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Apostila Automação Pneumática Parte 1 (Anderson Justus)

Apostila Automação Pneumática Parte 1 (Anderson Justus)

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  • Pneumática
  • 1.1 Introdução
  • 1.2 Exemplos de aplicação de automação pneumática
  • 1.3 Vantagens e desvantagens da automatização pneumática
  • 1.4 Unidades
  • Características Físicas e Fenômenos da Pneumática
  • 2.1 Introdução
  • 2.2 Expansibilidade, compressibilidade, difusibilidade e elasticidade
  • 2.3 Terminologia para a medição de pressão
  • 2.4 Transformação isobárica, isotérmica e isométrica
  • 2.5 Umidade relativa do ar
  • Produção e Preparação do Ar Comprimido
  • 3.1 Introdução
  • 3.2 Compressores
  • 3.3 Secagem do ar comprimido
  • 3.4 Redes de distribuição de ar comprimido
  • 3.5 Reservatório de ar comprimido
  • 3.6 Vazamentos de ar comprimido
  • Tratamento e Controle do Ar Comprimido
  • 4.1 Introdução
  • 4.2 Filtro
  • 4.3 Válvula reguladora de pressão
  • 4.4 Lubrificador
  • Atuadores Pneumáticos
  • 5.1 Introdução
  • 5.2 Atuadores lineares (cilindros)
  • 5.3 Cilindros rotativos
  • 5.4 Tecnologia do vácuo
  • Projetos de Sistemas Pneumáticos
  • 6.1 Dimensionamento de cilindros pneumáticos
  • Dimensionamento da Rede de Ar
  • 7.1 Dimensionamento de rede secundária (ramal)
  • 7.2 Dimensionamento de rede principal (tronco)
  • Válvulas Pneumáticas
  • 8.1 Introdução
  • 8.2 Simbologia
  • 8.3 Identificação
  • 8.4 Acionamentos e acessórios
  • 8.5 Válvulas especiais
  • 8.7 Escapes
  • 8.9 Circuitos com válvula 3/2 vias
  • 8.10 Circuitos com válvula 5/2 vias
  • 8.12 Válvula de controle de fluxo bidirecional
  • 8.13 Válvula alternadora (elemento OU)
  • 8.17 Válvula de seqüência
  • 8.18 Temporizadores pneumáticos
  • Técnicas de Desenvolvimento de Circuitos
  • 9.1 Introdução
  • 9.2 Representação abreviada em seqüência Algébrica
  • 9.3 Representação em diagrama trajeto-passo
  • 9.4 Representação em diagrama trajeto-tempo
  • 9.5 Diagrama de comando
  • 9.6 Designação dos elementos
  • 9.7 Desenvolvimento de circuitos pelo método Intuitivo
  • 9.8 Desenvolvimento de circuitos pelo método passo a passo
  • 9.9 Desenvolvimento de circuitos pelo método cascata

1

ÍNDICE
Capítulo 1 Pneumática ............................................................................................................................... 5 1.1 Introdução .............................................................................................................................5 1.2 Exemplos de aplicação de automação pneumática ... ..........................................................6 1.3 Vantagens e desvantagens da automatização pneumática .............. ...................................8 1.4 Unidades ...............................................................................................................................9 Capítulo 2 Características Físicas e Fenômenos da Pneumática ........................................................ 10 2.1 Introdução ...................................................................................................... ....................10 2.2 Expansibilidade, compressibilidade, difusibilidade e elasticidade ......................................11 2.3 Terminologia para a medição de pressão .................................... ......................................12 2.4 Transformação isobárica, isotérmica e isométrica ....................... ......................................14 2.5 Umidade relativa do ar ................................................................. ......................................16 Capítulo 3 Produção e Preparação do Ar Comprimido ........................................................................ 17 3.1 Introdução ...........................................................................................................................17 3.2 Compressores.....................................................................................................................18 3.3 Secagem do ar comprimido ............................................. ..................................................26 3.4 Redes de distribuição de ar comprimido .......................... ..................................................28 3.5 Reservatório de ar comprimido ........................................ ..................................................30 3.6 Vazamento de ar comprimido .......................................... ..................................................30 Capítulo 4 Tratamento e Controle do Ar Comprimido .......................................................................... 32 4.1 Introdução ........................................................................ ..................................................32 4.2 Filtro ................................................................................. ..................................................33 4.3 Válvula reguladora de pressão ........................................ ..................................................33 4.4 Lubrificador ...................................................................... ..................................................34

2

Capítulo 5 Atuadores Pneumáticos ........................................................................................................ 35 5.1 Introdução ........................................................................ ..................................................35 5.2 Atuadores lineares (cilindros)........................................... ..................................................35 5.3 Cilindros rotativos ............................................................ ..................................................38 5.4 Tecnologia do vácuo ........................................................ ..................................................41 Capítulo 6 Projetos de Sistemas Pneumáticos ..................................................................................... 44 6.1 Dimensionamento de cilindros pneumáticos .................... ..................................................44 Capítulo 7 Dimensionamento da Rede de Ar ......................................................................................... 48 7.1 Dimensionamento de rede secundária (ramal) ................ ..................................................48 7.2 Dimensionamento de rede principal (tronco) ................... ..................................................48 Capítulo 8 Válvulas Pneumáticas ........................................................................................................... 50 8.1 Introdução ........................................................................ ..................................................50 8.2 Simbologia ....................................................................... ..................................................50 8.3 Identificação ..................................................................... ..................................................51 8.4 Acionamentos e acessórios ............................................. ..................................................53 8.5 Válvulas especiais ........................................................... ..................................................54 8.6 Escapes ........................................................................... ..................................................54 8.7 Válvulas acionadas .......................................................... ..................................................54 8.8 Circuitos com válvula 3/2 vias .......................................... ..................................................55 8.9 Circuitos com válvula 5/2 vias .......................................... ..................................................55 8.10 Válvula de controle de fluxo ........................................... ..................................................55 8.11 Válvula de controle de fluxo bidirecional ........................ ..................................................56 8.12 Válvula alternadora (elemento OU)................................ ..................................................56 8.13 Válvula de simultaneidade (elemento E)........................ ..................................................56 8.14 Válvula de escape rápido ............................................... ..................................................57 8.15 Válvula limitadora de pressão ........................................ ..................................................58 8.16 Válvula de seqüência ..................................................... ..................................................59 8.17 Temporizadores pneumáticos ........................................ ..................................................60

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..............................................62 9.....67 9......................... ......................64 9..... .........................................................................62 9...........................................................63 9.......5 Diagrama de comando........9 Desenvolvimento de circuitos pelo método cascata ..................2 Representação abreviada em seqüência Algébrica .................................................... ..............................................6 Designação dos elementos ...................1 Introdução .......4 Representação em diagrama trajeto-tempo ................3 Representação em diagrama trajeto-passo .......................................68 4 ............................................................62 9.8 Desenvolvimento de circuitos pelo método passo a passo............... .............................................7 Desenvolvimento de circuitos pelo método intuitivo.. .61 9................................ ........ ....Capítulo 9 Técnicas de Desenvolvimento de Circuitos .............. ........................63 9............................. 61 9........................................................................................

A produção do ar comprimido e os aparelhos pneumáticos não pararam de evoluir. Em Paris. da aplicação do ar comprimido foi KTESIBIOS.000 CV distribuindo ar comprimido as diferentes industrias. A Pneumática abrange também o estudo sistemático da utilização do ar comprimido na tecnologia de acionamentos. durante a primeira metade do terceiro milênio antes de Jesus Cristo. Hoje em dia. cabendo aos equipamentos pneumáticos e outros artefatos a transformação desta energia em trabalho. pela sua propriedade antideflagrante e pelo seu fraco aquecimento. comando e controle de sistemas automáticos. ou seja. 5 . A vantagem dos aparelhos pneumáticos foi reconhecida por todos os setores industriais. deu novo impulso a esta técnica. Estes grandes projetos obrigaram os técnicos a procurar novos métodos de furação. nasceu em 1888 uma instalação de 24. através dos respectivos elementos de trabalho. e ainda conservam certo valor nos nossos dias. o ar comprimido faz parte integrante da industria. podemos sintetizar a Pneumática como a ciência que estuda a utilização do ar atmosférico como fonte de energia. Foi preciso esperar ate ao ano de 1850 para ver renascer esta técnica.Pneumática 1. responderam a estes novos critérios. A primeira grande aplicação teve lugar na furação do Monte Ceni em 1860 . Nesta primeira fase industrial. sopro) e é definido como a parte da Física que se ocupa da dinâmica e dos fenômenos físicos relacionados com os gases ou vácuos. para comprimir o ar o que permitiu aumentar a distancia do tiro. a utilização do ar comprimido limitou-se aos motores rotativos ou de choque. Mas ficou somente nos ensaios. sendo que somente nestes últimos 20 anos foi o desenvolvimento de componentes pneumáticos. ensaios e cálculos foram elaborados. A era industrial. com a locomotiva. Inventou um canhão pneumático manual. O primeiro homem que se ocupou com a pneumática. Na Idade Media.1 Introdução O termo pneumática é derivado do grego “Pneumos” ou “Pneuma” (respiração. É também o estudo da conservação da energia pneumática em energia mecânica. Os furadores pneumáticos. Resumindo.

