Temas da Área de Medicina Apresentação O Brasil de hoje é, sem dúvida, diferente do país de apenas duas décadas atrás.

Mudanças internas, associadas à globalização que envolve todos os países do mundo, criaram uma nova realidade política e econômica, que se refletem nas condições de vida de nossa população. Paralelamente, observa-se uma maior consciência quanto aos valores sociais e entende-se que mudanças expressivas só ocorrerão com um forte engajamento do governo e da sociedade civil na construção de uma democracia onde se combata, de maneira vigorosa, as intensas desigualdades sociais que ainda persistem e dificultam uma considerável parcela dos brasileiros a ter acesso a instrumentos sociais que lhes permita viver com dignidade. Na área da saúde, pode-se afirmar que muito se avançou com o preceito constitucional de que saúde é um dever do Estado e um direito do cidadão. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), deu-se um importante passo na modernização das ações de saúde em nosso país. O SUS, entretanto, não tem conseguido atingir plenamente seus objetivos de equidade e universalidade, devido a uma conjuntura de fatores, que inclui ingredientes de difícil manipulação, dentre eles a limitação de recursos financeiros, as amarras administrativas e gerenciais do setor público e o preparo técnico, científico e até mesmo humanitário de parte dos profissionais de saúde, sem deixar de mencionar constantes desavenças políticas, que não raro dificultam sua implantação. Ao longo dos últimos anos, tornou-se evidente que o atendimento primário, base de entrada para o sistema público de saúde, necessitava uma nova abordagem, uma vez que a estrutura clássica de unidades básicas de saúde vinha apresentando, em diversos locais do país, uma baixa resolubilidade. Assim, a partir de experiências na região Norte-Nordeste, criou-se o Programa Saúde da Família (PSF), baseado em equipes de saúde da família, que são constituídas por médicos, enfermeiras, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atendem populações geograficamente definidas e com número definido de famílias. Essa estratégia vem não só melhorando o acesso da população ao sistema, como tem proporcionado considerável melhora na qualidade do atendimento oferecido, o que traz um admirável grau de satisfação da população e das próprias equipes de saúde. A experiência destes primeiros anos de PSF mostrou, entretanto, que existe uma dificuldade de se arregimentar médicos adequadamente treinados para exercer a função de generalistas e enfermeiras com o devido preparo para as abrangentes funções por elas desempenhadas no PSF. Embora pólos de capacitação estejam sendo instalados em todo o país para treinar os profissionais que atuam no PSF, ressente-se da falta de material instrucional para auxiliá-los no processo decisório do dia-a-dia. Por esse motivo, criou-se uma importante parceria, envolvendo diferentes setores da sociedade: o Instituto para o Desenvolvimento da Saúde (IDS), uma organização não governamental voltada para a melhoria das atenções de saúde no país, a Universidade de São Paulo (USP), que cumpre assim seu papel de centro divulgador de conhecimentos, a Fundação Telefônica (FT), que se sensibiliza com as necessidades sociais, e o Ministério da Saúde (MS), que acreditou na proposta e se propôs a divulgar o material instrucional que aqui é apresentado para todas as equipes do PSF.

Os temas abordados foram basicamente os recomendados pelo MS, em função de sua freqüência e importância, além de alguns outros sugeridos por professores da Faculdade de Medicina e da Escola de Enfermagem da USP. O tratamento dado aos textos foi o mais conciso e objetivo possível, de modo a auxiliar os médicos a tomarem decisões quanto ao diagnóstico e tratamento das enfermidades selecionadas, além de, quando pertinente, tomar medidas relacionadas com a prevenção das doenças e suas complicações. Um enfoque complementar é o de tentar definir os limites de atenção no PSF e de quando encaminhar o paciente para um especialista ou centro de referência. Já os textos de enfermagem, além de procurar normatizar as ações desses profissionais, procuram trazer informações complementares que auxiliam as enfermeiras na consecução dos objetivos do PSF. Acreditamos que o projeto "Material Instrucional para o PSF" preenche uma necessidade atual para se poder melhorar a qualidade das atenções básicas de saúde de nosso país. Sua concretização reforça o conceito de que os problemas do setor saúde não devem ser entendidos como exclusivos do governo, cabendo um envolvimento ativo da sociedade civil na busca de diagnósticos e soluções para um Brasil melhor e mais justo. Prof. Dr. Raul Cutait Presidente do Instituto para o Desenvolvimento da Saúde

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Dulce Maria Senna1 Eleonora Haddad Antunes2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:32 AM
1 Médica sanitarista, psicoterapeuta, doutora em Medicina Preventiva, médica assistente do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP 2 Médica psiquiatra, mestre em Medicina Preventiva, supervisora do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP

Quadro clínico e Epidemiologia A abordagem do contexto familiar, dentro das ações previstas para uma equipe de Saúde da Família, torna-se necessária, tanto do ponto de vista do entendimento da situação-problema trazida como demanda de atendimento, como num contexto de estratégia de promoção à saúde, em nível comunitário. Nesse sentido, são necessárias algumas considerações. Um grupo de tarefas que se organiza na direção da sobrevivência, cujos membros dividem atribuições e papéis. Um grupo interativo no qual intensas relações afetivas se manifestam. Um grupo que é produto: a) das heranças culturais trazidas por seus antepassados, b) do seu próprio ciclo de vida familiar, c) da sua articulação dentro dos fatores econômicos e

culturais da sociedade a que pertence. A demanda trazida pelos indivíduos para atenção à saúde pode ser compreendida como uma linguagem que expressa conflitos de seu ambiente familiar. Assim, as questões de saúde da criança, do adolescente, da mulher, do homem e do idoso devem ser compreendidas à luz da estruturação e da história particular de cada família, dentro do pano de fundo da realidade social que a constitui. A composição das famílias brasileiras, do ponto de vista demográfico, vem passando por várias alterações nas últimas três décadas. Apesar de estas ocorrerem de forma diferenciada para as diversas regiões do país, alguns movimentos acontecem de forma geral, como a redução da natalidade e o aumento no número de anos vividos pelas pessoas. As famílias vêm se tornando menores e com um número maior de idosos em sua composição, com aumento da prevalência de doenças crônicas e de problemas decorrentes do processo de envelhecimento. As famílias, no Brasil, principalmente nas camadas mais pobres da população, constituem grupos voltados para a formação de uma renda que possibilite a sobrevivência de todos e favoreça o estabelecimento de planos para o futuro. O modelo de família vivendo isoladamente num domicílio, no qual o pai tem o papel de provedor dos bens materiais, a mãe deve cuidar dos afazeres domésticos e aos filhos cabe a responsabilidade de estudar, não predomina nos núcleos familiares mais empobrecidos. Nas últimas décadas, buscando melhores condições de vida, as famílias migraram para regiões urbanizadas e se confrontaram com valores culturais diferentes; sua composição também passou por alterações. Elevou-se o número de núcleos familiares compostos apenas por mulheres e seus filhos menores, principalmente nos grupos migrantes de baixa renda. Mais recentemente, a perspectiva de globalização econômica, de desemprego estrutural e de restrição aos investimentos de projetos sociais repercutiu na estrutura familiar, com prejuízo aos projetos de vida, levando, inclusive, ao aumento do número de indivíduos e famílias moradores de rua. Estudos clássicos sobre famílias caracterizam o ciclo de vida familiar em três estágios: uma primeira fase, de maiores dificuldades, constituída pelo casal ou um dos pais com filhos pequenos; uma segunda de maior prosperidade, com os filhos dentro da família e com idade para trabalhar e uma terceira fase, também mais difícil, com os filhos fora do primeiro núcleo familiar e o casal ou um dos pais em idade mais avançada. Entretanto, nas regiões urbanas brasileiras, observa-se que o núcleo familiar tende a ser composto por várias gerações como forma de enfrentar dificuldades financeiras. Os filhos que formam um novo ramo familiar continuam a habitar o núcleo original como forma de somar rendimentos, barateando os custos habitacionais e garantindo os cuidados às crianças e a outros dependentes, que são aqueles que não estão inseridos ativamente no mercado de trabalho, como os adolescentes, os idosos e os desempregados.

As mulheres ocupam um papel importante na manutenção da vida diária do grupo familiar, exercendo o trabalho doméstico, o preparo e manutenção dos alimentos, a confecção do vestuário, a procura de preços mais baixos nas compras, o que contribui para diminuir os gastos domésticos e para manter o orçamento familiar. A sua participação com trabalho remunerado na geração da renda familiar, realizada dentro ou fora do ambiente doméstico, soma-se às outras atividades, potencializando sobrecarga física e emocional e conseqüentes agravos à saúde. Por outro lado, a experiência acumulada durante a existência das mulheres no manejo do cotidiano da vida familiar lhes proporciona, quando idosas, um papel mais definido no grupo, o que pode não ocorrer no gênero masculino. Nesse sentido, ao se abordar o idoso no grupo familiar, deve-se levar em conta o gênero e a sua relação com os demais membros. A contribuição masculina na provisão do sustento e na defesa dos princípios morais é fundamental, principalmente nas famílias de baixa renda. Nesses grupos, as expectativas colocadas expressam: que a presença do homem é que dá respeito à casa, o homem é o chefe da família e sua condição de trabalhador lhe dá o reconhecimento na sua comunidade. A dificuldade de desempenho destas funções, quando o homem tem remuneração inferior, está desempregado ou aposentado, pode ser fonte de estresse e de danos à saúde. No idoso, a inadequação ao projeto familiar e a perda dos papéis masculinos anteriormente exercidos têm impacto na auto-estima, fator de proteção considerado importante na manutenção da saúde. Na arquitetura familiar, as crianças, como membros que não têm autonomia e capacidade plena de defesa, geram uma tensão no sentido do cuidado e estão mais expostas e vulneráveis às situações de conflito no grupo. Na adolescência, esta situação, em parte, permanece. Em acréscimo, os adolescentes, muitas vezes depositários das expectativas de transformação e mobilidade social do grupo, sofrem com a frustração dessas expectativas, seja pelo contexto familiar de sobrevivência, seja pelo contexto de possibilidades de inserção social. As possibilidades de agravos à saúde se estabelecem de forma diferenciada. Mulheres, adolescentes e crianças estão mais expostos ao contexto da violência doméstica. Os efeitos da dupla jornada feminina, acrescidos das alterações corporais advindas da maternidade propiciam um perfil específico de problemas de saúde. Homens têm aumentado o risco de depressão e alcoolismo quando suas funções no grupo se reduzem, no desemprego ou aposentadoria. Os idosos podem também ter problemas de adaptação ao projeto familiar, quando seus papéis são ocupados por uma nova geração. No interior da família, a ocorrência de outros eventos de vida potencialmente estressantes também deve ser observada: a morte de um dos pais ou de indivíduo provedor de cuidados ou renda; a gravidez e os nascimentos trazendo um novo arranjo ao grupo; a manifestação de uma doença grave ou envelhecimento que interfiram na capacidade de autonomia de um dos membros da família; o início da vida escolar das crianças; a prisão, hospitalização ou migração de um dos familiares.

Ou seja, acontecimentos que, além de trazerem angústias individuais, possam desestabilizar a composição anterior do grupo. A observação dessas mudanças pode auxiliar no manejo do cuidado à saúde, seja individualmente, seja como apoio ao núcleo familiar. A problemática familiar é complexa e necessita uma compreensão que leve em conta sua inserção no contexto sócio-econômico e o momento do ciclo vivido. Investigar a situação evolutiva de uma família pode esclarecer situações de conflito que possam estar afetando as condições de saúde. Frente às adversidades, como forma de proteção, a família não se entende somente a partir dos laços de sangue, mas sim como uma rede de solidariedade que favorece a sobrevivência. Assim, família são aqueles com quem se pode contar. E os grupos se estabelecem a partir de laços, afetivos e morais, de parentesco e vizinhança, que possibilitam a solidariedade, a troca de favores e a manutenção dos hábitos, linguagem e valores culturais. O projeto de sobrevivência das famílias empobrecidas ocorre dentro de grupos de solidariedade, nos quais os laços morais determinam papéis e obrigações para os seus membros. Na direção do suporte às famílias, alguns conceitos têm sido estudados. Observa-se, por vezes dentro da mesma faixa de renda, que indivíduos ou sistemas - famílias, grupos e comunidades - têm maior capacidade de enfrentar com sucesso adversidades ou riscos significativos. Ou seja, uma melhor capacidade de recuperação diante de eventos adversos. A esta característica se chamou resiliência, que é um termo advindo da Física, que poderia ser traduzido como elasticidade e entendido como capacidade de retomar a forma original, após uma tensão sofrida. Algumas investigações buscam identificar características de resiliência, para formular e implementar programas e práticas visando reforçar propriedades já existentes, com o objetivo de alcançar mais saúde e qualidade de vida. Ou então, minimizar o impacto de risco em populações vulneráveis, como, por exemplo, crianças e adolescentes em contexto de violência, em uso de drogas ou moradores de rua. Uma das características que potencializam a capacidade de enfrentar adversidades é a possibilidade de se contar com suporte social. Suporte social pode ser qualquer informação, auxílio material ou afetivo, oferecidos por grupos ou pessoas. Nesse sentido, define-se como relação humana na qual trocam-se recursos sócio-emocionais, instrumentais ou recreativos. As redes de suporte social são as pessoas, grupos ou instituições concretamente organizadas e que potencialmente podem exercer esse apoio.

Ações que levem em conta a possibilidade, no domicílio, de detectar necessidades de suporte e incrementar estratégias comunitárias, no sentido de ampliar redes de apoio social podem ter impacto positivo na saúde dos indivíduos e do grupo familiar. Nesse sentido, a equipe de saúde da família e, particularmente, o agente comunitário de saúde têm um papel primordial.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores:

Ana Sílvia Whitaker Dalmaso1

Alexandre Nemes Filho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:40 AM
1 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP 2 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP

Introdução O tema da Promoção da Saúde tem se tornando cada vez mais presente na prática dos profissionais de saúde pois, na atualidade, se inclui como componente de destaque na organização de novos modelos de prestação de serviços no campo da saúde pública, como é o caso do Programa de Saúde da Família. Alem disso, o debate em torno da noção de promoção da saúde vem favorecendo a constituição de um movimento daqueles que entendem que as políticas públicas, em particular aquelas que ocorrem nos municípios, devem estar direcionadas para capacitar as comunidades para atuar na melhoria da qualidade de vida e saúde. Incluem-se nesta proposta o movimento de alcance internacional conhecido como "Cidades-Municípios-

Saudáveis". Pode-se observar também que, nas últimas décadas, tem havido um interesse maior das pessoas e das comunidades para iniciativas e habilidades que buscam expandir o potencial de vida, uma visão positiva da saúde. Sinteticamente isto pode ser explicado face ao aumento da expectativa de vida na modernidade com a redução da mortalidade nas idades mais jovens e a diminuição dos danos causadas pelas doenças. Nas perspectivas apontadas acima, o que está em questão é o reconhecimento de que a Saúde não está simplesmente relacionada à ausência de doenças ou ao tratamento de doenças, mas tem seu conteúdo ligado à qualidade de vida e ao bem-estar das populações. Desta forma, a saúde é promovida quando são fornecidas melhores condições de trabalho, moradia, educação, atividade física, repouso e lazer, alimentação e nutrição. Neste artigo, procuramos definir o conceito de Promoção da Saúde, incluindo uma breve recuperação histórica e assinalar as possíveis estratégias orientadas pelo conceito. O Conceito de Promoção à Saúde A noção de promoção à saúde mais difundida na área médica, foi introduzida por Leavell e Clark, em 1976, no desenvolvimento do modelo denominado "história natural da doença". Neste modelo, aplicado a partir do grau de conhecimento do curso de cada uma das doenças, definem-se três níveis de prevenção: primário, secundário e terciário. A prevenção primária, foco do nosso interesse, tem por objetivo evitar que as pessoas adoeçam; para tanto, lança mão de medidas voltadas para as condições do meio ambiente e social, não só para promoção geral da saúde, como para dar proteção específica a algumas doenças, como é o caso das vacinas. Este modelo repercutiu de forma positiva em dois aspectos. Permitiu uma ordenação e organização das ações no âmbito da vigilância epidemiológica, em particular nas atividades institucionais ligadas ao controle das doenças de notificação compulsória, e reforçou a noção de que a educação é um fator tão importante quanto a assistência clínica na melhoria da saúde. Obteve, porém, pouca repercussão no tocante a aspectos de mobilização das comunidades. A partir de 1980, esta última característica apareceu nas novas versões da promoção da saúde. Um entendimento muito freqüente refere-se à promoção como a busca de um ambiente saudável, que as pessoas tenham uma boa qualidade de vida e gozem de bem estar. BRESLOW (1999), entretanto, chama a atenção para o fato de que medidas como a restrição ao fumo, o controle do uso do álcool, a redução do peso nos obesos e diminuição da ingestão de gorduras saturadas e colesterol, embora devam ser alcançadas, constituemse em medidas tipicamente de prevenção para lidar com fatores de risco (de doença coronariana, câncer de pulmão e alcoolismo) não se caracterizando propriamente como medidas de promoção da saúde.

BUSS (2000) salienta que este tipo de enfoque mantém-se centrado apenas nas mudanças de comportamentos danosos dos indivíduos ou restritos a questões culturais de algumas comunidades. Considera que o conceito moderno de promoção da saúde deve implicar em atividades voltadas tanto a grupos sociais como a indivíduos por meio de políticas públicas abrangentes (em relação ao ambiente físico, social, político, econômico e cultural) e do esforço comunitário, na busca de melhores condições de saúde. Nesta última perspectiva, têm se ancorado as resoluções das "Conferências Internacionais de Promoção da Saúde", procurando estabelecer consensos e diretrizes para a promoção da saúde. Estratégias de Promoção à Saúde Se já está explicado o que é promoção à saúde e entendido como ela é importante para melhorar a qualidade de vida das pessoas e diminuir a quantidade e gravidade das doenças, vamos agora indicar formas concretas de se fazer promoção à saúde. Destacamos, neste texto, duas formas que são complementares, isto é, uma se soma à outra. Elas não só trazem bons resultados, mas também fazem os recursos empregados produzirem mais benefícios. São elas a ação intersetorial (integração de tipos diferentes de atuação) e o suporte social. Vamos estar privilegiando neste texto o suporte social porque o consideramos um instrumento muito útil para o trabalho dos profissionais de saúde do Programa de Saúde da Família (PSF) para alcançar seus propósitos em termos de qualidade de saúde e vida das pessoas e dos grupos sociais. Ações intersetoriais: integração de esforços visando alcançar mais e melhores resultados e racionalizar recursos. Como diz o ditado: "a união faz a força". Portanto, somar ações é mais inteligente do que fazer tudo em separado. É proveitoso, por exemplo, juntar trabalho nas creches e escolas e ações de saúde; juntar atividades de esporte e cultura e as áreas de saúde e educação ou ainda transformar o local de trabalho ou o município em um ambiente saudável. Apesar de a intersetorialidade ser uma estratégia já conhecida faz tempo, há, freqüentemente, dificuldades para colocá-la em prática. O segredo é estar disposto a conversar e articular. Para os governos municipais, é muito importante fazer planejamento integrando as diversas áreas de atuação e discutindo com a população as prioridades e como realizar os planos. Suporte social: instrumento de trabalho na atenção básica à saúde, visando melhorar a qualidade de vida e o domínio do grupo e do indivíduo sobre as situações. A idéia é que uma pessoa que tenha mais conhecimentos, mais habilidades e maior confiança em si pode proteger sua saúde e viver melhor. O suporte social representa um conjunto de ações que podem ser realizadas por diferentes tipos de pessoas: os membros da equipe de saúde da família, parentes, amigos, voluntários. Faz-se suporte quando se fornece informação: com ela as pessoas e os grupos podem se proteger e se defender melhor, saber onde procurar ajuda para um problema e aprender a se cuidar. Outro tipo de suporte é o apoio emocional: fazer companhia, conversar, aconselhar, encorajar, mostrar que se está do lado da pessoa ou do grupo nas suas decisões. Este tipo de suporte faz com que as pessoas e os grupos ganhem mais confiança,

mais força e possam decidir e lutar pelo que desejam. Um terceiro tipo de suporte é chamado de instrumental, significando fornecer recursos técnicos e/ou materiais para ajudar a pessoa a se protegerem e cuidar melhor. Pode ser desenvolver habilidades para, por exemplo, amamentar, fazer dieta ou fazer uma fossa, ou fornecer recursos materiais para cuidado da saúde ou manutenção da qualidade de vida (como, por exemplo, renda mínima, cesta básica, material para construção, medicação). Como já dissemos, o suporte pode ser leigo (parentes, amigos, voluntários) ou profissional. A vantagem do leigo é que muitas vezes quem faz o suporte está mais perto e conhece mais quem vai receber o apoio. Mas, onde o suporte leigo não é suficiente, pode-se contar com o apoio profissional. E de quem? Por exemplo: na equipe de saúde da família, quem deve fazer o suporte social? Todos, cada um com a sua função, todos buscando ouvir e acolher as necessidades dos usuários. E um trabalho articulado com o do outro, como uma verdadeira equipe. Onde fazer o suporte? Um entendimento mais restrito é considerar o suporte como ação comunitária, a ser realizado mais no domicílio e na comunidade do que na unidade de saúde. Uma outra forma de pensar, mais abrangente, é incluir o suporte social entre as ações básicas de saúde, realizadas em todos os espaços: na visita domiciliar, no contato com agrupamentos, locais de reunião, nos atendimentos individuais, nas atividades educativas. Quem decide qual é o suporte necessário? Não pode ser uma decisão só da equipe, mas da conversa dos profissionais com a população e as pessoas, definindo juntos os problemas a serem enfrentados e como fazer. Se a decisão é unilateral, corre-se o risco de o profissional pensar que está fazendo um apoio e de quem o recebe considerar que o apoio é desnecessário ou que até atrapalha mais do que ajuda. Por isso, a conversa, a integração e a combinação do suporte é tão importante. Como a área da promoção à saúde é relativamente nova, cabe, de um lado, experimentar diversas formas de atuação, ou seja, ser criativo. De outro lado, como o suporte profissional é um investimento de recursos (profissionais, tempo de trabalho, recursos materiais), é necessário pensar e colocar em prática formas de avaliação.

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gov.funasa.br/imu/imu00.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Marta Heloisa Lopes1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:46 AM Autores: 1 Professora Doutora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Nota do editor: o calendário de vacinação apresenta peculiariedades de acordo com Estado e região do país. Recomendam-se consultas periódicas ao sítio do Ministério da Saúde: http://www. além de estar sofrendo atualização com grande freqüência devido ao avanço tecnológico.htm Esquema de Vacinação na Criança Esquema de Vacinação no Adulto Eventos adversos · BCG · DPT · Febre Amarela · Hemófilos · Hepatite B .

dose 2ª. dose 3ª. dose 1ª. Esquema de Vacinação para Crianças IDADE Ao nascer VACINA BCG Vacina contra hepatite B 1 mês 2 meses Vacina contra hepatite B Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) DOSES dose única 1ª. dose 1ª. dose 3ª. dose 1ª. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose .· Poliomielite · Sarampo · Tríplice viral Situações Específicas Vacinação na criança A vacinação de rotina tanto da criança quanto do adulto visa a prevenção das doenças mais graves e mais freqüentes. dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B Hepatite B Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose 2ª. no Brasil. dose 2ª. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) preconiza o seguinte esquema de vacinação para crianças. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Hepatite B 4 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 2ª. dose 6 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 3ª. dose Vacina contra hepatite B 3ª.

Este esquema de vacinação universal na criança é preconizado para prevenir a transmissão materno. A segunda é dada com um mês de vida a terceira e última. tétano e coqueluche Sarampo. São dadas junto com a segunda dose da vacina contra sarampo e constituem a chamada tríplice viral (sarampo. caxumba e rubéola). sendo a primeira aos dois meses. O assunto. O esquema completo de vacinação contra hepatite B compreende três doses. rubéola e síndr. nos últimos dez anos. Embora haja controvérsia sobre a eficácia da vacina BCG. Por isso não são identificadas as mães portadoras do vírus da hepatite B. O Estado de São Paulo. ainda na maternidade. aos nove meses de idade. as vacinas contra rubéola e caxumba. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda um reforço. Esta bactéria é importante causa de infecções graves em crianças menores de cinco anos de idade. a vacina conjugada contra doença invasiva causada pela bactéria capsulada Haemophilus influenzae tipo b. A outra mudança ocorrida nos últimos dez anos refere-se a introdução de uma dose de reforço da vacina contra tuberculose (BCG intradérmico). em todo o Brasil. baseando-se nos dados controversos sobre a . Foram introduzidas. aos 15 meses de idade. é polêmico. o PNI adotou esta medida em decorrência da grave situação epidemiológica da tuberculose o Brasil. ocorreram modificações importantes no esquema rotineiro de vacinação das crianças. entretanto. A primeira dose deve ser aplicada o mais precocemente possível. O esquema de rotina para crianças menores de um ano de idade é de três doses. foi introduzida. Em muitas regiões do Brasil ainda não se faz sorologia para hepatite B durante o pré-natal. a vacina contra hepatite B. rubéola. de preferência no primeiro dia de vida. síndr.infantil do vírus da hepatite B. foi introduzida no calendário vacinal de rotina. a segunda aos quatro e a terceira aos seis meses de vida. para crianças entre cinco e seis anos de idade. A vacinação da criança nas primeiras horas de vida diminuiu em até 90% o risco de transmissão do vírus para ao filho. salientando-se a meningite. Mais recentemente. rubéola congênita e caxumba Sarampo. Posteriormente.9 meses Vacina contra sarampo Vacina contra febre amarela dose única dose única reforço reforço dose única (reforço sarampo) Sarampo Febre amarela Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. sem teste tuberculínico (PPD) prévio. rubéola congênita Sarampo 15 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Vacina tríplice viral ou vacina dupla viral ou vacina contra sarampo 6 a 10 anos 10 a 11 anos BCG dT (dupla adulto) Vacina contra febre amarela reforço reforço reforço Formas graves de tuberculose Difteria e tétano Febre amarela É importante ressaltar que. no caso da mãe ser portadora.

Maranhão. não a recomenda. Tocantins. Pará. de sistema nervoso central) e deve continuar sendo empregada para todas as crianças no primeiro mês de vida. devem ser vacinadas contra essa doença que pode ser fatal. desde o ano de 1992. com reforço a cada dez anos. Por este motivo. uma vez que a vacinação rotineira da criança. Rondônia. em termos de saúde pública. Mato Grosso. dependendo das condições epidemiológicas da região onde elas estão sendo usadas. crianças que vivem ou viajam para áreas endêmicas de febre amarela. São áreas endêmicas brasileiras: Acre.eficácia da revacinação com BCG. Podem haver variações nas indicações de algumas vacinas. Amazonas. A vacinação não está indicada para crianças que vivem em áreas não-endêmicas. no calendário de rotina dessa região. Em toda essa polêmica. Mato Grosso do Sul. As seguintes situações devem ser consideradas em relação à vacinação de adultos: Primo-vacinação no adulto Esta situação é comum em indivíduos acima de 30 anos. Vacinação no Adulto A importância e necessidade de vacinação na infância são bem conhecidas. até mesmo para aquelas nascidas de mães HIV positivas. só foi amplamente estabelecida no Brasil a partir da década de 1970. A vacina da febre amarela é aplicada em dose única a partir dos seis meses de idade. (2º) estão sendo conduzidos estudos para elaboração de vacina de fragmentos de DNA do Mycobacterium tuberculosis. Esquema de vacinação para pessoas com sete ou mais anos de idade VACINA 1ª visita dT(dupla tipo adulto: difteria e tétano) Hepatite B* Sarampo/caxumba/rubéola** Influenza (gripe)*** dT Hepatite B dT Hepatite B ESQUEMA 1ª dose 1ª dose dose única dose única 2ª dose 2ª dose 3ª dose 3ª dose 1 a 2 meses após a 1ª visita 6 meses após a 1ª visita . Por facilidade operacional. Goiás e Roraima. com perspectivas de serem mais seguras e mais eficazes que as vacinas atualmente disponíveis. A prática da vacinação do adulto ainda é um desafio. simultaneamente com a vacina contra sarampo e a 3ª dose da Hepatite B. Amapá. essa vacina pode se administrada aos nove meses de idade. dois aspectos devem ser ressaltados: (1) a vacina BCG é útil e eficaz na prevenção das formas graves da tuberculose (miliar. O aparecimento de casos importados de febre amarela na região oeste do Estado de São Paulo determinou a introdução dessa vacina. Distrito Federal.

irritabilidade. cefaléia após uma semana da vacinação. Eventos Adversos: As vacinas relacionadas abaixo. Manutenção durante a vida da imunização adquirida na infância: Os adultos vacinados na infância contra o tétano e a difteria devem receber uma dose de reforço da vacina dT a cada dez anos. a vacinação contra a febre amarela está contra-indicada em pessoas com grave hipersensibilidade a ovo. em 1 caso para cada 1. foram constatados. DPT. mialgia. Febre Amarela: reações locais. são seguras. Por este motivo. edema e vermelhidão e sistêmicos como febre. estão contra-indicadas as vacinas. É administrada anualmente. urticária e/ou asma e até choque em anafilático. DT e TT (tóxoide tetânico). Encefalopatia e reação anafilática são extremamente raras. vômitos. está contra-indicada também para indivíduos imunodeprimidos. com duração de um a dois dias. causando encefalite e óbito em uma criança e um adulto. Os eventos adversos relacionados a cada uma delas são os seguintes: BCG: locais: (1) úlcera maior que 1 cm. episódio hipotônico hiporresponsivo e convulsão (associada ou não a febre). DPT: locais como dor. deve ser substituída pela tríplice com componente acelular (DPaT). para todos os indivíduos até 19 anos de idade. portanto. administradas na infância. no outono. sem documentação prévia de imunodepressão.. Nos casos de anafilaxia. articulações. (2) abcesso subcutâneo. são raras e mais prováveis em indivíduos imunocomprometidos. sonolência. linfonodos. baço. anorexia. Os vírus vivos atenuados que constituem a vacina contra a febre amarela são cultivados em ovos embrionados de galinha. Em caso de gravidez e na profilaxia do tétano após alguns tipos de ferimento. . Difteria e Tétano). dois casos de disseminação do vírus vacinal. ossos. Nestes casos. (3) linfadenopatia regional supurada. Acima desta idade é indicada para grupos específicos (ver adiante) ** desde janeiro de 2001. DPaT. após a vacinação. Nas crianças em que ocorrerem convulsões ou síndrome hipotônica hiporresponsiva a vacina DPT. disponível nos centros de referência para Imunobiológicos Especiais (CRIES). como dor. Recentemente. Os benefícios da vacinação superam largamente os eventuais danos causados pelas vacinas. nas próximas doses.a cada 10 anos e por toda a vida dT uma dose de reforço * desde janeiro de 2001. no Brasil. Por ser vacina de vírus vivo. o esquema deve ser completado com a dupla infantil (DT. fígado. no Estado de São Paulo. ou sistêmica que podem acometer a pele. Quando ocorrer encefalopatia. Mais raramente choro persistente (por três ou mais horas). edema e vermelhidão e sistêmicas: febre.000.000 de doses aplicadas. *** indicada para todas as pessoas a partir de 60 anos de idade e pacientes HIV positivos de qualquer faixa etária acima de 6 meses de vida. está disponível. para indivíduos até 39 anos idade. deve-se reduzir este intervalo para cinco anos. estão contra-indicados todos os componentes da vacina tríplice. está disponível. Há relatos de erupção cutânea. no Estado de São Paulo.

difteria. sarampo.infecção leve de trato respiratório superior . aguda. Graças ao sucesso alcançado por este programa. Mais raramente podem ocorrer cefaléia. em alguma região do corpo ou em todo o corpo. um caso a cada 6. (5) em casos de alergia a produtos que não os contidos na vacina. a vacinação não deve ser contra-indicada nas seguintes situações: (1) doença leve . É uma vacina pouco reatogênica. tétano. entre 5 e 12 dias após a vacinação. sibilos. pólio e febre amarela. febre baixa. cefaléia. rubéola. (6) crianças cujas mães estão grávidas podem e devem receber quaisquer vacinas. é mais rara ainda. e outras. muito raramente. Hepatite B: reações locais. como coqueluche. Entre os comunicantes. assimétrica.4 a 6. o incentivo à vacinação deve levar em consideração que as oportunidades de vacinar não devem ser perdidas. Cerca de 25% das mulheres vacinadas podem . caxumba. É evento extremamente raro.otite média . Sarampo: locais: dor. hipotensão e choque. Reações de hipersensibilidade são excepcionais: urticária. (3) no período de convalescença de uma doença.7 a 15. como dor e enduração. incluindo as de sarampo.O PNI se destaca no quadro da saúde pública brasileira. conjuntivite e exantema. vermelhidão e enduração e sistêmicas como febre.diarréia leve. entre vacinados. Doenças como a poliomielite não ocorrem mais. (2) uso de antibioticoterapia.5 milhões de doses administradas. enduração e linfadenopatia regional e sistêmicas: em até 5% dos vacinados. e sistêmicas como febre nas primeiras 48 horas após a vacinação. Esta situação paradoxalmente leva a uma diminuição do interesse pela vacinação. Tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola): locais como eritema. Sistêmicos: do 5º ao 12º dia após a vacinação podem ocorrer febre menor ou igual a 39ºC com duração de até 2 dias. Estima-se que. púrpura trombocitopênica e reação anafilática. ocorra um caso a cada 4.febre baixa . (4) em crianças que nasceram prematuras. são muito raras. Hemófilos B: reações locais como dor. De fundamental importância é o papel do médico de família incentivando a vacinação e explicando a necessidade de altos índices de cobertura vacinal para manutenção de baixos índices de incidência destas doenças. Poliomielite: poliomielite associada à vacina: paralisia flácida. e menos freqüentemente (em cerca de 5% dos casos) exantema. muitas doenças já não causam temor na população. rubor e calor. Tanto as reações locais quanto as sistêmicas podem ocorrer nas primeiras 48 horas após a vacinação. Em casos de hipersensibilidade as doses subseqüentes estão contra indicadas. sendo mais susceptíveis os indivíduos imunodeprimidos. laringoespasmo.7 milhões de todas as doses administradas. com início 4 a 40 dias após a vacinação ou contacto com vacinados. Assim sendo. com duração de 1 a 2 dias. atualmente.

insuficiência cardíaca. Em casos de dúvida quanto à indicação deste imunógenos. só é disponível na rede pública para indivíduos maiores de 19 anos. Encefalite é muito rara (1: 2. Meningite. (11) menores institucionalizados. policiais militares. (10) população penitenciária. ocorre em geral duas a três semanas após a vacinação. é benigna. portadores de anemias hemolíticas). civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate.apresentar dor nas pequenas articulações 7 a 21 dias após a vacinação. Este quadro é relativamente mais freqüente com a cepa vacinal URABE. sua evolução. (5) pacientes HIV positivos*. embora rara tem sido associada à vacina contra caxumba. (7) pacientes submetidos a politransfusões sangüíneas (ex. esplenectomia. isto é. No Brasil. está indicada para todas as pessoas. (3) profissionais que atuam em áreas da saúde com risco para a aquisição do VHB. hepatite A. (8) bombeiros. (6) pacientes renais crônicos*. varicela e raiva cuja dispensação segue regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde para situações especiais. Situações Específicas A vacina contra Hepatite B tem indicação de uso universal. hepatite B. Nos casos de esplenectomia eletiva a vacina contra pneumococo deve ser administrada no mínimo dez dias antes do procedimento. (12) prostitutas. contra raiva (cultivada em células diplóides) e de imunoglobulinas específicas contra tétano. (2) comunicantes sexuais de casos agudos de Hepatite B.000 vacinados) Outras manifestações neurológicas relatadas como ataxia. em geral. (9) carcereiros. síndrome de Reye são consideradas associações temporais com a vacina. diabetes. doença pulmonar obstrutiva crônica.: hemofílicos. com neoplásicos e transplantados. Copyright © 2001 IDS . * estes pacientes recebem o dobro da dose habitual A vacina de polissacarídeos contra o pneumococo está disponível nos CRIES para pessoas maiores de dois anos de idade com anemia hemolítica. Os CRIES dispõem ainda de vacinas contra varicela. homossexuais masculinos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nos seguintes casos: (1)comunicantes sexuais e domiciliares de portadores crônicos do VHB. síndrome de Guillain Barré.500. (13) pacientes psiquiátricos. institucionalizados. (4) alunos de cursos técnicos e universitários da área da saúde. os CRIES devem ser consultados. imunodepressão: HIV positivos.

1990. de reversão ou de estabilização da história natural da doença. que consiste em "assistência ativa e integral a pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo." . Este fato implica na utilização de "cuidados paliativos". Há uma idéia errônea de que. social e espiritual é soberano. ele teria que possuir o diagnóstico de câncer na forma neoplasia avançada. Controle da dor. pelo quadro clínico de morte súbita decorrente do infarto agudo do miocárdio. excetuando-se aquelas causadas pela violência.OMS. para se chamar um paciente de "terminal". de outros sintomas e solução de problema psicológico. do acidente vascular cerebral e do tromboembolismo pulmonar ou pela meningococemia serão precedidas de uma fase considerada como fora de possibilidades terapêuticas de cura. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Toshio Chiba1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:04 AM Autores: Médico assistente da Disciplina da Clínica Geral e Propedêutica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Quadro Clínico e Epidemiologia Todas as mortes. A meta do cuidado paliativo é de proporcionar a melhor qualidade de vida ao paciente e seus familiares. ou seja.

náusea. Mesmo em pacientes nãoportadores de neoplasia. Copyright © 2001 IDS . pneumopatas graves crônicos e oxigênio dependentes. outros sintomas como astenia. devem ser considerados como elegíveis para cuidados paliativos. Um dos motivos é o preconceito com relação ao uso de medicamentos como os opióides. devido a preconceito. xerostomia.Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva classe funcional IV sob controle medicamentoso. Um erro muito comum é o tratamento inadequado da dor. os pacientes e familiares e na própria estrutura de assistência médico-farmacêutica. muitas vezes. dor é um dos sintomas mais freqüentes. edema. têm preconceito sobre o controle da mesma e. Neste capítulo. É o sintoma que norteia a qualidade de vida destes pacientes. sem dúvida o fator limitante nos cuidados paliativos. ansiedade. diarréia. delirium. dispnéia. vamos nos deter sobre o controle da dor. tem medo de criar vício (efeito de adição) e exerce pressão cultural para não se prescreverem opióides mais por prática habitual do que por princípios farmacológicos bem estabelecidos. A sociedade. Médicos têm falta de conhecimento do controle da dor. o controle destes sintomas determinariam menor grau de sofrimento nesta fase final da vida para garantir melhor qualidade de vida. apresenta falha em distinguir entre uso legal e ilegal de analgésicos opióides. Além disso. insônia. alegam obstáculos regulamentares para prescrição que são impostos pela autoridade local. demenciados avançados com vários episódios de pneumonias ou de acidentes vasculares e portadores de esclerose lateral amiotrófica em último estágio da doença. vômito. A dor está presente em mais de dois terços de pacientes na fase terminal de câncer. Junto com a analgesia. por quererem ser um "bons" pacientes e não incomodar o médico e também por terem medo de que a dor signifique piora da doença. úlcera de decúbito. levando a uma prática irracional e detrimental de reservar opióides até a iminência da morte. uma restrição que está presente entre os médicos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . constipação. têm relutância em reportá-la e com freqüência. quase sempre com menos medicamentos e em doses menores do que as preconizadas para uma eficiente analgesia. inapetência. figuram como quadros clínicos freqüentes. Pacientes que se encontram em tal situação de dor.

A idéia de Promoção da Saúde. no plano individual e no coletivo. de parte da população. Este texto procura oferecer. com relação à prática de atividade física. Entretanto. por vezes. tem levado em conta a complexidade dos fenômenos que interagem neste campo e propõe a mobilização de diferentes recursos sociais para propiciar à população maior controle sobre sua saúde e condições de vida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rubens Kon1 Yara Maria de Carvalho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:18 AM 1 2 Médico assistente do Centro de Saúde Escola Samuel Pessoa . as informações essenciais para que possa incorporar essa discussão aos diferentes momentos de sua intervenção.Faculdade de Medicina da USP Professora Doutora da Escola de Educação Física e Esportes da USP As relações entre saúde e atividade física têm recebido grande atenção dos profissionais de saúde. o papel dos serviços de saúde. nas mais recentes formulações. a quem atua na atenção básica em saúde. da comunidade científica e. dificultada por alguns mitos e preconceitos. . mesmo. Nessa perspectiva. a compreensão dos efeitos da prática de atividade física para os níveis de saúde dos indivíduos e das populações é.

Uma tendência que se observa nos veículos de comunicação e entre formadores de opinião é a ênfase na prática de atividade física visando a "aquisição" de um corpo nos moldes de certos padrões de ou ainda a glorificação da competição e. tanto ao orientar e esclarecer seus usuários. à rotina de muitas unidades de saúde em todo o país. em especial. considerando suas diferentes condições. quando analisada a partir da perspectiva populacional: A prática regular de atividade física está associada a menores índices de mortalidade em geral. Os serviços de saúde são lugares onde a prática da atividade física pode ser tornada possível. os grupos de caminhada para idosos. as aulas de capoeira para jovens. nesse sentido. com êxito. É difícil imaginar. o conhecimento e os meios necessários para que a atividade física possa ser incorporada ao cotidiano das pessoas. o risco de morte por doenças cardiovasculares e. Prevenção e Controle de Problemas de Saúde Além dos benefícios de natureza mais ampla para saúde e a melhoria da qualidade de vida. O que se pretende. Atividade Física.deve ser pôr à disposição da comunidade as informações. têm sido incorporados. as sessões de ginástica para gestantes. solidariedade. O fortalecimento dos laços de solidariedade na comunidade que resulta desse tipo de iniciativa tem tanta importância. por doenças coronarianas. como estratégia de promoção da saúde. com base nas idéias de autonomia. prazer e bem-estar. Diminui. o que melhora suas chances de viver melhor. particularmente. É fundamental que as diferenças de história e situações de vida sejam reconhecidas e que se procure ampliar as possibilidades de escolha das pessoas. quanto os resultados mais imediatos de incremento da atividade física na prevenção e no controle de problemas de saúde. Além disso. a responsabilização exclusiva do indivíduo por mudanças de comportamento. vários estudos têm demonstrado que a atividade física é um fator importante na prevenção e no controle de alguns problemas de saúde. q q O risco de desenvolvimento do diabetes mellitus não-insulino-dependente está diminuído entre os que praticam regularmente atividade física. as atividades recreativas para crianças. . ao mesmo tempo. Também impede ou retarda o aparecimento da hipertensão arterial e facilita a redução dos níveis de pressão arterial nos hipertensos. como ao identificar e divulgar os recursos acessíveis à comunidade. de hábitos e estilos de vida. entre outros exemplos. que os indivíduos e as comunidades podem incorporar em suas estratégias de melhoria da qualidade de vida. ao contrário. é chamar a atenção para a atividade física como um elemento adicional. interesses e possibilidades. receitas uniformes e padronizadas de comportamento relativo ao cuidado com o corpo e à prática de atividade física.

prevenir problemas de saúde e melhorar as possibilidades de controle de certos agravos. O Que. portadores de condições crônicas . é fazer atividade física.. por vezes. Adicionalmente. da estrutura e função das articulações e para o desenvolvimento ósseo adequado na infância e na juventude. totalizando em torno de trinta minutos diários .mesmo que distribuídos em vários períodos . o programa de atividades para uma pessoa jovem. q A prática de atividade física parece aliviar sintomas de depressão e ansiedade e melhorar o humor. diabetes. há diferenças de outra dimensão entre andar no parque apreciando a natureza e caminhar apressadamente até o ponto de ônibus distante. eventualmente. Quanto e Como Fazer Optar pelo exercício e definir a freqüência apropriada para que ele seja praticado dependerá. a intervenção de profissionais especializados. uma recomendação adequada à prática de atividade física? Atualmente. então. ou do idoso que pretende manter-se ativo porque isso o faz sentir-se bem. dislipidemias. q q Embora os estudos relacionando atividade física e aparecimento de diferentes tipos de câncer ainda sejam pouco conclusivos. Desse modo. o risco de quedas diminui e aumentam as possibilidades de manter uma vida autônoma e independente. caminhar no parque. andar até o ponto de ônibus. O termo atividade física geralmente é utilizado quando há gasto de energia. basicamente. Entretanto. das características do indivíduo para o qual está sendo indicado e das motivações que possa ter para a prática de atividade física. observa-se uma associação com a diminuição do risco para o câncer de cólon. evidentemente.A atividade física contribui para a manutenção da força muscular. qual seria. Sendo assim. portanto. a orientação que predomina é para a prática de atividade física moderada.que têm na atividade física uma oportunidade de incrementar seu bem-estar. lavar roupa. ainda que os gastos de energia sejam equivalentes. que aspira atingir desempenho destacado em determinada modalidade esportiva será.como hipertensão. etc. subir escada. etc. Se os dois primeiros exemplos se referem a situações particulares. de compreender a atividade física como elemento importante na busca da melhoria da qualidade de vida. Trata-se. . Assim. que exigirão. o que lhe confere um papel importante na prevenção e no controle de problemas articulares e de desenvolvimento de osteoporose. a última situação representa a maior parte das demandas por orientação para a atividade física encontradas no âmbito da atenção básica: indivíduos saudáveis ou. muito diferente do proposto para o indivíduo de meia-idade que se recupera de um infarto do miocárdio.

de atividade física concentrada. são exercícios que se enquadram nesta definição. ainda que mais intensa. pulmonares ou metabólicos e no caso de . podem ser utilizados parâmetros personalizados. com sintomas sugestivos de problemas cardíacos. em poucos dias da semana.. Uma sessão diária. andar de bicicleta. ou na maioria dos dias da semana. a freqüência cardíaca máxima [220 . mesmo. aquela em que se atinge entre 3 a 6 equivalentes metabólicos (que seria a quantidade de oxigênio que o organismo em repouso consome. de forma gradual e atentando para o aparecimento de sinais ou sintomas não-usuais. como a que se está propondo. calculada subtraindo-se a idade de 220. que totalize os cerca de 30 minutos preconizados. Vamos compreender melhor este tipo de recomendação: A atividade física moderada é definida como aquela em que há consumo de cerca de 4 a 7 calorias por minuto (em torno de 200 calorias por dia) ou. Uma boa aproximação é a utilização da freqüência cardíaca máxima. Esta definição técnica precisa. Exemplificando: para um indivíduo de 60 anos. dançar e fazer ginástica. distribuída ao longo do dia e incluindo modalidades diferentes de exercício e recreação. é fundamental. no entanto. mantendo a capacidade de conversar. para produzir energia). ser traduzida em alguma forma mais prática de orientação. Mas. é bastante baixo e a melhoria do padrão de saúde obtida com a massificação da prática de atividade física o supera amplamente. Cabe destacar que. A prática de atividade física. O risco de eventos adversos graves e mesmo da morte súbita. como tem sido preferido. Note que a atividade física intermitente. então. é aceitável quando se tem em mente o objetivo de manter um condicionamento físico que preserve a saúde e mantenha o bem estar. sem sentir dores. malestar ou dificuldade respiratória. por minuto. manter a freqüência cardíaca entre 65% e 80% da freqüência cardíaca máxima calculada. A atividade física deveria. nessa recomendação. nos indivíduos sem doenças conhecidas. sem a necessidade de exames complementares e. para a maior parte das pessoas. ou quase todos os dias da semana. também atende a esse objetivo.e em todos. condicionamento físico. de consultas médicas. a maior parte das pessoas pode fazê-lo. peso. tem menores benefícios e aumenta o risco de resultados indesejáveis. E quais seriam os cuidados preliminares para que uma pessoa sedentária inicie a prática de atividade física? Quando se trata de atividade moderada. idade.do dia . a freqüência semanal. caminhar rapidamente. abrangendo todos. uma vez que o consumo de energia é diferente para pessoas com características diversas de sexo. etc.idade] é 160 e a atividade física deveria manter entre 104 e 128 batimentos cardíacos por minuto. É possível dizer que. Uma avaliação médica mais aprofundada (que pode incluir exames complementares como o teste de esforço) deve ser reservada para aqueles com alto risco para doença coronariana.

alimentação e hidratação. Copyright © 2001 IDS . acessórios de proteção. locais. calçados. quando for o caso.idosos ou portadores de condições crônicas que pretendam se dedicar a exercícios mais vigorosos. que garantam uma experiência prazerosa e saudável. É bom lembrar que cabe também ao serviço de saúde facilitar o acesso à informação relativa à forma adequada para a prática do exercício: horários. roupas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Dr Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/20/2001 6:02:52 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia O aumento do peso médio da população brasileira registrado nas últimas décadas é um fato da maior importância para a saúde pública e para a atenção médica. como também à hipertensão arterial e ao colesterol elevado. ao contrário do senso comum que a considera como decorrente da afluência. no aumento de doenças como por exemplo. fatores de risco para a doença coronária. nas zonas urbana e rural. detectou-se que a prevalência da obesidade é cada vez maior entre as pessoas com menor escolaridade. em todas as macroregiões e em todas as categorias de renda. a osteoartrose. Apesar dos bolsões de desnutrição no país houve aumento da prevalência da obesidade em ambos os sexos. realizado em 1996. No último estudo. O impacto da obesidade na mortalidade cardiovascular. a litíase biliar. A obesidade associa-se de forma direta ao diabetes. a insuficiência vascular periférica é imenso com repercussões sociais e econômicas relevantes. A importância do aumento da obesidade no Brasil é de tamanha relevância que é possível .

câncer. não significa que o problema não deva ser considerado como relevante. Uma das formas de vencer o preconceito no atendimento ao obeso é a de entender que a atual epidemia de obesidade é decorrente de um condicionamento social "obesogênico". doença pulmonar obstrutiva e insuficiência cardíaca que serão de fato a causa do agravo ou da morte futuros. tuberculose. porque há um conjunto de doenças ainda sem expressão clínica exuberante como depressão.prever que a queda da mortalidade por doença coronária que se iniciou na década de 80 será lentificada pelo aumento da freqüência dos fatores de risco cardiovascular devido ao aumento da prevalência da obesidade. não há valores de peso reduzido que causariam. O fato de o tratamento ser muito difícil. Primeiro. risco maior de morte em indivíduos bem emagrecidos. Segundo. Estes aspectos são importantes para o médico não trivializar o problema obesidade. Copyright © 2001 IDS . trazendo uma sensação de impotência ao médico. a idéia da existência de um "gordo saudável" não encontra apoio no conhecimento científico porque todos os indivíduos com aumento de peso apresentam risco maior de algum tipo de doença entre as acima listadas. Ao contrário do senso comum há dois fatos provenientes de estudos epidemiológicos recentes que podem ser aplicados à prática médica. que privilegia o consumo excessivo de alimentos calóricos e inibe a atividade física. per se. ou restringi-lo somente a uma questão estética ou de auto-estima.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Além disto. com quase um terço de todas as causas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bruno Caramelli1 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:44 AM Autores: 1 Médico Assistente do Instituto do Coração do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As doenças do aparelho circulatório estão em primeiro lugar entre as causas de morte no Brasil. Estas duas características do infarto do miocárdio limitam as expectativas de sucesso da assistência médica e favorecem a perspectiva de controle dos fatores de risco para as . o infarto do miocárdio e as doenças cerebrovasculares são aquelas com maiores índices de mortalidade. Dentro do grupo das doenças circulatórias. Afetadas por doenças circulatórias. Uma característica comum ao infarto do miocárdio e às doenças cerebrovasculares é a sua instalação abrupta. correspondendo a mais da metade dos óbitos causados por esta doença. Ao contrário de outras doenças. 20% dos pacientes com infarto do miocárdio morrerão antes de chegar ao hospital. o infarto do miocárdio não apresenta sintomas prévios em mais de 60% dos pacientes. onde há um período subclínico mais extenso. afastadas de suas famílias e de suas profissões. mais de um milhão de pessoas são internadas anualmente no país.

porque os coeficientes de mortalidade por doença cerebrovascular são maiores do que os pelo infarto do miocárdio. charuto. Neste aspecto. maior a possibilidade de se ter a doença e. o controle ou a eliminação do fator de risco reduz a probabilidade do surgimento de novos casos. além do excesso de óbitos. Quanto maior a intensidade e o tempo de exposição ao fator de risco.doenças cardiovasculares. o tabagismo. cigarro de palha ou os indivíduos que não "tragam". Copyright © 2001 IDS . especialmente com relação a níveis elevados de colesterol total. por outro lado. HDLcolesterol e LDL-colesterol). Tabagismo: associa-se a risco maior de doença coronária. sendo responsável. O Consenso Brasileiro de Dislipidemias recomenda que todos os adultos com idade superior a 20 anos conheçam seu perfil lipídico (colesterol total. A interrupção do fumo é a intervenção com maior impacto na redução do risco cardiovascular. os critérios de controle da pressão arterial e do colesterol são mais rigorosos do que no resto da população sem diabetes. o colesterol elevado e o diabetes. Os principais são a hipertensão. Colesterol elevado: há uma relação direta entre dislipidemias e aterosclerose. após dois anos. LDL (low density lipoprotein)-colesterol ou valores reduzidos de HDL (high density lipoprotein)colesterol. associado diretamente a obesidade e ganho de peso. Diabetes: principalmente o tipo 2. cabe lembrar que o uso de anticoncepcionais entre mulheres fumantes deve ser evitado pois aumenta em muito o risco de complicações circulatórias. triglicérides. cachimbo. Hipertensão arterial: é o principal fator de risco cardiovascular no Brasil. Obtendo-se um perfil desejável (ver tabela abaixo) e na ausência de outros fatores de risco. Este risco está associado positivamente ao número de cigarros por dia e ao tempo de existência do hábito de fumar cigarros. No caso do infarto do miocárdio e das doenças cerebrovasculares. por cerca de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho. Já no dia seguinte à suspensão. os fatores de risco cardiovascular são classificados em modificáveis ou não segundo a possibilidade de intervenção preventiva e maiores ou menores conforme a sua importância. No diabético. incluindo tromboses venosas. o risco será menor e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O risco de infarto do miocárdio em diabéticos isoladamente é maior do que em hipertensos isolados ou tabagistas ou indivíduos com colesterol elevado. reduzido pela metade. as determinações laboratoriais devem ser repetidas a cada cinco anos. O fumo tem ainda um efeito multiplicador sobre os outros fatores de risco. triglicérides. A prevalência da hipertensão é estimada em cerca de 15% a 20% da população adulta.

O desenvolvimento de tolerância ocorre rapidamente. Úlceras pépticas e osteoporose também são mais freqüentes entre tabagistas. Fumada de um cigarro. em média! Os principais riscos à saúde dos fumantes são as doenças cardiovasculares.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Montezuma Pimenta Ferreira1 Última Atualização: 8/16/2001 8:52:28 AM Autores: 1 Médico assistente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Trinta por cento dos brasileiros maiores de dezesseis anos fumam. levando ao aumento da dose e ao . os cânceres de pulmão. e outros tipos de câncer (da boca. esôfago. Noventa por cento dos fumantes têm dificuldade de fumar menos do que 12 cigarros por dia. bexiga e colo de útero). pâncreas. mas um quarto dos fumantes perde 23 anos de vida. A diminuição da expectativa de vida é de 8 a 10 anos. Isto representa trinta milhões de pessoas. como a bronquite e o enfisema. Seus efeitos estimulantes reforçam o seu uso. outras doenças pulmonares. é absorvida através dos pulmões e atinge o cérebro em oito segundos. A maioria dos tabagistas começa a fumar antes dos 18 anos. A droga que causa a dependência do tabaco é a nicotina. Metade dos fumantes morre de doenças diretamente causadas pelo tabaco. laringe. rins. faringe.

aumenta nos primeiros dias e regride lentamente em algumas semanas. dificuldade de manter o alerta e a concentração.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .estabelecimento do uso regular. Fumar mais de um maço por dia e fumar o primeiro cigarro menos de trinta minutos depois de acordar indicam risco de síndrome de abstinência intensa. Copyright © 2001 IDS . aumento de apetite e do peso. É caracterizada por inquietação. Esta síndrome se instala nas primeiras horas sem cigarros. sintomas depressivos. ansiedade. sonolência diurna. Mais da metade dos fumantes apresenta sintomas de abstinência. irritabilidade. insônia.

provocando uma . Farmacologicamente. Danilo Antonio Baltieri1 Prof. Arthur Guerra de Andrade2 Última Atualização: 12/4/2001 11:17:02 AM 1 Médico psiquiatra pós-graduando do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Livre-Docente do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O consumo de substâncias psicoativas é importante problema de saúde pública em todo mundo. uma compreensão adequada do quadro clínico e tratamento do alcoolismo se faz necessária.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. Estima-se que cerca de 10 a 14% da população seja dependente do álcool. Suas atividades intoxicantes e euforizantes são conhecidas desde tempos pré-históricos. Dr. sendo o álcool a mais utilizada. O álcool etílico é um produto da fermentação de carboidratos presentes em vegetais. Em função da alta freqüência do uso do álcool e dos inúmeros riscos à saúde advindos deste consumo. o álcool é um depressor do sistema nervoso central. Existe um nítido predomínio do alcoolismo em homens.

A primeira experiência com o álcool costuma ocorrer na adolescência. (3) o álcool é usado em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o desejado. O quadro de abuso de álcool é caracterizado por um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. (4) uso do álcool. insuficiência hepática. O consumo recente e excessivo de álcool pode causar desde euforia. genitais e pele). alterações cardíacas. (4) existe um desejo persistente ou esforço malsucedido no sentido de reduzir ou controlar o uso do álcool. apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente. alteração do funcionamento cardíaco. anemias. Já o quadro de síndrome de dependência ao álcool é diagnosticado a partir de um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. sendo que a tolerância aos seus efeitos é muito marcante. (6) uso do álcool continua. lentificação psicomotora. podemos citar: a intoxicação alcoólica idiossincrática (caracterizada por um comportamento desadaptativo e atípico após a ingestão de pequenas . podemos citar: gastrites. danos ao sistema nervoso central. eventualmente. dificuldades na absorção de nutrientes. Várias são as complicações clínicas e psiquiátricas surgidas em função do uso do álcool. osteoporose precoce. prejuízo do julgamento. (5) os critérios nunca satisfizeram os critérios de síndrome de dependência ao álcool. (2) uso recorrente do álcool em situações onde há perigo físico. redução do nível da consciência e. cirrose hepática. sendo raro o órgão humano que não seja afetado por esta substância. na sua utilização ou na recuperação dos seus efeitos. dores musculares. (2) síndrome de abstinência (sintomas psicológicos e físicos advindos da parada ou redução abrupta do consumo do álcool). apesar dos problemas sociais ou interpessoais persistentes ou recorrentes causados ou exacerbados pelos efeitos do álcool. lesão da parede do esôfago. Em mulheres grávidas. ocupacionais ou recreativas são abandonadas em função do uso do álcool. depressão. neuropatia periférica (dor e parestesia em membros). labilidade emocional. A este quadro dá-se o nome de intoxicação por álcool. sabe-se que o álcool atravessa a "barreira placentária" e pode provocar desde abortamentos espontâneos. sensitivas e cognitivas. natimortos e crianças com baixo peso ao nascer. lesões no sistema nervoso central com conseqüentes disfunções motoras. hepatite alcoólica. (3) problemas legais relacionados ao uso do álcool. resultando em fracasso em cumprir obrigações importantes relativas a seu papel no trabalho. irritabilidade. arritmias cardíacas. levando a sérios prejuízos ou sofrimento clinicamente significativo. manifestado por pelo menos três dos seguintes fatores: (1) evidência de tolerância (necessidade de doses cada vez maiores da droga para obter os mesmos efeitos das doses iniciais). alterações em outras regiões como articulações. (6) importantes atividades sociais. Como complicações clínicas. danos faciais. dentro de um período de 12 meses: (1) uso recorrente do álcool. diminuição da atenção. além da temida síndrome do alcoolismo fetal (deficiência do crescimento pondero-estatural da criança. manifestado por um ou mais dos seguintes critérios. (5) muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância. na escola ou em casa. Como complicações psiquiátricas. sonolência. pancreatite. coma.desorganização geral dos impulsos nervosos. levando a sério prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo.

que ocorrem após interrupção ou redução abrupta do uso crônico e intenso do álcool. agitação. O transtorno amnéstico (caracterizado por episódios transitórios de amnésia que acompanham variados graus de intoxicação ao álcool. tremor. febre. hiperatividade autonômica. sem alteração do nível da consciência. delírios. em pacientes clinicamente comprometidos). principalmente visuais e auditivas. freqüentemente seguido por amnésia para o período de intoxicação). alucinações vívidas. O nível de consciência do indivíduo parece normal para terceiros no momento da intoxicação). Copyright © 2001 IDS .quantidades de álcool. convulsões.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . após a cessação ou redução do consumo do álcool. É quadro de emergência clínica. a alucinose alcoólica (presença de alucinações vívidas e persistentes. o ´delirium tremens` (caracterizado por confusão mental. podendo ser acompanhadas por idéias delirantes).

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Arthur Guerra de Andrade1 Edson Henry Takei2 Última Atualização: 10/31/2001 12:06:50 PM 1 2 Professor associado da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduando em medicina pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Droga é o termo utilizado para designar substâncias de efeito psicotrópico (principalmente as de caráter ilícito). que podem levar o usuário à dependência física e/ou psíquica. o uso na vida de qualquer droga psicotrópica. Segundo dados de uma pesquisa domiciliar realizada nas 24 maiores cidades de São Paulo em 1999 pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas. aos solventes orgânicos e a outras drogas de uso menos freqüente em nosso meio como o LSD. exceto álcool e tabaco. estimulantes. dentre as drogas ilícitas. daremos enfoque à maconha.6%). o "Ecstasy" e a Heroína. às medicações de uso médico que possuem potencial de abuso (benzodiazepínicos. Neste capítulo.6%. A prevalência do uso na vida de cocaína foi de . opióides e anticolinérgicos). a que teve maior uso na vida (5. foi de 11. A maconha foi. à cocaína (inalada. fumada ou injetada).

atenção e vontade de realizar tarefas Substância: Cocaína/crack Uso habitual: Ilícito. convulsões.1. sensação de relaxamento. infecções no uso endovenoso. boca seca. estado de hipervigilância. como estimulante Intoxicação: Euforia. irritabilidade. casos de morte após uso excessivo. ansiedade. sensação de prazer ou ansiedade intensos. infartos do miocárdio. euforia. mescalina) Uso habitual: Ilícito.7%. seguidos pelos ansiolíticos e anfetamínicos. aumento do apetite e da sede. sensação de relaxamento Abstinência: Não existe síndrome de abstinência característica Quadros associados: Quadros psicóticos ou ansiosos Conseqüências do uso prolongado: Lembranças vívidas das alterações sensoriais mesmo muito tempo após consumo ("flashbacks") . desinibição. agitação psicomotora. forte indução de dependência Substância: Alucinógenos (LSD. taquicardia. problemas pulmonares no crack Conseqüências do uso prolongado: Podem ocorrer quadros psicóticos prolongados que necessitam do auxílio do especialista. Pesquisas anteriores realizadas pelo mesmo grupo em 1987. como modificador sensorial Intoxicação: Alucinações visuais agradáveis ou extremamente desagradáveis. alucinações e delírios transitórios Abstinência: Depressão. às vezes sintomas ansiosos. chá de cogumelo. como relaxante. letargia. desejo intenso pela droga Quadros associados: Acidentes vasculares cerebrais. crack tem associação com envolvimento criminal. alterações sensoriais. Substância: Maconha/Haxixe Uso habitual: Ilícito. tosse. piora do rendimento psicomotor Abstinência: Mal caracterizada. câncer de vias aéreas Conseqüências do uso prolongado: Piora do rendimento na escola e trabalho. hiperemia conjuntival. insônia. quadros delirantes breves. ansiolítico ou alucinógeno Intoxicação: Percepção do tempo mais lenta. sinais de liberação adrenérgica. 1991 e 1993 em 10 capitais brasileiras com estudantes de segundo grau mostraram que as drogas de maior uso na vida são os solventes. prejuízo de funções como memória. falta de prazer e vontade de realizar atividades. muitas vezes leva ao consumo de drogas mais pesadas. irritabilidade e humor depressivo Quadros associados: Quadros psiquiátricos em geral. euforia. pupilas dilatadas.

Privina e Aturgil) Uso habitual: Medicações para emagrecimento. Desobesi. Moderex.Substância: Anfetaminas (Hipofagin. delirantes e de humor importantes Conseqüências do uso prolongado: Desenvolvimento de forte dependência pela substância Copyright © 2001 IDS . redução da fome e do sono. desânimo. Pervetin. dificuldade de concentração. Preludin. Reactivan. aumento da energia psicomotora. depressão. irritabilidade Quadros associados: Quadros ansiosos. irritabilidade. convulsões Abstinência: Aumento do sono e da fome. Inibex. Dualid.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . fórmulas para emagrecer. estimulantes Intoxicação: Ansiedade.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Ana Cristina Fortes Alves1 Última Atualização: 12/4/2001 11:18:26 AM Autores: 1 Médica preceptora do departamento de dermatologia da FMUSP Dermatite Seborréica Dermatofitoses Eczema Atópico ou Dermatite Atópica Eczema de Contato ou Dermatite de Contato Escabiose (sarna) Furúnculo Impetigo Larva migrans .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Bicho geográfico (ver larva migrans) Molusco contagioso Pediculose (piolho) Piolho (ver pediculose) Sarna (ver escabiose) Urticária Verruga Copyright © 2001 IDS .

boca seca (xerostomia). estima-se que o câncer da cavidade oral ainda seja responsável por cerca de 2000 mortes anuais no Brasil. Casos detectados mais tardiamente têm tratamento altamente complexo e prognóstico mais . úlcera. halitose e nódulos cervicais. É tratado com facilidade quando diagnosticado precocemente. o que pode ser feito com a inspeção e palpação da boca.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto R. nódulo. Câncer da Cavidade Oral Embora seja facilmente visível. Ferraz1 Marcos Roberto Tavares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:36 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP 2 Médico Assistente Doutor da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A cavidade oral é sede de várias doenças que podem se manifestar por alteração da pigmentação (mancha). dor.

geralmente doloroso. Copyright © 2001 IDS . O tipo histológico mais comum é o carcinoma espinocelular.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com caráter infiltrativo. irregulares.reservado. Tabagismo e etilismo são hábitos presentes na maioria dos doentes. As localizações mais comuns são a língua e o assoalho de boca. O câncer se apresenta como uma úlcera de bordas elevadas. Pode estar acompanhado ou suceder leucoplasia e eritroplasia.

As doenças mais comuns são a doença hemorroidária.Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia As doenças ano-retais compreendem um conjunto de afecções extremamente comuns na população em geral. Seu diagnóstico é realizado por meio de anamnese bem feita. o câncer do ânus e as doenças sexualmente transmissíveis. fístulas e abscessos anais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Angelita Habr-Gama1 Fábio Guilherme Campos1 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:44 AM 1 Disciplina de Coloproctologia . seguida de exame proctológico adequado e do uso eventual de outros recursos diagnósticos quando a história e exame físico não forem suficientes para este objetivo. a fissura anal. Doença Hemorroidária Fissura Anal . determinando sintomas importantes e que afetam a qualidade de vida das pessoas.

Fístula Fístula Anal Doença Sexualmente Transmissíveis Câncer de Ânus Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

ou outros sintomas subjetivos e pode também refletir alteração em qualquer órgão ou sistema. É uma alucinação de movimento e apresenta causas bastante específicas. não estão associadas a problema clínico grave. O diagnóstico preciso. Uma pergunta que ajuda a definir se o paciente tem vertigem é: você tem a . Quando o paciente procura o médico com queixa de tontura. depressão. é alcançado com a história clínica e com detalhes do exame neurológico e cardiovascular. é importante tentar caracterizar algumas situações: Vertigem: é quando o paciente tem a sensação de que tudo está rodando ao redor dele ou que ele próprio está rodando. Quadro clínico Tontura: é um sintoma comum que o paciente geralmente refere quando se sente inseguro na sua movimentação ou posição em relação ao meio ambiente externo. associada a cansaço. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:10 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Tontura e vertigem são condições muito frequentes na prática médica. na grande maioria das vezes. e. muitas vezes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Isabela M. Pode ser uma queixa inespecífica.

intensidade do sintoma. fatores desencadeantes. chama-se de nistagmo para a esquerda. agravantes (ansiedade. esforço) ou de alívio (alguma posição específica ou evitar uma posição específica). O nistagmo espontâneo desaparece quando o paciente fixa o olhar. simplesmente. Quadro 1 . frequência. se é constante ou intermitente. e do equilíbrio. O exame físico desses pacientes deve incluir um exame otológico simples. Uma pergunta que pode ajudar a definir se o paciente teve um quadro sincopal ou quase-sincopal é: o que que você sentiu é como a sensação de ter ficado agachado por um longo período e levantar rapidamente? Desequilíbrio: se o paciente se sente desequilibrado. a sua persistência favorece o diagnóstico de doença central. nistagmo posicional e manobra de Bárány. hipoacusia ou zumbido. observação de nistagmo espontâneo. utilizando-se o sentido do movimento rápido para denominar o nistagemo. por exemplo. ou sensação de desmaio: na síncope. alterações de marcha. é importante perguntar se o início do quadro foi insidioso ou abrupto. A pergunta que pode ajudar na definição do quadro é: você tem a sensação de que não está pisando em terreno firme? 1. Avaliação do nistagmo O nistagmo representa a oscilação rítmica dos olhos. É composto por um movimento lento para um lado seguido de outro rápido para o lado oposto. duração. otite. O quadro 1 mostra as principais características do nistagmo central e periférico.Características do nistagmo de origem periférica e central. quando o movimento rápido é para a esquerda. presença de náuseas e vômitos. desmaio. o paciente simplesmente perde a consciência e cai. rápida.sensação de que tudo está rodando ou de que você mesmo está rodando? Síncope ou quase-síncope. A duração do período de inconsciência é curta e a recuperação. resfriados ou trauma craneano no passado e sintomas neurológicos. O nistagmo espontâneo pode ser observado com o paciente em pé olhando para frente. Isso favorece o diagnóstico de doença vestibular periférica enquanto que o aumento do nistagmo nestas condições ou. Vertigem Quanto à história clínica. checagem do funcionamento grosseiro do sistema auditivo. Características Direção Componente rápido Efeito de fixar o olhar Anatomia da lesão PERIFÉRICO Horizontal-Rotatório Contrário ao lado lesado Suprime o nistagmo Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Qualquer direção Para o lado lesado Não suprime o nistagmo Tronco cerebral ou cerebelo Quando a queixa de tontura ou vertigem se relaciona com a movimentação da cabeça ou . se é a primeira crise ou se são crises recorrentes.

352. pedindo-se para que o paciente relate todo e qualquer sintoma associado à manobra (por exemplo. Esta posição deve ser mantida por 20 s. o paciente é colocado sentado de olhos abertos. O nistagmo de posição pode ser pesquisado pela manobra de Bárány. com a ajuda do examinador. mantendo a cabeça virada para o lado que iniciou a prova. Manobra de Bárány para testar a presença de nistagmo e vertigem posicional benigna. (Figura 1) Figura 1. Adaptado de Baloh RW. é rapidamente colocado na posição deitada com a cabeça livre de apoio suspensa pela mão do examinador podendo ficar até 45o de inclinação abaixo do nível do leito. com a cabeça virada em uma determinada direção. náusea ou vertigem). . Se o nistagmo aparecer. 1841-1846.ocorre ao se deitar. Em seguida. deve-se pesquisar o nistagmo de posição. The Lancet 1998. Para iniciar a manobra.

20 segundos < 1 min ou poucos segundos Marcada Frequente Fixa. a vertigem recorrente e a vertigem posicional (benigna ou central).Características do nistagmo de posição de origem periférica e central.independe da posição da cabeça Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Imediato persiste por mais de 1 minuto Não apresenta Mínima ou ausente Muda com alteração posicional da cabeça Tronco ou cerebelo Causas mais frequentes de vertigem É importante diferenciar os quadros centrais dos periféricos e a anamnese permite essa distinção em grande número de casos. As lesões periféricas estão mais frequentemente associadas a náuseas e vômitos. Quadro 2 .a. Em compensação.o examinador deve atentar para os detalhes do quadro 2. Periféricas As vertigens periféricas podem ser de três tipos: a vertigem prolongada espontânea. 1. Quadro 3. Vertigem espontânea prolongada Uma série de alterações podem causar quadro sintomático de vertigem. Principais causas de vertigem prolongada espontânea História clínica além de vertigem. lesões centrais mais frequentemente se associam a alterações do equilíbrio. 1. náuseas e vômitos Exame físico (além de nistagmo e alterações do equilíbrio) Conduta além do tratamento sintomático . PERIFÉRICA Tempo de início Duração Fatigabilidade Vertigem Direção do nistagmo Anatomia da lesão 3 . O quadro 3 mostra as principais causas de vertigem prolongada espontânea.

em geral.352:1841-1846. colesteatose.W. importantes alterações do equilíbrio. As causas mais frequentes de vertigem recorrente estão no quadro 4. temporária e reversível da atividade neural de repouso do labirinto ou das suas conexões centrais.b. História clínica Exame físico (além de vertigem. Principais causas de vertigem recorrente. (*DCV=doença cardiovascular) 1. de membros ou ambas Controle da fonte de êmbolos. de fatores de risco. amoxicilina 500 mg. R. presença de secreção. esclerose do tímpano. 3 vezes por dia por 10 dias Neurite vestibular (neuronite vestibular) Corticoesteróides e treinamento vestibular Concussão de labirinto Perda auditiva. perda da coordenação dos membros Treinamento vestibular Infarto cerebelar Ataxia de tronco. treinamento da marcha e do equilíbrio Adaptado de Baloh. A duração da crise é um ponto fundamental para se fazer o diagnóstico. dor e diminuição da acuidade Episódio de infecção de vias aéreas superiores prévia ao quadro. granuloma Na otite. Vertigo. The Lancet 1998. com subsequente recuperação das funções normais. duram minutos.Otomastoidite Infecções prévias de ouvido. Vertigem recorrente As crises recorrentes de vertigem ocorrem quando há uma alteração súbita. Quadro 4. início agudo. (entre as náuseas e vômitos) crises) Tratamento além do sintomático . presença de Trauma craniano sangue no conduto auditivo Fatores de risco para DCV*. As crises duram minutos ou horas. permitindo o diagnóstico diferencial com os episódios isquêmicos transitórios que. início subagudo com perda auditiva Otite média.

Vertigem Postural Vertigem postural benigna (VPB) . espirros Sinal da fístula positiva (nistagmo induzido por Repouso alterações na pressão do canal auditivo externo) Enxaqueca Cefaléia com aura visual. bilateral). encaminhe ORL* Doenças autoimunes do ouvido Prednisona 1mg/kg e encaminhamento para REUMATO** Fístula perilinfa Perda auditiva. tosse.352:1841-1846.Doença de Ménière Alterações flutuantes da acuidade auditiva.c. quedas Alterações flutuantes ou lentamente progressivas da acuidade auditiva associada a sintomas sistêmicos de doença autoimune Deficiência da acuidade auditiva para sons de baixa frequência (unilateral em grande parte dos casos) Perda da acuidade auditiva (na maior parte das vezes. Vertigo. sensação de ouvido sob alta pressão. Se não melhorar. com foto e fonofobia Perda visual.W. fraqueza Sem alterações na grande maioria dos casos Aspirina 250 mg por dia Insuficiência vertebrobasilar Adaptada de Baloh. zumbidos. (*ORL=otorrinolaringologista e ** reumato=reumatologista) 1. R. ceratite intersticial. disartria. diplopia. artrites. barotraumas. dor unilateral latejante. parestesias. The Lancet 1998. que piora com a Sem alterações Vide Capítulo cefaléias movimentação da cabeça. rash cutâneo Dieta pobre em sal e diuréticos. zumbidos após traumas. ataxia.

O exame físico revela a presença de nistagmo espontâneo ou desencadeado pela manobra de Bárány com características periféricas. 1841-1846.É o tipo mais frequente de vertigem em adultos. Adaptado de Baloh RW. Manobra de Siment para tratamento de vertigem posicional benigna. o paciente com esse tipo de quadro apresenta outras alterações neurológicas. sendo de curta duração (menos de 1 min) e sempre desencadeados por movimentos da cabeça. Entretanto. neste caso. não há queixa de zumbido ou hipoacusia. Figura 2. The Lancet 1998. Tipicamente. que cura grande parte dos casos de VPB. Os sintomas são relatados quando o paciente se deita e gira a cabeça ou quando já se encontra deitado e muda de posição no leito. São doenças raras (tumores) e o . Tratamento específico A figura 2 mostra a manobra de Siment. Vertigem postural central Várias lesões centrais podem causar esse tipo de vertigem. 2. 352.

evacuação. tremores. como a difenidramina na dose de 500 mg. e distúrbios psiquiátricos (30%). Devem ser feitas perguntas questionando sobre o estresse a que o paciente estava submetido antes do episódio (sugere síncope vasovagal ou distúrbios psiquiátricos). formigamentos. menos de 5% dos casos) doenças neurológicas (menos de 5% dos casos). É extremamente importante perguntar sobre o uso de medicações que podem estar associadas ao quadro e que possam estar causando hipotensão postural. a mais frequente é a síncope vaso-vagal geralmente secundária a um episódio de estresse. Das causas de hipotensão. Causas frequentes de síncope . 4 vezes por dia (a cada 6 horas) por 10 dias. recomenda-se metoclopramida 10 mg até 3 vezes por dia. tosse. podem ser causa frequente de quadros sincopais. devendo incluir a medida da pressão arterial (após 5 minutos de repouso de decúbito dorsal horizontal e após 2 minutos em pé). Distúrbios psiquiátricos. geralmente desencadeando a síncope pela diminuição do retorno venoso secundária à manobra de Valsalva). No caso de vômitos em grande quantidade. Tratamento sintomático das vertigens Utilizar drogas antihistamínicas. se foi associado ao exercício (estenose aórtica. Hiperventilação é uma das causas mais frequentes de tontura associada com outros sintomas ansiosos como palpitações. e um exame físico completo. cardiomiopatia hipertrófica. O treinamento vestibular é realizado através da manobra de Siment já descrita. Episódios sincopais são mais frequentes em pacientes em pé. doença cardíaca (10-25%). como a monitorização com o Holter para verificação de arritmias por um período maior de tempo. como a síndrome do pânico e os outros transtornos ansiosos e depressivos. Para o estabelecimento da causa do episódio sincopal. tanto da pessoa como de quem presenciou o episódio. A perda de consciência na síncope implica que algumas estruturas do tronco cerebral deixaram de ser irrigadas. alterações metabólicas (hipo e hiperglicemia. a história é fundamental. Investigação diagnóstica Inclui um eletrocardiograma e exames mais sofisticados.nistagmo geralmente é vertical e inesgotável. O diagnóstico diferencial das síncopes inclui cinco grandes grupos de causas: hipotensão arterial (20-50% dos casos). Considera-se que há hipotensão postural quando a pressão arterial sistólica cai em pelo menos 20 mm Hg. arritmias e hipertensão pulmonar) ou aos esforços (micção. O exame físico desses pacientes pode sugerir a causa da síncope. Síncope e quase síncope Síncope é uma perda súbita de consciência de curta duração (segundos a minutos) acompanhada de perda do tônus motor.

mesmo entre pessoas jovens (desmaio). Tratamento O tratamento específico da tontura depende do diagnóstico específico que a causou. e corrigi-la. Acontece com maior frequência em pacientes em pé e a recuperação da consciência é imediata após a queda. checar a associação com drogas que podem causar hipotensão. Isso costuma ocorrer após as refeições. Hipotensão postural do idoso Indivíduos idosos podem apresentar hipotensão postural em até 10% dos casos. ocorrem palidez.Síncope vaso-vagal É extremamente comum. mesmo em pacientes sentados. podendo variar amplamente. será feito baseando-se na história clínica. como fadiga. É importante. nesses casos. o que. Copyright © 2001 IDS . Antes da queda. taquicarida e sudorese de extremidades. O fundamental é descobrir a causa. ansiedade ou dor. em grande parte. Está associada a situações de estresse.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Enxaqueca Cefaléia do Tipo Tensional . Somente uma pequena porcentagem desses pacientes apresenta alterações como tumores ou hemorragias. a doença se manifesta por sinais neurológicos focais. como comprometimento de alguns pares cranianos. No Brasil. ou seja. São mais freqüentes nas mulheres e nos jovens.8% de cefaléia do tipo tensional e 9. Nesses casos. A maioria dos pacientes que procuram atendimento por cefaléia são portadores de cefaléias primárias. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:20 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Cefaléia ou dor de cabeça é um sintoma freqüente nos pacientes que procuram atendimento ambulatorial ou de urgência. além da cefaléia. cefaléias que cursam com uma história rica e exames físico e neurológico normais. fato que indica a necessidade de uma investigação diagnóstica mais abrangente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Isabela M.9% de enxaqueca). encontrou-se uma prevalência de cefaléia de 82.9% (72.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Pelas características descritas. a queixa é de aperto. fatores de melhora e sintomas associados. ou mesmo dor. que pode irradiar para um ou ambos os braços (geralmente para o esquerdo). pericardite. é possível ter uma idéia do motivo deste sintoma.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Luiz Antonio Machado César1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:12 AM Autores: 1 Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor HCFMUSP Quadro Clínico É comum pessoas se queixarem de dor ou desconforto na região do peito. Geralmente. duodeno. opressão. localização. queimação. inflamação de articulações e músculos do tórax. pescoço. quando a pessoa faz esforço físico. irradiação. e durando de 5 a 20 minutos. geralmente no centro do peito ou do lado esquerdo. doenças do estômago. vesícula biliar e alterações intestinais. Às . que se caracteriza por episódios transitórios de dor na face anterior do tórax. fatores desencadeantes. dissecção da aorta. esofagite. embolia de pulmão. As causas importantes de dor no peito são: doença isquêmica do coração. mandíbula ou para a região posterior do tórax. É importante a análise do sintoma em todas as suas características: tipo. pâncreas. pneumonia. duração. A doença isquêmica do coração pode levar ao infarto agudo do miocárdio ou pode se manifestar como angina do peito.

quando os sintomas já existem há pelo menos 3 meses. Sintomas associados . o diagnóstico só se confirma com a elevação de enzimas cardíacas (creatinofosfoquinase. que também podem acontecer. Por outro lado. que fazem parte do diagnóstico diferencial. Angina Instável. dor prolongada e constante. basicamente. Mas. A dor é de intensidade variável.quando ocorre dor torácica característica. uma combinação de ambos.CPK. podem ser manifestações de angina. Dor com duração de somente alguns segundos não é de origem coronária. seja ocorrendo a pequenos ou a grandes esforços.A angina de peito pode ser desencadeada por esforços. mais habitualmente. ou fração MB. Exame físico . Fatores de melhora . ou só na mandíbula. em outras doenças graves. dura de 2 a 10 minutos e cessa com o repouso ou uso de nitrato sublingual. mesmo que um só episódio e na presença de alterações ao eletrocardiograma.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Quando essas dores aconteceram há menos de uma semana ou nas últimas 24 horas e em repouso.vezes. mas pode auxiliar na elucidação das outras doenças. com alívio ou eliminação total da dor. também não costuma ser de origem coronária.suor frio. sendo fundamental o encaminhamento imediato ao pronto-socorro e a realização de eletrocardiograma. que se mantém durante dias ou semanas. com características que não mudam nesse período.não é muito útil para confirmar a presença de doença coronária no paciente com dor torácica. só desconforto ou dor no membro superior esquerdo. náuseas e vômitos. Copyright © 2001 IDS . associados ou isoladamente. dois tipos: angina estável e angina instável.A dor coronária classicamente melhora ou cede completamente com o repouso ou com uso de nitrato sublingual em 1 a 5 minutos. por exemplo. O frio é fator desencadeante de angina do peito com grande freqüência. Fatores desencadeantes .CKMB) no sangue. em aproximadamente de 30 a 50% dos casos de infarto. Classificamos a angina em. há grande possibilidade de se tratar de infarto agudo do miocárdio. estresse emocional ou. Angina Estável.

a história cínica e o exame físico inicial são essenciais. devendo incluir uma série de informações. Até a presente data. uma vez que o tratamento difere muito para cada situação particular. Neste sentido. estão catalogados mais de 100 doenças musculoesqueléticas distintas. Lima1 Ari Stiel Radu2 Última Atualização: 8/21/2001 8:47:22 AM 1 2 Médica Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Médico Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro Clínico e Epidemiologia As queixas de dores musculoesqueléticas estão entre as causas mais comuns de consulta médica e correspondem a terceira causa de afastamento do trabalho. O diagnóstico diferencial das dores musculoesqueléticas deve ser preciso. . Praticamente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fernanda R. todo indivíduo adulto já experimentou um breve período de desconforto por acomentimento osteoarticular.

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que se articulam entre si. . duas inferiores e duas superiores. a medula espinhal. que emite raízes nervosas para a cabeça e membros superiores.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:48 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A coluna cervical é formada por sete vértebras. extendendo-se da base do crânio até a coluna dorsal (torácica). Os corpos vertebrais são separados um do outro pelo disco intervertebral e os arcos. pode doer por alterações nestas estruturas ou doer à distância por irritação das raízes nervosas. portanto. exceto C1 e C2.A coluna cervical é inervada no tecido ósseo. com as vértebras de cima e de baixo. Este complexo arcabouço ósseo protege o sistema nervoso central. que não possuem corpo vertebral. É caracterizada por uma enorme mobilidade em todos os sentidos de movimentos (flexão. nas articulações interapofisárias (cartilagem) e nos ligamentos. extensão e rotação). pelas apófises. nesta localização. Cada vértebra é constituída do corpo vertebral e do arco posterior.

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na coluna. Possui uma grande amplitude de movimentos em todos os sentidos e. existem alterações genéticas ou adquiridas. a escoliose. entre as quais a mais comum de todas. como a espondilolistese (escorregamento vertebral). um estudo mais aprofundado dos profissionais interessados nesta área. a medula espinhal e a protege. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 9/3/2001 8:53:20 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A dor lombar é a principal causa de afastamentos do trabalho entre os segurados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Brasil. está sujeita a muitas doenças decorrentes destas suas características mecânicas e estas doenças se fazem mais presentes quando. é dividida em cervical. dorsal e lombar e é a lombar que recebe a maior carga de peso corporal. merecendo. Também os desequilíbrios musculares gerados pelas mais diversas causas. a gravidez. podem determinar alterações mecânicas e dor lombar. portanto. as mega apófises. as seqüelas de fraturas ou a osteoporose. A coluna vertebral dura e resistente contém no seu interior. por esta razão.

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. também chamada de manguito rodador. pela pouca contenção entre a grande cabeça umeral e a pequena e estreita glenóide do omoplata. que podem levar ao congelamento articular do ombro rígido (pericapsulite adesiva).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:44 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O ombro é a articulação mais móvel entre todas do corpo humano. como as tendinites e bursites. O trauma no ombro pode provocar fraturas no úmero. é o conjunto de ligamentos formado pelos prolongamentos dos músculos da cintura escapular. A cápsula articular de contenção do ombro. são queixas frequentes. Possui ainda uma articulação entre o acrômio e a clavícula. comuns nesta articulação. omoplata e clavícula. extremamente vulnerável. As alterações inflamatórias. de origem não traumática. luxações articulares e lesões nos ligamentos de contenção.

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durante pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). Cerca de um quarto dos pacientes com dispepsia procura atendimento médico..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:52 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Dispepsia é definida como dor ou desconforto na região epigástrica. (4) náusea. que é a sensação de estômago repleto logo após o início da alimentação. A dispepsia funcional abrange pacientes com os seguintes sintomas. neoplasia. o que inclui inclui: (1) saciedade precoce. impedindo o término da refeição. doença . A dispepsia é sintoma comum na população geral. (3) sensação de estufamento. doença do refluxo gastroesofágico. com prevalência oscilando entre 20 e 40%. As doenças funcionais do aparelho digestivo foram classificadas pelo sistema denominado "Roma II". variando se pirose retroesternal é acrescentada à investigação. (2) má digestão ou sensação de persistência do alimento no estômago. úlcera péptica. nos últimos 12 meses: (1) dispepsia persistente ou recorrente e (2) ausência de doença com substrato anátomopatológico (ex.

têm. a coexistência de dispepsia funcional e síndrome do intestino irritável é possível num mesmo paciente. Assim. conquanto não contribua para o diagnóstico de doença orgânica (por exemplo. pode ter implicações terapêuticas. como os antiinflamatórios não-esteróides) que explique a sintomatologia e (3) sem alívio dos sintomas com a defecação e sem associação com alteração no hábito intestinal. no entanto. domperidona. prócinéticos (ex. (3) se os sintomas dispépticos melhorarem nitidamente com a defecação e se houver. Aqueles em que predomina o desconforto epigástrico. alguns aspectos anteriormente aceitos e válidos não são mais. pirose e dor retroesternal) não devem ser incluídos no contexto da dispepsia funcional.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . refluxo ácido patológico. A classificação "Roma II" estabeleceu a seguinte classificação para a dispepsia funcional: pacientes com dispepsia funcional. pacientes que não preenchem um ou outro critério são tidos como portadores de dispepsia inespecífica. apresentam dispepsia do tipo dismotilidade. Pelo atual conceito de dispepsia funcional. desde que a dispepsia não se relacione com a evacuação e que existam indícios da síndrome do intestino irritável.pancreatobiliar e consumo de medicamentos lesivos à mucosa gastroduodenal. são classificados como portadores de dispepsia tipo úlcera. o diagnóstico de síndrome do intestino irritável substituirá o de dispepsia funcional. bloqueadores H2. pois úlcera péptica não é o único diagnóstico de exclusão na dispepsia em geral. associadamente. alteração no padrão habitual de evacuação.. em que o sintoma predominante e que mais incomoda é a dor epigástrica. inibidores da bomba de próton). como definido anteriormente. por exemplo: (1) a terminologia dispepsia não-ulcerosa foi substituída por dispepsia funcional. como. pacientes com dispepsia tipo úlcera tendem a responder melhor aos agentes anti-secretores (por exemplo. pois. na dispepsia tipo dismotilidade. Por outro lado. quando testados com pHmetria de 24 horas. Esta divisão da dispepsia funcional. (2) pacientes com sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico (por exemplo. Finalmente. Copyright © 2001 IDS . pacientes com dispepsia tipo úlcera não necessariamente têm mais úlcera péptica que os com dismotilidade). o que implicaria no diagnóstico da síndrome do intestino irritável. metoclopramida) são a primeira escolha. na sua maioria.

Bautzer1 Última Atualização: 9/5/2001 4:52:28 AM 1 Médico Assistente da Divisão de Clínica Urológica do HCFMUSP Disúria Hematúria .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: José Luis Mesquita1 Carlos Ricardo D.

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corpos lúteos ou cistos hemorrágicos que desaparecem espontaneamente respeitando-se o ciclo hormonal natural. Sérgio Podgaec2 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:10 AM 1 2 Professor livre docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Mestre em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A dor pélvica é um problema clínico comum que pode se manifestar de forma aguda. como teratomas ou cistoadenomas que. a maioria das imagens observadas corresponde a folículos ovarianos. Diferentes doenças podem estar relacionadas a este sintoma. Em algumas situações. recorrente ou crônica. torção ou dor . Dr. As principais situações que evoluem para dor pélvica são as descritas a seguir. os cistos ovarianos podem representar doenças benignas. permanecem assintomáticos até ocorrer rotura. Rotura e torção de cisto de ovário: a observação de cistos anexiais tornou-se freqüente devido à realização de ultra-sonografia da região pélvica. em geral. envolvendo. No entanto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Prof. para sua abordagem e diagnóstico. Mauricio Simões Abrão1 Dr. amplo espectro clínico.

Estima-se que até 50% das mulheres apresentem algum grau. e os tumores malignos de ovário têm crescimento insidioso. Em geral. acomete mulheres jovens. Moléstia inflamatória pélvica aguda: é a denominação genérica para os casos de cervicite. vômitos e diarréia. mas podendo estar presente em peritônio. sendo todo o quadro limitado no tempo com remissão completa. Endometriose: definida pela presença de tecido endometrial em sítios extra-uterinos. as manifestações clínicas dependem da localização e do volume do tumor. Dor do meio do ciclo: dor intensa ocorrendo no meio do ciclo menstrual associada ao período ovulatório. Até 90% das pacientes portadoras da doença apresentam dor pélvica e.por efeito de seu volume. de modo inverso. Usuárias de dispositivo intra-uterino são mais suscetíveis a este processo e os germes envolvidos em 80% dos casos são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis. dor pélvica sem relação com o fluxo menstrual. bexiga e intestino. com vida sexual ativa. Em geral. sendo a tuba . sendo 10% com intensidade grave. A paciente pode apresentar dismenorréia. aumenta o risco de infertilidade e de dor pélvica crônica. salpingite. na parede uterina (intramural) ou em direção à cavidade uterina (submucoso). A dor pélvica é bilateral. Mioma: freqüente tumor benigno que se desenvolve no miométrio. sendo resultado de infecção transmitida por via sexual. aumento do trânsito intestinal e enterorragia cíclicos durante o fluxo menstrual. Sangramento genital pode estar presente devido a queda transitória dos níveis estrogênicos que ocorre neste período. Sintomas associados podem ocorrer. Acomete em torno de 10% das mulheres em idade reprodutiva e associa-se a dor e infertilidade. em que ocorre aumento da contratilidade uterina e do peristaltismo tubáreo e disseminação peritoneal do líquido folicular ou de sangue provocado pela rotura do folículo ovulatório. acompanhada de corrimento purulento oriundo do canal cervical e dor ao toque vaginal à mobilização do colo uterino. além de outras localizações mais incomuns. quadros progressivamente mais graves de infecção do aparelho genital interno. Os endometriomas têm seu volume limitado. dor pélvica grave ocorre em miomas subserosos que sofrem torção ou nos miomas que sofrem degeneração necrótica ou infecciosa. provocando os sintomas relativos à própria doença. pois não existe sintomatologia ou arsenal de exames complementares que denotem com clareza esta situação. dor durante a relação sexual. Prenhez ectópica rota: diagnóstico que deve ser sempre ser considerado quando houver atraso ou irregularidade menstrual associados a dor pélvica e massa anexial. como cefaléia. Se não for tratada de forma correta. ooforite e abscesso tubo-ovariano. O diagnóstico de certeza da moléstia é difícil. até mesmo pela presença de ascite. tubas uterinas. endometrite. sendo mais freqüentemente encontrado em ligamentos útero-sacros e ovários. Dismenorréia: cólica associada ao fluxo menstrual pode impedir a paciente de exercer suas atividades habituais e levá-la à procura de auxílio médico para o alívio da dor. provocando sintomas quando em estádios avançados. no entanto. disúria. podendo localizar-se na superfície do útero (subseroso). hematúria. até 50% das pacientes com queixa de dor pélvica apresentam algum grau de endometriose.

associada a vômito. associada a sintomas urinários. a paciente apresenta-se com período variável de atraso menstrual. Em geral. Pode provocar complicações quando não abordada de forma adequada. o quadro clínico se altera. é muitas vezes característica pela dor lombar irradiada para flancos e região pélvica (suprapúbica). que podem ser assintomáticos. caracterizando aborto evitável. febre. pode cursar com toxemia. com eliminação através da cavidade uterina ou rotura tubária. nem sempre diagnosticado previamente como gestação. se o . que diminuiu a prática de manipulação uterina. havendo. Diverticulite: divertículos são bolsas da mucosa e submucosa dos cólons herniadas através da parede muscular. além de poder haver dificuldade diagnóstica na localização retro-cecal do apêndice. especialmente na fossa ilíaca direita (ponto de McBurney). alteração do estado geral do paciente com febre e astenia. o auxílio imprescindível da ultra-sonografia como parâmetro para definição de conduta. No caso de haver sangramento em maior intensidade juntamente com eliminação de restos ovulares e. hipotensa. febre e interrupção do trânsito intestinal. especialmente hematúria. Dependendo do tipo de aborto. em menor freqüência obstrução tumoral. quando ocorre obstrução ou perfuração (diverticulite). Apendicite: causa comum de dor abdominal. ao toque vaginal. em 8% dos casos. podendo manifestar sangramento genital. peritonismo e distensão abdominal. Nesta situação. Na avaliação clínica. seguido de dor em região hipogástrica e sangramento genital. Peritonite bacteriana por perfuração intestinal: doenças infecciosas. geralmente resultado de manobras ilegais para provocar a perda. abscesso e peritonite. a paciente pode apresentar dor hipogástrica com ou sem sangramento genital (quantidade variável) e. Quando ocorre inviabilidade do produto conceptual sem sua eliminação. como perfuração. ao toque vaginal. tumores. resultando em quadro séptico grave de dor abdominal difusa aguda. diz-se que o aborto é inevitável. quadro agudo. passando para a região periumbilical e localizando-se em fossa ilíaca direita. medicamento abortivo usado por via oral ou vaginal. que se inicia com dor epigástrica e desconforto abdominal difuso. com dor em região hipogástrica associada a sinais de peritonismo (descompressão brusca positiva e abolição dos ruídos hidroaéreos). Entretanto. Processo de gravidade ocorre nos abortos incompletos associados a quadro infeccioso.uterina o local mais freqüente de nidação ectópica (98% dos casos). nos dias atuais. traumas e complicações pós-operatórias podem causar perfuração intestinal com extravasamento de conteúdo entérico e fecalóide e contaminação da cavidade peritoneal. Obstrução ureteral: cólica renal por cálculo ou. Abortamento: definido como a interrupção da gravidez antes de 20 semanas ou com feto de peso inferior a 500 gramas. provocar manifestações intestinais inespecíficas (obstipação ou diarréia) ou. Dor e sinais de peritonismo são sugestivos ao exame clínico. colo uterino pérvio. caracteriza-se o aborto retido. além de vômito e parada do trânsito intestinal. o aborto é dito completo e incompleto quando a eliminação é parcial. colo uterino impérvio. Quando ocorre eliminação total dos restos ovulares. dor em fossa ilíaca esquerda. O embrião pode se desenvolver até ocorrer aborto tubáreo. o que provoca hemorragia intraperitoneal representada clinicamente por paciente descorada. menos freqüente atualmente devido ao uso corrente de misoprostrol.

musculatura paravertebral e assoalho pélvico. o paciente pode apresentar somente dor em região suprapúbica. processos inflamatórios. devido a sobrecargas. ou mesmo exercícios físicos inadequados sem realizar avaliação prévia. Alterações musculo-esqueléticas: distúrbios relacionados a alterações anatômicas de coluna vertebral são freqüentes e podem ser causa de dor pélvica pela irradiação do suprimento de inervação local. Infecção de trato urinário: sintomas urinários como disúria.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Afecções musculares podem provocar dor pélvica. no entanto. deficiência postural. facilmente identificada por meio da análise do sedimento urinário e de cultura de urina. A dor está associada ao aumento do peristaltismo do sistema pieloureteral e ao processo inflamatório que se instala na região da obstrução. a dor pode se manifestar de forma intensa somente na região pélvica. tendo como germe causador a Escherichia coli. Copyright © 2001 IDS . em alguns casos. alterações posturais e degenerativas. Mulheres são mais acometidas por infecções de trato urinário baixo.cálculo ou o tumor estiverem em localização baixa no trato urinário. hematúria e febre são clássicos para a suspeita de infecção de trato urinário. acometendo parede abdominal. observando-se idade da paciente. em geral. polaciúria.

vesículas seminais e glândulas bulbouretrais. Quadro clínico e Epidemiologia As glândulas sexuais acessórias incluem a próstata. A hiperplasia prostática benigna é uma das doenças mais comuns que afetam o homem com o aumento da idade. Sami Arap1 José F. R. zona central. enquanto o câncer prostático se origina na zona periférica. Dr. pois a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona interna. tecido periprostático e zona de transição. enquanto a zona periférica é de origem endodérmica. Tal fato tem importância. Acredita-se que parte dos sintomas decorram de um efeito de massa aumentando a resistência uretral e também por uma disfunção detrusora decorrente da idade. Grohmann1 Última Atualização: 10/31/2001 12:07:36 PM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A próstata pode ser dividida em zona periférica. Como fatores de risco.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. A zona interna da próstata é de origem mesodérmica. esta última como sítio de origem da hiperplasia prostática benigna. são descritos os valores elevados de andrógenos. A doença não é observada em homens abaixo dos 20 anos ou em homens castrados antes da .

freqüência diurna. enquanto o adenocarcinoma da próstata ocorre na zona periférica. A disseminação linfática leva ao comprometimento dos linfonodos obturadores e ilíacos. Com o objetivo de uniformizar a avaliação dos sintomas destes pacientes. disúria. tem-se criado diversos escores de sintomas. A neoplasia apresenta história variável e pouco previsível. a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona de transição. o mais amplamente aceito é o "International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. Os sintomas decorrentes da hiperplasia prostática benigna são obstrutivos (diminuição de volume e força do jato urinário. sendo que apenas 15% aparecem em outra região da glândula. (tabela 1) Tabela: International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. fêmur. tem-se utilizado. hesitação) e irritativos (noctúria. avaliando-se cada paciente de maneira particularizada. O tumor prostático mais comum é o adenocarcinoma da próstata. o quanto os sintomas interferem na qualidade de vida. Os primeiros são decorrentes do aumento volumétrico da glândula enquanto que os sintomas irritativos são relacionados com a obstrução funcional decorrente do aumento do tônus das fibras musculares presentes na próstata. Além da utilização dos escores de sintomas. interrupção do fluxo. enquanto as metástases ósseas são de origem hematogênica. Por meio desta escala. costelas e crânio. gotejamento terminal. bacia. de 8 a 19. urgência. sintomas moderados e. podendo permanecer latente ou progredir atingindo tecidos adjacentes. Valores até 7 são considerados sintomatologia leve.puberdade. obtêm-se valores de 0 a 35. sintomas graves. especialmente na cápsula. sensação de esvaziamento vesical incompleto). acima de 20. Os ossos mais atingidos nessa fase são da coluna lombar. principalmente vesículas seminais e os linfáticos regionais. ao urinar.testosterona e idade). Embora os fatores de risco conhecidos para hiperplasia prostática benigna e câncer de próstata sejam semelhantes (presença do hormônio masculino . de 8 a 19 sintomas moderada e acima de 20 sintomatologia grave No ultimo mês Quantas vezes urinou novamente menos de duas horas após ter urinado Quantas vezes observou que. Destes. parou e recomeçou diversas vezes Nenhuma Menos de 1 vez Menos de metade das vezes 2 Metade das vezes Mais de metade das vezes 4 Quase sempre 0 1 3 5 0 1 2 3 4 5 . Esta neoplasia tem origem na zona periférica prostática. Até 7 sintomatologia leve. na orientação e escolha do tipo de tratamento.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Quantas vezes teve a sensação de não esvaziar completamente a bexiga após ter urinado Quantas vezes observou que foi difícil conter a urina Quantas vezes observou que o jato urinário estava fraco Quantas vezes teve que acordar a noite para urinar Quantas vezes teve que fazer força para começar a urinar 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 Copyright © 2001 IDS .

Raramente pode se constituir em uma urgência grave. com freqüência em pacientes internados em unidades de terapia intensiva com doenças sistêmicas. com ressecamento da mucosa nasal. A epistaxe é um sinal comum em doentes que procuram os serviços de emergência. especialmente do septo. impressiona o paciente e sua família. pois. normalmente. Ocorre com grande freqüência nos meses quentes do ano e em regiões com baixa umidade relativa. . favorecendo o rompimento das arteríolas que compõem a trama vascular da mucosa nasal. Também ocorre. necessitando abordagem especial.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento 1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 4:54:12 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia A epistaxe ou hemorragia nasal é uma afecção benigna de fácil resolução. É mais frequente da infância até a puberdade (devido a uma maior fragilidade capilar nesta faixa etária) e em pacientes idosos. principalmente renais crônicos.

Há várias anastomoses entre as diversas artérias e arteríolas. hemangiomas. As causas das epistaxes podem ser locais. artéria do subsepto (ramo da artéria facial). pólipos sangrantes. da púrpura trombocitopênica e não-trombocitopênica e da doença de Rendu-Osler. inalação de produtos químicos e poluentes (detrito e poeira). processos inflamatórios da mucosa nasal (coriza e rinites). A artéria carótida externa dá origem à artéria esfenopalatina (ramo da artéria maxilar interna). local mais freqüente das epistaxes. das aplasias de medula óssea.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . localizada na parte ântero-inferior do septo nasal. nasofibroma juvenil e carcinomas e angiosarcomas. A artéria carótida interna fornece as artérias etmoidais anteriores e posteriores (ramos da oftálmica). afecções vasculares. corpos estranhos. As discrasias mais comuns são as decorrentes da insuficiência hepática. As causas locais mais frequentes são traumatismos (digitais ou externos).A vascularização das fossas nasais é garantida por ramos terminais das artérias carótida externa e interna. Entre estas anastomoses. encontra-se a zona de Kisselbach. Copyright © 2001 IDS . artéria palatina superior (ramo da artéria maxilar interna). discrasias sangüíneas e outras menos comuns.

a perfusão de sangue para coração e cérebro diminuem. Os sintomas da perda crônica de sangue na luz do tubo digestório são menos dramáticos. adinamia e frequentemente. senso lato. A pressão arterial cai. . Se não houver reposição das perdas com transfusões ou soluções salinas. Apresenta palidez cutâneo-mucosa. levando à morte. o pulso eleva-se. a pressão arterial pode cair progressivamente instalando-se o choque hipovolêmico. boca ou ânus. com sério comprometimento do estado geral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fabio Pinatel Lopasso1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:34 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A exteriorização de sangue por um dos extremos do aparelho digestivo. exibe grande emagrecimento. queixa-se de tonturas. Os sintomas da hemorragia volumosa aguda instalam-se rapidamente. indica sangramento importante no tubo digestivo. O paciente torna-se pálido. Se este estado perdurar. queixa-se de fraqueza geral. mas o paciente pode se apresentar ao profissional de saúde. sudorético. Perdas pequenas podem ser imperceptíveis. mas de grande importância se de longa duração.

quase sempre. faringe. estômago. malcheirosas e diarréicas. entre as quais. O sangue transitou pelo tubo digestório. o sangue é vermelho vivo. Varizes do esôfago. No entanto. úlceras pépticas. frequentemente. O sangue que sai pelas fossas nasais sem outros sinais de alerta é a epistaxe. Episódios graves de enterorragia podem acontecer em portadores da doença diverticular dos cólons associada ou não à angiodisplasia dos cólons. indica que a fonte está próxima. pequenas perdas sangüíneas exteriorizadas com estrias ou placas sobre fezes formadas podem ser a primeira . no reto ou no próprio ânus. As perdas de sangue pelo reto e ânus podem provir de fontes distantes. tem causas bacterianas. Acima dos 50 anos. ao alcance da palpação digital. Se o sangramento for alto (boca. chamam a atenção para as doenças orificiais. A ancilostomíase e outras verminoses podem se manifestar pela anemia. uma específica é a amebíase intestinal. pode-se pensar em sangramento mais antigo e o aspecto sugere digestão parcial pelo suco gástrico e exteriorização tardia. especialmente em idosos. não devendo ser confundido com a hemorragia digestiva. no cólon esquerdo. a enterorragia. Se o sangue expelido pela boca for rutilante. aparentes no papel higiênico. As úlceras pépticas podem ser a causa.Identificação do local de sangramento: A hematêmese acompanha-se de naúseas e vômitos e provém. Quase 80% delas estão no reto e. não há náuseas e vômitos. acumulando no estômago. A epistaxe é comum nas gripes e resfriados. esôfago). São responsáveis por sangramento crônico. é a tuberculose pulmonar. A diarréia acompanhada de sangue diluído (disenteria). precedido de tosse. do estômago ou do duodeno. não havendo relação com a hipertensão arterial. o paciente não apresenta hematêmese. O sangue não está digerido. não sendo necessária nenhuma dieta específica antes da coleta do material para diagnóstico precoce do câncer de cólon e reto. portanto. podendo ser causa de enterorragias profusas e persistentes. cuja causa. gastrites agudas e cânceres (esôfago/estômago) podem ser a causa. A eliminação de muco com sangue e fezes indica inflamação da mucosa colônica (retocolite inespecífica). Pacientes que tomam aspirina ou outros antinflamatórios não-hormonais apresentam risco maior de sangramento. recomenda-se anualmente a pesquisa rotineira de sangue oculto nas fezes pelo teste do guaiacol (3 amostras). como o esôfago. sem coágulos. que se pode fazer com o toque retal. com restos alimentares e coágulos indicando hemorragia recente ou grande volume. provavelmente. como as hemorróidas e as fissuras anais. Geralmente. Parte do sangue da epistaxe é ingerida. duodeno e jejuno proximal. vem do pulmão e trata-se de uma hemoptise. Na hematêmese. conhecida como melena. causando vômitos com características de hematêmese. Sangramentos de pequeno volume. Se o paciente expelir sangue escuro. A expulsão de sangue pelo reto após o esforço evacuatório pode decorrer de hemorróidas ou de outras lesões como o câncer. As inflamações da mucosa do intestino delgado e grosso podem ser causadas por bactérias e parasitas. O sangramento vermelho pelo ânus. semi-líqüidas ou pastosas. foi digerido e é eliminado pelo ânus como fezes negras. espumoso.

