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ÍNDICE
Capítulo 1 Pneumática ............................................................................................................................... 5 1.1 Introdução .............................................................................................................................5 1.2 Exemplos de aplicação de automação pneumática ... ..........................................................6 1.3 Vantagens e desvantagens da automatização pneumática .............. ...................................8 1.4 Unidades ...............................................................................................................................9 Capítulo 2 Características Físicas e Fenômenos da Pneumática ........................................................ 10 2.1 Introdução ...................................................................................................... ....................10 2.2 Expansibilidade, compressibilidade, difusibilidade e elasticidade ......................................11 2.3 Terminologia para a medição de pressão .................................... ......................................12 2.4 Transformação isobárica, isotérmica e isométrica ....................... ......................................14 2.5 Umidade relativa do ar ................................................................. ......................................16 Capítulo 3 Produção e Preparação do Ar Comprimido ........................................................................ 17 3.1 Introdução ...........................................................................................................................17 3.2 Compressores.....................................................................................................................18 3.3 Secagem do ar comprimido ............................................. ..................................................26 3.4 Redes de distribuição de ar comprimido .......................... ..................................................28 3.5 Reservatório de ar comprimido ........................................ ..................................................30 3.6 Vazamento de ar comprimido .......................................... ..................................................30 Capítulo 4 Tratamento e Controle do Ar Comprimido .......................................................................... 32 4.1 Introdução ........................................................................ ..................................................32 4.2 Filtro ................................................................................. ..................................................33 4.3 Válvula reguladora de pressão ........................................ ..................................................33 4.4 Lubrificador ...................................................................... ..................................................34

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Capítulo 5 Atuadores Pneumáticos ........................................................................................................ 35 5.1 Introdução ........................................................................ ..................................................35 5.2 Atuadores lineares (cilindros)........................................... ..................................................35 5.3 Cilindros rotativos ............................................................ ..................................................38 5.4 Tecnologia do vácuo ........................................................ ..................................................41 Capítulo 6 Projetos de Sistemas Pneumáticos ..................................................................................... 44 6.1 Dimensionamento de cilindros pneumáticos .................... ..................................................44 Capítulo 7 Dimensionamento da Rede de Ar ......................................................................................... 48 7.1 Dimensionamento de rede secundária (ramal) ................ ..................................................48 7.2 Dimensionamento de rede principal (tronco) ................... ..................................................48 Capítulo 8 Válvulas Pneumáticas ........................................................................................................... 50 8.1 Introdução ........................................................................ ..................................................50 8.2 Simbologia ....................................................................... ..................................................50 8.3 Identificação ..................................................................... ..................................................51 8.4 Acionamentos e acessórios ............................................. ..................................................53 8.5 Válvulas especiais ........................................................... ..................................................54 8.6 Escapes ........................................................................... ..................................................54 8.7 Válvulas acionadas .......................................................... ..................................................54 8.8 Circuitos com válvula 3/2 vias .......................................... ..................................................55 8.9 Circuitos com válvula 5/2 vias .......................................... ..................................................55 8.10 Válvula de controle de fluxo ........................................... ..................................................55 8.11 Válvula de controle de fluxo bidirecional ........................ ..................................................56 8.12 Válvula alternadora (elemento OU)................................ ..................................................56 8.13 Válvula de simultaneidade (elemento E)........................ ..................................................56 8.14 Válvula de escape rápido ............................................... ..................................................57 8.15 Válvula limitadora de pressão ........................................ ..................................................58 8.16 Válvula de seqüência ..................................................... ..................................................59 8.17 Temporizadores pneumáticos ........................................ ..................................................60

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..................... ..........................8 Desenvolvimento de circuitos pelo método passo a passo...........2 Representação abreviada em seqüência Algébrica .............................Capítulo 9 Técnicas de Desenvolvimento de Circuitos ...............63 9........................................................ ................................................................5 Diagrama de comando................................................68 4 .........6 Designação dos elementos .....62 9...................... ....................... ....................................62 9..................7 Desenvolvimento de circuitos pelo método intuitivo..................64 9.. .....3 Representação em diagrama trajeto-passo .61 9......................... ......62 9...................................67 9...............................1 Introdução .......................9 Desenvolvimento de circuitos pelo método cascata ....................................4 Representação em diagrama trajeto-tempo ..................... 61 9....................................63 9................................... ............................................................................ .....................................

deu novo impulso a esta técnica.Pneumática 1. Nesta primeira fase industrial. a utilização do ar comprimido limitou-se aos motores rotativos ou de choque. comando e controle de sistemas automáticos. Inventou um canhão pneumático manual. e ainda conservam certo valor nos nossos dias. Mas ficou somente nos ensaios. O primeiro homem que se ocupou com a pneumática. Em Paris. ensaios e cálculos foram elaborados. podemos sintetizar a Pneumática como a ciência que estuda a utilização do ar atmosférico como fonte de energia. A era industrial. para comprimir o ar o que permitiu aumentar a distancia do tiro. A produção do ar comprimido e os aparelhos pneumáticos não pararam de evoluir. Os furadores pneumáticos. pela sua propriedade antideflagrante e pelo seu fraco aquecimento. A vantagem dos aparelhos pneumáticos foi reconhecida por todos os setores industriais. Hoje em dia. É também o estudo da conservação da energia pneumática em energia mecânica. o ar comprimido faz parte integrante da industria. Foi preciso esperar ate ao ano de 1850 para ver renascer esta técnica. ou seja. sendo que somente nestes últimos 20 anos foi o desenvolvimento de componentes pneumáticos. Estes grandes projetos obrigaram os técnicos a procurar novos métodos de furação. Na Idade Media. durante a primeira metade do terceiro milênio antes de Jesus Cristo. através dos respectivos elementos de trabalho. nasceu em 1888 uma instalação de 24. A Pneumática abrange também o estudo sistemático da utilização do ar comprimido na tecnologia de acionamentos. 5 .1 Introdução O termo pneumática é derivado do grego “Pneumos” ou “Pneuma” (respiração. com a locomotiva.000 CV distribuindo ar comprimido as diferentes industrias. da aplicação do ar comprimido foi KTESIBIOS. A primeira grande aplicação teve lugar na furação do Monte Ceni em 1860 . cabendo aos equipamentos pneumáticos e outros artefatos a transformação desta energia em trabalho. responderam a estes novos critérios. sopro) e é definido como a parte da Física que se ocupa da dinâmica e dos fenômenos físicos relacionados com os gases ou vácuos. Resumindo.

2 Exemplos de aplicação de automação pneumática 6 .1.

7 .

A sobrecarga não causa problemas de danos nos componentes. 8 . O ar. Boa relação potência/peso. as quais são a sua compressibilidade e a sua viscosidade. Praticamente insensíveis às mudanças de temperatura. Liberação de óleo nebulizado no ambiente de trabalho quando não se usam canalizações para o retorno do ar. Pouco amortecimento. devido à baixa viscosidade do ar. ou Limitações da Pneumática • • • • • Deslocamento não uniforme do atuador quando as forças são variáveis. Padronização e robustez dos componentes pneumáticos. como fluído de trabalho.3 Vantagens e desvantagens da automatização pneumática As vantagens como também as limitações do uso da pneumática resultam basicamente de duas importantes propriedades do ar.1. devido à compressibilidade do ar. Fácil integração com a microeletrônica. Enorme flexibilidade de usos e aplicações. Principais Vantagens da Pneumática • • • • • • • • • • • • • • Energia facilmente armazenável e transportável. e não são necessárias canalizações de retorno. os componentes pneumáticos podem ser usados em altas temperaturas. comparado com os da energia elétrica. propiciando o surgimento de oscilações no movimento. Utilizável em ambiente explosivo. Limitações das forças máximas de trabalho. segurança e facilidade de operação. Principais Desvantagens. sem problemas de envelhecimento. Durabilidade. é constantemente renovado pela sucção do compressor. Maiores custos da energia com o ar comprimido. Fácil variação contínua das forças e velocidades de atuação. Velocidades dos atuadores relativamente grandes. não causa problemas ao meio ambiente. Possibilidade de integração com sistemas de automação e controle. O meio de transporte de energia. o ar.

