Temas da Área de Medicina Apresentação O Brasil de hoje é, sem dúvida, diferente do país de apenas duas décadas atrás.

Mudanças internas, associadas à globalização que envolve todos os países do mundo, criaram uma nova realidade política e econômica, que se refletem nas condições de vida de nossa população. Paralelamente, observa-se uma maior consciência quanto aos valores sociais e entende-se que mudanças expressivas só ocorrerão com um forte engajamento do governo e da sociedade civil na construção de uma democracia onde se combata, de maneira vigorosa, as intensas desigualdades sociais que ainda persistem e dificultam uma considerável parcela dos brasileiros a ter acesso a instrumentos sociais que lhes permita viver com dignidade. Na área da saúde, pode-se afirmar que muito se avançou com o preceito constitucional de que saúde é um dever do Estado e um direito do cidadão. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), deu-se um importante passo na modernização das ações de saúde em nosso país. O SUS, entretanto, não tem conseguido atingir plenamente seus objetivos de equidade e universalidade, devido a uma conjuntura de fatores, que inclui ingredientes de difícil manipulação, dentre eles a limitação de recursos financeiros, as amarras administrativas e gerenciais do setor público e o preparo técnico, científico e até mesmo humanitário de parte dos profissionais de saúde, sem deixar de mencionar constantes desavenças políticas, que não raro dificultam sua implantação. Ao longo dos últimos anos, tornou-se evidente que o atendimento primário, base de entrada para o sistema público de saúde, necessitava uma nova abordagem, uma vez que a estrutura clássica de unidades básicas de saúde vinha apresentando, em diversos locais do país, uma baixa resolubilidade. Assim, a partir de experiências na região Norte-Nordeste, criou-se o Programa Saúde da Família (PSF), baseado em equipes de saúde da família, que são constituídas por médicos, enfermeiras, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atendem populações geograficamente definidas e com número definido de famílias. Essa estratégia vem não só melhorando o acesso da população ao sistema, como tem proporcionado considerável melhora na qualidade do atendimento oferecido, o que traz um admirável grau de satisfação da população e das próprias equipes de saúde. A experiência destes primeiros anos de PSF mostrou, entretanto, que existe uma dificuldade de se arregimentar médicos adequadamente treinados para exercer a função de generalistas e enfermeiras com o devido preparo para as abrangentes funções por elas desempenhadas no PSF. Embora pólos de capacitação estejam sendo instalados em todo o país para treinar os profissionais que atuam no PSF, ressente-se da falta de material instrucional para auxiliá-los no processo decisório do dia-a-dia. Por esse motivo, criou-se uma importante parceria, envolvendo diferentes setores da sociedade: o Instituto para o Desenvolvimento da Saúde (IDS), uma organização não governamental voltada para a melhoria das atenções de saúde no país, a Universidade de São Paulo (USP), que cumpre assim seu papel de centro divulgador de conhecimentos, a Fundação Telefônica (FT), que se sensibiliza com as necessidades sociais, e o Ministério da Saúde (MS), que acreditou na proposta e se propôs a divulgar o material instrucional que aqui é apresentado para todas as equipes do PSF.

Os temas abordados foram basicamente os recomendados pelo MS, em função de sua freqüência e importância, além de alguns outros sugeridos por professores da Faculdade de Medicina e da Escola de Enfermagem da USP. O tratamento dado aos textos foi o mais conciso e objetivo possível, de modo a auxiliar os médicos a tomarem decisões quanto ao diagnóstico e tratamento das enfermidades selecionadas, além de, quando pertinente, tomar medidas relacionadas com a prevenção das doenças e suas complicações. Um enfoque complementar é o de tentar definir os limites de atenção no PSF e de quando encaminhar o paciente para um especialista ou centro de referência. Já os textos de enfermagem, além de procurar normatizar as ações desses profissionais, procuram trazer informações complementares que auxiliam as enfermeiras na consecução dos objetivos do PSF. Acreditamos que o projeto "Material Instrucional para o PSF" preenche uma necessidade atual para se poder melhorar a qualidade das atenções básicas de saúde de nosso país. Sua concretização reforça o conceito de que os problemas do setor saúde não devem ser entendidos como exclusivos do governo, cabendo um envolvimento ativo da sociedade civil na busca de diagnósticos e soluções para um Brasil melhor e mais justo. Prof. Dr. Raul Cutait Presidente do Instituto para o Desenvolvimento da Saúde

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Dulce Maria Senna1 Eleonora Haddad Antunes2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:32 AM
1 Médica sanitarista, psicoterapeuta, doutora em Medicina Preventiva, médica assistente do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP 2 Médica psiquiatra, mestre em Medicina Preventiva, supervisora do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP

Quadro clínico e Epidemiologia A abordagem do contexto familiar, dentro das ações previstas para uma equipe de Saúde da Família, torna-se necessária, tanto do ponto de vista do entendimento da situação-problema trazida como demanda de atendimento, como num contexto de estratégia de promoção à saúde, em nível comunitário. Nesse sentido, são necessárias algumas considerações. Um grupo de tarefas que se organiza na direção da sobrevivência, cujos membros dividem atribuições e papéis. Um grupo interativo no qual intensas relações afetivas se manifestam. Um grupo que é produto: a) das heranças culturais trazidas por seus antepassados, b) do seu próprio ciclo de vida familiar, c) da sua articulação dentro dos fatores econômicos e

culturais da sociedade a que pertence. A demanda trazida pelos indivíduos para atenção à saúde pode ser compreendida como uma linguagem que expressa conflitos de seu ambiente familiar. Assim, as questões de saúde da criança, do adolescente, da mulher, do homem e do idoso devem ser compreendidas à luz da estruturação e da história particular de cada família, dentro do pano de fundo da realidade social que a constitui. A composição das famílias brasileiras, do ponto de vista demográfico, vem passando por várias alterações nas últimas três décadas. Apesar de estas ocorrerem de forma diferenciada para as diversas regiões do país, alguns movimentos acontecem de forma geral, como a redução da natalidade e o aumento no número de anos vividos pelas pessoas. As famílias vêm se tornando menores e com um número maior de idosos em sua composição, com aumento da prevalência de doenças crônicas e de problemas decorrentes do processo de envelhecimento. As famílias, no Brasil, principalmente nas camadas mais pobres da população, constituem grupos voltados para a formação de uma renda que possibilite a sobrevivência de todos e favoreça o estabelecimento de planos para o futuro. O modelo de família vivendo isoladamente num domicílio, no qual o pai tem o papel de provedor dos bens materiais, a mãe deve cuidar dos afazeres domésticos e aos filhos cabe a responsabilidade de estudar, não predomina nos núcleos familiares mais empobrecidos. Nas últimas décadas, buscando melhores condições de vida, as famílias migraram para regiões urbanizadas e se confrontaram com valores culturais diferentes; sua composição também passou por alterações. Elevou-se o número de núcleos familiares compostos apenas por mulheres e seus filhos menores, principalmente nos grupos migrantes de baixa renda. Mais recentemente, a perspectiva de globalização econômica, de desemprego estrutural e de restrição aos investimentos de projetos sociais repercutiu na estrutura familiar, com prejuízo aos projetos de vida, levando, inclusive, ao aumento do número de indivíduos e famílias moradores de rua. Estudos clássicos sobre famílias caracterizam o ciclo de vida familiar em três estágios: uma primeira fase, de maiores dificuldades, constituída pelo casal ou um dos pais com filhos pequenos; uma segunda de maior prosperidade, com os filhos dentro da família e com idade para trabalhar e uma terceira fase, também mais difícil, com os filhos fora do primeiro núcleo familiar e o casal ou um dos pais em idade mais avançada. Entretanto, nas regiões urbanas brasileiras, observa-se que o núcleo familiar tende a ser composto por várias gerações como forma de enfrentar dificuldades financeiras. Os filhos que formam um novo ramo familiar continuam a habitar o núcleo original como forma de somar rendimentos, barateando os custos habitacionais e garantindo os cuidados às crianças e a outros dependentes, que são aqueles que não estão inseridos ativamente no mercado de trabalho, como os adolescentes, os idosos e os desempregados.

As mulheres ocupam um papel importante na manutenção da vida diária do grupo familiar, exercendo o trabalho doméstico, o preparo e manutenção dos alimentos, a confecção do vestuário, a procura de preços mais baixos nas compras, o que contribui para diminuir os gastos domésticos e para manter o orçamento familiar. A sua participação com trabalho remunerado na geração da renda familiar, realizada dentro ou fora do ambiente doméstico, soma-se às outras atividades, potencializando sobrecarga física e emocional e conseqüentes agravos à saúde. Por outro lado, a experiência acumulada durante a existência das mulheres no manejo do cotidiano da vida familiar lhes proporciona, quando idosas, um papel mais definido no grupo, o que pode não ocorrer no gênero masculino. Nesse sentido, ao se abordar o idoso no grupo familiar, deve-se levar em conta o gênero e a sua relação com os demais membros. A contribuição masculina na provisão do sustento e na defesa dos princípios morais é fundamental, principalmente nas famílias de baixa renda. Nesses grupos, as expectativas colocadas expressam: que a presença do homem é que dá respeito à casa, o homem é o chefe da família e sua condição de trabalhador lhe dá o reconhecimento na sua comunidade. A dificuldade de desempenho destas funções, quando o homem tem remuneração inferior, está desempregado ou aposentado, pode ser fonte de estresse e de danos à saúde. No idoso, a inadequação ao projeto familiar e a perda dos papéis masculinos anteriormente exercidos têm impacto na auto-estima, fator de proteção considerado importante na manutenção da saúde. Na arquitetura familiar, as crianças, como membros que não têm autonomia e capacidade plena de defesa, geram uma tensão no sentido do cuidado e estão mais expostas e vulneráveis às situações de conflito no grupo. Na adolescência, esta situação, em parte, permanece. Em acréscimo, os adolescentes, muitas vezes depositários das expectativas de transformação e mobilidade social do grupo, sofrem com a frustração dessas expectativas, seja pelo contexto familiar de sobrevivência, seja pelo contexto de possibilidades de inserção social. As possibilidades de agravos à saúde se estabelecem de forma diferenciada. Mulheres, adolescentes e crianças estão mais expostos ao contexto da violência doméstica. Os efeitos da dupla jornada feminina, acrescidos das alterações corporais advindas da maternidade propiciam um perfil específico de problemas de saúde. Homens têm aumentado o risco de depressão e alcoolismo quando suas funções no grupo se reduzem, no desemprego ou aposentadoria. Os idosos podem também ter problemas de adaptação ao projeto familiar, quando seus papéis são ocupados por uma nova geração. No interior da família, a ocorrência de outros eventos de vida potencialmente estressantes também deve ser observada: a morte de um dos pais ou de indivíduo provedor de cuidados ou renda; a gravidez e os nascimentos trazendo um novo arranjo ao grupo; a manifestação de uma doença grave ou envelhecimento que interfiram na capacidade de autonomia de um dos membros da família; o início da vida escolar das crianças; a prisão, hospitalização ou migração de um dos familiares.

Ou seja, acontecimentos que, além de trazerem angústias individuais, possam desestabilizar a composição anterior do grupo. A observação dessas mudanças pode auxiliar no manejo do cuidado à saúde, seja individualmente, seja como apoio ao núcleo familiar. A problemática familiar é complexa e necessita uma compreensão que leve em conta sua inserção no contexto sócio-econômico e o momento do ciclo vivido. Investigar a situação evolutiva de uma família pode esclarecer situações de conflito que possam estar afetando as condições de saúde. Frente às adversidades, como forma de proteção, a família não se entende somente a partir dos laços de sangue, mas sim como uma rede de solidariedade que favorece a sobrevivência. Assim, família são aqueles com quem se pode contar. E os grupos se estabelecem a partir de laços, afetivos e morais, de parentesco e vizinhança, que possibilitam a solidariedade, a troca de favores e a manutenção dos hábitos, linguagem e valores culturais. O projeto de sobrevivência das famílias empobrecidas ocorre dentro de grupos de solidariedade, nos quais os laços morais determinam papéis e obrigações para os seus membros. Na direção do suporte às famílias, alguns conceitos têm sido estudados. Observa-se, por vezes dentro da mesma faixa de renda, que indivíduos ou sistemas - famílias, grupos e comunidades - têm maior capacidade de enfrentar com sucesso adversidades ou riscos significativos. Ou seja, uma melhor capacidade de recuperação diante de eventos adversos. A esta característica se chamou resiliência, que é um termo advindo da Física, que poderia ser traduzido como elasticidade e entendido como capacidade de retomar a forma original, após uma tensão sofrida. Algumas investigações buscam identificar características de resiliência, para formular e implementar programas e práticas visando reforçar propriedades já existentes, com o objetivo de alcançar mais saúde e qualidade de vida. Ou então, minimizar o impacto de risco em populações vulneráveis, como, por exemplo, crianças e adolescentes em contexto de violência, em uso de drogas ou moradores de rua. Uma das características que potencializam a capacidade de enfrentar adversidades é a possibilidade de se contar com suporte social. Suporte social pode ser qualquer informação, auxílio material ou afetivo, oferecidos por grupos ou pessoas. Nesse sentido, define-se como relação humana na qual trocam-se recursos sócio-emocionais, instrumentais ou recreativos. As redes de suporte social são as pessoas, grupos ou instituições concretamente organizadas e que potencialmente podem exercer esse apoio.

Ações que levem em conta a possibilidade, no domicílio, de detectar necessidades de suporte e incrementar estratégias comunitárias, no sentido de ampliar redes de apoio social podem ter impacto positivo na saúde dos indivíduos e do grupo familiar. Nesse sentido, a equipe de saúde da família e, particularmente, o agente comunitário de saúde têm um papel primordial.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores:

Ana Sílvia Whitaker Dalmaso1

Alexandre Nemes Filho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:40 AM
1 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP 2 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP

Introdução O tema da Promoção da Saúde tem se tornando cada vez mais presente na prática dos profissionais de saúde pois, na atualidade, se inclui como componente de destaque na organização de novos modelos de prestação de serviços no campo da saúde pública, como é o caso do Programa de Saúde da Família. Alem disso, o debate em torno da noção de promoção da saúde vem favorecendo a constituição de um movimento daqueles que entendem que as políticas públicas, em particular aquelas que ocorrem nos municípios, devem estar direcionadas para capacitar as comunidades para atuar na melhoria da qualidade de vida e saúde. Incluem-se nesta proposta o movimento de alcance internacional conhecido como "Cidades-Municípios-

Saudáveis". Pode-se observar também que, nas últimas décadas, tem havido um interesse maior das pessoas e das comunidades para iniciativas e habilidades que buscam expandir o potencial de vida, uma visão positiva da saúde. Sinteticamente isto pode ser explicado face ao aumento da expectativa de vida na modernidade com a redução da mortalidade nas idades mais jovens e a diminuição dos danos causadas pelas doenças. Nas perspectivas apontadas acima, o que está em questão é o reconhecimento de que a Saúde não está simplesmente relacionada à ausência de doenças ou ao tratamento de doenças, mas tem seu conteúdo ligado à qualidade de vida e ao bem-estar das populações. Desta forma, a saúde é promovida quando são fornecidas melhores condições de trabalho, moradia, educação, atividade física, repouso e lazer, alimentação e nutrição. Neste artigo, procuramos definir o conceito de Promoção da Saúde, incluindo uma breve recuperação histórica e assinalar as possíveis estratégias orientadas pelo conceito. O Conceito de Promoção à Saúde A noção de promoção à saúde mais difundida na área médica, foi introduzida por Leavell e Clark, em 1976, no desenvolvimento do modelo denominado "história natural da doença". Neste modelo, aplicado a partir do grau de conhecimento do curso de cada uma das doenças, definem-se três níveis de prevenção: primário, secundário e terciário. A prevenção primária, foco do nosso interesse, tem por objetivo evitar que as pessoas adoeçam; para tanto, lança mão de medidas voltadas para as condições do meio ambiente e social, não só para promoção geral da saúde, como para dar proteção específica a algumas doenças, como é o caso das vacinas. Este modelo repercutiu de forma positiva em dois aspectos. Permitiu uma ordenação e organização das ações no âmbito da vigilância epidemiológica, em particular nas atividades institucionais ligadas ao controle das doenças de notificação compulsória, e reforçou a noção de que a educação é um fator tão importante quanto a assistência clínica na melhoria da saúde. Obteve, porém, pouca repercussão no tocante a aspectos de mobilização das comunidades. A partir de 1980, esta última característica apareceu nas novas versões da promoção da saúde. Um entendimento muito freqüente refere-se à promoção como a busca de um ambiente saudável, que as pessoas tenham uma boa qualidade de vida e gozem de bem estar. BRESLOW (1999), entretanto, chama a atenção para o fato de que medidas como a restrição ao fumo, o controle do uso do álcool, a redução do peso nos obesos e diminuição da ingestão de gorduras saturadas e colesterol, embora devam ser alcançadas, constituemse em medidas tipicamente de prevenção para lidar com fatores de risco (de doença coronariana, câncer de pulmão e alcoolismo) não se caracterizando propriamente como medidas de promoção da saúde.

BUSS (2000) salienta que este tipo de enfoque mantém-se centrado apenas nas mudanças de comportamentos danosos dos indivíduos ou restritos a questões culturais de algumas comunidades. Considera que o conceito moderno de promoção da saúde deve implicar em atividades voltadas tanto a grupos sociais como a indivíduos por meio de políticas públicas abrangentes (em relação ao ambiente físico, social, político, econômico e cultural) e do esforço comunitário, na busca de melhores condições de saúde. Nesta última perspectiva, têm se ancorado as resoluções das "Conferências Internacionais de Promoção da Saúde", procurando estabelecer consensos e diretrizes para a promoção da saúde. Estratégias de Promoção à Saúde Se já está explicado o que é promoção à saúde e entendido como ela é importante para melhorar a qualidade de vida das pessoas e diminuir a quantidade e gravidade das doenças, vamos agora indicar formas concretas de se fazer promoção à saúde. Destacamos, neste texto, duas formas que são complementares, isto é, uma se soma à outra. Elas não só trazem bons resultados, mas também fazem os recursos empregados produzirem mais benefícios. São elas a ação intersetorial (integração de tipos diferentes de atuação) e o suporte social. Vamos estar privilegiando neste texto o suporte social porque o consideramos um instrumento muito útil para o trabalho dos profissionais de saúde do Programa de Saúde da Família (PSF) para alcançar seus propósitos em termos de qualidade de saúde e vida das pessoas e dos grupos sociais. Ações intersetoriais: integração de esforços visando alcançar mais e melhores resultados e racionalizar recursos. Como diz o ditado: "a união faz a força". Portanto, somar ações é mais inteligente do que fazer tudo em separado. É proveitoso, por exemplo, juntar trabalho nas creches e escolas e ações de saúde; juntar atividades de esporte e cultura e as áreas de saúde e educação ou ainda transformar o local de trabalho ou o município em um ambiente saudável. Apesar de a intersetorialidade ser uma estratégia já conhecida faz tempo, há, freqüentemente, dificuldades para colocá-la em prática. O segredo é estar disposto a conversar e articular. Para os governos municipais, é muito importante fazer planejamento integrando as diversas áreas de atuação e discutindo com a população as prioridades e como realizar os planos. Suporte social: instrumento de trabalho na atenção básica à saúde, visando melhorar a qualidade de vida e o domínio do grupo e do indivíduo sobre as situações. A idéia é que uma pessoa que tenha mais conhecimentos, mais habilidades e maior confiança em si pode proteger sua saúde e viver melhor. O suporte social representa um conjunto de ações que podem ser realizadas por diferentes tipos de pessoas: os membros da equipe de saúde da família, parentes, amigos, voluntários. Faz-se suporte quando se fornece informação: com ela as pessoas e os grupos podem se proteger e se defender melhor, saber onde procurar ajuda para um problema e aprender a se cuidar. Outro tipo de suporte é o apoio emocional: fazer companhia, conversar, aconselhar, encorajar, mostrar que se está do lado da pessoa ou do grupo nas suas decisões. Este tipo de suporte faz com que as pessoas e os grupos ganhem mais confiança,

mais força e possam decidir e lutar pelo que desejam. Um terceiro tipo de suporte é chamado de instrumental, significando fornecer recursos técnicos e/ou materiais para ajudar a pessoa a se protegerem e cuidar melhor. Pode ser desenvolver habilidades para, por exemplo, amamentar, fazer dieta ou fazer uma fossa, ou fornecer recursos materiais para cuidado da saúde ou manutenção da qualidade de vida (como, por exemplo, renda mínima, cesta básica, material para construção, medicação). Como já dissemos, o suporte pode ser leigo (parentes, amigos, voluntários) ou profissional. A vantagem do leigo é que muitas vezes quem faz o suporte está mais perto e conhece mais quem vai receber o apoio. Mas, onde o suporte leigo não é suficiente, pode-se contar com o apoio profissional. E de quem? Por exemplo: na equipe de saúde da família, quem deve fazer o suporte social? Todos, cada um com a sua função, todos buscando ouvir e acolher as necessidades dos usuários. E um trabalho articulado com o do outro, como uma verdadeira equipe. Onde fazer o suporte? Um entendimento mais restrito é considerar o suporte como ação comunitária, a ser realizado mais no domicílio e na comunidade do que na unidade de saúde. Uma outra forma de pensar, mais abrangente, é incluir o suporte social entre as ações básicas de saúde, realizadas em todos os espaços: na visita domiciliar, no contato com agrupamentos, locais de reunião, nos atendimentos individuais, nas atividades educativas. Quem decide qual é o suporte necessário? Não pode ser uma decisão só da equipe, mas da conversa dos profissionais com a população e as pessoas, definindo juntos os problemas a serem enfrentados e como fazer. Se a decisão é unilateral, corre-se o risco de o profissional pensar que está fazendo um apoio e de quem o recebe considerar que o apoio é desnecessário ou que até atrapalha mais do que ajuda. Por isso, a conversa, a integração e a combinação do suporte é tão importante. Como a área da promoção à saúde é relativamente nova, cabe, de um lado, experimentar diversas formas de atuação, ou seja, ser criativo. De outro lado, como o suporte profissional é um investimento de recursos (profissionais, tempo de trabalho, recursos materiais), é necessário pensar e colocar em prática formas de avaliação.

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Recomendam-se consultas periódicas ao sítio do Ministério da Saúde: http://www.gov.funasa.br/imu/imu00. além de estar sofrendo atualização com grande freqüência devido ao avanço tecnológico.htm Esquema de Vacinação na Criança Esquema de Vacinação no Adulto Eventos adversos · BCG · DPT · Febre Amarela · Hemófilos · Hepatite B .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Marta Heloisa Lopes1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:46 AM Autores: 1 Professora Doutora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Nota do editor: o calendário de vacinação apresenta peculiariedades de acordo com Estado e região do país.

dose . dose 2ª. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose 2ª. no Brasil. dose 6 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 3ª. dose 1ª. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Hepatite B 4 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 2ª. Esquema de Vacinação para Crianças IDADE Ao nascer VACINA BCG Vacina contra hepatite B 1 mês 2 meses Vacina contra hepatite B Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) DOSES dose única 1ª. dose 1ª. dose Vacina contra hepatite B 3ª.· Poliomielite · Sarampo · Tríplice viral Situações Específicas Vacinação na criança A vacinação de rotina tanto da criança quanto do adulto visa a prevenção das doenças mais graves e mais freqüentes. dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B Hepatite B Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) preconiza o seguinte esquema de vacinação para crianças. dose 2ª. dose 3ª. dose 3ª. dose 1ª.

sendo a primeira aos dois meses. aos nove meses de idade. no caso da mãe ser portadora. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda um reforço. Por isso não são identificadas as mães portadoras do vírus da hepatite B. Foram introduzidas. Mais recentemente. a segunda aos quatro e a terceira aos seis meses de vida. Esta bactéria é importante causa de infecções graves em crianças menores de cinco anos de idade. O esquema completo de vacinação contra hepatite B compreende três doses. rubéola congênita Sarampo 15 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Vacina tríplice viral ou vacina dupla viral ou vacina contra sarampo 6 a 10 anos 10 a 11 anos BCG dT (dupla adulto) Vacina contra febre amarela reforço reforço reforço Formas graves de tuberculose Difteria e tétano Febre amarela É importante ressaltar que. nos últimos dez anos. a vacina contra hepatite B. ocorreram modificações importantes no esquema rotineiro de vacinação das crianças. O esquema de rotina para crianças menores de um ano de idade é de três doses. Embora haja controvérsia sobre a eficácia da vacina BCG. rubéola congênita e caxumba Sarampo. São dadas junto com a segunda dose da vacina contra sarampo e constituem a chamada tríplice viral (sarampo. para crianças entre cinco e seis anos de idade.infantil do vírus da hepatite B. O Estado de São Paulo. baseando-se nos dados controversos sobre a . salientando-se a meningite. A segunda é dada com um mês de vida a terceira e última. caxumba e rubéola). foi introduzida no calendário vacinal de rotina. A outra mudança ocorrida nos últimos dez anos refere-se a introdução de uma dose de reforço da vacina contra tuberculose (BCG intradérmico). em todo o Brasil. o PNI adotou esta medida em decorrência da grave situação epidemiológica da tuberculose o Brasil. sem teste tuberculínico (PPD) prévio. Este esquema de vacinação universal na criança é preconizado para prevenir a transmissão materno. Posteriormente. Em muitas regiões do Brasil ainda não se faz sorologia para hepatite B durante o pré-natal. entretanto. as vacinas contra rubéola e caxumba. é polêmico. rubéola e síndr. a vacina conjugada contra doença invasiva causada pela bactéria capsulada Haemophilus influenzae tipo b. ainda na maternidade. A primeira dose deve ser aplicada o mais precocemente possível. foi introduzida. síndr. de preferência no primeiro dia de vida. A vacinação da criança nas primeiras horas de vida diminuiu em até 90% o risco de transmissão do vírus para ao filho.9 meses Vacina contra sarampo Vacina contra febre amarela dose única dose única reforço reforço dose única (reforço sarampo) Sarampo Febre amarela Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. O assunto. rubéola. aos 15 meses de idade. tétano e coqueluche Sarampo.

Tocantins. A vacina da febre amarela é aplicada em dose única a partir dos seis meses de idade. não a recomenda. Amapá. de sistema nervoso central) e deve continuar sendo empregada para todas as crianças no primeiro mês de vida. Maranhão. Amazonas. dois aspectos devem ser ressaltados: (1) a vacina BCG é útil e eficaz na prevenção das formas graves da tuberculose (miliar. (2º) estão sendo conduzidos estudos para elaboração de vacina de fragmentos de DNA do Mycobacterium tuberculosis. em termos de saúde pública. Mato Grosso. crianças que vivem ou viajam para áreas endêmicas de febre amarela. no calendário de rotina dessa região. só foi amplamente estabelecida no Brasil a partir da década de 1970. até mesmo para aquelas nascidas de mães HIV positivas. Em toda essa polêmica. com reforço a cada dez anos. São áreas endêmicas brasileiras: Acre. Por facilidade operacional. Mato Grosso do Sul. com perspectivas de serem mais seguras e mais eficazes que as vacinas atualmente disponíveis. simultaneamente com a vacina contra sarampo e a 3ª dose da Hepatite B. Pará. Podem haver variações nas indicações de algumas vacinas. essa vacina pode se administrada aos nove meses de idade. A vacinação não está indicada para crianças que vivem em áreas não-endêmicas. Esquema de vacinação para pessoas com sete ou mais anos de idade VACINA 1ª visita dT(dupla tipo adulto: difteria e tétano) Hepatite B* Sarampo/caxumba/rubéola** Influenza (gripe)*** dT Hepatite B dT Hepatite B ESQUEMA 1ª dose 1ª dose dose única dose única 2ª dose 2ª dose 3ª dose 3ª dose 1 a 2 meses após a 1ª visita 6 meses após a 1ª visita . O aparecimento de casos importados de febre amarela na região oeste do Estado de São Paulo determinou a introdução dessa vacina. Por este motivo. Distrito Federal. dependendo das condições epidemiológicas da região onde elas estão sendo usadas. desde o ano de 1992. Vacinação no Adulto A importância e necessidade de vacinação na infância são bem conhecidas. uma vez que a vacinação rotineira da criança. Rondônia. Goiás e Roraima.eficácia da revacinação com BCG. As seguintes situações devem ser consideradas em relação à vacinação de adultos: Primo-vacinação no adulto Esta situação é comum em indivíduos acima de 30 anos. A prática da vacinação do adulto ainda é um desafio. devem ser vacinadas contra essa doença que pode ser fatal.

irritabilidade.. o esquema deve ser completado com a dupla infantil (DT. (3) linfadenopatia regional supurada. Os eventos adversos relacionados a cada uma delas são os seguintes: BCG: locais: (1) úlcera maior que 1 cm. foram constatados. É administrada anualmente. no Estado de São Paulo. Em caso de gravidez e na profilaxia do tétano após alguns tipos de ferimento. portanto. Acima desta idade é indicada para grupos específicos (ver adiante) ** desde janeiro de 2001. articulações. Nestes casos. nas próximas doses. urticária e/ou asma e até choque em anafilático. como dor. ossos. DPT. .000 de doses aplicadas. *** indicada para todas as pessoas a partir de 60 anos de idade e pacientes HIV positivos de qualquer faixa etária acima de 6 meses de vida. deve-se reduzir este intervalo para cinco anos. no outono. Mais raramente choro persistente (por três ou mais horas). para todos os indivíduos até 19 anos de idade. são raras e mais prováveis em indivíduos imunocomprometidos. DPT: locais como dor. Nos casos de anafilaxia. anorexia. administradas na infância. Há relatos de erupção cutânea. fígado. ou sistêmica que podem acometer a pele. Nas crianças em que ocorrerem convulsões ou síndrome hipotônica hiporresponsiva a vacina DPT. Quando ocorrer encefalopatia. está contra-indicada também para indivíduos imunodeprimidos. linfonodos. Por este motivo. vômitos. Os benefícios da vacinação superam largamente os eventuais danos causados pelas vacinas. Febre Amarela: reações locais.000. dois casos de disseminação do vírus vacinal. a vacinação contra a febre amarela está contra-indicada em pessoas com grave hipersensibilidade a ovo. Manutenção durante a vida da imunização adquirida na infância: Os adultos vacinados na infância contra o tétano e a difteria devem receber uma dose de reforço da vacina dT a cada dez anos. (2) abcesso subcutâneo. são seguras.a cada 10 anos e por toda a vida dT uma dose de reforço * desde janeiro de 2001. DPaT. episódio hipotônico hiporresponsivo e convulsão (associada ou não a febre). cefaléia após uma semana da vacinação. Difteria e Tétano). Encefalopatia e reação anafilática são extremamente raras. edema e vermelhidão e sistêmicas: febre. edema e vermelhidão e sistêmicos como febre. está disponível. no Brasil. está disponível. disponível nos centros de referência para Imunobiológicos Especiais (CRIES). baço. para indivíduos até 39 anos idade. Eventos Adversos: As vacinas relacionadas abaixo. estão contra-indicados todos os componentes da vacina tríplice. Por ser vacina de vírus vivo. estão contra-indicadas as vacinas. em 1 caso para cada 1. no Estado de São Paulo. causando encefalite e óbito em uma criança e um adulto. deve ser substituída pela tríplice com componente acelular (DPaT). Os vírus vivos atenuados que constituem a vacina contra a febre amarela são cultivados em ovos embrionados de galinha. mialgia. Recentemente. DT e TT (tóxoide tetânico). após a vacinação. sonolência. sem documentação prévia de imunodepressão. com duração de um a dois dias.

vermelhidão e enduração e sistêmicas como febre.febre baixa . Estima-se que.diarréia leve.4 a 6. em alguma região do corpo ou em todo o corpo. muitas doenças já não causam temor na população. enduração e linfadenopatia regional e sistêmicas: em até 5% dos vacinados. com duração de 1 a 2 dias. ocorra um caso a cada 4.5 milhões de doses administradas.7 a 15. e outras.infecção leve de trato respiratório superior .otite média . febre baixa. Reações de hipersensibilidade são excepcionais: urticária. é mais rara ainda.O PNI se destaca no quadro da saúde pública brasileira. assimétrica. o incentivo à vacinação deve levar em consideração que as oportunidades de vacinar não devem ser perdidas. incluindo as de sarampo. Mais raramente podem ocorrer cefaléia. rubéola. (6) crianças cujas mães estão grávidas podem e devem receber quaisquer vacinas. Em casos de hipersensibilidade as doses subseqüentes estão contra indicadas. Tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola): locais como eritema.7 milhões de todas as doses administradas. Poliomielite: poliomielite associada à vacina: paralisia flácida. como dor e enduração. tétano. De fundamental importância é o papel do médico de família incentivando a vacinação e explicando a necessidade de altos índices de cobertura vacinal para manutenção de baixos índices de incidência destas doenças. difteria. É evento extremamente raro. Cerca de 25% das mulheres vacinadas podem . conjuntivite e exantema. sarampo. Doenças como a poliomielite não ocorrem mais. aguda. atualmente. Sarampo: locais: dor. laringoespasmo. sendo mais susceptíveis os indivíduos imunodeprimidos. Entre os comunicantes. Hepatite B: reações locais. e menos freqüentemente (em cerca de 5% dos casos) exantema. cefaléia. muito raramente. um caso a cada 6. com início 4 a 40 dias após a vacinação ou contacto com vacinados. Esta situação paradoxalmente leva a uma diminuição do interesse pela vacinação. púrpura trombocitopênica e reação anafilática. Graças ao sucesso alcançado por este programa. sibilos. Tanto as reações locais quanto as sistêmicas podem ocorrer nas primeiras 48 horas após a vacinação. (5) em casos de alergia a produtos que não os contidos na vacina. (3) no período de convalescença de uma doença. É uma vacina pouco reatogênica. e sistêmicas como febre nas primeiras 48 horas após a vacinação. entre vacinados. a vacinação não deve ser contra-indicada nas seguintes situações: (1) doença leve . Sistêmicos: do 5º ao 12º dia após a vacinação podem ocorrer febre menor ou igual a 39ºC com duração de até 2 dias. (2) uso de antibioticoterapia. como coqueluche. são muito raras. Hemófilos B: reações locais como dor. (4) em crianças que nasceram prematuras. entre 5 e 12 dias após a vacinação. hipotensão e choque. caxumba. pólio e febre amarela. Assim sendo. rubor e calor.

só é disponível na rede pública para indivíduos maiores de 19 anos. (4) alunos de cursos técnicos e universitários da área da saúde. (7) pacientes submetidos a politransfusões sangüíneas (ex. (12) prostitutas. está indicada para todas as pessoas.: hemofílicos. (11) menores institucionalizados. ocorre em geral duas a três semanas após a vacinação. sua evolução. insuficiência cardíaca. imunodepressão: HIV positivos. varicela e raiva cuja dispensação segue regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde para situações especiais. (6) pacientes renais crônicos*. (2) comunicantes sexuais de casos agudos de Hepatite B. portadores de anemias hemolíticas). síndrome de Guillain Barré. diabetes. institucionalizados.000 vacinados) Outras manifestações neurológicas relatadas como ataxia. esplenectomia. síndrome de Reye são consideradas associações temporais com a vacina. (9) carcereiros. hepatite B.apresentar dor nas pequenas articulações 7 a 21 dias após a vacinação. embora rara tem sido associada à vacina contra caxumba. com neoplásicos e transplantados. Os CRIES dispõem ainda de vacinas contra varicela. isto é. hepatite A. (10) população penitenciária. homossexuais masculinos. Copyright © 2001 IDS . Nos casos de esplenectomia eletiva a vacina contra pneumococo deve ser administrada no mínimo dez dias antes do procedimento. os CRIES devem ser consultados. civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate. contra raiva (cultivada em células diplóides) e de imunoglobulinas específicas contra tétano. Encefalite é muito rara (1: 2. (5) pacientes HIV positivos*.500. (3) profissionais que atuam em áreas da saúde com risco para a aquisição do VHB. doença pulmonar obstrutiva crônica. é benigna. policiais militares. No Brasil. * estes pacientes recebem o dobro da dose habitual A vacina de polissacarídeos contra o pneumococo está disponível nos CRIES para pessoas maiores de dois anos de idade com anemia hemolítica. nos seguintes casos: (1)comunicantes sexuais e domiciliares de portadores crônicos do VHB. Situações Específicas A vacina contra Hepatite B tem indicação de uso universal. (13) pacientes psiquiátricos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (8) bombeiros. em geral. Este quadro é relativamente mais freqüente com a cepa vacinal URABE. Meningite. Em casos de dúvida quanto à indicação deste imunógenos.

ele teria que possuir o diagnóstico de câncer na forma neoplasia avançada. de reversão ou de estabilização da história natural da doença. 1990. do acidente vascular cerebral e do tromboembolismo pulmonar ou pela meningococemia serão precedidas de uma fase considerada como fora de possibilidades terapêuticas de cura. para se chamar um paciente de "terminal".OMS. Controle da dor. que consiste em "assistência ativa e integral a pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Toshio Chiba1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:04 AM Autores: Médico assistente da Disciplina da Clínica Geral e Propedêutica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Quadro Clínico e Epidemiologia Todas as mortes. Este fato implica na utilização de "cuidados paliativos". pelo quadro clínico de morte súbita decorrente do infarto agudo do miocárdio. excetuando-se aquelas causadas pela violência. social e espiritual é soberano. A meta do cuidado paliativo é de proporcionar a melhor qualidade de vida ao paciente e seus familiares. ou seja. de outros sintomas e solução de problema psicológico. Há uma idéia errônea de que. ." .

insônia. Junto com a analgesia. uma restrição que está presente entre os médicos. diarréia. demenciados avançados com vários episódios de pneumonias ou de acidentes vasculares e portadores de esclerose lateral amiotrófica em último estágio da doença. Pacientes que se encontram em tal situação de dor. tem medo de criar vício (efeito de adição) e exerce pressão cultural para não se prescreverem opióides mais por prática habitual do que por princípios farmacológicos bem estabelecidos. devido a preconceito. os pacientes e familiares e na própria estrutura de assistência médico-farmacêutica. vamos nos deter sobre o controle da dor. apresenta falha em distinguir entre uso legal e ilegal de analgésicos opióides. devem ser considerados como elegíveis para cuidados paliativos. Médicos têm falta de conhecimento do controle da dor. figuram como quadros clínicos freqüentes. A dor está presente em mais de dois terços de pacientes na fase terminal de câncer. delirium. xerostomia. úlcera de decúbito. Um dos motivos é o preconceito com relação ao uso de medicamentos como os opióides. inapetência. quase sempre com menos medicamentos e em doses menores do que as preconizadas para uma eficiente analgesia. edema. sem dúvida o fator limitante nos cuidados paliativos. É o sintoma que norteia a qualidade de vida destes pacientes. náusea. levando a uma prática irracional e detrimental de reservar opióides até a iminência da morte. muitas vezes. alegam obstáculos regulamentares para prescrição que são impostos pela autoridade local. outros sintomas como astenia. vômito. o controle destes sintomas determinariam menor grau de sofrimento nesta fase final da vida para garantir melhor qualidade de vida. Copyright © 2001 IDS . constipação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Um erro muito comum é o tratamento inadequado da dor. Mesmo em pacientes nãoportadores de neoplasia. ansiedade. pneumopatas graves crônicos e oxigênio dependentes. têm preconceito sobre o controle da mesma e. Além disso. por quererem ser um "bons" pacientes e não incomodar o médico e também por terem medo de que a dor signifique piora da doença. A sociedade. dor é um dos sintomas mais freqüentes. Neste capítulo. dispnéia.Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva classe funcional IV sob controle medicamentoso. têm relutância em reportá-la e com freqüência.

mesmo. as informações essenciais para que possa incorporar essa discussão aos diferentes momentos de sua intervenção. nas mais recentes formulações. com relação à prática de atividade física. da comunidade científica e. A idéia de Promoção da Saúde. Entretanto. dificultada por alguns mitos e preconceitos. por vezes. tem levado em conta a complexidade dos fenômenos que interagem neste campo e propõe a mobilização de diferentes recursos sociais para propiciar à população maior controle sobre sua saúde e condições de vida. a quem atua na atenção básica em saúde. no plano individual e no coletivo. Nessa perspectiva. . o papel dos serviços de saúde. a compreensão dos efeitos da prática de atividade física para os níveis de saúde dos indivíduos e das populações é.Faculdade de Medicina da USP Professora Doutora da Escola de Educação Física e Esportes da USP As relações entre saúde e atividade física têm recebido grande atenção dos profissionais de saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rubens Kon1 Yara Maria de Carvalho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:18 AM 1 2 Médico assistente do Centro de Saúde Escola Samuel Pessoa . Este texto procura oferecer. de parte da população.

É fundamental que as diferenças de história e situações de vida sejam reconhecidas e que se procure ampliar as possibilidades de escolha das pessoas. com base nas idéias de autonomia. o que melhora suas chances de viver melhor. É difícil imaginar. em especial. Atividade Física. os grupos de caminhada para idosos. q q O risco de desenvolvimento do diabetes mellitus não-insulino-dependente está diminuído entre os que praticam regularmente atividade física. Os serviços de saúde são lugares onde a prática da atividade física pode ser tornada possível. receitas uniformes e padronizadas de comportamento relativo ao cuidado com o corpo e à prática de atividade física. o risco de morte por doenças cardiovasculares e. ao mesmo tempo. por doenças coronarianas. ao contrário. nesse sentido. à rotina de muitas unidades de saúde em todo o país.deve ser pôr à disposição da comunidade as informações. interesses e possibilidades. . Uma tendência que se observa nos veículos de comunicação e entre formadores de opinião é a ênfase na prática de atividade física visando a "aquisição" de um corpo nos moldes de certos padrões de ou ainda a glorificação da competição e. considerando suas diferentes condições. têm sido incorporados. como estratégia de promoção da saúde. com êxito. as sessões de ginástica para gestantes. quando analisada a partir da perspectiva populacional: A prática regular de atividade física está associada a menores índices de mortalidade em geral. Prevenção e Controle de Problemas de Saúde Além dos benefícios de natureza mais ampla para saúde e a melhoria da qualidade de vida. como ao identificar e divulgar os recursos acessíveis à comunidade. a responsabilização exclusiva do indivíduo por mudanças de comportamento. Diminui. Também impede ou retarda o aparecimento da hipertensão arterial e facilita a redução dos níveis de pressão arterial nos hipertensos. é chamar a atenção para a atividade física como um elemento adicional. tanto ao orientar e esclarecer seus usuários. as atividades recreativas para crianças. O que se pretende. Além disso. o conhecimento e os meios necessários para que a atividade física possa ser incorporada ao cotidiano das pessoas. de hábitos e estilos de vida. as aulas de capoeira para jovens. vários estudos têm demonstrado que a atividade física é um fator importante na prevenção e no controle de alguns problemas de saúde. prazer e bem-estar. entre outros exemplos. quanto os resultados mais imediatos de incremento da atividade física na prevenção e no controle de problemas de saúde. solidariedade. que os indivíduos e as comunidades podem incorporar em suas estratégias de melhoria da qualidade de vida. O fortalecimento dos laços de solidariedade na comunidade que resulta desse tipo de iniciativa tem tanta importância. particularmente.

que aspira atingir desempenho destacado em determinada modalidade esportiva será. que exigirão. qual seria. Se os dois primeiros exemplos se referem a situações particulares. Trata-se. . evidentemente. uma recomendação adequada à prática de atividade física? Atualmente. a última situação representa a maior parte das demandas por orientação para a atividade física encontradas no âmbito da atenção básica: indivíduos saudáveis ou. q A prática de atividade física parece aliviar sintomas de depressão e ansiedade e melhorar o humor. de compreender a atividade física como elemento importante na busca da melhoria da qualidade de vida. q q Embora os estudos relacionando atividade física e aparecimento de diferentes tipos de câncer ainda sejam pouco conclusivos. da estrutura e função das articulações e para o desenvolvimento ósseo adequado na infância e na juventude. Desse modo. portadores de condições crônicas . Adicionalmente. caminhar no parque. há diferenças de outra dimensão entre andar no parque apreciando a natureza e caminhar apressadamente até o ponto de ônibus distante.A atividade física contribui para a manutenção da força muscular. etc. Sendo assim. O Que. então. é fazer atividade física. por vezes. O termo atividade física geralmente é utilizado quando há gasto de energia. observa-se uma associação com a diminuição do risco para o câncer de cólon. prevenir problemas de saúde e melhorar as possibilidades de controle de certos agravos. dislipidemias. a intervenção de profissionais especializados. Quanto e Como Fazer Optar pelo exercício e definir a freqüência apropriada para que ele seja praticado dependerá. totalizando em torno de trinta minutos diários . Entretanto. muito diferente do proposto para o indivíduo de meia-idade que se recupera de um infarto do miocárdio. o que lhe confere um papel importante na prevenção e no controle de problemas articulares e de desenvolvimento de osteoporose.como hipertensão. subir escada. andar até o ponto de ônibus. diabetes. etc. portanto. basicamente. ou do idoso que pretende manter-se ativo porque isso o faz sentir-se bem. ainda que os gastos de energia sejam equivalentes. lavar roupa.que têm na atividade física uma oportunidade de incrementar seu bem-estar.. das características do indivíduo para o qual está sendo indicado e das motivações que possa ter para a prática de atividade física. Assim. o risco de quedas diminui e aumentam as possibilidades de manter uma vida autônoma e independente. a orientação que predomina é para a prática de atividade física moderada. o programa de atividades para uma pessoa jovem. eventualmente.mesmo que distribuídos em vários períodos .

abrangendo todos. ser traduzida em alguma forma mais prática de orientação. é bastante baixo e a melhoria do padrão de saúde obtida com a massificação da prática de atividade física o supera amplamente. caminhar rapidamente. de forma gradual e atentando para o aparecimento de sinais ou sintomas não-usuais. em poucos dias da semana. a freqüência semanal. a freqüência cardíaca máxima [220 . de atividade física concentrada. ainda que mais intensa. para a maior parte das pessoas. para produzir energia). E quais seriam os cuidados preliminares para que uma pessoa sedentária inicie a prática de atividade física? Quando se trata de atividade moderada.. Vamos compreender melhor este tipo de recomendação: A atividade física moderada é definida como aquela em que há consumo de cerca de 4 a 7 calorias por minuto (em torno de 200 calorias por dia) ou. dançar e fazer ginástica. etc.do dia . são exercícios que se enquadram nesta definição. ou na maioria dos dias da semana. Mas. com sintomas sugestivos de problemas cardíacos. condicionamento físico. Exemplificando: para um indivíduo de 60 anos. ou quase todos os dias da semana. O risco de eventos adversos graves e mesmo da morte súbita. Uma boa aproximação é a utilização da freqüência cardíaca máxima. Esta definição técnica precisa. como tem sido preferido. andar de bicicleta. pulmonares ou metabólicos e no caso de . como a que se está propondo. calculada subtraindo-se a idade de 220. aquela em que se atinge entre 3 a 6 equivalentes metabólicos (que seria a quantidade de oxigênio que o organismo em repouso consome. também atende a esse objetivo. podem ser utilizados parâmetros personalizados. mantendo a capacidade de conversar. é aceitável quando se tem em mente o objetivo de manter um condicionamento físico que preserve a saúde e mantenha o bem estar. por minuto. manter a freqüência cardíaca entre 65% e 80% da freqüência cardíaca máxima calculada. de consultas médicas. peso. A atividade física deveria. idade. uma vez que o consumo de energia é diferente para pessoas com características diversas de sexo. nos indivíduos sem doenças conhecidas. nessa recomendação. tem menores benefícios e aumenta o risco de resultados indesejáveis. Uma sessão diária. malestar ou dificuldade respiratória. é fundamental. Note que a atividade física intermitente.idade] é 160 e a atividade física deveria manter entre 104 e 128 batimentos cardíacos por minuto. sem sentir dores. então. distribuída ao longo do dia e incluindo modalidades diferentes de exercício e recreação.e em todos. a maior parte das pessoas pode fazê-lo. Uma avaliação médica mais aprofundada (que pode incluir exames complementares como o teste de esforço) deve ser reservada para aqueles com alto risco para doença coronariana. sem a necessidade de exames complementares e. que totalize os cerca de 30 minutos preconizados. Cabe destacar que. A prática de atividade física. mesmo. É possível dizer que. no entanto.

acessórios de proteção.idosos ou portadores de condições crônicas que pretendam se dedicar a exercícios mais vigorosos. roupas. calçados. que garantam uma experiência prazerosa e saudável. locais. É bom lembrar que cabe também ao serviço de saúde facilitar o acesso à informação relativa à forma adequada para a prática do exercício: horários. quando for o caso. Copyright © 2001 IDS . alimentação e hidratação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

O impacto da obesidade na mortalidade cardiovascular. a osteoartrose. no aumento de doenças como por exemplo. A importância do aumento da obesidade no Brasil é de tamanha relevância que é possível . nas zonas urbana e rural. ao contrário do senso comum que a considera como decorrente da afluência. A obesidade associa-se de forma direta ao diabetes. a insuficiência vascular periférica é imenso com repercussões sociais e econômicas relevantes. Apesar dos bolsões de desnutrição no país houve aumento da prevalência da obesidade em ambos os sexos. em todas as macroregiões e em todas as categorias de renda. a litíase biliar. No último estudo. como também à hipertensão arterial e ao colesterol elevado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Dr Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/20/2001 6:02:52 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia O aumento do peso médio da população brasileira registrado nas últimas décadas é um fato da maior importância para a saúde pública e para a atenção médica. detectou-se que a prevalência da obesidade é cada vez maior entre as pessoas com menor escolaridade. realizado em 1996. fatores de risco para a doença coronária.

Segundo.prever que a queda da mortalidade por doença coronária que se iniciou na década de 80 será lentificada pelo aumento da freqüência dos fatores de risco cardiovascular devido ao aumento da prevalência da obesidade. a idéia da existência de um "gordo saudável" não encontra apoio no conhecimento científico porque todos os indivíduos com aumento de peso apresentam risco maior de algum tipo de doença entre as acima listadas. risco maior de morte em indivíduos bem emagrecidos. per se. Estes aspectos são importantes para o médico não trivializar o problema obesidade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Primeiro. doença pulmonar obstrutiva e insuficiência cardíaca que serão de fato a causa do agravo ou da morte futuros. não há valores de peso reduzido que causariam. câncer. Uma das formas de vencer o preconceito no atendimento ao obeso é a de entender que a atual epidemia de obesidade é decorrente de um condicionamento social "obesogênico". não significa que o problema não deva ser considerado como relevante. porque há um conjunto de doenças ainda sem expressão clínica exuberante como depressão. ou restringi-lo somente a uma questão estética ou de auto-estima. Ao contrário do senso comum há dois fatos provenientes de estudos epidemiológicos recentes que podem ser aplicados à prática médica. trazendo uma sensação de impotência ao médico. Copyright © 2001 IDS . tuberculose. que privilegia o consumo excessivo de alimentos calóricos e inibe a atividade física. O fato de o tratamento ser muito difícil.

Estas duas características do infarto do miocárdio limitam as expectativas de sucesso da assistência médica e favorecem a perspectiva de controle dos fatores de risco para as . correspondendo a mais da metade dos óbitos causados por esta doença. afastadas de suas famílias e de suas profissões. Dentro do grupo das doenças circulatórias. o infarto do miocárdio e as doenças cerebrovasculares são aquelas com maiores índices de mortalidade. Ao contrário de outras doenças. Uma característica comum ao infarto do miocárdio e às doenças cerebrovasculares é a sua instalação abrupta. 20% dos pacientes com infarto do miocárdio morrerão antes de chegar ao hospital. Além disto. Afetadas por doenças circulatórias. o infarto do miocárdio não apresenta sintomas prévios em mais de 60% dos pacientes. com quase um terço de todas as causas. mais de um milhão de pessoas são internadas anualmente no país. onde há um período subclínico mais extenso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bruno Caramelli1 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:44 AM Autores: 1 Médico Assistente do Instituto do Coração do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As doenças do aparelho circulatório estão em primeiro lugar entre as causas de morte no Brasil.

os fatores de risco cardiovascular são classificados em modificáveis ou não segundo a possibilidade de intervenção preventiva e maiores ou menores conforme a sua importância. o tabagismo. Este risco está associado positivamente ao número de cigarros por dia e ao tempo de existência do hábito de fumar cigarros. por outro lado. HDLcolesterol e LDL-colesterol). charuto. reduzido pela metade. após dois anos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . por cerca de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho. os critérios de controle da pressão arterial e do colesterol são mais rigorosos do que no resto da população sem diabetes. triglicérides. porque os coeficientes de mortalidade por doença cerebrovascular são maiores do que os pelo infarto do miocárdio. No diabético. o colesterol elevado e o diabetes. A interrupção do fumo é a intervenção com maior impacto na redução do risco cardiovascular. LDL (low density lipoprotein)-colesterol ou valores reduzidos de HDL (high density lipoprotein)colesterol. especialmente com relação a níveis elevados de colesterol total. Diabetes: principalmente o tipo 2. Obtendo-se um perfil desejável (ver tabela abaixo) e na ausência de outros fatores de risco.doenças cardiovasculares. Tabagismo: associa-se a risco maior de doença coronária. Hipertensão arterial: é o principal fator de risco cardiovascular no Brasil. A prevalência da hipertensão é estimada em cerca de 15% a 20% da população adulta. as determinações laboratoriais devem ser repetidas a cada cinco anos. triglicérides. cachimbo. O fumo tem ainda um efeito multiplicador sobre os outros fatores de risco. além do excesso de óbitos. No caso do infarto do miocárdio e das doenças cerebrovasculares. associado diretamente a obesidade e ganho de peso. Quanto maior a intensidade e o tempo de exposição ao fator de risco. Os principais são a hipertensão. Colesterol elevado: há uma relação direta entre dislipidemias e aterosclerose. Já no dia seguinte à suspensão. cigarro de palha ou os indivíduos que não "tragam". o controle ou a eliminação do fator de risco reduz a probabilidade do surgimento de novos casos. maior a possibilidade de se ter a doença e. Copyright © 2001 IDS . O risco de infarto do miocárdio em diabéticos isoladamente é maior do que em hipertensos isolados ou tabagistas ou indivíduos com colesterol elevado. O Consenso Brasileiro de Dislipidemias recomenda que todos os adultos com idade superior a 20 anos conheçam seu perfil lipídico (colesterol total. Neste aspecto. sendo responsável. incluindo tromboses venosas. cabe lembrar que o uso de anticoncepcionais entre mulheres fumantes deve ser evitado pois aumenta em muito o risco de complicações circulatórias. o risco será menor e.

levando ao aumento da dose e ao . Fumada de um cigarro. Seus efeitos estimulantes reforçam o seu uso. O desenvolvimento de tolerância ocorre rapidamente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Montezuma Pimenta Ferreira1 Última Atualização: 8/16/2001 8:52:28 AM Autores: 1 Médico assistente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Trinta por cento dos brasileiros maiores de dezesseis anos fumam. Metade dos fumantes morre de doenças diretamente causadas pelo tabaco. é absorvida através dos pulmões e atinge o cérebro em oito segundos. Úlceras pépticas e osteoporose também são mais freqüentes entre tabagistas. A maioria dos tabagistas começa a fumar antes dos 18 anos. pâncreas. rins. como a bronquite e o enfisema. outras doenças pulmonares. A droga que causa a dependência do tabaco é a nicotina. bexiga e colo de útero). A diminuição da expectativa de vida é de 8 a 10 anos. em média! Os principais riscos à saúde dos fumantes são as doenças cardiovasculares. mas um quarto dos fumantes perde 23 anos de vida. esôfago. laringe. Noventa por cento dos fumantes têm dificuldade de fumar menos do que 12 cigarros por dia. os cânceres de pulmão. faringe. Isto representa trinta milhões de pessoas. e outros tipos de câncer (da boca.

sintomas depressivos. irritabilidade. Copyright © 2001 IDS . ansiedade. dificuldade de manter o alerta e a concentração. Mais da metade dos fumantes apresenta sintomas de abstinência. aumento de apetite e do peso.estabelecimento do uso regular. Esta síndrome se instala nas primeiras horas sem cigarros.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . É caracterizada por inquietação. sonolência diurna. aumenta nos primeiros dias e regride lentamente em algumas semanas. Fumar mais de um maço por dia e fumar o primeiro cigarro menos de trinta minutos depois de acordar indicam risco de síndrome de abstinência intensa. insônia.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. Farmacologicamente. Existe um nítido predomínio do alcoolismo em homens. Danilo Antonio Baltieri1 Prof. Estima-se que cerca de 10 a 14% da população seja dependente do álcool. o álcool é um depressor do sistema nervoso central. Arthur Guerra de Andrade2 Última Atualização: 12/4/2001 11:17:02 AM 1 Médico psiquiatra pós-graduando do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Livre-Docente do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O consumo de substâncias psicoativas é importante problema de saúde pública em todo mundo. Suas atividades intoxicantes e euforizantes são conhecidas desde tempos pré-históricos. O álcool etílico é um produto da fermentação de carboidratos presentes em vegetais. uma compreensão adequada do quadro clínico e tratamento do alcoolismo se faz necessária. Dr. provocando uma . Em função da alta freqüência do uso do álcool e dos inúmeros riscos à saúde advindos deste consumo. sendo o álcool a mais utilizada.

apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente. Em mulheres grávidas. anemias. apesar dos problemas sociais ou interpessoais persistentes ou recorrentes causados ou exacerbados pelos efeitos do álcool. podemos citar: gastrites. ocupacionais ou recreativas são abandonadas em função do uso do álcool. na sua utilização ou na recuperação dos seus efeitos. genitais e pele). danos faciais. Várias são as complicações clínicas e psiquiátricas surgidas em função do uso do álcool. redução do nível da consciência e. danos ao sistema nervoso central. sendo que a tolerância aos seus efeitos é muito marcante. (5) os critérios nunca satisfizeram os critérios de síndrome de dependência ao álcool. neuropatia periférica (dor e parestesia em membros). Como complicações psiquiátricas. resultando em fracasso em cumprir obrigações importantes relativas a seu papel no trabalho. (4) uso do álcool. hepatite alcoólica. (3) o álcool é usado em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o desejado. lentificação psicomotora. além da temida síndrome do alcoolismo fetal (deficiência do crescimento pondero-estatural da criança. podemos citar: a intoxicação alcoólica idiossincrática (caracterizada por um comportamento desadaptativo e atípico após a ingestão de pequenas . sonolência. cirrose hepática. (6) importantes atividades sociais. dores musculares. lesões no sistema nervoso central com conseqüentes disfunções motoras. (2) síndrome de abstinência (sintomas psicológicos e físicos advindos da parada ou redução abrupta do consumo do álcool). (6) uso do álcool continua. (4) existe um desejo persistente ou esforço malsucedido no sentido de reduzir ou controlar o uso do álcool.desorganização geral dos impulsos nervosos. A primeira experiência com o álcool costuma ocorrer na adolescência. diminuição da atenção. pancreatite. levando a sérios prejuízos ou sofrimento clinicamente significativo. O quadro de abuso de álcool é caracterizado por um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. labilidade emocional. prejuízo do julgamento. natimortos e crianças com baixo peso ao nascer. arritmias cardíacas. sendo raro o órgão humano que não seja afetado por esta substância. alterações em outras regiões como articulações. osteoporose precoce. insuficiência hepática. eventualmente. O consumo recente e excessivo de álcool pode causar desde euforia. alteração do funcionamento cardíaco. manifestado por um ou mais dos seguintes critérios. sabe-se que o álcool atravessa a "barreira placentária" e pode provocar desde abortamentos espontâneos. irritabilidade. sensitivas e cognitivas. Já o quadro de síndrome de dependência ao álcool é diagnosticado a partir de um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. lesão da parede do esôfago. depressão. Como complicações clínicas. (5) muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância. (2) uso recorrente do álcool em situações onde há perigo físico. (3) problemas legais relacionados ao uso do álcool. na escola ou em casa. A este quadro dá-se o nome de intoxicação por álcool. dentro de um período de 12 meses: (1) uso recorrente do álcool. alterações cardíacas. coma. manifestado por pelo menos três dos seguintes fatores: (1) evidência de tolerância (necessidade de doses cada vez maiores da droga para obter os mesmos efeitos das doses iniciais). dificuldades na absorção de nutrientes. levando a sério prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo.

o ´delirium tremens` (caracterizado por confusão mental. sem alteração do nível da consciência. febre. a alucinose alcoólica (presença de alucinações vívidas e persistentes. em pacientes clinicamente comprometidos). principalmente visuais e auditivas. O nível de consciência do indivíduo parece normal para terceiros no momento da intoxicação). hiperatividade autonômica. convulsões. que ocorrem após interrupção ou redução abrupta do uso crônico e intenso do álcool. freqüentemente seguido por amnésia para o período de intoxicação).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . alucinações vívidas. podendo ser acompanhadas por idéias delirantes). O transtorno amnéstico (caracterizado por episódios transitórios de amnésia que acompanham variados graus de intoxicação ao álcool. após a cessação ou redução do consumo do álcool.quantidades de álcool. É quadro de emergência clínica. agitação. delírios. tremor. Copyright © 2001 IDS .

o uso na vida de qualquer droga psicotrópica. foi de 11. o "Ecstasy" e a Heroína. Neste capítulo. aos solventes orgânicos e a outras drogas de uso menos freqüente em nosso meio como o LSD. daremos enfoque à maconha. Segundo dados de uma pesquisa domiciliar realizada nas 24 maiores cidades de São Paulo em 1999 pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas. A maconha foi.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Arthur Guerra de Andrade1 Edson Henry Takei2 Última Atualização: 10/31/2001 12:06:50 PM 1 2 Professor associado da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduando em medicina pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Droga é o termo utilizado para designar substâncias de efeito psicotrópico (principalmente as de caráter ilícito).6%). estimulantes. às medicações de uso médico que possuem potencial de abuso (benzodiazepínicos. fumada ou injetada). exceto álcool e tabaco. A prevalência do uso na vida de cocaína foi de . que podem levar o usuário à dependência física e/ou psíquica. à cocaína (inalada. dentre as drogas ilícitas. a que teve maior uso na vida (5. opióides e anticolinérgicos).6%.

muitas vezes leva ao consumo de drogas mais pesadas. letargia. crack tem associação com envolvimento criminal. sinais de liberação adrenérgica. alucinações e delírios transitórios Abstinência: Depressão.7%. taquicardia. euforia. irritabilidade e humor depressivo Quadros associados: Quadros psiquiátricos em geral.1. pupilas dilatadas. desejo intenso pela droga Quadros associados: Acidentes vasculares cerebrais. Pesquisas anteriores realizadas pelo mesmo grupo em 1987. sensação de relaxamento Abstinência: Não existe síndrome de abstinência característica Quadros associados: Quadros psicóticos ou ansiosos Conseqüências do uso prolongado: Lembranças vívidas das alterações sensoriais mesmo muito tempo após consumo ("flashbacks") . forte indução de dependência Substância: Alucinógenos (LSD. mescalina) Uso habitual: Ilícito. como modificador sensorial Intoxicação: Alucinações visuais agradáveis ou extremamente desagradáveis. alterações sensoriais. insônia. sensação de relaxamento. problemas pulmonares no crack Conseqüências do uso prolongado: Podem ocorrer quadros psicóticos prolongados que necessitam do auxílio do especialista. prejuízo de funções como memória. como estimulante Intoxicação: Euforia. falta de prazer e vontade de realizar atividades. aumento do apetite e da sede. 1991 e 1993 em 10 capitais brasileiras com estudantes de segundo grau mostraram que as drogas de maior uso na vida são os solventes. sensação de prazer ou ansiedade intensos. infecções no uso endovenoso. câncer de vias aéreas Conseqüências do uso prolongado: Piora do rendimento na escola e trabalho. casos de morte após uso excessivo. irritabilidade. boca seca. atenção e vontade de realizar tarefas Substância: Cocaína/crack Uso habitual: Ilícito. tosse. piora do rendimento psicomotor Abstinência: Mal caracterizada. ansiedade. euforia. seguidos pelos ansiolíticos e anfetamínicos. convulsões. desinibição. Substância: Maconha/Haxixe Uso habitual: Ilícito. ansiolítico ou alucinógeno Intoxicação: Percepção do tempo mais lenta. estado de hipervigilância. como relaxante. quadros delirantes breves. às vezes sintomas ansiosos. hiperemia conjuntival. agitação psicomotora. chá de cogumelo. infartos do miocárdio.

Reactivan. dificuldade de concentração. Pervetin. Moderex. irritabilidade Quadros associados: Quadros ansiosos. Inibex. desânimo. Desobesi.Substância: Anfetaminas (Hipofagin. irritabilidade. aumento da energia psicomotora. convulsões Abstinência: Aumento do sono e da fome. depressão. Privina e Aturgil) Uso habitual: Medicações para emagrecimento. redução da fome e do sono. delirantes e de humor importantes Conseqüências do uso prolongado: Desenvolvimento de forte dependência pela substância Copyright © 2001 IDS . estimulantes Intoxicação: Ansiedade. fórmulas para emagrecer. Preludin. Dualid.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Ana Cristina Fortes Alves1 Última Atualização: 12/4/2001 11:18:26 AM Autores: 1 Médica preceptora do departamento de dermatologia da FMUSP Dermatite Seborréica Dermatofitoses Eczema Atópico ou Dermatite Atópica Eczema de Contato ou Dermatite de Contato Escabiose (sarna) Furúnculo Impetigo Larva migrans .

Bicho geográfico (ver larva migrans) Molusco contagioso Pediculose (piolho) Piolho (ver pediculose) Sarna (ver escabiose) Urticária Verruga Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

halitose e nódulos cervicais. estima-se que o câncer da cavidade oral ainda seja responsável por cerca de 2000 mortes anuais no Brasil. o que pode ser feito com a inspeção e palpação da boca. Câncer da Cavidade Oral Embora seja facilmente visível. dor. úlcera. É tratado com facilidade quando diagnosticado precocemente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto R. Ferraz1 Marcos Roberto Tavares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:36 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP 2 Médico Assistente Doutor da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A cavidade oral é sede de várias doenças que podem se manifestar por alteração da pigmentação (mancha). Casos detectados mais tardiamente têm tratamento altamente complexo e prognóstico mais . nódulo. boca seca (xerostomia).

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com caráter infiltrativo. irregulares. O tipo histológico mais comum é o carcinoma espinocelular. Tabagismo e etilismo são hábitos presentes na maioria dos doentes. Pode estar acompanhado ou suceder leucoplasia e eritroplasia. As localizações mais comuns são a língua e o assoalho de boca. O câncer se apresenta como uma úlcera de bordas elevadas. Copyright © 2001 IDS .reservado. geralmente doloroso.

As doenças mais comuns são a doença hemorroidária.Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia As doenças ano-retais compreendem um conjunto de afecções extremamente comuns na população em geral. fístulas e abscessos anais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Angelita Habr-Gama1 Fábio Guilherme Campos1 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:44 AM 1 Disciplina de Coloproctologia . seguida de exame proctológico adequado e do uso eventual de outros recursos diagnósticos quando a história e exame físico não forem suficientes para este objetivo. determinando sintomas importantes e que afetam a qualidade de vida das pessoas. o câncer do ânus e as doenças sexualmente transmissíveis. Doença Hemorroidária Fissura Anal . Seu diagnóstico é realizado por meio de anamnese bem feita. a fissura anal.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Fístula Fístula Anal Doença Sexualmente Transmissíveis Câncer de Ânus Copyright © 2001 IDS .

depressão. associada a cansaço. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:10 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Tontura e vertigem são condições muito frequentes na prática médica. Uma pergunta que ajuda a definir se o paciente tem vertigem é: você tem a . não estão associadas a problema clínico grave. é importante tentar caracterizar algumas situações: Vertigem: é quando o paciente tem a sensação de que tudo está rodando ao redor dele ou que ele próprio está rodando. Quadro clínico Tontura: é um sintoma comum que o paciente geralmente refere quando se sente inseguro na sua movimentação ou posição em relação ao meio ambiente externo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Isabela M. ou outros sintomas subjetivos e pode também refletir alteração em qualquer órgão ou sistema. é alcançado com a história clínica e com detalhes do exame neurológico e cardiovascular. na grande maioria das vezes. Pode ser uma queixa inespecífica. É uma alucinação de movimento e apresenta causas bastante específicas. O diagnóstico preciso. e. Quando o paciente procura o médico com queixa de tontura. muitas vezes.

o paciente simplesmente perde a consciência e cai. fatores desencadeantes. Uma pergunta que pode ajudar a definir se o paciente teve um quadro sincopal ou quase-sincopal é: o que que você sentiu é como a sensação de ter ficado agachado por um longo período e levantar rapidamente? Desequilíbrio: se o paciente se sente desequilibrado. alterações de marcha. presença de náuseas e vômitos. utilizando-se o sentido do movimento rápido para denominar o nistagemo. Isso favorece o diagnóstico de doença vestibular periférica enquanto que o aumento do nistagmo nestas condições ou. intensidade do sintoma. O quadro 1 mostra as principais características do nistagmo central e periférico. checagem do funcionamento grosseiro do sistema auditivo. simplesmente.Características do nistagmo de origem periférica e central. A pergunta que pode ajudar na definição do quadro é: você tem a sensação de que não está pisando em terreno firme? 1. É composto por um movimento lento para um lado seguido de outro rápido para o lado oposto. frequência. Avaliação do nistagmo O nistagmo representa a oscilação rítmica dos olhos. O exame físico desses pacientes deve incluir um exame otológico simples. Vertigem Quanto à história clínica. chama-se de nistagmo para a esquerda. A duração do período de inconsciência é curta e a recuperação. duração. O nistagmo espontâneo pode ser observado com o paciente em pé olhando para frente. a sua persistência favorece o diagnóstico de doença central. por exemplo. O nistagmo espontâneo desaparece quando o paciente fixa o olhar. resfriados ou trauma craneano no passado e sintomas neurológicos. Quadro 1 . nistagmo posicional e manobra de Bárány. esforço) ou de alívio (alguma posição específica ou evitar uma posição específica). se é constante ou intermitente. ou sensação de desmaio: na síncope. é importante perguntar se o início do quadro foi insidioso ou abrupto. desmaio. otite. hipoacusia ou zumbido. e do equilíbrio.sensação de que tudo está rodando ou de que você mesmo está rodando? Síncope ou quase-síncope. quando o movimento rápido é para a esquerda. Características Direção Componente rápido Efeito de fixar o olhar Anatomia da lesão PERIFÉRICO Horizontal-Rotatório Contrário ao lado lesado Suprime o nistagmo Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Qualquer direção Para o lado lesado Não suprime o nistagmo Tronco cerebral ou cerebelo Quando a queixa de tontura ou vertigem se relaciona com a movimentação da cabeça ou . se é a primeira crise ou se são crises recorrentes. agravantes (ansiedade. observação de nistagmo espontâneo. rápida.

Se o nistagmo aparecer. o paciente é colocado sentado de olhos abertos. The Lancet 1998. 352. com a cabeça virada em uma determinada direção. com a ajuda do examinador. Para iniciar a manobra.ocorre ao se deitar. pedindo-se para que o paciente relate todo e qualquer sintoma associado à manobra (por exemplo. Em seguida. mantendo a cabeça virada para o lado que iniciou a prova. . náusea ou vertigem). Manobra de Bárány para testar a presença de nistagmo e vertigem posicional benigna. deve-se pesquisar o nistagmo de posição. é rapidamente colocado na posição deitada com a cabeça livre de apoio suspensa pela mão do examinador podendo ficar até 45o de inclinação abaixo do nível do leito. Adaptado de Baloh RW. (Figura 1) Figura 1. Esta posição deve ser mantida por 20 s. 1841-1846. O nistagmo de posição pode ser pesquisado pela manobra de Bárány.

lesões centrais mais frequentemente se associam a alterações do equilíbrio. a vertigem recorrente e a vertigem posicional (benigna ou central). náuseas e vômitos Exame físico (além de nistagmo e alterações do equilíbrio) Conduta além do tratamento sintomático . Vertigem espontânea prolongada Uma série de alterações podem causar quadro sintomático de vertigem. O quadro 3 mostra as principais causas de vertigem prolongada espontânea. Principais causas de vertigem prolongada espontânea História clínica além de vertigem. 1.independe da posição da cabeça Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Imediato persiste por mais de 1 minuto Não apresenta Mínima ou ausente Muda com alteração posicional da cabeça Tronco ou cerebelo Causas mais frequentes de vertigem É importante diferenciar os quadros centrais dos periféricos e a anamnese permite essa distinção em grande número de casos.a. PERIFÉRICA Tempo de início Duração Fatigabilidade Vertigem Direção do nistagmo Anatomia da lesão 3 . Quadro 3.Características do nistagmo de posição de origem periférica e central. As lesões periféricas estão mais frequentemente associadas a náuseas e vômitos. 1.o examinador deve atentar para os detalhes do quadro 2. Quadro 2 .20 segundos < 1 min ou poucos segundos Marcada Frequente Fixa. Em compensação. Periféricas As vertigens periféricas podem ser de três tipos: a vertigem prolongada espontânea.

importantes alterações do equilíbrio. de membros ou ambas Controle da fonte de êmbolos. As crises duram minutos ou horas. (*DCV=doença cardiovascular) 1. granuloma Na otite. (entre as náuseas e vômitos) crises) Tratamento além do sintomático . As causas mais frequentes de vertigem recorrente estão no quadro 4.b. amoxicilina 500 mg.352:1841-1846. temporária e reversível da atividade neural de repouso do labirinto ou das suas conexões centrais. de fatores de risco. Vertigem recorrente As crises recorrentes de vertigem ocorrem quando há uma alteração súbita. início agudo. colesteatose. Vertigo. História clínica Exame físico (além de vertigem. duram minutos. R.W. 3 vezes por dia por 10 dias Neurite vestibular (neuronite vestibular) Corticoesteróides e treinamento vestibular Concussão de labirinto Perda auditiva. em geral. The Lancet 1998. A duração da crise é um ponto fundamental para se fazer o diagnóstico.Otomastoidite Infecções prévias de ouvido. Quadro 4. presença de Trauma craniano sangue no conduto auditivo Fatores de risco para DCV*. esclerose do tímpano. treinamento da marcha e do equilíbrio Adaptado de Baloh. perda da coordenação dos membros Treinamento vestibular Infarto cerebelar Ataxia de tronco. presença de secreção. Principais causas de vertigem recorrente. dor e diminuição da acuidade Episódio de infecção de vias aéreas superiores prévia ao quadro. permitindo o diagnóstico diferencial com os episódios isquêmicos transitórios que. início subagudo com perda auditiva Otite média. com subsequente recuperação das funções normais.

zumbidos após traumas. (*ORL=otorrinolaringologista e ** reumato=reumatologista) 1. parestesias.352:1841-1846. The Lancet 1998. tosse. ceratite intersticial. rash cutâneo Dieta pobre em sal e diuréticos. diplopia. espirros Sinal da fístula positiva (nistagmo induzido por Repouso alterações na pressão do canal auditivo externo) Enxaqueca Cefaléia com aura visual. bilateral).c. sensação de ouvido sob alta pressão. barotraumas. que piora com a Sem alterações Vide Capítulo cefaléias movimentação da cabeça. encaminhe ORL* Doenças autoimunes do ouvido Prednisona 1mg/kg e encaminhamento para REUMATO** Fístula perilinfa Perda auditiva. fraqueza Sem alterações na grande maioria dos casos Aspirina 250 mg por dia Insuficiência vertebrobasilar Adaptada de Baloh. artrites. ataxia.Doença de Ménière Alterações flutuantes da acuidade auditiva. Se não melhorar. Vertigo. com foto e fonofobia Perda visual. dor unilateral latejante.W. disartria. R. Vertigem Postural Vertigem postural benigna (VPB) . quedas Alterações flutuantes ou lentamente progressivas da acuidade auditiva associada a sintomas sistêmicos de doença autoimune Deficiência da acuidade auditiva para sons de baixa frequência (unilateral em grande parte dos casos) Perda da acuidade auditiva (na maior parte das vezes. zumbidos.

Tipicamente. 2. Manobra de Siment para tratamento de vertigem posicional benigna. 352. Figura 2. Tratamento específico A figura 2 mostra a manobra de Siment. o paciente com esse tipo de quadro apresenta outras alterações neurológicas. neste caso. Adaptado de Baloh RW. sendo de curta duração (menos de 1 min) e sempre desencadeados por movimentos da cabeça. O exame físico revela a presença de nistagmo espontâneo ou desencadeado pela manobra de Bárány com características periféricas. 1841-1846. que cura grande parte dos casos de VPB.É o tipo mais frequente de vertigem em adultos. Os sintomas são relatados quando o paciente se deita e gira a cabeça ou quando já se encontra deitado e muda de posição no leito. The Lancet 1998. não há queixa de zumbido ou hipoacusia. São doenças raras (tumores) e o . Vertigem postural central Várias lesões centrais podem causar esse tipo de vertigem. Entretanto.

nistagmo geralmente é vertical e inesgotável. como a monitorização com o Holter para verificação de arritmias por um período maior de tempo. Causas frequentes de síncope . como a síndrome do pânico e os outros transtornos ansiosos e depressivos. alterações metabólicas (hipo e hiperglicemia. Distúrbios psiquiátricos. Síncope e quase síncope Síncope é uma perda súbita de consciência de curta duração (segundos a minutos) acompanhada de perda do tônus motor. formigamentos. e distúrbios psiquiátricos (30%). podem ser causa frequente de quadros sincopais. Das causas de hipotensão. menos de 5% dos casos) doenças neurológicas (menos de 5% dos casos). Hiperventilação é uma das causas mais frequentes de tontura associada com outros sintomas ansiosos como palpitações. Para o estabelecimento da causa do episódio sincopal. tremores. Devem ser feitas perguntas questionando sobre o estresse a que o paciente estava submetido antes do episódio (sugere síncope vasovagal ou distúrbios psiquiátricos). Tratamento sintomático das vertigens Utilizar drogas antihistamínicas. Investigação diagnóstica Inclui um eletrocardiograma e exames mais sofisticados. É extremamente importante perguntar sobre o uso de medicações que podem estar associadas ao quadro e que possam estar causando hipotensão postural. O treinamento vestibular é realizado através da manobra de Siment já descrita. recomenda-se metoclopramida 10 mg até 3 vezes por dia. O diagnóstico diferencial das síncopes inclui cinco grandes grupos de causas: hipotensão arterial (20-50% dos casos). devendo incluir a medida da pressão arterial (após 5 minutos de repouso de decúbito dorsal horizontal e após 2 minutos em pé). 4 vezes por dia (a cada 6 horas) por 10 dias. como a difenidramina na dose de 500 mg. Considera-se que há hipotensão postural quando a pressão arterial sistólica cai em pelo menos 20 mm Hg. a mais frequente é a síncope vaso-vagal geralmente secundária a um episódio de estresse. A perda de consciência na síncope implica que algumas estruturas do tronco cerebral deixaram de ser irrigadas. Episódios sincopais são mais frequentes em pacientes em pé. O exame físico desses pacientes pode sugerir a causa da síncope. cardiomiopatia hipertrófica. tosse. tanto da pessoa como de quem presenciou o episódio. evacuação. se foi associado ao exercício (estenose aórtica. geralmente desencadeando a síncope pela diminuição do retorno venoso secundária à manobra de Valsalva). e um exame físico completo. No caso de vômitos em grande quantidade. doença cardíaca (10-25%). arritmias e hipertensão pulmonar) ou aos esforços (micção. a história é fundamental.

Tratamento O tratamento específico da tontura depende do diagnóstico específico que a causou. taquicarida e sudorese de extremidades. ocorrem palidez. mesmo em pacientes sentados. Hipotensão postural do idoso Indivíduos idosos podem apresentar hipotensão postural em até 10% dos casos. podendo variar amplamente. checar a associação com drogas que podem causar hipotensão. É importante. Está associada a situações de estresse. mesmo entre pessoas jovens (desmaio). Isso costuma ocorrer após as refeições. Antes da queda. nesses casos. O fundamental é descobrir a causa. ansiedade ou dor. em grande parte. será feito baseando-se na história clínica. como fadiga.Síncope vaso-vagal É extremamente comum. e corrigi-la. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o que. Acontece com maior frequência em pacientes em pé e a recuperação da consciência é imediata após a queda.

No Brasil. A maioria dos pacientes que procuram atendimento por cefaléia são portadores de cefaléias primárias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Isabela M. São mais freqüentes nas mulheres e nos jovens. ou seja. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:20 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Cefaléia ou dor de cabeça é um sintoma freqüente nos pacientes que procuram atendimento ambulatorial ou de urgência.8% de cefaléia do tipo tensional e 9. Somente uma pequena porcentagem desses pacientes apresenta alterações como tumores ou hemorragias. Nesses casos. fato que indica a necessidade de uma investigação diagnóstica mais abrangente.9% (72.9% de enxaqueca). além da cefaléia. a doença se manifesta por sinais neurológicos focais. Enxaqueca Cefaléia do Tipo Tensional . como comprometimento de alguns pares cranianos. encontrou-se uma prevalência de cefaléia de 82. cefaléias que cursam com uma história rica e exames físico e neurológico normais.

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localização. inflamação de articulações e músculos do tórax. ou mesmo dor. queimação. duodeno. e durando de 5 a 20 minutos. doenças do estômago. pericardite. que se caracteriza por episódios transitórios de dor na face anterior do tórax. opressão. duração. Pelas características descritas. pescoço. embolia de pulmão. pâncreas. As causas importantes de dor no peito são: doença isquêmica do coração. que pode irradiar para um ou ambos os braços (geralmente para o esquerdo). é possível ter uma idéia do motivo deste sintoma. A doença isquêmica do coração pode levar ao infarto agudo do miocárdio ou pode se manifestar como angina do peito. esofagite. Geralmente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Luiz Antonio Machado César1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:12 AM Autores: 1 Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor HCFMUSP Quadro Clínico É comum pessoas se queixarem de dor ou desconforto na região do peito. dissecção da aorta. vesícula biliar e alterações intestinais. Às . É importante a análise do sintoma em todas as suas características: tipo. a queixa é de aperto. fatores de melhora e sintomas associados. quando a pessoa faz esforço físico. irradiação. geralmente no centro do peito ou do lado esquerdo. mandíbula ou para a região posterior do tórax. fatores desencadeantes. pneumonia.

só desconforto ou dor no membro superior esquerdo.não é muito útil para confirmar a presença de doença coronária no paciente com dor torácica. com características que não mudam nesse período. que fazem parte do diagnóstico diferencial.vezes. o diagnóstico só se confirma com a elevação de enzimas cardíacas (creatinofosfoquinase. dois tipos: angina estável e angina instável. mas pode auxiliar na elucidação das outras doenças. basicamente. Angina Instável. Sintomas associados .quando os sintomas já existem há pelo menos 3 meses. uma combinação de ambos. Dor com duração de somente alguns segundos não é de origem coronária. podem ser manifestações de angina. associados ou isoladamente. em aproximadamente de 30 a 50% dos casos de infarto. por exemplo.CKMB) no sangue. dura de 2 a 10 minutos e cessa com o repouso ou uso de nitrato sublingual. seja ocorrendo a pequenos ou a grandes esforços. sendo fundamental o encaminhamento imediato ao pronto-socorro e a realização de eletrocardiograma. náuseas e vômitos. também não costuma ser de origem coronária. O frio é fator desencadeante de angina do peito com grande freqüência. mesmo que um só episódio e na presença de alterações ao eletrocardiograma. Fatores de melhora . em outras doenças graves. estresse emocional ou. há grande possibilidade de se tratar de infarto agudo do miocárdio.CPK. A dor é de intensidade variável. dor prolongada e constante. Classificamos a angina em. que também podem acontecer. ou fração MB. Mas. Fatores desencadeantes .A dor coronária classicamente melhora ou cede completamente com o repouso ou com uso de nitrato sublingual em 1 a 5 minutos. Quando essas dores aconteceram há menos de uma semana ou nas últimas 24 horas e em repouso.suor frio. mais habitualmente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . que se mantém durante dias ou semanas. ou só na mandíbula.A angina de peito pode ser desencadeada por esforços. Exame físico . Por outro lado. Copyright © 2001 IDS .quando ocorre dor torácica característica. com alívio ou eliminação total da dor. Angina Estável.

devendo incluir uma série de informações. Lima1 Ari Stiel Radu2 Última Atualização: 8/21/2001 8:47:22 AM 1 2 Médica Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Médico Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro Clínico e Epidemiologia As queixas de dores musculoesqueléticas estão entre as causas mais comuns de consulta médica e correspondem a terceira causa de afastamento do trabalho. a história cínica e o exame físico inicial são essenciais. Neste sentido. Praticamente. . uma vez que o tratamento difere muito para cada situação particular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fernanda R. todo indivíduo adulto já experimentou um breve período de desconforto por acomentimento osteoarticular. Até a presente data. estão catalogados mais de 100 doenças musculoesqueléticas distintas. O diagnóstico diferencial das dores musculoesqueléticas deve ser preciso.

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com as vértebras de cima e de baixo. portanto. que se articulam entre si. Este complexo arcabouço ósseo protege o sistema nervoso central.A coluna cervical é inervada no tecido ósseo. É caracterizada por uma enorme mobilidade em todos os sentidos de movimentos (flexão. Cada vértebra é constituída do corpo vertebral e do arco posterior. nesta localização.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:48 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A coluna cervical é formada por sete vértebras. extendendo-se da base do crânio até a coluna dorsal (torácica). exceto C1 e C2. a medula espinhal. extensão e rotação). pode doer por alterações nestas estruturas ou doer à distância por irritação das raízes nervosas. nas articulações interapofisárias (cartilagem) e nos ligamentos. pelas apófises. duas inferiores e duas superiores. . que não possuem corpo vertebral. que emite raízes nervosas para a cabeça e membros superiores. Os corpos vertebrais são separados um do outro pelo disco intervertebral e os arcos.

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na coluna. é dividida em cervical. dorsal e lombar e é a lombar que recebe a maior carga de peso corporal. a medula espinhal e a protege. por esta razão. A coluna vertebral dura e resistente contém no seu interior. as mega apófises. um estudo mais aprofundado dos profissionais interessados nesta área. . portanto. as seqüelas de fraturas ou a osteoporose. existem alterações genéticas ou adquiridas. Possui uma grande amplitude de movimentos em todos os sentidos e. está sujeita a muitas doenças decorrentes destas suas características mecânicas e estas doenças se fazem mais presentes quando.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 9/3/2001 8:53:20 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A dor lombar é a principal causa de afastamentos do trabalho entre os segurados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Brasil. como a espondilolistese (escorregamento vertebral). a escoliose. Também os desequilíbrios musculares gerados pelas mais diversas causas. a gravidez. podem determinar alterações mecânicas e dor lombar. merecendo. entre as quais a mais comum de todas.

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é o conjunto de ligamentos formado pelos prolongamentos dos músculos da cintura escapular. extremamente vulnerável. As alterações inflamatórias. são queixas frequentes. pela pouca contenção entre a grande cabeça umeral e a pequena e estreita glenóide do omoplata. que podem levar ao congelamento articular do ombro rígido (pericapsulite adesiva). também chamada de manguito rodador. luxações articulares e lesões nos ligamentos de contenção. de origem não traumática. comuns nesta articulação. A cápsula articular de contenção do ombro. como as tendinites e bursites. O trauma no ombro pode provocar fraturas no úmero. omoplata e clavícula. Possui ainda uma articulação entre o acrômio e a clavícula. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:44 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O ombro é a articulação mais móvel entre todas do corpo humano.

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Cerca de um quarto dos pacientes com dispepsia procura atendimento médico. nos últimos 12 meses: (1) dispepsia persistente ou recorrente e (2) ausência de doença com substrato anátomopatológico (ex. o que inclui inclui: (1) saciedade precoce.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:52 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Dispepsia é definida como dor ou desconforto na região epigástrica. As doenças funcionais do aparelho digestivo foram classificadas pelo sistema denominado "Roma II". que é a sensação de estômago repleto logo após o início da alimentação. neoplasia. impedindo o término da refeição. variando se pirose retroesternal é acrescentada à investigação. doença . A dispepsia funcional abrange pacientes com os seguintes sintomas. (4) náusea. (3) sensação de estufamento. doença do refluxo gastroesofágico. com prevalência oscilando entre 20 e 40%. úlcera péptica. durante pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas).. (2) má digestão ou sensação de persistência do alimento no estômago. A dispepsia é sintoma comum na população geral.

pode ter implicações terapêuticas. inibidores da bomba de próton). a coexistência de dispepsia funcional e síndrome do intestino irritável é possível num mesmo paciente. o diagnóstico de síndrome do intestino irritável substituirá o de dispepsia funcional. em que o sintoma predominante e que mais incomoda é a dor epigástrica. domperidona.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . bloqueadores H2. pois.pancreatobiliar e consumo de medicamentos lesivos à mucosa gastroduodenal. Pelo atual conceito de dispepsia funcional. por exemplo: (1) a terminologia dispepsia não-ulcerosa foi substituída por dispepsia funcional. como definido anteriormente. pirose e dor retroesternal) não devem ser incluídos no contexto da dispepsia funcional. alguns aspectos anteriormente aceitos e válidos não são mais. na dispepsia tipo dismotilidade. Por outro lado. na sua maioria. Finalmente. metoclopramida) são a primeira escolha. Assim. o que implicaria no diagnóstico da síndrome do intestino irritável. desde que a dispepsia não se relacione com a evacuação e que existam indícios da síndrome do intestino irritável. Esta divisão da dispepsia funcional. (3) se os sintomas dispépticos melhorarem nitidamente com a defecação e se houver. como os antiinflamatórios não-esteróides) que explique a sintomatologia e (3) sem alívio dos sintomas com a defecação e sem associação com alteração no hábito intestinal. Copyright © 2001 IDS . associadamente. têm. apresentam dispepsia do tipo dismotilidade. pois úlcera péptica não é o único diagnóstico de exclusão na dispepsia em geral. no entanto. são classificados como portadores de dispepsia tipo úlcera. prócinéticos (ex. como.. refluxo ácido patológico. quando testados com pHmetria de 24 horas. pacientes com dispepsia tipo úlcera tendem a responder melhor aos agentes anti-secretores (por exemplo. A classificação "Roma II" estabeleceu a seguinte classificação para a dispepsia funcional: pacientes com dispepsia funcional. alteração no padrão habitual de evacuação. Aqueles em que predomina o desconforto epigástrico. conquanto não contribua para o diagnóstico de doença orgânica (por exemplo. pacientes que não preenchem um ou outro critério são tidos como portadores de dispepsia inespecífica. (2) pacientes com sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico (por exemplo. pacientes com dispepsia tipo úlcera não necessariamente têm mais úlcera péptica que os com dismotilidade).

Bautzer1 Última Atualização: 9/5/2001 4:52:28 AM 1 Médico Assistente da Divisão de Clínica Urológica do HCFMUSP Disúria Hematúria .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: José Luis Mesquita1 Carlos Ricardo D.

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Diferentes doenças podem estar relacionadas a este sintoma. a maioria das imagens observadas corresponde a folículos ovarianos. recorrente ou crônica. para sua abordagem e diagnóstico. As principais situações que evoluem para dor pélvica são as descritas a seguir. torção ou dor . Mauricio Simões Abrão1 Dr.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Prof. Dr. Sérgio Podgaec2 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:10 AM 1 2 Professor livre docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Mestre em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A dor pélvica é um problema clínico comum que pode se manifestar de forma aguda. No entanto. amplo espectro clínico. corpos lúteos ou cistos hemorrágicos que desaparecem espontaneamente respeitando-se o ciclo hormonal natural. Rotura e torção de cisto de ovário: a observação de cistos anexiais tornou-se freqüente devido à realização de ultra-sonografia da região pélvica. os cistos ovarianos podem representar doenças benignas. Em algumas situações. permanecem assintomáticos até ocorrer rotura. envolvendo. em geral. como teratomas ou cistoadenomas que.

de modo inverso. tubas uterinas. ooforite e abscesso tubo-ovariano. sendo todo o quadro limitado no tempo com remissão completa. Acomete em torno de 10% das mulheres em idade reprodutiva e associa-se a dor e infertilidade. acompanhada de corrimento purulento oriundo do canal cervical e dor ao toque vaginal à mobilização do colo uterino. Dismenorréia: cólica associada ao fluxo menstrual pode impedir a paciente de exercer suas atividades habituais e levá-la à procura de auxílio médico para o alívio da dor. dor pélvica grave ocorre em miomas subserosos que sofrem torção ou nos miomas que sofrem degeneração necrótica ou infecciosa. acomete mulheres jovens. sendo resultado de infecção transmitida por via sexual. A dor pélvica é bilateral. disúria. Sangramento genital pode estar presente devido a queda transitória dos níveis estrogênicos que ocorre neste período. Em geral. A paciente pode apresentar dismenorréia. quadros progressivamente mais graves de infecção do aparelho genital interno. até 50% das pacientes com queixa de dor pélvica apresentam algum grau de endometriose. Mioma: freqüente tumor benigno que se desenvolve no miométrio. provocando sintomas quando em estádios avançados. Estima-se que até 50% das mulheres apresentem algum grau. em que ocorre aumento da contratilidade uterina e do peristaltismo tubáreo e disseminação peritoneal do líquido folicular ou de sangue provocado pela rotura do folículo ovulatório. Os endometriomas têm seu volume limitado. aumento do trânsito intestinal e enterorragia cíclicos durante o fluxo menstrual. com vida sexual ativa. endometrite. dor durante a relação sexual. como cefaléia. podendo localizar-se na superfície do útero (subseroso). sendo 10% com intensidade grave. bexiga e intestino. na parede uterina (intramural) ou em direção à cavidade uterina (submucoso). além de outras localizações mais incomuns. mas podendo estar presente em peritônio. provocando os sintomas relativos à própria doença. dor pélvica sem relação com o fluxo menstrual. as manifestações clínicas dependem da localização e do volume do tumor. Se não for tratada de forma correta. até mesmo pela presença de ascite. Sintomas associados podem ocorrer. hematúria. Moléstia inflamatória pélvica aguda: é a denominação genérica para os casos de cervicite. vômitos e diarréia. pois não existe sintomatologia ou arsenal de exames complementares que denotem com clareza esta situação. sendo a tuba . sendo mais freqüentemente encontrado em ligamentos útero-sacros e ovários. Até 90% das pacientes portadoras da doença apresentam dor pélvica e. Dor do meio do ciclo: dor intensa ocorrendo no meio do ciclo menstrual associada ao período ovulatório. no entanto. e os tumores malignos de ovário têm crescimento insidioso. Endometriose: definida pela presença de tecido endometrial em sítios extra-uterinos. O diagnóstico de certeza da moléstia é difícil. salpingite.por efeito de seu volume. Em geral. aumenta o risco de infertilidade e de dor pélvica crônica. Prenhez ectópica rota: diagnóstico que deve ser sempre ser considerado quando houver atraso ou irregularidade menstrual associados a dor pélvica e massa anexial. Usuárias de dispositivo intra-uterino são mais suscetíveis a este processo e os germes envolvidos em 80% dos casos são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis.

O embrião pode se desenvolver até ocorrer aborto tubáreo. alteração do estado geral do paciente com febre e astenia. nos dias atuais. associada a sintomas urinários. Quando ocorre eliminação total dos restos ovulares. especialmente hematúria. Peritonite bacteriana por perfuração intestinal: doenças infecciosas. o auxílio imprescindível da ultra-sonografia como parâmetro para definição de conduta. que se inicia com dor epigástrica e desconforto abdominal difuso. que podem ser assintomáticos. como perfuração. havendo. Em geral. colo uterino pérvio. diz-se que o aborto é inevitável. especialmente na fossa ilíaca direita (ponto de McBurney). ao toque vaginal. podendo manifestar sangramento genital. Dor e sinais de peritonismo são sugestivos ao exame clínico. Diverticulite: divertículos são bolsas da mucosa e submucosa dos cólons herniadas através da parede muscular. é muitas vezes característica pela dor lombar irradiada para flancos e região pélvica (suprapúbica). Pode provocar complicações quando não abordada de forma adequada. com eliminação através da cavidade uterina ou rotura tubária. caracteriza-se o aborto retido. além de vômito e parada do trânsito intestinal. febre. em menor freqüência obstrução tumoral. No caso de haver sangramento em maior intensidade juntamente com eliminação de restos ovulares e. febre e interrupção do trânsito intestinal. colo uterino impérvio. ao toque vaginal. dor em fossa ilíaca esquerda. se o . o aborto é dito completo e incompleto quando a eliminação é parcial. passando para a região periumbilical e localizando-se em fossa ilíaca direita. seguido de dor em região hipogástrica e sangramento genital. Apendicite: causa comum de dor abdominal. a paciente apresenta-se com período variável de atraso menstrual. medicamento abortivo usado por via oral ou vaginal. além de poder haver dificuldade diagnóstica na localização retro-cecal do apêndice. geralmente resultado de manobras ilegais para provocar a perda. pode cursar com toxemia. peritonismo e distensão abdominal.uterina o local mais freqüente de nidação ectópica (98% dos casos). tumores. caracterizando aborto evitável. quadro agudo. Dependendo do tipo de aborto. nem sempre diagnosticado previamente como gestação. que diminuiu a prática de manipulação uterina. o quadro clínico se altera. o que provoca hemorragia intraperitoneal representada clinicamente por paciente descorada. abscesso e peritonite. em 8% dos casos. Entretanto. associada a vômito. a paciente pode apresentar dor hipogástrica com ou sem sangramento genital (quantidade variável) e. Obstrução ureteral: cólica renal por cálculo ou. menos freqüente atualmente devido ao uso corrente de misoprostrol. Na avaliação clínica. com dor em região hipogástrica associada a sinais de peritonismo (descompressão brusca positiva e abolição dos ruídos hidroaéreos). traumas e complicações pós-operatórias podem causar perfuração intestinal com extravasamento de conteúdo entérico e fecalóide e contaminação da cavidade peritoneal. Processo de gravidade ocorre nos abortos incompletos associados a quadro infeccioso. Quando ocorre inviabilidade do produto conceptual sem sua eliminação. hipotensa. quando ocorre obstrução ou perfuração (diverticulite). Nesta situação. resultando em quadro séptico grave de dor abdominal difusa aguda. provocar manifestações intestinais inespecíficas (obstipação ou diarréia) ou. Abortamento: definido como a interrupção da gravidez antes de 20 semanas ou com feto de peso inferior a 500 gramas.

A dor está associada ao aumento do peristaltismo do sistema pieloureteral e ao processo inflamatório que se instala na região da obstrução. alterações posturais e degenerativas. ou mesmo exercícios físicos inadequados sem realizar avaliação prévia. processos inflamatórios. devido a sobrecargas.cálculo ou o tumor estiverem em localização baixa no trato urinário. Afecções musculares podem provocar dor pélvica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . deficiência postural. musculatura paravertebral e assoalho pélvico. Infecção de trato urinário: sintomas urinários como disúria. polaciúria. facilmente identificada por meio da análise do sedimento urinário e de cultura de urina. Mulheres são mais acometidas por infecções de trato urinário baixo. no entanto. em alguns casos. a dor pode se manifestar de forma intensa somente na região pélvica. em geral. tendo como germe causador a Escherichia coli. observando-se idade da paciente. o paciente pode apresentar somente dor em região suprapúbica. acometendo parede abdominal. Alterações musculo-esqueléticas: distúrbios relacionados a alterações anatômicas de coluna vertebral são freqüentes e podem ser causa de dor pélvica pela irradiação do suprimento de inervação local. hematúria e febre são clássicos para a suspeita de infecção de trato urinário.

Grohmann1 Última Atualização: 10/31/2001 12:07:36 PM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A zona interna da próstata é de origem mesodérmica. A hiperplasia prostática benigna é uma das doenças mais comuns que afetam o homem com o aumento da idade. Dr. são descritos os valores elevados de andrógenos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. Quadro clínico e Epidemiologia As glândulas sexuais acessórias incluem a próstata. esta última como sítio de origem da hiperplasia prostática benigna. pois a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona interna. Acredita-se que parte dos sintomas decorram de um efeito de massa aumentando a resistência uretral e também por uma disfunção detrusora decorrente da idade. Sami Arap1 José F. A próstata pode ser dividida em zona periférica. tecido periprostático e zona de transição. vesículas seminais e glândulas bulbouretrais. Como fatores de risco. Tal fato tem importância. R. enquanto a zona periférica é de origem endodérmica. A doença não é observada em homens abaixo dos 20 anos ou em homens castrados antes da . zona central. enquanto o câncer prostático se origina na zona periférica.

Os sintomas decorrentes da hiperplasia prostática benigna são obstrutivos (diminuição de volume e força do jato urinário.puberdade. ao urinar. freqüência diurna. de 8 a 19 sintomas moderada e acima de 20 sintomatologia grave No ultimo mês Quantas vezes urinou novamente menos de duas horas após ter urinado Quantas vezes observou que. de 8 a 19. na orientação e escolha do tipo de tratamento. Valores até 7 são considerados sintomatologia leve. Destes. interrupção do fluxo. A disseminação linfática leva ao comprometimento dos linfonodos obturadores e ilíacos. Embora os fatores de risco conhecidos para hiperplasia prostática benigna e câncer de próstata sejam semelhantes (presença do hormônio masculino . a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona de transição. disúria. o quanto os sintomas interferem na qualidade de vida. Até 7 sintomatologia leve. obtêm-se valores de 0 a 35. A neoplasia apresenta história variável e pouco previsível. Por meio desta escala. costelas e crânio. fêmur. enquanto o adenocarcinoma da próstata ocorre na zona periférica. bacia. tem-se utilizado. acima de 20. tem-se criado diversos escores de sintomas. urgência. Esta neoplasia tem origem na zona periférica prostática. Os primeiros são decorrentes do aumento volumétrico da glândula enquanto que os sintomas irritativos são relacionados com a obstrução funcional decorrente do aumento do tônus das fibras musculares presentes na próstata. avaliando-se cada paciente de maneira particularizada. especialmente na cápsula. sendo que apenas 15% aparecem em outra região da glândula. sintomas moderados e. sintomas graves. parou e recomeçou diversas vezes Nenhuma Menos de 1 vez Menos de metade das vezes 2 Metade das vezes Mais de metade das vezes 4 Quase sempre 0 1 3 5 0 1 2 3 4 5 .testosterona e idade). hesitação) e irritativos (noctúria. principalmente vesículas seminais e os linfáticos regionais. o mais amplamente aceito é o "International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. enquanto as metástases ósseas são de origem hematogênica. Além da utilização dos escores de sintomas. sensação de esvaziamento vesical incompleto). podendo permanecer latente ou progredir atingindo tecidos adjacentes. (tabela 1) Tabela: International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. O tumor prostático mais comum é o adenocarcinoma da próstata. gotejamento terminal. Os ossos mais atingidos nessa fase são da coluna lombar. Com o objetivo de uniformizar a avaliação dos sintomas destes pacientes.

Quantas vezes teve a sensação de não esvaziar completamente a bexiga após ter urinado Quantas vezes observou que foi difícil conter a urina Quantas vezes observou que o jato urinário estava fraco Quantas vezes teve que acordar a noite para urinar Quantas vezes teve que fazer força para começar a urinar 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Também ocorre. normalmente. Raramente pode se constituir em uma urgência grave. favorecendo o rompimento das arteríolas que compõem a trama vascular da mucosa nasal. pois. É mais frequente da infância até a puberdade (devido a uma maior fragilidade capilar nesta faixa etária) e em pacientes idosos. com freqüência em pacientes internados em unidades de terapia intensiva com doenças sistêmicas. principalmente renais crônicos. Ocorre com grande freqüência nos meses quentes do ano e em regiões com baixa umidade relativa. necessitando abordagem especial. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento 1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 4:54:12 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia A epistaxe ou hemorragia nasal é uma afecção benigna de fácil resolução. impressiona o paciente e sua família. A epistaxe é um sinal comum em doentes que procuram os serviços de emergência. especialmente do septo. com ressecamento da mucosa nasal.

As causas locais mais frequentes são traumatismos (digitais ou externos). afecções vasculares. pólipos sangrantes. discrasias sangüíneas e outras menos comuns. corpos estranhos. inalação de produtos químicos e poluentes (detrito e poeira). da púrpura trombocitopênica e não-trombocitopênica e da doença de Rendu-Osler.A vascularização das fossas nasais é garantida por ramos terminais das artérias carótida externa e interna. Há várias anastomoses entre as diversas artérias e arteríolas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A artéria carótida interna fornece as artérias etmoidais anteriores e posteriores (ramos da oftálmica). localizada na parte ântero-inferior do septo nasal. encontra-se a zona de Kisselbach. artéria palatina superior (ramo da artéria maxilar interna). processos inflamatórios da mucosa nasal (coriza e rinites). Entre estas anastomoses. artéria do subsepto (ramo da artéria facial). das aplasias de medula óssea. As discrasias mais comuns são as decorrentes da insuficiência hepática. As causas das epistaxes podem ser locais. local mais freqüente das epistaxes. hemangiomas. nasofibroma juvenil e carcinomas e angiosarcomas. A artéria carótida externa dá origem à artéria esfenopalatina (ramo da artéria maxilar interna). Copyright © 2001 IDS .

a pressão arterial pode cair progressivamente instalando-se o choque hipovolêmico. Se não houver reposição das perdas com transfusões ou soluções salinas. queixa-se de tonturas. A pressão arterial cai. senso lato. com sério comprometimento do estado geral. Apresenta palidez cutâneo-mucosa. Os sintomas da hemorragia volumosa aguda instalam-se rapidamente. adinamia e frequentemente. Os sintomas da perda crônica de sangue na luz do tubo digestório são menos dramáticos. mas o paciente pode se apresentar ao profissional de saúde. exibe grande emagrecimento. queixa-se de fraqueza geral. . sudorético. O paciente torna-se pálido. mas de grande importância se de longa duração. o pulso eleva-se.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fabio Pinatel Lopasso1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:34 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A exteriorização de sangue por um dos extremos do aparelho digestivo. boca ou ânus. Perdas pequenas podem ser imperceptíveis. levando à morte. indica sangramento importante no tubo digestivo. Se este estado perdurar. a perfusão de sangue para coração e cérebro diminuem.

Na hematêmese. causando vômitos com características de hematêmese. acumulando no estômago. no reto ou no próprio ânus. foi digerido e é eliminado pelo ânus como fezes negras. Quase 80% delas estão no reto e. semi-líqüidas ou pastosas. As perdas de sangue pelo reto e ânus podem provir de fontes distantes. com restos alimentares e coágulos indicando hemorragia recente ou grande volume. entre as quais. Se o paciente expelir sangue escuro. é a tuberculose pulmonar. que se pode fazer com o toque retal. especialmente em idosos. No entanto. sem coágulos. o paciente não apresenta hematêmese. tem causas bacterianas. São responsáveis por sangramento crônico. pode-se pensar em sangramento mais antigo e o aspecto sugere digestão parcial pelo suco gástrico e exteriorização tardia. uma específica é a amebíase intestinal. A ancilostomíase e outras verminoses podem se manifestar pela anemia. como as hemorróidas e as fissuras anais. As inflamações da mucosa do intestino delgado e grosso podem ser causadas por bactérias e parasitas. O sangue que sai pelas fossas nasais sem outros sinais de alerta é a epistaxe. gastrites agudas e cânceres (esôfago/estômago) podem ser a causa. cuja causa. conhecida como melena. provavelmente. Sangramentos de pequeno volume. indica que a fonte está próxima. A diarréia acompanhada de sangue diluído (disenteria). Acima dos 50 anos. Parte do sangue da epistaxe é ingerida. podendo ser causa de enterorragias profusas e persistentes. A expulsão de sangue pelo reto após o esforço evacuatório pode decorrer de hemorróidas ou de outras lesões como o câncer. As úlceras pépticas podem ser a causa. quase sempre. O sangue transitou pelo tubo digestório. Se o sangue expelido pela boca for rutilante. A epistaxe é comum nas gripes e resfriados. esôfago). portanto. não devendo ser confundido com a hemorragia digestiva. faringe. o sangue é vermelho vivo. não havendo relação com a hipertensão arterial. Se o sangramento for alto (boca. no cólon esquerdo. do estômago ou do duodeno. não há náuseas e vômitos. ao alcance da palpação digital. duodeno e jejuno proximal. pequenas perdas sangüíneas exteriorizadas com estrias ou placas sobre fezes formadas podem ser a primeira . espumoso. Geralmente. recomenda-se anualmente a pesquisa rotineira de sangue oculto nas fezes pelo teste do guaiacol (3 amostras). a enterorragia. malcheirosas e diarréicas. úlceras pépticas.Identificação do local de sangramento: A hematêmese acompanha-se de naúseas e vômitos e provém. frequentemente. como o esôfago. vem do pulmão e trata-se de uma hemoptise. O sangue não está digerido. aparentes no papel higiênico. não sendo necessária nenhuma dieta específica antes da coleta do material para diagnóstico precoce do câncer de cólon e reto. O sangramento vermelho pelo ânus. chamam a atenção para as doenças orificiais. precedido de tosse. estômago. Episódios graves de enterorragia podem acontecer em portadores da doença diverticular dos cólons associada ou não à angiodisplasia dos cólons. Varizes do esôfago. A eliminação de muco com sangue e fezes indica inflamação da mucosa colônica (retocolite inespecífica). Pacientes que tomam aspirina ou outros antinflamatórios não-hormonais apresentam risco maior de sangramento.

