INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA ASSISTIVA

Rita Berschi

CEDI • Centro Especializado em Desenvolvimento Infantil Porto Alegre • RS 2008

serviços. relógio. Sem nos apercebermos utilizamos constantemente ferramentas que foram especialmente desenvolvidas para favorecer e simplificar as atividades do cotidiano.” (RADABAUGH. uma interminável lista de recursos. computadores. automóveis. Introduzirmos o conceito da TA com a seguinte citação: “Para as pessoas sem deficiência. controle remoto. 1. Para as pessoas com deficiência. como os talheres. 1993) Os autores Cook e Hussey definem a TA citando o conceito do ADA – American with Disabilities Act. Podemos então dizer que o objetivo maior da TA é proporcionar à pessoa com deficiência maior independência. telefones celulares. controle de seu ambiente. Tecnologia Assistiva 1. mobilidade. que já estão assimilados à nossa rotina e. através da ampliação de sua comunicação. a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República . habilidades de seu aprendizado e trabalho. estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas funcionais encontrados pelos indivíduos com deficiências”. 1995) A TA deve ser então entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência ou pelo envelhecimento. estruturar as diretrizes da área de conhecimento. qualidade de vida e inclusão social. que reúne um grupo de especialistas brasileiros e representantes de órgãos governamentais.1 Conceito e Objetivo Tecnologia Assistiva – TA é um termo ainda novo.SEDH/PR. em uma agenda de trabalho. como “uma ampla gama de equipamentos. num senso geral. Num sentido amplo percebemos que a evolução tecnológica caminha na direção de tornar a vida mais fácil. instituiu o Comitê de Ajudas Técnicas CAT. detectar os centros . realizar levantamento dos recursos humanos que atualmente trabalham com o tema.1.2 Tecnologia Assistiva – Conceito Brasileiro Em 16 de novembro de 2006. canetas. utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e conseqüentemente promover vida independente e inclusão. (COOK & HUSSEY. O CAT tem como objetivos principais: apresentar propostas de políticas governamentais e parcerias entre a sociedade civil e órgãos públicos referentes à área de tecnologia assistiva. através da portaria nº 142. enfim. “são instrumentos que facilitam nosso desempenho em funções pretendidas”. a tecnologia torna as coisas possíveis. a tecnologia torna as coisas mais fáceis.

Ajudas Técnicas. que encerram uma série de princípios e componentes técnicos. relacionados com o tema da tecnologia assistiva. a criação de centros de referência. propor a criação de cursos na área de tecnologia assistiva. estratégia. Tecnologia de Apoio. em 14 de dezembro de 2007. comprar ou usar os recursos acima definidos. de característica A Ata de constituição do CAT com a descrição completa de suas atribuições pode ser acessada em http://www. como dispositivos ou equipamento.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/comite_at.aprovou. incapacidade ou desvantagem e melhorar a autonomia e a qualidade de vida dos indivíduos. bem como o desenvolvimento de outras ações com o objetivo de formar recursos humanos qualificados e propor a elaboração de estudos e pesquisas. equipamento ou parte dele. compensar.asp 11 . contextos organizacionais ou modos de agir. elaborado por uma comissão de países da União Européia traz incorporado ao conceito da tecnologia assistiva as varias ações em favor da funcionalidade das pessoas com deficiência afirmando: “. manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência.regionais de referência. 1998) Já os documentos de legislação nos Estados Unidos apresentam a TA como recursos e serviços sendo que: “Recursos são todo e qualquer item.” (ADA . estadual. aliviar ou neutralizar uma deficiência. serviço e prática utilizada por pessoas com deficiência e pessoas idosas. municipal. instrumento.1 Para elaborar de um conceito de tecnologia assistiva que pudesse subsidiar as políticas públicas brasileiras os membros do CAT fizeram uma profunda revisão no referencial teórico internacional. especialmente. o termo tecnologia não indica apenas objetos físicos. produto ou sistema fabricado em série ou sob-medida utilizado para aumentar. Assistive Technology e Adaptive Technology. Alguns dos conceitos pesquisados são citados e analisados no texto que segue..” (PORTUGAL.DGXIII. que extrapola a concepção de produto e agrega outras atribuições ao conceito de ajudas técnicas como: estratégias. mas antes se refere mais genericamente a produtos. Ayudas Tecnicas. O conceito proposto no documento "Empowering Users Through Assistive Technology" EUSTAT. objetivando a formação de rede nacional integrada. o seguinte conceito: “Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento.” (EUROPEAN COMMISSION .em primeiro lugar. produzido ou geralmente disponível para prevenir. De acordo com o Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência (SNRIPD) de Portugal afirma: “Entende-se por ajudas técnicas qualquer produto.American with Disabilities ACT 1994) A partir destes e outros referenciais o CAT . Serviços são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar. serviços e práticas que favorecem o desenvolvimento de habilidades de pessoas com deficiência.mj. pesquisando os termos Tecnologia Assistiva. estimular nas esferas federal.gov. 2007) Nesta descrição percebemos a grande abrangência do tema..