I. Newton (N) 1N = 1kg. Metro (m) Quilograma (Kg) Segundo (s) Kelvin (K) Ampère (A) Candela (cd) Mol (mol) Sistema Técnico Metro (m) kp.I.s²/m Segundo (s) grau Celsius (°C) Ampère (A) --- Unidades Derivadas Grandeza Força Área Volume Vazão Pressão Símbolo F A V Q p Sistema Internacional S.m/s² Metro quadrado (m²) Metro cúbico (m³) m³/s Pascal (Pa) 1 Pa = 1 N/m² 1 bar = 100 kPa Sistema Técnico Kilopond (kp) Kilogr.4 Unidades Unidades Básicas Grandeza Comprimento Massa Tempo Temperatura Intensidade da corrente Intensidade luminosa Quantidade de substância Símbolo l m t T I l n Sistema Internacional S. Força (kgf) Metro quadrado (m²) Metro cúbico (m³) m³/s Atmosfera (atm) kp/cm² kgf/cm² 9 .1.

transformando desta energia em trabalho. O ar é um gás composto por 78% do seu volume de Nitrogênio (Azoto) e 21% do volume de Oxigênio perfazendo um volume total de 99%. Ar com Pressão Igual da Atmosféra Ar com Pressão Maior que Atmosféra 10 . são partículas em suspensão se chocando uma nas outras em um movimento constante. e além disso tem peso. ocupa espaço. inodoro e insípido. Os equipamentos pneumáticos são utilizados a partir da ciência que estuda a utilização do ar atmosférico como fonte de energia.Características Físicas e Fenômenos da Pneumática 2. O ar é incolor. mas reconhece-se facilmente a sua presença quando respiramos ou quando vemos a oscilação das árvores. Neônio.1 Introdução O ar no estado de repouso (figura abaixo). tem forma variável e tem pressão atmosférica. permanecendo em equilíbrio pelas forças de atração e repulsão até que outro fenômeno possa interferir. Hidrogênio e também de vapor de água (umidade). comando e controle de sistemas automatizados. podendo ser para tecnologia de acionamentos. O restante 1% se compõe de dióxido de carbono e da presença de vários gases nobres como Argônio. Xenônio. é compressível. Hélio.

difusibilidade e elasticidade A tabela abaixo apresenta as simbologias das próximas figuras para o melhor entendimento das propriedades físicas do ar. como a abertura de uma válvula ou a atuação de força externa. adquirindo seu formato. Para a análise das propriedades físicas do ar deve-se levar em consideração o estado inicial e o estado final. compressibilidade. Difusibilidade – Misturar-se homogeneamente com qualquer meio gasoso que não esteja saturado. Com o princípio do sistema mecânico é possível entender as propriedades físicas do ar e poder relacionar posteriormente com as vantagens e desvantagens de se utilizar a pneumática para a automação como forma de energia. Podemos dizer que o ar tem 4 propriedades físicas conforme descrito abaixo: • • • • Expansibilidade – Propriedade de ocupar todo o volume de qualquer recipiente. Estes estados são gerados pelas modificações do sistema. aumentando a pressão quando sujeito à ação de uma força externa. podendo ou não causar alterações no volume e/ou na pressão. Elasticidade – Particularidade de ocupar um volume que inicialmente era menor. Compressibilidade – Característica de reduzir seu volume.2.2 Expansibilidade. 11 .

mostrou que a pressão atmosférica pode ser medida por uma coluna de mercúrio e que ao nível do mar suporta uma coluna de mercúrio de 760 mm de altura. a pressão atmosférica manten a altura da coluna de mercúrio. inventor do barômetro. portanto.Expansibilidade “Qualquer Formato” Compressibilidade Difusibilidade “Mistura” Elasticidade 2. 12 . quanto mais próximo da terra maior será a pressão exercida pelo ar. as camadas inferiores são comprimidas pelas camadas superiores. Na próxima podemos visualizar que a pressão atmosférica diminui conforme aumenta a altitude.3 Terminologia para a medição de pressão O ar tem peso e por este motivo. com isso. O experimento era basicamente encher um tubo de mercúrio e inverter em outro recipiente também contendo mercúrio. Na experiência de Torricelli.

I. sendo assim.Pressão Absoluta. 3 . porém. Para os cálculos de vazão e consumo de ar comprimido utiliza-se a pressão absoluta que é a soma da pressão atmosférica e da pressão relativa ou manométrica. quando for necessário calcular as mudanças de estado do ar comprimido ou o consumo nas instalações de sistemas pneumáticos.Pressão Relativa ou Manométrica. porém. 2 .) ficou convencionado que o estado normal a temperatura seria de 20ºC (293 K) e a pressão de 100Kpa (1bar). A terminologia na medição de pressão. 1 . deve-se utilizar estas unidades.A pressão de 1 atm ou 1. relaciona as pressões com base em dois pontos de partida.013 bar é correspondente a 760 mm de Hg. no Sistema Internacional (S.Pressão Relativa ou Manométrica menor que 1 atm ou Vácuo Relativo. contudo. considerando a altitude no nível do mar com a temperatura em 0ºC (273 Kelvin). 4 . 13 .Pressão Absoluta menor que 1 atm. quando a medida da pressão for realizada tendo como base de partida o vácuo absoluto podemos dizer que esta pressão é absoluta. 1 Nm³ de ar comprimido é um metro cúbico de ar a uma pressão de 100Kpa e a 20ºC (293 K). portanto. o vácuo absoluto que é a ausência de pressão e a pressão atmosférica correspondente ao estado normal. se a base for a pressão atmosférica devemos chamar de pressão relativa ou manométrica conforme a descrição abaixo.

Estas transformação tem o nome característico relacionado com a variável que se permanecerá constante. com uma das variáveis físicas permanecendo constante. ou seja. se alterarmos a temperatura ou o volume ou a pressão. as leis de Boyle-Mariotte. 14 . conforme expressa pela equação abaixo.2. consequentemente as outras variáveis estarão também sujeitas à alterações. o efeito nas outras poderá ser previsto. no entanto. porém. Na transformação Isobárica a pressão que se manten constante no sistema. P1 ⋅ V 1 P 2 ⋅ V 2 = T1 T2 Se qualquer uma das variáveis sofrer alteração.4 Transformação isobárica. isotérmica e isométrica Considerando um recipiente hermético. Charles e Gay Lussac referem-se a transformações de estado. desconsiderando as pequenas variações de uma das variáveis.

Na transformação Isométrica é o volume que se manten constante no sistema. 15 . Na transformação Isotérmica é a temperatura que se manten constante no sistema.

porém o volume permanecerá menor. dependendo da temperatura a quantidade de água que o ar pode reter varia. 16 . a partir deste ponto a água se condensa. significa que o ar permanece com 20 % da capacidade reter vapor d’água. portanto.2. ou seja. com isso a capacidade que reter água no ar também aumenta e mesmo que o volume diminua com a compressão.5 Umidade relativa do ar Umidade do ar nada mais é do que a quantidade de vapor d’água presente no ar atmosférico. porque a troca de calor com o meio externo fará com que a temperatura volte ao normal. A tabela mostra esta variação em gramas por metro cúbico (g/m³) de água para uma faixa de .40ºC até + 40ºC. O compressor quando aspira o ar. com a pressão em 1 atm. Este condensado dever ser eliminado antes que chegue ao sistema. Quando o ar atmosférico é comprimido a capacidade de retenção de vapor de água é o equivalente ao seu volume final. podendo ser chamado também como ponto de saturação. A umidade relativa do ar em porcentagem é expressa pelo coeficiente da quantidade real pela quantidade máxima que o ar pode reter de água em função da temperatura. Resfriadores. a água excedente será eliminada por condensação. para evitar atingir os equipamentos pneumáticos. filtros e principalmente tubulações corretamente calculadas e instaladas reduzem as chances da água chegar nos equipamentos pneumáticos. faz com que a temperatura do ar aumente. secadores. Quando dizemos que a umidade relativa do ar é 80%. a menos que a temperatura não aumente substancialmente. A quantidade de água que o ar pode reter depende inteiramente da temperatura. a água não condensa. com isso a capacidade de reter água no ar vai diminuir fazendo que a água condense. Posteriormente a água irá se condensar. Em caso de ter de calcular a quantidade de condensado que se produz numa instalação recomenda-se o uso do Nm³/h (ar aspirado pelo compressor).

além disso sofre uma filtração para eliminar partículas sólidas introduzidas pelo compressor. após o resfriamento o ar passa por um processo de secagem na tentativa de remover a água do ar e o que está sob a forma de vapor. • Geração • Resfriamento • Secagem • Filtração Nessa figura cada equipamento por onde o ar passa é representado. motor (elétrico ou de combustão). Em geral. compressor. Vemos que o ar é aspirado pelo compressor. Em pneumática existe uma simbologia para representar todos os equipamentos pneumáticos. Para atender às exigências de qualidade deve passar pelas seguintes etapas. os símbolos do filtro. resfriador.1 Introdução Para que os equipamentos pneumáticos funcionem satisfatoriamente deve-se tomar os devidos cuidados com ar comprimido que irá operá-los. o ar comprimido é produzido de forma centralizada e distribuído na fábrica. A taxa de compressão é em geral 1:7 ou 1:8 ou seja. Assim é necessário resfriálo. o ar aquece aumentando a temperatura em até 7 vezes. o ar atmosférico à 1 bar é comprimido para 7 ou 8 bar. secador e reservatório. Ao ser comprimido. por um símbolo.Produção e Preparação do Ar Comprimido 3. Assim estão representados na figura. Na entrada do compressor existe um filtro para reter partículas sólidas do ar do meio ambiente. 17 . por exemplo. que é a máquina responsável por comprimir o ar. para que a alta temperatura não danifique a tubulação e para auxiliar na condensação dos vapores d’água.