Copyright © 2001 IDS .manifestação de doenças graves. como o câncer do reto ou do ânus.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Regina Carvalho de Salles Oliveira2 Última Atualização: 12/4/2001 11:21:06 AM Autores: 1 Professor Titular da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Universidade Estadual de Campinas . especialista em Reabilitação de Deficientes Visuais e Coordenadora dos Cursos para Auxiliar de Oftalmologista anatomia do olho medida da acuidade visual erros de refração problemas de visão no escolar cuidados com os olhos doenças oculares comuns no recém-nascido .UNICAMP 2 Educadora pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

catarata glaucoma degeneração senil da mácula descolamentos e buracos de retina retinopatia diabética presbiopia urgência oftalmológicas Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Quando não houver especialista disponível. A vascularização da porção anterior do olho (conjuntiva) é dada principalmente por vasos superficiais. que vêm do fundo do saco conjuntival.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Amaryllis Avakian2 Última Atualização: 9/26/2001 5:19:00 AM Professor Titular de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas 2 Médica Assistente da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Médica Pós Graduanda Nível Doutorado da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 1 Quadro clínico e Epidemiologia Uma importante parcela de doenças oculares agudas ocorre associada à presença de olho vermelho. primeiros socorros e orientações podem ser feito pelo médico generalista devidamente preparado. o diagnóstico. que estão próximos à córnea. . A periferia da córnea e a íris têm sua vascularização realizada por vasos mais profundos.

causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia aguda) Conjuntivite Úlcera de córnea Glaucoma agudo Uveíte anterior Hemorragia subconjuntival Traumatismo causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia crônica) Conjuntivites irritativa. lacrimejamento. alergias e olho seco. normalmente acompanhados de inflamação ao redor da lesão. ou inespecíficas. em uso de medicações. associados a doenças sistêmicas. fotofobia e secreção mas variam de acordo com a potência do microrganismo. duração da infecção. Pode haver dor e aumento da sensibilidade à claridade. as conjuntivites costumam apresentar uma vermelhidão que aumenta ao se afastar da córnea e se aproximar da região do fundo de saco conjuntival. já as fúngicas são mais comuns em pacientes imunodeprimidos. As úlceras infecciosas podem ser causadas por bactérias. sensação de areia nos olhos. medicamentos. bem como embaçamento visual leve. ardor. uveítes anteriores). Os sintomas geralmente são de diminuição da acuidade visual. por exemplo corticóides tópicos ou em pacientes com lesões corneanas provocadas por trauma com vegetais (galhos de árvore por exemplo). O quadro clínico se manifesta por desconforto ocular. Entrópio e Ectrópio Lagoftalmo Diminuição das horas de sono Alcoolismo ou uso de drogas Meibomite e Blefarite Pterígio entendendo as causas do olho vermelho Conjuntivites infecciosas podem ser agudas. estado prévio da córnea. vírus. Conjuntivites não-infecciosas são causadas por trauma. provocadas por bactérias. lacrimejamento. fungos ou protozoários. Podem ser infecciosas ou nãoinfecciosas.Dessa forma. Ulceras de Córnea: são caracterizadas por depressões na superfície da córnea. vírus. As úlceras bacterianas são as mais freqüentes. glaucoma agudo. estado imunológico do paciente e utilização prévia de . a vermelhidão é maior na região ao redor da córnea (hiperemia pericerática). subagudas e crônicas. No caso das doenças das estruturas oculares (úlceras de córnea. medicamentosa e alérgica Olho seco Uso inadequado de lentes de contato Triquíase. vermelhidão e secreção. dor.

Evoluem com aumento da área ulcerada (em extensão e em profundidade). colírios lubrificantes e. e o quadro é indolor inclusive à palpação. Úlceras nãoinfecciosas têm evolução e sintomatologia mais acentuada do que as infecciosas. visão de arco íris ao redor de foco de luz. Hemorragia subconjuntival: é um extravasamento de sangue embaixo da conjuntiva. fotofobia. conjunto formado pela íris (parte colorida do olho). As uveítes posteriores comprometem a coróide e a retina (corioretinite). olho vermelho. corpo ciliar e coróide. Os sintomas podem melhorar com o uso de compressas frias. ao olhar no espelho. deve-se afastar a possibilidade de ocorrência de lesões oculares. Suas causas mais comuns são: traumatismos oculares. As uveítes anteriores podem se instalar na íris (irite) ou íris e corpo ciliar (iridociclite).medicamentos. . A redução da acuidade visual é variável. Geralmente. Os sintomas das uveítes anteriores são dor ocular de intensidade moderada. sendo mais acentuada nos casos de inflamação severa. Quando associada a trauma. com limites bem definidos. A crise ocorre por um aumento súbito da pressão intra-ocular devido à dificuldade de escoamento do humor aquoso. cefaléia e pode ser acompanhado de náuseas e vômitos. O aspecto é de sangue vivo (vermelho). Pterígio: É uma "pelezinha" que começa a crescer em cima da parte branca do olho e vai em direção à pupila. lacrimejamento e embaçamento visual. podendo ocorrer perfuração e deixando área de opacificação na córnea. manobra de Valsalva (tosse ou esforço). porém é comum fazê-lo lentamente ou mesmo estacionar. vento ou poeira. A infiltração sanguínea leva 2 a 3 semanas para reabsorver e durante a evolução vai tornando-se amarelada e é acumulada inferiormente. geralmente. é assintomática e percebida por acaso. Glaucoma Agudo: ocorre em pessoas predispostas. A infecção corneana é sempre uma ameaça à visão e ao olho. geralmente mulheres entre 40 e 60 anos de idade ou pacientes que apresentam uma menor distância entre a córnea e a íris periférica (portadores de hipermetropias ou catarata insipiente). distúrbios da coagulação sangüinea. visão borrada. Apresenta-se com dor intensa. não há necessidade de realizar cirurgia para sua remoção. Uveítes Anteriores: são inflamações da úvea. É mais frequente em pessoas que trabalham ou vivem em locais com muito sol. olho vermelho. ou atestada por outra pessoa. A cirurgia está indicada nos casos de pterígio próximo a atingir a área da pupila ou quando é local de irritação constante. Pode crescer rapidamente. tratando-se de urgência oftalmológica.

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doença celíaca). protozoários). doença de Crohn) e neoplásicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aytan Miranda Sipahi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:56 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Diarréia é definida como uma alteração do hábito intestinal normal. Na diarréia crônica (duração: mais de 4 semanas) encontramos as várias doenças que causam má absorção (por exemplo. A diarréia aguda (duração: menos que 4 semanas) em adulto é causada principalmente por infecções. retocolite. efeitos colaterais de drogas e isquemia. em que uma evacuação por dia ou três vezes por semana é substituída por freqüentes e inúmeras dejeções líqüidas. por meio da ingestão de água e . A diarréia aguda é adquirida. A infecção é a causa mais freqüente podendo ser viral. além de doenças inflamatórias intestinais (por exemplo. na grande maioria das vezes. as infecções intestinais têm um impacto muito grande na qualidade de vida e são responsáveis pela mortalidade superior a quatro milhões de crianças pré-escolares por ano. bacteriana e parasitária (por exemplo. No Brasil.

uma vez que a manifestação clínica depende das interações do patógeno com os mecanismos de defesa do hospedeiro. Em uma abordagem clínica. com desidratação. (4) alimentos manuseados por portadores assintomáticos de microrganismos patógenos. provocam alterações menores. motilidade e sistema imunológico intestinal. causadas por bactérias e suas toxinas invadem e lesam as células que recobrem a mucosa. como a Salmonella sp. a motilidade. omeprazol. não-sanguinolenta. (2) alimentos não cozidos. contaminados por água ou pelo solo de cultivo que entrou em contato com fezes. (5) contaminação pela água de piscina (por exemplo. Nas Tabelas 1 e 2. ocasionalmente. As diarréias inflamatórias são. freqüentemente. por meio das defesas humorais e celulares específicas contra os patógenos. por diminuição da secreção ácida e da defesa imunológica. fluido sérico e leucócitos dentro do lúmen (disenteria). Tabela 1 . Já as não-inflamatórias. temos as principais diferenças entre a diarréia inflamatória e não-inflamatória e o tipo de diarréia (aquosa versus disenteria) presente em relação aos vários enteropatógenos. porém. ranitidina) e também os idosos. Os diagnósticos diferencial e etiológico são facilitados por esta classificação. (3) frutos do mar não cozidos. que ocorre pelo toque das mãos em materiais contaminados. como ostras. As diarréias inflamatórias provocam os quadros mais graves e podem requerer tratamento mais intensivo além de avaliação mais acurada. giardíase). ou que fazem uso de inibidores da secreção ácida (por exemplo. Pacientes que são imunodeprimidos por doença ou desnutrição. Quando existe contaminação oral com patógenos que causam diarréia.Diarréia Inflamatória versus Diarréia Não inflamatória Características Leucócitos fecais Diarréia Inflamatória Positivos Diarréia Não Inflamatória Negativos . A secreção ácida age pelo seu pH letal aos microrganismos. em geral. provocando perda de sangue. nem sempre a doença ocorre. colhidos de reservatórios de água poluídos. com base no efeito do agente infectante sobre o intestino do hospedeiro: a) diarréia inflamatória ou sanguinolenta e b) não-inflamatória ou aquosa. As formas de contaminação na diarréia aguda são (1) fecal-oral. podemos dividir as diarréias agudas em dois tipos. que geralmente albergam bactérias e outros patógenos ao agirem como filtrantes no seu habitat. impedindo a aderência e o sistema imunológico. podem levar a situações graves. tais como secreção ácida gástrica.alimentos contaminados por microrganismos ou suas toxinas presentes em fezes humanas ou de animais e pela autocontaminação. estão entre os mais predispostos às infecções intestinais.

Yersinia. Giardia. pode haver febre e toxemia Shigella. cólicas Apresentação clínica abdominais no quadrante esquerdo inferior. enterotoxinas produzidas por bactérias. Escherichia coli enterotoxigênica. vômitos e cólicas Principais causas Viroses. tenesmo. diarréia de pequeno volume. pus. Vibrio. MUCO E PUS) Enteropatógeno Viroses Rotavírus Adenovírus Vírus de estrutura circular pequena Citomegalovírus Bactérias V. intoxicação alimentar Intestino delgado Só em pacientes graves (desidratados ou toxemiados) Local acometido Avaliação diagnóstica Tabela 2 . muco. pode haver náuseas.Sangue. Clostridium difficile Cólon Indicada Diarréia aquosa de grande volume. Campylobacter. cholerae Escherichia coli enterotoxigênica Escherichia coli enteropatogênica Escherichia coli enteroinvasiva Escherichia coli enterohemorrágica Shigella sp Salmonella sp Campylobacter sp Yersinia enterocolitica + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + Diarréia aquosa Disenteria . Salmonella.ENTEROPATÓGENOS RESPONSÁVEIS POR DIARRÉIA AQUOSA E DISENTERIA (SANGUE. Escherichia coli invasiva.

Protozoários Giardia intestinalis Criptosporydium parvum Microsporydia Isospora belli Ciclospora caietanensis Entamoeba histolytica + + + + + + + Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

realizado em Roma. (2) fezes fragmentadas ou endurecidas em mais de 25% das evacuações.Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A obstipação intestinal (ou constipação. um consenso. mulheres e em indivíduos com vida sedentária. sendo mais elevada em idosos. de 2 ou mais das seguintes características: (1) força excessiva para evacuar em mais de 25% das evacuações. em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). estabeleceu os critérios diagnósticos para a obstipação intestinal (critérios Roma II): presença. . Em 1999. (4) sensação de obstrução anorretal em mais de 25% das evacuações. (5) auxílio manual para facilitar a defecação em mais de 25% das evacuações. (3) sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das evacuações. A freqüência da obstipação pode variar. com freqüência estimada ao redor de 20%. ou "prisão de ventre") é um sintoma comum na população.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:04 AM Autores: 1 Assistente . nos últimos 12 meses.

com predomínio de obstipação. porfiria e acidose) são assinaladas também como causas de obstipação intestinal. estenoses cicatriciais pós-cirurgia. opiáceos. endometriose. doenças que afetam a musculatura e/ou inervação intestinal são causas de obstipação: dolicocólon. tumores. em geral curto. é a principal causa de obstipação nesse grupo de enfermidades. doença diverticular. incluindo-se o uso prolongado e exagerado de laxativos. Alterações metabólicas (por exemplo. desidratação. lesões do segmento reto-anal podem também provocar obstipação. é uma afecção congênita em que há redução ou mesmo ausência de plexos neuronais em certos segmentos intestinais. A doença de Hirschsprung. retocele. e acidente vascular cerebral) ou medular (por exemplo. tumores. miopatia visceral familiar ou adquirida. diminuição ou até perda do reflexo evacuatório quando este deixa de ser atendido por restrições de tempo. doença de Crohn. Há a destruição dos plexos nervosos da musculatura lisa intestinal. O segmento comprometido. envolvendo mecanismos motores de origem neuroendócrina. doença de Parkinson. colite actínica). torna-se espástico. antiácidos a base de cálcio e alumínio. antidepressivos. amiloidose. glucagonoma e diabetes. quer extraluminais (por exemplo. Finalmente. A lesão leva à atonia da região comprometida e dilatação (megacólon chagásico). inibidores da monoaminooxidase (MAO). hiperparatireoidismo. Os principais fármacos envolvidos são os analgésicos. bloqueadores ganglionares. sua etiopatogenia é bem mais complexa. esclerose múltipla. anticolinérgicos. provocando dilatação acima da área estreitada. levando à obstipação. bismuto. cistos ou tumores de ovário. tuberculose. como tumores. sífilis. vida sedentária e conseqüente obesidade (enfraquecimento da musculatura abdominal). quer luminais (por exemplo. Doenças endócrinas e metabólicas: obstipação intestinal freqüentemente acompanha certas endocrinopatias como hipotireoidismo. Simples ou funcional: relacionada com hábitos de vida do paciente. feocromocitoma. tumor de cauda eqüina e meningocele) podem provocar obstipação intestinal por acometimento da via neuromotora intestinal. relacionados a seguir. colite isquêmica. A síndrome do intestino irritável. hipopotassemia. Simultaneamente. trauma medular. processos inflamatórios. A obstipação costuma ser grave e a formação de fecaloma não é rara. Doenças do sistema nervoso: a doença de Chagas. Doenças envolvendo o cólon: estreitamentos do lúmen intestinal. e a pouca disponibilidade de sanitários higiênicos e adequados. mais comum em crianças. Entretanto. Também vale lembrar que lesões do sistema nervoso central (por exemplo.(6) menos de 3 evacuações/semana. anticonvulsivantes. sais de ferro e . antiparkinsonianos. Medicamentos: podem provocar obstipação intestinal. hipo ou hipercalcemia. também é considerada funcional. bloqueadores de canais de cálcio. particularmente na região sigmoideana. podem provocar obstrução ao fluxo normal de fezes. tais como: redução da ingestão de fibras na dieta. como diverticulite. antihipertensivos. uremia. antiarrítmicos. colagenoses. linfogranuloma venéreo. miomas. ainda prevalente em algumas áreas do Brasil. tumores de próstata). A obstipação intestinal pode ser classificada em cinco grupos. abscessos e fissuras anais.

diuréticos. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

São Paulo e Porto Alegre. em geral.6 a 17. Em São Paulo. acompanhada de alterações somáticas. A prevalência dos transtornos ansiosos em serviços primários de saúde está entre 26.7 a 39. interferência ou freqüência.6% do total dos pacientes atendidos.6%). Em estudo de morbidade psiquiátrica de adultos realizado em Brasília. psíquicos e comportamentais. duração. útil para sua sobrevivência e melhor desempenho. Os . os transtornos ansiosos apresentaram prevalência entre 9. transtornos ansiosos (transtorno de pânico e ansiedade generalizada). A ansiedade patológica apresenta sintomas somáticos. dados preliminares mostram que 8. sendo então uma experiência desagradável e. Torna-se patológica se suas manifestações são desproporcionais ao esperado em intensidade.8% dos participantes de uma estudo populacional apresenta transtorno fóbico e 5%. A ansiedade é a que mais apresenta demanda potencial para os serviços de saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Francisco LotufoNeto1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:12 AM Autores: 1 Professor Associado Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Ansiedade é experiência normal do ser humano.

Se isto não é possível. as pessoas podem desenvolver esquivas fóbicas de situações em que elas ocorreram ou em que acham que podem ocorrer. o paciente apresenta ansiedade patológica. dismorfofobia. mercados. Transtornos Ansiosos são estados emocionais repetitivos ou persistentes nos quais a ansiedade patológica é a característica principal. com grande comprometimento de sua vida pessoal e familiar. Fobia social é o medo excessivo e o evitar situações onde a pessoa possa ser observada ou avaliada pelos outros. midríase). atividade. Este "medo do medo" é a característica fundamental da agorafobia. Os ataques de pânico podem ocorrer em qualquer local. podendo chegar a um ataque de pânico. como: sair ou ficar desacompanhado. calafrios. ansiedade generalizada e estado misto ansioso e depressivo. É freqüente a procura de ajuda médica. As classificações atuais consideram os quadros nosológicos como transtornos ansiosos a seguir. despersonalização e desrealização. ou nas quais ter uma crise de pânico possa ser perigoso ou inconveniente. musculares (dores. pelo temor de se comportar de modo embaraçoso ou humilhante. tremor. ou lugares públicos abertos ou fechados. que podem ou não estar acompanhados de ansiedade antecipatória e esquiva fóbica. contexto. nelas. O comportamento da pessoa ansiosa é caracterizado por inquietação. entrar em lojas. apreensão. transporte coletivo. adormecimentos) e respiratórios (sensação de afogamento ou sufocação). rubor. palidez. A pessoa sente falta de ar. que resultam em necessidade incontrolável de evitar este estímulo. até durante o sono. dificuldade de concentração e memória. Podem ser classificadas em: agorafobia. Nos casos mais graves. As mãos gelam e ficam úmidas. tremores). Denomina-se "Síndrome do Pânico" ao conjunto de manifestações englobadas pelos conceitos de transtorno de pânico e agorafobia. atingindo seu máximo em até cerca de 10 minutos. Na tentativa de controlar estas crises. arrepios. Se é impossível evitar a situação. o confronto é precedido por ansiedade antecipatória e realizado com grande sofrimento e comprometimento do desempenho. geralmente. Os sintomas psíquicos são tensão. ondas de calor ou frio e sudorese. tontura. taquipnéia. fobia social. Podem. até certa distância. formigam as extremidades e a boca adormece. ou situação considerados sem perigo. sensação de estranheza. mas tem medo de. fobias variadas. Agorafobia designa medo e esquiva de diversas situações. contraturas. fraqueza e pernas bambas. ou hora. também. sentir sensações corporais de ansiedade ou crises de pânico. apresentar sintomas depressivos e desmoralização. carros.somáticos podem ser autonômicos (taquicardia. acha que está enlouquecendo ou que vai desmaiar. A crise. O transtorno de pânico é uma síndrome caracterizada pela presença de repetidos ataques de pânico. cinestésicos (parestesias. Uma avaliação mais fina mostra que ele não teme as situações. Fobias são medos persistentes e irracionais de um objeto específico. ou só pode fazê-lo acompanhado. malestar indefinido. urgência de urinar ou defecar. Ataques de pânico são crises súbitas com hiperatividade autonômica e mal-estar. sobressaltos e hipervigilância. suor. elevador. andar em vias expressas e congestionamentos. passa em 20 a 40 minutos e é seguida de sensação de cansaço. As situações mais comumente descritas são: participar de festas ou . o paciente não consegue sair de casa. insegurança. fobias específicas. sensação de morte iminente. o coração acelera e bate forte. nervosismo.

cobras. As queixas mais comuns são problemas na face (cicatrizes. às vezes. hospitais ou qualquer outra situação que o confronte com a doença temida. falar com pessoas em posição de autoridade. dismorfofobia. alimentos. deformidades. aves. insetos (besouros. como certos animais. a dimensão de um delírio ou pode fazer parte da constelação de sintomas da esquizofrenia ou outras psicoses. (1) fobias de animais: envolvem. pêlos). os pacientes procuram cirurgiões plásticos e dermatologistas. Quando chega a níveis fóbicos. o suor e o tremor. conversas. a pessoa apresenta-se com ansiedade patológica excessiva e preocupações a maior parte do tempo. ser objeto de brincadeiras ou gozação e usar banheiro público. Em relação à perda de consciência. mas predominam o enrubecer. óculos escuros e outros artifícios. .reuniões. o paciente apresenta prejuízos pessoais e sofrimento importantes. acompanhada de sudorese. Na ansiedade generalizada. é um quadro relativamente comum e heterogêneo. caracterizada por uma fase inicial com aumento de freqüência cardíaca e pressão arterial. caráter familiar e não-predominância em mulheres. Quando o temor de doenças refere-se a múltiplos sistemas orgânicos. que não é notado por outros. escrever. como a sífilis. usar o telefone). abelhas. Na síndrome da dismorfofobia. As fobias a seguir são as mais importantes para o clínico. As queixas somáticas são as mesmas. palidez. iniciar ou manter conversas. gatos ou cachorros. suar ou enrubescer na frente de outros. há queixa persistente de um defeito corporal específico. náuseas e. Essa fobia apresenta características próprias: tendência a perder a consciência diante do estímulo fóbico. falar. não consegue fazer exames subsidiários. ferimentos ou grandes deformidades físicas é normal. Muitos pacientes com essa fobia apresentam comportamentos de esquiva em relação a reportagens. Abandona carreiras como medicina ou enfermagem. odores nas axilas. beber. defeitos no pênis ou seios. (2) fobias de sangue e ferimentos: algum desconforto à visão de sangue. espaços fechados. seguida por queda importante de pulso e pressão. receber visitas em casa. nos genitais ou no ânus e mau hálito.Algumas pessoas que evitam contacto social apresentam. falamos em hipocondria e. aranhas). tratamento dentário. freqüentemente. trovão. Recusa procedimentos médicos e odontológicos. Os portadores escondem-se atrás de roupas. ser observado durante alguma atividade (comer. As doenças mais classicamente temidas são as estigmatizadas pela sociedade. podem haver até períodos de assistolia e convulsões. avião. Com muita freqüência. Mais raramente. síncope. votar. ser apresentado a alguém. caracterizada por uma percepção ameaçadora de doença física. geralmente. pintas. Ela adquire. (3) fobias de doenças: a hipocondria. acerca de diversos eventos ou atividades (trabalho. visão de sangue ou ferimentos etc. Fobias específicas caracterizam-se por comportamentos de esquiva em relação a estímulos e situações determinados. Outros temores são o de poder vir a vomitar. esses pacientes apresentam uma resposta bifásica de freqüência cardíaca e pressão arterial (PA). o câncer ou a aids. altura. ou evita a gravidez com medo dos procedimentos associados ao parto. se é mais específico. tremer. escuridão. na verdade. em fobia de doença.

Interferem com o fluxo normal do pensamento ou atividade do momento. Compulsões: são comportamentos repetitivos e intencionais executados numa ordem preestabelecida. estupro. Isto pode ocorrer em assaltos. é cada vez mais freqüente a exposição a eventos traumáticos onde a pessoa enfrenta a possibilidade da morte ou ferimento grave de si próprio ou de pessoas próximas. de alguma forma.) A preocupação é desagradavel. evoquem a experiência. Pensamentos obsessivos são idéias. neutralizando as obsessões (por exemplo. acidentes etc.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A pessoa pode apresentar ausência de resposta emocional. Causam sofrimento ou repugnância porque se referem a temas como dúvida. A pessoa luta inutilmente para evitá-los. Transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e atos compulsivos. Procuram prevenir a ocorrência de um determinado evento ou situação. despersonalização. lavar mãos para evitar contaminação). apesar de o ritual diminuir sua ansiedade. Copyright © 2001 IDS . sem sentido e contrários à vontade. entre nós. relacionamentos etc. "desrealização". imagens.escola. A pessoa tem consciência de que tais atos são irracionais. imagens ou impulsos espontâneos que se repetem na mente de forma estereotipada. desproporcional ao motivo e muito difícil de afastar através da distração. finanças. violência ou obscenidade. inundações. pensamentos. sem características suficientes para um diagnóstico de episódio depressivo ou transtorno ansioso. O estado misto ansioso e depressivo é um dos diagnósticos mais freqüentes na população geral. contaminação. não tem prazer na sua execução. sintomas acentuados de ansiedade e esquiva de estímulos que. pesadelos recorrentes. incêndios. Sintomas de ansiedade e depressão estão presentes. A pessoa sofre e tem seu desempenho comprometido. ou porque são percebidos como irracionais. Estresse pós-traumático: infelizmente.

Um estudo epidemiológico realizado no Brasil indicou prevalência de depressão ao longo da vida de 16. que leva a uma diminuição das atividades.6%. É diferente da tristeza. Caracteriza-se pelo humor depressivo. Quadro clínico e Epidemiologia A depressão é um problema médico freqüente. Moreno1 Marcia B. Podem estar presentes outros sintomas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. pela diminuição da energia. a baixa auto-estima. Dr. alterações de apetite e do peso corporal. como a falta de concentração e atenção. pessimismo. sentimentos de culpa ou inutilidade. Ricardo A. alterações no padrão de sono. e da reação de luto após a perda de pessoas queridas. pela perda de interesse e prazer nas atividades habituais. de Macedo Soares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:20 AM 1 2 Médico Assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Médica pós-graduanda do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Definição. e as idéias e os atos suicidas não são raros. que pode aparecer em resposta a algumas situações de vida. com sensação de cansaço. O diagnóstico da depressão é feito quando os sintomas típicos estiverem presentes durante a maior parte do dia por no mínimo duas .

A depressão pode ser considerada leve. Nos idosos. Copyright © 2001 IDS . Na depressão moderada. familiar e profissional é mais evidente. ou as reduz. o quadro pode se confundir com demências. os sintomas são intensos e impossibilitam a manutenção das atividades habituais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A internação pode ser necessária em função do alto risco de suicídio. mas pode se iniciar em qualquer faixa etária. Na depressão grave. Na depressão leve. A depressão é cerca de duas vezes mais comum entre as mulheres.semanas. o indivíduo se sente incomodado pelos sintomas. pois. é mais freqüente o achado de humor irritável. Aparece mais freqüentemente entre 30 e 40 anos de idade. o indivíduo interrompe suas atividades. moderada ou grave. Nas crianças e adolescentes. com freqüência. porém geralmente continua trabalhando e mantendo suas atividades. desde a infância até a velhice. o comprometimento nas esferas social. o indivíduo apresenta dificuldades em manter o mesmo padrão de atividades.

verificou-se que esse mesmo agente viral podia também ser encontrado em pacientes com sintomas clínicos inespecíficos. Nessa ocasião. que detectam a presença de anticorpos específicos voltados contra diferentes constituintes da partícula viral. de amostras biológicas de pacientes com AIDS. isolou-se. um retrovírus. uma manifestação clínica tardia da infecção pelo HIV. Hoje se sabe que existem duas variantes de HIV (HIV-1 e HIV-2) e que a infecção por qualquer desses agentes pode evoluir para AIDS. . comumente observados numa fase que antecedia o aparecimento da AIDS. é possível identificar um indivíduo como sendo infectado pelo HIV. que recebeu a denominação de vírus da imunodeficiência humana (HIV). a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) somente teve sua etiologia esclarecida em 1983.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aluisio Augusto Cotrim Segurado1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:56 AM Autores: 1 Professor Doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Embora reconhecida desde 1981. na verdade. Tornou-se assim claro que a AIDS representava. com base em critérios clínicos e epidemiológicos. Com base em testes sorológicos. No entanto. A epidemiologia da AIDS deve ser considerada no contexto mais amplo da infecção pelo HIV.

fase mais avançada da infecção pelo HIV. conseqüentemente.via vertical.Pode-se assim afirmar que. quer seja pelo compartilhamento de objetos pérfuro-cortantes contaminados. trata-se de uma pandemia. A compreensão das causas dessa maior vulnerabilidade depende. alguns grupos populacionais têm sido identificados como os de maior vulnerabilidade à infecção: as mulheres e os adolescentes. na mesma ocasião. que podem também ser reconhecidas tanto do ponto de vista clínico como . incluindo-se a transmissão transplacentária (intra-uterina). apresenta outras fases. essa infecção assumiu proporções de uma epidemia de caráter mundial. A AIDS. dificuldade na percepção de risco. Menor grau de informação e. Até dezembro de 2000. com um total acumulado de 58 milhões de indivíduos infectados desde o início da epidemia. 17. A América Latina apresentava. apresenta-se clinicamente por meio de uma multiplicidade de sinais e sintomas.2% das novas infecções estão ocorrendo na África. Tais manifestações são habitualmente relacionadas à falência do sistema imune do hospedeiro acometido e às conseqüentes complicações infecciosas e/ou neoplásicas. a existência de 36. por um lado. sendo esta doença de notificação compulsória em nosso País. que surgem ao longo do tempo. Entretanto. sendo o Brasil o país com maior número de casos já notificados de AIDS nessa região. desde que haja contato das mucosas (genital. ou.via sangüínea. um número estimado de 1. ou mesmo menor possibilidade de fazer uso adequado dessas estratégias profiláticas podem contribuir para elevar a vulnerabilidade à infecção pelo HIV. a relacionada ao momento do parto e aquela dependente do aleitamento materno. pela transfusão de sangue ou hemocomponentes contaminados 3. particularmente os de baixa renda e de menor escolaridade. de caráter oportunista. Nessas regiões. Quando se consideram apenas as infecções adquiridas no último ano. ou seja. bem como menor acesso à medidas de prevenção. em sua história natural. onde residem 72% dos portadores de HIV.contato sexual (homossexual ou heterossexual). nos dias atuais. Sabe-se que esse agente viral pode ser transmitido de pessoa a pessoa por: 1. O Programa das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS) estimava. Mais de 90% dos infectados vivem atualmente nos países em desenvolvimento. fatores de natureza sócio-econômica são extremamente importantes para justificar a maior vulnerabilidade dos segmentos populacionais de menor renda e escolaridade. o Ministério da Saúde brasileiro havia registrado a ocorrência de 203. deve-se considerar que a infecção pelo HIV. oral ou retal) com secreções genitais contaminadas (esperma e secreções cérvicovaginais) 2. do correto entendimento das formas de transmissão inter-humana do HIV.353 casos de AIDS.1 milhões de adultos e crianças vivendo com HIV em todo o mundo. da mãe infectada para seu filho. como é o caso de agulhas e seringas utilizadas por usuários de drogas injetáveis.1% no sudeste asiático e 4% na América Latina e Caribe. mais raramente.4 milhões de infectados. No entanto. com especial destaque para o continente africano. a importância dos países em desenvolvimento aparece de forma ainda mais destacada: 73. em dezembro do ano 2000.

As cadeias ganglionares mais freqüentemente acometidas incluem as cervicais (anteriores ou posteriores). a infecção aguda pelo citomegalovírus. occipitais e axilares e os linfonodos habitualmente apresentam de 0. hepatoesplenomegalia. nota-se adenomegalia generalizada e. em duas ou mais cadeias ganglionares. que podem acometer diferentes órgãos e sistemas. a rubéola. Deve-se ressaltar. ou mesmo linfomas. Clinicamente. com consistência firme.linfadenopatia generalizada persistente: caracteriza-se clinicamente pelo achado de enfartamento de linfonodos. potencialmente fatal. diarréia. sem evidência de agentes infecciosos. deve assim ser entendido como portador de uma infecção viral ativa. O paciente infectado pelo HIV. cefáleia. neurites periféricas ou a polirradiculoneurite (síndrome de Guillan-Barré). tais como encefalite. observam-se outras complicações neurológicas. ocasionalmente. com ou sem sinais meníngeos concomitantes. Ao exame físico. 3. além das manifestações prodrômicas das hepatites virais. se não reconhecida e tratada adequadamente. de evolução auto-limitada. sarcoma de Kaposi.as pneumopatias. . o sarcoma de Kaposi. submandibulares. por exemplo: . que pode se acompanhar de mal-estar. Mais raramente. irão compor as diferentes síndromes clínicas. irá progressivamente evoluir para uma disfunção imunológica grave. De acordo com sua localização e apresentação clínica. e de exantema maculopapular ou urticariforme. a sífilis secundária. como.infecção aguda: inclui as manifestações iniciais dessa infecção viral. diarréia intermitente. na maior parte dos indivíduos. entretanto.AIDS propriamente dita: refere-se às diversas manifestações associadas a infecções e/ou neoplasias oportunistas. caracteriza-se como um quadro febril agudo. excetuando-se as inguinais. tuberculose. É importante destacar que o enfartamento ganglionar dessa afecção deve ser diferenciado de manifestações decorrentes de doenças oportunistas. entre outras). O exame histopatológico dos linfonodos revela habitualmente sinais de hiperplasia folicular. pneumonites virais. Freqüentemente. observam-se nesta fase manifestações de infecções oportunistas. as manifestações da infecção aguda por HIV podem ser confundidas com diversas doenças febris agudas. Do ponto de vista clínico.5 a 2 cm de diâmetro.laboratorial. na ausência de outra causa que justifique tal condição. após 1 a 2 semanas. mesmo estando assintomático. por período superior a 3 meses. geralmente observadas após um período de 1 a 6 semanas (em média. que caracterizam a AIDS. sendo móveis e indolores à palpação. que a infecção aguda pode ser assintomática em até metade dos indivíduos infectados. pneumonias bacterianas recorrentes.as esofagites (por Candida sp ou citomegalovírus. tais como a mononucleose infecciosa. por exemplo). ainda. Por vezes. como fadiga. que. 3 semanas) após sua aquisição. acompanhadas ou não de síndrome de insuficiência respiratória (pneumonia por Pneumocystis carinii. febre baixa por períodos prolongados. . mialgias. a linfadenopatia generalizada persistente se acompanha de sintomas gerais. como as micobacterioses (particularmente a tuberculose). como a candidíase oral ou o exantema vesicular com distribuição restrita a um dermátomo. ou mesmo dermatite seborréica. característico do herpes zoster. Para melhor compreensão das diferentes manifestações clínicas que podem ser observadas ao longo de sua história natural. 2. costumase caracterizar os diferentes estágios evolutivos da infecção pelo HIV como: 1. criptococose pulmonar.

candidíase.síndromes febris prolongadas. toxoplasmose cerebral.síndromes oculares.manifestações neurológicas de meningoencefalites (neurotuberculose. giardíase). shigeloses. isosporíase. salmoneloses. costuma exibir certas peculiaridades clínicas. microsporidíase. as parotidites.as síndromes diarréicas ou disentéricas (citomegalovirose. incluem o retardo no desenvolvimento pondo-estatural e neuropsicomotor. .manifestações cutâneas de infecções ou tumores oportunistas (sarcoma de Kaposi. Copyright © 2001 IDS . embora apresente manifestações comuns às descritas em adultos. acompanhadas de hepatoesplenomegalia (micobacterioses. como naquelas infectadas por outras vias. bacteriemias prolongadas por Salmonella sp ou doenças linfoproliferativas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . neurocriptococose. miocardites. histoplasmose. tuberculose e outras micobacterioses. amebíase. como as retinites por citomegalovírus ou pelo vírus do herpes simples. além de freqüentes infecções bacterianas recorrentes. criptosporidíase. a infecção pelo HIV. por exemplo) Na faixa etária pediátrica. . . por exemplo) . que devem ser reconhecidas pelo médico de família. que podem ocorrer tanto em crianças que adquiriram a infecção a partir de mães infectadas (transmissão materno-infantil). síndromes demenciais ou mesmo linfomas primários do sistema nervoso central. encefalite por citomegalovírus). a pnemonite intersticial linfocítica. Tais achados..

cefaléia. com numerosas cepas pelo mundo. O dengue clássico é principalmente uma doença de crianças mais velhas e adultos. caracterizada por quadro febril bifásico. dor em diferentes partes do corpo. é doença febril grave caracterizada por anormalidades da hemostasia e aumento da permeabilidade vascular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 9:51:56 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus da dengue e da febre amarela pertencem à mesma família (Flaviviridae) e têm também vetor urbano comum. Após . 2. Existem quatro tipos distintos do vírus do dengue (1. prostração. Na sua forma hemorrágica. linfadenopatia e leucopenia. caracterizando a síndrome de choque do dengue. resultando esporadicamente em choque hipovolêmico. exantema. motivo pelo qual são abordados conjuntamente. 3 e 4). Dengue Doença infecciosa aguda.

rubor de face e exantema máculo-papular que desaparece sob pressão podem ser encontrados durante os dois primeiros dias de febre. Linfadenopatia generalizada é infreqüente. apresenta náuseas e/ou vômitos. vetor que coloniza centros urbanos. como a gripe. Choque é o critério que diferencia os graus I e II de III e IV. quando não acompanhada de hemoconcentração e plaquetopenia. sufusões hemorrágicas. mantendo apenas transmissão residual e. O paciente torna-se anorético. a doença inicia abruptamente com febre (39 a 41º C). terminando repentinamente. a despeito de não ter havido transmissão urbana da febre amarela (FA) nestas últimas seis décadas. por vezes. fraco. hiperalgia cutânea. Eventualmente observa-se hepatomegalia. a doença é freqüentemente inespecífica. procriando-se em coleções de água no domicílio ou peridomicílio. têm sido descritos casos de dengue hemorrágico no primeiro contato com vírus do dengue. acompanhada por cefaléia frontal. III) falência circulatória manifestada por pulso rápido. que foi grande pesadelo até o início do século. encontram-se petéquias.período de incubação de 3 a 14 dias (usualmente de quatro a sete dias). em fase inicial. com estreitamento da pressão (menor que 20 mmHg) ou hipotensão. por outro lado. Em áreas onde o dengue é endêmico. sendo estes fatores que diferenciam-no do dengue clássico com hemorragia. e IV) choque profundo com pulso e pressão arterial indetectáveis. O dengue hemorrágico é indistingüível do dengue clássico. foi eliminada dos centros urbanos pela presumida erradicação do Aedes aegypti do país. só apareceu entre nós a partir do retorno do Aedes. no entanto. Transmissão epidêmica dessas duas arboviroses está relacionadas à presença do Aedes aegypti. A Organização Mundial da Saúde classifica o dengue hemorrágico em quatro graus: I) febre acompanhada por sintomas inespecíficos e prova do laço positiva. A febre geralmente persiste por até seis dias (período de viremia). Febre Amarela Doença febril aguda de manifestações que vão desde sintomas inespecíficos até doença ictérica hemorrágica fatal. por isto. sendo. especialmente em crianças. em pequenas epidemias sempre ligadas a regiões de matas. hemorragia de gengiva. responsável por grandes explosões epidêmicas. nasal. O diagnóstico diferencial deve ser feito com doenças sistêmicas de manifestações inespecíficas ou mesmo com doenças comuns com sintomas diversos. A febre amarela pode manter ainda transmissão silvestre por outro tipo de vetor (Haemagogus) que mantém o ciclo com macacos e eventualmente infecta o homem. II) manifestações hemorrágicas espontâneas. A ocorrência do dengue em sua forma hemorrágica está relacionada. dor retroorbital. não preenche os pré-requisitos de dengue hemorrágico. A hemorragia. O dengue. dores pelo corpo. a . na maioria das vezes. equimoses. Esta segunda fase inicia-se com a defervescência. sendo seguido por rápida deterioração do estado geral. a infecção em indivíduo que já teve dengue por um outro sorotipo. A febre amarela. dores musculares artralgias. gastrointestinal e genital.

convulsão. iniciam-se as manifestações clínicas da FA. Durante esta fase. malestar e fraqueza. A morte geralmente advém entre o 7º e 10º dias de doença. sendo notórias no Rio de Janeiro. sepse. durante os quais o vírus está presente no sangue em altos títulos. a maior parte das cidades nordestinas. Aqueles que se recuperam têm convalescença prolongada com fraqueza e fadiga por até mais que três meses. Não existem estatísticas confiáveis quanto ao número de casos de dengue no Brasil. não havendo notificação dos casos. oligúria. instabilidade cardiovascular e manifestações hemorrágicas com ênfase na hematêmese (borra de café). Ao exame clínico. sendo então caracterizada fundamentalmente por grave acometimento hepático. A descrição clássica da FA grave compreende três períodos clínicos distintos: infecção. dores musculares generalizadas. Manaus e cidades do interior de São Paulo. dor lombosacra. malária. O período de intoxicação é caracterizado por icterícia. podem predominar sinais de insuficiência renal. No diagnóstico diferencial. que podem variar de formas assintomáticas ou oligossintomáticas até a de outras febres hemorrágicas. A letalidade nos pacientes com FA grave é ao redor de 50%.partir da década de 1980. estupor e coma em fase pré-terminal. Belo Horizonte. Os sinais de envolvimento do sistema nervoso central incluem delírio. Copyright © 2001 IDS . apesar da intensa colonização do Aedes e circulação do vírus.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pois o diagnóstico em situações epidêmicas é clínico. vindo rapidamente a ocorrer na maior parte dos centros urbanos brasileiros com dezenas de milhares de casos acontecendo anualmente. cefaléia. Vitória. as epidemias acompanham a colonização do Aedes. porém. náuseas e vômitos. como hepatites. O período de infecção inicia-se repentinamente com febre. a febre e os outros sintomas podem desaparecer por período de até 24 horas. albuminúria. a febre amarela não voltou a incidir nas cidades. que varia de três a seis dias. devemos lembrar de doenças com manifestações inespecíficas na fase inicial e de doenças ictéricas com ou sem manifestações hemorrágicas na fase de intoxicação. Em pacientes que sobrevivem à fase tóxica aguda. encontramos bradicardia. o vírus não é mais encontrado no sangue. remissão e intoxicação. Esta fase dura em torno de três dias. Após período de incubação. Surpreendentemente. No período de remissão. leptospirose. quando então reaparecem com intensidade maior.

A sífilis. Quadro clínico e Epidemiologia Sífilis A sífilis ou lues é causada pelo Treponema pallidum. Não raramente acomete outros órgãos além da pele.FMUSP Doenças sexualmente transmissíveis são doenças infecciosas adquiridas por contato sexual. a gonorréia. Na sífilis congênita.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia José Antonio Sanches Junior1 Última Atualização: 9/20/2001 9:59:48 AM Autores: 1 Professor Doutor. a transmissão se faz por via transplacentária. Na sífilis adquirida. . o contágio se dá quase exclusivamente através do contato anogenital. o condiloma e o herpes genital são as doenças mais comuns. as uretrites não-gonocócicas. vem recrudescendo a partir da década de 60 com a liberdade sexual e a partir dos anos 80 com o surgimento da AIDS. Com o advento da penicilina houve declínio de sua incidência. Entretanto. Origina lesões cutâneas variadas. Departamento de Dermatologia . o cancróide. com surgimento do cancro de inoculação. São inúmeros os patógenos reconhecidos como passíveis de transmissão por contato sexual.

5 a 2 cm de diâmetro. habitualmente. cefaléia. Sífilis congênita A passagem do T. natimortos ou recém-nascidos com sífilis. pouco dolorosa. Caracteriza-se como pápula erodida ou ulcerada. lesões mucosas. placas vegetantes perianais (condilomas planos). nervosa e outras) - O protossifiloma ou cancro duro surge. nos casos não tratados ou tratados indevidamente) Sífilis tardia latente Sífilis terciária (cutânea. endurecida e fundo limpo. Sífilis adquirida tardia latente Não apresenta sinais clínicos e tampouco sintomas. período em que a placenta permite a passagem da espiroqueta. O diagnóstico é feito pelas reações sorológicas positivas e pela história. com manifestações clínicas que surgem cerca de quatro a oito semanas após o aparecimento do cancro duro. com borda infiltrada. cerca de uma a duas semanas após o contágio. A sífilis adquirida. O cancro pode desaparecer espontaneamente em quatro semanas. semelhantes a estado gripal. Como nem sempre é possível o diagnóstico de sífilis tardia latente. anorexia. Habitualmente é simétrica e não-pruriginosa.habitualmente a partir do 4o mês de gestação. óssea. febre. Podem ocorrer sintomas constitucionais. Como as lesões são ricas em treponemas. rotula-se muitos casos como sífilis latente indeterminada. sem deixar cicatriz. medindo 0. cardiovascular. Observa-se. alopecia em clareira e adenopatia generalizada. mialgias e artralgias. lesões papulosas palmo-plantares. com freqüência. A erupção cutânea pode ser maculosa (roséola sifilítica). papulosa. Divide-se em: . O secundarismo corresponde à disseminação hematogênica dos treponemas. na genitália externa como lesão única. A presença de colarete descamativo na periferia das lesões (colarete de Biette) é sugestiva de lesão sifilítica. máculo-papulosa. torna-se importante ressaltar a contagiosidade dessa fase. Dependendo da ocasião e quantidade de espiroquetas que atravessa a barreira placentária poderão ocorrer abortos. é dividida em: Sífilis Adquirida Recente Até um ano de evolução póscontágio Sífilis primária Sífilis secundária Sífilis recente latente Sífilis Adquirida Tardia (após o primeiro ano de evolução. com malestar. Após uma a duas semanas surge adenite satélite não-inflamatória. pallidum através da placenta normalmente ocorre após o 4o mês de gestação. Normalmente ocorre regressão espontânea após duas a dez semanas. A maioria das crianças é assintomática.

Portanto. nariz em sela e fronte olímpica. osteítes e periostites com tíbia em lâmina de sabre. É provável que as mulheres possam se tornar portadoras assintomáticas. Após a inoculação do bacilo. Em cerca de 25% dos casos surge adenopatia inflamatória que se liqüefaz e fistuliza rapidamente. A localização é preferencialmente anogenital. a lesão bem estabelecida é uma úlcera de bordas solapadas (descoladas da base) e cortadas à pique. com tempo mais prolongado para a cura em relação aos não co-infectados. surge rapidamente uma pápulo-pústula que se ulcera. pápulo-vesículas palmo-plantares e fissuras periorais. É mais comum nos homens entre 15 e 25 anos. com a característica de pseudoparalisia de Parrot. Pode haver comprometimento de estruturas nervosas com desenvolvimento de tabes e paralisia geral. é transmitido por contato sexual. Eventualmente acomete mucosa anal. orofaringe e olhos. Gonorréia É infecção da mucosa genital pela Neisseria gonorrhoeae. imobilização espontânea do membro afetado por dor intensa e choro ao toque. Cancro Mole Causado pelo bacilo gram negativo Haemophilus ducreyi. Ocorrem osteocondrites. irritabilidade. em média. mais elevados e a queda dos títulos pode não ocorrer. choro débil e rinorréia sanguinolenta são os sinais mais freqüentes. Tem base mole. Com freqüência ocorrem múltiplas lesões. icterícia. Os títulos sorológicos são. hepatoesplenomegalia. Sua incidência é muito maior nos homens. das ranhuras de Parrot (cicatrizes lineares radiadas perilabiais e perianais).Sífilis Congênita Recente Até dois anos após o nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Sífilis congênita recente Sífilis Congênita Tardia Após dois anos do nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Baixo peso. Sífilis congênita tardia Aparecimento da tríade de Hutchinson (queratite parenquimatosa. Sífilis e infecção pelo HIV/ AIDS Nesses doentes as lesões podem ser mais numerosas e extensas. surdez labiríntica e dentes com entalhes nas bordas cortantes dos incisivos centrais superiores). As lesões cutâneas são placas mucosas orais e anogenitais (condilomas planos). dado semiótico importante no diagnóstico diferencial do cancro sifilítico. com fundo purulento. anemia. Após coito .

A primoinfecção genitourinária. Na progressão da doença ocorre endometrite e salpingite. Cerca de 10% dos homens infectados desenvolvem infecção assintomática. em geral. cicatrizarem completamente em torno de 15 dias. freqüência das recidivas e tratamentos inadequados podem ocorrer cicatrizes deprimidas. então. além de outros fatores. por vezes. e esporadicamente pelo tipo 1. febre e tenossinovite. epidídimo e testículos. constituindo quadro de doença inflamatória pélvica da qual o gonococo é uma das causas freqüentes.infectante. em geral nas extremidades. Herpes Genital Infecção causada pelo Herpesvirus hominis (HSV) tipo 2. estresse emocional ou físico e menstruação. Pode ocorrer artrite séptica. O herpes recidivante é clinicamente menos importante e cicatriza em 7-10 dias. inicialmente são pruriginosas surgindo subseqüentemente. Na mulher a doença uretral é rara. em mais de 90% das vezes. febre e mais raramente adenomegalia. . ardor e dor. Na metade dos casos é causada pela Chlamydia trachomatis. tornando-se portadores sãos. São pouco sintomáticas. Comumente não há sintomatologia. Podem ocorrer disúria e polaciúria. Após sintomas de ardor e prurido uretral. sangramentos e bartolinites. disúria. costumam evoluir com úlceras extensas e tórpidas que não se curam espontaneamente. surge edema e hiperemia de meato com secreção purulenta abundante. Vesículas agrupadas sobre base eritematosa. As lesões. Infecção gonocócica disseminada é rara. Outros agentes causais são Ureaplasma urealyticum (micoplasma T). sensação de mal-estar. No homem pode evoluir para prostatite e epididimite e na mulher para doença inflamatória pélvica. à disúria e dificuldade miccional importante. Embora a infecção acometa a uretra anterior. aftóides. Hospedeiros suscetíveis (sem anticorpos específicos contra o HSV) entrando em contato direto com lesões ativas de herpes simples. Trichomonas vaginalis. Freqüentemente há adenopatia satélite. infectam-se com o HSV e desenvolvem. Frente a estímulos diversos poderão desenvolver o herpes recidivante. Corynebacterium genitalium. com secreção mucóide clara e escassa. Nas mucosas as vesículas se rompem precocemente dando lugar a lesões erodidas. Uretrites Não-Gonocócicas São as infecções uretrais mais comuns. culminando com lesões cutâneas purpúricas e necróticas. em 2 a 3 dias. vírus do Herpes simples e vírus citomegálico. cobrem-se de crostas para. estendem-se perifericamente. É mais visível quando se comprime a uretra pela manhã. principalmente pela manhã. além de dor leva. Candida albicans. principalmente pela AIDS. constituindo importante fator na disseminação da doença. As lesões herpéticas nos imunossuprimidos. Cerca de 60% das endocervicites gonocócicas são assintomáticas. trauma local. assintomática. o quadro clínico se desenvolve. próstata. De acordo com a extensão das lesões. Menos de 1% dos indivíduos infectados manifestam clinicamente a doença na ocasião do contágio. Podem surgir sintomas não específicos com secreção vaginal. sendo mais comum no sexo feminino durante o período menstrual. Pode ser precipitado por febre. quando não tratada ou inadequadamente tratada pode envolver as glândulas parauretrais. uma infecção subclínica. que evoluem para pústulas que se rompem.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Condiloma Acuminado Doença causada por papiloma vírus humano (HPV). Localizam-se. nos homens. Copyright © 2001 IDS . mais comumente na glande e folheto interno do prepúcio. maceradas. Nas mulheres podem atingir toda vulva até o intróito e vagina. Apresenta-se como pápulas moles vegetantes de superfícies avermelhadas ou brancacentas. mais comumente HPV 6 e 11. são mais comuns em homens e mulheres na segunda e terceira décadas da vida. Adquiridos sexualmente.

a despeito da considerável redução tanto do número de indivíduos infectados como de formas graves da doença a partir da década de 70. as mesmas atingem a circulação linfática e venosa. transformando-se em esquistossômulos. habita a veia porta e suas subsidiárias. A aquisição da infecção dá-se pela exposição do hospedeiro suscetível a coleções hídricas que contenham moluscos do gênero Biomphalaria eliminando cercárias. havendo focos em Estados do sul e sudeste. na sua forma adulta. A prevalência da esquistossomose é ainda importante em áreas de Estados nordestinos. É considerada uma das grandes endemias brasileiras. desde a Bahia até o Piauí. com 25 a 30 milhões expostos ao risco de contrair essa helmintíase.5 a 3 milhões de infectados. Essas formas jovens chegam aos pulmões. O acasalamento e a postura dos ovos têm lugar nos ramos distais da veia . onde passam à circulação arterial e daí ao sistema porta. Estima-se que haja atualmente no Brasil cerca de 2. onde completam sua maturação. Após a penetração das cercárias pela pele.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:20 AM Autores: 1 Professor doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A esquistossomose mansoni é a infecção causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni que.

visitando-as de forma casual. não há insuficiência hepática na esquistossomose não complicada ou que não esteja associada a patologias que ocasionem cirrose. diarréia.mesentérica inferior (plexo hemorroidário). instala-se. inclusive os causados por outras enteroparasitoses: diarréia esporádica. a reação granulomatosa desencadeada pela presença de ovos do parasita que. o meio ambiente. procuram atingir a luz intestinal. havendo remissão completa dos sinais e sintomas. com o conseqüente aparecimento de esplenomegalia de caráter congestivo e de circulação colateral. Quando o número de vermes é maior e portanto maior também a carga de ovos. Expressa-se por sintomas e sinais escassos. toxêmica. surgem manifestações de doença febril. clínicos e laboratoriais. sobretudo em hipogástrio e fossa ilíaca esquerda. ainda. Ao exame físico nota-se hepatoesplenomegalia dolorosa de pequenas dimensões. levados pelo fluxo da veia mesentérica inferior. ou ainda em crianças de baixa idade nas áreas endêmicas. Cabe assinalar que. sendo observada em indivíduos que não habitam áreas endêmicas. às vezes com características disenteriformes. à hipertensão portal. assinalando-se que o exame parasitológico de fezes somente se torna positivo para ovos de Schistosoma mansoni cerca de 35 a 40 dias após a infecção. a forma hepatoesplênica com hipertensão portal da esquistossomose. atingindo a luz intestinal. O dado laboratorial mais característico é a intensa leucocitose com eosinofilia apresentada por esses pacientes. dores abdominais e broncoespasmo. definida como descompensada quando houver sangramento digestivo alto e/ou ascite. onde são retidos nos vasos pré-sinusoidais. atingindo uma posição pré-sinusoidal e suscitando a formação de granulomas periovulares. Existe. a mais freqüente é a intestinal. Alguns ovos atravessam o endotélio dos vasos. de ovos. Após um período de incubação que pode variar de 30 a 60 dias. assim. A forma aguda da esquistossomose é aquela que se segue ao primeiro contato com coleções hídricas que contenham cercárias. na dependência da quantidade de ovos e granulomas. São comuns exantema máculo-papular. Esse fenômeno é responsável por processos obstrutivos do fluxo portal intra-hepático levando progressivamente. o quadro evolui para as formas crônicas da doença. parte destes migram através da corrente sangüínea do sistema porta atingindo o fígado. dores abdominais intermitentes. inclusive de varizes de esôfago e/ou de fundo gástrico. Tem-se. Trata-se da tradução clínica da retite esquistossomótica. O diagnóstico deve levar em conta dados epidemiológicos. progressivamente. regime de hipertensão portal. isto é. sua presença leva à formação de granulomas que ocasionam um aumento do volume do órgão que passa então a ser palpável ao exame físico. em geral com instalação abrupta. conseqüentemente. assim. a submucosa e a mucosa do reto. diferentemente do que ocorre nas cirroses em geral. boa parte desses ovos migram para o fígado. migrando através da submucosa e mucosa. Dentre as formas crônicas da esquistossomose. costuma ser autolimitado a não mais de 30 a 40 dias. Na dependência de elevadas cargas parasitárias e. No entanto. Caso o paciente não seja diagnosticado e tratado. caracteristicamente com predomínio do lobo esquerdo. às vezes urticariforme. incaracterísticos e comuns a outros distúrbios gastrintestinais. onde são eliminados nas fezes ganhando. a possibilidade dos ovos . Embora ocasionalmente esse quadro apresente gravidade. Trata-se da forma hepatointestinal da esquistossomose.

Nas fases mais avançadas estão presentes as manifestações correspondentes à hipertensão pulmonar. de granulomas em vários órgãos resulta em manifestações clínicas como a mielite esquistossomótica e colpite esquistossomótica. O acesso de imunocomplexos aos glomérulos renais.atingirem. em alguns casos. daí serem mais comuns as formas pulmonares da esquistossomose nos pacientes hepatoesplênicos. as arteríolas. onde são retidos junto à membrana basal. podendo haver sobrecarga de câmaras direitas do coração . ser acompanhada de cianose. Embora descritas com maior freqüência e gravidade em pacientes hepatoesplênicos. Essa forma de esquistossomose pode. onde sua impactação ocasiona a formação de granuloma e fibrose em graus variados. A presença fortuita de ovos e. pode ocasionar o desenvolvimento de glomerulopatias. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O acesso dos ovos à circulação pulmonar é maior nas situações onde houver hipertensão portal com estabelecimento de circulação colateral. As manifestações clínicas decorrentes desses eventos podem variar desde proteinúria assintomática até síndrome nefrótica. essas alterações já foram descritas também em pacientes com formas mais leves de esquistossomose (intestinais ou hepatointestinais). via artéria pulmonar.cor-pulmonale esquistossomótico. conseqüentemente.

O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número absoluto de casos de hanseníase. A doença é endêmica em todo o território nacional. com espessamento neural e baciloscopia positiva.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Cyro Festa Neto1 Última Atualização: 9/20/2001 10:03:18 AM Autores: 1 Professor Doutor. Nordeste e Centrooeste são as que apresentam as maiores taxas de detecção e prevalência da doença. . e o primeiro nas Américas . Quadro clínico e Epidemiologia Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae. O bacilo tem como provável porta de entrada as vias aéreas superiores. O período de incubação é de 2 a 7 anos. O diagnóstico da hanseníase é baseado em uma ou mais das seguintes características: lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade. As regiões Norte. bacilo que atinge a pele e os nervos levando a incapacidades físicas e sociais quanto mais tardio for o seu diagnóstico e tratamento. A principal fonte de infecção é o homem através das formas contagiantes da doença (virchowiana e dimorfa). embora com distribuição irregular. Departamento de Dermatologia da FMUSP. acometimento de nervo(s).

Ocorrem nos casos multibacilares. os quais guardam relação direta com a imunologia específica do indivíduo. Entre elas: neurites. de acordo com seguinte critério: paucibacilares quando apresentam até cinco lesões de pele ou apenas um tronco nervoso acometido e multibacilares quando há mais de cinco lesões de pele e ou mais de um tronco acometido. às vezes coexistindo os dois tipos de reação ao mesmo tempo ou em episódio diferente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .A classificação operacional. anestesias. mãos em garras. As reações de tipo II ou eritema nodoso hansênico se caracteriza por apresentar nódulos vermelhos e dolorosos. levando a complicações e seqüelas que impedem os doentes de ter uma vida normal. adenomegalia e dores articulares. Copyright © 2001 IDS . motoras e o sistema nervoso autônomo. As reações do tipo I são mediadas por células (imunidade celular) e ocorre nos doentes tuberculóides e dimorfos. febre. mal perfurante plantar e lagoftalmias. podendo cursar com fenômenos agudos chamados surtos reacionais. visando o tratamento é baseada no número de lesões. paralisias. Manifestações neurológicas O Mycobacterium leprae tem especial tropismo para as terminações nervosas. Estas reações se caracterizam por eritema e edema de lesões preexistentes e em áreas sãs. O estado geral não é comprometido e os nervos são afetados em graus variáveis. marcha escarvante. menos na indeterminada. amiotrofias. Lesões graves dos nervos aparecem em todas as formas. comprometendo fibras sensitivas. Estados reacionais A hanseníase tem uma evolução crônica.

porém o seu papel patogênico não está completamente esclarecido. as hepatites virais representam um problema de saúde pública e a principal causa de transplante de fígado. E e G. Até alguns anos atrás. Os vírus G e TT estão freqüentemente presentes no soro de pacientes com hepatopatia crônica. enquanto os vírus A e E são adquiridos por via enteral. Setor de Hepatologia. Departamento de Gastroenterologia. No entanto. C e D são transmitidos por via parenteral. os vírus A e B eram os únicos agentes conhecidos. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Epidemiologia e Quadro Clínico No Brasil e em muitos países ocidentais. Os demais casos. eram simplesmente agrupados como hepatites não-A não-B. apesar do considerável avanço . hoje atribuídos aos vírus C. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Queiroz Farias1 Flair José Carrilho2 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:38 AM 1 Médico Assistente. D. 2 Professor Associado. O vírus D está sempre associado ao vírus B. Departamentos de Gastroenterologia e de Cirurgia. Disciplina de Gastroenterologia Clínica e Disciplina de Transplante e Cirurgia do Fígado. Os vírus B. Disciplina de Gastroenterologia Clínica.

envolvimento extra-hepático. pode demorar até seis meses. Outros vírus. porém. presença de aranhas vasculares. o período ictérico dura entre uma e quatro semanas. Aranhas vasculares podem estar presentes. Os sinais e sintomas de hipertensão portal e de insuficiência hepática como sangramento digestivo. as queixas são de fadiga e anorexia. praticamente assintomáticos ou com sintomas semelhantes a uma síndrome gripal. Nessa fase. acolia fecal e icterícia. indicando evolução para a cirrose. Outros vírus raros como os agentes das febres hemorrágicas também podem levar à doença hepática grave. pode haver prurido. cefaléia e febre baixa. Copyright © 2001 IDS . os vírus tipos 1 e 2 do herpes humano.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . particularmente quando há imunodepressão ou no contexto do envolvimento de outros órgãos. um número expressivo de casos permanece ainda sem causa definida. porém logo desaparecem. Com exceção das hepatites A e E. até insuficiência hepática aguda grave (hepatite fulminante). As diversas formas de hepatite viral aguda apresentam características clínicas em comum. Pode haver icterícia. náuseas. que dura alguns dias. desconforto ou dor no hipocôndrio direito. sempre com a característica elevação acentuada das aminotransferases (ou transaminases). A forma ictérica é geralmente precedida por um período prodrômico. o fígado torna-se facilmente palpável. Muitas vezes. As hepatites podem se apresentar com graus variados de gravidade. a recuperação total. ascite. Os quadros podem ser leves. Esses agentes não serão abordados nesse texto nem os vírus G e TT.na determinação da etiologia. as demais formas podem cronificar. podem acometer o fígado em situações especiais. os sintomas tendem a diminuir quando a icterícia se instala. Na maior parte dos pacientes. Em cerca de 20% dos casos. contudo. o vírus Epstein-Barr. detecta-se esplenomegalia. Segue-se a presença de colúria. cujo papel como causa de hepatite ainda não está bem definido. os vírus Coxsackie B. desde formas ictéricas. ginecomastia e atrofia testicular. com alta mortalidade. da varicela e o adenovírus. particularmente o citomegalovírus. clínica e bioquímica. podem surgir manifestações como anorexia. geralmente estão presentes em uma fase mais tardia. do sarampo.. No entanto. Transitoriamente. O diagnóstico geralmente é suspeitado quando se detectam elevações das enzimas hepáticas. O paciente com hepatite crônica pode ser assintomático ou não apresentar sintomas típicos. Habitualmente.

É uma antropozoonose.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Isadora Cristina de Siqueira 1 Antônio Carlos Nicodemo2 Última Atualização: 7/19/2001 12:01:48 PM 1 2 Médica Residente. desde a infecção subclínica até a forma grave. Pode determinar síndromes clínicas variadas. conhecida com síndrome de Weil. Epidemiologia A leptospirose tem distribuição universal. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A leptospirose é uma doença infecciosa sistêmica causada por espiroquetas patogênicas do gênero Leptospira. podendo afetar animais domésticos e silvestres. transmitida ao homem principalmente através do contato com coleções de água contaminadas com urina de ratos infectados. A leptospirose é um agravo de notificação compulsória. O . icterohemorrágica. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Professor Doutor.

cefaléia e dores musculares. em graus variados. determinado pela capilaropatia difusa. foram notificados 35. pode surgir uremia.7% em 1987.403 casos de leptospirose. comportando-se como um choque séptico. com manifestações clínicas inespecíficas semelhantes à influenza (gripe). A forma ictérica e grave. A letalidade anual da doença variou de 6. é responsável pelo restante dos casos. Neste período. As formas anictéricas e benignas correspondem a cerca de 85%-90% dos casos. sendo usualmente de 7 a 14 dias. Quadro clínico A leptospirose pode apresentar-se na forma subclínica. conhecida como síndrome de Weil.555 casos). a maioria dos casos ocorre no período das chuvas. principalmente em panturrilhas. a qual muitas vezes determina uma coloração amarelo-avermelhada da pele (rubínica) causada pela somatória da pigmentação pela bilirrubina. Há aumento discreto das transaminases e os níveis de creatino-fosfoquinase (CPK) podem estar aumentados devido à presença de rabdomiólise. podem evoluir com hipotensão e choque. durante o período de 1985 a 1997. O sangramento digestivo também pode ocorrer na forma de melena ou enterorragia. rins. Os casos mais graves. com significantes taxas de mortalidade. Copyright © 2001 IDS . Nesse período. renal e por capilaropatia difusa. com disseminação de leptospiras para órgãos como fígado.821 óbitos. Pode ocorrer insuficiência respiratória secundária a pneumonite por sangramento pulmonar. A doença tem início súbito caracterizado por febre. que pode evoluir com níveis bastante elevados de uréia. A primeira semana da doença corresponde à fase leptospirêmica. No Brasil. generalizadas. ocorreram 3. A plaquetopenia. o maior número deles no ano de 1996 (5. No Brasil.5%. com uma média de 12. a 20. A doença tem início súbito caracterizado por febre.5% em 1996. e algumas vezes como uma meningite linfomonocitária. musculatura esquelética e cardíaca.principal reservatório da leptospirose é o rato. segundo a Fundação Nacional de Saúde. Entre o terceiro e sétimo dias. A forma grave da doença é caracterizada por disfunção hepática. cefaléia e dores musculares. algumas vezes bastante acentuadas. que pode permanecer eliminando o microrganismo na urina por longo período.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O período de incubação pode variar de 1 a 24 dias. nos meses de dezembro a março. acrescida do tom vermelho. é muito comum na forma grave que ocorre em nosso meio. surge a icterícia.

75% dos casos são devidos ao Plasmodium vivax. A grande maioria dos casos (99%) ocorre na região amazônica. a despeito de poderem surgir casos em outras regiões de matas onde vive o vetor da malária. o indivíduo . menos de 1% dos casos evolui para morte. de 7 a 14 dias. que varia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 10:11:24 AM Autores: 1 Professor titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Epidemiologia Malária é a principal doença endêmica do Brasil. Quadro Clínico Após período de incubação. a maioria absoluta causada pelo Plasmodium falciparum. tendo ocorrido 632. taxa mais de 30% superior à ocorrência de 1998. A despeito de a malária poder ser doença fatal.813 casos no ano de 1999. na maioria dos casos. responsável por malária de gravidade menor.

que é intenso. principalmente em crianças. O indivíduo apresenta. podendo não ser muito elevada. se observam nas infecções produzidas por P. Na maioria dos pacientes com malária. O período de suor dura de duas a quatro horas. ou seja. O período de calor se inicia quando terminam os calafrios. o vômito. ocasionalmente. ocorrendo intensa anemia. que pode ser contínua. nestes pacientes. surgindo as complicações. falciparum. listamos itens clínicos que. A febre cede em "crise" (rapidamente) cessando o desconforto. quando ocorrer sincronismo na esquizogonia o paciente pode já estar em situação clínica com complicações. Após cessar o suor. subcontínua. o paciente pode delirar. exausto. com cefaléia. febre de pequena intensidade e. remitente ou intermitente com remissões. fígado e sangue. freqüente e ocorre delírio. O paciente se sente incomodado. se observados. dores musculares. pulmões. quando os paroxismos ocorrem em sua forma típica. O ataque agudo da malária caracteriza-se por um conjunto de paroxismos febris que apresentam três períodos: frio (calafrios). precedida de calafrios e seguida de sudorese. onde acentuam-se os sinais e sintomas. náuseas e vômitos. O paroxismo febril não é comum. Se o paciente não for tratado adequadamente. havendo aí a necessidade de encaminhamento para centro hospitalar: . A seguir.acometido apresenta febre. gestantes e crianças. porém relativamente bem. a malária tem possibilidades maiores de evolução com complicações e que. pode evoluir para forma de urgência. O paciente apresenta febre persistente. como sintoma único a febre. cérebro. calor (febre) e suor (sudorese). Uma das características do paroxismo palúdico é que ocorre em períodos regulares na dependência do tipo de plasmódio infectante. devem ser valorizados como de risco para o paciente. b) Malária no indivíduo não-imune Os primeiros "ataques" no indivíduo não-imune não apresentam típico paroxismo palúdico. os sintomas começam repentinamente com período de frio. Geralmente. com possibilidade de ocorrerem convulsões. Nesta fase. o paciente pode permanecer com discreta cefaléia. com raras exceções. c) Malária grave As formas graves e de urgência. A duração total do paroxismo é de 6 a 12 horas. As formas graves se apresentam no indivíduo não-imune. geralmente. A cefaléia é intensa. É importante ter em mente que. As complicações mais freqüentes relacionam-se a comprometimento dos rins. astenia. mais de 2% das hemácias encontram-se parasitadas. e não apresenta calafrios nem sudorese. anorexia. a) Malária no indivíduo semi-imune Indivíduo semi-imune é aquele que já teve malária anteriormente.

podem surgir dores abdominais e diarréia. perdem o apetite. dispnéia. têm frio e podem apresentar vômitos e convulsões. Na primeira metade da gestação. levando freqüentemente a erro diagnóstico. intermitente ou irregular. porém há maior predisposição para toxemia gravídica com pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Clinicamente. Os lactentes geralmente não apresentam paroxismos típicos.alta parasitemia (maior que 2% nos primoinfectados). e) Malária na gestante Na gestante. falciparum. a malária tem a mesma evolução que em adultos. Tornam-se flácidos e sonolentos. posteriormente. a temperatura varia entre 38. vivax pode também ter evolução grave em crianças (alta taxa de reticulócitos). remitente. não se observam os sinais característicos do paroxismo palúdico. sinais de sangramento. icterícia. a malária pode ter evolução com complicações duas vezes mais freqüentes que na mulher não gestante.5 e 40º C e a febre pode ser contínua. hipertermia continuada. Entretanto. gestação (especial atenção neste caso). a infecção por P.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A despeito de a malária grave ser quase sempre causada por P. diminuição da diurese. em crianças em idade pré-escolar. d) Malária na criança Em crianças maiores que cinco anos de idade. enquanto que. existem evidências de imunossupressão materna com evolução mais tormentosa da malária. na segunda metade. a evolução não difere na gestante com malária. observa-se taxa de aborto de 30%. Copyright © 2001 IDS . confusão mental (obnubilação).

como as infecções intestinais causadas por Microsporídeos. Ancylostoma . Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia No Brasil. Em oposição. Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. quando se considera a ocorrência de pelo menos uma espécie de parasita. sobretudo em indivíduos imunodeprimidos. Isospora belli. Cryptosporidium parvum e Cyclospora cayetanensis. ou até mesmo desconhecidas e que passaram a ser diagnosticadas com freqüência crescente. observam-se. envolvendo também um número considerável de indivíduos imunocompetentes. Necator americanus. Depto. taxas de infecção em torno dos 30%. assiste-se à emergência de parasitoses consideradas raras. em alguns bolsões de pobreza.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 9/20/2001 10:14:32 AM Autores: 1 Professor-doutor. De forma paralela à redução da infestação por parasitas clássicos. Em algumas ocasiões têm sido detectados verdadeiros surtos diarréicos provocados por protozooses como ciclosporíase. no município houve queda na prevalência das enteroparasitoses no final dos anos 90 em relação ao início dos anos 80.

mesmo em áreas urbanas dotadas de infra-estrutura sanitária adequada. Dores abdominais difusas e náuseas e vômitos são presentes em alguns casos.ceylanicum) Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Balantidíase (Balantidium coli) Blastocistose (Blastocystis hominis) Ciclosporíase (Cyclospora cayetanensis) Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Enterobíase (Enterobius vermicularis) Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Giardíase (Giardia lamblia) Himenolepíases (Himenolepis nana. Taenia solium) Tricuríase (Trichuris trichiura) Giardíase (Giardia lamblia) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose intestinal ainda bastante prevalente. O parasitismo é exercido preferencialmente no duodeno e jejuno. Pacientes com deficiência de IgA secretora no nível da mucosa intestinal. sem muco ou sangue nas fezes. resultando em desnutrição. Dessa forma. Encephalitozoon intestinalis) Teníases (Taenia saginata. a infecção ocorre por ingesta de água contaminada com cistos ou por alimentos e objetos que estiveram em contato com esta. mais freqüentemente sintomática em crianças. decorrendo desse fato diarréia volumosa. Himenolepis diminuta) Isosporíase (Isospora belli) Microsporidíase (Enterocytozoon bieneusi. Em situações de parasitismo muito intenso pode ocorrer síndrome de má absorção. acometendo tanto crianças como adultos. É. podem apresentar quadros indolentes e de difícil resolução. mesmo com a adoção de medidas terapêuticas adequadas. Os cistos de Giardia lamblia são veiculados por via hídrica. Diagnóstico . no entanto.

nimorazol. dose única. crianças: 15 mg/kg/ dia.10 mg/kg/dia). sete dias. três vezes ao dia.50 mg/kg/dia + trimetoprima . . divididos em três tomadas. duas vezes ao dia.O diagnóstico é facilmente realizado pelo encontro de cistos e/ou trofozoítos através do exame parasitológico de fezes. através de coloração especial (Kinyoun). sobretudo por AIDS.0 g/dia ou roxitromicina na dose de 300 mg. melhora clínica sem cura parasitológica. durante 4 semanas. 14° e 21° dias após o término do tratamento. podendo ser realizado segundo um dos seguintes esquemas: -tinidazol. Tratamento O tratamento não oferece dificuldade na maioria dos casos. sobretudo em imunodeprimidos (AIDS). dose única. Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Quadro clínico e Epidemiologia Protozoose manifesta por quadros diarréicos muito graves em pacientes imunodeprimidos. na maioria das vezes. Isosporíase (Isospora belli) Quadro clínico e Epidemiologia É protozoose que causa quadros diarréicos importantes. ornidazol ou secnidazol: adultos: 2. 7°. Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol .0 g. utilizando-se metade das dosagens referidas inicialmente. Espiramicina na dose de 3. Tratamento A terapêutica é precária conferindo. Como a eliminação das formas do parasita é intermitente. durante sete dias. ocasionalmente acomete imunocompetentes em cursos de diarréia autolimitada. são drogas recomendadas. Diagnóstico Encontro de oocistos nas fezes. Controle de cura: três exames de fezes. deve-se ter o cuidado de executar o exame em três amostras fecais. -metronidazol: adultos: 250 mg. Doses de manutenção são indicadas por período semelhante. Diagnóstico Pesquisa de oocistos nas fezes. Controle de cura: três exames de fezes. colhidas em intervalos semanais. no 7°. 14° e 21° dias após o término do tratamento. crianças: 50 mg/ kg.

Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol 800 mg + trimetoprima 160 mg). Diagnóstico Trata-se de protozoose de diagnóstico difícil. puxos e tenesmo. acompanhados por dores em cólica. principalmente em decorrência da AIDS. sobretudo os abscessos amebianos do fígado. diagnosticadas pelo encontro casual de cistos do parasita nas fezes. dez dias (imunodeprimidos). são as mais comuns. . detectando oocistos de dimensões mais avantajadas. Tratamento O tratamento é pouco eficiente e. empiricamente. As infecções assintomáticas. a utilização de albendazol tem resultado com benefícios parciais em alguns casos. Há ainda que se mencionar as formas extra-intestinais. Microsporidíase Quadro clínico e Epidemiologia Os microsporídeos são causa de doença diarréica em imunodeprimidos. bem como imunocomprometidos. Diagnóstico Idêntico ao da criptosporidíase. exigindo exame histopatológico do intestino delgado ou técnicas de biologia molecular. duas vezes ao dia por sete dias (imunocompetentes). embora não constitua ocorrência rara. Amebíase (Entamoeba hystolitica) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por Entamoeba hystolitica é. entremeados por períodos assintomáticos irregulares. Diagnóstico Exame de fezes com pesquisa de cistos (nas fezes formadas) ou trofozoítos (nas fezes diarreicas). nos dias atuais. muitas vezes causando surtos de doença diarréica.Ciclosporíase Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose que pode acometer imunocompetentes. idem. Quadros disentéricos intermitentes caracterizam a forma invasiva da colite amebiana: há períodos de diarréia com eliminação de fezes contendo muco e/ou sangue. quatro vezes ao dia. bem menos freqüente entre nós.

500 mg. por sete dias. sobretudo em crianças. 100 mg. em esquema idêntico ao indicado no tratamento da amebíase. 20 mg/kg/dia. porém. Diagnóstico Pesquisa de cistos ou trofozoítos nas fezes. Convém. no entanto. Balantidíase (Balantidium coli) Quadro clínico e Epidemiologia Esta protozoose pode ser considerada rara nos dias atuais. secnidazol. atribui-se a este protozoário. sobretudo quando encontrado em grande quantidade em exames de fezes. nimorazol ou ornidazol. . Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. por dez dias. Alternativamente. nimorazol ou ornidazol.0 g por dia. dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. Atualmente. tinidazol. dicloracetamidas: etofamida. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. 2. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. duas vezes ao dia. Na amebíase assintomática. três vezes ao dia. três vezes ao dia. Não oferece dificuldade. papel patogênico. Blastocistose Quadro clínico e Epidemiologia Durante muito tempo. 500 a 750 mg. Diagnóstico O reconhecimento do parasita é fácil.Tratamento depende da forma clínica. Alternativamente e em crianças. três dias ou teclosan. metronidazol. secnidazol. dez dias (crianças). três vezes ao dia. pois a morfologia dos parasitas é bastante característica. Controle de cura: idêntico ao da giardíase. 2. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. cinco dias. dois dias (crianças). tinidazol. esta infecção foi considerada sem importância. lembrar que pode ser causa de síndrome disentérica grave. Tratamento Recomenda-se tratar os infectados com metronidazol. dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia.0 g por dia. Tratamento Tetraciclina: 30 a 50 mg/kg. dez dias (crianças). Alternativamente.dia. 500 a 750 mg. dois dias (crianças).

duas vezes ao dia. Necator americanus. podem haver parasitas no jejuno. podendo haver diarréia importante. recomenda-se a administração de sulfato ferroso. semanalmente. Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase potencialmente grave. Diagnóstico pesquisa de larvas nas fezes. (2) hiperinfecção: cambendazol. Alternativa: mebendazol: 100 mg. repetindo-se o esquema após sete a dez dias. dose única. freqüentemente acompanhadas por septicemia por enterobactérias. microcítica e hipocrômica. período . às vezes resultando em síndrome de má absorção. Controle de cura: exame de fezes no 7°. Ancylostoma ceylanicum) Quadro clínico e Epidemiologia Adquirida por penetração ativa de larvas filarióides pela pele. íleo. mas freqüentemente simulam doença péptica (úlcera duodenal). no caso de anemia decorrente da helmintíase. síndrome da alça cega) do tubo digestivo são predispostos às formas de hiperinfecção. repetida após sete dias. duas vezes ao dia. fígado). com a localização dessas formas do parasita em vários órgãos (SNC. Pacientes com alterações funcionais (acloridria) e/ou anatômicas (divertículos. Tratamento Ancilostomíase (1) infecção habitual (restrita ao tubo digestivo): cambendazol. Diagnóstico Exame parasitológico das fezes. pulmões. 5 mg/kg. Tratamento Albendazol: 400 mg. os imunodeprimidos. bem como os diabéticos descompensados.Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. 25 mg/kg. Quando a carga parasitária é elevada. dois dias. a principal manifestação clínica desta helmintíase é a anemia. são predispostos à ocorrência de larvemias. As manifestações clínicas são variadas. dose única ou tiabendazol. sobretudo em pacientes imunodeprimidos. principalmente pelo uso de corticoterapia imunossupressora. Os sintomas relacionados ao tubo digestivo são de pequena repercussão. com pesquisa de ovos leves. Como há espoliação de ferro. presente sobretudo em situações de parasitismo elevado. 14° e 21° dias após o final do tratamento. 5 mg/kg. É adquirida por aquisição ativa de larvas através da pele e o local preferencial do parasitismo é o duodeno. cólon e até mesmo no estômago. três dias.

indeterminado ou tiabendazol. Diagnóstico . Controle de cura: exame de fezes no 7°. três dias. seguidos de 50 ml de óleo mineral (tipo Nujol®). as teníases são diagnosticadas pelo encontro. associados muitas vezes a sinais de irritabilidade excessiva em crianças. presentes em alimentos ou objetos. dose única. 400 mg. sobretudo em crianças. 9° e 10° dias após o final do tratamento. no 8°. são vistas complicações de ordem obstrutiva. A sintomatologia é dominada por distúrbios digestivos. Taenia solium) Quadro clínico e Epidemiologia Assintomáticas ou oligossintomáticas na maioria das vezes. (2) formas com oclusão ou suboclusão intestinal: paciente em jejum e com sonda nasogástrica. vômitos e diarréia. são a regra. de grupos de ploglotes (anéis) nas fezes ou mesmo a eliminação dos mesmos independentemente do ato de evacuação (nas infecções por T. dose única ou mebendazol. o tratamento cirúrgico deve ser considerado se esse procedimento não for bem sucedido. dose única e crianças 80 mg. Teníases (Taenia saginata. 14° e 21° dias após o tratamento. Em função do tamanho dos vermes e da sua grande mobilidade. Sintomas vagos referidos ao tubo digestivo ou distúrbios sistêmicos como cefaléia e irritabilidade. administrar hexahidrato de piperazina. A ascaridíase é adquirida passivamente pela ingesta de ovos. via SNG. antes do início da imunossupressão. duas vezes ao dia. Diagnóstico exame de fezes. sete dias ou 500 mg/dia por 30 dias. Importante: dada a possibilidade de hiperinfecção por S. 150 mg. seja pela sua intromissão na papila duodenal (obstrução biliar) ou no apêndice. 100 mg. Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Quadro clínico e Epidemiologia Helmintíase intestinal freqüentemente diagnosticada em nosso meio. com pesquisa de ovos pesados. Alternativas: albendazol. referido pelo próprio paciente. 50 mg/kg. saginata). stercoralis em imunodeprimidos por uso de drogas imunossupressoras é obrigatório afastar-se o diagnóstico de estrongiloidíase através de exames de fezes. seja pela formação de novelos com vários exemplares do parasita. Tratamento Ascaridíase (1) formas habituais: levamisol: adultos. 25 mg/ kg. Controle de cura: pesquisa de larvas nas fezes. duas vezes ao dia. com náuseas.

2. O quadro clínico constitui-se de diarréia intermitente. Controle de cura: pesquisa de proglotes por tamização das fezes. após tamização (peneiragem sob jato d'água). Tratamento praziquantel. Himenolepíases (Himenolepis nana. Tratamento praziquantel. . nas fezes. dose única. três meses após o tratamento. 10 mg/kg. presídios. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°.encontro de proglotes. freqüentemente assintomáticas em adultos. mebendazol. pode ocorrer prolapso retal. ao diagnóstico de um caso deve ser procedida investigação ativa em busca de casos adicionais. albendazol. 400mg. dose única. Diagnóstico observação de ovos característicos nas fezes. 25 mg/kg. crianças. 14° e 21° dias pós-tratamento. 6 a 8 mg/kg. mas que ocorrem sob a forma de surtos em populações confinadas (creches. Assim sendo. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°.0 g. repetida após dez dias. com cargas parasitárias elevadas. Tratamento pamoato de oxipirantel. 100 mg. quartéis. duas vezes ao dia por três dias. Himenolepis diminuta) Quadro clínico e Epidemiologia São helmintíases relativamente infreqüentes. metade da dose citada. Alternativa: clorossalicilamida: adultos. Diagnóstico encontro de ovos no exame de fezes. dose única. Tricuríase (Trichuris trichiura) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase intestinal das mais comuns. 14° e 21° dias pós tratamento. dose única. em grupos de cinco ou seis. Em crianças de baixa idade. dose única. hospitais psiquiátricos).

Diagnóstico observação dos ovos por meio da fita adesiva (aposição de fita adesiva transparente na região perineal e observação direta ao microscópio). dada a facilidade de disseminação dos ovos no intradomicílio. albendazol.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Controle de cura: execução do método da fita adesiva.Enterobíase (Enterobius vermicularis) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por esse parasita encontra-se entre as mais comuns. 100 mg. A erradicação da parasitose em determinado domicílio poderá exigir a repetição do tratamento mensalmente durante seis meses. Em geral. A procura de ovos no exames de fezes tem positividade baixa. dose única. Copyright © 2001 IDS . a partir do 8° dia pós-tratamento. dose única. acomete vários ocupantes de um mesmo domicílio. Tratamento mebendazol. sendo o prurido anal sua manifestação clínica típica. bem como a administração da droga a todos os ocupantes do mesmo. 400 mg. durante cinco a sete dias.

mais baixo nos países desenvolvidos (entre 6 e 10) e intermediários no Brasil. 5000 óbitos relacionados à tuberculose foram notificados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Olavo Henrique Munhoz Leite1 Última Atualização: 9/26/2001 10:41:44 AM Autores: 1 Médico Assistente. um indicador precoce de deterioração do controle da doença no Brasil. no período 1990-97 de 55/100. Faculdade de Medicina da USP. no ano de 1995. tuberculosis . Índia (220) e na África (entre 100 e 220).000 habitantes são mais elevados nas Filipinas (400). Embora sem grandes variações na incidência. cerca de 80 a 90% dos casos novos por ano (Info SUS. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias Quadro clínico e Epidemiologia Segundo a Organização Mundial de Saúde. ocorrem no mundo 8 a 10 milhões de casos novos e três milhões de mortes a cada ano. Em 1996 a Organização Mundial da Saúde estimou em cerca de 6 milhões o número total de indivíduos co-infectados pelo HIV/Mycobacterium tuberculosis . Núcleo de Tuberculose do Hospital das Clínicas. O aparecimento de cepas de M. 1998). Os coeficientes de incidência por 100. A incidência da tuberculose em pacientes portadores de HIV/Aids é cerca de 170 vezes maior do que na população geral.associação de dois agentes.000/ano. em todo o mundo.

Estas situações têm sido descritas entre indivíduos hígidos e naqueles com outras morbidades como doenças e terapias imunossupressoras. é transmitido através de núcleos de perdigotos produzidos urante a tosse. no entanto. As pequenas gotículas espalhadas no ar atmosférico são suficientes para alcançar os alvéolos pulmonares onde o germe inicia a sua multiplicação após a fagocitose pelos macrófagos alveolares e onde as manifestações clínicas são mais freqüentes e de maior importância epidemiológica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Quando a disseminação hematogênica e linfática é ampla e maciça. o fígado e o baço. nestas situações. emagrecimento e escarros hemoptóicos são as manifestações mais comuns nestas situações (sintomático respiratório). sudorese noturna. Uma pequena parte destes indivíduos recéminfectados poderá progredir para uma forma grave da doença representada por acometimento sistêmico. tuberculosis. Nos dois anos subsequentes ao contato primário. Os sinais e sintomas associados a cada uma destas localizações são variados e dependentes do órgão acometido e do estado imunológico do indivíduo. tuberculose pulmonar: o bacilo da tuberculose. os ossos e articulações. produzindo comprometimento sistêmico generalizado. febre. o indivíduo contaminado pelo bacilo desenvolverá a tuberculose secundária ou a forma do adulto. São fatores predisponentes para esta progressão a baixa idade. o espirro ou a fala. O pulmão é a porta de entrada natural do bacilo. cerca de 3 a 5% destes indivíduos desenvolverão doença ativa e o risco de desenvolvimento da doença após este período é de 5 a 7% por toda a vida (reativação endógena). a senilidade e situações imunossupressoras. a condição é chamada tuberculose disseminada ou miliar. o sistema nervoso central e a pele. o sistema urogenital.resistentes aos quimioterápicos de 1a linha também contribuíram para a maior magnitude da doença. sendo também contidos nestes locais com o desenvolvimento da resposta específica. Após a infecção primária. a grande maioria dos indivíduos bloqueará a multiplicação dos bacilos com o desenvolvimento de uma resposta imune específica representada pelo granuloma e sua posterior calcificação. incluindo principalmente o sistema nervoso central. Antes do desenvolvimento desta resposta. Nestas situações os pacientes deverão ser encaminhados para centros especializados e após o diagnóstico e estabilização clínica com o tratamento acompanhados nas unidades básicas de saúde Copyright © 2001 IDS . pulmões e órgãos linfáticos. Os mais comumente envolvidos são os linfonodos. por mais de 3 semanas. sendo o pulmão o principal órgão acometido. M. Tosse prolongada. Tuberculose extrapulmonar: todos os órgãos e sistemas podem ser acometidos pela tuberculose de maneira isolada ou em mais de um órgão. o bacilo poderá disseminar-se pelos diversos órgãos e sistemas através das vias linfáticas e hematogênica. A reinfecção (exógena) representa uma nova exposição em um indivíduo cuja infecção primária já ocorreu.

Na Pediatria. é fundamental a obtenção dos seguintes dados: . "mãezinha" "tia" ou outras afins pecam pela impessoalidade. mas participantes da consulta. como quem traz a criança. a maneira como é carregada e sua relação com seus cuidadores. não há acompanhantes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Francisco Frederico Neto1 Rosa Resegue1 Última Atualização: 9/5/2001 4:55:36 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Anamnese: A anamnese inicia-se desde o momento em que a família entra na sala de atendimento. No atendimento pediátrico. não levando em conta a subjetividade do acompanhante. Referências como "mãe". a qual é fundamental para o estabelecimento de um vínculo adequado entre o médico e a família da criança. além dos dados obtidos tradicionalmente em outras faixas etárias. quando pode-se observar alguns dados. como nas demais áreas de atendimento. É importante que a equipe conheça o nome das pessoas que trazem a criança.

idade de aparecimento. Exame Físico A ordem do exame físico da criança não é rígida. número de consultas. É importante registrar as idades em que se iniciaram as principais aquisições e a percepção dos pais quanto ao desenvolvimento global de sua criança (motor. horário das principais atividades). deve-se aproveitar o momento mais tranqüilo para realizar a ausculta pulmonar e. situações de estresse. horário de trabalho. É comum deixar-se a otoscopia e o exame da orofaringe por último. uso de medicações. anotando-se as datas de aplicação e a presença de eventos adversos. planejamento familiar. antecedentes de consanguinidade. habilidades). em seguida. (2) antecedentes alimentares: Duração do aleitamento materno. presença de moléstias importantes na família. quando se observa sua atitude. presença de animais. Imobilizar a criança para conseguir examiná-la deve ser uma conduta de exceção. (8) Hábitos: uso de chupeta. história de intolerância e/ou alergia alimentar. idade gestacional de início. (3) Antecedentes Vacinais: Averiguação do cartão de vacina. qualidade do sono. com horários. para que consiga examinar as diferentes partes do corpo da criança. álcool ou drogas durante a gestação. modo de preparo dos alimentos. mamadeira. Agravos pregressos ao longo da vida da criança. (6) Antecedentes familiares: Idade dos pais e irmãos. presença de saneamento básico. Em locais onde crianças são atendidas. intercorrências gestacionais. quantidades oferecidas e aceitas pela criança. devendo o médico desenvolver uma flexibilidade. número de pessoas. linguagem. para que se faça uma ausculta pulmonar com a criança tranqüila. motivo do desmame. Registro do dia alimentar atual (incluindo as madrugadas). luz elétrica e coleta de lixo).(1) antecedentes pessoais: realização de pré-natal. caneca. idade de introdução de outros alimentos. local onde a criança dorme. é fundamental a presença de brinquedos ou outros objetos que chamem a sua atenção. insolação. grau de escolaridade dos pais. interação com a mãe ou cuidadora e a reação às outras pessoas. socialização. renda familiar e rotina de vida da criança (quem cuida. Assim. reservada . (4) Desenvolvimento: A avaliação do desenvolvimento da criança deve ser realizada durante todo o período de consulta. idade gestacional. profissão. ventilação. peso de nascimento e intercorrências neonatais. o exame do abdome. (5) Condições de vida: Características do domicílio (se urbano ou rural. número de cômodos. Muitas vezes é mais prático iniciar o exame da criança com ela no colo da mãe. Tipo de parto (indicação e intercorrências). (7) Aspectos psicológicos: buscar identificar a psicodinâmica familiar. evolução e tratamento. já que a criança costuma se assustar com o otoscópio e com a espátula.

distribuição harmônica. Axilar. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Cor de mucosas e pele Pele Elástica. por 3 minutos. Turgor firme. brilhante e sem lesões* * Não é incomum encontrar no lactente lesões congênitas com resolução espontânea com o tempo: hemangiomas. pesar somente a mãe e subtrair os valores para se chegar ao valor aproximado do peso da criança. Mucosas úmidas. amigdalite bacteriana. sem sinais inflamatórios e sem outros sinais ou sintomas. fontanela anterior normotensa e plana. mancha mongólica. saliva presente. por 3 minutos. Conjuntiva*. Temperatura Temperatura retal somente retal somente em suspeita de em suspeita de abdome agudo abdome agudo . saliva presente. Criança Maior Ativo. fraldas com diurese. risonho Olhos brilhantes. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Elástica. Crianças maiores de 3 anos a medida da altura deve ser realizada em posição ortostática. Criança Maior Apenas com roupas íntimas (em dias frios manter camiseta) *Quando for muito difícil (choro e agitação). comunicativo Olhos brilhantes. pesar a criança junto com a mãe em balança de adulto. Mucosas úmidas. nem para cima) estatura temperatura Axilar. Em seguida. por exemplo). Exame Físico Geral Estado geral/Fácies Hidratação Lactente Ativo. Criança deitada. Normotrófica Gânglios Sem adenomegalia Musculatura Normotrófica Avaliação quantitativa peso* é importante a regulação prévia da balança Lactente Antes das refeições e com a criança com o mínimo de roupa (em dias frios manter camiseta). colocando-se um dos extremos da régua no polo cefálico e a outra na planta dos pés em 90o.somente para as situações em que se suspeita de um diagnóstico mais específico (otite bacteriana. cuidando para que seu olhar seja dirigido para frente (nem para baixo. brilhante e sem lesões Tecido subcutâneo Turgor firme. distribuição harmônica. Conjuntiva*. milium. Sem (ou discreta) adenomegalia* *Não é incomum a criança maior apresentar algum gânglio (que não trará preocupação se isolado). nãoaderente.

forma e presença de secreções. forma e presença de secreções.60rpm 2 e 12 meses . abaulamentos. realizar as medidas e acompanhar o fechamento progressivo formato. presença de abaulamentos. mobilidade e simetria. PT = perímetro torácico. como o céfalo-hematoma ou a bossa serosanguinolenta normotensa e plana.sinais de normalidade à otoscopia: membrana timpânica translúcida e visualização do cabo do martelo simetria e lesões Crânio Fontanela Olhos Orelhas Boca . no recém-nascido. pode apresentar alterações que regridem com o tempo. BPM = batidas por minuto.80-160 bpm Buscar medir PA a partir dos 3 anos de idade em manguito apropriado (tamanho correspondente a 40% do diâmetro do braço) e preferencialmente com esfigmomanômetro com coluna de mercúrio. envolvendo posteriormente o ponto mais extremo do occipício e anteriormente a fronte. RN = recém-nascido EXAME FÍSICO ESPECIAL Segmento cefálico Lactente simetria. esclera e presença de secreções. devido à presença de estreitamento de conduto simetria e lesões Criança Maior simetria e forma.70-90 bpm pressão arterial frequência respiratória frequência cardíaca PC = perímetro craniano. assume características familiares não palpada formato. a otoscopia costuma ser difícil. dislipidemia e ou criança com antecedente de internação em UTI.70-170 bpm 1-11 meses . PA = pressão arterial. coloração das conjuntivas. forma. exceto em lactentes de famílias com história de hipertensão. tamanho das pupilas e reação à luz implantação. envolvendo o tórax posteriormente e Não é realizado de rotina anteriormente passando sobre os mamilos. tamanho das pupilas e reação à luz implantação. avaliar a coloração das conjuntivas. 12m a 4 anos .75-130 bpm 8-10 anos . no recém-nascido e no lactente jovem. < 2meses .perímetro craniano (pc) Medida com fita métrica. distância. PT > PC após os 6 meses de idade Não se faz medida rotineiramente. mobilidade e simetria. esclera e presença de secreções. PC > PT até os 6 meses de idade Não é realizado de rotina perímetro torácico (pt) Medida com fita métrica. avaliar a presença do reflexo vermelho e de desvios. distância.40rpm > 4 anos -30rpm 2-6 anos .50rpm RN .

verificar alterações de mordida. visualização de cornetos anteriores. encontramse aerados em crianças em idade escolar. condições de higiene e a presença de cáries forma. erupção dentária. simetria. lactentes jovens costumam apresentar uma obstrução nasal fisiológica que regride ao longo do primeiro semestre a dentição permanente inicia-se por volta dos seis a sete anos de idade. tumorações e palpação de cadeias ganglionares Nariz Seios da face não palpados. esses procedimentos não são tão brilhantes enquanto manobras diagnósticas. embora os seios maxilares e etmóides estejam aerados desde o nascimento Orofaringe avaliação de alterações anatômicas. localização do frênulo lingual e presença de lesões. abaulamentos. integridade e conformação do palato. sinais de amigdalites bacterianas. as amígdalas crescem até o sexto ano. principalmente dos seios maxilares e etmóides. retrações. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Criança Maior forma. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. é muito raro o diagnóstico de amigdalite bacteriana no lactente Pescoço mobilidade. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Pulmões Coração Pulsos .Dentes costumam surgir a partir do sexto mês. retrações. presença de pontos purulentos ou petéquias. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. relatar o número de dentes presentes e sua conservação forma. habitualmente. tamanho de amígdalas. secreções. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. abaulamentos. averiguando seu ritmo. que incidem em crianças maiores. mas há grande variabilidade familiar. quanto no adulto além da avaliação citada. secreções. averiguando seu ritmo. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. os seios frontais. tumorações e palpação de cadeias ganglionares EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho cardiorespiratório Tórax Lactente forma. geralmente. quando começam a regredir atingindo o tamanho do adulto na adolescência mobilidade. simetria. verificandose seu tamanho e coloração percussão e palpação. implantação dos dentes.

verificar o coto umbilical. lábios vaginais. tamanho. palpação superficial e profunda.dor. mucosa rósea. MMSS = membros superiores Abdome Lactente forma. meato uretral no ápice e centralizado sem abaulamentos e indolor à palpação.testículos tópicos Lábios lábios livres e não aderidos. a presença de secreções e hiperemia* * não é incomum a constatação de hérnia umbilical. Algumas vezes. na suspeita de pielonefrite.dor. costumeiramente tranqüilo em bebês. costumam regredir espontaneamente lábios livres e não aderidos. a criança ou adolescente deverá ser referido para atendimento Genitália ambígua *O exame de genitais*. tamanho. de difícil palpação. avaliando-se o local de aparecimento da sub-macicez hepática. respeitando seu pudor. verificando a presença de dor ou massas à palpação. lábios vaginais. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. consistência e forma da borda palpável Baço percussão e palpação: cerca de 14% dos lactentes normais apresentam baço palpável. as hidroceles.MMII = membros inferiores. movimentos peristálticos. simetria. caracterizando uma "fimose fisiológica". deve ser realizado com muita sensibilidade e respeito em crianças maiores. palpação superficial e profunda. só permitirão que sejam examinados por . clitóris. sem que isso seja sinal de doença livres. verificando a presença de dor ou massas à palpação Fígado Percussão. meato uretral no ápice e centralizado Saco escrotal sem abaulamentos e indolor à palpação. o bebê deverá ser referido para atendimento Criança Maior avaliar o grau de exposição da glande. clitóris. realizar a manobra de Giordano Lojas renais EXAME FÍSICO ESPECIAL Genitais e ânus Pênis Lactente na maioria dos bebês. palpação . consistência e forma da borda palpável Criança Maior Abdome forma. livres. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. quando não-comunicantes. de difícil palpação. é freqüente o diagnóstico de hidrocele. movimentos peristálticos. simetria. que deve ser diferenciada da hérnia inguino-escrotal. o prepúcio não é completamente retrátil. mucosa rósea. percussão e palpação geralmente basculante. testículos tópicos. que costuma fechar espontaneamente até os dois anos de idade medir a distância entre o local de aparecimento da sub-macicez hepática à percussão e a borda hepática à palpação .

de costas. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. dor à palpação. Após essa idade. dor à palpação. respeitando seu pudor. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho locomotor Lactente Criança Maior avaliar a presença de desvios com a criança em roupas íntimas. durante os dois primeiros meses. de perfil e de frente para o examinador. sem lesões *O exame do períneo. a presença de pés planos posturais. sem fissuras íntegro. sem fissuras íntegro. movimentação espontânea. nos primeiros anos de vida. diferença do tamanho dos membros e pela dificuldade de abdução.em recém-nascidos. avaliar a presença de fossetas em região sacral Superiores simetria. avaliar a simetria dos ombros. Períneo Região inguinal Ânus Períneo Lactente sem abaulamentos pérvio. movimentação espontânea. pedir para a criança tentar tocar os pés com as mãos e avaliar a simetria dos hemitórax. das escápulas e dos ângulos formados entre o braço e o tórax. movimentação espontânea. sem lesões Criança Maior sem abaulamentos pérvio.profissional de saúde que seja do mesmo sexo. esse diagnóstico é realizado pela presença de assimetria de pregas. Algumas vezes só permitirão que sejam examinados por profissional de saúde que seja do mesmo sexo. avaliação da marcha . à procura de possíveis paralisias obstétricas simetria. à procura de desvios ou dor à palpação Coluna palpar apófises espinhosas. é fundamental a realização da manobra de Ortolani para o diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril (luxação congênita do quadril). avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações Inferiores simetria. que costumam regredir com a idade simetria. dor à palpação. deve ser realizado com muita sensibilidade em crianças maiores. costumeiramente tranqüilo em bebês. dor à palpação. é importante perceber a simetria dos reflexos primitivos (principalmente o de moro). é comum. palpar apófises. movimentação espontânea.

predomínio do tônus flexor dos membros até o terceiro mês.EXAME FÍSICO ESPECIAL SISTEMA NERVOSO Lactente recém-nascido em flexão generalizada. deitada espontânea. respectivamente estático .avaliar a marcha ou o engatinhar avalia-se a motilidade espontânea e provocada. atitude simétrica. no recém-nascido. ativa espontânea (sentada com ou sem apoio ou de pé com apoio) avaliado pela palpação e movimentação recém-nascido. posição sentada e ortostática.sustento da cabeça. avaliar a movimentação grosseira (sustento da cabeça. dinâmico . comunicante com o meio Tono muscular normal para a idade Força muscular avaliada oferecendo-se resistência à realização dos movimentos estático. assimétrica até o final do primeiro mês. Romberg de olhos abertos aos três anos e de olhos fechados a partir dos quatro anos. a partir do terceiro ou quarto mês. com diminuição progressiva e hipotonia fisiológica a partir do sexto mês movimentação passiva. quinto ou sexto mês. dinâmico avaliar a marcha Equilíbrio Motilidade espontânea e voluntária avalia-se a motilidade espontânea e provocada Coordenação apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra. manobras do écharpe e dos membros pendentes na beira do leito para avaliar a força muscular dos membros superiores e inferiores. também de olhos fechados avalia-se como no adulto Sensibilidade muito difícil de ser realizada em crianças pequenas . a partir dessa época. andar) e a fina (aquisição do movimento de pinça) Criança Maior Atitude criança ativa. realiza-se a prova índex-nariz de olhos abertos nas crianças aos três anos e. engatinhar. sentar. os movimentos são globais e arrítmicos. a partir dos quatro anos.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a partir do quarto mês. balbucio e primeira palavra com significado por volta dos 12 meses avaliar inteligibilidade da linguagem. arrulhos. posteriormente. expressa pelo choro. expressão facial e variações de tônus. respeitando-se as diferenças culturais Copyright © 2001 IDS .Linguagem nos primeiros meses.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Paulette Cherez Douek1 Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Última Atualização: 9/5/2001 5:10:58 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Crescimento Normal Evolucão da estatura do brasileiro Baixa Estatura .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

detectar um retardo do desenvolvimento e providenciar tratamento precoce podem alterar significativamente a qualidade de vida da criança e de sua família. os profissionais envolvidos no atendimento de crianças devem estar familiarizados com o processo de desenvolvimento normal. para promover o desenvolvimento da criança na plenitude do seu potencial. principalmente. os possíveis fatores de risco intervenientes e as possibilidades de intervenção para minimizar os efeitos deletérios desses fatores e. Dessa maneira. Identificar fatores de risco. O desenvolvimento é o resultado da interação entre as características biológicas da criança e .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rosa Resegue1 Sergio Antônio Bastos Sarrubo1 Última Atualização: 12/4/2001 11:33:26 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A vigilância do desenvolvimento é parte fundamental da consulta pediátrica. compreendendo todas as atividades relacionadas à promoção do desenvolvimento normal da criança e à detecção de desvios nesse processo.

o recém-nascido comportase como um agente ativo. é fundamental o conhecimento do contexto familiar e social onde a criança encontra-se inserida. Alterações encontradas no exame físico poderão constituir pistas para a precoce detecção de problemas de desenvolvimento. intercorrências neonatais. interesse pelas coisas do ambiente e interação com as outras pessoas do local. bater e jogar o objeto oferecido. Ao se oferecer um brinquedo ou até mesmo o abaixador de línguas à criança. linguagem. o examinador pode avaliar alguns dados do desenvolvimento da criança. dinâmico e compartilhado com cada criança. Assim. desde os primeiros momentos de vida. Além disso. portanto. além de observar o vínculo entre a mãe e a criança. que são: o desenvolvimento sensorial. Durante a anamnese. é importante a obtenção dos dados relacionados a possíveis fatores de risco para distúrbios do desenvolvimento. as habilidades motoras grosseiras. se a gestação foi ou não planejada. A avaliação do desenvolvimento inicia-se no momento em que a família entra no consultório e prolonga-se durante toda a anamnese e exame físico da criança. observa-se sua forma de preensão. que se referem à utilização dos grandes músculos do corpo. desenvolvimento social e emocional e . como a presença de baixo peso de nascimento. capaz de influenciar os cuidados e as relações das quais participa.os fatores culturais e sociais onde ela está inserida. a criança torna-se capaz de dar significados aos estímulos. sua postura. O desenvolvimento é comumente descrito de acordo com alguns domínios de funções. prematuridade. a aquisição de novas habilidades está diretamente relacionada não apenas à faixa etária da criança. História pregressa ou atual de patologias importantes e os dados relacionados às aquisições da criança devem ser também obtidos. alterações no exame neurológico). o processo de desenvolvimento ocorre dentro de relações bidirecionais onde a criança influencia e é influenciada por aqueles que a circundam. Essas primeiras experiências são fundamentais para que a criança construa gradualmente uma imagem coerente de seu mundo. À entrada. tronco e membros inferiores. como é sua rotina de vida e quais foram as mudanças ocorridas nas relações familiares após o seu nascimento. as habilidades motoras finas. a criança é extremamente frágil. Durante a anamnese. obtendo-se dados sobre o momento da família em que a criança foi gerada. Por outro lado. sua sobrevivência depende dos cuidados recebidos. uso de drogas ou álcool e infecções durante a gestação. muitas vezes relacionadas a síndromes (fácies característicos. anomalias cutâneas. como o controle das musculaturas do pescoço. sua coordenação mão-boca e as inúmeras experimentações que faz ao morder. quais as fantasias da mãe e outros familiares sobre a criança durante a gestação. A avaliação do desenvolvimento deve ser. um processo individualizado. quem é o responsável pelos seus cuidados. mas também às interações vividas com os outros seres humanos do seu grupo social. Assim. Por meio da reciprocidade estabelecida nessa relação. observa-se quem traz a criança. a maneira como é carregada. Durante os primeiros anos de vida. visceromegalias. relacionadas ao uso dos pequenos músculos das mãos.

