NOVA LEI ANTIDROGAS - LEI 11.

343/06

1- CONSIDERAÇÕES INICIAIS - a Lei 11.343/06, sancionada em 23 de agosto de 2006, é a nova Lei antidrogas. - Essa lei institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad). - As Leis nº 6.368/76 e 10.409/02, que tratavam do tema, foram expressamente revogadas. - Na esfera criminal as principais mudanças foram o tratamento diferenciado em relação ao usuário, a tipificação de crime específico para a cessão de pequena quantidade de droga para consumo conjunto, o agravamento da pena do tráfico, a tipificação do crime de financiamento ao tráfico, bem como a regulamentação de novo rito processual. 2- DOS CRIMES E DAS PENAS ARIGO 27 – O consumidor de drogas pode receber, isoladamente, advertência sobre os efeitos negativos da droga, prestação de serviços à comunidade ou medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. ARTIGO 28 – PORTE E CULTIVO PARA CONSUMO a) Sujeito ativo e passivo: o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa. O sujeito passivo é a sociedade. b) Elemento subjetivo: é o dolo. Há elemento subjetivo: “para consumo próprio”. c) Norma penal em branco: significa ser o tipo penal dependente de um complemento a lhe dar sentido e condições para aplicação. d) Objetos material e jurídico: o objeto material é a droga. O objeto jurídico é a saúde pública. e) Natureza jurídica: A Lei ao tratar do tema classificou a conduta como CRIME. O art. 30 da lei, ao tratar da prescrição dessa modalidade de infração determina que se apliquem as mesmas regras do art. 107 do CP. Para Luiz Flávio Gomes a natureza jurídica é infração sui generis de menor potencial ofensivo. f) Condutas típicas: São incriminadas cinco condutas: adquirir, trazer consigo, guardar, ter em depósito e transportar. OBS: Trata-se de crime de ação múltipla em que a realização de mais uma conduta em relação à mesma droga constitui crime único. Ex.: sujeito que compra e depois traz consigo a maconha. OBS.: O uso pretérito não foi tipificado pelo legislador, assim, caso alguém que usou a droga ou confessar que usou, seja constatado em exame de sangue ou urina, não responderá pelo crime. A lei pune o sujeito com a detenção da substância para consumo. OBS.: Retroatividade da nova lei: O crime de porte de drogas para consumo pessoal (art. 28) tem perfil evidentemente favorável em comparação com o delito anteriormente previsto no art. 16 da Lei 6.368/76. Não há mais pena privativa de liberdade esse contexto. Portanto, entrando em vigor a nova lei, todos os condenados pelo antigo art.16, que estejam eventualmente presos,

representado por quem detém o entorpecente.Trata-se de requisitos para determinar se a droga destina-se a consumo pessoal ou ao tráfico. em geral. não importa a quantia da droga portada. ao final. 48.: adquirir). Igualmente. 28 da Lei 11. Além de possibilidade de transação penal (art. poderá ser aplicada simples advertência. d) Crime de perigo abstrato: Trata-se de crime de perigo abstrato. 33 desta Lei. a) Elemento subjetivo do tipo: É o dolo. f) Tentativa: Nas modalidades permanentes ela é inadmissível.: aquele que traz consigo quantidade elevada de substância entorpecente e já possui anterior condenação por tráfico evidencia. 37). pois pune o risco à saúde pública. responderá pelo crime previsto no art. § 5º). Parágrafos 3º e 4º . a qualquer tempo. mas acaba vendendo parte dela. substituindo-se a pena privativa de liberdade pelas novas punições previstas no art. para pessoas que plantam poucas mudas de maconha em sua residência pra consumo pessoal. 33. deve condenar pelo crime menos grave. umas pelas outras. Ex. a correta tipificação no art. não se imporá prisão em flagrante (art. Se a intenção do sujeito for a venda ou entrega a consumo de terceiro. mas em caso de reincidência poderão ser aplicadas pelo prazo máximo de dez meses. 28. As penas podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente. (Na Lei 6. responde apenas pelo tráfico (principio da consunção). Não há que se falar no Princípio da insignificância. o porte para consumo – pelo princípio in dubio pro reo. Exige que a droga seja exclusivamente para consumo próprio. 48. § 1º . ter em depósito. que é equiparado ao tráfico. II.As penas de prestação de serviços e medida educativa serão aplicadas pelo prazo máximo de cinco meses. Por isso. ou seja.: trazer consigo. e) Consumação: Algumas condutas são instantâneas (ex. outras são permanentes (ex. § 2º) e. OBS: O entendimento jurisprudencial é no sentido de que se o agente tinha a droga para uso próprio. Parágrafo 2º . § 1º.devem ser imediatamente libertados. b) Objeto material: É a semente ou planta. a) Sujeito passivo: a sociedade. Art.343/06.343/06 foi deixar de prever pena privativa de liberdade. Pena: A grande inovação da Lei 11. c) Elemento normativo do tipo: É a expressão “sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. como regra. o traficante que faz uso de pequena parte da droga que tem em seu poder.36/76 era previsto no art. Se o juiz ainda assim ficar na dúvida a respeito da intenção do agente.FIGURA EQUIPARADA O dispositivo é aplicado. . bem como substituídas. etc).