transforma a sua energia cinética em energia de pressão. evitando que o compressor tenha que ser ligado e desligado várias vezes. 18 . através da compressão do ar atmosférico. O reservatório evita que esses pulsos de pressão sejam transmitidos para linha pneumática da fábrica. Além do reservatório.O ar então é armazenado num reservatório que tem duas funções: • Garantir uma reserva de ar de maneira a garantir que a pressão da linha se mantenha constante. como o compressor de êmbolo (ver adiante) geram pulsos de pressão na compressão do ar. O ar comprimido é então convertido em trabalho mecânico pelos atuadores pneumáticos. • Alguns compressores. Já os turbo-compressores comprime o ar forçando o seu escoamento por um bocal (difusor). A abaixo mostra a classificação dos compressores existentes que serão descritos a seguir.2 Compressores O compressor é uma máquina responsável por transformar energia mecânica (ou elétrica) em energia pneumática (ar comprimido). Note que o consumo de ar na fábrica é variável ao longo do expediente. ou seja. 3. o ar é distribuído na fábrica e em cada máquina existe uma unidade de tratamento de ar que irá ajustar as características do ar comprimido de acordo com as necessidades específicas da máquina. Os compressores de êmbolo e rotativo se caracterizam por comprimir mecanicamente um volume fixo de ar em cada ciclo.

são necessários compressores de vários estágios.Compressores Alternativos • Compressor de êmbolo (pistão) Este compressor é um dos mais usados e conhecidos. Iniciando o movimento descendente. pois é apropriado para qualquer faixa de pressão é de um bar até milhares de bar. O movimento alternativo é transmitido para o pistão através de um sistema de virabrequim e biela. A compressão do ar tem início com o movimento de subida. o ar é aspirado por meio de válvulas de admissão. ficado as aplicações limitadas pelo volume de aspiração e compressão. Para a compressão a pressões mais elevadas. preenchendo a câmara de compressão. fazendo. limitando assim a elevação de temperatura e melhorando a eficiência da compressão. 19 . o ar é expulso para o sistema. assim. ele subir e descer. Após se obter uma pressão suficiente para abrir a válvula de descarga.

Compressores Rotativos • Compressor de Palhetas Trata-se de um rotor que gira no interior de uma carcaça acionado por um motor elétrico ou de combustão. porém o ar não entra em contato com o êmbolo do pistão o que fás com que o ar produzido seja limpo. O rotor está excêntrico à carcaça e apresenta palhetas ao seu redor que podem deslizar em fendas existentes no rotor. este tipo de compressor produz um fluxo de ar pulsante se usado sem acumulador. O volume de ar aspirado é ligeiramente comprimido ao longo do percurso do rotor. o princípio de funcionamento é o mesmo que o de pistão. o fluxo gerado é pouco pulsante.• Compressor de Membrana Nesse compressor. 20 . É muito utilizado em equipamentos odontológicos. mas opera em faixas de pressão menores do que a do compressor de êmbolo. inaladores aquários etc. sem resíduo de óleo.

O seu campo de aplicação está entre pressões baixas. uma vez que não há válvulas de oscilação de pressão e aspiração fornecendo um fluxo de ar extremamente contínuo. cada um ligado a um eixo de rotação sincronizados pro engrenagens e acionado por um motor elétrico ou de combustão. Desta forma. o ar é deslocado continuamente entre os parafusos. • Compressor Roots Consiste em dois lóbulos que se movimentam sincronizados por engrenagens e acionados por um motor elétrico ou de combustão. além do que o seu nível de ruído é muito alto. 21 . embora sejam caros são os mais preferidos no mercado por fornecer um fluxo contínuo de ar. A pressão é exercida apenas pela resistência oferecida ao fluxo. São compactos em relação a capacidade de produção e permitem alta rotação.devem operar à seco com ar isento de óleo. com isto não ocorrem golpes e oscilações de pressão. pelo fato de o movimento de rotação ser feito por engrenagens de sincronização externa. funciona sem compressão interna sendo usado apenas para o transporte pneumático gerando baixas pressões.• Compressor de Parafuso Consiste em dois parafusos. não existe contato entre os rotores e a carcaça. o ar comprimido é fornecido isento de óleo.

fornecem o ar isento de óleo. sendo impelido à alta velocidade. Os compressores de fluxo radial requerem altas velocidades de trabalho. Apresentando uma larga faixa de operação. era realizado através de camisas d’água nas paredes internas do compressor. a energia cinética do fluxo de ar é convertida em pressão. O ar passa por rodas girantes atinge altas velocidades e no último estágio. Possuem maior capacidade de deslocamento mínimo. As pressões influem na sua eficiência. Entre cada conjunto de lâminas do rotor existe um conjunto de lâminas fixas.Turbo-Compressores • Turbo Compressor Axial O ar é acelerado ao longo do eixo (axialmente) por uma hélice simples ou por uma série de lâminas rotativas. Apresentam as mesmas características dos compressores axiais (altas vazões e baixas pressões). • Turbo Compressor Radial A aspiração ocorre no sentido axial sendo o ar conduzido no sentido radial para a saída. O resfriamento entre os estágios. corrigindo o seu turbilhonamento. existem resfriadores intermediários separados. atualmente. 22 . 900 m³/min e rotações mais elevadas e pressões efetivas altas. presas à carcaça. a princípio. A seguir. onde uma transformação parcial de velocidade em pressão é executada simultaneamente. porém como em cada estágio a pressão é muito baixa faz se necessário a montagem de muitos estágios para alcançar pressões maiores. o fluxo é dirigido para o estágio subseqüente. razão pela qual geralmente são chamados de geradores de ar comprimido. devido à sensibilidade à pressão. por onde o ar é dirigido após dois ou três estágios. através de um difusor. antes de ser injetado no grupo seguinte. de grande porte. Os compressores de fluxo axial tendem a produzir uma vazão constante a razões de pressões variáveis. pelas quais o ar passa alternadamente. Isto implica também um deslocamento mínimo de ar (10 m³/min).

Regulagem de compressores Para combinar o volume de fornecimento com o consumo de ar. 23 . Dois valores limites preestabelecidos (pressão máxima/mínima) influenciam o volume fornecido.Região de atuação de cada compressor no gráfico pressão x volume. conforme mostra o quadro a seguir. Existem diferentes tipos de regulagem. é necessária uma regulagem dos compressores.

24 . Encontra-se esta regulagem em compressores de êmbolo rotativo e em turbocompressores. • Regulagem com carga parcial Regulagem por estrangulamento: A regulagem se faz mediante simples estrangulamento no funil de sucção.• Regulagem com marcha em vazio Regulagem por descarga: Quando é alcançada a pressão pré-regulada. o ar escapará livre da saída do compressor através de uma válvula. e os compressores podem assim ser regulados para determinadas cargas parciais. Regulagem por fechamento: A admissão do ar é fechada quando a pressão máxima é atingida. Uma válvula de retenção evita que o reservatório se esvazie ou retorne para o compressor.

e o compressor trabalha outra vez. o motor se liga novamente.Regulagem na rotação: Sobre um dispositivo. o motor acionador do compressor é desligado. para que os períodos de comando possam ser limitados a uma medida aceitável. o compressor funciona em dois campos (carga máxima e parada total). quando a pressão chega ao mínimo. é necessário um grande reservatório de ar comprimido. A regulagem da rotação pode ser feita manualmente ou também automaticamente. 25 . Ao alcançar a pressão máxima. e. isto não ocorre com muita frequência. Este tipo de regulagem também pode ser usado em motores elétricos. • Regulagem Intermitente Com esta regulagem. porém. ajusta-se o regulador de rotação do motor a explosão. A freqüência de comutações pode ser regulada em um pressostato e. dependendo da pressão de trabalho.