2 Exemplos de aplicação de automação pneumática 6 .1.

7 .

Praticamente insensíveis às mudanças de temperatura. Durabilidade. não causa problemas ao meio ambiente. devido à baixa viscosidade do ar. propiciando o surgimento de oscilações no movimento. Maiores custos da energia com o ar comprimido. é constantemente renovado pela sucção do compressor. Padronização e robustez dos componentes pneumáticos. o ar. devido à compressibilidade do ar. Limitações das forças máximas de trabalho.1. Fácil variação contínua das forças e velocidades de atuação. 8 . Utilizável em ambiente explosivo. Principais Vantagens da Pneumática • • • • • • • • • • • • • • Energia facilmente armazenável e transportável. Enorme flexibilidade de usos e aplicações. A sobrecarga não causa problemas de danos nos componentes. Liberação de óleo nebulizado no ambiente de trabalho quando não se usam canalizações para o retorno do ar. os componentes pneumáticos podem ser usados em altas temperaturas. sem problemas de envelhecimento. Principais Desvantagens. Possibilidade de integração com sistemas de automação e controle. Pouco amortecimento.3 Vantagens e desvantagens da automatização pneumática As vantagens como também as limitações do uso da pneumática resultam basicamente de duas importantes propriedades do ar. as quais são a sua compressibilidade e a sua viscosidade. Velocidades dos atuadores relativamente grandes. O ar. O meio de transporte de energia. Boa relação potência/peso. segurança e facilidade de operação. e não são necessárias canalizações de retorno. comparado com os da energia elétrica. ou Limitações da Pneumática • • • • • Deslocamento não uniforme do atuador quando as forças são variáveis. Fácil integração com a microeletrônica. como fluído de trabalho.

Força (kgf) Metro quadrado (m²) Metro cúbico (m³) m³/s Atmosfera (atm) kp/cm² kgf/cm² 9 .4 Unidades Unidades Básicas Grandeza Comprimento Massa Tempo Temperatura Intensidade da corrente Intensidade luminosa Quantidade de substância Símbolo l m t T I l n Sistema Internacional S. Newton (N) 1N = 1kg.m/s² Metro quadrado (m²) Metro cúbico (m³) m³/s Pascal (Pa) 1 Pa = 1 N/m² 1 bar = 100 kPa Sistema Técnico Kilopond (kp) Kilogr. Metro (m) Quilograma (Kg) Segundo (s) Kelvin (K) Ampère (A) Candela (cd) Mol (mol) Sistema Técnico Metro (m) kp.I.1.s²/m Segundo (s) grau Celsius (°C) Ampère (A) --- Unidades Derivadas Grandeza Força Área Volume Vazão Pressão Símbolo F A V Q p Sistema Internacional S.I.

inodoro e insípido. tem forma variável e tem pressão atmosférica. Ar com Pressão Igual da Atmosféra Ar com Pressão Maior que Atmosféra 10 . O ar é um gás composto por 78% do seu volume de Nitrogênio (Azoto) e 21% do volume de Oxigênio perfazendo um volume total de 99%. Xenônio.Características Físicas e Fenômenos da Pneumática 2.1 Introdução O ar no estado de repouso (figura abaixo). e além disso tem peso. transformando desta energia em trabalho. Os equipamentos pneumáticos são utilizados a partir da ciência que estuda a utilização do ar atmosférico como fonte de energia. ocupa espaço. permanecendo em equilíbrio pelas forças de atração e repulsão até que outro fenômeno possa interferir. Neônio. comando e controle de sistemas automatizados. O ar é incolor. Hélio. podendo ser para tecnologia de acionamentos. é compressível. mas reconhece-se facilmente a sua presença quando respiramos ou quando vemos a oscilação das árvores. são partículas em suspensão se chocando uma nas outras em um movimento constante. Hidrogênio e também de vapor de água (umidade). O restante 1% se compõe de dióxido de carbono e da presença de vários gases nobres como Argônio.

compressibilidade. aumentando a pressão quando sujeito à ação de uma força externa.2. podendo ou não causar alterações no volume e/ou na pressão. Difusibilidade – Misturar-se homogeneamente com qualquer meio gasoso que não esteja saturado. Com o princípio do sistema mecânico é possível entender as propriedades físicas do ar e poder relacionar posteriormente com as vantagens e desvantagens de se utilizar a pneumática para a automação como forma de energia. adquirindo seu formato. 11 . Estes estados são gerados pelas modificações do sistema. Podemos dizer que o ar tem 4 propriedades físicas conforme descrito abaixo: • • • • Expansibilidade – Propriedade de ocupar todo o volume de qualquer recipiente. Elasticidade – Particularidade de ocupar um volume que inicialmente era menor. Compressibilidade – Característica de reduzir seu volume.2 Expansibilidade. como a abertura de uma válvula ou a atuação de força externa. Para a análise das propriedades físicas do ar deve-se levar em consideração o estado inicial e o estado final. difusibilidade e elasticidade A tabela abaixo apresenta as simbologias das próximas figuras para o melhor entendimento das propriedades físicas do ar.

Na próxima podemos visualizar que a pressão atmosférica diminui conforme aumenta a altitude. as camadas inferiores são comprimidas pelas camadas superiores. mostrou que a pressão atmosférica pode ser medida por uma coluna de mercúrio e que ao nível do mar suporta uma coluna de mercúrio de 760 mm de altura. portanto.Expansibilidade “Qualquer Formato” Compressibilidade Difusibilidade “Mistura” Elasticidade 2. a pressão atmosférica manten a altura da coluna de mercúrio. 12 . quanto mais próximo da terra maior será a pressão exercida pelo ar. Na experiência de Torricelli. inventor do barômetro. O experimento era basicamente encher um tubo de mercúrio e inverter em outro recipiente também contendo mercúrio. com isso.3 Terminologia para a medição de pressão O ar tem peso e por este motivo.

quando for necessário calcular as mudanças de estado do ar comprimido ou o consumo nas instalações de sistemas pneumáticos.Pressão Absoluta menor que 1 atm. 4 . quando a medida da pressão for realizada tendo como base de partida o vácuo absoluto podemos dizer que esta pressão é absoluta.A pressão de 1 atm ou 1.) ficou convencionado que o estado normal a temperatura seria de 20ºC (293 K) e a pressão de 100Kpa (1bar). A terminologia na medição de pressão. sendo assim. 1 . o vácuo absoluto que é a ausência de pressão e a pressão atmosférica correspondente ao estado normal. no Sistema Internacional (S. 1 Nm³ de ar comprimido é um metro cúbico de ar a uma pressão de 100Kpa e a 20ºC (293 K). contudo. 13 . porém.Pressão Relativa ou Manométrica. considerando a altitude no nível do mar com a temperatura em 0ºC (273 Kelvin). relaciona as pressões com base em dois pontos de partida. se a base for a pressão atmosférica devemos chamar de pressão relativa ou manométrica conforme a descrição abaixo.013 bar é correspondente a 760 mm de Hg. 3 . porém.Pressão Relativa ou Manométrica menor que 1 atm ou Vácuo Relativo. portanto. deve-se utilizar estas unidades.I.Pressão Absoluta. 2 . Para os cálculos de vazão e consumo de ar comprimido utiliza-se a pressão absoluta que é a soma da pressão atmosférica e da pressão relativa ou manométrica.

as leis de Boyle-Mariotte. se alterarmos a temperatura ou o volume ou a pressão.2. isotérmica e isométrica Considerando um recipiente hermético. Na transformação Isobárica a pressão que se manten constante no sistema. Estas transformação tem o nome característico relacionado com a variável que se permanecerá constante. com uma das variáveis físicas permanecendo constante. no entanto. o efeito nas outras poderá ser previsto. 14 . desconsiderando as pequenas variações de uma das variáveis. Charles e Gay Lussac referem-se a transformações de estado.4 Transformação isobárica. consequentemente as outras variáveis estarão também sujeitas à alterações. porém. conforme expressa pela equação abaixo. P1 ⋅ V 1 P 2 ⋅ V 2 = T1 T2 Se qualquer uma das variáveis sofrer alteração. ou seja.

