Faculdade Santa Emília de Rodat - FASER

Semiologia e Semiotécnica em Enfermagem II

Org. Profª.
Adriana Marques Pereira de Melo Alves Cizone Maria Carneiro Acioly Jacqueline Oliveira de Paiva Ferreira Maria Amélia de Sousa Maria de Fátima Alves dos Santos

2007

O conteúdo desta apostila constitui numa coletânea de textos sobre a assistência de enfermagem direcionada ao indivíduo, família e comunidade e, se torna, portanto, um dos meios para o aluno sistematizar seu conhecimento. Vale ressaltar que estes conteúdos devem ser complementados com outras leituras no sentido de enriquecer seu conhecimento. Que a leitura deste material sirva de alicerce para trilhar pela disciplina Semiologia e Semiotécnica em enfermagem, em busca de novos conhecimentos.

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO UNIDADE I
Assistência de enfermagem nas necessidades de higiene pessoal 04

UNIDADE II
Assistência de enfermagem na administração de medicamentos 18

UNIDADE III
Assistência de enfermagem nas necessidades de termoterapia e crioterapia 78

UNIDADE IV
Assistência de enfermagem no tratamento de feridas 86

UNIDADE V
Assistência de enfermagem na aplicação de ataduras 101

UNIDADE VI
Assistência de enfermagem nas necessidades de oxigenioterapia 105

UNIDADE VII
Assistência de enfermagem nas necessidades de sondagens Cateterismo gástrico Cateterismo vesical Lavagem intestinal 111 111 117 128

UNIDADE VIII
Assistência de enfermagem aos pacientes graves e agonizantes 131

REFERÊNCIAS

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produtos de secreções e excreção. Sabemos que a auto-estima ficará afetada com o comprometimento da higiene de um paciente e que a resolução deste poderá se concentrar na execução desta higiene. a idade. as pessoas doentes sentem-se preocupadas com os odores desagradáveis que se instala em seu corpo pela falta de higiene que. Neste sentido. Conhecimento: geralmente o seu nível de conhecimento influencia sua motivação e prática de higiene. Preferências pessoais: Cada paciente tem seus hábitos pessoais e de higiene. Fatores que influenciam as medidas de higiene Auto-imagem: O profissional não deve transmitir sentimentos de desaprovação se a higiene do paciente for insatisfatória. Dentes e gengivas saudáveis são essenciais à manutenção das condições nutricionais. A pele sadia íntegra é a primeira barreira de defesa contra a infecção e a lesão dos tecidos. A má condição da cavidade oral representa fontes potenciais de infecção. temporariamente ou não. Variáveis culturais: As crenças culturais. o fato de ajudar a se manter limpo através de remoção de impurezas. Nível socioeconômico: Os hábitos de higiene são influenciados pelos recursos econômicos disponíveis do paciente.4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE HIGIENE PESSOAL. assim como causa desconforto e dor ao paciente. a formação. Além disso. incentivando para que participem do seu autocuidado. as medidas higiênicas ajudam o paciente a sentir-se mais confortável e relaxado. os valores pessoais e os hábitos familiares influenciam nos cuidados de higiene do indivíduo. O profissional de Enfermagem deve procurar manter seus pacientes limpos e livres de maus odores. . Freqüentemente. O profissional de Enfermagem pode adotar horários em um plano individualizado. elimina muitas substâncias nas quais estas bactérias se reproduzem. estará suspensa. A higiene é a ciência da saúde e quando é bem executada é importante para a saúde geral do indivíduo.

PACIENTE QUE PODE CUIDAR DE SI Material Escova de dente ou espátula e gaze. ou seja. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem 12.5 HIGIENE ORAL Conceito É a limpeza da cavidade oral. 10.Evitar halitose. . gengivas. Prepara o material necessário 4. Explicar ao paciente o procedimento e observar as condições da cavidade oral. Fornecer a toalha de rosto para que proteja o tórax. lábios. Orientar o paciente para enxaguar. 7. Solicitar ao paciente que enxugue a boca com a toalha de rosto. 11. . e com SNG. após as refeições e de 02 em 02 horas em pacientes graves.creme dental ou solução dentrifícia. se necessário.toalha de rosto.Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Um dos fatores essenciais à manutenção da saúde é prevenir o aparecimento de infecção na boca. . Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim por um dos cantos da boca. dentes. secar e guardar a escova de dente. 9. 6. 8. Lavar as mãos 3. . no sentido gengiva-dente inclusive a língua. A higiene oral é indicada pela manhã. febris. cuba rim ou similar. . condições da cavidade bucal. favorecendo o aumento do apetite e permitindo que ele se sinta socialmente aceitável. Dispor o material junto ao paciente. Procedimentos 1. véu palato e língua.combater infecções já instaladas. 2.Prevenir infecções bucais. . .copo com água. 5. Solicitar ao paciente que escove a face anterior e posterior dos dentes. digestivas e respiratórias. enxaguando bem a cavidade oral. Lubrificante para os lábios. pois esta faz parte do sistema digestório e também do respiratório. . Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) ou solicitar ao paciente que se sente.Prevenir cáries dentárias. Objetivos Proporcionar conforto e bem estar ao paciente.

14. se necessário. se necessário. Orientar o paciente sobre o procedimento. . 11. seca-la e guarda-la. Lavar as mãos 3. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim. 17. Procedimentos 1. Colocar a toalha de rosto sobre o tórax do paciente. 2.6 PACIENTE DEPENDENTE Material: acrescentar ao material tubo plástico (canudo) e Saco de lixo. Lavar as mãos. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. lubrificante para os lábios. Para paciente entubado um aspirador montado. condições da cavidade bucal. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. 9. observando as condições da cavidade oral. 15. Lubrificar os lábios. 12. Preparar o material 4. toalha de rosto. Umedecer a escova na água. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) 5. 6. 7. Escovar a face anterior e posterior dos dentes no sentido gengiva-dente. colocar creme dental. 16. Oferecer água para o paciente bochechar e enxaguar a boca. Retirar a cuba rim e enxugar a boca com a toalha de rosto 13. Colocar a cuba rim próxima ao rosto do paciente. copo com solução dentifrícia (Cepacol ou similar a 50% e bicarbonato de sódio a 2%). umedecer a gaze envolta na espátula com solução dentrifícia. saco para lixo. 8. Enxaguar a escova de dente. um par de luvas de procedimento. usar canudo. por um dos cantos da boca. HIGIENE ORAL EM PACIENTE INCONSCIENTE Material Duas espátulas e gaze. Na falta de escova. Escovar a língua evitando feri-la e provocar náuseas 10.

Abrir a boca do paciente com o auxilio da outra espátula e. Informar ao paciente sobre o procedimento. Posicionar o paciente de lado e lateralizar a sua cabeça colocando a toalha. delicadamente. Lavar as mãos 3.7 Procedimento 1. Secar os lábios e lubrifica-los. anotar no prontuário e comunicar ao médico assistente. Proceder à limpeza das próteses. ulcerações ou crostas na língua). trocando as gazes. 10. 3. Quando o paciente apresentar gengivas edemaciadas ou sangrando. Repetir a limpeza quantas vezes for necessária. b. deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Orientar ou fazer higiene oral no mínimo três vezes ao dia 2. Para lábios ressecados recomenda-se usar pomada específica. mucosa ressecada.: inconsciente. 5. aftas. gengiva e língua. Retirar a toalha de rosto. a mesma deverá ser mantida em solução anti-séptica em recipiente identificado (ex. Lavar as mãos 11. 4. Qualquer anormalidade observada na cavidade oral (cáries. No caso de pacientes que necessitam permanecer sem a prótese. . c. a. condições da cavidade bucal (ex. e. fratura mandibular. usar bolas de algodão para a limpeza dos dentes. manteiga de cacau ou vaselina. friccionar a espátula envolta em gaze nos dentes. d. Cuidados importantes 1. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Envolver a gaze na espátula ou pinça e umedece-la com solução dentifrícia 6. 2. Efetuar a troca da solução anti-séptica diariamente. Cuidados com a prótese dentária. Preparar o material 4. moniliases). observando as condições da cavidade oral. 7. 9. 8. Orientar ou fazer a higiene oral e recolocar a prótese. presença de sangramento gengival. traumatismo facial).

toalha de banho ou similar e impermeável. Objetivos Evitar a propagação de infecções e pedículos. 9. Explicar ao paciente o procedimento. um par de luvas. fita adesiva. de maneira que todo o cabelo permaneça oculto por duas horas. De preferência colocar a noite para que seja retirado no outro dia. Preparar o material. micosina. Forrar o travesseiro com o impermeável e toalha de banho. não deixando que os outros pacientes saibam. bolas de algodão. recipiente para lixo. 6. . pente. 11. Lavar as mãos 5. Lavar as mãos 2. biombo. 3. 4.8 TRATAMENTO DE PEDICULOSE Conceito É a eliminação de parasitas (parasitas hematófagos). Envolver a cabeça do paciente com a toalha de banho. mecha por mecha – com auxilio de algodão e pente – umedecendo todo o cabelo e o couro cabeludo (começando pelo lado mais distante para o mais próximo). conhecidos popularmente por PIOLHOS. organizar a bandeja 7. Desocupar a mesa-de-cabeceira e colocar biombo. Material Solução para pediculose (Benzoato de Benzila. Proporcionar higiene do couro cabeludo. São encontrados no couro cabeludo e regiões pilosas do corpo. 10. Aplicar a solução para pediculose. Proporcionar higiene e conforto. Tetmosol. preparados caseiros). Levar o material para junto do paciente. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. no mínimo. fixando-a com fita adesiva. Calçar as luvas 8. Procedimentos 1.

Caso o paciente concorde. Material: Vinagre puro aquecido ou ácido acético a 5%. Evitar que a solução atinja os olhos. 2. Lavar as mãos. REMOÇÃO DE LÊNDEAS Conceito: É o extermínio de ovos dos pedículos nos fios de cabelo. 13. Cuidados importantes No caso de pedículos nos pêlos da região pubiana. 5. Lavar as mãos. um par de luvas. reações do paciente.9 12. recipiente de lixo. ou de acordo com indicação da solução aplicada. Explicar ao paciente o procedimento 2. Objetivo: Exterminar e remover as lêndeas. pente fino e gazes. Em casos de pedículos nos cílios usa-se pomada de óxido amarelo de mercúrio. 7. 3. . . toalha de banho e impermeável. Devido ao ciclo biológico do parasita. que precisam ser removidos para extermínio completo dos parasitas. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. 1. Após a aplicação do produto faz-se necessário a troca de toda a roupa de cama e colocação desta em um saco plástico com a identificação Piolho. realizar a higiene dos cabelos prosseguindo posteriormente com o tratamento de lêndeas. Proceder ao tratamento de pediculose e lêndeas por três dias consecutivos após uma semana do primeiro dia de tratamento. recomenda-se mais de uma aplicação do produto para exterminar os pedículos. Procedimentos 1. conforme a técnica padronizada. 4. bolas de algodão. cortar os cabelos. Duas horas após o tratamento. convém executar tricotomia na área. 6.

Repetir o tratamento após uma semana do primeiro dia do tratamento. Deixar o vinagre nos cabelos. toalha de banho e rosto. Objetivos: Proporcionar conforto. Aplicar ao longo dos cabelos. . Eliminação da seborréia. Forrar o travesseiro com a toalha de banho ou. recipiente para lixo. papel toalha. 10. Material: Impermeável ou saco de lixo plástico com as duas extremidades abertas e a lateral até o meio envolvendo o cobertor (na forma de um funil). um par de luvas. cotonetes. 2. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. mecha por mecha. pente. 8. reações do paciente. 4. Estimular a circulação do couro cabeludo. 5. no mínimo meia hora. jarro com água morna e adaptador com borracha de látex. coloca-la nos ombros. Embeber o algodão no vinagre aquecido. caspas e infecções. 12. chuveiro ou pinça. caso o paciente esteja sentado. 7. Lavar e guardar o material. utilizar o pente fino ou gazes para remover as lêndeas.10 3. shampoo ou sabão líquido. impermeável. balde vazio. 9. duas bolas de algodão. cuba rim. Lavar as mãos. 6. HIGIENE DOS CABELOS Conceito: Consiste na limpeza do couro cabeludo e dos cabelos do paciente acamado. Evitar o aparecimento de pedículos. Cuidados importantes 1. Fazer aplicação de vinagre durante três dias consecutivos. Trocar a roupa de cama e do paciente. Preparar o material. Neste período. Até a remoção completa de todas as lêndeas. Proteger o couro cabeludo. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Fazer higiene dos cabelos. Coloca-la dentro do saco plástico e lacra-la com a identificação de PIOLHO. 11.

esvaziar a mesinha-de-cabeceira. 17. Forra-la com papel toalha e colocar o balde em cima da mesma.Lavar as mãos. 9. 6. Enxaguar retirando todo o sabão. 15. colocar a tolha de banho. 5. Pentear os cabelos.Colocar a toalha de rosto no ombro do paciente. 8. Colocar a extremidade mais fina do impermeável (bico do funil) dentro do balde. . Calçar as luvas.Forrar o travesseiro com o impermeável e sobre este. 18.Preparar o ambiente: fechar janelas.Colocar a escadinha próxima da cabeceira da cama. 14. 3. Enxugar a cabeça com a toalha de rosto e retirar as bolas de algodão do ouvido Colocar o travesseiro no lugar. Repetir os itens 12 e 13 quantas vezes forem necessárias. 12. Procedimentos 1. 13. c) Envolver o cobertor com a extremidade do saco plástico que está aberta na lateral e deixar a outra extremidade para que seja colocada dentro do balde no ato do banho. 4.11 CONFECÇÃO DE UM FUNIL COM COBERTOR E IMPERMEÁVEL a) Dobrar o cobertor ao centro no sentido diagonal. ensaboar e massagear o couro cabeludo com a polpa dos dedos. 16.Preparar o material. 11. 10. Irrigar. Limpar os ouvidos com cotonetes. 19. Colocar as bolas de algodão nos ouvidos do paciente. 2. Retirar o impermeável do rolo com cuidado para não molhar o cobertor. b) Enrolar e entrelaçar suas extremidades de modo a formar um círculo. 20.Colocar o rolo com o impermeável (funil) sob a cabeça do paciente. 7.Explicar ao paciente o procedimento.Colocar o travesseiro sob os ombros do paciente.

Lavar e guardar o material. estas técnicas devem ser executadas por duas pessoas. 3. cuba de anti-sepsia. 22. Colocar o paciente em posição confortável e expor apenas a área a ser tricotomizada. lêndeas. 3. pedículos. Cercar a cama com biombo. Comunicar ao paciente o procedimento e sua finalidade. biombos e foco auxiliar. Ensaboar as bolas de algodão. papel higiênico. aplicar álccol com auxilio de bolas de algodão. 2. Retirar o impermeável e toalha de banho do travesseiro. Cuidados importantes 1. reações do paciente. 5. 4. Lavar as mãos. Anotar na prescrição do paciente: horário. Procedimentos 1. Proteger a cama com impermeável. aplicando-as na pele em pequenas áreas de cada vez. se necessário. Pentear os cabelos iniciando das pontas para a raiz. 5.Facilitar a higiene. Objetivos: Preparar uma área para cirurgias ou exames. . Preparar o material. Lavar as mãos. Observar condições do couro cabeludo (lesões. etc. recipiente para lixo. água. 7. Preferencialmente. condições do couro cabeludo. 24. 4. se necessário. No caso de cabelos embaraçados. TRICOTOMIA Conceito: É a retirada de pêlos de uma determinada área. 23. gazes. Material: Aparelho de barbear. Evitar que escorra água e sabão nos olhos do paciente. toalha impermeável. 2. recipiente com sabão.12 21. 6.). . se necessário.

Nas proeminências ósseas.13 8. 4. 12. HIGIENE ÍNTIMA FEMININA (Lavagem externa feminina) Conceito: É a lavagem da região genital e perianal. quando for tricotomia abdominal. cuidar para não cortar o paciente. cortar os cabelos com tesoura antes de iniciar a raspagem. 10. Esticar a pele com uma das mãos e. Fazer a tricotomia na sala de curativo. sempre que possível. Auxiliar no tratamento de infecções. Limpar bem a cicatriz umbilical. Cuidados importantes 1. Objetivos: Proporcionar limpeza e conforto da paciente. 13. Prevenir infecções. raspar seguindo a direção do crescimento dos pêlos. Indicações Pela manhã e à tarde Pacientes com corrimento Pacientes com sangramento vaginal Antes de curativos ginecológicos Antes da realização de cateterismo vesical . com a outra. 3. Lavar as mãos. remover os pêlos soltos. 5. 2. área tricotomizada. Encaminhar o paciente ao chuveiro ou lavar e enxugar a área. Revisar a área tricotomizada e refazer a raspagem nos pintos necessários. Retirar o excesso de pêlos do aparelho com papel higiênico e/ou com a água da cuba. lubrificar a tesoura (curva. 15. de preferência) com vaselina para que os pêlos fiquem retidos na mesma. Com a gaze. Anotar na prescrição do paciente: horário. Na tricotomia ciliar. 14. Proceder á desinfecção do material conforme rotina e desprezar a lâmina no recipiente de material cortante. 9. Na tricotomia de pêlos longos. 11.

sabonete líquido ou solução medicamentosa prescrita. Separar com uma das mãos os grandes lábios. Utilizar movimentos delicados e trocar as bolas de algodão quantas vezes necessárias. 7. comadre forrada. Soltar o lençol protetor do paciente coloca-lo na diagonal e fazer o sapatinho. Irrigar as coxas e púbis 13. cuba rim ou similar. utilizando bolas de algodão. toalha de banho ou rosto. 4. 11. Orientar a paciente sobre o procedimento. Pedir a paciente para fletir as pernas mantendo-as separadas e protegidas com lençol. Utilizar outra bola de algodão para proceder à limpeza do vestíbulo vaginal. Bandeja na mesa de cabeceira e comadre na cadeira. incontinência fecal e infecção cirúrgica. 10. de modo que facilite o procedimento. fazendo movimentos de cima para baixa. Ensaboar e secar as regiões antes citadas 14. Impermeável. 2. 18.14 Após o ato de micção e evacuação Após parto eutócico Material: Biombo. presença de cateter. gazes. Calçar as luvas de látex. observando as condições do clitóris e do orifícios (meato uretral. 9. 15. ensaboar os grandes lábios. Enxaguar e secar as regiões antes citadas. um par de luvas de látex. Procedimentos 1. Levar o material e dispô-lo na mesa de cabeceira. Identificar os pacientes em risco de contrair infecções genitais. isto é. Colocar a toalha transversalmente sob a região pubiana. 3. 8. observando as condições de higiene. Prepara o ambiente cercando o leito com biombo. 17. Colocar gazes dobradas na região inguinal 16. Preparar o material 5. vaginal e glândulas). jarra com água morna. . Colocar a comadre forrada sob as nádegas. Lavar as mãos 6. bolas de algodão. desocupar a mesa de cabeceira e dispor uma cadeira aos pés da cama. 12. recipiente para lixo. Lavar o ânus e região perianal por ultimo.

