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Prevenção de Acidentes Tst

Prevenção de Acidentes Tst

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Segurança do trabalho
Segurança do trabalho

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Published by: Fernanda Olívia on Jan 02, 2011
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Antes de qualquer outra colocação, cumpre esclarecer que os EPI's (equipamentos de
proteção individual) foram concebidos única e exclusivamente para serem adotadas
apenas em situações bem específicas e legalmente previstas, como o caso em que
medidas de proteção coletiva são inviáveis - casos de emergência - ou enquanto as
medidas de proteção coletiva estiverem sendo implementadas. O empregador
brasileiro, contrariando a própria essência do EPI, faz uso deste como primeira opção,
quando na verdade deveria ser a última, partindo, inclusive, do pressuposto que o EPI
é remédio para todos os males em matéria de segurança do trabalho.

Erroneamente, muitas empresas acreditam que o simples ato de fornecimento dos
EPI's está isentando total e irrestritamente as responsabilidades advindas do acidente
de trabalho ou doença profissional. Aliás, em caso de acidente de trabalho, onde a
empresa negligenciou ou não forneceu o EPI, esta, através de seu representante,
responde civil e criminalmente pela omissão.

Nos dias de hoje, deparamos com empresas e mais empresas que sequer fornecem os
EPI's adequados, e ainda assim, acreditam estar protegendo os trabalhadores; EPI's
são adquiridos e especificados pelo setor de suprimentos, cujo único critério de seleção
é o menor preço.

A NR-6 elenca as condições para que um EPI possa ser considerado instrumento
neutralizador da insalubridade e o primeiro destes é exatamente o fator adequabilidade
ao risco; o equipamento deve ser especificado por profissional competente, não se
permitindo que o mero "achismo" faça a escolha; deparamos com trabalhadores
expostos a vapores orgânicos usando máscaras para poeira, da mesma forma que
trabalhadores usam protetores auriculares cuja atenuação não é suficiente para fazer
com que a exposição fique abaixo da dose; ou ainda, o uso de luvas de raspa para o
manuseio de solventes.

Também não é recomendável o superdimensionamento, especialmente no caso dos
protetores auriculares; temos notícia de processos nos Estados Unidos envolvendo
vultosas indenizações, porque o trabalhador foi vítima de acidente que poderia ter sido
evitado por aviso sonoro - se o protetor que estivesse usando não interferisse na
comunicação - evitando que o acidentado ouvisse o sinal. O EPI, quando mal
dimensionado ou inadequado ao risco, passa a ter caráter inverso do que foi
inicialmente proposto, facilitando, em muitos casos, a ocorrência de acidentes.

COMPETÊNCIAS(do empregador, empregado, DSST e DRT)

A aquisição do EPI é de responsabilidade do empregador, e tem de ser feita de forma
criteriosa; a empresa vendedora tem por obrigação a apresentação do C.A. -
Certificado de Aprovação - que consiste em documento emitido pelo DSST -
Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador, o qual atesta que o
equipamento reúne condições de servir ao fim a que se presta. Além do C.A., o
fabricante deverá apresentar o C.R.F. - Certificado de Registro de Fabricante, e o

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importador, o C.R.I. - Certificado de Registro de Importador, ambos também emitidos
pelo DSST.

Detalhe importe é que, legalmente, o EPI tem de ser fornecido gratuitamente, e na
realidade algumas empresas obrigam os empregados a assinarem vales para desconto
em folha de pagamento, a exemplo de botinas e uniformes, o que contraria
frontalmente a Lei.

É importante alertar as empresas que os EPI's devem ser fornecidos mediante recibo
firmado pelo trabalhador, constituindo-se em única prova a ser produzida em juízo da
entrega de tais equipamentos; todos os equipamentos têm de estar relacionados
analiticamente na ficha de entrega de EPI's, mesmo aqueles cujo fornecimento seja
constante, a exemplo de luvas de látex e protetores descartáveis.

Sob a responsabilidade do empregador estão também a manutenção e higienização do
EPI; cabe ao empregador promover a limpeza dos mesmos, a exemplo das máscaras
não descartáveis, óculos e protetores tipo plug (estes devem ser lavados para se evitar
infecção do canal auditivo).

Alguns EPI's são passíveis de conserto e de terem suas partes substituídas,
prolongando sua vida útil - como por exemplo, o protetor tipo concha, que possui peças
de reposição no mercado. Para o protetor tipo concha existe uma máxima que diz: o
conforto é inversamente proporcional à proteção; assim, a partir do momento em que o
protetor tipo concha estiver confortável, é exatamente por que não está exercendo a
pressão adequada, permitindo vazamento, não cumprindo sua função de atenuar
ruídos.

