras). enrugamento. energia). “Atividades de Vida” é o processo que foi selecionado para discutir os fatores que podem afetar a cicatrização. medicamentos (corticosteróide. Vários fatores interferem nas características da pele. bem como facilitar o processo de cicatrização Quando cuidamos de pacientes com feridas – de todos os tipos – é importante que adotemos uma abordagem holística no tratamento. além de funcionar como um órgão sensorial para a dor. velocidade de epitelização. sugeriremos estratégias apropriadas. será possível mitigar alguns dos seus efeitos. A intervenção da enfermagem não consegue resolver todos os problemas. Lesões do tegumento colocam em risco a segurança do organismo e provocam uma reação complexa de cicatrização dessas lesões. pois os três estão indissoluvelmente ligados. Qualquer interrupção da integridade da pele representa uma ferida.

mas envolvendo penetração em cavidade do corpo que normalmente abriga microorganismos. no trato respiratório ou na cavidade orofaríngea. Ferida potencialmente contaminada: provocada sob condições assépticas.88 a) Estado de integridade da pele Feridas abertas: quando há ruptura da pele ou mucosa.: punção venosa. apendicectomia sem supuração. queimadura. d) Limpeza Ferida Limpa: que não contém organismos patogênicos. b) Causa Lesão intencional: que resulta de tratamento.: lesão com faca. Ex. Ex. Ex. assim como da derme e tecidos mais profundos ou órgãos. Estas feridas possui um baixo risco de infecção. Lesão penetrante: que envolve ruptura da camada epidérmica. Ex.: Incisão cirúrgica. cirurgia cardíaca e neurológica sem prévia contaminação. punhalada. Pode ser causada por feridas traumáticas. É causada por corpo estranho que entra profundamente nos tecidos. trauma abdominal envolvendo penetração do intestino.: ferimento à bala. colecistectomia. Ex.: fratura óssea. Ex. É causada por ferida cirúrgica que não entra no trato gastrointestinal.: queimadura de primeiro grau. Ex. Feriadas fechadas: não há ruptura da pele ou mucosa..: gastrectomia. Riscos de infecção maior que nos casos de ferida limpa. Lesão não intencional: Lesão traumática que ocorre inadvertidamente. ruptura de víscera. ferida cirúrgica na qual ocorreu uma falha nos padrões de assepsias. Ex.: mastectomia. Feridas contaminadas: existente sob condição propícia à presença de microorganismos. Ex.: cirurgia de emergência. c) Gravidade Lesão superficial: que envolve apenas a camada epidérmica da pele. .

89 Feridas infectadas: envolvendo bactérias presentes no local da lesão. Fases de cicatrização da ferida 1ª Fase exsudativa: do trauma. os capilares se tornam dilatado na área afetada. causado por golpe brusco contra uma parte do corpo. 3ª Fase de manutenção: de contração. descoloração e dor. . de desbridamento da ferida e de defesa imunológica. Ex. É ativado o sistema de coagulação. Contusões: lesão fechada causada por um golpe infringido ao corpo por meio de um objeto rombo. drenagens de abscesso. e) Qualidade descritiva Laceração: a ruptura de tecidos resulta em uma lesão com bordas irregulares. permitindo a proliferação de microorganismos.: apêndice supurado. incisão cirúrgica em uma área infeccionada E. Regenerar a cobertura epidérmica natural.]x. A cicatrização Durante os processos dinâmicos da cicatrização. Há sangramento nos tecidos. Repara o tecido mais profundo danificado. É causada por qualquer ferida que não cicatriza adequadamente. Resulta freqüentemente de queda. Remover patógenos e restos celulares. 2ª Fase proliferativa: inúmeras células são produzidas para rápida multiplicação dos tecidos vizinhos. feridas traumáticas antigas. É causada por lesão traumática grave. do colágeno e da epitelização. maquina industrial e vidros quebrados. no qual a efetividade do evento depende do sucesso do procedente.: ferimento por faca. O corpo mobiliza sua força no sentido de: Estancar a perda de sangue. ocorre uma seqüência de fases. redução do tamanho da lesão pela ação de fibroblastos.É a fase de formação de um tecido novo (tecido de granulação). contusão ou equimose caracterizada por edema. Escoriações: lesão superficial envolvendo esfoladuras ou esfregaduras de superfícies da pele por atrito.

Por terceira intenção = é a cicatrização corrigida ou estimulada cirurgicamente.: Ferida por queimadura. devido à quantidade de tecido de granulação. Ex. Fatores que influenciam a cicatrização das feridas Nutrição: a reparação dos tecidos e a resistência às infecções dependem de uma dieta equilibrada. Implica na sutura das bordas ou na aplicação de enxertos. Diabetes:o paciente portador de diabetes tem uma pequena doença vascular que prejudica a perfusão dos tecidos. reações inflamatórias fagocitose são processos prejudicados pelo envelhecimento. curativo. gravidade e extensão da lesão.: incisão de ferida cirúrgica limpa. úlcera de pressão. O suprimento sangüíneo menos abundante dos tecidos adiposos impede o envio de nutrientes e elementos celulares necessários à cicatrização norma. mas sofre o efeito da localização. Idade: a circulação sangüínea e o envio de oxigênio para o local da lesão. Por segunda intenção = quando se dá a cicatrização por união indireta das bordas da ferida. Estresse de uma lesão: . O risco de infecção é maior.90 Processo de cicatrização da ferida Este processo é basicamente o mesmo para todas as lesões. Extensão da lesão: Lesões mais profundas envolvendo maior perda de tecido cicatrizam mais vagarosamente. Obesidade: A sutura de tecido adiposo é mais difícil. além da habilidade de regeneração das células atingidas. Oxigenação: a oxigenação mais reduzida no local da lesão inibe a reparação dos tecidos. Por primeira intenção = quando a cicatrização se dá nas bordas da ferida sem presença de infecção. A ferida é mantida aberta até ser preenchida por tecido de cicatrização. Imunossupressão: redução da reação imunológica contribui para uma cicatrização da lesão. a liberação de oxigênio nos tecidos fica prejudicada. Fumo: os níveis de hemoglobina funcional diminuem. O suprimento de oxigênio pode ser insuficiente. Ex.

permanente Confuso. porque a ferida precisa disputar os glóbulos brancos e os nutrientes com qualquer infecção.91 situações estressantes como vomito. Fatores gerais Idade Nutrição Mobilidade Estado Mental Incontinência Saúde geral Higiene geral Fatores locais Edema Pulmonar. Infecção: A infecção de uma lesão por bactéria inibe a cicatrização devido ao aumento da lesão dos tecidos e alteração das camadas da pele e tecidos. debilitada Dependência. fezes. Fraca. um coágulo deslocado. efusão Muito jovem ou muito idoso. Limitada. mas a hemostasia ocorre geralmente após alguns minutos. A pirexia causa um aumento do ritmo metabólico. pele . A hemorragia pode ocorrer interna ou externamente e quando ela está presente após o período de hemostasia indica uma sutura cirúrgica desfeita. Complicações da cicatrização de feridas Hemorragias: O sangramento de um local de uma ferida é normal durante e imediatamente após o trauma inicial. deprimido. aumentando assim o catabolismo ou colapso tecidual. obeso. uma infecção ou crosão de um vaso sangüíneo. O profissional deve observar as lesões com atenção. A infecção sistêmica afeta a cicatrização. ascite. temporária. magro. distensão abdominal e tosse rompem as camadas da ferida e a recuperação dos tecidos. A cicatrização só ocorrerá depois que o organismo tiver superado a infecção. senil Urina. temporária. permanente. Emaciado. A infecção sistêmica está freqüentemente associada à pirexia.particularmente as cirúrgicas. imóvel. devido a um objeto estranho (um dreno). boca/dentes. Tabela 11 Fatores de risco de infecção. desidratado. nas quais o risco de hemorragia é grande durante as primeiras 24 a 48 horas.

a maioria das fistulas resulta de processos inadequados de cicatrização ocasionados por traumas. drenagem de ferida. ulceração Acidental. irrigação Ferida. queimaduras. colostomia. infecções exposição à radiação e doenças malignas. diabetes. umidificação Citóxicos. Porém. implante Sucção endrobronquial. Deiscência: quando a ferida não cicatriza adequadamente. fechada. . de desequilíbrio hidroeletrolítico e ruptura da pele devido a processos de drenagem crônica. drenagem. esteróides Doenças Carcinoma. Um cirurgião pode criar uma fistula por razões terapêuticas (gastrostomia). para reduzi as possibilidades de invasão bacteriana e ressecamento antes que se execute a reparação cirúrgica. Aumentam os riscos de infecção. antibióticos. É uma emergência médica que exige a colocação de compressas estéreis embebidas em solução salina estéril sobre os tecidos protraídos.92 Isquemia Lesões na pele Corpo estranho Procedimentos invasivos Canulação Cateterização Cirurgia Entubação Fármacos Trombo. doença renal. anemia grave. Fístula: Caracteriza-se por uma passagem anormal entre dois órgãos ou entre um órgão e o lado externo do corpo. parenteral Intermitente. ventilação. pode ocorrer a separação parcial ou total das camadas da pele e tecidos. leucemia. Evisceração: Quando ocorre a separação de camadas cirúrgicas as vísceras poderão se projetar para fora. necrose Trauma. AIDS. central. planejado Periférica. êmbolo. transplante. Doença hepática. anemia aplástica.

Absorver exsudato e edema. Finalidades 1. quando necessário. Ser de fácil remoção. Ser de fácil obtenção e custo acessível. Permitir trocas gasosas. Critérios para o curativo ideal Promover meio ótimo para cicatrização. 11. Promover o conforto e bem estar do paciente. Promover hemostasia. 6. com finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir contaminação e infecção. Proteger a ferida. Manter a umidade da superfície da ferida. 3. Aliviar a dor. 4. . 2. Fornecer isolamento térmico. Manter umidade. 13. Formar isolamento térmico. 5. Proteger contra infecção secundária. Remover corpos estranhos.93 CURATIVO É um meio que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida. 12. Limitar a movimentação dos tecidos em torno da ferida. Facilitar a drenagem. Prevenir a contaminação. Fazer desbridamento mecânico e remover tecido necrosado. 10. sem provocar traumas. 9. Promover a cicatrização do tecido. 8. 7.