Copyright © 2001 IDS .manifestação de doenças graves.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . como o câncer do reto ou do ânus.

UNICAMP 2 Educadora pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Regina Carvalho de Salles Oliveira2 Última Atualização: 12/4/2001 11:21:06 AM Autores: 1 Professor Titular da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Universidade Estadual de Campinas . especialista em Reabilitação de Deficientes Visuais e Coordenadora dos Cursos para Auxiliar de Oftalmologista anatomia do olho medida da acuidade visual erros de refração problemas de visão no escolar cuidados com os olhos doenças oculares comuns no recém-nascido .

catarata glaucoma degeneração senil da mácula descolamentos e buracos de retina retinopatia diabética presbiopia urgência oftalmológicas Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

A periferia da córnea e a íris têm sua vascularização realizada por vasos mais profundos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Amaryllis Avakian2 Última Atualização: 9/26/2001 5:19:00 AM Professor Titular de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas 2 Médica Assistente da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Médica Pós Graduanda Nível Doutorado da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 1 Quadro clínico e Epidemiologia Uma importante parcela de doenças oculares agudas ocorre associada à presença de olho vermelho. Quando não houver especialista disponível. que estão próximos à córnea. . o diagnóstico. A vascularização da porção anterior do olho (conjuntiva) é dada principalmente por vasos superficiais. primeiros socorros e orientações podem ser feito pelo médico generalista devidamente preparado. que vêm do fundo do saco conjuntival.

alergias e olho seco. O quadro clínico se manifesta por desconforto ocular. As úlceras infecciosas podem ser causadas por bactérias. glaucoma agudo. medicamentos. normalmente acompanhados de inflamação ao redor da lesão. bem como embaçamento visual leve. vírus. em uso de medicações. subagudas e crônicas. medicamentosa e alérgica Olho seco Uso inadequado de lentes de contato Triquíase. ardor. ou inespecíficas. sensação de areia nos olhos. causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia aguda) Conjuntivite Úlcera de córnea Glaucoma agudo Uveíte anterior Hemorragia subconjuntival Traumatismo causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia crônica) Conjuntivites irritativa. uveítes anteriores). Entrópio e Ectrópio Lagoftalmo Diminuição das horas de sono Alcoolismo ou uso de drogas Meibomite e Blefarite Pterígio entendendo as causas do olho vermelho Conjuntivites infecciosas podem ser agudas. Ulceras de Córnea: são caracterizadas por depressões na superfície da córnea. lacrimejamento. duração da infecção. por exemplo corticóides tópicos ou em pacientes com lesões corneanas provocadas por trauma com vegetais (galhos de árvore por exemplo). Conjuntivites não-infecciosas são causadas por trauma. dor.Dessa forma. As úlceras bacterianas são as mais freqüentes. as conjuntivites costumam apresentar uma vermelhidão que aumenta ao se afastar da córnea e se aproximar da região do fundo de saco conjuntival. vermelhidão e secreção. vírus. Pode haver dor e aumento da sensibilidade à claridade. Podem ser infecciosas ou nãoinfecciosas. fungos ou protozoários. Os sintomas geralmente são de diminuição da acuidade visual. provocadas por bactérias. lacrimejamento. associados a doenças sistêmicas. já as fúngicas são mais comuns em pacientes imunodeprimidos. fotofobia e secreção mas variam de acordo com a potência do microrganismo. estado prévio da córnea. No caso das doenças das estruturas oculares (úlceras de córnea. a vermelhidão é maior na região ao redor da córnea (hiperemia pericerática). estado imunológico do paciente e utilização prévia de .

A crise ocorre por um aumento súbito da pressão intra-ocular devido à dificuldade de escoamento do humor aquoso. manobra de Valsalva (tosse ou esforço). A cirurgia está indicada nos casos de pterígio próximo a atingir a área da pupila ou quando é local de irritação constante. As uveítes anteriores podem se instalar na íris (irite) ou íris e corpo ciliar (iridociclite). sendo mais acentuada nos casos de inflamação severa. vento ou poeira. geralmente mulheres entre 40 e 60 anos de idade ou pacientes que apresentam uma menor distância entre a córnea e a íris periférica (portadores de hipermetropias ou catarata insipiente). corpo ciliar e coróide. olho vermelho. Evoluem com aumento da área ulcerada (em extensão e em profundidade). cefaléia e pode ser acompanhado de náuseas e vômitos. Apresenta-se com dor intensa. Uveítes Anteriores: são inflamações da úvea. A infecção corneana é sempre uma ameaça à visão e ao olho. não há necessidade de realizar cirurgia para sua remoção. Pterígio: É uma "pelezinha" que começa a crescer em cima da parte branca do olho e vai em direção à pupila. Úlceras nãoinfecciosas têm evolução e sintomatologia mais acentuada do que as infecciosas. visão borrada. lacrimejamento e embaçamento visual. geralmente. visão de arco íris ao redor de foco de luz. e o quadro é indolor inclusive à palpação. Quando associada a trauma. colírios lubrificantes e. É mais frequente em pessoas que trabalham ou vivem em locais com muito sol. Hemorragia subconjuntival: é um extravasamento de sangue embaixo da conjuntiva. O aspecto é de sangue vivo (vermelho). distúrbios da coagulação sangüinea. ao olhar no espelho.medicamentos. com limites bem definidos. porém é comum fazê-lo lentamente ou mesmo estacionar. tratando-se de urgência oftalmológica. . A infiltração sanguínea leva 2 a 3 semanas para reabsorver e durante a evolução vai tornando-se amarelada e é acumulada inferiormente. deve-se afastar a possibilidade de ocorrência de lesões oculares. Pode crescer rapidamente. Geralmente. As uveítes posteriores comprometem a coróide e a retina (corioretinite). fotofobia. Glaucoma Agudo: ocorre em pessoas predispostas. é assintomática e percebida por acaso. A redução da acuidade visual é variável. podendo ocorrer perfuração e deixando área de opacificação na córnea. olho vermelho. Suas causas mais comuns são: traumatismos oculares. Os sintomas podem melhorar com o uso de compressas frias. ou atestada por outra pessoa. conjunto formado pela íris (parte colorida do olho). Os sintomas das uveítes anteriores são dor ocular de intensidade moderada.

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A infecção é a causa mais freqüente podendo ser viral. em que uma evacuação por dia ou três vezes por semana é substituída por freqüentes e inúmeras dejeções líqüidas. A diarréia aguda é adquirida. doença de Crohn) e neoplásicas. as infecções intestinais têm um impacto muito grande na qualidade de vida e são responsáveis pela mortalidade superior a quatro milhões de crianças pré-escolares por ano. bacteriana e parasitária (por exemplo. Na diarréia crônica (duração: mais de 4 semanas) encontramos as várias doenças que causam má absorção (por exemplo. na grande maioria das vezes. por meio da ingestão de água e . retocolite.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aytan Miranda Sipahi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:56 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Diarréia é definida como uma alteração do hábito intestinal normal. efeitos colaterais de drogas e isquemia. além de doenças inflamatórias intestinais (por exemplo. A diarréia aguda (duração: menos que 4 semanas) em adulto é causada principalmente por infecções. No Brasil. doença celíaca). protozoários).

tais como secreção ácida gástrica. temos as principais diferenças entre a diarréia inflamatória e não-inflamatória e o tipo de diarréia (aquosa versus disenteria) presente em relação aos vários enteropatógenos. Nas Tabelas 1 e 2. ranitidina) e também os idosos. que ocorre pelo toque das mãos em materiais contaminados. Em uma abordagem clínica.alimentos contaminados por microrganismos ou suas toxinas presentes em fezes humanas ou de animais e pela autocontaminação. com desidratação. uma vez que a manifestação clínica depende das interações do patógeno com os mecanismos de defesa do hospedeiro. por meio das defesas humorais e celulares específicas contra os patógenos. giardíase). ou que fazem uso de inibidores da secreção ácida (por exemplo. como a Salmonella sp. podem levar a situações graves. Pacientes que são imunodeprimidos por doença ou desnutrição. A secreção ácida age pelo seu pH letal aos microrganismos. Os diagnósticos diferencial e etiológico são facilitados por esta classificação. em geral. Já as não-inflamatórias. nem sempre a doença ocorre. porém. provocando perda de sangue. As diarréias inflamatórias são. ocasionalmente. colhidos de reservatórios de água poluídos. (2) alimentos não cozidos. como ostras. freqüentemente. provocam alterações menores. As diarréias inflamatórias provocam os quadros mais graves e podem requerer tratamento mais intensivo além de avaliação mais acurada. fluido sérico e leucócitos dentro do lúmen (disenteria). As formas de contaminação na diarréia aguda são (1) fecal-oral. que geralmente albergam bactérias e outros patógenos ao agirem como filtrantes no seu habitat. Quando existe contaminação oral com patógenos que causam diarréia. estão entre os mais predispostos às infecções intestinais. (4) alimentos manuseados por portadores assintomáticos de microrganismos patógenos. causadas por bactérias e suas toxinas invadem e lesam as células que recobrem a mucosa. Tabela 1 . com base no efeito do agente infectante sobre o intestino do hospedeiro: a) diarréia inflamatória ou sanguinolenta e b) não-inflamatória ou aquosa. impedindo a aderência e o sistema imunológico.Diarréia Inflamatória versus Diarréia Não inflamatória Características Leucócitos fecais Diarréia Inflamatória Positivos Diarréia Não Inflamatória Negativos . a motilidade. podemos dividir as diarréias agudas em dois tipos. (3) frutos do mar não cozidos. por diminuição da secreção ácida e da defesa imunológica. motilidade e sistema imunológico intestinal. contaminados por água ou pelo solo de cultivo que entrou em contato com fezes. não-sanguinolenta. (5) contaminação pela água de piscina (por exemplo. omeprazol.

Sangue. Salmonella. pus.ENTEROPATÓGENOS RESPONSÁVEIS POR DIARRÉIA AQUOSA E DISENTERIA (SANGUE. pode haver febre e toxemia Shigella. Escherichia coli enterotoxigênica. Vibrio. tenesmo. vômitos e cólicas Principais causas Viroses. Yersinia. muco. Giardia. pode haver náuseas. Clostridium difficile Cólon Indicada Diarréia aquosa de grande volume. cholerae Escherichia coli enterotoxigênica Escherichia coli enteropatogênica Escherichia coli enteroinvasiva Escherichia coli enterohemorrágica Shigella sp Salmonella sp Campylobacter sp Yersinia enterocolitica + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + Diarréia aquosa Disenteria . Escherichia coli invasiva. enterotoxinas produzidas por bactérias. intoxicação alimentar Intestino delgado Só em pacientes graves (desidratados ou toxemiados) Local acometido Avaliação diagnóstica Tabela 2 . MUCO E PUS) Enteropatógeno Viroses Rotavírus Adenovírus Vírus de estrutura circular pequena Citomegalovírus Bactérias V. Campylobacter. cólicas Apresentação clínica abdominais no quadrante esquerdo inferior. diarréia de pequeno volume.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Protozoários Giardia intestinalis Criptosporydium parvum Microsporydia Isospora belli Ciclospora caietanensis Entamoeba histolytica + + + + + + + Copyright © 2001 IDS .

nos últimos 12 meses. Em 1999. (3) sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das evacuações. A freqüência da obstipação pode variar. realizado em Roma. (2) fezes fragmentadas ou endurecidas em mais de 25% das evacuações. estabeleceu os critérios diagnósticos para a obstipação intestinal (critérios Roma II): presença. sendo mais elevada em idosos. (4) sensação de obstrução anorretal em mais de 25% das evacuações. ou "prisão de ventre") é um sintoma comum na população.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:04 AM Autores: 1 Assistente . . de 2 ou mais das seguintes características: (1) força excessiva para evacuar em mais de 25% das evacuações.Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A obstipação intestinal (ou constipação. um consenso. com freqüência estimada ao redor de 20%. em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). mulheres e em indivíduos com vida sedentária. (5) auxílio manual para facilitar a defecação em mais de 25% das evacuações.

bismuto. abscessos e fissuras anais. desidratação. doenças que afetam a musculatura e/ou inervação intestinal são causas de obstipação: dolicocólon. tumores de próstata). miomas. provocando dilatação acima da área estreitada. A obstipação intestinal pode ser classificada em cinco grupos. anticolinérgicos. hiperparatireoidismo. doença diverticular. antiácidos a base de cálcio e alumínio. Doenças endócrinas e metabólicas: obstipação intestinal freqüentemente acompanha certas endocrinopatias como hipotireoidismo. lesões do segmento reto-anal podem também provocar obstipação. hipo ou hipercalcemia. Medicamentos: podem provocar obstipação intestinal. glucagonoma e diabetes. Alterações metabólicas (por exemplo. levando à obstipação. diminuição ou até perda do reflexo evacuatório quando este deixa de ser atendido por restrições de tempo. Doenças envolvendo o cólon: estreitamentos do lúmen intestinal. anticonvulsivantes. hipopotassemia. e acidente vascular cerebral) ou medular (por exemplo. envolvendo mecanismos motores de origem neuroendócrina. A obstipação costuma ser grave e a formação de fecaloma não é rara. feocromocitoma. endometriose. Os principais fármacos envolvidos são os analgésicos. com predomínio de obstipação. doença de Parkinson. podem provocar obstrução ao fluxo normal de fezes. inibidores da monoaminooxidase (MAO). tuberculose. relacionados a seguir. tais como: redução da ingestão de fibras na dieta. mais comum em crianças. processos inflamatórios. A lesão leva à atonia da região comprometida e dilatação (megacólon chagásico). colite actínica). tumores. antidepressivos. Simples ou funcional: relacionada com hábitos de vida do paciente. Simultaneamente. colagenoses. antihipertensivos. linfogranuloma venéreo. Também vale lembrar que lesões do sistema nervoso central (por exemplo. doença de Crohn. sífilis. O segmento comprometido. Entretanto. colite isquêmica. A síndrome do intestino irritável. cistos ou tumores de ovário. antiarrítmicos. miopatia visceral familiar ou adquirida. Finalmente. uremia. tumores. sais de ferro e . quer luminais (por exemplo. bloqueadores de canais de cálcio. trauma medular. bloqueadores ganglionares. retocele. antiparkinsonianos. Há a destruição dos plexos nervosos da musculatura lisa intestinal. torna-se espástico. sua etiopatogenia é bem mais complexa. é a principal causa de obstipação nesse grupo de enfermidades. como tumores. A doença de Hirschsprung. incluindo-se o uso prolongado e exagerado de laxativos. amiloidose. particularmente na região sigmoideana. também é considerada funcional. é uma afecção congênita em que há redução ou mesmo ausência de plexos neuronais em certos segmentos intestinais. tumor de cauda eqüina e meningocele) podem provocar obstipação intestinal por acometimento da via neuromotora intestinal. estenoses cicatriciais pós-cirurgia. quer extraluminais (por exemplo. Doenças do sistema nervoso: a doença de Chagas. ainda prevalente em algumas áreas do Brasil. opiáceos. porfiria e acidose) são assinaladas também como causas de obstipação intestinal. vida sedentária e conseqüente obesidade (enfraquecimento da musculatura abdominal). e a pouca disponibilidade de sanitários higiênicos e adequados. em geral curto. esclerose múltipla.(6) menos de 3 evacuações/semana. como diverticulite.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .diuréticos.

A ansiedade é a que mais apresenta demanda potencial para os serviços de saúde. Torna-se patológica se suas manifestações são desproporcionais ao esperado em intensidade. psíquicos e comportamentais. acompanhada de alterações somáticas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Francisco LotufoNeto1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:12 AM Autores: 1 Professor Associado Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Ansiedade é experiência normal do ser humano. A prevalência dos transtornos ansiosos em serviços primários de saúde está entre 26. em geral.7 a 39. útil para sua sobrevivência e melhor desempenho. São Paulo e Porto Alegre.6 a 17. Os . Em estudo de morbidade psiquiátrica de adultos realizado em Brasília.6%). interferência ou freqüência. duração.8% dos participantes de uma estudo populacional apresenta transtorno fóbico e 5%. dados preliminares mostram que 8.6% do total dos pacientes atendidos. sendo então uma experiência desagradável e. transtornos ansiosos (transtorno de pânico e ansiedade generalizada). A ansiedade patológica apresenta sintomas somáticos. Em São Paulo. os transtornos ansiosos apresentaram prevalência entre 9.

passa em 20 a 40 minutos e é seguida de sensação de cansaço. contraturas. ou hora. nelas. A crise. sentir sensações corporais de ansiedade ou crises de pânico. tontura. malestar indefinido. As classificações atuais consideram os quadros nosológicos como transtornos ansiosos a seguir. cinestésicos (parestesias. Os sintomas psíquicos são tensão. elevador. ansiedade generalizada e estado misto ansioso e depressivo. dismorfofobia. Fobias são medos persistentes e irracionais de um objeto específico. entrar em lojas. o paciente não consegue sair de casa. até certa distância. O transtorno de pânico é uma síndrome caracterizada pela presença de repetidos ataques de pânico. rubor. atingindo seu máximo em até cerca de 10 minutos. apreensão. com grande comprometimento de sua vida pessoal e familiar. ondas de calor ou frio e sudorese. que podem ou não estar acompanhados de ansiedade antecipatória e esquiva fóbica. calafrios.somáticos podem ser autonômicos (taquicardia. transporte coletivo. Se é impossível evitar a situação. apresentar sintomas depressivos e desmoralização. Este "medo do medo" é a característica fundamental da agorafobia. Se isto não é possível. urgência de urinar ou defecar. Podem ser classificadas em: agorafobia. Ataques de pânico são crises súbitas com hiperatividade autonômica e mal-estar. até durante o sono. andar em vias expressas e congestionamentos. O comportamento da pessoa ansiosa é caracterizado por inquietação. arrepios. mercados. carros. formigam as extremidades e a boca adormece. Na tentativa de controlar estas crises. Os ataques de pânico podem ocorrer em qualquer local. o coração acelera e bate forte. Podem. nervosismo. o confronto é precedido por ansiedade antecipatória e realizado com grande sofrimento e comprometimento do desempenho. Nos casos mais graves. fobia social. As situações mais comumente descritas são: participar de festas ou . atividade. adormecimentos) e respiratórios (sensação de afogamento ou sufocação). Denomina-se "Síndrome do Pânico" ao conjunto de manifestações englobadas pelos conceitos de transtorno de pânico e agorafobia. suor. pelo temor de se comportar de modo embaraçoso ou humilhante. palidez. ou lugares públicos abertos ou fechados. as pessoas podem desenvolver esquivas fóbicas de situações em que elas ocorreram ou em que acham que podem ocorrer. sensação de estranheza. Agorafobia designa medo e esquiva de diversas situações. As mãos gelam e ficam úmidas. fobias variadas. tremores). podendo chegar a um ataque de pânico. o paciente apresenta ansiedade patológica. ou nas quais ter uma crise de pânico possa ser perigoso ou inconveniente. Uma avaliação mais fina mostra que ele não teme as situações. A pessoa sente falta de ar. acha que está enlouquecendo ou que vai desmaiar. É freqüente a procura de ajuda médica. musculares (dores. mas tem medo de. dificuldade de concentração e memória. ou só pode fazê-lo acompanhado. despersonalização e desrealização. que resultam em necessidade incontrolável de evitar este estímulo. taquipnéia. geralmente. Fobia social é o medo excessivo e o evitar situações onde a pessoa possa ser observada ou avaliada pelos outros. tremor. ou situação considerados sem perigo. como: sair ou ficar desacompanhado. midríase). insegurança. sensação de morte iminente. fobias específicas. Transtornos Ansiosos são estados emocionais repetitivos ou persistentes nos quais a ansiedade patológica é a característica principal. fraqueza e pernas bambas. sobressaltos e hipervigilância. contexto. também.

síncope. votar. Quando chega a níveis fóbicos. o suor e o tremor. mas predominam o enrubecer. (3) fobias de doenças: a hipocondria. alimentos. escrever. não consegue fazer exames subsidiários. seguida por queda importante de pulso e pressão. falar. náuseas e. Quando o temor de doenças refere-se a múltiplos sistemas orgânicos. Com muita freqüência. como a sífilis. a pessoa apresenta-se com ansiedade patológica excessiva e preocupações a maior parte do tempo.Algumas pessoas que evitam contacto social apresentam. deformidades. dismorfofobia. que não é notado por outros. tratamento dentário. a dimensão de um delírio ou pode fazer parte da constelação de sintomas da esquizofrenia ou outras psicoses. caracterizada por uma percepção ameaçadora de doença física. As fobias a seguir são as mais importantes para o clínico. (2) fobias de sangue e ferimentos: algum desconforto à visão de sangue. freqüentemente. podem haver até períodos de assistolia e convulsões. o câncer ou a aids. nos genitais ou no ânus e mau hálito. na verdade. espaços fechados. ser observado durante alguma atividade (comer. o paciente apresenta prejuízos pessoais e sofrimento importantes. acerca de diversos eventos ou atividades (trabalho. Em relação à perda de consciência. ser objeto de brincadeiras ou gozação e usar banheiro público. ferimentos ou grandes deformidades físicas é normal. hospitais ou qualquer outra situação que o confronte com a doença temida. Essa fobia apresenta características próprias: tendência a perder a consciência diante do estímulo fóbico. altura. escuridão. . conversas. avião. As doenças mais classicamente temidas são as estigmatizadas pela sociedade. se é mais específico. visão de sangue ou ferimentos etc. (1) fobias de animais: envolvem. falar com pessoas em posição de autoridade. pintas. suar ou enrubescer na frente de outros. aves. iniciar ou manter conversas.reuniões. cobras. há queixa persistente de um defeito corporal específico. geralmente. Recusa procedimentos médicos e odontológicos. defeitos no pênis ou seios. falamos em hipocondria e. os pacientes procuram cirurgiões plásticos e dermatologistas. palidez. acompanhada de sudorese. pêlos). caracterizada por uma fase inicial com aumento de freqüência cardíaca e pressão arterial. beber. Outros temores são o de poder vir a vomitar. aranhas). odores nas axilas. Mais raramente. As queixas somáticas são as mesmas. receber visitas em casa. Na ansiedade generalizada. óculos escuros e outros artifícios. ou evita a gravidez com medo dos procedimentos associados ao parto. às vezes. insetos (besouros. Abandona carreiras como medicina ou enfermagem. Muitos pacientes com essa fobia apresentam comportamentos de esquiva em relação a reportagens. ser apresentado a alguém. gatos ou cachorros. usar o telefone). como certos animais. abelhas. trovão. é um quadro relativamente comum e heterogêneo. tremer. Os portadores escondem-se atrás de roupas. As queixas mais comuns são problemas na face (cicatrizes. caráter familiar e não-predominância em mulheres. Ela adquire. em fobia de doença. Fobias específicas caracterizam-se por comportamentos de esquiva em relação a estímulos e situações determinados. esses pacientes apresentam uma resposta bifásica de freqüência cardíaca e pressão arterial (PA). Na síndrome da dismorfofobia.

incêndios. relacionamentos etc. O estado misto ansioso e depressivo é um dos diagnósticos mais freqüentes na população geral. ou porque são percebidos como irracionais. finanças. Transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e atos compulsivos. é cada vez mais freqüente a exposição a eventos traumáticos onde a pessoa enfrenta a possibilidade da morte ou ferimento grave de si próprio ou de pessoas próximas.) A preocupação é desagradavel. lavar mãos para evitar contaminação). A pessoa luta inutilmente para evitá-los. violência ou obscenidade. sem características suficientes para um diagnóstico de episódio depressivo ou transtorno ansioso. de alguma forma. A pessoa tem consciência de que tais atos são irracionais. pesadelos recorrentes. evoquem a experiência. A pessoa pode apresentar ausência de resposta emocional. inundações. Compulsões: são comportamentos repetitivos e intencionais executados numa ordem preestabelecida. Estresse pós-traumático: infelizmente. imagens. desproporcional ao motivo e muito difícil de afastar através da distração. Procuram prevenir a ocorrência de um determinado evento ou situação. Pensamentos obsessivos são idéias. Causam sofrimento ou repugnância porque se referem a temas como dúvida. imagens ou impulsos espontâneos que se repetem na mente de forma estereotipada. não tem prazer na sua execução. despersonalização. Interferem com o fluxo normal do pensamento ou atividade do momento. entre nós. pensamentos. Copyright © 2001 IDS . Sintomas de ansiedade e depressão estão presentes. sem sentido e contrários à vontade. Isto pode ocorrer em assaltos. contaminação.escola. acidentes etc. A pessoa sofre e tem seu desempenho comprometido. apesar de o ritual diminuir sua ansiedade. neutralizando as obsessões (por exemplo. estupro. "desrealização". sintomas acentuados de ansiedade e esquiva de estímulos que.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Caracteriza-se pelo humor depressivo. e da reação de luto após a perda de pessoas queridas. Dr. a baixa auto-estima. pela diminuição da energia. alterações de apetite e do peso corporal. alterações no padrão de sono. Podem estar presentes outros sintomas. que pode aparecer em resposta a algumas situações de vida. como a falta de concentração e atenção. Um estudo epidemiológico realizado no Brasil indicou prevalência de depressão ao longo da vida de 16.6%. pessimismo. de Macedo Soares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:20 AM 1 2 Médico Assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Médica pós-graduanda do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Definição. e as idéias e os atos suicidas não são raros. que leva a uma diminuição das atividades. Ricardo A. O diagnóstico da depressão é feito quando os sintomas típicos estiverem presentes durante a maior parte do dia por no mínimo duas . sentimentos de culpa ou inutilidade. Quadro clínico e Epidemiologia A depressão é um problema médico freqüente. pela perda de interesse e prazer nas atividades habituais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. com sensação de cansaço. É diferente da tristeza. Moreno1 Marcia B.

com freqüência. pois. familiar e profissional é mais evidente. desde a infância até a velhice. Nos idosos. Na depressão grave. Aparece mais freqüentemente entre 30 e 40 anos de idade. Na depressão leve.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A depressão pode ser considerada leve. porém geralmente continua trabalhando e mantendo suas atividades. A depressão é cerca de duas vezes mais comum entre as mulheres. o indivíduo apresenta dificuldades em manter o mesmo padrão de atividades. os sintomas são intensos e impossibilitam a manutenção das atividades habituais. A internação pode ser necessária em função do alto risco de suicídio. Copyright © 2001 IDS . o indivíduo se sente incomodado pelos sintomas. Na depressão moderada.semanas. ou as reduz. mas pode se iniciar em qualquer faixa etária. o quadro pode se confundir com demências. Nas crianças e adolescentes. o indivíduo interrompe suas atividades. o comprometimento nas esferas social. é mais freqüente o achado de humor irritável. moderada ou grave.

um retrovírus. a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) somente teve sua etiologia esclarecida em 1983. Hoje se sabe que existem duas variantes de HIV (HIV-1 e HIV-2) e que a infecção por qualquer desses agentes pode evoluir para AIDS. na verdade. é possível identificar um indivíduo como sendo infectado pelo HIV. isolou-se.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aluisio Augusto Cotrim Segurado1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:56 AM Autores: 1 Professor Doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Embora reconhecida desde 1981. de amostras biológicas de pacientes com AIDS. verificou-se que esse mesmo agente viral podia também ser encontrado em pacientes com sintomas clínicos inespecíficos. Tornou-se assim claro que a AIDS representava. que recebeu a denominação de vírus da imunodeficiência humana (HIV). A epidemiologia da AIDS deve ser considerada no contexto mais amplo da infecção pelo HIV. . Nessa ocasião. que detectam a presença de anticorpos específicos voltados contra diferentes constituintes da partícula viral. com base em critérios clínicos e epidemiológicos. comumente observados numa fase que antecedia o aparecimento da AIDS. No entanto. Com base em testes sorológicos. uma manifestação clínica tardia da infecção pelo HIV.

alguns grupos populacionais têm sido identificados como os de maior vulnerabilidade à infecção: as mulheres e os adolescentes.4 milhões de infectados. A América Latina apresentava. Até dezembro de 2000. que surgem ao longo do tempo. a existência de 36. desde que haja contato das mucosas (genital.2% das novas infecções estão ocorrendo na África. apresenta-se clinicamente por meio de uma multiplicidade de sinais e sintomas. oral ou retal) com secreções genitais contaminadas (esperma e secreções cérvicovaginais) 2. em dezembro do ano 2000.353 casos de AIDS. dificuldade na percepção de risco. em sua história natural. fatores de natureza sócio-econômica são extremamente importantes para justificar a maior vulnerabilidade dos segmentos populacionais de menor renda e escolaridade. com um total acumulado de 58 milhões de indivíduos infectados desde o início da epidemia. sendo o Brasil o país com maior número de casos já notificados de AIDS nessa região. O Programa das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS) estimava. conseqüentemente. a importância dos países em desenvolvimento aparece de forma ainda mais destacada: 73. que podem também ser reconhecidas tanto do ponto de vista clínico como . ou. incluindo-se a transmissão transplacentária (intra-uterina).via sangüínea. onde residem 72% dos portadores de HIV. com especial destaque para o continente africano. na mesma ocasião. A compreensão das causas dessa maior vulnerabilidade depende. mais raramente.1% no sudeste asiático e 4% na América Latina e Caribe. sendo esta doença de notificação compulsória em nosso País. o Ministério da Saúde brasileiro havia registrado a ocorrência de 203. Mais de 90% dos infectados vivem atualmente nos países em desenvolvimento. deve-se considerar que a infecção pelo HIV. essa infecção assumiu proporções de uma epidemia de caráter mundial.Pode-se assim afirmar que. pela transfusão de sangue ou hemocomponentes contaminados 3. apresenta outras fases. um número estimado de 1. bem como menor acesso à medidas de prevenção. de caráter oportunista. 17. particularmente os de baixa renda e de menor escolaridade. do correto entendimento das formas de transmissão inter-humana do HIV. trata-se de uma pandemia. por um lado. como é o caso de agulhas e seringas utilizadas por usuários de drogas injetáveis. da mãe infectada para seu filho. Quando se consideram apenas as infecções adquiridas no último ano. ou mesmo menor possibilidade de fazer uso adequado dessas estratégias profiláticas podem contribuir para elevar a vulnerabilidade à infecção pelo HIV.via vertical.contato sexual (homossexual ou heterossexual). fase mais avançada da infecção pelo HIV.1 milhões de adultos e crianças vivendo com HIV em todo o mundo. Sabe-se que esse agente viral pode ser transmitido de pessoa a pessoa por: 1. Entretanto. ou seja. Tais manifestações são habitualmente relacionadas à falência do sistema imune do hospedeiro acometido e às conseqüentes complicações infecciosas e/ou neoplásicas. Menor grau de informação e. a relacionada ao momento do parto e aquela dependente do aleitamento materno. quer seja pelo compartilhamento de objetos pérfuro-cortantes contaminados. nos dias atuais. A AIDS. No entanto. Nessas regiões.

com consistência firme. caracteriza-se como um quadro febril agudo. febre baixa por períodos prolongados. a rubéola. como. entretanto. Freqüentemente. ocasionalmente. diarréia intermitente. por exemplo). 3 semanas) após sua aquisição. O paciente infectado pelo HIV. excetuando-se as inguinais. mialgias.as pneumopatias. por período superior a 3 meses. por exemplo: . Deve-se ressaltar. como as micobacterioses (particularmente a tuberculose). Clinicamente. As cadeias ganglionares mais freqüentemente acometidas incluem as cervicais (anteriores ou posteriores). criptococose pulmonar. Do ponto de vista clínico. a linfadenopatia generalizada persistente se acompanha de sintomas gerais. submandibulares. tais como a mononucleose infecciosa.linfadenopatia generalizada persistente: caracteriza-se clinicamente pelo achado de enfartamento de linfonodos. sendo móveis e indolores à palpação. observam-se outras complicações neurológicas. entre outras). em duas ou mais cadeias ganglionares. ainda. 3.as esofagites (por Candida sp ou citomegalovírus. irão compor as diferentes síndromes clínicas.laboratorial. mesmo estando assintomático. Mais raramente. 2. irá progressivamente evoluir para uma disfunção imunológica grave. pneumonias bacterianas recorrentes. costumase caracterizar os diferentes estágios evolutivos da infecção pelo HIV como: 1. neurites periféricas ou a polirradiculoneurite (síndrome de Guillan-Barré). o sarcoma de Kaposi. que a infecção aguda pode ser assintomática em até metade dos indivíduos infectados. após 1 a 2 semanas. que pode se acompanhar de mal-estar. . Por vezes. occipitais e axilares e os linfonodos habitualmente apresentam de 0. que caracterizam a AIDS. as manifestações da infecção aguda por HIV podem ser confundidas com diversas doenças febris agudas. O exame histopatológico dos linfonodos revela habitualmente sinais de hiperplasia folicular. e de exantema maculopapular ou urticariforme. além das manifestações prodrômicas das hepatites virais. tais como encefalite. pneumonites virais.5 a 2 cm de diâmetro. tuberculose. a infecção aguda pelo citomegalovírus. se não reconhecida e tratada adequadamente. Ao exame físico.AIDS propriamente dita: refere-se às diversas manifestações associadas a infecções e/ou neoplasias oportunistas. sem evidência de agentes infecciosos. hepatoesplenomegalia. que. . geralmente observadas após um período de 1 a 6 semanas (em média. como a candidíase oral ou o exantema vesicular com distribuição restrita a um dermátomo. potencialmente fatal. acompanhadas ou não de síndrome de insuficiência respiratória (pneumonia por Pneumocystis carinii. ou mesmo linfomas. De acordo com sua localização e apresentação clínica. na maior parte dos indivíduos. observam-se nesta fase manifestações de infecções oportunistas. na ausência de outra causa que justifique tal condição. É importante destacar que o enfartamento ganglionar dessa afecção deve ser diferenciado de manifestações decorrentes de doenças oportunistas. sarcoma de Kaposi. nota-se adenomegalia generalizada e. como fadiga. ou mesmo dermatite seborréica. que podem acometer diferentes órgãos e sistemas. a sífilis secundária. com ou sem sinais meníngeos concomitantes. deve assim ser entendido como portador de uma infecção viral ativa. cefáleia.infecção aguda: inclui as manifestações iniciais dessa infecção viral. característico do herpes zoster. Para melhor compreensão das diferentes manifestações clínicas que podem ser observadas ao longo de sua história natural. de evolução auto-limitada. diarréia.

salmoneloses. amebíase. isosporíase. histoplasmose. tuberculose e outras micobacterioses. neurocriptococose. embora apresente manifestações comuns às descritas em adultos. . incluem o retardo no desenvolvimento pondo-estatural e neuropsicomotor. que podem ocorrer tanto em crianças que adquiriram a infecção a partir de mães infectadas (transmissão materno-infantil). que devem ser reconhecidas pelo médico de família. .as síndromes diarréicas ou disentéricas (citomegalovirose. Copyright © 2001 IDS . por exemplo) Na faixa etária pediátrica.manifestações cutâneas de infecções ou tumores oportunistas (sarcoma de Kaposi. encefalite por citomegalovírus). síndromes demenciais ou mesmo linfomas primários do sistema nervoso central. costuma exibir certas peculiaridades clínicas. giardíase). acompanhadas de hepatoesplenomegalia (micobacterioses. bacteriemias prolongadas por Salmonella sp ou doenças linfoproliferativas. candidíase. como naquelas infectadas por outras vias.síndromes oculares.síndromes febris prolongadas.. além de freqüentes infecções bacterianas recorrentes. a infecção pelo HIV. toxoplasmose cerebral. como as retinites por citomegalovírus ou pelo vírus do herpes simples. a pnemonite intersticial linfocítica. Tais achados. miocardites. as parotidites. shigeloses. .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .manifestações neurológicas de meningoencefalites (neurotuberculose. criptosporidíase. por exemplo) . microsporidíase.

caracterizada por quadro febril bifásico. O dengue clássico é principalmente uma doença de crianças mais velhas e adultos. Após .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 9:51:56 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus da dengue e da febre amarela pertencem à mesma família (Flaviviridae) e têm também vetor urbano comum. exantema. Na sua forma hemorrágica. dor em diferentes partes do corpo. 3 e 4). Dengue Doença infecciosa aguda. linfadenopatia e leucopenia. motivo pelo qual são abordados conjuntamente. com numerosas cepas pelo mundo. resultando esporadicamente em choque hipovolêmico. 2. cefaléia. prostração. caracterizando a síndrome de choque do dengue. Existem quatro tipos distintos do vírus do dengue (1. é doença febril grave caracterizada por anormalidades da hemostasia e aumento da permeabilidade vascular.

II) manifestações hemorrágicas espontâneas. Esta segunda fase inicia-se com a defervescência. a doença é freqüentemente inespecífica. foi eliminada dos centros urbanos pela presumida erradicação do Aedes aegypti do país. e IV) choque profundo com pulso e pressão arterial indetectáveis. hemorragia de gengiva. A febre amarela pode manter ainda transmissão silvestre por outro tipo de vetor (Haemagogus) que mantém o ciclo com macacos e eventualmente infecta o homem. como a gripe. acompanhada por cefaléia frontal. Linfadenopatia generalizada é infreqüente. Eventualmente observa-se hepatomegalia. nasal. apresenta náuseas e/ou vômitos. equimoses. especialmente em crianças. dores musculares artralgias. a doença inicia abruptamente com febre (39 a 41º C). fraco. Choque é o critério que diferencia os graus I e II de III e IV. sufusões hemorrágicas. por vezes. terminando repentinamente. A ocorrência do dengue em sua forma hemorrágica está relacionada. não preenche os pré-requisitos de dengue hemorrágico. A Organização Mundial da Saúde classifica o dengue hemorrágico em quatro graus: I) febre acompanhada por sintomas inespecíficos e prova do laço positiva. rubor de face e exantema máculo-papular que desaparece sob pressão podem ser encontrados durante os dois primeiros dias de febre. que foi grande pesadelo até o início do século. A febre amarela. procriando-se em coleções de água no domicílio ou peridomicílio. na maioria das vezes. Febre Amarela Doença febril aguda de manifestações que vão desde sintomas inespecíficos até doença ictérica hemorrágica fatal. O diagnóstico diferencial deve ser feito com doenças sistêmicas de manifestações inespecíficas ou mesmo com doenças comuns com sintomas diversos.período de incubação de 3 a 14 dias (usualmente de quatro a sete dias). O dengue. em fase inicial. mantendo apenas transmissão residual e. a infecção em indivíduo que já teve dengue por um outro sorotipo. têm sido descritos casos de dengue hemorrágico no primeiro contato com vírus do dengue. com estreitamento da pressão (menor que 20 mmHg) ou hipotensão. A febre geralmente persiste por até seis dias (período de viremia). por outro lado. O paciente torna-se anorético. encontram-se petéquias. sendo. por isto. O dengue hemorrágico é indistingüível do dengue clássico. a . dor retroorbital. a despeito de não ter havido transmissão urbana da febre amarela (FA) nestas últimas seis décadas. só apareceu entre nós a partir do retorno do Aedes. quando não acompanhada de hemoconcentração e plaquetopenia. dores pelo corpo. sendo estes fatores que diferenciam-no do dengue clássico com hemorragia. responsável por grandes explosões epidêmicas. vetor que coloniza centros urbanos. hiperalgia cutânea. gastrointestinal e genital. Em áreas onde o dengue é endêmico. em pequenas epidemias sempre ligadas a regiões de matas. sendo seguido por rápida deterioração do estado geral. Transmissão epidêmica dessas duas arboviroses está relacionadas à presença do Aedes aegypti. A hemorragia. no entanto. III) falência circulatória manifestada por pulso rápido.

remissão e intoxicação. A descrição clássica da FA grave compreende três períodos clínicos distintos: infecção. dores musculares generalizadas. convulsão. dor lombosacra. sendo notórias no Rio de Janeiro. instabilidade cardiovascular e manifestações hemorrágicas com ênfase na hematêmese (borra de café). Manaus e cidades do interior de São Paulo. A morte geralmente advém entre o 7º e 10º dias de doença. que podem variar de formas assintomáticas ou oligossintomáticas até a de outras febres hemorrágicas. pois o diagnóstico em situações epidêmicas é clínico. Surpreendentemente. albuminúria. Belo Horizonte. que varia de três a seis dias. O período de intoxicação é caracterizado por icterícia. iniciam-se as manifestações clínicas da FA. o vírus não é mais encontrado no sangue. Após período de incubação. sepse. as epidemias acompanham a colonização do Aedes. apesar da intensa colonização do Aedes e circulação do vírus. vindo rapidamente a ocorrer na maior parte dos centros urbanos brasileiros com dezenas de milhares de casos acontecendo anualmente. Durante esta fase. podem predominar sinais de insuficiência renal.partir da década de 1980. durante os quais o vírus está presente no sangue em altos títulos. Não existem estatísticas confiáveis quanto ao número de casos de dengue no Brasil. estupor e coma em fase pré-terminal. Copyright © 2001 IDS . Esta fase dura em torno de três dias. Os sinais de envolvimento do sistema nervoso central incluem delírio. A letalidade nos pacientes com FA grave é ao redor de 50%. quando então reaparecem com intensidade maior. devemos lembrar de doenças com manifestações inespecíficas na fase inicial e de doenças ictéricas com ou sem manifestações hemorrágicas na fase de intoxicação. malestar e fraqueza. oligúria. cefaléia. porém. a febre e os outros sintomas podem desaparecer por período de até 24 horas. a maior parte das cidades nordestinas. malária. Aqueles que se recuperam têm convalescença prolongada com fraqueza e fadiga por até mais que três meses. No diagnóstico diferencial.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . náuseas e vômitos. Vitória. No período de remissão. não havendo notificação dos casos. encontramos bradicardia. Ao exame clínico. Em pacientes que sobrevivem à fase tóxica aguda. O período de infecção inicia-se repentinamente com febre. como hepatites. leptospirose. sendo então caracterizada fundamentalmente por grave acometimento hepático. a febre amarela não voltou a incidir nas cidades.

A sífilis. Entretanto. Departamento de Dermatologia . a gonorréia. Origina lesões cutâneas variadas. Na sífilis congênita. com surgimento do cancro de inoculação. vem recrudescendo a partir da década de 60 com a liberdade sexual e a partir dos anos 80 com o surgimento da AIDS. o cancróide. . São inúmeros os patógenos reconhecidos como passíveis de transmissão por contato sexual. Não raramente acomete outros órgãos além da pele. a transmissão se faz por via transplacentária.FMUSP Doenças sexualmente transmissíveis são doenças infecciosas adquiridas por contato sexual.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia José Antonio Sanches Junior1 Última Atualização: 9/20/2001 9:59:48 AM Autores: 1 Professor Doutor. Na sífilis adquirida. as uretrites não-gonocócicas. o condiloma e o herpes genital são as doenças mais comuns. Quadro clínico e Epidemiologia Sífilis A sífilis ou lues é causada pelo Treponema pallidum. Com o advento da penicilina houve declínio de sua incidência. o contágio se dá quase exclusivamente através do contato anogenital.

endurecida e fundo limpo. febre. Após uma a duas semanas surge adenite satélite não-inflamatória. nos casos não tratados ou tratados indevidamente) Sífilis tardia latente Sífilis terciária (cutânea.habitualmente a partir do 4o mês de gestação. habitualmente. natimortos ou recém-nascidos com sífilis. alopecia em clareira e adenopatia generalizada. rotula-se muitos casos como sífilis latente indeterminada.5 a 2 cm de diâmetro. pouco dolorosa. A sífilis adquirida. com borda infiltrada. máculo-papulosa. mialgias e artralgias. na genitália externa como lesão única. O diagnóstico é feito pelas reações sorológicas positivas e pela história. Habitualmente é simétrica e não-pruriginosa. lesões papulosas palmo-plantares. cefaléia. sem deixar cicatriz. Dependendo da ocasião e quantidade de espiroquetas que atravessa a barreira placentária poderão ocorrer abortos. torna-se importante ressaltar a contagiosidade dessa fase. período em que a placenta permite a passagem da espiroqueta. cerca de uma a duas semanas após o contágio. Divide-se em: . A erupção cutânea pode ser maculosa (roséola sifilítica). Podem ocorrer sintomas constitucionais. Como nem sempre é possível o diagnóstico de sífilis tardia latente. anorexia. nervosa e outras) - O protossifiloma ou cancro duro surge. papulosa. A presença de colarete descamativo na periferia das lesões (colarete de Biette) é sugestiva de lesão sifilítica. Caracteriza-se como pápula erodida ou ulcerada. Normalmente ocorre regressão espontânea após duas a dez semanas. Como as lesões são ricas em treponemas. Sífilis congênita A passagem do T. pallidum através da placenta normalmente ocorre após o 4o mês de gestação. Observa-se. A maioria das crianças é assintomática. semelhantes a estado gripal. O cancro pode desaparecer espontaneamente em quatro semanas. cardiovascular. O secundarismo corresponde à disseminação hematogênica dos treponemas. com malestar. óssea. medindo 0. com manifestações clínicas que surgem cerca de quatro a oito semanas após o aparecimento do cancro duro. com freqüência. Sífilis adquirida tardia latente Não apresenta sinais clínicos e tampouco sintomas. lesões mucosas. placas vegetantes perianais (condilomas planos). é dividida em: Sífilis Adquirida Recente Até um ano de evolução póscontágio Sífilis primária Sífilis secundária Sífilis recente latente Sífilis Adquirida Tardia (após o primeiro ano de evolução.

em média. Cancro Mole Causado pelo bacilo gram negativo Haemophilus ducreyi. Com freqüência ocorrem múltiplas lesões. surdez labiríntica e dentes com entalhes nas bordas cortantes dos incisivos centrais superiores). choro débil e rinorréia sanguinolenta são os sinais mais freqüentes. das ranhuras de Parrot (cicatrizes lineares radiadas perilabiais e perianais). dado semiótico importante no diagnóstico diferencial do cancro sifilítico. Sua incidência é muito maior nos homens. Tem base mole. icterícia. nariz em sela e fronte olímpica. Em cerca de 25% dos casos surge adenopatia inflamatória que se liqüefaz e fistuliza rapidamente. Gonorréia É infecção da mucosa genital pela Neisseria gonorrhoeae. é transmitido por contato sexual. Após coito . surge rapidamente uma pápulo-pústula que se ulcera. anemia. Após a inoculação do bacilo. com tempo mais prolongado para a cura em relação aos não co-infectados. com fundo purulento. Pode haver comprometimento de estruturas nervosas com desenvolvimento de tabes e paralisia geral. Portanto. Os títulos sorológicos são. osteítes e periostites com tíbia em lâmina de sabre. Sífilis congênita tardia Aparecimento da tríade de Hutchinson (queratite parenquimatosa. Sífilis e infecção pelo HIV/ AIDS Nesses doentes as lesões podem ser mais numerosas e extensas. As lesões cutâneas são placas mucosas orais e anogenitais (condilomas planos). É mais comum nos homens entre 15 e 25 anos. com a característica de pseudoparalisia de Parrot. a lesão bem estabelecida é uma úlcera de bordas solapadas (descoladas da base) e cortadas à pique. hepatoesplenomegalia. irritabilidade.Sífilis Congênita Recente Até dois anos após o nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Sífilis congênita recente Sífilis Congênita Tardia Após dois anos do nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Baixo peso. É provável que as mulheres possam se tornar portadoras assintomáticas. mais elevados e a queda dos títulos pode não ocorrer. Ocorrem osteocondrites. pápulo-vesículas palmo-plantares e fissuras periorais. orofaringe e olhos. Eventualmente acomete mucosa anal. imobilização espontânea do membro afetado por dor intensa e choro ao toque. A localização é preferencialmente anogenital.

cobrem-se de crostas para. tornando-se portadores sãos. febre e tenossinovite. Embora a infecção acometa a uretra anterior. sendo mais comum no sexo feminino durante o período menstrual. em mais de 90% das vezes. freqüência das recidivas e tratamentos inadequados podem ocorrer cicatrizes deprimidas. constituindo importante fator na disseminação da doença. Podem surgir sintomas não específicos com secreção vaginal. Na mulher a doença uretral é rara. o quadro clínico se desenvolve. Menos de 1% dos indivíduos infectados manifestam clinicamente a doença na ocasião do contágio. trauma local. quando não tratada ou inadequadamente tratada pode envolver as glândulas parauretrais. Cerca de 60% das endocervicites gonocócicas são assintomáticas. Na metade dos casos é causada pela Chlamydia trachomatis. Frente a estímulos diversos poderão desenvolver o herpes recidivante. à disúria e dificuldade miccional importante. culminando com lesões cutâneas purpúricas e necróticas. cicatrizarem completamente em torno de 15 dias. A primoinfecção genitourinária. Cerca de 10% dos homens infectados desenvolvem infecção assintomática. além de dor leva. Podem ocorrer disúria e polaciúria. Trichomonas vaginalis. em geral nas extremidades. Nas mucosas as vesículas se rompem precocemente dando lugar a lesões erodidas. próstata. principalmente pela AIDS. As lesões herpéticas nos imunossuprimidos. por vezes. em geral. principalmente pela manhã. uma infecção subclínica. infectam-se com o HSV e desenvolvem. Herpes Genital Infecção causada pelo Herpesvirus hominis (HSV) tipo 2. além de outros fatores. então. aftóides. costumam evoluir com úlceras extensas e tórpidas que não se curam espontaneamente. sensação de mal-estar. Comumente não há sintomatologia. epidídimo e testículos. Pode ser precipitado por febre. estresse emocional ou físico e menstruação. Candida albicans. surge edema e hiperemia de meato com secreção purulenta abundante. estendem-se perifericamente. vírus do Herpes simples e vírus citomegálico. e esporadicamente pelo tipo 1. febre e mais raramente adenomegalia. assintomática. com secreção mucóide clara e escassa. São pouco sintomáticas. ardor e dor. As lesões. constituindo quadro de doença inflamatória pélvica da qual o gonococo é uma das causas freqüentes. É mais visível quando se comprime a uretra pela manhã. Corynebacterium genitalium. . Freqüentemente há adenopatia satélite. sangramentos e bartolinites. Após sintomas de ardor e prurido uretral. em 2 a 3 dias. De acordo com a extensão das lesões. Uretrites Não-Gonocócicas São as infecções uretrais mais comuns.infectante. Vesículas agrupadas sobre base eritematosa. Pode ocorrer artrite séptica. O herpes recidivante é clinicamente menos importante e cicatriza em 7-10 dias. Hospedeiros suscetíveis (sem anticorpos específicos contra o HSV) entrando em contato direto com lesões ativas de herpes simples. No homem pode evoluir para prostatite e epididimite e na mulher para doença inflamatória pélvica. Outros agentes causais são Ureaplasma urealyticum (micoplasma T). Infecção gonocócica disseminada é rara. disúria. Na progressão da doença ocorre endometrite e salpingite. que evoluem para pústulas que se rompem. inicialmente são pruriginosas surgindo subseqüentemente.

Adquiridos sexualmente.Condiloma Acuminado Doença causada por papiloma vírus humano (HPV). Nas mulheres podem atingir toda vulva até o intróito e vagina. nos homens.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . mais comumente na glande e folheto interno do prepúcio. mais comumente HPV 6 e 11. Localizam-se. são mais comuns em homens e mulheres na segunda e terceira décadas da vida. maceradas. Apresenta-se como pápulas moles vegetantes de superfícies avermelhadas ou brancacentas. Copyright © 2001 IDS .

as mesmas atingem a circulação linfática e venosa. com 25 a 30 milhões expostos ao risco de contrair essa helmintíase. na sua forma adulta. Essas formas jovens chegam aos pulmões. É considerada uma das grandes endemias brasileiras. transformando-se em esquistossômulos. habita a veia porta e suas subsidiárias. Estima-se que haja atualmente no Brasil cerca de 2. havendo focos em Estados do sul e sudeste. A prevalência da esquistossomose é ainda importante em áreas de Estados nordestinos. desde a Bahia até o Piauí. onde completam sua maturação. a despeito da considerável redução tanto do número de indivíduos infectados como de formas graves da doença a partir da década de 70. onde passam à circulação arterial e daí ao sistema porta.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:20 AM Autores: 1 Professor doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A esquistossomose mansoni é a infecção causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni que. Após a penetração das cercárias pela pele. O acasalamento e a postura dos ovos têm lugar nos ramos distais da veia . A aquisição da infecção dá-se pela exposição do hospedeiro suscetível a coleções hídricas que contenham moluscos do gênero Biomphalaria eliminando cercárias.5 a 3 milhões de infectados.

visitando-as de forma casual. às vezes urticariforme. de ovos. Esse fenômeno é responsável por processos obstrutivos do fluxo portal intra-hepático levando progressivamente. parte destes migram através da corrente sangüínea do sistema porta atingindo o fígado. Ao exame físico nota-se hepatoesplenomegalia dolorosa de pequenas dimensões. a possibilidade dos ovos . instala-se. com o conseqüente aparecimento de esplenomegalia de caráter congestivo e de circulação colateral. onde são retidos nos vasos pré-sinusoidais. atingindo uma posição pré-sinusoidal e suscitando a formação de granulomas periovulares. inclusive os causados por outras enteroparasitoses: diarréia esporádica. Alguns ovos atravessam o endotélio dos vasos. a submucosa e a mucosa do reto. atingindo a luz intestinal. definida como descompensada quando houver sangramento digestivo alto e/ou ascite. São comuns exantema máculo-papular. havendo remissão completa dos sinais e sintomas. não há insuficiência hepática na esquistossomose não complicada ou que não esteja associada a patologias que ocasionem cirrose. o meio ambiente. sobretudo em hipogástrio e fossa ilíaca esquerda. ainda. o quadro evolui para as formas crônicas da doença. diarréia. sua presença leva à formação de granulomas que ocasionam um aumento do volume do órgão que passa então a ser palpável ao exame físico. Expressa-se por sintomas e sinais escassos. conseqüentemente. à hipertensão portal. migrando através da submucosa e mucosa. Trata-se da forma hepatointestinal da esquistossomose. Caso o paciente não seja diagnosticado e tratado. clínicos e laboratoriais. em geral com instalação abrupta. boa parte desses ovos migram para o fígado. assinalando-se que o exame parasitológico de fezes somente se torna positivo para ovos de Schistosoma mansoni cerca de 35 a 40 dias após a infecção. Embora ocasionalmente esse quadro apresente gravidade. assim. levados pelo fluxo da veia mesentérica inferior. Existe. toxêmica. O dado laboratorial mais característico é a intensa leucocitose com eosinofilia apresentada por esses pacientes. onde são eliminados nas fezes ganhando. surgem manifestações de doença febril. isto é. Dentre as formas crônicas da esquistossomose. costuma ser autolimitado a não mais de 30 a 40 dias. Quando o número de vermes é maior e portanto maior também a carga de ovos. a forma hepatoesplênica com hipertensão portal da esquistossomose. Após um período de incubação que pode variar de 30 a 60 dias. na dependência da quantidade de ovos e granulomas. incaracterísticos e comuns a outros distúrbios gastrintestinais. Na dependência de elevadas cargas parasitárias e. procuram atingir a luz intestinal. No entanto. progressivamente. O diagnóstico deve levar em conta dados epidemiológicos. caracteristicamente com predomínio do lobo esquerdo. dores abdominais intermitentes. A forma aguda da esquistossomose é aquela que se segue ao primeiro contato com coleções hídricas que contenham cercárias. às vezes com características disenteriformes. regime de hipertensão portal. Trata-se da tradução clínica da retite esquistossomótica. a mais freqüente é a intestinal. a reação granulomatosa desencadeada pela presença de ovos do parasita que. dores abdominais e broncoespasmo. diferentemente do que ocorre nas cirroses em geral. assim.mesentérica inferior (plexo hemorroidário). ou ainda em crianças de baixa idade nas áreas endêmicas. Cabe assinalar que. sendo observada em indivíduos que não habitam áreas endêmicas. inclusive de varizes de esôfago e/ou de fundo gástrico. Tem-se.

de granulomas em vários órgãos resulta em manifestações clínicas como a mielite esquistossomótica e colpite esquistossomótica. O acesso de imunocomplexos aos glomérulos renais. em alguns casos. pode ocasionar o desenvolvimento de glomerulopatias. onde são retidos junto à membrana basal. as arteríolas. As manifestações clínicas decorrentes desses eventos podem variar desde proteinúria assintomática até síndrome nefrótica.cor-pulmonale esquistossomótico. Embora descritas com maior freqüência e gravidade em pacientes hepatoesplênicos. daí serem mais comuns as formas pulmonares da esquistossomose nos pacientes hepatoesplênicos. Essa forma de esquistossomose pode. A presença fortuita de ovos e. O acesso dos ovos à circulação pulmonar é maior nas situações onde houver hipertensão portal com estabelecimento de circulação colateral. conseqüentemente. Nas fases mais avançadas estão presentes as manifestações correspondentes à hipertensão pulmonar. ser acompanhada de cianose.atingirem. essas alterações já foram descritas também em pacientes com formas mais leves de esquistossomose (intestinais ou hepatointestinais). Copyright © 2001 IDS . via artéria pulmonar. podendo haver sobrecarga de câmaras direitas do coração .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . onde sua impactação ocasiona a formação de granuloma e fibrose em graus variados.

bacilo que atinge a pele e os nervos levando a incapacidades físicas e sociais quanto mais tardio for o seu diagnóstico e tratamento. A doença é endêmica em todo o território nacional. As regiões Norte. O diagnóstico da hanseníase é baseado em uma ou mais das seguintes características: lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade. O período de incubação é de 2 a 7 anos. A principal fonte de infecção é o homem através das formas contagiantes da doença (virchowiana e dimorfa). O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número absoluto de casos de hanseníase. Quadro clínico e Epidemiologia Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae. e o primeiro nas Américas . embora com distribuição irregular. acometimento de nervo(s).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Cyro Festa Neto1 Última Atualização: 9/20/2001 10:03:18 AM Autores: 1 Professor Doutor. Departamento de Dermatologia da FMUSP. . com espessamento neural e baciloscopia positiva. O bacilo tem como provável porta de entrada as vias aéreas superiores. Nordeste e Centrooeste são as que apresentam as maiores taxas de detecção e prevalência da doença.

Copyright © 2001 IDS . Estados reacionais A hanseníase tem uma evolução crônica. menos na indeterminada. Manifestações neurológicas O Mycobacterium leprae tem especial tropismo para as terminações nervosas. mal perfurante plantar e lagoftalmias. às vezes coexistindo os dois tipos de reação ao mesmo tempo ou em episódio diferente. de acordo com seguinte critério: paucibacilares quando apresentam até cinco lesões de pele ou apenas um tronco nervoso acometido e multibacilares quando há mais de cinco lesões de pele e ou mais de um tronco acometido. comprometendo fibras sensitivas. As reações de tipo II ou eritema nodoso hansênico se caracteriza por apresentar nódulos vermelhos e dolorosos. febre. Lesões graves dos nervos aparecem em todas as formas. amiotrofias. Estas reações se caracterizam por eritema e edema de lesões preexistentes e em áreas sãs. O estado geral não é comprometido e os nervos são afetados em graus variáveis. motoras e o sistema nervoso autônomo. visando o tratamento é baseada no número de lesões.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . levando a complicações e seqüelas que impedem os doentes de ter uma vida normal. podendo cursar com fenômenos agudos chamados surtos reacionais.A classificação operacional. As reações do tipo I são mediadas por células (imunidade celular) e ocorre nos doentes tuberculóides e dimorfos. Entre elas: neurites. os quais guardam relação direta com a imunologia específica do indivíduo. mãos em garras. paralisias. Ocorrem nos casos multibacilares. marcha escarvante. adenomegalia e dores articulares. anestesias.

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Epidemiologia e Quadro Clínico No Brasil e em muitos países ocidentais. Os vírus B. Até alguns anos atrás. C e D são transmitidos por via parenteral. 2 Professor Associado. Setor de Hepatologia. Disciplina de Gastroenterologia Clínica e Disciplina de Transplante e Cirurgia do Fígado. Os vírus G e TT estão freqüentemente presentes no soro de pacientes com hepatopatia crônica. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Departamento de Gastroenterologia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Queiroz Farias1 Flair José Carrilho2 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:38 AM 1 Médico Assistente. hoje atribuídos aos vírus C. No entanto. eram simplesmente agrupados como hepatites não-A não-B. O vírus D está sempre associado ao vírus B. Disciplina de Gastroenterologia Clínica. apesar do considerável avanço . E e G. enquanto os vírus A e E são adquiridos por via enteral. os vírus A e B eram os únicos agentes conhecidos. Os demais casos. porém o seu papel patogênico não está completamente esclarecido. Departamentos de Gastroenterologia e de Cirurgia. as hepatites virais representam um problema de saúde pública e a principal causa de transplante de fígado. D.

desconforto ou dor no hipocôndrio direito. que dura alguns dias. clínica e bioquímica. As diversas formas de hepatite viral aguda apresentam características clínicas em comum. até insuficiência hepática aguda grave (hepatite fulminante). No entanto. praticamente assintomáticos ou com sintomas semelhantes a uma síndrome gripal. pode haver prurido. indicando evolução para a cirrose. do sarampo. Na maior parte dos pacientes. particularmente quando há imunodepressão ou no contexto do envolvimento de outros órgãos. a recuperação total. presença de aranhas vasculares. acolia fecal e icterícia. Pode haver icterícia. cefaléia e febre baixa. Os sinais e sintomas de hipertensão portal e de insuficiência hepática como sangramento digestivo. O paciente com hepatite crônica pode ser assintomático ou não apresentar sintomas típicos. um número expressivo de casos permanece ainda sem causa definida. o fígado torna-se facilmente palpável. detecta-se esplenomegalia. ginecomastia e atrofia testicular. os sintomas tendem a diminuir quando a icterícia se instala. Os quadros podem ser leves. Copyright © 2001 IDS . náuseas. pode demorar até seis meses. podem surgir manifestações como anorexia. o vírus Epstein-Barr. Segue-se a presença de colúria. as queixas são de fadiga e anorexia. O diagnóstico geralmente é suspeitado quando se detectam elevações das enzimas hepáticas. porém logo desaparecem. A forma ictérica é geralmente precedida por um período prodrômico. sempre com a característica elevação acentuada das aminotransferases (ou transaminases). particularmente o citomegalovírus. Com exceção das hepatites A e E. o período ictérico dura entre uma e quatro semanas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Habitualmente. cujo papel como causa de hepatite ainda não está bem definido. desde formas ictéricas.na determinação da etiologia. geralmente estão presentes em uma fase mais tardia. porém. com alta mortalidade. Aranhas vasculares podem estar presentes. da varicela e o adenovírus. os vírus tipos 1 e 2 do herpes humano. Em cerca de 20% dos casos. Nessa fase. Outros vírus. podem acometer o fígado em situações especiais. ascite. envolvimento extra-hepático.. contudo. Transitoriamente. Esses agentes não serão abordados nesse texto nem os vírus G e TT. Muitas vezes. Outros vírus raros como os agentes das febres hemorrágicas também podem levar à doença hepática grave. As hepatites podem se apresentar com graus variados de gravidade. os vírus Coxsackie B. as demais formas podem cronificar.

A leptospirose é um agravo de notificação compulsória. podendo afetar animais domésticos e silvestres. Epidemiologia A leptospirose tem distribuição universal. desde a infecção subclínica até a forma grave. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A leptospirose é uma doença infecciosa sistêmica causada por espiroquetas patogênicas do gênero Leptospira. O . Pode determinar síndromes clínicas variadas. conhecida com síndrome de Weil. transmitida ao homem principalmente através do contato com coleções de água contaminadas com urina de ratos infectados. É uma antropozoonose. icterohemorrágica. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Professor Doutor.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Isadora Cristina de Siqueira 1 Antônio Carlos Nicodemo2 Última Atualização: 7/19/2001 12:01:48 PM 1 2 Médica Residente.

A letalidade anual da doença variou de 6. Pode ocorrer insuficiência respiratória secundária a pneumonite por sangramento pulmonar. A doença tem início súbito caracterizado por febre. é muito comum na forma grave que ocorre em nosso meio. nos meses de dezembro a março. A primeira semana da doença corresponde à fase leptospirêmica. Entre o terceiro e sétimo dias. ocorreram 3. a qual muitas vezes determina uma coloração amarelo-avermelhada da pele (rubínica) causada pela somatória da pigmentação pela bilirrubina.5% em 1996. Copyright © 2001 IDS . cefaléia e dores musculares. Quadro clínico A leptospirose pode apresentar-se na forma subclínica. Nesse período.5%. que pode permanecer eliminando o microrganismo na urina por longo período. O sangramento digestivo também pode ocorrer na forma de melena ou enterorragia. No Brasil. com uma média de 12. renal e por capilaropatia difusa. rins. comportando-se como um choque séptico. a maioria dos casos ocorre no período das chuvas. No Brasil.821 óbitos. que pode evoluir com níveis bastante elevados de uréia. sendo usualmente de 7 a 14 dias. determinado pela capilaropatia difusa. é responsável pelo restante dos casos. A forma ictérica e grave. segundo a Fundação Nacional de Saúde.principal reservatório da leptospirose é o rato. A doença tem início súbito caracterizado por febre. musculatura esquelética e cardíaca. Os casos mais graves. A forma grave da doença é caracterizada por disfunção hepática. com manifestações clínicas inespecíficas semelhantes à influenza (gripe). surge a icterícia. a 20.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Neste período. com significantes taxas de mortalidade. Há aumento discreto das transaminases e os níveis de creatino-fosfoquinase (CPK) podem estar aumentados devido à presença de rabdomiólise. algumas vezes bastante acentuadas. principalmente em panturrilhas. cefaléia e dores musculares. podem evoluir com hipotensão e choque.403 casos de leptospirose. O período de incubação pode variar de 1 a 24 dias. conhecida como síndrome de Weil. acrescida do tom vermelho. com disseminação de leptospiras para órgãos como fígado. As formas anictéricas e benignas correspondem a cerca de 85%-90% dos casos. pode surgir uremia. generalizadas. durante o período de 1985 a 1997.555 casos).7% em 1987. e algumas vezes como uma meningite linfomonocitária. foram notificados 35. A plaquetopenia. em graus variados. o maior número deles no ano de 1996 (5.

813 casos no ano de 1999. menos de 1% dos casos evolui para morte. o indivíduo . a despeito de poderem surgir casos em outras regiões de matas onde vive o vetor da malária. Quadro Clínico Após período de incubação. responsável por malária de gravidade menor. na maioria dos casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 10:11:24 AM Autores: 1 Professor titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Epidemiologia Malária é a principal doença endêmica do Brasil. de 7 a 14 dias. tendo ocorrido 632. que varia. 75% dos casos são devidos ao Plasmodium vivax. A grande maioria dos casos (99%) ocorre na região amazônica. a maioria absoluta causada pelo Plasmodium falciparum. A despeito de a malária poder ser doença fatal. taxa mais de 30% superior à ocorrência de 1998.

dores musculares. Nesta fase. O paciente apresenta febre persistente. O ataque agudo da malária caracteriza-se por um conjunto de paroxismos febris que apresentam três períodos: frio (calafrios). a) Malária no indivíduo semi-imune Indivíduo semi-imune é aquele que já teve malária anteriormente. quando os paroxismos ocorrem em sua forma típica. O paroxismo febril não é comum. gestantes e crianças. surgindo as complicações. devem ser valorizados como de risco para o paciente. ocasionalmente. porém relativamente bem. o vômito. falciparum. A duração total do paroxismo é de 6 a 12 horas. A seguir. nestes pacientes.acometido apresenta febre. náuseas e vômitos. febre de pequena intensidade e. o paciente pode permanecer com discreta cefaléia. com possibilidade de ocorrerem convulsões. É importante ter em mente que. quando ocorrer sincronismo na esquizogonia o paciente pode já estar em situação clínica com complicações. fígado e sangue. A cefaléia é intensa. subcontínua. precedida de calafrios e seguida de sudorese. b) Malária no indivíduo não-imune Os primeiros "ataques" no indivíduo não-imune não apresentam típico paroxismo palúdico. c) Malária grave As formas graves e de urgência. Após cessar o suor. podendo não ser muito elevada. principalmente em crianças. se observam nas infecções produzidas por P. O período de calor se inicia quando terminam os calafrios. ocorrendo intensa anemia. ou seja. com cefaléia. onde acentuam-se os sinais e sintomas. e não apresenta calafrios nem sudorese. mais de 2% das hemácias encontram-se parasitadas. freqüente e ocorre delírio. exausto. Se o paciente não for tratado adequadamente. pode evoluir para forma de urgência. O indivíduo apresenta. se observados. astenia. o paciente pode delirar. anorexia. como sintoma único a febre. com raras exceções. cérebro. os sintomas começam repentinamente com período de frio. Geralmente. que é intenso. havendo aí a necessidade de encaminhamento para centro hospitalar: . O período de suor dura de duas a quatro horas. pulmões. A febre cede em "crise" (rapidamente) cessando o desconforto. As complicações mais freqüentes relacionam-se a comprometimento dos rins. geralmente. que pode ser contínua. listamos itens clínicos que. a malária tem possibilidades maiores de evolução com complicações e que. O paciente se sente incomodado. As formas graves se apresentam no indivíduo não-imune. calor (febre) e suor (sudorese). Na maioria dos pacientes com malária. Uma das características do paroxismo palúdico é que ocorre em períodos regulares na dependência do tipo de plasmódio infectante. remitente ou intermitente com remissões.

Clinicamente. a temperatura varia entre 38. porém há maior predisposição para toxemia gravídica com pré-eclâmpsia e eclâmpsia. vivax pode também ter evolução grave em crianças (alta taxa de reticulócitos). Copyright © 2001 IDS . a malária tem a mesma evolução que em adultos. falciparum. têm frio e podem apresentar vômitos e convulsões. perdem o apetite. Tornam-se flácidos e sonolentos. confusão mental (obnubilação). sinais de sangramento. observa-se taxa de aborto de 30%.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .5 e 40º C e a febre pode ser contínua.alta parasitemia (maior que 2% nos primoinfectados). Na primeira metade da gestação. diminuição da diurese. posteriormente. dispnéia. a infecção por P. a malária pode ter evolução com complicações duas vezes mais freqüentes que na mulher não gestante. a evolução não difere na gestante com malária. em crianças em idade pré-escolar. enquanto que. na segunda metade. não se observam os sinais característicos do paroxismo palúdico. icterícia. d) Malária na criança Em crianças maiores que cinco anos de idade. podem surgir dores abdominais e diarréia. hipertermia continuada. remitente. gestação (especial atenção neste caso). Entretanto. intermitente ou irregular. levando freqüentemente a erro diagnóstico. e) Malária na gestante Na gestante. A despeito de a malária grave ser quase sempre causada por P. Os lactentes geralmente não apresentam paroxismos típicos. existem evidências de imunossupressão materna com evolução mais tormentosa da malária.

quando se considera a ocorrência de pelo menos uma espécie de parasita. Cryptosporidium parvum e Cyclospora cayetanensis. Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia No Brasil. Em algumas ocasiões têm sido detectados verdadeiros surtos diarréicos provocados por protozooses como ciclosporíase. taxas de infecção em torno dos 30%.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 9/20/2001 10:14:32 AM Autores: 1 Professor-doutor. observam-se. Necator americanus. Em oposição. De forma paralela à redução da infestação por parasitas clássicos. no município houve queda na prevalência das enteroparasitoses no final dos anos 90 em relação ao início dos anos 80. Depto. Ancylostoma . ou até mesmo desconhecidas e que passaram a ser diagnosticadas com freqüência crescente. sobretudo em indivíduos imunodeprimidos. como as infecções intestinais causadas por Microsporídeos. em alguns bolsões de pobreza. Isospora belli. assiste-se à emergência de parasitoses consideradas raras. envolvendo também um número considerável de indivíduos imunocompetentes. Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale.

mesmo em áreas urbanas dotadas de infra-estrutura sanitária adequada. podem apresentar quadros indolentes e de difícil resolução. Pacientes com deficiência de IgA secretora no nível da mucosa intestinal. Os cistos de Giardia lamblia são veiculados por via hídrica. a infecção ocorre por ingesta de água contaminada com cistos ou por alimentos e objetos que estiveram em contato com esta. Dessa forma. sem muco ou sangue nas fezes. Diagnóstico . mesmo com a adoção de medidas terapêuticas adequadas. O parasitismo é exercido preferencialmente no duodeno e jejuno. Em situações de parasitismo muito intenso pode ocorrer síndrome de má absorção. É. no entanto. Taenia solium) Tricuríase (Trichuris trichiura) Giardíase (Giardia lamblia) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose intestinal ainda bastante prevalente. resultando em desnutrição. acometendo tanto crianças como adultos. Dores abdominais difusas e náuseas e vômitos são presentes em alguns casos.ceylanicum) Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Balantidíase (Balantidium coli) Blastocistose (Blastocystis hominis) Ciclosporíase (Cyclospora cayetanensis) Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Enterobíase (Enterobius vermicularis) Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Giardíase (Giardia lamblia) Himenolepíases (Himenolepis nana. mais freqüentemente sintomática em crianças. Himenolepis diminuta) Isosporíase (Isospora belli) Microsporidíase (Enterocytozoon bieneusi. decorrendo desse fato diarréia volumosa. Encephalitozoon intestinalis) Teníases (Taenia saginata.

sobretudo em imunodeprimidos (AIDS). 14° e 21° dias após o término do tratamento. sobretudo por AIDS. -metronidazol: adultos: 250 mg. Tratamento O tratamento não oferece dificuldade na maioria dos casos.50 mg/kg/dia + trimetoprima . dose única. Diagnóstico Pesquisa de oocistos nas fezes.O diagnóstico é facilmente realizado pelo encontro de cistos e/ou trofozoítos através do exame parasitológico de fezes.0 g/dia ou roxitromicina na dose de 300 mg. três vezes ao dia. Como a eliminação das formas do parasita é intermitente. crianças: 15 mg/kg/ dia. Espiramicina na dose de 3. são drogas recomendadas. através de coloração especial (Kinyoun). Tratamento A terapêutica é precária conferindo. durante sete dias. na maioria das vezes. nimorazol. colhidas em intervalos semanais. crianças: 50 mg/ kg. ornidazol ou secnidazol: adultos: 2. Controle de cura: três exames de fezes. deve-se ter o cuidado de executar o exame em três amostras fecais. divididos em três tomadas. . Isosporíase (Isospora belli) Quadro clínico e Epidemiologia É protozoose que causa quadros diarréicos importantes. durante 4 semanas. 7°.0 g. Doses de manutenção são indicadas por período semelhante. Controle de cura: três exames de fezes. ocasionalmente acomete imunocompetentes em cursos de diarréia autolimitada. duas vezes ao dia. utilizando-se metade das dosagens referidas inicialmente. Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Quadro clínico e Epidemiologia Protozoose manifesta por quadros diarréicos muito graves em pacientes imunodeprimidos. Diagnóstico Encontro de oocistos nas fezes. Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol . sete dias. podendo ser realizado segundo um dos seguintes esquemas: -tinidazol. dose única.10 mg/kg/dia). no 7°. 14° e 21° dias após o término do tratamento. melhora clínica sem cura parasitológica.

. quatro vezes ao dia. puxos e tenesmo. Diagnóstico Trata-se de protozoose de diagnóstico difícil. Diagnóstico Exame de fezes com pesquisa de cistos (nas fezes formadas) ou trofozoítos (nas fezes diarreicas). Quadros disentéricos intermitentes caracterizam a forma invasiva da colite amebiana: há períodos de diarréia com eliminação de fezes contendo muco e/ou sangue. Microsporidíase Quadro clínico e Epidemiologia Os microsporídeos são causa de doença diarréica em imunodeprimidos. principalmente em decorrência da AIDS. dez dias (imunodeprimidos). sobretudo os abscessos amebianos do fígado. duas vezes ao dia por sete dias (imunocompetentes). Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol 800 mg + trimetoprima 160 mg). empiricamente. muitas vezes causando surtos de doença diarréica. exigindo exame histopatológico do intestino delgado ou técnicas de biologia molecular.Ciclosporíase Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose que pode acometer imunocompetentes. As infecções assintomáticas. Diagnóstico Idêntico ao da criptosporidíase. bem menos freqüente entre nós. nos dias atuais. diagnosticadas pelo encontro casual de cistos do parasita nas fezes. a utilização de albendazol tem resultado com benefícios parciais em alguns casos. embora não constitua ocorrência rara. Há ainda que se mencionar as formas extra-intestinais. Amebíase (Entamoeba hystolitica) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por Entamoeba hystolitica é. idem. bem como imunocomprometidos. são as mais comuns. entremeados por períodos assintomáticos irregulares. Tratamento O tratamento é pouco eficiente e. acompanhados por dores em cólica. detectando oocistos de dimensões mais avantajadas.

Convém. Controle de cura: idêntico ao da giardíase. 2. tinidazol. 100 mg.dia. esta infecção foi considerada sem importância. Tratamento Recomenda-se tratar os infectados com metronidazol. sobretudo quando encontrado em grande quantidade em exames de fezes. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. dois dias (crianças). Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. porém. atribui-se a este protozoário. . três vezes ao dia. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia.0 g por dia. Diagnóstico Pesquisa de cistos ou trofozoítos nas fezes. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. três dias ou teclosan. Alternativamente. duas vezes ao dia. dicloracetamidas: etofamida. nimorazol ou ornidazol. nimorazol ou ornidazol. dez dias (crianças). pois a morfologia dos parasitas é bastante característica. em esquema idêntico ao indicado no tratamento da amebíase. 2. tinidazol. Diagnóstico O reconhecimento do parasita é fácil. três vezes ao dia. Atualmente. papel patogênico. três vezes ao dia. dez dias (crianças). dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. por sete dias. cinco dias. Tratamento Tetraciclina: 30 a 50 mg/kg. Alternativamente. Não oferece dificuldade. 500 a 750 mg.Tratamento depende da forma clínica. dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. no entanto.0 g por dia. 500 a 750 mg. secnidazol. Na amebíase assintomática. dois dias (crianças). Alternativamente e em crianças. sobretudo em crianças. secnidazol. Blastocistose Quadro clínico e Epidemiologia Durante muito tempo. lembrar que pode ser causa de síndrome disentérica grave. por dez dias. metronidazol. Balantidíase (Balantidium coli) Quadro clínico e Epidemiologia Esta protozoose pode ser considerada rara nos dias atuais. 500 mg. 20 mg/kg/dia.

Pacientes com alterações funcionais (acloridria) e/ou anatômicas (divertículos. dois dias. Necator americanus.Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. são predispostos à ocorrência de larvemias. 5 mg/kg. íleo. Controle de cura: exame de fezes no 7°. Os sintomas relacionados ao tubo digestivo são de pequena repercussão. síndrome da alça cega) do tubo digestivo são predispostos às formas de hiperinfecção. duas vezes ao dia. 14° e 21° dias após o final do tratamento. Tratamento Albendazol: 400 mg. Diagnóstico Exame parasitológico das fezes. Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase potencialmente grave. principalmente pelo uso de corticoterapia imunossupressora. dose única ou tiabendazol. Como há espoliação de ferro. As manifestações clínicas são variadas. no caso de anemia decorrente da helmintíase. Quando a carga parasitária é elevada. Ancylostoma ceylanicum) Quadro clínico e Epidemiologia Adquirida por penetração ativa de larvas filarióides pela pele. 5 mg/kg. com a localização dessas formas do parasita em vários órgãos (SNC. bem como os diabéticos descompensados. recomenda-se a administração de sulfato ferroso. repetindo-se o esquema após sete a dez dias. podem haver parasitas no jejuno. período . sobretudo em pacientes imunodeprimidos. fígado). (2) hiperinfecção: cambendazol. podendo haver diarréia importante. freqüentemente acompanhadas por septicemia por enterobactérias. às vezes resultando em síndrome de má absorção. 25 mg/kg. repetida após sete dias. Alternativa: mebendazol: 100 mg. com pesquisa de ovos leves. pulmões. É adquirida por aquisição ativa de larvas através da pele e o local preferencial do parasitismo é o duodeno. microcítica e hipocrômica. Tratamento Ancilostomíase (1) infecção habitual (restrita ao tubo digestivo): cambendazol. a principal manifestação clínica desta helmintíase é a anemia. dose única. duas vezes ao dia. semanalmente. Diagnóstico pesquisa de larvas nas fezes. cólon e até mesmo no estômago. três dias. presente sobretudo em situações de parasitismo elevado. mas freqüentemente simulam doença péptica (úlcera duodenal). os imunodeprimidos.

(2) formas com oclusão ou suboclusão intestinal: paciente em jejum e com sonda nasogástrica. via SNG. são a regra. Tratamento Ascaridíase (1) formas habituais: levamisol: adultos. 400 mg. Importante: dada a possibilidade de hiperinfecção por S. Diagnóstico exame de fezes. com pesquisa de ovos pesados. são vistas complicações de ordem obstrutiva. dose única e crianças 80 mg. administrar hexahidrato de piperazina. Controle de cura: pesquisa de larvas nas fezes. dose única ou mebendazol. com náuseas. antes do início da imunossupressão. o tratamento cirúrgico deve ser considerado se esse procedimento não for bem sucedido. 14° e 21° dias após o tratamento. três dias. Controle de cura: exame de fezes no 7°. no 8°. stercoralis em imunodeprimidos por uso de drogas imunossupressoras é obrigatório afastar-se o diagnóstico de estrongiloidíase através de exames de fezes. A sintomatologia é dominada por distúrbios digestivos. 150 mg. duas vezes ao dia. Alternativas: albendazol. A ascaridíase é adquirida passivamente pela ingesta de ovos. Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Quadro clínico e Epidemiologia Helmintíase intestinal freqüentemente diagnosticada em nosso meio. 50 mg/kg. seguidos de 50 ml de óleo mineral (tipo Nujol®). dose única. 100 mg. Sintomas vagos referidos ao tubo digestivo ou distúrbios sistêmicos como cefaléia e irritabilidade. Teníases (Taenia saginata. seja pela formação de novelos com vários exemplares do parasita. 9° e 10° dias após o final do tratamento. saginata). de grupos de ploglotes (anéis) nas fezes ou mesmo a eliminação dos mesmos independentemente do ato de evacuação (nas infecções por T. presentes em alimentos ou objetos. vômitos e diarréia. duas vezes ao dia. sete dias ou 500 mg/dia por 30 dias. Taenia solium) Quadro clínico e Epidemiologia Assintomáticas ou oligossintomáticas na maioria das vezes. referido pelo próprio paciente. sobretudo em crianças. associados muitas vezes a sinais de irritabilidade excessiva em crianças. as teníases são diagnosticadas pelo encontro. seja pela sua intromissão na papila duodenal (obstrução biliar) ou no apêndice. Em função do tamanho dos vermes e da sua grande mobilidade. Diagnóstico . 25 mg/ kg.indeterminado ou tiabendazol.

Tricuríase (Trichuris trichiura) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase intestinal das mais comuns. dose única. 100 mg. duas vezes ao dia por três dias. dose única. freqüentemente assintomáticas em adultos. Himenolepis diminuta) Quadro clínico e Epidemiologia São helmintíases relativamente infreqüentes. Controle de cura: pesquisa de proglotes por tamização das fezes. presídios. com cargas parasitárias elevadas. 400mg. nas fezes. repetida após dez dias. três meses após o tratamento. Diagnóstico encontro de ovos no exame de fezes. Diagnóstico observação de ovos característicos nas fezes. em grupos de cinco ou seis. ao diagnóstico de um caso deve ser procedida investigação ativa em busca de casos adicionais. dose única. 6 a 8 mg/kg. hospitais psiquiátricos). Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°. dose única. Tratamento praziquantel. Himenolepíases (Himenolepis nana. 2. Assim sendo. crianças. Tratamento praziquantel. 14° e 21° dias pós-tratamento. mebendazol. mas que ocorrem sob a forma de surtos em populações confinadas (creches. 10 mg/kg. . pode ocorrer prolapso retal. Em crianças de baixa idade. O quadro clínico constitui-se de diarréia intermitente. após tamização (peneiragem sob jato d'água). metade da dose citada. 25 mg/kg. Tratamento pamoato de oxipirantel.encontro de proglotes. albendazol. quartéis. dose única. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°.0 g. 14° e 21° dias pós tratamento. Alternativa: clorossalicilamida: adultos.

albendazol. Controle de cura: execução do método da fita adesiva. Copyright © 2001 IDS . A procura de ovos no exames de fezes tem positividade baixa.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 400 mg. A erradicação da parasitose em determinado domicílio poderá exigir a repetição do tratamento mensalmente durante seis meses.Enterobíase (Enterobius vermicularis) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por esse parasita encontra-se entre as mais comuns. durante cinco a sete dias. Em geral. sendo o prurido anal sua manifestação clínica típica. bem como a administração da droga a todos os ocupantes do mesmo. acomete vários ocupantes de um mesmo domicílio. Tratamento mebendazol. a partir do 8° dia pós-tratamento. dada a facilidade de disseminação dos ovos no intradomicílio. Diagnóstico observação dos ovos por meio da fita adesiva (aposição de fita adesiva transparente na região perineal e observação direta ao microscópio). dose única. 100 mg. dose única.

em todo o mundo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Olavo Henrique Munhoz Leite1 Última Atualização: 9/26/2001 10:41:44 AM Autores: 1 Médico Assistente. cerca de 80 a 90% dos casos novos por ano (Info SUS. Embora sem grandes variações na incidência. 1998).000 habitantes são mais elevados nas Filipinas (400). Em 1996 a Organização Mundial da Saúde estimou em cerca de 6 milhões o número total de indivíduos co-infectados pelo HIV/Mycobacterium tuberculosis . Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias Quadro clínico e Epidemiologia Segundo a Organização Mundial de Saúde. Os coeficientes de incidência por 100. Faculdade de Medicina da USP. A incidência da tuberculose em pacientes portadores de HIV/Aids é cerca de 170 vezes maior do que na população geral. no ano de 1995. ocorrem no mundo 8 a 10 milhões de casos novos e três milhões de mortes a cada ano. 5000 óbitos relacionados à tuberculose foram notificados.000/ano. um indicador precoce de deterioração do controle da doença no Brasil. Núcleo de Tuberculose do Hospital das Clínicas. mais baixo nos países desenvolvidos (entre 6 e 10) e intermediários no Brasil. O aparecimento de cepas de M. tuberculosis . Índia (220) e na África (entre 100 e 220).associação de dois agentes. no período 1990-97 de 55/100.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O pulmão é a porta de entrada natural do bacilo. sendo também contidos nestes locais com o desenvolvimento da resposta específica. nestas situações. emagrecimento e escarros hemoptóicos são as manifestações mais comuns nestas situações (sintomático respiratório). a condição é chamada tuberculose disseminada ou miliar. o indivíduo contaminado pelo bacilo desenvolverá a tuberculose secundária ou a forma do adulto. o fígado e o baço. tuberculosis. incluindo principalmente o sistema nervoso central. Tosse prolongada. cerca de 3 a 5% destes indivíduos desenvolverão doença ativa e o risco de desenvolvimento da doença após este período é de 5 a 7% por toda a vida (reativação endógena). pulmões e órgãos linfáticos. o sistema urogenital. As pequenas gotículas espalhadas no ar atmosférico são suficientes para alcançar os alvéolos pulmonares onde o germe inicia a sua multiplicação após a fagocitose pelos macrófagos alveolares e onde as manifestações clínicas são mais freqüentes e de maior importância epidemiológica.resistentes aos quimioterápicos de 1a linha também contribuíram para a maior magnitude da doença. Após a infecção primária. Estas situações têm sido descritas entre indivíduos hígidos e naqueles com outras morbidades como doenças e terapias imunossupressoras. Uma pequena parte destes indivíduos recéminfectados poderá progredir para uma forma grave da doença representada por acometimento sistêmico. tuberculose pulmonar: o bacilo da tuberculose. no entanto. os ossos e articulações. o sistema nervoso central e a pele. Os sinais e sintomas associados a cada uma destas localizações são variados e dependentes do órgão acometido e do estado imunológico do indivíduo. Os mais comumente envolvidos são os linfonodos. o espirro ou a fala. M. Nestas situações os pacientes deverão ser encaminhados para centros especializados e após o diagnóstico e estabilização clínica com o tratamento acompanhados nas unidades básicas de saúde Copyright © 2001 IDS . febre. é transmitido através de núcleos de perdigotos produzidos urante a tosse. Nos dois anos subsequentes ao contato primário. Tuberculose extrapulmonar: todos os órgãos e sistemas podem ser acometidos pela tuberculose de maneira isolada ou em mais de um órgão. por mais de 3 semanas. a grande maioria dos indivíduos bloqueará a multiplicação dos bacilos com o desenvolvimento de uma resposta imune específica representada pelo granuloma e sua posterior calcificação. São fatores predisponentes para esta progressão a baixa idade. sendo o pulmão o principal órgão acometido. o bacilo poderá disseminar-se pelos diversos órgãos e sistemas através das vias linfáticas e hematogênica. a senilidade e situações imunossupressoras. produzindo comprometimento sistêmico generalizado. sudorese noturna. Quando a disseminação hematogênica e linfática é ampla e maciça. Antes do desenvolvimento desta resposta. A reinfecção (exógena) representa uma nova exposição em um indivíduo cuja infecção primária já ocorreu.

a qual é fundamental para o estabelecimento de um vínculo adequado entre o médico e a família da criança. como quem traz a criança.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Francisco Frederico Neto1 Rosa Resegue1 Última Atualização: 9/5/2001 4:55:36 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Anamnese: A anamnese inicia-se desde o momento em que a família entra na sala de atendimento. É importante que a equipe conheça o nome das pessoas que trazem a criança. como nas demais áreas de atendimento. "mãezinha" "tia" ou outras afins pecam pela impessoalidade. não há acompanhantes. Na Pediatria. No atendimento pediátrico. mas participantes da consulta. é fundamental a obtenção dos seguintes dados: . não levando em conta a subjetividade do acompanhante. a maneira como é carregada e sua relação com seus cuidadores. além dos dados obtidos tradicionalmente em outras faixas etárias. Referências como "mãe". quando pode-se observar alguns dados.

quando se observa sua atitude. intercorrências gestacionais. número de cômodos. Em locais onde crianças são atendidas. horário das principais atividades). idade de introdução de outros alimentos. evolução e tratamento. luz elétrica e coleta de lixo). anotando-se as datas de aplicação e a presença de eventos adversos. Exame Físico A ordem do exame físico da criança não é rígida. presença de animais. uso de medicações. em seguida. (8) Hábitos: uso de chupeta. (6) Antecedentes familiares: Idade dos pais e irmãos. deve-se aproveitar o momento mais tranqüilo para realizar a ausculta pulmonar e. o exame do abdome. (7) Aspectos psicológicos: buscar identificar a psicodinâmica familiar. idade gestacional de início. com horários. caneca. insolação. quantidades oferecidas e aceitas pela criança. motivo do desmame. Assim. idade de aparecimento. profissão. planejamento familiar. Muitas vezes é mais prático iniciar o exame da criança com ela no colo da mãe. renda familiar e rotina de vida da criança (quem cuida. história de intolerância e/ou alergia alimentar. Tipo de parto (indicação e intercorrências). devendo o médico desenvolver uma flexibilidade. É comum deixar-se a otoscopia e o exame da orofaringe por último. número de consultas. Registro do dia alimentar atual (incluindo as madrugadas). ventilação. Imobilizar a criança para conseguir examiná-la deve ser uma conduta de exceção. antecedentes de consanguinidade. qualidade do sono. socialização. já que a criança costuma se assustar com o otoscópio e com a espátula. (4) Desenvolvimento: A avaliação do desenvolvimento da criança deve ser realizada durante todo o período de consulta. mamadeira. reservada . habilidades). para que consiga examinar as diferentes partes do corpo da criança.(1) antecedentes pessoais: realização de pré-natal. peso de nascimento e intercorrências neonatais. para que se faça uma ausculta pulmonar com a criança tranqüila. linguagem. situações de estresse. álcool ou drogas durante a gestação. Agravos pregressos ao longo da vida da criança. é fundamental a presença de brinquedos ou outros objetos que chamem a sua atenção. (3) Antecedentes Vacinais: Averiguação do cartão de vacina. presença de saneamento básico. modo de preparo dos alimentos. grau de escolaridade dos pais. presença de moléstias importantes na família. número de pessoas. interação com a mãe ou cuidadora e a reação às outras pessoas. horário de trabalho. (2) antecedentes alimentares: Duração do aleitamento materno. (5) Condições de vida: Características do domicílio (se urbano ou rural. É importante registrar as idades em que se iniciaram as principais aquisições e a percepção dos pais quanto ao desenvolvimento global de sua criança (motor. local onde a criança dorme. idade gestacional.

fontanela anterior normotensa e plana. cuidando para que seu olhar seja dirigido para frente (nem para baixo. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Cor de mucosas e pele Pele Elástica. distribuição harmônica. Conjuntiva*. Criança Maior Apenas com roupas íntimas (em dias frios manter camiseta) *Quando for muito difícil (choro e agitação). por 3 minutos. pesar a criança junto com a mãe em balança de adulto. milium. comunicativo Olhos brilhantes. Temperatura Temperatura retal somente retal somente em suspeita de em suspeita de abdome agudo abdome agudo . Axilar. Criança Maior Ativo. saliva presente. por exemplo). Turgor firme. pesar somente a mãe e subtrair os valores para se chegar ao valor aproximado do peso da criança. Sem (ou discreta) adenomegalia* *Não é incomum a criança maior apresentar algum gânglio (que não trará preocupação se isolado). brilhante e sem lesões Tecido subcutâneo Turgor firme. saliva presente. Criança deitada. sem sinais inflamatórios e sem outros sinais ou sintomas. colocando-se um dos extremos da régua no polo cefálico e a outra na planta dos pés em 90o. por 3 minutos. Conjuntiva*. Normotrófica Gânglios Sem adenomegalia Musculatura Normotrófica Avaliação quantitativa peso* é importante a regulação prévia da balança Lactente Antes das refeições e com a criança com o mínimo de roupa (em dias frios manter camiseta). fraldas com diurese. nãoaderente. Mucosas úmidas. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Elástica. risonho Olhos brilhantes. Mucosas úmidas.somente para as situações em que se suspeita de um diagnóstico mais específico (otite bacteriana. brilhante e sem lesões* * Não é incomum encontrar no lactente lesões congênitas com resolução espontânea com o tempo: hemangiomas. mancha mongólica. Crianças maiores de 3 anos a medida da altura deve ser realizada em posição ortostática. amigdalite bacteriana. Exame Físico Geral Estado geral/Fácies Hidratação Lactente Ativo. distribuição harmônica. Em seguida. nem para cima) estatura temperatura Axilar.

PT > PC após os 6 meses de idade Não se faz medida rotineiramente. devido à presença de estreitamento de conduto simetria e lesões Criança Maior simetria e forma. a otoscopia costuma ser difícil.70-170 bpm 1-11 meses . tamanho das pupilas e reação à luz implantação. no recém-nascido e no lactente jovem. forma e presença de secreções. forma. tamanho das pupilas e reação à luz implantação. < 2meses . envolvendo posteriormente o ponto mais extremo do occipício e anteriormente a fronte. dislipidemia e ou criança com antecedente de internação em UTI. envolvendo o tórax posteriormente e Não é realizado de rotina anteriormente passando sobre os mamilos. pode apresentar alterações que regridem com o tempo.perímetro craniano (pc) Medida com fita métrica. BPM = batidas por minuto. RN = recém-nascido EXAME FÍSICO ESPECIAL Segmento cefálico Lactente simetria.80-160 bpm Buscar medir PA a partir dos 3 anos de idade em manguito apropriado (tamanho correspondente a 40% do diâmetro do braço) e preferencialmente com esfigmomanômetro com coluna de mercúrio. como o céfalo-hematoma ou a bossa serosanguinolenta normotensa e plana. PT = perímetro torácico. realizar as medidas e acompanhar o fechamento progressivo formato. avaliar a presença do reflexo vermelho e de desvios. PA = pressão arterial. forma e presença de secreções. esclera e presença de secreções.sinais de normalidade à otoscopia: membrana timpânica translúcida e visualização do cabo do martelo simetria e lesões Crânio Fontanela Olhos Orelhas Boca . 12m a 4 anos . esclera e presença de secreções. mobilidade e simetria. assume características familiares não palpada formato.75-130 bpm 8-10 anos . coloração das conjuntivas. avaliar a coloração das conjuntivas.40rpm > 4 anos -30rpm 2-6 anos .70-90 bpm pressão arterial frequência respiratória frequência cardíaca PC = perímetro craniano. distância. mobilidade e simetria. PC > PT até os 6 meses de idade Não é realizado de rotina perímetro torácico (pt) Medida com fita métrica. distância.60rpm 2 e 12 meses . abaulamentos.50rpm RN . no recém-nascido. presença de abaulamentos. exceto em lactentes de famílias com história de hipertensão.

habitualmente. secreções. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Pulmões Coração Pulsos .Dentes costumam surgir a partir do sexto mês. embora os seios maxilares e etmóides estejam aerados desde o nascimento Orofaringe avaliação de alterações anatômicas. averiguando seu ritmo. secreções. relatar o número de dentes presentes e sua conservação forma. quanto no adulto além da avaliação citada. encontramse aerados em crianças em idade escolar. tamanho de amígdalas. visualização de cornetos anteriores. que incidem em crianças maiores. implantação dos dentes. mas há grande variabilidade familiar. principalmente dos seios maxilares e etmóides. erupção dentária. é muito raro o diagnóstico de amigdalite bacteriana no lactente Pescoço mobilidade. averiguando seu ritmo. condições de higiene e a presença de cáries forma. geralmente. os seios frontais. verificar alterações de mordida. abaulamentos. tumorações e palpação de cadeias ganglionares Nariz Seios da face não palpados. quando começam a regredir atingindo o tamanho do adulto na adolescência mobilidade. localização do frênulo lingual e presença de lesões. verificandose seu tamanho e coloração percussão e palpação. esses procedimentos não são tão brilhantes enquanto manobras diagnósticas. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. presença de pontos purulentos ou petéquias. as amígdalas crescem até o sexto ano. simetria. lactentes jovens costumam apresentar uma obstrução nasal fisiológica que regride ao longo do primeiro semestre a dentição permanente inicia-se por volta dos seis a sete anos de idade. retrações. sinais de amigdalites bacterianas. tumorações e palpação de cadeias ganglionares EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho cardiorespiratório Tórax Lactente forma. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Criança Maior forma. abaulamentos. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. retrações. integridade e conformação do palato. simetria.

tamanho.dor. palpação superficial e profunda. verificando a presença de dor ou massas à palpação. tamanho. só permitirão que sejam examinados por . meato uretral no ápice e centralizado Saco escrotal sem abaulamentos e indolor à palpação. Algumas vezes. palpação superficial e profunda. verificar o coto umbilical. lábios vaginais. mucosa rósea. avaliando-se o local de aparecimento da sub-macicez hepática. movimentos peristálticos. caracterizando uma "fimose fisiológica". movimentos peristálticos. quando não-comunicantes. meato uretral no ápice e centralizado sem abaulamentos e indolor à palpação. livres. a criança ou adolescente deverá ser referido para atendimento Genitália ambígua *O exame de genitais*. respeitando seu pudor. que deve ser diferenciada da hérnia inguino-escrotal. na suspeita de pielonefrite. simetria. costumeiramente tranqüilo em bebês. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. realizar a manobra de Giordano Lojas renais EXAME FÍSICO ESPECIAL Genitais e ânus Pênis Lactente na maioria dos bebês. o bebê deverá ser referido para atendimento Criança Maior avaliar o grau de exposição da glande. de difícil palpação. é freqüente o diagnóstico de hidrocele. simetria. testículos tópicos. palpação . clitóris. consistência e forma da borda palpável Criança Maior Abdome forma. MMSS = membros superiores Abdome Lactente forma. as hidroceles.MMII = membros inferiores. consistência e forma da borda palpável Baço percussão e palpação: cerca de 14% dos lactentes normais apresentam baço palpável. lábios vaginais. deve ser realizado com muita sensibilidade e respeito em crianças maiores. costumam regredir espontaneamente lábios livres e não aderidos. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. sem que isso seja sinal de doença livres. que costuma fechar espontaneamente até os dois anos de idade medir a distância entre o local de aparecimento da sub-macicez hepática à percussão e a borda hepática à palpação . mucosa rósea. clitóris.testículos tópicos Lábios lábios livres e não aderidos. percussão e palpação geralmente basculante. o prepúcio não é completamente retrátil. de difícil palpação. a presença de secreções e hiperemia* * não é incomum a constatação de hérnia umbilical.dor. verificando a presença de dor ou massas à palpação Fígado Percussão.

é importante perceber a simetria dos reflexos primitivos (principalmente o de moro). avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. avaliação da marcha .profissional de saúde que seja do mesmo sexo. Períneo Região inguinal Ânus Períneo Lactente sem abaulamentos pérvio. é fundamental a realização da manobra de Ortolani para o diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril (luxação congênita do quadril). palpar apófises. EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho locomotor Lactente Criança Maior avaliar a presença de desvios com a criança em roupas íntimas. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. pedir para a criança tentar tocar os pés com as mãos e avaliar a simetria dos hemitórax. deve ser realizado com muita sensibilidade em crianças maiores. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. durante os dois primeiros meses. é comum. movimentação espontânea. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações Inferiores simetria. avaliar a simetria dos ombros. nos primeiros anos de vida. das escápulas e dos ângulos formados entre o braço e o tórax. Após essa idade. movimentação espontânea. sem lesões *O exame do períneo. dor à palpação. avaliar a presença de fossetas em região sacral Superiores simetria. diferença do tamanho dos membros e pela dificuldade de abdução. à procura de desvios ou dor à palpação Coluna palpar apófises espinhosas. dor à palpação. movimentação espontânea. de perfil e de frente para o examinador. costumeiramente tranqüilo em bebês. a presença de pés planos posturais. movimentação espontânea. dor à palpação. Algumas vezes só permitirão que sejam examinados por profissional de saúde que seja do mesmo sexo. à procura de possíveis paralisias obstétricas simetria. de costas. respeitando seu pudor.em recém-nascidos. sem lesões Criança Maior sem abaulamentos pérvio. dor à palpação. que costumam regredir com a idade simetria. esse diagnóstico é realizado pela presença de assimetria de pregas. sem fissuras íntegro. sem fissuras íntegro.

manobras do écharpe e dos membros pendentes na beira do leito para avaliar a força muscular dos membros superiores e inferiores. ativa espontânea (sentada com ou sem apoio ou de pé com apoio) avaliado pela palpação e movimentação recém-nascido. dinâmico avaliar a marcha Equilíbrio Motilidade espontânea e voluntária avalia-se a motilidade espontânea e provocada Coordenação apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra.avaliar a marcha ou o engatinhar avalia-se a motilidade espontânea e provocada. posição sentada e ortostática. deitada espontânea. predomínio do tônus flexor dos membros até o terceiro mês. engatinhar. sentar. assimétrica até o final do primeiro mês. respectivamente estático . a partir do terceiro ou quarto mês. também de olhos fechados avalia-se como no adulto Sensibilidade muito difícil de ser realizada em crianças pequenas .EXAME FÍSICO ESPECIAL SISTEMA NERVOSO Lactente recém-nascido em flexão generalizada.sustento da cabeça. Romberg de olhos abertos aos três anos e de olhos fechados a partir dos quatro anos. atitude simétrica. realiza-se a prova índex-nariz de olhos abertos nas crianças aos três anos e. a partir dos quatro anos. avaliar a movimentação grosseira (sustento da cabeça. andar) e a fina (aquisição do movimento de pinça) Criança Maior Atitude criança ativa. quinto ou sexto mês. a partir dessa época. os movimentos são globais e arrítmicos. no recém-nascido. com diminuição progressiva e hipotonia fisiológica a partir do sexto mês movimentação passiva. dinâmico . comunicante com o meio Tono muscular normal para a idade Força muscular avaliada oferecendo-se resistência à realização dos movimentos estático.

posteriormente. expressa pelo choro. arrulhos. a partir do quarto mês.Linguagem nos primeiros meses.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . respeitando-se as diferenças culturais Copyright © 2001 IDS . balbucio e primeira palavra com significado por volta dos 12 meses avaliar inteligibilidade da linguagem. expressão facial e variações de tônus.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Paulette Cherez Douek1 Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Última Atualização: 9/5/2001 5:10:58 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Crescimento Normal Evolucão da estatura do brasileiro Baixa Estatura .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

os possíveis fatores de risco intervenientes e as possibilidades de intervenção para minimizar os efeitos deletérios desses fatores e. para promover o desenvolvimento da criança na plenitude do seu potencial. O desenvolvimento é o resultado da interação entre as características biológicas da criança e . principalmente. Dessa maneira. os profissionais envolvidos no atendimento de crianças devem estar familiarizados com o processo de desenvolvimento normal. Identificar fatores de risco. compreendendo todas as atividades relacionadas à promoção do desenvolvimento normal da criança e à detecção de desvios nesse processo. detectar um retardo do desenvolvimento e providenciar tratamento precoce podem alterar significativamente a qualidade de vida da criança e de sua família.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rosa Resegue1 Sergio Antônio Bastos Sarrubo1 Última Atualização: 12/4/2001 11:33:26 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A vigilância do desenvolvimento é parte fundamental da consulta pediátrica.

