Faculdade Santa Emília de Rodat - FASER

Semiologia e Semiotécnica em Enfermagem II

Org. Profª.
Adriana Marques Pereira de Melo Alves Cizone Maria Carneiro Acioly Jacqueline Oliveira de Paiva Ferreira Maria Amélia de Sousa Maria de Fátima Alves dos Santos

2007

O conteúdo desta apostila constitui numa coletânea de textos sobre a assistência de enfermagem direcionada ao indivíduo, família e comunidade e, se torna, portanto, um dos meios para o aluno sistematizar seu conhecimento. Vale ressaltar que estes conteúdos devem ser complementados com outras leituras no sentido de enriquecer seu conhecimento. Que a leitura deste material sirva de alicerce para trilhar pela disciplina Semiologia e Semiotécnica em enfermagem, em busca de novos conhecimentos.

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO UNIDADE I
Assistência de enfermagem nas necessidades de higiene pessoal 04

UNIDADE II
Assistência de enfermagem na administração de medicamentos 18

UNIDADE III
Assistência de enfermagem nas necessidades de termoterapia e crioterapia 78

UNIDADE IV
Assistência de enfermagem no tratamento de feridas 86

UNIDADE V
Assistência de enfermagem na aplicação de ataduras 101

UNIDADE VI
Assistência de enfermagem nas necessidades de oxigenioterapia 105

UNIDADE VII
Assistência de enfermagem nas necessidades de sondagens Cateterismo gástrico Cateterismo vesical Lavagem intestinal 111 111 117 128

UNIDADE VIII
Assistência de enfermagem aos pacientes graves e agonizantes 131

REFERÊNCIAS

93

temporariamente ou não. Dentes e gengivas saudáveis são essenciais à manutenção das condições nutricionais. Nível socioeconômico: Os hábitos de higiene são influenciados pelos recursos econômicos disponíveis do paciente. Preferências pessoais: Cada paciente tem seus hábitos pessoais e de higiene. as pessoas doentes sentem-se preocupadas com os odores desagradáveis que se instala em seu corpo pela falta de higiene que. Fatores que influenciam as medidas de higiene Auto-imagem: O profissional não deve transmitir sentimentos de desaprovação se a higiene do paciente for insatisfatória. A higiene é a ciência da saúde e quando é bem executada é importante para a saúde geral do indivíduo. Variáveis culturais: As crenças culturais. a idade. Sabemos que a auto-estima ficará afetada com o comprometimento da higiene de um paciente e que a resolução deste poderá se concentrar na execução desta higiene. elimina muitas substâncias nas quais estas bactérias se reproduzem. produtos de secreções e excreção. A pele sadia íntegra é a primeira barreira de defesa contra a infecção e a lesão dos tecidos. Conhecimento: geralmente o seu nível de conhecimento influencia sua motivação e prática de higiene. . Neste sentido. O profissional de Enfermagem deve procurar manter seus pacientes limpos e livres de maus odores. as medidas higiênicas ajudam o paciente a sentir-se mais confortável e relaxado.4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE HIGIENE PESSOAL. incentivando para que participem do seu autocuidado. Freqüentemente. assim como causa desconforto e dor ao paciente. estará suspensa. a formação. o fato de ajudar a se manter limpo através de remoção de impurezas. Além disso. os valores pessoais e os hábitos familiares influenciam nos cuidados de higiene do indivíduo. O profissional de Enfermagem pode adotar horários em um plano individualizado. A má condição da cavidade oral representa fontes potenciais de infecção.

condições da cavidade bucal. 6. PACIENTE QUE PODE CUIDAR DE SI Material Escova de dente ou espátula e gaze. Lavar as mãos 3. 7. Explicar ao paciente o procedimento e observar as condições da cavidade oral.copo com água.Prevenir cáries dentárias. véu palato e língua. . após as refeições e de 02 em 02 horas em pacientes graves. . 10.Evitar halitose. febris. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim por um dos cantos da boca. 8. Orientar o paciente para enxaguar. Lubrificante para os lábios. 9. no sentido gengiva-dente inclusive a língua. 11.creme dental ou solução dentrifícia. digestivas e respiratórias. Procedimentos 1. . Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) ou solicitar ao paciente que se sente. cuba rim ou similar. . lábios. dentes. pois esta faz parte do sistema digestório e também do respiratório. A higiene oral é indicada pela manhã. 2. e com SNG. se necessário. . 5. favorecendo o aumento do apetite e permitindo que ele se sinta socialmente aceitável.5 HIGIENE ORAL Conceito É a limpeza da cavidade oral. Prepara o material necessário 4. enxaguando bem a cavidade oral. Solicitar ao paciente que escove a face anterior e posterior dos dentes. . gengivas. secar e guardar a escova de dente. Solicitar ao paciente que enxugue a boca com a toalha de rosto.Prevenir infecções bucais. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem 12. Objetivos Proporcionar conforto e bem estar ao paciente. . Um dos fatores essenciais à manutenção da saúde é prevenir o aparecimento de infecção na boca. ou seja.combater infecções já instaladas. Fornecer a toalha de rosto para que proteja o tórax.toalha de rosto. Dispor o material junto ao paciente.Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. .

colocar creme dental. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim. seca-la e guarda-la. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) 5. 15. se necessário. Lubrificar os lábios. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Orientar o paciente sobre o procedimento.6 PACIENTE DEPENDENTE Material: acrescentar ao material tubo plástico (canudo) e Saco de lixo. umedecer a gaze envolta na espátula com solução dentrifícia. . 2. Escovar a língua evitando feri-la e provocar náuseas 10. Oferecer água para o paciente bochechar e enxaguar a boca. Preparar o material 4. 6. Lavar as mãos 3. usar canudo. lubrificante para os lábios. 11. 7. 8. toalha de rosto. observando as condições da cavidade oral. Na falta de escova. se necessário. condições da cavidade bucal. Procedimentos 1. Para paciente entubado um aspirador montado. um par de luvas de procedimento. Colocar a toalha de rosto sobre o tórax do paciente. 17. 12. 9. Retirar a cuba rim e enxugar a boca com a toalha de rosto 13. Escovar a face anterior e posterior dos dentes no sentido gengiva-dente. copo com solução dentifrícia (Cepacol ou similar a 50% e bicarbonato de sódio a 2%). 16. saco para lixo. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Umedecer a escova na água. HIGIENE ORAL EM PACIENTE INCONSCIENTE Material Duas espátulas e gaze. 14. Lavar as mãos. Enxaguar a escova de dente. por um dos cantos da boca. Colocar a cuba rim próxima ao rosto do paciente.

observando as condições da cavidade oral. Abrir a boca do paciente com o auxilio da outra espátula e. 8. Quando o paciente apresentar gengivas edemaciadas ou sangrando. Envolver a gaze na espátula ou pinça e umedece-la com solução dentifrícia 6. c. 7. Para lábios ressecados recomenda-se usar pomada específica. anotar no prontuário e comunicar ao médico assistente. Cuidados importantes 1. Lavar as mãos 11. 10. aftas. Orientar ou fazer a higiene oral e recolocar a prótese. Posicionar o paciente de lado e lateralizar a sua cabeça colocando a toalha. 5. manteiga de cacau ou vaselina. a. 2. 3.7 Procedimento 1. gengiva e língua. 4. Efetuar a troca da solução anti-séptica diariamente. traumatismo facial). Orientar ou fazer higiene oral no mínimo três vezes ao dia 2. Informar ao paciente sobre o procedimento. Lavar as mãos 3. Preparar o material 4. moniliases). Qualquer anormalidade observada na cavidade oral (cáries. fratura mandibular. Cuidados com a prótese dentária. Proceder à limpeza das próteses. . delicadamente. Repetir a limpeza quantas vezes for necessária.: inconsciente. b. usar bolas de algodão para a limpeza dos dentes. mucosa ressecada. d. condições da cavidade bucal (ex. deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 9. No caso de pacientes que necessitam permanecer sem a prótese. e. a mesma deverá ser mantida em solução anti-séptica em recipiente identificado (ex. trocando as gazes. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Retirar a toalha de rosto. ulcerações ou crostas na língua). presença de sangramento gengival. friccionar a espátula envolta em gaze nos dentes. Secar os lábios e lubrifica-los.

3. organizar a bandeja 7. fita adesiva. de maneira que todo o cabelo permaneça oculto por duas horas. Objetivos Evitar a propagação de infecções e pedículos. Tetmosol. Calçar as luvas 8. micosina. preparados caseiros). 6. Lavar as mãos 2. Envolver a cabeça do paciente com a toalha de banho. não deixando que os outros pacientes saibam. mecha por mecha – com auxilio de algodão e pente – umedecendo todo o cabelo e o couro cabeludo (começando pelo lado mais distante para o mais próximo). conhecidos popularmente por PIOLHOS. recipiente para lixo. biombo. um par de luvas. bolas de algodão. no mínimo. De preferência colocar a noite para que seja retirado no outro dia. toalha de banho ou similar e impermeável. Procedimentos 1.8 TRATAMENTO DE PEDICULOSE Conceito É a eliminação de parasitas (parasitas hematófagos). Desocupar a mesa-de-cabeceira e colocar biombo. 4. Aplicar a solução para pediculose. Explicar ao paciente o procedimento. Lavar as mãos 5. Proporcionar higiene do couro cabeludo. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Forrar o travesseiro com o impermeável e toalha de banho. 9. 10. . fixando-a com fita adesiva. Proporcionar higiene e conforto. Levar o material para junto do paciente. pente. São encontrados no couro cabeludo e regiões pilosas do corpo. Preparar o material. Material Solução para pediculose (Benzoato de Benzila. 11.

Caso o paciente concorde. . Material: Vinagre puro aquecido ou ácido acético a 5%. ou de acordo com indicação da solução aplicada. Duas horas após o tratamento. Evitar que a solução atinja os olhos. um par de luvas. 3. REMOÇÃO DE LÊNDEAS Conceito: É o extermínio de ovos dos pedículos nos fios de cabelo. 4. realizar a higiene dos cabelos prosseguindo posteriormente com o tratamento de lêndeas. . 5. que precisam ser removidos para extermínio completo dos parasitas. recomenda-se mais de uma aplicação do produto para exterminar os pedículos. 6. Cuidados importantes No caso de pedículos nos pêlos da região pubiana. Explicar ao paciente o procedimento 2. Proceder ao tratamento de pediculose e lêndeas por três dias consecutivos após uma semana do primeiro dia de tratamento. Procedimentos 1. recipiente de lixo. 7. Lavar as mãos.9 12. Devido ao ciclo biológico do parasita. 2. reações do paciente. Em casos de pedículos nos cílios usa-se pomada de óxido amarelo de mercúrio. pente fino e gazes. 1. Objetivo: Exterminar e remover as lêndeas. cortar os cabelos. conforme a técnica padronizada. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. bolas de algodão. toalha de banho e impermeável. 13. convém executar tricotomia na área. Lavar as mãos. Após a aplicação do produto faz-se necessário a troca de toda a roupa de cama e colocação desta em um saco plástico com a identificação Piolho.

8. shampoo ou sabão líquido. Coloca-la dentro do saco plástico e lacra-la com a identificação de PIOLHO. Forrar o travesseiro com a toalha de banho ou. toalha de banho e rosto. Objetivos: Proporcionar conforto. Aplicar ao longo dos cabelos. jarro com água morna e adaptador com borracha de látex. 4. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Neste período. . caspas e infecções. Proteger o couro cabeludo. 6. Material: Impermeável ou saco de lixo plástico com as duas extremidades abertas e a lateral até o meio envolvendo o cobertor (na forma de um funil). Cuidados importantes 1. 2. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. recipiente para lixo. Embeber o algodão no vinagre aquecido. HIGIENE DOS CABELOS Conceito: Consiste na limpeza do couro cabeludo e dos cabelos do paciente acamado. Deixar o vinagre nos cabelos. chuveiro ou pinça. Eliminação da seborréia. cotonetes.10 3. Lavar e guardar o material. duas bolas de algodão. papel toalha. caso o paciente esteja sentado. 7. Estimular a circulação do couro cabeludo. Fazer higiene dos cabelos. no mínimo meia hora. 5. 10. Trocar a roupa de cama e do paciente. cuba rim. impermeável. um par de luvas. Repetir o tratamento após uma semana do primeiro dia do tratamento. reações do paciente. Fazer aplicação de vinagre durante três dias consecutivos. pente. Lavar as mãos. Preparar o material. utilizar o pente fino ou gazes para remover as lêndeas. Até a remoção completa de todas as lêndeas. Evitar o aparecimento de pedículos. coloca-la nos ombros. 9. 11. balde vazio. 12. mecha por mecha.

8. 2.11 CONFECÇÃO DE UM FUNIL COM COBERTOR E IMPERMEÁVEL a) Dobrar o cobertor ao centro no sentido diagonal.Colocar o rolo com o impermeável (funil) sob a cabeça do paciente.Preparar o material. Enxaguar retirando todo o sabão. 16. 13. c) Envolver o cobertor com a extremidade do saco plástico que está aberta na lateral e deixar a outra extremidade para que seja colocada dentro do balde no ato do banho. colocar a tolha de banho. 4. Forra-la com papel toalha e colocar o balde em cima da mesma. b) Enrolar e entrelaçar suas extremidades de modo a formar um círculo. Colocar as bolas de algodão nos ouvidos do paciente. 7. 5.Colocar a escadinha próxima da cabeceira da cama. 17. Calçar as luvas. 15.Explicar ao paciente o procedimento. 12. Limpar os ouvidos com cotonetes. 6. 19. 20.Forrar o travesseiro com o impermeável e sobre este. 11.Colocar o travesseiro sob os ombros do paciente. 18. Colocar a extremidade mais fina do impermeável (bico do funil) dentro do balde. 3. esvaziar a mesinha-de-cabeceira. 9.Preparar o ambiente: fechar janelas.Colocar a toalha de rosto no ombro do paciente. 10. Repetir os itens 12 e 13 quantas vezes forem necessárias. 14. ensaboar e massagear o couro cabeludo com a polpa dos dedos. Retirar o impermeável do rolo com cuidado para não molhar o cobertor.Lavar as mãos. Irrigar. Enxugar a cabeça com a toalha de rosto e retirar as bolas de algodão do ouvido Colocar o travesseiro no lugar. . Pentear os cabelos. Procedimentos 1.

12 21. lêndeas. 3. . etc. estas técnicas devem ser executadas por duas pessoas. Lavar as mãos. Evitar que escorra água e sabão nos olhos do paciente. Comunicar ao paciente o procedimento e sua finalidade. 3. 5. 4. Material: Aparelho de barbear. 7. 4. TRICOTOMIA Conceito: É a retirada de pêlos de uma determinada área. Cercar a cama com biombo. Ensaboar as bolas de algodão. recipiente com sabão. 2. Lavar as mãos. Proteger a cama com impermeável. Anotar na prescrição do paciente: horário. Cuidados importantes 1. cuba de anti-sepsia. pedículos.Facilitar a higiene. Retirar o impermeável e toalha de banho do travesseiro. condições do couro cabeludo. aplicar álccol com auxilio de bolas de algodão. recipiente para lixo. 6. Lavar e guardar o material. 5. Objetivos: Preparar uma área para cirurgias ou exames. Observar condições do couro cabeludo (lesões. 22.). . se necessário. Preferencialmente. 2. toalha impermeável. No caso de cabelos embaraçados. 24. papel higiênico. Procedimentos 1. Preparar o material. se necessário. 23. água. se necessário. gazes. aplicando-as na pele em pequenas áreas de cada vez. Pentear os cabelos iniciando das pontas para a raiz. reações do paciente. biombos e foco auxiliar. Colocar o paciente em posição confortável e expor apenas a área a ser tricotomizada.

de preferência) com vaselina para que os pêlos fiquem retidos na mesma. Lavar as mãos. 10. Esticar a pele com uma das mãos e. HIGIENE ÍNTIMA FEMININA (Lavagem externa feminina) Conceito: É a lavagem da região genital e perianal. remover os pêlos soltos. Nas proeminências ósseas. Auxiliar no tratamento de infecções. Encaminhar o paciente ao chuveiro ou lavar e enxugar a área. 11. 13. Cuidados importantes 1. 2. 4. 14. Revisar a área tricotomizada e refazer a raspagem nos pintos necessários. 15. 9. quando for tricotomia abdominal. Prevenir infecções. Retirar o excesso de pêlos do aparelho com papel higiênico e/ou com a água da cuba. Na tricotomia de pêlos longos. 12. área tricotomizada. Anotar na prescrição do paciente: horário. Com a gaze. lubrificar a tesoura (curva. Objetivos: Proporcionar limpeza e conforto da paciente. com a outra. cortar os cabelos com tesoura antes de iniciar a raspagem. 3. Proceder á desinfecção do material conforme rotina e desprezar a lâmina no recipiente de material cortante. Limpar bem a cicatriz umbilical. Indicações Pela manhã e à tarde Pacientes com corrimento Pacientes com sangramento vaginal Antes de curativos ginecológicos Antes da realização de cateterismo vesical .13 8. Na tricotomia ciliar. sempre que possível. 5. raspar seguindo a direção do crescimento dos pêlos. cuidar para não cortar o paciente. Fazer a tricotomia na sala de curativo.

jarra com água morna. toalha de banho ou rosto. bolas de algodão. Colocar gazes dobradas na região inguinal 16. Calçar as luvas de látex. Prepara o ambiente cercando o leito com biombo. Colocar a toalha transversalmente sob a região pubiana. Levar o material e dispô-lo na mesa de cabeceira. Bandeja na mesa de cabeceira e comadre na cadeira. Pedir a paciente para fletir as pernas mantendo-as separadas e protegidas com lençol. incontinência fecal e infecção cirúrgica. Utilizar movimentos delicados e trocar as bolas de algodão quantas vezes necessárias. 18. Ensaboar e secar as regiões antes citadas 14. Soltar o lençol protetor do paciente coloca-lo na diagonal e fazer o sapatinho.14 Após o ato de micção e evacuação Após parto eutócico Material: Biombo. gazes. 11. Lavar as mãos 6. de modo que facilite o procedimento. cuba rim ou similar. 4. Colocar a comadre forrada sob as nádegas. 15. Procedimentos 1. Preparar o material 5. 7. presença de cateter. recipiente para lixo. ensaboar os grandes lábios. Lavar o ânus e região perianal por ultimo. Utilizar outra bola de algodão para proceder à limpeza do vestíbulo vaginal. 2. fazendo movimentos de cima para baixa. Enxaguar e secar as regiões antes citadas. . 3. um par de luvas de látex. Separar com uma das mãos os grandes lábios. Impermeável. sabonete líquido ou solução medicamentosa prescrita. 17. observando as condições do clitóris e do orifícios (meato uretral. Orientar a paciente sobre o procedimento. 10. 8. 12. comadre forrada. 9. Irrigar as coxas e púbis 13. vaginal e glândulas). desocupar a mesa de cabeceira e dispor uma cadeira aos pés da cama. utilizando bolas de algodão. isto é. observando as condições de higiene. Identificar os pacientes em risco de contrair infecções genitais.

onde se deve descer o lençol em leque até o joelho. Lavar as mãos 24. Cuidados importantes 1. BANHO NO LEITO Conceito: É o método utilizado para higiene corporal realizada no leito.: NA HIGIENE ÍNTIMA MASCULINA (Lavagem externa masculina). 20. (ex. Sempre que possível. muda-se apenas o item 16 e 17. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. Estimular a circulação. Material: Biombo. Fazer anotações na prescrição da paciente: horário. 3. cotonete. um balde para desprezar a água utilizada.: Úlcera de pressão). Fazer desinfecção do materiais e guardá-los 23. onde se deve proceder da seguinte maneira: a) Afastar o prepúcio e ensaboar com bolas de algodão – no sentido meato uretral – raiz do pênis – bolsa escrotal – voltar o prepúcio à posição norma após enxaguar. 2. hidratante. Deixar a paciente confortável e a unidade em ordem 22. roupa de cama. – Proporcionar um bom sono e repouso. Retirar a comadre e enxugar com a toalha 21. É indicada uma vez ao dia de preferência pela manhã e sempre que for necessário. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. condições da região e queixas do paciente. camisola ou pijama. toalhas de banho e rosto. Retirar todo o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritação da pele. um par de luvas de banho. comadre forrada. Obs. b) E o item 07. jarra com água morna. sabonete. cuba rim ou similar. material para desinfecção . Proporcionar conforto físico e mental ao paciente. Objetivos: Remover odores. uma bacia. Identificar alterações na integridade da pele.15 19. Limpar e proteger a pele. Aliviar a sensação de fadiga. Enxaguar irrigando.