6.: curativo de ferida cirúrgica. cateteres ou bolsas de colostomia. Permite vedar a ferida em casos drenagem torácica prevenindo um pneumotórax. TESOURA OU LASER. Aberto: Curativos feitos em ferida sem infecção que após a limpeza podem permanecer abertos. bota de algodão. 3. Com drenagem: Realizado nos ferimentos com grande quantidade de drenagem de exsudato. Necrose (curativo com ação debridante). Produtos mais utilizados no tratamento de feridas Para a escolha do curativo para o tratamento da ferida temos que observar as seguintes características da ferida: Seca (usar curativos que seja hidratante). dentro de cavidades ou fístulas. tubos. quando se deseja aproximar as bordas de um ferimento. etc. são utilizados drenos. Compressivo: É o que faz compressão para levar à hemostasia ou vedar bem uma incisão. 1. Oclusivo: Curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluido com gaze ou atadura. Muito exsudato (curativos absorventes). Hidrocolóides. Ex. com indicação de irrigação com soluções salinas ou anti-sépticas. Outros tipos de curativos: Bota de unna. 2. Com irrigação: Realizado nos ferimentos com infecções. DESBRIDAMENTO CRUENTO REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO COM USO DE BISTURÍ. 4. A irrigação é feita com seringa. É CLASSIFICADO COMO CONSERVADOR OU CIRÚRGICO. 5. Com pouco exsudato (curativos que mantenham a umidade). CONSERVADOR: NECROSADO CIRÚRGICO: REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO E TECIDO SAUDÁVEL (MÉDICO) REMOÇÃO DO TECIDO .94 Tipos de curativos O curativo é feito de acordo com as características da lesão.

trocar a cada 48h. favorece debridamento. desbridar tecidos mortos e desvitalizados. Papaína: pode ser encontrado na forma de pasta. mais de 4 horas se torna mio de cultura (chama insetos. À prova d’água. Hidrocolóides: (atualmente mais usado). Deve-se limpar com SF antes. porém não atua sobre bactérias esporuladas. Tem como característica diminuir o edema local. É utilizada em feridas necróticas. É contra-indicado em . proteção da pele. o preparo deve ser antes do uso. FIBRINOLISINA. é de fácil remoção. pó e na forma líquida. limpar.95 MECÂNICO QUÍMICO OU ENZIMÁTICO COM IRRIGAÇÃO COM AGENTES ENZIMÁTICOS DESBRIDANTES (IRUXOL. antiinflamatória e desbridante. Possui ação bactericida. feridas operatórias. baratas. reduz calor. É indicados em lesões não infectantes. trocar a cada 2 horas). deve-se trocar diariamente. reduzir a congestão vascular. úlceras de pressão. cicatrizante. possui barreira contra infecção. desenvolvendo a maturação de tecido de granulação. áreas de transplantes. Facilita a ação de drogas na ferida. Mantém a umidade da ferida. COLAGENASE. Ácidos Graxos Essenciais (AGE) e ácido linoléico: uso em todo tipo de lesão deve ser realizado debridamento prévio. PAPAÍNA) AUTOLÍTICO OCORRE FERIDA AUTODESTRUIÇÃO DO TECIDO NECROSADO POR ENZIMAS PRODUZIDAS PELA Açúcar: tem poder bactericida quando usado puro ou em pasta. O2 e I). A troca deve ser freqüente. cobrir com gaze e irrigar. FIBRASE. Desvantagens: exige cobertura secundária com gaze ou outro curativo. promovendo melhor oxigenação e irrigação da ferida. pode ser associado a qualquer tipo de cobertura. Deve ser preparado em frascos de vidro pelo poder de oxidação que possui (Fé. lesão com médio ou pouco exsudato. deve ser aplicado a limpeza.

Éter: utilizado para desprendimento do adesivo. Protege as terminações nervosas. é tóxico para cavidades. não utilizar em implantes cirúrgicos. É indicado em ferida superficiais (com acometimento da derme e epiderme). age retirando todo o processo de cicatrização da ferida. Possui ação bactericida com alto grau de absorção de exsudato. área doadora. Não usar em feridas com pouco exsudato. facilita a formação de tecido de granulação. curativo de cateter. Filmes transparentes: promove umidade local. é de fácil remoção. com sangramento.96 lesões infecciosas de queimaduras de 3º grau. promove hemostasia em feridas com baixo exsudato. . pouco exsudato. É contra-indicado em lesão que esteja com tecido de granulação (absorve e resseca muito). pode ser usado com ácidos graxos e deve ser aplicado após limpeza com SF. para proteção da pele. Clorexedine: anti-séptico. lesões infectadas por fungos ou micobactérias e lesões sifilíticas. Pode causar lesão retardatária à cicatrização. A troca deve ser realizada a cada 48 a 72h. Permanganato de Potássio: anti-séptico útil na supuração. osso ou músculo e feridas com muito exsudato. Alginato: É altamente absorvente. Tempo de permanência é de 05 a 12 dias. enxertos. PVPI: bactericida e fungicida. Trocar de 2 a 3 dias. não usar em lesões abertas. Carvão ativado: Usados em feridas exsudativas e infectantes. Diminui odor. Água e sabão: emoliente utilizado para limpeza. Deve ser trocado na presença de exsudato. necessita de curativo secundário. em áreas queimadas. Solução fisiológica: usada para limpeza de lesões. Não usar em tendão. Tem como desvantagem ter que se usar uma cobertura secundária (fita crepe ou micropore). distúrbios de coagulação.

Éter para retirar o esparadrapo. Soro fisiológico. PVPI. Pinça anatômica com dente. Esparadrapo. Saco para lixo Impermeável e traçado para proteger a cama. Conservar com o paciente e explicar sobre o cuidado a ser feito. Espátula. Pomadas e ataduras quando indicados. . de acordo com o tipo de ferida e curativo. Vaselina: Emoliente utilizado para retirar crostas e impermeabilizar a pele. pinça de Kocher. Nos curativos grandes e purulentos deve-se usar lençóis e compressas. estéril ou de procedimento. Dersani para ferida infectada ou outra solução prescrita.97 Violeta de Genciana: Substância germicida e fungicida utilizada em mucosas ou lesões da pele e mucosas. CURATIVO DE FERIDA LIMPA Procedimentos 1. Recipientes com solução a serem usadas no curativo. tesoura). 2 anatômica – com dente e sem dente. Seringa de 20ml. Cuba rim. pinça anatômica sem dente e tesoura. Par de luvas. Material: Bandeja contendo: Pacote de curativo estéril (1 pinça Kocher. Pacotes com gases. Observação: seqüência da pinça da direita para a esquerda. para melhor absorção de exsudato.

10. .sinais de inflamações. dia. Lavar as mãos. fixando com adesivo indicado ou apropriado. 12. limpar as bordas da lesão com gaze embebida em soro fisiológico. (obs. Levar o material e dispô-lo sobre a mesa de cabeceira. . Com a 1ª pinça (anatômica com dente) e espátula. Usar a técnica do toque com o tampão rotativo. Com a 3ª pinça (anatômica sem dente). não esquecendo de desprezar a pinça anatômica utilizada. . secar e proteger com gaze. 9. a. medicamento utilizado. de acordo com a ordem de uso. .fechar janelas e desligar ventiladores para evitar correntes de ar e poeira. Fazer este movimento quantas vezes se tornar necessário. odor. Desprezar a 2ª e 3ª pinça e envolver todas no campo. quantidade viscosidade. Observar o ambiente: . utilizando gazes embebidas em soro fisiológico (lembrar de desprezar a 1ª porção do SF). 11. b.98 2. tanto quanto de fora para dentro. Escrever no prontuário o procedimento: colocando a hora. 7. na área do campo considerada contaminada. 8. 3.desocupar mesa de cabeceira. colocar o anti-séptico. 5. Lavar as mãos. expor somente a área que vai ser tratada. e jogar no lixo o curativo e espátula. 17. pean ou Kelly). limpar a área menos contaminada da ferida. Observar as condições da ferida: apertar a ferida para ver a existência de secreção. condições observadas na área da ferida (existência de secreções: cor. 13. Preparar todo o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado. Abrir o pacote estéril e colocar junto ao paciente. Com a 2ª pinça (kocher. utilizando éter ou benzina na gaze. (se ferida limpa – deve-se utilizar movimentos de dentro para fora. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. proteger a cama com impermeável e lençol móvel. 16. se ferida contaminada – utilizar movimentos de fora para dentro). queixas do paciente) e assinar. 15.colocar biombo. colocando as pinças em seqüência. evitar os movimentos de dentro para fora da ferida. se necessário. 6. que deverá ser recolhido com os demais materiais e encaminhado ao expurgo. retirar o curativo com a técnica.: Colocar o anti-séptico se esta ferida for limpa). 14. 4. Abrir o pacote de gazes e coloca-las sobre o campo. Secar com gaze. Deixar o paciente confortável.

Observar o ambiente (ventilação. Observar no coletor as características da secreção (cor. Descobrir a área a ser tratada e proteger a cama com impermeável e traçado. Conversar com o paciente confortável. 3. dia o que foi observado. Lavar as mãos. Se for retirar o dreno o paciente não deve estar em fawler médio. Colocar as pinças na ordem com os cabos voltados para fora. Lavar as mãos. Retirada do dreno 1. Tirar as luvas com a técnica. Colocar as luvas.99 CURATIVO COM DRENAGEM Procedimentos 1. 3. 2. Abrir o pacote de gase e colocar dentro do campo. Deixar o paciente confortável. 19. 5. Organizar o material e recolher deixar o paciente confortável. etc). . Organizar bandeja estéril. Limpar e secar inicialmente nas bordas e depois na área ao redor do dreno. 13. prendendo toda a gaze pela extremidade. 12. se usa 2 ou mais gases dependendo da necessidade. 18. Retirar o curativo com o auxilio da pinça e espátula com gaze embebida em éter. Anotar no prontuário todo o procedimento: colocando hora. Fazer o curativo compressivo (vedar todo o curativo). Fazer a limpeza da ferida obedecendo aos princípios de contaminação e seguindo a ordem de seqüência e de uso. Colocar bastante gaze perto do dreno e mandar o paciente respirar. mais o material necessário. de acordo com o tipo de curativo. principalmente no caso de necessidade de troca da solução. 4. Colocar os esparadrapos. 8. 11. iluminação). 10. 9. 6. 7. Prepara a gaze fazer uma abertura com a tesoura pegando pela parte que não vai tocar no dreno. 17. 14. 2. 16. 15. Pinçar o látex se necessário. desprezar esta pinça no campo e espátula com curativo no saco de lixo. odor.