é apresentada de forma adaptada no documento EUSTATEmpowering Users Through Assistive Technology. College of Extended Learning and Center on Disabilities.lerparaver. A classificação que segue tem uma finalidade didática e foi construída especialmente para este artigo.com/node/492 3 O Sistema Nacional de Classificação dos Recursos e Serviços de TA.csun.doc 4 O documento EUSTAT pode ser encontrado em http://www. pode ser encontrada em: www.incubadora.interdisciplinar. bem como para formação de recursos humanos nesta área.pt/content/1/2/lista-homologada ou http://www.” (CORDE – Comitê de Ajudas Técnicas – ATA VII) 1. dos Estados Unidos.2 O Sistema Nacional de Classificação dos Recursos e Serviços de TA.inr. além de oferecer ao mercado focos específicos de trabalho e especialização. metodologias. o conceito e a descrição de serviços de TA. aplicada em vários países.1 Auxílios para a vida diária e vida prática Materiais e produtos que favorecem desempenho autônomo e independente em tarefas Iso 9999 pode ser pesquisada em: http://atiid. independência.4. que engloba produtos. Várias classificações de TA foram desenvolvidas para finalidades distintas e citamos a ISO 9999/2002 como uma importante classificação internacional de recursos.3 Classificação em categorias Os recursos de tecnologia assistiva são organizados ou classificados de acordo com objetivos funcionais a que se destinam. que foi elaborado por um grupo de pesquisadores de vários países da União Européia e é considerada por eles. 5 1. incapacidades ou mobilidade reduzida. como sendo a mais apropriada para a formação dos usuários finais de TA. destaca-se que a sua importância está no fato de organizar a utilização.xls/view http://www. consulte o link http://www. além da descrição ordenada dos recursos. qualidade de vida e inclusão social.it/research/eustat/index. de pessoas com deficiência. seguida de redefinições por categorias. práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade. visando sua autonomia. dos Estados Unidos.siva. 4 Ao apresentar uma classificação de TA. relacionada à atividade e participação.br/portal/taat/normas-relacionadas-ataat/CopiaGlossario-ClassificacaoIntlAT-ISO9999-2002. estudo e pesquisa de recursos e serviços em TA.fapesp.ed. recursos.edu/cod/conf/2008/ 2 . estratégias.html 5 Para maiores informações sobre o Programa de Certificação em Aplicações da Tecnologia Assistiva – ATACP da California State University Northridge. Ela leva em consideração outras classificações e especialmente a formação obtida pelo autor no Programa de Certificação em Aplicações da Tecnologia Assistiva – ATACP do College of Extended Learning and Center on Disabilities. prescrição. diferencia-se da ISO ao apresentar. 3 A classificação HEART.gov/offices/OSERS/NIDRR/Products/National_Classification_System. da California State University de Northridge.4 Categorias de Tecnologia Assistiva 1.

São exemplos os talheres modificados. tomar banho e executar necessidades pessoais. Alimentação Vestuário Materiais escolares favorecendo recorte. etc. recursos para transferência. abotoadores. nas atividades como se alimentar. roupas desenhadas para facilitar o vestir e despir. cozinhar. suportes para utensílios domésticos.rotineiras ou facilitam o cuidado de pessoas em situação de dependência de auxílio. escrita e leitura . vestir-se. velcro. barras de apoio.

1. Prancha de comunicação. construídas com simbologia gráfica (BLISS.Comunicação Aumentativa e Alternativa Destinada a atender pessoas sem fala ou escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade em falar e/ou escrever. São exemplos de equipamentos de entrada os teclados modificados. mouses especiais e acionadores diversos. no sentido de que possa ser utilizado por pessoas com privações sensoriais e motoras. sentimentos. entendimentos.4. monitor com tela de toque e órtese para digitação. mouse por movimento da cabeça. . softwares de reconhecimento de voz. garantem grande eficiência à função comunicativa.1. desejos. Como equipamentos de saída podemos citar a síntese de voz. impressoras braile e linha braile.4. os teclados virtuais com varredura. os softwares leitores de texto (OCR). PCS e outros). letras ou palavras escritas. A alta tecnologia dos vocalizadores (pranchas com produção de voz) ou o computador com softwares específicos. são utilizados pelo usuário da CAA para expressar suas questões. acionadores com mouse adaptado. vocalizador com varredura e vocalizador portátil. Recursos como as pranchas de comunicação.2 CAA . Teclado IntelliKeys. ponteiras de cabeça por luz entre outros.3 Recursos de acessibilidade ao computador Conjunto de hardware e software especialmente idealizado para tornar o computador acessível. monitores especiais.

casa e arredores.5 Projetos arquitetônicos para acessibilidade Projetos de edificação e urbanismo que garantem acesso. que retiram ou reduzem as barreiras físicas. um sistema de varredura é disparado e a seleção do aparelho. funcionalidade e mobilidade a todas as pessoas. independente de sua condição física e sensorial. podem ligar. acionar sistemas de segurança. localizados em seu quarto. 1. Representação de controle de ambiente. receber e fazer chamadas telefônicas. mobiliário entre outras. por comando de voz etc. calçadas e banheiros. 1. escritório. de piscar de olhos. desligar e ajustar aparelhos eletro-eletrônicos como a luz. de sopro. o som.4. as pessoas com limitações motoras. televisores. adaptações em banheiros. Projetos de acessibilidade arquitetônica em elevadores. entre outros.4 Sistemas de controle de ambiente Através de um controle remoto. . Adaptações estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho. executar a abertura e fechamento de portas e janelas.4. sala. elevadores. através de rampas. ventiladores. se dará por acionadores (localizados em qualquer parte do corpo) que podem ser de pressão.Dispositivo de saída LinhaBraille e software para controle do computador com síntese de voz. O controle remoto pode ser acionado de forma direta ou indireta e neste caso. de tração. bem como a determinação de que seja ativado.