b) Sujeito passivo: a coletividade. Lê Parágrafo 6º. Pelo princípio da especialidade aplica-se a Lei Antitóxicos e não o art. . Consuma-se no momento em que a droga entra no território nacional. conteúdo variado ou tipo misto alternativo. art. configura-se da mesma forma que o art. Lê Parágrafo 7º . 12 da Lei 6. OBS: Trata-se de crime de ação múltipla. de competência do Juizado Especial Criminal. sem necessidade de se reduzir a termo) e multa. delito que. ARTIGO 29 – Se o condenado não cumprir a prestação de serviços à comunidade ou deixar de comparecer a programa ou curso educativo. Se o agente sabe que está em posse de droga. 46. só pune a importação de outras substâncias proibidas. por via aérea. assim. c) Elemento subjetivo: dolo.099/95. podese invocar o chamado erro de proibição. 21). caput). que é excludente do dolo (logo.Trata-se de norma extra-penal. 334 do CP (contrabando ou descaminho). a) Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum). OBS: Na modalidade importar consiste em fazer entrar a droga no País. A co-autoria e a participação são possíveis em todas as condutas descritas no tipo penal. o máximo que o juiz poderá fazer é admoestá-lo (censurar com brandura) verbalmente e. §1º).368/76. d) Condutas típicas: São dezoito condutas típicas. 28 é do Juizado Especial Criminal (art. mas acredita que não é proibida. Ação penal e procedimento: A ação é pública incondicionada. art. com algumas particularidades da Lei. acha-se em erro de tipo (CP. (CP. da tipicidade). 20. PARÁGRAFO ÚNICO: Lê. Erro de tipo: o agente que tem a posse de droga sem saber do que se trata (sem saber que se trata de droga). Há quem sustente ser crime próprio o delito na modalidade prescrever (médico ou dentista). sucessivamente (na seqüência). Competência: a competência para a aplicação das penas alternativas previstas no art. ARTIGO 33 – TRÁFICO ILICÍTO DE DROGAS É praticamente idêntico ao crime previsto no art.Basicamente.Lê Parágrafo 5º. marítima ou por terra. sendo. Não haverá. dessa forma. 48. delito único quando as condutas se referirem a cargas diversas de entorpecentes sem qualquer ligação fática. contudo. O procedimento é aquele previsto na Lei 9. §2º do CP. fixar uma multa de 40 a 100 dias-multa.Admoestação verbal (é a censura branda feita oralmente. (com dezoito condutas).