18. sob os membros inferiores. Desamarrar as tiras da camisola e tira-la por baixo do lençol. Afastar a mesinha de cabeceira e retirar o material da mesma. a. escápula e por último a axila. Ensaboar. Preparar o material. 9. observando sinais de assaduras. 12. 17. 15. pente. recipiente para lixo. Fronha. fechar janelas. Abaixar o lençol em leque até o abdome sem expor o paciente. Começando do distal para o proximal. Dobrar o lençol em leque até a cintura. 14. Colocar o material de modo que facilite a execução do procedimento. Soltar as roupas de cama. material para higiene oral. Prepara o ambiente: colocar biombo. Fazer a higiene do rosto. 16. 8. 6. no sentido longitudinal. Lavar os olhos sem sabão. enxaguar e enxugar o antebraço. Colocar a toalha de banho. material para higiene íntima. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. 5. Orientar o paciente. Tomar cuidados especiais ao lavar as pregas inframamamárias nas mulheres. Ensaboar. enxaguar e enxugar o tórax e abdome. orelhas e pescoço anterior e posterior. Colocar os membros superiores sobre a mesma. se necessário. ensaboar. Ensaboar.observando as condições de higiene. não expondo o paciente. Improvisar hamper. 3. 11. Lavar as mãos.16 concorrente. Proteger o tórax com a toalha de banho no sentido transversal. Limpar ouvidos e nariz com cotonetes. Procedimentos 1. do tórax até o abdome. b. 2. 7. camisola e toalhas no assento da mesma. evitando colocar as roupas no chão 10. 4. braço. Colocar a toalha de banho. 13. . c. enxugar e secar o rosto. Colocar a roupa de cama no espaldar da cadeira. Começando do lado distal para o proximal. no sentido Transversal. Mergulhar as mãos na bacia. enxaguar. enxaguar e enxuga-las.

Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 20. Em seguida fazer proceder da mesma forma no outro pé. 4.enxaguar e secar. Cuidados importantes 1. Massagear. 25. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Forrar o lençol com a toalha de banho. glúteos e interglúteos. pele ressequida. 24. 26. 5. Sempre que possível. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. 3. 28. 32. Colocar comadre e fazer higiene íntima conforme técnica descrita anteriormente. com vaselina sólida. Trocar a roupa de cama fazendo a desinfecção concorrente. 2. Desprezar a luva e toalha de rosto 23. 30. Utilizar vaselina em pele seca e álcool em pele oleosa. lesões). 27. 31. Desprezar a luva. cavidade bucal e couro cabeludo. enxaguar e secar. Ensaboar e enxugar as costas. Trocar a água sempre que necessário.17 19. coxa posterior. as costas no sentido do retorno venoso. Ensaboar. 21. Massagear com vaselina sólida os membros superiores no sentido do retorno venoso. Colocar a camisola ou pijama e pentear os cabelos. condições da pele (sinais de escara. Fazer a desinfecção do material usado e guarda-lo. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. . coxa posterior e glúteos. Lavar as mãos. Retirar o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritações na pele. Colocar um dos pés na bacia . 29. 22. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. lavar. Retirar a comadre e posicionar o paciente em decúbito lateral.

f. Loção: droga em suspensão líquida que é aplicada externamente para proteger a pele. Formas das drogas: as drogas estão disponíveis em uma variedade de formas e preparados. A terapia medicamentosa consiste na administração de substâncias químicas que modificam o funcionamento corporal. Sendo assim. . e. Drogas: é qualquer substância química capaz de produzir efeito farmacológico. medicamento envolto numa cápsula de gelatina. Solução: preparado líquido que pode ser usado via oral. Supositório: forma sólida misturada com gelatina sob forma de olinha para inserção em uma cavidade do corpo (reto ou vagina). 2. líquido ou óleo. Pasta: preparado semi-sólido mais espesso. tais com: a. desfaz-se quando atinge a temperatura do corpo. b. Neste sentido a administração de medicamentos consiste: Em uma das mais sérias responsabilidades que pesam sobre o Enfermeiro Administrar medicamentos é um papel fundamental à maioria da equipe de Enfermagem. de modo a obter um efeito terapêutico. absorvido mais lentamente. Pílula: forma sólida que contém uma ou mais droga. Cápsula: fórmula sólida para uso oral. em forma de pó.18 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Essa técnica de Enfermagem é merecedora de reflexão na prática de Enfermagem. c. d. também pode ser instilado para um interior de um órgão ou cavidade do corpo. Não é somente uma tarefa mecânica a ser executada em complacência rígida com a prescrição médica. 1. parenteral ou externamente. Requer pensamento e o exercício de juízo profissional. uma falha pode ter conseqüências irreparáveis. pois envolve aspectos legais e éticos de impacto na prática de Enfermagem. dever ser estéril se o uso for parenteral. Na nossa realidade de trabalho este procedimento quase sempre é executado por auxiliares e técnicos de Enfermagem.

3. podem ser aceitáveis se o beneficio da droga for maior. Vício: é a dependência física e/ou psicológica da droga. f. Dose de manutenção: é a dose necessária para manter os níveis desejáveis b. Xarope: medicação dissolvida em uma solução concentrada de açúcar. comumente uma forma de apresentação oral que não deve ser administrada por via endovenosa. i. Dose mínima: menor quantidade do medicamento em produzir o efeito terapêutico. Suspensão: partículas de drogas finamente divididas que estão dispersas em um meio líquido. quando deixadas em repouso as partículas assentam-se no fundo do frasco. Reações idiossincráticas: o paciente reage de modo excessivo ou deficiente ao medicamento ou tem uma reação diferente da normal. d. condições ambientais ( o estresse e a exposição ao frio e ao calor). tais como: Diferenças genéticas.19 g. ou quando uma droga acumula-se no sangue em função de deficiência no metabolismo ou excreção. . b. a reação ao propósito de uma droga). Obs. 1. comprimida em discos ou cilindros rígidos. c. e. Comprimido: forma em pó. Efeito desejado: é a resposta desejada ou previsível que a droga causa ao paciente. fatores psicológicos (a atitude de um paciente. Estes efeitos podem ser inofensivos ou prejudiciais. Efeitos tóxicos: desenvolve-se após a ingestão prolongada de doses altas de medicamentos. estado nutricional e estado da doença). idade. Reações alérgicas: podendo ser de forma leve ou grave. h. em função do bem-estar ou alívio do sintoma. Problemas relacionados com os efeitos das drogas a. variáveis fisiológicas (sexo. Classificação da dosagem: a. peso.: medicamentos iguais podem provocar reações diferentes em indivíduos diferentes. dependendo do individuo ou da droga. Efeitos colaterais: são efeitos adversos da droga. Efeitos leves como náusea discreta. Os efeitos das drogas podem ser influenciados por outros fatores individuais e ambientais.

Data e hora em que a prescrição é feita: dia. d. Via de administração: são usadas abreviaturas comuns para indicar as vias f. Via certa c. Componentes essenciais da prescrição médica: a. d. b. 2. Regras gerais na administração de medicamentos. Todo medicamento a ser administrado ao paciente dever ser prescrito pelo médico ou profissional de enfermagem. c. 5. Ao prepara a ao administrar. seguir a regra dos CINCO CERTOS: a. 3. A hora ajuda a esclarecer certas medicações foram atualizadas ou suspensas. 6.). e.20 c. Dose certa . 7. mês e ano são incluídos. Assinatura do médico ou profissional de enfermagem: a assinatura transforma a prescrição em requisição legal. 8. Dose máxima: é a maior quantidade da droga capaz de produzir efeito terapêutico sem danos para o organismo. g. 1. erupções. Nome do medicamento: a grafia correta é muito importante. Não conversar durante o preparo do medicamento para não desviar a atenção. Dosagem: são incluídas a dosagem e potência do medicamento. Paciente certo b. Lavar as mãos antes de prepara e administrar o medicamento Fazer a desinfecção concorrente da bandeja antes do preparo e após administração do medicamento. Tempo e freqüência de administração: serve para saber quando iniciar o tratamento e por quanto tempo. A prescrição do paciente deve ser mantida à vista do executante. urticárias. 2. 4. etc. Anotar qualquer anormalidade após administração do medicamento (vômitos. Nome completo do paciente: distingue o paciente de outras pessoas homônimas. Manter o local de preparo de medicamento limpo e em ordem. Dose letal: quantidade necessária para causar a morte. diarréia.

turvação. Medicamento certo 9. Horário certo e. Manter a bandeja de medicamento sempre à vista do executante. evitando assim causar danos ao paciente. antitetânico. Nunca administrar medicamento sem o rótulo. anti-rábico. armário. soro antiofídico. Identificar a seringa ou recipiente de via oral: enfermaria. Posicionar o paciente adequadamente mantendo-o confortável. 19. etc. Antes de guardar o recipiente no local apropriado. via. nome do medicamento. Antes de preparar o medicamento. c. 17. 21. Antes de retirar o recipiente do local onde estiver (farmácia. 16. 20. frascos de Nutrição Parenteral Prolongada (NPP). 10. . precipitação. 13. 22. 18. 14. Registrar todos os narcóticos e guardar as ampolas utilizadas. entre outros. etc. Sempre verificar a data de validade do medicamento. hora a ser administrado. com tinta vermelha e durante o dia com azul. Checar e rubricar o horário do medicamento administrado durante a noite. 23. Os antibióticos devem ser administrados no máximo 15 minutos antes ou 15 minutos depois do horário prescrito Não administrar medicamento preparado por outras pessoas. Controlar rigorosamente os narcóticos e seus derivados. Ler o rótulo do medicamento três vezes: a. até que a mesma seja esclarecida. vacinas. deteriorização. b.21 d. alguns antibióticos. Manter sob refrigeração medicamentos como: insulina. 12. supositórios. certificando-se do seu nome completo. 15. Identificar o paciente. Em caso de dúvida nunca administrar o medicamento. leito. Certificar-se das condições de conservação do medicamento (sinais de decomposição.). 11. guardando-os em GAVETA FECHADA COM CHAVE.). Orientar quanto ao perigo da automedicação. 24.

• Satisfazer o quanto possível os pedidos do paciente quanto ao gosto. Gastrintestinal: ora ou bucal. leite. caso não haja contra-indicação. fora do prazo de validade. O medicamento está em falta no hospital. Comunicar ao médico responsável e aguardar a sua conduta. b. Ocular. que pode ser melhorado. endovenosa(EV) ou IV). d. evitando administração em dose dupla ou não administração do mesmo. O paciente está em jejum. 26. duodenal. 10•. dissolvendo-se o medicamento em água. colocar um ponto (•) ao lado do horario da medicação da prescrição médica. Vaginal. O paciente recusa o medicamento ou apresenta náuseas ou vômitos. suco de frutas. Obs. Parenteral: intradérmica (ID). c.: Medicamento não identificado. gástrica. deve ser desprezado. Caso o medicamento não tenha sido administrado por esquecimento. O paciente não se encontrar na unidade. Nasal. Circular o horário em azul e anotar o motivo na coluna da observação quando. f. intramuscular(IM). retal. devem ser diluídas. Cuidados na diluição • Todas as drogas que provocam irritações e com gosto forte. Ex: 8•. a. subcutânea (SC). ou com embalagem avariada. Ao prepara o medicamento. Cutânea ou tópica.22 25. sublingual. visando a obtenção de efeito terapêutico. e. . O medicamento foi suspenso. Administração de medicamentos: É o processo de preparo e introdução de substância química no organismo humano. Vias de administração. Auricular.

Via oral – é a administração de medicamentos pela boca. Devem ser servidos com leite e/ou durante as refeições . • • • ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA GASTRINTESTINAL É a via em que a absorção da droga ocorre no aparelho gastrointestinal. Medicamentos que danifiquem o esmalte dos dentes devem ser administrados com o uso de canudinho. Em casos de vômitos. Salicilatos. Contra-indicações Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes. Vantagens Método simples de administração. Objetivos Obter efeitos no trato digestivo. digital. Irritação gástrica. . irritam a mucosa gástrica e põem produzir náusea e vômitos. Seguro por não romper as defesas orgânicas. Quando o paciente está em jejum para cirurgias ou exames. . Antibióticos.Produzir efeitos sistêmicos após a absorção na circulação sangüínea. Desvantagens Paladar desgostoso.23 • • Xaropes devem ser administrados puros ou com leite quente. O óleo de rícino ou outros óleos podem ser misturados com suco de laranja. de maneira geral . limão ou chá ou café. não distante das refeições. corticóides. devem ser ingeridos somente com água. Econômico por custarem menos.

8. cápsulas. quarto. drágeas. Certificar-se de que o paciente tenha deglutido o medicamento. 11. Procedimentos 1. nome do medicamento abreviado (com fita adesiva. suspensão. 6. 3. Formas de apresentação Forma líquida (xarope. pérolas. outros). outros). Lavar as mãos Identificar o paciente. emulsão. durante e após administração do medicamento. 13. 12. Esparadrapo ou etiquetas auto-adesivas). no caso de clientes estar com dieta zero. pastilhas. 10. 14. Prepara o material mantendo a prescrição medica próximo à bandeja. leito. Material: conta-gotas. 7. Diluir o medicamento se necessário Chamar o paciente pelo nome completo. Colocar os medicamentos nos recipientes adequados com a respectiva identificação: nome do paciente. higiene das mãos. 2. fita adesiva. Informar o paciente o nome e a ação do medicamento. 5. copos graduados ou colher. Forma sólida (comprimidos. 9. Avaliação inadequada da absorção. . Anotar qualquer intercorrências antes.24 Uso limitado. elixir. Checar o horário da administração do medicamento. recipiente para medicamento sólido. perguntando seu nome completo. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. presença de SNG. gaze. Efeito sobre os dentes. 4. Verificar as condições do paciente: condições de deglutição. Não pode ser administrado em cliente inconsciente. via. Lavar as mãos. Verificar se o paciente não está em jejum.

6. 11. Homogeneizar os medicamentos em suspensão antes de colocar no recipiente. 10. Quando não houver correspondência entre a dose prescrita e o comprimido disponível. 3 ml = 1 colher de café e. colocar o rotulo voltado para a palma da mão para evitar suja-lo. Evitar mistura dos medicamentos em forma líquida. Cuidados importantes 1. 9. b. 5 ml = 1 medida infantil 5. . mantê-lo no nível dos olhos. devese preferencialmente diluí-lo para obtenção de dosagem correta. Os medicamentos em pó devem ser dissolvidos. 15 ml = 1 medida adulta f. 15 ml = 1 colher de sopa.. O copo graduado tem as seguintes medidas (sistema caseiro): a. em 15 ml de água. por exemplo). oferecer mais água. 12. Fazer limpeza do frasco de medicação e devolve-lo ao local apropriado. 8.25 Obs. certificando-se da graduação correta. 7. jejum e ou controle hídrico do paciente. 3. Ao colocar o medicamento no recipiente. 10 ml = 1 colher de sobremesa c.: Sempre colocar o medicamento na tampa invertida do vidro ou em copos. 5 ml = 1 colher de chá d. no máximo. 2. 4. Após a ingestão deste. nunca oferecer o medicamento ao cliente na sua própria mão. Dissolver os medicamentos para os pacientes que apresentam disfagia (dificuldade na deglutição) Os medicamentos por via oral devem ser diluídos. Ao manusear vidros com medicamentos líquidos. Antes de prepara o medicamento certificar-se da dieta. Os medicamentos à base de óleos devem ser administrados com outros líquidos de sabor agradável (sucos.

Via gástrica: É a administração do medicamento através da sonda gástrica. 6. a fim de obter o efeito desejado. Na introduzir ar evitando. Colocar o paciente em posição de fowler para evitar aspiração. copo graduado. Fornecer água ao paciente para enxaguar a boca e remover resíduos alimentares. 2. Procedimentos 1. recipiente para lixo. Introduzir lentamente o medicamento por sinfonagem. copo com água e cuba rim. Fazer a desinfecção da extremidade da sonda antes e após a administração de medicamentos. seringa de 20 ml. evitando desconforto para o paciente. 3. 3. Colocar o medicamento sob a língua do paciente e orienta-lo para não deglutir a saliva até dissolver o medicamento. 4. 4. triturador. Lavar a sonda com 10 a 20 de água ou soro fisiológico. a flatulência. Certificar-se se a sonda está no estômago através da ausculta com estetoscópio e aspiração do suco gástrico. Não administrar por VIA ORAL porque o suco gástrico inativa a ação do medicamento.26 Via sublingual: nesta via os medicamentos são colocados sob a língua e absorção se dá nos vasos sanguíneos existentes no dorso da língua. A via sublingual possui ação mais rápida do que a via oral. após a administração do medicamento. Material – estetoscópio. Procedimentos 1. exceto quando contraindicado. Material: recipiente com medicamento. ou através de seringa. gaze.a fim de remover partículas aderidas na sonda e introduzir todo medicamento até o estômago. quando utilizada em cliente inconsciente ou incapacitado de deglutir. 5. 2. espátula. . desta forma. utilizando bolas de algodão com álcool. bolas de algodão com álcool.

Tem ação local ou sistêmica. papel higiênico. Via cutânea ou tópica: É a aplicação do medicamento na pele. Procedimentos . cremes ou gel. recipiente para lixo. Colocar o paciente em decúbito lateral ou SIMS expondo somente a área necessária para a introdução do supositório. Caso o paciente tenha condições de auto-aplicação. luva de látex. Orientar o paciente a respirar fundo ao introduzir o supositório. Envolver o supositório numa gaze. sob a forma de supositório ou clister medicamentoso. 3. mantê-la fechada por 30 minutos após a administração de medicamentos. na forma de loções. Material: gaze. Via retal: É a introdução de medicamento na mucosa retal. Procedimentos 1. Visando absorção através de poros até atingirem acorrente sanguínea. Calçar a luva de látex para autoproteção. numa profundidade correspondente ao dedo indicador. e pedir ao paciente que o retenha por trinta minutos. com auxílio do papel higiênico. Material – gaze. Introduzir o supositório além do esfíncter anal delicadamente. espátula.27 7. adesivos. com o dedo indicador. 6. 7. antissépticos. Afastar a prega interglútea. Certificar-se de que o supositório realmente tenha sido introduzido. medicamento. orienta-lo quanto ao procedimento. Caso a sonda tenha a finalidade de drenagem. 8. 2. recipiente para lixo. medicamento. 4. 5. para melhor visualização do ânus. pomadas. através do ânus. Pode ser aplicado por fricção à pele.

b. etc.28 1. de modo que a cabeça fique inclinada para trás (cabeça em hiperextensão). proteger a mucosa nasal e tratar infecções. Procedimentos 1. Antes de aplicar a pomada. medicamento prescrito. 4. recipiente de lixo. Desprezar a primeira porção da pomada. 6. Paciente sentado: inclinar a cabeça para trás. Quando o medicamento for armazenado em recipiente. 5. 4. 5. Instilar o medicamento no canal auditivo sem contaminar o conta-gotas. Prepara o paciente. Desprezar uma gota de medicamento. 2. 3. eritema. 3. recipiente para lixo. pruido. conta-gotas. Observar qualquer alteração na pele: erupções. Posicionar o canal auditivo no adulto da seguinte maneira: segurar o pavilhão auditivo e puxar delicadamente para cima e para trás. . com o objetivo de prevenir ou trata processos inflamatório e infeccioso. Fazer a limpeza da pele com água e sabão antes da aplicação do medicamento. Material: gaze. 2. Com o objetivo de aliviar a congestão nasal. fazer o teste de sensibilidade. Via auricular: É a introdução de medicamentos no canal auditivo externo. Via nasal: É a aplicação de medicamento na mucosa nasal. retira-lo com auxílio da espátula. edema. Posicionar o paciente e lateralizar a cabeça. Material: frasco de medicamento. Orientar o paciente quanto à manutenção da posição inicial por cerca de 03 a 05 minutos. Procedimentos 1. Facilitar a drenagem de secreção nasal. se necessário (pele oleosa e com sujidade). gaze. Aplicar o medicamento massageando a pele delicadamente. Paciente em decúbito dorsal: colocar o travesseiro sob o ombro. a. Facilitar a saída de cerúmen e corpo estranho.

pomadas. Material: medicamento (pomada ou colírio). conta-gotas se necessário. Instilar o medicamento nas narinas evitando que o conta-gotas toque a mucosa nasal. remover secreções e crostas. Evitar ulceração da córnea. Preparar a paciente para cirurgias dos órgãos genitais. Procedimentos 1. Provocar midríase (dilatação da pupila) ou miose (constrição da pupila). 3.29 2. Pedir ao paciente que olhe para cima. sob forma de colírio ou pomada. sob a forma de óvulos. geléias. Via ocular: Consiste em aplicar medicamento. Instruir o paciente para que permaneça nesta posição por 02 a 03 minutos. Prevenir infecção vaginal. 5. Via vaginal: Consiste em introduzir o medicamento na mucosa vaginal. Desprezar a primeira porção da pomada ou uma gota do colírio. Com o objetivo de Combater infecção. recipiente de lixo. 4. 6. Afastara a pálpebra inferior com o dedo polegar – com auxílio da gaze – apoiando a mão na face do paciente. Solicitar ao paciente que feche as pálpebras e faça movimentos giratórios o globo ocular. Diminuir a congestão ocular. Pingar o medicamento no núcleo da conjuntiva ocular (porção média da pálpebra inferior).Aplicar anestésico. Remover o excedente do medicamento com a gaze. a fim de dispersar o medicamento. deposita-la ao longo de toda extensão do saco conjuntival inferior. 3. 2. Preparar o paciente colocando-o em decúbito dorsal ou sentado com a cabeça inclinada para trás. no saco conjuntival inferior. espumas ou lavagem vaginal. Antes da aplicação do medicamento. sem tocar o conta-gotas ou o tubo de pomada na conjuntiva. 7. 8. gaze. a fim de que o medicamento penetre profundamente na cavidade nasal. . . Com o objetivo de diminuir a infecção vaginal. Ao aplicar a pomada.