Alterações encontradas no exame físico poderão constituir pistas para a precoce detecção de problemas de desenvolvimento. Durante a anamnese. Por meio da reciprocidade estabelecida nessa relação. observa-se sua forma de preensão. Durante a anamnese. Assim. desde os primeiros momentos de vida. desenvolvimento social e emocional e . A avaliação do desenvolvimento deve ser. a criança torna-se capaz de dar significados aos estímulos. sua coordenação mão-boca e as inúmeras experimentações que faz ao morder. que são: o desenvolvimento sensorial. Ao se oferecer um brinquedo ou até mesmo o abaixador de línguas à criança. À entrada. portanto. dinâmico e compartilhado com cada criança. o recém-nascido comportase como um agente ativo. se a gestação foi ou não planejada. o processo de desenvolvimento ocorre dentro de relações bidirecionais onde a criança influencia e é influenciada por aqueles que a circundam. O desenvolvimento é comumente descrito de acordo com alguns domínios de funções. tronco e membros inferiores. observa-se quem traz a criança. anomalias cutâneas. Essas primeiras experiências são fundamentais para que a criança construa gradualmente uma imagem coerente de seu mundo. a criança é extremamente frágil.os fatores culturais e sociais onde ela está inserida. visceromegalias. muitas vezes relacionadas a síndromes (fácies característicos. sua sobrevivência depende dos cuidados recebidos. mas também às interações vividas com os outros seres humanos do seu grupo social. interesse pelas coisas do ambiente e interação com as outras pessoas do local. como a presença de baixo peso de nascimento. o examinador pode avaliar alguns dados do desenvolvimento da criança. Por outro lado. capaz de influenciar os cuidados e as relações das quais participa. relacionadas ao uso dos pequenos músculos das mãos. como é sua rotina de vida e quais foram as mudanças ocorridas nas relações familiares após o seu nascimento. quais as fantasias da mãe e outros familiares sobre a criança durante a gestação. além de observar o vínculo entre a mãe e a criança. Além disso. bater e jogar o objeto oferecido. é fundamental o conhecimento do contexto familiar e social onde a criança encontra-se inserida. a maneira como é carregada. intercorrências neonatais. prematuridade. a aquisição de novas habilidades está diretamente relacionada não apenas à faixa etária da criança. as habilidades motoras grosseiras. que se referem à utilização dos grandes músculos do corpo. as habilidades motoras finas. quem é o responsável pelos seus cuidados. Durante os primeiros anos de vida. Assim. um processo individualizado. alterações no exame neurológico). sua postura. uso de drogas ou álcool e infecções durante a gestação. linguagem. como o controle das musculaturas do pescoço. obtendo-se dados sobre o momento da família em que a criança foi gerada. A avaliação do desenvolvimento inicia-se no momento em que a família entra no consultório e prolonga-se durante toda a anamnese e exame físico da criança. é importante a obtenção dos dados relacionados a possíveis fatores de risco para distúrbios do desenvolvimento. História pregressa ou atual de patologias importantes e os dados relacionados às aquisições da criança devem ser também obtidos.

a partir da 2ª semana de vida. Durante os primeiros meses. também indica anormalidades do desenvolvimento. Ao nascimento. frente ao adulto a criança pode ter um amplo espectro de comportamentos. Antes dessa idade. se é capaz de reconhecer e se acalmar com a voz materna. sendo o quadril e os membros inferiores os últimos a adquiri-la.cognição. como o pensamento. deve ser feita desde as primeiras consultas. Sua postura é assimétrica com nítido predomínio do tônus flexor dos membros e intensa hipotonia da musculatura paravertebral. Esses domínios são interdependentes. Nos primeiros meses de vida. há uma diminuição progressiva do tônus flexor. Entre a 4ª e 6ª semanas de vida aparece o sorriso como resposta ao rosto humano. Na avaliação objetiva. até chorar e gritar inconsolavelmente. outros como o de Moro e o reflexo tônico-cervical assimétrico simplesmente desaparecerão. com a total dissociação entre os movimentos da cintura escapular e pélvica. se assusta-se com ruídos diferentes. passando por uma gama de atitudes que expressam o medo do estranho e a recusa em entrar em contato com ele. desde as primeiras horas de vida. a persistência da maioria desses reflexos no segundo semestre de vida. Por volta dos três meses de idade. plantar e o da marcha serão substituídos por atividades voluntárias. presentes desde o nascimento. Ela passa a distinguir o familiar do estranho. ao nascimento. indaga-se aos familiares se a criança é ou não capaz de enxergar e escutar. Quanto à interação social do bebê. o sorriso já pode ser desencadeado por alguns estímulos. o padrão motor da criança é muito imaturo. posteriormente. o olhar e o sorriso. a criança apresenta melhor fixação do olhar. Essa extensão acontece na direção céfalo-caudal. Assim. são formas de comunicação. tendo nítida preferência pelo rosto humano. com predomínio do padrão extensor. a presença. principalmente pela voz humana. A avaliação objetiva da audição pode ser feita com estímulos sonoros de várias freqüências. seus movimentos são geralmente reflexos controlados por partes primitivas do cérebro. a criança já não responde mais com sorriso a qualquer adulto. Por outro lado. mudar da posição deitada . não ocorre mais predomínio do padrão flexor ou extensor e a criança através da alternância entre flexão e extensão consegue inicialmente rolar e. preensão palmar. focaliza objetos e os segue com o olhar. Alguns desses reflexos. A audição acontece a partir do quinto mês de gestação. principalmente da audição e visão. A partir do segundo semestre. intensidade e simetria desses reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do sistema nervoso central e para detectar anormalidades periféricas. a criança já está familiarizada com os ruídos provenientes do organismo materno e com as vozes de seus familiares. Assim. No segundo semestre de vida. Apesar da infinidade de movimentos da vida intra-útero. cada um deles influenciando e sendo influenciado pelos outros. como o de sucção. Durante a anamnese. que se referem aos processos mentais superiores. desde abaixar os olhos ou esconder o rosto. como alterações músculo-esqueléticas congênitas ou lesões de plexos nervosos. se prefere o rosto materno. o recém-nascido é capaz de focalizar um objeto colocado a poucos centímetros de seu campo visual. memória e aprendizado. A avaliação do sistema sensorial. o que lhe permite seguir objetos por 180 graus.

d ou t. no sentido crânio-caudal e próximo-distal. b. ocorre o reflexo de preensão. A linguagem gestual também aparece no segundo semestre de vida e é fruto da significação dada pelos adultos do seu meio. adquire a posição ortostática. fala e aguarda a resposta do outro para nova interferência. Aos 18 meses. surgem as primeiras palavras denominadas de palavras-frase (por exemplo: dá. não). A aquisição do movimento de pinça foi fundamental para que a nossa espécie pudesse utilizar ferramentas. a criança inicia frases simples e há grande aumento de seu repertório de palavras. não se deve apenas indagar as idades em que as mesmas aconteceram. Assim. principalmente. durante o terceiro trimestre. a criança inicia a emissão de arrulhos e por volta dos seis meses. em decorrência da diminuição do tônus flexor. Durante os primeiros meses de vida. as mãos ficam abertas por um maior período de tempo e as crianças conseguem agarrar os objetos. mas também em prono. pelo choro. a primeira musculatura a ser controlada é a ocular. sentada. Coincidentemente. emite balbucios com padrões de entonação semelhantes à linguagem de seu meio cultural. sendo. Por volta dos 12 meses. que será inicialmente cubital. No entanto. variações de tônus e. em decúbito lateral e em pé. mamãe começa com m ou n e papai começa com p. ou seja. Nessa fase. entre o nono e décimo meses. O controle progressivo da musculatura dos braços permite o apoio nos antebraços e as primeiras tentativas de engatinhar. À estimulação da região palmar. Ao nascimento. o balbucio. através de aquisições mais simples para as mais complexas. cerca de 20% das crianças andam sem ter engatinhado. a criança mantém-se com as mãos fechadas na maior parte do tempo. em seguida radial e depois. portanto. É preciso avaliar a qualidade desses movimentos. varia de acordo com a concepção de desenvolvimento dos . há o controle progressivo da musculatura contra a influência da gravidade. em todas as línguas. Por volta do terceiro mês. que as aquisições motoras não acontecem aos saltos. embora ainda sejam incapazes de soltá-los. realizada com a porção distal do polegar e dos demais dedos. são conquistas depois de muitas tentativas e erros e são motivadas pela necessidade de exploração e interação com o meio sócio-cultural da criança. o bebê expressa-se através de sua mímica facial. inicia o diálogo com troca de turnos. sem que isso indique nenhum tipo de anormalidade. A primeira palavra corresponde ao encontro silábico reconhecido pelo adulto como uma primeira palavra. Entre o quinto e sexto meses a criança consegue apreender um objeto voluntariamente. ou seja. Entre nove e 12 meses. fundamental a observação da criança não apenas em decúbito dorsal. na avaliação do conjunto das habilidades motoras. Assim. a pinça completa. cujas repetições são realizadas pelo simples prazer de se escutar. da mesma forma. o pensamento e a aprendizagem. Percebe-se.para a sentada. Entre dois e três meses. A forma como o homem adquire as chamadas funções psicológicas superiores. ocorrendo inicialmente a sustentação da cabeça. é comum a criança apontar e obedecer comandos verbais como bater palmas. iniciando o movimento de pinça. posteriormente do tronco e finalmente. Nessa fase. O desenvolvimento motor dá-se. portanto. dar adeus e jogar beijinhos. Depois. quando puxada para sentar.

para que uma criança aprenda qualquer habilidade. significativa e contextualizada.diversos autores. Nessa visão. a linguagem assume papel fundamental não apenas por possibilitar a comunicação entre os indivíduos através do estabelecimento de significados compartilhados mas. muitas vezes aos 7 ou 8 anos já sabem cozinhar. a ocorrência da aprendizagem depende da etapa do desenvolvimento da criança. o biológico e o ambiente são modificados pela interação social. do processo de maturação. o desenvolvimento e a aprendizagem são vistos como processos interdependentes. o desenvolvimento é visto como um produto direto do meio. ou seja. uma vez . principalmente. Crianças que vivem em contexto social diferente. em que o funcionamento psicológico ocorre graças às relações sociais experimentadas pelo indivíduo e o seu mundo exterior. Nesse contexto. que se desenvolvem dentro de um processo histórico e são mediadas por sistemas simbólicos. As habilidades desenvolvidas. cuidar dos irmãos e arrumar a casa. Segundo Werner. sendo a linguagem o principal sistema simbólico dos seres humanos. ocorre uma mudança no seu comportamento na tentativa de atingir um novo estado de equilíbrio. cujo maior teórico é Jean Piaget (1896-1980). Ao usar a linguagem. Nesse contexto. Durante esse processo. A criança é percebida como um ser passivo que responde aos estímulos externos. apareceriam em idades semelhantes. Relações. Na abordagem interacionista/construtivista. Da mesma forma. os conceitos de desenvolvimento e aprendizagem se confundem e são produto do condicionamento externo. sendo a assimilação a inclusão de novas experiências a esquemas mentais previamente existentes e a acomodação. que tem como maior representante Arnold Gesell (1880-1961). portanto normal. por constituir o pensamento humano. Seu desenvolvimento é. de maneira resumida. uma criança analfabeta não pode ser chamada de deficiente se ela vive num contexto social onde a maioria das pessoas não sabe ler ou escrever e essas atividades não são significativas para ela. A aquisição desses novos esquemas mentais dá-se graças aos processos de assimilação e acomodação. subordinada ao ritmo de maturação e desenvolvimento da mesma. Nessas concepções. não coincidentes. como escrever. à cada mudança do meio externo ou interno ao indivíduo. Assim. independente do meio cultural e das interações vividas pela criança. cujo maior representante é Skinner (1904-1980). Vygotsky e seus seguidores concebem o homem como um sujeito social. a ocorrência de mudanças nesses esquemas mentais. o pensamento torna-se verbal e a linguagem racional. essas. Na abordagem desenvolvimentista. o desenvolvimento é fruto do processo de maturação e da necessidade de equilíbrio inerente a todo ser vivo. principalmente. No modelo histórico-cultural. ler. vão sendo atingidos estados de equilíbrio superiores. não conseguem realizar tais atividades e nem por isso são rotuladas como deficientes. o desenvolvimento é um processo universal e previsível decorrente de algumas características inatas do indivíduo e. na constituição do indivíduo. Na concepção histórico-cultural. o homem é percebido como um agente ativo. Nas concepções desenvolvimentista e interacionista/construtivista. portanto. na concepção comportamentalista. portanto. sendo o desenvolvimento fruto da aprendizagem. cozinhar ou empinar pipas é necessário o convívio com outras pessoas que já saibam e valorizem a realização de tais atividades. sendo. Meninas criadas na roça.

a situação de teste apresenta grandes inconvenientes como a possibilidade de falhas relacionadas ao simples desconforto da criança ao sentir-se testada.se capazes de executar o item do teste. Além disso. ao seu estado de humor e à percepção de estranhos. deve suscitar a necessidade de nova avaliação em uma consulta com intervalo de tempo curto. antes que a criança seja encaminhada e rotulada como atrasada no seu desenvolvimento. As variáveis apresentadas nesse cartão. levando-se em conta seu ambiente social. solicitando orientações antecipadas. Ao submeter-se a uma consulta seja médica ou de enfermagem. constituem marcos do desenvolvimento motor e social -adaptativo. Este cartão é utilizado no Brasil. Assim. através de um sistema educacional de qualidade. toda criança deve estar munida do Cartão da Criança onde são anotados dados de nascimento e evolução do crescimento peso e estatura .que está de acordo com sua vivência. que a criança seja avaliada de forma contextualizada. . mas não deficiente. É fundamental. a parte sombreada da faixa indica a idade em que 90% das crianças tornam. suas vacinas e um gráfico de marcos de desenvolvimento. É importante. sua história de vida e o próprio momento da consulta. não permitindo um diagnóstico. que se assegure a toda criança o direito de acesso a esses conhecimentos. entretanto. porém alertando para a necessidade de uma investigação mais aprofundada. é de grande valia para a avaliação do desenvolvimento durante uma consulta clínica. que possa reverter esse processo de exclusão e garantir o exercício de sua cidadania. Assim. sendo fundamental que a família saiba também como utilizá-lo e possa manifestar suas preocupações. também. a presença de falhas em um primeiro momento. Trata-se de um processo de desenvolvimento diferente.

PADRONIZAÇÃO DAS OBSERVAÇÕES PARA APLICAÇÃO DA FICHA DE DESENVOLVIMENTO Marcos do desenvolvimento (resposta esperada) Como proceder .

*Deitar a criança em superfície plana com a barriga para cima . Na ausência de resposta . pernas e braços fletidos . * Responde diferentemente a pessoas estranhas e familiares . Falar suavemente. *Sorri espontaneamente *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para baixo. posição supina *Manter o rosto no campo visual da criança olhando em seus olhos. *Colocar uma das mãos no campo visual da criança. O profissional deve segurar a criança no colo e a mãe chamá-la *Fixa e acompanha objetos em seu campo visual. os dedos movendo. *Fica sentada sem apoio *Arrasta-se ou engatinha.*Abre e fecha os braços em resposta a estimulação (Moro) *Postura : barriga para cima. perguntar a mãe. Colocar e oferecer objeto colorido na mesma superfície. cabeça lateralizada. sem encosto. *Colocada de bruços. *Sentar a criança em superfície plana. Deve ser colocado na linha média do rosto da criança. emitir sons. posição prona *Manter o rosto no campo visual da criança. levanta a cabeça momentaneamente. *Olha para a pessoa que a observa *Utilizar estimulação usual: queda da cabeça ou som. longe da mão da criança. ou um objeto de cor. *Observar expressões faciais da criança dirigidas ao profissional e a mãe .estalo de lingua sem tocar a criança. em uma superficie plana .afastar lentamente a mão da linha média mantendo os dedos ou o objeto em movimento para a direita e para a esquerda . *Colocar a criança em posição prona. Não usar estimulação muito intensa. Após observar fixação do olhar da criança .

Na ausência de resposta . Ao final da consulta .com os braços. *Tentar observar na sala de espera ou perguntar a mãe. *Instigar . Qual ? *Anda sozinho. *Anda com apoio *Colocar a criança em pé. perguntar a mãe. *Na hora do exame físico. Perguntar a mãe se a criança estranha outras pessoas de fora do seu ambiente familiar. *Postura de pé. raramente cai *Combina pelo menos duas palavras. * Tira qualquer peça do vestuário. *Pedir a criança para correr ou subir a escadinha da sala de exame. *Corre e/ou sobe degraus baixos *Em companhia de outras crianças brinca isoladamente *Diz seu próprio nome. despedir-se dando "tchau" a criança. Na ausência de resposta . Apontar a mãe e perguntar quem é ela ? Na ausência da resposta . se houver. *Perguntar a criança como ela se chama . solicitar a colaboração da mãe para pedir a criança para caminhar. bate palmas) *Emprega pelo menos uma palavra com sentido. tentar observar a resposta da criança em conversa com a mãe . ou colocar a criança no chão durante coleta da história clínica. *Instigar a criança a imitação. perguntar a mãe. Solicitar a colaboração da mãe. *Faz gesto com as mãos e cabeça ( tchau. Em caso de recusa .Pedir a mãe que caminhe com a criança apoiada nas duas mãos. perguntar a mãe se a criança fala alguma palavra com sentido . *Instigar . tire alguma peça de roupa. pedir a criança que sózinha . Perguntar a mãe se criança faz algum gesto. solicitar colaboração da mãe no pedido. .

Perguntar a mãe. *Perguntar a mãe.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .*Fica sobre um pé momentaneamente *Usa frases *Veste se com auxílio *Postura de pé. pedir a criança que se vista. *Conversar com a criança. Utilizar imitação. Utilizar imitação. Utilizar imitação. dobrando o joelho. Verificar se separa objetos por cores. *Pula alternadamente com um e outro pé *Veste se sozinha *Pede ajuda quando necessário *Postura de pé: solicitar a criança que pule alternadamente com um pé e o outro. *Pula sobre um pé só. perguntar a mãe. *Brinca com outras crianças. Na ausência de resposta . sem necessáriamente nomeálos.Solicitar a criança para levantar um pé. perguntar a mãe. Copyright © 2001 IDS . Se a criança não colaborar . *Depois do exame clínico. *Depois do exame clínico. *Observar na sala de espera. *Reconhece mais de duas cores. *Postura de pé: solicitar a criança que pule sôbre um pé só. *Usar objetos da sala de exame. pedir a mãe que ajude a criança a vestir-se.

. prevenindo deficiências como a do ferro.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Viviane Mandarino Terra1 Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Última Atualização: 9/20/2001 10:35:40 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Introdução Os primeiros meses de vida da criança são muito importantes do ponto de vista nutricional. o cuidado com a proporcionalidade dos nutrientes. são pontos importantes para a promoção da nutrição e prevenção dos distúrbios alimentares mais freqüentes na infância. a disponibilidade de vitaminas e sais minerais na alimentação. evitando desvios metabólicos prejudiciais ao organismo. e o médico precisa conhecer as principais necessidades alimentares dessa faixa etária de modo a satisfazer as exigências em cada fase do desenvolvimento físico. motor e neurológico. compreensão e criatividade para adequar a alimentação e respeitar as diferenças culturais e sociais. O cuidado com o desmame precoce.

É de grande importância a participação do médico. satisfazendo suas necessidades e fortalecendo o vínculo mãe-filho. Em geral. apoiando a mãe e auxiliando-a. Contém fatores antiinfecciosos. principalmente gastrointestinais. e . mantendo a produção de leite e também inibindo a ovulação. o colostro. a todo momento que quiser. imunoglobulina A e oligossacarídeos. deve-se permitir que a criança sugue sem horários rígidos. A "descida" do leite propriamente dita ocorre num período de 2 a 5 dias. em geral. A regularização do tempo de duração das mamadas e dos horários ocorrerá espontaneamente. promover uma "pega" ao seio e incentivar a sucção. pois a inibição da ovulação é intensa nos 3 primeiros meses e ainda significativa 6 meses após o parto. imunológico e afetivo. interagindo no pré-natal. com aspecto aguado. lactose. A criança necessita tanto do leite do início como daquele do fim da mamada. oscila entre 5 a 30 minutos. pois deve sentir-se confiante. se assim a mãe o desejar. A participação e colaboração da família é decisiva para a amamentação. vitaminas. pois é freqüente acontecer o desmame nessa fase. minerais e água. Nesta ocasião. que conferem aos lactentes mais proteção contra o desenvolvimento de doenças agudas e crônicas. A amamentação pode ser utilizada como método contraceptivo. é mais rico em gordura. sem horários prefixados. ou seja.Aleitamento Materno O aleitamento materno é. o alimento mais adequado para a criança no primeiro ano de vida. as mulheres que amamentam exclusivamente têm uma amenorréia de cerca de 9 meses. A duração da mamada varia de criança para criança e. O leite materno preenche todas as necessidades nutritivas da criança durante os primeiros 4 a 6 meses. É muito importante que a mãe seja orientada sobre este fato. sem suplementação alimentar com fórmulas de leite de vaca e/ou alimentos semi-sólidos. O leite do inicio da mamada é rico em proteína. A mãe e o recém-nascido em boas condições devem iniciar o aleitamento natural sob regime de livre demanda. As mamas devem ser estimuladas igualmente e o início de cada amamentação deve se dar pela mama que foi oferecida por último na mamada anterior. Este possui taxas menores de gordura e lactose e maiores de proteínas e sal. garantindo o seu esvaziamento para a troca de lado. sacia mais a fome do bebê. a mãe necessita de orientação e apoio. é observada uma pequena quantidade de líquido aquoso e amarelado (primeiro leite). Nos primeiros dias após o parto. sob o ponto de vista nutricional. mais energético. e consequentemente. apresentando um efeito laxante. O sucesso da lactação na supressão ovulatória ocorre quando a criança suga frequentemente e a curtos intervalos. inclusive lactoferrina e lisozima. que estimulará maior produção de leite. A boa relação mãe-bebê favorece a adaptação de ambos aos períodos de mamadas. que parece mais branco. e o leite do fim. O estímulo da sucção do seio promove a secreção de prolactina. Para o sucesso da amamentação.

(por exemplo. exigem monitorização rigorosa da criança. deve-se verificar a possibilidade de efeitos colaterais para o bebê. pois. como galactosemia e fenilcetonúria. A dor provocada pela sucção em má posição e as fissuras do mamilo não permitem uma boa sucção. O insucesso no processo de aleitamento materno pode estar relacionado ao mau posicionamento do bebê. o queixo está tocando o seio (ou está muito próximo de tocá -lo) 2. 4. o corpo da criança está voltado para ao da mãe. carbonato de lítio e outras. pois o leite humano pode transmitir a doença. 3.da equipe de enfermagem. A criança pode ficar insatisfeita depois de mamar e querer alimentar-se muito freqüentemente e por muito tempo. Há um número progressivo de mulheres que trabalham fora de casa. A Organização Mundial de Saúde recomenda que mãe infectada pelo vírus da AIDS não amamente. o estômago da criança está encostado na barriga da mãe 4. São poucas as contra-indicações ao aleitamento. 2. providenciando horários especiais para amamentar. Outro fator importante é a posição da criança quando é posta ao seio. Drogas usadas pela mãe podem contra-indicar a amamentação. a boca está bem aberta 3. fazendo a retirada do leite para oferta posterior na ausência materna. devemos estar atentos aos "quatro sinais de uma boa pega". e drogas terapêuticas. todo o corpo da criança recebe sustentação. Algumas drogas. orientando e atuando como apoio na unidade de saúde e no domicílio. como tuberculose nas duas primeiras semanas de tratamento. Para evitar estes problemas. Recomenda-se que a amamentação seja exclusiva ao seio até os 4 a 6 meses de idade. a aréola está mais visível acima da boca do que abaixo. entre outras medidas). o corpo da criança está próximo ao da mãe. principalmente drogas de vício. o pescoço da criança está ereto ou um pouco curvado para trás. 5. como cimetidina. O bom posicionamento poderá ser observado pelos seguintes sinais: 1. quando não é boa. hanseníase contagiante. o lábio inferior está voltado para fora. como o ácido acetilsalicílico. a pega também não o é. cabendo ao profissional orientar a respeito das dificuldades e estimulando a manutenção do aleitamento. Sempre que a mãe estiver utilizando qualquer medicação durante a amamentação. gerando ingurgitamento mamário (mastite). . Há as relativas às crianças. ou relativas à mãe. a saber: 1. que não permite uma boa pega. tais como álcool e cocaína. aminofilina e anticonvulsivantes.

licença gestante (Artigo 392). podem levar à doença diarréica e desnutrição. A partir dos 6 meses. mastite. direitos assegurados em relação ao salário e função (Artigo 393). na quantidade. as mães precisam ser esclarecidas sobre a legislação vigente (Consolidação das Leis Trabalhistas). a oferta deverá ser suspensa por alguns dias e tentada posteriormente. O Desmame Conceitua-se desmame como a introdução de qualquer tipo de alimento na dieta de uma criança que. que assegura direitos à mulher que trabalha fora de casa. assim como ofertas inadequadas. fissuras no mamilo. Caso haja intolerância. as necessidades da criança se ampliam. . até então. a contaminação dos alimentos por problemas de higiene e conservação. encontrava-se em regime de aleitamento materno exclusivo. de dia ou de noite. é sinal de que está recebendo leite em quantidade suficiente. os problemas neurológicos e as doenças infecciosas. por exemplo: estabilidade da gestante (Artigo 10). descansos especiais durante o trabalho (artigo 396) e creche na empresa (artigo 389). · O leite materno já contém tudo o que o bebê precisa. Nesta fase. As dificuldades maternas mais freqüentes são mamilos achatados. são as malformações. apesar de a produção de leite materno manter-se. como. Neste processo de amamentação.2º parágrafo). temperatura e higiene adequadas · O bebê deve terminar de mamar na primeira mama antes de ser oferecida a segunda · O sucesso do aleitamento depende de uma boa pega Se a criança estiver crescendo bem. O período de desmame vai desde a introdução deste novo alimento até quando for suspenso completamente o aleitamento materno. Em relação à criança. é preciso investigar. sendo necessários outros alimentos. A orientação quanto à época de introdução de alimentos não-lácteos para a criança em aleitamento artificial ou misto deve ser mais precoce do que para a criança em aleitamento materno exclusivo. ampliação da licença gestante (Artigo 392. pseudo-invertidos ou invertidos. nem chá.REGRAS BÁSICAS PARA UM BOM ALEITAMENTO · Dar o peito sempre que a criança quiser. aumentando gradativamente. A introdução de cada novo alimento deve ser feita em quantidades pequenas. Se isto não ocorrer. Não é necessário dar outra comida ou líquido.

é indicado oferecer suco ou papa de frutas frescas para favorecer a absorção do ferro da dieta. também fornecem bom aporte de ferro. não utilizando liquidificador. Por isso. A partir dos sete meses de vida. abacate. cereais. Quando for oferecido ovo. como feijão. como a vitamina C e as carnes. . pois a clara de ovo é mais alergênica. Recomenda-se o uso de espremedores manuais. Após o preparo da sopinha. As tentativas para melhorar a aceitação das papas. sendo introduzida posteriormente. sendo sempre uma delas de folhas. pasteurização e fervura. gelatinas e pudins. especialmente se oferecidos junto com facilitadores de sua absorção. para crianças maiores de seis meses. Após a refeição de sal. etc. O suco de frutas ou hortaliças deve ser preparado no momento da administração para evitar a perda da vitamina C e ser oferecido em volumes crescentes. Alimentos de origem vegetal. retira-se a carne. O uso de centrífugas deve ser evitado. são utilizadas frutas da época. Posteriormente. que se reduz ainda mais pelos processos de industrialização. maçã. raspadas. oferecer a carne de preparo. lentilha. principalmente as carnes. especialmente o ferro. Refeições de Sal As sopinhas aumentam o aporte calórico-protéico e de minerais. Preferencialmente. pêra. As frutas podem ser oferecidas sob forma de papa. As proteínas de origem animal são as melhores fontes de ferro. se possível. deve ser sempre cozido. evitando-se. mamão. A primeira sopinha deve ser oferecida no almoço e ser preparada com carne de vaca. Recomenda-se que o sal seja adicionado em quantidade mínima e que se use pouco tempero. como banana. Os sucos industrializados não são recomendados porque contêm corantes e conservantes. podem ser oferecidas sobremesas caseiras. que têm ferro heme. não contêm fibras e têm custo elevado. com uso de colher. não devem ser incentivadas pois podem prejudicar a adaptação da criança aos novos alimentos e sabores. aproximadamente. grão-de-bico. frango ou miúdos. pode-se amassar os alimentos com o garfo e. passando os demais ingredientes por peneira de malha fina. inicialmente oferecendo somente a gema. raladas ou amassadas com garfo. adicionar açúcar. moída ou desfiada. reguladoras do hábito intestinal. ao iniciar aleitamento misto ou artificial recomenda-se introdução mais precoce de sucos e papas de frutas ricos em vitamina C.Sucos e Papas de Frutas O leite de vaca em pó ou integral é pobre em vitamina C. como compotas de frutas. leguminosas e hortaliças. verduras de folhas verde-escuras. como adicionar açúcar. As papas de frutas industrializadas também têm alto custo e não contêm fibras. pois reduz o conteúdo de fibras das frutas. que é melhor absorvido.

São Paulo. Aleitamento Misto . porém modificada em relação à consistência e temperos. se possível. a criança poderá receber refeição semelhante à dieta habitual da família. Aleitamento exclusivo Idade (mês) 6 6 6 e meio 6 e meio 7 8 10 suco de frutas papa de frutas gema de ovo primeira sopa segunda sopa sobremesa caseira clara de ovo Alimento ou Preparação Aleitamento artificial ou misto Idade (mês) 2 3 4 e meio 4 e meio 6 8 10 Fonte: Bresolin e cols. Enquanto a criança for amamentada ao seio. a oferta de outros alimentos líquidos pode ser em copos ou xícaras de bordas grossas. auxiliada por um adulto. pode-se oferecer à criança alimentos sólidos. Esta prática estimula o desenvolvimento de novas habilidades motoras e a erupção dentária. mas também o adulto saudável.. 2000 A aquisição de hábitos saudáveis de vida e. É muito importante que a criança receba os alimentos em ambiente agradável e calmo. a fim de que adquira este hábito. A partir dos seis meses de idade. 3ª ed. pedaços de maçã ou bolachas. pois isto faz parte do seu aprendizado. evitando. como banana. para que manipule e coma. o uso de mamadeiras. já que a mãe irá ou não seguir as orientações conforme puder compreender os benefícios da alimentação para a saúde do seu bebê. de alimentação é cultivada na infância. É importante que se ofereça uma colher à criança para que se alimente sozinha. e que o momento da refeição seja também de afeto e prazer. Aproximadamente aos doze meses. Por isso. a adequada orientação alimentar nos primeiros anos de vida deve ter como objetivo não só o crescimento da criança. A criança deve ser estimulada a escovar os dentes após as refeições e também assistir a escovação feita pelos pais e irmãos. Toda a orientação alimentar deve levar em conta o saber materno. suas experiências anteriores. sempre sob supervisão de um adulto. mesmo que faça sujeira. a criança deve fazer refeições à mesa junto com os adultos ou irmãos mais velhos. principalmente.Esquema para a introdução dos alimentos não-lácteos conforme a idade da criança e o tipo de aleitamento. Sarvier. Pediatria em consultório. Se houver possibilidade.

O leite tipo C é de baixa qualidade. modificando-se sua composição quanto ao teor de proteínas. em relação às proteínas. Os chamados leites modificados ou fórmulas infantis são obtidos a partir de leite de vaca. utiliza-se o leite de vaca. gorduras. carboidratos e minerais possa assemelhar-se ao leite humano. pois o leite de vaca tem elevado teor de sódio. Além disso. sem afetá-las qualitativamente. na tentativa de se obter um produto mais adaptado às características fisiológicas da criança.Quando a quantidade de leite materno estiver insuficiente. conseqüentes à absorção de macromoléculas. quando o ganho de peso da criança for considerado insatisfatório. Embora a pasteurização reduza a quantidade total de bactérias do leite. a pasteurização e embalagem não acontecem no local da extração. as imunoglobulinas e outros fatores de defesa só existem no leite materno. porém a contagem de microrganismos atinge maiores níveis do que no tipo A. Estes leites adaptados são mais . que deve sofrer algumas modificações para ser mais adequado às necessidades da criança. O leite tipo A é de excelente qualidade. A fervura do leite fresco pasteurizado diminui o risco de sensibilização e o número de germes vivos nele contidos. passando por processo de secagem em contato com uma corrente de ar quente. carboidratos e minerais. pela maior permeabilidade intestinal do lactente. embalado na própria fazenda e sem retirada de gordura. O leite B é de boa qualidade. integral ou modificado industrialmente. em pó. Aleitamento Artificial Quando houver impossibilidade de oferta de leite materno. a seguir pulverizado. Embora o conteúdo de gorduras. funcionando como complemento. mantido em local fresco e bem tampado. isto é. Após a abertura da embalagem. deve ser manipulado com cuidados necessários para que não haja contaminação. Os leites longa vida são processados a elevadas temperaturas e imediatamente resfriados (ultra-pasteurização). introduz-se o leite de vaca. sob forma de névoa. Após a abertura da embalagem. diminuindo a possibilidade de ocorrência de fenômenos de sensibilização. levando maior tempo entre ordenha e pasteurização.Ocorre destruição de todos os microrganismos. extraído por ordenha mecânica. Deve-se passar a oferecer água nos intervalos das mamadas. A pasteurização do leite fresco desnatura parcialmente as proteínas do leite. o produto não se torna esterilizado e deve ser mantido sob refrigeração para aumentar o tempo de conservação. pode ser armazenado por cerca de dezoito meses. Por esse processamento. especialmente se introduzidas nos primeiros meses de vida. parcialmente desengordurado e tem elevada concentração de bactérias. devem ser conservados sob refrigeração. as fórmulas apresentam conhecido potencial alergênico (frações de caseína e lactoalbumina) capazes de induzir à sensibilização . que será oferecido sempre após a oferta do leite materno. Pode ser utilizado o leite de vaca in natura. O leite em pó integral é pasteurizado. É necessário que se conheçam as diferenças entre os leites pasteurizados disponíveis no mercado.

quando não for possível oferecer refeição caseira. é mais segura sua recomendação formal. é um substituto adequado e de menor custo que os leites modificados. Seu uso deve ser reservado a situações eventuais. No segundo semestre. 0. está indicada a profilaxia do raquitismo carencial com vitamina D na dose de 400 UI por dia. contêm quantidade fixa do alimento. na falta do leite materno. Como esta diluição diminui o teor calórico do leite. com adição de sacarose a 5% Alimentos Industrializados O uso rotineiro e indiscriminado de alimentos industrializados não é recomendado. desde os 15 dias de vida. Embora esta conduta possa ser questionada em crianças em aleitamento materno ou uso de fórmulas enriquecidas. Desta forma.25 mg diários até um ano. Ferro Recomenda-se que alimentos ricos em ferro sejam introduzidos na dieta da criança em aleitamento natural no final do primeiro semestre de vida e a partir do quarto mês para aquelas em aleitamento artificial ou misto. Suplementos de Vitaminas e Minerais Vitaminas A partir da terceira semana de vida.5 mg . Além disso.caros e pouco acessíveis às populações de menor poder aquisitivo. Flúor Para crianças que moram em locais onde não há fluoretação da água. conforme a criança. para os recém-nascidos de termo. até os dois anos de vida. sofrendo modificações através de processos caseiros conforme a idade da criança. a partir de um mês de vida durante dois meses. Esses alimentos geralmente são mais caros e contêm aditivos para melhorar o sabor. e 1 mg por quilo por dia até os dois anos. o leite de vaca integral. pode-se utilizar leite sem diluição ou leite em pó a 13%. Sugerimos que. aroma e textura que podem ser nocivos à saúde. como passeios ou viagens. no primeiro semestre de vida seja utilizado leite de vaca diluído a 2/3 ou leite em pó a 9%. A literatura pediátrica recomenda que prematuros e crianças com baixo peso ao nascer (<2500g) recebam 2 mg de ferro por quilo de peso por dia. assim como em áreas de grande insolação. deve-se suplementar. que pode ser excessiva ou insuficiente. ou da primeira semana nos pré-termo. Ainda existem controvérsias a respeito das diluições que o leite de vaca deve sofrer para crianças menores de um ano. deve-se acrescentar 5% de açúcar e 3% de farinha a ser escolhida considerando-se o paladar e hábito intestinal da criança. Muitos destes alimentos têm elevado teor de gorduras e sal. flúor elementar na dose de 0.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . quibe ou no molho à "bolonhesa" .de um a três anos e 1 mg após os três primeiros anos. É muito importante que se evite a monotonia de oferta de alimentos. Cabe aos profissionais de saúde conhecer os hábitos alimentares. sem rigidez. carnes. as refeições de sal devem ser semelhantes às dos adultos. acrescentando molhos caseiros. pois o cálcio impede sua absorção. Alimentação no Segundo Ano de Vida Nesta faixa etária. no caso do iogurte. como bolinho. O flúor pode ser administrado com suco de laranja. a disponibilidade de alimentos e considerar os recursos econômicos da família para fazer uma orientação alimentar apropriada. inclusive peixe. tentando variar através de diferentes preparos. É recomendável respeitar o paladar da criança e suas preferências. evitando-se o excesso de oferta deste alimento. especialmente em horário próximo às refeições de sal. Quando existe grande solicitação para o uso de alimentos industrializados. A carne poderá ser oferecida moída. Podem ser oferecidos todos os tipos de carnes. Copyright © 2001 IDS . assada. iogurtes. As verduras poderão ser cozidas. A ingestão de leite deve ser em torno de 500 ml por dia. bolinhos ou suflês. tais como macarrão instantâneo. Deve-se estimular o consumo de verduras e frutas. mas com disciplina. pode-se tentar adequá-los. até os 15 anos. assim como vísceras. As refeições devem ser feitas em horários regulares. mas não com leite. verduras ou frutas.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dra Vera Freire Gonçalves1 Dra Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/20/2001 10:51:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O aparecimento de icterícia. a icterícia é um dos sinais mais frequentes: cerca da metade a 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia durante os primeiros dias de vida. deve ser precocemente diagnosticado. pois pode acarretar repercussões importantes para o organismo da criança. não sendo. Pode ser decorrente do retardo na maturação no metabolismo da bilirrubina. necessariamente. O diagnóstico diferencial precisa ser realizado de modo a definir as possíveis causas de icterícia. Define-se icterícia como sendo amarelamento de pele e mucosas pelo depósito anormal de bilirrubina. também é um dos sinais mais importantes da . sendo que a dosagem plasmática de bilirrubina é mais alta que no adulto normal. Entretanto. tanto no período neonatal (0 a 28 dias) quanto na faixa etária do lactente(29 dias aos dois anos). patológica em todos os casos. No período neonatal.

que requer tratamento imediato pelo risco de impregnação de bilirrubina no sistema nervoso central e destruição maciça de hemoglobina. aleitamento materno. A forma conjugada é hidrossolúvel. O urobilinogênio fecal. portanto. mas a pele adquire tonalidade rubínica. a história materna (condições de gestação. Distribuição da icterícia em zonas do corpo. podendo ocorrer hipocolia ou acolia fecal. Cerca de 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia como manifestação normal. porém. Clinicamente. uso de drogas ou medicamentos). icterícia obstrutiva ou hiperbilirrubinemia direta no início da vida. geralmente. pouco preciso). No lactente. geralmente. condições de parto (clampeamento tardio de cordão umbilical). A bilirrubina sérica pode ser encontrada de 2 formas. duração ou padrão da concentração da bilirrubina. infecções. a partir dos quais. portanto. sendo excretada pela urina. Existem vários termos para designar a hiperbilirrubinemia direta na infância. tipagem sanguúnea materna e da criança. sendo. um sinal patológico. O urobilinogênio fecal pode estar normal ou aumentado. a icterícia torna-se clinicamente evidente. Deve-se destinguir da palidez cutânea por anemia ou amarelamento da pele por ingestão em excesso de cenoura. braçospernas e pés. A pele pode adquirir coloração esverdeada. síndrome colestática da infância ou icterícia colestática. Além da avaliação clínica. Dependerá do início do aparecimento. conjugada (bilirrubina direta) e não conjugada (bilirrubina indireta) A forma não conjugada é pouco hidrossolúvel. está diminuído. pode ser classificada pela sua intensidade em leve. antecedente de icterícia na família e eliminação tardia de mecônio devem ser consideradas. tendo baixa afinidade por albumina. moderada e acentuada e pela distribuição de zonas do corpo (sendo este critério subjetivo e. deve ser considerada patológica. como mostra o quadro abaixo. quando a bilirrubina atinge concentração plasmática em torno de 2 mg/dl. ou seja. pode não haver alteração de cor das fezes. Icterícia precoce: tem seu início nas primeiras 24 horas de vida.doença hemolítica neonatal. tais como: colestase infantil. sendo importante o diagnóstico das doenças hemolíticas por isoimunização Rh e incompatibilidade pelo sistema . com grande afinidade por albumina e tecido nervoso. não sendo excretada pela urina. existem dificuldades para o estabelecimento de limites seguros . Zona I : Zona II : Zona III : Zona IV: Zona V: Abrange cabeça e pescoço Zona I + tronco até umbigo Zona II + até raiz da coxa Zona III + ante-braços. presença de outros sinais ou sintomas associados. Icterícia neonatal: aparecimento da icterícia é crâneo-caudal e sua progressão ocorre de acordo com o aumento da bilirrubina. mamão (carotenemia). Zona IV + palmas de mãos e plantas dos pés.

Ocorre aumento de bilirrubina. caracteriza-se por anemia não muito importante. geralmente no 3o ou 4o filho Rh positivo. leucopenia ou leucocitose. porém. petéquias). Caracterizam-se. rubéola. prova do eluato positiva. são importantes hemograma e cultura de sangue. aumento de bilirrubina sérica às custas da fração indireta. No caso da septicemia. que não recebeu RHOGAN (imunoglobulina específica anti-D). a bilirrubina dificilmente provoca alterações no sistema nervoso. geralmente. doença de Crigler Najjar I e II e hipotireoidismo congênito Copyright © 2001 IDS . hemoglobina baixa. por anemia plaquetopenia. citomegalovírus. A doença hemolítica por incompatibilidade sanguínea ABO é mais frequente no 1o filho com sangue tipo A ou B de mãe tipo O. As causas mais prováveis são: icterícia por leite materno. podendo perdurar até 2o ou 3o mês de vida. menos intenso que a incompatibilidade Rh. teste de Coombs direto geralmente negativo. aumento de bilirrubina. o aleitamento materno não é suspenso. fração indireta. além da dosagem de bilirrubina total e frações. que deve ser diagnosticada por meio de teste de Coombs direto. Importante lembrar de reintroduzir o aleitamento materno após a queda da bilirrubina. Atualmente. anemia. o diagnóstico diferencial é difícil sem exames laboratoriais específicos. de mãe Rh negativa. com predominio da fração indireta. de modo geral. A icterícia pode aparecer nas 48 horas de vida. aumento de reticulócitos. tipagem sanguínea da mãe. geralmente. Quando suspenso o aleitamento materno por 2-3 dias. após o primeiro parto. Mesmo em concentrações altas. com sintomas hemorrágicos (geralmente. A isoimunização Rh pode ser encontrada a partir do 2o filho. aumento de fígado e baço. podem ocorrer lesões cutâneas. Icterícia tardia: Caracteriza-se por tornar-se clinicamente visível após 24 horas de vida. sensibilizada. Quadro. contagem de reticulócitos acima de 6%. ocorre queda abrupta da icterícia. mucosas ou ósseas. sopro cardíaco e alterações de crescimento intra-útero. A causa não está totalmente esclarecida. Dentre as infecções congênitas (sífilis. alterações do sistema nervoso central e ocular. Icterícia Prolongada: tem evolução mais arrastada. A icterícia associada ao aleitamento materno. inicia-se após a 1o semana de vida.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Provoca doença grave.A BO. do pai e da criança. toxoplasmose). aumento de fígado e baço. As infecções congênitas e septicemia bacteriana apresentam-se de forma mais grave. febre.

com efeitos negativos a longo prazo sobre o seu crescimento e desenvolvimento neurológico. freqüentemente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Grisi1 Sergio Antonio Bastos Sarrubbo2 Última Atualização: 9/20/2001 10:54:52 AM 1 Professora Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. está associada à carência de vitaminas e minerais. .Instituto da Criança do HCFMUSP 2 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP e do Centro de Saúde Escola Samuel B PessoaButantan Quadro clínico e Epidemiologia A desnutrição calórico-protéica constitui um dos problemas que mais afetam a criança. seja de uma forma aguda ou lenta e silenciosa. com maior freqüência. Coordenadora do Centro de Referência Nacional da Saúde da Criança . em proporções variáveis. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). os lactentes e préescolares e. com raízes na pobreza e como causa das condições sócio econômicas precárias. o termo desnutrição energético-protéica (DEP) engloba um grupo de condições patológicas resultante da falta concomitante de calorias e proteínas. que acomete. A apresentação mais rude tem inicio com a fome que atinge as comunidades mesmo em países ou comunidades mais desenvolvidas.

o Ministério da Saúde (MS) detectou que. também.5%). nos últimos 10 anos. mas. o MS encontrou a prevalência da desnutrição nos primeiros 6 meses de vida em 0. Em relação ao início da desnutrição nas crianças brasileiras. tendo ocorrido as maiores reduções nas áreas urbanas. mas com um incremento de 6 vezes (2.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . é certo que. indicando a necessidade de priorizar o estímulo ao aleitamento materno e a cuidadosa orientação alimentar complementar ao seio até os 2 anos de idade. utilizando como indicador a altura/idade. No Brasil. apesar da contínua redução da prevalência da desnutrição infantil e da taxa de mortalidade infantil.A OMS estima que 1/3 das crianças do mundo sofrem de desnutrição e que a metade de todas as mortes está relacionada à desnutrição. entre as crianças de 6 a 11 meses. as desigualdades entre os países desenvolvidos e os países pobres estão aumentando. ao acompanhar o perfil nutricional das crianças no país e utilizando o indicador peso/altura. A desigualdade social é o principal fator na diferença entre a mortalidade infantil em países desenvolvidos e em desenvolvimento.4%. estes problemas continuam sendo prioridade na agenda do setor saúde. nos últimos anos. no período de 1989 a 1996. Em dois estudos transversais nacionais para avaliação da desnutrição em crianças menores de 5 anos. está ocorrendo um descenso nas taxas de mortalidade infantil mundiais e a proporção de crianças desnutridas está diminuindo de maneira geral. Reconhece-se que. Copyright © 2001 IDS . houve uma redução de cerca de 30% na prevalência da desnutrição no Brasil.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Maria Helena Valente1 Última Atualização: 9/20/2001 10:57:38 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se genericamente anemia como a situação clínica onde ocorre a diminuição do número de eritrócitos circulantes e/ou da quantidade de hemoglobina neles contida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define anemia como a presença de hemoglobina menor do que 11g / dl em crianças com idade entre 6 meses e 6 anos. Apesar de se tratar de uma situação clínica bastante comum. preconiza-se a confirmação laboratorial em todos os casos onde houver suspeita de anemia. respectivamente.5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino. .5 g / dl na faixa etária de 6 a 9 anos e menor do que 12 g/dl e 12. menor do que 11. devido ao fato de indivíduos com anemia poderem apresentar-se oligossintomáticos. Assim sendo. a definição mais específica de anemia fundamenta-se em parâmetros hematimétricos.

e a real disponibilidade destes alimentos para uma porção significativamente grande da população mundial.9% em 1994. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de anemia na criança são as situações que comprometem a disponibilidade de ferro: condições inadequadas de gestação ou parto. orientar e acompanhar o tratamento das doenças associadas e encaminhar para os especialistas as crianças que mostrarem indícios de doenças específicas. Segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil (MS). esta realidade explica-se pela desproporção entre a necessidade de consumo de alimentos ricos em ferro. No município de São Paulo. a comparação entre dois estudos realizados em crianças com idades variando entre 6 meses e 4 anos e 11 meses. lactantes. específicas ou não. podem determinar o aparecimento de anemia.Atualmente é estimado que mais de 2 bilhões de pessoas . cerca de 40% da população mundial apresentem algum grau de carência de ferro ou anemia ferropênica. e inadequações alimentares que não garantam a reposição constante de ferro exigida pelo crescimento. em 1984. no ano 2000. mostra que a prevalência de anemia aumentou de 22. 43% das crianças menores de cinco anos de idade apresentem algum grau de anemia. Várias outras doenças. Cabe à equipe de saúde distinguir as diversas situações mórbidas. no mundo. que comprometam o estoque de ferro ao nascimento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . conhecer e utilizar todas as medidas terapêuticas e profiláticas da deficiência de ferro. e para 46. para 35. sendo que nas crianças a causa principal está ligada à ingestão inadequada e nas mulheres adultas às perdas crônicas. De maneira simplificada. afetando cerca de 50% da população menor de 2 anos e 35% das gestantes. A deficiência de ferro é. alguns grupos apresentam maior risco para desenvolver anemia por carência de ferro e suas complicações: crianças. Copyright © 2001 IDS . porém com o ônus maior de casos para as regiões e grupos mais carentes. dentro de um mesmo país e mesmo dentro das grandes metrópoles.7%. mulheres em idade fértil. principalmente nas faixas etárias de maior velocidade de crescimento. sem dúvida. do sistema hematopoético. adolescentes do sexo feminino. A distribuição das taxas de anemia varia entre as diversas regiões do planeta. a anemia por carência de ferro ainda era o problema nutricional de maior magnitude do país. Apesar da distribuição universal dessa doença.6%. A OMS estima que. em 1974. a carência nutricional mais comum e a causa mais freqüente de anemia no mundo. gestantes.

antes da fusão das epífises. e a osteomalácia pode estar presente em qualquer idade. que ocorre durante a fase de crescimento. O raquitismo é. então. encontrado somente nas crianças em crescimento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Beatriz Marcondes Machado2 Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Médica Chefe do Pronto Atendimento do Hospital Universitário da USP Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM Quadro clínico e Epidemiologia Raquitismo é uma doença do tecido ósseo. A osteomalácia é a insuficiente mineralização da matriz osteóide após o término do crescimento linear do osso. caracterizada por inadequada mineralização do osso. O raquitismo carencial . A deficiência da vitamina D nas crianças devida a insuficiente ingestão de vitamina D e/ou inadequada exposição à luz solar resulta no raquitismo carencial.

Algumas crianças apresentam "peito de pombo" ou "tórax em quilha".Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Observam-se. em nosso país. Os achados clínicos são variáveis conforme a época em que se instala o raquitismo. fase de grande velocidade de crescimento. O craniotabes pode ser observado em recém-nascidos normais. No segundo semestre de vida. apesar da persistência do processo raquítico. infecções respiratórias de repetição. Copyright © 2001 IDS . fontanela anterior ampla e protuberância dos ossos frontais e parietais podem estar presentes. devido ao clima tropical. por afilamento da calota craniana. Surge o sulco de Harrison ou "cintura diafragmática". já que. joelhos. Esta última manifestação deve ser interpretada com cautela. quando presente. pelve e coluna vertebral. Este sinal pode desaparecer antes dos doze meses de vida. ao redor dos 6 meses de idade e a gravidade está diretamente relacionada com a rapidez do crescimento corporal. A fraqueza muscular e hipotonia generalizada. Após os doze meses. que tende a se manifestar entre o segundo e quarto meses de vida. insônia e sudorese abundante no segmento cefálico. devido às deformações torácicas. determinam marcha característica bamboleante e protusão abdominal. geralmente. muitas crianças podem apresentar sudorese durante a amamentação. Um sinal precoce é o craniotabes. como bronquites e pneumonias. com o início da marcha. determinando o chamado "rosário raquítico". que corresponde à depressão da caixa torácica na inserção do diafragma às costelas. porém tende a desaparecer no segundo mês de vida. A baixa estatura.manifesta-se. evidenciam-se as alterações epifisárias. especialmente em crianças até dois anos de idade. As manifestações iniciais podem ser inespecíficas. presentes no raquitismo. pricipalmente durante a amamentação. resultando em alargamento dos punhos. Pode haver atraso na erupção dentária e alterações nos esmaltes dos dentes. tornozelos e das junções costocondrais da costelas com o esterno. tais como irritabilidade. A hipótese de raquitismo carencial deve ser levantada quando houver exposição inadequada à luz solar e/ou ingestão insuficiente de vitamina D. é secundária a essas deformidades. Retardo no fechamento da fontanela posterior. o peso do corpo acentua as alterações nos membros inferiores (genu varum ou genu valgum). sendo mais intenso nas crianças nascidas prematuramente.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Lucia Ferro Bricks1 Ana Paula Scoleze Ferrer1 Última Atualização: 9/5/2001 5:29:48 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Rinofaringites Faringoamigdalites .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

A. Korbinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:06 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Otites Sinusite .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Maria Helena Valente1 Maria Elisabeth B.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Elisabeth B. o diagnóstico de asma. 50 a 60% dos casos são assintomáticos e continuam assim durante a vida adulta. que. é difícil firmar o diagnóstico de asma e prever o prognóstico dos quadros recorrentes de sibilância pulmonar. Os fatores de risco mais importantes para prever o aparecimento da doença são: asma materna. inicialmente. dos animais e do mofo. Sabe-se que 50 a 60% dos lactentes têm crises recorrentes de sibilância. tabagismo passivo. estão associadas às infecções e. Na adolescência. . função pulmonar normal ao nascimento e reduzida aos 6 anos de idade e a mudança dos fatores desencadeantes das crises. junto com infecções respiratórias. aos alérgenos inalados (aeroalérgenos) mais comuns no meio ambiente como os do pó doméstico. posteriormente. imunoglobulina E (IgE) sérica elevada aos 9 meses de vida. que se resolvem com o avanço da idade. Nos primeiros anos da vida. posteriormente. e que somente um terço destas crianças teria. Arruda Kobinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Sabe-se que 70 a 80% das crianças asmáticas apresentam sintomas nos primeiros 5 anos de vida.

é frequente a referência a "resfriados freqüentes". e à noite. Nesta faixa etária. quadros com sibilância. predominando a ausculta pulmonar com roncos e estertores. Geralmente. dispnéia. geralmente associados às infecções de vias aéreas superiores e de evolução mais prolongada.A sintomatologia da asma modifica-se com a idade e com o mecanismo fisiopatológico que esteja mais atuante. os sintomas são mais intensos pela manhã. Copyright © 2001 IDS . de "peito trancado" e. habitualmente. tosse e tiragem intercostal. "peito cheio" e pneumonias recorrentes. também. Os lactentes tendem a apresentar quadros secretórios. e o período intercrítico é assintomático. ao acordar. mas pode existir a queixa de tosse crônica. As crianças maiores apresentam. de pneumonias de repetição. A apresentação clínica típica da asma consiste em episódios recorrentes e reversíveis de sibilância. independentemente da terapêutica utilizada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a regressão dos sintomas da crise típica ocorre em três a sete dias.

Nem todas as crianças que apresentam chiado têm asma. Quando o estreitamento se localiza em vias aéreas extratorácicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ana Paula Scoleze Ferrer1 Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/5/2001 5:32:46 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia "Chiado no peito" é uma queixa muito freqüente (20 a 30% das crianças apresentam pelo menos um episódio no primeiro ano de vida e 40% até os 3 anos de idade). é chamado de sibilo. em via aéreas maiores e/ou menores e pode ser causado por vários mecanismos. Roncos e estertores são sons gerados pela mobilização . se é intratorácico e expiratório. muitas são as doenças que podem cursar com sibilância. Este estreitamento pode ser localizado ou difuso. "Chiado" é o som gerado pelo fluxo de ar turbulento através das vias aéreas estreitadas. o som gerado é inspiratório e chamado de estridor. com tratamentos e prognósticos distintos.

Síndrome de Löeffler (parasitoses de ciclo pulmonar) . Diante da queixa de chiado no peito. adenovírus.Cardiopatias .Alergia ao leite de vaca . pois não é raro que os familiares se queixem de "chiado no peito" ao se referirem ao ronco e estridor presentes nas obstruções de vias aéreas superiores. é fundamental que o médico se assegure de que a criança apresenta sibilância. nos casos mais graves. febre e graus variados de insuficiência respiratória. nos casos leves. Este grupo de crianças apresenta crises em vigência de quadros infecciosos. Geralmente é viral (rinovírus.Discinesia ciliar . Acomete crianças entre 6 e 12 meses de idade.3 semanas) ou recorrente (4 ou mais episódios/ano). Sua etiologia é viral (vírus sincicial respiratório.Aspiração de corpo estranho . parainfluenza e adenovírus). devendo ser diferenciadas daquelas com asma de início precoce ou com outras doenças que cursam com chiado recorrente. tosse. mas pode haver infecção secundária por bactérias . entrando no diagnóstico diferencial das crises de chiado no peito. Bronquite: é um processo inflamatório de traquéia e brônquios maiores. estertores e sibilos.Tuberculose . Além dos sinais de obstrução alta. parainfluenza e Influenza).Deficiência de Þ-1antitripsina A maioria das crianças que iniciam quadros recorrentes de sibilância nos primeiros 2 anos de vida. podendo ser aguda (cura em 2 semanas).Malformações pulmonares . Influenza. Quadro: Causas de chiado no peito freqüentes . nos meses de outono e inverno. pode haver acometimento das vias aéreas menores. Uma vez caracterizada a presença de sibilância. rouquidão.Malformações vasculares . Laringotraqueobronquites: são caracterizadas pela presença de estridor inspiratório. geralmente nos meses frios. no sentido de se estabelecer o diagnóstico etiológico. com ausculta de roncos.Fibrose cística .Displasia broncopulmonar raras .Síndromes aspirativas pouco freqüentes . a 2 semanas ou mais. devido à variação sazonal dos surtos de parainfluenza e Influenza.Asma . o médico deve realizar anamnese e exame físico detalhados. crônica (sintomas por mais de 2 . As causas mais freqüentes de sibilância na infância são associadas a infecções respiratórias. permanece assintomática até os 6 anos de idade. cerca de 60%. pois apresentam evolução benigna e não necessitam ser submetidas a investigações desnecessárias.Raquitismo .Infecções respiratórias .Imunodeficiências . asma e síndromes aspirativas (quadro abaixo). Bronquiolite: acomete os bronquíolos e o processo inflamatório leva a graus variáveis de obstrução. vírus sincicial respiratório. Acomete principalmente crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. as etiologias mais comuns.de secreções. O tempo de duração varia de 3 dias.

O quadro clínico é de coriza e febre e. aparecimento de tosse produtiva. nos quais pode ocorrer dispnéia e insuficiência respiratória. Não há acometimento do estado geral.(principalmente Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae). exceto em lactentes pequenos. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . após 3 a 4 dias. Outros agentes devem ser lembrados em recém-nascidos e lactentes (Chlamydia trachomatis) e em escolares e adolescentes (Mycoplasma pneumoniae). Quando o quadro febril se prolonga. pensar em infecção bacteriana secundária.

Cerca de 80% das pneumonias na infância são devidas a vírus e bactérias.729 óbitos) foram por infecções . ao passo que. houve 7. Os agentes causais das pneumonias adquiridas na comunidade variam de acordo com a idade e o estado de saúde do paciente. no Brasil. predomina a etiologia bacteriana (estimada em 60% dos agentes identificados).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Alfredo Elias Gilio2 Última Atualização: 9/20/2001 11:17:12 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Diretor da Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia Pneumonia aguda é o nome genérico utilizado para definir uma variedade de processos inflamatórios do parênquima pulmonar por agentes infecciosos e não-infecciosos. nos países em desenvolvimento. das quais cerca de 73% (5. sendo que. Em 1997.833 mortes por doenças do aparelho respiratório em menores de 5 anos de idade. nos países desenvolvidos. a etiologia viral é a de maior prevalência.

Por outro lado. correspondendo a 6. particularmente a Escherichia coli. principalmente contra sarampo. excluindo-se as mortes por afecções perinatais. principalmente nos países desenvolvidos. Por este motivo e também porque na prática clínica. pois está comprovado que a fumaça de cigarro. nas crianças de 2 meses a 5 anos de idade. há um largo predomínio do Streptococcus pneumoniae (pneumococo). é grande a freqüência das bactérias.respiratórias. por ser uma substância irritante das vias aéreas. nas crianças acima de 5 anos de idade.85% do total de óbitos. coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b e a contaminação do ar doméstico devido ao uso de combustíveis de origem orgânica para calefação e para o cozimento dos alimentos estão associados à maior gravidade das insuficiências respiratórias agudas (IRA) nos menores de 5 anos. Há vários estudos epidemiológicos demonstrando a importância dos vírus. Nas crianças abaixo de 2 meses de idade. predominam o estreptococo do grupo ß e os bacilos gram-negativos. fato este que contrasta com a alta mortalidade por pneumonia. Nesse período. Pode-se inferir que o número de consultas por pneumonia é relativamente baixo pelos mesmos motivos elencados para explicar as mortes domiciliares. a falta de imunização. as doenças do aparelho respiratório foram a primeira causa de mortalidade nessa faixa etária nas regiões Sudeste e Sul e a segunda nas regiões Norte. Outro fator de risco importante a ser pesquisado é a presença de tabagistas no domicílio. seguido pelo Haemophilus influenzae e. os mais importantes são o pneumococo e Mycoplasma pneumoniae. a privação ou curta duração do aleitamento materno. enquanto as pneumonias representam apenas 8 a 12% desses atendimentos. Além disso. a abordagem da criança com pneumonia deve ser feita considerando-se os casos como sendo bacterianos. tais como a alta prevalência de baixo peso ao nascer e de desnutrição. é muito difícil a distinção entre um quadro de pneumonia viral de uma bacteriana. Nordeste e Centro-Oeste. pelo Staphylococcus aureus e. Os vírus e as bactérias são os principais agentes etiológicos das pneumonias nas crianças de qualquer idade. Copyright © 2001 IDS . mais raramente. especialmente nos casos mais graves. favorece a instalação de infecções respiratórias altas e baixas. Os fatores que interferem nos mecanismo de defesa da criança.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . constata-se que as infecções respiratórias agudas são responsáveis por cerca de 40 a 60% das consultas em menores de 5 anos de idade. nos países em desenvolvimento.

Vômito é a expulsão forçada de alimentos e secreções do trato gastrintestinal alto pela boca. Nas primeiras semanas de vida. Denomina-se regurgitação fisiológica a situação na qual a criança não apresenta outros sintomas. muitos bebês normais regurgitam uma ou mais vezes por dia. a evolução do ganho de peso é normal e a diminuição gradativa das regurgitações ocorre ao longo do tempo. Não se observa a presença de náuseas ou esforço abdominal na eliminação dos alimentos. pouco tempo após a alimentação. acompanhada por contração intensa dos músculos abdominais. cessando por volta dos .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Filumena Maria da Silva Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 5:34:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Regurgitação é definida como expulsão não-forçada de alimentos e secreções do esôfago ou do estômago pela boca.

conseqüentemente. as características do material eliminado pelo vômito permitem inferir de onde retorna esse conteúdo. o conhecimento de em quais faixas etárias predomina facilita abordagem diagnóstica da criança com vômitos (Quadro 1). às vezes violentos e não serem precedidos de náuseas. (3) se a criança é muito manipulada após as mamadas e (4) se o bebê não é colocado para arrotar após as mamadas. geralmente. Se a criança é colocada na posição deitada imediatamente após ter mamado. que pode ou não estar misturado a alimentos. (2) se o lactente em aleitamento artificial. como são muitas as situações e doenças que determinam esse sintoma. A presença de vômito bilioso (de cor verde) ou vômito fecal (com odor de fezes). sugerem obstrução do intestino. os dados obtidos na história e no exame físico permitem levantar essas hipóteses diagnósticas e orientam o encaminhamento para investigação especializada no centro de referência. recebe excesso de leite em cada mamada. Esse fato explica a necessidade da criança de arrotar. Vômito pode ser a queixa principal que leva a criança ao médico ou aparece como parte do quadro clínico de diversas doenças. a expulsão do ar por meio do arroto pode causar regurgitação do leite. procura-se identificar. Refluxo gastroesofágico fisiológico e erros de técnica alimentar são as causas mais comuns de regurgitação e vômitos no lactente. Vômito de alimentos não digeridos sugere estreitamento ou obstrução do esôfago ou do esfíncter inferior do esôfago. encontra-se comprometimento do estado nutricional da criança ou dificuldade para engolir os alimentos. mas pode ser apenas a eliminação de sangue deglutido proveniente da rinofaringe ou de fissuras da mama materna. A hematêmese geralmente decorre de sangramento digestivo alto. a criança respira durante a sucção e. Na maioria dos casos. representado por leite coalhado. súbitos. Associam-se a quadros obstrutivos intestinais e de hipertensão intracraniana. Vômitos em jato caracterizam-se por serem inesperados. ocorre preenchimento da orofaringe com ar. Em seguida. sendo necessário mantê-la alguns minutos levantada. Nos casos em que há problemas de estreitamento congênito ou de lesões adquiridas do esôfago. . Hematêmese é o vômito com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido. os vômitos são de material contido no estômago. inicialmente. alimentos parcial ou totalmente digeridos ou suco gástrico de cor amarela quando o paciente encontra-se em jejum por várias horas. pela história e observação da amamentação da criança durante a consulta. após as mamadas. ou orifício do bico da mamadeira muito grande ou muito pequeno. se as seguintes situações. Além disso. A abordagem diagnóstica do lactente com queixa de regurgitações freqüentes deve ser realizada. que podem causar regurgitação e vômitos. Esse padrão geralmente cessa a partir dos seis meses de idade. estão presentes: (1) aquelas que favorecem a ingestão excessiva de ar antes ou durante as mamadas como choro intenso. Durante os primeiros seis meses de vida. especialmente no primeiro mês de vida. o qual é levado junto com o alimento para o esôfago e estômago. Assim. verificando-se a experiência materna com a alimentação do bebê. na posição vertical. Assim.sete a oito meses de idade. com importância variável no conjunto de sintomas. quando a respiração e a sucção passam a ocorrer de forma alternada. semelhante à borra do café. as regurgitações podem estar associadas à presença de vômitos e. pois não é incomum o encontro de mães inexperientes que consideram anormal o padrão de regurgitação esperado para a idade.

encefalite · sistema endocrinológico .litíase .pancreatite .2.colecistite · aparelho geniturinário . Outras 5.cetoacidose diabética · miscelânea . Quadros obstrutivos congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago. Enteroparasitoses: giardíase 6.intoxicação alimentar .enxaqueca EM QUALQUER IDADE · aparelho respiratório .gotejamento retronasal e secreção faríngea · aparelho gastrintestinal .síndrome do vômito cíclico . Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não à hérnia de hiato 5.vômitos psicogênicos .pielonefrite aguda .erros inatos do metabolismo 5.cinetose . como sulfato ferroso.hepatite viral . Outras 6.intoxicação medicamentosa acidental .erros inatos do metabolismo 6.hiperplasia congênita de supra-renal PRÉ-ESCOLAR .meningite. Doença metabólica . Doença endocrinológica .1.3.Causas de regurgitação e vômitos por faixa etária.hiperplasia congênita de supra-renal LACTENTE 1.insuficiência renal crônica .2.úlcera péptica secundária ESCOLAR . piloro ou intestino 6.gastroenterite aguda . Refluxo gastroesofágico fisiológico 3.3.vômitos psicogênicos . Doenças endocrinológicas .suboclusão ou oclusão intestinal por áscaris . NO PRIMEIRO MÊS DE VIDA 1.esofagite .hérnia inguinal encarcerada . Refluxo gastroesofágico fisiológico 3.uremia . Regurgitação fisiológica 2. Quadros obstrutivo congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago.gastrite erosiva secundária .Quadro 1 .infecções respiratórias . piloro ou intestino 5. Doença metabólica . Técnica alimentar inadequada 4.efeito colateral de algumas drogas.tosse . Técnica alimentar inadequada 4. Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não a hérnia de hiato 5.tubulopatias · sistema nervoso central . antibióticos e outras . Regurgitação fisiológica 2.1.

Consideram os seguintes critérios para definir vômito recorrente: pelo menos três episódios. A Criança com quadro agudo de vômitos No quadro agudo. vômitos. o vômito pode ser a manifestação clínica inicial.gravidez . O comprometimento do sistema nervoso central costuma cursar com vômitos em jato.enxaqueca . Investigar. inflamações das vias respiratórias podem se acompanhar de vômitos causados pelo estímulo vagal desencadeado na amigdalite. Assim. é preciso caracterizar se o quadro é agudo ou recorrente. Na giardíase. ácido acetilsalicílico . se têm contato com esgoto a céu aberto ou córregos poluídos. existem outras com quadro semelhante. bacteriana ou por enteroparasitose. num período mínimo de três meses.úlcera péptica Quando o vômito é a principal ou única manifestação. acompanhada de vômitos. Deve-se.gastrite erosiva secundária . geralmente associados a outros sintomas. mas logo aparecem outros sintomas que permitem definir o diagnóstico como nos casos de gastrenterite aguda viral. A concomitância de diarréia direciona a suspeita diagnóstica para o quadro de infecção intestinal ou intoxicação alimentar.. nas quais é possível identificar início recente ou história de longa duração. na encefalite. pesquisar se houve contato com crianças com hepatite viral e se. além dos vômitos. aparecem diarréia aquosa. hemorragia intracraniana e no hematoma subdural. diarréia com ou sem sangue. . faringite e na presença de tosse. inicialmente. na creche que a criança freqüenta. o que sugere o diagnóstico de intoxicação alimentar. é difícil definir o momento em que os quadros de vômitos perdem o seu caráter agudo e tornam-se crônicos. nas crianças com precárias condições de vida. O comprometimento de outros sistemas pode apresentar o vômito como um dos sintomas do quadro agudo. Vômitos podem ser decorrentes de intoxicação crônica ou acidental por teofilina. O acometimento agudo do trato urinário pode desencadear vômitos como a pielonefrite aguda e a litíase renal.Deve-se distinguir uma doença aguda ou um episódio agudo no decorrer de uma história de vômito recorrente. a dor abdominal é difusa. sugerindo gastroenterite por rotavírus ou por agentes bacterianos. anorexia e dor abdominal. intoxicação alimentar e hepatite viral. Entre as helmintíases. diarréia e cólicas abdominais. também. Na otite média aguda. verificar se uma ou mais pessoas que ingeriram o mesmo alimento apresentam quadro de náuseas. os vômitos são devidos ao quadro associado de labirintite. como na meningite. Deve-se. digitálicos.anorexia nervosa/bulimia . Excetuando-se as situações extremas. na estrongiloidíase.síndrome do vômito cíclico .úlcera péptica secundária ADOLESCÊNCIA . então.

A partir da história e exame físico. 3.e outros medicamentos ou do efeito colateral do sulfato ferroso e de antibióticos. em alguns. concomitantes. o tratamento é eminentemente clínico. podem determinar complicações e até o óbito. Tannuri relaciona os seguintes sinais de alarme. do acúmulo de líquido na cavidade peritoneal. do íleo paralítico na peritonite por perfuração de víscera oca e de íleo infeccioso. num primeiro momento. devido à sua gravidade. A maioria desses casos é decorrente da combinação de vários fatores. o maior desafio da equipe de saúde é o diagnóstico e intervenção precoces nos quadros de abdome agudo. Peristaltismo visível: quase sempre constitui um indicador da presença de obstrução em alguma parte do tubo digestivo. Vômito: repetitivo ou bilioso. sendo que todos os casos devem ser encaminhados imediatamente para atendimento hospitalar. A criança com quadro recorrente de vômitos Para a abordagem da criança com queixa de vômitos recorrentes. distúrbios na relação do binômio mãe e filho e imaturidade da junção gastroesofágica (refluxo gastroesofágico fisiológico). apenas 5% apresentam alguma doença significante. necessariamente. é possível identificar os sinais de alerta que auxiliam a suspeitar de abdome agudo. os quais. Na maioria dos casos. Embora cerca de 50% dos lactentes apresentem regurgitação ou vômitos recorrentes como queixa isolada. o diagnóstico etiológico. Enterorragia: sangramento intestinal associado a outros sinais de abdome agudo indica o comprometimento da mucosa das porções baixas do trato gastrintestinal. identificar se há comprometimento do estado nutricional e/ou presença de manifestações sistêmicas e se as características dos vômitos sugerem obstrução ou lesão do trato gastrintestinal ou de alteração no sistema nervoso central. Distensão abdominal: pode ser decorrente da distensão das alças intestinais nas obstruções baixas do trato digestivo. é importante. a história e o exame físico permitem diagnosticar o abdome agudo. com vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. . O abdome agudo é caracterizado pela presença de dor de aparecimento súbito. Para aqueles com baixo ganho ponderal ou . 2. inclusive.Na queixa aguda de vômitos. 5. como técnica alimentar inadequada. 4. sendo que essas manifestações podem não ser. o peristaltismo intestinal pode ser visível devido ao fato de a parede abdominal ser muito delgada. A maioria dos casos de abdome agudo é de resolução cirúrgica. Tumoração abdominal: a palpação de tumorações abdominais associada a outras manifestações clínicas de abdome agudo pode orientar. fecalóide ou em jato é o primeiro e mais importante sintoma de obstrução intestinal. 1. como é o caso da palpação do tumor pilórico na estenose hipertrófica de piloro. Nos desnutridos e prematuros sem afecção do trato digestivo. entretanto. da presença de um ou mais tumores na obstrução intestinal por "bolo de áscaris" e do tumor em forma de salsicha na invaginação intestinal.

epigastralgia (dor retroesternal) . Uma situação comum nos pré-escolares são os vômitos imediatamente após as refeições. Estima-se que cerca de 20% dos bebês sadios têm episódios de regurgitação suficientemente freqüentes para que sejam considerados como problema pelos pais. o RGE não tem complicações e é autolimitado. Manifestações devido à regurgitação e suas seqüelas: .pneumonias de repetição. que se acompanha de sintomatologia digestiva .vômitos e/ou regurgitações . com ou sem vômitos associados (Quadro 2 ). com dilatação da pelve renal ou hidronefrose. Deve-se.crises de apnéia . como uma condição normal do lactente. é denominado fisiológico.emagrecimento. a hipertensão intracraniana. Define-se como doença do refluxo gastroesofágico a condição na qual. esofagite ou quadro respiratório importante. quando são forçados a comer. inicialmente. a enxaqueca. Para o diagnóstico da enxaqueca.opistótono .Quadro clínico da doença do refluxo gastroesofágico na infância.sono agitado . a causa mais freqüente é a doença do refluxo gastroesofágico. a cefaléia deve estar associada ao episódio de vômitos (ver capítulo Dores Recorrentes na Infância.sangramento digestivo . Das causas de vômitos recorrentes fora do trato digestivo. tendo resolução espontânea até os 12 a 15 meses de idade. comum em lactentes e adultos normais. considerar o refluxo gastroesofágico (RGE). que acomete mais freqüentemente crianças a partir dos seis anos de idade e adolescentes.). Quadro 2 . Os vômitos podem ser desencadeados por situações que geram medo ou ansiedade.retorno involuntário do material ingerido do estômago para o esôfago. a insuficiência renal crônica (uremia). portanto. Na maioria das crianças. há comprometimento da evolução ponderal.vômitos com perda ou baixo ganho ponderal Manifestações devido à esofagite e suas seqüelas .e que melhora com o crescimento.anemia . especialmente quando sempre são no pulmão direito .perda ou baixo ganho ponderal Manifestações respiratórias .dificuldade para deglutir .quadro bronquítico de difícil controle . além dos vômitos. Refluxo gastroesofágico . e outras.irritabilidade .pirose . que não apresenta nenhuma repercussão na vida da criança. Esse tipo de RGE. têm-se as anomalias obstrutivas do trato urinário.

isto é. Deve-se orientar os pais a suspenderem o uso dos medicamentos anti-refluxo cinco dias antes da realização do EED. Nos casos com suspeita de doença do RGE. Portanto. o EED apresenta como vantagem a possibilidade de demonstrar alterações anatômicas como hérnia de hiato. que só está disponível em alguns centros especializados.1992. As faixas etárias mais acometidas são a pré-escolar e a escolar. sem etiologia definida e sem outros .. quando se identificar na comunidade crianças que foram internadas várias vezes com vômitos e desidratação por motivos não esclarecidos é importante encaminhá-las para centros especializados para investigação diagnóstica. estenose hipertrófica do piloro e alterações no mecanismo da deglutição. Apesar de ter baixa sensibilidade e especificidade. Portanto. várias doenças podem se manifestar com a síndrome dos vômitos cíclicos.tosse crônica Outras manifestações . No entanto. Síndrome do vômito cíclico . exaustão física. Assim. desde 40 até 86%.síndrome da quase-morte súbita Adaptado de Orestein . inicia-se a investigação pelo estudo radiológico contrastado do esôfago-estômago-duodeno (EED). ao mesmo tempo em que é feita a investigação laboratorial na busca de causas orgânicas (distúrbios gastrintestinais. estenose esofágica. infecções de vias aéreas superiores. O exame de maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de RGE é a pHmetria do esôfago (teste do refluxo ácido). INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR A necessidade da realização de exames laboratoriais nos pacientes com quadro agudo ou recorrente de vômitos é definida pelos dados encontrados na história e exame físico. A positividade do EED é variável nos diferentes serviços. cinetose. diminuindo a prevalência durante a adolescência e sendo rara em adultos. a abordagem diagnóstica da criança com essa síndrome deve ser abrangente. ABORDAGEM TERAPÊUTICA Quadros agudos de vômitos Para o tratamento inicial do quadro agudo de vômitos. metabólicos ou endocrinológicos e processos intracranianos). exposição a temperatura elevada. menstruação. A média de hospitalização nas populações estudadas é de 12 vezes por ano. com período intercrítico assintomático. em média em torno de 50%. conhecer a rotina de vida e as reações e relações da criança na família e na escola. não há necessidade de confirmação laboratorial. Na maioria dos casos é possível identificar os fatores desencadeantes das crises de vômitos como situações que geram ansiedade ou euforia. entre outros. no sentido de incluir o conhecimento dos aspectos psicoafetivos e psicossociais da criança.caracteriza-se por crises de vômitos precedidos por náuseas e ânsia. a ausência de RGE no EED não exclui o diagnóstico e as medidas devem ser mantidas. Quando o diagnóstico provável é de refluxo gastroesofágico fisiológico.

Os líquidos são melhor tolerados quando gelados ou à temperatura ambiente. As drogas antieméticas. estão descritos os quadros agudos de vômitos que devem ser referidos imediatamente para o hospital. devem ser utilizadas com cautela. pois podem mascarar os sintomas. por via oral. opistótono e aumento generalizado do tônus muscular). intramuscular ou endovenosa. Quando o vômito associa-se à diarréia e desidratação. Contra-indicações: crianças até 30 dias de vida e pacientes com hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula. urticárias e sintomas extrapiramidais (espasmos dos músculos faciais. mantendo-se a oferta de líquidos. não ultrapassando a dose de 75 mg/dia. recomenda-se a dose de 0. sinusite e.1 mg/kg/dose. em pequena quantidade. de cinetose. sonolência. cefaléia. 150 mg/dia e 300 mg/dia para crianças até seis anos de idade. Dose máxima: 15 mg/kg/dia. em alguns casos. Assim. Efeitos colaterais: inquietação. otite média aguda. por uma ou duas horas. dividida em quatro vezes. recomenda-se não ultrapassar 0. excitação. Para crianças com idade inferior a seis anos. fadiga. Quadro 3. Condutas nas crianças com quadros clínicos graves com queixa de vômitos . como no caso de amigdalite aguda. recomenda-se pausa alimentar de curta duração. secura da boca e das vias respiratórias e retenção urinária. dimenidrinato e metoclopramida. retardar a instituição do tratamento especifico.5 mg/kg/dia. inicia-se a reintrodução da dieta adequada para idade. mantém-se a pausa alimentar durante a fase de reidratação e não devem ser administrados antieméticos (ver capítulos Diarréia Aguda e Desidratação). Contraindicações: em pacientes epiléticos ou que estejam recebendo outras drogas que podem causar sintomas extrapiramidais. Efeitos colaterais: sonolência e sedação. divididas em três vezes. posições bizarras da cabeça e dos ombros. A dose preconizada de dimenidrinato por via oral ou intramuscular é de 5 mg/kg/dia. Quanto à metoclopramida. água e chás. os antieméticos podem ser utilizados nos casos em que se conhece a etiologia do vômito. respectivamente. conseqüentemente. sem restrição ao uso de leite materno ou leite de vaca ou de outros alimentos naturais (não industrializados). trismo. com as respectivas condutas enquanto a criança aguarda a transferência. Podem ocorrer também tonturas. em pequena quantidade e a intervalos menores do que o habitual. Em seguida. de modo a dificultar o diagnóstico precoce da deterioração do quadro clínico e da sua etiologia e. entre 6 a 12 anos e maiores de 12 anos. No Quadro 3. tonturas. insônia.sinais ou sintomas de gravidade.

proceder a hidratação por via endovenosa . como no caso do lactente em aleitamento materno cuja mãe apresenta fissuras mamárias com sangramento e nas crianças com sangramento nasal concomitante) · suspeita de intoxicação por ingestão habitual de medicações como teofilina. instalar soro de manutenção . instalar sonda nasogástrica · e mantê-la aberta Quadro recorrente de vômitos Para os lactentes nos quais são identificados erros de técnica alimentar.peristaltismo visível ou .parada de eliminação de gases e fezes ou .proceder a hidratação por via endovenosa .com cheiro de fezes ou associação de vômitos repetitivos ou vômitos em jato com: .sangramento intestinal QUADRO CLÍNICO · vômitos com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido. instalar soro de manutenção Conduta · não dar antieméticos · não dar antibióticos · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: .se não estiver desidratado. ácido acetilsalicílico e outras · ingestão de corpo estranho ou de produtos químicos · não dar antieméticos · não colocar sonda nasogástrica · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: . Para as crianças com suspeita de RGE.de cor verde ou · vômitos fecalóides .palpação de massas no abdome ou .quando possível. a prevenção dos processos aspirativos pulmonares e a instalação ou a progressão da esofagite. são feitas as orientações adequadas e agendado retorno em sete dias para verificar a evolução do quadro e a aderência às orientações.se não estiver desidratado. que pode ou não estar misturado a alimentos (exceto quando há certeza de deglutição de sangue. semelhante à borra do café. aminofilina.SUSPEITA DE ABDOME AGUDO · vômitos biliosos Sinais e sintomas . digitálicos. a abordagem terapêutica visa a melhora dos sintomas. .

cujo bojo e gargalo representam o estômago e o gargalo. abrir o tecido em duas tiras. no estrado. não há necessidade de investigação laboratorial e a seqüência da introdução das medidas terapêuticas pode ser a seguinte: 1. por vezes. orienta-se oferecer porções menores e mais freqüentes dos alimentos e espessamento do leite de vaca. a gema de ovo. oferecendo-se. que não apresentarem boa resposta ao tratamento postural. Fig. Não existe indicação para substituição do leite materno por leite de vaca nos casos de RGE. sem habilidade de desenhar. devese ter o cuidado de verificar a possibilidade de substituí-la por outro alimento de valor nutritivo semelhante. Deve-se evitar o uso de roupas apertadas. A. com inclinação da cadeira de 60º. Aliás. Orientação sobre a necessidade de decúbito elevado de pelo menos 45º . duas a três colheres das de chá de papa de Epstein1. Desenho que orienta como elevar o berço. café. adicionando-se cereais na concentração de 3 a 4%. se houve adesão adequada da família em relação ao decúbito elevado 24 horas por dia e. primeiramente. para mães que não são costureiras: costurar um tecido de algodão na parte de trás de uma calça curta e.desenho com a moringa deitada e em posição oblíqua (a 45º). C. 1 . frutas cítricas. antes de cada mamada. As crianças em aleitamento materno exclusivo. B. Geralmente as medidas posturais são suficientes para diminuir a sintomatologia: posição em decúbito lateral elevado a 45-60º. bem acima da cabeça da criança. É importante que as orientações sobre como realizar o decúbito elevado. suspeitando que ele possa ser a causa dos vômitos da criança. o aleitamento materno deve ser incentivado. como chás. se não houver melhora significativa dos sintomas. pois as mães. sejam feitas de forma detalhada (Figura 1). por exemplo.Sugestão de desenhos que o profissional de saúde. instituir tratamento dietético: para os lactentes em aleitamento artificial ou misto. . com a elevação da cabeceira do berço e o auxílio de suspensório adaptado às vestes. Confecção de suspensório simplificado. alimentos gordurosos e frituras. colocando apoios (por exemplo. Água e sucos não-cítricos não devem ser oferecidos às refeições. nesses casos. devem continuar a ser alimentadas sob livre demanda. respectivamente. No entanto. deve-se ter o cuidado de avaliar o valor protéico. respectivamente. bem como a manipulação das crianças após as refeições. evitando-se a posição de bruços para dormir devido à sua associação com a síndrome da morte súbita em lactentes. como já foi referido. antes de se excluir. tijolos) sob os pés da cabeceira e como fixar o suspensório no berço com as tiras do tecido amarradas nas grades ou. é fundamental a tranqüilização dos pais. chocolate. Alguns alimentos devem ser evitados por diminuírem a pressão do esfíncter inferior do esôfago. para diminuir a distensão estomacal. Dessa forma. Pode-se utilizar o "bebê conforto".Diante da suspeita clínica de RGE fisiológico. pode reproduzir para facilitar a compreensão da necessidade de decúbito elevado para o tratamento do RGE e de como fazê-lo. isto é. 2. calórico e vitamínico resultante da dieta proposta. para que não haja prejuízo nutricional da criança. na reavaliação após uma semana. explicando-se a normalidade da situação. devese verificar. sob o colchão. ficam inseguras à respeito do próprio leite. gema de ovo. uma e meia ou duas colheres das de chá rasas para cada 100 ml de leite.

claritromicina e outros). No retorno. o tratamento medicamentoso deve ser mantido por pelo menos oito semanas e as medidas posturais e dietéticas. a partir do ano 2000. No entanto. administrada na dose de 0. fluconazol etc. 1 colher das de chá de açúcar. solicita-se a realização de EED. Além disso. orienta-se que o médico de saúde da família dê preferência ao uso da bromoprida. mantidas até seis meses após o desaparecimento dos sintomas. várias publicações têm relatado o encontro de alteração da repolarização ventricular associada ao uso de cisaprida. Se houver melhora clínica.3. pode-se instituir o tratamento medicamentoso (bromoprida). Sabe-se que níveis elevados de cisaprida. Preparo: cozinha-se a farinha na água açucarada. reversíveis com a suspensão do medicamento ). se não houver melhora clínica significativa. inibidores das proteases (anti-retrovirais). 1 Papa de Epstein . na semana seguinte. mais raramente. A papa fria tem consistência de pudim. sendo pouco freqüente o surgimento de efeitos colaterais (sonolência. deixando a cisaprida como medicamento a ser instituído. 4. antifúngicos imidazólicos (cetoconazol. 120 ml de água. retira-se a mistura do fogo e deixa-se esfriar. com a receita médica sendo retida na farmácia. com reavaliação após uma semana. a venda da cisaprida no Brasil passou a ser controlada.Ingredientes: 3 colheres das de chá de farinha de milho ou de arroz. Para as crianças com quadro clínico sugestivo de doença do RGE. Assim. recentemente. Quando a resposta a essas medidas não for adequada. A medicação considerada mais eficaz para o tratamento da doença do RGE é a cisaprida. em centros especializados. cefaléia. Com base nesses relatos. mesmo com o uso de bromoprida. calafrios e. associa-se o uso de bromoprida e encaminha-se a criança para o centro de referência especializado. azitromicina. antiarritmicos e ciclosporina. astenia. espasmos musculares localizados ou generalizados. . assim como a instituição concomitante de cisaprida com outras drogas que são metabolizadas na mesma via hepática. tem sido muito utilizada na prática. Se. apesar de as medidas posturais e dietéticas estarem sendo feitas de modo correto. predispõem à arritmia cardíaca. Tratamento medicamentoso do RGE: utilizam-se drogas que facilitam o esvaziamento esofagogástrico. deve-se introduzir as medidas posturais e dietéticas e reavaliar em sete dias.5 a 1 mg/kg/dia. dividida em quatro a seis vezes por dia uma hora antes das mamadas ou das refeições e antes de ir dormir. considera-se a possibilidade de doença do RGE.). No entanto. A bromoprida. até essa mistura ficar com consistência aumentada. quando necessário. o médico deve estar ciente de que está contra-indicado o uso concomitante de cisaprida com as medicações dos seguintes grupos: macrolídeos (eritromicina. os sintomas persistirem. deve-se evitar o seu uso em portadores de doenças cardíacas e hepáticas. iniciando-se a investigação laboratorial por meio da solicitação do EED (suspender a bromoprida cinco dias antes da realização do exame) e encaminhando-se a criança para o centro de referência especializado.

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da alimentação adequada para a idade e o uso criterioso de medicamentos foram os principais responsáveis pela redução da mortalidade por diarréia aguda. Dra. a doença diarréica responde por quase 1/3 da mortalidade infantil. Na região Nordeste é uma das principais causas de morte entre as crianças menores de 1 ano. Ana Cecilia Sucupira1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:08 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A diarréia é importante causa de morbimortalidade em crianças abaixo de 5 anos nos países em desenvolvimento. No Brasil. com a redução da mortalidade por diarréia aguda e desidratação. Neste grupo ocorre mais da metade dos óbitos atuais por diarréia na infância e verifica- . Sandra Grisi1 Dra. Os esforços do Programa de Controle da Doença Diarréica. priorizando o uso da Terapia de Reidratação Oral (TRO). enquanto. sendo que há fortes variações regionais. responde por cerca de 6% dos óbitos nesta faixa etária. passou a chamar a atenção a proporção de casos de diarréia aguda que apresentavam evolução por tempo superior a 14 dias. Entretanto. principalmente às custas da diminuição de óbitos por desidratação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Profa. na região sudeste.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Esta condição é chamada de diarréia persistente.se um grande comprometimento do estado nutricional. Diarréia Aguda Diarréia Persistente Copyright © 2001 IDS .

perda aumentada gastro intestinal (vômitos e diarréia). A causa mais freqüente. podendo evoluir. na faixa pediátrica. administração de diuréticos. insuficiência renal crônica e da supra-renal). perda aumentada cutânea e respiratória (queimaduras e exposição ao calor). desnutridas. . A diarréia é causa importante de óbitos em crianças menores que 5 anos. imunodeprimidas ou com doença crônica. perda aumentada urinária (diurese osmótica. A incidência é maior nas populações de baixo nível sócio-econômico. de modo mais prolongado e desfavorável. decorre de perdas pelo trato gastrintestinal. coma e restrição hídrica). em crianças sem aleitamento materno.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Filumena Maria da Silva Gomes1 Vera Freire Gonçalves1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:56 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Desidratação é a deficiência de água e eletrólitos corpóreos por perdas superiores à ingestão devido a ingestão reduzida (anorexia.

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Douek1 Última Atualização: 9/5/2001 6:41:10 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Cefaléia Dor abdominal Dor em membros .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Ana Cecilia Silveira Lins Sucupira1 Paulette C.

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a válvula de uretra posterior nos meninos e a presença de distúrbios funcionais da micção. a estenose de junção uretero-pélvica. A apresentação varia da bacteriúria assintomática a pielonefrite aguda. Em nosso meio. as cicatrizes renais. Estes riscos potenciais justificam a ênfase dada ao diagnóstico precoce. A presença de alterações morfo-funcionais das vias urinárias em pacientes com infecção urinária aumenta o risco de seqüelas renais. a médio e longo prazo. descritas em 50% dos pacientes com infecção urinária. 1/3 das crianças com insuficiência renal crônica é portadora de pielonefrite crônica associada a nefropatia obstrutiva ou de refluxo. são o refluxo vésico-ureteral. .Estas alterações. O refluxo vésico-ureteral é detectado em cerca de 20 a 40% de pacientes com infecção urinária e as obstruções das vias urinárias ocorrem em 10% dos meninos e 1% das meninas com infecção urinária.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Márcia Melo Campos Pahl1 Jaqueline Christiane Lanaro1 Última Atualização: 9/5/2001 6:40:04 AM 1 Médica Assistente do Hospital Universitário da USP A infecção urinária é uma doença freqüente em crianças. que representa potencial risco de bacteremia e instalação de lesões renais irreversíveis. Estas lesões aumentam o risco de hipertensão arterial e de insuficiência renal crônica.

. Nos lactentes. choro às micções e alterações na coloração da urina. . Os Proteus sp favorecem a formação de cálculos de estruvita porque degradam a uréia e alcalinizam a urina. irritabilidade. isoladamente. Dor abdominal e/ou em baixo ventre também são relatos comuns. Ganho ponderal inadequado. Nas crianças maiores. No sexo masculino. urgência miccional e alterações na cor e odor da urina. cerca de 1% dos meninos e 5% das meninas apresentam um episódio de infecção urinária até os 12 anos e seu pico de incidência ocorre ao redor dos 4 anos de idade. Podem ocorrer. pré-escolares. A infecção urinária é responsável por cerca de 5% das febres inexplicáveis no lactente e tem sido aceita como um marcador clínico de envolvimento do parênquima renal. As manifestações mais freqüentes são disúria. os achados clínicos são bastante inespecíficos e encontramse no quadro 1..coli predominando. As infecções por Staphylococcus saprophyticus são mais freqüentes nas faixas etárias pré-puberal e puberal. é um gramnegativo não-pertencente à família Enterobacteriaceae que também pode ser causador de infecção urinária.A prevalência de infecções urinárias sintomática varia de acordo com o sexo e faixa etária. Enterobacter sp. escolares e adolescentes. embora a E. A incidência de sepse é menor que no período neonatal. mas a sua presença. o quadro clínico é ainda inespecífico. A maior parte das infecção urinária tem como agente etiológico os germes da flora intestinal. Salmonella sp.. após os 6 meses de idade não é indicativo de infecção urinária. Pertencem a esta família a Escherichia coli.. anorexia. sendo responsáveis por 1/3 das infecções urinárias em meninas maiores de 10 anos de idade. cresce o número de infecções por bactérias do grupo Proteus sp. A Pseudomonas sp. associada à dor lombar ou não. ganho de peso inadequado e manifestações gastrintestinais (náuseas. especialmente entre os neonatos portadores de uropatias obstrutivas. Providencia sp. Klebsiella sp. bactérias gram-negativas ou bacilos aeróbicos conhecidos como Enterobacteriaceae. podendo ser manifestação isolada de infecção urinária.. As vias urinárias podem ser o foco primário de infecção.. sugere acometimento renal. a sintomatologia passa a adquirir maior especificidade. após o primeiro ano de vida. podendo compreender febre. ainda. pois a grande maioria das infecções ocorre por via ascendente. principalmente após manipulação das vias urinárias ou em pacientes com comprometimento dos mecanismos de defesa. Serratia sp. Morganella sp.. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações clínicas da infecção urinária variam com a faixa etária e localização da infecção. No período neonatal. especialmente até os 6 meses de idade. De maneira geral. A febre como sintoma isolado é menos comum nesta faixa etária. A presença de febre constitui um dado importante. polaciúria. Proteus sp. Nesta faixa etária é obrigatória a pesquisa de infecção urinária nos casos de sepse. vômitos diarréia e cólicas abdominais).

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Esta síndrome caracteriza-se pelo aparecimento abrupto de edema. A infecção de pele ou orofaringe pelo Streptococcus beta-hemolítico do grupo A determina a produção de anticorpos. de proteinúria e azotemia em graus variáveis. após doenças infecciosas. embora outros estreptococos (como o pneumococo). na maioria das vezes. estafilococos. Entre as bactérias. A glomerulonefrite aguda em crianças aparece. Um grande número de infecções virais e bacterianas têm sido incriminadas. acompanhada. hipertensão arterial e hematúria. Admite-se que o antígeno estreptocócico se deposite na membrana basal . Em crianças. a mais freqüentemente associada tem sido o estreptococcus betahemolítico do grupo A. O processo inflamatório glomerular é imunologicamente mediado e resulta na instalação de uma síndrome nefrítica aguda. geralmente. a GNDA pós-estreptocócica (GNDAPE) é a mais comum. meningococos e até Mycoplasma já tenham sido relacionados à glomerulonefrite aguda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaqueline Christiane Lanaro Márcia Melo Campos Pahl Última Atualização: 9/20/2001 11:36:04 AM Quadro clínico e Epidemiologia A glomerulonefrite difusa aguda (GNDA) é uma doença inflamatória não-supurativa que acomete difusamente os glomérulos de ambos os rins.

portanto sem período de latência. a sepse. não sendo somente uma conseqüência da retenção hidro-salina e da hipervolemia subseqüente. é possível identificar hematúria microscópica e proteinúria em cerca de 30% dos pacientes. ocorrem em adultos com mais de 40 anos de idade. Estudos mostram que crianças que desenvolvem GNDA a partir de piodermites são. O sexo masculino é mais acometido que o sexo feminino. A queda na filtração glomerular resulta na retenção renal de sódio e água. na proporção de 2:1. A doença é mais freqüente em crianças e adolescentes. sobretudo na faixa etária dos 3 aos 12 anos de idade. sugerindo o envolvimento de outros fatores patogênicos. e deve-se. recebe os anticorpos circulantes com conseqüente formação de imunocomplexos e ativação do sistema do complemento. a criança é assintomática. após as infecções de pele. Raramente a doença se repete em um mesmo indivíduo. Durante este período. a superfície filtrante e determinando redução da taxa de filtração glomerular. O quadro clínico caracteriza-se por instalação abrupta e abrange os seguintes sinais e sintomas: edema ( presente em 85% dos casos. A mortalidadde na fase aguda é inferior a 1%. posteriormente. geralmente. contudo. moderada). mais jovens que aquelas com faringites. onde a recuperação se aproxima de 100% dos casos. o sistema renina-angiotensina está acentuadamente inibido. As manifestações clínicas da GNDA surgem após um período de latência que varia de 1 a 3 semanas (média de 10 dias) após a infecção de orofaringe. média de 21 dias. mas há casos com duração superior a 4 semanas). A hipertensão arterial provavelmente tem origem multifatorial. em geral. hipertensão arterial (presente em 60 a 80% dos casos . O processo inflamatório gerado produz oclusão dos capilares glomerulares. em geral.glomerular e. A hematúria e proteinúria são decorrentes do processo inflamatório dos capilares glomerulares que permite a passagem de hemácias e proteina para a urina. é leve e restringe-se à face). A probabilidade de um indivíduo desenvolver GNDA na presença de um estreptococo nefritogênico é de 15%. Vários estudos demonstram que. Menos de 5% dos casos são vistos em crianças abaixo dos 2 anos de idade e 5 a 10%. independentemente do foco primário infeccioso. oligúria (diurese menor que 1ml/kg de peso/hora em crianças até 10 kg ou abaixo de 600 ml/m2 de superfície corpórea/dia nas maiores é freqüente). insuficiência cardíaca e encefalopatia hipertensiva. desaparece em 2 semanas. . O prognóstico dos pacientes que se apresentam com a forma típica de GNDAPE é muito bom e isto é particularmente verdade nas crianças. deve alertar para a possibilidade de exacerbação de doença crônica. produzindo edema. e de 2 a 4 semanas. bem como lesão de suas paredes. reduzindo. assim. O início de uma glomerulonefrite coincidindo com uma infecção. A diurese induzida por diuréticos não necessariamente determina redução nos níveis pressóricos. hematúria (presente em 25-50% dos casos. no início do quadro.

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as cáries. escoliose do adolescente. Outras afecções assumem aspectos especiais. a tuberculose e os acidentes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 9/5/2001 6:43:18 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Alguns problemas de saúde têm incidência específica na adolescência. embora dispensando. como os distúrbios nutricionais. As acentuadas variações de crescimento e desenvolvimento físico que ocorrem na adolescência. do atraso da puberdade e do crescimento linear excessivo (quee já foram discutidas no capítulo de crescimento e desenvolvimento puberal). retardo puberal. na maioria das vezes. atividade sexual precoce e aqueles de natureza psicológica estão extremamente relacionados ao próprio processo de crescimento e desenvolvimento. ginecomastia. podem constituir importante fonte de ansiedade para o adolescente e sua família. distúrbios menstruais. É o caso da baixa estatura. Acne . tratamento específico. Acne.

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que devem ser prevenidos com diagnóstico precoce e conduta de urgência. congênitas e adquiridas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:36:10 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Afecções traumáticas Afecções congênitas Devemos dividir as afecções na criança em doenças traumáticas. . e que algumas fraturas na infância podem levar a sérios problemas circulatórios. As mais comuns são as doenças traumáticas. Vale recordar que um traumatismo na criança pode provocar lesão da placa epifisária de crescimento. que exige tratamento de urgência.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Décio Mion Jr1 Ângela MG Pierin2 Última Atualização: 8/10/2001 11:23:36 AM 1 Professor Livre Docente. aumento da atividade de fatores da coagulação. A hipertensão arterial é um fator de risco para doença cerebrovascular e coronária. Escola de Enfermagem da USP Epidemiologia e definição A hipertensão arterial é uma doença altamente prevalente. resistência à insulina. mostram que. embora não exista um estudo nacional. de 1 a 27% e no Centro Oeste. as prevalências vão de 7 a 40%. de 5 a 38%. como dislipidemia. insuficiência cardíaca e renal. no Sul. microalbuminúria. os estudos regionais realizados com diferentes critérios de definição da doença e de medida da pressão arterial. de 6 a 17%. Disciplina de Nefrologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP 2 Professora Livre Docente. No Brasil. podendo chegar a 50% nos idosos. alterações tróficas dos . obesidade central. Ela se associa e interage com outros fatores de risco. atingindo cerca de 15 a 20% da população adulta. no Sudeste. intolerância à glicose. na região Nordeste.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .vasos. Copyright © 2001 IDS . hipertrofia e alteração da função diastólica de ventrículo esquerdo.

Situações onde há excesso de hormônios contra-reguladores são raras. como infecções viróticas e processos alérgicos. O indivíduo apresenta poliúria. O diabetes tipo 2 ocorre na faixa adulta. com forte determinação por fatores ambientais. O tipo 1 tem seu início na infância ou na adolescência. O diabetes é um distúrbio metabólico caracterizado pelo aumento da glicose sangüínea por deficiência de insulina ou por resistência periférica à ação da insulina. ou tipo 2. muitas vezes.seja ela global ou . como o glucagon.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/21/2001 6:44:04 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O metabolismo de carboidratos é regulado pela insulina e pelos hormônios contrareguladores. ou tipo 1. emagrecimento. polidipsia. e o não-insulinodependente. o diagnóstico somente é feito em situação emergencial em jovem em coma cetoacidótico. onde se destacam a obesidade . depois dos 40 anos. sendo a mais freqüente a deflagrada pelo uso de corticosteróides como medicamentos. o cortisol e o hormônio do crescimento. polifagia. O diabetes gestacional não será abordado no presente texto. mas. O diabetes é classificado em dois tipos: o insulino-dependente. estando asssociado a mecanismos auto-imunes ainda não bem definidos.

por quase não apresentar sintomas. A ação da hiperglicemia no endotélio e em outros mecanismos bioquímicos provoca uma série imensa de agravos cardiovasculares em ambos os típos de diabetes. sendo diagnosticada. por queixas vagas ou em rastreamento. mostrando que a freqüência do tipo 2 é muito maior do que a do tipo 1. A alteração osmótica provocada pela hiperglicemia e pela produção elevada de corpos cetônicos provoca uma situação crítica do equilíbrio ácido-básico e hidroeletrolítico em crianças e jovens diabéticos com sério risco de vida. Em suma. seguido das complicações arteriais cerebrais e em membros inferiores e pelo comprometimento das arteríolas em rins e retina. costuma ser desconhecido em quase metade dos portadores. a prevalência do diabetes de tipo 1 varia de 7 a 12 por 100.localizada no abdome -. o diabético que sobreviva a eventos cardiovasculares como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral terá um risco maior de desenvolver insuficiência renal em níveis dialíticos ou de ficar cego. No Brasil. que pode ser confundido com um evento cerebrovascular agudo.000 habitantes entre 0 a 14 anos e a do tipo 2 é de 7. a inatividade física e o tabagismo. A sua apresentação clínica é bastante frustra. Copyright © 2001 IDS . Em idosos.8 % da população entre 30 e 69 anos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . situação esta encontrada no nosso e em outros países. O principal é a carga elevada de doença coronária provocada pelo diabetes. na maioria das vezes. Importante ressaltar que o diabetes tipo 2. a hiperglicemia sem cetose induz ao coma hiperosmótico.

9% no Nordeste e 34. na maioria das vezes.http://www. Disciplina de Cardiologia Departamento de Cardio-pneumologia Epidemiologia e Quadro Clínico Segundo dados do Ministério da Saúde (Datasus .do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. fundamentalmente angina do peito e infarto do miocárdio (52. As diferentes formas de apresentação da doença coronária (angina do peito e infarto do miocárdio) têm em comum. Pode ser dividida. e 47.8% na faixa etária entre 50 e 64 anos.br). Dentre as doenças cardiovasculares. Os valores atingem 38. a presença de obstrução aterosclerótica em artéria coronária. as doenças cardiovasculares constituem-se a maior causa de óbito em todas as regiões do Brasil.gov.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof.9%). as que mais se correlacionam com mortalidade são a doença coronária. A angina do peito pode ser definida como a presença de dor no peito ocasionada por sofrimento (isquemia) do músculo cardíaco (miocárdio).2% do total de óbitos por doença cardiovascular) e acidente vascular encefálico (32. José Carlos Nicolau1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:06 AM Autores: 1 Livre-Docente em Cardiologia . . Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do Instituto do Coração (InCor) .1% naquela acima de 64 anos.7% no Sul.USP. Dr.datasus. variando entre 29.

será abordada apenas a angina estável. A estável ocorre aos esforços físicos e geralmente se relaciona a uma obstrução aterosclerótica importante (maior de 70%) em uma ou mais das artérias coronárias. é a que tem pior prognóstico. A angina instável tem várias formas de apresentação. No presente texto. dentre as diferentes formas de apresentação da doença arterial coronária. O infarto agudo do miocárdio se caracteriza pela presença de dor precordial de duração prolongada (mais de 20-30 minutos) e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . As características da dor são similares na angina do peito e no infarto do miocárdio. variando frequentemente a duração e o fenômeno desencadeante. em estável e instável. Copyright © 2001 IDS . na maioria das vezes ocorre independentemente de esforço físico e tem pior prognóstico do que a angina estável.de forma simplificada.

de conduta e prevenção. principalmente entre mulheres. caracterizando doenças específicas): o isquêmico. A apresentação inicial de . a hemorragia intracerebral e a hemorragia sub-aracnóide. onde os coeficientes são dos mais elevados quando comparados a países do hemisfério ocidental. A doença cerebrovascular pode ser classificada em três grandes grupos (e cada um deles com inúmeras sub-divisões. Pessimismo e negativismo. Há grande impacto das doenças cerebrovasculares sobre a sociedade como um todo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fábio Iuji Yamamoto1 Última Atualização: 8/28/2002 11:50:13 AM Autores: 1 Serviço de Neurologia Clínica da Divisão de Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) constituem a primeira causa de morte entre as doenças cardiovasculares no Brasil. atitudes comuns há menos que duas décadas. tanto no aspecto relativo às perdas econômicas quanto ao custo social gerado pela doença cerebrovascular. as doenças cerebrovasculares representam uma das áreas da medicina que experimentam progressos cada vez mais rápidos. Por outro lado. deram lugar a avanços fantásticos nos seus aspectos diagnósticos.

O AVC isquêmico associa-se ao processo aterotrombótico ou lacunar no território carotídeo e vértebro-basilar ou a embolia cardíaca. como o tabagismo.todos estes eventos é quase sempre aguda. a angiopatia cerebral amilóide deve ser considerada no diagnóstico diferencial. de tal forma que a sua mortalidade e incidência podem ser consideradas como marcadores da prevalência da hipertensão em uma localidade. A hipertensão arterial é o fator de risco principal para o AVC. a hipertensão arterial predomina no grupo mais afetado entre os 40-69 anos. A hemorragia intracerebral pode estar associada a malformações vasculares e ao uso de drogas em indivíduos com idade inferior a 40 anos.5% dos casos atendidos. o diabetes e o colesterol elevado também contribuem.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . os isquêmicos são responsáveis por 63. a hemorragia intracerebral por 20. Copyright © 2001 IDS . nos pacientes normotensos mais idosos. porém com intensidade menor do que ocorre com o risco de um infarto do miocárdio. Outros fatores.8% e a hemorragia subaracnóide por 15.7%. motivando a procura de pronto-socorro. No Serviço de Neurologia de Emergência do Hospital das Clínicas da FMUSP.

mesmo nos dias de hoje. tem características de doença maligna. nas formas avançadas. naqueles com mais de 75 anos. com mortalidade superior a 60% no primeiro ano. Só o envelhecimento da população já é fator de aumento de sua prevalência. pela sua característica clínica. . de cardiopatia valvar ou isquêmica. é doença limitante. pois. que.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Antonio Carlos Pereira Barretto1 José Antonio Franchini Ramires1 Última Atualização: 9/21/2001 6:47:46 AM 1 Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença que vem se tornando mais freqüente com o passar dos anos. com o seu agravamento. A insuficiência cardíaca. reduz substancialmente a qualidade de vida dos pacientes e. é observada em mais de 10% dos pacientes. As pessoas não morrem mais de doenças infecciosas. sendo diagnosticada em menos de 2% entre os com menos de 55 anos. ficam mais velhas e acabam apresentando insuficiência cardíaca.

dependendo da câmara acometida. Alguns sintomas estão relacionados especificamente a falência do ventrículo direito determinada pelo acúmulo generalizado de fluidos. clínico. Desconforto em hipocôndrio e flanco direito (hepatomegalia e distensão da cápsula de Glisson) e sintomas gastrointestinais. Outras alterações. não havendo exame complementar capaz de definir de maneira única e objetiva a presença desta síndrome. tendo o governo gasto R$ 150 milhões no tratamento. equivalente a 4. Nos casos de falência direita: estase jugular. prejuízo da memória e insônia. obstipação ou diarréia e dor abdominal difusa. teremos diferentes sinais. vômitos. anasarca com derrame pleural e ascite. é uma das doenças que onera muito os serviços de saúde pública e privada. são encontrados sinais clínicos que variam com o grau e a cronicidade da doença. a análise de sinais e sintomas mantém-se como a principal maneira para se diagnosticar a IC. náuseas. sendo a expressão clínica da hipertensão venocapilar pulmonar. são os mais freqüentes. poderemos encontrar estertores finos em bases pulmonares. confusão mental. da rapidez com que a síndrome se desenvolve e. variando de extremos. sopros sistólicos em áreas mitral e tricúspide. Nos casos com falência esquerda. ortopnéia. Alguns outros sintomas. noctúria. O principal sintoma da insuficiência ventricular esquerda é a dispnéia nas suas várias formas de apresentação: aos esforços. pela sua freqüência. são também observados com certa freqüência. geralmente. eminentemente. hepatomegalia. O mesmo se aplica aos seguros saúde e pacientes privados. especialmente. Desta forma. Ao exame físico. apresentam-se malnutridos e até caquéticos. edema de membros inferiores e. nas formas mais avançadas.Ao lado deste cortejo clínico. A insuficiência cardíaca foi a principal causa de hospitalização entre as doenças cardíacas. nas fases tardias da doença. Fadiga e astenia são sintomas também freqüentes. estes últimos especialmente nos idosos. de maneira importante. A insuficiência cardíaca pode apresentar-se de diferentes maneiras. o estado geral de pacientes com IC de recente início pode ser relativamente bom. plenitude pós-prandial. os gastos familiares na assistência ao doente etc. enquanto aqueles crônicos. A manifestação clínica depende. como insuficiência aguda da bomba com edema agudo de pulmão ou choque cardiogênico. especificamente. dispnéia paroxística noturna. As despesas são ainda maiores se considerarmos os dias não trabalhados. até disfunção ventricular esquerda assintomática ou leve. como pulso alternante. se houve tempo suficiente para que os mecanismos compensatórios sejam acionados ou para que ocorra retenção hídrica e o fluido se acumule no espaço intersticial. O diagnóstico da IC é. À semelhança dos sintomas. Achados cardíacos denotando disfunção ventricular incluem ritmo de galope com terceira bulha patológica. dispnéia de repouso até edema agudo de pulmão. .6% das despesas com hospitalizações no ano de 1998. Mesmo com todo o avanço tecnológico e científico dos últimos anos. secundários à dilatação ventricular e hiperfonese do componente pulmonar da segunda bulha podem ser observados. como oligúria.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

As doenças arteriais inflamatórias (arterites) são menos freqüentes. ser diagnosticada apenas com base na história e exame físico. Consiste na dor muscular. O diagnóstico etiológico começa pela idade: a aterosclerose atinge os indivíduos acima de 50 anos. A insuficiência arterial dos membros tem quadro clínico bastante característico. podendo. Ela responde por mais de 90% dos casos. que aparece após andar uma certa distância. quase sempre.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Pedro PuechLeão1 Última Atualização: 9/3/2001 9:27:16 AM Autores: 1 Professor Titular de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A principal causa de insuficiência arterial dos membros é a aterosclerose. dor isquêmica de repouso e necrose tecidual. enquanto as arterites ocorrem antes dessa idade. aumentando de intensidade até obrigar o paciente a parar. Claudicação intermitente: É um sintoma característico e patognomônico. O quadro depende da gravidade das lesões e se manifesta de três formas distintas: claudicação intermitente. mas podem causar isquemia importante. Por si .

surgirá a claudicação conforme descrito acima. mesmo que o paciente fique em pé. A dor isquêmica de repouso pode ser acompanhada de formigamento e adormecimento dos dedos. o paciente pode continuar andando se diminuir o ritmo. Diferencia-se de outros quadros dolorosos pelo fato de piorar quando o paciente se deita. ou seja. constante e sempre presente nas mesmas circunstâncias. mais intensa na extremidade: dedos e dorso do pé. a dor cede completamente em alguns minutos. O paciente sente dor de forte intensidade mesmo parado. Porém. A dor é em queimação. porque a circulação aumenta pela ação da gravidade. para não confundi-lo com outras manifestações dolorosas dos membros. Dor isquêmica de repouso: Esta representa uma insuficiência arterial mais avançada. 2. se insistir. uma vez tendo parado. o paciente nunca sente dor quando está parado. nem ao iniciar a marcha. 4. O ato de levantar-se e dar alguns passos pode melhorar a dor. portanto. é importante caracterizar bem o sintoma.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Na anamnese. Estes quase sempre melhoram na posição sentada ou em pé. não existe um dia em que o indivíduo pode andar longas distâncias sem dor. para só voltar após nova caminhada na mesma distância A claudicação intermitente é.só. As características que permitem reconhecer a claudicação intermitente são: 1. um sintoma característico e inconfundível. mas. portanto. 3. ocorre principalmente à noite. faz o diagnóstico de insuficiência arterial. O sintoma é. na maioria deles. ela oscila dentro de uma determinada faixa. Copyright © 2001 IDS . embora a distância que o paciente consegue caminhar sem dor possa variar dependendo de fatores ambientais e do terreno. será obrigado a parar. Portanto. chegando a impedir o sono. se o paciente decidir empreender uma caminhada. instalada a dor. A dor aparece após andar alguma distância.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Fábio F.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Morato Castro1 Jorge Kalil1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:52 AM Serviço de Imunologia do Hospital das Clínicas e Disciplina de Alergia e Imunopatologia da Faculdade de Medicina da USP 1 Rinite alérgica Alergia a veneno de insetos Dermatite atópica Reação adversa a drogas Copyright © 2001 IDS .