6 Órteses e próteses Próteses são peças artificiais que substituem partes ausentes do corpo. por passarem grande parte do dia numa mesma posição. garantindo-lhe um melhor posicionamento. utilização de talheres. serão os grandes beneficiados da prescrição de sistemas especiais de assentos e encostos que levem em consideração suas medidas. Órteses são colocadas junto a um segmento corpo. 1. deitado. as almofadas no leito ou os estabilizadores ortostáticos. estáveis e com boa distribuição do peso corporal.7 Adequação Postural Ter uma postura estável e confortável é fundamental para que se consiga um bom desempenho funcional.4. manejo de objetos para higiene pessoal). correção postural. São normalmente confeccionadas sob medida e servem no auxílio de mobilidade. também podem fazer parte deste capítulo da TA. entre outros. estabilização e/ou função. poltrona postural na escola e no carrinho para transporte. . entre outros. Fica difícil a realização de qualquer tarefa quando se está inseguro com relação a possíveis quedas ou sentindo desconforto. sentado e de pé portanto. Um projeto de adequação postural diz respeito à seleção de recursos que garantam posturas alinhadas.4. peso e flexibilidade ou alterações músculo-esqueléticas existentes. Prótese de membro inferior e órteses de mão. Indivíduos cadeirantes. Adequação postural diz respeito a recursos que promovam adequações em todas as posturas. Desenho representativo da adequação postural. de funções manuais (escrita.1. digitação.

identificar chamadas telefônicas. ampliadores de tela. verificar a temperatura do corpo. telefones com teclado-teletipo (TTY).10 Auxílios para pessoas com surdez ou com déficit auditivo Auxílios que inclui vários equipamentos (infravermelho. aparelhos para surdez.8 Auxílios de mobilidade A mobilidade pode ser auxiliada por bengalas. os hardwares como as impressoras braile. Inclui também auxílios ópticos. identificar cores e peças do vestuário.4. lupas e telelupas. lupas eletrônicas.4. os softwares leitores de tela. ter mobilidade independente etc. muletas. Termômetro falado. Cadeira de rodas especial para praia e andador com freio. usar calculadora. cadeiras de rodas manuais ou elétricas. teclado falado 1. equipamento ou estratégia utilizada na melhoria da mobilidade pessoal. verificar pressão arterial.4. lentes. Cadeira de rodas motorizada e cadeiras de rodas de auto-propulsão. carrinhos. sistemas com alerta táctil-visual. cozinhar. linha braile (dispositivo de saída do computador com agulhas táteis) e agendas eletrônicas. . leitores de texto. scooters e qualquer outro veículo. identificar se as luzes estão acesas ou apagadas. relógio falado e em braile. FM). escrever.9 Auxílios para cegos ou para pessoas com visão subnormal Equipamentos que visam a independência das pessoas com deficiência visual na realização de tarefas como: consultar o relógio. 1. andadores.1. entre outros.

assistentes sociais. prescrição e ensino da utilização de um recurso apropriado. 1. bem como suas habilidades atuais. Todo este processo deverá envolver diretamente o usuário e terá como base o conhecimento de seu contexto. Elevador para cadeiras de rodas. agregará profissionais de distintas formações como os educadores. Entretanto o serviço de TA. ou desenvolverá um novo projeto que possa atender uma necessidade particular do usuário em questão. . 1.4. Por exemplo uma bengala é da pessoa cega ou que precisa apoio para a locomoção. dependendo da modalidade. O serviço de TA atuará realizando a avaliação. designers. Esta característica a diferencia a TA de outras tecnologias como a médica (desenvolvida para avaliação e terapêutica da saúde) ou a tecnologia educacional (projetada para favorecer o ensino e aprendizagem).escola para pessoas com deficiência. Isto se justifica pelo fato de que ela serve à pessoa com deficiência que necessita desempenhar funções do cotidiano de forma independente. serviços de auto. arquitetos. fisioterapeutas.Telefone com teclado (TTY) e celular com mensagens escritas e chamadas por vibração. psicólogos. entre outros para o atendimento do usuário da TA. terapeutas ocupacionais. médicos. A equipe de profissionais contribuirá com o conhecimento sobre os recursos de TA disponíveis e indicados para cada caso. a valorização de suas intenções e necessidades funcionais pessoais. rampas para cadeiras de rodas. a cadeira de rodas de quem possui uma deficiência física. a lente servirá a quem tem baixa visão.11 Adaptações em veículos Acessórios e adaptações que possibilitam uma pessoa com deficiência física dirigir um automóvel. fonoaudiólogos.5 Tecnologia Assistiva e interdisciplinaridade A TA deve ser entendida como o “recurso do usuário” e não como “recurso do profissional” ou de alguma área específica de atuação. facilitadores de embarque e desembarque como elevadores para cadeiras de rodas (utilizados nos carros particulares ou de transporte coletivo). engenheiros.