FIGURAS EQUIPARADAS AO TRÁFICO O objeto material: é a matéria-prima.e) Objeto material (norma penal em branco): A nova Lei Antitóxicos alterou a denominação do objeto material do crime. não poderá ser substituída por pena restritiva de direitos e tampouco aplicado o sursis. insumo ou produto químico. f) Elemento normativo do tipo: Está contido na expressão “sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. OBS: É possível a prisão em flagrante do responsável pela droga quando ela for encontrada em sua casa.343/06 estabelece o que se consideram como drogas. § 1º. que constitui crime permanente. I . em relação à compra da droga. o ecstasy. é possível. Matéria-prima: substância brutal da qual se extrai qualquer produto. Pena: Reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1500 (mil e quinhentos) dias-multa. * Abolitio criminis: Excluindo-se da lista certa substância. mesmo após o trânsito em julgado). A tentativa. (Na antiga Lei 6. Vê artigo 44 – Assim. Na atual redação.368/76. pois conduta “guardar” constitui crime permanente. Vê artigos 42 e 43 para critérios de fixação da pena. Vê artigo 33. O complemento encontra-se na Portaria 344/98 do Ministério da Saúde. Ex. ainda que o feito esteja em fase de execução (ou seja.: acetona. mas ele estiver em outro local. porém válido na modalidade ter a guarda. em tese. era utilizada a expressão “substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica”. . parágrafo único – Trata-se do livramento condicional para o crime de tráfico. O art. Ex. o LSD. Reincidente específico é aquele que já foi condenado por tráfico e volta a cometer a mesma espécie de infração penal. o objeto material recebeu a denominação de “droga”. g) Consumação: No momento em que o agente realiza a conduta típica.368/76 a pena era de 3 (três) a 15 (quinze) anos e pagamento de 50 (cinqüenta a 360 (trezentos e sessentas) dias-multa. a heroína. o lança-perfume. Artigo 44. a cocaína (em pó ou em pedra – conhecido como crack).: Uma pessoa presa ao vender uma porção de maconha deve sofre uma punição muito menor que aquela flagrada na posse de uma tonelada de cocaína. ARTIGO 33. Artigo 43 – Refere-se à pena de multa. extinguindo-se a punibilidade do agente. Insumo: elemento participante do processo de formação de determinado produto. configurar-se-á a abolitio criminis. o ópio. 12 da Lei 6. dentre outras. Ex. 1º. § 4 – Causas de diminuição de pena. a consumação é impossível.:maconha. No art. qualquer que seja a pena aplicada ao traficante. parágrafo único da Lei 11. éter (desde que exista prova de que se destinam à preparação de cocaína). OBS: No flagrante preparado.

b) que seja gratuita. ARTIGO 33. bastando que tenha a sua posse ou a simples administração. INSTIGAÇÃO OU AUXÍLIO AO USO DA DROGA. II – O art. O crime se consuma com o efetivo tráfico no local. não há necessidade de apreensão a droga. na ausência de crime específico. de modo que.FIGURA PRIVILEGIADA OBS: Saliente-se que para a configuração dessa figura privilegiada são exigidos os seguintes requisitos: a) que a oferta da droga seja eventual (sem continuidade ou freqüência). a conduta será punida como incitação ao crime (art. evidentemente. barco). Vejase. no delito em tela. se com ela for encontrada a droga. . Elemento subjetivo: é o dolo. da Lei.Produto químico:substância química qualquer. não haverá certeza de que a substância era entorpecente ou de que provocava dependência. § 2º. OBS: A matéria-prima. § 1º. Trata-se. apartamento. pura ou composta. Não é necessário que o agente seja o dono do local utilizado. ainda que por uma única vez. porém. muito mais abrangente. Há elemento subjetivo específico. ARTIGO 33. 28. § 1º. de crime doloso. ARTIGO 33. se não houver prova de que a substância da qual se fez uso continha o princípio ativo. 286 do CP). OBS: Há quem sustente que. 12. ARTIGO 33. mas. § 3º. não é requisito. pousada) ou móvel (veículo. o insumo ou o produto químico não precisam ser tóxicos em si. É importante ressaltar que a pessoa a quem é oferecida a droga não incorre no crime deste art. Não se pune a forma culposa.368/76 existia dispositivo semelhante. A habitualidade. bar. 2º da Lei estabelece que são proibidas o plantio. que é para o tráfico ilícito de drogas. III – Na Lei 6. utilizada em laboratório. a cultura e a exploração de vegetais e substrato. 33. o auxílio e a instigação sejam voltados a pessoa(s) determinada(s). III. O local a que se refere pode ser imóvel (casa. Não existe na nova Lei figura antes tipificada no art. que. d) ter a finalidade de consumir a droga em conjunto. guarda ou vigilância). §2º – INDUZIMENTO. c) que o destinatário seja pessoa do relacionamento de quem a oferece (alguém conhecido antes da oferta da droga). que punia quem incentivasse genericamente (pessoas indeterminadas) o porte para consumo ou o tráfico de drogas. poderá responder pelo art. portanto. bastando que sejam idôneos à produção de entorpecente. que pressupõe que o agente saiba tratar-se de entorpecente. Consumação: É necessário que a pessoa a quem a conduta foi dirigida efetivamente faça uso da droga. § 3º . É necessário que o induzimento. entretanto.