Deixar a paciente confortável e a unidade em ordem 22. – Proporcionar um bom sono e repouso. 2. É indicada uma vez ao dia de preferência pela manhã e sempre que for necessário. uma bacia. toalhas de banho e rosto.15 19. Material: Biombo. Proporcionar conforto físico e mental ao paciente. Objetivos: Remover odores. Enxaguar irrigando. Fazer anotações na prescrição da paciente: horário. Aliviar a sensação de fadiga. jarra com água morna. roupa de cama. um par de luvas de banho. sabonete. Cuidados importantes 1. camisola ou pijama. Obs. onde se deve proceder da seguinte maneira: a) Afastar o prepúcio e ensaboar com bolas de algodão – no sentido meato uretral – raiz do pênis – bolsa escrotal – voltar o prepúcio à posição norma após enxaguar. 3. cuba rim ou similar. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. BANHO NO LEITO Conceito: É o método utilizado para higiene corporal realizada no leito. cotonete. Estimular a circulação. condições da região e queixas do paciente. (ex. Identificar alterações na integridade da pele. 20. Retirar todo o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritação da pele. material para desinfecção . Lavar as mãos 24. Limpar e proteger a pele. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. hidratante. Fazer desinfecção do materiais e guardá-los 23. onde se deve descer o lençol em leque até o joelho. Sempre que possível. comadre forrada. b) E o item 07. um balde para desprezar a água utilizada. muda-se apenas o item 16 e 17.: Úlcera de pressão).: NA HIGIENE ÍNTIMA MASCULINA (Lavagem externa masculina). Retirar a comadre e enxugar com a toalha 21.

camisola e toalhas no assento da mesma. . Improvisar hamper. no sentido longitudinal. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. Colocar a roupa de cama no espaldar da cadeira. Colocar os membros superiores sobre a mesma. b. 11. no sentido Transversal. enxaguar e enxugar o tórax e abdome. 18. Mergulhar as mãos na bacia. ensaboar. Dobrar o lençol em leque até a cintura. material para higiene íntima. Começando do lado distal para o proximal. material para higiene oral. Colocar o material de modo que facilite a execução do procedimento. Ensaboar. Lavar as mãos. Preparar o material. sob os membros inferiores. 12. pente. se necessário. Abaixar o lençol em leque até o abdome sem expor o paciente. c. 8. recipiente para lixo. fechar janelas. enxaguar e enxugar o antebraço. Ensaboar. 14. 7. Desamarrar as tiras da camisola e tira-la por baixo do lençol.observando as condições de higiene.16 concorrente. 16. não expondo o paciente. 13. Fazer a higiene do rosto. 5. Lavar os olhos sem sabão. 6. Limpar ouvidos e nariz com cotonetes. enxaguar. Orientar o paciente. escápula e por último a axila. 15. Colocar a toalha de banho. Prepara o ambiente: colocar biombo. 2. enxugar e secar o rosto. 9. 4. a. orelhas e pescoço anterior e posterior. Colocar a toalha de banho. 3. Proteger o tórax com a toalha de banho no sentido transversal. Procedimentos 1. Afastar a mesinha de cabeceira e retirar o material da mesma. Soltar as roupas de cama. Tomar cuidados especiais ao lavar as pregas inframamamárias nas mulheres. evitando colocar as roupas no chão 10. braço. 17. do tórax até o abdome. enxaguar e enxuga-las. observando sinais de assaduras. Começando do distal para o proximal. Ensaboar. Fronha.

coxa posterior e glúteos. 32. Trocar a água sempre que necessário. 28. lavar. pele ressequida. glúteos e interglúteos. Ensaboar e enxugar as costas. Desprezar a luva. 26. Utilizar vaselina em pele seca e álcool em pele oleosa. Cuidados importantes 1. Colocar um dos pés na bacia . Colocar a camisola ou pijama e pentear os cabelos. Fazer a desinfecção do material usado e guarda-lo. 2. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. com vaselina sólida. Retirar o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritações na pele. Massagear. 4. Em seguida fazer proceder da mesma forma no outro pé. 25. 29. 21.enxaguar e secar. Desprezar a luva e toalha de rosto 23. 27. 20. cavidade bucal e couro cabeludo. Lavar as mãos. 30. 31. Forrar o lençol com a toalha de banho. Colocar comadre e fazer higiene íntima conforme técnica descrita anteriormente. Ensaboar. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. Massagear com vaselina sólida os membros superiores no sentido do retorno venoso. condições da pele (sinais de escara. enxaguar e secar. lesões). coxa posterior. Retirar a comadre e posicionar o paciente em decúbito lateral. Sempre que possível. . Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Trocar a roupa de cama fazendo a desinfecção concorrente. 24. 3. 22. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene.17 19. 5. as costas no sentido do retorno venoso.

tais com: a. desfaz-se quando atinge a temperatura do corpo. Loção: droga em suspensão líquida que é aplicada externamente para proteger a pele. Pasta: preparado semi-sólido mais espesso. c. f. uma falha pode ter conseqüências irreparáveis. d. 1. Requer pensamento e o exercício de juízo profissional. . Na nossa realidade de trabalho este procedimento quase sempre é executado por auxiliares e técnicos de Enfermagem. Pílula: forma sólida que contém uma ou mais droga. de modo a obter um efeito terapêutico. absorvido mais lentamente. medicamento envolto numa cápsula de gelatina.18 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Essa técnica de Enfermagem é merecedora de reflexão na prática de Enfermagem. Formas das drogas: as drogas estão disponíveis em uma variedade de formas e preparados. Neste sentido a administração de medicamentos consiste: Em uma das mais sérias responsabilidades que pesam sobre o Enfermeiro Administrar medicamentos é um papel fundamental à maioria da equipe de Enfermagem. líquido ou óleo. dever ser estéril se o uso for parenteral. Solução: preparado líquido que pode ser usado via oral. Drogas: é qualquer substância química capaz de produzir efeito farmacológico. Supositório: forma sólida misturada com gelatina sob forma de olinha para inserção em uma cavidade do corpo (reto ou vagina). em forma de pó. Cápsula: fórmula sólida para uso oral. parenteral ou externamente. também pode ser instilado para um interior de um órgão ou cavidade do corpo. Sendo assim. b. A terapia medicamentosa consiste na administração de substâncias químicas que modificam o funcionamento corporal. Não é somente uma tarefa mecânica a ser executada em complacência rígida com a prescrição médica. 2. e. pois envolve aspectos legais e éticos de impacto na prática de Enfermagem.

Xarope: medicação dissolvida em uma solução concentrada de açúcar. Efeitos colaterais: são efeitos adversos da droga. b. a reação ao propósito de uma droga).19 g. 3. Dose mínima: menor quantidade do medicamento em produzir o efeito terapêutico. em função do bem-estar ou alívio do sintoma. condições ambientais ( o estresse e a exposição ao frio e ao calor). Efeito desejado: é a resposta desejada ou previsível que a droga causa ao paciente. f. Suspensão: partículas de drogas finamente divididas que estão dispersas em um meio líquido. Os efeitos das drogas podem ser influenciados por outros fatores individuais e ambientais. variáveis fisiológicas (sexo. Problemas relacionados com os efeitos das drogas a. Efeitos tóxicos: desenvolve-se após a ingestão prolongada de doses altas de medicamentos. Dose de manutenção: é a dose necessária para manter os níveis desejáveis b. e. podem ser aceitáveis se o beneficio da droga for maior. Reações alérgicas: podendo ser de forma leve ou grave. 1. ou quando uma droga acumula-se no sangue em função de deficiência no metabolismo ou excreção. h. i. dependendo do individuo ou da droga. c. Vício: é a dependência física e/ou psicológica da droga. comumente uma forma de apresentação oral que não deve ser administrada por via endovenosa. d. peso. Obs. Reações idiossincráticas: o paciente reage de modo excessivo ou deficiente ao medicamento ou tem uma reação diferente da normal. Estes efeitos podem ser inofensivos ou prejudiciais. Classificação da dosagem: a. idade. estado nutricional e estado da doença). Comprimido: forma em pó. . tais como: Diferenças genéticas.: medicamentos iguais podem provocar reações diferentes em indivíduos diferentes. fatores psicológicos (a atitude de um paciente. quando deixadas em repouso as partículas assentam-se no fundo do frasco. Efeitos leves como náusea discreta. comprimida em discos ou cilindros rígidos.

6. Via certa c. Paciente certo b. 2. g. Ao prepara a ao administrar. 4. seguir a regra dos CINCO CERTOS: a. Dose certa . 7. 1. d.). Tempo e freqüência de administração: serve para saber quando iniciar o tratamento e por quanto tempo. b. d. Dose máxima: é a maior quantidade da droga capaz de produzir efeito terapêutico sem danos para o organismo. e. A hora ajuda a esclarecer certas medicações foram atualizadas ou suspensas. c.20 c. diarréia. Via de administração: são usadas abreviaturas comuns para indicar as vias f. Manter o local de preparo de medicamento limpo e em ordem. 5. 8. 2. Nome do medicamento: a grafia correta é muito importante. etc. mês e ano são incluídos. 3. erupções. Data e hora em que a prescrição é feita: dia. Dosagem: são incluídas a dosagem e potência do medicamento. urticárias. Dose letal: quantidade necessária para causar a morte. Assinatura do médico ou profissional de enfermagem: a assinatura transforma a prescrição em requisição legal. Nome completo do paciente: distingue o paciente de outras pessoas homônimas. Anotar qualquer anormalidade após administração do medicamento (vômitos. Lavar as mãos antes de prepara e administrar o medicamento Fazer a desinfecção concorrente da bandeja antes do preparo e após administração do medicamento. Regras gerais na administração de medicamentos. Todo medicamento a ser administrado ao paciente dever ser prescrito pelo médico ou profissional de enfermagem. A prescrição do paciente deve ser mantida à vista do executante. Não conversar durante o preparo do medicamento para não desviar a atenção. Componentes essenciais da prescrição médica: a.

. frascos de Nutrição Parenteral Prolongada (NPP). 13. 14.). soro antiofídico. vacinas. Medicamento certo 9. anti-rábico. Identificar o paciente. Nunca administrar medicamento sem o rótulo. certificando-se do seu nome completo. 17. via. Antes de preparar o medicamento. Manter a bandeja de medicamento sempre à vista do executante. 22. alguns antibióticos.21 d. nome do medicamento. c. etc. 15. Manter sob refrigeração medicamentos como: insulina. Checar e rubricar o horário do medicamento administrado durante a noite. Sempre verificar a data de validade do medicamento. Os antibióticos devem ser administrados no máximo 15 minutos antes ou 15 minutos depois do horário prescrito Não administrar medicamento preparado por outras pessoas. etc. Registrar todos os narcóticos e guardar as ampolas utilizadas. 23. Orientar quanto ao perigo da automedicação. turvação. evitando assim causar danos ao paciente. 24. b. 16. 20. com tinta vermelha e durante o dia com azul. guardando-os em GAVETA FECHADA COM CHAVE. precipitação. hora a ser administrado. Posicionar o paciente adequadamente mantendo-o confortável. entre outros. Em caso de dúvida nunca administrar o medicamento. Horário certo e. Controlar rigorosamente os narcóticos e seus derivados. Identificar a seringa ou recipiente de via oral: enfermaria. 18. leito. deteriorização. até que a mesma seja esclarecida. supositórios. 12. Ler o rótulo do medicamento três vezes: a. 19. antitetânico.). armário. 11. Certificar-se das condições de conservação do medicamento (sinais de decomposição. Antes de guardar o recipiente no local apropriado. Antes de retirar o recipiente do local onde estiver (farmácia. 10. 21.

retal. b. e. sublingual. Ex: 8•. O medicamento está em falta no hospital. Circular o horário em azul e anotar o motivo na coluna da observação quando. Cuidados na diluição • Todas as drogas que provocam irritações e com gosto forte. dissolvendo-se o medicamento em água. d. leite. intramuscular(IM). a. Vaginal. . visando a obtenção de efeito terapêutico. 10•. Auricular. O paciente está em jejum. que pode ser melhorado. Caso o medicamento não tenha sido administrado por esquecimento. Comunicar ao médico responsável e aguardar a sua conduta. • Satisfazer o quanto possível os pedidos do paciente quanto ao gosto. colocar um ponto (•) ao lado do horario da medicação da prescrição médica. c. f. Parenteral: intradérmica (ID).: Medicamento não identificado. devem ser diluídas.22 25. fora do prazo de validade. Vias de administração. deve ser desprezado. O medicamento foi suspenso. Ao prepara o medicamento. subcutânea (SC). ou com embalagem avariada. Administração de medicamentos: É o processo de preparo e introdução de substância química no organismo humano. evitando administração em dose dupla ou não administração do mesmo. endovenosa(EV) ou IV). duodenal. caso não haja contra-indicação. Cutânea ou tópica. Gastrintestinal: ora ou bucal. suco de frutas. O paciente recusa o medicamento ou apresenta náuseas ou vômitos. 26. gástrica. Nasal. Obs. Ocular. O paciente não se encontrar na unidade.

Em casos de vômitos. corticóides. Via oral – é a administração de medicamentos pela boca. devem ser ingeridos somente com água. Desvantagens Paladar desgostoso. Econômico por custarem menos. . O óleo de rícino ou outros óleos podem ser misturados com suco de laranja. Contra-indicações Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes.23 • • Xaropes devem ser administrados puros ou com leite quente. • • • ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA GASTRINTESTINAL É a via em que a absorção da droga ocorre no aparelho gastrointestinal. de maneira geral .Produzir efeitos sistêmicos após a absorção na circulação sangüínea. Quando o paciente está em jejum para cirurgias ou exames. . irritam a mucosa gástrica e põem produzir náusea e vômitos. Irritação gástrica. Antibióticos. limão ou chá ou café. digital. Vantagens Método simples de administração. Salicilatos. Objetivos Obter efeitos no trato digestivo. não distante das refeições. Medicamentos que danifiquem o esmalte dos dentes devem ser administrados com o uso de canudinho. Devem ser servidos com leite e/ou durante as refeições . Seguro por não romper as defesas orgânicas.

copos graduados ou colher. 4. elixir. Prepara o material mantendo a prescrição medica próximo à bandeja. Forma sólida (comprimidos. Esparadrapo ou etiquetas auto-adesivas). perguntando seu nome completo. pastilhas. durante e após administração do medicamento. cápsulas. 10. outros). Não pode ser administrado em cliente inconsciente. Colocar os medicamentos nos recipientes adequados com a respectiva identificação: nome do paciente. emulsão. 9. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos. Certificar-se de que o paciente tenha deglutido o medicamento. Checar o horário da administração do medicamento. Formas de apresentação Forma líquida (xarope. higiene das mãos. Efeito sobre os dentes. via. Lavar as mãos Identificar o paciente.24 Uso limitado. 8. 6. pérolas. nome do medicamento abreviado (com fita adesiva. suspensão. 7. recipiente para medicamento sólido. 13. gaze. fita adesiva. Procedimentos 1. drágeas. 2. Informar o paciente o nome e a ação do medicamento. outros). 14. Diluir o medicamento se necessário Chamar o paciente pelo nome completo. presença de SNG. leito. Anotar qualquer intercorrências antes. 12. . quarto. Verificar as condições do paciente: condições de deglutição. 3. no caso de clientes estar com dieta zero. 5. 11. Verificar se o paciente não está em jejum. Avaliação inadequada da absorção. Material: conta-gotas.

jejum e ou controle hídrico do paciente. 3. Ao manusear vidros com medicamentos líquidos. 10. 15 ml = 1 colher de sopa. certificando-se da graduação correta. 2. Evitar mistura dos medicamentos em forma líquida. Quando não houver correspondência entre a dose prescrita e o comprimido disponível. 5 ml = 1 colher de chá d. oferecer mais água. por exemplo). mantê-lo no nível dos olhos. 9.: Sempre colocar o medicamento na tampa invertida do vidro ou em copos. 10 ml = 1 colher de sobremesa c. 6. 4.. . 7. Os medicamentos à base de óleos devem ser administrados com outros líquidos de sabor agradável (sucos. devese preferencialmente diluí-lo para obtenção de dosagem correta. 5 ml = 1 medida infantil 5. Dissolver os medicamentos para os pacientes que apresentam disfagia (dificuldade na deglutição) Os medicamentos por via oral devem ser diluídos. Antes de prepara o medicamento certificar-se da dieta. b. Homogeneizar os medicamentos em suspensão antes de colocar no recipiente. 15 ml = 1 medida adulta f. Os medicamentos em pó devem ser dissolvidos. nunca oferecer o medicamento ao cliente na sua própria mão. Cuidados importantes 1. 3 ml = 1 colher de café e. Após a ingestão deste. O copo graduado tem as seguintes medidas (sistema caseiro): a. Fazer limpeza do frasco de medicação e devolve-lo ao local apropriado. colocar o rotulo voltado para a palma da mão para evitar suja-lo. em 15 ml de água. 12.25 Obs. 11. no máximo. Ao colocar o medicamento no recipiente. 8.

recipiente para lixo. 2. Colocar o medicamento sob a língua do paciente e orienta-lo para não deglutir a saliva até dissolver o medicamento. Material: recipiente com medicamento. gaze. 3. 4. Lavar a sonda com 10 a 20 de água ou soro fisiológico. . após a administração do medicamento. utilizando bolas de algodão com álcool. Colocar o paciente em posição de fowler para evitar aspiração. 6. Via gástrica: É a administração do medicamento através da sonda gástrica. triturador. seringa de 20 ml. A via sublingual possui ação mais rápida do que a via oral. desta forma. exceto quando contraindicado.a fim de remover partículas aderidas na sonda e introduzir todo medicamento até o estômago. 2. evitando desconforto para o paciente.26 Via sublingual: nesta via os medicamentos são colocados sob a língua e absorção se dá nos vasos sanguíneos existentes no dorso da língua. Na introduzir ar evitando. quando utilizada em cliente inconsciente ou incapacitado de deglutir. Introduzir lentamente o medicamento por sinfonagem. a fim de obter o efeito desejado. 3. ou através de seringa. Fazer a desinfecção da extremidade da sonda antes e após a administração de medicamentos. a flatulência. Material – estetoscópio. espátula. bolas de algodão com álcool. Fornecer água ao paciente para enxaguar a boca e remover resíduos alimentares. copo com água e cuba rim. 5. Certificar-se se a sonda está no estômago através da ausculta com estetoscópio e aspiração do suco gástrico. Procedimentos 1. Não administrar por VIA ORAL porque o suco gástrico inativa a ação do medicamento. 4. copo graduado. Procedimentos 1.

medicamento. na forma de loções. Caso o paciente tenha condições de auto-aplicação. recipiente para lixo. para melhor visualização do ânus. 5. luva de látex. sob a forma de supositório ou clister medicamentoso. Orientar o paciente a respirar fundo ao introduzir o supositório. através do ânus. 3. papel higiênico. com o dedo indicador. 7. Procedimentos . 8. antissépticos. Pode ser aplicado por fricção à pele. recipiente para lixo. medicamento. cremes ou gel. 2. pomadas. 4. 6. mantê-la fechada por 30 minutos após a administração de medicamentos. Colocar o paciente em decúbito lateral ou SIMS expondo somente a área necessária para a introdução do supositório. Procedimentos 1. Via cutânea ou tópica: É a aplicação do medicamento na pele. numa profundidade correspondente ao dedo indicador. Via retal: É a introdução de medicamento na mucosa retal. orienta-lo quanto ao procedimento. Tem ação local ou sistêmica.27 7. com auxílio do papel higiênico. Afastar a prega interglútea. Envolver o supositório numa gaze. Caso a sonda tenha a finalidade de drenagem. Visando absorção através de poros até atingirem acorrente sanguínea. Introduzir o supositório além do esfíncter anal delicadamente. e pedir ao paciente que o retenha por trinta minutos. Material: gaze. Material – gaze. Calçar a luva de látex para autoproteção. adesivos. espátula. Certificar-se de que o supositório realmente tenha sido introduzido.

6. recipiente para lixo. se necessário (pele oleosa e com sujidade). Desprezar a primeira porção da pomada. Aplicar o medicamento massageando a pele delicadamente. Via nasal: É a aplicação de medicamento na mucosa nasal.28 1. 2. conta-gotas. 5. Prepara o paciente. Com o objetivo de aliviar a congestão nasal. Material: gaze. Facilitar a drenagem de secreção nasal. de modo que a cabeça fique inclinada para trás (cabeça em hiperextensão). Paciente em decúbito dorsal: colocar o travesseiro sob o ombro. edema. Posicionar o paciente e lateralizar a cabeça. Procedimentos 1. Procedimentos 1. Desprezar uma gota de medicamento. 5. b. Quando o medicamento for armazenado em recipiente. Orientar o paciente quanto à manutenção da posição inicial por cerca de 03 a 05 minutos. Instilar o medicamento no canal auditivo sem contaminar o conta-gotas. Via auricular: É a introdução de medicamentos no canal auditivo externo. . fazer o teste de sensibilidade. eritema. a. Paciente sentado: inclinar a cabeça para trás. 3. com o objetivo de prevenir ou trata processos inflamatório e infeccioso. Material: frasco de medicamento. proteger a mucosa nasal e tratar infecções. Observar qualquer alteração na pele: erupções. 4. Facilitar a saída de cerúmen e corpo estranho. medicamento prescrito. 2. pruido. 3. 4. retira-lo com auxílio da espátula. recipiente de lixo. Antes de aplicar a pomada. Fazer a limpeza da pele com água e sabão antes da aplicação do medicamento. Posicionar o canal auditivo no adulto da seguinte maneira: segurar o pavilhão auditivo e puxar delicadamente para cima e para trás. gaze. etc.

sob forma de colírio ou pomada. Via vaginal: Consiste em introduzir o medicamento na mucosa vaginal. Evitar ulceração da córnea. Procedimentos 1. 6. 3. a fim de dispersar o medicamento. no saco conjuntival inferior. sob a forma de óvulos. deposita-la ao longo de toda extensão do saco conjuntival inferior. Prevenir infecção vaginal. 2. Pedir ao paciente que olhe para cima. espumas ou lavagem vaginal. Diminuir a congestão ocular.29 2. 7. geléias. Com o objetivo de diminuir a infecção vaginal. 5. Instilar o medicamento nas narinas evitando que o conta-gotas toque a mucosa nasal. a fim de que o medicamento penetre profundamente na cavidade nasal. Remover o excedente do medicamento com a gaze. Provocar midríase (dilatação da pupila) ou miose (constrição da pupila). Afastara a pálpebra inferior com o dedo polegar – com auxílio da gaze – apoiando a mão na face do paciente. Preparar o paciente colocando-o em decúbito dorsal ou sentado com a cabeça inclinada para trás. Via ocular: Consiste em aplicar medicamento. recipiente de lixo. Solicitar ao paciente que feche as pálpebras e faça movimentos giratórios o globo ocular. 3. . Desprezar a primeira porção da pomada ou uma gota do colírio. conta-gotas se necessário. remover secreções e crostas. sem tocar o conta-gotas ou o tubo de pomada na conjuntiva. Material: medicamento (pomada ou colírio). . Pingar o medicamento no núcleo da conjuntiva ocular (porção média da pálpebra inferior). 4. Com o objetivo de Combater infecção. Preparar a paciente para cirurgias dos órgãos genitais. Antes da aplicação do medicamento. Ao aplicar a pomada. pomadas.Aplicar anestésico. 8. gaze. Instruir o paciente para que permaneça nesta posição por 02 a 03 minutos.