visual e/ou auditiva. sendo a tradução de “assistive technology” em Portugal. Encontramos também o termo tecnologia assistiva sendo empregado pelo Ministério de Ciências e Tecnologia do Brasil que no ano de 2005. práticas e metodologias aplicadas ao alcance da ampliação da funcionalidade.php?option=content&task=view&id=64&Itemid=193 6 . 2006) O termo “tecnologia de apoio” pode ser encontrado em sites de língua portuguesa.assistiva. aparece o termo ajudas técnicas. de acordo com seus autores.1. havendo teses já publicadas a este respeito abordando o conceito geral e em alguns casos trazendo aprofundando de conhecimento em uma das modalidades da TA.” (MCT . 2005) A Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social (SECIS) do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) em parceria com o Instituto de Tecnologia Social (ITS) realizaram em 2006 uma pesquisa Nacional sobre Tecnologia Assistiva e divulgam no site www. pois podem referir-se especificamente a um artefato ou podem ainda incluir serviços. Também o Ministério da Educação do Brasil lançou o “Portal de Ajudas Técnicas” e nele apresenta vários recursos interessantes à educação de alunos com deficiência..br/seesp/index.mec. Na legislação brasileira (Decretos 3. como tema de pesquisa. Os conceitos aplicados a cada um destes termos ora se assemelham. mental.org. a aplicação e a disseminação da tecnologia assistiva no Brasil.MINISTÉRIO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. No meio acadêmico brasileiro encontramos predominantemente o termo tecnologia assistiva. o desenvolvimento. Para um mesmo termo encontraremos conceitos restritos ou abrangentes. publica o seguinte conceito: “tecnologias que reduzam ou eliminem as limitações decorrentes das deficiências física. em programas de extensão universitária. a fim de colaborar para a inclusão social das pessoas portadoras de deficiência e dos idosos. Desta forma. MEC/SEESP 2006) Nesta publicação a SEESP/MEC propõe que as Salas de Recursos Multifuncionais sejam Os Portais de Ajudas técnicas estão disponibilizados no site da SEESP MEC em: http://portal. principalmente na abrangência. ajudas técnicas. da Comunicação Alternativa e Recursos de Acessibilidade ao Computador6. ora mostram algumas diferenças. na área de material pedagógico adaptado I e II.br a relação de instituição que fazem a pesquisa.” (BRASIL. quando trata dar garantias ao cidadão brasileiro com deficiência de acesso a recursos destinados a melhorar suas habilidades funcionais. aparecendo como conteúdo de disciplinas de cursos de graduação. fazendo parte de programas de especialização e mestrado. (PORTAL NACIONAL DE TECNOLOGIA ASSISTIVA.6 Terminologia aplicada em nosso país Existem diferentes terminologias aplicadas no Brasil: tecnologia assistiva.298/1999 e 5. tecnologia de apoio e estas receberam influências do referencial teórico de seus países de origem. Já em 2006 a SEESP/MEC publica o documento Sala de Recursos Multifuncionais: Espaço de Atendimento Educacional Especializado onde afirma que “Tecnologia assistiva é um termo recentemente inserido na cultura educacional brasileira. o que aprofundaremos a seguir..gov. encontraremos em pesquisa de referencial teórico a aplicação desta terminologia. ao lançar um edital para o apoio financeiro de projetos de pesquisa e desenvolvimento neta área.296/2004).

que no artigo 19. maquinarias e utensílios de trabalho especialmente desenhados ou adaptados para uso por pessoa portadora de deficiência.próteses auditivas. estamos no início de um trabalho para o reconhecimento e estruturação desta área de conhecimento em nosso país. cuidado e higiene pessoal necessários A aprovação da terminologia tecnologia assistiva pelo CAT está em sua ATA V disponível em: http://www. V . que venham a atender a grande demanda reprimida existente. visuais e físicas. Nele consta que: “Consideram-se ajudas técnicas. Inicial também é o estágio de incentivos à pesquisa e à produção nacional de recursos de TA. Como última proposta o CAT aprova que a expressão tecnologia assistiva seja utilizada no singular e não no plural.elementos de mobilidade. neste momento.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/comite_at. Considera ainda a tendência nacional já firmada no meio acadêmico. 1. com o objetivo de permitir-lhe superar as barreiras da comunicação e da mobilidade e de possibilitar sua plena inclusão social. nas organizações de pessoas com deficiência. Desta forma. no entanto.equipamentos. III .mj. São ajudas técnicas: I . O CAT propõe ainda que as expressões "tecnologia assistiva" e "ajudas técnicas". Justifica que tecnologia assistiva por ser um termo criado para representar um conceito específico nos remete diretamente à compreensão deste conceito e se solidifica. Institutos de Pesquisas (ITS) e no mercado de produtos. Entre eles podemos mencionar a promulgação do Decreto 3298 de 1999. CNPq). estimula que o termo tecnologia assistiva seja aplicado também nas formações de recursos humanos.espaços para o serviço de tecnologia assistiva. pois em nossa legislação oficial ainda consta o termo ajudas técnicas. para os efeitos deste Decreto. os elementos que permitem compensar uma ou mais limitações funcionais motoras. passos importantes estão acontecendo nestes últimos anos. fala do direito do cidadão brasileiro com deficiência às Ajudas Técnicas.asp 7 . MCT. em setores governamentais (MEC. Parágrafo único. nas pesquisas e referenciais teóricos brasileiros.gov. IV . sensoriais ou mentais da pessoa portadora de deficiência. Foi sugerido ainda que se façam os possíveis encaminhamentos para revisão da nomenclatura em instrumentos legais.7 A legislação Brasileira e a TA Apesar de a legislação brasileira apontar para o direito do cidadão com deficiência da concessão dos recursos de tecnologia assistiva dos quais necessita.órteses que favoreçam a adequação funcional. continuem sendo entendidas como sinônimos. o CAT/ SEDH / PR aprovou o termo Tecnologia Assistiva como sendo o mais adequado e passa a utilizá-lo em toda a documentação legal ele produzida. II . voltado à inclusão dos alunos com deficiência na escola comum.equipamentos e elementos necessários à terapia e reabilitação da pessoa portadora de deficiência.7 A aprovação no CAT para a oficialização do termo tecnologia assistiva leva em conta a ausência de consenso sobre haver diferença conceitual entre os vários termos pesquisados no referencial internacional. Em agosto de 2007. por referir-se a uma área de conhecimento.