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ambientais e sócio-econômicos. É definida como uma inflamação específica da mucosa que forra as cavidades paranasais ou seios da face causada por agentes físico. Estima-se 20% dos adultos terá ao menos um episódio de rino-sinusite ao longo de suas vidas. químicos ou microbiológicos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 6:55:16 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A rino-sinusite é doença de grande incidência entre adultos e crianças. . Se incluirmos no diagnóstico o processo inflamatório que acomete a mucosa do nariz e seios paranasais em gripes e resfriados comuns (infecções virais). sendo a incidência influenciadas por fatores regionais. a incidências anual por habitante chegará a duas por ano em adultos e até quatro vezes ao ano em crianças. Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas tem rino-sinusite a cada ano.

trombose de seios venosos e abscesso cerebral.meningite. ceratites. De maneira prática classificamos a rino-sinusite em aguda (menos de quatro semanas) e crônica sendo o diagnóstico baseado em estimativas da duração da inflamação. Tanto na rino-sinusite aguda como na crônica. O movimento ciliar na mucosa sinusal drena o muco sinusal para as fossas nasais.Os seios paranasais são quatro estruturas pares (seios maxilares. escierites. A inflamação crônica implica em uma contínua resposta inflamatória com necrose. esfenoidais e frontais). predominando cocos anaeróbios e Bacterióides sp. o epitélio ciliado do forramento cavitário é destruído ou inativado. fibrose e supuração ativa presentes ao mesmo tempo levando a alterações irreversíveis. impedindo a drenagem normal das secreções. revestidos pela mucosa nasal que se invaginou pelos orifícios de comunicação. Proteus mirabilis e Escherichia coli. Nas infecções mistas (aeróbios e anaeróbios) o H. as infecções anaeróbias e estreptocócicas são as mais comuns. No processo agudo. Enterobacter sp. irites. uveites e coriorretinites. Staphylococcus aureus. porém a alta incidência da afecção na população implica que as rino-sinusites tenham um papel no aparecimento de dacriocistite supurada (infecção do saco lacrimal).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Em infecções do seio maxilar relacionadas a problemas dentários. conjuntivites. retinites. a resposta seria reversível através de tratamento adequado. Na rino-sinusite crônica. com retorno das características normais da mucosa.. Vários estudos mostram a Pseudomonas aeruginosa como a mais comum. (8%) e Moraxella Catharralis (4% em adultos e até 20% em crianças). Copyright © 2001 IDS . são predominantes. Os agentes infecciosos da rinosinusite aguda são o Streptococus pneumonie e o Hemophilus influenzae (responsáveis por 60 % dos casos). seguida pela Klebsiela pneumoniae. etmoidais. influenzae e o Streptococus sp. os anaeróbios tem um papel relevante (cerca de 90%). Na rino-sinusite hospitalar as bactérias gram negativas predominam. coroidites. As complicações das rino-sinusites são raras. osteomielites. Em imunodeprimidos podemos encontrar infecção fúngica. abscesso epidural.

Esta é uma característica da doença: maior morbidade e menor letalidade. O incremento médio anual no Rio Grande do Sul. Em 1997. ocorreram 2.4%. avaliada em estudo internacional que contou com dados de cinco capitais brasileiras. O desconhecimento . Os óbitos por asma representaram cerca de 0. Observou-se aumento de mortalidade por asma em várias regiões brasileiras entre a década de 70 e a de 90. foi de 8. porém taxas estáveis foram verificadas no Estado de São Paulo.8% do total de óbitos na população. na faixa etária de 5 a 19 anos. a asma é responsável por aproximadamente 5% das consultas ambulatoriais e até 16% das consultas de emergência.672 óbitos por asma no país. entre 1970 e 1992. Em serviços de pediatria. A prevalência cumulativa média neste estudo foi de 13%.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rafael Stelmach1 Alberto Cukier2 Última Atualização: 9/21/2001 6:50:12 AM 1 2 Professor doutor da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Professor livre docente da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A prevalência mundial de asma brônquica em crianças e adolescentes oscila entre 5% e 22%. por exemplo.

desencadeando a sintomatologia. que se correlaciona com a gravidade da asma. É uma doença incurável. Em alguns pacientes. Copyright © 2001 IDS . perpetua-se a hiperreatividade. bem como a ausência de um programa de educação e tratamento padronizados podem justificar parte destes números. Estes conceitos. primordialmente vinculados a um processo inflamatório persistente. com implicações diretas no tratamento. Este ciclo inflamatório leva à destruição do epitélio de revestimento das vias aéreas e à exposição de terminações nervosas. hipersecreção mucosa e edema das vias aéreas. Como conseqüência. Esta compreensão da patogenia produziu substancial mudança na classificação da gravidade da asma. aproximadamente 6 horas após o estímulo inicial. que passou a ser direcionado ao controle da inflamação. ocorre a chamada reação dual em que. que evolui com crises quando um indivíduo sensível é submetido a um estímulo nas vias aéreas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Estas permanecem neste estado de hiperreatividade por vários dias. deram clareza aos processos fisiopatológicos da asma. desenvolvidos na última década. e não mais simplesmente ao do broncoespasmo. ocorre uma segunda redução do fluxo aéreo. o fluxo aéreo se reduz. há contração da musculatura lisa dos brônquios.sobre o caráter inflamatório da doença. facilitando o acesso dos mediadores aos receptores irritativos. Asma brônquica é uma doença crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios recorrentes de tosse seca. Em decorrência. com conseqüente aumento do tônus das vias aéreas. Há uma imediata ativação de células inflamatórias e liberação de mediadores. Caso novos estímulos desta ou de outra natureza ocorram. sibilância e dispnéia.

tanto pelo absenteísmo e aposentadorias precoces. Os sintomas predominantes são a tosse.Departamento de Cardio-Pneumologia Professor Doutor da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . a DPOC acarreta impacto econômico considerável. responsável por mais de 90% dos casos da doença. sendo os pacientes acometidos geralmente pelos dois componentes simultaneamente. O paciente portador de DPOC habitualmente é um fumante ou ex-fumante. Devido a seu caráter progressivo e incapacitante. com história de tosse e expectoração .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Cukier1 Rafael Stelmach2 Última Atualização: 9/21/2001 6:54:32 AM 1 2 Professor Livre Docente da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . em grau variável.Departamento de Cardio-Pneumologia Quadro clínico e Epidemiologia A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma entidade clínica caracterizada pela obstrução ou limitação crônica ao fluxo expiratório. de progressão lenta e irreversível. como pelo custo do tratamento. Este conceito engloba duas entidades. a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. O tabagismo é a causa predominante. a expectoração e a dispnéia.

Nos casos em que se desenvolve cor pulmonale.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . cianóticos. ascite. sopro tricúspide.de longa data. Naqueles pacientes com hipóxia crônica. quando aumenta o grau da dispnéia. a tosse e o volume da expectoração. que. os pacientes tendem a evoluir com exacerbações agudas. Estes sintomas precedem ou são concomitantes ao aparecimento de dispnéia em cerca de 75% dos casos. o desenvolvimento de cor pulmonale não é incomum. Nestes casos. são menos dispnéicos. Aqueles em que predomina a bronquite crônica. Os pacientes com enfisema mais pronunciado tendem a ser magros. Durante as exacerbações é freqüente a sibilância. utilizando os músculos acessórios da respiração. pois gera incapacidade e tende a ser progressiva. freqüentemente. com sinais de insuficiência cardíaca direita. têm tendência à obesidade. por outro lado. estase jugular. taquipnéicos. os doentes costumam se apresentar com edema dos membros inferiores e cianose. hiperfonese de segunda bulha. hepatomegalia e edema de membros inferiores podem ser observados. Crepitações podem ser audíveis particularmente nos pacientes bronquíticos. ao lado das manifestações clínicas crônicas. timpanismo. O exame físico pode ser normal. Caracteristicamente. A dispnéia é o sintoma principal. A ausculta pulmonar tenderá a revelar diminuição do murmúrio vesicular quando a obstrução for muito acentuada ou na presença de enfisema. se torna amarelada. Copyright © 2001 IDS . com tórax em barril.

000 casos novos por ano. A doença é mais freqüente no sexo masculino.500 homens e 3.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fabio B. com estimativa de 20. No mundo. Bernardo2 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:16 AM 1 2 Diretor da Clínica de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Médico Assistente de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O câncer de pulmão. Jatene1 Wanderley M. O câncer de pulmão é mais freqüente.500 mulheres). tendo a incidência no sexo feminino aumentado em 22% na última década. tendo sido responsável por cerca de 13. no Brasil. foram registrados 164.000 mortes no ano de 1997 (9. ainda.000 casos novos no ano de 2000. em pessoas com idade acima de 40 anos e principalmente na faixa etária de 60 anos. o câncer de pulmão é a causa mais freqüente de morte relacionada ao câncer e a segunda maior incidência de câncer em ambos os sexos. é a segunda maior ocorrência de câncer no sexo masculino e a sexta no sexo feminino. . Nos Estados Unidos.

Não fumantes expostos a fumantes têm também maior risco de desenvolver câncer de pulmão. Câncer de pulmão não-pequenas células (80%): é representado por um conjunto heterogêneo de três tipos histológicos distintos de câncer de pulmão. mas é o mais responsivo à radio e à quimioterapia. que. é considerada a segunda maior causa de câncer de pulmão. urânio.O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer pulmonar. com sobrevida média após o diagnóstico de 2 a 4 meses. Comparado com outros tipos celulares de câncer de pulmão. Câncer de pulmão de pequenas células (20%): estes tumores são de origem neuroendócrina e são muito agressivos. no homem e na mulher. bem como aos demais fatores sabidamente relacionados com o câncer de pulmão (radônio. incluindo epidermóide ou carcinoma escamoso. têm o potencial de cura com a ressecção cirúrgica. como o asbesto. têm sido associada de maneira menos freqüente ao câncer de pulmão. asbesto etc. Além disso. Há outros fatores relacionados com o desenvolvimento do câncer pulmonar. o risco é. nas fundações de construções). cromo e níquel. Evitar a exposição a pessoas que estejam fumando. a exposição a substâncias químicas. 22 vezes e 12 vezes maior que o risco dos não-fumantes. nos Estados Unidos. não-expostos. o carcinoma de pequenas células tem a maior tendência de ampla disseminação. Na prevenção do câncer de pulmão. Quanto maior o tempo e a quantidade de cigarros fumados. Copyright © 2001 IDS . O câncer de pulmão pode ser dividido em dois grupos principais: não-pequenas células e de pequenas células. quando localizados. também são medidas preventivas. adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. respectivamente. a medida mais importante a ser tomada é não fumar. Assim. como a exposição ao gás radônio (gás radioativo que pode se acumular no solo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Estes tipos histológicos são freqüentemente classificados em conjunto porque. maior o risco.). Acredita-se que mais de 80% dos casos sejam resultantes do tabagismo. com índices 30% acima dos verificados em não-fumantes.

Departamento de Clínica Médica da FMUSP Professor Titular. A prevalência exata da tireotoxicose na população geral é desconhecida e depende tanto da distribuição geográfica como da acurácia diagnóstica. significativamente. nos últimos anos. Disciplina de Endocrinologia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Meyer Knobel1 Éder Carlos Rocha Quintão2 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:56 AM 1 2 Professor Livre-Docente. Departamento de Clínica Médica da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia HIPERTIREOIDISMO Hipertireoidismo é uma condição clínica caracterizada pelo aumento da secreção de hormônios tireóideos (denominado tireotoxicose) devido à hiperfunção glandular. A tireotoxicose pode originar-se de várias causas: Causas Doença de Graves Mecanismo Estimulação tireóidea anormal por anticorpos anti-receptor do TSH . Esta última tem melhorado. Disciplina de Endocrinologia.

amiodarona. doença de Graves. sem a ajuda de recursos laboratoriais. É mais comum em mulheres que homens. Como o desenvolvimento dos sintomas e sinais de hipotireoidismo é tipicamente insidioso e a prevalência da forma subclínica é estimada em 40%. coriocarcinoma) Adenoma hipofisário produtor de TSH TSH = hormônio estimulador da tireóide. exibem concentrações circulantes elevadas de hormônio estimulador da tireóide (TSH). (2) terapia do hipertireoidismo . que refletem uma exacerbação dos seus efeitos metabólicos. o quadro clínico é inequívoco. provocando sintomas e sinais evidentes de comprometimento sistêmico. pacientes com bócio preexistente não-endêmico Interação do hCG aos receptores de TSH Superprodução de TSH Tireotoxicose induzida por iodeto Tumores trofoblásticos (mola hidatidiforme. As causas mais comuns de hipotireoidismo. HIPOTIREOIDISMO O hipotireoidismo define síndrome clínica e bioquímica. dificultando o diagnóstico do hipertireoidismo. mas a incidência aumenta com a idade em ambos os sexos. Em outros. as evidências clínicas são inespecíficas.Nódulo hiperfuncionante Bócio multinodular tóxico "Hashitoxicose" Adenoma folicular autônomo. Em outros pacientes. O excesso de hormônios tireóideos livres circulantes provoca manifestações clínicas. hCG = gonadotrofina coriônica A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo franco. está justificada a triagem laboratorial de rotina na população em geral. pacientes de áreas endêmicas de bócio. entretanto. Conseqüentemente. Exibe espectro clínico variável. Todos. ativação constitutiva de receptores de TSH Múltiplos nódulos autônomos funcionantes Doença tireóidea auto-imune decorrente da superposição das doenças de Graves e Hashimoto Sobrecarga de iodo (constrastes radiológicos. o distúrbio é franco. caracterizada pela presença de anticorpos estimuladores dirigidos contra o receptor da tireotrofina (TSH). com pico entre 40 e 60 anos. resultante da diminuição da produção e da redução dos níveis circulantes dos hormônios tireóideos e reversível com a reposição hormonal deficiente. A avaliação clínica e laboratorial permite distinguir entre portadores da forma subclínica (assintomático e apresentando níveis séricos normais de hormônios tireóideos) e branda. pode ocasionar espectro variável de sintomas. antisépticos tópicos [Povidine]) em portadores de nódulos autônomos. Em alguns pacientes. Tem etiologia autoimune. em ordem decrescente de freqüência são: (1) doença de Hashimoto.

(4) pós-parto (transitório em 60-70% dos casos). (8) deficiência de iodo e (8) resistência generalizada ao hormônio tireóideo. amiodarona. (6) hipotireoidismo central (hipofisário ou hipotalâmico). iodeto. (3) tireoidectomia subtotal para hipertireoidismo ou tumor. (5) uso de drogas (lítio. interferon alfa).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (3) terapia prévia de hipertireoidismo com drogas antitireóideas.com 131I. (7) tireoidite subaguda. Copyright © 2001 IDS .

é definida como uma redução nos níveis de hemoglobina do sangue. são necessários parâmetros para estudar populações e servir de referência na prática clínica. Determinar os níveis normais de hemoglobina não é fácil. baseando-se em estudos de âmbito mundial (tabela 1). Por isso. porque cada indivíduo tem a concentração de hemoglobina adequada à sua massa muscular ou tecido metabolicamente ativo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu estes parâmetros. Tabela 1. Níveis de hemoglobina indicativos de anemia ao nível do mar * Grupos por faixa etária/sexo 6 meses a 5 anos Hemoglobina (g/dl) <11 . o mais frequente sinal encontrado na prática clínica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Sandra Gualandro1 Última Atualização: 8/10/2001 11:30:06 AM Autores: 1 Disciplina de Hematologia e Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Anemia.

o diagnóstico correto para a instituição da terapêutica adequada. Os sintomas de anemia relacionam-se à redução na capacidade de transportar oxigênio do sangue e à alteração do volume sanguíneo total. acometendo cerca de 0. podendo decorrer de múltiplas causas. Quanto mais abrupta a queda no volume sanguíneo e/ou nos níveis de hemoglobina. associadas à capacidade compensatória dos sistemas pulmonar e cardiovascular.5 bilhão de pessoas e predominando nos países em desenvolvimento. como nas hemorragias agudas ou crises hemolíticas. 1968 <12 <13 <12 <11 Anemia é sempre sinal secundário de alguma doença. existem outros tipos de anemia em que o ferro está em níveis normais ou até em excesso. mesmo com níveis muito baixos de hemoglobina. A doença de base ou doenças associadas também interferem na intensidade das manifestações clínicas e na adaptação do paciente à anemia. como acontece. Nas anemias de instalação lenta. nas anemias ferropênicas. Copyright © 2001 IDS . portanto. É fundamental. o paciente permanece assintomático ou oligossintomático.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A velocidade de desenvolvimento das alterações é crucial para a determinação da intensidade dos sintomas.6 a 14 anos Homens adultos Mulheres adultas Mulheres grávidas *WHO technical support series no. Embora a anemia ferropênica seja a doença de maior prevalência no mundo. mais intensos os sintomas. 405. geralmente.

Como o tampão hemostático formado irá alterar as propriedades reológicas do vaso acometido. o organismo utiliza mecanismos ligados aos vasos (endotélio). quando dentro dos vasos. Para tal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. deverá ocorrer a lise do trombo. depois da cicatrização tecidual. localmente. Ao conjunto desses mecanismos é dado o nome de hemostasia. permitindo que o vaso possa voltar a desempenhar adequadamente as suas funções preestabelecidas. o sangue deve manter-se no estado líquido. solidificando-se. quando houver qualquer lesão na parede vascular. de modo a permitir que ocorra a reparação do tecido lesado. Para que todas essas atividades sejam realizadas adequadamente. Elbio Antonio D'Amico1 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:58 AM 1 Médico Assistente de Hematologia do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A conservação do volume sangüíneo circulante normal dentro do compartimento intravascular é fundamental para manutenção da função tecidual fisiológica. . às plaquetas e aos mecanismos de coagulação/ fibrinólise.

A história clínica de manifestações hemorrágicas algumas vezes é difícil de ser obtida. Nas alterações plaquetárias podem ainda ocorrer sangramentos superficiais originados das mucosas nasal. As características da manifestação hemorrágica podem orientar quanto ao diagnóstico do tipo de anormalidade hemostática. onde as hemartroses (sangramentos intra-articulares) espontâneas são manifestações características. a sua ausência atesta um bom estado do sistema hemostático. deve-se questionar sobre o número e qual o dente extraído. é oportuno localizar no tempo as manifestações hemorrágicas e os procedimentos cirúrgicos realizados. doença de von Willebrand e teleangiectasia hemorrágica hereditária. porque comparam com familiares próximos (mãe e irmãs) que. Nas pessoas normais. ao se questionar sobre manifestações hemorrágicas cutâneas pós-traumáticas. As equimoses são observadas em qualquer tipo de diátese hemorrágica. O questionamento sobre procedimentos cirúrgicos. As petéquias. eventualmente. particularmente crianças. Estes podem ocorrer devido a alterações vasculares. Porém. então. Serão abordados somente os distúrbios hemorrágicos. mas é particularmente mais comum nas plaquetopenias. é de grande importância. são quase sempre observadas nas alterações plaquetárias. mais comumente. Como esses procedimentos associam-se a um tecido ósseo não-compressível. gastrointestinal e gênito-urinária. no intuito de poder classificar o distúrbio hemorrágico como congênito ou adquirido. regiões retroperitoneais e órgãos intra-abdominais são observadas. Quanto às exodontias. plaquetárias ou dos mecanismos de coagulação/fibrinólise. Como muitas pessoas normais podem apresentar maior sangramento após a extração de um molar. observar a presença de menometrorragia. Muitas mulheres podem referir períodos menstruais com duração e intensidade de fluxo normais. deve-se observar se. aos quais o paciente tenha sido submetido. eventos traumáticos da mesma intensidade levam ou não a sangramentos de intensidade comparável ou não. Epistaxe pode ocorrer em várias condições hemorrágicas. deve-se pensar . a epistaxe tende a ocorrer nos meses mais secos. podendo também levar a conclusões erradas. a realização ou não de suturas e a necessidade ou não de retorno ao odontólogo para o controle do sangramento. Ainda neste contexto. uma vez que estas situações avaliam o sistema hemostático melhor do que qualquer teste laboratorial. sendo as últimas as mais comuns na prática médica. Considerações semelhantes podem ser feitas quanto à adenoamidalectomia. Porém. que são hemorragias puntiformes originadas de alças capilares dérmicas. Assim sendo.Os distúrbios ou anormalidades hemostáticas podem manifestar-se clinicamente através de duas sintomatologias opostas: as manifestações hemorrágicas e as manifestações vasooclusivas ou trombóticas. podem. Por exemplo. particularmente nas hemofilias. apresentam a mesma alteração hemostática. quando confrontadas com outras mulheres normais. é sempre importante comparar as respostas hemostáticas dos pacientes com as de seus familiares próximos ou conhecidos. outros podem supervalorizá-los. As hemorragias profundas do tecido subcutâneo. Enquanto alguns pacientes interpretam seus sangramentos como normais. ou vasculares. para outras pessoas. Quando sempre unilaterais. que podem ser congênitas ou adquiridas. a presença de hemorragia após esse procedimento não é muito valorizável como parâmetro de normalidade. são mais valorizáveis as hemorragias que ocorrem após a extração de um pequeno incisivo do que após a extração de um grande molar. nas coagulopatias congênitas. músculos.

as manifestações começam na infância. uremia. Embora existam exceções. teleangiectasia hemorrágica hereditária. nas condições adquiridas. além de resultar de doença local.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Hemorragia gastrointestinal pode ocorrer em qualquer diátese hemorrágica. doença de von Willebrand e uremia. nas doenças congênitas. pode ocorrer nas alterações plaquetárias. hemofilias. afibrinogenemia e deficiência do fator VII. as hemorragias iniciam posteriormente (idade adulta). particularmente nos pacientes sob terapia anticoagulante. disproteinemias e escorbuto. O questionamento sobre a época de início do aparecimento dos primeiros sangramentos é útil para se diferenciar as tendências hemorrágicas congênitas das adquiridas. enquanto que. doença de von Willebrand e uso de anticoagulantes orais. questões importantes referem-se a sangramentos associados à queda do coto umbilical e com a erupção dos dentes. o estudo familiar pode ser útil e característico. Sangramento gengival. Copyright © 2001 IDS . Hematúria pode ocorrer nos distúrbios plaquetários.em lesão local. Nas crianças. alterações plaquetárias (incluindo a trombocitemia essencial). A primeira condição costuma-se associar à deficiência do fator XIII. Como muitas das doenças congênitas são hereditárias.

implica na presença de mecanismos inflamatórios e imunológicos que perpetuam esta inflamação. com prevalência entre 0. causando destruição da cartilagem e osso com conseqüente incapacidade física. auto-imune. O caráter crônico. causando deformidade e gradativa perda funcional. resume seus principais elementos: inflamação crônica característica básica da artrite reumatóide. sistêmica. habitualmente. manifesta-se clinicamente como artrite e laboratorialmente pelo aumento das chamadas provas de atividade inflamatória inespecíficas. A inflamação. O início da doença ocorre. persistente.5 a 1% na população adulta. É caracterizada pelo comprometimento de pequenas e grandes articulações (artrite) de forma progressiva e aditiva. inicialmente da membrana sinovial. Esta definição.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Yeda Magalhães Laurindo1 Última Atualização: 8/16/2001 9:15:26 AM Autores: 1 Professora assistente doutora do serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A artrite reumatóide é uma doença universal. com etiologia desconhecida. . entre 20 e 60 anos de idade. embora complexa. Trata-se de uma doença inflamatória crônica. com a maior incidência em torno dos 45 anos.

com participação do sistema imunológico. mal-estar. deter a destruição articular e a incapacidade funcional é o objetivo do tratamento. Minimizar. atrofia da musculatura interóssea. A perda funcional durante a fase aguda da doença é causada pela dor e edema das articulações. Está diretamente associada à morbidade da doença e deve ser evitada. nódulos e vasculites.Embora as manifestações clínicas características envolvam as articulações. acometendo pequenas e grandes articulações periféricas de forma simétrica e aditiva. Tradicionalmente. estima-se que mais de 50% dos indivíduos afetados apresentem dificuldades no desempenho das atividades profissionais após dez anos de doença. Entretanto. Entretanto. Este é um conceito fundamental: como não conhecemos o agente etiológico. edema das metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais. Os pacientes podem apresentar febre. não consideramos ou não falamos em cura. linfoadenopatia. multifatorial. muitas destas deformidades são tardias. botoneira e martelo. em cerca de 60-80% dos pacientes. com predisposição genética e influência de fatores ambientais. para o paciente. hormonal (predomina em mulheres na proporção de 3:1. reflete o caráter auto-imune da doença. interfalangeanas proximais) e pés (metatarsofalangeanas) é particularmente importante para o diagnóstico e definição da doença. outros órgãos e sistemas podem ser acometidos. dedos em pescoço de cisne. Posteriormente. nos referimos à chamada "mão reumatóide": alargamento dos punhos. pois isto implicaria na eliminação de um agente causal que desconhecemos. A detecção do chamado fator reumatóide (auto-anticorpo que reconhece como antígeno a porção constante de outro anticorpo). Importante destacar que é uma doença complexa. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . assume caráter permanente como consequencia da destruição cartilaginosa e óssea. metacarpofalangeanas. resultado de lesões irreversíveis da cartilagem e osso e devem ser evitadas com diagnóstico e tratamento precoces. perda de peso. A manifestação clínica característica da doença é a artrite persistente. acometimento pulmonar e hematológico. permanecer assintomático por longos períodos equivale a uma "verdadeira cura". O envolvimento das pequenas articulações das mãos (punhos. desvio ulnar dos dedos. Atualmente. Mencionamos "controle" ou "remissão" de doença. geralmente melhora na gravidez e piora durante a amamentação).

A osteoartrose foi a causa do impedimento laborativo em 7. as doenças osteoarticulares foram responsáveis por 10. aparece com o início do movimento (dor protocinética) e melhora com o repouso. porém pode afetar indivíduos mais jovens. que ocorre na artrite da doença reumatóide. O sintoma dominante da osteoartrose é a dor articular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Fuller1 Última Atualização: 8/10/2001 11:26:48 AM Autores: Responsável pelo Grupo de Osteoartrose do Serviço de Reumatologiado do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Epidemiologia e Quadro Clínico A osteoartrose ou artrose é doença de alta prevalência.6% das faltas ao trabalho (ocupando o terceiro lugar das causas de incapacidade. após as doenças mentais e as cardiovasculares). geralmente de poucos minutos. faz-se necessário o diagnóstico diferencial com artrite reumatóide. isto é. atingindo 10% da população acima dos 60 anos. o que permite diferenciá-la.8% dos casos. Tem característica mecânica. caso se estenda por mais de meia hora. . Pode ocorrer rigidez matinal fugaz. a qual tende a ser mais constante e prolongada. No Brasil. e contínua e difusa com a progressão da artrose. de início fugaz e episódica. da dor com características inflamatórias. na maioria das vezes.

Os sinais inflamatórios. A musculatura correspondente à articulação pode estar hipotrofiada. as articulações mais afetadas são as interfalangeanas distais. sendo característica. a articulação comprometida mostra-se dolorosa à palpação e mobilização. Nas mãos. varismo e valgismo e lesões meniscais e traumas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . se presentes. apresenta-se ainda como muito frequente a artrose da primeira carpo-metacarpiana. que decorre da sobrecarga no movimento de pinça entre o polegar e os demais dedos. há presença de derrame articular. Copyright © 2001 IDS . falta de alinhamento e instabilidade articulares podem ocorrer. A artrose de joelhos é freqüentemente secundária à obesidade. quadris e coluna). a região cervical e lombar são as mais atingidas. são brandos. Na coluna.No exame físico. com a formação de nódulos de Heberden e Bouchard respectivamente. predominando no sexo feminino. As articulações mais acometidas são as das mãos e as de carga (joelhos. A amplitude do movimento articular pode ficar reduzida. a presença de crepitação ao movimento. detectado pela palpação da articulação durante o movimento de flexo-extensão. Pode acometer as articulações interapofisárias e as intervertebrais. nessa articulação. Em alguns casos. Os sintomas são dor local e sintomas neurológicos (tanto sensitivos como parestesias como motores) decorrentes de compressão radicular pelos osteófitos. Deformidade. A escoliose e a hiperlordose lombar favorecem a osteoartrose da coluna. as interfalangeanas proximais. Essa forma é considerada geneticamente determinada. Nas mãos.

o que contribui para a não-contaminação. mas calcula-se que 10% da população têm. No Brasil. pepsina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaime Natan Eisig1 Antônio Atílio Laudanna2 Última Atualização: 9/21/2001 7:21:52 AM 1 Médico Assistente da Disciplina de Gastroenterologia Clinica do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A úlcera péptica decorre de um desequilíbrio entre os fatores agressivos (HCl. ainda. tiveram ou terão úlcera. as úlceras estão sob controle e há. porém. A tendência. . responsáveis em manter a integridade da mucosa (barreira mucosa. fluxo sanguineo. a melhora das condições de vida dos indivíduos. a quase totalidade das úlceras gástricas e duodenais têm relação com a presença do Helicobacter pylori. é que a prevalência da doença esteja caindo. Na ausência de antiinflamátorios nãoesteróides e de gastrinoma. porque. com os tratamentos de erradicação do Helicobacter pylori. não há números oficiais. Vários fatores influenciam o equilibrio entre a agressão e defesa da mucosa. sais biliares e Helicobacter pylori) e defensivos. regeneração epitelial).

Da mesma forma. a infecção é menor. circunscrita e descrita como "dor de fome. como hemorragia. De um modo geral. é universalmente aceito que exista participação de um fator psicossomático na dinâmica da doença ulcerosa. aspirina. Em relação à idade. pode ser detectada a infecção pelo Helicobacter pylori. Nos países desenvolvidos. as precárias condições de vida e deficientes cuidados sanitários e de higiene representam significantes fatores de risco para a aquisição desta infecção. apenas o fumo. atípicos ou mesmo ausentes. estenose ou .5 a 3 vezes). a dor é habitualmente pouco intensa. refrigerantes. Outros sintomas dispépticos. de pessoa para pessoa pela via oro-oral ou fecal-oral. mas não ao aparecimento de úlcera péptica. a ingestão de alimentos às vezes piora ou desencadeia o sintoma (dor em quatro tempos: dói-come-passa-dói). particularmente duodenal. têm sido aventados como possíveis participantes na etiopatogenia da úlcera péptica. em queimação. as úlceras são mais frequentes no sexo masculino (1. Os sintomas referidos pelos pacientes não permitem diferenciar a úlcera duodenal e úlcera gástrica e. de forma rítmica. condimentos. mudou radicalmente o conceito de que a úlcera péptica fosse considerada especificamente uma doença cloridro-péptica: o consenso atual não deixa qualquer dúvida quanto à importância da bactéria na gênese da gastrite e da úlcera péptica. O baixo nível sócio-econômico. algumas vezes. a infecção pelo Helicobacter pylori é quase universal.As úlceras da primeira porção do duodeno são cinco vezes mais frequentes que as do estômago. em portadores de úlcera gástrica. Outra característica da dor da úlcera péptica é a periodicidade: períodos de acalmia (desaparecimento da dor por meses ou mesmo anos) intercalados por outros de atividade. são muito discretos. como eructação. queimadura ou desconforto na boca do estômago". entre eles o Brasil. vômitos não são próprios da úlcera péptica mas podem estar associados. provavelmente. álcool. localizada no epigástrio. embora também não haja base científica para tal afirmação. O que se acredita é que indivíduos que se alimentam mal e vivem sob tensão são mais susceptíveis a apresentar distúrbios digestivos. sialorréia. O modo de transmissão é. Fatores dietéticos. a não ser nos casos de complicações. a úlcera duodenal ocorre entre 30 a 55 anos e a úlcera gástrica. antiinflamatórios não-esteróides e esteróides em doses elevadas têm associação com úlcera péptica. Pesquisas efetuadas em 24 países em desenvolvimento. ao passo que. O exame físico nada acrescenta. em virtude da associação da úlcera duodenal com refluxo gastroesofágico. A dor sem mantém por semanas. O fato de o paciente ser despertado pela dor em meio à noite ("clocking") é sugestivo da presença da úlcera. A pirose ou azia é comum nos pacientes com úlcera duodenal. náuseas. Quando presente. mostraram que 50% das crianças e 90% da população adulta tinham a infecção. representados por café. entre 50 a 70 anos. entre os fatores ambientais . O homem é o único hospedeiro conhecido por essa bactéria. Após a descoberta do Helicobacter pylori. Em mais da metade da população mundial. Nos países em desenvolvimento. sendo adquirida nos primeiros meses de vida. leite. Além da infecção pela bactéria. mas não existe comprovação científica de que algum desses fatores leve à incidência maior de úlcera do que aquela esperada na população em geral. flatulência. A ritmicidade é relação íntima da dor com a alimentação: a melhora da dor com a ingestão de alimentos é relativamente frequente nos portadores de úlcera duodenal (chamado de dor em 3 tempos: dói-come-passa).

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .perfuração.

Os sintomas das colecistites relacionam-se à obstrução de ducto cístico e constam basicamente de (1) cólica localizada no epigástrico e irradiada para o hipocôndrio direito (75% dos casos). (2) a dor pode se irradiar para o hipocôndrio esquerdo e região dorsal . ou inflamações da vesícula biliar. A presença de cálculos na vesícula biliar pode ser assintomática. podem migrar em direção ao duodeno e causar obstrução da papila duodenal e. associadas à presença de cálculos no seu interior. Se os cálculos forem suficientemente pequenos. do ducto pancreático principal (ducto de Wirsung). causando obstrução ou atingindo o colédoco. Os sintomas surgem quando os cálculos migram na direção do ducto cístico. com aparecimento de icterícia acompanhada ou não de febre (colangite). consequentemente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcel Cerqueira Cesar Machado1 Última Atualização: 8/10/2001 11:27:48 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As colecistites. sendo causa freqüente de consultas médicas e gastos excessivos com exames diagnósticos. em geral. provocando pancreatite de diferentes níveis de gravidade. são.

No nosso meio. (3) dor irradiada para a região pré-cordial simulando angina ou infarto. equivale a colecistite aguda.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Estes dados surgerem migração de cálculos para o colédoco com suspeita de pancreatite aguda. porém. A não-melhora da dor e a sua persistência no hipocôndrio direito associada ou não a plastrão palpável a este nível. porém. Não se deve instituir tratamento cirúrgico de urgência à noite. com cobertura antibiótica. Copyright © 2001 IDS . Na ausência de peritonite o doente pode ser operado no dia seguinte.com ou sem icterícia. A dor em cólica melhora com antiespasmódico. Nesta situação. sem as condições adequadas. sua freqüência atinge a 1. na dependência do tipo físico do doente. A colecistite aguda é doença de tratamento cirúrgico de urgência. freqüentemente permanece dolorimento no hipocôndrio direito. podendo o doente ser enviado a centro de maiores recursos ou ser a operação postergada por algumas horas. Após a crise aguda. com descompressão brusca e dolorosa e piora da dor com tosse ou respiração profunda.7% dos doentes submetidos a colecistectomia. ou então ser enviado a centros médicos melhor equipados. a vesícula biliar pode ser palpável. geralmente. com peritonite. a não ser na situação anteriormente citada. o que constitui situação rara. porém não de emergência. Chile e Japão. A complicação mais discutida da colecistite calculosa é o câncer da vesícula biliar. A cirurgia de emergência está indicada na presença de perfuração da vesícula biliar. esta freqüência aumenta com a idade: em pacientes acima de 65 anos de idade a freqüência de câncer incidental ultrapassa 5%. É complicação mais freqüente em outros países. dada a possibilidade de complicações graves conseqüentes às intervenções cirúrgicas nestas circunstâncias. (4) náuseas e vômitos podem estar presentes. como a Bolívia. podendo o doente apresentar febre. não por dias.

O sigmóide é o segmento mais afetado. c) mista .os divertículos são de cólon estreito e a parede intestinal comprometida tende a ser espessada.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Raul Cutait1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:02 AM Autores: 1 Professor associado do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os divertículos do intestino grosso correspondem a herniações de mucosa que podem ocorrer em todo o cólon. Esta condição afeta preferencialmente adultos jovens e se associa a infecções (diverticulite). Diverticulite de cólon direito é encontrada apenas em japoneses e chineses. sendo raramente encontrados no reto. caracterizam a chamada doença diverticular. b) hipertônica .os divertículos são de base larga e habitualmente distribuídos ao longo do cólon. podendo o descendente também estar comprometido. Estima-se que 30% da população com mais de 45 anos de idade apresente doença diverticular e que 10 a 25% deles possam vir a desenvolver diverticulite. De acordo com as características dos divertículos. Esta forma é mais comum após a quinta década de vida e tem como complicação o sangramento. a moléstia diverticular é classificada nas seguintes formas: a) hipotônica .alguns pacientes . Quando presentes.

4) perfuração com fístula (externa ou interna). A diverticulite aguda pode se manifestar de maneiras distintas: 1) inflamação ou abscesso da parede intestinal. 3) perfuração com peritonite disseminada. essas duas condições dificilmente são diferenciáveis. Copyright © 2001 IDS . então.podem apresentar ambas as formas acima descritas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A diverticulite aguda é dita complicada quando ocorre alguma das outras alterações acima mencionadas. 2) perfuração com peritonite localizada. Do ponto de vista clínico. quando existe um abscesso pericólico bastante reduzido. A diverticulite aguda é dita não complicada quando o comprometimento limita-se à parede intestinal ou. 5) obstrução.

não apresentam lesão orgânica no aparelho digestivo demonstrável pelos métodos propedêuticos atuais. numa reunião internacional em Roma. Recentemente. a síndrome do intestino irritável (SII) é a mais freqüente. nos últimos 12 meses. de desconforto ou dor abdominal com duas de três características: (1) alívio com a defecação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 12/4/2001 11:44:18 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Cerca de 50% dos pacientes que procuram atendimento gastroenterológico sofrem de problemas funcionais. (2) início associado com alteração na freqüência das evacuações (mais de 3 vezes/dia ou menos de 3 vezes/ . São eles:presença em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). estabeleceu-se um consenso para o diagnóstico da SII. todo o trato digestivo pode ser afetado do ponto de vista motor. Entre as doenças funcionais. na ausência de doença orgânica demonstrável. ou seja. Embora a terminologia "intestino irritável" sugira alterações limitadas aos intestinos. conhecido como "Critérios de Roma II". Trata-se de uma alteração da motilidade do tubo digestivo e caracteriza-se clinicamente por anormalidades do hábito intestinal (constipação e/ou diarréia) e dor abdominal.

dificilmente. Os pacientes com síndrome do intestino irritável com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia. O quadro inicia-se geralmente na adolescência ou juventude e adquire um caráter mais ou menos estável para cada paciente. ao contrário das diarréias de causa orgânica. dificilmente são mais de 3 a 5 evacuações/dia. Não há sangue nas fezes (com exceção dos casos de fissura ou hemorróida). As fezes são de consistência variável (pastosas e/ou líqüidas) e as evacuações não costumam ocorrer à noite. a dor piora após as refeições. As fezes são endurecidas e eliminadas com grande dificuldade (fezes em "cíbalos" ou "caprinas"). dor abdominal . A obstipação pode durar dias ou semanas e obrigar o paciente a fazer uso de laxantes em quantidades cada vez maiores. Às vezes. Dor abdominal acompanha a gravidade da obstipação e tende a aliviar com eliminação de fezes. como conflitos emocionais. (4) eliminação de muco durante a evacuação. em geral. fragmentadas. as fezes são duras e fragmentadas (fezes em "cíbalos" ou "caprinas") e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas). é freqüente a queixa de uma sensação de evacuação incompleta. (2) urgência para defecar. desencadeada pela distensão artificial do cólon. são "poliqueixosos" e hipocondríacos. vários sinais e sintomas foram apontados como elementos de reforço ao diagnóstico da síndrome do instestino irritável: (1) esforço excessivo durante a defecação.acometem 85% dos pacientes com SII. constipação alternada com períodos de diarréia é a alteração mais comum nos pacientes com síndrome do intestino irritável. por acharem que são portadores de câncer. Pode ser em cólica ou constante.é mais comum localizar-se no abdômen inferior. alivia com eliminação de gases e fezes e. Além disso. principalmente na fossa ilíaca esquerda. o que agrava ainda mais a obstipação. o que obriga o paciente a tentar evacuar repetidas vezes. como divórcio e luto. Já os com síndrome do intestino irritável com predomínio de obstipação (ou constipação) evacuam menos de três vezes/semana. Os pacientes demonstram amiúde sinais de ansiedade e depressão. faz com que o paciente acorde à noite. o calibre das fezes está diminuído (fezes em "fita") em virtude do espasmo colônico e retal. porém. durante o sono. Algumas características de pacientes com a síndrome do intestino irritável são conhecidas como aspectos psicológicos . com predomínio de uma ou de outra de acordo com cada paciente. ) alteração no hábito intestinal . (3) início associado com alteração na forma (aparência) das fezes (fezes endurecidas. (4) sensação de plenitude ou distensão abdominal. Caracteristicamente. mas pode haver muco. freqüentemente.isto é. fezes líqüidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. com dor anal e aparecimento de fissuras e hemorróidas que podem gerar sangramento. em "cíbalos" ou "caprinas" e fezes pastosas e/ou líqüidas). A diarréia caracteriza-se por acompanhar-se. com ou sem irradiação para as costas e tórax e é. de tenesmo e dor abdominal e ocorrer após alimentação. que referem que os sintomas coincidiram ou foram precedidos por problemas psicológicos. principalmente. . (3) sensação de evacuação incompleta. muitos já passaram por vários especialistas por não melhorarem dos sintomas ou.semana). Também é comum que problemas emocionais exacerbem os sintomas.

sintomas dispépticos como distensão abdominal. apendicectomia. ao excesso de gás intestinal. sugerindo uma diminuição (congênita ou adquirida) do limiar de tolerância à distensão. como queimação epigástrica e/ou retroesternal. colescistectomia. Por outro lado. polaciúra e enxaqueca são comuns entre os pacientes com SII e parecem estar relacionados com distúrbios autonômicos envolvendo os sistemas genital. Copyright © 2001 IDS . outros sintomas. etc. urinário e vascular. vômitos. dispareunia. eructações e flatulência freqüentes e abundantes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . histerectomia. Não é raro encontrarmos pacientes com história de cirurgias prévias (por exemplo. Muitos deles são diagnosticados equivocadamente e os sintomas da síndrome do intestino irritável persistem após a cirurgia.). Entretanto. estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII têm revelado que a maior parte deles tem volumes normais de gás. náuseas. Dismenorréia. geram sintomas dispépticos nestes pacientes. são referidos por até 50% dos pacientes. mínimas distensões intestinais provocadas. pelos pacientes. Diminuição da pressão do esfíncter esofágico inferior e refluxo biliar para o estômago foram descritos em pacientes com SII e podem justificar tais sintomas. São sintomas inespecíficos e que são atribuídos.

As apresentações clínicas das infecções urinárias dependem do local do trato urinário onde está o processo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:10 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia As infecções do trato urinário (ITU) motivam procura freqüente ao médico e apresentam risco de complicações não-desprezíveis. os portadores de malformações do trato urinário e os imunodeprimidos (aidéticos e transplantados) e merecem maior atenção pela possível evolução para quadros mais graves. é importante distinguir bacteriúria (presença de bactérias na urina) da contaminação da amostra. Para possibilitar o manejo seguro de um paciente com infecção urinária. Pacientes com maior risco de lesão do trato urinário alto são os idosos. Nas reinfecções. é importante diferenciar a persistência (mesma bactéria) da reinfecção (outra bactéria). os diabéticos. A identificação e tratamento precoces podem minimizar ou até mesmo previnir as sequelas no parênquima renal. .

podendo haver hematúria. quando está presente. Infecções do trato urinário alto. Em mais de 80% é causada pela Escherichia coli.A cistite é caracterizada por disúria. queda do estado geral. polaciúria. náuseas e vômitos. dor suprapúbica. Copyright © 2001 IDS . dor em flanco. cursam com febre. Pode haver bacteremia em até um terço dos casos. calafrios. como a pielonefrite. devemos suspeitar de processo infeccioso mais grave. Não existe febre em cistites simples e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . urgência.

de cada 1000 admissões hospitalares. o grau de ingestão hídrica individual e o uso de medicações. . ocupacionais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Renato Falci Júnior1 José Luis Chambô1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:32 AM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia O impacto social causado pela presença de cálculos na via urinária é imenso. A vida moderna. Além de características intrínsecas do indivíduo. Estima-se que. outros fatores influenciam o aparecimento da litíase. o aumento da carga protéica na alimentação e o sedentarismo agem conjuntamente aumentando a prevalência da doença. o que resulta em custos elevados para diagnóstico e tratamento. sete a dez sejam decorrentes de problemas relacionados a calculose urinária e a probabilidade de um indivíduo durante a vida ter um cálculo urinário varia de 5 a 20%. umidade relativa do ar). sendo três vezes mais freqüente no sexo masculino e com predominância familiar. como fatores geográficos (clima. dietéticos. O pico de incidência ocorre entre 20 e 40 anos. que aumentam a excreção de substâncias que podem se precipitar na urina.

Aspecto do paciente Abrupto. exceto quando há infecção associada. acompanhada de náuseas e vômitos. pode haver a concomitância de sintomas urinários. dor à palpação profunda da loja renal ou ureter. o paciente apresenta-se extremamente inquieto. O paciente apresenta-se afebril. Hematúria macroscópica 7. Início da dor 2.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . decorrentes da dor e. mais comum durante a noite ou na madrugada. que se irradia ventralmente no trajeto ureteral. localizada em região lombar ipsilateral. Intensidade da dor 5. Os sinais gerais que podem ser encontrados são taquicardia e aumento da pressão arterial. como disúria e polaciúria. atingindo a região escrotal ou grandes lábios. À inspeção. geralmente correspondendo ao local onde se localiza o cálculo. Náuseas e vômitos 6. Características da cólica renal 1. Tabela 1. O paciente apresenta-se inquieto e incapaz de permanecer em uma posição por mais de alguns minutos. Caracterizase por dor em cólica. Local da dor 4. irradiando-se para região ventral do abdômen Geralmente forte Geralmente associados Presente em alguns casos Inquieto O exame físico do paciente com cólica renal pode revelar sinais característicos. Nos cálculos em migração para ureter distal. na avaliação específica. Cólica Lombar.A cólica renal é um sintoma complexo resultante da obstrução do trato urinário. Tipo da dor 3. além de hematúria macroscópica. de início abrupto. Copyright © 2001 IDS . A punho-percussão dolorosa da região dorsal complementa os achados do exame físico. em geral de intensidade forte. A tabela 1 mostra as perguntas fundamentais e as respostas esperadas para caracterizar a cólica renal.

de 11. A epilepsia é duas vezes mais freqüente em países pobres devido a fatores sócio-ecônomicos.000 habitantes. em São Paulo. caracterizado por crises epilépticas recorrentes e espontâneas. de 16. A crise epiléptica corresponde a uma descarga excessiva e síncrona de uma população . em Porto Alegre. assim como crises epilépticas decorrentes de fatores desencadeantes exógenos definidos. de várias etiologias. Há um discreto predomínio no sexo masculino. Crise epiléptica isolada não permite o diagnóstico de epilepsia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Luiza Giraldes de Manreza1 Elza Márcia Targas Yacubian1 Última Atualização: 9/5/2001 7:03:14 AM 1 Médica Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia Epilepsia é definida como um distúrbio cerebral crônico. A prevalência da epilepsia é.000 habitantes e.5 casos/1. É mais comum em crianças menores de 2 anos de idade e em idosos com mais de 65 anos.9 casos/1. como a alta prevalência de cisticercose em algumas localidades.

pé e face. as crises epilépticas podem ocorrer espontaneamente. olfatórias (odores desagradávei). ouvir músicas etc. em regiões do corpo como mão. psíquica. geralmente clonias. (6) psíquicas. a consciência é sempre comprometida. (4) sensoriais complexas. seja de modo recorrente. anóxia. gustativas (gosto ruim) e vertiginosas. sensitiva.neuronal. em que ocorrem sensações simples que podem ser visuais (luzes coloridas). ruídos). mas. as epilepsias podem ser idiopáticas. denominadas antigamente de "crises psicomotoras". autonômica. insuficiência renal etc. que se manifestam por vômitos. Nas crises parciais simples. (3) sensoriais simples. eventos epilépticos muito breves. que determinam sintomas psíquicos. desde que sejam realizados vários traçados em vigília e sono. e complexas. piloereção. As epilepsias criptogênicas são as que. como ver pessoas e cenas. Neste contexto. auditivas (zumbido. além de despersonalização e estado de sonho. embora se presuma comprometimento orgânico. detectando-se uma lesão estrutural nos exames de imagem que pode ser devida a fatores congênitos. constituindo a chamada crise epiléptica única. déjà entendu e jamais entendu. em que ocorre comprometimento de uma porção cerebral. Estas crises são classificadas como sintomáticas agudas ou reativas. como as malformações do SNC. infecciosos ou parasitários. nos quais é preservada. como na meningoencefalite. com perda de consciência. como vasculares. descritos como déjà vu (ilusão de familiaridade) e jamais vu (sensação de estranheza) ou as ilusões auditivas correspondentes. devemos lembrar as crises desencadas por drogas em nível tóxico (penicilina. por sua vez. Nas crises generalizadas. (2) somatossensitivas. hipoglicemia. não configurando epilepsia. Por outro lado. As crises parciais complexas. ou generalizadas. As crises epilépticas podem ser devidas a um evento agudo. Mais de 90% dos pacientes com epilepsia têm registros eletrencefalográficos anormais. seja área motora. quando a consciência é preservada. que se caracterizam por movimentos anormais. incontinências esfincterianas etc. de ambos os . As sintomáticas são epilepsias em que a causa é conhecida. tumorais. em que são referidas alucinações estruturadas. lidocaína) ou terapêutico (cocaína e anfetaminas) e ainda crises devidas à retirada de drogas (álcool. palidez ou enrubescimento facial. no trauma de crânio e na doença cérebrovascular. sensorial. ou de origem sistêmica devido a febre. de origem no sistema nervoso central (SNC). barbitúricos e benzodiazepínicos). dilatação pupilar. geralmente. podem também se originar em qualquer lobo do cérebro. que se manifestam por sensações anormais. sudorese. como agulhadas ou formigamento em determinada parte do corpo. criptogênicas ou sintomáticas As epilepsias idiopáticas apresentam base genética. as manifestações clínicas dependem da região cortical em que ocorrem as descargas epilépticas. pois os exames estruturais são normais. não é possível esclarecer a etiologia. configurando o diagnóstico de epilepsia. podem ser simples. com hiperventilação e fotostimulação intermitente. As crises epilépticas podem ser parciais. ou adquiridos. exceto nas crises mioclônicas. em que há envolvimento cerebral difuso. Em relação à etiologia. teremos crises ditas: (1) motoras. seja de modo isolado. As crises parciais. Assim. (5) autonômicas.

breves. contração dos membros contralaterais ao lobo epileptogênico. automatismos mais complexos. aumento ou diminuição do tônus muscular e sinais autonômicos. sialorréia e mordedura de língua. que se caracterizam por perda abrupta da consciência e contrações inicialmente tônica e depois clônica dos quatro membros. mastigação ou deglutição. classificandose em: (1) ausência (antigamente chamadas de pequeno mal). automatismos oroalimentares. particularmente do olhar. sendo mais comuns: reação de parada. estado neurológico e aspectos genéticos e evolutivos. padrões eletrencefalográficos intercríticos e críticos. apnéia. em que ocorrem contrações musculares súbitas. além de dados clínicos.hemisférios cerebrais concomitantemente. isoladas ou repetidas. que se manifestam apenas pela contração corpórea. ou seja. particularmente da face. (6) atônicas em que há rápida alteração da consciência associada à diminuição do tono muscular.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (5) clônicas em que ocorrem ou contrações entrecortadas por relaxamento muscular. durante cerca de um minuto. e postura distônica. que se assemelham a choques e acometem um músculo ou um grupo muscular de um ou mais membros ou da face. Copyright © 2001 IDS . como automatismos orais e manuais. (4) tônicas. constitui uma síndrome epiléptica. como idade de início. causando quedas e traumatismos. As crises generalizadas também apresentam manifestações clínicas diversas. (2) mioclônicas. como estalar de lábios. (3) tônico-clônicas (também chamadas crises de grande mal). liberação esfincteriana. que consistem de breves episódios de comprometimento da consciência acompanhados por manifestações motoras muito discretas. como deambulação e confusão mental por período variável. piscamento. A manifestação clínica é variável. A associação de um ou vários tipos de crises epilépticas. A crise parcial simples pode evoluir para parcial complexa e crises parciais simples e complexas podem evoluir para crises secundariamente generalizadas. imobilidade súbita.

Abordagem clínica do paciente com Neuropatia Periférica 1. 1. Marchiori1 Última Atualização: 9/21/2001 7:41:00 AM 1 Professor Associado do Departamento de Neurologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia 1. São abolidas pelo curare e intensificadas pela acetilcolina.São visíveis espontaneamente como uma irritabilidade do músculo e representa um sinal cardinal de lesão do neurônio motor desde o corno anterior da medula até o axônio terminal. podem ser a única manifestação de um paciente com neuropatia.1.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Paulo E. As fasciculuções são particularmente pronunciadas nas doenças da ponta .1 Sintomas e sinais motores positivos: A maioria dos sintomas e sinais positivos que acompanha a doença dos nervos periférico aparece no paciente com neuropatia clinicamente evidente. FASCICULAÇÃO . Alguns fenômenos motores entretanto. com ativação resultante das unidades motoras. O amplo espectro dos fenômenos motores ilustram a diversidade de mecanismos fisiopatológicos recrutados por anormalidade na função do nervo periférico. Ocorreria por excitação espontânea dos axônios motores.1.

Podem ser devidas a contrações espontâneas de fibras musculares instáveis e desnervadas. 1.1.1.São definidas como ondulações do músculo.3.2. CAIMBRAS FISIOLÓGICAS BENIGNAS . Microneurografia . Termoteste sensorial quantitativo 1. Ocorrem em doenças do axônio motor e lesões que ocorrem desde a raiz ventral até axônio terminal.4. com som em crescendo e decrescendo. 1.3. Bloqueios anestésicos locais associados a termografia 1.1.excitação cruzada anormal entre axonios.4. 1. . neoplasias intratorácica. .Síndrome da atividade muscular contínua com miocímias contínuas e fasciculações em repouso intensificando a contração muscular. A remoção de sensibilidade epicrítica expõe a atividade do sistema protopático em toda sua nudez. Pode ser herdada ou esporádica. Mecanismos hipotéticos básicos dos sintoma positivos sensitivos em neuropatias: Sensibilização das terminações dos receptores das unidades nociceptoras.2.Efases .5.3.Doença autossômica recessiva. FIBRILAÇÕES .3.Liberação do "input" nociceptor primário devido ao defeito de co-ativação do "input " modulatório não nociceptor. SÍNDROME DE SCHWARTZ-JAMPEL . Pode associar-se a timomas. 1. doença imunológicas. A marcha pode ser rígida e lenta. SÍNDROME DE ISAACS .Caimbras noturnas dolorosas. À eletromiografia aparecem trens de alta freqüência. 1. .2. com rigidez muscular. NEUROMIOTONIA .C-dor Alodinia e hiperalgesia .3.2. os reflexos tendíneos podem ser abolidos.ocorrem devido a impulsos ectópicos gerados em fibras nervosas disfuncionais.anterior da medula. PARESTESIAS . 1.Geração a impulsos ectópicos espontâneos. Sintomas sensitivos positivos 1.2. 1. DOR NEUROPÁTICA . com relaxamento diminuído do músculo.5. causalgia.3.5. Termografia 1.ocorrem por sensibilização de nociceptores primários ou pela multiplicação de impulsos ao longo de axônios nociceptores.Refere-se a expressão clínica da miocímia.1.1. particularmente entre os axônios motores terminais gerando múltiplos impulsos após ativação e prolongação do potencial da placa terminal. atividade muscular contínua e neuropatia periférica.Multiplicação de impulsos aferentes primários em canais nociceptores com exagero da magnitude da dor neuropatia dolorosa diabética. circuitos de reexcitação local com passagem de impulsos ortodrômicos e antidrômicos.1.1. 1. Síndromes 1.3 Testes 1. Não são visíveis a olho nu e são registradas eletromiograficamente. Ocorre por excitação efática através do tronco do nervo periférico levando a múltiplas descargas ortodrômicas nas fibras dos nervos adjacente. 1.1.1.3. MIOCIMIAS . Algumas formas de hiperalgesia são induzidas pelo estímulo.2.São descargas espontâneas de um grupo de fibras musculares.1. sensibilização de nociceptores: eritromelalgia e ABC síndrome: .2. anomalias do esqueleto e blefarofimose.5.

Dificuldade para deambular.3. manifestações motoras e vasomotoras.1."Backfiring" C .2 Desmielinização segmentar 2.3.Dor queimante e hiperalgesias mecânicas 1.2. Doenças sitêmicas .1. ABC Síndrome ou eritralgia A .1. Processos patológicos dos nervos O nervo periférico é limitado ao reagir a injúria. Simétricas e distais.1. atrofia e degeneração axonal. 3.4 Desordens primárias dos corpos celulares A desmielinização paranodal ou segmentar é freqüentemente referida como mielinopatia. 2.4.1. O acometimento de grandes fibras aferentes revela hipo e arreflexia dos reflexos profundos.3 Pseudoneuropatia psicogênica Paciente com disfunção psicológica que pode expressar manifestações clínicas que simulem sintomas sensitivos positivos e negativos. Sindromes 1. 3. Manifestações da neuropatias 3. Porfirias 3. 3. Características: 3. queimação. 3.Nociceptores 1.2.2 Síndrome tripla do "resfriamento" ou do frio .2 Doenças 3.4.4. Síndrome de Guillain-Barré 3.2.1. dificuldade a dorsiflexão dos pés.Angry B . As desordens primárias dos corpos celulares podem levar a morte de todo neurônio. Disestesias distais comuns. Progressão ascendente.1.2. 2.3 Eventos precedentes e concorrentes 3.5.1 Degeneração Walleriana . espinhamento.1. A progressão a nervos intercostais provocando déficit de músculos intercostais e/ou do músculo do diafragma e levando a falência respiratória.1.3.4.a resposta a transecção do nervo 2.4. e ataxia de marcha devido a perda da sensibilidade proprioceptiva. descritas como comichão. Déficit distal. 3.1. Axonopatias se referem a degeneração axonal com preservação dos corpos celulares que podem incluir degeneração Walleriana.2. Doença viral recente 3. com distúrbio sensitivo em bota e padrão similar ao déficit (motor). 3. Inicialmente plantares. Polineuropatia típica O protótipo da polineuropatia é o déficit simétrico e sensitivo distais. ardência.3 Degeneração e atrofia axonal 2.1.

Temperatura e dor são mediadas por pequenas fibras mielinizadas e não mielinizadas.4 Tronco X raiz de nervo 4. insensibilidade Diminuição proprioceptiva. distal. tóxicos.5 Plexopatia . as fibras táteis são grossas e pequenas . Nas neuropatias de fibras finas: a sensibilidade cutânea está diminuída (dor e temperatura). insuficiência renal crônica 3.plexo lombo-sacral 5 Outras considerações 5.3 Proximal X distal 4.3. 5.fraqueza muscular.dormência. Na síndrome de Guillain-Barré.4. a propriocepção. ataxia sensitiva. a intensidade tátil é poupada. mínima ou severa 3.4. . a força. ocorrem disestesias e disautonomias.4.2 Sensitivos Positivos . exceto os axonios gama eferentes para as fibras intrafusais.3. são grandes fibras mielinizadas.1 Motor . ataxia sensitiva. sinal de Romberg e pseudo atetose. dor neuropática Negativos . Neuropatias de fibras grossas X Neuropatias de fibras finas.4.1.4.1 Simétrica 4. Nas neuropatias de fibras grossas aparecem arreflexia. picada. Todos os nervos motores. Ex. Comichão e disestesias podem ser proeminentes em neuropatias de fibras grossas.: Neuropatia amilóide e neuropatia diabética distal. agulha.3. balanço e reflexos tendineos são preservados. Autonômicos 4. Déficit motor e sensitivo balanceados . déficit (motor) é maior que o sensitivo. álcool.2.plexo braquial .4 Natureza dos sintomas e sinais 3. Dor Neuropática Dor disestésica Dor de tronco de nervo 3. vibratória e aferências do reflexo de estiramento muscular são fibras grossas e mielinizadas. enquanto as fibras sensitivas periféricas são representada por fibras que variam de tamanho de fibras mielinizadas e axonais não mielinizadas. déficit (motor) variável. Padrões de Neuropatia 4.comichão. Medicações. 3.3. Não são descritas como dolorosas. as autonômicas são fibras não mielinizadas.2 Membros inferiores são mais acometidos que os membros superiores (exceto na neuropatia pelo chumbo em que MMSS>MMII) 4.

A distinção entre ambas.3. 5. 5.Regeneração 8. e os reflexos podem não desaparecer completamente até que os membros estejam completamente flácidos. 7.semanas ou meses Crônica . Uma vez que o processo de desmielinização diminui e a remielinização se inicia. Evolução da neuropatia 7. intoxicações. desmielinizantes X axonais é importante. alcoolismo. a probabilidade de recuperação e antecipação da resposta são maiores. fenômeno de Tinel.5. Tempo: Aguda . (AMAN) os reflexos tornam-se reduzidos concomitantemente com e proporcional á fraqueza muscular. Doenças sistêmica: diabetes melito.evolução em dias ou semanas Subaguda . recuperação é mais lenta em meses ou anos.2. doença renal crônica.Subclínica demostrada por Eletromiografia .Remielinização . Recuperação: . emagrecimento.4 Alteração dos reflexos: Diminuição ou desaparecimento dos reflexos é a regra nas neuropatias. a recuperação é mais rápida. Manifestações associadas: 6. . na maioria das neuropatias axonais na qual a lesão é ampla. pelo envolvimento do arco reflexo aferente dos fusos musculares. doença hepática. A arreflexia é precoce e proeminente nas polineuropatias que afetam as fibras grossas. Eletrodiagnóstico 8. Gerais: febre. anorexia.meses à anos. sem considerar se a neuropatia é axonal ou desmielinizante. história para doença de Lyme.1. 6. Espessamento dos troncos nervosos: É fundamental a palpação dos troncos nervosos para detectar espessamentos focais ou difusos ou outras anormalidades: neurofibromas. Em neuropatias motoras predominante. como na forma axonal da Síndrome de Guillain-Barré. dor abdominal.5. 6.Profundas paralisias e até insuficiência respiratória 7. 7. Avaliar pontos dolorosos. hiperlipemia.1. soro positividade para HIV. pontos amilóides perineurioma.2 Gravidade: .examina a atividade elétrica da fibra muscular. porque há diferenças na abordagem diagnóstica e no tratamento. com a desnervação dos músculos e déficits sensoriais. Eletromiografia de agulha (EMG) . distúrbio gastrointestinal.3 Neuropatias axonais X desmielinizantes: A distinção é feita eletromiográficamente.1. Em contraste . medicações.

O padrão de recrutamento de unidade motora é reduzido em doenças do neurônio motor superior e em fraqueza psicogênica. Fasciculações podem indicar doença de ponta anterior e podem ser encontradas em neuropatias desmielinizantes.2 Classificação .são potenciais breves e de baixa amplitude.1. a atividade difusa da unidade motora é registrada. os potenciais de unidades motoras aumentam de amplitude e duração e são freqüentemente polifásicos. A amplitude do potencial de ação muscular (CMAP) é reduzida em processos desmielinizantes ou apresenta bloqueio de condução representado por abrupta redução no tamanho do potencial entre os sitios de estimulação distal e proximal. mais que uma forma de neuropatia herdada ou outro tipo de neuropatia desmielinizante adquirida. São freqüentes em músculos desnervados. Estudo da velocidade de condução: motora. Esta resposta pode ser retardada ou ausente em desmielinização proximal (como na GBS). ocorre silêncio elétrico porque o aparelho contrátil é ativado distalmente ao sarcolema. o número de potenciais de unidade motora é diminuído. 8.1 Categorizar cada caso 9. Em caimbras musculares.3. uma descarga antidrômica ascendente até a medula espinal ativa as células do corno anterior da medula causando uma descarga reflexa que desce e ativa o músculo produzindo a onda F. 8. 8. As descargas de alta freqüência em crescendo-decrescendo são características de desordens miotônicas e são relacionadas a instabilidade da membrana da fibra muscular. Na re-inervação. não mielinizadas podem ser realizados. incluindo fibras C. miopatias e polimiosite. derivados de descarga espontânea de fibras musculares isoladas. Em axonopatias a VCM é normal ou discretamente reduzida. A onda F auxilia no exame da condução nas regiões proximais das fibras motoras. (VCM) sensitiva (VCS) e amplitude de potencial músculo e nervo. Exame neurológico 9. História clínica 9. Nas contraturas que podem ser encontrada em algumas miopatias metabólicas. Nas neuropatias desmielinizantes a VCM é muito reduzida.1. Diagnóstico clínico das Neuropatias 9. Biópsia de nervo 9. Em neuropatias desmielinizantes a presença de bloqueio de condução pode sugerir que o paciente tenha uma polineuropatia desmielinizante crônica inflamatória.1. Os registros intraneurais da atividade da fibra nervosa.1. A estimulação do nervo motor produz uma descarga ortodrômica e resposta muscular direta (onda H). Apenas examina fibra de condução A alfa (grandes e rápidas).4.Em denervações. Eletroneuromiografia 9.3. Fibrilações .2.2. Condução sensitiva.

1 Isquemia: Vasculites necrosantes 10.1.MAG) 9.3 Misto 9.9.3.7 Laboratorial 9.2 Desmielinizante 9.3 EMG .7.1 Poliarterite nodosa 10.2. Aspectos especiais 10.1 Sensitivo ( grande pequena ) fibras 9.Axonal 11.7.4.4 Topografia 9.3 Arterite de Wegener 10.2 Clínica das vasculites Mononeurite múltipla 10. Neuropatias focais Danos localizados: compressões 12.1 Geral e rotina 9.4.8 Biopsia de nervo (sural) 10.1 Polineuropatia 9. Neuropatia diabética 12.5.2 Motor ( grande pequena ) fibras 9.7.1.2 Arterite de Churg-Strauss 10.5 Déficit 9.2 Subaguda 9.3 Mista 9.3 Clínica 9.1 Focal .3.1 Aguda 9.5.5.2 Específico .auto-anticorpos (GM1.6 Etiologia Específica Associações ( Doenças sistêmicas Intoxicações) 9.1.2 Mononeuropatia múltipla 9.3 Líquido cefalorraquiano 9.2.1 Axonal 9.3 Crônica 9.2.4.

3 Hipoxia e isquemia tecidual 12.2 Glicação de tecido 12. hipotiroidismo.4 Imunológica Classificação da neuropatia diabética 12. Amiloidose Primária Secundária 14.4.4. uremia. AIDS.8 Formas mistas 13. Neuropatia sensitivas Diabete melito.1 Hiperglicemia duradoura 12.abdominal Focal dos membros Amiotrofia diabética 12.7 Reversíveis Redução da velocidade de condução na "neuropatia hiperglicemia" 12.4 Fatores 12.4.5 Polineuropatia simétrica Sensitivo motora Autonômica Algida aguda Proximal dos membros inferiores 12.4. Lyme Imuno-mediadas Gamapatias monoclonais Ganglionites .cancer Hereditárias Amiloidoses Neuropatia sensitiva Neuropatia por substâncias tóxicas Cisplatina Taxol Metronidazol .6 Focal e multifocal Craniais Tóraco .2 Multifocal 12.12.3 Generalizada Clínica: 13% dos pacientes com diabetes melito com neuropatia sintomática 50% subclínica 12.

Crônica recidivante. Lepra e Chagas. Síndrome de Guillain-Barré e polirradiculoneurite desmielinizante inflamatória crônica Sensitiva ( Aguda monofásica. 18. Variantes: Miller-Fisher) Motora ( Aguda monofásica. 20. Neuropatias associadas contra anticorpos glicoconjugados e gamapatia monoclonal IgM.Drogas hipocolesterolemiantes ("Estatinas") 15. Neuropatia do HIV Desmielinizante Axonal Aguda Crônica . Variantes: Miller-Fisher) Classificação da síndrome de Guillain-Barré Aguda: Aguda desmielinizante Aguda axonal motora (AMAN) Aguda motora e sensitiva axonal (AMSAN) Pandisautonomia aguda Síndrome de Miller-Fisher subaguda Crônica .PAF Shy-Drager síndrome (atrofia de múltiplos sistemas) Sincopes Disautonomias agudas ou subagudas Disautonomias crônicas 17. Neuropatia autonômica Hipotensão ortostática idiopática . Neuropatia motora Guillain-Barré Axonal (AMAN) Neuropatia motora multifocal Diabete melito 16.CIDP: Desmielinizante Recidivante Recorrente Progressiva Neuropatia crônica recidivante axonal 19. Crônica recidivante. Neuropatias devido a doença de Lyme.

N.Biópsia de células ganglionares do plexo mioentérico em biópsias retais. . radial.Biópsia dos nervos cutâneos sensitivos distais: .Evitar a biópsia . para o anconeo. .Diagnóstico .Biópsia fascicular do tronco dos nervos ulnar.Biópsia do ponto motor .21.n.1 Gânglio dorsal e raízes espinhais . Polineuropatia do doente crítico 23.em neuropatias que afetam um desses nervos. .4 Nervos mistos: . ME.Diagnóstico diferencial entre processo inflamatório e infiltração neoplásica. imunocitoquímica melhoraram nitidamente a performance do método.Biópsia fascicular 23. microdissecções (teasing). diabética proximal) Polineuropatias .n. radial nos punhos. 23. Avaliar terminações nervosas em biópsias de pele. mediano. peroneiro profundo na cabeça da fibula.Pesquisa . palmar longo e peroneiro brevis podem ser usados. cutâneo intermediário da coxa (N.Biópsia de pele . 23.Nervo sural retromaleolar . cutâneo medial do braço n. . . Biópsia do nervo periférico Os avanços no conhecimento das novas metologias empregadas. e cutâneo antebraquial lateral. desmielinizantes) 22. . Nos membros inferiores . morfometria.5 Regiões terminais.Raramente indicada nas neuropatias inflamatórias puramente motoras: biópsia fascicular do n.Nervo safeno maleolar medial (Neuropatia multifocal) Nos membros superiores: . após confirmação por imagem por ressonância: em tumor do nervo e neuropatia inflamatória focal. ramo do 20 dorsal digital medial do polegar . Neuropatias Tóxicas (Axonopatias.Lepra 23. ou amiloidoma.Biópsia simultânea do nervo peroneiro superficial e nervo peroneiro distal profundo.Nervo peroneiro superficial .junção neuromuscular .2 Plexo braquial .Local .Ganglionite sensitiva progressiva com reação inflamatória No LCR . tibial e peroneiro .3 Nervos sensitivos cutâneos Locais de acordo com envolvimento neurológico Proximais: grande auricular em neuropatias hipertróficas Distais: ramo anterior do n.Ganglios + raiz da coluna torácica média. 23.

eletromiográfico e genética nas neuropatias sensitivas e motoras hereditárias.7.1. Terapêutica nas neuropatias periféricas 24. crônica .Sarcoidose Local: . terapêutica com gamagobulina intravenosa.2 Terapêutica Etiopatogênica 24. 24. por depósito 23.7 Indicação da biópsia de nervo 23.3.1 Confirmação da neuropatia 23.9 Eficiência do método Uma análise de 56 biópsias de n.7.Nervo sural e m.3.1. 24.1 Agentes Etiológicos Específicos Conhecidos: 24.2.1 Biópsias seriadas para avaliar terapêutica na Neuropatia diabética. gastrocnemio .8 Complicações de biópsia Biópsia de nervo é invasiva e tem uma significante taxa de complicações: .Nervo cutâneo intermediário da coxa e m.3 Pesquisa 23.6 Biópsia combinada de nervo e músculo .infecções na ferida cirurgia .Terapêutica específica.2.1 Reabilitação 24. a biópsia de nervo sural contribuiu para o diagnóstico em 38% (20 pacientes). sural.60% sem sintomas de dor .7. Hereditárias n.Doenças mitocondriais . polirradiculoneurite crônica . 23. os achados em 37% contribuíram para o diagnóstico.2.Nervo peroneiro superficial e músculo peroneiro brevis .7. Em outra série de 53 casos.10% parestesias no local 23.3 Na composição diagnóstica do estudo molecular. Doença de Lyme (Borrelia burgdorferi) .2 Biópsia de gânglio da raiz dorsal nas degenerações cerebelares.terapêutica com .23. 23. permitiu diagnóstico em 27% (15 pacientes).2 Possivelmente Imunológicos: polirradiculoneurite aguda.7.3.1 Infecciosos: Lepra.plasmaferese.Vasculites .2 Diagnóstico etiológico da neuropatias: Vasculite Lepra Amiloidose CIDP n. 23.adequar a terapêutica imunossupressora escolhida: GBS .7. retofemural 23. em 4% o diagnóstico permanecem obscuro.

eritropoetina.4 Metabólicas: correção possível. plasmaferese. 24.2.8 Compressivas. implantes.afastar substâncias desencadeantes. tumores.1.1. 24. per os ou intravenosos em pulsos mensais.3.3 Tóxicos .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .1.1.1.2.Analgesia .2. 24.Correção metabólica . gamaimunoterapia.2. midodrine.Imunoterapia: possível corticosteróides.Ácido tioctico (pesquisa) . Copyright © 2001 IDS . Aconselhamento genético (geneterapia no futuro?) 24. L-DOPS.imunossupressores esteróidicos e citolíticos.1 Dor e Parestesias .3 Hipotensão ortostática: Expansores de volume per os (9 Þ fluorhidrocortisona) ß bloqueadores.7 Hereditárias.2. 24. traumas: cirurgia.2 Distúrbios autonômicos 24.Diabete melito: .5 Isquêmicas.3 Terapêutica sintomática 24. 24.Analgesia 24.3. 24.3. marca-passo cardíaco.1.6 Mistos: metabólicos . gama-imunoterapia.2. isquêmicas-imunológicas: Vasculites imunossupressão per os ou pulsoterapia.Inibidores da aldose redutase (neuropatia disautonomica) . imunossupressores citoliticos.

Linha Mediana Hérnia epigástrica .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Aldo Junqueira Rodrigues Junior1 Jin Hwan Yoo1 Última Atualização: 8/16/2001 10:40:54 AM 1 Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se hérnia da parede abdominal como a passagem de uma estrutura ou víscera intraabdominal através dos planos da parede. entre a cicatriz umbilical e o processo xifóide. respeitando-se a integridade da pele. Classificação Topográfica As hérnias da parede abdominal são comumente classificadas de acordo com sua localização na parede abdominal. Hérnia umbilical . Linha Semilunar .ocorre na linha média.ocorre na cicatriz umbilical.

mesmo com manobras posturais ou palpatórias.ocorre no chamado triângulo de Grynfeltt. hérnia encarcerada .o seu conteúdo não retorna à cavidade abdominal. pelo músculo quadrado lombar e pelo músculo oblíquo interno. o risco de estrangulamento é . sendo delimitada pela borda lateral do músculo reto do abdome. Incisional Ocorre em locais de cirurgias prévias. Região Lombar Hérnia do trígono superior .ocorre na margem lateral do músculo reto do abdome. Apresenta pouco risco de estrangulamento. 7% bilateral > 40anos: direita ~ esquerda. pelo músculo sartório e pelo músculo adutor longo. pelo músculo oblíquo externo e pelo músculo grande dorsal. Incidência Localização Epigástrica Umbilical Semilunar Inguinal (adultos) % dos casos 5% 10% rara 70% 80% dos casos em homens. portanto. 65% à direita 75% dos casos em mulheres 1. 40% bilateral comum na infância.o seu conteúdo retorna espontaneamente ou com auxilio manual à cavidade abdominal.Hérnia de Spieghel .ocorre no trígono femoral e é delimitada pelo ligamento inguinal. delimitado pela margem do osso ilíaco.ocorre no triângulo de Petit. Hérnia femoral . dos 20-40anos: 65% à direita. sendo delimitada pela 12a costela. em adultos: 65% dos casos em mulheres observações Inguinal (crianças) Lombar Femoral Incisional Aspectos Gerais 85% rara 5% 10% 80% em mulheres. pelo ligamento inguinal e por uma linha imaginária que une as duas espinhas ilíacas ântero-superiores. Apresenta anel herniário proporcionalmente pequeno em comparação com o conteúdo do saco herniário e. Hérnia do trígono inferior . As hérnias da parede abdominal podem se apresentar de diferentes formas clínicas: hérnia redutível . Região Inguino-femoral Hérnia inguinal .ocorre na região inguinal.

medialmente à veia femoral. principalmente em obesos. medialmente aos vasos epigástricos profundos. as pneumopatias e o diabetes.procura-se verificar a presença de proeminências nesta região. Nestes casos. o conteúdo herniário pode estar em sofrimento isquêmico e é mandatória a correção cirúrgica imediata para evitar a necrose.o saco herniário tem origem no enfraquecimento do assoalho do canal inguinal. 3. Dentre as doenças que elevam o risco cirúrgico. observa-se massa herniária palpável descendo e tocando o dedo. pode-se contra-indicar a correção cirúrgica em função da relação risco/benefício do procedimento. estão as cardiopatias. de início súbito ou não. a mais comumente empregada divide essas hérnias em: hérnia inguinal direta (HID) . inspeciona-se e palpa-se a parte anterior da coxa na região do canal femoral. hérnia inguinal indireta (HII) . Pode ser congênita ou adquirida. pede-se ao paciente que faça força ou tussa: na presença de hérnia inguinal. que causa aumento do volume escrotal. fazer a avaliação pré-operatória da próstata. Em homens com hérnia inguinal com mais de 50 anos. permeando o conduto inguinal. Não é incomum não se conseguir palpar a hérnia femoral.associação entre HID e HII. Nestes pacientes. obrigatoriamente. os pacientes referem uma elevação na região inguinal. Pede-se ao paciente que faça força novamente ou tussa e procura-se observar a presença de elevação. O tratamento das hérnias da parede abdominal é essencialmente cirúrgico. deve-se. neste caso. 2. Hérnias Inguinal e Femoral Embora haja outras classificações. hérnia estrangulada . Diagnósticos diferenciais . associado ou não a esforço físico.o saco herniário tem origem no canal femoral. que são melhor visualizadas com esforço ou tosse.com o dedo indicador posicionado através do anel inguinal superficial. Alguns pacientes apresentam a forma inguinoescrotal. O exame físico consiste de duas etapas: 1) inspeção . conseqüente ao enfraquecimento da fáscia transversal. Entretanto.neste tipo de hérnia. 2) palpação .Criptorquidia . lateralmente aos vasos epigástricos profundos. pode-se realizar o tratamento conservador com a utilização de fundas ou faixas abdominais. Na suspeita de hérnia femoral. hérnia inguinal mista .maior. resultante do enfraquecimento do mecanismo de esfíncter do anel inguinal interno. pode-se recorrer a exame ultra-sonográfico da região para confirmar o diagnóstico. nos pacientes com comorbidades severas. Nos casos de hérnia inguinal. hérnia femoral .o saco herniário tem origem no anel inguinal interno. Diagnóstico É obtido através da história clínica e do exame físico. de crescimento rápido ou progressivo.

sendo o tratamento clínico. Tratamento A não ser para hérnias com anel < 0. Quando o paciente queixar-se de dor nesta região. o conteúdo do saco herniário é redutível com facilidade. Na maioria dos casos. os pacientes podem retornar às suas atividades corriqueiras após dois a trêsdias e desenvolver atividade física mais intensa após sete dias. São várias as técnicas descritas para a correção cirúrgica da hernia inguinal e femoral. a queixa mais freqüente é a de dor no local da herniação. quando a manobra de Vasalva pode ajudar na palpação. Em alguns serviços.5cm. as hérnias umbilicais podem assumir grandes proporções e conter epíplon e/ou alças intestinais. ou seja. Habitualmente. permitindo a palpação de um anel fibroso e firme que é o anel herniário. por meio da história e exame físico. não tem se mostrado extremamente superior às "técnicas sem tensão". exceto em pacientes obesos. empregada em muitos serviços. Quando sintomática. Ocasionalmente. Hérnia Umbilical Diagnóstico O diagnóstico é essencialmente clínico. a cirurgia é realizada sob anestesia local. indica-se a correção cirúrgica. Hérnia Epigástrica Diagnóstico O diagnóstico é realizado pela história clínica e pelo exame físico. Merecem destaque as técnicas "sem tensão" que têm por princípio a utilização de prótese. a hérnia pode passar despercebida. assintomáticas. além de sempre necessitar anestesia geral. proporcionando recuperação pós-operatória precoce. Esta é facilmente palpável. Nos magros. deve-se atentar para . como fundas. Hérnias pequenas podem ser abordadas inclusive sob anestesia local. na linha média xifo-umbilical. geralmente de polipropileno. que consiste no fechamento do anel. com diminuição da dor e dos índices de recidiva.- Varicocele Hidrocele Tumor de testículo Linfadenopatia Cisto de cordão espermático Tratamento As hérnias inguinais e femorais devem ser tratadas cirurgicamente. além de implicar em custos diretos muito mais elevados. A correção por via laparoscópica. Os pacientes portadores de hérnia umbilical podem se queixar de leve estiramento ou dor local. enquanto que. reservado somente para os pacientes com comorbidades que implicam em risco cirúrgico elevado. em obesos. a palpação e a visualização do abaulamento herniário não oferece dificuldades.

Nas grandes eventrações abdominais. em decorrência de quadro suboclusivo em hérnias encarceradas. deve-se encaminhar o paciente para avaliação de um cirurgião. submetidos à cirurgia de urgência ou a cirurgias infectadas. desnutridos. delgada. Como queixa. o paciente pode relatar dor local. a qual é mais acentuada na posição ereta ou com esforços físicos. Tratamento Sempre que sintomática. deve-se corrigir a hérnia epigástrica. Já as mais volumosas necessitam de correção cirúrgica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com veias ingurgitadas e com infecção fúngica. Diagnóstico O diagnóstico é realizado por meio da história e do exame físico. geralmente acompanhada de protusão. sendo o paciente orientado para retornar na presença de sintomas ou crescimento do saco herniário. Encaminhamento Quando do diagnóstico de qualquer hérnia. Hérnia Incisional É mais comum em pacientes obesos. ocorrem cólicas abdominais. através do fechamento do defeito anatômico. Às vezes. pouco sintomáticas ou assintomáticas. podem ser apenas observadas. diabéticos. Copyright © 2001 IDS . em especial quando sintomática. o encaminhamento deve ser feito em caráter de urgência. Tratamento Pequenas hérnias incisionais. a qual muitas vezes requer a colocação de telas para reconstruir a parede abdominal.o diagnóstico diferencial de não confundir com uma queixa gastrointestinal. a pele sobre o saco herniário pode se apresentar atrófica. podendo evoluir para a formação de lesões ulceradas. Nos casos de dor aguda e/ou intensa.

enquanto que.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dario Birolini1 Renato Poggetti2 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:10 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia do Trauma. Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Associado da Disciplina de Cirurgia do Trauma. Dependendo da intensidade da energia e da força . Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os ferimentos podem ser classificados em abertos e fechados. Ferimentos fechados Ocorrem em conseqüência de contusões. Abertos são aqueles que apresentam descontinuidade da pele. nos fechados. Esses mecanismos lesam os tecidos da pele e podem provocar rompimento dos vasos sangüíneos. O trauma provoca o acúmulo de líquido nos tecidos e o rompimento dos vasos gera sangramento. Esses ferimentos são chamados de contusões. a pele encontra-se íntegra. compressões e abrasões.

Essas lesões também podem ser acompanhadas de sangramento. com perda do revestimento cutâneo. que podem colocar em risco a vida do doente. como facas.são lesões da camada superficial da pele ou das mucosas. podem ser lesadas estruturas e órgãos internos. podem ser lesados junto com a pele. como músculos. de bordas regulares. Os ferimentos cortocontusos também podem produzir lesões de vasos. Na região do tórax. Copyright © 2001 IDS . 3) lacerações . podendo gerar risco de vida. O sangramento dessas lesões pode ser extremamente variável. De acordo com a profundidade de penetração. No abdome. 5) avulsões . 4) ferimentos perfurantes . tendões. outras estruturas mais profundas. podendo causar extensa destruição tecidual.são lesões abertas. Ferimentos abertos Os ferimentos abertos podem ser divididos em: 1) escoriações . Essas lesões superficiais geralmente não colocam a vida em risco. e que geralmente são produzidas por objetos cortantes. as intercorrências mais freqüentes e graves são o pneumotórax. As lesões podem ser abertas ou fechadas. em geral decorrentes de traumatismos intensos produzidos por objetos rombo. os desabamentos e os acidentes de trabalho.são lesões superficiais. fragmentos de vidros ou de metais. porém podem ser um sinal importante da presença de lesões internas graves concomitantes.são lesões produzidas por objetos pontiagudos. equimose e hematoma.são lesões teciduais de bordos irregulares. 6) esmagamentos . tais como pregos. agulhas e estiletes.aplicadas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .ocorrem em traumatismos resultantes da aplicação de energia e força intensas. Os sinais clínicos mais freqüentes do acometimento superficial são edema. Os mecanismos que provocam essas lesões são as colisões automobilísticas. os ferimentos perfurantes podem provocar hemorragia e/ou peritonite. onde existe descolamento de pele em relação aos planos profundos. ossos e órgãos. o hemotórax e o tamponamento cardíaco. que podem ou não apresentar sangramento discreto e são acompanhadas de dor local intensa. nervos e músculos. com orifício de entrada geralmente pequeno. dependendo da existência de ruptura de pequenos vasos. 2) cortocontusos .

elétricas e por radiação. em ambiente doméstico na sua quase totalidade. assim como colocam fios na boca. principalmente causadas por líquidos aquecidos. assim como o contato com corpos aquecidos (ferro de passar. As correntes de alta voltagem e amperagem da rede de distribuição . As queimaduras elétricas também são muito frequentes. As chamas por combustão de álcool constituem outro subtipo das queimaduras térmicas. pela sua curiosidade natural em que pese a existência de varios dispositivos de proteção. mais uma vez as crianças que. canos de escape e outros objetos metálicos aquecidos ou mesmo em ponto de fusão). com tendência ao aumento do número de casos. crianças em acidentes na cozinha. químicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Carlos Fontana1 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:20 AM Autores: 1 Chefe do Serviço de Queimaduras do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia As queimaduras podem ser classificadas em quatro tipos segundo os agentes causadores: queimaduras térmicas. frequentemente. As mais comuns são as térmicas. onde atingem. Podem ocorrer no ambiente doméstico. atingindo. ainda introduzem objetos metálicos nas tomadas domésticas.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . na sua maioria. As queimaduras químicas também atingem pessoas adultas na sua maioria. o episódio de Goiânia (GO). As queimaduras por irradiação são bem menos frequentes. em sua fase mais produtiva. lidando com substâncias químicas (ácidos ou bases fortes) sem o devido conhecimento ou medidas de precaução. acidentes de trabalho. terapêuticos ou de pesquisa.dos postes elétricos. Podem também ocorrer por defeito ou má manipulação de aparelhos emissores de radiação. caixas de força e outros costumam atingir indivíduos jovens do sexo masculino. como. Copyright © 2001 IDS . e consituem. por exemplo. porém de consequências trágicas.

com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Aun1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:34 AM Autores: 1 Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se como veia varicosa aquela que apresenta alterações permanentes de calibre e comprimento (tortuosidade). Os principais fatores de risco são a idade e o número de gestações. Quase 20% da população brasileira acima de 15 anos apresentam algum tipo de veia varicosa. e 14% têm outras etiologias. As varizes dos membros inferiores classificam-se em primárias e secundárias. As varizes primárias apresentam fatores predisponentes e desencadeantes. 3% aparecem em diabéticos. representando 73% das úlceras dos membros inferiores: 8% são de origem arterial. Os primeiros estão relacionados com o risco potencial de um determinado indivíduo. como hereditariedade. As úlceras de estase venosa crônica representam uma das complicações mais importantes e características da doença. 2% são traumáticas. As veias varicosas são salientes e visíveis. causando deformidades estéticas e podendo levar a sintomas.

coberto ou não de fibrina e secreção purulenta. Quanto ao aspecto morfológico. palpa-se endurecimento nestes locais. as varizes dos membros inferiores. Geralmente é benigna e a simples elevação do membro com compressão local já é suficiente para coibi-la. Normalmente é indolor. na realidade. por solução de continuidade da pele. por provocarem sobrecarga no sistema venoso dos membros inferiores. As placas de eczema situam-se na face medial do terço distal da perna. observa-se exsudação pela ferida. as veias dos membros inferiores classificam-se em: varizes (veias salientes e visíveis. Portadores de varizes têm maior tendência de apresentar surtos de erisipela. pela facilidade de instalação de processos infecciosos. Com o membro pendente. que causam elevação da pele). Em segundo lugar. muito finos. que causa processo inflamatório crônico e exsudativo. Também. As úlceras varicosas ocorrem em locais de pele já alterados pela hiperpigmentação e eczema. Apresentando-se como complicação. . apresentam pouca ou nenhuma sintomatologia. microvarizes (pequenas veias. que piora com a postura ereta ou sentada e melhora com os pés elevados ou com o deambular. de trajeto tortuoso ou retilíneo. Pode ocorrer por fragilidade de veias subdérmicas com erosão da parede. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. que exijam longos períodos em posição ereta.sexo (maior no feminino). Na maior parte dos casos. Alguns pacientes podem apresentar sensação de peso ou desconforto mal caracterizado nos membros inferiores. As bordas são elevadas e o fundo. visíveis pela transparência da pele) e telangiectasias (pequenos vasos. obesidade e gestações repetidas. além das deformidades estéticas. bastante semelhantes a pequenas "aranhas"). mesmo fora da fase aguda. o eczema varicoso é. As complicações mais observadas são a flebite superficial. granuloso. mesmo que não haja úlcera. As flebites superficiais podem levar a hipercromia no trajeto venoso. Em primeiro lugar. de aproximadamente 1 a 2 mm de largura. As varizes secundárias decorrem de complicações da trombose venosa profunda aguda. que não causam saliência na pele. como posturas profissionais. há maior tendência à formação de coágulos no sistema venoso superficial. ou úlcera de estase venosa crônica. porém. É provocado pela presença de hemoglobina livre no tecido celular subcutâneo. se houver úlcera ou eczema. que podem aparecer isoladamente ou serem confluentes. o edema já será suficiente para facilitar a ocorrência de infecção. a evolução natural da estase venosa crônica. situa-se geralmente na face média do terço distal da perna. respectivamente). Algumas vezes são veias normais. Pela estase em veia varicosa. presença de outros defeitos de tecidos de sustentação e da parede venosa (hérnias e hemorróidas. passa a ser secretante e nota-se celulite ao redor. A úlcera varicosa. Os fatores desencadeantes são os imediatamente responsáveis pelo aparecimento da doença.

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L. seja ela física. No ano 2025. de adaptar-se a uma situação adversa . tornando-o pouco capaz. O idoso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia Autores: Wilson Jacob Filho1 Naira Hossepian S. externo ou interno. como o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos. Hojaij2 Última Atualização: 9/5/2001 7:10:54 AM 1 2 Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médica Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A população brasileira vem apresentando um processo de envelhecimento rápido. ou mesmo incapaz . o Brasil será o sexto país com mais idosos no mundo (cerca de 34 milhões ou 15. emocional ou econômico-social. tornando-o alvo maior de . A melhor definição de envelhecimento é aquela que enfatiza o limiar de perda das reservas funcionais do organismo atingido por um ser vivo. encontra-se mais propenso a apresentar alterações no seu estado de saúde frente a um agressor.1% da população). caracterizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1980 para países em desenvolvimento. A faixa etária acima dos 60 anos alcançou taxas oito vezes superiores às de crescimento da população jovem.

com suas deficiências e doenças previamente diagnosticadas. e a avaliação funcional prévia. (3) a presença de familiares.9%). a febre é um indicador de doença séria em 76% dos pacientes com temperatura oral maior ou igual a 37. (3) pontos de apoio estratégicos para facilitar sua movimentação. a senilidade.caracterizando a senescência . freqüência respiratória igual ou maior que 30 movimentos por minuto. porém uma não pode excluir a outra.7 a 2. Muitos dos problemas agudos decorrem do não-uso ou mau uso dos medicamentos e de suas interações (35 a 40% das admissões hospitalares por problemas relacionados a fármacos são de indivíduos com mais de 60 anos e a prevalência de atendimentos emergenciais relacionados a problemas com medicamentos é de 1. Anamnese.4o C. Muitas vezes. Alguns cuidados na anamnese do idoso são de extrema relevância: as queixas do paciente devem ser complementadas com a história obtida da família e/ou cuidador. a avaliação do histórico clínico do paciente idoso. seja porque tem deficiências sensoriais (visuais ou auditivas) e/ou cognitivas (nos campos da memória.e aqueles relacionados a doenças crônicas ou agudas. Algumas peculiaridades do exame físico merecem maior atenção. (3) o contato com cuidadores para um completo entendimento do processo agudo de doença. leucocitose igual ou maior que 11. auxilia na avaliação dos sinais e sintomas clínicos do paciente. O idoso requer um maior tempo de atendimento. presença de infiltrado pulmonar na radiografia simples de tórax e freqüência cardíaca igual ou maior que 120 batimentos por minuto. . (2) uma visão multiprofissional do atendimento. pois podem influenciar a tomada de decisão e a elaboração das hipóteses diagnósticas: (1) febre .8oC. em função de eventuais limitações físicas. ou porque naturalmente possui lentificação na capacidade de planejamento e realização de suas idéias e pensamentos. por seus valores e diferenças culturais. Exame físico. implicam no melhor entendimento da doença aguda e na obtenção do histórico dos fármacos e respectivas dosagens às quais o idoso está habituado. Avaliação Clínica Os profissionais que lidam com idosos atuam sempre com: (1) respeito pelas diferenças próprias da faixa etária. quando presente. sendo da maior importância a diferenciação entre os achados clínicos considerados normais para a idade . porém com alguns comemorativos próprios da faixa etária. não difere daquele habitual para o adulto jovem. atenção e linguagem). principalmente na presença de alguns dos seguintes achados clínicos: temperatura oral igual ou maior que 39.000. (2) acessos livres e amplos aos locais de exame. esta é a única via de obtenção de uma história clínica confiável. Vai depender essencialmente da obtenção complementar de dados fornecidos pelos familiares e/ou cuidadores do paciente em questão.o idoso apresenta hipertermia relacionada a processos inflamatórios ou infecciosos em menor proporção que o jovem. O indivíduo idoso exige alguns cuidados particulares ao ser examinado: (1) respeito e maior pudor ao despi-lo de suas vestes. Porém.doenças.

(7) Exame pulmonar . freqüentes nesta faixa etária. a freqüente presença de hipotensão postural com suas implicações terapêuticas.é capaz de fornecer impressão clínica fidedigna do descoramento. (3) freqüência cardíaca.pressão arterial . sempre relacionado a uma alteração orgânica. até mesmo. (8) Abdome . podendo até prejudicá-lo em uma situação de emergência.na emergência. existe menor produção natural de secreção salivar e de filme lacrimal e a taquicardia compensatória é menos evidente. A presença de estertores bilaterais em bases pulmonares.apresenta tendência a valores mais baixos em relação ao jovem e menor incidência de taquicardia compensatória a situações de demanda cardiovascular. (4) pressão arterial . embora o estado de hidratação seja de difícil avaliação. A importância do atendimento do paciente com quadro demencial na emergência está no diagnóstico de possíveis causas tratáveis das complicações comportamentais e . da própria síndrome. a expansibilidade pulmonar está diminuída com suas implicações ventilatórias e a presença de estertores deve ser valorizada como anormal mesmo no idoso.deve ser medida considerando a tendência (patológica) para o desenvolvimento da hipertensão sistólica isolada com o avanço da idade. medir a pressão arterial nos dois membros) e a alta prevalência do uso de medicamentos que possam interferir na avaliação da pressão arterial. a existência de fenômenos vasculares obstrutivos que possam causar diferenças significativas dos níveis pressóricos entre os dois membros (deve-se. .as bulhas cardíacas são freqüentemente hipofonéticas e sopros sistólicos estão presentes em até 60% dos idosos. Nesses casos. O exame neurológico é da maior importância devido às alterações cognitivas presentes na avaliação e que devem ser investigadas se são de aparecimento ou piora recente. a presença eventual do fenômeno do "buraco auscultatório" falseando possível hipertensão sistólica (deve-se utilizar sempre no idoso a palpação do pulso distal ao manguito para a medida da pressão arterial). caracterizando um provável quadro de delírio. (5) Exame das mucosas . pois a elasticidade da pele encontra-se diminuída.é mais comum em idosos e constitui situação de alto risco para as alterações nas funções normais do ser humano. sempre que possível. em pacientes com dor torácica.a idosos que procuram atendimento emergencial de quadros suboclusivos ou oclusivos deve ser dada atenção a sopros e/ou massas pulsáteis que possam sugerir o diagnóstico de aneurisma de aorta abdominal.(2) hipotermia . em geral infecciosa. é de grande valor a vivência clínica do médico avaliador. sem repercussões cardíacas relevantes. (6) Exame cardíaco . A palpação de todos os pulsos é de extrema importância no diagnóstico de insuficiências arteriais crônicas ou agudas. associa-se com insuficiência coronária.

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Mestre e Doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A doença de Alzheimer é a principal causa de declínio cognitivo em adultos. sobretudo idosos. traumatismo craniano e exposição ao alumínio. Mutações dos cromossomos 1.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Orestes Vicente Forlenza1 Última Atualização: 7/4/2001 6:01:00 AM Autores: 1 médico psiquiatra. Outros fatores de risco para a doença de Alzheimer são: história familiar de demência. Isso revela a magnitude do problema no Brasil.LIM 27. Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. afetando o funcionamento social e ocupacional. A idade é o principal fator de risco: sua prevalência passa de 0. Ocorre diminuição . trissomia do cromossomo 21. sexo feminino. presença da isoforma E4 da apolipoproteína E. laboratório de Neurociências .7% aos 60-64 anos de idade para cerca de 40% nos grupos etários de 90 a 95 anos. 14 e 21 (raras) determinam doença de início precoce e herança autossômica dominante. representando mais da metade dos casos de demência. onde já vivem cerca de 15 milhões de indivíduos com mais de sessenta anos. O transtorno da memória afeta os processos de aprendizado e evocação. A doença de Alzheimer caracteriza-se por distúrbio progressivo da memória e outras funções cognitivas.

5 pontos no Mini-Exame do Estado Mental (MEM) a cada 12 meses. ansiedade (reação catastrófica) Insônia. labilidade afetiva. Alterações sensitivomotoras (sinais extrapiramidais. comportamento inapropriado Delírios e alucinações. . por exemplo). causando grande desgaste para os cuidadores.na aquisição de novas informações. Alterações do comportamento e manifestações psiquiátricas propriamente ditas (abaixo) estão presentes em até 75% dos casos. alimentar-se). vestir-se. apraxia e agnosia. negativismo Agitação: exaltação. verificação. inversão do ciclo vigília-sono Comportamento de procura. A deterioração cognitiva deve ser avaliada em intervalos regulares (a cada seis ou doze meses. mioclonias. Aparecem também os fenômenos apráxicos (apraxias da marcha. agressividade verbal e física Perambulação (vagar a esmo. pica Hipersexualidade. irritabilidade. Embora haja uma certa preservação da memória remota em estágios iniciais. contudo. sair de casa injustificadamente) Hipo ou hiperfagia. depressão. reflexos neurológicos primitivos) podem estar estão presentes na evolução da doença. com piora progressiva até que não haja mais nenhum aprendizado novo. observa-se perda de fluência verbal. solicitações repetidas A duração da doença é usualmente de 8 a 12 anos. formas mais graves podem progredir rapidamente. Quadro 1. passando a depender de um cuidador. hiperoralidade. abulia. acompanhadas de alterações da leitura e escrita. Existe correlação entre a progressão clínica da demência e as medidas de instrumentos quantitativos. ideatória e ideomotora). vida social) e de cuidar de si mesmo (asseio pessoal. Por exemplo. esvaziamento de conteúdos e diminuição da compreensão. Na doença avançada observa-se a tríade afasia. Principais características não-cognitivas da Doença de Alzheimer. Na esfera da linguagem. lazer. levando ao óbito em menos de dois anos. em algum estágio da evolução da demência. conferir objetos ou segurança da casa. observando-se dificuldades para copiar desenhos. Alterações da psicomotricidade Comportamento locomotor Comportamento alimentar Comportamento sexual Psiquiátricas propriamente ditas Desordens do sono Comportamento bizarro Inibição: apatia. A nomeação está prejudicada desde o início. mudança de hábitos. espera-se queda de 2 a 3. A discriminação visoespacial também é progressivamente perdida. Isso compromete a capacidade de desempenhar atividades da vida diária (trabalho. a perda de memória torna-se global na evolução.