Respeitar a privacidade da paciente cercando a cama com biombos. Em caso de paciente VIRGEM: qualquer medicação via vaginal pode ser administrada utilizando-se ESPÉCULO DE VIRGEM. Em casos de engano pode provocar lesão considerável . 5. Lavar o aplicador com água e sabão ( o aplicador é de uso individual). 3. Subcutânea (SC). Maior precisão em determinar a dose desejada. 9. 2. 7. se necessário. aplicador próprio. Retirar o aplicador e pedir que è paciente para que permaneça no leito. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA PARENTERAL Conceito – É a administração de um agente terapêutico pelas vias Intradérmica (ID). 4. 8. recipiente para lixo. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar – com auxilio de gazes. Intravenosa ou Endovenosa (IV ou EV). Intramuscular (IM). gaze. Desvantagens Dor. 10 cm aproximadamente. ou uma seringa na qual adapta-se uma sonda uretral nº 4 ou nº 6. Vantagens Absorção mais rápida e completa. Procedimentos 1. antes da aplicação. Fazer higiene íntima. Possibilidade de administrar determinadas drogas que são destruídas pelos sucos digestivos. e pressionar seu êmbolo. Obtenção de resultados mais seguros. Introduzir delicadamente o aplicador.30 Material – medicamento (óvulos e pomadas vaginais). Colocar o óvulo ou a pomada vaginal no aplicador próprio. Colocar a paciente em posição ginecológica. 6. geralmente causada pela picada da agulha ou pela irritação da droga.

Requisitos básicos para a administração da droga As soluções devem ser absolutamente estéreis. equimoses. hemorragias. podendo aparecer abscesso). com conseqüências microembolias locais ou gerais). Traumas: Psicológico podendo ser: medo. que fazem com que a droga não surta efeito. introduzir ar coágulos ou substância oleosa ou suspensões por vis IV. tensão. intumescidas. recusa do tratamento. dor parestesias. ruborizada. Problemas que podem ocorrer na administração Infecções: Pode resultar da contaminação do material. ou à aplicação de pressão muito forte na injeção de drogas em suspensão ou oleosa. choro. isentas de substâncias pirogênicas O material usado na aplicação deve ser estéril e descartável. ou 2) sistêmicas (Esta infecção pode generalizar-se dando origem à infecção sistêmica – septicemia – provocada por microorganismos oriundos de um ou mais foco de infecção e multiplicação dos microorganismos na corrente sanguínea). Podem ser 1) locais (áreas avermelhadas. O traumas tissulares são de etiologias diversas. ou é injetada em local inadequado pode formar nódulos ou abscessos. da droga ou em conseqüência das condições predisponentes do cliente (mal estar geral e presença de focos infecciosos). óleos ou cristais de drogas em suspensão. Podendo ser local ou geral. É um acidente grave conseqüente da falta de conhecimento e habilidade do profissional (falta de aspiração antes de injetar a droga. A introdução de líquidos deve ser lenta.lipotímia. dolorida. Má absorção das drogas: Quando a droga é de difícil absorção. Uma vez administrada a droga. nódulos e . impossível retirá-la. que causa lesão na pele ou ferimentos. a fim de evitar rutura de capilares. Embolias: Resultam da introdução na corrente sangüínea de ar coágulos. Fenômeno alérgicos: Aparecendo devido á susceptibilidade do índividuo ao produto usado para anti-sepsia ou ás drogas injetadas. causando a rutura de capilares. O medo pode à contração muscular impedindo a penetração da agulha acarretando acidentes ou contaminação acidental do material.31 Devido ao rompimento da pele pode ocorrer o risco de adquirir infecção. hematomas. podendo ser decorrentes de agulhas romba ou de calibre muito grande. paralisias.

Manejar corretamente o material esterilizado. Locais onde há pouca pilosidade e pigmentação. falta de rodízio dos locais. causado por técnica incorreta. Utilizar técnica asséptica no preparo a fim de minimizar o perigo de injetar microorganismos na corrente sangüínea ou nos tecidos. Utilizar o método de administração corretamente. inserção inferior do deltóide. 8 ou 4. Via intradérmica (ID) Conceito – É a introdução de pequena quantidade de medicamento na derme.5 ml.5. Volume máximo permitido é de 0. Fazer anti-sepsia da pele. desconhecimento dos locais adequados para diversas aplicações. escapular. dessensibilazação e imunização (BCG). Cuidados gerais Lavar as mãos. Explicar ao paciente quanto ao procedimento. . Etiqueta de identificação. Material Seringa de 1cc Agulha 13x3. onde o suprimento sangüíneo é reduzido e a absorção ocorre lentamente. Posição da agulha – A agulha é inserida na pele formando ângulo de 15º ou paralela à superfície da pele. geralmente. para testes cutâneos. A inserção da agulha deve ser somente o bisel. A droga é injetada.32 necroses. Áreas de aplicação – Face interna do antebraço.

às articulações e ao umbigo. sob a epiderme.33 Procedimentos 1. levemente.5 a 1 ml de medicamentos. região periumbilical. Retirar a agulha sem fazer compressão no local. Via subcutânea (SC) Conceito – É a introdução de uma droga no tecido subcutâneo ou hipoderme. 5. Administra somente de 0. voltado para cima. Retirar agulha fazendo leve compressão do local. Fazer anti-sepsia ampla no local. Posição da agulha – O ângulo depende da quantidade de tecido subcutâneo. É indicada para drogas que não necessita ser rapidamente absorvidas (absorção mais lenta que a via IM e EV). 4. Fazer anti-sepsia ampla da pele. pode provocar fenômenos alérgicos graves dependendo das condições do cliente. Aplicar lentamente o medicamento. até a formação da pápula. sem friccionar a pele. na cintura e na linha mediana do abdome e face anterior do antebraço (insulina). Evitar aplicação próxima à região inguinal. Introduzir somente o bisel. face externa da coxa. 4. 3. Em seguida. Fazer uma prega na pele com os dedos polegar e indicador. Introduzir a agulha com impulso. A agulha de 13x3. Injetar o medicamento. lentamente . 5. . tracionar o êmbolo para certificar-se de que não tenha atingido um vaso. 2. 2. Esticar a pele com auxílio dos dedos polegar e indicador. para facilitar a introdução da agulha. Procedimentos 1. região escapular. 6. Áreas de aplicação – Face externa do braço. a agulha 25x6 é inserida na pele formando ângulo de 45º. local de aplicação e do comprimento da agulha. pois o objetivo é retardar a absorção da droga que. 3. Em geral. e flanco direito ou esquerdo.8 é inserida perpendicularmente à pele ou em ângulo de 90º. região glútea. quando injetada por esta via.

Locais utilizados DELTÓIDE A aplicação do medicamento deve ser na parte mais volumosa de massa muscular. DORSO GLÚTEO (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) . ou a droga ser injetada no tecido subcutâneo. a fim de evitar o risco de lesar as fibras musculares. Mudar diariamente o local de aplicação (insulina).34 7. ou formando ângulo de 90º. Posição da agulha – A inserção da agulha deve ser perpendicular à pele. natureza do medicamento e estado da pele. GLÚTEO Observar o local de introdução da agulha para evitar lesão do nervo ciático. Obs. Áreas de aplicação – A seleção de uma região para injeção intramuscular depende de vários fatores: idade.: A posição do bisel da agulha na via subcutânea é indiferente. Depois da via EV é a mais rápida de absorção devido a maior vascularização deste tecido. A quantidade a ser administrada não deve ultrapassar 05 ml. A localização correta é importante para não lesar o nervo radial. quantidade de tecido. responsável pela motricidade dos membros inferiores. Via intramuscular (IM) Conceito – É a introdução de medicamentos nas camadas musculares.

Posicionar o bisel da agulha seguindo o sentido da fibra muscular para minimizar lesão das mesmas.35 Para evitar lesar o nervo ciático: divide-se a nádega em quatro partes. afastar os demais dedos formando um triângulo e aplicar no meio deste. dores tardias. apoiando o dedo indicador sobre a espinha ilíaca ântero-superior e a palma voltada sobre a cabeça do fêmur. prevenindo irritação subcutâneas ou manchas pelo gotejamento da solução no trajeto da agulha. ou vice-versa. 3. Fazer anti-sepsia ampla. Aplicar com um único impulso. Acidentes na aplicação de injeção intramuscular Abscesso. necrose de tecido. Para localização correta. Tracionar o êmbolo até retornar as bolhas de ar. VENTROGLÚTEO OU HOCHSTETTER (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) Esta região é indicada para crianças ou adultos. lesões nervosas. e outra que vai das últimas vértebras sacrais à parte superior da articulação coxofemoral A injeção é feita no quadrante superior externo. Puxar a pele ou o tecido para um dos lados e manter assim até o fim da aplicação. Aplicação em Z ou com desvio: É usada para evitar o refluxo da medicação. COXA – MÚSCULO LATERAL DA COXA Aplica-se no terço médio externo da coxa. Fazer massagem no local após aplicação. local livre de vasos e nervos importantes. Injetar o medicamento lentamente. 4. 6. . pois não há vasos e nervos importantes. e tem pouco tecido adiposo. coloca-se a mão esquerda no quadril direito. 5. sem hesitar. toma-se uma linha que vai da crista ilíaca posterior à borda inferior da nádega. para diminuir o desconforto. Procedimentos 1. 2.

Retirar a agulha e só então liberar a mão não dominante. IM. sem flocos. aspirar com a ajuda dos dedos polegar e indicador e empurrar o êmbolo com o polegar. estéril.36 Com a outra mão. Via intravenosa (IV) ou Endovenosa (EV) Conceito – É a introdução do medicamento diretamente na corrente sangüínea. Áreas de aplicação – Veias superficiais de grande calibre da região cubital (cefálica. Administração de grandes volumes de solução em casos de desidratação. Condições da droga: sem precipitação. Finalidade Obter efeito imediato do medicamento. choque. . inserir a agulha. SC. Material Bandeja contendo seringa de preferência de bico lateral. mediana e basílica). Agulhas Algodão e álcool à 70%. Administração de drogas contra-indicadas pelo VO. Efetuar NPP Instalar terapêutica com sangue. por sofrerem a ação dos sucos digestivos ou por serem irritantes para tecidos. deixando o tecido SC e a pele voltar ao norma. dorso da mão e antebraço. Posição da agulha – Ângulo de 15º ou paralelo à pele. Garrote Toalha. diluição correta. hemorragias e cirurgias. papel toalha.

inflamação local e abscessos. sem friccionar a pele. flebite e tromboflebite. Aplicações de medicações EV em paciente com soro: A aplicação através de borrachinha deve ser evitada. 2. Procedimentos 1. Devendo-se usar equipos com infusor lateral ou na falta deste dispositivo. Refluindo o sangue.: Para facilitar o aparecimento de veia pode-se utilizar os seguintes recursos: aquecer o local.37 Etiqueta de identificação. . soltar o garrote. Luva de procedimento. 3. Garrotear 4 cm acima do local escolhido para punção a fim facilitar a visualização e seleção das veias. esclerose da veia. Acidentes na aplicação de injeção por via endovenosa Infiltração. desconectar o equipo do sóror e conectar a seringa com a medicação tendo cuidado para não contaminar o equipo. Calçar as luvas. com o braço voltado para baixo. 5. Fazer antissepsia ampla obedecendo o retorno venoso. Fixar a veia e esticar a pele com auxilio do dedo polegar. aumentando assim o fluxo sangüíneo. 7. Retirar a agulha fazendo compressão no local. Obs. 4. Puncionar a veia. lentamente. observando a reação do paciente. fazer massagem no local. choque. pedir ao paciente que faça movimentos com as mãos. equimose. 6. Aplicar a droga. embolia. 8. Saco para lixo. Posicionar o bisel da agulha voltado para cima. hematoma.

recipiente para lixo. 7. Manter equilíbrio dos eletrólitos. Cortar o bico do frasco de soro com tesoura estéril. tesoura limpa. escalpe ou agulha. 13. Fazer o nível da câmara gotejadora e do equipo e retirar todo o ar do mesmo. tesoura estéril. Levar todo o material na unidade do paciente. Em seguida. Colocar escala de horário no frasco de soro.38 VENÓCLISE Conceito – É a infusão de solução dentro da veia. Procedimentos 1.Puncionar veias que estejam. 12. identificação de soro. 9. 6. Abrir o pacote do equipo de soro. 14. Preparar o material. . Identificar o soro. fechar a presilha. distantes de articulação para evitar que com o movimento transfixe a veia. 5. Conectar o equipo no frasco de soro. 11. 15. Repor líquidos. 8. 4. em quantidade relativamente grande. Material: frasco com solução prescrita. Orientar o paciente quanto ao procedimento. recipiente com bolas de algodão embebido em álcool. Lavar as mãos. 3. Colocar o frasco de soro no suporte. equipo de soro. esparadrapo ou adesivo antialérgico. 2. 10. Conectar escalpe ou agulha na extremidade do equipo e retirar o ar. Desinfetar o gargalo e o bico do frasco de soro com algodão embebido em álcool. Puncionar a veia conforme as inscrições para injeção endovenosa. Objetivos: Manter veia para medicação. garrote. Abrir a presilha do equipo imediatamente e certificar-se de que a agulha esteja dentro da veia. Administrar nutrientes.

2. observando a presença de edema. Fixar a agulha ou escalpe com esparadrapo. 19. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.05 500ml Cuidados importantes 1.39 16. 6. Evitar punções venosas em veias localizadas nas articulações. Caso modifique a altura do frasco. Se a punção venosa for próxima de uma articulação aconselha-se o uso de tala para evitar transfixação da veia pela agulha. 8. 3. 17. de rótulo de soro: Nome: Manoel Silva Soro glicosado à 5% Início: 08 horas Término: 16 horas Gotejamento: 21 gts/min Data: 08/02 Iniciais de quem preparou Enf. rubor. 4. Caso haja dificuldade em puncionar a veia. . Lavar as mãos. anotar a freqüência e o motivo. Ex. Controlar o gotejamento do soro conforme a prescrição médica. 20. Observar o local da punção venosa freqüentemente. Manter o equipo sem bolhas de ar. infiltração de soro e queixas do paciente. 18. Para verificar se a agulha está dentro da veia. Verificar a infusão em intervalos regulares para manutenção do volume do fluxo. controlar o gotejamento do soro para manter o fluxo constante. 7. Anotar na prescrição médica: horário de início do soro e checa-lo. 9. 5. Controlar rigorosamente o gotejamento de soro para evitar desequilíbrio hidroeletrolítico.: 03 1. abaixar o frasco de soro a níveis inferiores ao do local da infusão. Ocorrendo retorno de sangue constata-se que a agulha está dentro da veia.

Procedimentos .3 T = tempo em horas Como deveríamos fazer a fita de horário. enfermaria. atrasado ou no horário. início. Pacientes que deambulam devem ser orientados para manter o frasco elevado com gotejamento contínuo. data. Sempre que possível iniciar a punção das veias pelas extremidades do membro superior. Cálculo de gotejamento Para fazer o cálculo em macrogotas é só seguir a fórmula: Onde: V = volume em ml Nº de gotas/min = V/T. término. rubrica. leito. A identificação de soro deve conter os seguintes dados: nome. então temos: Nº de microgotas = nº de gotas x 3 Retirada de venóclise Material: recipiente com bolas de algodão seco. dividir a fita em 6 partes iguais. 11. para controlar o volume infundido? Marcar na fita o inicio e o fim da infusão do soro. benzina ou éter. 12. tira de esparadrapo. recipiente com bola de algodão embebido em álcool. recipiente para lixo. À medida que o soro vai sendo infundido será possível verificar se ele estará adiantado. bastando compara o seu nível com a marcação no horário da fita. Para fazer o cálculo em microgotas é só seguir a formula: Nº microgotas/min = V/T Podemos fazer cáculo do número de microgotas de uma outra maneira como uma gota é igual a 3 microgotas. 1ml = 20 gotas 20 gotas = 60 microgotas.40 10. números de gotas.medicação.

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1. 2. 3. 4. 5. 6.

Lavar as mãos. Orientar o paciente quanto ao procedimento. Prepara o material. Fechar a presilha do equipo. Descolar o esparadrapo com bolas de algodão embebido em benzina. Comprimir o local junto ao escalpe ou agulha com algodão embebido em álcool e retira-lo. Pressionar o local, de onde foi retirada a agulha ou escalpe, até obter a hemóstase. a. O algodão com álcool não deve ser friccionado. b. Se necessário, promover a hemostasia utilizando uma tira de esparadrapo.

7. 8. 9.

Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos. Anotar na prescrição: horário e procedimento.

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ANEXOS

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Solução fisiológica a 0. as células encolherão. PRINCIPIOS: As células (por exemplo. b. Componentes do sangue i. c. as células se expandirão ou incharão. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. a.5% em soro fisiológico a 0. Solução fisiológica a 0. b. de uma região com pequena concentração para outra com concentração maior de solutos (por exemplo: íons sódio. Solução glicosada em 2.7%. de maneira a restabelecer o equilíbrio intracelular e extracelular. 2. HIPOTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica inferior à do plasma.45%. c.45%. A pressão osmótica é aquela que “puxa” água através da membrana semipermeável das células. neurônios. glicose sanguínea). Ringer com lactato. Albumina a 5% ii.44 ASSIMILAÇAO FISIOLÓGICA DAS SOLUÇÕES SALINAS SALINAS 1. a. A administração deste líquido aumenta a concentração de soluto no plasma. . a. TIPOS DE LÍQUIDOS: ISOTÔNICO – uma solução com a mesma pressão osmótica do plasma. Plasma d. no sentido de restaurar o equilíbrio osmótico. O resultado final é a diluição e o equilíbrio entre os compartimentos intracelular e extracelular.9%. critrócitos) são envolvidas por uma membrana semipermeável. 0.9%. HIPERTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica maior do que a do plasma. Solução glicosada a 5% (SG 5%).2%. A administração desta solução geralmente dilui a concentração de soluto do plasma e força a passagem de água para as células. Solução fisiológica a 0.

Solução glicosada a 10%. lactato). Solução glicosada a 20%. algumas calorias (Na+. COMPOSIÇÃO DOS LÍQUIDOS: a. Cl. b. Cl-.gluconato). g.45 b. f. Ringer lactato – água e eletrólitos (Na+. Isotônica balanceada – água. Sangue total e seus componentes. fração protéica plasmática a 5% (Plasmanato). eletrólitos. d. Solução fisiológica a 3% e 5%. eletrólitos. puxando o líquido do interstício para a circulação e aumentando temporariamente a volemia). dextran. aminoácidos e calorias. (exercem maior pressão oncótica. d.45% (apenas levemente hipertônica porque a glicose é rapidamente metabolizada e só produz uma pressão osmótica temporária). K+. c. Cl. g. Hiperalimentação parenteral – água. K+. Soluções Salinas – água e eletrólitos (Na+. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. c. Albumina a 25%. Glicose a 5% em Ringer lactato. e. f. hetamido (Hespan). Ca ++. .). e. Soluções glicosada – água glicose e calorias. Mg++. Expansores do plasma – albumina.

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: Nº DE MICROGOTAS X3 GT = GOTEJAMENTO 20 = CONSTANTE DA FÓRMULA (1ML = 20 GOTAS) OBS.: Um exemplo simples para cálculo de dose de medicamento é feito com a regra de três. As doses infantis são baseadas na idade ou peso. X D. CÁLCULO DE DOSES INFANTIS: As doses infantis podem ser calculadas pelas regras de YOUNG. A. 1.53 CÁLCULO DE DOSE DE MEDICAMENTOS CÁLCULO DE GOTEJAMENTO: GT = VT TX3 T = VT 3XGTS VT = VOLUME TOTAL T = TEMPO EM HORAS 3 = CONSTANTE DA FÓRMULA GT = V X 20 Nº DE MINUTOS OBS. REGRA DEYONG: DOSE INFANTIL = I. FRIED E CLARCK. São naturalmente. C. somente uma fração de uma dose de adulto. C + 12 IC = IDADE DA CRIANÇA EM ANOS DA = DOSE DO ADULTO 12 = CONSTANTE DA FÓRMULA .