Por outro lado. se é capaz de reconhecer e se acalmar com a voz materna. indaga-se aos familiares se a criança é ou não capaz de enxergar e escutar. se prefere o rosto materno. desde abaixar os olhos ou esconder o rosto. principalmente pela voz humana. No segundo semestre de vida. Durante os primeiros meses. A avaliação do sistema sensorial. cada um deles influenciando e sendo influenciado pelos outros. Ao nascimento. preensão palmar. Quanto à interação social do bebê. até chorar e gritar inconsolavelmente. Nos primeiros meses de vida. Entre a 4ª e 6ª semanas de vida aparece o sorriso como resposta ao rosto humano. a presença. são formas de comunicação. A partir do segundo semestre. a criança já está familiarizada com os ruídos provenientes do organismo materno e com as vozes de seus familiares. Sua postura é assimétrica com nítido predomínio do tônus flexor dos membros e intensa hipotonia da musculatura paravertebral. o olhar e o sorriso. A audição acontece a partir do quinto mês de gestação. Assim. como alterações músculo-esqueléticas congênitas ou lesões de plexos nervosos. como o pensamento. Apesar da infinidade de movimentos da vida intra-útero. que se referem aos processos mentais superiores. mudar da posição deitada . seus movimentos são geralmente reflexos controlados por partes primitivas do cérebro. desde as primeiras horas de vida. outros como o de Moro e o reflexo tônico-cervical assimétrico simplesmente desaparecerão. frente ao adulto a criança pode ter um amplo espectro de comportamentos. também indica anormalidades do desenvolvimento. o recém-nascido é capaz de focalizar um objeto colocado a poucos centímetros de seu campo visual. o padrão motor da criança é muito imaturo. principalmente da audição e visão. o sorriso já pode ser desencadeado por alguns estímulos. Por volta dos três meses de idade. Durante a anamnese. Esses domínios são interdependentes. não ocorre mais predomínio do padrão flexor ou extensor e a criança através da alternância entre flexão e extensão consegue inicialmente rolar e. Na avaliação objetiva. a criança apresenta melhor fixação do olhar. Essa extensão acontece na direção céfalo-caudal. com predomínio do padrão extensor. a criança já não responde mais com sorriso a qualquer adulto. Antes dessa idade. ao nascimento. A avaliação objetiva da audição pode ser feita com estímulos sonoros de várias freqüências. deve ser feita desde as primeiras consultas. Alguns desses reflexos. há uma diminuição progressiva do tônus flexor. intensidade e simetria desses reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do sistema nervoso central e para detectar anormalidades periféricas. posteriormente. a persistência da maioria desses reflexos no segundo semestre de vida. memória e aprendizado. passando por uma gama de atitudes que expressam o medo do estranho e a recusa em entrar em contato com ele. se assusta-se com ruídos diferentes. presentes desde o nascimento. Assim. sendo o quadril e os membros inferiores os últimos a adquiri-la. como o de sucção. Ela passa a distinguir o familiar do estranho. com a total dissociação entre os movimentos da cintura escapular e pélvica. plantar e o da marcha serão substituídos por atividades voluntárias.cognição. a partir da 2ª semana de vida. o que lhe permite seguir objetos por 180 graus. focaliza objetos e os segue com o olhar. tendo nítida preferência pelo rosto humano.

cujas repetições são realizadas pelo simples prazer de se escutar. não). fundamental a observação da criança não apenas em decúbito dorsal. Durante os primeiros meses de vida. que as aquisições motoras não acontecem aos saltos. em seguida radial e depois. variações de tônus e. o pensamento e a aprendizagem. Coincidentemente. É preciso avaliar a qualidade desses movimentos. O desenvolvimento motor dá-se. Assim. na avaliação do conjunto das habilidades motoras. em decorrência da diminuição do tônus flexor. Aos 18 meses. realizada com a porção distal do polegar e dos demais dedos. ou seja. a primeira musculatura a ser controlada é a ocular. fala e aguarda a resposta do outro para nova interferência. entre o nono e décimo meses. não se deve apenas indagar as idades em que as mesmas aconteceram. emite balbucios com padrões de entonação semelhantes à linguagem de seu meio cultural. em decúbito lateral e em pé. iniciando o movimento de pinça. embora ainda sejam incapazes de soltá-los. Entre dois e três meses. o bebê expressa-se através de sua mímica facial. que será inicialmente cubital. Entre nove e 12 meses. A forma como o homem adquire as chamadas funções psicológicas superiores. ou seja. A aquisição do movimento de pinça foi fundamental para que a nossa espécie pudesse utilizar ferramentas. dar adeus e jogar beijinhos. surgem as primeiras palavras denominadas de palavras-frase (por exemplo: dá. d ou t. a criança inicia frases simples e há grande aumento de seu repertório de palavras. durante o terceiro trimestre. sem que isso indique nenhum tipo de anormalidade. da mesma forma. a criança inicia a emissão de arrulhos e por volta dos seis meses. Nessa fase. a pinça completa. sendo. portanto. varia de acordo com a concepção de desenvolvimento dos . a criança mantém-se com as mãos fechadas na maior parte do tempo. Percebe-se. Ao nascimento. através de aquisições mais simples para as mais complexas. quando puxada para sentar. principalmente. há o controle progressivo da musculatura contra a influência da gravidade. O controle progressivo da musculatura dos braços permite o apoio nos antebraços e as primeiras tentativas de engatinhar. Depois. Assim. Entre o quinto e sexto meses a criança consegue apreender um objeto voluntariamente. inicia o diálogo com troca de turnos. b. são conquistas depois de muitas tentativas e erros e são motivadas pela necessidade de exploração e interação com o meio sócio-cultural da criança. sentada. Por volta dos 12 meses. no sentido crânio-caudal e próximo-distal. ocorrendo inicialmente a sustentação da cabeça. em todas as línguas. portanto. À estimulação da região palmar. cerca de 20% das crianças andam sem ter engatinhado. A primeira palavra corresponde ao encontro silábico reconhecido pelo adulto como uma primeira palavra. mamãe começa com m ou n e papai começa com p. ocorre o reflexo de preensão. o balbucio. adquire a posição ortostática. as mãos ficam abertas por um maior período de tempo e as crianças conseguem agarrar os objetos. mas também em prono. Por volta do terceiro mês.para a sentada. pelo choro. é comum a criança apontar e obedecer comandos verbais como bater palmas. posteriormente do tronco e finalmente. Nessa fase. No entanto. A linguagem gestual também aparece no segundo semestre de vida e é fruto da significação dada pelos adultos do seu meio.

Vygotsky e seus seguidores concebem o homem como um sujeito social. Seu desenvolvimento é. de maneira resumida. cujo maior teórico é Jean Piaget (1896-1980). o desenvolvimento é um processo universal e previsível decorrente de algumas características inatas do indivíduo e. o biológico e o ambiente são modificados pela interação social. cuidar dos irmãos e arrumar a casa. em que o funcionamento psicológico ocorre graças às relações sociais experimentadas pelo indivíduo e o seu mundo exterior. Nas concepções desenvolvimentista e interacionista/construtivista. não coincidentes. significativa e contextualizada. principalmente. A criança é percebida como um ser passivo que responde aos estímulos externos. como escrever. ou seja. portanto. ler. principalmente. uma vez . Durante esse processo. o desenvolvimento é fruto do processo de maturação e da necessidade de equilíbrio inerente a todo ser vivo. Nessas concepções. Meninas criadas na roça. Na concepção histórico-cultural. na constituição do indivíduo. Na abordagem desenvolvimentista. sendo a linguagem o principal sistema simbólico dos seres humanos. que tem como maior representante Arnold Gesell (1880-1961). Ao usar a linguagem. As habilidades desenvolvidas. No modelo histórico-cultural.diversos autores. essas. sendo o desenvolvimento fruto da aprendizagem. cujo maior representante é Skinner (1904-1980). portanto normal. do processo de maturação. muitas vezes aos 7 ou 8 anos já sabem cozinhar. ocorre uma mudança no seu comportamento na tentativa de atingir um novo estado de equilíbrio. uma criança analfabeta não pode ser chamada de deficiente se ela vive num contexto social onde a maioria das pessoas não sabe ler ou escrever e essas atividades não são significativas para ela. sendo a assimilação a inclusão de novas experiências a esquemas mentais previamente existentes e a acomodação. a ocorrência da aprendizagem depende da etapa do desenvolvimento da criança. a linguagem assume papel fundamental não apenas por possibilitar a comunicação entre os indivíduos através do estabelecimento de significados compartilhados mas. vão sendo atingidos estados de equilíbrio superiores. Relações. subordinada ao ritmo de maturação e desenvolvimento da mesma. A aquisição desses novos esquemas mentais dá-se graças aos processos de assimilação e acomodação. Nessa visão. independente do meio cultural e das interações vividas pela criança. o desenvolvimento e a aprendizagem são vistos como processos interdependentes. Assim. sendo. cozinhar ou empinar pipas é necessário o convívio com outras pessoas que já saibam e valorizem a realização de tais atividades. o desenvolvimento é visto como um produto direto do meio. não conseguem realizar tais atividades e nem por isso são rotuladas como deficientes. para que uma criança aprenda qualquer habilidade. os conceitos de desenvolvimento e aprendizagem se confundem e são produto do condicionamento externo. Na abordagem interacionista/construtivista. o pensamento torna-se verbal e a linguagem racional. na concepção comportamentalista. que se desenvolvem dentro de um processo histórico e são mediadas por sistemas simbólicos. Nesse contexto. Nesse contexto. Segundo Werner. Da mesma forma. Crianças que vivem em contexto social diferente. portanto. o homem é percebido como um agente ativo. por constituir o pensamento humano. a ocorrência de mudanças nesses esquemas mentais. à cada mudança do meio externo ou interno ao indivíduo. apareceriam em idades semelhantes.

se capazes de executar o item do teste. Assim. porém alertando para a necessidade de uma investigação mais aprofundada. entretanto. Assim. sendo fundamental que a família saiba também como utilizá-lo e possa manifestar suas preocupações.que está de acordo com sua vivência. levando-se em conta seu ambiente social. a parte sombreada da faixa indica a idade em que 90% das crianças tornam. Trata-se de um processo de desenvolvimento diferente. Além disso. através de um sistema educacional de qualidade. mas não deficiente. Ao submeter-se a uma consulta seja médica ou de enfermagem. ao seu estado de humor e à percepção de estranhos. É fundamental. que a criança seja avaliada de forma contextualizada. que possa reverter esse processo de exclusão e garantir o exercício de sua cidadania. As variáveis apresentadas nesse cartão. que se assegure a toda criança o direito de acesso a esses conhecimentos. É importante. não permitindo um diagnóstico. solicitando orientações antecipadas. Este cartão é utilizado no Brasil. toda criança deve estar munida do Cartão da Criança onde são anotados dados de nascimento e evolução do crescimento peso e estatura . suas vacinas e um gráfico de marcos de desenvolvimento. também. a situação de teste apresenta grandes inconvenientes como a possibilidade de falhas relacionadas ao simples desconforto da criança ao sentir-se testada. deve suscitar a necessidade de nova avaliação em uma consulta com intervalo de tempo curto. é de grande valia para a avaliação do desenvolvimento durante uma consulta clínica. sua história de vida e o próprio momento da consulta. antes que a criança seja encaminhada e rotulada como atrasada no seu desenvolvimento. a presença de falhas em um primeiro momento. constituem marcos do desenvolvimento motor e social -adaptativo. .

PADRONIZAÇÃO DAS OBSERVAÇÕES PARA APLICAÇÃO DA FICHA DE DESENVOLVIMENTO Marcos do desenvolvimento (resposta esperada) Como proceder .

*Colocar a criança em posição prona. os dedos movendo. posição supina *Manter o rosto no campo visual da criança olhando em seus olhos. *Colocada de bruços. *Colocar uma das mãos no campo visual da criança. Após observar fixação do olhar da criança . cabeça lateralizada. levanta a cabeça momentaneamente. posição prona *Manter o rosto no campo visual da criança. O profissional deve segurar a criança no colo e a mãe chamá-la *Fixa e acompanha objetos em seu campo visual. sem encosto. pernas e braços fletidos . *Sentar a criança em superfície plana. *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para cima . *Olha para a pessoa que a observa *Utilizar estimulação usual: queda da cabeça ou som. Na ausência de resposta . Deve ser colocado na linha média do rosto da criança. emitir sons.*Abre e fecha os braços em resposta a estimulação (Moro) *Postura : barriga para cima. Falar suavemente. longe da mão da criança. * Responde diferentemente a pessoas estranhas e familiares . *Sorri espontaneamente *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para baixo. ou um objeto de cor. perguntar a mãe. em uma superficie plana . *Observar expressões faciais da criança dirigidas ao profissional e a mãe .afastar lentamente a mão da linha média mantendo os dedos ou o objeto em movimento para a direita e para a esquerda .estalo de lingua sem tocar a criança. Colocar e oferecer objeto colorido na mesma superfície. Não usar estimulação muito intensa. *Fica sentada sem apoio *Arrasta-se ou engatinha.

perguntar a mãe. tentar observar a resposta da criança em conversa com a mãe . *Na hora do exame físico. solicitar colaboração da mãe no pedido. raramente cai *Combina pelo menos duas palavras. * Tira qualquer peça do vestuário. Na ausência de resposta . Apontar a mãe e perguntar quem é ela ? Na ausência da resposta . *Faz gesto com as mãos e cabeça ( tchau. *Pedir a criança para correr ou subir a escadinha da sala de exame. Perguntar a mãe se criança faz algum gesto. Em caso de recusa . *Postura de pé. despedir-se dando "tchau" a criança. Ao final da consulta . *Instigar . perguntar a mãe. Na ausência de resposta . solicitar a colaboração da mãe para pedir a criança para caminhar. pedir a criança que sózinha . perguntar a mãe se a criança fala alguma palavra com sentido . *Instigar .Pedir a mãe que caminhe com a criança apoiada nas duas mãos. Qual ? *Anda sozinho. Solicitar a colaboração da mãe. ou colocar a criança no chão durante coleta da história clínica. *Anda com apoio *Colocar a criança em pé. *Perguntar a criança como ela se chama .com os braços. se houver. Perguntar a mãe se a criança estranha outras pessoas de fora do seu ambiente familiar. bate palmas) *Emprega pelo menos uma palavra com sentido. . tire alguma peça de roupa. *Instigar a criança a imitação. *Corre e/ou sobe degraus baixos *Em companhia de outras crianças brinca isoladamente *Diz seu próprio nome. *Tentar observar na sala de espera ou perguntar a mãe.

*Usar objetos da sala de exame. Verificar se separa objetos por cores. pedir a criança que se vista. *Postura de pé: solicitar a criança que pule sôbre um pé só.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . *Observar na sala de espera. *Perguntar a mãe. Perguntar a mãe. Na ausência de resposta .Solicitar a criança para levantar um pé. *Depois do exame clínico. perguntar a mãe.*Fica sobre um pé momentaneamente *Usa frases *Veste se com auxílio *Postura de pé. dobrando o joelho. Se a criança não colaborar . Utilizar imitação. *Depois do exame clínico. *Conversar com a criança. *Reconhece mais de duas cores. *Brinca com outras crianças. Utilizar imitação. sem necessáriamente nomeálos. *Pula alternadamente com um e outro pé *Veste se sozinha *Pede ajuda quando necessário *Postura de pé: solicitar a criança que pule alternadamente com um pé e o outro. *Pula sobre um pé só. perguntar a mãe. Copyright © 2001 IDS . pedir a mãe que ajude a criança a vestir-se. Utilizar imitação.

compreensão e criatividade para adequar a alimentação e respeitar as diferenças culturais e sociais. prevenindo deficiências como a do ferro. a disponibilidade de vitaminas e sais minerais na alimentação. evitando desvios metabólicos prejudiciais ao organismo. o cuidado com a proporcionalidade dos nutrientes. motor e neurológico. . O cuidado com o desmame precoce. são pontos importantes para a promoção da nutrição e prevenção dos distúrbios alimentares mais freqüentes na infância.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Viviane Mandarino Terra1 Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Última Atualização: 9/20/2001 10:35:40 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Introdução Os primeiros meses de vida da criança são muito importantes do ponto de vista nutricional. e o médico precisa conhecer as principais necessidades alimentares dessa faixa etária de modo a satisfazer as exigências em cada fase do desenvolvimento físico.

sem horários prefixados. O sucesso da lactação na supressão ovulatória ocorre quando a criança suga frequentemente e a curtos intervalos. as mulheres que amamentam exclusivamente têm uma amenorréia de cerca de 9 meses. O leite do inicio da mamada é rico em proteína. com aspecto aguado. vitaminas. e consequentemente. As mamas devem ser estimuladas igualmente e o início de cada amamentação deve se dar pela mama que foi oferecida por último na mamada anterior. o alimento mais adequado para a criança no primeiro ano de vida. que parece mais branco. apresentando um efeito laxante. ou seja. A amamentação pode ser utilizada como método contraceptivo. pois é freqüente acontecer o desmame nessa fase. satisfazendo suas necessidades e fortalecendo o vínculo mãe-filho. Nos primeiros dias após o parto. A boa relação mãe-bebê favorece a adaptação de ambos aos períodos de mamadas. inclusive lactoferrina e lisozima.Aleitamento Materno O aleitamento materno é. sem suplementação alimentar com fórmulas de leite de vaca e/ou alimentos semi-sólidos. interagindo no pré-natal. deve-se permitir que a criança sugue sem horários rígidos. pois a inibição da ovulação é intensa nos 3 primeiros meses e ainda significativa 6 meses após o parto. A "descida" do leite propriamente dita ocorre num período de 2 a 5 dias. mantendo a produção de leite e também inibindo a ovulação. A regularização do tempo de duração das mamadas e dos horários ocorrerá espontaneamente. Contém fatores antiinfecciosos. a mãe necessita de orientação e apoio. Em geral. A participação e colaboração da família é decisiva para a amamentação. A criança necessita tanto do leite do início como daquele do fim da mamada. o colostro. se assim a mãe o desejar. em geral. É muito importante que a mãe seja orientada sobre este fato. que estimulará maior produção de leite. imunoglobulina A e oligossacarídeos. imunológico e afetivo. é observada uma pequena quantidade de líquido aquoso e amarelado (primeiro leite). Este possui taxas menores de gordura e lactose e maiores de proteínas e sal. garantindo o seu esvaziamento para a troca de lado. e o leite do fim. a todo momento que quiser. A duração da mamada varia de criança para criança e. Nesta ocasião. e . que conferem aos lactentes mais proteção contra o desenvolvimento de doenças agudas e crônicas. oscila entre 5 a 30 minutos. A mãe e o recém-nascido em boas condições devem iniciar o aleitamento natural sob regime de livre demanda. É de grande importância a participação do médico. sacia mais a fome do bebê. mais energético. sob o ponto de vista nutricional. Para o sucesso da amamentação. minerais e água. lactose. O estímulo da sucção do seio promove a secreção de prolactina. promover uma "pega" ao seio e incentivar a sucção. é mais rico em gordura. apoiando a mãe e auxiliando-a. principalmente gastrointestinais. O leite materno preenche todas as necessidades nutritivas da criança durante os primeiros 4 a 6 meses. pois deve sentir-se confiante.

pois. o lábio inferior está voltado para fora. o estômago da criança está encostado na barriga da mãe 4. e drogas terapêuticas. Outro fator importante é a posição da criança quando é posta ao seio. a boca está bem aberta 3. quando não é boa. 5. tais como álcool e cocaína. Há um número progressivo de mulheres que trabalham fora de casa. São poucas as contra-indicações ao aleitamento. a pega também não o é. carbonato de lítio e outras. 3. a aréola está mais visível acima da boca do que abaixo. A criança pode ficar insatisfeita depois de mamar e querer alimentar-se muito freqüentemente e por muito tempo. aminofilina e anticonvulsivantes. como galactosemia e fenilcetonúria. O insucesso no processo de aleitamento materno pode estar relacionado ao mau posicionamento do bebê. gerando ingurgitamento mamário (mastite). Há as relativas às crianças. Para evitar estes problemas. o corpo da criança está voltado para ao da mãe. devemos estar atentos aos "quatro sinais de uma boa pega". como tuberculose nas duas primeiras semanas de tratamento. orientando e atuando como apoio na unidade de saúde e no domicílio. o corpo da criança está próximo ao da mãe. pois o leite humano pode transmitir a doença. deve-se verificar a possibilidade de efeitos colaterais para o bebê. cabendo ao profissional orientar a respeito das dificuldades e estimulando a manutenção do aleitamento. que não permite uma boa pega. como o ácido acetilsalicílico. A Organização Mundial de Saúde recomenda que mãe infectada pelo vírus da AIDS não amamente. A dor provocada pela sucção em má posição e as fissuras do mamilo não permitem uma boa sucção. Sempre que a mãe estiver utilizando qualquer medicação durante a amamentação. hanseníase contagiante. entre outras medidas). Algumas drogas. . o queixo está tocando o seio (ou está muito próximo de tocá -lo) 2. ou relativas à mãe. Recomenda-se que a amamentação seja exclusiva ao seio até os 4 a 6 meses de idade. principalmente drogas de vício. 4. O bom posicionamento poderá ser observado pelos seguintes sinais: 1. como cimetidina. exigem monitorização rigorosa da criança. (por exemplo. todo o corpo da criança recebe sustentação. Drogas usadas pela mãe podem contra-indicar a amamentação.da equipe de enfermagem. providenciando horários especiais para amamentar. 2. a saber: 1. o pescoço da criança está ereto ou um pouco curvado para trás. fazendo a retirada do leite para oferta posterior na ausência materna.

temperatura e higiene adequadas · O bebê deve terminar de mamar na primeira mama antes de ser oferecida a segunda · O sucesso do aleitamento depende de uma boa pega Se a criança estiver crescendo bem. As dificuldades maternas mais freqüentes são mamilos achatados. A introdução de cada novo alimento deve ser feita em quantidades pequenas. direitos assegurados em relação ao salário e função (Artigo 393). descansos especiais durante o trabalho (artigo 396) e creche na empresa (artigo 389). O Desmame Conceitua-se desmame como a introdução de qualquer tipo de alimento na dieta de uma criança que. pseudo-invertidos ou invertidos. fissuras no mamilo. · O leite materno já contém tudo o que o bebê precisa. as mães precisam ser esclarecidas sobre a legislação vigente (Consolidação das Leis Trabalhistas). é preciso investigar. licença gestante (Artigo 392). na quantidade. Caso haja intolerância. Neste processo de amamentação. como. mastite. apesar de a produção de leite materno manter-se. é sinal de que está recebendo leite em quantidade suficiente.2º parágrafo). podem levar à doença diarréica e desnutrição. nem chá. encontrava-se em regime de aleitamento materno exclusivo. ampliação da licença gestante (Artigo 392. as necessidades da criança se ampliam. Nesta fase.REGRAS BÁSICAS PARA UM BOM ALEITAMENTO · Dar o peito sempre que a criança quiser. O período de desmame vai desde a introdução deste novo alimento até quando for suspenso completamente o aleitamento materno. A partir dos 6 meses. Se isto não ocorrer. são as malformações. assim como ofertas inadequadas. por exemplo: estabilidade da gestante (Artigo 10). aumentando gradativamente. até então. sendo necessários outros alimentos. A orientação quanto à época de introdução de alimentos não-lácteos para a criança em aleitamento artificial ou misto deve ser mais precoce do que para a criança em aleitamento materno exclusivo. que assegura direitos à mulher que trabalha fora de casa. de dia ou de noite. . Em relação à criança. a oferta deverá ser suspensa por alguns dias e tentada posteriormente. a contaminação dos alimentos por problemas de higiene e conservação. Não é necessário dar outra comida ou líquido. os problemas neurológicos e as doenças infecciosas.

frango ou miúdos. raspadas. deve ser sempre cozido. gelatinas e pudins. Quando for oferecido ovo. Posteriormente. As frutas podem ser oferecidas sob forma de papa. pois reduz o conteúdo de fibras das frutas. se possível. raladas ou amassadas com garfo. como adicionar açúcar. especialmente o ferro. Os sucos industrializados não são recomendados porque contêm corantes e conservantes. passando os demais ingredientes por peneira de malha fina. A primeira sopinha deve ser oferecida no almoço e ser preparada com carne de vaca. Recomenda-se o uso de espremedores manuais. Preferencialmente. cereais. Por isso. são utilizadas frutas da época. que se reduz ainda mais pelos processos de industrialização. como banana. mamão. que é melhor absorvido. maçã. com uso de colher. Refeições de Sal As sopinhas aumentam o aporte calórico-protéico e de minerais. pêra. especialmente se oferecidos junto com facilitadores de sua absorção. reguladoras do hábito intestinal. Alimentos de origem vegetal. para crianças maiores de seis meses. etc. sendo introduzida posteriormente. não devem ser incentivadas pois podem prejudicar a adaptação da criança aos novos alimentos e sabores. retira-se a carne. também fornecem bom aporte de ferro. sendo sempre uma delas de folhas. . Após a refeição de sal. principalmente as carnes. como compotas de frutas. aproximadamente.Sucos e Papas de Frutas O leite de vaca em pó ou integral é pobre em vitamina C. não contêm fibras e têm custo elevado. lentilha. As proteínas de origem animal são as melhores fontes de ferro. Recomenda-se que o sal seja adicionado em quantidade mínima e que se use pouco tempero. evitando-se. leguminosas e hortaliças. Após o preparo da sopinha. inicialmente oferecendo somente a gema. não utilizando liquidificador. pois a clara de ovo é mais alergênica. grão-de-bico. pode-se amassar os alimentos com o garfo e. O uso de centrífugas deve ser evitado. que têm ferro heme. As tentativas para melhorar a aceitação das papas. A partir dos sete meses de vida. As papas de frutas industrializadas também têm alto custo e não contêm fibras. pasteurização e fervura. oferecer a carne de preparo. como a vitamina C e as carnes. moída ou desfiada. ao iniciar aleitamento misto ou artificial recomenda-se introdução mais precoce de sucos e papas de frutas ricos em vitamina C. O suco de frutas ou hortaliças deve ser preparado no momento da administração para evitar a perda da vitamina C e ser oferecido em volumes crescentes. é indicado oferecer suco ou papa de frutas frescas para favorecer a absorção do ferro da dieta. abacate. verduras de folhas verde-escuras. podem ser oferecidas sobremesas caseiras. adicionar açúcar. como feijão.

É muito importante que a criança receba os alimentos em ambiente agradável e calmo. Toda a orientação alimentar deve levar em conta o saber materno. Aleitamento exclusivo Idade (mês) 6 6 6 e meio 6 e meio 7 8 10 suco de frutas papa de frutas gema de ovo primeira sopa segunda sopa sobremesa caseira clara de ovo Alimento ou Preparação Aleitamento artificial ou misto Idade (mês) 2 3 4 e meio 4 e meio 6 8 10 Fonte: Bresolin e cols. de alimentação é cultivada na infância. Sarvier. A criança deve ser estimulada a escovar os dentes após as refeições e também assistir a escovação feita pelos pais e irmãos. A partir dos seis meses de idade.. já que a mãe irá ou não seguir as orientações conforme puder compreender os benefícios da alimentação para a saúde do seu bebê. pode-se oferecer à criança alimentos sólidos. Enquanto a criança for amamentada ao seio. a fim de que adquira este hábito. se possível. a criança deve fazer refeições à mesa junto com os adultos ou irmãos mais velhos. pois isto faz parte do seu aprendizado. Pediatria em consultório. Aleitamento Misto .Esquema para a introdução dos alimentos não-lácteos conforme a idade da criança e o tipo de aleitamento. Esta prática estimula o desenvolvimento de novas habilidades motoras e a erupção dentária. Por isso. evitando. o uso de mamadeiras. a adequada orientação alimentar nos primeiros anos de vida deve ter como objetivo não só o crescimento da criança. mesmo que faça sujeira. auxiliada por um adulto. suas experiências anteriores. porém modificada em relação à consistência e temperos. a oferta de outros alimentos líquidos pode ser em copos ou xícaras de bordas grossas. pedaços de maçã ou bolachas. a criança poderá receber refeição semelhante à dieta habitual da família. sempre sob supervisão de um adulto. para que manipule e coma. mas também o adulto saudável. como banana. 2000 A aquisição de hábitos saudáveis de vida e. São Paulo. Aproximadamente aos doze meses. e que o momento da refeição seja também de afeto e prazer. É importante que se ofereça uma colher à criança para que se alimente sozinha. Se houver possibilidade. 3ª ed. principalmente.

isto é. conseqüentes à absorção de macromoléculas. Pode ser utilizado o leite de vaca in natura. utiliza-se o leite de vaca. em relação às proteínas. porém a contagem de microrganismos atinge maiores níveis do que no tipo A. O leite B é de boa qualidade. integral ou modificado industrialmente. a seguir pulverizado. modificando-se sua composição quanto ao teor de proteínas. devem ser conservados sob refrigeração.Ocorre destruição de todos os microrganismos. pois o leite de vaca tem elevado teor de sódio. A fervura do leite fresco pasteurizado diminui o risco de sensibilização e o número de germes vivos nele contidos. Estes leites adaptados são mais . Embora o conteúdo de gorduras. diminuindo a possibilidade de ocorrência de fenômenos de sensibilização. parcialmente desengordurado e tem elevada concentração de bactérias. Deve-se passar a oferecer água nos intervalos das mamadas. levando maior tempo entre ordenha e pasteurização. embalado na própria fazenda e sem retirada de gordura. sem afetá-las qualitativamente. Aleitamento Artificial Quando houver impossibilidade de oferta de leite materno. A pasteurização do leite fresco desnatura parcialmente as proteínas do leite. Por esse processamento. O leite tipo A é de excelente qualidade. em pó. Após a abertura da embalagem. O leite em pó integral é pasteurizado. Os leites longa vida são processados a elevadas temperaturas e imediatamente resfriados (ultra-pasteurização). Os chamados leites modificados ou fórmulas infantis são obtidos a partir de leite de vaca. especialmente se introduzidas nos primeiros meses de vida. mantido em local fresco e bem tampado. o produto não se torna esterilizado e deve ser mantido sob refrigeração para aumentar o tempo de conservação. Após a abertura da embalagem. carboidratos e minerais possa assemelhar-se ao leite humano. É necessário que se conheçam as diferenças entre os leites pasteurizados disponíveis no mercado.Quando a quantidade de leite materno estiver insuficiente. pode ser armazenado por cerca de dezoito meses. funcionando como complemento. deve ser manipulado com cuidados necessários para que não haja contaminação. carboidratos e minerais. que será oferecido sempre após a oferta do leite materno. passando por processo de secagem em contato com uma corrente de ar quente. sob forma de névoa. introduz-se o leite de vaca. as fórmulas apresentam conhecido potencial alergênico (frações de caseína e lactoalbumina) capazes de induzir à sensibilização . O leite tipo C é de baixa qualidade. pela maior permeabilidade intestinal do lactente. que deve sofrer algumas modificações para ser mais adequado às necessidades da criança. extraído por ordenha mecânica. a pasteurização e embalagem não acontecem no local da extração. as imunoglobulinas e outros fatores de defesa só existem no leite materno. Embora a pasteurização reduza a quantidade total de bactérias do leite. Além disso. quando o ganho de peso da criança for considerado insatisfatório. na tentativa de se obter um produto mais adaptado às características fisiológicas da criança. gorduras.

e 1 mg por quilo por dia até os dois anos. Desta forma. até os dois anos de vida. Ferro Recomenda-se que alimentos ricos em ferro sejam introduzidos na dieta da criança em aleitamento natural no final do primeiro semestre de vida e a partir do quarto mês para aquelas em aleitamento artificial ou misto. sofrendo modificações através de processos caseiros conforme a idade da criança. Ainda existem controvérsias a respeito das diluições que o leite de vaca deve sofrer para crianças menores de um ano. o leite de vaca integral. contêm quantidade fixa do alimento. desde os 15 dias de vida. é mais segura sua recomendação formal. No segundo semestre. que pode ser excessiva ou insuficiente. flúor elementar na dose de 0. A literatura pediátrica recomenda que prematuros e crianças com baixo peso ao nascer (<2500g) recebam 2 mg de ferro por quilo de peso por dia. conforme a criança. assim como em áreas de grande insolação. Seu uso deve ser reservado a situações eventuais. 0. Suplementos de Vitaminas e Minerais Vitaminas A partir da terceira semana de vida. ou da primeira semana nos pré-termo. a partir de um mês de vida durante dois meses. no primeiro semestre de vida seja utilizado leite de vaca diluído a 2/3 ou leite em pó a 9%. é um substituto adequado e de menor custo que os leites modificados. Flúor Para crianças que moram em locais onde não há fluoretação da água.caros e pouco acessíveis às populações de menor poder aquisitivo. pode-se utilizar leite sem diluição ou leite em pó a 13%. com adição de sacarose a 5% Alimentos Industrializados O uso rotineiro e indiscriminado de alimentos industrializados não é recomendado. deve-se acrescentar 5% de açúcar e 3% de farinha a ser escolhida considerando-se o paladar e hábito intestinal da criança. aroma e textura que podem ser nocivos à saúde.25 mg diários até um ano. na falta do leite materno. como passeios ou viagens. Esses alimentos geralmente são mais caros e contêm aditivos para melhorar o sabor. Sugerimos que. deve-se suplementar.5 mg . para os recém-nascidos de termo. Como esta diluição diminui o teor calórico do leite. quando não for possível oferecer refeição caseira. Muitos destes alimentos têm elevado teor de gorduras e sal. Além disso. está indicada a profilaxia do raquitismo carencial com vitamina D na dose de 400 UI por dia. Embora esta conduta possa ser questionada em crianças em aleitamento materno ou uso de fórmulas enriquecidas.

A carne poderá ser oferecida moída. assada. carnes. como bolinho. mas não com leite. evitando-se o excesso de oferta deste alimento. Copyright © 2001 IDS . as refeições de sal devem ser semelhantes às dos adultos. As refeições devem ser feitas em horários regulares. É muito importante que se evite a monotonia de oferta de alimentos.de um a três anos e 1 mg após os três primeiros anos. A ingestão de leite deve ser em torno de 500 ml por dia. pois o cálcio impede sua absorção. Deve-se estimular o consumo de verduras e frutas. quibe ou no molho à "bolonhesa" . inclusive peixe. Cabe aos profissionais de saúde conhecer os hábitos alimentares. Alimentação no Segundo Ano de Vida Nesta faixa etária. É recomendável respeitar o paladar da criança e suas preferências. Podem ser oferecidos todos os tipos de carnes. mas com disciplina. a disponibilidade de alimentos e considerar os recursos econômicos da família para fazer uma orientação alimentar apropriada. iogurtes. especialmente em horário próximo às refeições de sal. As verduras poderão ser cozidas. O flúor pode ser administrado com suco de laranja. no caso do iogurte. tais como macarrão instantâneo. Quando existe grande solicitação para o uso de alimentos industrializados. assim como vísceras. bolinhos ou suflês.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sem rigidez. pode-se tentar adequá-los. verduras ou frutas. acrescentando molhos caseiros. tentando variar através de diferentes preparos. até os 15 anos.

deve ser precocemente diagnosticado. Define-se icterícia como sendo amarelamento de pele e mucosas pelo depósito anormal de bilirrubina. Entretanto. O diagnóstico diferencial precisa ser realizado de modo a definir as possíveis causas de icterícia. a icterícia é um dos sinais mais frequentes: cerca da metade a 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia durante os primeiros dias de vida. Pode ser decorrente do retardo na maturação no metabolismo da bilirrubina. tanto no período neonatal (0 a 28 dias) quanto na faixa etária do lactente(29 dias aos dois anos). não sendo. necessariamente. também é um dos sinais mais importantes da . sendo que a dosagem plasmática de bilirrubina é mais alta que no adulto normal. No período neonatal. pois pode acarretar repercussões importantes para o organismo da criança. patológica em todos os casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dra Vera Freire Gonçalves1 Dra Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/20/2001 10:51:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O aparecimento de icterícia.

Cerca de 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia como manifestação normal. tais como: colestase infantil. duração ou padrão da concentração da bilirrubina. não sendo excretada pela urina. aleitamento materno. pode não haver alteração de cor das fezes. a partir dos quais. tendo baixa afinidade por albumina. com grande afinidade por albumina e tecido nervoso. uso de drogas ou medicamentos). mamão (carotenemia). um sinal patológico. geralmente. podendo ocorrer hipocolia ou acolia fecal. Deve-se destinguir da palidez cutânea por anemia ou amarelamento da pele por ingestão em excesso de cenoura. quando a bilirrubina atinge concentração plasmática em torno de 2 mg/dl. No lactente. Icterícia neonatal: aparecimento da icterícia é crâneo-caudal e sua progressão ocorre de acordo com o aumento da bilirrubina. existem dificuldades para o estabelecimento de limites seguros . conjugada (bilirrubina direta) e não conjugada (bilirrubina indireta) A forma não conjugada é pouco hidrossolúvel. infecções. como mostra o quadro abaixo. que requer tratamento imediato pelo risco de impregnação de bilirrubina no sistema nervoso central e destruição maciça de hemoglobina. presença de outros sinais ou sintomas associados. pouco preciso). antecedente de icterícia na família e eliminação tardia de mecônio devem ser consideradas. sendo excretada pela urina. Distribuição da icterícia em zonas do corpo. A pele pode adquirir coloração esverdeada. icterícia obstrutiva ou hiperbilirrubinemia direta no início da vida. porém. sendo. braçospernas e pés. Zona IV + palmas de mãos e plantas dos pés. deve ser considerada patológica. Clinicamente. Além da avaliação clínica. mas a pele adquire tonalidade rubínica. Zona I : Zona II : Zona III : Zona IV: Zona V: Abrange cabeça e pescoço Zona I + tronco até umbigo Zona II + até raiz da coxa Zona III + ante-braços. sendo importante o diagnóstico das doenças hemolíticas por isoimunização Rh e incompatibilidade pelo sistema . Icterícia precoce: tem seu início nas primeiras 24 horas de vida. O urobilinogênio fecal pode estar normal ou aumentado. ou seja. moderada e acentuada e pela distribuição de zonas do corpo (sendo este critério subjetivo e. tipagem sanguúnea materna e da criança. portanto. pode ser classificada pela sua intensidade em leve. condições de parto (clampeamento tardio de cordão umbilical). a icterícia torna-se clinicamente evidente. Dependerá do início do aparecimento. O urobilinogênio fecal. Existem vários termos para designar a hiperbilirrubinemia direta na infância.doença hemolítica neonatal. A forma conjugada é hidrossolúvel. síndrome colestática da infância ou icterícia colestática. a história materna (condições de gestação. está diminuído. geralmente. portanto. A bilirrubina sérica pode ser encontrada de 2 formas.

citomegalovírus. inicia-se após a 1o semana de vida. hemoglobina baixa. Atualmente.A BO. Quando suspenso o aleitamento materno por 2-3 dias. de mãe Rh negativa. que deve ser diagnosticada por meio de teste de Coombs direto. a bilirrubina dificilmente provoca alterações no sistema nervoso. fração indireta. menos intenso que a incompatibilidade Rh. alterações do sistema nervoso central e ocular. sopro cardíaco e alterações de crescimento intra-útero. além da dosagem de bilirrubina total e frações. febre. Importante lembrar de reintroduzir o aleitamento materno após a queda da bilirrubina. por anemia plaquetopenia. rubéola. o aleitamento materno não é suspenso. com sintomas hemorrágicos (geralmente. A icterícia pode aparecer nas 48 horas de vida. Icterícia Prolongada: tem evolução mais arrastada. caracteriza-se por anemia não muito importante. com predominio da fração indireta. doença de Crigler Najjar I e II e hipotireoidismo congênito Copyright © 2001 IDS . aumento de fígado e baço. Caracterizam-se. anemia. A isoimunização Rh pode ser encontrada a partir do 2o filho. ocorre queda abrupta da icterícia. após o primeiro parto. petéquias). Provoca doença grave. tipagem sanguínea da mãe. teste de Coombs direto geralmente negativo. A icterícia associada ao aleitamento materno. No caso da septicemia. Mesmo em concentrações altas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . podendo perdurar até 2o ou 3o mês de vida. Icterícia tardia: Caracteriza-se por tornar-se clinicamente visível após 24 horas de vida. As infecções congênitas e septicemia bacteriana apresentam-se de forma mais grave. contagem de reticulócitos acima de 6%. podem ocorrer lesões cutâneas. Ocorre aumento de bilirrubina. leucopenia ou leucocitose. o diagnóstico diferencial é difícil sem exames laboratoriais específicos. prova do eluato positiva. aumento de reticulócitos. são importantes hemograma e cultura de sangue. geralmente no 3o ou 4o filho Rh positivo. A causa não está totalmente esclarecida. geralmente. Quadro. mucosas ou ósseas. toxoplasmose). aumento de bilirrubina sérica às custas da fração indireta. aumento de fígado e baço. que não recebeu RHOGAN (imunoglobulina específica anti-D). sensibilizada. do pai e da criança. geralmente. de modo geral. As causas mais prováveis são: icterícia por leite materno. A doença hemolítica por incompatibilidade sanguínea ABO é mais frequente no 1o filho com sangue tipo A ou B de mãe tipo O. Dentre as infecções congênitas (sífilis. aumento de bilirrubina. porém.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Grisi1 Sergio Antonio Bastos Sarrubbo2 Última Atualização: 9/20/2001 10:54:52 AM 1 Professora Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. em proporções variáveis. A apresentação mais rude tem inicio com a fome que atinge as comunidades mesmo em países ou comunidades mais desenvolvidas. seja de uma forma aguda ou lenta e silenciosa. freqüentemente. com raízes na pobreza e como causa das condições sócio econômicas precárias. o termo desnutrição energético-protéica (DEP) engloba um grupo de condições patológicas resultante da falta concomitante de calorias e proteínas. os lactentes e préescolares e. com maior freqüência. Coordenadora do Centro de Referência Nacional da Saúde da Criança . Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). está associada à carência de vitaminas e minerais. . com efeitos negativos a longo prazo sobre o seu crescimento e desenvolvimento neurológico.Instituto da Criança do HCFMUSP 2 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP e do Centro de Saúde Escola Samuel B PessoaButantan Quadro clínico e Epidemiologia A desnutrição calórico-protéica constitui um dos problemas que mais afetam a criança. que acomete.

4%. ao acompanhar o perfil nutricional das crianças no país e utilizando o indicador peso/altura. mas com um incremento de 6 vezes (2. o Ministério da Saúde (MS) detectou que. Em relação ao início da desnutrição nas crianças brasileiras. Copyright © 2001 IDS . nos últimos 10 anos. utilizando como indicador a altura/idade. indicando a necessidade de priorizar o estímulo ao aleitamento materno e a cuidadosa orientação alimentar complementar ao seio até os 2 anos de idade.A OMS estima que 1/3 das crianças do mundo sofrem de desnutrição e que a metade de todas as mortes está relacionada à desnutrição. as desigualdades entre os países desenvolvidos e os países pobres estão aumentando. houve uma redução de cerca de 30% na prevalência da desnutrição no Brasil.5%). A desigualdade social é o principal fator na diferença entre a mortalidade infantil em países desenvolvidos e em desenvolvimento. também. o MS encontrou a prevalência da desnutrição nos primeiros 6 meses de vida em 0. tendo ocorrido as maiores reduções nas áreas urbanas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nos últimos anos. é certo que. mas. apesar da contínua redução da prevalência da desnutrição infantil e da taxa de mortalidade infantil. Em dois estudos transversais nacionais para avaliação da desnutrição em crianças menores de 5 anos. entre as crianças de 6 a 11 meses. No Brasil. Reconhece-se que. está ocorrendo um descenso nas taxas de mortalidade infantil mundiais e a proporção de crianças desnutridas está diminuindo de maneira geral. no período de 1989 a 1996. estes problemas continuam sendo prioridade na agenda do setor saúde.

5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino. preconiza-se a confirmação laboratorial em todos os casos onde houver suspeita de anemia. a definição mais específica de anemia fundamenta-se em parâmetros hematimétricos. menor do que 11. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define anemia como a presença de hemoglobina menor do que 11g / dl em crianças com idade entre 6 meses e 6 anos. Assim sendo. .5 g / dl na faixa etária de 6 a 9 anos e menor do que 12 g/dl e 12.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Maria Helena Valente1 Última Atualização: 9/20/2001 10:57:38 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se genericamente anemia como a situação clínica onde ocorre a diminuição do número de eritrócitos circulantes e/ou da quantidade de hemoglobina neles contida. respectivamente. Apesar de se tratar de uma situação clínica bastante comum. devido ao fato de indivíduos com anemia poderem apresentar-se oligossintomáticos.

a comparação entre dois estudos realizados em crianças com idades variando entre 6 meses e 4 anos e 11 meses.9% em 1994. A distribuição das taxas de anemia varia entre as diversas regiões do planeta. e a real disponibilidade destes alimentos para uma porção significativamente grande da população mundial.6%. dentro de um mesmo país e mesmo dentro das grandes metrópoles. conhecer e utilizar todas as medidas terapêuticas e profiláticas da deficiência de ferro. sem dúvida. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de anemia na criança são as situações que comprometem a disponibilidade de ferro: condições inadequadas de gestação ou parto.7%. principalmente nas faixas etárias de maior velocidade de crescimento. mostra que a prevalência de anemia aumentou de 22. em 1984. alguns grupos apresentam maior risco para desenvolver anemia por carência de ferro e suas complicações: crianças. a anemia por carência de ferro ainda era o problema nutricional de maior magnitude do país. adolescentes do sexo feminino.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . gestantes. em 1974. Apesar da distribuição universal dessa doença. Cabe à equipe de saúde distinguir as diversas situações mórbidas. Segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil (MS). afetando cerca de 50% da população menor de 2 anos e 35% das gestantes. porém com o ônus maior de casos para as regiões e grupos mais carentes. cerca de 40% da população mundial apresentem algum grau de carência de ferro ou anemia ferropênica. orientar e acompanhar o tratamento das doenças associadas e encaminhar para os especialistas as crianças que mostrarem indícios de doenças específicas. No município de São Paulo. e inadequações alimentares que não garantam a reposição constante de ferro exigida pelo crescimento. e para 46. esta realidade explica-se pela desproporção entre a necessidade de consumo de alimentos ricos em ferro. 43% das crianças menores de cinco anos de idade apresentem algum grau de anemia. Várias outras doenças.Atualmente é estimado que mais de 2 bilhões de pessoas . lactantes. específicas ou não. podem determinar o aparecimento de anemia. A OMS estima que. Copyright © 2001 IDS . mulheres em idade fértil. no mundo. sendo que nas crianças a causa principal está ligada à ingestão inadequada e nas mulheres adultas às perdas crônicas. a carência nutricional mais comum e a causa mais freqüente de anemia no mundo. do sistema hematopoético. para 35. A deficiência de ferro é. que comprometam o estoque de ferro ao nascimento. no ano 2000. De maneira simplificada.

O raquitismo é. que ocorre durante a fase de crescimento. O raquitismo carencial . A osteomalácia é a insuficiente mineralização da matriz osteóide após o término do crescimento linear do osso. antes da fusão das epífises. caracterizada por inadequada mineralização do osso. então.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Beatriz Marcondes Machado2 Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Médica Chefe do Pronto Atendimento do Hospital Universitário da USP Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM Quadro clínico e Epidemiologia Raquitismo é uma doença do tecido ósseo. A deficiência da vitamina D nas crianças devida a insuficiente ingestão de vitamina D e/ou inadequada exposição à luz solar resulta no raquitismo carencial. encontrado somente nas crianças em crescimento. e a osteomalácia pode estar presente em qualquer idade.

tais como irritabilidade. quando presente. A hipótese de raquitismo carencial deve ser levantada quando houver exposição inadequada à luz solar e/ou ingestão insuficiente de vitamina D. sendo mais intenso nas crianças nascidas prematuramente. No segundo semestre de vida. Os achados clínicos são variáveis conforme a época em que se instala o raquitismo. insônia e sudorese abundante no segmento cefálico. apesar da persistência do processo raquítico. devido às deformações torácicas. em nosso país. evidenciam-se as alterações epifisárias. presentes no raquitismo. Este sinal pode desaparecer antes dos doze meses de vida. porém tende a desaparecer no segundo mês de vida. com o início da marcha. Observam-se. infecções respiratórias de repetição. determinando o chamado "rosário raquítico". Pode haver atraso na erupção dentária e alterações nos esmaltes dos dentes. Surge o sulco de Harrison ou "cintura diafragmática". Após os doze meses. Algumas crianças apresentam "peito de pombo" ou "tórax em quilha". determinam marcha característica bamboleante e protusão abdominal. que corresponde à depressão da caixa torácica na inserção do diafragma às costelas. O craniotabes pode ser observado em recém-nascidos normais. fontanela anterior ampla e protuberância dos ossos frontais e parietais podem estar presentes. que tende a se manifestar entre o segundo e quarto meses de vida. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . geralmente. como bronquites e pneumonias. especialmente em crianças até dois anos de idade. resultando em alargamento dos punhos. pricipalmente durante a amamentação. Esta última manifestação deve ser interpretada com cautela. devido ao clima tropical. já que. muitas crianças podem apresentar sudorese durante a amamentação. tornozelos e das junções costocondrais da costelas com o esterno. ao redor dos 6 meses de idade e a gravidade está diretamente relacionada com a rapidez do crescimento corporal. o peso do corpo acentua as alterações nos membros inferiores (genu varum ou genu valgum). A fraqueza muscular e hipotonia generalizada. A baixa estatura.manifesta-se. fase de grande velocidade de crescimento. joelhos. pelve e coluna vertebral. Um sinal precoce é o craniotabes. Retardo no fechamento da fontanela posterior. As manifestações iniciais podem ser inespecíficas. por afilamento da calota craniana. é secundária a essas deformidades.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Lucia Ferro Bricks1 Ana Paula Scoleze Ferrer1 Última Atualização: 9/5/2001 5:29:48 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Rinofaringites Faringoamigdalites .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

A.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Maria Helena Valente1 Maria Elisabeth B. Korbinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:06 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Otites Sinusite .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

o diagnóstico de asma. posteriormente. dos animais e do mofo. que se resolvem com o avanço da idade. função pulmonar normal ao nascimento e reduzida aos 6 anos de idade e a mudança dos fatores desencadeantes das crises. inicialmente. junto com infecções respiratórias. imunoglobulina E (IgE) sérica elevada aos 9 meses de vida. é difícil firmar o diagnóstico de asma e prever o prognóstico dos quadros recorrentes de sibilância pulmonar. e que somente um terço destas crianças teria. posteriormente. tabagismo passivo. estão associadas às infecções e. . Arruda Kobinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Sabe-se que 70 a 80% das crianças asmáticas apresentam sintomas nos primeiros 5 anos de vida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Elisabeth B. Na adolescência. Nos primeiros anos da vida. 50 a 60% dos casos são assintomáticos e continuam assim durante a vida adulta. Os fatores de risco mais importantes para prever o aparecimento da doença são: asma materna. que. aos alérgenos inalados (aeroalérgenos) mais comuns no meio ambiente como os do pó doméstico. Sabe-se que 50 a 60% dos lactentes têm crises recorrentes de sibilância.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . de "peito trancado" e.A sintomatologia da asma modifica-se com a idade e com o mecanismo fisiopatológico que esteja mais atuante. dispnéia. predominando a ausculta pulmonar com roncos e estertores. quadros com sibilância. Geralmente. geralmente associados às infecções de vias aéreas superiores e de evolução mais prolongada. "peito cheio" e pneumonias recorrentes. é frequente a referência a "resfriados freqüentes". Copyright © 2001 IDS . e o período intercrítico é assintomático. A apresentação clínica típica da asma consiste em episódios recorrentes e reversíveis de sibilância. os sintomas são mais intensos pela manhã. de pneumonias de repetição. e à noite. Nesta faixa etária. mas pode existir a queixa de tosse crônica. Os lactentes tendem a apresentar quadros secretórios. ao acordar. tosse e tiragem intercostal. independentemente da terapêutica utilizada. habitualmente. a regressão dos sintomas da crise típica ocorre em três a sete dias. também. As crianças maiores apresentam.

se é intratorácico e expiratório. muitas são as doenças que podem cursar com sibilância. com tratamentos e prognósticos distintos. Este estreitamento pode ser localizado ou difuso. "Chiado" é o som gerado pelo fluxo de ar turbulento através das vias aéreas estreitadas. em via aéreas maiores e/ou menores e pode ser causado por vários mecanismos. Nem todas as crianças que apresentam chiado têm asma. Roncos e estertores são sons gerados pela mobilização .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ana Paula Scoleze Ferrer1 Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/5/2001 5:32:46 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia "Chiado no peito" é uma queixa muito freqüente (20 a 30% das crianças apresentam pelo menos um episódio no primeiro ano de vida e 40% até os 3 anos de idade). o som gerado é inspiratório e chamado de estridor. é chamado de sibilo. Quando o estreitamento se localiza em vias aéreas extratorácicas.

de secreções.Malformações pulmonares . Uma vez caracterizada a presença de sibilância.Imunodeficiências . Acomete principalmente crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. tosse. podendo ser aguda (cura em 2 semanas).Displasia broncopulmonar raras .Raquitismo . geralmente nos meses frios. Bronquite: é um processo inflamatório de traquéia e brônquios maiores. a 2 semanas ou mais. rouquidão.Síndromes aspirativas pouco freqüentes . parainfluenza e Influenza). nos casos mais graves. devendo ser diferenciadas daquelas com asma de início precoce ou com outras doenças que cursam com chiado recorrente. permanece assintomática até os 6 anos de idade. Além dos sinais de obstrução alta. As causas mais freqüentes de sibilância na infância são associadas a infecções respiratórias. é fundamental que o médico se assegure de que a criança apresenta sibilância. crônica (sintomas por mais de 2 .Alergia ao leite de vaca . Geralmente é viral (rinovírus. o médico deve realizar anamnese e exame físico detalhados. as etiologias mais comuns. O tempo de duração varia de 3 dias.3 semanas) ou recorrente (4 ou mais episódios/ano). Sua etiologia é viral (vírus sincicial respiratório. com ausculta de roncos.Síndrome de Löeffler (parasitoses de ciclo pulmonar) . parainfluenza e adenovírus). nos meses de outono e inverno. Este grupo de crianças apresenta crises em vigência de quadros infecciosos. febre e graus variados de insuficiência respiratória. Quadro: Causas de chiado no peito freqüentes . mas pode haver infecção secundária por bactérias . pode haver acometimento das vias aéreas menores.Asma . pois não é raro que os familiares se queixem de "chiado no peito" ao se referirem ao ronco e estridor presentes nas obstruções de vias aéreas superiores. Influenza. adenovírus.Cardiopatias . asma e síndromes aspirativas (quadro abaixo). cerca de 60%. devido à variação sazonal dos surtos de parainfluenza e Influenza. Laringotraqueobronquites: são caracterizadas pela presença de estridor inspiratório. nos casos leves.Fibrose cística . entrando no diagnóstico diferencial das crises de chiado no peito. no sentido de se estabelecer o diagnóstico etiológico. pois apresentam evolução benigna e não necessitam ser submetidas a investigações desnecessárias.Malformações vasculares . Diante da queixa de chiado no peito. estertores e sibilos.Infecções respiratórias . Acomete crianças entre 6 e 12 meses de idade.Tuberculose .Discinesia ciliar . Bronquiolite: acomete os bronquíolos e o processo inflamatório leva a graus variáveis de obstrução. vírus sincicial respiratório.Aspiração de corpo estranho .Deficiência de Þ-1antitripsina A maioria das crianças que iniciam quadros recorrentes de sibilância nos primeiros 2 anos de vida.

Copyright © 2001 IDS . nos quais pode ocorrer dispnéia e insuficiência respiratória. Quando o quadro febril se prolonga. após 3 a 4 dias. Não há acometimento do estado geral. exceto em lactentes pequenos. aparecimento de tosse produtiva. pensar em infecção bacteriana secundária.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O quadro clínico é de coriza e febre e. Outros agentes devem ser lembrados em recém-nascidos e lactentes (Chlamydia trachomatis) e em escolares e adolescentes (Mycoplasma pneumoniae).(principalmente Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae).

Em 1997. ao passo que.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Alfredo Elias Gilio2 Última Atualização: 9/20/2001 11:17:12 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Diretor da Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia Pneumonia aguda é o nome genérico utilizado para definir uma variedade de processos inflamatórios do parênquima pulmonar por agentes infecciosos e não-infecciosos. Os agentes causais das pneumonias adquiridas na comunidade variam de acordo com a idade e o estado de saúde do paciente. a etiologia viral é a de maior prevalência.833 mortes por doenças do aparelho respiratório em menores de 5 anos de idade. das quais cerca de 73% (5. sendo que. predomina a etiologia bacteriana (estimada em 60% dos agentes identificados). Cerca de 80% das pneumonias na infância são devidas a vírus e bactérias. no Brasil. nos países em desenvolvimento. nos países desenvolvidos. houve 7.729 óbitos) foram por infecções .

respiratórias. Nas crianças abaixo de 2 meses de idade. coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b e a contaminação do ar doméstico devido ao uso de combustíveis de origem orgânica para calefação e para o cozimento dos alimentos estão associados à maior gravidade das insuficiências respiratórias agudas (IRA) nos menores de 5 anos. Os vírus e as bactérias são os principais agentes etiológicos das pneumonias nas crianças de qualquer idade. Por outro lado. excluindo-se as mortes por afecções perinatais. os mais importantes são o pneumococo e Mycoplasma pneumoniae. Outro fator de risco importante a ser pesquisado é a presença de tabagistas no domicílio. enquanto as pneumonias representam apenas 8 a 12% desses atendimentos. pois está comprovado que a fumaça de cigarro. constata-se que as infecções respiratórias agudas são responsáveis por cerca de 40 a 60% das consultas em menores de 5 anos de idade. as doenças do aparelho respiratório foram a primeira causa de mortalidade nessa faixa etária nas regiões Sudeste e Sul e a segunda nas regiões Norte. seguido pelo Haemophilus influenzae e. a falta de imunização. há um largo predomínio do Streptococcus pneumoniae (pneumococo). correspondendo a 6. fato este que contrasta com a alta mortalidade por pneumonia. nas crianças de 2 meses a 5 anos de idade. predominam o estreptococo do grupo ß e os bacilos gram-negativos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . favorece a instalação de infecções respiratórias altas e baixas. é muito difícil a distinção entre um quadro de pneumonia viral de uma bacteriana. especialmente nos casos mais graves. Nordeste e Centro-Oeste. Há vários estudos epidemiológicos demonstrando a importância dos vírus. Além disso. é grande a freqüência das bactérias. Nesse período. mais raramente. Pode-se inferir que o número de consultas por pneumonia é relativamente baixo pelos mesmos motivos elencados para explicar as mortes domiciliares. nas crianças acima de 5 anos de idade. por ser uma substância irritante das vias aéreas. Copyright © 2001 IDS . nos países em desenvolvimento. tais como a alta prevalência de baixo peso ao nascer e de desnutrição. principalmente contra sarampo.85% do total de óbitos. particularmente a Escherichia coli. a abordagem da criança com pneumonia deve ser feita considerando-se os casos como sendo bacterianos. pelo Staphylococcus aureus e. a privação ou curta duração do aleitamento materno. principalmente nos países desenvolvidos. Os fatores que interferem nos mecanismo de defesa da criança. Por este motivo e também porque na prática clínica.

Vômito é a expulsão forçada de alimentos e secreções do trato gastrintestinal alto pela boca. a evolução do ganho de peso é normal e a diminuição gradativa das regurgitações ocorre ao longo do tempo. cessando por volta dos . Não se observa a presença de náuseas ou esforço abdominal na eliminação dos alimentos. acompanhada por contração intensa dos músculos abdominais. muitos bebês normais regurgitam uma ou mais vezes por dia. Denomina-se regurgitação fisiológica a situação na qual a criança não apresenta outros sintomas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Filumena Maria da Silva Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 5:34:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Regurgitação é definida como expulsão não-forçada de alimentos e secreções do esôfago ou do estômago pela boca. Nas primeiras semanas de vida. pouco tempo após a alimentação.

o qual é levado junto com o alimento para o esôfago e estômago. sendo necessário mantê-la alguns minutos levantada. (2) se o lactente em aleitamento artificial. as regurgitações podem estar associadas à presença de vômitos e. encontra-se comprometimento do estado nutricional da criança ou dificuldade para engolir os alimentos. semelhante à borra do café. súbitos. pois não é incomum o encontro de mães inexperientes que consideram anormal o padrão de regurgitação esperado para a idade. após as mamadas. Associam-se a quadros obstrutivos intestinais e de hipertensão intracraniana. (3) se a criança é muito manipulada após as mamadas e (4) se o bebê não é colocado para arrotar após as mamadas. Esse fato explica a necessidade da criança de arrotar. pela história e observação da amamentação da criança durante a consulta. . Vômito pode ser a queixa principal que leva a criança ao médico ou aparece como parte do quadro clínico de diversas doenças. inicialmente. A hematêmese geralmente decorre de sangramento digestivo alto. quando a respiração e a sucção passam a ocorrer de forma alternada. Se a criança é colocada na posição deitada imediatamente após ter mamado. verificando-se a experiência materna com a alimentação do bebê. ocorre preenchimento da orofaringe com ar. Nos casos em que há problemas de estreitamento congênito ou de lesões adquiridas do esôfago. recebe excesso de leite em cada mamada.sete a oito meses de idade. Vômito de alimentos não digeridos sugere estreitamento ou obstrução do esôfago ou do esfíncter inferior do esôfago. ou orifício do bico da mamadeira muito grande ou muito pequeno. na posição vertical. Assim. que pode ou não estar misturado a alimentos. especialmente no primeiro mês de vida. A presença de vômito bilioso (de cor verde) ou vômito fecal (com odor de fezes). sugerem obstrução do intestino. Vômitos em jato caracterizam-se por serem inesperados. o conhecimento de em quais faixas etárias predomina facilita abordagem diagnóstica da criança com vômitos (Quadro 1). a expulsão do ar por meio do arroto pode causar regurgitação do leite. mas pode ser apenas a eliminação de sangue deglutido proveniente da rinofaringe ou de fissuras da mama materna. A abordagem diagnóstica do lactente com queixa de regurgitações freqüentes deve ser realizada. a criança respira durante a sucção e. às vezes violentos e não serem precedidos de náuseas. os dados obtidos na história e no exame físico permitem levantar essas hipóteses diagnósticas e orientam o encaminhamento para investigação especializada no centro de referência. Assim. procura-se identificar. Além disso. com importância variável no conjunto de sintomas. como são muitas as situações e doenças que determinam esse sintoma. Esse padrão geralmente cessa a partir dos seis meses de idade. que podem causar regurgitação e vômitos. Durante os primeiros seis meses de vida. se as seguintes situações. conseqüentemente. Em seguida. os vômitos são de material contido no estômago. geralmente. Refluxo gastroesofágico fisiológico e erros de técnica alimentar são as causas mais comuns de regurgitação e vômitos no lactente. alimentos parcial ou totalmente digeridos ou suco gástrico de cor amarela quando o paciente encontra-se em jejum por várias horas. estão presentes: (1) aquelas que favorecem a ingestão excessiva de ar antes ou durante as mamadas como choro intenso. representado por leite coalhado. Na maioria dos casos. as características do material eliminado pelo vômito permitem inferir de onde retorna esse conteúdo. Hematêmese é o vômito com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido.

Quadros obstrutivos congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago.3. piloro ou intestino 5.gotejamento retronasal e secreção faríngea · aparelho gastrintestinal .hiperplasia congênita de supra-renal PRÉ-ESCOLAR . Regurgitação fisiológica 2. Técnica alimentar inadequada 4. Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não à hérnia de hiato 5.pancreatite . NO PRIMEIRO MÊS DE VIDA 1. Doença metabólica .2.efeito colateral de algumas drogas. encefalite · sistema endocrinológico .úlcera péptica secundária ESCOLAR .pielonefrite aguda .tubulopatias · sistema nervoso central .litíase .vômitos psicogênicos .hepatite viral . Outras 6.infecções respiratórias .intoxicação medicamentosa acidental . Refluxo gastroesofágico fisiológico 3.cetoacidose diabética · miscelânea .uremia .1. piloro ou intestino 6.erros inatos do metabolismo 6.Causas de regurgitação e vômitos por faixa etária.suboclusão ou oclusão intestinal por áscaris . Técnica alimentar inadequada 4.intoxicação alimentar .gastrite erosiva secundária .hiperplasia congênita de supra-renal LACTENTE 1.1.gastroenterite aguda . Regurgitação fisiológica 2. Outras 5. Doença metabólica .vômitos psicogênicos . Doenças endocrinológicas . Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não a hérnia de hiato 5.esofagite .hérnia inguinal encarcerada .enxaqueca EM QUALQUER IDADE · aparelho respiratório .erros inatos do metabolismo 5.Quadro 1 .2.3. antibióticos e outras .síndrome do vômito cíclico .cinetose . Doença endocrinológica . Quadros obstrutivo congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago.meningite. Enteroparasitoses: giardíase 6. Refluxo gastroesofágico fisiológico 3.colecistite · aparelho geniturinário .insuficiência renal crônica .tosse . como sulfato ferroso.

acompanhada de vômitos. verificar se uma ou mais pessoas que ingeriram o mesmo alimento apresentam quadro de náuseas. além dos vômitos. inflamações das vias respiratórias podem se acompanhar de vômitos causados pelo estímulo vagal desencadeado na amigdalite. na creche que a criança freqüenta. na estrongiloidíase. Deve-se. digitálicos. se têm contato com esgoto a céu aberto ou córregos poluídos. O comprometimento do sistema nervoso central costuma cursar com vômitos em jato. faringite e na presença de tosse. é difícil definir o momento em que os quadros de vômitos perdem o seu caráter agudo e tornam-se crônicos.enxaqueca . Consideram os seguintes critérios para definir vômito recorrente: pelo menos três episódios. Deve-se. pesquisar se houve contato com crianças com hepatite viral e se. ácido acetilsalicílico . num período mínimo de três meses. também. aparecem diarréia aquosa. nas quais é possível identificar início recente ou história de longa duração. Na giardíase. os vômitos são devidos ao quadro associado de labirintite. Assim.anorexia nervosa/bulimia . hemorragia intracraniana e no hematoma subdural. diarréia e cólicas abdominais. existem outras com quadro semelhante. nas crianças com precárias condições de vida. Na otite média aguda. o que sugere o diagnóstico de intoxicação alimentar.úlcera péptica secundária ADOLESCÊNCIA . o vômito pode ser a manifestação clínica inicial. O acometimento agudo do trato urinário pode desencadear vômitos como a pielonefrite aguda e a litíase renal. bacteriana ou por enteroparasitose. mas logo aparecem outros sintomas que permitem definir o diagnóstico como nos casos de gastrenterite aguda viral. diarréia com ou sem sangue.gravidez .síndrome do vômito cíclico . intoxicação alimentar e hepatite viral. na encefalite. O comprometimento de outros sistemas pode apresentar o vômito como um dos sintomas do quadro agudo. Excetuando-se as situações extremas. anorexia e dor abdominal. então. Investigar.úlcera péptica Quando o vômito é a principal ou única manifestação. Entre as helmintíases. A Criança com quadro agudo de vômitos No quadro agudo. é preciso caracterizar se o quadro é agudo ou recorrente. Vômitos podem ser decorrentes de intoxicação crônica ou acidental por teofilina. . como na meningite. vômitos. a dor abdominal é difusa. A concomitância de diarréia direciona a suspeita diagnóstica para o quadro de infecção intestinal ou intoxicação alimentar. inicialmente. sugerindo gastroenterite por rotavírus ou por agentes bacterianos. geralmente associados a outros sintomas..gastrite erosiva secundária .Deve-se distinguir uma doença aguda ou um episódio agudo no decorrer de uma história de vômito recorrente.

A maioria desses casos é decorrente da combinação de vários fatores. Nos desnutridos e prematuros sem afecção do trato digestivo. sendo que essas manifestações podem não ser. é importante. Peristaltismo visível: quase sempre constitui um indicador da presença de obstrução em alguma parte do tubo digestivo. o diagnóstico etiológico. Tannuri relaciona os seguintes sinais de alarme. A partir da história e exame físico. necessariamente. 3. sendo que todos os casos devem ser encaminhados imediatamente para atendimento hospitalar. da presença de um ou mais tumores na obstrução intestinal por "bolo de áscaris" e do tumor em forma de salsicha na invaginação intestinal. Enterorragia: sangramento intestinal associado a outros sinais de abdome agudo indica o comprometimento da mucosa das porções baixas do trato gastrintestinal. Distensão abdominal: pode ser decorrente da distensão das alças intestinais nas obstruções baixas do trato digestivo.Na queixa aguda de vômitos. o maior desafio da equipe de saúde é o diagnóstico e intervenção precoces nos quadros de abdome agudo. entretanto. Vômito: repetitivo ou bilioso. do íleo paralítico na peritonite por perfuração de víscera oca e de íleo infeccioso. os quais. distúrbios na relação do binômio mãe e filho e imaturidade da junção gastroesofágica (refluxo gastroesofágico fisiológico). em alguns. como técnica alimentar inadequada. a história e o exame físico permitem diagnosticar o abdome agudo. devido à sua gravidade. 1. 5. o peristaltismo intestinal pode ser visível devido ao fato de a parede abdominal ser muito delgada. identificar se há comprometimento do estado nutricional e/ou presença de manifestações sistêmicas e se as características dos vômitos sugerem obstrução ou lesão do trato gastrintestinal ou de alteração no sistema nervoso central. o tratamento é eminentemente clínico. Na maioria dos casos. num primeiro momento. como é o caso da palpação do tumor pilórico na estenose hipertrófica de piloro. concomitantes. A criança com quadro recorrente de vômitos Para a abordagem da criança com queixa de vômitos recorrentes. O abdome agudo é caracterizado pela presença de dor de aparecimento súbito. apenas 5% apresentam alguma doença significante. Tumoração abdominal: a palpação de tumorações abdominais associada a outras manifestações clínicas de abdome agudo pode orientar. Para aqueles com baixo ganho ponderal ou . . 4. A maioria dos casos de abdome agudo é de resolução cirúrgica. do acúmulo de líquido na cavidade peritoneal.e outros medicamentos ou do efeito colateral do sulfato ferroso e de antibióticos. 2. inclusive. podem determinar complicações e até o óbito. fecalóide ou em jato é o primeiro e mais importante sintoma de obstrução intestinal. Embora cerca de 50% dos lactentes apresentem regurgitação ou vômitos recorrentes como queixa isolada. com vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. é possível identificar os sinais de alerta que auxiliam a suspeitar de abdome agudo.

Define-se como doença do refluxo gastroesofágico a condição na qual. com ou sem vômitos associados (Quadro 2 ). Os vômitos podem ser desencadeados por situações que geram medo ou ansiedade. Deve-se. que acomete mais freqüentemente crianças a partir dos seis anos de idade e adolescentes. Esse tipo de RGE. especialmente quando sempre são no pulmão direito .epigastralgia (dor retroesternal) . a enxaqueca. comum em lactentes e adultos normais. o RGE não tem complicações e é autolimitado.pneumonias de repetição. Refluxo gastroesofágico . a cefaléia deve estar associada ao episódio de vômitos (ver capítulo Dores Recorrentes na Infância.retorno involuntário do material ingerido do estômago para o esôfago. que não apresenta nenhuma repercussão na vida da criança.). Na maioria das crianças. tendo resolução espontânea até os 12 a 15 meses de idade.sangramento digestivo .Quadro clínico da doença do refluxo gastroesofágico na infância. Uma situação comum nos pré-escolares são os vômitos imediatamente após as refeições. considerar o refluxo gastroesofágico (RGE).vômitos e/ou regurgitações . há comprometimento da evolução ponderal.crises de apnéia . Manifestações devido à regurgitação e suas seqüelas: .emagrecimento. que se acompanha de sintomatologia digestiva . quando são forçados a comer. portanto. inicialmente.vômitos com perda ou baixo ganho ponderal Manifestações devido à esofagite e suas seqüelas .irritabilidade . com dilatação da pelve renal ou hidronefrose. Das causas de vômitos recorrentes fora do trato digestivo. e outras.perda ou baixo ganho ponderal Manifestações respiratórias . é denominado fisiológico. a causa mais freqüente é a doença do refluxo gastroesofágico. além dos vômitos.e que melhora com o crescimento. como uma condição normal do lactente.anemia . a insuficiência renal crônica (uremia).quadro bronquítico de difícil controle .dificuldade para deglutir .sono agitado . esofagite ou quadro respiratório importante.pirose . têm-se as anomalias obstrutivas do trato urinário. Para o diagnóstico da enxaqueca. a hipertensão intracraniana. Quadro 2 .opistótono . Estima-se que cerca de 20% dos bebês sadios têm episódios de regurgitação suficientemente freqüentes para que sejam considerados como problema pelos pais.

1992. estenose hipertrófica do piloro e alterações no mecanismo da deglutição. várias doenças podem se manifestar com a síndrome dos vômitos cíclicos. conhecer a rotina de vida e as reações e relações da criança na família e na escola. estenose esofágica. ABORDAGEM TERAPÊUTICA Quadros agudos de vômitos Para o tratamento inicial do quadro agudo de vômitos. Nos casos com suspeita de doença do RGE. exposição a temperatura elevada. a abordagem diagnóstica da criança com essa síndrome deve ser abrangente. Quando o diagnóstico provável é de refluxo gastroesofágico fisiológico. sem etiologia definida e sem outros . menstruação. A média de hospitalização nas populações estudadas é de 12 vezes por ano. As faixas etárias mais acometidas são a pré-escolar e a escolar. que só está disponível em alguns centros especializados. ao mesmo tempo em que é feita a investigação laboratorial na busca de causas orgânicas (distúrbios gastrintestinais. cinetose. No entanto. Apesar de ter baixa sensibilidade e especificidade. diminuindo a prevalência durante a adolescência e sendo rara em adultos. no sentido de incluir o conhecimento dos aspectos psicoafetivos e psicossociais da criança. a ausência de RGE no EED não exclui o diagnóstico e as medidas devem ser mantidas. quando se identificar na comunidade crianças que foram internadas várias vezes com vômitos e desidratação por motivos não esclarecidos é importante encaminhá-las para centros especializados para investigação diagnóstica. Síndrome do vômito cíclico . Portanto. Deve-se orientar os pais a suspenderem o uso dos medicamentos anti-refluxo cinco dias antes da realização do EED. isto é.caracteriza-se por crises de vômitos precedidos por náuseas e ânsia. Assim. exaustão física. Portanto.tosse crônica Outras manifestações . não há necessidade de confirmação laboratorial. infecções de vias aéreas superiores. inicia-se a investigação pelo estudo radiológico contrastado do esôfago-estômago-duodeno (EED). em média em torno de 50%. Na maioria dos casos é possível identificar os fatores desencadeantes das crises de vômitos como situações que geram ansiedade ou euforia. com período intercrítico assintomático. desde 40 até 86%. entre outros. metabólicos ou endocrinológicos e processos intracranianos). o EED apresenta como vantagem a possibilidade de demonstrar alterações anatômicas como hérnia de hiato.síndrome da quase-morte súbita Adaptado de Orestein . INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR A necessidade da realização de exames laboratoriais nos pacientes com quadro agudo ou recorrente de vômitos é definida pelos dados encontrados na história e exame físico. O exame de maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de RGE é a pHmetria do esôfago (teste do refluxo ácido). A positividade do EED é variável nos diferentes serviços..

secura da boca e das vias respiratórias e retenção urinária. em alguns casos. os antieméticos podem ser utilizados nos casos em que se conhece a etiologia do vômito. No Quadro 3. Quadro 3. Os líquidos são melhor tolerados quando gelados ou à temperatura ambiente. fadiga. mantém-se a pausa alimentar durante a fase de reidratação e não devem ser administrados antieméticos (ver capítulos Diarréia Aguda e Desidratação). Podem ocorrer também tonturas. como no caso de amigdalite aguda. Contra-indicações: crianças até 30 dias de vida e pacientes com hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula. cefaléia. sinusite e. água e chás. estão descritos os quadros agudos de vômitos que devem ser referidos imediatamente para o hospital. posições bizarras da cabeça e dos ombros. mantendo-se a oferta de líquidos. sem restrição ao uso de leite materno ou leite de vaca ou de outros alimentos naturais (não industrializados). otite média aguda. Efeitos colaterais: sonolência e sedação. em pequena quantidade e a intervalos menores do que o habitual. entre 6 a 12 anos e maiores de 12 anos. 150 mg/dia e 300 mg/dia para crianças até seis anos de idade. em pequena quantidade.1 mg/kg/dose. Quanto à metoclopramida.5 mg/kg/dia. por via oral. de modo a dificultar o diagnóstico precoce da deterioração do quadro clínico e da sua etiologia e. opistótono e aumento generalizado do tônus muscular). Contraindicações: em pacientes epiléticos ou que estejam recebendo outras drogas que podem causar sintomas extrapiramidais. não ultrapassando a dose de 75 mg/dia.sinais ou sintomas de gravidade. dividida em quatro vezes. Dose máxima: 15 mg/kg/dia. recomenda-se pausa alimentar de curta duração. insônia. inicia-se a reintrodução da dieta adequada para idade. respectivamente. Para crianças com idade inferior a seis anos. dimenidrinato e metoclopramida. tonturas. Em seguida. de cinetose. conseqüentemente. devem ser utilizadas com cautela. urticárias e sintomas extrapiramidais (espasmos dos músculos faciais. retardar a instituição do tratamento especifico. Assim. intramuscular ou endovenosa. trismo. com as respectivas condutas enquanto a criança aguarda a transferência. recomenda-se não ultrapassar 0. Quando o vômito associa-se à diarréia e desidratação. A dose preconizada de dimenidrinato por via oral ou intramuscular é de 5 mg/kg/dia. Condutas nas crianças com quadros clínicos graves com queixa de vômitos . sonolência. As drogas antieméticas. excitação. recomenda-se a dose de 0. por uma ou duas horas. Efeitos colaterais: inquietação. divididas em três vezes. pois podem mascarar os sintomas.

Para as crianças com suspeita de RGE.proceder a hidratação por via endovenosa . instalar sonda nasogástrica · e mantê-la aberta Quadro recorrente de vômitos Para os lactentes nos quais são identificados erros de técnica alimentar.proceder a hidratação por via endovenosa .peristaltismo visível ou .quando possível. semelhante à borra do café. que pode ou não estar misturado a alimentos (exceto quando há certeza de deglutição de sangue. ácido acetilsalicílico e outras · ingestão de corpo estranho ou de produtos químicos · não dar antieméticos · não colocar sonda nasogástrica · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: .palpação de massas no abdome ou .parada de eliminação de gases e fezes ou . a abordagem terapêutica visa a melhora dos sintomas.se não estiver desidratado. . digitálicos.se não estiver desidratado. instalar soro de manutenção .sangramento intestinal QUADRO CLÍNICO · vômitos com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido.SUSPEITA DE ABDOME AGUDO · vômitos biliosos Sinais e sintomas .de cor verde ou · vômitos fecalóides . aminofilina. são feitas as orientações adequadas e agendado retorno em sete dias para verificar a evolução do quadro e a aderência às orientações. a prevenção dos processos aspirativos pulmonares e a instalação ou a progressão da esofagite. instalar soro de manutenção Conduta · não dar antieméticos · não dar antibióticos · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: . como no caso do lactente em aleitamento materno cuja mãe apresenta fissuras mamárias com sangramento e nas crianças com sangramento nasal concomitante) · suspeita de intoxicação por ingestão habitual de medicações como teofilina.com cheiro de fezes ou associação de vômitos repetitivos ou vômitos em jato com: .

tijolos) sob os pés da cabeceira e como fixar o suspensório no berço com as tiras do tecido amarradas nas grades ou. As crianças em aleitamento materno exclusivo. sob o colchão. como já foi referido. se não houver melhora significativa dos sintomas. na reavaliação após uma semana. Pode-se utilizar o "bebê conforto". primeiramente. É importante que as orientações sobre como realizar o decúbito elevado. se houve adesão adequada da família em relação ao decúbito elevado 24 horas por dia e. instituir tratamento dietético: para os lactentes em aleitamento artificial ou misto. no estrado. A. No entanto. Alguns alimentos devem ser evitados por diminuírem a pressão do esfíncter inferior do esôfago. Água e sucos não-cítricos não devem ser oferecidos às refeições. com inclinação da cadeira de 60º. Confecção de suspensório simplificado. Dessa forma. Fig. devem continuar a ser alimentadas sob livre demanda. café. gema de ovo. antes de se excluir. por exemplo. ficam inseguras à respeito do próprio leite. Geralmente as medidas posturais são suficientes para diminuir a sintomatologia: posição em decúbito lateral elevado a 45-60º. suspeitando que ele possa ser a causa dos vômitos da criança. cujo bojo e gargalo representam o estômago e o gargalo. alimentos gordurosos e frituras. evitando-se a posição de bruços para dormir devido à sua associação com a síndrome da morte súbita em lactentes. Aliás. devese ter o cuidado de verificar a possibilidade de substituí-la por outro alimento de valor nutritivo semelhante. abrir o tecido em duas tiras. pode reproduzir para facilitar a compreensão da necessidade de decúbito elevado para o tratamento do RGE e de como fazê-lo. Orientação sobre a necessidade de decúbito elevado de pelo menos 45º . bem acima da cabeça da criança. Deve-se evitar o uso de roupas apertadas. antes de cada mamada. 1 . colocando apoios (por exemplo. não há necessidade de investigação laboratorial e a seqüência da introdução das medidas terapêuticas pode ser a seguinte: 1. nesses casos.Sugestão de desenhos que o profissional de saúde. para que não haja prejuízo nutricional da criança. respectivamente. frutas cítricas. sejam feitas de forma detalhada (Figura 1). 2. duas a três colheres das de chá de papa de Epstein1. é fundamental a tranqüilização dos pais. por vezes. calórico e vitamínico resultante da dieta proposta. sem habilidade de desenhar. . uma e meia ou duas colheres das de chá rasas para cada 100 ml de leite. o aleitamento materno deve ser incentivado. orienta-se oferecer porções menores e mais freqüentes dos alimentos e espessamento do leite de vaca. isto é. adicionando-se cereais na concentração de 3 a 4%. como chás. respectivamente. B.desenho com a moringa deitada e em posição oblíqua (a 45º). Não existe indicação para substituição do leite materno por leite de vaca nos casos de RGE. que não apresentarem boa resposta ao tratamento postural. com a elevação da cabeceira do berço e o auxílio de suspensório adaptado às vestes. a gema de ovo. devese verificar. pois as mães.Diante da suspeita clínica de RGE fisiológico. Desenho que orienta como elevar o berço. C. para mães que não são costureiras: costurar um tecido de algodão na parte de trás de uma calça curta e. explicando-se a normalidade da situação. deve-se ter o cuidado de avaliar o valor protéico. para diminuir a distensão estomacal. bem como a manipulação das crianças após as refeições. oferecendo-se. chocolate.

calafrios e. retira-se a mistura do fogo e deixa-se esfriar. A bromoprida. 4. claritromicina e outros). Se. astenia. tem sido muito utilizada na prática. administrada na dose de 0. No entanto. deve-se evitar o seu uso em portadores de doenças cardíacas e hepáticas. sendo pouco freqüente o surgimento de efeitos colaterais (sonolência. mantidas até seis meses após o desaparecimento dos sintomas.). antifúngicos imidazólicos (cetoconazol. Preparo: cozinha-se a farinha na água açucarada. antiarritmicos e ciclosporina. quando necessário. fluconazol etc. A medicação considerada mais eficaz para o tratamento da doença do RGE é a cisaprida. em centros especializados. iniciando-se a investigação laboratorial por meio da solicitação do EED (suspender a bromoprida cinco dias antes da realização do exame) e encaminhando-se a criança para o centro de referência especializado. No retorno. solicita-se a realização de EED. recentemente. o médico deve estar ciente de que está contra-indicado o uso concomitante de cisaprida com as medicações dos seguintes grupos: macrolídeos (eritromicina. Sabe-se que níveis elevados de cisaprida. deixando a cisaprida como medicamento a ser instituído. se não houver melhora clínica significativa. os sintomas persistirem. 1 colher das de chá de açúcar. cefaléia. mesmo com o uso de bromoprida. na semana seguinte. reversíveis com a suspensão do medicamento ). pode-se instituir o tratamento medicamentoso (bromoprida). Com base nesses relatos. deve-se introduzir as medidas posturais e dietéticas e reavaliar em sete dias.5 a 1 mg/kg/dia. Assim. predispõem à arritmia cardíaca. mais raramente.Ingredientes: 3 colheres das de chá de farinha de milho ou de arroz. A papa fria tem consistência de pudim. Além disso. Se houver melhora clínica. Quando a resposta a essas medidas não for adequada. . 1 Papa de Epstein . No entanto.3. com a receita médica sendo retida na farmácia. a partir do ano 2000. considera-se a possibilidade de doença do RGE. inibidores das proteases (anti-retrovirais). espasmos musculares localizados ou generalizados. Para as crianças com quadro clínico sugestivo de doença do RGE. até essa mistura ficar com consistência aumentada. assim como a instituição concomitante de cisaprida com outras drogas que são metabolizadas na mesma via hepática. com reavaliação após uma semana. apesar de as medidas posturais e dietéticas estarem sendo feitas de modo correto. azitromicina. várias publicações têm relatado o encontro de alteração da repolarização ventricular associada ao uso de cisaprida. a venda da cisaprida no Brasil passou a ser controlada. associa-se o uso de bromoprida e encaminha-se a criança para o centro de referência especializado. dividida em quatro a seis vezes por dia uma hora antes das mamadas ou das refeições e antes de ir dormir. Tratamento medicamentoso do RGE: utilizam-se drogas que facilitam o esvaziamento esofagogástrico. o tratamento medicamentoso deve ser mantido por pelo menos oito semanas e as medidas posturais e dietéticas. orienta-se que o médico de saúde da família dê preferência ao uso da bromoprida. 120 ml de água.

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na região sudeste. Neste grupo ocorre mais da metade dos óbitos atuais por diarréia na infância e verifica- . Sandra Grisi1 Dra. Entretanto. Os esforços do Programa de Controle da Doença Diarréica. Na região Nordeste é uma das principais causas de morte entre as crianças menores de 1 ano. passou a chamar a atenção a proporção de casos de diarréia aguda que apresentavam evolução por tempo superior a 14 dias. Ana Cecilia Sucupira1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:08 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A diarréia é importante causa de morbimortalidade em crianças abaixo de 5 anos nos países em desenvolvimento. Dra. priorizando o uso da Terapia de Reidratação Oral (TRO). enquanto. com a redução da mortalidade por diarréia aguda e desidratação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Profa. responde por cerca de 6% dos óbitos nesta faixa etária. da alimentação adequada para a idade e o uso criterioso de medicamentos foram os principais responsáveis pela redução da mortalidade por diarréia aguda. sendo que há fortes variações regionais. a doença diarréica responde por quase 1/3 da mortalidade infantil. No Brasil. principalmente às custas da diminuição de óbitos por desidratação.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Diarréia Aguda Diarréia Persistente Copyright © 2001 IDS . Esta condição é chamada de diarréia persistente.se um grande comprometimento do estado nutricional.

perda aumentada gastro intestinal (vômitos e diarréia). de modo mais prolongado e desfavorável. decorre de perdas pelo trato gastrintestinal. coma e restrição hídrica). insuficiência renal crônica e da supra-renal). . perda aumentada urinária (diurese osmótica. perda aumentada cutânea e respiratória (queimaduras e exposição ao calor). podendo evoluir. imunodeprimidas ou com doença crônica. em crianças sem aleitamento materno. administração de diuréticos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Filumena Maria da Silva Gomes1 Vera Freire Gonçalves1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:56 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Desidratação é a deficiência de água e eletrólitos corpóreos por perdas superiores à ingestão devido a ingestão reduzida (anorexia. A causa mais freqüente. A incidência é maior nas populações de baixo nível sócio-econômico. na faixa pediátrica. desnutridas. A diarréia é causa importante de óbitos em crianças menores que 5 anos.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Ana Cecilia Silveira Lins Sucupira1 Paulette C. Douek1 Última Atualização: 9/5/2001 6:41:10 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Cefaléia Dor abdominal Dor em membros .

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Em nosso meio. Estes riscos potenciais justificam a ênfase dada ao diagnóstico precoce. . A apresentação varia da bacteriúria assintomática a pielonefrite aguda. as cicatrizes renais. A presença de alterações morfo-funcionais das vias urinárias em pacientes com infecção urinária aumenta o risco de seqüelas renais. O refluxo vésico-ureteral é detectado em cerca de 20 a 40% de pacientes com infecção urinária e as obstruções das vias urinárias ocorrem em 10% dos meninos e 1% das meninas com infecção urinária. que representa potencial risco de bacteremia e instalação de lesões renais irreversíveis. são o refluxo vésico-ureteral. descritas em 50% dos pacientes com infecção urinária. a válvula de uretra posterior nos meninos e a presença de distúrbios funcionais da micção. a estenose de junção uretero-pélvica. 1/3 das crianças com insuficiência renal crônica é portadora de pielonefrite crônica associada a nefropatia obstrutiva ou de refluxo.Estas alterações.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Márcia Melo Campos Pahl1 Jaqueline Christiane Lanaro1 Última Atualização: 9/5/2001 6:40:04 AM 1 Médica Assistente do Hospital Universitário da USP A infecção urinária é uma doença freqüente em crianças. a médio e longo prazo. Estas lesões aumentam o risco de hipertensão arterial e de insuficiência renal crônica.

especialmente entre os neonatos portadores de uropatias obstrutivas. pois a grande maioria das infecções ocorre por via ascendente. A Pseudomonas sp. Nesta faixa etária é obrigatória a pesquisa de infecção urinária nos casos de sepse. podendo ser manifestação isolada de infecção urinária. A febre como sintoma isolado é menos comum nesta faixa etária. As vias urinárias podem ser o foco primário de infecção. escolares e adolescentes. é um gramnegativo não-pertencente à família Enterobacteriaceae que também pode ser causador de infecção urinária. polaciúria. principalmente após manipulação das vias urinárias ou em pacientes com comprometimento dos mecanismos de defesa. associada à dor lombar ou não. No período neonatal. a sintomatologia passa a adquirir maior especificidade.coli predominando. urgência miccional e alterações na cor e odor da urina. A presença de febre constitui um dado importante. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações clínicas da infecção urinária variam com a faixa etária e localização da infecção. sugere acometimento renal... .. ganho de peso inadequado e manifestações gastrintestinais (náuseas. Klebsiella sp. A incidência de sepse é menor que no período neonatal. ainda. cerca de 1% dos meninos e 5% das meninas apresentam um episódio de infecção urinária até os 12 anos e seu pico de incidência ocorre ao redor dos 4 anos de idade. No sexo masculino. mas a sua presença. Nas crianças maiores. De maneira geral. As manifestações mais freqüentes são disúria. sendo responsáveis por 1/3 das infecções urinárias em meninas maiores de 10 anos de idade... Podem ocorrer. bactérias gram-negativas ou bacilos aeróbicos conhecidos como Enterobacteriaceae. A infecção urinária é responsável por cerca de 5% das febres inexplicáveis no lactente e tem sido aceita como um marcador clínico de envolvimento do parênquima renal. pré-escolares. Morganella sp. choro às micções e alterações na coloração da urina. Nos lactentes. Salmonella sp. As infecções por Staphylococcus saprophyticus são mais freqüentes nas faixas etárias pré-puberal e puberal. vômitos diarréia e cólicas abdominais). após os 6 meses de idade não é indicativo de infecção urinária. os achados clínicos são bastante inespecíficos e encontramse no quadro 1.. após o primeiro ano de vida. Proteus sp. irritabilidade. Enterobacter sp. Serratia sp. isoladamente. o quadro clínico é ainda inespecífico.A prevalência de infecções urinárias sintomática varia de acordo com o sexo e faixa etária. embora a E. A maior parte das infecção urinária tem como agente etiológico os germes da flora intestinal. Ganho ponderal inadequado. Dor abdominal e/ou em baixo ventre também são relatos comuns. Pertencem a esta família a Escherichia coli. Providencia sp. cresce o número de infecções por bactérias do grupo Proteus sp. Os Proteus sp favorecem a formação de cálculos de estruvita porque degradam a uréia e alcalinizam a urina. podendo compreender febre. anorexia. especialmente até os 6 meses de idade..

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de proteinúria e azotemia em graus variáveis. geralmente. após doenças infecciosas. A glomerulonefrite aguda em crianças aparece. embora outros estreptococos (como o pneumococo). Um grande número de infecções virais e bacterianas têm sido incriminadas. meningococos e até Mycoplasma já tenham sido relacionados à glomerulonefrite aguda. na maioria das vezes. Em crianças. a GNDA pós-estreptocócica (GNDAPE) é a mais comum. Esta síndrome caracteriza-se pelo aparecimento abrupto de edema.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaqueline Christiane Lanaro Márcia Melo Campos Pahl Última Atualização: 9/20/2001 11:36:04 AM Quadro clínico e Epidemiologia A glomerulonefrite difusa aguda (GNDA) é uma doença inflamatória não-supurativa que acomete difusamente os glomérulos de ambos os rins. Entre as bactérias. Admite-se que o antígeno estreptocócico se deposite na membrana basal . estafilococos. a mais freqüentemente associada tem sido o estreptococcus betahemolítico do grupo A. hipertensão arterial e hematúria. acompanhada. O processo inflamatório glomerular é imunologicamente mediado e resulta na instalação de uma síndrome nefrítica aguda. A infecção de pele ou orofaringe pelo Streptococcus beta-hemolítico do grupo A determina a produção de anticorpos.

assim. A diurese induzida por diuréticos não necessariamente determina redução nos níveis pressóricos. na proporção de 2:1. O prognóstico dos pacientes que se apresentam com a forma típica de GNDAPE é muito bom e isto é particularmente verdade nas crianças. desaparece em 2 semanas. A queda na filtração glomerular resulta na retenção renal de sódio e água. hematúria (presente em 25-50% dos casos. em geral. A mortalidadde na fase aguda é inferior a 1%. insuficiência cardíaca e encefalopatia hipertensiva. média de 21 dias. Raramente a doença se repete em um mesmo indivíduo. O quadro clínico caracteriza-se por instalação abrupta e abrange os seguintes sinais e sintomas: edema ( presente em 85% dos casos. Estudos mostram que crianças que desenvolvem GNDA a partir de piodermites são. bem como lesão de suas paredes. no início do quadro. a superfície filtrante e determinando redução da taxa de filtração glomerular.glomerular e. O processo inflamatório gerado produz oclusão dos capilares glomerulares. Vários estudos demonstram que. recebe os anticorpos circulantes com conseqüente formação de imunocomplexos e ativação do sistema do complemento. moderada). A probabilidade de um indivíduo desenvolver GNDA na presença de um estreptococo nefritogênico é de 15%. A doença é mais freqüente em crianças e adolescentes. o sistema renina-angiotensina está acentuadamente inibido. A hipertensão arterial provavelmente tem origem multifatorial. contudo. é possível identificar hematúria microscópica e proteinúria em cerca de 30% dos pacientes. após as infecções de pele. deve alertar para a possibilidade de exacerbação de doença crônica. sobretudo na faixa etária dos 3 aos 12 anos de idade. em geral. é leve e restringe-se à face). O início de uma glomerulonefrite coincidindo com uma infecção. portanto sem período de latência. mas há casos com duração superior a 4 semanas). sugerindo o envolvimento de outros fatores patogênicos. produzindo edema. . onde a recuperação se aproxima de 100% dos casos. oligúria (diurese menor que 1ml/kg de peso/hora em crianças até 10 kg ou abaixo de 600 ml/m2 de superfície corpórea/dia nas maiores é freqüente). e de 2 a 4 semanas. geralmente. A hematúria e proteinúria são decorrentes do processo inflamatório dos capilares glomerulares que permite a passagem de hemácias e proteina para a urina. Menos de 5% dos casos são vistos em crianças abaixo dos 2 anos de idade e 5 a 10%. e deve-se. hipertensão arterial (presente em 60 a 80% dos casos . As manifestações clínicas da GNDA surgem após um período de latência que varia de 1 a 3 semanas (média de 10 dias) após a infecção de orofaringe. independentemente do foco primário infeccioso. não sendo somente uma conseqüência da retenção hidro-salina e da hipervolemia subseqüente. a sepse. ocorrem em adultos com mais de 40 anos de idade. reduzindo. posteriormente. mais jovens que aquelas com faringites. O sexo masculino é mais acometido que o sexo feminino. a criança é assintomática. Durante este período.

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como os distúrbios nutricionais. Acne. Acne .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 9/5/2001 6:43:18 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Alguns problemas de saúde têm incidência específica na adolescência. retardo puberal. ginecomastia. escoliose do adolescente. podem constituir importante fonte de ansiedade para o adolescente e sua família. as cáries. Outras afecções assumem aspectos especiais. É o caso da baixa estatura. embora dispensando. As acentuadas variações de crescimento e desenvolvimento físico que ocorrem na adolescência. distúrbios menstruais. tratamento específico. a tuberculose e os acidentes. do atraso da puberdade e do crescimento linear excessivo (quee já foram discutidas no capítulo de crescimento e desenvolvimento puberal). atividade sexual precoce e aqueles de natureza psicológica estão extremamente relacionados ao próprio processo de crescimento e desenvolvimento. na maioria das vezes.

Ginecomastia Vulvo-vaginites Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

congênitas e adquiridas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:36:10 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Afecções traumáticas Afecções congênitas Devemos dividir as afecções na criança em doenças traumáticas. Vale recordar que um traumatismo na criança pode provocar lesão da placa epifisária de crescimento. e que algumas fraturas na infância podem levar a sérios problemas circulatórios. As mais comuns são as doenças traumáticas. que exige tratamento de urgência. . que devem ser prevenidos com diagnóstico precoce e conduta de urgência.

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podendo chegar a 50% nos idosos. insuficiência cardíaca e renal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Décio Mion Jr1 Ângela MG Pierin2 Última Atualização: 8/10/2001 11:23:36 AM 1 Professor Livre Docente. de 5 a 38%. Ela se associa e interage com outros fatores de risco. atingindo cerca de 15 a 20% da população adulta. microalbuminúria. de 6 a 17%. as prevalências vão de 7 a 40%. alterações tróficas dos . Disciplina de Nefrologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP 2 Professora Livre Docente. No Brasil. aumento da atividade de fatores da coagulação. obesidade central. Escola de Enfermagem da USP Epidemiologia e definição A hipertensão arterial é uma doença altamente prevalente. na região Nordeste. no Sudeste. de 1 a 27% e no Centro Oeste. resistência à insulina. A hipertensão arterial é um fator de risco para doença cerebrovascular e coronária. embora não exista um estudo nacional. como dislipidemia. intolerância à glicose. os estudos regionais realizados com diferentes critérios de definição da doença e de medida da pressão arterial. no Sul. mostram que.

Copyright © 2001 IDS .vasos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hipertrofia e alteração da função diastólica de ventrículo esquerdo.

O diabetes tipo 2 ocorre na faixa adulta. ou tipo 1. como o glucagon. Situações onde há excesso de hormônios contra-reguladores são raras. estando asssociado a mecanismos auto-imunes ainda não bem definidos. O tipo 1 tem seu início na infância ou na adolescência. O diabetes é um distúrbio metabólico caracterizado pelo aumento da glicose sangüínea por deficiência de insulina ou por resistência periférica à ação da insulina. com forte determinação por fatores ambientais. mas. polifagia. depois dos 40 anos. o diagnóstico somente é feito em situação emergencial em jovem em coma cetoacidótico. polidipsia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/21/2001 6:44:04 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O metabolismo de carboidratos é regulado pela insulina e pelos hormônios contrareguladores. O indivíduo apresenta poliúria. o cortisol e o hormônio do crescimento. muitas vezes. como infecções viróticas e processos alérgicos. ou tipo 2.seja ela global ou . emagrecimento. O diabetes é classificado em dois tipos: o insulino-dependente. e o não-insulinodependente. O diabetes gestacional não será abordado no presente texto. sendo a mais freqüente a deflagrada pelo uso de corticosteróides como medicamentos. onde se destacam a obesidade .

a hiperglicemia sem cetose induz ao coma hiperosmótico. Em idosos. No Brasil. Em suma. a inatividade física e o tabagismo. A ação da hiperglicemia no endotélio e em outros mecanismos bioquímicos provoca uma série imensa de agravos cardiovasculares em ambos os típos de diabetes. O principal é a carga elevada de doença coronária provocada pelo diabetes.localizada no abdome -. seguido das complicações arteriais cerebrais e em membros inferiores e pelo comprometimento das arteríolas em rins e retina. Copyright © 2001 IDS . por queixas vagas ou em rastreamento.8 % da população entre 30 e 69 anos. A alteração osmótica provocada pela hiperglicemia e pela produção elevada de corpos cetônicos provoca uma situação crítica do equilíbrio ácido-básico e hidroeletrolítico em crianças e jovens diabéticos com sério risco de vida.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . na maioria das vezes. sendo diagnosticada. que pode ser confundido com um evento cerebrovascular agudo. costuma ser desconhecido em quase metade dos portadores. por quase não apresentar sintomas. mostrando que a freqüência do tipo 2 é muito maior do que a do tipo 1. situação esta encontrada no nosso e em outros países.000 habitantes entre 0 a 14 anos e a do tipo 2 é de 7. A sua apresentação clínica é bastante frustra. o diabético que sobreviva a eventos cardiovasculares como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral terá um risco maior de desenvolver insuficiência renal em níveis dialíticos ou de ficar cego. a prevalência do diabetes de tipo 1 varia de 7 a 12 por 100. Importante ressaltar que o diabetes tipo 2.

br). Dr.7% no Sul. A angina do peito pode ser definida como a presença de dor no peito ocasionada por sofrimento (isquemia) do músculo cardíaco (miocárdio).gov.USP. as doenças cardiovasculares constituem-se a maior causa de óbito em todas as regiões do Brasil. variando entre 29.2% do total de óbitos por doença cardiovascular) e acidente vascular encefálico (32.1% naquela acima de 64 anos.9%).do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof. fundamentalmente angina do peito e infarto do miocárdio (52. Pode ser dividida.http://www. José Carlos Nicolau1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:06 AM Autores: 1 Livre-Docente em Cardiologia . na maioria das vezes. Os valores atingem 38.9% no Nordeste e 34. as que mais se correlacionam com mortalidade são a doença coronária. a presença de obstrução aterosclerótica em artéria coronária. .8% na faixa etária entre 50 e 64 anos. Dentre as doenças cardiovasculares. Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do Instituto do Coração (InCor) .datasus. Disciplina de Cardiologia Departamento de Cardio-pneumologia Epidemiologia e Quadro Clínico Segundo dados do Ministério da Saúde (Datasus . e 47. As diferentes formas de apresentação da doença coronária (angina do peito e infarto do miocárdio) têm em comum.

será abordada apenas a angina estável. Copyright © 2001 IDS . No presente texto. em estável e instável. na maioria das vezes ocorre independentemente de esforço físico e tem pior prognóstico do que a angina estável.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O infarto agudo do miocárdio se caracteriza pela presença de dor precordial de duração prolongada (mais de 20-30 minutos) e. As características da dor são similares na angina do peito e no infarto do miocárdio. é a que tem pior prognóstico. variando frequentemente a duração e o fenômeno desencadeante. A estável ocorre aos esforços físicos e geralmente se relaciona a uma obstrução aterosclerótica importante (maior de 70%) em uma ou mais das artérias coronárias. A angina instável tem várias formas de apresentação.de forma simplificada. dentre as diferentes formas de apresentação da doença arterial coronária.

deram lugar a avanços fantásticos nos seus aspectos diagnósticos. caracterizando doenças específicas): o isquêmico. tanto no aspecto relativo às perdas econômicas quanto ao custo social gerado pela doença cerebrovascular. Por outro lado. principalmente entre mulheres. Pessimismo e negativismo. de conduta e prevenção. atitudes comuns há menos que duas décadas. onde os coeficientes são dos mais elevados quando comparados a países do hemisfério ocidental. A doença cerebrovascular pode ser classificada em três grandes grupos (e cada um deles com inúmeras sub-divisões. a hemorragia intracerebral e a hemorragia sub-aracnóide. Há grande impacto das doenças cerebrovasculares sobre a sociedade como um todo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fábio Iuji Yamamoto1 Última Atualização: 8/28/2002 11:50:13 AM Autores: 1 Serviço de Neurologia Clínica da Divisão de Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) constituem a primeira causa de morte entre as doenças cardiovasculares no Brasil. as doenças cerebrovasculares representam uma das áreas da medicina que experimentam progressos cada vez mais rápidos. A apresentação inicial de .

a hipertensão arterial predomina no grupo mais afetado entre os 40-69 anos. Copyright © 2001 IDS .8% e a hemorragia subaracnóide por 15. de tal forma que a sua mortalidade e incidência podem ser consideradas como marcadores da prevalência da hipertensão em uma localidade. A hipertensão arterial é o fator de risco principal para o AVC. porém com intensidade menor do que ocorre com o risco de um infarto do miocárdio.7%. No Serviço de Neurologia de Emergência do Hospital das Clínicas da FMUSP. A hemorragia intracerebral pode estar associada a malformações vasculares e ao uso de drogas em indivíduos com idade inferior a 40 anos.todos estes eventos é quase sempre aguda. o diabetes e o colesterol elevado também contribuem. O AVC isquêmico associa-se ao processo aterotrombótico ou lacunar no território carotídeo e vértebro-basilar ou a embolia cardíaca.5% dos casos atendidos. motivando a procura de pronto-socorro.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . os isquêmicos são responsáveis por 63. Outros fatores. nos pacientes normotensos mais idosos. como o tabagismo. a hemorragia intracerebral por 20. a angiopatia cerebral amilóide deve ser considerada no diagnóstico diferencial.

com o seu agravamento. sendo diagnosticada em menos de 2% entre os com menos de 55 anos. As pessoas não morrem mais de doenças infecciosas. naqueles com mais de 75 anos. é observada em mais de 10% dos pacientes. . é doença limitante. mesmo nos dias de hoje. com mortalidade superior a 60% no primeiro ano. que. nas formas avançadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Antonio Carlos Pereira Barretto1 José Antonio Franchini Ramires1 Última Atualização: 9/21/2001 6:47:46 AM 1 Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença que vem se tornando mais freqüente com o passar dos anos. pois. pela sua característica clínica. reduz substancialmente a qualidade de vida dos pacientes e. Só o envelhecimento da população já é fator de aumento de sua prevalência. tem características de doença maligna. ficam mais velhas e acabam apresentando insuficiência cardíaca. A insuficiência cardíaca. de cardiopatia valvar ou isquêmica.

prejuízo da memória e insônia. Mesmo com todo o avanço tecnológico e científico dos últimos anos. dispnéia de repouso até edema agudo de pulmão. Desconforto em hipocôndrio e flanco direito (hepatomegalia e distensão da cápsula de Glisson) e sintomas gastrointestinais. são os mais freqüentes. da rapidez com que a síndrome se desenvolve e. Fadiga e astenia são sintomas também freqüentes.Ao lado deste cortejo clínico. A insuficiência cardíaca pode apresentar-se de diferentes maneiras. dependendo da câmara acometida. pela sua freqüência. ortopnéia. O mesmo se aplica aos seguros saúde e pacientes privados. teremos diferentes sinais. anasarca com derrame pleural e ascite. como pulso alternante. especificamente. O diagnóstico da IC é. variando de extremos. são encontrados sinais clínicos que variam com o grau e a cronicidade da doença. poderemos encontrar estertores finos em bases pulmonares. Nos casos com falência esquerda. equivalente a 4. Desta forma. edema de membros inferiores e. geralmente. A insuficiência cardíaca foi a principal causa de hospitalização entre as doenças cardíacas. Outras alterações. é uma das doenças que onera muito os serviços de saúde pública e privada. são também observados com certa freqüência. vômitos. . não havendo exame complementar capaz de definir de maneira única e objetiva a presença desta síndrome. náuseas. sopros sistólicos em áreas mitral e tricúspide. o estado geral de pacientes com IC de recente início pode ser relativamente bom. Alguns sintomas estão relacionados especificamente a falência do ventrículo direito determinada pelo acúmulo generalizado de fluidos. nas formas mais avançadas. como oligúria. O principal sintoma da insuficiência ventricular esquerda é a dispnéia nas suas várias formas de apresentação: aos esforços. confusão mental. Ao exame físico. tendo o governo gasto R$ 150 milhões no tratamento. noctúria. clínico. Nos casos de falência direita: estase jugular.6% das despesas com hospitalizações no ano de 1998. Alguns outros sintomas. enquanto aqueles crônicos. hepatomegalia. os gastos familiares na assistência ao doente etc. se houve tempo suficiente para que os mecanismos compensatórios sejam acionados ou para que ocorra retenção hídrica e o fluido se acumule no espaço intersticial. até disfunção ventricular esquerda assintomática ou leve. a análise de sinais e sintomas mantém-se como a principal maneira para se diagnosticar a IC. de maneira importante. A manifestação clínica depende. como insuficiência aguda da bomba com edema agudo de pulmão ou choque cardiogênico. nas fases tardias da doença. eminentemente. secundários à dilatação ventricular e hiperfonese do componente pulmonar da segunda bulha podem ser observados. apresentam-se malnutridos e até caquéticos. As despesas são ainda maiores se considerarmos os dias não trabalhados. Achados cardíacos denotando disfunção ventricular incluem ritmo de galope com terceira bulha patológica. plenitude pós-prandial. À semelhança dos sintomas. especialmente. obstipação ou diarréia e dor abdominal difusa. estes últimos especialmente nos idosos. dispnéia paroxística noturna. sendo a expressão clínica da hipertensão venocapilar pulmonar.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

quase sempre. O quadro depende da gravidade das lesões e se manifesta de três formas distintas: claudicação intermitente. O diagnóstico etiológico começa pela idade: a aterosclerose atinge os indivíduos acima de 50 anos. Ela responde por mais de 90% dos casos. As doenças arteriais inflamatórias (arterites) são menos freqüentes. Consiste na dor muscular. Claudicação intermitente: É um sintoma característico e patognomônico. mas podem causar isquemia importante. A insuficiência arterial dos membros tem quadro clínico bastante característico. que aparece após andar uma certa distância.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Pedro PuechLeão1 Última Atualização: 9/3/2001 9:27:16 AM Autores: 1 Professor Titular de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A principal causa de insuficiência arterial dos membros é a aterosclerose. enquanto as arterites ocorrem antes dessa idade. Por si . aumentando de intensidade até obrigar o paciente a parar. ser diagnosticada apenas com base na história e exame físico. dor isquêmica de repouso e necrose tecidual. podendo.