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por déficit de cognição ou de atenção. bem como sua inervação. de reter a matéria fecal e de evacuá-la de forma voluntária. Em outras circunstâncias. a prevalência na população é de difícil mensuração. sensibilidade retal e a integridade da musculatura esfinctérica anal. Resultada interrelação complexa entre volume e consistência do conteúdo retal. Trata-se de condição incapacitante. o paciente ou seus familiares. Por esses motivos. A perda de controle sobre a eliminação de fezes sólidas é denominada de . em graus variados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sergio Eduardo Alonso Araujo1 Angelita Habr-Gama1 Última Atualização: 8/10/2001 11:32:12 AM 1 Disciplina de Coloproctologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Continência anal é a capacidade em retardar a eliminação de gases ou de fezes até o momento em que for conveniente fazê-lo. A incontinência anal é a incapacidade. podem interpretar os episódios de incontinência como sendo diarréia. constrangedora e com repercussão sócio-econômica significativa. capacidade de distensão ( complacência retal). existe uma grande dificuldade do paciente de expor sua condição ao médico. Por vezes.

como a impactação fecal. A prevalência da incontinência fecal na população diabética está aumentada devido à ocorrência da neuropatia que atinge o nervo pudendo. nessas situações. algumas doenças orificiais e a encoprese. Como a maioria das lesões esfinctéricas é parcial e reparada imediatamente. A prevalência da incontinência fecal é de 42 por 10. a incontinência fecal é resultado de erro técnico ou incapacidade de avaliar. A lesão iatrogênica dos esfíncteres anais pode ocorrer após operações anorretais. onde a perda de fezes não é devida a denervação do assoalho pélvico. Na faixa etária acima dos 65 anos. Na impactação fecal. a fístula anal e a fissura anal crônica.incontinência anal total. tais como o abuso de laxativos empregados para o tratamento de constipação crônica que levam à natureza líquida do conteúdo intestinal. Na maioria dos casos. podem levar à perda de muco ou pus pelo ânus. a incontinência fecal em mulheres ocorre devido a lesões de natureza obstétrica ou cirúrgica. Na população jovem. mas também discretas alterações clínicas. a insuficiência esfinctérica.Em crianças. mecanismos de base psicopatogênica levam à postergação voluntária ou .000 homens e 133 por 10. ainda no período pré-operatório. como as hemorróidas. que pode ocorrer em alguns casos de grave constipação de trânsito lento ou no megacólon chagásico. Na encoprese. Esse fenômeno também é conhecido como diarréia paradoxal. de iatrogenia cirúrgica ou de doença sistêmica. como uma lesão dos esfíncteres anais como conseqüência da má-assistência obstétrica durante o parto vaginal.000 indivíduos com idade entre 15 e 64 anos. Algumas doenças orificiais. Rotura esfinctérica parcial ou completa pode ocorrer durante o parto vaginal (em até 20% dos partos) e o seu não-diagnóstico ou o reparo inapropriado dos esfíncteres anais após o parto pode levar a incontinência fecal. a história de trabalho de parto prolongado e ao esforço evacuatório crônico. Na incontinência fecal que se segue a trauma obstétrico ou cirúrgico. A incontinência fecal idiopática (ou neurogênica) é observada na ausência de trauma obtétrico. Vale lembrar que a maioria das mulheres vítimas de lesão esfinctérica de causa obstétrica também sofre de prejuízo da inervação dos esfíncteres anais (neuropatia do pudendo).000 mulheres. quando a lesão esfinctérica é grave. as fezes se tornam endurecidas e ressecadas no interior do reto e do sigmóide. a incapacidade de reter fezes ou gases geralmente se segue ao parto vaginal ou operação anorretal que ocasionou a lesão dos músculos anais. a prevalência é de 109 por 10. associa-se a malformações congênitas da coluna vertebral (espinha bífida) e do segmento anorretal (imperfuração anal). que permite a evacuação involuntária de fezes líquidas que ultrapassam as fezes endurecidas (fecaloma) e permeiam o ânus. tais como a correção de fístula anal (fistulotomia) ou a hemorroidectomia. existem vários fatores causais. Mais comumente. enquanto a perda de controle restrita à eliminação de gases ou fezes líquidas é chamada de incontinência anal parcial. Há situações. estando associada ao envelhecimento per se. a insuficiência esfinctérica pode se manifestar anos após o parto. o que leva a dilatação reflexa crônica do ânus.

o que resulta em impactação fecal e diarréia paradoxal. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .involuntária do chamado à evacuação.

estimando-se que menos da metade dos indivíduos com incontinência urinária procura serviço médico pela queixa. alguns deles não relatam o fato ao médico. atinge metade dos indivíduos. Cerca de dez a 30% dos adultos apresentam perda de urina em alguma fase de sua vida. Devido ao estigma social e ao fato de muitos acreditarem ser esta condição um processo natural do envelhecimento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Cristiano Mendes Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 7:13:08 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Incontinência urinária é a perda involuntária de urina pelo meato uretral. Evidências recentes indicam que o tratamento adequado diminui a morbidade e seus custos. Em instituições asilares. um sinal (a demonstração objetiva da perda de urina) e indicando uma doença de base que deve ser investigada. particularmente em pacientes . caracterizando um sintoma (a queixa de perda urinária).

laxativos. doença de Parkinson) e atividades físicas de alto impacto. medicamentos (diuréticos. Diversas condições podem causar ou contribuir para a incontinência urinária. esclerose múltipla.institucionalizados. Na urge-incontinência. baixa ingestão hídrica. a de esforço. algumas das quais reversíveis. A incontinência paradoxal é a perda urinária involuntária com estados onde existe hiperdistensão vesical. A classificação de incontinência urinária aqui apresentada é baseada em sintomas como a urgeincontinência. acidentes vasculares cerebrais. Tabela 1. o principal sintoma é a perda involuntária de urina associada ao forte desejo miccional (urgência). etc efeitos colaterais de drogas causa tratamento . Pode apresentarse com gotejamento constante. As causas mais freqüentes da incontinência urinária são multiparidade (gestação/parto vaginal/episiotomia). deficiência estrogênica. obstipação. imobilidade. dieta com fibras. A incontinência urinária de esforço associa-se a condições que elevam a pressão abdominal. O tratamento dessas condições pode reduzir ou até mesmo resolver a queixa urinária. hidratação. obesidade mórbida. alterações da cognição. drogas de ação central). como durante a tosse ou espirro. e a paradoxal. São chamadas causas reversíveis de incontinência (tabela 1). Principais causas e tratamentos de incontinência urinária trato urinário inferior causa infecção urinária vaginite atrófica gestação/parto vaginal/ episiotomia pós prostatectomia obstipação tratamento antibióticos estrogenoterapia (quando não contraindicado) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical (especificar como feitas a reabilitação e o treinamento) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical desimpactação de fezes. diabetes.

diuréticos: causam poliúria e urgência cafeína: irritante vesical anticolinérgicos: retenção urinária, incontinência paradoxal, obstipação psicotrópicos: - antidepressivos: ação anticolinérgica (retenção urinária) e sedação - antipsicóticos: ação anticolinérgica, sedação, rigidez e imobilidade - sedativos, hipnóticos: sedação, delírio, imobilidade e relaxamento muscular analgésicos narcóticos: retenção urinária, sedação, impactação fecal e delírio bloqueadores alfa adrenérgicos: relaxamento uretral agonistas alfa adrenérgicos: retenção urinária (presentes em muitas drogas para resfriados) agonista beta adrenérgicos e bloqueadores de canal de cálcio: retenção urinária álcool: poliúria, frequência, urgência, sedação, delírio e imobilidade aumento da produção de urina causa metabólico pela hiperglicemia no diabetes ou para a hipercalcemia aumento da ingesta hídrica hipervolemia: - insuficiência venosa com edema - insuficiência cardíaca

com todas as medicações, interromper ou mudar tratamento se clinicamente possível e alteração de dosagem caso uso seja imprescindível

tratamento melhor controle do diabetes; tratamento para hipercalcemia dependendo da causa de base reduzir ingesta hídrica e líquidos diuréticos (cafeína) elevação de membros inferiores; restrição de sódio, meias elásticas tratamento clínico

diminuição da capacidade da necessidade de urinar causa tratamento

delírio

diagnóstico e tratamento da causa do estado confusional agudo

doenças crônicas e ortopédicas que micção de horário; uso de recipientes restringem a mobilidade de coleta urinária psicológicas e psiquiátricas tratamento farmacológico ou não farmacológico das causas

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Egberto Reis Barbosa1

Última Atualização: 9/5/2001 7:13:46 AM
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Médico Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Tremores O tremor fisiológico é um tremor postural, normalmente subclínico, que se exacerba ao estresse, hipoglicemias, tireotoxicose, abstinência alcoólica, fadiga, uso de broncodilatadores, ácido valpróico, sais de lítio, neurolépticos, antidepressivos tricíclicos, cafeína e teofilina. O tremor essencial é manifestação neurológica isolada, com história familiar positiva e prevalência que aumenta com a idade. O tremor cerebelar frequentemente associa-se a outras manifestações de disfunção do cerebelo. A diferenciação entre esses quatro tipos básicos de tremor fundamenta-se nas suas características de freqüência, circunstâncias de aparecimento (repouso, postura ou movimento) e resposta farmacológica. Os tremores de freqüência mais baixa são os de origem cerebelar. O tremor parkinsoniano

ocorre numa freqüência intermediária e o tremor essencial é o de frequência mais elevada. É claro que certo grau de sobreposição acontece. O tremor parkinsoniano é mais evidente no repouso e diminui com a movimentação. O tremor essencial e o tremor fisiológico exacerbado são predominantemente posturais. O tremor cerebelar manifesta-se com maior intensidade à movimentação (tremor de ação). Os tremores essencial e cerebelar, quando afetam o segmento cefálico, levam a oscilações em bloco, com movimento afirmativo (plano vertical) ou negativo (plano horizontal). Isso não acontece no tremor parkinsoniano que, no segmento cefálico, se limita à mandíbula, lábios e língua. Doença de Parkinson A doença de Parkinson típica é insidiosa, aparecendo após os 50 anos. Em 70 a 80% dos casos, a manifestação inicial é o tremor de repouso unilateral, em porção distal de membro superior. Na evolução gradativa, sobrevêm acinesia e rigidez. Posteriormente, a doença estende-se para o membro inferior homolateral e, posteriormente, para o hemicorpo contralateral, surgindo as alterações da fala, marcha e a instabilidade postural. Em fases mais avançadas, há limitação do desempenho motor com perda da autonomia. Distúrbios com obstipação intestinal são comuns. Depressão ocorre em 40% dos casos na fase inicial da doença e a demência ocorre em 15 a 20% dos casos na fase tardia. Em síntese, o quadro clínico é constituído por acinesia, rigidez, tremor e instabilidade postural, sendo que a presença de dois desses quatro componentes é suficiente para o diagnóstico, destacando-se a acinesia e o tremor.

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Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia

Autores: Wilson Jacob Filho1 Sérgio Marcio Pacheco Paschoal2 Última Atualização: 9/5/2001 9:00:38 AM
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Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médico Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Como reduzir quedas no idoso A queda é um evento bastante comum e devastador em idosos. Embora não seja uma conseqüência inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doença aguda. Além dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes, aumentando a dependência e a institucionalização. Estima-se que há uma queda para um em cada três indivíduos com mais de 65 anos e, que um em vinte daqueles que sofreram uma queda sofram uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos e mais, 40% cai a cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a freqüência de quedas é de 50%. A prevenção de quedas é tarefa difícil devido

a variedade de fatores que as predispõem. A distribuição das causas difere entre idosos institucionalizados e os não-institucionalizados. As quedas entre os moradores de asilos e casas de repouso são em decorrência de distúrbios de marcha, equilíbrio, vertigem e confusão mental, enquanto que pessoas não institucionalizadas tendem a cair por problemas ambientais, seguidos de fraqueza/distúrbios do equilíbrio e marcha, “síncope de pernas”, tontura/vertigem, alteração postural/ hipotensão ortostática, lesão do Sistema Nervoso Central, síncope e outras causas. Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos e mais); sexo feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; marcha lenta com passos curtos; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia. Atividades e comportamentos de risco e ambientes inseguros aumentam a probabilidade de cair, pois levam as pessoas a escorregar, tropeçar, errar o passo, pisar em falso, trombar, criando, assim, desafios ao equilíbrio. Os riscos dependem da freqüência de exposição ao ambiente inseguro e do estado funcional do idoso. Idosos que usam escada regularmente têm menor risco de cair que idosos que a usam esporadicamente. Por outro lado, quanto mais vulnerável e mais frágil o idoso, mais suscetível aos riscos ambientais, mesmo mínimos. O grau de risco, aqui, depende muito da capacidade funcional. Como exemplo, pequenas dobras de tapete ou fios no chão de um ambiente são um problema importante para idosos com andar arrastado. Manobras posturais e ambientais, facilmente realizadas e superadas por idosos saudáveis, associam-se fortemente a quedas naqueles portadores de alterações do equilíbrio e da marcha. Idosos fragilizados caem durante atividades rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente dentro de casa, num ambiente familiar e bem conhecido.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Mara Solange Carvalho Diegoli1

Carlos Alberto Diegoli1 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:18 AM
1 Assistentes Doutores da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia Menstruação é a perda sanguínea, cíclica e periódica, que ocorre na vida da mulher, da menarca à menopausa. Ciclo menstrual é o intervalo entre o primeiro dia da menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte.O ciclo menstrual é considerado normal quando apresenta intervalo de 25 a 35 dias, duração do sangramento de 3 a 5 dias e a quantidade do sangramento menstrual de aproximadamente 100 a 150 ml (correspondentes ao uso de aproximadamente 8 a 12 absorventes por mês). Entretanto, são freqüentes as alterações no ciclo menstrual, tanto na quantidade do sangue eliminado, como na duração do tempo de sangramento ou no intervalo entre as menstruações, como as apresentadas no quadro abaixo: Definição Alteração

amenorréia dismenorréia espaniomenorréia hipermenorragia hipermenorréia hipomenorréia menorragia menóstase metrorragia oligomenorréia opsomenorréia polimenorréia proiomenorréia

intervalo maior do que 60 dias menstruação acompanhada de fenômenos dolorosos sangramento irregular, intervalo menstrual maior do que 45 dias aumento na quantidade e na duração do sangramento aumento no número de dias de sangramento (maior que 5 dias) diminuição no número de dias (menos que dois dias) aumento na quantidade do sangue eliminado parada brusca da menstruação alterações no intervalo do sangramento menstrual diminuição na quantidade do sangramento intervalo entre 35 e 45 dias intervalo menor do que 15 dias intervalo entre 15 e 25 dias

Os dois principais motivos que estimulam a procura de um médico são a hemorragia uterina e a amenorréia. Hemorragia uterina A hemorragia uterina é o sangramento uterino excessivo, na vigência ou não da menstruação. Para o ginecologista, a hemorragia não está apenas relacionada à perda de sangue profusa que pode conduzir a paciente a um quadro de anemia aguda, mas também à menstruação relativamente abundante ou mais duradoura, ou mesmo ao discreto escoamento sangüíneo, por muitos dias ou meses. A hemorragia uterina corresponde a 21% das queixas em ginecologia e pode ser dividida em hemorragia uterina disfuncional (HUD), quando não é encontrado nenhum fator orgânico associado ao sangramento; ou hemorragia uterina orgânica, quando é causada por determinada ginecopatia ou doença sistêmica. Nos casos agudos, a paciente refere sangramento intenso, que pode evoluir para choque hipovolêmico. O sangue é geralmente vermelho vivo, com coágulos. No sangramento crônico, a paciente pode referir perda sangüínea prolongada durante o ciclo menstrual, geralmente de 7 a 10 dias de duração, ou sangramento intenso nos primeiros dias do ciclo, seguido de um sangramento vermelho escuro ou marrom por vários dias. Mais raramente, o sangramento pode ser pequeno, mas contínuo ao longo do mês. Este quadro, quando persiste por vários meses, freqüentemente evolui para anemia. Amenorréia Amenorréia primária: ausência da menstruação após os 14 anos, em pacientes sem

desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, ou após os 16 anos, quando já houve o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. Geralmente este tipo de amenorréia está associado com malformações genitais. Amenorréia secundária: quando não ocorre a menstruação por três ciclos consecutivos ou mais. Amenorréia fisiológica: quando a mulher está grávida, amamentando ou após a menopausa.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Angela Maggio da Fonseca1 Vicente Renato Bagnoli1

José Aristodemo Pinotti2 Última Atualização: 8/16/2001 11:08:14 AM
Livre Docente em Ginecologia, Professor(a) Associado(a) da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
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Glossário 1. Climatério - fase da vida da mulher que marca a transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo. Esta fase pode estender-se por longo e variável período de tempo. 2. Síndrome climatérica - o climatério é uma condição fisiológica que algumas vezes, não obrigatoriamente, apresenta sintomatologia. Quando esse quadro ocorre, é conhecido por síndrome climatérica. 3. Menopausa - é a última menstruação fisiológica da mulher, decorrente da perda da atividade folicular ovariana.

4. Perimenopausa - é o período que precede a menopausa, quando iniciam-se as mudanças endocrinológicas e metabólicas que caracterizam o declínio da função ovariana. Compreende o primeiro ano após a instalação da menopausa. 5. Menopausa fisiológica - é a parada espontânea da menstruação por período superior a 12 meses, decorrente do processo fisiológico de perda da função ovariana. 6. Menopausa induzida - é a parada das menstruações decorrente da falência ovariana por cirurgia ou iatrogenia (quimioterapia, radioterapia). 7. Menopausa prematura ou precoce - é a cessação da função ovariana em fase precoce da vida da mulher, ou seja, antes dos 40 anos. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações da síndrome climatérica são polimorfas e apresentam-se em associações e freqüências variáveis como as manifestações: neurogênicas: são ossintomas mais comuns, representados por ondas de calor, calafrios, palpitações, cefaléia, tontura, parestesia, insônia, cansaço e alterações da memória. As manifestações neurogênicas são suscetíveis a influências ambientais, tais como exercícios, alimentação, vestuário, condições climatéricas e emocionais; psicogênicas: na síndrome climatérica, as manifestações psicogênicas são discutíveis. Existem defensores da teoria de que mulheres emocionalmente estáveis não sofram modificações psíquicas, enquanto outros admitem a importância das alterações hormonais e somáticas na gênese dos distúrbios emocionais. As manifestações psíquicas mais freqüentes são: depressão, ansiedade, irritabilidade e modificações da libido, que se apresentam em intensidade e associações variáveis. Deve-se ressaltar que no climatério parece haver maior risco para doença de Alzheimer relacionada às mudanças hormonais; osteoarticulares: entre estas alterações estão a ostealgia (dores ósseas); artralgia (dores articulares) e mialgia (dores musculares) que estão relacionadas aos processos do envelhecimento e atrofia do sistema osteomuscular. O sedentarismo e a osteoporose são fatores importantes no agravamento destas manifestações; epidérmicas: no climatério é comum a atrofia epidérmica decorrente do processo de envelhecimento somado ao hipoestrogenismo. Essas modificações conferem aspecto senil em graus variáveis à pele destas mulheres e redução progressiva dos folículos pilosos; ósseas: a osteoporose caracteriza-se pela redução da massa óssea de tal forma que a mesma seja menor que a esperada para idade e sexo. Este processo determina manifestações dolorosas variáveis e aumento de fraturas espontâneas ou provocadas, que costumam ocorrer nas fases avançadas da doença. Com maior freqüência há comprometimento dos ossos da coluna e pelve, que determinam dores lombares, perda de altura e cifose;

metabólicas: na menopausa, a queda dos níveis de estrogênio determina mudanças importantes do metabolismo lipídico, aumentando os riscos para doença arteriosclerótica. Assim, neste período da vida da mulher há maior tendência de elevação do colesterol total e das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e redução das lipoproteínas de alta densidade (HDL). Essas modificações, somadas ao diabetes, hipertensão e tabagismo, aumentam os riscos para doenças cardiovasculares; urogenitais: são decorrentes do hipoestrogenismo e do processo de envelhecimento, agravando-se progressivamente com os anos de menopausa. Clinicamente, apresentam-se como atrofia dos órgãos genitais, levando à dispareunia, corrimento, prurido vulvar, ectopia, carúncula uretral e distúrbios da micção (incontinência urinária, síndrome uretral, dificuldade de esvaziamento vesical); mamárias: costumam surgir no climatério, causam apreensão à mulher e ao profissional, pois a maior incidência do câncer de mama situa-se entre 45 e 65 anos de idade. As manifestações, embora variáveis, costumam apresentar-se como: dor nas mamas (mastalgia), edema e alterações na densidade da mama.

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Diagnóstico|Bibliografia

Autores:

Marco Antonio Borges Lopes1

Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 7:50:14 AM
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Docente da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Professor Titular da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Diagnóstico de gravidez: A suspeita de gravidez inicia-se pela história de atraso menstrual nas paciente em idade fértil, afastando-se as amenorréias patológicas (disfunção endócrina, ganho de peso, estresse), iatrogênicas (cirúrgica, por medicamentos, pós-pílula) e associadas ao aleitamento (há chance de nova gravidez se a gestante já voltou a ovular, três a seis meses após o parto). Na história clínica de suspeita de gravidez, outros sintomas aparecem como náuseas, vômitos, aversão a odores, polaciúria, sonolência, lipotimia e aumento das mamas. Ao exame clínico, o diagnóstico de certeza de gravidez consiste na ausculta dos batimentos cardíacos fetais, com o sonar doppler (a partir da 10ª-12ª semana), o Pinard (a partir da 20ª-22ª semana) ou a visibilização da movimentação fetal. Entre os sinais clínicos de suspeita de gravidez destacam-se ao toque vaginal combinado: o

amolecimento do istmo e do colo uterino, a exuberância na pulsação das artérias vaginais, a forma assimétrica do contorno uterino pela nidação do ovo, o rechaço intra-uterino do feto na cavidade uterina (a partir do 4º mês). O útero abandona a cavidade pélvica ao redor da 12ª semana, estando entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical na 16ª semana, e na cicatriz umbilical na 20ª ou 22ª semana. O diagnóstico diferencial inclui as ginecopatias (miomas, cistos de ovário), a pseudociese e a gravidez ectópica. A positividade de um exame laboratorial também é considerado sinal de certeza de gravidez. A escolha do exame complementar adequado à idade gestacional, associado a um exame físico cuidadoso, evita gastos desnecessários. A Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG), hormônio produzido no sinciciotrofoblasto, pode ser dosada na urina e no sangue (por vários métodos imunológicos, com diferentes níveis de detecção do hormônio), ou na subunidade Beta, evitando-se a reação cruzada com outros hormônios como LH e FSH. Resultados falso-negativos acontecem na presença de níveis de hCG abaixo do limite de detecção do teste, proteinúria ou medicamentos (anticonvulsivantes, fenotiazina, antidepressivos, hipnóticos e anticoncepcionais orais). A dosagem da subunidade beta mostra resultados positivos no primeiro dia após a nidação. Apesar da melhora na qualidade, os testes de farmácia devem ser vistos com cautela devido ao armazenamento incorreto, exposição a altas temperaturas e erros de interpretação. A ultra-sonografia na gestação inicial tem como objetivos observar se a gestação é tópica, a datação correta e a determinação do número e vitalidade dos embriões. O ultra-som pélvico permite a detecção do saco gestacional tópico a partir da 5ª semana de gestação. Contracepção O profissional de Saúde participante na difusão dos métodos contraceptivos devem ter conhecimento dos métodos preconizados pelo Ministério da Saúde, orientando sobre as indicações e contra indicações de cada método, explicando as informações de forma clara ao indivíduo ou casal para uma escolha livre e consciente do método a que melhor se adapte sem qualquer indução na escolha. Na orientação sobre os métodos contraceptivos deve ser destacado a necessidade da dupla proteção (contracepção e prevenção das DST e HIV/ AIDS), mostrando a importância dos métodos de barreira como os preservativos masculinos ou femininos. A escolha do método contraceptivo deve ser sempre personalizada levando-se em conta fatores como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método. Os métodos contraceptivos podem ser divididos didaticamente em: comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos. A) Métodos comportamentais Método Rítmico ou Ogino-Knaus (do calendário ou tabelinha) Procura calcular o início e o fim do período fértil. A mulher deve ser orientada a marcar no

calendário os últimos 6 a 12 ciclos menstruais com data do primeiro dia e duração, calculando então o seu período fértil abstendo-se de relações sexuais com contato genital neste período. Temperatura basal Método oriundo na observação das alterações fisiológicas da temperatura corporal ao longo do ciclo menstrual. Após a ovulação, a temperatura basal aumenta entre 0,3 e 0,8o C (ação da progesterona). A paciente deve medir a temperatura oral, durante 5 minutos, pela manhã, após repouso de no mínimo 5 horas. Para não engravidar, a mulher deve evitar relações desde o primeiro dia da menstruação até que a temperatura se eleve por 3 dias consecutivos. Método do Muco Cervical (Billing) Baseia-se na identificação do período fértil pelas modificações cíclicas do muco cervical, observado no auto exame e pela sensação por ele provocada na vagina e vulva. A observação da ausência ou presença do fluxo mucoso deve ser diária. É necessária a interrupção da atividade sexual ao menor sinal de muco, permanecendo em abstinência por no mínimo 3 dias a partir do pico de produção. Coito interrompido Baseia-se na capacidade do homem em pressentir a iminência da ejaculação e neste momento retirar o pênis da vagina. Tem baixa efetividade, levando à disfunção sexual do casal, e deve ser desencorajado. B) Métodos de Barreira Estes métodos impedem a ascensão dos espermatozóides ao útero, sendo fundamentais na prevenção das DST e AIDS. Junto com a pílula anticoncepcional e o coito interrompido, são os métodos não definitivos mais utilizados. Condom É um envoltório de látex que recobre o pênis, retendo o esperma no ato sexual, impedido o contato deste e de outros microrganismos com a vagina e pênis ou vice-versa. O condom feminino constitui-se em um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. O produto já vem lubrificado devendo ser utilizado uma única vez, destacando-se que o poliuretano por ser mais resistente que o látex pode ser utilizado com vários tipos de lubrificantes. Diafragma Dispositivo circular de borracha, recobre a cérvix uterina, devendo ser utilizado junto com um espermicida, no máximo 6 horas antes da relação sexual. A adesão da paciente depende da utilização correta do dispositivo. A higienização, a não adoção de um período de pausa e o armazenamento correto do dispositivo, são fatores importantes na prevenção de infecções genitais e no prolongamento da vida útil do diafragma.

Esponjas e Espermicidas As esponjas são feitas de poliuretano, são adaptadas ao colo uterino com alça para sua remoção e são descartáveis (ao contrário do diafragma)., estão associadas a espermicidas que são substâncias químicas que imobilizam e destroem os espermatozóides, podendo ser utilizados combinadamente também com o diafragma ou, os preservativos Existem em várias apresentações de espermicidas: cremes, geléias, supositórios, tabletes e espumas. C) Dispositivo Intra-Uterino O DIU são artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, que são inseridos na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino. O DIU com levonorgestrel age na supressão dos receptores de estriol endometrial, provocando a atrofia do endométrio e inibição da passagem do espermatozóide através da cavidade uterina. As intercorrências mais freqüentes durante o uso do DIU são a expulsão do dispositivo, dor pélvica e dismenorréia, sangramento anormal e infecção (infecção aguda sem melhora ou infecções persistentes implicam na remoção do DIU). O DIU exige controle semestral e sempre que aparecerem leucorréias. A gravidez raramente pode ocorrer (ectópica ou tópica), com risco de abortamento no 1o e 2o trimestres. A retirada do DIU pode ser feita após avaliação ultra-sonográfica, considerando os riscos para o embrião. Se a retirada não for possível por riscos de abortamento, a paciente deve ser acompanhada a intervalos curtos de tempo e orientada em relação a sangramentos vaginais e leucorréias. D) Anticoncepção Hormonal Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) O AHCO consiste na utilização de estrogênio associado ao progestogênio, impedindo a concepção inibindo a ovulação pelo bloqueio da liberação de gonadotrofinas pela hipófise, além de modificar o muco cervical tornando-o hostil ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular. As pílulas monofásicas têm a mesma dosagem hormonal em todos os comprimidos e as combinadas bifásicas e trifásicas apresentam variações de dosagem dos esteróides ao longo do ciclo. As principais contra-indicações são neoplasia ou suspeita de neoplasia hormôniodependente, doença tromboembólica, doença cardiovascular ou ocular, gravidez ou suspeita de, hipertensão arterial, fumantes acima dos 35 anos, hepatopatias, lúpus, diabetes insulinodependente grave. Minipílula São pílulas contendo baixa dose de progestágeno que agem principalmente no espessamento do muco serviçal dificultando a penetração do espermatozóide e também inibindo a ovulação em metade dos ciclos menstruais, sendo de uso contínuo. Pode ser

utilizada combinada à amamentação quando não ocorre a amamentação exclusiva. Pílula pós-coito A anticoncepção de emergência é um uso alternativo de contracepção hormonal oral (tomado antes de 72 horas após a relação) evitando-se a gestação após uma relação sexual desprotegida. Pode ser utilizado anticonceptivo hormonal oral contendo apenas progestagênio ou combinados contendo 0,25 mg de levonorgestrel e 0,05 mg de estinilestradiol (Evanor, Neovlar) ou contendo 0,15 mg de levonorgestrel e 0,03 mg de etinilestradiol (Microvlar, Nordette). Injetáveis Os anticoncepcionais hormonais injetáveis são anticoncepcionais hormonais que contém progestogênio ou associação de estrogênios, para administração parenteral (IM), com doses hormonais de longa duração. Consiste na administração de progestagênio isolado, via parenteral (IM), com obtenção de efeito contraceptivo por períodos de 3 meses ou de uma associação de estrogênio e progestogênio para uso parenteral (IM), mensal. E) Laqueadura Tubária e Vasectomia A esterelização (laqueadura tubária e vasectomia) são considerados métodos contraceptivos cirúrgicos e definitivos, realizados na mulher através da ligadura das trompas impedindo o encontro dos gametas e no homem pela ligadura dos canais deferentes (vasectomia) que impede a presença dos espermatozóides no ejaculado. Quando houver indicação de contracepção cirúrgica masculina e, principalmente, a feminina deve ser baseada em critérios rígidos, observando-se a legislação vigente. Anticoncepção na adolescência Não há método contraceptivo específico para esta população podendo ser utilizado qualquer método contraceptivo desde que não apresentem alguma condição clínica que contraindique o seu uso, conforme os critérios de elegibilidade de cada método. Anticoncepção no climatério Nesta população também não há método de escolha específico, devendo ser levado em conta a redução fisiológica da fertilidade nesta faixa etária e os critérios de indicação e contra-indicação de cada método. Anticoncepção na lactação Nos primeiros seis meses pós-parto a amamentação exclusiva, a livre demanda, com amenorréia possuem efeito importante contraceptivo. Com o retorno do ciclo menstrual e da amamentação não exclusiva pode-se oferecer outros métodos contraceptivos respeitando a

elegibilidade clínica de cada método. Os métodos comportamentais só são recomendados após o restabelecimento de ciclos menstruais.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 11/7/2001 2:21:28 PM
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Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia A gravidez na adolescência continua sendo motivo de preocupação, principalmente porque, no momento atual, há aumento de sua incidência entre adolescentes de 11 a 15 anos. Ainda que minorados os riscos biológicos por meio de pré-natal adequado, continuam a existir os agravos psicológico-emocionais a ela relacionados. A gravidez precoce e/ou indesejada leva, freqüentemente, à interrupção do projeto de vida e, por vezes, da própria vida, sendo concomitantes possíveis outros riscos relacionados ao aborto, doenças sexualmente transmissíveis entre as quais AIDS. São considerados fatores de risco para gravidez na adolescência:

· antecipação da menarca · educação sexual ausente ou inadequada · atividade sexual precoce · desejo de gravidez · dificuldade para práticas anticoncepcionais · problemas psicológico-emocionais · caracterização e mudança de valores sociais · migração · pobreza · baixa escolaridade · ausência de projeto de vida As taxas de gravidez e infecçoes sexualmente transmissíveis na adolescência denunciam a freqüência com que a atividade sexual desprotegida ocorre nessa faixa etária e sinalizam para a necessidade urgente de uma política de prevenção séria e compromissada. A proposta de abordagem do problema é complexa, incluindo vários segmentos da sociedade, estando basicamente apoiada na educação sexual, onde se destacam a anticoncepção e o reconhecimento das características e singularidades dos adolescentes. A orientação anticoncepcional é um trabalho educativo que se expande muito além do fornecimento de informações e conhecimentos sobre saúde reprodutiva, é um processo que envolve o resgate do indivíduo, a promoção da auto-estima e a conscientização dos riscos vivenciados; somente dessa maneira consegue-se uma efetiva mudança de atitude frente à vida sexual (sexo responsável), objetivo maior da educação sexual. Seguem algumas reflexões, envolvendo definições e/ou conceitos, importantes àqueles que vão assumir a proposta educativa, destacando-se, aqui, a atuação do médico de família: · É adequado que a sexualidade não seja fragmentada em sexualidade da criança, do adolescente, do adulto ou do idoso, mas que seja vista como processo, acompanhando os indivíduos desde a vida intra-uterina, jamais devendo ser entendida apenas como sinônimo de atividade sexual. Para isto, talvez o primeiro passo seja reconhecer a criança como ser sexuado e o adolescente desvinculado dos estereótipos que o ligam à liberação dos costumes, ao erotismo excessivo e à promiscuidade. · O fato de as jovens receberem orientação sexual não influencia a sua decisão de iniciar a atividade sexual. Há, inclusive, entre estas menor número de gestações. A literatura mostra ainda que adolescentes que receberam aulas de orientação sexual usaram preservativos em maior escala na primeira relação. É importante: · criar um espaço na relação com o profissional de saúde, onde o adolescente possa, por meio de um processo reflexivo, perceber-se como um indivíduo, responsável pelo seu corpo e pela sua vontade; · fornecer informações que propiciem o conhecimento do seu corpo e sobre a anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino; · fornecer informações sobre os métodos existentes, discutindo vantagens e desvantagens,

procurando capacitar a adolescente, de preferência em conjunto com seu parceiro, a escolher o método que mais se adeque ao seu contexto de vida; · discutir questões polêmicas como interrupção da gravidez. Algumas considerações devem ser tecidas em relação ao reconhecimento dos riscos que se estruturam nas características e singularidades da adolescência. · É importante levar em conta a busca da identidade com questionamentos dos padrões familiares e, portanto, da autoridade dos pais, unida à idéia de indestrutibilidade que faz com que os jovens se arrisquem em desafios inconseqüentes. · O marcante vínculo com o grupo proporciona a noção de força que vem dos pares; para serem aceitos, os adolescentes assumem atitudes para as quais, muitas vezes, não estão preparados. · Na vivência temporal singular, misturam-se ansiedade, desejo de viver tudo rápida e intensamente, não havendo lugar para a espera ou julgamentos. · A evolução da sexualidade traz o exercício da genitalidade, colocando os adolescentes frente a frente como impulsos sexuais que deverão ser vivenciados. Assim, os profissionais de saúde deverão estar preparados para o desafio de orientar um ser ávido por experimentar o novo, destemido, por se julgar invulnerável, e imaturo ou amador para lidar com o impulso sexual, marcado pela genitalidade, num corpo, a todo momento, renovado por mudanças marcantes. Em poucas palavras, a proposta da educação sexual deve conter liberdade, responsabilidade e compromisso, funcionando a informação como instrumento para que adolescentes de ambos os sexos possam ponderar decisões e fazer escolhas mais adequadas. Atente-se, aqui, mais uma vez, para os princípios éticos que regem a medicina do adolescente: a orientação anticoncepcional deverá permanecer em sigilo se o adolescente se mostrar capaz e assim o desejar; o diálogo entre pais e filhos sempre será estimulado. Os anticoncepcionais mais usados são os hormonais (pílulas), já que os preservativos já nem podem ser considerados como proposta anticoncepcional alternativa, sendo de uso obrigatório para exercício da atividade sexual. Outros métodos, como camisinha feminina, diafragma, geléias espermicidas, podem e devem ser discutidos com adolescentes para ampliar o leque de escolhas por meio de informação rigorosa. Anticoncepcionais injetáveis, mini-pílulas, dispositivo intra-uterino (DIU) têm suas indicações específicas. Atualmente, todos os adolescentes precisam receber informações sobre a anticoncepção de emergência. Em toda e qualquer oportunidade, discutir-se-á a ineficácia da "tabelinha" e do coito interrompido. Jamais deverá ser esquecida a doença sexualmente transmissível, em especial a Aids, cabendo, porém, ao médico sempre resgatar a sexualidade como proposta ligada à vida e não à morte. Na ausência de um anticoncepcional ideal, vários aspectos devem ser considerados na escolha do método contraceptivo que mais se adeqüe à paciente adolescente: 1. maturidade biológica; em geral, é menos problemático prescrever contraceptivos para

adolescentes com idade ginecológica (anos após a menarca) superior a 2 anos, quando, freqüentemente, já se completaram o crescimento físico e a maturação do eixo hipotálamohipófise-gônada. 2. maturidade psicológica; a adesão a um método depende da capacidade da adolescente de aceitar e/ou assumir a própria sexualidade; 3. grau de escolaridade e capacidade de compreensão; 4. existência de parceiro estável e participante da escolha anticoncepcional; faixa etária do parceiro; 5. freqüência das relações sexuais (a atividade sexual na adolescência geralmente é esporádica e não programada); 6. grau de motivação para a prática contraceptiva (da adolescente e do parceiro); 7. significado de uma eventual gravidez; 8. utilização inadequada da experiência sexual anterior pela adolescente que inicia sua atividade sexual muito precocemente, próximo à menarca, quando os ciclos menstruais são, na sua maioria, anovulatórios e fica para a jovem a falsa impressão de que ela realmente não engravida (sente-se tranqüila por acreditar-se estéril ou tenta engravidar para ter certeza de que não o é) ; 9. experiências anteriores com métodos anticoncepcionais; 10. existência de gestação e/ou aborto prévios (ao contrário do que se esperaria, a ocorrência de gravidez e/ou aborto anteriores é fator de risco para nova gravidez); 11. conhecimento e opinião da adolescente (e do parceiro) sobre os métodos anticoncepcionais (conceitos, preconceitos, preceitos religiosos, tabus, etc.); 12. opinião dos pais ou responsáveis a respeito do uso de anticoncepcionais por adolescentes; 13. conhecimento dos pais ou responsáveis acerca das práticas sexuais em questão (geralmente eles desconhecem a atividade sexual dos seus filhos); 14. barreiras para a utilização de métodos anticoncepcionais na família; 15. opinião do grupo a respeito dos métodos anticoncepcionais; 16. orientação contraceptiva prévia ou posterior ao início da atividade sexual; 17. avaliação clínica da adolescente: contra-indicações absolutas e relativas; 18. custo e facilidade de aquisição do anticoncepcional escolhido;

19. presença de doença crônica: a escolha do método é mais complexa em que pese a relação riscos e benefícios; 20. taxa de eficácia de cada método (quadro 1): quanto mais a utilização do método depende do indivíduo, mais sua taxa de eficácia prática se afasta da teórica. Tantas são as questões a serem discutidas e avaliadas na seleção de um método contraceptivo, que não é surpresa que a orientação anticoncepcional na adolescência seja tarefa difícil e laboriosa, principalmente considerando-se as características psicossociais próprias desse grupo etário, já discutidas anteriormente, que muito influenciam na prática sexual e contraceptiva. Não se deve esquecer, no entanto, que qualquer método anticoncepcional é mais eficaz do que a ausência de um método. O quadro abaixo apresenta, de maneira resumida, as vantagens e as desvantagens dos métodos anticoncepcionais utilizados na faixa etária adolescente. Quadro 1. Métodos anticoncepcionais: vantagens e desvantagens MÉTODO Pílula combinada VANTAGENS · alta eficácia se usada corretamente · fácil utilização · independente da atividade sexual · diminuição de alterações menstruais e dismenorréia · proteção contra anemia, tumores benignos de mama e ovários, câncer ovariano e de endométrio. DESVANTAGENS · não protege contra dst · necessidade de avaliação médica prévia · necessidade de controle médico posterior · existência de contraindicações absolutas e relativas · freqüentes efeitos colaterais menores · risco de complicações dependendo da idade (>35 anos) e presença de tabagismo · necessidade de motivação · tomada diária · custo elevado das apresentações com baixíssima dosagem de etinilestradiol

Mini - pílula

· não afeta lactação · não causa os efeitos colaterais dependentes de estrógeno

· não protege contra DST · menos eficaz que a pílula combinada · irregularidade freqüentes do ciclo menstrual (sangramento irregular e amenorréia) · tomada diária · não protege contra DST · sangramento irregular · amenorréia · ganho de peso · demora de até 8 meses para o retorno da fertilidade · não protege contra DST · contra-indicação em nulíparas · associação com o aumento na incidência de infecções do trato genital feminino, gravidezes ectópicas e anormalidades do ciclo menstrual · não protege contra DST · necessidade de avaliação médica para prescrição e orientação quanto à colocação · necessidade de reavaliações posteriores por possíveis mudanças nas características locais, pósparto, por obesidade (ganho superior a 5kg), etc.; · aversão cultural ao toque de genitais · possibilidade de deslocamento durante o ato sexual · necessidade do uso de espermicida · reações alérgicas ao látex ou espermicida

Progestágeno de depósito

· alta eficácia · aplicação a cada 3 meses · baixo custo

DIU

· necessidade de motivação para seu uso apenas inicial · não interfere na relação sexual · troca somente a cada 1 - 5 anos · após inserção, reavaliações médicas não tão freqüentes · boa eficácia se uso apropriado · inócuo · pode ser inserido antes do ato sexual · durabilidade: 2 a 3 anos se observadas as recomendações de conservação do produto

Diafragma com espermicida

Preservativo masculino

· proteção contra dst · fácil uso · barato (se atividade sexual pouco freqüente) · eficaz se utilizado corretamente · fácil obtenção · sem necessidade de prescrição médica · responsabilidade da contracepção partilhada pelo casal · sem efeitos colaterais e contra-indicações (exceto reação alérgica ao látex)

· deterioração com o tempo e exposição ao sol, calor e/ ou umidade · possibilidade de furar ou romper · interrupção do ato sexual · tabus relacionados à diminuição do prazer sexual · textura, cheiro e sabor considerados desagradáveis por alguns casais · reações alérgicas ao látex ou aos lubrificantes · custo elevado (se atividade sexual freqüente) · a adolescente depende do parceiro para sua utilização · custo (mais caro que o preservativo masculino) · tabus culturais relacionados à manipulação dos genitais

Preservativo feminino

· proteção contra dst · eficaz se utilizado corretamente · seguro (o poliuretano é 40% mais resistente que o látex do preservativo masculino) · proteção contra dst · independente da vontade do parceiro · possibilidade de inserção prévia à relação sexual (até 8 horas antes) não interrompendo o ato sexual

· Doença crônica que contra-indique seu uso. como lúpus eritematoso sistêmico. certeza sobre a segurança do uso de ACO nessa faixa etária. doenças cardiovasculares com risco de . · Certeza ou suspeita de gravidez. acidente vascular cerebral (AVC) e oclusão coronariana atuais ou pregressos. cérvice. diabetes insulino-dependente grave. endométrio. hipertensão arterial grave. desde que utilizados adequadamente e guardadas suas contra-indicações. vagina ou de outras neoplasias hormônio-dependente. DIU = dispositivo intra-uterino Anticoncepcional oral combinado (ACO) O grande número de estudos e os anos de utilização fornecem ao profissional que trabalha com adolescentes. · Hepatopatia aguda ou crônica. · Certeza ou suspeita de câncer de mama. · Sangramento vaginal de etiologia desconhecida. até no máximo 72 horas · sem contra-indicações para ser utilizado nas situações de emergência (máximo de 6 vezes por ano) · nenhuma Coito interrompido · ineficácia · não protege contra DST · disfunção sexual DST = doença sexualmente transmissível.Abstinência periódica · não requer drogas · aprovado pela igreja católica · promoção do diálogo do casal · seu uso aumenta os conhecimentos sobre a fisiologia da reprodução · não protege contra DST · baixa eficácia · ineficaz quando os ciclos são irregulares · requer registro e conhecimento dos ciclos menstruais · requer planejamento da atividade sexual · abstinência de 1/3 a 1/2 do ciclo · desejo e oportunidade não estão relacionados com o ciclo menstrual · não protege contra DST · baixa eficácia e com efeitos colaterais quando utilizado como método anticoncepcional rotineiro Anticoncepção de emergência · eficaz quando utilizada logo após o ato sexual desprotegido. As contra-indicações absolutas ao uso da pílula anticoncepcional estão listadas a seguir: · Fenômenos tromboembólicos.

· existência de doenças crônicas. Quadro 2. corticosteróides. A interação com outros antibióticos de uso comum. neuroses graves. A escolha do método contraceptivo para este grupo é muitas vezes difícil. O aumento da sobrevida de pacientes portadores de diversas patologias crônicas gera uma nova preocupação por parte dos especialistas que os atende. cefaléia tipo hemicrânia. Deve-se conhecer os medicamentos que interagem com o ACO. como hipertensão arterial leve ou moderada. Drogas que aumentam a concentração sérica de estradiol: vitamina C e co-trimexazol. depressão. Drogas cujos efeitos podem ser alterados pelos ACO. anticonvulsivantes (hidantoína. · fatores de risco para tromboembolismo. fenobarbital e carbamazepina). diabetes mellitus moderado. aumentando-os (antidepressivos tricíclicos. Algumas apresentações comerciais de anticoncepcional combinado. · uso de medicamentos que interagem com a pílula. entre outras. como ampicilina e doxiciclina. Anticoncepcionais orais utilizados na adolescência Estrogênio/dose Etinilestradiol 35µg Progesterona/dose Acetato de ciproterona 2mg Nome comercial Diane 35 (Schering) Selene (Eurofarma) . Os anticoncepcionais orais combinados utilizados na adolescência são os ditos de baixa dosagem. Em algumas situações deve-se considerar a relação risco/benefício: · idade ginecológica inferior a 2 anos. estão apresentadas no quadro a seguir. do tipo monofásico. entre outras. A orientação anticoncepcional desta clientela quando do início da atividade sexual é uma delas. beta-bloqueadores. griseofulvina. epilepsia. Drogas que diminuem a eficácia do ACO: rifampicina. permanece controversa.tromboembolismo. benzodiazepínicos. ou seja. sendo prudente orientar o uso concomitante de método de barreira durante a tomada do antibiótico. sendo necessário sempre contrabalançar os potenciais efeitos adversos do método com o de uma possível gravidez sobre a doença. 3. deve-se orientar o uso concomitante de método de barreira ou utilizar um método não-hormonal. 2. uma vez que seu uso concomitante pode diminuir a eficácia do contraceptivo: 1. com concentração do componente estrogênico variando entre 20 e 35µg. mais utilizado na adolescência. meperidina e teofilina) ou diminuindo-os (acetaminofeno e anti-coagulante oral). cada caso deve ser analisado cuidadosamente.

triglicérides e função hepática. envolve questões morais. observando-se. tabus. melhor adesão quando ela tem o apoio do seu parceiro ou dos seus pais. preconceitos. também exige que sejam tomadas regularmente a cada 24 horas. que garante a segurança do seu uso. glicemia. É necessário que se faça uma orientação detalhada. Uma adolescente com risco para engravidar. colesterol total e frações. Não raramente. assim como aspectos práticos da utilização do método.15mg Nordette (Wyeth) Microvlar (Schering) Ciclon (Haller) Ciclo 21 (União Química) Microdiol (Organon) Gynera (Schering) Minulet (Wyeth) Mercilon (Akzo Organon) Femina (Aché) Primera (Eurofarma) Femiane (Schering) Harmonet (Wyeth) Diminut (Libbs) Desogestrel 0. as adolescentes esquecem de tomar a pílula. éticas. etc. segredos. a qual deve ser reforçada nos retornos que se seguem. O rastreamento laboratorial para a adolescente candidata ao uso de ACO deve incluir: hemograma. o que fazer se esquecer. a que horas tomar. mas nem o exame pélvico nem os exames laboratoriais são pré-requisitos para a o início do uso do ACO. que opte pelo ACO e que não tenha. de acordo com anamnese e exame físico.Etinilestradiol 30µg Levonorgestrel 0. onde vai guardar (principalmente em caso de não conhecimento dos pais).15mg Gestodene 0. se possível) os riscos e benefícios dos ACO. como: quem vai comprar.075mg Etinilestradiol 20mg Desogestrel 0. Devem ser discutidos com a adolescente (e parceiro.075mg Deve-se realizar uma anamnese cuidadosa e exame físico completo para avaliar a presença de contra-indicações à prescrição da pílula. efeitos colaterais e a possibilidade de sangramentos nos primeiros ciclos (importantes causas de abandono). Não se deve esquecer que o uso de um anticoncepcional é muito mais do que simplesmente a ingestão de uma pílula. A baixa dosagem hormonal das pílulas atuais. . O ideal é que essas adolescentes tenham também uma avaliação ginecológica. contra-indicações para seu uso já pode iniciar a tomada do anticoncepcional enquanto aguarda resultado de exames laboratoriais e avaliação ginecológica. na prática. o que fazer em caso de vômitos ou diarréia. até que se certifique que a adolescente está utilizando o ACO adequadamente. religiosas.15mg Gestodene 0.

Na prática. caso necessite passar por outro médico. quando. maior a eficácia. Adolescentes a serem submetidas a cirurgias nos membros inferiores e/ou que exijam imobilização pós-operatória não deverão fazer uso de ACO pelo risco aumentado de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.Deve-se orientar ainda sobre a possibilidade de interações medicamentosas e que ela. a adolescente deverá parar de tomar a pílula e procurar imediatamente um atendimento médico: dor abdominal grave. dor na perna grave. orienta-se quanto às situações clínicas que sugiram tal problema. Anticoncepção de emergência A contracepção de emergência é definida como a utilização de uma droga ou dispositivo para evitar a gravidez após uma atividade sexual desprotegida. Na prática. Nunca é demais reforçar o conceito de dupla proteção (contra gravidez e doenças sexualmente transmissíveis . como náuseas e vômitos. dor torácica grave com tosse e dificuldade respiratória. As pílulas contendo apenas progestogênio apresentam menos efeitos colaterais. por exemplo.15mg de levonorgestrel NOME COMERCIAL Neovlar Evanor ADMINISTRAÇÃO 02 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 4 comprimidos) combinada Nordette Microvlar 04 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 8 comprimidos) . Embora o tromboembolismo seja uma complicação muito rara dos ACO de baixa dosagem.DST) e discutir a necessidade do uso concomitante de preservativo (masculino ou feminino). os métodos mais utilizados envolvem a administração de hormônio via oral em altas doses. cefaléia muita intensa. Quadro 3. deve informá-lo sobre o uso do ACO.25mg de levonorgestrel comprimido com 30mcg de etinilestradiol + 0. quanto mais precoce for a ingestão do medicamento. Anticoncepção de emergência APRESENTAÇÃO Pílula anticoncepcional comprimido com 50mcg de etinilestradiol + 0. as opções de anticoncepção de emergência aprovadas pelo Ministério da Saúde estão apresentadas no quadro 3. então. mas têm o inconveniente de serem mais caras e não estarem disponíveis para distribuição nos serviços públicos. A ação anticoncepcional desses métodos só é garantida se a droga for administrada até 72 horas após a relação sexual desprotegida. perda ou borramento de visão.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .75mg de levonorgestrel Postinor-2 01 comprimido cada 12 horas (2 doses total: 2 comprimidos) É importante orientar a adolescente que. Como as náuseas são freqüentes. sangramento irregular. · A anticoncepção de emergência não protege contra DST e nem contra outra gravidez no ciclo. Efeitos colaterais menos freqüentes são: aumento de sensibilidade mamária. retenção líquida e cefaléia. tendo-se o cuidado para que o acesso a essa informação não venha a encorajar a prática de sexo inseguro e desencorajar o uso de um anticoncepcional mais eficaz de forma regular. · A adolescente deve pensar na possibilidade de gravidez caso a menstruação não ocorra dentro de 3 semanas. A orientação sobre anticoncepção de emergência deve constituir parte da orientação anticoncepcional como um todo. se ela apresentar vômitos dentro de 1 hora da ingestão das pílulas combinadas (2 horas no caso da pílula contendo apenas progestágeno). deve repetir a dose. vários aspectos devem ser abordados. Copyright © 2001 IDS . principalmente quando da utilização do método combinado.Pílula contendo apenas progestágeno comprimido com 0. · O próximo ciclo pode ser antecipado ou retardado. · O próximo fluxo menstrual pode ser mais intenso ou com volume inferior ao habitual. Na orientação para anticoncepção de emergência. pode-se optar pelo uso de anti-emético uma hora antes da tomada das doses.

8% tinham mamas intensamente dolorosas. que surge no início da . acompanhada ou não de espessamento mamário.2%. Em mulheres brasileiras entre 17 e 45 anos. José Aristodemo Pinotti3 Última Atualização: 9/21/2001 7:53:50 AM 1 2 3 Professor Associado de Ginecologia da FMUSP Médico Assistente da Clínica Ginecológica do HCFMUSP Professor Titular de Ginecologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A dor mamária é queixa comum.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. Dr. D. com freqüência entre 30 e 70% das mulheres em alguma fase da vida. 60. impedindo as atividades normais e necessitando de analgésicos. Alfredo Carlos S.9% das mulheres apresentavam mamas pouco dolorosas. A dor nas mamas (mastalgia). interferindo com as atividades normais e às vezes necessitando analgésicos e 0. a prevalência de mastalgia foi de 66. Carlos Alberto Ruiz2 Prof. sem interferência com atividades normais e sem necessidade de analgésicos. Barros1 Dr. Dr. 4. No entanto.6% apresentavam mamas moderadamente dolorosas.

geralmente por volta dos 30 anos. recebe a denominação de "alterações funcionais benignas das mamas". Nesta circunstância. As "alterações funcionais benignas das mamas" iniciam-se por volta dos 20 anos. apenas mediante expressão. A sensação dolorosa é quase sempre de leve intensidade. Evidenciam-se a irregularidade e a nodularidade do tecido. As "alterações funcionais benignas das mamas" são mais freqüentes em nuligestas e em mulheres com baixa paridade. É muito comum nas "alterações funcionais benignas das mamas" o fluxo papilar. existe tendência dor ser acompanhada por espessamento de parênquima. acastanhada. Apresenta coloração esbranquiçada. Raramente é incolor ou serossanguinolenta. raramente é severa e na grande maioria das vezes apresenta reforço sintomático pré-menstrual.menacme e tende a desaparecer na menopausa. Às vezes a acentuada fibrose determina um nódulo dominante. exteriorizando-se por vários orifícios de cada lado e de forma nãoespontânea. que se apresentam como áreas granulosas à palpação. amarelada. Pequenos nódulos agrupados tendem a formar placas de espessamento endurecido. Mais tarde. Copyright © 2001 IDS .altura. com sinais de ingurgitamento local. com três dimensões . o fluxo é quase sempre bilateral. isto é. Nesta fase. comprimento e largura .que chega a simular uma neoplasia. as mamas não costumam apresentar alterações palpatórias importantes. esverdeada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . principalmente nos quadrantes súpero-laterais. Costumam regredir na menopausa e reaparecer com a reposição hormonal.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Elsa Aida Gay de Pereira1 Cíntia Irene Parellada2 Última Atualização: 8/15/2001 10:30:10 AM Médica assistente doutora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduanda na área de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP 2 1 Cancro mole Candidíase Donovanose Escabiose pubiana Fissuras Herpes .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Hiperplasia de células escamosas Intertrigo Linfogranuloma venéreo Líquen escleroso Melanose Vulvar Papilomavírus humano Pediculose pubiana Sífilis Síndrome de Behçet Tricomoníase Tumores Benignos da Vulva Úlceras genitais Vaginose atrófica Vaginose bacteriana Vaginose citolítica Vulvodínia Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Marco Aurélio Galletta1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:06:32 AM 1 2 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A adolescência é um período de mudanças anatômicas. exigindo um desenvolvimento psicoemocional acentuado e. temos cerca de 1 milhão de gestantes adolescentes por ano. fisiológicas. muitas vezes. alcançando a cifra de . gerando situação de difícil enfrentamento. prolongando-se dos 10 aos 20 anos incompletos pelos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) ou dos 12 aos 18 anos de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. insatisfatório. psicológicas e sociais que separam a criança do adulto. No Brasil. A adolescência associada à gravidez cria novos desafios existenciais: os novos papéis de mulher adulta e mãe são assumidos em tempo exíguo.

em três tomadas. em duas ou quatro tomadas. lacerações perineais. malformações fetais. entre outros). podendo aumentar até 30 mg/dia. que agiria diminuindo a ansiedade. pode não ser apropriado em momentos em que se necessita ação hipotensora imediata e efetiva. No Brasil. o tratamento básico consiste em dieta hipossódica e repouso. A gravidez é de risco quando a gestante ou o concepto estão sujeitos a lesões ou mesmo morte em decorrência do ciclo gravídico-puerperal. maior índice de parto cesárea. em três tomadas. com vistas à interrupção da gravidez (indução do parto. iniciando com 5 mg a cada 12h. A estruturação de um atendimento que privilegie a formação de grupos educativos (transmitindo informações) e espaços de troca entre as adolescentes grávidas é altamente produtivo. Outra possibilidade . deve-se pesquisar a maturidade fetal (com amniocentese). uma a três gotas a cada 8 h. pois a paciente comumente negligencia aspectos importantes da sua saúde. Doença Hipertensiva Específica da Gravidez A doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) é muito freqüente na adolescente (primiparidade. Há dúvidas sobre a possibilidade de se prevenir a pré-eclâmpsia. até o máximo de 2 g/dia. especialistas e autoridades em saúde pública. Nesta fase. mas consegue-se prevenir as principais complicações: eclâmpsia e síndrome HELLP (hemólise. disfunção uterina. apresentações anômalas. dado extremamente preocupante. abortamento. síndromes hemorrágicas. também seria outra indicação de parto terapêutico. sendo interessante que as adolescentes possam se encontrar com jovens na mesma situação. deve-se internar a paciente e introduzir anti-hipertensivos. baixo peso ao nascer. As lesões e complicações mais frequentes são toxemia gravídica. A gravidez na adolescência vem a ser uma situação de risco. Embora o número total de partos caia. Outra opção seria a metildopa.diastólica >= 100 mmHg). Pode-se ainda adicionar algum sedativo. asfixia perinatal e icterícia neonatal. se não houver contra-indicação). desproporção céfalo-pélvica. parto e puerpério. proteinúria > 2 g/24 h. o número de grávidas na adolescência aumenta (com acréscimo significativo na faixa etária dos 10 aos 14 anos). sendo o pindolol a primeira opção. Este último. O atendimento deve ser em separado das demais gestantes. infecções urogenitais. sinais de iminência de eclâmpsia e exames alterados. A gravidez na adolescência preocupa pesquisadores. Começa-se pela detecção das pacientes de risco (todas as adolescentes). pela elevada prevalência e repercussões médicas e sociais. Outros ainda adicionam: anemia materna. enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia). A mortalidade materna e perinatal é maior na gravidez na adolescência. como a levomepromazina. Nos casos mais graves (pressão arterial . Nos casos classificados como de pré-eclâmpsia grave (PA > 160 x 110. por ter meia-vida prolongada e efeito hipotensor menos pronunciado. grande parte das mortes na adolescência estão relacionadas à complicações da gravidez. O mau controle pressórico. que resolverão a grande maioria dos casos. buscando-se detectar aumento brusco de peso e surgimento do edema. amniorrexe prematura e prematuridade. trabalho de parto prolongado.PA . estresse associado à gravidez). com ação hipotensora discreta. que poderia começar com 750 mg/dia.700 mil partos nesta faixa etária por dados do Sistema Único de Saúde (SUS). apesar da associação de medicamentos.

sem superar os 30 mg diários. principalmente nas últimas semanas. perguntando à paciente. estando muitas vezes presente nas adolescentes. como o diazepam. É fundamental medir a pressão em todas as consultas e pesar a paciente para identificar aumento de peso. Portanto.500 g). E seria ainda mais freqüente na adolescente que engravida logo após a menarca. após a 36a semana. O médico deve estar atento para sinais incipientes de trabalho de parto prematuro. verduras e alimentos ricos em ferro. Se isto for impossível. principal complicação perinatal da gravidez na adolescência. com baixa ingestão de proteínas e sais minerais. sem se queixar para o médico que a assiste. Retornos depois da 30a semana devem ser quinzenais e. Deve-se incentivar uma alimentação balanceada rica em frutas. a infecção urinária também é causa comum de parto prematuro. deve-se fazer um hemograma para caracterizar o tipo específico. tornando a presença de anemia bastante freqüente. sobre sintomas dolorosos e percepção de contrações.seriam os benzodiazepínicos. explicando a ela o que é contração e trabalho de parto antes que eles ocorram. semanais. É comum. Isto deve ser a todo custo evitado. pois é nesse período final que a doença se estabelece. é adequado repor ferro e folato e observar a evolução clínica da paciente. primeiro sinal da instalação da DHEG. É muito comum a adolescente chegar no pronto socorro em trabalho de parto prematuro irreversível. também. A suplementação do ferro deve ser feita conforme indicado no capítulo de pré-natal. Além da vulvovaginite. sem sentir absolutamente nada. inadequada. O ganho de peso insuficiente na gravidez é uma das condições mais freqüentemente associadas à prematuridade. comparativamente à gestante com mais de 20 anos. As infecções de trato urinário devem ser tratadas com antibióticos adequadamente prescritos. com dilatação importante. conforme descrito no capítulo sobre os problemas mais comuns na gravidez. Quando se detecta presença de anemia ao exame clínico. cuja dose via oral poderia começar com 510 mg e subir de acordo com a necessidade. muitas vezes. Crescimento intra-uterino retardado (CIUR) A presença do crescimento intra-uterino retardado na adolescência é mais freqüente por . A presença de anemia na gravidez aumenta o risco de infecções e parto prematuro. Inconcebível se torna a possibilidade da "alta" do pré-natal. a adolescente apresentar vulvovaginites intensas. a freqüência das consultas de pré-natal deverá ser menor na adolescente. Prematuridade A gravidez na adolescência se associa ao recém-nascido (RN) de baixo peso (< 2. conseqüência da freqüente prematuridade (duas vezes mais freqüente que nas mulheres mais velhas). contribuindo para o aumento da mortalidade materna nessa faixa etária. frente ao risco de se desenvolver a hipertensão longe dos olhos do pré-natalista. é necessário perguntar sobre presença de corrimento em todas as consultas. em todas as consultas a partir de 28 semanas. Anemia A dieta da adolescente é. Para identificar a pré-eclâmpsia.

discutidos em detalhes no capítulo específico. em princípio. desde que as idades calculadas fossem concordantes. quer sociais ou médicas. Ao discutir a utilização de tais métodos. configurando o CIUR na eventualidade de não se detectar o aumento de peso esperado. aumentando o aporte calórico com os recursos disponíveis. Lembrar que as curvas de adequação do peso à idade gestacional não são de todo adapatadas à adolescente. com intervalo de duas ou três semanas. Tal recurso também poderá ser utilizado no final da gravidez. contribuindo para intervenções precoces como repouso e aumento da ingestão protéico-calórica. É impossível fazer o diagnóstico de CIUR durante a gestação sem saber ao certo a idade gestacional (IG) por um ultra-som realizado no primeiro trimestre. Na falta deste. Preparo para o Parto O parto cesárea é mais comum na gestante adolescente. cientes das peculiaridades da adolescente e das ansiedades próprias da idade. Prevenção de nova gravidez É de fundamental importância na adolescente que já engravidou a prevenção de novos episódios. acretismo placentário e placenta prévia. É papel da equipe de saúde orientar a adolescente sobre métodos anticoncepcionais. nenhum método contra-indicado na adolescência e que todos podem contribuir para diminuir a reincidência da gravidez. A curva permite que se observe mudança do padrão de crescimento da AU. sendo repetido seriadamente para confirmação diagnóstica. A medida da altura uterina (AU) em toda consulta é fundamental. dois ultra-sons no segundo trimestre. O diagnóstico de CIUR deve ser feito precocemente.uma série de razões: síndromes hipertensivas (em especial a pré-eclâmpsia). Toda a equipe de saúde da família deve participar do preparo da adolescente para o trabalho de parto. elevando os riscos de rotura uterina. devendo ser interpretadas com cuidado (importa mais o ascenso constante da curva de peso/altura. situações estas . do que simplesmente sua posição em relação à situação de eutrofia). para notar o ritmo de crescimento a partir do peso estimado pelo ultra-som. A cesárea representa um risco para a presente gravidez e também para o futuro obstétrico desta mulher. seriam suficientes para firmar a IG. A abordagem preventiva do CIUR durante o pré-natal deverá se ater ao diagnóstico e controle precoces das doenças acima citadas. paralelamente ao padrão já definido de aumento de peso. lembrando que não há. devemos também atentar para a possível baixa estima e confusão de papéis da adolescente em questão. desnutrição e ganho ponderal insuficiente durante o pré-natal. O ultra-som deve ser solicitado em pelo menos três ocasiões durante o pré-natal. O médico deve orientar a nutrição da gestante. É importante tratar a anemia e melhorar a ingestão alimentar das pacientes de baixo peso. além do risco infeccioso e hemorrágico. com comparação dos dados com curva padrão (curva de Belizán mostrada no capítulo sobre pré-natal normal). evitando-se complicações mais graves da insuficiência placentária (sofrimento e óbito fetal). que geralmente se faz em piores situações. antes da caracterização definitiva do CIUR. anemia.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .que podem comprometer em muito a aderência ao método. Copyright © 2001 IDS .

Não deve ser encarada como simples assistência médica e sim. e semanais até o parto. como trabalho de prevenção de intercorrências clínico-obstétricas e assistência emocional. quinzenais ou semanais até a 37ª semana. A gestação de baixo risco deve ser acompanhada sem grandes interferências. a fisiopatologia das intercorrências clínicas e as modificações emocionais do ciclo gravídico-puerperal. O profissional que dá assistência pré-natal deve conhecer a fisiologia da gravidez.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Roberto Eduardo Bittar1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/5/2001 9:59:50 AM 1 2 Professor Associado de Obstetríca da FMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A assistência pré-natal é fundamental para o preparo da maternidade. O aumento do número de consultas nas últimas semanas de gestação é importante para melhorar a . O pré-natal deve se iniciar o mais precocemente possível e as consultas devem ser mensais até a 30ª semana.

Além do número de consultas adequado deve-se dar qualidade a cada uma delas. iatrogênico. muitas vezes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Ouvir a gestante. esclarecer suas dúvidas e fazer um exame clínico cuidadoso são mais importantes que o excesso de tecnicismo. Copyright © 2001 IDS .avaliação obstétrica e propiciar apoio emocional ao parto. A avaliação clínica e os resultados dos exames devem ser anotados na ficha médica e no cartão do pré-natal da gestante.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Prof. por muito tempo. o de maior incidência na mulher. Dr. mas .Jesus Paula Carvalho1 Prof Dr Alfredo Barros1 Última Atualização: 12/4/2001 11:50:02 AM 1 Disciplina de Ginecologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Câncer do Colo do útero Câncer do Endométrio Câncer de Mama Câncer do Ovário Câncer da Vulva Câncer do Colo do útero O câncer do colo do útero foi.

pois o cigarro tem um forte efeito imunossupressor. Nas relações sexuais.html). O papilomavírus humano é bastante frequente na população geral. Todos os fatores que contribuem para enfraquecer as defesas imunológicas agem em favor do desenvolvimento do câncer. ácido fólico e o uso de pílulas anticoncepcionais também podem contribuir para o aumento da incidência do câncer do colo do útero. Outro fator que contribui sobremaneira para o aparecimento do câncer do colo do útero é a promiscuidade sexual.(http:// www.html). Acredita-se que o exame de Papanicolaou foi a descoberta da medicina que maior impacto causou na redução da mortalidade por câncer em todo o século XX. Também a infecção pelo papilomavírus humano tende a ser mais séria e duradoura na mulher fumante. assim como pelo início de atividade sexual somente quando o aparelho genital estiver totalmente desenvolvido. caracterizada pela multiplicidade de parceiros sexuais e pelo coito não protegido com preservativo. pelo câncer da mama. maior será a possibilidade de contrair a infecção pelo papilomavírus humano e evoluir para o câncer. inca. O câncer do colo do útero é doença frequente nas camadas mais pobres da população e está fortemente ligado à atividade sexual.br/prevencao/programas/pncccu/index. Nesta fase. mas apenas aquelas mulheres mais suscetíveis desenvolverão o câncer. uma de cada três mulheres morrem da doença. O exame de Papanicolaou continua sendo o método mais eficiente para este fim. A prevenção do câncer do colo do útero fazse pela observância de higiene sexual evitando contato desprotegido com parceiros contaminados pelo papilomavírus humano.que hoje acredita-se que é o principal agente etiológico responsável por esta doença. a mulher contrai a infecção pelo papilomavírus humano . (http://www.org. É um exame simples. É mais frequente nas mulheres com inicio sexual em idade precoce. aumenta com o número de parceiros e também com o estado de saúde e higiene dos parceiros sexuais.org.superado. . em anos recentes.br/prevencao/colo_utero/index. É um tumor que apresenta desenvolvimento lento e progressivo ao longo de muitos anos e somente apresenta sintomas característicos quando a doença já se encontra em forma avançada. o que é proporcionalmente maior do que no câncer da mama.inca. além de mais de trezentas substâncias com potencial efeito cancerígeno. Quanto maior o número de parceiros. Deve ser realizado em todas as mulheres com atividade sexual com periodicidade que não ultrapasse 2 anos de intervalo. A deficiência de vitaminas A e E. disponível nas unidades básicas de saúde e pode ser aplicado em grandes populações com impacto poderoso na redução dos casos de câncer invasivo. O diagnóstico precoce das lesões que precedem o câncer invasivo é possível e permite que estas lesões possam ser tratadas e curadas em 100% dos casos. Pode-se prevenir o aparecimento da doença ou diagnosticá-la em fase precoce. O câncer do colo do útero é muito mais frequente nas mulheres que fumam.o HPV . o que ocorre por volta dos dezoito anos de idade.

na redução da ingestão de gorduras. orientar a realização periódica de mamografias que buscam lesões não palpáveis que seriam teoricamente a forma inicial do carcinoma mamário.inca. diabéticas. O que fazemos na verdade é utilizar métodos clínicos e de imagem para o diagnóstico precoce. na prevenção da obesidade e no controle do diabetes mellitus. As causas do câncer de mama estão relacionadas com hábitos reprodutivos. É uma doença relacionada com altos níveis de hormônios estrogênios circulantes.br/prevencao/ae-mama/index. como paridade tardia. A principal manifestação do câncer do endométrio é a volta do sangramento na mulher que já tinha parado de menstruar. que tiveram poucos filhos ou dificuldades para engravidar. trocáter.html)(explicando o período do ciclo menstrual mais adequado para a sua realização). que fizeram tratamentos hormonais não-controlados. Também está relacionado com dieta rica em gorduras e hipercalóricas. A prevenção do câncer do endométrio baseia-se na mudança de hábitos de vida. a redução do número de filhos. o câncer do endométrio é uma doença das mulheres com maior nível de renda e educação formal. Câncer do Endométrio O câncer do endométrio é também conhecido como câncer do corpo do útero.Câncer de Mama O câncer de mama é atualmente a neoplasia maligna com maior incidência entre as brasileiras e responsável pela primeira causa de morte por câncer.org. biópsia incisional ou biópsia excisional. previne-se o câncer através da administração simultânea de hormônios com capacidade de proteger o endométrio. não é um bom método para detectar o câncer do endométrio. Nas mulheres submetidas a terapia de reposição hormonal. entretanto. a ausência do hábito de amamentar e ao consumo de bebidas alcóolicas. Deve-se valorizar os sintomas de aparecimento de sangramento vaginal de qualquer quantidade nas mulheres após a menopausa ou naquelas mulheres próximas da menopausa e com alterações importantes no padrão menstrual. Ocorre mais frequentemente em mulheres na pós-menopausa. Não dispomos de métodos preventivos para a atenção ao câncer mamário. O câncer do endométrio é frequente entre mulheres obesas. O exame de Papanicolaou. pois sua sensibilidade não ultrapassa 30% dos casos. ensinar a autopalpação (http://www. A única forma de diagnosticar precocemente o câncer mamário é fundamentalmente fornecer informações às pacientes das formas de diagnóstico de que dispomos. O diagnóstico é feito a seguir através de estudo anátomo-patológico por punção aspirativa. . Diferentemente do câncer do colo do útero. Também deve-se acompanhar regularmente o estado do útero através de exames clínicos e ultrasonográficos que muito se prestam para este fim.

Tratamentos sintomáticos a base de cremes servem muitas vezes apenas para retardar o . O exame clínico e ultra-sonográfico periódico pode detectar a presença de massas tumorais pélvicas que devem ser investigadas por métodos invasivos. O principal agente causador do câncer da vulva é o papilomavírus humano que. O câncer da vulva evolui também de forma lenta e progressiva. Mulheres que usaram pílulas por mais de cinco anos apresentam redução de até 60% no risco de câncer do ovário. A prevenção do câncer da vulva se faz de forma idêntica ao câncer do colo do útero. representando cerca de 1 % de todos os tumores malignos ginecológicos. está relacionado com a atividade sexual. Câncer da Vulva O câncer da vulva é o menos frequente. Todos os programas de rastreamento do câncer do ovário tentados até o momento não demonstraram impacto importante na redução da doença. discrômicas ou ulceradas. iniciando-se como lesões discrômicas. comprometendo as possibilidades de cura. o tabagismo e a multiplicidade de parceiros. principalmente nos pruridos crônicos ou nas lesões de aspecto elevado. desestimulando a atividade sexual promiscua. O diagnóstico do câncer do ovário em estágios precoces ocorre em menos de um quarto das vezes e têm importância fundamental no prognóstico.Câncer do Ovário O câncer do ovário é o mais temido de todos os tumores genitais pois é uma doença que ocorre em mulheres de todas as faixas etárias com tendência maior após os cinquenta anos de idade. o que faz concluir que para o câncer do ovário não existe ainda métodos eficientes de rastreamento para emprego populacional. da mesma forma que no colo do útero. Os primeiros sintomas devem ser valorizados. A infecção viral contraída na juventude pode ficar latente e causar o câncer da vulva muitas décadas depois. O único fator de real impacto de prevenção do câncer do ovário é o uso de pílulas anticoncepcionais. Sua evolução é rápida e silenciosa e quando aparecem os sintomas a doença frequentemente já se disseminou para outros órgãos. É comum estas mulheres retardarem a busca por tratamento destas lesões iniciais e isto compromete sobremaneira o prognóstico. Ocorre mais frequentemente em mulheres idosas após os sessenta anos de idade. por vezes elevadas ou ulceradas e altamente pruriginosas. mas diferentes estudos demonstraram que é uma doença mais frequente em mulheres que ovulam muitas vezes. Não se conhece ainda qual o fator causador do câncer do ovário.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Toda alteração da textura da pele vulvar deve ser submetida a biópsia para estudo histológico. Copyright © 2001 IDS .diagnóstico e comprometer o tratamento.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Seizo Miyadahira1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:12:38 AM 1 2 Médico Assistente. Doutor em Medicina Pela FMUSP Professor Titular .Disciplina de Obstetrícia da FMUSP Amniorrexe prematura Anemias Anemias fetais Assistência ao parto prematuro Cardiopatias Desvios do crescimento fetal Diabetes .

a propedêutica e a . Sob a denominação de problemas mais comuns na gestação. sendo o tema central deste capítulo. Toda e qualquer anormalidade que se diagnostica no curso de uma gestação deve ser abordada focando os dois compartimentos: materno e fetal. podem ser preparados psicológica e emocionalmente. figuram queixas importantes consideradas como fisiológicas na gravidez. como a êmese gravídica. Assim. triar de forma precisa e selecionar as gestantes com intercorrências que exigem referência para serviços secundários e terciários (hospitalares). cabendo aos profissionais de nível primário (essencialmente ambulatorial) tarefa das mais fundamentais que é o de diagnosticar. recepcionando o concepto sem traumas. tão comuns quando o diagnóstico é realizado no nascimento ou muito tempo depois. Entretanto.Eclâmpsia Gestação múltipla Hepatite B e C HIV Infecção do trato urinário Inibição ao parto prematuro Pós-datismo Pré-eclâmpsia Rubéola Sífilis Síndromes Hipertensivas na Gestação Toxoplasmose O seguimento pré-natal sofreu mudanças radicais nas décadas recentes. Raramente determinam desvios importantes no curso da gravidez. decorrentes dos avanços no campo da propedêutica e terapêutica materna e fetal. tonturas e lipotímias. A gestante e seus familiares se beneficiam muito do diagnóstico correto de malformações do feto. O atendimento médico durante o seguimento pré-natal deve respeitar a hierarquia dos níveis de atenção à saúde. outras alterações menos freqüentes trazem conseqüências graves à unidade materno-fetal (gestação de alto risco).

intercorrências próprias da gestação (doenças obstétricas) e doenças fetais. é fundamental que haja uma assistência pré-natal. Classificação das Doença Hipertensiva Específica da Gestação e conduta Classificação Critérios Conduta Ambulatorial: repouso relativo. Pré-eclâmpsia: hipertensão. Para a vigilância da saúde materna. Trata-se de intercorrência das mais graves em obstetrícia. Conduta Obstétrica: permitese a evolução da gestação até 40 semanas. Vigilância da Vitalidade Fetal semanal. Existem situações em que apenas um dos compartimentos está comprometido e todo o investimento deve ser direcionado a ele. ou. Quadro 1. sedativos. Internação: repouso no leito. A pressão arterial deve aumentar 30 mmHg na sistólica e 15 mmHg na diastólica. devem ser identificados níveis iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg se os níveis anteriores forem desconhecidos. mas comum na gravidez (presente em 5-10% das gestantes). A elevação da pressão arterial deve-se manter por até 6 horas após a primeira medida. exigindo tratamento em Unidades de Terapia Intensiva. Síndromes Hipertensivas na Gestação é complicação. sedativos. proteinúria e edema. tratamento antihipertensivo. após 20 semanas de gestação. Vigilância da Vitalidade Fetal Conduta Obstétrica: resolução da gestação: na maturidade fetal Leve Pressão Diastólica < 110 mmHg Grave Pressão Diastólica => 110 mmHg Proteinúria > 3. As diversas situações de morbidade em obstetrícia podem ser enfocadas em 3 grandes grupos: intercorrências clínicas. responsável pelo maior índice de mortalidade e morbidade perinatal. Eclâmpsia: pré-eclâmpsia associada a convulsões caracterizam a eclâmpsia.0 g/24 horas .terapêutica em obstetrícia devem ser direcionadas para o binômio: saúde materna e saúde do feto.

Manutenção: nas 24 hs seguintes. Propedêutica Laboratorial Materna para a avaliação das complicações (HELLP). sendo 5 g (10 ml) em cada glúteo. Esquema de Zuspan: Dose de ataque .Dose de ataque . conduta obstétrica Permite-se a evolução até 40 semanas.Internação: nos casos graves (PA diastólica > 110 mmHg). Sulfatação.Sulfato de Mg 4 g EV (10%) EV. Avaliação das condições fetais (ultra-sonografia obstétrica + Provas de Vitalidade Fetal).Iminência de Eclampsia Epigastralgia + Cefaléia + distúrbios visuais (fosfenas) Semelhante à Eclâmpsia (ver abaixo) Internação com cuidados intensivos: monitoração dos sinais vitais. 5 g IM cada 4 horas. Síndrome hipertensiva conduta clínica Acompanhamento ambulatorial com tratamento antihipertensivo e avaliação das condições fetais (ultra-sonografia + avaliação da vitalidade fetal). Sondagem Vesical. Hipertensão arterial com pré-eclâmpsia superajuntada: a presença de sinais e sintomas próprios da pré-eclâmpsia associados à proteinúria e elevação dos níveis séricos de ácido úrico configuram este quadro grave. assegurada a viabilidade fetal hipertensão arterial .Sulfato de Magnésio 4 g (10%)EV + 10 g (50%) IM profundo com agulha de raqui. salvo em casos de Hipertensão não controlável e diante de alterações no compartimento fetal. quando se indica a resolução. tratamento antihipertensivo. Manutenção: EV 1 g/hora em soro de 400 ml + 10 ampolas a 10% (16 gotas/minuto) Hipertensão arterial crônica: diagnóstico antes de 20 semanas (níveis pressóricos iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg) ou sua persistência após 42 dias de puerpério. Adequação das drogas antihipertensivas e vigilância fetal mais intensiva. ECG. Resolução: se o peso estimado for >= 1000 g Eclâmpsia DHEG + CONVULSÕES *Sulfatação: Esquema de Pritchard:.

efetuado com 26 semanas de gestação Indicado para os casos de risco: Curva Glicêmica: com 28 semanas de gestação. justifica-se a todas as gestantes. a internação da paciente é obrigatória Nas pacientes que apresentam o controle glicêmico adequado a gestação deve avançar até 40 semanas. Nas não-dependentes da insulina. uma vez que malformações fetais associam-se significativamente com o mau controle do diabetes na gestação. Conduta clínica diante da suspeita diagnóstica ou da confirmação clínica do Diabetes fatores de risco Idade. Teste simplificado: Teste de Tolerância à Glicose Oral de 50 g. o parto prematuro terapêutico deve ser levado em conta. É fundamental o controle glicêmico rigoroso.hipertensão + Doença Hipertensiva Específica da Gestação PA = pressão arterial Internação: considerada situação de muita gravidade. desde a viabilidade até a maturidade fetal plena. A dosagem da glicemia de jejum. Quadro 2. polihidramnia anterior Evolução da gravidez: altura uterina maior que a esperada. Nas diabéticas insulino-dependentes é recomendável um seguimento em serviço secundário ou terciário durante a gestação. hipertensão. para o controle clínico são necessários cuidados meticulosos. Antecedentes familiares da doença Antecedentes pessoais: peso de nascimento. É indicada toda propedêutica para o diagnóstico das complicações como a Síndrome HELLP Resolução da gestação se impõe na medida da gravidade desta associação de doenças. como forma de triar a doença no início da assistência pré-natal. nefropatias. óbitos fetais. Nos casos diagnosticados. malformações) Recomendado a todas as gestantes. sinais ultra-sonográficos (macrossomia. o controle da doença é fundamental antes da gravidez. Em situações de descompensação com cetoacidose. Nas pacientes que apresentam controle inadequado ou nas portadoras de complicações principalmente vasculares. Diante de resultados normais. doenças do Colágeno Antecedentes Obstétricos: macrossomia fetal. o seguimento deve ser muito diferenciado de acordo com o tipo de diabetes. o controle da doença se faz pela instituição de dieta própria para o diabetes (sem açúcar livre). polihidramnia. independentemente do risco. rastreamento diagnóstico precoce seguimento prénatal controle da doença resolução obstétrica . repete-se o exame com 34 semanas. O Diabetes: nas mulheres com diagnóstico pré-gestacional.

Deve-se pedir cultura de urina com antibiograma (nos casos onde há disponibilidade para isso) antes de iniciar o tratamento. de febre. Laboratório: VDRL + ou -.2 milhões UI Secundária Tardia Após a dose inicial de penicilina. Recomenda-se. via intramuscular. mal-estar Bacteriúria Assintomática Sem sintomas Sífilis: é de diagnóstico obrigatório na gestação.8 milhões UI Penicilina Benzatina 2. Cefalotina 1 g via endovenosa de 6/6 hs. Dose total: 4.Infecções: a mais frequente é a de trato urinário baixo. hematúria Antibiótico via oral: Cefalexina 500 mg de 6/6 hs. poderá surgir uma reação febril e cutânea. CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Primária Cancro duro VDRL + após 2 semanas. Quadro 3. via intramuscular semanalmente. internação com administração de antibióticos por via parenteral. Gentamicina 1 mg/ kg de 8/8 hs Cefalexina 500 mg de 6/6 hs por via oral Pielonefrite As mesmas acrescidas. FTA-abs + Penicilina Benzatina 2. denominada de . diagnóstico e tratamento. Cistite Disúria. 3 vezes. NÍVEL DA INFECÇÃO MANIFESTAÇÕES TRATAMENTO Trato Baixo: Uretrite.4 milhões UI. FTA-abs + Erupções cutâneas (roséolas) Condiloma plano Diagnóstico laboratorial: idem ao primário Goma sifilítica. Quadro 4. na pielonefrite. Associa-se a trabalho de parto prematuro e pode evoluir para uma pielonefrite. Dose total: 7. Mulheres com sorologia negativa inicialmente devem ser submetidas a novas sorologias no decorrer da gravidez. via intramuscular em dose única Penicilina Benzatina 2. Internação: antibiótico por via parenteral.4 milhões UI. Quadro clínico das infecções de trato urinário. polaciúria. repetida após 1 semana. Estados da sífilis. Malformações provocadas por esta doença são muito conhecidas.4 milhões UI.

Todas as adolescentes devem ser vacinadas para rubéola. existem diferentes cepas com potenciais malformativos fetais diversos. IgM = imunoglobulina M Toxoplasmose: na gestação. situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação Suscetível Imune Infecção recente conduta Imunização pósnatal Nada específico Diagnóstico da infecção fetal (Medicina Fetal) IgG = imunoglobulina G.40 % 20 . resultante da liberação de toxinas dos treponemas mortos. a futura gestante deve ser vacinada antes de nova gestação.20 % 6-7% 0. Vale lembrar que a freqüência de malformações é tanto maior quanto mais precoce for a virose na gestação. o que explica ausência de lesões fetais mesmo com doença clínica comprovada laboratorialmente. Nos casos suscetíveis. ou quando.Jarish-Herxheimer. é importante o seguimento sorológico mensal ou bimensal para a detecção da viremia sorológica de alto significado para o prognóstico neonatal.25 % 10 . Situação da gestante em relação a rubéola. .1 % Quadro 5. Após gestação com sorologia negativa. em ultrasonografia de rotina. calcificações intracranianas. ou convulsões). são diagnosticadas alterações morfológicas suspeitas. Rubéola: nem sempre é possível a concretização do diagnóstico. desde lesões oculares leves de difícil diagnóstico intra-uterino até as letais para o concepto (hidrocefalias graves). ao se identificar alguma anormalidade na criança (uveítes. Por outro lado. Transmissão Vertical Infecção Fetal (mês) 1 2 3 4 5 Percentuais de Acometimento Fetal Grave 10 .5 . O diagnóstico é retrospectivo. causa malformações fetais de gravidade muito diversificada.

Quadro 7. os cuidados neonatais devem ser muito meticulosos. IgM = imunoglobulina M Hepatites B e C merecem abordagem rotineira durante a gestação porque medidas importantes no decurso do ciclo gravídico-puerperal devem ser tomadas em cada situação. Diagnóstico da toxoplasmose.Quadro 6. situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação conduta Orientação higiênico-dietética Repetição da sorologia 2/2 meses Seguimento prénatal rotineiro Proceder diagnóstico da transmissão vertical Encaminhar para Medicina Fetal Suscetível Imune Sorologia Positiva Infecção recente ou Cicatriz Sorológica IgG = imunoglobulina G. Além disso. Os possíveis resultados da sorologia para hepatite B e respectivas condutas estão relacionados no Quadro 7. situação sorologia negativa sorologia positiva sorologia positiva resultados AgHBs negativo Anti-HBs negativo Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo Imune Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo ou negativo Anti-HBC positivo Paciente foi portadora da doença Imune interpretação conduta Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro . Diagnóstico da hepatite na gravidez. em pacientes com sorologia positiva.

Todos os casos de sorologia positiva para HIV devem ser encaminhados aos ambulatórios de referência. cuidados pré-natais e conduta obstétrica. A avaliação personalizada de cada paciente é fundamental para a diminuição da morbidade maternofetal. tipo de cardiopatia cuidados pré-natais resolução obstétrica . É norma a pesquisa rotineira do vírus atualmente. responsável pela distribuição das drogas. que devem ser encaminhadas a serviço secundário ou terciário. até há poucos.sorologia positiva AgHBs positivo Anti-HBs negativo Hepatite Crônica Anti-HBC negativo Cuidados no Parto Cuidados com o recém-nascido (imunização imediata) Quanto à hepatite C. Quadro 8. Cardiopatias: são uma das principais causas de morte materna no Brasil. porque o aspecto preventivo do profissional também deve ser considerado. anos estavam contaminados por este vírus. Portanto. Outro aspecto a ser considerado é a alta prevalência em algumas regiões (atingindo 2% da população de gestantes). particularmente em pacientes submetidas previamente a transfusões de hemoderivados. constando de orientações precisas acerca da doença e dos cuidados a serem prestados tanto na evolução da gravidez quanto no momento do parto. deve ser obrigatório. Vírus da imunodeficiência adquirida humana (HIV): a transmissão vertical é o ponto mais crítico. é importante lembrar que aproximadamente 30% dos hemotransfundidos. Tipos de alterações cardíacas na gravidez. É muito importante a realização da avaliação funcional do coração materno nas gestantes com alterações cardíacas. Os óbitos maternos devem-se à insuficiência da função miocárdica. o diagnóstico. Destes indivíduos. porcentual elevado desenvolve cirrose hepática e neoplasias. O uso de medicamentos anti-retrovirais no momento do parto e no recém-nascido tem diminuído a transmissão vertical. O seguimento pré-natal também obedece a rotina bem específica.

gastrectomia anemia megaloblástica VCM maior que 95 µ3 . Nos casos menos graves pode-se permitir o pós-datismo. uso de anticonvulsivantes. determinam com freqüência Freqüente a necessidade Congênitas cianóticas insuficiência placentária de parto terapêutico. Monitoração cardíaca materna e fetal são tópicos de relevo nesta afecção no momento do parto Chagásica Geralmente muito graves.0 g conduta Sulfato Ferroso 60 mg de Ferro elementar/dia Ácido Fólico 5 mg/ dia Cianocobalamina 1000 mcg/mês intramuscular Mais importante é o anemia carencial Ferropriva Carência de folatos e Vitamina B12 Freqüente em alcoolismo. tempo de evolução da doença. cirurgias realizadas e intensidade da descompensação cardíaca. A avaliação do risco materno deve levar em conta o tipo de alteração cardíaca. grave e óbito fetal. medicamentos utilizados. Seguimento das condições fetais com Ultra-sonografia e Provas de Vitalidade Fetal Cuidados relacionados à intensidade da lesão cardiológica Prioriza-se o parto vaginal. tipo etiologia diagnóstico Tipo microcítica hipocrômica Hb < 11. gestação múltipla. permitindo que a gestação avance até 40 semanas. Anemias Os principais tipos de anemia. Cuidados anestesiológicos são muito importantes. diagnóstico e conduta obstétrica são apresentados na tabela abaixo.Reumática: mais freqüente causa de valvulopatias Descompensação cardíaca Profilaxia da Febre Reumática Anticoagulação: nas próteses metálicas e fibrilação atrial.

malformações Maternos: infecções. Heterozigótica: SS 40-50%.0 g % no momento do parto talassemia Genética. Cuidados específicos sobre a doença causadora Crescimento restrito Estimativa de peso abaixo do percentil 10 da curva de crescimento macrossomia Estimativa de peso acima do percentil 90 Assistência ao parto prematuro: . uso de drogas. Ácido Fólico 5 mg/dia. intercorrências clínicas. diminuição ou ausência das cadeias alfa ou beta de globina Desvios do crescimento fetal Com a utilização da ultra-sonografia rotineira. circunvalada. os diagnósticos dos desvios ponderais do feto ficaram mais factíveis devido à facilidade em se acessar as curvas de crescimento fetal mediante a estimativa de peso estimado por este método. Eletroforese de Hb Talassemia Minor: A2 maior que 3. Interrupção com maturidade fetal a partir de 34 semanas. infartos etc Constitucional Diabetes diagnóstico conduta Diagnóstico etiológico. e cuidados sobre a doença que o causou. propedêutica fetal cuidadosa. tipo Etiologia Fetal: cromossomopatias. Transfusão quando Hb < 7. Avaliações fetais (CIUR e Sofrimento fetal) principalmente nas crises de falcização (internada).5% Manter Hb entre 910 g %. fatores ambientais (radiações) Placentários: placenta prévia.anemia falciforme hemoglobinopatia hereditária Eletroforese de Hb Homozigótica: SS 80-90%. Ácido Fólico 5 mg/ dia.

Oligoidrâmnia Avaliação fetal muito detalhada: crescimento fetal. Além disso. sofrimento fetal. mesmo em ausência de doença materna: crescimento intra-uterino restrito. Após 42 semanas. terbutalina (Bricanyl® por via endovenosa esquemas de inibição gota/gota e via oral) Sulfato de Magnésio corticoterapia Administrada entre 28 a 34 semanas: Betametasona (Celestone ®) 12 mg 2 vezes. vitalidade. a placenta prévia. DPP.Medidas importantes Monitoração da vitalidade fetal Rotura tardia das membranas Anestesia de condução (intra ou peridural) Episiotomia ampla Parto vaginal: <1000 g e >2500 g até 3500 Cesárea: entre 1000 e 2500 e >3500 g Parto vaginal. define-se a gestação prolongada. Em relação ao feto. rotura prematura das membranas. Fórceps em feto com peso >1500 g Cesárea: defletidas Apresentação pélvica Apresentação cefálica Inibição do Trabalho de Parto Prematuro Apenas 10 a 20 % dos casos de trabalho de parto prematuro merecem ser inibidas. Assistência Obstétrica TÓPICOS MÉTODOS . análise do volume de líquido amniótico Propedêutica materna na busca da etiologia contra-indicações cuidados preliminares Hidratação. com intervalo de 24 horas Pós-Datismo Toda gestação que ultrapasse 40 semanas. Qualquer doença materna que torne hostil o ambiente intra-uterino ou qualquer agravo na doença materna.

Há evidente aumento nesta incidência devido ao uso de técnicas de reprodução humana com induções da ovulação e FIVs. anemias Avaliação ultraEvitar prematuridade sonográfica periódica e extremaMelhorar índices de avaliação da vitalidade morbidade neonatal fetal Seguimento Pré-Natal mais amiúde (avaliação do colo uterino) Repouso no final da gestação (III trimestre) Amniorrexe prematura . Alguns tópicos merecem cuidados: tópicos Diagnóstico da corionicidade método Ultra-sonografia de I trimestre Ultra-sonografia III trimestre importância Risco da Síndrome transfusor/transfundido (70% de mortalidade perinatal) na gestação monocoriônica STT e restrição ao crescimento intra-uterino Gêmeos discordantes Assistência Pré-natal Exames laboratoriais na busca de diagnóstico precoce de complicações: diabetes.Avaliação da Vitalidade Fetal Exame Pélvico Resolução Cardiotocografia Avaliação do Volume de Líquido Amniótico Amnioscopia Procurar condições para indução do parto Sofrimento fetal e mecônio anteparto Índice de Bishop => 5: indução do parto IG => 42 semanas: indução após preparo do colo (Bishop <5) Gestação múltipla: a gemelidade ocorre em 1:80 casos. DHEG.

Azul de Nilo (células fetais) Ultra-sonografia Expectante ambulatorial: quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) for > 5 cm em gestações abaixo de 34 semanas. descritos no quadro a seguir. IM = via intramuscular Anemias fetais: as causas são: aloimunização Rh. sofrimento fetal NÃO EFETUAR TOQUES VAGINAIS antes do trabalho de parto Não inibir trabalho de parto inclusive na prematuridade extrema. Depois de 6/6 horas Com infecção: Penicilina Cristalina 20 milhões U/dia + Metronidazol 500 mg EV 6/6 hs + Gentamicina 80 mg IM 8/8 horas cuidados especiais EV = via endovenosa. sensibilidade uterina. Anamnese. o trabalho de parto é desencadeado em 24 horas. É responsável por 33% dos partos prematuros. infecção ovular) conduta obstétrica Resolução: 34 ou mais semanas. Em cerca de 90% dos casos. oligoidrâmnia grave. Corticóides: discutível Antibioticoterapia no trabalho de parto: Sem infecção: Cefalotina 1 g EV 4/4 horas até o nascimento. ausência de infecção. Avaliação bissemanal da vitalidade fetal Internação: na oligoidrâmnia (ILA<5. infecção ovular.0 cm) e todos os casos que se indica interrupção da gestação Clínica: controle da temperatura corpórea. devem ser enfatizados os aspectos profiláticos da aloimunização.Rotura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto. FCF e materna Leucograma seriado diagnóstico conduta assistencial vigilância infecciosa Expectante até 34 semanas (exceto no sofrimento fetal. Cristalização do líquido amniótico. Na assistência às gestantes Rh negativas não sensibilizadas. Exame obstétrico: especular Exames específicos: Teste do Fenol Vermelho (pH). situação da gestante conduta pré-natal conduta pós-natal . observação de fisometria. infecções fetais (por parvovírus).

duplo contorno da bexiga. aumento da hidrocele indicam possível comprometimento fetal ENCAMINHAR PARA SERVIÇOS TERCIÁRIOS pela possível necessidade de transfusão intra-uterina aloimunizadas (coombs indireto +) PLANEJAMENTO FAMILIAR Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Rh negativa não sensibilizada Realização de teste de Coombs indireto mensalmente Imunoprofilaxia:300 mg Imunoprofilaxia: 300 mg de anti-D dentro de 72 horas anti-D entre 28-30 semanas após o parto ou após qualquer procedimento invasivo Titular o anti-D. Ultra-sonografia: espessamento ou hiperecogenicidade. derrame pericárdico. Se > 1:16. hepatoesplenomegalia.

alterações circulatórias e bacteremias transitórias. Ruocco1 Última Atualização: 9/21/2001 8:14:24 AM 1 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Puerpério compreende o período que se inicia imediatamente após o parto.).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rosa Maria de S. arbitrariamente. São explicados como conseqüentes às modificações na primeira hora pós-parto decorrentes de estafa muscular. A. . Algumas classificações ainda estendem o término para 90 dias. em puerpério imediato (primeiras 24 horas). precoce ( de 24 horas até o final da primeira semana) e remoto ou tardio (da primeira semana até a retomada das condições pré-gravídicas . As principais alterações são: Calafrios: surgem 15 a 20 minutos após a dequitação e têm duração variável. A maioria dos autores considera o período como as 6 primeiras semanas pós-parto. e no qual surgem alterações anatômicas e fisiológicas responsáveis pela volta do organismo materno às condições pré-gestacionais. resfriamento corpóreo. outros o dividem.por volta de 6 semanas.

diminuição das capacidades vital e inspiratória. Respiratórias: aumento do volume residual. Hemodinâmicas: os maiores ajustes hemodinâmicos ocorrem imediatamente após o parto representados por um aumento importante do débito cardíaco. ocorrendo maior capacidade e relativa insensibilidade da bexiga. aos 6 meses pós-parto. A temperatura deve ser medida por via oral (excluindo aumentos axilares locais causados por ingurgitamento mamário). pelo menos 4 vezes ao dia. a reparação estará completa apenas na 6a semana. as contrações potentes que se seguem provocam a involução do miométrio. O endométrio sofre necrose.Temperatura corpórea: elevação normal no primeiro dia (até 38°C de temperatura oral). por 2 dias quaisquer durante os 10 primeiros dias do puerpério. Volta ao tamanho definitivo na 6a semana (ficando discretamente maior que antes da gravidez). o útero pesa um quilo e localiza-se próximo à cicatriz umbilical. que ao estar presente chama a atenção do obstetra para o desenrolar de possível infecção. Todos os estados febris do pós-parto são agrupados sob a denominação de "morbidade febril puerperal". O peso pré-gestação é atingido. atingem o pico na primeira semana pós-parto. bem como o fechamento dos vasos sanguíneos presentes no leito placentário. aumento do consumo de oxigênio e da ventilação residual. pressão venosa central e pulso. responsável pela regeneração desse tecido ao final da terceira semana. Alterações da coagulação: desencadeadas pela gravidez. em média.5 litros até a 5a semana. eletrólitos e metabolismo: perda líquida de 2 litros na primeira semana (pela perda de líquido extracelular) e 1. após 8 a 10 dias está rente à sínfise púbica. Para voltar ao normal são necessárias várias semanas e muitos exercícios. Parede abdominal e intestino: a parede permanece flácida em virtude da distensão prolongada da gravidez. excluindo-se as primeiras 24 horas. Urinárias: logo após o parto são encontrados edema e hiperemia vesical. havendo o restabelecimento progressivo da topografia e dos movimentos intestinais. No local onde estava inserida a placenta. tendo como possíveis causas as lesões tissulares. a absorção de produtos tóxicos e a invasão bacteriana. Colo: fecha-se progressivamente. Alterações locais são freqüentes como as descritas no: Corpo uterino: após o parto. pesando cerca de 100 gramas. A morbidade febril puerperal é a ocorrência de temperatura de 38°C ou mais. Ocorre ausência do peristaltismo intestinal nas primeiras 24 horas. Peso: há perda progressiva:5 a 6 kg com o esvaziamento uterino e a perda sanguínea além de 2 a 3 kg pela diurese. Persistem as estrias e a diástase da musculatura reto-abdominal. elevação discreta da pressão sanguínea. Com a saída da placenta. ficando apenas sua camada basal. Balanço hídrico. estando pérvio para 1 cm decorrida uma semana do .

Mamárias: as glândulas mamárias encontram-se capacitadas para a secreção láctea após o estímulo hormonal gestacional. a camada muscular vaginal progressivamente se retrai e diminui de tamanho. com intenso predomínio de leucócitos e células degeneradas). Todas as mudanças na composição ocorrem de acordo com as necessidades nutricionais do recém-nascido. a produção de muco cervical e outras modificações estrogênicas ficam na dependência da lactação. Com 6 a 12 semanas a restauração do colo estará completa. Copyright © 2001 IDS . 5 a 10 dias. que lhe dão cor peculiar). Lóquia: é a denominação para o material originado na cavidade uterina durante o fenômeno da involução. principalmente se o parto foi normal e ocorreram lacerações não suturadas. finalmente. gordura e beta-carotenóides. mas dificilmente retorna às condições anteriores. principalmente IgA. predominando restos de hemácias degradadas). pelo leite definitivo. ficando ligeiramente aberto. durante as duas primeiras semanas pelo leite transicional e. a loquiação modifica-se progressivamente em cor e composição: rubra (vermelho-vivo até o 3° dia pós-parto e formada por restos de decídua e muitas hemácias). não havendo "leite fraco" em qualquer período. alba (após 10° dia. fusca (vermelho pálido ou escuro de 3 a 5 dias. a rugosidade reaparece ao redor de 3 semanas. Vagina: depois de parto vaginal. o orifício externo pode não voltar ao estado antigo. flava (amarelada. O hímen dá lugar às carúnculas. Nos primeiros 3 a 4 dias responderão pela produção de colostro (rico em imunoglobulinas. com leucócitos e maior concentração de líquido).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .parto. De acordo com o tempo decorrido do parto. A mucosa.

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R. V.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1998.Imunizações(1): 21 a 25. Imunizações(1): 29 a 30 de abril de 1997 Manual de Vigilância Epidemiológica dos Eventos Adversos pós-vacinação. Abril De 1997 Lopes. H. Copyright © 2001 IDS . K. G. Fundação Nacional de saúde.T. . E Amato Neto.S.DST/AIDS CVE ano XVIII no. Informe Técnico: Vacina contra Febre Amarela. Vacinação d Adultos. M. . Boletim Epidemiológico. 1 . Imunizações 3(3): 88 . E Sato.abril de 2000 Brito. 1999. Ministério da Saúde. C. H.92.Eventos adversos Pós-Vacinais .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Imunização de pacientes HIV/AIDS.

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qualidade. uso prévio de analgésico. intensidade. Organizar e rever exames laboratoriais e imagenológicos apropriados e necessários. 11. local. Avaliar a dor continuamente. Realizar exame físico detalhando o exame do sistema nervoso. 5. antes de prescrever as mais complicadas. 3. efeito da dor sobre a funcionalidade física e social. 7. mais simples e convenientes . Diagnosticar a causa da dor.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Os princípios para a avaliação da dor são: 1. 9. Acreditar na queixa de dor do paciente. descritiva ou visual. Anamnese detalhada: duração. utilizando medicações e modalidades analgésicas. Manter o contato com o paciente e sua família. 12. . 8. Reconhecer que a mudança no padrão da dor ou desenvolvimento da nova dor não é necessariamente atribuível à doença preexistente. Realizar avaliação psicossocial. 2. Individualizar a terapêutica. fatores de melhora e piora. Tratar a dor enquanto prossegue a investigação. 6. 4. 10. Quantificar a dor de acordo com a escala numérica.

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2) Pacientes que são relativamente não-tolerantes e apresentam-se com dor moderada ou aqueles que falharam em atingir alívio adequado após a tentativa de analgesia com nãoopióide. devem ser tratados com opióide convencionalmente usado para dor leve a moderada (opióide "fraco"). dihidrocodeína ou propoxifeno. Sabe-se que esta recomendação tem eficácia de mais de 75% em trabalhos clínicos já realizados. fenazocina. Estas drogas . Estes medicamentos são tipicamente combinados com um não-opióide e poderiam ser administrados com os adjuvantes. e oximorfina. hidromorfina. Este grupo inclui codeína. Este esquema analgésico dá mais ênfase a intensidade da dor do que sua etiologia específica e seu gerenciamento defende as três etapas básicas a seguir: 1) Pacientes com dor leve relacionada a neoplasia devem ser tratados com analgésicos nãoopióides aos quais devem ser combinadas medicações adjuvantes se existir indicação específica. 3) Pacientes que se apresentam dor intensa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento da dor em cuidados paliativos A Unidade de Cuidados Paliativos e de Câncer da Organização Mundial de Saúde propôs um gerenciamento útil de seleção de drogas para dor de origem oncológica. levorfanol. fentanil. ou aqueles que falharam em atingir o alívio adequado de dor seguindo administração apropriada de medicamentos no segundo degrau da escada analgésica deveriam receber analgésicos opióides convencionalmente usados para dor moderada para intensa (opióide "forte"). metadona. conhecido como "Analgesia em três degraus da OMS". oxicodona. Este grupo inclui morfina. hidrocodona.. diamorfina.

podem também ser combinadas com analgésicos não-opióides ou adjuvantes.12 4-5 3-4 13 2 Dose inicial (mg/dia) 2000 2600 2600 75 1200 500 75 Dose máxima (mg/dia) 3000 6000 6000 200 4200 1000 200 nome dipirona paracetamol acido acetil salicílico indometacina ibuprofeno naproxeno diclofenaco Intervalo (hs) 4-6 4-6 4-6 8 .5 Intervalos (hs) Nome Morfina 3-6 . 100(IM ou IV) Meiavida (hs) 2-3 2-3 3-4 5.3. sublingual.7 . intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 200 65 . retal.30(oral) 10(retal. IV) Meiavida (hs) 2 . Meiavida (hs) 2-4 3 . intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 20 .130 30 120(oral). IM.7 Intervalos (hs) 3-6 3-6 2-4 4-6 Nome codeína propoxifeno oxicodona tramadol Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular Tabela 3 Analgésicos opióides fortes Vias de administração Oral.12 4-8 13 6 Tabela 2 Analgésicos opióides fracos Vias de administração oral oral oral oral. Tabela 1 Analgésicos não opióides disponíveis no Brasil.

prefere-se este por apresentar menos efeito mineralocorticóide fenitoína Oral I=10~25mg ao amitriptilina deitar nortriptilina M=25~150 mg clomipramina ao deitar ou em imipramina doses divididas I=4 mg de 6/6hs dexametasona M=16~96 mg em doses divididas Oral Oral EV . especialmente de dor lancinante. IV) 300(oral) 75(IM.4(IM. IV) 15 120 2-3 4-8 6-9 Meperidina 2-3 2-4 Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular . intramuscular e intravenosa oral.Uso prolongado e uso para idoso não é recomendado nesta situação de cuidados paliativos.Metadona Buprenorfina oral sublingual. pode causar alteração medular para dor neuropática pode aumentar a sedação monitorar o nível sérico sempre que possível para dor neuropática dor complicada pela depressão e insônia nortriptilina apresenta menos efeito anticolinérgico e sedação entre os corticóides. Tabela 4 Medicações adjuvantes mais comumente associadas Dosagem usual para adulto I=dose inicial M=dose de manutenção Nome Vias de administração Comentários I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs carbamazepina M=200~1600 mg em doses divididas I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs M=300~500 mg em doses divididas Oral para dor neuropática.8 (oral) 0. intramuscular e intravenosa 20 0.

5 a 2mg ao deitar ou em doses divididas M=2~15mg em doses divididas Oral IM ou EV efeito antiemétoco interessante nos casos de uso de opióide.5~5 mg cedo(até meiodia) M=10~40mg cedo(até meiodia) Oral . administrar dose única ou dividida até meio dia.I= 6~12 mg ao deitar ou em doses divididas clorpromazina M=18~50 mg em doses divididas I=0. efeito anticolinérgico importante! nos casos de agitação psicomotora. associado a dor. efeito extrapiramidal importante tem efeito analgésico nos casos de dor neoplásicos. devido a seu efeito estimulante haloperidol Oral IM metilfenidato I=2. ou mesmo por efeito de medicação.

Medicações adjuvantes: O termo "analgésicos adjuvantes" descreve qualquer medicação que tem outras indicações primárias além da dor. Copyright © 2001 IDS . São eles: antidepressivos. benzodiazepínicos. bifosfonatos e outros. relaxantes musculares. corticosteróides. Este grupo de medicações compreende uma diversidade enorme de classes de medicamentos. anticonvulsivantes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . neurolépticos. é analgésica em algumas condições dolorosas. porém.

É fundamental que haja uma reunião interdisciplinar com periodicidade preestabelecida para que todos os membros possam compartilhar as novas idéias. melhorias. seria um bom começo. Havendo disponibilidade no serviço. pacientes deveriam ser encaminhados para "Grupo de Dor" ou "Serviço de Dor" referenciado para que haja uma avaliação mais minuciosa e considerar terapêutica avançada como radiculotomia. participação de psicólogos. Equipe deve se dispor também para compartilhar a angústia e dificuldade de . considerar a assistência domiciliar numa fase avançada de cuidados. fisioterapeutas. após a tentativa de esquema analgésico sugerido pela Organização Mundial da Saúde. terapeutas ocupacionais. O trabalho pode ser compartilhado de forma racional dentro de cada especificidade dos profissionais participantes. de um direcionamento adequado para momentos críticos principalmente na fase em que se aproxima do evento de falecimento. Sugere-se atuação em equipe multidisciplinar para este tipo de atendimento. enfermeiro e assistente social. Uma boa comunicação dentro de uma relação terapeutapaciente adequada com empatia. nutricionistas e outros profissionais de saúde teriam um espaço extremamente rico e prazeroso de exercício de profissão. infusão contínua de morfina por bomba portátil. Sempre que possível. radioterapia analgésica e outras modalidades analgésicas. principalmente aproximando o momento de falecimento. Equipe mínima sugerida seria composta de médico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Pacientes e seus familiares em cuidados paliativos necessitam. na maioria das vezes. Diante de dificuldades de controle da dor. Nem sempre é fácil trabalhar com pacientes que se encontram em situações fora de possibilidade de cura. críticas e mudanças.

atender tal natureza de pacientes. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

In Gerontologia. Atheneu. MacDonald N: Oxford Textbook of Palliative Medicine. Geneva. World Health Statistics Annual 1990. 1998. New York. World Health Organization. Papaléo Netto M. 1996. Assistência ao Idoso Terminal. Hanks GWC. Rio de Janeiro.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Doyle D. Chiba T. Oxford Medical Publications.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . World Health Organization.1991. Copyright © 2001 IDS . 2nd ed.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Site do Programa Agita São Paulo: http://www.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .com.agitasp.br Copyright © 2001 IDS .