54 REGRA DE FRIED: A regra de Fried é usada para calcular a dose de bebês com menos de um ano.3 ml d. 0.5 ml 2.000 U cm 5 ml. a. No rótulo de liquemine. 0. 0.1% Vit. 0. DOSE INFANTIL IC (EM MESES) X DA 150 IC = IDADE DA CRIANÇA EM MESES DA = DOSE DO ADULTO 150 = CONSTANTE DA FÓRMULA REGRA DE CLARCK = DI = PESO (KG) X DA 70 DA = DOSE DO ADULTO DI = DOSE INFANTIL 1.1 ml b. Devemos administrar o seguinte soro: SG5º/ Nacl 30% Kcl 19.2 ml c. Quantas gotas deverão correr por minuto? Considerando o equipo macrogotas).4 ml e.000 U. C Complexo B 400 ml 20 ml 10 ml 5 ml 3 ml Em um período de 6 horas. 0. Para administrar-se 1. . lê-se: 25. debe-se aspirar a seguinte unidade em ml.

sabendo-se que na enfermaria há somente seringa de 1 ml. 1. Para atender a dose prescrita.4 ml b. SG 5% 300ml + SF 0.7 ml. a.9% correr em 30 minutos.5 ml d. 500 ml de SG 5% em 8 horas (macrogotas). e. Penicilina cristalina 50.0 ml 5. d. a. f.1% 10 ml em 8 horas (microgotas). Das seguintes prescrições médicas: a.0 ml. ela deverá administrar.9% correr em 30 minutos (macrogotas).3 ml c. SG 5% 500 ml + Nacl 30% 20 ml + Kcl 19. 0. mas temos disponível insulina de 80 U. 0. A enfermeira dispõe do medicamento em frasco de 1 grama em pó e do diluente cm ampla de 3.5 ml b.X .55 3.000 UI em 50 ml de SF 0. 3. Foi prescrito 16 U de insulina.5 ml e. (macrogotas) b. 2. Gramicina 10 mg cm 20 ml de SF 0. Um paciente precisa receber ampicilina sódica 500 mg.9% 100 ml em 12 horas (macrogotas). Obs. 4. Calcule o nº de gotas/min. de 6 em 6 horas. qual será o volume aspirado para fazer a dose prescrita.7 ml c.2 ml e. 0. c.: FRASCO U --------------------------. 2. 0. 1000 ml de SG 5% em 8 horas (microgotas).SERINGA PRESCRIÇÃO ------------------------. 0. via intramuscular.0 ml d. 1.

Choque anafilático c. O fenômeno de Arthus é uma reação provocada por: a.8. edema. o que ocasiona: a. Embolia d. cianose. Erro na dose de administração. 7. Referente ao enunciado anterior. d. . d. Correlacione os acidentes que podem ocorrer na aplicação de injeção endovenosa. Infiltração. hiperemia. Choque pirogênico. Edema infiltração. edema de glote e hemorragia. c. Injeções repetidas no mesmo local b.56 6. 9. dilatação dos vasos. o fenômeno ocorre devido a não absorção do antígeno. Infiltração e tremores. Utilizar agulha 13X3. edema. Identificar a seringa e adaptar a agulha 40X6. Hematoma e. Erro da via de administração d. b. após a diluição. Injeções que seguem rotatividade dos músculos c. c. a. Flebite a. b. 8. b. Utilizar a mesma agulha no procedimento. hemorragia e necrose no ponto de inoculação. No preparo de medicamento injetável IM e/ou EV utilizando frasco (pó). a enfermagem deve: a. Trocar a agulha após o preparo e identificar a seringa. hemorragia e congestionamento da face.) 53421 b) 45132 c) 52134 d) 34521 ( ( ( ( ) Presença de coagulo sanguíneo ou medicamento oleoso na )Rompimento da mesma veia ou aplicações de substâncias ) Hipersensibilização à droga ) Presença de bactéria na solução luz do vaso irritante. Infiltração.

E temos disponível Teinam 500 mg fr/amp para diluir em 20 ml. O enfermeiro recebeu o plantão ás 19 horas e. 11. Quantos ml devemos aspirar. observa que o mesmo encontra-se na sexta e última fase de soro. Um bebê de 6 kg precisa tomar uma dose de acetato de cortisona. Foi prescrito Keflin 120 mg EV 6/6horas. Qual deverá ser a dose para a criança? . Foi prescrito Teinam 250 mg EV 6/6horas. após verificar o prontuário.0 g para dose de manutenção. Temos no posto Keflin 1g para diluir em 10ml. Quantos ml devemos aspirar? 12. Realizar rodízio de locais b. Introduzir a agulha vagarosamente e injetar o líquido rapidamente. Qual o gotejamento que deve ser colocado para essa infusão permanecer até as 7:00 hs do dia subseqüente? 14. do paciente dôo L 01. Injetar solução vagarosamente c. Deixar pequena bolha de ar na seringa d.57 10. A dose adulta é 150 mg. Qual será a dose de biontal para uma criança de 12 anos? 16. quanto deverá ser dado a uma criança que pese 20 quilos? 15. 13. Se a dose adulto de certa droga é 1 cc. restando apenas 400 ml a ser infundido. A dose adulta de biontal é 2. Podemos reduzir a dor nas injeções. utilizando as seguintes técnicas exceto: a.

Insulina 18. Um paciente foi atendido com uma crise de asma. digoxina b. Utilizados na anafilaxia. Imunossupressor. d. c. Todas estão corretas. . Aminotilina c. Os corticosteróides são: a. Heparina e. Potentes antinflamatórios e antialérgico. Dolantina d. b. o medicamento que deve ser prontamente providenciado é: a.58 17.

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gastrectomia. geniturinário. ou colecistectomiu (não e inflamação • Condições assépticas. sinais de Apencidectomi a supurado). órgãos não população CARACTERÍSTIC IAS • Sem sinais EXEMPLO AS/CIRCUNSTÂNC S de Mastectomia. • Risco de infecção de 7 a 8% bacteriana ou são de • Risco de infecção 1 sem respiratório.76 CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS QUANTO A SUA CAUSA (SITUAÇÃO EM QUE FORAM RODUZIDAS: CIRÚRGICAS. a 2% • Sem processo inflamatório. TRAUMÁTICAS E ULCERATIVAS) SEGUNDO O RISCO DE INFECÇÃO AS FERIDAS CIRÚRGICAS PODEM ESTAR EM 4 CATEGORIAS: FERIDAS CIRÚRGICAS LIMPAS: manipulados contém fácil descontaminação. pequena quebra na a. . cirurgia cardíaca neurológica précontaminação. • Condições Assépticas técnica. POTENCIALMEN TE CONTAMINADAS : Envolvem do a trato abertura digestivo.

existente. penetrante intestino • Grande derramamento de trauma abdominal • Lesão traumática exposta envolvendo por abertas (ferimento arma branca ou de • Risco de infecção de 15 a fogo).77 CONTAMINADAS: Pelas circunstâncias que a provocaram. INFECTADAS: Realizadas em tecidos com processo infeccioso já instalado no momento da cirurgia • Presença de secreção Apendicite purulenta. 20%. • Risco de infecção supurado. mais de 4horas. CARACTECRISTICAS/ CIRCUNSTÂNCIAS EXEMPLOS de • Grande desvio da técnica Cirurgias estéril.drenagem • Trauma penetrante há empiema. • Infecção clínica Pré. há menos de 4 horas. . fluido gástro-intestinal. • Corpo estranho ou contaminação fecal. • Feridas cronicamente. possuem maior probabilidade de altas cargas bacterianas. emergência. de abscessos.

PREVENIR INFECÇÃO. ABSORVER. TENDÃO. PARA COM • DE • • HIDROCOLÓIDES ALGINATO CÁLCIO ( EXSUDAÇÃO). ISOLAR.78 VARIEDADES DE COBERTURAS DE FERIDAS PELE AVERMELHADA NÃO ROMPIDA ESTÁGIO I COBRIR. . OU PERDA DE PELE PERDA OSSO) ESTÁGIO IV PROTEGER. ESTÁGIO III PROTEGER. PREVENIR PROMOVER GRANULAÇÃO. (SOMENTE FERIDAS EXSUDATO). ESTÁGIO II COBRIR. COBRIR. ABSORVER. HIDROCOLÓIDES. • ESPUMA DE POLIURETANO DE CAVIDADE. LIMPAR. PROTEGER. ISOLAR. ALGINATO CÁLCIO. COBRIR. ALGINATO CÁLCIO. HIDRATAR. • • • PELÍCULAS TRANSPARENTES. INFECÇÃO. (MÚSCULO. ISOLAR. PROTEGER. LIMPAR. PROMOVER GRANULAÇÃO. DE COM • • PERDA BOLHAS DE PELE. HIDROCOLÓIDE. ABSORVER. HIDRATAR. DE E DE PELE. • • • SPRAY GEL PELÍCULAS TRANSPARE NTES. HIDRATAR. GRÂNULO PASTA.

as compressas com álcool + éter. e ainda para facilitar a reabsorção de líquidos extravasados. . Dentre as aplicações frias mais comuns. Antes. baixam a temperatura do corpo pelo esfriamento gradual. da utilização desses tratamentos. determinar a habilidade do paciente em sentir as variações de temperatura e assegurar o funcionamento correto do equipamento. O frio também tem ação antitérmica. o profissional precisa compreender as reações de um organismo normal às variações da temperatura local. pode proporcionar benefícios terapêuticos. estão a bolsa de gelo. o calor e o frio são usados como coadjuvantes em diversos tratamentos e situações. tendo como conseqüência a maior irrigação sanguínea. Terapia com Calor e Frio A aplicação local de frio e calor a uma parte lesada do corpo. produzindo analgesia. daí seu emprego em dores pós-traumaticas. facilitando a visualização das mesmas. alem de avaliar a integridade da parte do corpo em questão.79 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE TERMOTERAPIA E CRIOTERAPIA Introdução Desde de a antiguidade. quando corretamente empregados. pois quando aplicado em regiões mais vascularizadas. O profissional é legalmente responsável pela administração segura de todas as aplicações de calor e frio. As aplicações frias agem sobre as terminações nervosas periféricas. os banhos com álcool e os banhos frios. o calor tem como principal ação provocar a vasodilatação no local em que é aplicado. muito nos auxiliam através de suas várias propriedades. porém. O calor e o frio. provocando a dilatação das veias. auxiliando sobremaneira na hemostasia em diversas situações de socorrismo e em intensivismo. No corpo humano. Também têm a propriedade de produzir vasoconstricção e por isso são empregadas para interrupção de hemorragias. Normalmente é utilizado nos hospitais para facilitar as punções venosas. as compressas geladas. como soros e sangue.

Quando as temperaturas locais ultrapassam esses limites. raios infravermelhos. É um dos tratamentos mais antigos e os pacientes recebem-no muito bem. O corpo humano pode tolerar amplas variações de temperatura. aparece a dor. calor em grau mais elevado facilita a circulação. Reações sistêmicas ocorrem através de mecanismos de perda de calor ou de mecanismos que promovem sua conservação e produção de calor. sensíveis à temperatura. O frio diminui a circulação pela contração dos vasos sanguíneos. o estímulo quente excessivo produz uma sensação de dormência antes do aparecimento da dor. além dos raios solares. O calor age estimulando ou acalmando. . retarda a supuração de abscesso.80 As aplicações externas de calor e de frio têm por objetivo ajudar as funções naturais do corpo. cabe ao profissional conhecer os pacientes com maior risco de lesões provocadas pela aplicação de calor e frio como mostra o quadro 1. São utilizados de forma seca (bolsa de água quente ou fria. A habilidade de adaptação do corpo cria o maior problema na proteção dos pacientes contra lesões resultantes de extremos de temperatura. pela dilatação dos vasos sanguíneos e diminui a dor local. bolsas elétricas e duchas. forno de Bier) ou úmida (compressas ou cataplasma). água fria ou quente. As reações locais ao calor e ao frio ocorrem através do estímulo das terminações nervosas da pele. mas os termorreceptores normalmente se adaptam rapidamente a temperaturas locais entre 45ºC e 15ºC. são empregadas com bons resultados. Modernamente. diminui a dor local. vapor. tempo de aplicação e local onde é aplicado. compressa. Reações corporais ao calor e ao frio A exposição ao calor e frio pode provocar reações tanto sistêmicas quanto locais. A temperatura normal na superfície da pele é de 34ºC. Calor moderado relaxa os músculos. encontrando alívio após a sua aplicação. as aplicações elétricas. de acordo com a temperatura.

já a exposição prolongada da pele ao frio resulta em um reflexo de vasodilatação. O calor é geralmente muito terapêutico. A escolha da terapia de calor ou frio depende das reações locais desejadas para a cura da lesão. Alterações nas vias nervosas prevenindo a recepção dos estímulos . esses tecidos também não dispõem de termorreceptores e apresentam pouca quantidade de receptores para Efeitos local do Calor e Frio Os estímulos de calor e frio criam reações fisiológicas diferentes. Doença vascular periférica (p. a aplicação de calor pode provocar ruptura coma disseminação sistêmica de microorganismos. Os tecidos subcutâneos ou vicerais são mais sensíveis às variações temperatura. Fatores que influenciam a tolerância ao Frio e ao Calor A reação do corpo às terapias de calor e frio depende de vários fatores: . em função da formação de líquidos ou cicatrizes. ex. diabetes arteriosclerose) Confusão ou inconsciência Lesão na medula espinhal Abscesso apêndice no dente ou Extremidades do corpo menos sensíveis a estímulos de no tecido local. fissura na pele. Infecção altamente localizada. estomas de dor. os idosos apresentam reduzida sensibilidade à dor. Reduzida percepção de estímulos sensoriais e dolorosos. a aplicação de frio comprometeria ainda mais o fluxo sanguíneo. Áreas com edema ou Reduzida sensibilidade aos estímulos de temperatura devido à pouca espessura das camadas de pele. ou temperatura e dor devido ao comprometimento circulatório e lesões formação de cicatriz Fatores de Risco Camadas de pele mais finas nas crianças aumentam o risco de queimaduras.81 Quadro 1 Condições que Aumentam o Risco de Lesão pela Aplicação de Calor e Frio Condição Pessoas muito jovens ou muito idosas Feridas abertas. melhorando o fluxo sanguíneo em uma região lesada do corpo.sensoriais ou dolorosos.

Os mais jovens e os mais idosos são mais sensíveis ao calor e ao frio. Temperatura prévia da pele. fascites. cobertor elétrico e bolsa de água quente. traumatismos (após 24 horas). e a seca que também inclui o emprego de raios infravermelhos. Parte do corpo. Uma pessoa é menos tolerante a alterações de temperatura em uma grande área do corpo.82 1. cataplasmas. mialgias. Uma pessoa tem maior capacidade de tolerar exposições de curta duração a extremos de temperatura. artralgias reumáticas. 5. 4. relaxar os tecidos e aumentar a temperatura. compressas e embebição. porquanto este ultimo é devido em grande parte a reações químicas. 6. Lesões da superfície do corpo. Duração da aplicação. O corpo reage melhor a ajustes menores de temperatura. 2. a tolerância a extremos de temperatura é alta. As aplicações quentes têm como finalidade à supuração. 3. contraturas . Área da superfície do corpo. distenções e entorses (após 24 horas). O pescoço. pode-se demonstrar as vantagens e desvantagens de aplicações úmidas e aplicações secas. furunculoses e abscessos. torcicolos. flebites e soroma. o metabolismo geral e local. almofada elétrica. acelerar a cicatrização. A aplicação quente pode ser de duas formas: a úmida que inclui o emprego de banho. mas o risco de lesões também é elevado. O calor geralmente acelera as reações químicas e. Está indicado no tratamento e fraturas. aumentar a circulação. em conseqüência. Se a s condições físicas de um paciente reduzem a recepção ou percepção de estímulos sensoriais. Idade e condições físicas. a superfície interna do pulso e antebraço e as regiões do períneo são mais sensíveis às variações de temperatura. Os pés e as palmas das mãos são menos sensíveis. aliviar a dor. As camadas expostas da pele são mais sensíveis èas variações de temperatura. De acordo com o quadro 2. APLICAÇÕES QUENTES As aplicações quentes são indicadas com freqüência para envolver os membros inferiores em casos de flebite e superiores quando há traumatismos resultantes de punções venosas. tornar os exsudados mais fluidos.

pois não sofre influência da evaporação. fibrosites. O calor seco aumenta a perda de líquidos As aplicações de calor seco não penetram O calor seco provoca aumento de A aplicação seca não provoca a maceração corporais através da sudorese. por exemplo. O calor úmido cria maior risco de queimaduras da pele pois a umidade conduz Desvantagens Procedimento: aplicação de Calor Úmido Trata-se de aplicar compressas de água quente. traumatismo agudos. dentre outras. áreas anestesiadas. miosites. hemorragias. também o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos e a . ou banho parcial de água quente. pacientes com feridas cirúrgicas. da pele. A exposição prolongada pode provocar maceração da pele. rigidez pós-imobilização. transpiração e perda insensível de líquido Aplicações Secas O calor seco representa menor risco de queimar a pele que as aplicações úmidas. dentre outras diversas indicações. lesões abertas. Serve como analgésico e vaso dilatador local. sinusite. tendinites. O calor úmido esfria rapidamente devido à evaporação da umidade. tempo. tumores malignos. rinite. O calor seco mantém a temperatura por mais profundamente nos tecidos. O profissional de enfermagem.83 musculares. O calor úmido aquecido não provoca calor. Quadro 2. O calor úmido penetra profundamente nas camadas de tecidos. Vantagens e Desvantagens das aplicações Úmidas e Aplicações Secas Vantagens Aplicações Úmidas A aplicação úmida reduz o ressecamento da pele e amoloce o material de exsudação da ferida Compressas úmidas se ajustam melhor à região do corpo sob tratamento. também deve estar atento as inúmeras contra-indicações na hora de fazer as aplicações quentes como. febre alta. Favorece. ressecamento da pele.

Serve como analgésico e vasodilatador local. em caso de hipotermia. ajudar a cicatrização. Indicações de procedimento Em abscessos. com a diatermia. para diminuir exsudatos. favorecer o relaxamento e o bem estar do adulto e da criança e em caso de hipotermia. a eliminação de resíduos. Favorece o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Procedimento: Aplicação de Calor Seco Trata-se da aplicação de bolsas de água quente. favorecer o relaxamento e o bem-estar do adulto e da criança. Material necessário Compressas Panos Recipiente para água quente Toalha pequena Toalha de banho Protetor para a cama Termômetro.para diminuir exsudatos. eleva a temperatura corporal. Indicações do procedimento Em abscessos. ajuda à absorção de edemas.84 eliminação de resíduos. e outros métodos não citados neste manual. ajudar a cicatrização aumentar o peristaltismo. ajuda à reabsorção de edemas. é um relaxante muscular e favorece a sedação. aumentar o peristaltismo. Material necessário Bolsa de água quente Almofada elétrica Manta elétrica . eleva a temperatura corporal. é um relaxante muscular e favorece a sedação. almofadas ou mantas elétricas.

para diminuir congestão e dor. o grau de temperatura. dentre outras. aliviar a dor. As reações ao frio modificam-se pela forma e duração da aplicação. As aplicações frias têm como finalidade diminuir a inflamação local. controlar as hemorragias. entorses e no caso de hipertemia. utiliza-se o frio para tornar lento o metabolismo basal. para baixar a febre. Quando se faz aplicação fria em uma região do corpo do paciente. Material necessário Compressa Panos Recipiente para água fria Toalha pequena Toalha de banho Protetor para cama . estado do tecido e superfície corporal. para os fins sistêmicos. acontecerá uma mudança local ou sistêmica da temperatura tissular. ou um banho parcial de água ou álcool. É indicado em certos tipos de cirurgias cardíacas. Os profissionais de enfermagem devem ficar atentos as contra-indicações no momento de fazer a aplicação fria. baixar a temperatura. diminuir os processos supurativos. para diminuir a dor ou a inflamação. Procedimento: Aplicação de Frio Úmido Trata-se de aplicar compressas de água fria. aliviar a dor. evitar pequenas hemorragias.85 APLICAÇÕES FRIAS As aplicações frias são geralmente usadas para aplicar na testa ou sobre os olhos. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. além de outras indicações. Serve como anestésico e vasoconstritor local. Existem dois tipos de aplicação fria: aplicação fria úmida e aplicação fria seca. O frio é aplicado ao organismo visando efeitos sistêmicos e locais. baixar a temperatura corporal. Indicações do procedimento Em contusões. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias.

baixar a temperatura corporal. evitar pequenas hemorragias. Material necessário Bolsas de gelo Colares de gelo Bolsas de frio comerciais Mantas de hiportemia . Indicações do procedimento Em contusões. para diminuir a dor ou inflamação. entorses e no caso de hipertemia. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Serve como anestésico e vasoconstritor local.86 Procedimento: Aplicação de Frio Seco Trata-se da aplicação de sacos ou colares de gelo ou de mantas hipotérmicas. diminuir os processos supurativos. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias.

