Temas da Área de Medicina Apresentação O Brasil de hoje é, sem dúvida, diferente do país de apenas duas décadas atrás.

Mudanças internas, associadas à globalização que envolve todos os países do mundo, criaram uma nova realidade política e econômica, que se refletem nas condições de vida de nossa população. Paralelamente, observa-se uma maior consciência quanto aos valores sociais e entende-se que mudanças expressivas só ocorrerão com um forte engajamento do governo e da sociedade civil na construção de uma democracia onde se combata, de maneira vigorosa, as intensas desigualdades sociais que ainda persistem e dificultam uma considerável parcela dos brasileiros a ter acesso a instrumentos sociais que lhes permita viver com dignidade. Na área da saúde, pode-se afirmar que muito se avançou com o preceito constitucional de que saúde é um dever do Estado e um direito do cidadão. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), deu-se um importante passo na modernização das ações de saúde em nosso país. O SUS, entretanto, não tem conseguido atingir plenamente seus objetivos de equidade e universalidade, devido a uma conjuntura de fatores, que inclui ingredientes de difícil manipulação, dentre eles a limitação de recursos financeiros, as amarras administrativas e gerenciais do setor público e o preparo técnico, científico e até mesmo humanitário de parte dos profissionais de saúde, sem deixar de mencionar constantes desavenças políticas, que não raro dificultam sua implantação. Ao longo dos últimos anos, tornou-se evidente que o atendimento primário, base de entrada para o sistema público de saúde, necessitava uma nova abordagem, uma vez que a estrutura clássica de unidades básicas de saúde vinha apresentando, em diversos locais do país, uma baixa resolubilidade. Assim, a partir de experiências na região Norte-Nordeste, criou-se o Programa Saúde da Família (PSF), baseado em equipes de saúde da família, que são constituídas por médicos, enfermeiras, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atendem populações geograficamente definidas e com número definido de famílias. Essa estratégia vem não só melhorando o acesso da população ao sistema, como tem proporcionado considerável melhora na qualidade do atendimento oferecido, o que traz um admirável grau de satisfação da população e das próprias equipes de saúde. A experiência destes primeiros anos de PSF mostrou, entretanto, que existe uma dificuldade de se arregimentar médicos adequadamente treinados para exercer a função de generalistas e enfermeiras com o devido preparo para as abrangentes funções por elas desempenhadas no PSF. Embora pólos de capacitação estejam sendo instalados em todo o país para treinar os profissionais que atuam no PSF, ressente-se da falta de material instrucional para auxiliá-los no processo decisório do dia-a-dia. Por esse motivo, criou-se uma importante parceria, envolvendo diferentes setores da sociedade: o Instituto para o Desenvolvimento da Saúde (IDS), uma organização não governamental voltada para a melhoria das atenções de saúde no país, a Universidade de São Paulo (USP), que cumpre assim seu papel de centro divulgador de conhecimentos, a Fundação Telefônica (FT), que se sensibiliza com as necessidades sociais, e o Ministério da Saúde (MS), que acreditou na proposta e se propôs a divulgar o material instrucional que aqui é apresentado para todas as equipes do PSF.

Os temas abordados foram basicamente os recomendados pelo MS, em função de sua freqüência e importância, além de alguns outros sugeridos por professores da Faculdade de Medicina e da Escola de Enfermagem da USP. O tratamento dado aos textos foi o mais conciso e objetivo possível, de modo a auxiliar os médicos a tomarem decisões quanto ao diagnóstico e tratamento das enfermidades selecionadas, além de, quando pertinente, tomar medidas relacionadas com a prevenção das doenças e suas complicações. Um enfoque complementar é o de tentar definir os limites de atenção no PSF e de quando encaminhar o paciente para um especialista ou centro de referência. Já os textos de enfermagem, além de procurar normatizar as ações desses profissionais, procuram trazer informações complementares que auxiliam as enfermeiras na consecução dos objetivos do PSF. Acreditamos que o projeto "Material Instrucional para o PSF" preenche uma necessidade atual para se poder melhorar a qualidade das atenções básicas de saúde de nosso país. Sua concretização reforça o conceito de que os problemas do setor saúde não devem ser entendidos como exclusivos do governo, cabendo um envolvimento ativo da sociedade civil na busca de diagnósticos e soluções para um Brasil melhor e mais justo. Prof. Dr. Raul Cutait Presidente do Instituto para o Desenvolvimento da Saúde

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Dulce Maria Senna1 Eleonora Haddad Antunes2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:32 AM
1 Médica sanitarista, psicoterapeuta, doutora em Medicina Preventiva, médica assistente do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP 2 Médica psiquiatra, mestre em Medicina Preventiva, supervisora do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP

Quadro clínico e Epidemiologia A abordagem do contexto familiar, dentro das ações previstas para uma equipe de Saúde da Família, torna-se necessária, tanto do ponto de vista do entendimento da situação-problema trazida como demanda de atendimento, como num contexto de estratégia de promoção à saúde, em nível comunitário. Nesse sentido, são necessárias algumas considerações. Um grupo de tarefas que se organiza na direção da sobrevivência, cujos membros dividem atribuições e papéis. Um grupo interativo no qual intensas relações afetivas se manifestam. Um grupo que é produto: a) das heranças culturais trazidas por seus antepassados, b) do seu próprio ciclo de vida familiar, c) da sua articulação dentro dos fatores econômicos e

culturais da sociedade a que pertence. A demanda trazida pelos indivíduos para atenção à saúde pode ser compreendida como uma linguagem que expressa conflitos de seu ambiente familiar. Assim, as questões de saúde da criança, do adolescente, da mulher, do homem e do idoso devem ser compreendidas à luz da estruturação e da história particular de cada família, dentro do pano de fundo da realidade social que a constitui. A composição das famílias brasileiras, do ponto de vista demográfico, vem passando por várias alterações nas últimas três décadas. Apesar de estas ocorrerem de forma diferenciada para as diversas regiões do país, alguns movimentos acontecem de forma geral, como a redução da natalidade e o aumento no número de anos vividos pelas pessoas. As famílias vêm se tornando menores e com um número maior de idosos em sua composição, com aumento da prevalência de doenças crônicas e de problemas decorrentes do processo de envelhecimento. As famílias, no Brasil, principalmente nas camadas mais pobres da população, constituem grupos voltados para a formação de uma renda que possibilite a sobrevivência de todos e favoreça o estabelecimento de planos para o futuro. O modelo de família vivendo isoladamente num domicílio, no qual o pai tem o papel de provedor dos bens materiais, a mãe deve cuidar dos afazeres domésticos e aos filhos cabe a responsabilidade de estudar, não predomina nos núcleos familiares mais empobrecidos. Nas últimas décadas, buscando melhores condições de vida, as famílias migraram para regiões urbanizadas e se confrontaram com valores culturais diferentes; sua composição também passou por alterações. Elevou-se o número de núcleos familiares compostos apenas por mulheres e seus filhos menores, principalmente nos grupos migrantes de baixa renda. Mais recentemente, a perspectiva de globalização econômica, de desemprego estrutural e de restrição aos investimentos de projetos sociais repercutiu na estrutura familiar, com prejuízo aos projetos de vida, levando, inclusive, ao aumento do número de indivíduos e famílias moradores de rua. Estudos clássicos sobre famílias caracterizam o ciclo de vida familiar em três estágios: uma primeira fase, de maiores dificuldades, constituída pelo casal ou um dos pais com filhos pequenos; uma segunda de maior prosperidade, com os filhos dentro da família e com idade para trabalhar e uma terceira fase, também mais difícil, com os filhos fora do primeiro núcleo familiar e o casal ou um dos pais em idade mais avançada. Entretanto, nas regiões urbanas brasileiras, observa-se que o núcleo familiar tende a ser composto por várias gerações como forma de enfrentar dificuldades financeiras. Os filhos que formam um novo ramo familiar continuam a habitar o núcleo original como forma de somar rendimentos, barateando os custos habitacionais e garantindo os cuidados às crianças e a outros dependentes, que são aqueles que não estão inseridos ativamente no mercado de trabalho, como os adolescentes, os idosos e os desempregados.

As mulheres ocupam um papel importante na manutenção da vida diária do grupo familiar, exercendo o trabalho doméstico, o preparo e manutenção dos alimentos, a confecção do vestuário, a procura de preços mais baixos nas compras, o que contribui para diminuir os gastos domésticos e para manter o orçamento familiar. A sua participação com trabalho remunerado na geração da renda familiar, realizada dentro ou fora do ambiente doméstico, soma-se às outras atividades, potencializando sobrecarga física e emocional e conseqüentes agravos à saúde. Por outro lado, a experiência acumulada durante a existência das mulheres no manejo do cotidiano da vida familiar lhes proporciona, quando idosas, um papel mais definido no grupo, o que pode não ocorrer no gênero masculino. Nesse sentido, ao se abordar o idoso no grupo familiar, deve-se levar em conta o gênero e a sua relação com os demais membros. A contribuição masculina na provisão do sustento e na defesa dos princípios morais é fundamental, principalmente nas famílias de baixa renda. Nesses grupos, as expectativas colocadas expressam: que a presença do homem é que dá respeito à casa, o homem é o chefe da família e sua condição de trabalhador lhe dá o reconhecimento na sua comunidade. A dificuldade de desempenho destas funções, quando o homem tem remuneração inferior, está desempregado ou aposentado, pode ser fonte de estresse e de danos à saúde. No idoso, a inadequação ao projeto familiar e a perda dos papéis masculinos anteriormente exercidos têm impacto na auto-estima, fator de proteção considerado importante na manutenção da saúde. Na arquitetura familiar, as crianças, como membros que não têm autonomia e capacidade plena de defesa, geram uma tensão no sentido do cuidado e estão mais expostas e vulneráveis às situações de conflito no grupo. Na adolescência, esta situação, em parte, permanece. Em acréscimo, os adolescentes, muitas vezes depositários das expectativas de transformação e mobilidade social do grupo, sofrem com a frustração dessas expectativas, seja pelo contexto familiar de sobrevivência, seja pelo contexto de possibilidades de inserção social. As possibilidades de agravos à saúde se estabelecem de forma diferenciada. Mulheres, adolescentes e crianças estão mais expostos ao contexto da violência doméstica. Os efeitos da dupla jornada feminina, acrescidos das alterações corporais advindas da maternidade propiciam um perfil específico de problemas de saúde. Homens têm aumentado o risco de depressão e alcoolismo quando suas funções no grupo se reduzem, no desemprego ou aposentadoria. Os idosos podem também ter problemas de adaptação ao projeto familiar, quando seus papéis são ocupados por uma nova geração. No interior da família, a ocorrência de outros eventos de vida potencialmente estressantes também deve ser observada: a morte de um dos pais ou de indivíduo provedor de cuidados ou renda; a gravidez e os nascimentos trazendo um novo arranjo ao grupo; a manifestação de uma doença grave ou envelhecimento que interfiram na capacidade de autonomia de um dos membros da família; o início da vida escolar das crianças; a prisão, hospitalização ou migração de um dos familiares.

Ou seja, acontecimentos que, além de trazerem angústias individuais, possam desestabilizar a composição anterior do grupo. A observação dessas mudanças pode auxiliar no manejo do cuidado à saúde, seja individualmente, seja como apoio ao núcleo familiar. A problemática familiar é complexa e necessita uma compreensão que leve em conta sua inserção no contexto sócio-econômico e o momento do ciclo vivido. Investigar a situação evolutiva de uma família pode esclarecer situações de conflito que possam estar afetando as condições de saúde. Frente às adversidades, como forma de proteção, a família não se entende somente a partir dos laços de sangue, mas sim como uma rede de solidariedade que favorece a sobrevivência. Assim, família são aqueles com quem se pode contar. E os grupos se estabelecem a partir de laços, afetivos e morais, de parentesco e vizinhança, que possibilitam a solidariedade, a troca de favores e a manutenção dos hábitos, linguagem e valores culturais. O projeto de sobrevivência das famílias empobrecidas ocorre dentro de grupos de solidariedade, nos quais os laços morais determinam papéis e obrigações para os seus membros. Na direção do suporte às famílias, alguns conceitos têm sido estudados. Observa-se, por vezes dentro da mesma faixa de renda, que indivíduos ou sistemas - famílias, grupos e comunidades - têm maior capacidade de enfrentar com sucesso adversidades ou riscos significativos. Ou seja, uma melhor capacidade de recuperação diante de eventos adversos. A esta característica se chamou resiliência, que é um termo advindo da Física, que poderia ser traduzido como elasticidade e entendido como capacidade de retomar a forma original, após uma tensão sofrida. Algumas investigações buscam identificar características de resiliência, para formular e implementar programas e práticas visando reforçar propriedades já existentes, com o objetivo de alcançar mais saúde e qualidade de vida. Ou então, minimizar o impacto de risco em populações vulneráveis, como, por exemplo, crianças e adolescentes em contexto de violência, em uso de drogas ou moradores de rua. Uma das características que potencializam a capacidade de enfrentar adversidades é a possibilidade de se contar com suporte social. Suporte social pode ser qualquer informação, auxílio material ou afetivo, oferecidos por grupos ou pessoas. Nesse sentido, define-se como relação humana na qual trocam-se recursos sócio-emocionais, instrumentais ou recreativos. As redes de suporte social são as pessoas, grupos ou instituições concretamente organizadas e que potencialmente podem exercer esse apoio.

Ações que levem em conta a possibilidade, no domicílio, de detectar necessidades de suporte e incrementar estratégias comunitárias, no sentido de ampliar redes de apoio social podem ter impacto positivo na saúde dos indivíduos e do grupo familiar. Nesse sentido, a equipe de saúde da família e, particularmente, o agente comunitário de saúde têm um papel primordial.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores:

Ana Sílvia Whitaker Dalmaso1

Alexandre Nemes Filho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:40 AM
1 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP 2 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP

Introdução O tema da Promoção da Saúde tem se tornando cada vez mais presente na prática dos profissionais de saúde pois, na atualidade, se inclui como componente de destaque na organização de novos modelos de prestação de serviços no campo da saúde pública, como é o caso do Programa de Saúde da Família. Alem disso, o debate em torno da noção de promoção da saúde vem favorecendo a constituição de um movimento daqueles que entendem que as políticas públicas, em particular aquelas que ocorrem nos municípios, devem estar direcionadas para capacitar as comunidades para atuar na melhoria da qualidade de vida e saúde. Incluem-se nesta proposta o movimento de alcance internacional conhecido como "Cidades-Municípios-

Saudáveis". Pode-se observar também que, nas últimas décadas, tem havido um interesse maior das pessoas e das comunidades para iniciativas e habilidades que buscam expandir o potencial de vida, uma visão positiva da saúde. Sinteticamente isto pode ser explicado face ao aumento da expectativa de vida na modernidade com a redução da mortalidade nas idades mais jovens e a diminuição dos danos causadas pelas doenças. Nas perspectivas apontadas acima, o que está em questão é o reconhecimento de que a Saúde não está simplesmente relacionada à ausência de doenças ou ao tratamento de doenças, mas tem seu conteúdo ligado à qualidade de vida e ao bem-estar das populações. Desta forma, a saúde é promovida quando são fornecidas melhores condições de trabalho, moradia, educação, atividade física, repouso e lazer, alimentação e nutrição. Neste artigo, procuramos definir o conceito de Promoção da Saúde, incluindo uma breve recuperação histórica e assinalar as possíveis estratégias orientadas pelo conceito. O Conceito de Promoção à Saúde A noção de promoção à saúde mais difundida na área médica, foi introduzida por Leavell e Clark, em 1976, no desenvolvimento do modelo denominado "história natural da doença". Neste modelo, aplicado a partir do grau de conhecimento do curso de cada uma das doenças, definem-se três níveis de prevenção: primário, secundário e terciário. A prevenção primária, foco do nosso interesse, tem por objetivo evitar que as pessoas adoeçam; para tanto, lança mão de medidas voltadas para as condições do meio ambiente e social, não só para promoção geral da saúde, como para dar proteção específica a algumas doenças, como é o caso das vacinas. Este modelo repercutiu de forma positiva em dois aspectos. Permitiu uma ordenação e organização das ações no âmbito da vigilância epidemiológica, em particular nas atividades institucionais ligadas ao controle das doenças de notificação compulsória, e reforçou a noção de que a educação é um fator tão importante quanto a assistência clínica na melhoria da saúde. Obteve, porém, pouca repercussão no tocante a aspectos de mobilização das comunidades. A partir de 1980, esta última característica apareceu nas novas versões da promoção da saúde. Um entendimento muito freqüente refere-se à promoção como a busca de um ambiente saudável, que as pessoas tenham uma boa qualidade de vida e gozem de bem estar. BRESLOW (1999), entretanto, chama a atenção para o fato de que medidas como a restrição ao fumo, o controle do uso do álcool, a redução do peso nos obesos e diminuição da ingestão de gorduras saturadas e colesterol, embora devam ser alcançadas, constituemse em medidas tipicamente de prevenção para lidar com fatores de risco (de doença coronariana, câncer de pulmão e alcoolismo) não se caracterizando propriamente como medidas de promoção da saúde.

BUSS (2000) salienta que este tipo de enfoque mantém-se centrado apenas nas mudanças de comportamentos danosos dos indivíduos ou restritos a questões culturais de algumas comunidades. Considera que o conceito moderno de promoção da saúde deve implicar em atividades voltadas tanto a grupos sociais como a indivíduos por meio de políticas públicas abrangentes (em relação ao ambiente físico, social, político, econômico e cultural) e do esforço comunitário, na busca de melhores condições de saúde. Nesta última perspectiva, têm se ancorado as resoluções das "Conferências Internacionais de Promoção da Saúde", procurando estabelecer consensos e diretrizes para a promoção da saúde. Estratégias de Promoção à Saúde Se já está explicado o que é promoção à saúde e entendido como ela é importante para melhorar a qualidade de vida das pessoas e diminuir a quantidade e gravidade das doenças, vamos agora indicar formas concretas de se fazer promoção à saúde. Destacamos, neste texto, duas formas que são complementares, isto é, uma se soma à outra. Elas não só trazem bons resultados, mas também fazem os recursos empregados produzirem mais benefícios. São elas a ação intersetorial (integração de tipos diferentes de atuação) e o suporte social. Vamos estar privilegiando neste texto o suporte social porque o consideramos um instrumento muito útil para o trabalho dos profissionais de saúde do Programa de Saúde da Família (PSF) para alcançar seus propósitos em termos de qualidade de saúde e vida das pessoas e dos grupos sociais. Ações intersetoriais: integração de esforços visando alcançar mais e melhores resultados e racionalizar recursos. Como diz o ditado: "a união faz a força". Portanto, somar ações é mais inteligente do que fazer tudo em separado. É proveitoso, por exemplo, juntar trabalho nas creches e escolas e ações de saúde; juntar atividades de esporte e cultura e as áreas de saúde e educação ou ainda transformar o local de trabalho ou o município em um ambiente saudável. Apesar de a intersetorialidade ser uma estratégia já conhecida faz tempo, há, freqüentemente, dificuldades para colocá-la em prática. O segredo é estar disposto a conversar e articular. Para os governos municipais, é muito importante fazer planejamento integrando as diversas áreas de atuação e discutindo com a população as prioridades e como realizar os planos. Suporte social: instrumento de trabalho na atenção básica à saúde, visando melhorar a qualidade de vida e o domínio do grupo e do indivíduo sobre as situações. A idéia é que uma pessoa que tenha mais conhecimentos, mais habilidades e maior confiança em si pode proteger sua saúde e viver melhor. O suporte social representa um conjunto de ações que podem ser realizadas por diferentes tipos de pessoas: os membros da equipe de saúde da família, parentes, amigos, voluntários. Faz-se suporte quando se fornece informação: com ela as pessoas e os grupos podem se proteger e se defender melhor, saber onde procurar ajuda para um problema e aprender a se cuidar. Outro tipo de suporte é o apoio emocional: fazer companhia, conversar, aconselhar, encorajar, mostrar que se está do lado da pessoa ou do grupo nas suas decisões. Este tipo de suporte faz com que as pessoas e os grupos ganhem mais confiança,

mais força e possam decidir e lutar pelo que desejam. Um terceiro tipo de suporte é chamado de instrumental, significando fornecer recursos técnicos e/ou materiais para ajudar a pessoa a se protegerem e cuidar melhor. Pode ser desenvolver habilidades para, por exemplo, amamentar, fazer dieta ou fazer uma fossa, ou fornecer recursos materiais para cuidado da saúde ou manutenção da qualidade de vida (como, por exemplo, renda mínima, cesta básica, material para construção, medicação). Como já dissemos, o suporte pode ser leigo (parentes, amigos, voluntários) ou profissional. A vantagem do leigo é que muitas vezes quem faz o suporte está mais perto e conhece mais quem vai receber o apoio. Mas, onde o suporte leigo não é suficiente, pode-se contar com o apoio profissional. E de quem? Por exemplo: na equipe de saúde da família, quem deve fazer o suporte social? Todos, cada um com a sua função, todos buscando ouvir e acolher as necessidades dos usuários. E um trabalho articulado com o do outro, como uma verdadeira equipe. Onde fazer o suporte? Um entendimento mais restrito é considerar o suporte como ação comunitária, a ser realizado mais no domicílio e na comunidade do que na unidade de saúde. Uma outra forma de pensar, mais abrangente, é incluir o suporte social entre as ações básicas de saúde, realizadas em todos os espaços: na visita domiciliar, no contato com agrupamentos, locais de reunião, nos atendimentos individuais, nas atividades educativas. Quem decide qual é o suporte necessário? Não pode ser uma decisão só da equipe, mas da conversa dos profissionais com a população e as pessoas, definindo juntos os problemas a serem enfrentados e como fazer. Se a decisão é unilateral, corre-se o risco de o profissional pensar que está fazendo um apoio e de quem o recebe considerar que o apoio é desnecessário ou que até atrapalha mais do que ajuda. Por isso, a conversa, a integração e a combinação do suporte é tão importante. Como a área da promoção à saúde é relativamente nova, cabe, de um lado, experimentar diversas formas de atuação, ou seja, ser criativo. De outro lado, como o suporte profissional é um investimento de recursos (profissionais, tempo de trabalho, recursos materiais), é necessário pensar e colocar em prática formas de avaliação.

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Recomendam-se consultas periódicas ao sítio do Ministério da Saúde: http://www. além de estar sofrendo atualização com grande freqüência devido ao avanço tecnológico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Marta Heloisa Lopes1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:46 AM Autores: 1 Professora Doutora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Nota do editor: o calendário de vacinação apresenta peculiariedades de acordo com Estado e região do país.br/imu/imu00.funasa.htm Esquema de Vacinação na Criança Esquema de Vacinação no Adulto Eventos adversos · BCG · DPT · Febre Amarela · Hemófilos · Hepatite B .gov.

dose 1ª. dose 1ª.· Poliomielite · Sarampo · Tríplice viral Situações Específicas Vacinação na criança A vacinação de rotina tanto da criança quanto do adulto visa a prevenção das doenças mais graves e mais freqüentes. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. dose 3ª. dose 2ª. dose Vacina contra hepatite B 3ª. dose 6 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 3ª. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) preconiza o seguinte esquema de vacinação para crianças. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B Hepatite B Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose 2ª. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. Esquema de Vacinação para Crianças IDADE Ao nascer VACINA BCG Vacina contra hepatite B 1 mês 2 meses Vacina contra hepatite B Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) DOSES dose única 1ª. dose 1ª. dose 3ª. dose 2ª. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Hepatite B 4 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 2ª. dose . causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. no Brasil.

o PNI adotou esta medida em decorrência da grave situação epidemiológica da tuberculose o Brasil. aos 15 meses de idade. O assunto. a segunda aos quatro e a terceira aos seis meses de vida. Por isso não são identificadas as mães portadoras do vírus da hepatite B. rubéola. caxumba e rubéola). Posteriormente.infantil do vírus da hepatite B. O esquema completo de vacinação contra hepatite B compreende três doses. Mais recentemente. Foram introduzidas. as vacinas contra rubéola e caxumba. foi introduzida no calendário vacinal de rotina. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda um reforço. entretanto. Este esquema de vacinação universal na criança é preconizado para prevenir a transmissão materno. de preferência no primeiro dia de vida. O Estado de São Paulo. A primeira dose deve ser aplicada o mais precocemente possível. O esquema de rotina para crianças menores de um ano de idade é de três doses. Esta bactéria é importante causa de infecções graves em crianças menores de cinco anos de idade. em todo o Brasil. no caso da mãe ser portadora. a vacina contra hepatite B. a vacina conjugada contra doença invasiva causada pela bactéria capsulada Haemophilus influenzae tipo b. tétano e coqueluche Sarampo. foi introduzida. salientando-se a meningite. rubéola congênita Sarampo 15 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Vacina tríplice viral ou vacina dupla viral ou vacina contra sarampo 6 a 10 anos 10 a 11 anos BCG dT (dupla adulto) Vacina contra febre amarela reforço reforço reforço Formas graves de tuberculose Difteria e tétano Febre amarela É importante ressaltar que. ocorreram modificações importantes no esquema rotineiro de vacinação das crianças. para crianças entre cinco e seis anos de idade. rubéola congênita e caxumba Sarampo. A vacinação da criança nas primeiras horas de vida diminuiu em até 90% o risco de transmissão do vírus para ao filho. A segunda é dada com um mês de vida a terceira e última. ainda na maternidade. baseando-se nos dados controversos sobre a . Embora haja controvérsia sobre a eficácia da vacina BCG. Em muitas regiões do Brasil ainda não se faz sorologia para hepatite B durante o pré-natal. São dadas junto com a segunda dose da vacina contra sarampo e constituem a chamada tríplice viral (sarampo. é polêmico. aos nove meses de idade.9 meses Vacina contra sarampo Vacina contra febre amarela dose única dose única reforço reforço dose única (reforço sarampo) Sarampo Febre amarela Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. rubéola e síndr. síndr. sendo a primeira aos dois meses. A outra mudança ocorrida nos últimos dez anos refere-se a introdução de uma dose de reforço da vacina contra tuberculose (BCG intradérmico). sem teste tuberculínico (PPD) prévio. nos últimos dez anos.

dependendo das condições epidemiológicas da região onde elas estão sendo usadas. Mato Grosso. Amazonas. Por facilidade operacional. Mato Grosso do Sul. com perspectivas de serem mais seguras e mais eficazes que as vacinas atualmente disponíveis. A prática da vacinação do adulto ainda é um desafio. São áreas endêmicas brasileiras: Acre. desde o ano de 1992. uma vez que a vacinação rotineira da criança. Distrito Federal. Amapá. devem ser vacinadas contra essa doença que pode ser fatal. A vacinação não está indicada para crianças que vivem em áreas não-endêmicas. não a recomenda. Goiás e Roraima. até mesmo para aquelas nascidas de mães HIV positivas. O aparecimento de casos importados de febre amarela na região oeste do Estado de São Paulo determinou a introdução dessa vacina. (2º) estão sendo conduzidos estudos para elaboração de vacina de fragmentos de DNA do Mycobacterium tuberculosis. simultaneamente com a vacina contra sarampo e a 3ª dose da Hepatite B. em termos de saúde pública. dois aspectos devem ser ressaltados: (1) a vacina BCG é útil e eficaz na prevenção das formas graves da tuberculose (miliar. Podem haver variações nas indicações de algumas vacinas. Rondônia. Vacinação no Adulto A importância e necessidade de vacinação na infância são bem conhecidas.eficácia da revacinação com BCG. Pará. no calendário de rotina dessa região. Tocantins. Em toda essa polêmica. essa vacina pode se administrada aos nove meses de idade. A vacina da febre amarela é aplicada em dose única a partir dos seis meses de idade. de sistema nervoso central) e deve continuar sendo empregada para todas as crianças no primeiro mês de vida. Maranhão. com reforço a cada dez anos. Por este motivo. Esquema de vacinação para pessoas com sete ou mais anos de idade VACINA 1ª visita dT(dupla tipo adulto: difteria e tétano) Hepatite B* Sarampo/caxumba/rubéola** Influenza (gripe)*** dT Hepatite B dT Hepatite B ESQUEMA 1ª dose 1ª dose dose única dose única 2ª dose 2ª dose 3ª dose 3ª dose 1 a 2 meses após a 1ª visita 6 meses após a 1ª visita . só foi amplamente estabelecida no Brasil a partir da década de 1970. crianças que vivem ou viajam para áreas endêmicas de febre amarela. As seguintes situações devem ser consideradas em relação à vacinação de adultos: Primo-vacinação no adulto Esta situação é comum em indivíduos acima de 30 anos.