As características que permitem reconhecer a claudicação intermitente são: 1. Porém. O ato de levantar-se e dar alguns passos pode melhorar a dor. O sintoma é. o paciente nunca sente dor quando está parado. faz o diagnóstico de insuficiência arterial. constante e sempre presente nas mesmas circunstâncias. na maioria deles. o paciente pode continuar andando se diminuir o ritmo. Diferencia-se de outros quadros dolorosos pelo fato de piorar quando o paciente se deita. mas. surgirá a claudicação conforme descrito acima. Copyright © 2001 IDS . se insistir. porque a circulação aumenta pela ação da gravidade. para não confundi-lo com outras manifestações dolorosas dos membros.só. nem ao iniciar a marcha. portanto. ela oscila dentro de uma determinada faixa. ou seja. a dor cede completamente em alguns minutos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Portanto. A dor isquêmica de repouso pode ser acompanhada de formigamento e adormecimento dos dedos. ocorre principalmente à noite. A dor é em queimação. é importante caracterizar bem o sintoma. se o paciente decidir empreender uma caminhada. 4. será obrigado a parar. instalada a dor. uma vez tendo parado. 2. A dor aparece após andar alguma distância. um sintoma característico e inconfundível. para só voltar após nova caminhada na mesma distância A claudicação intermitente é. Dor isquêmica de repouso: Esta representa uma insuficiência arterial mais avançada. mesmo que o paciente fique em pé. portanto. embora a distância que o paciente consegue caminhar sem dor possa variar dependendo de fatores ambientais e do terreno. chegando a impedir o sono. O paciente sente dor de forte intensidade mesmo parado. não existe um dia em que o indivíduo pode andar longas distâncias sem dor. Estes quase sempre melhoram na posição sentada ou em pé. mais intensa na extremidade: dedos e dorso do pé. Na anamnese. 3.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Morato Castro1 Jorge Kalil1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:52 AM Serviço de Imunologia do Hospital das Clínicas e Disciplina de Alergia e Imunopatologia da Faculdade de Medicina da USP 1 Rinite alérgica Alergia a veneno de insetos Dermatite atópica Reação adversa a drogas Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Fábio F.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 6:55:16 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A rino-sinusite é doença de grande incidência entre adultos e crianças. Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas tem rino-sinusite a cada ano. É definida como uma inflamação específica da mucosa que forra as cavidades paranasais ou seios da face causada por agentes físico. Se incluirmos no diagnóstico o processo inflamatório que acomete a mucosa do nariz e seios paranasais em gripes e resfriados comuns (infecções virais). ambientais e sócio-econômicos. sendo a incidência influenciadas por fatores regionais. Estima-se 20% dos adultos terá ao menos um episódio de rino-sinusite ao longo de suas vidas. . a incidências anual por habitante chegará a duas por ano em adultos e até quatro vezes ao ano em crianças. químicos ou microbiológicos.

Proteus mirabilis e Escherichia coli. Enterobacter sp. os anaeróbios tem um papel relevante (cerca de 90%). Na rino-sinusite hospitalar as bactérias gram negativas predominam. fibrose e supuração ativa presentes ao mesmo tempo levando a alterações irreversíveis. esfenoidais e frontais).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . influenzae e o Streptococus sp. coroidites. o epitélio ciliado do forramento cavitário é destruído ou inativado. conjuntivites.. seguida pela Klebsiela pneumoniae. porém a alta incidência da afecção na população implica que as rino-sinusites tenham um papel no aparecimento de dacriocistite supurada (infecção do saco lacrimal). ceratites. abscesso epidural.Os seios paranasais são quatro estruturas pares (seios maxilares. escierites. Copyright © 2001 IDS . impedindo a drenagem normal das secreções. Vários estudos mostram a Pseudomonas aeruginosa como a mais comum. uveites e coriorretinites. Tanto na rino-sinusite aguda como na crônica.meningite. revestidos pela mucosa nasal que se invaginou pelos orifícios de comunicação. Em infecções do seio maxilar relacionadas a problemas dentários. As complicações das rino-sinusites são raras. são predominantes. (8%) e Moraxella Catharralis (4% em adultos e até 20% em crianças). irites. Os agentes infecciosos da rinosinusite aguda são o Streptococus pneumonie e o Hemophilus influenzae (responsáveis por 60 % dos casos). Staphylococcus aureus. No processo agudo. com retorno das características normais da mucosa. Nas infecções mistas (aeróbios e anaeróbios) o H. as infecções anaeróbias e estreptocócicas são as mais comuns. Na rino-sinusite crônica. trombose de seios venosos e abscesso cerebral. De maneira prática classificamos a rino-sinusite em aguda (menos de quatro semanas) e crônica sendo o diagnóstico baseado em estimativas da duração da inflamação. etmoidais. A inflamação crônica implica em uma contínua resposta inflamatória com necrose. predominando cocos anaeróbios e Bacterióides sp. Em imunodeprimidos podemos encontrar infecção fúngica. osteomielites. a resposta seria reversível através de tratamento adequado. O movimento ciliar na mucosa sinusal drena o muco sinusal para as fossas nasais. retinites.

na faixa etária de 5 a 19 anos. porém taxas estáveis foram verificadas no Estado de São Paulo. foi de 8.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rafael Stelmach1 Alberto Cukier2 Última Atualização: 9/21/2001 6:50:12 AM 1 2 Professor doutor da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Professor livre docente da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A prevalência mundial de asma brônquica em crianças e adolescentes oscila entre 5% e 22%. entre 1970 e 1992. por exemplo. A prevalência cumulativa média neste estudo foi de 13%. Observou-se aumento de mortalidade por asma em várias regiões brasileiras entre a década de 70 e a de 90. ocorreram 2. Em 1997.4%. O desconhecimento . a asma é responsável por aproximadamente 5% das consultas ambulatoriais e até 16% das consultas de emergência.672 óbitos por asma no país. Os óbitos por asma representaram cerca de 0. Esta é uma característica da doença: maior morbidade e menor letalidade. avaliada em estudo internacional que contou com dados de cinco capitais brasileiras. Em serviços de pediatria.8% do total de óbitos na população. O incremento médio anual no Rio Grande do Sul.

Estes conceitos. deram clareza aos processos fisiopatológicos da asma. Estas permanecem neste estado de hiperreatividade por vários dias. sibilância e dispnéia. Como conseqüência. hipersecreção mucosa e edema das vias aéreas. aproximadamente 6 horas após o estímulo inicial. Este ciclo inflamatório leva à destruição do epitélio de revestimento das vias aéreas e à exposição de terminações nervosas. Em alguns pacientes. perpetua-se a hiperreatividade. Há uma imediata ativação de células inflamatórias e liberação de mediadores. Caso novos estímulos desta ou de outra natureza ocorram. com conseqüente aumento do tônus das vias aéreas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .sobre o caráter inflamatório da doença. que evolui com crises quando um indivíduo sensível é submetido a um estímulo nas vias aéreas. bem como a ausência de um programa de educação e tratamento padronizados podem justificar parte destes números. É uma doença incurável. e não mais simplesmente ao do broncoespasmo. que se correlaciona com a gravidade da asma. há contração da musculatura lisa dos brônquios. Em decorrência. ocorre a chamada reação dual em que. com implicações diretas no tratamento. facilitando o acesso dos mediadores aos receptores irritativos. que passou a ser direcionado ao controle da inflamação. desenvolvidos na última década. o fluxo aéreo se reduz. Asma brônquica é uma doença crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios recorrentes de tosse seca. Copyright © 2001 IDS . desencadeando a sintomatologia. ocorre uma segunda redução do fluxo aéreo. primordialmente vinculados a um processo inflamatório persistente. Esta compreensão da patogenia produziu substancial mudança na classificação da gravidade da asma.

a DPOC acarreta impacto econômico considerável.Departamento de Cardio-Pneumologia Quadro clínico e Epidemiologia A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma entidade clínica caracterizada pela obstrução ou limitação crônica ao fluxo expiratório. tanto pelo absenteísmo e aposentadorias precoces. de progressão lenta e irreversível. a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Devido a seu caráter progressivo e incapacitante. a expectoração e a dispnéia. como pelo custo do tratamento.Departamento de Cardio-Pneumologia Professor Doutor da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . sendo os pacientes acometidos geralmente pelos dois componentes simultaneamente. com história de tosse e expectoração . Este conceito engloba duas entidades.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Cukier1 Rafael Stelmach2 Última Atualização: 9/21/2001 6:54:32 AM 1 2 Professor Livre Docente da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . responsável por mais de 90% dos casos da doença. O tabagismo é a causa predominante. em grau variável. O paciente portador de DPOC habitualmente é um fumante ou ex-fumante. Os sintomas predominantes são a tosse.

hepatomegalia e edema de membros inferiores podem ser observados. os doentes costumam se apresentar com edema dos membros inferiores e cianose. O exame físico pode ser normal. estase jugular. Crepitações podem ser audíveis particularmente nos pacientes bronquíticos. ascite. que. Durante as exacerbações é freqüente a sibilância.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . se torna amarelada. com sinais de insuficiência cardíaca direita. Estes sintomas precedem ou são concomitantes ao aparecimento de dispnéia em cerca de 75% dos casos. por outro lado. freqüentemente. cianóticos. quando aumenta o grau da dispnéia. utilizando os músculos acessórios da respiração. os pacientes tendem a evoluir com exacerbações agudas. Nestes casos. são menos dispnéicos. com tórax em barril. ao lado das manifestações clínicas crônicas. A dispnéia é o sintoma principal. Naqueles pacientes com hipóxia crônica. o desenvolvimento de cor pulmonale não é incomum.de longa data. a tosse e o volume da expectoração. pois gera incapacidade e tende a ser progressiva. timpanismo. taquipnéicos. Aqueles em que predomina a bronquite crônica. A ausculta pulmonar tenderá a revelar diminuição do murmúrio vesicular quando a obstrução for muito acentuada ou na presença de enfisema. Os pacientes com enfisema mais pronunciado tendem a ser magros. sopro tricúspide. têm tendência à obesidade. Caracteristicamente. hiperfonese de segunda bulha. Nos casos em que se desenvolve cor pulmonale. Copyright © 2001 IDS .

em pessoas com idade acima de 40 anos e principalmente na faixa etária de 60 anos. Nos Estados Unidos. o câncer de pulmão é a causa mais freqüente de morte relacionada ao câncer e a segunda maior incidência de câncer em ambos os sexos.000 casos novos no ano de 2000. ainda.500 mulheres). no Brasil. O câncer de pulmão é mais freqüente. .000 mortes no ano de 1997 (9. tendo sido responsável por cerca de 13.500 homens e 3. A doença é mais freqüente no sexo masculino. foram registrados 164. tendo a incidência no sexo feminino aumentado em 22% na última década. com estimativa de 20.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fabio B. Jatene1 Wanderley M. No mundo.000 casos novos por ano. Bernardo2 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:16 AM 1 2 Diretor da Clínica de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Médico Assistente de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O câncer de pulmão. é a segunda maior ocorrência de câncer no sexo masculino e a sexta no sexo feminino.

Além disso. também são medidas preventivas. Na prevenção do câncer de pulmão. a medida mais importante a ser tomada é não fumar. como a exposição ao gás radônio (gás radioativo que pode se acumular no solo. não-expostos. Estes tipos histológicos são freqüentemente classificados em conjunto porque.O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer pulmonar. nos Estados Unidos. respectivamente. a exposição a substâncias químicas. urânio. bem como aos demais fatores sabidamente relacionados com o câncer de pulmão (radônio. têm o potencial de cura com a ressecção cirúrgica. Quanto maior o tempo e a quantidade de cigarros fumados. cromo e níquel. adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. Copyright © 2001 IDS . incluindo epidermóide ou carcinoma escamoso. com sobrevida média após o diagnóstico de 2 a 4 meses. Não fumantes expostos a fumantes têm também maior risco de desenvolver câncer de pulmão.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Câncer de pulmão de pequenas células (20%): estes tumores são de origem neuroendócrina e são muito agressivos. Comparado com outros tipos celulares de câncer de pulmão. é considerada a segunda maior causa de câncer de pulmão. no homem e na mulher. 22 vezes e 12 vezes maior que o risco dos não-fumantes. Acredita-se que mais de 80% dos casos sejam resultantes do tabagismo. que. Há outros fatores relacionados com o desenvolvimento do câncer pulmonar. quando localizados. asbesto etc. Câncer de pulmão não-pequenas células (80%): é representado por um conjunto heterogêneo de três tipos histológicos distintos de câncer de pulmão. nas fundações de construções). o carcinoma de pequenas células tem a maior tendência de ampla disseminação.). têm sido associada de maneira menos freqüente ao câncer de pulmão. Assim. O câncer de pulmão pode ser dividido em dois grupos principais: não-pequenas células e de pequenas células. o risco é. como o asbesto. com índices 30% acima dos verificados em não-fumantes. Evitar a exposição a pessoas que estejam fumando. mas é o mais responsivo à radio e à quimioterapia. maior o risco.

Disciplina de Endocrinologia. Disciplina de Endocrinologia. A prevalência exata da tireotoxicose na população geral é desconhecida e depende tanto da distribuição geográfica como da acurácia diagnóstica. Departamento de Clínica Médica da FMUSP Professor Titular. A tireotoxicose pode originar-se de várias causas: Causas Doença de Graves Mecanismo Estimulação tireóidea anormal por anticorpos anti-receptor do TSH . significativamente. Departamento de Clínica Médica da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia HIPERTIREOIDISMO Hipertireoidismo é uma condição clínica caracterizada pelo aumento da secreção de hormônios tireóideos (denominado tireotoxicose) devido à hiperfunção glandular. Esta última tem melhorado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Meyer Knobel1 Éder Carlos Rocha Quintão2 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:56 AM 1 2 Professor Livre-Docente. nos últimos anos.

Em alguns pacientes. pacientes com bócio preexistente não-endêmico Interação do hCG aos receptores de TSH Superprodução de TSH Tireotoxicose induzida por iodeto Tumores trofoblásticos (mola hidatidiforme. provocando sintomas e sinais evidentes de comprometimento sistêmico. HIPOTIREOIDISMO O hipotireoidismo define síndrome clínica e bioquímica. Tem etiologia autoimune. pode ocasionar espectro variável de sintomas. mas a incidência aumenta com a idade em ambos os sexos. amiodarona. o quadro clínico é inequívoco. É mais comum em mulheres que homens. doença de Graves. entretanto.Nódulo hiperfuncionante Bócio multinodular tóxico "Hashitoxicose" Adenoma folicular autônomo. exibem concentrações circulantes elevadas de hormônio estimulador da tireóide (TSH). antisépticos tópicos [Povidine]) em portadores de nódulos autônomos. hCG = gonadotrofina coriônica A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo franco. está justificada a triagem laboratorial de rotina na população em geral. caracterizada pela presença de anticorpos estimuladores dirigidos contra o receptor da tireotrofina (TSH). ativação constitutiva de receptores de TSH Múltiplos nódulos autônomos funcionantes Doença tireóidea auto-imune decorrente da superposição das doenças de Graves e Hashimoto Sobrecarga de iodo (constrastes radiológicos. que refletem uma exacerbação dos seus efeitos metabólicos. Como o desenvolvimento dos sintomas e sinais de hipotireoidismo é tipicamente insidioso e a prevalência da forma subclínica é estimada em 40%. A avaliação clínica e laboratorial permite distinguir entre portadores da forma subclínica (assintomático e apresentando níveis séricos normais de hormônios tireóideos) e branda. Todos. O excesso de hormônios tireóideos livres circulantes provoca manifestações clínicas. As causas mais comuns de hipotireoidismo. pacientes de áreas endêmicas de bócio. em ordem decrescente de freqüência são: (1) doença de Hashimoto. Em outros pacientes. as evidências clínicas são inespecíficas. o distúrbio é franco. com pico entre 40 e 60 anos. Em outros. Exibe espectro clínico variável. (2) terapia do hipertireoidismo . coriocarcinoma) Adenoma hipofisário produtor de TSH TSH = hormônio estimulador da tireóide. Conseqüentemente. sem a ajuda de recursos laboratoriais. resultante da diminuição da produção e da redução dos níveis circulantes dos hormônios tireóideos e reversível com a reposição hormonal deficiente. dificultando o diagnóstico do hipertireoidismo.

amiodarona. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (6) hipotireoidismo central (hipofisário ou hipotalâmico). (7) tireoidite subaguda. interferon alfa). (5) uso de drogas (lítio.com 131I. (3) tireoidectomia subtotal para hipertireoidismo ou tumor. (3) terapia prévia de hipertireoidismo com drogas antitireóideas. (4) pós-parto (transitório em 60-70% dos casos). (8) deficiência de iodo e (8) resistência generalizada ao hormônio tireóideo. iodeto.

Determinar os níveis normais de hemoglobina não é fácil. porque cada indivíduo tem a concentração de hemoglobina adequada à sua massa muscular ou tecido metabolicamente ativo. o mais frequente sinal encontrado na prática clínica. são necessários parâmetros para estudar populações e servir de referência na prática clínica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Sandra Gualandro1 Última Atualização: 8/10/2001 11:30:06 AM Autores: 1 Disciplina de Hematologia e Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Anemia. é definida como uma redução nos níveis de hemoglobina do sangue. Por isso. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu estes parâmetros. Níveis de hemoglobina indicativos de anemia ao nível do mar * Grupos por faixa etária/sexo 6 meses a 5 anos Hemoglobina (g/dl) <11 . baseando-se em estudos de âmbito mundial (tabela 1). Tabela 1.

existem outros tipos de anemia em que o ferro está em níveis normais ou até em excesso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . portanto. associadas à capacidade compensatória dos sistemas pulmonar e cardiovascular. podendo decorrer de múltiplas causas. mesmo com níveis muito baixos de hemoglobina. Os sintomas de anemia relacionam-se à redução na capacidade de transportar oxigênio do sangue e à alteração do volume sanguíneo total. o diagnóstico correto para a instituição da terapêutica adequada. 405. É fundamental. acometendo cerca de 0. Copyright © 2001 IDS . Embora a anemia ferropênica seja a doença de maior prevalência no mundo. como nas hemorragias agudas ou crises hemolíticas. nas anemias ferropênicas.5 bilhão de pessoas e predominando nos países em desenvolvimento. Quanto mais abrupta a queda no volume sanguíneo e/ou nos níveis de hemoglobina. mais intensos os sintomas. 1968 <12 <13 <12 <11 Anemia é sempre sinal secundário de alguma doença. geralmente. o paciente permanece assintomático ou oligossintomático. Nas anemias de instalação lenta. A velocidade de desenvolvimento das alterações é crucial para a determinação da intensidade dos sintomas. A doença de base ou doenças associadas também interferem na intensidade das manifestações clínicas e na adaptação do paciente à anemia. como acontece.6 a 14 anos Homens adultos Mulheres adultas Mulheres grávidas *WHO technical support series no.

.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. quando houver qualquer lesão na parede vascular. Para tal. quando dentro dos vasos. deverá ocorrer a lise do trombo. às plaquetas e aos mecanismos de coagulação/ fibrinólise. o organismo utiliza mecanismos ligados aos vasos (endotélio). o sangue deve manter-se no estado líquido. Para que todas essas atividades sejam realizadas adequadamente. Elbio Antonio D'Amico1 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:58 AM 1 Médico Assistente de Hematologia do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A conservação do volume sangüíneo circulante normal dentro do compartimento intravascular é fundamental para manutenção da função tecidual fisiológica. Ao conjunto desses mecanismos é dado o nome de hemostasia. permitindo que o vaso possa voltar a desempenhar adequadamente as suas funções preestabelecidas. depois da cicatrização tecidual. de modo a permitir que ocorra a reparação do tecido lesado. localmente. Como o tampão hemostático formado irá alterar as propriedades reológicas do vaso acometido. solidificando-se.

O questionamento sobre procedimentos cirúrgicos. A história clínica de manifestações hemorrágicas algumas vezes é difícil de ser obtida. deve-se observar se. As características da manifestação hemorrágica podem orientar quanto ao diagnóstico do tipo de anormalidade hemostática. para outras pessoas. gastrointestinal e gênito-urinária. Nas pessoas normais. ou vasculares. é oportuno localizar no tempo as manifestações hemorrágicas e os procedimentos cirúrgicos realizados. ao se questionar sobre manifestações hemorrágicas cutâneas pós-traumáticas. Quanto às exodontias. As hemorragias profundas do tecido subcutâneo. Quando sempre unilaterais. doença de von Willebrand e teleangiectasia hemorrágica hereditária. Por exemplo. músculos. é sempre importante comparar as respostas hemostáticas dos pacientes com as de seus familiares próximos ou conhecidos. quando confrontadas com outras mulheres normais. Considerações semelhantes podem ser feitas quanto à adenoamidalectomia. Ainda neste contexto. apresentam a mesma alteração hemostática. aos quais o paciente tenha sido submetido. a realização ou não de suturas e a necessidade ou não de retorno ao odontólogo para o controle do sangramento. onde as hemartroses (sangramentos intra-articulares) espontâneas são manifestações características. Enquanto alguns pacientes interpretam seus sangramentos como normais. no intuito de poder classificar o distúrbio hemorrágico como congênito ou adquirido. que são hemorragias puntiformes originadas de alças capilares dérmicas. Epistaxe pode ocorrer em várias condições hemorrágicas. sendo as últimas as mais comuns na prática médica. é de grande importância. deve-se pensar . porque comparam com familiares próximos (mãe e irmãs) que. que podem ser congênitas ou adquiridas. As equimoses são observadas em qualquer tipo de diátese hemorrágica. a epistaxe tende a ocorrer nos meses mais secos. Como muitas pessoas normais podem apresentar maior sangramento após a extração de um molar. Serão abordados somente os distúrbios hemorrágicos. eventos traumáticos da mesma intensidade levam ou não a sangramentos de intensidade comparável ou não. mas é particularmente mais comum nas plaquetopenias. Estes podem ocorrer devido a alterações vasculares. podem. são quase sempre observadas nas alterações plaquetárias. Assim sendo. Nas alterações plaquetárias podem ainda ocorrer sangramentos superficiais originados das mucosas nasal. regiões retroperitoneais e órgãos intra-abdominais são observadas. eventualmente.Os distúrbios ou anormalidades hemostáticas podem manifestar-se clinicamente através de duas sintomatologias opostas: as manifestações hemorrágicas e as manifestações vasooclusivas ou trombóticas. Como esses procedimentos associam-se a um tecido ósseo não-compressível. a sua ausência atesta um bom estado do sistema hemostático. particularmente nas hemofilias. mais comumente. são mais valorizáveis as hemorragias que ocorrem após a extração de um pequeno incisivo do que após a extração de um grande molar. nas coagulopatias congênitas. particularmente crianças. observar a presença de menometrorragia. Muitas mulheres podem referir períodos menstruais com duração e intensidade de fluxo normais. Porém. outros podem supervalorizá-los. a presença de hemorragia após esse procedimento não é muito valorizável como parâmetro de normalidade. podendo também levar a conclusões erradas. Porém. então. As petéquias. deve-se questionar sobre o número e qual o dente extraído. plaquetárias ou dos mecanismos de coagulação/fibrinólise. uma vez que estas situações avaliam o sistema hemostático melhor do que qualquer teste laboratorial.

disproteinemias e escorbuto. particularmente nos pacientes sob terapia anticoagulante. pode ocorrer nas alterações plaquetárias. as hemorragias iniciam posteriormente (idade adulta). Hemorragia gastrointestinal pode ocorrer em qualquer diátese hemorrágica. Copyright © 2001 IDS . doença de von Willebrand e uso de anticoagulantes orais. hemofilias. afibrinogenemia e deficiência do fator VII. Embora existam exceções. enquanto que. nas condições adquiridas. nas doenças congênitas. uremia. Hematúria pode ocorrer nos distúrbios plaquetários. o estudo familiar pode ser útil e característico. Nas crianças. A primeira condição costuma-se associar à deficiência do fator XIII. além de resultar de doença local. questões importantes referem-se a sangramentos associados à queda do coto umbilical e com a erupção dos dentes. Como muitas das doenças congênitas são hereditárias. as manifestações começam na infância.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O questionamento sobre a época de início do aparecimento dos primeiros sangramentos é útil para se diferenciar as tendências hemorrágicas congênitas das adquiridas. alterações plaquetárias (incluindo a trombocitemia essencial). teleangiectasia hemorrágica hereditária.em lesão local. Sangramento gengival. doença de von Willebrand e uremia.

embora complexa. causando destruição da cartilagem e osso com conseqüente incapacidade física. com a maior incidência em torno dos 45 anos. com prevalência entre 0.5 a 1% na população adulta. sistêmica. implica na presença de mecanismos inflamatórios e imunológicos que perpetuam esta inflamação. A inflamação. O início da doença ocorre. entre 20 e 60 anos de idade. com etiologia desconhecida. . manifesta-se clinicamente como artrite e laboratorialmente pelo aumento das chamadas provas de atividade inflamatória inespecíficas. resume seus principais elementos: inflamação crônica característica básica da artrite reumatóide. É caracterizada pelo comprometimento de pequenas e grandes articulações (artrite) de forma progressiva e aditiva. Esta definição.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Yeda Magalhães Laurindo1 Última Atualização: 8/16/2001 9:15:26 AM Autores: 1 Professora assistente doutora do serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A artrite reumatóide é uma doença universal. habitualmente. Trata-se de uma doença inflamatória crônica. auto-imune. persistente. O caráter crônico. inicialmente da membrana sinovial. causando deformidade e gradativa perda funcional.

Está diretamente associada à morbidade da doença e deve ser evitada. deter a destruição articular e a incapacidade funcional é o objetivo do tratamento. atrofia da musculatura interóssea. botoneira e martelo. permanecer assintomático por longos períodos equivale a uma "verdadeira cura". mal-estar. estima-se que mais de 50% dos indivíduos afetados apresentem dificuldades no desempenho das atividades profissionais após dez anos de doença. muitas destas deformidades são tardias. reflete o caráter auto-imune da doença. em cerca de 60-80% dos pacientes. geralmente melhora na gravidez e piora durante a amamentação). para o paciente. Importante destacar que é uma doença complexa. A manifestação clínica característica da doença é a artrite persistente. não consideramos ou não falamos em cura. linfoadenopatia. Tradicionalmente. Copyright © 2001 IDS . Entretanto. com participação do sistema imunológico.Embora as manifestações clínicas características envolvam as articulações. edema das metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais. com predisposição genética e influência de fatores ambientais. outros órgãos e sistemas podem ser acometidos. Os pacientes podem apresentar febre. dedos em pescoço de cisne. metacarpofalangeanas. pois isto implicaria na eliminação de um agente causal que desconhecemos. Minimizar. Posteriormente. hormonal (predomina em mulheres na proporção de 3:1. acometendo pequenas e grandes articulações periféricas de forma simétrica e aditiva. Entretanto. assume caráter permanente como consequencia da destruição cartilaginosa e óssea. resultado de lesões irreversíveis da cartilagem e osso e devem ser evitadas com diagnóstico e tratamento precoces. multifatorial. interfalangeanas proximais) e pés (metatarsofalangeanas) é particularmente importante para o diagnóstico e definição da doença. A perda funcional durante a fase aguda da doença é causada pela dor e edema das articulações. acometimento pulmonar e hematológico. O envolvimento das pequenas articulações das mãos (punhos. Mencionamos "controle" ou "remissão" de doença. Atualmente. nódulos e vasculites. perda de peso. A detecção do chamado fator reumatóide (auto-anticorpo que reconhece como antígeno a porção constante de outro anticorpo). Este é um conceito fundamental: como não conhecemos o agente etiológico. nos referimos à chamada "mão reumatóide": alargamento dos punhos. desvio ulnar dos dedos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

que ocorre na artrite da doença reumatóide. . Tem característica mecânica. caso se estenda por mais de meia hora. de início fugaz e episódica. isto é. a qual tende a ser mais constante e prolongada. geralmente de poucos minutos. da dor com características inflamatórias. O sintoma dominante da osteoartrose é a dor articular. aparece com o início do movimento (dor protocinética) e melhora com o repouso. na maioria das vezes. porém pode afetar indivíduos mais jovens. A osteoartrose foi a causa do impedimento laborativo em 7.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Fuller1 Última Atualização: 8/10/2001 11:26:48 AM Autores: Responsável pelo Grupo de Osteoartrose do Serviço de Reumatologiado do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Epidemiologia e Quadro Clínico A osteoartrose ou artrose é doença de alta prevalência. o que permite diferenciá-la. No Brasil. e contínua e difusa com a progressão da artrose. faz-se necessário o diagnóstico diferencial com artrite reumatóide. atingindo 10% da população acima dos 60 anos.8% dos casos. Pode ocorrer rigidez matinal fugaz.6% das faltas ao trabalho (ocupando o terceiro lugar das causas de incapacidade. após as doenças mentais e as cardiovasculares). as doenças osteoarticulares foram responsáveis por 10.

Os sintomas são dor local e sintomas neurológicos (tanto sensitivos como parestesias como motores) decorrentes de compressão radicular pelos osteófitos. são brandos. Pode acometer as articulações interapofisárias e as intervertebrais. falta de alinhamento e instabilidade articulares podem ocorrer. Os sinais inflamatórios. a articulação comprometida mostra-se dolorosa à palpação e mobilização. varismo e valgismo e lesões meniscais e traumas. apresenta-se ainda como muito frequente a artrose da primeira carpo-metacarpiana. quadris e coluna). Copyright © 2001 IDS . As articulações mais acometidas são as das mãos e as de carga (joelhos. as interfalangeanas proximais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Deformidade. detectado pela palpação da articulação durante o movimento de flexo-extensão. Em alguns casos. A amplitude do movimento articular pode ficar reduzida. sendo característica. predominando no sexo feminino. Nas mãos. há presença de derrame articular. Essa forma é considerada geneticamente determinada. Na coluna. se presentes.No exame físico. A musculatura correspondente à articulação pode estar hipotrofiada. A escoliose e a hiperlordose lombar favorecem a osteoartrose da coluna. que decorre da sobrecarga no movimento de pinça entre o polegar e os demais dedos. nessa articulação. a região cervical e lombar são as mais atingidas. a presença de crepitação ao movimento. A artrose de joelhos é freqüentemente secundária à obesidade. as articulações mais afetadas são as interfalangeanas distais. Nas mãos. com a formação de nódulos de Heberden e Bouchard respectivamente.

porque. ainda. No Brasil. o que contribui para a não-contaminação. sais biliares e Helicobacter pylori) e defensivos. . pepsina. A tendência. fluxo sanguineo. porém. tiveram ou terão úlcera. mas calcula-se que 10% da população têm.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaime Natan Eisig1 Antônio Atílio Laudanna2 Última Atualização: 9/21/2001 7:21:52 AM 1 Médico Assistente da Disciplina de Gastroenterologia Clinica do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A úlcera péptica decorre de um desequilíbrio entre os fatores agressivos (HCl. não há números oficiais. as úlceras estão sob controle e há. responsáveis em manter a integridade da mucosa (barreira mucosa. Vários fatores influenciam o equilibrio entre a agressão e defesa da mucosa. com os tratamentos de erradicação do Helicobacter pylori. regeneração epitelial). a melhora das condições de vida dos indivíduos. Na ausência de antiinflamátorios nãoesteróides e de gastrinoma. a quase totalidade das úlceras gástricas e duodenais têm relação com a presença do Helicobacter pylori. é que a prevalência da doença esteja caindo.

como hemorragia. A pirose ou azia é comum nos pacientes com úlcera duodenal. refrigerantes. como eructação. pode ser detectada a infecção pelo Helicobacter pylori. antiinflamatórios não-esteróides e esteróides em doses elevadas têm associação com úlcera péptica. são muito discretos. Após a descoberta do Helicobacter pylori. O baixo nível sócio-econômico. a infecção pelo Helicobacter pylori é quase universal. O exame físico nada acrescenta. A dor sem mantém por semanas. Nos países desenvolvidos. náuseas.5 a 3 vezes). entre os fatores ambientais . queimadura ou desconforto na boca do estômago". O que se acredita é que indivíduos que se alimentam mal e vivem sob tensão são mais susceptíveis a apresentar distúrbios digestivos. entre 50 a 70 anos. ao passo que. circunscrita e descrita como "dor de fome. têm sido aventados como possíveis participantes na etiopatogenia da úlcera péptica. entre eles o Brasil. Os sintomas referidos pelos pacientes não permitem diferenciar a úlcera duodenal e úlcera gástrica e. leite. Da mesma forma. as precárias condições de vida e deficientes cuidados sanitários e de higiene representam significantes fatores de risco para a aquisição desta infecção. as úlceras são mais frequentes no sexo masculino (1.As úlceras da primeira porção do duodeno são cinco vezes mais frequentes que as do estômago. vômitos não são próprios da úlcera péptica mas podem estar associados. Em mais da metade da população mundial. atípicos ou mesmo ausentes. De um modo geral. mostraram que 50% das crianças e 90% da população adulta tinham a infecção. Outra característica da dor da úlcera péptica é a periodicidade: períodos de acalmia (desaparecimento da dor por meses ou mesmo anos) intercalados por outros de atividade. A ritmicidade é relação íntima da dor com a alimentação: a melhora da dor com a ingestão de alimentos é relativamente frequente nos portadores de úlcera duodenal (chamado de dor em 3 tempos: dói-come-passa). a ingestão de alimentos às vezes piora ou desencadeia o sintoma (dor em quatro tempos: dói-come-passa-dói). álcool. algumas vezes. embora também não haja base científica para tal afirmação. representados por café. provavelmente. Fatores dietéticos. O fato de o paciente ser despertado pela dor em meio à noite ("clocking") é sugestivo da presença da úlcera. a infecção é menor. mas não existe comprovação científica de que algum desses fatores leve à incidência maior de úlcera do que aquela esperada na população em geral. a não ser nos casos de complicações. a úlcera duodenal ocorre entre 30 a 55 anos e a úlcera gástrica. apenas o fumo. Pesquisas efetuadas em 24 países em desenvolvimento. estenose ou . Outros sintomas dispépticos. a dor é habitualmente pouco intensa. sialorréia. O homem é o único hospedeiro conhecido por essa bactéria. mas não ao aparecimento de úlcera péptica. O modo de transmissão é. localizada no epigástrio. Nos países em desenvolvimento. em queimação. flatulência. condimentos. de forma rítmica. em portadores de úlcera gástrica. Quando presente. aspirina. Em relação à idade. sendo adquirida nos primeiros meses de vida. em virtude da associação da úlcera duodenal com refluxo gastroesofágico. Além da infecção pela bactéria. particularmente duodenal. de pessoa para pessoa pela via oro-oral ou fecal-oral. mudou radicalmente o conceito de que a úlcera péptica fosse considerada especificamente uma doença cloridro-péptica: o consenso atual não deixa qualquer dúvida quanto à importância da bactéria na gênese da gastrite e da úlcera péptica. é universalmente aceito que exista participação de um fator psicossomático na dinâmica da doença ulcerosa.

perfuração. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

causando obstrução ou atingindo o colédoco. em geral. consequentemente. Se os cálculos forem suficientemente pequenos. são. ou inflamações da vesícula biliar. (2) a dor pode se irradiar para o hipocôndrio esquerdo e região dorsal . podem migrar em direção ao duodeno e causar obstrução da papila duodenal e. associadas à presença de cálculos no seu interior. provocando pancreatite de diferentes níveis de gravidade. Os sintomas das colecistites relacionam-se à obstrução de ducto cístico e constam basicamente de (1) cólica localizada no epigástrico e irradiada para o hipocôndrio direito (75% dos casos). com aparecimento de icterícia acompanhada ou não de febre (colangite). Os sintomas surgem quando os cálculos migram na direção do ducto cístico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcel Cerqueira Cesar Machado1 Última Atualização: 8/10/2001 11:27:48 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As colecistites. sendo causa freqüente de consultas médicas e gastos excessivos com exames diagnósticos. do ducto pancreático principal (ducto de Wirsung). A presença de cálculos na vesícula biliar pode ser assintomática.

não por dias. esta freqüência aumenta com a idade: em pacientes acima de 65 anos de idade a freqüência de câncer incidental ultrapassa 5%. Não se deve instituir tratamento cirúrgico de urgência à noite. ou então ser enviado a centros médicos melhor equipados. podendo o doente apresentar febre. (4) náuseas e vômitos podem estar presentes. com peritonite. sem as condições adequadas. Na ausência de peritonite o doente pode ser operado no dia seguinte. (3) dor irradiada para a região pré-cordial simulando angina ou infarto. É complicação mais freqüente em outros países. podendo o doente ser enviado a centro de maiores recursos ou ser a operação postergada por algumas horas. a não ser na situação anteriormente citada. porém. A colecistite aguda é doença de tratamento cirúrgico de urgência. No nosso meio. porém não de emergência. A dor em cólica melhora com antiespasmódico. Chile e Japão.com ou sem icterícia. Após a crise aguda. como a Bolívia. equivale a colecistite aguda. A complicação mais discutida da colecistite calculosa é o câncer da vesícula biliar. A cirurgia de emergência está indicada na presença de perfuração da vesícula biliar. Nesta situação.7% dos doentes submetidos a colecistectomia. dada a possibilidade de complicações graves conseqüentes às intervenções cirúrgicas nestas circunstâncias. sua freqüência atinge a 1. porém. com cobertura antibiótica. A não-melhora da dor e a sua persistência no hipocôndrio direito associada ou não a plastrão palpável a este nível. a vesícula biliar pode ser palpável. geralmente. Estes dados surgerem migração de cálculos para o colédoco com suspeita de pancreatite aguda.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com descompressão brusca e dolorosa e piora da dor com tosse ou respiração profunda. na dependência do tipo físico do doente. o que constitui situação rara. freqüentemente permanece dolorimento no hipocôndrio direito. Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Raul Cutait1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:02 AM Autores: 1 Professor associado do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os divertículos do intestino grosso correspondem a herniações de mucosa que podem ocorrer em todo o cólon. Quando presentes. Esta condição afeta preferencialmente adultos jovens e se associa a infecções (diverticulite). O sigmóide é o segmento mais afetado. a moléstia diverticular é classificada nas seguintes formas: a) hipotônica . Esta forma é mais comum após a quinta década de vida e tem como complicação o sangramento. podendo o descendente também estar comprometido.alguns pacientes . caracterizam a chamada doença diverticular. b) hipertônica . De acordo com as características dos divertículos. Diverticulite de cólon direito é encontrada apenas em japoneses e chineses.os divertículos são de cólon estreito e a parede intestinal comprometida tende a ser espessada.os divertículos são de base larga e habitualmente distribuídos ao longo do cólon. sendo raramente encontrados no reto. c) mista . Estima-se que 30% da população com mais de 45 anos de idade apresente doença diverticular e que 10 a 25% deles possam vir a desenvolver diverticulite.

essas duas condições dificilmente são diferenciáveis. A diverticulite aguda é dita complicada quando ocorre alguma das outras alterações acima mencionadas. A diverticulite aguda é dita não complicada quando o comprometimento limita-se à parede intestinal ou.podem apresentar ambas as formas acima descritas. 2) perfuração com peritonite localizada. Copyright © 2001 IDS . A diverticulite aguda pode se manifestar de maneiras distintas: 1) inflamação ou abscesso da parede intestinal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 3) perfuração com peritonite disseminada. 5) obstrução. Do ponto de vista clínico. quando existe um abscesso pericólico bastante reduzido. 4) perfuração com fístula (externa ou interna). então.

Trata-se de uma alteração da motilidade do tubo digestivo e caracteriza-se clinicamente por anormalidades do hábito intestinal (constipação e/ou diarréia) e dor abdominal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 12/4/2001 11:44:18 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Cerca de 50% dos pacientes que procuram atendimento gastroenterológico sofrem de problemas funcionais. Embora a terminologia "intestino irritável" sugira alterações limitadas aos intestinos. Recentemente. Entre as doenças funcionais. conhecido como "Critérios de Roma II". na ausência de doença orgânica demonstrável. estabeleceu-se um consenso para o diagnóstico da SII. nos últimos 12 meses. a síndrome do intestino irritável (SII) é a mais freqüente. não apresentam lesão orgânica no aparelho digestivo demonstrável pelos métodos propedêuticos atuais. São eles:presença em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). todo o trato digestivo pode ser afetado do ponto de vista motor. numa reunião internacional em Roma. ou seja. (2) início associado com alteração na freqüência das evacuações (mais de 3 vezes/dia ou menos de 3 vezes/ . de desconforto ou dor abdominal com duas de três características: (1) alívio com a defecação.

dificilmente. com ou sem irradiação para as costas e tórax e é. por acharem que são portadores de câncer.é mais comum localizar-se no abdômen inferior. Algumas características de pacientes com a síndrome do intestino irritável são conhecidas como aspectos psicológicos . é freqüente a queixa de uma sensação de evacuação incompleta. as fezes são duras e fragmentadas (fezes em "cíbalos" ou "caprinas") e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas). principalmente. são "poliqueixosos" e hipocondríacos. mas pode haver muco. Às vezes. dor abdominal . A diarréia caracteriza-se por acompanhar-se. principalmente na fossa ilíaca esquerda. Os pacientes com síndrome do intestino irritável com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia. (4) sensação de plenitude ou distensão abdominal.acometem 85% dos pacientes com SII. como conflitos emocionais. As fezes são de consistência variável (pastosas e/ou líqüidas) e as evacuações não costumam ocorrer à noite. com predomínio de uma ou de outra de acordo com cada paciente. Caracteristicamente. a dor piora após as refeições. ao contrário das diarréias de causa orgânica. constipação alternada com períodos de diarréia é a alteração mais comum nos pacientes com síndrome do intestino irritável. alivia com eliminação de gases e fezes e. que referem que os sintomas coincidiram ou foram precedidos por problemas psicológicos.isto é. muitos já passaram por vários especialistas por não melhorarem dos sintomas ou. durante o sono. fezes líqüidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. A obstipação pode durar dias ou semanas e obrigar o paciente a fazer uso de laxantes em quantidades cada vez maiores. Além disso. porém. o calibre das fezes está diminuído (fezes em "fita") em virtude do espasmo colônico e retal. (4) eliminação de muco durante a evacuação. . faz com que o paciente acorde à noite. Dor abdominal acompanha a gravidade da obstipação e tende a aliviar com eliminação de fezes. Também é comum que problemas emocionais exacerbem os sintomas. fragmentadas. desencadeada pela distensão artificial do cólon. Já os com síndrome do intestino irritável com predomínio de obstipação (ou constipação) evacuam menos de três vezes/semana. o que agrava ainda mais a obstipação. dificilmente são mais de 3 a 5 evacuações/dia. Não há sangue nas fezes (com exceção dos casos de fissura ou hemorróida). (3) sensação de evacuação incompleta. como divórcio e luto. (2) urgência para defecar. vários sinais e sintomas foram apontados como elementos de reforço ao diagnóstico da síndrome do instestino irritável: (1) esforço excessivo durante a defecação.semana). O quadro inicia-se geralmente na adolescência ou juventude e adquire um caráter mais ou menos estável para cada paciente. ) alteração no hábito intestinal . com dor anal e aparecimento de fissuras e hemorróidas que podem gerar sangramento. em geral. freqüentemente. de tenesmo e dor abdominal e ocorrer após alimentação. Pode ser em cólica ou constante. Os pacientes demonstram amiúde sinais de ansiedade e depressão. o que obriga o paciente a tentar evacuar repetidas vezes. (3) início associado com alteração na forma (aparência) das fezes (fezes endurecidas. em "cíbalos" ou "caprinas" e fezes pastosas e/ou líqüidas). As fezes são endurecidas e eliminadas com grande dificuldade (fezes em "cíbalos" ou "caprinas").

dispareunia. vômitos. náuseas. Muitos deles são diagnosticados equivocadamente e os sintomas da síndrome do intestino irritável persistem após a cirurgia. São sintomas inespecíficos e que são atribuídos. estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII têm revelado que a maior parte deles tem volumes normais de gás. urinário e vascular. ao excesso de gás intestinal. Não é raro encontrarmos pacientes com história de cirurgias prévias (por exemplo. Copyright © 2001 IDS . sugerindo uma diminuição (congênita ou adquirida) do limiar de tolerância à distensão. Dismenorréia. mínimas distensões intestinais provocadas. outros sintomas. pelos pacientes.sintomas dispépticos como distensão abdominal. Diminuição da pressão do esfíncter esofágico inferior e refluxo biliar para o estômago foram descritos em pacientes com SII e podem justificar tais sintomas. etc.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Por outro lado. apendicectomia. histerectomia. Entretanto. geram sintomas dispépticos nestes pacientes. colescistectomia. como queimação epigástrica e/ou retroesternal.). são referidos por até 50% dos pacientes. polaciúra e enxaqueca são comuns entre os pacientes com SII e parecem estar relacionados com distúrbios autonômicos envolvendo os sistemas genital. eructações e flatulência freqüentes e abundantes.

é importante diferenciar a persistência (mesma bactéria) da reinfecção (outra bactéria). Nas reinfecções. os portadores de malformações do trato urinário e os imunodeprimidos (aidéticos e transplantados) e merecem maior atenção pela possível evolução para quadros mais graves. . A identificação e tratamento precoces podem minimizar ou até mesmo previnir as sequelas no parênquima renal. Para possibilitar o manejo seguro de um paciente com infecção urinária. os diabéticos. As apresentações clínicas das infecções urinárias dependem do local do trato urinário onde está o processo. Pacientes com maior risco de lesão do trato urinário alto são os idosos. é importante distinguir bacteriúria (presença de bactérias na urina) da contaminação da amostra.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:10 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia As infecções do trato urinário (ITU) motivam procura freqüente ao médico e apresentam risco de complicações não-desprezíveis.

A cistite é caracterizada por disúria. Não existe febre em cistites simples e. Copyright © 2001 IDS . Infecções do trato urinário alto. como a pielonefrite. polaciúria. queda do estado geral. Pode haver bacteremia em até um terço dos casos. calafrios. dor em flanco. Em mais de 80% é causada pela Escherichia coli. urgência. quando está presente. dor suprapúbica. cursam com febre. náuseas e vômitos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . devemos suspeitar de processo infeccioso mais grave. podendo haver hematúria.

o grau de ingestão hídrica individual e o uso de medicações. dietéticos. que aumentam a excreção de substâncias que podem se precipitar na urina. de cada 1000 admissões hospitalares. ocupacionais. A vida moderna. sendo três vezes mais freqüente no sexo masculino e com predominância familiar. o que resulta em custos elevados para diagnóstico e tratamento. como fatores geográficos (clima. O pico de incidência ocorre entre 20 e 40 anos. o aumento da carga protéica na alimentação e o sedentarismo agem conjuntamente aumentando a prevalência da doença. umidade relativa do ar). outros fatores influenciam o aparecimento da litíase. sete a dez sejam decorrentes de problemas relacionados a calculose urinária e a probabilidade de um indivíduo durante a vida ter um cálculo urinário varia de 5 a 20%. . Além de características intrínsecas do indivíduo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Renato Falci Júnior1 José Luis Chambô1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:32 AM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia O impacto social causado pela presença de cálculos na via urinária é imenso. Estima-se que.

exceto quando há infecção associada. Tipo da dor 3. em geral de intensidade forte. O paciente apresenta-se afebril. localizada em região lombar ipsilateral.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Início da dor 2. na avaliação específica. dor à palpação profunda da loja renal ou ureter. Nos cálculos em migração para ureter distal. A punho-percussão dolorosa da região dorsal complementa os achados do exame físico. o paciente apresenta-se extremamente inquieto. de início abrupto. pode haver a concomitância de sintomas urinários. como disúria e polaciúria. O paciente apresenta-se inquieto e incapaz de permanecer em uma posição por mais de alguns minutos. A tabela 1 mostra as perguntas fundamentais e as respostas esperadas para caracterizar a cólica renal. Tabela 1. acompanhada de náuseas e vômitos. além de hematúria macroscópica. geralmente correspondendo ao local onde se localiza o cálculo. Copyright © 2001 IDS . Cólica Lombar. À inspeção. Características da cólica renal 1. Os sinais gerais que podem ser encontrados são taquicardia e aumento da pressão arterial. mais comum durante a noite ou na madrugada. Intensidade da dor 5. Caracterizase por dor em cólica. Náuseas e vômitos 6. atingindo a região escrotal ou grandes lábios. Aspecto do paciente Abrupto. irradiando-se para região ventral do abdômen Geralmente forte Geralmente associados Presente em alguns casos Inquieto O exame físico do paciente com cólica renal pode revelar sinais característicos.A cólica renal é um sintoma complexo resultante da obstrução do trato urinário. que se irradia ventralmente no trajeto ureteral. Local da dor 4. decorrentes da dor e. Hematúria macroscópica 7.

Crise epiléptica isolada não permite o diagnóstico de epilepsia. em São Paulo.9 casos/1. A prevalência da epilepsia é. A epilepsia é duas vezes mais freqüente em países pobres devido a fatores sócio-ecônomicos.000 habitantes. caracterizado por crises epilépticas recorrentes e espontâneas. Há um discreto predomínio no sexo masculino.5 casos/1. em Porto Alegre. assim como crises epilépticas decorrentes de fatores desencadeantes exógenos definidos.000 habitantes e. de várias etiologias. É mais comum em crianças menores de 2 anos de idade e em idosos com mais de 65 anos. de 11. como a alta prevalência de cisticercose em algumas localidades. de 16.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Luiza Giraldes de Manreza1 Elza Márcia Targas Yacubian1 Última Atualização: 9/5/2001 7:03:14 AM 1 Médica Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia Epilepsia é definida como um distúrbio cerebral crônico. A crise epiléptica corresponde a uma descarga excessiva e síncrona de uma população .

infecciosos ou parasitários. dilatação pupilar. anóxia. não é possível esclarecer a etiologia. de ambos os . As sintomáticas são epilepsias em que a causa é conhecida. Em relação à etiologia. ou adquiridos. teremos crises ditas: (1) motoras. lidocaína) ou terapêutico (cocaína e anfetaminas) e ainda crises devidas à retirada de drogas (álcool. por sua vez. incontinências esfincterianas etc. ouvir músicas etc. descritos como déjà vu (ilusão de familiaridade) e jamais vu (sensação de estranheza) ou as ilusões auditivas correspondentes. seja de modo recorrente. em que são referidas alucinações estruturadas. além de despersonalização e estado de sonho. palidez ou enrubescimento facial. com hiperventilação e fotostimulação intermitente. auditivas (zumbido. ou generalizadas. como ver pessoas e cenas. seja área motora. As crises epilépticas podem ser devidas a um evento agudo. barbitúricos e benzodiazepínicos). pois os exames estruturais são normais. tumorais. Por outro lado. nos quais é preservada. configurando o diagnóstico de epilepsia. de origem no sistema nervoso central (SNC). em que ocorrem sensações simples que podem ser visuais (luzes coloridas). as crises epilépticas podem ocorrer espontaneamente. que se manifestam por sensações anormais. As crises epilépticas podem ser parciais. autonômica. que se manifestam por vômitos. (4) sensoriais complexas. como vasculares. podem ser simples. não configurando epilepsia. (3) sensoriais simples. como na meningoencefalite. As crises parciais complexas. Estas crises são classificadas como sintomáticas agudas ou reativas. como agulhadas ou formigamento em determinada parte do corpo. hipoglicemia. podem também se originar em qualquer lobo do cérebro. que determinam sintomas psíquicos. como as malformações do SNC. a consciência é sempre comprometida. detectando-se uma lesão estrutural nos exames de imagem que pode ser devida a fatores congênitos. no trauma de crânio e na doença cérebrovascular. As epilepsias criptogênicas são as que. Nas crises parciais simples. déjà entendu e jamais entendu. pé e face. constituindo a chamada crise epiléptica única. As crises parciais. ou de origem sistêmica devido a febre. seja de modo isolado. devemos lembrar as crises desencadas por drogas em nível tóxico (penicilina. sudorese. as manifestações clínicas dependem da região cortical em que ocorrem as descargas epilépticas. insuficiência renal etc. Assim. sensorial. que se caracterizam por movimentos anormais. em que ocorre comprometimento de uma porção cerebral. quando a consciência é preservada. criptogênicas ou sintomáticas As epilepsias idiopáticas apresentam base genética. piloereção. eventos epilépticos muito breves. sensitiva. exceto nas crises mioclônicas. olfatórias (odores desagradávei). em que há envolvimento cerebral difuso. Nas crises generalizadas. e complexas. geralmente. denominadas antigamente de "crises psicomotoras". mas. Mais de 90% dos pacientes com epilepsia têm registros eletrencefalográficos anormais. embora se presuma comprometimento orgânico. em regiões do corpo como mão. desde que sejam realizados vários traçados em vigília e sono. Neste contexto. gustativas (gosto ruim) e vertiginosas. com perda de consciência. (6) psíquicas. as epilepsias podem ser idiopáticas. ruídos).neuronal. geralmente clonias. (5) autonômicas. psíquica. (2) somatossensitivas.

que se manifestam apenas pela contração corpórea. padrões eletrencefalográficos intercríticos e críticos. (3) tônico-clônicas (também chamadas crises de grande mal). A manifestação clínica é variável. ou seja. particularmente do olhar. durante cerca de um minuto. sialorréia e mordedura de língua. além de dados clínicos. como idade de início. As crises generalizadas também apresentam manifestações clínicas diversas. A associação de um ou vários tipos de crises epilépticas. contração dos membros contralaterais ao lobo epileptogênico. liberação esfincteriana. aumento ou diminuição do tônus muscular e sinais autonômicos. Copyright © 2001 IDS . classificandose em: (1) ausência (antigamente chamadas de pequeno mal). automatismos oroalimentares. mastigação ou deglutição. imobilidade súbita. piscamento. A crise parcial simples pode evoluir para parcial complexa e crises parciais simples e complexas podem evoluir para crises secundariamente generalizadas. causando quedas e traumatismos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (5) clônicas em que ocorrem ou contrações entrecortadas por relaxamento muscular. que se caracterizam por perda abrupta da consciência e contrações inicialmente tônica e depois clônica dos quatro membros. constitui uma síndrome epiléptica. particularmente da face. (2) mioclônicas. sendo mais comuns: reação de parada. que consistem de breves episódios de comprometimento da consciência acompanhados por manifestações motoras muito discretas. automatismos mais complexos. em que ocorrem contrações musculares súbitas. estado neurológico e aspectos genéticos e evolutivos. apnéia. que se assemelham a choques e acometem um músculo ou um grupo muscular de um ou mais membros ou da face. como estalar de lábios. como automatismos orais e manuais. isoladas ou repetidas. como deambulação e confusão mental por período variável. (4) tônicas. (6) atônicas em que há rápida alteração da consciência associada à diminuição do tono muscular.hemisférios cerebrais concomitantemente. breves. e postura distônica.

Abordagem clínica do paciente com Neuropatia Periférica 1. 1.1. Alguns fenômenos motores entretanto. podem ser a única manifestação de um paciente com neuropatia. São abolidas pelo curare e intensificadas pela acetilcolina. FASCICULAÇÃO . com ativação resultante das unidades motoras.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Paulo E.São visíveis espontaneamente como uma irritabilidade do músculo e representa um sinal cardinal de lesão do neurônio motor desde o corno anterior da medula até o axônio terminal. Ocorreria por excitação espontânea dos axônios motores.1 Sintomas e sinais motores positivos: A maioria dos sintomas e sinais positivos que acompanha a doença dos nervos periférico aparece no paciente com neuropatia clinicamente evidente. As fasciculuções são particularmente pronunciadas nas doenças da ponta . Marchiori1 Última Atualização: 9/21/2001 7:41:00 AM 1 Professor Associado do Departamento de Neurologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia 1.1. O amplo espectro dos fenômenos motores ilustram a diversidade de mecanismos fisiopatológicos recrutados por anormalidade na função do nervo periférico.

3.5. sensibilização de nociceptores: eritromelalgia e ABC síndrome: . Microneurografia . . Ocorrem em doenças do axônio motor e lesões que ocorrem desde a raiz ventral até axônio terminal.2.Síndrome da atividade muscular contínua com miocímias contínuas e fasciculações em repouso intensificando a contração muscular. neoplasias intratorácica.3.4.Efases .Multiplicação de impulsos aferentes primários em canais nociceptores com exagero da magnitude da dor neuropatia dolorosa diabética. SÍNDROME DE ISAACS . particularmente entre os axônios motores terminais gerando múltiplos impulsos após ativação e prolongação do potencial da placa terminal.3. FIBRILAÇÕES . com rigidez muscular. Termoteste sensorial quantitativo 1. A marcha pode ser rígida e lenta.2.3. NEUROMIOTONIA .1. 1. Sintomas sensitivos positivos 1.C-dor Alodinia e hiperalgesia .São descargas espontâneas de um grupo de fibras musculares. atividade muscular contínua e neuropatia periférica. Podem ser devidas a contrações espontâneas de fibras musculares instáveis e desnervadas. Mecanismos hipotéticos básicos dos sintoma positivos sensitivos em neuropatias: Sensibilização das terminações dos receptores das unidades nociceptoras. DOR NEUROPÁTICA . SÍNDROME DE SCHWARTZ-JAMPEL . Pode associar-se a timomas.5. 1.3. CAIMBRAS FISIOLÓGICAS BENIGNAS . .2. circuitos de reexcitação local com passagem de impulsos ortodrômicos e antidrômicos. 1. PARESTESIAS .5.2.Caimbras noturnas dolorosas. os reflexos tendíneos podem ser abolidos.5.1.São definidas como ondulações do músculo. .2.Liberação do "input" nociceptor primário devido ao defeito de co-ativação do "input " modulatório não nociceptor.2. 1. 1. com relaxamento diminuído do músculo.3 Testes 1.ocorrem devido a impulsos ectópicos gerados em fibras nervosas disfuncionais. Algumas formas de hiperalgesia são induzidas pelo estímulo. com som em crescendo e decrescendo. Termografia 1. Bloqueios anestésicos locais associados a termografia 1. 1.Geração a impulsos ectópicos espontâneos.2.1. Não são visíveis a olho nu e são registradas eletromiograficamente. doença imunológicas.1.1. Ocorre por excitação efática através do tronco do nervo periférico levando a múltiplas descargas ortodrômicas nas fibras dos nervos adjacente. 1. 1.1. 1.excitação cruzada anormal entre axonios. À eletromiografia aparecem trens de alta freqüência. MIOCIMIAS .1. Síndromes 1.ocorrem por sensibilização de nociceptores primários ou pela multiplicação de impulsos ao longo de axônios nociceptores.4. anomalias do esqueleto e blefarofimose.Doença autossômica recessiva.3. A remoção de sensibilidade epicrítica expõe a atividade do sistema protopático em toda sua nudez. causalgia.3.1.1.anterior da medula.1.Refere-se a expressão clínica da miocímia. Pode ser herdada ou esporádica.

1. ABC Síndrome ou eritralgia A . 3. Polineuropatia típica O protótipo da polineuropatia é o déficit simétrico e sensitivo distais. Síndrome de Guillain-Barré 3.4."Backfiring" C .Dor queimante e hiperalgesias mecânicas 1. 3. dificuldade a dorsiflexão dos pés.1.2. Doenças sitêmicas .1. A progressão a nervos intercostais provocando déficit de músculos intercostais e/ou do músculo do diafragma e levando a falência respiratória.3. queimação. Processos patológicos dos nervos O nervo periférico é limitado ao reagir a injúria.1. As desordens primárias dos corpos celulares podem levar a morte de todo neurônio.3 Pseudoneuropatia psicogênica Paciente com disfunção psicológica que pode expressar manifestações clínicas que simulem sintomas sensitivos positivos e negativos. 2.4.2.1. Doença viral recente 3.4. ardência. O acometimento de grandes fibras aferentes revela hipo e arreflexia dos reflexos profundos.1. 2. manifestações motoras e vasomotoras.3.4. Simétricas e distais.Nociceptores 1. Porfirias 3.1 Degeneração Walleriana .1.2. com distúrbio sensitivo em bota e padrão similar ao déficit (motor). Progressão ascendente. espinhamento.3 Degeneração e atrofia axonal 2.5.2. Disestesias distais comuns.Angry B .1. Dificuldade para deambular. e ataxia de marcha devido a perda da sensibilidade proprioceptiva.3.1. 3.2 Doenças 3.4 Desordens primárias dos corpos celulares A desmielinização paranodal ou segmentar é freqüentemente referida como mielinopatia. descritas como comichão.2 Desmielinização segmentar 2.a resposta a transecção do nervo 2. atrofia e degeneração axonal.3 Eventos precedentes e concorrentes 3.4.1. Características: 3. Axonopatias se referem a degeneração axonal com preservação dos corpos celulares que podem incluir degeneração Walleriana. Manifestações da neuropatias 3.1. Inicialmente plantares. 3. 3. Déficit distal.2. 3. Sindromes 1.2 Síndrome tripla do "resfriamento" ou do frio .

ataxia sensitiva.1.4.4. balanço e reflexos tendineos são preservados. picada. enquanto as fibras sensitivas periféricas são representada por fibras que variam de tamanho de fibras mielinizadas e axonais não mielinizadas. tóxicos. insensibilidade Diminuição proprioceptiva. 3.4 Tronco X raiz de nervo 4.3. Autonômicos 4. Nas neuropatias de fibras finas: a sensibilidade cutânea está diminuída (dor e temperatura).2 Membros inferiores são mais acometidos que os membros superiores (exceto na neuropatia pelo chumbo em que MMSS>MMII) 4. distal. álcool. exceto os axonios gama eferentes para as fibras intrafusais. são grandes fibras mielinizadas. sinal de Romberg e pseudo atetose. déficit (motor) é maior que o sensitivo. mínima ou severa 3.plexo lombo-sacral 5 Outras considerações 5.5 Plexopatia . 5. a intensidade tátil é poupada. Déficit motor e sensitivo balanceados .1 Motor .: Neuropatia amilóide e neuropatia diabética distal. Temperatura e dor são mediadas por pequenas fibras mielinizadas e não mielinizadas. ocorrem disestesias e disautonomias.3.4.1 Simétrica 4. as autonômicas são fibras não mielinizadas. ataxia sensitiva. a força. agulha.3 Proximal X distal 4.4 Natureza dos sintomas e sinais 3.3.2. Padrões de Neuropatia 4.2 Sensitivos Positivos .dormência. a propriocepção. Comichão e disestesias podem ser proeminentes em neuropatias de fibras grossas.3. Neuropatias de fibras grossas X Neuropatias de fibras finas. Ex. vibratória e aferências do reflexo de estiramento muscular são fibras grossas e mielinizadas. . dor neuropática Negativos . as fibras táteis são grossas e pequenas . Todos os nervos motores. Dor Neuropática Dor disestésica Dor de tronco de nervo 3. Não são descritas como dolorosas. insuficiência renal crônica 3. déficit (motor) variável.comichão.4. Nas neuropatias de fibras grossas aparecem arreflexia.plexo braquial . Medicações.4.fraqueza muscular. Na síndrome de Guillain-Barré.

5. fenômeno de Tinel. A arreflexia é precoce e proeminente nas polineuropatias que afetam as fibras grossas. anorexia. Em contraste .Subclínica demostrada por Eletromiografia .4 Alteração dos reflexos: Diminuição ou desaparecimento dos reflexos é a regra nas neuropatias. pelo envolvimento do arco reflexo aferente dos fusos musculares. 6. alcoolismo.examina a atividade elétrica da fibra muscular. sem considerar se a neuropatia é axonal ou desmielinizante. A distinção entre ambas.Remielinização .3 Neuropatias axonais X desmielinizantes: A distinção é feita eletromiográficamente. doença renal crônica. Avaliar pontos dolorosos.2 Gravidade: . Espessamento dos troncos nervosos: É fundamental a palpação dos troncos nervosos para detectar espessamentos focais ou difusos ou outras anormalidades: neurofibromas.1.Regeneração 8. . 6. 7. hiperlipemia. recuperação é mais lenta em meses ou anos. Gerais: febre.Profundas paralisias e até insuficiência respiratória 7. como na forma axonal da Síndrome de Guillain-Barré. história para doença de Lyme. Doenças sistêmica: diabetes melito. 7. Em neuropatias motoras predominante. pontos amilóides perineurioma. Tempo: Aguda . Eletromiografia de agulha (EMG) . Recuperação: . 5. dor abdominal. Evolução da neuropatia 7. (AMAN) os reflexos tornam-se reduzidos concomitantemente com e proporcional á fraqueza muscular. com a desnervação dos músculos e déficits sensoriais. porque há diferenças na abordagem diagnóstica e no tratamento.evolução em dias ou semanas Subaguda .2. emagrecimento. medicações. Uma vez que o processo de desmielinização diminui e a remielinização se inicia. soro positividade para HIV. desmielinizantes X axonais é importante.semanas ou meses Crônica .3.1.1. Eletrodiagnóstico 8. distúrbio gastrointestinal. na maioria das neuropatias axonais na qual a lesão é ampla. intoxicações.meses à anos.5. Manifestações associadas: 6. a recuperação é mais rápida. doença hepática. e os reflexos podem não desaparecer completamente até que os membros estejam completamente flácidos. a probabilidade de recuperação e antecipação da resposta são maiores.5.

História clínica 9. Os registros intraneurais da atividade da fibra nervosa. o número de potenciais de unidade motora é diminuído. derivados de descarga espontânea de fibras musculares isoladas. Em caimbras musculares. 8. Apenas examina fibra de condução A alfa (grandes e rápidas). Condução sensitiva. miopatias e polimiosite.são potenciais breves e de baixa amplitude. ocorre silêncio elétrico porque o aparelho contrátil é ativado distalmente ao sarcolema. mais que uma forma de neuropatia herdada ou outro tipo de neuropatia desmielinizante adquirida. Na re-inervação.1.3. As descargas de alta freqüência em crescendo-decrescendo são características de desordens miotônicas e são relacionadas a instabilidade da membrana da fibra muscular. Eletroneuromiografia 9.4.1.2. São freqüentes em músculos desnervados. os potenciais de unidades motoras aumentam de amplitude e duração e são freqüentemente polifásicos.3. Exame neurológico 9. (VCM) sensitiva (VCS) e amplitude de potencial músculo e nervo. 8. Diagnóstico clínico das Neuropatias 9.2 Classificação . A amplitude do potencial de ação muscular (CMAP) é reduzida em processos desmielinizantes ou apresenta bloqueio de condução representado por abrupta redução no tamanho do potencial entre os sitios de estimulação distal e proximal. A estimulação do nervo motor produz uma descarga ortodrômica e resposta muscular direta (onda H). Em axonopatias a VCM é normal ou discretamente reduzida. Biópsia de nervo 9.1 Categorizar cada caso 9. Fibrilações . Nas contraturas que podem ser encontrada em algumas miopatias metabólicas.Em denervações. O padrão de recrutamento de unidade motora é reduzido em doenças do neurônio motor superior e em fraqueza psicogênica. não mielinizadas podem ser realizados.1.1. Nas neuropatias desmielinizantes a VCM é muito reduzida. a atividade difusa da unidade motora é registrada. incluindo fibras C. Estudo da velocidade de condução: motora.2. Fasciculações podem indicar doença de ponta anterior e podem ser encontradas em neuropatias desmielinizantes. Esta resposta pode ser retardada ou ausente em desmielinização proximal (como na GBS). A onda F auxilia no exame da condução nas regiões proximais das fibras motoras. uma descarga antidrômica ascendente até a medula espinal ativa as células do corno anterior da medula causando uma descarga reflexa que desce e ativa o músculo produzindo a onda F. Em neuropatias desmielinizantes a presença de bloqueio de condução pode sugerir que o paciente tenha uma polineuropatia desmielinizante crônica inflamatória. 8.

3 Mista 9.1 Focal .3 EMG .2.2 Mononeuropatia múltipla 9.1 Sensitivo ( grande pequena ) fibras 9.7.2 Específico .3. Neuropatia diabética 12.MAG) 9.2.1.4.3 Misto 9.5.1 Polineuropatia 9.4 Topografia 9.2 Clínica das vasculites Mononeurite múltipla 10.1 Isquemia: Vasculites necrosantes 10.1.3 Crônica 9.3.4.5.1 Aguda 9.3 Arterite de Wegener 10.2 Subaguda 9.2. Aspectos especiais 10.auto-anticorpos (GM1.7.Axonal 11.7 Laboratorial 9.8 Biopsia de nervo (sural) 10.6 Etiologia Específica Associações ( Doenças sistêmicas Intoxicações) 9.1 Axonal 9.2 Motor ( grande pequena ) fibras 9.1 Poliarterite nodosa 10.2 Arterite de Churg-Strauss 10.5.7. Neuropatias focais Danos localizados: compressões 12.4.1 Geral e rotina 9.3 Clínica 9.3 Líquido cefalorraquiano 9.2 Desmielinizante 9.9.1.5 Déficit 9.

4.2 Multifocal 12.6 Focal e multifocal Craniais Tóraco . uremia.12.4. hipotiroidismo.4.cancer Hereditárias Amiloidoses Neuropatia sensitiva Neuropatia por substâncias tóxicas Cisplatina Taxol Metronidazol .7 Reversíveis Redução da velocidade de condução na "neuropatia hiperglicemia" 12. Neuropatia sensitivas Diabete melito. Amiloidose Primária Secundária 14.4 Imunológica Classificação da neuropatia diabética 12.1 Hiperglicemia duradoura 12.5 Polineuropatia simétrica Sensitivo motora Autonômica Algida aguda Proximal dos membros inferiores 12. AIDS.3 Generalizada Clínica: 13% dos pacientes com diabetes melito com neuropatia sintomática 50% subclínica 12.4.abdominal Focal dos membros Amiotrofia diabética 12.4 Fatores 12.3 Hipoxia e isquemia tecidual 12.2 Glicação de tecido 12. Lyme Imuno-mediadas Gamapatias monoclonais Ganglionites .8 Formas mistas 13.

PAF Shy-Drager síndrome (atrofia de múltiplos sistemas) Sincopes Disautonomias agudas ou subagudas Disautonomias crônicas 17. Variantes: Miller-Fisher) Motora ( Aguda monofásica. Lepra e Chagas. Crônica recidivante. Variantes: Miller-Fisher) Classificação da síndrome de Guillain-Barré Aguda: Aguda desmielinizante Aguda axonal motora (AMAN) Aguda motora e sensitiva axonal (AMSAN) Pandisautonomia aguda Síndrome de Miller-Fisher subaguda Crônica . Síndrome de Guillain-Barré e polirradiculoneurite desmielinizante inflamatória crônica Sensitiva ( Aguda monofásica. 20. Neuropatias associadas contra anticorpos glicoconjugados e gamapatia monoclonal IgM. Neuropatias devido a doença de Lyme.Drogas hipocolesterolemiantes ("Estatinas") 15. Neuropatia motora Guillain-Barré Axonal (AMAN) Neuropatia motora multifocal Diabete melito 16.CIDP: Desmielinizante Recidivante Recorrente Progressiva Neuropatia crônica recidivante axonal 19. 18. Neuropatia autonômica Hipotensão ortostática idiopática . Neuropatia do HIV Desmielinizante Axonal Aguda Crônica . Crônica recidivante.

Local .Nervo sural retromaleolar .Pesquisa .n. após confirmação por imagem por ressonância: em tumor do nervo e neuropatia inflamatória focal.N.junção neuromuscular .5 Regiões terminais.Biópsia simultânea do nervo peroneiro superficial e nervo peroneiro distal profundo.Biópsia de células ganglionares do plexo mioentérico em biópsias retais.1 Gânglio dorsal e raízes espinhais . cutâneo medial do braço n. microdissecções (teasing).2 Plexo braquial . . Nos membros inferiores . mediano.Biópsia dos nervos cutâneos sensitivos distais: .Diagnóstico . .Biópsia fascicular do tronco dos nervos ulnar. ou amiloidoma.em neuropatias que afetam um desses nervos. desmielinizantes) 22.Nervo peroneiro superficial . Avaliar terminações nervosas em biópsias de pele.Raramente indicada nas neuropatias inflamatórias puramente motoras: biópsia fascicular do n. morfometria. cutâneo intermediário da coxa (N. . ME. 23. .Nervo safeno maleolar medial (Neuropatia multifocal) Nos membros superiores: .Ganglionite sensitiva progressiva com reação inflamatória No LCR . .Evitar a biópsia .3 Nervos sensitivos cutâneos Locais de acordo com envolvimento neurológico Proximais: grande auricular em neuropatias hipertróficas Distais: ramo anterior do n. tibial e peroneiro .Biópsia do ponto motor . Neuropatias Tóxicas (Axonopatias. palmar longo e peroneiro brevis podem ser usados. radial. 23. peroneiro profundo na cabeça da fibula.Biópsia de pele . diabética proximal) Polineuropatias .Lepra 23. e cutâneo antebraquial lateral. Biópsia do nervo periférico Os avanços no conhecimento das novas metologias empregadas. para o anconeo.Diagnóstico diferencial entre processo inflamatório e infiltração neoplásica.n. Polineuropatia do doente crítico 23.21. imunocitoquímica melhoraram nitidamente a performance do método. radial nos punhos.Biópsia fascicular 23. .4 Nervos mistos: . ramo do 20 dorsal digital medial do polegar .Ganglios + raiz da coluna torácica média. 23.

Doença de Lyme (Borrelia burgdorferi) . 24.2.3.7. em 4% o diagnóstico permanecem obscuro.3 Pesquisa 23.Vasculites .1 Confirmação da neuropatia 23.Doenças mitocondriais .2.1 Reabilitação 24.Nervo sural e m. eletromiográfico e genética nas neuropatias sensitivas e motoras hereditárias. Em outra série de 53 casos.Sarcoidose Local: . 23. Terapêutica nas neuropatias periféricas 24.7 Indicação da biópsia de nervo 23.6 Biópsia combinada de nervo e músculo .2 Biópsia de gânglio da raiz dorsal nas degenerações cerebelares.1. terapêutica com gamagobulina intravenosa. crônica .1.adequar a terapêutica imunossupressora escolhida: GBS . por depósito 23. permitiu diagnóstico em 27% (15 pacientes). Hereditárias n.7.10% parestesias no local 23. 23.2.7.2 Diagnóstico etiológico da neuropatias: Vasculite Lepra Amiloidose CIDP n.1 Agentes Etiológicos Específicos Conhecidos: 24.23.2 Terapêutica Etiopatogênica 24. gastrocnemio . retofemural 23.60% sem sintomas de dor .Nervo peroneiro superficial e músculo peroneiro brevis .plasmaferese.infecções na ferida cirurgia . 24. 23. polirradiculoneurite crônica .7.3.2 Possivelmente Imunológicos: polirradiculoneurite aguda.7.3.7.1 Infecciosos: Lepra.3 Na composição diagnóstica do estudo molecular.Nervo cutâneo intermediário da coxa e m.1 Biópsias seriadas para avaliar terapêutica na Neuropatia diabética. sural. os achados em 37% contribuíram para o diagnóstico.8 Complicações de biópsia Biópsia de nervo é invasiva e tem uma significante taxa de complicações: .Terapêutica específica. a biópsia de nervo sural contribuiu para o diagnóstico em 38% (20 pacientes).terapêutica com .9 Eficiência do método Uma análise de 56 biópsias de n.

tumores.1.3 Tóxicos .7 Hereditárias.1. gamaimunoterapia. plasmaferese. midodrine.Imunoterapia: possível corticosteróides. gama-imunoterapia. marca-passo cardíaco. Copyright © 2001 IDS .2 Distúrbios autonômicos 24. 24. L-DOPS. 24.6 Mistos: metabólicos .1. 24. Aconselhamento genético (geneterapia no futuro?) 24.imunossupressores esteróidicos e citolíticos.8 Compressivas. 24. 24.3 Terapêutica sintomática 24.Ácido tioctico (pesquisa) .Correção metabólica .5 Isquêmicas.Analgesia 24.2.3.Analgesia .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . per os ou intravenosos em pulsos mensais.afastar substâncias desencadeantes. traumas: cirurgia.Inibidores da aldose redutase (neuropatia disautonomica) .Diabete melito: .4 Metabólicas: correção possível.1. implantes.3 Hipotensão ortostática: Expansores de volume per os (9 Þ fluorhidrocortisona) ß bloqueadores.2. eritropoetina. isquêmicas-imunológicas: Vasculites imunossupressão per os ou pulsoterapia. imunossupressores citoliticos.2.3.2.1.1 Dor e Parestesias .2.1.2. 24.3.

ocorre na linha média. entre a cicatriz umbilical e o processo xifóide.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Aldo Junqueira Rodrigues Junior1 Jin Hwan Yoo1 Última Atualização: 8/16/2001 10:40:54 AM 1 Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se hérnia da parede abdominal como a passagem de uma estrutura ou víscera intraabdominal através dos planos da parede. Hérnia umbilical . respeitando-se a integridade da pele. Linha Semilunar . Classificação Topográfica As hérnias da parede abdominal são comumente classificadas de acordo com sua localização na parede abdominal. Linha Mediana Hérnia epigástrica .ocorre na cicatriz umbilical.

em adultos: 65% dos casos em mulheres observações Inguinal (crianças) Lombar Femoral Incisional Aspectos Gerais 85% rara 5% 10% 80% em mulheres. 40% bilateral comum na infância. Apresenta anel herniário proporcionalmente pequeno em comparação com o conteúdo do saco herniário e. pelo músculo quadrado lombar e pelo músculo oblíquo interno. Hérnia do trígono inferior . mesmo com manobras posturais ou palpatórias. Região Inguino-femoral Hérnia inguinal . Incisional Ocorre em locais de cirurgias prévias. As hérnias da parede abdominal podem se apresentar de diferentes formas clínicas: hérnia redutível .ocorre no trígono femoral e é delimitada pelo ligamento inguinal. Região Lombar Hérnia do trígono superior . dos 20-40anos: 65% à direita. pelo músculo sartório e pelo músculo adutor longo.ocorre no chamado triângulo de Grynfeltt. Apresenta pouco risco de estrangulamento. portanto. sendo delimitada pela 12a costela. pelo ligamento inguinal e por uma linha imaginária que une as duas espinhas ilíacas ântero-superiores. 7% bilateral > 40anos: direita ~ esquerda.ocorre na região inguinal. sendo delimitada pela borda lateral do músculo reto do abdome. o risco de estrangulamento é .ocorre na margem lateral do músculo reto do abdome.Hérnia de Spieghel . Hérnia femoral . Incidência Localização Epigástrica Umbilical Semilunar Inguinal (adultos) % dos casos 5% 10% rara 70% 80% dos casos em homens.ocorre no triângulo de Petit. delimitado pela margem do osso ilíaco. hérnia encarcerada .o seu conteúdo retorna espontaneamente ou com auxilio manual à cavidade abdominal. 65% à direita 75% dos casos em mulheres 1.o seu conteúdo não retorna à cavidade abdominal. pelo músculo oblíquo externo e pelo músculo grande dorsal.

hérnia inguinal mista .o saco herniário tem origem no canal femoral. de crescimento rápido ou progressivo. O exame físico consiste de duas etapas: 1) inspeção . Nestes casos. Dentre as doenças que elevam o risco cirúrgico. fazer a avaliação pré-operatória da próstata. 2.o saco herniário tem origem no anel inguinal interno. deve-se. 2) palpação . Pode ser congênita ou adquirida. permeando o conduto inguinal. Nestes pacientes. Diagnósticos diferenciais . a mais comumente empregada divide essas hérnias em: hérnia inguinal direta (HID) . inspeciona-se e palpa-se a parte anterior da coxa na região do canal femoral. pode-se contra-indicar a correção cirúrgica em função da relação risco/benefício do procedimento. Alguns pacientes apresentam a forma inguinoescrotal. os pacientes referem uma elevação na região inguinal. O tratamento das hérnias da parede abdominal é essencialmente cirúrgico. hérnia inguinal indireta (HII) . principalmente em obesos.neste tipo de hérnia. Diagnóstico É obtido através da história clínica e do exame físico.com o dedo indicador posicionado através do anel inguinal superficial. Hérnias Inguinal e Femoral Embora haja outras classificações. Em homens com hérnia inguinal com mais de 50 anos.procura-se verificar a presença de proeminências nesta região. pede-se ao paciente que faça força ou tussa: na presença de hérnia inguinal. Na suspeita de hérnia femoral. medialmente aos vasos epigástricos profundos. Entretanto. estão as cardiopatias.o saco herniário tem origem no enfraquecimento do assoalho do canal inguinal.associação entre HID e HII. nos pacientes com comorbidades severas. resultante do enfraquecimento do mecanismo de esfíncter do anel inguinal interno. hérnia estrangulada . pode-se realizar o tratamento conservador com a utilização de fundas ou faixas abdominais. Não é incomum não se conseguir palpar a hérnia femoral. que causa aumento do volume escrotal. medialmente à veia femoral. hérnia femoral . que são melhor visualizadas com esforço ou tosse. 3. observa-se massa herniária palpável descendo e tocando o dedo. de início súbito ou não. obrigatoriamente. Nos casos de hérnia inguinal. associado ou não a esforço físico.Criptorquidia . conseqüente ao enfraquecimento da fáscia transversal. as pneumopatias e o diabetes. pode-se recorrer a exame ultra-sonográfico da região para confirmar o diagnóstico. neste caso.maior. Pede-se ao paciente que faça força novamente ou tussa e procura-se observar a presença de elevação. lateralmente aos vasos epigástricos profundos. o conteúdo herniário pode estar em sofrimento isquêmico e é mandatória a correção cirúrgica imediata para evitar a necrose.

a cirurgia é realizada sob anestesia local. Quando sintomática. São várias as técnicas descritas para a correção cirúrgica da hernia inguinal e femoral. Habitualmente. sendo o tratamento clínico. que consiste no fechamento do anel. ou seja. na linha média xifo-umbilical.- Varicocele Hidrocele Tumor de testículo Linfadenopatia Cisto de cordão espermático Tratamento As hérnias inguinais e femorais devem ser tratadas cirurgicamente. a hérnia pode passar despercebida. exceto em pacientes obesos. Quando o paciente queixar-se de dor nesta região. os pacientes podem retornar às suas atividades corriqueiras após dois a trêsdias e desenvolver atividade física mais intensa após sete dias. Esta é facilmente palpável.5cm. deve-se atentar para . Merecem destaque as técnicas "sem tensão" que têm por princípio a utilização de prótese. reservado somente para os pacientes com comorbidades que implicam em risco cirúrgico elevado. Nos magros. não tem se mostrado extremamente superior às "técnicas sem tensão". Ocasionalmente. a palpação e a visualização do abaulamento herniário não oferece dificuldades. a queixa mais freqüente é a de dor no local da herniação. Hérnia Umbilical Diagnóstico O diagnóstico é essencialmente clínico. indica-se a correção cirúrgica. em obesos. assintomáticas. Em alguns serviços. quando a manobra de Vasalva pode ajudar na palpação. Os pacientes portadores de hérnia umbilical podem se queixar de leve estiramento ou dor local. proporcionando recuperação pós-operatória precoce. com diminuição da dor e dos índices de recidiva. Hérnias pequenas podem ser abordadas inclusive sob anestesia local. como fundas. permitindo a palpação de um anel fibroso e firme que é o anel herniário. Hérnia Epigástrica Diagnóstico O diagnóstico é realizado pela história clínica e pelo exame físico. enquanto que. Tratamento A não ser para hérnias com anel < 0. geralmente de polipropileno. as hérnias umbilicais podem assumir grandes proporções e conter epíplon e/ou alças intestinais. A correção por via laparoscópica. Na maioria dos casos. além de implicar em custos diretos muito mais elevados. por meio da história e exame físico. o conteúdo do saco herniário é redutível com facilidade. além de sempre necessitar anestesia geral. empregada em muitos serviços.

em decorrência de quadro suboclusivo em hérnias encarceradas. Como queixa. Tratamento Pequenas hérnias incisionais. através do fechamento do defeito anatômico. Encaminhamento Quando do diagnóstico de qualquer hérnia. Tratamento Sempre que sintomática. deve-se corrigir a hérnia epigástrica. delgada. o encaminhamento deve ser feito em caráter de urgência. Já as mais volumosas necessitam de correção cirúrgica. desnutridos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sendo o paciente orientado para retornar na presença de sintomas ou crescimento do saco herniário. geralmente acompanhada de protusão. em especial quando sintomática. o paciente pode relatar dor local. Hérnia Incisional É mais comum em pacientes obesos. submetidos à cirurgia de urgência ou a cirurgias infectadas. Às vezes. Copyright © 2001 IDS . a qual muitas vezes requer a colocação de telas para reconstruir a parede abdominal. a qual é mais acentuada na posição ereta ou com esforços físicos. a pele sobre o saco herniário pode se apresentar atrófica. Nas grandes eventrações abdominais. com veias ingurgitadas e com infecção fúngica. deve-se encaminhar o paciente para avaliação de um cirurgião. podem ser apenas observadas. podendo evoluir para a formação de lesões ulceradas. ocorrem cólicas abdominais. Diagnóstico O diagnóstico é realizado por meio da história e do exame físico.o diagnóstico diferencial de não confundir com uma queixa gastrointestinal. diabéticos. pouco sintomáticas ou assintomáticas. Nos casos de dor aguda e/ou intensa.

Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Associado da Disciplina de Cirurgia do Trauma. compressões e abrasões. Ferimentos fechados Ocorrem em conseqüência de contusões. Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os ferimentos podem ser classificados em abertos e fechados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dario Birolini1 Renato Poggetti2 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:10 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia do Trauma. Abertos são aqueles que apresentam descontinuidade da pele. a pele encontra-se íntegra. nos fechados. Dependendo da intensidade da energia e da força . enquanto que. Esses mecanismos lesam os tecidos da pele e podem provocar rompimento dos vasos sangüíneos. O trauma provoca o acúmulo de líquido nos tecidos e o rompimento dos vasos gera sangramento. Esses ferimentos são chamados de contusões.

são lesões teciduais de bordos irregulares. tais como pregos. o hemotórax e o tamponamento cardíaco. 4) ferimentos perfurantes .aplicadas. com orifício de entrada geralmente pequeno. 6) esmagamentos . De acordo com a profundidade de penetração. as intercorrências mais freqüentes e graves são o pneumotórax. porém podem ser um sinal importante da presença de lesões internas graves concomitantes. ossos e órgãos. nervos e músculos. com perda do revestimento cutâneo. No abdome. Os mecanismos que provocam essas lesões são as colisões automobilísticas.são lesões superficiais. podendo gerar risco de vida. tendões. O sangramento dessas lesões pode ser extremamente variável.são lesões produzidas por objetos pontiagudos. Essas lesões superficiais geralmente não colocam a vida em risco. que podem colocar em risco a vida do doente. podem ser lesados junto com a pele.são lesões da camada superficial da pele ou das mucosas. Os sinais clínicos mais freqüentes do acometimento superficial são edema. equimose e hematoma. como músculos. os ferimentos perfurantes podem provocar hemorragia e/ou peritonite. outras estruturas mais profundas. podem ser lesadas estruturas e órgãos internos. Essas lesões também podem ser acompanhadas de sangramento. em geral decorrentes de traumatismos intensos produzidos por objetos rombo. agulhas e estiletes. como facas. dependendo da existência de ruptura de pequenos vasos. fragmentos de vidros ou de metais. os desabamentos e os acidentes de trabalho.ocorrem em traumatismos resultantes da aplicação de energia e força intensas. podendo causar extensa destruição tecidual.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . e que geralmente são produzidas por objetos cortantes. Copyright © 2001 IDS . 3) lacerações . onde existe descolamento de pele em relação aos planos profundos. de bordas regulares. que podem ou não apresentar sangramento discreto e são acompanhadas de dor local intensa. As lesões podem ser abertas ou fechadas. Ferimentos abertos Os ferimentos abertos podem ser divididos em: 1) escoriações . Os ferimentos cortocontusos também podem produzir lesões de vasos.são lesões abertas. Na região do tórax. 5) avulsões . 2) cortocontusos .

com tendência ao aumento do número de casos. elétricas e por radiação. As mais comuns são as térmicas. As queimaduras elétricas também são muito frequentes. mais uma vez as crianças que. assim como o contato com corpos aquecidos (ferro de passar. assim como colocam fios na boca. As chamas por combustão de álcool constituem outro subtipo das queimaduras térmicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Carlos Fontana1 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:20 AM Autores: 1 Chefe do Serviço de Queimaduras do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia As queimaduras podem ser classificadas em quatro tipos segundo os agentes causadores: queimaduras térmicas. onde atingem. As correntes de alta voltagem e amperagem da rede de distribuição . canos de escape e outros objetos metálicos aquecidos ou mesmo em ponto de fusão). Podem ocorrer no ambiente doméstico. frequentemente. químicas. em ambiente doméstico na sua quase totalidade. pela sua curiosidade natural em que pese a existência de varios dispositivos de proteção. atingindo. crianças em acidentes na cozinha. ainda introduzem objetos metálicos nas tomadas domésticas. principalmente causadas por líquidos aquecidos.

acidentes de trabalho. na sua maioria. em sua fase mais produtiva. As queimaduras químicas também atingem pessoas adultas na sua maioria. caixas de força e outros costumam atingir indivíduos jovens do sexo masculino. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .dos postes elétricos. por exemplo. As queimaduras por irradiação são bem menos frequentes. lidando com substâncias químicas (ácidos ou bases fortes) sem o devido conhecimento ou medidas de precaução. terapêuticos ou de pesquisa. porém de consequências trágicas. Podem também ocorrer por defeito ou má manipulação de aparelhos emissores de radiação. e consituem. o episódio de Goiânia (GO). como.

As varizes dos membros inferiores classificam-se em primárias e secundárias. 2% são traumáticas. representando 73% das úlceras dos membros inferiores: 8% são de origem arterial. Os primeiros estão relacionados com o risco potencial de um determinado indivíduo. . Os principais fatores de risco são a idade e o número de gestações. 3% aparecem em diabéticos. como hereditariedade. e 14% têm outras etiologias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Aun1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:34 AM Autores: 1 Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se como veia varicosa aquela que apresenta alterações permanentes de calibre e comprimento (tortuosidade). As varizes primárias apresentam fatores predisponentes e desencadeantes. As úlceras de estase venosa crônica representam uma das complicações mais importantes e características da doença. causando deformidades estéticas e podendo levar a sintomas. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. Quase 20% da população brasileira acima de 15 anos apresentam algum tipo de veia varicosa. As veias varicosas são salientes e visíveis.

bastante semelhantes a pequenas "aranhas"). Os fatores desencadeantes são os imediatamente responsáveis pelo aparecimento da doença. como posturas profissionais.sexo (maior no feminino). respectivamente). que não causam saliência na pele. o edema já será suficiente para facilitar a ocorrência de infecção. Geralmente é benigna e a simples elevação do membro com compressão local já é suficiente para coibi-la. que exijam longos períodos em posição ereta. Na maior parte dos casos. Em segundo lugar. que causam elevação da pele). além das deformidades estéticas. As placas de eczema situam-se na face medial do terço distal da perna. muito finos. observa-se exsudação pela ferida. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. o eczema varicoso é. Com o membro pendente. Apresentando-se como complicação. As complicações mais observadas são a flebite superficial. visíveis pela transparência da pele) e telangiectasias (pequenos vasos. situa-se geralmente na face média do terço distal da perna. Portadores de varizes têm maior tendência de apresentar surtos de erisipela. coberto ou não de fibrina e secreção purulenta. Alguns pacientes podem apresentar sensação de peso ou desconforto mal caracterizado nos membros inferiores. de aproximadamente 1 a 2 mm de largura. presença de outros defeitos de tecidos de sustentação e da parede venosa (hérnias e hemorróidas. As varizes secundárias decorrem de complicações da trombose venosa profunda aguda. A úlcera varicosa. por provocarem sobrecarga no sistema venoso dos membros inferiores. granuloso. que podem aparecer isoladamente ou serem confluentes. palpa-se endurecimento nestes locais. . Também. as veias dos membros inferiores classificam-se em: varizes (veias salientes e visíveis. as varizes dos membros inferiores. As úlceras varicosas ocorrem em locais de pele já alterados pela hiperpigmentação e eczema. mesmo fora da fase aguda. obesidade e gestações repetidas. se houver úlcera ou eczema. mesmo que não haja úlcera. por solução de continuidade da pele. É provocado pela presença de hemoglobina livre no tecido celular subcutâneo. Em primeiro lugar. na realidade. apresentam pouca ou nenhuma sintomatologia. passa a ser secretante e nota-se celulite ao redor. Pode ocorrer por fragilidade de veias subdérmicas com erosão da parede. de trajeto tortuoso ou retilíneo. ou úlcera de estase venosa crônica. há maior tendência à formação de coágulos no sistema venoso superficial. As bordas são elevadas e o fundo. Normalmente é indolor. Quanto ao aspecto morfológico. microvarizes (pequenas veias. que piora com a postura ereta ou sentada e melhora com os pés elevados ou com o deambular. pela facilidade de instalação de processos infecciosos. Pela estase em veia varicosa. a evolução natural da estase venosa crônica. Algumas vezes são veias normais. porém. As flebites superficiais podem levar a hipercromia no trajeto venoso. que causa processo inflamatório crônico e exsudativo.

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tornando-o pouco capaz.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia Autores: Wilson Jacob Filho1 Naira Hossepian S. ou mesmo incapaz . caracterizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1980 para países em desenvolvimento. O idoso. No ano 2025. L. A melhor definição de envelhecimento é aquela que enfatiza o limiar de perda das reservas funcionais do organismo atingido por um ser vivo.1% da população). como o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos. de adaptar-se a uma situação adversa . encontra-se mais propenso a apresentar alterações no seu estado de saúde frente a um agressor. externo ou interno. seja ela física. o Brasil será o sexto país com mais idosos no mundo (cerca de 34 milhões ou 15. emocional ou econômico-social. tornando-o alvo maior de . A faixa etária acima dos 60 anos alcançou taxas oito vezes superiores às de crescimento da população jovem. Hojaij2 Última Atualização: 9/5/2001 7:10:54 AM 1 2 Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médica Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A população brasileira vem apresentando um processo de envelhecimento rápido.

Avaliação Clínica Os profissionais que lidam com idosos atuam sempre com: (1) respeito pelas diferenças próprias da faixa etária.4o C. . (3) o contato com cuidadores para um completo entendimento do processo agudo de doença. O idoso requer um maior tempo de atendimento. (3) a presença de familiares. Exame físico. quando presente. ou porque naturalmente possui lentificação na capacidade de planejamento e realização de suas idéias e pensamentos. sendo da maior importância a diferenciação entre os achados clínicos considerados normais para a idade . a senilidade. a febre é um indicador de doença séria em 76% dos pacientes com temperatura oral maior ou igual a 37. Anamnese.caracterizando a senescência . por seus valores e diferenças culturais.9%). (2) acessos livres e amplos aos locais de exame.000. freqüência respiratória igual ou maior que 30 movimentos por minuto. Vai depender essencialmente da obtenção complementar de dados fornecidos pelos familiares e/ou cuidadores do paciente em questão. (3) pontos de apoio estratégicos para facilitar sua movimentação. O indivíduo idoso exige alguns cuidados particulares ao ser examinado: (1) respeito e maior pudor ao despi-lo de suas vestes. (2) uma visão multiprofissional do atendimento. auxilia na avaliação dos sinais e sintomas clínicos do paciente. esta é a única via de obtenção de uma história clínica confiável. Alguns cuidados na anamnese do idoso são de extrema relevância: as queixas do paciente devem ser complementadas com a história obtida da família e/ou cuidador. seja porque tem deficiências sensoriais (visuais ou auditivas) e/ou cognitivas (nos campos da memória. Muitas vezes. pois podem influenciar a tomada de decisão e a elaboração das hipóteses diagnósticas: (1) febre . em função de eventuais limitações físicas. com suas deficiências e doenças previamente diagnosticadas.e aqueles relacionados a doenças crônicas ou agudas. Porém. implicam no melhor entendimento da doença aguda e na obtenção do histórico dos fármacos e respectivas dosagens às quais o idoso está habituado.8oC. não difere daquele habitual para o adulto jovem. porém uma não pode excluir a outra.o idoso apresenta hipertermia relacionada a processos inflamatórios ou infecciosos em menor proporção que o jovem. Muitos dos problemas agudos decorrem do não-uso ou mau uso dos medicamentos e de suas interações (35 a 40% das admissões hospitalares por problemas relacionados a fármacos são de indivíduos com mais de 60 anos e a prevalência de atendimentos emergenciais relacionados a problemas com medicamentos é de 1.doenças. Algumas peculiaridades do exame físico merecem maior atenção.7 a 2. porém com alguns comemorativos próprios da faixa etária. atenção e linguagem). a avaliação do histórico clínico do paciente idoso. principalmente na presença de alguns dos seguintes achados clínicos: temperatura oral igual ou maior que 39. e a avaliação funcional prévia. leucocitose igual ou maior que 11. presença de infiltrado pulmonar na radiografia simples de tórax e freqüência cardíaca igual ou maior que 120 batimentos por minuto.

caracterizando um provável quadro de delírio. freqüentes nesta faixa etária. Nesses casos. O exame neurológico é da maior importância devido às alterações cognitivas presentes na avaliação e que devem ser investigadas se são de aparecimento ou piora recente.é capaz de fornecer impressão clínica fidedigna do descoramento. A importância do atendimento do paciente com quadro demencial na emergência está no diagnóstico de possíveis causas tratáveis das complicações comportamentais e .a idosos que procuram atendimento emergencial de quadros suboclusivos ou oclusivos deve ser dada atenção a sopros e/ou massas pulsáteis que possam sugerir o diagnóstico de aneurisma de aorta abdominal. embora o estado de hidratação seja de difícil avaliação. (4) pressão arterial . sempre relacionado a uma alteração orgânica.é mais comum em idosos e constitui situação de alto risco para as alterações nas funções normais do ser humano. associa-se com insuficiência coronária. em pacientes com dor torácica. da própria síndrome. sempre que possível.(2) hipotermia . podendo até prejudicá-lo em uma situação de emergência. a expansibilidade pulmonar está diminuída com suas implicações ventilatórias e a presença de estertores deve ser valorizada como anormal mesmo no idoso. (7) Exame pulmonar . em geral infecciosa. (8) Abdome . A palpação de todos os pulsos é de extrema importância no diagnóstico de insuficiências arteriais crônicas ou agudas.apresenta tendência a valores mais baixos em relação ao jovem e menor incidência de taquicardia compensatória a situações de demanda cardiovascular. sem repercussões cardíacas relevantes. até mesmo. (5) Exame das mucosas . existe menor produção natural de secreção salivar e de filme lacrimal e a taquicardia compensatória é menos evidente.na emergência. pois a elasticidade da pele encontra-se diminuída. .deve ser medida considerando a tendência (patológica) para o desenvolvimento da hipertensão sistólica isolada com o avanço da idade. é de grande valor a vivência clínica do médico avaliador. (3) freqüência cardíaca. a presença eventual do fenômeno do "buraco auscultatório" falseando possível hipertensão sistólica (deve-se utilizar sempre no idoso a palpação do pulso distal ao manguito para a medida da pressão arterial).as bulhas cardíacas são freqüentemente hipofonéticas e sopros sistólicos estão presentes em até 60% dos idosos. (6) Exame cardíaco . medir a pressão arterial nos dois membros) e a alta prevalência do uso de medicamentos que possam interferir na avaliação da pressão arterial. a existência de fenômenos vasculares obstrutivos que possam causar diferenças significativas dos níveis pressóricos entre os dois membros (deve-se. a freqüente presença de hipotensão postural com suas implicações terapêuticas. A presença de estertores bilaterais em bases pulmonares.pressão arterial .

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Orestes Vicente Forlenza1 Última Atualização: 7/4/2001 6:01:00 AM Autores: 1 médico psiquiatra. Mutações dos cromossomos 1.LIM 27. onde já vivem cerca de 15 milhões de indivíduos com mais de sessenta anos.7% aos 60-64 anos de idade para cerca de 40% nos grupos etários de 90 a 95 anos. trissomia do cromossomo 21. Mestre e Doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A doença de Alzheimer é a principal causa de declínio cognitivo em adultos. presença da isoforma E4 da apolipoproteína E. representando mais da metade dos casos de demência. A idade é o principal fator de risco: sua prevalência passa de 0. laboratório de Neurociências . afetando o funcionamento social e ocupacional. Ocorre diminuição . A doença de Alzheimer caracteriza-se por distúrbio progressivo da memória e outras funções cognitivas. 14 e 21 (raras) determinam doença de início precoce e herança autossômica dominante. O transtorno da memória afeta os processos de aprendizado e evocação. traumatismo craniano e exposição ao alumínio. Outros fatores de risco para a doença de Alzheimer são: história familiar de demência. Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. Isso revela a magnitude do problema no Brasil. sexo feminino. sobretudo idosos.

inversão do ciclo vigília-sono Comportamento de procura. formas mais graves podem progredir rapidamente. A discriminação visoespacial também é progressivamente perdida. mudança de hábitos. Isso compromete a capacidade de desempenhar atividades da vida diária (trabalho. vestir-se. esvaziamento de conteúdos e diminuição da compreensão. irritabilidade. abulia. acompanhadas de alterações da leitura e escrita. causando grande desgaste para os cuidadores. Na esfera da linguagem. apraxia e agnosia. pica Hipersexualidade. levando ao óbito em menos de dois anos. verificação. comportamento inapropriado Delírios e alucinações. alimentar-se). contudo. sair de casa injustificadamente) Hipo ou hiperfagia. espera-se queda de 2 a 3. . por exemplo). Existe correlação entre a progressão clínica da demência e as medidas de instrumentos quantitativos. Alterações do comportamento e manifestações psiquiátricas propriamente ditas (abaixo) estão presentes em até 75% dos casos. A nomeação está prejudicada desde o início. Alterações sensitivomotoras (sinais extrapiramidais. Por exemplo. lazer. depressão. reflexos neurológicos primitivos) podem estar estão presentes na evolução da doença. A deterioração cognitiva deve ser avaliada em intervalos regulares (a cada seis ou doze meses. hiperoralidade. Embora haja uma certa preservação da memória remota em estágios iniciais. mioclonias. com piora progressiva até que não haja mais nenhum aprendizado novo. observa-se perda de fluência verbal. ideatória e ideomotora). ansiedade (reação catastrófica) Insônia. a perda de memória torna-se global na evolução. conferir objetos ou segurança da casa. labilidade afetiva. agressividade verbal e física Perambulação (vagar a esmo. em algum estágio da evolução da demência.na aquisição de novas informações. Aparecem também os fenômenos apráxicos (apraxias da marcha. observando-se dificuldades para copiar desenhos. passando a depender de um cuidador. Quadro 1. Alterações da psicomotricidade Comportamento locomotor Comportamento alimentar Comportamento sexual Psiquiátricas propriamente ditas Desordens do sono Comportamento bizarro Inibição: apatia. Na doença avançada observa-se a tríade afasia. negativismo Agitação: exaltação. vida social) e de cuidar de si mesmo (asseio pessoal.5 pontos no Mini-Exame do Estado Mental (MEM) a cada 12 meses. Principais características não-cognitivas da Doença de Alzheimer. solicitações repetidas A duração da doença é usualmente de 8 a 12 anos.

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capacidade de distensão ( complacência retal). A incontinência anal é a incapacidade. A perda de controle sobre a eliminação de fezes sólidas é denominada de . Resultada interrelação complexa entre volume e consistência do conteúdo retal. Por vezes. sensibilidade retal e a integridade da musculatura esfinctérica anal. em graus variados. Em outras circunstâncias. o paciente ou seus familiares.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sergio Eduardo Alonso Araujo1 Angelita Habr-Gama1 Última Atualização: 8/10/2001 11:32:12 AM 1 Disciplina de Coloproctologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Continência anal é a capacidade em retardar a eliminação de gases ou de fezes até o momento em que for conveniente fazê-lo. de reter a matéria fecal e de evacuá-la de forma voluntária. a prevalência na população é de difícil mensuração. Por esses motivos. podem interpretar os episódios de incontinência como sendo diarréia. constrangedora e com repercussão sócio-econômica significativa. existe uma grande dificuldade do paciente de expor sua condição ao médico. Trata-se de condição incapacitante. por déficit de cognição ou de atenção. bem como sua inervação.