Isto significa que ele não poderá fornecer o que não está previsto em sua tabela. As secretarias de Educação nas cidades. Vivenciamos hoje várias ações do MEC que está concedendo materiais específicos para alunos com deficiência.equipamentos e material pedagógico especial para educação. A tecnologia assistiva está chegando na escola através de ações propostas pela Secretaria de Educação Especial do MEC ou por projetos desenvolvidos diretamente nos municípios. Cadeiras de rodas. palmilhas e vários outros equipamentos são concedidos às pessoas com deficiência visual. entre outros. 2007) No final deste artigo encontram-se 2 anexos com o texto completo do Decreto n° 3. a única orientação é que o equipamento deve ter por objetivo capacitar o indivíduo para o trabalho. 2007) Também o decreto 5296 de 2002 que dá prioridade de atendimento e estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. instrumentos. Este conhecimento é muito importante para as pessoas com deficiência que necessitam ajustes nos postos de trabalho ou equipamentos específicos para retornar uma função profissional.bolsas coletoras para os portadores de ostomia.298 e Decreto n° 5. O INSS também concede tecnologia assistiva e não possui restrição alguma sobre o tipo de recurso a ser fornecido no entanto. também computadores com leitores de tela. possui um capítulo específico sobre as ajudas técnicas (VII) onde descreve várias intenções governamentais na área da tecnologia assistiva. como e a quem o cidadão brasileiro com deficiência deve recorrer para obter este benefício que lhe é de direito ainda não é de conhecimento da maioria daqueles que poderiam se beneficiar. encaminham ao MEC ou a outras fontes de financiamento da Educação (municipais e estaduais) seus projetos.elementos especiais para facilitar a comunicação. para a obtenção de recursos necessários à implementação da TA nas escolas. teclados e mouses especiais. órteses. capacitação e recreação da pessoa portadora de deficiência. Já os alunos com deficiência que estão matriculados na rede pública de educação devem ter do Estado os recursos de TA favoráveis à sua participação ativa no processo de aprendizado. desde os livros adaptados para baixa visão ou em braile. realizando o levantamento das necessidades reais dos alunos. a melhoria funcional e a autonomia pessoal. VIII . Neste decreto encontramos que: “Consideram-se ajudas técnicas os produtos.296. física e mental pelo SUS. próteses. além de referir a constituição do CAT/SEDH. O Sistema Único de Saúde – SUS concede tecnologia assistiva e trabalha com tabela préfixada de equipamentos (ajudas técnicas). com habilidade reduzida favorecendo autonomia pessoal.para facilitar a autonomia e a segurança da pessoa portadora de deficiência. equipamentos ou tecnologia adaptados ou especialmente projetados para melhorar a funcionalidade de pessoas portadoras de deficiência. e IX . total ou assistida”. (LIMA. conforme consta nos decretos referidos) mas a informação de que recursos serão concedidos. VII . a informação e a sinalização para pessoa portadora de deficiência. aparelhos auditivos. VI .” (LIMA. Outra importante iniciativa foi a implementação das salas de recursos multifuncionais que são hoje o espaço da . Sabemos que nossa legislação fala da tecnologia assistiva (ajudas técnicas.adaptações ambientais e outras que garantam o acesso.