Febre Amarela: reações locais. Os vírus vivos atenuados que constituem a vacina contra a febre amarela são cultivados em ovos embrionados de galinha. administradas na infância. Os benefícios da vacinação superam largamente os eventuais danos causados pelas vacinas. no Estado de São Paulo. edema e vermelhidão e sistêmicos como febre. . irritabilidade. causando encefalite e óbito em uma criança e um adulto. estão contra-indicadas as vacinas. ossos. fígado. DT e TT (tóxoide tetânico). dois casos de disseminação do vírus vacinal.000. cefaléia após uma semana da vacinação. Recentemente. Manutenção durante a vida da imunização adquirida na infância: Os adultos vacinados na infância contra o tétano e a difteria devem receber uma dose de reforço da vacina dT a cada dez anos. após a vacinação. urticária e/ou asma e até choque em anafilático. baço. DPT: locais como dor. vômitos. Por este motivo. (2) abcesso subcutâneo. É administrada anualmente. Nestes casos. são seguras.000 de doses aplicadas. deve ser substituída pela tríplice com componente acelular (DPaT). articulações. disponível nos centros de referência para Imunobiológicos Especiais (CRIES). estão contra-indicados todos os componentes da vacina tríplice. está disponível. Quando ocorrer encefalopatia. Os eventos adversos relacionados a cada uma delas são os seguintes: BCG: locais: (1) úlcera maior que 1 cm. Por ser vacina de vírus vivo. está contra-indicada também para indivíduos imunodeprimidos. para indivíduos até 39 anos idade. Encefalopatia e reação anafilática são extremamente raras. com duração de um a dois dias. episódio hipotônico hiporresponsivo e convulsão (associada ou não a febre). Nas crianças em que ocorrerem convulsões ou síndrome hipotônica hiporresponsiva a vacina DPT. ou sistêmica que podem acometer a pele. Eventos Adversos: As vacinas relacionadas abaixo. Em caso de gravidez e na profilaxia do tétano após alguns tipos de ferimento.a cada 10 anos e por toda a vida dT uma dose de reforço * desde janeiro de 2001. foram constatados. edema e vermelhidão e sistêmicas: febre. são raras e mais prováveis em indivíduos imunocomprometidos. no outono. Acima desta idade é indicada para grupos específicos (ver adiante) ** desde janeiro de 2001. como dor. Nos casos de anafilaxia. deve-se reduzir este intervalo para cinco anos. para todos os indivíduos até 19 anos de idade. Há relatos de erupção cutânea. *** indicada para todas as pessoas a partir de 60 anos de idade e pacientes HIV positivos de qualquer faixa etária acima de 6 meses de vida. sonolência. no Brasil. o esquema deve ser completado com a dupla infantil (DT. nas próximas doses. em 1 caso para cada 1.. no Estado de São Paulo. está disponível. sem documentação prévia de imunodepressão. DPT. DPaT. linfonodos. Mais raramente choro persistente (por três ou mais horas). Difteria e Tétano). mialgia. portanto. (3) linfadenopatia regional supurada. a vacinação contra a febre amarela está contra-indicada em pessoas com grave hipersensibilidade a ovo. anorexia.

como dor e enduração. são muito raras. Esta situação paradoxalmente leva a uma diminuição do interesse pela vacinação. assimétrica. Graças ao sucesso alcançado por este programa. Poliomielite: poliomielite associada à vacina: paralisia flácida.febre baixa . sibilos. muito raramente. Entre os comunicantes. Em casos de hipersensibilidade as doses subseqüentes estão contra indicadas. Sistêmicos: do 5º ao 12º dia após a vacinação podem ocorrer febre menor ou igual a 39ºC com duração de até 2 dias. e menos freqüentemente (em cerca de 5% dos casos) exantema. (5) em casos de alergia a produtos que não os contidos na vacina. atualmente.7 a 15. caxumba.5 milhões de doses administradas. De fundamental importância é o papel do médico de família incentivando a vacinação e explicando a necessidade de altos índices de cobertura vacinal para manutenção de baixos índices de incidência destas doenças. É evento extremamente raro. Tanto as reações locais quanto as sistêmicas podem ocorrer nas primeiras 48 horas após a vacinação. (3) no período de convalescença de uma doença.otite média . Cerca de 25% das mulheres vacinadas podem . (6) crianças cujas mães estão grávidas podem e devem receber quaisquer vacinas. aguda. difteria.infecção leve de trato respiratório superior . Sarampo: locais: dor. conjuntivite e exantema. (4) em crianças que nasceram prematuras. o incentivo à vacinação deve levar em consideração que as oportunidades de vacinar não devem ser perdidas.4 a 6. como coqueluche. enduração e linfadenopatia regional e sistêmicas: em até 5% dos vacinados.7 milhões de todas as doses administradas. Assim sendo. entre 5 e 12 dias após a vacinação. sendo mais susceptíveis os indivíduos imunodeprimidos. com duração de 1 a 2 dias. e sistêmicas como febre nas primeiras 48 horas após a vacinação. Hemófilos B: reações locais como dor. rubor e calor. sarampo. um caso a cada 6. laringoespasmo.O PNI se destaca no quadro da saúde pública brasileira. Doenças como a poliomielite não ocorrem mais. pólio e febre amarela. ocorra um caso a cada 4. Tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola): locais como eritema. cefaléia. e outras. É uma vacina pouco reatogênica.diarréia leve. em alguma região do corpo ou em todo o corpo. Mais raramente podem ocorrer cefaléia. febre baixa. Hepatite B: reações locais. (2) uso de antibioticoterapia. com início 4 a 40 dias após a vacinação ou contacto com vacinados. a vacinação não deve ser contra-indicada nas seguintes situações: (1) doença leve . tétano. púrpura trombocitopênica e reação anafilática. muitas doenças já não causam temor na população. Estima-se que. entre vacinados. incluindo as de sarampo. rubéola. é mais rara ainda. hipotensão e choque. vermelhidão e enduração e sistêmicas como febre. Reações de hipersensibilidade são excepcionais: urticária.

síndrome de Reye são consideradas associações temporais com a vacina. contra raiva (cultivada em células diplóides) e de imunoglobulinas específicas contra tétano. No Brasil. Os CRIES dispõem ainda de vacinas contra varicela. esplenectomia. institucionalizados.000 vacinados) Outras manifestações neurológicas relatadas como ataxia. Copyright © 2001 IDS . (3) profissionais que atuam em áreas da saúde com risco para a aquisição do VHB. hepatite B. os CRIES devem ser consultados. (7) pacientes submetidos a politransfusões sangüíneas (ex. (5) pacientes HIV positivos*. está indicada para todas as pessoas. Nos casos de esplenectomia eletiva a vacina contra pneumococo deve ser administrada no mínimo dez dias antes do procedimento. varicela e raiva cuja dispensação segue regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde para situações especiais. (11) menores institucionalizados. síndrome de Guillain Barré. (9) carcereiros. Em casos de dúvida quanto à indicação deste imunógenos. (13) pacientes psiquiátricos. é benigna.: hemofílicos. hepatite A. civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate. * estes pacientes recebem o dobro da dose habitual A vacina de polissacarídeos contra o pneumococo está disponível nos CRIES para pessoas maiores de dois anos de idade com anemia hemolítica. (6) pacientes renais crônicos*. insuficiência cardíaca. Encefalite é muito rara (1: 2. (12) prostitutas. Meningite. homossexuais masculinos. policiais militares. Situações Específicas A vacina contra Hepatite B tem indicação de uso universal.apresentar dor nas pequenas articulações 7 a 21 dias após a vacinação. Este quadro é relativamente mais freqüente com a cepa vacinal URABE. sua evolução. isto é. em geral. ocorre em geral duas a três semanas após a vacinação. doença pulmonar obstrutiva crônica. com neoplásicos e transplantados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (10) população penitenciária. só é disponível na rede pública para indivíduos maiores de 19 anos. nos seguintes casos: (1)comunicantes sexuais e domiciliares de portadores crônicos do VHB. portadores de anemias hemolíticas). embora rara tem sido associada à vacina contra caxumba. (4) alunos de cursos técnicos e universitários da área da saúde. (2) comunicantes sexuais de casos agudos de Hepatite B. diabetes. imunodepressão: HIV positivos. (8) bombeiros.500.

de reversão ou de estabilização da história natural da doença.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Toshio Chiba1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:04 AM Autores: Médico assistente da Disciplina da Clínica Geral e Propedêutica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Quadro Clínico e Epidemiologia Todas as mortes. social e espiritual é soberano. Este fato implica na utilização de "cuidados paliativos". para se chamar um paciente de "terminal". A meta do cuidado paliativo é de proporcionar a melhor qualidade de vida ao paciente e seus familiares. do acidente vascular cerebral e do tromboembolismo pulmonar ou pela meningococemia serão precedidas de uma fase considerada como fora de possibilidades terapêuticas de cura. de outros sintomas e solução de problema psicológico. Há uma idéia errônea de que.OMS. ou seja." . excetuando-se aquelas causadas pela violência. . pelo quadro clínico de morte súbita decorrente do infarto agudo do miocárdio. que consiste em "assistência ativa e integral a pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo. ele teria que possuir o diagnóstico de câncer na forma neoplasia avançada. Controle da dor. 1990.

o controle destes sintomas determinariam menor grau de sofrimento nesta fase final da vida para garantir melhor qualidade de vida. dor é um dos sintomas mais freqüentes. Pacientes que se encontram em tal situação de dor. alegam obstáculos regulamentares para prescrição que são impostos pela autoridade local. vômito. por quererem ser um "bons" pacientes e não incomodar o médico e também por terem medo de que a dor signifique piora da doença. diarréia. Copyright © 2001 IDS . xerostomia. constipação.Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva classe funcional IV sob controle medicamentoso. tem medo de criar vício (efeito de adição) e exerce pressão cultural para não se prescreverem opióides mais por prática habitual do que por princípios farmacológicos bem estabelecidos. apresenta falha em distinguir entre uso legal e ilegal de analgésicos opióides. os pacientes e familiares e na própria estrutura de assistência médico-farmacêutica. inapetência. náusea. Além disso. demenciados avançados com vários episódios de pneumonias ou de acidentes vasculares e portadores de esclerose lateral amiotrófica em último estágio da doença. sem dúvida o fator limitante nos cuidados paliativos. Um dos motivos é o preconceito com relação ao uso de medicamentos como os opióides. uma restrição que está presente entre os médicos. delirium. Neste capítulo. vamos nos deter sobre o controle da dor. muitas vezes. têm preconceito sobre o controle da mesma e. têm relutância em reportá-la e com freqüência. Junto com a analgesia. ansiedade. figuram como quadros clínicos freqüentes. quase sempre com menos medicamentos e em doses menores do que as preconizadas para uma eficiente analgesia. insônia. úlcera de decúbito. levando a uma prática irracional e detrimental de reservar opióides até a iminência da morte. Mesmo em pacientes nãoportadores de neoplasia. devido a preconceito. pneumopatas graves crônicos e oxigênio dependentes. Um erro muito comum é o tratamento inadequado da dor. É o sintoma que norteia a qualidade de vida destes pacientes. outros sintomas como astenia. A sociedade. devem ser considerados como elegíveis para cuidados paliativos. dispnéia. Médicos têm falta de conhecimento do controle da dor. A dor está presente em mais de dois terços de pacientes na fase terminal de câncer. edema.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

por vezes. . nas mais recentes formulações.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rubens Kon1 Yara Maria de Carvalho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:18 AM 1 2 Médico assistente do Centro de Saúde Escola Samuel Pessoa . da comunidade científica e. a compreensão dos efeitos da prática de atividade física para os níveis de saúde dos indivíduos e das populações é. Nessa perspectiva.Faculdade de Medicina da USP Professora Doutora da Escola de Educação Física e Esportes da USP As relações entre saúde e atividade física têm recebido grande atenção dos profissionais de saúde. as informações essenciais para que possa incorporar essa discussão aos diferentes momentos de sua intervenção. Este texto procura oferecer. o papel dos serviços de saúde. a quem atua na atenção básica em saúde. Entretanto. A idéia de Promoção da Saúde. dificultada por alguns mitos e preconceitos. de parte da população. com relação à prática de atividade física. mesmo. no plano individual e no coletivo. tem levado em conta a complexidade dos fenômenos que interagem neste campo e propõe a mobilização de diferentes recursos sociais para propiciar à população maior controle sobre sua saúde e condições de vida.

prazer e bem-estar.deve ser pôr à disposição da comunidade as informações. o conhecimento e os meios necessários para que a atividade física possa ser incorporada ao cotidiano das pessoas. como ao identificar e divulgar os recursos acessíveis à comunidade. com base nas idéias de autonomia. O que se pretende. particularmente. o risco de morte por doenças cardiovasculares e. Diminui. Também impede ou retarda o aparecimento da hipertensão arterial e facilita a redução dos níveis de pressão arterial nos hipertensos. têm sido incorporados. entre outros exemplos. nesse sentido. é chamar a atenção para a atividade física como um elemento adicional. por doenças coronarianas. o que melhora suas chances de viver melhor. em especial. Prevenção e Controle de Problemas de Saúde Além dos benefícios de natureza mais ampla para saúde e a melhoria da qualidade de vida. . Os serviços de saúde são lugares onde a prática da atividade física pode ser tornada possível. tanto ao orientar e esclarecer seus usuários. q q O risco de desenvolvimento do diabetes mellitus não-insulino-dependente está diminuído entre os que praticam regularmente atividade física. quando analisada a partir da perspectiva populacional: A prática regular de atividade física está associada a menores índices de mortalidade em geral. É difícil imaginar. Além disso. Atividade Física. as sessões de ginástica para gestantes. Uma tendência que se observa nos veículos de comunicação e entre formadores de opinião é a ênfase na prática de atividade física visando a "aquisição" de um corpo nos moldes de certos padrões de ou ainda a glorificação da competição e. solidariedade. interesses e possibilidades. O fortalecimento dos laços de solidariedade na comunidade que resulta desse tipo de iniciativa tem tanta importância. com êxito. as atividades recreativas para crianças. que os indivíduos e as comunidades podem incorporar em suas estratégias de melhoria da qualidade de vida. quanto os resultados mais imediatos de incremento da atividade física na prevenção e no controle de problemas de saúde. a responsabilização exclusiva do indivíduo por mudanças de comportamento. à rotina de muitas unidades de saúde em todo o país. os grupos de caminhada para idosos. como estratégia de promoção da saúde. as aulas de capoeira para jovens. de hábitos e estilos de vida. vários estudos têm demonstrado que a atividade física é um fator importante na prevenção e no controle de alguns problemas de saúde. ao contrário. receitas uniformes e padronizadas de comportamento relativo ao cuidado com o corpo e à prática de atividade física. ao mesmo tempo. É fundamental que as diferenças de história e situações de vida sejam reconhecidas e que se procure ampliar as possibilidades de escolha das pessoas. considerando suas diferentes condições.

diabetes. Trata-se. subir escada. das características do indivíduo para o qual está sendo indicado e das motivações que possa ter para a prática de atividade física. andar até o ponto de ônibus. O Que. qual seria. por vezes. o que lhe confere um papel importante na prevenção e no controle de problemas articulares e de desenvolvimento de osteoporose. portadores de condições crônicas . de compreender a atividade física como elemento importante na busca da melhoria da qualidade de vida. que exigirão. muito diferente do proposto para o indivíduo de meia-idade que se recupera de um infarto do miocárdio. eventualmente. lavar roupa. dislipidemias. O termo atividade física geralmente é utilizado quando há gasto de energia. a orientação que predomina é para a prática de atividade física moderada. ou do idoso que pretende manter-se ativo porque isso o faz sentir-se bem. basicamente. Quanto e Como Fazer Optar pelo exercício e definir a freqüência apropriada para que ele seja praticado dependerá. há diferenças de outra dimensão entre andar no parque apreciando a natureza e caminhar apressadamente até o ponto de ônibus distante. o risco de quedas diminui e aumentam as possibilidades de manter uma vida autônoma e independente. Entretanto. ainda que os gastos de energia sejam equivalentes. observa-se uma associação com a diminuição do risco para o câncer de cólon. Se os dois primeiros exemplos se referem a situações particulares.. da estrutura e função das articulações e para o desenvolvimento ósseo adequado na infância e na juventude. q q Embora os estudos relacionando atividade física e aparecimento de diferentes tipos de câncer ainda sejam pouco conclusivos. então.como hipertensão. etc. totalizando em torno de trinta minutos diários . uma recomendação adequada à prática de atividade física? Atualmente. q A prática de atividade física parece aliviar sintomas de depressão e ansiedade e melhorar o humor. a intervenção de profissionais especializados. Assim. portanto. prevenir problemas de saúde e melhorar as possibilidades de controle de certos agravos.que têm na atividade física uma oportunidade de incrementar seu bem-estar. Adicionalmente.A atividade física contribui para a manutenção da força muscular. . que aspira atingir desempenho destacado em determinada modalidade esportiva será. é fazer atividade física. etc. evidentemente. Desse modo. a última situação representa a maior parte das demandas por orientação para a atividade física encontradas no âmbito da atenção básica: indivíduos saudáveis ou. caminhar no parque. o programa de atividades para uma pessoa jovem.mesmo que distribuídos em vários períodos . Sendo assim.

O risco de eventos adversos graves e mesmo da morte súbita. calculada subtraindo-se a idade de 220. malestar ou dificuldade respiratória. ainda que mais intensa. nessa recomendação. condicionamento físico. uma vez que o consumo de energia é diferente para pessoas com características diversas de sexo. podem ser utilizados parâmetros personalizados. Note que a atividade física intermitente. Uma boa aproximação é a utilização da freqüência cardíaca máxima. com sintomas sugestivos de problemas cardíacos. de atividade física concentrada. mesmo. Uma avaliação médica mais aprofundada (que pode incluir exames complementares como o teste de esforço) deve ser reservada para aqueles com alto risco para doença coronariana. E quais seriam os cuidados preliminares para que uma pessoa sedentária inicie a prática de atividade física? Quando se trata de atividade moderada. aquela em que se atinge entre 3 a 6 equivalentes metabólicos (que seria a quantidade de oxigênio que o organismo em repouso consome. são exercícios que se enquadram nesta definição. também atende a esse objetivo. então. etc. a maior parte das pessoas pode fazê-lo. Mas. a freqüência semanal. Uma sessão diária. tem menores benefícios e aumenta o risco de resultados indesejáveis. mantendo a capacidade de conversar. nos indivíduos sem doenças conhecidas.do dia . Cabe destacar que.. peso. abrangendo todos. Exemplificando: para um indivíduo de 60 anos. distribuída ao longo do dia e incluindo modalidades diferentes de exercício e recreação. ser traduzida em alguma forma mais prática de orientação. idade. por minuto. caminhar rapidamente. sem a necessidade de exames complementares e. ou quase todos os dias da semana. dançar e fazer ginástica. A atividade física deveria. é aceitável quando se tem em mente o objetivo de manter um condicionamento físico que preserve a saúde e mantenha o bem estar. em poucos dias da semana. é fundamental. Vamos compreender melhor este tipo de recomendação: A atividade física moderada é definida como aquela em que há consumo de cerca de 4 a 7 calorias por minuto (em torno de 200 calorias por dia) ou. pulmonares ou metabólicos e no caso de . andar de bicicleta. Esta definição técnica precisa. para produzir energia). sem sentir dores. de forma gradual e atentando para o aparecimento de sinais ou sintomas não-usuais. A prática de atividade física. é bastante baixo e a melhoria do padrão de saúde obtida com a massificação da prática de atividade física o supera amplamente. no entanto. que totalize os cerca de 30 minutos preconizados. manter a freqüência cardíaca entre 65% e 80% da freqüência cardíaca máxima calculada. como tem sido preferido. a freqüência cardíaca máxima [220 .idade] é 160 e a atividade física deveria manter entre 104 e 128 batimentos cardíacos por minuto. como a que se está propondo. para a maior parte das pessoas. É possível dizer que. ou na maioria dos dias da semana. de consultas médicas.e em todos.

locais. calçados. acessórios de proteção. É bom lembrar que cabe também ao serviço de saúde facilitar o acesso à informação relativa à forma adequada para a prática do exercício: horários.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .idosos ou portadores de condições crônicas que pretendam se dedicar a exercícios mais vigorosos. que garantam uma experiência prazerosa e saudável. Copyright © 2001 IDS . alimentação e hidratação. roupas. quando for o caso.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Dr Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/20/2001 6:02:52 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia O aumento do peso médio da população brasileira registrado nas últimas décadas é um fato da maior importância para a saúde pública e para a atenção médica. nas zonas urbana e rural. A obesidade associa-se de forma direta ao diabetes. fatores de risco para a doença coronária. no aumento de doenças como por exemplo. ao contrário do senso comum que a considera como decorrente da afluência. O impacto da obesidade na mortalidade cardiovascular. como também à hipertensão arterial e ao colesterol elevado. No último estudo. a insuficiência vascular periférica é imenso com repercussões sociais e econômicas relevantes. realizado em 1996. detectou-se que a prevalência da obesidade é cada vez maior entre as pessoas com menor escolaridade. em todas as macroregiões e em todas as categorias de renda. Apesar dos bolsões de desnutrição no país houve aumento da prevalência da obesidade em ambos os sexos. a litíase biliar. a osteoartrose. A importância do aumento da obesidade no Brasil é de tamanha relevância que é possível .

trazendo uma sensação de impotência ao médico.prever que a queda da mortalidade por doença coronária que se iniciou na década de 80 será lentificada pelo aumento da freqüência dos fatores de risco cardiovascular devido ao aumento da prevalência da obesidade. Ao contrário do senso comum há dois fatos provenientes de estudos epidemiológicos recentes que podem ser aplicados à prática médica. risco maior de morte em indivíduos bem emagrecidos. câncer. per se. doença pulmonar obstrutiva e insuficiência cardíaca que serão de fato a causa do agravo ou da morte futuros. Copyright © 2001 IDS . Estes aspectos são importantes para o médico não trivializar o problema obesidade. porque há um conjunto de doenças ainda sem expressão clínica exuberante como depressão. Uma das formas de vencer o preconceito no atendimento ao obeso é a de entender que a atual epidemia de obesidade é decorrente de um condicionamento social "obesogênico".Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ou restringi-lo somente a uma questão estética ou de auto-estima. Segundo. Primeiro. não significa que o problema não deva ser considerado como relevante. não há valores de peso reduzido que causariam. a idéia da existência de um "gordo saudável" não encontra apoio no conhecimento científico porque todos os indivíduos com aumento de peso apresentam risco maior de algum tipo de doença entre as acima listadas. O fato de o tratamento ser muito difícil. que privilegia o consumo excessivo de alimentos calóricos e inibe a atividade física. tuberculose.

o infarto do miocárdio não apresenta sintomas prévios em mais de 60% dos pacientes. Uma característica comum ao infarto do miocárdio e às doenças cerebrovasculares é a sua instalação abrupta. com quase um terço de todas as causas. afastadas de suas famílias e de suas profissões. Ao contrário de outras doenças. onde há um período subclínico mais extenso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bruno Caramelli1 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:44 AM Autores: 1 Médico Assistente do Instituto do Coração do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As doenças do aparelho circulatório estão em primeiro lugar entre as causas de morte no Brasil. mais de um milhão de pessoas são internadas anualmente no país. Estas duas características do infarto do miocárdio limitam as expectativas de sucesso da assistência médica e favorecem a perspectiva de controle dos fatores de risco para as . o infarto do miocárdio e as doenças cerebrovasculares são aquelas com maiores índices de mortalidade. correspondendo a mais da metade dos óbitos causados por esta doença. Além disto. 20% dos pacientes com infarto do miocárdio morrerão antes de chegar ao hospital. Dentro do grupo das doenças circulatórias. Afetadas por doenças circulatórias.

porque os coeficientes de mortalidade por doença cerebrovascular são maiores do que os pelo infarto do miocárdio. o controle ou a eliminação do fator de risco reduz a probabilidade do surgimento de novos casos. Este risco está associado positivamente ao número de cigarros por dia e ao tempo de existência do hábito de fumar cigarros. Neste aspecto. O fumo tem ainda um efeito multiplicador sobre os outros fatores de risco. Quanto maior a intensidade e o tempo de exposição ao fator de risco. o risco será menor e. Tabagismo: associa-se a risco maior de doença coronária. HDLcolesterol e LDL-colesterol).doenças cardiovasculares. Copyright © 2001 IDS . além do excesso de óbitos. especialmente com relação a níveis elevados de colesterol total. associado diretamente a obesidade e ganho de peso. cachimbo. No diabético. Os principais são a hipertensão. por cerca de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho. o tabagismo. Colesterol elevado: há uma relação direta entre dislipidemias e aterosclerose. incluindo tromboses venosas. O Consenso Brasileiro de Dislipidemias recomenda que todos os adultos com idade superior a 20 anos conheçam seu perfil lipídico (colesterol total. reduzido pela metade. LDL (low density lipoprotein)-colesterol ou valores reduzidos de HDL (high density lipoprotein)colesterol. o colesterol elevado e o diabetes. Diabetes: principalmente o tipo 2. maior a possibilidade de se ter a doença e. as determinações laboratoriais devem ser repetidas a cada cinco anos. os fatores de risco cardiovascular são classificados em modificáveis ou não segundo a possibilidade de intervenção preventiva e maiores ou menores conforme a sua importância. charuto. No caso do infarto do miocárdio e das doenças cerebrovasculares. sendo responsável. por outro lado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . triglicérides. O risco de infarto do miocárdio em diabéticos isoladamente é maior do que em hipertensos isolados ou tabagistas ou indivíduos com colesterol elevado. cigarro de palha ou os indivíduos que não "tragam". os critérios de controle da pressão arterial e do colesterol são mais rigorosos do que no resto da população sem diabetes. Já no dia seguinte à suspensão. A prevalência da hipertensão é estimada em cerca de 15% a 20% da população adulta. após dois anos. triglicérides. cabe lembrar que o uso de anticoncepcionais entre mulheres fumantes deve ser evitado pois aumenta em muito o risco de complicações circulatórias. A interrupção do fumo é a intervenção com maior impacto na redução do risco cardiovascular. Hipertensão arterial: é o principal fator de risco cardiovascular no Brasil. Obtendo-se um perfil desejável (ver tabela abaixo) e na ausência de outros fatores de risco.

e outros tipos de câncer (da boca. faringe. Noventa por cento dos fumantes têm dificuldade de fumar menos do que 12 cigarros por dia. Metade dos fumantes morre de doenças diretamente causadas pelo tabaco. esôfago. Fumada de um cigarro. é absorvida através dos pulmões e atinge o cérebro em oito segundos. bexiga e colo de útero). A diminuição da expectativa de vida é de 8 a 10 anos. A droga que causa a dependência do tabaco é a nicotina. outras doenças pulmonares. Seus efeitos estimulantes reforçam o seu uso. rins. em média! Os principais riscos à saúde dos fumantes são as doenças cardiovasculares. laringe. O desenvolvimento de tolerância ocorre rapidamente. Isto representa trinta milhões de pessoas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Montezuma Pimenta Ferreira1 Última Atualização: 8/16/2001 8:52:28 AM Autores: 1 Médico assistente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Trinta por cento dos brasileiros maiores de dezesseis anos fumam. A maioria dos tabagistas começa a fumar antes dos 18 anos. Úlceras pépticas e osteoporose também são mais freqüentes entre tabagistas. como a bronquite e o enfisema. os cânceres de pulmão. pâncreas. levando ao aumento da dose e ao . mas um quarto dos fumantes perde 23 anos de vida.

sintomas depressivos. dificuldade de manter o alerta e a concentração. Fumar mais de um maço por dia e fumar o primeiro cigarro menos de trinta minutos depois de acordar indicam risco de síndrome de abstinência intensa. É caracterizada por inquietação. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . irritabilidade. aumento de apetite e do peso. sonolência diurna. insônia. Mais da metade dos fumantes apresenta sintomas de abstinência. aumenta nos primeiros dias e regride lentamente em algumas semanas. ansiedade.estabelecimento do uso regular. Esta síndrome se instala nas primeiras horas sem cigarros.

Em função da alta freqüência do uso do álcool e dos inúmeros riscos à saúde advindos deste consumo. o álcool é um depressor do sistema nervoso central. Existe um nítido predomínio do alcoolismo em homens. Dr. O álcool etílico é um produto da fermentação de carboidratos presentes em vegetais. Estima-se que cerca de 10 a 14% da população seja dependente do álcool. uma compreensão adequada do quadro clínico e tratamento do alcoolismo se faz necessária. sendo o álcool a mais utilizada. Arthur Guerra de Andrade2 Última Atualização: 12/4/2001 11:17:02 AM 1 Médico psiquiatra pós-graduando do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Livre-Docente do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O consumo de substâncias psicoativas é importante problema de saúde pública em todo mundo. Farmacologicamente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. Suas atividades intoxicantes e euforizantes são conhecidas desde tempos pré-históricos. provocando uma . Danilo Antonio Baltieri1 Prof.

sendo que a tolerância aos seus efeitos é muito marcante. danos faciais. lesão da parede do esôfago. resultando em fracasso em cumprir obrigações importantes relativas a seu papel no trabalho. dificuldades na absorção de nutrientes. podemos citar: gastrites. O quadro de abuso de álcool é caracterizado por um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. natimortos e crianças com baixo peso ao nascer. (5) muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância. levando a sérios prejuízos ou sofrimento clinicamente significativo. anemias. apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente. (6) importantes atividades sociais. hepatite alcoólica. manifestado por um ou mais dos seguintes critérios. lesões no sistema nervoso central com conseqüentes disfunções motoras. sonolência. (3) o álcool é usado em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o desejado. (5) os critérios nunca satisfizeram os critérios de síndrome de dependência ao álcool. (3) problemas legais relacionados ao uso do álcool. Como complicações psiquiátricas. (6) uso do álcool continua. sendo raro o órgão humano que não seja afetado por esta substância. redução do nível da consciência e. O consumo recente e excessivo de álcool pode causar desde euforia. ocupacionais ou recreativas são abandonadas em função do uso do álcool. Já o quadro de síndrome de dependência ao álcool é diagnosticado a partir de um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. eventualmente. A este quadro dá-se o nome de intoxicação por álcool. insuficiência hepática. labilidade emocional. alteração do funcionamento cardíaco. genitais e pele). Como complicações clínicas. irritabilidade. osteoporose precoce. sensitivas e cognitivas. (4) existe um desejo persistente ou esforço malsucedido no sentido de reduzir ou controlar o uso do álcool. alterações cardíacas. apesar dos problemas sociais ou interpessoais persistentes ou recorrentes causados ou exacerbados pelos efeitos do álcool. (4) uso do álcool. podemos citar: a intoxicação alcoólica idiossincrática (caracterizada por um comportamento desadaptativo e atípico após a ingestão de pequenas . (2) síndrome de abstinência (sintomas psicológicos e físicos advindos da parada ou redução abrupta do consumo do álcool). alterações em outras regiões como articulações. diminuição da atenção. pancreatite. cirrose hepática. dentro de um período de 12 meses: (1) uso recorrente do álcool. na escola ou em casa. neuropatia periférica (dor e parestesia em membros). sabe-se que o álcool atravessa a "barreira placentária" e pode provocar desde abortamentos espontâneos. depressão. arritmias cardíacas. prejuízo do julgamento. (2) uso recorrente do álcool em situações onde há perigo físico. dores musculares.desorganização geral dos impulsos nervosos. levando a sério prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo. manifestado por pelo menos três dos seguintes fatores: (1) evidência de tolerância (necessidade de doses cada vez maiores da droga para obter os mesmos efeitos das doses iniciais). A primeira experiência com o álcool costuma ocorrer na adolescência. danos ao sistema nervoso central. Em mulheres grávidas. Várias são as complicações clínicas e psiquiátricas surgidas em função do uso do álcool. lentificação psicomotora. além da temida síndrome do alcoolismo fetal (deficiência do crescimento pondero-estatural da criança. na sua utilização ou na recuperação dos seus efeitos. coma.

hiperatividade autonômica. que ocorrem após interrupção ou redução abrupta do uso crônico e intenso do álcool. podendo ser acompanhadas por idéias delirantes). sem alteração do nível da consciência. febre. É quadro de emergência clínica. freqüentemente seguido por amnésia para o período de intoxicação). O transtorno amnéstico (caracterizado por episódios transitórios de amnésia que acompanham variados graus de intoxicação ao álcool. a alucinose alcoólica (presença de alucinações vívidas e persistentes. tremor. delírios. principalmente visuais e auditivas. o ´delirium tremens` (caracterizado por confusão mental. alucinações vívidas. agitação. convulsões. Copyright © 2001 IDS . O nível de consciência do indivíduo parece normal para terceiros no momento da intoxicação).quantidades de álcool. em pacientes clinicamente comprometidos).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . após a cessação ou redução do consumo do álcool.

exceto álcool e tabaco. daremos enfoque à maconha. aos solventes orgânicos e a outras drogas de uso menos freqüente em nosso meio como o LSD.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Arthur Guerra de Andrade1 Edson Henry Takei2 Última Atualização: 10/31/2001 12:06:50 PM 1 2 Professor associado da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduando em medicina pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Droga é o termo utilizado para designar substâncias de efeito psicotrópico (principalmente as de caráter ilícito). que podem levar o usuário à dependência física e/ou psíquica. o "Ecstasy" e a Heroína. estimulantes. o uso na vida de qualquer droga psicotrópica. dentre as drogas ilícitas. Neste capítulo. A maconha foi. às medicações de uso médico que possuem potencial de abuso (benzodiazepínicos. A prevalência do uso na vida de cocaína foi de . Segundo dados de uma pesquisa domiciliar realizada nas 24 maiores cidades de São Paulo em 1999 pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas. a que teve maior uso na vida (5.6%). opióides e anticolinérgicos). fumada ou injetada). à cocaína (inalada.6%. foi de 11.

estado de hipervigilância. sensação de relaxamento. piora do rendimento psicomotor Abstinência: Mal caracterizada. prejuízo de funções como memória. infartos do miocárdio. Substância: Maconha/Haxixe Uso habitual: Ilícito. quadros delirantes breves. alucinações e delírios transitórios Abstinência: Depressão. euforia. 1991 e 1993 em 10 capitais brasileiras com estudantes de segundo grau mostraram que as drogas de maior uso na vida são os solventes. Pesquisas anteriores realizadas pelo mesmo grupo em 1987. agitação psicomotora. seguidos pelos ansiolíticos e anfetamínicos. taquicardia. sensação de relaxamento Abstinência: Não existe síndrome de abstinência característica Quadros associados: Quadros psicóticos ou ansiosos Conseqüências do uso prolongado: Lembranças vívidas das alterações sensoriais mesmo muito tempo após consumo ("flashbacks") . ansiedade. infecções no uso endovenoso. hiperemia conjuntival. chá de cogumelo. problemas pulmonares no crack Conseqüências do uso prolongado: Podem ocorrer quadros psicóticos prolongados que necessitam do auxílio do especialista. euforia.1. como estimulante Intoxicação: Euforia. como relaxante. ansiolítico ou alucinógeno Intoxicação: Percepção do tempo mais lenta. câncer de vias aéreas Conseqüências do uso prolongado: Piora do rendimento na escola e trabalho. falta de prazer e vontade de realizar atividades. sinais de liberação adrenérgica. às vezes sintomas ansiosos. muitas vezes leva ao consumo de drogas mais pesadas. atenção e vontade de realizar tarefas Substância: Cocaína/crack Uso habitual: Ilícito. boca seca. casos de morte após uso excessivo. alterações sensoriais. sensação de prazer ou ansiedade intensos. aumento do apetite e da sede. crack tem associação com envolvimento criminal. como modificador sensorial Intoxicação: Alucinações visuais agradáveis ou extremamente desagradáveis. mescalina) Uso habitual: Ilícito. pupilas dilatadas. forte indução de dependência Substância: Alucinógenos (LSD. desejo intenso pela droga Quadros associados: Acidentes vasculares cerebrais. letargia. convulsões. irritabilidade e humor depressivo Quadros associados: Quadros psiquiátricos em geral.7%. insônia. irritabilidade. desinibição. tosse.

redução da fome e do sono. Preludin. Moderex. irritabilidade Quadros associados: Quadros ansiosos. desânimo. aumento da energia psicomotora. Desobesi. Dualid. convulsões Abstinência: Aumento do sono e da fome.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Inibex. delirantes e de humor importantes Conseqüências do uso prolongado: Desenvolvimento de forte dependência pela substância Copyright © 2001 IDS . depressão. Pervetin. irritabilidade. estimulantes Intoxicação: Ansiedade. Reactivan.Substância: Anfetaminas (Hipofagin. Privina e Aturgil) Uso habitual: Medicações para emagrecimento. dificuldade de concentração. fórmulas para emagrecer.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Ana Cristina Fortes Alves1 Última Atualização: 12/4/2001 11:18:26 AM Autores: 1 Médica preceptora do departamento de dermatologia da FMUSP Dermatite Seborréica Dermatofitoses Eczema Atópico ou Dermatite Atópica Eczema de Contato ou Dermatite de Contato Escabiose (sarna) Furúnculo Impetigo Larva migrans .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Bicho geográfico (ver larva migrans) Molusco contagioso Pediculose (piolho) Piolho (ver pediculose) Sarna (ver escabiose) Urticária Verruga Copyright © 2001 IDS .

halitose e nódulos cervicais. dor. estima-se que o câncer da cavidade oral ainda seja responsável por cerca de 2000 mortes anuais no Brasil. úlcera. o que pode ser feito com a inspeção e palpação da boca. boca seca (xerostomia). nódulo. Câncer da Cavidade Oral Embora seja facilmente visível. Casos detectados mais tardiamente têm tratamento altamente complexo e prognóstico mais . É tratado com facilidade quando diagnosticado precocemente. Ferraz1 Marcos Roberto Tavares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:36 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP 2 Médico Assistente Doutor da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A cavidade oral é sede de várias doenças que podem se manifestar por alteração da pigmentação (mancha).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto R.