Na transformação Isométrica é o volume que se manten constante no sistema. Na transformação Isotérmica é a temperatura que se manten constante no sistema. 15 .

secadores. a água não condensa. A tabela mostra esta variação em gramas por metro cúbico (g/m³) de água para uma faixa de . com a pressão em 1 atm. dependendo da temperatura a quantidade de água que o ar pode reter varia. Posteriormente a água irá se condensar. Quando o ar atmosférico é comprimido a capacidade de retenção de vapor de água é o equivalente ao seu volume final. filtros e principalmente tubulações corretamente calculadas e instaladas reduzem as chances da água chegar nos equipamentos pneumáticos. ou seja. com isso a capacidade de reter água no ar vai diminuir fazendo que a água condense. portanto. Em caso de ter de calcular a quantidade de condensado que se produz numa instalação recomenda-se o uso do Nm³/h (ar aspirado pelo compressor). a menos que a temperatura não aumente substancialmente. para evitar atingir os equipamentos pneumáticos. a água excedente será eliminada por condensação. podendo ser chamado também como ponto de saturação. porque a troca de calor com o meio externo fará com que a temperatura volte ao normal. porém o volume permanecerá menor. Este condensado dever ser eliminado antes que chegue ao sistema.40ºC até + 40ºC. A umidade relativa do ar em porcentagem é expressa pelo coeficiente da quantidade real pela quantidade máxima que o ar pode reter de água em função da temperatura. com isso a capacidade que reter água no ar também aumenta e mesmo que o volume diminua com a compressão. Resfriadores. Quando dizemos que a umidade relativa do ar é 80%. 16 . A quantidade de água que o ar pode reter depende inteiramente da temperatura. a partir deste ponto a água se condensa.5 Umidade relativa do ar Umidade do ar nada mais é do que a quantidade de vapor d’água presente no ar atmosférico. significa que o ar permanece com 20 % da capacidade reter vapor d’água. O compressor quando aspira o ar. faz com que a temperatura do ar aumente.2.

o ar atmosférico à 1 bar é comprimido para 7 ou 8 bar.1 Introdução Para que os equipamentos pneumáticos funcionem satisfatoriamente deve-se tomar os devidos cuidados com ar comprimido que irá operá-los.Produção e Preparação do Ar Comprimido 3. por exemplo. compressor. Ao ser comprimido. após o resfriamento o ar passa por um processo de secagem na tentativa de remover a água do ar e o que está sob a forma de vapor. motor (elétrico ou de combustão). 17 . Em geral. os símbolos do filtro. secador e reservatório. para que a alta temperatura não danifique a tubulação e para auxiliar na condensação dos vapores d’água. que é a máquina responsável por comprimir o ar. Na entrada do compressor existe um filtro para reter partículas sólidas do ar do meio ambiente. o ar aquece aumentando a temperatura em até 7 vezes. o ar comprimido é produzido de forma centralizada e distribuído na fábrica. A taxa de compressão é em geral 1:7 ou 1:8 ou seja. por um símbolo. Vemos que o ar é aspirado pelo compressor. Em pneumática existe uma simbologia para representar todos os equipamentos pneumáticos. Assim é necessário resfriálo. resfriador. Assim estão representados na figura. além disso sofre uma filtração para eliminar partículas sólidas introduzidas pelo compressor. Para atender às exigências de qualidade deve passar pelas seguintes etapas. • Geração • Resfriamento • Secagem • Filtração Nessa figura cada equipamento por onde o ar passa é representado.

A abaixo mostra a classificação dos compressores existentes que serão descritos a seguir. Além do reservatório. Os compressores de êmbolo e rotativo se caracterizam por comprimir mecanicamente um volume fixo de ar em cada ciclo. ou seja. • Alguns compressores. 3. Note que o consumo de ar na fábrica é variável ao longo do expediente. O ar comprimido é então convertido em trabalho mecânico pelos atuadores pneumáticos. através da compressão do ar atmosférico. o ar é distribuído na fábrica e em cada máquina existe uma unidade de tratamento de ar que irá ajustar as características do ar comprimido de acordo com as necessidades específicas da máquina. Já os turbo-compressores comprime o ar forçando o seu escoamento por um bocal (difusor). transforma a sua energia cinética em energia de pressão. evitando que o compressor tenha que ser ligado e desligado várias vezes. 18 .2 Compressores O compressor é uma máquina responsável por transformar energia mecânica (ou elétrica) em energia pneumática (ar comprimido). O reservatório evita que esses pulsos de pressão sejam transmitidos para linha pneumática da fábrica.O ar então é armazenado num reservatório que tem duas funções: • Garantir uma reserva de ar de maneira a garantir que a pressão da linha se mantenha constante. como o compressor de êmbolo (ver adiante) geram pulsos de pressão na compressão do ar.

o ar é expulso para o sistema. Após se obter uma pressão suficiente para abrir a válvula de descarga. preenchendo a câmara de compressão. limitando assim a elevação de temperatura e melhorando a eficiência da compressão. o ar é aspirado por meio de válvulas de admissão. Iniciando o movimento descendente. fazendo. ficado as aplicações limitadas pelo volume de aspiração e compressão.Compressores Alternativos • Compressor de êmbolo (pistão) Este compressor é um dos mais usados e conhecidos. pois é apropriado para qualquer faixa de pressão é de um bar até milhares de bar. são necessários compressores de vários estágios. O movimento alternativo é transmitido para o pistão através de um sistema de virabrequim e biela. Para a compressão a pressões mais elevadas. assim. A compressão do ar tem início com o movimento de subida. 19 . ele subir e descer.

sem resíduo de óleo. este tipo de compressor produz um fluxo de ar pulsante se usado sem acumulador. O rotor está excêntrico à carcaça e apresenta palhetas ao seu redor que podem deslizar em fendas existentes no rotor. inaladores aquários etc. É muito utilizado em equipamentos odontológicos. 20 . mas opera em faixas de pressão menores do que a do compressor de êmbolo. porém o ar não entra em contato com o êmbolo do pistão o que fás com que o ar produzido seja limpo. Compressores Rotativos • Compressor de Palhetas Trata-se de um rotor que gira no interior de uma carcaça acionado por um motor elétrico ou de combustão. o princípio de funcionamento é o mesmo que o de pistão. o fluxo gerado é pouco pulsante.• Compressor de Membrana Nesse compressor. O volume de ar aspirado é ligeiramente comprimido ao longo do percurso do rotor.

o ar comprimido é fornecido isento de óleo.• Compressor de Parafuso Consiste em dois parafusos. o ar é deslocado continuamente entre os parafusos. não existe contato entre os rotores e a carcaça. Desta forma. São compactos em relação a capacidade de produção e permitem alta rotação. cada um ligado a um eixo de rotação sincronizados pro engrenagens e acionado por um motor elétrico ou de combustão. além do que o seu nível de ruído é muito alto. embora sejam caros são os mais preferidos no mercado por fornecer um fluxo contínuo de ar. uma vez que não há válvulas de oscilação de pressão e aspiração fornecendo um fluxo de ar extremamente contínuo. pelo fato de o movimento de rotação ser feito por engrenagens de sincronização externa. • Compressor Roots Consiste em dois lóbulos que se movimentam sincronizados por engrenagens e acionados por um motor elétrico ou de combustão. 21 . A pressão é exercida apenas pela resistência oferecida ao fluxo. O seu campo de aplicação está entre pressões baixas. com isto não ocorrem golpes e oscilações de pressão.devem operar à seco com ar isento de óleo. funciona sem compressão interna sendo usado apenas para o transporte pneumático gerando baixas pressões.

através de um difusor. onde uma transformação parcial de velocidade em pressão é executada simultaneamente. por onde o ar é dirigido após dois ou três estágios. era realizado através de camisas d’água nas paredes internas do compressor. fornecem o ar isento de óleo. Os compressores de fluxo axial tendem a produzir uma vazão constante a razões de pressões variáveis. corrigindo o seu turbilhonamento. Entre cada conjunto de lâminas do rotor existe um conjunto de lâminas fixas. pelas quais o ar passa alternadamente. Apresentam as mesmas características dos compressores axiais (altas vazões e baixas pressões). 22 . O ar passa por rodas girantes atinge altas velocidades e no último estágio. O resfriamento entre os estágios. As pressões influem na sua eficiência. A seguir. a energia cinética do fluxo de ar é convertida em pressão. o fluxo é dirigido para o estágio subseqüente. porém como em cada estágio a pressão é muito baixa faz se necessário a montagem de muitos estágios para alcançar pressões maiores. a princípio. sendo impelido à alta velocidade. presas à carcaça. • Turbo Compressor Radial A aspiração ocorre no sentido axial sendo o ar conduzido no sentido radial para a saída. devido à sensibilidade à pressão.Turbo-Compressores • Turbo Compressor Axial O ar é acelerado ao longo do eixo (axialmente) por uma hélice simples ou por uma série de lâminas rotativas. existem resfriadores intermediários separados. Isto implica também um deslocamento mínimo de ar (10 m³/min). 900 m³/min e rotações mais elevadas e pressões efetivas altas. Os compressores de fluxo radial requerem altas velocidades de trabalho. de grande porte. Possuem maior capacidade de deslocamento mínimo. Apresentando uma larga faixa de operação. atualmente. razão pela qual geralmente são chamados de geradores de ar comprimido. antes de ser injetado no grupo seguinte.

é necessária uma regulagem dos compressores. Existem diferentes tipos de regulagem. 23 .Região de atuação de cada compressor no gráfico pressão x volume. Regulagem de compressores Para combinar o volume de fornecimento com o consumo de ar. conforme mostra o quadro a seguir. Dois valores limites preestabelecidos (pressão máxima/mínima) influenciam o volume fornecido.