que constam no decreto 5. Habitação acessível: Produção habitacional de interesse social com acessibilidade. Precisamos ainda trabalhar para qualificação de recursos humanos e estruturação dos serviços de TA que atuarão no âmbito da educação e reabilitação. Escola acessível: Adaptar o espaço físico e a sinalização nas escolas. Adaptar terminais de transportes urbanos. familiares ou pessoa com deficiência. implementação de 10 oficinas ortopédicas no país. capacitação profissional em órteses e próteses em instituições de ensino e de pesquisa. cento e vinte e nove mil. quatrocentos e quarenta e três milhões. temos a consciência que estamos dando os primeiros passos e o que conseguimos fazer no momento atual ainda é muito pouco. foi o lançamento da Agenda Social do Governo Federal. Uma última consideração importante relativa às políticas públicas para as pessoas com deficiência e que envolve também o tema da tecnologia assistiva.273 escolas até 2010.500 escolas. produz o material escolar e pedagógico adaptado às condições especiais do aluno com deficiência. em 26 de setembro de 2007. criar linha de financiamento para adaptação de residência de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. trezentos e setenta e seis reais). Desenvolver tecnologia de leitura digital seletiva para pessoas com deficiência visual. Consta na Agenda Social: Concessão de órteses e próteses. Substituir a frota em circulação por ônibus acessíveis. Instalar salas de recursos com equipamentos e material didático que permitam o acesso à aprendizagem tendo como meta 6. livro acessível. Nesta ocasião. Precisamos partir do reconhecimento de um direito e então fazermos a nossa parte enquanto educadores. Capacitar professores e funcionários para prestar atendimento de acordo com as necessidades específicas de todos os alunos. Tendo em vista a grande demanda existente em nosso país. com base no protocolo Daisy. O Estado tem ainda uma grande tarefa a fazer no sentido de esclarecer à população como concretizará seus propósitos.376 (dois bilhões. Este professor. no entorno das escolas e na adequação dos caminhos até os pontos de parada e corredores de transporte. isenção de tributos para importação. dedução do valor pago ao imposto de renda. pesquisa suas necessidades funcionais no contexto da escola e sala comum e encaminha aos gestores as necessidades de aquisição dos recursos necessários. bem como estruturação de serviços. inserção no trabalho e na vida em sociedade.129.500 salas de recursos até 2010. segundo critérios de acessibilidade tendo como meta 6. encontraremos a necessidade de aplicação do conhecimento relativo à tecnologia assistiva e investimentos no desenvolvimento. Foram estabelecidas 5 ações de investimentos. . Em todas. Transporte e entorno acessíveis: Investimentos na infra-estrutura de transporte.296 de 2004. de dar auxílio à pesquisa. linha de crédito à indústria. redução de impostos incidentes sobre estes produtos e finalmente a concessão dos recursos aos usuários final.escola onde atua o professor especializado e ali se organiza o serviço de Atendimento Educacional Especializado e de tecnologia assistiva. que se iniciaram no ano de 2007 e serão concluídos até 2010. entre outras funções.443. metroferroviárias e entorno de 6. profissionais da saúde. com um total de recursos previstos de R$ 2. levando-se em conta suas necessidades reais e não a limitação orçamentária ou o produto pré-fixado em tabelas limitadas. financiamento para aquisição de TA. produção e concessão de recursos específicos. foram apresentadas as ações prioritárias para equiparação de oportunidades e promoção da inclusão social das pessoas com deficiência. tanto no campo da educação.

Precisamos também ultrapassar o entendimento de que o Desenho Universal se destina exclusivamente à concepção e desenvolvimento de espaços e artefatos. Desta forma.mj. que contempla a realidade da diversidade humana. Chamada pública MCT/FINEP/Ação Transversal . Disponível em: http://www. mas novos ambientes e produtos seriam originalmente criados buscando atender a todos. com diferentes características antropométricas e sensoriais. BRASIL. Referências Bibliográficas ADA . tamanho.asp 8 . deva estar cada vez mais presente na formação das nossas engenharias de edificações e de produtos. quando esta é preparada e exercida levando-se em conta a diversidade existente na escola e o seu valor. artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas. na qualificação da educação para todos.Seleção pública de propostas para apoio a projetos de pesquisa e Uma apresentação mais completa da Agenda Social do Governo Federal encontra-se disponível em: http://www.8 Desenho Universal O Decreto N° 5. condição física ou sensorial.8 1. é um conjunto de princípios baseados na pesquisa e constitui um modelo prático para maximizar as oportunidades de aprendizagem para todos os estudantes.” (ROSE e MEYER. segura e confortável. escolhendo e desenvolvendo materiais e métodos eficientes. Ele se aplica devidamente à ação educacional.org/taproject/library/laws/techact94. Segundo Rose e Meyer. 2002) 2. “O Desenho Universal para Aprendizagem (Universal Design for Learning . constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/agenda_social. independente de sua idade.Inserção no Mercado de trabalho: Promover capacitação profissional inclusiva das pessoas com deficiência para entrada no mundo de trabalho.gov.UDL). e desenvolvendo modos justos e acurados para avaliar o progresso dos estudantes. Ministério de Ciência e Tecnologia. 2007) Acreditamos que este importante conceito do desenho universal.” (LIMA.resna. de forma autônoma. não precisaríamos investir em reformas e adaptações para atender a um grupo específico de pessoas. Os princípios do Desenho Universal se baseiam na pesquisa do cérebro e mídia para ajudar educadores a atingir todos os estudantes a partir da adoção de objetivos de aprendizagem adequados.Tecnologias assistivas .296 de 2004 apresenta o conceito do “Desenho Universal” considerado neste documento legal como: “concepção de espaços.htm Acesso em 05/10/2007.American With Disabilities Act 1994.