Há muitos fatores que afetam o processo de cicatrização. termorregulação. Lesões do tegumento colocam em risco a segurança do organismo e provocam uma reação complexa de cicatrização dessas lesões. Vários fatores interferem nas características da pele. sugeriremos estratégias apropriadas. por exemplo. antibacterianos. Qualquer interrupção da integridade da pele representa uma ferida. Mas embora ele seja útil quando consideramos os aspectos físicos do tratamento. o tratamento de uma ferida e a assepsia cuidadosa têm como objetivos evitar ou diminuir riscos de complicações decorrentes. será possível mitigar alguns dos seus efeitos. velocidade de epitelização. exposição ao sol (causa envelhecimento. comunicação/identificação e sensação tátil. sabões (altera a flora e pH). hidratação (ressecamento e descamação). pois os três estão indissoluvelmente ligados. limpeza do local da incisão cirúrgica ou qualidades descritivas do mesmo. se forem levados em conta no preparo do histórico e na avaliação do paciente. Deve-se considerar as condições de integridade da pele. gravidade da lesão dos tecidos.87 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS O tegumento do corpo constitui uma barreira protetora contra organismos causadores de doenças. energia). “Atividades de Vida” é o processo que foi selecionado para discutir os fatores que podem afetar a cicatrização. A intervenção da enfermagem não consegue resolver todos os problemas. hormônios). de acordo com diferentes critérios. dentre eles podemos citar: a idade (envelhecimento. Várias são as formas de classificar as feridas. . risco de queimaduras). imunodeficiências). temperatura. Doenças cardiovasculares. processo patológico (diabetes. Um processo de enfermagem oferece um referencial útil para avaliar os pacientes. metabolismo. enrugamento. processo de cicatrização). além de funcionar como um órgão sensorial para a dor. o estado nutricional (reparação/manutenção. causa da lesão. risco de CA. também devemos dar atenção aos cuidados psicológicos e espirituais. medicamentos (corticosteróide. Assim. Quando a intervenção da enfermagem puder ser eficaz. como o da idade. bem como facilitar o processo de cicatrização Quando cuidamos de pacientes com feridas – de todos os tipos – é importante que adotemos uma abordagem holística no tratamento. Classificação das feridas A classificação as feridas é de grande importância para a avaliação e definição do cuidado adequado.

Lesão penetrante: que envolve ruptura da camada epidérmica. Estas feridas possui um baixo risco de infecção. mas envolvendo penetração em cavidade do corpo que normalmente abriga microorganismos.. Ex. Lesão não intencional: Lesão traumática que ocorre inadvertidamente. colecistectomia. É causada por ferida cirúrgica que não entra no trato gastrointestinal.: gastrectomia. ferida cirúrgica na qual ocorreu uma falha nos padrões de assepsias. Ex. Riscos de infecção maior que nos casos de ferida limpa. Ex. b) Causa Lesão intencional: que resulta de tratamento.: cirurgia de emergência. punhalada. apendicectomia sem supuração. Ex. queimadura. Ex. Ferida potencialmente contaminada: provocada sob condições assépticas. Feridas contaminadas: existente sob condição propícia à presença de microorganismos. no trato respiratório ou na cavidade orofaríngea. Ex.: queimadura de primeiro grau. Feriadas fechadas: não há ruptura da pele ou mucosa.: fratura óssea.: Incisão cirúrgica. cirurgia cardíaca e neurológica sem prévia contaminação. trauma abdominal envolvendo penetração do intestino. Ex.: punção venosa.: ferimento à bala. assim como da derme e tecidos mais profundos ou órgãos.: mastectomia. Ex. Ex. c) Gravidade Lesão superficial: que envolve apenas a camada epidérmica da pele. Pode ser causada por feridas traumáticas. .88 a) Estado de integridade da pele Feridas abertas: quando há ruptura da pele ou mucosa.: lesão com faca. d) Limpeza Ferida Limpa: que não contém organismos patogênicos. É causada por corpo estranho que entra profundamente nos tecidos. ruptura de víscera.

É a fase de formação de um tecido novo (tecido de granulação).: apêndice supurado. Repara o tecido mais profundo danificado. . permitindo a proliferação de microorganismos.]x. descoloração e dor. Há sangramento nos tecidos. contusão ou equimose caracterizada por edema. O corpo mobiliza sua força no sentido de: Estancar a perda de sangue. Ex. feridas traumáticas antigas. drenagens de abscesso. do colágeno e da epitelização. 2ª Fase proliferativa: inúmeras células são produzidas para rápida multiplicação dos tecidos vizinhos. É causada por lesão traumática grave. Resulta freqüentemente de queda. Fases de cicatrização da ferida 1ª Fase exsudativa: do trauma. redução do tamanho da lesão pela ação de fibroblastos. Remover patógenos e restos celulares. ocorre uma seqüência de fases. causado por golpe brusco contra uma parte do corpo. no qual a efetividade do evento depende do sucesso do procedente.: ferimento por faca. e) Qualidade descritiva Laceração: a ruptura de tecidos resulta em uma lesão com bordas irregulares. Contusões: lesão fechada causada por um golpe infringido ao corpo por meio de um objeto rombo. maquina industrial e vidros quebrados. Regenerar a cobertura epidérmica natural. os capilares se tornam dilatado na área afetada. A cicatrização Durante os processos dinâmicos da cicatrização. É causada por qualquer ferida que não cicatriza adequadamente. incisão cirúrgica em uma área infeccionada E. Escoriações: lesão superficial envolvendo esfoladuras ou esfregaduras de superfícies da pele por atrito. É ativado o sistema de coagulação.89 Feridas infectadas: envolvendo bactérias presentes no local da lesão. 3ª Fase de manutenção: de contração. de desbridamento da ferida e de defesa imunológica.

Obesidade: A sutura de tecido adiposo é mais difícil. devido à quantidade de tecido de granulação. gravidade e extensão da lesão. O suprimento sangüíneo menos abundante dos tecidos adiposos impede o envio de nutrientes e elementos celulares necessários à cicatrização norma. úlcera de pressão. além da habilidade de regeneração das células atingidas. Ex. A ferida é mantida aberta até ser preenchida por tecido de cicatrização. Por segunda intenção = quando se dá a cicatrização por união indireta das bordas da ferida.: incisão de ferida cirúrgica limpa. O risco de infecção é maior. mas sofre o efeito da localização. Ex. Por primeira intenção = quando a cicatrização se dá nas bordas da ferida sem presença de infecção. Implica na sutura das bordas ou na aplicação de enxertos. Idade: a circulação sangüínea e o envio de oxigênio para o local da lesão. Estresse de uma lesão: .90 Processo de cicatrização da ferida Este processo é basicamente o mesmo para todas as lesões. Diabetes:o paciente portador de diabetes tem uma pequena doença vascular que prejudica a perfusão dos tecidos. Fatores que influenciam a cicatrização das feridas Nutrição: a reparação dos tecidos e a resistência às infecções dependem de uma dieta equilibrada. Imunossupressão: redução da reação imunológica contribui para uma cicatrização da lesão. Oxigenação: a oxigenação mais reduzida no local da lesão inibe a reparação dos tecidos. O suprimento de oxigênio pode ser insuficiente. curativo. a liberação de oxigênio nos tecidos fica prejudicada. Por terceira intenção = é a cicatrização corrigida ou estimulada cirurgicamente. reações inflamatórias fagocitose são processos prejudicados pelo envelhecimento.: Ferida por queimadura. Extensão da lesão: Lesões mais profundas envolvendo maior perda de tecido cicatrizam mais vagarosamente. Fumo: os níveis de hemoglobina funcional diminuem.

distensão abdominal e tosse rompem as camadas da ferida e a recuperação dos tecidos. Infecção: A infecção de uma lesão por bactéria inibe a cicatrização devido ao aumento da lesão dos tecidos e alteração das camadas da pele e tecidos. senil Urina. deprimido. obeso. pele . Fraca. Emaciado. Complicações da cicatrização de feridas Hemorragias: O sangramento de um local de uma ferida é normal durante e imediatamente após o trauma inicial. magro. uma infecção ou crosão de um vaso sangüíneo. aumentando assim o catabolismo ou colapso tecidual. porque a ferida precisa disputar os glóbulos brancos e os nutrientes com qualquer infecção. efusão Muito jovem ou muito idoso. Tabela 11 Fatores de risco de infecção. devido a um objeto estranho (um dreno). temporária. permanente. permanente Confuso. imóvel. desidratado.91 situações estressantes como vomito. A hemorragia pode ocorrer interna ou externamente e quando ela está presente após o período de hemostasia indica uma sutura cirúrgica desfeita. Limitada. nas quais o risco de hemorragia é grande durante as primeiras 24 a 48 horas. ascite. fezes. debilitada Dependência. um coágulo deslocado. A infecção sistêmica afeta a cicatrização. temporária. A infecção sistêmica está freqüentemente associada à pirexia.particularmente as cirúrgicas. O profissional deve observar as lesões com atenção. boca/dentes. mas a hemostasia ocorre geralmente após alguns minutos. A cicatrização só ocorrerá depois que o organismo tiver superado a infecção. A pirexia causa um aumento do ritmo metabólico. Fatores gerais Idade Nutrição Mobilidade Estado Mental Incontinência Saúde geral Higiene geral Fatores locais Edema Pulmonar.

implante Sucção endrobronquial. . ulceração Acidental. anemia aplástica. necrose Trauma. drenagem. esteróides Doenças Carcinoma. doença renal. transplante. fechada. êmbolo. queimaduras. leucemia. a maioria das fistulas resulta de processos inadequados de cicatrização ocasionados por traumas. parenteral Intermitente. central. umidificação Citóxicos. planejado Periférica. É uma emergência médica que exige a colocação de compressas estéreis embebidas em solução salina estéril sobre os tecidos protraídos. infecções exposição à radiação e doenças malignas.92 Isquemia Lesões na pele Corpo estranho Procedimentos invasivos Canulação Cateterização Cirurgia Entubação Fármacos Trombo. Doença hepática. pode ocorrer a separação parcial ou total das camadas da pele e tecidos. Deiscência: quando a ferida não cicatriza adequadamente. AIDS. Aumentam os riscos de infecção. colostomia. Fístula: Caracteriza-se por uma passagem anormal entre dois órgãos ou entre um órgão e o lado externo do corpo. irrigação Ferida. antibióticos. anemia grave. Porém. ventilação. para reduzi as possibilidades de invasão bacteriana e ressecamento antes que se execute a reparação cirúrgica. Um cirurgião pode criar uma fistula por razões terapêuticas (gastrostomia). de desequilíbrio hidroeletrolítico e ruptura da pele devido a processos de drenagem crônica. drenagem de ferida. diabetes. Evisceração: Quando ocorre a separação de camadas cirúrgicas as vísceras poderão se projetar para fora.

Remover corpos estranhos. Aliviar a dor. sem provocar traumas. Manter umidade. Proteger a ferida. Fazer desbridamento mecânico e remover tecido necrosado. Limitar a movimentação dos tecidos em torno da ferida. 4. com finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir contaminação e infecção. 11. 6. Fornecer isolamento térmico. 10. 12. 8. Manter a umidade da superfície da ferida. 2. Formar isolamento térmico. Absorver exsudato e edema. Ser de fácil remoção. Facilitar a drenagem. 3. Promover hemostasia.93 CURATIVO É um meio que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida. 5. Proteger contra infecção secundária. Promover o conforto e bem estar do paciente. Promover a cicatrização do tecido. . 9. Finalidades 1. Critérios para o curativo ideal Promover meio ótimo para cicatrização. 13. quando necessário. Permitir trocas gasosas. Ser de fácil obtenção e custo acessível. Prevenir a contaminação. 7.

Muito exsudato (curativos absorventes). Com irrigação: Realizado nos ferimentos com infecções.: curativo de ferida cirúrgica. Outros tipos de curativos: Bota de unna. dentro de cavidades ou fístulas. Hidrocolóides. CONSERVADOR: NECROSADO CIRÚRGICO: REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO E TECIDO SAUDÁVEL (MÉDICO) REMOÇÃO DO TECIDO . A irrigação é feita com seringa. etc. com indicação de irrigação com soluções salinas ou anti-sépticas. cateteres ou bolsas de colostomia. 1. Produtos mais utilizados no tratamento de feridas Para a escolha do curativo para o tratamento da ferida temos que observar as seguintes características da ferida: Seca (usar curativos que seja hidratante).94 Tipos de curativos O curativo é feito de acordo com as características da lesão. tubos. Ex. Necrose (curativo com ação debridante). Com drenagem: Realizado nos ferimentos com grande quantidade de drenagem de exsudato. 4. É CLASSIFICADO COMO CONSERVADOR OU CIRÚRGICO. bota de algodão. Oclusivo: Curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluido com gaze ou atadura. DESBRIDAMENTO CRUENTO REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO COM USO DE BISTURÍ. 6. 2. Compressivo: É o que faz compressão para levar à hemostasia ou vedar bem uma incisão. são utilizados drenos. quando se deseja aproximar as bordas de um ferimento. Permite vedar a ferida em casos drenagem torácica prevenindo um pneumotórax. Aberto: Curativos feitos em ferida sem infecção que após a limpeza podem permanecer abertos. TESOURA OU LASER. 3. Com pouco exsudato (curativos que mantenham a umidade). 5.

baratas. úlceras de pressão. mais de 4 horas se torna mio de cultura (chama insetos. desbridar tecidos mortos e desvitalizados. COLAGENASE. Papaína: pode ser encontrado na forma de pasta. FIBRASE. Facilita a ação de drogas na ferida. limpar. favorece debridamento. Hidrocolóides: (atualmente mais usado). Deve ser preparado em frascos de vidro pelo poder de oxidação que possui (Fé. pó e na forma líquida. promovendo melhor oxigenação e irrigação da ferida. desenvolvendo a maturação de tecido de granulação. É utilizada em feridas necróticas. reduz calor. deve-se trocar diariamente. Ácidos Graxos Essenciais (AGE) e ácido linoléico: uso em todo tipo de lesão deve ser realizado debridamento prévio. Deve-se limpar com SF antes. feridas operatórias. cicatrizante. Possui ação bactericida. porém não atua sobre bactérias esporuladas. Tem como característica diminuir o edema local. antiinflamatória e desbridante. A troca deve ser freqüente. áreas de transplantes. É indicados em lesões não infectantes. trocar a cada 48h. proteção da pele. Desvantagens: exige cobertura secundária com gaze ou outro curativo. possui barreira contra infecção. À prova d’água. deve ser aplicado a limpeza. pode ser associado a qualquer tipo de cobertura. o preparo deve ser antes do uso. PAPAÍNA) AUTOLÍTICO OCORRE FERIDA AUTODESTRUIÇÃO DO TECIDO NECROSADO POR ENZIMAS PRODUZIDAS PELA Açúcar: tem poder bactericida quando usado puro ou em pasta. é de fácil remoção. reduzir a congestão vascular. trocar a cada 2 horas).95 MECÂNICO QUÍMICO OU ENZIMÁTICO COM IRRIGAÇÃO COM AGENTES ENZIMÁTICOS DESBRIDANTES (IRUXOL. FIBRINOLISINA. O2 e I). É contra-indicado em . lesão com médio ou pouco exsudato. cobrir com gaze e irrigar. Mantém a umidade da ferida.

osso ou músculo e feridas com muito exsudato. Deve ser trocado na presença de exsudato. Trocar de 2 a 3 dias. não utilizar em implantes cirúrgicos. área doadora. É indicado em ferida superficiais (com acometimento da derme e epiderme). Protege as terminações nervosas. promove hemostasia em feridas com baixo exsudato. PVPI: bactericida e fungicida. . distúrbios de coagulação. Permanganato de Potássio: anti-séptico útil na supuração. Diminui odor. A troca deve ser realizada a cada 48 a 72h. Não usar em feridas com pouco exsudato. é de fácil remoção. curativo de cateter. em áreas queimadas. Alginato: É altamente absorvente. Carvão ativado: Usados em feridas exsudativas e infectantes. Pode causar lesão retardatária à cicatrização. facilita a formação de tecido de granulação. Éter: utilizado para desprendimento do adesivo. pouco exsudato. Tempo de permanência é de 05 a 12 dias. lesões infectadas por fungos ou micobactérias e lesões sifilíticas. pode ser usado com ácidos graxos e deve ser aplicado após limpeza com SF. age retirando todo o processo de cicatrização da ferida. Filmes transparentes: promove umidade local. Possui ação bactericida com alto grau de absorção de exsudato. enxertos. com sangramento. para proteção da pele. Água e sabão: emoliente utilizado para limpeza. Tem como desvantagem ter que se usar uma cobertura secundária (fita crepe ou micropore). Não usar em tendão. necessita de curativo secundário.96 lesões infecciosas de queimaduras de 3º grau. não usar em lesões abertas. Solução fisiológica: usada para limpeza de lesões. Clorexedine: anti-séptico. é tóxico para cavidades. É contra-indicado em lesão que esteja com tecido de granulação (absorve e resseca muito).

Pomadas e ataduras quando indicados. Cuba rim. Observação: seqüência da pinça da direita para a esquerda. Material: Bandeja contendo: Pacote de curativo estéril (1 pinça Kocher. Espátula. CURATIVO DE FERIDA LIMPA Procedimentos 1. estéril ou de procedimento. Pacotes com gases. pinça de Kocher. 2 anatômica – com dente e sem dente. para melhor absorção de exsudato. Recipientes com solução a serem usadas no curativo. Soro fisiológico. de acordo com o tipo de ferida e curativo. pinça anatômica sem dente e tesoura. Conservar com o paciente e explicar sobre o cuidado a ser feito. . Éter para retirar o esparadrapo. tesoura). PVPI. Seringa de 20ml. Esparadrapo. Saco para lixo Impermeável e traçado para proteger a cama. Nos curativos grandes e purulentos deve-se usar lençóis e compressas. Par de luvas.97 Violeta de Genciana: Substância germicida e fungicida utilizada em mucosas ou lesões da pele e mucosas. Vaselina: Emoliente utilizado para retirar crostas e impermeabilizar a pele. Pinça anatômica com dente. Dersani para ferida infectada ou outra solução prescrita.

6. Observar o ambiente: . dia. (obs. e jogar no lixo o curativo e espátula. . 4.98 2. Lavar as mãos. condições observadas na área da ferida (existência de secreções: cor. se necessário. de acordo com a ordem de uso. Levar o material e dispô-lo sobre a mesa de cabeceira. .: Colocar o anti-séptico se esta ferida for limpa). 11. secar e proteger com gaze. Abrir o pacote de gazes e coloca-las sobre o campo. medicamento utilizado. Lavar as mãos. que deverá ser recolhido com os demais materiais e encaminhado ao expurgo. Deixar o paciente confortável. utilizando éter ou benzina na gaze. 9. 5. Observar as condições da ferida: apertar a ferida para ver a existência de secreção. colocar o anti-séptico. utilizando gazes embebidas em soro fisiológico (lembrar de desprezar a 1ª porção do SF).colocar biombo.sinais de inflamações. não esquecendo de desprezar a pinça anatômica utilizada. limpar as bordas da lesão com gaze embebida em soro fisiológico. 7. Escrever no prontuário o procedimento: colocando a hora. Usar a técnica do toque com o tampão rotativo. fixando com adesivo indicado ou apropriado. (se ferida limpa – deve-se utilizar movimentos de dentro para fora. Com a 2ª pinça (kocher. Desprezar a 2ª e 3ª pinça e envolver todas no campo. tanto quanto de fora para dentro. . se ferida contaminada – utilizar movimentos de fora para dentro). 10. Com a 3ª pinça (anatômica sem dente). odor. quantidade viscosidade. pean ou Kelly). queixas do paciente) e assinar. 3. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. Secar com gaze. na área do campo considerada contaminada. evitar os movimentos de dentro para fora da ferida. Preparar todo o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado. expor somente a área que vai ser tratada. 13. 14. Abrir o pacote estéril e colocar junto ao paciente. a. Fazer este movimento quantas vezes se tornar necessário.desocupar mesa de cabeceira. limpar a área menos contaminada da ferida. 12. 8. colocando as pinças em seqüência. b. retirar o curativo com a técnica.fechar janelas e desligar ventiladores para evitar correntes de ar e poeira. 15. 17. . Com a 1ª pinça (anatômica com dente) e espátula. 16. proteger a cama com impermeável e lençol móvel.

Prepara a gaze fazer uma abertura com a tesoura pegando pela parte que não vai tocar no dreno. 14. Observar no coletor as características da secreção (cor. 9. prendendo toda a gaze pela extremidade. Colocar as pinças na ordem com os cabos voltados para fora. Limpar e secar inicialmente nas bordas e depois na área ao redor do dreno. 2. Lavar as mãos. Retirada do dreno 1. desprezar esta pinça no campo e espátula com curativo no saco de lixo. Abrir o pacote de gase e colocar dentro do campo. Colocar os esparadrapos. Descobrir a área a ser tratada e proteger a cama com impermeável e traçado. dia o que foi observado. se usa 2 ou mais gases dependendo da necessidade. Retirar o curativo com o auxilio da pinça e espátula com gaze embebida em éter. 12. 16. odor. 18. 4. Tirar as luvas com a técnica. 19. 8. iluminação). Colocar as luvas. Deixar o paciente confortável. 6. Lavar as mãos. Pinçar o látex se necessário. 5. Se for retirar o dreno o paciente não deve estar em fawler médio. 10. 3. 7. mais o material necessário. principalmente no caso de necessidade de troca da solução. Organizar o material e recolher deixar o paciente confortável. de acordo com o tipo de curativo. Conversar com o paciente confortável. Observar o ambiente (ventilação. 3. Colocar bastante gaze perto do dreno e mandar o paciente respirar. 17. Fazer o curativo compressivo (vedar todo o curativo). Fazer a limpeza da ferida obedecendo aos princípios de contaminação e seguindo a ordem de seqüência e de uso. 15.99 CURATIVO COM DRENAGEM Procedimentos 1. 13. etc). Anotar no prontuário todo o procedimento: colocando hora. . 11. 2. Organizar bandeja estéril.