A água acumulada pode ser eliminada através de filtros separadores de água e drenos dispostos ao longo da linha. Resfriamento Consiste em se resfriar o ar o que reduz o seu ponto de orvalho. Essa analogia nos sugere métodos para retirar o vapor d'água do ar. Comprimindo uma esponja não-saturada. 26 . o mesmo não poderá absorver mais vapor d'água. • Adsorção. diminuímos sua quantidade de água.3.3 Secagem do ar comprimido O ar possui água na forma de vapor. o que é equivalente a aumentar a temperatura do ar e ocorrer condensação. Este vapor d'água é aspirado pelo compressor junto com o ar. Esse vapor pode se condensar ao longo da linha dependendo da pressão e temperatura. A região após o resfriador é uma região onde há grande ocorrência de condensação na linha pneumática. No entanto um filtro não pode eliminar vapor d'água e para isso são necessários secadores. • Sobrepressão. não poderá absorver mais água. Se a esponja estiver saturada de água. Da mesma forma se a umidade do ar atingir o seu valor máximo. eliminando água. Ao resfriar a esponja. Existem quatro métodos de secagem: • Resfriamento. seus poros diminuem de volume. Para entendermos os princípios da secagem do ar vamos usar o fato que o ar é equivalente a uma esponja. • Absorção. O ar é resfriado circulando-o por um trocador de calor (serpentina com fluido refrigerante) Processo de resfriamento para a secagem do ar (Parker) O ponto de orvalho (umidade) alcançado com esse método situa-se entre 2ºC e 5ºC. o que é equivalente a aumentar a pressão do ar e ocorrer condensação do vapor d'água.

as quais podem ser regeneradas através de ar quente. Absorção É um processo químico. Assim os sistemas de adsorção possuem um sistema de circulação de ar quente em paralelo para realizar a limpeza do elemento secador. Trata-se do sistema mais caro em relação aos demais. Secagem por adsorção (Parker) O ponto de orvalho alcançável com esse método está em torno de -20ºC. Este composto pode ser removido periodicamente do absorvedor. A água ou vapor d'água que entra em contato com este elemento combina-se quimicamente com ele e se dilui formando uma combinação elemento secador e água. A substância usada é o Dióxido de Sílicio. O ponto de orvalho alcançável com esse método é 10ºC. Devido a isto é usual antepor um filtro fino ao secador. 27 . em casos especiais 90ºC. Secagem por absorção (parker) Sobrepressão Simplesmente aumentando-se a pressão a condensação ocorre de forma mais acentuada e então pode-se drenar água. grandes quantidades de óleo atrapalham o funcionamento do secador. pois enquanto um está sendo limpo o outro pode ser usado. O ar comprimido passa por uma camada solta de um elemento secador.devem ser usados dois secadores em paralelo. Com o tempo o elemento secador é consumido e o secador deve ser reabastecido periodicamente (2 à 4 vezes por ano). o elemento secador é um material granulado com arestas ou formato esférico. Porém. mas o que é capaz de retirar a maior quantidade de umidade. É o método mais barato entre os demais porém o que retira menor quantidade de água. Em geral.Adsorção Opera através de substâncias secadoras que por vias físicas (efeito capilar) adsorvem (adsorver admitir uma substância à superfície da outra) o vapor d'água do ar. O secador por absorção separa ao mesmo tempo vapor e partículas de óleo. mais conhecido como "Sílica gel".

5 % a 2% na direção do fluxo para garantir a eliminação da água que condensa no interior da linha.3. 28 . Rede em circuito fechado Este tipo de rede auxilia na manutenção de uma pressão constante. tubos metálicos. mangueiras de borracha ou material sintético. pois isto dificulta a detecção de fugas de ar. pois o fluxo circula em duas direções.4 Redes de distribuição de ar comprimido As linhas principais (Rede Tronco) são feitas de tubos metálicos ou sintéticos. (Rede Ramal) em geral. razão pela qual não devem. serem mantidas dentro de paredes ou cavidades estreitas. conectadas às linhas principais estão as linhas secundárias. Pequenos vazamentos são causas de consideráveis perdas de pressão. Existem três tipos de redes de distribuição: • Rede em circuito aberto • Rede em circuito fechado • Rede combinada Rede em circuito aberto A rede em circuito aberto mostrada nas figuras abaixo é a mais simples e deve ser montada com um declive de 0. dentro do possível. Isso ocorre porque o ar fica parado no interior da linha quando não há consumo. As tubulações pneumáticas exigem manutenção regular. pois proporciona uma distribuição mais uniforme do ar.

Em todas as configurações de rede existirá formação de água condensada (maior ou menor) de acordo com as variações de temperatura.Rede combinada As redes combinadas também são instalações em circuito fechado. eventualmente existente na tubulação principal possa chegar aos ramais e consequentemente ao equipamentos. pressão e condições de aspiração do ar portanto é fundamental instalar a tomada de ar das tubulações secundárias na parte superior do tubo principal. desta forma evitase que a água condensada. mediante as válvulas de fechamento existe a possibilidade de bloquear determinadas linhas de ar comprimido quando a mesmas não forem usadas ou quando for necessário colocá-las fora de serviço por razões de manutenção. No entanto. 29 . Para interceptar e drenar a água condensada da rede principal devem ser instaladas derivações com drenos na parte inferior da tubulação principal.

Ele elimina as oscilações de pressão na rede distribuidora e. conexões danificadas. por isso se separa. diretamente no reservatório.5 Reservatório de ar comprimido Este reservatório serve para a estabilização da distribuição do ar comprimido. na sombra. quando somadas. uma parte da umidade do ar.3. O ideal é menos 10 partidas por hora. é uma garantia de reserva. acoplamentos com folgas. A grande superfície do reservatório refrigera o ar suplementar.4 kgf/cm2 para cada etapa do alivio. 3. vedações defeituosas. Desta forma. 30 . devem ser instalados de preferência fora da casa dos compressores. alcançam elevados valores. Como o comportamento dos gases é muito complexo devido as variações de pressão e as delimitações de espaço ocupado. a forma mais adequada de analisar os prejuízos causados por vazamento é através de tabelas ou gráficos conforme mostrado a seguir. Não devem ser enterrados ou instalados em local de difícil acesso. quando há momentaneamente alto consumo de ar. Os reservatórios devem ser instalados de modo que todos os drenos. uma a cada 6 minutos e o diferencial de pressão de 1kgf/cm2. A importância econômica desta contínua perda de ar torna-se mais evidente quando comparada com o consumo do equipamento e a potência necessária para realizar a compressão. Para a determinação do volume do reservatório deve ser observado que o diferencial de pressão (P2-P1) entre o alivio e a carga não seja menor que 0. conexões e a abertura de inspeção sejam de fácil acesso. um vazamento na rede representa um consumo consideravelmente maior de energia. pois o compressor não deverá exceder de 14 partidas /hora. para facilitar a condensação da umidade no ponto mais baixo para a retirada do condensado. elaborados através de simulações ou cálculos específicos par cada condição. Outro ponto importante no dimensionamento do reservatório é a capacidade do compressor e a demanda de ar.6 Vazamentos de ar comprimido As quantidades de ar perdidas através de pequenos furos.

31 .

Quando isto não for possível. quando se tem um número muito grande de cotovelos no circuito. Essa unidade tem por objetivo ajustar as características do ar de forma específica para cada máquina A temperatura ambiente não deve ser maior que 50ºC (máximo para copos de material sintético). respeitando a distância máxima permitida. ou no máximo 10 metros. uma válvula reguladora de pressão e um lubrificador. e um único lubrificador no início do sistema. É muito importante observar o posicionamento da Unidade de Conservação no circuito.Tratamento e Controle do Ar Comprimido 4. Caso típico se observa nas grandes indústrias. A sua instalação deve ser no nível superior ao das válvulas e dos atuadores. a qual não deve ultrapassar 5 metros. onde se tem uma linha de ar alimentando vários equipamentos pneumáticos. A razão deste cuidado deve-se ao fato de o óleo contido no lubrificador ser arrastado pelo ar até as válvulas. atuadores e ferramentas em forma de névoa. deve-se colocar tantos lubrificantes quantos se fizerem necessários. o óleo pode se condensar nas paredes dos condutos.1 Introdução Antes de entrar em cada máquina pneumática o ar passa por uma unidade de tratamento composta por um filtro. 32 . Outro ponto a ser observado é a distância máxima do lubrificador aos equipamentos a serem lubrificados. Se o lubrificador se situa em um nível inferior aos componentes a serem lubrificados. quando a instalação é retilínea. Quando se tem uma rede muito extensa. situados a distâncias consideráveis. pelo menos o lubrificador deve estar nesta condição. prejudicando a lubrificação.