Copyright © 2001 IDS . O câncer se apresenta como uma úlcera de bordas elevadas. As localizações mais comuns são a língua e o assoalho de boca. Pode estar acompanhado ou suceder leucoplasia e eritroplasia.reservado. irregulares. Tabagismo e etilismo são hábitos presentes na maioria dos doentes. com caráter infiltrativo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O tipo histológico mais comum é o carcinoma espinocelular. geralmente doloroso.

Doença Hemorroidária Fissura Anal . fístulas e abscessos anais. o câncer do ânus e as doenças sexualmente transmissíveis. seguida de exame proctológico adequado e do uso eventual de outros recursos diagnósticos quando a história e exame físico não forem suficientes para este objetivo. a fissura anal. Seu diagnóstico é realizado por meio de anamnese bem feita.Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia As doenças ano-retais compreendem um conjunto de afecções extremamente comuns na população em geral. determinando sintomas importantes e que afetam a qualidade de vida das pessoas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Angelita Habr-Gama1 Fábio Guilherme Campos1 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:44 AM 1 Disciplina de Coloproctologia . As doenças mais comuns são a doença hemorroidária.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Fístula Fístula Anal Doença Sexualmente Transmissíveis Câncer de Ânus Copyright © 2001 IDS .

associada a cansaço. Pode ser uma queixa inespecífica. É uma alucinação de movimento e apresenta causas bastante específicas. e. depressão. ou outros sintomas subjetivos e pode também refletir alteração em qualquer órgão ou sistema. na grande maioria das vezes. Uma pergunta que ajuda a definir se o paciente tem vertigem é: você tem a .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Isabela M. muitas vezes. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:10 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Tontura e vertigem são condições muito frequentes na prática médica. é importante tentar caracterizar algumas situações: Vertigem: é quando o paciente tem a sensação de que tudo está rodando ao redor dele ou que ele próprio está rodando. Quando o paciente procura o médico com queixa de tontura. O diagnóstico preciso. não estão associadas a problema clínico grave. é alcançado com a história clínica e com detalhes do exame neurológico e cardiovascular. Quadro clínico Tontura: é um sintoma comum que o paciente geralmente refere quando se sente inseguro na sua movimentação ou posição em relação ao meio ambiente externo.

o paciente simplesmente perde a consciência e cai. se é constante ou intermitente. Quadro 1 . agravantes (ansiedade. O nistagmo espontâneo desaparece quando o paciente fixa o olhar. Características Direção Componente rápido Efeito de fixar o olhar Anatomia da lesão PERIFÉRICO Horizontal-Rotatório Contrário ao lado lesado Suprime o nistagmo Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Qualquer direção Para o lado lesado Não suprime o nistagmo Tronco cerebral ou cerebelo Quando a queixa de tontura ou vertigem se relaciona com a movimentação da cabeça ou . otite. Avaliação do nistagmo O nistagmo representa a oscilação rítmica dos olhos. A pergunta que pode ajudar na definição do quadro é: você tem a sensação de que não está pisando em terreno firme? 1. utilizando-se o sentido do movimento rápido para denominar o nistagemo. é importante perguntar se o início do quadro foi insidioso ou abrupto. fatores desencadeantes. esforço) ou de alívio (alguma posição específica ou evitar uma posição específica). quando o movimento rápido é para a esquerda. presença de náuseas e vômitos. chama-se de nistagmo para a esquerda. checagem do funcionamento grosseiro do sistema auditivo. simplesmente. alterações de marcha.sensação de que tudo está rodando ou de que você mesmo está rodando? Síncope ou quase-síncope. por exemplo. ou sensação de desmaio: na síncope. hipoacusia ou zumbido. O exame físico desses pacientes deve incluir um exame otológico simples. frequência. duração. e do equilíbrio. intensidade do sintoma. a sua persistência favorece o diagnóstico de doença central. A duração do período de inconsciência é curta e a recuperação. observação de nistagmo espontâneo. É composto por um movimento lento para um lado seguido de outro rápido para o lado oposto. Isso favorece o diagnóstico de doença vestibular periférica enquanto que o aumento do nistagmo nestas condições ou. O quadro 1 mostra as principais características do nistagmo central e periférico. Vertigem Quanto à história clínica. desmaio. O nistagmo espontâneo pode ser observado com o paciente em pé olhando para frente. resfriados ou trauma craneano no passado e sintomas neurológicos. nistagmo posicional e manobra de Bárány. rápida. Uma pergunta que pode ajudar a definir se o paciente teve um quadro sincopal ou quase-sincopal é: o que que você sentiu é como a sensação de ter ficado agachado por um longo período e levantar rapidamente? Desequilíbrio: se o paciente se sente desequilibrado.Características do nistagmo de origem periférica e central. se é a primeira crise ou se são crises recorrentes.

Adaptado de Baloh RW. . 352.ocorre ao se deitar. Se o nistagmo aparecer. Manobra de Bárány para testar a presença de nistagmo e vertigem posicional benigna. Em seguida. mantendo a cabeça virada para o lado que iniciou a prova. The Lancet 1998. Para iniciar a manobra. O nistagmo de posição pode ser pesquisado pela manobra de Bárány. com a cabeça virada em uma determinada direção. náusea ou vertigem). deve-se pesquisar o nistagmo de posição. pedindo-se para que o paciente relate todo e qualquer sintoma associado à manobra (por exemplo. é rapidamente colocado na posição deitada com a cabeça livre de apoio suspensa pela mão do examinador podendo ficar até 45o de inclinação abaixo do nível do leito. (Figura 1) Figura 1. 1841-1846. Esta posição deve ser mantida por 20 s. com a ajuda do examinador. o paciente é colocado sentado de olhos abertos.

Periféricas As vertigens periféricas podem ser de três tipos: a vertigem prolongada espontânea.a. Em compensação. 1. As lesões periféricas estão mais frequentemente associadas a náuseas e vômitos. náuseas e vômitos Exame físico (além de nistagmo e alterações do equilíbrio) Conduta além do tratamento sintomático . lesões centrais mais frequentemente se associam a alterações do equilíbrio. PERIFÉRICA Tempo de início Duração Fatigabilidade Vertigem Direção do nistagmo Anatomia da lesão 3 .independe da posição da cabeça Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Imediato persiste por mais de 1 minuto Não apresenta Mínima ou ausente Muda com alteração posicional da cabeça Tronco ou cerebelo Causas mais frequentes de vertigem É importante diferenciar os quadros centrais dos periféricos e a anamnese permite essa distinção em grande número de casos. O quadro 3 mostra as principais causas de vertigem prolongada espontânea. Quadro 3.20 segundos < 1 min ou poucos segundos Marcada Frequente Fixa. 1.Características do nistagmo de posição de origem periférica e central. Principais causas de vertigem prolongada espontânea História clínica além de vertigem. Vertigem espontânea prolongada Uma série de alterações podem causar quadro sintomático de vertigem.o examinador deve atentar para os detalhes do quadro 2. a vertigem recorrente e a vertigem posicional (benigna ou central). Quadro 2 .

3 vezes por dia por 10 dias Neurite vestibular (neuronite vestibular) Corticoesteróides e treinamento vestibular Concussão de labirinto Perda auditiva. perda da coordenação dos membros Treinamento vestibular Infarto cerebelar Ataxia de tronco. duram minutos. presença de secreção. Vertigo. colesteatose.Otomastoidite Infecções prévias de ouvido. de fatores de risco. (*DCV=doença cardiovascular) 1. presença de Trauma craniano sangue no conduto auditivo Fatores de risco para DCV*.352:1841-1846. Quadro 4. temporária e reversível da atividade neural de repouso do labirinto ou das suas conexões centrais. A duração da crise é um ponto fundamental para se fazer o diagnóstico. As crises duram minutos ou horas. Vertigem recorrente As crises recorrentes de vertigem ocorrem quando há uma alteração súbita. permitindo o diagnóstico diferencial com os episódios isquêmicos transitórios que. em geral. História clínica Exame físico (além de vertigem. dor e diminuição da acuidade Episódio de infecção de vias aéreas superiores prévia ao quadro. amoxicilina 500 mg. Principais causas de vertigem recorrente. The Lancet 1998. início agudo. (entre as náuseas e vômitos) crises) Tratamento além do sintomático . granuloma Na otite. de membros ou ambas Controle da fonte de êmbolos. treinamento da marcha e do equilíbrio Adaptado de Baloh. esclerose do tímpano.b. importantes alterações do equilíbrio. As causas mais frequentes de vertigem recorrente estão no quadro 4. R. início subagudo com perda auditiva Otite média. com subsequente recuperação das funções normais.W.

bilateral).Doença de Ménière Alterações flutuantes da acuidade auditiva. ataxia. tosse. encaminhe ORL* Doenças autoimunes do ouvido Prednisona 1mg/kg e encaminhamento para REUMATO** Fístula perilinfa Perda auditiva. fraqueza Sem alterações na grande maioria dos casos Aspirina 250 mg por dia Insuficiência vertebrobasilar Adaptada de Baloh. ceratite intersticial. dor unilateral latejante. zumbidos após traumas.352:1841-1846. quedas Alterações flutuantes ou lentamente progressivas da acuidade auditiva associada a sintomas sistêmicos de doença autoimune Deficiência da acuidade auditiva para sons de baixa frequência (unilateral em grande parte dos casos) Perda da acuidade auditiva (na maior parte das vezes. disartria. espirros Sinal da fístula positiva (nistagmo induzido por Repouso alterações na pressão do canal auditivo externo) Enxaqueca Cefaléia com aura visual.W. Vertigo. The Lancet 1998. parestesias. Se não melhorar. diplopia. rash cutâneo Dieta pobre em sal e diuréticos. barotraumas.c. sensação de ouvido sob alta pressão. (*ORL=otorrinolaringologista e ** reumato=reumatologista) 1. artrites. Vertigem Postural Vertigem postural benigna (VPB) . zumbidos. com foto e fonofobia Perda visual. que piora com a Sem alterações Vide Capítulo cefaléias movimentação da cabeça. R.

que cura grande parte dos casos de VPB. Figura 2. O exame físico revela a presença de nistagmo espontâneo ou desencadeado pela manobra de Bárány com características periféricas. Tipicamente. São doenças raras (tumores) e o .É o tipo mais frequente de vertigem em adultos. 352. Os sintomas são relatados quando o paciente se deita e gira a cabeça ou quando já se encontra deitado e muda de posição no leito. The Lancet 1998. Manobra de Siment para tratamento de vertigem posicional benigna. 1841-1846. neste caso. Tratamento específico A figura 2 mostra a manobra de Siment. 2. Vertigem postural central Várias lesões centrais podem causar esse tipo de vertigem. Adaptado de Baloh RW. sendo de curta duração (menos de 1 min) e sempre desencadeados por movimentos da cabeça. não há queixa de zumbido ou hipoacusia. Entretanto. o paciente com esse tipo de quadro apresenta outras alterações neurológicas.

4 vezes por dia (a cada 6 horas) por 10 dias. cardiomiopatia hipertrófica. Tratamento sintomático das vertigens Utilizar drogas antihistamínicas. e distúrbios psiquiátricos (30%). podem ser causa frequente de quadros sincopais. e um exame físico completo. O diagnóstico diferencial das síncopes inclui cinco grandes grupos de causas: hipotensão arterial (20-50% dos casos). menos de 5% dos casos) doenças neurológicas (menos de 5% dos casos). Considera-se que há hipotensão postural quando a pressão arterial sistólica cai em pelo menos 20 mm Hg. como a síndrome do pânico e os outros transtornos ansiosos e depressivos. se foi associado ao exercício (estenose aórtica. alterações metabólicas (hipo e hiperglicemia. Investigação diagnóstica Inclui um eletrocardiograma e exames mais sofisticados. tanto da pessoa como de quem presenciou o episódio. Das causas de hipotensão. recomenda-se metoclopramida 10 mg até 3 vezes por dia. No caso de vômitos em grande quantidade. O exame físico desses pacientes pode sugerir a causa da síncope. Para o estabelecimento da causa do episódio sincopal. Síncope e quase síncope Síncope é uma perda súbita de consciência de curta duração (segundos a minutos) acompanhada de perda do tônus motor. a mais frequente é a síncope vaso-vagal geralmente secundária a um episódio de estresse. tremores. Episódios sincopais são mais frequentes em pacientes em pé. Distúrbios psiquiátricos. como a monitorização com o Holter para verificação de arritmias por um período maior de tempo. como a difenidramina na dose de 500 mg. Devem ser feitas perguntas questionando sobre o estresse a que o paciente estava submetido antes do episódio (sugere síncope vasovagal ou distúrbios psiquiátricos). doença cardíaca (10-25%). geralmente desencadeando a síncope pela diminuição do retorno venoso secundária à manobra de Valsalva). a história é fundamental. devendo incluir a medida da pressão arterial (após 5 minutos de repouso de decúbito dorsal horizontal e após 2 minutos em pé). arritmias e hipertensão pulmonar) ou aos esforços (micção. A perda de consciência na síncope implica que algumas estruturas do tronco cerebral deixaram de ser irrigadas. tosse. O treinamento vestibular é realizado através da manobra de Siment já descrita. É extremamente importante perguntar sobre o uso de medicações que podem estar associadas ao quadro e que possam estar causando hipotensão postural. evacuação. Hiperventilação é uma das causas mais frequentes de tontura associada com outros sintomas ansiosos como palpitações. formigamentos.nistagmo geralmente é vertical e inesgotável. Causas frequentes de síncope .

Síncope vaso-vagal É extremamente comum. checar a associação com drogas que podem causar hipotensão. podendo variar amplamente. como fadiga. mesmo entre pessoas jovens (desmaio). ansiedade ou dor. Isso costuma ocorrer após as refeições. O fundamental é descobrir a causa. É importante. taquicarida e sudorese de extremidades. Hipotensão postural do idoso Indivíduos idosos podem apresentar hipotensão postural em até 10% dos casos. Tratamento O tratamento específico da tontura depende do diagnóstico específico que a causou. Copyright © 2001 IDS . o que. Antes da queda. nesses casos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ocorrem palidez. Está associada a situações de estresse. Acontece com maior frequência em pacientes em pé e a recuperação da consciência é imediata após a queda. em grande parte. será feito baseando-se na história clínica. e corrigi-la. mesmo em pacientes sentados.

Somente uma pequena porcentagem desses pacientes apresenta alterações como tumores ou hemorragias. além da cefaléia. encontrou-se uma prevalência de cefaléia de 82.9% de enxaqueca). No Brasil. fato que indica a necessidade de uma investigação diagnóstica mais abrangente.8% de cefaléia do tipo tensional e 9.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Isabela M. A maioria dos pacientes que procuram atendimento por cefaléia são portadores de cefaléias primárias. São mais freqüentes nas mulheres e nos jovens. Nesses casos. Enxaqueca Cefaléia do Tipo Tensional . ou seja. cefaléias que cursam com uma história rica e exames físico e neurológico normais. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:20 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Cefaléia ou dor de cabeça é um sintoma freqüente nos pacientes que procuram atendimento ambulatorial ou de urgência. como comprometimento de alguns pares cranianos. a doença se manifesta por sinais neurológicos focais.9% (72.

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que pode irradiar para um ou ambos os braços (geralmente para o esquerdo). A doença isquêmica do coração pode levar ao infarto agudo do miocárdio ou pode se manifestar como angina do peito. É importante a análise do sintoma em todas as suas características: tipo. esofagite. dissecção da aorta. pescoço. pneumonia. inflamação de articulações e músculos do tórax. a queixa é de aperto. localização. irradiação. opressão. Às . embolia de pulmão. quando a pessoa faz esforço físico. ou mesmo dor. queimação. e durando de 5 a 20 minutos. pericardite. duração. fatores desencadeantes. doenças do estômago.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Luiz Antonio Machado César1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:12 AM Autores: 1 Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor HCFMUSP Quadro Clínico É comum pessoas se queixarem de dor ou desconforto na região do peito. é possível ter uma idéia do motivo deste sintoma. geralmente no centro do peito ou do lado esquerdo. pâncreas. vesícula biliar e alterações intestinais. mandíbula ou para a região posterior do tórax. Geralmente. que se caracteriza por episódios transitórios de dor na face anterior do tórax. fatores de melhora e sintomas associados. Pelas características descritas. As causas importantes de dor no peito são: doença isquêmica do coração. duodeno.

Exame físico . mesmo que um só episódio e na presença de alterações ao eletrocardiograma. Fatores de melhora . associados ou isoladamente. que fazem parte do diagnóstico diferencial. Sintomas associados . com alívio ou eliminação total da dor. ou fração MB. há grande possibilidade de se tratar de infarto agudo do miocárdio. uma combinação de ambos. também não costuma ser de origem coronária. Por outro lado. Angina Instável.não é muito útil para confirmar a presença de doença coronária no paciente com dor torácica. em aproximadamente de 30 a 50% dos casos de infarto. dura de 2 a 10 minutos e cessa com o repouso ou uso de nitrato sublingual. estresse emocional ou. mais habitualmente. em outras doenças graves. que se mantém durante dias ou semanas. podem ser manifestações de angina.suor frio. mas pode auxiliar na elucidação das outras doenças.CPK. Angina Estável. o diagnóstico só se confirma com a elevação de enzimas cardíacas (creatinofosfoquinase.quando ocorre dor torácica característica. por exemplo. náuseas e vômitos.quando os sintomas já existem há pelo menos 3 meses. Dor com duração de somente alguns segundos não é de origem coronária. seja ocorrendo a pequenos ou a grandes esforços. Quando essas dores aconteceram há menos de uma semana ou nas últimas 24 horas e em repouso. A dor é de intensidade variável. que também podem acontecer. dor prolongada e constante. só desconforto ou dor no membro superior esquerdo. dois tipos: angina estável e angina instável.A angina de peito pode ser desencadeada por esforços. basicamente.vezes.CKMB) no sangue. ou só na mandíbula. sendo fundamental o encaminhamento imediato ao pronto-socorro e a realização de eletrocardiograma. Fatores desencadeantes . Copyright © 2001 IDS . com características que não mudam nesse período. O frio é fator desencadeante de angina do peito com grande freqüência.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Mas. Classificamos a angina em.A dor coronária classicamente melhora ou cede completamente com o repouso ou com uso de nitrato sublingual em 1 a 5 minutos.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fernanda R. Praticamente. . Neste sentido. uma vez que o tratamento difere muito para cada situação particular. estão catalogados mais de 100 doenças musculoesqueléticas distintas. todo indivíduo adulto já experimentou um breve período de desconforto por acomentimento osteoarticular. devendo incluir uma série de informações. a história cínica e o exame físico inicial são essenciais. Lima1 Ari Stiel Radu2 Última Atualização: 8/21/2001 8:47:22 AM 1 2 Médica Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Médico Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro Clínico e Epidemiologia As queixas de dores musculoesqueléticas estão entre as causas mais comuns de consulta médica e correspondem a terceira causa de afastamento do trabalho. O diagnóstico diferencial das dores musculoesqueléticas deve ser preciso. Até a presente data.

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que emite raízes nervosas para a cabeça e membros superiores. com as vértebras de cima e de baixo. que não possuem corpo vertebral. a medula espinhal. pelas apófises. que se articulam entre si. extendendo-se da base do crânio até a coluna dorsal (torácica). nesta localização.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:48 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A coluna cervical é formada por sete vértebras. extensão e rotação). Os corpos vertebrais são separados um do outro pelo disco intervertebral e os arcos. Cada vértebra é constituída do corpo vertebral e do arco posterior. portanto. duas inferiores e duas superiores. É caracterizada por uma enorme mobilidade em todos os sentidos de movimentos (flexão.A coluna cervical é inervada no tecido ósseo. Este complexo arcabouço ósseo protege o sistema nervoso central. . exceto C1 e C2. nas articulações interapofisárias (cartilagem) e nos ligamentos. pode doer por alterações nestas estruturas ou doer à distância por irritação das raízes nervosas.

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podem determinar alterações mecânicas e dor lombar. a medula espinhal e a protege. dorsal e lombar e é a lombar que recebe a maior carga de peso corporal. a escoliose. Também os desequilíbrios musculares gerados pelas mais diversas causas. . portanto. as seqüelas de fraturas ou a osteoporose. como a espondilolistese (escorregamento vertebral). na coluna.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 9/3/2001 8:53:20 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A dor lombar é a principal causa de afastamentos do trabalho entre os segurados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Brasil. as mega apófises. A coluna vertebral dura e resistente contém no seu interior. merecendo. é dividida em cervical. existem alterações genéticas ou adquiridas. está sujeita a muitas doenças decorrentes destas suas características mecânicas e estas doenças se fazem mais presentes quando. um estudo mais aprofundado dos profissionais interessados nesta área. por esta razão. Possui uma grande amplitude de movimentos em todos os sentidos e. entre as quais a mais comum de todas. a gravidez.

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. As alterações inflamatórias. Possui ainda uma articulação entre o acrômio e a clavícula. são queixas frequentes. A cápsula articular de contenção do ombro. comuns nesta articulação. que podem levar ao congelamento articular do ombro rígido (pericapsulite adesiva). de origem não traumática. como as tendinites e bursites. é o conjunto de ligamentos formado pelos prolongamentos dos músculos da cintura escapular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:44 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O ombro é a articulação mais móvel entre todas do corpo humano. também chamada de manguito rodador. extremamente vulnerável. omoplata e clavícula. luxações articulares e lesões nos ligamentos de contenção. O trauma no ombro pode provocar fraturas no úmero. pela pouca contenção entre a grande cabeça umeral e a pequena e estreita glenóide do omoplata.

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impedindo o término da refeição. Cerca de um quarto dos pacientes com dispepsia procura atendimento médico. (3) sensação de estufamento. que é a sensação de estômago repleto logo após o início da alimentação. com prevalência oscilando entre 20 e 40%. variando se pirose retroesternal é acrescentada à investigação. doença do refluxo gastroesofágico.. A dispepsia funcional abrange pacientes com os seguintes sintomas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:52 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Dispepsia é definida como dor ou desconforto na região epigástrica. neoplasia. nos últimos 12 meses: (1) dispepsia persistente ou recorrente e (2) ausência de doença com substrato anátomopatológico (ex. durante pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). As doenças funcionais do aparelho digestivo foram classificadas pelo sistema denominado "Roma II". (2) má digestão ou sensação de persistência do alimento no estômago. doença . A dispepsia é sintoma comum na população geral. (4) náusea. úlcera péptica. o que inclui inclui: (1) saciedade precoce.

como definido anteriormente. a coexistência de dispepsia funcional e síndrome do intestino irritável é possível num mesmo paciente. prócinéticos (ex. conquanto não contribua para o diagnóstico de doença orgânica (por exemplo. A classificação "Roma II" estabeleceu a seguinte classificação para a dispepsia funcional: pacientes com dispepsia funcional. metoclopramida) são a primeira escolha. pacientes com dispepsia tipo úlcera não necessariamente têm mais úlcera péptica que os com dismotilidade). associadamente. Pelo atual conceito de dispepsia funcional. Copyright © 2001 IDS . pirose e dor retroesternal) não devem ser incluídos no contexto da dispepsia funcional. o diagnóstico de síndrome do intestino irritável substituirá o de dispepsia funcional. alteração no padrão habitual de evacuação. na dispepsia tipo dismotilidade. desde que a dispepsia não se relacione com a evacuação e que existam indícios da síndrome do intestino irritável. pacientes que não preenchem um ou outro critério são tidos como portadores de dispepsia inespecífica. (2) pacientes com sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico (por exemplo. na sua maioria. domperidona. são classificados como portadores de dispepsia tipo úlcera. refluxo ácido patológico. quando testados com pHmetria de 24 horas. pois úlcera péptica não é o único diagnóstico de exclusão na dispepsia em geral. inibidores da bomba de próton). Aqueles em que predomina o desconforto epigástrico.. como. Por outro lado. (3) se os sintomas dispépticos melhorarem nitidamente com a defecação e se houver. pacientes com dispepsia tipo úlcera tendem a responder melhor aos agentes anti-secretores (por exemplo. pode ter implicações terapêuticas. Assim. no entanto. Finalmente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . alguns aspectos anteriormente aceitos e válidos não são mais. o que implicaria no diagnóstico da síndrome do intestino irritável. em que o sintoma predominante e que mais incomoda é a dor epigástrica. por exemplo: (1) a terminologia dispepsia não-ulcerosa foi substituída por dispepsia funcional. Esta divisão da dispepsia funcional. apresentam dispepsia do tipo dismotilidade. como os antiinflamatórios não-esteróides) que explique a sintomatologia e (3) sem alívio dos sintomas com a defecação e sem associação com alteração no hábito intestinal.pancreatobiliar e consumo de medicamentos lesivos à mucosa gastroduodenal. pois. têm. bloqueadores H2.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: José Luis Mesquita1 Carlos Ricardo D. Bautzer1 Última Atualização: 9/5/2001 4:52:28 AM 1 Médico Assistente da Divisão de Clínica Urológica do HCFMUSP Disúria Hematúria .