7. Colocar as luvas de procedimento e proceder a retirada da atadura. 3. 19. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. Retirar as gazes com a pinça anatômica com dente despreza-la. deixar o paciente confortável. em seguida retira-las. 8. Organizar todo o material. sempre utilizando o auxilio da pinça de kocher. anatômica sem dente e tesoura. Umedecer a gaze com soro fisiológico para soltar com maior facilidade. Colocar o biombo. 16. Colocar gazes suficientes e fixar com a atadura. Colocar as luvas estéril e organizar pela seqüência os instrumentos do pacote: anatômico com dente. 13. Lavar as mãos. Organizar o material e organizar o ambiente *ventilação. Abrir com técnica o pacote de curativo estéril. Dreno torácico exige troca de curativo extremamente rápida e curativo oclusivo para evitar que ocorra pneumotórax. Colocar solução prescrita. Colocar o impermeável ou lençol. 2. Anotar no prontuário todo o procedimento. iluminação). 18. .pomada ou anti-séptico prescrito. kocher. expondo a área do ferimento. Lavar as mãos. 11. 17. Limpar as bordas da ferida. 4. Irrigar a ferida com a seringa e soro fisiológico. Levar o material até a mesa de cabeceira. 5. Depois enxugar. CURATIVO INFECTADO Procedimento 1. 15. 12. 9. Não deve apresentar dobras para garantir uma boa drenagem. 10.100 4. 14. 6. da parte mais limpa para a mais contaminada.

101 CURATIVO INFECTADO COM O USO DE AGE 1. Desprezar a porção inicial do anti-séptico utilizado pela primeira vez. 8. Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manipular material esterelizado. ventiladores. 12. 4. 11. manter as pontas das pinças voltadas para baixo devido ao risco de contaminação. 7. Anotar no prontuário todo o procedimento. em seguida coloca atadura prende com fita adesiva. a área mais contaminada é a da lesão. 5. . Segue o mesmo procedimento do curativo infectado. Limpar as feridas partindo sempre da área menos contaminada para a mais contaminada. 7. Retirar o esparadrapo no sentido dos pêlos. 2. e nas feridas infectadas. Deixa o paciente confortável. 3. 10. CUIDADOS DE ENFERMAGEM 1. Organizar o material. 6. Nas feridas não infectadas. Observar a data da esterilização do pacote do curativo ( o prazo de validade é sete dias). Lavar as mãos. Orientar o paciente para não tocar a ferida com as mãos. 6. a pele ao redor é considerada mais contaminada que a incisão. Ao embeber a gaze com anti-sépticos. 9. umedece-las com soro fisiológico antes de retira-las. Se houver mais de uma ferida iniciar pela lesão menos contaminada. 2. 4. Se as gazes estiverem aderidas à ferida. 5. 3. Evitar correntes de ar (janelas abertas. Considerar contaminado qualquer objeto que toque em locais não esterilizados. 13. Ao embeber a gaze faze-la sobre a cuba rim. etc. Isolar o paciente com biombo se necessário. A gazes embebidas com dersani é colocada sob a ferida.). Colocar algumas gazes abertas em cima da bandeja e a pessoa que está auxiliando coloca o dersani em cima das gazes.

19. O saco plástico que recebe gazes e ataduras usadas no curativo deve ser de uso individual. 16. Não jogar o curativo anterior e as gazes utilizadas na cesta de lixo do paciente. e ainda. crepe e elástica. estão disponíveis no mercado em rolo de varias larguras e comprimento. Neste caso as luvas devem ser esterelizadas. com suspeita de infecção deve ser colhida amostra para bacterioscopia e encaminhada imediatamente ao laboratório. Geralmente. 18. Ao dar banho em pacientes com curativo. 48 horas após a cirurgia. é recomendado deixar o curativo aberto. 17. sendo recomendados: Finalidade de sua aplicação Contenção: fixar curativos. Exceto quando não utilizar pinça. seguindo-se as lesões abertas não infectadas e. fixar e proteger partes lesadas. . iniciar pela incisão fechada e limpa. conter talas (luxação) e imobilizar. estancar hemorragias. manter curativos no lugar. Não é necessário o uso de luvas para fazer curativo. Um para cada paciente. Nas feridas. 21. 20. com exsudato. Compressão: exercer pressão sobre uma determinada área do corpo (curativos compressivos). por último as infectadas.102 14. nas feridas cirúrgicas. Não comprimir demais com ataduras e esparadrapo o local da ferida a fim de permitir boa circulação. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA APLICAÇÃO DE ATADURAS Conceito Atadura é uma faixa de várias larguras e comprimentos. aproveitar para lavar a lesão. Usada para envolver. Correção: manter posicionamento funcional do corpo e corrigir deformidades. 15. As ataduras mais usadas são de gaze. Quando o paciente necessitar de vários curativos. geralmente enrolada.

Escolher tipo e tamanho de atadura adequado de acordo com o local e a indicação. Dar apoio à parte em que está sendo aplicada a atadura. Princípios científicos na aplicação de ataduras Os microorganismos multiplicam-se nas regiões quentes. proporcionar calor. A pressão exercida pelos tecidos orgânicos pode afetar a circulação do sangue. Aplicação Para melhor compreendermos a aplicação. proteger curativos. o curativo. Regras na aplicação de uma atadura Deixar sempre que possível as extremidades do membro descobertas. a fim de verificar se a circulação está sendo perfeita. expondo assim. O corpo é mantido na posição anatômica natural com leve flexão das articulações para evitar o estiramento articular: a observância deste princípio evita deformidades e desconforto e estimula a circulação sanguínea da parte envolvida. por conseguinte com a nutrição das células contidas nessa área. A compressão excessiva ou não das superfícies do corpo pode interferir com circulação sanguínea e. dividimos o corpo humano em formas geométricas: . Não deixar muito folgado para não sair com facilidade. Não ajustar demais a atadura devido ao perigo de grangena por falta de circulação. Colocar sempre o membro em posição funcional.103 Proteção: para evitar o contato das partes em tratamento com o meio exterior. A fricção pode causar traumatismo mecânico do epitélio. Não deixar duas superfícies em contato para evitar o aparecimento de úlceras de pressão. úmidas e poluídas (sujas). Proteger as saliências ósseas ou os ferimentos com curativos de gaze ou algodão.

vice-versa. c. Reversa ou espiral com inversão: em cada volta se inverte a atadura. antebraço. Ex: testa. nas partes cilíndricas do corpo (braço. Apressada ou oblíqua: as voltas não se tocam entre si. antebraço. Deve-se tomar cuidado. 4. A volta é colocada sempre do diâmetro menor para o maior.104 Formas fundamentais de ataduras e sua utilização 1. evitando que a atadura fique frouxa. tronco e pernas. tórax) e quando se quer mudar de um segmento para outro: cabeça – pescoço. 2. pulso. coxas). joelho. Usada em partes cilíndricas do corpo ou para manter curativos. Recorrente: utilizada para cobrir porções distais do corpo como cabeça (capacete). Desta forma há diminuição na largura da atadura. a. para evitar que se desmanche. . dedos. tornozelo). Permitindo os movimentos articulares. tórax. mão – punho. etc. b. como mão e cotovelo. sobretudo nas articulações (cotovelo. devido à deficiência circulatória. braço – tórax. extremidades dos dedos da mão e pé cotos de membros amputados. Espiral: a atadura é enrolada obliquamente num segmento corporal. se a atadura estiver muito apertada. pernas. 3. A volta em espiral reversa é aplicada nas partes cônica. Circular ou orbicular: É feita com uma volta sobre a outra. Consiste em cruzar a atadura em forma de oito. regiões onde há acentuado aumento do diâmetro (braço. punho. pois com os espaço sem compressão que ficam entre as voltas da atadura podem ocasionar edema. tornozelos. Cruzada ou em oito: também conhecida com espica. de forma tal que sua parte interna fique sendo externa e na seguinte volta. É usada para fixar talas imobilizando as articulações e para unir a mesma atadura duas partes. pescoço. É usada. Lenta: é aplicada nas partes cilíndricas do segmento corporal: braço.

Ao colocar alfinetes ou fazer nós. 10. As talas para imobilização devem ser resistentes e leves. Ao aplicar a atadura observar: a. é necessário deixar descobertas as extremidades (dedos da mão e pedartículos). 3. ou parte do corpo a ser enfaixado.105 Pontos a serem observados 1. Ao passar uma atadura. edema. para evitar escaras ou aderências. A largura da atadura deve ser de acordo co diâmetro do membro. b. umedece-la com soro fisiológico aquecido. 6. cuidar para que não fiquem sobre o ferimento. do contrário soltam-se com facilidade. 4. A porção terminal da atadura não deverá ser aplicada em parte do corpo que se estreita. saliência óssea. 14. O local e a extensão da lesão. Ataduras muito sujas devem ser removidas com pinças ou luvas. enrolando-a Caso a atadura esteja aderente. . 7. Caso queira exercer compressão. coloca-se a sua extremidade inicial sob a extremidade terminal da primeira. As ataduras devem ficar firmes. A atadura deve ser bem feita e apresentar aspecto agradável. 13. Ao passar uma atadura. evitar pregas e rugas. Para retirar a atadura Retirar a atadura passando-a de uma mão para outra. porque se desajusta facilmente. Todas as voltas deverão sempre percorrer o caminho mais curto. as condições da circulação. 11. colocar o membro em posição funcional. indeslocáveis. c. ou sobre lesão porque pode traumatizar. 12. 2. adaptando-se ás formas corporais. Para controlar as condições de irrigação sangüínea. 8. as ataduras deverão ser acolchoadas. presença de lesões. Caso seja necessário um segundo rolo de atadura. ou do lado que não que o paciente deita ou outro lugar que não possa incomodá-lo. 5. 9. sem serem muito apertadas. Evitar que duas superfícies corporais fiquem em contato.

106 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE OXIGENIOTERAPIA Oxigenioterapia Consiste na administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. O oxigênio é uma droga terapêutica e deve ser usado com cautela. Pacientes com DOPCs. Máscara. Indicações Hipoxemia de qualquer origem. Manutenção da integridade capilar. 2. 3. HOOD ou HALO. CPAP nasal. . Infarto agudo do miocárdio. infecciosas e crônicas. Cânula nasal:. Pós-operatório imediato. Doenças pulmonares agudas. Trata-se de uma intervenção mais comum para melhorar as trocas gasosas entre alvéolos e sangue. aumentando a concentração de oxigênio no sangue. VM através de uso de cânula endotraqueal. Incubadora. Reanimação cardiorespiratória. enquanto diminui o trabalho da respiração e o estresse do miocárdio. Ao nível dos tecidos: o O2 transportado pelo sangue assegura a renovação dos tecidos e participa do metabolismo celular. Meios de administrar O2: Cateter nasal. A oxigenioterapia do organismo se situam em 3 níveis: 1. Ao nível do alvéolo: a ventilação respiratória assegurada a renovação de O2 Ao nível do sangue circulante: que transporta o O2 até os tecidos.