Regulagem por fechamento: A admissão do ar é fechada quando a pressão máxima é atingida. • Regulagem com carga parcial Regulagem por estrangulamento: A regulagem se faz mediante simples estrangulamento no funil de sucção. e os compressores podem assim ser regulados para determinadas cargas parciais. Encontra-se esta regulagem em compressores de êmbolo rotativo e em turbocompressores. o ar escapará livre da saída do compressor através de uma válvula. Uma válvula de retenção evita que o reservatório se esvazie ou retorne para o compressor.• Regulagem com marcha em vazio Regulagem por descarga: Quando é alcançada a pressão pré-regulada. 24 .

dependendo da pressão de trabalho. isto não ocorre com muita frequência. Ao alcançar a pressão máxima. o motor acionador do compressor é desligado. ajusta-se o regulador de rotação do motor a explosão. 25 . porém. Este tipo de regulagem também pode ser usado em motores elétricos. quando a pressão chega ao mínimo. o motor se liga novamente. A freqüência de comutações pode ser regulada em um pressostato e. A regulagem da rotação pode ser feita manualmente ou também automaticamente. o compressor funciona em dois campos (carga máxima e parada total). e o compressor trabalha outra vez. é necessário um grande reservatório de ar comprimido. e.Regulagem na rotação: Sobre um dispositivo. • Regulagem Intermitente Com esta regulagem. para que os períodos de comando possam ser limitados a uma medida aceitável.

o que é equivalente a aumentar a pressão do ar e ocorrer condensação do vapor d'água. Comprimindo uma esponja não-saturada. 26 . não poderá absorver mais água. Ao resfriar a esponja. o que é equivalente a aumentar a temperatura do ar e ocorrer condensação. Resfriamento Consiste em se resfriar o ar o que reduz o seu ponto de orvalho. eliminando água. Para entendermos os princípios da secagem do ar vamos usar o fato que o ar é equivalente a uma esponja. • Absorção. A região após o resfriador é uma região onde há grande ocorrência de condensação na linha pneumática. No entanto um filtro não pode eliminar vapor d'água e para isso são necessários secadores. • Adsorção. Da mesma forma se a umidade do ar atingir o seu valor máximo. Existem quatro métodos de secagem: • Resfriamento.3. diminuímos sua quantidade de água. o mesmo não poderá absorver mais vapor d'água. • Sobrepressão.3 Secagem do ar comprimido O ar possui água na forma de vapor. O ar é resfriado circulando-o por um trocador de calor (serpentina com fluido refrigerante) Processo de resfriamento para a secagem do ar (Parker) O ponto de orvalho (umidade) alcançado com esse método situa-se entre 2ºC e 5ºC. Essa analogia nos sugere métodos para retirar o vapor d'água do ar. A água acumulada pode ser eliminada através de filtros separadores de água e drenos dispostos ao longo da linha. seus poros diminuem de volume. Se a esponja estiver saturada de água. Esse vapor pode se condensar ao longo da linha dependendo da pressão e temperatura. Este vapor d'água é aspirado pelo compressor junto com o ar.

A substância usada é o Dióxido de Sílicio. O secador por absorção separa ao mesmo tempo vapor e partículas de óleo. Porém. A água ou vapor d'água que entra em contato com este elemento combina-se quimicamente com ele e se dilui formando uma combinação elemento secador e água. É o método mais barato entre os demais porém o que retira menor quantidade de água. grandes quantidades de óleo atrapalham o funcionamento do secador. 27 . O ponto de orvalho alcançável com esse método é 10ºC. Trata-se do sistema mais caro em relação aos demais.Adsorção Opera através de substâncias secadoras que por vias físicas (efeito capilar) adsorvem (adsorver admitir uma substância à superfície da outra) o vapor d'água do ar. Assim os sistemas de adsorção possuem um sistema de circulação de ar quente em paralelo para realizar a limpeza do elemento secador. o elemento secador é um material granulado com arestas ou formato esférico. Em geral. Com o tempo o elemento secador é consumido e o secador deve ser reabastecido periodicamente (2 à 4 vezes por ano). as quais podem ser regeneradas através de ar quente. Absorção É um processo químico. mas o que é capaz de retirar a maior quantidade de umidade. Devido a isto é usual antepor um filtro fino ao secador.devem ser usados dois secadores em paralelo. Secagem por absorção (parker) Sobrepressão Simplesmente aumentando-se a pressão a condensação ocorre de forma mais acentuada e então pode-se drenar água. em casos especiais 90ºC. O ar comprimido passa por uma camada solta de um elemento secador. Este composto pode ser removido periodicamente do absorvedor. Secagem por adsorção (Parker) O ponto de orvalho alcançável com esse método está em torno de -20ºC. pois enquanto um está sendo limpo o outro pode ser usado. mais conhecido como "Sílica gel".

tubos metálicos. Isso ocorre porque o ar fica parado no interior da linha quando não há consumo.3. razão pela qual não devem.4 Redes de distribuição de ar comprimido As linhas principais (Rede Tronco) são feitas de tubos metálicos ou sintéticos. Pequenos vazamentos são causas de consideráveis perdas de pressão. pois isto dificulta a detecção de fugas de ar. conectadas às linhas principais estão as linhas secundárias. (Rede Ramal) em geral. pois o fluxo circula em duas direções. serem mantidas dentro de paredes ou cavidades estreitas.5 % a 2% na direção do fluxo para garantir a eliminação da água que condensa no interior da linha. As tubulações pneumáticas exigem manutenção regular. dentro do possível. Rede em circuito fechado Este tipo de rede auxilia na manutenção de uma pressão constante. pois proporciona uma distribuição mais uniforme do ar. 28 . Existem três tipos de redes de distribuição: • Rede em circuito aberto • Rede em circuito fechado • Rede combinada Rede em circuito aberto A rede em circuito aberto mostrada nas figuras abaixo é a mais simples e deve ser montada com um declive de 0. mangueiras de borracha ou material sintético.

mediante as válvulas de fechamento existe a possibilidade de bloquear determinadas linhas de ar comprimido quando a mesmas não forem usadas ou quando for necessário colocá-las fora de serviço por razões de manutenção. pressão e condições de aspiração do ar portanto é fundamental instalar a tomada de ar das tubulações secundárias na parte superior do tubo principal.Rede combinada As redes combinadas também são instalações em circuito fechado. 29 . Em todas as configurações de rede existirá formação de água condensada (maior ou menor) de acordo com as variações de temperatura. desta forma evitase que a água condensada. No entanto. Para interceptar e drenar a água condensada da rede principal devem ser instaladas derivações com drenos na parte inferior da tubulação principal. eventualmente existente na tubulação principal possa chegar aos ramais e consequentemente ao equipamentos.

6 Vazamentos de ar comprimido As quantidades de ar perdidas através de pequenos furos. Ele elimina as oscilações de pressão na rede distribuidora e. conexões danificadas.3. Outro ponto importante no dimensionamento do reservatório é a capacidade do compressor e a demanda de ar. devem ser instalados de preferência fora da casa dos compressores. é uma garantia de reserva. Não devem ser enterrados ou instalados em local de difícil acesso. Os reservatórios devem ser instalados de modo que todos os drenos. conexões e a abertura de inspeção sejam de fácil acesso. uma a cada 6 minutos e o diferencial de pressão de 1kgf/cm2. por isso se separa. Como o comportamento dos gases é muito complexo devido as variações de pressão e as delimitações de espaço ocupado. A importância econômica desta contínua perda de ar torna-se mais evidente quando comparada com o consumo do equipamento e a potência necessária para realizar a compressão. acoplamentos com folgas. 3. Para a determinação do volume do reservatório deve ser observado que o diferencial de pressão (P2-P1) entre o alivio e a carga não seja menor que 0.4 kgf/cm2 para cada etapa do alivio. uma parte da umidade do ar. Desta forma. alcançam elevados valores. 30 . um vazamento na rede representa um consumo consideravelmente maior de energia. quando somadas. na sombra. pois o compressor não deverá exceder de 14 partidas /hora. O ideal é menos 10 partidas por hora. para facilitar a condensação da umidade no ponto mais baixo para a retirada do condensado. A grande superfície do reservatório refrigera o ar suplementar. quando há momentaneamente alto consumo de ar. elaborados através de simulações ou cálculos específicos par cada condição. a forma mais adequada de analisar os prejuízos causados por vazamento é através de tabelas ou gráficos conforme mostrado a seguir.5 Reservatório de ar comprimido Este reservatório serve para a estabilização da distribuição do ar comprimido. vedações defeituosas. diretamente no reservatório.

31 .

quando a instalação é retilínea. Essa unidade tem por objetivo ajustar as características do ar de forma específica para cada máquina A temperatura ambiente não deve ser maior que 50ºC (máximo para copos de material sintético). A sua instalação deve ser no nível superior ao das válvulas e dos atuadores. deve-se colocar tantos lubrificantes quantos se fizerem necessários. Se o lubrificador se situa em um nível inferior aos componentes a serem lubrificados. ou no máximo 10 metros. Outro ponto a ser observado é a distância máxima do lubrificador aos equipamentos a serem lubrificados. respeitando a distância máxima permitida. uma válvula reguladora de pressão e um lubrificador. É muito importante observar o posicionamento da Unidade de Conservação no circuito. atuadores e ferramentas em forma de névoa. situados a distâncias consideráveis. A razão deste cuidado deve-se ao fato de o óleo contido no lubrificador ser arrastado pelo ar até as válvulas.Tratamento e Controle do Ar Comprimido 4. Quando se tem uma rede muito extensa. prejudicando a lubrificação. pelo menos o lubrificador deve estar nesta condição. o óleo pode se condensar nas paredes dos condutos. Caso típico se observa nas grandes indústrias. e um único lubrificador no início do sistema. quando se tem um número muito grande de cotovelos no circuito. Quando isto não for possível.1 Introdução Antes de entrar em cada máquina pneumática o ar passa por uma unidade de tratamento composta por um filtro. onde se tem uma linha de ar alimentando vários equipamentos pneumáticos. 32 . a qual não deve ultrapassar 5 metros.