Observamos verdadeiros absurdos de trabalhadores que usam protetores auriculares
descartáveis por várias semanas, contrariando totalmente a finalidade para a qual
foram concebidos; em visita a empresas no primeiro mundo, notamos que os EPI's
estão disponíveis na fábrica para que sejam trocados diariamente pelo trabalhador. A
durabilidade do EPI está diretamente ligada ao tipo de atividade e condições
ambientais a que este está sendo submetido, somente existindo, com algumas
exceções, métodos empíricos para se determinar se o EPI está imprestável.

No caso de máscaras, é bem nítido o instante em que o equipamento não produz mais
o efeito desejado, pois o trabalhador passa a sentir o cheiro do contaminante ou
dificuldade de respirar, pela obstrução dos poros do filtro.

Outro detalhe ao qual as empresas não estão atentas é que de nada adianta fornecer o
EPI cercado de todos os cuidados, se o trabalhador não recebeu treinamento para usá-
lo; a eficiência do equipamento, particularmente os protetores auriculares e máscaras,
depende essencialmente do modo como são usados, sob risco de não promoverem a
atenuação especificada. Assim, é igualmente importante que a empresa treine o
trabalhador com recursos próprios, ou por meio dos fabricantes de EPI's que já fazem
este trabalho gratuitamente, através de palestras ou mini cursos. Mais uma vez, deve a
empresa documentar que treinou o trabalhador ao uso do EPI, seja por meio de termo
na própria ficha de entrega, seja por meio de emissão de certificado.

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Uma vez que o EPI foi extraviado ou encontra-se sem condições de uso, cabe à
empresa promover imediatamente a sua substituição; legalmente, o empregado está
sujeito a responsabilizar-se por sua guarda, e se assim não agir, sujeitar-se-á a
indenizar a empresa o valor do EPI perdido, e, ainda, tem por obrigação comunicar ao
empregador quando seu EPI não tiver mais condições de uso.

Cabe ao empregador:
Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade e que possua Certificado de
aprovação – CA;
Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, sua guarda e conservação,
além de exigir seu uso;
Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica do EPI, devendo
substituí-lo, imediatamente, quando danificado ou extraviado; e,
Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.

Cabe ao empregado:
Usar o equipamento de proteção individual apenas para a finalidade a que se
destina, inclusive observando as determinações do empregador sobre o uso
adequado;
Responsabilizar-se por sua guarda e conservação;
Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para o uso.

Cabe ao DSST:

Cadastrar o fabricante ou importador de EPI;

Receber, examinar aprovar e registrar o EPI;

Estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de

EPI`s;

Emitir, renovar, suspender ou cancelar o CA ou o cadastro do fabricante ou do

importador; e

Fiscalizar a qualidade dos EPI`s.

Cabe ao DRT:

• Fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e ã qualidade do EPI;
• Recolher amostras de EPI; e
• Aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo
descumprimento da NR6.

Lista de Equipamentos de Proteção Individual

EPI para proteção da cabeça

Capacetes

Capacetes destinados a proteção do crâneo nos trabalhos sujeitos a:

• Agentes metereológicos (trabalhos a céu aberto);
• Impactos provenientes de queda, proteção de objetos e outros;
• Penetrações;
• Arrancamento de cabelos e couro cabeludo.

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Características principais dos capacetes

Os capacetes são normalmente constituídos por um casco e uma
suspensão(carnera e coroa) que tem como principal função receber, absorver e
distribuir as forças dos possíveis impactos, evitando contato direto com o crânio e
favorecendo a ventilação natural.

Capuzes e capuzes com viseiras

Para trabalhos em temperaturas elevadas protegendo a cabeça, pescoço, a face
e os olhos através de visores com filtros de luz. São equipamentos de proteção
individual adequados principalmente para forneiros, fundidores e outras funções que
envolvam riscos de mesma natureza.

EPI para proteção de olhos e face
Constituídos por viseiras, óculos e máscaras, visam proteger os olhos e face em
trabalhos sujeitos a:

Projeção de partículas sólidas;

Respingos decorrentes do trabalho com metais em fusão;

Líquidos agressivos e produtos químicos diversos;

Vapores;

Gases;

Poeiras;

Radiações luminosas e caloríficas.

Óculos tipo convencional(comum) com protetores Laterais

Para trabalhos sujeitos a projeção de partículas sólidas, armações, hastes e
protetores laterais em acetato de celulose ou material similar, com lentes de resina
sintética de boa qualidade que resistam a altos impactos.