2 Filtro O filtro serve para eliminar partículas sólidas e líquidas (impurezas. Se a pressão secundária aumenta. água. Para drenar a água condensada. O cartucho filtrante. no entanto tanto menor será essa oscilação quanto melhor forem dimensionados os componentes da válvula. Se a pressão secundária diminui em relação a um valor especificado a mola empurra o êmbolo 6 que abre a comunicação com a pressão primária. deve-se abrir o parafuso de dreno no fundo do copo indicador. Logicamente essa válvula gera uma oscilação de pressão na sua saída (pressão secundária). devido à um excesso de carga no atuador) então a membrana 1 é atuada pressionando a mola 2 e o êmbolo 6 fecha a comunicação até que a pressão secundária diminua. Válvula de segurança. a eliminação fina é feita pelo elemento filtrante. também deve ser limpo ou substituído. o que reduz a pressão secundária. abrindo a comunicação com os furos de exaustão. quando sujo. A filtração ocorre em duas fases. Ela somente funciona quando a pressão a ser regulada (pressão secundária) for inferior que a pressão de alimentação da rede (pressão primária). mas jamais aumentá-la. Se a pressão secundária aumentar demais. 4.4. A água condensada acumulada pode ser arrastada para a tubulação de ar comprimido e para os equipamentos. O nível de água condensada deve ser controlado regularmente. Assim essa válvula pode reduzir a pressão. O filtro apresenta um dreno (manual ou automático) para a eliminação de água. 33 . O parafuso 3 permite regular a rigidez da mola 2 e portanto a pressão secundária. em relação a um valor especificado (por exemplo. Uma pré-eliminação é feita por rotação do ar gerando uma força centrífuga. A porosidade do elemento filtrante é da ordem de 30 a 70 µm. ocorrendo o escape de ar. pois a altura marcada no copo indicador não deve ser ultrapassada. então além de ocorrer a situação anterior. O seu funcionamento ocorre da seguinte forma. etc).3 Válvula reguladora de pressão Essa válvula tem a função de manter constante a pressão no equipamento. a membrana 1 se separa do êmbolo 6.

A alimentação do óleo é feita pelo princípio de Venturi. em forma de movimento. Essencialmente quando o fluxo de ar passa por uma seção de menor área. em forma de pressão. a sua velocidade aumenta e a sua pressão diminui. Esta expansão converte a energia potencial do ar. O lubrificador tem a função de lubrificar os aparelhos pneumáticos de trabalho e de comando. 34 . e a pressão e a temperatura caem.4 Lubrificador • Efeito Venturi O efeito Venturi é obtido através da expansão do ar comprimido. O nível do óleo deve ser verificado periodicamente e a sua dosagem controlada. A velocidade do fluxo aumenta. para energia cinética. e portanto o óleo contido no tubo é pulverizado no ar.4. criando uma pressão negativa.

1 Introdução Os atuadores pneumáticos são classificados em atuadores lineares (cilindros ) que geram movimentos lineares e atuadores rotativos (motores) que geram movimentos rotativos que serão descritos a seguir. Não há precisão na parada em posições intermediárias.Atuadores Pneumáticos 5. Segurança à sobrecarga. em especial em situações de segurança.2 Atuadores lineares (cilindros) Cilindro de simples ação Consiste de um pistão com uma mola. As principais características dos atuadores pneumáticos são: • • • • • • • Apresentam baixa rigidez devido à compressibilidade do ar. que ao injetar pressão o êmbolo avança e ao reduzir a pressão a mola retorna o pistão em sua posição inicial. Em caso de falha do motor os freios travam. onde os freios ficam normalmente fechados sob ação da mola. Dimensões reduzidas. 5. Maior comprimento e cursos limitados. Facilidade de inversa de movimento. 35 . Baixa força de retorno (devido à mola). Proteção à explosão. Forças de avanço reduzida (em 10%) devido à mola. abrindo apenas quando o motor do caminhão está funcionando e fornecendo pressão. como freios de caminhão. Apresentam uma favorável relação peso/potência. Entre as suas características temos: • • • • Consumo de ar num sentido. Tem várias aplicações.

porém com força de avanço maior do que a de retorno. 36 . podendo ser aplicado carga tanto no avanço como no retorno. É utilizado em aplicações como prensas. • Não permite cargas radiais na haste.Entre as suas características temos: • Atuação de força nos dois sentidos. mas principalmente no acionamento de servo-válvulas hidráulica Cilindro de Dupla Ação A atuação é feita por ar comprimido nos dois sentidos. por exemplo). porém a força de retorno sempre será menor que a força de avanço devido a haste ocupar parte do espaço dentro da camisa. A idéia é fornecer altas forças (até 25000 N) num curso limitado (60 mm) (por problemas de espaço.Cilindros de Membrana Consiste num cilindro de simples ação com grande diâmetro possuindo uma membrana ao invés de um pistão.

Cilindro de múltiplas posições Consiste em dois ou mais cilindros montados em conjunto para alcançar várias posições.Cilindro de Dupla Ação com Haste Passante Consiste num cilindro de dupla ação com haste em ambos os lados. 37 . etc. • Força igual nos dois sentidos. pode-se obter 2n posições distintas. Os cilindros de dupla ação podem ser dotados de amortecimentos nos finais de curso fazendo com que a carga não sofra impactos ao chegar na posição desejada. • Absorve pequenas cargas laterais. É aplicado em mudança de desvios e acionamento de válvulas. Com cilindros de curso desiguais. Entre as suas características temos: • Possibilidade de realizar trabalho nos dois sentidos.

somente possibilita pequenos momentos de torção (torque). sempre segundo a direção do curso. Oscilador de aleta giratória Como nos atuadores rotativos já descritos. porém. Um parafuso de regulagem possibilita. isto é. O movimento angular raramente vai além de 300º. transformando o movimento linear em um movimento rotativo à esquerda ou à direita. 90º. o diâmetro em relação à largura. em muitos casos. também nos de aleta giratória é possível um giro angular limitado. da área do êmbolo e da relação de transmissão. A vedação é problemática. 290º.Simbologia dos Cilindros Lineares 5. de 45º. Os campos de rotação usuais são vários.3 Cilindros rotativos Neste tipo de cilindro a haste do êmbolo aciona uma Cremalheira acoplada a uma engrenagem. até 720º. a determinação do campo de rotação parcial dentro do total. O momento de torção depende da pressão. 38 . 180º.

pela força centrífuga. Motor de Palhetas De pequeno peso. • Regulagem progressiva de rotação e torque. em princípio. A faixa de rotação de um motor de palheta varia de 200 rpm até 10000 rpm e a de potência varia de 50W até 20 kW. estão à disposição com até 44 kw (60 CV). os motores pneumáticos geralmente são fabricados como máquinas rotativas com palhetas. fabricados com engrenagens retas ou helicoidais não é reversível. Entre as características dos motores pneumáticos temos: • Inversão simples e direta do sentido de rotação.Atuadores Rotativos (Motores) São responsáveis por transformar energia pneumática em trabalho mecânico realizando a operação inversa dos compressores. 39 . O rotor está fixado excentricamente em um espaço cilíndrico e é dotado de ranhuras. São. Estes motores. afastadas contra a parede interna do cilindro. A rotação é facilmente invertida dependendo da entrada do ar. a outra. livre no outro eixo. contrários aos compressores de células múltiplas (compressor rotativo). Motor de Engrenagem A geração do momento de torção efetua-se nesta construção pela pressão de ar contra os flancos dos dentes de duas engrenagens engrenadas. É muito usado em parafusadeiras pneumáticas. Uma engrenagem é montada fixa no eixo do motor. As palhetas colocadas nas ranhuras serão. • Alta relação peso/potência. empregados como máquinas de acionar. A direção de rotação destes motores.

Motores de Pistões Radiais A transformação do movimento linear do pistão ocorre por um mecanismo biela-manivela (como no motor de automóvel).p.). • Faixa de potência varia de 2W até 20 kW. sendo utilizado em equipamentos de elevação. São utilizados em equipamentos de elevação.m. 40 . Motor de pistões axiais Esse motor apresenta uniformidade no movimento de rotação com um funcionamento silencioso e sem vibrações. • Comando de fornecimento de ar por distribuidor rotativo. • Baixa rotação (até 5000 r. Entre as características desse motor temos: • Elevado torque de arranque e na faixa de rotação.

até 500. 5. ou seja.000 r. Apresentam péssimo rendimento devido às altas perdas de ar. Também usado em fresadoras e retificadoras de alta rotação. a energia cinética do ar é convertida em movimento rotativo. 41 .m.4 Tecnologia do vácuo A palavra vácuo. geralmente o ar comprimido.000 r. Geradores de Vácuo Os geradores pneumáticos de vácuo operam sob o princípio Venturi e são alimentados por um gás pressurizado.p. originária do latim “vacuus”. sendo econômico apenas para baixas potências.p.m. podemos definir tecnicamente que um sistema encontra se em vácuo quando está submetido a uma pressão inferior à pressão atmosférica. Este sistema é muito utilizado na movimentação de cargas de difícil fixação. Para baixas rotações e altos torques não é vantajoso a sua utilização pois necessita de ser acoplado a um redutor. no entanto são capazes de atingir rotações elevadíssimas com baixo torque que variam de 80.pm.Motores de Turbina (turbomotores) O turbo motor opera de forma contrária ao turbo-compressor. significa vazio. Entretanto.000 r. Uma aplicação clássica é a "broca do dentista" que chega atingir 500.