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Embora tenha quase dois séculos. é possível. o Índice de Massa Corpórea (IMC) ou índice de Quetelet ganhou grande popularidade pelo cálculo pela fórmula: IMC = peso (kg)/altura2 (m) Hoje. somente com medidas de peso e altura. No entanto. a classificação de obesidade em adultos é realizada pelo cálculo do IMC. com grande grau de aproximação.0-29.9 35.0-34.0-39.9 25.9 30. chegar a um diagnóstico adequado da adiposidade.5-24.9 Classificação Normal Sobrepeso Obeso classe I Obeso classe II . Índice de Massa Corpórea (kg/m2 ) 18. conforme apresentado no quadro abaixo. de acordo com classificação padronizada pela Organização Mundial da Saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A identificação de excesso de massa gordurosa apresenta dificuldades teóricas porque há o risco de não se conseguir distinguir aumento de massa muscular ou edema de aumento da adiposidade.

em adultos.=> 40. hipertensão e de eventos cardiovasculares. A maior dificuldade no emprego da razão cintura-quadril é a dificuldade em padronizar o local exato para a medida das circunferências.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Assim. podemos avançar no diagnóstico. Copyright © 2001 IDS . alguns autores estão mostrando que é mais simples e tão adequado quanto medir somente a circunferência abdominal que seria indicadora de risco quando. Valores acima de 0. estivesse maior do que 85 cm na mulher e 95 cm no homem. O IMC estima a obesidade total do indivíduo. porém sabe-se que a localização da adiposidade no abdome também é um fator independente para risco maior de diabetes.90 para homens seriam considerados com alterados. sendo até utilizado na imprensa leiga para orientar seus leitores sobre ganho de peso.80 para mulheres e de 0.0 Obeso classe III O diagnóstico de obesidade pelo IMC é simples e direto. A forma mais empregada é a do cálculo da razão cintura/quadril. Por isso. avaliando a obesidade abdominal com a medida de cintura.

por exemplo. Segundo. desde o início. Isto significa alterar a quantidade e qualidade da dieta ingerida no dia-a-dia e. associavam-se a . com jardinagem ou empurrar carros de bebê.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O médico deve estar atento a vários aspectos relacionados à obesidade ao iniciar o tratamento de um indivíduo. a dieta hipocalórica é o núcleo fundamental da prescrição. A prescrição de atividade física regular deve ser diferenciada da prática regular de esportes ou da realização de exercício extenuante. A obesidade pode significar. O paciente deve ser tratado como tal e. Primeiro. seguida do aumento da atividade física. na maioria dos ensaios clínicos como o recurso mais efetivo na redução da pressão arterial e melhoria do perfil lipídico. Como a capacidade do organismo de reter energia é maior do que de perdê-la. O princípio básico a ser seguido é o de que "pouco exercício é melhor do que nenhum". fato comprovado em vários estudos epidemiológicos em que pequenas atividades. ao mesmo tempo. não como um indivíduo "preguiçoso-mentiroso-guloso". manifestação de doença psiquiátrica. a osteoartrose e asma. risco maior de agravos e. Porém. que as taxas de fracasso são elevadas para a maioria dos tratamentos testados em ensaios clínicos e que será necessário um tratamento continuado por muito tempo. aumentar a atividade física diária. também. a associação de ambos mostrou-se. considerar que a obesidade é uma doença tal como o diabetes. que deve ser diferenciada do exercício físico exaustivo. A abordagem de tratamento deve ser de tornar o balanço calórico negativo dentro do contexto de atividade do indivíduo. reconhecer.

mesoterapia. auriculoterapia. laxativos. Copyright © 2001 IDS . hipnoterapia. O tratamento medicamentoso deve ser proposto quando da falha do controle dietético e de aumento da atividade física ou em indivíduos com IMC acima de 35 kg/m2 Com maior facilidade. diuréticos.menor risco de eventos clínicos desfavoráveis quando comparadas ao sedentarismo. cremes para celulite. formulações magistrais "naturais" e suplementos dietéticos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . yoga. como: práticas populares como acupuntura. pode-se afirmar o que não funciona para reduzir o peso.

Pacientes que tenham obesidade de causa secundária também devem ser encaminhados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Indivíduos com índice de massa corpórea acima de 30 kg/m2 devem ser encaminhados para atendimento especializado.

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Obesity: Preventing and Managing the Global Epidemic -. 3-5 June 1997. World Health Organization.org.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . URL: http://www.1 Copyright © 2001 IDS .br. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade. WHO/NUT/NCD/98.Report of a WHO Consultation on Obesity.abeso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consenso Latino América sobre Obesidade.

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br) sob o título "Teste de Risco Coronariano". medir e pesar o indivíduo e. recomendamos aquela disponibilizada na página da Sociedade Brasileira de Cardiologia (www. Em outros capítulos. Desejável Colesterol total HDL-colesterol Triglicérides < 200 mg/dl > 35 mg/dl < 200 mg/dl Limítrofe 200-239 mg/dl Elevado >= 240 mg/dl Existem algumas fórmulas que propõem o cálculo do risco cardiovascular em termos numéricos. hipertensão e diabetes. em pacientes acima dos 45 anos. . dosar colesterol a cada 2 anos. foram apresentados os diagnósticos de tabagismo. deve-se indagar sobre hábito tabágico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Durante toda e qualquer consulta médica. Alterações lipídicas podem estar presentes nas situações abaixo. medir pressão arterial. Pela praticidade e fácil obtenção. considerando os fatores de risco identificados.cardiol.

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como os diabéticos. diabetes. A decisão terapêutica geralmente está baseada nos valores do LDL-colesterol e depende da existência de outros fatores de risco cardiovascular conforme sugerido abaixo: Para homens com menos de 35 anos e mulheres antes da menopausa. valores de LDL-colesterol entre 190 e 219 mg/dl não implicam em tratamento com medicamento a não ser para indivíduos de alto risco. adequar o balanço calórico e controlar outros fatores de risco modificáveis. deve-se orientar a redução da ingestão de gordura saturada e colesterol. Na dieta. como a resistência à insulina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A redução dos fatores de risco é a pedra de toque de todo programa de redução de risco cardiovascular. obesidade e hipertensão. A redução dos níveis de colesterol deve ser feita com dieta e medicamentos. Tratamento com dieta Iniciar dieta (LDL) prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária Objetivo (LDL) >= 160 mg/dl >= 130 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl Tratamento medicamentoso Iniciar dieta (LDL) Objetivo (LDL) .

Podem ser usadas em doentes renais crônicos. devem ser administrados após o jantar à exceção da atorvastatina. pravastatina: comprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima 40mg). se necessário. Para pacientes com hipertrigliceridemia. atorvastatina: commprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima de 80 mg). Os comprimidos. A estatinas inibem parcialmente a HMG-CoA redutase. Não são indicadas para mulheres grávidas ou em fase de aleitamento e para aquelas com possibilidade de engravidar. fluvastatina: cápsulas de 20. a lovastatina e a sinvastatina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . que pode ser administrada pela manhã. Copyright © 2001 IDS . 40 e 80 mg (dose máxima 80mg). ao aumento da formação dos LDL-receptores e à diminuição das VLDL. o uso isolado dos fibratos ou a associação com as estatinas pode representar a melhor opção terapêutica. 40. mas podem ocasionar efeitos colaterais em até 2% dos pacientes: sintomas gastrointestinais e dores musculares e elevação de enzimas musculares. São bem toleradas. 10. 80 mg (dose máxima 80mg). nas doses habituais. levando à diminuição da síntese intracelular do colesterol. disponíveis nas formas genéricas. Não foi descrita taquifilaxia. São contra-indicadas na presença de doença hepática e de elevações persistentes das transaminases hepáticas e das bilirrubinas.prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária >= 190 mg/dl >= 160 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl O grupo de medicamentos mais utilizados é o das estatinas. Os ajustes das doses devem ser feitos. a cada quatro semanas depois de nova análise do perfil lipídico e controle de transaminases hepáticas e creatinofosfoquinase. Posologia e administração lovastatina: comprimidos de 20mg com dose máxima de 80mg sinvastatina: comprimidos de 5. Seu emprego em crianças e adolescentes ainda não está definitivamente esclarecido. 20.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O controle de fatores de risco cardiovascular é um atividade. em essência. diabéticos com tratamento refratário e indivíduos com valores muito elevados de colesterol é que devem ser encaminhados para ambulatório de especialidade. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . afeita ao clínico geral. Somente poucos casos de hipertensos graves.

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Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Página da Sociedade Brasileira de Cardiologia na internet (www.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consensos Brasileiros de Dislipidemia e Hipertensão Arterial .cardiol.br).

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico do tabagismo é simples e tão importante quanto medir a pressão arterial. Você fuma? 2. muitos médicos e outros profissionais de saúde deixam de investigar o consumo de tabaco. . Está interessado em parar de fumar? Recomende parar. ressaltando informações relevantes para cada paciente ("você já tem um pouco de enfisema"). Já tentou parar de fumar? 4. As principais perguntas são: 1. Que aconteceu? 5. Quanto? 3. Infelizmente.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Todo fumante deve ser identificado e receber uma oferta de tratamento em cada consulta. podem ser eficientes. Marque um retorno na primeira semana depois do abandono dos cigarros e outro ainda no primeiro mês de abstinência. (5)reveja tentativas anteriores. Os principais componentes são: suporte social. Recaídas do tabagismo ocorrem principalmente nas seguintes situações: (1) emoções negativas. Continue acompanhando o paciente. Mesmo intervenções curtas. Oriente o paciente de que mesmo uma tragada eventual. (3) presença de outros fumantes. (4) oriente-o a evitar fumar nestes lugares. mais efetivo o tratamento. (3) aconselhe a retirada dos cigarros de casa. Porém. . como ansiedade. (2) marque uma data. A associação entre estes dois medicamentos não é habitual. irritação. tédio. reposição de nicotina e uso de bupropiona. (6) antecipe dificuldades e ajude-o a preparar-se para elas. do carro. três minutos em cada consulta. treinamento de habilidades. . É útil estabelecer algumas etapas no aconselhamento como (1) ajude o paciente a se preparar para largar os cigarros. (4) uso de álcool. tristeza. do local de trabalho. quanto mais intenso. o uso de álcool ou a presença de outros fumantes em casa facilitam a recaída. de preferência dentro de duas semanas. o que ajudou e o que contribuiu para a recaída.(2) pressão para trabalhar rápido.

a dose normalmente pode ser reduzida gradualmente.goma de mascar: cada unidade contém 2 mg de nicotina. Técnica de mascar: mascar a goma lentamente. Ambos apresentam efetividade semelhante. Existem duas formas de reposição de nicotina no Brasil: gomas de mascar e sistemas transdérmicos. Sistemas transdérmicos: Discos que liberam 21. depressão ou falta de apoio. O uso de uma dose fixa (pelo menos uma unidade a cada 1-2 horas) por pelos menos 3 meses pode trazer benefícios maiores do que o uso ad libitum. 14 e 7 mg de nicotina em 24 horas. Apesar da pouca informação sobre sua efetividade em fumantes que consomem menos do que 10-15 cigarros/dia. os sintomas de abstinência são atenuados e a adaptação à retirada do tabaco torna-se mais fácil. Discuta problemas como ganho de peso. Adequação da dose: Freqüentemente. Por exemplo. As principais instruções para os pacientes usando a goma de mascar são: Não fumar enquanto estiverem usando a goma. De preferência. Continuar a mascar e a estacionar a goma lenta e intermitentemente por cerca de 30 minutos. a primeira aplicação é feita logo pela manhã do primeiro dia sem cigarros. Grande parte dos insucessos com reposição de nicotina deve-se ao seu uso incorreto. Com isso. Reposição de nicotina: visa permitir a diminuição gradual da concentração sérica de nicotina após o abandono dos cigarros. sobre uma área de pele saudável e relativamente sem pêlos. Por isso. Se ocorrer algum lapso. "estacioná-la" entre a bochecha e as gengivas para facilitar a absorção de nicotina através da mucosa oral. refrigerantes) interferem com a absorção bucal de nicotina. Recomende abstinência completa novamente. até notar um sabor picante. consumidas a cada uma ou duas horas. cuidar para que não se forme uma bolha de ar entre o adesivo e a pele e comprimir o adesivo com a palma da mão por cerca de 30 segundos depois de colocá-lo. Então. deve ser usada a intervalos regulares e não apenas quando houver vontade de fumar. Absorção: bebidas ácidas (café. os pacientes não usam goma suficiente para obter o máximo benefício: mascam poucas unidades por dia e não usam a goma por tempo suficiente. Nicotina . Evitar comer ou beber qualquer coisa por quinze minutos antes e também durante o uso da goma.Congratule o paciente pelo sucesso. os pacientes devem ser cuidadosamente instruídos. A dose normalmente se situa entre 10 e 12 unidades por dia. Tipicamente. A probabilidade de sucesso dobra. Depois deste período. A dose diária total não deve exceder 24 unidades de 2 mg. O produto deve ser aplicado no tronco ou região superior do braço. recomenda-se que seja oferecida a todo aquele que cogite parar de fumar e não apresente contra-indicações ao seu uso. encare-o como uma oportunidade de aprendizado. O sítio de . pode-se diminuir uma unidade da dose diária a cada semana. sucos. O paciente deve desengordurar o sítio de aplicação. Investigue o que houve e sugira meios de enfrentar a situação.

Seu uso é iniciado de uma a duas semanas antes do abandono dos cigarros: um comprimido pela manhã. Nestes casos. No quinto dia. Períodos de 6 a 8 semanas podem ser eficientes. o paciente deve ser aconselhado a tentar parar de fumar sem reposição de nicotina. boca seca e náusea. No caso de pacientes mais intensamente dependentes. Bupropiona: desenvolvida para o tratamento da depressão. Quando comparada a placebo. pode-se recorrer a um corticoesteróide de ação tópica (por exemplo. dispepsia e soluços. Caso isto não melhore com um rodízio mais longo destes locais. Os mais comuns são inquietação. não havendo evidências de que tratamentos mais longos sejam mais vantajosos. Os efeitos colaterais são geralmente leves e transitórios. As principais contra-indicações à reposição de nicotina são a presença de gravidez e de certas doenças cardiovasculares. oito horas depois do primeiro. nos primeiros quatro dias. principalmente aqueles que fumam mais do que 20 cigarros por dia. acrescenta-se outro comprimido. para portadores de bulimia ou anorexia nervosa ou em associação a inibidores da monoaminooxidase. para evitar a irritação da pele.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Com os sistemas transdérmicos. O uso de bupropiona pode ser vantajoso para pacientes preocupados com a possibilidade de ganhar peso ou portadores de depressão. dor da articulação têmporo-mandibular. creme de hidrocortisona a 5%).5%. o risco de convulsões é menor do que 0. Na dose de 300 mg empregada no tratamento do tabagismo. Copyright © 2001 IDS . A dose é diminuída a cada três ou quatro semanas pelo uso de adesivos progressivamente menores. Os discos não devem ser cortados. A interrupção do tratamento é necessária em apenas 5% dos casos. praticamente duplica as chances de sucesso no tratamento do tabagismo. angina instável e infarto do miocárdio há menos de 4 semanas. insônia. A bupropiona está contra-indicada para portadores de epilepsia ou de condições que aumentem o risco de convulsões (como antecedente de traumatismo cranioencefálico grave ou retirada recente do álcool). pode ser conveniente empregar-se doses mais altas do que do que 21mg de nicotina por dia. como arritmias graves. Com a goma. A bupropiona é formulada em comprimidos de liberação lenta com 150 mg.aplicação é trocado a cada dia. 30 a 50% dos pacientes apresentam irritação da pele no sítio de aplicação. a bupropiona aumenta a disponibilidade sináptica de dopamina e de noradrenalina. Os principais efeitos colaterais da reposição da nicotina são relacionados à forma de uso. são comuns sintomas como irritação da mucosa oral.

dependência do álcool ou que não consigam parar de fumar por outros motivos podem requerer tratamento especializado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Fumantes com depressão.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

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Rio de Janeiro. Copyright © 2001 IDS . Instituto Nacional do Câncer. INCA. (Texto disponível em http://www. Clinical Practice Guideline.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Treating Tobacco Use and Dependence. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. Ajudando seu paciente a parar de fumar. Public Health Service.gov/tobacco) Ministério da Saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Fiore MC. Bailey WC. Rockville. Cohen SJ.surgeongeneral. 1977. et al. MD: US Department of Health and Human Services. June 2000.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A ação do álcool no organismo propicia uma variedade de apresentações clínicas cujos diagnósticos variam de caso a caso. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A forma mais fácil de confirmar o uso crônico de álcool é pela história própria ou relatada por familiares. Há sinais indiretos de alcoolismo que podem ser observados no hemograma (volume corpular médio elevado) e nas enzimas hepáticas elevadas (gama-glutamil transferase e transaminase oxalo-acética).

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seja em hospital geral ou psiquiátrico. agressividade. Também há intervenções que não se limitam ao dependente. A internação. resultados negativos. como. tratamento em regime de ambulatório. seja em unidades especializadas. sendo que as principais são psicoterapia. dissulfiram têm. medicações dopaminérgicas. como terapias de casal e de família e grupos de mútua ajuda.AA) e tratamento farmacológico. vitamina B12 e folato. antidepressivos. Tratamentos psicoterápicos para dependência vão desde a psicanálise tradicional até técnicas cognitivo-comportamentais. trauma craniano e quedas. coma. é uma forma de tratamento clássico que se baseia na expectativa de impossibilitar o acesso à droga. por exemplo. Os casos leves ou moderados resolvem-se em 3 a 12 horas após o término do consumo do álcool. mas envolvem seus parceiros e familiares.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Intoxicação Alcoólica: tratamento é apenas de suporte clínico. O uso de acamprosato. naltrexone e dissulfiram sob supervisão direta do médico parece ter resultados promissores . em geral. Abuso e dependência de álcool: há várias formas de tratamento da dependência do álcool. Pode ser administrados nutrientes. como tiamina (vitamina B1). Pode haver necessidade de observação para detecção de complicações. grupos de mútua ajuda (como os alcoólicos anônimos .Ressaltamos que não há eficácia comprovada na administração de glicose em pacientes intoxicados. em regime de internação. O tratamento medicamentoso com ansiolíticos.

Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. distúrbios orgânicos associados e pobre funcionamento cognitivo. O uso do dissulfiram na dose de 250 mg/dia em pacientes dependentes pode ser eficaz. vômitos. em estudos experimentais. Alucinose alcoólica: aqui.e positivos. náuseas. como o diazepam. Agentes dopaminérgicos: há algumas evidências. que deve ser feito em unidades especializadas de terapia intensiva. por exemplo. o citalopram) não reduzem a taxa de recaída. Naltrexone (Revia): na dose de 50 mg/dia. em três tomadas diárias. tem se restringido ao tratamento a síndrome de abstinência do álcool. deve-se utilizar algum neuroléptico de alta potência em baixas doses. desde que haja estreito acompanhamento médico. como depressão e ansiedade. Copyright © 2001 IDS . porém. diarréia e lesões de pele. o haloperidol 2-4 mg/dia. a fluoxetina. o que provoca vários efeitos desagradáveis quando tomada na vigência do uso do álcool. com sinais clínicos de síndrome de abstinência. O tratamento crônico com ansiolíticos não é recomendado. O uso de bromocriptina ou outro agente agonista dopaminérgico tem se mostrado ineficaz no tratamento da dependência ao álcool. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. Dissulfiram (anti-etanol): esta droga é inibidora da enzima aldeído desidrogenase. de que a função dopaminérgica está alterada em alcoolistas. Ansiolíticos: o uso de ansiolíticos benzodiazepínicos. Antidepressivos: os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (por exemplo. há urgência clínica de tratamento. Parece que esta droga reduz a toxicidade cerebral induzida por substâncias cerebrais cuja produção está aumentada em virtude do consumo excessivo do álcool. a sertralina. em função do enorme potencial de dependência induzido pelos benzodiazepínicos. A naltrexone é mais benéfica em pacientes com fissura importante. Síndrome de abstinência ao álcool: em pacientes com história de uso crônico de álcool. pode ser eficaz para reduzir o desejo de consumir o álcool e reduzir as propriedades de reforço positivo induzidas pelo álcool. esta medicação reduz o desejo de beber e suprime a hiperatividade orgânica que ocorre após a retirada do álcool. com retirada rápida. ansiedade e fadiga. podem ser usados para tratar comorbidades.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . como. Acamprosato (Campral): na dose de 2 a 3 g/dia.

Quadros de alucinose e de abstinência devem ser encaminhados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os demais necessitarão sempre de avaliações periódicas com equipe de saúde mental.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Dependerá do quadro clínico e da evolução da história natural da doença. Copyright © 2001 IDS .

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L. São Paulo.G. 1984. Copyright © 2001 IDS . Nicastri. pp.J. pp: 121-35. H.R. 1995. Complicações Clínicas do Abuso de Substâncias.P. Artes Médicas. Artes Médicas. Porto Alegre.G..E.. Eds. In: Louzã Neto. Elkis. H. T. Sadock. 1993. P. B.I. A . Psiquiatria Básica. S. Tongue. Motta.. eds. In: Andrade..B..:153-64. Kaplan.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Castel.. A ...Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Lemos.. Drogas: Atualização em Prevenção e Tratamento.. E. M. Fonseca. Hochgraf. S. Porto Alegre. Andrade. Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas. Compêndio de Psiquiatria Dinâmica.

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O abuso de drogas ocorre quando o paciente mantém o consumo de uma substância mesmo apresentando problemas legais. . (2) abstinência: síndrome típica e de duração limitada que ocorre quando o uso da substância é interrompido ou reduzido drasticamente. Exemplo: pessoa que repetidamente dirige sob efeito de sedativos. O uso eventual ou experimental não necessita de tratamento. (4) desejo de reduzir ou controlar o consumo da substância com repetidos insucessos em manter-se sem a droga por período prolongado. Pelo menos três critérios devem estar presentes para que se caracterize dependência. Devem ser tratados os casos de abuso. que rouba para obter a droga ou que a consome mesmo com conseqüentes brigas familiares e perda de emprego. embora possa ser passível de abordagem preventiva. (5) desejo intenso pela substância.(3) uso da substância em quantidade e por tempo maior que o desejado. A dependência já é um conceito mais amplo. evidenciando perda de controle sobre o consumo. dependência ou abstinência da substância. que envolve os seguintes critérios: (1) tolerância: necessidade de quantidade cada vez maior da substância para atingir o mesmo efeito ou efeito cada vez menor de uma mesma dose da substância. (6) uso continuado mesmo em situações em que o consumo é contra-indicado e perigoso à saúde. problemas de saúde ou prejuízos de sua vida normal decorrentes do uso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Nem todo o uso de droga pode ser classificado como patológico.

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Quadros severos de intoxicação ou abstinência devem ser encaminhados para monitoramento em ambiente hospitalar. em caso de efeitos colaterais importantes desta medicação (particularmente rigidez muscular. reduzir dose ou ministrar também anticolinérgico como o biperideno 2mg (com exceção de quadros induzidos pelo uso de anticolinérgicos). 3) É essencial a participação da família.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para quadros de agitação psicomotora. . marcha em bloco. Os principais pontos do tratamento da dependência de álcool e drogas são: 1) Não existe uma única abordagem terapêutica que seja adequada para todos os pacientes. Para quadros de ansiedade extrema ministrar diazepam 10mg (com exceção de quadros de intoxicação patológica por benzodiazepínico). O tratamento multidisciplinar (com abordagem médica. sialorréia). redução da expressão facial. recomenda-se uso de antipsicótico como haloperidol 5mg. psicológica e social) é o que dá melhores resultados. pois ela precisa aprender a conviver com o dependente recuperado. alucinações ou delírios. 2) Recaídas são comuns no processo de tratamento e não devem ser entendidas como fracasso terapêutico. Cada ponto do processo de recaída deve ser avaliado para que a falha não se repita.

precisa entender que não deverá utilizála novamente pois provavelmente voltará a perder o controle sobre seu consumo. Durante todo o processo. como Narcóticos Anônimos e Nar-Anon. como a prática de esportes. etc. sanando-se as necessidades observadas com alternativas não associadas à droga. o culto religioso e a dedicação a novas atividades de lazer. O encaminhamento para grupos de autoajuda. freqüentar lugares de uso. mesmo com vários insucessos anteriores.. Neste processo.). Deve-se retirar do contato do paciente todos os estímulos que lembrem a droga ou facilitem sua obtenção como instrumentos utilizados para o consumo. deixá-lo freqüentar locais de risco sozinho e com dinheiro. telefones de outros usuários. . seja por meio de internação (hospitalar ou domiciliar). Processo do tratamento Inicialmente interrompe-se o uso da substância. Neste momento. em seu trabalho e em todas as demais esferas de sua vida. de preferência na companhia de outras pessoas que possam auxiliá-lo num momento de intensa vontade de consumir a droga. 8) O tratamento é longo e deve-se tomar precauções contra recaídas mesmo após vários anos de abstinência. O uso de medicações deve se restringir ao tratamento da síndrome de abstinência. como permitir que ele mantenha contato com outros dependentes. Substituir a droga por algo menos danoso ao indivíduo é fundamental para evitar recaídas. 7) O tratamento deve ser imediatamente disponível.4) O dependente deve ser estimulado a procurar ajuda todas as vezes que se sentir tentado a recair. Trata-se a síndrome de abstinência e eventuais quadros associados e orienta-se o paciente a prevenir recaídas evitando situações que facilitem o uso da droga (como encontrar outros usuários. é importante orientar a família a evitar atitudes que possam facilitar a recaída do paciente. etc. avaliar os fatores que levaram o paciente a buscar a substância. desânimo. procura-se aos poucos. O médico tem que ajudá-lo a perceber os prejuízos que a doença gera em sua saúde. dinheiro facilmente disponível. passar por situações que gerem irritabilidade. de quadros associados. 6) Neste processo o dependente tende a negar ou minimizar seus problemas com a droga. em sua convivência familiar. todos os meios disponíveis para se evitar a recaída devem ser utilizados. A persistência e o vínculo de confiança no médico são essenciais. ou para se evitar recaídas. tristeza. Deve-se aproveitar todos os momentos de aceitação de ajuda. seja por consultas periódicas nas quais de determina o último dia de consumo. deve ser incentivado em todos os momentos do tratamento. Em todos os momentos o paciente deve procurar se manter ocupado. 5) Uma vez que o paciente pare de utilizar a droga. etc.

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quando as medidas adotadas não forem eficazes para manter a abstinência ou em casos severos de intoxicação e abstinência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Quando houver sintomas psiquiátricos marcantes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

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M. R. Castel...G.Editores: Louzã Neto.Dependências Químicas . 1995. R. Wang. Elkis. S.Editores: Cordás. . R. R. Hochgraf.in Condutas em Psiquiatria . 1996. 1995.. & Nicastri.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Laranjeira.B. M.L. . Moreno. L. S.. Zilberman.Editores: Almeida. P. ..P..A.. São Paulo: Editora Lemos.Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas. Dractu. O. Hochgraf.B. . In Psiquiatria Básica .Abuso e dependência de álcool e drogas. Motta. Pimenta. Porto Alegre: Editora Artes Médicas.. M. T. Copyright © 2001 IDS . H. e Laranjeira. Y. Andrade.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Leite. A... A.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . In Manual de Psiquiatria . T.C. M. P.

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Diógenes MJN. Guilhon RMP et al.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Doença da Pele de Andrews. São Paulo: Editora Manole. Copyright © 2001 IDS . Dermatologia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sampaio SAP e Rivitti EA. Arnold HL. 8ª ed. 1998. Fortaleza: Inova Gráfica. São Paulo: Artes Médicas. 1994. Odom RB e James WD.1997. NevesRG. Atlas de Dermatopatologia Tropical.

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sulco nasogeneano. lesões do trigêmeo. influenciada pelos andrógenos. Blefarite e eczema do conduto auditivo podem estar presentes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATITE SEBORRÉICA Quadro clínico e Epidemiologia É afecção crônica. couro cabeludo e em áreas intertriginosas. Adulto Lesões eritêmato-escamosas no couro cabeludo. Presença de escamas gordurosas e aderentes no couro cabeludo (crosta láctea). Prurido leve ou ausente. sobrancelhas. mas podendo ser apenas um fator agravante. explicando a dermatite seborréica do lactente. Lactente Aparecimento nos primeiros meses de vida. não-contagiosa. que ocorre em regiões como sulco nasogeneano. freqüente. poliomielite. maternos que desaparecem após alguns meses. recorrente. tronco. Os andrógenos podem ser um fator predisponente. lesões eritêmato-escamosas na face. Ocorre associacão com quadros neurológicos ( siringomielia. áreas de dobras. região retroauricular porcões medianas do tórax e regiões intertriginosas. doença de Parkinson ) e síndrome da imunodeficiência adquirida. glabela. região retroauricular. . A infecção por bactérias e leveduras ( principalmente a Malassezia furfur ) tem sido lembrada na patogênese da doença. A causa não é conhecida.

Diagnóstico Clínico. excluir associacão de candidose. Tratamento Lactente Óleo mineral morno para remoção de crostas do couro cabeludo e hidrocortisona a 1% em creme. Copyright © 2001 IDS .No couro cabeludo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Adulto Hidrocortisona 1% em creme associado ou alternado com cetoconazol 1% em creme. Nas áreas intertriginosas. usar xampu de enxofre e ácido salicílico a 3% ou zinco-piridione 1-2% ou coaltar 1-3% e depois aplicar locão capilar de betametasona.

Tinha do couro cabeludo Comum nas crianças e rara nos adultos. Destruição e/ou hiperqueratose da unha. Lesões eritêmato-descamativas com presença ou não de vesículas podendo ser maceradas nos interdígitos dos pés. Existem dermatófitos antropofílicos. única ou múltipla.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATOFITOSES Quadro clínico e Epidemiologia Também conhecida com tinha. zoofílicos e geofílicos. é produzida por fungos dermatófitos(que utilizam a queratina com fonte de subsistência). Placas de cabelos tonsurados( cabelos cortados) com descamação. A forma aguda é uma placa com inflamação e presença de pústulas. Placas eritêmato-descamativas de crescimento centrífugo. chamada quérium. Acometimento de início na porção distal e/ou lateral subungueal ou subungueal proximal superficial da lâmina ungueal. podendo apresentar a borda com vesículas e crostas e formas diversas. Tinha corporis Tinhas do pé e da mão Onicomicose(Tinha da unha) .

pedis e da mão: antifúngico tópico e/ou sistêmico Onicomicose: antifúngico sistêmico. Tratamento Tinha capitis: griseofulvina15-20mg/kg/dia . principalmente nos casos de onicomicose de difícil diagnóstico pelo exame micológico direto. Copyright © 2001 IDS . via oral.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 2 a 3 meses Tinha corporis.Diagnóstico Exame micológico direto clarificado pelo hidróxido de potássio a 10 % e cultura de fungos.

.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMA ATÓPICO OU DERMATITE ATÓPICA Quadro clínico e Epidemiologia É também conhecido como eczema infantil. nuca e dobras antecubitais e poplíteas podendo generalizar-se. Muitos pacientes têm aumento de níveis séricos de imunoglobulina E (IgE). O paciente atópico deve ser compreendido como um indivíduo cujo limiar de reatividade é anômalo. inalantes e injectantes. Manifestase normalmente a partir do 3º mês de vida ou mais tardiamente na adolescência e em adultos. Quadro Clínico Tipos de lesões Infantil ( a partir do 3 mês de vida) agudas e subagudas Localização região malar. couro cabeludo. Cerca de 30% dos casos são associados a asma e/ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. principalmente nos casos de associação com quadro respiratório. motivo pelo qual reage anormalmente a estimulos: contactantes. ingestantes. A etiologia parece ser multifatorial. 79% das crianças desenvolvem manifestações atópicas. eczema constitucional ou neurodermite disseminada. esta incidência cai para 58%. se um dos pais é atópico. Quando os pais são atópicos. com influência ambiental e psicossocial.

associar mupirocina 2% ou a . Evitar tecidos de lã e fibras sintéticas. Usar roupas de algodão . clobetasol Média potência Alta e muito alta potência Antibióticos: havendo infecção secundária localizada.Pré-puberal crônicas nas dobras flexoras. Procure usar sempre a menor potência necessária e nunca retirar subitamente. triancinolona.51% hidrocortisona 1-2 % hidrocortisona 1-2 % mometasona. desonida mometasona. face. regiões de dobras e escroto. Evite usar corticosteróides de média. alta e muito alta potência na face. diminuindo a potência ou freqüência da aplicação gradualmente. morno com pouco sabonete. Tratamento Cuidados gerais: Banhos rápidos. Usar emolientes após o banho. O quarto deve ser arejado sem cortinas. A tabela abaixo apresenta a potência do corticosteróide mais indicada para cada faixa etária: Baixa potência Crianças até 2 anos Crianças maiores 2 anos Adolescentes e adultos hidrocortisona 0. como vaselina líquida ou cold cream. desonida betametasona. difluocortolona. dorso dos pés e mãos com fases de agudização nas dobras flexoras ou disseminadas chamada de neurodermite Adulto crônicas Diagnóstico Clínico. tapetes ou brinquedos de pelúcia. Corticosteróides: São os medicamentos mais úteis no tratamento da dermatite atópica. devido ao fato de seus efeitos colaterais serem maiores nessas áreas.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .1% em creme. cetirizina. fazer compressas de permanganato de potássio na diluição de 1:40. utiliza-se antibiótico sistêmico: estearato de eritromicina ou cefalexina na dose de 50mg/kg/dia na criança e 2g/dia no adulto. Antibiótico sistêmico: nos caso de lesões exudativas ou de difícil controle. clorfeniramina.000 ou água boricada a 2-3 %. Anti-histamínico: os sedantes como: hidroxizina 0. Antissépticos: nas formas agudas. Encaminhamento Para hospitalização: nos casos graves e resistentes.gentamicina 0. durante 10 dias. Copyright © 2001 IDS . Corticóide sistêmico: deve ser evitado pela necessidade de uso prolongado e pelo risco de rebote após a retirada da medicação. há melhora importante em poucos dias. que devem ser dados à noite.5-2mg/kg/dia. divididos em 4 doses diárias.

Eczema de Contato ou Dermatite de Contato: pode ser de 2 tipos: dermatite de contato irritativa e dermatite de contato alérgica. Na dermatite de contato alérgica há o envolvimento do sistema imunológico celular. vesículas. escamas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMAS DE CONTATO Quadro clínico e Epidemiologia É uma doença inflamatória da pele caracterizada por eritema. Dermatite de Início contato Causas Teste de contato (PATCH Test) Exemplos . edema e vesiculação) subaguda (escamas e crostas) e crônica (liquenificação). crostas e liquenificação. Existem vários tipos de eczema. A dermatite irritativa acontece em qualquer pessoa exposta a uma substância em concentração irritante. os mais comuns são: eczema de contato (exógeno) e eczema atópico (endógeno). edema. associada a prurido e causada por fatores exógenos ou endógenos. Divididas em 3 fases evolutivas: aguda (eritema.

Alérgica Necessita de exposição prévia para que ocorra a sensibilização. borracha. esmalte Diagnóstico É essencialmente clínico. Positivo couro.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . dos sapatos. Níquel. Tratamento Depende da fase evolutiva e da extensão do quadro: Tópico Aguda Compressas de permaganato de potássio 1:40. teste de contato. Copyright © 2001 IDS . detergentes.000 e Creme de corticóide Pomada de corticóide Sistêmico Prednisona 0. cimento. encaminhar para o dermatologista para tratamento e. dermatite das fraldas. Negativo Dermatite das mãos de lavadeira. deve ser sempre descartada a associação com candidose.Irritativa Pode aparecer na primeira exposição.5 m/Kg/ dia Idem Idem Subaguda Creme de corticóide Crônica No caso da dermatite de contato na área das fraldas. Sabão em pó. se necessário. Dermatite dos brincos. Nos casos de difícil controle. soda cáustica. O teste de contato pode auxiliar na identificação dos alérgenos no caso de dermatite de contato alérgica.

Em alguns dias. A lesão característica é a presença do sulco com uma vesícula na extremidade. A fêmea fecundada penetra na camada córnea e escava um túnel. periumbilical e genitais. É transmitida pelo contato pessoal. que se transformam em ninfas octópodes na superfície da pele e se tornam adultos esse ciclo dura 2 semanas. Diagnóstico O quadro clínico sugestivo e a confirmação ocorre quando se encontra o parasita no exame direto. preferencialmente. mas que. morrendo fora do hospedeiro em menos de uma semana. as pústulas e vesículas são encontradas nas regiões palmoplantares. sem preferência por idade. escoriações. muitas vezes. sexo ou raça.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ESCABIOSE (SARNA) Quadro clínico e Epidemiologia É causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variação hominis. e depois morre. O parasita completa todo o seu ciclo biológico no homem. Nos adultos. . interdigitais. na axila. Também podem ser encontradas pápulas urticarianas. as lesões são localizadas. depositando 2-3 ovos por dia. sendo os nódulos encontrados na região genital principalmente nos homens. O macho não invade a pele e morre após a cópula. regiões inframamárias. surgem larvas hexápodes. pústulas. Nas crianças. no total de 10 a 25 ovos. vesículas e nódulos. está ausente. O principal sintoma é o prurido noturno.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Tratamento Tópico Tópico Tópico Sistêmico ivermectina 200mcg/kg dose única em crianças acima de 5 anos Crianças enxofre 5% monossulfiram em vaselina diluído em água 3 por 3 a 5 vezes e aplicar 3 noites e noites.(em crianças acima de 1 ano) Adulto permetrina lindano 1% 5% creme durante 2 noites e durante 2-3 repetir após 7 dias noites e repetir após 7 dias monossulfiram diluído em água 2 vezes e aplicado 3 noites. parar 7 repetir após 7 noites e repetir 3 dias noites. parar 7 noites e repetir 3 noites( proibir o uso de álcool pelo efeito antabuse) ivermectina 200mcg/kg dose única Gestante enxofre 5% vaselina por 3 a 5 noites e repetir após 7 dias Copyright © 2001 IDS .

arredondado. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. mas deve ser realizado o exame bateriológico e antibiograma para orientar o tratamento. O antraz é um conjunto de furúnculos. circunscrito. O quadro é comum nos adolescentes e adultos. doloroso e agudo que geralmente termina em supuração central. Usar antibióticos sistêmicos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo FURÚNCULO Quadro clínico e Epidemiologia É um abscesso estafilocócico perifolicular. . pode ser feita drenagem. Se a lesão estiver flutuando. podendo ser usados sabonetes com antisséptico. Tratamento Os cuidados higiênicos são muito importantes.

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A lesão inicial é mácula eritematosa que logo se transforma em vésico-pápula ou mesmo bolha purulenta. nos pacientes imunossuprimidos. gentamicina. Pode ser feito bacterioscópico e cultura para a identificação do agente etiológico. eritromicina ou cefalexina. é o S.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo IMPETIGO Quadro clínico e Epidemiologia É uma dermatose contagiosa causada por estafilococos plasmo-coagulase-positivos. Nos casos localizados. deve ser dado antibiótico sistêmico como penicilina. usar antibióticos tópicos. epidermidis. Tratamento Limpeza com a remoção das crostas com água e sabão. O mais comum é o Staphylococcus aureus e. bastante superficial com formação de crosta melicérica. Diagnóstico É geralmente clínico. Pode ocorrer linfadenopatia regional. como a neomicina. Nos casos disseminados. . Doença freqüente nas crianças. mupirocina e ácido fusídico.

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Estes se encontram no solo. também denominada dermatite linear serpiginosa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo LARVA MIGRANS Quadro clínico e Epidemiologia Afecção freqüente. Acomete. causando lesões pruriginosas de trajeto linear e sinuoso ligeiramente urticada. eventualmente. podendo ser vesiculosa. geralmente. A larva penetra a pele nos locais de contato com o solo. É causada pela penetração de larvas do Ancylostoma braziliensis e. os adolescente e os adultos. pelo Ancylostoma canis. na natureza. transforma-se em larva infectante. nos locais onde houve defecação dos ovos do parasita pelo cão e/ou gato e. Tratamento Lesões Localizadas Tópico tiabendazol 5% pomada oclusiva por até 2 semanas -albendazol 400mg dose única -tiabendazol 25mg/kg 2x/dia por 3 dias consecutivos -ivermectina 200mcg/kg dose única Sistêmico Disseminadas Pode ou não associar o tratamento tópico . bicho geográfico ou bicho de praia.

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no caso de dúvida. ocorre mais nos adultos e a transmissão é. Na área genital. mas. o exame histopatológico é extremamente característico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MOLUSCO CONTAGIOSO Quadro clínico e Epidemiologia A doença é causada por um poxvírus que atinge exclusivamente a pele e. Pápula da cor da pele ou rósea. as mucosas. geralmente. excepcionalmente. sexual. mostrando as inclusões virais citoplasmáticas eosinofílicas. As lesões são mais abundantes nos imunodeprimidos. semi-esférica. séssil. geralmente umbilicada e assintomática. Tratamento Curetagem das lesões e aplicação de tintura de iodo. É de distribuição universal. Mas pode ocorrer infecção bacteriana secundária. comum em crianças. . tornando-se eritematosa e dolorosa. após anestesia tópica com lidocaína e prilocaína. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico.

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Os mais conhecidos agentes etiológicos são Pediculus humanus capitis ( piolho da cabeça). coxas e axilas. Couro cabeludo: prurido intenso nas regiões afetadas occipital e parietais. Diagnóstico Presença das lêndeas ( ovos ) aderidas na haste do pêlo e/ou o encontro do parasita. Púbis ou ftiríase Tem como habitat os pêlos pubianos. o corpo e o púbis. Observam-se escoriações paralelas e hiperpigmentação. barba e os cabelos da margem do couro cabeludo. O sintoma principal é o prurido. sendo freqüente a infecção secundária levando ao aumento de linfonodos cervicais. supercílios. Raramente podem acometer os cílios. É comum ocorrer infecção secundária. tórax . mas pode ser encontrado também nos pêlos do abdome.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PEDICULOSES Quadro clínico e Epidemiologia São ectoparsitoses causadas por insetos que parasitam o couro cabeludo. . podendo levar a infecção secundária. principalmente no dorso. Corpo: pápulas acompanhadas de prurido intenso. responsável pela pediculose pubiana ou ftiríase. Pediculus humanus corporis (piolho do corpo) e Phitirus pubis.

Copyright © 2001 IDS . é imprescindível examinar e tratar os contactantes. deixando agir por 5 a 10 minutos e enxaguar. Usar por 2-4 dias consecutivos higiene e a lavagem da roupa são suficientes para a cura loção de lindano 1% Ou loção de por 3-4 noites permetrina 5% consecutivas Ou loção de deltametrina + butóxido de piperonila Ou xampu de permetrina 1% ouxampu de deltametrina +butóxido de piperonila remoção das lêndeas com pente fino após passar vinagre diluído em 50% com água morna corpo pubis Em todos casos de pediculose.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Tratamento couro cabeludo xampu de lindano 1%.

Os teste alérgicos cutâneos de escarificação não contribuem muito para a descoberta da causa. polímeros biológicos ( crustáceos. calor e luz . pressão. Lesões urticárias são de tamanho variável. podendo levar ao edema de glote e à morte se o paciente não for socorrido a tempo em pronto-socorro. língua e laringe. . produtos de Ascaris. O quadro pode ser agudo desaparecendo rapidamente ou se tornar crônico( mais de 6 semanas). morfina. tiamina. sendo o melhor método a técnica de exclusão de substâncias. O quadro clínico é bastante característico. codeína. como frio. venenos de cobra. pepetonas. Há uma forma de urticária acompanhada de angioedema das pálpebras. polimixina. podendo formar placas gigantes. mas a descoberta do agente causal pode ser bastante difícil. A duração da lesão é fugaz. Destacam-se os liberadores químicos de histamina como os medicamentos ( ácido acetilsalicílico. dextrans ) e os efeitos diretos de agentes físicos sobre os mastócitos. sem mecanismo imune. toxinas bacterianas. Diagnóstico É essencialmente clínico. Os fatores patogênicos não-imunulógicos são os capazes de liberar histamina e outros mediadores por ação direta sobre os mastócitos. papaverina e contrastes radiológicos). drogas ou alimentos suspeitos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URTICÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia É uma erupção caracterizada pelo súbito aparecimento de urticárias ( pápulas eritêmatoedematosas) de duração efêmera e pruriginosa. lábios.

associar corticóide sistêmico.52. Copyright © 2001 IDS . injetando-se. Anti-histamínicos H1: sedantes e não-sedantes( não se aderem a receptores H1 do sistema nervoso central) Sedantes Não sedantes hidroxizina 0. Na urticária crônica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .0mg/kg/dia astemizol dose única 10mg/dia clorfeniramina 6-18mg/ dia loratadina 10mg/dia meclastina 1-6mg/ dia cetirizina 10mg/dia · Os sedantes são os mais indicados para as crianças. é indicada a adrenalina 1:1000 ( 1mg/ml). Nos casos de angioedema com hipotensão e risco de edema de glote. via subcutânea. tipo prednisona 0. o tratamento é feito principalmente com antihistamínicos.0 ml a cada 2 horas até a melhora dos sintomas. Na urticária aguda e angioedema.5mg/kg/ dia. 0.5-1.Tratamento Tentativa de afastar o agente causal.

na face. Verruga filiforme . Eles podem infectar tanto a pele como as mucosas. Quadro clínico Verruga vulgar São pápulas hiperqueratósicas e. por HPV (papilomavírus humano. como no inglês. São encontradas em qualquer parte do corpo. human papiloma virus). São DNA vírus denominados. observam-se pontos escuros enegrecidos que correspondem a capilares trombosados. genericamente. corneficadas e espiculadas que surgem perpendicularmente à superfície cutânea. ou. de preferência. no dorso das mãos e dedos. pescoço e comissuras da boca. na superfície. mas com maior freqüência. São geralmente pápulas únicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo VERRUGAS Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus causadores das verrugas. Localizam-se.

As verrugas genitais são pápulas vegetantes róseas. crioterapia com nitrogênio líquido e eletrocoagulação. devido à freqüente associação de verruga e carcinoma de cérvix. são pouco salientes. como são conhecidas popularmente. São múltiplas pápulas planas de 1-5mm de diâmetro. a conduta é o uso de ácido nítrico fumegante. com diversas substâncias químicas cáusticas. Acometem principalmente crianças e adolescentes. Copyright © 2001 IDS . ânus e vagina. Logo. O aspecto é de uma área central anfractuosa com hiperqueratose ao redor. com calosidades. de preferência.Verruga plantar Devido à pressão exercida pelo corpo. muitas vezes. São dolorosas à deambulação e confundidas. tais como: colódio tópico com ácido salicílico 16. devido às recidivas freqüentes na borda da ferida cirúrgica. devem ser biopsiados para exame anatomopatológico os casos de verruga resistente ao tratamento e de mulheres com verrugas genitais e de cérvix.5% e ácido lático 14. Localizam-se.flor. Em crianças. Tratamento É feito. que devem ser feitos no consultório do dermatologista. discretamnte hiperqueratósicas e pouco salientes. vulva. É proibido o tratamento com exérese e sutura das lesões. ocorrendo na mucosa da glande. na face. dorso das mão e antebraços. deve ser investigada a possibilidade de abuso sexual. podendo assumir um aspecto em couve. Verruga plana Condiloma acuminado Diagnóstico Verrugas e carcinoma: Vários tipos de HPV têm um potencial oncogênico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . dando um aspecto de "olho de peixe". Em alguns casos. topicamente.5%.

. deve contar com boa iluminação e afastador de língua.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quase todas as alterações da cavidade oral são passíveis de observação por meio da oroscopia. além da cooperação do doente. que.

São simétricas e bilaterais. Nenhuma destas alterações necessita tratamento. Esta última é o método de escolha para linfonodos cervicais suspeitos. Os diagnósticos mais importantes são: Melanoma: mancha acastanhada ou negra. Alterações da pigmentação da boca: aparecem em condições normais na mucosa da bochecha (mucosa jugal) na linha de oclusão dentária. Em se tratando de lesões pequenas ( até 2 cm) . persistentes por mais de 2 semanas (portanto duvidosas). podem ser vistos pontos amarelos que correspondem a glândulas sebáceas ectópicas. junto às comissuras labiais. de bordos . não reticulada. Também nas bochechas.A oroscopia deve ser acompanhada sempre da palpação das cadeias cervicais. liga utilizada por dentistas. a biópsia excisonal está indicada. quando concomitantes com lesão oral. principalmente as submentonianas e júgulo-carotídeas. chamados grânulos de Fordyce. Caso a lesão seja maior. Manchas cinzas arredondadas associadas a restaurações dentárias podem corresponder a inclusão de amálgama. progressiva. pode-se lançar mão da biópsia incisional ou por punção com agulha fina.

tumores ósseos. com ênfase para o abandono do tabagismo. na linha média. lipoma. O tratamento é cirúrgico. Leucoplasias e eritroplasias: entre as doenças que produzem alterações da coloração da boca. nestes casos. podem ocorrer tumores císticos de dimensão variável. A intolerância ao tratamento prolongado é barreira para utilização terapêutica deste e de outros agentes ainda hoje. A insistência no uso da prótese pode produzir úlceras. Os mais comuns são os tumores de glândula salivar menor. que não se desprendem facilmente quando raspadas com espátula. linfangioma. deve ser retirada por cirurgia com margem de segurança de um centímetro e estudo anatomopatológico.irregulares e sem qualquer outro sintoma pode representar o melanoma de mucosa oral. Cerca de 30% das lesões brancas e 80% das vermelhas podem se transformar em câncer. hemangioma. sendo potencialmente grave. Eliminar o cigarro e o álcool e aumentar a ingestão de alimentos ricos em betacaroteno fazem parte da orientação inicial. dificultando o tratamento definitivo e mesmo impossibilitando sua cura. abaixo da mucosa. em geral decorrente de traumatismo por prótese dentária maladaptada. se forem brancas. Estes cistos podem se romper. como o trauma por dente ou prótese. O tratamento mais eficiente é a ressecção cirúrgica. Os cistos salivares são bem circunscritos. Exame periódico da boca deve ser realizado. pouco móveis e indolores. de origem nervosa ou muscular. liberam líquido viscoso. o ácido retinóico tem sido utilizado em caráter experimental para prevenir a evolução destas lesões. Na região sublingual. brancos ou azulados. Seu tratamento é cirúrgico. ou eritroplasias. O tratamento é a ressecção cirúrgica completa. Estas manchas. A biópsia de punção por agulha fina é o exame indicado para esclarecimento diagnóstico. Epúlide é o nome dado à hipertrofia de mucosa junto à gengiva. Caso a lesão não desapareça em 15 dias. mas se refazem em período de tempo curto. O melanoma da mucosa é mais comum em idosos. em pacientes desdentados. ênfase deve ser dada às manchas ou placas brancas ou vermelhas. com dimensões variáveis. podendo provocar alterações na fala e mobilidade da língua. Cistos salivares e dermóides: alguns tumores podem ser císticos. destacando-se os cistos salivares e dermóides. Metástase cervical ou à distância pode estar presente na primeira avaliação. A retirada da lesão deve ser indicada na presença de sintomas e se a lesão não desaparecer com a . Lesões nodulares: a presença de nódulo ou tumor sem ulceração da mucosa não é comum. Causam grande desconforto pela impossibilidade de sustentação da prótese. como elevação da mucosa mantendo a coloração do tecido que lhe deu origem. Entre vários produtos. quando associadas a tabagismo e sem outra causa conhecida. Aparece junto à gengiva. não deve ser feita biópsia com retirada de parte do tumor para exame. pois viola o tumor. que podem ser benignos ou malignos. constituem as leucoplasias. se de coloração vermelha. Atribui-se sua origem a restos epiteliais embrionários. Este é um grave erro. com a completa retirada do tumor e reconstrução. São móveis e indolores. processo chamado de quimioprevenção. Importante ressaltar que. Tomografia computadorizada é importante exame para avaliar o tamanho e a extensão da doença. que pode ser complementada por quimioterapia e radioterapia. Lesões nodulares são tumores de consistência variável. Uma biópsia permite o diagnóstico. O diagnóstico diferencial se faz com os tumores do tecido conjuntivo.

Tumores nas gengivas podem estar relacionados aos dentes. na linha média.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . junto ao assoalho da boca. Copyright © 2001 IDS . de tamanho forma e extensão variáveis. mesmo na ausência de dor. Tem crescimento lento ou ausente e observação periódica é a conduta. é imóvel e assintomático. São comuns os cistos associados a abscessos dentários e secundários a tratamento de canal. mormente a impossibilidade de manutenção de prótese. indicada na presença de sintoma. O único tratamento é a ressecção cirúrgica. imóvel e indolor. e são tratados por cirurgia. Tem contorno regular. O torus palatino é alteração óssea localizada no palato duro. Torus mandibular é o nome dado a uma protuberância óssea localizada na face interna da gengiva. consistência óssea.suspensão do uso da prótese. ou crescimento. A técnica deve ser cuidadosa para evitar comunicação da cavidade oral com a nasal.

Podem ser isoladas ou múltiplas. Podem ser de auxílio a higiene oral. indicamos completa ressecção da lesão para exame anátomo-patológico. É importante informar que. quando o tratamento tópico com solução de nistatina se indica com bom resultado. Não há nenhum tratamento específico eficiente. como. assoalho da boca e mucosa jugal. . borda regular e não elevada. úlcera ou linfonodo são indicativos da doença idiopática. Não há tratamento eficiente comprovado. Ausência de alteração em cuidadoso exame físico com inspeção e palpação da língua e pescoço à procura de tumor. por exemplo: Aftas são as lesões mais comuns da boca. Se após duas semanas a afta não estiver cicatrizada. como anestésicos e anti-sépticos. Um sintoma menos comum é a glossodínea. Casos recorrentes e com limitação severa devem ser encaminhados para tratamento especializado. o sintoma não tem gravidade nem potencial de transformação maligna. Caracteriza-se por dor contínua. localizadas na língua. há situações bem freqüentes que devem ser acompanhadas em unidades básicas de saúde. a substituição do creme dental e a não-utilização de alimentos ácidos e condimentados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As lesões acima descritas deverão. pequena. As lesões podem ser agravadas por infecção secundária por Candida albicans. Caracterizam-se por úlcera dolorosa. No entanto. na maioria das vezes. ser encaminhadas a serviço especializado. embora limitante. geralmente em queimação e com intensidade variável. Têm aparecimento súbito e cura espontânea em cerca de 10 dias. de fundo esbranquiçado. São inúteis os antiácidos e produtos de uso tópico.

O tratamento é sintomático. fissuras dolorosas. Exame radiológico de seios da face podem demonstrar a presença de sinusite. Processos imunológicos e reumáticos devem ser pesquisados. Uma boa hidratação e evitar períodos prolongados de jejum também são úteis para minorar o problema. Encontramos. com hidratação cuidadosa. O paciente pode ser encaminhado ao reumatologista para completa investigação. Este problema pode ser melhorado com adequada higiene oral com bochechos e gargarejo. Os dentes e gengivas devem ser examinados e receber os cuidados necessários. principalmente nas comissuras labiais. em que estão associadas xeroftalmia e artrite. que pode ser tratada por antibióticos ou necessitar a intervenção de otorrinolaringologista. proteção de lábios com cremes e saliva artificial. Copyright © 2001 IDS . Amígdalas aumentadas e com superfície irregular podem reter partículas alimentares.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . facilitando infecção secundária causadora do odor. Halitose é o odor desagradável na respiração e está em geral associada à condição da boca.Xerostomia ou boca seca pode aparecer como sintoma isolado ou ser parte da síndrome de Sjöegren. além da secura da mucosa.

mediante biópsia incisional. para acompanhamento e controle. Necessário ( para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): nos casos em que a biópsia tiver sido excisional. para que seja devidamente tratado pela cirurgia (tanto o tumor primário como as possíveis metástases cervicais). se constatar a existência de um câncer de cavidade oral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Urgente (para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): somente nos casos em que. Em esquema: .

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p.Instituto Nacional do Câncer. Estimativa da Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil.10-11. Stuttgart (Alemanha). Rio de Janeiro. Burgdorf WHC. Korting GW. Ferraz AR. B. Hoede N.Diseases of The Oral Mucosa and the Lips. 1989. pp. Copyright © 2001 IDS . Roca. Bork K. Young SK. INCa . W. 1997. 1996. pp 321-4. Cirurgia de Cabeça e Pescoço.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Brandão LG. 295-307. Saunders Company.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . São Paulo. .

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a perda de sangue vivo é o sintoma mais comum. o que assusta as pessoas e as leva a procurar o proctologista. Outra queixa relacionada às hemorróidas é o prurido anal. Quanto às hemorróidas internas. Classificam-se as hemorróidas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia DOENÇA HEMORROIDÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia Hemorróidas são estruturas normais da anatomia humana. . ocorrendo durante ou imediatamente após a evacuação. a dor anal é mais intensa e aparece após esforço evacuatório excessivo. que constitui a exteriorização de mamilo hemorroidário durante o esforço evacuatório e que. em fases mais adiantadas da doença. estimando-se que aproximadamente 50% dos indivíduos acima dos 50 anos têm alguma forma de hemorróidas sintomáticas. após atividades físicas intensas ou ainda após a ingestão de álcool ou alimentos condimentados. internas ou mistas) e de acordo com seu grau de evolução. exteriorizando-se no papel higiênico ou "pingando" no vaso sanitário. de acordo com sua localização (externas. pode se manifestar espontaneamente sem esforço. em 4 tipos. formando o chamado hematoma perianal. Outro sintoma é o prolapso. Já a doença hemorroidária é representada por dilatações varicosas ano-retais e representa a doença proctológica mais freqüente na população em geral. As hemorróidas externas podem se apresentar como nódulo doloroso de aparecimento súbito. Em casos de trombose de mamilos externos.

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e esta relutância aumenta a constipação e o desconforto. apreensivo sobre futuras evacuações. O paciente torna-se. A dor durante e após a evacuação dura de minutos a horas e é freqüentemente acompanhada de sangramento observado sobre as fezes ou no papel higiênico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sofrimento e desconforto maior que qualquer outra lesão de seu tamanho no corpo humano. causa de dor aguda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FISSURA ANAL Quadro clínico e Epidemiologia A fissura anal é uma afecção proctológica comum. Copyright © 2001 IDS . então.

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orifícios anteriores têm trajeto retilíneo e terminam na cripta correspondente a este orifício (lei de GoodsallSalmon). sendo curvos. o trajeto fibroso e o orifício externo. Às vezes. As fístulas podem ainda ser classificadas em relação aos músculos esfincterianos. e o trajeto fistuloso. As fístulas compreendem um orifício interno (cripta onde se origina a infecção). podendo ser extra (no tecido celular subsutâneo). tendo somente um orifício primário e dois ou mais orifícios secundários. sendo decorrentes da ruptura de um abscesso originário da infecção das glândulas anais. portanto. Geralmente. que é palpado até o orifício interno. As fístulas são caracterizadas. por onde drena material purulento. Ao exame proctológico. por um trajeto comunicando o canal anal ou o reto (orifício interno) ao períneo (orifício externo).esfincterianas (trajeto atravessa a massa muscularsuperficial ou profunda). Freqüentemente os pacientes contam a ocorrência pregressa de um abscesso ano-retal já drenado (espontaneamente ou cirurgicamente). Por outro lado. as fístulas formam trajetos complexos. os trajetos de orifícios externos situados na região posterior desembocam na cripta da linha mediana posterior. À anuscopia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FÍSTULAS Quadro clínico e Epidemiologia A palavra fístula vem do latim e significa "cano". constata-se a presença da cripta infectada. . com ou sem descarga purulenta. inter (trajeto entre o esfíncter externo e interno) e trans. pode-se detectar o orifício externo.

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o diagnóstico é bem mais difícil. O abscesso se forma por infecção nas criptas anais de Morgagni onde desembocam os ductos glandulares. submucosos e isquiretais). As principais queixas são dor intensa na região ano-retal que se irradia para membros inferiores. os pacientes apresentam drenagem espontânea da coleção purulenta.peri-anais. Eventualmente. febre.abscessos pelvi-retais e retro-retais) ou abaixo deles (infradiafragmáticos . Ao exame físico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia ABCESSOS E FÍSTULAS ANAIS Quadro clínico e Epidemiologia Abscessos e fístulas ano-retais formam uma única entidade anátomo-patológica em que o abscesso (coleção de pus localizada nesta região) representa a fase aguda do processo infeccioso. calafrio e mal-estar. Nos abscessos supradiafragmáticos. . flutuação). enquanto as fístulas (trajeto entre o local da origem do abscesso e seu orifício externo) caracterizam a fase crônica. havendo a necessidade de se lançar mão de recursos radiológicos para sua detecção. constata-se um abaulamento na região dolorosa e sinais flogísticos (hiperemia. com saída de grande quantidade de pus. seja acima dos músculos elevadores (supradiafragmáticos . formando coleções em diferentes espaços.

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Em alguns casos. a região perineal e o ânus. Nas mulheres. grandes lábios. podendo ocorrer em pontos isolados ou ser confluente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) Quadro clínico e Epidemiologia As DST mais freqüentemente observadas em colo-proctologia são: condiloma acuminado. que é transmitido pelo contato sexual direto (embora haja outras possibilidades de contaminação não-venéreas). e herpes. sendo causado por vírus do tipo papilomavírus (papillomavirus humano). Seu período de incubação varia de duas semanas a oito meses. atinge a vagina. a infecção condilomatosa pode apresentar displasia e transformação maligna. por eletrocoagulação ou pela . de tumores da margem e canal anal e de verrugas vulgares. atinge o pênis. ao sexo oral. Caracteriza-se por lesão verrucosa de crescimento progressivo. Pode ser tratado pela aplicação local de agentes citotóxicos (podofilina a 25%. na cavidade oral. como aqueles submetidos a transplantes de órgãos. perineal e genital. sem história de relação anal. Seu aparecimento no reto está relacionado ao sodomismo e. sangramento discreto e secreção de odor fétido. Pode ainda acometer indivíduos com imunodeficiência. Provoca prurido. Nos homens. sífilis. O condiloma pode comprometer a região anal. 5-fluorouracil em creme). gonorréia. Deve ser diferenciado do condiloma plano (secundário à sífilis). canal anal e o períneo.

Copyright © 2001 IDS . base dura e indolor). Na região perineal. O tratamento é feito por antibióticos específicos. sensibilidade dolorosa com irradiação local. citomegalovírus. herpes zoster e outras. sendo extremamente contagiosa e associada a enantema e friabilidade da mucosa retal. tuberculose. que causa prurido. fístulas. que provoca secreção odor fétido característico. A síndrome da imunodeficiência adquirida pode provocar infecções proctológicas associadas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . razão pela qual os pacientes devem ser acompanhados por longos períodos. Caracteriza-se por grande tendência a recidiva. A sífilis é doença sistêmica causada pelo Treponema pallidum. é o condiloma plano. O tratamento é feito por higiene local. A manifestação proctológica da sífilis primária (aguda) é o cancro duro (pápula eritematosa única. herpes simples. de transmissão sexual. secreção hemo-purulenta. causando prurido anal. A proctite gonocócica (causada pela Neisseria gonorrheae) é doença pouco frequente nos dias atuais. aparecimento de área hiperemiada com vesículas que se rompem e formam úlceras. a infecção herpética é causada pelo herpes tipo II. Na sífilis secundária (subaguda). como abscessos. analgésicos e agentes anti-virais específicos. infecções por Candida albicans. secreção serosa e adenite inguinal.exérese cirúrgica. dor retal e tenesmo.

melanoma maligno e tumores de células indiferenciadas. atingindo linfonodos pélvicos ou da região inguinal. esses tumores são classificados em carcinoma epidermóide. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). . não-pediculada. reconhecendo-se fatores causais de ordem genética (alterações nos cromossomos 11 e 3). como dor. adenocarcinoma. Podem se propagar localmente. virais (infecção pelo papilomavírus humano (HPV). ambientais (higiene pessoal. Os tumores provocam manifestações clínicas inespecíficas. Sua etiologia é multifatorial. invadindo áreas e órgãos vizinhos. como fissuras pequenas de bordos elevados e endurecidos ou como área de infiltração nodular submucosa. promiscuidade. homossexualismo. O carcinoma epidermóide é o tipo mais comum e divide-se nos tipos espinocelular. móvel. basalóide (ou cloacogênico) e muco-epidermóide. irradiação) e imunológicos (imunossupressão). Geralmente apresentam-se como lesão verrucosa. sangramento e a formação de nódulos ou massas anais. canal anal e margem anal representam cerca de 3 a 6% dos tumores do intestino grosso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia CÂNCER DE ÂNUS Quadro clínico e Epidemiologia Os tumores do ânus. por via hematogênica ou linfática.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Furman JM. Lewis RF. Kapoor WN. Vertigo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Baloh RW. Copyright © 2001 IDS . New Eng J Med 1999. Evaluation and management of the patient with syncope. Benign Paroxysmal Vertigo.341:1590-1596. Principles of Ambulatory Medicine. Bass EB. syncope and disequilibrium. Dizziness. The Lancet 1998. motion sickness. near syncope. vertigo. JAMA 1992.268:25532560. In: Barker et al. Cass SP.352:1841-1846.

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alterações sensoriais . discreta. membros superiores e. afasia .formigamentos e parestesias em lábios. Intensidade da dor 4. A aura pode incluir alterações visuais (estrela brilhante ou escotomas) bilaterais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia ENXAQUECA Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com enxaqueca e a resposta esperada. As enxaquecas podem ser com aura e sem aura. unilaterais. Intolerância a luz 6.tontura. membros inferiores. Duração da dor 2. e alterações motoras . 1. raramente. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5. Náuseas e vômitos Entre 4 e 72 horas Latejante Moderada a grave* Sim Sim Sim Sim *a intensidade da dor pode ser inferida pelo fato de atrapalhar (moderada) ou impedir (grave) as atividades diárias de rotina. acometendo campos visuais homônimos. Tipo de dor 3. Intolerância a ruídos 7.

durando de 5 a 20 minutos antes do quadro doloroso. também pode ocorrer dor na palpação do trajeto das carótidas e das artérias do sistema da carótida externa envolvidas no processo. pode-se encontrar dor à palpação dos globos oculares e dos ramos do trigêmeo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Achados de exame físico No exame específico do paciente com enxaqueca. Copyright © 2001 IDS .e sonolência.

. Intensidade da dor 4. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com cefaléia do tipo tensional e a resposta esperada: 1. Tipo de dor Em peso ou pontada Leve (não atrapalha atividades de rotina) Não Presença de um ou outro mas nunca os dois Não 2. Presença de náuseas e vômitos As cefaléias do tipo tensional podem ser divididas em episódicas (duram menos de 15 dias por mês ou menos de 180 dias por ano) e crônicas (duram mais de 15 dias por mês ou mais de 180 dias por ano). Presença de intolerância a luz ou ruídos 6.

o que seria interpretado pelo sistema nervoso como uma ausência crônica de aferências dolorosas levando a alterações dos mecanismos centrais de inibição da dor e conseqüente evolução para cronicidade. Isso acaba levando a uma grande quantidade de automedicações que somam ao componente original da cefaléia um componente de abuso de analgésicos simples. Achados do exame físico Em aproximadamente 50% dos casos encontrar-se-á um aumento da tensão muscular nos trapézios. Copyright © 2001 IDS .Os pacientes com cefaléia do tipo tensional episódica tendem a conviver com a doença e raramente procuram auxílio médico. O uso de analgésicos associados a cafeína também pode levar à cronificação do quadro.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

A ausculta cardíaca pode revelar clique mesosistólico seguido de sopro.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O maior desafio no atendimento a dor precordial é o de diferenciar isquemia coronária de outros diagnósticos. devendo o paciente ser encaminado ao pronto-socorro. irradiando de acordo com o trajeto da dissecção. Esses métodos de diagnóstico apresentam vantagens e desvantagens. Na suspeita. é fundamental diferenciar e diagnosticar outras doenças que também se apresentam com dor torácica. melhorando na posição sentada.este é um possível diagnóstico principalmente em mulheres sem fator de risco para doença coronária. o atendimento é de emergência. iniciando-se na região anterior do tórax ou nas costas.a dor é do tipo aguda. À ausculta cardíaca. a sua utilização deve ser . dependem do local e extensão da dissecção. prolongada e localizada no lado esquerdo do tórax. síncope. tende a piorar com a movimentação e a respiração. Para o médico de família. Pode haver diminuição ou ausência de pulsos em braços e coxas. pode-se ouvir atrito pericárdico.a dor é de início súbito. Os sinais observados ao exame físico. A tomografia computadorizada também pode ser utilizada. ansiedade e depressão. Pode se associar com sintomas de palpitação. como citadas a seguir: Prolapso de valva mitral . O ecocardiograma confirma o diagnóstico. Dissecção de aorta . o ecocardiograma confirma o diagnóstico. Pericardite . em "facada". O ecocardiograma esofágico tem sido utilizado como primeira opção no diagnóstico da dissecção de aorta. além da pressão muito alta.

c) aparecimento após longo período deitado.dor abrupta de localização anterior ou dorsal. Síndromes da caixa torácica . precedida ou sucedida de falta de ar e podendo cursar com tosse e hemoptise. sinais de falência do ventrículo direito. ombros. sugere o diagnóstico. piora com a movimentação. Um espasmo difuso do esôfago. ocorre após a alimentação e pode piorar ou ser desencadeada quando a pessoa se deita. axila. a relação com a alimentação e a melhora com antiácidos. Por fim. A dor espinal pode ocorrer em todo o tórax. plenitude. pode simular dor coronária. tipo corrente elétrica. As três maiores características da dor causada por compressão radicular são: a) piora com a movimentação do corpo. o padrão típico de eixo elétrico para a direita com bloqueio do ramo direito e presença de S1Q3T3. O ecocardiograma mostra de maneira rápida.a dor de esôfago pode ser confundida com dor coronária. pressão. Síndromes esofageanas . É comum dor à palpação do epigastro. a dor da raiz ventral pode ser descrita como um desconforto profundo e enfadonho. a dor pode se estender para os lados do tórax. Dentre os métodos diagnósticos. tipo queimação. A dor torácica é freqüentemente iniciada pela inclinação. A localização dolorosa no epigástrio. a cintilografia pulmonar é o principal exame. elevação de cúpula diafragmática. ardor. a dor da pancreatite.a dor torácica de causa músculo-esquelética pode ser aguda. b) piora com tosse e espirro. Podemos citar . dorso e garganta. com predomínio de um lado do corpo. geralmente é bilateral. são dados relevantes no diagnóstico diferencial. geralmente a queimação é referida como sendo do tipo acidez e não calor.As radiculites também podem simular dor coronária. que também se localiza no epigástrio. hiperventilação e sensação de desconforto do tipo visceral. Embolia pulmonar . A dor da raiz dorsal é aguda e penetrante. o diagnóstico diferencial é feito sem dificuldades. pode simular perfeitamente dor coronária. A dor no braço ou ombro pode se iniciar com a rotação da cabeça para o lado acometido ou com a flexão da cabeça para o outro lado. Outra causa de dor não coronária que deve ser lembrada. do tipo "em facada". Provavelmente não estará disponível na imensa maioria dos atendimentos. hiperextensão da coluna dorsal ou ao se colocar os ombros para trás. que melhora com uso de nitrato sublingual. cintura escapular e irradiar-se para baixo. O diagnóstico das radiculites é estabelecido por diversas manobras provocativas de esforço. ou angústia. abaulamento de artéria pulmonar e diminuição da vasculatura pulmonar.individualizada por cada serviço. acometendo braços e dedos. é a dor ulcerosa. Síndromes radiculares . por compressão da raiz nervosa cervical baixa ou torácica. O tipo de dor é descrito como queimação (mais comum). principalmente quando ocorre movimentação da área afetada do tórax. sintomas que se sobrepõem à dor inicial e que se devem à sensação de angústia e medo do paciente em relação a uma possível doença cardíaca. De localização retro-esternal até epigástrica. São sinais radiológicos clássicos: imagem periférica de condensação. sendo aliviada pela inclinação do tórax para a frente. A dor pode ser acompanhada por palpitação. braços e mãos. Com o exame físico adequado. são achados pouco frequentes. No eletrocardiograma. desencadeado por líquidos gelados. acompanhada de vômitos. Geralmente é contínua. podendo se associar a perda da sensibilidade. devido a características comuns a ambas as doenças. de acordo com suas características.

caracterizada por dor e inflamação nas articulações entre costelas e o osso esterno iniciada por esforço nas costelas. acentuada com episódios agudos de curta duração. emoção espontânea tosse-respiração espontânea espontânea Local repouso. Síndrome funcional ou hiperventilatória . acompanhada de hiperventilação.muitos dos sintomas presentes nessa síndrome podem sugerir origem cardíaca. formigamentos. A chave para o diagnóstico dessas síndromes é um ponto doloroso na área da dor. subesternal nitroglicerina precordial não há sentado tempo não há antiácidos Antiespasmódico e analgésicos antiácidos alimentos repouso analgésicos repouso analgésicos retirar estímulo Tórax e dorso precordial anterior tóraxdorso subesternal epigástrica epigástrio e dorso à D epigástrica pescoço braço tórax subesternal contínua lancinante contínua Minutos a horas contínua pleurítica superficial opressiva 10-60 alimentação. vertigem. fraqueza. a dor é agravada por movimento respiratório. palpitação. ansiedade e mudanças no tempo. dor precordial persistente com duração de horas. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA DOR TORÁCICA Doença Isquemia miocárdica Dissecção da aorta Pericardite Prolapso da valva mitral Embolia pulmonar Esofagite Duração da dor 5 a15 minutos Tipo opressiva Fatores Fatores de desencadeantes melhora esforço.psicogênica contínua queimação jejum. ao queimação minutos deitar Minutos a horas Em cólica alimentação Cólica biliar Úlcera péptica Radiculites Osteomuscular Hiperventilação . síncope. alimentos variável variável 2a3 minutos superficial superficial visceral palpação e movimentos palpação e movimentos emoção .como exemplo a síndrome de Tietze. sinais de instabilidade emocional ou depressão.

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a que o médico consegue chegar em poucos minutos com a história e exame físico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Nos casos de angina do peito. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor deverá ser baseado no diagnóstico inicial. deve-se consultar o capítulo referente ao tema.

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além de usar nitrato sublingual.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . deverá prescrever ácido acetilsalicílico 5OO mg. O médico deve estar atento a qualquer possibilidade de infarto agudo do miocárdio. Na maioria das vezes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O encaminhamento dependerá do diagnóstico. que deverá ser mastigado. encaminhar para ambulatório especializado e encaminhar imediatamente para a unidade de emergência. serão possíveis três condutas. com a história clínica. a saber: manter o paciente no programa. Antes de chamar a ambulância.

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São Paulo:Roca.5a edição . q q . q Possam ser devidas à ansiedade. Aqueles que necessitam encaminhamento para atendimento em pronto socorro. Ao final do capítulo. Góes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Tratado de Medicina Cardiovascular/editado por Eugene Braunwald. 2001. 1999. coordenação Maria Cleusa M. José Atta e Milton Martins . o leitor deverá conseguir saber: Pelo menos 5 diagnósticos diferentes como causa de dor no peito.1a edição Sao Paulo: Sarvier. q Estar afeito à apresentação de angina do peito e de dissecção da aorta. . Semiologia Clínica/editado por Isabela Bensenor.

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mal-localizada. extensão. que aparece só na flexão do antebraço. É importante relacionar os movimentos executados repetidamente no trabalho ou lazer e também identificar movimentos pouco usuais executados em um período curto ( parafusar pregos na parede). em geral. que é o espasmo do músculo trapézio). O paciente não tem dor no repouso e a dor só aparece ao se movimentar a articulação correspondente em um plano de movimento específico. pensar em contratura muscular (por exemplo.em geral.a artralgia afeta difusamente a articulação e. decorre de tendinite bicipital. peri-articular . Mialgia difusa pode estar associada a quadros sistêmicos inflamatórios. é insidiosa e apresenta-se com queixas sistêmicas. Quando acomete uma região.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico (1) Qual é o local da dor? articular . piora ao se movimentar a articulação em todos os planos. muscular . .decorre das tendinites e bursites. podendo vir acompanhada de queixa de diminuição de força e de fadiga. adução e abdução.obedece aos dermátomos e vem acompanhada de parestesias. É importante definir se é um quadro localizado. que gera dor nos movimentos de flexão. A fibromialgia. também se manifesta com mialgia difusa. torcicolo. ciatalgia) ou se o quadro é difuso. como na polineurite das vasculites ou do diabetes. descrita em todo o segmento do membro. como a dermatomiosite e polimiosite e. Como na dor na face anterior do ombro. como na artrite de quadril. em geral. acometendo um dermátomo ou segmento. que é um dos reumatismos mais freqüentes. origem nervosa . o que favorece o diagnóstico de compressão radicular ( por exemplo.

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(2) O problema é inflamatório ou não-inflamatório? Didaticamente. Sua presença sugere patologias não-inflamatórias. bursa) . dor de caráter inflamatório piora após repouso prolongado e sugere a presença de doença inflamatória. como a osteoartrose. ao menos parcialmente. Dor mioesquelética de caráter mecânico piora com o movimento e melhora. Ao contrário. localizado sobre a estrutura (por exemplo. a divisão entre quadro inflamatório e não-inflamatório facilita a investigação diagnóstica bem como a abordagem terapêutica. Sinal calor Quadro Inflamatório sim. após repouso. como a artrite reumatóide ou a espondilite anquilosante. difuso Quadro não-inflamatório articular não não-articular às vezes. A tabela abaixo permite uma diferenciação entre as duas situações.

por exemplo. como espondilite anquilosante e lúpus. pensar em espondiloartropatias ou artrite gonocócica). Exames laboratoriais podem auxiliar no diagnóstico das doenças reumáticas. principalmente. está associada aos quadros reumáticos inflamatórios e auto-imunes. Um exemplo que merece ser ressaltado é o diagnóstico errado de febre reumática. crônico . são febre. Articulações periféricas e coluna sugerem espondiloartropatias Coluna apenas pode ocorrer na espondilite anquilosante (5) Há sintomas e sinais associados? A presença de sinais e sintomas. tendinites despertam para o diagnóstico das doenças inflamatórias crônicas. mas. Sempre descartar artrite séptica. . traumatismos e artropatias microcristalinas. poliarticular (quatro ou mais articulações. pensar em artrite reumatóide e nas colagenoses). simetria do acometimento: poliartrite simétrica sugere artrite reumatóide. por exemplo. como artrite reumatóide. xeroftalmia. somente articulações periféricas podem ocorrer na artrite reumatóide inicial e no lúpus. e artrite psoriática) padrão do acometimento: aditivo é frequente na artrite reumatóide e migratório é mais comum na febre reumática. de novo. xerostomia. bursites. (4) Qual o número de articulações afetadas: monoarticular (artrite séptica. que devem ser investigados. baseado em altos títulos de anti-estreptolisina O (ASLO) . local acometido.menos de 6 semanas. Quadros crônicos de artrite. localizado (3) o problema é crônico ou agudo? agudo . ser judicioso. difuso não não sim.mais de 6 semanas. Os mais comuns. difuso às vezes. oligoarticular (até 3 articulações.difuso raro sim.exame que serve apenas para detectar a ocorrência de uma infecção por estreptococo. emagrecimento. localizado sobre a estrutura (por exemplo. periarticulares (tendinites. uma vez que a interpretação incorreta dos resultados pode levar a erros diagnósticos importantes. Raynaud e lesões cutâneas. alopecia. etc) estão relacionados com traumas agudos ou com lesões por esforços repetitivos. gota. lúpus e outras colagenoses. em geral. trauma). (6) Existe relação com trauma agudo ou com atividades profissionais ou esportivas? Muitos quadros articulares e. Artrite assimétrica sugere espondiloartropatias (espondilite anquilosante. bursa) raro. bursite. Seu uso deve.edema eritema dor à palpação sim. no entanto. é localizado sim.

hepática. frente a doenças como o lúpus e a artrite reumatóide. sinais radiográficos característicos auxiliam o diagnóstico clínico. Lembrar que 5% da população normal têm FAN em títulos baixos (1/40). anti-DNA) deve ser feito já pelo reumatologista. Na suspeita de artrite reumatóide e osteoartrose. e cárdio-pulmonar. A investigação deve incluir (dependendo do quadro clínico) uma avaliação renal. um exame normal não afasta uma doença inflamatória e um exame alterado não é diagnóstico de doença específica. estes exames se encontram normalmente elevados. podem ser úteis. observada numa radiografia simples de bacia. . o FAN por imunofluorescência é suficiente para rastreamento. Se positivo.(7) Existem sinais de inflamação sistêmica ? As "provas de atividade inflamatória". Exames radiográficos e imunológicos precisam ser avaliados sempre com cautela. Com o mesmo objetivo. Da mesma forma. enquanto que permanecem inalterados na osteoartrose. a radiografia simples é normal. sem significado patológico. a presença de sacro-iliíte. Anti-estreptolisina O (ASLO) serve apenas para detectar a ocorrência de infecção estreptocócica e não é diagnóstico da febre reumática. leucócitos e plaquetas serve para detectar citopenias (no lupus por exemplo). nos " reumatismos de partes moles". como a dosagem da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação. ou seja. Os exames devem sempre ser analisados dentro do contexto clínico acima detalhado. como lúpus. A presença de alterações orgânicas associadas a doenças osteo-musculares sugere uma colagenose como o lúpus eritematoso sistêmico. auxilia o diagnóstico de espondilite anquilosante. Fatores antinúcleo (FAN) devem ser solicitados na investigação de oligoartrites ou poliartrites crônicas. Inicialmente. Porém é preciso ressaltar que estes exames são inespecíficos e pouco sensíveis. quando o diagnóstico diferencial é uma doença auto-imune. A investigação radiográfica deve ser direcionada para cada caso em particular. Por outro lado. porém deve ser lembrado que sua negatividade não afasta o diagnóstico e sua positividade não é específica para a artrite reumatóide. por exemplo. Um teste positivo para fator reumatóide só pode ser interpretado dentro do contexto clínico em que foi pedido. (8) Existem alterações orgânicas ? A contagem de eritrócitos. a contagem de leucócitos é essencial na investigação de processos infecciosos e inflamatórios. o desdobramento deste exame (ENA. por exemplo. Em todo caso. Fator reumatóide serve como auxílio no diagnóstico da artrite reumatóide. o ultra-som e a ressonância magnética são exames mais adequados. Nestes casos.

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particularmente quando se tratarem de articulações submetidas a carga. Algumas doenças evoluem bem com medidas terapêuticas conservadoras e simples. deve até ser contra-indicado. porém casos específicos de dor intensa podem ser tratados com opiáceos por períodos limitados. apenas os analgésicos não-opiáceos devem ser utilizados.na fase aguda de uma artrite ou periartrite. o calor local pode ser utilizado isoladamente ou associado ao gelo em dores de origem muscular ou osteo-articular. O gelo local atua como analgésico e antiinflamatório. enquanto que. os efeitos colaterais . em certas situações. o repouso não deve ser exageradamente indicado. Nas patologias crônicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da osteoartrose e da artrite reumatóide está proposto nos capítulos correspondente. o repouso da articulação envolvida é útil. enquanto outras necessitam de um tratamento clínico agressivo e cirurgias. etc. freqüentemente utilizados na maioria das doenças reumáticas. Alguns comentários são válidos como uma conduta geral. Em geral. bursites. porém. O tratamento das doenças osteo-musculares é extremamente variado e deve ser direcionado para cada caso. Antiinflamatórios também são amplamente utilizados. gelo e calor local são úteis como tratamento adjuvante de inúmeras situações em reumatologia. Repouso versus Exercícios . Da mesma forma. Analgésicos são medicações para alívio sintomático. podendo ser utilizado na fase aguda de tendinites.

Miorrelaxantes também podem ser utilizados nos casos em que espasmo muscular estiver associado na gênese da dor. pode desencadear quadros de sonolência e confusão mental. Devem ser evitados. pois. Copyright © 2001 IDS . Cuidado com o uso em pacientes idosos. dependendo do medicamento. diabéticos e com problemas renais.freqüentes exigem uma boa monitorização do seu uso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hepáticos ou gastro-intestinais. particularmente em pacientes idosos.

lúpus eritematoso sistêmico e outras doenças reumatológicas. além do descrito acima. são exemplo. A artrite reumatóide. o paciente deve ser encaminhado ao especialista para acerto da medicação. porém pode e deve continuar sendo acompanhado pelo clínico geral. onde as medidas descritas acima não são suficientes para o controle adequado da doença. Copyright © 2001 IDS . Este tratamento envolve uma série de drogas distintas que devem ser manuseadas por um especialista habituado com estas doenças. Nestes casos. principalmente o paciente com artrite reumatóide. de um tratamento direcionado para cada caso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Doenças reumáticas específicas necessitam.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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London..S. Edts. Mosby. Klippel J. 2000.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Sergent J. Dieppe P. Harris E. Philadlphia. Bonfá. In:Rheumatology. E.G. In: Textbook of Rheumatology.N.D. Copyright © 2001 IDS . A. . Ruddy S. Michet C.DO.. Kelley W... Signs and Symptoms.H. 2000. General Evaluation of The Patient. São Paulo.B. Grahame R.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Ensworth S. Saunders Company. Reumatologia Para o Clínico. Rheumatology: Is it Arthritis? Jamc 162(7):1011-1016. J. Evaluation... 2nd Ed. 1993. Yoshinari.H. Edts. 1998. S. Edts. Roca.. Sledge C. 4th Ed. Hunder G. N..

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acompanhada de alterações de sensibilidade cutânea. A cervicalgia e a cervicobraquialgia podem ser causadas pela osteoartrite e. relacionadas com a rotação interna e . Para tanto. Nos casos de dor cervical após um trauma. As alterações discais. O exame clínico da dor cervical deve ser iniciado pelo exame neurológico. O transporte do paciente deve ser extremamente cuidadoso para se evitar maior comprometimento da medula espinhal. São da maior gravidade tanto um mergulho em águas rasas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico No estudo da coluna vertebral cervical dolorosa. que visa o estudo da integridade da medula espinal. o tipo de acidente e a descrição do agente vulnerante são da maior importância. Por este motivo. que pode levar até a tetraplegia. como a hérnia de disco. Alterações inflamatórias da oro-faringe podem. causar os torcicolos espasmódicos. não são raras e se apresentam com dor no metâmero correspondente. Alterações do pulso radial. como um acidente automobilístico. a queixa principal é a dor com dormência nos membros superiores que piora com o repouso e melhora com exercícios leves. muitas vezes. a história clínica é fundamental. o maior risco é o comprometimento da medula por fratura ou luxação vertebral. nos quais a dor cervical e a dificuldade de movimentação da cabeça são os principais sintomas. Dentro das afecções traumáticas. A altura da zona de insensibilidade cutânea pode revelar o nível de uma lesão medular. nestes casos. a dor cervical do trauma deve ser tratada pelo primeiro socorrista com imobilização do segmento cervical com um colar e o encaminhamento imediato para um hospital especializado. devemos dividir as afecções em traumáticas e não-traumáticas.

bem como com os pulmões cheios de ar. Deve ser excluída. podem revelar alterações que nos fazem pensar em compressão do plexo. as afecções da oro-faringe. Copyright © 2001 IDS . Os espasmos e contraturas da musculatura anterior e posterior do pescoço atestam a veracidade da dor referida. em zona metamérica. principalmente nas crianças. O paciente se apresenta com dor irradiada para o membro superior. acompanhada de alterações da sensibilidade. As compressões radiculares por hérnia de disco cervical são mais raras.externa da cabeça. A rigidez cervical (coluna travada) pode estar presente nos graves casos de luxação interapofisária traumática. principal causa da cervicalgia infantil.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Se o exame excluir a possibilidade de lesão óssea que poderia levar a conseqüências graves para a medula espinhal. A médio prazo. ressonância magnética ou tomografia computadorizada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pode-se instituir tratamento com repouso local (imobilização com colares). se for necessário. antiinflamatórios e o encaminhamento para tratamento fisioterápico. uma radiografia deverá ser feita e. Copyright © 2001 IDS .

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As maiorias dos casos que afetam o ombro podem ser atendidos em unidades básicas de saúde. Copyright © 2001 IDS .

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M.E. Atheneu.. T. São Paulo. R.L. Lech. O...C.J.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .P. Sarvier.E.P. Exame físico em ortopedia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. Barros. T.. Azze.M. 1999. Amatuzzi. 1999.. Rio de Janeiro. Ensinando ortopedia. Copyright © 2001 IDS .

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que acarreta escoliose antálgica. geralmente provocada por hérnias discais. Nestes casos. pede-se ao paciente que se incline para a frente. Esta é a dor provocada pela compressão intra-raquidiana da raiz nervosa em nível. deve-se pensar em compressão discal. com piora gradativa. Muitas vezes. é a flexão dos quadris. Em seguida. o início dos sintomas. na história clínica. a hipótese mais provável é o da osteoartrose. fletindo a coluna. relacionada a certos tipos de movimento e quase sempre a partir de um esforço. Na avaliação da lombalgia. neste momento do exame. é importante detalhar. A dor lombar. vem acompanhada de espasmo muscular paravertebral. a dor se faz no membro inferior e é acompanhada de sensação parestésica em territórios correspondentes às zonas de inervação radicular. ou dor de início insidioso. A contra-prova. movimento este muito doloroso ou até impossível de ser feito.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As doenças da coluna lombar se apresentam com dor. que pode ser súbita. Os movimentos de extensão e os laterais também são dolorosos. A dor é localizada na região lombar e se exacerba a pequenos movimentos. Assim. O exame clínico deve-se iniciar pela inspeção do paciente em pé. a dor lombar precede uma ciática por um período de dias ou até de semanas. que acometem pacientes entre 35 e 45 anos de idade. . e quando ela aparece após o repouso noturno e melhora com movimentos suaves. chamada também de lombalgia. o que dá o aspecto de que o paciente está "torto". quando se nota claramente a escoliose antálgica caracterizada pela retificação da lordose lombar e a alteração do centro de gravidade do corpo humano. quando ela se inicia após um esforço bem definido.

no membro inferior. além de outros sinais caracterizam o comprometimento radicular. que se faz determinando. A pesquisa da motricidade muscular é parte do exame neurológico. Parte importante do exame clínico é a pesquisa da irritação radicular. Nas lombalgias rebeldes. Mais de 90% das herniações discais estão localizadas nos espaços L4/L5 e L5/S1 e. a radiografia deve ser feita e. e as manobras voluntárias de Valsalva. Copyright © 2001 IDS . nos casos de suspeita de hérnia distal. que é positivo em 98% das hérnias discais. nestes casos. como o sinal de Lasègue.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .que se faz pedindo para que o paciente se agache como se fosse pegar do chão um objeto caído. A palpação mostra pontos dolorosos e o próprio espasmo muscular. ressonância magnética ou tomografia computadorizada. o que é perfeitamente possível e sem dor. que pioram o quadro doloroso. as zonas da dor e das alterações de sensibilidade. provocam perda de força de dorso flexão hálux e do pé. Os sinais neurológicos. Elas correspondem às raízes afetadas.

vem diminuindo cada vez mais. Copyright © 2001 IDS . Quando existe alteração radicular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da lombalgia comum sem comprometimento radicular se baseia nos antiinflamatórios. hoje em dia. analgésicos e repouso. Fisioterapia é recomendada na maioria dos casos e a necessidade de tratamento cirúrgico. o repouso é fundamental.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.

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Exame físico em ortopedia. T. Copyright © 2001 IDS . Ensinando ortopedia.. Sarvier.C.L. R. Barros.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. 1999..J. 1999. O.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .E.E... Rio de Janeiro.M. T. M.P. Atheneu..P. São Paulo. Azze. Lech. Amatuzzi.

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ativamente. extensão e abdução. tão comum nas quedas sobre o ombro. Uma depressão logo abaixo do acrômio (sinal do cabide) pode caracterizar a luxação escápulo-umeral ou uma elevação da clavícula. A coloração da pele é verificada. como as que ocorrem nas lutas ou brigas. levando-se em conta a sua simetria e a atrofia muscular. muito comuns na terceira idade. nível de atividade. que podem assim ser detectadas. na posição em pé. Quando. quando pressionada. geralmente. principalmente aqueles que se fazem a 90 graus de abdução. que são examinados sempre comparando-se com o lado oposto. confirmada pelo sinal da tecla de piano (a extremidade da clavícula. duração dos sintomas. são. onde há grande incidência de fraturas. eles são realizados . característicos dos processos inflamatórios das bolsas do manguito rodador (antiga doença de Duplay ou calcificações). profissão. Deve-se dar importância à fossa supra clavicular e à posição da cabeça umeral em relação ao acrômio. lembrando-se que as fraturas do 1/3 proximal do úmero. se abaixa como uma tecla de piano) caracteriza a luxação acrômio-clavicular. que é estimulado a realizar movimentos de flexão. o possível mecanismo de lesão ou a atividade de repetição devem constituir a história clínica. e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A idade. bem como os movimentos de rotação. acompanhadas de equimose e hematomas. inicialmente. Diminuição do arco de movimento é considerada. A palpação das estruturas é feita a partir da clavícula. O paciente deve ser examinado sempre com os dois ombros descobertos para comparação. A área de dor deve ser apontada pelo paciente. o paciente não consegue executar os movimentos. Os contornos anatômicos são verificados.

Cliques podem ser evidência de problemas intra-articulares. chamada. de bursite do ombro. Copyright © 2001 IDS . bloqueios e movimentos anômalos são detectados. Eventuais pontos dolorosos.passivamente pelo examinador. bloqueios dos movimentos de rotação de luxações umerais e diminuição da rotação interna do braço com o ombro a 90º. podem reproduzir os sintomas da síndrome do impacto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . no passado.

mas o ideal é que seja feita a redução em um hospital e depois da confirmação do diagnóstico por radiografia. A mais freqüente é a ruptura do cabo longo do bíceps. que se caracteriza pelo aparecimento de uma "bola" na região anterior do braço quando o paciente é instado a fletir o cotovelo e que corresponde ao ventre muscular contraído sem o apoio de sua inserção é. na maioria das vezes. cirúrgico. A manutenção da amplitude articular é importante para se evitar a capsulite adesiva (ombro congelado). Radiografia se impõe. As infiltrações intra-articulares de derivados da cortisona devem ser evitadas quando não se tem um diagnóstico preciso. As alterações inflamatórias crônicas ou subagudas podem ser tratadas com medicação antiinflamatória e aplicações de calor profundo. As luxações de ombro são de redução de urgência. detectadas pela história clínica e pelo exame podem até ter indicação cirúrgica. As fraturas da clavícula são facilmente diagnosticadas pela palpação e exigem tratamento de imobilização.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As fraturas do úmero no seu 1/3 superior. com fisioterapia. As rupturas ligamentares e tendinosas no ombro são raras. . com enfaixamento tóraco braquial ou em "8". cujo tratamento é mais complexo por exigir medidas hospitalares. Pode ser tentada com manobras sem anestesia.

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de tratamento cirúrgico. porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde. quando completas. As luxações acrômio-claviculares são. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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. 1999.M. Azze..E. 1999. Rio de Janeiro. R. Lech.L.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho.C. T.P.P. Atheneu... Exame físico em ortopedia. Amatuzzi. Sarvier.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .J. Barros. O.. São Paulo. M. T.E. Ensinando ortopedia. Copyright © 2001 IDS .

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dor de origem pancreatobiliar. idade esta que pode mudar a depender da experiência local (entre 35 e 55 anos). Esta estratégia de investigação da . Nesta abordagem. tratados para erradicação do H. respiratório) e. vômitos recorrentes. pylori. pylori são primeiramente tratados de modo empírico (por exemplo. um reconhecido fator ulcerogênico. anemia. ultra-som. preferencialmente. antiinflamatórios não-esteróides. febre. disfagia. pHmetria e eletromanometria. icterícia. narcóticos e opiáceos). (2) uso crônico de antiinflamatório hormonal não-esteróide. em caso de positividade. Finalmente. o primeiro passo é excluir.) a doença do refluxo gastroesofágico. síndrome do intestino irritável. com o auxílio da história clínica e. os pacientes são primeiro testados para a presença do Helicobacter pylori (teste sorológico ou. endoscopia. exames complementares (por exemplo. (3) idade acima de 45 anos pelo risco de câncer gástrico. anorexia. dor abdominal intratável. linfadenopatia. aerofagia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um paciente com dispepsia. a endoscopia digestiva alta é indicada se o paciente apresenta : (1) "sinais de alarme" (por exemplo. evidência de sangramento digestivo. vômitos funcionais (psicogênicos) e consumo de medicamentos (por exemplo. tomografia. Os indivíduos com resultados negativos para H. massa abdominal. os pacientes com resultados positivos e negativos que não melhoram com o tratamento instituído (para erradicação ou empírico) são submetidos à esofagogastroduodenoscopia). eventualmente. anti-secretores ou pró-cinéticos) por um período de 4 a 8 semanas. história de câncer familiar). odinofagia. Caso haja recursos disponíveis. emagrecimento.

Todos tinham mais de 50 anos de idade. propiciaria o aparecimento de cepas resistentes ao metronidazol e. pylori na população deve ser baixa (<50%). testes respiratórios). ao lado da dificuldade de acesso aos exames não-invasivos para H.dispepsia reduz em pelo menos 50% o exame endoscópico. Se. em países desenvolvidos. b) a freqüência do H. alguns pré-requisitos são necessários para que esta abordagem seja vantajosa do ponto de vista de custo-benefício: a) ela é válida em locais onde a endoscopia é muito onerosa (mais de US$500). onde a freqüência do H. o emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticos revelou que 51% apresentavam dispepsia do tipo dismotilidade. Desta forma. justificando a exploração endoscópica imediata. Três casos de neoplasia gástrica foram identificados: dois no grupo dismotilidade e um no tipo úlcera. Já nos pacientes com dispepsia tipo úlcera. para os com dispepsia tipo dismotilidade e tipo úlcera. 38% tipo úlcera e o restante. Nesta situação. tornando a abordagem do "testar e tratar" viável. pylori num contingente enorme de pacientes. a freqüência de exames endoscópicos seria reduzida em 18%. à própria amoxicilina. independentemente da faixa etária. desafogando e diminuindo os custos dos já sobrecarregados serviços públicos de endoscopia. a freqüência de achados anormais à endoscopia foi mais elevada (>50%). a freqüência de endoscopias normais ou com LIM foi de cerca de 80% nos pacientes jovens (<31 anos) com dispepsia tipo dismotilidade. respectivamente. o mesmo não ocorre em países em desenvolvimento. Contudo. Quando a divisão por faixa etária foi considerada. para um correspondente de 40 a 50% em condições semelhantes nos dispépticos tipo úlcera. A úlcera duodenal foi o achado mais comum. sintomas de refluxo gastroesofágico. estes fatores estão presentes. o que. Em nosso meio. pylori (por exemplo. o que é mais preocupante. o que significa menor custo. A utilização desta abordagem no Brasil implicaria o tratamento com antibióticos para erradicação do H. pylori é elevada (70-90%) e o custo da endoscopia é bem inferior a US$500 (entre US$80 e 100). como o Brasil.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . a tática de se realizar a esofagogastroduodenoscopia de imediato nos pacientes dispépticos para se afastar doença orgânica parece-nos a mais apropriada. além de desnecessário e custoso. A freqüência de endoscopias normais ou com lesões inflamatórias mínimas (LIM = gastrite e duodenite não-erosivas) foi de 50% e 37%. considerando a facilidade e o custo mais baixo da endoscopia digestiva alta em nosso meio.

pylori-positivos com úlcera péptica gastroduodenal. não se mostrou eficaz na resolução dos sintomas no acompanhamento a longo prazo. A erradicação do H. Por enquanto. vale ressaltar que a relação entre dispepsia funcional e H. duodenite erosiva. pylori em pacientes com dispepsia funcional. linfoma gástrico MALT de baixo grau e gastrectomizados por câncer com estômago residual. persistem as indicações para tratamento de erradicação da bactéria em pacientes H. numa recente revisão. pylori é controvertida.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Finalmente. Copyright © 2001 IDS . não havendo ainda uma resposta definitiva para o assunto.

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somente quando os sintomas forem incoercíveis com a medicação de apoio. é que de deverão ser encaminhados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Os pacientes deverão ser seguidos em unidade básica de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . algumas vezes encaminhados para realização de endoscopia e. Copyright © 2001 IDS .

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114: 582-95.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bytzer P. Silverstein M D. Mattos N L B et al. Copyright © 2001 IDS . Talley N J. Emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticas. AGA Technical Review: evaluation of dyspepsia. 35: 181-5. 343: 811-6. Lancet 1994. Heading R C et al. Functional gastroduodenal disorders. Muckadell O B S. Empirical H2-blocker therapy or prompt endoscopy in management of dyspepsia. 45 (Suppl II): II 37-42. Arq Gastroenterol 1998. Gastrenterology 1998.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Stanghellini V. Ornellas L C. Agréus L et al. Meirelles G S P. Talley N J. Gut 1999. Hansen J M.

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Adisúria inicial freqüência em doenças uretrais) e a terminal associa-se mais a doenças da bexiga.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia DISÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia O termo disúria caracteriza dor durante as micções e é. Ao exame físico. A queixa de disúria é normalmente acompanhada por urgência miccional. polaciúria e aumento da frequência. A investigação do paciente deve começar com a caracterização da disúria na anamnese de acordo com a fase do jato urinário. presença de secreção uretral. dor à palpação e/ou sinal flogístico . dor lombar à punho percussão. Em homens. podendo apresentar irradiação suprapúbica ou ser localizado em meato uretral. presença de febre. nictúria e enfraquecimento do jato urinário. podem cursar com disúria e outras queixas vagas. vesicais). Aproximadamente um terço das disúrias permanece sem diagnóstico clínico definido (síndrome funcional da bexiga ou uretrotrigonite) podendo estar incluídas causas hormonais (deficiência de hormônios femininos na amamentação e na menopausa) e outras causas pouco conhecidas. devemos observar se há queda do estado geral. muitas vezes referido por pacientes como ardor ou sensação de queimação na uretra. alterações prostáticas. febre. devendo ser sempre pesquisada a presença de descarga uretral. dor à palpação suprapúbica. infecções urinárias prévias. A disúria pode ser uma das queixas presentes na calculose ureteral distal. hematúria. sinais de irritação cutânea em glande. taquicardia e taquipnéia (buscando sinais precoces de sepse). antecedente de litíase. presença de globo vesical palpável. como as prostatites.

Em mulheres. verificando a ocorrência de vulvovaginites. Nos homens deve-se completar o exame com o toque retal.em testículos e epidídimos. devemos observar genitália externa. verificando o tamanho prostático e se a próstata está dolorosa e/ou com sinais flogísticos (aumento de temperatura e flutuações). sugerindo diagnóstico de prostatite. Copyright © 2001 IDS . abscesso ou hiperplasia benigna de próstata.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Porém. Apesar do aparato disponível nos dias de hoje. o aspecto de urina hematúrica deve ser diferenciado da pigmentúria (após a ingestão de alimentos ricos em caroteno. anilina e de algumas medicações). detectável apenas no exame de urina. 10 a 15% das hematúrias não têm causa detectável. com cor variável de marrom escuro a vermelho. são detectadas quantidades maiores que 3 hemácias por campo. mas com especificidade mais baixa. em geral. Além disso. Elas podes ser classificadas como macroscópicas. quando. em geral. em pelo menos duas amostras. Para a detecção de hematúria. ingestão elevada de vitamina C pode produzir resultados falsos negativos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Encaminhamento|Bibliografia HEMATÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia A hematúria é definida como a eliminação de eritrócitos pela urina em quantidade anormal. quando forem detectáveis apenas em exames laboratoriais. a sensibilidade das fitas reagentes supera 90%. Macroscopicamente. tem a sua definição e valor anormal variáveis para cada laboratório. Desta maneira. decorrente de hemólise). ou "visível a olho nu". com mais de 106 hemácias por ml de urina ou acima de 10 hemácias por campo microscópico (com aumento de 40 vezes). Já a hematúria microscópica. enquanto que coleta após exercício físico ou urinas hipotônicas . podem ser utilizadas fitas reagentes. mioglobinúria (decorrente de destruição muscular). ou microscópicas. hemoglobinúria (presença de hemoglobina livre na urina. vale a pena ressaltar que a reação decorre tanto do contato com hemoglobina quanto de mioglobina. sendo consideradas alteradas as amostras de urina com mais de 104 hemácias por ml de urina ou 3 a 5 hemácias por campo. A hematúria macroscópica apresenta-se.

é feito o diagnóstico de mioglobinúria. que é submetida a centrifugação. se for claro. pode ser utilizado o exame microscópico da urina após centrifugação. A presença de grande número de eritrócitos na urina comprova o diagnóstico de hematúria. enquanto que. Se o sobrenadante for rosa. deve ser coletada amostra de sangue. para a diferenciação entre hemoglobinúria e mioglobinúria.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o que também pode afetar os resultados. há hemoglobina livre no soro. porém. Para a diferenciação na hematúria entre hemoglobinúria e mioglobinúria. Copyright © 2001 IDS . É importante que não haja contaminação durante a coleta da urina.não-examinadas logo após a coleta podem gerar resultados falsos positivos.

relacionada à distensão visceral (apêndice. característica da dor. como nos processos inflamatórios (abscesso tubo-ovariano) ou nas obstruções intestinais. náusea. A dor pélvica pode ter início súbito. como dor em fossa ilíaca direita após início periumbilical. fatores de melhora e piora. vômitos. alterações do trato gastrintestinal. como disúria. mudança e irradiação. Quanto à característica. tubas uterina. irradiação. pus ou conteúdo fecalóide. é fundamental obter dados sistêmicos. dor em fossa ilíaca esquerda pode ser sugestiva de diverticulite. hematúria. eliminação de gases e atividade intestinal. alterações urinárias. como anorexia. como febre e sudorese. lembrando que órgãos pares (ovários. ocorrendo nos casos de adbome agudo hemorrágico. A partir das etiologias citadas como possíveis participantes do processo doloroso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico A dor deve ser caracterizada segundo alguns aspectos: início do sintoma. Nos casos de irritação peritoneal pela presença de sangue. localização. ureter. como às relativas ao aparelho locomotor e neurológico e à questão psicológica. ou gradual. polaciúria e urgência miccional e outras alterações referidas pelo paciente que possam estar relacionadas às causas menos comuns de dor pélvica. a dor pode ser contínua ou em cólica. A avaliação ginecológica inclui questionamento específico. a dor abdominal é generalizada e piora com a movimentação. podem ser característicos de apendicite. destacando-se os antecedentes . intestino). A localização da dor deve especificar o local de início. rins e ureteres) podem manifestar alterações em todo andar inferior do abdome e alguns dados clássicos.

avaliando estado geral do paciente. apagamento do músculo psoas. existem algumas imagens clássicas que podem ser observadas na radiografia simples de abdome: presença de fecalito na fossa ilíaca direita. observa-se a presença de massas e possíveis quadros de irritação peritoneal. Além disso. a caracterização dos ciclos menstruais. nível hidroaéreo em íleo. edema de parede. dispareunia (dor na relação sexual) de penetração e/ou de profundidade e sinusiorragia (sangramento na relação sexual). alça ileal sentinela em fossa ilíaca direita. o colo uterino e os fórnices vaginais. que pode significar gestação inicial ou mesmo prenhez ectópica. especialmente quando timpânica. apagamento da linha pré-peritoneal. o examinador pode realizar a ausculta da região abdominal com o intuito de observar a presença de ruídos hidroaéreos que denotam atividade peristáltica do intestino. a percussão abdominal pode trazer informações. perceptíveis à manobra de descompressão brusca. o médico examinador deve ter prática nas etapas descritas a seguir. Tumores malignos de ovário em seus estádios avançados podem cursar com ascite. assim como gestantes após o primeiro trimestre. De modo auxiliar. a avaliação do corpo uterino e das regiões anexiais. O exame do abdome inclui inspeção. A palpação superficial do abdome avalia a sensibilidade e o tônus abdominal. partos e abortos. os ruídos. como estenoses vaginais congênitas ou pósradioterapia. quando identifica-se a idade da primeira menstruação (menarca). antecedentes obstétricos detalhando gestações. desvio das alças intestinais para a esquerda. . condição que pode ser percebida à inspeção abdominal. alças intestinais dilatadas e líquido na cavidade peritoneal. Na palpação profunda. além de cálculos renais radiopacos. volume. Nos quadros sugestivos de apendicite. realiza-se por meio do toque bimanual. habitualmente. Nos casos de suspeita de acometimento genital. ficam abolidos. hidratação. assim como em pacientes em que o toque vaginal não é possível. A radiografia simples de abdômen deve ser realizada com o paciente em pé e em decúbito dorsal horizontal para se identificar possíveis quadros obstrutivos ou perfurações através da observação de pneumoperitônio. presença de líquido entre as alças intestinais e pneumoperitônio. Ao exame especular. observa-se o colo uterino. Grandes tumores uterinos. e antecedentes sexuais. avaliando-se forma. Avalia-se as paredes vaginais. as paredes vaginais e o conteúdo vaginal. simetria e presença de cicatrizes cirúrgicas. O toque vaginal deve ser realizado apenas em pacientes que já iniciaram atividade sexual com penetração vaginal. refletindo distensão das alças intestinais ou maciça em situações de bloqueio e localização de processo inflamatório. a presença ou não de cólicas menstruais e o atraso menstrual. o tecido adiposo e presença de nódulos na pele. O exame físico deve ser completo. análise das mucosas. como endometriomas ou granulomas de corpo estranho em cicatrizes cirúrgicas. como miomas. Em seguida. há dificuldade nesta avaliação. escoliose para a direita. Nos casos de hemorragia ou infecção intraperitoneal. complementando com todos os dados sistêmicos possíveis. questionando idade da primeira relação sexual (coitarca). O toque retal é realizado em pacientes virgens para permitir a avaliação dos órgãos genitais internos.menstruais. Em pacientes obesas. tomada de pulso e pressão arterial. avaliação cardíaca e pulmonar. ou neoplasias ovarianas podem alterar o volume abdominal.

o que pode ser útil no caso de situações duvidosas. A ressonância nuclear magnética pode complementar a avaliação. Além disso. apêndice e alças intestinais. estabelecidas na tentativa de se resolver o processo sem a certeza etiopatogênica. Este papel da laparoscopia tem extrema validade. especialmente com transdutor vaginal. Miomas uterinos são facilmente identificáveis. Exames como urografia excretora. Por vezes. como tubas uterinas. nos casos de prenhez ectópica ainda íntegra. A tomografia computadorizada é útil na localização de abscessos intraperitoneais e nos casos de doenças musculares e neurológicas. pois permite que se identifique de forma correta o real motivo do quadro clínico apresentado pela paciente. é possível se visualizar o embrião com batimentos cardíacos fora do útero. tanto no diagnóstico como na terapêutica de diversas doenças em praticamente todas as especialidades clínicas. que permite evidenciar detalhes das regiões anexiais.A ultra-sonografia pélvica é exame essencial para a completa avaliação ginecológica. opta-se por procedimento cirúrgico no sentido de se resolver eventuais dúvidas em diagnóstico diferencial. retosigmoidoscopia e colonoscopia são úteis nas situações específicas para cada doença. assim como praticamente todos os órgãos doentes que necessitem ser extirpados ou reparados. no tratamento da moléstia identificada: processos infecciosos podem ser drenados. investindo. processos hemorrágicos podem ser corrigidos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o equipamento de vídeo permite a precisa documentação do procedimento. A observação de imagem anexial complexa e líquido na cavidade peritoneal sugere rotura de cisto anexial ou prenhez ectópica (quando associado a dosagem de gonadotrofina sérica positiva). Copyright © 2001 IDS . Em dor pélvica. A laparoscopia tem papel inquestionável nos dias atuais em diversos aspectos da abordagem médica. ovários. em seguida. porém as tubas uterinas não são visualizadas ao exame. o que elimina as terapêuticas empíricas.

a paciente pode apresentar melhora da dor com analgésicos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . o tratamento é cirúrgico. apendicite e alguns quadros de obstrução intestinal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor pélvica é específico para cada situação abordada. Na presença de hemorragia e/ou abscesso intraperitoneal. com as correções anatômicas necessárias. antiinflamatórios não-hormonais ou derivados de opióides. estando envolvida indicação clínica e cirúrgica. clinicamente. urinária e intestinal devem ser tratados com antibioticoterapia e. Os casos de infecção genital. torção de cisto anexial ou mioma. conforme a gravidade do caso.