Óculos contra aerodispersóides

Para trabalhos sujeitos a poeiras, fumos, fumaças, névoas, neblinas etc.
Armação em material flexível não irritante para a pele normal e dotada de elástico
para retenção e ajuste perfeito do equipamento à cabeça. O material pode ser de
PVC atóxico ou material equivalente, capaz de resistir a desinfecções periódicas,
corrosões, absorção de água e inflamabilidade, recomendadas pelas normas.

Óculos contra gases e vapores

Para dispersão de moléculas no ar completamente misturadas com ele, tais
como monóxido de carbono, óxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, metano e
amoníaco. Armação de borracha , PVC atóxico ou material equivalente, com
sistema de vedação perfeito que não permita a penetração de gases ou vapores.
Lentes de segurança resistentes a impactos de partículas.

Óculos contra Ofuscamento e Radiações Infravermelha, Ultravioleta e Térmica

Para proteção ocular em atividades desenvolvidas em fornos de fundições,
fornalhas, materiais incandescentes ou em fusão, solda elétrica ou a gás. Filtros de
luz especiais para filtragem adequada das radiações. Armação em celeron ou
material similar, capaz de resistir às altas temperaturas. Lentes endurecidas para
resistência de impactos e respingos e sistema de ventilação com válvula de
transpiração, para evitar o embaçamento das lentes.

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Protetores faciais

Os protetores faciais são indicados principalmente para operações com
usinagem que possam originar projeções de partículas, operações com polimento e
limpeza com escovas de aço e esmerilhamentos diversos. São constituídos por um
anteparo articulado. Mantido emuma suspensão ajustável. Quando necessário
incorporam também uma proteção para cabeça.

Máscaras para soldadores

As máscaras para soldador proporcionam proteção eficiente para a face, olhos,
orelhas e pescoço contra energia radiante e respingos provenientes das operações
de soldagem.

EPI para proteção auditiva

Os ruídos podem produzir efeitos nocivos sobre a saúde dos trabalhadores que,
podem chegar a surdez profissional irreverssível, quando submetidos ã exposição
prolongada em níveis sonoros elevados de 90 db a 120db ou exposição curta em
níveis muito elevados de 120 a 150 db(A).

Protetores de inserção moldados

São aqueles que são colocados diretamente na entrada do canal auditivo do ouvido,
são protetores com forma definida, geralmente fabricados em plástico ou borracha,
de tal forma macios e flexíveis que permitem fácil ajuste a configuração do ouvido.

Protetores de inserção moldáveis

Os protetores de inserção moldáveis podem ser confeccionados de diversos
materiais como fibras sintéticas, ceras especiais, algodão etc. Pequeno cone de um
desses materiais é inicialmente moldado na palma da mão, sendo depois inserido
pelo seu vértice no canal auditivo e pressionado de tal forma que se amolde
perfeitamente ao perfil do canal auditivo e ali se mantenha na posição adequada.

OBS: A Atenuação dos protetores de inserção varia de acordo com a freqüência (Hz)
atingindo um NRR (Nível de Redução de ruído) da ordem de 29 dB.

Protetores Circum-Auriculares

Os protetores Circum-Auriculares são constituídos por duas peças elípticas em
forma de concha unidas por uma haste flexível.

OBS: A Atenuação dos protetores Circum-Auriculares varia de acordo com a freqüência
(Hz) atingindo um NRR (Nível de Redução de ruído) da ordem de 23 dB.

EPI para proteção do tronco

A proteção do tronco pode ser conseguida através da utilização de aventais,
jaquetas, capas e outras vestimentas que protegem o tronco de altas temperaturas,
umidade, agentes físicos cortantes ou perfurantes, respingos de produtos químicos.
Devem ter ajuste perfeito, para que não interfiram nos movimentos dos
trabalhadores.

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EPI para proteção respiratória

Pelo efeito de sua proteção os equipamentos de proteção respiratória são divididos
em 2 grupos principais, assim temos “os dependentes”(purificadores de ar) que
dependem do efeito do ar atmosférico e “os independentes”(adução de ar),
aqueles que independem do efeito ao ar atmosférico ambiental.

Respiradores purificador de ar

São aqueles em que os filtros de respiração retêm os poluentes do ar respirado,
porém não fornecem oxigênio. Em decorrência deste fato só poderão ser usados
em atmosferas que contenham no mínimo 19,5% em volume de oxigênio.

Filtros contra aerodispersóides consistem de material fibroso microscopicamente
fino. Partículas sólidas e líquidas são retidas na superfície dessas fibras com grande
eficiência.