de forma reiterada. vierem efetivamente a cometer qualquer dos crimes dos arts. com o do art. estará caracterizado o crime do art. 35. (No crime de quadrilha ou bando exige-se. Se houver associação reiterada. Ex. caput. recebe dinheiro por suas . no mínimo. quatro pessoas).368/76. não se demanda o cometimento reiterado as figuras típicas descritas nos arts. pressupõe que o agente atue como financiador contumaz. de duas ou mais pessoas. bastando a associação com o fim de cometê-las.: um policial que. o agente responderia apenas pelo crime do art. caput e § 1º e 34 da Lei. 33 e 34. Ex. visando à apreensão de droga. ao contrário. são elas ligadas a máquinas ou objetos em geral destinados à fabricação ou produto de substância entorpecente. OBS: a advertência feita no tipo penal (reiteradamente ou não) quer apenas significar que não há necessidade de haver habitualidade. 33. Entretanto. quem financiasse o tráfico só poderia ser punido como partícipe desse crime. fosse encontrado também a droga. 33. ARTIGO 37 – INFORMANTE COLABORADOR O informante não integra efetivamente o grupo e não toma parte no tráfico. ou seja. após a associação. OBS: Haverá concurso material com crime de tráfico quando. A conduta ilícita abrange qualquer espécie de ajuda financeira. ou seja. 36. Do contrário. em geral. para o financiamento ou custeio do tráfico. com a entrega de valores ou bens aos traficantes. 288 do CP. na Lei 6. em concurso material. ao saber que uma grande diligência será feita em certa favela. no momento em que se associam.ARTIGO 34 – MAQUINISMOS E OBJETOS DESTINADOS AO TRÁFICO As condutas típicas são semelhantes às do art. avisa ao chefe do grupo passando a informação com antecedência. mas passa informações a seus integrantes. e 34 da Lei. b) intenção de cometer qualquer dos crimes previstos nos arts. ou seja. pois. com características próprias: a) envolvimento mínimo de duas pessoas. Também. da Lei 11. ARTIGO 35 – ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO É semelhante ao crime de quadrilha ou bando descrito no art.: agentes que montam uma destilaria para o refino de cocaína e não se consegue apreender com eles qualquer quantidade de droga. parágrafo único. consistente no ânimo de associação. 33. 33 da Lei. É evidente que o informante. de caráter duradouro e estável. Consumação: com a mera união dos evolvidos. seria um mero concurso de agentes para a prática de tráfico. c) Exige-se elemento subjetivo do tipo específico.343/06 prevê um tipo especial que envolve também a união de pessoas visando à delinqüência. Se.343/06. A Lei 11. caput e § 1º. ARTIGO 36 – FINANCIAMENTO AO TRÁFICO A tipificação desse delito é uma grande inovação da nova Lei.