O cartucho filtrante. ocorrendo o escape de ar.4. O nível de água condensada deve ser controlado regularmente. A água condensada acumulada pode ser arrastada para a tubulação de ar comprimido e para os equipamentos. então além de ocorrer a situação anterior. Válvula de segurança. 4. a membrana 1 se separa do êmbolo 6. etc). Se a pressão secundária aumentar demais.3 Válvula reguladora de pressão Essa válvula tem a função de manter constante a pressão no equipamento. mas jamais aumentá-la. Ela somente funciona quando a pressão a ser regulada (pressão secundária) for inferior que a pressão de alimentação da rede (pressão primária).2 Filtro O filtro serve para eliminar partículas sólidas e líquidas (impurezas. abrindo a comunicação com os furos de exaustão. a eliminação fina é feita pelo elemento filtrante. Se a pressão secundária diminui em relação a um valor especificado a mola empurra o êmbolo 6 que abre a comunicação com a pressão primária. 33 . Uma pré-eliminação é feita por rotação do ar gerando uma força centrífuga. no entanto tanto menor será essa oscilação quanto melhor forem dimensionados os componentes da válvula. O seu funcionamento ocorre da seguinte forma. Assim essa válvula pode reduzir a pressão. O filtro apresenta um dreno (manual ou automático) para a eliminação de água. Se a pressão secundária aumenta. pois a altura marcada no copo indicador não deve ser ultrapassada. A filtração ocorre em duas fases. quando sujo. o que reduz a pressão secundária. devido à um excesso de carga no atuador) então a membrana 1 é atuada pressionando a mola 2 e o êmbolo 6 fecha a comunicação até que a pressão secundária diminua. Para drenar a água condensada. água. também deve ser limpo ou substituído. deve-se abrir o parafuso de dreno no fundo do copo indicador. Logicamente essa válvula gera uma oscilação de pressão na sua saída (pressão secundária). em relação a um valor especificado (por exemplo. O parafuso 3 permite regular a rigidez da mola 2 e portanto a pressão secundária. A porosidade do elemento filtrante é da ordem de 30 a 70 µm.

4. O nível do óleo deve ser verificado periodicamente e a sua dosagem controlada. para energia cinética. e portanto o óleo contido no tubo é pulverizado no ar. em forma de pressão. e a pressão e a temperatura caem. em forma de movimento. Essencialmente quando o fluxo de ar passa por uma seção de menor área. A velocidade do fluxo aumenta. A alimentação do óleo é feita pelo princípio de Venturi. Esta expansão converte a energia potencial do ar. a sua velocidade aumenta e a sua pressão diminui. criando uma pressão negativa. O lubrificador tem a função de lubrificar os aparelhos pneumáticos de trabalho e de comando.4 Lubrificador • Efeito Venturi O efeito Venturi é obtido através da expansão do ar comprimido. 34 .

onde os freios ficam normalmente fechados sob ação da mola. Maior comprimento e cursos limitados. abrindo apenas quando o motor do caminhão está funcionando e fornecendo pressão. As principais características dos atuadores pneumáticos são: • • • • • • • Apresentam baixa rigidez devido à compressibilidade do ar.1 Introdução Os atuadores pneumáticos são classificados em atuadores lineares (cilindros ) que geram movimentos lineares e atuadores rotativos (motores) que geram movimentos rotativos que serão descritos a seguir. 35 . Segurança à sobrecarga. Não há precisão na parada em posições intermediárias. 5. Apresentam uma favorável relação peso/potência. que ao injetar pressão o êmbolo avança e ao reduzir a pressão a mola retorna o pistão em sua posição inicial.Atuadores Pneumáticos 5. Tem várias aplicações. Entre as suas características temos: • • • • Consumo de ar num sentido. Dimensões reduzidas. em especial em situações de segurança.2 Atuadores lineares (cilindros) Cilindro de simples ação Consiste de um pistão com uma mola. Proteção à explosão. Forças de avanço reduzida (em 10%) devido à mola. Baixa força de retorno (devido à mola). Facilidade de inversa de movimento. Em caso de falha do motor os freios travam. como freios de caminhão.

por exemplo).Cilindros de Membrana Consiste num cilindro de simples ação com grande diâmetro possuindo uma membrana ao invés de um pistão. porém com força de avanço maior do que a de retorno. podendo ser aplicado carga tanto no avanço como no retorno. É utilizado em aplicações como prensas. porém a força de retorno sempre será menor que a força de avanço devido a haste ocupar parte do espaço dentro da camisa. mas principalmente no acionamento de servo-válvulas hidráulica Cilindro de Dupla Ação A atuação é feita por ar comprimido nos dois sentidos. • Não permite cargas radiais na haste. 36 . A idéia é fornecer altas forças (até 25000 N) num curso limitado (60 mm) (por problemas de espaço.Entre as suas características temos: • Atuação de força nos dois sentidos.

• Força igual nos dois sentidos. Com cilindros de curso desiguais. etc. Cilindro de múltiplas posições Consiste em dois ou mais cilindros montados em conjunto para alcançar várias posições. pode-se obter 2n posições distintas. Entre as suas características temos: • Possibilidade de realizar trabalho nos dois sentidos. Os cilindros de dupla ação podem ser dotados de amortecimentos nos finais de curso fazendo com que a carga não sofra impactos ao chegar na posição desejada. 37 . É aplicado em mudança de desvios e acionamento de válvulas. • Absorve pequenas cargas laterais.Cilindro de Dupla Ação com Haste Passante Consiste num cilindro de dupla ação com haste em ambos os lados.

A vedação é problemática. O momento de torção depende da pressão. porém.3 Cilindros rotativos Neste tipo de cilindro a haste do êmbolo aciona uma Cremalheira acoplada a uma engrenagem.Simbologia dos Cilindros Lineares 5. em muitos casos. também nos de aleta giratória é possível um giro angular limitado. 180º. a determinação do campo de rotação parcial dentro do total. Um parafuso de regulagem possibilita. O movimento angular raramente vai além de 300º. Os campos de rotação usuais são vários. isto é. transformando o movimento linear em um movimento rotativo à esquerda ou à direita. somente possibilita pequenos momentos de torção (torque). 38 . 90º. da área do êmbolo e da relação de transmissão. o diâmetro em relação à largura. sempre segundo a direção do curso. de 45º. Oscilador de aleta giratória Como nos atuadores rotativos já descritos. até 720º. 290º.

39 . A faixa de rotação de um motor de palheta varia de 200 rpm até 10000 rpm e a de potência varia de 50W até 20 kW. afastadas contra a parede interna do cilindro. em princípio. Uma engrenagem é montada fixa no eixo do motor. É muito usado em parafusadeiras pneumáticas. O rotor está fixado excentricamente em um espaço cilíndrico e é dotado de ranhuras. A direção de rotação destes motores.Atuadores Rotativos (Motores) São responsáveis por transformar energia pneumática em trabalho mecânico realizando a operação inversa dos compressores. A rotação é facilmente invertida dependendo da entrada do ar. São. fabricados com engrenagens retas ou helicoidais não é reversível. As palhetas colocadas nas ranhuras serão. contrários aos compressores de células múltiplas (compressor rotativo). Motor de Palhetas De pequeno peso. pela força centrífuga. • Alta relação peso/potência. • Regulagem progressiva de rotação e torque. empregados como máquinas de acionar. os motores pneumáticos geralmente são fabricados como máquinas rotativas com palhetas. Estes motores. Entre as características dos motores pneumáticos temos: • Inversão simples e direta do sentido de rotação. a outra. livre no outro eixo. Motor de Engrenagem A geração do momento de torção efetua-se nesta construção pela pressão de ar contra os flancos dos dentes de duas engrenagens engrenadas. estão à disposição com até 44 kw (60 CV).