Conversar com o paciente sobre o cuidado. 8. micropore ou fita adesiva. 9. 5. Colocar o paciente em posição confortável. 2. Esparadrapo. Lavar as mãos. 10. 3. 4. Anotar no prontuário os cuidados prestados. .107 Material básico: Oxigênio canalizado ou em torpedo. Obs: Acrescentar ao material básico a cânula nasal. Fornece concentração de oxigênio de 25 a 40%. Abrir o oxigênio. 6. 7. verificando as medidas de segurança. Seu uso é mais confortável do que a maioria dos dispositivos. Colocar a cânula no nariz do paciente. Água destilada. Organizar o material. especialmente o cateter nasal. Preparar ambiente . Lubrificante. fixando-a com a fita adesiva. Intermediário de látex ou plástico. Lavar as mãos. Gaze. Manômetro e/ou fluxômetro. Adaptar a cânula ao tubo de látex ou plástico. Manter o fluxo de oxigênio – 1 a 6 1/min ou de acordo com pm. Saco para resíduos. Cânula nasal Tubo plástico com pequeno diâmetro e duas protusões que são introduzidas nas fossas nasais. É usada quando não é necessária grande pressão na administração de oxigênio. Controla o fluxo de oxigênio (1 a 6 1/min). 11. Procedimento 1. Aviso de não fumar. Umidificador.

Lavar as mãos. tranqüilizálo de que existe ar e oxigênio suficiente para respiração. Regular o número de litros de oxigênio até a quantidade prescrita (5 a 8 litros). Material: (acrescentar) Cateter nasal estéril (sonda número 6. 7. Deixar o ambiente em ordem. 5. que introduz no nariz e na faringe. Procedimento 1. A quantidade de oxigênio através da máscara oscila entre 5 a 8 1/min. Preparar o material e colocar na mesa de cabeceira. 2. com alguns orifícios pequenos na extremidade. 8. Anotar os cuidados prestados no prontuário. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. Cateter nasal Caracteriza-se pela introdução de uma sonda fina de plástico ou borracha. Unir a máscara ao intermediário e este ao umidificador. 6.108 Máscaras de oxigênio É um dispositivo de plástico transparente com uma saída para a expiração que recobre o nariz e a boca. Usa a parte da face e os seios nasais como reservatório do oxigênio. . 10. Colocar o paciente confortável em posição de fowler. 8. Abrir a válvula do torpedo e deixar sair um pouco de oxigênio para evitar saída intempestiva. se mistura com o ar ambiente entra pelos orifícios durante a inspiração. Prepara ambiente verificar a medida de segurança. 10 ou 12). Luva de procedimento. Concentração de oxigênio é de 60%. Obs: alguns pacientes podem sentir claustrofobia. 9. 4. 3.

Manter o umidificador sempre com água até a marca 2/3 de sua capacidade. considerando a profilaxia de infecções. . Fazer fixação correta do cateter de O2 junto a narina e sobre a orelha. desprezar a água restante e recolocar nova água. Lavar as mãos. Colocar o umidificador no local e adaptar o látex. Deixar o paciente confortável. Capacidade do cilindro 300 libras. Observar o paciente durante o tratamento. Ao verificar que o nível da água no umidificador está baixo. introduzir a porção do cateter correspondente à fossa nasal. Colocar o paciente em posição fowler. Colocar xilocaína na gaze. Verificar a quantidade de litro prescrita pelo médico. Jamais acrescentar água ao volume restante. Medir a distância entre a ponta do nariz e lóbulo da orelha e marcar com esparadrapo. Colocar avisos para não fumar. Anotar no prontuário todo o procedimento. Explicar o paciente o que vai ser feito. Cuidados de enfermagem Fazer a troca de narina a cada seis horas e proceder a uma limpeza do cateter e da narina.109 Procedimentos Lavar as mãos. se estivar abaixo de 50 libras chamar a manutenção. Lavar as mãos. verificando as medidas de segurança. Organizar o material. Com gaze umedecida de xilocaína. Substituir o cateter a cada 24 horas no caso de permanência de O2. Água usada no umidificador deve ser estéril. Preparar o material. Quantidade de O2 é de 2 a 3 1/min. Preparar o ambiente. levando para junto do paciente.

110

Evitar atrito do cateter na mucosa nasal; Paciente que recebe oxigênio requer um especial cuidado com a cavidade oral. Cuidados importantes 1. 2. 3. 4. Seguir rigorosamente a prescrição médica quanto à quantidade de oxigênio por minuto, para evitar graves complicações; Observar a presença de vazamento de oxigênio em todo o sistema; Nunca ligar o oxigênio sem umidificação para evitar sérias lesões no trato respiratório; Ao utilizar o torpedo de oxigênio, observar os seguintes cuidados: Proibir o uso de fumo próximo ao cilindro ou torpedo de oxigênio; Transportar em carrinho apropriado; Abrir lentamente a válvula de cilindro ou torpedo; Evitar quedas. 5. 6. Trocar o cateter a cada horas devido à obstrução e mudar o local de fixação; Anotar na prescrição do paciente o horário da suspensão do tratamento. Obs: A administração de oxigenioterapia pode ser iniciada pelo enfermeiro, se o cliente começar a apresentar problemas respiratórios, mas o tratamento geralmente é prescrito pelo médico, portanto, em seguida, é fundamental que o enfermeiro comunique a intercorrência ao médico. AEROSSOLTERAPIA/NEBULIZAÇÃO Conceito É a introdução de medicamentos, transformados em pequenas partículas voláteis, através do trato respiratório por um aparelho chamado nebulizador. Pode ser realizada por meio de ar comprimido ou oxigênio.

111

Objetivo Fornecer um excesso de umidade às mucosas que revestem o trato respiratório. A umidade ajuda a aliviar a irritação da mucosa, dilui secreções espessas e afrouxa as crostas. Material: nebulizador; solução prescrita. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Retirar o nebulizador já desinfetado do recipiente; 3. Colocar a solução prescrita no nebulizador; 4. Posicionar o paciente de maneira confortável, de preferência em Fowler ou sentado; 5. Orientar o paciente para manter a máscara junto à face, inspirar pelo nariz e expirar pela boca; 6. Graduar o fluxômetro até visualizar a saída de névoa (no máximo 5 litros por minuto); 7. Manter a nebulização por 15 a 20 minutos ou de acordo com prescrição médica; 8. Deixar o paciente confortável; 9. Fazer a desinfecção do nebulizador conforma a rotina; 10. Lavar as mãos; 11. Checar o horário na prescrição. Cuidados importantes 1. Ao fechar a válvula do fluxômetro, observar se não há vazamento; 2. Estimular a expectoração e anotar a quantidade e características; 3. Nos pacientes traqueostomizados adaptar o nebulizador próximo à traqueostomia; 4. Na nebulização contínua, manter a água esterilizada do frasco em níveis adequados; 5. Utilizar oxigênio somente quando não houver ar comprimido disponível ou quando houver prescrição médica para uso do oxigênio.

112

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE SONDAGENS
Introdução A sonda é um instrumento para ser introduzido em um canal ou cavidade para fins propedêuticos (determinar a presença de estenose, corpo estranho ou uma outra situação mórbida). Pode ser fina e flexível, para explorar ou dilatar um canal natural; ou rígida, geralmente com uma extremidade pontiaguda, para separar tecidos de dissecação. A sondagem é um método muito utilizado e eficiente em pacientes em situações delicadas, quase sempre dentro do hospital. Ela pode ser utilizada no pré-operatório, por exemplo, para fazer esvaziamento vesical, no pós-operatório para exercer funções que o corpo ainda não está adaptado (por exemplo: uso de sonda nasogástrica para alimentação após uma cirurgia esofagiana) e no caso de perda de funções vitais (exemplo: um paraplégico que não tem reflexos vesicais que tem necessidade de estar sempre com uma sonda vesical). CATETERISMO GÁSTRICO Conceito É a introdução de uma sonda plástica ou de borracha, flexível, podendo ser curta ou longa, pela boca (SOG) ou nariz (SNG) até o estômago. Objetivos Estabelecer uma via para alimentar o paciente; Examinar o conteúdo gástrico; Administrar medicamentos; Preparar para cirurgias e exames; Para aspirar ou esvaziar o conteúdo gástrico; Nas cirurgias e afecções da boca; Estabelecer um meio de drenar o conteúdo gástrico; Aliviar distensão abdominal.

que é introduzida. Sonda Rhefus: ponta metálica. estetoscópio. Geralmente. copo com água. são passadas normalmente pelas narinas. anestésico local e lubrificante (xilocaina gel à 2%). nº 14 a 20 para adulto e de 04 a 12 para Rn e crianças. obter uma amostra do conteúdo gástrico para estudos laboratoriais e administrar alimentos e medicamentos diretamente no trato gastrointestinal. Sonda de Dobhoff: usada para alimentação. cuba rim. esparadrapo. A sonda é usada para remover líquidos e gases do trato gastrointestinal superior em adultos. sonda gástrica. recipiente para lixo. toalha de rosto. existindo no mercado tanto tubos de plástico como de borracha com orifícios laterais próximos à ponta. Sonda de Miller-Abbott: sonda longa de borracha. Obs: O número da sonda nasogástrica deve ser proporcional à constituição física do paciente. . geralmente. através de uma narina e levada até o piloro. Sonda Ewald: usada para retirada do conteúdo gástrico (tubo de borracha com uma grande abertura).113 Tipos de sonda Sonda Levine: é uma das mais usadas. Apresenta uma única luz (números 14 a 18 ). seringa de 20 ml. Contra-indicações TU de mediatisno Estenose de esôfago Varizes de esôfago Material Biombo. com luz dupla e com um balão na extremidade. gaze. Sonda Jutte: com ponta de malha metálica. aumenta força da gravidade. é utilizada para localizar e tratar processos obstrutivos do intestino delgado.