Vantagens Absorção mais rápida e completa. se necessário. 9. Em casos de engano pode provocar lesão considerável . aplicador próprio. Em caso de paciente VIRGEM: qualquer medicação via vaginal pode ser administrada utilizando-se ESPÉCULO DE VIRGEM. Subcutânea (SC). 8. Intravenosa ou Endovenosa (IV ou EV). Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar – com auxilio de gazes. Colocar a paciente em posição ginecológica. Respeitar a privacidade da paciente cercando a cama com biombos. e pressionar seu êmbolo. 5. Colocar o óvulo ou a pomada vaginal no aplicador próprio. geralmente causada pela picada da agulha ou pela irritação da droga. 4. recipiente para lixo. Procedimentos 1. ou uma seringa na qual adapta-se uma sonda uretral nº 4 ou nº 6. 3. Desvantagens Dor. 7. Intramuscular (IM). Fazer higiene íntima. Obtenção de resultados mais seguros.30 Material – medicamento (óvulos e pomadas vaginais). antes da aplicação. 6. 2. gaze. 10 cm aproximadamente. Retirar o aplicador e pedir que è paciente para que permaneça no leito. Maior precisão em determinar a dose desejada. Possibilidade de administrar determinadas drogas que são destruídas pelos sucos digestivos. Lavar o aplicador com água e sabão ( o aplicador é de uso individual). Introduzir delicadamente o aplicador. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA PARENTERAL Conceito – É a administração de um agente terapêutico pelas vias Intradérmica (ID).

choro. da droga ou em conseqüência das condições predisponentes do cliente (mal estar geral e presença de focos infecciosos). isentas de substâncias pirogênicas O material usado na aplicação deve ser estéril e descartável. podendo ser decorrentes de agulhas romba ou de calibre muito grande. A introdução de líquidos deve ser lenta. É um acidente grave conseqüente da falta de conhecimento e habilidade do profissional (falta de aspiração antes de injetar a droga. O medo pode à contração muscular impedindo a penetração da agulha acarretando acidentes ou contaminação acidental do material. impossível retirá-la. nódulos e . ruborizada. ou é injetada em local inadequado pode formar nódulos ou abscessos. recusa do tratamento. tensão. ou à aplicação de pressão muito forte na injeção de drogas em suspensão ou oleosa. Má absorção das drogas: Quando a droga é de difícil absorção. com conseqüências microembolias locais ou gerais). O traumas tissulares são de etiologias diversas. introduzir ar coágulos ou substância oleosa ou suspensões por vis IV. podendo aparecer abscesso).lipotímia. dolorida. paralisias. Podendo ser local ou geral. Requisitos básicos para a administração da droga As soluções devem ser absolutamente estéreis. equimoses. dor parestesias. intumescidas. a fim de evitar rutura de capilares. Problemas que podem ocorrer na administração Infecções: Pode resultar da contaminação do material. hematomas. Fenômeno alérgicos: Aparecendo devido á susceptibilidade do índividuo ao produto usado para anti-sepsia ou ás drogas injetadas.31 Devido ao rompimento da pele pode ocorrer o risco de adquirir infecção. Podem ser 1) locais (áreas avermelhadas. que causa lesão na pele ou ferimentos. ou 2) sistêmicas (Esta infecção pode generalizar-se dando origem à infecção sistêmica – septicemia – provocada por microorganismos oriundos de um ou mais foco de infecção e multiplicação dos microorganismos na corrente sanguínea). que fazem com que a droga não surta efeito. Uma vez administrada a droga. hemorragias. causando a rutura de capilares. Embolias: Resultam da introdução na corrente sangüínea de ar coágulos. óleos ou cristais de drogas em suspensão. Traumas: Psicológico podendo ser: medo.

geralmente. Via intradérmica (ID) Conceito – É a introdução de pequena quantidade de medicamento na derme.32 necroses. Áreas de aplicação – Face interna do antebraço. onde o suprimento sangüíneo é reduzido e a absorção ocorre lentamente. escapular. A droga é injetada.5. A inserção da agulha deve ser somente o bisel. Explicar ao paciente quanto ao procedimento. causado por técnica incorreta. Utilizar técnica asséptica no preparo a fim de minimizar o perigo de injetar microorganismos na corrente sangüínea ou nos tecidos. Locais onde há pouca pilosidade e pigmentação. Utilizar o método de administração corretamente. Volume máximo permitido é de 0. Posição da agulha – A agulha é inserida na pele formando ângulo de 15º ou paralela à superfície da pele.5 ml. dessensibilazação e imunização (BCG). Fazer anti-sepsia da pele. para testes cutâneos. . falta de rodízio dos locais. inserção inferior do deltóide. Etiqueta de identificação. Cuidados gerais Lavar as mãos. Material Seringa de 1cc Agulha 13x3. 8 ou 4. desconhecimento dos locais adequados para diversas aplicações. Manejar corretamente o material esterilizado.

Posição da agulha – O ângulo depende da quantidade de tecido subcutâneo.33 Procedimentos 1. 2. Retirar agulha fazendo leve compressão do local. A agulha de 13x3. sob a epiderme. região escapular. Introduzir a agulha com impulso. Em seguida. Via subcutânea (SC) Conceito – É a introdução de uma droga no tecido subcutâneo ou hipoderme. Fazer anti-sepsia ampla no local. até a formação da pápula. 3. levemente. e flanco direito ou esquerdo. para facilitar a introdução da agulha. . a agulha 25x6 é inserida na pele formando ângulo de 45º. 4. Fazer anti-sepsia ampla da pele. sem friccionar a pele. na cintura e na linha mediana do abdome e face anterior do antebraço (insulina). Injetar o medicamento. às articulações e ao umbigo. quando injetada por esta via. 2. 3. Áreas de aplicação – Face externa do braço. local de aplicação e do comprimento da agulha.8 é inserida perpendicularmente à pele ou em ângulo de 90º. face externa da coxa. lentamente . 5. Procedimentos 1. região glútea. Em geral. pois o objetivo é retardar a absorção da droga que. pode provocar fenômenos alérgicos graves dependendo das condições do cliente. Fazer uma prega na pele com os dedos polegar e indicador. 6. tracionar o êmbolo para certificar-se de que não tenha atingido um vaso. Aplicar lentamente o medicamento. Evitar aplicação próxima à região inguinal. 4. É indicada para drogas que não necessita ser rapidamente absorvidas (absorção mais lenta que a via IM e EV). voltado para cima. Introduzir somente o bisel. Esticar a pele com auxílio dos dedos polegar e indicador. Retirar a agulha sem fazer compressão no local. Administra somente de 0.5 a 1 ml de medicamentos. região periumbilical. 5.

ou formando ângulo de 90º. responsável pela motricidade dos membros inferiores. Posição da agulha – A inserção da agulha deve ser perpendicular à pele. Via intramuscular (IM) Conceito – É a introdução de medicamentos nas camadas musculares.: A posição do bisel da agulha na via subcutânea é indiferente. Áreas de aplicação – A seleção de uma região para injeção intramuscular depende de vários fatores: idade. A localização correta é importante para não lesar o nervo radial. Mudar diariamente o local de aplicação (insulina).34 7. DORSO GLÚTEO (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) . A quantidade a ser administrada não deve ultrapassar 05 ml. Locais utilizados DELTÓIDE A aplicação do medicamento deve ser na parte mais volumosa de massa muscular. Obs. quantidade de tecido. natureza do medicamento e estado da pele. GLÚTEO Observar o local de introdução da agulha para evitar lesão do nervo ciático. ou a droga ser injetada no tecido subcutâneo. a fim de evitar o risco de lesar as fibras musculares. Depois da via EV é a mais rápida de absorção devido a maior vascularização deste tecido.

Tracionar o êmbolo até retornar as bolhas de ar. Injetar o medicamento lentamente. Fazer massagem no local após aplicação. VENTROGLÚTEO OU HOCHSTETTER (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) Esta região é indicada para crianças ou adultos. Posicionar o bisel da agulha seguindo o sentido da fibra muscular para minimizar lesão das mesmas. 4. toma-se uma linha que vai da crista ilíaca posterior à borda inferior da nádega. dores tardias. necrose de tecido. 2. apoiando o dedo indicador sobre a espinha ilíaca ântero-superior e a palma voltada sobre a cabeça do fêmur. Fazer anti-sepsia ampla. pois não há vasos e nervos importantes. e tem pouco tecido adiposo. Puxar a pele ou o tecido para um dos lados e manter assim até o fim da aplicação. 3. . lesões nervosas. 5. 6. prevenindo irritação subcutâneas ou manchas pelo gotejamento da solução no trajeto da agulha. ou vice-versa. coloca-se a mão esquerda no quadril direito. para diminuir o desconforto. Acidentes na aplicação de injeção intramuscular Abscesso. Para localização correta.35 Para evitar lesar o nervo ciático: divide-se a nádega em quatro partes. Aplicar com um único impulso. e outra que vai das últimas vértebras sacrais à parte superior da articulação coxofemoral A injeção é feita no quadrante superior externo. sem hesitar. Procedimentos 1. afastar os demais dedos formando um triângulo e aplicar no meio deste. COXA – MÚSCULO LATERAL DA COXA Aplica-se no terço médio externo da coxa. Aplicação em Z ou com desvio: É usada para evitar o refluxo da medicação. local livre de vasos e nervos importantes.

dorso da mão e antebraço. Administração de drogas contra-indicadas pelo VO. diluição correta. Agulhas Algodão e álcool à 70%. deixando o tecido SC e a pele voltar ao norma. aspirar com a ajuda dos dedos polegar e indicador e empurrar o êmbolo com o polegar. IM. choque. papel toalha. . estéril. Efetuar NPP Instalar terapêutica com sangue. SC. Material Bandeja contendo seringa de preferência de bico lateral. mediana e basílica). Administração de grandes volumes de solução em casos de desidratação. Retirar a agulha e só então liberar a mão não dominante. Posição da agulha – Ângulo de 15º ou paralelo à pele. inserir a agulha. Condições da droga: sem precipitação. Via intravenosa (IV) ou Endovenosa (EV) Conceito – É a introdução do medicamento diretamente na corrente sangüínea. por sofrerem a ação dos sucos digestivos ou por serem irritantes para tecidos. Áreas de aplicação – Veias superficiais de grande calibre da região cubital (cefálica. Finalidade Obter efeito imediato do medicamento. sem flocos. hemorragias e cirurgias. Garrote Toalha.36 Com a outra mão.

embolia. 6. 5. hematoma. Refluindo o sangue. flebite e tromboflebite. Aplicar a droga. Devendo-se usar equipos com infusor lateral ou na falta deste dispositivo. Retirar a agulha fazendo compressão no local. aumentando assim o fluxo sangüíneo. Acidentes na aplicação de injeção por via endovenosa Infiltração. inflamação local e abscessos. observando a reação do paciente. Garrotear 4 cm acima do local escolhido para punção a fim facilitar a visualização e seleção das veias. Fixar a veia e esticar a pele com auxilio do dedo polegar. soltar o garrote. 2. 7. sem friccionar a pele. choque. lentamente. pedir ao paciente que faça movimentos com as mãos. fazer massagem no local. Posicionar o bisel da agulha voltado para cima. 4. Luva de procedimento. Puncionar a veia. Saco para lixo. esclerose da veia. desconectar o equipo do sóror e conectar a seringa com a medicação tendo cuidado para não contaminar o equipo. com o braço voltado para baixo.: Para facilitar o aparecimento de veia pode-se utilizar os seguintes recursos: aquecer o local. Calçar as luvas. equimose. Procedimentos 1. Fazer antissepsia ampla obedecendo o retorno venoso.37 Etiqueta de identificação. Obs. 8. 3. Aplicações de medicações EV em paciente com soro: A aplicação através de borrachinha deve ser evitada. .

Preparar o material. Identificar o soro. Objetivos: Manter veia para medicação. 8. Conectar escalpe ou agulha na extremidade do equipo e retirar o ar. Em seguida. em quantidade relativamente grande. 13. tesoura estéril. . Repor líquidos. 3. 15. 4. Cortar o bico do frasco de soro com tesoura estéril. Lavar as mãos. distantes de articulação para evitar que com o movimento transfixe a veia. recipiente com bolas de algodão embebido em álcool. equipo de soro. Administrar nutrientes. 2. Puncionar a veia conforme as inscrições para injeção endovenosa. fechar a presilha. Colocar o frasco de soro no suporte. Orientar o paciente quanto ao procedimento. Levar todo o material na unidade do paciente.38 VENÓCLISE Conceito – É a infusão de solução dentro da veia. identificação de soro. Fazer o nível da câmara gotejadora e do equipo e retirar todo o ar do mesmo. Abrir o pacote do equipo de soro. 6. 12. Conectar o equipo no frasco de soro. 5. 7. Colocar escala de horário no frasco de soro. tesoura limpa.Puncionar veias que estejam. Abrir a presilha do equipo imediatamente e certificar-se de que a agulha esteja dentro da veia. Desinfetar o gargalo e o bico do frasco de soro com algodão embebido em álcool. Material: frasco com solução prescrita. Manter equilíbrio dos eletrólitos. esparadrapo ou adesivo antialérgico. 11. 14. escalpe ou agulha. 9. garrote. Procedimentos 1. recipiente para lixo. 10.

Caso modifique a altura do frasco. 18. 3. Se a punção venosa for próxima de uma articulação aconselha-se o uso de tala para evitar transfixação da veia pela agulha. Ex. 20.39 16. 8. controlar o gotejamento do soro para manter o fluxo constante. 2. 7. 4. Ocorrendo retorno de sangue constata-se que a agulha está dentro da veia. Verificar a infusão em intervalos regulares para manutenção do volume do fluxo. rubor. Lavar as mãos. 5. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Controlar rigorosamente o gotejamento de soro para evitar desequilíbrio hidroeletrolítico. 6. Fixar a agulha ou escalpe com esparadrapo. infiltração de soro e queixas do paciente. 9. de rótulo de soro: Nome: Manoel Silva Soro glicosado à 5% Início: 08 horas Término: 16 horas Gotejamento: 21 gts/min Data: 08/02 Iniciais de quem preparou Enf. abaixar o frasco de soro a níveis inferiores ao do local da infusão. Manter o equipo sem bolhas de ar.05 500ml Cuidados importantes 1. Evitar punções venosas em veias localizadas nas articulações. Anotar na prescrição médica: horário de início do soro e checa-lo. Caso haja dificuldade em puncionar a veia. 19. . Para verificar se a agulha está dentro da veia.: 03 1. Observar o local da punção venosa freqüentemente. observando a presença de edema. Controlar o gotejamento do soro conforme a prescrição médica. anotar a freqüência e o motivo. 17.

enfermaria. tira de esparadrapo. 12. recipiente com bola de algodão embebido em álcool. rubrica. Cálculo de gotejamento Para fazer o cálculo em macrogotas é só seguir a fórmula: Onde: V = volume em ml Nº de gotas/min = V/T. início. bastando compara o seu nível com a marcação no horário da fita. Procedimentos . números de gotas.3 T = tempo em horas Como deveríamos fazer a fita de horário. término. 11. recipiente para lixo. então temos: Nº de microgotas = nº de gotas x 3 Retirada de venóclise Material: recipiente com bolas de algodão seco. data. para controlar o volume infundido? Marcar na fita o inicio e o fim da infusão do soro. Sempre que possível iniciar a punção das veias pelas extremidades do membro superior. benzina ou éter. leito. atrasado ou no horário. 1ml = 20 gotas 20 gotas = 60 microgotas. À medida que o soro vai sendo infundido será possível verificar se ele estará adiantado. Para fazer o cálculo em microgotas é só seguir a formula: Nº microgotas/min = V/T Podemos fazer cáculo do número de microgotas de uma outra maneira como uma gota é igual a 3 microgotas. A identificação de soro deve conter os seguintes dados: nome.medicação. dividir a fita em 6 partes iguais. Pacientes que deambulam devem ser orientados para manter o frasco elevado com gotejamento contínuo.40 10.

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1. 2. 3. 4. 5. 6.

Lavar as mãos. Orientar o paciente quanto ao procedimento. Prepara o material. Fechar a presilha do equipo. Descolar o esparadrapo com bolas de algodão embebido em benzina. Comprimir o local junto ao escalpe ou agulha com algodão embebido em álcool e retira-lo. Pressionar o local, de onde foi retirada a agulha ou escalpe, até obter a hemóstase. a. O algodão com álcool não deve ser friccionado. b. Se necessário, promover a hemostasia utilizando uma tira de esparadrapo.

7. 8. 9.

Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos. Anotar na prescrição: horário e procedimento.

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ANEXOS

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Solução fisiológica a 0. as células se expandirão ou incharão. glicose sanguínea). b.2%. critrócitos) são envolvidas por uma membrana semipermeável. as células encolherão. 0. Albumina a 5% ii. O resultado final é a diluição e o equilíbrio entre os compartimentos intracelular e extracelular. Componentes do sangue i. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0.44 ASSIMILAÇAO FISIOLÓGICA DAS SOLUÇÕES SALINAS SALINAS 1. A administração deste líquido aumenta a concentração de soluto no plasma. a. 2. c. A administração desta solução geralmente dilui a concentração de soluto do plasma e força a passagem de água para as células. Solução glicosada em 2. HIPERTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica maior do que a do plasma. Plasma d. Solução fisiológica a 0. c. de maneira a restabelecer o equilíbrio intracelular e extracelular. TIPOS DE LÍQUIDOS: ISOTÔNICO – uma solução com a mesma pressão osmótica do plasma. Solução fisiológica a 0. b.7%. neurônios. HIPOTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica inferior à do plasma.9%. Solução glicosada a 5% (SG 5%). PRINCIPIOS: As células (por exemplo. de uma região com pequena concentração para outra com concentração maior de solutos (por exemplo: íons sódio. Ringer com lactato.5% em soro fisiológico a 0. A pressão osmótica é aquela que “puxa” água através da membrana semipermeável das células. a.9%. a.45%. no sentido de restaurar o equilíbrio osmótico. .45%.

g. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. d. b. Ca ++. f. algumas calorias (Na+. fração protéica plasmática a 5% (Plasmanato). Solução fisiológica a 3% e 5%. g. aminoácidos e calorias. dextran.45% (apenas levemente hipertônica porque a glicose é rapidamente metabolizada e só produz uma pressão osmótica temporária). (exercem maior pressão oncótica. d. Hiperalimentação parenteral – água. Glicose a 5% em Ringer lactato. K+.gluconato). Cl. c. Isotônica balanceada – água. puxando o líquido do interstício para a circulação e aumentando temporariamente a volemia). K+. c. hetamido (Hespan). Ringer lactato – água e eletrólitos (Na+. eletrólitos. Solução glicosada a 20%. COMPOSIÇÃO DOS LÍQUIDOS: a. Mg++. Expansores do plasma – albumina.). Solução glicosada a 10%. e. f. e. eletrólitos. lactato). Cl. Sangue total e seus componentes. . Soluções Salinas – água e eletrólitos (Na+.45 b. Soluções glicosada – água glicose e calorias. Albumina a 25%. Cl-.

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: Um exemplo simples para cálculo de dose de medicamento é feito com a regra de três. REGRA DEYONG: DOSE INFANTIL = I. C + 12 IC = IDADE DA CRIANÇA EM ANOS DA = DOSE DO ADULTO 12 = CONSTANTE DA FÓRMULA .53 CÁLCULO DE DOSE DE MEDICAMENTOS CÁLCULO DE GOTEJAMENTO: GT = VT TX3 T = VT 3XGTS VT = VOLUME TOTAL T = TEMPO EM HORAS 3 = CONSTANTE DA FÓRMULA GT = V X 20 Nº DE MINUTOS OBS. C. X D. FRIED E CLARCK. As doses infantis são baseadas na idade ou peso. CÁLCULO DE DOSES INFANTIS: As doses infantis podem ser calculadas pelas regras de YOUNG. A.: Nº DE MICROGOTAS X3 GT = GOTEJAMENTO 20 = CONSTANTE DA FÓRMULA (1ML = 20 GOTAS) OBS. 1. São naturalmente. somente uma fração de uma dose de adulto.

1% Vit. No rótulo de liquemine. 0. Devemos administrar o seguinte soro: SG5º/ Nacl 30% Kcl 19.54 REGRA DE FRIED: A regra de Fried é usada para calcular a dose de bebês com menos de um ano. 0.3 ml d. DOSE INFANTIL IC (EM MESES) X DA 150 IC = IDADE DA CRIANÇA EM MESES DA = DOSE DO ADULTO 150 = CONSTANTE DA FÓRMULA REGRA DE CLARCK = DI = PESO (KG) X DA 70 DA = DOSE DO ADULTO DI = DOSE INFANTIL 1.000 U cm 5 ml.000 U.1 ml b. .4 ml e. Quantas gotas deverão correr por minuto? Considerando o equipo macrogotas). debe-se aspirar a seguinte unidade em ml. C Complexo B 400 ml 20 ml 10 ml 5 ml 3 ml Em um período de 6 horas. lê-se: 25.2 ml c. 0.5 ml 2. 0. 0. a. Para administrar-se 1.