• Faixa de potência varia de 2W até 20 kW. Motor de pistões axiais Esse motor apresenta uniformidade no movimento de rotação com um funcionamento silencioso e sem vibrações. • Comando de fornecimento de ar por distribuidor rotativo.p. sendo utilizado em equipamentos de elevação. Entre as características desse motor temos: • Elevado torque de arranque e na faixa de rotação.). • Baixa rotação (até 5000 r.m. 40 .Motores de Pistões Radiais A transformação do movimento linear do pistão ocorre por um mecanismo biela-manivela (como no motor de automóvel). São utilizados em equipamentos de elevação.

até 500.p. Este sistema é muito utilizado na movimentação de cargas de difícil fixação.000 r. podemos definir tecnicamente que um sistema encontra se em vácuo quando está submetido a uma pressão inferior à pressão atmosférica. significa vazio.Motores de Turbina (turbomotores) O turbo motor opera de forma contrária ao turbo-compressor.4 Tecnologia do vácuo A palavra vácuo. Uma aplicação clássica é a "broca do dentista" que chega atingir 500.pm. Apresentam péssimo rendimento devido às altas perdas de ar. no entanto são capazes de atingir rotações elevadíssimas com baixo torque que variam de 80. geralmente o ar comprimido. 41 . ou seja.000 r.000 r. Para baixas rotações e altos torques não é vantajoso a sua utilização pois necessita de ser acoplado a um redutor.m. Também usado em fresadoras e retificadoras de alta rotação. Geradores de Vácuo Os geradores pneumáticos de vácuo operam sob o princípio Venturi e são alimentados por um gás pressurizado.p. 5.m. sendo econômico apenas para baixas potências. a energia cinética do ar é convertida em movimento rotativo. originária do latim “vacuus”. Entretanto.

de garras. genericamente. chapas corrugadas. Outras vantagens que podem ser mencionadas são o baixo custo. entretanto. A grande vantagem das ventosas. As vantagens do sistema mecânico incluem a facilidade na determinação da força necessária para sustentação e o fato de que área a ser comprimida é relativamente pequena. Este tipo de ventosa pode também ser usado em aplicações onde a peça não pode ser comprimida. Ventosa com fole Este tipo de ventosa destina se principalmente a aplicações que requerem ajuste para diferentes alturas/níveis. temos a possibilidade de a peça que está sendo fixada ser danificada se a garra não estiver corretamente dimensionada.Ventosas As duas formas mais comuns usadas para fixação e levantamento de materiais ou peças são: Sistema mecânico através. é que elas não danificam as peças. por exemplo. utilizando se ventosas. instalação e manutenção. material. A ventosa com fole não é adequada para movimentação de superfícies verticais 42 . Temos ainda que os sistemas mecânicos que quase sempre apresentam alto custo de aquisição. abas duplas para vedação. Por meio do vácuo. devido ao risco de ser danificada. A ventosa padrão pode ser produzida de diferentes formas. As ventosas com fole podem ser usadas em sistemas de levantamento de peças com diversos planos e diferentes formas. Ventosas padrão Este é o tipo mais comum para uso em superfícies planas ou ligeiramente curvas. As ventosas com fole podem ser de fole simples ou duplo. Elas também dão um certo grau de flexibilidade ao sistema. molas de reforço etc. se as dimensões da peça variarem ou se ela for frágil. como sistemas de movimentação. podemos classificá las em três tipos principais. luvas de atrito. dependendo de sua aplicação. como. Como desvantagens. em função de sua aplicação. manutenção simples. bem como a velocidade de operação. que pode ser utilizado para separar películas finas. por exemplo. Elas podem ser projetadas em diversas formas. As características que podem variar são: tamanho.

Nas tabelas de forças de sustentação exercidas pelas ventosas.6N em uma superfície horizontal e somente 5. A tabela abaixo mostra a capacidade para ventosas planas. quadrada ou retangular. estas forças são muito menores que para superfícies horizontais. a força real para cada situação dependerá do atrito da superfície do material a ser movimentado. No caso de superfícies verticais. dependendo da forma da peça a ser movimentada. as ventosas com luvas de atrito são as mais recomendadas para aplicação em superfícies verticais. e é somente esta força que será aplicada na sustentação do material. uma ventosa de 20mm de diâmetro exerce uma força de levantamento de 11. 43 .Caixa de sucção Este tipo de ventosa pode ser oval. Como exemplo. A razão para isto é que no caso da superfície vertical a força de levantamento exercida é transformada em força de atrito. Veja a seção de ventosas para maiores detalhes. com 75% de vácuo e fator de segurança 2.8N na vertical. Os valores para levantamento de superfícies verticais foram calculados para chapas de aço secas. podemos observar que. a força que sustenta a peça é somente a força de atrito. Desta forma. Pela mesma razão. no caso de superfícies verticais.

como a camisa e o êmbolo do cilindro normalmente são circulares a área de avanço é um circulo.Projetos de Sistemas Pneumáticos 6. A = área do embolo (cm2) Fa = força (kgf ) P = pressão (kgf/cm2 ) Aa= área de avanço (cm2) (área circular do embolo) 44 . A = área do embolo (cm2) F = força (kgf ) P = pressão (kgf/cm2 ) D = diâmetro (cm) Força de cilindro de simples ação Os cilindros pneumáticos de simples ação exercem forças somente no avanço neste caso a força de avanço deverá vencer o peso da carga mais a força de oposição da mola interna do cilindro normalmente considera-se a força da mola como sendo aproximadamente 10% da força do cilindro. Força de cilindros A força de um cilindro é o produto da pressão pela área submetida a pressão.1 Dimensionamento de cilindros pneumáticos Dimensionar um cilindro pneumático é encontrar através de cálculos e dados as medidas dos componentes do cilindro para que de acordo com a pressão que o mesmo irá trabalhar efetue a força necessária para a movimentação da carga sem que as partes mecânicas do mesmo sofram danos.

Volume de ar consumido por um cilindro de simples ação Q = Consumo de ar (L/min) Nc = Número de ciclos por minuto Ct = Comprimento do curso (cm) A = Área de avanço (cm2) Rc = Relação de compressão P = pressão (Kgf/cm2) Força de cilindro de dupla ação. Força de Avanço Fa = força de avanço (kgf ) P = pressão (kgf/cm2 ) Aa = Área de avanço Força de retorno Fr = força de retorno (kgf ) P = pressão (kgf/cm2 ) Ar = Área de retorno (cm2) Aa = Área de avanço (cm2) Ah = Área da haste (cm2) Volume de ar consumido por um cilindro de dupla ação O volume total de ar consumido por um cilindro de dupla ação é dado pela seguinte equação: Q = Vazão de ar (litros / min) Va = Volume de ar consumido no avanço (litros) Vr = Volume de ar consumido no retorno (litros) Nc = Número de ciclos por minuto 45 . Um cilindro de dupla ação exerce força tanto no avanço como no retorno porém a força de retorno sempre será menor se a pressão de avanço e de retorno for a mesma.

1 x 10 6) Ou F = Força de avanço (kgf) ( peso da carga a movimentar) J = momento de inércia (0.0491) Após calculado o diâmetro mínimo da haste.5) Cf = Comprimento de flambagem (2 vezes o curso em cm) Fa= Força de avanço (kgf) ( peso da carga a movimentar) E = módulo de elasticidade do aço (2.Va = volume de ar consumido no avanço (litros) Aa = Área de avanço (cm2) Rc = Relação de compressão Ct = Curso de trabalho (cm) Vr = volume de ar consumido no retorno (litros) Ar = Área de retorno (cm2) Rc = Relação de compressão Ct = curso de trabalho (cm) Dimensionamento da haste Ao dimensionarmos um cilindro para movimentar uma determinada carga devemos levar em consideração o diâmetro mínimo da haste para que possa movimentar a carga desejada sem ocorrer a flambagem da haste. 46 . este procedimento é feito pela seguinte equação: dh = diâmetro da haste (cm) S = Coeficiente de segurança (3. escolhe em um catálogo de qualquer fabricante um cilindro com o diâmetro da haste igual ou maior o calculado.

Força de retorno. Curso.0491) d = diâmetro da haste (cm) Cf = Comprimento de flambagem (2 vezes o curso em cm) S = Coeficiente de segurança (3.A escolha do cilindro deve contemplar • • • • Força de avanço. Cmf = Carga máxima de flambagem E = módulo de elasticidade do aço (2.1 x 10 6) J = momento de inércia (0.5) 47 . Quando já possui o cilindro para a aplicação pode ser verificada a carga máxima de flambagem da haste através da seguinte fórmula. Diâmetro mínimo da haste.

Dimensionamento da Rede de Ar 7.2 Dimensionamento de rede principal (tronco) Para o dimensionamento de redes principais o critério mais utilizado é o critério da perda de carga onde considera um valor de perda de carga ∆p aceitável para a rede. 7.1 Dimensionamento de rede secundária (ramal) A rede ramal pode ser calculada pelo método da perda de carga.08 Kgf/cm2 para cada 100 metro de tubulação. Se o comprimento do ramal for maior que 10 metros deverá ser adotado o critério da perda de carga. 48 . Onde D = diâmetro da tubulação (cm) Q = Vazão de ar (m3 / min) V = velocidade de escoamento admitida entre 7 e 10 m/s R = Relação de compressão dada pela fórmula Obs. porém como geralmente são inferiores a 10 metros adotamos o critério da máxima velocidade admissível. Onde D = diâmetro da tubulação (cm) L = comprimento da tubulação (m) Q = Vazão de ar (m3 / min) ∆p = perda de carga total admitida para a rede (valor admitido máximo 0. e considera as perdas de carga geradas por conexões e válvulas como comprimento equivalente linear portanto além de formulas e cálculos é necessário fazer utilização da tabela de perda de carga em conexões.