4. Introduzir a sonda lentamente. Fixar a sonda com esparadrapo. Da asa do nariz ao lóbulo da orelha. Prepara o material. 14. a sonda é introduzida. sem forçar. 2. A sonda deve ser introduzida delicadamente até a marca do esparadrapo. d. Aspirar suco gástrico. Lavar as mãos. b. 6. Fletir a cabeça do paciente para frente quando a sonda ultrapassar o obstáculo da parede nasofaríngea. confirmando a localização correta da sonda. Verificar na prescrição do paciente a finalidade da sondagem. Lavar as mãos. Cortar o esparadrapo para fixação e para marcar a sonda. Anotar na prescrição do paciente: horário. 9. c. O ar introduzido produzirá ruídos que serão auscultados através do estetoscópio. 11. 13. Pedir ao paciente que diga “HUM” com a boca fechada. Posicionar o paciente em Fowler ou sentado. Medir a sonda: a. 10. Pedir ao paciente para deglutir e respirar profundamente. Colocar o estetoscópio abaixo do apêndice xifóide: introduzir 10 ml de ar pela sonda com auxilio de seringa. nº da sonda. . Verificar se a sonda está no estômago através dos seguintes procedimentos: a. Guardar o material. sem comprimir a narina. 15. 5. 12. 8. de modo que fique segura. 3. enquanto. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 17. Medir do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide e marca-la com esparadrapo. Lubrificar a sonda com anestésico local do tópico com auxilio de gaze.114 Procedimentos 1. 16. reações do paciente. Colocar a sonda em um copo d’água se não borbulhar está no estômago. b. Explicar o procedimento ao paciente. 7.

Cercar a cama com biombo. com cotonete. em caso de cianose. retirar totalmente a sonda. se necessário. Caso o paciente apresente tosse durante a introdução da sonda. Objetivo: Este procedimento é utilizado para oferecer alimentos aqueles pacientes que não conseguem alimentar-se devido à perda de apetite. constipação. Síndrome de Dumping. 7. má colocação. 5. massageando as narinas para evitar lesão. Metabólicas: hiperglicemia. Cuidados com o alimento Conferir se a dica está correta. desidratação. resíduo. duas vezes ao dia. náuseas vômito. . 6. 2. tosse intensa e rouquidão. sair ar pela sonda. Colocar o alimento aquecido. Uma radiografia e o único meio seguro de se verificar a posição da sonda. interromper o procedimento até cessar o estado tussígeno. Mecânicas: pneumonia por aspiração. Limpar as narinas. bebês prematuros ou crianças que sofrem cirurgias reparadoras da boca. irritação nasofaríngea. Se a tosse persistir. Verificar se houve desvio na introdução. GAVAGEM Conceito: É a introdução de alimentos através de uma sonda gástrica. 3. inconsciência fraqueza ou debilidade excessiva ou obstrução do esôfago. azotemia. Trocar a fixação diariamente. Retirar o ar do equipo deixando escorrer um pouco de alimento pelo equipo. Anotar volume e aspecto da secreção gástrica quando a sonda permanecer aberta. cólicas. 4. Síndrome das alimentações por sondas. plenitude gástrica. gases. ruídos sibilantes. obstrução da sonda.115 Cuidados importantes 1. Possíveis complicações Gastrointestinais: diarréia.

12. 3. Aspirar o alimento com a seringa. evitando a introdução de ar. recipiente para lixo. 17. Lavar as mãos. Cuidados importantes Antes de administrar o alimento aspirar a sonda para verificar se o estômago não está repleto de alimento. Anotar na prescrição do paciente: horário. Pinçar a sonda para evitar a entrada de ar sempre que for manuseá-la. 2. 5. tipo e a unidade do alimento. Orientar o paciente sobre o procedimento. Verificar temperatura do alimento (próxima à temperatura corporal). 6. 13. ou injetar a dieta por sifonagem (colocar a extremidade da sonda dentro do recipiente da dieta e eleva-lo para obter a cão da gravidade). 15.116 Material: seringa de 20 ml. recipiente com alimentos. intercorrências se houver. 8. estetoscópio. 9. 14. Injetar 10% de água em relação à quantidade do alimento. Limpar a extremidade da sonda com bola de algodão embebida em álccol. Elevar a cabeceira da cama. Limpar a extremidade da sonda novamente. Não deixar entrar ar mantendo a sonda fechada evitando distensão abdominal. copo com água. Procedimentos 1. 16. Lavar as mãos. 7. Lavar as mãos. bolas de algodão com álccol. 11. 10. . Repetir o procedimento até o término. se não houver contra-indicação. Introduzir o alimento lentamente. Elevar o decúbito ou deixar o paciente em decúbito lateral nos casos em que o paciente tenha facilidade de rugurgitamento. pacote de gaze. Preparar o material. Proceder à limpeza dos materiais. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 4. Verificar se a sonda está no estômago conforme técnica da sondagem gástrica.

deixando o frasco mais baixo que o corpo. 2. água). 9. Preparar pacientes para cirurgias e/ou exames. Material: o mesmo material de sondagem gástrica acrescida da solução prescrita para lavagem (Soro fisiológico. Executar técnica de sondagem gástrica. . Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. 4. Auxiliar no tratamento de hemorragia gástrica. 6. Lavar as mãos. 8. 3. O procedimento de alimentação segue o mesmo da gavagem. Verificar se o paciente deverá permanecer com a sonda após a lavagem. por meio de uma sonda nele colocada através da parede abdominal. solução de bicarbonato de Na. 7. Procedimentos 1. usando tantos frascos de soluções forem prescritos. 5. 11. Fazer limpeza dos materiais.117 ALIMNTAÇÃO PELA GASTROSTOMIA É a introdução de alimentos líquidos diretamente no estômago. pedaço de látex. 10.F.) na sonda e injeta-lo lentamente. Deixar que a solução retornasse ao frasco através da força da gravidade. Adaptar o frasco de soro fisiológico (S. Objetivos: Remover substâncias tóxicas ou irritantes. Proceder desta forma quantas vezes forem necessárias. onde é feita pelo cirurgião uma incisão nesta e introduzindo a sonda. Orientar o paciente sobre o procedimento. LAVAGEM GÁSTRICA Conceito: É a limpeza do estômago realizada através de uma sonda gástrica. Preparar o material. Colocar o paciente em posição de Fowler ou decúbito lateral.

Colocar a toalha sobre o tórax do paciente. Anotar na prescrição do paciente: horário.118 12. éter. motivo. reações do paciente em relação à retirada da sonda. 13. Lavar as mãos. RETIRADA DA SONDA NASOGÁSTRICA A retirada da sonda deve ser feita de acordo com a prescrição médica. 4. 11. Proceder à limpeza das narinas com auxílio de cotonete. Lavar as mãos. 10. 7. Retirar o espadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter. Lavar as mãos. 5. Explicar o procedimento ao paciente. volume infundido e drenado. 9. recipiente para lixo. 6. Retirar a sonda lentamente com auxílio de uma gaze. Anotar na prescrição do paciente: horário. Fazer limpeza dos materiais. aspecto do líquido drenado. reações do paciente. 3. . devendo ser feito com técnica rigorosamente asséptica. 2. Procedimentos 1. cotonetes. Material: gaze. 8. toalha de rosto. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 12. Fechar a sonda. Preparar o material. CATETERISMO OU SONDAGEM VESICAL Conceito É a introdução de uma sonda na bexiga através do meato urinário.

Verificar presença residual após a micção. b. Antes da sondagem em pacientes com retenção urinária. devido a traumatismo na uretra. Obter amostra estéril de urina. pacientes sob efeitos sedativos. procura meios que estimulem a diurese espontânea do paciente: a. b. Abrir uma torneira perto do paciente. cirurgia da uretra). . Presença de obstáculo à eliminação (aumento do volume prostático. Fazer lavagem externa com água aquecida. Possibilitar o controle rigoroso da diurese. é preferível usar fraldas descartáveis para mulheres e uropen para homens. e. d. c. d. ☺ Método de demora: (sonda de borracha – SVD) a. pacientes com retenção urinário aguda. Prevenir obstrução da uretra por coágulos de sangue (TU de bexiga. Colocar o paciente sobre uma comadre com água aquecida. Obter amostra estéril de urina. Colocar as mãos do paciente em água aquecida. estenose da uretra). Para alívio imediato da distensão da bexiga: nos casos de paciente que não consegue urinar 8 a 12 horas de cirurgia. c. Pingar água morna sobre o clitóris. No tratamento prolongado de pacientes com incompetência vesical. Observações 1.119 Objetivos Aliviar a distensão vesical pela retenção de urina. b. 2. Indicações do cateterismo ☺ Método intermitente: (sonda nelaton ou de alívio) a. c. Colocar bolsa de água quente sobre a região hipogástrica. Proceder ao preparo pré-operatório de algumas cirurgias. f. Para pacientes com incontinência urinária. Pacientes com cirurgias de uretra e estruturas vizinhas. Evitar a constante umidade em pacientes com incontinência urinária. ao invés de cateterizar.

de modo a prevenir essas indesejáveis infecções. Klesbsiella. quando o objetivo for essencialmente a sondagem de alívio. o paciente com um cateter de demora é avaliado quanto aos sinais e sintomas de infecção do trato urinário: urina turva. A sondagem vesical de demora tem indicações específicas conforme descrito nos objetivos. Enterobacter. deve-se antes executar medidas visando estimular a micção espontânea. nos casos de retenção urinária de qualquer origem. Cuidados importantes 1. como descritas anteriormente. 3. Pseudomonas.120 Minimização de traumatismos O traumatismo da uretra pode ser minimizado com um cateter do tamanho apropriado. causando tração da uretra. e mal-estar. Os cateteres impedem a maioria das defesas naturais do trato urinário inferior através da obstrução dos dutos peri-uretrais. O cateter é fixado apropriadamente para evitar sua movimentação. Utilizar sempre o sistema de drenagem fechado estéril. 4. Assim. Além disto. O cateter é lubrificado de modo a ser introduzido de forma fácil e de forma delicada. Serratia e Cândida. Proteus. Por isso (devido aos riscos de infecção). Os patógenos responsáveis pelas infecções do trato urinário associado ao cateter incluem Escherichia coli.: Sonda nelaton ou de alívio: varia de nº 04 a 22 Sonda de foley ou de borracha: varia de nº 12 a22 Riscos de infecção A presença de um cateter de demora pode levar à infecção. Observar rigorosamente a técnica asséptica. irritando a mucosa vesical e promovendo uma via artificial para a entrada de organismos na bexiga. Obs. Utilizar a posição ginecológica em pacientes obesos ou quando for difícil a visualização do meato. 2. febre. . hematúria. ou remoção acidental. calafrios. determinados princípios são essenciais nos cuidados de um sistema fechado de drenagem urinária. anorexia.