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M. Revinter.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia ABRÃO. 1a ed. Rio de Janeiro..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .S. Copyright © 2001 IDS . Endometriose: uma visão contemporânea. 2000.

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uso de medicações. Na suspeita de câncer prostático. avaliação do histórico sexual. como a hiperplasia prostática benigna. limites. quer pelo PSA suspeito (maior que 4ng/ml) pode estar indicada biopsia trans-retal de próstata para esclarecimento diagnóstico. O PSA é marcador da presença de tecido prostático. Quando esta relação for menor que 0. irregularidades. ou PSA em inglês). . consistência. quer pelo toque retal suspeito. (3) exames de urina. as cistites e as disfunções neurogênicas da bexiga. como densidade. apesar de existirem várias opções para sensibilizá-lo. Por outro lado. dosagem de creatinina e do antígeno prostático específico (prostatic-specific antigen. sendo que 25% dos pacientes com Hiperplasia prostática benigna apresentam PSA>4ng/ml.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Tenta-se hoje substituir o termo prostatismo por "sintomas do trato urinário inferior" a fim de frisar que são características comuns a diversas doenças. tem-se dado ênfase à relação PSA livre/total. a estenose de uretra. mobilidade). antecedentes de cirurgias. as prostatites. (2) toque retal: características prostáticas (volume. sensibilidade. pelo menos 20% dos pacientes com câncer prostático apresentam PSA dentro do limite da normalidade (entre 0 e 4ng/ml). reflexo bulbo cavernoso. o câncer prostático. velocidade.18 há maior chance de se identificar câncer de próstata. A avaliação dos sintomas deve incluir: (1) história clínica: presença de sintomas obstrutivos ou irritativos. Quando o PSA se localiza entre 4 e 10ng/ml. e sua natureza e duração. estratificação do PSA por idade. a esclerose do colo vesical. tônus esfincteriano.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

litíase vesical e retenção urinária. inibidores da aromatase e extrato de plantas (fitoterapia). 2 vezes ao . providenciar alívio sintomático. esvaziamento vesical incompleto. infecções urinárias recorrentes. O tratamento medicamentoso da hiperplasia prostática benigna inclui alfabloqueadores. disfunção detrusora. efeitos clínicos incidência e efeitos do tratamento e morbidade relacionada. 2 vezes ao dia). O entusiasmo pelo tratamento medicamentoso deve-se. supressão androgênica. infecção. melhorar esvaziamento vesical. insuficiência renal. retenção urinária. Os principais alfa-bloqueadores são prazozina (1-5 mg. em parte.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento de qualquer doença depende de sua magnitude. Esse tônus é mediado por receptores alfaadrenérgicos. que incluem morbidade. Os resultados do tratamento medicamentoso são clinicamente significativos e resultam em efeitos colaterais menores. reverter insuficiência renal e prevenir futuros episódios de hematúria. Alfa bloqueadores. além de representar alternativa terapêutica para pacientes sem condições cirúrgica. pelas limitações da prostatectomia. terazozina(2-10 mg. necessidade de reoperação. falência do resultado. São medicações seguras e relativamente eficazes para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. sendo a resposta clínica rápida e dose-dependente. litíase vesical e hematúria. O tratamento visa diminuir obstrução infravesical. As conseqüências da hiperplasia prostática benigna não tratada incluem sintomas urinários baixos. Estudos clínicos de longo prazo mostram uma resposta durável acima de 42 meses. A hiperplasia prostática benigna ocorreria em parte por obstrução causada por tônus muscular prostático.

sem alterar o valor do PSA. Fitoterapia é o uso de extrato de plantas para uso medicinal. Alguns estudos relatam que a Serreno a aspens pode bloquear a 5 alfa-redutase.dia). Supressão androgênica. embora tenham surgido outras formas de terapêutica minimamente invasivas. O tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna é a ressecção trans-uretral. A Finasterida pode causar disfunção sexual. Copyright © 2001 IDS . doxazozina (4-8 mg/ uma vez ao dia). No caso do câncer de próstata. É difícil saber a verdadeira eficácia destas medicações comparadas ao placebo.4 mg/ uma vez ao dia). reduzindo o nível sérico do PSA em aproximadamente 50%. A hiperplasia prostática benigna é consequência da ação da dihidrotestosterona . tamsulodina (0. Hipotensão postural é o principal efeito colateral dos alfa-bloqueadores. realiza-se a prostatectomia via transvesical ou retro-púbica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o tratamento dependerá do seu estadiamento. alfluzosina (3-4 mg. A finasterida é um inibidor competitivo da enzima 5 alfa-redutase. 2 vezes ao dia). Para as próstatas de maior dimensão..

Copyright © 2001 IDS . porém com hipótese diagnóstica prévia bem-determinada.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O atendimento a sintomas urinários baixos no homem pode e deve ser realizado em unidades básica de saúde. baseada em história e exame físico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A referência a um serviço de urologia deve ocorrer sempre que possível.

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107:1008-1016. 7th ed. Mc Neal JE: The prostate and prostatic urethra: a morfologic synthesis. Campbell's Urology. 1998.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Walsh PC et al. Copyright © 2001 IDS . J Urol 1972.

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Copyright © 2001 IDS . A rinoscopia anterior permite especificar melhor o ponto hemorrágico na fossa nasal. Na grande maioria dos casos. Idade. início da hemorragia. quantidade aproximada de sangue perdido e tratamentos realizados são dados importantes na anamnese. não são necessários exames complementares. antecedentes pessoais e familiares. a avaliação clínica e o exame das cavidades nasal e oral são fundamentais para uma conduta terapêutica adequada.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um doente com hemorragia nasal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . epistaxes precedentes.

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Cauterização: a hemostasia local pode ser realizada por cauterização do ponto sangrante com utilização de nitrato de prata (pérola ou solução a 80%). apertando-se com o dedo a asa nasal contra o septo por alguns minutos. quando é uma hemorragia de uma arteríola anterior. de trás para frente. Estes balões devem ser desinflados a cada 24 horas para não causar necrose local. furacinada ou vaselinada. são infladas com ar. O tamponamento anterior deve ser removido em 48 ou 72 horas. Tamponamento anterior: quando a hemorragia é mais intensa. até a narina preenchendo toda a fossa nasal sob pressão. Introduz-se. pode ser feita uma hemostasia local por compressão digital. Pode-se usar também tampões reabsorvíveis. na fossa nasal. utiliza-se o tamponamento anterior. de localização posterior. uma mecha de gaze embebida em substância hemostática. Na falta de balões especiais . após colocadas na fossa nasal. realizando-se pressão difusa sobre a mucosa nasal. após prévia anestesia tópica. ácido crômico ou com galvanocautério após anestesia tópica com lidocaína. ácido tricloroacético.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Localizado o ponto sangrante pela rinoscopia. A manobra fica mais eficiente se usarmos um algodão embebido em substância hemostática ou vasoconstritora dentro da fossa nasal. Existem também sondas (balões) de borracha infláveis que. ou quando os métodos anteriores não deram resultados satisfatórios. ou na presença de sangramento difuso. como esponja cirúrgica absorvível ou hemostáticos cirúrgicos absorvíveis. Pode-se usar também eletrocoagulação (unipolar ou bipolar).

O tampão é. amarradas com 2 fios de extremidades longas e passadas pela boca na rinofaringe e fossa nasal puxados por uma sonda de nelaton introduzida na fossa nasal até a faringe.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . número 14 ou 16. pode ser improvisada a sonda de Foley. É realizado com um "bolo" de compressas de gaze. então. deve-se utilizar antibioticoterapia sistêmica para prevenir infecções. tamponamento posterior: Deve ser realizado por quem tem prática ou treinamento para tal e é indicado quando o sangramento é intenso. usada em sondagem vesical. Em casos de tamponamento. que.para nariz. Copyright © 2001 IDS . puxado pelo fio na fossa nasal e comprimido na região do cavum e nas coanas nasais. quando não se consegue visualizar o ponto sangrante e quando o tamponamento anterior foi ineficaz.

pode-se fazer cauterização elétrica sob visão microscópica ou endoscópica sob anestesia geral. Ligaduras da artéria maxilar interna ou da esfenopalatina podem ser realizadas por especialistas. Outro recurso é a embolização seletiva dos ramos da carótida externa e interna.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . responsáveis pela vascularização das fossas nasais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Em casos de epistaxes rebeldes.

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Otorrinolaringologia Clínica e Cirúrgica. Atheneu. F. Rio de Janeiro.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Miniti.. Butugan. A. 1993. . O.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. Bento. R. Copyright © 2001 IDS .

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inclui a retoscopia e a sigmoidoscopia. quando a endoscopia falha. do íleo terminal. mais invasiva. só disponíveis em grandes centros. diagnosticar as patologias sangrantes do esôfago. que facilita o planejamento terapêutico. Os métodos que mais se prestam a esta tarefa são os endoscópicos. com grande precisão. injetados sistemicamente. as fontes de hemorragia podem ser mais facilmente identificadas. O exame proctológico. Outras abordagens diagnósticas. A endocopia digestiva alta pode. incluem a monitorização angiográfica ou cintilográfica do sangramento por meio de contrastes radiopacos e radiofármacos. permite o exame de todo o colo e. estômago e duodeno. que podem ser feitas no ambulatório. Os pacientes que necessitarem de investigação complementar deverão ser encaminhados a ambulatório especializado que tenha os recursos e se este não resolver. A colonoscopia. a centros terciários. às vezes. A grande vantagem dos métodos endoscópicos é a possilidade do diagnóstico histopatológico. . além da palpação digital. É o exame complementar de primeira escolha.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quando próximas da boca ou do ânus. porém têm papel complementar no diagnóstico visando o planejamento do tratamento fora da urgência. As radiografias contrastadas do tubo proximal e distal perderam espaço nos episódios agudos.

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. A hemostasia endoscópica para os casos em que o sangramento persiste ativo ou intermitente é eficiente e apenas poucos pacientes serão levados à mesa de cirurgia para operações de emergência. mais de 65 anos e necessidade de transfusões repetidas. que deve ser instalada sem demora à entrada. a endoscopia pode se acompanhar da injeção de substâncias esclerosantes visando a hemostasia. a primeira providência é a restauração da volemia por meio da infusão rápida de soluções ressuscitadoras ou de sangue. no atendimento de emergência. Compete ao médico de família repor a volemia e providenciar transferência. apenas com medidas de suporte. As úlceras pépticas hemorrágicas param espontaneamente de sangrar em 80% das vezes. Nas varizes de esôfago. por meio de cateterização venosa. Os cânceres gástricos raramente sangram copiosamente. Obtida a hemostasia por via endoscópica. São fatores preditores de mau prognóstico: choque hipovolêmico à entrada. Devem ser rapidamente encaminhados a grandes centros para investigação. Pode-se assumir que metade destes pacientes terá complicações graves e 1/5 a 3/4 desta metade falecerão. o que impedirá o reaparecimento da úlcera. A cirurgia é o melhor tratamento. No entanto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O objetivo primário do tratamento é a hemostasia. nos casos de hemorragia digestiva alta ou de graves enterorragias. o tratamento posterior deve incluir o tratamento da úlcera e a erradicação da bactéria Helicobacter pylori. O secundário é a eliminação da fonte de sangramento.

As lesões neoplásicas do intestino grosso têm indicação cirúrgica. é fundamental identificar que o sangramento pregresso originou-se desta condição. o sangramento retal pode provir de uma lesão do reto ou do cólon de origem neoplásica. frutas e e cereais fibrosos. De qualquer modo. que é facilmente tratada por procedimentos que incluem a ablação por métodos físicos. implicando encaminhamento do paciente para centros terciários. das parasitoses e das colites específicas resolve-se com tratamento medicamentoso. o tratamento radioterápico é medida que pode ser aplicada com bastante eficiência hemostática. é imperiosa a localização da área do sangramento para a indicação de cirurgia. em que se ressecam os mamilos hemorridários. a crioterapia e a ligadura elástica. antes de aplicar estes métodos. com os métodos endoscópicos para detecção de lesões associadas (câncer). Copyright © 2001 IDS . Entre as poucas patologias orificiais que provocam sangramento expressivo. químicos. Antes da indicação de qualquer tratamento local da hemorróida. coincidentemente com as hemorroídas. é fundamental orientar o paciente sobre mudanças do hábito dietético. como a fulguração. No sangramento incontrolável. A enterorragia proveniente da doença diverticular dos cólons e da angiodisplasia pode ser tratada com medidas de suporte. como a injeção de agentes esclerosantes e cirúrgicos. pois. incluindo seguimento a longo prazo. Esses pacientes devem fazer acompanhamento em hospitais terciários.Se a extirpação cirúrgica não for indicada devido à disseminação da doença.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com aumento da ingestão de verduras. com o objetivo de evitar a obstipação intestinal. As perdas hemáticas no jejuno são mais raras e de diagnóstico e tratamento mais complicado. As colites inespecíficas são de curso crônico. A maioria das disenterias. a mais comum é a doença hemorroidária.

Também cabe a ele identificar os pacientes de risco. Copyright © 2001 IDS . Outras. com reposição volêmica e. pylori.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Algumas das causas de hemorragia digestiva cabem ao médico de família tratar. encaminhando para investigação antes que se instale uma situação de emergência (paciente com varizes de esôfago pode fazer tratamento escleroterápico sem que haja sangramento). encaminhar para centros terciários que disponham de métodos diagnósticos. verminoses que causem sangramento crônico e úlceras com erradicação do H. cabe a ele atender em emergência. Cabe ao médico tratar hemorróidas. Alguns pacientes com doenças mais complexas precisarão de seguimento em ambulatório especializado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Gastroenterologia & Hepatologia Diagnóstico e Tratamento.). 1997 Copyright © 2001 IDS . São Paulo. São Paulo. SP. 1990 Mincis Moysés. Laudanna. (ed.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gastroenterologia clínica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A.A. Livraria Editora Santos. Lemos Editorial.

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Kara-José.E. N.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Oliveira.. Delgado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1998. Copyright © 2001 IDS . R. Campinas: Ipsis. 2001. N.L.."Auxiliar de Oftalmologia"(Série Oftalmologia USP).M.C. C. R. A. .P...E. Ministério da Educação. C.L. Kara-José.N. São Paulo: Roca. Arieta. 2000. Kara-José. M. Manual da Boa Visão do Escolar..C. Arieta.S. São Paulo: Vozes."Manual da Boa Visão".L.R. Bussiki. ... Brasília. Kara-José. 1996. V.N."O Olho e a Visão"(O que fazer pela saúde ocular das nossas crianças). Alves. 5ª Edição. Oliveira.S.

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flexível (capaz de modificar sua forma). Retina: camada fina.dilatação da pupila. de 17 a 19 graus. Sua função é controlar a quantidade de luz que entra no olho: ambiente com muita luz contração da pupila. Sua função é focalizar os raios de luz na retina. ambiente com pouca luz . transparente. O cristalino tem capacidade de convergência. Tem como principal função permitir a entrada de raios de luz no olho.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ANATOMIA DO OLHO entendendo como nós enxergamos Ao imaginarmos o olho como uma máquina fotográfica: Córnea: é uma membrana transparente com 0. Seria comparável à lente da máquina fotográfica. que se localiza atrás da íris.5 mm de espessura. onde se encontram as células . localizada na porção interna do olho. Íris: disco colorido com um orifício central (Pupila). vascular. Cristalino: lente biconvexa. localizada na frente da íris. Função camparável ao diafragma de uma máquina fotográfica.

Impedem que partículas e poeira caiam dentro do olho. e Bastonetes: responsáveis pela visão periférica e noturna). . onde se localizam os cones. Também recobre a parte interna das pálpebras inferiores e superiores. de lá. Aparelho lacrimal: a glândula lacrimal. As pálpebras também têm como função a distribuição da lágrima e varredura de corpos estranhos. através do nervo óptico. esses raios são absorvidos pelos cones e bastonetes. Anexos: as sobrancelhas. Possui poucos vasos e sua função é de proteção ocular. o paciente apresenta estrabismo ("vesguice"). para o nariz e garganta. semelhante a uma gelatina que preenche a porção entre o cristalino e a retina. O desenvolvimento perfeito da visão de profundidade (estereopsia) somente ocorre quando os 2 olhos têm boa visão e sua fixação para o mesmo ponto no espaço. cujas secreções fazem parte da lágrima. para atingirem a retina. qualquer diminuição da transparência das estruturas a serem atravessadas pela luz ou formação de imagens fora da retina podem ocasionar deficiência visual irreversível. pupila. Conjuntiva é uma película vascular. é drenada para o saco lacrimal e. Humor Aquoso é um líquido transparente. Sua principal função é a nutrição da córnea e cristalino. o que ocorre durante o movimento de piscar. A capacidade de interpretação de imagem precisa ser totalmente desenvolvida já nos primeiros anos de vida. Na retina. Esclera é a parte branca do olho. o mesmo processo ocorre com toda medicação colocada no olho. A interpretação da visão pelo cérebro se faz por comparação com imagens previamente armazenadas. que. humor aquoso. que recobre a esclera da porção visível do olho. Humor Vítreo é uma substância viscosa e transparente. além de regular a pressão interna do olho. Existe uma sincronia nos músculos dos dois olhos para que permaneçam mirando na mesma direção. fabrica a maior parte da lágrima que irriga o olho. Sua função é transformar os estímulos luminosos em estímulos nervosos. que possibilitam sua movimentação para todos os lados. Daí a necessidade de a retina e o cérebro receberem estímulos visuais nítidos desde o nascimento. que preenche o espaço entre a córnea e a íris. parte desce para o nariz e parte é absorvida pela conjuntiva. Após lubrificar e colaborar na captação de oxigênio para a córnea. Continuando seu trajeto. a lágrima é escoada pelos pontos lacrimais situados na porção interna das pálpebras. cristalino e vítreo. até a córnea (excluindo-a). Nos primeiros anos de vida. transformando-se em ondas elétricas. sob pena de ter seu potencial prejudicado. Músculos: cada olho possui 6 músculos.foto-receptoras (Cones: responsáveis pela visão central e de cores. A região da retina responsável pela visão central é a Mácula. Possui várias glândulas. Caso ocorra uma perda desse paralelismo ocular. localizada próximo à sobrancelha no lado temporal. os cílios e as pálpebras são considerados protetores do globo ocular. Como enxergamos: Os raios de luz. Parte da lágrima é evaporada. atingem o córtex occipital e propiciam a formação da imagem visual. a lágrima passa pelos canalículos. atravessam a córnea.

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ou seja. Fig. de perceber a forma e o contorno dos objetos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MEDIDA DA ACUIDADE VISUAL Acuidade Visual (AV) é a capacidade do olho de identificar detalhes. pedindo-se ao examinado que mostre com a mão ou verbalize para que lado o sinal apontado está direcionado. utilizando a letra "E" (escala de sinais de Snellen). A acuidade visual pode ser medida com a aplicação de teste simples. Escala de sinais de Snellen .

TESTE DA VISÃO 1) Primeiro explique o teste e faça um pequeno treino. começando pela linha 0. deve ser encaminhado para exame com o oftalmologista.ou tenha uma diferença de 2 ou mais linhas entre os 2 olhos. mas não substitui o exame oftalmológico. 5) Mostre 5 figuras de cada linha da tabela.7 e descendo até chegar a linha 1.7 com cada olho separadamente. também realizado com o uso de cartelas com letras ou números. 6) Quem tiver óculos. Sempre teste um olho de cada vez. deve usá-los durante o teste. colocando o dedo ou a caneta a aproximadamente 1cm abaixo de cada figura. 7) Caso o examinado não consiga acertar a direção de pelo menos 3 figuras da linha 0. Lembre-se que a sala deve estar bem iluminada. .0. 4) Um ajudante apontará as figuras da tabela. 2) Para cima Para baixo Para os lados 2) Fixe a tabela na parede a uma distância de 5 metros e na altura dos olhos da criança. 3) Tampe um dos olhos com um tampão que pode ser feito de cartolina ou papel grosso. O teste da acuidade visual pode ser. Este é um importante teste.

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Usam-se.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ERROS DE REFRAÇÃO 1) Hipermetropia: o olho é menor do que o normal (distância ântero-posterior) e. 4) Presbiopia: também chamado de "vista cansada" (pois costuma ocorrer por volta dos 40 anos de idade). Por isso. aos esforços visuais para perto. À essa condição dá-se o nome de astigmatismo e sua correção é feita com lentes cilíndricas. A dificuldade é a de visualização nítida à distância. e a imagem formase num ponto anterior à retina. Para compensar esse erro de refração. ardor e hiperemia (olho vermelho). 3) Astigmatismo: quando a córnea não é esférica. o foco para perto passa a ficar cada vez mais distante. a imagem se forma atrás da retina. 2) Miopia: o olho é maior que o necessário (distância ântero-posterior). é a perda gradual do poder de acomodação do cristalino. podem apresentar sintomas de astenopia: cefaléia (dor de cabeça). nesses casos. Os hipermétropes têm dificuldade em enxergar de perto e necessitam de um esforço para acomodar a imagem na retina. formando uma imagem distorcida na retina. sensação de peso nos olhos. o indivíduo tende a franzir a testa. . principalmente. assim. o que pode desencadear cefaléia frontal. necessitando-se de óculos para ler. A correção é feita com lentes convergentes (que trazem a imagem para a frente). lentes divergentes (que empurram a imagem para trás). sua curvatura difere de um ponto para o outro.

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por meio da observação do desempenho visual e/ou da aplicação de teste simples. dando preferência a brincadeiras ao ar livre. Miopia: as crianças portadoras de miopia que não usam óculos normalmente são mais tímidas. caso não haja um programa de educação em saúde ocular que permita. B) estrabismo e ambliopia Popularmente chamado de "olho torto". Esses problemas podem não ser reconhecidos em tempo. o estrabismo é uma doença que acomete cerca de . lendo. ardor ocular e olhos vermelhos aos esforços visuais para perto e para longe. já que não têm boa visão para longe. tonturas e cansaço visual. preferindo atividades próximas das mãos do que ao ar livre e à distância.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PROBLEMAS DE VISÃO NO ESCOLAR Cerca de 15% das crianças do ensino fundamental apresentam algum tipo de problema visual. pintando ou brincando com objetos próximos dos olhos. Astigmatismo: as crianças com astigmatismo que não usam óculos podem apresentar dores de cabeça. a detecção ou suspeita das dificuldades do escolar. A) erros de refração no escolar (Vide item III) Hipermetropia: geralmente as crianças hipermétropes que não usam óculos são mais dispersivas. principalmente se estão escrevendo. porque têm dores de cabeça.

quando não tratado. a hipermetropia ou miopia. o cérebro receberá imagens diferentes e não conseguirá fundi-las numa só.olho virado para dentro-. os olhos devem convergir e. O melhor tratamento para o estrabismo é o preventivo: pais estrábicos. Finalmente. Estrabismo é perda no paralelismo dos olhos. . diabetes etc).desvio na vertical. o que acarreta interrupção do aprimoramento de sua capacidade visual. Sua evolução provoca astigmatismo de graus elevados. associa-se o uso de óculos e. se um dos olhos estiver desviado.olho virado para fora-. hipotrofiado. Na ambliopia (olho preguiçoso). com alta hipermetropia ou miopia devem levar os filhos o quanto antes ao oftalmologista. não há praticamente recuperação da visão. um dos olhos já era ou fica com menor visão após o desvio dos olhos. O estrabismo pode ser congênito (estar presente ao nascimento ou surgir nos primeiros meses de vida) ou adquirido (associado a fraqueza muscular. a suspeita de estrabismo em uma criança é considerada de urgência e deve ser feito exame ocular o mais rápido possível. recorre-se à cirurgia o posicionamento correto dos olhos. focar o mesmo ponto. o estrabismo. O olho desviado pode ser sempre o mesmo (estrabismo monocular) ou ser alternante. o cérebro suprime a imagem do olho desviado. forçando o olho preguiçoso a enxergar. · A maioria dos casos tem origem genética. depois. Também pode ser causado por anisotropia. tornando-a pontuda e irregular. Classificamos o estrabismo em convergente . Quando observamos um objeto à distância. pode levar a ambliopia. catarata. os olhos devem se posicionar paralelamente para que o cérebro consiga fundir numa só as imagens que cada olho envia e. o desvio do olho interrompe e faz regredir os reflexos corticais que ajudam a manter os olhos em posição paralela. divergente . Para evitar a diplopia. ou vertical . Ainda como conseqüência danosa do estrabismo. Ou seja. O tratamento para a ambliopia é a oclusão do olho bom. traumatismo. igualmente. levando a visão dupla. Assim.2% da população mundial. o músculo que puxa o olho desviado vai ficando hipertrofiado e o seu antagonista. além do transtorno estético. situação em que o olho fixador se alterna. O aparecimento de estrabismo pode estar ligado a problemas neurológicos ou tumores intraoculares. quando olhamos para perto. Em geral. em alguns casos. Qualquer alteração nesse sincronismo caracteriza um estrabismo. C) ceratocone · É uma alteração que leva a distensão da córnea. que ocorre em cerca de 25% dos casos de estrabismo. Como a acuidade visual se desenvolve até aproximadamente os 7 anos de idade e.

é importante um controle médico para evitar complicações como lesões corneanas ou mesmo indução ao aumento do cone. feixes de luz que se tornam deslumbrantes (difração da luz) e diminuição da visão. recorre-se à lentes de contato. as alterações do ceratocone começam a se manifestar por volta dos 12 anos de idade. nem mesmo o uso de lentes de contato.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · Os sintomas mais comuns são: visão embaçada. e nem sempre progridem. Se mesmo com as lentes de contato. · Não existe nenhum medicamento que estacione a evolução do ceratocone. Atualmente o tempo de espera na fila para receber uma córnea é pequeno. Ele pode estacionar em qualquer de seus estágios de desenvolvimento. · Apenas 10 a 15% dos ceratocones acabam necessitando de transplante. Copyright © 2001 IDS . troca freqüente das lentes dos óculos.· Em geral. recomenda-se o transplante de córnea. aumento do astigmatismo (distorção das imagens). Caso a visão esteja muito ruim de óculos atrapalhando as atividades diárias. Quando há indicação do uso de lentes de contato. a visão não for satisfatória. · Primeiramente prescrevem-se óculos.

a panela no fogão deve ter cabo virado para dentro. olho vermelho e lacrimejamento. o que impede que a criança a puxe e derrube líquido quente no corpo. quando repetitivo.não forneça à criança brinquedos que tenham pontas(facas ou tesouras). sempre! É comum ver crianças no banco traseiro do carro sem cinto de segurança.cuidado com as plantas venenosas e pontiagudas. Coçar os olhos pode facilitar infecção e desencadear doenças oculares. .cuidado com cigarros na boca dos adultos quando estes pegarem as crianças no colo. A criança que coça os olhos com freqüência deve ser encaminhada ao oftalmologista para avaliação. . o ato pode levar à diminuição da visão. coçar os olhos é prejudicial e. como o ceratocone. . à queda da pálpebra. . bastando para isso tomar alguns cuidados: . . Mais perigoso ainda é a criança ficar sem cinto e no vão entre os dois bancos da frente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CUIDADOS COM OS OLHOS Coçar os olhos faz mal? Sim. Criança no banco de trás do carro precisa usar cinto de segurança? Sim.mantenha fora do alcance das crianças os produtos de limpeza. Como deixar a casa mais segura para os olhos da criança? Alguns acidentes oculares em crianças são evitáveis.

limpar o que escorreu pela face (sem esfregar os olhos). Crianças menores. até mesmo os colírios ditos "água com açúcar" podem acarretar danos para os olhos. faça compressas com um pano limpo ou algodão embebido em água fria sobre as pálpebras fechadas. Como usar: colocar um a dois centímetros de pomada na parte interna da pálpebra inferior. a criança é arremessada para a frente.Caso seja necessário o uso de 2 colírios.Somente usar colírios prescritos por médico. numa batida ou freada. além de prender a armação atrás da orelha. ardência após essas atividades. a desvantagem é provocar embaçamento visual por alguns minutos.Colírio aberto por mais de um mês deve ser desprezado. Cuidados . . E nunca se deve levar o bebê sentado no colo. O que fazer caso entre um cisco no olho? Se o cisco estiver na parte transparente (córnea).Cuidado com a data validade do produto. dar um intervalo de 15 minutos entre um e outro. os olhos recebem muita radiação ultra-violeta. Como usar colírios e pomadas oftálmicas? Colírios Como usar: instilar uma gota em cada olho. devendo-se usar óculos escuros (com proteção para ultra-violeta) e boné de proteção. .Evitar encostar o bico do colírio nos cílios. pode ser retirado com um cotonete ou ponta de lenço limpo. . o paciente deve usar lentes de óculos acrílicas ou de policarbonato. evitando assim o contato e a contaminação com a superfície de apoio. exposição ao vento e sol? Caso ocorra olho vermelho. praia. puxando levemente a pálpebra inferior.Não colocar a boca da tampa do colírio virada para baixo. Pedir para fechar os olhos e permanecer assim por aproximadamente 2 minutos. . Pomadas oftalmológicas: sua vantagem é permanecer mais tempo em contato com os olhos (maior ação). também necessitam de cadeiras especiais. Pode-se brincar e jogar futebol de óculos? Se precisar de óculos nessas atividades. O que fazer em caso de irritação após piscina. Depois. irritação. além de sentarem no banco de trás. se estiver na parte interna da pálpebra inferior ou superior ou sobre a parte branca (conjuntiva e esclera). pois. .Isso é muito perigoso. não se deve mexer! Porém. . Quando da exposição ao sol. sem encostar a ponta da pomada nos cílios.

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pois pode levar à cegueira. a causa mais comum é a conjuntivite gonocócica. fotofobia e. na gestante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DOENÇAS OCULARES COMUNS NO RECÉM-NASCIDO conjuntivite: a conjuntivite neonatal é aquela que ocorre nas primeiras quatro semanas de vida. perfuração ocular e cegueira. com sinais clínicos de inchaço e vermelhidão nas pálpebras e conjuntivas e/ou presença de secreção purulenta. glaucoma congênito: caracterizado por lacrimejamento. de doenças como a rubéola. devemos pensar em conjuntivite bacteriana e. dificuldade de fixar a luz e objetos. nos dois olhos e necessita de tratamento cirúrgico imediato. Ocorre. quando ocorre após 5 dias de vida. catarata congênita: caracterizado por pupila embranquecida. Quando a conjuntivite ocorre do terceiro ao quarto dia de vida. é bilateral e apresenta secreção purulenta abundante e grande edema nas pálpebras. Quando é bilateral e bem desenvolvida. Quando ocorre no primeiro dia de vida. É mais perigosa que a conjuntivite do adulto. podendo levar a úlcera de córnea. mais tardiamente. Sinais nos olhos do recém-nascido que podem indicar alteração ocular . Se aparece do segundo ao terceiro dia de vida. olhos grandes. Geralmente. que é muito grave. sífilis e tabagismo pode comprometer a visão da criança. em conjuntivite viral. toxoplasmose. É considerada caso de caráter urgentíssimo. o tratamento cirúrgico precisa ser imediato. Lembrete: a ocorrência. geralmente. devemos pensar em conjuntivite química (tóxica) por nitrato de prata (método de Credé).

.Olhos grandes que fogem da luz. (fotofobia) .Secreção. . .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Lacrimejamento constante.Vermelhidão. .Pupila (menina dos olhos) branca.Deve-se estar atento para: .Olhos esbranquiçados .Olhos tortos (vesgos.Edema palpebral. . Copyright © 2001 IDS . estrábicos).

por diabetes ou medicamentos. medicamentos ou decorrentes de inflamações. Quando a catarata atrapalha muito a visão.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CATARATA Catarata é a opacificação (diminuição da transparência) do cristalino. A catarata no idoso pode ocorrer devido à exposição prolongada aos raios ultravioleta. Quando a catarata acomete a cápsula posterior ou anterior (na casca) da lente. retira-se a parte interna do cristalino e coloca-se no seu lugar uma lente (lente intra-ocular). é um processo relacionado com o envelhecimento do órgão (cristalino). Os sintomas mais comuns da catarata são: visão borrada (como se enxergasse através de um vidro molhado). a visão pode é afetada mais rapidamente. que ocorre naturalmente com a idade. que ajuda a focalizar os raios de luz na retina.-catarata nuclear (na gema do ovo). clara (córtex) e gema (núcleo). normalmente. visão dupla distorcida. Atualmente. Além da catarata senil. está indicada a cirurgia. a adquirida através de trauma. existe também a catarata nos recém-nascidos (catarata congênita). a catarata pode ocorrer em qualquer parte da lente:. Assim. Tratamento: não existe tratamento com medicação. mas. O cristalino é uma lente transparente e biconvexa. além de mudanças freqüentes de grau dos óculos e aumento da sensibilidade à luz. podemos dizer que o cristalino possui casca (cápsula envoltória). Se compararmos o cristalino a um ovo.catarata cortical anterior e posterior (na clara do ovo). . Essa cirurgia tem alto grau de sucesso e os necessitados devem ser encorajados a realizá-la.

Copyright © 2001 IDS .O Sistema Único de Saúde (SUS) tem um projeto que facilita o acesso a esta cirurgia em todos os estados do Brasil.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Nos últimos anos. pode-se indicar cirurgia precocemente quando o paciente é incapaz de seguir corretamente o tratamento. . Em alguns casos. Sua ocorrência é de 2% na população com mais de 50 anos e de 10% nos que têm glaucoma na família. foram descobertos vários fármacos para tratamento do glaucoma. O exame do paciente com glaucoma. A maioria dos aumentos de pressão provoca sinais e sintomas somente em fase avançada. O tratamento é preferencial clínico e somente quando este se torna ineficiente é que está indicado o tratamento cirúrgico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo GLAUCOMA Glaucoma é o aumento da pressão intra-ocular provocando alterações na retina e campo visual. Glaucoma agudo (vega capítulo: síndrome do olho vermelho). O glaucoma. medida da pressão intra-ocular e exame do campo visual. é hereditário. Para detectar o portador de glaucoma. além do exame ocular comum. meça regularmente a pressão ocular. consta do estudo do nervo óptico. quando já ocorreu grande perda do campo visual (perda irreversível). geralmente.

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Tratamento: quando existe saída de liquido dos vasos sanguíneos pode estar indicado tratamento com raio laser. . Diagnóstico: é feito pelos sintomas (distorção das imagens. geralmente. visão melhor na periferia do que no centro do campo visual) e exame de fundo de olho. considera-se como fator de risco para degeneração senil da mácula a falta de proteção ocular quando da exposição ao sol durante um longo período. pode-se usar lentes de aumento ou telescópicas. após os 60 anos de idade e afeta a área central da retina (mácula). Acarreta baixa acuidade visual central. além de uso de lentes de óculos coloridas e cuidados com iluminação. Hoje. Recomenda-se o uso de óculos escuros em toda exposição prolongada aos raios ultravioleta.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DEGENERAÇÃO SENIL DE MÁCULA (DSM) A degeneração senil da mácula. que se degenera. dificultando principalmente a leitura. Ocorre. mancha escura no ponto central de fixação. Quando a visão está muito prejudicada.

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outros necessitam ser tratados com raio laser ou congelação. Os sinais de perigo de descolamento de retina são a visão de flashes de luz. O diagnóstico é feito pelo exame do fundo de olho. ocorre um descolamento da retina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DESLOCAMENTOS E BURACOS DE RETINA O humor vítreo pode repuxar a retina. Tratamento: Muitos buracos não precisam ser tratados. formando buracos ou rasgos. Quando o humor vítreo penetra nesses buracos. Os descolamentos de retina geralmente necessitam de cirurgia corretiva. moscas volantes ou aparecimento de mancha no campo de visão.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A duração do diabetes é o principal fator determinante do aparecimento da retinopatia. 10 anos após o início da doença. em geral. O controle do diabetes pode retardar o início e evolução da retinopatia. O tratamento da retinopatia diabética pode ser realizado através da fotocoagulação com raio laser nos casos mais avançados de hemorragia no vítreo com cirurgia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo RETINOPATIA DIABÉTICA É a principal causa de cegueira na idade adulta. que ocorre. Copyright © 2001 IDS .

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A partir dessa idade. que é necessário afastar os objetos para ver melhor (popularmente. é importante fazer exame oftalmológico preventivo. A correção é feita com uso de óculos (para perto). "o braço vai ficando curto"). Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PRESBLIOPIA OU "VISTA CANSADA" A partir dos 40 anos de idade. No começo. dá "para ler".Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . aproximando o material de um foco de luz. a capacidade de acomodação diminui a tal ponto.

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a importância da educação para prevenção de acidentes oculares e o reconhecimento de sinais de perigo nas situações em que o olho necessita de cuidados imediatos. que. devendo ser diagnosticadas e tratadas o mais rápido possível. distorção de imagem.1% dos pacientes que procuram um prontosocorro geral) enfatiza a importância do primeiro atendimento. às vezes irreversíveis. flash de luz ou manchas no campo visual. olho muito vermelho. visão dupla (diplopia). dor ocular intensa. A freqüência das urgências oftalmológicas (6. Assim. nestes casos. também. . sinais e sintomas de urgências verdadeiras (merecedoras de exame imediato): (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) perda súbita ou borramento da visão (uni ou bilateral). forte sensação de corpo estranho. alteração na cor dos objetos (diminuição da tonalidade). é essencial para o prognóstico do caso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS O globo ocular exige especial atenção por sua diferenciação funcional e por ser particularmente sensível a agressões. as urgências oftalmológicas representam um perigo iminente de danos oculares. Destaca-se.

(7) edema palpebral. (16) moscas volantes. com ou sem tremor sustentado). · lesão da órbita. (15) halos coloridos ao redor da luz. (9) blefaroespasmo (contrações repetidas e fortes das pálpebras. · descolamento da retina. (2)coceira nos olhos ou pálpebras. Inverter a pálpebra superior e repita a manobra Só então: procurar ajuda em um pronto-socorro Observação: se houver disponibilidade pode-se substituir a água corrente por soro . Urgentes (tratadas em dias) · corpo estranho intra-ocular. · conjuntivite do recém-nascido. (13) pupilas desiguais (anisocoria). (12) queda palpebral (ptose). flutuação da visão. · tumor. · hifema. (3) sensação de queimação ocular. queimadura química: orientação para o paciente Primeiro: lavar os olhos com água corrente por 20 minutos Após: molhar um cotonete na água e esfregar na parte interna da pálpebra inferior. · endoftalmite. (4) sensação leve de corpo estranho. (5) olho discreta ou moderadamente vermelho há semanas. (4) lacrimejamento ou secura. condições oculares agudas emergências (devem ser tratadas em minutos) · oclusão de artéria central da retina · queimadura química muito urgentes (devem ser tratadas em horas) · perfuração ocular. · laceração palpebral. (6) mancha vermelha na conjuntiva. (8) dor à movimentação ocular. · estrabismo + ambliopia.(9) secreção ocular abundante principalmente em recém-nascidos. sinais e sintomas de urgências relativas: (1) borramento ou diminuição da visão de forma progressiva. · úlcera de córnea. · neurite óptica. (10) secreção ocular. · exoftalmo agudo. (17) cegueira noturna. · ceratite orbitária. (10) todo tipo de traumatismo e queimaduras oculares. (11) olho saltado (proptose). (14) cefaléia. · proptose súbita. · glaucoma agudo.

com objetos pontiagudos (faca e tesoura). se a pessoa estiver usando martelo ou houver partículas de metal ou vidro em volta da lesão. Nesses casos. se as pálpebras do olho lesado estiverem murchas ou se houver sangue ou coágulos entre as bordas palpebrais. Deve-se suspeitar de perfuração ou penetração com perda de conteúdo ocular. Fratura da órbita . levantam hipótese de ferimento perfurante. enoftalmo.Globo ocular é transfixado por um objeto. com estilhaços de ferro. desinfetantes. Esta fratura é chamada de "blow-out". anestesia da face inferior e diplopia. Perguntas e Respostas 1. Casos de ferimento com vidro (explosão de garrafa).O globo ocular é empurrado contra as estruturas orbitárias que o envolvem. prego etc. Um ferimento perfurante da córnea é associado à câmara anterior rasa ou ausente. havendo um orifício de entrada e de saída (causada geralmente por objetos pontiagudos. havendo uma compressão no sentido ântero-posterior (soco. pigmentos da íris fora do olho). Lembrete: evite deixar ao alcance da criança produtos químicos. traumatismos mecânicos Definições Contuso . antes mesmo do tratamento de fraturas e suturas de outras lacerações. evitando que o globo seja esmagado contra as estruturas ósseas adjacentes. bolada etc. como água sanitária. Os ossos da parede lateral e do assoalho da órbita são mais frágeis e cedem com o aumento da pressão intra-orbitária. Qual é o nível de emergência de um olho perfurado em paciente politraumatizado ? Pacientes com comprometimento de suas funções vitais (risco de morte) devem receber cuidados imediatos de seus problemas vitais. com pontas de vegetal (cana-de-açucar) etc. A sutura do globo ocular deve ser feita antes da palpebral. localizados dentro do olho (na câmara anterior ou no vítreo).São geralmente pequenos e afilados. . como faca tesoura. A lesão ocular é provocada pela força exercida contra o olho (trauma facial com objeto rombo). Intra-oculares . distorção pupilar ou prolapso da íris (às vezes. após o qual a perfuração ocular deve ocupar um lugar de destaque nas prioridades. Suspeitar de corpo estranho intra-ocular.). Ferimentos no limbo (margem corneana) tendem a ser selados por tecido uveal negro. cal e cimento em pó. 2. seus sinais são edema e equimose periocular. Penetrante .fisiológico. deve-se tomar muito cuidado com qualquer tentativa de abrir as pálpebras. Como diagnosticar ou suspeitar de um olho perfurado pelo exame externo? A história do traumatismo pode fornecer informações importantes.Lesão orbitária causada por um forte impacto com objeto maior que 5cm de diâmetro (igual a uma bola de tênis).).

Contudo. uma vez que olho aberto é uma porta de entrada para microorganismos que geram infecção ocular (com potencial para disseminação sangüínea ou septicemia. Qual o primeiro cuidado a se tomar diante de um olho furado? Pode-se colocar uma proteção ao redor do olho lesado (como. prevenidos ou reparados. rasgões na íris. o que acarreta danos oculares mais graves. com esparadrapo. romper vasos retinianos e causar hemorragia vítrea. Se a lesão for profunda. descolamento da coróide. o olho estará estruturalmente desorganizado. acarretando ruptura ou opacificação deste. podendo haver. principalmente se houver corpo estranho intraocular. também. nesse momento. haverá o risco de fechamento do ângulo de drenagem da câmara anterior com a evolução para um glaucoma intratável. alterações no ângulo da câmara anterior causando glaucoma ou desencadeando uma resposta inflamatória (uveíte). pode acarretar em ruptura do globo ou de suas estruturas internas. a íris poderá ser reparada. poderá atingir o cristalino. a catarata traumática poderá ser removida. intensa reação inflamatória na vítreo. Pode lesar o segmento posterior: hemorragia supracoróidea. um copo plástico de café). catarata ou deslocamento do cristalino. Se o local do corte for central ou muito extenso. dependendo da localização e da extensão da lesão. para que sejam tomados os cuidados apropriados para não exercer pressão sobre o globo. O que deve ser verificado antes da sutura de um ferimento palpebral traumático e por que é perigoso o médico não especializado limpar um olho traumatizado? Deve-se verificar a existência concomitante de uma perfuração ocular. causando hifema (hemorragia intra-ocular anterior devida a lesão de vasos da íris ou corpo ciliar. 6. ainda.3. Como a visão pode ser afetada no traumatismo contuso? O traumatismo contuso. se for muito intenso. fixar na órbita. Como a visão pode ser afetada no ferimento perfurante penetrante? Na fase aguda. Se a ferida não for suturada logo. Após a sutura do ferimento e a estabilização da reação inflamatória. As perfurações esclerais podem. a fim de evitar que a vítima ou outra pessoa. por exemplo. O traumatismo pode lesar o segmento anterior. além da perda da visão central. Se a lesão foi corneana. a hemorragia poderá ser limpa e os problemas vitreorretinianos. devem ser introduzidos antibióticos de amplo espectro e o corte deve ser suturado com urgência. pressione o globo. a acuidade visual finaldependerá de quais estruturas foram lesadas e em que extensão. podendo até evoluir para o óbito). haverá opacificidade no local do corte. terá outros defeitos no campo visual e poderá adquirir um astigmatismo induzido pela irregularidade da superfície corneana (principal estrutura refrativa do olho). o paciente. hemorragia . com formação de fibrose e tração retiniana. tornando difícil até a abertura das pálpebras. Perfurações esclerais podem provocar buracos na retina com posterior descolamento desta ou. muita dor e reação inflamatória ocular. 5. 4. O médico nãoespecialista pode não estar ciente do perigo de pressionar um olho perfurado ou pode não diagnosticar a existência de uma perfuração e pressionar o globo durante a limpeza.

Por que ocorre descolamento traumático da retina e quais são seus sinais precoces? Após um traumatismo contuso. O frio é usado como vasoconstritor. normal. é explorada a ação vasodilatadora. descolando (dissecando) a retina por onde passar. rasgões periféricos e descolamento da retina (devido a compressão ântero-posterior do globo. para diminuir a possibilidade de infecção secundária e o tamanho da cicatriz corneana que é proporcional à área lesada. Uma aplicação muito comum é no hordéolo. edema da mácula. Devem ser observados sinais de porta de entrada (hemorragia subconjuntival. como se uma cortina tivesse sido colocada no campo de visão. anestesia infraorbitária e visão dupla. na conjuntivite viral e no inchaço palpebral pós-cirúrgico. 11. 9. Quais são as principais aplicações de calor e frio em oftalmologia? Do calor. Como se diagnostica um corpo estranho intra-ocular? A suspeita se inicia com uma história detalhada. o que. Quando. Quais as principais complicações de um corpo estranho da córnea? Corpo estranho de córnea causa grande irritação associada ao ato de piscar. ao exame clínico. o vítreo que é inelástico. aumentando o fluxo sanguíneo. com subseqüente estiramento látero-lateral do vítreo. 10. que formará fibrose. o paciente deve ser advertido para não assoar forte o nariz (sob risco de piorar seu quadro) e procurar imediata assistência médica especializada. enfisema palpebral. . muitas vezes. Deve ser removido o mais precocemente possível e com o mínimo de traumatismo. consequentemente. rasgando a retina nessa porção. o próprio objeto perfurante pode rasgar a retina ou desencadear uma forte reação inflamatória intra-ocular. leva à chegada de mais células inflamatórias para o local e acelera a remoção de substâncias indesejáveis.vítrea. o fluido vítreo passará para o espaço sub-retiniano. ruptura da coróide ou da esclera. Como suspeitar e agir na fratura da órbita? Suspeitar de fratura da órbita se houver equimose. ecografia. consequentemente. além de hiperemia e lacrimejamento. exercerá uma tração na chamada base vítrea. melhorando a congestão e o inchaço. No caso de perfuração. Nesse caso. A acuidade visual é. tracionando a retina na parede lateral). podemos utilizar exames como o raio X. Por esse rasgão. Os sinais precoces são o aparecimento súbito de flashes ou manchas e perda de campo visual. 8. tracionando e rasgando a retina. vazamento de líquido intra-ocular). oclusão da artéria central da retina. não é possível localizar o corpo estranho. local de forte adesão vitreorretiniana. com compressão do globo no sentido ântero-posterior e distensão no sentido látero-lateral. edema da conjuntiva. tomografia computadorizada e ressonância magnética. levando a diminuição do fluxo sangüíneo local e. É muito utilizado nos casos de olho vermelho. 7.

Copyright © 2001 IDS .12. Quais são as principais medidas preventivas contra o traumatismo ocular? · Óculos escuros no sol. · Usar o cinto de segurança nos véiculos. martelo e ambiente com partículas volantes. · Óculos de proteção para quem trabalhar com solda. produtos químicos. · Não deixar objetos pontiagudos ao alcance de crianças. · Não coçar os olhos · Evitar olhar diretamente para o sol ou para eclipse solar. usar óculos de proteção. · Na prática de esportes ou brincadeiras com objetos pontiagudos ou que arremessem partículas. para evitar queimadura retiniana.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Se não for tratado rapidamente. mucosa nos casos de alterações crônicas e muco-purulenta (amarelada). produz secreção que será aquosa nos casos de irritação e nas infecções por adenovírus. Nas conjuntivites. Assim. Exceção é a conjuntivite gonocócica. (3) glaucoma agudo (O aumento súbito da pressão intraocular gera grande edema de córnea. A conjuntiva é menos inervada que a córnea e a resposta à agressão geralmente provoca um desconforto anunciado com sensação de areia nos olhos. em casos de conjuntivite bacteriana. pode haver embaçamento visual fugaz por acúmulo de . e seus nervos têm terminações situadas superficialmente. que é a camada corneana mais superficial. produz dor. quando estimulada (inflamação ou infecção). Dor: a córnea é muito inervada. Acuidade visual: estará alterada sempre que houver diminuição da transparência da área central da córnea e do trajeto que a luz faz para chegar até a retina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Aspectos importantes para o diagnóstico diferencial Secreção: A conjuntiva. ocorre o aparecimento de secreção quando a conjuntiva também está afetada. provocando borramento visual. pode levar à cegueira e dano visual irreversível. Nas úlceras de córnea. Desta forma. qualquer lesão que rompa o epitélio. as doenças que causam olho vermelho e alteram mais comumente a visão são: (1) úlceras de córnea (se localizadas no centro da córnea). (2) úveites anteriores (inflamações graves). que é francamente purulenta (amarelo forte). principalmente na sua área central.

a hiperemia será maior na direção das pálpebras e do canto nasal do olho (a vermelhidão aumenta ao nos afastarmos da córnea).o edema da íris diminui suas respostas à iluminação direta. glaucoma agudo e uveítes anteriores). Pupila: haverá alteração da pupila no caso de glaucoma agudo (midríase). unilaterais. Bilateralidade: aAs conjuntivites geralmente são bilaterais e os casos de glaucoma agudo. uveítes anteriores e úlceras de córnea são. Já nas doenças das estruturas mais profundas do globo ocular (úlceras de córnea. por isso. As alterações da conjuntiva e da córnea não alteram a pupila. uveíte anterior: (miose .lágrimas e secreção em frente à córnea). a vermelhidão ocorre ao redor da córnea (pericerática). nos casos de conjuntivite. Reflexo fotomotor A reação ao estímulo luminoso (reflexos fotomotores) poderá estar alterada nos casos de glaucoma agudo (ausente) e nos casos de uveíte (pequena ou nenhuma reação ao estímulo luminoso pela presença de aderências entre a íris e o cristalino). e a inflamação pode causar aderência da íris ao cristalino (sinéquia) com diminuição do tamanho e irregularidade da forma da pupila.Diagnóstico diferencial entre as causas mais comuns de olho vermelho conjuntivite aguda uveíte anterior aguda glaucoma agudo úlcera de córnea hemorragia subconjuntival Secreção Visão moderada a abundante conservada nenhuma nenhuma aquosa ou purulenta geralmente borrada nenhuma conservada discretamente intensamente borrada borrada Hiperemia difusa Córnea Pupila resposta pupilar à luz Pressão intraocular principalmente principalmente pericorneana localizada pericorneana pericorneana turvo midríase ausente área de opacificação normal normal ou diminuída normal normal normal normal transparente transparente normal normal miose diminuída normal normal elevada normal . Hiperemia: A vascularização da conjuntiva é realizada principalmente por vasos que vêm do fundo do saco conjuntival. na maioria das vezes. QUADRO .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Uni/ Bilateral bilateral unilateral unilateral unilateral unilateral Copyright © 2001 IDS .

se não tratadas.lavar as mãos freqüentemente com água e sabão e.evitar ir à praia. . enxaguar. saunas ou ficar exposto ao sol. Não se deve usar colírio anestésico nem aqueles que contêm corticóides em sua composição. Úlcera de córnea: na suspeita de uma infecção corneana. podem causar baixa de visão ou se tornar permanentes.evitar colocar as mãos nos olhos. Algumas curam sem tratamento e outras. pois. recomenda-se o uso de colírio antibiótico específico para o agente causador da conjuntivite.separar toalhas de rosto. Trocar toalha e fronha todos os dias. . o tratamento é apenas de suporte: compressas frias de alívio. depois. se o tratamento não for completo.limpar a secreção ocular (ramelas) com água filtrada ou soro. abraçar ou apertar as mãos de outras pessoas.Não interromper por conta própria o uso do medicamento prescrito. a conjuntivite pode voltar. Nas virais. . . . não coçar.evitar beijar. lençol e fronha. banho e sabonete. deve-se iniciar de imediato o .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento 1) Conjuntivite: as conjuntivites são geralmente autolimitadas. Orientação para evitar contaminação de outras pessoas: . . nas bacterianas. com duração em torno de 7 a 10 dias. lavagem ocular com soro fisiológico ou água filtrada e. piscinas.

A queixa principal é prurido seguido de hiperemia e. adstringentes e antialérgicos. Evitar coçar os olhos. pois o trauma da pálpebra contra a córnea pode desencadear várias complicações. às vezes. pode ser realizado tratamento cirúrgico. com colírios antibióticos de amplo espectro. colírios para fechar a pupila (mióticos). como a pilocarpina 2%. pode ser realizada cirurgia (trabeculectomia). Uveíte anterior: o tratamento é com antiinflamatórios hormonais tópicos e colírios midriáticos para evitar adesão da íris ao cristalino. antiinflamatórios hormonais e não-hormonais. Aguda: compressas frias. Após a saída da crise aguda. B) Uso endovenoso de manitol para diminuir o volume do humor vítreo. Tratamento de suporte: (compressas frias) até reabsorção espontânea da hemorragia. Crônica: antialérgicos tópicos. se esta aumentar. e colírios antiinflamatórios. colírios lubrificantes. Se não houver resposta ao tratamento com colírios. Alergia ocular: pode ser aguda ou crônica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . espaçar o tempo de uso. de acordo com a melhora. inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida). Glaucoma agudo: exige tratamento de urgência por profissional especializado. Deve-se monitorizar a pressão intraocular e. Geralmente é bilateral. Começar com freqüência de hora em hora e. deve ser realizado tratamento com laser: iridotomia para prevenir uma nova crise de glaucoma agudo. Se a pressão ocular não diminuir com colírios. O tratamento consiste no uso de: A) colírios para diminuir a produção do humor aquoso: betabloqueadores (timolol). estabilizadores de membrana de mastócitos e anti-histamínicos.tratamento. Copyright © 2001 IDS . considerar a introdução de colírios hipotensores. dor e diminuição de acuidade visual.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O médico deve estar apto a reconhecer e diferenciar os principais diagnósticos do olho vermelho. Copyright © 2001 IDS . deverá encaminhar para inter-consulta com oftalmologista.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Em caso de dúvida.

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C.: Manual da Boa visão do Escolar. : Auxiliar de Oftalmologia (Série Oftalmologia USP). São Paulo: Roca. D. 1990. 1996 Vaughan.E. Oliveira. Terceira Edição. N: O olho e a visão. Ministério da Educação. O que fazer pela saúde ocular de nossas crianças.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Alves. São Paulo. C. RC. Asbury.L. MR. T: Oftalmologia geral. R. N. Kara-José. N: Arieta.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .. 2000 Oliveira. Vozes. Petrópolis. Brasília. Kara-José. Kara-José. Atheneu. 2000.

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Diagnóstico Achados laboratoriais (exceto a pesquisa de leucócitos nas fezes, de fundamental importância para diferenciar diarréia inflamatória da não-inflamatória) são de pouca importância para detectar o agente etiológico e para distinguir entre os dois tipos de diarréia. A rotina hematológica e bioquímica sangüínea, na vigência de desidratação, pode evidenciar aumento da hemoglobina, dos glóbulos vermelhos e também da uréia. Quando ocorre maior depleção hídrica, observamos queda do bicarbonato no sangue venoso e do pH, ou seja, acidose metabólica, que pode ser evidenciada na gasometria arterial. O teste de pesquisa de leucócitos ou qualquer dos testes de pesquisa de sangue oculto são positivos em pacientes com diarréia inflamatória. Na amebíase intestinal, podemos encontrar um menor número de leucócitos fecais. A cultura de fezes deve ser realizada quando o paciente apresenta alguns destes itens: diarréia grave, febre acima de 38,5 ° C, sangue nas fezes, leucócitos nas fezes ou qualquer marcador de sangue oculto nas fezes, diarréia persistente que não tenha sido tratada com antibiótico anteriormente. Outro exame que deve ser realizado de rotina é a pesquisa de ovos e parasitas nas fezes, principalmente se a diarréia perdurar por mais de uma semana e o paciente não tiver sido tratado empiricamente com antiparasitários. Recentemente, testes de pesquisa de enzima e imunoensaio para Giardia e Cryptosporidium nas fezes ficaram mais acessíveis e são mais sensíveis que a técnica microscópica convencional. Exames endoscópicos deverão ser utilizados em casos especiais, quando os exames de fezes

e cultura não forem conclusivos. Os exames utilizados são retossigmoidoscopia, colonoscopia e endoscopia digestiva alta com aspirado de duodeno e biópsia. Na Figura 1, apresentamos um algoritmo para orientar na conduta diante de um paciente com diarréia aguda.

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Tratamento Os pacientes com diarréia aguda que necessitam ou procuram atendimento médico devem ser orientados para a reposição de água e eletrólitos além da alteração da dieta, mesmo porque a maioria dos pacientes com diarréia aguda só necessita desta conduta. Se o paciente não estiver desidratado, qualquer solução hidratante poderá ser utilizada, mas os pacientes com desidratação por diarréia secretora (por exemplo, cólera), pacientes idosos e imunodeprimidos devem receber uma terapia a base de solução contendo sódio entre 45 e 75 mEq/l. A formulação ideal de solução oral deve incluir: sódio 60-90 mEq/l, potássio 20mEq/l, cloreto 80mEq/l, citrato 30mEq/l e glicose 20g/l. A versão caseira desta formulação de solução para reidratação oral nos casos de diarréia mais grave corresponde à preparação de dois frascos separados que serão consumidos alternadamente. O primeiro contendo 230ml de suco de laranja ou outro suco de fruta (suprimento de potássio), ½ colher de chá de mel de abelha ou xarope de milho (Karo) e uma pitada de sal; o segundo frasco contendo 230ml de água fervida e resfriada mais 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio. Durante os episódios de diarréia aguda, a dieta deve ser estabelecida em duas etapas. A primeira, onde as fezes ainda apresentam-se líquidas, é constituída de dieta baseada em legumes cozidos, amidos/cereais com algum sal, bananas e sopas. Na segunda etapa, quando as fezes já estão mais formadas, pode haver um retorno à dieta normal, se não houver intolerância. Devemos ter em mente que o aporte calórico é importante, inclusive na reparação do enterócito. Quanto ao uso de leite e derivados, existe muita controvérsia se

haveria ou não intolerância ao leite durante os episódios de diarréia aguda. A nossa experiência demonstra que, em nosso meio, a intolerância clínica à lactose é alta, razão por que preferimos excluir o seu uso na dieta. Com relação ao tratamento sintomático da diarréia aguda, os medicamentos estão relacionados na tabela 3. A maioria deles não deve ser usada quando ocorrer disenteria (leucócitos e sangue nas fezes), pois pode alterar a motilidade e, com isso, provocar maior proliferação dos agentes bacterianos (por exemplo, Shigella). O uso de antimicrobianos está indicado nos seguintes casos: (1) pacientes com temperatura > 38.5º C e/ou com leucócitos e sangue nas fezes; (2) pacientes imunodeprimidos por outra doença (por exemplo, HIV); (3) pacientes em uso de imunossupressores; (4) pacientes com aneurisma da aorta, prótese de válvula cardíaca, enxerto vascular, prótese ortopédica; (5) pacientes com insuficiênica renal e transplantado renal; (6) pacientes com tumores. Na tabela 4, apresentamos os diversos medicamentos utilizados. TABELA 3 - TRATAMENTO SINTOMÁTICO DA DIARRÉIA AGUDA Agente Farmacológico Indicação diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, efeitos opiáceos centrais mínimos, droga recomendada para o tratamento sintomático preenchidos os critérios citados acima. diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, tem efeitos opiáceos com perigo de "overdose"; devido a isso é associado com atropina que pode causar efeitos secundários sem ação sobre a diarréia. Dose e Administração

Loperamida (Imosec)

4mg , depois 2mg após cada evacuação sem forma, não excedendo 16 mg/dia < 2 dias

Difenoxilato com atropina (Lomotil)

4mg, 4x/dia, por < 2 dias

Tintura de ópio (Elixir Paregórico)

diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, útil na diarréia associadada ao HIV-positivo quando loperamida não for segura. qualquer forma de diarréia aguda, principalmente as de etiologia viral; não pode ser administrado com antimicrobianos; não deve ser utilizado em pacientes HIV-positivos com diarréia. Indicado para pacientes que apresentam vômitos secundários à gastroenterite viral.

0,5-1ml, a cada 4-6h por < 2 dias

Salicilato de bismuto (Pepto-Bismol)

30ml ou 2 comprimidos a cada 30minutos (máximo de oito doses), podendo ser repetido no segundo dia

Octreotide

qiarréia associada à AIDS que não responde 100-500µg subcutâneo, a nenhuma terapêutica e 3x/dia em casos graves de diarréia secretora. indicado em todos os casos leves e moderados de diarréia secretora; 100mg, via oral, 3x/dia mesma eficácia da por 3 dias loperamida sem ação sobre a motilidade intestinal.

Racecadotril (Tiorfan)

TABELA 4 - TERAPÊUTICA ANTIMICROBIANA PARA DIARRÉIA INFECCIOSA 1a Conduta Bactérias
Shigella sp dias
2Ciprofloxacina,

2a Conduta
500mg, 2x/dia, 5 400mg/dia, 5-7 dias ou Ácido Nalidíxico, 1g, 4x/dia, 5-7 dias
1Cefalosporina,

Salmonella sp

14 dias

2Ciprofloxacina,

500mg, 2x/dia, 10-

EIEC EHEC C. jejuni

Como Shigella sp Como Shigella sp Eritromicina, 250-500mg, 4x/dia, 7 dias
2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 5-7 dias

Y. enterocolytica Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 7-10 dias 2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 710 dias SMZ+TMP, (800+160 mg), 2x/dia, 7-10 dias C. difficile Giardia lamblia Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7-10 dias Vancomicina, 125mg, 4x/dia, 7-10 dias

Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7 Metronidazol, 500mg, 3x/dia, 5 dias dias 3Paramomicina, 25-30mg, 3x/dia, 7 Formas resistentes ao Metronidazol: Furazolidona, 100mg, 4x/dia, 7-10 dias dias Tinidazol, 2g, dose única (para Albendazol, 400mg/dia, 5 dias formas resistentes e nãoresistentes ao Metronidazol) Tetraciclina 500mg, 4x/dia, 3 dias Doxiciclina 300mg, dose única SMZ+TMP (400+80 mg), 2x/dia, 3 dias Norfloxacina, 400mg, 2x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 1000mg, dose única Doxiciclina 100mg, 3x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 3 dias

V. colerae

Protozoários
E. histolytica Balantidium coli Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 5 dias dia, 10 dias
3Paramomicina,

25-35mg/Kg, 3x/

3Fuorato Diloxanide, 500mg, 3x/ Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 10 dias dia, 10 dias Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 10 dias 3Paramomicina, 25-35mg/Kg, 3x/ dia, 10 dias

= e outras cefalosporinas de terceira geração; = e outras fluorquinolonas como ofloxacina, norfloxacina e 3cinonaxina; 3 = não disponíveis no mercado interno; EIEC = E. coli enteroinvasiva; EHEC = E. coli enterohemorrágica; SMZ+TMP= Sulfametoxazol + Trimetoprima.
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Encaminhamento Pacientes com diarréia aguda devem ser tratados e acompanhados por médico clínico geral. O encaminhamento se justifica nos casos de desidratação grave que necessita de internação.

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Bibliografia Park SI, Gianella RA. Approach to the adult patient with acute diarrhea. Gastroenterol Clin N Am 1993; 22 (3): 483-516. DuPont HL. Guidelines on acute infectious diarrhea in adults. Am J Gastroenterol 1997; 92 (11): 1962-1975. Aranda-Michel J, Gianella RA. Acute diarrhea: a practical review. Am J Med 1999; 106: 670676. Banerjee S, Lamont JT. Treatment of gastrointestinal infections. Gastroenterology 2000; 118: S48-S67. Salazar-Lindo, E.; Santisteban-Ponce, J.; Chea-Woo, E.; Gutierrez, M. Racecadotril in the treatment of acute watery diarrhea in children. The New England Journal of Medicine 2000; 343 (7): 463

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Diagnóstico Os exames complementares para elucidação da causa da obstipação intestinal devem ser solicitados de acordo com o direcionamento da história clínica. O exame físico inclui avaliação da região anal (por exemplo, presença de fissuras, fístulas e retocele) e toque retal (por exemplo, tumores retais e de colo uterino). Exames endoscópicos (retossigmoidoscopia e colonoscopia) e radiológicos (enema opaco) são úteis para se afastar doença inflamatória intestinal ou câncer. A defecografia tradicional por radioscopia (mais recentemente, a vídeo-defecografia) permite o estudo da dinâmica da evacuação, do comportamento da musculatura pélvica e o diagnóstico do prolapso retal e da reação paradoxal esfincteriana. A determinação do tempo de trânsito colônico (por cintilografia ou com marcador radiopaco) é valiosa no diagnóstico da inércia colônica. A manometria ano-retal é especialmente útil na suspeita de Hirschsprung. Finalmente, a eletromiografia do cólon ou do esfíncter anal avalia a integridade neuromuscular intestinal.

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Tratamento Nos casos orgânicos, o tratamento será individualizado de acordo com o diagnóstico. Nos casos funcionais incluímos: medidas gerais: a escolha de um horário para evacuar, preferencialmente após uma refeição, para se aproveitar a ação do reflexo gastrocólico, favorece a reeducação do reflexo da evacuação. Ingestão adequada de líquidos e de fibras por vezes são suficientes para coibir a obstipação. A adoção de um novo estilo de vida, evitando-se o sedentarismo e a obesidade, é crucial na abordagem da terapêutica da obstipação. agentes formadores de massa: aumentam o bolo fecal, facilitando seu percurso pelo intestino. São incluídos: psyllium, sementes de plantago, ágar, farelo de trigo e metilcelulose. São os mais indicados para tratamento em longo prazo por agirem de forma fisiológica. Em idosos, em que há muita hipotonicidade intestinal, seu uso excessivo pode provocar fecaloma. Emolientes ou surfactantes: facilitam a mistura de água e gordura na massa fecal, amolecendo-a. Também estimulam a secreção colônica de água, sódio e cloro. O principal representante deste grupo é o docusato de sódio, cálcio ou potássio. O docusato tem a propriedade de aumentar a absorção de medicamentos usados concomitantemente, através da interferência na permeabilidade intestinal. laxativos osmóticos: atraem água para a luz intestinal por serem osmoticamente ativos.

Devem ser administrados com cautela, especialmente em idosos, pelo risco de desequilíbrio hidroeletrolítico. Incluímos sais de magnésio (por exemplo, hidróxido de magnésio), de sódio, lactulose e glicerina. Os sais de magnésio e os de sódio devem ser evitados em pacientes com insuficiência renal e cardiopatia, respectivamente. A lactulose é metabolizada por bactérias no cólon, com geração de ácidos graxos de cadeia curta, que têm ação laxativa, e de gases, que podem aumentar o meteorismo e produzir cólicas abdominais. Lubrificantes: são laxativos que facilitam a movimentação do bolo fecal por lubrificarem a parede intestinal e diminuírem a absorção de água. O exemplo típico deste tipo de laxativo é o óleo mineral. Não é uma boa opção em longo prazo por produzir irritação do canal anal e inibir a absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Também, se aspirado, pode provocar a chamada "pneumonia lipóide ou lipídica", razão pela qual deve ser usado com cautela em idosos e está contra-indicado em pacientes com distúrbios motores do esôfago que favoreçam a aspiração. agentes estimulantes e irritantes: dois grupos químicos são incluídos: os derivados difenilmetânicos e os antraquinônicos. Ambos inibem a absorção de água e eletrólitos. Dentre os derivados difenilmetânicos estão a fenolftaleína, o bisacodil e o picossulfato sódico. A fenolftaleína pode provocar uma série de efeitos indesejáveis, como hipocalemia, hiperaldosteronismo, enteropatia perdedora de proteína, osteomalácia, reações alérgicas e "lupus-like", Síndrome de Stevens-Johnson e lesões hepáticas. Seu uso contínuo, portanto, está contra-indicado. O bisacodil estimula o plexo nervoso da mucosa do cólon causando contrações. Dentre os derivados antraquinônicos temos a cáscara sagrada e a sene. Após ingestão, sofrem ação bacteriana no cólon e, após absorção, retornam ao intestino, pela bile sob a forma do seu metabólito ativo (hidroxiantraquinona), que age estimulando as terminações nervosas do plexo de Auerbach. Seu uso indiscriminado e prolongado leva ao aparecimento da melanose colônica e, ao diminuir a motilidade por lesão nervosa, acaba por provocar o chamado "cólon catártico". pró-cinéticos: são medicamentos que aumentam a atividade da musculatura lisa intestinal. A cisaprida, principal representante deste grupo, tem tido seu uso limitado em virtude de relatos de efeitos cardiocirculatórios graves. Assim, ausência de cardiopatia e um eletrocardiograma normal (sem prolongamento do segmento QT) são hoje pré-requisitos para introdução da droga. Outros agonistas da 5-hidroxitriptamina, que não a cisaprida, tais como o prucalopride e o tegaserode em breve estarão no mercado. Na Tabela 1, listamos as drogas laxativas mencionadas no texto e seus respectivos nomes comerciais. Tabela 1. Principais medicamentos laxativos e seus respectivos nomes comerciais Medicamento 1. Psyllium 2. Semente de Plantago Nome comercial Metamucil, Mucilium Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.)

3. Ágar-ágar 4. Docusato sódico 6. Lactulose 7. Glicerina 8. Óleo mineral 9. Fenolftaleína 10. Bisacodil 11. Picossulfato sódico 12. Cáscara-sagrada 13. Sena

Agar-agar Humectol-D (assoc.) Lactulona, Farlac Glicerina (supositório/enema) Óleo Mineral, Purol, Agarol (assoc.) "Homeopatia 46", Agarol (assoc.), Lactopurga (assoc.), Purgoleite (assoc.) Dulcolax, Humectol D (assoc.) Guttalax Cáscara sagrada, Ventre Livre (assoc.), Purgoleite (assoc.) Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.), Florlax (assoc.), Tamarine (assoc.), Tamaril (assoc.), Tamarix (assoc.), Frutalax (assoc.), Laxarine (assoc.), Laxtam (assoc.), Novolax (assoc.)

5. Hidróxido de magnésio Leite de Magnésia

Assoc. = outros agentes laxativos associados.

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Encaminhamento A grande maioria dos pacientes que apresentam obstipação intestinal devem ser acompanhada em unidades básicas de saúde. Somente quando houver suspeita de câncer, doença inflamatória ou afecção ano-retal é que o paciente deve ser encaminhado a serviço de gastroenterologia.

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Bibliografia Thompson, W.G.; Longstreth, G.F.; Drossman, D.A.; Heaton, K.W.; Irvine, E.J.; MüllerLissner, S.A. - Functional bowel disorders and functional abdominal pain. Gut, 45 (Suppl. II): 43-7, 1999. Freitas, J.A. & Mincis, M. - Constipação intestinal. In: Mincis, M. Gastroenterologia & Hepatologia, São Paulo, Lemos, 1997. pp 397-406. Laudanna, A.A. - Constipação ou obstipação. In: Laudanna, A.A. Gastroenterologia Clínica, São Paulo, Santos, 1990. pp 469-75. Wald, A. - Approach to the patient with constipation. In: Yamada, T. Textbook of Gastroenterology, 3rd edition, Philadelphia, LWW Publishers, 1999. pp 910-26. Lennard-Jones, J.E. - Constipation. In: Sleisenger, M.H. et al. Sleisenger & Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease, 6th edition, Philadelphia, W.B. Saunders Co., 1998. pp 174-97.

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Diagnóstico Sempre lembrar que as síndromes ansiosas podem estar relacionadas a outros transtornos médicos e uso de substâncias. Daí a necessidade de boa anamnese, exame físico e de se lembrar de disfunções cardiológicas, pulmonares, endócrinas e neurológicas. Abuso e dependência de álcool são grandes geradores de ansiedade patológica.

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Tratamento O tratamento dos sintomas agudos da síndrome do pânico, da ansiedade generalizada e do estado misto ansioso e depressivo deve ser feito com antidepressivos tricíclicos ou inibidores da recaptação de serotonina e psicoterapias comportamental-cognitiva ou interpessoal. A abordagem psicoeducacional é importante, para um bom vínculo terapêutico, tranquilizar o paciente e facilitar o encaminhamento ao especialista quando necessário. Orientações iniciais: educação sobre as síndromes ansiosas, a reação de luta e fuga, visando o entendimento de que os sintomas são desconfortáveis mas não trarão as conseqüências catastróficas que a pessoa imagina. Ensinar técnica de relaxamento ou meditação e, principalmente, a prática de respiração diafragmática. No caso de sintomas e sinais de alcalose respiratória por hiperventilação, ensinar a respirar o próprio ar num saco de supermercado. Tratamento farmacológico (consultar tabelas 1 a 3): iniciar com clomipramina 10 mg ou imipramina 25 mg e aumentar a dose a cada 5-7 dias, até obter remissão dos ataques de pânico. Benzodiazepínicos podem ser temporariamente associados no caso de "piora inicial" ou para alívio mais imediato dos sintomas. Sertralina (25 a 200 mg), fluoxetina (10 a 80 mg) também podem ser utilizados. O tratamento das fobias é feito por meio de técnicas de exposição. Através delas ocorre diminuição dos sintomas ansiosos e habituação à situação fóbica. Tabela 1. Alguns dos principais medicamentos utilizados para tratar os transtornos

ansiosos Medicamento Dose imipramina 25 a 300 mg Efeitos Colaterais e Contra-indicações obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, sedação, convulsão, sudorese. bloqueio átrio-ventricular, bloqueio de ramo direito obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, ansiedade inicial, retardo da ejaculação, convulsão, sudorese.bloqueio átrioventricular, bloqueio de ramo direito náusea, ansiedade inicial, cefaléia, diminuição da libido, insônia, tremor, sedação, fadiga, sintomas extrapiramidais, ganho de peso insônia, sonolência, tremor, tontura sonolência, tontura, insônia, tremor, diminuição da libido, ansiedade, parestesias, ganho de peso insônia, sonolência, sudorese, cefaléia, agitação agitação, sonolência, anorexia, tremor, hipocinesia, tontura

clomipramina

25 a 250 mg

fluoxetina sertralina paroxetina citalopram fluvoxamina

10 a 80 mg 25 a 200 mg 10 a 80 mg 10 a 60 mg 50 a 300 mg

Tabela 2. principais interações medicamentosas com tricíclicos (imipramina e clomipramina) medicamentos que aumentam o nível sérico dos tricíclicos: cimetidina, disulfiram, haloperidol, metilfenidato, fenotiazinas, propafenona, fluoxetina medicamentos que diminuem o nível sérico dos tricíclicos barbitúricos, etanol, contraceptivos orais, fenitoína potencializam efeito hipotensivo bloqueadores alfa-adrenérgicos podem aumentar pressão arterial simpatomiméticos por via parenteral

Tabela 3. Principais interações medicamentosas com os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (fluoxetina, sertralina, paroxetina, fluvoxamina, citalopram) ISRS fluoxetina efeitos farmacocinéticos em alguns medicamentos selecionados pode aumentar o nível sérico de: alprazolam, carbamazepina, clozapina, flufenazina, pimozide, tricíclicos, astemisole, cisaprida, terfenadina Tricíclicos astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam diazepam, tolbutamida, desmetildiazepam, astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam

fluvoxamina propranolol, teofilina, tricíclicos paroxetina citalopram sertralina

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Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Devem ser encaminhados para o especialista pacientes com síndrome do pânico e ansiedade generalizada que não responderam a um medicamento eficaz e pacientes com fobias que não responderam à exposição. abuso de substâncias ou grande comprometimento do desempenho também devem ser tratados pelo especialista. transtorno obsessivo-compulsivo ou outros quadros que apresentem também depressão.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Pacientes com fobia social.

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Pânico. Fobias e Obsessões. Gentil V. Bernik M. A. T.A.A. Rio de Janeiro. Lotufo-Neto F. Graeff F.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Ito L. Ansiedade e Transtornos de Ansiedade. 1999. Artes Médicas.. São Paulo. e col. & Moreno. 1997.M.G. Terapia cognitivo-comportamental para transtornos psiquiátricos. Lemos Editorial. Porto Alegre.B. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás. EDUSP. 1998.A. São Paulo. Editora Científica Nacional. Hetem L. Condutas em Psiquiatria. R. 1997.

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incompreensível. o aparecimento de novos interesses. de ter poderes especiais) e alucinações (ouvir vozes. Podem ser parte do transtorno bipolar (antiga psicose maníaco-depressiva). Os episódios de mania são caracterizados pelo humor expansivo ou irritável. Sintomas psicóticos. aumento da auto-estima e da autoconfiança.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Episódios depressivos podem acontecer em diversos contextos. pelo aumento da energia e da atividade psicomotora. quando se alternam com episódios de euforia (ou mania) e hipomania (uma forma mais breve e branda de mania). aumentado. às vezes. Sintoma Humor Energia. em geral. são freqüentes. como delírios (falsas crenças de ser alguém muito importante. ter visões). O interesse sexual está. atividades Prazer Depressão Depressivo ou irritável Reduzidos Diminuído Mania ou euforia Expansivo ou irritável Aumentados Maior envolvimento com atividades prazerosas . O pensamento se torna acelerado e o discurso fica. São freqüentes os planos grandiosos. a chamada "depressão bipolar". há diminuição da necessidade de sono. os gastos excessivos e o envolvimento com dívidas.

propanolol. de inutilidade. cimetidina e indometacina está associado à depressão. idéias suicidas Pessimismo. estão presentes alucinações e/ou delírios (crenças falsas de ter uma doença incurável. corticosteróides. que. como as encefalites. A distimia se caracteriza pela menor intensidade dos sintomas. Há também uma forma mais leve e crônica de depressão. no outono/inverno). delírios de grandeza otimismo exagerado Aumentadas Reduzido ou aumentado Diminuição da necessidade de sono Aumentada Conteúdo do pensamento Visão de futuro Auto-estima. de poderes especiais. a esclerose múltipla podem também levar à depressão. o Parkinson. descrença Reduzidas Reduzido ou aumentado Reduzido ou aumentado Diminuída Atenção voluntária diminuída e espontânea aumentada. Outras doenças. anfetaminas (uso ou interrupção) e cocaína (interrupção). depressão e insatisfação na maior parte do tempo. alfa-metildopa. clonidina. não interferem com o funcionamento estável do indivíduo. carbidopa. autoconfiança Apetite Sono Libido Os episódios depressivos podem também acontecer no período pós-parto ("depressão puerperal"). planos questionáveis. mas predominam as queixas de cansaço. de culpa. principalmente.Atenção. o uso de medicamentos como reserpina. A alteração do humor tem uma longa duração. A depressão pode também acontecer no contexto de uma doença física ou ser causada por medicamentos. na chamada "depressão sazonal". Por exemplo. hipófise e adrenal e. concentração diminuída Acelerado Idéias grandiosas. de alterações hormonais como as decorrentes do funcionamento deficiente ou excessivo da tireóide. Alguns indivíduos apresentam episódios depressivos sempre na mesma época do ano (por exemplo. paratiróide. do diabetes. de estar falido ou de estar morto). em geral. Na "depressão psicótica". concentração Pensamento Diminuídas Lentificado Idéias de ruína financeira ou física. levodopa. O curso pode ser intermitente. a distimia. a anemia perniciosa. Da mesma forma que ouso de substâncias como álcool (uso ou interrupção). . superior a dois anos. amantadina. "a vida não vale a pena".

A chance de recorrências a partir do terceiro episódio aumenta para 70% a 80%. só é atingida quando o indivíduo deixa de apresentar sintomas depressivos e não quando a intensidade destes diminui com o tratamento. apesar do tratamento ("resíduo depressivo") está também associada ao maior risco de recorrências. porém. confundida com a remissão.Cerca de 50% a 60% dos indivíduos que apresentam um primeiro episódio depressivo sofrem recorrências no futuro. Deprimidos com familiares bipolares apresentam maior risco para o transtorno bipolar do que aqueles sem história familiar. Diante de um indivíduo com depressão. Copyright © 2001 IDS . pois a melhora dos sintomas depressivos é. maior será a chance de recorrências. Este é um aspecto importante da evolução e do prognóstico da depressão. deve-se sempre interrogar a existência de um episódio maníaco ou hipomaníaco no passado. Os indivíduos bipolares podem apresentar vários episódios depressivos. A permanência de sintomas depressivos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A remissão. Quanto maior o número de episódios depressivos prévios. muitas vezes. antes de um episódio maníaco. O transtorno bipolar é altamente recorrente (80% a 90% dos casos).

80 mg/dia 450 . São utilizados os diferentes compostos antidepressivos e.300 mg/dia 150 .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da depressão pode ser dividido em três fases: a fase aguda.300 mg/dia 50 -150 mg/dia 40 . outros medicamentos associados (indutores de sono no caso de insônias graves. Os antidepressivos disponíveis no mercado brasileiro se dividem em quatro classes: Classe Antidepressivos tricíclicos (ADTs) Substância imipramina clomipramina amitriptilina nortriptilina tranilcipromina moclobemida Faixa terapêutica 150 . antipsicóticos no caso da depressão psicótica. por exemplo).600 mg/dia Antidepressivos inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs) .300 mg/dia 150 . a fase de continuação e a fase de manutenção. quando necessário.

o tratamento deve ser revisto. Sugere-se avaliar a presença de condições clínicas associadas e a ingestão correta da medicação.8 a 1.10 mg/dia 150 . A fase de continuação corresponde ao período seguinte à melhora e tem o objetivo de evitar recaídas. bem como as principais interações medicamentosas de apenas um composto de cada classe dos antidepressivos (por exemplo. Sugerese iniciar com as doses mínimas descritas.300 mg/dia 12. Estabilizadores do humor lítio ácido valpróico Doses iniciais 600 mg/dia 500 mg/dia Níveis plasmáticos 0.600 mg/dia Para o manejo dos episódios depressivos. pacientes com primeiro episódio após 50 anos de idade ou pacientes que recaem ainda durante a fase de continuação. É sempre importante observar se o paciente apresenta ciclagem para a mania ou hipomania durante o tratamento com antidepressivos. farmacodinâmicas. é importante conhecer mais profundamente as características farmacocinéticas. com a troca por um antidepressivo de outra classe. Pacientes bipolares devem ser sempre tratados com estabilizadores do humor (lítio. observam-se recaídas em 50% dos casos. independentemente da necessidade de antidepressivos (episódio depressivo bipolar) ou de antipsicóticos (episódio maníaco ou hipomaníaco). aumentando gradativamente até a obtenção do efeito terapêutico. Quando a medicação é retirada precocemente.Antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) fluoxetina paroxetina sertralina fluvoxamina citalopram venlafaxina mirtazapina reboxetina bupropiona tianeptina trazodona nefazodona 20 20 50 50 20 - 60 mg/dia 60 mg/dia 200 mg/dia 300 mg/dia 60 mg/dia Novos antidepressivos 75 . com tentativas de suicídio). carbamazepina) para prevenir recorrências. imipramina. Caso não se obtenha a melhora em 6 a 8 semanas com as doses máximas sugeridas.45 mg/dia 8 . O tratamento da fase aguda tem como objetivo a remissão do episódio depressivo. sertralina e venlafaxina).50 mg/dia 150 . Preconiza-se manter a dose do antidepressivo que levou à remissão dos sintomas por um período de 4 a 6 meses.300 mg/dia 200 .5 .225 mg/dia 15 . os efeitos adversos mais comuns. tranilcipromina.2 mEq/l 50 a 150 mcg/ml . A fase de manutenção visa evitar o aparecimento de novos episódios depressivos (recorrências). ácido valpróico. O tratamento de manutenção por um período ilimitado deve ser considerado para pacientes que apresentaram mais de 3 episódios (ou um a dois episódios graves.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .carbamazepina 200 mg/dia 8 a 12 mcg/ml Copyright © 2001 IDS .

Acarreta diversas conseqüências aos indivíduos acometidos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A depressão é um problema médico de elevada prevalência na população geral. porém. o paciente deve ser encaminhado para um especialista. É passível de tratamento com antidepressivos de diferentes classes farmacológicas e o tratamento a médio prazo visa a remissão dos sintomas e a prevenção de recaídas e recorrências. não respondem satisfatoriamente aos tratamentos iniciais e. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nestes casos. Cerca de 30% dos episódios depressivos.

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Porto Alegre. edição. Almeida. R. Soares MBM. 3a. Moreno RA. 21 (supl) : SI24 . Miguel. B. Moreno DH. Psicofarmacologia de Antidepressivos. 1999. Copyright © 2001 IDS .A. Lafer.P. São Paulo. Artmed Editora.C. Depressão no Ciclo da Vida. E. Lemos Editorial.A.SI 40.. O. 2000. Fráguas Jr.. R. Moreno. Rev Bras Psiq. 1999. Condutas em Psiquiatria... T.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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há elevada freqüência de resultados falso-positivos. para correta interpretação dos resultados. adota-se um algoritmo diagnóstico que inclui inicialmente a realização de um teste sorológico de triagem. Quando o teste de ELISA anti-HIV é solicitado para um paciente com manifestações clínicas sugestivas de infecção por esse agente viral e a história epidemiológica é compatível com a de exposição a retrovírus. As amostras reagentes a esse teste devem necessariamente ser submetidas a teste sorológico confirmatório. quando o ensaio imunoenzimático é aplicado em situações de rastreamento. por meio dos testes sorológicos. ou ainda durante o acompanhamento pré-natal. Em pacientes adultos. ou seja. observa-se que o valor preditivo positivo do teste tende a ser mais baixo. Cabe ressaltar que os testes sorológicos de última geração. o teste sorológico de triagem habitualmente apresenta alto valor preditivo positivo. Ao contrário. capazes de detectar anticorpos específicos voltados a diferentes proteínas virais. como.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da infecção pelo HIV baseia-se na detecção de anticorpos específicos. atualmente disponíveis. Para tal. podemos afirmar seguramente que se trata de infecção atual pelo HIV. na triagem sorológica compulsória para seleção de candidatos a doador de sangue. Os testes confirmatórios mais freqüentemente empregados são as reações de Western blot. habitualmente um ensaio imunoenzimático (ELISA). ou seja. por exemplo. Percebe-se assim . para correta elucidação diagnóstica. são de alta sensibilidade e especificidade (superiores a 99%) e já se apresentam positivos cerca de 3 a 5 semanas após a infecção aguda. No entanto. quando a reação de Western blot resulta positiva. deve-se considerar a situação na qual o teste sorológico é efetuado. muito freqüentemente tem seu resultado confirmado pelo método de Western blot.

deve-se proceder à determinação de parâmetros laboratoriais evolutivos. se desejar oferecer a seus pacientes um aconselhamento preciso. No caso da infecção aguda. é importante ressaltar que. maior será o risco de evolução para AIDS. É ainda importante citar que para que um resultado de Western blot possa ser considerado positivo. uma vez que a sorologia positiva pode ser devida apenas à presença de anticorpos maternos. baseados em associações de drogas anti-retrovirais. há necessidade de que tenham sido detectados anticorpos específicos voltados pelo menos a duas das três proteínas virais. gp41 e gp120/160. Quanto maior a carga viral plasmática e menor o número de células CD4+. dado que os testes sorológicos ainda podem resultar negativos. Tendo em vista as profundas implicações que cercam um resultado de sorologia para HIV. Após a confirmação diagnóstica de infecção por HIV. Ao lado dos exames laboratoriais relacionados ao diagnóstico da infecção pelo HIV e a sua avaliação prognóstica. em adultos ou crianças. passivamente transferidos através da placenta. caso os testes diagnósticos por métodos de biologia molecular sejam disponíveis. Cabe ainda ao profissional de saúde garantir o apoio necessário ao paciente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . deve-se enfatizar que a solicitação do exame deve sempre ser precedida de esclarecimentos detalhados sobre o significado de um eventual resultado positivo ou negativo. Vale a pena destacar que a linfopenia absoluta (<1000 linfócitos periféricos/mm3) ao hemograma. o encontro de anticorpos anti-HIV no recém-nascido não necessariamente significa que houve infecção da criança. Nessas situações. através dos métodos de amplificação molecular (PCR ou NASBA). que permitam avaliar o grau de comprometimento imunológico já ocorrido e estabelecer o prognóstico em relação ao risco de desenvolvimento da AIDS.que o médico de família deve estar atento para as condições de realização de um teste sorológico anti-HIV. citadas a seguir: p24. em caso de suspeita de transmissão materno-infantil. até que o resultado do teste venha a ser conhecido. de acordo com as manifestações clínicas existentes. ser submetido a diferentes exames laboratoriais para investigação diagnóstica complementar de doenças oportunistas. a confirmação diagnóstica exige o acompanhamento sorológico evolutivo da criança. o paciente infectado poderá ainda. Copyright © 2001 IDS . bem como no acompanhamento evolutivo dos pacientes submetidos ao tratamento antiviral. ou ainda pode-se pesquisar a presença de ácido nucléico viral no sangue da criança. Com esse propósito são recomendados os testes para determinação quantitativa da carga viral plasmática (PCR ou NASBA) e a pesquisa do número de linfócitos CD4+ no sangue periférico. deve levantar a suspeita de infecção pelo HIV. Tais testes são ainda importantes para orientação quanto à necessidade de introdução de esquemas terapêuticos específicos. Além disso. Espera-se observar a negativação dos testes sorológicos em duas amostras colhidas entre o 6o e o 18o mês de vida. na ausência de outra justificativa para tal. o diagnóstico dependerá da identificação do RNA viral no sangue periférico. à medida do necessário.

lamivudina ou 3TC. Por outro lado. deve-se prescrever às gestantes soropositivas zidovudina oral a partir da 14ª semana de gestação. zalcitabina ou ddC. didanosina ou ddI. delavirdina. Ao lado disso. empregando-se associações de duas ou três drogas que atuam em diferentes pontos do ciclo replicativo viral. distribuídas por todo o território nacional. efavirenz) e drogas inibidoras da enzima protease viral (saquinavir.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento específico da infecção pelo HIV é realizado. nevirapina. as drogas anti-retrovirais são também importantes na profilaxia da transmissão materno-infantil do HIV. nelfinavir e amprenavir). A prescrição das drogas anti-retrovirais pressupõe conhecimentos detalhados acerca da farmacodinâmica e toxicidade desses fármacos. indinavir. Sabe-se também que a aderência dos pacientes deve ser rigorosamente avaliada. estavudina ou d4T. Nesse sentido. ritonavir. Atualmente encontram-se disponíveis medicamentos com atividade inibitória sobre a enzima transcriptase reversa viral (zidovudina ou AZT. As drogas anti-HIV são distribuídas gratuitamente aos pacientes infectados. como também da pesquisa periódica dos marcadores laboratoriais evolutivos (carga viral e número de células CD4+). para impedir que subdosagens dos medicamentos possam induzir o desenvolvimento de resistência medicamentosa por parte do vírus. cadastrados no Programa Nacional de Anti-retrovirais do Ministério da Saúde e acompanhados nas unidades especializadas de assistência a pacientes com HIV/AIDS. abacavir. recomenda-se a infusão endovenosa de zidovudina no . bem como de seu potencial de interação com outros medicamentos. A monitoração da resposta terapêutica depende não apenas do acompanhamento clínico dos pacientes. observando-se com seu emprego sensível redução no risco de transmissão do vírus para o recém-nascido.

o paciente com AIDS poderá ainda receber outras drogas para tratamento e/ou profilaxia de infecções oportunistas. quando necessário. Copyright © 2001 IDS . Ao lado da terapêutica anti-retroviral.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .momento do parto e ainda a prescrição de solução oral desse medicamento ao recémnascido até a 6a semana de vida.

poderão alterar sobremaneira o curso natural da infecção. Em caso de confirmação diagnóstica. Mais ainda. o médico de família deverá orientar o paciente a procurar um centro de atendimento especializado. Nessas situações deverá intervir profilaticamente. esse profissional de saúde deve procurar atuar. quando indicado. reduzindo o risco de progressão para AIDS e sua conseqüente morbimortalidade. deve o profissional esclarecer o paciente da necessidade de realizar o teste sorológico para esclarecimento diagnóstico. Papel do médico de família e indicações de encaminhamento O médico de família pode exercer um papel destacado na prevenção e no diagnóstico da infecção pelo HIV. na presença de evidências de exposição a retrovírus ou mesmo de sinais e sintomas clínicos compatíveis com disfunção imunitária em adultos ou crianças.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento 1. no caso de usuários de drogas injetáveis. identificando situações de vulnerabilidade à infecção. orientando seus pacientes sobre a importância da aderência às práticas de sexo seguro e às medidas de redução de danos. onde possa ter acesso aos medicamentos anti-retrovirais fornecidos pelo Ministério da Saúde e prosseguir ao acompanhamento clínico ambulatorial. O diagnóstico precoce e o tratamento específico. Por estar em contato próximo com o núcleo familiar e sempre atento à sua dinâmica. .

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

gov. Retroviroses humanas: HIV/AIDS. Site do Programa de AIDS do Ministério da Saúde: www. Kiffer CR. Leite OM. São Paulo. Lomar AV. Uip D. Atheneu. 1996.aids. ed. Atheneu.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Veronesi R.br Copyright © 2001 IDS . São Paulo. HIV/AIDS: Perguntas e respostas. Oliveira MS.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Focaccia R. 2000. Lima ALM. ed.

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como: testes de função hepática: aminotransferases . distúrbios metabólicos e defeitos de coagulação. detecção de antígenos virais ou RNA (ácido ribonucléico) em soro ou tecido (difícil realização). ou ainda pela detecção de anticorpos específicos no soro do paciente (inibição da hemaglutinação e ELISA). sendo mais prático.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Dengue Entre os exames inespecíficos. O diagnóstico definitivo depende do isolamento do vírus. o hemograma pode apresentarse com neutropenia e linfocitose (encontro de linfócitos atípicos). Os testes mais utilizados são aqueles relacionados à função hepática e renal. Para o teste de hemaglutinação. as enzimas hepáticas estão discretamente elevadas. quando do dengue clássico. O dengue hemorrágico caracteriza-se por levar a hemoconcentração e plaquetopenia (vasculite com extravasamento de plasma) entre o terceiro e oitavo dias de doença. é necessária a coleta de duas amostras de soro com intervalo de duas semanas. enquanto o teste MAC-ELISA determina a presença de anticorpos de fase aguda (imunoglobina M). Febre Amarela Os exames inespecíficos são importantes para monitorizar a evolução da doença na identificação de órgãos e sistemas envolvidos e na formulação de estratégias terapêuticas.

níveis de uréia sangüínea e fração de excreção de sódio. Copyright © 2001 IDS . glicemia.a técnica mais empregada é de captura de anticorpos IgM por ELISA. testes de função renal: albuminúria. MAC ELISA é o de maior emprego) . testes de coagulação. Entre os exames específicos estão a detecção de antígeno viral (de difícil realização).e o diagnóstico histopatológico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .séricas. medida de anticorpos IgM. gasimetria arterial. produtos de degradação do fibrinogênio e plaquetas. eletrólitos séricos. níveis de bilirrubinas. como tempo de protrombina. fosfatase alcalina. equilíbrio ácidobásico e eletrolítico: pH. tempo de tromboplastina tecidual ativada. creatinina sérica.

e adicionar bicarbonato de sódio quando houver acidose metabólica. Prevenção É importante enfatizar que há vacina eficaz contra a FA que. continente africano. onde pode haver a necessidade de diálise. A febre amarela. mantém imunidade por pelo menos 10 anos. Em fase inicial. Para o dengue. meio a meio. quando evolui em sua forma completa. precisa de abordagem diferenciada em unidade de terapia intensiva. Devemos monitorizar a taxa de hematócrito e manternos atentos para a possibilidade de hiperhidratação. monitorização hemodinâmica e cuidados com as diversas alterações decorrentes do processo patogenético.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nenhuma das duas doenças tem tratamento específico. O tratamento do dengue hemorrágico deve visar primordialmente a reposição das perdas de eletrólitos e de plasma (soro). em dose única. A vacina está indicada para todos que viajam para regiões Centro-Oeste ou Norte do Brasil. que pode ocorrer com a rápida interrupção do processo patogenético. ou quando o hematócrito continuar subindo a despeito da hidratação oral. procurando manter o hematócrito em níveis normais. é necessário repor o sangue perdido. Em caso de hemorragia. devemos iniciar hidratação parenteral com solução fisiológica e solução glicosada a 5%. e reabsorção do líquido do extra para o intravascular. tratamento paliativo com analgésicos (evitar salicilatos) é a única medida aconselhada. ou mesmo para aqueles que . quando o paciente apresentar vômitos. a hidratação deve ser por via oral. 1.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .vão para regiões onde estiverem ocorrendo epidemias da doença. A vacina deve ser aplicada pelo menos oito dias antes da viagem. Copyright © 2001 IDS .

Em ambos os casos. eletrólitos.). sangue etc.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ao ser encaminhado. deve estar recebendo reposição das perdas (líquido. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O dengue na forma hemorrágica e a febre amarela necessitam de encaminhamento urgente assim que se fizer a suspeita diagnóstica devido ao potencial risco para a vida do paciente. o paciente.

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Tropical Infectious Diseases. Manual de Dengue: Vigilância Epidemiológica e Atenção ao Doente. Dengue haemorrhagic fever: diagnosis. Dengue and Dengue Hemorrhagic Fever. Ministério da Saúde. Microbiol. 1995. Copyright © 2001 IDS . In: Guerrant.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Pg. 1986. Churchill Livingstone. Fundação Nacional da Saúde. treatment and control. eds. 1265-1274. Yellow fever. Ministério da Saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gubler DJ. 1999. Reviews. World Health Organization. 11:480. Monath TP. Walker & Weller. Geneve.1998. World Health Organization. Clin. Brasília.

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São indispensáveis no seguimento sorológico dos doentes. porém inespecíficas. infecções. Positivam-se a partir da terceira semana do aparecimento do cancro. Reações antitreponêmicas: FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption). com características do T. colagenoses. lúpus eritematoso sistêmico. A positividade com IgM permite fazer o diagnóstico de infecção aguda no recém-nascido e não simples transferência passiva transplacentária de anticorpos maternos. pallidum. As reações específicas com anticorpos antiIgM são úteis no diagnóstico da sífilis congênita. medicamentos e transfusões). Entretanto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Sífilis Pesquisa direta em campo escuro: o encontro de microrganismos espiralados. títulos altos costumam dever-se à sífilis. Tornam-se positivas em torno da segunda a quarta semanas do aparecimento do cancro. Podem ser positivas em outras doenças (síndrome antifosfolipídica. Reações sorológicas inespecíficas antilipídicas: VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e RPR (Rapid Plasma Reagin) são de fácil execução. confirma o diagnóstico de cancro duro. Necessitam de confirmação através das provas específicas antitreponêmicas. porém a sensibilidade do teste não é boa o . hepatite crônica. TPHA (Treponema pallidum haemaglutination) e ELISA (teste imunoenzimático) são reações específicas que detectam anticorpos da classe IgG (imunoglobulina G). pois são quantificáveis. vacinações. Cura ou recaída e reinfecção evidenciam-se através da queda ou elevação dos títulos.

aos pares ou formando cadeias em esfregaço da ulceração. Estudos sorológicos estão indicados nos casos suspeitos de primoinfecção e em inquéritos epidemiológicos. raramente. como por exemplo. Trichomonas e cândida são evidenciadas pelo exame direto. pode ocorrer. em esfregaços.5 dias Uretrites Não Gonocócicas A confirmação da infecção por clamídia se dá pelo achado. Cancro Mole Bacterioscopia: O encontro de bacilos gram-negativos. de pequeno número de células inflamatórias e ausência de gonococos e outros microrganismos. Positividade para o VDRL indica neurossífilis associado ou não à elevação das proteínas e/ou celularidade liquórica. em cerca de 40% dos doentes. nos núcleos dos leucócitos polimorfonucleares. corados habitualmente pelo Leishman ou Giemsa (método de Tzanck). e em 25% dos doentes.suficiente. Podese confirmar o diagnóstico pela cultura em meio de Thayer-Martin. com crescimento do gonococo em 2 . . Por vezes. primária e secundária. pode ser necessário o exame histopatológico para confirmação diagnóstica. pleiocitose e alteração das proteínas liquóricas. Gonorréia O diagnóstico é confirmado pelo encontro de diplococos gram-negativos. A demonstração do vírus através de microscopia eletrônica e cultura. O exame citológico de esfregaços de lesão. pode elucidar casos difíceis. história prévia de infecção pelo HSV. demonstrandose células gigantes multinucleadas características do efeito citopático desse grupo de vírus. Herpes Genital O diagnóstico é clínico. Candida e micoplasma crescem em culturas com meios adequados. O vírus do herpes e citomegálico são considerados como agentes etiológicos em face dos exames negativos e outros comemorativos. o VDRL ou o FTA-Abs tornam-se positivos. podendo resultar em elevado percentual de falso-positivo ou falso-negativo. confirma o diagnóstico. Líquor: na sífilis recente. em esfregaço da secreção purulenta corado pelo gram. faz-se necessária. Condiloma Acuminado O diagnóstico é clinico. intra ou extracelular.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

000 UI. repetindo a mesma dose uma semana depois. dose única. dose única.000 UI. 2. para se evitar o uso de medicamentos menos eficazes ou com maiores possibilidades de efeitos adversos.gov. 2.400.000 UI.000 UI.br/ assistencia/manualcontroledst.400.aids. sendo a dose total igual a 4. três doses com intervalo de uma semana.000 UI. 500 mg 6/6 .200. Sífilis Terciária ou Tardia Latente ou com duração ignorada Penicilina G benzatina. 2. sendo a dose total igual a 7.pdf) Doentes alérgicos à penicilina: O medicamento de primeira escolha para o tratamento de todas as formas de sífilis é a penicilina. Sífilis Secundária e Latente Recente Penicilina G benzatina. O relato de alergia deve ser muito bem avaliado.400. intramuscular. Tetraciclina ou eritromicina (estearato ou etilsuccinato): para a sífilis recente. intramuscular.800. intramuscular. Sífilis Congênita (consultar orientação do Ministério da Saúde em http://www.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Sífilis Sífilis Primária (cancro dura) Penicilina G benzatina.

podem ser tratadas com estearato de eritromicina 500 mg via oral a cada 6 horas por um período de quinze dias (sífilis recente) e trinta dias (sífilis tardia). 1000 mg VO. 500mg VO. dose única. Azitromicina. Na sífilis recente. Trata-se com ácido acetilsalicílico (AAS). 8/8 horas. indicando necessidade de tratamento. a negativação sorológica é realizada habitualmente em seis a nove meses e na sífilis tardia em torno do segundo ano. 6/6 horas. contra-indicada para gestantes e nutrizes. Cancro Mole Sulfametoxazol-trimetoprima: 800mg-160mg VO. Seguimento pós-tratamento: Reações sorológicas a cada três meses por dois anos. representando cicatriz sorológica. . VO. Tetraciclina: 500 mg VO. por 15 dias. Brasília. por 30 dias. uma vez que não houve tratamento do feto . por 15 dias. usar eritromicina ajustada para a idade. para a sífilis tardia. MS. 12/12 horas por 10 dias.sendo obrigatório o tratamento da criança após o nascimento.até o momento se reconhece apenas a penicilina como passível de transferência por via placentária . Gonorréia Tetraciclina.10 dias. 500 mg VO. É importante afastar sífilis e co-infecção pelo HIV. podendo-se fazer uso de creme com antibiótico. A limpeza local da(s) lesão(ões) é recomendada. CN DST/AIDS. 6/6 horas por 7 . 500 mg 6/6 horas. É importante frisar que a ocorrência dessa reação não se deve a alergia medicamentosa e que não contra-indica ou implica suspensão do tratamento. As reações sorológicas lipídicas ou inespecíficas (VDRL / RPR) são as primeiras a apresentar quedas dos títulos e a negativar. esvaziá-la por punção. 6/6 horas. Se necessário.horas. Tianfenicol. A drenagem da adenite é contra-indicada. Entretanto. Gestantes com história comprovada de alergia a penicilina (ver Manual de Alergia a Penicilina. por 7 dias. essa gestante não será considerada tratada para fins de transmissão fetal. Crianças abaixo de 12 anos. Na impossibilidade.uma a 12 horas antes do tratamento antimicrobiano. Pode ser prevenida ou diminuída com administração de corticóide . Eritromicina (estearato): 500 mg VO. mal-estar geral e febre que pode ocorrer após algumas horas da administração da primeira dose de tratamento. Elevação de quatro vezes ou mais em relação ao último exame significa reinfecção.0 g VO dose única. via oral (VO). por 5 dias ou 5. Pacientes com persistência de anticorpos em títulos baixos após dois anos e exame de líquido cefaloraquidiano normal são considerados curados. 1999) devem ser dessenbilizadas imediatamente tratadas com penicilina. Reação ao tratamento: Reação de Jarisch-Herxheimer é síndrome clínica com exacerbação das lesões cutâneas. Doxiciclina: 100 mg 12/12 horas pode substituir a tetraciclina.