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Diferentes doenças podem estar relacionadas a este sintoma. amplo espectro clínico. os cistos ovarianos podem representar doenças benignas. em geral. para sua abordagem e diagnóstico. envolvendo. Em algumas situações. No entanto. Sérgio Podgaec2 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:10 AM 1 2 Professor livre docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Mestre em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A dor pélvica é um problema clínico comum que pode se manifestar de forma aguda. torção ou dor . Rotura e torção de cisto de ovário: a observação de cistos anexiais tornou-se freqüente devido à realização de ultra-sonografia da região pélvica. como teratomas ou cistoadenomas que.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Prof. Mauricio Simões Abrão1 Dr. corpos lúteos ou cistos hemorrágicos que desaparecem espontaneamente respeitando-se o ciclo hormonal natural. permanecem assintomáticos até ocorrer rotura. recorrente ou crônica. Dr. As principais situações que evoluem para dor pélvica são as descritas a seguir. a maioria das imagens observadas corresponde a folículos ovarianos.

em que ocorre aumento da contratilidade uterina e do peristaltismo tubáreo e disseminação peritoneal do líquido folicular ou de sangue provocado pela rotura do folículo ovulatório. pois não existe sintomatologia ou arsenal de exames complementares que denotem com clareza esta situação. Em geral. aumenta o risco de infertilidade e de dor pélvica crônica. podendo localizar-se na superfície do útero (subseroso). dor durante a relação sexual. salpingite. de modo inverso. Endometriose: definida pela presença de tecido endometrial em sítios extra-uterinos. dor pélvica sem relação com o fluxo menstrual. Usuárias de dispositivo intra-uterino são mais suscetíveis a este processo e os germes envolvidos em 80% dos casos são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis. Em geral. tubas uterinas. sendo 10% com intensidade grave. sendo todo o quadro limitado no tempo com remissão completa. A paciente pode apresentar dismenorréia. bexiga e intestino. sendo mais freqüentemente encontrado em ligamentos útero-sacros e ovários. acompanhada de corrimento purulento oriundo do canal cervical e dor ao toque vaginal à mobilização do colo uterino. na parede uterina (intramural) ou em direção à cavidade uterina (submucoso). acomete mulheres jovens. provocando os sintomas relativos à própria doença. Os endometriomas têm seu volume limitado. até 50% das pacientes com queixa de dor pélvica apresentam algum grau de endometriose. dor pélvica grave ocorre em miomas subserosos que sofrem torção ou nos miomas que sofrem degeneração necrótica ou infecciosa. sendo a tuba . sendo resultado de infecção transmitida por via sexual. mas podendo estar presente em peritônio. provocando sintomas quando em estádios avançados. disúria. Mioma: freqüente tumor benigno que se desenvolve no miométrio.por efeito de seu volume. Dismenorréia: cólica associada ao fluxo menstrual pode impedir a paciente de exercer suas atividades habituais e levá-la à procura de auxílio médico para o alívio da dor. endometrite. Acomete em torno de 10% das mulheres em idade reprodutiva e associa-se a dor e infertilidade. além de outras localizações mais incomuns. Dor do meio do ciclo: dor intensa ocorrendo no meio do ciclo menstrual associada ao período ovulatório. Moléstia inflamatória pélvica aguda: é a denominação genérica para os casos de cervicite. O diagnóstico de certeza da moléstia é difícil. A dor pélvica é bilateral. e os tumores malignos de ovário têm crescimento insidioso. Se não for tratada de forma correta. quadros progressivamente mais graves de infecção do aparelho genital interno. as manifestações clínicas dependem da localização e do volume do tumor. aumento do trânsito intestinal e enterorragia cíclicos durante o fluxo menstrual. Sangramento genital pode estar presente devido a queda transitória dos níveis estrogênicos que ocorre neste período. como cefaléia. até mesmo pela presença de ascite. vômitos e diarréia. hematúria. no entanto. com vida sexual ativa. Estima-se que até 50% das mulheres apresentem algum grau. Prenhez ectópica rota: diagnóstico que deve ser sempre ser considerado quando houver atraso ou irregularidade menstrual associados a dor pélvica e massa anexial. Sintomas associados podem ocorrer. Até 90% das pacientes portadoras da doença apresentam dor pélvica e. ooforite e abscesso tubo-ovariano.

o que provoca hemorragia intraperitoneal representada clinicamente por paciente descorada. que diminuiu a prática de manipulação uterina. Entretanto. passando para a região periumbilical e localizando-se em fossa ilíaca direita. traumas e complicações pós-operatórias podem causar perfuração intestinal com extravasamento de conteúdo entérico e fecalóide e contaminação da cavidade peritoneal. provocar manifestações intestinais inespecíficas (obstipação ou diarréia) ou. Quando ocorre inviabilidade do produto conceptual sem sua eliminação. Processo de gravidade ocorre nos abortos incompletos associados a quadro infeccioso. o aborto é dito completo e incompleto quando a eliminação é parcial. Quando ocorre eliminação total dos restos ovulares. associada a sintomas urinários. diz-se que o aborto é inevitável. abscesso e peritonite. que podem ser assintomáticos. nem sempre diagnosticado previamente como gestação. podendo manifestar sangramento genital. geralmente resultado de manobras ilegais para provocar a perda. ao toque vaginal. Dependendo do tipo de aborto. além de poder haver dificuldade diagnóstica na localização retro-cecal do apêndice. a paciente pode apresentar dor hipogástrica com ou sem sangramento genital (quantidade variável) e. especialmente na fossa ilíaca direita (ponto de McBurney). peritonismo e distensão abdominal. o quadro clínico se altera. quando ocorre obstrução ou perfuração (diverticulite). é muitas vezes característica pela dor lombar irradiada para flancos e região pélvica (suprapúbica). caracterizando aborto evitável. Nesta situação. medicamento abortivo usado por via oral ou vaginal. resultando em quadro séptico grave de dor abdominal difusa aguda. com dor em região hipogástrica associada a sinais de peritonismo (descompressão brusca positiva e abolição dos ruídos hidroaéreos).uterina o local mais freqüente de nidação ectópica (98% dos casos). hipotensa. nos dias atuais. febre. colo uterino impérvio. além de vômito e parada do trânsito intestinal. Diverticulite: divertículos são bolsas da mucosa e submucosa dos cólons herniadas através da parede muscular. alteração do estado geral do paciente com febre e astenia. menos freqüente atualmente devido ao uso corrente de misoprostrol. colo uterino pérvio. associada a vômito. com eliminação através da cavidade uterina ou rotura tubária. Pode provocar complicações quando não abordada de forma adequada. Na avaliação clínica. O embrião pode se desenvolver até ocorrer aborto tubáreo. quadro agudo. dor em fossa ilíaca esquerda. especialmente hematúria. a paciente apresenta-se com período variável de atraso menstrual. caracteriza-se o aborto retido. ao toque vaginal. Obstrução ureteral: cólica renal por cálculo ou. em menor freqüência obstrução tumoral. pode cursar com toxemia. Em geral. se o . como perfuração. febre e interrupção do trânsito intestinal. Apendicite: causa comum de dor abdominal. seguido de dor em região hipogástrica e sangramento genital. Dor e sinais de peritonismo são sugestivos ao exame clínico. em 8% dos casos. o auxílio imprescindível da ultra-sonografia como parâmetro para definição de conduta. Abortamento: definido como a interrupção da gravidez antes de 20 semanas ou com feto de peso inferior a 500 gramas. havendo. Peritonite bacteriana por perfuração intestinal: doenças infecciosas. tumores. que se inicia com dor epigástrica e desconforto abdominal difuso. No caso de haver sangramento em maior intensidade juntamente com eliminação de restos ovulares e.

hematúria e febre são clássicos para a suspeita de infecção de trato urinário.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Infecção de trato urinário: sintomas urinários como disúria. deficiência postural. o paciente pode apresentar somente dor em região suprapúbica. musculatura paravertebral e assoalho pélvico. A dor está associada ao aumento do peristaltismo do sistema pieloureteral e ao processo inflamatório que se instala na região da obstrução. polaciúria. em geral. tendo como germe causador a Escherichia coli. Mulheres são mais acometidas por infecções de trato urinário baixo. acometendo parede abdominal. Alterações musculo-esqueléticas: distúrbios relacionados a alterações anatômicas de coluna vertebral são freqüentes e podem ser causa de dor pélvica pela irradiação do suprimento de inervação local. ou mesmo exercícios físicos inadequados sem realizar avaliação prévia. a dor pode se manifestar de forma intensa somente na região pélvica. facilmente identificada por meio da análise do sedimento urinário e de cultura de urina.cálculo ou o tumor estiverem em localização baixa no trato urinário. observando-se idade da paciente. devido a sobrecargas. Copyright © 2001 IDS . processos inflamatórios. alterações posturais e degenerativas. Afecções musculares podem provocar dor pélvica. no entanto. em alguns casos.

A zona interna da próstata é de origem mesodérmica. são descritos os valores elevados de andrógenos. Acredita-se que parte dos sintomas decorram de um efeito de massa aumentando a resistência uretral e também por uma disfunção detrusora decorrente da idade. A próstata pode ser dividida em zona periférica. tecido periprostático e zona de transição. vesículas seminais e glândulas bulbouretrais. Grohmann1 Última Atualização: 10/31/2001 12:07:36 PM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. enquanto a zona periférica é de origem endodérmica. Como fatores de risco. zona central. Quadro clínico e Epidemiologia As glândulas sexuais acessórias incluem a próstata. Dr. Tal fato tem importância. esta última como sítio de origem da hiperplasia prostática benigna. A doença não é observada em homens abaixo dos 20 anos ou em homens castrados antes da . A hiperplasia prostática benigna é uma das doenças mais comuns que afetam o homem com o aumento da idade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. Sami Arap1 José F. R. pois a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona interna. enquanto o câncer prostático se origina na zona periférica.

Valores até 7 são considerados sintomatologia leve.testosterona e idade). de 8 a 19. A neoplasia apresenta história variável e pouco previsível. (tabela 1) Tabela: International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. urgência. a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona de transição. especialmente na cápsula. A disseminação linfática leva ao comprometimento dos linfonodos obturadores e ilíacos. Por meio desta escala. sendo que apenas 15% aparecem em outra região da glândula. o quanto os sintomas interferem na qualidade de vida. bacia. fêmur. hesitação) e irritativos (noctúria. principalmente vesículas seminais e os linfáticos regionais. costelas e crânio. parou e recomeçou diversas vezes Nenhuma Menos de 1 vez Menos de metade das vezes 2 Metade das vezes Mais de metade das vezes 4 Quase sempre 0 1 3 5 0 1 2 3 4 5 . Esta neoplasia tem origem na zona periférica prostática. acima de 20. enquanto o adenocarcinoma da próstata ocorre na zona periférica. Com o objetivo de uniformizar a avaliação dos sintomas destes pacientes. avaliando-se cada paciente de maneira particularizada. Até 7 sintomatologia leve. Embora os fatores de risco conhecidos para hiperplasia prostática benigna e câncer de próstata sejam semelhantes (presença do hormônio masculino . gotejamento terminal. na orientação e escolha do tipo de tratamento. sintomas moderados e. Os primeiros são decorrentes do aumento volumétrico da glândula enquanto que os sintomas irritativos são relacionados com a obstrução funcional decorrente do aumento do tônus das fibras musculares presentes na próstata. ao urinar. O tumor prostático mais comum é o adenocarcinoma da próstata. freqüência diurna. Destes. tem-se criado diversos escores de sintomas. interrupção do fluxo. Os ossos mais atingidos nessa fase são da coluna lombar. sensação de esvaziamento vesical incompleto). o mais amplamente aceito é o "International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. enquanto as metástases ósseas são de origem hematogênica. tem-se utilizado. Os sintomas decorrentes da hiperplasia prostática benigna são obstrutivos (diminuição de volume e força do jato urinário. obtêm-se valores de 0 a 35. sintomas graves. podendo permanecer latente ou progredir atingindo tecidos adjacentes. Além da utilização dos escores de sintomas. de 8 a 19 sintomas moderada e acima de 20 sintomatologia grave No ultimo mês Quantas vezes urinou novamente menos de duas horas após ter urinado Quantas vezes observou que.puberdade. disúria.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Quantas vezes teve a sensação de não esvaziar completamente a bexiga após ter urinado Quantas vezes observou que foi difícil conter a urina Quantas vezes observou que o jato urinário estava fraco Quantas vezes teve que acordar a noite para urinar Quantas vezes teve que fazer força para começar a urinar 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 Copyright © 2001 IDS .

Raramente pode se constituir em uma urgência grave. Também ocorre. . principalmente renais crônicos. especialmente do septo. com freqüência em pacientes internados em unidades de terapia intensiva com doenças sistêmicas. Ocorre com grande freqüência nos meses quentes do ano e em regiões com baixa umidade relativa. normalmente. É mais frequente da infância até a puberdade (devido a uma maior fragilidade capilar nesta faixa etária) e em pacientes idosos. A epistaxe é um sinal comum em doentes que procuram os serviços de emergência. impressiona o paciente e sua família. necessitando abordagem especial.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento 1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 4:54:12 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia A epistaxe ou hemorragia nasal é uma afecção benigna de fácil resolução. com ressecamento da mucosa nasal. pois. favorecendo o rompimento das arteríolas que compõem a trama vascular da mucosa nasal.

discrasias sangüíneas e outras menos comuns. local mais freqüente das epistaxes. Há várias anastomoses entre as diversas artérias e arteríolas. As discrasias mais comuns são as decorrentes da insuficiência hepática. Entre estas anastomoses. corpos estranhos. localizada na parte ântero-inferior do septo nasal. processos inflamatórios da mucosa nasal (coriza e rinites). das aplasias de medula óssea.A vascularização das fossas nasais é garantida por ramos terminais das artérias carótida externa e interna. afecções vasculares. Copyright © 2001 IDS . As causas locais mais frequentes são traumatismos (digitais ou externos). A artéria carótida externa dá origem à artéria esfenopalatina (ramo da artéria maxilar interna).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . encontra-se a zona de Kisselbach. artéria palatina superior (ramo da artéria maxilar interna). A artéria carótida interna fornece as artérias etmoidais anteriores e posteriores (ramos da oftálmica). hemangiomas. As causas das epistaxes podem ser locais. nasofibroma juvenil e carcinomas e angiosarcomas. artéria do subsepto (ramo da artéria facial). da púrpura trombocitopênica e não-trombocitopênica e da doença de Rendu-Osler. inalação de produtos químicos e poluentes (detrito e poeira). pólipos sangrantes.

indica sangramento importante no tubo digestivo. mas de grande importância se de longa duração. Os sintomas da hemorragia volumosa aguda instalam-se rapidamente. mas o paciente pode se apresentar ao profissional de saúde. senso lato. queixa-se de fraqueza geral. adinamia e frequentemente. o pulso eleva-se.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fabio Pinatel Lopasso1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:34 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A exteriorização de sangue por um dos extremos do aparelho digestivo. sudorético. Apresenta palidez cutâneo-mucosa. exibe grande emagrecimento. queixa-se de tonturas. Se não houver reposição das perdas com transfusões ou soluções salinas. a perfusão de sangue para coração e cérebro diminuem. a pressão arterial pode cair progressivamente instalando-se o choque hipovolêmico. A pressão arterial cai. Os sintomas da perda crônica de sangue na luz do tubo digestório são menos dramáticos. com sério comprometimento do estado geral. Perdas pequenas podem ser imperceptíveis. O paciente torna-se pálido. levando à morte. Se este estado perdurar. . boca ou ânus.

portanto. precedido de tosse. como as hemorróidas e as fissuras anais. As perdas de sangue pelo reto e ânus podem provir de fontes distantes. tem causas bacterianas. ao alcance da palpação digital. no cólon esquerdo. O sangue que sai pelas fossas nasais sem outros sinais de alerta é a epistaxe. no reto ou no próprio ânus. A expulsão de sangue pelo reto após o esforço evacuatório pode decorrer de hemorróidas ou de outras lesões como o câncer. conhecida como melena. que se pode fazer com o toque retal. foi digerido e é eliminado pelo ânus como fezes negras. não sendo necessária nenhuma dieta específica antes da coleta do material para diagnóstico precoce do câncer de cólon e reto. uma específica é a amebíase intestinal. As úlceras pépticas podem ser a causa. A ancilostomíase e outras verminoses podem se manifestar pela anemia. sem coágulos. Varizes do esôfago. a enterorragia. Na hematêmese. é a tuberculose pulmonar. acumulando no estômago. Acima dos 50 anos. Se o paciente expelir sangue escuro. No entanto. Sangramentos de pequeno volume. cuja causa. O sangramento vermelho pelo ânus. espumoso. o sangue é vermelho vivo. Quase 80% delas estão no reto e. especialmente em idosos. estômago. o paciente não apresenta hematêmese. malcheirosas e diarréicas. do estômago ou do duodeno. frequentemente. quase sempre. faringe. não havendo relação com a hipertensão arterial. aparentes no papel higiênico. O sangue transitou pelo tubo digestório. esôfago). semi-líqüidas ou pastosas. duodeno e jejuno proximal. A diarréia acompanhada de sangue diluído (disenteria). chamam a atenção para as doenças orificiais. com restos alimentares e coágulos indicando hemorragia recente ou grande volume. São responsáveis por sangramento crônico. úlceras pépticas. pode-se pensar em sangramento mais antigo e o aspecto sugere digestão parcial pelo suco gástrico e exteriorização tardia. pequenas perdas sangüíneas exteriorizadas com estrias ou placas sobre fezes formadas podem ser a primeira . podendo ser causa de enterorragias profusas e persistentes. A epistaxe é comum nas gripes e resfriados. Parte do sangue da epistaxe é ingerida. Se o sangue expelido pela boca for rutilante. As inflamações da mucosa do intestino delgado e grosso podem ser causadas por bactérias e parasitas. Episódios graves de enterorragia podem acontecer em portadores da doença diverticular dos cólons associada ou não à angiodisplasia dos cólons. entre as quais. O sangue não está digerido. Se o sangramento for alto (boca. Pacientes que tomam aspirina ou outros antinflamatórios não-hormonais apresentam risco maior de sangramento. como o esôfago. recomenda-se anualmente a pesquisa rotineira de sangue oculto nas fezes pelo teste do guaiacol (3 amostras).Identificação do local de sangramento: A hematêmese acompanha-se de naúseas e vômitos e provém. indica que a fonte está próxima. Geralmente. vem do pulmão e trata-se de uma hemoptise. causando vômitos com características de hematêmese. provavelmente. A eliminação de muco com sangue e fezes indica inflamação da mucosa colônica (retocolite inespecífica). gastrites agudas e cânceres (esôfago/estômago) podem ser a causa. não devendo ser confundido com a hemorragia digestiva. não há náuseas e vômitos.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .manifestação de doenças graves. como o câncer do reto ou do ânus.

UNICAMP 2 Educadora pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Regina Carvalho de Salles Oliveira2 Última Atualização: 12/4/2001 11:21:06 AM Autores: 1 Professor Titular da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Universidade Estadual de Campinas . especialista em Reabilitação de Deficientes Visuais e Coordenadora dos Cursos para Auxiliar de Oftalmologista anatomia do olho medida da acuidade visual erros de refração problemas de visão no escolar cuidados com os olhos doenças oculares comuns no recém-nascido .

catarata glaucoma degeneração senil da mácula descolamentos e buracos de retina retinopatia diabética presbiopia urgência oftalmológicas Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Amaryllis Avakian2 Última Atualização: 9/26/2001 5:19:00 AM Professor Titular de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas 2 Médica Assistente da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Médica Pós Graduanda Nível Doutorado da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 1 Quadro clínico e Epidemiologia Uma importante parcela de doenças oculares agudas ocorre associada à presença de olho vermelho. que vêm do fundo do saco conjuntival. A periferia da córnea e a íris têm sua vascularização realizada por vasos mais profundos. Quando não houver especialista disponível. o diagnóstico. . A vascularização da porção anterior do olho (conjuntiva) é dada principalmente por vasos superficiais. que estão próximos à córnea. primeiros socorros e orientações podem ser feito pelo médico generalista devidamente preparado.

vírus. medicamentos. sensação de areia nos olhos. bem como embaçamento visual leve. subagudas e crônicas. vermelhidão e secreção.Dessa forma. normalmente acompanhados de inflamação ao redor da lesão. Os sintomas geralmente são de diminuição da acuidade visual. a vermelhidão é maior na região ao redor da córnea (hiperemia pericerática). No caso das doenças das estruturas oculares (úlceras de córnea. causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia aguda) Conjuntivite Úlcera de córnea Glaucoma agudo Uveíte anterior Hemorragia subconjuntival Traumatismo causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia crônica) Conjuntivites irritativa. duração da infecção. fungos ou protozoários. Pode haver dor e aumento da sensibilidade à claridade. Podem ser infecciosas ou nãoinfecciosas. As úlceras infecciosas podem ser causadas por bactérias. alergias e olho seco. glaucoma agudo. estado imunológico do paciente e utilização prévia de . já as fúngicas são mais comuns em pacientes imunodeprimidos. uveítes anteriores). ardor. O quadro clínico se manifesta por desconforto ocular. em uso de medicações. fotofobia e secreção mas variam de acordo com a potência do microrganismo. Ulceras de Córnea: são caracterizadas por depressões na superfície da córnea. estado prévio da córnea. por exemplo corticóides tópicos ou em pacientes com lesões corneanas provocadas por trauma com vegetais (galhos de árvore por exemplo). vírus. dor. As úlceras bacterianas são as mais freqüentes. associados a doenças sistêmicas. ou inespecíficas. lacrimejamento. lacrimejamento. provocadas por bactérias. Conjuntivites não-infecciosas são causadas por trauma. Entrópio e Ectrópio Lagoftalmo Diminuição das horas de sono Alcoolismo ou uso de drogas Meibomite e Blefarite Pterígio entendendo as causas do olho vermelho Conjuntivites infecciosas podem ser agudas. as conjuntivites costumam apresentar uma vermelhidão que aumenta ao se afastar da córnea e se aproximar da região do fundo de saco conjuntival. medicamentosa e alérgica Olho seco Uso inadequado de lentes de contato Triquíase.

conjunto formado pela íris (parte colorida do olho). colírios lubrificantes e. A redução da acuidade visual é variável. A crise ocorre por um aumento súbito da pressão intra-ocular devido à dificuldade de escoamento do humor aquoso. Uveítes Anteriores: são inflamações da úvea. A infiltração sanguínea leva 2 a 3 semanas para reabsorver e durante a evolução vai tornando-se amarelada e é acumulada inferiormente. lacrimejamento e embaçamento visual. ou atestada por outra pessoa. A cirurgia está indicada nos casos de pterígio próximo a atingir a área da pupila ou quando é local de irritação constante. podendo ocorrer perfuração e deixando área de opacificação na córnea. Pterígio: É uma "pelezinha" que começa a crescer em cima da parte branca do olho e vai em direção à pupila. Evoluem com aumento da área ulcerada (em extensão e em profundidade). distúrbios da coagulação sangüinea. Suas causas mais comuns são: traumatismos oculares. Úlceras nãoinfecciosas têm evolução e sintomatologia mais acentuada do que as infecciosas. . não há necessidade de realizar cirurgia para sua remoção. Os sintomas das uveítes anteriores são dor ocular de intensidade moderada. É mais frequente em pessoas que trabalham ou vivem em locais com muito sol. As uveítes anteriores podem se instalar na íris (irite) ou íris e corpo ciliar (iridociclite). Quando associada a trauma. O aspecto é de sangue vivo (vermelho). geralmente. com limites bem definidos. Geralmente. Pode crescer rapidamente. Apresenta-se com dor intensa. sendo mais acentuada nos casos de inflamação severa. visão borrada. vento ou poeira. é assintomática e percebida por acaso.medicamentos. olho vermelho. cefaléia e pode ser acompanhado de náuseas e vômitos. corpo ciliar e coróide. deve-se afastar a possibilidade de ocorrência de lesões oculares. e o quadro é indolor inclusive à palpação. manobra de Valsalva (tosse ou esforço). tratando-se de urgência oftalmológica. As uveítes posteriores comprometem a coróide e a retina (corioretinite). Hemorragia subconjuntival: é um extravasamento de sangue embaixo da conjuntiva. porém é comum fazê-lo lentamente ou mesmo estacionar. fotofobia. olho vermelho. A infecção corneana é sempre uma ameaça à visão e ao olho. visão de arco íris ao redor de foco de luz. Os sintomas podem melhorar com o uso de compressas frias. ao olhar no espelho. geralmente mulheres entre 40 e 60 anos de idade ou pacientes que apresentam uma menor distância entre a córnea e a íris periférica (portadores de hipermetropias ou catarata insipiente). Glaucoma Agudo: ocorre em pessoas predispostas.

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as infecções intestinais têm um impacto muito grande na qualidade de vida e são responsáveis pela mortalidade superior a quatro milhões de crianças pré-escolares por ano. protozoários). em que uma evacuação por dia ou três vezes por semana é substituída por freqüentes e inúmeras dejeções líqüidas. bacteriana e parasitária (por exemplo. A diarréia aguda é adquirida. A diarréia aguda (duração: menos que 4 semanas) em adulto é causada principalmente por infecções. efeitos colaterais de drogas e isquemia. por meio da ingestão de água e . na grande maioria das vezes. além de doenças inflamatórias intestinais (por exemplo. retocolite. No Brasil. A infecção é a causa mais freqüente podendo ser viral. Na diarréia crônica (duração: mais de 4 semanas) encontramos as várias doenças que causam má absorção (por exemplo. doença celíaca).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aytan Miranda Sipahi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:56 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Diarréia é definida como uma alteração do hábito intestinal normal. doença de Crohn) e neoplásicas.

Pacientes que são imunodeprimidos por doença ou desnutrição. giardíase). que ocorre pelo toque das mãos em materiais contaminados. motilidade e sistema imunológico intestinal. causadas por bactérias e suas toxinas invadem e lesam as células que recobrem a mucosa. com desidratação. Nas Tabelas 1 e 2. contaminados por água ou pelo solo de cultivo que entrou em contato com fezes. porém. freqüentemente. em geral. podemos dividir as diarréias agudas em dois tipos. (4) alimentos manuseados por portadores assintomáticos de microrganismos patógenos. que geralmente albergam bactérias e outros patógenos ao agirem como filtrantes no seu habitat. Quando existe contaminação oral com patógenos que causam diarréia. ocasionalmente. nem sempre a doença ocorre. A secreção ácida age pelo seu pH letal aos microrganismos. por meio das defesas humorais e celulares específicas contra os patógenos. ranitidina) e também os idosos. As diarréias inflamatórias provocam os quadros mais graves e podem requerer tratamento mais intensivo além de avaliação mais acurada. Tabela 1 . Os diagnósticos diferencial e etiológico são facilitados por esta classificação. colhidos de reservatórios de água poluídos. uma vez que a manifestação clínica depende das interações do patógeno com os mecanismos de defesa do hospedeiro. As formas de contaminação na diarréia aguda são (1) fecal-oral. provocando perda de sangue. a motilidade. como ostras. As diarréias inflamatórias são. com base no efeito do agente infectante sobre o intestino do hospedeiro: a) diarréia inflamatória ou sanguinolenta e b) não-inflamatória ou aquosa. provocam alterações menores. não-sanguinolenta. temos as principais diferenças entre a diarréia inflamatória e não-inflamatória e o tipo de diarréia (aquosa versus disenteria) presente em relação aos vários enteropatógenos. tais como secreção ácida gástrica. (3) frutos do mar não cozidos. Em uma abordagem clínica. fluido sérico e leucócitos dentro do lúmen (disenteria). Já as não-inflamatórias. por diminuição da secreção ácida e da defesa imunológica. (5) contaminação pela água de piscina (por exemplo.alimentos contaminados por microrganismos ou suas toxinas presentes em fezes humanas ou de animais e pela autocontaminação. (2) alimentos não cozidos. podem levar a situações graves. ou que fazem uso de inibidores da secreção ácida (por exemplo.Diarréia Inflamatória versus Diarréia Não inflamatória Características Leucócitos fecais Diarréia Inflamatória Positivos Diarréia Não Inflamatória Negativos . omeprazol. impedindo a aderência e o sistema imunológico. como a Salmonella sp. estão entre os mais predispostos às infecções intestinais.

ENTEROPATÓGENOS RESPONSÁVEIS POR DIARRÉIA AQUOSA E DISENTERIA (SANGUE. cólicas Apresentação clínica abdominais no quadrante esquerdo inferior. Giardia. Campylobacter. muco.Sangue. MUCO E PUS) Enteropatógeno Viroses Rotavírus Adenovírus Vírus de estrutura circular pequena Citomegalovírus Bactérias V. intoxicação alimentar Intestino delgado Só em pacientes graves (desidratados ou toxemiados) Local acometido Avaliação diagnóstica Tabela 2 . tenesmo. pode haver náuseas. Escherichia coli invasiva. enterotoxinas produzidas por bactérias. Clostridium difficile Cólon Indicada Diarréia aquosa de grande volume. Salmonella. diarréia de pequeno volume. vômitos e cólicas Principais causas Viroses. pus. Vibrio. Escherichia coli enterotoxigênica. cholerae Escherichia coli enterotoxigênica Escherichia coli enteropatogênica Escherichia coli enteroinvasiva Escherichia coli enterohemorrágica Shigella sp Salmonella sp Campylobacter sp Yersinia enterocolitica + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + Diarréia aquosa Disenteria . Yersinia. pode haver febre e toxemia Shigella.