000 indivíduos com idade entre 15 e 64 anos. a incontinência fecal é resultado de erro técnico ou incapacidade de avaliar. Algumas doenças orificiais. Na encoprese. Há situações. a insuficiência esfinctérica. mecanismos de base psicopatogênica levam à postergação voluntária ou . associa-se a malformações congênitas da coluna vertebral (espinha bífida) e do segmento anorretal (imperfuração anal). nessas situações. Rotura esfinctérica parcial ou completa pode ocorrer durante o parto vaginal (em até 20% dos partos) e o seu não-diagnóstico ou o reparo inapropriado dos esfíncteres anais após o parto pode levar a incontinência fecal. enquanto a perda de controle restrita à eliminação de gases ou fezes líquidas é chamada de incontinência anal parcial.000 mulheres. tais como a correção de fístula anal (fistulotomia) ou a hemorroidectomia. a incapacidade de reter fezes ou gases geralmente se segue ao parto vaginal ou operação anorretal que ocasionou a lesão dos músculos anais. podem levar à perda de muco ou pus pelo ânus. a incontinência fecal em mulheres ocorre devido a lesões de natureza obstétrica ou cirúrgica. de iatrogenia cirúrgica ou de doença sistêmica. Na incontinência fecal que se segue a trauma obstétrico ou cirúrgico. Mais comumente.000 homens e 133 por 10. onde a perda de fezes não é devida a denervação do assoalho pélvico. tais como o abuso de laxativos empregados para o tratamento de constipação crônica que levam à natureza líquida do conteúdo intestinal. que permite a evacuação involuntária de fezes líquidas que ultrapassam as fezes endurecidas (fecaloma) e permeiam o ânus. Na faixa etária acima dos 65 anos. como uma lesão dos esfíncteres anais como conseqüência da má-assistência obstétrica durante o parto vaginal. a insuficiência esfinctérica pode se manifestar anos após o parto. o que leva a dilatação reflexa crônica do ânus. a história de trabalho de parto prolongado e ao esforço evacuatório crônico. a fístula anal e a fissura anal crônica. algumas doenças orificiais e a encoprese. A lesão iatrogênica dos esfíncteres anais pode ocorrer após operações anorretais. A prevalência da incontinência fecal na população diabética está aumentada devido à ocorrência da neuropatia que atinge o nervo pudendo. Vale lembrar que a maioria das mulheres vítimas de lesão esfinctérica de causa obstétrica também sofre de prejuízo da inervação dos esfíncteres anais (neuropatia do pudendo).incontinência anal total. quando a lesão esfinctérica é grave. Na maioria dos casos. existem vários fatores causais. que pode ocorrer em alguns casos de grave constipação de trânsito lento ou no megacólon chagásico. mas também discretas alterações clínicas. ainda no período pré-operatório. Na população jovem. como as hemorróidas. Esse fenômeno também é conhecido como diarréia paradoxal. estando associada ao envelhecimento per se. Na impactação fecal. a prevalência é de 109 por 10. A incontinência fecal idiopática (ou neurogênica) é observada na ausência de trauma obtétrico. Como a maioria das lesões esfinctéricas é parcial e reparada imediatamente. como a impactação fecal. as fezes se tornam endurecidas e ressecadas no interior do reto e do sigmóide. A prevalência da incontinência fecal é de 42 por 10.Em crianças.

o que resulta em impactação fecal e diarréia paradoxal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .involuntária do chamado à evacuação.

atinge metade dos indivíduos. particularmente em pacientes . alguns deles não relatam o fato ao médico. Devido ao estigma social e ao fato de muitos acreditarem ser esta condição um processo natural do envelhecimento. Cerca de dez a 30% dos adultos apresentam perda de urina em alguma fase de sua vida. Em instituições asilares. Evidências recentes indicam que o tratamento adequado diminui a morbidade e seus custos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Cristiano Mendes Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 7:13:08 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Incontinência urinária é a perda involuntária de urina pelo meato uretral. caracterizando um sintoma (a queixa de perda urinária). um sinal (a demonstração objetiva da perda de urina) e indicando uma doença de base que deve ser investigada. estimando-se que menos da metade dos indivíduos com incontinência urinária procura serviço médico pela queixa.

obesidade mórbida. baixa ingestão hídrica. o principal sintoma é a perda involuntária de urina associada ao forte desejo miccional (urgência). alterações da cognição. O tratamento dessas condições pode reduzir ou até mesmo resolver a queixa urinária. Principais causas e tratamentos de incontinência urinária trato urinário inferior causa infecção urinária vaginite atrófica gestação/parto vaginal/ episiotomia pós prostatectomia obstipação tratamento antibióticos estrogenoterapia (quando não contraindicado) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical (especificar como feitas a reabilitação e o treinamento) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical desimpactação de fezes. As causas mais freqüentes da incontinência urinária são multiparidade (gestação/parto vaginal/episiotomia). a de esforço. Na urge-incontinência. Pode apresentarse com gotejamento constante. deficiência estrogênica. A incontinência paradoxal é a perda urinária involuntária com estados onde existe hiperdistensão vesical. obstipação. e a paradoxal. A incontinência urinária de esforço associa-se a condições que elevam a pressão abdominal. algumas das quais reversíveis. laxativos. Diversas condições podem causar ou contribuir para a incontinência urinária. como durante a tosse ou espirro. diabetes.institucionalizados. medicamentos (diuréticos. acidentes vasculares cerebrais. São chamadas causas reversíveis de incontinência (tabela 1). drogas de ação central). imobilidade. esclerose múltipla. etc efeitos colaterais de drogas causa tratamento . doença de Parkinson) e atividades físicas de alto impacto. Tabela 1. dieta com fibras. A classificação de incontinência urinária aqui apresentada é baseada em sintomas como a urgeincontinência. hidratação.

diuréticos: causam poliúria e urgência cafeína: irritante vesical anticolinérgicos: retenção urinária, incontinência paradoxal, obstipação psicotrópicos: - antidepressivos: ação anticolinérgica (retenção urinária) e sedação - antipsicóticos: ação anticolinérgica, sedação, rigidez e imobilidade - sedativos, hipnóticos: sedação, delírio, imobilidade e relaxamento muscular analgésicos narcóticos: retenção urinária, sedação, impactação fecal e delírio bloqueadores alfa adrenérgicos: relaxamento uretral agonistas alfa adrenérgicos: retenção urinária (presentes em muitas drogas para resfriados) agonista beta adrenérgicos e bloqueadores de canal de cálcio: retenção urinária álcool: poliúria, frequência, urgência, sedação, delírio e imobilidade aumento da produção de urina causa metabólico pela hiperglicemia no diabetes ou para a hipercalcemia aumento da ingesta hídrica hipervolemia: - insuficiência venosa com edema - insuficiência cardíaca

com todas as medicações, interromper ou mudar tratamento se clinicamente possível e alteração de dosagem caso uso seja imprescindível

tratamento melhor controle do diabetes; tratamento para hipercalcemia dependendo da causa de base reduzir ingesta hídrica e líquidos diuréticos (cafeína) elevação de membros inferiores; restrição de sódio, meias elásticas tratamento clínico

diminuição da capacidade da necessidade de urinar causa tratamento

delírio

diagnóstico e tratamento da causa do estado confusional agudo

doenças crônicas e ortopédicas que micção de horário; uso de recipientes restringem a mobilidade de coleta urinária psicológicas e psiquiátricas tratamento farmacológico ou não farmacológico das causas

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Egberto Reis Barbosa1

Última Atualização: 9/5/2001 7:13:46 AM
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Médico Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Tremores O tremor fisiológico é um tremor postural, normalmente subclínico, que se exacerba ao estresse, hipoglicemias, tireotoxicose, abstinência alcoólica, fadiga, uso de broncodilatadores, ácido valpróico, sais de lítio, neurolépticos, antidepressivos tricíclicos, cafeína e teofilina. O tremor essencial é manifestação neurológica isolada, com história familiar positiva e prevalência que aumenta com a idade. O tremor cerebelar frequentemente associa-se a outras manifestações de disfunção do cerebelo. A diferenciação entre esses quatro tipos básicos de tremor fundamenta-se nas suas características de freqüência, circunstâncias de aparecimento (repouso, postura ou movimento) e resposta farmacológica. Os tremores de freqüência mais baixa são os de origem cerebelar. O tremor parkinsoniano

ocorre numa freqüência intermediária e o tremor essencial é o de frequência mais elevada. É claro que certo grau de sobreposição acontece. O tremor parkinsoniano é mais evidente no repouso e diminui com a movimentação. O tremor essencial e o tremor fisiológico exacerbado são predominantemente posturais. O tremor cerebelar manifesta-se com maior intensidade à movimentação (tremor de ação). Os tremores essencial e cerebelar, quando afetam o segmento cefálico, levam a oscilações em bloco, com movimento afirmativo (plano vertical) ou negativo (plano horizontal). Isso não acontece no tremor parkinsoniano que, no segmento cefálico, se limita à mandíbula, lábios e língua. Doença de Parkinson A doença de Parkinson típica é insidiosa, aparecendo após os 50 anos. Em 70 a 80% dos casos, a manifestação inicial é o tremor de repouso unilateral, em porção distal de membro superior. Na evolução gradativa, sobrevêm acinesia e rigidez. Posteriormente, a doença estende-se para o membro inferior homolateral e, posteriormente, para o hemicorpo contralateral, surgindo as alterações da fala, marcha e a instabilidade postural. Em fases mais avançadas, há limitação do desempenho motor com perda da autonomia. Distúrbios com obstipação intestinal são comuns. Depressão ocorre em 40% dos casos na fase inicial da doença e a demência ocorre em 15 a 20% dos casos na fase tardia. Em síntese, o quadro clínico é constituído por acinesia, rigidez, tremor e instabilidade postural, sendo que a presença de dois desses quatro componentes é suficiente para o diagnóstico, destacando-se a acinesia e o tremor.

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Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia

Autores: Wilson Jacob Filho1 Sérgio Marcio Pacheco Paschoal2 Última Atualização: 9/5/2001 9:00:38 AM
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Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médico Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Como reduzir quedas no idoso A queda é um evento bastante comum e devastador em idosos. Embora não seja uma conseqüência inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doença aguda. Além dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes, aumentando a dependência e a institucionalização. Estima-se que há uma queda para um em cada três indivíduos com mais de 65 anos e, que um em vinte daqueles que sofreram uma queda sofram uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos e mais, 40% cai a cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a freqüência de quedas é de 50%. A prevenção de quedas é tarefa difícil devido

a variedade de fatores que as predispõem. A distribuição das causas difere entre idosos institucionalizados e os não-institucionalizados. As quedas entre os moradores de asilos e casas de repouso são em decorrência de distúrbios de marcha, equilíbrio, vertigem e confusão mental, enquanto que pessoas não institucionalizadas tendem a cair por problemas ambientais, seguidos de fraqueza/distúrbios do equilíbrio e marcha, “síncope de pernas”, tontura/vertigem, alteração postural/ hipotensão ortostática, lesão do Sistema Nervoso Central, síncope e outras causas. Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos e mais); sexo feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; marcha lenta com passos curtos; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia. Atividades e comportamentos de risco e ambientes inseguros aumentam a probabilidade de cair, pois levam as pessoas a escorregar, tropeçar, errar o passo, pisar em falso, trombar, criando, assim, desafios ao equilíbrio. Os riscos dependem da freqüência de exposição ao ambiente inseguro e do estado funcional do idoso. Idosos que usam escada regularmente têm menor risco de cair que idosos que a usam esporadicamente. Por outro lado, quanto mais vulnerável e mais frágil o idoso, mais suscetível aos riscos ambientais, mesmo mínimos. O grau de risco, aqui, depende muito da capacidade funcional. Como exemplo, pequenas dobras de tapete ou fios no chão de um ambiente são um problema importante para idosos com andar arrastado. Manobras posturais e ambientais, facilmente realizadas e superadas por idosos saudáveis, associam-se fortemente a quedas naqueles portadores de alterações do equilíbrio e da marcha. Idosos fragilizados caem durante atividades rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente dentro de casa, num ambiente familiar e bem conhecido.

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Autores:

Mara Solange Carvalho Diegoli1

Carlos Alberto Diegoli1 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:18 AM
1 Assistentes Doutores da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia Menstruação é a perda sanguínea, cíclica e periódica, que ocorre na vida da mulher, da menarca à menopausa. Ciclo menstrual é o intervalo entre o primeiro dia da menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte.O ciclo menstrual é considerado normal quando apresenta intervalo de 25 a 35 dias, duração do sangramento de 3 a 5 dias e a quantidade do sangramento menstrual de aproximadamente 100 a 150 ml (correspondentes ao uso de aproximadamente 8 a 12 absorventes por mês). Entretanto, são freqüentes as alterações no ciclo menstrual, tanto na quantidade do sangue eliminado, como na duração do tempo de sangramento ou no intervalo entre as menstruações, como as apresentadas no quadro abaixo: Definição Alteração

amenorréia dismenorréia espaniomenorréia hipermenorragia hipermenorréia hipomenorréia menorragia menóstase metrorragia oligomenorréia opsomenorréia polimenorréia proiomenorréia

intervalo maior do que 60 dias menstruação acompanhada de fenômenos dolorosos sangramento irregular, intervalo menstrual maior do que 45 dias aumento na quantidade e na duração do sangramento aumento no número de dias de sangramento (maior que 5 dias) diminuição no número de dias (menos que dois dias) aumento na quantidade do sangue eliminado parada brusca da menstruação alterações no intervalo do sangramento menstrual diminuição na quantidade do sangramento intervalo entre 35 e 45 dias intervalo menor do que 15 dias intervalo entre 15 e 25 dias

Os dois principais motivos que estimulam a procura de um médico são a hemorragia uterina e a amenorréia. Hemorragia uterina A hemorragia uterina é o sangramento uterino excessivo, na vigência ou não da menstruação. Para o ginecologista, a hemorragia não está apenas relacionada à perda de sangue profusa que pode conduzir a paciente a um quadro de anemia aguda, mas também à menstruação relativamente abundante ou mais duradoura, ou mesmo ao discreto escoamento sangüíneo, por muitos dias ou meses. A hemorragia uterina corresponde a 21% das queixas em ginecologia e pode ser dividida em hemorragia uterina disfuncional (HUD), quando não é encontrado nenhum fator orgânico associado ao sangramento; ou hemorragia uterina orgânica, quando é causada por determinada ginecopatia ou doença sistêmica. Nos casos agudos, a paciente refere sangramento intenso, que pode evoluir para choque hipovolêmico. O sangue é geralmente vermelho vivo, com coágulos. No sangramento crônico, a paciente pode referir perda sangüínea prolongada durante o ciclo menstrual, geralmente de 7 a 10 dias de duração, ou sangramento intenso nos primeiros dias do ciclo, seguido de um sangramento vermelho escuro ou marrom por vários dias. Mais raramente, o sangramento pode ser pequeno, mas contínuo ao longo do mês. Este quadro, quando persiste por vários meses, freqüentemente evolui para anemia. Amenorréia Amenorréia primária: ausência da menstruação após os 14 anos, em pacientes sem

desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, ou após os 16 anos, quando já houve o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. Geralmente este tipo de amenorréia está associado com malformações genitais. Amenorréia secundária: quando não ocorre a menstruação por três ciclos consecutivos ou mais. Amenorréia fisiológica: quando a mulher está grávida, amamentando ou após a menopausa.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Angela Maggio da Fonseca1 Vicente Renato Bagnoli1

José Aristodemo Pinotti2 Última Atualização: 8/16/2001 11:08:14 AM
Livre Docente em Ginecologia, Professor(a) Associado(a) da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
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Glossário 1. Climatério - fase da vida da mulher que marca a transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo. Esta fase pode estender-se por longo e variável período de tempo. 2. Síndrome climatérica - o climatério é uma condição fisiológica que algumas vezes, não obrigatoriamente, apresenta sintomatologia. Quando esse quadro ocorre, é conhecido por síndrome climatérica. 3. Menopausa - é a última menstruação fisiológica da mulher, decorrente da perda da atividade folicular ovariana.

4. Perimenopausa - é o período que precede a menopausa, quando iniciam-se as mudanças endocrinológicas e metabólicas que caracterizam o declínio da função ovariana. Compreende o primeiro ano após a instalação da menopausa. 5. Menopausa fisiológica - é a parada espontânea da menstruação por período superior a 12 meses, decorrente do processo fisiológico de perda da função ovariana. 6. Menopausa induzida - é a parada das menstruações decorrente da falência ovariana por cirurgia ou iatrogenia (quimioterapia, radioterapia). 7. Menopausa prematura ou precoce - é a cessação da função ovariana em fase precoce da vida da mulher, ou seja, antes dos 40 anos. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações da síndrome climatérica são polimorfas e apresentam-se em associações e freqüências variáveis como as manifestações: neurogênicas: são ossintomas mais comuns, representados por ondas de calor, calafrios, palpitações, cefaléia, tontura, parestesia, insônia, cansaço e alterações da memória. As manifestações neurogênicas são suscetíveis a influências ambientais, tais como exercícios, alimentação, vestuário, condições climatéricas e emocionais; psicogênicas: na síndrome climatérica, as manifestações psicogênicas são discutíveis. Existem defensores da teoria de que mulheres emocionalmente estáveis não sofram modificações psíquicas, enquanto outros admitem a importância das alterações hormonais e somáticas na gênese dos distúrbios emocionais. As manifestações psíquicas mais freqüentes são: depressão, ansiedade, irritabilidade e modificações da libido, que se apresentam em intensidade e associações variáveis. Deve-se ressaltar que no climatério parece haver maior risco para doença de Alzheimer relacionada às mudanças hormonais; osteoarticulares: entre estas alterações estão a ostealgia (dores ósseas); artralgia (dores articulares) e mialgia (dores musculares) que estão relacionadas aos processos do envelhecimento e atrofia do sistema osteomuscular. O sedentarismo e a osteoporose são fatores importantes no agravamento destas manifestações; epidérmicas: no climatério é comum a atrofia epidérmica decorrente do processo de envelhecimento somado ao hipoestrogenismo. Essas modificações conferem aspecto senil em graus variáveis à pele destas mulheres e redução progressiva dos folículos pilosos; ósseas: a osteoporose caracteriza-se pela redução da massa óssea de tal forma que a mesma seja menor que a esperada para idade e sexo. Este processo determina manifestações dolorosas variáveis e aumento de fraturas espontâneas ou provocadas, que costumam ocorrer nas fases avançadas da doença. Com maior freqüência há comprometimento dos ossos da coluna e pelve, que determinam dores lombares, perda de altura e cifose;

metabólicas: na menopausa, a queda dos níveis de estrogênio determina mudanças importantes do metabolismo lipídico, aumentando os riscos para doença arteriosclerótica. Assim, neste período da vida da mulher há maior tendência de elevação do colesterol total e das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e redução das lipoproteínas de alta densidade (HDL). Essas modificações, somadas ao diabetes, hipertensão e tabagismo, aumentam os riscos para doenças cardiovasculares; urogenitais: são decorrentes do hipoestrogenismo e do processo de envelhecimento, agravando-se progressivamente com os anos de menopausa. Clinicamente, apresentam-se como atrofia dos órgãos genitais, levando à dispareunia, corrimento, prurido vulvar, ectopia, carúncula uretral e distúrbios da micção (incontinência urinária, síndrome uretral, dificuldade de esvaziamento vesical); mamárias: costumam surgir no climatério, causam apreensão à mulher e ao profissional, pois a maior incidência do câncer de mama situa-se entre 45 e 65 anos de idade. As manifestações, embora variáveis, costumam apresentar-se como: dor nas mamas (mastalgia), edema e alterações na densidade da mama.

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Diagnóstico|Bibliografia

Autores:

Marco Antonio Borges Lopes1

Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 7:50:14 AM
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Docente da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Professor Titular da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Diagnóstico de gravidez: A suspeita de gravidez inicia-se pela história de atraso menstrual nas paciente em idade fértil, afastando-se as amenorréias patológicas (disfunção endócrina, ganho de peso, estresse), iatrogênicas (cirúrgica, por medicamentos, pós-pílula) e associadas ao aleitamento (há chance de nova gravidez se a gestante já voltou a ovular, três a seis meses após o parto). Na história clínica de suspeita de gravidez, outros sintomas aparecem como náuseas, vômitos, aversão a odores, polaciúria, sonolência, lipotimia e aumento das mamas. Ao exame clínico, o diagnóstico de certeza de gravidez consiste na ausculta dos batimentos cardíacos fetais, com o sonar doppler (a partir da 10ª-12ª semana), o Pinard (a partir da 20ª-22ª semana) ou a visibilização da movimentação fetal. Entre os sinais clínicos de suspeita de gravidez destacam-se ao toque vaginal combinado: o

amolecimento do istmo e do colo uterino, a exuberância na pulsação das artérias vaginais, a forma assimétrica do contorno uterino pela nidação do ovo, o rechaço intra-uterino do feto na cavidade uterina (a partir do 4º mês). O útero abandona a cavidade pélvica ao redor da 12ª semana, estando entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical na 16ª semana, e na cicatriz umbilical na 20ª ou 22ª semana. O diagnóstico diferencial inclui as ginecopatias (miomas, cistos de ovário), a pseudociese e a gravidez ectópica. A positividade de um exame laboratorial também é considerado sinal de certeza de gravidez. A escolha do exame complementar adequado à idade gestacional, associado a um exame físico cuidadoso, evita gastos desnecessários. A Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG), hormônio produzido no sinciciotrofoblasto, pode ser dosada na urina e no sangue (por vários métodos imunológicos, com diferentes níveis de detecção do hormônio), ou na subunidade Beta, evitando-se a reação cruzada com outros hormônios como LH e FSH. Resultados falso-negativos acontecem na presença de níveis de hCG abaixo do limite de detecção do teste, proteinúria ou medicamentos (anticonvulsivantes, fenotiazina, antidepressivos, hipnóticos e anticoncepcionais orais). A dosagem da subunidade beta mostra resultados positivos no primeiro dia após a nidação. Apesar da melhora na qualidade, os testes de farmácia devem ser vistos com cautela devido ao armazenamento incorreto, exposição a altas temperaturas e erros de interpretação. A ultra-sonografia na gestação inicial tem como objetivos observar se a gestação é tópica, a datação correta e a determinação do número e vitalidade dos embriões. O ultra-som pélvico permite a detecção do saco gestacional tópico a partir da 5ª semana de gestação. Contracepção O profissional de Saúde participante na difusão dos métodos contraceptivos devem ter conhecimento dos métodos preconizados pelo Ministério da Saúde, orientando sobre as indicações e contra indicações de cada método, explicando as informações de forma clara ao indivíduo ou casal para uma escolha livre e consciente do método a que melhor se adapte sem qualquer indução na escolha. Na orientação sobre os métodos contraceptivos deve ser destacado a necessidade da dupla proteção (contracepção e prevenção das DST e HIV/ AIDS), mostrando a importância dos métodos de barreira como os preservativos masculinos ou femininos. A escolha do método contraceptivo deve ser sempre personalizada levando-se em conta fatores como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método. Os métodos contraceptivos podem ser divididos didaticamente em: comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos. A) Métodos comportamentais Método Rítmico ou Ogino-Knaus (do calendário ou tabelinha) Procura calcular o início e o fim do período fértil. A mulher deve ser orientada a marcar no

calendário os últimos 6 a 12 ciclos menstruais com data do primeiro dia e duração, calculando então o seu período fértil abstendo-se de relações sexuais com contato genital neste período. Temperatura basal Método oriundo na observação das alterações fisiológicas da temperatura corporal ao longo do ciclo menstrual. Após a ovulação, a temperatura basal aumenta entre 0,3 e 0,8o C (ação da progesterona). A paciente deve medir a temperatura oral, durante 5 minutos, pela manhã, após repouso de no mínimo 5 horas. Para não engravidar, a mulher deve evitar relações desde o primeiro dia da menstruação até que a temperatura se eleve por 3 dias consecutivos. Método do Muco Cervical (Billing) Baseia-se na identificação do período fértil pelas modificações cíclicas do muco cervical, observado no auto exame e pela sensação por ele provocada na vagina e vulva. A observação da ausência ou presença do fluxo mucoso deve ser diária. É necessária a interrupção da atividade sexual ao menor sinal de muco, permanecendo em abstinência por no mínimo 3 dias a partir do pico de produção. Coito interrompido Baseia-se na capacidade do homem em pressentir a iminência da ejaculação e neste momento retirar o pênis da vagina. Tem baixa efetividade, levando à disfunção sexual do casal, e deve ser desencorajado. B) Métodos de Barreira Estes métodos impedem a ascensão dos espermatozóides ao útero, sendo fundamentais na prevenção das DST e AIDS. Junto com a pílula anticoncepcional e o coito interrompido, são os métodos não definitivos mais utilizados. Condom É um envoltório de látex que recobre o pênis, retendo o esperma no ato sexual, impedido o contato deste e de outros microrganismos com a vagina e pênis ou vice-versa. O condom feminino constitui-se em um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. O produto já vem lubrificado devendo ser utilizado uma única vez, destacando-se que o poliuretano por ser mais resistente que o látex pode ser utilizado com vários tipos de lubrificantes. Diafragma Dispositivo circular de borracha, recobre a cérvix uterina, devendo ser utilizado junto com um espermicida, no máximo 6 horas antes da relação sexual. A adesão da paciente depende da utilização correta do dispositivo. A higienização, a não adoção de um período de pausa e o armazenamento correto do dispositivo, são fatores importantes na prevenção de infecções genitais e no prolongamento da vida útil do diafragma.

Esponjas e Espermicidas As esponjas são feitas de poliuretano, são adaptadas ao colo uterino com alça para sua remoção e são descartáveis (ao contrário do diafragma)., estão associadas a espermicidas que são substâncias químicas que imobilizam e destroem os espermatozóides, podendo ser utilizados combinadamente também com o diafragma ou, os preservativos Existem em várias apresentações de espermicidas: cremes, geléias, supositórios, tabletes e espumas. C) Dispositivo Intra-Uterino O DIU são artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, que são inseridos na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino. O DIU com levonorgestrel age na supressão dos receptores de estriol endometrial, provocando a atrofia do endométrio e inibição da passagem do espermatozóide através da cavidade uterina. As intercorrências mais freqüentes durante o uso do DIU são a expulsão do dispositivo, dor pélvica e dismenorréia, sangramento anormal e infecção (infecção aguda sem melhora ou infecções persistentes implicam na remoção do DIU). O DIU exige controle semestral e sempre que aparecerem leucorréias. A gravidez raramente pode ocorrer (ectópica ou tópica), com risco de abortamento no 1o e 2o trimestres. A retirada do DIU pode ser feita após avaliação ultra-sonográfica, considerando os riscos para o embrião. Se a retirada não for possível por riscos de abortamento, a paciente deve ser acompanhada a intervalos curtos de tempo e orientada em relação a sangramentos vaginais e leucorréias. D) Anticoncepção Hormonal Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) O AHCO consiste na utilização de estrogênio associado ao progestogênio, impedindo a concepção inibindo a ovulação pelo bloqueio da liberação de gonadotrofinas pela hipófise, além de modificar o muco cervical tornando-o hostil ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular. As pílulas monofásicas têm a mesma dosagem hormonal em todos os comprimidos e as combinadas bifásicas e trifásicas apresentam variações de dosagem dos esteróides ao longo do ciclo. As principais contra-indicações são neoplasia ou suspeita de neoplasia hormôniodependente, doença tromboembólica, doença cardiovascular ou ocular, gravidez ou suspeita de, hipertensão arterial, fumantes acima dos 35 anos, hepatopatias, lúpus, diabetes insulinodependente grave. Minipílula São pílulas contendo baixa dose de progestágeno que agem principalmente no espessamento do muco serviçal dificultando a penetração do espermatozóide e também inibindo a ovulação em metade dos ciclos menstruais, sendo de uso contínuo. Pode ser

utilizada combinada à amamentação quando não ocorre a amamentação exclusiva. Pílula pós-coito A anticoncepção de emergência é um uso alternativo de contracepção hormonal oral (tomado antes de 72 horas após a relação) evitando-se a gestação após uma relação sexual desprotegida. Pode ser utilizado anticonceptivo hormonal oral contendo apenas progestagênio ou combinados contendo 0,25 mg de levonorgestrel e 0,05 mg de estinilestradiol (Evanor, Neovlar) ou contendo 0,15 mg de levonorgestrel e 0,03 mg de etinilestradiol (Microvlar, Nordette). Injetáveis Os anticoncepcionais hormonais injetáveis são anticoncepcionais hormonais que contém progestogênio ou associação de estrogênios, para administração parenteral (IM), com doses hormonais de longa duração. Consiste na administração de progestagênio isolado, via parenteral (IM), com obtenção de efeito contraceptivo por períodos de 3 meses ou de uma associação de estrogênio e progestogênio para uso parenteral (IM), mensal. E) Laqueadura Tubária e Vasectomia A esterelização (laqueadura tubária e vasectomia) são considerados métodos contraceptivos cirúrgicos e definitivos, realizados na mulher através da ligadura das trompas impedindo o encontro dos gametas e no homem pela ligadura dos canais deferentes (vasectomia) que impede a presença dos espermatozóides no ejaculado. Quando houver indicação de contracepção cirúrgica masculina e, principalmente, a feminina deve ser baseada em critérios rígidos, observando-se a legislação vigente. Anticoncepção na adolescência Não há método contraceptivo específico para esta população podendo ser utilizado qualquer método contraceptivo desde que não apresentem alguma condição clínica que contraindique o seu uso, conforme os critérios de elegibilidade de cada método. Anticoncepção no climatério Nesta população também não há método de escolha específico, devendo ser levado em conta a redução fisiológica da fertilidade nesta faixa etária e os critérios de indicação e contra-indicação de cada método. Anticoncepção na lactação Nos primeiros seis meses pós-parto a amamentação exclusiva, a livre demanda, com amenorréia possuem efeito importante contraceptivo. Com o retorno do ciclo menstrual e da amamentação não exclusiva pode-se oferecer outros métodos contraceptivos respeitando a

elegibilidade clínica de cada método. Os métodos comportamentais só são recomendados após o restabelecimento de ciclos menstruais.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 11/7/2001 2:21:28 PM
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Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia A gravidez na adolescência continua sendo motivo de preocupação, principalmente porque, no momento atual, há aumento de sua incidência entre adolescentes de 11 a 15 anos. Ainda que minorados os riscos biológicos por meio de pré-natal adequado, continuam a existir os agravos psicológico-emocionais a ela relacionados. A gravidez precoce e/ou indesejada leva, freqüentemente, à interrupção do projeto de vida e, por vezes, da própria vida, sendo concomitantes possíveis outros riscos relacionados ao aborto, doenças sexualmente transmissíveis entre as quais AIDS. São considerados fatores de risco para gravidez na adolescência:

· antecipação da menarca · educação sexual ausente ou inadequada · atividade sexual precoce · desejo de gravidez · dificuldade para práticas anticoncepcionais · problemas psicológico-emocionais · caracterização e mudança de valores sociais · migração · pobreza · baixa escolaridade · ausência de projeto de vida As taxas de gravidez e infecçoes sexualmente transmissíveis na adolescência denunciam a freqüência com que a atividade sexual desprotegida ocorre nessa faixa etária e sinalizam para a necessidade urgente de uma política de prevenção séria e compromissada. A proposta de abordagem do problema é complexa, incluindo vários segmentos da sociedade, estando basicamente apoiada na educação sexual, onde se destacam a anticoncepção e o reconhecimento das características e singularidades dos adolescentes. A orientação anticoncepcional é um trabalho educativo que se expande muito além do fornecimento de informações e conhecimentos sobre saúde reprodutiva, é um processo que envolve o resgate do indivíduo, a promoção da auto-estima e a conscientização dos riscos vivenciados; somente dessa maneira consegue-se uma efetiva mudança de atitude frente à vida sexual (sexo responsável), objetivo maior da educação sexual. Seguem algumas reflexões, envolvendo definições e/ou conceitos, importantes àqueles que vão assumir a proposta educativa, destacando-se, aqui, a atuação do médico de família: · É adequado que a sexualidade não seja fragmentada em sexualidade da criança, do adolescente, do adulto ou do idoso, mas que seja vista como processo, acompanhando os indivíduos desde a vida intra-uterina, jamais devendo ser entendida apenas como sinônimo de atividade sexual. Para isto, talvez o primeiro passo seja reconhecer a criança como ser sexuado e o adolescente desvinculado dos estereótipos que o ligam à liberação dos costumes, ao erotismo excessivo e à promiscuidade. · O fato de as jovens receberem orientação sexual não influencia a sua decisão de iniciar a atividade sexual. Há, inclusive, entre estas menor número de gestações. A literatura mostra ainda que adolescentes que receberam aulas de orientação sexual usaram preservativos em maior escala na primeira relação. É importante: · criar um espaço na relação com o profissional de saúde, onde o adolescente possa, por meio de um processo reflexivo, perceber-se como um indivíduo, responsável pelo seu corpo e pela sua vontade; · fornecer informações que propiciem o conhecimento do seu corpo e sobre a anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino; · fornecer informações sobre os métodos existentes, discutindo vantagens e desvantagens,

procurando capacitar a adolescente, de preferência em conjunto com seu parceiro, a escolher o método que mais se adeque ao seu contexto de vida; · discutir questões polêmicas como interrupção da gravidez. Algumas considerações devem ser tecidas em relação ao reconhecimento dos riscos que se estruturam nas características e singularidades da adolescência. · É importante levar em conta a busca da identidade com questionamentos dos padrões familiares e, portanto, da autoridade dos pais, unida à idéia de indestrutibilidade que faz com que os jovens se arrisquem em desafios inconseqüentes. · O marcante vínculo com o grupo proporciona a noção de força que vem dos pares; para serem aceitos, os adolescentes assumem atitudes para as quais, muitas vezes, não estão preparados. · Na vivência temporal singular, misturam-se ansiedade, desejo de viver tudo rápida e intensamente, não havendo lugar para a espera ou julgamentos. · A evolução da sexualidade traz o exercício da genitalidade, colocando os adolescentes frente a frente como impulsos sexuais que deverão ser vivenciados. Assim, os profissionais de saúde deverão estar preparados para o desafio de orientar um ser ávido por experimentar o novo, destemido, por se julgar invulnerável, e imaturo ou amador para lidar com o impulso sexual, marcado pela genitalidade, num corpo, a todo momento, renovado por mudanças marcantes. Em poucas palavras, a proposta da educação sexual deve conter liberdade, responsabilidade e compromisso, funcionando a informação como instrumento para que adolescentes de ambos os sexos possam ponderar decisões e fazer escolhas mais adequadas. Atente-se, aqui, mais uma vez, para os princípios éticos que regem a medicina do adolescente: a orientação anticoncepcional deverá permanecer em sigilo se o adolescente se mostrar capaz e assim o desejar; o diálogo entre pais e filhos sempre será estimulado. Os anticoncepcionais mais usados são os hormonais (pílulas), já que os preservativos já nem podem ser considerados como proposta anticoncepcional alternativa, sendo de uso obrigatório para exercício da atividade sexual. Outros métodos, como camisinha feminina, diafragma, geléias espermicidas, podem e devem ser discutidos com adolescentes para ampliar o leque de escolhas por meio de informação rigorosa. Anticoncepcionais injetáveis, mini-pílulas, dispositivo intra-uterino (DIU) têm suas indicações específicas. Atualmente, todos os adolescentes precisam receber informações sobre a anticoncepção de emergência. Em toda e qualquer oportunidade, discutir-se-á a ineficácia da "tabelinha" e do coito interrompido. Jamais deverá ser esquecida a doença sexualmente transmissível, em especial a Aids, cabendo, porém, ao médico sempre resgatar a sexualidade como proposta ligada à vida e não à morte. Na ausência de um anticoncepcional ideal, vários aspectos devem ser considerados na escolha do método contraceptivo que mais se adeqüe à paciente adolescente: 1. maturidade biológica; em geral, é menos problemático prescrever contraceptivos para

adolescentes com idade ginecológica (anos após a menarca) superior a 2 anos, quando, freqüentemente, já se completaram o crescimento físico e a maturação do eixo hipotálamohipófise-gônada. 2. maturidade psicológica; a adesão a um método depende da capacidade da adolescente de aceitar e/ou assumir a própria sexualidade; 3. grau de escolaridade e capacidade de compreensão; 4. existência de parceiro estável e participante da escolha anticoncepcional; faixa etária do parceiro; 5. freqüência das relações sexuais (a atividade sexual na adolescência geralmente é esporádica e não programada); 6. grau de motivação para a prática contraceptiva (da adolescente e do parceiro); 7. significado de uma eventual gravidez; 8. utilização inadequada da experiência sexual anterior pela adolescente que inicia sua atividade sexual muito precocemente, próximo à menarca, quando os ciclos menstruais são, na sua maioria, anovulatórios e fica para a jovem a falsa impressão de que ela realmente não engravida (sente-se tranqüila por acreditar-se estéril ou tenta engravidar para ter certeza de que não o é) ; 9. experiências anteriores com métodos anticoncepcionais; 10. existência de gestação e/ou aborto prévios (ao contrário do que se esperaria, a ocorrência de gravidez e/ou aborto anteriores é fator de risco para nova gravidez); 11. conhecimento e opinião da adolescente (e do parceiro) sobre os métodos anticoncepcionais (conceitos, preconceitos, preceitos religiosos, tabus, etc.); 12. opinião dos pais ou responsáveis a respeito do uso de anticoncepcionais por adolescentes; 13. conhecimento dos pais ou responsáveis acerca das práticas sexuais em questão (geralmente eles desconhecem a atividade sexual dos seus filhos); 14. barreiras para a utilização de métodos anticoncepcionais na família; 15. opinião do grupo a respeito dos métodos anticoncepcionais; 16. orientação contraceptiva prévia ou posterior ao início da atividade sexual; 17. avaliação clínica da adolescente: contra-indicações absolutas e relativas; 18. custo e facilidade de aquisição do anticoncepcional escolhido;

19. presença de doença crônica: a escolha do método é mais complexa em que pese a relação riscos e benefícios; 20. taxa de eficácia de cada método (quadro 1): quanto mais a utilização do método depende do indivíduo, mais sua taxa de eficácia prática se afasta da teórica. Tantas são as questões a serem discutidas e avaliadas na seleção de um método contraceptivo, que não é surpresa que a orientação anticoncepcional na adolescência seja tarefa difícil e laboriosa, principalmente considerando-se as características psicossociais próprias desse grupo etário, já discutidas anteriormente, que muito influenciam na prática sexual e contraceptiva. Não se deve esquecer, no entanto, que qualquer método anticoncepcional é mais eficaz do que a ausência de um método. O quadro abaixo apresenta, de maneira resumida, as vantagens e as desvantagens dos métodos anticoncepcionais utilizados na faixa etária adolescente. Quadro 1. Métodos anticoncepcionais: vantagens e desvantagens MÉTODO Pílula combinada VANTAGENS · alta eficácia se usada corretamente · fácil utilização · independente da atividade sexual · diminuição de alterações menstruais e dismenorréia · proteção contra anemia, tumores benignos de mama e ovários, câncer ovariano e de endométrio. DESVANTAGENS · não protege contra dst · necessidade de avaliação médica prévia · necessidade de controle médico posterior · existência de contraindicações absolutas e relativas · freqüentes efeitos colaterais menores · risco de complicações dependendo da idade (>35 anos) e presença de tabagismo · necessidade de motivação · tomada diária · custo elevado das apresentações com baixíssima dosagem de etinilestradiol

Mini - pílula

· não afeta lactação · não causa os efeitos colaterais dependentes de estrógeno

· não protege contra DST · menos eficaz que a pílula combinada · irregularidade freqüentes do ciclo menstrual (sangramento irregular e amenorréia) · tomada diária · não protege contra DST · sangramento irregular · amenorréia · ganho de peso · demora de até 8 meses para o retorno da fertilidade · não protege contra DST · contra-indicação em nulíparas · associação com o aumento na incidência de infecções do trato genital feminino, gravidezes ectópicas e anormalidades do ciclo menstrual · não protege contra DST · necessidade de avaliação médica para prescrição e orientação quanto à colocação · necessidade de reavaliações posteriores por possíveis mudanças nas características locais, pósparto, por obesidade (ganho superior a 5kg), etc.; · aversão cultural ao toque de genitais · possibilidade de deslocamento durante o ato sexual · necessidade do uso de espermicida · reações alérgicas ao látex ou espermicida

Progestágeno de depósito

· alta eficácia · aplicação a cada 3 meses · baixo custo

DIU

· necessidade de motivação para seu uso apenas inicial · não interfere na relação sexual · troca somente a cada 1 - 5 anos · após inserção, reavaliações médicas não tão freqüentes · boa eficácia se uso apropriado · inócuo · pode ser inserido antes do ato sexual · durabilidade: 2 a 3 anos se observadas as recomendações de conservação do produto

Diafragma com espermicida

Preservativo masculino

· proteção contra dst · fácil uso · barato (se atividade sexual pouco freqüente) · eficaz se utilizado corretamente · fácil obtenção · sem necessidade de prescrição médica · responsabilidade da contracepção partilhada pelo casal · sem efeitos colaterais e contra-indicações (exceto reação alérgica ao látex)

· deterioração com o tempo e exposição ao sol, calor e/ ou umidade · possibilidade de furar ou romper · interrupção do ato sexual · tabus relacionados à diminuição do prazer sexual · textura, cheiro e sabor considerados desagradáveis por alguns casais · reações alérgicas ao látex ou aos lubrificantes · custo elevado (se atividade sexual freqüente) · a adolescente depende do parceiro para sua utilização · custo (mais caro que o preservativo masculino) · tabus culturais relacionados à manipulação dos genitais

Preservativo feminino

· proteção contra dst · eficaz se utilizado corretamente · seguro (o poliuretano é 40% mais resistente que o látex do preservativo masculino) · proteção contra dst · independente da vontade do parceiro · possibilidade de inserção prévia à relação sexual (até 8 horas antes) não interrompendo o ato sexual

doenças cardiovasculares com risco de . certeza sobre a segurança do uso de ACO nessa faixa etária. · Certeza ou suspeita de gravidez. endométrio. · Doença crônica que contra-indique seu uso. · Certeza ou suspeita de câncer de mama. cérvice. hipertensão arterial grave. desde que utilizados adequadamente e guardadas suas contra-indicações. As contra-indicações absolutas ao uso da pílula anticoncepcional estão listadas a seguir: · Fenômenos tromboembólicos. como lúpus eritematoso sistêmico.Abstinência periódica · não requer drogas · aprovado pela igreja católica · promoção do diálogo do casal · seu uso aumenta os conhecimentos sobre a fisiologia da reprodução · não protege contra DST · baixa eficácia · ineficaz quando os ciclos são irregulares · requer registro e conhecimento dos ciclos menstruais · requer planejamento da atividade sexual · abstinência de 1/3 a 1/2 do ciclo · desejo e oportunidade não estão relacionados com o ciclo menstrual · não protege contra DST · baixa eficácia e com efeitos colaterais quando utilizado como método anticoncepcional rotineiro Anticoncepção de emergência · eficaz quando utilizada logo após o ato sexual desprotegido. · Hepatopatia aguda ou crônica. até no máximo 72 horas · sem contra-indicações para ser utilizado nas situações de emergência (máximo de 6 vezes por ano) · nenhuma Coito interrompido · ineficácia · não protege contra DST · disfunção sexual DST = doença sexualmente transmissível. DIU = dispositivo intra-uterino Anticoncepcional oral combinado (ACO) O grande número de estudos e os anos de utilização fornecem ao profissional que trabalha com adolescentes. acidente vascular cerebral (AVC) e oclusão coronariana atuais ou pregressos. · Sangramento vaginal de etiologia desconhecida. diabetes insulino-dependente grave. vagina ou de outras neoplasias hormônio-dependente.

corticosteróides. Algumas apresentações comerciais de anticoncepcional combinado. entre outras.tromboembolismo. neuroses graves. · fatores de risco para tromboembolismo. A interação com outros antibióticos de uso comum. fenobarbital e carbamazepina). sendo necessário sempre contrabalançar os potenciais efeitos adversos do método com o de uma possível gravidez sobre a doença. 2. estão apresentadas no quadro a seguir. aumentando-os (antidepressivos tricíclicos. permanece controversa. deve-se orientar o uso concomitante de método de barreira ou utilizar um método não-hormonal. cefaléia tipo hemicrânia. benzodiazepínicos. · uso de medicamentos que interagem com a pílula. do tipo monofásico. entre outras. A orientação anticoncepcional desta clientela quando do início da atividade sexual é uma delas. anticonvulsivantes (hidantoína. A escolha do método contraceptivo para este grupo é muitas vezes difícil. O aumento da sobrevida de pacientes portadores de diversas patologias crônicas gera uma nova preocupação por parte dos especialistas que os atende. beta-bloqueadores. Drogas cujos efeitos podem ser alterados pelos ACO. depressão. · existência de doenças crônicas. como hipertensão arterial leve ou moderada. diabetes mellitus moderado. Drogas que aumentam a concentração sérica de estradiol: vitamina C e co-trimexazol. ou seja. com concentração do componente estrogênico variando entre 20 e 35µg. Anticoncepcionais orais utilizados na adolescência Estrogênio/dose Etinilestradiol 35µg Progesterona/dose Acetato de ciproterona 2mg Nome comercial Diane 35 (Schering) Selene (Eurofarma) . Quadro 2. mais utilizado na adolescência. Os anticoncepcionais orais combinados utilizados na adolescência são os ditos de baixa dosagem. 3. epilepsia. como ampicilina e doxiciclina. meperidina e teofilina) ou diminuindo-os (acetaminofeno e anti-coagulante oral). Em algumas situações deve-se considerar a relação risco/benefício: · idade ginecológica inferior a 2 anos. cada caso deve ser analisado cuidadosamente. Deve-se conhecer os medicamentos que interagem com o ACO. sendo prudente orientar o uso concomitante de método de barreira durante a tomada do antibiótico. griseofulvina. Drogas que diminuem a eficácia do ACO: rifampicina. uma vez que seu uso concomitante pode diminuir a eficácia do contraceptivo: 1.

15mg Nordette (Wyeth) Microvlar (Schering) Ciclon (Haller) Ciclo 21 (União Química) Microdiol (Organon) Gynera (Schering) Minulet (Wyeth) Mercilon (Akzo Organon) Femina (Aché) Primera (Eurofarma) Femiane (Schering) Harmonet (Wyeth) Diminut (Libbs) Desogestrel 0. também exige que sejam tomadas regularmente a cada 24 horas. assim como aspectos práticos da utilização do método. a que horas tomar. como: quem vai comprar. que opte pelo ACO e que não tenha. Devem ser discutidos com a adolescente (e parceiro. efeitos colaterais e a possibilidade de sangramentos nos primeiros ciclos (importantes causas de abandono).15mg Gestodene 0. de acordo com anamnese e exame físico. Não raramente. que garante a segurança do seu uso. colesterol total e frações. éticas. se possível) os riscos e benefícios dos ACO. melhor adesão quando ela tem o apoio do seu parceiro ou dos seus pais. segredos.15mg Gestodene 0.Etinilestradiol 30µg Levonorgestrel 0. a qual deve ser reforçada nos retornos que se seguem. observando-se. onde vai guardar (principalmente em caso de não conhecimento dos pais). O rastreamento laboratorial para a adolescente candidata ao uso de ACO deve incluir: hemograma. mas nem o exame pélvico nem os exames laboratoriais são pré-requisitos para a o início do uso do ACO. . É necessário que se faça uma orientação detalhada. o que fazer se esquecer. etc. preconceitos. as adolescentes esquecem de tomar a pílula. contra-indicações para seu uso já pode iniciar a tomada do anticoncepcional enquanto aguarda resultado de exames laboratoriais e avaliação ginecológica. O ideal é que essas adolescentes tenham também uma avaliação ginecológica. glicemia. até que se certifique que a adolescente está utilizando o ACO adequadamente. envolve questões morais. religiosas. o que fazer em caso de vômitos ou diarréia. Não se deve esquecer que o uso de um anticoncepcional é muito mais do que simplesmente a ingestão de uma pílula. A baixa dosagem hormonal das pílulas atuais.075mg Deve-se realizar uma anamnese cuidadosa e exame físico completo para avaliar a presença de contra-indicações à prescrição da pílula. triglicérides e função hepática. tabus. na prática. Uma adolescente com risco para engravidar.075mg Etinilestradiol 20mg Desogestrel 0.

Na prática. quando. maior a eficácia. Adolescentes a serem submetidas a cirurgias nos membros inferiores e/ou que exijam imobilização pós-operatória não deverão fazer uso de ACO pelo risco aumentado de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. Embora o tromboembolismo seja uma complicação muito rara dos ACO de baixa dosagem. Nunca é demais reforçar o conceito de dupla proteção (contra gravidez e doenças sexualmente transmissíveis . Anticoncepção de emergência APRESENTAÇÃO Pílula anticoncepcional comprimido com 50mcg de etinilestradiol + 0. as opções de anticoncepção de emergência aprovadas pelo Ministério da Saúde estão apresentadas no quadro 3. por exemplo. como náuseas e vômitos. cefaléia muita intensa.Deve-se orientar ainda sobre a possibilidade de interações medicamentosas e que ela. então. A ação anticoncepcional desses métodos só é garantida se a droga for administrada até 72 horas após a relação sexual desprotegida. dor torácica grave com tosse e dificuldade respiratória. Quadro 3. dor na perna grave.15mg de levonorgestrel NOME COMERCIAL Neovlar Evanor ADMINISTRAÇÃO 02 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 4 comprimidos) combinada Nordette Microvlar 04 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 8 comprimidos) . quanto mais precoce for a ingestão do medicamento.DST) e discutir a necessidade do uso concomitante de preservativo (masculino ou feminino). perda ou borramento de visão. os métodos mais utilizados envolvem a administração de hormônio via oral em altas doses. caso necessite passar por outro médico. mas têm o inconveniente de serem mais caras e não estarem disponíveis para distribuição nos serviços públicos. deve informá-lo sobre o uso do ACO.25mg de levonorgestrel comprimido com 30mcg de etinilestradiol + 0. Anticoncepção de emergência A contracepção de emergência é definida como a utilização de uma droga ou dispositivo para evitar a gravidez após uma atividade sexual desprotegida. a adolescente deverá parar de tomar a pílula e procurar imediatamente um atendimento médico: dor abdominal grave. orienta-se quanto às situações clínicas que sugiram tal problema. Na prática. As pílulas contendo apenas progestogênio apresentam menos efeitos colaterais.

· O próximo ciclo pode ser antecipado ou retardado. tendo-se o cuidado para que o acesso a essa informação não venha a encorajar a prática de sexo inseguro e desencorajar o uso de um anticoncepcional mais eficaz de forma regular. principalmente quando da utilização do método combinado. · A adolescente deve pensar na possibilidade de gravidez caso a menstruação não ocorra dentro de 3 semanas. deve repetir a dose. retenção líquida e cefaléia. Copyright © 2001 IDS .Pílula contendo apenas progestágeno comprimido com 0. Como as náuseas são freqüentes. vários aspectos devem ser abordados. pode-se optar pelo uso de anti-emético uma hora antes da tomada das doses.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . se ela apresentar vômitos dentro de 1 hora da ingestão das pílulas combinadas (2 horas no caso da pílula contendo apenas progestágeno).75mg de levonorgestrel Postinor-2 01 comprimido cada 12 horas (2 doses total: 2 comprimidos) É importante orientar a adolescente que. · O próximo fluxo menstrual pode ser mais intenso ou com volume inferior ao habitual. A orientação sobre anticoncepção de emergência deve constituir parte da orientação anticoncepcional como um todo. sangramento irregular. Efeitos colaterais menos freqüentes são: aumento de sensibilidade mamária. · A anticoncepção de emergência não protege contra DST e nem contra outra gravidez no ciclo. Na orientação para anticoncepção de emergência.

Em mulheres brasileiras entre 17 e 45 anos. 4. Alfredo Carlos S. D.6% apresentavam mamas moderadamente dolorosas. a prevalência de mastalgia foi de 66. Dr. No entanto. interferindo com as atividades normais e às vezes necessitando analgésicos e 0. com freqüência entre 30 e 70% das mulheres em alguma fase da vida.8% tinham mamas intensamente dolorosas. Barros1 Dr. Carlos Alberto Ruiz2 Prof. impedindo as atividades normais e necessitando de analgésicos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. que surge no início da . A dor nas mamas (mastalgia). José Aristodemo Pinotti3 Última Atualização: 9/21/2001 7:53:50 AM 1 2 3 Professor Associado de Ginecologia da FMUSP Médico Assistente da Clínica Ginecológica do HCFMUSP Professor Titular de Ginecologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A dor mamária é queixa comum.2%. sem interferência com atividades normais e sem necessidade de analgésicos. acompanhada ou não de espessamento mamário.9% das mulheres apresentavam mamas pouco dolorosas. 60. Dr.

o fluxo é quase sempre bilateral. Copyright © 2001 IDS . A sensação dolorosa é quase sempre de leve intensidade.altura. recebe a denominação de "alterações funcionais benignas das mamas". comprimento e largura . amarelada. com sinais de ingurgitamento local. com três dimensões . É muito comum nas "alterações funcionais benignas das mamas" o fluxo papilar. Mais tarde. Às vezes a acentuada fibrose determina um nódulo dominante. Apresenta coloração esbranquiçada.menacme e tende a desaparecer na menopausa. exteriorizando-se por vários orifícios de cada lado e de forma nãoespontânea. acastanhada. principalmente nos quadrantes súpero-laterais. as mamas não costumam apresentar alterações palpatórias importantes. Nesta circunstância. As "alterações funcionais benignas das mamas" iniciam-se por volta dos 20 anos. Nesta fase. apenas mediante expressão.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Costumam regredir na menopausa e reaparecer com a reposição hormonal. que se apresentam como áreas granulosas à palpação.que chega a simular uma neoplasia. Raramente é incolor ou serossanguinolenta. raramente é severa e na grande maioria das vezes apresenta reforço sintomático pré-menstrual. esverdeada. Evidenciam-se a irregularidade e a nodularidade do tecido. geralmente por volta dos 30 anos. Pequenos nódulos agrupados tendem a formar placas de espessamento endurecido. As "alterações funcionais benignas das mamas" são mais freqüentes em nuligestas e em mulheres com baixa paridade. existe tendência dor ser acompanhada por espessamento de parênquima. isto é.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Elsa Aida Gay de Pereira1 Cíntia Irene Parellada2 Última Atualização: 8/15/2001 10:30:10 AM Médica assistente doutora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduanda na área de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP 2 1 Cancro mole Candidíase Donovanose Escabiose pubiana Fissuras Herpes .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Hiperplasia de células escamosas Intertrigo Linfogranuloma venéreo Líquen escleroso Melanose Vulvar Papilomavírus humano Pediculose pubiana Sífilis Síndrome de Behçet Tricomoníase Tumores Benignos da Vulva Úlceras genitais Vaginose atrófica Vaginose bacteriana Vaginose citolítica Vulvodínia Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Marco Aurélio Galletta1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:06:32 AM 1 2 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A adolescência é um período de mudanças anatômicas. prolongando-se dos 10 aos 20 anos incompletos pelos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) ou dos 12 aos 18 anos de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. fisiológicas. psicológicas e sociais que separam a criança do adulto. temos cerca de 1 milhão de gestantes adolescentes por ano. No Brasil. exigindo um desenvolvimento psicoemocional acentuado e. gerando situação de difícil enfrentamento. A adolescência associada à gravidez cria novos desafios existenciais: os novos papéis de mulher adulta e mãe são assumidos em tempo exíguo. alcançando a cifra de . insatisfatório. muitas vezes.

maior índice de parto cesárea. iniciando com 5 mg a cada 12h. Este último. também seria outra indicação de parto terapêutico. até o máximo de 2 g/dia. Embora o número total de partos caia. baixo peso ao nascer. dado extremamente preocupante. desproporção céfalo-pélvica. que resolverão a grande maioria dos casos. trabalho de parto prolongado. Começa-se pela detecção das pacientes de risco (todas as adolescentes). Doença Hipertensiva Específica da Gravidez A doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) é muito freqüente na adolescente (primiparidade. pode não ser apropriado em momentos em que se necessita ação hipotensora imediata e efetiva. pela elevada prevalência e repercussões médicas e sociais.diastólica >= 100 mmHg). em duas ou quatro tomadas. que poderia começar com 750 mg/dia. mas consegue-se prevenir as principais complicações: eclâmpsia e síndrome HELLP (hemólise. O mau controle pressórico. proteinúria > 2 g/24 h. Nos casos mais graves (pressão arterial . A gravidez na adolescência preocupa pesquisadores. Outra possibilidade . Nos casos classificados como de pré-eclâmpsia grave (PA > 160 x 110. enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia). O atendimento deve ser em separado das demais gestantes. em três tomadas. Outra opção seria a metildopa. deve-se pesquisar a maturidade fetal (com amniocentese). podendo aumentar até 30 mg/dia. pois a paciente comumente negligencia aspectos importantes da sua saúde. apresentações anômalas. sinais de iminência de eclâmpsia e exames alterados. como a levomepromazina. Há dúvidas sobre a possibilidade de se prevenir a pré-eclâmpsia. uma a três gotas a cada 8 h. que agiria diminuindo a ansiedade. com ação hipotensora discreta. deve-se internar a paciente e introduzir anti-hipertensivos. Outros ainda adicionam: anemia materna. As lesões e complicações mais frequentes são toxemia gravídica. A mortalidade materna e perinatal é maior na gravidez na adolescência. grande parte das mortes na adolescência estão relacionadas à complicações da gravidez. Nesta fase. sendo o pindolol a primeira opção. estresse associado à gravidez). sendo interessante que as adolescentes possam se encontrar com jovens na mesma situação. com vistas à interrupção da gravidez (indução do parto. malformações fetais. asfixia perinatal e icterícia neonatal. disfunção uterina. buscando-se detectar aumento brusco de peso e surgimento do edema. amniorrexe prematura e prematuridade. entre outros). infecções urogenitais. em três tomadas. síndromes hemorrágicas. apesar da associação de medicamentos. o número de grávidas na adolescência aumenta (com acréscimo significativo na faixa etária dos 10 aos 14 anos). A gravidez na adolescência vem a ser uma situação de risco. Pode-se ainda adicionar algum sedativo.PA . por ter meia-vida prolongada e efeito hipotensor menos pronunciado. parto e puerpério. especialistas e autoridades em saúde pública. abortamento. No Brasil. A gravidez é de risco quando a gestante ou o concepto estão sujeitos a lesões ou mesmo morte em decorrência do ciclo gravídico-puerperal. se não houver contra-indicação).700 mil partos nesta faixa etária por dados do Sistema Único de Saúde (SUS). lacerações perineais. o tratamento básico consiste em dieta hipossódica e repouso. A estruturação de um atendimento que privilegie a formação de grupos educativos (transmitindo informações) e espaços de troca entre as adolescentes grávidas é altamente produtivo.

É fundamental medir a pressão em todas as consultas e pesar a paciente para identificar aumento de peso. Anemia A dieta da adolescente é. principal complicação perinatal da gravidez na adolescência. perguntando à paciente. verduras e alimentos ricos em ferro. é necessário perguntar sobre presença de corrimento em todas as consultas. sem superar os 30 mg diários. Inconcebível se torna a possibilidade da "alta" do pré-natal. com dilatação importante. tornando a presença de anemia bastante freqüente. estando muitas vezes presente nas adolescentes. Retornos depois da 30a semana devem ser quinzenais e. sem se queixar para o médico que a assiste. frente ao risco de se desenvolver a hipertensão longe dos olhos do pré-natalista. contribuindo para o aumento da mortalidade materna nessa faixa etária. principalmente nas últimas semanas. É muito comum a adolescente chegar no pronto socorro em trabalho de parto prematuro irreversível. a infecção urinária também é causa comum de parto prematuro. com baixa ingestão de proteínas e sais minerais. como o diazepam.seriam os benzodiazepínicos. muitas vezes. também. Crescimento intra-uterino retardado (CIUR) A presença do crescimento intra-uterino retardado na adolescência é mais freqüente por . em todas as consultas a partir de 28 semanas. após a 36a semana. cuja dose via oral poderia começar com 510 mg e subir de acordo com a necessidade. pois é nesse período final que a doença se estabelece. E seria ainda mais freqüente na adolescente que engravida logo após a menarca. a freqüência das consultas de pré-natal deverá ser menor na adolescente. Portanto. Quando se detecta presença de anemia ao exame clínico. explicando a ela o que é contração e trabalho de parto antes que eles ocorram. Se isto for impossível. Para identificar a pré-eclâmpsia. É comum. comparativamente à gestante com mais de 20 anos. Deve-se incentivar uma alimentação balanceada rica em frutas. Prematuridade A gravidez na adolescência se associa ao recém-nascido (RN) de baixo peso (< 2. a adolescente apresentar vulvovaginites intensas. A presença de anemia na gravidez aumenta o risco de infecções e parto prematuro. sobre sintomas dolorosos e percepção de contrações. conseqüência da freqüente prematuridade (duas vezes mais freqüente que nas mulheres mais velhas). O médico deve estar atento para sinais incipientes de trabalho de parto prematuro. conforme descrito no capítulo sobre os problemas mais comuns na gravidez. A suplementação do ferro deve ser feita conforme indicado no capítulo de pré-natal. O ganho de peso insuficiente na gravidez é uma das condições mais freqüentemente associadas à prematuridade. As infecções de trato urinário devem ser tratadas com antibióticos adequadamente prescritos. Além da vulvovaginite. Isto deve ser a todo custo evitado. é adequado repor ferro e folato e observar a evolução clínica da paciente. semanais. primeiro sinal da instalação da DHEG. inadequada. sem sentir absolutamente nada.500 g). deve-se fazer um hemograma para caracterizar o tipo específico.

situações estas . acretismo placentário e placenta prévia. Na falta deste. dois ultra-sons no segundo trimestre. nenhum método contra-indicado na adolescência e que todos podem contribuir para diminuir a reincidência da gravidez. com intervalo de duas ou três semanas. desnutrição e ganho ponderal insuficiente durante o pré-natal. em princípio. paralelamente ao padrão já definido de aumento de peso. quer sociais ou médicas. devendo ser interpretadas com cuidado (importa mais o ascenso constante da curva de peso/altura. A cesárea representa um risco para a presente gravidez e também para o futuro obstétrico desta mulher. devemos também atentar para a possível baixa estima e confusão de papéis da adolescente em questão. contribuindo para intervenções precoces como repouso e aumento da ingestão protéico-calórica. Tal recurso também poderá ser utilizado no final da gravidez. para notar o ritmo de crescimento a partir do peso estimado pelo ultra-som. configurando o CIUR na eventualidade de não se detectar o aumento de peso esperado. É papel da equipe de saúde orientar a adolescente sobre métodos anticoncepcionais. seriam suficientes para firmar a IG. É importante tratar a anemia e melhorar a ingestão alimentar das pacientes de baixo peso. É impossível fazer o diagnóstico de CIUR durante a gestação sem saber ao certo a idade gestacional (IG) por um ultra-som realizado no primeiro trimestre. A medida da altura uterina (AU) em toda consulta é fundamental. que geralmente se faz em piores situações. discutidos em detalhes no capítulo específico. Preparo para o Parto O parto cesárea é mais comum na gestante adolescente. além do risco infeccioso e hemorrágico. com comparação dos dados com curva padrão (curva de Belizán mostrada no capítulo sobre pré-natal normal). elevando os riscos de rotura uterina. desde que as idades calculadas fossem concordantes. O diagnóstico de CIUR deve ser feito precocemente. Lembrar que as curvas de adequação do peso à idade gestacional não são de todo adapatadas à adolescente. evitando-se complicações mais graves da insuficiência placentária (sofrimento e óbito fetal).uma série de razões: síndromes hipertensivas (em especial a pré-eclâmpsia). lembrando que não há. sendo repetido seriadamente para confirmação diagnóstica. O médico deve orientar a nutrição da gestante. antes da caracterização definitiva do CIUR. Prevenção de nova gravidez É de fundamental importância na adolescente que já engravidou a prevenção de novos episódios. cientes das peculiaridades da adolescente e das ansiedades próprias da idade. do que simplesmente sua posição em relação à situação de eutrofia). Toda a equipe de saúde da família deve participar do preparo da adolescente para o trabalho de parto. A abordagem preventiva do CIUR durante o pré-natal deverá se ater ao diagnóstico e controle precoces das doenças acima citadas. aumentando o aporte calórico com os recursos disponíveis. anemia. O ultra-som deve ser solicitado em pelo menos três ocasiões durante o pré-natal. Ao discutir a utilização de tais métodos. A curva permite que se observe mudança do padrão de crescimento da AU.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .que podem comprometer em muito a aderência ao método.

A gestação de baixo risco deve ser acompanhada sem grandes interferências. O profissional que dá assistência pré-natal deve conhecer a fisiologia da gravidez. Não deve ser encarada como simples assistência médica e sim.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Roberto Eduardo Bittar1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/5/2001 9:59:50 AM 1 2 Professor Associado de Obstetríca da FMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A assistência pré-natal é fundamental para o preparo da maternidade. como trabalho de prevenção de intercorrências clínico-obstétricas e assistência emocional. O aumento do número de consultas nas últimas semanas de gestação é importante para melhorar a . quinzenais ou semanais até a 37ª semana. e semanais até o parto. a fisiopatologia das intercorrências clínicas e as modificações emocionais do ciclo gravídico-puerperal. O pré-natal deve se iniciar o mais precocemente possível e as consultas devem ser mensais até a 30ª semana.

Copyright © 2001 IDS . muitas vezes. Ouvir a gestante. esclarecer suas dúvidas e fazer um exame clínico cuidadoso são mais importantes que o excesso de tecnicismo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A avaliação clínica e os resultados dos exames devem ser anotados na ficha médica e no cartão do pré-natal da gestante.avaliação obstétrica e propiciar apoio emocional ao parto. Além do número de consultas adequado deve-se dar qualidade a cada uma delas. iatrogênico.

o de maior incidência na mulher. por muito tempo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Prof. Dr. mas .Jesus Paula Carvalho1 Prof Dr Alfredo Barros1 Última Atualização: 12/4/2001 11:50:02 AM 1 Disciplina de Ginecologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Câncer do Colo do útero Câncer do Endométrio Câncer de Mama Câncer do Ovário Câncer da Vulva Câncer do Colo do útero O câncer do colo do útero foi.

É mais frequente nas mulheres com inicio sexual em idade precoce. Pode-se prevenir o aparecimento da doença ou diagnosticá-la em fase precoce. uma de cada três mulheres morrem da doença. Quanto maior o número de parceiros. disponível nas unidades básicas de saúde e pode ser aplicado em grandes populações com impacto poderoso na redução dos casos de câncer invasivo. O diagnóstico precoce das lesões que precedem o câncer invasivo é possível e permite que estas lesões possam ser tratadas e curadas em 100% dos casos. assim como pelo início de atividade sexual somente quando o aparelho genital estiver totalmente desenvolvido. O câncer do colo do útero é doença frequente nas camadas mais pobres da população e está fortemente ligado à atividade sexual. Nas relações sexuais. o que é proporcionalmente maior do que no câncer da mama. pois o cigarro tem um forte efeito imunossupressor. mas apenas aquelas mulheres mais suscetíveis desenvolverão o câncer. A deficiência de vitaminas A e E. É um exame simples. Todos os fatores que contribuem para enfraquecer as defesas imunológicas agem em favor do desenvolvimento do câncer.que hoje acredita-se que é o principal agente etiológico responsável por esta doença.superado.(http:// www. Nesta fase. caracterizada pela multiplicidade de parceiros sexuais e pelo coito não protegido com preservativo. a mulher contrai a infecção pelo papilomavírus humano . inca. Também a infecção pelo papilomavírus humano tende a ser mais séria e duradoura na mulher fumante. O papilomavírus humano é bastante frequente na população geral. É um tumor que apresenta desenvolvimento lento e progressivo ao longo de muitos anos e somente apresenta sintomas característicos quando a doença já se encontra em forma avançada. em anos recentes. Acredita-se que o exame de Papanicolaou foi a descoberta da medicina que maior impacto causou na redução da mortalidade por câncer em todo o século XX. Outro fator que contribui sobremaneira para o aparecimento do câncer do colo do útero é a promiscuidade sexual.html). maior será a possibilidade de contrair a infecção pelo papilomavírus humano e evoluir para o câncer. Deve ser realizado em todas as mulheres com atividade sexual com periodicidade que não ultrapasse 2 anos de intervalo.org.br/prevencao/programas/pncccu/index.inca.html). além de mais de trezentas substâncias com potencial efeito cancerígeno. o que ocorre por volta dos dezoito anos de idade.o HPV . pelo câncer da mama. (http://www. aumenta com o número de parceiros e também com o estado de saúde e higiene dos parceiros sexuais. .br/prevencao/colo_utero/index. ácido fólico e o uso de pílulas anticoncepcionais também podem contribuir para o aumento da incidência do câncer do colo do útero. O exame de Papanicolaou continua sendo o método mais eficiente para este fim. O câncer do colo do útero é muito mais frequente nas mulheres que fumam. A prevenção do câncer do colo do útero fazse pela observância de higiene sexual evitando contato desprotegido com parceiros contaminados pelo papilomavírus humano.org.

org.html)(explicando o período do ciclo menstrual mais adequado para a sua realização). O que fazemos na verdade é utilizar métodos clínicos e de imagem para o diagnóstico precoce. O exame de Papanicolaou. na redução da ingestão de gorduras. . Também está relacionado com dieta rica em gorduras e hipercalóricas. Nas mulheres submetidas a terapia de reposição hormonal.Câncer de Mama O câncer de mama é atualmente a neoplasia maligna com maior incidência entre as brasileiras e responsável pela primeira causa de morte por câncer. entretanto. que fizeram tratamentos hormonais não-controlados. o câncer do endométrio é uma doença das mulheres com maior nível de renda e educação formal. A principal manifestação do câncer do endométrio é a volta do sangramento na mulher que já tinha parado de menstruar. O câncer do endométrio é frequente entre mulheres obesas. ensinar a autopalpação (http://www. trocáter. Ocorre mais frequentemente em mulheres na pós-menopausa.br/prevencao/ae-mama/index. a redução do número de filhos. na prevenção da obesidade e no controle do diabetes mellitus. pois sua sensibilidade não ultrapassa 30% dos casos. É uma doença relacionada com altos níveis de hormônios estrogênios circulantes. Também deve-se acompanhar regularmente o estado do útero através de exames clínicos e ultrasonográficos que muito se prestam para este fim. previne-se o câncer através da administração simultânea de hormônios com capacidade de proteger o endométrio. Não dispomos de métodos preventivos para a atenção ao câncer mamário. Diferentemente do câncer do colo do útero. diabéticas. Câncer do Endométrio O câncer do endométrio é também conhecido como câncer do corpo do útero. A prevenção do câncer do endométrio baseia-se na mudança de hábitos de vida. como paridade tardia. biópsia incisional ou biópsia excisional. não é um bom método para detectar o câncer do endométrio. que tiveram poucos filhos ou dificuldades para engravidar. orientar a realização periódica de mamografias que buscam lesões não palpáveis que seriam teoricamente a forma inicial do carcinoma mamário.inca. a ausência do hábito de amamentar e ao consumo de bebidas alcóolicas. As causas do câncer de mama estão relacionadas com hábitos reprodutivos. A única forma de diagnosticar precocemente o câncer mamário é fundamentalmente fornecer informações às pacientes das formas de diagnóstico de que dispomos. O diagnóstico é feito a seguir através de estudo anátomo-patológico por punção aspirativa. Deve-se valorizar os sintomas de aparecimento de sangramento vaginal de qualquer quantidade nas mulheres após a menopausa ou naquelas mulheres próximas da menopausa e com alterações importantes no padrão menstrual.

O diagnóstico do câncer do ovário em estágios precoces ocorre em menos de um quarto das vezes e têm importância fundamental no prognóstico. da mesma forma que no colo do útero. por vezes elevadas ou ulceradas e altamente pruriginosas. Sua evolução é rápida e silenciosa e quando aparecem os sintomas a doença frequentemente já se disseminou para outros órgãos. principalmente nos pruridos crônicos ou nas lesões de aspecto elevado. A infecção viral contraída na juventude pode ficar latente e causar o câncer da vulva muitas décadas depois. O exame clínico e ultra-sonográfico periódico pode detectar a presença de massas tumorais pélvicas que devem ser investigadas por métodos invasivos. o tabagismo e a multiplicidade de parceiros. desestimulando a atividade sexual promiscua. Todos os programas de rastreamento do câncer do ovário tentados até o momento não demonstraram impacto importante na redução da doença. discrômicas ou ulceradas. O único fator de real impacto de prevenção do câncer do ovário é o uso de pílulas anticoncepcionais. mas diferentes estudos demonstraram que é uma doença mais frequente em mulheres que ovulam muitas vezes. É comum estas mulheres retardarem a busca por tratamento destas lesões iniciais e isto compromete sobremaneira o prognóstico. Não se conhece ainda qual o fator causador do câncer do ovário. iniciando-se como lesões discrômicas. Mulheres que usaram pílulas por mais de cinco anos apresentam redução de até 60% no risco de câncer do ovário. Ocorre mais frequentemente em mulheres idosas após os sessenta anos de idade. O principal agente causador do câncer da vulva é o papilomavírus humano que. representando cerca de 1 % de todos os tumores malignos ginecológicos. o que faz concluir que para o câncer do ovário não existe ainda métodos eficientes de rastreamento para emprego populacional. Câncer da Vulva O câncer da vulva é o menos frequente. Tratamentos sintomáticos a base de cremes servem muitas vezes apenas para retardar o . Os primeiros sintomas devem ser valorizados. O câncer da vulva evolui também de forma lenta e progressiva. A prevenção do câncer da vulva se faz de forma idêntica ao câncer do colo do útero. está relacionado com a atividade sexual. comprometendo as possibilidades de cura.Câncer do Ovário O câncer do ovário é o mais temido de todos os tumores genitais pois é uma doença que ocorre em mulheres de todas as faixas etárias com tendência maior após os cinquenta anos de idade.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Toda alteração da textura da pele vulvar deve ser submetida a biópsia para estudo histológico.diagnóstico e comprometer o tratamento.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Seizo Miyadahira1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:12:38 AM 1 2 Médico Assistente.Disciplina de Obstetrícia da FMUSP Amniorrexe prematura Anemias Anemias fetais Assistência ao parto prematuro Cardiopatias Desvios do crescimento fetal Diabetes . Doutor em Medicina Pela FMUSP Professor Titular .

A gestante e seus familiares se beneficiam muito do diagnóstico correto de malformações do feto. tão comuns quando o diagnóstico é realizado no nascimento ou muito tempo depois. podem ser preparados psicológica e emocionalmente. a propedêutica e a . Raramente determinam desvios importantes no curso da gravidez. decorrentes dos avanços no campo da propedêutica e terapêutica materna e fetal. como a êmese gravídica. tonturas e lipotímias. Sob a denominação de problemas mais comuns na gestação. outras alterações menos freqüentes trazem conseqüências graves à unidade materno-fetal (gestação de alto risco). figuram queixas importantes consideradas como fisiológicas na gravidez. sendo o tema central deste capítulo. recepcionando o concepto sem traumas. O atendimento médico durante o seguimento pré-natal deve respeitar a hierarquia dos níveis de atenção à saúde. Assim. Entretanto. Toda e qualquer anormalidade que se diagnostica no curso de uma gestação deve ser abordada focando os dois compartimentos: materno e fetal. cabendo aos profissionais de nível primário (essencialmente ambulatorial) tarefa das mais fundamentais que é o de diagnosticar.Eclâmpsia Gestação múltipla Hepatite B e C HIV Infecção do trato urinário Inibição ao parto prematuro Pós-datismo Pré-eclâmpsia Rubéola Sífilis Síndromes Hipertensivas na Gestação Toxoplasmose O seguimento pré-natal sofreu mudanças radicais nas décadas recentes. triar de forma precisa e selecionar as gestantes com intercorrências que exigem referência para serviços secundários e terciários (hospitalares).

Internação: repouso no leito. após 20 semanas de gestação. Quadro 1. proteinúria e edema. Para a vigilância da saúde materna. Pré-eclâmpsia: hipertensão. ou. devem ser identificados níveis iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg se os níveis anteriores forem desconhecidos. A elevação da pressão arterial deve-se manter por até 6 horas após a primeira medida. tratamento antihipertensivo. mas comum na gravidez (presente em 5-10% das gestantes). sedativos. Classificação das Doença Hipertensiva Específica da Gestação e conduta Classificação Critérios Conduta Ambulatorial: repouso relativo.0 g/24 horas . sedativos. As diversas situações de morbidade em obstetrícia podem ser enfocadas em 3 grandes grupos: intercorrências clínicas. é fundamental que haja uma assistência pré-natal. Eclâmpsia: pré-eclâmpsia associada a convulsões caracterizam a eclâmpsia. intercorrências próprias da gestação (doenças obstétricas) e doenças fetais. responsável pelo maior índice de mortalidade e morbidade perinatal. Vigilância da Vitalidade Fetal semanal. Conduta Obstétrica: permitese a evolução da gestação até 40 semanas. Existem situações em que apenas um dos compartimentos está comprometido e todo o investimento deve ser direcionado a ele. exigindo tratamento em Unidades de Terapia Intensiva. Vigilância da Vitalidade Fetal Conduta Obstétrica: resolução da gestação: na maturidade fetal Leve Pressão Diastólica < 110 mmHg Grave Pressão Diastólica => 110 mmHg Proteinúria > 3. Trata-se de intercorrência das mais graves em obstetrícia. A pressão arterial deve aumentar 30 mmHg na sistólica e 15 mmHg na diastólica. Síndromes Hipertensivas na Gestação é complicação.terapêutica em obstetrícia devem ser direcionadas para o binômio: saúde materna e saúde do feto.

Dose de ataque . 5 g IM cada 4 horas. Manutenção: EV 1 g/hora em soro de 400 ml + 10 ampolas a 10% (16 gotas/minuto) Hipertensão arterial crônica: diagnóstico antes de 20 semanas (níveis pressóricos iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg) ou sua persistência após 42 dias de puerpério. Avaliação das condições fetais (ultra-sonografia obstétrica + Provas de Vitalidade Fetal). assegurada a viabilidade fetal hipertensão arterial . Adequação das drogas antihipertensivas e vigilância fetal mais intensiva. salvo em casos de Hipertensão não controlável e diante de alterações no compartimento fetal. Resolução: se o peso estimado for >= 1000 g Eclâmpsia DHEG + CONVULSÕES *Sulfatação: Esquema de Pritchard:.Iminência de Eclampsia Epigastralgia + Cefaléia + distúrbios visuais (fosfenas) Semelhante à Eclâmpsia (ver abaixo) Internação com cuidados intensivos: monitoração dos sinais vitais. tratamento antihipertensivo. Síndrome hipertensiva conduta clínica Acompanhamento ambulatorial com tratamento antihipertensivo e avaliação das condições fetais (ultra-sonografia + avaliação da vitalidade fetal). Manutenção: nas 24 hs seguintes. Sondagem Vesical. Propedêutica Laboratorial Materna para a avaliação das complicações (HELLP). ECG. Sulfatação. sendo 5 g (10 ml) em cada glúteo. conduta obstétrica Permite-se a evolução até 40 semanas.Internação: nos casos graves (PA diastólica > 110 mmHg).Sulfato de Magnésio 4 g (10%)EV + 10 g (50%) IM profundo com agulha de raqui. Esquema de Zuspan: Dose de ataque . Hipertensão arterial com pré-eclâmpsia superajuntada: a presença de sinais e sintomas próprios da pré-eclâmpsia associados à proteinúria e elevação dos níveis séricos de ácido úrico configuram este quadro grave.Sulfato de Mg 4 g EV (10%) EV. quando se indica a resolução.

o parto prematuro terapêutico deve ser levado em conta. justifica-se a todas as gestantes. para o controle clínico são necessários cuidados meticulosos. Nas diabéticas insulino-dependentes é recomendável um seguimento em serviço secundário ou terciário durante a gestação. Nas não-dependentes da insulina. A dosagem da glicemia de jejum. Quadro 2. uma vez que malformações fetais associam-se significativamente com o mau controle do diabetes na gestação. como forma de triar a doença no início da assistência pré-natal. repete-se o exame com 34 semanas. Nos casos diagnosticados. Diante de resultados normais. Antecedentes familiares da doença Antecedentes pessoais: peso de nascimento. malformações) Recomendado a todas as gestantes. polihidramnia.hipertensão + Doença Hipertensiva Específica da Gestação PA = pressão arterial Internação: considerada situação de muita gravidade. Em situações de descompensação com cetoacidose. óbitos fetais. rastreamento diagnóstico precoce seguimento prénatal controle da doença resolução obstétrica . nefropatias. desde a viabilidade até a maturidade fetal plena. hipertensão. Conduta clínica diante da suspeita diagnóstica ou da confirmação clínica do Diabetes fatores de risco Idade. Nas pacientes que apresentam controle inadequado ou nas portadoras de complicações principalmente vasculares. O Diabetes: nas mulheres com diagnóstico pré-gestacional. doenças do Colágeno Antecedentes Obstétricos: macrossomia fetal. o seguimento deve ser muito diferenciado de acordo com o tipo de diabetes. a internação da paciente é obrigatória Nas pacientes que apresentam o controle glicêmico adequado a gestação deve avançar até 40 semanas. É fundamental o controle glicêmico rigoroso. o controle da doença é fundamental antes da gravidez. Teste simplificado: Teste de Tolerância à Glicose Oral de 50 g. É indicada toda propedêutica para o diagnóstico das complicações como a Síndrome HELLP Resolução da gestação se impõe na medida da gravidade desta associação de doenças. o controle da doença se faz pela instituição de dieta própria para o diabetes (sem açúcar livre). sinais ultra-sonográficos (macrossomia. independentemente do risco. polihidramnia anterior Evolução da gravidez: altura uterina maior que a esperada. efetuado com 26 semanas de gestação Indicado para os casos de risco: Curva Glicêmica: com 28 semanas de gestação.

FTA-abs + Penicilina Benzatina 2. repetida após 1 semana. Internação: antibiótico por via parenteral.2 milhões UI Secundária Tardia Após a dose inicial de penicilina. na pielonefrite.Infecções: a mais frequente é a de trato urinário baixo. poderá surgir uma reação febril e cutânea. via intramuscular. 3 vezes. Quadro 3. Gentamicina 1 mg/ kg de 8/8 hs Cefalexina 500 mg de 6/6 hs por via oral Pielonefrite As mesmas acrescidas. CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Primária Cancro duro VDRL + após 2 semanas. mal-estar Bacteriúria Assintomática Sem sintomas Sífilis: é de diagnóstico obrigatório na gestação.4 milhões UI. Laboratório: VDRL + ou -. denominada de . Dose total: 4. via intramuscular semanalmente. polaciúria. FTA-abs + Erupções cutâneas (roséolas) Condiloma plano Diagnóstico laboratorial: idem ao primário Goma sifilítica. internação com administração de antibióticos por via parenteral. Deve-se pedir cultura de urina com antibiograma (nos casos onde há disponibilidade para isso) antes de iniciar o tratamento. Cefalotina 1 g via endovenosa de 6/6 hs. de febre. Mulheres com sorologia negativa inicialmente devem ser submetidas a novas sorologias no decorrer da gravidez. hematúria Antibiótico via oral: Cefalexina 500 mg de 6/6 hs. Dose total: 7. NÍVEL DA INFECÇÃO MANIFESTAÇÕES TRATAMENTO Trato Baixo: Uretrite. Quadro 4. Cistite Disúria. Malformações provocadas por esta doença são muito conhecidas. Quadro clínico das infecções de trato urinário.4 milhões UI. Estados da sífilis.8 milhões UI Penicilina Benzatina 2. Recomenda-se. diagnóstico e tratamento.4 milhões UI. Associa-se a trabalho de parto prematuro e pode evoluir para uma pielonefrite. via intramuscular em dose única Penicilina Benzatina 2.

resultante da liberação de toxinas dos treponemas mortos. Vale lembrar que a freqüência de malformações é tanto maior quanto mais precoce for a virose na gestação. em ultrasonografia de rotina. são diagnosticadas alterações morfológicas suspeitas. Nos casos suscetíveis. Após gestação com sorologia negativa.5 . situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação Suscetível Imune Infecção recente conduta Imunização pósnatal Nada específico Diagnóstico da infecção fetal (Medicina Fetal) IgG = imunoglobulina G. existem diferentes cepas com potenciais malformativos fetais diversos. ou quando. ou convulsões). Situação da gestante em relação a rubéola. Por outro lado.Jarish-Herxheimer. é importante o seguimento sorológico mensal ou bimensal para a detecção da viremia sorológica de alto significado para o prognóstico neonatal.20 % 6-7% 0. desde lesões oculares leves de difícil diagnóstico intra-uterino até as letais para o concepto (hidrocefalias graves). IgM = imunoglobulina M Toxoplasmose: na gestação.1 % Quadro 5. Todas as adolescentes devem ser vacinadas para rubéola. . calcificações intracranianas.40 % 20 .25 % 10 . ao se identificar alguma anormalidade na criança (uveítes. a futura gestante deve ser vacinada antes de nova gestação. causa malformações fetais de gravidade muito diversificada. O diagnóstico é retrospectivo. Transmissão Vertical Infecção Fetal (mês) 1 2 3 4 5 Percentuais de Acometimento Fetal Grave 10 . Rubéola: nem sempre é possível a concretização do diagnóstico. o que explica ausência de lesões fetais mesmo com doença clínica comprovada laboratorialmente.

Os possíveis resultados da sorologia para hepatite B e respectivas condutas estão relacionados no Quadro 7. situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação conduta Orientação higiênico-dietética Repetição da sorologia 2/2 meses Seguimento prénatal rotineiro Proceder diagnóstico da transmissão vertical Encaminhar para Medicina Fetal Suscetível Imune Sorologia Positiva Infecção recente ou Cicatriz Sorológica IgG = imunoglobulina G. situação sorologia negativa sorologia positiva sorologia positiva resultados AgHBs negativo Anti-HBs negativo Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo Imune Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo ou negativo Anti-HBC positivo Paciente foi portadora da doença Imune interpretação conduta Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro . os cuidados neonatais devem ser muito meticulosos. Diagnóstico da toxoplasmose. IgM = imunoglobulina M Hepatites B e C merecem abordagem rotineira durante a gestação porque medidas importantes no decurso do ciclo gravídico-puerperal devem ser tomadas em cada situação.Quadro 6. Além disso. em pacientes com sorologia positiva. Quadro 7. Diagnóstico da hepatite na gravidez.

Portanto. cuidados pré-natais e conduta obstétrica. que devem ser encaminhadas a serviço secundário ou terciário. constando de orientações precisas acerca da doença e dos cuidados a serem prestados tanto na evolução da gravidez quanto no momento do parto. Vírus da imunodeficiência adquirida humana (HIV): a transmissão vertical é o ponto mais crítico.sorologia positiva AgHBs positivo Anti-HBs negativo Hepatite Crônica Anti-HBC negativo Cuidados no Parto Cuidados com o recém-nascido (imunização imediata) Quanto à hepatite C. Cardiopatias: são uma das principais causas de morte materna no Brasil. O seguimento pré-natal também obedece a rotina bem específica. porcentual elevado desenvolve cirrose hepática e neoplasias. Tipos de alterações cardíacas na gravidez. O uso de medicamentos anti-retrovirais no momento do parto e no recém-nascido tem diminuído a transmissão vertical. é importante lembrar que aproximadamente 30% dos hemotransfundidos. particularmente em pacientes submetidas previamente a transfusões de hemoderivados. porque o aspecto preventivo do profissional também deve ser considerado. É norma a pesquisa rotineira do vírus atualmente. Destes indivíduos. tipo de cardiopatia cuidados pré-natais resolução obstétrica . responsável pela distribuição das drogas. Outro aspecto a ser considerado é a alta prevalência em algumas regiões (atingindo 2% da população de gestantes). A avaliação personalizada de cada paciente é fundamental para a diminuição da morbidade maternofetal. Os óbitos maternos devem-se à insuficiência da função miocárdica. até há poucos. Quadro 8. É muito importante a realização da avaliação funcional do coração materno nas gestantes com alterações cardíacas. anos estavam contaminados por este vírus. o diagnóstico. deve ser obrigatório. Todos os casos de sorologia positiva para HIV devem ser encaminhados aos ambulatórios de referência.

0 g conduta Sulfato Ferroso 60 mg de Ferro elementar/dia Ácido Fólico 5 mg/ dia Cianocobalamina 1000 mcg/mês intramuscular Mais importante é o anemia carencial Ferropriva Carência de folatos e Vitamina B12 Freqüente em alcoolismo. tipo etiologia diagnóstico Tipo microcítica hipocrômica Hb < 11. diagnóstico e conduta obstétrica são apresentados na tabela abaixo. gastrectomia anemia megaloblástica VCM maior que 95 µ3 . gestação múltipla. Nos casos menos graves pode-se permitir o pós-datismo. determinam com freqüência Freqüente a necessidade Congênitas cianóticas insuficiência placentária de parto terapêutico. tempo de evolução da doença. medicamentos utilizados. grave e óbito fetal. uso de anticonvulsivantes. A avaliação do risco materno deve levar em conta o tipo de alteração cardíaca.Reumática: mais freqüente causa de valvulopatias Descompensação cardíaca Profilaxia da Febre Reumática Anticoagulação: nas próteses metálicas e fibrilação atrial. Anemias Os principais tipos de anemia. Monitoração cardíaca materna e fetal são tópicos de relevo nesta afecção no momento do parto Chagásica Geralmente muito graves. permitindo que a gestação avance até 40 semanas. Seguimento das condições fetais com Ultra-sonografia e Provas de Vitalidade Fetal Cuidados relacionados à intensidade da lesão cardiológica Prioriza-se o parto vaginal. cirurgias realizadas e intensidade da descompensação cardíaca. Cuidados anestesiológicos são muito importantes.

malformações Maternos: infecções. Eletroforese de Hb Talassemia Minor: A2 maior que 3. Cuidados específicos sobre a doença causadora Crescimento restrito Estimativa de peso abaixo do percentil 10 da curva de crescimento macrossomia Estimativa de peso acima do percentil 90 Assistência ao parto prematuro: . uso de drogas. Ácido Fólico 5 mg/dia. intercorrências clínicas. Interrupção com maturidade fetal a partir de 34 semanas. Transfusão quando Hb < 7. Avaliações fetais (CIUR e Sofrimento fetal) principalmente nas crises de falcização (internada).0 g % no momento do parto talassemia Genética. propedêutica fetal cuidadosa. Ácido Fólico 5 mg/ dia. circunvalada. os diagnósticos dos desvios ponderais do feto ficaram mais factíveis devido à facilidade em se acessar as curvas de crescimento fetal mediante a estimativa de peso estimado por este método. e cuidados sobre a doença que o causou. tipo Etiologia Fetal: cromossomopatias. diminuição ou ausência das cadeias alfa ou beta de globina Desvios do crescimento fetal Com a utilização da ultra-sonografia rotineira. Heterozigótica: SS 40-50%. infartos etc Constitucional Diabetes diagnóstico conduta Diagnóstico etiológico. fatores ambientais (radiações) Placentários: placenta prévia.5% Manter Hb entre 910 g %.anemia falciforme hemoglobinopatia hereditária Eletroforese de Hb Homozigótica: SS 80-90%.

mesmo em ausência de doença materna: crescimento intra-uterino restrito. vitalidade. Assistência Obstétrica TÓPICOS MÉTODOS . DPP. Oligoidrâmnia Avaliação fetal muito detalhada: crescimento fetal. Além disso. análise do volume de líquido amniótico Propedêutica materna na busca da etiologia contra-indicações cuidados preliminares Hidratação.Medidas importantes Monitoração da vitalidade fetal Rotura tardia das membranas Anestesia de condução (intra ou peridural) Episiotomia ampla Parto vaginal: <1000 g e >2500 g até 3500 Cesárea: entre 1000 e 2500 e >3500 g Parto vaginal. a placenta prévia. Qualquer doença materna que torne hostil o ambiente intra-uterino ou qualquer agravo na doença materna. sofrimento fetal. Fórceps em feto com peso >1500 g Cesárea: defletidas Apresentação pélvica Apresentação cefálica Inibição do Trabalho de Parto Prematuro Apenas 10 a 20 % dos casos de trabalho de parto prematuro merecem ser inibidas. define-se a gestação prolongada. Em relação ao feto. rotura prematura das membranas. terbutalina (Bricanyl® por via endovenosa esquemas de inibição gota/gota e via oral) Sulfato de Magnésio corticoterapia Administrada entre 28 a 34 semanas: Betametasona (Celestone ®) 12 mg 2 vezes. com intervalo de 24 horas Pós-Datismo Toda gestação que ultrapasse 40 semanas. Após 42 semanas.

Há evidente aumento nesta incidência devido ao uso de técnicas de reprodução humana com induções da ovulação e FIVs.Avaliação da Vitalidade Fetal Exame Pélvico Resolução Cardiotocografia Avaliação do Volume de Líquido Amniótico Amnioscopia Procurar condições para indução do parto Sofrimento fetal e mecônio anteparto Índice de Bishop => 5: indução do parto IG => 42 semanas: indução após preparo do colo (Bishop <5) Gestação múltipla: a gemelidade ocorre em 1:80 casos. DHEG. anemias Avaliação ultraEvitar prematuridade sonográfica periódica e extremaMelhorar índices de avaliação da vitalidade morbidade neonatal fetal Seguimento Pré-Natal mais amiúde (avaliação do colo uterino) Repouso no final da gestação (III trimestre) Amniorrexe prematura . Alguns tópicos merecem cuidados: tópicos Diagnóstico da corionicidade método Ultra-sonografia de I trimestre Ultra-sonografia III trimestre importância Risco da Síndrome transfusor/transfundido (70% de mortalidade perinatal) na gestação monocoriônica STT e restrição ao crescimento intra-uterino Gêmeos discordantes Assistência Pré-natal Exames laboratoriais na busca de diagnóstico precoce de complicações: diabetes.

infecção ovular) conduta obstétrica Resolução: 34 ou mais semanas. situação da gestante conduta pré-natal conduta pós-natal . observação de fisometria. Avaliação bissemanal da vitalidade fetal Internação: na oligoidrâmnia (ILA<5. devem ser enfatizados os aspectos profiláticos da aloimunização. Exame obstétrico: especular Exames específicos: Teste do Fenol Vermelho (pH). Na assistência às gestantes Rh negativas não sensibilizadas. infecção ovular. sofrimento fetal NÃO EFETUAR TOQUES VAGINAIS antes do trabalho de parto Não inibir trabalho de parto inclusive na prematuridade extrema. oligoidrâmnia grave. Em cerca de 90% dos casos. sensibilidade uterina. IM = via intramuscular Anemias fetais: as causas são: aloimunização Rh. infecções fetais (por parvovírus).Rotura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto. o trabalho de parto é desencadeado em 24 horas. É responsável por 33% dos partos prematuros. descritos no quadro a seguir. Azul de Nilo (células fetais) Ultra-sonografia Expectante ambulatorial: quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) for > 5 cm em gestações abaixo de 34 semanas. Corticóides: discutível Antibioticoterapia no trabalho de parto: Sem infecção: Cefalotina 1 g EV 4/4 horas até o nascimento.0 cm) e todos os casos que se indica interrupção da gestação Clínica: controle da temperatura corpórea. Depois de 6/6 horas Com infecção: Penicilina Cristalina 20 milhões U/dia + Metronidazol 500 mg EV 6/6 hs + Gentamicina 80 mg IM 8/8 horas cuidados especiais EV = via endovenosa. Cristalização do líquido amniótico. FCF e materna Leucograma seriado diagnóstico conduta assistencial vigilância infecciosa Expectante até 34 semanas (exceto no sofrimento fetal. ausência de infecção. Anamnese.

Se > 1:16. Ultra-sonografia: espessamento ou hiperecogenicidade. duplo contorno da bexiga.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . aumento da hidrocele indicam possível comprometimento fetal ENCAMINHAR PARA SERVIÇOS TERCIÁRIOS pela possível necessidade de transfusão intra-uterina aloimunizadas (coombs indireto +) PLANEJAMENTO FAMILIAR Copyright © 2001 IDS . hepatoesplenomegalia. derrame pericárdico.Rh negativa não sensibilizada Realização de teste de Coombs indireto mensalmente Imunoprofilaxia:300 mg Imunoprofilaxia: 300 mg de anti-D dentro de 72 horas anti-D entre 28-30 semanas após o parto ou após qualquer procedimento invasivo Titular o anti-D.

outros o dividem. precoce ( de 24 horas até o final da primeira semana) e remoto ou tardio (da primeira semana até a retomada das condições pré-gravídicas . Ruocco1 Última Atualização: 9/21/2001 8:14:24 AM 1 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Puerpério compreende o período que se inicia imediatamente após o parto. alterações circulatórias e bacteremias transitórias. Algumas classificações ainda estendem o término para 90 dias. . em puerpério imediato (primeiras 24 horas). São explicados como conseqüentes às modificações na primeira hora pós-parto decorrentes de estafa muscular. arbitrariamente. A. A maioria dos autores considera o período como as 6 primeiras semanas pós-parto.). e no qual surgem alterações anatômicas e fisiológicas responsáveis pela volta do organismo materno às condições pré-gestacionais.por volta de 6 semanas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rosa Maria de S. resfriamento corpóreo. As principais alterações são: Calafrios: surgem 15 a 20 minutos após a dequitação e têm duração variável.

aumento do consumo de oxigênio e da ventilação residual. Ocorre ausência do peristaltismo intestinal nas primeiras 24 horas. pelo menos 4 vezes ao dia. elevação discreta da pressão sanguínea. No local onde estava inserida a placenta. que ao estar presente chama a atenção do obstetra para o desenrolar de possível infecção. ocorrendo maior capacidade e relativa insensibilidade da bexiga. tendo como possíveis causas as lesões tissulares. Respiratórias: aumento do volume residual. a reparação estará completa apenas na 6a semana. Alterações locais são freqüentes como as descritas no: Corpo uterino: após o parto. bem como o fechamento dos vasos sanguíneos presentes no leito placentário. Parede abdominal e intestino: a parede permanece flácida em virtude da distensão prolongada da gravidez.5 litros até a 5a semana. por 2 dias quaisquer durante os 10 primeiros dias do puerpério.Temperatura corpórea: elevação normal no primeiro dia (até 38°C de temperatura oral). Volta ao tamanho definitivo na 6a semana (ficando discretamente maior que antes da gravidez). diminuição das capacidades vital e inspiratória. a absorção de produtos tóxicos e a invasão bacteriana. Peso: há perda progressiva:5 a 6 kg com o esvaziamento uterino e a perda sanguínea além de 2 a 3 kg pela diurese. O endométrio sofre necrose. eletrólitos e metabolismo: perda líquida de 2 litros na primeira semana (pela perda de líquido extracelular) e 1. em média. o útero pesa um quilo e localiza-se próximo à cicatriz umbilical. O peso pré-gestação é atingido. ficando apenas sua camada basal. excluindo-se as primeiras 24 horas. Persistem as estrias e a diástase da musculatura reto-abdominal. estando pérvio para 1 cm decorrida uma semana do . responsável pela regeneração desse tecido ao final da terceira semana. Para voltar ao normal são necessárias várias semanas e muitos exercícios. A temperatura deve ser medida por via oral (excluindo aumentos axilares locais causados por ingurgitamento mamário). Colo: fecha-se progressivamente. pesando cerca de 100 gramas. as contrações potentes que se seguem provocam a involução do miométrio. Com a saída da placenta. A morbidade febril puerperal é a ocorrência de temperatura de 38°C ou mais. atingem o pico na primeira semana pós-parto. pressão venosa central e pulso. Urinárias: logo após o parto são encontrados edema e hiperemia vesical. Hemodinâmicas: os maiores ajustes hemodinâmicos ocorrem imediatamente após o parto representados por um aumento importante do débito cardíaco. Alterações da coagulação: desencadeadas pela gravidez. Todos os estados febris do pós-parto são agrupados sob a denominação de "morbidade febril puerperal". após 8 a 10 dias está rente à sínfise púbica. aos 6 meses pós-parto. Balanço hídrico. havendo o restabelecimento progressivo da topografia e dos movimentos intestinais.

De acordo com o tempo decorrido do parto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a camada muscular vaginal progressivamente se retrai e diminui de tamanho. Mamárias: as glândulas mamárias encontram-se capacitadas para a secreção láctea após o estímulo hormonal gestacional. Copyright © 2001 IDS . O hímen dá lugar às carúnculas.parto. mas dificilmente retorna às condições anteriores. pelo leite definitivo. principalmente se o parto foi normal e ocorreram lacerações não suturadas. A mucosa. principalmente IgA. com leucócitos e maior concentração de líquido). predominando restos de hemácias degradadas). fusca (vermelho pálido ou escuro de 3 a 5 dias. o orifício externo pode não voltar ao estado antigo. Nos primeiros 3 a 4 dias responderão pela produção de colostro (rico em imunoglobulinas. finalmente. a rugosidade reaparece ao redor de 3 semanas. a loquiação modifica-se progressivamente em cor e composição: rubra (vermelho-vivo até o 3° dia pós-parto e formada por restos de decídua e muitas hemácias). flava (amarelada. ficando ligeiramente aberto. não havendo "leite fraco" em qualquer período. a produção de muco cervical e outras modificações estrogênicas ficam na dependência da lactação. durante as duas primeiras semanas pelo leite transicional e. Com 6 a 12 semanas a restauração do colo estará completa. alba (após 10° dia. 5 a 10 dias. Todas as mudanças na composição ocorrem de acordo com as necessidades nutricionais do recém-nascido. com intenso predomínio de leucócitos e células degeneradas). Vagina: depois de parto vaginal. que lhe dão cor peculiar). Lóquia: é a denominação para o material originado na cavidade uterina durante o fenômeno da involução. gordura e beta-carotenóides.

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Promoção da saúde e qualidade de vida. M. ano1. A promoção deve ser direcionada para capacitar as comunidades a atuarem na melhoria da qualidade de vida e saúde. Health Education Quarterly. BUSS. A. na comunidade e na unidade. ROBERTSON. New Health promotion movement: a critical examination.7. n. Ciência & Saúde Coletiva. As ações intersetoriais e o suporte social são instrumentos de promoção. ago-out1999. Promoção da Saúde. p. M. Rio de Janeiro. O suporte deve ser feito por todos os membros da equipe do PSF. v. 5. L. 2000. p. n. v. 163-177. Promoção da Saúde. n. 1. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia BRESLOW. 9-11. 295-312. MINKLER. Secretaria de Políticas de Saúde. sempre tendo como referência as necessidades das pessoas e dos grupos sociais. n. P. Da prevenção das doenças à promoção da saúde.21. agosto 1999.1. JAMA Brasil. 2252-2261.3.3. GENTILE. p. seus valores culturais e suas vontades. p. v. M. 1994. Ministério da Saúde.

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Abril De 1997 Lopes. Copyright © 2001 IDS . Imunizações(1): 29 a 30 de abril de 1997 Manual de Vigilância Epidemiológica dos Eventos Adversos pós-vacinação. Imunizações 3(3): 88 . Informe Técnico: Vacina contra Febre Amarela. M.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Imunização de pacientes HIV/AIDS.DST/AIDS CVE ano XVIII no. V. Vacinação d Adultos.Eventos adversos Pós-Vacinais . Boletim Epidemiológico.Imunizações(1): 21 a 25. H.S.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1999.abril de 2000 Brito.T. H. Ministério da Saúde. . C. E Sato. Fundação Nacional de saúde. 1 . 1998. K. E Amato Neto. G.92.R. .

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intensidade. Realizar avaliação psicossocial. Acreditar na queixa de dor do paciente. 3. 11. Quantificar a dor de acordo com a escala numérica. fatores de melhora e piora. descritiva ou visual. 4. 8. . 9. 10. mais simples e convenientes . efeito da dor sobre a funcionalidade física e social. utilizando medicações e modalidades analgésicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Os princípios para a avaliação da dor são: 1. Manter o contato com o paciente e sua família. Diagnosticar a causa da dor. antes de prescrever as mais complicadas. 7. local. Anamnese detalhada: duração. uso prévio de analgésico. Realizar exame físico detalhando o exame do sistema nervoso. Reconhecer que a mudança no padrão da dor ou desenvolvimento da nova dor não é necessariamente atribuível à doença preexistente. Tratar a dor enquanto prossegue a investigação. 6. Organizar e rever exames laboratoriais e imagenológicos apropriados e necessários. 2. qualidade. Avaliar a dor continuamente. Individualizar a terapêutica. 5. 12.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

. Este esquema analgésico dá mais ênfase a intensidade da dor do que sua etiologia específica e seu gerenciamento defende as três etapas básicas a seguir: 1) Pacientes com dor leve relacionada a neoplasia devem ser tratados com analgésicos nãoopióides aos quais devem ser combinadas medicações adjuvantes se existir indicação específica. 2) Pacientes que são relativamente não-tolerantes e apresentam-se com dor moderada ou aqueles que falharam em atingir alívio adequado após a tentativa de analgesia com nãoopióide. Sabe-se que esta recomendação tem eficácia de mais de 75% em trabalhos clínicos já realizados. oxicodona. hidrocodona. Este grupo inclui morfina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento da dor em cuidados paliativos A Unidade de Cuidados Paliativos e de Câncer da Organização Mundial de Saúde propôs um gerenciamento útil de seleção de drogas para dor de origem oncológica. fenazocina. dihidrocodeína ou propoxifeno. e oximorfina. diamorfina. devem ser tratados com opióide convencionalmente usado para dor leve a moderada (opióide "fraco"). Estes medicamentos são tipicamente combinados com um não-opióide e poderiam ser administrados com os adjuvantes. conhecido como "Analgesia em três degraus da OMS". metadona. fentanil. levorfanol. ou aqueles que falharam em atingir o alívio adequado de dor seguindo administração apropriada de medicamentos no segundo degrau da escada analgésica deveriam receber analgésicos opióides convencionalmente usados para dor moderada para intensa (opióide "forte"). hidromorfina. 3) Pacientes que se apresentam dor intensa. Estas drogas . Este grupo inclui codeína.

sublingual.12 4-5 3-4 13 2 Dose inicial (mg/dia) 2000 2600 2600 75 1200 500 75 Dose máxima (mg/dia) 3000 6000 6000 200 4200 1000 200 nome dipirona paracetamol acido acetil salicílico indometacina ibuprofeno naproxeno diclofenaco Intervalo (hs) 4-6 4-6 4-6 8 .7 .7 Intervalos (hs) 3-6 3-6 2-4 4-6 Nome codeína propoxifeno oxicodona tramadol Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular Tabela 3 Analgésicos opióides fortes Vias de administração Oral.podem também ser combinadas com analgésicos não-opióides ou adjuvantes.12 4-8 13 6 Tabela 2 Analgésicos opióides fracos Vias de administração oral oral oral oral. Meiavida (hs) 2-4 3 .3. IM.30(oral) 10(retal.5 Intervalos (hs) Nome Morfina 3-6 . IV) Meiavida (hs) 2 . retal.130 30 120(oral). intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 200 65 . 100(IM ou IV) Meiavida (hs) 2-3 2-3 3-4 5. intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 20 . Tabela 1 Analgésicos não opióides disponíveis no Brasil.

Metadona Buprenorfina oral sublingual. pode causar alteração medular para dor neuropática pode aumentar a sedação monitorar o nível sérico sempre que possível para dor neuropática dor complicada pela depressão e insônia nortriptilina apresenta menos efeito anticolinérgico e sedação entre os corticóides. especialmente de dor lancinante.Uso prolongado e uso para idoso não é recomendado nesta situação de cuidados paliativos. intramuscular e intravenosa oral.4(IM. intramuscular e intravenosa 20 0. prefere-se este por apresentar menos efeito mineralocorticóide fenitoína Oral I=10~25mg ao amitriptilina deitar nortriptilina M=25~150 mg clomipramina ao deitar ou em imipramina doses divididas I=4 mg de 6/6hs dexametasona M=16~96 mg em doses divididas Oral Oral EV . IV) 300(oral) 75(IM. Tabela 4 Medicações adjuvantes mais comumente associadas Dosagem usual para adulto I=dose inicial M=dose de manutenção Nome Vias de administração Comentários I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs carbamazepina M=200~1600 mg em doses divididas I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs M=300~500 mg em doses divididas Oral para dor neuropática.8 (oral) 0. IV) 15 120 2-3 4-8 6-9 Meperidina 2-3 2-4 Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular .

administrar dose única ou dividida até meio dia.5 a 2mg ao deitar ou em doses divididas M=2~15mg em doses divididas Oral IM ou EV efeito antiemétoco interessante nos casos de uso de opióide. associado a dor.5~5 mg cedo(até meiodia) M=10~40mg cedo(até meiodia) Oral . efeito extrapiramidal importante tem efeito analgésico nos casos de dor neoplásicos. ou mesmo por efeito de medicação.I= 6~12 mg ao deitar ou em doses divididas clorpromazina M=18~50 mg em doses divididas I=0. efeito anticolinérgico importante! nos casos de agitação psicomotora. devido a seu efeito estimulante haloperidol Oral IM metilfenidato I=2.

São eles: antidepressivos. anticonvulsivantes. relaxantes musculares.Medicações adjuvantes: O termo "analgésicos adjuvantes" descreve qualquer medicação que tem outras indicações primárias além da dor. é analgésica em algumas condições dolorosas. neurolépticos. porém. Este grupo de medicações compreende uma diversidade enorme de classes de medicamentos. corticosteróides. Copyright © 2001 IDS . bifosfonatos e outros. benzodiazepínicos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

O trabalho pode ser compartilhado de forma racional dentro de cada especificidade dos profissionais participantes. nutricionistas e outros profissionais de saúde teriam um espaço extremamente rico e prazeroso de exercício de profissão. considerar a assistência domiciliar numa fase avançada de cuidados. enfermeiro e assistente social. Sugere-se atuação em equipe multidisciplinar para este tipo de atendimento. de um direcionamento adequado para momentos críticos principalmente na fase em que se aproxima do evento de falecimento. É fundamental que haja uma reunião interdisciplinar com periodicidade preestabelecida para que todos os membros possam compartilhar as novas idéias. Equipe mínima sugerida seria composta de médico. Sempre que possível. melhorias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Pacientes e seus familiares em cuidados paliativos necessitam. Uma boa comunicação dentro de uma relação terapeutapaciente adequada com empatia. terapeutas ocupacionais. fisioterapeutas. Equipe deve se dispor também para compartilhar a angústia e dificuldade de . pacientes deveriam ser encaminhados para "Grupo de Dor" ou "Serviço de Dor" referenciado para que haja uma avaliação mais minuciosa e considerar terapêutica avançada como radiculotomia. radioterapia analgésica e outras modalidades analgésicas. após a tentativa de esquema analgésico sugerido pela Organização Mundial da Saúde. seria um bom começo. Nem sempre é fácil trabalhar com pacientes que se encontram em situações fora de possibilidade de cura. Diante de dificuldades de controle da dor. críticas e mudanças. na maioria das vezes. principalmente aproximando o momento de falecimento. Havendo disponibilidade no serviço. infusão contínua de morfina por bomba portátil. participação de psicólogos.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .atender tal natureza de pacientes.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Doyle D. Oxford Medical Publications. Geneva. Rio de Janeiro.1991. 1998. New York. Chiba T. World Health Statistics Annual 1990. 2nd ed. Atheneu. World Health Organization. Papaléo Netto M. Hanks GWC.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . 1996. World Health Organization. Assistência ao Idoso Terminal. In Gerontologia. MacDonald N: Oxford Textbook of Palliative Medicine.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Site do Programa Agita São Paulo: http://www.br Copyright © 2001 IDS .agitasp.com.