A ventosa com fole não é adequada para movimentação de superfícies verticais 42 . que pode ser utilizado para separar películas finas. podemos classificá las em três tipos principais. utilizando se ventosas. se as dimensões da peça variarem ou se ela for frágil. de garras. genericamente. As ventosas com fole podem ser de fole simples ou duplo. abas duplas para vedação. Por meio do vácuo. Elas também dão um certo grau de flexibilidade ao sistema. Outras vantagens que podem ser mencionadas são o baixo custo. entretanto. temos a possibilidade de a peça que está sendo fixada ser danificada se a garra não estiver corretamente dimensionada. é que elas não danificam as peças. Este tipo de ventosa pode também ser usado em aplicações onde a peça não pode ser comprimida. manutenção simples. como. Como desvantagens. Ventosas padrão Este é o tipo mais comum para uso em superfícies planas ou ligeiramente curvas. A grande vantagem das ventosas.Ventosas As duas formas mais comuns usadas para fixação e levantamento de materiais ou peças são: Sistema mecânico através. por exemplo. luvas de atrito. As características que podem variar são: tamanho. A ventosa padrão pode ser produzida de diferentes formas. bem como a velocidade de operação. molas de reforço etc. As vantagens do sistema mecânico incluem a facilidade na determinação da força necessária para sustentação e o fato de que área a ser comprimida é relativamente pequena. Temos ainda que os sistemas mecânicos que quase sempre apresentam alto custo de aquisição. Elas podem ser projetadas em diversas formas. chapas corrugadas. em função de sua aplicação. por exemplo. material. dependendo de sua aplicação. As ventosas com fole podem ser usadas em sistemas de levantamento de peças com diversos planos e diferentes formas. como sistemas de movimentação. instalação e manutenção. devido ao risco de ser danificada. Ventosa com fole Este tipo de ventosa destina se principalmente a aplicações que requerem ajuste para diferentes alturas/níveis.

a força real para cada situação dependerá do atrito da superfície do material a ser movimentado. as ventosas com luvas de atrito são as mais recomendadas para aplicação em superfícies verticais. A razão para isto é que no caso da superfície vertical a força de levantamento exercida é transformada em força de atrito. A tabela abaixo mostra a capacidade para ventosas planas. a força que sustenta a peça é somente a força de atrito. No caso de superfícies verticais. quadrada ou retangular. Como exemplo. Veja a seção de ventosas para maiores detalhes. com 75% de vácuo e fator de segurança 2. uma ventosa de 20mm de diâmetro exerce uma força de levantamento de 11. podemos observar que. dependendo da forma da peça a ser movimentada. Nas tabelas de forças de sustentação exercidas pelas ventosas.6N em uma superfície horizontal e somente 5. no caso de superfícies verticais. e é somente esta força que será aplicada na sustentação do material. Pela mesma razão. Os valores para levantamento de superfícies verticais foram calculados para chapas de aço secas. 43 . estas forças são muito menores que para superfícies horizontais. Desta forma.8N na vertical.Caixa de sucção Este tipo de ventosa pode ser oval.

como a camisa e o êmbolo do cilindro normalmente são circulares a área de avanço é um circulo.Projetos de Sistemas Pneumáticos 6. A = área do embolo (cm2) F = força (kgf ) P = pressão (kgf/cm2 ) D = diâmetro (cm) Força de cilindro de simples ação Os cilindros pneumáticos de simples ação exercem forças somente no avanço neste caso a força de avanço deverá vencer o peso da carga mais a força de oposição da mola interna do cilindro normalmente considera-se a força da mola como sendo aproximadamente 10% da força do cilindro.1 Dimensionamento de cilindros pneumáticos Dimensionar um cilindro pneumático é encontrar através de cálculos e dados as medidas dos componentes do cilindro para que de acordo com a pressão que o mesmo irá trabalhar efetue a força necessária para a movimentação da carga sem que as partes mecânicas do mesmo sofram danos. A = área do embolo (cm2) Fa = força (kgf ) P = pressão (kgf/cm2 ) Aa= área de avanço (cm2) (área circular do embolo) 44 . Força de cilindros A força de um cilindro é o produto da pressão pela área submetida a pressão.

Um cilindro de dupla ação exerce força tanto no avanço como no retorno porém a força de retorno sempre será menor se a pressão de avanço e de retorno for a mesma.Volume de ar consumido por um cilindro de simples ação Q = Consumo de ar (L/min) Nc = Número de ciclos por minuto Ct = Comprimento do curso (cm) A = Área de avanço (cm2) Rc = Relação de compressão P = pressão (Kgf/cm2) Força de cilindro de dupla ação. Força de Avanço Fa = força de avanço (kgf ) P = pressão (kgf/cm2 ) Aa = Área de avanço Força de retorno Fr = força de retorno (kgf ) P = pressão (kgf/cm2 ) Ar = Área de retorno (cm2) Aa = Área de avanço (cm2) Ah = Área da haste (cm2) Volume de ar consumido por um cilindro de dupla ação O volume total de ar consumido por um cilindro de dupla ação é dado pela seguinte equação: Q = Vazão de ar (litros / min) Va = Volume de ar consumido no avanço (litros) Vr = Volume de ar consumido no retorno (litros) Nc = Número de ciclos por minuto 45 .

escolhe em um catálogo de qualquer fabricante um cilindro com o diâmetro da haste igual ou maior o calculado.Va = volume de ar consumido no avanço (litros) Aa = Área de avanço (cm2) Rc = Relação de compressão Ct = Curso de trabalho (cm) Vr = volume de ar consumido no retorno (litros) Ar = Área de retorno (cm2) Rc = Relação de compressão Ct = curso de trabalho (cm) Dimensionamento da haste Ao dimensionarmos um cilindro para movimentar uma determinada carga devemos levar em consideração o diâmetro mínimo da haste para que possa movimentar a carga desejada sem ocorrer a flambagem da haste. 46 .5) Cf = Comprimento de flambagem (2 vezes o curso em cm) Fa= Força de avanço (kgf) ( peso da carga a movimentar) E = módulo de elasticidade do aço (2.0491) Após calculado o diâmetro mínimo da haste.1 x 10 6) Ou F = Força de avanço (kgf) ( peso da carga a movimentar) J = momento de inércia (0. este procedimento é feito pela seguinte equação: dh = diâmetro da haste (cm) S = Coeficiente de segurança (3.

1 x 10 6) J = momento de inércia (0.5) 47 . Força de retorno.0491) d = diâmetro da haste (cm) Cf = Comprimento de flambagem (2 vezes o curso em cm) S = Coeficiente de segurança (3. Diâmetro mínimo da haste.A escolha do cilindro deve contemplar • • • • Força de avanço. Quando já possui o cilindro para a aplicação pode ser verificada a carga máxima de flambagem da haste através da seguinte fórmula. Curso. Cmf = Carga máxima de flambagem E = módulo de elasticidade do aço (2.

1 Dimensionamento de rede secundária (ramal) A rede ramal pode ser calculada pelo método da perda de carga.2 Dimensionamento de rede principal (tronco) Para o dimensionamento de redes principais o critério mais utilizado é o critério da perda de carga onde considera um valor de perda de carga ∆p aceitável para a rede. e considera as perdas de carga geradas por conexões e válvulas como comprimento equivalente linear portanto além de formulas e cálculos é necessário fazer utilização da tabela de perda de carga em conexões.08 Kgf/cm2 para cada 100 metro de tubulação. 48 . porém como geralmente são inferiores a 10 metros adotamos o critério da máxima velocidade admissível. 7.Dimensionamento da Rede de Ar 7. Onde D = diâmetro da tubulação (cm) Q = Vazão de ar (m3 / min) V = velocidade de escoamento admitida entre 7 e 10 m/s R = Relação de compressão dada pela fórmula Obs. Se o comprimento do ramal for maior que 10 metros deverá ser adotado o critério da perda de carga. Onde D = diâmetro da tubulação (cm) L = comprimento da tubulação (m) Q = Vazão de ar (m3 / min) ∆p = perda de carga total admitida para a rede (valor admitido máximo 0.

Feito isso adota um diâmetro comercial mais próximo do calculado.3 e 0. A curva mínima deve possuir um raio mínimo de duas vezes o diâmetro externo do tubo. Evitar sempre a colocação de cotovelos de 90 graus. Alguns engenheiros adotam ∆p entre 0.5 Kgf/cm2 para redes de comprimento acima de 500 metros.5 Kgf/cm2 para redes até 500 metros e 0. 49 . As curvas devem ser feitas no maior raio possível para evitar perdas excessivas por turbulência. e efetua o cálculo novamente com o novo comprimento (tubulação linear + comprimento equivalente das conexões). por garantia de pressão estável adota-se a bitola imediatamente superior ao calculado. Após realizado este cálculo se obtêm um diâmetro de referência para a conversão das conexões em tubulação linear.Obs.