Valaciclovir: 500 mg VO. omitindo-se tomadas noturnas.10 dias. . 7 dias. Eritromicina. número de lesões e local acometido. por 7 . Em caso de recidiva ou persistência do corrimento tratar com Eritromicina (estearato) 500 mg VO 6/6 horas por sete dias mais metronidazole 2. 12/12 horas por 7 . 12/ 12 hs. Famciclovir: 125 mg VO. dose única.idem para clamídia. por 7 . com intervalos de 4 horas. Ciprofloxacina ou ofloxacina.idem para gonorréia.10 dias. 12/12 horas.10 dias.400 mg VO.10 dias. Aciclovir: 200 mg VO. Azitromicina: 1g via oral (VO). 400 mg VO. doxiciclina e eritromicina .Doxiciclina. 5 vezes ao dia. ou Aciclovir. uso tópico. 5 vezes ao dia. 5 dias. Tianfenicol 2. Herpes Genital Recorrente: aciclovir a 5% em creme. por 7 .idem para gonorréia. Herpes dos Imunossuprimidos: aciclovir. azitromicina . 5 dias. 250 mg. cada 8 horas. intramuscular (IM). 200 . omitindo-se tomadas noturnas. doxiciclina e oxofloxacina . 5 dias. Ureaplasma: tetraciclina. 6/6 horas. 500 mg via oral (VO). Condiloma Acuminado É feito na dependência do tipo clínico. por 7 . 500 mg VO. Ceftriaxone.0 g VO dose única.10 dias. 5 mg/Kg endovenosa (EV). dose única. Uretrites Não Gonocócicas Clamídia: tetraciclina. dose única. com intervalos de 4 horas. Herpes Genital Primoinfecção Herpética Importante: aciclovir.5 g VO dose única. 100 mg VO. Abstinência sexual durante o período de tratamento.

no máximo por 16 semanas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . fulguração ou crioterapia: Usados apenas em consultório por profissional experimentado.10 horas. Copyright © 2001 IDS . retirando pela manhã. eletrocoagulação. Ácido tricloroacético 90%: usado apenas em consultório por profissional experiente.5% em solução ou gel: aplicar 2 vezes ao dia por 3 dias seguidos.Podofilotoxina a 0. Podofilina 10 . 3 vezes por semana. Total de 4 a 6 ciclos.25% em tintura de benjoin: usado apenas em consultório por profissional experiente. retirar após 4 . Imiquimod: aplicar ao deitar. conforme a tolerância. 3 vezes por semana. excisão cirúrgica com sutura: não está indicada pela possibilidade de implantação de novas verrugas nos pontos de sutura. semanalmente. por várias semanas. 5-fluorouracil 5% em creme: aplicar 1 vez ao dia.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Sífilis Sífilis congênita é doença de notificação compulsória. com freqüência. Gonorréia Casos com possíveis complicações associadas à gonorréia devem ser encaminhados ao urologista ou ginecologista. Condiloma Acuminado . Uretrites Não Gonocócicas O diagnóstico de uretrite não-gonocócica e sua etiologia são difíceis na maioria dos casos. porque somente com a informação adequada pode-se planejar as ações adequadas. Notifique os casos de sífilis adquirida ao serviço de vigilância epidemiológica do município/ estado. necessário o encaminhamento ao urologista. Devem ser encaminhados aos respectivos especialistas os casos de sífilis terciária. sendo.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . de casos suspeitos.Para realização de peniscopia. com ou sem biópsia.

Guia de bolso. Eisen. Rivitti editores. . Centro Nacional de Epidemiologia editores. Katz. parceiros dos indivíduos com doenças sexualmente transmissíveis. Austen. Fitzpatrick's Dermatology in General Medicie. q recrutar para exame. 1999. Fitzpatrick editors. Primeira edição. ou orientar encaminhamento adequado. Goldsmith. Wolff. Dermatologia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Sexually transmited diseases in Freedberg. Gonorréia. Cancro mole. Fundação Nacional de Saúde. q estar capacitado para triar os casos que necessitem abordagem diagnóstica ou terapêutica mais especializada. Segunda edição. Fifth edition Sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis in Sampaio. q tratar das suas manifestações características. Sífilis. Doenças infecciosas e parasitárias. Herpes simples e Infecção pelo papilomavírus humano in Ministério da Saúde. 2000. O leitor deverá: q reconhecer as principais doenças sexualmente transmissíveis do ponto de vista do diagnóstico clínico e laboratorial.

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devendo essa última ser reservada para situações especiais. A ultra-sonografia e a endoscopia digestiva alta são exames subsidiários importantes. gama glutamil-transferase e fosfatase alcalina). como o de Hoffman. sobretudo da mucosa retal. Os exames inespecíficos não revelam alterações características nas formas crônicas da doença: as enzimas hepáticas (transaminases. o ecocardiograma. à biópsia retal. decorrentes da ruptura de varizes esofagianas. o mesmo podendo ser dito com relação às reações sorológicas. Os métodos de exame de fezes mais apropriados são os de sedimentação. fato importante por permitir avaliação da carga parasitária. na avaliação da hipertensão portal e suas conseqüências. A intradermorreação com esquistossomina tem importância epidemiológica. revelando hipertrofia das câmaras cardíacas direitas e do tronco da artéria . a técnica de Kato-Katz tem a vantagem de permitir a contagem de ovos. Da mesma forma. A realização de cinco análises de fezes parece ser superior. Nas formas pulmonares. em termos de eficácia diagnóstica. não costumam estar alteradas de maneira importante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da esquistossomose baseia-se no encontro de ovos do parasita seja em exame parasitológico de fezes ou em exames histopatológicos. A positividade do exame de fezes se dá a partir de 30-35 dias a partir da infecção. observa-se proteinúria em casos de comprometimento renal. exceto em situações já citadas de dano hepático por outras infecções associadas ou após sangramentos intensos. revelando retificação ou abaulamento do arco médio. podendo ser negativo nos primeiros dias das manifestações clínicas da forma aguda. a realização de radiografia de tórax.

são igualmente relevantes. para planejamento de derivações da circulação portal.pulmonar. assinalando sobrecarga de câmaras direitas. são reservados a avaliações pré-operatórias.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . e o eletrocardiograma. Procedimentos de maior complexidade. como esplenoportografia e arteriografias. Copyright © 2001 IDS .

5 a 15 mg/kg de peso para adultos e 20 mg/kg para crianças (idade inferior a 15 anos). em dose única de 12. também por via oral. Cuidado especial deve ser tomado com pacientes convulsivos não controlados. Está indicada em todos os casos parasitologicamente ativos. tontura e náuseas nas primeiras horas após a ingesta. o fármaco de escolha é o oxamniquine. a intervalos mensais. pois o fármaco poderá desencadear crises convulsivas. ainda que parcial. Tratamento cirúrgico para alívio da hipertensão portal pode ser indicado em alguns casos. que tem por objetivo a erradicação dos vermes adultos. Alternativamente pode ser utilizado o praziquantel. No Brasil. mesmo nas formas mais graves da doença. sendo o primeiro deles feito de 45 a 60 dias após o tratamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da esquistossomose baseia-se na quimioterapia. visto que pode haver regressão. O controle de cura pode ser realizado pela realização de seis exames de fezes. das alterações hepáticas e da circulação portal. sendo mais comuns relatos de sonolência. que deve ser administrado por via oral. bem como a escleroterapia endoscópica das varizes esofagianas. em dose única de 50 a 60 mg/kg de peso. . Trata-se de medicamento bem tolerado. Ambos os fármacos não devem ser administrados a mulheres grávidas e nutrizes.

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estando os medicamentos disponíveis na rede pública de serviços de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . para acompanhamento. sobretudo aquelas com hipertensão portal. Copyright © 2001 IDS . devem ser encaminhadas a serviços especializados. As formas graves.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As formas leves da doença podem ser tratadas em regime ambulatorial.

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Cunha. A. R.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A.. 31 (supl II): 61-74. Prata. S. 1996. Esquistossomose mansônica: aspectos epidemiológicos e de controle. Focaccia. 1998. Rev Soc Bras Med Trop. S. A. Esquistossomose mansoni in Veronesi. D.SP.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Passos. C. 1970 (435 págs). Sarvier-EDUSP. R. Tratado de Infectologia. R. Amaral. Copyright © 2001 IDS .. Esquistossomose mansoni. Atheneu.

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perpendicularmente à pele.seguida da dolorosa e tátil. Nos testes completos ocorrerá na . tocando levemente o ponto a ser testado com a ponta da caneta. Sensibilidade tátil: escorrega-se levemente uma mecha fina de algodão caminhando da pele sã para a pele lesada . solicitando ao paciente que responda quando sentir diferença no tato. Depositam-se gotas de solução milesimal de histamina na área suspeita e pele normal e faz-se uma puntura com agulha. Existem técnicas de fácil aplicação que permitem pesquisar a sensibilidade nas áreas supostamente acometidas ou que meçam indiretamente a integridade dos ramúsculos nervosos periféricos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As manifestações cutâneas associadas ao comprometimento neurológico são fatores essenciais no diagnóstico clínico precoce da doença.: lembrar que a primeira a se alterar é a sensibilidade térmica . Os tubos e os chumaços são encostados na pele sã e acometida alternadamente para testar a hipoestesia. Sensibilidade térmica: é pesquisada utilizando-se dois tubos de ensaio contendo água fria e quente ou chumaços de algodão seco e embebido no éter. Sensibilidade dolorosa: utiliza-se uma caneta esferográfica de ponta grossa. Obs. Prova da histamina: baseia-se na dilatação dos capilares induzida pela histamina quando há integridade nervosa.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . secundário e pápula).pele a tríplice reação de Lewis (eritema primário. nos incompletos a segunda fase (eritema secundário) está ausente. Copyright © 2001 IDS .

14 anos Adultos 6 meses 300mg/mês-S 50mg/sem-A 100mg/mês-S 100mg/sem-A 12 meses Multibacilar anos 0-5 . Poliquimioterapia Forma Idade Adultos Paucibacilar anos Rifampicina 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S 300-450mg/ mês-S 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S DDS 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A 50100mg/ dia-A 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A Clofazimina Duração 0-5 6 .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A duração e o esquema de tratamento de poliquimioterapia são recomendados pela Organização Mundial de Saúde.

em intervalo de 6 meses cada.6 .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Reação do tipo II . Na impossibilidade de seu uso. orquite ou acometimento renal preconiza-se a prednisona 1mg/Kg/dia (VO). quando coexistir comprometimento neural grave.14 anos S= Supervisionada A= Auto-administrada sem= semana 300-450mg/ mês-S 50100mg/ dia-A 150-200mg/ mês-S 150mg/sem-A Estados reacionais: Reação do tipo I .Talidomida 100 . devem receber imunoterapia profilática com duas doses de BCG intradérmico.400mg/dia (VO) até remissão do quadro (proibido por lei em gestantes e mulheres em idade fértil).prednisona 1mg/Kg/dia (VO)até melhora clínica. Copyright © 2001 IDS . Os contatantes dos doentes.

Casos suspeitos devem ser diagnosticados e tratados nas unidades básicas de saúde. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A hanseníase é doença de notificação compulsória.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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1a Ed. Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária.. Talhari. Gráfica Tropical. Livraria Atheneu Editora.: Manual de Dermatologia. Guia de Controle da Hanseníase. 3a Ed. Neves.. Festa Neto. Fundação Nacional de Saúde. 1990. C.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cucé. Ministério da Saúde. S.. L. R.: Hanseníase.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Centro Nacional de Epidemiologia .. 1994. 1997.G. Copyright © 2001 IDS .C. Brasília.. 2a Ed.

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porém nem sempre há icterícia e colúria. 2) Hepatite B a) Sorologia A presença do AgHBs indica um estado de portador crônico ou um quadro agudo. O anti-HBc total marca o contato com o vírus. Surge cerca de 6 semanas após a infecção. enquanto o anti-VHA IgG indica infecção prévia e imunidade contra o vírus. porém pode estar presente durante a exacerbação de formas crônicas. as aminotransferases estão elevadas. Exames gerais Nas hepatites virais. Específicos 1) Hepatite A O diagnóstico pode ser estabelecido pela pesquisa do anticorpo específico (anti-VHA). Se for da classe IgM. se presentes. O antiVHA IgM confirma o diagnóstico de fase aguda. representa um quadro agudo. A diminuição da atividade da protrombina e dos níveis de albumina. indicam insuficiência hepática. o que torna o diagnóstico laboratorial de importância tanto clínica como epidemiológica. As bilirrubinas e as enzimas canaliculares fosfatase alcalina e gamaglutamil transferase podem estar aumentadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico clínico da hepatite é relativamente simples. O anti-HBc IgG pode indicar tanto uma exposição passada (se o AgHBs .

3) Hepatite D A positividade do anti-delta IgM geralmente significa infecção delta crônica e a do anti-delta IgG. enquanto a soroconversão para o anti-HBe indica geralmente uma parada da replicação viral. que é a mais sensível. O AgHBe é um marcador de replicação viral.estiver negativo) ou uma forma crônica (se o AgHBs for positivo). A presença do anti-HBs significa imunidade. A especificidade pode ser confirmada com a utilização de um teste confirmatório. Esses testes não são capazes de diferenciar infecção aguda. o anti-VHC pode não ser detectado. pela técnica de PCR. Na hepatite crônica. Todavia. qualitativa ou quantitativa (carga viral). é útil tanto para confirmar o diagnóstico quanto para a monitorização do tratamento. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 5) Hepatite E O diagnóstico é feito por sorologia específica. A determinação do RNA viral. particularmente quando há dúvida no diagnóstico. seja naturalmente adquirida ou conferida pela vacinação. Biópsia hepática Excepcionalmente indicada na hepatite aguda somente quando há dúvida no diagnóstico. No entanto. essa regra freqüentemente apresenta exceções. nas fases iniciais da infecção aguda e nos imunodeprimidos. branched-DNA (b-DNA) ou PCR. 4) Hepatite C A pesquisa do anti-VHC por Elisa é o procedimento mais empregado para o diagnóstico. geralmente o RIBA (recombinant immoblot assay). crônica ou prévia. é recomendável antes do tratamento para avaliar o estadiamento. b) Pesquisa do DNA viral Pode ser realizada pelas técnicas de hibridização. infecção passada. porém a maior parte dos laboratórios não a realiza rotineiramente. É encontrado nas formas agudas e crônicas.

É recomendada para usuários de drogas injetáveis e para homens homossexuais. Os candidatos a recebê-la são as pessoas que tiveram contato íntimo ou sexual com portadores de hepatite A.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nas hepatites. que diferem pelo intervalo entre as doses (2. 4 ou 8 semanas). .É administrada em 2 doses. a recomendação é respeitar as precauções universais para evitar contato com sangue e secreções corporais. Para as demais formas de hepatites virais. Há vários esquemas.a imunoglobulina humana deve ser administrada na dose de 0. b) Vacinação .02 ml/kg de peso por via intramuscular até 2 semanas após a exposição ao vírus. Medidas específicas para prevenção estão disponíveis contra os vírus A e B. embora o benefício persista por 3 a 6 meses. Embora a vacina tenha sido licenciada para uso em crianças acima de 2 anos de idade. a vacinação rotineira é recomendada somente em comunidades com surtos freqüentes da doença. em caso de surtos em grupos de pessoas com esse comportamento. o conhecimento do tratamento específico com medicamentos antivirais deve ser superado pela capacidade em prescrever e aplicar a imunização. 1) Imunização contra o VHA a) Imunização passiva . Portadores de hepatopatias crônicas apresentam um risco aumentado de insuficiência hepática aguda grave se forem infectados pelo VHA. indicando-se também a vacinação. É uma proteção eficaz (cerca de 85% dos casos).

b) Imunização ativa . pacientes em hemodiálise. As doses efetivas são de 250 a 500 UI (200 UI para o recémnascido) por via intramuscular. é mais seguro internar o paciente. Na hepatite B e D. É usada também para profilaxia. o tratamento inicial recomendado é a associação do interferon com a ribavirina. Os pacientes e seus familiares devem ser instruídos em relação às formas de contágio e às medidas de higiene necessárias. em recém-nascidos cujas mães são portadoras de hepatite B. 4. preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida.5 ml para crianças abaixo de 12 anos. pacientes que necessitam receber hemoderivados (hemofílicos por exemplo) e após exposição a sangue contaminado (juntamente com a globulina hiperimune).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Tratamento das hepatites agudas O tratamento das hepatites agudas é de suporte e pode ser realizado ambulatorialmente ou no domicílio do paciente. usuários de drogas injetáveis.a vacina recombinante atualmente comercializada é altamente eficaz e segura. 3. recém-nascidos de mães com VHB (juntamente com a globulina hiperimune). Deve-se ainda fornecer orientação quanto à proibição do uso de álcool e de drogas potencialmente hepatotóxicas. Outros esquemas de vacinação com intervalos e doses menores por via intradérmica foram descritos. Tratamento das hepatites crônicas O tratamento envolve a administração de drogas antivirais. na dose de 1 ml (20 microgramas) para adultos e 0. A globulina deve ser administrada até 48 horas após a exposição e repetida após um mês. contatos de pacientes com VHB (por exemplo. A resposta é considerada adequada quando se detectam títulos do anti-HBs acima de 10 mUI/ml pelo teste de Elisa. deve-se fracionar a aplicação em 2 áreas diferentes. um e seis meses. no deltóide. Não são necessárias dietas especiais ou repouso absoluto. Quando há sinais e sintomas de insuficiência hepática. o interferon recombinante alfa é o medicamento mais utilizado. Na hepatite C. A aplicação é realizada por via intramuscular. porém são menos utilizados. A vacinação de rotina é recomendada em áreas com alta prevalência da hepatite B e nas seguintes situações de risco aumentado: pessoal da área de saúde envolvido no cuidado de portadores do VHB.a gamaglobulina hiperimune contra o AgHBs é recomendada em situações de alto risco de adquirir a hepatite B como quando sangue contaminado é inoculado ou atinge mucosas ou conjuntiva.2) Imunização contra o VHB a) Imunização passiva . Se a dose ultrapassar 5 ml. Casos selecionados de hepatite B poderão ser tratados com lamivudina. O intervalo entre as doses geralmente é de zero. Os pacientes com vômitos freqüentes e desidratação podem necessitar de hospitalização. cônjuge). Todos os casos devem ser encaminhados para ambulatório específico. Copyright © 2001 IDS .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os casos de hepatite crônica. recomenda-se fortemente o encaminhamento para um centro de referência. devem ser encaminhados eletivamente para avaliação e tratamento em serviços médicos especializados. uma vez que a recuperação espontânea ocorre na menor parte dos pacientes e a mortalidade é muito elevada. Todos os casos de hepatite fulminante devem ser internados imediatamente e transferidos com urgência para avaliação quanto à possibilidade de transplante hepático. Copyright © 2001 IDS . .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Se houver piora da função hepática. pela complexidade do seu tratamento.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Comprehensive Clinical Hepatology. Philadelphia. 2000 Copyright © 2001 IDS . Lake JR. Harcourt Publishers Limited. Churchill Livingstone.1998. Londres. 1999. LippincottRaven. 2a edição. Sorrel MF (eds). Schiff ER. Thomas HC (eds). Londres. 8a edição. Howdle PD (eds).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Zuckerman AJ.Viral Hepatitis. O´Grady JG. Schiff´s Diseases of the Liver.

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EMJH ou por sorologia positiva em paciente com quadro clínico compatível. No Brasil. Stuart. As transaminases elevam-se pouco (geralmente os valores estão abaixo de 100 UI) e os valores de bilirrubinas podem chegar a níveis bastante elevados. de acordo com as normas da vigilância epidemiológica da leptospirose. desde que o paciente se enquadre na definição de "caso suspeito". líquor ou urina em meio de cultura apropriado. freqüentemente com neutrofilia e desvio para esquerda. plaquetopenia e leucocitose. Para confirmação sorológica é preciso um aumento ³ 4 vezes nos títulos de anticorpos entre a fase de doença aguda e a fase de convalescença (após duas semanas) quando utilizada a reação de microaglutinação microscópica. A revisão do Guia de Vigilância Epidemiológica do ano de 2000 preconiza a reação de macroaglutinação reagente como teste confirmatório. de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. Quando disponível. porém esta reação é de positividade tardia e raramente dá resultado positivo antes do final da segunda semana de doença.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diagnóstico laboratorial O diagnóstico definitivo é feito por meio do isolamento da leptospira do sangue. principalmente às . Tal reação é bastante sensível e permite o diagnóstico mais precoce. como os meios de Fletcher. tem-se empregado a reação soroaglutinação macroscópica como teste de triagem e a soroaglutinação microscópica para confirmação e determinação do sorogrupo envolvido. O hemograma pode mostrar anemia. pode ser utilizada a reação de ELISA com pesquisa de anticorpos da classe IgM e IgG. Outros exames laboratoriais auxiliam no diagnóstico da doença.

febre amarela. hepatite alcoólica. pode ocorrer hipocalemia. colangites e colecistites e com a dengue hemorrágica. O exame de urina pode mostrar leucocitúria. o diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com a septicemia por bacilo Gram-negativo. falciparum. ao contrário de outras causas de insuficiência renal aguda.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . forma ictérica da febre tifóide. Diagnóstico diferencial Na forma anictérica.custas da bilirrubina direta. Os níveis de uréia e creatinina podem estar bastante elevados e tipicamente. Copyright © 2001 IDS . a leptospirose pode ser confundida com a gripe. geralmente benignas e autolimitadas. malária por P. Na forma grave ou síndrome de Weil. que cursam com cefaléia. febre e dores musculares. hepatites virais graves. hematúria. muito similares à síndrome hemorrágica pelo Hantavirus. sem icterícia e com evolução para insuficiência respiratória grave. dengue e outras doenças virais. O comprometimento meníngeo pode se expressar de forma clínica e laboratorial bastante parecida com as meningites linfomonocitárias benignas. infecção bacteriana aguda em hepatopatas crônicos. proteinúria e cilindrúria. Vale lembrar que têm sido relatados alguns casos com comprometimento pulmonar com pneumonite hemorrágica.

o antibiótico recomendado é a penicilina G . porém medidas gerais de saneamento básico. diálise e ventilação mecânica podem ser necessários. de 4/4 horas. por cinco a sete dias. via oral. como a implementação de boas condições de habitação. ao entrar em contato com coleções de água. Recomenda-se também orientar a população para evitar atividades recreacionais em locais com possibilidade de contaminação.1 a 2 milhões de unidades. por 7 a 10 dias. Para os pacientes que estiveram em situações de risco de infecção. Prevenção e controle A prevenção da leptospirose é dificultada pela impossibilidade de se eliminar os roedores urbanos. procurando usar botas e luvas de borracha. por via endovenosa. coleta e destino adequado do lixo e campanhas educacionais para esclarecimento da população sobre o modo de contágio e as manifestações clínicas da doença. o tratamento pode ser feito com doxiciclina 100 mg de 12/12 horas ou amoxicilina 500 mg de 8/8 horas. e para que utilize calçados adequados em locais de pescarias e caçadas. transfusão de sangue e/ou plaquetas. Deve-se orientar a população para que utilize medidas protetoras nos períodos de enchentes. pode-se utilizar . canalização de córregos. Hidratação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para casos leves. Nos casos moderados ou graves. tais como natação em lagos e pequenos rios. A terapia de suporte é fundamental para os casos graves. podem diminuir a ocorrência de casos humanos.

e a dose de 200 mg. durante todo o período de exposição. As vacinas disponíveis são utilizadas para imunização animal. em nosso meio. Recomenda-se a dose de 100 mg. pois tem se mostrado eficaz na proteção de indivíduos expostos. durante sete dias. por via oral. A vacinação de animais domésticos é uma medida viável. via oral. A imunidade na leptospirose é soro específica. Não existe. vacina disponível para aplicação em humanos. A doxiciclina é o antibiótico mais recomendado. para aqueles que estão sob risco de infecção. uma vez por semana. adequada e eficiente de proteção a eles.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . duas vezes ao dia.antibiótico profilático. Copyright © 2001 IDS .

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos de leptospirose de forma anictérica pode ser acompanhada em ambulatório. assistência em unidade de terapia intensiva. Todos os casos da forma ictérica ou insuficiência renal (creatinina elevada) devem ser encaminhados para hospital de referência para internação. e sempre que necessário.

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. & Amato Neto. A. Martins. Rio de Janeiro. & Amato Neto. Leptospirose. Marangoni. Brasília. Rev. 1999.. Guia de vigilância epidemiológica. immunohistochemical. Brito. Nicodemo. E.C.Guia de bolso. Focaccia. 1989. Capítulo 5. Medeiros. 32: 252-259.I. Med.. C. Del Negro. Duarte. 1990. TMPP.. M. 1999-2000. 56: 181-7. Trop. Alves. Santos. 987-1003. A. Rio de Janeiro. Tratado de Infectologia.. G. Trop. A. 1997.Doenças infecciosas e parasitárias . Inst.. . 98-104.T. Veronesi. G.C. & Nicodemo. In: Veronesi. Atheneu. p. Ministério da Saúde. V. Rev. Alterações hematológicas na leptospirose. D. Thrombocytopenia and leptospirosis. Diament. São Paulo. FSV. and ultrastructural features related to thrombocytopenia. 127-128. T de. Doenças infecciosas: conduta diagnóstica e terapêutica. 9a edição..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Lomar. R.L.A. Brasília.C. Nicodemo. N. Inst. Castiñeiras. Leptospiroses. Nicodemo. DV. Editora. 31:71-9. V. Del Negro. Fundação Nacional de Saúde. S. Leptospirose. R.. R.Paulo. Am J trop Med Hyg. p. In: Schechter. AV. Lung lesions in human leptospirosis: microscopic. Fundação Nacional de Saúde .F. M. Takakura.18. Guanabara-Koogan. V. 1994. p. R. 4a edição. 1997. Med.

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tem se mostrado como muito promissora pela maior sensibilidade obtida. na malária não complicada.é a observação do parasito por hemoscopia. mais freqüentemente. as alterações laboratoriais estão na dependência do órgão (sistema) mais envolvido.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Exames laboratoriais a. Tentativas de melhorar o diagnóstico direto têm sido feitas. Não é de utilidade prática para diagnóstico de doença. geralmente por punção digital. Os métodos tradicionalmente empregados para tal fim são a gota espessa e o esfregaço. sendo que a técnica do QBC (quantitative buffy coat). Indireto . ou para diagnóstico de infecção ou. Nos casos graves. de comprometimento sistêmico múltiplo. São métodos de realização simples. b. Direto . que necessitam apenas de lâmina onde se coloca uma gota de sangue.consiste na demonstração da presença de anticorpos específicos contra plasmódio no soro de indivíduos. . que emprega capilar e coloração com acridina orange. Inespecífico: poucas são as alterações observadas aos exames complementares. para inquéritos sorológicos ou ainda com intuito de triagem de doadores de sangue. Específico: consiste na identificação do parasito ou de anticorpos no sangue periférico.

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b.5 mg/kg/dia (30 mg para adultos). ocasionando recaídas. ou 0. falciparum. devemos ficar atentos para a possibilidade maior de complicações. A dose de 4aminoquinoleínicos empregada é de 25 mg/kg de peso divididos em quatro tomadas: 10 mg/ kg no início.25 mg/kg/dia (15 mg para adultos). 5 mg/kg 6. durante 14 dias seguidos. durante sete dias. não devendo ser administrada em crianças pequenas (menores que seis meses) e gestantes. 24 e 48 horas após. necessitamos de medicamentos que atuem tanto na fase eritrocítica como na pré-eritrocítica. É necessário destacar a possibilidade de falha terapêutica a despeito do esquema completo de primaquina (8 a 24% em nosso meio). Malária por Plasmodium vivax Para este tipo de infecção. A dose recomendada de primaquina é de 0. Malária por Plasmodium falciparum Quando nos deparamos com um caso de malária por P. As 4-aminoquinoleínas (cloroquina e amodiaquina) são as drogas de escolha para tratar a fase eritrocítica do P. . vivax. O único medicamento que atua na fase exoeritrocítica é a primaquina. principalmente entre primoinfectados. A primaquina é tóxica para a medula óssea.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento a.

até o paciente poder receber medicamento por via oral. B) malária grave . por via venosa.Com intuito didático e para melhor uniformizar este item. é fundamental controlar as complicações. e clindamicina. por via intramuscular. Tratamento etiológico: os esquemas que produzem negativação mais rápida da parasitemia são aqueles com os derivados da artemisinina. Copyright © 2001 IDS . a. na dose de 1 mg/kg nos momentos 0. dificultando sua utilização. até que se extinga o processo de hipercatabolismo da malária com o paciente retornando a seu estado de normalidade. por via venosa. não raramente. se possível em unidades de tratamento intensivo. O artesunato. sendo prática fazer tratamento seqüencial com outra droga por via oral (por exemplo.6 mg a cada 12 horas no primeiro dia e a cada 24 horas a partir daí até o quinto dia.duas são as alternativas utilizadas para tratar malária por P. Conduta de manutenção: simultaneamente à condução do tratamento etiológico.ao lado da necessidade de rápida negativação do parasitemia. na dose de 30 mg/kg/ dia (divididos em três doses). necessitamos monitorizar as complicações existentes e cuidar delas. e doxiciclina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . falciparum. falciparum ambulatorialmente: uma é a de se usar sulfato de quinino. indiscutivelmente o medicamento de melhor atuação. na dose de 100 mg 12/12 h durante sete dias (não deve ser utilizada em crianças menores e gestantes). na dose de 15 a 20 mg/kg em uma ou duas tomadas. é a associação de cloridrato de quinino. o paciente pode evoluir desfavoravelmente a despeito da ausência de parasitas circulantes. durante três dias. Essa associação é bastante eficaz (mais de 90% de cura) porém tem como maior inconveniente a baixa operacionalidade (tratamento por uma semana). podem levar a rápida diminuição da parasitemia. na indisponibilidade dos derivados da artemisinina. 24 e 48 horas. A tetraciclina e a clindamicina podem substituir a doxiciclina sem prejuízos. na malária por P. ou o arteméter. A Segunda alternativa é a mefloquina. Esquema alternativo. na dose de 20 mg/kg/dia. na dose de 30 mg/kg/dia. na dose de 1. 4. que pode ser empregado em dose única (uma ou duas tomadas) e levar a rápido desaparecimento da parasitemia assexuada. b. mefloquina). pois. por via venosa. subdividiremos em quatro subitens: A) malária não-grave . Um fato observado e que merece destaque é a alta taxa de recrudescência observada com os esquemas citados.

Copyright © 2001 IDS . Nota: o diagnóstico de malária é realizado pela Fundação Nacional da Saúde (Brasília) e Superintendência de Controle de Endemias (São Paulo).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Todo caso com parâmetros de gravidade (ver malária grave no quadro clínico) deve ser encaminhado para o hospital.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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São Paulo. Manual de Terapêutica da Malária. Veronesi. Atheneu. SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias). Focaccia. Brasília. São Paulo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pg. Manual de Terapêutica da Malária. Ed. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Malária . 1998.In: Doenças Infecciosas e Parasitárias. Ministério da Saúde. Copyright © 2001 IDS . Fundação Nacional da Saúde. 1260-1289. 1990. 1996.

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Chilomastix mesnilli. abordagem terapêutica. Importante: o encontro. portanto. não merecendo. Copyright © 2001 IDS . como Entamoeba coli.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Vale comentar que deve-se sempre proceder ao diagnóstico etiológico da parasitose. no exame parasitológico de fezes. de protozoários.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Endolimax nana. Trichomonas hominis não indica diagnóstico de infecção com potencial patogênico. Iodamoeba butschlii. visto que os procedimentos diagnósticos são de maneira geral simples e baratos e que não há fármaco que promova a cura de todas as enteroparasitoses. evitando a utilização de anti-helmínticos de forma empírica.

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Tratamento de parasitoses associadas Utilizar. De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde. quando. Tal conduta deve ser estendida para todo o período de gestação. em função da hiperêmese gravídica. observando que a eficácia desses fármacos não é homogênea para as várias espécies de parasitas. impõe-se a execução do controle de cura. a menos que a parasitose constitua risco ao desenvolvimento do feto ou para a saúde materna. anti-helmínticos polivalentes. Exceção a essa regra pode ser representada pela infecção por T. tal procedimento deve ser evitado no primeiro trimestre de gravidez. proglotes poderão ser regurgitados para o estômago da gestante. quando possível. solium. aumentando o risco da ocorrência de cisticercose.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Tratamento de enteroparasitoses durante a gestação É discutível a indicação de tratamento dessas infecções durante a gestação. . período de maior risco de teratogênese por drogas antiparasitárias. Nesse caso.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

O encaminhamento para serviço especializado deve ocorrer somente nos casos de pacientes aidéticos. Copyright © 2001 IDS . com dificuldade de erradicação de enteroparasita que esteja provocando sintomas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O diagnóstico e o tratamento de todas as parasitoses podem ser realizados em unidades básicas de saúde.

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. Amato Neto.. Chieffi.C. P.P. Amato Neto. Rev Bras Clín Terap. A. São Paulo. 26:163-70. Enteroparasitoses na Estado de São Paulo: questão de saúde pública. Ginebra. R. Adolfo Lutz. L. 1991. OMS.. Correa.. Inst.B. Rev. Exame Parasitológico de Fezes. Copyright © 2001 IDS . 49: 93-9.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. V.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Organización Mundial de la Salud: Modelo OMS de información sobre la prescripción de medicamentos: medicamentos utilizados em las enfermidades parasitarias. 5a ed. V. 2000. 1991. Chieffi. Gryschek.P.L. Waldman. Diagnóstico e tratamento de parasitoses intestinais. P. 1989. E. Sarvier.

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sorológico. além da cultura. Por ser um método simples e seguro. que é o doente bacilífero. Radiografia de tórax: está indicado nas seguintes situações: . a coleta de duas amostras de escarro: uma por ocasião da primeira consulta e a segunda na manhã do dia seguinte. Também está indicada a solicitação desse exame nos casos de suspeita de resistência bacteriana às drogas. Cultura do Bacilo de Koch: é indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar persistentemente negativos ao exame direto. e para o diagnóstico de formas extrapulmonares. Baciloscopia: direta do escarro é o método prioritário.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da tuberculose deverá ser fundamentado nos seguintes métodos: exame específico (baciloscopia e cultura). A baciloscopia direta deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por quatro semanas e mais). Também é utilizada para acompanhar. como meníngea. deve ser praticado em todos os serviços de saúde que disponham de laboratório. Nos casos de outras micobactérias que não tuberculose. prova tuberculínica. acompanhado do teste de sensibilidade. renal. prova tuberculínica. porque permite descobrir a fonte mais importante de infecção. Recomenda-se para o diagnóstico. radiografia. óssea e ganglionar. a evolução bacteriológica do paciente durante o tratamento. ao despertar. deverá ser solicitada a tipificação do bacilo. pleural. mensalmente. anátomo-patológico (histológico e citológico). bioquímico e de biologia molecular.

Exame Anátomo-patológico (histológico e citológico): sempre que possível. expresso em milímetros. A prova tuberculínica positiva. Nesses casos. pode-se ter dificuldade na sua interpretação. doentes ou não. inclusive por expor a população à radiação desnecessária. na parte anterior do antebraço esquerdo.· · · · sintomáticos respiratórios negativos à baciloscopia direta. O resultado. de 1 ml. Tem importante papel na diferenciação das formas de tuberculose de apresentação atípica e no diagnóstico de outras pneumopatias entre os pacientes com aids. é interpretado da seguinte fórmula: · 0-4 mm . Nas pessoas vacinadas com BCG. uma vez que a vacina pode torná-la positiva. Copyright © 2001 IDS . deve-se realizar a biópsia. Prova Tuberculínica: indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose em pessoas não vacinadas com BCG.reator fraco (infectados pelo BK.1 ml. sendo indispensável o exame bacteriológico para o diagnóstico correto. com seringa tipo tuberculina. A tuberculina usada no Brasil é o PPD-Rt23. aplicada por via intradérmica. aquele com induração de 0 a 4 mm. não está indicada por ter baixo rendimento. A leitura deverá ser realizada de 72 a 96 horas após a aplicação. e portadores de HIV ou pacientes com aids. indica apenas infecção e não necessariamente tuberculose doença. Deve-se evitar a aplicação quando houver lesões da pele no local de aplicação.reator forte (infectados pelo BK. em pessoas aparentemente sadias. na dose de 0. não reator. isoladamente. comunicantes de todas as idades sem sintomatologia respiratória. a cultura e o exame anátomo-patológico para identificar o M. O exame radiográfico desses grupos permite a seleção de portadores de imagens suspeitas de tuberculose. por micobactérias atípicas ou vacinados com BCG) · 10 mm e mais . ou vacinados com BCG). Todos os indivíduos infectados pelo HIV devem ser submetidos à prova tuberculínica. considera-se reator aquele que apresenta induração maior ou igual a 5 mm e. A abreugrafia indiscriminada. No material colhido será feito o exame direto. suspeitos de tuberculose extrapulmonar.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . tuberculosis ou o processo inflamatório granulomatoso compatível com a tuberculose. nas formas extrapulmonares.não reator (não infectados ou analérgicos) · 5-9 mm . com régua milimetrada padronizada. equivalente a 2UT (unidade tuberculínica).

Os esquemas padronizados pelo Ministério da Saúde (Manual de Normas para o Controle da Tuberculose .1995) serão descritos abaixo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da tuberculose deve ser feito necessariamente nas unidades de saúde selecionadas para este fim e é uma das doenças de notificação compulsória. SITUAÇÃO Sem tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) Com tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) q Recidivante do Esquema 1 ou q Retornos após abandono do Esquema I Meningite Tuberculosa Falência dos Esquemas 1 ou 1R (todas as formas inclusive meníngea) ESQUEMA PRECONIZADO 1 1R 2 3 . gestantes e crianças. não havendo diferenças no tratamento de adultos. O tratamento é feito com pelo menos três drogas para evitar a seleção de cepas mutantes resistentes a um ou mais dos quimioterápicos utilizados no esquema.

Os pacientes em caso de falência do tratamento. enquanto aguardam os testes de sensibilidade para definir o melhor tratamento. Os pacientes que no início do tratamento são fortemente positivos (baciloscopia ++ ou +++) e mantêm esta situação até o quarto mês de tratamento. Considera-se falência do tratamento a persistência de positividade do escarro ao final do tratamento.Drogas (mg/kg/dia) (Esquema reforçado para retratamento e abandono do Esquema I).Pirazinamida Observações: q O tratamento da tuberculose oftálmica ou cutânea poderá ser mantido por mais de seis meses a critério médico (2RHZ/4RH/6H). a partir do 4o mês de tratamento. a 2a fase terá a mesma duração que nos pacientes não co-infectados. No retratamento será adotado o esquema 1R até que os resultados de cultura e teste de sensibilidade estejam disponíveis para melhor orientação da terapêutica.Considera-se sem tratamento os pacientes que nunca se submeteram à quimioterapia antituberculosa ou a fizeram por menos de 30 dias. (sem resultado de cultura e sensibilidade) deverão receber como terapêutica empírica inicial. o Esquema 3. ou com positividade inicial seguida de negativação e nova positividade por dois meses consecutivos. segundo fase do tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg . exceto meningite) segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg 1a fase (2 meses) 2a fase (4 meses) R H Z R H 10 10 35 10 10 Entre 20 e 35 kg 300 200 1000 300 200 Entre 35 e 45 kg 450 300 1500 450 300 Mais de 45 kg 600 400 2000 600 400 R . H .Drogas (mg/kg/dia) (indicado nos casos novos de tuberculose.Hidrazida/Isoniazida. são também classificados como casos de falência Esquema 1 . q No tratamento da associação de tuberculose e infecção pelo HIV/AIDS.Rifampicina. definida abaixo. Z . Esquema 1R . ou seja mais 6 meses de Hidrazida/Isoniazida.

Etambutol Esquema 2 .Drogas (mg/kg/dia) (indicado na falência de tratamento com os Esquemas 1. até a dose máxima de 30 mg/dia. q Nos casos de meningite tuberculosa recomenda-se o uso de corticosteróides por um prazo de 2 a 4 meses.Drogas (mg/kg/dia) (indicado na meningite tuberculosa). segundo fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg . 1R e 2). Esquema 3 . no início do tratamento. q Na criança a prednisona é administrada na dose de 1 a 2 mg/Kg de peso corporal. segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Fases do Tratamento 1a fase (2 meses) Drogas R H Z 2a fase (7 meses) R H Mg/Kg de Peso/Dia 20 20 35 10 a 20 10 a 20 Dose Máxima em Mg 600 400 2000 600 400 Observações: q Nos casos de concomitância da meningite com outras localizações deverá ser utilizado o Esquema 2. No caso de se utilizar outro corticosteróide aplicar a tabela de equivalência entre eles.1a fase (2 meses) R H Z E 10 10 35 25 10 10 25 300 200 1000 600 300 200 600 450 300 1500 800 450 300 800 600 400 2000 1200 600 400 1200 2a fase (4 meses) R H E E .

Etionamida Observações: q Em pessoas maiores de 60 anos. ainda em jejum. Outros efeitos colaterais são mais raros e devem ser bem avaliados antes da suspensão dos medicamentos. Todo esforço deverá ser feito para que o esquema não seja modificado. Os pacientes devem ser orientados para procurar o seu local de tratamento o mais rápido possível após o aparecimento de novos sintomas que deverão ser identificados por toda a equipe. Atenção especial deve ser dada para a possibilidade de ocorrência de hepatotoxicidade que.Estreptomicina. o aparecimento de icterícia e nos indivíduos maiores de 35 anos. Quadros cutâneos e articulares podem ocorrer. Efeitos colaterais: os medicamentos utilizados nos esquema 1. embora infreqüente. Et . deve ser sempre suspeitada nos pacientes que desenvolvem quadros de vômitos que não melhoraram com as atitudes anteriores. reações cutâneas e artralgias. A ocorrência de intolerância gastrointestinal deve ser manipulada com modificações nos horários de tomadas dos medicamentos e uso de sintomáticos. a estreptomicina deve ser administrada na dose de 500mg/dia. Copyright © 2001 IDS . Isto facilita a adesão ao tratamento e melhora a biodisponibilidade destes. estes medicamentos são bem tolerados. sendo os efeitos mais freqüentes: intolerância gastrointestinal. Nesta situação.1a fase (3 meses) S Et E Z 20 12 25 35 12 25 500 250 600 1000 250 600 1000 500 800 1500 500 800 1000 750 1200 2000 750 1200 2a fase (9 meses) Et E S . todos os medicamentos devem ser suspensos e o paciente referenciado para um centro especializado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Tais situações devem ser tratadas de maneira sintomática e as reações mais severas avaliadas em centros especializados. 1R e 2 devem ser ingeridos em conjunto logo após o despertar do paciente. hepatotoxicidade. De uma maneira geral.

No entanto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . todo clínico geral deve diagnosticar e entender os principais problemas relacionados ao tratamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O seguimento dos pacientes com tuberculose deve seguir de forma rígida as instruções do Ministério. O atendimento de casos simples pode e deve ocorrer em unidades básicas e o encaminhamento deve seguir a realidade de cada local. Copyright © 2001 IDS . Secretarias estaduais e municipais.

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funasa.br/pub/GVE/GVE0534A.gov.Tuberculose. 1997: 914-959. Editores Ricardo Veronesi e Roberto Foccacia. Fernando Augusto Fiuza de Melo in: Tratado de Infectologia. Capítulo 5. 1R e 2 da tuberculose.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Capítulo 74 .34: Tuberculose.htm. Fundação Nacional de Saúde -Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. a forma de prescrever e os efeitos colaterais mais freqüentes q q . Guia de Vigilância Epidemiológica: http://www. você deverá estar apto para: Reconhecer casos suspeitos de tuberculose o mais precoce possível Encaminhar o mais breve possível para o laboratório de referência os materiais biológicos para o diagnóstico e controle de cura q Conhecer as doses e medicamentos dos esquemas 1. Editora Atheneu. Ao final deste capítulo.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Neurologia Infantil. 33 . FF . Diament.A consulta pediátrica. 3a. A. Editora Imago.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . p. In Diament. Silva. São Paulo: Atheneu. 2a. Terapêutica e prática pediátrica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Hermann. Atheneu. A .Exame neurológico do lactente. ed.Compreender a Doença é o Melhor Remédio. ed.62. 1996. Neto. Carvalho. Rio de Janeiro. ES. EMK . Rio de Janeiro. WB (eds). AA. 3 -7. In Carvalho. Cypel. p. S (eds) . Copyright © 2001 IDS . 2000. 1992.Pediatria ao Alcance dos Pais .

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é uma das medidas de menor variabilidade nas diversas idades. Aos 10 dias de vida. e por isto é tão importante nos três primeiros anos de vida. as células do organismo não crescem de maneira uniforme. O peso médio de nascimento é de 3. Nos primeiros dias de vida. tem a cabeça grande. as extremidades curtas e o ponto médio do seu comprimento se localiza aproximadamente na região umbilical. que indica o crescimento cerebral. Crescimento no 1º ano de vida. e passa de 35cm a 44cm e a 47cm aos 6 e 12 meses de idade. O perímetro cefálico. a maioria dos recém nascidos recuperam o peso de nascimento. O recém-nascido apresenta-se edemaciado. a face arredondada. sendo um pouco maior nos meninos que nas meninas. pela eliminação de mecônio. a criança pode perder até 10% de seu peso de nascimento. de urina e diminuição do edema. A criança dobra o seu peso de nascimento aos 5 meses. em seu comprimento. cerca de 15cm no primeiro semestre e 10cm no segundo semestre de vida. o abdome proeminente. e o triplica com 1 ano de idade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia CRESCIMENTO NORMAL Quadro clínico e Epidemiologia O corpo como um todo tem duas fases de grande velocidade de crescimento: da concepção até os 2 anos de idade e na adolescência. Ganha. . correspondendo a cerca de 25% do seu tamanho. o comprimento é ao redor de 50cm e o perímetro cefálico. por volta de 35cm ao nascer. A média de ganho de peso nos primeiros três meses de vida é de 20 a 30g por dia. No entanto.4kg.

a criança troca cerca de 4 dentes por ano. aparecem os primeiros molares permanentes. atingindo seu máximo aos 9 meses de idade. quando alcança o tamanho do adulto. nesta época. Neste período. A criança ganha mais 8 a 12 dentes. Neste período. preparando-se para a erupção da dentição permanente. com o desenvolvimento dos seios frontais aos 7 anos de idade. O tecido linfóide é muito desenvolvido durante esta fase. durante 5 anos. a criança pode mudar seu canal de crescimento. Estes dentes requerem um cuidado especial. nos países em desenvolvimento. que acontece ao redor dos 10 anos nas meninas e 12 anos nos meninos. Na prática. O pré-escolar ganha por volta de 2kg e aumenta de 6 a 8cm por ano. inicia-se uma desaceleração do crescimento. O osso maxilar inicia o seu desenvolvimento. até entrar na puberdade.5kg e sua altura em 6cm por ano. Durante os dois primeiros anos de vida. . onde a desnutrição é endêmica. tornando-se mais delgada e com maior massa muscular. podem diminuir o ritmo de seu crescimento. A erupção dos dentes decíduos se inicia entre 5 e 7 meses. O abdome continua proeminente até o 3º ano de vida.5kg no seu peso e 12cm em seu comprimento. Ao nascer. Tem sua dentição decídua completa até os 30 meses de idade. e. alcançando percentis mais altos de peso e comprimento. Crescimento do escolar. pode nascer pequena por não ter havido espaço suficiente na cavidade uterina para a completa expressão de sua herança genética. de acordo com a seqüência indicada na figura 2. No entanto. no final do primeiro ano. O perímetro cefálico que cresceu 12cm no primeiro ano. sendo maior do que na idade adulta. a criança ganha 2. que são. o seu próprio canal de crescimento. Crescimento do pré-escolar. O perímetro cefálico cresce de 51 cm aos 5 anos para 53 ou 54cm aos 12 anos de idade. nascidas de mãe grandes.respectivamente. Aos 6 anos. por servirem de guia para toda a dentição permanente. Os ossos da face aumentam e termina. O escolar aumenta seu peso em 3. a formação dos seios da face. aumenta apenas 2cm no segundo ano. confundidos com a dentição decídua. crianças geneticamente pequenas. porque a criança pode mudar seu canal de crescimento nos primeiros meses de vida sem que isto signifique um processo patológico ou alteração nutricional. Durante o segundo ano de vida. muitas vezes. Inversamente. uma criança geneticamente grande nascida de uma mãe pequena. Assim. a tendência desta criança é atingir a partir dos primeiros meses. em função do seu peso de nascimento e potencial genético. Crescimento no 2º ano de vida. a criança apresenta de 8 a 12 dentes. este fenômeno assume uma grande importância. O apetite diminui a partir dos 10 meses de idade e a criança perde tecido subcutâneo. a hipótese diagnóstica que deve sempre ser levantada e investigada frente a uma desaceleração no crescimento é a de um agravo nutricional por déficit de ingestão ou infecção. O tecido subcutâneo aumenta em quantidade.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

essa pequena "vantagem" é transitória. (6) a idade mediana da menarca das adolescentes brasileiras é 13 anos e 2 meses. (5) aos 18 anos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia EVOLUÇÃO DA ALTURA NO BRASIL E COMPARAÇÃO INTERNACIONAL Quadro clínico e Epidemiologia A Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN). a diferença entre brasileiros e os padrões de referência (NCHS) ficaram maiores (em média. (2) com 1 ano. correspondendo a altura mediana das americanas de 13 anos. os lactentes brasileiros apresentam. comprimento 2cm e 1cm menor do que os americanos do sexo masculino e feminino. sendo tanto mais tardia quanto mais restritas as condições de vida. (3) aos 7 anos. refletindo. no entanto. condições desfavoráveis para o crescimento. as adolescentes brasileiras apresentaram. mimetizando as tendências seculares. sendo a média discretamente superior ao padrão americano. (4) aos 13 anos. revertendo-se a partir do 5º mês de vida. -9cm para o sexo masculino e -7cm para o sexo feminino). os adolescentes brasileiros são também. constataram-se as maiores diferenças entre brasileiros e americanos (em média. Tais dados reforçam a constatação citada em outros estudos de que os déficits estaturais se evidenciam a partir do 6º mês de vida e estão associados à idade do desmame e da introdução de outros alimentos. respectivamente. (4) aos 18 anos. mostrou que (1) lactentes brasileiros apresentam comprimento adequado. em média. em média. 4cm para os meninos e -3cm para as meninas). apresentando estatura semelhante à dos adolescentes americanos de 15 anos. 7cm menores que os americanos. sem dúvida. (7) as medianas de estatura das crianças brasileiras . altura 7cm menor que as americanas. em média. realizada em 1989.

realizado entre 1974 e 1975. evidencia as seguintes melhoras dos padrões de crescimento das crianças brasileiras: (1) aos 11 meses. numa mesma faixa de renda. maior divulgação e acesso ao conhecimento de forma geral. Este fato se extremiza quando se constata que: entre crescer no Nordeste ou no Sul. (2) a mediana da estatura aos 14 anos e aos 18 anos aumentou respectivamente +3.1989. expressar seu potencial genético. A análise dos diversos dados obtidos em 1974 a 1975 por meio do ENDEF e dos de 1989 da PNSN permite atribuir as melhoras observadas no padrão de crescimento da população brasileira neste período aos seguintes fatores: melhora geral dos serviços públicos. Esta constatação não se limita aos padrões estéticos. pela mídia e até mesmo pela rede de transportes ampliada.na 1ª década de vida corresponderam ao percentil 10 do padrão NCHS para ambos os sexos.7cm (para adolescentes do sexo masculino). (5) ao mesmo tempo.25 anos) mostraram que mais de 20% da população adulta jovem apresentava baixa estatura (com estatura menor do que -2 desvios padrão). norte urbano = 11. ao ganho observado em países desenvolvidos no início do século e à metade do alcançado por outros países onde foram promovidas medidas específicas para o desenvolvimento humano neste mesmo período de 15 anos. veiculado pelos meios de educação formal. ampliação da rede de saneamento básico.Além disso. o Norte e o Nordeste apresentaram estaturas medianas mais baixas que as demais regiões. aumento da cobertura vacinal obtido pelos programas de imunização ampliada.9cm e sudeste urbano = . porém insuficiente. observou-se que. ampliação da rede básica de saúde.9cm e +3. aproximadamente. esta pesquisa evidenciou contrastes internos que podem ser resumidos da seguinte maneira: (1) a área rural apresentou pior desempenho. mas aponta para o fato de que um contingente considerável de nossa população continua sem condições de. tanto na área rural quanto na urbana.1% em 1975. as alturas apresentadas pelos adultos jovens brasileiros (20 .2 salários mínimos.4.8cm.6% em 1989.1cm neste período entre 1975 . com déficits estaturais medianos bastante diversos em relação ao padrão NCHS: nordeste rural = -13. existe uma diferença de 12 anos a menos de esperança de vida e 50% a mais na possibilidade de apresentar baixa . A melhora dos indicadores nutricionais em relação aos encontrados na década de 70 é positiva. . Além das diferenças obtidas entre os resultados nacionais e os de referência. passando a 2. permitindo uma melhor distribuição de renda per capita e pela maior adesão ao aleitamento materno. os déficits de estatura foram menores e. (4) quando a renda per capita era igual a 2. correspondendo. (2) as regiões com pior desempenho foram a Norte e a Nordeste e as de melhor desempenho foram a Sul e a Sudeste. o crescimento se encerrou aos 18 anos. constatou-se definitivamente a situação de prejuízo. (3) aos 18 anos. reforçando a idéia de que as desigualdades não se limitam à renda. No entanto. diminuição das taxas de natalidade. A comparação dos resultados da PNSN (1989) com os dados antropométricos referidos no Estudo Nacional de Despesas Familiares (ENDEF). minimamente. o déficit de comprimento dos lactentes em relação ao padrão NCHS era de 6. a mediana regional brasileira chegou a ser igual ou ligeiramente superior ao padrão NCHS. em algumas idades.

Tal declínio é semelhante e mais evidente nas regiões Nordeste e Centro-Sul (34. Comparando-se a prevalência de déficits estaturais entre filhos de mães sem qualquer escolaridade e filhos daquelas que ultrapassaram o primeiro grau. na realidade.8 19.5% para 7.49 0. em 1989 para 10.9% respectivamente) e menor na região Norte (29. um aumento na desigualdade das condições de vida entre as duas áreas.2 2.6%).Brasil .49 0.1996 região Nacional Sudeste Centro-Oeste Nordeste Norte Rio de Janeiro São Paulo Sul Urbana Rural faixa etária (anos) 0.3% na área rural ( 22.6% (de 12. verifica-se que o diferencial desfavorável ao grupo de menor escolaridade passa de 17 vezes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .49 0. A evolução dos índices altura para idade indica declínio na prevalência de déficits de crescimento entre crianças menores de 5 anos em todo país.7% para 19%).49 0.9 16. a comparação da PNSN de 1989 com a PNDS de 1996 mostra que a prevalência de baixa estatura entre crianças menores de 5 anos diminuiu um terço.7%. Apesar de os dados antropométricos disponíveis limitarem-se às crianças menores de 5 anos.8%) e de apenas 16.1 7.2 17.0 Copyright © 2001 IDS .5 5. Quadro: Estudos de Prevalência de Baixa Estatura aos seis meses de idade. passando de 15.49 0.9 6.49 estatura < -2 desvios padrões (%) 10.49 0. A melhora dos índices altura para idade é maior na área urbana chegando a 37.estatura. em 1996. mostrando.49 0. em 1989.4% e 34.5%. para 5 vezes.49 0.49 0. em 1996.3 5.3 8.

Sua linha de crescimento corre paralela. Por último. mas não só. a criança tem pais baixos ou vários outros familiares baixos. o raquitismo. é ativa e não adoece com facilidade. Muitas vezes. tais crianças conseguem recuperar alguns centímetros na adolescência. Sua velocidade de crescimento é adequada. a anemia. definida como comprimento ou altura para idade abaixo do percentil 3. pelas más condições de vida e saúde a que foram submetidas a mãe e a criança. as infecções repetidas. Na baixa estatura familiar. nas comunidades em desenvolvimento. Outro grupo de causas muito importante. As cardiopatias. a baixa estatura é o resultado de uma desnutrição crônica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia BAIXA ESTATURA Quadro clínico e Epidemiologia A baixa estatura. do . as poliinfestações parasitárias. acompanhando a tendência familiar. a velocidade de crescimento é normal e ocorre um atraso no desencadeamento da puberdade. a asma. é constituído pela desnutrição. a síndrome de má absorção. baixa estatura ao nascer e pela carência psicossocial. Entre elas. a infecção urinária em lactentes são algumas das patologias que podem determinar ou agravar a baixa estatura. doenças sistêmicas. próxima. que teve início no período intra-uterino ou pós-natal. alimenta-se bem. tem várias causas. Na criança com baixa estatura por crescimento lento. a baixa estatura familiar e a baixa estatura por crescimento lento. destacam-se pela sua freqüência. encontrado principalmente. o peso e o comprimento de nascimento são próximos ao limite inferior da normalidade. Por este motivo. um grupo de causas pouco freqüentes na população é composto pelas doenças genéticas. Sua altura final será baixa. mas abaixo da curva do percentil 3. a aids. alcançando uma estatura final normal.

Copyright © 2001 IDS .esqueleto e neuroendócrinas. Determinam baixa estatura muito grave e sem possibilidade de tratamento etiológico. que deve ser diagnosticado precocemente para evitar seqüelas irreversíveis. com exceção feita à deficiência de hormônio de crescimento e ao hipotireoidismo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 2000. J. Sarvier.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sucupira. R Desenvolvimento In Sucupira. Copyright © 2001 IDS . 22. Werner. ACSL eds. Resegue. Edição. ACSL. p. Pediatria em Consultório 4a.

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Pediatria 16 : 2. & Cols. 1999. 1999. & Cols: Pediatria em Consultório. Organização Panamericana de Saúde. Issler.B. Pediatria na Atenção Primária. Marcondes. . Sarvier. Copyright © 2001 IDS . Brasília.C. São Paulo.M.Leone. São Paulo. Sarvier. A C.Alimentação da Criança nos Primeiros Anos de Vida. 7º Ed. Organização Munidial de Saúde. São Paulo.. In Sucupira. Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância.Alimentação na Criança Normal. E. 1998.. 2000.L.. et al. H. E. A.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .S. Paul. Rev. Pediatria Básica. Sarvier. Marcondes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Bresolin. Ministerio da Saúde. 1996.. Departamento de Nutrição da SPSP.

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(2) sorologia não-treponêmica: VDRL (é considerado . principalmente. O diagnóstico da sífilis congênita é da maior importância para tanto alguns achados clínicos da sífilis congênita devem ser procurados. Achados de exame físico na Sífilis Congênita precoces hepatomegalia alterações ósseas baixo peso ao nascer lesões cutâneas icteríciaes plenomegalia anemia severa. em: (1) pesquisa direta por microscopia em campo escuro. como: Quadro2. edema coriza serosanguinolenta alterações neurológicas em membros tardios fronte olímpica mandíbula curva arco palatino elevado alterações dentárias alterações oculares lesão do VIII par craniano nariz em sela tíbia em sabre O diagnóstico laboratorial baseia-se.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico das icterícias no período neonatal é importante. como as doenças hemolíticas por incompatibilidades sanguíneas. principalmente para afastar causas graves.

com queda progressiva. Copyright © 2001 IDS . independentemente da presença de sinais e sintomas laboratoriais. A sífilis é uma doença de notificação compulsória. sendo considerada portadora de sífilis congênita toda a criança cuja mãe tem sífilis não tratada ou tratada de modo inadequado. quando apresenta títulos a partir de 1:2.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (3) sorologia Treponêmica: FTA-Abs (úteis para exclusão de falsos positivos). mesmo após o tratamento efetuado). Permanecem positivos por longo tempo.positivo.

Outras medidas coadjuvantes são possíveis. estímulo ao peristaltismo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . podendo-se utilizar fototerapia. tem por objetivo evitar a encefalopatia. exsanguineo-transfusão e até o uso de substâncias que diminuem a reabsorção intestinal de bilirrubina. como alimentação precoce.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da icterícia neonatal deve ser direcionado para a doença que causou a icterícia. Nos casos de hiperbilirrubinemia indireta por incompatibilidade sanguínea. administração de glicose.

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Nesses casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A principal atitude é a de diferenciar a icterícia fisiológica do recém-nascido e a sífilis congênita de outros diagnósticos que demandam investigação demorada. o encaminhamento a serviço de especialidade deve ser imediato. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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B.C.. M.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . São Paulo. São Paulo.Leone. Ministério da Saúde. E.C..F.Pediatria Moderna. junho 2000 Issler. Pediatria na Atenção Primária . Leone.C..J. Pediatria Básica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Araújo.G. São Paulo. 1987 Copyright © 2001 IDS . 1996. E. Marcondes. 1999. Roteiros Diagnósticos em Pediatria.K. Oselka.. Marcondes. et al. Sarvier.C. H.. Sarvier. Corradini.L. E.. 2000. 7º Ed. Vaz. Ramos. A ..vol XXXVI.. Guia de Vigilancia Epidemiológica e Agravos Específicos. Icterícia neonatal... Sarvier.A.W. Marcondes.. H.

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este método assume que as crianças de determinada idade têm o mesmo peso. Este método deveria ser utilizado basicamente para avaliar os graus de desnutrição em uma comunidade e para uma triagem inicial. A relação peso/idade é a mais freqüentemente utilizada em nosso meio. No entanto. uma curva de crescimento. Os pontos de corte para definir os graus de déficit leve. moderada e grave. a desnutrição pode ser classificada em: leve. inadequada. desequilibrada ou incompleta de nutrientes. a desnutrição pode ser considerada primária ou secundária. adotando-se. De acordo com a intensidade. moderado ou grave foram eleitos de maneira arbitrária. devido a dificuldades operacionais que os serviços de saúde encontram para a medida da altura das crianças. como base de referência. deve-se utilizar a determinação do déficit de peso/altura e da altura/ idade. A secundária é conseqüente a alterações fisiopatológicas pré-existentes que interferem em qualquer ponto do processo de nutrição.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico Avaliação e classificação da desnutrição De acordo com a etiologia. independentemente de sua altura. não tendo base fisiopatológica de gravidade bem definida. principalmente para as crianças menores de 2 anos. Tomando como referência as tabelas de crescimento do "National Center for Health Statistics"( NCHS). A classificação de intensidade está baseada no déficit de peso em relação à idade. Para estudo de casos individuais. em relação à altura ou da altura para a idade. A primária é conseqüente à ingestão insuficiente. considera-se: .

Foi proposta por McLaren e fundamenta-se em uma tabela de pontuação para achados clínicos e dosagem da concentração sérica de albumina. e o rosto. especialmente quanto a edema e aspecto de envelhecimento.30% déficit 11% . achados físicos e laboratoriais edema alterações de pele edema + alteração de pele alterações de cabelo hepatomegalia pontos 3 2 6 1 1 marasmo kwashiorkor .0 . independentemente do seu déficit. a desnutrição pode ser classificada em marasmo. a desnutrição pode ser considerada aguda ou crônica.5 3. A desnutrição aguda é desencadeada por um processo que leva à supressão aguda da ingestão e/ou o aumento.leve Peso/idade Peso/altura Altura/idade déficit 10% .2.0 .25% déficit 10% .0.4 2.0 a 3 pontos classificação Outra classificação mais simples para estes tipos de desnutrição tem sido adotada na estratégia do Ministério da Saúde denominada Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). kwashiorkor ou marasmo-kwashiorkor. onde a massa muscular e deposição de gordura são máximas. é considerada como desnutrida grave.10 % moderada déficit 26% .15% grave déficit > 40% déficit > 30% déficit > 15% É importante ter sempre presente que toda criança desnutrida com edema. não atendido.40% déficit 21% .2.1. quando os pacientes .9 2.1. têm se mostrado efetivos e fáceis de serem aplicados.9 a 15 pontos marasmo . das necessidades. baseia-se em observar os glúteos.0 .4 0.3.20% déficit 5% .9 1. De acordo com o tempo de evolução.4 a 8 pontos concentração de albumina (g/l) > 3. O marasmo apresenta 3 etapas: M1.5 .4 1. Segundo a apresentação clínica.5 .9 0 1 2 3 4 5 6 kwashiorkor .5 . Apesar de estes critérios serem subjetivos.

conclusivos para o diagnóstico. nenhuma distinção é feita entre as condições clínicas de marasmo. As formas mistas caracterizam-se pela presença de ambos os tipos de sinais. com edema generalizado. Os exames laboratoriais poderão auxiliar no diagnóstico. com edema dos pés. marasmo-kwashiorkor ou kwashiorkor. com glúteos flácidos e com pregas da pele sobre a raiz da coxa. Copyright © 2001 IDS . protoparasitológico de fezes e radiografia de tórax. pois a história médica e o exame físico são. podemos considerar como exames úteis em uma Unidade Básica de Saúde: hemograma. em que. e K2. e M3. Desnutrição grave é definida como sendo a presença de edema. glicemia. esfregaço de sangue para afastar a hipótese da malária. emagrecimento intenso (peso inferior a 70% do esperado para o peso/altura) ou sinais clínicos de desnutrição grave. Mantendo-se uma vigilância das condições clínicas da criança. análise de urina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . além destes sinais. Em nosso meio.apresentam glúteos diminuídos. apresentam rosto envelhecido. M2. é necessário o encaminhamento a uma unidade de referência hospitalar se constatado o aparecimento de sinais clínicos de agravamento. O kwashiorkor tem 2 etapas: K1. na maioria das vezes. Na abordagem terapêutica. porém poderão ser dispensados.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da criança com desnutrição grave é dividido em três etapas: (1) tratamento inicial: são identificados e tratados os problemas que põem em risco a vida da criança. então. a criança e a família são acompanhados para assegurar a recuperação e o desenvolvimento emocional.26 . O quadro abaixo resume este programa. é feita a preparação para alta. A mãe ou a pessoa que cuida da criança passa a ser treinada para continuar o tratamento em casa e. além da correção de deficiências específicas e metabólicas e o início da alimentação. físico e mental da criança e evitar recaídas. mas sim um planejamento cuidadoso e profissionais de saúde capacitados e dedicados. (2) reabilitação: aumenta-se a densidade calórica e protéica da dieta e iniciase o programa de estimulação física e emocional. Esquema para o tratamento de uma criança com desnutrição grave atividade tratamento inicial dias1-2 dias 3-7 reabilitação semanas 2-6 acompanhamento semanas 7 . (3) acompanhamento: após a alta. O sucesso do tratamento da criança desnutrida grave não requer instalações ou equipamentos sofisticados.

como proposta inicial. no volume de 15 ml/kg em 1 hora. Desidratação: para a reidratação oral das crianças desnutridas graves indica-se a solução padrão da OMS com excelentes resultados. as concentrações e a velocidade da infusão. substituída por via endovenosa. a 35. Deve ser oferecida água com glicose. o que implica na necessidade de controles rigorosos para ajustar o volume. Deve-se ter sempre em conta que a criança desnutrida grave em estado de choque é de alto risco e tem dificuldade para manipular volume. A administração de solução hidroeletrolítica por via endovenosa deve ter a menor duração possível. A suspensão da administração da solução de reidratação oral (SRO) ou a prescrição de volume adicional deve ser feita de acordo com a evolução da criança. assim que houver condições. utilizando-se colher e/ou copo.0o C.9% e solução de glicose a 5%. se necessário via sonda naso-gástrica. a hidratação oral deve ser iniciada e. porém sob vigilância constante do profissional de saúde. é recomendado adicionar cloreto de potássio. Se disponível. Choque séptico: A OMS recomenda o uso de solução de Darrow diluída ao meio com glicose a 5% ou solução de ringer lactato com glicose a 5%. utilizamos com sucesso a solução de partes iguais de soro fisiológico a 0. suspende-se a SRO e .5o C ou a axilar. com lâmpada incandescente acima do corpo ou pela "técnica Canguru". desde a década de 60.3 horas. na suspeita de hipoglicemia.tratar ou prevenir hipoglicemia hipotermia desidratação corrigir DHE tratar infecção corrigir deficiências de micronutrientes começar a alimentação aumentar densidade calórica protéica da dieta estimular o desenvolvimento --------> --------> --------> ----------------------------------> ----sem ferro----> -----------------> ---------------------------------------------------------------------------> ---------------> --com ferro--> -------------> DHE = distúrbios hidroeletrolíticos Hipoglicemia: a criança deve ser alimentada no mínimo a cada 2 . paulatinamente. Hipotermia: se a temperatura retal estiver abaixo 35. com o objetivo de incentivar a mãe a administrar a solução e controlar a evolução da criança. 20 mmol/litro de solução. Após a recuperação dos sinais de desidratação e/ou ganho de peso. sugerindo-se. o volume de 50 a 100 ml/kg com previsão de tempo total para a administração em 4 a 6 horas. a criança deve ser aquecida com cobertor quente. A administração deve ser lenta. Em nosso meio. o que quer dizer que.

Se a criança não tiver condições de tomar a solução voluntariamente. Com a recuperação. o fígado. A composição da solução de SRO proposta para crianças gravemente desnutridas. aumentando-se progressivamente.045 300 O volume indicado. Crianças que não estejam em aleitamento materno devem receber dieta tão logo seja possível. Na fase inicial do tratamento. inicia-se a administração de uma fórmula de dieta em pequenas quantidades. Composição da solução reidratação oral para desnutridos graves Componente Glicose Sódio Potássio Cloreto Citrato Magnésio Zinco Cobre Osmolalidade Concentração (mmol) 125 45 40 70 7 3 0. de forma a não sobrecarregar o intestino.3 0. Havendo vômitos. inicialmente. O volume inicial para administração por SNG é de 5ml/kg em 30 minutos. Até o presente momento. utilizando-se colher e/ou copo. Estas recomendações têm como base o conhecimento de que estas crianças têm déficit de potássio e alto conteúdo corpóreo de sódio. não dispomos de estudos suficientes que demonstrem claramente as vantagens do uso de ReSoMal sobre a solução de hidratação padrão. farinha de cereal e óleo. a OMS recomenda dieta com 75 kcal/100ml e. Deve-se estar atento ao aparecimento de intolerância ao leite. é aquela descrita a seguir. A OMS. a quantidade a cada refeição e o intervalo devem ser reduzidos. a partir de 1999. conforme tolerância da criança. e os rins. zinco e cobre para corrigir a deficiência destes minerais. Além disso. . Dietético: a amamentação de ser mantida em criança submetida à reidratação. é de 70 a 100 ml/kg. indica-se o uso de sonda nasogástrica (SNG). que podem ser adicionados à dieta ou administrados separadamente. se ocorrer o aparecimento de diarréia aquosa. por estar muito debilitada ou cansar-se rapidamente. Não havendo tratamento de emergência. Estas dietas podem ser facilmente preparadas a partir de leite em pó. propõem enriquecer a solução de reidratação com magnésio. É imprescindível a administração de vitaminas e sais minerais. passou a recomendar o uso de soluções orais especiais para o tratamento da desidratação do desnutrido grave. na fase de reabilitação. a criança melhora e o apetite retorna.inicia-se a alimentação. denominada de ReSoMal. dieta de 100 kcal/100ml. a administração de outros líquidos e a suplementação de vitaminas e sais minerais.

o seguimento por meio do controle de peso.Durante a etapa de reabilitação. (2) deficiência de vitamina A.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . e desenvolvimento mental e comportamental é importante. Na etapa de acompanhamento. marcado em gráfico. imunizações. Copyright © 2001 IDS . é preciso estar atento frente a (1) processos infecciosos. (5) recuperação nutricional e (6) imunizações. (4) dermatoses do kwashiokor. pois estes estão freqüentemente comprometidos. (3) anemia.

OPS. The treatment diarrhoea: a manual for physicians and other senior health workers. CR and Lozano. LF. Waterlow. Bogotá. John C. Montenegro.. World Health Organization. OMS .OPAS. Desnutrición In Nutrición Clinica y Gastroenterologia Pediatrica. 1996. 1995. 1996 Manejo da Desnutrição Grave: Manual para Profissionais de Saúde de Nível Superior e suas Equipes.C. Bogotá.1996 Bresolin.).353:1919-1922. Mortality in severely malnourished children with diarrhoea and use of a standardised management protocol. Desnutrição Energético-Protéica em Pediatria em Consultório. et al. Representação do Brasil. The Lancet 1999. Sarvier. Geneva. São Paulo. . RG. Bricks. Malnutrición proteico-energética.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Ahmed T. Washington (D. Medica Panamericana. 1999. AMB.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

as informações obtidas na história permitem à equipe de saúde desempenhar o seu importante papel na promoção e proteção da saúde das crianças. não existam queixas específicas. pois a anemia pode ser manifestação de doença sistêmica crônica ou aguda. faz com que seja amplo e variado o seu espectro de manifestações clínicas. pois é definido pela taxa de hemoglobina encontrada no hemograma. de acometimento localizado. Apesar de o diagnóstico de anemia ter essencialmente um embasamento laboratorial. Deve-se sempre indagar sobre a presença de episódios de icterícia. mesmo que. A anamnese deve ser completa. dados da história e do exame físico são fundamentais para a realização das hipóteses diagnósticas etiológicas e direcionam as condutas terapêuticas a serem priorizadas. . As queixas clássicas nas crianças com anemia moderada e grave são inespecíficas. de modo a buscar soluções junto com a família no sentido de impedir sua instalação. alterações do humor e distúrbios do sono. de carência nutricional primária e de outros mecanismos fisiopatológicos. aparentemente. que a probabilidade de um lactente ou pré-escolar apresentar anemia é de aproximadamente 50%. assim sendo. A grande diversidade de possibilidades etiológicas das anemias na infância. a abordagem de toda criança desta faixa etária deve incluir essa possibilidade diagnóstica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Pode-se estimar. que pode indicar a presença de hemólise. diminuição do apetite. identificando precocemente as situações de risco para o desenvolvimento da anemia. podendo ocorrer também na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. no nosso meio. geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. como fraqueza. Além disso.

(4) uso de medicações: o consumo de corticosteróides. aleitamento artificial sem reposição de ferro. que inviabiliza a ligação da molécula de ferro ao grupo . predispõem ao aparecimento de anemia ferropriva. espuma do colchão ou até mesmo cabelo. A longo prazo. como diarréia recorrente. sabão. A ingestão crônica de material que contenha chumbo determina o acúmulo deste metal. atraso na introdução das refeições de sal.Alguns pontos de importância na anamnese. por determinarem inapetência. esofagite por refluxo gastroesofágico. após esgotarem os depósitos. Na criança com história de geofagia. baixa oferta de vegetais e cocção excessiva das frutas e hortaliças) ou ainda de vitamina B12 ( filhos de mães com dieta vegetariana estrita em aleitamento materno exclusivo e também as crianças com dieta vegetariana). como prematuridade. (2) alimentação pregressa e atual por fatores que podem levam a ferropenia (desmame precoce. os indivíduos que ingeriram substâncias cáusticas e os gastrectomizados acabam desenvolvendo deficiência de vitamina B12 pela falta do fator intrínseco. Medicamentos como metotrexate. apontam para a possibilidade de ferropenia e anemia. A perversão alimentar. pois inibem a transformação do ácido fólico para sua forma ativa. que cursam com perda sangüínea crônica. (3) antecedentes mórbidos e doenças associadas: infecções de repetição e os processos inflamatórios crônicos. neomicina podem determinar a má absorção dessa vitamina. sendo predispostos a desenvolver essa anemia carencial. como: (1) antecedentes perinatais. excesso de oferta láctea em substituição às refeições de sal. Os prematuros e os indivíduos com anemia hemolítica apresentam maior demanda de ácido fólico. sulfazalazina e pirimetamina são considerados antifolínicos. divertículos e pólipos. podem causar carência de folatos por acometerem a mucosa jejunal. Acometimentos do íleo terminal. úlceras pépticas. gelo. sítio de absorção do ácido fólico. salientam-se as enteroparasitoses. inadequação na composição destas refeições. gemelaridade. baixo peso ao nascimento. sangramento perinatal. criança que teve parto prematuro ou com baixo peso ao nascer sem suplementação de ferro. podem como a tricocefalíase e ancilostomíase. Outros acometimentos do trato digestivo. excesso de fatores inibidores e vegetarianismo) ou a deficiência de folato (aleitamento exclusivo com leite de cabra. Por outro lado. Para o pré-escolar. Anticonvulsivantes podem determinar carência de folato por mecanismos ainda desconhecidos. podem determinar a carência dessa vitamina. drogas bloqueadoras da secreção de suco gástrico. acresce-se o risco de infecção por enteroparasitoses. Doença de Crohn e doença celíaca. Em relação à vitamina B12. algumas drogas como anti-ácidos. como geofagia ou compulsão por comer tijolo. sítio de absorção da vitamina B12 ligada ao fator intrínseco. além das inadequações alimentares. ácido acetilsalicílico e outros antiinflamatórios não-hormonais pode causar perda sanguínea. (5) contato com agentes tóxicos: agentes químicos usados na lavoura podem justificar o aparecimento de aplasia medular. o uso crônico de antiácidos ou de drogas que induzem a diminuição da secreção gástrica podem atuar como fatores de inibição da absorção do ferro. algumas das quais são responsáveis pela perda crônica de sangue nas fezes. trimetoprima. podem evoluir com perda sangüínea oculta pela via digestiva.

Edema de extremidades pode ocorrer nos desnutridos graves com kwashiorkor. com as medidas de altura e peso. a hemólise pode ocorrer.heme. Assim. que pode ocorrer na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. e nos portadores de anemia falciforme. A anemia costuma ser associada à palidez. no entanto. conforme o quadro de condutas (Quadro1). assim como a cor e textura da pele e dos cabelos e aspecto das unhas são importantes para avaliar se existe desnutrição energético protéica e/ou alguns sinais presentes nas anemias carenciais. a constatação da palidez não deve ser encarada como um pré-requisito para se suspeitar de anemia. pois vários fatores podem alterar a coloração cutâneo mucosa: calor. atrito. haja alterações hematológicas. Estrias longitudinais em unhas podem estar presentes na ferropenia. No entanto. na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. Icterícia pode indicar a presença de hemólise. por outro lado. O chumbo está contido em tintas. necessariamente. A presença de petéquias e púrpura levanta a suspeita de plaquetopenia. estresse e febre. que normatiza esta estratégia. por redução da albumina plasmática. em material poluente eliminado pelas fábricas de pilhas e bateria e em algumas ligas de metais e tintas que compõem ou revestem panelas e utensílios domésticos. A queilite angular pode ser manifestação de ferropenia. classificação e tratamento de anemia segundo o programa do Ministério da Saúde denominado Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância AIDPI Avaliar palidez palmar leve Classificar anemia Tratar q q q palidez palmar grave anemia grave Encaminhar com urgência ao hospital prescrever ferro · afastar malária em áreas de risco q · prescrever mebendazol se a criança tiver uma ou mais e não tiver tomado nenhuma dose nos últimos seis meses q · avaliar a alimentação da criança e orientar a mãe sobre alimentos ricos em ferro q · Marcar retorno em 14 dias O exame físico geral. pela vasoconstrição. Quadro 1: Avaliação. no seqüestro esplênico. como já foi referido. também. A coloração da palma da mão da criança é muito útil no diagnóstico. febre e exercícios físicos intensificam a coloração das mucosas pela vasodilatação. sem que. interrompendo a síntese da hemoglobina. nestes casos. cabelos descorados podem estar presentes na desnutrição e na deficiência de ácido fólico. ou ainda nos acometimentos medulares. a . expressam palidez. frio. devido ao processo de eritropoese ineficaz. geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. nos quais o edema é secundário à venoclusão. A intensidade da palidez pode ser leve ou grave quando comparada com a coloração palmar da mãe e do profissional de saúde.

contagem de reticulócitos e. respectivamente. No exame neurológico. conforme pode ser constatado no Quadro 2. De modo geral. a presença de glossite associada a anemia pode sugerir ferropenia. (1) Volume corpuscular médio .9 milhões/ml. Hemograma: a contagem de eritrócitos inferior a 3. No exame físico especial. visando a confirmação do diagnóstico e obtenção de outras informações úteis quanto à provável etiologia. e hematócrito menor que 33% confirmam a hipótese de anemia. esplenomegalia na esferocitose) e até parte do quadro de leucose.diferenciação pode ser feita pela presença da dor no local do edema nos casos de anemia falciforme. a quantidade de hemoglobina menor que 11 g/dl em crianças de seis meses a 5 anos.5 g/dl em crianças na faixa etária de seis a 9 anos e menor que 12 g/dl e 12. queixa que não ocorre no edema da desnutrição. como ser indicativos de algumas doenças hemolíticas constitucionais (por exemplo. a ocorrência de parestesia simétrica e persistente. Este dado é fundamental para orientar a etiologia mais provável. O tempo de duração da anemia. que vão desde um pequeno aumento da freqüência cardíaca. Toda criança com suspeita de anemia deve realizar hemograma completo. quando possível. a velocidade e a intensidade da queda dos índices hematimétricos permitem ou não ajustes cardiovasculares. presença de sopro cardíaco.o volume corpuscular médio (VCM) permite uma classificação didática das causas de anemia. pois podem tanto representar apenas a resposta reticuloendotelial à presença de anemia (geralmente de pequenas proporções). normocítica e macrocítica anemias microcíticas q anemia ferropriva ( deficiência nutricional e perdas sangüíneas) q intoxicação por chumbo q síndromes talassêmicas . que. deficiência de ácido fólico ou de vitamina B12. devem ser analisadas no conjunto dos dados obtidos na história e exame físico. quando presentes. até sinais de insuficiência cardíaca grave.5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino. No exame do abdome. considera-se microcitose quando o VCM é menor que 75(3 e macrocitose quando o VCM é maior que 100(3. determinando alterações do exame físico. Quadro 2 Classificação das principais etiologias de anemia de acordo com o tipo de anemia caracterizado pelo volume corpuscular médio em microcítica. é importante avaliar a freqüencia cardíaca. Na avaliação do aparelho cardiovascular. menor que 11. diminuição da força muscular ou ataxia espástica sugere mais especificamente carência de vitamina B12 . deve-se avaliar com cuidado a presença de hepato e/ou esplenomegalia. a medida da pressão arterial e ausculta cardíaca. protoparasitológico (para os maiores de 1 ano).

defeitos enzimáticos de eritrócito . fornece também o coeficiente de variação do volume eritrocitário.secundária a processos infecciosos q perda sangüínea aguda q seqüestro esplênico q insuficiência renal crônica Coeficiente de variação do volume eritrocitário (red cell volume width distribution . além dos dados já descritos do hemograma. que devem ser solicitados separadamente e cujas interpretações são complementares.5% e 14. Na anemia ferropriva o RDW está aumentado devida à ampla variação do volume das hemácias.hemoglobinopatias .5%.deficiência de ácido fólico q · sem megaloblastose medular anemias normocíticas q anemia aplástica síndrome de Diamond-Blackfan hipotireoidismo hepatopatias processos infiltrativos em medula anemias hemolíticas congênitas . cujos valores normais encontram-se entre 11.anemias hemolíticas q microangiopáticas .por imune . Na língua inglesa. enquanto a leitura do hemograma é feita de forma automatizada. apresentando RDW normal.a contagem eletrônica dos eritrócitos. Contagem de reticulócitos: são os eritrócitos jovens.complexos . e reflete a velocidade com que a medula está liberando eritrócitos jovens para a circulação periférica. a taxa de reticulócitos é a relação percentual entre o número de reticulócitos e o número de eritrócitos. Sua contagem exige metodologia específica. nas síndromes talassêmicas. esse coeficiente é denominado de red cell volume width distribution. A elevação da taxa de reticulócitos (valores maiores que 7% entre recém-nascidos e maiores que 2% para as demais faixas etárias) reflete aumento da eritropoese.anemias macrocíticas q com megaloblastose medular . as hemácias se apresentam de tamanho uniforme.alterações da membrana do eritrócito q anemias hemolíticas adquiridas . motivando o uso da sigla RDW. enquanto. tratam-se de exames diferentes. Assim sendo. o que costuma ocorrer nas anemias .deficiência de vitamina B12 .RDW) .

além de confirmarem a presença de anemia. quando associados aos dados obtidos na história e no exame físico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .5 % são registrados nas anemias carenciais. nos quadros de sangramento agudo e no início do tratamento de reposição de nutrientes nas anemias carenciais.hemolíticas. os resultados do hemograma e da contagem de reticúulócitos. Copyright © 2001 IDS . Taxas de reticulócitos menores que 0. orientam. a abordagem diagnóstica das crianças com anemia. Portanto.

possam estar causando ou . levando-se em consideração as dificuldades específicas de cada caso. Tratamento da anemia ferropriva: é baseado na reposição de ferro via oral. o tratamento por meio da reposição de ferro por via oral. Assim. Especialmente em nosso meio. devendo ser monitoradas nas crianças com anemia grave. e com reavaliação dos índices hematimétricos. Elevações dos índices hematimétricos podem ser registradas desde a primeira semana de tratamento. com intervalos que dependem da gravidade da anemia. microcitose e aumento do RDW no hemograma e ao número baixo de reticulócitos. devido à alta prevalência de anemia ferropriva já referida. O tratamento deve ser reorientado. justifica-se essa conduta inicial. garantir retornos mensais para identificar falhas e objetivar o seguimento através da realização de um novo hemograma em aproximadamente dois meses de tratamento. associados ao encontro de anemia. Em geral. em reorientações alimentares que garantam as necessidades nutricionais específicas de cada faixa etária e na remoção de fatores que. Na ausência de respostas satisfatórias. eventualmente. é mais importante facilitar o acesso ao atendimento das intercorrências que possam dificultar a adesão ao tratamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Abordagem da criança com anemia microcítica Deve-se iniciar o tratamento com reposição de ferro nos lactentes e pré-escolares que apresentam dados de história que indiquem risco de ferropenia. acompanhada com retornos periódicos. a principal possibilidade a ser suspeitada é a falta de adesão às orientações prescritas. da reorientação alimentar e da prescrição de medicamentos deve ser iniciado e a criança.

A perversão alimentar costuma diminuir por volta do final da primeira semana e a glossite mostra sinais . mantém-se a reposição em dose terapêutica por mais dois meses após a normalização dos níveis de hemoglobina e do VCM.5 12 5 As reorientações dietéticas devem obedecer às necessidades específicas de cada faixa etária. Nas crianças maiores de 1 ano. leite. o albendazol (400mg . A dose terapêutica de ferro elementar preconizada para o tratamento é de 4 .6mg / kg / dia. não resolvem as situações de deficiências nutricionais mistas por não permitirem ajustes específicos de doses. se possível. Em áreas de alta prevalência de enteroparasitoses. fatores que aumentam a sua absorção. devendo ser evitados os inibidores como chá.piorando a ferropenia. Os efeitos colaterais mais freqüentes são náuseas. acompanhada de suco cítrico e carboidratos. com o intuito de diminuir o risco da sangramento oculto. As apresentações comerciais que associam o sal de ferro a outras substâncias hematogênicas são mais caras e. mesmo que em pequenas quantidades. Tabela 2. momento em que a acidez gástrica pode facilitar a absorção do ferro e. Em geral. Recomenda-se que a administração do medicamento seja feita 30 minutos antes das refeições . Além de se reforçar a oferta de carne. Para as crianças maiores de 2 anos. Embora haja vários compostos contendo ferro (tabela 2). Para refazer os estoques de ferro no organismo. Compostos de Ferro Sal de Ferro Sulfato Ferroso Hidróxido de Ferro Polimaltoso Citrato de Ferro Amoniacal Gluconato Ferroso Citrato de Cálcio Ferroso Concentração de Ferro Elementar (%) 20 30 16. como frutas cítricas e carboidratos. os distúrbios do sono e até mesmo a anorexia melhoram nos primeiros dias. até no máximo 200 mg / dia. em geral. junto às refeições de sal. excesso de verduras e cereais. O cansaço. vômitos e alterações do hábito intestinal. A substituição do composto de ferro está indicada para as crianças que apresentarem intolerância ou má aceitação ao sulfato ferroso. A dose diária é dividida em 2 a 3 tomadas . observa-se a melhora e até mesmo o desaparecimento de sinais e sintomas precedendo às alterações laboratoriais mais relevantes. durante o tratamento. independentemente de efetivação de protoparasitológico. visando diminuir eventual irritação gástrica. 2 vezes ao dia. está indicado o uso de drogas antiparasitárias. recomenda-se o consumo de outros alimentos que facilitem a absorção do ferro não-heme.em dose única) pode ser uma boa opção terapêutica. repetindo o mesmo esquema após 14 dias). o sulfato ferroso continua sendo uma boa opção devido ao seu baixo custo e sua melhor absorção. respeitar os hábitos familiares e se ajustar aos recursos disponíveis. fora de zona de grande prevalência de amebíase. usa-se mebendazol ( 5 ml. durante 3 dias.

desaparecendo em torno de dois a três meses. de um modo geral. diminuição da produção de eritropoetina ou alteração do processo de maturação nuclear. recomenda-se que o hemograma seja repetido em aproximadamente um mês. não sendo possível uma única padronização de conduta. enquanto adequações alimentares estão sendo incorporadas. enquanto a melhora dos índices hematimétricos confirma a possibilidade de a anemia pregressa ter sido secundária a algum processo infeccioso/inflamatório transitório. Abordagem da criança com anemia normocítica As principais causas de anemia de crianças com anemia normocítica são processos infecciosos/inflamatórios crônicos. (2) reposição de ferro para os lactentes prematuros e pequenos para a idade gestacional. renda familiar que garanta oferta alimentar adequada. o exame físico e o acompanhamento são fundamentais para indicar as prioridades da investigação diagnóstica e encaminhamentos.de involução a partir da segunda semana. falência medular e deficiência de vitamina B12 e ácido fólico. anemias hemolíticas. acesso aos serviços de saúde e educação. Profilaxia das Anemias Carenciais De forma geral. vínculos familiares/institucionais saudáveis. vacinação completa. Essa situação específica não deve ser interpretada como patológica e sim como uma fase de transição e autolimitada. a persistência da anemia normocítica reforça a necessidade de encaminhamento. hemoglobinopatias. cuja resolução é espontânea e está relacionada à substituição da hemoglobina fetal pelas hemoglobinas A1 e A2. estão associadas a doenças mais graves. (4) reposição de ferro ( 2mg/kg/dia) em lactentes e préescolares expostos a dietas inadequadas. lactentes nascidos a termo e com peso adequado para a idade gestacional apresentam redução fisiológica dos índices hematimétricos entre a 7ª e a 12ª semanas de vida.no mínimo durante os 6 primeiros meses de vida). A OMS recomenda. com 2 mg de ferro elementar/kg/dia. Nesses casos. Abordagem da criança com anemia macrocítica A constatação de macrocitose no hemograma está associada a várias causas que podem ser agrupadas em três situações: falência medular. a partir do 2º mês de vida. (5) uso de leite enriquecido com ferro em lactentes que sofreram desmame . A reticulocitose máxima pode ser detectada entre o quinto e o oitavo dia. que raramente atingem níveis de hemoglobina menores que 9g/dl. determinando a necessidadede encaminhamento. as carências nutricionais podem ser evitadas garantindo-se condições adequadas de vida para todos. devem ser garantidas as seguintes medidas profiláticas: (1) aleitamento materno exclusivo até o 6ª mês de vida. as seguintes condições: moradia com água tratada e saneamento básico. Especificamente com relação à alimentação. (3) reposição de ferro para lactentes em aleitamento artificial sem fortalecimento com ferro (1 a 2 mg/kg/dia . como medidas básicas para a prevenção da ferropenia. Essas são situações clínicas bem mais raras que a ferropenia e. Nas crianças que apresentam anemia leve sem outras alterações. Em geral. a história. nesta reavaliação.

ovo de pata e outros (9) orientar os vegetarianos quanto ao risco de ferropenia e. porém seu custo ainda dificulta o acesso às populações mais pobres e seu uso em grande escala pode levar a uma supervalorização do leite de vaca. além de ter como meta a redução da anemia ferropriva em pré-escolares e escolares em 1/3 até o ano 2003. em aleitamento materno exclusivo (1 micrograma/dia-por via oral). na qual os altos estoques de ferro determinam lesões teciduais graves. (9) esclarecer o valor de determinados alimentos como fonte de ferro biodisponível. principalmente do leite. (7) evitar o consumo de alimentos dificultadores da absorção do ferro junto às refeições de sal (chá. (11) estimular dieta rica em ferro e. comprometendo a importância do aleitamento materno e da diversificação da dieta. a redução da carência de ferro no Brasil foi priorizada entre as diretrizes na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). só serão identificados entre 40 e 60 anos. pretendendo que. respeitando época de introdução de frutas cítricas e outros alimentos e garantindo 2 refeições de sal por dia a partir do 7º . Portadores de hemocromatose. (10) controlar processos mórbidos que induzam anorexia ou perdas sanguíneas. (12) recomendar suplementação de ferro (120mg/dia) a partir do 2º trimestre de gestação. Devido ao fato de não haver vias específicas de excreção de ferro que não a descamação celular. com ferro tem sido eficaz em vários países. O enriquecimento de alimentos. artrites e artropatias. (8) estimular o consumo de frutas e vegetais crus. diminuindo significativamente a prevalência de anemia ferropriva entre lactentes. (13) reposição de ácido fólico (1. frutas cítricas e carboidratos). O Ministério da Saúde. efetiva a administração de 2 ml de sulfato ferroso/semana para as crianças consideradas alvos (6 a 24 meses). a longo prazo. como cirrose. A prevalência de anemia no mundo. recomendar a reposição de ferro nas adolescentes e mulheres em idade fértil. dentro do Programa de Saúde da Família (PSF). e. condição geneticamente determinada e caracterizada pela absorção excessiva de ferro.8º meses de vida. beterraba. (6) oferta de dieta adequada para cada faixa etária. quando essas lesões se manifestam clinicamente. se necessário. no quadriênio 2000-2003. como farinha de casca de ovo. o consumo indiscriminado de alimentos enriquecidos com ferro não deve ser estimulado. de forma irreversível.precoce. justifica a busca de medidas profiláticas de natureza coletiva no âmbito da saúde pública. (14) reposição de vitamina B12 para lactentes filhos de mães vegetarianas de longa data. excesso de cereais e fibras). hepatoma. especialmente nos países em desenvolvimento. miocardiopatia. Trata-se de medida com resultados relativamente rápidos e seguros. por intermédio do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) além de reforçar as recomendações alimentares específicas para prevenir a ferropenia. . de deficiência de vitamina B12. (6) estimular o consumo de alimentos facilitadores da absorção do ferro não-heme junto às refeições de sal (carne. seja possível consolidar e estender essa conduta para todos os municípios brasileiros atendidos pelo PSF.2mg/dia) para lactentes em aleitamento exclusivo com leite de cabra. leite. Recentemente. hipopituitarismo e hipogonadismo.

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perdas sanguíneas ocultas e até mesmo alguma outra afecção específica do eritrócito que tenha pouca expressão clínica. o tratamento deve ser retomado. sendo estas: macrocitose. o indivíduo deve ser encaminhado para algum serviço de referência. A persistência da anemia microcítica em crianças devidamente tratadas sugere a necessidade de se ampliar a abordagem diagnóstica para confirmar ou afastar laboratorialmente a condição de ferropenia. grandes desvios à esquerda dos leucócitos (aumento de bastonetes) e presença de blastos. acometendo leucograma e plaquetas. . leucopenia grave. o mais breve possível. atipia linfocitária. considerando-se a possibilidade de falha terapêutica ou de haver outra etiologia associada à ferropenia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Para investigação diagnóstica/tratamento Consideram-se sinais de alerta as alterações que não se limitam apenas ao eritrograma. As dosagens séricas disponíveis retratam apenas uma parte do seu metabolismo e devem ser interpretadas com cautela. para que se inicie. é importante a referência do paciente. linfocitose ou plaquetopenia intensas. Nestes casos. abordagem diagnóstica para exclusão de leucose. Uma vez confirmada a presença de ferropenia. processos inflamatórios crônicos. Nestas situações. pois vários exames permitem quantificar o ferro corpóreo. como deficiências nutricionais mistas.

processos inflamatórios crônicos e intoxicação por chumbo. doenças metabólicas e as doenças hemolíticas reforçam a indicação de encaminhamento para serviços de referência. A transfusão de glóbulos vermelhos deve ser reservada aos casos nos quais os níveis muito baixos de hemoglobina estejam levando a repercussões clínicas importantes. cuja expressão clínica é leve ou está ocultada pela ferropenia Deve haver suspeita de síndrome hemolítica (hemoglobinopatia.Se a ferropenia for afastada. sem incompatibilidade sangüínea materno-fetal. células em alvo. hepatopatias. eliptócitos. os dados de história devem ser aprofundados conforme as hipóteses etiológicas mais prováveis.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Para tanto. ao hemograma. A eletroforese de hemoglobina também deve ser lembrada no seguimento de algumas crianças inicialmente tratadas como ferropênicas que apresentem respostas parciais à reposição de ferro ou que passem a apresentar evidências de hemoglobinopatia. estomatócitos e acentuação de pontilhado basofílico. deficiências de enzimas eritrocitárias. A necessidade de efetivação de diagnóstico diferencial entre processos infecciosos. A eletroforese de hemoglobina deve ser realizada como conduta inicial quando houver anemia microcítica com RDW normal. exame físico ou antecedentes familiares sugestivos de hemoglobinopatias e que apresentem. doenças de membrana) em lactentes com história de hemólise recorrente ou icterícia prolongada. anemia normocítica e reticulocitose ou as seguintes alterações morfológicas no esfregaço de sangue periférico: células falcizadas. a investigação diagnóstica deve excluir as demais causas de microcitose: algumas síndromes talassêmicas. como insuficiência cardíaca e/ou respiratória. pois esta condição afasta ferropenia e sugere talassemia e nas pessoas com história. Copyright © 2001 IDS .

4a ed. C. Brasília.Manual de Condutas do AIDPI. R.Anemia na infância.1 Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . p. S.. C. 2000. M. A. . Ministério da Saúde do Brasil / Opas / Área de Saúde da Criança / Atenção Integrada Às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI).. A. Rev Saúde Pública 34 (6 suppl). L. In: Sucupira.e cols. . 2000. Scaramuzzi. .Saúde infantil: tendências e determinantes na cidade de São Paulo na segunda metade do século XX. Ferrer. Monteiro. São Paulo. L. 2000. Pediatria em Consultório. A. P. S. D. M. Sarvier. p. 216.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bourroul.

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o que determina também o aumento do espaço interarticular. A idade óssea encontra-se atrasada devido à calcificação reduzida nos núcleos de ossificação. fraturas em "galho verde" e duplo contorno das diáfises.Os achados radiográficos. porém são de difícil disponibilidade em nosso meio. pois as alterações das epífises da ulna e rádio são precoces. produzindo a imagem "em franja". A dosagem sérica de paratormônio elevada e os níveis séricos de 25(OH)D diminuídos auxiliam no diagnóstico. encurvamento diafisário. aumentada. pois variam conforme o método e a faixa etária da criança. O borramento ou perda dos limites ósseos pode aparecer sob forma de pequenas estrias no sentido longitudinal do osso. Ocorre alargamento das epífises em forma de taça. Outros achados são a rarefação óssea. o nível sérico de cálcio pode estar normal ou baixo. devido à não-mineralização do tecido ósseo subperiostal. com a concavidade voltada para a articulação. além de auxiliar no diagnóstico do raquitismo. em função da carência de vitamina D. porém o nível sérico de fósforo encontra-se sempre baixo e a atividade sérica da fosfatase alcalina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A confirmação da suspeita de raquitismo deve ser feita através de exames bioquímicos e radiológicos. A radiografia dos punhos é especialmente adequada para avaliação do raquitismo. Quando o raquitismo é sintomático. e dependem do estágio em que se encontra o raquitismo. As alterações bioquímicas decorrem diretamente das alterações do metabolismo de cálcio e fósforo. Os valores de referência devem ser fornecidos pelo laboratório. . permitem acompanhar o tratamento e avaliar o processo de cura.

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garantindo.000 a 5. o esquema recomendado é a administração de uma ampola diária. na literatura. 1 mg de vitamina D são 40. por parte da criança.000 UI. por via oral. no entanto. Existem. a única preparação oral disponível é a associação de 66. é difícil estabelecer o tempo necessário para a cura.000 UI de vitamina D por via oral ou parenteral.025 mg de vitamina D3. Uma unidade internacional de vitamina D corresponde a 0. Em nosso meio. conforme a disponibilidade.000 U de vitamina D (vitamina D2 ou D3). Na ausência de diarréia e boa aceitação oral. durante nove dias.200 UI de vitamina A. é a melhor escolha. esquemas de tratamento nos quais são utilizadas doses baixas diárias de 2. A cura do raquitismo carencial pode ser obtida por meio da administração de uma dose única de 600. A injeção intramuscular de vitamina D não apresenta vantagens em relação à administração oral. Neste caso. opta-se pela via oral. Na presença de diarréia e/ou má aceitação oral a via parenteral. A grande vantagem desse esquema é a possibilidade de ser feito sob supervisão.000 UI por dois a seis meses. Em vista disso. porém dá-se preferência ao esquema com dose única de 600. assim. pois a medicação oral é bem absorvida. recomenda-se que seja prescrita a vitamina D por via oral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento do raquitismo poderia ser feito somente com a exposição diária ao sol. portanto. muitas vezes.000 UI de vitamina D3 com 13. perfazendo um total . tratamento adequado e boa adesão da família.

A ingestão crônica de doses elevadas de vitamina D pode causar comprometimento renal e calcificações metastáticas. por via oral. tendo como sintomas: craniotabes. A dose recomendada é de 400 UI/dia de vitamina D por via oral. durante todo o tratamento do raquitismo. vertigem. como profilaxia até dois anos de idade (fase de crescimento acelerado). hipotonia. dor nos ossos. ingestão adequada de cálcio. Para o recém-nascido de termo e prematuros de mães com níveis normais de vitamina D. o uso diário de 400 UI de vitamina D por via oral. Como é muito difícil identificar as famílias que realmente terão condições de expor os lactentes ao sol. por ser outro período de grande aceleração do crescimento. abaulamento de fontanela. A exposição diária à luz solar é o melhor meio de prevenir o raquitismo carencial. prurido. Apesar da suplementação diária com vitamina D. hidrocefalia. Na avaliação laboratorial. linha de maior calcificação na região submetafisária. até a cura definitiva do raquitismo. A adolescência. Todos os sintomas regridem completamente com a supressão da vitamina A. Adolescentes pouco expostos ao sol devem receber profilaxia por meio de alimentos enriquecidos com vitamina D ou medicamentos durante todo o período de estirão. Os sinais radiográficos de cura evidenciam-se pela calcificação e aparecem duas a quatro semanas após o tratamento. para evitar complicações por hipocalcemia. vômitos e diarréia. é de risco para o raquitismo carencial. poliúria e polidipsia. Vitamina Nome comercial® Via de administração Apresentação . anorexia. A maioria das deformidades ósseas desaparecem meses ou anos após o tratamento. recomenda-se. os núcleos ósseos tornam-se visíveis. entre outros. e aparece a linha de remissão raquítica.000 UI de vitamina D. Ocorre deposição mineral na metáfise. para evitar a hipervitaminose A. Os níveis de fosfatase alcalina podem permanecer alterados por vários meses. A hipervitaminose crônica deve-se a ingestão prolongada de altas doses de vitamina A. recomenda-se o uso diário de vitamina D na dose de 400 UI/dia. normalizando o espaço interarticular. descamação de pele local ou generalizada. esplenomegalia. hepatomegalia. É fundamental manter. Os níveis séricos de cálcio e fósforo normalizam-se após dias ou semanas de tratamento. Os sintomas são: cefaléia. devendo-se sempre confirmar sua formulação. irritabilidade. A utilização de associações de vitamina D com vitamina A requer cuidado. A suplementação de vitamina D diária na dose de 400 UI /dia deve ser iniciada logo após o tratamento. alopecia. caracteriza-se pelos seguintes sintomas: anorexia. A intoxicação pela vitamina D. anorexia. perda de peso. Diminui a rarefação óssea e a cortical torna-se mais compacta. continua sendo importante encorajar as mães a adquirirem o hábito de expor seus filhos ao sol diariamente com pouca roupa e não através de vidraças. sinais de irritação meníngea. A hipervitaminose A aguda é consequência da ingestão acidental de produtos contendo vitamina A. obstipação intestinal. constatam-se hipercalcemia e hipercalciúria.de 594. também. ou hipervitaminose D. para que não ocorra novo episódio de raquitismo.

Tri-vi-sol (Mead Johnson) Oral . Solução com 2.000 UI de vitamina D e 50. Solução com 50.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C. 3.500 UI de vitamina A / ml. Aderogyl D3 (Sarsa) Oral Ampola com 66. Ad-til (Riker) Oral Solução com 10.200 UI de vitamina A.000 UI de vitamina D2 e 50.000 UI de vitamina A / ml.200 UI de vitamina D3 e 5.000 UI de vitamina A. Gaduol (Climax) Oral Solução com 10.D+A Adeforte (Gross) Oral Ampola com 50. 5.000 UI de vitamina D3 e 13. Solução com 400 UI de vitamina D .000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E / ml. 100.000 UI de vitamina A / ml.000 UI de vitamina D3.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C / ml.

000 UI de vitamina D. 1 mg de vitamina B6. Copyright © 2001 IDS . 10 mg de vitamina B5. 1 mg de vitamina B2. 4 mg de vitamina B1. 5. 3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C / ml.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .000 UI de vitamina A. 10 mg de vitamina PP.Protovit (Roche) Oral Solução com 1.

basta seguir os antigos e sábios conselhos de nossas avós." Vitamina Nome comercial ® (fabricante) D+A Adeforte (Gross) Via de administração oral Apresentação ampola com 50.000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E/ml .000 UI de vitamina A. seguro e altamente eficaz.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C. a persistência ou reaparecimento de raquitismo carencial. O raquitismo carencial pode ser prevenido por meio de um tratamento de baixíssimo custo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Nos dias de hoje.000 UI de vitamina D3. Além desse tratamento. 5.solução com 50. como observado em países ricos. 100. que diziam: "Tome seu leite e vá brincar lá fora. que é a suplementação diária com vitamina D. é algo difícil de se aceitar.

4 mg de vitamina B1.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1 mg de vitamina B6.000 UI de vitamina A/ml solução com 10.200 UI de vitamina A.000 UI de vitamina D3 e 13.500 UI de vitamina A/ ml solução com 10. 3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C/ml Ad-til (Byk) oral Gaduol (Clímax) oral Tri-vi-sol (BristolMyers Squibb) oral Protovit (Roche) oral Copyright © 2001 IDS . 5. 10 mg de vitamina PP.000 UI de vitamina D2 e 50. 1 mg de vitamina B2.Aderogil D3 (Aventis) oral ampola com 66. 10 mg de vitamina B5.000 UI de vitamina D. 3.000 UI de vitamina A.000 UI de vitamina D2 e 50.000 UI de vitamina A/ml solução com 400 UI de vitamina D.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C/ml solução com 1.solução com 2.200 UI de vitamina D3 e 5.

pp.E.179. In Sucupira. & Zuccolotto.C.: Nelson Textbook of Pediatrics.R. In Behrman.A. Philadelphia. 1996. Raven Press.S.C.Disvitaminoses. .S.Rickets. São Paulo. 21 of Nestlé Nutrition Workshop Series. 1991. Copyright © 2001 IDS . Glorieux.A. vol. 1996. 3a ed.F. pp. 208.H.S.L. 15th ed.Nutrition and nutritional disorders. New York. & cols. & cols.J.: Pediatria em Consultório.L. Saunders.M.D. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barness. Rodrigues. & Curran. . Sarvier.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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ou resfriado comum. sendo responsável por grandes perdas econômicas. e o uso abusivo de antibiótico é muito frequente. Entretanto. são as mais vendidas. possui alta morbidade. os quais apresentam diferenças sazonais e podem causar diferentes síndromes clínicas (tabela 1). Mais da metade das crianças atendidas por resfriado comum recebem prescrição de antibiótico. as medicações usadas para o resfriado comum. as manifestações sistêmicas geralmente são mais intensas e. estas medicações podem causar reações adversas graves. entretanto. devido a faltas no trabalho e gastos com medicações. embora não seja uma infecção respiratória grave. O uso indiscriminado de antibióticos para infecções respiratórias agudas de etiologia viral é considerado o principal motivo de aumento da resistência bacteriana. No Brasil. freqüentemente induzem hiperresponsividade brônquica em lactentes e pessoas com doenças respiratórias crônicas. causada por mais de 200 vírus imunologicamente diferentes. livres de efeitos colaterais. Os rinovírus são os principais agentes das rinofaringites e rinossinusites agudas. com grande freqüência. com ou sem receitas médicas. As medicações utiliza