121 5. . pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. bolas de algodão. O cateter não deve ser mantido mais tempo do que o necessário. sonda foley de calibre adequado. e nunca ser suspenso sem um treinamento prévio da bexiga. máscara. e. 10. uma seringa de 10 ml para testar o balão. Orientar o paciente para não elevar a bolsa de drenagem acima do nível da bexiga. f. Esvaziar a bolsa de drenagem a cada seis horas. pinça. 8. Se o cateter é mantido por dias ou semanas. então deve ser trocado periodicamente. 9. Preservar o bom fluxo urinário evitando dobras. b. gazes. Em pacientes com sonda de Foley. Caso a executante da técnica seja destra. esparadrapo. Higiene íntima duas vezes ao dia. Anota no relatório de enfermagem do paciente: alteração no aspecto da urina. material para higiene íntima. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA FEMININA Material Luva látex esterilizada. Deve ser evitada a manipulação inadvertida do cateter pelo paciente ou pela equipe. uma vez por semana. a fim de evitar a instalação da atonia vesical. anestésico local tópico (xilocaina à 2%). observar os seguintes cuidados: a. Perfurar o bico do anestésico com agulha estéril após desinfecção do mesmo. cuba rim. Se for sinistra. deve permanecer ao lado direito do paciente. A bolsa nunca deve tocar no chão. campo fenestrado). sistema de drenagem fechado estéril. queixas de dores e elevação da temperatura. c. antiséptico. permanecer ao lado esquerdo e calçar a luva na mão direita. 7. d. 6. saco para lixo. um pacote de gaze esterilizada. uma seringa de 10 ml com água destilada para encher o balão.

Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. seringa para teste do balão. 8. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. 16. 6. Informa-la sobre a sensação d ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. 9. . 5. grandes lábios. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. Lavar as mãos. e colocar todo o material (anti-séptico. deixando a paciente em posição ginecológica. 19. Desprezar a pinça na lateral do campo. 4. Manter o intermediário protegido. 14. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes.122 Procedimentos 1. meato urinário e introito vaginal. clitóris. 7. Orientar a paciente com relação as tapas o procedimento e ao objetivo do mesmo. tampa de borracha e prolongamento). 10. Calcar a luva na mão direita. Prepara o material e deixar o sistema de drenagem ou similar montado (frasco. sem provocar desconforto. 11. 13. 3. Preparar o ambiente. pequenos lábios. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pés da paciente. 12. Lubrificara sonda com xilocaina. começando pela vulva. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. 17. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. 15. Testar a sonda. Fazer higiene íntima. Iniciar a anti-sepsia da genitália. 2. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. Colocar o saco de lixo próximo à cama. 18. entre as pernas da paciente. sonda. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). lubrificante) e prepara na seringa a água destilada que deverá ficar fora do campo.

SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO FEMININA Material Luva látex esterilizada. sem tracioná-la. máscara. reação da paciente. campo fenestrado). pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA MASCULINA Material: o mesmo do procedimento anterior. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. Anotar na prescrição da paciente: horário. tipo de sondagem. pinça. para colocar a uretra em linha reta. 29. volume de água destilada injetada no balão de sonda. quase que perpendilcularmente ao corpo. 26. gazes. 21. lentamente e com movimentos delicados. Manter o paciente em posição deitada. Retirar as luvas e fixar a sonda com esparadrapo na face interna da coxa. Cobrir os genitais com a camisola. glande e prepúcio. Lavar as mãos. Constatar a saída de urina e injetar água destilada para encher o balão. Introduzir metade da sonda (5 a 8 cm). Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. 28. antiséptico. Retirar os materiais da cama. 25. bolas de algodão. Elevar o pênis. 24. Testar se a sonda está fixa na bexiga tracionando-a delicadamente e conectar o prolongamento. volume e aspecto da urina retirada. 23. cuba rim.123 20. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. nº da sonda. anestésico . Proceder à desinfecção dos materiais. diretamente no meato sem tocá-la nas áreas adjacentes. 22. 3. 2. 27.

Informa-la sobre a sensação de ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar.124 local tópico (xilocaina à 2%). 9. Pegar a sonda lubrificada. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. Desprezar a pinça na lateral do campo. Lubrificar a sonda com xilocaina. 4. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). grandes lábios. 8. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. abrir a extremidade de entrada e a outra colocar dentro da cuba rim. e colocar todo o material (anti-séptico. Procedimentos 1. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. comadre. 16. Preparar o ambiente. 6. 10. Lavar as mãos. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. lubrificante). Calçar a luva na mão direita. um pacote de gaze esterilizada. . 5. sonda nelaton de calibre fino. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. sem provocar desconforto. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. clitóris. 2. material para higiene íntima. meato urinário e introito vaginal. 18. 14. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. Orientar a paciente com relação às etapas do procedimento a ao objetivo do mesmo. sonda. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. Iniciar a anti-sepsia genitália começando pela vulva. deixando a paciente em posição ginecológica e colocar a comadre entre as pernas da paciente. 15. 17. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pás da paciente. pequenos lábios. Fazer higiene íntima. Colocar o saco de lixo próximo à cama. saco para lixo. 12. 3. 7. 11. entre as pernas da paciente. 13.

4. lentamente e com movimentos delicados. mantendo-os firmemente e tracionando-os em direção a sínfese púbica. tipo de sondagem.comadre. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO MASCULINA Material Luva látex esterilizada. material para higiene íntima. 2. para colocar a uretra em linha reta. Manter o paciente em posição deitada. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar da mão esquerda. 3. 24. 27. . afastar as pernas e colocar entre as mesma a comadre. Após a extração total da urina retirar a sonda. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. Retirar as luvas. nº da sonda. cuba rim. Para a lubrificação pode-se usar a seringa de 10ml com xilocaína. Lavar as mãos. diretamente no meato sem toca-la nas áreas adjacentes. sonda nelaton de calibre fino. pinça. Proceder à desinfecção dos materiais. máscara. bolas de algodão. campo fenestrado). reação da paciente. antiséptico. Elevar o pênis. 23. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. 22. um pacote de gaze esterilizada. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. saco para lixo.125 19. gazes. 21. 26. e introduzir no meato urinário. Cobrir os genitais com a camisola. 20. quase que perpendicularmente ao corpo. 25. glande e prepúcio. Introduzir metade da sonda (5 a 8cm). volume e aspecto da urina retirada. Anotar na prescrição da paciente: horário. anestésico local tópico (xilocaína à 2%).

O paciente pode utilizar uma técnica “limpa” (não-estéril) em casa. . resulta em poucas complicações e permite relações sexuais mais normais LAVAGEM VESICAL Conceito: É a lavagem da mucosa que reveste a bexiga. onde o risco de contaminação cruzada é menor. Ela oferece certas vantagens como: Os pacientes.126 DRENAGEM VESICAL SUPRAPÚBICA É um método de estabelecimento da drenagem vesical através da introdução de um cateter ou tubo na bexiga através de uma incisão ou punção suprapúbica. sendo colocado um curativo estéril sobre o local. geralmente. via sonda vesical. Apresenta menor risco de infecção vesical. através da introdução de uma solução. devido ao risco de contaminação cruzada. São necessárias técnicas assépticas durante o treinamento intra-hospitalar do paciente. É utilizada como uma medida temporária o fluxo de urina da uretra quando a via uretral não oferecer passagem. AUTOCATETERIZAÇÃO INTERMITENTE Proporciona drenagem periódica da urina. A autocateterização promove independência. após cirurgias ginecológicas. É o tratamento de escolha após lesão medular e outros distúrbios neurológicos nos quais há comprometimento na capacidade de urinar. O cateter suprapúbico é removido quando não é mais necessário. Proporciona maior mobilidade ao paciente. quando tende a haver disfunção vesical e após fraturas pélvicas. Essa drenagem é feita por um processo cirúrgico e pode ser mantida durante várias semanas. são capazes de urinar mais cedo. Pode ser mais confortável que um cateter de demora.

127

Objetivos: Evitar a obstrução da sonda; Combater infecção. Material Bandeja; solução prescrita; cuba rim estéril; duas bolas de algodão com álccol; material de lavagem de sonda (cuba rim, seringa de 20ml); uma tira de esparadrapo; éter e uma bola de algodão; um pacote de luva látex estéril. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Lar a prescrição médica; 3. Preparar o material; 4. Orientar o paciente a respeito do procedimento; 5. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com o éter e a bola de algodão; 6. Posicionar a cuba rim ao lado do paciente, sem abri-la; 7. Utilizando as bolas de algodão com álccol, fazer a desinfecção da extremidade bifurcada da sonda adaptada ao prolongamento; 8. Abrir a cuba rim posicionada ao lado do paciente; 9. Desconectar o prolongamento e apoiar a bifurcação da sonda na borda da cuba rim; 10. Proteger a extremidade do prolongamento adaptada à sonda na borda da cuba rim; 11. Abrir o material de lavagem de sonda e montar a seringa sem contamina-la; 12. Colocar a solução na cuba rim; 13. Calçar as luvas; 14. Aspirar solução imergindo apenas o bico da seringa; 15. Injetar, lentamente, 20ml da solução e aspirar sem forçar demasiadamente; 16. Repetir o processo quantas vezes for necessário; 17. Adaptar o prolongamento e fixar a sonda; 18. Proceder à desinfecção dos materiais; 19. Lavar as mãos; 20. Anotar na prescrição do paciente: horário; solução utilizada; aspecto do retorno; quantidade introduzida e retirada; reação do paciente.

128

Cuidados importantes 1. Não permitir que a sonda fique imersa na solução e urina eliminada; 2. Evitar contato com os dedos na extremidade da sonda ao introduzir a solução. RETIRADA DE SONDA VESICAL DE DEMORA Material: seringa de 20ml; benzina; gaze; luva de ´látex de procedimento; recipiente de lixo. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Preparar o material; 3. Explicar o procedimento ao paciente; 4. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter; 5. Colocar luva de látex; 6. Adaptar a seringa a via do balonete, esvaziando totalmente o balão; 7. Retirar a sonda delicadamente, solicitando ao paciente respirar profundamente enquanto a sonda estiver sendo retirada; 8. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem; 9. Medir o volume de urina drenado; 10. Fazer a limpeza dos materiais; 11. Lavar as mãos; 12. Anotar na prescrição do paciente: horário; reação do paciente; volume e aspecto da urina. Cuidados com a retração e Atonia Vesical na retirada da sonda Quando estiver preparando a retirada de um cateter que permaneceu por um período prolongado, o treinamento da bexiga deve ser iniciado para desenvolver o tônus vesical e, assim, prevenir a retenção. Quando o cateter está instalado, a bexiga não enche, nem se contrai. Assim, a bexiga geralmente perde um pouco de sua tonicidade (atonia). O treinamento é feito da seguinte forma:

129

Antes de se retirar o cateter, ele é fechado por 20 minutos e, então, aberto. Este procedimento deve favorecer o enchimento da bexiga e a contração do músculo, evitando que a pessoa fique incapacitada de urinar após a retirada do cateter. LAVAGEM INTESTINAL (ENTEROCLISMA, CLISTER OU ENEMA) Conceito É a introdução de uma solução, medicamentosa ou não, no intestino grosso através de uma sonda retal. Objetivos Combater constipação intestina; Preparar o paciente para cirurgia, parto e exames; Promover evacuação através de estimulação do peristaltismo; Para fins terapêuticos. Tipos de enema Enema de limpeza: remover as fezes; Enema de retenção à base de óleo: lubrifica o reto e cólon, as fezes absorvem o óleo e amolecem; Enema carminativo: alivia a distensão gasosa e facilita a eliminação de flatos; Enema medicamentoso: contêm remédios. Material Sonda reta nº 14 a 30; solução prescrita; pinça; lubrificante vaselina; gaze; impermeável ou similar; esparadrapo; lençol móvel; cuba rim ou similar; comadre forrada; biombo; papel higiênico.

