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Políticas de saúde no Brasil

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Faculdade Anísio Teixeira Enfermagem 2º semestre Noturno Disciplina: Sociologia da saúde e da doença Professor: Ms.

Luiz Alberto Lima Aluno: Jehovan Sá Barreto de Freitas Carvalho Filho. Obra: Políticas de saúde no Brasil, filme de Renato Tapajós, 2006. O filme retrata o curso da saúde pública no Brasil a partir do século XX, pois apesar de uma crescente taxa de mortalidade no país, não havia hospitais públicos, apenas as casas de misericórdia para cuidar dos pobres. Fica evidente que ao iniciar o seu desenvolvimento econômico durante as primeiras décadas, o país também entra numa crise sócio-econômica e de saúde. Epidemias como a febre amarela, cólera e a varíola, afetam a economia agroexportadora, pois os navios se recusavam a atracar nos portos brasileiros, prejudicando principalmente os donos de cafezais, que por sua vez deixavam de vender o seu produto e também de conseguir mais mão de obra barata com os imigrantes estrangeiros. Foi então que o governo iniciou uma campanha sanitarista de forma autoritária, para garantir a saúde da sua população. Na década de 20 é criado o primeiro sistema de saúde pública, que é organizada pelo Dr. Oswaldo Cruz que copiou o modelo sanitarista americano de combate as epidemias. Essas campanhas eram semelhante as campanhas militares, isolando em suas próprias casas os portadores de doeças contagiosas das demais pessoas. Daí surgiu a “revolta das vacinas”, onde algumas pessoas se recusavam a se vacinar obrigatoriamente. Na década de 30 os IAPs (Instituto de Aposentadorias e Pensões) são criados e organizados por categorias profissionais ao invés de priorizar apenas as empresas relacionadas as agroexportadoras. Os recursos eram arrecadados através de descontos salariais compulsórios, que investidos, iriam criar um fundo que gerava recursos necessários para pagar as aposentadorias e

O Brasil então adota o modelo americano de saúde. Na década de 80 surgiram vários projetos que visavam estender a assistência de saúde a toda a população. o Presidente Getúlio Vargas centraliza as ações de saúde no Brasil. e posteriormente é criado o Ministério da Saúde. enfatizando a saúde pública. O SESP (Serviço Estadual de Saúde Pública) foi criado para organizar as grandes campanhas no interior do país. Os IAPs foram unificados e substituídos pelo INPS (Instituto Nacional de Previdência Social). onde constrói hospitais de grande porte e com vários tipos de especialistas médicos. principalmente para as regiões Norte e Nordeste onde trabalhavam os chamados “soldados da borracha”. a fim de manter o regime capitalista.pensões dos trabalhadores. em 1988 o SUS (Sistema Único de Saúde) foi criado. pensões e assistência médica dos trabalhadores do país). fornecimento de água . que passou a concentrar todas as contribuições previdenciárias (aposentadorias. porém. Então. mas também teve o maior orçamento da história sem controle algum por parte do governo. Teoricamente o SUS é o melhor sistema de assistência a saúde do mundo. o Presidente Getúlio Vargas utiliza esses fundos monetários e investe em empresas estatais e indústrias como a Petrobrás. o poder dos sistemas de saúde passaram a ser descentralizados e a contar com a participação dos conselhos municipais. após muita luta por parte dos militantes e alguns governantes. e com as tribos indígenas. essas campanhas ajudaram a descobrir e prevenir novos tipos de epidemias. pois atua diretamente na fiscalização de alimentos. ao decretar o estado de sítio. Foi então que a partir disso a saúde começou a ser vista como um direito universal e dever do Estado prover aos seus cidadãos. e assim garantido a Carta Magna de 1988 que garante que saúde é um direito de todos e dever do estado. Na década de 70 o INPS ampliou bastante o seu número de leitos. permitindo fraudes como obras faraônicas e a construção de hospitais particulares. bem também como a participação popular nas decisões a cerca do SUS.

o que geralmente não acontece. . pois as reuniões dificilmente são divulgadas a população e quando há a divulgação também há o desinteresse dos usuários.potável e serviços de saúde. mas a realidade não é essa. Porém a constante melhora do SUS depende sim da participação popular. E dessa forma o SUS continua sendo negligenciado por ambas as partes. não se empenham no seu trabalho e tratam de forma desumana os usuários desse sistema. Muitos profissionais de saúde utilizam o SUS como “bico”.

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