50 . Existem quatro tipos de válvulas: • Válvulas Direcionais: comandam a partida. parada e sentido de movimento do atuador. Número de vias: contadas a partir do número de conexõs que a válvula possui em apenas uma posição. • Válvulas de Fluxo: influenciam a vazão de ar comprimido. • Válvulas de Pressão: influenciam a pressão do ar comprimido ou são comandadas pela pressão.1 Introdução As válvulas comandam e influenciam o fluxo de ar comprimido. • Válvulas de Bloqueio: bloqueiam o fluxo de ar preferencialmente num sentido e o liberam no sentido oposto. 8.2 Simbologia Número de posições: contadas a partir do numero de quadrados da simbologia.Válvulas Pneumáticas 8.

8. 51 . marcam-se as vias com letras maiúsculas ou números. conforme o quadro a seguir.3 Identificação Para garantir a identificação e a ligação correta das válvulas.

52 .

8.4 Acionamentos e acessórios 53 .

8.5 Válvulas especiais
Válvulas de centro fechado (CF)

Válvulas de Centro Aberto Positivo (CAP)

Válvulas de Centro Aberto Negativo (CAN)

8.6 Válvulas memória
São válvulas de duas posições acionadas por duplo piloto que permanecem na posição até receber novo comando.

8.7 Escapes
Os escapes das válvulas são representados por triângulos. Quando encontrarmos o triângulo junto à simbologia da válvula, ele estará representando um escape livre, ou seja, sem conexão.

54

8.8 Válvulas acionadas
Válvulas direcionais acionadas mecânica, elétrica ou pneumaticamente podem ser encontradas e representadas em circuitos de duas formas diferentes: em posição de repouso (não acionada) ou de trabalho (acionada).

8.9 Circuitos com válvula 3/2 vias

8.10 Circuitos com válvula 5/2 vias

55

8.11 Válvula de controle de fluxo
São válvulas que controlam o fluxo (vazão) dos fluidos. Seu principal emprego é na regulagem das velocidades dos elementos de trabalho (atuadores).

8.12 Válvula de controle de fluxo bidirecional
Estas válvulas têm influência sobre a quantidade de ar comprimido que flui por uma tubulação; a vazão será regulada em ambas as direções do fluxo.

São válvulas que controlam o fluxo (vazão) dos fluidos. Seu principal emprego é na regulagem das velocidades dos elementos de trabalho (atuadores). Nestas válvula, a regulagem do fluxo é feita somente em uma direção. Uma válvula de retenção fecha a passagem numa direção e o ar pode fluir somente através da área regulada. Em sentido contrário, o ar passa livre através da válvula de retenção aberta.

8.13 Válvula alternadora (elemento OU)
Esta válvula tem duas entradas, X e Y, e uma saída, A. Entrando ar comprimido em X, a esfera fecha a entrada Y e o ar flui de X para A. Em sentido contrário, quando o ar flui de Y para A, a entrada X será fechada. No retorno do ar, quer dizer, quando um lado de um cilindro ou de uma válvula entra em exaustão, a esfera permanece na posição em que se encontrava antes do retorno do ar. Esta válvula é utilizada para selecionar os sinais das válvulas-piloto provenientes de diversos pontos e evita o escape do ar de uma segunda válvula. Podendo ser um cilindro ou uma válvula acionada de dois ou mais pontos diferentes alternados. 56

X e Y e uma saída A.8. Só haverá uma saída em A. e a pressão menor vai para a saída A. a pressão maior fecha um lado da válvula. o sinal atrasado vai para a saída. Quando há diferença de pressão dos sinais de entrada. Um sinal de entrada em X ou Y impede o fluxo para A. Emprega-se esta válvula principalmente em comando de bloqueio. Existindo diferença de tempo nos sinais de entrada. quando existirem os dois sinais de entrada X “E” Y. comandos de segurança e funções de controle em combinações lógicas. em virtude das forças diferenciais no pistão corrediço. 57 .14 Válvula de simultaneidade (elemento E) Esta válvula tem duas entradas.

e provoca seu bloqueio. o elemento de vedação desloca-se ao assento do escape. até a válvula de comando. o ar. que agora retorna pela conexão A. para a atmosfera. O mais recomendável é colocar o escape rápido diretamente no cilindro ou. Dessa forma. com isso. rapidamente. Dessa forma.15 Válvula de escape rápido As válvulas de escape rápido se prestam para aumentar a velocidade dos êmbolos dos atuadores. A válvula está provida de conexão de pressão P e conexão de escape R bloqueáveis. Se tivermos pressão em P. especialmente em cilindros de ação simples. 58 . Quando a pressão em P deixa de existir. o mais próximo possível do atuador. que o ar de escape seja obrigado a passar por uma canalização longa e de diâmetro pequeno. movimenta o elemento de vedação contra a conexão P. Evita-se.8. o ar atinge a saída pela conexão de utilização. o ar pode escapar por R. Tempos de retorno elevados. então.

mola e um parafuso de ajuste. São também conhecidas como válvulas de sobrepressão ou válvulas de segurança.16 Válvula limitadora de pressão É formada por uma vedação de assento cônico. Quando no comando Z é atingida uma certa pressão pré-ajustada. existe um volume maior antes do cone de vedação. o cone de vedação se desloca de seu assento e libera o caminho ao escape. Abre-se a passagem quando é alcançada uma pressão superior à ajustada pela mola. 8. Estas válvulas são usadas em comandos pneumáticos que atuam quando há necessidade de uma pressão fixa para o processo de comutação (comandos em função da pressão).8.17 Válvula de seqüência O funcionamento é muito similar ao da válvula limitadora de pressão. 59 . o êmbolo faz atuar uma válvula 3/2 vias. que possui um escape para A apenas por um ponto de estrangulamento. O sinal é transmitido somente quando for alcançada a pressão de comando. de maneira a estabelecer um sinal de saída em A. Quando a pressão em P assume um valor que corresponde à tensão da mola. A fim de evitar defeitos oscilatórios devido às pequenas variações de pressão.

com velocidade e pressão mais baixa. com acionamento pneumático. através de área regulada.8. A abertura efetua-se instantaneamente (válvula de sede). dando passagem ao ar principal de P para A. O ar do reservatório escapa através do sistema de retenção da válvula de regulagem e dos dutos de comando.18 Temporizadores pneumáticos Esta unidade consiste de uma válvula direcional de 3/2 vias. O ar de comando flui da conexão Z para a válvula reguladora de fluxo e de lá. o êmbolo de comando afasta o prato do assento da válvula. Para que a válvula de retardo retorne à posição inicial. para o reservatório. de uma válvula reguladora de fluxo unidirecional e um reservatório de ar. fechando-a instantaneamente. 60 . A mola da válvula direcional de 3/2 vias pressiona o prato da válvula contra a sede. e o ar de A escapa por R. Alcançada a pressão necessária de comutação. é necessário que escape o ar de comando de comando Z. O tempo de aumento da pressão no reservatório é igual ao do retorno do comando da válvula.

ou a falta de conhecimento técnico. realizar um estudo de esquema de comando e da seqüência da máquina. pode-se considerar pouco rentável ter que basear a montagem ou busca de defeitos em testes e adivinhações. Veja o sistema abaixo: Pacotes chegam sobre um transportador de rolos são levados por um cilindro pneumático A e empurrados por um segundo cilindro B sobre um segundo transportador. A insegurança na interpretação de esquemas de comando torna impossível por parte de muitos a montagem ou a busca de defeitos de forma sistemática. O cilindro B empurra os pacotes sobre o segundo transportador. os motivos são a sua má confecção. 2. O cilindro A avança e eleva os pacotes. segundo o desenvolvimento de trabalho das máquinas. 1. É preferível. antes de iniciar qualquer montagem ou busca de avaria. em que se deve reparar instalações de certa complexidade. Para poder levar os esquemas de comando e seqüências para a prática. é necessário conhecer as possibilidades e procedimentos normais de representação destes. 3. devido ao enunciado do problema. O cilindro B retrocede.1 Introdução Nos procedimentos de comando um pouco mais complicados. O cilindro A desce. 4. Atingindo este ponto. para ganhar tempo posteriormente. é uma grande ajuda para o técnico de manutenção dispor dos esquemas de comando e seqüências. Quando o pessoal de manutenção não utiliza estes esquemas de forma correta.Técnicas de Desenvolvimento de Circuitos 9. o cilindro B deverá retornar apenas quando A houver alcançado a posição final recuada. Nisto. 61 .