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0-34.0-39.9 30. somente com medidas de peso e altura. No entanto.9 25. de acordo com classificação padronizada pela Organização Mundial da Saúde.5-24. Índice de Massa Corpórea (kg/m2 ) 18. o Índice de Massa Corpórea (IMC) ou índice de Quetelet ganhou grande popularidade pelo cálculo pela fórmula: IMC = peso (kg)/altura2 (m) Hoje. a classificação de obesidade em adultos é realizada pelo cálculo do IMC. Embora tenha quase dois séculos. chegar a um diagnóstico adequado da adiposidade. com grande grau de aproximação. é possível. conforme apresentado no quadro abaixo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A identificação de excesso de massa gordurosa apresenta dificuldades teóricas porque há o risco de não se conseguir distinguir aumento de massa muscular ou edema de aumento da adiposidade.9 Classificação Normal Sobrepeso Obeso classe I Obeso classe II .0-29.9 35.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .=> 40.90 para homens seriam considerados com alterados. avaliando a obesidade abdominal com a medida de cintura. O IMC estima a obesidade total do indivíduo. hipertensão e de eventos cardiovasculares. alguns autores estão mostrando que é mais simples e tão adequado quanto medir somente a circunferência abdominal que seria indicadora de risco quando. Copyright © 2001 IDS . em adultos. sendo até utilizado na imprensa leiga para orientar seus leitores sobre ganho de peso. Assim.80 para mulheres e de 0. Valores acima de 0. porém sabe-se que a localização da adiposidade no abdome também é um fator independente para risco maior de diabetes. A maior dificuldade no emprego da razão cintura-quadril é a dificuldade em padronizar o local exato para a medida das circunferências. Por isso. estivesse maior do que 85 cm na mulher e 95 cm no homem. A forma mais empregada é a do cálculo da razão cintura/quadril. podemos avançar no diagnóstico.0 Obeso classe III O diagnóstico de obesidade pelo IMC é simples e direto.

na maioria dos ensaios clínicos como o recurso mais efetivo na redução da pressão arterial e melhoria do perfil lipídico. a osteoartrose e asma. por exemplo. reconhecer. Porém. A obesidade pode significar. desde o início. a associação de ambos mostrou-se. risco maior de agravos e. considerar que a obesidade é uma doença tal como o diabetes. com jardinagem ou empurrar carros de bebê. A prescrição de atividade física regular deve ser diferenciada da prática regular de esportes ou da realização de exercício extenuante. Primeiro. seguida do aumento da atividade física. a dieta hipocalórica é o núcleo fundamental da prescrição. aumentar a atividade física diária. fato comprovado em vários estudos epidemiológicos em que pequenas atividades. Isto significa alterar a quantidade e qualidade da dieta ingerida no dia-a-dia e. Segundo. não como um indivíduo "preguiçoso-mentiroso-guloso". ao mesmo tempo. que deve ser diferenciada do exercício físico exaustivo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O médico deve estar atento a vários aspectos relacionados à obesidade ao iniciar o tratamento de um indivíduo. também. O princípio básico a ser seguido é o de que "pouco exercício é melhor do que nenhum". O paciente deve ser tratado como tal e. que as taxas de fracasso são elevadas para a maioria dos tratamentos testados em ensaios clínicos e que será necessário um tratamento continuado por muito tempo. A abordagem de tratamento deve ser de tornar o balanço calórico negativo dentro do contexto de atividade do indivíduo. manifestação de doença psiquiátrica. Como a capacidade do organismo de reter energia é maior do que de perdê-la. associavam-se a .

hipnoterapia. como: práticas populares como acupuntura. O tratamento medicamentoso deve ser proposto quando da falha do controle dietético e de aumento da atividade física ou em indivíduos com IMC acima de 35 kg/m2 Com maior facilidade. mesoterapia. yoga. laxativos. pode-se afirmar o que não funciona para reduzir o peso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . diuréticos. cremes para celulite.menor risco de eventos clínicos desfavoráveis quando comparadas ao sedentarismo. auriculoterapia. formulações magistrais "naturais" e suplementos dietéticos.

Pacientes que tenham obesidade de causa secundária também devem ser encaminhados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Indivíduos com índice de massa corpórea acima de 30 kg/m2 devem ser encaminhados para atendimento especializado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . World Health Organization. Obesity: Preventing and Managing the Global Epidemic -.org.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consenso Latino América sobre Obesidade.Report of a WHO Consultation on Obesity.abeso.1 Copyright © 2001 IDS . WHO/NUT/NCD/98. 3-5 June 1997. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade.br. URL: http://www.

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deve-se indagar sobre hábito tabágico.cardiol. hipertensão e diabetes. medir e pesar o indivíduo e. recomendamos aquela disponibilizada na página da Sociedade Brasileira de Cardiologia (www. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Durante toda e qualquer consulta médica. Alterações lipídicas podem estar presentes nas situações abaixo. Em outros capítulos. Pela praticidade e fácil obtenção. medir pressão arterial. considerando os fatores de risco identificados. dosar colesterol a cada 2 anos.br) sob o título "Teste de Risco Coronariano". em pacientes acima dos 45 anos. foram apresentados os diagnósticos de tabagismo. Desejável Colesterol total HDL-colesterol Triglicérides < 200 mg/dl > 35 mg/dl < 200 mg/dl Limítrofe 200-239 mg/dl Elevado >= 240 mg/dl Existem algumas fórmulas que propõem o cálculo do risco cardiovascular em termos numéricos.

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Tratamento com dieta Iniciar dieta (LDL) prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária Objetivo (LDL) >= 160 mg/dl >= 130 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl Tratamento medicamentoso Iniciar dieta (LDL) Objetivo (LDL) . como os diabéticos. A redução dos níveis de colesterol deve ser feita com dieta e medicamentos. Na dieta.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A redução dos fatores de risco é a pedra de toque de todo programa de redução de risco cardiovascular. A decisão terapêutica geralmente está baseada nos valores do LDL-colesterol e depende da existência de outros fatores de risco cardiovascular conforme sugerido abaixo: Para homens com menos de 35 anos e mulheres antes da menopausa. adequar o balanço calórico e controlar outros fatores de risco modificáveis. deve-se orientar a redução da ingestão de gordura saturada e colesterol. como a resistência à insulina. valores de LDL-colesterol entre 190 e 219 mg/dl não implicam em tratamento com medicamento a não ser para indivíduos de alto risco. diabetes. obesidade e hipertensão.

devem ser administrados após o jantar à exceção da atorvastatina. atorvastatina: commprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima de 80 mg). São contra-indicadas na presença de doença hepática e de elevações persistentes das transaminases hepáticas e das bilirrubinas. ao aumento da formação dos LDL-receptores e à diminuição das VLDL. a cada quatro semanas depois de nova análise do perfil lipídico e controle de transaminases hepáticas e creatinofosfoquinase. Não foi descrita taquifilaxia. Os ajustes das doses devem ser feitos. Não são indicadas para mulheres grávidas ou em fase de aleitamento e para aquelas com possibilidade de engravidar. pravastatina: comprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima 40mg). 20. levando à diminuição da síntese intracelular do colesterol. 40. 10. Para pacientes com hipertrigliceridemia. disponíveis nas formas genéricas. Posologia e administração lovastatina: comprimidos de 20mg com dose máxima de 80mg sinvastatina: comprimidos de 5. mas podem ocasionar efeitos colaterais em até 2% dos pacientes: sintomas gastrointestinais e dores musculares e elevação de enzimas musculares. Podem ser usadas em doentes renais crônicos. que pode ser administrada pela manhã. São bem toleradas. Copyright © 2001 IDS .prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária >= 190 mg/dl >= 160 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl O grupo de medicamentos mais utilizados é o das estatinas. Os comprimidos. 80 mg (dose máxima 80mg).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 40 e 80 mg (dose máxima 80mg). o uso isolado dos fibratos ou a associação com as estatinas pode representar a melhor opção terapêutica. a lovastatina e a sinvastatina. fluvastatina: cápsulas de 20. Seu emprego em crianças e adolescentes ainda não está definitivamente esclarecido. nas doses habituais. se necessário. A estatinas inibem parcialmente a HMG-CoA redutase.

diabéticos com tratamento refratário e indivíduos com valores muito elevados de colesterol é que devem ser encaminhados para ambulatório de especialidade. em essência. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O controle de fatores de risco cardiovascular é um atividade. Somente poucos casos de hipertensos graves.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . afeita ao clínico geral.

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cardiol.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .Página da Sociedade Brasileira de Cardiologia na internet (www.br).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consensos Brasileiros de Dislipidemia e Hipertensão Arterial .

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico do tabagismo é simples e tão importante quanto medir a pressão arterial. Está interessado em parar de fumar? Recomende parar. . Você fuma? 2. Que aconteceu? 5. Quanto? 3. Já tentou parar de fumar? 4. Infelizmente. ressaltando informações relevantes para cada paciente ("você já tem um pouco de enfisema"). As principais perguntas são: 1. muitos médicos e outros profissionais de saúde deixam de investigar o consumo de tabaco.

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como ansiedade. quanto mais intenso. . (3) aconselhe a retirada dos cigarros de casa. A associação entre estes dois medicamentos não é habitual. reposição de nicotina e uso de bupropiona.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Todo fumante deve ser identificado e receber uma oferta de tratamento em cada consulta. o que ajudou e o que contribuiu para a recaída. (4) uso de álcool. o uso de álcool ou a presença de outros fumantes em casa facilitam a recaída. Continue acompanhando o paciente. do carro. de preferência dentro de duas semanas. (4) oriente-o a evitar fumar nestes lugares. Marque um retorno na primeira semana depois do abandono dos cigarros e outro ainda no primeiro mês de abstinência. (6) antecipe dificuldades e ajude-o a preparar-se para elas. Mesmo intervenções curtas. podem ser eficientes. (5)reveja tentativas anteriores. irritação. mais efetivo o tratamento. Recaídas do tabagismo ocorrem principalmente nas seguintes situações: (1) emoções negativas. . (2) marque uma data. tédio. (3) presença de outros fumantes. tristeza. Porém. É útil estabelecer algumas etapas no aconselhamento como (1) ajude o paciente a se preparar para largar os cigarros.(2) pressão para trabalhar rápido. três minutos em cada consulta. do local de trabalho. treinamento de habilidades. Oriente o paciente de que mesmo uma tragada eventual. Os principais componentes são: suporte social.

até notar um sabor picante. 14 e 7 mg de nicotina em 24 horas. sucos. Evitar comer ou beber qualquer coisa por quinze minutos antes e também durante o uso da goma. Adequação da dose: Freqüentemente. Então. os sintomas de abstinência são atenuados e a adaptação à retirada do tabaco torna-se mais fácil. Discuta problemas como ganho de peso. De preferência. pode-se diminuir uma unidade da dose diária a cada semana. Apesar da pouca informação sobre sua efetividade em fumantes que consomem menos do que 10-15 cigarros/dia. O produto deve ser aplicado no tronco ou região superior do braço.goma de mascar: cada unidade contém 2 mg de nicotina. sobre uma área de pele saudável e relativamente sem pêlos. Existem duas formas de reposição de nicotina no Brasil: gomas de mascar e sistemas transdérmicos. os pacientes não usam goma suficiente para obter o máximo benefício: mascam poucas unidades por dia e não usam a goma por tempo suficiente. os pacientes devem ser cuidadosamente instruídos. Por isso. Ambos apresentam efetividade semelhante. O sítio de . As principais instruções para os pacientes usando a goma de mascar são: Não fumar enquanto estiverem usando a goma. Continuar a mascar e a estacionar a goma lenta e intermitentemente por cerca de 30 minutos. Reposição de nicotina: visa permitir a diminuição gradual da concentração sérica de nicotina após o abandono dos cigarros. cuidar para que não se forme uma bolha de ar entre o adesivo e a pele e comprimir o adesivo com a palma da mão por cerca de 30 segundos depois de colocá-lo. Investigue o que houve e sugira meios de enfrentar a situação. Depois deste período. refrigerantes) interferem com a absorção bucal de nicotina. Se ocorrer algum lapso. "estacioná-la" entre a bochecha e as gengivas para facilitar a absorção de nicotina através da mucosa oral. recomenda-se que seja oferecida a todo aquele que cogite parar de fumar e não apresente contra-indicações ao seu uso. depressão ou falta de apoio. O paciente deve desengordurar o sítio de aplicação. Com isso. Recomende abstinência completa novamente. a dose normalmente pode ser reduzida gradualmente. consumidas a cada uma ou duas horas. A probabilidade de sucesso dobra. a primeira aplicação é feita logo pela manhã do primeiro dia sem cigarros. Sistemas transdérmicos: Discos que liberam 21. O uso de uma dose fixa (pelo menos uma unidade a cada 1-2 horas) por pelos menos 3 meses pode trazer benefícios maiores do que o uso ad libitum. Grande parte dos insucessos com reposição de nicotina deve-se ao seu uso incorreto. encare-o como uma oportunidade de aprendizado. Absorção: bebidas ácidas (café. deve ser usada a intervalos regulares e não apenas quando houver vontade de fumar. Por exemplo.Congratule o paciente pelo sucesso. Técnica de mascar: mascar a goma lentamente. A dose diária total não deve exceder 24 unidades de 2 mg. A dose normalmente se situa entre 10 e 12 unidades por dia. Tipicamente. Nicotina .

5%. Períodos de 6 a 8 semanas podem ser eficientes. Os discos não devem ser cortados. A interrupção do tratamento é necessária em apenas 5% dos casos. creme de hidrocortisona a 5%). para portadores de bulimia ou anorexia nervosa ou em associação a inibidores da monoaminooxidase. a bupropiona aumenta a disponibilidade sináptica de dopamina e de noradrenalina.aplicação é trocado a cada dia. Quando comparada a placebo. Caso isto não melhore com um rodízio mais longo destes locais. praticamente duplica as chances de sucesso no tratamento do tabagismo. para evitar a irritação da pele. Na dose de 300 mg empregada no tratamento do tabagismo. dor da articulação têmporo-mandibular. Bupropiona: desenvolvida para o tratamento da depressão. A dose é diminuída a cada três ou quatro semanas pelo uso de adesivos progressivamente menores. boca seca e náusea. Seu uso é iniciado de uma a duas semanas antes do abandono dos cigarros: um comprimido pela manhã. 30 a 50% dos pacientes apresentam irritação da pele no sítio de aplicação. nos primeiros quatro dias. O uso de bupropiona pode ser vantajoso para pacientes preocupados com a possibilidade de ganhar peso ou portadores de depressão. Os mais comuns são inquietação. não havendo evidências de que tratamentos mais longos sejam mais vantajosos. angina instável e infarto do miocárdio há menos de 4 semanas. são comuns sintomas como irritação da mucosa oral. pode ser conveniente empregar-se doses mais altas do que do que 21mg de nicotina por dia. Os principais efeitos colaterais da reposição da nicotina são relacionados à forma de uso. o paciente deve ser aconselhado a tentar parar de fumar sem reposição de nicotina. Com os sistemas transdérmicos. Copyright © 2001 IDS . o risco de convulsões é menor do que 0. As principais contra-indicações à reposição de nicotina são a presença de gravidez e de certas doenças cardiovasculares. Nestes casos. pode-se recorrer a um corticoesteróide de ação tópica (por exemplo. dispepsia e soluços. No quinto dia. principalmente aqueles que fumam mais do que 20 cigarros por dia. oito horas depois do primeiro. A bupropiona é formulada em comprimidos de liberação lenta com 150 mg. Com a goma. Os efeitos colaterais são geralmente leves e transitórios. A bupropiona está contra-indicada para portadores de epilepsia ou de condições que aumentem o risco de convulsões (como antecedente de traumatismo cranioencefálico grave ou retirada recente do álcool). No caso de pacientes mais intensamente dependentes. insônia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . acrescenta-se outro comprimido. como arritmias graves.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Fumantes com depressão. dependência do álcool ou que não consigam parar de fumar por outros motivos podem requerer tratamento especializado.

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(Texto disponível em http://www. Ajudando seu paciente a parar de fumar. MD: US Department of Health and Human Services. Cohen SJ.surgeongeneral. June 2000. Instituto Nacional do Câncer.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . et al. Copyright © 2001 IDS .gov/tobacco) Ministério da Saúde. Bailey WC. 1977. Treating Tobacco Use and Dependence. Rockville. Clinical Practice Guideline. Rio de Janeiro.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Fiore MC. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. Public Health Service. INCA.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A ação do álcool no organismo propicia uma variedade de apresentações clínicas cujos diagnósticos variam de caso a caso. A forma mais fácil de confirmar o uso crônico de álcool é pela história própria ou relatada por familiares. Copyright © 2001 IDS . Há sinais indiretos de alcoolismo que podem ser observados no hemograma (volume corpular médio elevado) e nas enzimas hepáticas elevadas (gama-glutamil transferase e transaminase oxalo-acética).

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é uma forma de tratamento clássico que se baseia na expectativa de impossibilitar o acesso à droga. mas envolvem seus parceiros e familiares.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Intoxicação Alcoólica: tratamento é apenas de suporte clínico. como terapias de casal e de família e grupos de mútua ajuda. em geral. naltrexone e dissulfiram sob supervisão direta do médico parece ter resultados promissores . sendo que as principais são psicoterapia. como tiamina (vitamina B1). O uso de acamprosato. tratamento em regime de ambulatório. Também há intervenções que não se limitam ao dependente. em regime de internação. Pode haver necessidade de observação para detecção de complicações. Os casos leves ou moderados resolvem-se em 3 a 12 horas após o término do consumo do álcool. medicações dopaminérgicas. seja em hospital geral ou psiquiátrico. coma. vitamina B12 e folato. antidepressivos. seja em unidades especializadas. O tratamento medicamentoso com ansiolíticos. Tratamentos psicoterápicos para dependência vão desde a psicanálise tradicional até técnicas cognitivo-comportamentais. grupos de mútua ajuda (como os alcoólicos anônimos . resultados negativos. Pode ser administrados nutrientes. dissulfiram têm. A internação.Ressaltamos que não há eficácia comprovada na administração de glicose em pacientes intoxicados. por exemplo.AA) e tratamento farmacológico. como. Abuso e dependência de álcool: há várias formas de tratamento da dependência do álcool. agressividade. trauma craniano e quedas.

Síndrome de abstinência ao álcool: em pacientes com história de uso crônico de álcool. o que provoca vários efeitos desagradáveis quando tomada na vigência do uso do álcool. em estudos experimentais. a sertralina.e positivos. há urgência clínica de tratamento. como. Agentes dopaminérgicos: há algumas evidências. ansiedade e fadiga. o haloperidol 2-4 mg/dia. em função do enorme potencial de dependência induzido pelos benzodiazepínicos. tem se restringido ao tratamento a síndrome de abstinência do álcool. de que a função dopaminérgica está alterada em alcoolistas. O uso de bromocriptina ou outro agente agonista dopaminérgico tem se mostrado ineficaz no tratamento da dependência ao álcool. por exemplo. Acamprosato (Campral): na dose de 2 a 3 g/dia. o citalopram) não reduzem a taxa de recaída. como depressão e ansiedade. distúrbios orgânicos associados e pobre funcionamento cognitivo. náuseas. diarréia e lesões de pele. deve-se utilizar algum neuroléptico de alta potência em baixas doses. Copyright © 2001 IDS . que deve ser feito em unidades especializadas de terapia intensiva. esta medicação reduz o desejo de beber e suprime a hiperatividade orgânica que ocorre após a retirada do álcool. Naltrexone (Revia): na dose de 50 mg/dia. Dissulfiram (anti-etanol): esta droga é inibidora da enzima aldeído desidrogenase. a fluoxetina. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. Parece que esta droga reduz a toxicidade cerebral induzida por substâncias cerebrais cuja produção está aumentada em virtude do consumo excessivo do álcool. O tratamento crônico com ansiolíticos não é recomendado. em três tomadas diárias. Ansiolíticos: o uso de ansiolíticos benzodiazepínicos. porém. pode ser eficaz para reduzir o desejo de consumir o álcool e reduzir as propriedades de reforço positivo induzidas pelo álcool. A naltrexone é mais benéfica em pacientes com fissura importante. Alucinose alcoólica: aqui.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . vômitos. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. desde que haja estreito acompanhamento médico. O uso do dissulfiram na dose de 250 mg/dia em pacientes dependentes pode ser eficaz. podem ser usados para tratar comorbidades. como o diazepam. Antidepressivos: os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (por exemplo. com sinais clínicos de síndrome de abstinência. com retirada rápida.

Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Dependerá do quadro clínico e da evolução da história natural da doença. Quadros de alucinose e de abstinência devem ser encaminhados. Os demais necessitarão sempre de avaliações periódicas com equipe de saúde mental.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Fonseca. Kaplan. Lemos.. Sadock.. Artes Médicas.. Porto Alegre. Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas.. M.B. pp: 121-35. pp. In: Louzã Neto. 1993. H. Tongue.J. Artes Médicas. Hochgraf... Psiquiatria Básica. Porto Alegre.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Castel.. São Paulo.R. Elkis. A . L. Nicastri. In: Andrade.P.I. H. eds. 1984. P. E. A . Complicações Clínicas do Abuso de Substâncias. Copyright © 2001 IDS . Motta...Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .G.E. Drogas: Atualização em Prevenção e Tratamento. Eds. Andrade. S. 1995.:153-64. B. Compêndio de Psiquiatria Dinâmica.G. S. T..

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O uso eventual ou experimental não necessita de tratamento. Pelo menos três critérios devem estar presentes para que se caracterize dependência.(3) uso da substância em quantidade e por tempo maior que o desejado. Exemplo: pessoa que repetidamente dirige sob efeito de sedativos. que envolve os seguintes critérios: (1) tolerância: necessidade de quantidade cada vez maior da substância para atingir o mesmo efeito ou efeito cada vez menor de uma mesma dose da substância. evidenciando perda de controle sobre o consumo. problemas de saúde ou prejuízos de sua vida normal decorrentes do uso. A dependência já é um conceito mais amplo. embora possa ser passível de abordagem preventiva. (6) uso continuado mesmo em situações em que o consumo é contra-indicado e perigoso à saúde. O abuso de drogas ocorre quando o paciente mantém o consumo de uma substância mesmo apresentando problemas legais. que rouba para obter a droga ou que a consome mesmo com conseqüentes brigas familiares e perda de emprego. Devem ser tratados os casos de abuso. (5) desejo intenso pela substância.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Nem todo o uso de droga pode ser classificado como patológico. (4) desejo de reduzir ou controlar o consumo da substância com repetidos insucessos em manter-se sem a droga por período prolongado. (2) abstinência: síndrome típica e de duração limitada que ocorre quando o uso da substância é interrompido ou reduzido drasticamente. dependência ou abstinência da substância. .

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alucinações ou delírios. em caso de efeitos colaterais importantes desta medicação (particularmente rigidez muscular. . Os principais pontos do tratamento da dependência de álcool e drogas são: 1) Não existe uma única abordagem terapêutica que seja adequada para todos os pacientes. 3) É essencial a participação da família. reduzir dose ou ministrar também anticolinérgico como o biperideno 2mg (com exceção de quadros induzidos pelo uso de anticolinérgicos).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para quadros de agitação psicomotora. redução da expressão facial. Quadros severos de intoxicação ou abstinência devem ser encaminhados para monitoramento em ambiente hospitalar. psicológica e social) é o que dá melhores resultados. Para quadros de ansiedade extrema ministrar diazepam 10mg (com exceção de quadros de intoxicação patológica por benzodiazepínico). Cada ponto do processo de recaída deve ser avaliado para que a falha não se repita. marcha em bloco. recomenda-se uso de antipsicótico como haloperidol 5mg. 2) Recaídas são comuns no processo de tratamento e não devem ser entendidas como fracasso terapêutico. pois ela precisa aprender a conviver com o dependente recuperado. O tratamento multidisciplinar (com abordagem médica. sialorréia).

é importante orientar a família a evitar atitudes que possam facilitar a recaída do paciente. Deve-se aproveitar todos os momentos de aceitação de ajuda. em sua convivência familiar. desânimo. precisa entender que não deverá utilizála novamente pois provavelmente voltará a perder o controle sobre seu consumo. Processo do tratamento Inicialmente interrompe-se o uso da substância. Deve-se retirar do contato do paciente todos os estímulos que lembrem a droga ou facilitem sua obtenção como instrumentos utilizados para o consumo. etc. o culto religioso e a dedicação a novas atividades de lazer. 7) O tratamento deve ser imediatamente disponível. O encaminhamento para grupos de autoajuda. Neste processo. procura-se aos poucos. em seu trabalho e em todas as demais esferas de sua vida. . mesmo com vários insucessos anteriores. freqüentar lugares de uso. de quadros associados. ou para se evitar recaídas. deve ser incentivado em todos os momentos do tratamento. O uso de medicações deve se restringir ao tratamento da síndrome de abstinência. seja por meio de internação (hospitalar ou domiciliar). tristeza. 8) O tratamento é longo e deve-se tomar precauções contra recaídas mesmo após vários anos de abstinência. sanando-se as necessidades observadas com alternativas não associadas à droga. O médico tem que ajudá-lo a perceber os prejuízos que a doença gera em sua saúde. A persistência e o vínculo de confiança no médico são essenciais. 5) Uma vez que o paciente pare de utilizar a droga. como a prática de esportes. Durante todo o processo. passar por situações que gerem irritabilidade. telefones de outros usuários. todos os meios disponíveis para se evitar a recaída devem ser utilizados. Trata-se a síndrome de abstinência e eventuais quadros associados e orienta-se o paciente a prevenir recaídas evitando situações que facilitem o uso da droga (como encontrar outros usuários. etc.4) O dependente deve ser estimulado a procurar ajuda todas as vezes que se sentir tentado a recair. 6) Neste processo o dependente tende a negar ou minimizar seus problemas com a droga. etc.. dinheiro facilmente disponível. como permitir que ele mantenha contato com outros dependentes. deixá-lo freqüentar locais de risco sozinho e com dinheiro. como Narcóticos Anônimos e Nar-Anon. Em todos os momentos o paciente deve procurar se manter ocupado. avaliar os fatores que levaram o paciente a buscar a substância. de preferência na companhia de outras pessoas que possam auxiliá-lo num momento de intensa vontade de consumir a droga. Substituir a droga por algo menos danoso ao indivíduo é fundamental para evitar recaídas.). Neste momento. seja por consultas periódicas nas quais de determina o último dia de consumo.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Quando houver sintomas psiquiátricos marcantes. Copyright © 2001 IDS . quando as medidas adotadas não forem eficazes para manter a abstinência ou em casos severos de intoxicação e abstinência.

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T.A.B.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Elkis.. 1995. São Paulo: Editora Lemos...C.in Condutas em Psiquiatria .. R. & Nicastri.. R. e Laranjeira. T. . Castel. Moreno. Hochgraf. Copyright © 2001 IDS . Motta. In Manual de Psiquiatria .Editores: Louzã Neto. M. M. P..Abuso e dependência de álcool e drogas. O. L. Y. 1995.Editores: Almeida. S. M.Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas. P. Dractu.B. H.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Laranjeira.L. S. R. M.. Leite. In Psiquiatria Básica . . Hochgraf. Porto Alegre: Editora Artes Médicas. . R.. A. 1996..Dependências Químicas .G. A. Zilberman. . Pimenta. Wang.Editores: Cordás.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.P. Andrade..

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1997.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sampaio SAP e Rivitti EA. Copyright © 2001 IDS . Diógenes MJN. Guilhon RMP et al.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . São Paulo: Artes Médicas. Dermatologia. Doença da Pele de Andrews. 1994. Odom RB e James WD. 8ª ed. Arnold HL. Fortaleza: Inova Gráfica. Atlas de Dermatopatologia Tropical. NevesRG. São Paulo: Editora Manole. 1998.

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explicando a dermatite seborréica do lactente. . couro cabeludo e em áreas intertriginosas. A infecção por bactérias e leveduras ( principalmente a Malassezia furfur ) tem sido lembrada na patogênese da doença. mas podendo ser apenas um fator agravante. influenciada pelos andrógenos. Os andrógenos podem ser um fator predisponente. sobrancelhas. Adulto Lesões eritêmato-escamosas no couro cabeludo. sulco nasogeneano. região retroauricular porcões medianas do tórax e regiões intertriginosas. que ocorre em regiões como sulco nasogeneano. maternos que desaparecem após alguns meses. Lactente Aparecimento nos primeiros meses de vida. não-contagiosa. Ocorre associacão com quadros neurológicos ( siringomielia. lesões eritêmato-escamosas na face. freqüente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATITE SEBORRÉICA Quadro clínico e Epidemiologia É afecção crônica. Prurido leve ou ausente. áreas de dobras. tronco. A causa não é conhecida. região retroauricular. lesões do trigêmeo. recorrente. Presença de escamas gordurosas e aderentes no couro cabeludo (crosta láctea). Blefarite e eczema do conduto auditivo podem estar presentes. doença de Parkinson ) e síndrome da imunodeficiência adquirida. glabela. poliomielite.

No couro cabeludo. excluir associacão de candidose. Adulto Hidrocortisona 1% em creme associado ou alternado com cetoconazol 1% em creme.Diagnóstico Clínico. usar xampu de enxofre e ácido salicílico a 3% ou zinco-piridione 1-2% ou coaltar 1-3% e depois aplicar locão capilar de betametasona.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Tratamento Lactente Óleo mineral morno para remoção de crostas do couro cabeludo e hidrocortisona a 1% em creme. Nas áreas intertriginosas.

zoofílicos e geofílicos. Tinha do couro cabeludo Comum nas crianças e rara nos adultos. Placas eritêmato-descamativas de crescimento centrífugo. Tinha corporis Tinhas do pé e da mão Onicomicose(Tinha da unha) . A forma aguda é uma placa com inflamação e presença de pústulas. única ou múltipla. é produzida por fungos dermatófitos(que utilizam a queratina com fonte de subsistência). Lesões eritêmato-descamativas com presença ou não de vesículas podendo ser maceradas nos interdígitos dos pés. Acometimento de início na porção distal e/ou lateral subungueal ou subungueal proximal superficial da lâmina ungueal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATOFITOSES Quadro clínico e Epidemiologia Também conhecida com tinha. podendo apresentar a borda com vesículas e crostas e formas diversas. Destruição e/ou hiperqueratose da unha. chamada quérium. Existem dermatófitos antropofílicos. Placas de cabelos tonsurados( cabelos cortados) com descamação.

Diagnóstico Exame micológico direto clarificado pelo hidróxido de potássio a 10 % e cultura de fungos. principalmente nos casos de onicomicose de difícil diagnóstico pelo exame micológico direto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Tratamento Tinha capitis: griseofulvina15-20mg/kg/dia . 2 a 3 meses Tinha corporis. Copyright © 2001 IDS . via oral. pedis e da mão: antifúngico tópico e/ou sistêmico Onicomicose: antifúngico sistêmico.

se um dos pais é atópico. principalmente nos casos de associação com quadro respiratório. motivo pelo qual reage anormalmente a estimulos: contactantes. Quadro Clínico Tipos de lesões Infantil ( a partir do 3 mês de vida) agudas e subagudas Localização região malar. ingestantes. O paciente atópico deve ser compreendido como um indivíduo cujo limiar de reatividade é anômalo. Muitos pacientes têm aumento de níveis séricos de imunoglobulina E (IgE). com influência ambiental e psicossocial. A etiologia parece ser multifatorial. . nuca e dobras antecubitais e poplíteas podendo generalizar-se. inalantes e injectantes. Manifestase normalmente a partir do 3º mês de vida ou mais tardiamente na adolescência e em adultos. Quando os pais são atópicos. couro cabeludo. Cerca de 30% dos casos são associados a asma e/ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. eczema constitucional ou neurodermite disseminada.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMA ATÓPICO OU DERMATITE ATÓPICA Quadro clínico e Epidemiologia É também conhecido como eczema infantil. esta incidência cai para 58%. 79% das crianças desenvolvem manifestações atópicas.

Evite usar corticosteróides de média. como vaselina líquida ou cold cream. devido ao fato de seus efeitos colaterais serem maiores nessas áreas. diminuindo a potência ou freqüência da aplicação gradualmente. triancinolona. alta e muito alta potência na face. Usar roupas de algodão . Tratamento Cuidados gerais: Banhos rápidos. clobetasol Média potência Alta e muito alta potência Antibióticos: havendo infecção secundária localizada. face. O quarto deve ser arejado sem cortinas. desonida mometasona. Procure usar sempre a menor potência necessária e nunca retirar subitamente. regiões de dobras e escroto.51% hidrocortisona 1-2 % hidrocortisona 1-2 % mometasona. tapetes ou brinquedos de pelúcia. A tabela abaixo apresenta a potência do corticosteróide mais indicada para cada faixa etária: Baixa potência Crianças até 2 anos Crianças maiores 2 anos Adolescentes e adultos hidrocortisona 0. morno com pouco sabonete. associar mupirocina 2% ou a .Pré-puberal crônicas nas dobras flexoras. Evitar tecidos de lã e fibras sintéticas. Usar emolientes após o banho. Corticosteróides: São os medicamentos mais úteis no tratamento da dermatite atópica. dorso dos pés e mãos com fases de agudização nas dobras flexoras ou disseminadas chamada de neurodermite Adulto crônicas Diagnóstico Clínico. desonida betametasona. difluocortolona.

cetirizina. que devem ser dados à noite. divididos em 4 doses diárias.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Antissépticos: nas formas agudas. Antibiótico sistêmico: nos caso de lesões exudativas ou de difícil controle.5-2mg/kg/dia.000 ou água boricada a 2-3 %. utiliza-se antibiótico sistêmico: estearato de eritromicina ou cefalexina na dose de 50mg/kg/dia na criança e 2g/dia no adulto.gentamicina 0. há melhora importante em poucos dias. Corticóide sistêmico: deve ser evitado pela necessidade de uso prolongado e pelo risco de rebote após a retirada da medicação. fazer compressas de permanganato de potássio na diluição de 1:40. Encaminhamento Para hospitalização: nos casos graves e resistentes.1% em creme. durante 10 dias. clorfeniramina. Copyright © 2001 IDS . Anti-histamínico: os sedantes como: hidroxizina 0.

crostas e liquenificação. associada a prurido e causada por fatores exógenos ou endógenos. Divididas em 3 fases evolutivas: aguda (eritema.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMAS DE CONTATO Quadro clínico e Epidemiologia É uma doença inflamatória da pele caracterizada por eritema. Eczema de Contato ou Dermatite de Contato: pode ser de 2 tipos: dermatite de contato irritativa e dermatite de contato alérgica. edema. Na dermatite de contato alérgica há o envolvimento do sistema imunológico celular. Existem vários tipos de eczema. A dermatite irritativa acontece em qualquer pessoa exposta a uma substância em concentração irritante. vesículas. Dermatite de Início contato Causas Teste de contato (PATCH Test) Exemplos . edema e vesiculação) subaguda (escamas e crostas) e crônica (liquenificação). os mais comuns são: eczema de contato (exógeno) e eczema atópico (endógeno). escamas.

cimento. Negativo Dermatite das mãos de lavadeira. detergentes. Alérgica Necessita de exposição prévia para que ocorra a sensibilização. Sabão em pó.000 e Creme de corticóide Pomada de corticóide Sistêmico Prednisona 0. deve ser sempre descartada a associação com candidose. Tratamento Depende da fase evolutiva e da extensão do quadro: Tópico Aguda Compressas de permaganato de potássio 1:40. Níquel. se necessário.5 m/Kg/ dia Idem Idem Subaguda Creme de corticóide Crônica No caso da dermatite de contato na área das fraldas. Copyright © 2001 IDS . soda cáustica. dermatite das fraldas. O teste de contato pode auxiliar na identificação dos alérgenos no caso de dermatite de contato alérgica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . borracha. Nos casos de difícil controle. encaminhar para o dermatologista para tratamento e.Irritativa Pode aparecer na primeira exposição. Dermatite dos brincos. teste de contato. dos sapatos. esmalte Diagnóstico É essencialmente clínico. Positivo couro.

. Nos adultos. está ausente. O principal sintoma é o prurido noturno. É transmitida pelo contato pessoal. as pústulas e vesículas são encontradas nas regiões palmoplantares. as lesões são localizadas. pústulas. na axila. sendo os nódulos encontrados na região genital principalmente nos homens. depositando 2-3 ovos por dia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ESCABIOSE (SARNA) Quadro clínico e Epidemiologia É causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variação hominis. e depois morre. A lesão característica é a presença do sulco com uma vesícula na extremidade. no total de 10 a 25 ovos. vesículas e nódulos. sexo ou raça. sem preferência por idade. Diagnóstico O quadro clínico sugestivo e a confirmação ocorre quando se encontra o parasita no exame direto. escoriações. regiões inframamárias. que se transformam em ninfas octópodes na superfície da pele e se tornam adultos esse ciclo dura 2 semanas. Também podem ser encontradas pápulas urticarianas. periumbilical e genitais. Nas crianças. surgem larvas hexápodes. O macho não invade a pele e morre após a cópula. Em alguns dias. A fêmea fecundada penetra na camada córnea e escava um túnel. mas que. morrendo fora do hospedeiro em menos de uma semana. O parasita completa todo o seu ciclo biológico no homem. muitas vezes. preferencialmente. interdigitais.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . parar 7 repetir após 7 noites e repetir 3 dias noites. parar 7 noites e repetir 3 noites( proibir o uso de álcool pelo efeito antabuse) ivermectina 200mcg/kg dose única Gestante enxofre 5% vaselina por 3 a 5 noites e repetir após 7 dias Copyright © 2001 IDS .(em crianças acima de 1 ano) Adulto permetrina lindano 1% 5% creme durante 2 noites e durante 2-3 repetir após 7 dias noites e repetir após 7 dias monossulfiram diluído em água 2 vezes e aplicado 3 noites.Tratamento Tópico Tópico Tópico Sistêmico ivermectina 200mcg/kg dose única em crianças acima de 5 anos Crianças enxofre 5% monossulfiram em vaselina diluído em água 3 por 3 a 5 vezes e aplicar 3 noites e noites.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo FURÚNCULO Quadro clínico e Epidemiologia É um abscesso estafilocócico perifolicular. podendo ser usados sabonetes com antisséptico. mas deve ser realizado o exame bateriológico e antibiograma para orientar o tratamento. doloroso e agudo que geralmente termina em supuração central. pode ser feita drenagem. Usar antibióticos sistêmicos. O antraz é um conjunto de furúnculos. Se a lesão estiver flutuando. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. circunscrito. O quadro é comum nos adolescentes e adultos. Tratamento Os cuidados higiênicos são muito importantes. . arredondado.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo IMPETIGO Quadro clínico e Epidemiologia É uma dermatose contagiosa causada por estafilococos plasmo-coagulase-positivos. Doença freqüente nas crianças. Pode ser feito bacterioscópico e cultura para a identificação do agente etiológico. usar antibióticos tópicos. deve ser dado antibiótico sistêmico como penicilina. . nos pacientes imunossuprimidos. Nos casos disseminados. O mais comum é o Staphylococcus aureus e. Diagnóstico É geralmente clínico. mupirocina e ácido fusídico. Tratamento Limpeza com a remoção das crostas com água e sabão. gentamicina. bastante superficial com formação de crosta melicérica. como a neomicina. A lesão inicial é mácula eritematosa que logo se transforma em vésico-pápula ou mesmo bolha purulenta. eritromicina ou cefalexina. epidermidis. Nos casos localizados. Pode ocorrer linfadenopatia regional. é o S.

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podendo ser vesiculosa. nos locais onde houve defecação dos ovos do parasita pelo cão e/ou gato e. Estes se encontram no solo. Acomete. os adolescente e os adultos. A larva penetra a pele nos locais de contato com o solo. pelo Ancylostoma canis.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo LARVA MIGRANS Quadro clínico e Epidemiologia Afecção freqüente. transforma-se em larva infectante. na natureza. eventualmente. causando lesões pruriginosas de trajeto linear e sinuoso ligeiramente urticada. É causada pela penetração de larvas do Ancylostoma braziliensis e. Tratamento Lesões Localizadas Tópico tiabendazol 5% pomada oclusiva por até 2 semanas -albendazol 400mg dose única -tiabendazol 25mg/kg 2x/dia por 3 dias consecutivos -ivermectina 200mcg/kg dose única Sistêmico Disseminadas Pode ou não associar o tratamento tópico . geralmente. bicho geográfico ou bicho de praia. também denominada dermatite linear serpiginosa.

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excepcionalmente. o exame histopatológico é extremamente característico. Pápula da cor da pele ou rósea. após anestesia tópica com lidocaína e prilocaína. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. É de distribuição universal. séssil. ocorre mais nos adultos e a transmissão é.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MOLUSCO CONTAGIOSO Quadro clínico e Epidemiologia A doença é causada por um poxvírus que atinge exclusivamente a pele e. tornando-se eritematosa e dolorosa. semi-esférica. Mas pode ocorrer infecção bacteriana secundária. . geralmente. Na área genital. sexual. Tratamento Curetagem das lesões e aplicação de tintura de iodo. mas. mostrando as inclusões virais citoplasmáticas eosinofílicas. comum em crianças. no caso de dúvida. geralmente umbilicada e assintomática. As lesões são mais abundantes nos imunodeprimidos. as mucosas.

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Púbis ou ftiríase Tem como habitat os pêlos pubianos. sendo freqüente a infecção secundária levando ao aumento de linfonodos cervicais. O sintoma principal é o prurido. Corpo: pápulas acompanhadas de prurido intenso. Diagnóstico Presença das lêndeas ( ovos ) aderidas na haste do pêlo e/ou o encontro do parasita. Observam-se escoriações paralelas e hiperpigmentação. mas pode ser encontrado também nos pêlos do abdome. É comum ocorrer infecção secundária. supercílios. Couro cabeludo: prurido intenso nas regiões afetadas occipital e parietais. podendo levar a infecção secundária. principalmente no dorso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PEDICULOSES Quadro clínico e Epidemiologia São ectoparsitoses causadas por insetos que parasitam o couro cabeludo. Pediculus humanus corporis (piolho do corpo) e Phitirus pubis. responsável pela pediculose pubiana ou ftiríase. o corpo e o púbis. coxas e axilas. . tórax . Os mais conhecidos agentes etiológicos são Pediculus humanus capitis ( piolho da cabeça). Raramente podem acometer os cílios. barba e os cabelos da margem do couro cabeludo.

Tratamento couro cabeludo xampu de lindano 1%.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Usar por 2-4 dias consecutivos higiene e a lavagem da roupa são suficientes para a cura loção de lindano 1% Ou loção de por 3-4 noites permetrina 5% consecutivas Ou loção de deltametrina + butóxido de piperonila Ou xampu de permetrina 1% ouxampu de deltametrina +butóxido de piperonila remoção das lêndeas com pente fino após passar vinagre diluído em 50% com água morna corpo pubis Em todos casos de pediculose. deixando agir por 5 a 10 minutos e enxaguar. Copyright © 2001 IDS . é imprescindível examinar e tratar os contactantes.

tiamina. calor e luz . A duração da lesão é fugaz. Os fatores patogênicos não-imunulógicos são os capazes de liberar histamina e outros mediadores por ação direta sobre os mastócitos. Os teste alérgicos cutâneos de escarificação não contribuem muito para a descoberta da causa. toxinas bacterianas. sem mecanismo imune. Há uma forma de urticária acompanhada de angioedema das pálpebras. pepetonas. codeína. mas a descoberta do agente causal pode ser bastante difícil. O quadro clínico é bastante característico. sendo o melhor método a técnica de exclusão de substâncias. podendo formar placas gigantes. polímeros biológicos ( crustáceos. venenos de cobra. produtos de Ascaris. Destacam-se os liberadores químicos de histamina como os medicamentos ( ácido acetilsalicílico. podendo levar ao edema de glote e à morte se o paciente não for socorrido a tempo em pronto-socorro. dextrans ) e os efeitos diretos de agentes físicos sobre os mastócitos. O quadro pode ser agudo desaparecendo rapidamente ou se tornar crônico( mais de 6 semanas). pressão. como frio.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URTICÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia É uma erupção caracterizada pelo súbito aparecimento de urticárias ( pápulas eritêmatoedematosas) de duração efêmera e pruriginosa. . drogas ou alimentos suspeitos. lábios. Diagnóstico É essencialmente clínico. papaverina e contrastes radiológicos). polimixina. Lesões urticárias são de tamanho variável. língua e laringe. morfina.

Na urticária aguda e angioedema.Tratamento Tentativa de afastar o agente causal. tipo prednisona 0.52. associar corticóide sistêmico.0 ml a cada 2 horas até a melhora dos sintomas. Anti-histamínicos H1: sedantes e não-sedantes( não se aderem a receptores H1 do sistema nervoso central) Sedantes Não sedantes hidroxizina 0. o tratamento é feito principalmente com antihistamínicos. é indicada a adrenalina 1:1000 ( 1mg/ml).5mg/kg/ dia. Na urticária crônica. 0. injetando-se.0mg/kg/dia astemizol dose única 10mg/dia clorfeniramina 6-18mg/ dia loratadina 10mg/dia meclastina 1-6mg/ dia cetirizina 10mg/dia · Os sedantes são os mais indicados para as crianças.5-1. Copyright © 2001 IDS . Nos casos de angioedema com hipotensão e risco de edema de glote.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . via subcutânea.

por HPV (papilomavírus humano. Verruga filiforme . como no inglês. no dorso das mãos e dedos. Eles podem infectar tanto a pele como as mucosas. observam-se pontos escuros enegrecidos que correspondem a capilares trombosados. mas com maior freqüência. Quadro clínico Verruga vulgar São pápulas hiperqueratósicas e. São DNA vírus denominados. Localizam-se. human papiloma virus). na superfície. genericamente. de preferência. na face.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo VERRUGAS Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus causadores das verrugas. pescoço e comissuras da boca. ou. São encontradas em qualquer parte do corpo. São geralmente pápulas únicas. corneficadas e espiculadas que surgem perpendicularmente à superfície cutânea.

a conduta é o uso de ácido nítrico fumegante. topicamente. crioterapia com nitrogênio líquido e eletrocoagulação. É proibido o tratamento com exérese e sutura das lesões. Acometem principalmente crianças e adolescentes. vulva. na face. muitas vezes. com calosidades. que devem ser feitos no consultório do dermatologista. São múltiplas pápulas planas de 1-5mm de diâmetro. Localizam-se. dando um aspecto de "olho de peixe". podendo assumir um aspecto em couve.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Tratamento É feito. As verrugas genitais são pápulas vegetantes róseas. de preferência. dorso das mão e antebraços. deve ser investigada a possibilidade de abuso sexual.5%.Verruga plantar Devido à pressão exercida pelo corpo. ânus e vagina. devido à freqüente associação de verruga e carcinoma de cérvix. como são conhecidas popularmente. Copyright © 2001 IDS . Verruga plana Condiloma acuminado Diagnóstico Verrugas e carcinoma: Vários tipos de HPV têm um potencial oncogênico. são pouco salientes. O aspecto é de uma área central anfractuosa com hiperqueratose ao redor. Logo. devem ser biopsiados para exame anatomopatológico os casos de verruga resistente ao tratamento e de mulheres com verrugas genitais e de cérvix. Em alguns casos.flor.5% e ácido lático 14. tais como: colódio tópico com ácido salicílico 16. com diversas substâncias químicas cáusticas. São dolorosas à deambulação e confundidas. ocorrendo na mucosa da glande. discretamnte hiperqueratósicas e pouco salientes. devido às recidivas freqüentes na borda da ferida cirúrgica. Em crianças.

deve contar com boa iluminação e afastador de língua. além da cooperação do doente. . que.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quase todas as alterações da cavidade oral são passíveis de observação por meio da oroscopia.

Esta última é o método de escolha para linfonodos cervicais suspeitos. não reticulada. persistentes por mais de 2 semanas (portanto duvidosas). Em se tratando de lesões pequenas ( até 2 cm) . São simétricas e bilaterais. de bordos . Manchas cinzas arredondadas associadas a restaurações dentárias podem corresponder a inclusão de amálgama. pode-se lançar mão da biópsia incisional ou por punção com agulha fina.A oroscopia deve ser acompanhada sempre da palpação das cadeias cervicais. Também nas bochechas. liga utilizada por dentistas. Alterações da pigmentação da boca: aparecem em condições normais na mucosa da bochecha (mucosa jugal) na linha de oclusão dentária. quando concomitantes com lesão oral. podem ser vistos pontos amarelos que correspondem a glândulas sebáceas ectópicas. principalmente as submentonianas e júgulo-carotídeas. Nenhuma destas alterações necessita tratamento. chamados grânulos de Fordyce. a biópsia excisonal está indicada. progressiva. Caso a lesão seja maior. junto às comissuras labiais. Os diagnósticos mais importantes são: Melanoma: mancha acastanhada ou negra.

tumores ósseos. Estes cistos podem se romper. Cistos salivares e dermóides: alguns tumores podem ser císticos. Uma biópsia permite o diagnóstico. se de coloração vermelha. que podem ser benignos ou malignos. com dimensões variáveis. que pode ser complementada por quimioterapia e radioterapia. Os cistos salivares são bem circunscritos. Seu tratamento é cirúrgico. O tratamento é a ressecção cirúrgica completa. Os mais comuns são os tumores de glândula salivar menor. não deve ser feita biópsia com retirada de parte do tumor para exame. nestes casos. Cerca de 30% das lesões brancas e 80% das vermelhas podem se transformar em câncer. pois viola o tumor. A retirada da lesão deve ser indicada na presença de sintomas e se a lesão não desaparecer com a . destacando-se os cistos salivares e dermóides. Na região sublingual. Importante ressaltar que. Aparece junto à gengiva. ou eritroplasias. podendo provocar alterações na fala e mobilidade da língua. Lesões nodulares: a presença de nódulo ou tumor sem ulceração da mucosa não é comum. quando associadas a tabagismo e sem outra causa conhecida. com ênfase para o abandono do tabagismo. pouco móveis e indolores. São móveis e indolores. brancos ou azulados. o ácido retinóico tem sido utilizado em caráter experimental para prevenir a evolução destas lesões. sendo potencialmente grave. Causam grande desconforto pela impossibilidade de sustentação da prótese.irregulares e sem qualquer outro sintoma pode representar o melanoma de mucosa oral. O diagnóstico diferencial se faz com os tumores do tecido conjuntivo. Metástase cervical ou à distância pode estar presente na primeira avaliação. como elevação da mucosa mantendo a coloração do tecido que lhe deu origem. Exame periódico da boca deve ser realizado. em geral decorrente de traumatismo por prótese dentária maladaptada. Leucoplasias e eritroplasias: entre as doenças que produzem alterações da coloração da boca. O tratamento é cirúrgico. abaixo da mucosa. Tomografia computadorizada é importante exame para avaliar o tamanho e a extensão da doença. Estas manchas. O tratamento mais eficiente é a ressecção cirúrgica. A intolerância ao tratamento prolongado é barreira para utilização terapêutica deste e de outros agentes ainda hoje. Atribui-se sua origem a restos epiteliais embrionários. em pacientes desdentados. hemangioma. mas se refazem em período de tempo curto. Epúlide é o nome dado à hipertrofia de mucosa junto à gengiva. na linha média. podem ocorrer tumores císticos de dimensão variável. Entre vários produtos. O melanoma da mucosa é mais comum em idosos. A insistência no uso da prótese pode produzir úlceras. constituem as leucoplasias. processo chamado de quimioprevenção. linfangioma. com a completa retirada do tumor e reconstrução. como o trauma por dente ou prótese. dificultando o tratamento definitivo e mesmo impossibilitando sua cura. Eliminar o cigarro e o álcool e aumentar a ingestão de alimentos ricos em betacaroteno fazem parte da orientação inicial. deve ser retirada por cirurgia com margem de segurança de um centímetro e estudo anatomopatológico. Lesões nodulares são tumores de consistência variável. se forem brancas. ênfase deve ser dada às manchas ou placas brancas ou vermelhas. de origem nervosa ou muscular. A biópsia de punção por agulha fina é o exame indicado para esclarecimento diagnóstico. Caso a lesão não desapareça em 15 dias. lipoma. liberam líquido viscoso. Este é um grave erro. que não se desprendem facilmente quando raspadas com espátula.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Tem contorno regular. O único tratamento é a ressecção cirúrgica.suspensão do uso da prótese. O torus palatino é alteração óssea localizada no palato duro. A técnica deve ser cuidadosa para evitar comunicação da cavidade oral com a nasal. consistência óssea. mormente a impossibilidade de manutenção de prótese. mesmo na ausência de dor. de tamanho forma e extensão variáveis. Torus mandibular é o nome dado a uma protuberância óssea localizada na face interna da gengiva. São comuns os cistos associados a abscessos dentários e secundários a tratamento de canal. imóvel e indolor. na linha média. junto ao assoalho da boca. Copyright © 2001 IDS . é imóvel e assintomático. Tumores nas gengivas podem estar relacionados aos dentes. ou crescimento. indicada na presença de sintoma. Tem crescimento lento ou ausente e observação periódica é a conduta. e são tratados por cirurgia.

por exemplo: Aftas são as lesões mais comuns da boca. Não há tratamento eficiente comprovado. embora limitante. pequena. na maioria das vezes. Caracterizam-se por úlcera dolorosa. localizadas na língua. Caracteriza-se por dor contínua. úlcera ou linfonodo são indicativos da doença idiopática. a substituição do creme dental e a não-utilização de alimentos ácidos e condimentados. Se após duas semanas a afta não estiver cicatrizada. como. Têm aparecimento súbito e cura espontânea em cerca de 10 dias. As lesões podem ser agravadas por infecção secundária por Candida albicans. Podem ser isoladas ou múltiplas. geralmente em queimação e com intensidade variável. Um sintoma menos comum é a glossodínea. o sintoma não tem gravidade nem potencial de transformação maligna. borda regular e não elevada. É importante informar que. indicamos completa ressecção da lesão para exame anátomo-patológico. de fundo esbranquiçado. ser encaminhadas a serviço especializado. Podem ser de auxílio a higiene oral. assoalho da boca e mucosa jugal. Não há nenhum tratamento específico eficiente. São inúteis os antiácidos e produtos de uso tópico. há situações bem freqüentes que devem ser acompanhadas em unidades básicas de saúde. Ausência de alteração em cuidadoso exame físico com inspeção e palpação da língua e pescoço à procura de tumor. quando o tratamento tópico com solução de nistatina se indica com bom resultado. Casos recorrentes e com limitação severa devem ser encaminhados para tratamento especializado. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As lesões acima descritas deverão. como anestésicos e anti-sépticos. No entanto.

que pode ser tratada por antibióticos ou necessitar a intervenção de otorrinolaringologista. proteção de lábios com cremes e saliva artificial. em que estão associadas xeroftalmia e artrite. Halitose é o odor desagradável na respiração e está em geral associada à condição da boca. principalmente nas comissuras labiais. Uma boa hidratação e evitar períodos prolongados de jejum também são úteis para minorar o problema.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Processos imunológicos e reumáticos devem ser pesquisados. fissuras dolorosas. facilitando infecção secundária causadora do odor. Copyright © 2001 IDS . Amígdalas aumentadas e com superfície irregular podem reter partículas alimentares. O tratamento é sintomático. além da secura da mucosa.Xerostomia ou boca seca pode aparecer como sintoma isolado ou ser parte da síndrome de Sjöegren. Os dentes e gengivas devem ser examinados e receber os cuidados necessários. com hidratação cuidadosa. Exame radiológico de seios da face podem demonstrar a presença de sinusite. Este problema pode ser melhorado com adequada higiene oral com bochechos e gargarejo. Encontramos. O paciente pode ser encaminhado ao reumatologista para completa investigação.

mediante biópsia incisional. para que seja devidamente tratado pela cirurgia (tanto o tumor primário como as possíveis metástases cervicais). Necessário ( para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): nos casos em que a biópsia tiver sido excisional. para acompanhamento e controle.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Urgente (para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): somente nos casos em que. Em esquema: . se constatar a existência de um câncer de cavidade oral.

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INCa . pp. Young SK. São Paulo. Ferraz AR. Korting GW. 1996. Stuttgart (Alemanha).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Brandão LG. 295-307.10-11. W. Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Roca. .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1989. Hoede N. Bork K. 1997. Saunders Company.Instituto Nacional do Câncer. Rio de Janeiro. B. Copyright © 2001 IDS . pp 321-4. p.Diseases of The Oral Mucosa and the Lips. Burgdorf WHC. Estimativa da Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil.

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internas ou mistas) e de acordo com seu grau de evolução. As hemorróidas externas podem se apresentar como nódulo doloroso de aparecimento súbito. o que assusta as pessoas e as leva a procurar o proctologista. a dor anal é mais intensa e aparece após esforço evacuatório excessivo. Classificam-se as hemorróidas. Outra queixa relacionada às hemorróidas é o prurido anal. Outro sintoma é o prolapso. Em casos de trombose de mamilos externos. em fases mais adiantadas da doença. de acordo com sua localização (externas. estimando-se que aproximadamente 50% dos indivíduos acima dos 50 anos têm alguma forma de hemorróidas sintomáticas. . a perda de sangue vivo é o sintoma mais comum. após atividades físicas intensas ou ainda após a ingestão de álcool ou alimentos condimentados. ocorrendo durante ou imediatamente após a evacuação. Quanto às hemorróidas internas. Já a doença hemorroidária é representada por dilatações varicosas ano-retais e representa a doença proctológica mais freqüente na população em geral. que constitui a exteriorização de mamilo hemorroidário durante o esforço evacuatório e que.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia DOENÇA HEMORROIDÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia Hemorróidas são estruturas normais da anatomia humana. em 4 tipos. formando o chamado hematoma perianal. pode se manifestar espontaneamente sem esforço. exteriorizando-se no papel higiênico ou "pingando" no vaso sanitário.

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Copyright © 2001 IDS . e esta relutância aumenta a constipação e o desconforto. A dor durante e após a evacuação dura de minutos a horas e é freqüentemente acompanhada de sangramento observado sobre as fezes ou no papel higiênico. O paciente torna-se.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . causa de dor aguda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FISSURA ANAL Quadro clínico e Epidemiologia A fissura anal é uma afecção proctológica comum. então. apreensivo sobre futuras evacuações. sofrimento e desconforto maior que qualquer outra lesão de seu tamanho no corpo humano.

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e o trajeto fistuloso. . portanto. Freqüentemente os pacientes contam a ocorrência pregressa de um abscesso ano-retal já drenado (espontaneamente ou cirurgicamente). As fístulas podem ainda ser classificadas em relação aos músculos esfincterianos. as fístulas formam trajetos complexos. À anuscopia. orifícios anteriores têm trajeto retilíneo e terminam na cripta correspondente a este orifício (lei de GoodsallSalmon). o trajeto fibroso e o orifício externo. Às vezes.esfincterianas (trajeto atravessa a massa muscularsuperficial ou profunda). As fístulas compreendem um orifício interno (cripta onde se origina a infecção). Por outro lado. sendo decorrentes da ruptura de um abscesso originário da infecção das glândulas anais. Geralmente. constata-se a presença da cripta infectada. inter (trajeto entre o esfíncter externo e interno) e trans. com ou sem descarga purulenta. por um trajeto comunicando o canal anal ou o reto (orifício interno) ao períneo (orifício externo). tendo somente um orifício primário e dois ou mais orifícios secundários. sendo curvos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FÍSTULAS Quadro clínico e Epidemiologia A palavra fístula vem do latim e significa "cano". As fístulas são caracterizadas. que é palpado até o orifício interno. por onde drena material purulento. pode-se detectar o orifício externo. Ao exame proctológico. podendo ser extra (no tecido celular subsutâneo). os trajetos de orifícios externos situados na região posterior desembocam na cripta da linha mediana posterior.

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abscessos pelvi-retais e retro-retais) ou abaixo deles (infradiafragmáticos .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia ABCESSOS E FÍSTULAS ANAIS Quadro clínico e Epidemiologia Abscessos e fístulas ano-retais formam uma única entidade anátomo-patológica em que o abscesso (coleção de pus localizada nesta região) representa a fase aguda do processo infeccioso. seja acima dos músculos elevadores (supradiafragmáticos . Eventualmente. formando coleções em diferentes espaços. com saída de grande quantidade de pus. enquanto as fístulas (trajeto entre o local da origem do abscesso e seu orifício externo) caracterizam a fase crônica.peri-anais. os pacientes apresentam drenagem espontânea da coleção purulenta. flutuação). submucosos e isquiretais). havendo a necessidade de se lançar mão de recursos radiológicos para sua detecção. As principais queixas são dor intensa na região ano-retal que se irradia para membros inferiores. . constata-se um abaulamento na região dolorosa e sinais flogísticos (hiperemia. O abscesso se forma por infecção nas criptas anais de Morgagni onde desembocam os ductos glandulares. Ao exame físico. febre. calafrio e mal-estar. o diagnóstico é bem mais difícil. Nos abscessos supradiafragmáticos.

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sendo causado por vírus do tipo papilomavírus (papillomavirus humano). Seu aparecimento no reto está relacionado ao sodomismo e. e herpes. Pode ser tratado pela aplicação local de agentes citotóxicos (podofilina a 25%. de tumores da margem e canal anal e de verrugas vulgares. a região perineal e o ânus. sangramento discreto e secreção de odor fétido. gonorréia. atinge a vagina. grandes lábios. perineal e genital. 5-fluorouracil em creme). Deve ser diferenciado do condiloma plano (secundário à sífilis). sem história de relação anal. Provoca prurido. canal anal e o períneo. Seu período de incubação varia de duas semanas a oito meses. Nos homens. podendo ocorrer em pontos isolados ou ser confluente. Em alguns casos. Caracteriza-se por lesão verrucosa de crescimento progressivo. Pode ainda acometer indivíduos com imunodeficiência. como aqueles submetidos a transplantes de órgãos. atinge o pênis. por eletrocoagulação ou pela .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) Quadro clínico e Epidemiologia As DST mais freqüentemente observadas em colo-proctologia são: condiloma acuminado. O condiloma pode comprometer a região anal. que é transmitido pelo contato sexual direto (embora haja outras possibilidades de contaminação não-venéreas). na cavidade oral. Nas mulheres. sífilis. ao sexo oral. a infecção condilomatosa pode apresentar displasia e transformação maligna.

citomegalovírus. sensibilidade dolorosa com irradiação local. causando prurido anal. A síndrome da imunodeficiência adquirida pode provocar infecções proctológicas associadas. de transmissão sexual. herpes zoster e outras. analgésicos e agentes anti-virais específicos. sendo extremamente contagiosa e associada a enantema e friabilidade da mucosa retal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Caracteriza-se por grande tendência a recidiva. que provoca secreção odor fétido característico. fístulas. dor retal e tenesmo. A proctite gonocócica (causada pela Neisseria gonorrheae) é doença pouco frequente nos dias atuais. secreção serosa e adenite inguinal. tuberculose. aparecimento de área hiperemiada com vesículas que se rompem e formam úlceras. razão pela qual os pacientes devem ser acompanhados por longos períodos. A manifestação proctológica da sífilis primária (aguda) é o cancro duro (pápula eritematosa única. herpes simples. O tratamento é feito por higiene local. Na sífilis secundária (subaguda). Na região perineal. O tratamento é feito por antibióticos específicos. Copyright © 2001 IDS . a infecção herpética é causada pelo herpes tipo II.exérese cirúrgica. que causa prurido. como abscessos. infecções por Candida albicans. base dura e indolor). é o condiloma plano. A sífilis é doença sistêmica causada pelo Treponema pallidum. secreção hemo-purulenta.

esses tumores são classificados em carcinoma epidermóide. basalóide (ou cloacogênico) e muco-epidermóide. por via hematogênica ou linfática. atingindo linfonodos pélvicos ou da região inguinal. homossexualismo. como dor. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). Os tumores provocam manifestações clínicas inespecíficas. como fissuras pequenas de bordos elevados e endurecidos ou como área de infiltração nodular submucosa. sangramento e a formação de nódulos ou massas anais. canal anal e margem anal representam cerca de 3 a 6% dos tumores do intestino grosso. não-pediculada. O carcinoma epidermóide é o tipo mais comum e divide-se nos tipos espinocelular. melanoma maligno e tumores de células indiferenciadas. Sua etiologia é multifatorial. Podem se propagar localmente. adenocarcinoma. . virais (infecção pelo papilomavírus humano (HPV). móvel. irradiação) e imunológicos (imunossupressão). promiscuidade. invadindo áreas e órgãos vizinhos. Geralmente apresentam-se como lesão verrucosa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia CÂNCER DE ÂNUS Quadro clínico e Epidemiologia Os tumores do ânus. reconhecendo-se fatores causais de ordem genética (alterações nos cromossomos 11 e 3). ambientais (higiene pessoal.

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Lewis RF. Kapoor WN.341:1590-1596. near syncope. Bass EB. Benign Paroxysmal Vertigo. Cass SP.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .268:25532560. New Eng J Med 1999. syncope and disequilibrium. Evaluation and management of the patient with syncope. Principles of Ambulatory Medicine. The Lancet 1998. JAMA 1992. Vertigo. Copyright © 2001 IDS .352:1841-1846. motion sickness.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Furman JM. Baloh RW. In: Barker et al. Dizziness. vertigo.

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raramente. Intensidade da dor 4.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia ENXAQUECA Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com enxaqueca e a resposta esperada. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5. Intolerância a luz 6. 1. membros inferiores. As enxaquecas podem ser com aura e sem aura. Tipo de dor 3. membros superiores e.tontura. afasia . acometendo campos visuais homônimos. Intolerância a ruídos 7. discreta. unilaterais. A aura pode incluir alterações visuais (estrela brilhante ou escotomas) bilaterais. Duração da dor 2. e alterações motoras .formigamentos e parestesias em lábios. Náuseas e vômitos Entre 4 e 72 horas Latejante Moderada a grave* Sim Sim Sim Sim *a intensidade da dor pode ser inferida pelo fato de atrapalhar (moderada) ou impedir (grave) as atividades diárias de rotina. alterações sensoriais .

e sonolência. pode-se encontrar dor à palpação dos globos oculares e dos ramos do trigêmeo. Achados de exame físico No exame específico do paciente com enxaqueca. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . também pode ocorrer dor na palpação do trajeto das carótidas e das artérias do sistema da carótida externa envolvidas no processo. durando de 5 a 20 minutos antes do quadro doloroso.

Intensidade da dor 4. Presença de intolerância a luz ou ruídos 6.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com cefaléia do tipo tensional e a resposta esperada: 1. Tipo de dor Em peso ou pontada Leve (não atrapalha atividades de rotina) Não Presença de um ou outro mas nunca os dois Não 2. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5. Presença de náuseas e vômitos As cefaléias do tipo tensional podem ser divididas em episódicas (duram menos de 15 dias por mês ou menos de 180 dias por ano) e crônicas (duram mais de 15 dias por mês ou mais de 180 dias por ano). .

O uso de analgésicos associados a cafeína também pode levar à cronificação do quadro.Os pacientes com cefaléia do tipo tensional episódica tendem a conviver com a doença e raramente procuram auxílio médico. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Achados do exame físico Em aproximadamente 50% dos casos encontrar-se-á um aumento da tensão muscular nos trapézios. Isso acaba levando a uma grande quantidade de automedicações que somam ao componente original da cefaléia um componente de abuso de analgésicos simples. o que seria interpretado pelo sistema nervoso como uma ausência crônica de aferências dolorosas levando a alterações dos mecanismos centrais de inibição da dor e conseqüente evolução para cronicidade.

ansiedade e depressão. dependem do local e extensão da dissecção. Esses métodos de diagnóstico apresentam vantagens e desvantagens. é fundamental diferenciar e diagnosticar outras doenças que também se apresentam com dor torácica.a dor é do tipo aguda.a dor é de início súbito. pode-se ouvir atrito pericárdico. além da pressão muito alta. como citadas a seguir: Prolapso de valva mitral . iniciando-se na região anterior do tórax ou nas costas. À ausculta cardíaca. melhorando na posição sentada. tende a piorar com a movimentação e a respiração. a sua utilização deve ser . Pode haver diminuição ou ausência de pulsos em braços e coxas. em "facada". O ecocardiograma esofágico tem sido utilizado como primeira opção no diagnóstico da dissecção de aorta. Pode se associar com sintomas de palpitação.este é um possível diagnóstico principalmente em mulheres sem fator de risco para doença coronária. Para o médico de família. devendo o paciente ser encaminado ao pronto-socorro. o ecocardiograma confirma o diagnóstico. prolongada e localizada no lado esquerdo do tórax. síncope. A tomografia computadorizada também pode ser utilizada. Os sinais observados ao exame físico. A ausculta cardíaca pode revelar clique mesosistólico seguido de sopro.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O maior desafio no atendimento a dor precordial é o de diferenciar isquemia coronária de outros diagnósticos. Na suspeita. irradiando de acordo com o trajeto da dissecção. Dissecção de aorta . o atendimento é de emergência. O ecocardiograma confirma o diagnóstico. Pericardite .

É comum dor à palpação do epigastro. a relação com a alimentação e a melhora com antiácidos. Síndromes esofageanas . A dor pode ser acompanhada por palpitação. são achados pouco frequentes.individualizada por cada serviço. A dor espinal pode ocorrer em todo o tórax. O tipo de dor é descrito como queimação (mais comum). De localização retro-esternal até epigástrica. A dor da raiz dorsal é aguda e penetrante. Síndromes da caixa torácica . No eletrocardiograma. ou angústia. Um espasmo difuso do esôfago. podendo se associar a perda da sensibilidade. a cintilografia pulmonar é o principal exame. ocorre após a alimentação e pode piorar ou ser desencadeada quando a pessoa se deita. geralmente é bilateral. Provavelmente não estará disponível na imensa maioria dos atendimentos. geralmente a queimação é referida como sendo do tipo acidez e não calor. o diagnóstico diferencial é feito sem dificuldades. a dor da pancreatite. sintomas que se sobrepõem à dor inicial e que se devem à sensação de angústia e medo do paciente em relação a uma possível doença cardíaca. Com o exame físico adequado. que melhora com uso de nitrato sublingual. ombros.a dor de esôfago pode ser confundida com dor coronária. cintura escapular e irradiar-se para baixo. pode simular dor coronária. axila. principalmente quando ocorre movimentação da área afetada do tórax. São sinais radiológicos clássicos: imagem periférica de condensação. tipo queimação. dorso e garganta. plenitude.dor abrupta de localização anterior ou dorsal. hiperextensão da coluna dorsal ou ao se colocar os ombros para trás. o padrão típico de eixo elétrico para a direita com bloqueio do ramo direito e presença de S1Q3T3. pressão. Geralmente é contínua. elevação de cúpula diafragmática. acompanhada de vômitos.As radiculites também podem simular dor coronária. hiperventilação e sensação de desconforto do tipo visceral. devido a características comuns a ambas as doenças. de acordo com suas características. braços e mãos. são dados relevantes no diagnóstico diferencial. A dor torácica é freqüentemente iniciada pela inclinação. As três maiores características da dor causada por compressão radicular são: a) piora com a movimentação do corpo. b) piora com tosse e espirro. abaulamento de artéria pulmonar e diminuição da vasculatura pulmonar. do tipo "em facada". é a dor ulcerosa. c) aparecimento após longo período deitado.a dor torácica de causa músculo-esquelética pode ser aguda. Embolia pulmonar . sinais de falência do ventrículo direito. sugere o diagnóstico. Podemos citar . precedida ou sucedida de falta de ar e podendo cursar com tosse e hemoptise. a dor da raiz ventral pode ser descrita como um desconforto profundo e enfadonho. O ecocardiograma mostra de maneira rápida. que também se localiza no epigástrio. por compressão da raiz nervosa cervical baixa ou torácica. sendo aliviada pela inclinação do tórax para a frente. O diagnóstico das radiculites é estabelecido por diversas manobras provocativas de esforço. piora com a movimentação. com predomínio de um lado do corpo. Síndromes radiculares . a dor pode se estender para os lados do tórax. tipo corrente elétrica. A dor no braço ou ombro pode se iniciar com a rotação da cabeça para o lado acometido ou com a flexão da cabeça para o outro lado. pode simular perfeitamente dor coronária. Dentre os métodos diagnósticos. Por fim. desencadeado por líquidos gelados. acometendo braços e dedos. Outra causa de dor não coronária que deve ser lembrada. A localização dolorosa no epigástrio. ardor.

alimentos variável variável 2a3 minutos superficial superficial visceral palpação e movimentos palpação e movimentos emoção . formigamentos. acentuada com episódios agudos de curta duração. síncope. subesternal nitroglicerina precordial não há sentado tempo não há antiácidos Antiespasmódico e analgésicos antiácidos alimentos repouso analgésicos repouso analgésicos retirar estímulo Tórax e dorso precordial anterior tóraxdorso subesternal epigástrica epigástrio e dorso à D epigástrica pescoço braço tórax subesternal contínua lancinante contínua Minutos a horas contínua pleurítica superficial opressiva 10-60 alimentação. emoção espontânea tosse-respiração espontânea espontânea Local repouso. ansiedade e mudanças no tempo. fraqueza.muitos dos sintomas presentes nessa síndrome podem sugerir origem cardíaca. palpitação. sinais de instabilidade emocional ou depressão. caracterizada por dor e inflamação nas articulações entre costelas e o osso esterno iniciada por esforço nas costelas. Síndrome funcional ou hiperventilatória . dor precordial persistente com duração de horas. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA DOR TORÁCICA Doença Isquemia miocárdica Dissecção da aorta Pericardite Prolapso da valva mitral Embolia pulmonar Esofagite Duração da dor 5 a15 minutos Tipo opressiva Fatores Fatores de desencadeantes melhora esforço. A chave para o diagnóstico dessas síndromes é um ponto doloroso na área da dor.como exemplo a síndrome de Tietze. ao queimação minutos deitar Minutos a horas Em cólica alimentação Cólica biliar Úlcera péptica Radiculites Osteomuscular Hiperventilação . a dor é agravada por movimento respiratório. vertigem. acompanhada de hiperventilação.psicogênica contínua queimação jejum.

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Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Nos casos de angina do peito. a que o médico consegue chegar em poucos minutos com a história e exame físico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor deverá ser baseado no diagnóstico inicial. deve-se consultar o capítulo referente ao tema.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O encaminhamento dependerá do diagnóstico. serão possíveis três condutas. além de usar nitrato sublingual. que deverá ser mastigado. Copyright © 2001 IDS . com a história clínica. a saber: manter o paciente no programa. O médico deve estar atento a qualquer possibilidade de infarto agudo do miocárdio. Na maioria das vezes. encaminhar para ambulatório especializado e encaminhar imediatamente para a unidade de emergência.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Antes de chamar a ambulância. deverá prescrever ácido acetilsalicílico 5OO mg.

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q Estar afeito à apresentação de angina do peito e de dissecção da aorta. 1999.5a edição .São Paulo:Roca. Aqueles que necessitam encaminhamento para atendimento em pronto socorro. o leitor deverá conseguir saber: Pelo menos 5 diagnósticos diferentes como causa de dor no peito. Góes. . Ao final do capítulo. q q . q Possam ser devidas à ansiedade.1a edição Sao Paulo: Sarvier.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Tratado de Medicina Cardiovascular/editado por Eugene Braunwald. coordenação Maria Cleusa M. 2001. José Atta e Milton Martins . Semiologia Clínica/editado por Isabela Bensenor.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico (1) Qual é o local da dor? articular . acometendo um dermátomo ou segmento. muscular . como na polineurite das vasculites ou do diabetes. como na artrite de quadril. O paciente não tem dor no repouso e a dor só aparece ao se movimentar a articulação correspondente em um plano de movimento específico.a artralgia afeta difusamente a articulação e. . é insidiosa e apresenta-se com queixas sistêmicas. que é um dos reumatismos mais freqüentes. Mialgia difusa pode estar associada a quadros sistêmicos inflamatórios. que é o espasmo do músculo trapézio). peri-articular .em geral. ciatalgia) ou se o quadro é difuso. Como na dor na face anterior do ombro. origem nervosa . também se manifesta com mialgia difusa. adução e abdução. É importante definir se é um quadro localizado.obedece aos dermátomos e vem acompanhada de parestesias. podendo vir acompanhada de queixa de diminuição de força e de fadiga. que gera dor nos movimentos de flexão. que aparece só na flexão do antebraço. É importante relacionar os movimentos executados repetidamente no trabalho ou lazer e também identificar movimentos pouco usuais executados em um período curto ( parafusar pregos na parede). pensar em contratura muscular (por exemplo. o que favorece o diagnóstico de compressão radicular ( por exemplo. A fibromialgia. piora ao se movimentar a articulação em todos os planos. descrita em todo o segmento do membro. em geral. torcicolo. em geral. extensão.decorre das tendinites e bursites. mal-localizada. decorre de tendinite bicipital. como a dermatomiosite e polimiosite e. Quando acomete uma região.

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como a artrite reumatóide ou a espondilite anquilosante. difuso Quadro não-inflamatório articular não não-articular às vezes. ao menos parcialmente. Ao contrário. Sua presença sugere patologias não-inflamatórias. como a osteoartrose. Sinal calor Quadro Inflamatório sim. localizado sobre a estrutura (por exemplo.(2) O problema é inflamatório ou não-inflamatório? Didaticamente. a divisão entre quadro inflamatório e não-inflamatório facilita a investigação diagnóstica bem como a abordagem terapêutica. após repouso. A tabela abaixo permite uma diferenciação entre as duas situações. Dor mioesquelética de caráter mecânico piora com o movimento e melhora. dor de caráter inflamatório piora após repouso prolongado e sugere a presença de doença inflamatória. bursa) .

no entanto. localizado sobre a estrutura (por exemplo. gota. Os mais comuns. bursite. periarticulares (tendinites. (4) Qual o número de articulações afetadas: monoarticular (artrite séptica. xerostomia. principalmente. Exames laboratoriais podem auxiliar no diagnóstico das doenças reumáticas. ser judicioso. simetria do acometimento: poliartrite simétrica sugere artrite reumatóide. Quadros crônicos de artrite. xeroftalmia. em geral. trauma). como espondilite anquilosante e lúpus. de novo. oligoarticular (até 3 articulações. traumatismos e artropatias microcristalinas. alopecia. são febre.difuso raro sim. está associada aos quadros reumáticos inflamatórios e auto-imunes. . Um exemplo que merece ser ressaltado é o diagnóstico errado de febre reumática. lúpus e outras colagenoses. Raynaud e lesões cutâneas. uma vez que a interpretação incorreta dos resultados pode levar a erros diagnósticos importantes. bursa) raro. pensar em espondiloartropatias ou artrite gonocócica).exame que serve apenas para detectar a ocorrência de uma infecção por estreptococo. difuso não não sim. emagrecimento. etc) estão relacionados com traumas agudos ou com lesões por esforços repetitivos. Articulações periféricas e coluna sugerem espondiloartropatias Coluna apenas pode ocorrer na espondilite anquilosante (5) Há sintomas e sinais associados? A presença de sinais e sintomas. é localizado sim. difuso às vezes. (6) Existe relação com trauma agudo ou com atividades profissionais ou esportivas? Muitos quadros articulares e. Seu uso deve. e artrite psoriática) padrão do acometimento: aditivo é frequente na artrite reumatóide e migratório é mais comum na febre reumática. local acometido.menos de 6 semanas. somente articulações periféricas podem ocorrer na artrite reumatóide inicial e no lúpus. que devem ser investigados. poliarticular (quatro ou mais articulações. baseado em altos títulos de anti-estreptolisina O (ASLO) . pensar em artrite reumatóide e nas colagenoses). por exemplo. por exemplo. Sempre descartar artrite séptica. mas. como artrite reumatóide. localizado (3) o problema é crônico ou agudo? agudo . bursites. crônico .mais de 6 semanas. tendinites despertam para o diagnóstico das doenças inflamatórias crônicas.edema eritema dor à palpação sim. Artrite assimétrica sugere espondiloartropatias (espondilite anquilosante.

um exame normal não afasta uma doença inflamatória e um exame alterado não é diagnóstico de doença específica. Os exames devem sempre ser analisados dentro do contexto clínico acima detalhado. anti-DNA) deve ser feito já pelo reumatologista. o ultra-som e a ressonância magnética são exames mais adequados. Fatores antinúcleo (FAN) devem ser solicitados na investigação de oligoartrites ou poliartrites crônicas. o FAN por imunofluorescência é suficiente para rastreamento. observada numa radiografia simples de bacia. A presença de alterações orgânicas associadas a doenças osteo-musculares sugere uma colagenose como o lúpus eritematoso sistêmico. como lúpus. Inicialmente. podem ser úteis. nos " reumatismos de partes moles". como a dosagem da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação. e cárdio-pulmonar. Lembrar que 5% da população normal têm FAN em títulos baixos (1/40). A investigação deve incluir (dependendo do quadro clínico) uma avaliação renal. Se positivo. Da mesma forma. Porém é preciso ressaltar que estes exames são inespecíficos e pouco sensíveis. Na suspeita de artrite reumatóide e osteoartrose. o desdobramento deste exame (ENA. Exames radiográficos e imunológicos precisam ser avaliados sempre com cautela. por exemplo. hepática. Em todo caso. leucócitos e plaquetas serve para detectar citopenias (no lupus por exemplo). Por outro lado. a presença de sacro-iliíte. Com o mesmo objetivo.(7) Existem sinais de inflamação sistêmica ? As "provas de atividade inflamatória". Um teste positivo para fator reumatóide só pode ser interpretado dentro do contexto clínico em que foi pedido. por exemplo. sem significado patológico. porém deve ser lembrado que sua negatividade não afasta o diagnóstico e sua positividade não é específica para a artrite reumatóide. Fator reumatóide serve como auxílio no diagnóstico da artrite reumatóide. enquanto que permanecem inalterados na osteoartrose. quando o diagnóstico diferencial é uma doença auto-imune. Nestes casos. a contagem de leucócitos é essencial na investigação de processos infecciosos e inflamatórios. estes exames se encontram normalmente elevados. A investigação radiográfica deve ser direcionada para cada caso em particular. . Anti-estreptolisina O (ASLO) serve apenas para detectar a ocorrência de infecção estreptocócica e não é diagnóstico da febre reumática. auxilia o diagnóstico de espondilite anquilosante. ou seja. sinais radiográficos característicos auxiliam o diagnóstico clínico. (8) Existem alterações orgânicas ? A contagem de eritrócitos. frente a doenças como o lúpus e a artrite reumatóide. a radiografia simples é normal.

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na fase aguda de uma artrite ou periartrite. Da mesma forma. o repouso da articulação envolvida é útil. particularmente quando se tratarem de articulações submetidas a carga. Nas patologias crônicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da osteoartrose e da artrite reumatóide está proposto nos capítulos correspondente. o calor local pode ser utilizado isoladamente ou associado ao gelo em dores de origem muscular ou osteo-articular. gelo e calor local são úteis como tratamento adjuvante de inúmeras situações em reumatologia. Analgésicos são medicações para alívio sintomático. apenas os analgésicos não-opiáceos devem ser utilizados. Alguns comentários são válidos como uma conduta geral. em certas situações. os efeitos colaterais . Antiinflamatórios também são amplamente utilizados. o repouso não deve ser exageradamente indicado. Algumas doenças evoluem bem com medidas terapêuticas conservadoras e simples. podendo ser utilizado na fase aguda de tendinites. porém. O gelo local atua como analgésico e antiinflamatório. etc. enquanto outras necessitam de um tratamento clínico agressivo e cirurgias. deve até ser contra-indicado. Repouso versus Exercícios . Em geral. porém casos específicos de dor intensa podem ser tratados com opiáceos por períodos limitados. bursites. enquanto que. freqüentemente utilizados na maioria das doenças reumáticas. O tratamento das doenças osteo-musculares é extremamente variado e deve ser direcionado para cada caso.

pode desencadear quadros de sonolência e confusão mental. pois.freqüentes exigem uma boa monitorização do seu uso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . particularmente em pacientes idosos. Copyright © 2001 IDS . dependendo do medicamento. Miorrelaxantes também podem ser utilizados nos casos em que espasmo muscular estiver associado na gênese da dor. hepáticos ou gastro-intestinais. Devem ser evitados. diabéticos e com problemas renais. Cuidado com o uso em pacientes idosos.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Doenças reumáticas específicas necessitam. lúpus eritematoso sistêmico e outras doenças reumatológicas. além do descrito acima.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém pode e deve continuar sendo acompanhado pelo clínico geral. Copyright © 2001 IDS . o paciente deve ser encaminhado ao especialista para acerto da medicação. A artrite reumatóide. são exemplo. de um tratamento direcionado para cada caso. Este tratamento envolve uma série de drogas distintas que devem ser manuseadas por um especialista habituado com estas doenças. principalmente o paciente com artrite reumatóide. onde as medidas descritas acima não são suficientes para o controle adequado da doença. Nestes casos.

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Signs and Symptoms. 2000. Michet C. In:Rheumatology.. Yoshinari.N. Bonfá. 2nd Ed.H. Mosby. Edts. 1993. A. London. Hunder G. 2000. Sledge C.G. Ruddy S. Dieppe P. Klippel J.B.. 1998. S. Evaluation.D. São Paulo. Roca. Edts.. General Evaluation of The Patient.DO. Copyright © 2001 IDS . 4th Ed. J. N. Grahame R.H.. Saunders Company. Reumatologia Para o Clínico. Philadlphia.S.. E. Rheumatology: Is it Arthritis? Jamc 162(7):1011-1016.. Sergent J.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Edts.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Ensworth S. . Kelley W.. In: Textbook of Rheumatology. Harris E..

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acompanhada de alterações de sensibilidade cutânea. A altura da zona de insensibilidade cutânea pode revelar o nível de uma lesão medular. O transporte do paciente deve ser extremamente cuidadoso para se evitar maior comprometimento da medula espinhal. como um acidente automobilístico. O exame clínico da dor cervical deve ser iniciado pelo exame neurológico. que pode levar até a tetraplegia. a dor cervical do trauma deve ser tratada pelo primeiro socorrista com imobilização do segmento cervical com um colar e o encaminhamento imediato para um hospital especializado. Alterações do pulso radial. relacionadas com a rotação interna e . As alterações discais. causar os torcicolos espasmódicos. muitas vezes. devemos dividir as afecções em traumáticas e não-traumáticas. Para tanto. que visa o estudo da integridade da medula espinal. o tipo de acidente e a descrição do agente vulnerante são da maior importância. a queixa principal é a dor com dormência nos membros superiores que piora com o repouso e melhora com exercícios leves. como a hérnia de disco. a história clínica é fundamental. São da maior gravidade tanto um mergulho em águas rasas. A cervicalgia e a cervicobraquialgia podem ser causadas pela osteoartrite e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico No estudo da coluna vertebral cervical dolorosa. nestes casos. não são raras e se apresentam com dor no metâmero correspondente. o maior risco é o comprometimento da medula por fratura ou luxação vertebral. Nos casos de dor cervical após um trauma. nos quais a dor cervical e a dificuldade de movimentação da cabeça são os principais sintomas. Dentro das afecções traumáticas. Por este motivo. Alterações inflamatórias da oro-faringe podem.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A rigidez cervical (coluna travada) pode estar presente nos graves casos de luxação interapofisária traumática. em zona metamérica. bem como com os pulmões cheios de ar. principal causa da cervicalgia infantil. podem revelar alterações que nos fazem pensar em compressão do plexo. O paciente se apresenta com dor irradiada para o membro superior. Deve ser excluída. Os espasmos e contraturas da musculatura anterior e posterior do pescoço atestam a veracidade da dor referida. principalmente nas crianças.externa da cabeça. As compressões radiculares por hérnia de disco cervical são mais raras. acompanhada de alterações da sensibilidade. as afecções da oro-faringe.

antiinflamatórios e o encaminhamento para tratamento fisioterápico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pode-se instituir tratamento com repouso local (imobilização com colares). A médio prazo. uma radiografia deverá ser feita e. se for necessário. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Se o exame excluir a possibilidade de lesão óssea que poderia levar a conseqüências graves para a medula espinhal. ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As maiorias dos casos que afetam o ombro podem ser atendidos em unidades básicas de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.

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1999.J.P. Exame físico em ortopedia.M. Amatuzzi.. Lech. Rio de Janeiro. T.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . T. Ensinando ortopedia. Azze.P. São Paulo. Copyright © 2001 IDS .L.E.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. R. O. Atheneu. 1999... Sarvier..E. Barros. M.C..

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o que dá o aspecto de que o paciente está "torto". e quando ela aparece após o repouso noturno e melhora com movimentos suaves. a hipótese mais provável é o da osteoartrose. com piora gradativa. A dor lombar. quando se nota claramente a escoliose antálgica caracterizada pela retificação da lordose lombar e a alteração do centro de gravidade do corpo humano. Em seguida. chamada também de lombalgia. Na avaliação da lombalgia. quando ela se inicia após um esforço bem definido. A dor é localizada na região lombar e se exacerba a pequenos movimentos. Os movimentos de extensão e os laterais também são dolorosos. o início dos sintomas. é importante detalhar. neste momento do exame. O exame clínico deve-se iniciar pela inspeção do paciente em pé. é a flexão dos quadris. na história clínica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As doenças da coluna lombar se apresentam com dor. movimento este muito doloroso ou até impossível de ser feito. Assim. relacionada a certos tipos de movimento e quase sempre a partir de um esforço. Nestes casos. que pode ser súbita. pede-se ao paciente que se incline para a frente. vem acompanhada de espasmo muscular paravertebral. a dor se faz no membro inferior e é acompanhada de sensação parestésica em territórios correspondentes às zonas de inervação radicular. Esta é a dor provocada pela compressão intra-raquidiana da raiz nervosa em nível. a dor lombar precede uma ciática por um período de dias ou até de semanas. que acometem pacientes entre 35 e 45 anos de idade. A contra-prova. que acarreta escoliose antálgica. geralmente provocada por hérnias discais. fletindo a coluna. Muitas vezes. ou dor de início insidioso. deve-se pensar em compressão discal. .

que se faz determinando. as zonas da dor e das alterações de sensibilidade.que se faz pedindo para que o paciente se agache como se fosse pegar do chão um objeto caído. além de outros sinais caracterizam o comprometimento radicular. nos casos de suspeita de hérnia distal. como o sinal de Lasègue. Parte importante do exame clínico é a pesquisa da irritação radicular. provocam perda de força de dorso flexão hálux e do pé. que é positivo em 98% das hérnias discais. ressonância magnética ou tomografia computadorizada. e as manobras voluntárias de Valsalva. A pesquisa da motricidade muscular é parte do exame neurológico. o que é perfeitamente possível e sem dor. nestes casos. que pioram o quadro doloroso. Nas lombalgias rebeldes. a radiografia deve ser feita e. A palpação mostra pontos dolorosos e o próprio espasmo muscular. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Elas correspondem às raízes afetadas. no membro inferior. Os sinais neurológicos. Mais de 90% das herniações discais estão localizadas nos espaços L4/L5 e L5/S1 e.

Fisioterapia é recomendada na maioria dos casos e a necessidade de tratamento cirúrgico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o repouso é fundamental. Copyright © 2001 IDS . vem diminuindo cada vez mais. analgésicos e repouso. Quando existe alteração radicular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da lombalgia comum sem comprometimento radicular se baseia nos antiinflamatórios. hoje em dia.

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Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde. porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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. Lech.P. Ensinando ortopedia. Exame físico em ortopedia. Barros.E.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . M. T. R. São Paulo. O.L.. Sarvier.M..E. T.J.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. Amatuzzi. Copyright © 2001 IDS .. Atheneu. 1999. Azze..C. 1999. Rio de Janeiro.P.

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como as que ocorrem nas lutas ou brigas. característicos dos processos inflamatórios das bolsas do manguito rodador (antiga doença de Duplay ou calcificações). nível de atividade. Os contornos anatômicos são verificados. A coloração da pele é verificada. que é estimulado a realizar movimentos de flexão. A palpação das estruturas é feita a partir da clavícula. o possível mecanismo de lesão ou a atividade de repetição devem constituir a história clínica. bem como os movimentos de rotação. O paciente deve ser examinado sempre com os dois ombros descobertos para comparação. Quando. lembrando-se que as fraturas do 1/3 proximal do úmero. principalmente aqueles que se fazem a 90 graus de abdução. onde há grande incidência de fraturas. que podem assim ser detectadas. levando-se em conta a sua simetria e a atrofia muscular. Uma depressão logo abaixo do acrômio (sinal do cabide) pode caracterizar a luxação escápulo-umeral ou uma elevação da clavícula.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A idade. profissão. extensão e abdução. tão comum nas quedas sobre o ombro. confirmada pelo sinal da tecla de piano (a extremidade da clavícula. e. são. A área de dor deve ser apontada pelo paciente. acompanhadas de equimose e hematomas. Diminuição do arco de movimento é considerada. quando pressionada. Deve-se dar importância à fossa supra clavicular e à posição da cabeça umeral em relação ao acrômio. na posição em pé. o paciente não consegue executar os movimentos. duração dos sintomas. ativamente. inicialmente. muito comuns na terceira idade. se abaixa como uma tecla de piano) caracteriza a luxação acrômio-clavicular. que são examinados sempre comparando-se com o lado oposto. geralmente. eles são realizados .

Eventuais pontos dolorosos.passivamente pelo examinador. bloqueios dos movimentos de rotação de luxações umerais e diminuição da rotação interna do braço com o ombro a 90º. Cliques podem ser evidência de problemas intra-articulares. no passado. Copyright © 2001 IDS . bloqueios e movimentos anômalos são detectados. chamada. de bursite do ombro. podem reproduzir os sintomas da síndrome do impacto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

As rupturas ligamentares e tendinosas no ombro são raras. cujo tratamento é mais complexo por exigir medidas hospitalares. na maioria das vezes. As luxações de ombro são de redução de urgência. cirúrgico. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As fraturas do úmero no seu 1/3 superior. Radiografia se impõe. com fisioterapia. que se caracteriza pelo aparecimento de uma "bola" na região anterior do braço quando o paciente é instado a fletir o cotovelo e que corresponde ao ventre muscular contraído sem o apoio de sua inserção é. Pode ser tentada com manobras sem anestesia. detectadas pela história clínica e pelo exame podem até ter indicação cirúrgica. As alterações inflamatórias crônicas ou subagudas podem ser tratadas com medicação antiinflamatória e aplicações de calor profundo. A mais freqüente é a ruptura do cabo longo do bíceps. As fraturas da clavícula são facilmente diagnosticadas pela palpação e exigem tratamento de imobilização. As infiltrações intra-articulares de derivados da cortisona devem ser evitadas quando não se tem um diagnóstico preciso. A manutenção da amplitude articular é importante para se evitar a capsulite adesiva (ombro congelado). mas o ideal é que seja feita a redução em um hospital e depois da confirmação do diagnóstico por radiografia. com enfaixamento tóraco braquial ou em "8".

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Copyright © 2001 IDS . quando completas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . As luxações acrômio-claviculares são. de tratamento cirúrgico. porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde.

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Ensinando ortopedia. 1999.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. Atheneu..J. T. Copyright © 2001 IDS .L.E.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . T. 1999. Barros.M. R.E. São Paulo. M.C.P. Lech. Sarvier.P. Azze. Amatuzzi... O.. Exame físico em ortopedia.. Rio de Janeiro.

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respiratório) e. antiinflamatórios não-esteróides. linfadenopatia. Caso haja recursos disponíveis. eventualmente. dor de origem pancreatobiliar. tomografia. vômitos recorrentes. tratados para erradicação do H. anti-secretores ou pró-cinéticos) por um período de 4 a 8 semanas. dor abdominal intratável. pylori são primeiramente tratados de modo empírico (por exemplo. idade esta que pode mudar a depender da experiência local (entre 35 e 55 anos). ultra-som. vômitos funcionais (psicogênicos) e consumo de medicamentos (por exemplo. os pacientes são primeiro testados para a presença do Helicobacter pylori (teste sorológico ou. febre. exames complementares (por exemplo. pylori. endoscopia. icterícia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um paciente com dispepsia. aerofagia. pHmetria e eletromanometria. odinofagia. Nesta abordagem. um reconhecido fator ulcerogênico. com o auxílio da história clínica e. (3) idade acima de 45 anos pelo risco de câncer gástrico. emagrecimento. massa abdominal. anorexia.) a doença do refluxo gastroesofágico. (2) uso crônico de antiinflamatório hormonal não-esteróide. o primeiro passo é excluir. a endoscopia digestiva alta é indicada se o paciente apresenta : (1) "sinais de alarme" (por exemplo. síndrome do intestino irritável. disfagia. os pacientes com resultados positivos e negativos que não melhoram com o tratamento instituído (para erradicação ou empírico) são submetidos à esofagogastroduodenoscopia). em caso de positividade. Os indivíduos com resultados negativos para H. anemia. preferencialmente. Finalmente. narcóticos e opiáceos). evidência de sangramento digestivo. Esta estratégia de investigação da . história de câncer familiar).

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .dispepsia reduz em pelo menos 50% o exame endoscópico. para um correspondente de 40 a 50% em condições semelhantes nos dispépticos tipo úlcera. justificando a exploração endoscópica imediata. o emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticos revelou que 51% apresentavam dispepsia do tipo dismotilidade. além de desnecessário e custoso. Quando a divisão por faixa etária foi considerada. a freqüência de achados anormais à endoscopia foi mais elevada (>50%). a tática de se realizar a esofagogastroduodenoscopia de imediato nos pacientes dispépticos para se afastar doença orgânica parece-nos a mais apropriada. a freqüência de exames endoscópicos seria reduzida em 18%. o que. Se. Copyright © 2001 IDS . A freqüência de endoscopias normais ou com lesões inflamatórias mínimas (LIM = gastrite e duodenite não-erosivas) foi de 50% e 37%. onde a freqüência do H. o que significa menor custo. Nesta situação. desafogando e diminuindo os custos dos já sobrecarregados serviços públicos de endoscopia. Contudo. estes fatores estão presentes. pylori num contingente enorme de pacientes. A úlcera duodenal foi o achado mais comum. independentemente da faixa etária. testes respiratórios). pylori é elevada (70-90%) e o custo da endoscopia é bem inferior a US$500 (entre US$80 e 100). como o Brasil. Todos tinham mais de 50 anos de idade. b) a freqüência do H. Três casos de neoplasia gástrica foram identificados: dois no grupo dismotilidade e um no tipo úlcera. A utilização desta abordagem no Brasil implicaria o tratamento com antibióticos para erradicação do H. pylori na população deve ser baixa (<50%). tornando a abordagem do "testar e tratar" viável. o que é mais preocupante. Já nos pacientes com dispepsia tipo úlcera. à própria amoxicilina. respectivamente. Em nosso meio. para os com dispepsia tipo dismotilidade e tipo úlcera. propiciaria o aparecimento de cepas resistentes ao metronidazol e. o mesmo não ocorre em países em desenvolvimento. considerando a facilidade e o custo mais baixo da endoscopia digestiva alta em nosso meio. ao lado da dificuldade de acesso aos exames não-invasivos para H. sintomas de refluxo gastroesofágico. 38% tipo úlcera e o restante. Desta forma. a freqüência de endoscopias normais ou com LIM foi de cerca de 80% nos pacientes jovens (<31 anos) com dispepsia tipo dismotilidade. alguns pré-requisitos são necessários para que esta abordagem seja vantajosa do ponto de vista de custo-benefício: a) ela é válida em locais onde a endoscopia é muito onerosa (mais de US$500). pylori (por exemplo. em países desenvolvidos.

linfoma gástrico MALT de baixo grau e gastrectomizados por câncer com estômago residual. pylori-positivos com úlcera péptica gastroduodenal. vale ressaltar que a relação entre dispepsia funcional e H. não havendo ainda uma resposta definitiva para o assunto. pylori em pacientes com dispepsia funcional. não se mostrou eficaz na resolução dos sintomas no acompanhamento a longo prazo. persistem as indicações para tratamento de erradicação da bactéria em pacientes H. pylori é controvertida. A erradicação do H. Copyright © 2001 IDS . Por enquanto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Finalmente. numa recente revisão. duodenite erosiva.

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algumas vezes encaminhados para realização de endoscopia e. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . é que de deverão ser encaminhados. somente quando os sintomas forem incoercíveis com a medicação de apoio.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Os pacientes deverão ser seguidos em unidade básica de saúde.

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Muckadell O B S. Functional gastroduodenal disorders. 35: 181-5. Lancet 1994. Silverstein M D. Heading R C et al. Emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticas. Gut 1999. Agréus L et al. AGA Technical Review: evaluation of dyspepsia. 114: 582-95. Arq Gastroenterol 1998. Meirelles G S P.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 343: 811-6. 45 (Suppl II): II 37-42. Gastrenterology 1998. Hansen J M. Empirical H2-blocker therapy or prompt endoscopy in management of dyspepsia. Talley N J. Stanghellini V. Mattos N L B et al. Copyright © 2001 IDS . Ornellas L C.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bytzer P. Talley N J.

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presença de globo vesical palpável. alterações prostáticas. dor à palpação e/ou sinal flogístico . podem cursar com disúria e outras queixas vagas. taquicardia e taquipnéia (buscando sinais precoces de sepse). polaciúria e aumento da frequência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia DISÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia O termo disúria caracteriza dor durante as micções e é. vesicais). sinais de irritação cutânea em glande. Ao exame físico. devendo ser sempre pesquisada a presença de descarga uretral. presença de febre. Em homens. hematúria. antecedente de litíase. Aproximadamente um terço das disúrias permanece sem diagnóstico clínico definido (síndrome funcional da bexiga ou uretrotrigonite) podendo estar incluídas causas hormonais (deficiência de hormônios femininos na amamentação e na menopausa) e outras causas pouco conhecidas. devemos observar se há queda do estado geral. muitas vezes referido por pacientes como ardor ou sensação de queimação na uretra. dor lombar à punho percussão. presença de secreção uretral. Adisúria inicial freqüência em doenças uretrais) e a terminal associa-se mais a doenças da bexiga. podendo apresentar irradiação suprapúbica ou ser localizado em meato uretral. A investigação do paciente deve começar com a caracterização da disúria na anamnese de acordo com a fase do jato urinário. febre. infecções urinárias prévias. como as prostatites. A disúria pode ser uma das queixas presentes na calculose ureteral distal. A queixa de disúria é normalmente acompanhada por urgência miccional. dor à palpação suprapúbica. nictúria e enfraquecimento do jato urinário.

abscesso ou hiperplasia benigna de próstata. verificando a ocorrência de vulvovaginites. sugerindo diagnóstico de prostatite. verificando o tamanho prostático e se a próstata está dolorosa e/ou com sinais flogísticos (aumento de temperatura e flutuações). Em mulheres. Nos homens deve-se completar o exame com o toque retal.em testículos e epidídimos. devemos observar genitália externa. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

10 a 15% das hematúrias não têm causa detectável. a sensibilidade das fitas reagentes supera 90%. Macroscopicamente. em geral. tem a sua definição e valor anormal variáveis para cada laboratório. anilina e de algumas medicações). Para a detecção de hematúria. com mais de 106 hemácias por ml de urina ou acima de 10 hemácias por campo microscópico (com aumento de 40 vezes). mioglobinúria (decorrente de destruição muscular). hemoglobinúria (presença de hemoglobina livre na urina. vale a pena ressaltar que a reação decorre tanto do contato com hemoglobina quanto de mioglobina. são detectadas quantidades maiores que 3 hemácias por campo. podem ser utilizadas fitas reagentes. decorrente de hemólise). Porém. Além disso. enquanto que coleta após exercício físico ou urinas hipotônicas .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Encaminhamento|Bibliografia HEMATÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia A hematúria é definida como a eliminação de eritrócitos pela urina em quantidade anormal. Elas podes ser classificadas como macroscópicas. ingestão elevada de vitamina C pode produzir resultados falsos negativos. A hematúria macroscópica apresenta-se. sendo consideradas alteradas as amostras de urina com mais de 104 hemácias por ml de urina ou 3 a 5 hemácias por campo. em pelo menos duas amostras. detectável apenas no exame de urina. o aspecto de urina hematúrica deve ser diferenciado da pigmentúria (após a ingestão de alimentos ricos em caroteno. Já a hematúria microscópica. quando forem detectáveis apenas em exames laboratoriais. ou "visível a olho nu". Desta maneira. quando. ou microscópicas. mas com especificidade mais baixa. Apesar do aparato disponível nos dias de hoje. com cor variável de marrom escuro a vermelho. em geral.

é feito o diagnóstico de mioglobinúria. o que também pode afetar os resultados. Se o sobrenadante for rosa. se for claro. A presença de grande número de eritrócitos na urina comprova o diagnóstico de hematúria. porém. enquanto que. pode ser utilizado o exame microscópico da urina após centrifugação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . deve ser coletada amostra de sangue. para a diferenciação entre hemoglobinúria e mioglobinúria. há hemoglobina livre no soro. que é submetida a centrifugação.não-examinadas logo após a coleta podem gerar resultados falsos positivos. É importante que não haja contaminação durante a coleta da urina. Para a diferenciação na hematúria entre hemoglobinúria e mioglobinúria. Copyright © 2001 IDS .

relacionada à distensão visceral (apêndice. pus ou conteúdo fecalóide. mudança e irradiação. polaciúria e urgência miccional e outras alterações referidas pelo paciente que possam estar relacionadas às causas menos comuns de dor pélvica. como anorexia. ureter. como febre e sudorese. lembrando que órgãos pares (ovários. A avaliação ginecológica inclui questionamento específico. tubas uterina. localização. irradiação. A partir das etiologias citadas como possíveis participantes do processo doloroso. alterações urinárias. a dor abdominal é generalizada e piora com a movimentação. podem ser característicos de apendicite. Nos casos de irritação peritoneal pela presença de sangue. alterações do trato gastrintestinal. como nos processos inflamatórios (abscesso tubo-ovariano) ou nas obstruções intestinais. como disúria. fatores de melhora e piora. como às relativas ao aparelho locomotor e neurológico e à questão psicológica. A dor pélvica pode ter início súbito.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico A dor deve ser caracterizada segundo alguns aspectos: início do sintoma. é fundamental obter dados sistêmicos. vômitos. rins e ureteres) podem manifestar alterações em todo andar inferior do abdome e alguns dados clássicos. hematúria. a dor pode ser contínua ou em cólica. A localização da dor deve especificar o local de início. ocorrendo nos casos de adbome agudo hemorrágico. eliminação de gases e atividade intestinal. náusea. característica da dor. Quanto à característica. intestino). dor em fossa ilíaca esquerda pode ser sugestiva de diverticulite. ou gradual. destacando-se os antecedentes . como dor em fossa ilíaca direita após início periumbilical.

dispareunia (dor na relação sexual) de penetração e/ou de profundidade e sinusiorragia (sangramento na relação sexual). Em pacientes obesas. habitualmente. volume. Nos casos de hemorragia ou infecção intraperitoneal. O toque retal é realizado em pacientes virgens para permitir a avaliação dos órgãos genitais internos. condição que pode ser percebida à inspeção abdominal. Grandes tumores uterinos. Na palpação profunda. hidratação. a caracterização dos ciclos menstruais. A palpação superficial do abdome avalia a sensibilidade e o tônus abdominal. Avalia-se as paredes vaginais. Em seguida. a presença ou não de cólicas menstruais e o atraso menstrual. como miomas. apagamento do músculo psoas. escoliose para a direita. O exame físico deve ser completo. observa-se a presença de massas e possíveis quadros de irritação peritoneal. O toque vaginal deve ser realizado apenas em pacientes que já iniciaram atividade sexual com penetração vaginal.menstruais. assim como em pacientes em que o toque vaginal não é possível. o examinador pode realizar a ausculta da região abdominal com o intuito de observar a presença de ruídos hidroaéreos que denotam atividade peristáltica do intestino. análise das mucosas. ficam abolidos. assim como gestantes após o primeiro trimestre. ou neoplasias ovarianas podem alterar o volume abdominal. avaliando-se forma. Além disso. . partos e abortos. antecedentes obstétricos detalhando gestações. presença de líquido entre as alças intestinais e pneumoperitônio. observa-se o colo uterino. edema de parede. alça ileal sentinela em fossa ilíaca direita. os ruídos. Nos quadros sugestivos de apendicite. a avaliação do corpo uterino e das regiões anexiais. apagamento da linha pré-peritoneal. tomada de pulso e pressão arterial. nível hidroaéreo em íleo. Nos casos de suspeita de acometimento genital. Ao exame especular. avaliando estado geral do paciente. refletindo distensão das alças intestinais ou maciça em situações de bloqueio e localização de processo inflamatório. O exame do abdome inclui inspeção. perceptíveis à manobra de descompressão brusca. existem algumas imagens clássicas que podem ser observadas na radiografia simples de abdome: presença de fecalito na fossa ilíaca direita. avaliação cardíaca e pulmonar. a percussão abdominal pode trazer informações. desvio das alças intestinais para a esquerda. há dificuldade nesta avaliação. A radiografia simples de abdômen deve ser realizada com o paciente em pé e em decúbito dorsal horizontal para se identificar possíveis quadros obstrutivos ou perfurações através da observação de pneumoperitônio. simetria e presença de cicatrizes cirúrgicas. e antecedentes sexuais. que pode significar gestação inicial ou mesmo prenhez ectópica. realiza-se por meio do toque bimanual. alças intestinais dilatadas e líquido na cavidade peritoneal. o médico examinador deve ter prática nas etapas descritas a seguir. como estenoses vaginais congênitas ou pósradioterapia. quando identifica-se a idade da primeira menstruação (menarca). complementando com todos os dados sistêmicos possíveis. especialmente quando timpânica. as paredes vaginais e o conteúdo vaginal. questionando idade da primeira relação sexual (coitarca). o colo uterino e os fórnices vaginais. como endometriomas ou granulomas de corpo estranho em cicatrizes cirúrgicas. De modo auxiliar. além de cálculos renais radiopacos. Tumores malignos de ovário em seus estádios avançados podem cursar com ascite. o tecido adiposo e presença de nódulos na pele.