Os filtros contra gases são recheados com carvão ativo, cuja estrutura porosa
oferece uma grande superfície.

Enquanto o ar respirado flui através da carga
de carvão ativo do filtro, as moléculas do contaminante são retidas na grande
superfície do carvão ativo granulado. Para muitos outros gases (por exemplo:
amônia, cloro, dióxido de enxofre), o efeito de retenção no filtro poderá ser
melhorado com a impregnação do carvão com produtos químicos de retenção,
utilizando-se para tanto sais minerais e elementos alcalinos

Os filtros combinados formam a união de filtro contra gases e de filtro contra
aerodispersóides numa mesma unidade filtrante. Oferecem proteção quando gases
e aerodispersóides aparecem simultaneamente no ambiente. O ar inalado atravessa
inicialmente o filtro contra aerodispersóides que retêm todas as partículas em
suspensão no ar.

Respiradores de adução de ar
Estes respiradores são usados quando não usamos o ar do ambiente. O
equipamento autônomo com cilindro de ar
não apresenta restrições quanto
ao ambiente, que poderá conter contaminantes e/ou deficiência de oxigênio. Seu
emprego se adapta mais as situações de emergência, como resgates e
manutenções especiais, considerando-se o tempo limitado de operação, que
pode chegar no máximo a uma hora, dependendo da atividade física e da
familiaridade do usuário com o equipamento.
O equipamento a ar insuflado funciona com o envio de ar através de tubulação
com diâmetro de 20 a 25 mm, insuflado por meio de bomba manual ou de
compressor de baixa pressão.

EPI para proteção dos membros superiores

Por membros superiores entendem-se os braços, os antebraços e as mãos. Dos
membros superiores, particularmente as mãos, são, sem dúvida nenhuma, os mais
expostos aos riscos, na maior parte das atividades laborativas. Mesmo com todo o
avanço da informática, da automação e da robótica, as mãos humanas continuam
indispensáveis e expostas a riscos como: ferramentas cortantes, golpes e choques
elétricos, queimaduras, radiações ionizantes, substâncias químicas e etc.
A proteção dos membros superiores pode ser obtida através da utilização de:Luvas,
braçadeira e dedeira.

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EPI para proteção dos membros inferiores

Por membros inferiores entende-se as pernas e os pés. Principalmente os Pés,
além dos variados esforços de correntes do deslocamento normal durante uma
jornada de trabalho, estão sujeitos a uma variedades de riscos, que incluem
principalmente: Substâncias químicas, agentes térmicos, objetos perfurantes,
arestas cortantes, umidade e etc.
A Proteção dos membros inferiores é obtida através da utilização dos EPI`s
adequados, tais como sapatos, botinas, botas, perneiras, caneleiras e etc.

EPI para proteção contra quedas

Sem especificidades para a proteção de determinada parte do corpo, os cinturões
são dispositivos indispensáveis contra os riscos de quedas em situações como:
Trabalhos em grandes alturas, trabalhos específicos que, mesmo realizados em
pequenas alturas(acima de dois metros), podem ensejar a queda do trabalhador.

EPI para proteção do corpo inteiro

Frequentemente, como proteção principal ou complementar, é necessário a
utilização de roupas especiais, protegendo assim o corpo inteiro, contra agentes
nocivos inerentes à atividade desenvolvida e impossíveis de eliminar através de
controle ambiental. Como exemplo, podemos destacar: Temperaturas extremas
presentes em frigoríficos e fundições, tratamento germicida, substâncias
radioativas, etc.

Finalmente, de nada adianta o cumprimento de todos os requisitos anteriores, se não
for cumprida a principal exigência que é a obrigatoriedade do uso do EPI; a empresa
tem, legalmente, que obrigar o uso do equipamento, inclusive recorrendo-se da
rescisão do contrato de trabalho por justa causa pelo empregado (art. 482 da C.L.T.)
nos casos de comprovada resistência ao uso. Conforme item 1.8.b. da NR-1, constitui
ato faltoso pelo empregado a recusa injustificada do uso do EPI. A adoção de
comportamento paternalista, deixando o empregado à vontade no uso do EPI, traz
sérias conseqüências à empresa, inclusive descaracterizando o fornecimento por força
do Enunciado 289; assim, deve a empresa iniciar um trabalho de conscientização de
todos os trabalhadores, através de palestras, cursos e vídeos, além da SIPAT, para o
uso do equipamento, ao invés de criar um clima policialesco, em que o departamento
de segurança gasta grande parte de seu tempo monitorando o uso do equipamento
pelos trabalhadores.

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