10. Depois enxugar. Não deve apresentar dobras para garantir uma boa drenagem. Colocar as luvas de procedimento e proceder a retirada da atadura. Abrir com técnica o pacote de curativo estéril. 7. 2. . 16. 19. 5. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. Dreno torácico exige troca de curativo extremamente rápida e curativo oclusivo para evitar que ocorra pneumotórax. Organizar o material e organizar o ambiente *ventilação. Umedecer a gaze com soro fisiológico para soltar com maior facilidade. 4. 8. Colocar solução prescrita. Organizar todo o material. Lavar as mãos. Colocar o biombo. Anotar no prontuário todo o procedimento. iluminação). da parte mais limpa para a mais contaminada. 9. 12. Colocar o impermeável ou lençol. deixar o paciente confortável. Retirar as gazes com a pinça anatômica com dente despreza-la. anatômica sem dente e tesoura. Lavar as mãos. expondo a área do ferimento. em seguida retira-las. 17. Colocar as luvas estéril e organizar pela seqüência os instrumentos do pacote: anatômico com dente. Colocar gazes suficientes e fixar com a atadura. 11. 18. 3. kocher. CURATIVO INFECTADO Procedimento 1. Levar o material até a mesa de cabeceira.100 4. 15. 6. 13. sempre utilizando o auxilio da pinça de kocher. Limpar as bordas da ferida.pomada ou anti-séptico prescrito. Irrigar a ferida com a seringa e soro fisiológico. 14.

Considerar contaminado qualquer objeto que toque em locais não esterilizados. Evitar correntes de ar (janelas abertas. 2. Isolar o paciente com biombo se necessário. 10. 9. Lavar as mãos. Retirar o esparadrapo no sentido dos pêlos. Deixa o paciente confortável. 7. Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manipular material esterelizado. Se as gazes estiverem aderidas à ferida. Ao embeber a gaze com anti-sépticos. Ao embeber a gaze faze-la sobre a cuba rim. Segue o mesmo procedimento do curativo infectado. e nas feridas infectadas. Desprezar a porção inicial do anti-séptico utilizado pela primeira vez. 6. .101 CURATIVO INFECTADO COM O USO DE AGE 1. Limpar as feridas partindo sempre da área menos contaminada para a mais contaminada. Orientar o paciente para não tocar a ferida com as mãos. 12. a área mais contaminada é a da lesão. Observar a data da esterilização do pacote do curativo ( o prazo de validade é sete dias). 13. Anotar no prontuário todo o procedimento. em seguida coloca atadura prende com fita adesiva. 2. etc. manter as pontas das pinças voltadas para baixo devido ao risco de contaminação. 4. CUIDADOS DE ENFERMAGEM 1. ventiladores. 7. umedece-las com soro fisiológico antes de retira-las. Organizar o material. 3. Se houver mais de uma ferida iniciar pela lesão menos contaminada. 11. 3. 6. 5. Nas feridas não infectadas. a pele ao redor é considerada mais contaminada que a incisão. A gazes embebidas com dersani é colocada sob a ferida. 8.). Colocar algumas gazes abertas em cima da bandeja e a pessoa que está auxiliando coloca o dersani em cima das gazes. 4. 5.

estão disponíveis no mercado em rolo de varias larguras e comprimento. Usada para envolver. Ao dar banho em pacientes com curativo. aproveitar para lavar a lesão. 16. Não comprimir demais com ataduras e esparadrapo o local da ferida a fim de permitir boa circulação. Nas feridas. . conter talas (luxação) e imobilizar. com suspeita de infecção deve ser colhida amostra para bacterioscopia e encaminhada imediatamente ao laboratório. Exceto quando não utilizar pinça. Geralmente. As ataduras mais usadas são de gaze. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA APLICAÇÃO DE ATADURAS Conceito Atadura é uma faixa de várias larguras e comprimentos. e ainda. iniciar pela incisão fechada e limpa. 18. nas feridas cirúrgicas. O saco plástico que recebe gazes e ataduras usadas no curativo deve ser de uso individual. sendo recomendados: Finalidade de sua aplicação Contenção: fixar curativos. crepe e elástica.102 14. Quando o paciente necessitar de vários curativos. 48 horas após a cirurgia. Correção: manter posicionamento funcional do corpo e corrigir deformidades. Um para cada paciente. 21. 20. seguindo-se as lesões abertas não infectadas e. Não jogar o curativo anterior e as gazes utilizadas na cesta de lixo do paciente. 15. estancar hemorragias. com exsudato. geralmente enrolada. Compressão: exercer pressão sobre uma determinada área do corpo (curativos compressivos). manter curativos no lugar. Neste caso as luvas devem ser esterelizadas. 17. Não é necessário o uso de luvas para fazer curativo. fixar e proteger partes lesadas. é recomendado deixar o curativo aberto. por último as infectadas. 19.

Regras na aplicação de uma atadura Deixar sempre que possível as extremidades do membro descobertas. O corpo é mantido na posição anatômica natural com leve flexão das articulações para evitar o estiramento articular: a observância deste princípio evita deformidades e desconforto e estimula a circulação sanguínea da parte envolvida. proporcionar calor. Não deixar duas superfícies em contato para evitar o aparecimento de úlceras de pressão. úmidas e poluídas (sujas). Proteger as saliências ósseas ou os ferimentos com curativos de gaze ou algodão. Aplicação Para melhor compreendermos a aplicação. a fim de verificar se a circulação está sendo perfeita. A fricção pode causar traumatismo mecânico do epitélio. proteger curativos. por conseguinte com a nutrição das células contidas nessa área. Princípios científicos na aplicação de ataduras Os microorganismos multiplicam-se nas regiões quentes.103 Proteção: para evitar o contato das partes em tratamento com o meio exterior. Dar apoio à parte em que está sendo aplicada a atadura. A pressão exercida pelos tecidos orgânicos pode afetar a circulação do sangue. Colocar sempre o membro em posição funcional. expondo assim. Não ajustar demais a atadura devido ao perigo de grangena por falta de circulação. A compressão excessiva ou não das superfícies do corpo pode interferir com circulação sanguínea e. dividimos o corpo humano em formas geométricas: . Não deixar muito folgado para não sair com facilidade. o curativo. Escolher tipo e tamanho de atadura adequado de acordo com o local e a indicação.

coxas). nas partes cilíndricas do corpo (braço. 3. antebraço. É usada. extremidades dos dedos da mão e pé cotos de membros amputados. Cruzada ou em oito: também conhecida com espica. punho. Usada em partes cilíndricas do corpo ou para manter curativos. pescoço. É usada para fixar talas imobilizando as articulações e para unir a mesma atadura duas partes. Reversa ou espiral com inversão: em cada volta se inverte a atadura. Desta forma há diminuição na largura da atadura. tornozelos. A volta é colocada sempre do diâmetro menor para o maior. Recorrente: utilizada para cobrir porções distais do corpo como cabeça (capacete). Deve-se tomar cuidado. a. Permitindo os movimentos articulares. tórax. Lenta: é aplicada nas partes cilíndricas do segmento corporal: braço. evitando que a atadura fique frouxa. Consiste em cruzar a atadura em forma de oito. braço – tórax. para evitar que se desmanche. de forma tal que sua parte interna fique sendo externa e na seguinte volta. se a atadura estiver muito apertada. pernas. joelho. pois com os espaço sem compressão que ficam entre as voltas da atadura podem ocasionar edema. vice-versa. dedos. tronco e pernas. devido à deficiência circulatória. como mão e cotovelo. sobretudo nas articulações (cotovelo. tornozelo). Apressada ou oblíqua: as voltas não se tocam entre si. 2. pulso. . Circular ou orbicular: É feita com uma volta sobre a outra. c. 4. mão – punho. A volta em espiral reversa é aplicada nas partes cônica. Ex: testa.104 Formas fundamentais de ataduras e sua utilização 1. tórax) e quando se quer mudar de um segmento para outro: cabeça – pescoço. antebraço. regiões onde há acentuado aumento do diâmetro (braço. Espiral: a atadura é enrolada obliquamente num segmento corporal. etc. b.

Ataduras muito sujas devem ser removidas com pinças ou luvas. evitar pregas e rugas. presença de lesões. 14. as ataduras deverão ser acolchoadas. enrolando-a Caso a atadura esteja aderente. 7. 3. Caso queira exercer compressão. ou sobre lesão porque pode traumatizar. é necessário deixar descobertas as extremidades (dedos da mão e pedartículos). Todas as voltas deverão sempre percorrer o caminho mais curto. coloca-se a sua extremidade inicial sob a extremidade terminal da primeira. Ao colocar alfinetes ou fazer nós. 2. 9. Para controlar as condições de irrigação sangüínea. porque se desajusta facilmente. A porção terminal da atadura não deverá ser aplicada em parte do corpo que se estreita. adaptando-se ás formas corporais. Para retirar a atadura Retirar a atadura passando-a de uma mão para outra. do contrário soltam-se com facilidade. Evitar que duas superfícies corporais fiquem em contato.105 Pontos a serem observados 1. cuidar para que não fiquem sobre o ferimento. c. ou parte do corpo a ser enfaixado. 6. Ao passar uma atadura. 11. Ao passar uma atadura. O local e a extensão da lesão. ou do lado que não que o paciente deita ou outro lugar que não possa incomodá-lo. saliência óssea. 13. Caso seja necessário um segundo rolo de atadura. as condições da circulação. 5. edema. sem serem muito apertadas. As ataduras devem ficar firmes. A atadura deve ser bem feita e apresentar aspecto agradável. b. umedece-la com soro fisiológico aquecido. . para evitar escaras ou aderências. indeslocáveis. colocar o membro em posição funcional. 10. 12. 8. As talas para imobilização devem ser resistentes e leves. Ao aplicar a atadura observar: a. 4. A largura da atadura deve ser de acordo co diâmetro do membro.

Cânula nasal:.106 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE OXIGENIOTERAPIA Oxigenioterapia Consiste na administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. Meios de administrar O2: Cateter nasal. Indicações Hipoxemia de qualquer origem. O oxigênio é uma droga terapêutica e deve ser usado com cautela. Infarto agudo do miocárdio. A oxigenioterapia do organismo se situam em 3 níveis: 1. CPAP nasal. Reanimação cardiorespiratória. infecciosas e crônicas. Pacientes com DOPCs. Manutenção da integridade capilar. VM através de uso de cânula endotraqueal. Máscara. Trata-se de uma intervenção mais comum para melhorar as trocas gasosas entre alvéolos e sangue. 3. aumentando a concentração de oxigênio no sangue. Ao nível do alvéolo: a ventilação respiratória assegurada a renovação de O2 Ao nível do sangue circulante: que transporta o O2 até os tecidos. Doenças pulmonares agudas. enquanto diminui o trabalho da respiração e o estresse do miocárdio. 2. Incubadora. . Pós-operatório imediato. HOOD ou HALO. Ao nível dos tecidos: o O2 transportado pelo sangue assegura a renovação dos tecidos e participa do metabolismo celular.

3. Obs: Acrescentar ao material básico a cânula nasal. Intermediário de látex ou plástico. 2. Lubrificante. . Umidificador. 4. Adaptar a cânula ao tubo de látex ou plástico. Seu uso é mais confortável do que a maioria dos dispositivos. Esparadrapo. Organizar o material. Lavar as mãos. Lavar as mãos. 9. Anotar no prontuário os cuidados prestados. Manômetro e/ou fluxômetro. 11. 6. Gaze. 10. Abrir o oxigênio. Procedimento 1. Aviso de não fumar. Fornece concentração de oxigênio de 25 a 40%.107 Material básico: Oxigênio canalizado ou em torpedo. fixando-a com a fita adesiva. Manter o fluxo de oxigênio – 1 a 6 1/min ou de acordo com pm. É usada quando não é necessária grande pressão na administração de oxigênio. Cânula nasal Tubo plástico com pequeno diâmetro e duas protusões que são introduzidas nas fossas nasais. Preparar ambiente . micropore ou fita adesiva. 5. Saco para resíduos. Controla o fluxo de oxigênio (1 a 6 1/min). Água destilada. Conversar com o paciente sobre o cuidado. Colocar a cânula no nariz do paciente. 8. verificando as medidas de segurança. Colocar o paciente em posição confortável. 7. especialmente o cateter nasal.

3. Preparar o material e colocar na mesa de cabeceira. A quantidade de oxigênio através da máscara oscila entre 5 a 8 1/min. Concentração de oxigênio é de 60%. tranqüilizálo de que existe ar e oxigênio suficiente para respiração. que introduz no nariz e na faringe. 2. 7. . Unir a máscara ao intermediário e este ao umidificador. Anotar os cuidados prestados no prontuário. Colocar o paciente confortável em posição de fowler. Lavar as mãos. 6.108 Máscaras de oxigênio É um dispositivo de plástico transparente com uma saída para a expiração que recobre o nariz e a boca. Prepara ambiente verificar a medida de segurança. 10. com alguns orifícios pequenos na extremidade. Deixar o ambiente em ordem. Cateter nasal Caracteriza-se pela introdução de uma sonda fina de plástico ou borracha. Material: (acrescentar) Cateter nasal estéril (sonda número 6. 8. Regular o número de litros de oxigênio até a quantidade prescrita (5 a 8 litros). Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. 8. 4. 5. Procedimento 1. 10 ou 12). Obs: alguns pacientes podem sentir claustrofobia. se mistura com o ar ambiente entra pelos orifícios durante a inspiração. Usa a parte da face e os seios nasais como reservatório do oxigênio. Luva de procedimento. 9. Abrir a válvula do torpedo e deixar sair um pouco de oxigênio para evitar saída intempestiva.

Manter o umidificador sempre com água até a marca 2/3 de sua capacidade. considerando a profilaxia de infecções. Colocar o umidificador no local e adaptar o látex. Preparar o material. Colocar o paciente em posição fowler. Verificar a quantidade de litro prescrita pelo médico. Jamais acrescentar água ao volume restante. Organizar o material. Água usada no umidificador deve ser estéril. Anotar no prontuário todo o procedimento. Lavar as mãos. Cuidados de enfermagem Fazer a troca de narina a cada seis horas e proceder a uma limpeza do cateter e da narina. desprezar a água restante e recolocar nova água. se estivar abaixo de 50 libras chamar a manutenção. verificando as medidas de segurança. Ao verificar que o nível da água no umidificador está baixo.109 Procedimentos Lavar as mãos. Colocar xilocaína na gaze. Substituir o cateter a cada 24 horas no caso de permanência de O2. Quantidade de O2 é de 2 a 3 1/min. Deixar o paciente confortável. . Fazer fixação correta do cateter de O2 junto a narina e sobre a orelha. Medir a distância entre a ponta do nariz e lóbulo da orelha e marcar com esparadrapo. introduzir a porção do cateter correspondente à fossa nasal. Com gaze umedecida de xilocaína. Preparar o ambiente. Capacidade do cilindro 300 libras. Colocar avisos para não fumar. levando para junto do paciente. Explicar o paciente o que vai ser feito. Lavar as mãos. Observar o paciente durante o tratamento.

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Evitar atrito do cateter na mucosa nasal; Paciente que recebe oxigênio requer um especial cuidado com a cavidade oral. Cuidados importantes 1. 2. 3. 4. Seguir rigorosamente a prescrição médica quanto à quantidade de oxigênio por minuto, para evitar graves complicações; Observar a presença de vazamento de oxigênio em todo o sistema; Nunca ligar o oxigênio sem umidificação para evitar sérias lesões no trato respiratório; Ao utilizar o torpedo de oxigênio, observar os seguintes cuidados: Proibir o uso de fumo próximo ao cilindro ou torpedo de oxigênio; Transportar em carrinho apropriado; Abrir lentamente a válvula de cilindro ou torpedo; Evitar quedas. 5. 6. Trocar o cateter a cada horas devido à obstrução e mudar o local de fixação; Anotar na prescrição do paciente o horário da suspensão do tratamento. Obs: A administração de oxigenioterapia pode ser iniciada pelo enfermeiro, se o cliente começar a apresentar problemas respiratórios, mas o tratamento geralmente é prescrito pelo médico, portanto, em seguida, é fundamental que o enfermeiro comunique a intercorrência ao médico. AEROSSOLTERAPIA/NEBULIZAÇÃO Conceito É a introdução de medicamentos, transformados em pequenas partículas voláteis, através do trato respiratório por um aparelho chamado nebulizador. Pode ser realizada por meio de ar comprimido ou oxigênio.

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Objetivo Fornecer um excesso de umidade às mucosas que revestem o trato respiratório. A umidade ajuda a aliviar a irritação da mucosa, dilui secreções espessas e afrouxa as crostas. Material: nebulizador; solução prescrita. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Retirar o nebulizador já desinfetado do recipiente; 3. Colocar a solução prescrita no nebulizador; 4. Posicionar o paciente de maneira confortável, de preferência em Fowler ou sentado; 5. Orientar o paciente para manter a máscara junto à face, inspirar pelo nariz e expirar pela boca; 6. Graduar o fluxômetro até visualizar a saída de névoa (no máximo 5 litros por minuto); 7. Manter a nebulização por 15 a 20 minutos ou de acordo com prescrição médica; 8. Deixar o paciente confortável; 9. Fazer a desinfecção do nebulizador conforma a rotina; 10. Lavar as mãos; 11. Checar o horário na prescrição. Cuidados importantes 1. Ao fechar a válvula do fluxômetro, observar se não há vazamento; 2. Estimular a expectoração e anotar a quantidade e características; 3. Nos pacientes traqueostomizados adaptar o nebulizador próximo à traqueostomia; 4. Na nebulização contínua, manter a água esterilizada do frasco em níveis adequados; 5. Utilizar oxigênio somente quando não houver ar comprimido disponível ou quando houver prescrição médica para uso do oxigênio.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE SONDAGENS
Introdução A sonda é um instrumento para ser introduzido em um canal ou cavidade para fins propedêuticos (determinar a presença de estenose, corpo estranho ou uma outra situação mórbida). Pode ser fina e flexível, para explorar ou dilatar um canal natural; ou rígida, geralmente com uma extremidade pontiaguda, para separar tecidos de dissecação. A sondagem é um método muito utilizado e eficiente em pacientes em situações delicadas, quase sempre dentro do hospital. Ela pode ser utilizada no pré-operatório, por exemplo, para fazer esvaziamento vesical, no pós-operatório para exercer funções que o corpo ainda não está adaptado (por exemplo: uso de sonda nasogástrica para alimentação após uma cirurgia esofagiana) e no caso de perda de funções vitais (exemplo: um paraplégico que não tem reflexos vesicais que tem necessidade de estar sempre com uma sonda vesical). CATETERISMO GÁSTRICO Conceito É a introdução de uma sonda plástica ou de borracha, flexível, podendo ser curta ou longa, pela boca (SOG) ou nariz (SNG) até o estômago. Objetivos Estabelecer uma via para alimentar o paciente; Examinar o conteúdo gástrico; Administrar medicamentos; Preparar para cirurgias e exames; Para aspirar ou esvaziar o conteúdo gástrico; Nas cirurgias e afecções da boca; Estabelecer um meio de drenar o conteúdo gástrico; Aliviar distensão abdominal.

. é utilizada para localizar e tratar processos obstrutivos do intestino delgado. Apresenta uma única luz (números 14 a 18 ). que é introduzida. A sonda é usada para remover líquidos e gases do trato gastrointestinal superior em adultos. obter uma amostra do conteúdo gástrico para estudos laboratoriais e administrar alimentos e medicamentos diretamente no trato gastrointestinal. toalha de rosto. Sonda Ewald: usada para retirada do conteúdo gástrico (tubo de borracha com uma grande abertura). esparadrapo. copo com água. gaze. aumenta força da gravidade. Sonda de Dobhoff: usada para alimentação.113 Tipos de sonda Sonda Levine: é uma das mais usadas. seringa de 20 ml. através de uma narina e levada até o piloro. Obs: O número da sonda nasogástrica deve ser proporcional à constituição física do paciente. estetoscópio. Geralmente. Sonda Rhefus: ponta metálica. são passadas normalmente pelas narinas. Contra-indicações TU de mediatisno Estenose de esôfago Varizes de esôfago Material Biombo. Sonda Jutte: com ponta de malha metálica. geralmente. com luz dupla e com um balão na extremidade. Sonda de Miller-Abbott: sonda longa de borracha. nº 14 a 20 para adulto e de 04 a 12 para Rn e crianças. existindo no mercado tanto tubos de plástico como de borracha com orifícios laterais próximos à ponta. recipiente para lixo. anestésico local e lubrificante (xilocaina gel à 2%). sonda gástrica. cuba rim.