php?option=content&task=view&id=64&Itemid=193 SEESP/MEC BRASIL.asp CORDE.htm#5 ROSE D. Mosby . Autin.ncddr.aspx?IdLang=1 RADABAUGH. Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Inc. 2002. Texas. e MEYER.mj. M.gov.Technology for Access and Function Research Section Two: NIDDR Research Agenda Chapter 5: TECHNOLOGY FOR ACCESS AND FUNCTION – Disponível em http://www.org/new/announcements/lrp/fy1999-2003/lrp_techaf. S.asp DECRETO Nº 5.html GOOSSENS.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/comite_at. Niusarete Margarida de.asp CORDE.mec.gov. A. Legislação Federal Básica na área da pessoa portadora de Deficiência. Missouri. M.gov.htm EUROPEAN COMMISSION .br/seesp/index. Portal de Ajudas Técnicas.br/ccivil/decreto/2001/D3956.ed. (1992) Utilizing Switch Interfaces with Children who are Severely Phisically Challenged. 2006.gov.mct. Pro.php/content/view/10253. & HUSSEY. 2007. setembro 2005 http://www.Brasília.html BRASIL.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/comite_at. NIDRR's Long Range Plan . Disponível em http://www.planalto.pt/default.Empowering Users Trought Assistive Technology.DOU de 03/122004.mj.M. Disponível em http://www. CORDE. & CRAIN.snripd.gov.org/teachingeverystudent/ideas/tes/ Nota: todos links acessados em 03/03/2008.mj. . Disponível em http://www. http://www. St.siva. Inc. Disponível em http://www.296 de 02 de dezembro de 2004 . LIMA. Comitê de Ajudas Técnicas. Comitê de Ajudas Técnicas. ATA V. P.ncd.br/ccivil/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296. Disponível em http://portal.gov/newsroom/publications/1993/assistive.php?option=content&task=view&id=64&Itemid=193 COOK. Disponível em http://www.. S. Teaching Every Student in the Digital Age: Universal Design for Learning. Portaria que institui o Comitê. H. Salas de Recursos Multifuncionais: Espaço para Atendimento Educacional Especializado. 1998.S. Disponível em http://portal. C.956.desenvolvimento de tecnologias assistivas para inclusão social de pessoas portadoras de deficiência e de idosos . SNRIPD – Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência. ATA VII.Year Book. PORTUGAL. Louis.mec.it/research/eustat/index. http://www.html e http://www.gov. Comitê de Ajudas Técnicas. Brasília: MEC SEESP.gov.htm DECRETO Nº 3.br/seesp/index. Disponível em http://www.planalto. (1995) Assistive Technologies: Principles and Practices.DGXIII .br/index. A. de 08 de outubro de 2001.cast.br/sedh/ct/corde/dpdh/corde/comite_at.gov. Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

a informação e a sinalização para pessoa portadora de deficiência. . proporcionandolhe os meios de modificar sua própria vida.adaptações ambientais e outras que garantam o acesso. VI . Art. serão concedidos desde a comprovação da deficiência ou do início de um processo patológico que possa originá-la. 17.elementos especiais para facilitar a comunicação.equipamentos e elementos necessários à terapia e reabilitação da pessoa portadora de deficiência.elementos de mobilidade.bolsas coletoras para os portadores de ostomia. a melhoria funcional e a autonomia pessoal. Art. maquinarias e utensílios de trabalho especialmente desenhados ou adaptados para uso por pessoa portadora de deficiência.órteses que favoreçam a adequação funcional. com o objetivo de permitir-lhe superar as barreiras da comunicação e da mobilidade e de possibilitar sua plena inclusão social. bolsas coletoras e materiais auxiliares. 19. Será fomentada a realização de estudos epidemiológicos e clínicos. § 1o Considera-se reabilitação o processo de duração limitada e com objetivo definido. próteses. Art. IV . 20. O tratamento e os apoios psicológicos serão simultâneos aos tratamentos funcionais e. podendo compreender medidas visando a compensar a perda de uma função ou uma limitação funcional e facilitar ajustes ou reajustes sociais. O tratamento e a orientação psicológica serão prestados durante as distintas fases do processo reabilitador.próteses auditivas. 23. na reeducação funcional e no controle das lesões que geram incapacidades. destinado a permitir que a pessoa com deficiência alcance o nível físico. cuidado e higiene pessoal necessários para facilitar a autonomia e a segurança da pessoa portadora de deficiência.equipamentos. Art. São ajudas técnicas: I . Art. VII . aumentando as possibilidades de independência e inclusão da pessoa portadora de deficiência. e IX . III . II . capacitação e recreação da pessoa portadora de deficiência. laboral e social. toda pessoa que apresente redução funcional devidamente diagnosticada por equipe multiprofissional terá direito a beneficiar-se dos processos de reabilitação necessários para corrigir ou modificar seu estado físico. Parágrafo único. Incluem-se na assistência integral à saúde e reabilitação da pessoa portadora de deficiência a concessão de órteses.298 de 20 de dezembro de 1999: Art. Consideram-se ajudas técnicas. 21. VIII . mental ou social funcional ótimo. com periodicidade e abrangência adequadas. mental ou sensorial. visuais e físicas. será propiciada. dado que tais equipamentos complementam o atendimento. Durante a reabilitação. Art. quando este constitua obstáculo para sua integração educativa. Parágrafo único. qualquer que seja sua natureza. 22. É beneficiária do processo de reabilitação a pessoa que apresenta deficiência.equipamentos e material pedagógico especial para educação.Anexo 1 Do Decreto 3. É considerado parte integrante do processo de reabilitação o provimento de medicamentos que favoreçam a estabilidade clínica e funcional e auxiliem na limitação da incapacidade. os elementos que permitem compensar uma ou mais limitações funcionais motoras. V . assistência em saúde mental com a finalidade de permitir que a pessoa submetida a esta prestação desenvolva ao máximo suas capacidades. em todos os casos. destinados a contribuir para que a pessoa portadora de deficiência atinja o mais pleno desenvolvimento de sua personalidade. sensoriais ou mentais da pessoa portadora de deficiência. para os efeitos deste Decreto. § 2o Para efeito do disposto neste artigo. se necessária. de modo a produzir informações sobre a ocorrência de deficiências e incapacidades. agente causal ou grau de severidade. 18.