40. visto que a lei menciona exatamente quais condutas culposas tipificam-no: a) quando o paciente não necessita da droga. O delito culposo do art. III – A enumeração é taxativa. Ocorre quando a dose é maior do que a necessária. após apreender um grande carregamento de droga.: o médico prescreve morfina a um paciente que têm câncer para fazer diminuir a dor e. A competência é da Justiça Federal. Na causa de aumento. A expressão “nas imediações”. pois é óbvia a maior suscetibilidade dessas pessoas. uma vez que prescrever ou ministrar dolosamente constitui tráfico (art. Ex. ou vice-versa. de modo a agravar a pena de quem ameaça outrem a fim de fazê-lo utilizar entorpecente. por isso. não sendo admitida ampliação por analogia. 38 não possui o tipo aberto. bem como de quem emprega violência para ministrar droga a terceiro. ou para o Distrito Federal. de acordo com as circunstâncias do fato criminoso e a gravidade do delito.343/06. descobre-se que a dor referida pelo paciente não era causada pelo tumor. que são delitos ligados ao tráfico. Para a incidência do dispositivo não é necessário que o agente consiga sair ou entrar no país com a droga.343/06. VII. com a pena aumentada em razão do art. VII – O crime do art. I – O tráfico com o exterior está presente nas hipóteses de importação e exportação.: mãe que pratica tráfico em sua casa na presença dos filhos. deve ser interpretada caso a caso. assim agindo prevalecendo-se da sua função. II – O dispositivo possui duas partes. . caput. o agente responderá também por crime de homicídio culposo ou lesão corporal culposa. V – Trata-se de inovação da Lei 11. e. 33. com financiador e. 40.: policial que. a vítima morre ou sofre lesão corporal. IV – O dispositivo é extremamente abrangente. em desatenção ao que estabelece a lei ou regulamento. c) substância ministrada em desacordo com determinação legal ou regulamentar.informações. II. b) dose receitada ou ministrada de forma excessiva. ARTIGO 38 – CRIME CULPOSO O delito em análise é culposo. VI – A causa de aumento é pertinente. ARTIGO 40 – CAUSAS DE AUMENTO DE PENA Aplicam-se apenas aos crimes previstos em seus 33 a 37. Se. depois. desvie uma parte para vendê-la. caput). responde pelo crime do art. da Lei 11. que invista valores de forma reiterada no tráfico. em razão do excesso. que passa a prever o agravamento da pena quando a conduta do traficante consiste em levar a droga de um Estado para outro. a sua pena será majorada nos termos do que disposto no art. Quando ocorre outra espécie e engano. se for funcionário público. 33. 36 exige que o agente atue como financiador contumaz. basta que fique demonstrada que essa era sua finalidade. Ex. de forma isolada. Ex. o que se verifica é a ocorrência de um único tráfico em que alguém atua.

464/07. Assim./06 faz referência expressa à vedação de liberdade provisória para os crimes de tráfico.072/90. que modificou a Lei 11. em face do princípio da isonomia. além de ser voluntária a colaboração. Atenção: O art. tacitamente. ARTIGO 41 – CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA Para a incidência da causa de diminuição. permitindo a liberdade provisória para crimes hediondos ou equiparados. o agente conduza a aeronave ou embarcação de forma anormal. o delito consuma-se no instante em que a substância é inoculada na vítima.Há quem entenda que o crime na modalidade “prescrever” consuma-se no momento em que a receita é entregue ao paciente. cuida-se somente de veículos automotores.343. Quanto maior a colaboração. bem como a recuperação de algum produto do crime. revogando. pois a Lei 11. O crime se consuma no momento em que o agente inicia a condução anormal da aeronave ou embarcação. que a Lei 11.702/90. maior será a redução da pena pelo juiz. 44 da Lei 11. porém. permissivo esse que. em razão do consumo da droga.464/07 alterou o inciso II do art. .343/06 é lei especial em relação a Lei 11. Devemos observar. Na modalidade “ministrar”. OBS: Este tipo penal é semelhante ao crime previsto no art. não é necessário que o paciente consiga adquirir a droga. 306 do Código de Trânsito Brasileiro. ARTIGO 39 – CONDUÇÃO DE EMBARCAÇÃO OU AERONAVE APÓS O CONSUMO DE DROGA Para a configuração do delito é necessário que. 44. exige-se que as informações passadas pelo agente efetivamente impliquem a identificação de todos os demais envolvidos no crime. expondo a perigo a incolumidade de outrem. entretanto. 2º da Lei 8. Neste. a vedação expressa do art. Há entendimento no sentido de que não se estenderá para o crime de tráfico. e a ação penal é pública incondicionada. certamente se estenderá ao tráfico. na via pública.