Exemplo: A + . enquanto que o sinal algébrico o movimento. Se existirem diversos elementos de trabalho para um comando.. O diagrama de trajeto e passo.2 Representação abreviada em seqüência Algébrica Neste tipo. neste caso. e constitui a ligação entre as diversas unidades. para o exemplo apresentado. A correspondência é realizada através dos passos. levando-se ao diagrama o valor percorrido em dependência de cada passo considerado (passo: variação do estado de qualquer unidade construtiva). possui construção conforme a figura abaixo. O diagrama de trajeto e tempo. B + . Sinal positivo (+) para o avanço e negativo (-) para o retorno. 9. estes são representados da mesma maneira e desenhados uns sob os outros. Contrariamente ao diagrama de trajeto e passo. 62 .4 Representação em diagrama trajeto-tempo O trajeto de uma unidade construtiva é representado em função do tempo. a letra maiúscula representa o atuador. A .9. 9. possui construção segundo a figura abaixo. o tempo é representado linearmente. para o exemplo apresentado.3 Representação em diagrama trajeto-passo Neste caso se representa a seqüência de operação de um elemento de trabalho.. B .

válvulas OU.: Válvulas direcionais.: válvulas E. Ex...1. temporizadores.. • 0. 2. 0. Elementos de comando influenciam nos dois sentidos de movimentos dos atuadores (o primeiro número indica o atuador a ser comandado).6. 2. 2. Ex.: válvulas reguladoras de fluxo. pedal.. 2.. 2.5 Diagrama de comando Representação de acionamento dos emissores de sinal 9. Ex..2.1. • 1.03. Ex.2. pedal. Elementos de sinal com número final ímpar influenciam no retorno dos atuadores lineares (cilindros) ou no sentido de rotação à esquerda dos atuadores rotativos (motores).6. 1.02. Elementos auxiliares influenciam em todo o circuito.5.0. escape rápido. Ex. Elementos de trabalho.1.. Ex.2. Elementos de sinal com número final par influenciam no avanço dos atuadores lineares ou no sentido de rotação à direita dos atuadores rotativos (motores).04.: válvulas E. 63 ..: válvulas direcionais 3/2 acionadas por botão. • 1. válvulas OU. 0.. rolete. 2. válvulas de fechamento.. • 1. Elementos auxiliares com final ímpar influenciam no retorno dos atuadores lineares (cilindros) ou no sentido de rotação à esquerda dos atuadores rotativos (motores). Elementos processadores de sinal com número final par influenciam no avanço dos atuadores lineares (cilindros) ou no sentido de rotação à direita dos atuadores rotativos (motores).3.9..7.6 Designação dos elementos Os circuitos pneumáticos são compostos de elementos que são identificados por números de acordo com sua função. • 1.: Atuadores lineares ou rotativos (motores pneumáticos. 1. • 1. osciladores...05. Elementos de sinal com número final ímpar influenciam no retorno dos atuadores lineares (cilindros) ou no sentido de rotação à esquerda dos atuadores rotativos (motores). • 1. • 1.: válvulas reguladoras de fluxo.1. 1. • 1. Ex.5.3. Ex. 2.4.: Lubrifil..: válvulas direcionais 3/2 acionadas por botão. temporizadores.7. 2.. 1. 3.4. escape rápido. rolete. Elementos auxiliares com número final par influenciam no avanço dos atuadores lineares (cilindros) ou no sentido de rotação à direita dos atuadores rotativos (motores). Ex. atuadores lineares)..3.0...

7 Desenvolvimento de circuitos pelo método Intuitivo Considere o projeto de um circuito pneumático que execute a seqüência direta A+B+A-B-. As etapas para o projeto desse circuito usando o método intuitivo são. 1º Desenhar os elementos de trabalho 2º Desenhar as válvulas direcionais e reguladoras de fluxo 3º Desenhe os elementos de sinal 4º Fazer as ligações com linhas cheias para tubulação de pressão constante e tracejada para sinais.9. 64 .

B1º passo: acionando um botão de partida. deverá ocorrer o avanço do cilindro A. que é o primeiro passo da seqüência de movimentos 2º passo: quando o cilindro A alcançar o final do curso de avanço. acionará o rolete de outro elemento de sinal cuja função é pilotar o avanço do cilindro B. que é o segundo passo da seqüência de movimentos 3º passo: quando o cilindro B alcançar o final do curso de avanço.Exemplo: Circuito para a seqüência A+ B+ A. que é o terceiro passo da seqüência de movimentos 65 . será acionado o rolete de outro elemento de sinal cuja função é pilotar o retorno do cilindro A.

acionará o rolete de outro elemento de sinal cuja função é pilotar o retorno do cilindro B. que é o último passo da seqüência de movimentos 5º passo: Fim do ciclo: Sobrepressão A figura abaixo ilustra um circuito pneumático projetado usando o método intuitivo para a seqüência indireta A+B+B-A-. 66 .4º passo: quando o cilindro A alcançar o final do curso de retorno.

o cilindro A mantém acionada a válvula 2. o que evita que a válvula 1. Outra sobreposição de sinais ocorre quando o cilindro B acionar a válvula 2. 1º passo: Escrever a Seqüências de movimentos e dividir em grupos de forma que cada letra correspondente aos atuadores é referente a um grupo. escape rápido etc. 67 . parado na sua posição final traseira.8 Desenvolvimento de circuitos pelo método passo a passo Este método visa eliminar todos os problemas de sobre pressão durante o desenvolvimento sistemático do diagrama pneumático garantindo que uma válvula estará sujeita a somente um sinal durante o processo. de forma que o sinal de saída dos mesmos acione a primeira válvula memória. sendo que a ultima válvula memória deverá ser desenhada acionadas (ultimo pulso do lado esquerdo) de forma que nesta condição ela alimente a ultima linha.3 pressurizando o piloto Y da válvula 1. 2º passo: Desenhar os atuadores com posicionamento dos elementos de sinal. 5º Passo: desenhar os elementos de partida e reciclo do lado esquerdo da primeira válvula memória. válvulas direcionais correspondentes. 7º Passo: Desenhar os demais elementos acima das linhas horizontais em suas devidas posições. coloque a penúltima linha para a descarga e garanta o posicionamento oposto das demais válvulas memórias. regulagem de fluxo. pois esta só terá ar durante a operação de seu grupo.2 dê a partida no circuito. • Com a utilização de fim de curso gatilho • Com a utilização de válvula memória • Com a utilização de temporizador 9. NL= NG 4º passo: Desenhar as válvulas memórias (direcionais 3/2vias) Número de válvulas memórias = número de grupos Nv = NG uma ao lado da outra abaixo das linhas horizontais. Existem três formas de contornar este problema desde que sejam identificados os sobre-sinais. o cilindro A deveria avançar.3 possa pilotar o retorno do cilindro B.1 e evitando que a válvula 2.1 pressurizando o piloto Z da válvula de comando 2.Observe que este circuito não funciona! Acionando-se a válvula 1.3 que deve pilotar o retorno do cilindro B. 6º passo: Desenhar os elementos de sinal que fazem as mudanças de grupos do lado esquerdo das válvulas memórias de forma que a linha correspondente desta válvula retorne a condição da válvula do grupo anterior. acionando as respectivas válvulas e alimentados da linha de mesmo número do grupo que ele pertence. No entanto.2. note que o cilindro B. Entretanto. 3º passo: Desenhar linhas paralelas na horizontal da folha do desenho. mantém acionada a válvula 1. Número de linhas = o número de grupos.1.

sendo que a ultima válvula memória deverá ser desenhada acionadas (ultimo pulso do lado esquerdo) de forma que nesta condição ela alimente a ultima linha. 1º passo: Escrever a Seqüências de movimentos e dividir em grupos de forma que as letras correspondentes aos atuadores não se repitam no mesmo grupo. 6º passo: Desenhar os elementos de sinal que fazem as mudanças de grupos do lados esquerdo das válvulas memórias de forma que o primeiro elemento acione a primeira válvula e seja alimentado da primeira linha. 7º Passo: Desenhar os demais elementos acima das linhas horizontais em suas devidas posições. regulagem de fluxo. 5º Passo: desenhar os elementos de partida e reciclo do lado direito da ultima válvula memória.9. 68 . de forma que o sinal de saída dos mesmos acione a ultima válvula memória. válvulas direcionais correspondentes. pois esta só terá ar durante a operação de seu grupo. escape rápido etc. coloque a penúltima linha para a descarga e garanta o posicionamento oposto das demais válvulas memórias. 2º passo: Desenhar os atuadores com posicionamento dos elementos de sinal. Número de linhas = o número de grupos.9 Desenvolvimento de circuitos pelo método cascata Este método visa eliminar todos os problemas de sobre pressão durante o desenvolvimento sistemático do diagrama pneumático garantindo que uma válvula estará sujeita a somente um sinal durante o processo. acionando as respectivas válvulas e alimentados da linha de mesmo número do grupo que ele pertence. NL= NG 4º passo: Desenhar as válvulas memórias (direcionais 5/2vias ou 4/2vias) Número de válvulas memórias = número de grupos menos um Nv = NG -1 umas sobres as outras abaixo das linhas horizontais. 3º passo: Desenhar linhas paralelas na horizontal da folha do desenho.

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