total ou assistida. de 2000. no ensino médio. Os bancos oficiais. Para fins deste Decreto. III – apoio e divulgação de trabalhos técnicos e científicos referentes a ajudas técnicas. objetivando a formação de rede nacional integrada. de 8 de novembro de 2000 e 10. instrumentos.048. tratamento e prevenção de deficiência ou que contribuam para impedir ou minimizar o seu agravamento. consideram-se ajudas técnicas os produtos. . Art. constituído por profissionais que atuam nesta área. § 2º Os serviços a serem prestados pelos membros do Comitê de Ajudas Técnicas são considerados relevantes e não serão remunerados.DOU de 03/12/2004. deve-se observar o disposto no art. verificar a viabilidade de: I – redução ou isenção de tributos para a importação de equipamentos de ajudas técnicas que não sejam produzidos no País ou que não possuam similares nacionais. no sentido de incrementar a formação de profissionais na área de ajudas técnicas. Parágrafo único. Art. na graduação e pós-graduação.296 de 2 de dezembro de 2004 . 65. 61 a seguinte definição para “Ajudas Técnicas”: Art. equipamentos ou tecnologia adaptados ou especialmente projetados para melhorar a funcionalidade da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. IV – estabelecimento de parcerias com escolas e centros de educação profissional. serão estimulados a conceder financiamento às pessoas portadoras de deficiência para aquisição de ajudas técnicas. II – estabelecimento das competências desta área. que regulamenta as leis n° 10. Art. e V – detecção dos centros regionais de referência em ajudas técnicas. com vistas a garantir o disposto no art. Caberá ao poder público viabilizar as seguintes diretrizes: I – reconhecimento da área de ajudas técnicas como área do conhecimento. 61.098 de 19 de dezembro de 2000. Parágrafo único. incidente sobre as ajudas técnicas. e que será responsável por: I – estruturação das diretrizes da área de conhecimento. ouvidas as entidades representativas das pessoas portadoras de deficiência. favorecendo a autonomia pessoal. O desenvolvimento científico e tecnológico voltado para a produção de ajudas técnicas dar-se-á a partir da instituição de parcerias com universidades e centros de pesquisa para a produção nacional de componentes e equipamentos. II – promoção da inclusão de conteúdos temáticos referentes a ajudas técnicas na educação profissional. os cães guias de acompanhamento são considerados como ajudas técnicas. § 1º O comitê de Ajudas Técnicas será supervisionado pela CORDE e participará do Programa Nacional de Acessibilidade.Anexo 2 Do Decreto N° 5. Os programas e as linhas de pesquisa a serem desenvolvidos com o apoio de organismos públicos de auxílio à pesquisa e de agências de financiamento deverão contemplar temas voltados para ajudas técnicas. III – realização de estudos no intuito de subsidiar a elaboração de normas a respeito de ajudas técnicas. Na elaboração de estudos e pesquisas que se referem o caput. 63. § 1º Os elementos ou equipamentos definidos como ajudas técnicas serão certificados pelos órgãos competentes. 64. Art. Será estimulada a criação de linhas de crédito para a indústria que produza componentes e equipamentos de ajudas técnicas. com bases em estudos e pesquisas. sinalizando impacto orçamentário e financeiro da medida estudada. Caberá ao Poder Executivo. com bases em estudos e pesquisas elaborados pelo poder público. cura. centros de ensino universitário e de pesquisa. 62. e III – inclusão de todos os equipamentos de ajudas técnicas para pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida na categoria de equipamentos sujeitos a dedução de imposto de renda. Parágrafo único. A Secretaria Especial de Direitos Humanos instituirá comitê de Ajudas técnicas. IV – levantamento de recursos humanos que atualmente trabalham com o tema. 14 da lei complementar nº 101. II – redução ou isenção do imposto sobre produtos industrializados. art. e V – incentivo à formação e treinamento de ortistas e protistas. § 2º Para fins deste decreto. 62. 66. Art. encontramos no capítulo VII.

especialista em reeducação das funções neuromotoras . EUA.br . Consultora do MEC/SEESP.assistiva. Supervisora de conteúdo em Deficiência Física. membro do Comitê de Ajudas Técnicas da SEDH/PR. Consultora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento .PNUD. certificada pelo Assistive Technology Applications Certificate Program da California State University. da Universidade Federal do Ceará. do Curso de EAD em Atendimento Educacional Especializado.com.ULBRA. Colaboradora do site www. RS. Northridge. mestranda no Programa de PósGraduação em Design da UFRGS.i Nota sobre o autor: Rita Bersch é fisioterapeuta e diretora do CEDI – Centro Especializado em Desenvolvimento Infantil em Porto Alegre.