Protozoários Giardia intestinalis Criptosporydium parvum Microsporydia Isospora belli Ciclospora caietanensis Entamoeba histolytica + + + + + + + Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

A freqüência da obstipação pode variar. . sendo mais elevada em idosos. Em 1999. mulheres e em indivíduos com vida sedentária. (5) auxílio manual para facilitar a defecação em mais de 25% das evacuações. nos últimos 12 meses. um consenso. com freqüência estimada ao redor de 20%.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:04 AM Autores: 1 Assistente . ou "prisão de ventre") é um sintoma comum na população. (3) sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das evacuações. estabeleceu os critérios diagnósticos para a obstipação intestinal (critérios Roma II): presença. de 2 ou mais das seguintes características: (1) força excessiva para evacuar em mais de 25% das evacuações. realizado em Roma. (4) sensação de obstrução anorretal em mais de 25% das evacuações. em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas).Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A obstipação intestinal (ou constipação. (2) fezes fragmentadas ou endurecidas em mais de 25% das evacuações.

antihipertensivos. com predomínio de obstipação. retocele. e acidente vascular cerebral) ou medular (por exemplo. Doenças do sistema nervoso: a doença de Chagas. quer extraluminais (por exemplo. levando à obstipação. é uma afecção congênita em que há redução ou mesmo ausência de plexos neuronais em certos segmentos intestinais. Doenças envolvendo o cólon: estreitamentos do lúmen intestinal. antiarrítmicos. como tumores. A obstipação costuma ser grave e a formação de fecaloma não é rara. como diverticulite. relacionados a seguir. em geral curto. linfogranuloma venéreo. lesões do segmento reto-anal podem também provocar obstipação. sais de ferro e . glucagonoma e diabetes. colagenoses. é a principal causa de obstipação nesse grupo de enfermidades. anticolinérgicos. uremia. bismuto. doenças que afetam a musculatura e/ou inervação intestinal são causas de obstipação: dolicocólon. torna-se espástico.(6) menos de 3 evacuações/semana. antiparkinsonianos. A obstipação intestinal pode ser classificada em cinco grupos. amiloidose. doença de Parkinson. hipopotassemia. provocando dilatação acima da área estreitada. ainda prevalente em algumas áreas do Brasil. A lesão leva à atonia da região comprometida e dilatação (megacólon chagásico). Simultaneamente. Finalmente. Também vale lembrar que lesões do sistema nervoso central (por exemplo. bloqueadores ganglionares. bloqueadores de canais de cálcio. doença diverticular. porfiria e acidose) são assinaladas também como causas de obstipação intestinal. miopatia visceral familiar ou adquirida. diminuição ou até perda do reflexo evacuatório quando este deixa de ser atendido por restrições de tempo. anticonvulsivantes. incluindo-se o uso prolongado e exagerado de laxativos. hiperparatireoidismo. doença de Crohn. antiácidos a base de cálcio e alumínio. vida sedentária e conseqüente obesidade (enfraquecimento da musculatura abdominal). tumores. inibidores da monoaminooxidase (MAO). Medicamentos: podem provocar obstipação intestinal. tuberculose. mais comum em crianças. colite isquêmica. tumores de próstata). e a pouca disponibilidade de sanitários higiênicos e adequados. trauma medular. esclerose múltipla. tumor de cauda eqüina e meningocele) podem provocar obstipação intestinal por acometimento da via neuromotora intestinal. tumores. antidepressivos. tais como: redução da ingestão de fibras na dieta. processos inflamatórios. cistos ou tumores de ovário. abscessos e fissuras anais. Simples ou funcional: relacionada com hábitos de vida do paciente. miomas. também é considerada funcional. Doenças endócrinas e metabólicas: obstipação intestinal freqüentemente acompanha certas endocrinopatias como hipotireoidismo. colite actínica). opiáceos. estenoses cicatriciais pós-cirurgia. feocromocitoma. endometriose. desidratação. Há a destruição dos plexos nervosos da musculatura lisa intestinal. Alterações metabólicas (por exemplo. O segmento comprometido. podem provocar obstrução ao fluxo normal de fezes. particularmente na região sigmoideana. quer luminais (por exemplo. A doença de Hirschsprung. sífilis. A síndrome do intestino irritável. sua etiopatogenia é bem mais complexa. hipo ou hipercalcemia. Os principais fármacos envolvidos são os analgésicos. Entretanto. envolvendo mecanismos motores de origem neuroendócrina.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .diuréticos.

em geral. A ansiedade patológica apresenta sintomas somáticos.6 a 17. acompanhada de alterações somáticas. Torna-se patológica se suas manifestações são desproporcionais ao esperado em intensidade.6% do total dos pacientes atendidos. Em estudo de morbidade psiquiátrica de adultos realizado em Brasília.7 a 39.8% dos participantes de uma estudo populacional apresenta transtorno fóbico e 5%.6%). psíquicos e comportamentais. Em São Paulo. sendo então uma experiência desagradável e. A ansiedade é a que mais apresenta demanda potencial para os serviços de saúde. Os . São Paulo e Porto Alegre. os transtornos ansiosos apresentaram prevalência entre 9. interferência ou freqüência. transtornos ansiosos (transtorno de pânico e ansiedade generalizada). útil para sua sobrevivência e melhor desempenho.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Francisco LotufoNeto1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:12 AM Autores: 1 Professor Associado Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Ansiedade é experiência normal do ser humano. dados preliminares mostram que 8. duração. A prevalência dos transtornos ansiosos em serviços primários de saúde está entre 26.

até durante o sono. ou situação considerados sem perigo. cinestésicos (parestesias. ou nas quais ter uma crise de pânico possa ser perigoso ou inconveniente. as pessoas podem desenvolver esquivas fóbicas de situações em que elas ocorreram ou em que acham que podem ocorrer. taquipnéia. o paciente apresenta ansiedade patológica. apreensão. Podem. fobia social. andar em vias expressas e congestionamentos. o paciente não consegue sair de casa. Os ataques de pânico podem ocorrer em qualquer local. A pessoa sente falta de ar. dismorfofobia. palidez. adormecimentos) e respiratórios (sensação de afogamento ou sufocação). nelas. até certa distância. Se isto não é possível. midríase). arrepios. entrar em lojas. O comportamento da pessoa ansiosa é caracterizado por inquietação. O transtorno de pânico é uma síndrome caracterizada pela presença de repetidos ataques de pânico. o confronto é precedido por ansiedade antecipatória e realizado com grande sofrimento e comprometimento do desempenho. carros. ansiedade generalizada e estado misto ansioso e depressivo. calafrios. rubor. fobias variadas. mas tem medo de. contraturas. Transtornos Ansiosos são estados emocionais repetitivos ou persistentes nos quais a ansiedade patológica é a característica principal. sensação de morte iminente. tontura. mercados. atividade. ou lugares públicos abertos ou fechados. As mãos gelam e ficam úmidas. transporte coletivo. atingindo seu máximo em até cerca de 10 minutos. Agorafobia designa medo e esquiva de diversas situações. Se é impossível evitar a situação. malestar indefinido. o coração acelera e bate forte. geralmente. podendo chegar a um ataque de pânico. Fobias são medos persistentes e irracionais de um objeto específico. fraqueza e pernas bambas. Os sintomas psíquicos são tensão. As situações mais comumente descritas são: participar de festas ou . também. As classificações atuais consideram os quadros nosológicos como transtornos ansiosos a seguir. como: sair ou ficar desacompanhado. Na tentativa de controlar estas crises. insegurança. urgência de urinar ou defecar. tremor. nervosismo. acha que está enlouquecendo ou que vai desmaiar. sensação de estranheza. contexto. formigam as extremidades e a boca adormece. É freqüente a procura de ajuda médica.somáticos podem ser autonômicos (taquicardia. pelo temor de se comportar de modo embaraçoso ou humilhante. musculares (dores. ondas de calor ou frio e sudorese. Ataques de pânico são crises súbitas com hiperatividade autonômica e mal-estar. com grande comprometimento de sua vida pessoal e familiar. fobias específicas. despersonalização e desrealização. ou só pode fazê-lo acompanhado. Nos casos mais graves. ou hora. Denomina-se "Síndrome do Pânico" ao conjunto de manifestações englobadas pelos conceitos de transtorno de pânico e agorafobia. Podem ser classificadas em: agorafobia. Fobia social é o medo excessivo e o evitar situações onde a pessoa possa ser observada ou avaliada pelos outros. sobressaltos e hipervigilância. apresentar sintomas depressivos e desmoralização. A crise. passa em 20 a 40 minutos e é seguida de sensação de cansaço. tremores). suor. que resultam em necessidade incontrolável de evitar este estímulo. Este "medo do medo" é a característica fundamental da agorafobia. que podem ou não estar acompanhados de ansiedade antecipatória e esquiva fóbica. sentir sensações corporais de ansiedade ou crises de pânico. dificuldade de concentração e memória. Uma avaliação mais fina mostra que ele não teme as situações. elevador.

o paciente apresenta prejuízos pessoais e sofrimento importantes. Outros temores são o de poder vir a vomitar. ser observado durante alguma atividade (comer. As queixas mais comuns são problemas na face (cicatrizes. trovão. nos genitais ou no ânus e mau hálito. o câncer ou a aids. caracterizada por uma fase inicial com aumento de freqüência cardíaca e pressão arterial. As queixas somáticas são as mesmas. ser apresentado a alguém. gatos ou cachorros. alimentos. geralmente. o suor e o tremor. ser objeto de brincadeiras ou gozação e usar banheiro público. tratamento dentário. palidez. receber visitas em casa. tremer. ou evita a gravidez com medo dos procedimentos associados ao parto. Na síndrome da dismorfofobia. na verdade. beber. iniciar ou manter conversas. óculos escuros e outros artifícios. Na ansiedade generalizada. falar com pessoas em posição de autoridade. Com muita freqüência. é um quadro relativamente comum e heterogêneo. aves. avião. a dimensão de um delírio ou pode fazer parte da constelação de sintomas da esquizofrenia ou outras psicoses. acerca de diversos eventos ou atividades (trabalho. às vezes. caracterizada por uma percepção ameaçadora de doença física. dismorfofobia. defeitos no pênis ou seios. (3) fobias de doenças: a hipocondria. esses pacientes apresentam uma resposta bifásica de freqüência cardíaca e pressão arterial (PA). pintas. Quando chega a níveis fóbicos. há queixa persistente de um defeito corporal específico. altura.reuniões. que não é notado por outros. As doenças mais classicamente temidas são as estigmatizadas pela sociedade. Abandona carreiras como medicina ou enfermagem. odores nas axilas. espaços fechados. como certos animais. insetos (besouros. (2) fobias de sangue e ferimentos: algum desconforto à visão de sangue. Mais raramente.Algumas pessoas que evitam contacto social apresentam. suar ou enrubescer na frente de outros. mas predominam o enrubecer. votar. usar o telefone). Essa fobia apresenta características próprias: tendência a perder a consciência diante do estímulo fóbico. seguida por queda importante de pulso e pressão. falar. se é mais específico. conversas. . deformidades. Os portadores escondem-se atrás de roupas. As fobias a seguir são as mais importantes para o clínico. visão de sangue ou ferimentos etc. em fobia de doença. (1) fobias de animais: envolvem. escuridão. podem haver até períodos de assistolia e convulsões. falamos em hipocondria e. síncope. não consegue fazer exames subsidiários. os pacientes procuram cirurgiões plásticos e dermatologistas. hospitais ou qualquer outra situação que o confronte com a doença temida. Ela adquire. Recusa procedimentos médicos e odontológicos. caráter familiar e não-predominância em mulheres. freqüentemente. pêlos). Fobias específicas caracterizam-se por comportamentos de esquiva em relação a estímulos e situações determinados. Muitos pacientes com essa fobia apresentam comportamentos de esquiva em relação a reportagens. acompanhada de sudorese. Quando o temor de doenças refere-se a múltiplos sistemas orgânicos. como a sífilis. náuseas e. escrever. Em relação à perda de consciência. aranhas). abelhas. cobras. ferimentos ou grandes deformidades físicas é normal. a pessoa apresenta-se com ansiedade patológica excessiva e preocupações a maior parte do tempo.

Transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e atos compulsivos. pesadelos recorrentes. é cada vez mais freqüente a exposição a eventos traumáticos onde a pessoa enfrenta a possibilidade da morte ou ferimento grave de si próprio ou de pessoas próximas. de alguma forma. pensamentos. entre nós. despersonalização.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . contaminação. não tem prazer na sua execução. A pessoa luta inutilmente para evitá-los. relacionamentos etc. Copyright © 2001 IDS . apesar de o ritual diminuir sua ansiedade. A pessoa sofre e tem seu desempenho comprometido. incêndios. sem características suficientes para um diagnóstico de episódio depressivo ou transtorno ansioso. Estresse pós-traumático: infelizmente. neutralizando as obsessões (por exemplo. finanças. ou porque são percebidos como irracionais. Pensamentos obsessivos são idéias. O estado misto ansioso e depressivo é um dos diagnósticos mais freqüentes na população geral. Causam sofrimento ou repugnância porque se referem a temas como dúvida.) A preocupação é desagradavel. "desrealização". desproporcional ao motivo e muito difícil de afastar através da distração. Isto pode ocorrer em assaltos. sintomas acentuados de ansiedade e esquiva de estímulos que. Interferem com o fluxo normal do pensamento ou atividade do momento. lavar mãos para evitar contaminação). estupro. Procuram prevenir a ocorrência de um determinado evento ou situação. Sintomas de ansiedade e depressão estão presentes. sem sentido e contrários à vontade. evoquem a experiência. Compulsões: são comportamentos repetitivos e intencionais executados numa ordem preestabelecida. A pessoa pode apresentar ausência de resposta emocional. acidentes etc. A pessoa tem consciência de que tais atos são irracionais. violência ou obscenidade. imagens. inundações. imagens ou impulsos espontâneos que se repetem na mente de forma estereotipada.escola.

com sensação de cansaço. de Macedo Soares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:20 AM 1 2 Médico Assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Médica pós-graduanda do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Definição.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. pela perda de interesse e prazer nas atividades habituais.6%. Caracteriza-se pelo humor depressivo. que pode aparecer em resposta a algumas situações de vida. Moreno1 Marcia B. que leva a uma diminuição das atividades. pessimismo. a baixa auto-estima. Um estudo epidemiológico realizado no Brasil indicou prevalência de depressão ao longo da vida de 16. alterações no padrão de sono. Ricardo A. e da reação de luto após a perda de pessoas queridas. É diferente da tristeza. Podem estar presentes outros sintomas. O diagnóstico da depressão é feito quando os sintomas típicos estiverem presentes durante a maior parte do dia por no mínimo duas . Dr. como a falta de concentração e atenção. e as idéias e os atos suicidas não são raros. alterações de apetite e do peso corporal. Quadro clínico e Epidemiologia A depressão é um problema médico freqüente. pela diminuição da energia. sentimentos de culpa ou inutilidade.

pois. A depressão pode ser considerada leve. Na depressão leve. o indivíduo interrompe suas atividades. moderada ou grave. Aparece mais freqüentemente entre 30 e 40 anos de idade. o indivíduo se sente incomodado pelos sintomas. é mais freqüente o achado de humor irritável. familiar e profissional é mais evidente. Na depressão grave. A internação pode ser necessária em função do alto risco de suicídio. os sintomas são intensos e impossibilitam a manutenção das atividades habituais. ou as reduz. porém geralmente continua trabalhando e mantendo suas atividades. mas pode se iniciar em qualquer faixa etária. A depressão é cerca de duas vezes mais comum entre as mulheres.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Nos idosos. Copyright © 2001 IDS . o comprometimento nas esferas social.semanas. Na depressão moderada. o quadro pode se confundir com demências. Nas crianças e adolescentes. o indivíduo apresenta dificuldades em manter o mesmo padrão de atividades. desde a infância até a velhice. com freqüência.

. na verdade. Hoje se sabe que existem duas variantes de HIV (HIV-1 e HIV-2) e que a infecção por qualquer desses agentes pode evoluir para AIDS. um retrovírus. comumente observados numa fase que antecedia o aparecimento da AIDS. que detectam a presença de anticorpos específicos voltados contra diferentes constituintes da partícula viral. uma manifestação clínica tardia da infecção pelo HIV. Tornou-se assim claro que a AIDS representava.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aluisio Augusto Cotrim Segurado1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:56 AM Autores: 1 Professor Doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Embora reconhecida desde 1981. Nessa ocasião. verificou-se que esse mesmo agente viral podia também ser encontrado em pacientes com sintomas clínicos inespecíficos. a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) somente teve sua etiologia esclarecida em 1983. é possível identificar um indivíduo como sendo infectado pelo HIV. No entanto. de amostras biológicas de pacientes com AIDS. isolou-se. com base em critérios clínicos e epidemiológicos. A epidemiologia da AIDS deve ser considerada no contexto mais amplo da infecção pelo HIV. Com base em testes sorológicos. que recebeu a denominação de vírus da imunodeficiência humana (HIV).

dificuldade na percepção de risco. Menor grau de informação e. 17. sendo esta doença de notificação compulsória em nosso País. apresenta outras fases. particularmente os de baixa renda e de menor escolaridade. A compreensão das causas dessa maior vulnerabilidade depende. o Ministério da Saúde brasileiro havia registrado a ocorrência de 203. com especial destaque para o continente africano.1% no sudeste asiático e 4% na América Latina e Caribe. Nessas regiões. apresenta-se clinicamente por meio de uma multiplicidade de sinais e sintomas. com um total acumulado de 58 milhões de indivíduos infectados desde o início da epidemia. A AIDS. No entanto. da mãe infectada para seu filho.1 milhões de adultos e crianças vivendo com HIV em todo o mundo. que podem também ser reconhecidas tanto do ponto de vista clínico como . por um lado. O Programa das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS) estimava. um número estimado de 1. oral ou retal) com secreções genitais contaminadas (esperma e secreções cérvicovaginais) 2. a existência de 36. fase mais avançada da infecção pelo HIV.353 casos de AIDS. de caráter oportunista. fatores de natureza sócio-econômica são extremamente importantes para justificar a maior vulnerabilidade dos segmentos populacionais de menor renda e escolaridade. a relacionada ao momento do parto e aquela dependente do aleitamento materno. bem como menor acesso à medidas de prevenção. a importância dos países em desenvolvimento aparece de forma ainda mais destacada: 73. trata-se de uma pandemia. incluindo-se a transmissão transplacentária (intra-uterina). deve-se considerar que a infecção pelo HIV.Pode-se assim afirmar que. nos dias atuais. Sabe-se que esse agente viral pode ser transmitido de pessoa a pessoa por: 1. mais raramente. em dezembro do ano 2000.4 milhões de infectados. conseqüentemente. Tais manifestações são habitualmente relacionadas à falência do sistema imune do hospedeiro acometido e às conseqüentes complicações infecciosas e/ou neoplásicas. ou. A América Latina apresentava. como é o caso de agulhas e seringas utilizadas por usuários de drogas injetáveis. Entretanto. Até dezembro de 2000. sendo o Brasil o país com maior número de casos já notificados de AIDS nessa região. quer seja pelo compartilhamento de objetos pérfuro-cortantes contaminados. Quando se consideram apenas as infecções adquiridas no último ano. em sua história natural. desde que haja contato das mucosas (genital. do correto entendimento das formas de transmissão inter-humana do HIV. ou seja. alguns grupos populacionais têm sido identificados como os de maior vulnerabilidade à infecção: as mulheres e os adolescentes. onde residem 72% dos portadores de HIV. ou mesmo menor possibilidade de fazer uso adequado dessas estratégias profiláticas podem contribuir para elevar a vulnerabilidade à infecção pelo HIV. essa infecção assumiu proporções de uma epidemia de caráter mundial.2% das novas infecções estão ocorrendo na África. Mais de 90% dos infectados vivem atualmente nos países em desenvolvimento. que surgem ao longo do tempo.contato sexual (homossexual ou heterossexual).via vertical. pela transfusão de sangue ou hemocomponentes contaminados 3.via sangüínea. na mesma ocasião.

hepatoesplenomegalia. irá progressivamente evoluir para uma disfunção imunológica grave. 3. além das manifestações prodrômicas das hepatites virais. se não reconhecida e tratada adequadamente. com consistência firme. sarcoma de Kaposi. como.as pneumopatias. . na maior parte dos indivíduos. febre baixa por períodos prolongados. por período superior a 3 meses. observam-se outras complicações neurológicas. Freqüentemente. O paciente infectado pelo HIV. observam-se nesta fase manifestações de infecções oportunistas. a rubéola. as manifestações da infecção aguda por HIV podem ser confundidas com diversas doenças febris agudas. mesmo estando assintomático. 3 semanas) após sua aquisição.laboratorial. tais como encefalite.infecção aguda: inclui as manifestações iniciais dessa infecção viral. Mais raramente. que podem acometer diferentes órgãos e sistemas. em duas ou mais cadeias ganglionares.AIDS propriamente dita: refere-se às diversas manifestações associadas a infecções e/ou neoplasias oportunistas. Do ponto de vista clínico. neurites periféricas ou a polirradiculoneurite (síndrome de Guillan-Barré). ou mesmo linfomas. criptococose pulmonar. a infecção aguda pelo citomegalovírus.linfadenopatia generalizada persistente: caracteriza-se clinicamente pelo achado de enfartamento de linfonodos. deve assim ser entendido como portador de uma infecção viral ativa. tais como a mononucleose infecciosa. As cadeias ganglionares mais freqüentemente acometidas incluem as cervicais (anteriores ou posteriores). como a candidíase oral ou o exantema vesicular com distribuição restrita a um dermátomo. que a infecção aguda pode ser assintomática em até metade dos indivíduos infectados. irão compor as diferentes síndromes clínicas. de evolução auto-limitada. diarréia intermitente. caracteriza-se como um quadro febril agudo. ainda. a linfadenopatia generalizada persistente se acompanha de sintomas gerais. diarréia. Para melhor compreensão das diferentes manifestações clínicas que podem ser observadas ao longo de sua história natural. pneumonias bacterianas recorrentes. Por vezes. De acordo com sua localização e apresentação clínica. ocasionalmente. É importante destacar que o enfartamento ganglionar dessa afecção deve ser diferenciado de manifestações decorrentes de doenças oportunistas. sendo móveis e indolores à palpação. a sífilis secundária. nota-se adenomegalia generalizada e. pneumonites virais.5 a 2 cm de diâmetro. tuberculose. O exame histopatológico dos linfonodos revela habitualmente sinais de hiperplasia folicular. submandibulares. característico do herpes zoster. que.as esofagites (por Candida sp ou citomegalovírus. que caracterizam a AIDS. 2. cefáleia. mialgias. Deve-se ressaltar. . na ausência de outra causa que justifique tal condição. costumase caracterizar os diferentes estágios evolutivos da infecção pelo HIV como: 1. excetuando-se as inguinais. com ou sem sinais meníngeos concomitantes. entre outras). ou mesmo dermatite seborréica. e de exantema maculopapular ou urticariforme. acompanhadas ou não de síndrome de insuficiência respiratória (pneumonia por Pneumocystis carinii. como as micobacterioses (particularmente a tuberculose). sem evidência de agentes infecciosos. occipitais e axilares e os linfonodos habitualmente apresentam de 0. após 1 a 2 semanas. entretanto. por exemplo: . potencialmente fatal. que pode se acompanhar de mal-estar. como fadiga. o sarcoma de Kaposi. Clinicamente. geralmente observadas após um período de 1 a 6 semanas (em média. Ao exame físico. por exemplo).

neurocriptococose. a pnemonite intersticial linfocítica. microsporidíase. além de freqüentes infecções bacterianas recorrentes.síndromes oculares. por exemplo) Na faixa etária pediátrica. embora apresente manifestações comuns às descritas em adultos. histoplasmose. . bacteriemias prolongadas por Salmonella sp ou doenças linfoproliferativas. miocardites. síndromes demenciais ou mesmo linfomas primários do sistema nervoso central.síndromes febris prolongadas. como naquelas infectadas por outras vias.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . criptosporidíase. que devem ser reconhecidas pelo médico de família. incluem o retardo no desenvolvimento pondo-estatural e neuropsicomotor. acompanhadas de hepatoesplenomegalia (micobacterioses. isosporíase. por exemplo) . as parotidites.manifestações neurológicas de meningoencefalites (neurotuberculose. shigeloses.manifestações cutâneas de infecções ou tumores oportunistas (sarcoma de Kaposi. amebíase. candidíase. tuberculose e outras micobacterioses. Copyright © 2001 IDS . Tais achados.. toxoplasmose cerebral. giardíase). que podem ocorrer tanto em crianças que adquiriram a infecção a partir de mães infectadas (transmissão materno-infantil). encefalite por citomegalovírus).as síndromes diarréicas ou disentéricas (citomegalovirose. como as retinites por citomegalovírus ou pelo vírus do herpes simples. salmoneloses. costuma exibir certas peculiaridades clínicas. . a infecção pelo HIV. .

Após . resultando esporadicamente em choque hipovolêmico. com numerosas cepas pelo mundo. cefaléia. prostração. caracterizada por quadro febril bifásico. O dengue clássico é principalmente uma doença de crianças mais velhas e adultos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 9:51:56 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus da dengue e da febre amarela pertencem à mesma família (Flaviviridae) e têm também vetor urbano comum. linfadenopatia e leucopenia. Na sua forma hemorrágica. Dengue Doença infecciosa aguda. dor em diferentes partes do corpo. exantema. é doença febril grave caracterizada por anormalidades da hemostasia e aumento da permeabilidade vascular. caracterizando a síndrome de choque do dengue. 3 e 4). Existem quatro tipos distintos do vírus do dengue (1. 2. motivo pelo qual são abordados conjuntamente.

encontram-se petéquias. A febre amarela pode manter ainda transmissão silvestre por outro tipo de vetor (Haemagogus) que mantém o ciclo com macacos e eventualmente infecta o homem. Em áreas onde o dengue é endêmico. que foi grande pesadelo até o início do século. a doença inicia abruptamente com febre (39 a 41º C). sendo. II) manifestações hemorrágicas espontâneas. acompanhada por cefaléia frontal. A ocorrência do dengue em sua forma hemorrágica está relacionada. Esta segunda fase inicia-se com a defervescência. como a gripe. Choque é o critério que diferencia os graus I e II de III e IV. A febre amarela. terminando repentinamente. na maioria das vezes. dores pelo corpo. O diagnóstico diferencial deve ser feito com doenças sistêmicas de manifestações inespecíficas ou mesmo com doenças comuns com sintomas diversos. A febre geralmente persiste por até seis dias (período de viremia). equimoses. O paciente torna-se anorético. A Organização Mundial da Saúde classifica o dengue hemorrágico em quatro graus: I) febre acompanhada por sintomas inespecíficos e prova do laço positiva. responsável por grandes explosões epidêmicas. nasal. por vezes. a . hemorragia de gengiva. Linfadenopatia generalizada é infreqüente. III) falência circulatória manifestada por pulso rápido. em pequenas epidemias sempre ligadas a regiões de matas. Eventualmente observa-se hepatomegalia. dores musculares artralgias. a despeito de não ter havido transmissão urbana da febre amarela (FA) nestas últimas seis décadas. procriando-se em coleções de água no domicílio ou peridomicílio. A hemorragia. O dengue. vetor que coloniza centros urbanos. têm sido descritos casos de dengue hemorrágico no primeiro contato com vírus do dengue. foi eliminada dos centros urbanos pela presumida erradicação do Aedes aegypti do país. Febre Amarela Doença febril aguda de manifestações que vão desde sintomas inespecíficos até doença ictérica hemorrágica fatal. sufusões hemorrágicas. apresenta náuseas e/ou vômitos. no entanto. em fase inicial. sendo seguido por rápida deterioração do estado geral. fraco. e IV) choque profundo com pulso e pressão arterial indetectáveis. hiperalgia cutânea. O dengue hemorrágico é indistingüível do dengue clássico. quando não acompanhada de hemoconcentração e plaquetopenia. especialmente em crianças. mantendo apenas transmissão residual e. a doença é freqüentemente inespecífica. rubor de face e exantema máculo-papular que desaparece sob pressão podem ser encontrados durante os dois primeiros dias de febre. não preenche os pré-requisitos de dengue hemorrágico. gastrointestinal e genital.período de incubação de 3 a 14 dias (usualmente de quatro a sete dias). com estreitamento da pressão (menor que 20 mmHg) ou hipotensão. por isto. dor retroorbital. a infecção em indivíduo que já teve dengue por um outro sorotipo. por outro lado. só apareceu entre nós a partir do retorno do Aedes. Transmissão epidêmica dessas duas arboviroses está relacionadas à presença do Aedes aegypti. sendo estes fatores que diferenciam-no do dengue clássico com hemorragia.

convulsão. dor lombosacra. leptospirose. que varia de três a seis dias. apesar da intensa colonização do Aedes e circulação do vírus. sepse. Após período de incubação. cefaléia. Em pacientes que sobrevivem à fase tóxica aguda. A letalidade nos pacientes com FA grave é ao redor de 50%. No período de remissão. porém. Aqueles que se recuperam têm convalescença prolongada com fraqueza e fadiga por até mais que três meses. Surpreendentemente. a maior parte das cidades nordestinas. Os sinais de envolvimento do sistema nervoso central incluem delírio. as epidemias acompanham a colonização do Aedes. sendo então caracterizada fundamentalmente por grave acometimento hepático. estupor e coma em fase pré-terminal. que podem variar de formas assintomáticas ou oligossintomáticas até a de outras febres hemorrágicas. Durante esta fase. quando então reaparecem com intensidade maior. oligúria. a febre e os outros sintomas podem desaparecer por período de até 24 horas. O período de intoxicação é caracterizado por icterícia. o vírus não é mais encontrado no sangue. instabilidade cardiovascular e manifestações hemorrágicas com ênfase na hematêmese (borra de café). dores musculares generalizadas. não havendo notificação dos casos. Copyright © 2001 IDS . A descrição clássica da FA grave compreende três períodos clínicos distintos: infecção. sendo notórias no Rio de Janeiro. podem predominar sinais de insuficiência renal. malestar e fraqueza.partir da década de 1980. malária. albuminúria. Vitória. remissão e intoxicação. Belo Horizonte. Manaus e cidades do interior de São Paulo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . vindo rapidamente a ocorrer na maior parte dos centros urbanos brasileiros com dezenas de milhares de casos acontecendo anualmente. pois o diagnóstico em situações epidêmicas é clínico. iniciam-se as manifestações clínicas da FA. como hepatites. Ao exame clínico. No diagnóstico diferencial. durante os quais o vírus está presente no sangue em altos títulos. Não existem estatísticas confiáveis quanto ao número de casos de dengue no Brasil. náuseas e vômitos. Esta fase dura em torno de três dias. devemos lembrar de doenças com manifestações inespecíficas na fase inicial e de doenças ictéricas com ou sem manifestações hemorrágicas na fase de intoxicação. O período de infecção inicia-se repentinamente com febre. A morte geralmente advém entre o 7º e 10º dias de doença. encontramos bradicardia. a febre amarela não voltou a incidir nas cidades.

São inúmeros os patógenos reconhecidos como passíveis de transmissão por contato sexual. Na sífilis adquirida. o condiloma e o herpes genital são as doenças mais comuns. Não raramente acomete outros órgãos além da pele. as uretrites não-gonocócicas. Quadro clínico e Epidemiologia Sífilis A sífilis ou lues é causada pelo Treponema pallidum. a gonorréia. Departamento de Dermatologia . a transmissão se faz por via transplacentária. vem recrudescendo a partir da década de 60 com a liberdade sexual e a partir dos anos 80 com o surgimento da AIDS. o contágio se dá quase exclusivamente através do contato anogenital. com surgimento do cancro de inoculação. . A sífilis. Origina lesões cutâneas variadas. Com o advento da penicilina houve declínio de sua incidência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia José Antonio Sanches Junior1 Última Atualização: 9/20/2001 9:59:48 AM Autores: 1 Professor Doutor. Na sífilis congênita. Entretanto. o cancróide.FMUSP Doenças sexualmente transmissíveis são doenças infecciosas adquiridas por contato sexual.

febre. anorexia. alopecia em clareira e adenopatia generalizada. cardiovascular.5 a 2 cm de diâmetro. A erupção cutânea pode ser maculosa (roséola sifilítica). com borda infiltrada. A presença de colarete descamativo na periferia das lesões (colarete de Biette) é sugestiva de lesão sifilítica. nervosa e outras) - O protossifiloma ou cancro duro surge. lesões papulosas palmo-plantares. Habitualmente é simétrica e não-pruriginosa. Sífilis adquirida tardia latente Não apresenta sinais clínicos e tampouco sintomas. nos casos não tratados ou tratados indevidamente) Sífilis tardia latente Sífilis terciária (cutânea. pallidum através da placenta normalmente ocorre após o 4o mês de gestação. A maioria das crianças é assintomática. placas vegetantes perianais (condilomas planos). Caracteriza-se como pápula erodida ou ulcerada. na genitália externa como lesão única. natimortos ou recém-nascidos com sífilis. com freqüência. com manifestações clínicas que surgem cerca de quatro a oito semanas após o aparecimento do cancro duro. sem deixar cicatriz. habitualmente. endurecida e fundo limpo. cerca de uma a duas semanas após o contágio. Como as lesões são ricas em treponemas. Divide-se em: . Normalmente ocorre regressão espontânea após duas a dez semanas. O diagnóstico é feito pelas reações sorológicas positivas e pela história. A sífilis adquirida.habitualmente a partir do 4o mês de gestação. rotula-se muitos casos como sífilis latente indeterminada. Como nem sempre é possível o diagnóstico de sífilis tardia latente. O secundarismo corresponde à disseminação hematogênica dos treponemas. torna-se importante ressaltar a contagiosidade dessa fase. Observa-se. O cancro pode desaparecer espontaneamente em quatro semanas. período em que a placenta permite a passagem da espiroqueta. Dependendo da ocasião e quantidade de espiroquetas que atravessa a barreira placentária poderão ocorrer abortos. mialgias e artralgias. é dividida em: Sífilis Adquirida Recente Até um ano de evolução póscontágio Sífilis primária Sífilis secundária Sífilis recente latente Sífilis Adquirida Tardia (após o primeiro ano de evolução. pouco dolorosa. com malestar. Podem ocorrer sintomas constitucionais. óssea. semelhantes a estado gripal. lesões mucosas. máculo-papulosa. Sífilis congênita A passagem do T. medindo 0. cefaléia. papulosa. Após uma a duas semanas surge adenite satélite não-inflamatória.