Exames como urografia excretora. assim como praticamente todos os órgãos doentes que necessitem ser extirpados ou reparados. Copyright © 2001 IDS . especialmente com transdutor vaginal. investindo. processos hemorrágicos podem ser corrigidos. o que pode ser útil no caso de situações duvidosas. porém as tubas uterinas não são visualizadas ao exame. estabelecidas na tentativa de se resolver o processo sem a certeza etiopatogênica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . que permite evidenciar detalhes das regiões anexiais. tanto no diagnóstico como na terapêutica de diversas doenças em praticamente todas as especialidades clínicas. como tubas uterinas. opta-se por procedimento cirúrgico no sentido de se resolver eventuais dúvidas em diagnóstico diferencial. A ressonância nuclear magnética pode complementar a avaliação. o equipamento de vídeo permite a precisa documentação do procedimento. apêndice e alças intestinais. pois permite que se identifique de forma correta o real motivo do quadro clínico apresentado pela paciente. retosigmoidoscopia e colonoscopia são úteis nas situações específicas para cada doença. Este papel da laparoscopia tem extrema validade. em seguida. A tomografia computadorizada é útil na localização de abscessos intraperitoneais e nos casos de doenças musculares e neurológicas. Além disso. o que elimina as terapêuticas empíricas. Em dor pélvica. ovários. A observação de imagem anexial complexa e líquido na cavidade peritoneal sugere rotura de cisto anexial ou prenhez ectópica (quando associado a dosagem de gonadotrofina sérica positiva). no tratamento da moléstia identificada: processos infecciosos podem ser drenados. Miomas uterinos são facilmente identificáveis. Por vezes. nos casos de prenhez ectópica ainda íntegra.A ultra-sonografia pélvica é exame essencial para a completa avaliação ginecológica. A laparoscopia tem papel inquestionável nos dias atuais em diversos aspectos da abordagem médica. é possível se visualizar o embrião com batimentos cardíacos fora do útero.

o tratamento é cirúrgico. antiinflamatórios não-hormonais ou derivados de opióides.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor pélvica é específico para cada situação abordada. conforme a gravidade do caso. estando envolvida indicação clínica e cirúrgica. com as correções anatômicas necessárias. urinária e intestinal devem ser tratados com antibioticoterapia e. Os casos de infecção genital. apendicite e alguns quadros de obstrução intestinal. a paciente pode apresentar melhora da dor com analgésicos. torção de cisto anexial ou mioma.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . clinicamente. Na presença de hemorragia e/ou abscesso intraperitoneal. Copyright © 2001 IDS .

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1a ed. Rio de Janeiro.. Copyright © 2001 IDS . 2000.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia ABRÃO. Endometriose: uma visão contemporânea. Revinter.S. M.

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A avaliação dos sintomas deve incluir: (1) história clínica: presença de sintomas obstrutivos ou irritativos. quer pelo toque retal suspeito. tônus esfincteriano. a esclerose do colo vesical. Quando esta relação for menor que 0. e sua natureza e duração. limites. O PSA é marcador da presença de tecido prostático. ou PSA em inglês). consistência. (2) toque retal: características prostáticas (volume. reflexo bulbo cavernoso. a estenose de uretra. mobilidade). tem-se dado ênfase à relação PSA livre/total. irregularidades. estratificação do PSA por idade. sensibilidade. quer pelo PSA suspeito (maior que 4ng/ml) pode estar indicada biopsia trans-retal de próstata para esclarecimento diagnóstico. pelo menos 20% dos pacientes com câncer prostático apresentam PSA dentro do limite da normalidade (entre 0 e 4ng/ml). como a hiperplasia prostática benigna. velocidade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Tenta-se hoje substituir o termo prostatismo por "sintomas do trato urinário inferior" a fim de frisar que são características comuns a diversas doenças. . Na suspeita de câncer prostático. como densidade. antecedentes de cirurgias.18 há maior chance de se identificar câncer de próstata. avaliação do histórico sexual. Quando o PSA se localiza entre 4 e 10ng/ml. sendo que 25% dos pacientes com Hiperplasia prostática benigna apresentam PSA>4ng/ml. o câncer prostático. Por outro lado. as cistites e as disfunções neurogênicas da bexiga. dosagem de creatinina e do antígeno prostático específico (prostatic-specific antigen. uso de medicações. (3) exames de urina. apesar de existirem várias opções para sensibilizá-lo. as prostatites.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

providenciar alívio sintomático. esvaziamento vesical incompleto. retenção urinária. melhorar esvaziamento vesical. infecção. 2 vezes ao . reverter insuficiência renal e prevenir futuros episódios de hematúria. litíase vesical e retenção urinária. O tratamento visa diminuir obstrução infravesical. A hiperplasia prostática benigna ocorreria em parte por obstrução causada por tônus muscular prostático. São medicações seguras e relativamente eficazes para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. disfunção detrusora. supressão androgênica. O entusiasmo pelo tratamento medicamentoso deve-se. Os resultados do tratamento medicamentoso são clinicamente significativos e resultam em efeitos colaterais menores. pelas limitações da prostatectomia. falência do resultado. Estudos clínicos de longo prazo mostram uma resposta durável acima de 42 meses. em parte. O tratamento medicamentoso da hiperplasia prostática benigna inclui alfabloqueadores.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento de qualquer doença depende de sua magnitude. Esse tônus é mediado por receptores alfaadrenérgicos. efeitos clínicos incidência e efeitos do tratamento e morbidade relacionada. Alfa bloqueadores. sendo a resposta clínica rápida e dose-dependente. insuficiência renal. terazozina(2-10 mg. necessidade de reoperação. litíase vesical e hematúria. As conseqüências da hiperplasia prostática benigna não tratada incluem sintomas urinários baixos. além de representar alternativa terapêutica para pacientes sem condições cirúrgica. Os principais alfa-bloqueadores são prazozina (1-5 mg. inibidores da aromatase e extrato de plantas (fitoterapia). 2 vezes ao dia). que incluem morbidade. infecções urinárias recorrentes.

Copyright © 2001 IDS . doxazozina (4-8 mg/ uma vez ao dia). reduzindo o nível sérico do PSA em aproximadamente 50%.. A finasterida é um inibidor competitivo da enzima 5 alfa-redutase. tamsulodina (0. o tratamento dependerá do seu estadiamento. embora tenham surgido outras formas de terapêutica minimamente invasivas. O tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna é a ressecção trans-uretral. 2 vezes ao dia).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Supressão androgênica. realiza-se a prostatectomia via transvesical ou retro-púbica. A Finasterida pode causar disfunção sexual. A hiperplasia prostática benigna é consequência da ação da dihidrotestosterona .dia). alfluzosina (3-4 mg. sem alterar o valor do PSA. Alguns estudos relatam que a Serreno a aspens pode bloquear a 5 alfa-redutase. Hipotensão postural é o principal efeito colateral dos alfa-bloqueadores. No caso do câncer de próstata. Fitoterapia é o uso de extrato de plantas para uso medicinal.4 mg/ uma vez ao dia). É difícil saber a verdadeira eficácia destas medicações comparadas ao placebo. Para as próstatas de maior dimensão.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O atendimento a sintomas urinários baixos no homem pode e deve ser realizado em unidades básica de saúde. Copyright © 2001 IDS . baseada em história e exame físico. A referência a um serviço de urologia deve ocorrer sempre que possível. porém com hipótese diagnóstica prévia bem-determinada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Copyright © 2001 IDS . J Urol 1972. 1998. 107:1008-1016.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Walsh PC et al. Campbell's Urology.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 7th ed. Mc Neal JE: The prostate and prostatic urethra: a morfologic synthesis.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . antecedentes pessoais e familiares.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um doente com hemorragia nasal. a avaliação clínica e o exame das cavidades nasal e oral são fundamentais para uma conduta terapêutica adequada. Na grande maioria dos casos. Idade. início da hemorragia. quantidade aproximada de sangue perdido e tratamentos realizados são dados importantes na anamnese. epistaxes precedentes. não são necessários exames complementares. A rinoscopia anterior permite especificar melhor o ponto hemorrágico na fossa nasal.

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Na falta de balões especiais . utiliza-se o tamponamento anterior. são infladas com ar. furacinada ou vaselinada. Estes balões devem ser desinflados a cada 24 horas para não causar necrose local. ácido tricloroacético. após prévia anestesia tópica. apertando-se com o dedo a asa nasal contra o septo por alguns minutos. pode ser feita uma hemostasia local por compressão digital. ou quando os métodos anteriores não deram resultados satisfatórios. de localização posterior. Existem também sondas (balões) de borracha infláveis que. Cauterização: a hemostasia local pode ser realizada por cauterização do ponto sangrante com utilização de nitrato de prata (pérola ou solução a 80%). após colocadas na fossa nasal. uma mecha de gaze embebida em substância hemostática. na fossa nasal. realizando-se pressão difusa sobre a mucosa nasal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Localizado o ponto sangrante pela rinoscopia. até a narina preenchendo toda a fossa nasal sob pressão. de trás para frente. ou na presença de sangramento difuso. Introduz-se. Tamponamento anterior: quando a hemorragia é mais intensa. ácido crômico ou com galvanocautério após anestesia tópica com lidocaína. Pode-se usar também eletrocoagulação (unipolar ou bipolar). Pode-se usar também tampões reabsorvíveis. quando é uma hemorragia de uma arteríola anterior. como esponja cirúrgica absorvível ou hemostáticos cirúrgicos absorvíveis. O tamponamento anterior deve ser removido em 48 ou 72 horas. A manobra fica mais eficiente se usarmos um algodão embebido em substância hemostática ou vasoconstritora dentro da fossa nasal.

O tampão é. número 14 ou 16. puxado pelo fio na fossa nasal e comprimido na região do cavum e nas coanas nasais. pode ser improvisada a sonda de Foley. então. quando não se consegue visualizar o ponto sangrante e quando o tamponamento anterior foi ineficaz.para nariz. Em casos de tamponamento. usada em sondagem vesical. tamponamento posterior: Deve ser realizado por quem tem prática ou treinamento para tal e é indicado quando o sangramento é intenso. Copyright © 2001 IDS . É realizado com um "bolo" de compressas de gaze.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . amarradas com 2 fios de extremidades longas e passadas pela boca na rinofaringe e fossa nasal puxados por uma sonda de nelaton introduzida na fossa nasal até a faringe. que. deve-se utilizar antibioticoterapia sistêmica para prevenir infecções.

Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Em casos de epistaxes rebeldes. Ligaduras da artéria maxilar interna ou da esfenopalatina podem ser realizadas por especialistas. responsáveis pela vascularização das fossas nasais. pode-se fazer cauterização elétrica sob visão microscópica ou endoscópica sob anestesia geral.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Outro recurso é a embolização seletiva dos ramos da carótida externa e interna.

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Otorrinolaringologia Clínica e Cirúrgica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Butugan.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Miniti. R. Atheneu. Copyright © 2001 IDS . 1993. .. Rio de Janeiro. Bento.. O. F. A.

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diagnosticar as patologias sangrantes do esôfago. injetados sistemicamente. mais invasiva. estômago e duodeno. Os métodos que mais se prestam a esta tarefa são os endoscópicos. Outras abordagens diagnósticas. às vezes. A grande vantagem dos métodos endoscópicos é a possilidade do diagnóstico histopatológico. além da palpação digital. permite o exame de todo o colo e. O exame proctológico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quando próximas da boca ou do ânus. inclui a retoscopia e a sigmoidoscopia. as fontes de hemorragia podem ser mais facilmente identificadas. A endocopia digestiva alta pode. Os pacientes que necessitarem de investigação complementar deverão ser encaminhados a ambulatório especializado que tenha os recursos e se este não resolver. só disponíveis em grandes centros. . É o exame complementar de primeira escolha. porém têm papel complementar no diagnóstico visando o planejamento do tratamento fora da urgência. com grande precisão. A colonoscopia. a centros terciários. que podem ser feitas no ambulatório. incluem a monitorização angiográfica ou cintilográfica do sangramento por meio de contrastes radiopacos e radiofármacos. do íleo terminal. As radiografias contrastadas do tubo proximal e distal perderam espaço nos episódios agudos. que facilita o planejamento terapêutico. quando a endoscopia falha.

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A hemostasia endoscópica para os casos em que o sangramento persiste ativo ou intermitente é eficiente e apenas poucos pacientes serão levados à mesa de cirurgia para operações de emergência. a primeira providência é a restauração da volemia por meio da infusão rápida de soluções ressuscitadoras ou de sangue. mais de 65 anos e necessidade de transfusões repetidas. que deve ser instalada sem demora à entrada. São fatores preditores de mau prognóstico: choque hipovolêmico à entrada. Pode-se assumir que metade destes pacientes terá complicações graves e 1/5 a 3/4 desta metade falecerão. As úlceras pépticas hemorrágicas param espontaneamente de sangrar em 80% das vezes. nos casos de hemorragia digestiva alta ou de graves enterorragias. Obtida a hemostasia por via endoscópica. Compete ao médico de família repor a volemia e providenciar transferência. Nas varizes de esôfago. . O secundário é a eliminação da fonte de sangramento. No entanto. Devem ser rapidamente encaminhados a grandes centros para investigação. no atendimento de emergência. o que impedirá o reaparecimento da úlcera. por meio de cateterização venosa. A cirurgia é o melhor tratamento. o tratamento posterior deve incluir o tratamento da úlcera e a erradicação da bactéria Helicobacter pylori. a endoscopia pode se acompanhar da injeção de substâncias esclerosantes visando a hemostasia. apenas com medidas de suporte.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O objetivo primário do tratamento é a hemostasia. Os cânceres gástricos raramente sangram copiosamente.

incluindo seguimento a longo prazo. em que se ressecam os mamilos hemorridários. a mais comum é a doença hemorroidária. como a injeção de agentes esclerosantes e cirúrgicos. As perdas hemáticas no jejuno são mais raras e de diagnóstico e tratamento mais complicado. pois. é fundamental orientar o paciente sobre mudanças do hábito dietético. As lesões neoplásicas do intestino grosso têm indicação cirúrgica. é imperiosa a localização da área do sangramento para a indicação de cirurgia. As colites inespecíficas são de curso crônico. Entre as poucas patologias orificiais que provocam sangramento expressivo. antes de aplicar estes métodos. Antes da indicação de qualquer tratamento local da hemorróida. a crioterapia e a ligadura elástica. com os métodos endoscópicos para detecção de lesões associadas (câncer). coincidentemente com as hemorroídas. Copyright © 2001 IDS . como a fulguração. químicos. No sangramento incontrolável.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . é fundamental identificar que o sangramento pregresso originou-se desta condição. com o objetivo de evitar a obstipação intestinal. frutas e e cereais fibrosos. Esses pacientes devem fazer acompanhamento em hospitais terciários. o tratamento radioterápico é medida que pode ser aplicada com bastante eficiência hemostática. implicando encaminhamento do paciente para centros terciários. o sangramento retal pode provir de uma lesão do reto ou do cólon de origem neoplásica. De qualquer modo. que é facilmente tratada por procedimentos que incluem a ablação por métodos físicos. A maioria das disenterias. A enterorragia proveniente da doença diverticular dos cólons e da angiodisplasia pode ser tratada com medidas de suporte.Se a extirpação cirúrgica não for indicada devido à disseminação da doença. com aumento da ingestão de verduras. das parasitoses e das colites específicas resolve-se com tratamento medicamentoso.

Também cabe a ele identificar os pacientes de risco. Copyright © 2001 IDS . com reposição volêmica e. encaminhando para investigação antes que se instale uma situação de emergência (paciente com varizes de esôfago pode fazer tratamento escleroterápico sem que haja sangramento). Outras. Cabe ao médico tratar hemorróidas. cabe a ele atender em emergência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Algumas das causas de hemorragia digestiva cabem ao médico de família tratar.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Alguns pacientes com doenças mais complexas precisarão de seguimento em ambulatório especializado. pylori. encaminhar para centros terciários que disponham de métodos diagnósticos. verminoses que causem sangramento crônico e úlceras com erradicação do H.

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).A. SP. Lemos Editorial.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gastroenterologia clínica. (ed. São Paulo. Livraria Editora Santos. A. 1990 Mincis Moysés. Gastroenterologia & Hepatologia Diagnóstico e Tratamento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . São Paulo. Laudanna. 1997 Copyright © 2001 IDS .

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Arieta. 2000. V.. Bussiki. . Oliveira. Kara-José. A.S.N. R. C. N. Brasília..E. N."O Olho e a Visão"(O que fazer pela saúde ocular das nossas crianças). São Paulo: Vozes. M. . Ministério da Educação. 1998.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. R. Alves. Delgado.N."Auxiliar de Oftalmologia"(Série Oftalmologia USP). Arieta. Manual da Boa Visão do Escolar.C.R.M.L."Manual da Boa Visão".. 2001. São Paulo: Roca. Copyright © 2001 IDS . C. 1996.S. Kara-José.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Oliveira..L. 5ª Edição. Kara-José.L.E. Kara-José.P. Campinas: Ipsis.C...

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que se localiza atrás da íris. ambiente com pouca luz . Cristalino: lente biconvexa. Tem como principal função permitir a entrada de raios de luz no olho. Retina: camada fina. Sua função é controlar a quantidade de luz que entra no olho: ambiente com muita luz contração da pupila.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ANATOMIA DO OLHO entendendo como nós enxergamos Ao imaginarmos o olho como uma máquina fotográfica: Córnea: é uma membrana transparente com 0. Seria comparável à lente da máquina fotográfica. Íris: disco colorido com um orifício central (Pupila). flexível (capaz de modificar sua forma).dilatação da pupila. Sua função é focalizar os raios de luz na retina.5 mm de espessura. de 17 a 19 graus. localizada na frente da íris. localizada na porção interna do olho. onde se encontram as células . O cristalino tem capacidade de convergência. transparente. vascular. Função camparável ao diafragma de uma máquina fotográfica.

Anexos: as sobrancelhas. a lágrima é escoada pelos pontos lacrimais situados na porção interna das pálpebras. Esclera é a parte branca do olho. para o nariz e garganta. transformando-se em ondas elétricas. Parte da lágrima é evaporada. através do nervo óptico. Existe uma sincronia nos músculos dos dois olhos para que permaneçam mirando na mesma direção. que possibilitam sua movimentação para todos os lados. atingem o córtex occipital e propiciam a formação da imagem visual. Nos primeiros anos de vida. a lágrima passa pelos canalículos. cristalino e vítreo. As pálpebras também têm como função a distribuição da lágrima e varredura de corpos estranhos. o que ocorre durante o movimento de piscar. qualquer diminuição da transparência das estruturas a serem atravessadas pela luz ou formação de imagens fora da retina podem ocasionar deficiência visual irreversível. sob pena de ter seu potencial prejudicado. Músculos: cada olho possui 6 músculos. localizada próximo à sobrancelha no lado temporal. Humor Aquoso é um líquido transparente. e Bastonetes: responsáveis pela visão periférica e noturna). Sua principal função é a nutrição da córnea e cristalino. humor aquoso. Daí a necessidade de a retina e o cérebro receberem estímulos visuais nítidos desde o nascimento. A capacidade de interpretação de imagem precisa ser totalmente desenvolvida já nos primeiros anos de vida. onde se localizam os cones. A interpretação da visão pelo cérebro se faz por comparação com imagens previamente armazenadas. além de regular a pressão interna do olho. Conjuntiva é uma película vascular. Após lubrificar e colaborar na captação de oxigênio para a córnea. Sua função é transformar os estímulos luminosos em estímulos nervosos. é drenada para o saco lacrimal e. Continuando seu trajeto. Aparelho lacrimal: a glândula lacrimal. . parte desce para o nariz e parte é absorvida pela conjuntiva. Impedem que partículas e poeira caiam dentro do olho.foto-receptoras (Cones: responsáveis pela visão central e de cores. O desenvolvimento perfeito da visão de profundidade (estereopsia) somente ocorre quando os 2 olhos têm boa visão e sua fixação para o mesmo ponto no espaço. Também recobre a parte interna das pálpebras inferiores e superiores. o mesmo processo ocorre com toda medicação colocada no olho. Humor Vítreo é uma substância viscosa e transparente. até a córnea (excluindo-a). Possui poucos vasos e sua função é de proteção ocular. que recobre a esclera da porção visível do olho. atravessam a córnea. esses raios são absorvidos pelos cones e bastonetes. Caso ocorra uma perda desse paralelismo ocular. pupila. Como enxergamos: Os raios de luz. para atingirem a retina. fabrica a maior parte da lágrima que irriga o olho. os cílios e as pálpebras são considerados protetores do globo ocular. Possui várias glândulas. A região da retina responsável pela visão central é a Mácula. cujas secreções fazem parte da lágrima. que. Na retina. de lá. o paciente apresenta estrabismo ("vesguice"). que preenche o espaço entre a córnea e a íris. semelhante a uma gelatina que preenche a porção entre o cristalino e a retina.

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utilizando a letra "E" (escala de sinais de Snellen). Escala de sinais de Snellen . de perceber a forma e o contorno dos objetos. Fig.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MEDIDA DA ACUIDADE VISUAL Acuidade Visual (AV) é a capacidade do olho de identificar detalhes. pedindo-se ao examinado que mostre com a mão ou verbalize para que lado o sinal apontado está direcionado. ou seja. A acuidade visual pode ser medida com a aplicação de teste simples.

Este é um importante teste. Lembre-se que a sala deve estar bem iluminada. mas não substitui o exame oftalmológico.7 com cada olho separadamente.0. 4) Um ajudante apontará as figuras da tabela.7 e descendo até chegar a linha 1. . Sempre teste um olho de cada vez. 3) Tampe um dos olhos com um tampão que pode ser feito de cartolina ou papel grosso. 7) Caso o examinado não consiga acertar a direção de pelo menos 3 figuras da linha 0. também realizado com o uso de cartelas com letras ou números.TESTE DA VISÃO 1) Primeiro explique o teste e faça um pequeno treino. colocando o dedo ou a caneta a aproximadamente 1cm abaixo de cada figura. deve usá-los durante o teste. 6) Quem tiver óculos. O teste da acuidade visual pode ser. 2) Para cima Para baixo Para os lados 2) Fixe a tabela na parede a uma distância de 5 metros e na altura dos olhos da criança.ou tenha uma diferença de 2 ou mais linhas entre os 2 olhos. 5) Mostre 5 figuras de cada linha da tabela. começando pela linha 0. deve ser encaminhado para exame com o oftalmologista.

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é a perda gradual do poder de acomodação do cristalino. Usam-se. A dificuldade é a de visualização nítida à distância. a imagem se forma atrás da retina. necessitando-se de óculos para ler. sua curvatura difere de um ponto para o outro. 2) Miopia: o olho é maior que o necessário (distância ântero-posterior). Os hipermétropes têm dificuldade em enxergar de perto e necessitam de um esforço para acomodar a imagem na retina. 3) Astigmatismo: quando a córnea não é esférica. o que pode desencadear cefaléia frontal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ERROS DE REFRAÇÃO 1) Hipermetropia: o olho é menor do que o normal (distância ântero-posterior) e. principalmente. e a imagem formase num ponto anterior à retina. . À essa condição dá-se o nome de astigmatismo e sua correção é feita com lentes cilíndricas. Por isso. 4) Presbiopia: também chamado de "vista cansada" (pois costuma ocorrer por volta dos 40 anos de idade). aos esforços visuais para perto. nesses casos. o indivíduo tende a franzir a testa. sensação de peso nos olhos. formando uma imagem distorcida na retina. lentes divergentes (que empurram a imagem para trás). ardor e hiperemia (olho vermelho). Para compensar esse erro de refração. o foco para perto passa a ficar cada vez mais distante. assim. podem apresentar sintomas de astenopia: cefaléia (dor de cabeça). A correção é feita com lentes convergentes (que trazem a imagem para a frente).

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A) erros de refração no escolar (Vide item III) Hipermetropia: geralmente as crianças hipermétropes que não usam óculos são mais dispersivas. Astigmatismo: as crianças com astigmatismo que não usam óculos podem apresentar dores de cabeça. já que não têm boa visão para longe. caso não haja um programa de educação em saúde ocular que permita.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PROBLEMAS DE VISÃO NO ESCOLAR Cerca de 15% das crianças do ensino fundamental apresentam algum tipo de problema visual. o estrabismo é uma doença que acomete cerca de . ardor ocular e olhos vermelhos aos esforços visuais para perto e para longe. preferindo atividades próximas das mãos do que ao ar livre e à distância. pintando ou brincando com objetos próximos dos olhos. a detecção ou suspeita das dificuldades do escolar. por meio da observação do desempenho visual e/ou da aplicação de teste simples. B) estrabismo e ambliopia Popularmente chamado de "olho torto". Esses problemas podem não ser reconhecidos em tempo. principalmente se estão escrevendo. Miopia: as crianças portadoras de miopia que não usam óculos normalmente são mais tímidas. lendo. dando preferência a brincadeiras ao ar livre. tonturas e cansaço visual. porque têm dores de cabeça.

Na ambliopia (olho preguiçoso). depois. os olhos devem convergir e. divergente . Finalmente. forçando o olho preguiçoso a enxergar. o estrabismo. a suspeita de estrabismo em uma criança é considerada de urgência e deve ser feito exame ocular o mais rápido possível. Para evitar a diplopia. Ainda como conseqüência danosa do estrabismo. catarata. com alta hipermetropia ou miopia devem levar os filhos o quanto antes ao oftalmologista. Qualquer alteração nesse sincronismo caracteriza um estrabismo. tornando-a pontuda e irregular. recorre-se à cirurgia o posicionamento correto dos olhos. ou vertical . Ou seja. . quando não tratado. que ocorre em cerca de 25% dos casos de estrabismo. O melhor tratamento para o estrabismo é o preventivo: pais estrábicos. os olhos devem se posicionar paralelamente para que o cérebro consiga fundir numa só as imagens que cada olho envia e. traumatismo. Sua evolução provoca astigmatismo de graus elevados. Estrabismo é perda no paralelismo dos olhos. um dos olhos já era ou fica com menor visão após o desvio dos olhos. a hipermetropia ou miopia. Em geral. O estrabismo pode ser congênito (estar presente ao nascimento ou surgir nos primeiros meses de vida) ou adquirido (associado a fraqueza muscular. em alguns casos. Classificamos o estrabismo em convergente .olho virado para fora-. Também pode ser causado por anisotropia. pode levar a ambliopia. o que acarreta interrupção do aprimoramento de sua capacidade visual. levando a visão dupla. O tratamento para a ambliopia é a oclusão do olho bom. o desvio do olho interrompe e faz regredir os reflexos corticais que ajudam a manter os olhos em posição paralela. quando olhamos para perto. associa-se o uso de óculos e. Como a acuidade visual se desenvolve até aproximadamente os 7 anos de idade e. situação em que o olho fixador se alterna. hipotrofiado. o músculo que puxa o olho desviado vai ficando hipertrofiado e o seu antagonista. · A maioria dos casos tem origem genética. o cérebro suprime a imagem do olho desviado. igualmente. C) ceratocone · É uma alteração que leva a distensão da córnea. O olho desviado pode ser sempre o mesmo (estrabismo monocular) ou ser alternante. não há praticamente recuperação da visão.olho virado para dentro-. o cérebro receberá imagens diferentes e não conseguirá fundi-las numa só. diabetes etc). Quando observamos um objeto à distância. além do transtorno estético. Assim.desvio na vertical.2% da população mundial. se um dos olhos estiver desviado. O aparecimento de estrabismo pode estar ligado a problemas neurológicos ou tumores intraoculares. focar o mesmo ponto.

a visão não for satisfatória. recomenda-se o transplante de córnea. Se mesmo com as lentes de contato. Quando há indicação do uso de lentes de contato. Ele pode estacionar em qualquer de seus estágios de desenvolvimento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · Não existe nenhum medicamento que estacione a evolução do ceratocone. Atualmente o tempo de espera na fila para receber uma córnea é pequeno. feixes de luz que se tornam deslumbrantes (difração da luz) e diminuição da visão. Caso a visão esteja muito ruim de óculos atrapalhando as atividades diárias.· Em geral. nem mesmo o uso de lentes de contato. recorre-se à lentes de contato. é importante um controle médico para evitar complicações como lesões corneanas ou mesmo indução ao aumento do cone. e nem sempre progridem. troca freqüente das lentes dos óculos. · Apenas 10 a 15% dos ceratocones acabam necessitando de transplante. Copyright © 2001 IDS . · Primeiramente prescrevem-se óculos. · Os sintomas mais comuns são: visão embaçada. aumento do astigmatismo (distorção das imagens). as alterações do ceratocone começam a se manifestar por volta dos 12 anos de idade.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CUIDADOS COM OS OLHOS Coçar os olhos faz mal? Sim. . o que impede que a criança a puxe e derrube líquido quente no corpo. Mais perigoso ainda é a criança ficar sem cinto e no vão entre os dois bancos da frente. . Como deixar a casa mais segura para os olhos da criança? Alguns acidentes oculares em crianças são evitáveis. como o ceratocone. coçar os olhos é prejudicial e. quando repetitivo.mantenha fora do alcance das crianças os produtos de limpeza.não forneça à criança brinquedos que tenham pontas(facas ou tesouras). sempre! É comum ver crianças no banco traseiro do carro sem cinto de segurança.a panela no fogão deve ter cabo virado para dentro. à queda da pálpebra.cuidado com as plantas venenosas e pontiagudas. Coçar os olhos pode facilitar infecção e desencadear doenças oculares. bastando para isso tomar alguns cuidados: . Criança no banco de trás do carro precisa usar cinto de segurança? Sim. A criança que coça os olhos com freqüência deve ser encaminhada ao oftalmologista para avaliação. . o ato pode levar à diminuição da visão. . olho vermelho e lacrimejamento.cuidado com cigarros na boca dos adultos quando estes pegarem as crianças no colo. .

puxando levemente a pálpebra inferior. dar um intervalo de 15 minutos entre um e outro. . não se deve mexer! Porém. O que fazer em caso de irritação após piscina. .Colírio aberto por mais de um mês deve ser desprezado. praia. devendo-se usar óculos escuros (com proteção para ultra-violeta) e boné de proteção. pode ser retirado com um cotonete ou ponta de lenço limpo. . os olhos recebem muita radiação ultra-violeta. também necessitam de cadeiras especiais.Somente usar colírios prescritos por médico. exposição ao vento e sol? Caso ocorra olho vermelho. a criança é arremessada para a frente. a desvantagem é provocar embaçamento visual por alguns minutos. faça compressas com um pano limpo ou algodão embebido em água fria sobre as pálpebras fechadas. Como usar: colocar um a dois centímetros de pomada na parte interna da pálpebra inferior. . Pomadas oftalmológicas: sua vantagem é permanecer mais tempo em contato com os olhos (maior ação). Depois. limpar o que escorreu pela face (sem esfregar os olhos). Crianças menores.Cuidado com a data validade do produto. se estiver na parte interna da pálpebra inferior ou superior ou sobre a parte branca (conjuntiva e esclera). evitando assim o contato e a contaminação com a superfície de apoio. E nunca se deve levar o bebê sentado no colo. .Evitar encostar o bico do colírio nos cílios. além de sentarem no banco de trás. Quando da exposição ao sol. até mesmo os colírios ditos "água com açúcar" podem acarretar danos para os olhos. pois.Isso é muito perigoso.Caso seja necessário o uso de 2 colírios. Pode-se brincar e jogar futebol de óculos? Se precisar de óculos nessas atividades. irritação. além de prender a armação atrás da orelha. Como usar colírios e pomadas oftálmicas? Colírios Como usar: instilar uma gota em cada olho. Cuidados . o paciente deve usar lentes de óculos acrílicas ou de policarbonato. O que fazer caso entre um cisco no olho? Se o cisco estiver na parte transparente (córnea). numa batida ou freada. .Não colocar a boca da tampa do colírio virada para baixo. ardência após essas atividades. sem encostar a ponta da pomada nos cílios. Pedir para fechar os olhos e permanecer assim por aproximadamente 2 minutos.

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Quando ocorre no primeiro dia de vida. com sinais clínicos de inchaço e vermelhidão nas pálpebras e conjuntivas e/ou presença de secreção purulenta. nos dois olhos e necessita de tratamento cirúrgico imediato. na gestante. Quando é bilateral e bem desenvolvida. perfuração ocular e cegueira. devemos pensar em conjuntivite química (tóxica) por nitrato de prata (método de Credé). o tratamento cirúrgico precisa ser imediato. dificuldade de fixar a luz e objetos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DOENÇAS OCULARES COMUNS NO RECÉM-NASCIDO conjuntivite: a conjuntivite neonatal é aquela que ocorre nas primeiras quatro semanas de vida. catarata congênita: caracterizado por pupila embranquecida. É considerada caso de caráter urgentíssimo. sífilis e tabagismo pode comprometer a visão da criança. em conjuntivite viral. quando ocorre após 5 dias de vida. pois pode levar à cegueira. geralmente. Quando a conjuntivite ocorre do terceiro ao quarto dia de vida. glaucoma congênito: caracterizado por lacrimejamento. Lembrete: a ocorrência. olhos grandes. fotofobia e. de doenças como a rubéola. que é muito grave. Se aparece do segundo ao terceiro dia de vida. Ocorre. Geralmente. mais tardiamente. podendo levar a úlcera de córnea. Sinais nos olhos do recém-nascido que podem indicar alteração ocular . É mais perigosa que a conjuntivite do adulto. é bilateral e apresenta secreção purulenta abundante e grande edema nas pálpebras. toxoplasmose. a causa mais comum é a conjuntivite gonocócica. devemos pensar em conjuntivite bacteriana e.

.Edema palpebral.Pupila (menina dos olhos) branca.Vermelhidão.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Olhos grandes que fogem da luz. . . . Copyright © 2001 IDS .Deve-se estar atento para: .Olhos tortos (vesgos.Secreção. . (fotofobia) . estrábicos).Olhos esbranquiçados .Lacrimejamento constante.

além de mudanças freqüentes de grau dos óculos e aumento da sensibilidade à luz. . visão dupla distorcida. normalmente. Assim. O cristalino é uma lente transparente e biconvexa. por diabetes ou medicamentos. está indicada a cirurgia. a catarata pode ocorrer em qualquer parte da lente:.catarata cortical anterior e posterior (na clara do ovo). medicamentos ou decorrentes de inflamações. que ocorre naturalmente com a idade. a adquirida através de trauma. Além da catarata senil. clara (córtex) e gema (núcleo). a visão pode é afetada mais rapidamente. Se compararmos o cristalino a um ovo. Essa cirurgia tem alto grau de sucesso e os necessitados devem ser encorajados a realizá-la. Tratamento: não existe tratamento com medicação. mas. existe também a catarata nos recém-nascidos (catarata congênita). que ajuda a focalizar os raios de luz na retina. retira-se a parte interna do cristalino e coloca-se no seu lugar uma lente (lente intra-ocular). podemos dizer que o cristalino possui casca (cápsula envoltória). Quando a catarata atrapalha muito a visão.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CATARATA Catarata é a opacificação (diminuição da transparência) do cristalino.-catarata nuclear (na gema do ovo). é um processo relacionado com o envelhecimento do órgão (cristalino). Os sintomas mais comuns da catarata são: visão borrada (como se enxergasse através de um vidro molhado). A catarata no idoso pode ocorrer devido à exposição prolongada aos raios ultravioleta. Atualmente. Quando a catarata acomete a cápsula posterior ou anterior (na casca) da lente.

O Sistema Único de Saúde (SUS) tem um projeto que facilita o acesso a esta cirurgia em todos os estados do Brasil.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo GLAUCOMA Glaucoma é o aumento da pressão intra-ocular provocando alterações na retina e campo visual. consta do estudo do nervo óptico. é hereditário. Para detectar o portador de glaucoma. A maioria dos aumentos de pressão provoca sinais e sintomas somente em fase avançada. geralmente. além do exame ocular comum. foram descobertos vários fármacos para tratamento do glaucoma. O glaucoma. Glaucoma agudo (vega capítulo: síndrome do olho vermelho). meça regularmente a pressão ocular. O tratamento é preferencial clínico e somente quando este se torna ineficiente é que está indicado o tratamento cirúrgico. medida da pressão intra-ocular e exame do campo visual. Em alguns casos. . Sua ocorrência é de 2% na população com mais de 50 anos e de 10% nos que têm glaucoma na família. O exame do paciente com glaucoma. pode-se indicar cirurgia precocemente quando o paciente é incapaz de seguir corretamente o tratamento. Nos últimos anos. quando já ocorreu grande perda do campo visual (perda irreversível).

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após os 60 anos de idade e afeta a área central da retina (mácula). Diagnóstico: é feito pelos sintomas (distorção das imagens. Quando a visão está muito prejudicada. além de uso de lentes de óculos coloridas e cuidados com iluminação. geralmente. Ocorre. visão melhor na periferia do que no centro do campo visual) e exame de fundo de olho. Tratamento: quando existe saída de liquido dos vasos sanguíneos pode estar indicado tratamento com raio laser.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DEGENERAÇÃO SENIL DE MÁCULA (DSM) A degeneração senil da mácula. Acarreta baixa acuidade visual central. mancha escura no ponto central de fixação. Hoje. considera-se como fator de risco para degeneração senil da mácula a falta de proteção ocular quando da exposição ao sol durante um longo período. Recomenda-se o uso de óculos escuros em toda exposição prolongada aos raios ultravioleta. pode-se usar lentes de aumento ou telescópicas. . que se degenera. dificultando principalmente a leitura.

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Quando o humor vítreo penetra nesses buracos. formando buracos ou rasgos. Copyright © 2001 IDS . Tratamento: Muitos buracos não precisam ser tratados. moscas volantes ou aparecimento de mancha no campo de visão.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os descolamentos de retina geralmente necessitam de cirurgia corretiva.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DESLOCAMENTOS E BURACOS DE RETINA O humor vítreo pode repuxar a retina. ocorre um descolamento da retina. outros necessitam ser tratados com raio laser ou congelação. O diagnóstico é feito pelo exame do fundo de olho. Os sinais de perigo de descolamento de retina são a visão de flashes de luz.

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A duração do diabetes é o principal fator determinante do aparecimento da retinopatia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O controle do diabetes pode retardar o início e evolução da retinopatia. 10 anos após o início da doença.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo RETINOPATIA DIABÉTICA É a principal causa de cegueira na idade adulta. em geral. que ocorre. O tratamento da retinopatia diabética pode ser realizado através da fotocoagulação com raio laser nos casos mais avançados de hemorragia no vítreo com cirurgia. Copyright © 2001 IDS .

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A correção é feita com uso de óculos (para perto).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . aproximando o material de um foco de luz. a capacidade de acomodação diminui a tal ponto. "o braço vai ficando curto"). é importante fazer exame oftalmológico preventivo. A partir dessa idade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PRESBLIOPIA OU "VISTA CANSADA" A partir dos 40 anos de idade. No começo. dá "para ler". Copyright © 2001 IDS . que é necessário afastar os objetos para ver melhor (popularmente.

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. também.1% dos pacientes que procuram um prontosocorro geral) enfatiza a importância do primeiro atendimento. devendo ser diagnosticadas e tratadas o mais rápido possível. é essencial para o prognóstico do caso. distorção de imagem. olho muito vermelho. Destaca-se. nestes casos. forte sensação de corpo estranho. sinais e sintomas de urgências verdadeiras (merecedoras de exame imediato): (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) perda súbita ou borramento da visão (uni ou bilateral). a importância da educação para prevenção de acidentes oculares e o reconhecimento de sinais de perigo nas situações em que o olho necessita de cuidados imediatos. que. alteração na cor dos objetos (diminuição da tonalidade). visão dupla (diplopia).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS O globo ocular exige especial atenção por sua diferenciação funcional e por ser particularmente sensível a agressões. as urgências oftalmológicas representam um perigo iminente de danos oculares. às vezes irreversíveis. Assim. dor ocular intensa. flash de luz ou manchas no campo visual. A freqüência das urgências oftalmológicas (6.

(2)coceira nos olhos ou pálpebras. · proptose súbita. · ceratite orbitária. (8) dor à movimentação ocular.(9) secreção ocular abundante principalmente em recém-nascidos. · úlcera de córnea. · endoftalmite. · tumor. · laceração palpebral. (13) pupilas desiguais (anisocoria). sinais e sintomas de urgências relativas: (1) borramento ou diminuição da visão de forma progressiva. (10) secreção ocular. · conjuntivite do recém-nascido. (12) queda palpebral (ptose). condições oculares agudas emergências (devem ser tratadas em minutos) · oclusão de artéria central da retina · queimadura química muito urgentes (devem ser tratadas em horas) · perfuração ocular. (4) sensação leve de corpo estranho. (17) cegueira noturna. Inverter a pálpebra superior e repita a manobra Só então: procurar ajuda em um pronto-socorro Observação: se houver disponibilidade pode-se substituir a água corrente por soro . flutuação da visão. (6) mancha vermelha na conjuntiva. (10) todo tipo de traumatismo e queimaduras oculares. (5) olho discreta ou moderadamente vermelho há semanas. (15) halos coloridos ao redor da luz. queimadura química: orientação para o paciente Primeiro: lavar os olhos com água corrente por 20 minutos Após: molhar um cotonete na água e esfregar na parte interna da pálpebra inferior. · estrabismo + ambliopia. (9) blefaroespasmo (contrações repetidas e fortes das pálpebras. · lesão da órbita. (7) edema palpebral. · descolamento da retina. Urgentes (tratadas em dias) · corpo estranho intra-ocular. (16) moscas volantes. · hifema. (4) lacrimejamento ou secura. (14) cefaléia. · neurite óptica. · exoftalmo agudo. (11) olho saltado (proptose). · glaucoma agudo. com ou sem tremor sustentado). (3) sensação de queimação ocular.

Como diagnosticar ou suspeitar de um olho perfurado pelo exame externo? A história do traumatismo pode fornecer informações importantes. Casos de ferimento com vidro (explosão de garrafa). Suspeitar de corpo estranho intra-ocular. antes mesmo do tratamento de fraturas e suturas de outras lacerações. Esta fratura é chamada de "blow-out". Ferimentos no limbo (margem corneana) tendem a ser selados por tecido uveal negro. cal e cimento em pó. Nesses casos. como água sanitária. A sutura do globo ocular deve ser feita antes da palpebral. após o qual a perfuração ocular deve ocupar um lugar de destaque nas prioridades. localizados dentro do olho (na câmara anterior ou no vítreo). Fratura da órbita . Um ferimento perfurante da córnea é associado à câmara anterior rasa ou ausente. prego etc. pigmentos da íris fora do olho). com objetos pontiagudos (faca e tesoura). havendo uma compressão no sentido ântero-posterior (soco. A lesão ocular é provocada pela força exercida contra o olho (trauma facial com objeto rombo). deve-se tomar muito cuidado com qualquer tentativa de abrir as pálpebras.São geralmente pequenos e afilados. Os ossos da parede lateral e do assoalho da órbita são mais frágeis e cedem com o aumento da pressão intra-orbitária. enoftalmo. levantam hipótese de ferimento perfurante. seus sinais são edema e equimose periocular. anestesia da face inferior e diplopia. Deve-se suspeitar de perfuração ou penetração com perda de conteúdo ocular. 2. como faca tesoura.O globo ocular é empurrado contra as estruturas orbitárias que o envolvem.Lesão orbitária causada por um forte impacto com objeto maior que 5cm de diâmetro (igual a uma bola de tênis).). Intra-oculares . se as pálpebras do olho lesado estiverem murchas ou se houver sangue ou coágulos entre as bordas palpebrais.fisiológico. evitando que o globo seja esmagado contra as estruturas ósseas adjacentes. Perguntas e Respostas 1. traumatismos mecânicos Definições Contuso . se a pessoa estiver usando martelo ou houver partículas de metal ou vidro em volta da lesão.Globo ocular é transfixado por um objeto. bolada etc. Lembrete: evite deixar ao alcance da criança produtos químicos. Qual é o nível de emergência de um olho perfurado em paciente politraumatizado ? Pacientes com comprometimento de suas funções vitais (risco de morte) devem receber cuidados imediatos de seus problemas vitais. .). desinfetantes. havendo um orifício de entrada e de saída (causada geralmente por objetos pontiagudos. distorção pupilar ou prolapso da íris (às vezes. com estilhaços de ferro. com pontas de vegetal (cana-de-açucar) etc. Penetrante .

O médico nãoespecialista pode não estar ciente do perigo de pressionar um olho perfurado ou pode não diagnosticar a existência de uma perfuração e pressionar o globo durante a limpeza. intensa reação inflamatória na vítreo. com esparadrapo. dependendo da localização e da extensão da lesão. pressione o globo. por exemplo. podendo até evoluir para o óbito). poderá atingir o cristalino. para que sejam tomados os cuidados apropriados para não exercer pressão sobre o globo. o paciente. o olho estará estruturalmente desorganizado. alterações no ângulo da câmara anterior causando glaucoma ou desencadeando uma resposta inflamatória (uveíte). Perfurações esclerais podem provocar buracos na retina com posterior descolamento desta ou. Após a sutura do ferimento e a estabilização da reação inflamatória. se for muito intenso. principalmente se houver corpo estranho intraocular. Se a lesão for profunda. tornando difícil até a abertura das pálpebras. ainda. catarata ou deslocamento do cristalino. Se o local do corte for central ou muito extenso. um copo plástico de café). Se a ferida não for suturada logo. O que deve ser verificado antes da sutura de um ferimento palpebral traumático e por que é perigoso o médico não especializado limpar um olho traumatizado? Deve-se verificar a existência concomitante de uma perfuração ocular. Se a lesão foi corneana. haverá o risco de fechamento do ângulo de drenagem da câmara anterior com a evolução para um glaucoma intratável. Contudo. nesse momento. Pode lesar o segmento posterior: hemorragia supracoróidea. uma vez que olho aberto é uma porta de entrada para microorganismos que geram infecção ocular (com potencial para disseminação sangüínea ou septicemia. 4. romper vasos retinianos e causar hemorragia vítrea. devem ser introduzidos antibióticos de amplo espectro e o corte deve ser suturado com urgência. a hemorragia poderá ser limpa e os problemas vitreorretinianos. com formação de fibrose e tração retiniana. O traumatismo pode lesar o segmento anterior. causando hifema (hemorragia intra-ocular anterior devida a lesão de vasos da íris ou corpo ciliar. fixar na órbita. muita dor e reação inflamatória ocular. Qual o primeiro cuidado a se tomar diante de um olho furado? Pode-se colocar uma proteção ao redor do olho lesado (como. além da perda da visão central. a acuidade visual finaldependerá de quais estruturas foram lesadas e em que extensão. rasgões na íris. terá outros defeitos no campo visual e poderá adquirir um astigmatismo induzido pela irregularidade da superfície corneana (principal estrutura refrativa do olho). haverá opacificidade no local do corte. Como a visão pode ser afetada no traumatismo contuso? O traumatismo contuso. As perfurações esclerais podem. 5. o que acarreta danos oculares mais graves. também. acarretando ruptura ou opacificação deste.3. prevenidos ou reparados. a íris poderá ser reparada. descolamento da coróide. Como a visão pode ser afetada no ferimento perfurante penetrante? Na fase aguda. a fim de evitar que a vítima ou outra pessoa. podendo haver. 6. pode acarretar em ruptura do globo ou de suas estruturas internas. hemorragia . a catarata traumática poderá ser removida.

o paciente deve ser advertido para não assoar forte o nariz (sob risco de piorar seu quadro) e procurar imediata assistência médica especializada. 11. leva à chegada de mais células inflamatórias para o local e acelera a remoção de substâncias indesejáveis. . Uma aplicação muito comum é no hordéolo. Devem ser observados sinais de porta de entrada (hemorragia subconjuntival. levando a diminuição do fluxo sangüíneo local e. edema da conjuntiva. é explorada a ação vasodilatadora. com compressão do globo no sentido ântero-posterior e distensão no sentido látero-lateral. 10. Quando. consequentemente. tomografia computadorizada e ressonância magnética. ecografia. podemos utilizar exames como o raio X. o que. não é possível localizar o corpo estranho. Nesse caso. o próprio objeto perfurante pode rasgar a retina ou desencadear uma forte reação inflamatória intra-ocular. 7. o fluido vítreo passará para o espaço sub-retiniano. muitas vezes. É muito utilizado nos casos de olho vermelho. com subseqüente estiramento látero-lateral do vítreo. consequentemente. oclusão da artéria central da retina. Quais são as principais aplicações de calor e frio em oftalmologia? Do calor. No caso de perfuração. que formará fibrose. vazamento de líquido intra-ocular). o vítreo que é inelástico. Como se diagnostica um corpo estranho intra-ocular? A suspeita se inicia com uma história detalhada. Como suspeitar e agir na fratura da órbita? Suspeitar de fratura da órbita se houver equimose. O frio é usado como vasoconstritor. 8. melhorando a congestão e o inchaço. Os sinais precoces são o aparecimento súbito de flashes ou manchas e perda de campo visual. Por que ocorre descolamento traumático da retina e quais são seus sinais precoces? Após um traumatismo contuso. aumentando o fluxo sanguíneo. Por esse rasgão.vítrea. exercerá uma tração na chamada base vítrea. tracionando a retina na parede lateral). ruptura da coróide ou da esclera. além de hiperemia e lacrimejamento. rasgões periféricos e descolamento da retina (devido a compressão ântero-posterior do globo. anestesia infraorbitária e visão dupla. 9. A acuidade visual é. como se uma cortina tivesse sido colocada no campo de visão. Quais as principais complicações de um corpo estranho da córnea? Corpo estranho de córnea causa grande irritação associada ao ato de piscar. enfisema palpebral. ao exame clínico. edema da mácula. tracionando e rasgando a retina. na conjuntivite viral e no inchaço palpebral pós-cirúrgico. descolando (dissecando) a retina por onde passar. rasgando a retina nessa porção. normal. local de forte adesão vitreorretiniana. Deve ser removido o mais precocemente possível e com o mínimo de traumatismo. para diminuir a possibilidade de infecção secundária e o tamanho da cicatriz corneana que é proporcional à área lesada.

· Não deixar objetos pontiagudos ao alcance de crianças. · Óculos de proteção para quem trabalhar com solda.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .12. Copyright © 2001 IDS . · Na prática de esportes ou brincadeiras com objetos pontiagudos ou que arremessem partículas. para evitar queimadura retiniana. Quais são as principais medidas preventivas contra o traumatismo ocular? · Óculos escuros no sol. martelo e ambiente com partículas volantes. · Usar o cinto de segurança nos véiculos. produtos químicos. · Não coçar os olhos · Evitar olhar diretamente para o sol ou para eclipse solar. usar óculos de proteção.

as doenças que causam olho vermelho e alteram mais comumente a visão são: (1) úlceras de córnea (se localizadas no centro da córnea). ocorre o aparecimento de secreção quando a conjuntiva também está afetada. pode levar à cegueira e dano visual irreversível. Desta forma. e seus nervos têm terminações situadas superficialmente. qualquer lesão que rompa o epitélio. (3) glaucoma agudo (O aumento súbito da pressão intraocular gera grande edema de córnea. que é francamente purulenta (amarelo forte). Nas úlceras de córnea. A conjuntiva é menos inervada que a córnea e a resposta à agressão geralmente provoca um desconforto anunciado com sensação de areia nos olhos. (2) úveites anteriores (inflamações graves). que é a camada corneana mais superficial. em casos de conjuntivite bacteriana. produz dor. Acuidade visual: estará alterada sempre que houver diminuição da transparência da área central da córnea e do trajeto que a luz faz para chegar até a retina. Nas conjuntivites. principalmente na sua área central. Assim. produz secreção que será aquosa nos casos de irritação e nas infecções por adenovírus. provocando borramento visual. pode haver embaçamento visual fugaz por acúmulo de . quando estimulada (inflamação ou infecção). Exceção é a conjuntivite gonocócica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Aspectos importantes para o diagnóstico diferencial Secreção: A conjuntiva. Dor: a córnea é muito inervada. Se não for tratado rapidamente. mucosa nos casos de alterações crônicas e muco-purulenta (amarelada).

e a inflamação pode causar aderência da íris ao cristalino (sinéquia) com diminuição do tamanho e irregularidade da forma da pupila.o edema da íris diminui suas respostas à iluminação direta.lágrimas e secreção em frente à córnea). na maioria das vezes. unilaterais. glaucoma agudo e uveítes anteriores). uveíte anterior: (miose . Pupila: haverá alteração da pupila no caso de glaucoma agudo (midríase). Bilateralidade: aAs conjuntivites geralmente são bilaterais e os casos de glaucoma agudo. As alterações da conjuntiva e da córnea não alteram a pupila. uveítes anteriores e úlceras de córnea são. QUADRO . Já nas doenças das estruturas mais profundas do globo ocular (úlceras de córnea. por isso.Diagnóstico diferencial entre as causas mais comuns de olho vermelho conjuntivite aguda uveíte anterior aguda glaucoma agudo úlcera de córnea hemorragia subconjuntival Secreção Visão moderada a abundante conservada nenhuma nenhuma aquosa ou purulenta geralmente borrada nenhuma conservada discretamente intensamente borrada borrada Hiperemia difusa Córnea Pupila resposta pupilar à luz Pressão intraocular principalmente principalmente pericorneana localizada pericorneana pericorneana turvo midríase ausente área de opacificação normal normal ou diminuída normal normal normal normal transparente transparente normal normal miose diminuída normal normal elevada normal . Hiperemia: A vascularização da conjuntiva é realizada principalmente por vasos que vêm do fundo do saco conjuntival. nos casos de conjuntivite. a hiperemia será maior na direção das pálpebras e do canto nasal do olho (a vermelhidão aumenta ao nos afastarmos da córnea). Reflexo fotomotor A reação ao estímulo luminoso (reflexos fotomotores) poderá estar alterada nos casos de glaucoma agudo (ausente) e nos casos de uveíte (pequena ou nenhuma reação ao estímulo luminoso pela presença de aderências entre a íris e o cristalino). a vermelhidão ocorre ao redor da córnea (pericerática).

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Uni/ Bilateral bilateral unilateral unilateral unilateral unilateral Copyright © 2001 IDS .

. piscinas. com duração em torno de 7 a 10 dias. nas bacterianas. deve-se iniciar de imediato o . Orientação para evitar contaminação de outras pessoas: .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento 1) Conjuntivite: as conjuntivites são geralmente autolimitadas. banho e sabonete. pois. não coçar. . depois. Úlcera de córnea: na suspeita de uma infecção corneana. a conjuntivite pode voltar. . podem causar baixa de visão ou se tornar permanentes. lençol e fronha. o tratamento é apenas de suporte: compressas frias de alívio. se não tratadas. enxaguar.Não interromper por conta própria o uso do medicamento prescrito. abraçar ou apertar as mãos de outras pessoas. recomenda-se o uso de colírio antibiótico específico para o agente causador da conjuntivite.evitar colocar as mãos nos olhos. Algumas curam sem tratamento e outras.separar toalhas de rosto. lavagem ocular com soro fisiológico ou água filtrada e. Trocar toalha e fronha todos os dias. Nas virais. . saunas ou ficar exposto ao sol. Não se deve usar colírio anestésico nem aqueles que contêm corticóides em sua composição.lavar as mãos freqüentemente com água e sabão e. .evitar ir à praia. .evitar beijar. se o tratamento não for completo.limpar a secreção ocular (ramelas) com água filtrada ou soro.

Após a saída da crise aguda. de acordo com a melhora. espaçar o tempo de uso. antiinflamatórios hormonais e não-hormonais. estabilizadores de membrana de mastócitos e anti-histamínicos. deve ser realizado tratamento com laser: iridotomia para prevenir uma nova crise de glaucoma agudo. pode ser realizada cirurgia (trabeculectomia). Crônica: antialérgicos tópicos. se esta aumentar. pode ser realizado tratamento cirúrgico. inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida). às vezes. como a pilocarpina 2%. Copyright © 2001 IDS . Alergia ocular: pode ser aguda ou crônica. Se não houver resposta ao tratamento com colírios. com colírios antibióticos de amplo espectro. Geralmente é bilateral. e colírios antiinflamatórios.tratamento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . considerar a introdução de colírios hipotensores. Começar com freqüência de hora em hora e. Tratamento de suporte: (compressas frias) até reabsorção espontânea da hemorragia. O tratamento consiste no uso de: A) colírios para diminuir a produção do humor aquoso: betabloqueadores (timolol). colírios para fechar a pupila (mióticos). Deve-se monitorizar a pressão intraocular e. Uveíte anterior: o tratamento é com antiinflamatórios hormonais tópicos e colírios midriáticos para evitar adesão da íris ao cristalino. dor e diminuição de acuidade visual. Se a pressão ocular não diminuir com colírios. colírios lubrificantes. Evitar coçar os olhos. B) Uso endovenoso de manitol para diminuir o volume do humor vítreo. Aguda: compressas frias. pois o trauma da pálpebra contra a córnea pode desencadear várias complicações. Glaucoma agudo: exige tratamento de urgência por profissional especializado. adstringentes e antialérgicos. A queixa principal é prurido seguido de hiperemia e.

Copyright © 2001 IDS . deverá encaminhar para inter-consulta com oftalmologista.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O médico deve estar apto a reconhecer e diferenciar os principais diagnósticos do olho vermelho.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Em caso de dúvida.

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São Paulo. 2000 Oliveira. Brasília. Kara-José. Ministério da Educação. Copyright © 2001 IDS . Petrópolis. R. N. N: Arieta. T: Oftalmologia geral. : Auxiliar de Oftalmologia (Série Oftalmologia USP). D. Terceira Edição. Kara-José. Vozes.E. Kara-José. C. 1990. 2000.: Manual da Boa visão do Escolar. São Paulo: Roca.C.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Oliveira. Atheneu.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Alves. Asbury. O que fazer pela saúde ocular de nossas crianças. MR. 1996 Vaughan.. RC. N: O olho e a visão.L.

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Diagnóstico Achados laboratoriais (exceto a pesquisa de leucócitos nas fezes, de fundamental importância para diferenciar diarréia inflamatória da não-inflamatória) são de pouca importância para detectar o agente etiológico e para distinguir entre os dois tipos de diarréia. A rotina hematológica e bioquímica sangüínea, na vigência de desidratação, pode evidenciar aumento da hemoglobina, dos glóbulos vermelhos e também da uréia. Quando ocorre maior depleção hídrica, observamos queda do bicarbonato no sangue venoso e do pH, ou seja, acidose metabólica, que pode ser evidenciada na gasometria arterial. O teste de pesquisa de leucócitos ou qualquer dos testes de pesquisa de sangue oculto são positivos em pacientes com diarréia inflamatória. Na amebíase intestinal, podemos encontrar um menor número de leucócitos fecais. A cultura de fezes deve ser realizada quando o paciente apresenta alguns destes itens: diarréia grave, febre acima de 38,5 ° C, sangue nas fezes, leucócitos nas fezes ou qualquer marcador de sangue oculto nas fezes, diarréia persistente que não tenha sido tratada com antibiótico anteriormente. Outro exame que deve ser realizado de rotina é a pesquisa de ovos e parasitas nas fezes, principalmente se a diarréia perdurar por mais de uma semana e o paciente não tiver sido tratado empiricamente com antiparasitários. Recentemente, testes de pesquisa de enzima e imunoensaio para Giardia e Cryptosporidium nas fezes ficaram mais acessíveis e são mais sensíveis que a técnica microscópica convencional. Exames endoscópicos deverão ser utilizados em casos especiais, quando os exames de fezes

e cultura não forem conclusivos. Os exames utilizados são retossigmoidoscopia, colonoscopia e endoscopia digestiva alta com aspirado de duodeno e biópsia. Na Figura 1, apresentamos um algoritmo para orientar na conduta diante de um paciente com diarréia aguda.

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Tratamento Os pacientes com diarréia aguda que necessitam ou procuram atendimento médico devem ser orientados para a reposição de água e eletrólitos além da alteração da dieta, mesmo porque a maioria dos pacientes com diarréia aguda só necessita desta conduta. Se o paciente não estiver desidratado, qualquer solução hidratante poderá ser utilizada, mas os pacientes com desidratação por diarréia secretora (por exemplo, cólera), pacientes idosos e imunodeprimidos devem receber uma terapia a base de solução contendo sódio entre 45 e 75 mEq/l. A formulação ideal de solução oral deve incluir: sódio 60-90 mEq/l, potássio 20mEq/l, cloreto 80mEq/l, citrato 30mEq/l e glicose 20g/l. A versão caseira desta formulação de solução para reidratação oral nos casos de diarréia mais grave corresponde à preparação de dois frascos separados que serão consumidos alternadamente. O primeiro contendo 230ml de suco de laranja ou outro suco de fruta (suprimento de potássio), ½ colher de chá de mel de abelha ou xarope de milho (Karo) e uma pitada de sal; o segundo frasco contendo 230ml de água fervida e resfriada mais 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio. Durante os episódios de diarréia aguda, a dieta deve ser estabelecida em duas etapas. A primeira, onde as fezes ainda apresentam-se líquidas, é constituída de dieta baseada em legumes cozidos, amidos/cereais com algum sal, bananas e sopas. Na segunda etapa, quando as fezes já estão mais formadas, pode haver um retorno à dieta normal, se não houver intolerância. Devemos ter em mente que o aporte calórico é importante, inclusive na reparação do enterócito. Quanto ao uso de leite e derivados, existe muita controvérsia se

haveria ou não intolerância ao leite durante os episódios de diarréia aguda. A nossa experiência demonstra que, em nosso meio, a intolerância clínica à lactose é alta, razão por que preferimos excluir o seu uso na dieta. Com relação ao tratamento sintomático da diarréia aguda, os medicamentos estão relacionados na tabela 3. A maioria deles não deve ser usada quando ocorrer disenteria (leucócitos e sangue nas fezes), pois pode alterar a motilidade e, com isso, provocar maior proliferação dos agentes bacterianos (por exemplo, Shigella). O uso de antimicrobianos está indicado nos seguintes casos: (1) pacientes com temperatura > 38.5º C e/ou com leucócitos e sangue nas fezes; (2) pacientes imunodeprimidos por outra doença (por exemplo, HIV); (3) pacientes em uso de imunossupressores; (4) pacientes com aneurisma da aorta, prótese de válvula cardíaca, enxerto vascular, prótese ortopédica; (5) pacientes com insuficiênica renal e transplantado renal; (6) pacientes com tumores. Na tabela 4, apresentamos os diversos medicamentos utilizados. TABELA 3 - TRATAMENTO SINTOMÁTICO DA DIARRÉIA AGUDA Agente Farmacológico Indicação diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, efeitos opiáceos centrais mínimos, droga recomendada para o tratamento sintomático preenchidos os critérios citados acima. diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, tem efeitos opiáceos com perigo de "overdose"; devido a isso é associado com atropina que pode causar efeitos secundários sem ação sobre a diarréia. Dose e Administração

Loperamida (Imosec)

4mg , depois 2mg após cada evacuação sem forma, não excedendo 16 mg/dia < 2 dias

Difenoxilato com atropina (Lomotil)

4mg, 4x/dia, por < 2 dias

Tintura de ópio (Elixir Paregórico)

diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, útil na diarréia associadada ao HIV-positivo quando loperamida não for segura. qualquer forma de diarréia aguda, principalmente as de etiologia viral; não pode ser administrado com antimicrobianos; não deve ser utilizado em pacientes HIV-positivos com diarréia. Indicado para pacientes que apresentam vômitos secundários à gastroenterite viral.

0,5-1ml, a cada 4-6h por < 2 dias

Salicilato de bismuto (Pepto-Bismol)

30ml ou 2 comprimidos a cada 30minutos (máximo de oito doses), podendo ser repetido no segundo dia

Octreotide

qiarréia associada à AIDS que não responde 100-500µg subcutâneo, a nenhuma terapêutica e 3x/dia em casos graves de diarréia secretora. indicado em todos os casos leves e moderados de diarréia secretora; 100mg, via oral, 3x/dia mesma eficácia da por 3 dias loperamida sem ação sobre a motilidade intestinal.

Racecadotril (Tiorfan)

TABELA 4 - TERAPÊUTICA ANTIMICROBIANA PARA DIARRÉIA INFECCIOSA 1a Conduta Bactérias
Shigella sp dias
2Ciprofloxacina,

2a Conduta
500mg, 2x/dia, 5 400mg/dia, 5-7 dias ou Ácido Nalidíxico, 1g, 4x/dia, 5-7 dias
1Cefalosporina,

Salmonella sp

14 dias

2Ciprofloxacina,

500mg, 2x/dia, 10-

EIEC EHEC C. jejuni

Como Shigella sp Como Shigella sp Eritromicina, 250-500mg, 4x/dia, 7 dias
2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 5-7 dias

Y. enterocolytica Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 7-10 dias 2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 710 dias SMZ+TMP, (800+160 mg), 2x/dia, 7-10 dias C. difficile Giardia lamblia Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7-10 dias Vancomicina, 125mg, 4x/dia, 7-10 dias

Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7 Metronidazol, 500mg, 3x/dia, 5 dias dias 3Paramomicina, 25-30mg, 3x/dia, 7 Formas resistentes ao Metronidazol: Furazolidona, 100mg, 4x/dia, 7-10 dias dias Tinidazol, 2g, dose única (para Albendazol, 400mg/dia, 5 dias formas resistentes e nãoresistentes ao Metronidazol) Tetraciclina 500mg, 4x/dia, 3 dias Doxiciclina 300mg, dose única SMZ+TMP (400+80 mg), 2x/dia, 3 dias Norfloxacina, 400mg, 2x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 1000mg, dose única Doxiciclina 100mg, 3x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 3 dias

V. colerae

Protozoários
E. histolytica Balantidium coli Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 5 dias dia, 10 dias
3Paramomicina,

25-35mg/Kg, 3x/

3Fuorato Diloxanide, 500mg, 3x/ Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 10 dias dia, 10 dias Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 10 dias 3Paramomicina, 25-35mg/Kg, 3x/ dia, 10 dias

= e outras cefalosporinas de terceira geração; = e outras fluorquinolonas como ofloxacina, norfloxacina e 3cinonaxina; 3 = não disponíveis no mercado interno; EIEC = E. coli enteroinvasiva; EHEC = E. coli enterohemorrágica; SMZ+TMP= Sulfametoxazol + Trimetoprima.
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Encaminhamento Pacientes com diarréia aguda devem ser tratados e acompanhados por médico clínico geral. O encaminhamento se justifica nos casos de desidratação grave que necessita de internação.

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Bibliografia Park SI, Gianella RA. Approach to the adult patient with acute diarrhea. Gastroenterol Clin N Am 1993; 22 (3): 483-516. DuPont HL. Guidelines on acute infectious diarrhea in adults. Am J Gastroenterol 1997; 92 (11): 1962-1975. Aranda-Michel J, Gianella RA. Acute diarrhea: a practical review. Am J Med 1999; 106: 670676. Banerjee S, Lamont JT. Treatment of gastrointestinal infections. Gastroenterology 2000; 118: S48-S67. Salazar-Lindo, E.; Santisteban-Ponce, J.; Chea-Woo, E.; Gutierrez, M. Racecadotril in the treatment of acute watery diarrhea in children. The New England Journal of Medicine 2000; 343 (7): 463

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Diagnóstico Os exames complementares para elucidação da causa da obstipação intestinal devem ser solicitados de acordo com o direcionamento da história clínica. O exame físico inclui avaliação da região anal (por exemplo, presença de fissuras, fístulas e retocele) e toque retal (por exemplo, tumores retais e de colo uterino). Exames endoscópicos (retossigmoidoscopia e colonoscopia) e radiológicos (enema opaco) são úteis para se afastar doença inflamatória intestinal ou câncer. A defecografia tradicional por radioscopia (mais recentemente, a vídeo-defecografia) permite o estudo da dinâmica da evacuação, do comportamento da musculatura pélvica e o diagnóstico do prolapso retal e da reação paradoxal esfincteriana. A determinação do tempo de trânsito colônico (por cintilografia ou com marcador radiopaco) é valiosa no diagnóstico da inércia colônica. A manometria ano-retal é especialmente útil na suspeita de Hirschsprung. Finalmente, a eletromiografia do cólon ou do esfíncter anal avalia a integridade neuromuscular intestinal.

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Tratamento Nos casos orgânicos, o tratamento será individualizado de acordo com o diagnóstico. Nos casos funcionais incluímos: medidas gerais: a escolha de um horário para evacuar, preferencialmente após uma refeição, para se aproveitar a ação do reflexo gastrocólico, favorece a reeducação do reflexo da evacuação. Ingestão adequada de líquidos e de fibras por vezes são suficientes para coibir a obstipação. A adoção de um novo estilo de vida, evitando-se o sedentarismo e a obesidade, é crucial na abordagem da terapêutica da obstipação. agentes formadores de massa: aumentam o bolo fecal, facilitando seu percurso pelo intestino. São incluídos: psyllium, sementes de plantago, ágar, farelo de trigo e metilcelulose. São os mais indicados para tratamento em longo prazo por agirem de forma fisiológica. Em idosos, em que há muita hipotonicidade intestinal, seu uso excessivo pode provocar fecaloma. Emolientes ou surfactantes: facilitam a mistura de água e gordura na massa fecal, amolecendo-a. Também estimulam a secreção colônica de água, sódio e cloro. O principal representante deste grupo é o docusato de sódio, cálcio ou potássio. O docusato tem a propriedade de aumentar a absorção de medicamentos usados concomitantemente, através da interferência na permeabilidade intestinal. laxativos osmóticos: atraem água para a luz intestinal por serem osmoticamente ativos.

Devem ser administrados com cautela, especialmente em idosos, pelo risco de desequilíbrio hidroeletrolítico. Incluímos sais de magnésio (por exemplo, hidróxido de magnésio), de sódio, lactulose e glicerina. Os sais de magnésio e os de sódio devem ser evitados em pacientes com insuficiência renal e cardiopatia, respectivamente. A lactulose é metabolizada por bactérias no cólon, com geração de ácidos graxos de cadeia curta, que têm ação laxativa, e de gases, que podem aumentar o meteorismo e produzir cólicas abdominais. Lubrificantes: são laxativos que facilitam a movimentação do bolo fecal por lubrificarem a parede intestinal e diminuírem a absorção de água. O exemplo típico deste tipo de laxativo é o óleo mineral. Não é uma boa opção em longo prazo por produzir irritação do canal anal e inibir a absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Também, se aspirado, pode provocar a chamada "pneumonia lipóide ou lipídica", razão pela qual deve ser usado com cautela em idosos e está contra-indicado em pacientes com distúrbios motores do esôfago que favoreçam a aspiração. agentes estimulantes e irritantes: dois grupos químicos são incluídos: os derivados difenilmetânicos e os antraquinônicos. Ambos inibem a absorção de água e eletrólitos. Dentre os derivados difenilmetânicos estão a fenolftaleína, o bisacodil e o picossulfato sódico. A fenolftaleína pode provocar uma série de efeitos indesejáveis, como hipocalemia, hiperaldosteronismo, enteropatia perdedora de proteína, osteomalácia, reações alérgicas e "lupus-like", Síndrome de Stevens-Johnson e lesões hepáticas. Seu uso contínuo, portanto, está contra-indicado. O bisacodil estimula o plexo nervoso da mucosa do cólon causando contrações. Dentre os derivados antraquinônicos temos a cáscara sagrada e a sene. Após ingestão, sofrem ação bacteriana no cólon e, após absorção, retornam ao intestino, pela bile sob a forma do seu metabólito ativo (hidroxiantraquinona), que age estimulando as terminações nervosas do plexo de Auerbach. Seu uso indiscriminado e prolongado leva ao aparecimento da melanose colônica e, ao diminuir a motilidade por lesão nervosa, acaba por provocar o chamado "cólon catártico". pró-cinéticos: são medicamentos que aumentam a atividade da musculatura lisa intestinal. A cisaprida, principal representante deste grupo, tem tido seu uso limitado em virtude de relatos de efeitos cardiocirculatórios graves. Assim, ausência de cardiopatia e um eletrocardiograma normal (sem prolongamento do segmento QT) são hoje pré-requisitos para introdução da droga. Outros agonistas da 5-hidroxitriptamina, que não a cisaprida, tais como o prucalopride e o tegaserode em breve estarão no mercado. Na Tabela 1, listamos as drogas laxativas mencionadas no texto e seus respectivos nomes comerciais. Tabela 1. Principais medicamentos laxativos e seus respectivos nomes comerciais Medicamento 1. Psyllium 2. Semente de Plantago Nome comercial Metamucil, Mucilium Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.)

3. Ágar-ágar 4. Docusato sódico 6. Lactulose 7. Glicerina 8. Óleo mineral 9. Fenolftaleína 10. Bisacodil 11. Picossulfato sódico 12. Cáscara-sagrada 13. Sena

Agar-agar Humectol-D (assoc.) Lactulona, Farlac Glicerina (supositório/enema) Óleo Mineral, Purol, Agarol (assoc.) "Homeopatia 46", Agarol (assoc.), Lactopurga (assoc.), Purgoleite (assoc.) Dulcolax, Humectol D (assoc.) Guttalax Cáscara sagrada, Ventre Livre (assoc.), Purgoleite (assoc.) Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.), Florlax (assoc.), Tamarine (assoc.), Tamaril (assoc.), Tamarix (assoc.), Frutalax (assoc.), Laxarine (assoc.), Laxtam (assoc.), Novolax (assoc.)

5. Hidróxido de magnésio Leite de Magnésia

Assoc. = outros agentes laxativos associados.

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Encaminhamento A grande maioria dos pacientes que apresentam obstipação intestinal devem ser acompanhada em unidades básicas de saúde. Somente quando houver suspeita de câncer, doença inflamatória ou afecção ano-retal é que o paciente deve ser encaminhado a serviço de gastroenterologia.

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Bibliografia Thompson, W.G.; Longstreth, G.F.; Drossman, D.A.; Heaton, K.W.; Irvine, E.J.; MüllerLissner, S.A. - Functional bowel disorders and functional abdominal pain. Gut, 45 (Suppl. II): 43-7, 1999. Freitas, J.A. & Mincis, M. - Constipação intestinal. In: Mincis, M. Gastroenterologia & Hepatologia, São Paulo, Lemos, 1997. pp 397-406. Laudanna, A.A. - Constipação ou obstipação. In: Laudanna, A.A. Gastroenterologia Clínica, São Paulo, Santos, 1990. pp 469-75. Wald, A. - Approach to the patient with constipation. In: Yamada, T. Textbook of Gastroenterology, 3rd edition, Philadelphia, LWW Publishers, 1999. pp 910-26. Lennard-Jones, J.E. - Constipation. In: Sleisenger, M.H. et al. Sleisenger & Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease, 6th edition, Philadelphia, W.B. Saunders Co., 1998. pp 174-97.

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Diagnóstico Sempre lembrar que as síndromes ansiosas podem estar relacionadas a outros transtornos médicos e uso de substâncias. Daí a necessidade de boa anamnese, exame físico e de se lembrar de disfunções cardiológicas, pulmonares, endócrinas e neurológicas. Abuso e dependência de álcool são grandes geradores de ansiedade patológica.

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Tratamento O tratamento dos sintomas agudos da síndrome do pânico, da ansiedade generalizada e do estado misto ansioso e depressivo deve ser feito com antidepressivos tricíclicos ou inibidores da recaptação de serotonina e psicoterapias comportamental-cognitiva ou interpessoal. A abordagem psicoeducacional é importante, para um bom vínculo terapêutico, tranquilizar o paciente e facilitar o encaminhamento ao especialista quando necessário. Orientações iniciais: educação sobre as síndromes ansiosas, a reação de luta e fuga, visando o entendimento de que os sintomas são desconfortáveis mas não trarão as conseqüências catastróficas que a pessoa imagina. Ensinar técnica de relaxamento ou meditação e, principalmente, a prática de respiração diafragmática. No caso de sintomas e sinais de alcalose respiratória por hiperventilação, ensinar a respirar o próprio ar num saco de supermercado. Tratamento farmacológico (consultar tabelas 1 a 3): iniciar com clomipramina 10 mg ou imipramina 25 mg e aumentar a dose a cada 5-7 dias, até obter remissão dos ataques de pânico. Benzodiazepínicos podem ser temporariamente associados no caso de "piora inicial" ou para alívio mais imediato dos sintomas. Sertralina (25 a 200 mg), fluoxetina (10 a 80 mg) também podem ser utilizados. O tratamento das fobias é feito por meio de técnicas de exposição. Através delas ocorre diminuição dos sintomas ansiosos e habituação à situação fóbica. Tabela 1. Alguns dos principais medicamentos utilizados para tratar os transtornos

ansiosos Medicamento Dose imipramina 25 a 300 mg Efeitos Colaterais e Contra-indicações obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, sedação, convulsão, sudorese. bloqueio átrio-ventricular, bloqueio de ramo direito obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, ansiedade inicial, retardo da ejaculação, convulsão, sudorese.bloqueio átrioventricular, bloqueio de ramo direito náusea, ansiedade inicial, cefaléia, diminuição da libido, insônia, tremor, sedação, fadiga, sintomas extrapiramidais, ganho de peso insônia, sonolência, tremor, tontura sonolência, tontura, insônia, tremor, diminuição da libido, ansiedade, parestesias, ganho de peso insônia, sonolência, sudorese, cefaléia, agitação agitação, sonolência, anorexia, tremor, hipocinesia, tontura

clomipramina

25 a 250 mg

fluoxetina sertralina paroxetina citalopram fluvoxamina

10 a 80 mg 25 a 200 mg 10 a 80 mg 10 a 60 mg 50 a 300 mg

Tabela 2. principais interações medicamentosas com tricíclicos (imipramina e clomipramina) medicamentos que aumentam o nível sérico dos tricíclicos: cimetidina, disulfiram, haloperidol, metilfenidato, fenotiazinas, propafenona, fluoxetina medicamentos que diminuem o nível sérico dos tricíclicos barbitúricos, etanol, contraceptivos orais, fenitoína potencializam efeito hipotensivo bloqueadores alfa-adrenérgicos podem aumentar pressão arterial simpatomiméticos por via parenteral

Tabela 3. Principais interações medicamentosas com os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (fluoxetina, sertralina, paroxetina, fluvoxamina, citalopram) ISRS fluoxetina efeitos farmacocinéticos em alguns medicamentos selecionados pode aumentar o nível sérico de: alprazolam, carbamazepina, clozapina, flufenazina, pimozide, tricíclicos, astemisole, cisaprida, terfenadina Tricíclicos astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam diazepam, tolbutamida, desmetildiazepam, astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam

fluvoxamina propranolol, teofilina, tricíclicos paroxetina citalopram sertralina

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transtorno obsessivo-compulsivo ou outros quadros que apresentem também depressão. abuso de substâncias ou grande comprometimento do desempenho também devem ser tratados pelo especialista.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Pacientes com fobia social.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Devem ser encaminhados para o especialista pacientes com síndrome do pânico e ansiedade generalizada que não responderam a um medicamento eficaz e pacientes com fobias que não responderam à exposição.

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e col.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás. Lemos Editorial. São Paulo.M. Fobias e Obsessões.. A. Graeff F. 1997. Condutas em Psiquiatria.B. Copyright © 2001 IDS . Ito L. Ansiedade e Transtornos de Ansiedade. T.A.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1999. São Paulo. Rio de Janeiro. Lotufo-Neto F. Gentil V. Pânico. R. Bernik M. & Moreno. 1997.A. 1998. EDUSP.A. Terapia cognitivo-comportamental para transtornos psiquiátricos.G. Hetem L. Porto Alegre. Editora Científica Nacional. Artes Médicas.

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são freqüentes. O pensamento se torna acelerado e o discurso fica. em geral. às vezes. pelo aumento da energia e da atividade psicomotora. o aparecimento de novos interesses. a chamada "depressão bipolar".>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Episódios depressivos podem acontecer em diversos contextos. aumentado. O interesse sexual está. há diminuição da necessidade de sono. Podem ser parte do transtorno bipolar (antiga psicose maníaco-depressiva). ter visões). Os episódios de mania são caracterizados pelo humor expansivo ou irritável. aumento da auto-estima e da autoconfiança. São freqüentes os planos grandiosos. Sintomas psicóticos. quando se alternam com episódios de euforia (ou mania) e hipomania (uma forma mais breve e branda de mania). incompreensível. os gastos excessivos e o envolvimento com dívidas. Sintoma Humor Energia. atividades Prazer Depressão Depressivo ou irritável Reduzidos Diminuído Mania ou euforia Expansivo ou irritável Aumentados Maior envolvimento com atividades prazerosas . como delírios (falsas crenças de ser alguém muito importante. de ter poderes especiais) e alucinações (ouvir vozes.

a anemia perniciosa. levodopa. descrença Reduzidas Reduzido ou aumentado Reduzido ou aumentado Diminuída Atenção voluntária diminuída e espontânea aumentada. de alterações hormonais como as decorrentes do funcionamento deficiente ou excessivo da tireóide. que. concentração Pensamento Diminuídas Lentificado Idéias de ruína financeira ou física. a distimia. no outono/inverno). principalmente. de culpa. como as encefalites. delírios de grandeza otimismo exagerado Aumentadas Reduzido ou aumentado Diminuição da necessidade de sono Aumentada Conteúdo do pensamento Visão de futuro Auto-estima. idéias suicidas Pessimismo. paratiróide. na chamada "depressão sazonal". . O curso pode ser intermitente. Por exemplo. cimetidina e indometacina está associado à depressão. de inutilidade. o Parkinson. em geral. a esclerose múltipla podem também levar à depressão. clonidina. de estar falido ou de estar morto). hipófise e adrenal e. mas predominam as queixas de cansaço. do diabetes. propanolol. autoconfiança Apetite Sono Libido Os episódios depressivos podem também acontecer no período pós-parto ("depressão puerperal"). corticosteróides. o uso de medicamentos como reserpina. Da mesma forma que ouso de substâncias como álcool (uso ou interrupção). superior a dois anos. de poderes especiais. A depressão pode também acontecer no contexto de uma doença física ou ser causada por medicamentos. A alteração do humor tem uma longa duração. Há também uma forma mais leve e crônica de depressão. anfetaminas (uso ou interrupção) e cocaína (interrupção). carbidopa. não interferem com o funcionamento estável do indivíduo. Alguns indivíduos apresentam episódios depressivos sempre na mesma época do ano (por exemplo. concentração diminuída Acelerado Idéias grandiosas. A distimia se caracteriza pela menor intensidade dos sintomas.Atenção. amantadina. planos questionáveis. Outras doenças. "a vida não vale a pena". depressão e insatisfação na maior parte do tempo. Na "depressão psicótica". estão presentes alucinações e/ou delírios (crenças falsas de ter uma doença incurável. alfa-metildopa.

muitas vezes. Deprimidos com familiares bipolares apresentam maior risco para o transtorno bipolar do que aqueles sem história familiar. A chance de recorrências a partir do terceiro episódio aumenta para 70% a 80%. A remissão. Quanto maior o número de episódios depressivos prévios. apesar do tratamento ("resíduo depressivo") está também associada ao maior risco de recorrências. deve-se sempre interrogar a existência de um episódio maníaco ou hipomaníaco no passado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . confundida com a remissão. Copyright © 2001 IDS . O transtorno bipolar é altamente recorrente (80% a 90% dos casos). só é atingida quando o indivíduo deixa de apresentar sintomas depressivos e não quando a intensidade destes diminui com o tratamento. Os indivíduos bipolares podem apresentar vários episódios depressivos.Cerca de 50% a 60% dos indivíduos que apresentam um primeiro episódio depressivo sofrem recorrências no futuro. Diante de um indivíduo com depressão. antes de um episódio maníaco. porém. maior será a chance de recorrências. Este é um aspecto importante da evolução e do prognóstico da depressão. A permanência de sintomas depressivos. pois a melhora dos sintomas depressivos é.

São utilizados os diferentes compostos antidepressivos e. por exemplo). a fase de continuação e a fase de manutenção.300 mg/dia 50 -150 mg/dia 40 . outros medicamentos associados (indutores de sono no caso de insônias graves. antipsicóticos no caso da depressão psicótica.300 mg/dia 150 . quando necessário.600 mg/dia Antidepressivos inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs) .300 mg/dia 150 .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da depressão pode ser dividido em três fases: a fase aguda. Os antidepressivos disponíveis no mercado brasileiro se dividem em quatro classes: Classe Antidepressivos tricíclicos (ADTs) Substância imipramina clomipramina amitriptilina nortriptilina tranilcipromina moclobemida Faixa terapêutica 150 .80 mg/dia 450 .

45 mg/dia 8 . bem como as principais interações medicamentosas de apenas um composto de cada classe dos antidepressivos (por exemplo. pacientes com primeiro episódio após 50 anos de idade ou pacientes que recaem ainda durante a fase de continuação.600 mg/dia Para o manejo dos episódios depressivos. imipramina. aumentando gradativamente até a obtenção do efeito terapêutico. Sugere-se avaliar a presença de condições clínicas associadas e a ingestão correta da medicação.Antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) fluoxetina paroxetina sertralina fluvoxamina citalopram venlafaxina mirtazapina reboxetina bupropiona tianeptina trazodona nefazodona 20 20 50 50 20 - 60 mg/dia 60 mg/dia 200 mg/dia 300 mg/dia 60 mg/dia Novos antidepressivos 75 .10 mg/dia 150 . Sugerese iniciar com as doses mínimas descritas. É sempre importante observar se o paciente apresenta ciclagem para a mania ou hipomania durante o tratamento com antidepressivos. Quando a medicação é retirada precocemente. é importante conhecer mais profundamente as características farmacocinéticas. A fase de continuação corresponde ao período seguinte à melhora e tem o objetivo de evitar recaídas.2 mEq/l 50 a 150 mcg/ml .300 mg/dia 200 .8 a 1. com tentativas de suicídio). A fase de manutenção visa evitar o aparecimento de novos episódios depressivos (recorrências). ácido valpróico.5 . os efeitos adversos mais comuns. independentemente da necessidade de antidepressivos (episódio depressivo bipolar) ou de antipsicóticos (episódio maníaco ou hipomaníaco). sertralina e venlafaxina). farmacodinâmicas. Estabilizadores do humor lítio ácido valpróico Doses iniciais 600 mg/dia 500 mg/dia Níveis plasmáticos 0.300 mg/dia 12. o tratamento deve ser revisto. O tratamento de manutenção por um período ilimitado deve ser considerado para pacientes que apresentaram mais de 3 episódios (ou um a dois episódios graves. Pacientes bipolares devem ser sempre tratados com estabilizadores do humor (lítio. com a troca por um antidepressivo de outra classe. tranilcipromina. Caso não se obtenha a melhora em 6 a 8 semanas com as doses máximas sugeridas. carbamazepina) para prevenir recorrências.50 mg/dia 150 . Preconiza-se manter a dose do antidepressivo que levou à remissão dos sintomas por um período de 4 a 6 meses. O tratamento da fase aguda tem como objetivo a remissão do episódio depressivo.225 mg/dia 15 . observam-se recaídas em 50% dos casos.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .carbamazepina 200 mg/dia 8 a 12 mcg/ml Copyright © 2001 IDS .

não respondem satisfatoriamente aos tratamentos iniciais e. porém. É passível de tratamento com antidepressivos de diferentes classes farmacológicas e o tratamento a médio prazo visa a remissão dos sintomas e a prevenção de recaídas e recorrências. Cerca de 30% dos episódios depressivos. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A depressão é um problema médico de elevada prevalência na população geral. nestes casos. o paciente deve ser encaminhado para um especialista.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Acarreta diversas conseqüências aos indivíduos acometidos.

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São Paulo. Soares MBM..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás. 1999. Psicofarmacologia de Antidepressivos. E.A. Porto Alegre.. Lemos Editorial. Miguel. 2000. 3a.A. R. R. Moreno RA. Depressão no Ciclo da Vida.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O. 21 (supl) : SI24 .C. Condutas em Psiquiatria. Rev Bras Psiq. edição. T. Copyright © 2001 IDS .SI 40.P. Moreno. 1999. B. Artmed Editora. Lafer.. Fráguas Jr. Almeida. Moreno DH..

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por exemplo. para correta elucidação diagnóstica. Cabe ressaltar que os testes sorológicos de última geração. habitualmente um ensaio imunoenzimático (ELISA). podemos afirmar seguramente que se trata de infecção atual pelo HIV. observa-se que o valor preditivo positivo do teste tende a ser mais baixo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da infecção pelo HIV baseia-se na detecção de anticorpos específicos. por meio dos testes sorológicos. adota-se um algoritmo diagnóstico que inclui inicialmente a realização de um teste sorológico de triagem. quando o ensaio imunoenzimático é aplicado em situações de rastreamento. As amostras reagentes a esse teste devem necessariamente ser submetidas a teste sorológico confirmatório. atualmente disponíveis. capazes de detectar anticorpos específicos voltados a diferentes proteínas virais. Ao contrário. muito freqüentemente tem seu resultado confirmado pelo método de Western blot. o teste sorológico de triagem habitualmente apresenta alto valor preditivo positivo. deve-se considerar a situação na qual o teste sorológico é efetuado. ou seja. ou seja. como. No entanto. Percebe-se assim . para correta interpretação dos resultados. quando a reação de Western blot resulta positiva. Quando o teste de ELISA anti-HIV é solicitado para um paciente com manifestações clínicas sugestivas de infecção por esse agente viral e a história epidemiológica é compatível com a de exposição a retrovírus. ou ainda durante o acompanhamento pré-natal. Em pacientes adultos. Os testes confirmatórios mais freqüentemente empregados são as reações de Western blot. há elevada freqüência de resultados falso-positivos. Para tal. na triagem sorológica compulsória para seleção de candidatos a doador de sangue. são de alta sensibilidade e especificidade (superiores a 99%) e já se apresentam positivos cerca de 3 a 5 semanas após a infecção aguda.

baseados em associações de drogas anti-retrovirais. Tendo em vista as profundas implicações que cercam um resultado de sorologia para HIV. é importante ressaltar que. deve-se proceder à determinação de parâmetros laboratoriais evolutivos. No caso da infecção aguda. É ainda importante citar que para que um resultado de Western blot possa ser considerado positivo. o encontro de anticorpos anti-HIV no recém-nascido não necessariamente significa que houve infecção da criança. Com esse propósito são recomendados os testes para determinação quantitativa da carga viral plasmática (PCR ou NASBA) e a pesquisa do número de linfócitos CD4+ no sangue periférico. Além disso. caso os testes diagnósticos por métodos de biologia molecular sejam disponíveis. deve-se enfatizar que a solicitação do exame deve sempre ser precedida de esclarecimentos detalhados sobre o significado de um eventual resultado positivo ou negativo. Copyright © 2001 IDS . uma vez que a sorologia positiva pode ser devida apenas à presença de anticorpos maternos. dado que os testes sorológicos ainda podem resultar negativos. na ausência de outra justificativa para tal. Vale a pena destacar que a linfopenia absoluta (<1000 linfócitos periféricos/mm3) ao hemograma. maior será o risco de evolução para AIDS. Espera-se observar a negativação dos testes sorológicos em duas amostras colhidas entre o 6o e o 18o mês de vida. de acordo com as manifestações clínicas existentes. o diagnóstico dependerá da identificação do RNA viral no sangue periférico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . há necessidade de que tenham sido detectados anticorpos específicos voltados pelo menos a duas das três proteínas virais. deve levantar a suspeita de infecção pelo HIV. através dos métodos de amplificação molecular (PCR ou NASBA). ou ainda pode-se pesquisar a presença de ácido nucléico viral no sangue da criança. em caso de suspeita de transmissão materno-infantil. Após a confirmação diagnóstica de infecção por HIV. Cabe ainda ao profissional de saúde garantir o apoio necessário ao paciente. Ao lado dos exames laboratoriais relacionados ao diagnóstico da infecção pelo HIV e a sua avaliação prognóstica. citadas a seguir: p24. até que o resultado do teste venha a ser conhecido. passivamente transferidos através da placenta. Tais testes são ainda importantes para orientação quanto à necessidade de introdução de esquemas terapêuticos específicos. à medida do necessário. se desejar oferecer a seus pacientes um aconselhamento preciso. Quanto maior a carga viral plasmática e menor o número de células CD4+. o paciente infectado poderá ainda. em adultos ou crianças. a confirmação diagnóstica exige o acompanhamento sorológico evolutivo da criança.que o médico de família deve estar atento para as condições de realização de um teste sorológico anti-HIV. que permitam avaliar o grau de comprometimento imunológico já ocorrido e estabelecer o prognóstico em relação ao risco de desenvolvimento da AIDS. gp41 e gp120/160. Nessas situações. ser submetido a diferentes exames laboratoriais para investigação diagnóstica complementar de doenças oportunistas. bem como no acompanhamento evolutivo dos pacientes submetidos ao tratamento antiviral.

nevirapina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento específico da infecção pelo HIV é realizado. lamivudina ou 3TC. recomenda-se a infusão endovenosa de zidovudina no . observando-se com seu emprego sensível redução no risco de transmissão do vírus para o recém-nascido. A monitoração da resposta terapêutica depende não apenas do acompanhamento clínico dos pacientes. As drogas anti-HIV são distribuídas gratuitamente aos pacientes infectados. para impedir que subdosagens dos medicamentos possam induzir o desenvolvimento de resistência medicamentosa por parte do vírus. zalcitabina ou ddC. deve-se prescrever às gestantes soropositivas zidovudina oral a partir da 14ª semana de gestação. ritonavir. abacavir. bem como de seu potencial de interação com outros medicamentos. Atualmente encontram-se disponíveis medicamentos com atividade inibitória sobre a enzima transcriptase reversa viral (zidovudina ou AZT. cadastrados no Programa Nacional de Anti-retrovirais do Ministério da Saúde e acompanhados nas unidades especializadas de assistência a pacientes com HIV/AIDS. Por outro lado. empregando-se associações de duas ou três drogas que atuam em diferentes pontos do ciclo replicativo viral. indinavir. delavirdina. efavirenz) e drogas inibidoras da enzima protease viral (saquinavir. as drogas anti-retrovirais são também importantes na profilaxia da transmissão materno-infantil do HIV. como também da pesquisa periódica dos marcadores laboratoriais evolutivos (carga viral e número de células CD4+). didanosina ou ddI. Sabe-se também que a aderência dos pacientes deve ser rigorosamente avaliada. Nesse sentido. Ao lado disso. A prescrição das drogas anti-retrovirais pressupõe conhecimentos detalhados acerca da farmacodinâmica e toxicidade desses fármacos. estavudina ou d4T. nelfinavir e amprenavir). distribuídas por todo o território nacional.

o paciente com AIDS poderá ainda receber outras drogas para tratamento e/ou profilaxia de infecções oportunistas.momento do parto e ainda a prescrição de solução oral desse medicamento ao recémnascido até a 6a semana de vida. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . quando necessário. Ao lado da terapêutica anti-retroviral.

Nessas situações deverá intervir profilaticamente. poderão alterar sobremaneira o curso natural da infecção. esse profissional de saúde deve procurar atuar. no caso de usuários de drogas injetáveis. reduzindo o risco de progressão para AIDS e sua conseqüente morbimortalidade. onde possa ter acesso aos medicamentos anti-retrovirais fornecidos pelo Ministério da Saúde e prosseguir ao acompanhamento clínico ambulatorial.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento 1. quando indicado. orientando seus pacientes sobre a importância da aderência às práticas de sexo seguro e às medidas de redução de danos. na presença de evidências de exposição a retrovírus ou mesmo de sinais e sintomas clínicos compatíveis com disfunção imunitária em adultos ou crianças. Em caso de confirmação diagnóstica. o médico de família deverá orientar o paciente a procurar um centro de atendimento especializado. . identificando situações de vulnerabilidade à infecção. Mais ainda. Por estar em contato próximo com o núcleo familiar e sempre atento à sua dinâmica. Papel do médico de família e indicações de encaminhamento O médico de família pode exercer um papel destacado na prevenção e no diagnóstico da infecção pelo HIV. O diagnóstico precoce e o tratamento específico. deve o profissional esclarecer o paciente da necessidade de realizar o teste sorológico para esclarecimento diagnóstico.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

ed. Kiffer CR. Atheneu. Oliveira MS. Lima ALM. ed.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Atheneu. Focaccia R. 1996.gov. HIV/AIDS: Perguntas e respostas. Uip D. Leite OM. São Paulo. São Paulo. 2000.br Copyright © 2001 IDS . Lomar AV. Retroviroses humanas: HIV/AIDS.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Veronesi R.aids. Site do Programa de AIDS do Ministério da Saúde: www.

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O dengue hemorrágico caracteriza-se por levar a hemoconcentração e plaquetopenia (vasculite com extravasamento de plasma) entre o terceiro e oitavo dias de doença. distúrbios metabólicos e defeitos de coagulação. como: testes de função hepática: aminotransferases . Febre Amarela Os exames inespecíficos são importantes para monitorizar a evolução da doença na identificação de órgãos e sistemas envolvidos e na formulação de estratégias terapêuticas. as enzimas hepáticas estão discretamente elevadas. é necessária a coleta de duas amostras de soro com intervalo de duas semanas. ou ainda pela detecção de anticorpos específicos no soro do paciente (inibição da hemaglutinação e ELISA). Para o teste de hemaglutinação. Os testes mais utilizados são aqueles relacionados à função hepática e renal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Dengue Entre os exames inespecíficos. sendo mais prático. enquanto o teste MAC-ELISA determina a presença de anticorpos de fase aguda (imunoglobina M). o hemograma pode apresentarse com neutropenia e linfocitose (encontro de linfócitos atípicos). O diagnóstico definitivo depende do isolamento do vírus. quando do dengue clássico. detecção de antígenos virais ou RNA (ácido ribonucléico) em soro ou tecido (difícil realização).

creatinina sérica. níveis de uréia sangüínea e fração de excreção de sódio.a técnica mais empregada é de captura de anticorpos IgM por ELISA. Copyright © 2001 IDS . eletrólitos séricos. testes de função renal: albuminúria. como tempo de protrombina.e o diagnóstico histopatológico. fosfatase alcalina. tempo de tromboplastina tecidual ativada. gasimetria arterial. Entre os exames específicos estão a detecção de antígeno viral (de difícil realização). testes de coagulação. MAC ELISA é o de maior emprego) . níveis de bilirrubinas. produtos de degradação do fibrinogênio e plaquetas. medida de anticorpos IgM. glicemia. equilíbrio ácidobásico e eletrolítico: pH.séricas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Em caso de hemorragia. devemos iniciar hidratação parenteral com solução fisiológica e solução glicosada a 5%. meio a meio. e adicionar bicarbonato de sódio quando houver acidose metabólica. Devemos monitorizar a taxa de hematócrito e manternos atentos para a possibilidade de hiperhidratação. quando evolui em sua forma completa. que pode ocorrer com a rápida interrupção do processo patogenético. A vacina está indicada para todos que viajam para regiões Centro-Oeste ou Norte do Brasil. quando o paciente apresentar vômitos. Prevenção É importante enfatizar que há vacina eficaz contra a FA que. tratamento paliativo com analgésicos (evitar salicilatos) é a única medida aconselhada. 1. é necessário repor o sangue perdido. e reabsorção do líquido do extra para o intravascular. a hidratação deve ser por via oral. Para o dengue. monitorização hemodinâmica e cuidados com as diversas alterações decorrentes do processo patogenético. O tratamento do dengue hemorrágico deve visar primordialmente a reposição das perdas de eletrólitos e de plasma (soro). mantém imunidade por pelo menos 10 anos. A febre amarela. precisa de abordagem diferenciada em unidade de terapia intensiva.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nenhuma das duas doenças tem tratamento específico. continente africano. onde pode haver a necessidade de diálise. Em fase inicial. em dose única. ou quando o hematócrito continuar subindo a despeito da hidratação oral. procurando manter o hematócrito em níveis normais. ou mesmo para aqueles que .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . A vacina deve ser aplicada pelo menos oito dias antes da viagem.vão para regiões onde estiverem ocorrendo epidemias da doença.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o paciente. sangue etc.).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O dengue na forma hemorrágica e a febre amarela necessitam de encaminhamento urgente assim que se fizer a suspeita diagnóstica devido ao potencial risco para a vida do paciente. ao ser encaminhado. eletrólitos. Em ambos os casos. deve estar recebendo reposição das perdas (líquido.

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Brasília. In: Guerrant. Fundação Nacional da Saúde. World Health Organization. Reviews.1998. 1995. Clin. Churchill Livingstone.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Dengue and Dengue Hemorrhagic Fever. Geneve. Manual de Dengue: Vigilância Epidemiológica e Atenção ao Doente. 1999. eds. 11:480. Monath TP. Pg. Dengue haemorrhagic fever: diagnosis. Ministério da Saúde. Copyright © 2001 IDS . 1265-1274. 1986. treatment and control. Microbiol. World Health Organization. Yellow fever. Ministério da Saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gubler DJ. Walker & Weller. Tropical Infectious Diseases.

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medicamentos e transfusões). hepatite crônica. Reações antitreponêmicas: FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption). Cura ou recaída e reinfecção evidenciam-se através da queda ou elevação dos títulos. A positividade com IgM permite fazer o diagnóstico de infecção aguda no recém-nascido e não simples transferência passiva transplacentária de anticorpos maternos. TPHA (Treponema pallidum haemaglutination) e ELISA (teste imunoenzimático) são reações específicas que detectam anticorpos da classe IgG (imunoglobulina G). Reações sorológicas inespecíficas antilipídicas: VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e RPR (Rapid Plasma Reagin) são de fácil execução. com características do T. Tornam-se positivas em torno da segunda a quarta semanas do aparecimento do cancro. Entretanto. porém inespecíficas. pois são quantificáveis. Necessitam de confirmação através das provas específicas antitreponêmicas. porém a sensibilidade do teste não é boa o . títulos altos costumam dever-se à sífilis.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Sífilis Pesquisa direta em campo escuro: o encontro de microrganismos espiralados. vacinações. Positivam-se a partir da terceira semana do aparecimento do cancro. lúpus eritematoso sistêmico. pallidum. infecções. As reações específicas com anticorpos antiIgM são úteis no diagnóstico da sífilis congênita. Podem ser positivas em outras doenças (síndrome antifosfolipídica. colagenoses. confirma o diagnóstico de cancro duro. São indispensáveis no seguimento sorológico dos doentes.

Cancro Mole Bacterioscopia: O encontro de bacilos gram-negativos. . O vírus do herpes e citomegálico são considerados como agentes etiológicos em face dos exames negativos e outros comemorativos. em esfregaço da secreção purulenta corado pelo gram. Positividade para o VDRL indica neurossífilis associado ou não à elevação das proteínas e/ou celularidade liquórica. aos pares ou formando cadeias em esfregaço da ulceração. em esfregaços.5 dias Uretrites Não Gonocócicas A confirmação da infecção por clamídia se dá pelo achado. como por exemplo. confirma o diagnóstico. com crescimento do gonococo em 2 . Líquor: na sífilis recente. Candida e micoplasma crescem em culturas com meios adequados. O exame citológico de esfregaços de lesão. de pequeno número de células inflamatórias e ausência de gonococos e outros microrganismos. o VDRL ou o FTA-Abs tornam-se positivos. Estudos sorológicos estão indicados nos casos suspeitos de primoinfecção e em inquéritos epidemiológicos. em cerca de 40% dos doentes. pode ocorrer. e em 25% dos doentes. pode ser necessário o exame histopatológico para confirmação diagnóstica. faz-se necessária. corados habitualmente pelo Leishman ou Giemsa (método de Tzanck).suficiente. Herpes Genital O diagnóstico é clínico. pleiocitose e alteração das proteínas liquóricas. história prévia de infecção pelo HSV. pode elucidar casos difíceis. nos núcleos dos leucócitos polimorfonucleares. demonstrandose células gigantes multinucleadas características do efeito citopático desse grupo de vírus. raramente. Gonorréia O diagnóstico é confirmado pelo encontro de diplococos gram-negativos. primária e secundária. Condiloma Acuminado O diagnóstico é clinico. A demonstração do vírus através de microscopia eletrônica e cultura. Trichomonas e cândida são evidenciadas pelo exame direto. Podese confirmar o diagnóstico pela cultura em meio de Thayer-Martin. intra ou extracelular. Por vezes. podendo resultar em elevado percentual de falso-positivo ou falso-negativo.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

000 UI. 2. 2.000 UI.400. O relato de alergia deve ser muito bem avaliado. intramuscular. intramuscular. três doses com intervalo de uma semana. dose única.aids. Sífilis Terciária ou Tardia Latente ou com duração ignorada Penicilina G benzatina. para se evitar o uso de medicamentos menos eficazes ou com maiores possibilidades de efeitos adversos.gov. repetindo a mesma dose uma semana depois.br/ assistencia/manualcontroledst. Tetraciclina ou eritromicina (estearato ou etilsuccinato): para a sífilis recente. 500 mg 6/6 .000 UI.000 UI. Sífilis Secundária e Latente Recente Penicilina G benzatina.pdf) Doentes alérgicos à penicilina: O medicamento de primeira escolha para o tratamento de todas as formas de sífilis é a penicilina. sendo a dose total igual a 7.800.400. Sífilis Congênita (consultar orientação do Ministério da Saúde em http://www.000 UI. intramuscular.200. sendo a dose total igual a 4.400.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Sífilis Sífilis Primária (cancro dura) Penicilina G benzatina. dose única. 2.

horas. . 8/8 horas. para a sífilis tardia. representando cicatriz sorológica. por 7 dias. 500 mg 6/6 horas. Trata-se com ácido acetilsalicílico (AAS). Azitromicina. Cancro Mole Sulfametoxazol-trimetoprima: 800mg-160mg VO.sendo obrigatório o tratamento da criança após o nascimento. por 15 dias. dose única. É importante frisar que a ocorrência dessa reação não se deve a alergia medicamentosa e que não contra-indica ou implica suspensão do tratamento. Na sífilis recente. Reação ao tratamento: Reação de Jarisch-Herxheimer é síndrome clínica com exacerbação das lesões cutâneas. 1999) devem ser dessenbilizadas imediatamente tratadas com penicilina. As reações sorológicas lipídicas ou inespecíficas (VDRL / RPR) são as primeiras a apresentar quedas dos títulos e a negativar. 6/6 horas. contra-indicada para gestantes e nutrizes. Gonorréia Tetraciclina. 6/6 horas. usar eritromicina ajustada para a idade. podendo-se fazer uso de creme com antibiótico. Tetraciclina: 500 mg VO. Se necessário. Brasília. podem ser tratadas com estearato de eritromicina 500 mg via oral a cada 6 horas por um período de quinze dias (sífilis recente) e trinta dias (sífilis tardia). por 5 dias ou 5. Crianças abaixo de 12 anos. 1000 mg VO. MS. 500 mg VO. Pode ser prevenida ou diminuída com administração de corticóide .até o momento se reconhece apenas a penicilina como passível de transferência por via placentária . Pacientes com persistência de anticorpos em títulos baixos após dois anos e exame de líquido cefaloraquidiano normal são considerados curados. indicando necessidade de tratamento. essa gestante não será considerada tratada para fins de transmissão fetal.0 g VO dose única. uma vez que não houve tratamento do feto . mal-estar geral e febre que pode ocorrer após algumas horas da administração da primeira dose de tratamento. A limpeza local da(s) lesão(ões) é recomendada. Seguimento pós-tratamento: Reações sorológicas a cada três meses por dois anos. via oral (VO). esvaziá-la por punção. A drenagem da adenite é contra-indicada. 500mg VO. Eritromicina (estearato): 500 mg VO. por 30 dias.uma a 12 horas antes do tratamento antimicrobiano. 12/12 horas por 10 dias.10 dias. Elevação de quatro vezes ou mais em relação ao último exame significa reinfecção. 6/6 horas por 7 . É importante afastar sífilis e co-infecção pelo HIV. VO. Doxiciclina: 100 mg 12/12 horas pode substituir a tetraciclina. CN DST/AIDS. Entretanto. Tianfenicol. por 15 dias. Na impossibilidade. a negativação sorológica é realizada habitualmente em seis a nove meses e na sífilis tardia em torno do segundo ano. Gestantes com história comprovada de alergia a penicilina (ver Manual de Alergia a Penicilina.