Lavar as mãos. 11. Lavar as mãos. 9. Abrir a pinça e infundir lentamente a solução. Cercar a cama com biombo. Aquecer a solução prescrita. 16. Observar a quantidade e o aspecto da eliminação. . Orientar o paciente sobre o procedimento. quantidade e aspecto da eliminação (cor. 18. 5. Colocar a comadre ou acompanhar o paciente ao banheiro orientando-o para não para não dar descarga. Afastar os glúteos com auxílio de papel higiênico. 7. 6. Solicitar ao paciente que inspire profundamente e introduzir delicadamente a sonda retal até o ponto marcado. Solicitar ao paciente que retenha a solução por 10 a 15 minutos. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 10. Lavar e guardar o material. Dispor o material de modo que facilite o procedimento. reação do paciente. 2. Pinçar a sonda retal ao término da solução. 4. Dobrar as cobertas deixando exposta apenas a região glútea. Lubrificar a sonda retal com vaselina ou xilocaína gel. Marcar 8 a 10cm na sonda retal com esparadrapo. Proteger a cama com o impermeável.130 Procedimentos 1. consistência). Colocar o paciente em posição lateral. no máximo 10cm. Anotar na prescrição do paciente: horário. 20. Adaptar a sonda retal no frasco da solução. 17. Deixar escoar pequena quantidade da solução na cuba rim para retirar o ar testar a temperatura no dorso da mão (temperatura corporal) e pinçar. 8. 3. c. 13. d. 12. 21. 15. 14. forrado com lençol móvel. Preparar os materiais: a. 19. ou similar. b. Retirar a sonda retal e colocar na cuba rim.

2. Pinçar a sonda em caso de dor e desconforto e aguardar o alívio dos sintomas. proceder à higiene íntima. 5. colocar a comadre para eliminação das fezes e após. Cuidados importantes 1. 3. Em casos de enteroclisma gota a gota (Murphy). até no máximo 50 cm. Em pacientes com muita dificuldade de retenção da solução.131 Obs: Lavagem Intestinal com Prolongamento: colocar o irrigador no suporte de soro. . Em pacientes acamados. fixar sonda retal e controlar o gotejamento da solução de acordo com a prescrição médica. espasmo e à dificuldade de retenção da solução. 4. utilizar a posição genupeitoral ou Trendelemburg. A infusão rápida ou a temperatura inadequada da solução levam a um efeito insatisfatório da lavagem intestinal devido ao desconforto. acima do nível da cama para evitar espasmo muscular e desconforto.

usando tática especial para que aceite a morte. da família. AS ETAPAS DO ATO DE MORRER O paciente pode passar por cinco estágios psicológicos em preparação para a morte. Dar-lhe toda assistência: transmitir seus recados. sem emoções. procurando tranqüilizalo.132 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES GRAVES E AGONIZANTES O paciente grave ou agonizante está com as funções vitais muito comprometedoras. ao pessoal do hospital e até contra sua própria família. A negação: quando o paciente toma conhecimento pela primeira vez de sua doença terminal. A aceitação: nessa fase. É possível que venha sofrer de anorexia. o que caracteriza sintomas desagradáveis com sinais de morte. e não necessariamente na ordem mostrada. A ira: uma vez que o paciente parando de negar a morte. escrever sua cartas. pode haver uma tentativa de negociação de mais tempo de vida junto a Deus ou com o destino. pode ocorrer uma recusa em aceitar diagnóstico. é possível que apresente um profundo ressentimento em relação aos que continuarão vivos após sua morte – a você. o paciente aceita a inevitabilidade e a iminência de sua morte. A barganha: apesar de haver um aceitação da morte por parte do paciente. . É possível que deseje simplesmente o acompanhamento silencioso de um membro da família ou de um amigo. A depressão: é possível que o paciente se afaste dos amigos. ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA E RELIGIOSA a) Paciente consciente: Conversar com ele m termos da verdade. médicos e também da enfermeira. aumento da fadiga. falta de cuidados pessoais. Apesar de serem percebidos de forma diferente em cada paciente. o entendimento de tais sentimentos pode ajudar na satisfação dos pacientes.

133 b) Paciente inconsciente: Não deixar pessoas da família chorar perto do paciente ou comentar seu estado. os reflexos e a mobilidade diminuem primeiramente nas pernas e. Como a audição pode estar em perfeito funcionamento mesmo em estados de perda de consciência. observando a existência de palidez. ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA Prestar esclarecimento sobre o estado do paciente. pelo menos. Permitir que permaneça o máximo possível junto ao paciente. . ATENDENDO AS NECESSIDADES DO PACIENTE Satisfazendo as Necessidades Físicas Determine com freqüência os sinais vitais. Utilizando um equipamento de sucção. gradualmente. Mude a roupa de cama e a vestimenta do paciente sempre que necessário. junto à orelha para que não tenha a sensação de isolamento e solidão. Falar-lhe frases curtas. Utilize luvas e forneça um cuido perineal com sabonete. palavras bem pronunciadas. um pano de banho e toalhas para evitar irritações e desconforto. Eleve a cabeceira do leito para diminuir a resistência respiratória. porque a sensibilidade. Reposicione o paciente no leito a. ajustando a temperatura do quarto para maior conforto. aspire a boca e vias aéreas superiores do paciente para remover secreções. preparando-a psicológicamente. o resultado de um controle neuromuscular reduzido ou uma redução da função renal. diaforese e nível reduzido de consciência. se necessário. Observe a presença de incontinência ou anúria. Orienta-la sobre a conduta ideal. Forneça um cuidado para a pele durante as mudanças de roupa. evite sussurro ou conversar de maneira imprópria sobre o paciente na sua presença. Ofereça liquido com freqüência e lubrifique os lábios do paciente com vaselina para combater o ressecamento. nos braços. cada duas horas. Providenciar sacerdote ou ministro religioso.

Se os membros da família pretendem permanecer junto ao paciente. Ao fazer isso. de modo que possam participar dos cuidados de enfermagem. Explique-lhes a necessidade do paciente.134 Se os olhos do paciente em coma. se necessário. os quais podem variar de i à solidão. Forneça as medicações prescritas contra dores. Se for apropriado. Permita que o paciente e sua família discutam a morte como desejam. Obs: nos cuidados a esse tipo de paciente. Na ocasião apropriada. proteja a cama com biombo e se o paciente estiver agitado ou inconsciente. Não tenha pressa ao conversar com o paciente. Os remédios devem ser dados por via intravenosa. se possível. para resultados eficientes. Verifique os registros do paciente para determinar se foi preenchida por uma ficha para doação de órgãos. Durante o atendimento a estas necessidades deve-se proporcionar conforto físico. caso não estejam presentes quando o paciente desejar vêlos. mostre-lhes a localização dos banheiros. estiverem abertos. se ofereça para ensinar-lhes tarefa específica. coloque grades ou faça restrições. salas de espera e lanchonete. sente-se em local próximo à cabeceira da cama. Enfatize que seus esforços serão importantes e efetivos. Satisfazendo as Necessidades Emocionais Explique detalhadamente ao paciente todos os cuidados e tratamentos. Ao se aproximar à morte do paciente. Essas lesões podem causar a cegueira e impedir que os tecidos sejam utilizados em transplantes após a morte do paciente. mesmo que esteja inconsciente porque é possível que ainda seja capaz de ouvir. Notifique os membros da família. Permita que o paciente expresse seus sentimentos. procure fornecer um suporte emocional à família. pergunte aos familiares se já consideravam a possibilidade de doação de órgãos e tecidos. proporcione um cuidado ocular apropriado para evitar lesões na córnea. bem como os tratamentos e planos de cuidado. .

Pupilas dilatadas. extremidades frias. pulsos irregular. não reagindo à presença de luz. Morte Aparente O termo morte aparente é a dominação aplicada ao corpo. c) Sistema Digestivo = diminuição das atividades fisiológicas e do reflexo da deglutição com muita atenção para o perigo da regurgitação e aspiração. causando pelo acúmulo de secreção. a respiração torna-se ruidosa (estertor da morte). podendo o paciente ser reanimado. relaxamento . às vezes. Sistema Respiratório = dificuldade de respirar pela boca. = ausência total da coordenação dos movimentos. Faces = face hipocrática: cor pálida ou acinzentada. hipotermia. incontinência fecal e constipação.o que significa perda do tônus muscular. sudorese abundante. Sistema Neural = diminuição dos reflexos até o desaparecimento total. É mais freqüente nos casos de asfixia parcial. O último dos reflexos a desaparecer é a sucção. olhos fundos e olhar fixo. catalepsia. sendo que a audição é o último a desaparecer. Sistema Urinário = retenção ou incontinência urinária. nariz afilado.presença e lagrima. Ausência total de movimentos. cianose. d) e) f) g) Sistema Locomotor muscular. Sinais Evidentes Parada cardíaca e respiratória sem possibilidade de ressuscitação. Palidez cadavérica. mas que tem condições de ser reanimado. o qual parece morto.135 Sinais Iminentes de Falecimento a) b) Sistema Circulatório = hipotensão. síncope e parada cardíaca. Rigidez muscular. o maxilar inferior se movimenta a cada respiração. pele fria e úmida.