Portanto. nariz em sela e fronte olímpica. Tem base mole. icterícia. Após a inoculação do bacilo. é transmitido por contato sexual. surge rapidamente uma pápulo-pústula que se ulcera. Sífilis e infecção pelo HIV/ AIDS Nesses doentes as lesões podem ser mais numerosas e extensas. hepatoesplenomegalia. orofaringe e olhos. Em cerca de 25% dos casos surge adenopatia inflamatória que se liqüefaz e fistuliza rapidamente. com tempo mais prolongado para a cura em relação aos não co-infectados. com a característica de pseudoparalisia de Parrot. Os títulos sorológicos são. anemia. A localização é preferencialmente anogenital. Sua incidência é muito maior nos homens. É mais comum nos homens entre 15 e 25 anos. surdez labiríntica e dentes com entalhes nas bordas cortantes dos incisivos centrais superiores). osteítes e periostites com tíbia em lâmina de sabre. Eventualmente acomete mucosa anal. choro débil e rinorréia sanguinolenta são os sinais mais freqüentes. com fundo purulento. Cancro Mole Causado pelo bacilo gram negativo Haemophilus ducreyi. É provável que as mulheres possam se tornar portadoras assintomáticas. pápulo-vesículas palmo-plantares e fissuras periorais. Pode haver comprometimento de estruturas nervosas com desenvolvimento de tabes e paralisia geral. Ocorrem osteocondrites.Sífilis Congênita Recente Até dois anos após o nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Sífilis congênita recente Sífilis Congênita Tardia Após dois anos do nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Baixo peso. das ranhuras de Parrot (cicatrizes lineares radiadas perilabiais e perianais). a lesão bem estabelecida é uma úlcera de bordas solapadas (descoladas da base) e cortadas à pique. dado semiótico importante no diagnóstico diferencial do cancro sifilítico. Sífilis congênita tardia Aparecimento da tríade de Hutchinson (queratite parenquimatosa. Após coito . As lesões cutâneas são placas mucosas orais e anogenitais (condilomas planos). Gonorréia É infecção da mucosa genital pela Neisseria gonorrhoeae. imobilização espontânea do membro afetado por dor intensa e choro ao toque. mais elevados e a queda dos títulos pode não ocorrer. irritabilidade. Com freqüência ocorrem múltiplas lesões. em média.

o quadro clínico se desenvolve. por vezes. além de outros fatores. próstata. à disúria e dificuldade miccional importante. Pode ocorrer artrite séptica. Na mulher a doença uretral é rara. A primoinfecção genitourinária. O herpes recidivante é clinicamente menos importante e cicatriza em 7-10 dias. freqüência das recidivas e tratamentos inadequados podem ocorrer cicatrizes deprimidas. estendem-se perifericamente. sendo mais comum no sexo feminino durante o período menstrual. uma infecção subclínica. Frente a estímulos diversos poderão desenvolver o herpes recidivante. Na progressão da doença ocorre endometrite e salpingite. As lesões herpéticas nos imunossuprimidos. principalmente pela manhã. estresse emocional ou físico e menstruação. Uretrites Não-Gonocócicas São as infecções uretrais mais comuns. disúria. ardor e dor. sangramentos e bartolinites. além de dor leva. e esporadicamente pelo tipo 1.infectante. Após sintomas de ardor e prurido uretral. Na metade dos casos é causada pela Chlamydia trachomatis. Vesículas agrupadas sobre base eritematosa. em geral nas extremidades. constituindo quadro de doença inflamatória pélvica da qual o gonococo é uma das causas freqüentes. sensação de mal-estar. aftóides. em 2 a 3 dias. No homem pode evoluir para prostatite e epididimite e na mulher para doença inflamatória pélvica. que evoluem para pústulas que se rompem. constituindo importante fator na disseminação da doença. Podem surgir sintomas não específicos com secreção vaginal. Cerca de 60% das endocervicites gonocócicas são assintomáticas. Cerca de 10% dos homens infectados desenvolvem infecção assintomática. Hospedeiros suscetíveis (sem anticorpos específicos contra o HSV) entrando em contato direto com lesões ativas de herpes simples. É mais visível quando se comprime a uretra pela manhã. cicatrizarem completamente em torno de 15 dias. principalmente pela AIDS. então. De acordo com a extensão das lesões. tornando-se portadores sãos. em geral. trauma local. em mais de 90% das vezes. Podem ocorrer disúria e polaciúria. epidídimo e testículos. Comumente não há sintomatologia. assintomática. surge edema e hiperemia de meato com secreção purulenta abundante. Corynebacterium genitalium. Pode ser precipitado por febre. Freqüentemente há adenopatia satélite. Candida albicans. As lesões. Trichomonas vaginalis. Menos de 1% dos indivíduos infectados manifestam clinicamente a doença na ocasião do contágio. São pouco sintomáticas. infectam-se com o HSV e desenvolvem. febre e mais raramente adenomegalia. Infecção gonocócica disseminada é rara. Nas mucosas as vesículas se rompem precocemente dando lugar a lesões erodidas. culminando com lesões cutâneas purpúricas e necróticas. vírus do Herpes simples e vírus citomegálico. cobrem-se de crostas para. febre e tenossinovite. quando não tratada ou inadequadamente tratada pode envolver as glândulas parauretrais. com secreção mucóide clara e escassa. inicialmente são pruriginosas surgindo subseqüentemente. costumam evoluir com úlceras extensas e tórpidas que não se curam espontaneamente. Embora a infecção acometa a uretra anterior. Herpes Genital Infecção causada pelo Herpesvirus hominis (HSV) tipo 2. . Outros agentes causais são Ureaplasma urealyticum (micoplasma T).

Condiloma Acuminado Doença causada por papiloma vírus humano (HPV).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Adquiridos sexualmente. mais comumente HPV 6 e 11. mais comumente na glande e folheto interno do prepúcio. nos homens. Localizam-se. maceradas. Apresenta-se como pápulas moles vegetantes de superfícies avermelhadas ou brancacentas. Copyright © 2001 IDS . Nas mulheres podem atingir toda vulva até o intróito e vagina. são mais comuns em homens e mulheres na segunda e terceira décadas da vida.

A aquisição da infecção dá-se pela exposição do hospedeiro suscetível a coleções hídricas que contenham moluscos do gênero Biomphalaria eliminando cercárias. transformando-se em esquistossômulos. na sua forma adulta. Estima-se que haja atualmente no Brasil cerca de 2. É considerada uma das grandes endemias brasileiras. com 25 a 30 milhões expostos ao risco de contrair essa helmintíase. onde completam sua maturação.5 a 3 milhões de infectados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:20 AM Autores: 1 Professor doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A esquistossomose mansoni é a infecção causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni que. A prevalência da esquistossomose é ainda importante em áreas de Estados nordestinos. a despeito da considerável redução tanto do número de indivíduos infectados como de formas graves da doença a partir da década de 70. O acasalamento e a postura dos ovos têm lugar nos ramos distais da veia . habita a veia porta e suas subsidiárias. desde a Bahia até o Piauí. onde passam à circulação arterial e daí ao sistema porta. as mesmas atingem a circulação linfática e venosa. Após a penetração das cercárias pela pele. Essas formas jovens chegam aos pulmões. havendo focos em Estados do sul e sudeste.

não há insuficiência hepática na esquistossomose não complicada ou que não esteja associada a patologias que ocasionem cirrose. O dado laboratorial mais característico é a intensa leucocitose com eosinofilia apresentada por esses pacientes. regime de hipertensão portal. São comuns exantema máculo-papular. diferentemente do que ocorre nas cirroses em geral. toxêmica. assim. inclusive de varizes de esôfago e/ou de fundo gástrico. incaracterísticos e comuns a outros distúrbios gastrintestinais. clínicos e laboratoriais. de ovos. atingindo a luz intestinal. conseqüentemente. Trata-se da tradução clínica da retite esquistossomótica. surgem manifestações de doença febril. sua presença leva à formação de granulomas que ocasionam um aumento do volume do órgão que passa então a ser palpável ao exame físico. às vezes com características disenteriformes. assim. migrando através da submucosa e mucosa. Dentre as formas crônicas da esquistossomose. caracteristicamente com predomínio do lobo esquerdo. Alguns ovos atravessam o endotélio dos vasos. inclusive os causados por outras enteroparasitoses: diarréia esporádica. O diagnóstico deve levar em conta dados epidemiológicos. em geral com instalação abrupta. procuram atingir a luz intestinal. dores abdominais e broncoespasmo. parte destes migram através da corrente sangüínea do sistema porta atingindo o fígado. Esse fenômeno é responsável por processos obstrutivos do fluxo portal intra-hepático levando progressivamente. a mais freqüente é a intestinal. dores abdominais intermitentes. Após um período de incubação que pode variar de 30 a 60 dias. Cabe assinalar que. visitando-as de forma casual. ainda. instala-se. Quando o número de vermes é maior e portanto maior também a carga de ovos. Caso o paciente não seja diagnosticado e tratado. sendo observada em indivíduos que não habitam áreas endêmicas. com o conseqüente aparecimento de esplenomegalia de caráter congestivo e de circulação colateral. levados pelo fluxo da veia mesentérica inferior. Expressa-se por sintomas e sinais escassos. Tem-se. assinalando-se que o exame parasitológico de fezes somente se torna positivo para ovos de Schistosoma mansoni cerca de 35 a 40 dias após a infecção. Na dependência de elevadas cargas parasitárias e. às vezes urticariforme. onde são eliminados nas fezes ganhando. definida como descompensada quando houver sangramento digestivo alto e/ou ascite. a submucosa e a mucosa do reto.mesentérica inferior (plexo hemorroidário). havendo remissão completa dos sinais e sintomas. o meio ambiente. boa parte desses ovos migram para o fígado. a reação granulomatosa desencadeada pela presença de ovos do parasita que. à hipertensão portal. ou ainda em crianças de baixa idade nas áreas endêmicas. costuma ser autolimitado a não mais de 30 a 40 dias. onde são retidos nos vasos pré-sinusoidais. A forma aguda da esquistossomose é aquela que se segue ao primeiro contato com coleções hídricas que contenham cercárias. isto é. Embora ocasionalmente esse quadro apresente gravidade. Existe. na dependência da quantidade de ovos e granulomas. sobretudo em hipogástrio e fossa ilíaca esquerda. a forma hepatoesplênica com hipertensão portal da esquistossomose. o quadro evolui para as formas crônicas da doença. atingindo uma posição pré-sinusoidal e suscitando a formação de granulomas periovulares. diarréia. Ao exame físico nota-se hepatoesplenomegalia dolorosa de pequenas dimensões. No entanto. Trata-se da forma hepatointestinal da esquistossomose. a possibilidade dos ovos . progressivamente.

daí serem mais comuns as formas pulmonares da esquistossomose nos pacientes hepatoesplênicos. onde sua impactação ocasiona a formação de granuloma e fibrose em graus variados. O acesso dos ovos à circulação pulmonar é maior nas situações onde houver hipertensão portal com estabelecimento de circulação colateral. podendo haver sobrecarga de câmaras direitas do coração . conseqüentemente. via artéria pulmonar. As manifestações clínicas decorrentes desses eventos podem variar desde proteinúria assintomática até síndrome nefrótica. pode ocasionar o desenvolvimento de glomerulopatias. A presença fortuita de ovos e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . essas alterações já foram descritas também em pacientes com formas mais leves de esquistossomose (intestinais ou hepatointestinais). as arteríolas. Copyright © 2001 IDS . Embora descritas com maior freqüência e gravidade em pacientes hepatoesplênicos. Essa forma de esquistossomose pode. onde são retidos junto à membrana basal. O acesso de imunocomplexos aos glomérulos renais. em alguns casos.atingirem. Nas fases mais avançadas estão presentes as manifestações correspondentes à hipertensão pulmonar.cor-pulmonale esquistossomótico. ser acompanhada de cianose. de granulomas em vários órgãos resulta em manifestações clínicas como a mielite esquistossomótica e colpite esquistossomótica.

O período de incubação é de 2 a 7 anos. bacilo que atinge a pele e os nervos levando a incapacidades físicas e sociais quanto mais tardio for o seu diagnóstico e tratamento. O diagnóstico da hanseníase é baseado em uma ou mais das seguintes características: lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade. e o primeiro nas Américas . . Nordeste e Centrooeste são as que apresentam as maiores taxas de detecção e prevalência da doença. Quadro clínico e Epidemiologia Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae. O bacilo tem como provável porta de entrada as vias aéreas superiores. O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número absoluto de casos de hanseníase. Departamento de Dermatologia da FMUSP. embora com distribuição irregular. com espessamento neural e baciloscopia positiva.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Cyro Festa Neto1 Última Atualização: 9/20/2001 10:03:18 AM Autores: 1 Professor Doutor. acometimento de nervo(s). As regiões Norte. A principal fonte de infecção é o homem através das formas contagiantes da doença (virchowiana e dimorfa). A doença é endêmica em todo o território nacional.

comprometendo fibras sensitivas. Lesões graves dos nervos aparecem em todas as formas. visando o tratamento é baseada no número de lesões. Manifestações neurológicas O Mycobacterium leprae tem especial tropismo para as terminações nervosas. levando a complicações e seqüelas que impedem os doentes de ter uma vida normal. às vezes coexistindo os dois tipos de reação ao mesmo tempo ou em episódio diferente. anestesias. Ocorrem nos casos multibacilares. O estado geral não é comprometido e os nervos são afetados em graus variáveis. paralisias. Copyright © 2001 IDS . Entre elas: neurites. os quais guardam relação direta com a imunologia específica do indivíduo. amiotrofias. Estados reacionais A hanseníase tem uma evolução crônica. As reações do tipo I são mediadas por células (imunidade celular) e ocorre nos doentes tuberculóides e dimorfos. febre. marcha escarvante. motoras e o sistema nervoso autônomo. menos na indeterminada. mãos em garras. podendo cursar com fenômenos agudos chamados surtos reacionais. Estas reações se caracterizam por eritema e edema de lesões preexistentes e em áreas sãs. mal perfurante plantar e lagoftalmias. adenomegalia e dores articulares. As reações de tipo II ou eritema nodoso hansênico se caracteriza por apresentar nódulos vermelhos e dolorosos.A classificação operacional. de acordo com seguinte critério: paucibacilares quando apresentam até cinco lesões de pele ou apenas um tronco nervoso acometido e multibacilares quando há mais de cinco lesões de pele e ou mais de um tronco acometido.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Departamento de Gastroenterologia. Os vírus B. O vírus D está sempre associado ao vírus B. Departamentos de Gastroenterologia e de Cirurgia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Queiroz Farias1 Flair José Carrilho2 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:38 AM 1 Médico Assistente. eram simplesmente agrupados como hepatites não-A não-B. os vírus A e B eram os únicos agentes conhecidos. Disciplina de Gastroenterologia Clínica e Disciplina de Transplante e Cirurgia do Fígado. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. hoje atribuídos aos vírus C. C e D são transmitidos por via parenteral. D. Setor de Hepatologia. Os demais casos. apesar do considerável avanço . Disciplina de Gastroenterologia Clínica. Até alguns anos atrás. as hepatites virais representam um problema de saúde pública e a principal causa de transplante de fígado. Os vírus G e TT estão freqüentemente presentes no soro de pacientes com hepatopatia crônica. E e G. enquanto os vírus A e E são adquiridos por via enteral. 2 Professor Associado. porém o seu papel patogênico não está completamente esclarecido. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Epidemiologia e Quadro Clínico No Brasil e em muitos países ocidentais. No entanto.

contudo. desde formas ictéricas. A forma ictérica é geralmente precedida por um período prodrômico. Segue-se a presença de colúria. os vírus tipos 1 e 2 do herpes humano. No entanto. Copyright © 2001 IDS . praticamente assintomáticos ou com sintomas semelhantes a uma síndrome gripal. sempre com a característica elevação acentuada das aminotransferases (ou transaminases). Habitualmente. geralmente estão presentes em uma fase mais tardia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . clínica e bioquímica. ginecomastia e atrofia testicular. náuseas. detecta-se esplenomegalia. as demais formas podem cronificar. cujo papel como causa de hepatite ainda não está bem definido. Na maior parte dos pacientes. os vírus Coxsackie B. porém logo desaparecem. Esses agentes não serão abordados nesse texto nem os vírus G e TT. a recuperação total. O paciente com hepatite crônica pode ser assintomático ou não apresentar sintomas típicos. Em cerca de 20% dos casos. envolvimento extra-hepático. Nessa fase. do sarampo. As diversas formas de hepatite viral aguda apresentam características clínicas em comum. cefaléia e febre baixa. As hepatites podem se apresentar com graus variados de gravidade. com alta mortalidade. os sintomas tendem a diminuir quando a icterícia se instala. pode demorar até seis meses. podem surgir manifestações como anorexia. que dura alguns dias. particularmente quando há imunodepressão ou no contexto do envolvimento de outros órgãos. Transitoriamente. desconforto ou dor no hipocôndrio direito. ascite. O diagnóstico geralmente é suspeitado quando se detectam elevações das enzimas hepáticas. o período ictérico dura entre uma e quatro semanas. até insuficiência hepática aguda grave (hepatite fulminante). Muitas vezes. um número expressivo de casos permanece ainda sem causa definida. Pode haver icterícia. da varicela e o adenovírus. as queixas são de fadiga e anorexia. acolia fecal e icterícia.. indicando evolução para a cirrose. Os quadros podem ser leves. Outros vírus. pode haver prurido. Os sinais e sintomas de hipertensão portal e de insuficiência hepática como sangramento digestivo. o fígado torna-se facilmente palpável. porém. Aranhas vasculares podem estar presentes.na determinação da etiologia. Com exceção das hepatites A e E. particularmente o citomegalovírus. presença de aranhas vasculares. o vírus Epstein-Barr. Outros vírus raros como os agentes das febres hemorrágicas também podem levar à doença hepática grave. podem acometer o fígado em situações especiais.

podendo afetar animais domésticos e silvestres. transmitida ao homem principalmente através do contato com coleções de água contaminadas com urina de ratos infectados. A leptospirose é um agravo de notificação compulsória. icterohemorrágica. desde a infecção subclínica até a forma grave. O . Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A leptospirose é uma doença infecciosa sistêmica causada por espiroquetas patogênicas do gênero Leptospira. É uma antropozoonose. conhecida com síndrome de Weil. Pode determinar síndromes clínicas variadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Isadora Cristina de Siqueira 1 Antônio Carlos Nicodemo2 Última Atualização: 7/19/2001 12:01:48 PM 1 2 Médica Residente. Epidemiologia A leptospirose tem distribuição universal. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Professor Doutor.

algumas vezes bastante acentuadas. Copyright © 2001 IDS . cefaléia e dores musculares. A doença tem início súbito caracterizado por febre. conhecida como síndrome de Weil. Os casos mais graves.5%. com uma média de 12. Há aumento discreto das transaminases e os níveis de creatino-fosfoquinase (CPK) podem estar aumentados devido à presença de rabdomiólise. generalizadas. O período de incubação pode variar de 1 a 24 dias.5% em 1996. A primeira semana da doença corresponde à fase leptospirêmica. musculatura esquelética e cardíaca. com manifestações clínicas inespecíficas semelhantes à influenza (gripe). durante o período de 1985 a 1997. e algumas vezes como uma meningite linfomonocitária. As formas anictéricas e benignas correspondem a cerca de 85%-90% dos casos. Entre o terceiro e sétimo dias. a 20. podem evoluir com hipotensão e choque. ocorreram 3. segundo a Fundação Nacional de Saúde. com disseminação de leptospiras para órgãos como fígado.7% em 1987. Neste período. é muito comum na forma grave que ocorre em nosso meio.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . é responsável pelo restante dos casos. surge a icterícia. que pode evoluir com níveis bastante elevados de uréia. pode surgir uremia. A letalidade anual da doença variou de 6.principal reservatório da leptospirose é o rato.555 casos).403 casos de leptospirose. rins. O sangramento digestivo também pode ocorrer na forma de melena ou enterorragia. comportando-se como um choque séptico.821 óbitos. acrescida do tom vermelho. Pode ocorrer insuficiência respiratória secundária a pneumonite por sangramento pulmonar. A forma ictérica e grave. foram notificados 35. A plaquetopenia. a maioria dos casos ocorre no período das chuvas. No Brasil. A doença tem início súbito caracterizado por febre. No Brasil. A forma grave da doença é caracterizada por disfunção hepática. cefaléia e dores musculares. com significantes taxas de mortalidade. nos meses de dezembro a março. em graus variados. Nesse período. o maior número deles no ano de 1996 (5. a qual muitas vezes determina uma coloração amarelo-avermelhada da pele (rubínica) causada pela somatória da pigmentação pela bilirrubina. que pode permanecer eliminando o microrganismo na urina por longo período. sendo usualmente de 7 a 14 dias. determinado pela capilaropatia difusa. renal e por capilaropatia difusa. Quadro clínico A leptospirose pode apresentar-se na forma subclínica. principalmente em panturrilhas.

a despeito de poderem surgir casos em outras regiões de matas onde vive o vetor da malária. na maioria dos casos. A despeito de a malária poder ser doença fatal.813 casos no ano de 1999. tendo ocorrido 632. 75% dos casos são devidos ao Plasmodium vivax. que varia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 10:11:24 AM Autores: 1 Professor titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Epidemiologia Malária é a principal doença endêmica do Brasil. o indivíduo . de 7 a 14 dias. taxa mais de 30% superior à ocorrência de 1998. responsável por malária de gravidade menor. Quadro Clínico Após período de incubação. a maioria absoluta causada pelo Plasmodium falciparum. A grande maioria dos casos (99%) ocorre na região amazônica. menos de 1% dos casos evolui para morte.

devem ser valorizados como de risco para o paciente. Uma das características do paroxismo palúdico é que ocorre em períodos regulares na dependência do tipo de plasmódio infectante. falciparum. pulmões. precedida de calafrios e seguida de sudorese. As complicações mais freqüentes relacionam-se a comprometimento dos rins. A seguir. É importante ter em mente que. dores musculares. com possibilidade de ocorrerem convulsões. a) Malária no indivíduo semi-imune Indivíduo semi-imune é aquele que já teve malária anteriormente. O indivíduo apresenta. e não apresenta calafrios nem sudorese. listamos itens clínicos que. O período de suor dura de duas a quatro horas. Geralmente. porém relativamente bem. cérebro. Se o paciente não for tratado adequadamente. como sintoma único a febre. ocasionalmente. b) Malária no indivíduo não-imune Os primeiros "ataques" no indivíduo não-imune não apresentam típico paroxismo palúdico. náuseas e vômitos. geralmente. c) Malária grave As formas graves e de urgência. Nesta fase. havendo aí a necessidade de encaminhamento para centro hospitalar: . O ataque agudo da malária caracteriza-se por um conjunto de paroxismos febris que apresentam três períodos: frio (calafrios). o vômito. que pode ser contínua. A duração total do paroxismo é de 6 a 12 horas. anorexia. astenia. calor (febre) e suor (sudorese). quando ocorrer sincronismo na esquizogonia o paciente pode já estar em situação clínica com complicações. Após cessar o suor. exausto. A cefaléia é intensa. o paciente pode delirar. febre de pequena intensidade e. gestantes e crianças. o paciente pode permanecer com discreta cefaléia. A febre cede em "crise" (rapidamente) cessando o desconforto. remitente ou intermitente com remissões. fígado e sangue. com raras exceções. ocorrendo intensa anemia. se observam nas infecções produzidas por P. freqüente e ocorre delírio. O paroxismo febril não é comum.acometido apresenta febre. ou seja. subcontínua. O período de calor se inicia quando terminam os calafrios. os sintomas começam repentinamente com período de frio. podendo não ser muito elevada. nestes pacientes. As formas graves se apresentam no indivíduo não-imune. principalmente em crianças. O paciente apresenta febre persistente. pode evoluir para forma de urgência. mais de 2% das hemácias encontram-se parasitadas. onde acentuam-se os sinais e sintomas. a malária tem possibilidades maiores de evolução com complicações e que. com cefaléia. quando os paroxismos ocorrem em sua forma típica. se observados. Na maioria dos pacientes com malária. surgindo as complicações. que é intenso. O paciente se sente incomodado.

a malária tem a mesma evolução que em adultos. remitente. têm frio e podem apresentar vômitos e convulsões. a temperatura varia entre 38. gestação (especial atenção neste caso). Clinicamente. enquanto que. d) Malária na criança Em crianças maiores que cinco anos de idade.alta parasitemia (maior que 2% nos primoinfectados). Entretanto. Os lactentes geralmente não apresentam paroxismos típicos. observa-se taxa de aborto de 30%. diminuição da diurese. falciparum.5 e 40º C e a febre pode ser contínua. intermitente ou irregular. não se observam os sinais característicos do paroxismo palúdico. A despeito de a malária grave ser quase sempre causada por P. porém há maior predisposição para toxemia gravídica com pré-eclâmpsia e eclâmpsia. e) Malária na gestante Na gestante. podem surgir dores abdominais e diarréia. vivax pode também ter evolução grave em crianças (alta taxa de reticulócitos).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Tornam-se flácidos e sonolentos. Copyright © 2001 IDS . posteriormente. perdem o apetite. na segunda metade. a evolução não difere na gestante com malária. Na primeira metade da gestação. em crianças em idade pré-escolar. levando freqüentemente a erro diagnóstico. confusão mental (obnubilação). dispnéia. sinais de sangramento. existem evidências de imunossupressão materna com evolução mais tormentosa da malária. a malária pode ter evolução com complicações duas vezes mais freqüentes que na mulher não gestante. icterícia. a infecção por P. hipertermia continuada.

taxas de infecção em torno dos 30%. em alguns bolsões de pobreza. assiste-se à emergência de parasitoses consideradas raras. Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. sobretudo em indivíduos imunodeprimidos. como as infecções intestinais causadas por Microsporídeos. Em oposição. Cryptosporidium parvum e Cyclospora cayetanensis. Necator americanus. Ancylostoma .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 9/20/2001 10:14:32 AM Autores: 1 Professor-doutor. De forma paralela à redução da infestação por parasitas clássicos. no município houve queda na prevalência das enteroparasitoses no final dos anos 90 em relação ao início dos anos 80. observam-se. envolvendo também um número considerável de indivíduos imunocompetentes. Em algumas ocasiões têm sido detectados verdadeiros surtos diarréicos provocados por protozooses como ciclosporíase. Depto. quando se considera a ocorrência de pelo menos uma espécie de parasita. Isospora belli. Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia No Brasil. ou até mesmo desconhecidas e que passaram a ser diagnosticadas com freqüência crescente.

Dessa forma. Encephalitozoon intestinalis) Teníases (Taenia saginata. É. resultando em desnutrição. a infecção ocorre por ingesta de água contaminada com cistos ou por alimentos e objetos que estiveram em contato com esta. sem muco ou sangue nas fezes.ceylanicum) Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Balantidíase (Balantidium coli) Blastocistose (Blastocystis hominis) Ciclosporíase (Cyclospora cayetanensis) Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Enterobíase (Enterobius vermicularis) Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Giardíase (Giardia lamblia) Himenolepíases (Himenolepis nana. mais freqüentemente sintomática em crianças. Diagnóstico . mesmo em áreas urbanas dotadas de infra-estrutura sanitária adequada. Em situações de parasitismo muito intenso pode ocorrer síndrome de má absorção. decorrendo desse fato diarréia volumosa. Pacientes com deficiência de IgA secretora no nível da mucosa intestinal. Os cistos de Giardia lamblia são veiculados por via hídrica. Taenia solium) Tricuríase (Trichuris trichiura) Giardíase (Giardia lamblia) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose intestinal ainda bastante prevalente. acometendo tanto crianças como adultos. O parasitismo é exercido preferencialmente no duodeno e jejuno. mesmo com a adoção de medidas terapêuticas adequadas. no entanto. Dores abdominais difusas e náuseas e vômitos são presentes em alguns casos. podem apresentar quadros indolentes e de difícil resolução. Himenolepis diminuta) Isosporíase (Isospora belli) Microsporidíase (Enterocytozoon bieneusi.

durante 4 semanas. Tratamento A terapêutica é precária conferindo. colhidas em intervalos semanais. através de coloração especial (Kinyoun).50 mg/kg/dia + trimetoprima . nimorazol. no 7°. Isosporíase (Isospora belli) Quadro clínico e Epidemiologia É protozoose que causa quadros diarréicos importantes. Doses de manutenção são indicadas por período semelhante. duas vezes ao dia. dose única. Diagnóstico Encontro de oocistos nas fezes.10 mg/kg/dia). 7°. são drogas recomendadas. sobretudo em imunodeprimidos (AIDS). na maioria das vezes. sete dias. -metronidazol: adultos: 250 mg. crianças: 15 mg/kg/ dia. Controle de cura: três exames de fezes. Espiramicina na dose de 3. durante sete dias. ocasionalmente acomete imunocompetentes em cursos de diarréia autolimitada. Controle de cura: três exames de fezes. melhora clínica sem cura parasitológica. Diagnóstico Pesquisa de oocistos nas fezes. divididos em três tomadas. podendo ser realizado segundo um dos seguintes esquemas: -tinidazol. dose única. utilizando-se metade das dosagens referidas inicialmente. 14° e 21° dias após o término do tratamento. . crianças: 50 mg/ kg.0 g. sobretudo por AIDS. Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Quadro clínico e Epidemiologia Protozoose manifesta por quadros diarréicos muito graves em pacientes imunodeprimidos. Tratamento O tratamento não oferece dificuldade na maioria dos casos. deve-se ter o cuidado de executar o exame em três amostras fecais. 14° e 21° dias após o término do tratamento. ornidazol ou secnidazol: adultos: 2. três vezes ao dia. Como a eliminação das formas do parasita é intermitente. Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol .0 g/dia ou roxitromicina na dose de 300 mg.O diagnóstico é facilmente realizado pelo encontro de cistos e/ou trofozoítos através do exame parasitológico de fezes.

. puxos e tenesmo. Diagnóstico Idêntico ao da criptosporidíase. são as mais comuns. diagnosticadas pelo encontro casual de cistos do parasita nas fezes. embora não constitua ocorrência rara. sobretudo os abscessos amebianos do fígado. Amebíase (Entamoeba hystolitica) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por Entamoeba hystolitica é. Tratamento O tratamento é pouco eficiente e. nos dias atuais. exigindo exame histopatológico do intestino delgado ou técnicas de biologia molecular. idem. detectando oocistos de dimensões mais avantajadas. acompanhados por dores em cólica. principalmente em decorrência da AIDS. Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol 800 mg + trimetoprima 160 mg). Microsporidíase Quadro clínico e Epidemiologia Os microsporídeos são causa de doença diarréica em imunodeprimidos. Diagnóstico Trata-se de protozoose de diagnóstico difícil.Ciclosporíase Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose que pode acometer imunocompetentes. Quadros disentéricos intermitentes caracterizam a forma invasiva da colite amebiana: há períodos de diarréia com eliminação de fezes contendo muco e/ou sangue. empiricamente. Diagnóstico Exame de fezes com pesquisa de cistos (nas fezes formadas) ou trofozoítos (nas fezes diarreicas). Há ainda que se mencionar as formas extra-intestinais. quatro vezes ao dia. duas vezes ao dia por sete dias (imunocompetentes). muitas vezes causando surtos de doença diarréica. bem como imunocomprometidos. As infecções assintomáticas. dez dias (imunodeprimidos). bem menos freqüente entre nós. entremeados por períodos assintomáticos irregulares. a utilização de albendazol tem resultado com benefícios parciais em alguns casos.

2. dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. nimorazol ou ornidazol. Tratamento Recomenda-se tratar os infectados com metronidazol. sobretudo em crianças. três vezes ao dia. por sete dias. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. Na amebíase assintomática. três vezes ao dia. Controle de cura: idêntico ao da giardíase. Alternativamente. Alternativamente. 500 a 750 mg. dez dias (crianças). duas vezes ao dia. secnidazol. cinco dias. pois a morfologia dos parasitas é bastante característica. 2. metronidazol. dicloracetamidas: etofamida. tinidazol.0 g por dia.Tratamento depende da forma clínica. Convém. Balantidíase (Balantidium coli) Quadro clínico e Epidemiologia Esta protozoose pode ser considerada rara nos dias atuais. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. 100 mg. dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. atribui-se a este protozoário. lembrar que pode ser causa de síndrome disentérica grave. nimorazol ou ornidazol. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. Atualmente. tinidazol. . Tratamento Tetraciclina: 30 a 50 mg/kg. três vezes ao dia. papel patogênico. dois dias (crianças). dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. secnidazol. em esquema idêntico ao indicado no tratamento da amebíase. dez dias (crianças). três dias ou teclosan. dois dias (crianças). 20 mg/kg/dia. esta infecção foi considerada sem importância. Blastocistose Quadro clínico e Epidemiologia Durante muito tempo. sobretudo quando encontrado em grande quantidade em exames de fezes. Diagnóstico Pesquisa de cistos ou trofozoítos nas fezes. por dez dias. Não oferece dificuldade. porém.dia.0 g por dia. Diagnóstico O reconhecimento do parasita é fácil. 500 mg. 500 a 750 mg. no entanto. Alternativamente e em crianças.

às vezes resultando em síndrome de má absorção. repetida após sete dias. três dias. Pacientes com alterações funcionais (acloridria) e/ou anatômicas (divertículos. período . podendo haver diarréia importante. duas vezes ao dia. Controle de cura: exame de fezes no 7°. dose única ou tiabendazol. Os sintomas relacionados ao tubo digestivo são de pequena repercussão. íleo. recomenda-se a administração de sulfato ferroso. dois dias. Como há espoliação de ferro. 25 mg/kg. Quando a carga parasitária é elevada. duas vezes ao dia. freqüentemente acompanhadas por septicemia por enterobactérias. semanalmente. podem haver parasitas no jejuno. repetindo-se o esquema após sete a dez dias. são predispostos à ocorrência de larvemias. (2) hiperinfecção: cambendazol. os imunodeprimidos. É adquirida por aquisição ativa de larvas através da pele e o local preferencial do parasitismo é o duodeno. síndrome da alça cega) do tubo digestivo são predispostos às formas de hiperinfecção. Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase potencialmente grave. Alternativa: mebendazol: 100 mg. pulmões. principalmente pelo uso de corticoterapia imunossupressora. cólon e até mesmo no estômago. Necator americanus. com a localização dessas formas do parasita em vários órgãos (SNC. dose única. 14° e 21° dias após o final do tratamento. microcítica e hipocrômica. no caso de anemia decorrente da helmintíase. Tratamento Ancilostomíase (1) infecção habitual (restrita ao tubo digestivo): cambendazol. As manifestações clínicas são variadas. mas freqüentemente simulam doença péptica (úlcera duodenal). com pesquisa de ovos leves. a principal manifestação clínica desta helmintíase é a anemia. presente sobretudo em situações de parasitismo elevado. Ancylostoma ceylanicum) Quadro clínico e Epidemiologia Adquirida por penetração ativa de larvas filarióides pela pele. Tratamento Albendazol: 400 mg. bem como os diabéticos descompensados. fígado). Diagnóstico pesquisa de larvas nas fezes.Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. 5 mg/kg. Diagnóstico Exame parasitológico das fezes. 5 mg/kg. sobretudo em pacientes imunodeprimidos.

Alternativas: albendazol.indeterminado ou tiabendazol. referido pelo próprio paciente. stercoralis em imunodeprimidos por uso de drogas imunossupressoras é obrigatório afastar-se o diagnóstico de estrongiloidíase através de exames de fezes. duas vezes ao dia. Diagnóstico . Sintomas vagos referidos ao tubo digestivo ou distúrbios sistêmicos como cefaléia e irritabilidade. dose única ou mebendazol. Controle de cura: exame de fezes no 7°. Controle de cura: pesquisa de larvas nas fezes. o tratamento cirúrgico deve ser considerado se esse procedimento não for bem sucedido. sobretudo em crianças. administrar hexahidrato de piperazina. são a regra. sete dias ou 500 mg/dia por 30 dias. (2) formas com oclusão ou suboclusão intestinal: paciente em jejum e com sonda nasogástrica. seja pela sua intromissão na papila duodenal (obstrução biliar) ou no apêndice. de grupos de ploglotes (anéis) nas fezes ou mesmo a eliminação dos mesmos independentemente do ato de evacuação (nas infecções por T. dose única e crianças 80 mg. via SNG. Importante: dada a possibilidade de hiperinfecção por S. duas vezes ao dia. seja pela formação de novelos com vários exemplares do parasita. com pesquisa de ovos pesados. Tratamento Ascaridíase (1) formas habituais: levamisol: adultos. Taenia solium) Quadro clínico e Epidemiologia Assintomáticas ou oligossintomáticas na maioria das vezes. saginata). Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Quadro clínico e Epidemiologia Helmintíase intestinal freqüentemente diagnosticada em nosso meio. Diagnóstico exame de fezes. 150 mg. com náuseas. três dias. 9° e 10° dias após o final do tratamento. 25 mg/ kg. dose única. 100 mg. no 8°. 14° e 21° dias após o tratamento. associados muitas vezes a sinais de irritabilidade excessiva em crianças. são vistas complicações de ordem obstrutiva. seguidos de 50 ml de óleo mineral (tipo Nujol®). 50 mg/kg. as teníases são diagnosticadas pelo encontro. A sintomatologia é dominada por distúrbios digestivos. Teníases (Taenia saginata. Em função do tamanho dos vermes e da sua grande mobilidade. vômitos e diarréia. A ascaridíase é adquirida passivamente pela ingesta de ovos. presentes em alimentos ou objetos. 400 mg. antes do início da imunossupressão.

Diagnóstico observação de ovos característicos nas fezes. nas fezes. 25 mg/kg. mas que ocorrem sob a forma de surtos em populações confinadas (creches. em grupos de cinco ou seis. após tamização (peneiragem sob jato d'água). freqüentemente assintomáticas em adultos. presídios. quartéis. duas vezes ao dia por três dias. 10 mg/kg. Diagnóstico encontro de ovos no exame de fezes. O quadro clínico constitui-se de diarréia intermitente. pode ocorrer prolapso retal. com cargas parasitárias elevadas.0 g. crianças. dose única. três meses após o tratamento. 14° e 21° dias pós-tratamento. . albendazol. Assim sendo. Tratamento praziquantel. Controle de cura: pesquisa de proglotes por tamização das fezes. 100 mg. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°. mebendazol. Alternativa: clorossalicilamida: adultos. dose única. dose única. dose única. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°. 14° e 21° dias pós tratamento. Himenolepíases (Himenolepis nana. metade da dose citada. dose única.encontro de proglotes. 6 a 8 mg/kg. Tricuríase (Trichuris trichiura) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase intestinal das mais comuns. ao diagnóstico de um caso deve ser procedida investigação ativa em busca de casos adicionais. Tratamento praziquantel. hospitais psiquiátricos). repetida após dez dias. Tratamento pamoato de oxipirantel. 400mg. Em crianças de baixa idade. 2. Himenolepis diminuta) Quadro clínico e Epidemiologia São helmintíases relativamente infreqüentes.

albendazol. acomete vários ocupantes de um mesmo domicílio. 100 mg. dose única. 400 mg. Controle de cura: execução do método da fita adesiva. bem como a administração da droga a todos os ocupantes do mesmo. dose única. sendo o prurido anal sua manifestação clínica típica. Copyright © 2001 IDS . A erradicação da parasitose em determinado domicílio poderá exigir a repetição do tratamento mensalmente durante seis meses. A procura de ovos no exames de fezes tem positividade baixa. a partir do 8° dia pós-tratamento. Em geral. Diagnóstico observação dos ovos por meio da fita adesiva (aposição de fita adesiva transparente na região perineal e observação direta ao microscópio).Enterobíase (Enterobius vermicularis) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por esse parasita encontra-se entre as mais comuns. durante cinco a sete dias. Tratamento mebendazol. dada a facilidade de disseminação dos ovos no intradomicílio.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

000/ano. no ano de 1995. Núcleo de Tuberculose do Hospital das Clínicas. Faculdade de Medicina da USP.associação de dois agentes. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias Quadro clínico e Epidemiologia Segundo a Organização Mundial de Saúde.000 habitantes são mais elevados nas Filipinas (400). 1998). A incidência da tuberculose em pacientes portadores de HIV/Aids é cerca de 170 vezes maior do que na população geral. cerca de 80 a 90% dos casos novos por ano (Info SUS. ocorrem no mundo 8 a 10 milhões de casos novos e três milhões de mortes a cada ano.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Olavo Henrique Munhoz Leite1 Última Atualização: 9/26/2001 10:41:44 AM Autores: 1 Médico Assistente. mais baixo nos países desenvolvidos (entre 6 e 10) e intermediários no Brasil. em todo o mundo. Embora sem grandes variações na incidência. Índia (220) e na África (entre 100 e 220). no período 1990-97 de 55/100. 5000 óbitos relacionados à tuberculose foram notificados. Os coeficientes de incidência por 100. tuberculosis . Em 1996 a Organização Mundial da Saúde estimou em cerca de 6 milhões o número total de indivíduos co-infectados pelo HIV/Mycobacterium tuberculosis . O aparecimento de cepas de M. um indicador precoce de deterioração do controle da doença no Brasil.

o bacilo poderá disseminar-se pelos diversos órgãos e sistemas através das vias linfáticas e hematogênica. Estas situações têm sido descritas entre indivíduos hígidos e naqueles com outras morbidades como doenças e terapias imunossupressoras.resistentes aos quimioterápicos de 1a linha também contribuíram para a maior magnitude da doença. a condição é chamada tuberculose disseminada ou miliar. nestas situações. Tosse prolongada. o sistema urogenital. é transmitido através de núcleos de perdigotos produzidos urante a tosse. os ossos e articulações. pulmões e órgãos linfáticos. o fígado e o baço. o indivíduo contaminado pelo bacilo desenvolverá a tuberculose secundária ou a forma do adulto. o espirro ou a fala. M. As pequenas gotículas espalhadas no ar atmosférico são suficientes para alcançar os alvéolos pulmonares onde o germe inicia a sua multiplicação após a fagocitose pelos macrófagos alveolares e onde as manifestações clínicas são mais freqüentes e de maior importância epidemiológica. Quando a disseminação hematogênica e linfática é ampla e maciça. tuberculose pulmonar: o bacilo da tuberculose. incluindo principalmente o sistema nervoso central. no entanto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O pulmão é a porta de entrada natural do bacilo. Tuberculose extrapulmonar: todos os órgãos e sistemas podem ser acometidos pela tuberculose de maneira isolada ou em mais de um órgão. Uma pequena parte destes indivíduos recéminfectados poderá progredir para uma forma grave da doença representada por acometimento sistêmico. cerca de 3 a 5% destes indivíduos desenvolverão doença ativa e o risco de desenvolvimento da doença após este período é de 5 a 7% por toda a vida (reativação endógena). a senilidade e situações imunossupressoras. febre. Antes do desenvolvimento desta resposta. tuberculosis. a grande maioria dos indivíduos bloqueará a multiplicação dos bacilos com o desenvolvimento de uma resposta imune específica representada pelo granuloma e sua posterior calcificação. o sistema nervoso central e a pele. por mais de 3 semanas. emagrecimento e escarros hemoptóicos são as manifestações mais comuns nestas situações (sintomático respiratório). produzindo comprometimento sistêmico generalizado. A reinfecção (exógena) representa uma nova exposição em um indivíduo cuja infecção primária já ocorreu. sudorese noturna. Os mais comumente envolvidos são os linfonodos. sendo o pulmão o principal órgão acometido. Os sinais e sintomas associados a cada uma destas localizações são variados e dependentes do órgão acometido e do estado imunológico do indivíduo. Após a infecção primária. São fatores predisponentes para esta progressão a baixa idade. Nestas situações os pacientes deverão ser encaminhados para centros especializados e após o diagnóstico e estabilização clínica com o tratamento acompanhados nas unidades básicas de saúde Copyright © 2001 IDS . sendo também contidos nestes locais com o desenvolvimento da resposta específica. Nos dois anos subsequentes ao contato primário.

mas participantes da consulta. No atendimento pediátrico. "mãezinha" "tia" ou outras afins pecam pela impessoalidade. Referências como "mãe". quando pode-se observar alguns dados. a maneira como é carregada e sua relação com seus cuidadores. É importante que a equipe conheça o nome das pessoas que trazem a criança. como quem traz a criança. não levando em conta a subjetividade do acompanhante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Francisco Frederico Neto1 Rosa Resegue1 Última Atualização: 9/5/2001 4:55:36 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Anamnese: A anamnese inicia-se desde o momento em que a família entra na sala de atendimento. não há acompanhantes. a qual é fundamental para o estabelecimento de um vínculo adequado entre o médico e a família da criança. como nas demais áreas de atendimento. é fundamental a obtenção dos seguintes dados: . Na Pediatria. além dos dados obtidos tradicionalmente em outras faixas etárias.

álcool ou drogas durante a gestação. uso de medicações. deve-se aproveitar o momento mais tranqüilo para realizar a ausculta pulmonar e. É importante registrar as idades em que se iniciaram as principais aquisições e a percepção dos pais quanto ao desenvolvimento global de sua criança (motor. idade de aparecimento. para que se faça uma ausculta pulmonar com a criança tranqüila. antecedentes de consanguinidade. Em locais onde crianças são atendidas. devendo o médico desenvolver uma flexibilidade. com horários. presença de moléstias importantes na família. presença de saneamento básico. luz elétrica e coleta de lixo). renda familiar e rotina de vida da criança (quem cuida. caneca. situações de estresse. linguagem. quantidades oferecidas e aceitas pela criança. idade gestacional de início. o exame do abdome. (6) Antecedentes familiares: Idade dos pais e irmãos. já que a criança costuma se assustar com o otoscópio e com a espátula. Exame Físico A ordem do exame físico da criança não é rígida. idade de introdução de outros alimentos. (4) Desenvolvimento: A avaliação do desenvolvimento da criança deve ser realizada durante todo o período de consulta. (2) antecedentes alimentares: Duração do aleitamento materno. número de cômodos. mamadeira. (3) Antecedentes Vacinais: Averiguação do cartão de vacina. Registro do dia alimentar atual (incluindo as madrugadas). número de consultas. peso de nascimento e intercorrências neonatais. ventilação. Assim.(1) antecedentes pessoais: realização de pré-natal. Agravos pregressos ao longo da vida da criança. motivo do desmame. história de intolerância e/ou alergia alimentar. horário de trabalho. interação com a mãe ou cuidadora e a reação às outras pessoas. número de pessoas. Tipo de parto (indicação e intercorrências). planejamento familiar. grau de escolaridade dos pais. intercorrências gestacionais. anotando-se as datas de aplicação e a presença de eventos adversos. insolação. quando se observa sua atitude. reservada . para que consiga examinar as diferentes partes do corpo da criança. (5) Condições de vida: Características do domicílio (se urbano ou rural. idade gestacional. presença de animais. evolução e tratamento. (8) Hábitos: uso de chupeta. horário das principais atividades). em seguida. local onde a criança dorme. É comum deixar-se a otoscopia e o exame da orofaringe por último. modo de preparo dos alimentos. socialização. habilidades). Imobilizar a criança para conseguir examiná-la deve ser uma conduta de exceção. qualidade do sono. é fundamental a presença de brinquedos ou outros objetos que chamem a sua atenção. Muitas vezes é mais prático iniciar o exame da criança com ela no colo da mãe. (7) Aspectos psicológicos: buscar identificar a psicodinâmica familiar. profissão.

fontanela anterior normotensa e plana. Crianças maiores de 3 anos a medida da altura deve ser realizada em posição ortostática. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Elástica. risonho Olhos brilhantes. nem para cima) estatura temperatura Axilar. Criança deitada. Temperatura Temperatura retal somente retal somente em suspeita de em suspeita de abdome agudo abdome agudo . Conjuntiva*. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Cor de mucosas e pele Pele Elástica. Conjuntiva*. saliva presente. sem sinais inflamatórios e sem outros sinais ou sintomas. Normotrófica Gânglios Sem adenomegalia Musculatura Normotrófica Avaliação quantitativa peso* é importante a regulação prévia da balança Lactente Antes das refeições e com a criança com o mínimo de roupa (em dias frios manter camiseta). Criança Maior Ativo. Mucosas úmidas.somente para as situações em que se suspeita de um diagnóstico mais específico (otite bacteriana. distribuição harmônica. por exemplo). saliva presente. Sem (ou discreta) adenomegalia* *Não é incomum a criança maior apresentar algum gânglio (que não trará preocupação se isolado). distribuição harmônica. Axilar. Mucosas úmidas. comunicativo Olhos brilhantes. cuidando para que seu olhar seja dirigido para frente (nem para baixo. Turgor firme. brilhante e sem lesões* * Não é incomum encontrar no lactente lesões congênitas com resolução espontânea com o tempo: hemangiomas. colocando-se um dos extremos da régua no polo cefálico e a outra na planta dos pés em 90o. Em seguida. amigdalite bacteriana. fraldas com diurese. por 3 minutos. Criança Maior Apenas com roupas íntimas (em dias frios manter camiseta) *Quando for muito difícil (choro e agitação). Exame Físico Geral Estado geral/Fácies Hidratação Lactente Ativo. brilhante e sem lesões Tecido subcutâneo Turgor firme. pesar somente a mãe e subtrair os valores para se chegar ao valor aproximado do peso da criança. mancha mongólica. milium. pesar a criança junto com a mãe em balança de adulto. nãoaderente. por 3 minutos.

dislipidemia e ou criança com antecedente de internação em UTI. mobilidade e simetria. PC > PT até os 6 meses de idade Não é realizado de rotina perímetro torácico (pt) Medida com fita métrica.perímetro craniano (pc) Medida com fita métrica. envolvendo o tórax posteriormente e Não é realizado de rotina anteriormente passando sobre os mamilos. tamanho das pupilas e reação à luz implantação. presença de abaulamentos. BPM = batidas por minuto.70-90 bpm pressão arterial frequência respiratória frequência cardíaca PC = perímetro craniano.80-160 bpm Buscar medir PA a partir dos 3 anos de idade em manguito apropriado (tamanho correspondente a 40% do diâmetro do braço) e preferencialmente com esfigmomanômetro com coluna de mercúrio.40rpm > 4 anos -30rpm 2-6 anos . coloração das conjuntivas.70-170 bpm 1-11 meses . mobilidade e simetria. assume características familiares não palpada formato. forma e presença de secreções. abaulamentos. 12m a 4 anos . no recém-nascido.50rpm RN . avaliar a presença do reflexo vermelho e de desvios. esclera e presença de secreções.60rpm 2 e 12 meses . tamanho das pupilas e reação à luz implantação. PT > PC após os 6 meses de idade Não se faz medida rotineiramente. forma. exceto em lactentes de famílias com história de hipertensão. PT = perímetro torácico. avaliar a coloração das conjuntivas. distância. < 2meses .sinais de normalidade à otoscopia: membrana timpânica translúcida e visualização do cabo do martelo simetria e lesões Crânio Fontanela Olhos Orelhas Boca . RN = recém-nascido EXAME FÍSICO ESPECIAL Segmento cefálico Lactente simetria. como o céfalo-hematoma ou a bossa serosanguinolenta normotensa e plana. esclera e presença de secreções. realizar as medidas e acompanhar o fechamento progressivo formato.75-130 bpm 8-10 anos . devido à presença de estreitamento de conduto simetria e lesões Criança Maior simetria e forma. pode apresentar alterações que regridem com o tempo. a otoscopia costuma ser difícil. no recém-nascido e no lactente jovem. envolvendo posteriormente o ponto mais extremo do occipício e anteriormente a fronte. PA = pressão arterial. distância. forma e presença de secreções.

verificandose seu tamanho e coloração percussão e palpação. lactentes jovens costumam apresentar uma obstrução nasal fisiológica que regride ao longo do primeiro semestre a dentição permanente inicia-se por volta dos seis a sete anos de idade. quanto no adulto além da avaliação citada. tumorações e palpação de cadeias ganglionares EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho cardiorespiratório Tórax Lactente forma. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. simetria. esses procedimentos não são tão brilhantes enquanto manobras diagnósticas. relatar o número de dentes presentes e sua conservação forma. abaulamentos. mas há grande variabilidade familiar. principalmente dos seios maxilares e etmóides. encontramse aerados em crianças em idade escolar. visualização de cornetos anteriores. condições de higiene e a presença de cáries forma. é muito raro o diagnóstico de amigdalite bacteriana no lactente Pescoço mobilidade. habitualmente.Dentes costumam surgir a partir do sexto mês. retrações. retrações. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. embora os seios maxilares e etmóides estejam aerados desde o nascimento Orofaringe avaliação de alterações anatômicas. verificar alterações de mordida. localização do frênulo lingual e presença de lesões. presença de pontos purulentos ou petéquias. as amígdalas crescem até o sexto ano. que incidem em crianças maiores. simetria. geralmente. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Criança Maior forma. sinais de amigdalites bacterianas. implantação dos dentes. secreções. averiguando seu ritmo. tamanho de amígdalas. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. integridade e conformação do palato. quando começam a regredir atingindo o tamanho do adulto na adolescência mobilidade. os seios frontais. erupção dentária. averiguando seu ritmo. secreções. tumorações e palpação de cadeias ganglionares Nariz Seios da face não palpados. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Pulmões Coração Pulsos . abaulamentos.

que costuma fechar espontaneamente até os dois anos de idade medir a distância entre o local de aparecimento da sub-macicez hepática à percussão e a borda hepática à palpação . clitóris. movimentos peristálticos. palpação superficial e profunda. meato uretral no ápice e centralizado sem abaulamentos e indolor à palpação. palpação superficial e profunda.testículos tópicos Lábios lábios livres e não aderidos. testículos tópicos. verificando a presença de dor ou massas à palpação Fígado Percussão. lábios vaginais. de difícil palpação. deve ser realizado com muita sensibilidade e respeito em crianças maiores. costumam regredir espontaneamente lábios livres e não aderidos. o prepúcio não é completamente retrátil. só permitirão que sejam examinados por . Algumas vezes. realizar a manobra de Giordano Lojas renais EXAME FÍSICO ESPECIAL Genitais e ânus Pênis Lactente na maioria dos bebês. livres. tamanho. mucosa rósea. a criança ou adolescente deverá ser referido para atendimento Genitália ambígua *O exame de genitais*. meato uretral no ápice e centralizado Saco escrotal sem abaulamentos e indolor à palpação. o bebê deverá ser referido para atendimento Criança Maior avaliar o grau de exposição da glande. consistência e forma da borda palpável Criança Maior Abdome forma.dor. consistência e forma da borda palpável Baço percussão e palpação: cerca de 14% dos lactentes normais apresentam baço palpável.dor. verificando a presença de dor ou massas à palpação. MMSS = membros superiores Abdome Lactente forma. que deve ser diferenciada da hérnia inguino-escrotal. movimentos peristálticos. é freqüente o diagnóstico de hidrocele. costumeiramente tranqüilo em bebês. lábios vaginais. simetria. respeitando seu pudor. avaliando-se o local de aparecimento da sub-macicez hepática. simetria. as hidroceles.MMII = membros inferiores. palpação . hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. a presença de secreções e hiperemia* * não é incomum a constatação de hérnia umbilical. percussão e palpação geralmente basculante. verificar o coto umbilical. tamanho. caracterizando uma "fimose fisiológica". quando não-comunicantes. na suspeita de pielonefrite. mucosa rósea. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. clitóris. sem que isso seja sinal de doença livres. de difícil palpação.

avaliar a presença de fossetas em região sacral Superiores simetria. diferença do tamanho dos membros e pela dificuldade de abdução. a presença de pés planos posturais. esse diagnóstico é realizado pela presença de assimetria de pregas. dor à palpação. que costumam regredir com a idade simetria. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. deve ser realizado com muita sensibilidade em crianças maiores. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações Inferiores simetria. avaliar a simetria dos ombros. pedir para a criança tentar tocar os pés com as mãos e avaliar a simetria dos hemitórax. durante os dois primeiros meses. costumeiramente tranqüilo em bebês. respeitando seu pudor. dor à palpação. nos primeiros anos de vida. sem fissuras íntegro. é importante perceber a simetria dos reflexos primitivos (principalmente o de moro). sem lesões *O exame do períneo. dor à palpação. é comum. sem lesões Criança Maior sem abaulamentos pérvio. Períneo Região inguinal Ânus Períneo Lactente sem abaulamentos pérvio.profissional de saúde que seja do mesmo sexo. dor à palpação. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. Após essa idade. de costas. movimentação espontânea. sem fissuras íntegro. das escápulas e dos ângulos formados entre o braço e o tórax. à procura de possíveis paralisias obstétricas simetria. avaliação da marcha . Algumas vezes só permitirão que sejam examinados por profissional de saúde que seja do mesmo sexo. EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho locomotor Lactente Criança Maior avaliar a presença de desvios com a criança em roupas íntimas. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações.em recém-nascidos. de perfil e de frente para o examinador. à procura de desvios ou dor à palpação Coluna palpar apófises espinhosas. palpar apófises. movimentação espontânea. é fundamental a realização da manobra de Ortolani para o diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril (luxação congênita do quadril). movimentação espontânea. movimentação espontânea.

no recém-nascido. quinto ou sexto mês. ativa espontânea (sentada com ou sem apoio ou de pé com apoio) avaliado pela palpação e movimentação recém-nascido. comunicante com o meio Tono muscular normal para a idade Força muscular avaliada oferecendo-se resistência à realização dos movimentos estático. a partir dessa época. Romberg de olhos abertos aos três anos e de olhos fechados a partir dos quatro anos. posição sentada e ortostática. também de olhos fechados avalia-se como no adulto Sensibilidade muito difícil de ser realizada em crianças pequenas . dinâmico avaliar a marcha Equilíbrio Motilidade espontânea e voluntária avalia-se a motilidade espontânea e provocada Coordenação apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra. os movimentos são globais e arrítmicos. com diminuição progressiva e hipotonia fisiológica a partir do sexto mês movimentação passiva. a partir dos quatro anos. atitude simétrica. sentar. avaliar a movimentação grosseira (sustento da cabeça.sustento da cabeça. andar) e a fina (aquisição do movimento de pinça) Criança Maior Atitude criança ativa.EXAME FÍSICO ESPECIAL SISTEMA NERVOSO Lactente recém-nascido em flexão generalizada. dinâmico . assimétrica até o final do primeiro mês. deitada espontânea. realiza-se a prova índex-nariz de olhos abertos nas crianças aos três anos e. respectivamente estático . predomínio do tônus flexor dos membros até o terceiro mês. a partir do terceiro ou quarto mês. engatinhar.avaliar a marcha ou o engatinhar avalia-se a motilidade espontânea e provocada. manobras do écharpe e dos membros pendentes na beira do leito para avaliar a força muscular dos membros superiores e inferiores.

Linguagem nos primeiros meses. balbucio e primeira palavra com significado por volta dos 12 meses avaliar inteligibilidade da linguagem. respeitando-se as diferenças culturais Copyright © 2001 IDS . a partir do quarto mês. expressa pelo choro.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . posteriormente. expressão facial e variações de tônus. arrulhos.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Paulette Cherez Douek1 Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Última Atualização: 9/5/2001 5:10:58 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Crescimento Normal Evolucão da estatura do brasileiro Baixa Estatura .