As curvas devem ser feitas no maior raio possível para evitar perdas excessivas por turbulência. A curva mínima deve possuir um raio mínimo de duas vezes o diâmetro externo do tubo. 49 . por garantia de pressão estável adota-se a bitola imediatamente superior ao calculado. e efetua o cálculo novamente com o novo comprimento (tubulação linear + comprimento equivalente das conexões). Evitar sempre a colocação de cotovelos de 90 graus.5 Kgf/cm2 para redes até 500 metros e 0. Após realizado este cálculo se obtêm um diâmetro de referência para a conversão das conexões em tubulação linear.5 Kgf/cm2 para redes de comprimento acima de 500 metros. Alguns engenheiros adotam ∆p entre 0. Feito isso adota um diâmetro comercial mais próximo do calculado.Obs.3 e 0.

50 . Número de vias: contadas a partir do número de conexõs que a válvula possui em apenas uma posição. 8.1 Introdução As válvulas comandam e influenciam o fluxo de ar comprimido. Existem quatro tipos de válvulas: • Válvulas Direcionais: comandam a partida. • Válvulas de Pressão: influenciam a pressão do ar comprimido ou são comandadas pela pressão. • Válvulas de Bloqueio: bloqueiam o fluxo de ar preferencialmente num sentido e o liberam no sentido oposto. parada e sentido de movimento do atuador. • Válvulas de Fluxo: influenciam a vazão de ar comprimido.Válvulas Pneumáticas 8.2 Simbologia Número de posições: contadas a partir do numero de quadrados da simbologia.

3 Identificação Para garantir a identificação e a ligação correta das válvulas. marcam-se as vias com letras maiúsculas ou números. conforme o quadro a seguir.8. 51 .

52 .

8.4 Acionamentos e acessórios 53 .

8.5 Válvulas especiais
Válvulas de centro fechado (CF)

Válvulas de Centro Aberto Positivo (CAP)

Válvulas de Centro Aberto Negativo (CAN)

8.6 Válvulas memória
São válvulas de duas posições acionadas por duplo piloto que permanecem na posição até receber novo comando.

8.7 Escapes
Os escapes das válvulas são representados por triângulos. Quando encontrarmos o triângulo junto à simbologia da válvula, ele estará representando um escape livre, ou seja, sem conexão.

54

8.8 Válvulas acionadas
Válvulas direcionais acionadas mecânica, elétrica ou pneumaticamente podem ser encontradas e representadas em circuitos de duas formas diferentes: em posição de repouso (não acionada) ou de trabalho (acionada).

8.9 Circuitos com válvula 3/2 vias

8.10 Circuitos com válvula 5/2 vias

55

8.11 Válvula de controle de fluxo
São válvulas que controlam o fluxo (vazão) dos fluidos. Seu principal emprego é na regulagem das velocidades dos elementos de trabalho (atuadores).

8.12 Válvula de controle de fluxo bidirecional
Estas válvulas têm influência sobre a quantidade de ar comprimido que flui por uma tubulação; a vazão será regulada em ambas as direções do fluxo.

São válvulas que controlam o fluxo (vazão) dos fluidos. Seu principal emprego é na regulagem das velocidades dos elementos de trabalho (atuadores). Nestas válvula, a regulagem do fluxo é feita somente em uma direção. Uma válvula de retenção fecha a passagem numa direção e o ar pode fluir somente através da área regulada. Em sentido contrário, o ar passa livre através da válvula de retenção aberta.

8.13 Válvula alternadora (elemento OU)
Esta válvula tem duas entradas, X e Y, e uma saída, A. Entrando ar comprimido em X, a esfera fecha a entrada Y e o ar flui de X para A. Em sentido contrário, quando o ar flui de Y para A, a entrada X será fechada. No retorno do ar, quer dizer, quando um lado de um cilindro ou de uma válvula entra em exaustão, a esfera permanece na posição em que se encontrava antes do retorno do ar. Esta válvula é utilizada para selecionar os sinais das válvulas-piloto provenientes de diversos pontos e evita o escape do ar de uma segunda válvula. Podendo ser um cilindro ou uma válvula acionada de dois ou mais pontos diferentes alternados. 56

quando existirem os dois sinais de entrada X “E” Y. 57 .8. a pressão maior fecha um lado da válvula. em virtude das forças diferenciais no pistão corrediço. X e Y e uma saída A.14 Válvula de simultaneidade (elemento E) Esta válvula tem duas entradas. comandos de segurança e funções de controle em combinações lógicas. Só haverá uma saída em A. Emprega-se esta válvula principalmente em comando de bloqueio. Existindo diferença de tempo nos sinais de entrada. Um sinal de entrada em X ou Y impede o fluxo para A. Quando há diferença de pressão dos sinais de entrada. o sinal atrasado vai para a saída. e a pressão menor vai para a saída A.

o elemento de vedação desloca-se ao assento do escape. rapidamente. então. o ar.8. Dessa forma. 58 . o ar pode escapar por R. que agora retorna pela conexão A. o mais próximo possível do atuador. para a atmosfera. Evita-se. com isso. o ar atinge a saída pela conexão de utilização. que o ar de escape seja obrigado a passar por uma canalização longa e de diâmetro pequeno. até a válvula de comando. A válvula está provida de conexão de pressão P e conexão de escape R bloqueáveis. Dessa forma. Se tivermos pressão em P. e provoca seu bloqueio. especialmente em cilindros de ação simples.15 Válvula de escape rápido As válvulas de escape rápido se prestam para aumentar a velocidade dos êmbolos dos atuadores. movimenta o elemento de vedação contra a conexão P. Tempos de retorno elevados. Quando a pressão em P deixa de existir. O mais recomendável é colocar o escape rápido diretamente no cilindro ou.

O sinal é transmitido somente quando for alcançada a pressão de comando. São também conhecidas como válvulas de sobrepressão ou válvulas de segurança. mola e um parafuso de ajuste. existe um volume maior antes do cone de vedação. A fim de evitar defeitos oscilatórios devido às pequenas variações de pressão. o cone de vedação se desloca de seu assento e libera o caminho ao escape. 59 .16 Válvula limitadora de pressão É formada por uma vedação de assento cônico.17 Válvula de seqüência O funcionamento é muito similar ao da válvula limitadora de pressão. o êmbolo faz atuar uma válvula 3/2 vias. 8.8. Abre-se a passagem quando é alcançada uma pressão superior à ajustada pela mola. Quando a pressão em P assume um valor que corresponde à tensão da mola. que possui um escape para A apenas por um ponto de estrangulamento. Quando no comando Z é atingida uma certa pressão pré-ajustada. Estas válvulas são usadas em comandos pneumáticos que atuam quando há necessidade de uma pressão fixa para o processo de comutação (comandos em função da pressão). de maneira a estabelecer um sinal de saída em A.

18 Temporizadores pneumáticos Esta unidade consiste de uma válvula direcional de 3/2 vias. 60 . com acionamento pneumático. através de área regulada. O tempo de aumento da pressão no reservatório é igual ao do retorno do comando da válvula.8. é necessário que escape o ar de comando de comando Z. A abertura efetua-se instantaneamente (válvula de sede). dando passagem ao ar principal de P para A. fechando-a instantaneamente. A mola da válvula direcional de 3/2 vias pressiona o prato da válvula contra a sede. com velocidade e pressão mais baixa. de uma válvula reguladora de fluxo unidirecional e um reservatório de ar. O ar de comando flui da conexão Z para a válvula reguladora de fluxo e de lá. o êmbolo de comando afasta o prato do assento da válvula. Alcançada a pressão necessária de comutação. para o reservatório. e o ar de A escapa por R. Para que a válvula de retardo retorne à posição inicial. O ar do reservatório escapa através do sistema de retenção da válvula de regulagem e dos dutos de comando.

Veja o sistema abaixo: Pacotes chegam sobre um transportador de rolos são levados por um cilindro pneumático A e empurrados por um segundo cilindro B sobre um segundo transportador. Para poder levar os esquemas de comando e seqüências para a prática. os motivos são a sua má confecção. ou a falta de conhecimento técnico. O cilindro B empurra os pacotes sobre o segundo transportador. pode-se considerar pouco rentável ter que basear a montagem ou busca de defeitos em testes e adivinhações. Nisto. É preferível. 2. devido ao enunciado do problema. A insegurança na interpretação de esquemas de comando torna impossível por parte de muitos a montagem ou a busca de defeitos de forma sistemática. segundo o desenvolvimento de trabalho das máquinas. para ganhar tempo posteriormente. 61 .Técnicas de Desenvolvimento de Circuitos 9.1 Introdução Nos procedimentos de comando um pouco mais complicados. O cilindro B retrocede. Atingindo este ponto. em que se deve reparar instalações de certa complexidade. antes de iniciar qualquer montagem ou busca de avaria. 3. Quando o pessoal de manutenção não utiliza estes esquemas de forma correta. é uma grande ajuda para o técnico de manutenção dispor dos esquemas de comando e seqüências. 1. 4. O cilindro A desce. é necessário conhecer as possibilidades e procedimentos normais de representação destes. o cilindro B deverá retornar apenas quando A houver alcançado a posição final recuada. O cilindro A avança e eleva os pacotes. realizar um estudo de esquema de comando e da seqüência da máquina.