4. Penicilina cristalina 50. qual será o volume aspirado para fazer a dose prescrita.1% 10 ml em 8 horas (microgotas). 1000 ml de SG 5% em 8 horas (microgotas). Gramicina 10 mg cm 20 ml de SF 0. Um paciente precisa receber ampicilina sódica 500 mg. SG 5% 500 ml + Nacl 30% 20 ml + Kcl 19. (macrogotas) b.0 ml.5 ml e. 0. de 6 em 6 horas. Foi prescrito 16 U de insulina. Das seguintes prescrições médicas: a. 0. Calcule o nº de gotas/min. 1.7 ml c. a.: FRASCO U --------------------------. Para atender a dose prescrita. 1.2 ml e. d.5 ml b. e. mas temos disponível insulina de 80 U. f. 0. SG 5% 300ml + SF 0.9% correr em 30 minutos. 0.9% 100 ml em 12 horas (macrogotas). sabendo-se que na enfermaria há somente seringa de 1 ml.9% correr em 30 minutos (macrogotas).0 ml d.5 ml d.000 UI em 50 ml de SF 0. via intramuscular. c. a. ela deverá administrar. 2. 500 ml de SG 5% em 8 horas (macrogotas).4 ml b.7 ml.SERINGA PRESCRIÇÃO ------------------------. 2. 0.3 ml c. 3. A enfermeira dispõe do medicamento em frasco de 1 grama em pó e do diluente cm ampla de 3.0 ml 5.X . Obs.55 3.

Flebite a. Trocar a agulha após o preparo e identificar a seringa. Correlacione os acidentes que podem ocorrer na aplicação de injeção endovenosa. No preparo de medicamento injetável IM e/ou EV utilizando frasco (pó). d. a enfermagem deve: a. edema. O fenômeno de Arthus é uma reação provocada por: a. 8. hemorragia e congestionamento da face. Utilizar agulha 13X3. hiperemia. o fenômeno ocorre devido a não absorção do antígeno. Infiltração. edema de glote e hemorragia. d. Referente ao enunciado anterior. 7. 9. Injeções que seguem rotatividade dos músculos c. Injeções repetidas no mesmo local b. a. Edema infiltração. Choque pirogênico. b. hemorragia e necrose no ponto de inoculação. Embolia d.) 53421 b) 45132 c) 52134 d) 34521 ( ( ( ( ) Presença de coagulo sanguíneo ou medicamento oleoso na )Rompimento da mesma veia ou aplicações de substâncias ) Hipersensibilização à droga ) Presença de bactéria na solução luz do vaso irritante. Erro na dose de administração. b. cianose. c. Hematoma e. Infiltração e tremores. Erro da via de administração d. dilatação dos vasos. o que ocasiona: a. Infiltração. após a diluição. Utilizar a mesma agulha no procedimento. .56 6. c.8. b. Choque anafilático c. Identificar a seringa e adaptar a agulha 40X6. edema.

Foi prescrito Keflin 120 mg EV 6/6horas. Realizar rodízio de locais b. Um bebê de 6 kg precisa tomar uma dose de acetato de cortisona. A dose adulta é 150 mg. Introduzir a agulha vagarosamente e injetar o líquido rapidamente. quanto deverá ser dado a uma criança que pese 20 quilos? 15. Podemos reduzir a dor nas injeções.57 10. 13. Foi prescrito Teinam 250 mg EV 6/6horas. O enfermeiro recebeu o plantão ás 19 horas e. Se a dose adulto de certa droga é 1 cc. Qual deverá ser a dose para a criança? . observa que o mesmo encontra-se na sexta e última fase de soro. Temos no posto Keflin 1g para diluir em 10ml. do paciente dôo L 01. Injetar solução vagarosamente c. 11. Quantos ml devemos aspirar.0 g para dose de manutenção. utilizando as seguintes técnicas exceto: a. A dose adulta de biontal é 2. Quantos ml devemos aspirar? 12. Qual será a dose de biontal para uma criança de 12 anos? 16. Qual o gotejamento que deve ser colocado para essa infusão permanecer até as 7:00 hs do dia subseqüente? 14. Deixar pequena bolha de ar na seringa d. restando apenas 400 ml a ser infundido. E temos disponível Teinam 500 mg fr/amp para diluir em 20 ml. após verificar o prontuário.

digoxina b. Potentes antinflamatórios e antialérgico. c. Aminotilina c. Heparina e. Todas estão corretas. d. o medicamento que deve ser prontamente providenciado é: a. b. . Imunossupressor. Um paciente foi atendido com uma crise de asma. Dolantina d. Utilizados na anafilaxia.58 17. Os corticosteróides são: a. Insulina 18.

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POTENCIALMEN TE CONTAMINADAS : Envolvem do a trato abertura digestivo. . órgãos não população CARACTERÍSTIC IAS • Sem sinais EXEMPLO AS/CIRCUNSTÂNC S de Mastectomia. pequena quebra na a. a 2% • Sem processo inflamatório. cirurgia cardíaca neurológica précontaminação. gastrectomia. • Condições Assépticas técnica. geniturinário. ou colecistectomiu (não e inflamação • Condições assépticas. sinais de Apencidectomi a supurado). • Risco de infecção de 7 a 8% bacteriana ou são de • Risco de infecção 1 sem respiratório.76 CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS QUANTO A SUA CAUSA (SITUAÇÃO EM QUE FORAM RODUZIDAS: CIRÚRGICAS. TRAUMÁTICAS E ULCERATIVAS) SEGUNDO O RISCO DE INFECÇÃO AS FERIDAS CIRÚRGICAS PODEM ESTAR EM 4 CATEGORIAS: FERIDAS CIRÚRGICAS LIMPAS: manipulados contém fácil descontaminação.

20%. fluido gástro-intestinal. de abscessos. mais de 4horas. • Infecção clínica Pré. penetrante intestino • Grande derramamento de trauma abdominal • Lesão traumática exposta envolvendo por abertas (ferimento arma branca ou de • Risco de infecção de 15 a fogo). • Corpo estranho ou contaminação fecal. há menos de 4 horas. INFECTADAS: Realizadas em tecidos com processo infeccioso já instalado no momento da cirurgia • Presença de secreção Apendicite purulenta. • Risco de infecção supurado. .77 CONTAMINADAS: Pelas circunstâncias que a provocaram. CARACTECRISTICAS/ CIRCUNSTÂNCIAS EXEMPLOS de • Grande desvio da técnica Cirurgias estéril.drenagem • Trauma penetrante há empiema. possuem maior probabilidade de altas cargas bacterianas. • Feridas cronicamente. emergência. existente.

COBRIR. PROMOVER GRANULAÇÃO. HIDROCOLÓIDES. PARA COM • DE • • HIDROCOLÓIDES ALGINATO CÁLCIO ( EXSUDAÇÃO). LIMPAR. PROTEGER. DE E DE PELE. . GRÂNULO PASTA. ISOLAR. ALGINATO CÁLCIO. PROTEGER. HIDROCOLÓIDE. INFECÇÃO. ALGINATO CÁLCIO. TENDÃO. HIDRATAR. (SOMENTE FERIDAS EXSUDATO). ESTÁGIO II COBRIR. • • • PELÍCULAS TRANSPARENTES. LIMPAR. ABSORVER. ABSORVER. COBRIR. • • • SPRAY GEL PELÍCULAS TRANSPARE NTES. ISOLAR. • ESPUMA DE POLIURETANO DE CAVIDADE. (MÚSCULO. PREVENIR PROMOVER GRANULAÇÃO. PREVENIR INFECÇÃO. ABSORVER. DE COM • • PERDA BOLHAS DE PELE. ESTÁGIO III PROTEGER. HIDRATAR. HIDRATAR. ISOLAR.78 VARIEDADES DE COBERTURAS DE FERIDAS PELE AVERMELHADA NÃO ROMPIDA ESTÁGIO I COBRIR. OU PERDA DE PELE PERDA OSSO) ESTÁGIO IV PROTEGER.

as compressas com álcool + éter. . provocando a dilatação das veias. muito nos auxiliam através de suas várias propriedades. os banhos com álcool e os banhos frios. baixam a temperatura do corpo pelo esfriamento gradual. o calor e o frio são usados como coadjuvantes em diversos tratamentos e situações. As aplicações frias agem sobre as terminações nervosas periféricas. porém. No corpo humano. auxiliando sobremaneira na hemostasia em diversas situações de socorrismo e em intensivismo. como soros e sangue.79 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE TERMOTERAPIA E CRIOTERAPIA Introdução Desde de a antiguidade. produzindo analgesia. e ainda para facilitar a reabsorção de líquidos extravasados. Normalmente é utilizado nos hospitais para facilitar as punções venosas. O calor e o frio. da utilização desses tratamentos. as compressas geladas. pode proporcionar benefícios terapêuticos. daí seu emprego em dores pós-traumaticas. quando corretamente empregados. alem de avaliar a integridade da parte do corpo em questão. determinar a habilidade do paciente em sentir as variações de temperatura e assegurar o funcionamento correto do equipamento. o profissional precisa compreender as reações de um organismo normal às variações da temperatura local. Dentre as aplicações frias mais comuns. Também têm a propriedade de produzir vasoconstricção e por isso são empregadas para interrupção de hemorragias. O frio também tem ação antitérmica. o calor tem como principal ação provocar a vasodilatação no local em que é aplicado. Antes. Terapia com Calor e Frio A aplicação local de frio e calor a uma parte lesada do corpo. facilitando a visualização das mesmas. estão a bolsa de gelo. tendo como conseqüência a maior irrigação sanguínea. pois quando aplicado em regiões mais vascularizadas. O profissional é legalmente responsável pela administração segura de todas as aplicações de calor e frio.

vapor. . Modernamente. tempo de aplicação e local onde é aplicado. calor em grau mais elevado facilita a circulação. São utilizados de forma seca (bolsa de água quente ou fria. aparece a dor. água fria ou quente. bolsas elétricas e duchas. Reações corporais ao calor e ao frio A exposição ao calor e frio pode provocar reações tanto sistêmicas quanto locais. forno de Bier) ou úmida (compressas ou cataplasma). A temperatura normal na superfície da pele é de 34ºC. pela dilatação dos vasos sanguíneos e diminui a dor local. retarda a supuração de abscesso. mas os termorreceptores normalmente se adaptam rapidamente a temperaturas locais entre 45ºC e 15ºC. O frio diminui a circulação pela contração dos vasos sanguíneos. as aplicações elétricas. O corpo humano pode tolerar amplas variações de temperatura. As reações locais ao calor e ao frio ocorrem através do estímulo das terminações nervosas da pele. encontrando alívio após a sua aplicação. de acordo com a temperatura. compressa. cabe ao profissional conhecer os pacientes com maior risco de lesões provocadas pela aplicação de calor e frio como mostra o quadro 1. além dos raios solares. A habilidade de adaptação do corpo cria o maior problema na proteção dos pacientes contra lesões resultantes de extremos de temperatura.80 As aplicações externas de calor e de frio têm por objetivo ajudar as funções naturais do corpo. É um dos tratamentos mais antigos e os pacientes recebem-no muito bem. são empregadas com bons resultados. diminui a dor local. raios infravermelhos. Reações sistêmicas ocorrem através de mecanismos de perda de calor ou de mecanismos que promovem sua conservação e produção de calor. Quando as temperaturas locais ultrapassam esses limites. o estímulo quente excessivo produz uma sensação de dormência antes do aparecimento da dor. O calor age estimulando ou acalmando. Calor moderado relaxa os músculos. sensíveis à temperatura.

os idosos apresentam reduzida sensibilidade à dor. O calor é geralmente muito terapêutico. em função da formação de líquidos ou cicatrizes. fissura na pele. melhorando o fluxo sanguíneo em uma região lesada do corpo.já a exposição prolongada da pele ao frio resulta em um reflexo de vasodilatação. Reduzida percepção de estímulos sensoriais e dolorosos. Alterações nas vias nervosas prevenindo a recepção dos estímulos . diabetes arteriosclerose) Confusão ou inconsciência Lesão na medula espinhal Abscesso apêndice no dente ou Extremidades do corpo menos sensíveis a estímulos de no tecido local.sensoriais ou dolorosos. a aplicação de calor pode provocar ruptura coma disseminação sistêmica de microorganismos. ex. Áreas com edema ou Reduzida sensibilidade aos estímulos de temperatura devido à pouca espessura das camadas de pele. esses tecidos também não dispõem de termorreceptores e apresentam pouca quantidade de receptores para Efeitos local do Calor e Frio Os estímulos de calor e frio criam reações fisiológicas diferentes. Infecção altamente localizada. A escolha da terapia de calor ou frio depende das reações locais desejadas para a cura da lesão. estomas de dor. Os tecidos subcutâneos ou vicerais são mais sensíveis às variações temperatura. ou temperatura e dor devido ao comprometimento circulatório e lesões formação de cicatriz Fatores de Risco Camadas de pele mais finas nas crianças aumentam o risco de queimaduras. a aplicação de frio comprometeria ainda mais o fluxo sanguíneo. Doença vascular periférica (p.81 Quadro 1 Condições que Aumentam o Risco de Lesão pela Aplicação de Calor e Frio Condição Pessoas muito jovens ou muito idosas Feridas abertas. Fatores que influenciam a tolerância ao Frio e ao Calor A reação do corpo às terapias de calor e frio depende de vários fatores: .

82 1. torcicolos. As aplicações quentes têm como finalidade à supuração. Lesões da superfície do corpo. distenções e entorses (após 24 horas). As camadas expostas da pele são mais sensíveis èas variações de temperatura. pode-se demonstrar as vantagens e desvantagens de aplicações úmidas e aplicações secas. acelerar a cicatrização. 5. e a seca que também inclui o emprego de raios infravermelhos. almofada elétrica. em conseqüência. Área da superfície do corpo. 3. furunculoses e abscessos. traumatismos (após 24 horas). Os pés e as palmas das mãos são menos sensíveis. APLICAÇÕES QUENTES As aplicações quentes são indicadas com freqüência para envolver os membros inferiores em casos de flebite e superiores quando há traumatismos resultantes de punções venosas. a superfície interna do pulso e antebraço e as regiões do períneo são mais sensíveis às variações de temperatura. artralgias reumáticas. Duração da aplicação. cobertor elétrico e bolsa de água quente. flebites e soroma. relaxar os tecidos e aumentar a temperatura. contraturas . Parte do corpo. Temperatura prévia da pele. o metabolismo geral e local. mas o risco de lesões também é elevado. Está indicado no tratamento e fraturas. Idade e condições físicas. aumentar a circulação. Uma pessoa é menos tolerante a alterações de temperatura em uma grande área do corpo. Se a s condições físicas de um paciente reduzem a recepção ou percepção de estímulos sensoriais. 4. tornar os exsudados mais fluidos. A aplicação quente pode ser de duas formas: a úmida que inclui o emprego de banho. O calor geralmente acelera as reações químicas e. 2. mialgias. De acordo com o quadro 2. cataplasmas. fascites. Uma pessoa tem maior capacidade de tolerar exposições de curta duração a extremos de temperatura. porquanto este ultimo é devido em grande parte a reações químicas. a tolerância a extremos de temperatura é alta. O corpo reage melhor a ajustes menores de temperatura. Os mais jovens e os mais idosos são mais sensíveis ao calor e ao frio. O pescoço. 6. compressas e embebição. aliviar a dor.

Quadro 2. O calor úmido aquecido não provoca calor. por exemplo. ou banho parcial de água quente. Favorece. O calor úmido cria maior risco de queimaduras da pele pois a umidade conduz Desvantagens Procedimento: aplicação de Calor Úmido Trata-se de aplicar compressas de água quente. lesões abertas. rinite. pois não sofre influência da evaporação. áreas anestesiadas. ressecamento da pele. rigidez pós-imobilização. hemorragias. pacientes com feridas cirúrgicas. tumores malignos. tempo.83 musculares. O calor úmido esfria rapidamente devido à evaporação da umidade. também deve estar atento as inúmeras contra-indicações na hora de fazer as aplicações quentes como. sinusite. O calor seco mantém a temperatura por mais profundamente nos tecidos. fibrosites. tendinites. febre alta. O calor úmido penetra profundamente nas camadas de tecidos. Vantagens e Desvantagens das aplicações Úmidas e Aplicações Secas Vantagens Aplicações Úmidas A aplicação úmida reduz o ressecamento da pele e amoloce o material de exsudação da ferida Compressas úmidas se ajustam melhor à região do corpo sob tratamento. transpiração e perda insensível de líquido Aplicações Secas O calor seco representa menor risco de queimar a pele que as aplicações úmidas. dentre outras. miosites. também o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos e a . traumatismo agudos. A exposição prolongada pode provocar maceração da pele. dentre outras diversas indicações. da pele. Serve como analgésico e vaso dilatador local. O profissional de enfermagem. O calor seco aumenta a perda de líquidos As aplicações de calor seco não penetram O calor seco provoca aumento de A aplicação seca não provoca a maceração corporais através da sudorese.

a eliminação de resíduos. é um relaxante muscular e favorece a sedação. em caso de hipotermia. favorecer o relaxamento e o bem estar do adulto e da criança e em caso de hipotermia. ajuda à reabsorção de edemas. aumentar o peristaltismo. Serve como analgésico e vasodilatador local. Indicações do procedimento Em abscessos. ajuda à absorção de edemas. eleva a temperatura corporal. é um relaxante muscular e favorece a sedação. Favorece o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. e outros métodos não citados neste manual. com a diatermia. Material necessário Bolsa de água quente Almofada elétrica Manta elétrica .84 eliminação de resíduos. para diminuir exsudatos.para diminuir exsudatos. almofadas ou mantas elétricas. ajudar a cicatrização. eleva a temperatura corporal. Procedimento: Aplicação de Calor Seco Trata-se da aplicação de bolsas de água quente. Indicações de procedimento Em abscessos. favorecer o relaxamento e o bem-estar do adulto e da criança. ajudar a cicatrização aumentar o peristaltismo. Material necessário Compressas Panos Recipiente para água quente Toalha pequena Toalha de banho Protetor para a cama Termômetro.

Serve como anestésico e vasoconstritor local. baixar a temperatura corporal. ou um banho parcial de água ou álcool. para diminuir congestão e dor. Quando se faz aplicação fria em uma região do corpo do paciente. É indicado em certos tipos de cirurgias cardíacas. As reações ao frio modificam-se pela forma e duração da aplicação.85 APLICAÇÕES FRIAS As aplicações frias são geralmente usadas para aplicar na testa ou sobre os olhos. evitar pequenas hemorragias. As aplicações frias têm como finalidade diminuir a inflamação local. além de outras indicações. Indicações do procedimento Em contusões. Material necessário Compressa Panos Recipiente para água fria Toalha pequena Toalha de banho Protetor para cama . reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. O frio é aplicado ao organismo visando efeitos sistêmicos e locais. dentre outras. para diminuir a dor ou a inflamação. o grau de temperatura. Os profissionais de enfermagem devem ficar atentos as contra-indicações no momento de fazer a aplicação fria. utiliza-se o frio para tornar lento o metabolismo basal. aliviar a dor. entorses e no caso de hipertemia. baixar a temperatura. Existem dois tipos de aplicação fria: aplicação fria úmida e aplicação fria seca. controlar as hemorragias. para baixar a febre. estado do tecido e superfície corporal. para os fins sistêmicos. Procedimento: Aplicação de Frio Úmido Trata-se de aplicar compressas de água fria. acontecerá uma mudança local ou sistêmica da temperatura tissular. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. aliviar a dor. diminuir os processos supurativos.

para diminuir a dor ou inflamação.86 Procedimento: Aplicação de Frio Seco Trata-se da aplicação de sacos ou colares de gelo ou de mantas hipotérmicas. Indicações do procedimento Em contusões. Serve como anestésico e vasoconstritor local. entorses e no caso de hipertemia. evitar pequenas hemorragias. diminuir os processos supurativos. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Material necessário Bolsas de gelo Colares de gelo Bolsas de frio comerciais Mantas de hiportemia . ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. baixar a temperatura corporal.

por exemplo.87 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS O tegumento do corpo constitui uma barreira protetora contra organismos causadores de doenças. Classificação das feridas A classificação as feridas é de grande importância para a avaliação e definição do cuidado adequado. A intervenção da enfermagem não consegue resolver todos os problemas. pois os três estão indissoluvelmente ligados. Lesões do tegumento colocam em risco a segurança do organismo e provocam uma reação complexa de cicatrização dessas lesões. será possível mitigar alguns dos seus efeitos. Há muitos fatores que afetam o processo de cicatrização. limpeza do local da incisão cirúrgica ou qualidades descritivas do mesmo. exposição ao sol (causa envelhecimento. bem como facilitar o processo de cicatrização Quando cuidamos de pacientes com feridas – de todos os tipos – é importante que adotemos uma abordagem holística no tratamento. Mas embora ele seja útil quando consideramos os aspectos físicos do tratamento. enrugamento. sugeriremos estratégias apropriadas. metabolismo. hidratação (ressecamento e descamação). energia). também devemos dar atenção aos cuidados psicológicos e espirituais. risco de CA. velocidade de epitelização. Doenças cardiovasculares. Várias são as formas de classificar as feridas. processo de cicatrização). causa da lesão. como o da idade. Qualquer interrupção da integridade da pele representa uma ferida. risco de queimaduras). de acordo com diferentes critérios. sabões (altera a flora e pH). o estado nutricional (reparação/manutenção. “Atividades de Vida” é o processo que foi selecionado para discutir os fatores que podem afetar a cicatrização. Um processo de enfermagem oferece um referencial útil para avaliar os pacientes. antibacterianos. o tratamento de uma ferida e a assepsia cuidadosa têm como objetivos evitar ou diminuir riscos de complicações decorrentes. dentre eles podemos citar: a idade (envelhecimento. medicamentos (corticosteróide. temperatura. gravidade da lesão dos tecidos. se forem levados em conta no preparo do histórico e na avaliação do paciente. imunodeficiências). termorregulação. Assim. hormônios). além de funcionar como um órgão sensorial para a dor. . Deve-se considerar as condições de integridade da pele. Quando a intervenção da enfermagem puder ser eficaz. comunicação/identificação e sensação tátil. processo patológico (diabetes. Vários fatores interferem nas características da pele.

mas envolvendo penetração em cavidade do corpo que normalmente abriga microorganismos. Feridas contaminadas: existente sob condição propícia à presença de microorganismos. Pode ser causada por feridas traumáticas. É causada por ferida cirúrgica que não entra no trato gastrointestinal.: queimadura de primeiro grau.: ferimento à bala. trauma abdominal envolvendo penetração do intestino. Ex. Ex. . Ex. Lesão não intencional: Lesão traumática que ocorre inadvertidamente. Ex. no trato respiratório ou na cavidade orofaríngea. Ex.: cirurgia de emergência. assim como da derme e tecidos mais profundos ou órgãos. Ex.88 a) Estado de integridade da pele Feridas abertas: quando há ruptura da pele ou mucosa.: mastectomia. Ex. Feriadas fechadas: não há ruptura da pele ou mucosa. Ex. c) Gravidade Lesão superficial: que envolve apenas a camada epidérmica da pele.: fratura óssea. apendicectomia sem supuração.: punção venosa. b) Causa Lesão intencional: que resulta de tratamento. Lesão penetrante: que envolve ruptura da camada epidérmica. É causada por corpo estranho que entra profundamente nos tecidos. cirurgia cardíaca e neurológica sem prévia contaminação. ruptura de víscera. punhalada. Estas feridas possui um baixo risco de infecção. Riscos de infecção maior que nos casos de ferida limpa. ferida cirúrgica na qual ocorreu uma falha nos padrões de assepsias. Ferida potencialmente contaminada: provocada sob condições assépticas.: lesão com faca. colecistectomia. d) Limpeza Ferida Limpa: que não contém organismos patogênicos.. queimadura.: Incisão cirúrgica.: gastrectomia. Ex.

Fases de cicatrização da ferida 1ª Fase exsudativa: do trauma. Remover patógenos e restos celulares.: apêndice supurado.]x. drenagens de abscesso. Há sangramento nos tecidos. ocorre uma seqüência de fases. . Contusões: lesão fechada causada por um golpe infringido ao corpo por meio de um objeto rombo. É causada por lesão traumática grave. Regenerar a cobertura epidérmica natural. É ativado o sistema de coagulação. do colágeno e da epitelização. A cicatrização Durante os processos dinâmicos da cicatrização. de desbridamento da ferida e de defesa imunológica. redução do tamanho da lesão pela ação de fibroblastos. Repara o tecido mais profundo danificado.: ferimento por faca. É causada por qualquer ferida que não cicatriza adequadamente. contusão ou equimose caracterizada por edema. incisão cirúrgica em uma área infeccionada E.89 Feridas infectadas: envolvendo bactérias presentes no local da lesão. e) Qualidade descritiva Laceração: a ruptura de tecidos resulta em uma lesão com bordas irregulares. 2ª Fase proliferativa: inúmeras células são produzidas para rápida multiplicação dos tecidos vizinhos. 3ª Fase de manutenção: de contração. no qual a efetividade do evento depende do sucesso do procedente.É a fase de formação de um tecido novo (tecido de granulação). Escoriações: lesão superficial envolvendo esfoladuras ou esfregaduras de superfícies da pele por atrito. permitindo a proliferação de microorganismos. descoloração e dor. causado por golpe brusco contra uma parte do corpo. feridas traumáticas antigas. O corpo mobiliza sua força no sentido de: Estancar a perda de sangue. Ex. Resulta freqüentemente de queda. os capilares se tornam dilatado na área afetada. maquina industrial e vidros quebrados.

curativo. O suprimento de oxigênio pode ser insuficiente. Por primeira intenção = quando a cicatrização se dá nas bordas da ferida sem presença de infecção. mas sofre o efeito da localização. O risco de infecção é maior. Ex. Oxigenação: a oxigenação mais reduzida no local da lesão inibe a reparação dos tecidos.: Ferida por queimadura.90 Processo de cicatrização da ferida Este processo é basicamente o mesmo para todas as lesões. Estresse de uma lesão: . devido à quantidade de tecido de granulação. Idade: a circulação sangüínea e o envio de oxigênio para o local da lesão. Obesidade: A sutura de tecido adiposo é mais difícil. Fumo: os níveis de hemoglobina funcional diminuem. Imunossupressão: redução da reação imunológica contribui para uma cicatrização da lesão. Por terceira intenção = é a cicatrização corrigida ou estimulada cirurgicamente.: incisão de ferida cirúrgica limpa. Por segunda intenção = quando se dá a cicatrização por união indireta das bordas da ferida. Implica na sutura das bordas ou na aplicação de enxertos. Fatores que influenciam a cicatrização das feridas Nutrição: a reparação dos tecidos e a resistência às infecções dependem de uma dieta equilibrada. Ex. a liberação de oxigênio nos tecidos fica prejudicada. além da habilidade de regeneração das células atingidas. A ferida é mantida aberta até ser preenchida por tecido de cicatrização. O suprimento sangüíneo menos abundante dos tecidos adiposos impede o envio de nutrientes e elementos celulares necessários à cicatrização norma. gravidade e extensão da lesão. úlcera de pressão. Diabetes:o paciente portador de diabetes tem uma pequena doença vascular que prejudica a perfusão dos tecidos. Extensão da lesão: Lesões mais profundas envolvendo maior perda de tecido cicatrizam mais vagarosamente. reações inflamatórias fagocitose são processos prejudicados pelo envelhecimento.

Complicações da cicatrização de feridas Hemorragias: O sangramento de um local de uma ferida é normal durante e imediatamente após o trauma inicial. ascite.particularmente as cirúrgicas. Fraca.91 situações estressantes como vomito. mas a hemostasia ocorre geralmente após alguns minutos. Emaciado. A pirexia causa um aumento do ritmo metabólico. nas quais o risco de hemorragia é grande durante as primeiras 24 a 48 horas. pele . boca/dentes. Infecção: A infecção de uma lesão por bactéria inibe a cicatrização devido ao aumento da lesão dos tecidos e alteração das camadas da pele e tecidos. um coágulo deslocado. temporária. Tabela 11 Fatores de risco de infecção. distensão abdominal e tosse rompem as camadas da ferida e a recuperação dos tecidos. A infecção sistêmica está freqüentemente associada à pirexia. A infecção sistêmica afeta a cicatrização. magro. devido a um objeto estranho (um dreno). temporária. imóvel. permanente Confuso. Fatores gerais Idade Nutrição Mobilidade Estado Mental Incontinência Saúde geral Higiene geral Fatores locais Edema Pulmonar. debilitada Dependência. permanente. obeso. A cicatrização só ocorrerá depois que o organismo tiver superado a infecção. efusão Muito jovem ou muito idoso. desidratado. deprimido. Limitada. O profissional deve observar as lesões com atenção. uma infecção ou crosão de um vaso sangüíneo. porque a ferida precisa disputar os glóbulos brancos e os nutrientes com qualquer infecção. fezes. A hemorragia pode ocorrer interna ou externamente e quando ela está presente após o período de hemostasia indica uma sutura cirúrgica desfeita. aumentando assim o catabolismo ou colapso tecidual. senil Urina.

AIDS. pode ocorrer a separação parcial ou total das camadas da pele e tecidos. diabetes. para reduzi as possibilidades de invasão bacteriana e ressecamento antes que se execute a reparação cirúrgica. drenagem de ferida. irrigação Ferida. Deiscência: quando a ferida não cicatriza adequadamente.92 Isquemia Lesões na pele Corpo estranho Procedimentos invasivos Canulação Cateterização Cirurgia Entubação Fármacos Trombo. necrose Trauma. a maioria das fistulas resulta de processos inadequados de cicatrização ocasionados por traumas. Porém. anemia aplástica. êmbolo. queimaduras. fechada. planejado Periférica. parenteral Intermitente. drenagem. ventilação. Aumentam os riscos de infecção. transplante. Fístula: Caracteriza-se por uma passagem anormal entre dois órgãos ou entre um órgão e o lado externo do corpo. esteróides Doenças Carcinoma. central. umidificação Citóxicos. Evisceração: Quando ocorre a separação de camadas cirúrgicas as vísceras poderão se projetar para fora. . de desequilíbrio hidroeletrolítico e ruptura da pele devido a processos de drenagem crônica. É uma emergência médica que exige a colocação de compressas estéreis embebidas em solução salina estéril sobre os tecidos protraídos. Doença hepática. doença renal. antibióticos. colostomia. ulceração Acidental. leucemia. infecções exposição à radiação e doenças malignas. Um cirurgião pode criar uma fistula por razões terapêuticas (gastrostomia). anemia grave. implante Sucção endrobronquial.

6. sem provocar traumas. Formar isolamento térmico. Proteger a ferida. 13. 5. quando necessário. Promover hemostasia. Manter a umidade da superfície da ferida. Fornecer isolamento térmico. Proteger contra infecção secundária. Promover o conforto e bem estar do paciente. com finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir contaminação e infecção. Promover a cicatrização do tecido. 7.93 CURATIVO É um meio que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida. 3. Ser de fácil remoção. 12. Limitar a movimentação dos tecidos em torno da ferida. 4. Critérios para o curativo ideal Promover meio ótimo para cicatrização. Aliviar a dor. 9. Remover corpos estranhos. Fazer desbridamento mecânico e remover tecido necrosado. 10. Finalidades 1. Ser de fácil obtenção e custo acessível. . Facilitar a drenagem. Manter umidade. Absorver exsudato e edema. Prevenir a contaminação. Permitir trocas gasosas. 8. 2. 11.

são utilizados drenos. CONSERVADOR: NECROSADO CIRÚRGICO: REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO E TECIDO SAUDÁVEL (MÉDICO) REMOÇÃO DO TECIDO . Com irrigação: Realizado nos ferimentos com infecções. 1. Oclusivo: Curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluido com gaze ou atadura.94 Tipos de curativos O curativo é feito de acordo com as características da lesão. Necrose (curativo com ação debridante). Com pouco exsudato (curativos que mantenham a umidade). 2. A irrigação é feita com seringa. etc. Ex. Hidrocolóides. Produtos mais utilizados no tratamento de feridas Para a escolha do curativo para o tratamento da ferida temos que observar as seguintes características da ferida: Seca (usar curativos que seja hidratante). 5. Aberto: Curativos feitos em ferida sem infecção que após a limpeza podem permanecer abertos. tubos. com indicação de irrigação com soluções salinas ou anti-sépticas. Outros tipos de curativos: Bota de unna. bota de algodão. Muito exsudato (curativos absorventes). Compressivo: É o que faz compressão para levar à hemostasia ou vedar bem uma incisão. 6. Com drenagem: Realizado nos ferimentos com grande quantidade de drenagem de exsudato. TESOURA OU LASER. 3. 4. dentro de cavidades ou fístulas. É CLASSIFICADO COMO CONSERVADOR OU CIRÚRGICO. cateteres ou bolsas de colostomia. Permite vedar a ferida em casos drenagem torácica prevenindo um pneumotórax. DESBRIDAMENTO CRUENTO REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO COM USO DE BISTURÍ. quando se deseja aproximar as bordas de um ferimento.: curativo de ferida cirúrgica.

95 MECÂNICO QUÍMICO OU ENZIMÁTICO COM IRRIGAÇÃO COM AGENTES ENZIMÁTICOS DESBRIDANTES (IRUXOL. Hidrocolóides: (atualmente mais usado). Desvantagens: exige cobertura secundária com gaze ou outro curativo. cicatrizante. Deve-se limpar com SF antes. favorece debridamento. É contra-indicado em . deve ser aplicado a limpeza. Deve ser preparado em frascos de vidro pelo poder de oxidação que possui (Fé. reduzir a congestão vascular. trocar a cada 48h. é de fácil remoção. limpar. A troca deve ser freqüente. PAPAÍNA) AUTOLÍTICO OCORRE FERIDA AUTODESTRUIÇÃO DO TECIDO NECROSADO POR ENZIMAS PRODUZIDAS PELA Açúcar: tem poder bactericida quando usado puro ou em pasta. É indicados em lesões não infectantes. COLAGENASE. antiinflamatória e desbridante. Possui ação bactericida. pode ser associado a qualquer tipo de cobertura. feridas operatórias. possui barreira contra infecção. baratas. cobrir com gaze e irrigar. Mantém a umidade da ferida. trocar a cada 2 horas). Ácidos Graxos Essenciais (AGE) e ácido linoléico: uso em todo tipo de lesão deve ser realizado debridamento prévio. mais de 4 horas se torna mio de cultura (chama insetos. FIBRASE. deve-se trocar diariamente. o preparo deve ser antes do uso. Tem como característica diminuir o edema local. Papaína: pode ser encontrado na forma de pasta. pó e na forma líquida. proteção da pele. À prova d’água. É utilizada em feridas necróticas. Facilita a ação de drogas na ferida. porém não atua sobre bactérias esporuladas. FIBRINOLISINA. reduz calor. lesão com médio ou pouco exsudato. desbridar tecidos mortos e desvitalizados. promovendo melhor oxigenação e irrigação da ferida. desenvolvendo a maturação de tecido de granulação. O2 e I). áreas de transplantes. úlceras de pressão.

. necessita de curativo secundário. é tóxico para cavidades. Clorexedine: anti-séptico. não usar em lesões abertas. não utilizar em implantes cirúrgicos. lesões infectadas por fungos ou micobactérias e lesões sifilíticas. com sangramento. Tem como desvantagem ter que se usar uma cobertura secundária (fita crepe ou micropore). facilita a formação de tecido de granulação. Trocar de 2 a 3 dias. para proteção da pele. é de fácil remoção. Não usar em feridas com pouco exsudato. Alginato: É altamente absorvente. Possui ação bactericida com alto grau de absorção de exsudato. A troca deve ser realizada a cada 48 a 72h. Água e sabão: emoliente utilizado para limpeza. Filmes transparentes: promove umidade local. Éter: utilizado para desprendimento do adesivo. PVPI: bactericida e fungicida. curativo de cateter. distúrbios de coagulação. Diminui odor. promove hemostasia em feridas com baixo exsudato. pouco exsudato. Deve ser trocado na presença de exsudato. Protege as terminações nervosas. Tempo de permanência é de 05 a 12 dias. age retirando todo o processo de cicatrização da ferida. É contra-indicado em lesão que esteja com tecido de granulação (absorve e resseca muito). em áreas queimadas. enxertos. Solução fisiológica: usada para limpeza de lesões. Carvão ativado: Usados em feridas exsudativas e infectantes. pode ser usado com ácidos graxos e deve ser aplicado após limpeza com SF. osso ou músculo e feridas com muito exsudato. Não usar em tendão. Permanganato de Potássio: anti-séptico útil na supuração. área doadora. Pode causar lesão retardatária à cicatrização.96 lesões infecciosas de queimaduras de 3º grau. É indicado em ferida superficiais (com acometimento da derme e epiderme).

estéril ou de procedimento. Pinça anatômica com dente. tesoura). Vaselina: Emoliente utilizado para retirar crostas e impermeabilizar a pele. Pomadas e ataduras quando indicados.97 Violeta de Genciana: Substância germicida e fungicida utilizada em mucosas ou lesões da pele e mucosas. Soro fisiológico. Éter para retirar o esparadrapo. pinça de Kocher. PVPI. Dersani para ferida infectada ou outra solução prescrita. Cuba rim. Saco para lixo Impermeável e traçado para proteger a cama. Recipientes com solução a serem usadas no curativo. Nos curativos grandes e purulentos deve-se usar lençóis e compressas. CURATIVO DE FERIDA LIMPA Procedimentos 1. Espátula. 2 anatômica – com dente e sem dente. pinça anatômica sem dente e tesoura. Par de luvas. Observação: seqüência da pinça da direita para a esquerda. . Pacotes com gases. de acordo com o tipo de ferida e curativo. Seringa de 20ml. para melhor absorção de exsudato. Conservar com o paciente e explicar sobre o cuidado a ser feito. Material: Bandeja contendo: Pacote de curativo estéril (1 pinça Kocher. Esparadrapo.

utilizando gazes embebidas em soro fisiológico (lembrar de desprezar a 1ª porção do SF). 14. a. pean ou Kelly). Abrir o pacote de gazes e coloca-las sobre o campo. Com a 3ª pinça (anatômica sem dente). Observar o ambiente: . .: Colocar o anti-séptico se esta ferida for limpa). Lavar as mãos. (obs.fechar janelas e desligar ventiladores para evitar correntes de ar e poeira. Fazer este movimento quantas vezes se tornar necessário. Desprezar a 2ª e 3ª pinça e envolver todas no campo. Com a 1ª pinça (anatômica com dente) e espátula. Preparar todo o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado. condições observadas na área da ferida (existência de secreções: cor. Com a 2ª pinça (kocher. 3. Observar as condições da ferida: apertar a ferida para ver a existência de secreção. . 5. secar e proteger com gaze. colocar o anti-séptico. 8. se necessário. Deixar o paciente confortável. Levar o material e dispô-lo sobre a mesa de cabeceira. 6. quantidade viscosidade.98 2. não esquecendo de desprezar a pinça anatômica utilizada. fixando com adesivo indicado ou apropriado. Escrever no prontuário o procedimento: colocando a hora. 11. Secar com gaze. proteger a cama com impermeável e lençol móvel. colocando as pinças em seqüência. evitar os movimentos de dentro para fora da ferida. b. odor. 9. 15. dia. limpar as bordas da lesão com gaze embebida em soro fisiológico. Abrir o pacote estéril e colocar junto ao paciente. na área do campo considerada contaminada. Usar a técnica do toque com o tampão rotativo. queixas do paciente) e assinar.desocupar mesa de cabeceira. Lavar as mãos. . 12. retirar o curativo com a técnica. de acordo com a ordem de uso. medicamento utilizado. 16. tanto quanto de fora para dentro. que deverá ser recolhido com os demais materiais e encaminhado ao expurgo. utilizando éter ou benzina na gaze. limpar a área menos contaminada da ferida. e jogar no lixo o curativo e espátula.sinais de inflamações. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. 13. 4. expor somente a área que vai ser tratada. . 7. (se ferida limpa – deve-se utilizar movimentos de dentro para fora. se ferida contaminada – utilizar movimentos de fora para dentro). 10.colocar biombo. 17.

Organizar o material e recolher deixar o paciente confortável. 12. 9. mais o material necessário. Se for retirar o dreno o paciente não deve estar em fawler médio. Colocar as pinças na ordem com os cabos voltados para fora. Observar no coletor as características da secreção (cor. 18. 6. 3. Limpar e secar inicialmente nas bordas e depois na área ao redor do dreno. Pinçar o látex se necessário. odor. 5. Observar o ambiente (ventilação. 17. de acordo com o tipo de curativo. Conversar com o paciente confortável. 11. Colocar os esparadrapos. Organizar bandeja estéril. 4. se usa 2 ou mais gases dependendo da necessidade. 19. 14. Colocar bastante gaze perto do dreno e mandar o paciente respirar. Lavar as mãos. Abrir o pacote de gase e colocar dentro do campo. Descobrir a área a ser tratada e proteger a cama com impermeável e traçado. dia o que foi observado. Anotar no prontuário todo o procedimento: colocando hora. Lavar as mãos. 2. 8. Deixar o paciente confortável. iluminação). principalmente no caso de necessidade de troca da solução. Tirar as luvas com a técnica. Fazer o curativo compressivo (vedar todo o curativo). Prepara a gaze fazer uma abertura com a tesoura pegando pela parte que não vai tocar no dreno.99 CURATIVO COM DRENAGEM Procedimentos 1. Colocar as luvas. desprezar esta pinça no campo e espátula com curativo no saco de lixo. Retirada do dreno 1. prendendo toda a gaze pela extremidade. Retirar o curativo com o auxilio da pinça e espátula com gaze embebida em éter. 10. 2. 16. Fazer a limpeza da ferida obedecendo aos princípios de contaminação e seguindo a ordem de seqüência e de uso. 13. etc). 15. 3. . 7.

14. Dreno torácico exige troca de curativo extremamente rápida e curativo oclusivo para evitar que ocorra pneumotórax. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito.pomada ou anti-séptico prescrito. Colocar solução prescrita. kocher. 17. Levar o material até a mesa de cabeceira.100 4. CURATIVO INFECTADO Procedimento 1. 8. 10. 5. Depois enxugar. Lavar as mãos. Limpar as bordas da ferida. 3. Colocar as luvas estéril e organizar pela seqüência os instrumentos do pacote: anatômico com dente. 7. Lavar as mãos. Organizar todo o material. 19. da parte mais limpa para a mais contaminada. 15. 9. Umedecer a gaze com soro fisiológico para soltar com maior facilidade. iluminação). anatômica sem dente e tesoura. Abrir com técnica o pacote de curativo estéril. 11. 4. Colocar o impermeável ou lençol. Retirar as gazes com a pinça anatômica com dente despreza-la. Organizar o material e organizar o ambiente *ventilação. Colocar gazes suficientes e fixar com a atadura. sempre utilizando o auxilio da pinça de kocher. . Anotar no prontuário todo o procedimento. 6. Colocar o biombo. 18. deixar o paciente confortável. expondo a área do ferimento. em seguida retira-las. 13. Irrigar a ferida com a seringa e soro fisiológico. 12. Não deve apresentar dobras para garantir uma boa drenagem. 2. Colocar as luvas de procedimento e proceder a retirada da atadura. 16.

Organizar o material. 11. 5. Retirar o esparadrapo no sentido dos pêlos. manter as pontas das pinças voltadas para baixo devido ao risco de contaminação. 10. a área mais contaminada é a da lesão. 5. 2. ventiladores. A gazes embebidas com dersani é colocada sob a ferida. 6. etc. Lavar as mãos. Desprezar a porção inicial do anti-séptico utilizado pela primeira vez. . Ao embeber a gaze com anti-sépticos. 2. 7. 8. Se as gazes estiverem aderidas à ferida. Nas feridas não infectadas. 9. em seguida coloca atadura prende com fita adesiva.101 CURATIVO INFECTADO COM O USO DE AGE 1. Considerar contaminado qualquer objeto que toque em locais não esterilizados. 6. Orientar o paciente para não tocar a ferida com as mãos. Observar a data da esterilização do pacote do curativo ( o prazo de validade é sete dias). 4. Se houver mais de uma ferida iniciar pela lesão menos contaminada. Anotar no prontuário todo o procedimento. Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manipular material esterelizado. Limpar as feridas partindo sempre da área menos contaminada para a mais contaminada. 3. CUIDADOS DE ENFERMAGEM 1. 12. Colocar algumas gazes abertas em cima da bandeja e a pessoa que está auxiliando coloca o dersani em cima das gazes. Ao embeber a gaze faze-la sobre a cuba rim. 7. 4. 13. umedece-las com soro fisiológico antes de retira-las. Segue o mesmo procedimento do curativo infectado. Isolar o paciente com biombo se necessário. Evitar correntes de ar (janelas abertas.). 3. Deixa o paciente confortável. e nas feridas infectadas. a pele ao redor é considerada mais contaminada que a incisão.

com suspeita de infecção deve ser colhida amostra para bacterioscopia e encaminhada imediatamente ao laboratório. 15. . Não é necessário o uso de luvas para fazer curativo. Nas feridas. estão disponíveis no mercado em rolo de varias larguras e comprimento. por último as infectadas. fixar e proteger partes lesadas. aproveitar para lavar a lesão. iniciar pela incisão fechada e limpa. é recomendado deixar o curativo aberto. Usada para envolver. geralmente enrolada. com exsudato. 21.102 14. crepe e elástica. 48 horas após a cirurgia. estancar hemorragias. e ainda. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA APLICAÇÃO DE ATADURAS Conceito Atadura é uma faixa de várias larguras e comprimentos. As ataduras mais usadas são de gaze. 18. Não comprimir demais com ataduras e esparadrapo o local da ferida a fim de permitir boa circulação. Geralmente. conter talas (luxação) e imobilizar. sendo recomendados: Finalidade de sua aplicação Contenção: fixar curativos. O saco plástico que recebe gazes e ataduras usadas no curativo deve ser de uso individual. Compressão: exercer pressão sobre uma determinada área do corpo (curativos compressivos). Neste caso as luvas devem ser esterelizadas. nas feridas cirúrgicas. 16. Não jogar o curativo anterior e as gazes utilizadas na cesta de lixo do paciente. seguindo-se as lesões abertas não infectadas e. Correção: manter posicionamento funcional do corpo e corrigir deformidades. 19. Ao dar banho em pacientes com curativo. Um para cada paciente. Quando o paciente necessitar de vários curativos. 17. 20. manter curativos no lugar. Exceto quando não utilizar pinça.

úmidas e poluídas (sujas). dividimos o corpo humano em formas geométricas: . a fim de verificar se a circulação está sendo perfeita. A pressão exercida pelos tecidos orgânicos pode afetar a circulação do sangue. Não deixar duas superfícies em contato para evitar o aparecimento de úlceras de pressão.103 Proteção: para evitar o contato das partes em tratamento com o meio exterior. A compressão excessiva ou não das superfícies do corpo pode interferir com circulação sanguínea e. proporcionar calor. A fricção pode causar traumatismo mecânico do epitélio. o curativo. Escolher tipo e tamanho de atadura adequado de acordo com o local e a indicação. proteger curativos. Não ajustar demais a atadura devido ao perigo de grangena por falta de circulação. Aplicação Para melhor compreendermos a aplicação. Colocar sempre o membro em posição funcional. Proteger as saliências ósseas ou os ferimentos com curativos de gaze ou algodão. Não deixar muito folgado para não sair com facilidade. Regras na aplicação de uma atadura Deixar sempre que possível as extremidades do membro descobertas. expondo assim. Dar apoio à parte em que está sendo aplicada a atadura. por conseguinte com a nutrição das células contidas nessa área. Princípios científicos na aplicação de ataduras Os microorganismos multiplicam-se nas regiões quentes. O corpo é mantido na posição anatômica natural com leve flexão das articulações para evitar o estiramento articular: a observância deste princípio evita deformidades e desconforto e estimula a circulação sanguínea da parte envolvida.

joelho. pulso.104 Formas fundamentais de ataduras e sua utilização 1. se a atadura estiver muito apertada. b. 4. antebraço. Deve-se tomar cuidado. vice-versa. a. sobretudo nas articulações (cotovelo. É usada para fixar talas imobilizando as articulações e para unir a mesma atadura duas partes. Ex: testa. de forma tal que sua parte interna fique sendo externa e na seguinte volta. Cruzada ou em oito: também conhecida com espica. mão – punho. devido à deficiência circulatória. . como mão e cotovelo. tórax) e quando se quer mudar de um segmento para outro: cabeça – pescoço. Circular ou orbicular: É feita com uma volta sobre a outra. antebraço. Espiral: a atadura é enrolada obliquamente num segmento corporal. Consiste em cruzar a atadura em forma de oito. Desta forma há diminuição na largura da atadura. tornozelos. É usada. A volta em espiral reversa é aplicada nas partes cônica. A volta é colocada sempre do diâmetro menor para o maior. braço – tórax. tronco e pernas. para evitar que se desmanche. c. tornozelo). 2. Permitindo os movimentos articulares. pescoço. punho. coxas). extremidades dos dedos da mão e pé cotos de membros amputados. evitando que a atadura fique frouxa. Reversa ou espiral com inversão: em cada volta se inverte a atadura. Usada em partes cilíndricas do corpo ou para manter curativos. Lenta: é aplicada nas partes cilíndricas do segmento corporal: braço. tórax. dedos. Recorrente: utilizada para cobrir porções distais do corpo como cabeça (capacete). 3. regiões onde há acentuado aumento do diâmetro (braço. etc. pois com os espaço sem compressão que ficam entre as voltas da atadura podem ocasionar edema. nas partes cilíndricas do corpo (braço. pernas. Apressada ou oblíqua: as voltas não se tocam entre si.

porque se desajusta facilmente. indeslocáveis. 7.105 Pontos a serem observados 1. ou parte do corpo a ser enfaixado. edema. Ao passar uma atadura. umedece-la com soro fisiológico aquecido. adaptando-se ás formas corporais. ou do lado que não que o paciente deita ou outro lugar que não possa incomodá-lo. Caso queira exercer compressão. Ataduras muito sujas devem ser removidas com pinças ou luvas. As ataduras devem ficar firmes. A largura da atadura deve ser de acordo co diâmetro do membro. sem serem muito apertadas. 2. b. saliência óssea. 9. as ataduras deverão ser acolchoadas. é necessário deixar descobertas as extremidades (dedos da mão e pedartículos). coloca-se a sua extremidade inicial sob a extremidade terminal da primeira. 13. A atadura deve ser bem feita e apresentar aspecto agradável. 8. Caso seja necessário um segundo rolo de atadura. Evitar que duas superfícies corporais fiquem em contato. O local e a extensão da lesão. Ao colocar alfinetes ou fazer nós. evitar pregas e rugas. as condições da circulação. c. 10. Todas as voltas deverão sempre percorrer o caminho mais curto. 11. 6. 5. presença de lesões. para evitar escaras ou aderências. A porção terminal da atadura não deverá ser aplicada em parte do corpo que se estreita. As talas para imobilização devem ser resistentes e leves. 3. 14. . Para retirar a atadura Retirar a atadura passando-a de uma mão para outra. cuidar para que não fiquem sobre o ferimento. Ao passar uma atadura. enrolando-a Caso a atadura esteja aderente. colocar o membro em posição funcional. Ao aplicar a atadura observar: a. 12. Para controlar as condições de irrigação sangüínea. do contrário soltam-se com facilidade. ou sobre lesão porque pode traumatizar. 4.

HOOD ou HALO. Infarto agudo do miocárdio. Indicações Hipoxemia de qualquer origem. 3. Ao nível do alvéolo: a ventilação respiratória assegurada a renovação de O2 Ao nível do sangue circulante: que transporta o O2 até os tecidos. Manutenção da integridade capilar. aumentando a concentração de oxigênio no sangue. infecciosas e crônicas. Meios de administrar O2: Cateter nasal. CPAP nasal. A oxigenioterapia do organismo se situam em 3 níveis: 1. Incubadora. O oxigênio é uma droga terapêutica e deve ser usado com cautela. Pacientes com DOPCs. VM através de uso de cânula endotraqueal. Trata-se de uma intervenção mais comum para melhorar as trocas gasosas entre alvéolos e sangue. Pós-operatório imediato. enquanto diminui o trabalho da respiração e o estresse do miocárdio. Máscara. Reanimação cardiorespiratória.106 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE OXIGENIOTERAPIA Oxigenioterapia Consiste na administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. 2. Cânula nasal:. Ao nível dos tecidos: o O2 transportado pelo sangue assegura a renovação dos tecidos e participa do metabolismo celular. . Doenças pulmonares agudas.

Umidificador. 8. 11. Conversar com o paciente sobre o cuidado. 2. Saco para resíduos. . Aviso de não fumar. verificando as medidas de segurança. Fornece concentração de oxigênio de 25 a 40%. Obs: Acrescentar ao material básico a cânula nasal. Procedimento 1. Esparadrapo. Gaze. 7. Lavar as mãos. Manômetro e/ou fluxômetro. especialmente o cateter nasal. Colocar o paciente em posição confortável.107 Material básico: Oxigênio canalizado ou em torpedo. 9. Anotar no prontuário os cuidados prestados. Controla o fluxo de oxigênio (1 a 6 1/min). Cânula nasal Tubo plástico com pequeno diâmetro e duas protusões que são introduzidas nas fossas nasais. É usada quando não é necessária grande pressão na administração de oxigênio. Colocar a cânula no nariz do paciente. 5. Seu uso é mais confortável do que a maioria dos dispositivos. fixando-a com a fita adesiva. 3. 4. 6. micropore ou fita adesiva. Organizar o material. 10. Manter o fluxo de oxigênio – 1 a 6 1/min ou de acordo com pm. Lavar as mãos. Água destilada. Preparar ambiente . Abrir o oxigênio. Intermediário de látex ou plástico. Lubrificante. Adaptar a cânula ao tubo de látex ou plástico.

Abrir a válvula do torpedo e deixar sair um pouco de oxigênio para evitar saída intempestiva. Preparar o material e colocar na mesa de cabeceira. Prepara ambiente verificar a medida de segurança. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. se mistura com o ar ambiente entra pelos orifícios durante a inspiração. 5. 7. que introduz no nariz e na faringe. 8. Lavar as mãos. Colocar o paciente confortável em posição de fowler. . 4.108 Máscaras de oxigênio É um dispositivo de plástico transparente com uma saída para a expiração que recobre o nariz e a boca. Procedimento 1. Unir a máscara ao intermediário e este ao umidificador. Material: (acrescentar) Cateter nasal estéril (sonda número 6. Regular o número de litros de oxigênio até a quantidade prescrita (5 a 8 litros). Deixar o ambiente em ordem. tranqüilizálo de que existe ar e oxigênio suficiente para respiração. 2. 6. Luva de procedimento. Concentração de oxigênio é de 60%. A quantidade de oxigênio através da máscara oscila entre 5 a 8 1/min. 9. Obs: alguns pacientes podem sentir claustrofobia. Usa a parte da face e os seios nasais como reservatório do oxigênio. 8. 3. 10. Anotar os cuidados prestados no prontuário. com alguns orifícios pequenos na extremidade. Cateter nasal Caracteriza-se pela introdução de uma sonda fina de plástico ou borracha. 10 ou 12).

Quantidade de O2 é de 2 a 3 1/min. desprezar a água restante e recolocar nova água. Colocar xilocaína na gaze. Observar o paciente durante o tratamento. Colocar o paciente em posição fowler. Cuidados de enfermagem Fazer a troca de narina a cada seis horas e proceder a uma limpeza do cateter e da narina. Colocar o umidificador no local e adaptar o látex. Capacidade do cilindro 300 libras. Manter o umidificador sempre com água até a marca 2/3 de sua capacidade. se estivar abaixo de 50 libras chamar a manutenção. verificando as medidas de segurança. Verificar a quantidade de litro prescrita pelo médico.109 Procedimentos Lavar as mãos. Lavar as mãos. Fazer fixação correta do cateter de O2 junto a narina e sobre a orelha. Ao verificar que o nível da água no umidificador está baixo. . Substituir o cateter a cada 24 horas no caso de permanência de O2. Lavar as mãos. Água usada no umidificador deve ser estéril. levando para junto do paciente. Colocar avisos para não fumar. Jamais acrescentar água ao volume restante. Preparar o ambiente. Explicar o paciente o que vai ser feito. Medir a distância entre a ponta do nariz e lóbulo da orelha e marcar com esparadrapo. considerando a profilaxia de infecções. Deixar o paciente confortável. Anotar no prontuário todo o procedimento. Preparar o material. Organizar o material. Com gaze umedecida de xilocaína. introduzir a porção do cateter correspondente à fossa nasal.

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Evitar atrito do cateter na mucosa nasal; Paciente que recebe oxigênio requer um especial cuidado com a cavidade oral. Cuidados importantes 1. 2. 3. 4. Seguir rigorosamente a prescrição médica quanto à quantidade de oxigênio por minuto, para evitar graves complicações; Observar a presença de vazamento de oxigênio em todo o sistema; Nunca ligar o oxigênio sem umidificação para evitar sérias lesões no trato respiratório; Ao utilizar o torpedo de oxigênio, observar os seguintes cuidados: Proibir o uso de fumo próximo ao cilindro ou torpedo de oxigênio; Transportar em carrinho apropriado; Abrir lentamente a válvula de cilindro ou torpedo; Evitar quedas. 5. 6. Trocar o cateter a cada horas devido à obstrução e mudar o local de fixação; Anotar na prescrição do paciente o horário da suspensão do tratamento. Obs: A administração de oxigenioterapia pode ser iniciada pelo enfermeiro, se o cliente começar a apresentar problemas respiratórios, mas o tratamento geralmente é prescrito pelo médico, portanto, em seguida, é fundamental que o enfermeiro comunique a intercorrência ao médico. AEROSSOLTERAPIA/NEBULIZAÇÃO Conceito É a introdução de medicamentos, transformados em pequenas partículas voláteis, através do trato respiratório por um aparelho chamado nebulizador. Pode ser realizada por meio de ar comprimido ou oxigênio.

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Objetivo Fornecer um excesso de umidade às mucosas que revestem o trato respiratório. A umidade ajuda a aliviar a irritação da mucosa, dilui secreções espessas e afrouxa as crostas. Material: nebulizador; solução prescrita. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Retirar o nebulizador já desinfetado do recipiente; 3. Colocar a solução prescrita no nebulizador; 4. Posicionar o paciente de maneira confortável, de preferência em Fowler ou sentado; 5. Orientar o paciente para manter a máscara junto à face, inspirar pelo nariz e expirar pela boca; 6. Graduar o fluxômetro até visualizar a saída de névoa (no máximo 5 litros por minuto); 7. Manter a nebulização por 15 a 20 minutos ou de acordo com prescrição médica; 8. Deixar o paciente confortável; 9. Fazer a desinfecção do nebulizador conforma a rotina; 10. Lavar as mãos; 11. Checar o horário na prescrição. Cuidados importantes 1. Ao fechar a válvula do fluxômetro, observar se não há vazamento; 2. Estimular a expectoração e anotar a quantidade e características; 3. Nos pacientes traqueostomizados adaptar o nebulizador próximo à traqueostomia; 4. Na nebulização contínua, manter a água esterilizada do frasco em níveis adequados; 5. Utilizar oxigênio somente quando não houver ar comprimido disponível ou quando houver prescrição médica para uso do oxigênio.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE SONDAGENS
Introdução A sonda é um instrumento para ser introduzido em um canal ou cavidade para fins propedêuticos (determinar a presença de estenose, corpo estranho ou uma outra situação mórbida). Pode ser fina e flexível, para explorar ou dilatar um canal natural; ou rígida, geralmente com uma extremidade pontiaguda, para separar tecidos de dissecação. A sondagem é um método muito utilizado e eficiente em pacientes em situações delicadas, quase sempre dentro do hospital. Ela pode ser utilizada no pré-operatório, por exemplo, para fazer esvaziamento vesical, no pós-operatório para exercer funções que o corpo ainda não está adaptado (por exemplo: uso de sonda nasogástrica para alimentação após uma cirurgia esofagiana) e no caso de perda de funções vitais (exemplo: um paraplégico que não tem reflexos vesicais que tem necessidade de estar sempre com uma sonda vesical). CATETERISMO GÁSTRICO Conceito É a introdução de uma sonda plástica ou de borracha, flexível, podendo ser curta ou longa, pela boca (SOG) ou nariz (SNG) até o estômago. Objetivos Estabelecer uma via para alimentar o paciente; Examinar o conteúdo gástrico; Administrar medicamentos; Preparar para cirurgias e exames; Para aspirar ou esvaziar o conteúdo gástrico; Nas cirurgias e afecções da boca; Estabelecer um meio de drenar o conteúdo gástrico; Aliviar distensão abdominal.

nº 14 a 20 para adulto e de 04 a 12 para Rn e crianças. A sonda é usada para remover líquidos e gases do trato gastrointestinal superior em adultos. estetoscópio. Obs: O número da sonda nasogástrica deve ser proporcional à constituição física do paciente. com luz dupla e com um balão na extremidade. Sonda Rhefus: ponta metálica. através de uma narina e levada até o piloro. Sonda Ewald: usada para retirada do conteúdo gástrico (tubo de borracha com uma grande abertura). existindo no mercado tanto tubos de plástico como de borracha com orifícios laterais próximos à ponta. geralmente. esparadrapo. cuba rim. toalha de rosto. copo com água.113 Tipos de sonda Sonda Levine: é uma das mais usadas. recipiente para lixo. anestésico local e lubrificante (xilocaina gel à 2%). . Contra-indicações TU de mediatisno Estenose de esôfago Varizes de esôfago Material Biombo. gaze. obter uma amostra do conteúdo gástrico para estudos laboratoriais e administrar alimentos e medicamentos diretamente no trato gastrointestinal. Apresenta uma única luz (números 14 a 18 ). sonda gástrica. Sonda de Dobhoff: usada para alimentação. são passadas normalmente pelas narinas. Sonda de Miller-Abbott: sonda longa de borracha. aumenta força da gravidade. que é introduzida. seringa de 20 ml. é utilizada para localizar e tratar processos obstrutivos do intestino delgado. Sonda Jutte: com ponta de malha metálica. Geralmente.

Aspirar suco gástrico. Cortar o esparadrapo para fixação e para marcar a sonda. 5. Colocar a sonda em um copo d’água se não borbulhar está no estômago. 14. 13. Fixar a sonda com esparadrapo. Colocar o estetoscópio abaixo do apêndice xifóide: introduzir 10 ml de ar pela sonda com auxilio de seringa. Verificar na prescrição do paciente a finalidade da sondagem. Introduzir a sonda lentamente. A sonda deve ser introduzida delicadamente até a marca do esparadrapo. d. enquanto. 11. 12. 2. Pedir ao paciente que diga “HUM” com a boca fechada. Posicionar o paciente em Fowler ou sentado. Lavar as mãos. confirmando a localização correta da sonda. Da asa do nariz ao lóbulo da orelha. Fletir a cabeça do paciente para frente quando a sonda ultrapassar o obstáculo da parede nasofaríngea. . 8. Medir do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide e marca-la com esparadrapo. Explicar o procedimento ao paciente. 15. O ar introduzido produzirá ruídos que serão auscultados através do estetoscópio. a sonda é introduzida. 3. sem forçar. Pedir ao paciente para deglutir e respirar profundamente. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 7. 6. Prepara o material. 17. Lavar as mãos. 9. Verificar se a sonda está no estômago através dos seguintes procedimentos: a. reações do paciente. 10. de modo que fique segura. c.114 Procedimentos 1. Lubrificar a sonda com anestésico local do tópico com auxilio de gaze. nº da sonda. 16. 4. b. sem comprimir a narina. Anotar na prescrição do paciente: horário. Medir a sonda: a. Guardar o material. b.

Colocar o alimento aquecido. desidratação. 2. Se a tosse persistir. irritação nasofaríngea. Síndrome das alimentações por sondas. Verificar se houve desvio na introdução. obstrução da sonda. duas vezes ao dia. 5. se necessário. Uma radiografia e o único meio seguro de se verificar a posição da sonda. 3. má colocação. plenitude gástrica. retirar totalmente a sonda. resíduo. constipação. Possíveis complicações Gastrointestinais: diarréia. Cercar a cama com biombo. gases. inconsciência fraqueza ou debilidade excessiva ou obstrução do esôfago. náuseas vômito. Mecânicas: pneumonia por aspiração. Objetivo: Este procedimento é utilizado para oferecer alimentos aqueles pacientes que não conseguem alimentar-se devido à perda de apetite. . Síndrome de Dumping.115 Cuidados importantes 1. interromper o procedimento até cessar o estado tussígeno. sair ar pela sonda. ruídos sibilantes. Caso o paciente apresente tosse durante a introdução da sonda. com cotonete. GAVAGEM Conceito: É a introdução de alimentos através de uma sonda gástrica. Retirar o ar do equipo deixando escorrer um pouco de alimento pelo equipo. massageando as narinas para evitar lesão. 7. cólicas. Metabólicas: hiperglicemia. tosse intensa e rouquidão. Cuidados com o alimento Conferir se a dica está correta. 6. bebês prematuros ou crianças que sofrem cirurgias reparadoras da boca. 4. azotemia. Anotar volume e aspecto da secreção gástrica quando a sonda permanecer aberta. em caso de cianose. Limpar as narinas. Trocar a fixação diariamente.

16. Lavar as mãos. recipiente para lixo. 17. 7. . Orientar o paciente sobre o procedimento. Lavar as mãos. Proceder à limpeza dos materiais. Cuidados importantes Antes de administrar o alimento aspirar a sonda para verificar se o estômago não está repleto de alimento. 12. se não houver contra-indicação. Anotar na prescrição do paciente: horário. Verificar temperatura do alimento (próxima à temperatura corporal). Elevar a cabeceira da cama. Elevar o decúbito ou deixar o paciente em decúbito lateral nos casos em que o paciente tenha facilidade de rugurgitamento. Introduzir o alimento lentamente. ou injetar a dieta por sifonagem (colocar a extremidade da sonda dentro do recipiente da dieta e eleva-lo para obter a cão da gravidade). bolas de algodão com álccol. Lavar as mãos. 2. 13. 9. Aspirar o alimento com a seringa. Procedimentos 1. Pinçar a sonda para evitar a entrada de ar sempre que for manuseá-la. 4. 11. 15. Não deixar entrar ar mantendo a sonda fechada evitando distensão abdominal. copo com água. 6. 3. pacote de gaze. Verificar se a sonda está no estômago conforme técnica da sondagem gástrica. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Limpar a extremidade da sonda com bola de algodão embebida em álccol. tipo e a unidade do alimento. Injetar 10% de água em relação à quantidade do alimento. recipiente com alimentos. Limpar a extremidade da sonda novamente. 8. 10. evitando a introdução de ar. 14. intercorrências se houver. Repetir o procedimento até o término.116 Material: seringa de 20 ml. estetoscópio. Preparar o material. 5.

Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. 7. Lavar as mãos. 10. 9. Procedimentos 1. . 8. por meio de uma sonda nele colocada através da parede abdominal. Colocar o paciente em posição de Fowler ou decúbito lateral. água). O procedimento de alimentação segue o mesmo da gavagem. 4.) na sonda e injeta-lo lentamente. pedaço de látex. 6. deixando o frasco mais baixo que o corpo. Orientar o paciente sobre o procedimento. 5. Proceder desta forma quantas vezes forem necessárias. Auxiliar no tratamento de hemorragia gástrica. usando tantos frascos de soluções forem prescritos. Adaptar o frasco de soro fisiológico (S. Fazer limpeza dos materiais. Deixar que a solução retornasse ao frasco através da força da gravidade. 11.117 ALIMNTAÇÃO PELA GASTROSTOMIA É a introdução de alimentos líquidos diretamente no estômago. Material: o mesmo material de sondagem gástrica acrescida da solução prescrita para lavagem (Soro fisiológico. onde é feita pelo cirurgião uma incisão nesta e introduzindo a sonda. Preparar pacientes para cirurgias e/ou exames. Executar técnica de sondagem gástrica. 3. Preparar o material. Objetivos: Remover substâncias tóxicas ou irritantes. LAVAGEM GÁSTRICA Conceito: É a limpeza do estômago realizada através de uma sonda gástrica.F. solução de bicarbonato de Na. Verificar se o paciente deverá permanecer com a sonda após a lavagem. 2.

118 12. 7. Procedimentos 1. 3. éter. Preparar o material. Fazer limpeza dos materiais. . Retirar o espadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter. 5. Lavar as mãos. Proceder à limpeza das narinas com auxílio de cotonete. reações do paciente em relação à retirada da sonda. motivo. 11. 8. volume infundido e drenado. Lavar as mãos. devendo ser feito com técnica rigorosamente asséptica. Anotar na prescrição do paciente: horário. Explicar o procedimento ao paciente. Lavar as mãos. Material: gaze. Retirar a sonda lentamente com auxílio de uma gaze. CATETERISMO OU SONDAGEM VESICAL Conceito É a introdução de uma sonda na bexiga através do meato urinário. Fechar a sonda. 10. 13. 12. recipiente para lixo. RETIRADA DA SONDA NASOGÁSTRICA A retirada da sonda deve ser feita de acordo com a prescrição médica. Anotar na prescrição do paciente: horário. cotonetes. reações do paciente. 6. Colocar a toalha sobre o tórax do paciente. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 4. aspecto do líquido drenado. 2. toalha de rosto. 9.

b. ao invés de cateterizar. 2. No tratamento prolongado de pacientes com incompetência vesical. Colocar o paciente sobre uma comadre com água aquecida. Fazer lavagem externa com água aquecida. c. Obter amostra estéril de urina. Obter amostra estéril de urina. Indicações do cateterismo ☺ Método intermitente: (sonda nelaton ou de alívio) a. pacientes com retenção urinário aguda. b. Possibilitar o controle rigoroso da diurese. estenose da uretra). devido a traumatismo na uretra. d. b. procura meios que estimulem a diurese espontânea do paciente: a. e.119 Objetivos Aliviar a distensão vesical pela retenção de urina. Verificar presença residual após a micção. Para alívio imediato da distensão da bexiga: nos casos de paciente que não consegue urinar 8 a 12 horas de cirurgia. Presença de obstáculo à eliminação (aumento do volume prostático. Antes da sondagem em pacientes com retenção urinária. Colocar bolsa de água quente sobre a região hipogástrica. é preferível usar fraldas descartáveis para mulheres e uropen para homens. c. f. Prevenir obstrução da uretra por coágulos de sangue (TU de bexiga. Colocar as mãos do paciente em água aquecida. Abrir uma torneira perto do paciente. d. pacientes sob efeitos sedativos. Pingar água morna sobre o clitóris. Pacientes com cirurgias de uretra e estruturas vizinhas. Evitar a constante umidade em pacientes com incontinência urinária. ☺ Método de demora: (sonda de borracha – SVD) a. Observações 1. Para pacientes com incontinência urinária. c. cirurgia da uretra). Proceder ao preparo pré-operatório de algumas cirurgias. .

irritando a mucosa vesical e promovendo uma via artificial para a entrada de organismos na bexiga. Obs. hematúria. 2. Proteus. de modo a prevenir essas indesejáveis infecções. O cateter é fixado apropriadamente para evitar sua movimentação. Pseudomonas.120 Minimização de traumatismos O traumatismo da uretra pode ser minimizado com um cateter do tamanho apropriado. Serratia e Cândida. Cuidados importantes 1. Os patógenos responsáveis pelas infecções do trato urinário associado ao cateter incluem Escherichia coli. quando o objetivo for essencialmente a sondagem de alívio. Utilizar sempre o sistema de drenagem fechado estéril. 4. Utilizar a posição ginecológica em pacientes obesos ou quando for difícil a visualização do meato. anorexia. como descritas anteriormente. calafrios. Além disto. determinados princípios são essenciais nos cuidados de um sistema fechado de drenagem urinária. febre. Klesbsiella. Observar rigorosamente a técnica asséptica. O cateter é lubrificado de modo a ser introduzido de forma fácil e de forma delicada. ou remoção acidental. nos casos de retenção urinária de qualquer origem. Os cateteres impedem a maioria das defesas naturais do trato urinário inferior através da obstrução dos dutos peri-uretrais. . e mal-estar. A sondagem vesical de demora tem indicações específicas conforme descrito nos objetivos.: Sonda nelaton ou de alívio: varia de nº 04 a 22 Sonda de foley ou de borracha: varia de nº 12 a22 Riscos de infecção A presença de um cateter de demora pode levar à infecção. Assim. Por isso (devido aos riscos de infecção). Enterobacter. o paciente com um cateter de demora é avaliado quanto aos sinais e sintomas de infecção do trato urinário: urina turva. 3. deve-se antes executar medidas visando estimular a micção espontânea. causando tração da uretra.

Higiene íntima duas vezes ao dia. material para higiene íntima. c. O cateter não deve ser mantido mais tempo do que o necessário. uma seringa de 10 ml com água destilada para encher o balão. . 7. máscara. Orientar o paciente para não elevar a bolsa de drenagem acima do nível da bexiga. Se for sinistra. bolas de algodão. Anota no relatório de enfermagem do paciente: alteração no aspecto da urina. sistema de drenagem fechado estéril. Caso a executante da técnica seja destra. e nunca ser suspenso sem um treinamento prévio da bexiga. queixas de dores e elevação da temperatura. 10. saco para lixo. 8. A bolsa nunca deve tocar no chão. Em pacientes com sonda de Foley. deve permanecer ao lado direito do paciente. Preservar o bom fluxo urinário evitando dobras. Esvaziar a bolsa de drenagem a cada seis horas. observar os seguintes cuidados: a. permanecer ao lado esquerdo e calçar a luva na mão direita. campo fenestrado). Se o cateter é mantido por dias ou semanas. antiséptico. f. cuba rim. sonda foley de calibre adequado. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA FEMININA Material Luva látex esterilizada. Deve ser evitada a manipulação inadvertida do cateter pelo paciente ou pela equipe. um pacote de gaze esterilizada. esparadrapo. uma seringa de 10 ml para testar o balão. então deve ser trocado periodicamente. anestésico local tópico (xilocaina à 2%). 9. Perfurar o bico do anestésico com agulha estéril após desinfecção do mesmo. d. a fim de evitar a instalação da atonia vesical. 6. b. pinça. uma vez por semana. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. e. gazes.121 5.

Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pés da paciente. Manter o intermediário protegido. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. Prepara o material e deixar o sistema de drenagem ou similar montado (frasco. e colocar todo o material (anti-séptico. 11. pequenos lábios. Desprezar a pinça na lateral do campo. 19. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. 4. 16. Testar a sonda. meato urinário e introito vaginal. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. grandes lábios. começando pela vulva. 7. deixando a paciente em posição ginecológica. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. entre as pernas da paciente. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. 14.122 Procedimentos 1. Calcar a luva na mão direita. 17. 15. . sonda. Fazer higiene íntima. 10. lubrificante) e prepara na seringa a água destilada que deverá ficar fora do campo. 12. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. Informa-la sobre a sensação d ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. Orientar a paciente com relação as tapas o procedimento e ao objetivo do mesmo. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. 3. 5. 6. 13. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). sem provocar desconforto. seringa para teste do balão. 2. Lubrificara sonda com xilocaina. Preparar o ambiente. Colocar o saco de lixo próximo à cama. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. clitóris. tampa de borracha e prolongamento). 8. Iniciar a anti-sepsia da genitália. Lavar as mãos. 9. 18.

quase que perpendilcularmente ao corpo. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA MASCULINA Material: o mesmo do procedimento anterior. diretamente no meato sem tocá-la nas áreas adjacentes. antiséptico. volume e aspecto da urina retirada. gazes. glande e prepúcio. 24. nº da sonda. cuba rim. campo fenestrado). Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. Anotar na prescrição da paciente: horário. 25. Elevar o pênis. 21. Proceder à desinfecção dos materiais. 29. máscara. volume de água destilada injetada no balão de sonda. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. 22. tipo de sondagem. anestésico . 27. 23. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO FEMININA Material Luva látex esterilizada. pinça. 28. 3. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. Constatar a saída de urina e injetar água destilada para encher o balão. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. 2. 26.123 20. Cobrir os genitais com a camisola. Retirar os materiais da cama. bolas de algodão. Testar se a sonda está fixa na bexiga tracionando-a delicadamente e conectar o prolongamento. lentamente e com movimentos delicados. para colocar a uretra em linha reta. Introduzir metade da sonda (5 a 8 cm). Manter o paciente em posição deitada. sem tracioná-la. Retirar as luvas e fixar a sonda com esparadrapo na face interna da coxa. reação da paciente. Lavar as mãos.

Calçar a luva na mão direita. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. pequenos lábios. 8. Colocar o saco de lixo próximo à cama. comadre. 14. material para higiene íntima. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. abrir a extremidade de entrada e a outra colocar dentro da cuba rim. Procedimentos 1. Informa-la sobre a sensação de ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. sonda. Lubrificar a sonda com xilocaina. 13. deixando a paciente em posição ginecológica e colocar a comadre entre as pernas da paciente. 16. meato urinário e introito vaginal. saco para lixo. Lavar as mãos. Fazer higiene íntima. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. Preparar o ambiente. um pacote de gaze esterilizada. grandes lábios. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. clitóris. sem provocar desconforto. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). 7. 18. Iniciar a anti-sepsia genitália começando pela vulva. e colocar todo o material (anti-séptico. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. 11. sonda nelaton de calibre fino. Desprezar a pinça na lateral do campo. 3. entre as pernas da paciente. 5. 12. 17. 6. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pás da paciente. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. 2.124 local tópico (xilocaina à 2%). Orientar a paciente com relação às etapas do procedimento a ao objetivo do mesmo. . Pegar a sonda lubrificada. 9. 4. 15. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. lubrificante). 10.

nº da sonda. antiséptico. Lavar as mãos. anestésico local tópico (xilocaína à 2%). pinça. um pacote de gaze esterilizada. afastar as pernas e colocar entre as mesma a comadre. lentamente e com movimentos delicados. reação da paciente. Introduzir metade da sonda (5 a 8cm). cuba rim. Após a extração total da urina retirar a sonda. 23. campo fenestrado). tipo de sondagem. 26. quase que perpendicularmente ao corpo. Retirar as luvas. 2. glande e prepúcio. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. gazes. 3. máscara. Manter o paciente em posição deitada. e introduzir no meato urinário. para colocar a uretra em linha reta. mantendo-os firmemente e tracionando-os em direção a sínfese púbica. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar da mão esquerda. material para higiene íntima. sonda nelaton de calibre fino. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. volume e aspecto da urina retirada. Elevar o pênis. Anotar na prescrição da paciente: horário. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO MASCULINA Material Luva látex esterilizada. saco para lixo. 20. 4. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. 21. 25. Para a lubrificação pode-se usar a seringa de 10ml com xilocaína.comadre. Cobrir os genitais com a camisola. 22. . diretamente no meato sem toca-la nas áreas adjacentes. bolas de algodão.125 19. 27. 24. Proceder à desinfecção dos materiais.

devido ao risco de contaminação cruzada. O paciente pode utilizar uma técnica “limpa” (não-estéril) em casa.126 DRENAGEM VESICAL SUPRAPÚBICA É um método de estabelecimento da drenagem vesical através da introdução de um cateter ou tubo na bexiga através de uma incisão ou punção suprapúbica. Apresenta menor risco de infecção vesical. geralmente. quando tende a haver disfunção vesical e após fraturas pélvicas. . Proporciona maior mobilidade ao paciente. Essa drenagem é feita por um processo cirúrgico e pode ser mantida durante várias semanas. Ela oferece certas vantagens como: Os pacientes. AUTOCATETERIZAÇÃO INTERMITENTE Proporciona drenagem periódica da urina. O cateter suprapúbico é removido quando não é mais necessário. sendo colocado um curativo estéril sobre o local. É o tratamento de escolha após lesão medular e outros distúrbios neurológicos nos quais há comprometimento na capacidade de urinar. São necessárias técnicas assépticas durante o treinamento intra-hospitalar do paciente. A autocateterização promove independência. onde o risco de contaminação cruzada é menor. É utilizada como uma medida temporária o fluxo de urina da uretra quando a via uretral não oferecer passagem. são capazes de urinar mais cedo. através da introdução de uma solução. após cirurgias ginecológicas. via sonda vesical. Pode ser mais confortável que um cateter de demora. resulta em poucas complicações e permite relações sexuais mais normais LAVAGEM VESICAL Conceito: É a lavagem da mucosa que reveste a bexiga.

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Objetivos: Evitar a obstrução da sonda; Combater infecção. Material Bandeja; solução prescrita; cuba rim estéril; duas bolas de algodão com álccol; material de lavagem de sonda (cuba rim, seringa de 20ml); uma tira de esparadrapo; éter e uma bola de algodão; um pacote de luva látex estéril. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Lar a prescrição médica; 3. Preparar o material; 4. Orientar o paciente a respeito do procedimento; 5. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com o éter e a bola de algodão; 6. Posicionar a cuba rim ao lado do paciente, sem abri-la; 7. Utilizando as bolas de algodão com álccol, fazer a desinfecção da extremidade bifurcada da sonda adaptada ao prolongamento; 8. Abrir a cuba rim posicionada ao lado do paciente; 9. Desconectar o prolongamento e apoiar a bifurcação da sonda na borda da cuba rim; 10. Proteger a extremidade do prolongamento adaptada à sonda na borda da cuba rim; 11. Abrir o material de lavagem de sonda e montar a seringa sem contamina-la; 12. Colocar a solução na cuba rim; 13. Calçar as luvas; 14. Aspirar solução imergindo apenas o bico da seringa; 15. Injetar, lentamente, 20ml da solução e aspirar sem forçar demasiadamente; 16. Repetir o processo quantas vezes for necessário; 17. Adaptar o prolongamento e fixar a sonda; 18. Proceder à desinfecção dos materiais; 19. Lavar as mãos; 20. Anotar na prescrição do paciente: horário; solução utilizada; aspecto do retorno; quantidade introduzida e retirada; reação do paciente.

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Cuidados importantes 1. Não permitir que a sonda fique imersa na solução e urina eliminada; 2. Evitar contato com os dedos na extremidade da sonda ao introduzir a solução. RETIRADA DE SONDA VESICAL DE DEMORA Material: seringa de 20ml; benzina; gaze; luva de ´látex de procedimento; recipiente de lixo. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Preparar o material; 3. Explicar o procedimento ao paciente; 4. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter; 5. Colocar luva de látex; 6. Adaptar a seringa a via do balonete, esvaziando totalmente o balão; 7. Retirar a sonda delicadamente, solicitando ao paciente respirar profundamente enquanto a sonda estiver sendo retirada; 8. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem; 9. Medir o volume de urina drenado; 10. Fazer a limpeza dos materiais; 11. Lavar as mãos; 12. Anotar na prescrição do paciente: horário; reação do paciente; volume e aspecto da urina. Cuidados com a retração e Atonia Vesical na retirada da sonda Quando estiver preparando a retirada de um cateter que permaneceu por um período prolongado, o treinamento da bexiga deve ser iniciado para desenvolver o tônus vesical e, assim, prevenir a retenção. Quando o cateter está instalado, a bexiga não enche, nem se contrai. Assim, a bexiga geralmente perde um pouco de sua tonicidade (atonia). O treinamento é feito da seguinte forma:

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Antes de se retirar o cateter, ele é fechado por 20 minutos e, então, aberto. Este procedimento deve favorecer o enchimento da bexiga e a contração do músculo, evitando que a pessoa fique incapacitada de urinar após a retirada do cateter. LAVAGEM INTESTINAL (ENTEROCLISMA, CLISTER OU ENEMA) Conceito É a introdução de uma solução, medicamentosa ou não, no intestino grosso através de uma sonda retal. Objetivos Combater constipação intestina; Preparar o paciente para cirurgia, parto e exames; Promover evacuação através de estimulação do peristaltismo; Para fins terapêuticos. Tipos de enema Enema de limpeza: remover as fezes; Enema de retenção à base de óleo: lubrifica o reto e cólon, as fezes absorvem o óleo e amolecem; Enema carminativo: alivia a distensão gasosa e facilita a eliminação de flatos; Enema medicamentoso: contêm remédios. Material Sonda reta nº 14 a 30; solução prescrita; pinça; lubrificante vaselina; gaze; impermeável ou similar; esparadrapo; lençol móvel; cuba rim ou similar; comadre forrada; biombo; papel higiênico.

10. Lavar as mãos. Aquecer a solução prescrita. Abrir a pinça e infundir lentamente a solução. Anotar na prescrição do paciente: horário. 15. 3. 5. Cercar a cama com biombo. Lubrificar a sonda retal com vaselina ou xilocaína gel. 6. c. quantidade e aspecto da eliminação (cor. d. Lavar as mãos. Lavar e guardar o material. Adaptar a sonda retal no frasco da solução. reação do paciente. 2. Afastar os glúteos com auxílio de papel higiênico. 8. 17.130 Procedimentos 1. Retirar a sonda retal e colocar na cuba rim. 12. Colocar o paciente em posição lateral. Orientar o paciente sobre o procedimento. 16. forrado com lençol móvel. Proteger a cama com o impermeável. . Marcar 8 a 10cm na sonda retal com esparadrapo. 13. 21. Colocar a comadre ou acompanhar o paciente ao banheiro orientando-o para não para não dar descarga. 11. Solicitar ao paciente que retenha a solução por 10 a 15 minutos. Dispor o material de modo que facilite o procedimento. 18. 20. 4. 9. Pinçar a sonda retal ao término da solução. consistência). Solicitar ao paciente que inspire profundamente e introduzir delicadamente a sonda retal até o ponto marcado. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Observar a quantidade e o aspecto da eliminação. 14. 19. Dobrar as cobertas deixando exposta apenas a região glútea. b. 7. ou similar. Deixar escoar pequena quantidade da solução na cuba rim para retirar o ar testar a temperatura no dorso da mão (temperatura corporal) e pinçar. Preparar os materiais: a. no máximo 10cm.

Em pacientes acamados. A infusão rápida ou a temperatura inadequada da solução levam a um efeito insatisfatório da lavagem intestinal devido ao desconforto. Em pacientes com muita dificuldade de retenção da solução. proceder à higiene íntima. Em casos de enteroclisma gota a gota (Murphy). colocar a comadre para eliminação das fezes e após. espasmo e à dificuldade de retenção da solução. acima do nível da cama para evitar espasmo muscular e desconforto. 2. 3. fixar sonda retal e controlar o gotejamento da solução de acordo com a prescrição médica. 4. Pinçar a sonda em caso de dor e desconforto e aguardar o alívio dos sintomas. Cuidados importantes 1. .131 Obs: Lavagem Intestinal com Prolongamento: colocar o irrigador no suporte de soro. utilizar a posição genupeitoral ou Trendelemburg. até no máximo 50 cm. 5.

É possível que deseje simplesmente o acompanhamento silencioso de um membro da família ou de um amigo. AS ETAPAS DO ATO DE MORRER O paciente pode passar por cinco estágios psicológicos em preparação para a morte. Dar-lhe toda assistência: transmitir seus recados. pode haver uma tentativa de negociação de mais tempo de vida junto a Deus ou com o destino.132 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES GRAVES E AGONIZANTES O paciente grave ou agonizante está com as funções vitais muito comprometedoras. escrever sua cartas. o que caracteriza sintomas desagradáveis com sinais de morte. . sem emoções. É possível que venha sofrer de anorexia. A negação: quando o paciente toma conhecimento pela primeira vez de sua doença terminal. ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA E RELIGIOSA a) Paciente consciente: Conversar com ele m termos da verdade. o paciente aceita a inevitabilidade e a iminência de sua morte. usando tática especial para que aceite a morte. falta de cuidados pessoais. ao pessoal do hospital e até contra sua própria família. A barganha: apesar de haver um aceitação da morte por parte do paciente. pode ocorrer uma recusa em aceitar diagnóstico. A depressão: é possível que o paciente se afaste dos amigos. médicos e também da enfermeira. Apesar de serem percebidos de forma diferente em cada paciente. A ira: uma vez que o paciente parando de negar a morte. o entendimento de tais sentimentos pode ajudar na satisfação dos pacientes. aumento da fadiga. e não necessariamente na ordem mostrada. procurando tranqüilizalo. é possível que apresente um profundo ressentimento em relação aos que continuarão vivos após sua morte – a você. da família. A aceitação: nessa fase.

cada duas horas. Eleve a cabeceira do leito para diminuir a resistência respiratória. os reflexos e a mobilidade diminuem primeiramente nas pernas e. porque a sensibilidade. preparando-a psicológicamente. pelo menos. ajustando a temperatura do quarto para maior conforto. ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA Prestar esclarecimento sobre o estado do paciente. Orienta-la sobre a conduta ideal. Permitir que permaneça o máximo possível junto ao paciente. junto à orelha para que não tenha a sensação de isolamento e solidão. Ofereça liquido com freqüência e lubrifique os lábios do paciente com vaselina para combater o ressecamento. Forneça um cuidado para a pele durante as mudanças de roupa. . Falar-lhe frases curtas. ATENDENDO AS NECESSIDADES DO PACIENTE Satisfazendo as Necessidades Físicas Determine com freqüência os sinais vitais. gradualmente. diaforese e nível reduzido de consciência. se necessário. Mude a roupa de cama e a vestimenta do paciente sempre que necessário. o resultado de um controle neuromuscular reduzido ou uma redução da função renal. evite sussurro ou conversar de maneira imprópria sobre o paciente na sua presença. aspire a boca e vias aéreas superiores do paciente para remover secreções. nos braços. Providenciar sacerdote ou ministro religioso. Utilizando um equipamento de sucção. palavras bem pronunciadas.133 b) Paciente inconsciente: Não deixar pessoas da família chorar perto do paciente ou comentar seu estado. Observe a presença de incontinência ou anúria. Como a audição pode estar em perfeito funcionamento mesmo em estados de perda de consciência. Reposicione o paciente no leito a. um pano de banho e toalhas para evitar irritações e desconforto. observando a existência de palidez. Utilize luvas e forneça um cuido perineal com sabonete.

. Essas lesões podem causar a cegueira e impedir que os tecidos sejam utilizados em transplantes após a morte do paciente. coloque grades ou faça restrições. Permita que o paciente e sua família discutam a morte como desejam. estiverem abertos. proteja a cama com biombo e se o paciente estiver agitado ou inconsciente. se ofereça para ensinar-lhes tarefa específica. mostre-lhes a localização dos banheiros. se possível. procure fornecer um suporte emocional à família. Forneça as medicações prescritas contra dores. Enfatize que seus esforços serão importantes e efetivos. Verifique os registros do paciente para determinar se foi preenchida por uma ficha para doação de órgãos. Durante o atendimento a estas necessidades deve-se proporcionar conforto físico. pergunte aos familiares se já consideravam a possibilidade de doação de órgãos e tecidos. Os remédios devem ser dados por via intravenosa. Obs: nos cuidados a esse tipo de paciente. Não tenha pressa ao conversar com o paciente.134 Se os olhos do paciente em coma. Explique-lhes a necessidade do paciente. proporcione um cuidado ocular apropriado para evitar lesões na córnea. Ao fazer isso. sente-se em local próximo à cabeceira da cama. Se for apropriado. para resultados eficientes. Se os membros da família pretendem permanecer junto ao paciente. caso não estejam presentes quando o paciente desejar vêlos. Satisfazendo as Necessidades Emocionais Explique detalhadamente ao paciente todos os cuidados e tratamentos. bem como os tratamentos e planos de cuidado. os quais podem variar de i à solidão. mesmo que esteja inconsciente porque é possível que ainda seja capaz de ouvir. Notifique os membros da família. de modo que possam participar dos cuidados de enfermagem. Na ocasião apropriada. Ao se aproximar à morte do paciente. salas de espera e lanchonete. se necessário. Permita que o paciente expresse seus sentimentos.

pele fria e úmida.135 Sinais Iminentes de Falecimento a) b) Sistema Circulatório = hipotensão. pulsos irregular. mas que tem condições de ser reanimado. O último dos reflexos a desaparecer é a sucção. às vezes. Sistema Urinário = retenção ou incontinência urinária. Palidez cadavérica. hipotermia. o maxilar inferior se movimenta a cada respiração. Faces = face hipocrática: cor pálida ou acinzentada. Morte Aparente O termo morte aparente é a dominação aplicada ao corpo. extremidades frias. É mais freqüente nos casos de asfixia parcial. d) e) f) g) Sistema Locomotor muscular. podendo o paciente ser reanimado. causando pelo acúmulo de secreção.presença e lagrima.o que significa perda do tônus muscular. catalepsia. relaxamento . nariz afilado. Sistema Neural = diminuição dos reflexos até o desaparecimento total. Rigidez muscular. o qual parece morto. não reagindo à presença de luz. incontinência fecal e constipação. = ausência total da coordenação dos movimentos. c) Sistema Digestivo = diminuição das atividades fisiológicas e do reflexo da deglutição com muita atenção para o perigo da regurgitação e aspiração. síncope e parada cardíaca. a respiração torna-se ruidosa (estertor da morte). cianose. sendo que a audição é o último a desaparecer. olhos fundos e olhar fixo. sudorese abundante. Ausência total de movimentos. Sinais Evidentes Parada cardíaca e respiratória sem possibilidade de ressuscitação. Pupilas dilatadas. Sistema Respiratório = dificuldade de respirar pela boca.

ataduras. envoltório plástico para o corpo ou lençóis. proporcionando privacidade a essas pessoas. coloque delicadamente e em seguida feche a boca. Posicione o corpo em decúbito dorsal. 3. Colocar em boa posição. material para curativo. cuba rim com pinça anatômica. Evitar a saída de gazes. eleve um pouco a cabeceira da cama para impedir a descoloração ocasionada pelo sangue retido na face. aplicando compressa.136 Preparação do Corpo Após a Morte Após o falecimento do paciente. Além disso. Colocar avental e calçar luvas. luvas. Implementação 1. bolas de algodão. Cercar o corpo com biombo. amigos. saco plástico para colocar os pertences do paciente. Se o paciente usava dentaduras e a política do hospital assim o permitir. material para banho. Material Gaze ou fitas macias. Se o paciente morreu de forma violenta ou em circunstâncias suspeitas. mau odor. os cuidados pós-morte podem ser adiados até que o legista complete uma autópsia. . Feche os olhos do corpo. se fizer necessário utilize algodão embebido em éter. se necessário faça uso de ataduras. Em seguida. 5. os cuidados aos membros da família. 4. os cuidados incluem a preparação deste para a família. Finalidades Deixar o corpo limpo e asseado. esparadrapo ou fita adesiva. duas etiquetas de identificação. o arranjo de transporte para o necrotério ou casa funerária e determinação de como serão dispostos os pertences do paciente. com os braços ao lado do corpo e a cabeça sobre um travesseiro. maca. Os cuidados após morte serão iniciados normalmente após o médico certificar que o paciente faleceu. sangue e excreções. 2.

se possível. Providencie a documentação. Realiza os tamponamentos: ouvido. 18. . Tire o avental. uma bacia com água e panos de banho.137 6. 14. se possível. outros dispositivos e fitas adesivas de fixação. 17. em uma sacola e identifique com a terceira etiqueta. aplicando bandagens adesivas nos locais perfurados. 19. use um elevador de serviço. usando o sabonete. 15. Coloque os pertences pessoais do paciente falecido. Cada etiqueta deve conter o nome do paciente falecido. 16. Remova todos os pertences valiosos do paciente para evitar extravio. leve o corpo ao necrotério. 8. Enfaixe pés e mãos. mas não remova a pulseira de identificação do hospital para garantir uma correta identificação. Antes da morte Fazer higiene oral sempre que necessário. 7. 9. Feche as portas de quartos vizinhos. Em seguida. vagina e ânus. 10. identifique o corpo seguindo a política do hospital. nariz. cobrindo o corpo com um lençol limpo. ororfaringe. e cubra com uma fita adesiva até o pulso para evitar que se solte. 13. coloque outra etiqueta de identificação. as luvas e lave as mãos. 11. incluindo valores. Remova sonda vesical. Utilize corredores pouco utilizados e. Cubra o corpo usando um lençol limpo. cubra com gaze. Em seguida. número do quarto e leito. usando ataduras. 12. drenos. Fixe uma etiqueta na mão ou pé do paciente. Se o paciente morreu devido a uma doença infecciosa. 20. e o nome do médico. data e horário da morte. Preencha as duas fitas etiquetas de identificação. Coloque uma ou mais compressas entre as nádegas para absorver drenagens retais e coletar urina. Lubrificar os lábios ressecados. Providencie a limpeza e ordem do material. Se não for possível remover um anel. Envolva o corpo e feche o envoltório. Limpe o corpo com cuidado. Vista a roupa que será utilizada no sepultamento.

e o nível de consciência. . Providenciar o atestado de óbito para ser preenchido pelo médico. DOCUMENTAÇÃO Registra as alterações ocorridas nos sinais vitais do paciente. Anotar no prontuário do paciente. Apesar de haver uma certa variação nos hospitais quanto aos documentos necessário. Avisar ao setor de informações ou portaria e internações. Avisar ao serviço social. sempre registre o destino dado aos pertences do paciente. Cuidados importantes Evitar comentários desnecessários e manter atitude de respeito ao morto. Anote os horários de ocorrência da paradas cardíacas e o final da respiração. não fazer tamponamento. Em casos de necropsia e encaminhamento para IML. Fazer limpeza terminal da unidade. com todos os detalhes. relatando o nome do médico assistente. Anotar no relatório geral da clínica. especificamente no caso de jóias e dinheiro (se possível. na folha de relatório de enfermagem.138 Depois da morte Avisar a família. Enviar o prontuário depois de todas as anotações ao arquivo. Anote também a data e hora em que o paciente falecido foi transportado ao necrotério. notificando o médico quanto a essas ocorrências. protocole).. a ingestão e a eliminação. bem como o momento da constatação do óbito.

Rio de Janeiro: Koogan. 2002. Porto Alegre: Artes Médicas. Rio de Janeiro: Koogan. Semiologia e semiotécnica de enfermagem. M. 1988. G. 3 ed. BRUNNER. 8 ed.M.139 REFERÊNCIAS ASPERHEIM. M. Rio de Janeiro: Koogan.R. O manual do exame clínico.L.. D. KOCH. POTTER. 9 ed. GAYTON. . et al Técnicas básicas de enfermagem. Farmacologia para enfermagem. 6 ed. 8 ed. SUDDART. 368p. PORTO. Curitiba: Lítero Técnicas. ATKINSON. 2ed..G. São Paulo: Santos. 2002. Rio de Janeiro: Koogan. Semiologia: anamnese e exame físico. BEVILLAQUA. 1992. L. P. M. A. 2002. Rio de Janeiro: Koogan. BRUNNER. C. . et al. Enfermagem prática. SWARTZ.M. 1992.S.A. São Paulo: Ed Senac.C. C.L.. Grande tratado de enfermagem prática: clínica e prática hospitalar. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Prática de Enfermagem.E. POSSO. PERRY. L.C. B.. NETTIN S.ª. Fundamentos de enfermagem. 436p. 1998. Fundamentos e prática de enfermagem: atendimento completo ao paciente. R.S. Florianópolis. Rio de Janeiro. DUGAS. Semiologia em Enfermagem.B. Rio de Janeiro: Atheneu.S. ªC. 1999. 1995. Cidade Futura. Rio de Janeiro: Koogan. GELBCKE. Rio de Janeiro: Interamericana. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica.S. 2002. 4 ed.. HOOD. 2002. Nova abordagem no tratamento de feridas.S. Exame clínico. Fisiologia humana. M. 3 ed. e Cols. Guanabara: Koogan. PRADO.W. Prática de enfermagem. 1989. 1988. Rio de Janeiro: Koogan. D. CÂNDIDO. MURRIA. A. L. PERRY. 6 ed. POTTER. L. P. F. J. SUDDART.H. 2001 281p. do. 4 ed. 9 ed. Fundamento de Enfermagem. DINCHER. 1996.H. 2002. F. 1989. D.G. K. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Ed.

140 ANEXOS .

141 .

142 RECOMENDAÇÕES PARA O PERÍODO DE PERMANÊNCIA DE DISPOSITIVOS Dispositivos Período de Troca Cânula traqueostomia descartável Cânula traqueostomia metal Cateter oxigênio extra-nasal Cateter oxigênio intra-nasal Equipo p/ câmara graduada (bureta. microfix) Equipo bomba de infusão Equipo conexão 2 e 4 vias Equipo macro e microgotas Equipo nutrição enteral sistema fechado (bomba infusão) Equipo nutrição enteral – sistema aberto Equipo com injetor lateral Equipo nutrição parenteral e emulsões lipídicas Equipo para bolsa de sangue e derivados de sangue Equipo para antibiótico Extensofix Protetor de cone (tampa polifix) Veda seringa + equipo Extensor de silicone para oxigênio Extensor de látex para oxigênio Extensor de látex para aspiração Extensor silicone para aspiração Sonda de aspiração CPM 24 horas 48 horas 12 horas 72 72 horas 72 horas 72 horas 24 horas A cada troca de frasco 72 horas A cada troca de frasco A cada troca frasco ou unidade 24 horas 72 horas SN SN 24 horas 24 horas 12 horas 12 horas A cada uso .

143 Sonda nasoenteral Sonda nasogástrica Sonda vesical e bolsa coletora sistema fechado Dispositivo urinário (tipo preservativo) com intermediário Frasco coletor de urina – sistema aberto Torneira 3 vias Frasco com água destilada para aspiração oral e traqueal (50ml) Kit de drenagem torácica ou mediastino Umidificador de oxigênio ou macronebulização Vidro coletor de aspirador Curativo subclávia Curativo drenagem torácica Curativo flebotomia Curativo biológico (hidrocolóide) – para tratamento Curativo biológico (hidrocolóide) – para prevenção Curativo biológico – Alginato cálcio Curativo biológico – Hidrogel Curativo biológico – carvão ativado A cada 30 dias Não há recomendação para freqüência da troca Trocar somente quando apresentar obstrução vazamento ou qualquer outro problema 24 horas 72 horas 72 horas A cada uso CPM 24 horas 6 horas A cada 24 horas – o tradicional 5 dias – película transparente 48 horas A cada 24 – horas o tradicional 5 dias – película transparente A cad 2 dias A cada 5 dias A cada 24 horas ou conforme comissão curativo Para prevençãoo – a cada 5 dias Para tratamento – 2 dias A cada 2 a 5 dias. dependendo da avaliação Comissão de Curativo .

. Máscara de venturi Macro – nebulização Colchão piramidal Cateter venoso periférico Cateteres arteriais periféricos e dispositivos de monitoramento de pressão (P. subclávia) Cateteres arteriais centrais (cateteres de artéria pulmonar.A. Sawn – Ganz) Cateteres centrais de hemodiálise Cateteres umbilicais 24 horas 7 dias 1 por paciente 7 dias 48 horas 24 horas 7 dias 72 horas 4 dias Não há recomendação para freqüência da troca 5 dias Não há recomendação para freqüência de troca Não há recomendação para freqüência de troca Obs: Caso algum material dessa lista for usado mais vezes além do período determinado na rotina terá que ser justificado por escrito no prontuário.) Cateteres venosso centrais (com ou sem túnel: Hickmans groshongs pro hs. flbotomia. Cateter Periférico: A literatura refere até 72 horas.144 Curativo – Papaína Bolsa colostomia com placa Pó protetor de estoma – para evitar ou tratar escoriações em colostomia ou ileostomia Esponja protetora – (úlcera de pressão) – em cm de comp. sujo ou deslocado.M. Após este tempo aumenta o risco de infecção. Curativo de cateteres – A recomendação da troca de curativo é a cada 24 horas e/ou sempre que o mesmo estiver molhado.

br/infecção/rotinas/período permanenciadispositivos. podendo a rotina ser alterada.145 Cateter venoso profundo – trocar qualquer tipo de cateter quando apresentar sinais de inflamação/infecção e fazer cultura da ponta do mesmo. 2000. editora Atheneu.sc.gov. CPM: conforma prescrição médica. Antonio Tadeu. Atlanta. . São Paulo. CCIH/2001 Neusa Maria Martini Enfermera chefe do SCIH www.saude. FONTE: FERNANDES. Curativo de lesões – As trocas de curativos são orientadas conforma a Comissão de curativo. Estados Unidos. volume 1 e 2. Guias de Prevenção do Centro de Controle de doenças (CDC). Html. Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde.

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