Cortar o esparadrapo para fixação e para marcar a sonda. 12. Anotar na prescrição do paciente: horário. A sonda deve ser introduzida delicadamente até a marca do esparadrapo. Explicar o procedimento ao paciente. 16. Prepara o material. Verificar se a sonda está no estômago através dos seguintes procedimentos: a. de modo que fique segura. 15. reações do paciente. sem forçar. Da asa do nariz ao lóbulo da orelha. a sonda é introduzida. Fletir a cabeça do paciente para frente quando a sonda ultrapassar o obstáculo da parede nasofaríngea. 9. 17. Introduzir a sonda lentamente. 14. Pedir ao paciente que diga “HUM” com a boca fechada. Aspirar suco gástrico. enquanto. nº da sonda. 10. 7. Colocar a sonda em um copo d’água se não borbulhar está no estômago. 2. confirmando a localização correta da sonda. . c. 13. Medir a sonda: a. Colocar o estetoscópio abaixo do apêndice xifóide: introduzir 10 ml de ar pela sonda com auxilio de seringa. Pedir ao paciente para deglutir e respirar profundamente. Guardar o material. Posicionar o paciente em Fowler ou sentado. Verificar na prescrição do paciente a finalidade da sondagem. 3. 6. 11.114 Procedimentos 1. b. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Fixar a sonda com esparadrapo. Medir do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide e marca-la com esparadrapo. sem comprimir a narina. 8. 5. Lubrificar a sonda com anestésico local do tópico com auxilio de gaze. Lavar as mãos. Lavar as mãos. b. 4. O ar introduzido produzirá ruídos que serão auscultados através do estetoscópio. d.

resíduo. Anotar volume e aspecto da secreção gástrica quando a sonda permanecer aberta.115 Cuidados importantes 1. Limpar as narinas. Retirar o ar do equipo deixando escorrer um pouco de alimento pelo equipo. azotemia. com cotonete. bebês prematuros ou crianças que sofrem cirurgias reparadoras da boca. Possíveis complicações Gastrointestinais: diarréia. Cuidados com o alimento Conferir se a dica está correta. Uma radiografia e o único meio seguro de se verificar a posição da sonda. cólicas. desidratação. tosse intensa e rouquidão. Objetivo: Este procedimento é utilizado para oferecer alimentos aqueles pacientes que não conseguem alimentar-se devido à perda de apetite. 2. 6. Caso o paciente apresente tosse durante a introdução da sonda. ruídos sibilantes. 4. Colocar o alimento aquecido. Metabólicas: hiperglicemia. inconsciência fraqueza ou debilidade excessiva ou obstrução do esôfago. Se a tosse persistir. . 5. Síndrome de Dumping. náuseas vômito. constipação. plenitude gástrica. em caso de cianose. Verificar se houve desvio na introdução. Síndrome das alimentações por sondas. obstrução da sonda. Cercar a cama com biombo. Trocar a fixação diariamente. retirar totalmente a sonda. má colocação. massageando as narinas para evitar lesão. gases. se necessário. sair ar pela sonda. irritação nasofaríngea. interromper o procedimento até cessar o estado tussígeno. 7. 3. Mecânicas: pneumonia por aspiração. duas vezes ao dia. GAVAGEM Conceito: É a introdução de alimentos através de uma sonda gástrica.

tipo e a unidade do alimento. Elevar o decúbito ou deixar o paciente em decúbito lateral nos casos em que o paciente tenha facilidade de rugurgitamento. Não deixar entrar ar mantendo a sonda fechada evitando distensão abdominal. Preparar o material. 9. Anotar na prescrição do paciente: horário.116 Material: seringa de 20 ml. 17. 5. 11. Lavar as mãos. Introduzir o alimento lentamente. Elevar a cabeceira da cama. Lavar as mãos. 15. Cuidados importantes Antes de administrar o alimento aspirar a sonda para verificar se o estômago não está repleto de alimento. Limpar a extremidade da sonda novamente. Repetir o procedimento até o término. 7. Verificar se a sonda está no estômago conforme técnica da sondagem gástrica. recipiente para lixo. Limpar a extremidade da sonda com bola de algodão embebida em álccol. intercorrências se houver. Proceder à limpeza dos materiais. 8. estetoscópio. Lavar as mãos. se não houver contra-indicação. 14. ou injetar a dieta por sifonagem (colocar a extremidade da sonda dentro do recipiente da dieta e eleva-lo para obter a cão da gravidade). Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 16. 12. copo com água. 3. pacote de gaze. 2. recipiente com alimentos. Procedimentos 1. Orientar o paciente sobre o procedimento. 13. evitando a introdução de ar. Aspirar o alimento com a seringa. 10. Pinçar a sonda para evitar a entrada de ar sempre que for manuseá-la. bolas de algodão com álccol. Injetar 10% de água em relação à quantidade do alimento. . 6. 4. Verificar temperatura do alimento (próxima à temperatura corporal).

Objetivos: Remover substâncias tóxicas ou irritantes. Auxiliar no tratamento de hemorragia gástrica. . Orientar o paciente sobre o procedimento. deixando o frasco mais baixo que o corpo. Material: o mesmo material de sondagem gástrica acrescida da solução prescrita para lavagem (Soro fisiológico. LAVAGEM GÁSTRICA Conceito: É a limpeza do estômago realizada através de uma sonda gástrica. 7. Lavar as mãos. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. O procedimento de alimentação segue o mesmo da gavagem. Executar técnica de sondagem gástrica. pedaço de látex. por meio de uma sonda nele colocada através da parede abdominal. Preparar pacientes para cirurgias e/ou exames. Adaptar o frasco de soro fisiológico (S. Preparar o material. 9. Proceder desta forma quantas vezes forem necessárias. 2. água). Colocar o paciente em posição de Fowler ou decúbito lateral. onde é feita pelo cirurgião uma incisão nesta e introduzindo a sonda. 10. 5. Fazer limpeza dos materiais. Procedimentos 1. 3.) na sonda e injeta-lo lentamente. 8. 11. Deixar que a solução retornasse ao frasco através da força da gravidade. Verificar se o paciente deverá permanecer com a sonda após a lavagem.117 ALIMNTAÇÃO PELA GASTROSTOMIA É a introdução de alimentos líquidos diretamente no estômago. solução de bicarbonato de Na. 4. usando tantos frascos de soluções forem prescritos. 6.F.

11. 2. motivo. Preparar o material. . 12. Lavar as mãos. volume infundido e drenado. Fazer limpeza dos materiais. Explicar o procedimento ao paciente. RETIRADA DA SONDA NASOGÁSTRICA A retirada da sonda deve ser feita de acordo com a prescrição médica.118 12. Fechar a sonda. 13. 5. Anotar na prescrição do paciente: horário. 6. 7. cotonetes. aspecto do líquido drenado. Lavar as mãos. 10. reações do paciente em relação à retirada da sonda. CATETERISMO OU SONDAGEM VESICAL Conceito É a introdução de uma sonda na bexiga através do meato urinário. Retirar a sonda lentamente com auxílio de uma gaze. Proceder à limpeza das narinas com auxílio de cotonete. 4. éter. Procedimentos 1. reações do paciente. 9. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Anotar na prescrição do paciente: horário. recipiente para lixo. Lavar as mãos. Material: gaze. devendo ser feito com técnica rigorosamente asséptica. 8. Retirar o espadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter. toalha de rosto. Colocar a toalha sobre o tórax do paciente. 3.

b. Pingar água morna sobre o clitóris. Pacientes com cirurgias de uretra e estruturas vizinhas. c. f. procura meios que estimulem a diurese espontânea do paciente: a. Possibilitar o controle rigoroso da diurese. Abrir uma torneira perto do paciente. Colocar as mãos do paciente em água aquecida. Obter amostra estéril de urina. Para pacientes com incontinência urinária. c. 2. Prevenir obstrução da uretra por coágulos de sangue (TU de bexiga. Presença de obstáculo à eliminação (aumento do volume prostático. No tratamento prolongado de pacientes com incompetência vesical. Proceder ao preparo pré-operatório de algumas cirurgias. d. . e. cirurgia da uretra). devido a traumatismo na uretra. Evitar a constante umidade em pacientes com incontinência urinária. é preferível usar fraldas descartáveis para mulheres e uropen para homens. Antes da sondagem em pacientes com retenção urinária. Indicações do cateterismo ☺ Método intermitente: (sonda nelaton ou de alívio) a. ao invés de cateterizar. pacientes sob efeitos sedativos. Observações 1. Verificar presença residual após a micção. c. Fazer lavagem externa com água aquecida.119 Objetivos Aliviar a distensão vesical pela retenção de urina. Para alívio imediato da distensão da bexiga: nos casos de paciente que não consegue urinar 8 a 12 horas de cirurgia. Colocar o paciente sobre uma comadre com água aquecida. b. ☺ Método de demora: (sonda de borracha – SVD) a. Colocar bolsa de água quente sobre a região hipogástrica. estenose da uretra). d. Obter amostra estéril de urina. b. pacientes com retenção urinário aguda.

Por isso (devido aos riscos de infecção). Assim. nos casos de retenção urinária de qualquer origem. Os cateteres impedem a maioria das defesas naturais do trato urinário inferior através da obstrução dos dutos peri-uretrais.120 Minimização de traumatismos O traumatismo da uretra pode ser minimizado com um cateter do tamanho apropriado. Utilizar sempre o sistema de drenagem fechado estéril. Utilizar a posição ginecológica em pacientes obesos ou quando for difícil a visualização do meato.: Sonda nelaton ou de alívio: varia de nº 04 a 22 Sonda de foley ou de borracha: varia de nº 12 a22 Riscos de infecção A presença de um cateter de demora pode levar à infecção. deve-se antes executar medidas visando estimular a micção espontânea. Pseudomonas. Obs. Proteus. Além disto. determinados princípios são essenciais nos cuidados de um sistema fechado de drenagem urinária. Cuidados importantes 1. O cateter é fixado apropriadamente para evitar sua movimentação. de modo a prevenir essas indesejáveis infecções. calafrios. A sondagem vesical de demora tem indicações específicas conforme descrito nos objetivos. . 4. 3. Enterobacter. Observar rigorosamente a técnica asséptica. ou remoção acidental. como descritas anteriormente. Serratia e Cândida. causando tração da uretra. o paciente com um cateter de demora é avaliado quanto aos sinais e sintomas de infecção do trato urinário: urina turva. irritando a mucosa vesical e promovendo uma via artificial para a entrada de organismos na bexiga. febre. Os patógenos responsáveis pelas infecções do trato urinário associado ao cateter incluem Escherichia coli. 2. anorexia. e mal-estar. Klesbsiella. hematúria. O cateter é lubrificado de modo a ser introduzido de forma fácil e de forma delicada. quando o objetivo for essencialmente a sondagem de alívio.

A bolsa nunca deve tocar no chão. e nunca ser suspenso sem um treinamento prévio da bexiga. Esvaziar a bolsa de drenagem a cada seis horas. cuba rim. uma seringa de 10 ml com água destilada para encher o balão. b. um pacote de gaze esterilizada. Perfurar o bico do anestésico com agulha estéril após desinfecção do mesmo. 7. Higiene íntima duas vezes ao dia. d. 8. e. pinça. esparadrapo. Se o cateter é mantido por dias ou semanas. então deve ser trocado periodicamente. Caso a executante da técnica seja destra. . bolas de algodão. material para higiene íntima. Em pacientes com sonda de Foley. Deve ser evitada a manipulação inadvertida do cateter pelo paciente ou pela equipe. 9. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA FEMININA Material Luva látex esterilizada. uma seringa de 10 ml para testar o balão. campo fenestrado). Orientar o paciente para não elevar a bolsa de drenagem acima do nível da bexiga. gazes. Se for sinistra. observar os seguintes cuidados: a. deve permanecer ao lado direito do paciente. sistema de drenagem fechado estéril. f. saco para lixo. O cateter não deve ser mantido mais tempo do que o necessário.121 5. a fim de evitar a instalação da atonia vesical. antiséptico. anestésico local tópico (xilocaina à 2%). 10. uma vez por semana. permanecer ao lado esquerdo e calçar a luva na mão direita. Anota no relatório de enfermagem do paciente: alteração no aspecto da urina. 6. queixas de dores e elevação da temperatura. c. sonda foley de calibre adequado. Preservar o bom fluxo urinário evitando dobras. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. máscara.

13. 15. Desprezar a pinça na lateral do campo. deixando a paciente em posição ginecológica. 11. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. clitóris. 2. lubrificante) e prepara na seringa a água destilada que deverá ficar fora do campo. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. 10. seringa para teste do balão. Prepara o material e deixar o sistema de drenagem ou similar montado (frasco. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. Iniciar a anti-sepsia da genitália.122 Procedimentos 1. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. 12. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pés da paciente. Lavar as mãos. sonda. Preparar o ambiente. Informa-la sobre a sensação d ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. sem provocar desconforto. 19. 14. Colocar o saco de lixo próximo à cama. começando pela vulva. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. 8. Manter o intermediário protegido. Testar a sonda. grandes lábios. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). meato urinário e introito vaginal. 5. . tampa de borracha e prolongamento). 16. entre as pernas da paciente. Lubrificara sonda com xilocaina. 17. 7. 4. Orientar a paciente com relação as tapas o procedimento e ao objetivo do mesmo. pequenos lábios. 18. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. e colocar todo o material (anti-séptico. 6. Calcar a luva na mão direita. 9. 3. Fazer higiene íntima.

diretamente no meato sem tocá-la nas áreas adjacentes. bolas de algodão. reação da paciente. 22. sem tracioná-la. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário.123 20. máscara. Proceder à desinfecção dos materiais. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA MASCULINA Material: o mesmo do procedimento anterior. 3. Retirar as luvas e fixar a sonda com esparadrapo na face interna da coxa. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. tipo de sondagem. 25. 26. 24. 27. Elevar o pênis. campo fenestrado). antiséptico. cuba rim. pinça. Testar se a sonda está fixa na bexiga tracionando-a delicadamente e conectar o prolongamento. Constatar a saída de urina e injetar água destilada para encher o balão. 28. Retirar os materiais da cama. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. glande e prepúcio. Cobrir os genitais com a camisola. volume de água destilada injetada no balão de sonda. para colocar a uretra em linha reta. nº da sonda. Introduzir metade da sonda (5 a 8 cm). Lavar as mãos. volume e aspecto da urina retirada. 2. 29. gazes. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO FEMININA Material Luva látex esterilizada. Manter o paciente em posição deitada. 21. 23. lentamente e com movimentos delicados. quase que perpendilcularmente ao corpo. anestésico . Anotar na prescrição da paciente: horário. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda.

usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. 18. 12. um pacote de gaze esterilizada. 6. 3. Colocar o saco de lixo próximo à cama. sonda nelaton de calibre fino. deixando a paciente em posição ginecológica e colocar a comadre entre as pernas da paciente. 13. Lubrificar a sonda com xilocaina. 2. Pegar a sonda lubrificada. meato urinário e introito vaginal. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente.124 local tópico (xilocaina à 2%). sonda. 5. Informa-la sobre a sensação de ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). . 11. Desprezar a pinça na lateral do campo. Procedimentos 1. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. 8. 16. 10. saco para lixo. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pás da paciente. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. 4. Iniciar a anti-sepsia genitália começando pela vulva. 14. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. lubrificante). pequenos lábios. Lavar as mãos. 17. comadre. e colocar todo o material (anti-séptico. Fazer higiene íntima. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. sem provocar desconforto. entre as pernas da paciente. clitóris. 9. abrir a extremidade de entrada e a outra colocar dentro da cuba rim. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. Orientar a paciente com relação às etapas do procedimento a ao objetivo do mesmo. grandes lábios. Calçar a luva na mão direita. 15. material para higiene íntima. Preparar o ambiente. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. 7.

. saco para lixo. antiséptico.125 19. reação da paciente. Introduzir metade da sonda (5 a 8cm). máscara. 4. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. para colocar a uretra em linha reta. Proceder à desinfecção dos materiais. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO MASCULINA Material Luva látex esterilizada. 25. quase que perpendicularmente ao corpo. glande e prepúcio. Para a lubrificação pode-se usar a seringa de 10ml com xilocaína. volume e aspecto da urina retirada. Retirar as luvas. 27. 21. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. pinça. lentamente e com movimentos delicados. nº da sonda. 22. 20. Manter o paciente em posição deitada. 2. 26. 3. material para higiene íntima. tipo de sondagem. gazes. 23. Cobrir os genitais com a camisola. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. campo fenestrado). afastar as pernas e colocar entre as mesma a comadre. anestésico local tópico (xilocaína à 2%). e introduzir no meato urinário. cuba rim. Elevar o pênis. Lavar as mãos. bolas de algodão. sonda nelaton de calibre fino. um pacote de gaze esterilizada. mantendo-os firmemente e tracionando-os em direção a sínfese púbica. 24. diretamente no meato sem toca-la nas áreas adjacentes. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar da mão esquerda.comadre. Após a extração total da urina retirar a sonda. Anotar na prescrição da paciente: horário.

É o tratamento de escolha após lesão medular e outros distúrbios neurológicos nos quais há comprometimento na capacidade de urinar. sendo colocado um curativo estéril sobre o local. através da introdução de uma solução.126 DRENAGEM VESICAL SUPRAPÚBICA É um método de estabelecimento da drenagem vesical através da introdução de um cateter ou tubo na bexiga através de uma incisão ou punção suprapúbica. são capazes de urinar mais cedo. São necessárias técnicas assépticas durante o treinamento intra-hospitalar do paciente. AUTOCATETERIZAÇÃO INTERMITENTE Proporciona drenagem periódica da urina. O cateter suprapúbico é removido quando não é mais necessário. após cirurgias ginecológicas. O paciente pode utilizar uma técnica “limpa” (não-estéril) em casa. A autocateterização promove independência. resulta em poucas complicações e permite relações sexuais mais normais LAVAGEM VESICAL Conceito: É a lavagem da mucosa que reveste a bexiga. Apresenta menor risco de infecção vesical. Pode ser mais confortável que um cateter de demora. devido ao risco de contaminação cruzada. onde o risco de contaminação cruzada é menor. É utilizada como uma medida temporária o fluxo de urina da uretra quando a via uretral não oferecer passagem. quando tende a haver disfunção vesical e após fraturas pélvicas. . Essa drenagem é feita por um processo cirúrgico e pode ser mantida durante várias semanas. Proporciona maior mobilidade ao paciente. geralmente. Ela oferece certas vantagens como: Os pacientes. via sonda vesical.

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Objetivos: Evitar a obstrução da sonda; Combater infecção. Material Bandeja; solução prescrita; cuba rim estéril; duas bolas de algodão com álccol; material de lavagem de sonda (cuba rim, seringa de 20ml); uma tira de esparadrapo; éter e uma bola de algodão; um pacote de luva látex estéril. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Lar a prescrição médica; 3. Preparar o material; 4. Orientar o paciente a respeito do procedimento; 5. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com o éter e a bola de algodão; 6. Posicionar a cuba rim ao lado do paciente, sem abri-la; 7. Utilizando as bolas de algodão com álccol, fazer a desinfecção da extremidade bifurcada da sonda adaptada ao prolongamento; 8. Abrir a cuba rim posicionada ao lado do paciente; 9. Desconectar o prolongamento e apoiar a bifurcação da sonda na borda da cuba rim; 10. Proteger a extremidade do prolongamento adaptada à sonda na borda da cuba rim; 11. Abrir o material de lavagem de sonda e montar a seringa sem contamina-la; 12. Colocar a solução na cuba rim; 13. Calçar as luvas; 14. Aspirar solução imergindo apenas o bico da seringa; 15. Injetar, lentamente, 20ml da solução e aspirar sem forçar demasiadamente; 16. Repetir o processo quantas vezes for necessário; 17. Adaptar o prolongamento e fixar a sonda; 18. Proceder à desinfecção dos materiais; 19. Lavar as mãos; 20. Anotar na prescrição do paciente: horário; solução utilizada; aspecto do retorno; quantidade introduzida e retirada; reação do paciente.