Colocar em boa posição. Se o paciente morreu de forma violenta ou em circunstâncias suspeitas. envoltório plástico para o corpo ou lençóis. . proporcionando privacidade a essas pessoas. sangue e excreções. se fizer necessário utilize algodão embebido em éter. ataduras. Finalidades Deixar o corpo limpo e asseado. se necessário faça uso de ataduras. Além disso. os cuidados pós-morte podem ser adiados até que o legista complete uma autópsia. Implementação 1. os cuidados incluem a preparação deste para a família. maca. amigos. eleve um pouco a cabeceira da cama para impedir a descoloração ocasionada pelo sangue retido na face. 2. com os braços ao lado do corpo e a cabeça sobre um travesseiro.136 Preparação do Corpo Após a Morte Após o falecimento do paciente. aplicando compressa. luvas. material para curativo. Evitar a saída de gazes. coloque delicadamente e em seguida feche a boca. o arranjo de transporte para o necrotério ou casa funerária e determinação de como serão dispostos os pertences do paciente. Cercar o corpo com biombo. saco plástico para colocar os pertences do paciente. Os cuidados após morte serão iniciados normalmente após o médico certificar que o paciente faleceu. 5. os cuidados aos membros da família. Colocar avental e calçar luvas. duas etiquetas de identificação. Se o paciente usava dentaduras e a política do hospital assim o permitir. cuba rim com pinça anatômica. Feche os olhos do corpo. Material Gaze ou fitas macias. material para banho. 3. esparadrapo ou fita adesiva. mau odor. Posicione o corpo em decúbito dorsal. bolas de algodão. 4. Em seguida.

7. Preencha as duas fitas etiquetas de identificação.137 6. leve o corpo ao necrotério. em uma sacola e identifique com a terceira etiqueta. coloque outra etiqueta de identificação. Limpe o corpo com cuidado. vagina e ânus. 18. cobrindo o corpo com um lençol limpo. Lubrificar os lábios ressecados. . Coloque uma ou mais compressas entre as nádegas para absorver drenagens retais e coletar urina. Remova sonda vesical. 16. Em seguida. mas não remova a pulseira de identificação do hospital para garantir uma correta identificação. usando o sabonete. 17. Enfaixe pés e mãos. incluindo valores. Em seguida. 11. use um elevador de serviço. 20. e o nome do médico. 9. Cada etiqueta deve conter o nome do paciente falecido. Utilize corredores pouco utilizados e. 14. Providencie a limpeza e ordem do material. drenos. 8. 13. Tire o avental. Cubra o corpo usando um lençol limpo. aplicando bandagens adesivas nos locais perfurados. 15. se possível. data e horário da morte. Providencie a documentação. e cubra com uma fita adesiva até o pulso para evitar que se solte. Coloque os pertences pessoais do paciente falecido. Remova todos os pertences valiosos do paciente para evitar extravio. identifique o corpo seguindo a política do hospital. Antes da morte Fazer higiene oral sempre que necessário. Envolva o corpo e feche o envoltório. as luvas e lave as mãos. 10. nariz. cubra com gaze. 19. ororfaringe. Se não for possível remover um anel. Vista a roupa que será utilizada no sepultamento. Se o paciente morreu devido a uma doença infecciosa. Feche as portas de quartos vizinhos. se possível. 12. Fixe uma etiqueta na mão ou pé do paciente. uma bacia com água e panos de banho. usando ataduras. outros dispositivos e fitas adesivas de fixação. Realiza os tamponamentos: ouvido. número do quarto e leito.

Anotar no relatório geral da clínica. na folha de relatório de enfermagem. Em casos de necropsia e encaminhamento para IML. bem como o momento da constatação do óbito. Anotar no prontuário do paciente. Enviar o prontuário depois de todas as anotações ao arquivo. com todos os detalhes. Cuidados importantes Evitar comentários desnecessários e manter atitude de respeito ao morto. Apesar de haver uma certa variação nos hospitais quanto aos documentos necessário. a ingestão e a eliminação. Fazer limpeza terminal da unidade. Providenciar o atestado de óbito para ser preenchido pelo médico. e o nível de consciência.138 Depois da morte Avisar a família. notificando o médico quanto a essas ocorrências. especificamente no caso de jóias e dinheiro (se possível. sempre registre o destino dado aos pertences do paciente. relatando o nome do médico assistente. . Avisar ao setor de informações ou portaria e internações. protocole). Anote também a data e hora em que o paciente falecido foi transportado ao necrotério.. não fazer tamponamento. Avisar ao serviço social. Anote os horários de ocorrência da paradas cardíacas e o final da respiração. DOCUMENTAÇÃO Registra as alterações ocorridas nos sinais vitais do paciente.

E. 9 ed. Semiologia: anamnese e exame físico. .139 REFERÊNCIAS ASPERHEIM.S. 4 ed.H. ªC. M. 2002. D. DUGAS.G.A. PRADO. B. Semiologia e semiotécnica de enfermagem. São Paulo: Ed Senac.R.S. São Paulo: Santos. GAYTON. G. Rio de Janeiro. P. O manual do exame clínico. SUDDART. BEVILLAQUA. 4 ed.. 3 ed. L. Fundamentos de enfermagem.L.C. 1989. Nova abordagem no tratamento de feridas.. BRUNNER. Farmacologia para enfermagem. 368p. Florianópolis.M. PORTO. 2002. 1988. Fundamento de Enfermagem. Curitiba: Lítero Técnicas. 1996. F. Rio de Janeiro: Koogan. SWARTZ. 1992. R. MURRIA. ATKINSON. L.S. e Cols. M. Prática de enfermagem. 3 ed. 2001 281p. et al.. 2002. POSSO. 1992. 9 ed. PERRY. 1999. Rio de Janeiro: Atheneu. 8 ed. DINCHER. PERRY. Grande tratado de enfermagem prática: clínica e prática hospitalar.G. Rio de Janeiro: Koogan. et al Técnicas básicas de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Enfermagem prática. POTTER. 1998. Guanabara: Koogan. GELBCKE. HOOD. 1989. Fundamentos e prática de enfermagem: atendimento completo ao paciente. Rio de Janeiro: Koogan.L. . Prática de Enfermagem. SUDDART. BRUNNER. 1995. Rio de Janeiro: Koogan. Rio de Janeiro: Koogan.. A. CÂNDIDO. Fisiologia humana. 8 ed.ª. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Ed.W. M. J.B. Rio de Janeiro: Interamericana. D. 6 ed. Exame clínico. A. C. do.. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 1988. K.H. Cidade Futura.S. C. KOCH.C. P. Semiologia em Enfermagem. Rio de Janeiro: Koogan. L.S. Rio de Janeiro: Koogan. M. L. 6 ed.M. D. 2ed. POTTER. 2002. 2002. Porto Alegre: Artes Médicas. 436p. NETTIN S. F. 2002.

140 ANEXOS .

141 .

142 RECOMENDAÇÕES PARA O PERÍODO DE PERMANÊNCIA DE DISPOSITIVOS Dispositivos Período de Troca Cânula traqueostomia descartável Cânula traqueostomia metal Cateter oxigênio extra-nasal Cateter oxigênio intra-nasal Equipo p/ câmara graduada (bureta. microfix) Equipo bomba de infusão Equipo conexão 2 e 4 vias Equipo macro e microgotas Equipo nutrição enteral sistema fechado (bomba infusão) Equipo nutrição enteral – sistema aberto Equipo com injetor lateral Equipo nutrição parenteral e emulsões lipídicas Equipo para bolsa de sangue e derivados de sangue Equipo para antibiótico Extensofix Protetor de cone (tampa polifix) Veda seringa + equipo Extensor de silicone para oxigênio Extensor de látex para oxigênio Extensor de látex para aspiração Extensor silicone para aspiração Sonda de aspiração CPM 24 horas 48 horas 12 horas 72 72 horas 72 horas 72 horas 24 horas A cada troca de frasco 72 horas A cada troca de frasco A cada troca frasco ou unidade 24 horas 72 horas SN SN 24 horas 24 horas 12 horas 12 horas A cada uso .

dependendo da avaliação Comissão de Curativo .143 Sonda nasoenteral Sonda nasogástrica Sonda vesical e bolsa coletora sistema fechado Dispositivo urinário (tipo preservativo) com intermediário Frasco coletor de urina – sistema aberto Torneira 3 vias Frasco com água destilada para aspiração oral e traqueal (50ml) Kit de drenagem torácica ou mediastino Umidificador de oxigênio ou macronebulização Vidro coletor de aspirador Curativo subclávia Curativo drenagem torácica Curativo flebotomia Curativo biológico (hidrocolóide) – para tratamento Curativo biológico (hidrocolóide) – para prevenção Curativo biológico – Alginato cálcio Curativo biológico – Hidrogel Curativo biológico – carvão ativado A cada 30 dias Não há recomendação para freqüência da troca Trocar somente quando apresentar obstrução vazamento ou qualquer outro problema 24 horas 72 horas 72 horas A cada uso CPM 24 horas 6 horas A cada 24 horas – o tradicional 5 dias – película transparente 48 horas A cada 24 – horas o tradicional 5 dias – película transparente A cad 2 dias A cada 5 dias A cada 24 horas ou conforme comissão curativo Para prevençãoo – a cada 5 dias Para tratamento – 2 dias A cada 2 a 5 dias.

Curativo de cateteres – A recomendação da troca de curativo é a cada 24 horas e/ou sempre que o mesmo estiver molhado.A. Após este tempo aumenta o risco de infecção. Cateter Periférico: A literatura refere até 72 horas. .144 Curativo – Papaína Bolsa colostomia com placa Pó protetor de estoma – para evitar ou tratar escoriações em colostomia ou ileostomia Esponja protetora – (úlcera de pressão) – em cm de comp. subclávia) Cateteres arteriais centrais (cateteres de artéria pulmonar.) Cateteres venosso centrais (com ou sem túnel: Hickmans groshongs pro hs. flbotomia. Sawn – Ganz) Cateteres centrais de hemodiálise Cateteres umbilicais 24 horas 7 dias 1 por paciente 7 dias 48 horas 24 horas 7 dias 72 horas 4 dias Não há recomendação para freqüência da troca 5 dias Não há recomendação para freqüência de troca Não há recomendação para freqüência de troca Obs: Caso algum material dessa lista for usado mais vezes além do período determinado na rotina terá que ser justificado por escrito no prontuário. sujo ou deslocado. Máscara de venturi Macro – nebulização Colchão piramidal Cateter venoso periférico Cateteres arteriais periféricos e dispositivos de monitoramento de pressão (P.M.

editora Atheneu. Curativo de lesões – As trocas de curativos são orientadas conforma a Comissão de curativo. São Paulo.sc. FONTE: FERNANDES. Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde.gov. .145 Cateter venoso profundo – trocar qualquer tipo de cateter quando apresentar sinais de inflamação/infecção e fazer cultura da ponta do mesmo. podendo a rotina ser alterada. 2000.saude. Atlanta. CCIH/2001 Neusa Maria Martini Enfermera chefe do SCIH www. Guias de Prevenção do Centro de Controle de doenças (CDC). CPM: conforma prescrição médica. Html.br/infecção/rotinas/período permanenciadispositivos. volume 1 e 2. Estados Unidos. Antonio Tadeu.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful