Faculdade Santa Emília de Rodat - FASER

Semiologia e Semiotécnica em Enfermagem II

Org. Profª.
Adriana Marques Pereira de Melo Alves Cizone Maria Carneiro Acioly Jacqueline Oliveira de Paiva Ferreira Maria Amélia de Sousa Maria de Fátima Alves dos Santos

2007

O conteúdo desta apostila constitui numa coletânea de textos sobre a assistência de enfermagem direcionada ao indivíduo, família e comunidade e, se torna, portanto, um dos meios para o aluno sistematizar seu conhecimento. Vale ressaltar que estes conteúdos devem ser complementados com outras leituras no sentido de enriquecer seu conhecimento. Que a leitura deste material sirva de alicerce para trilhar pela disciplina Semiologia e Semiotécnica em enfermagem, em busca de novos conhecimentos.

SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO UNIDADE I
Assistência de enfermagem nas necessidades de higiene pessoal 04

UNIDADE II
Assistência de enfermagem na administração de medicamentos 18

UNIDADE III
Assistência de enfermagem nas necessidades de termoterapia e crioterapia 78

UNIDADE IV
Assistência de enfermagem no tratamento de feridas 86

UNIDADE V
Assistência de enfermagem na aplicação de ataduras 101

UNIDADE VI
Assistência de enfermagem nas necessidades de oxigenioterapia 105

UNIDADE VII
Assistência de enfermagem nas necessidades de sondagens Cateterismo gástrico Cateterismo vesical Lavagem intestinal 111 111 117 128

UNIDADE VIII
Assistência de enfermagem aos pacientes graves e agonizantes 131

REFERÊNCIAS

93

Além disso. Dentes e gengivas saudáveis são essenciais à manutenção das condições nutricionais. Fatores que influenciam as medidas de higiene Auto-imagem: O profissional não deve transmitir sentimentos de desaprovação se a higiene do paciente for insatisfatória. a idade. o fato de ajudar a se manter limpo através de remoção de impurezas. O profissional de Enfermagem pode adotar horários em um plano individualizado. Conhecimento: geralmente o seu nível de conhecimento influencia sua motivação e prática de higiene. as medidas higiênicas ajudam o paciente a sentir-se mais confortável e relaxado. Sabemos que a auto-estima ficará afetada com o comprometimento da higiene de um paciente e que a resolução deste poderá se concentrar na execução desta higiene. Variáveis culturais: As crenças culturais. produtos de secreções e excreção. Freqüentemente. O profissional de Enfermagem deve procurar manter seus pacientes limpos e livres de maus odores. as pessoas doentes sentem-se preocupadas com os odores desagradáveis que se instala em seu corpo pela falta de higiene que. A higiene é a ciência da saúde e quando é bem executada é importante para a saúde geral do indivíduo. elimina muitas substâncias nas quais estas bactérias se reproduzem. os valores pessoais e os hábitos familiares influenciam nos cuidados de higiene do indivíduo. Nível socioeconômico: Os hábitos de higiene são influenciados pelos recursos econômicos disponíveis do paciente. . incentivando para que participem do seu autocuidado. a formação.4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE HIGIENE PESSOAL. A pele sadia íntegra é a primeira barreira de defesa contra a infecção e a lesão dos tecidos. A má condição da cavidade oral representa fontes potenciais de infecção. Neste sentido. assim como causa desconforto e dor ao paciente. Preferências pessoais: Cada paciente tem seus hábitos pessoais e de higiene. temporariamente ou não. estará suspensa.

favorecendo o aumento do apetite e permitindo que ele se sinta socialmente aceitável. Fornecer a toalha de rosto para que proteja o tórax. secar e guardar a escova de dente. PACIENTE QUE PODE CUIDAR DE SI Material Escova de dente ou espátula e gaze. lábios. Dispor o material junto ao paciente. 11. gengivas. . A higiene oral é indicada pela manhã. pois esta faz parte do sistema digestório e também do respiratório. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim por um dos cantos da boca. Lubrificante para os lábios. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem 12. . Prepara o material necessário 4. Procedimentos 1. 10. . Solicitar ao paciente que escove a face anterior e posterior dos dentes. . Orientar o paciente para enxaguar.creme dental ou solução dentrifícia. após as refeições e de 02 em 02 horas em pacientes graves.Prevenir cáries dentárias. 9. Objetivos Proporcionar conforto e bem estar ao paciente. 6.copo com água. Explicar ao paciente o procedimento e observar as condições da cavidade oral. 7.5 HIGIENE ORAL Conceito É a limpeza da cavidade oral.Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. dentes. 2. Um dos fatores essenciais à manutenção da saúde é prevenir o aparecimento de infecção na boca. e com SNG. 5. Solicitar ao paciente que enxugue a boca com a toalha de rosto. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) ou solicitar ao paciente que se sente. .toalha de rosto.combater infecções já instaladas. febris. enxaguando bem a cavidade oral. condições da cavidade bucal. Lavar as mãos 3. .Evitar halitose. . véu palato e língua. cuba rim ou similar. se necessário.Prevenir infecções bucais. ou seja. no sentido gengiva-dente inclusive a língua. 8. . digestivas e respiratórias.

por um dos cantos da boca. observando as condições da cavidade oral. 16. Retirar a cuba rim e enxugar a boca com a toalha de rosto 13. 14. copo com solução dentifrícia (Cepacol ou similar a 50% e bicarbonato de sódio a 2%). Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. 2. Lavar as mãos 3. Na falta de escova. Escovar a face anterior e posterior dos dentes no sentido gengiva-dente. se necessário. 12. Procedimentos 1. lubrificante para os lábios. usar canudo. HIGIENE ORAL EM PACIENTE INCONSCIENTE Material Duas espátulas e gaze. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. umedecer a gaze envolta na espátula com solução dentrifícia. Orientar o paciente sobre o procedimento. Colocar a toalha de rosto sobre o tórax do paciente. 15. seca-la e guarda-la. Orientar o paciente para que deixe escorrer a água na cuba rim. Para paciente entubado um aspirador montado. 8. Lubrificar os lábios. Escovar a língua evitando feri-la e provocar náuseas 10. Preparar o material 4. Oferecer água para o paciente bochechar e enxaguar a boca. 9. se necessário. 11. Lavar as mãos. toalha de rosto.6 PACIENTE DEPENDENTE Material: acrescentar ao material tubo plástico (canudo) e Saco de lixo. Erguer a cabeceira da cama (posição de fowler) 5. um par de luvas de procedimento. Enxaguar a escova de dente. condições da cavidade bucal. . colocar creme dental. Umedecer a escova na água. 6. Colocar a cuba rim próxima ao rosto do paciente. 17. saco para lixo. 7.

Envolver a gaze na espátula ou pinça e umedece-la com solução dentifrícia 6. condições da cavidade bucal (ex. traumatismo facial). aftas. delicadamente. anotar no prontuário e comunicar ao médico assistente. fratura mandibular. b. Secar os lábios e lubrifica-los. c. Cuidados importantes 1. Qualquer anormalidade observada na cavidade oral (cáries. . Lavar as mãos 11. Orientar ou fazer a higiene oral e recolocar a prótese. 9. 4. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Abrir a boca do paciente com o auxilio da outra espátula e. Retirar a toalha de rosto. Para lábios ressecados recomenda-se usar pomada específica. 3. d. Orientar ou fazer higiene oral no mínimo três vezes ao dia 2. Proceder à limpeza das próteses. a. moniliases). a mesma deverá ser mantida em solução anti-séptica em recipiente identificado (ex. observando as condições da cavidade oral. 7.: inconsciente. 2. presença de sangramento gengival. 10. deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Informar ao paciente sobre o procedimento. Cuidados com a prótese dentária. friccionar a espátula envolta em gaze nos dentes. ulcerações ou crostas na língua). Preparar o material 4. 8. manteiga de cacau ou vaselina.7 Procedimento 1. Efetuar a troca da solução anti-séptica diariamente. 5. Quando o paciente apresentar gengivas edemaciadas ou sangrando. No caso de pacientes que necessitam permanecer sem a prótese. trocando as gazes. e. Lavar as mãos 3. gengiva e língua. mucosa ressecada. Repetir a limpeza quantas vezes for necessária. Posicionar o paciente de lado e lateralizar a sua cabeça colocando a toalha. usar bolas de algodão para a limpeza dos dentes.

mecha por mecha – com auxilio de algodão e pente – umedecendo todo o cabelo e o couro cabeludo (começando pelo lado mais distante para o mais próximo). 11. São encontrados no couro cabeludo e regiões pilosas do corpo. micosina. Proporcionar higiene do couro cabeludo. de maneira que todo o cabelo permaneça oculto por duas horas. Calçar as luvas 8. Lavar as mãos 2. não deixando que os outros pacientes saibam. preparados caseiros). toalha de banho ou similar e impermeável. conhecidos popularmente por PIOLHOS. Objetivos Evitar a propagação de infecções e pedículos. Tetmosol. fita adesiva. 9. Forrar o travesseiro com o impermeável e toalha de banho. Material Solução para pediculose (Benzoato de Benzila. 4. Preparar o material. Proporcionar higiene e conforto. 6. pente. Procedimentos 1. 3. no mínimo. biombo. recipiente para lixo. Desocupar a mesa-de-cabeceira e colocar biombo. organizar a bandeja 7. 10. fixando-a com fita adesiva. Aplicar a solução para pediculose. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.8 TRATAMENTO DE PEDICULOSE Conceito É a eliminação de parasitas (parasitas hematófagos). um par de luvas. Lavar as mãos 5. Levar o material para junto do paciente. Envolver a cabeça do paciente com a toalha de banho. Explicar ao paciente o procedimento. . De preferência colocar a noite para que seja retirado no outro dia. bolas de algodão.

Lavar as mãos. REMOÇÃO DE LÊNDEAS Conceito: É o extermínio de ovos dos pedículos nos fios de cabelo. recomenda-se mais de uma aplicação do produto para exterminar os pedículos. Após a aplicação do produto faz-se necessário a troca de toda a roupa de cama e colocação desta em um saco plástico com a identificação Piolho. 4. ou de acordo com indicação da solução aplicada. . que precisam ser removidos para extermínio completo dos parasitas. 7. . Explicar ao paciente o procedimento 2. recipiente de lixo. Procedimentos 1. convém executar tricotomia na área. 5. 3. 13. Material: Vinagre puro aquecido ou ácido acético a 5%. realizar a higiene dos cabelos prosseguindo posteriormente com o tratamento de lêndeas. Evitar que a solução atinja os olhos. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Em casos de pedículos nos cílios usa-se pomada de óxido amarelo de mercúrio. pente fino e gazes. conforme a técnica padronizada. um par de luvas. 6. bolas de algodão. toalha de banho e impermeável. Duas horas após o tratamento. reações do paciente. Objetivo: Exterminar e remover as lêndeas. Devido ao ciclo biológico do parasita. 2. Cuidados importantes No caso de pedículos nos pêlos da região pubiana. cortar os cabelos. Proceder ao tratamento de pediculose e lêndeas por três dias consecutivos após uma semana do primeiro dia de tratamento.9 12. Caso o paciente concorde. 1. Lavar as mãos.

papel toalha. Objetivos: Proporcionar conforto. Evitar o aparecimento de pedículos. Fazer higiene dos cabelos. recipiente para lixo. Repetir o tratamento após uma semana do primeiro dia do tratamento. balde vazio. 2. jarro com água morna e adaptador com borracha de látex. um par de luvas. Trocar a roupa de cama e do paciente. 8. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. cuba rim. Eliminação da seborréia. 10. chuveiro ou pinça. Forrar o travesseiro com a toalha de banho ou. HIGIENE DOS CABELOS Conceito: Consiste na limpeza do couro cabeludo e dos cabelos do paciente acamado. Preparar o material. Neste período. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. duas bolas de algodão. 5. no mínimo meia hora. cotonetes. 12. Aplicar ao longo dos cabelos. Lavar e guardar o material. Material: Impermeável ou saco de lixo plástico com as duas extremidades abertas e a lateral até o meio envolvendo o cobertor (na forma de um funil). coloca-la nos ombros. 11. reações do paciente. Deixar o vinagre nos cabelos. mecha por mecha. utilizar o pente fino ou gazes para remover as lêndeas. impermeável. shampoo ou sabão líquido.10 3. Embeber o algodão no vinagre aquecido. Lavar as mãos. Proteger o couro cabeludo. Coloca-la dentro do saco plástico e lacra-la com a identificação de PIOLHO. caso o paciente esteja sentado. toalha de banho e rosto. pente. . Estimular a circulação do couro cabeludo. caspas e infecções. Fazer aplicação de vinagre durante três dias consecutivos. Cuidados importantes 1. 9. 7. 6. 4. Até a remoção completa de todas as lêndeas.

ensaboar e massagear o couro cabeludo com a polpa dos dedos.Colocar o rolo com o impermeável (funil) sob a cabeça do paciente. Irrigar. 18.Preparar o ambiente: fechar janelas. Repetir os itens 12 e 13 quantas vezes forem necessárias. 11. Colocar as bolas de algodão nos ouvidos do paciente.Colocar a escadinha próxima da cabeceira da cama. 4. Limpar os ouvidos com cotonetes.Forrar o travesseiro com o impermeável e sobre este. 19. 2. 15. 3. Colocar a extremidade mais fina do impermeável (bico do funil) dentro do balde. Pentear os cabelos. Enxaguar retirando todo o sabão.Colocar o travesseiro sob os ombros do paciente.Lavar as mãos. 5. 17. colocar a tolha de banho. 16. 9.Explicar ao paciente o procedimento. Forra-la com papel toalha e colocar o balde em cima da mesma. b) Enrolar e entrelaçar suas extremidades de modo a formar um círculo.Colocar a toalha de rosto no ombro do paciente. esvaziar a mesinha-de-cabeceira. Retirar o impermeável do rolo com cuidado para não molhar o cobertor. . 8. 7. 10. 14. Calçar as luvas. 20. 12. c) Envolver o cobertor com a extremidade do saco plástico que está aberta na lateral e deixar a outra extremidade para que seja colocada dentro do balde no ato do banho. 6. Procedimentos 1. 13.Preparar o material. Enxugar a cabeça com a toalha de rosto e retirar as bolas de algodão do ouvido Colocar o travesseiro no lugar.11 CONFECÇÃO DE UM FUNIL COM COBERTOR E IMPERMEÁVEL a) Dobrar o cobertor ao centro no sentido diagonal.

Procedimentos 1. 3. reações do paciente.Facilitar a higiene. . 22. 23. Pentear os cabelos iniciando das pontas para a raiz. Comunicar ao paciente o procedimento e sua finalidade. Retirar o impermeável e toalha de banho do travesseiro. condições do couro cabeludo. aplicando-as na pele em pequenas áreas de cada vez. No caso de cabelos embaraçados. 4. 3. pedículos. TRICOTOMIA Conceito: É a retirada de pêlos de uma determinada área. Lavar e guardar o material. Cuidados importantes 1. recipiente com sabão. Anotar na prescrição do paciente: horário. etc. Preferencialmente. Cercar a cama com biombo. . lêndeas. aplicar álccol com auxilio de bolas de algodão. Lavar as mãos. Ensaboar as bolas de algodão. se necessário. se necessário. cuba de anti-sepsia. 2. recipiente para lixo. estas técnicas devem ser executadas por duas pessoas.). 4. se necessário. Observar condições do couro cabeludo (lesões. biombos e foco auxiliar. gazes. 5. água. 2. Evitar que escorra água e sabão nos olhos do paciente. 6. Preparar o material. Lavar as mãos. papel higiênico. Colocar o paciente em posição confortável e expor apenas a área a ser tricotomizada. 7.12 21. Proteger a cama com impermeável. Material: Aparelho de barbear. 24. toalha impermeável. 5. Objetivos: Preparar uma área para cirurgias ou exames.

Fazer a tricotomia na sala de curativo. 14. Na tricotomia de pêlos longos. 9. Encaminhar o paciente ao chuveiro ou lavar e enxugar a área. remover os pêlos soltos. Com a gaze. de preferência) com vaselina para que os pêlos fiquem retidos na mesma. Objetivos: Proporcionar limpeza e conforto da paciente. 13. sempre que possível. Cuidados importantes 1. 12. área tricotomizada. Retirar o excesso de pêlos do aparelho com papel higiênico e/ou com a água da cuba. 5. Anotar na prescrição do paciente: horário. Limpar bem a cicatriz umbilical. Nas proeminências ósseas. 10. 2. 11. Revisar a área tricotomizada e refazer a raspagem nos pintos necessários. Proceder á desinfecção do material conforme rotina e desprezar a lâmina no recipiente de material cortante. Auxiliar no tratamento de infecções. Prevenir infecções.13 8. 15. HIGIENE ÍNTIMA FEMININA (Lavagem externa feminina) Conceito: É a lavagem da região genital e perianal. cuidar para não cortar o paciente. lubrificar a tesoura (curva. Lavar as mãos. 4. Indicações Pela manhã e à tarde Pacientes com corrimento Pacientes com sangramento vaginal Antes de curativos ginecológicos Antes da realização de cateterismo vesical . Esticar a pele com uma das mãos e. cortar os cabelos com tesoura antes de iniciar a raspagem. raspar seguindo a direção do crescimento dos pêlos. com a outra. 3. Na tricotomia ciliar. quando for tricotomia abdominal.

Pedir a paciente para fletir as pernas mantendo-as separadas e protegidas com lençol. sabonete líquido ou solução medicamentosa prescrita. cuba rim ou similar. Utilizar movimentos delicados e trocar as bolas de algodão quantas vezes necessárias. fazendo movimentos de cima para baixa. Separar com uma das mãos os grandes lábios. 15. Prepara o ambiente cercando o leito com biombo. 2. Colocar gazes dobradas na região inguinal 16. 4. Enxaguar e secar as regiões antes citadas. Bandeja na mesa de cabeceira e comadre na cadeira. Lavar as mãos 6. presença de cateter. Lavar o ânus e região perianal por ultimo. 12. Ensaboar e secar as regiões antes citadas 14. 8. jarra com água morna. 9. Calçar as luvas de látex. . Impermeável. bolas de algodão. ensaboar os grandes lábios. Utilizar outra bola de algodão para proceder à limpeza do vestíbulo vaginal. isto é. Identificar os pacientes em risco de contrair infecções genitais. 10. utilizando bolas de algodão. 7. Soltar o lençol protetor do paciente coloca-lo na diagonal e fazer o sapatinho. 18. 17. desocupar a mesa de cabeceira e dispor uma cadeira aos pés da cama. gazes. observando as condições do clitóris e do orifícios (meato uretral. Orientar a paciente sobre o procedimento. de modo que facilite o procedimento. Irrigar as coxas e púbis 13. 3. recipiente para lixo. Procedimentos 1. Colocar a comadre forrada sob as nádegas. comadre forrada. Levar o material e dispô-lo na mesa de cabeceira. um par de luvas de látex.14 Após o ato de micção e evacuação Após parto eutócico Material: Biombo. observando as condições de higiene. vaginal e glândulas). Preparar o material 5. incontinência fecal e infecção cirúrgica. toalha de banho ou rosto. Colocar a toalha transversalmente sob a região pubiana. 11.

jarra com água morna. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade. camisola ou pijama. Retirar a comadre e enxugar com a toalha 21. Limpar e proteger a pele. Cuidados importantes 1.: Úlcera de pressão). cuba rim ou similar. b) E o item 07. 20. onde se deve proceder da seguinte maneira: a) Afastar o prepúcio e ensaboar com bolas de algodão – no sentido meato uretral – raiz do pênis – bolsa escrotal – voltar o prepúcio à posição norma após enxaguar. material para desinfecção . sabonete. condições da região e queixas do paciente. cotonete. Identificar alterações na integridade da pele.: NA HIGIENE ÍNTIMA MASCULINA (Lavagem externa masculina). orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. 2.15 19. Enxaguar irrigando. BANHO NO LEITO Conceito: É o método utilizado para higiene corporal realizada no leito. Lavar as mãos 24. Fazer anotações na prescrição da paciente: horário. Objetivos: Remover odores. toalhas de banho e rosto. 3. (ex. muda-se apenas o item 16 e 17. Proporcionar conforto físico e mental ao paciente. Deixar a paciente confortável e a unidade em ordem 22. um balde para desprezar a água utilizada. Estimular a circulação. Aliviar a sensação de fadiga. roupa de cama. Material: Biombo. Fazer desinfecção do materiais e guardá-los 23. um par de luvas de banho. – Proporcionar um bom sono e repouso. hidratante. Retirar todo o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritação da pele. comadre forrada. É indicada uma vez ao dia de preferência pela manhã e sempre que for necessário. Sempre que possível. onde se deve descer o lençol em leque até o joelho. Obs. uma bacia.

18. não expondo o paciente. enxaguar e enxugar o antebraço. pente.16 concorrente. Ensaboar. observando sinais de assaduras. Colocar os membros superiores sobre a mesma. enxaguar e enxuga-las. Orientar o paciente. se necessário. Prepara o ambiente: colocar biombo. enxaguar. 17. fechar janelas. Abaixar o lençol em leque até o abdome sem expor o paciente. 9. Afastar a mesinha de cabeceira e retirar o material da mesma. braço. material para higiene íntima. b. Colocar a toalha de banho. 11. Proteger o tórax com a toalha de banho no sentido transversal. 16. 2. 3. a. Improvisar hamper.observando as condições de higiene. Preparar o material. Tomar cuidados especiais ao lavar as pregas inframamamárias nas mulheres. Começando do distal para o proximal. orelhas e pescoço anterior e posterior. no sentido Transversal. ensaboar. do tórax até o abdome. enxugar e secar o rosto. material para higiene oral. Ensaboar. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. Começando do lado distal para o proximal. 7. enxaguar e enxugar o tórax e abdome. 6. 5. Dobrar o lençol em leque até a cintura. Lavar as mãos. c. 14. Desamarrar as tiras da camisola e tira-la por baixo do lençol. 12. Colocar a roupa de cama no espaldar da cadeira. . Fronha. Ensaboar. 4. Colocar a toalha de banho. Mergulhar as mãos na bacia. sob os membros inferiores. Procedimentos 1. recipiente para lixo. escápula e por último a axila. Lavar os olhos sem sabão. camisola e toalhas no assento da mesma. evitando colocar as roupas no chão 10. Colocar o material de modo que facilite a execução do procedimento. Soltar as roupas de cama. Fazer a higiene do rosto. Limpar ouvidos e nariz com cotonetes. 15. no sentido longitudinal. 13. 8.

glúteos e interglúteos. Massagear. com vaselina sólida. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 31.17 19. Ensaboar. Massagear com vaselina sólida os membros superiores no sentido do retorno venoso. Fazer anotações na prescrição do paciente: horário. Colocar comadre e fazer higiene íntima conforme técnica descrita anteriormente. condições da pele (sinais de escara. Ensaboar e enxugar as costas. 30. orientar e estimular o paciente a auxiliar na higiene. pele ressequida. coxa posterior e glúteos. Colocar um dos pés na bacia . 28. 2. 4. 25. lesões). . 20. Lavar as mãos. Utilizar vaselina em pele seca e álcool em pele oleosa. lavar. Cuidados importantes 1. 26. Trocar a água sempre que necessário. 5. 27. as costas no sentido do retorno venoso. Fazer a desinfecção do material usado e guarda-lo. Colocar a camisola ou pijama e pentear os cabelos. Sempre que possível. Em seguida fazer proceder da mesma forma no outro pé. 21. Trocar a roupa de cama fazendo a desinfecção concorrente. Forrar o lençol com a toalha de banho. Retirar a comadre e posicionar o paciente em decúbito lateral. Desprezar a luva. 22. 3. 29. Retirar o sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritações na pele. 24. no sentido de baixo para cima friccionando e fazendo movimentos circulatórios. enxaguar e secar. 32. Desprezar a luva e toalha de rosto 23. coxa posterior. Manter o diálogo constante e respeitar a privacidade.enxaguar e secar. cavidade bucal e couro cabeludo.

de modo a obter um efeito terapêutico. e. líquido ou óleo. A terapia medicamentosa consiste na administração de substâncias químicas que modificam o funcionamento corporal. Neste sentido a administração de medicamentos consiste: Em uma das mais sérias responsabilidades que pesam sobre o Enfermeiro Administrar medicamentos é um papel fundamental à maioria da equipe de Enfermagem. Supositório: forma sólida misturada com gelatina sob forma de olinha para inserção em uma cavidade do corpo (reto ou vagina). d. uma falha pode ter conseqüências irreparáveis. 2. Drogas: é qualquer substância química capaz de produzir efeito farmacológico. Na nossa realidade de trabalho este procedimento quase sempre é executado por auxiliares e técnicos de Enfermagem. Solução: preparado líquido que pode ser usado via oral. medicamento envolto numa cápsula de gelatina. Pasta: preparado semi-sólido mais espesso. desfaz-se quando atinge a temperatura do corpo. Loção: droga em suspensão líquida que é aplicada externamente para proteger a pele. . Pílula: forma sólida que contém uma ou mais droga. Sendo assim. pois envolve aspectos legais e éticos de impacto na prática de Enfermagem. absorvido mais lentamente. parenteral ou externamente. 1. Cápsula: fórmula sólida para uso oral.18 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Essa técnica de Enfermagem é merecedora de reflexão na prática de Enfermagem. b. também pode ser instilado para um interior de um órgão ou cavidade do corpo. tais com: a. Formas das drogas: as drogas estão disponíveis em uma variedade de formas e preparados. Requer pensamento e o exercício de juízo profissional. f. c. em forma de pó. Não é somente uma tarefa mecânica a ser executada em complacência rígida com a prescrição médica. dever ser estéril se o uso for parenteral.

a reação ao propósito de uma droga). comprimida em discos ou cilindros rígidos. ou quando uma droga acumula-se no sangue em função de deficiência no metabolismo ou excreção.19 g. Efeitos tóxicos: desenvolve-se após a ingestão prolongada de doses altas de medicamentos. e. Obs. variáveis fisiológicas (sexo. Problemas relacionados com os efeitos das drogas a. tais como: Diferenças genéticas. Reações idiossincráticas: o paciente reage de modo excessivo ou deficiente ao medicamento ou tem uma reação diferente da normal. fatores psicológicos (a atitude de um paciente. em função do bem-estar ou alívio do sintoma. quando deixadas em repouso as partículas assentam-se no fundo do frasco. Dose mínima: menor quantidade do medicamento em produzir o efeito terapêutico. Efeito desejado: é a resposta desejada ou previsível que a droga causa ao paciente. Efeitos colaterais: são efeitos adversos da droga. 3. c. idade. Xarope: medicação dissolvida em uma solução concentrada de açúcar. Comprimido: forma em pó. . comumente uma forma de apresentação oral que não deve ser administrada por via endovenosa. b. podem ser aceitáveis se o beneficio da droga for maior. condições ambientais ( o estresse e a exposição ao frio e ao calor). i. f. Suspensão: partículas de drogas finamente divididas que estão dispersas em um meio líquido. Classificação da dosagem: a. dependendo do individuo ou da droga. Efeitos leves como náusea discreta.: medicamentos iguais podem provocar reações diferentes em indivíduos diferentes. d. Estes efeitos podem ser inofensivos ou prejudiciais. Os efeitos das drogas podem ser influenciados por outros fatores individuais e ambientais. h. peso. 1. Vício: é a dependência física e/ou psicológica da droga. estado nutricional e estado da doença). Reações alérgicas: podendo ser de forma leve ou grave. Dose de manutenção: é a dose necessária para manter os níveis desejáveis b.

5. Nome completo do paciente: distingue o paciente de outras pessoas homônimas. 2. Data e hora em que a prescrição é feita: dia. g. d. Manter o local de preparo de medicamento limpo e em ordem. Anotar qualquer anormalidade após administração do medicamento (vômitos. seguir a regra dos CINCO CERTOS: a. A prescrição do paciente deve ser mantida à vista do executante. Via certa c. c. Ao prepara a ao administrar. 7. 1. e. 3. Paciente certo b. Dose letal: quantidade necessária para causar a morte.). Dosagem: são incluídas a dosagem e potência do medicamento. Nome do medicamento: a grafia correta é muito importante. 4. mês e ano são incluídos. d. Assinatura do médico ou profissional de enfermagem: a assinatura transforma a prescrição em requisição legal. Tempo e freqüência de administração: serve para saber quando iniciar o tratamento e por quanto tempo. erupções. Componentes essenciais da prescrição médica: a. Todo medicamento a ser administrado ao paciente dever ser prescrito pelo médico ou profissional de enfermagem. Lavar as mãos antes de prepara e administrar o medicamento Fazer a desinfecção concorrente da bandeja antes do preparo e após administração do medicamento. Dose certa . diarréia. etc. Não conversar durante o preparo do medicamento para não desviar a atenção. urticárias. Via de administração: são usadas abreviaturas comuns para indicar as vias f. Regras gerais na administração de medicamentos.20 c. Dose máxima: é a maior quantidade da droga capaz de produzir efeito terapêutico sem danos para o organismo. 2. A hora ajuda a esclarecer certas medicações foram atualizadas ou suspensas. b. 6. 8.

vacinas. Em caso de dúvida nunca administrar o medicamento. Orientar quanto ao perigo da automedicação. Certificar-se das condições de conservação do medicamento (sinais de decomposição. 17. Registrar todos os narcóticos e guardar as ampolas utilizadas. 22. 15. até que a mesma seja esclarecida. . Nunca administrar medicamento sem o rótulo. evitando assim causar danos ao paciente. 21. 11. Antes de guardar o recipiente no local apropriado. etc. via. Checar e rubricar o horário do medicamento administrado durante a noite. Controlar rigorosamente os narcóticos e seus derivados. 14. nome do medicamento. Identificar o paciente. alguns antibióticos. guardando-os em GAVETA FECHADA COM CHAVE. precipitação. 12. 24. Os antibióticos devem ser administrados no máximo 15 minutos antes ou 15 minutos depois do horário prescrito Não administrar medicamento preparado por outras pessoas. deteriorização. 20. Manter sob refrigeração medicamentos como: insulina. Identificar a seringa ou recipiente de via oral: enfermaria. 19. 10. 23. entre outros. com tinta vermelha e durante o dia com azul. turvação. supositórios. leito. Antes de retirar o recipiente do local onde estiver (farmácia. hora a ser administrado. frascos de Nutrição Parenteral Prolongada (NPP). b. Ler o rótulo do medicamento três vezes: a. Medicamento certo 9. etc. 16. antitetânico.21 d. c.). armário. Antes de preparar o medicamento. Sempre verificar a data de validade do medicamento. anti-rábico. certificando-se do seu nome completo. 18. 13.). Manter a bandeja de medicamento sempre à vista do executante. Horário certo e. Posicionar o paciente adequadamente mantendo-o confortável. soro antiofídico.

Comunicar ao médico responsável e aguardar a sua conduta. 26. visando a obtenção de efeito terapêutico. leite. que pode ser melhorado. caso não haja contra-indicação. deve ser desprezado. Vaginal. Vias de administração. Auricular. a. . Nasal. Circular o horário em azul e anotar o motivo na coluna da observação quando. Parenteral: intradérmica (ID). fora do prazo de validade. Gastrintestinal: ora ou bucal. O paciente está em jejum. devem ser diluídas. e. Cutânea ou tópica.: Medicamento não identificado. O paciente recusa o medicamento ou apresenta náuseas ou vômitos. gástrica. colocar um ponto (•) ao lado do horario da medicação da prescrição médica. subcutânea (SC). Ao prepara o medicamento. sublingual. intramuscular(IM). Ocular.22 25. ou com embalagem avariada. Cuidados na diluição • Todas as drogas que provocam irritações e com gosto forte. Caso o medicamento não tenha sido administrado por esquecimento. O paciente não se encontrar na unidade. O medicamento está em falta no hospital. 10•. endovenosa(EV) ou IV). Administração de medicamentos: É o processo de preparo e introdução de substância química no organismo humano. suco de frutas. dissolvendo-se o medicamento em água. c. O medicamento foi suspenso. • Satisfazer o quanto possível os pedidos do paciente quanto ao gosto. retal. Ex: 8•. evitando administração em dose dupla ou não administração do mesmo. b. duodenal. Obs. d. f.

Vantagens Método simples de administração. . Medicamentos que danifiquem o esmalte dos dentes devem ser administrados com o uso de canudinho. corticóides. Objetivos Obter efeitos no trato digestivo. limão ou chá ou café. não distante das refeições. Em casos de vômitos. digital. Irritação gástrica. Seguro por não romper as defesas orgânicas. . Desvantagens Paladar desgostoso. Via oral – é a administração de medicamentos pela boca.23 • • Xaropes devem ser administrados puros ou com leite quente.Produzir efeitos sistêmicos após a absorção na circulação sangüínea. O óleo de rícino ou outros óleos podem ser misturados com suco de laranja. Econômico por custarem menos. devem ser ingeridos somente com água. Antibióticos. de maneira geral . Contra-indicações Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes. Quando o paciente está em jejum para cirurgias ou exames. irritam a mucosa gástrica e põem produzir náusea e vômitos. • • • ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA GASTRINTESTINAL É a via em que a absorção da droga ocorre no aparelho gastrointestinal. Salicilatos. Devem ser servidos com leite e/ou durante as refeições .

Avaliação inadequada da absorção. pérolas. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. via. Colocar os medicamentos nos recipientes adequados com a respectiva identificação: nome do paciente. no caso de clientes estar com dieta zero. 6. pastilhas. 13. emulsão. Esparadrapo ou etiquetas auto-adesivas). Prepara o material mantendo a prescrição medica próximo à bandeja. gaze. Diluir o medicamento se necessário Chamar o paciente pelo nome completo. Formas de apresentação Forma líquida (xarope. Material: conta-gotas. leito. suspensão. recipiente para medicamento sólido. copos graduados ou colher. Anotar qualquer intercorrências antes. Efeito sobre os dentes. 14. 4. Forma sólida (comprimidos. perguntando seu nome completo. Verificar se o paciente não está em jejum. Lavar as mãos. higiene das mãos.24 Uso limitado. 11. 2. outros). cápsulas. 8. 9. Certificar-se de que o paciente tenha deglutido o medicamento. drágeas. presença de SNG. 10. 7. 12. 3. Lavar as mãos Identificar o paciente. Verificar as condições do paciente: condições de deglutição. outros). durante e após administração do medicamento. quarto. Procedimentos 1. fita adesiva. Não pode ser administrado em cliente inconsciente. Checar o horário da administração do medicamento. nome do medicamento abreviado (com fita adesiva. . elixir. Informar o paciente o nome e a ação do medicamento. 5.

25 Obs. O copo graduado tem as seguintes medidas (sistema caseiro): a. 15 ml = 1 colher de sopa. 5 ml = 1 colher de chá d. Evitar mistura dos medicamentos em forma líquida. Quando não houver correspondência entre a dose prescrita e o comprimido disponível. Dissolver os medicamentos para os pacientes que apresentam disfagia (dificuldade na deglutição) Os medicamentos por via oral devem ser diluídos. Os medicamentos em pó devem ser dissolvidos. 2. colocar o rotulo voltado para a palma da mão para evitar suja-lo. Antes de prepara o medicamento certificar-se da dieta.. mantê-lo no nível dos olhos. nunca oferecer o medicamento ao cliente na sua própria mão. por exemplo). Ao manusear vidros com medicamentos líquidos. Ao colocar o medicamento no recipiente. 3. 3 ml = 1 colher de café e. certificando-se da graduação correta. Cuidados importantes 1. .: Sempre colocar o medicamento na tampa invertida do vidro ou em copos. 7. Fazer limpeza do frasco de medicação e devolve-lo ao local apropriado. 11. 10. 4. Após a ingestão deste. jejum e ou controle hídrico do paciente. Homogeneizar os medicamentos em suspensão antes de colocar no recipiente. 5 ml = 1 medida infantil 5. 9. b. no máximo. oferecer mais água. 6. devese preferencialmente diluí-lo para obtenção de dosagem correta. 8. em 15 ml de água. 15 ml = 1 medida adulta f. 10 ml = 1 colher de sobremesa c. Os medicamentos à base de óleos devem ser administrados com outros líquidos de sabor agradável (sucos. 12.

Certificar-se se a sonda está no estômago através da ausculta com estetoscópio e aspiração do suco gástrico. Colocar o medicamento sob a língua do paciente e orienta-lo para não deglutir a saliva até dissolver o medicamento. copo com água e cuba rim. quando utilizada em cliente inconsciente ou incapacitado de deglutir. Introduzir lentamente o medicamento por sinfonagem. Procedimentos 1. Na introduzir ar evitando.26 Via sublingual: nesta via os medicamentos são colocados sob a língua e absorção se dá nos vasos sanguíneos existentes no dorso da língua. Procedimentos 1. Não administrar por VIA ORAL porque o suco gástrico inativa a ação do medicamento. após a administração do medicamento. 4. Fazer a desinfecção da extremidade da sonda antes e após a administração de medicamentos. . a fim de obter o efeito desejado.a fim de remover partículas aderidas na sonda e introduzir todo medicamento até o estômago. 3. Lavar a sonda com 10 a 20 de água ou soro fisiológico. seringa de 20 ml. 6. espátula. 3. 2. bolas de algodão com álcool. Material – estetoscópio. ou através de seringa. desta forma. gaze. Material: recipiente com medicamento. exceto quando contraindicado. a flatulência. 4. 5. copo graduado. utilizando bolas de algodão com álcool. A via sublingual possui ação mais rápida do que a via oral. triturador. Fornecer água ao paciente para enxaguar a boca e remover resíduos alimentares. 2. recipiente para lixo. Colocar o paciente em posição de fowler para evitar aspiração. Via gástrica: É a administração do medicamento através da sonda gástrica. evitando desconforto para o paciente.

5. 6. Afastar a prega interglútea. 8. recipiente para lixo. papel higiênico. cremes ou gel. Via cutânea ou tópica: É a aplicação do medicamento na pele. antissépticos. mantê-la fechada por 30 minutos após a administração de medicamentos. Calçar a luva de látex para autoproteção. luva de látex. Pode ser aplicado por fricção à pele. 3. com auxílio do papel higiênico. Envolver o supositório numa gaze. Caso o paciente tenha condições de auto-aplicação. Material: gaze. e pedir ao paciente que o retenha por trinta minutos. pomadas. Procedimentos 1. Via retal: É a introdução de medicamento na mucosa retal. Caso a sonda tenha a finalidade de drenagem. Orientar o paciente a respirar fundo ao introduzir o supositório. Colocar o paciente em decúbito lateral ou SIMS expondo somente a área necessária para a introdução do supositório. através do ânus. Tem ação local ou sistêmica. espátula. sob a forma de supositório ou clister medicamentoso. recipiente para lixo. Visando absorção através de poros até atingirem acorrente sanguínea. medicamento. Introduzir o supositório além do esfíncter anal delicadamente.27 7. na forma de loções. Procedimentos . adesivos. 4. Material – gaze. 2. medicamento. Certificar-se de que o supositório realmente tenha sido introduzido. 7. para melhor visualização do ânus. orienta-lo quanto ao procedimento. com o dedo indicador. numa profundidade correspondente ao dedo indicador.

Via auricular: É a introdução de medicamentos no canal auditivo externo. a. Prepara o paciente. Procedimentos 1. Paciente sentado: inclinar a cabeça para trás. Desprezar uma gota de medicamento. Facilitar a drenagem de secreção nasal. medicamento prescrito. se necessário (pele oleosa e com sujidade). 6. conta-gotas. Material: gaze. Paciente em decúbito dorsal: colocar o travesseiro sob o ombro. eritema. . Quando o medicamento for armazenado em recipiente. pruido. Posicionar o canal auditivo no adulto da seguinte maneira: segurar o pavilhão auditivo e puxar delicadamente para cima e para trás. Desprezar a primeira porção da pomada. Procedimentos 1. etc. Orientar o paciente quanto à manutenção da posição inicial por cerca de 03 a 05 minutos. gaze. b. 4. edema. 3. proteger a mucosa nasal e tratar infecções. 2. 4. Observar qualquer alteração na pele: erupções. Com o objetivo de aliviar a congestão nasal. Posicionar o paciente e lateralizar a cabeça. recipiente para lixo. 5. 3. Fazer a limpeza da pele com água e sabão antes da aplicação do medicamento. Instilar o medicamento no canal auditivo sem contaminar o conta-gotas. Facilitar a saída de cerúmen e corpo estranho. 5. com o objetivo de prevenir ou trata processos inflamatório e infeccioso. recipiente de lixo. retira-lo com auxílio da espátula. fazer o teste de sensibilidade. Antes de aplicar a pomada. Via nasal: É a aplicação de medicamento na mucosa nasal. Material: frasco de medicamento.28 1. Aplicar o medicamento massageando a pele delicadamente. 2. de modo que a cabeça fique inclinada para trás (cabeça em hiperextensão).

6. remover secreções e crostas. conta-gotas se necessário. Diminuir a congestão ocular. Remover o excedente do medicamento com a gaze.Aplicar anestésico. Prevenir infecção vaginal. . a fim de dispersar o medicamento. 8. Ao aplicar a pomada. 7. Preparar a paciente para cirurgias dos órgãos genitais. Via vaginal: Consiste em introduzir o medicamento na mucosa vaginal. Afastara a pálpebra inferior com o dedo polegar – com auxílio da gaze – apoiando a mão na face do paciente. Pingar o medicamento no núcleo da conjuntiva ocular (porção média da pálpebra inferior). Com o objetivo de Combater infecção. Antes da aplicação do medicamento. a fim de que o medicamento penetre profundamente na cavidade nasal. no saco conjuntival inferior. sob forma de colírio ou pomada. 3. Instilar o medicamento nas narinas evitando que o conta-gotas toque a mucosa nasal. geléias. Com o objetivo de diminuir a infecção vaginal. gaze. 3. deposita-la ao longo de toda extensão do saco conjuntival inferior.29 2. sem tocar o conta-gotas ou o tubo de pomada na conjuntiva. Pedir ao paciente que olhe para cima. espumas ou lavagem vaginal. Provocar midríase (dilatação da pupila) ou miose (constrição da pupila). recipiente de lixo. sob a forma de óvulos. . 2. Preparar o paciente colocando-o em decúbito dorsal ou sentado com a cabeça inclinada para trás. Evitar ulceração da córnea. Via ocular: Consiste em aplicar medicamento. pomadas. 4. Procedimentos 1. Desprezar a primeira porção da pomada ou uma gota do colírio. Material: medicamento (pomada ou colírio). Solicitar ao paciente que feche as pálpebras e faça movimentos giratórios o globo ocular. Instruir o paciente para que permaneça nesta posição por 02 a 03 minutos. 5.

ou uma seringa na qual adapta-se uma sonda uretral nº 4 ou nº 6. Intravenosa ou Endovenosa (IV ou EV). Introduzir delicadamente o aplicador. Respeitar a privacidade da paciente cercando a cama com biombos. Procedimentos 1. 7. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA PARENTERAL Conceito – É a administração de um agente terapêutico pelas vias Intradérmica (ID). Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar – com auxilio de gazes. 4. 5. recipiente para lixo. 6. Desvantagens Dor. 3. Obtenção de resultados mais seguros. geralmente causada pela picada da agulha ou pela irritação da droga. e pressionar seu êmbolo. Vantagens Absorção mais rápida e completa. Lavar o aplicador com água e sabão ( o aplicador é de uso individual). Colocar a paciente em posição ginecológica. Retirar o aplicador e pedir que è paciente para que permaneça no leito. gaze. Subcutânea (SC). Intramuscular (IM). Colocar o óvulo ou a pomada vaginal no aplicador próprio. Fazer higiene íntima. 10 cm aproximadamente. 9. Em caso de paciente VIRGEM: qualquer medicação via vaginal pode ser administrada utilizando-se ESPÉCULO DE VIRGEM. se necessário. aplicador próprio. 2. antes da aplicação. Possibilidade de administrar determinadas drogas que são destruídas pelos sucos digestivos.30 Material – medicamento (óvulos e pomadas vaginais). Em casos de engano pode provocar lesão considerável . Maior precisão em determinar a dose desejada. 8.

Má absorção das drogas: Quando a droga é de difícil absorção. A introdução de líquidos deve ser lenta. choro. causando a rutura de capilares. nódulos e . intumescidas. que fazem com que a droga não surta efeito. Traumas: Psicológico podendo ser: medo. dor parestesias. Embolias: Resultam da introdução na corrente sangüínea de ar coágulos.lipotímia. O traumas tissulares são de etiologias diversas. recusa do tratamento. Podendo ser local ou geral. impossível retirá-la. Fenômeno alérgicos: Aparecendo devido á susceptibilidade do índividuo ao produto usado para anti-sepsia ou ás drogas injetadas. ou é injetada em local inadequado pode formar nódulos ou abscessos. equimoses. Requisitos básicos para a administração da droga As soluções devem ser absolutamente estéreis.31 Devido ao rompimento da pele pode ocorrer o risco de adquirir infecção. ruborizada. ou à aplicação de pressão muito forte na injeção de drogas em suspensão ou oleosa. podendo aparecer abscesso). hematomas. podendo ser decorrentes de agulhas romba ou de calibre muito grande. tensão. introduzir ar coágulos ou substância oleosa ou suspensões por vis IV. dolorida. a fim de evitar rutura de capilares. com conseqüências microembolias locais ou gerais). que causa lesão na pele ou ferimentos. Uma vez administrada a droga. Podem ser 1) locais (áreas avermelhadas. paralisias. óleos ou cristais de drogas em suspensão. da droga ou em conseqüência das condições predisponentes do cliente (mal estar geral e presença de focos infecciosos). ou 2) sistêmicas (Esta infecção pode generalizar-se dando origem à infecção sistêmica – septicemia – provocada por microorganismos oriundos de um ou mais foco de infecção e multiplicação dos microorganismos na corrente sanguínea). isentas de substâncias pirogênicas O material usado na aplicação deve ser estéril e descartável. O medo pode à contração muscular impedindo a penetração da agulha acarretando acidentes ou contaminação acidental do material. Problemas que podem ocorrer na administração Infecções: Pode resultar da contaminação do material. É um acidente grave conseqüente da falta de conhecimento e habilidade do profissional (falta de aspiração antes de injetar a droga. hemorragias.

onde o suprimento sangüíneo é reduzido e a absorção ocorre lentamente. Utilizar o método de administração corretamente. dessensibilazação e imunização (BCG). 8 ou 4. Locais onde há pouca pilosidade e pigmentação. Utilizar técnica asséptica no preparo a fim de minimizar o perigo de injetar microorganismos na corrente sangüínea ou nos tecidos. Fazer anti-sepsia da pele. Cuidados gerais Lavar as mãos.5 ml. geralmente.32 necroses. causado por técnica incorreta. Manejar corretamente o material esterilizado. escapular. Explicar ao paciente quanto ao procedimento. Áreas de aplicação – Face interna do antebraço. Material Seringa de 1cc Agulha 13x3. A inserção da agulha deve ser somente o bisel. . Volume máximo permitido é de 0. Etiqueta de identificação. Posição da agulha – A agulha é inserida na pele formando ângulo de 15º ou paralela à superfície da pele. falta de rodízio dos locais. Via intradérmica (ID) Conceito – É a introdução de pequena quantidade de medicamento na derme.5. A droga é injetada. para testes cutâneos. inserção inferior do deltóide. desconhecimento dos locais adequados para diversas aplicações.

Fazer anti-sepsia ampla da pele. voltado para cima. e flanco direito ou esquerdo. Fazer anti-sepsia ampla no local. 2. Injetar o medicamento. pode provocar fenômenos alérgicos graves dependendo das condições do cliente. região escapular. região glútea. É indicada para drogas que não necessita ser rapidamente absorvidas (absorção mais lenta que a via IM e EV). 2. Introduzir somente o bisel. 4. . A agulha de 13x3. 3. Introduzir a agulha com impulso. Retirar agulha fazendo leve compressão do local. Administra somente de 0. lentamente .5 a 1 ml de medicamentos. Retirar a agulha sem fazer compressão no local. local de aplicação e do comprimento da agulha. na cintura e na linha mediana do abdome e face anterior do antebraço (insulina). a agulha 25x6 é inserida na pele formando ângulo de 45º.33 Procedimentos 1. Esticar a pele com auxílio dos dedos polegar e indicador. 5. 6. para facilitar a introdução da agulha. Procedimentos 1. quando injetada por esta via. até a formação da pápula. Via subcutânea (SC) Conceito – É a introdução de uma droga no tecido subcutâneo ou hipoderme. tracionar o êmbolo para certificar-se de que não tenha atingido um vaso. Posição da agulha – O ângulo depende da quantidade de tecido subcutâneo. às articulações e ao umbigo. levemente. sob a epiderme. Em geral. 5. Em seguida. região periumbilical. sem friccionar a pele. Áreas de aplicação – Face externa do braço. Fazer uma prega na pele com os dedos polegar e indicador. 3. pois o objetivo é retardar a absorção da droga que. Evitar aplicação próxima à região inguinal. Aplicar lentamente o medicamento. 4.8 é inserida perpendicularmente à pele ou em ângulo de 90º. face externa da coxa.

: A posição do bisel da agulha na via subcutânea é indiferente. GLÚTEO Observar o local de introdução da agulha para evitar lesão do nervo ciático. Depois da via EV é a mais rápida de absorção devido a maior vascularização deste tecido. Áreas de aplicação – A seleção de uma região para injeção intramuscular depende de vários fatores: idade. DORSO GLÚTEO (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) . A quantidade a ser administrada não deve ultrapassar 05 ml. quantidade de tecido. A localização correta é importante para não lesar o nervo radial. Obs. a fim de evitar o risco de lesar as fibras musculares. Via intramuscular (IM) Conceito – É a introdução de medicamentos nas camadas musculares.34 7. Mudar diariamente o local de aplicação (insulina). ou formando ângulo de 90º. responsável pela motricidade dos membros inferiores. Locais utilizados DELTÓIDE A aplicação do medicamento deve ser na parte mais volumosa de massa muscular. natureza do medicamento e estado da pele. Posição da agulha – A inserção da agulha deve ser perpendicular à pele. ou a droga ser injetada no tecido subcutâneo.

prevenindo irritação subcutâneas ou manchas pelo gotejamento da solução no trajeto da agulha.35 Para evitar lesar o nervo ciático: divide-se a nádega em quatro partes. Puxar a pele ou o tecido para um dos lados e manter assim até o fim da aplicação. Fazer massagem no local após aplicação. e tem pouco tecido adiposo. COXA – MÚSCULO LATERAL DA COXA Aplica-se no terço médio externo da coxa. 5. e outra que vai das últimas vértebras sacrais à parte superior da articulação coxofemoral A injeção é feita no quadrante superior externo. Aplicar com um único impulso. Procedimentos 1. coloca-se a mão esquerda no quadril direito. toma-se uma linha que vai da crista ilíaca posterior à borda inferior da nádega. para diminuir o desconforto. afastar os demais dedos formando um triângulo e aplicar no meio deste. 4. necrose de tecido. Acidentes na aplicação de injeção intramuscular Abscesso. 2. VENTROGLÚTEO OU HOCHSTETTER (MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO) Esta região é indicada para crianças ou adultos. 6. ou vice-versa. Tracionar o êmbolo até retornar as bolhas de ar. lesões nervosas. apoiando o dedo indicador sobre a espinha ilíaca ântero-superior e a palma voltada sobre a cabeça do fêmur. local livre de vasos e nervos importantes. Aplicação em Z ou com desvio: É usada para evitar o refluxo da medicação. 3. . dores tardias. Fazer anti-sepsia ampla. sem hesitar. pois não há vasos e nervos importantes. Posicionar o bisel da agulha seguindo o sentido da fibra muscular para minimizar lesão das mesmas. Para localização correta. Injetar o medicamento lentamente.

inserir a agulha.36 Com a outra mão. sem flocos. Administração de grandes volumes de solução em casos de desidratação. dorso da mão e antebraço. Condições da droga: sem precipitação. por sofrerem a ação dos sucos digestivos ou por serem irritantes para tecidos. deixando o tecido SC e a pele voltar ao norma. Retirar a agulha e só então liberar a mão não dominante. Agulhas Algodão e álcool à 70%. Administração de drogas contra-indicadas pelo VO. mediana e basílica). . IM. Via intravenosa (IV) ou Endovenosa (EV) Conceito – É a introdução do medicamento diretamente na corrente sangüínea. hemorragias e cirurgias. Finalidade Obter efeito imediato do medicamento. choque. diluição correta. aspirar com a ajuda dos dedos polegar e indicador e empurrar o êmbolo com o polegar. SC. Material Bandeja contendo seringa de preferência de bico lateral. Garrote Toalha. Posição da agulha – Ângulo de 15º ou paralelo à pele. Efetuar NPP Instalar terapêutica com sangue. estéril. papel toalha. Áreas de aplicação – Veias superficiais de grande calibre da região cubital (cefálica.

embolia. 4. Devendo-se usar equipos com infusor lateral ou na falta deste dispositivo. 8. 7. Refluindo o sangue. inflamação local e abscessos. desconectar o equipo do sóror e conectar a seringa com a medicação tendo cuidado para não contaminar o equipo. pedir ao paciente que faça movimentos com as mãos. 3. aumentando assim o fluxo sangüíneo. Luva de procedimento. hematoma. Aplicar a droga. Fixar a veia e esticar a pele com auxilio do dedo polegar. 5. observando a reação do paciente. Puncionar a veia. Fazer antissepsia ampla obedecendo o retorno venoso. Garrotear 4 cm acima do local escolhido para punção a fim facilitar a visualização e seleção das veias. Aplicações de medicações EV em paciente com soro: A aplicação através de borrachinha deve ser evitada. sem friccionar a pele. esclerose da veia. fazer massagem no local. 2. equimose. soltar o garrote. Acidentes na aplicação de injeção por via endovenosa Infiltração. Calçar as luvas. Procedimentos 1. 6.: Para facilitar o aparecimento de veia pode-se utilizar os seguintes recursos: aquecer o local. Obs. Saco para lixo. lentamente.37 Etiqueta de identificação. Posicionar o bisel da agulha voltado para cima. flebite e tromboflebite. com o braço voltado para baixo. Retirar a agulha fazendo compressão no local. . choque.

Em seguida. Desinfetar o gargalo e o bico do frasco de soro com algodão embebido em álcool. Administrar nutrientes. Orientar o paciente quanto ao procedimento. Material: frasco com solução prescrita. Abrir a presilha do equipo imediatamente e certificar-se de que a agulha esteja dentro da veia. 6. 13. . Abrir o pacote do equipo de soro. garrote. 12. Conectar o equipo no frasco de soro. Levar todo o material na unidade do paciente. 5. Manter equilíbrio dos eletrólitos.Puncionar veias que estejam. Identificar o soro. Procedimentos 1. Puncionar a veia conforme as inscrições para injeção endovenosa. 7. recipiente com bolas de algodão embebido em álcool. Lavar as mãos. tesoura estéril. tesoura limpa. recipiente para lixo. Preparar o material. Repor líquidos. 14. escalpe ou agulha. Objetivos: Manter veia para medicação. Conectar escalpe ou agulha na extremidade do equipo e retirar o ar. 3. Fazer o nível da câmara gotejadora e do equipo e retirar todo o ar do mesmo. distantes de articulação para evitar que com o movimento transfixe a veia. 4. Colocar o frasco de soro no suporte. 2. Cortar o bico do frasco de soro com tesoura estéril. esparadrapo ou adesivo antialérgico. em quantidade relativamente grande. 8. 9.38 VENÓCLISE Conceito – É a infusão de solução dentro da veia. fechar a presilha. equipo de soro. identificação de soro. Colocar escala de horário no frasco de soro. 11. 10. 15.

Ocorrendo retorno de sangue constata-se que a agulha está dentro da veia. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Fixar a agulha ou escalpe com esparadrapo. Evitar punções venosas em veias localizadas nas articulações. Anotar na prescrição médica: horário de início do soro e checa-lo. 8. Lavar as mãos.: 03 1. 7. Caso haja dificuldade em puncionar a veia. 5. rubor. Verificar a infusão em intervalos regulares para manutenção do volume do fluxo. abaixar o frasco de soro a níveis inferiores ao do local da infusão. Para verificar se a agulha está dentro da veia. Ex. de rótulo de soro: Nome: Manoel Silva Soro glicosado à 5% Início: 08 horas Término: 16 horas Gotejamento: 21 gts/min Data: 08/02 Iniciais de quem preparou Enf.05 500ml Cuidados importantes 1. Observar o local da punção venosa freqüentemente.39 16. 17. 4. observando a presença de edema. 19. Controlar o gotejamento do soro conforme a prescrição médica. Manter o equipo sem bolhas de ar. 2. Caso modifique a altura do frasco. Controlar rigorosamente o gotejamento de soro para evitar desequilíbrio hidroeletrolítico. 9. 6. anotar a freqüência e o motivo. 3. . 20. Se a punção venosa for próxima de uma articulação aconselha-se o uso de tala para evitar transfixação da veia pela agulha. infiltração de soro e queixas do paciente. 18. controlar o gotejamento do soro para manter o fluxo constante.

Pacientes que deambulam devem ser orientados para manter o frasco elevado com gotejamento contínuo. então temos: Nº de microgotas = nº de gotas x 3 Retirada de venóclise Material: recipiente com bolas de algodão seco. 12. Para fazer o cálculo em microgotas é só seguir a formula: Nº microgotas/min = V/T Podemos fazer cáculo do número de microgotas de uma outra maneira como uma gota é igual a 3 microgotas. para controlar o volume infundido? Marcar na fita o inicio e o fim da infusão do soro.3 T = tempo em horas Como deveríamos fazer a fita de horário. recipiente para lixo. término. enfermaria. Procedimentos . A identificação de soro deve conter os seguintes dados: nome. À medida que o soro vai sendo infundido será possível verificar se ele estará adiantado. leito. início. rubrica. Cálculo de gotejamento Para fazer o cálculo em macrogotas é só seguir a fórmula: Onde: V = volume em ml Nº de gotas/min = V/T. recipiente com bola de algodão embebido em álcool. data.40 10.medicação. tira de esparadrapo. dividir a fita em 6 partes iguais. atrasado ou no horário. Sempre que possível iniciar a punção das veias pelas extremidades do membro superior. 11. benzina ou éter. números de gotas. 1ml = 20 gotas 20 gotas = 60 microgotas. bastando compara o seu nível com a marcação no horário da fita.

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1. 2. 3. 4. 5. 6.

Lavar as mãos. Orientar o paciente quanto ao procedimento. Prepara o material. Fechar a presilha do equipo. Descolar o esparadrapo com bolas de algodão embebido em benzina. Comprimir o local junto ao escalpe ou agulha com algodão embebido em álcool e retira-lo. Pressionar o local, de onde foi retirada a agulha ou escalpe, até obter a hemóstase. a. O algodão com álcool não deve ser friccionado. b. Se necessário, promover a hemostasia utilizando uma tira de esparadrapo.

7. 8. 9.

Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos. Anotar na prescrição: horário e procedimento.

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ANEXOS

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A administração desta solução geralmente dilui a concentração de soluto do plasma e força a passagem de água para as células. de maneira a restabelecer o equilíbrio intracelular e extracelular. a. HIPERTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica maior do que a do plasma. Solução glicosada a 5% (SG 5%). as células encolherão. TIPOS DE LÍQUIDOS: ISOTÔNICO – uma solução com a mesma pressão osmótica do plasma. de uma região com pequena concentração para outra com concentração maior de solutos (por exemplo: íons sódio. as células se expandirão ou incharão. A pressão osmótica é aquela que “puxa” água através da membrana semipermeável das células.9%. 0. c. a. Albumina a 5% ii. O resultado final é a diluição e o equilíbrio entre os compartimentos intracelular e extracelular. 2. A administração deste líquido aumenta a concentração de soluto no plasma. PRINCIPIOS: As células (por exemplo. critrócitos) são envolvidas por uma membrana semipermeável.44 ASSIMILAÇAO FISIOLÓGICA DAS SOLUÇÕES SALINAS SALINAS 1. neurônios. Solução glicosada em 2.45%. glicose sanguínea). Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. Solução fisiológica a 0.9%. c. .5% em soro fisiológico a 0. Solução fisiológica a 0.45%. b. Componentes do sangue i. HIPOTÔNICO – Uma solução com pressão osmótica inferior à do plasma. b. no sentido de restaurar o equilíbrio osmótico. Plasma d.7%. a.2%. Ringer com lactato. Solução fisiológica a 0.

b. g. Albumina a 25%. puxando o líquido do interstício para a circulação e aumentando temporariamente a volemia). aminoácidos e calorias. Solução fisiológica a 3% e 5%. Cl. K+. Ca ++. lactato). c. Cl. Solução glicosada a 20%. d. Expansores do plasma – albumina. dextran. K+. Isotônica balanceada – água. fração protéica plasmática a 5% (Plasmanato). Soluções glicosada – água glicose e calorias.). (exercem maior pressão oncótica. c. Cl-. Glicose a 5% em solução fisiológica a 0. Solução glicosada a 10%. g. . f. Soluções Salinas – água e eletrólitos (Na+. Ringer lactato – água e eletrólitos (Na+.45% (apenas levemente hipertônica porque a glicose é rapidamente metabolizada e só produz uma pressão osmótica temporária). Glicose a 5% em Ringer lactato. f. COMPOSIÇÃO DOS LÍQUIDOS: a. e. Sangue total e seus componentes.45 b. Mg++. eletrólitos. algumas calorias (Na+.gluconato). hetamido (Hespan). eletrólitos. d. e. Hiperalimentação parenteral – água.

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São naturalmente.: Nº DE MICROGOTAS X3 GT = GOTEJAMENTO 20 = CONSTANTE DA FÓRMULA (1ML = 20 GOTAS) OBS. C. somente uma fração de uma dose de adulto. A. As doses infantis são baseadas na idade ou peso.: Um exemplo simples para cálculo de dose de medicamento é feito com a regra de três. CÁLCULO DE DOSES INFANTIS: As doses infantis podem ser calculadas pelas regras de YOUNG.53 CÁLCULO DE DOSE DE MEDICAMENTOS CÁLCULO DE GOTEJAMENTO: GT = VT TX3 T = VT 3XGTS VT = VOLUME TOTAL T = TEMPO EM HORAS 3 = CONSTANTE DA FÓRMULA GT = V X 20 Nº DE MINUTOS OBS. 1. FRIED E CLARCK. C + 12 IC = IDADE DA CRIANÇA EM ANOS DA = DOSE DO ADULTO 12 = CONSTANTE DA FÓRMULA . X D. REGRA DEYONG: DOSE INFANTIL = I.

3 ml d. Devemos administrar o seguinte soro: SG5º/ Nacl 30% Kcl 19. a. Para administrar-se 1. 0.5 ml 2.4 ml e. 0. 0. .1% Vit. 0. No rótulo de liquemine. Quantas gotas deverão correr por minuto? Considerando o equipo macrogotas).54 REGRA DE FRIED: A regra de Fried é usada para calcular a dose de bebês com menos de um ano.2 ml c.1 ml b.000 U cm 5 ml.000 U. lê-se: 25. C Complexo B 400 ml 20 ml 10 ml 5 ml 3 ml Em um período de 6 horas. 0. debe-se aspirar a seguinte unidade em ml. DOSE INFANTIL IC (EM MESES) X DA 150 IC = IDADE DA CRIANÇA EM MESES DA = DOSE DO ADULTO 150 = CONSTANTE DA FÓRMULA REGRA DE CLARCK = DI = PESO (KG) X DA 70 DA = DOSE DO ADULTO DI = DOSE INFANTIL 1.

via intramuscular. 3. SG 5% 300ml + SF 0.3 ml c.: FRASCO U --------------------------. 500 ml de SG 5% em 8 horas (macrogotas). a. Penicilina cristalina 50. Das seguintes prescrições médicas: a. A enfermeira dispõe do medicamento em frasco de 1 grama em pó e do diluente cm ampla de 3. 2. e. 1.5 ml d.2 ml e.0 ml d. ela deverá administrar.9% 100 ml em 12 horas (macrogotas).4 ml b.55 3. 1. sabendo-se que na enfermaria há somente seringa de 1 ml. 1000 ml de SG 5% em 8 horas (microgotas). Calcule o nº de gotas/min. d. de 6 em 6 horas. f.SERINGA PRESCRIÇÃO ------------------------. (macrogotas) b.9% correr em 30 minutos.000 UI em 50 ml de SF 0. 0. SG 5% 500 ml + Nacl 30% 20 ml + Kcl 19.9% correr em 30 minutos (macrogotas).7 ml. 0. 0. 2. c. Para atender a dose prescrita.5 ml e.X . Gramicina 10 mg cm 20 ml de SF 0. Obs.5 ml b. a. Um paciente precisa receber ampicilina sódica 500 mg. qual será o volume aspirado para fazer a dose prescrita.0 ml 5. mas temos disponível insulina de 80 U. 0. 4.0 ml.1% 10 ml em 8 horas (microgotas). Foi prescrito 16 U de insulina.7 ml c. 0.

Infiltração. cianose. No preparo de medicamento injetável IM e/ou EV utilizando frasco (pó). hemorragia e congestionamento da face. hiperemia.) 53421 b) 45132 c) 52134 d) 34521 ( ( ( ( ) Presença de coagulo sanguíneo ou medicamento oleoso na )Rompimento da mesma veia ou aplicações de substâncias ) Hipersensibilização à droga ) Presença de bactéria na solução luz do vaso irritante.8. d. o fenômeno ocorre devido a não absorção do antígeno. Infiltração. Injeções que seguem rotatividade dos músculos c. edema. Choque anafilático c. a enfermagem deve: a. b. . Utilizar agulha 13X3. O fenômeno de Arthus é uma reação provocada por: a. Utilizar a mesma agulha no procedimento. 9. Trocar a agulha após o preparo e identificar a seringa. b. Flebite a. dilatação dos vasos. Embolia d. o que ocasiona: a.56 6. Erro na dose de administração. d. Hematoma e. c. 7. Referente ao enunciado anterior. Edema infiltração. Injeções repetidas no mesmo local b. Correlacione os acidentes que podem ocorrer na aplicação de injeção endovenosa. c. Erro da via de administração d. edema. b. após a diluição. a. Infiltração e tremores. Identificar a seringa e adaptar a agulha 40X6. 8. Choque pirogênico. edema de glote e hemorragia. hemorragia e necrose no ponto de inoculação.

Qual o gotejamento que deve ser colocado para essa infusão permanecer até as 7:00 hs do dia subseqüente? 14. Injetar solução vagarosamente c.0 g para dose de manutenção. utilizando as seguintes técnicas exceto: a. restando apenas 400 ml a ser infundido. Realizar rodízio de locais b. O enfermeiro recebeu o plantão ás 19 horas e. A dose adulta de biontal é 2. Qual será a dose de biontal para uma criança de 12 anos? 16. Deixar pequena bolha de ar na seringa d. Se a dose adulto de certa droga é 1 cc. Quantos ml devemos aspirar? 12. do paciente dôo L 01. A dose adulta é 150 mg. após verificar o prontuário. Quantos ml devemos aspirar. E temos disponível Teinam 500 mg fr/amp para diluir em 20 ml. Temos no posto Keflin 1g para diluir em 10ml. quanto deverá ser dado a uma criança que pese 20 quilos? 15. Foi prescrito Teinam 250 mg EV 6/6horas.57 10. Introduzir a agulha vagarosamente e injetar o líquido rapidamente. 11. Um bebê de 6 kg precisa tomar uma dose de acetato de cortisona. Qual deverá ser a dose para a criança? . Foi prescrito Keflin 120 mg EV 6/6horas. Podemos reduzir a dor nas injeções. observa que o mesmo encontra-se na sexta e última fase de soro. 13.

o medicamento que deve ser prontamente providenciado é: a. b. digoxina b. Um paciente foi atendido com uma crise de asma. Dolantina d. Potentes antinflamatórios e antialérgico. Heparina e. c. Os corticosteróides são: a. Insulina 18. Todas estão corretas. Imunossupressor. Utilizados na anafilaxia.58 17. d. Aminotilina c. .

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POTENCIALMEN TE CONTAMINADAS : Envolvem do a trato abertura digestivo. pequena quebra na a. ou colecistectomiu (não e inflamação • Condições assépticas. gastrectomia. geniturinário. sinais de Apencidectomi a supurado). órgãos não população CARACTERÍSTIC IAS • Sem sinais EXEMPLO AS/CIRCUNSTÂNC S de Mastectomia. cirurgia cardíaca neurológica précontaminação. • Risco de infecção de 7 a 8% bacteriana ou são de • Risco de infecção 1 sem respiratório. • Condições Assépticas técnica. TRAUMÁTICAS E ULCERATIVAS) SEGUNDO O RISCO DE INFECÇÃO AS FERIDAS CIRÚRGICAS PODEM ESTAR EM 4 CATEGORIAS: FERIDAS CIRÚRGICAS LIMPAS: manipulados contém fácil descontaminação. a 2% • Sem processo inflamatório.76 CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS QUANTO A SUA CAUSA (SITUAÇÃO EM QUE FORAM RODUZIDAS: CIRÚRGICAS. .

existente. mais de 4horas.77 CONTAMINADAS: Pelas circunstâncias que a provocaram. INFECTADAS: Realizadas em tecidos com processo infeccioso já instalado no momento da cirurgia • Presença de secreção Apendicite purulenta. CARACTECRISTICAS/ CIRCUNSTÂNCIAS EXEMPLOS de • Grande desvio da técnica Cirurgias estéril.drenagem • Trauma penetrante há empiema. há menos de 4 horas. • Feridas cronicamente. de abscessos. . penetrante intestino • Grande derramamento de trauma abdominal • Lesão traumática exposta envolvendo por abertas (ferimento arma branca ou de • Risco de infecção de 15 a fogo). • Risco de infecção supurado. 20%. • Corpo estranho ou contaminação fecal. fluido gástro-intestinal. emergência. • Infecção clínica Pré. possuem maior probabilidade de altas cargas bacterianas.

INFECÇÃO.78 VARIEDADES DE COBERTURAS DE FERIDAS PELE AVERMELHADA NÃO ROMPIDA ESTÁGIO I COBRIR. ISOLAR. • • • PELÍCULAS TRANSPARENTES. PROMOVER GRANULAÇÃO. LIMPAR. ESTÁGIO II COBRIR. ABSORVER. ALGINATO CÁLCIO. COBRIR. COBRIR. OU PERDA DE PELE PERDA OSSO) ESTÁGIO IV PROTEGER. (MÚSCULO. ESTÁGIO III PROTEGER. HIDROCOLÓIDES. • ESPUMA DE POLIURETANO DE CAVIDADE. ISOLAR. HIDROCOLÓIDE. PREVENIR PROMOVER GRANULAÇÃO. PARA COM • DE • • HIDROCOLÓIDES ALGINATO CÁLCIO ( EXSUDAÇÃO). LIMPAR. PREVENIR INFECÇÃO. • • • SPRAY GEL PELÍCULAS TRANSPARE NTES. . ALGINATO CÁLCIO. DE E DE PELE. HIDRATAR. ABSORVER. (SOMENTE FERIDAS EXSUDATO). TENDÃO. HIDRATAR. ABSORVER. DE COM • • PERDA BOLHAS DE PELE. ISOLAR. GRÂNULO PASTA. PROTEGER. HIDRATAR. PROTEGER.

O profissional é legalmente responsável pela administração segura de todas as aplicações de calor e frio. o profissional precisa compreender as reações de um organismo normal às variações da temperatura local. porém. O calor e o frio. as compressas geladas. O frio também tem ação antitérmica. Também têm a propriedade de produzir vasoconstricção e por isso são empregadas para interrupção de hemorragias.79 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE TERMOTERAPIA E CRIOTERAPIA Introdução Desde de a antiguidade. facilitando a visualização das mesmas. As aplicações frias agem sobre as terminações nervosas periféricas. alem de avaliar a integridade da parte do corpo em questão. estão a bolsa de gelo. Terapia com Calor e Frio A aplicação local de frio e calor a uma parte lesada do corpo. as compressas com álcool + éter. determinar a habilidade do paciente em sentir as variações de temperatura e assegurar o funcionamento correto do equipamento. tendo como conseqüência a maior irrigação sanguínea. No corpo humano. baixam a temperatura do corpo pelo esfriamento gradual. quando corretamente empregados. como soros e sangue. e ainda para facilitar a reabsorção de líquidos extravasados. daí seu emprego em dores pós-traumaticas. da utilização desses tratamentos. pois quando aplicado em regiões mais vascularizadas. Antes. o calor e o frio são usados como coadjuvantes em diversos tratamentos e situações. o calor tem como principal ação provocar a vasodilatação no local em que é aplicado. muito nos auxiliam através de suas várias propriedades. . os banhos com álcool e os banhos frios. produzindo analgesia. pode proporcionar benefícios terapêuticos. auxiliando sobremaneira na hemostasia em diversas situações de socorrismo e em intensivismo. provocando a dilatação das veias. Normalmente é utilizado nos hospitais para facilitar as punções venosas. Dentre as aplicações frias mais comuns.

São utilizados de forma seca (bolsa de água quente ou fria.80 As aplicações externas de calor e de frio têm por objetivo ajudar as funções naturais do corpo. compressa. . O calor age estimulando ou acalmando. as aplicações elétricas. além dos raios solares. Reações corporais ao calor e ao frio A exposição ao calor e frio pode provocar reações tanto sistêmicas quanto locais. Quando as temperaturas locais ultrapassam esses limites. O frio diminui a circulação pela contração dos vasos sanguíneos. retarda a supuração de abscesso. aparece a dor. A habilidade de adaptação do corpo cria o maior problema na proteção dos pacientes contra lesões resultantes de extremos de temperatura. mas os termorreceptores normalmente se adaptam rapidamente a temperaturas locais entre 45ºC e 15ºC. As reações locais ao calor e ao frio ocorrem através do estímulo das terminações nervosas da pele. Calor moderado relaxa os músculos. raios infravermelhos. vapor. forno de Bier) ou úmida (compressas ou cataplasma). de acordo com a temperatura. encontrando alívio após a sua aplicação. cabe ao profissional conhecer os pacientes com maior risco de lesões provocadas pela aplicação de calor e frio como mostra o quadro 1. calor em grau mais elevado facilita a circulação. A temperatura normal na superfície da pele é de 34ºC. pela dilatação dos vasos sanguíneos e diminui a dor local. sensíveis à temperatura. tempo de aplicação e local onde é aplicado. o estímulo quente excessivo produz uma sensação de dormência antes do aparecimento da dor. são empregadas com bons resultados. água fria ou quente. Modernamente. bolsas elétricas e duchas. É um dos tratamentos mais antigos e os pacientes recebem-no muito bem. diminui a dor local. O corpo humano pode tolerar amplas variações de temperatura. Reações sistêmicas ocorrem através de mecanismos de perda de calor ou de mecanismos que promovem sua conservação e produção de calor.

Alterações nas vias nervosas prevenindo a recepção dos estímulos . Reduzida percepção de estímulos sensoriais e dolorosos. em função da formação de líquidos ou cicatrizes. ex. Fatores que influenciam a tolerância ao Frio e ao Calor A reação do corpo às terapias de calor e frio depende de vários fatores: . a aplicação de frio comprometeria ainda mais o fluxo sanguíneo. Áreas com edema ou Reduzida sensibilidade aos estímulos de temperatura devido à pouca espessura das camadas de pele.já a exposição prolongada da pele ao frio resulta em um reflexo de vasodilatação. Doença vascular periférica (p. a aplicação de calor pode provocar ruptura coma disseminação sistêmica de microorganismos.sensoriais ou dolorosos.81 Quadro 1 Condições que Aumentam o Risco de Lesão pela Aplicação de Calor e Frio Condição Pessoas muito jovens ou muito idosas Feridas abertas. ou temperatura e dor devido ao comprometimento circulatório e lesões formação de cicatriz Fatores de Risco Camadas de pele mais finas nas crianças aumentam o risco de queimaduras. os idosos apresentam reduzida sensibilidade à dor. esses tecidos também não dispõem de termorreceptores e apresentam pouca quantidade de receptores para Efeitos local do Calor e Frio Os estímulos de calor e frio criam reações fisiológicas diferentes. diabetes arteriosclerose) Confusão ou inconsciência Lesão na medula espinhal Abscesso apêndice no dente ou Extremidades do corpo menos sensíveis a estímulos de no tecido local. melhorando o fluxo sanguíneo em uma região lesada do corpo. A escolha da terapia de calor ou frio depende das reações locais desejadas para a cura da lesão. O calor é geralmente muito terapêutico. estomas de dor. Infecção altamente localizada. Os tecidos subcutâneos ou vicerais são mais sensíveis às variações temperatura. fissura na pele.

Os mais jovens e os mais idosos são mais sensíveis ao calor e ao frio. Uma pessoa é menos tolerante a alterações de temperatura em uma grande área do corpo. torcicolos. O calor geralmente acelera as reações químicas e. 2. a tolerância a extremos de temperatura é alta. flebites e soroma. aliviar a dor. cataplasmas. aumentar a circulação. Os pés e as palmas das mãos são menos sensíveis. compressas e embebição. artralgias reumáticas. As camadas expostas da pele são mais sensíveis èas variações de temperatura. tornar os exsudados mais fluidos. Uma pessoa tem maior capacidade de tolerar exposições de curta duração a extremos de temperatura. furunculoses e abscessos.82 1. fascites. a superfície interna do pulso e antebraço e as regiões do períneo são mais sensíveis às variações de temperatura. Área da superfície do corpo. Lesões da superfície do corpo. O corpo reage melhor a ajustes menores de temperatura. 3. acelerar a cicatrização. Se a s condições físicas de um paciente reduzem a recepção ou percepção de estímulos sensoriais. Está indicado no tratamento e fraturas. cobertor elétrico e bolsa de água quente. 6. e a seca que também inclui o emprego de raios infravermelhos. mialgias. Temperatura prévia da pele. almofada elétrica. o metabolismo geral e local. mas o risco de lesões também é elevado. contraturas . Idade e condições físicas. distenções e entorses (após 24 horas). O pescoço. A aplicação quente pode ser de duas formas: a úmida que inclui o emprego de banho. As aplicações quentes têm como finalidade à supuração. porquanto este ultimo é devido em grande parte a reações químicas. APLICAÇÕES QUENTES As aplicações quentes são indicadas com freqüência para envolver os membros inferiores em casos de flebite e superiores quando há traumatismos resultantes de punções venosas. Duração da aplicação. traumatismos (após 24 horas). relaxar os tecidos e aumentar a temperatura. 4. De acordo com o quadro 2. pode-se demonstrar as vantagens e desvantagens de aplicações úmidas e aplicações secas. em conseqüência. 5. Parte do corpo.

tempo. transpiração e perda insensível de líquido Aplicações Secas O calor seco representa menor risco de queimar a pele que as aplicações úmidas. A exposição prolongada pode provocar maceração da pele. O calor seco mantém a temperatura por mais profundamente nos tecidos. O calor úmido esfria rapidamente devido à evaporação da umidade.83 musculares. rigidez pós-imobilização. ou banho parcial de água quente. pois não sofre influência da evaporação. também o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos e a . Favorece. O profissional de enfermagem. tendinites. hemorragias. Serve como analgésico e vaso dilatador local. por exemplo. O calor úmido aquecido não provoca calor. dentre outras diversas indicações. lesões abertas. rinite. O calor úmido cria maior risco de queimaduras da pele pois a umidade conduz Desvantagens Procedimento: aplicação de Calor Úmido Trata-se de aplicar compressas de água quente. também deve estar atento as inúmeras contra-indicações na hora de fazer as aplicações quentes como. fibrosites. febre alta. traumatismo agudos. O calor úmido penetra profundamente nas camadas de tecidos. sinusite. miosites. tumores malignos. ressecamento da pele. O calor seco aumenta a perda de líquidos As aplicações de calor seco não penetram O calor seco provoca aumento de A aplicação seca não provoca a maceração corporais através da sudorese. Vantagens e Desvantagens das aplicações Úmidas e Aplicações Secas Vantagens Aplicações Úmidas A aplicação úmida reduz o ressecamento da pele e amoloce o material de exsudação da ferida Compressas úmidas se ajustam melhor à região do corpo sob tratamento. Quadro 2. áreas anestesiadas. dentre outras. pacientes com feridas cirúrgicas. da pele.

para diminuir exsudatos. é um relaxante muscular e favorece a sedação. ajuda à reabsorção de edemas. ajudar a cicatrização. favorecer o relaxamento e o bem-estar do adulto e da criança. aumentar o peristaltismo. e outros métodos não citados neste manual.84 eliminação de resíduos. eleva a temperatura corporal. ajudar a cicatrização aumentar o peristaltismo. a eliminação de resíduos. ajuda à absorção de edemas. para diminuir exsudatos. em caso de hipotermia. Procedimento: Aplicação de Calor Seco Trata-se da aplicação de bolsas de água quente. com a diatermia. eleva a temperatura corporal. é um relaxante muscular e favorece a sedação. Material necessário Compressas Panos Recipiente para água quente Toalha pequena Toalha de banho Protetor para a cama Termômetro. almofadas ou mantas elétricas. Favorece o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Indicações do procedimento Em abscessos. Material necessário Bolsa de água quente Almofada elétrica Manta elétrica . Serve como analgésico e vasodilatador local. favorecer o relaxamento e o bem estar do adulto e da criança e em caso de hipotermia. Indicações de procedimento Em abscessos.

acontecerá uma mudança local ou sistêmica da temperatura tissular. para os fins sistêmicos. Os profissionais de enfermagem devem ficar atentos as contra-indicações no momento de fazer a aplicação fria. o grau de temperatura. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. diminuir os processos supurativos. evitar pequenas hemorragias.85 APLICAÇÕES FRIAS As aplicações frias são geralmente usadas para aplicar na testa ou sobre os olhos. ou um banho parcial de água ou álcool. Quando se faz aplicação fria em uma região do corpo do paciente. para baixar a febre. Indicações do procedimento Em contusões. para diminuir a dor ou a inflamação. além de outras indicações. baixar a temperatura. Serve como anestésico e vasoconstritor local. As aplicações frias têm como finalidade diminuir a inflamação local. estado do tecido e superfície corporal. para diminuir congestão e dor. controlar as hemorragias. O frio é aplicado ao organismo visando efeitos sistêmicos e locais. aliviar a dor. É indicado em certos tipos de cirurgias cardíacas. baixar a temperatura corporal. Procedimento: Aplicação de Frio Úmido Trata-se de aplicar compressas de água fria. Existem dois tipos de aplicação fria: aplicação fria úmida e aplicação fria seca. entorses e no caso de hipertemia. Material necessário Compressa Panos Recipiente para água fria Toalha pequena Toalha de banho Protetor para cama . reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. aliviar a dor. utiliza-se o frio para tornar lento o metabolismo basal. dentre outras. As reações ao frio modificam-se pela forma e duração da aplicação.

Serve como anestésico e vasoconstritor local. entorses e no caso de hipertemia. reduzir o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos.86 Procedimento: Aplicação de Frio Seco Trata-se da aplicação de sacos ou colares de gelo ou de mantas hipotérmicas. ou diminuir o metabolismo em algumas cirurgias. para diminuir a dor ou inflamação. Indicações do procedimento Em contusões. Material necessário Bolsas de gelo Colares de gelo Bolsas de frio comerciais Mantas de hiportemia . baixar a temperatura corporal. evitar pequenas hemorragias. diminuir os processos supurativos.

causa da lesão. hormônios). temperatura. o estado nutricional (reparação/manutenção. metabolismo. Há muitos fatores que afetam o processo de cicatrização. . “Atividades de Vida” é o processo que foi selecionado para discutir os fatores que podem afetar a cicatrização. medicamentos (corticosteróide. por exemplo. Doenças cardiovasculares. também devemos dar atenção aos cuidados psicológicos e espirituais. energia). Um processo de enfermagem oferece um referencial útil para avaliar os pacientes. imunodeficiências). Quando a intervenção da enfermagem puder ser eficaz. sabões (altera a flora e pH). hidratação (ressecamento e descamação). o tratamento de uma ferida e a assepsia cuidadosa têm como objetivos evitar ou diminuir riscos de complicações decorrentes. de acordo com diferentes critérios. além de funcionar como um órgão sensorial para a dor. será possível mitigar alguns dos seus efeitos. limpeza do local da incisão cirúrgica ou qualidades descritivas do mesmo. Classificação das feridas A classificação as feridas é de grande importância para a avaliação e definição do cuidado adequado. velocidade de epitelização. dentre eles podemos citar: a idade (envelhecimento. como o da idade. Deve-se considerar as condições de integridade da pele. Mas embora ele seja útil quando consideramos os aspectos físicos do tratamento. enrugamento. exposição ao sol (causa envelhecimento. antibacterianos. comunicação/identificação e sensação tátil. processo patológico (diabetes. Lesões do tegumento colocam em risco a segurança do organismo e provocam uma reação complexa de cicatrização dessas lesões. Vários fatores interferem nas características da pele. termorregulação. risco de CA. se forem levados em conta no preparo do histórico e na avaliação do paciente. Várias são as formas de classificar as feridas. gravidade da lesão dos tecidos. pois os três estão indissoluvelmente ligados. processo de cicatrização). A intervenção da enfermagem não consegue resolver todos os problemas. bem como facilitar o processo de cicatrização Quando cuidamos de pacientes com feridas – de todos os tipos – é importante que adotemos uma abordagem holística no tratamento. Qualquer interrupção da integridade da pele representa uma ferida. sugeriremos estratégias apropriadas. Assim.87 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS O tegumento do corpo constitui uma barreira protetora contra organismos causadores de doenças. risco de queimaduras).

d) Limpeza Ferida Limpa: que não contém organismos patogênicos. colecistectomia. Ex. ferida cirúrgica na qual ocorreu uma falha nos padrões de assepsias. Ex.88 a) Estado de integridade da pele Feridas abertas: quando há ruptura da pele ou mucosa. mas envolvendo penetração em cavidade do corpo que normalmente abriga microorganismos. É causada por corpo estranho que entra profundamente nos tecidos. Ex. É causada por ferida cirúrgica que não entra no trato gastrointestinal. c) Gravidade Lesão superficial: que envolve apenas a camada epidérmica da pele. apendicectomia sem supuração.: lesão com faca. cirurgia cardíaca e neurológica sem prévia contaminação.: queimadura de primeiro grau. Ex. Ferida potencialmente contaminada: provocada sob condições assépticas.: ferimento à bala. Lesão penetrante: que envolve ruptura da camada epidérmica. trauma abdominal envolvendo penetração do intestino. punhalada. Lesão não intencional: Lesão traumática que ocorre inadvertidamente.: gastrectomia. Feridas contaminadas: existente sob condição propícia à presença de microorganismos.: mastectomia.: cirurgia de emergência. Pode ser causada por feridas traumáticas. . Ex. b) Causa Lesão intencional: que resulta de tratamento. Ex. assim como da derme e tecidos mais profundos ou órgãos. Ex. no trato respiratório ou na cavidade orofaríngea. Riscos de infecção maior que nos casos de ferida limpa.: fratura óssea. queimadura.: Incisão cirúrgica.. Feriadas fechadas: não há ruptura da pele ou mucosa. ruptura de víscera.: punção venosa. Ex. Estas feridas possui um baixo risco de infecção. Ex.

89 Feridas infectadas: envolvendo bactérias presentes no local da lesão. os capilares se tornam dilatado na área afetada. maquina industrial e vidros quebrados. e) Qualidade descritiva Laceração: a ruptura de tecidos resulta em uma lesão com bordas irregulares. Ex. Há sangramento nos tecidos. Contusões: lesão fechada causada por um golpe infringido ao corpo por meio de um objeto rombo. Escoriações: lesão superficial envolvendo esfoladuras ou esfregaduras de superfícies da pele por atrito. Remover patógenos e restos celulares. É ativado o sistema de coagulação. no qual a efetividade do evento depende do sucesso do procedente.: apêndice supurado. feridas traumáticas antigas. descoloração e dor. É causada por lesão traumática grave. . A cicatrização Durante os processos dinâmicos da cicatrização. do colágeno e da epitelização. 2ª Fase proliferativa: inúmeras células são produzidas para rápida multiplicação dos tecidos vizinhos.: ferimento por faca. permitindo a proliferação de microorganismos.]x. causado por golpe brusco contra uma parte do corpo. contusão ou equimose caracterizada por edema. 3ª Fase de manutenção: de contração. de desbridamento da ferida e de defesa imunológica. Repara o tecido mais profundo danificado. drenagens de abscesso. ocorre uma seqüência de fases. O corpo mobiliza sua força no sentido de: Estancar a perda de sangue. Fases de cicatrização da ferida 1ª Fase exsudativa: do trauma. incisão cirúrgica em uma área infeccionada E. Regenerar a cobertura epidérmica natural. É causada por qualquer ferida que não cicatriza adequadamente. Resulta freqüentemente de queda. redução do tamanho da lesão pela ação de fibroblastos.É a fase de formação de um tecido novo (tecido de granulação).

Por segunda intenção = quando se dá a cicatrização por união indireta das bordas da ferida.90 Processo de cicatrização da ferida Este processo é basicamente o mesmo para todas as lesões. Por terceira intenção = é a cicatrização corrigida ou estimulada cirurgicamente. Fumo: os níveis de hemoglobina funcional diminuem. Ex. curativo. Ex. O suprimento sangüíneo menos abundante dos tecidos adiposos impede o envio de nutrientes e elementos celulares necessários à cicatrização norma. Idade: a circulação sangüínea e o envio de oxigênio para o local da lesão. úlcera de pressão. Implica na sutura das bordas ou na aplicação de enxertos. O risco de infecção é maior. além da habilidade de regeneração das células atingidas. devido à quantidade de tecido de granulação. Fatores que influenciam a cicatrização das feridas Nutrição: a reparação dos tecidos e a resistência às infecções dependem de uma dieta equilibrada. Diabetes:o paciente portador de diabetes tem uma pequena doença vascular que prejudica a perfusão dos tecidos. Oxigenação: a oxigenação mais reduzida no local da lesão inibe a reparação dos tecidos. Imunossupressão: redução da reação imunológica contribui para uma cicatrização da lesão. gravidade e extensão da lesão. reações inflamatórias fagocitose são processos prejudicados pelo envelhecimento.: Ferida por queimadura.: incisão de ferida cirúrgica limpa. A ferida é mantida aberta até ser preenchida por tecido de cicatrização. Extensão da lesão: Lesões mais profundas envolvendo maior perda de tecido cicatrizam mais vagarosamente. Obesidade: A sutura de tecido adiposo é mais difícil. a liberação de oxigênio nos tecidos fica prejudicada. Por primeira intenção = quando a cicatrização se dá nas bordas da ferida sem presença de infecção. Estresse de uma lesão: . mas sofre o efeito da localização. O suprimento de oxigênio pode ser insuficiente.

obeso. Tabela 11 Fatores de risco de infecção. permanente. Emaciado. ascite. boca/dentes. mas a hemostasia ocorre geralmente após alguns minutos. O profissional deve observar as lesões com atenção. pele . um coágulo deslocado. aumentando assim o catabolismo ou colapso tecidual. deprimido. A infecção sistêmica afeta a cicatrização. A hemorragia pode ocorrer interna ou externamente e quando ela está presente após o período de hemostasia indica uma sutura cirúrgica desfeita. A cicatrização só ocorrerá depois que o organismo tiver superado a infecção. fezes. debilitada Dependência. nas quais o risco de hemorragia é grande durante as primeiras 24 a 48 horas. temporária. devido a um objeto estranho (um dreno). senil Urina. imóvel. distensão abdominal e tosse rompem as camadas da ferida e a recuperação dos tecidos. Fatores gerais Idade Nutrição Mobilidade Estado Mental Incontinência Saúde geral Higiene geral Fatores locais Edema Pulmonar. uma infecção ou crosão de um vaso sangüíneo. temporária. porque a ferida precisa disputar os glóbulos brancos e os nutrientes com qualquer infecção.particularmente as cirúrgicas. A pirexia causa um aumento do ritmo metabólico. permanente Confuso. Infecção: A infecção de uma lesão por bactéria inibe a cicatrização devido ao aumento da lesão dos tecidos e alteração das camadas da pele e tecidos. desidratado. Complicações da cicatrização de feridas Hemorragias: O sangramento de um local de uma ferida é normal durante e imediatamente após o trauma inicial. A infecção sistêmica está freqüentemente associada à pirexia. magro.91 situações estressantes como vomito. efusão Muito jovem ou muito idoso. Fraca. Limitada.

Deiscência: quando a ferida não cicatriza adequadamente. diabetes. fechada. necrose Trauma. . transplante. central. Fístula: Caracteriza-se por uma passagem anormal entre dois órgãos ou entre um órgão e o lado externo do corpo. ulceração Acidental. doença renal. colostomia. drenagem. leucemia. Doença hepática. para reduzi as possibilidades de invasão bacteriana e ressecamento antes que se execute a reparação cirúrgica. AIDS. irrigação Ferida. implante Sucção endrobronquial. umidificação Citóxicos. parenteral Intermitente. drenagem de ferida. êmbolo. pode ocorrer a separação parcial ou total das camadas da pele e tecidos. ventilação. queimaduras. esteróides Doenças Carcinoma. Um cirurgião pode criar uma fistula por razões terapêuticas (gastrostomia). antibióticos. Porém. planejado Periférica. anemia aplástica. anemia grave. Evisceração: Quando ocorre a separação de camadas cirúrgicas as vísceras poderão se projetar para fora. infecções exposição à radiação e doenças malignas.92 Isquemia Lesões na pele Corpo estranho Procedimentos invasivos Canulação Cateterização Cirurgia Entubação Fármacos Trombo. de desequilíbrio hidroeletrolítico e ruptura da pele devido a processos de drenagem crônica. Aumentam os riscos de infecção. É uma emergência médica que exige a colocação de compressas estéreis embebidas em solução salina estéril sobre os tecidos protraídos. a maioria das fistulas resulta de processos inadequados de cicatrização ocasionados por traumas.

Permitir trocas gasosas. sem provocar traumas. Critérios para o curativo ideal Promover meio ótimo para cicatrização. 4. Limitar a movimentação dos tecidos em torno da ferida. Promover hemostasia. 7. Fazer desbridamento mecânico e remover tecido necrosado. Finalidades 1. Ser de fácil obtenção e custo acessível. 5. quando necessário. Promover a cicatrização do tecido. Proteger a ferida. Formar isolamento térmico. 12. Facilitar a drenagem. Remover corpos estranhos. Ser de fácil remoção. 9. 11. 6. . 10. 13. Fornecer isolamento térmico. Manter a umidade da superfície da ferida.93 CURATIVO É um meio que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida. 3. Manter umidade. 8. Promover o conforto e bem estar do paciente. com finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir contaminação e infecção. Aliviar a dor. Prevenir a contaminação. 2. Absorver exsudato e edema. Proteger contra infecção secundária.

CONSERVADOR: NECROSADO CIRÚRGICO: REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO E TECIDO SAUDÁVEL (MÉDICO) REMOÇÃO DO TECIDO . Compressivo: É o que faz compressão para levar à hemostasia ou vedar bem uma incisão. 5. etc. Hidrocolóides. dentro de cavidades ou fístulas. com indicação de irrigação com soluções salinas ou anti-sépticas. É CLASSIFICADO COMO CONSERVADOR OU CIRÚRGICO.: curativo de ferida cirúrgica. Permite vedar a ferida em casos drenagem torácica prevenindo um pneumotórax. quando se deseja aproximar as bordas de um ferimento. Com pouco exsudato (curativos que mantenham a umidade). bota de algodão. tubos. Com drenagem: Realizado nos ferimentos com grande quantidade de drenagem de exsudato. 6. Aberto: Curativos feitos em ferida sem infecção que após a limpeza podem permanecer abertos. Outros tipos de curativos: Bota de unna. A irrigação é feita com seringa. 2. Oclusivo: Curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluido com gaze ou atadura. Produtos mais utilizados no tratamento de feridas Para a escolha do curativo para o tratamento da ferida temos que observar as seguintes características da ferida: Seca (usar curativos que seja hidratante). TESOURA OU LASER. Necrose (curativo com ação debridante). 3. 1. cateteres ou bolsas de colostomia. DESBRIDAMENTO CRUENTO REMOÇÃO DO TECIDO NECRÓTICO COM USO DE BISTURÍ.94 Tipos de curativos O curativo é feito de acordo com as características da lesão. Com irrigação: Realizado nos ferimentos com infecções. 4. Ex. Muito exsudato (curativos absorventes). são utilizados drenos.

Mantém a umidade da ferida. reduzir a congestão vascular. Deve-se limpar com SF antes. possui barreira contra infecção. cobrir com gaze e irrigar. antiinflamatória e desbridante. Hidrocolóides: (atualmente mais usado). trocar a cada 48h. PAPAÍNA) AUTOLÍTICO OCORRE FERIDA AUTODESTRUIÇÃO DO TECIDO NECROSADO POR ENZIMAS PRODUZIDAS PELA Açúcar: tem poder bactericida quando usado puro ou em pasta. favorece debridamento. proteção da pele. É utilizada em feridas necróticas. úlceras de pressão. À prova d’água. É contra-indicado em . O2 e I). pó e na forma líquida. é de fácil remoção. o preparo deve ser antes do uso. áreas de transplantes. baratas. trocar a cada 2 horas). É indicados em lesões não infectantes. Desvantagens: exige cobertura secundária com gaze ou outro curativo. deve-se trocar diariamente. reduz calor. porém não atua sobre bactérias esporuladas. Papaína: pode ser encontrado na forma de pasta. FIBRASE. limpar. Deve ser preparado em frascos de vidro pelo poder de oxidação que possui (Fé. Possui ação bactericida. promovendo melhor oxigenação e irrigação da ferida. deve ser aplicado a limpeza. feridas operatórias.95 MECÂNICO QUÍMICO OU ENZIMÁTICO COM IRRIGAÇÃO COM AGENTES ENZIMÁTICOS DESBRIDANTES (IRUXOL. Facilita a ação de drogas na ferida. Tem como característica diminuir o edema local. COLAGENASE. FIBRINOLISINA. mais de 4 horas se torna mio de cultura (chama insetos. desbridar tecidos mortos e desvitalizados. Ácidos Graxos Essenciais (AGE) e ácido linoléico: uso em todo tipo de lesão deve ser realizado debridamento prévio. A troca deve ser freqüente. pode ser associado a qualquer tipo de cobertura. cicatrizante. lesão com médio ou pouco exsudato. desenvolvendo a maturação de tecido de granulação.

Não usar em feridas com pouco exsudato. curativo de cateter. É contra-indicado em lesão que esteja com tecido de granulação (absorve e resseca muito). Éter: utilizado para desprendimento do adesivo. não usar em lesões abertas. Tempo de permanência é de 05 a 12 dias. facilita a formação de tecido de granulação. Água e sabão: emoliente utilizado para limpeza. Deve ser trocado na presença de exsudato. distúrbios de coagulação. Clorexedine: anti-séptico. Tem como desvantagem ter que se usar uma cobertura secundária (fita crepe ou micropore).96 lesões infecciosas de queimaduras de 3º grau. enxertos. Pode causar lesão retardatária à cicatrização. Trocar de 2 a 3 dias. A troca deve ser realizada a cada 48 a 72h. em áreas queimadas. Diminui odor. área doadora. lesões infectadas por fungos ou micobactérias e lesões sifilíticas. É indicado em ferida superficiais (com acometimento da derme e epiderme). PVPI: bactericida e fungicida. Solução fisiológica: usada para limpeza de lesões. Permanganato de Potássio: anti-séptico útil na supuração. é tóxico para cavidades. para proteção da pele. Alginato: É altamente absorvente. Não usar em tendão. é de fácil remoção. Filmes transparentes: promove umidade local. com sangramento. necessita de curativo secundário. . promove hemostasia em feridas com baixo exsudato. osso ou músculo e feridas com muito exsudato. Carvão ativado: Usados em feridas exsudativas e infectantes. pouco exsudato. pode ser usado com ácidos graxos e deve ser aplicado após limpeza com SF. age retirando todo o processo de cicatrização da ferida. não utilizar em implantes cirúrgicos. Protege as terminações nervosas. Possui ação bactericida com alto grau de absorção de exsudato.

Observação: seqüência da pinça da direita para a esquerda. Pinça anatômica com dente. 2 anatômica – com dente e sem dente. tesoura). PVPI. Material: Bandeja contendo: Pacote de curativo estéril (1 pinça Kocher. Par de luvas. para melhor absorção de exsudato. Recipientes com solução a serem usadas no curativo. pinça de Kocher. Esparadrapo. estéril ou de procedimento. pinça anatômica sem dente e tesoura. Soro fisiológico. Pomadas e ataduras quando indicados. Cuba rim. Seringa de 20ml. Saco para lixo Impermeável e traçado para proteger a cama. Vaselina: Emoliente utilizado para retirar crostas e impermeabilizar a pele. Espátula. . CURATIVO DE FERIDA LIMPA Procedimentos 1. Conservar com o paciente e explicar sobre o cuidado a ser feito. Éter para retirar o esparadrapo.97 Violeta de Genciana: Substância germicida e fungicida utilizada em mucosas ou lesões da pele e mucosas. de acordo com o tipo de ferida e curativo. Pacotes com gases. Nos curativos grandes e purulentos deve-se usar lençóis e compressas. Dersani para ferida infectada ou outra solução prescrita.

b. 16. evitar os movimentos de dentro para fora da ferida. condições observadas na área da ferida (existência de secreções: cor. se ferida contaminada – utilizar movimentos de fora para dentro). medicamento utilizado. dia. quantidade viscosidade. Com a 1ª pinça (anatômica com dente) e espátula. 12. Observar o ambiente: . Com a 3ª pinça (anatômica sem dente). colocar o anti-séptico. fixando com adesivo indicado ou apropriado. . utilizando éter ou benzina na gaze. . odor. 6. que deverá ser recolhido com os demais materiais e encaminhado ao expurgo.sinais de inflamações. pean ou Kelly).fechar janelas e desligar ventiladores para evitar correntes de ar e poeira.colocar biombo.desocupar mesa de cabeceira. a. colocando as pinças em seqüência.: Colocar o anti-séptico se esta ferida for limpa). secar e proteger com gaze. 9. de acordo com a ordem de uso. 13. Lavar as mãos. 4. limpar as bordas da lesão com gaze embebida em soro fisiológico. Preparar todo o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado. Abrir o pacote de gazes e coloca-las sobre o campo.98 2. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. queixas do paciente) e assinar. 11. e jogar no lixo o curativo e espátula. Abrir o pacote estéril e colocar junto ao paciente. tanto quanto de fora para dentro. utilizando gazes embebidas em soro fisiológico (lembrar de desprezar a 1ª porção do SF). Observar as condições da ferida: apertar a ferida para ver a existência de secreção. . 14. na área do campo considerada contaminada. se necessário. retirar o curativo com a técnica. Com a 2ª pinça (kocher. 7. Escrever no prontuário o procedimento: colocando a hora. 3. Desprezar a 2ª e 3ª pinça e envolver todas no campo. . expor somente a área que vai ser tratada. (obs. Usar a técnica do toque com o tampão rotativo. 17. 5. Secar com gaze. Levar o material e dispô-lo sobre a mesa de cabeceira. Deixar o paciente confortável. limpar a área menos contaminada da ferida. não esquecendo de desprezar a pinça anatômica utilizada. Lavar as mãos. 10. (se ferida limpa – deve-se utilizar movimentos de dentro para fora. Fazer este movimento quantas vezes se tornar necessário. proteger a cama com impermeável e lençol móvel. 15. 8.

2. 18. Retirar o curativo com o auxilio da pinça e espátula com gaze embebida em éter. Observar no coletor as características da secreção (cor. se usa 2 ou mais gases dependendo da necessidade. 14. . 10. Colocar bastante gaze perto do dreno e mandar o paciente respirar. iluminação). 3. Conversar com o paciente confortável. 7. principalmente no caso de necessidade de troca da solução. de acordo com o tipo de curativo. Lavar as mãos. Prepara a gaze fazer uma abertura com a tesoura pegando pela parte que não vai tocar no dreno.99 CURATIVO COM DRENAGEM Procedimentos 1. Se for retirar o dreno o paciente não deve estar em fawler médio. 17. Fazer a limpeza da ferida obedecendo aos princípios de contaminação e seguindo a ordem de seqüência e de uso. desprezar esta pinça no campo e espátula com curativo no saco de lixo. prendendo toda a gaze pela extremidade. Observar o ambiente (ventilação. 13. Pinçar o látex se necessário. 3. Organizar bandeja estéril. Deixar o paciente confortável. 2. Retirada do dreno 1. 16. Lavar as mãos. Descobrir a área a ser tratada e proteger a cama com impermeável e traçado. 4. odor. dia o que foi observado. Fazer o curativo compressivo (vedar todo o curativo). etc). Organizar o material e recolher deixar o paciente confortável. Colocar as luvas. 19. 9. Colocar os esparadrapos. 6. Colocar as pinças na ordem com os cabos voltados para fora. 5. mais o material necessário. Limpar e secar inicialmente nas bordas e depois na área ao redor do dreno. Anotar no prontuário todo o procedimento: colocando hora. Abrir o pacote de gase e colocar dentro do campo. 12. Tirar as luvas com a técnica. 11. 15. 8.

Colocar as luvas de procedimento e proceder a retirada da atadura. 4. Retirar as gazes com a pinça anatômica com dente despreza-la. Dreno torácico exige troca de curativo extremamente rápida e curativo oclusivo para evitar que ocorra pneumotórax. deixar o paciente confortável. 6. Lavar as mãos. Abrir com técnica o pacote de curativo estéril. 12. kocher. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. Colocar solução prescrita. iluminação).pomada ou anti-séptico prescrito. Anotar no prontuário todo o procedimento. 9. 10. Colocar o biombo. . Lavar as mãos.100 4. 2. 17. anatômica sem dente e tesoura. Colocar o impermeável ou lençol. Umedecer a gaze com soro fisiológico para soltar com maior facilidade. 3. Levar o material até a mesa de cabeceira. 7. 18. expondo a área do ferimento. Irrigar a ferida com a seringa e soro fisiológico. Organizar o material e organizar o ambiente *ventilação. 5. Colocar gazes suficientes e fixar com a atadura. da parte mais limpa para a mais contaminada. CURATIVO INFECTADO Procedimento 1. 19. Organizar todo o material. Depois enxugar. Limpar as bordas da ferida. 16. Colocar as luvas estéril e organizar pela seqüência os instrumentos do pacote: anatômico com dente. em seguida retira-las. sempre utilizando o auxilio da pinça de kocher. Não deve apresentar dobras para garantir uma boa drenagem. 15. 11. 14. 13. 8.

Se as gazes estiverem aderidas à ferida. 3. 8. Lavar as mãos. 9. 10. manter as pontas das pinças voltadas para baixo devido ao risco de contaminação.). A gazes embebidas com dersani é colocada sob a ferida. Desprezar a porção inicial do anti-séptico utilizado pela primeira vez. 4. umedece-las com soro fisiológico antes de retira-las. Se houver mais de uma ferida iniciar pela lesão menos contaminada. 6. 5. Deixa o paciente confortável. Observar a data da esterilização do pacote do curativo ( o prazo de validade é sete dias). e nas feridas infectadas. Anotar no prontuário todo o procedimento. 13. Ao embeber a gaze faze-la sobre a cuba rim. 2. Evitar correntes de ar (janelas abertas.101 CURATIVO INFECTADO COM O USO DE AGE 1. em seguida coloca atadura prende com fita adesiva. . Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manipular material esterelizado. Colocar algumas gazes abertas em cima da bandeja e a pessoa que está auxiliando coloca o dersani em cima das gazes. Nas feridas não infectadas. 2. 7. ventiladores. a área mais contaminada é a da lesão. 3. 11. Limpar as feridas partindo sempre da área menos contaminada para a mais contaminada. Retirar o esparadrapo no sentido dos pêlos. 5. Considerar contaminado qualquer objeto que toque em locais não esterilizados. 6. 12. a pele ao redor é considerada mais contaminada que a incisão. 7. Organizar o material. Orientar o paciente para não tocar a ferida com as mãos. etc. 4. CUIDADOS DE ENFERMAGEM 1. Isolar o paciente com biombo se necessário. Segue o mesmo procedimento do curativo infectado. Ao embeber a gaze com anti-sépticos.

estão disponíveis no mercado em rolo de varias larguras e comprimento. . 19. Usada para envolver. Correção: manter posicionamento funcional do corpo e corrigir deformidades. aproveitar para lavar a lesão. As ataduras mais usadas são de gaze. com suspeita de infecção deve ser colhida amostra para bacterioscopia e encaminhada imediatamente ao laboratório. 21. Compressão: exercer pressão sobre uma determinada área do corpo (curativos compressivos). geralmente enrolada. 48 horas após a cirurgia. 16. O saco plástico que recebe gazes e ataduras usadas no curativo deve ser de uso individual.102 14. Não comprimir demais com ataduras e esparadrapo o local da ferida a fim de permitir boa circulação. manter curativos no lugar. estancar hemorragias. Neste caso as luvas devem ser esterelizadas. por último as infectadas. crepe e elástica. seguindo-se as lesões abertas não infectadas e. 15. Um para cada paciente. 17. 18. nas feridas cirúrgicas. Não é necessário o uso de luvas para fazer curativo. é recomendado deixar o curativo aberto. Geralmente. Nas feridas. Exceto quando não utilizar pinça. e ainda. 20. Não jogar o curativo anterior e as gazes utilizadas na cesta de lixo do paciente. sendo recomendados: Finalidade de sua aplicação Contenção: fixar curativos. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA APLICAÇÃO DE ATADURAS Conceito Atadura é uma faixa de várias larguras e comprimentos. iniciar pela incisão fechada e limpa. Quando o paciente necessitar de vários curativos. com exsudato. fixar e proteger partes lesadas. conter talas (luxação) e imobilizar. Ao dar banho em pacientes com curativo.

Regras na aplicação de uma atadura Deixar sempre que possível as extremidades do membro descobertas. Aplicação Para melhor compreendermos a aplicação. Dar apoio à parte em que está sendo aplicada a atadura. úmidas e poluídas (sujas). proporcionar calor. dividimos o corpo humano em formas geométricas: . A compressão excessiva ou não das superfícies do corpo pode interferir com circulação sanguínea e. Não ajustar demais a atadura devido ao perigo de grangena por falta de circulação. A pressão exercida pelos tecidos orgânicos pode afetar a circulação do sangue. O corpo é mantido na posição anatômica natural com leve flexão das articulações para evitar o estiramento articular: a observância deste princípio evita deformidades e desconforto e estimula a circulação sanguínea da parte envolvida. Colocar sempre o membro em posição funcional. Princípios científicos na aplicação de ataduras Os microorganismos multiplicam-se nas regiões quentes. expondo assim. por conseguinte com a nutrição das células contidas nessa área. A fricção pode causar traumatismo mecânico do epitélio. Proteger as saliências ósseas ou os ferimentos com curativos de gaze ou algodão. o curativo.103 Proteção: para evitar o contato das partes em tratamento com o meio exterior. Não deixar duas superfícies em contato para evitar o aparecimento de úlceras de pressão. proteger curativos. a fim de verificar se a circulação está sendo perfeita. Escolher tipo e tamanho de atadura adequado de acordo com o local e a indicação. Não deixar muito folgado para não sair com facilidade.

Apressada ou oblíqua: as voltas não se tocam entre si. sobretudo nas articulações (cotovelo. c. tórax) e quando se quer mudar de um segmento para outro: cabeça – pescoço. para evitar que se desmanche. 3. tronco e pernas. pernas. 4. b. Circular ou orbicular: É feita com uma volta sobre a outra. tornozelo). Desta forma há diminuição na largura da atadura. pescoço. pois com os espaço sem compressão que ficam entre as voltas da atadura podem ocasionar edema. Lenta: é aplicada nas partes cilíndricas do segmento corporal: braço. Deve-se tomar cuidado. a. Cruzada ou em oito: também conhecida com espica. joelho. Consiste em cruzar a atadura em forma de oito. 2. dedos. antebraço. regiões onde há acentuado aumento do diâmetro (braço. Ex: testa. Usada em partes cilíndricas do corpo ou para manter curativos. É usada. Espiral: a atadura é enrolada obliquamente num segmento corporal. como mão e cotovelo. tornozelos. nas partes cilíndricas do corpo (braço. se a atadura estiver muito apertada. vice-versa. Reversa ou espiral com inversão: em cada volta se inverte a atadura. punho. A volta é colocada sempre do diâmetro menor para o maior. de forma tal que sua parte interna fique sendo externa e na seguinte volta. tórax. . antebraço. Permitindo os movimentos articulares. devido à deficiência circulatória. É usada para fixar talas imobilizando as articulações e para unir a mesma atadura duas partes. pulso. braço – tórax. coxas). mão – punho. evitando que a atadura fique frouxa. extremidades dos dedos da mão e pé cotos de membros amputados.104 Formas fundamentais de ataduras e sua utilização 1. A volta em espiral reversa é aplicada nas partes cônica. etc. Recorrente: utilizada para cobrir porções distais do corpo como cabeça (capacete).

é necessário deixar descobertas as extremidades (dedos da mão e pedartículos). A atadura deve ser bem feita e apresentar aspecto agradável. 2. cuidar para que não fiquem sobre o ferimento. Para retirar a atadura Retirar a atadura passando-a de uma mão para outra. Ao passar uma atadura. A largura da atadura deve ser de acordo co diâmetro do membro. Ao passar uma atadura. 5. A porção terminal da atadura não deverá ser aplicada em parte do corpo que se estreita. ou sobre lesão porque pode traumatizar. . O local e a extensão da lesão. 12. as ataduras deverão ser acolchoadas. umedece-la com soro fisiológico aquecido. 3. Caso seja necessário um segundo rolo de atadura. As talas para imobilização devem ser resistentes e leves. Evitar que duas superfícies corporais fiquem em contato.105 Pontos a serem observados 1. Ataduras muito sujas devem ser removidas com pinças ou luvas. As ataduras devem ficar firmes. Todas as voltas deverão sempre percorrer o caminho mais curto. adaptando-se ás formas corporais. Caso queira exercer compressão. 6. porque se desajusta facilmente. indeslocáveis. colocar o membro em posição funcional. ou parte do corpo a ser enfaixado. c. Para controlar as condições de irrigação sangüínea. para evitar escaras ou aderências. 8. enrolando-a Caso a atadura esteja aderente. evitar pregas e rugas. Ao aplicar a atadura observar: a. do contrário soltam-se com facilidade. 14. sem serem muito apertadas. coloca-se a sua extremidade inicial sob a extremidade terminal da primeira. saliência óssea. 9. presença de lesões. ou do lado que não que o paciente deita ou outro lugar que não possa incomodá-lo. 4. edema. Ao colocar alfinetes ou fazer nós. as condições da circulação. 11. 13. 7. b. 10.

Pós-operatório imediato. Trata-se de uma intervenção mais comum para melhorar as trocas gasosas entre alvéolos e sangue. Doenças pulmonares agudas. Pacientes com DOPCs. Incubadora. Máscara. infecciosas e crônicas. Indicações Hipoxemia de qualquer origem. A oxigenioterapia do organismo se situam em 3 níveis: 1. enquanto diminui o trabalho da respiração e o estresse do miocárdio. O oxigênio é uma droga terapêutica e deve ser usado com cautela. Infarto agudo do miocárdio. VM através de uso de cânula endotraqueal. Cânula nasal:. Ao nível do alvéolo: a ventilação respiratória assegurada a renovação de O2 Ao nível do sangue circulante: que transporta o O2 até os tecidos. . 3. aumentando a concentração de oxigênio no sangue. 2. HOOD ou HALO. Meios de administrar O2: Cateter nasal. CPAP nasal.106 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE OXIGENIOTERAPIA Oxigenioterapia Consiste na administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. Ao nível dos tecidos: o O2 transportado pelo sangue assegura a renovação dos tecidos e participa do metabolismo celular. Reanimação cardiorespiratória. Manutenção da integridade capilar.

Intermediário de látex ou plástico. Lubrificante. Manômetro e/ou fluxômetro. 4. Manter o fluxo de oxigênio – 1 a 6 1/min ou de acordo com pm. Adaptar a cânula ao tubo de látex ou plástico. 3. 7. Esparadrapo. Colocar o paciente em posição confortável. 9. Organizar o material. Controla o fluxo de oxigênio (1 a 6 1/min). Fornece concentração de oxigênio de 25 a 40%. 6. 2. 11. Anotar no prontuário os cuidados prestados. Lavar as mãos. Procedimento 1. Lavar as mãos. Abrir o oxigênio. Umidificador. Seu uso é mais confortável do que a maioria dos dispositivos. Aviso de não fumar. Preparar ambiente . Obs: Acrescentar ao material básico a cânula nasal. Conversar com o paciente sobre o cuidado. 8. Cânula nasal Tubo plástico com pequeno diâmetro e duas protusões que são introduzidas nas fossas nasais.107 Material básico: Oxigênio canalizado ou em torpedo. Água destilada. . micropore ou fita adesiva. fixando-a com a fita adesiva. Gaze. Colocar a cânula no nariz do paciente. verificando as medidas de segurança. 5. especialmente o cateter nasal. 10. Saco para resíduos. É usada quando não é necessária grande pressão na administração de oxigênio.

Procedimento 1. Material: (acrescentar) Cateter nasal estéril (sonda número 6. 5. tranqüilizálo de que existe ar e oxigênio suficiente para respiração. Deixar o ambiente em ordem. Cateter nasal Caracteriza-se pela introdução de uma sonda fina de plástico ou borracha. Obs: alguns pacientes podem sentir claustrofobia. Usa a parte da face e os seios nasais como reservatório do oxigênio. Prepara ambiente verificar a medida de segurança. 10 ou 12). 6. 2. 10. Regular o número de litros de oxigênio até a quantidade prescrita (5 a 8 litros). se mistura com o ar ambiente entra pelos orifícios durante a inspiração. Conversar com o paciente e explicar o que vai ser feito. Lavar as mãos. 9. Abrir a válvula do torpedo e deixar sair um pouco de oxigênio para evitar saída intempestiva. com alguns orifícios pequenos na extremidade. Unir a máscara ao intermediário e este ao umidificador. que introduz no nariz e na faringe.108 Máscaras de oxigênio É um dispositivo de plástico transparente com uma saída para a expiração que recobre o nariz e a boca. A quantidade de oxigênio através da máscara oscila entre 5 a 8 1/min. Anotar os cuidados prestados no prontuário. 8. . Preparar o material e colocar na mesa de cabeceira. 3. Colocar o paciente confortável em posição de fowler. 4. Concentração de oxigênio é de 60%. Luva de procedimento. 8. 7.

Quantidade de O2 é de 2 a 3 1/min. Com gaze umedecida de xilocaína. Deixar o paciente confortável. Jamais acrescentar água ao volume restante. Preparar o ambiente. Colocar xilocaína na gaze. Anotar no prontuário todo o procedimento. Observar o paciente durante o tratamento. Preparar o material. Capacidade do cilindro 300 libras. Substituir o cateter a cada 24 horas no caso de permanência de O2. Fazer fixação correta do cateter de O2 junto a narina e sobre a orelha. Ao verificar que o nível da água no umidificador está baixo. Manter o umidificador sempre com água até a marca 2/3 de sua capacidade.109 Procedimentos Lavar as mãos. levando para junto do paciente. introduzir a porção do cateter correspondente à fossa nasal. Explicar o paciente o que vai ser feito. considerando a profilaxia de infecções. Lavar as mãos. Colocar avisos para não fumar. Medir a distância entre a ponta do nariz e lóbulo da orelha e marcar com esparadrapo. se estivar abaixo de 50 libras chamar a manutenção. Colocar o umidificador no local e adaptar o látex. Colocar o paciente em posição fowler. Água usada no umidificador deve ser estéril. verificando as medidas de segurança. . Lavar as mãos. Verificar a quantidade de litro prescrita pelo médico. desprezar a água restante e recolocar nova água. Organizar o material. Cuidados de enfermagem Fazer a troca de narina a cada seis horas e proceder a uma limpeza do cateter e da narina.

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Evitar atrito do cateter na mucosa nasal; Paciente que recebe oxigênio requer um especial cuidado com a cavidade oral. Cuidados importantes 1. 2. 3. 4. Seguir rigorosamente a prescrição médica quanto à quantidade de oxigênio por minuto, para evitar graves complicações; Observar a presença de vazamento de oxigênio em todo o sistema; Nunca ligar o oxigênio sem umidificação para evitar sérias lesões no trato respiratório; Ao utilizar o torpedo de oxigênio, observar os seguintes cuidados: Proibir o uso de fumo próximo ao cilindro ou torpedo de oxigênio; Transportar em carrinho apropriado; Abrir lentamente a válvula de cilindro ou torpedo; Evitar quedas. 5. 6. Trocar o cateter a cada horas devido à obstrução e mudar o local de fixação; Anotar na prescrição do paciente o horário da suspensão do tratamento. Obs: A administração de oxigenioterapia pode ser iniciada pelo enfermeiro, se o cliente começar a apresentar problemas respiratórios, mas o tratamento geralmente é prescrito pelo médico, portanto, em seguida, é fundamental que o enfermeiro comunique a intercorrência ao médico. AEROSSOLTERAPIA/NEBULIZAÇÃO Conceito É a introdução de medicamentos, transformados em pequenas partículas voláteis, através do trato respiratório por um aparelho chamado nebulizador. Pode ser realizada por meio de ar comprimido ou oxigênio.

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Objetivo Fornecer um excesso de umidade às mucosas que revestem o trato respiratório. A umidade ajuda a aliviar a irritação da mucosa, dilui secreções espessas e afrouxa as crostas. Material: nebulizador; solução prescrita. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Retirar o nebulizador já desinfetado do recipiente; 3. Colocar a solução prescrita no nebulizador; 4. Posicionar o paciente de maneira confortável, de preferência em Fowler ou sentado; 5. Orientar o paciente para manter a máscara junto à face, inspirar pelo nariz e expirar pela boca; 6. Graduar o fluxômetro até visualizar a saída de névoa (no máximo 5 litros por minuto); 7. Manter a nebulização por 15 a 20 minutos ou de acordo com prescrição médica; 8. Deixar o paciente confortável; 9. Fazer a desinfecção do nebulizador conforma a rotina; 10. Lavar as mãos; 11. Checar o horário na prescrição. Cuidados importantes 1. Ao fechar a válvula do fluxômetro, observar se não há vazamento; 2. Estimular a expectoração e anotar a quantidade e características; 3. Nos pacientes traqueostomizados adaptar o nebulizador próximo à traqueostomia; 4. Na nebulização contínua, manter a água esterilizada do frasco em níveis adequados; 5. Utilizar oxigênio somente quando não houver ar comprimido disponível ou quando houver prescrição médica para uso do oxigênio.

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS NECESSIDADES DE SONDAGENS
Introdução A sonda é um instrumento para ser introduzido em um canal ou cavidade para fins propedêuticos (determinar a presença de estenose, corpo estranho ou uma outra situação mórbida). Pode ser fina e flexível, para explorar ou dilatar um canal natural; ou rígida, geralmente com uma extremidade pontiaguda, para separar tecidos de dissecação. A sondagem é um método muito utilizado e eficiente em pacientes em situações delicadas, quase sempre dentro do hospital. Ela pode ser utilizada no pré-operatório, por exemplo, para fazer esvaziamento vesical, no pós-operatório para exercer funções que o corpo ainda não está adaptado (por exemplo: uso de sonda nasogástrica para alimentação após uma cirurgia esofagiana) e no caso de perda de funções vitais (exemplo: um paraplégico que não tem reflexos vesicais que tem necessidade de estar sempre com uma sonda vesical). CATETERISMO GÁSTRICO Conceito É a introdução de uma sonda plástica ou de borracha, flexível, podendo ser curta ou longa, pela boca (SOG) ou nariz (SNG) até o estômago. Objetivos Estabelecer uma via para alimentar o paciente; Examinar o conteúdo gástrico; Administrar medicamentos; Preparar para cirurgias e exames; Para aspirar ou esvaziar o conteúdo gástrico; Nas cirurgias e afecções da boca; Estabelecer um meio de drenar o conteúdo gástrico; Aliviar distensão abdominal.

através de uma narina e levada até o piloro. . copo com água. obter uma amostra do conteúdo gástrico para estudos laboratoriais e administrar alimentos e medicamentos diretamente no trato gastrointestinal. toalha de rosto. Apresenta uma única luz (números 14 a 18 ). Obs: O número da sonda nasogástrica deve ser proporcional à constituição física do paciente. que é introduzida. recipiente para lixo. seringa de 20 ml. Sonda de Dobhoff: usada para alimentação. são passadas normalmente pelas narinas. aumenta força da gravidade. com luz dupla e com um balão na extremidade. esparadrapo. Sonda Rhefus: ponta metálica. é utilizada para localizar e tratar processos obstrutivos do intestino delgado. existindo no mercado tanto tubos de plástico como de borracha com orifícios laterais próximos à ponta. Sonda Ewald: usada para retirada do conteúdo gástrico (tubo de borracha com uma grande abertura). Sonda de Miller-Abbott: sonda longa de borracha. Sonda Jutte: com ponta de malha metálica. gaze.113 Tipos de sonda Sonda Levine: é uma das mais usadas. Contra-indicações TU de mediatisno Estenose de esôfago Varizes de esôfago Material Biombo. sonda gástrica. anestésico local e lubrificante (xilocaina gel à 2%). Geralmente. geralmente. nº 14 a 20 para adulto e de 04 a 12 para Rn e crianças. estetoscópio. A sonda é usada para remover líquidos e gases do trato gastrointestinal superior em adultos. cuba rim.

b. Aspirar suco gástrico. 3.114 Procedimentos 1. c. Medir a sonda: a. 7. Anotar na prescrição do paciente: horário. b. 17. O ar introduzido produzirá ruídos que serão auscultados através do estetoscópio. sem comprimir a narina. 16. 5. Fixar a sonda com esparadrapo. d. Introduzir a sonda lentamente. Verificar se a sonda está no estômago através dos seguintes procedimentos: a. 2. Pedir ao paciente que diga “HUM” com a boca fechada. Lubrificar a sonda com anestésico local do tópico com auxilio de gaze. Verificar na prescrição do paciente a finalidade da sondagem. Lavar as mãos. 14. 12. 4. de modo que fique segura. Explicar o procedimento ao paciente. a sonda é introduzida. 11. Da asa do nariz ao lóbulo da orelha. 15. Prepara o material. 9. Colocar a sonda em um copo d’água se não borbulhar está no estômago. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Fletir a cabeça do paciente para frente quando a sonda ultrapassar o obstáculo da parede nasofaríngea. sem forçar. A sonda deve ser introduzida delicadamente até a marca do esparadrapo. reações do paciente. Pedir ao paciente para deglutir e respirar profundamente. 10. confirmando a localização correta da sonda. . 13. Cortar o esparadrapo para fixação e para marcar a sonda. 8. Posicionar o paciente em Fowler ou sentado. 6. Lavar as mãos. enquanto. Guardar o material. Medir do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide e marca-la com esparadrapo. nº da sonda. Colocar o estetoscópio abaixo do apêndice xifóide: introduzir 10 ml de ar pela sonda com auxilio de seringa.

gases. retirar totalmente a sonda. plenitude gástrica. Metabólicas: hiperglicemia.115 Cuidados importantes 1. Caso o paciente apresente tosse durante a introdução da sonda. GAVAGEM Conceito: É a introdução de alimentos através de uma sonda gástrica. bebês prematuros ou crianças que sofrem cirurgias reparadoras da boca. Síndrome de Dumping. cólicas. se necessário. Se a tosse persistir. irritação nasofaríngea. ruídos sibilantes. má colocação. Limpar as narinas. náuseas vômito. inconsciência fraqueza ou debilidade excessiva ou obstrução do esôfago. resíduo. Retirar o ar do equipo deixando escorrer um pouco de alimento pelo equipo. Síndrome das alimentações por sondas. constipação. com cotonete. Anotar volume e aspecto da secreção gástrica quando a sonda permanecer aberta. 6. Trocar a fixação diariamente. 3. 4. interromper o procedimento até cessar o estado tussígeno. . Objetivo: Este procedimento é utilizado para oferecer alimentos aqueles pacientes que não conseguem alimentar-se devido à perda de apetite. obstrução da sonda. em caso de cianose. Possíveis complicações Gastrointestinais: diarréia. desidratação. tosse intensa e rouquidão. Cercar a cama com biombo. Verificar se houve desvio na introdução. Uma radiografia e o único meio seguro de se verificar a posição da sonda. duas vezes ao dia. massageando as narinas para evitar lesão. Colocar o alimento aquecido. 7. azotemia. 5. Mecânicas: pneumonia por aspiração. Cuidados com o alimento Conferir se a dica está correta. 2. sair ar pela sonda.

11. bolas de algodão com álccol. 4. Não deixar entrar ar mantendo a sonda fechada evitando distensão abdominal. 17. Limpar a extremidade da sonda novamente. 8. Introduzir o alimento lentamente. Procedimentos 1. Elevar o decúbito ou deixar o paciente em decúbito lateral nos casos em que o paciente tenha facilidade de rugurgitamento. Preparar o material. Repetir o procedimento até o término. 14.116 Material: seringa de 20 ml. 12. Orientar o paciente sobre o procedimento. Elevar a cabeceira da cama. . Verificar se a sonda está no estômago conforme técnica da sondagem gástrica. Cuidados importantes Antes de administrar o alimento aspirar a sonda para verificar se o estômago não está repleto de alimento. 9. Limpar a extremidade da sonda com bola de algodão embebida em álccol. 16. Lavar as mãos. recipiente com alimentos. 6. 3. 15. pacote de gaze. intercorrências se houver. 10. tipo e a unidade do alimento. Proceder à limpeza dos materiais. Pinçar a sonda para evitar a entrada de ar sempre que for manuseá-la. evitando a introdução de ar. 5. estetoscópio. se não houver contra-indicação. 7. 2. recipiente para lixo. Lavar as mãos. Lavar as mãos. Injetar 10% de água em relação à quantidade do alimento. ou injetar a dieta por sifonagem (colocar a extremidade da sonda dentro do recipiente da dieta e eleva-lo para obter a cão da gravidade). Anotar na prescrição do paciente: horário. copo com água. Verificar temperatura do alimento (próxima à temperatura corporal). 13. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Aspirar o alimento com a seringa.

) na sonda e injeta-lo lentamente. 3. Orientar o paciente sobre o procedimento. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. onde é feita pelo cirurgião uma incisão nesta e introduzindo a sonda. 5. solução de bicarbonato de Na. usando tantos frascos de soluções forem prescritos. Auxiliar no tratamento de hemorragia gástrica. Preparar o material. 11. . 4. Executar técnica de sondagem gástrica. deixando o frasco mais baixo que o corpo.117 ALIMNTAÇÃO PELA GASTROSTOMIA É a introdução de alimentos líquidos diretamente no estômago. pedaço de látex. 7. Material: o mesmo material de sondagem gástrica acrescida da solução prescrita para lavagem (Soro fisiológico. Procedimentos 1. 8. Colocar o paciente em posição de Fowler ou decúbito lateral. Preparar pacientes para cirurgias e/ou exames. O procedimento de alimentação segue o mesmo da gavagem. 2. 9. 10. LAVAGEM GÁSTRICA Conceito: É a limpeza do estômago realizada através de uma sonda gástrica. Fazer limpeza dos materiais. Deixar que a solução retornasse ao frasco através da força da gravidade. Proceder desta forma quantas vezes forem necessárias. por meio de uma sonda nele colocada através da parede abdominal.F. água). Objetivos: Remover substâncias tóxicas ou irritantes. Adaptar o frasco de soro fisiológico (S. Verificar se o paciente deverá permanecer com a sonda após a lavagem. Lavar as mãos. 6.

volume infundido e drenado. 13. 5. 8. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. Lavar as mãos. Fechar a sonda. devendo ser feito com técnica rigorosamente asséptica. reações do paciente em relação à retirada da sonda. 11. Anotar na prescrição do paciente: horário. motivo. Material: gaze. CATETERISMO OU SONDAGEM VESICAL Conceito É a introdução de uma sonda na bexiga através do meato urinário. 3. RETIRADA DA SONDA NASOGÁSTRICA A retirada da sonda deve ser feita de acordo com a prescrição médica. cotonetes. Procedimentos 1. toalha de rosto. Lavar as mãos. Retirar o espadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter. Lavar as mãos. 10. 6. Fazer limpeza dos materiais. aspecto do líquido drenado. 7. 9. Proceder à limpeza das narinas com auxílio de cotonete. Preparar o material. 4. recipiente para lixo. Retirar a sonda lentamente com auxílio de uma gaze. Anotar na prescrição do paciente: horário. éter. 12. .118 12. 2. Colocar a toalha sobre o tórax do paciente. Explicar o procedimento ao paciente. reações do paciente.

d. Colocar as mãos do paciente em água aquecida. ao invés de cateterizar. b. f. Fazer lavagem externa com água aquecida. Colocar o paciente sobre uma comadre com água aquecida. c. Possibilitar o controle rigoroso da diurese. Antes da sondagem em pacientes com retenção urinária. procura meios que estimulem a diurese espontânea do paciente: a. . Abrir uma torneira perto do paciente. c. c. pacientes com retenção urinário aguda. Presença de obstáculo à eliminação (aumento do volume prostático. devido a traumatismo na uretra. Proceder ao preparo pré-operatório de algumas cirurgias. Indicações do cateterismo ☺ Método intermitente: (sonda nelaton ou de alívio) a. ☺ Método de demora: (sonda de borracha – SVD) a.119 Objetivos Aliviar a distensão vesical pela retenção de urina. Observações 1. d. Verificar presença residual após a micção. Para pacientes com incontinência urinária. cirurgia da uretra). é preferível usar fraldas descartáveis para mulheres e uropen para homens. b. Prevenir obstrução da uretra por coágulos de sangue (TU de bexiga. estenose da uretra). 2. b. Pacientes com cirurgias de uretra e estruturas vizinhas. Obter amostra estéril de urina. Obter amostra estéril de urina. e. Evitar a constante umidade em pacientes com incontinência urinária. Colocar bolsa de água quente sobre a região hipogástrica. Para alívio imediato da distensão da bexiga: nos casos de paciente que não consegue urinar 8 a 12 horas de cirurgia. pacientes sob efeitos sedativos. No tratamento prolongado de pacientes com incompetência vesical. Pingar água morna sobre o clitóris.

Pseudomonas. Obs. ou remoção acidental. Utilizar a posição ginecológica em pacientes obesos ou quando for difícil a visualização do meato. o paciente com um cateter de demora é avaliado quanto aos sinais e sintomas de infecção do trato urinário: urina turva. Os patógenos responsáveis pelas infecções do trato urinário associado ao cateter incluem Escherichia coli. 3.: Sonda nelaton ou de alívio: varia de nº 04 a 22 Sonda de foley ou de borracha: varia de nº 12 a22 Riscos de infecção A presença de um cateter de demora pode levar à infecção. como descritas anteriormente. quando o objetivo for essencialmente a sondagem de alívio. O cateter é fixado apropriadamente para evitar sua movimentação. Assim. hematúria. Cuidados importantes 1. Serratia e Cândida. deve-se antes executar medidas visando estimular a micção espontânea. causando tração da uretra. 4. irritando a mucosa vesical e promovendo uma via artificial para a entrada de organismos na bexiga. determinados princípios são essenciais nos cuidados de um sistema fechado de drenagem urinária. anorexia. nos casos de retenção urinária de qualquer origem. Os cateteres impedem a maioria das defesas naturais do trato urinário inferior através da obstrução dos dutos peri-uretrais. de modo a prevenir essas indesejáveis infecções. A sondagem vesical de demora tem indicações específicas conforme descrito nos objetivos. Enterobacter. .120 Minimização de traumatismos O traumatismo da uretra pode ser minimizado com um cateter do tamanho apropriado. febre. e mal-estar. Klesbsiella. calafrios. Utilizar sempre o sistema de drenagem fechado estéril. 2. Por isso (devido aos riscos de infecção). Proteus. O cateter é lubrificado de modo a ser introduzido de forma fácil e de forma delicada. Observar rigorosamente a técnica asséptica. Além disto.

8. O cateter não deve ser mantido mais tempo do que o necessário. Deve ser evitada a manipulação inadvertida do cateter pelo paciente ou pela equipe. Anota no relatório de enfermagem do paciente: alteração no aspecto da urina. campo fenestrado). Esvaziar a bolsa de drenagem a cada seis horas. a fim de evitar a instalação da atonia vesical. observar os seguintes cuidados: a. Caso a executante da técnica seja destra. Higiene íntima duas vezes ao dia. b. Preservar o bom fluxo urinário evitando dobras. queixas de dores e elevação da temperatura. saco para lixo. material para higiene íntima. f. esparadrapo. Orientar o paciente para não elevar a bolsa de drenagem acima do nível da bexiga. pinça. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. uma seringa de 10 ml com água destilada para encher o balão. Perfurar o bico do anestésico com agulha estéril após desinfecção do mesmo. anestésico local tópico (xilocaina à 2%). permanecer ao lado esquerdo e calçar a luva na mão direita.121 5. gazes. e nunca ser suspenso sem um treinamento prévio da bexiga. antiséptico. então deve ser trocado periodicamente. máscara. deve permanecer ao lado direito do paciente. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA FEMININA Material Luva látex esterilizada. bolas de algodão. um pacote de gaze esterilizada. sistema de drenagem fechado estéril. d. uma vez por semana. sonda foley de calibre adequado. cuba rim. A bolsa nunca deve tocar no chão. 6. Em pacientes com sonda de Foley. 9. e. Se o cateter é mantido por dias ou semanas. 7. c. . Se for sinistra. 10. uma seringa de 10 ml para testar o balão.

Lubrificara sonda com xilocaina. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. 5. 9. e colocar todo o material (anti-séptico. 15. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. lubrificante) e prepara na seringa a água destilada que deverá ficar fora do campo. 11. pequenos lábios. Colocar o saco de lixo próximo à cama. seringa para teste do balão. grandes lábios. 14. Fazer higiene íntima. meato urinário e introito vaginal.122 Procedimentos 1. 16. começando pela vulva. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. 18. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. Iniciar a anti-sepsia da genitália. 8. Lavar as mãos. clitóris. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pés da paciente. Prepara o material e deixar o sistema de drenagem ou similar montado (frasco. Orientar a paciente com relação as tapas o procedimento e ao objetivo do mesmo. Testar a sonda. 10. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. Manter o intermediário protegido. Informa-la sobre a sensação d ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. 19. Preparar o ambiente. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. 2. 7. 13. Desprezar a pinça na lateral do campo. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. 4. . tampa de borracha e prolongamento). 12. Calcar a luva na mão direita. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). sonda. deixando a paciente em posição ginecológica. 17. 6. sem provocar desconforto. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. 3. entre as pernas da paciente.

tipo de sondagem. glande e prepúcio. 27.123 20. para colocar a uretra em linha reta. Retirar os materiais da cama. máscara. sem tracioná-la. 26. Cobrir os genitais com a camisola. antiséptico. Elevar o pênis. 21. Proceder à desinfecção dos materiais. cuba rim. 24. 29. nº da sonda. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. Manter o paciente em posição deitada. SONDAGEM VESICAL DE DEMORA MASCULINA Material: o mesmo do procedimento anterior. gazes. 28. campo fenestrado). Lavar as mãos. Retirar as luvas e fixar a sonda com esparadrapo na face interna da coxa. diretamente no meato sem tocá-la nas áreas adjacentes. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. 3. anestésico . reação da paciente. quase que perpendilcularmente ao corpo. 2. Testar se a sonda está fixa na bexiga tracionando-a delicadamente e conectar o prolongamento. volume e aspecto da urina retirada. Constatar a saída de urina e injetar água destilada para encher o balão. 25. Anotar na prescrição da paciente: horário. volume de água destilada injetada no balão de sonda. bolas de algodão. Introduzir metade da sonda (5 a 8 cm). Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário. pinça. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO FEMININA Material Luva látex esterilizada. lentamente e com movimentos delicados. 22. 23. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1.

deixando a paciente em posição ginecológica e colocar a comadre entre as pernas da paciente. Informa-la sobre a sensação de ardência no local e que também pode provocar o desejo de urinar. clitóris. Calçar a luva da mão esquerda e expor a genitália da paciente. 8. grandes lábios. 15. Desprezar a 1ª porção do anestésico e anti-séptico. Preparar o ambiente. Fazer higiene íntima. Colocar a cuba rim e cuba redonda em cima do campo fenestrado. 13. lubrificante). abrir a extremidade de entrada e a outra colocar dentro da cuba rim. Abrir o pacote de cateterismo em cima da mesa de cabeceira que já deve estar ao lado dos pás da paciente. 14. Colocar o campo fenestrado em cima da genitália. Trazer o lençol e colocar na diagonal fazendo o sapatinho ou ajusta-lo sob as coxas internamente (os genitais ficam protegidos). 17. e colocar todo o material (anti-séptico. 6. Lubrificar a sonda com xilocaina. saco para lixo. Iniciar a anti-sepsia genitália começando pela vulva. 5. . Lavar as mãos. comadre. 9. Orientar a paciente com relação às etapas do procedimento a ao objetivo do mesmo.124 local tópico (xilocaina à 2%). sem provocar desconforto. material para higiene íntima. um pacote de gaze esterilizada. Calçar a luva na mão direita. usando o algodão no sentido de cima para baixo e desprezando sempre que usar em cada uma destas partes. Colocar o saco de lixo próximo à cama. Verificar as condições de higiene íntima da paciente. 7. 4. 10. 18. meato urinário e introito vaginal. entre as pernas da paciente. Dobrar as roupas de cama em leque até os pés da cama deixando apenas o lençol. 12. pequenos lábios. 11. Procedimentos 1. Importância de sua colaboração no relaxamento muscular. Deixar o paciente em decúbito dorsal e afastar os membros inferiores o máximo possível. Desprezar a pinça na lateral do campo. 3. sonda. 16. Pegar a sonda lubrificada. 2. sonda nelaton de calibre fino.

27. pinça. máscara. 24. pacote de cateterismo vesical estéril contendo (cuba redonda. 3. campo fenestrado).125 19. Elevar o pênis. nº da sonda. e introduzir no meato urinário. Anti-sepsia do local: Fazer anti-sepsia do meato urinário.comadre. anestésico local tópico (xilocaína à 2%). gazes. mantendo-os firmemente e tracionando-os em direção a sínfese púbica. 22. afastar as pernas e colocar entre as mesma a comadre. diretamente no meato sem toca-la nas áreas adjacentes. Proceder à desinfecção dos materiais. SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO MASCULINA Material Luva látex esterilizada. 20. Colocar a paciente em posição confortável e a unidade em ordem. tipo de sondagem. Para a lubrificação pode-se usar a seringa de 10ml com xilocaína. 26. saco para lixo. 21. 25. Procedimentos Técnica idêntica à anterior com exceção de: 1. lentamente e com movimentos delicados. um pacote de gaze esterilizada. Cobrir os genitais com a camisola. 4. volume e aspecto da urina retirada. reação da paciente. 2. Afastar os pequenos lábios com o dedo indicador e o polegar da mão esquerda. glande e prepúcio. . Introduzir metade da sonda (5 a 8cm). Manter o paciente em posição deitada. Anotar na prescrição da paciente: horário. bolas de algodão. para colocar a uretra em linha reta. sonda nelaton de calibre fino. quase que perpendicularmente ao corpo. Lavar as mãos. antiséptico. 23. Após a extração total da urina retirar a sonda. Retirar as luvas. material para higiene íntima. cuba rim.

É o tratamento de escolha após lesão medular e outros distúrbios neurológicos nos quais há comprometimento na capacidade de urinar. resulta em poucas complicações e permite relações sexuais mais normais LAVAGEM VESICAL Conceito: É a lavagem da mucosa que reveste a bexiga. O cateter suprapúbico é removido quando não é mais necessário. após cirurgias ginecológicas. Ela oferece certas vantagens como: Os pacientes. AUTOCATETERIZAÇÃO INTERMITENTE Proporciona drenagem periódica da urina. São necessárias técnicas assépticas durante o treinamento intra-hospitalar do paciente. É utilizada como uma medida temporária o fluxo de urina da uretra quando a via uretral não oferecer passagem. devido ao risco de contaminação cruzada. são capazes de urinar mais cedo. O paciente pode utilizar uma técnica “limpa” (não-estéril) em casa. onde o risco de contaminação cruzada é menor.126 DRENAGEM VESICAL SUPRAPÚBICA É um método de estabelecimento da drenagem vesical através da introdução de um cateter ou tubo na bexiga através de uma incisão ou punção suprapúbica. A autocateterização promove independência. através da introdução de uma solução. Apresenta menor risco de infecção vesical. sendo colocado um curativo estéril sobre o local. . Proporciona maior mobilidade ao paciente. quando tende a haver disfunção vesical e após fraturas pélvicas. Essa drenagem é feita por um processo cirúrgico e pode ser mantida durante várias semanas. Pode ser mais confortável que um cateter de demora. geralmente. via sonda vesical.

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Objetivos: Evitar a obstrução da sonda; Combater infecção. Material Bandeja; solução prescrita; cuba rim estéril; duas bolas de algodão com álccol; material de lavagem de sonda (cuba rim, seringa de 20ml); uma tira de esparadrapo; éter e uma bola de algodão; um pacote de luva látex estéril. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Lar a prescrição médica; 3. Preparar o material; 4. Orientar o paciente a respeito do procedimento; 5. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com o éter e a bola de algodão; 6. Posicionar a cuba rim ao lado do paciente, sem abri-la; 7. Utilizando as bolas de algodão com álccol, fazer a desinfecção da extremidade bifurcada da sonda adaptada ao prolongamento; 8. Abrir a cuba rim posicionada ao lado do paciente; 9. Desconectar o prolongamento e apoiar a bifurcação da sonda na borda da cuba rim; 10. Proteger a extremidade do prolongamento adaptada à sonda na borda da cuba rim; 11. Abrir o material de lavagem de sonda e montar a seringa sem contamina-la; 12. Colocar a solução na cuba rim; 13. Calçar as luvas; 14. Aspirar solução imergindo apenas o bico da seringa; 15. Injetar, lentamente, 20ml da solução e aspirar sem forçar demasiadamente; 16. Repetir o processo quantas vezes for necessário; 17. Adaptar o prolongamento e fixar a sonda; 18. Proceder à desinfecção dos materiais; 19. Lavar as mãos; 20. Anotar na prescrição do paciente: horário; solução utilizada; aspecto do retorno; quantidade introduzida e retirada; reação do paciente.

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Cuidados importantes 1. Não permitir que a sonda fique imersa na solução e urina eliminada; 2. Evitar contato com os dedos na extremidade da sonda ao introduzir a solução. RETIRADA DE SONDA VESICAL DE DEMORA Material: seringa de 20ml; benzina; gaze; luva de ´látex de procedimento; recipiente de lixo. Procedimentos 1. Lavar as mãos; 2. Preparar o material; 3. Explicar o procedimento ao paciente; 4. Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze e éter; 5. Colocar luva de látex; 6. Adaptar a seringa a via do balonete, esvaziando totalmente o balão; 7. Retirar a sonda delicadamente, solicitando ao paciente respirar profundamente enquanto a sonda estiver sendo retirada; 8. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem; 9. Medir o volume de urina drenado; 10. Fazer a limpeza dos materiais; 11. Lavar as mãos; 12. Anotar na prescrição do paciente: horário; reação do paciente; volume e aspecto da urina. Cuidados com a retração e Atonia Vesical na retirada da sonda Quando estiver preparando a retirada de um cateter que permaneceu por um período prolongado, o treinamento da bexiga deve ser iniciado para desenvolver o tônus vesical e, assim, prevenir a retenção. Quando o cateter está instalado, a bexiga não enche, nem se contrai. Assim, a bexiga geralmente perde um pouco de sua tonicidade (atonia). O treinamento é feito da seguinte forma:

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Antes de se retirar o cateter, ele é fechado por 20 minutos e, então, aberto. Este procedimento deve favorecer o enchimento da bexiga e a contração do músculo, evitando que a pessoa fique incapacitada de urinar após a retirada do cateter. LAVAGEM INTESTINAL (ENTEROCLISMA, CLISTER OU ENEMA) Conceito É a introdução de uma solução, medicamentosa ou não, no intestino grosso através de uma sonda retal. Objetivos Combater constipação intestina; Preparar o paciente para cirurgia, parto e exames; Promover evacuação através de estimulação do peristaltismo; Para fins terapêuticos. Tipos de enema Enema de limpeza: remover as fezes; Enema de retenção à base de óleo: lubrifica o reto e cólon, as fezes absorvem o óleo e amolecem; Enema carminativo: alivia a distensão gasosa e facilita a eliminação de flatos; Enema medicamentoso: contêm remédios. Material Sonda reta nº 14 a 30; solução prescrita; pinça; lubrificante vaselina; gaze; impermeável ou similar; esparadrapo; lençol móvel; cuba rim ou similar; comadre forrada; biombo; papel higiênico.

Solicitar ao paciente que inspire profundamente e introduzir delicadamente a sonda retal até o ponto marcado. Pinçar a sonda retal ao término da solução. ou similar. quantidade e aspecto da eliminação (cor. 8. 18. Deixar escoar pequena quantidade da solução na cuba rim para retirar o ar testar a temperatura no dorso da mão (temperatura corporal) e pinçar. 19. Anotar na prescrição do paciente: horário. c. Colocar o paciente em posição lateral. 9. Preparar os materiais: a.130 Procedimentos 1. 13. Marcar 8 a 10cm na sonda retal com esparadrapo. b. . reação do paciente. 20. 4. forrado com lençol móvel. 6. 3. 2. Lavar as mãos. Aquecer a solução prescrita. d. Lubrificar a sonda retal com vaselina ou xilocaína gel. Dispor o material de modo que facilite o procedimento. Dobrar as cobertas deixando exposta apenas a região glútea. Retirar a sonda retal e colocar na cuba rim. no máximo 10cm. 10. 7. consistência). Afastar os glúteos com auxílio de papel higiênico. 15. Observar a quantidade e o aspecto da eliminação. Adaptar a sonda retal no frasco da solução. Lavar e guardar o material. 21. Lavar as mãos. Colocar a comadre ou acompanhar o paciente ao banheiro orientando-o para não para não dar descarga. Proteger a cama com o impermeável. Solicitar ao paciente que retenha a solução por 10 a 15 minutos. 17. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 16. 5. Abrir a pinça e infundir lentamente a solução. 14. Orientar o paciente sobre o procedimento. Cercar a cama com biombo. 12. 11.

5. Cuidados importantes 1.131 Obs: Lavagem Intestinal com Prolongamento: colocar o irrigador no suporte de soro. Em casos de enteroclisma gota a gota (Murphy). colocar a comadre para eliminação das fezes e após. Em pacientes acamados. proceder à higiene íntima. A infusão rápida ou a temperatura inadequada da solução levam a um efeito insatisfatório da lavagem intestinal devido ao desconforto. utilizar a posição genupeitoral ou Trendelemburg. acima do nível da cama para evitar espasmo muscular e desconforto. até no máximo 50 cm. 2. Pinçar a sonda em caso de dor e desconforto e aguardar o alívio dos sintomas. 4. . fixar sonda retal e controlar o gotejamento da solução de acordo com a prescrição médica. espasmo e à dificuldade de retenção da solução. 3. Em pacientes com muita dificuldade de retenção da solução.

da família. escrever sua cartas. A aceitação: nessa fase. É possível que venha sofrer de anorexia. ao pessoal do hospital e até contra sua própria família. A negação: quando o paciente toma conhecimento pela primeira vez de sua doença terminal. ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA E RELIGIOSA a) Paciente consciente: Conversar com ele m termos da verdade. A barganha: apesar de haver um aceitação da morte por parte do paciente. e não necessariamente na ordem mostrada. aumento da fadiga. sem emoções. A depressão: é possível que o paciente se afaste dos amigos. o que caracteriza sintomas desagradáveis com sinais de morte. pode ocorrer uma recusa em aceitar diagnóstico. falta de cuidados pessoais. . o paciente aceita a inevitabilidade e a iminência de sua morte.132 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES GRAVES E AGONIZANTES O paciente grave ou agonizante está com as funções vitais muito comprometedoras. É possível que deseje simplesmente o acompanhamento silencioso de um membro da família ou de um amigo. médicos e também da enfermeira. usando tática especial para que aceite a morte. AS ETAPAS DO ATO DE MORRER O paciente pode passar por cinco estágios psicológicos em preparação para a morte. procurando tranqüilizalo. o entendimento de tais sentimentos pode ajudar na satisfação dos pacientes. Dar-lhe toda assistência: transmitir seus recados. é possível que apresente um profundo ressentimento em relação aos que continuarão vivos após sua morte – a você. pode haver uma tentativa de negociação de mais tempo de vida junto a Deus ou com o destino. A ira: uma vez que o paciente parando de negar a morte. Apesar de serem percebidos de forma diferente em cada paciente.

Utilizando um equipamento de sucção.133 b) Paciente inconsciente: Não deixar pessoas da família chorar perto do paciente ou comentar seu estado. palavras bem pronunciadas. ajustando a temperatura do quarto para maior conforto. cada duas horas. preparando-a psicológicamente. pelo menos. os reflexos e a mobilidade diminuem primeiramente nas pernas e. . Falar-lhe frases curtas. Como a audição pode estar em perfeito funcionamento mesmo em estados de perda de consciência. aspire a boca e vias aéreas superiores do paciente para remover secreções. Providenciar sacerdote ou ministro religioso. Orienta-la sobre a conduta ideal. Mude a roupa de cama e a vestimenta do paciente sempre que necessário. Permitir que permaneça o máximo possível junto ao paciente. Reposicione o paciente no leito a. junto à orelha para que não tenha a sensação de isolamento e solidão. ASSISTÊNCIA À FAMÍLIA Prestar esclarecimento sobre o estado do paciente. Utilize luvas e forneça um cuido perineal com sabonete. gradualmente. ATENDENDO AS NECESSIDADES DO PACIENTE Satisfazendo as Necessidades Físicas Determine com freqüência os sinais vitais. porque a sensibilidade. observando a existência de palidez. um pano de banho e toalhas para evitar irritações e desconforto. o resultado de um controle neuromuscular reduzido ou uma redução da função renal. evite sussurro ou conversar de maneira imprópria sobre o paciente na sua presença. Observe a presença de incontinência ou anúria. Forneça um cuidado para a pele durante as mudanças de roupa. Ofereça liquido com freqüência e lubrifique os lábios do paciente com vaselina para combater o ressecamento. se necessário. diaforese e nível reduzido de consciência. Eleve a cabeceira do leito para diminuir a resistência respiratória. nos braços.

de modo que possam participar dos cuidados de enfermagem. Permita que o paciente expresse seus sentimentos. pergunte aos familiares se já consideravam a possibilidade de doação de órgãos e tecidos. Se for apropriado. caso não estejam presentes quando o paciente desejar vêlos. Se os membros da família pretendem permanecer junto ao paciente. procure fornecer um suporte emocional à família. proteja a cama com biombo e se o paciente estiver agitado ou inconsciente. bem como os tratamentos e planos de cuidado. se ofereça para ensinar-lhes tarefa específica. se possível. Verifique os registros do paciente para determinar se foi preenchida por uma ficha para doação de órgãos. Notifique os membros da família. Forneça as medicações prescritas contra dores. estiverem abertos. Satisfazendo as Necessidades Emocionais Explique detalhadamente ao paciente todos os cuidados e tratamentos. Essas lesões podem causar a cegueira e impedir que os tecidos sejam utilizados em transplantes após a morte do paciente. os quais podem variar de i à solidão. Na ocasião apropriada. proporcione um cuidado ocular apropriado para evitar lesões na córnea. para resultados eficientes. Ao fazer isso. Não tenha pressa ao conversar com o paciente. mostre-lhes a localização dos banheiros. Durante o atendimento a estas necessidades deve-se proporcionar conforto físico. Enfatize que seus esforços serão importantes e efetivos. mesmo que esteja inconsciente porque é possível que ainda seja capaz de ouvir. se necessário. Explique-lhes a necessidade do paciente. Ao se aproximar à morte do paciente. coloque grades ou faça restrições. Os remédios devem ser dados por via intravenosa. Permita que o paciente e sua família discutam a morte como desejam. . sente-se em local próximo à cabeceira da cama. Obs: nos cuidados a esse tipo de paciente. salas de espera e lanchonete.134 Se os olhos do paciente em coma.

hipotermia. síncope e parada cardíaca. Sistema Urinário = retenção ou incontinência urinária. pele fria e úmida. O último dos reflexos a desaparecer é a sucção. o qual parece morto. podendo o paciente ser reanimado. nariz afilado.135 Sinais Iminentes de Falecimento a) b) Sistema Circulatório = hipotensão. Sinais Evidentes Parada cardíaca e respiratória sem possibilidade de ressuscitação. olhos fundos e olhar fixo. Palidez cadavérica. às vezes. mas que tem condições de ser reanimado. É mais freqüente nos casos de asfixia parcial. = ausência total da coordenação dos movimentos. c) Sistema Digestivo = diminuição das atividades fisiológicas e do reflexo da deglutição com muita atenção para o perigo da regurgitação e aspiração. Sistema Neural = diminuição dos reflexos até o desaparecimento total. incontinência fecal e constipação. catalepsia. Faces = face hipocrática: cor pálida ou acinzentada. pulsos irregular. não reagindo à presença de luz.presença e lagrima. Sistema Respiratório = dificuldade de respirar pela boca. o maxilar inferior se movimenta a cada respiração. causando pelo acúmulo de secreção. sendo que a audição é o último a desaparecer.o que significa perda do tônus muscular. Morte Aparente O termo morte aparente é a dominação aplicada ao corpo. sudorese abundante. Pupilas dilatadas. Ausência total de movimentos. d) e) f) g) Sistema Locomotor muscular. cianose. relaxamento . Rigidez muscular. extremidades frias. a respiração torna-se ruidosa (estertor da morte).

eleve um pouco a cabeceira da cama para impedir a descoloração ocasionada pelo sangue retido na face. Feche os olhos do corpo. coloque delicadamente e em seguida feche a boca. Os cuidados após morte serão iniciados normalmente após o médico certificar que o paciente faleceu. duas etiquetas de identificação. . se fizer necessário utilize algodão embebido em éter. o arranjo de transporte para o necrotério ou casa funerária e determinação de como serão dispostos os pertences do paciente. luvas. proporcionando privacidade a essas pessoas. 5. os cuidados aos membros da família. Em seguida. Implementação 1. 4. maca. 2. Se o paciente usava dentaduras e a política do hospital assim o permitir. mau odor.136 Preparação do Corpo Após a Morte Após o falecimento do paciente. Se o paciente morreu de forma violenta ou em circunstâncias suspeitas. os cuidados incluem a preparação deste para a família. Colocar em boa posição. se necessário faça uso de ataduras. Cercar o corpo com biombo. Finalidades Deixar o corpo limpo e asseado. os cuidados pós-morte podem ser adiados até que o legista complete uma autópsia. aplicando compressa. amigos. com os braços ao lado do corpo e a cabeça sobre um travesseiro. Evitar a saída de gazes. material para banho. cuba rim com pinça anatômica. sangue e excreções. esparadrapo ou fita adesiva. material para curativo. Além disso. saco plástico para colocar os pertences do paciente. Colocar avental e calçar luvas. ataduras. Material Gaze ou fitas macias. Posicione o corpo em decúbito dorsal. bolas de algodão. envoltório plástico para o corpo ou lençóis. 3.

Utilize corredores pouco utilizados e. cobrindo o corpo com um lençol limpo. cubra com gaze. Coloque uma ou mais compressas entre as nádegas para absorver drenagens retais e coletar urina. as luvas e lave as mãos. Se o paciente morreu devido a uma doença infecciosa. uma bacia com água e panos de banho. 11. outros dispositivos e fitas adesivas de fixação. 7. use um elevador de serviço. Providencie a limpeza e ordem do material. . 8. 9. Em seguida. Tire o avental. Fixe uma etiqueta na mão ou pé do paciente. drenos. Limpe o corpo com cuidado. 13. Se não for possível remover um anel. Lubrificar os lábios ressecados. Coloque os pertences pessoais do paciente falecido. Cada etiqueta deve conter o nome do paciente falecido. 16. Providencie a documentação. usando o sabonete. nariz. aplicando bandagens adesivas nos locais perfurados. Envolva o corpo e feche o envoltório.137 6. 14. se possível. incluindo valores. Preencha as duas fitas etiquetas de identificação. se possível. Remova sonda vesical. Cubra o corpo usando um lençol limpo. Feche as portas de quartos vizinhos. leve o corpo ao necrotério. e o nome do médico. mas não remova a pulseira de identificação do hospital para garantir uma correta identificação. vagina e ânus. 18. data e horário da morte. 12. Remova todos os pertences valiosos do paciente para evitar extravio. identifique o corpo seguindo a política do hospital. 15. 10. Antes da morte Fazer higiene oral sempre que necessário. Em seguida. 17. Enfaixe pés e mãos. e cubra com uma fita adesiva até o pulso para evitar que se solte. coloque outra etiqueta de identificação. usando ataduras. ororfaringe. Realiza os tamponamentos: ouvido. 19. Vista a roupa que será utilizada no sepultamento. 20. em uma sacola e identifique com a terceira etiqueta. número do quarto e leito.

Avisar ao setor de informações ou portaria e internações. Providenciar o atestado de óbito para ser preenchido pelo médico. Cuidados importantes Evitar comentários desnecessários e manter atitude de respeito ao morto. . Anotar no prontuário do paciente. sempre registre o destino dado aos pertences do paciente. bem como o momento da constatação do óbito. DOCUMENTAÇÃO Registra as alterações ocorridas nos sinais vitais do paciente. a ingestão e a eliminação. com todos os detalhes. Enviar o prontuário depois de todas as anotações ao arquivo. relatando o nome do médico assistente. notificando o médico quanto a essas ocorrências. protocole). e o nível de consciência. Fazer limpeza terminal da unidade. Avisar ao serviço social. Anote também a data e hora em que o paciente falecido foi transportado ao necrotério. Anote os horários de ocorrência da paradas cardíacas e o final da respiração.138 Depois da morte Avisar a família. na folha de relatório de enfermagem. Anotar no relatório geral da clínica. Em casos de necropsia e encaminhamento para IML. Apesar de haver uma certa variação nos hospitais quanto aos documentos necessário. não fazer tamponamento.. especificamente no caso de jóias e dinheiro (se possível.

1992. Rio de Janeiro: Koogan. Nova abordagem no tratamento de feridas. Enfermagem prática. B. 2002. Fisiologia humana. PERRY. D. Rio de Janeiro: Koogan.139 REFERÊNCIAS ASPERHEIM. A.ª. M. Fundamento de Enfermagem. 1995. SWARTZ. 6 ed. Semiologia e semiotécnica de enfermagem.W. D.H.S. HOOD. do. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. L. Rio de Janeiro: Interamericana. SUDDART. A.S. DINCHER. Florianópolis. KOCH.. G. D. K. 1989. Rio de Janeiro: Koogan. MURRIA. Cidade Futura. Farmacologia para enfermagem. São Paulo: Santos. PORTO.G.R. 4 ed.L. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Ed. PRADO. ATKINSON. 1989.. 6 ed. 2002.H. SUDDART.A.. M. 3 ed. L.B. O manual do exame clínico. P. F. M. et al. POSSO. CÂNDIDO. 2ed. M. L. e Cols.L. C. Rio de Janeiro: Koogan. 8 ed. 2002.. ªC. BRUNNER. C. Fundamentos e prática de enfermagem: atendimento completo ao paciente. P. DUGAS.C.M.G. 2001 281p. F. 436p. . 1999. Rio de Janeiro: Koogan. Semiologia: anamnese e exame físico. GAYTON. 1988. Semiologia em Enfermagem. BRUNNER. Exame clínico. São Paulo: Ed Senac. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. J.S. 1998. . PERRY. L. 2002. Curitiba: Lítero Técnicas.M. 8 ed.C. R. Rio de Janeiro: Koogan. 1992. 4 ed. 2002. POTTER. 1988. 368p..S. 9 ed. Guanabara: Koogan. GELBCKE. 3 ed. Porto Alegre: Artes Médicas. Prática de Enfermagem. BEVILLAQUA.S. Fundamentos de enfermagem.E. et al Técnicas básicas de enfermagem. POTTER. Prática de enfermagem. Rio de Janeiro: Koogan. NETTIN S. Grande tratado de enfermagem prática: clínica e prática hospitalar. Rio de Janeiro: Atheneu. 1996. Rio de Janeiro. 9 ed. 2002.

140 ANEXOS .

141 .

142 RECOMENDAÇÕES PARA O PERÍODO DE PERMANÊNCIA DE DISPOSITIVOS Dispositivos Período de Troca Cânula traqueostomia descartável Cânula traqueostomia metal Cateter oxigênio extra-nasal Cateter oxigênio intra-nasal Equipo p/ câmara graduada (bureta. microfix) Equipo bomba de infusão Equipo conexão 2 e 4 vias Equipo macro e microgotas Equipo nutrição enteral sistema fechado (bomba infusão) Equipo nutrição enteral – sistema aberto Equipo com injetor lateral Equipo nutrição parenteral e emulsões lipídicas Equipo para bolsa de sangue e derivados de sangue Equipo para antibiótico Extensofix Protetor de cone (tampa polifix) Veda seringa + equipo Extensor de silicone para oxigênio Extensor de látex para oxigênio Extensor de látex para aspiração Extensor silicone para aspiração Sonda de aspiração CPM 24 horas 48 horas 12 horas 72 72 horas 72 horas 72 horas 24 horas A cada troca de frasco 72 horas A cada troca de frasco A cada troca frasco ou unidade 24 horas 72 horas SN SN 24 horas 24 horas 12 horas 12 horas A cada uso .

dependendo da avaliação Comissão de Curativo .143 Sonda nasoenteral Sonda nasogástrica Sonda vesical e bolsa coletora sistema fechado Dispositivo urinário (tipo preservativo) com intermediário Frasco coletor de urina – sistema aberto Torneira 3 vias Frasco com água destilada para aspiração oral e traqueal (50ml) Kit de drenagem torácica ou mediastino Umidificador de oxigênio ou macronebulização Vidro coletor de aspirador Curativo subclávia Curativo drenagem torácica Curativo flebotomia Curativo biológico (hidrocolóide) – para tratamento Curativo biológico (hidrocolóide) – para prevenção Curativo biológico – Alginato cálcio Curativo biológico – Hidrogel Curativo biológico – carvão ativado A cada 30 dias Não há recomendação para freqüência da troca Trocar somente quando apresentar obstrução vazamento ou qualquer outro problema 24 horas 72 horas 72 horas A cada uso CPM 24 horas 6 horas A cada 24 horas – o tradicional 5 dias – película transparente 48 horas A cada 24 – horas o tradicional 5 dias – película transparente A cad 2 dias A cada 5 dias A cada 24 horas ou conforme comissão curativo Para prevençãoo – a cada 5 dias Para tratamento – 2 dias A cada 2 a 5 dias.

Cateter Periférico: A literatura refere até 72 horas. .M.A. flbotomia.) Cateteres venosso centrais (com ou sem túnel: Hickmans groshongs pro hs. Sawn – Ganz) Cateteres centrais de hemodiálise Cateteres umbilicais 24 horas 7 dias 1 por paciente 7 dias 48 horas 24 horas 7 dias 72 horas 4 dias Não há recomendação para freqüência da troca 5 dias Não há recomendação para freqüência de troca Não há recomendação para freqüência de troca Obs: Caso algum material dessa lista for usado mais vezes além do período determinado na rotina terá que ser justificado por escrito no prontuário. sujo ou deslocado. Após este tempo aumenta o risco de infecção. Curativo de cateteres – A recomendação da troca de curativo é a cada 24 horas e/ou sempre que o mesmo estiver molhado. Máscara de venturi Macro – nebulização Colchão piramidal Cateter venoso periférico Cateteres arteriais periféricos e dispositivos de monitoramento de pressão (P.144 Curativo – Papaína Bolsa colostomia com placa Pó protetor de estoma – para evitar ou tratar escoriações em colostomia ou ileostomia Esponja protetora – (úlcera de pressão) – em cm de comp. subclávia) Cateteres arteriais centrais (cateteres de artéria pulmonar.

Estados Unidos. FONTE: FERNANDES.br/infecção/rotinas/período permanenciadispositivos.gov. podendo a rotina ser alterada. CPM: conforma prescrição médica. Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde. volume 1 e 2. 2000. Html. CCIH/2001 Neusa Maria Martini Enfermera chefe do SCIH www. editora Atheneu. Antonio Tadeu.sc. Atlanta. Curativo de lesões – As trocas de curativos são orientadas conforma a Comissão de curativo. Guias de Prevenção do Centro de Controle de doenças (CDC). São Paulo.145 Cateter venoso profundo – trocar qualquer tipo de cateter quando apresentar sinais de inflamação/infecção e fazer cultura da ponta do mesmo. .saude.

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