A . enquanto que o sinal algébrico o movimento. O diagrama de trajeto e tempo. estes são representados da mesma maneira e desenhados uns sob os outros. para o exemplo apresentado. levando-se ao diagrama o valor percorrido em dependência de cada passo considerado (passo: variação do estado de qualquer unidade construtiva). 9. o tempo é representado linearmente. e constitui a ligação entre as diversas unidades. a letra maiúscula representa o atuador. Exemplo: A + .9. neste caso.2 Representação abreviada em seqüência Algébrica Neste tipo. 9. 62 .. A correspondência é realizada através dos passos. possui construção conforme a figura abaixo. Se existirem diversos elementos de trabalho para um comando. para o exemplo apresentado. Contrariamente ao diagrama de trajeto e passo. B . Sinal positivo (+) para o avanço e negativo (-) para o retorno. possui construção segundo a figura abaixo.3 Representação em diagrama trajeto-passo Neste caso se representa a seqüência de operação de um elemento de trabalho.. B + .4 Representação em diagrama trajeto-tempo O trajeto de uma unidade construtiva é representado em função do tempo. O diagrama de trajeto e passo.

1.. Elementos auxiliares com número final par influenciam no avanço dos atuadores lineares (cilindros) ou no sentido de rotação à direita dos atuadores rotativos (motores). Elementos de trabalho..5. Ex.5 Diagrama de comando Representação de acionamento dos emissores de sinal 9. 1. 63 ..9. 2.6 Designação dos elementos Os circuitos pneumáticos são compostos de elementos que são identificados por números de acordo com sua função. Elementos processadores de sinal com número final par influenciam no avanço dos atuadores lineares (cilindros) ou no sentido de rotação à direita dos atuadores rotativos (motores). Ex.. 2.3. rolete. Ex.. • 1. pedal.. • 1. Ex.7.0.4.. • 1.1. pedal.6. Elementos de comando influenciam nos dois sentidos de movimentos dos atuadores (o primeiro número indica o atuador a ser comandado). • 1.05. temporizadores. 1. válvulas de fechamento.. Ex. 3. Elementos de sinal com número final par influenciam no avanço dos atuadores lineares ou no sentido de rotação à direita dos atuadores rotativos (motores). 2.: Atuadores lineares ou rotativos (motores pneumáticos.. • 0. atuadores lineares).. Ex. • 1..: válvulas direcionais 3/2 acionadas por botão. Elementos de sinal com número final ímpar influenciam no retorno dos atuadores lineares (cilindros) ou no sentido de rotação à esquerda dos atuadores rotativos (motores). 2.0.5. • 1. Elementos auxiliares com final ímpar influenciam no retorno dos atuadores lineares (cilindros) ou no sentido de rotação à esquerda dos atuadores rotativos (motores).6.03..1.. 1.4.7.1.: Lubrifil. rolete. escape rápido.: válvulas reguladoras de fluxo. válvulas OU. 0.04.. Ex.2.3. • 1.: válvulas direcionais 3/2 acionadas por botão.. 2. 2..3. • 1.: Válvulas direcionais. 1. válvulas OU.: válvulas E. escape rápido. 2.02.2. 2. osciladores. Elementos auxiliares influenciam em todo o circuito.: válvulas E.2. Ex. Elementos de sinal com número final ímpar influenciam no retorno dos atuadores lineares (cilindros) ou no sentido de rotação à esquerda dos atuadores rotativos (motores).: válvulas reguladoras de fluxo. temporizadores. 0. Ex...

7 Desenvolvimento de circuitos pelo método Intuitivo Considere o projeto de um circuito pneumático que execute a seqüência direta A+B+A-B-. As etapas para o projeto desse circuito usando o método intuitivo são. 64 .9. 1º Desenhar os elementos de trabalho 2º Desenhar as válvulas direcionais e reguladoras de fluxo 3º Desenhe os elementos de sinal 4º Fazer as ligações com linhas cheias para tubulação de pressão constante e tracejada para sinais.

será acionado o rolete de outro elemento de sinal cuja função é pilotar o retorno do cilindro A. que é o primeiro passo da seqüência de movimentos 2º passo: quando o cilindro A alcançar o final do curso de avanço.B1º passo: acionando um botão de partida. que é o segundo passo da seqüência de movimentos 3º passo: quando o cilindro B alcançar o final do curso de avanço. acionará o rolete de outro elemento de sinal cuja função é pilotar o avanço do cilindro B.Exemplo: Circuito para a seqüência A+ B+ A. que é o terceiro passo da seqüência de movimentos 65 . deverá ocorrer o avanço do cilindro A.

66 . que é o último passo da seqüência de movimentos 5º passo: Fim do ciclo: Sobrepressão A figura abaixo ilustra um circuito pneumático projetado usando o método intuitivo para a seqüência indireta A+B+B-A-. acionará o rolete de outro elemento de sinal cuja função é pilotar o retorno do cilindro B.4º passo: quando o cilindro A alcançar o final do curso de retorno.

5º Passo: desenhar os elementos de partida e reciclo do lado esquerdo da primeira válvula memória. escape rápido etc.3 que deve pilotar o retorno do cilindro B. Número de linhas = o número de grupos. de forma que o sinal de saída dos mesmos acione a primeira válvula memória. • Com a utilização de fim de curso gatilho • Com a utilização de válvula memória • Com a utilização de temporizador 9. 1º passo: Escrever a Seqüências de movimentos e dividir em grupos de forma que cada letra correspondente aos atuadores é referente a um grupo. No entanto.1 pressurizando o piloto Z da válvula de comando 2. NL= NG 4º passo: Desenhar as válvulas memórias (direcionais 3/2vias) Número de válvulas memórias = número de grupos Nv = NG uma ao lado da outra abaixo das linhas horizontais. válvulas direcionais correspondentes. coloque a penúltima linha para a descarga e garanta o posicionamento oposto das demais válvulas memórias. o cilindro A deveria avançar.Observe que este circuito não funciona! Acionando-se a válvula 1.3 pressurizando o piloto Y da válvula 1. Existem três formas de contornar este problema desde que sejam identificados os sobre-sinais. 6º passo: Desenhar os elementos de sinal que fazem as mudanças de grupos do lado esquerdo das válvulas memórias de forma que a linha correspondente desta válvula retorne a condição da válvula do grupo anterior. 67 . pois esta só terá ar durante a operação de seu grupo. o cilindro A mantém acionada a válvula 2. Entretanto.2. acionando as respectivas válvulas e alimentados da linha de mesmo número do grupo que ele pertence.8 Desenvolvimento de circuitos pelo método passo a passo Este método visa eliminar todos os problemas de sobre pressão durante o desenvolvimento sistemático do diagrama pneumático garantindo que uma válvula estará sujeita a somente um sinal durante o processo. regulagem de fluxo. o que evita que a válvula 1.3 possa pilotar o retorno do cilindro B. mantém acionada a válvula 1. 2º passo: Desenhar os atuadores com posicionamento dos elementos de sinal. 7º Passo: Desenhar os demais elementos acima das linhas horizontais em suas devidas posições. sendo que a ultima válvula memória deverá ser desenhada acionadas (ultimo pulso do lado esquerdo) de forma que nesta condição ela alimente a ultima linha. parado na sua posição final traseira.2 dê a partida no circuito.1 e evitando que a válvula 2. 3º passo: Desenhar linhas paralelas na horizontal da folha do desenho. note que o cilindro B. Outra sobreposição de sinais ocorre quando o cilindro B acionar a válvula 2.1.

válvulas direcionais correspondentes. 3º passo: Desenhar linhas paralelas na horizontal da folha do desenho. NL= NG 4º passo: Desenhar as válvulas memórias (direcionais 5/2vias ou 4/2vias) Número de válvulas memórias = número de grupos menos um Nv = NG -1 umas sobres as outras abaixo das linhas horizontais. sendo que a ultima válvula memória deverá ser desenhada acionadas (ultimo pulso do lado esquerdo) de forma que nesta condição ela alimente a ultima linha.9.9 Desenvolvimento de circuitos pelo método cascata Este método visa eliminar todos os problemas de sobre pressão durante o desenvolvimento sistemático do diagrama pneumático garantindo que uma válvula estará sujeita a somente um sinal durante o processo. Número de linhas = o número de grupos. de forma que o sinal de saída dos mesmos acione a ultima válvula memória. 2º passo: Desenhar os atuadores com posicionamento dos elementos de sinal. escape rápido etc. 1º passo: Escrever a Seqüências de movimentos e dividir em grupos de forma que as letras correspondentes aos atuadores não se repitam no mesmo grupo. 68 . pois esta só terá ar durante a operação de seu grupo. 6º passo: Desenhar os elementos de sinal que fazem as mudanças de grupos do lados esquerdo das válvulas memórias de forma que o primeiro elemento acione a primeira válvula e seja alimentado da primeira linha. coloque a penúltima linha para a descarga e garanta o posicionamento oposto das demais válvulas memórias. 7º Passo: Desenhar os demais elementos acima das linhas horizontais em suas devidas posições. 5º Passo: desenhar os elementos de partida e reciclo do lado direito da ultima válvula memória. acionando as respectivas válvulas e alimentados da linha de mesmo número do grupo que ele pertence. regulagem de fluxo.

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