5 dias. 5 mg/Kg endovenosa (EV). intramuscular (IM). por 7 . 12/12 horas por 7 . Ciprofloxacina ou ofloxacina. 12/ 12 hs. omitindo-se tomadas noturnas. azitromicina . Em caso de recidiva ou persistência do corrimento tratar com Eritromicina (estearato) 500 mg VO 6/6 horas por sete dias mais metronidazole 2. Condiloma Acuminado É feito na dependência do tipo clínico. Abstinência sexual durante o período de tratamento.400 mg VO. número de lesões e local acometido.10 dias. doxiciclina e eritromicina . por 7 . doxiciclina e oxofloxacina . Herpes dos Imunossuprimidos: aciclovir. 100 mg VO. 6/6 horas. Famciclovir: 125 mg VO. 5 dias. 5 vezes ao dia.idem para clamídia. Ureaplasma: tetraciclina. 500 mg VO. 5 dias.5 g VO dose única. Valaciclovir: 500 mg VO.10 dias. 7 dias.10 dias.0 g VO dose única. 500 mg via oral (VO).10 dias. . dose única. Herpes Genital Primoinfecção Herpética Importante: aciclovir. Ceftriaxone. 250 mg. Azitromicina: 1g via oral (VO). Tianfenicol 2. Herpes Genital Recorrente: aciclovir a 5% em creme. ou Aciclovir. uso tópico. omitindo-se tomadas noturnas. dose única.idem para gonorréia. 12/12 horas. cada 8 horas. 400 mg VO. por 7 . Aciclovir: 200 mg VO. Uretrites Não Gonocócicas Clamídia: tetraciclina. com intervalos de 4 horas. com intervalos de 4 horas. 5 vezes ao dia. dose única. 200 .idem para gonorréia.Doxiciclina. por 7 .10 dias. Eritromicina.

retirar após 4 . Copyright © 2001 IDS . fulguração ou crioterapia: Usados apenas em consultório por profissional experimentado. excisão cirúrgica com sutura: não está indicada pela possibilidade de implantação de novas verrugas nos pontos de sutura. 3 vezes por semana. eletrocoagulação.Podofilotoxina a 0.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Imiquimod: aplicar ao deitar. no máximo por 16 semanas.25% em tintura de benjoin: usado apenas em consultório por profissional experiente. Podofilina 10 . Ácido tricloroacético 90%: usado apenas em consultório por profissional experiente. Total de 4 a 6 ciclos. por várias semanas. retirando pela manhã. semanalmente. 5-fluorouracil 5% em creme: aplicar 1 vez ao dia. conforme a tolerância.10 horas. 3 vezes por semana.5% em solução ou gel: aplicar 2 vezes ao dia por 3 dias seguidos.

necessário o encaminhamento ao urologista. Uretrites Não Gonocócicas O diagnóstico de uretrite não-gonocócica e sua etiologia são difíceis na maioria dos casos. Gonorréia Casos com possíveis complicações associadas à gonorréia devem ser encaminhados ao urologista ou ginecologista. Devem ser encaminhados aos respectivos especialistas os casos de sífilis terciária. sendo. Notifique os casos de sífilis adquirida ao serviço de vigilância epidemiológica do município/ estado. Condiloma Acuminado . porque somente com a informação adequada pode-se planejar as ações adequadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Sífilis Sífilis congênita é doença de notificação compulsória. com freqüência.

de casos suspeitos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Para realização de peniscopia. Copyright © 2001 IDS . com ou sem biópsia.

Segunda edição. O leitor deverá: q reconhecer as principais doenças sexualmente transmissíveis do ponto de vista do diagnóstico clínico e laboratorial. Primeira edição. Fundação Nacional de Saúde. . q recrutar para exame. Austen. q estar capacitado para triar os casos que necessitem abordagem diagnóstica ou terapêutica mais especializada. Fitzpatrick editors. 2000. Eisen.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Sexually transmited diseases in Freedberg. ou orientar encaminhamento adequado. Guia de bolso. q tratar das suas manifestações características. Sífilis. Cancro mole. Dermatologia. Centro Nacional de Epidemiologia editores. Doenças infecciosas e parasitárias. 1999. Fitzpatrick's Dermatology in General Medicie. Fifth edition Sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis in Sampaio. Herpes simples e Infecção pelo papilomavírus humano in Ministério da Saúde. Gonorréia. Rivitti editores. Wolff. Goldsmith. parceiros dos indivíduos com doenças sexualmente transmissíveis. Katz.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

o mesmo podendo ser dito com relação às reações sorológicas. a realização de radiografia de tórax. devendo essa última ser reservada para situações especiais. à biópsia retal. não costumam estar alteradas de maneira importante. A positividade do exame de fezes se dá a partir de 30-35 dias a partir da infecção. exceto em situações já citadas de dano hepático por outras infecções associadas ou após sangramentos intensos. Os métodos de exame de fezes mais apropriados são os de sedimentação. gama glutamil-transferase e fosfatase alcalina). revelando retificação ou abaulamento do arco médio. A intradermorreação com esquistossomina tem importância epidemiológica. decorrentes da ruptura de varizes esofagianas. sobretudo da mucosa retal. Nas formas pulmonares. o ecocardiograma. A ultra-sonografia e a endoscopia digestiva alta são exames subsidiários importantes. Os exames inespecíficos não revelam alterações características nas formas crônicas da doença: as enzimas hepáticas (transaminases. observa-se proteinúria em casos de comprometimento renal. A realização de cinco análises de fezes parece ser superior. revelando hipertrofia das câmaras cardíacas direitas e do tronco da artéria . fato importante por permitir avaliação da carga parasitária. Da mesma forma. na avaliação da hipertensão portal e suas conseqüências. a técnica de Kato-Katz tem a vantagem de permitir a contagem de ovos. como o de Hoffman.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da esquistossomose baseia-se no encontro de ovos do parasita seja em exame parasitológico de fezes ou em exames histopatológicos. em termos de eficácia diagnóstica. podendo ser negativo nos primeiros dias das manifestações clínicas da forma aguda.

e o eletrocardiograma.pulmonar. são reservados a avaliações pré-operatórias. como esplenoportografia e arteriografias. Procedimentos de maior complexidade. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . para planejamento de derivações da circulação portal. assinalando sobrecarga de câmaras direitas. são igualmente relevantes.

. Cuidado especial deve ser tomado com pacientes convulsivos não controlados. mesmo nas formas mais graves da doença. que tem por objetivo a erradicação dos vermes adultos. em dose única de 12. Tratamento cirúrgico para alívio da hipertensão portal pode ser indicado em alguns casos. que deve ser administrado por via oral. ainda que parcial. em dose única de 50 a 60 mg/kg de peso. visto que pode haver regressão. a intervalos mensais. também por via oral. pois o fármaco poderá desencadear crises convulsivas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da esquistossomose baseia-se na quimioterapia. tontura e náuseas nas primeiras horas após a ingesta. sendo o primeiro deles feito de 45 a 60 dias após o tratamento. O controle de cura pode ser realizado pela realização de seis exames de fezes.5 a 15 mg/kg de peso para adultos e 20 mg/kg para crianças (idade inferior a 15 anos). Trata-se de medicamento bem tolerado. Ambos os fármacos não devem ser administrados a mulheres grávidas e nutrizes. das alterações hepáticas e da circulação portal. o fármaco de escolha é o oxamniquine. Está indicada em todos os casos parasitologicamente ativos. bem como a escleroterapia endoscópica das varizes esofagianas. sendo mais comuns relatos de sonolência. No Brasil. Alternativamente pode ser utilizado o praziquantel.

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devem ser encaminhadas a serviços especializados. para acompanhamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As formas leves da doença podem ser tratadas em regime ambulatorial. estando os medicamentos disponíveis na rede pública de serviços de saúde. Copyright © 2001 IDS . As formas graves.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sobretudo aquelas com hipertensão portal.

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A. R. Tratado de Infectologia. R. C. 1970 (435 págs).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. Esquistossomose mansoni in Veronesi. S. D. Amaral. Esquistossomose mansoni.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Passos. Cunha.SP. 1996. Focaccia. 1998. Esquistossomose mansônica: aspectos epidemiológicos e de controle. A. A. Rev Soc Bras Med Trop. Sarvier-EDUSP. Copyright © 2001 IDS . Atheneu. 31 (supl II): 61-74.. Prata. S. R.

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perpendicularmente à pele. tocando levemente o ponto a ser testado com a ponta da caneta. Existem técnicas de fácil aplicação que permitem pesquisar a sensibilidade nas áreas supostamente acometidas ou que meçam indiretamente a integridade dos ramúsculos nervosos periféricos. Depositam-se gotas de solução milesimal de histamina na área suspeita e pele normal e faz-se uma puntura com agulha.: lembrar que a primeira a se alterar é a sensibilidade térmica .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As manifestações cutâneas associadas ao comprometimento neurológico são fatores essenciais no diagnóstico clínico precoce da doença. Obs.seguida da dolorosa e tátil. Sensibilidade tátil: escorrega-se levemente uma mecha fina de algodão caminhando da pele sã para a pele lesada . solicitando ao paciente que responda quando sentir diferença no tato. Os tubos e os chumaços são encostados na pele sã e acometida alternadamente para testar a hipoestesia. Prova da histamina: baseia-se na dilatação dos capilares induzida pela histamina quando há integridade nervosa. Nos testes completos ocorrerá na . Sensibilidade térmica: é pesquisada utilizando-se dois tubos de ensaio contendo água fria e quente ou chumaços de algodão seco e embebido no éter. Sensibilidade dolorosa: utiliza-se uma caneta esferográfica de ponta grossa.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . secundário e pápula). Copyright © 2001 IDS . nos incompletos a segunda fase (eritema secundário) está ausente.pele a tríplice reação de Lewis (eritema primário.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A duração e o esquema de tratamento de poliquimioterapia são recomendados pela Organização Mundial de Saúde. Poliquimioterapia Forma Idade Adultos Paucibacilar anos Rifampicina 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S 300-450mg/ mês-S 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S DDS 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A 50100mg/ dia-A 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A Clofazimina Duração 0-5 6 .14 anos Adultos 6 meses 300mg/mês-S 50mg/sem-A 100mg/mês-S 100mg/sem-A 12 meses Multibacilar anos 0-5 .

Os contatantes dos doentes.Talidomida 100 . Reação do tipo II .prednisona 1mg/Kg/dia (VO)até melhora clínica. devem receber imunoterapia profilática com duas doses de BCG intradérmico.400mg/dia (VO) até remissão do quadro (proibido por lei em gestantes e mulheres em idade fértil).14 anos S= Supervisionada A= Auto-administrada sem= semana 300-450mg/ mês-S 50100mg/ dia-A 150-200mg/ mês-S 150mg/sem-A Estados reacionais: Reação do tipo I .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Na impossibilidade de seu uso. quando coexistir comprometimento neural grave.6 . Copyright © 2001 IDS . em intervalo de 6 meses cada. orquite ou acometimento renal preconiza-se a prednisona 1mg/Kg/dia (VO).

Casos suspeitos devem ser diagnosticados e tratados nas unidades básicas de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A hanseníase é doença de notificação compulsória. Copyright © 2001 IDS .

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: Manual de Dermatologia.: Hanseníase. Festa Neto. 1997. Fundação Nacional de Saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cucé. Talhari. Guia de Controle da Hanseníase.C..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1994. Livraria Atheneu Editora. Neves. Centro Nacional de Epidemiologia . 2a Ed..G. R.. Copyright © 2001 IDS ... Gráfica Tropical. Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária. C. L. 3a Ed. 1990. 1a Ed. S. Brasília. Ministério da Saúde.

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Exames gerais Nas hepatites virais. porém pode estar presente durante a exacerbação de formas crônicas. enquanto o anti-VHA IgG indica infecção prévia e imunidade contra o vírus. A diminuição da atividade da protrombina e dos níveis de albumina. Se for da classe IgM. 2) Hepatite B a) Sorologia A presença do AgHBs indica um estado de portador crônico ou um quadro agudo. O antiVHA IgM confirma o diagnóstico de fase aguda. indicam insuficiência hepática. representa um quadro agudo. porém nem sempre há icterícia e colúria. se presentes. Surge cerca de 6 semanas após a infecção. As bilirrubinas e as enzimas canaliculares fosfatase alcalina e gamaglutamil transferase podem estar aumentadas. O anti-HBc total marca o contato com o vírus. Específicos 1) Hepatite A O diagnóstico pode ser estabelecido pela pesquisa do anticorpo específico (anti-VHA). as aminotransferases estão elevadas. o que torna o diagnóstico laboratorial de importância tanto clínica como epidemiológica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico clínico da hepatite é relativamente simples. O anti-HBc IgG pode indicar tanto uma exposição passada (se o AgHBs .

qualitativa ou quantitativa (carga viral). A especificidade pode ser confirmada com a utilização de um teste confirmatório. O AgHBe é um marcador de replicação viral. A presença do anti-HBs significa imunidade. branched-DNA (b-DNA) ou PCR.estiver negativo) ou uma forma crônica (se o AgHBs for positivo). crônica ou prévia. A determinação do RNA viral. o anti-VHC pode não ser detectado. 3) Hepatite D A positividade do anti-delta IgM geralmente significa infecção delta crônica e a do anti-delta IgG. essa regra freqüentemente apresenta exceções. que é a mais sensível. 4) Hepatite C A pesquisa do anti-VHC por Elisa é o procedimento mais empregado para o diagnóstico. pela técnica de PCR. infecção passada. geralmente o RIBA (recombinant immoblot assay).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . é recomendável antes do tratamento para avaliar o estadiamento. Na hepatite crônica. Esses testes não são capazes de diferenciar infecção aguda. 5) Hepatite E O diagnóstico é feito por sorologia específica. porém a maior parte dos laboratórios não a realiza rotineiramente. enquanto a soroconversão para o anti-HBe indica geralmente uma parada da replicação viral. é útil tanto para confirmar o diagnóstico quanto para a monitorização do tratamento. b) Pesquisa do DNA viral Pode ser realizada pelas técnicas de hibridização. Copyright © 2001 IDS . Todavia. No entanto. Biópsia hepática Excepcionalmente indicada na hepatite aguda somente quando há dúvida no diagnóstico. particularmente quando há dúvida no diagnóstico. seja naturalmente adquirida ou conferida pela vacinação. nas fases iniciais da infecção aguda e nos imunodeprimidos. É encontrado nas formas agudas e crônicas.

É uma proteção eficaz (cerca de 85% dos casos).É administrada em 2 doses. É recomendada para usuários de drogas injetáveis e para homens homossexuais. Medidas específicas para prevenção estão disponíveis contra os vírus A e B. o conhecimento do tratamento específico com medicamentos antivirais deve ser superado pela capacidade em prescrever e aplicar a imunização. Para as demais formas de hepatites virais. em caso de surtos em grupos de pessoas com esse comportamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nas hepatites. Os candidatos a recebê-la são as pessoas que tiveram contato íntimo ou sexual com portadores de hepatite A. indicando-se também a vacinação. que diferem pelo intervalo entre as doses (2. Embora a vacina tenha sido licenciada para uso em crianças acima de 2 anos de idade. a vacinação rotineira é recomendada somente em comunidades com surtos freqüentes da doença. Há vários esquemas.a imunoglobulina humana deve ser administrada na dose de 0.02 ml/kg de peso por via intramuscular até 2 semanas após a exposição ao vírus. . a recomendação é respeitar as precauções universais para evitar contato com sangue e secreções corporais. 4 ou 8 semanas). 1) Imunização contra o VHA a) Imunização passiva . b) Vacinação . embora o benefício persista por 3 a 6 meses. Portadores de hepatopatias crônicas apresentam um risco aumentado de insuficiência hepática aguda grave se forem infectados pelo VHA.

Os pacientes e seus familiares devem ser instruídos em relação às formas de contágio e às medidas de higiene necessárias. pacientes em hemodiálise.a gamaglobulina hiperimune contra o AgHBs é recomendada em situações de alto risco de adquirir a hepatite B como quando sangue contaminado é inoculado ou atinge mucosas ou conjuntiva. deve-se fracionar a aplicação em 2 áreas diferentes. Quando há sinais e sintomas de insuficiência hepática. Os pacientes com vômitos freqüentes e desidratação podem necessitar de hospitalização. na dose de 1 ml (20 microgramas) para adultos e 0. Tratamento das hepatites crônicas O tratamento envolve a administração de drogas antivirais. Se a dose ultrapassar 5 ml. Outros esquemas de vacinação com intervalos e doses menores por via intradérmica foram descritos. É usada também para profilaxia. usuários de drogas injetáveis. O intervalo entre as doses geralmente é de zero. Na hepatite C. em recém-nascidos cujas mães são portadoras de hepatite B. o interferon recombinante alfa é o medicamento mais utilizado. b) Imunização ativa . Copyright © 2001 IDS .5 ml para crianças abaixo de 12 anos. Tratamento das hepatites agudas O tratamento das hepatites agudas é de suporte e pode ser realizado ambulatorialmente ou no domicílio do paciente. no deltóide. A resposta é considerada adequada quando se detectam títulos do anti-HBs acima de 10 mUI/ml pelo teste de Elisa.2) Imunização contra o VHB a) Imunização passiva . pacientes que necessitam receber hemoderivados (hemofílicos por exemplo) e após exposição a sangue contaminado (juntamente com a globulina hiperimune). 4. A vacinação de rotina é recomendada em áreas com alta prevalência da hepatite B e nas seguintes situações de risco aumentado: pessoal da área de saúde envolvido no cuidado de portadores do VHB.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém são menos utilizados. preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Casos selecionados de hepatite B poderão ser tratados com lamivudina. A aplicação é realizada por via intramuscular. contatos de pacientes com VHB (por exemplo. cônjuge). Não são necessárias dietas especiais ou repouso absoluto. As doses efetivas são de 250 a 500 UI (200 UI para o recémnascido) por via intramuscular. é mais seguro internar o paciente. 3. A globulina deve ser administrada até 48 horas após a exposição e repetida após um mês. Todos os casos devem ser encaminhados para ambulatório específico. Na hepatite B e D.a vacina recombinante atualmente comercializada é altamente eficaz e segura. recém-nascidos de mães com VHB (juntamente com a globulina hiperimune). Deve-se ainda fornecer orientação quanto à proibição do uso de álcool e de drogas potencialmente hepatotóxicas. um e seis meses. o tratamento inicial recomendado é a associação do interferon com a ribavirina.

pela complexidade do seu tratamento. recomenda-se fortemente o encaminhamento para um centro de referência. uma vez que a recuperação espontânea ocorre na menor parte dos pacientes e a mortalidade é muito elevada. Todos os casos de hepatite fulminante devem ser internados imediatamente e transferidos com urgência para avaliação quanto à possibilidade de transplante hepático. . Os casos de hepatite crônica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Se houver piora da função hepática.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . devem ser encaminhados eletivamente para avaliação e tratamento em serviços médicos especializados. Copyright © 2001 IDS .

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Zuckerman AJ. Thomas HC (eds). Sorrel MF (eds). Howdle PD (eds).1998. O´Grady JG. 2a edição. Lake JR. Schiff ER. LippincottRaven. 1999. Philadelphia. Londres. Londres. 8a edição. Comprehensive Clinical Hepatology. 2000 Copyright © 2001 IDS . Churchill Livingstone. Harcourt Publishers Limited.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Viral Hepatitis. Schiff´s Diseases of the Liver.

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plaquetopenia e leucocitose. freqüentemente com neutrofilia e desvio para esquerda. principalmente às . Para confirmação sorológica é preciso um aumento ³ 4 vezes nos títulos de anticorpos entre a fase de doença aguda e a fase de convalescença (após duas semanas) quando utilizada a reação de microaglutinação microscópica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diagnóstico laboratorial O diagnóstico definitivo é feito por meio do isolamento da leptospira do sangue. desde que o paciente se enquadre na definição de "caso suspeito". Stuart. de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. O hemograma pode mostrar anemia. Tal reação é bastante sensível e permite o diagnóstico mais precoce. Quando disponível. pode ser utilizada a reação de ELISA com pesquisa de anticorpos da classe IgM e IgG. líquor ou urina em meio de cultura apropriado. de acordo com as normas da vigilância epidemiológica da leptospirose. As transaminases elevam-se pouco (geralmente os valores estão abaixo de 100 UI) e os valores de bilirrubinas podem chegar a níveis bastante elevados. Outros exames laboratoriais auxiliam no diagnóstico da doença. No Brasil. EMJH ou por sorologia positiva em paciente com quadro clínico compatível. tem-se empregado a reação soroaglutinação macroscópica como teste de triagem e a soroaglutinação microscópica para confirmação e determinação do sorogrupo envolvido. como os meios de Fletcher. porém esta reação é de positividade tardia e raramente dá resultado positivo antes do final da segunda semana de doença. A revisão do Guia de Vigilância Epidemiológica do ano de 2000 preconiza a reação de macroaglutinação reagente como teste confirmatório.

O comprometimento meníngeo pode se expressar de forma clínica e laboratorial bastante parecida com as meningites linfomonocitárias benignas. sem icterícia e com evolução para insuficiência respiratória grave. forma ictérica da febre tifóide. febre amarela. malária por P. infecção bacteriana aguda em hepatopatas crônicos. dengue e outras doenças virais.custas da bilirrubina direta. ao contrário de outras causas de insuficiência renal aguda. geralmente benignas e autolimitadas. que cursam com cefaléia. Na forma grave ou síndrome de Weil. hepatite alcoólica. pode ocorrer hipocalemia. Vale lembrar que têm sido relatados alguns casos com comprometimento pulmonar com pneumonite hemorrágica. O exame de urina pode mostrar leucocitúria.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os níveis de uréia e creatinina podem estar bastante elevados e tipicamente. febre e dores musculares. o diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com a septicemia por bacilo Gram-negativo. falciparum. a leptospirose pode ser confundida com a gripe. hematúria. Copyright © 2001 IDS . colangites e colecistites e com a dengue hemorrágica. hepatites virais graves. Diagnóstico diferencial Na forma anictérica. muito similares à síndrome hemorrágica pelo Hantavirus. proteinúria e cilindrúria.

Recomenda-se também orientar a população para evitar atividades recreacionais em locais com possibilidade de contaminação. por via endovenosa. Para os pacientes que estiveram em situações de risco de infecção. A terapia de suporte é fundamental para os casos graves. canalização de córregos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para casos leves. Hidratação. pode-se utilizar . o tratamento pode ser feito com doxiciclina 100 mg de 12/12 horas ou amoxicilina 500 mg de 8/8 horas. Nos casos moderados ou graves. Deve-se orientar a população para que utilize medidas protetoras nos períodos de enchentes. de 4/4 horas. como a implementação de boas condições de habitação. transfusão de sangue e/ou plaquetas. porém medidas gerais de saneamento básico. Prevenção e controle A prevenção da leptospirose é dificultada pela impossibilidade de se eliminar os roedores urbanos.1 a 2 milhões de unidades. via oral. podem diminuir a ocorrência de casos humanos. e para que utilize calçados adequados em locais de pescarias e caçadas. coleta e destino adequado do lixo e campanhas educacionais para esclarecimento da população sobre o modo de contágio e as manifestações clínicas da doença. tais como natação em lagos e pequenos rios. procurando usar botas e luvas de borracha. por 7 a 10 dias. o antibiótico recomendado é a penicilina G . ao entrar em contato com coleções de água. diálise e ventilação mecânica podem ser necessários. por cinco a sete dias.

Copyright © 2001 IDS . para aqueles que estão sob risco de infecção. durante sete dias. em nosso meio. Não existe. e a dose de 200 mg.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Recomenda-se a dose de 100 mg. A doxiciclina é o antibiótico mais recomendado. A imunidade na leptospirose é soro específica. pois tem se mostrado eficaz na proteção de indivíduos expostos. por via oral. As vacinas disponíveis são utilizadas para imunização animal. A vacinação de animais domésticos é uma medida viável. vacina disponível para aplicação em humanos. duas vezes ao dia.antibiótico profilático. uma vez por semana. durante todo o período de exposição. via oral. adequada e eficiente de proteção a eles.

e sempre que necessário.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . assistência em unidade de terapia intensiva. Copyright © 2001 IDS . Todos os casos da forma ictérica ou insuficiência renal (creatinina elevada) devem ser encaminhados para hospital de referência para internação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos de leptospirose de forma anictérica pode ser acompanhada em ambulatório.

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São Paulo. In: Schechter. & Amato Neto. FSV. Brasília.. Rio de Janeiro. Fundação Nacional de Saúde. G. Inst. DV. Rev. 1989. Doenças infecciosas: conduta diagnóstica e terapêutica.C. 9a edição. Leptospirose. and ultrastructural features related to thrombocytopenia. Focaccia. Nicodemo. 127-128. Am J trop Med Hyg..C. Martins. . Tratado de Infectologia. p.. Trop. Brito. 32: 252-259. Guanabara-Koogan. 1994. V. D. N. In: Veronesi. V. & Amato Neto. 98-104. Thrombocytopenia and leptospirosis. Guia de vigilância epidemiológica.18. 1997. M. TMPP.. R.T. Med. 1999. Fundação Nacional de Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Lomar.I. Brasília. p.. R.Paulo.Guia de bolso. S. Capítulo 5. Duarte. Del Negro. 1999-2000.A.C. Nicodemo.L. Marangoni. 31:71-9. M.F. & Nicodemo. Rev.. Trop. Ministério da Saúde. Santos. G. R. Alterações hematológicas na leptospirose. Veronesi. 4a edição. Atheneu. 1997..Doenças infecciosas e parasitárias . p. A. A. immunohistochemical. Leptospiroses. Diament. AV. E. T de. Nicodemo. Med. Inst. Editora. Takakura. Leptospirose. Castiñeiras. A. 987-1003. C. 56: 181-7. Alves. Medeiros. V. Del Negro. 1990. Lung lesions in human leptospirosis: microscopic. Rio de Janeiro. R..

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geralmente por punção digital. ou para diagnóstico de infecção ou. Específico: consiste na identificação do parasito ou de anticorpos no sangue periférico. Não é de utilidade prática para diagnóstico de doença. Inespecífico: poucas são as alterações observadas aos exames complementares. sendo que a técnica do QBC (quantitative buffy coat). na malária não complicada. Tentativas de melhorar o diagnóstico direto têm sido feitas. Nos casos graves. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Exames laboratoriais a.é a observação do parasito por hemoscopia. que necessitam apenas de lâmina onde se coloca uma gota de sangue. Os métodos tradicionalmente empregados para tal fim são a gota espessa e o esfregaço. para inquéritos sorológicos ou ainda com intuito de triagem de doadores de sangue. as alterações laboratoriais estão na dependência do órgão (sistema) mais envolvido. mais freqüentemente. Indireto .consiste na demonstração da presença de anticorpos específicos contra plasmódio no soro de indivíduos. São métodos de realização simples. Direto . tem se mostrado como muito promissora pela maior sensibilidade obtida. b. que emprega capilar e coloração com acridina orange. de comprometimento sistêmico múltiplo.

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As 4-aminoquinoleínas (cloroquina e amodiaquina) são as drogas de escolha para tratar a fase eritrocítica do P. falciparum. É necessário destacar a possibilidade de falha terapêutica a despeito do esquema completo de primaquina (8 a 24% em nosso meio).5 mg/kg/dia (30 mg para adultos). durante 14 dias seguidos. O único medicamento que atua na fase exoeritrocítica é a primaquina. durante sete dias. b. vivax. devemos ficar atentos para a possibilidade maior de complicações.25 mg/kg/dia (15 mg para adultos). Malária por Plasmodium falciparum Quando nos deparamos com um caso de malária por P. necessitamos de medicamentos que atuem tanto na fase eritrocítica como na pré-eritrocítica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento a. A primaquina é tóxica para a medula óssea. 24 e 48 horas após. 5 mg/kg 6. ocasionando recaídas. não devendo ser administrada em crianças pequenas (menores que seis meses) e gestantes. . ou 0. principalmente entre primoinfectados. Malária por Plasmodium vivax Para este tipo de infecção. A dose de 4aminoquinoleínicos empregada é de 25 mg/kg de peso divididos em quatro tomadas: 10 mg/ kg no início. A dose recomendada de primaquina é de 0.

por via intramuscular. indiscutivelmente o medicamento de melhor atuação. Tratamento etiológico: os esquemas que produzem negativação mais rápida da parasitemia são aqueles com os derivados da artemisinina. Um fato observado e que merece destaque é a alta taxa de recrudescência observada com os esquemas citados. O artesunato. e clindamicina. b. na indisponibilidade dos derivados da artemisinina. se possível em unidades de tratamento intensivo. Essa associação é bastante eficaz (mais de 90% de cura) porém tem como maior inconveniente a baixa operacionalidade (tratamento por uma semana).ao lado da necessidade de rápida negativação do parasitemia. e doxiciclina. 4. Copyright © 2001 IDS . necessitamos monitorizar as complicações existentes e cuidar delas. 24 e 48 horas. A Segunda alternativa é a mefloquina. pois. não raramente. subdividiremos em quatro subitens: A) malária não-grave .duas são as alternativas utilizadas para tratar malária por P. mefloquina). que pode ser empregado em dose única (uma ou duas tomadas) e levar a rápido desaparecimento da parasitemia assexuada. falciparum ambulatorialmente: uma é a de se usar sulfato de quinino. é a associação de cloridrato de quinino. até o paciente poder receber medicamento por via oral. por via venosa. por via venosa. por via venosa.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . até que se extinga o processo de hipercatabolismo da malária com o paciente retornando a seu estado de normalidade. dificultando sua utilização. na malária por P. podem levar a rápida diminuição da parasitemia. na dose de 100 mg 12/12 h durante sete dias (não deve ser utilizada em crianças menores e gestantes). ou o arteméter. Conduta de manutenção: simultaneamente à condução do tratamento etiológico. na dose de 1 mg/kg nos momentos 0. a. na dose de 15 a 20 mg/kg em uma ou duas tomadas. na dose de 1. na dose de 20 mg/kg/dia. sendo prática fazer tratamento seqüencial com outra droga por via oral (por exemplo. Esquema alternativo. durante três dias. é fundamental controlar as complicações. o paciente pode evoluir desfavoravelmente a despeito da ausência de parasitas circulantes.6 mg a cada 12 horas no primeiro dia e a cada 24 horas a partir daí até o quinto dia.Com intuito didático e para melhor uniformizar este item. B) malária grave . A tetraciclina e a clindamicina podem substituir a doxiciclina sem prejuízos. falciparum. na dose de 30 mg/kg/ dia (divididos em três doses). na dose de 30 mg/kg/dia.

Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Todo caso com parâmetros de gravidade (ver malária grave no quadro clínico) deve ser encaminhado para o hospital. Nota: o diagnóstico de malária é realizado pela Fundação Nacional da Saúde (Brasília) e Superintendência de Controle de Endemias (São Paulo).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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1260-1289.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Malária . São Paulo. Focaccia. Ministério da Saúde. 1990. Veronesi. 1998. Atheneu. 1996.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias). Fundação Nacional da Saúde. Copyright © 2001 IDS . pg. São Paulo. Ed. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Brasília. Manual de Terapêutica da Malária.In: Doenças Infecciosas e Parasitárias. Manual de Terapêutica da Malária.

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Copyright © 2001 IDS . abordagem terapêutica. Endolimax nana. no exame parasitológico de fezes. como Entamoeba coli. visto que os procedimentos diagnósticos são de maneira geral simples e baratos e que não há fármaco que promova a cura de todas as enteroparasitoses.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Trichomonas hominis não indica diagnóstico de infecção com potencial patogênico. não merecendo. Importante: o encontro. Iodamoeba butschlii. evitando a utilização de anti-helmínticos de forma empírica. portanto. de protozoários.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Vale comentar que deve-se sempre proceder ao diagnóstico etiológico da parasitose. Chilomastix mesnilli.

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anti-helmínticos polivalentes. em função da hiperêmese gravídica. Tratamento de parasitoses associadas Utilizar. Exceção a essa regra pode ser representada pela infecção por T. a menos que a parasitose constitua risco ao desenvolvimento do feto ou para a saúde materna.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Tratamento de enteroparasitoses durante a gestação É discutível a indicação de tratamento dessas infecções durante a gestação. impõe-se a execução do controle de cura. Tal conduta deve ser estendida para todo o período de gestação. quando. Nesse caso. período de maior risco de teratogênese por drogas antiparasitárias. . proglotes poderão ser regurgitados para o estômago da gestante. tal procedimento deve ser evitado no primeiro trimestre de gravidez. aumentando o risco da ocorrência de cisticercose. De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde. observando que a eficácia desses fármacos não é homogênea para as várias espécies de parasitas. quando possível. solium.

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Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O diagnóstico e o tratamento de todas as parasitoses podem ser realizados em unidades básicas de saúde. O encaminhamento para serviço especializado deve ocorrer somente nos casos de pacientes aidéticos. com dificuldade de erradicação de enteroparasita que esteja provocando sintomas.

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1989. Correa..P. Inst. V.P. Adolfo Lutz. OMS. Amato Neto. R. 1991. Waldman. Exame Parasitológico de Fezes. Amato Neto. 1991. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Organización Mundial de la Salud: Modelo OMS de información sobre la prescripción de medicamentos: medicamentos utilizados em las enfermidades parasitarias.B. A.L.. 26:163-70. Chieffi. Sarvier. Rev Bras Clín Terap.. V. P. 49: 93-9.. Ginebra.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. L. Gryschek. P. 2000. Rev. E. Chieffi. 5a ed. Diagnóstico e tratamento de parasitoses intestinais.C. Enteroparasitoses na Estado de São Paulo: questão de saúde pública. São Paulo.

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anátomo-patológico (histológico e citológico). que é o doente bacilífero. Também está indicada a solicitação desse exame nos casos de suspeita de resistência bacteriana às drogas. sorológico. deverá ser solicitada a tipificação do bacilo. Também é utilizada para acompanhar. como meníngea. deve ser praticado em todos os serviços de saúde que disponham de laboratório. ao despertar. mensalmente. prova tuberculínica. radiografia. A baciloscopia direta deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por quatro semanas e mais). Radiografia de tórax: está indicado nas seguintes situações: . porque permite descobrir a fonte mais importante de infecção. pleural. acompanhado do teste de sensibilidade. a evolução bacteriológica do paciente durante o tratamento. Nos casos de outras micobactérias que não tuberculose. a coleta de duas amostras de escarro: uma por ocasião da primeira consulta e a segunda na manhã do dia seguinte. Recomenda-se para o diagnóstico. além da cultura. e para o diagnóstico de formas extrapulmonares.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da tuberculose deverá ser fundamentado nos seguintes métodos: exame específico (baciloscopia e cultura). Por ser um método simples e seguro. Cultura do Bacilo de Koch: é indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar persistentemente negativos ao exame direto. óssea e ganglionar. prova tuberculínica. renal. bioquímico e de biologia molecular. Baciloscopia: direta do escarro é o método prioritário.

Tem importante papel na diferenciação das formas de tuberculose de apresentação atípica e no diagnóstico de outras pneumopatias entre os pacientes com aids.não reator (não infectados ou analérgicos) · 5-9 mm .· · · · sintomáticos respiratórios negativos à baciloscopia direta. isoladamente. Deve-se evitar a aplicação quando houver lesões da pele no local de aplicação. é interpretado da seguinte fórmula: · 0-4 mm . A prova tuberculínica positiva.reator fraco (infectados pelo BK. Exame Anátomo-patológico (histológico e citológico): sempre que possível. Prova Tuberculínica: indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose em pessoas não vacinadas com BCG. ou vacinados com BCG). não reator. Copyright © 2001 IDS . expresso em milímetros. Nesses casos. com seringa tipo tuberculina. inclusive por expor a população à radiação desnecessária. uma vez que a vacina pode torná-la positiva. A leitura deverá ser realizada de 72 a 96 horas após a aplicação.1 ml. equivalente a 2UT (unidade tuberculínica). indica apenas infecção e não necessariamente tuberculose doença. de 1 ml. por micobactérias atípicas ou vacinados com BCG) · 10 mm e mais . sendo indispensável o exame bacteriológico para o diagnóstico correto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . e portadores de HIV ou pacientes com aids. pode-se ter dificuldade na sua interpretação.reator forte (infectados pelo BK. O exame radiográfico desses grupos permite a seleção de portadores de imagens suspeitas de tuberculose. suspeitos de tuberculose extrapulmonar. tuberculosis ou o processo inflamatório granulomatoso compatível com a tuberculose. com régua milimetrada padronizada. O resultado. não está indicada por ter baixo rendimento. Nas pessoas vacinadas com BCG. a cultura e o exame anátomo-patológico para identificar o M. em pessoas aparentemente sadias. deve-se realizar a biópsia. Todos os indivíduos infectados pelo HIV devem ser submetidos à prova tuberculínica. na dose de 0. aquele com induração de 0 a 4 mm. comunicantes de todas as idades sem sintomatologia respiratória. nas formas extrapulmonares. na parte anterior do antebraço esquerdo. A abreugrafia indiscriminada. considera-se reator aquele que apresenta induração maior ou igual a 5 mm e. aplicada por via intradérmica. doentes ou não. A tuberculina usada no Brasil é o PPD-Rt23. No material colhido será feito o exame direto.

O tratamento é feito com pelo menos três drogas para evitar a seleção de cepas mutantes resistentes a um ou mais dos quimioterápicos utilizados no esquema. gestantes e crianças. Os esquemas padronizados pelo Ministério da Saúde (Manual de Normas para o Controle da Tuberculose . SITUAÇÃO Sem tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) Com tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) q Recidivante do Esquema 1 ou q Retornos após abandono do Esquema I Meningite Tuberculosa Falência dos Esquemas 1 ou 1R (todas as formas inclusive meníngea) ESQUEMA PRECONIZADO 1 1R 2 3 . não havendo diferenças no tratamento de adultos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da tuberculose deve ser feito necessariamente nas unidades de saúde selecionadas para este fim e é uma das doenças de notificação compulsória.1995) serão descritos abaixo.

Hidrazida/Isoniazida. enquanto aguardam os testes de sensibilidade para definir o melhor tratamento. Esquema 1R . Os pacientes que no início do tratamento são fortemente positivos (baciloscopia ++ ou +++) e mantêm esta situação até o quarto mês de tratamento. a 2a fase terá a mesma duração que nos pacientes não co-infectados. segundo fase do tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg .Rifampicina. a partir do 4o mês de tratamento. o Esquema 3. q No tratamento da associação de tuberculose e infecção pelo HIV/AIDS. Z . ou com positividade inicial seguida de negativação e nova positividade por dois meses consecutivos. H . (sem resultado de cultura e sensibilidade) deverão receber como terapêutica empírica inicial.Drogas (mg/kg/dia) (indicado nos casos novos de tuberculose. ou seja mais 6 meses de Hidrazida/Isoniazida.Considera-se sem tratamento os pacientes que nunca se submeteram à quimioterapia antituberculosa ou a fizeram por menos de 30 dias. definida abaixo. Considera-se falência do tratamento a persistência de positividade do escarro ao final do tratamento. Os pacientes em caso de falência do tratamento. são também classificados como casos de falência Esquema 1 . exceto meningite) segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg 1a fase (2 meses) 2a fase (4 meses) R H Z R H 10 10 35 10 10 Entre 20 e 35 kg 300 200 1000 300 200 Entre 35 e 45 kg 450 300 1500 450 300 Mais de 45 kg 600 400 2000 600 400 R .Pirazinamida Observações: q O tratamento da tuberculose oftálmica ou cutânea poderá ser mantido por mais de seis meses a critério médico (2RHZ/4RH/6H).Drogas (mg/kg/dia) (Esquema reforçado para retratamento e abandono do Esquema I). No retratamento será adotado o esquema 1R até que os resultados de cultura e teste de sensibilidade estejam disponíveis para melhor orientação da terapêutica.

1a fase (2 meses) R H Z E 10 10 35 25 10 10 25 300 200 1000 600 300 200 600 450 300 1500 800 450 300 800 600 400 2000 1200 600 400 1200 2a fase (4 meses) R H E E . q Na criança a prednisona é administrada na dose de 1 a 2 mg/Kg de peso corporal. q Nos casos de meningite tuberculosa recomenda-se o uso de corticosteróides por um prazo de 2 a 4 meses. no início do tratamento.Drogas (mg/kg/dia) (indicado na falência de tratamento com os Esquemas 1. até a dose máxima de 30 mg/dia. No caso de se utilizar outro corticosteróide aplicar a tabela de equivalência entre eles. segundo fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg . 1R e 2).Etambutol Esquema 2 . Esquema 3 . segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Fases do Tratamento 1a fase (2 meses) Drogas R H Z 2a fase (7 meses) R H Mg/Kg de Peso/Dia 20 20 35 10 a 20 10 a 20 Dose Máxima em Mg 600 400 2000 600 400 Observações: q Nos casos de concomitância da meningite com outras localizações deverá ser utilizado o Esquema 2.Drogas (mg/kg/dia) (indicado na meningite tuberculosa).

o aparecimento de icterícia e nos indivíduos maiores de 35 anos. Atenção especial deve ser dada para a possibilidade de ocorrência de hepatotoxicidade que. Outros efeitos colaterais são mais raros e devem ser bem avaliados antes da suspensão dos medicamentos. estes medicamentos são bem tolerados. hepatotoxicidade. deve ser sempre suspeitada nos pacientes que desenvolvem quadros de vômitos que não melhoraram com as atitudes anteriores. Copyright © 2001 IDS . embora infreqüente. Et . Isto facilita a adesão ao tratamento e melhora a biodisponibilidade destes. Tais situações devem ser tratadas de maneira sintomática e as reações mais severas avaliadas em centros especializados. a estreptomicina deve ser administrada na dose de 500mg/dia. 1R e 2 devem ser ingeridos em conjunto logo após o despertar do paciente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Quadros cutâneos e articulares podem ocorrer. Os pacientes devem ser orientados para procurar o seu local de tratamento o mais rápido possível após o aparecimento de novos sintomas que deverão ser identificados por toda a equipe. Todo esforço deverá ser feito para que o esquema não seja modificado.Etionamida Observações: q Em pessoas maiores de 60 anos. todos os medicamentos devem ser suspensos e o paciente referenciado para um centro especializado. De uma maneira geral.1a fase (3 meses) S Et E Z 20 12 25 35 12 25 500 250 600 1000 250 600 1000 500 800 1500 500 800 1000 750 1200 2000 750 1200 2a fase (9 meses) Et E S . ainda em jejum. sendo os efeitos mais freqüentes: intolerância gastrointestinal.Estreptomicina. Efeitos colaterais: os medicamentos utilizados nos esquema 1. reações cutâneas e artralgias. A ocorrência de intolerância gastrointestinal deve ser manipulada com modificações nos horários de tomadas dos medicamentos e uso de sintomáticos. Nesta situação.

O atendimento de casos simples pode e deve ocorrer em unidades básicas e o encaminhamento deve seguir a realidade de cada local. Secretarias estaduais e municipais. todo clínico geral deve diagnosticar e entender os principais problemas relacionados ao tratamento. No entanto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O seguimento dos pacientes com tuberculose deve seguir de forma rígida as instruções do Ministério.

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Fundação Nacional de Saúde -Ministério da Saúde. Fernando Augusto Fiuza de Melo in: Tratado de Infectologia. 1R e 2 da tuberculose.htm. Guia de Vigilância Epidemiológica: http://www. Editora Atheneu.34: Tuberculose.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Capítulo 74 .gov. a forma de prescrever e os efeitos colaterais mais freqüentes q q .Tuberculose.funasa. Capítulo 5. Editores Ricardo Veronesi e Roberto Foccacia. Guia de Vigilância Epidemiológica. 1997: 914-959. você deverá estar apto para: Reconhecer casos suspeitos de tuberculose o mais precoce possível Encaminhar o mais breve possível para o laboratório de referência os materiais biológicos para o diagnóstico e controle de cura q Conhecer as doses e medicamentos dos esquemas 1.br/pub/GVE/GVE0534A. Ao final deste capítulo.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

2a. FF . Diament. 33 . p. A. In Diament. Copyright © 2001 IDS .Neurologia Infantil. Rio de Janeiro. A .62. 3a.Exame neurológico do lactente.A consulta pediátrica. 1992. WB (eds). Terapêutica e prática pediátrica. Silva. EMK . Rio de Janeiro. Editora Imago. In Carvalho. Carvalho. Atheneu. p.Pediatria ao Alcance dos Pais . S (eds) . ed. ed. 3 -7. AA. São Paulo: Atheneu. ES. 2000. Cypel. Neto.Compreender a Doença é o Melhor Remédio.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Hermann. 1996.

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a face arredondada. as extremidades curtas e o ponto médio do seu comprimento se localiza aproximadamente na região umbilical. Crescimento no 1º ano de vida. em seu comprimento. O perímetro cefálico. A criança dobra o seu peso de nascimento aos 5 meses. Ganha. O peso médio de nascimento é de 3. por volta de 35cm ao nascer. sendo um pouco maior nos meninos que nas meninas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia CRESCIMENTO NORMAL Quadro clínico e Epidemiologia O corpo como um todo tem duas fases de grande velocidade de crescimento: da concepção até os 2 anos de idade e na adolescência. a maioria dos recém nascidos recuperam o peso de nascimento. Nos primeiros dias de vida. pela eliminação de mecônio. cerca de 15cm no primeiro semestre e 10cm no segundo semestre de vida. O recém-nascido apresenta-se edemaciado. Aos 10 dias de vida. tem a cabeça grande. de urina e diminuição do edema. correspondendo a cerca de 25% do seu tamanho.4kg. A média de ganho de peso nos primeiros três meses de vida é de 20 a 30g por dia. o abdome proeminente. a criança pode perder até 10% de seu peso de nascimento. e o triplica com 1 ano de idade. o comprimento é ao redor de 50cm e o perímetro cefálico. No entanto. que indica o crescimento cerebral. . é uma das medidas de menor variabilidade nas diversas idades. e passa de 35cm a 44cm e a 47cm aos 6 e 12 meses de idade. as células do organismo não crescem de maneira uniforme. e por isto é tão importante nos três primeiros anos de vida.

a criança apresenta de 8 a 12 dentes. a criança pode mudar seu canal de crescimento. Os ossos da face aumentam e termina. com o desenvolvimento dos seios frontais aos 7 anos de idade. este fenômeno assume uma grande importância. O perímetro cefálico que cresceu 12cm no primeiro ano. confundidos com a dentição decídua. a tendência desta criança é atingir a partir dos primeiros meses. O escolar aumenta seu peso em 3. aumenta apenas 2cm no segundo ano. Neste período. nesta época. Assim. Aos 6 anos. Durante o segundo ano de vida. a formação dos seios da face. nos países em desenvolvimento. Estes dentes requerem um cuidado especial. alcançando percentis mais altos de peso e comprimento. Tem sua dentição decídua completa até os 30 meses de idade. a hipótese diagnóstica que deve sempre ser levantada e investigada frente a uma desaceleração no crescimento é a de um agravo nutricional por déficit de ingestão ou infecção. onde a desnutrição é endêmica. Crescimento no 2º ano de vida.respectivamente. porque a criança pode mudar seu canal de crescimento nos primeiros meses de vida sem que isto signifique um processo patológico ou alteração nutricional. e. por servirem de guia para toda a dentição permanente. O tecido subcutâneo aumenta em quantidade. O perímetro cefálico cresce de 51 cm aos 5 anos para 53 ou 54cm aos 12 anos de idade. Durante os dois primeiros anos de vida. tornando-se mais delgada e com maior massa muscular. O pré-escolar ganha por volta de 2kg e aumenta de 6 a 8cm por ano. que são. inicia-se uma desaceleração do crescimento.5kg no seu peso e 12cm em seu comprimento. quando alcança o tamanho do adulto. Crescimento do escolar. que acontece ao redor dos 10 anos nas meninas e 12 anos nos meninos. Neste período. Ao nascer. aparecem os primeiros molares permanentes. pode nascer pequena por não ter havido espaço suficiente na cavidade uterina para a completa expressão de sua herança genética.5kg e sua altura em 6cm por ano. em função do seu peso de nascimento e potencial genético. preparando-se para a erupção da dentição permanente. o seu próprio canal de crescimento. a criança troca cerca de 4 dentes por ano. crianças geneticamente pequenas. No entanto. O tecido linfóide é muito desenvolvido durante esta fase. Na prática. no final do primeiro ano. podem diminuir o ritmo de seu crescimento. atingindo seu máximo aos 9 meses de idade. durante 5 anos. sendo maior do que na idade adulta. . nascidas de mãe grandes. Inversamente. muitas vezes. A erupção dos dentes decíduos se inicia entre 5 e 7 meses. A criança ganha mais 8 a 12 dentes. uma criança geneticamente grande nascida de uma mãe pequena. até entrar na puberdade. O osso maxilar inicia o seu desenvolvimento. O abdome continua proeminente até o 3º ano de vida. de acordo com a seqüência indicada na figura 2. Crescimento do pré-escolar. O apetite diminui a partir dos 10 meses de idade e a criança perde tecido subcutâneo. a criança ganha 2.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

-9cm para o sexo masculino e -7cm para o sexo feminino). em média. refletindo. (7) as medianas de estatura das crianças brasileiras . (4) aos 13 anos. realizada em 1989. correspondendo a altura mediana das americanas de 13 anos. essa pequena "vantagem" é transitória. constataram-se as maiores diferenças entre brasileiros e americanos (em média. sem dúvida. sendo tanto mais tardia quanto mais restritas as condições de vida. mimetizando as tendências seculares. mostrou que (1) lactentes brasileiros apresentam comprimento adequado. 4cm para os meninos e -3cm para as meninas). Tais dados reforçam a constatação citada em outros estudos de que os déficits estaturais se evidenciam a partir do 6º mês de vida e estão associados à idade do desmame e da introdução de outros alimentos. condições desfavoráveis para o crescimento. apresentando estatura semelhante à dos adolescentes americanos de 15 anos. (2) com 1 ano. os adolescentes brasileiros são também. em média. em média.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia EVOLUÇÃO DA ALTURA NO BRASIL E COMPARAÇÃO INTERNACIONAL Quadro clínico e Epidemiologia A Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN). respectivamente. 7cm menores que os americanos. as adolescentes brasileiras apresentaram. altura 7cm menor que as americanas. os lactentes brasileiros apresentam. (5) aos 18 anos. (3) aos 7 anos. revertendo-se a partir do 5º mês de vida. a diferença entre brasileiros e os padrões de referência (NCHS) ficaram maiores (em média. sendo a média discretamente superior ao padrão americano. (6) a idade mediana da menarca das adolescentes brasileiras é 13 anos e 2 meses. no entanto. (4) aos 18 anos. comprimento 2cm e 1cm menor do que os americanos do sexo masculino e feminino.

com déficits estaturais medianos bastante diversos em relação ao padrão NCHS: nordeste rural = -13.4. (3) aos 18 anos.9cm e +3. mas aponta para o fato de que um contingente considerável de nossa população continua sem condições de.8cm. o crescimento se encerrou aos 18 anos.1989. (4) quando a renda per capita era igual a 2. permitindo uma melhor distribuição de renda per capita e pela maior adesão ao aleitamento materno. a mediana regional brasileira chegou a ser igual ou ligeiramente superior ao padrão NCHS. constatou-se definitivamente a situação de prejuízo. o déficit de comprimento dos lactentes em relação ao padrão NCHS era de 6. ao ganho observado em países desenvolvidos no início do século e à metade do alcançado por outros países onde foram promovidas medidas específicas para o desenvolvimento humano neste mesmo período de 15 anos. evidencia as seguintes melhoras dos padrões de crescimento das crianças brasileiras: (1) aos 11 meses. .2 salários mínimos. Além das diferenças obtidas entre os resultados nacionais e os de referência. Esta constatação não se limita aos padrões estéticos. A melhora dos indicadores nutricionais em relação aos encontrados na década de 70 é positiva. aproximadamente. o Norte e o Nordeste apresentaram estaturas medianas mais baixas que as demais regiões. (2) as regiões com pior desempenho foram a Norte e a Nordeste e as de melhor desempenho foram a Sul e a Sudeste. porém insuficiente.Além disso. norte urbano = 11.7cm (para adolescentes do sexo masculino).6% em 1989. numa mesma faixa de renda. realizado entre 1974 e 1975. pela mídia e até mesmo pela rede de transportes ampliada. A comparação dos resultados da PNSN (1989) com os dados antropométricos referidos no Estudo Nacional de Despesas Familiares (ENDEF). os déficits de estatura foram menores e. em algumas idades.na 1ª década de vida corresponderam ao percentil 10 do padrão NCHS para ambos os sexos. minimamente. Este fato se extremiza quando se constata que: entre crescer no Nordeste ou no Sul. as alturas apresentadas pelos adultos jovens brasileiros (20 . correspondendo. (2) a mediana da estatura aos 14 anos e aos 18 anos aumentou respectivamente +3. tanto na área rural quanto na urbana. ampliação da rede básica de saúde. reforçando a idéia de que as desigualdades não se limitam à renda. esta pesquisa evidenciou contrastes internos que podem ser resumidos da seguinte maneira: (1) a área rural apresentou pior desempenho. maior divulgação e acesso ao conhecimento de forma geral. ampliação da rede de saneamento básico. aumento da cobertura vacinal obtido pelos programas de imunização ampliada.25 anos) mostraram que mais de 20% da população adulta jovem apresentava baixa estatura (com estatura menor do que -2 desvios padrão). expressar seu potencial genético. diminuição das taxas de natalidade.1cm neste período entre 1975 . No entanto.1% em 1975.9cm e sudeste urbano = . existe uma diferença de 12 anos a menos de esperança de vida e 50% a mais na possibilidade de apresentar baixa . A análise dos diversos dados obtidos em 1974 a 1975 por meio do ENDEF e dos de 1989 da PNSN permite atribuir as melhoras observadas no padrão de crescimento da população brasileira neste período aos seguintes fatores: melhora geral dos serviços públicos. (5) ao mesmo tempo. veiculado pelos meios de educação formal. observou-se que. passando a 2.

49 0.9 6. A melhora dos índices altura para idade é maior na área urbana chegando a 37.6%).4% e 34.49 0.49 0. em 1989.5% para 7.9 16. um aumento na desigualdade das condições de vida entre as duas áreas.49 0.5 5. A evolução dos índices altura para idade indica declínio na prevalência de déficits de crescimento entre crianças menores de 5 anos em todo país.7%.49 estatura < -2 desvios padrões (%) 10. mostrando.49 0.1996 região Nacional Sudeste Centro-Oeste Nordeste Norte Rio de Janeiro São Paulo Sul Urbana Rural faixa etária (anos) 0.6% (de 12. na realidade.3 5.49 0.3 8. Apesar de os dados antropométricos disponíveis limitarem-se às crianças menores de 5 anos. em 1996.8 19.49 0. para 5 vezes. Comparando-se a prevalência de déficits estaturais entre filhos de mães sem qualquer escolaridade e filhos daquelas que ultrapassaram o primeiro grau.7% para 19%).2 17. em 1996.estatura.1 7.2 2. Quadro: Estudos de Prevalência de Baixa Estatura aos seis meses de idade. a comparação da PNSN de 1989 com a PNDS de 1996 mostra que a prevalência de baixa estatura entre crianças menores de 5 anos diminuiu um terço. Tal declínio é semelhante e mais evidente nas regiões Nordeste e Centro-Sul (34.Brasil . em 1989 para 10.3% na área rural ( 22.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . verifica-se que o diferencial desfavorável ao grupo de menor escolaridade passa de 17 vezes.8%) e de apenas 16. passando de 15.9% respectivamente) e menor na região Norte (29.49 0.0 Copyright © 2001 IDS .5%.49 0.

a anemia. as infecções repetidas. a velocidade de crescimento é normal e ocorre um atraso no desencadeamento da puberdade. o raquitismo. do . a baixa estatura familiar e a baixa estatura por crescimento lento. mas não só. Entre elas. a aids. destacam-se pela sua freqüência. tais crianças conseguem recuperar alguns centímetros na adolescência. próxima. As cardiopatias. encontrado principalmente. a síndrome de má absorção. a infecção urinária em lactentes são algumas das patologias que podem determinar ou agravar a baixa estatura. é ativa e não adoece com facilidade. Muitas vezes. pelas más condições de vida e saúde a que foram submetidas a mãe e a criança. baixa estatura ao nascer e pela carência psicossocial. tem várias causas. Sua velocidade de crescimento é adequada. Por este motivo. Sua altura final será baixa. mas abaixo da curva do percentil 3. definida como comprimento ou altura para idade abaixo do percentil 3. doenças sistêmicas. acompanhando a tendência familiar. Na criança com baixa estatura por crescimento lento. nas comunidades em desenvolvimento. o peso e o comprimento de nascimento são próximos ao limite inferior da normalidade. um grupo de causas pouco freqüentes na população é composto pelas doenças genéticas. a criança tem pais baixos ou vários outros familiares baixos. as poliinfestações parasitárias. alcançando uma estatura final normal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia BAIXA ESTATURA Quadro clínico e Epidemiologia A baixa estatura. Por último. a baixa estatura é o resultado de uma desnutrição crônica. a asma. Sua linha de crescimento corre paralela. Na baixa estatura familiar. é constituído pela desnutrição. que teve início no período intra-uterino ou pós-natal. alimenta-se bem. Outro grupo de causas muito importante.

Copyright © 2001 IDS . com exceção feita à deficiência de hormônio de crescimento e ao hipotireoidismo. Determinam baixa estatura muito grave e sem possibilidade de tratamento etiológico. que deve ser diagnosticado precocemente para evitar seqüelas irreversíveis.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .esqueleto e neuroendócrinas.

Werner. 2000.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Resegue.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sucupira. Pediatria em Consultório 4a. Sarvier. ACSL. ACSL eds. Edição. p. Copyright © 2001 IDS . J. 22. R Desenvolvimento In Sucupira.

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Leone. Paul. In Sucupira. A. 1999. São Paulo.. Marcondes. & Cols. 7º Ed. Rev.. H. Pediatria Básica. São Paulo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1996. Ministerio da Saúde.M.B. Issler. Sarvier.. E.S.C. Brasília. 2000. Organização Panamericana de Saúde. Copyright © 2001 IDS .Alimentação da Criança nos Primeiros Anos de Vida. Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância. A C. E. 1999. Pediatria 16 : 2..L. Pediatria na Atenção Primária. Marcondes.Alimentação na Criança Normal. São Paulo. 1998. Departamento de Nutrição da SPSP. Sarvier. & Cols: Pediatria em Consultório. et al. Sarvier.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Bresolin. Organização Munidial de Saúde. .

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principalmente para afastar causas graves. edema coriza serosanguinolenta alterações neurológicas em membros tardios fronte olímpica mandíbula curva arco palatino elevado alterações dentárias alterações oculares lesão do VIII par craniano nariz em sela tíbia em sabre O diagnóstico laboratorial baseia-se. principalmente. Achados de exame físico na Sífilis Congênita precoces hepatomegalia alterações ósseas baixo peso ao nascer lesões cutâneas icteríciaes plenomegalia anemia severa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico das icterícias no período neonatal é importante. como: Quadro2. em: (1) pesquisa direta por microscopia em campo escuro. (2) sorologia não-treponêmica: VDRL (é considerado . O diagnóstico da sífilis congênita é da maior importância para tanto alguns achados clínicos da sífilis congênita devem ser procurados. como as doenças hemolíticas por incompatibilidades sanguíneas.

independentemente da presença de sinais e sintomas laboratoriais. mesmo após o tratamento efetuado).positivo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . quando apresenta títulos a partir de 1:2. A sífilis é uma doença de notificação compulsória. Copyright © 2001 IDS . Permanecem positivos por longo tempo. (3) sorologia Treponêmica: FTA-Abs (úteis para exclusão de falsos positivos). com queda progressiva. sendo considerada portadora de sífilis congênita toda a criança cuja mãe tem sífilis não tratada ou tratada de modo inadequado.

exsanguineo-transfusão e até o uso de substâncias que diminuem a reabsorção intestinal de bilirrubina. administração de glicose.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Outras medidas coadjuvantes são possíveis.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da icterícia neonatal deve ser direcionado para a doença que causou a icterícia. Nos casos de hiperbilirrubinemia indireta por incompatibilidade sanguínea. estímulo ao peristaltismo. como alimentação precoce. Copyright © 2001 IDS . podendo-se utilizar fototerapia. tem por objetivo evitar a encefalopatia.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A principal atitude é a de diferenciar a icterícia fisiológica do recém-nascido e a sífilis congênita de outros diagnósticos que demandam investigação demorada. o encaminhamento a serviço de especialidade deve ser imediato. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Nesses casos.

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. São Paulo. Oselka. 1999..A.C.J.vol XXXVI.G. 7º Ed. Marcondes. Marcondes. H.B. E. Ministério da Saúde. Guia de Vigilancia Epidemiológica e Agravos Específicos. H. Roteiros Diagnósticos em Pediatria. M.. Pediatria Básica. 2000. et al... E. Icterícia neonatal. Corradini.C.. Sarvier.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Araújo. São Paulo.L. E.C.F..Pediatria Moderna..C.. Vaz. Marcondes. Sarvier. Sarvier.K.Leone. Leone.W.. 1987 Copyright © 2001 IDS . junho 2000 Issler. Ramos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1996. A .. Pediatria na Atenção Primária . São Paulo.

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A relação peso/idade é a mais freqüentemente utilizada em nosso meio. deve-se utilizar a determinação do déficit de peso/altura e da altura/ idade. a desnutrição pode ser considerada primária ou secundária. Tomando como referência as tabelas de crescimento do "National Center for Health Statistics"( NCHS). A secundária é conseqüente a alterações fisiopatológicas pré-existentes que interferem em qualquer ponto do processo de nutrição. A classificação de intensidade está baseada no déficit de peso em relação à idade. não tendo base fisiopatológica de gravidade bem definida. a desnutrição pode ser classificada em: leve. uma curva de crescimento. A primária é conseqüente à ingestão insuficiente. Este método deveria ser utilizado basicamente para avaliar os graus de desnutrição em uma comunidade e para uma triagem inicial. em relação à altura ou da altura para a idade. independentemente de sua altura. principalmente para as crianças menores de 2 anos. considera-se: . inadequada. desequilibrada ou incompleta de nutrientes. como base de referência. devido a dificuldades operacionais que os serviços de saúde encontram para a medida da altura das crianças.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico Avaliação e classificação da desnutrição De acordo com a etiologia. moderada e grave. adotando-se. moderado ou grave foram eleitos de maneira arbitrária. Para estudo de casos individuais. este método assume que as crianças de determinada idade têm o mesmo peso. De acordo com a intensidade. No entanto. Os pontos de corte para definir os graus de déficit leve.

2.0 a 3 pontos classificação Outra classificação mais simples para estes tipos de desnutrição tem sido adotada na estratégia do Ministério da Saúde denominada Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). O marasmo apresenta 3 etapas: M1. não atendido.4 a 8 pontos concentração de albumina (g/l) > 3.0. onde a massa muscular e deposição de gordura são máximas.9 2. independentemente do seu déficit.40% déficit 21% . têm se mostrado efetivos e fáceis de serem aplicados.30% déficit 11% .4 0.5 .1.4 2.10 % moderada déficit 26% . Segundo a apresentação clínica.leve Peso/idade Peso/altura Altura/idade déficit 10% . achados físicos e laboratoriais edema alterações de pele edema + alteração de pele alterações de cabelo hepatomegalia pontos 3 2 6 1 1 marasmo kwashiorkor . Apesar de estes critérios serem subjetivos.9 1.1.5 . especialmente quanto a edema e aspecto de envelhecimento.20% déficit 5% . kwashiorkor ou marasmo-kwashiorkor.9 0 1 2 3 4 5 6 kwashiorkor .5 . baseia-se em observar os glúteos. a desnutrição pode ser considerada aguda ou crônica.0 . é considerada como desnutrida grave.4 1.9 a 15 pontos marasmo .2.25% déficit 10% .0 . Foi proposta por McLaren e fundamenta-se em uma tabela de pontuação para achados clínicos e dosagem da concentração sérica de albumina. das necessidades. quando os pacientes .5 3. a desnutrição pode ser classificada em marasmo.15% grave déficit > 40% déficit > 30% déficit > 15% É importante ter sempre presente que toda criança desnutrida com edema. De acordo com o tempo de evolução.3.0 . A desnutrição aguda é desencadeada por um processo que leva à supressão aguda da ingestão e/ou o aumento. e o rosto.

Desnutrição grave é definida como sendo a presença de edema. Copyright © 2001 IDS . As formas mistas caracterizam-se pela presença de ambos os tipos de sinais. esfregaço de sangue para afastar a hipótese da malária. e M3. é necessário o encaminhamento a uma unidade de referência hospitalar se constatado o aparecimento de sinais clínicos de agravamento. Em nosso meio. protoparasitológico de fezes e radiografia de tórax. em que. pois a história médica e o exame físico são. análise de urina. Os exames laboratoriais poderão auxiliar no diagnóstico. com edema generalizado. Na abordagem terapêutica. M2. apresentam rosto envelhecido.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Mantendo-se uma vigilância das condições clínicas da criança. com edema dos pés. marasmo-kwashiorkor ou kwashiorkor. conclusivos para o diagnóstico. glicemia. emagrecimento intenso (peso inferior a 70% do esperado para o peso/altura) ou sinais clínicos de desnutrição grave. podemos considerar como exames úteis em uma Unidade Básica de Saúde: hemograma. nenhuma distinção é feita entre as condições clínicas de marasmo. e K2. O kwashiorkor tem 2 etapas: K1.apresentam glúteos diminuídos. além destes sinais. com glúteos flácidos e com pregas da pele sobre a raiz da coxa. na maioria das vezes. porém poderão ser dispensados.

além da correção de deficiências específicas e metabólicas e o início da alimentação. (2) reabilitação: aumenta-se a densidade calórica e protéica da dieta e iniciase o programa de estimulação física e emocional. a criança e a família são acompanhados para assegurar a recuperação e o desenvolvimento emocional. A mãe ou a pessoa que cuida da criança passa a ser treinada para continuar o tratamento em casa e. Esquema para o tratamento de uma criança com desnutrição grave atividade tratamento inicial dias1-2 dias 3-7 reabilitação semanas 2-6 acompanhamento semanas 7 .26 . físico e mental da criança e evitar recaídas. O sucesso do tratamento da criança desnutrida grave não requer instalações ou equipamentos sofisticados. O quadro abaixo resume este programa. é feita a preparação para alta. mas sim um planejamento cuidadoso e profissionais de saúde capacitados e dedicados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da criança com desnutrição grave é dividido em três etapas: (1) tratamento inicial: são identificados e tratados os problemas que põem em risco a vida da criança. então. (3) acompanhamento: após a alta.

como proposta inicial. a criança deve ser aquecida com cobertor quente.0o C. Se disponível. A administração deve ser lenta. Em nosso meio. Após a recuperação dos sinais de desidratação e/ou ganho de peso. Deve ser oferecida água com glicose. com lâmpada incandescente acima do corpo ou pela "técnica Canguru". Choque séptico: A OMS recomenda o uso de solução de Darrow diluída ao meio com glicose a 5% ou solução de ringer lactato com glicose a 5%. o volume de 50 a 100 ml/kg com previsão de tempo total para a administração em 4 a 6 horas. paulatinamente. a 35. A suspensão da administração da solução de reidratação oral (SRO) ou a prescrição de volume adicional deve ser feita de acordo com a evolução da criança. o que quer dizer que.5o C ou a axilar.9% e solução de glicose a 5%. desde a década de 60. 20 mmol/litro de solução. no volume de 15 ml/kg em 1 hora. utilizamos com sucesso a solução de partes iguais de soro fisiológico a 0. utilizando-se colher e/ou copo. se necessário via sonda naso-gástrica.tratar ou prevenir hipoglicemia hipotermia desidratação corrigir DHE tratar infecção corrigir deficiências de micronutrientes começar a alimentação aumentar densidade calórica protéica da dieta estimular o desenvolvimento --------> --------> --------> ----------------------------------> ----sem ferro----> -----------------> ---------------------------------------------------------------------------> ---------------> --com ferro--> -------------> DHE = distúrbios hidroeletrolíticos Hipoglicemia: a criança deve ser alimentada no mínimo a cada 2 . Desidratação: para a reidratação oral das crianças desnutridas graves indica-se a solução padrão da OMS com excelentes resultados. porém sob vigilância constante do profissional de saúde. o que implica na necessidade de controles rigorosos para ajustar o volume. na suspeita de hipoglicemia. com o objetivo de incentivar a mãe a administrar a solução e controlar a evolução da criança. a hidratação oral deve ser iniciada e. Deve-se ter sempre em conta que a criança desnutrida grave em estado de choque é de alto risco e tem dificuldade para manipular volume. as concentrações e a velocidade da infusão. suspende-se a SRO e . sugerindo-se. Hipotermia: se a temperatura retal estiver abaixo 35. assim que houver condições. A administração de solução hidroeletrolítica por via endovenosa deve ter a menor duração possível. é recomendado adicionar cloreto de potássio. substituída por via endovenosa.3 horas.

o fígado.inicia-se a alimentação. denominada de ReSoMal. a quantidade a cada refeição e o intervalo devem ser reduzidos. se ocorrer o aparecimento de diarréia aquosa. por estar muito debilitada ou cansar-se rapidamente. inicia-se a administração de uma fórmula de dieta em pequenas quantidades. aumentando-se progressivamente. na fase de reabilitação. Com a recuperação. O volume inicial para administração por SNG é de 5ml/kg em 30 minutos. a partir de 1999. farinha de cereal e óleo. é de 70 a 100 ml/kg. a criança melhora e o apetite retorna. Além disso. a administração de outros líquidos e a suplementação de vitaminas e sais minerais. Estas recomendações têm como base o conhecimento de que estas crianças têm déficit de potássio e alto conteúdo corpóreo de sódio. Composição da solução reidratação oral para desnutridos graves Componente Glicose Sódio Potássio Cloreto Citrato Magnésio Zinco Cobre Osmolalidade Concentração (mmol) 125 45 40 70 7 3 0. e os rins. A composição da solução de SRO proposta para crianças gravemente desnutridas. utilizando-se colher e/ou copo.045 300 O volume indicado. Crianças que não estejam em aleitamento materno devem receber dieta tão logo seja possível.3 0. . É imprescindível a administração de vitaminas e sais minerais. propõem enriquecer a solução de reidratação com magnésio. de forma a não sobrecarregar o intestino. Dietético: a amamentação de ser mantida em criança submetida à reidratação. Estas dietas podem ser facilmente preparadas a partir de leite em pó. conforme tolerância da criança. Havendo vômitos. zinco e cobre para corrigir a deficiência destes minerais. Não havendo tratamento de emergência. Deve-se estar atento ao aparecimento de intolerância ao leite. não dispomos de estudos suficientes que demonstrem claramente as vantagens do uso de ReSoMal sobre a solução de hidratação padrão. indica-se o uso de sonda nasogástrica (SNG). passou a recomendar o uso de soluções orais especiais para o tratamento da desidratação do desnutrido grave. dieta de 100 kcal/100ml. que podem ser adicionados à dieta ou administrados separadamente. é aquela descrita a seguir. Na fase inicial do tratamento. a OMS recomenda dieta com 75 kcal/100ml e. inicialmente. Até o presente momento. A OMS. Se a criança não tiver condições de tomar a solução voluntariamente.

Na etapa de acompanhamento. é preciso estar atento frente a (1) processos infecciosos. o seguimento por meio do controle de peso. (4) dermatoses do kwashiokor. (5) recuperação nutricional e (6) imunizações.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Durante a etapa de reabilitação. (2) deficiência de vitamina A. e desenvolvimento mental e comportamental é importante. imunizações. pois estes estão freqüentemente comprometidos. marcado em gráfico. (3) anemia. Copyright © 2001 IDS .

1996 Bresolin. São Paulo. Representação do Brasil. OPS. 1996. Sarvier. The Lancet 1999. Montenegro. 1996 Manejo da Desnutrição Grave: Manual para Profissionais de Saúde de Nível Superior e suas Equipes. RG. Geneva. Malnutrición proteico-energética. LF.C. CR and Lozano. 1999. AMB.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Ahmed T. Desnutrição Energético-Protéica em Pediatria em Consultório. 1995. Waterlow.. Bogotá. OMS . et al.353:1919-1922. Washington (D.OPAS. Bricks. .). Mortality in severely malnourished children with diarrhoea and use of a standardised management protocol. World Health Organization. Bogotá. Medica Panamericana. Desnutrición In Nutrición Clinica y Gastroenterologia Pediatrica. John C. The treatment diarrhoea: a manual for physicians and other senior health workers.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

mesmo que. de modo a buscar soluções junto com a família no sentido de impedir sua instalação. diminuição do apetite. dados da história e do exame físico são fundamentais para a realização das hipóteses diagnósticas etiológicas e direcionam as condutas terapêuticas a serem priorizadas. geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. Apesar de o diagnóstico de anemia ter essencialmente um embasamento laboratorial. . que pode indicar a presença de hemólise. pois é definido pela taxa de hemoglobina encontrada no hemograma. aparentemente. identificando precocemente as situações de risco para o desenvolvimento da anemia. faz com que seja amplo e variado o seu espectro de manifestações clínicas. As queixas clássicas nas crianças com anemia moderada e grave são inespecíficas. A grande diversidade de possibilidades etiológicas das anemias na infância. de carência nutricional primária e de outros mecanismos fisiopatológicos. podendo ocorrer também na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. assim sendo. pois a anemia pode ser manifestação de doença sistêmica crônica ou aguda. as informações obtidas na história permitem à equipe de saúde desempenhar o seu importante papel na promoção e proteção da saúde das crianças. Deve-se sempre indagar sobre a presença de episódios de icterícia. A anamnese deve ser completa. que a probabilidade de um lactente ou pré-escolar apresentar anemia é de aproximadamente 50%.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Pode-se estimar. alterações do humor e distúrbios do sono. no nosso meio. não existam queixas específicas. a abordagem de toda criança desta faixa etária deve incluir essa possibilidade diagnóstica. como fraqueza. de acometimento localizado. Além disso.

apontam para a possibilidade de ferropenia e anemia. que cursam com perda sangüínea crônica. (5) contato com agentes tóxicos: agentes químicos usados na lavoura podem justificar o aparecimento de aplasia medular. gelo. sítio de absorção da vitamina B12 ligada ao fator intrínseco. que inviabiliza a ligação da molécula de ferro ao grupo . sangramento perinatal. sulfazalazina e pirimetamina são considerados antifolínicos. (2) alimentação pregressa e atual por fatores que podem levam a ferropenia (desmame precoce. criança que teve parto prematuro ou com baixo peso ao nascer sem suplementação de ferro. Outros acometimentos do trato digestivo. podem como a tricocefalíase e ancilostomíase. podem causar carência de folatos por acometerem a mucosa jejunal. ácido acetilsalicílico e outros antiinflamatórios não-hormonais pode causar perda sanguínea. como geofagia ou compulsão por comer tijolo. A ingestão crônica de material que contenha chumbo determina o acúmulo deste metal. pois inibem a transformação do ácido fólico para sua forma ativa. baixo peso ao nascimento. inadequação na composição destas refeições. espuma do colchão ou até mesmo cabelo. salientam-se as enteroparasitoses. acresce-se o risco de infecção por enteroparasitoses. algumas drogas como anti-ácidos. úlceras pépticas. sítio de absorção do ácido fólico. A longo prazo. Medicamentos como metotrexate. como diarréia recorrente. neomicina podem determinar a má absorção dessa vitamina. Em relação à vitamina B12. Por outro lado. Acometimentos do íleo terminal. Na criança com história de geofagia. após esgotarem os depósitos. trimetoprima. excesso de oferta láctea em substituição às refeições de sal. Para o pré-escolar. excesso de fatores inibidores e vegetarianismo) ou a deficiência de folato (aleitamento exclusivo com leite de cabra. (4) uso de medicações: o consumo de corticosteróides. os indivíduos que ingeriram substâncias cáusticas e os gastrectomizados acabam desenvolvendo deficiência de vitamina B12 pela falta do fator intrínseco. esofagite por refluxo gastroesofágico. como prematuridade. divertículos e pólipos. gemelaridade. o uso crônico de antiácidos ou de drogas que induzem a diminuição da secreção gástrica podem atuar como fatores de inibição da absorção do ferro. predispõem ao aparecimento de anemia ferropriva. Doença de Crohn e doença celíaca. Anticonvulsivantes podem determinar carência de folato por mecanismos ainda desconhecidos. Os prematuros e os indivíduos com anemia hemolítica apresentam maior demanda de ácido fólico. (3) antecedentes mórbidos e doenças associadas: infecções de repetição e os processos inflamatórios crônicos. além das inadequações alimentares.Alguns pontos de importância na anamnese. podem evoluir com perda sangüínea oculta pela via digestiva. atraso na introdução das refeições de sal. sendo predispostos a desenvolver essa anemia carencial. sabão. podem determinar a carência dessa vitamina. por determinarem inapetência. algumas das quais são responsáveis pela perda crônica de sangue nas fezes. como: (1) antecedentes perinatais. drogas bloqueadoras da secreção de suco gástrico. A perversão alimentar. baixa oferta de vegetais e cocção excessiva das frutas e hortaliças) ou ainda de vitamina B12 ( filhos de mães com dieta vegetariana estrita em aleitamento materno exclusivo e também as crianças com dieta vegetariana). aleitamento artificial sem reposição de ferro.

A intensidade da palidez pode ser leve ou grave quando comparada com a coloração palmar da mãe e do profissional de saúde. Edema de extremidades pode ocorrer nos desnutridos graves com kwashiorkor. também. Assim. e nos portadores de anemia falciforme. A anemia costuma ser associada à palidez. expressam palidez. pois vários fatores podem alterar a coloração cutâneo mucosa: calor. A presença de petéquias e púrpura levanta a suspeita de plaquetopenia. na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. No entanto. que pode ocorrer na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. com as medidas de altura e peso. por outro lado. no seqüestro esplênico. sem que.heme. febre e exercícios físicos intensificam a coloração das mucosas pela vasodilatação. nos quais o edema é secundário à venoclusão. em material poluente eliminado pelas fábricas de pilhas e bateria e em algumas ligas de metais e tintas que compõem ou revestem panelas e utensílios domésticos. conforme o quadro de condutas (Quadro1). Icterícia pode indicar a presença de hemólise. O chumbo está contido em tintas. a hemólise pode ocorrer. Estrias longitudinais em unhas podem estar presentes na ferropenia. como já foi referido. ou ainda nos acometimentos medulares. frio. atrito. necessariamente. Quadro 1: Avaliação. A coloração da palma da mão da criança é muito útil no diagnóstico. no entanto. cabelos descorados podem estar presentes na desnutrição e na deficiência de ácido fólico. estresse e febre. a constatação da palidez não deve ser encarada como um pré-requisito para se suspeitar de anemia. haja alterações hematológicas. classificação e tratamento de anemia segundo o programa do Ministério da Saúde denominado Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância AIDPI Avaliar palidez palmar leve Classificar anemia Tratar q q q palidez palmar grave anemia grave Encaminhar com urgência ao hospital prescrever ferro · afastar malária em áreas de risco q · prescrever mebendazol se a criança tiver uma ou mais e não tiver tomado nenhuma dose nos últimos seis meses q · avaliar a alimentação da criança e orientar a mãe sobre alimentos ricos em ferro q · Marcar retorno em 14 dias O exame físico geral. a . geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. pela vasoconstrição. assim como a cor e textura da pele e dos cabelos e aspecto das unhas são importantes para avaliar se existe desnutrição energético protéica e/ou alguns sinais presentes nas anemias carenciais. nestes casos. por redução da albumina plasmática. que normatiza esta estratégia. A queilite angular pode ser manifestação de ferropenia. interrompendo a síntese da hemoglobina. devido ao processo de eritropoese ineficaz.

presença de sopro cardíaco. esplenomegalia na esferocitose) e até parte do quadro de leucose. respectivamente. quando possível. que vão desde um pequeno aumento da freqüência cardíaca. deve-se avaliar com cuidado a presença de hepato e/ou esplenomegalia.5 g/dl em crianças na faixa etária de seis a 9 anos e menor que 12 g/dl e 12. Toda criança com suspeita de anemia deve realizar hemograma completo. até sinais de insuficiência cardíaca grave. Na avaliação do aparelho cardiovascular.9 milhões/ml. considera-se microcitose quando o VCM é menor que 75(3 e macrocitose quando o VCM é maior que 100(3. menor que 11.o volume corpuscular médio (VCM) permite uma classificação didática das causas de anemia.5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino. deficiência de ácido fólico ou de vitamina B12. como ser indicativos de algumas doenças hemolíticas constitucionais (por exemplo. quando presentes. No exame físico especial.diferenciação pode ser feita pela presença da dor no local do edema nos casos de anemia falciforme. No exame do abdome. Quadro 2 Classificação das principais etiologias de anemia de acordo com o tipo de anemia caracterizado pelo volume corpuscular médio em microcítica. conforme pode ser constatado no Quadro 2. pois podem tanto representar apenas a resposta reticuloendotelial à presença de anemia (geralmente de pequenas proporções). normocítica e macrocítica anemias microcíticas q anemia ferropriva ( deficiência nutricional e perdas sangüíneas) q intoxicação por chumbo q síndromes talassêmicas . diminuição da força muscular ou ataxia espástica sugere mais especificamente carência de vitamina B12 . protoparasitológico (para os maiores de 1 ano). a medida da pressão arterial e ausculta cardíaca. que. O tempo de duração da anemia. No exame neurológico. (1) Volume corpuscular médio . contagem de reticulócitos e. é importante avaliar a freqüencia cardíaca. De modo geral. devem ser analisadas no conjunto dos dados obtidos na história e exame físico. Este dado é fundamental para orientar a etiologia mais provável. a quantidade de hemoglobina menor que 11 g/dl em crianças de seis meses a 5 anos. determinando alterações do exame físico. a velocidade e a intensidade da queda dos índices hematimétricos permitem ou não ajustes cardiovasculares. Hemograma: a contagem de eritrócitos inferior a 3. visando a confirmação do diagnóstico e obtenção de outras informações úteis quanto à provável etiologia. queixa que não ocorre no edema da desnutrição. e hematócrito menor que 33% confirmam a hipótese de anemia. a ocorrência de parestesia simétrica e persistente. a presença de glossite associada a anemia pode sugerir ferropenia.

a taxa de reticulócitos é a relação percentual entre o número de reticulócitos e o número de eritrócitos. Assim sendo. Sua contagem exige metodologia específica. apresentando RDW normal. Na língua inglesa.a contagem eletrônica dos eritrócitos.alterações da membrana do eritrócito q anemias hemolíticas adquiridas . fornece também o coeficiente de variação do volume eritrocitário.defeitos enzimáticos de eritrócito . o que costuma ocorrer nas anemias .anemias hemolíticas q microangiopáticas .anemias macrocíticas q com megaloblastose medular . e reflete a velocidade com que a medula está liberando eritrócitos jovens para a circulação periférica.deficiência de ácido fólico q · sem megaloblastose medular anemias normocíticas q anemia aplástica síndrome de Diamond-Blackfan hipotireoidismo hepatopatias processos infiltrativos em medula anemias hemolíticas congênitas .5% e 14.secundária a processos infecciosos q perda sangüínea aguda q seqüestro esplênico q insuficiência renal crônica Coeficiente de variação do volume eritrocitário (red cell volume width distribution . enquanto. enquanto a leitura do hemograma é feita de forma automatizada. esse coeficiente é denominado de red cell volume width distribution.por imune . Contagem de reticulócitos: são os eritrócitos jovens. tratam-se de exames diferentes.complexos . motivando o uso da sigla RDW. A elevação da taxa de reticulócitos (valores maiores que 7% entre recém-nascidos e maiores que 2% para as demais faixas etárias) reflete aumento da eritropoese. que devem ser solicitados separadamente e cujas interpretações são complementares.5%. cujos valores normais encontram-se entre 11. nas síndromes talassêmicas.hemoglobinopatias .RDW) . além dos dados já descritos do hemograma. as hemácias se apresentam de tamanho uniforme. Na anemia ferropriva o RDW está aumentado devida à ampla variação do volume das hemácias.deficiência de vitamina B12 .

além de confirmarem a presença de anemia. Portanto. a abordagem diagnóstica das crianças com anemia. quando associados aos dados obtidos na história e no exame físico. nos quadros de sangramento agudo e no início do tratamento de reposição de nutrientes nas anemias carenciais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . os resultados do hemograma e da contagem de reticúulócitos. Copyright © 2001 IDS . orientam.5 % são registrados nas anemias carenciais.hemolíticas. Taxas de reticulócitos menores que 0.

com intervalos que dependem da gravidade da anemia. Tratamento da anemia ferropriva: é baseado na reposição de ferro via oral. garantir retornos mensais para identificar falhas e objetivar o seguimento através da realização de um novo hemograma em aproximadamente dois meses de tratamento. Assim. associados ao encontro de anemia. é mais importante facilitar o acesso ao atendimento das intercorrências que possam dificultar a adesão ao tratamento. eventualmente. devido à alta prevalência de anemia ferropriva já referida. devendo ser monitoradas nas crianças com anemia grave. Em geral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Abordagem da criança com anemia microcítica Deve-se iniciar o tratamento com reposição de ferro nos lactentes e pré-escolares que apresentam dados de história que indiquem risco de ferropenia. Elevações dos índices hematimétricos podem ser registradas desde a primeira semana de tratamento. O tratamento deve ser reorientado. em reorientações alimentares que garantam as necessidades nutricionais específicas de cada faixa etária e na remoção de fatores que. a principal possibilidade a ser suspeitada é a falta de adesão às orientações prescritas. possam estar causando ou . justifica-se essa conduta inicial. acompanhada com retornos periódicos. e com reavaliação dos índices hematimétricos. Especialmente em nosso meio. da reorientação alimentar e da prescrição de medicamentos deve ser iniciado e a criança. microcitose e aumento do RDW no hemograma e ao número baixo de reticulócitos. levando-se em consideração as dificuldades específicas de cada caso. o tratamento por meio da reposição de ferro por via oral. Na ausência de respostas satisfatórias.

usa-se mebendazol ( 5 ml. Nas crianças maiores de 1 ano. Em geral. como frutas cítricas e carboidratos. 2 vezes ao dia. Embora haja vários compostos contendo ferro (tabela 2). Além de se reforçar a oferta de carne. durante o tratamento. mesmo que em pequenas quantidades. recomenda-se o consumo de outros alimentos que facilitem a absorção do ferro não-heme. A perversão alimentar costuma diminuir por volta do final da primeira semana e a glossite mostra sinais . Recomenda-se que a administração do medicamento seja feita 30 minutos antes das refeições . mantém-se a reposição em dose terapêutica por mais dois meses após a normalização dos níveis de hemoglobina e do VCM. A dose terapêutica de ferro elementar preconizada para o tratamento é de 4 . está indicado o uso de drogas antiparasitárias. observa-se a melhora e até mesmo o desaparecimento de sinais e sintomas precedendo às alterações laboratoriais mais relevantes. até no máximo 200 mg / dia. A substituição do composto de ferro está indicada para as crianças que apresentarem intolerância ou má aceitação ao sulfato ferroso. Compostos de Ferro Sal de Ferro Sulfato Ferroso Hidróxido de Ferro Polimaltoso Citrato de Ferro Amoniacal Gluconato Ferroso Citrato de Cálcio Ferroso Concentração de Ferro Elementar (%) 20 30 16. vômitos e alterações do hábito intestinal. os distúrbios do sono e até mesmo a anorexia melhoram nos primeiros dias. o sulfato ferroso continua sendo uma boa opção devido ao seu baixo custo e sua melhor absorção. Tabela 2.em dose única) pode ser uma boa opção terapêutica.5 12 5 As reorientações dietéticas devem obedecer às necessidades específicas de cada faixa etária. junto às refeições de sal. visando diminuir eventual irritação gástrica. O cansaço. não resolvem as situações de deficiências nutricionais mistas por não permitirem ajustes específicos de doses.6mg / kg / dia. com o intuito de diminuir o risco da sangramento oculto. Para as crianças maiores de 2 anos. Os efeitos colaterais mais freqüentes são náuseas. A dose diária é dividida em 2 a 3 tomadas . excesso de verduras e cereais. fora de zona de grande prevalência de amebíase. o albendazol (400mg . acompanhada de suco cítrico e carboidratos. Para refazer os estoques de ferro no organismo. se possível. fatores que aumentam a sua absorção. momento em que a acidez gástrica pode facilitar a absorção do ferro e. respeitar os hábitos familiares e se ajustar aos recursos disponíveis. Em áreas de alta prevalência de enteroparasitoses. em geral. repetindo o mesmo esquema após 14 dias). leite. independentemente de efetivação de protoparasitológico. As apresentações comerciais que associam o sal de ferro a outras substâncias hematogênicas são mais caras e.piorando a ferropenia. durante 3 dias. devendo ser evitados os inibidores como chá.

(3) reposição de ferro para lactentes em aleitamento artificial sem fortalecimento com ferro (1 a 2 mg/kg/dia .no mínimo durante os 6 primeiros meses de vida). enquanto adequações alimentares estão sendo incorporadas. vínculos familiares/institucionais saudáveis. Especificamente com relação à alimentação. (2) reposição de ferro para os lactentes prematuros e pequenos para a idade gestacional. a persistência da anemia normocítica reforça a necessidade de encaminhamento. Essa situação específica não deve ser interpretada como patológica e sim como uma fase de transição e autolimitada. renda familiar que garanta oferta alimentar adequada. cuja resolução é espontânea e está relacionada à substituição da hemoglobina fetal pelas hemoglobinas A1 e A2. as carências nutricionais podem ser evitadas garantindo-se condições adequadas de vida para todos. hemoglobinopatias. o exame físico e o acompanhamento são fundamentais para indicar as prioridades da investigação diagnóstica e encaminhamentos. de um modo geral. diminuição da produção de eritropoetina ou alteração do processo de maturação nuclear. Nas crianças que apresentam anemia leve sem outras alterações.de involução a partir da segunda semana. devem ser garantidas as seguintes medidas profiláticas: (1) aleitamento materno exclusivo até o 6ª mês de vida. com 2 mg de ferro elementar/kg/dia. que raramente atingem níveis de hemoglobina menores que 9g/dl. lactentes nascidos a termo e com peso adequado para a idade gestacional apresentam redução fisiológica dos índices hematimétricos entre a 7ª e a 12ª semanas de vida. acesso aos serviços de saúde e educação. Nesses casos. (5) uso de leite enriquecido com ferro em lactentes que sofreram desmame . Em geral. vacinação completa. estão associadas a doenças mais graves. as seguintes condições: moradia com água tratada e saneamento básico. a história. A OMS recomenda. a partir do 2º mês de vida. anemias hemolíticas. como medidas básicas para a prevenção da ferropenia. enquanto a melhora dos índices hematimétricos confirma a possibilidade de a anemia pregressa ter sido secundária a algum processo infeccioso/inflamatório transitório. não sendo possível uma única padronização de conduta. A reticulocitose máxima pode ser detectada entre o quinto e o oitavo dia. falência medular e deficiência de vitamina B12 e ácido fólico. Essas são situações clínicas bem mais raras que a ferropenia e. Abordagem da criança com anemia normocítica As principais causas de anemia de crianças com anemia normocítica são processos infecciosos/inflamatórios crônicos. Abordagem da criança com anemia macrocítica A constatação de macrocitose no hemograma está associada a várias causas que podem ser agrupadas em três situações: falência medular. nesta reavaliação. determinando a necessidadede encaminhamento. desaparecendo em torno de dois a três meses. Profilaxia das Anemias Carenciais De forma geral. (4) reposição de ferro ( 2mg/kg/dia) em lactentes e préescolares expostos a dietas inadequadas. recomenda-se que o hemograma seja repetido em aproximadamente um mês.

miocardiopatia. beterraba. em aleitamento materno exclusivo (1 micrograma/dia-por via oral). (6) oferta de dieta adequada para cada faixa etária. (12) recomendar suplementação de ferro (120mg/dia) a partir do 2º trimestre de gestação. na qual os altos estoques de ferro determinam lesões teciduais graves. Portadores de hemocromatose. (11) estimular dieta rica em ferro e. de forma irreversível. efetiva a administração de 2 ml de sulfato ferroso/semana para as crianças consideradas alvos (6 a 24 meses). (14) reposição de vitamina B12 para lactentes filhos de mães vegetarianas de longa data. só serão identificados entre 40 e 60 anos. pretendendo que. hepatoma. se necessário. no quadriênio 2000-2003. frutas cítricas e carboidratos). (13) reposição de ácido fólico (1. a redução da carência de ferro no Brasil foi priorizada entre as diretrizes na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). especialmente nos países em desenvolvimento.2mg/dia) para lactentes em aleitamento exclusivo com leite de cabra. e. respeitando época de introdução de frutas cítricas e outros alimentos e garantindo 2 refeições de sal por dia a partir do 7º . justifica a busca de medidas profiláticas de natureza coletiva no âmbito da saúde pública. O Ministério da Saúde. hipopituitarismo e hipogonadismo. A prevalência de anemia no mundo. a longo prazo. condição geneticamente determinada e caracterizada pela absorção excessiva de ferro. (6) estimular o consumo de alimentos facilitadores da absorção do ferro não-heme junto às refeições de sal (carne. recomendar a reposição de ferro nas adolescentes e mulheres em idade fértil. o consumo indiscriminado de alimentos enriquecidos com ferro não deve ser estimulado. com ferro tem sido eficaz em vários países. como farinha de casca de ovo.8º meses de vida. dentro do Programa de Saúde da Família (PSF). (7) evitar o consumo de alimentos dificultadores da absorção do ferro junto às refeições de sal (chá. Trata-se de medida com resultados relativamente rápidos e seguros. porém seu custo ainda dificulta o acesso às populações mais pobres e seu uso em grande escala pode levar a uma supervalorização do leite de vaca. excesso de cereais e fibras). por intermédio do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) além de reforçar as recomendações alimentares específicas para prevenir a ferropenia. . (9) esclarecer o valor de determinados alimentos como fonte de ferro biodisponível. quando essas lesões se manifestam clinicamente.precoce. de deficiência de vitamina B12. (10) controlar processos mórbidos que induzam anorexia ou perdas sanguíneas. Recentemente. ovo de pata e outros (9) orientar os vegetarianos quanto ao risco de ferropenia e. como cirrose. leite. artrites e artropatias. além de ter como meta a redução da anemia ferropriva em pré-escolares e escolares em 1/3 até o ano 2003. O enriquecimento de alimentos. principalmente do leite. diminuindo significativamente a prevalência de anemia ferropriva entre lactentes. (8) estimular o consumo de frutas e vegetais crus. comprometendo a importância do aleitamento materno e da diversificação da dieta. seja possível consolidar e estender essa conduta para todos os municípios brasileiros atendidos pelo PSF. Devido ao fato de não haver vias específicas de excreção de ferro que não a descamação celular.

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acometendo leucograma e plaquetas. Nestes casos. abordagem diagnóstica para exclusão de leucose. pois vários exames permitem quantificar o ferro corpóreo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Para investigação diagnóstica/tratamento Consideram-se sinais de alerta as alterações que não se limitam apenas ao eritrograma. atipia linfocitária. como deficiências nutricionais mistas. leucopenia grave. A persistência da anemia microcítica em crianças devidamente tratadas sugere a necessidade de se ampliar a abordagem diagnóstica para confirmar ou afastar laboratorialmente a condição de ferropenia. perdas sanguíneas ocultas e até mesmo alguma outra afecção específica do eritrócito que tenha pouca expressão clínica. o indivíduo deve ser encaminhado para algum serviço de referência. linfocitose ou plaquetopenia intensas. o tratamento deve ser retomado. processos inflamatórios crônicos. o mais breve possível. . para que se inicie. Uma vez confirmada a presença de ferropenia. grandes desvios à esquerda dos leucócitos (aumento de bastonetes) e presença de blastos. é importante a referência do paciente. Nestas situações. considerando-se a possibilidade de falha terapêutica ou de haver outra etiologia associada à ferropenia. sendo estas: macrocitose. As dosagens séricas disponíveis retratam apenas uma parte do seu metabolismo e devem ser interpretadas com cautela.

Copyright © 2001 IDS . A necessidade de efetivação de diagnóstico diferencial entre processos infecciosos. estomatócitos e acentuação de pontilhado basofílico. pois esta condição afasta ferropenia e sugere talassemia e nas pessoas com história. como insuficiência cardíaca e/ou respiratória. deficiências de enzimas eritrocitárias. doenças de membrana) em lactentes com história de hemólise recorrente ou icterícia prolongada. sem incompatibilidade sangüínea materno-fetal. anemia normocítica e reticulocitose ou as seguintes alterações morfológicas no esfregaço de sangue periférico: células falcizadas. hepatopatias.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . eliptócitos.Se a ferropenia for afastada. a investigação diagnóstica deve excluir as demais causas de microcitose: algumas síndromes talassêmicas. doenças metabólicas e as doenças hemolíticas reforçam a indicação de encaminhamento para serviços de referência. A eletroforese de hemoglobina também deve ser lembrada no seguimento de algumas crianças inicialmente tratadas como ferropênicas que apresentem respostas parciais à reposição de ferro ou que passem a apresentar evidências de hemoglobinopatia. A eletroforese de hemoglobina deve ser realizada como conduta inicial quando houver anemia microcítica com RDW normal. exame físico ou antecedentes familiares sugestivos de hemoglobinopatias e que apresentem. A transfusão de glóbulos vermelhos deve ser reservada aos casos nos quais os níveis muito baixos de hemoglobina estejam levando a repercussões clínicas importantes. os dados de história devem ser aprofundados conforme as hipóteses etiológicas mais prováveis. cuja expressão clínica é leve ou está ocultada pela ferropenia Deve haver suspeita de síndrome hemolítica (hemoglobinopatia. Para tanto. células em alvo. ao hemograma. processos inflamatórios crônicos e intoxicação por chumbo.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bourroul.Anemia na infância. R. p. L. 2000. In: Sucupira. M. Ferrer.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . L. Brasília. C. Sarvier. Rev Saúde Pública 34 (6 suppl). . 2000. .. A. S. Pediatria em Consultório. Monteiro.e cols. São Paulo.. Ministério da Saúde do Brasil / Opas / Área de Saúde da Criança / Atenção Integrada Às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). P. C. 4a ed. 2000. Scaramuzzi.1 Copyright © 2001 IDS .Manual de Condutas do AIDPI. 216. D.Saúde infantil: tendências e determinantes na cidade de São Paulo na segunda metade do século XX. S. A. M. A. . p.

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A idade óssea encontra-se atrasada devido à calcificação reduzida nos núcleos de ossificação. permitem acompanhar o tratamento e avaliar o processo de cura. pois as alterações das epífises da ulna e rádio são precoces. porém o nível sérico de fósforo encontra-se sempre baixo e a atividade sérica da fosfatase alcalina. em função da carência de vitamina D. A radiografia dos punhos é especialmente adequada para avaliação do raquitismo. Ocorre alargamento das epífises em forma de taça. Outros achados são a rarefação óssea. pois variam conforme o método e a faixa etária da criança. encurvamento diafisário. e dependem do estágio em que se encontra o raquitismo. As alterações bioquímicas decorrem diretamente das alterações do metabolismo de cálcio e fósforo. Quando o raquitismo é sintomático. o que determina também o aumento do espaço interarticular. porém são de difícil disponibilidade em nosso meio. produzindo a imagem "em franja". devido à não-mineralização do tecido ósseo subperiostal. A dosagem sérica de paratormônio elevada e os níveis séricos de 25(OH)D diminuídos auxiliam no diagnóstico.Os achados radiográficos. O borramento ou perda dos limites ósseos pode aparecer sob forma de pequenas estrias no sentido longitudinal do osso. o nível sérico de cálcio pode estar normal ou baixo. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A confirmação da suspeita de raquitismo deve ser feita através de exames bioquímicos e radiológicos. além de auxiliar no diagnóstico do raquitismo. Os valores de referência devem ser fornecidos pelo laboratório. fraturas em "galho verde" e duplo contorno das diáfises. aumentada. com a concavidade voltada para a articulação.

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portanto. Em nosso meio.000 UI de vitamina D3 com 13.000 UI. é difícil estabelecer o tempo necessário para a cura.000 U de vitamina D (vitamina D2 ou D3). Na presença de diarréia e/ou má aceitação oral a via parenteral. é a melhor escolha. 1 mg de vitamina D são 40. por parte da criança.200 UI de vitamina A. assim. esquemas de tratamento nos quais são utilizadas doses baixas diárias de 2. na literatura. por via oral. garantindo. opta-se pela via oral. Neste caso. durante nove dias. tratamento adequado e boa adesão da família. A injeção intramuscular de vitamina D não apresenta vantagens em relação à administração oral. Uma unidade internacional de vitamina D corresponde a 0. A cura do raquitismo carencial pode ser obtida por meio da administração de uma dose única de 600. Na ausência de diarréia e boa aceitação oral.025 mg de vitamina D3. porém dá-se preferência ao esquema com dose única de 600.000 UI por dois a seis meses. muitas vezes.000 a 5. conforme a disponibilidade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento do raquitismo poderia ser feito somente com a exposição diária ao sol. no entanto. a única preparação oral disponível é a associação de 66. A grande vantagem desse esquema é a possibilidade de ser feito sob supervisão.000 UI de vitamina D por via oral ou parenteral. recomenda-se que seja prescrita a vitamina D por via oral. pois a medicação oral é bem absorvida. Em vista disso. perfazendo um total . o esquema recomendado é a administração de uma ampola diária. Existem.

constatam-se hipercalcemia e hipercalciúria. Como é muito difícil identificar as famílias que realmente terão condições de expor os lactentes ao sol. por ser outro período de grande aceleração do crescimento. anorexia. A ingestão crônica de doses elevadas de vitamina D pode causar comprometimento renal e calcificações metastáticas. Ocorre deposição mineral na metáfise. obstipação intestinal. recomenda-se. o uso diário de 400 UI de vitamina D por via oral. entre outros. também. sinais de irritação meníngea. Os sinais radiográficos de cura evidenciam-se pela calcificação e aparecem duas a quatro semanas após o tratamento. vômitos e diarréia. A intoxicação pela vitamina D. devendo-se sempre confirmar sua formulação. perda de peso. normalizando o espaço interarticular. Os níveis séricos de cálcio e fósforo normalizam-se após dias ou semanas de tratamento. vertigem. é de risco para o raquitismo carencial. por via oral. A exposição diária à luz solar é o melhor meio de prevenir o raquitismo carencial. descamação de pele local ou generalizada. poliúria e polidipsia. durante todo o tratamento do raquitismo. A adolescência. abaulamento de fontanela.de 594. para que não ocorra novo episódio de raquitismo. A dose recomendada é de 400 UI/dia de vitamina D por via oral. Apesar da suplementação diária com vitamina D. anorexia. A maioria das deformidades ósseas desaparecem meses ou anos após o tratamento. continua sendo importante encorajar as mães a adquirirem o hábito de expor seus filhos ao sol diariamente com pouca roupa e não através de vidraças. caracteriza-se pelos seguintes sintomas: anorexia. ou hipervitaminose D. irritabilidade. prurido. A hipervitaminose A aguda é consequência da ingestão acidental de produtos contendo vitamina A. A hipervitaminose crônica deve-se a ingestão prolongada de altas doses de vitamina A. linha de maior calcificação na região submetafisária. como profilaxia até dois anos de idade (fase de crescimento acelerado). para evitar a hipervitaminose A. A suplementação de vitamina D diária na dose de 400 UI /dia deve ser iniciada logo após o tratamento. até a cura definitiva do raquitismo. dor nos ossos. Para o recém-nascido de termo e prematuros de mães com níveis normais de vitamina D. Vitamina Nome comercial® Via de administração Apresentação . Os sintomas são: cefaléia. hipotonia. esplenomegalia.000 UI de vitamina D. recomenda-se o uso diário de vitamina D na dose de 400 UI/dia. para evitar complicações por hipocalcemia. hepatomegalia. É fundamental manter. os núcleos ósseos tornam-se visíveis. Diminui a rarefação óssea e a cortical torna-se mais compacta. alopecia. e aparece a linha de remissão raquítica. ingestão adequada de cálcio. A utilização de associações de vitamina D com vitamina A requer cuidado. Todos os sintomas regridem completamente com a supressão da vitamina A. hidrocefalia. Os níveis de fosfatase alcalina podem permanecer alterados por vários meses. tendo como sintomas: craniotabes. Na avaliação laboratorial. Adolescentes pouco expostos ao sol devem receber profilaxia por meio de alimentos enriquecidos com vitamina D ou medicamentos durante todo o período de estirão.

Solução com 400 UI de vitamina D .000 UI de vitamina A / ml.000 UI de vitamina D3 e 13. 3. 100.000 UI de vitamina D2 e 50.000 UI de vitamina D3.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C / ml.200 UI de vitamina A.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C. Aderogyl D3 (Sarsa) Oral Ampola com 66.000 UI de vitamina D e 50. Tri-vi-sol (Mead Johnson) Oral . 5. Solução com 2.000 UI de vitamina A. Solução com 50.D+A Adeforte (Gross) Oral Ampola com 50.000 UI de vitamina A / ml. Gaduol (Climax) Oral Solução com 10.000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E / ml. Ad-til (Riker) Oral Solução com 10.500 UI de vitamina A / ml.200 UI de vitamina D3 e 5.

3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C / ml.Protovit (Roche) Oral Solução com 1.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . 5. 4 mg de vitamina B1.000 UI de vitamina A.000 UI de vitamina D. 10 mg de vitamina B5. 1 mg de vitamina B6. 10 mg de vitamina PP. 1 mg de vitamina B2.

" Vitamina Nome comercial ® (fabricante) D+A Adeforte (Gross) Via de administração oral Apresentação ampola com 50. Além desse tratamento. como observado em países ricos.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C. que é a suplementação diária com vitamina D.000 UI de vitamina A. O raquitismo carencial pode ser prevenido por meio de um tratamento de baixíssimo custo.000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E/ml .000 UI de vitamina D3. basta seguir os antigos e sábios conselhos de nossas avós. que diziam: "Tome seu leite e vá brincar lá fora. 100. é algo difícil de se aceitar. 5.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Nos dias de hoje. seguro e altamente eficaz.solução com 50. a persistência ou reaparecimento de raquitismo carencial.

000 UI de vitamina D2 e 50. 5.200 UI de vitamina D3 e 5. 4 mg de vitamina B1.000 UI de vitamina A.000 UI de vitamina A/ml solução com 10.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1 mg de vitamina B2.200 UI de vitamina A.000 UI de vitamina D3 e 13.000 UI de vitamina D. 10 mg de vitamina PP.500 UI de vitamina A/ ml solução com 10. 10 mg de vitamina B5. 1 mg de vitamina B6.solução com 2.Aderogil D3 (Aventis) oral ampola com 66. 3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C/ml Ad-til (Byk) oral Gaduol (Clímax) oral Tri-vi-sol (BristolMyers Squibb) oral Protovit (Roche) oral Copyright © 2001 IDS . 3.000 UI de vitamina D2 e 50.000 UI de vitamina A/ml solução com 400 UI de vitamina D.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C/ml solução com 1.

A.D. New York. & cols. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barness. 1996. . pp.: Nelson Textbook of Pediatrics.C.Rickets.S. 3a ed. São Paulo. Rodrigues. & cols.M.L.Nutrition and nutritional disorders. Raven Press.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .J.F. Philadelphia. Saunders. vol. & Zuccolotto. 21 of Nestlé Nutrition Workshop Series. 1991.179. In Sucupira. In Behrman. 1996. 15th ed.: Pediatria em Consultório.S. 208. Sarvier.A.L.Disvitaminoses.R. pp. . . Glorieux.H.E.S. & Curran.C.

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com ou sem receitas médicas. e o uso abusivo de antibiótico é muito frequente. ou resfriado comum. As medicações utilizadas para o tratamento do resfriado comum são vendidas sem receitas médicas e são consideradas seguras. embora geralmente causem doença localizada no trato respiratório superior. as medicações usadas para o resfriado comum. Entretanto. os quais apresentam diferenças sazonais e podem causar diferentes síndromes clínicas (tabela 1). possui alta morbidade. são as mais vendidas. embora não seja uma infecção respiratória grave. há comprometimento do trato respiratório . não há estatísticas precisas. O resfriado é uma síndrome catarral aguda. Quando o quadro é causado pelo vírus Influenza e pelo vírus sincicial respiratório. estas medicações podem causar reações adversa