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Cuidados importantes 1. Não permitir que a sonda fique imersa na solução e urina eliminada; 2. Evitar contato com os dedos na extremidade da sonda ao introduzir a solução. RETIRADA DE SONDA VESICAL DE DEMORA Material: seringa de 20ml; benzina; gaze; luva de ´látex de procedimento; recipiente de lixo. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Preparar o material; 3. Explicar o procedimento ao paciente; 4. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter; 5. Colocar luva de látex; 6. Adaptar a seringa a via do balonete, esvaziando totalmente o balão; 7. Retirar a sonda delicadamente, solicitando ao paciente respirar profundamente enquanto a sonda estiver sendo retirada; 8. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem; 9. Medir o volume de urina drenado; 10. Fazer a limpeza dos materiais; 11. Lavar as mãos; 12. Anotar na prescrição do paciente: horário; reação do paciente; volume e aspecto da urina. Cuidados com a retração e Atonia Vesical na retirada da sonda Quando estiver preparando a retirada de um cateter que permaneceu por um período prolongado, o treinamento da bexiga deve ser iniciado para desenvolver o tônus vesical e, assim, prevenir a retenção. Quando o cateter está instalado, a bexiga não enche, nem se contrai. Assim, a bexiga geralmente perde um pouco de sua tonicidade (atonia). O treinamento é feito da seguinte forma:

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Antes de se retirar o cateter, ele é fechado por 20 minutos e, então, aberto. Este procedimento deve favorecer o enchimento da bexiga e a contração do músculo, evitando que a pessoa fique incapacitada de urinar após a retirada do cateter. LAVAGEM INTESTINAL (ENTEROCLISMA, CLISTER OU ENEMA) Conceito É a introdução de uma solução, medicamentosa ou não, no intestino grosso através de uma sonda retal. Objetivos Combater constipação intestina; Preparar o paciente para cirurgia, parto e exames; Promover evacuação através de estimulação do peristaltismo; Para fins terapêuticos. Tipos de enema Enema de limpeza: remover as fezes; Enema de retenção à base de óleo: lubrifica o reto e cólon, as fezes absorvem o óleo e amolecem; Enema carminativo: alivia a distensão gasosa e facilita a eliminação de flatos; Enema medicamentoso: contêm remédios. Material Sonda reta nº 14 a 30; solução prescrita; pinça; lubrificante vaselina; gaze; impermeável ou similar; esparadrapo; lençol móvel; cuba rim ou similar; comadre forrada; biombo; papel higiênico.

b. Proteger a cama com o impermeável. Lavar as mãos. Lavar e guardar o material. Lubrificar a sonda retal com vaselina ou xilocaína gel. Abrir a pinça e infundir lentamente a solução. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 11. 2. Dispor o material de modo que facilite o procedimento. Solicitar ao paciente que retenha a solução por 10 a 15 minutos. quantidade e aspecto da eliminação (cor. Preparar os materiais: a. 10. ou similar. 12. 4. Anotar na prescrição do paciente: horário. Cercar a cama com biombo. Afastar os glúteos com auxílio de papel higiênico. Adaptar a sonda retal no frasco da solução. Colocar a comadre ou acompanhar o paciente ao banheiro orientando-o para não para não dar descarga. 14. 19. Deixar escoar pequena quantidade da solução na cuba rim para retirar o ar testar a temperatura no dorso da mão (temperatura corporal) e pinçar. Dobrar as cobertas deixando exposta apenas a região glútea. 15. reação do paciente. Retirar a sonda retal e colocar na cuba rim. 9.130 Procedimentos 1. 17. 7. 18. Orientar o paciente sobre o procedimento. Aquecer a solução prescrita. 5. Colocar o paciente em posição lateral. . Marcar 8 a 10cm na sonda retal com esparadrapo. 8. 6. 16. Observar a quantidade e o aspecto da eliminação. 3. d. c. consistência). 13. Solicitar ao paciente que inspire profundamente e introduzir delicadamente a sonda retal até o ponto marcado. no máximo 10cm. Pinçar a sonda retal ao término da solução. forrado com lençol móvel. Lavar as mãos. 20. 21.

Cuidados importantes 1. Pinçar a sonda em caso de dor e desconforto e aguardar o alívio dos sintomas. utilizar a posição genupeitoral ou Trendelemburg. fixar sonda retal e controlar o gotejamento da solução de acordo com a prescrição médica. Em pacientes acamados. Em pacientes com muita dificuldade de retenção da solução.131 Obs: Lavagem Intestinal com Prolongamento: colocar o irrigador no suporte de soro. 4. A infusão rápida ou a temperatura inadequada da solução levam a um efeito insatisfatório da lavagem intestinal devido ao desconforto. proceder à higiene íntima. 3. 5. até no máximo 50 cm. acima do nível da cama para evitar espasmo muscular e desconforto. espasmo e à dificuldade de retenção da solução. . 2. Em casos de enteroclisma gota a gota (Murphy). colocar a comadre para eliminação das fezes e após.

pode ocorrer uma recusa em aceitar diagnóstico. procurando tranqüilizalo. o paciente aceita a inevitabilidade e a iminência de sua morte.132 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES GRAVES E AGONIZANTES O paciente grave ou agonizante está com as funções vitais muito comprometedoras. A ira: uma vez que o paciente parando de negar a morte. pode haver uma tentativa de negociação de mais tempo de vida junto a Deus ou com o destino. Apesar de serem percebidos de forma diferente em cada paciente. A negação: quando o paciente toma conhecimento pela primeira vez de sua doença terminal. o entendimento de tais sentimentos pode ajudar na satisfação dos pacientes. é possível que apresente um profundo ressentimento em relação aos que continuarão vivos após sua morte – a você. escrever sua cartas. usando tática especial para que aceite a morte. A depressão: é possível que o paciente se afaste dos amigos. sem emoções. médicos e também da enfermeira. e não necessariamente na ordem mostrada. ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA E RELIGIOSA a) Paciente consciente: Conversar com ele m termos da verdade. aumento da fadiga. falta de cuidados pessoais. o que caracteriza sintomas desagradáveis com sinais de morte. A aceitação: nessa fase. ao pessoal do hospital e até contra sua própria família. A barganha: apesar de haver um aceitação da morte por parte do paciente. É possível que venha sofrer de anorexia. . Dar-lhe toda assistência: transmitir seus recados. da família. É possível que deseje simplesmente o acompanhamento silencioso de um membro da família ou de um amigo. AS ETAPAS DO ATO DE MORRER O paciente pode passar por cinco estágios psicológicos em preparação para a morte.

133 b) Paciente inconsciente: Não deixar pessoas da família chorar perto do paciente ou comentar seu estado. ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA Prestar esclarecimento sobre o estado do paciente. Mude a roupa de cama e a vestimenta do paciente sempre que necessário. Ofereça liquido com freqüência e lubrifique os lábios do paciente com vaselina para combater o ressecamento. diaforese e nível reduzido de consciência. Eleve a cabeceira do leito para diminuir a resistência respiratória. porque a sensibilidade. Falar-lhe frases curtas. evite sussurro ou conversar de maneira imprópria sobre o paciente na sua presença. ajustando a temperatura do quarto para maior conforto. cada duas horas. Como a audição pode estar em perfeito funcionamento mesmo em estados de perda de consciência. aspire a boca e vias aéreas superiores do paciente para remover secreções. gradualmente. Utilize luvas e forneça um cuido perineal com sabonete. Reposicione o paciente no leito a. . nos braços. palavras bem pronunciadas. preparando-a psicológicamente. ATENDENDO AS NECESSIDADES DO PACIENTE Satisfazendo as Necessidades Físicas Determine com freqüência os sinais vitais. Observe a presença de incontinência ou anúria. observando a existência de palidez. Utilizando um equipamento de sucção. junto à orelha para que não tenha a sensação de isolamento e solidão. pelo menos. o resultado de um controle neuromuscular reduzido ou uma redução da função renal. os reflexos e a mobilidade diminuem primeiramente nas pernas e. um pano de banho e toalhas para evitar irritações e desconforto. Orienta-la sobre a conduta ideal. Permitir que permaneça o máximo possível junto ao paciente. se necessário. Providenciar sacerdote ou ministro religioso. Forneça um cuidado para a pele durante as mudanças de roupa.

procure fornecer um suporte emocional à família. proporcione um cuidado ocular apropriado para evitar lesões na córnea. Os remédios devem ser dados por via intravenosa. mesmo que esteja inconsciente porque é possível que ainda seja capaz de ouvir. caso não estejam presentes quando o paciente desejar vêlos. Explique-lhes a necessidade do paciente. se ofereça para ensinar-lhes tarefa específica. Se os membros da família pretendem permanecer junto ao paciente. Essas lesões podem causar a cegueira e impedir que os tecidos sejam utilizados em transplantes após a morte do paciente. bem como os tratamentos e planos de cuidado. Não tenha pressa ao conversar com o paciente. Satisfazendo as Necessidades Emocionais Explique detalhadamente ao paciente todos os cuidados e tratamentos. mostre-lhes a localização dos banheiros. se possível. Durante o atendimento a estas necessidades deve-se proporcionar conforto físico. Forneça as medicações prescritas contra dores. Verifique os registros do paciente para determinar se foi preenchida por uma ficha para doação de órgãos. coloque grades ou faça restrições. de modo que possam participar dos cuidados de enfermagem. Obs: nos cuidados a esse tipo de paciente. proteja a cama com biombo e se o paciente estiver agitado ou inconsciente. Notifique os membros da família. . sente-se em local próximo à cabeceira da cama.134 Se os olhos do paciente em coma. para resultados eficientes. salas de espera e lanchonete. se necessário. estiverem abertos. Ao fazer isso. Se for apropriado. Ao se aproximar à morte do paciente. Na ocasião apropriada. os quais podem variar de i à solidão. pergunte aos familiares se já consideravam a possibilidade de doação de órgãos e tecidos. Enfatize que seus esforços serão importantes e efetivos. Permita que o paciente expresse seus sentimentos. Permita que o paciente e sua família discutam a morte como desejam.

Rigidez muscular. d) e) f) g) Sistema Locomotor muscular. É mais freqüente nos casos de asfixia parcial. Sistema Urinário = retenção ou incontinência urinária. = ausência total da coordenação dos movimentos. c) Sistema Digestivo = diminuição das atividades fisiológicas e do reflexo da deglutição com muita atenção para o perigo da regurgitação e aspiração. Sistema Neural = diminuição dos reflexos até o desaparecimento total. não reagindo à presença de luz. Morte Aparente O termo morte aparente é a dominação aplicada ao corpo. incontinência fecal e constipação. hipotermia. nariz afilado. relaxamento . o maxilar inferior se movimenta a cada respiração. às vezes. catalepsia. sendo que a audição é o último a desaparecer.135 Sinais Iminentes de Falecimento a) b) Sistema Circulatório = hipotensão. o qual parece morto. Ausência total de movimentos. podendo o paciente ser reanimado. cianose.presença e lagrima. O último dos reflexos a desaparecer é a sucção. Palidez cadavérica. mas que tem condições de ser reanimado. a respiração torna-se ruidosa (estertor da morte). Sistema Respiratório = dificuldade de respirar pela boca. causando pelo acúmulo de secreção. pulsos irregular.o que significa perda do tônus muscular. extremidades frias. olhos fundos e olhar fixo. Sinais Evidentes Parada cardíaca e respiratória sem possibilidade de ressuscitação. síncope e parada cardíaca. Faces = face hipocrática: cor pálida ou acinzentada. sudorese abundante. pele fria e úmida. Pupilas dilatadas.

136 Preparação do Corpo Após a Morte Após o falecimento do paciente. material para banho. Em seguida. Evitar a saída de gazes. Além disso. maca. se fizer necessário utilize algodão embebido em éter. Cercar o corpo com biombo. Implementação 1. saco plástico para colocar os pertences do paciente. sangue e excreções. esparadrapo ou fita adesiva. o arranjo de transporte para o necrotério ou casa funerária e determinação de como serão dispostos os pertences do paciente. duas etiquetas de identificação. amigos. coloque delicadamente e em seguida feche a boca. cuba rim com pinça anatômica. 2. 5. envoltório plástico para o corpo ou lençóis. eleve um pouco a cabeceira da cama para impedir a descoloração ocasionada pelo sangue retido na face. . Se o paciente usava dentaduras e a política do hospital assim o permitir. 4. Se o paciente morreu de forma violenta ou em circunstâncias suspeitas. os cuidados aos membros da família. Feche os olhos do corpo. bolas de algodão. com os braços ao lado do corpo e a cabeça sobre um travesseiro. se necessário faça uso de ataduras. Colocar avental e calçar luvas. proporcionando privacidade a essas pessoas. os cuidados incluem a preparação deste para a família. luvas. ataduras. Material Gaze ou fitas macias. aplicando compressa. os cuidados pós-morte podem ser adiados até que o legista complete uma autópsia. 3. mau odor. Finalidades Deixar o corpo limpo e asseado. Posicione o corpo em decúbito dorsal. material para curativo. Colocar em boa posição. Os cuidados após morte serão iniciados normalmente após o médico certificar que o paciente faleceu.

nariz. coloque outra etiqueta de identificação. . Tire o avental. use um elevador de serviço. Cada etiqueta deve conter o nome do paciente falecido. Remova sonda vesical. Coloque uma ou mais compressas entre as nádegas para absorver drenagens retais e coletar urina. Providencie a limpeza e ordem do material. uma bacia com água e panos de banho. Fixe uma etiqueta na mão ou pé do paciente. 13. Utilize corredores pouco utilizados e. 16. em uma sacola e identifique com a terceira etiqueta. Feche as portas de quartos vizinhos. Realiza os tamponamentos: ouvido. Remova todos os pertences valiosos do paciente para evitar extravio. Enfaixe pés e mãos. vagina e ânus. 11. se possível. Vista a roupa que será utilizada no sepultamento. Se o paciente morreu devido a uma doença infecciosa. Lubrificar os lábios ressecados. Providencie a documentação. ororfaringe. 12. data e horário da morte. outros dispositivos e fitas adesivas de fixação. 15. mas não remova a pulseira de identificação do hospital para garantir uma correta identificação. Envolva o corpo e feche o envoltório. Se não for possível remover um anel. leve o corpo ao necrotério. Antes da morte Fazer higiene oral sempre que necessário. Em seguida. identifique o corpo seguindo a política do hospital. 7. cubra com gaze. 9. 18. as luvas e lave as mãos. 10. 17. 14. número do quarto e leito. drenos. usando ataduras. Em seguida. Preencha as duas fitas etiquetas de identificação. cobrindo o corpo com um lençol limpo. e o nome do médico. aplicando bandagens adesivas nos locais perfurados. Coloque os pertences pessoais do paciente falecido. se possível. 19. incluindo valores. usando o sabonete. 8.137 6. e cubra com uma fita adesiva até o pulso para evitar que se solte. Limpe o corpo com cuidado. Cubra o corpo usando um lençol limpo. 20.

. Avisar ao setor de informações ou portaria e internações. não fazer tamponamento. protocole). DOCUMENTAÇÃO Registra as alterações ocorridas nos sinais vitais do paciente. Anotar no prontuário do paciente. a ingestão e a eliminação. Anotar no relatório geral da clínica. Em casos de necropsia e encaminhamento para IML. especificamente no caso de jóias e dinheiro (se possível. Anote os horários de ocorrência da paradas cardíacas e o final da respiração. Apesar de haver uma certa variação nos hospitais quanto aos documentos necessário. Anote também a data e hora em que o paciente falecido foi transportado ao necrotério. sempre registre o destino dado aos pertences do paciente. Cuidados importantes Evitar comentários desnecessários e manter atitude de respeito ao morto. bem como o momento da constatação do óbito.138 Depois da morte Avisar a família. na folha de relatório de enfermagem. Enviar o prontuário depois de todas as anotações ao arquivo. Providenciar o atestado de óbito para ser preenchido pelo médico. Fazer limpeza terminal da unidade.. Avisar ao serviço social. notificando o médico quanto a essas ocorrências. relatando o nome do médico assistente. e o nível de consciência. com todos os detalhes.

1992.L. 6 ed. POTTER. Porto Alegre: Artes Médicas.S. e Cols. O manual do exame clínico. DUGAS. CÂNDIDO. 9 ed. MURRIA. M. Prática de Enfermagem. Semiologia e semiotécnica de enfermagem. PRADO. BRUNNER. Rio de Janeiro: Koogan. SWARTZ. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Ed. Fundamento de Enfermagem. Guanabara: Koogan. Rio de Janeiro: Koogan.G. R. G. Exame clínico. ATKINSON..H.139 REFERÊNCIAS ASPERHEIM. 436p. 4 ed.S. B. HOOD. Rio de Janeiro: Koogan. Rio de Janeiro: Atheneu. 6 ed. 2002. C. M. 1989.B. Grande tratado de enfermagem prática: clínica e prática hospitalar. A. C. Florianópolis. 1998. 2002. M.S. do. 3 ed.G. POSSO. 4 ed. POTTER. GELBCKE. 3 ed. 2002. Rio de Janeiro: Koogan. Rio de Janeiro.S. F. 1999. Rio de Janeiro: Koogan. São Paulo: Santos. Prática de enfermagem.H. PORTO.W. L. 8 ed. K. L.R. 8 ed. Rio de Janeiro: Koogan. 1992.. Curitiba: Lítero Técnicas. M. 1996. et al. 2002. A. 2002. et al Técnicas básicas de enfermagem. Rio de Janeiro: Koogan. KOCH. Enfermagem prática. L. DINCHER. SUDDART. L.E.L. BEVILLAQUA. D. ªC. 9 ed. 1988.C.M. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.. J. Fundamentos de enfermagem. F. NETTIN S. PERRY.ª. 1995. Farmacologia para enfermagem. SUDDART. Fisiologia humana. . . GAYTON.S. 2002. 1989. Semiologia em Enfermagem... Rio de Janeiro: Interamericana. Nova abordagem no tratamento de feridas. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. P. P.C. D. Semiologia: anamnese e exame físico. D.M. 1988. 2ed. 2001 281p. São Paulo: Ed Senac. PERRY. Cidade Futura. 368p. Fundamentos e prática de enfermagem: atendimento completo ao paciente.A. BRUNNER.

140 ANEXOS .

141 .

microfix) Equipo bomba de infusão Equipo conexão 2 e 4 vias Equipo macro e microgotas Equipo nutrição enteral sistema fechado (bomba infusão) Equipo nutrição enteral – sistema aberto Equipo com injetor lateral Equipo nutrição parenteral e emulsões lipídicas Equipo para bolsa de sangue e derivados de sangue Equipo para antibiótico Extensofix Protetor de cone (tampa polifix) Veda seringa + equipo Extensor de silicone para oxigênio Extensor de látex para oxigênio Extensor de látex para aspiração Extensor silicone para aspiração Sonda de aspiração CPM 24 horas 48 horas 12 horas 72 72 horas 72 horas 72 horas 24 horas A cada troca de frasco 72 horas A cada troca de frasco A cada troca frasco ou unidade 24 horas 72 horas SN SN 24 horas 24 horas 12 horas 12 horas A cada uso .142 RECOMENDAÇÕES PARA O PERÍODO DE PERMANÊNCIA DE DISPOSITIVOS Dispositivos Período de Troca Cânula traqueostomia descartável Cânula traqueostomia metal Cateter oxigênio extra-nasal Cateter oxigênio intra-nasal Equipo p/ câmara graduada (bureta.

dependendo da avaliação Comissão de Curativo .143 Sonda nasoenteral Sonda nasogástrica Sonda vesical e bolsa coletora sistema fechado Dispositivo urinário (tipo preservativo) com intermediário Frasco coletor de urina – sistema aberto Torneira 3 vias Frasco com água destilada para aspiração oral e traqueal (50ml) Kit de drenagem torácica ou mediastino Umidificador de oxigênio ou macronebulização Vidro coletor de aspirador Curativo subclávia Curativo drenagem torácica Curativo flebotomia Curativo biológico (hidrocolóide) – para tratamento Curativo biológico (hidrocolóide) – para prevenção Curativo biológico – Alginato cálcio Curativo biológico – Hidrogel Curativo biológico – carvão ativado A cada 30 dias Não há recomendação para freqüência da troca Trocar somente quando apresentar obstrução vazamento ou qualquer outro problema 24 horas 72 horas 72 horas A cada uso CPM 24 horas 6 horas A cada 24 horas – o tradicional 5 dias – película transparente 48 horas A cada 24 – horas o tradicional 5 dias – película transparente A cad 2 dias A cada 5 dias A cada 24 horas ou conforme comissão curativo Para prevençãoo – a cada 5 dias Para tratamento – 2 dias A cada 2 a 5 dias.

M. flbotomia. Sawn – Ganz) Cateteres centrais de hemodiálise Cateteres umbilicais 24 horas 7 dias 1 por paciente 7 dias 48 horas 24 horas 7 dias 72 horas 4 dias Não há recomendação para freqüência da troca 5 dias Não há recomendação para freqüência de troca Não há recomendação para freqüência de troca Obs: Caso algum material dessa lista for usado mais vezes além do período determinado na rotina terá que ser justificado por escrito no prontuário. subclávia) Cateteres arteriais centrais (cateteres de artéria pulmonar. . Após este tempo aumenta o risco de infecção. Máscara de venturi Macro – nebulização Colchão piramidal Cateter venoso periférico Cateteres arteriais periféricos e dispositivos de monitoramento de pressão (P.144 Curativo – Papaína Bolsa colostomia com placa Pó protetor de estoma – para evitar ou tratar escoriações em colostomia ou ileostomia Esponja protetora – (úlcera de pressão) – em cm de comp. sujo ou deslocado. Cateter Periférico: A literatura refere até 72 horas.A. Curativo de cateteres – A recomendação da troca de curativo é a cada 24 horas e/ou sempre que o mesmo estiver molhado.) Cateteres venosso centrais (com ou sem túnel: Hickmans groshongs pro hs.

FONTE: FERNANDES. Guias de Prevenção do Centro de Controle de doenças (CDC). Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde.br/infecção/rotinas/período permanenciadispositivos. podendo a rotina ser alterada. volume 1 e 2.gov. . Html. Estados Unidos.saude. CCIH/2001 Neusa Maria Martini Enfermera chefe do SCIH www.145 Cateter venoso profundo – trocar qualquer tipo de cateter quando apresentar sinais de inflamação/infecção e fazer cultura da ponta do mesmo. Atlanta. São Paulo. editora Atheneu. Antonio Tadeu.sc. 2000. Curativo de lesões – As trocas de curativos são orientadas conforma a Comissão de curativo. CPM: conforma prescrição médica.