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Identificar fatores de risco. principalmente. Dessa maneira. detectar um retardo do desenvolvimento e providenciar tratamento precoce podem alterar significativamente a qualidade de vida da criança e de sua família. compreendendo todas as atividades relacionadas à promoção do desenvolvimento normal da criança e à detecção de desvios nesse processo. O desenvolvimento é o resultado da interação entre as características biológicas da criança e .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rosa Resegue1 Sergio Antônio Bastos Sarrubo1 Última Atualização: 12/4/2001 11:33:26 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A vigilância do desenvolvimento é parte fundamental da consulta pediátrica. os possíveis fatores de risco intervenientes e as possibilidades de intervenção para minimizar os efeitos deletérios desses fatores e. para promover o desenvolvimento da criança na plenitude do seu potencial. os profissionais envolvidos no atendimento de crianças devem estar familiarizados com o processo de desenvolvimento normal.

a criança é extremamente frágil. desenvolvimento social e emocional e . desde os primeiros momentos de vida. visceromegalias. como o controle das musculaturas do pescoço. quem é o responsável pelos seus cuidados. que são: o desenvolvimento sensorial. Alterações encontradas no exame físico poderão constituir pistas para a precoce detecção de problemas de desenvolvimento. obtendo-se dados sobre o momento da família em que a criança foi gerada. além de observar o vínculo entre a mãe e a criança. linguagem. tronco e membros inferiores. A avaliação do desenvolvimento inicia-se no momento em que a família entra no consultório e prolonga-se durante toda a anamnese e exame físico da criança. Durante a anamnese. alterações no exame neurológico). como é sua rotina de vida e quais foram as mudanças ocorridas nas relações familiares após o seu nascimento. as habilidades motoras grosseiras. que se referem à utilização dos grandes músculos do corpo. Assim. muitas vezes relacionadas a síndromes (fácies característicos. sua postura. dinâmico e compartilhado com cada criança. interesse pelas coisas do ambiente e interação com as outras pessoas do local. a aquisição de novas habilidades está diretamente relacionada não apenas à faixa etária da criança. História pregressa ou atual de patologias importantes e os dados relacionados às aquisições da criança devem ser também obtidos. À entrada. observa-se quem traz a criança. a maneira como é carregada. uso de drogas ou álcool e infecções durante a gestação. observa-se sua forma de preensão. um processo individualizado. é importante a obtenção dos dados relacionados a possíveis fatores de risco para distúrbios do desenvolvimento.os fatores culturais e sociais onde ela está inserida. bater e jogar o objeto oferecido. Assim. o processo de desenvolvimento ocorre dentro de relações bidirecionais onde a criança influencia e é influenciada por aqueles que a circundam. Durante os primeiros anos de vida. Durante a anamnese. é fundamental o conhecimento do contexto familiar e social onde a criança encontra-se inserida. se a gestação foi ou não planejada. Por outro lado. portanto. como a presença de baixo peso de nascimento. sua coordenação mão-boca e as inúmeras experimentações que faz ao morder. o recém-nascido comportase como um agente ativo. mas também às interações vividas com os outros seres humanos do seu grupo social. capaz de influenciar os cuidados e as relações das quais participa. Além disso. O desenvolvimento é comumente descrito de acordo com alguns domínios de funções. prematuridade. a criança torna-se capaz de dar significados aos estímulos. o examinador pode avaliar alguns dados do desenvolvimento da criança. anomalias cutâneas. Essas primeiras experiências são fundamentais para que a criança construa gradualmente uma imagem coerente de seu mundo. Por meio da reciprocidade estabelecida nessa relação. quais as fantasias da mãe e outros familiares sobre a criança durante a gestação. as habilidades motoras finas. A avaliação do desenvolvimento deve ser. relacionadas ao uso dos pequenos músculos das mãos. sua sobrevivência depende dos cuidados recebidos. intercorrências neonatais. Ao se oferecer um brinquedo ou até mesmo o abaixador de línguas à criança.

posteriormente. desde abaixar os olhos ou esconder o rosto. o recém-nascido é capaz de focalizar um objeto colocado a poucos centímetros de seu campo visual. A avaliação do sistema sensorial. frente ao adulto a criança pode ter um amplo espectro de comportamentos. a persistência da maioria desses reflexos no segundo semestre de vida. principalmente da audição e visão. sendo o quadril e os membros inferiores os últimos a adquiri-la. memória e aprendizado. o olhar e o sorriso. preensão palmar. Ao nascimento. a partir da 2ª semana de vida. Quanto à interação social do bebê. cada um deles influenciando e sendo influenciado pelos outros. como o pensamento. Na avaliação objetiva. No segundo semestre de vida. desde as primeiras horas de vida. Esses domínios são interdependentes. passando por uma gama de atitudes que expressam o medo do estranho e a recusa em entrar em contato com ele. intensidade e simetria desses reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do sistema nervoso central e para detectar anormalidades periféricas. são formas de comunicação. Apesar da infinidade de movimentos da vida intra-útero. Durante os primeiros meses. a presença. a criança já não responde mais com sorriso a qualquer adulto. Durante a anamnese. há uma diminuição progressiva do tônus flexor. o sorriso já pode ser desencadeado por alguns estímulos. principalmente pela voz humana. com predomínio do padrão extensor. Nos primeiros meses de vida. plantar e o da marcha serão substituídos por atividades voluntárias. como alterações músculo-esqueléticas congênitas ou lesões de plexos nervosos. outros como o de Moro e o reflexo tônico-cervical assimétrico simplesmente desaparecerão. se prefere o rosto materno. Assim. com a total dissociação entre os movimentos da cintura escapular e pélvica. Por volta dos três meses de idade. Antes dessa idade. A audição acontece a partir do quinto mês de gestação. o que lhe permite seguir objetos por 180 graus. Por outro lado. indaga-se aos familiares se a criança é ou não capaz de enxergar e escutar. Essa extensão acontece na direção céfalo-caudal. A partir do segundo semestre. mudar da posição deitada . se assusta-se com ruídos diferentes. deve ser feita desde as primeiras consultas. como o de sucção.cognição. seus movimentos são geralmente reflexos controlados por partes primitivas do cérebro. Entre a 4ª e 6ª semanas de vida aparece o sorriso como resposta ao rosto humano. Assim. presentes desde o nascimento. ao nascimento. Ela passa a distinguir o familiar do estranho. também indica anormalidades do desenvolvimento. Alguns desses reflexos. que se referem aos processos mentais superiores. focaliza objetos e os segue com o olhar. a criança já está familiarizada com os ruídos provenientes do organismo materno e com as vozes de seus familiares. o padrão motor da criança é muito imaturo. se é capaz de reconhecer e se acalmar com a voz materna. até chorar e gritar inconsolavelmente. tendo nítida preferência pelo rosto humano. a criança apresenta melhor fixação do olhar. A avaliação objetiva da audição pode ser feita com estímulos sonoros de várias freqüências. não ocorre mais predomínio do padrão flexor ou extensor e a criança através da alternância entre flexão e extensão consegue inicialmente rolar e. Sua postura é assimétrica com nítido predomínio do tônus flexor dos membros e intensa hipotonia da musculatura paravertebral.

mas também em prono. Entre o quinto e sexto meses a criança consegue apreender um objeto voluntariamente. embora ainda sejam incapazes de soltá-los. pelo choro. ocorre o reflexo de preensão. não se deve apenas indagar as idades em que as mesmas aconteceram. fala e aguarda a resposta do outro para nova interferência. em todas as línguas. são conquistas depois de muitas tentativas e erros e são motivadas pela necessidade de exploração e interação com o meio sócio-cultural da criança. quando puxada para sentar. o pensamento e a aprendizagem. Depois. a criança inicia frases simples e há grande aumento de seu repertório de palavras. em seguida radial e depois. Aos 18 meses. d ou t. A linguagem gestual também aparece no segundo semestre de vida e é fruto da significação dada pelos adultos do seu meio. Percebe-se. posteriormente do tronco e finalmente. Assim. a criança mantém-se com as mãos fechadas na maior parte do tempo. Nessa fase. surgem as primeiras palavras denominadas de palavras-frase (por exemplo: dá. cujas repetições são realizadas pelo simples prazer de se escutar. em decorrência da diminuição do tônus flexor. da mesma forma. durante o terceiro trimestre. a criança inicia a emissão de arrulhos e por volta dos seis meses. a primeira musculatura a ser controlada é a ocular. é comum a criança apontar e obedecer comandos verbais como bater palmas. portanto. Por volta dos 12 meses. entre o nono e décimo meses. dar adeus e jogar beijinhos. inicia o diálogo com troca de turnos. variações de tônus e. No entanto. b. não). as mãos ficam abertas por um maior período de tempo e as crianças conseguem agarrar os objetos. adquire a posição ortostática. há o controle progressivo da musculatura contra a influência da gravidade. É preciso avaliar a qualidade desses movimentos. A primeira palavra corresponde ao encontro silábico reconhecido pelo adulto como uma primeira palavra. portanto. Entre nove e 12 meses. sem que isso indique nenhum tipo de anormalidade. a pinça completa. ocorrendo inicialmente a sustentação da cabeça. através de aquisições mais simples para as mais complexas. O desenvolvimento motor dá-se. cerca de 20% das crianças andam sem ter engatinhado. na avaliação do conjunto das habilidades motoras. Assim. sentada. fundamental a observação da criança não apenas em decúbito dorsal. Entre dois e três meses. Durante os primeiros meses de vida. ou seja. iniciando o movimento de pinça. ou seja. varia de acordo com a concepção de desenvolvimento dos . Por volta do terceiro mês.para a sentada. Ao nascimento. que será inicialmente cubital. o bebê expressa-se através de sua mímica facial. que as aquisições motoras não acontecem aos saltos. realizada com a porção distal do polegar e dos demais dedos. emite balbucios com padrões de entonação semelhantes à linguagem de seu meio cultural. A aquisição do movimento de pinça foi fundamental para que a nossa espécie pudesse utilizar ferramentas. mamãe começa com m ou n e papai começa com p. no sentido crânio-caudal e próximo-distal. O controle progressivo da musculatura dos braços permite o apoio nos antebraços e as primeiras tentativas de engatinhar. A forma como o homem adquire as chamadas funções psicológicas superiores. sendo. o balbucio. principalmente. Coincidentemente. em decúbito lateral e em pé. Nessa fase. À estimulação da região palmar.

cozinhar ou empinar pipas é necessário o convívio com outras pessoas que já saibam e valorizem a realização de tais atividades. que se desenvolvem dentro de um processo histórico e são mediadas por sistemas simbólicos. à cada mudança do meio externo ou interno ao indivíduo. sendo a linguagem o principal sistema simbólico dos seres humanos. portanto. a ocorrência da aprendizagem depende da etapa do desenvolvimento da criança. sendo a assimilação a inclusão de novas experiências a esquemas mentais previamente existentes e a acomodação. subordinada ao ritmo de maturação e desenvolvimento da mesma. do processo de maturação. não conseguem realizar tais atividades e nem por isso são rotuladas como deficientes. Nessa visão. na concepção comportamentalista. em que o funcionamento psicológico ocorre graças às relações sociais experimentadas pelo indivíduo e o seu mundo exterior. para que uma criança aprenda qualquer habilidade. o pensamento torna-se verbal e a linguagem racional. os conceitos de desenvolvimento e aprendizagem se confundem e são produto do condicionamento externo. cujo maior teórico é Jean Piaget (1896-1980). Na abordagem interacionista/construtivista. ocorre uma mudança no seu comportamento na tentativa de atingir um novo estado de equilíbrio. Relações. Durante esse processo. Na concepção histórico-cultural. o desenvolvimento é fruto do processo de maturação e da necessidade de equilíbrio inerente a todo ser vivo. sendo o desenvolvimento fruto da aprendizagem. não coincidentes. o homem é percebido como um agente ativo. cujo maior representante é Skinner (1904-1980). o desenvolvimento é um processo universal e previsível decorrente de algumas características inatas do indivíduo e. Ao usar a linguagem. ler. Segundo Werner. Nesse contexto. No modelo histórico-cultural. principalmente. a linguagem assume papel fundamental não apenas por possibilitar a comunicação entre os indivíduos através do estabelecimento de significados compartilhados mas. essas. uma criança analfabeta não pode ser chamada de deficiente se ela vive num contexto social onde a maioria das pessoas não sabe ler ou escrever e essas atividades não são significativas para ela. Assim. Seu desenvolvimento é. ou seja. Nesse contexto. sendo. Crianças que vivem em contexto social diferente. portanto. Meninas criadas na roça. As habilidades desenvolvidas. uma vez . por constituir o pensamento humano. que tem como maior representante Arnold Gesell (1880-1961). de maneira resumida. portanto normal. significativa e contextualizada. Na abordagem desenvolvimentista. vão sendo atingidos estados de equilíbrio superiores. Vygotsky e seus seguidores concebem o homem como um sujeito social. muitas vezes aos 7 ou 8 anos já sabem cozinhar. cuidar dos irmãos e arrumar a casa. A criança é percebida como um ser passivo que responde aos estímulos externos. apareceriam em idades semelhantes. o desenvolvimento e a aprendizagem são vistos como processos interdependentes. Nas concepções desenvolvimentista e interacionista/construtivista. A aquisição desses novos esquemas mentais dá-se graças aos processos de assimilação e acomodação. independente do meio cultural e das interações vividas pela criança. principalmente. Nessas concepções. a ocorrência de mudanças nesses esquemas mentais. Da mesma forma.diversos autores. o desenvolvimento é visto como um produto direto do meio. como escrever. na constituição do indivíduo. o biológico e o ambiente são modificados pela interação social.

também. As variáveis apresentadas nesse cartão. é de grande valia para a avaliação do desenvolvimento durante uma consulta clínica. ao seu estado de humor e à percepção de estranhos. suas vacinas e um gráfico de marcos de desenvolvimento. Ao submeter-se a uma consulta seja médica ou de enfermagem. porém alertando para a necessidade de uma investigação mais aprofundada. Assim. toda criança deve estar munida do Cartão da Criança onde são anotados dados de nascimento e evolução do crescimento peso e estatura . É importante.se capazes de executar o item do teste. Trata-se de um processo de desenvolvimento diferente. Este cartão é utilizado no Brasil. a parte sombreada da faixa indica a idade em que 90% das crianças tornam. entretanto. antes que a criança seja encaminhada e rotulada como atrasada no seu desenvolvimento. deve suscitar a necessidade de nova avaliação em uma consulta com intervalo de tempo curto.que está de acordo com sua vivência. Assim. constituem marcos do desenvolvimento motor e social -adaptativo. que a criança seja avaliada de forma contextualizada. Além disso. levando-se em conta seu ambiente social. através de um sistema educacional de qualidade. solicitando orientações antecipadas. . que possa reverter esse processo de exclusão e garantir o exercício de sua cidadania. a situação de teste apresenta grandes inconvenientes como a possibilidade de falhas relacionadas ao simples desconforto da criança ao sentir-se testada. sua história de vida e o próprio momento da consulta. não permitindo um diagnóstico. É fundamental. mas não deficiente. sendo fundamental que a família saiba também como utilizá-lo e possa manifestar suas preocupações. a presença de falhas em um primeiro momento. que se assegure a toda criança o direito de acesso a esses conhecimentos.

PADRONIZAÇÃO DAS OBSERVAÇÕES PARA APLICAÇÃO DA FICHA DE DESENVOLVIMENTO Marcos do desenvolvimento (resposta esperada) Como proceder .

*Deitar a criança em superfície plana com a barriga para cima . *Colocar uma das mãos no campo visual da criança. *Colocar a criança em posição prona. posição supina *Manter o rosto no campo visual da criança olhando em seus olhos. Colocar e oferecer objeto colorido na mesma superfície. emitir sons.afastar lentamente a mão da linha média mantendo os dedos ou o objeto em movimento para a direita e para a esquerda . *Sentar a criança em superfície plana.*Abre e fecha os braços em resposta a estimulação (Moro) *Postura : barriga para cima. longe da mão da criança. *Fica sentada sem apoio *Arrasta-se ou engatinha. ou um objeto de cor. os dedos movendo. pernas e braços fletidos . perguntar a mãe. *Sorri espontaneamente *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para baixo. *Observar expressões faciais da criança dirigidas ao profissional e a mãe . *Colocada de bruços. O profissional deve segurar a criança no colo e a mãe chamá-la *Fixa e acompanha objetos em seu campo visual. levanta a cabeça momentaneamente. * Responde diferentemente a pessoas estranhas e familiares . em uma superficie plana . Não usar estimulação muito intensa.estalo de lingua sem tocar a criança. Após observar fixação do olhar da criança . *Olha para a pessoa que a observa *Utilizar estimulação usual: queda da cabeça ou som. sem encosto. Na ausência de resposta . posição prona *Manter o rosto no campo visual da criança. Deve ser colocado na linha média do rosto da criança. cabeça lateralizada. Falar suavemente.

bate palmas) *Emprega pelo menos uma palavra com sentido. raramente cai *Combina pelo menos duas palavras. Na ausência de resposta . Em caso de recusa . se houver. perguntar a mãe se a criança fala alguma palavra com sentido . *Tentar observar na sala de espera ou perguntar a mãe. solicitar a colaboração da mãe para pedir a criança para caminhar. *Na hora do exame físico. Perguntar a mãe se a criança estranha outras pessoas de fora do seu ambiente familiar. ou colocar a criança no chão durante coleta da história clínica. *Pedir a criança para correr ou subir a escadinha da sala de exame. tentar observar a resposta da criança em conversa com a mãe . * Tira qualquer peça do vestuário. Qual ? *Anda sozinho.Pedir a mãe que caminhe com a criança apoiada nas duas mãos. *Faz gesto com as mãos e cabeça ( tchau. Na ausência de resposta . tire alguma peça de roupa. despedir-se dando "tchau" a criança. pedir a criança que sózinha . *Instigar . *Instigar a criança a imitação. *Anda com apoio *Colocar a criança em pé. *Postura de pé. Ao final da consulta . perguntar a mãe.com os braços. *Instigar . solicitar colaboração da mãe no pedido. Solicitar a colaboração da mãe. *Perguntar a criança como ela se chama . Apontar a mãe e perguntar quem é ela ? Na ausência da resposta . *Corre e/ou sobe degraus baixos *Em companhia de outras crianças brinca isoladamente *Diz seu próprio nome. perguntar a mãe. Perguntar a mãe se criança faz algum gesto. .

*Brinca com outras crianças. *Perguntar a mãe. *Conversar com a criança. Copyright © 2001 IDS . sem necessáriamente nomeálos. Se a criança não colaborar . dobrando o joelho. *Usar objetos da sala de exame. Perguntar a mãe. perguntar a mãe. *Postura de pé: solicitar a criança que pule sôbre um pé só. Utilizar imitação. *Depois do exame clínico. perguntar a mãe. *Pula alternadamente com um e outro pé *Veste se sozinha *Pede ajuda quando necessário *Postura de pé: solicitar a criança que pule alternadamente com um pé e o outro. pedir a mãe que ajude a criança a vestir-se. Verificar se separa objetos por cores. *Pula sobre um pé só.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Na ausência de resposta . *Depois do exame clínico. *Reconhece mais de duas cores.Solicitar a criança para levantar um pé. Utilizar imitação. pedir a criança que se vista.*Fica sobre um pé momentaneamente *Usa frases *Veste se com auxílio *Postura de pé. *Observar na sala de espera. Utilizar imitação.

motor e neurológico. a disponibilidade de vitaminas e sais minerais na alimentação. o cuidado com a proporcionalidade dos nutrientes. O cuidado com o desmame precoce. prevenindo deficiências como a do ferro. e o médico precisa conhecer as principais necessidades alimentares dessa faixa etária de modo a satisfazer as exigências em cada fase do desenvolvimento físico. compreensão e criatividade para adequar a alimentação e respeitar as diferenças culturais e sociais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Viviane Mandarino Terra1 Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Última Atualização: 9/20/2001 10:35:40 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Introdução Os primeiros meses de vida da criança são muito importantes do ponto de vista nutricional. são pontos importantes para a promoção da nutrição e prevenção dos distúrbios alimentares mais freqüentes na infância. evitando desvios metabólicos prejudiciais ao organismo. .

é mais rico em gordura. e consequentemente. pois deve sentir-se confiante. apoiando a mãe e auxiliando-a. garantindo o seu esvaziamento para a troca de lado.Aleitamento Materno O aleitamento materno é. o colostro. deve-se permitir que a criança sugue sem horários rígidos. a mãe necessita de orientação e apoio. em geral. A regularização do tempo de duração das mamadas e dos horários ocorrerá espontaneamente. Contém fatores antiinfecciosos. que parece mais branco. a todo momento que quiser. o alimento mais adequado para a criança no primeiro ano de vida. e o leite do fim. apresentando um efeito laxante. interagindo no pré-natal. é observada uma pequena quantidade de líquido aquoso e amarelado (primeiro leite). e . O leite do inicio da mamada é rico em proteína. imunológico e afetivo. pois a inibição da ovulação é intensa nos 3 primeiros meses e ainda significativa 6 meses após o parto. pois é freqüente acontecer o desmame nessa fase. sacia mais a fome do bebê. É muito importante que a mãe seja orientada sobre este fato. A criança necessita tanto do leite do início como daquele do fim da mamada. inclusive lactoferrina e lisozima. satisfazendo suas necessidades e fortalecendo o vínculo mãe-filho. A participação e colaboração da família é decisiva para a amamentação. principalmente gastrointestinais. minerais e água. Para o sucesso da amamentação. A amamentação pode ser utilizada como método contraceptivo. vitaminas. com aspecto aguado. Nos primeiros dias após o parto. oscila entre 5 a 30 minutos. sem horários prefixados. O estímulo da sucção do seio promove a secreção de prolactina. É de grande importância a participação do médico. A mãe e o recém-nascido em boas condições devem iniciar o aleitamento natural sob regime de livre demanda. A duração da mamada varia de criança para criança e. que conferem aos lactentes mais proteção contra o desenvolvimento de doenças agudas e crônicas. O leite materno preenche todas as necessidades nutritivas da criança durante os primeiros 4 a 6 meses. mantendo a produção de leite e também inibindo a ovulação. Este possui taxas menores de gordura e lactose e maiores de proteínas e sal. Em geral. ou seja. sem suplementação alimentar com fórmulas de leite de vaca e/ou alimentos semi-sólidos. promover uma "pega" ao seio e incentivar a sucção. Nesta ocasião. A "descida" do leite propriamente dita ocorre num período de 2 a 5 dias. lactose. O sucesso da lactação na supressão ovulatória ocorre quando a criança suga frequentemente e a curtos intervalos. A boa relação mãe-bebê favorece a adaptação de ambos aos períodos de mamadas. sob o ponto de vista nutricional. As mamas devem ser estimuladas igualmente e o início de cada amamentação deve se dar pela mama que foi oferecida por último na mamada anterior. que estimulará maior produção de leite. mais energético. se assim a mãe o desejar. imunoglobulina A e oligossacarídeos. as mulheres que amamentam exclusivamente têm uma amenorréia de cerca de 9 meses.

O bom posicionamento poderá ser observado pelos seguintes sinais: 1. Recomenda-se que a amamentação seja exclusiva ao seio até os 4 a 6 meses de idade. 4. fazendo a retirada do leite para oferta posterior na ausência materna. deve-se verificar a possibilidade de efeitos colaterais para o bebê. que não permite uma boa pega. como galactosemia e fenilcetonúria. A Organização Mundial de Saúde recomenda que mãe infectada pelo vírus da AIDS não amamente. Para evitar estes problemas. orientando e atuando como apoio na unidade de saúde e no domicílio. tais como álcool e cocaína. Sempre que a mãe estiver utilizando qualquer medicação durante a amamentação. São poucas as contra-indicações ao aleitamento. o corpo da criança está próximo ao da mãe. Outro fator importante é a posição da criança quando é posta ao seio. a aréola está mais visível acima da boca do que abaixo. a saber: 1. devemos estar atentos aos "quatro sinais de uma boa pega". exigem monitorização rigorosa da criança. A dor provocada pela sucção em má posição e as fissuras do mamilo não permitem uma boa sucção. pois o leite humano pode transmitir a doença. 3. o estômago da criança está encostado na barriga da mãe 4.da equipe de enfermagem. e drogas terapêuticas. quando não é boa. (por exemplo. providenciando horários especiais para amamentar. Drogas usadas pela mãe podem contra-indicar a amamentação. entre outras medidas). . o lábio inferior está voltado para fora. o queixo está tocando o seio (ou está muito próximo de tocá -lo) 2. A criança pode ficar insatisfeita depois de mamar e querer alimentar-se muito freqüentemente e por muito tempo. Há as relativas às crianças. carbonato de lítio e outras. aminofilina e anticonvulsivantes. o corpo da criança está voltado para ao da mãe. a boca está bem aberta 3. O insucesso no processo de aleitamento materno pode estar relacionado ao mau posicionamento do bebê. 5. como tuberculose nas duas primeiras semanas de tratamento. todo o corpo da criança recebe sustentação. pois. como cimetidina. o pescoço da criança está ereto ou um pouco curvado para trás. ou relativas à mãe. cabendo ao profissional orientar a respeito das dificuldades e estimulando a manutenção do aleitamento. a pega também não o é. Há um número progressivo de mulheres que trabalham fora de casa. hanseníase contagiante. gerando ingurgitamento mamário (mastite). 2. Algumas drogas. principalmente drogas de vício. como o ácido acetilsalicílico.

de dia ou de noite. são as malformações. temperatura e higiene adequadas · O bebê deve terminar de mamar na primeira mama antes de ser oferecida a segunda · O sucesso do aleitamento depende de uma boa pega Se a criança estiver crescendo bem. Não é necessário dar outra comida ou líquido. · O leite materno já contém tudo o que o bebê precisa. Nesta fase. Neste processo de amamentação. aumentando gradativamente. as mães precisam ser esclarecidas sobre a legislação vigente (Consolidação das Leis Trabalhistas). O Desmame Conceitua-se desmame como a introdução de qualquer tipo de alimento na dieta de uma criança que. Caso haja intolerância. . apesar de a produção de leite materno manter-se. pseudo-invertidos ou invertidos.REGRAS BÁSICAS PARA UM BOM ALEITAMENTO · Dar o peito sempre que a criança quiser. Se isto não ocorrer. licença gestante (Artigo 392). encontrava-se em regime de aleitamento materno exclusivo. nem chá.2º parágrafo). ampliação da licença gestante (Artigo 392. a contaminação dos alimentos por problemas de higiene e conservação. A orientação quanto à época de introdução de alimentos não-lácteos para a criança em aleitamento artificial ou misto deve ser mais precoce do que para a criança em aleitamento materno exclusivo. como. A partir dos 6 meses. as necessidades da criança se ampliam. As dificuldades maternas mais freqüentes são mamilos achatados. A introdução de cada novo alimento deve ser feita em quantidades pequenas. podem levar à doença diarréica e desnutrição. sendo necessários outros alimentos. O período de desmame vai desde a introdução deste novo alimento até quando for suspenso completamente o aleitamento materno. na quantidade. direitos assegurados em relação ao salário e função (Artigo 393). Em relação à criança. é sinal de que está recebendo leite em quantidade suficiente. mastite. os problemas neurológicos e as doenças infecciosas. fissuras no mamilo. por exemplo: estabilidade da gestante (Artigo 10). até então. descansos especiais durante o trabalho (artigo 396) e creche na empresa (artigo 389). a oferta deverá ser suspensa por alguns dias e tentada posteriormente. que assegura direitos à mulher que trabalha fora de casa. assim como ofertas inadequadas. é preciso investigar.

como feijão. pode-se amassar os alimentos com o garfo e. inicialmente oferecendo somente a gema. raspadas. não contêm fibras e têm custo elevado. Alimentos de origem vegetal. leguminosas e hortaliças. principalmente as carnes. não utilizando liquidificador. oferecer a carne de preparo. gelatinas e pudins. também fornecem bom aporte de ferro. sendo sempre uma delas de folhas. A partir dos sete meses de vida. para crianças maiores de seis meses. cereais. Por isso. As papas de frutas industrializadas também têm alto custo e não contêm fibras. com uso de colher. O uso de centrífugas deve ser evitado. evitando-se. mamão. não devem ser incentivadas pois podem prejudicar a adaptação da criança aos novos alimentos e sabores. frango ou miúdos. sendo introduzida posteriormente.Sucos e Papas de Frutas O leite de vaca em pó ou integral é pobre em vitamina C. Refeições de Sal As sopinhas aumentam o aporte calórico-protéico e de minerais. que se reduz ainda mais pelos processos de industrialização. verduras de folhas verde-escuras. Os sucos industrializados não são recomendados porque contêm corantes e conservantes. A primeira sopinha deve ser oferecida no almoço e ser preparada com carne de vaca. Posteriormente. adicionar açúcar. especialmente o ferro. Preferencialmente. pois reduz o conteúdo de fibras das frutas. que têm ferro heme. raladas ou amassadas com garfo. Após a refeição de sal. podem ser oferecidas sobremesas caseiras. O suco de frutas ou hortaliças deve ser preparado no momento da administração para evitar a perda da vitamina C e ser oferecido em volumes crescentes. especialmente se oferecidos junto com facilitadores de sua absorção. maçã. etc. abacate. As proteínas de origem animal são as melhores fontes de ferro. Recomenda-se o uso de espremedores manuais. é indicado oferecer suco ou papa de frutas frescas para favorecer a absorção do ferro da dieta. lentilha. retira-se a carne. ao iniciar aleitamento misto ou artificial recomenda-se introdução mais precoce de sucos e papas de frutas ricos em vitamina C. como compotas de frutas. reguladoras do hábito intestinal. pasteurização e fervura. pois a clara de ovo é mais alergênica. que é melhor absorvido. grão-de-bico. deve ser sempre cozido. As frutas podem ser oferecidas sob forma de papa. moída ou desfiada. passando os demais ingredientes por peneira de malha fina. Recomenda-se que o sal seja adicionado em quantidade mínima e que se use pouco tempero. são utilizadas frutas da época. aproximadamente. como adicionar açúcar. . se possível. Quando for oferecido ovo. Após o preparo da sopinha. como a vitamina C e as carnes. pêra. como banana. As tentativas para melhorar a aceitação das papas.

já que a mãe irá ou não seguir as orientações conforme puder compreender os benefícios da alimentação para a saúde do seu bebê. auxiliada por um adulto. É muito importante que a criança receba os alimentos em ambiente agradável e calmo. se possível. pode-se oferecer à criança alimentos sólidos. pedaços de maçã ou bolachas. mas também o adulto saudável. 3ª ed. A criança deve ser estimulada a escovar os dentes após as refeições e também assistir a escovação feita pelos pais e irmãos. Pediatria em consultório. Aproximadamente aos doze meses. e que o momento da refeição seja também de afeto e prazer. 2000 A aquisição de hábitos saudáveis de vida e. Enquanto a criança for amamentada ao seio. para que manipule e coma. Sarvier.Esquema para a introdução dos alimentos não-lácteos conforme a idade da criança e o tipo de aleitamento. a oferta de outros alimentos líquidos pode ser em copos ou xícaras de bordas grossas. a criança deve fazer refeições à mesa junto com os adultos ou irmãos mais velhos. a adequada orientação alimentar nos primeiros anos de vida deve ter como objetivo não só o crescimento da criança. São Paulo. porém modificada em relação à consistência e temperos. Aleitamento Misto . Aleitamento exclusivo Idade (mês) 6 6 6 e meio 6 e meio 7 8 10 suco de frutas papa de frutas gema de ovo primeira sopa segunda sopa sobremesa caseira clara de ovo Alimento ou Preparação Aleitamento artificial ou misto Idade (mês) 2 3 4 e meio 4 e meio 6 8 10 Fonte: Bresolin e cols. como banana. o uso de mamadeiras. sempre sob supervisão de um adulto. Toda a orientação alimentar deve levar em conta o saber materno. a fim de que adquira este hábito. evitando. mesmo que faça sujeira. Por isso. pois isto faz parte do seu aprendizado. É importante que se ofereça uma colher à criança para que se alimente sozinha. Esta prática estimula o desenvolvimento de novas habilidades motoras e a erupção dentária. A partir dos seis meses de idade. principalmente.. suas experiências anteriores. de alimentação é cultivada na infância. Se houver possibilidade. a criança poderá receber refeição semelhante à dieta habitual da família.

o produto não se torna esterilizado e deve ser mantido sob refrigeração para aumentar o tempo de conservação. Após a abertura da embalagem. devem ser conservados sob refrigeração. pela maior permeabilidade intestinal do lactente. Por esse processamento. em relação às proteínas. funcionando como complemento. Além disso. na tentativa de se obter um produto mais adaptado às características fisiológicas da criança. sob forma de névoa. diminuindo a possibilidade de ocorrência de fenômenos de sensibilização. especialmente se introduzidas nos primeiros meses de vida. O leite em pó integral é pasteurizado. levando maior tempo entre ordenha e pasteurização. utiliza-se o leite de vaca.Quando a quantidade de leite materno estiver insuficiente. Deve-se passar a oferecer água nos intervalos das mamadas. Os leites longa vida são processados a elevadas temperaturas e imediatamente resfriados (ultra-pasteurização). que será oferecido sempre após a oferta do leite materno. conseqüentes à absorção de macromoléculas. passando por processo de secagem em contato com uma corrente de ar quente. Pode ser utilizado o leite de vaca in natura. integral ou modificado industrialmente. carboidratos e minerais possa assemelhar-se ao leite humano. Estes leites adaptados são mais . que deve sofrer algumas modificações para ser mais adequado às necessidades da criança. as fórmulas apresentam conhecido potencial alergênico (frações de caseína e lactoalbumina) capazes de induzir à sensibilização . modificando-se sua composição quanto ao teor de proteínas. A pasteurização do leite fresco desnatura parcialmente as proteínas do leite. carboidratos e minerais. gorduras. Embora o conteúdo de gorduras. isto é. a seguir pulverizado. Embora a pasteurização reduza a quantidade total de bactérias do leite. A fervura do leite fresco pasteurizado diminui o risco de sensibilização e o número de germes vivos nele contidos. sem afetá-las qualitativamente. porém a contagem de microrganismos atinge maiores níveis do que no tipo A. Os chamados leites modificados ou fórmulas infantis são obtidos a partir de leite de vaca. O leite tipo A é de excelente qualidade. mantido em local fresco e bem tampado. em pó. O leite tipo C é de baixa qualidade. É necessário que se conheçam as diferenças entre os leites pasteurizados disponíveis no mercado.Ocorre destruição de todos os microrganismos. O leite B é de boa qualidade. introduz-se o leite de vaca. parcialmente desengordurado e tem elevada concentração de bactérias. extraído por ordenha mecânica. Após a abertura da embalagem. a pasteurização e embalagem não acontecem no local da extração. quando o ganho de peso da criança for considerado insatisfatório. deve ser manipulado com cuidados necessários para que não haja contaminação. pois o leite de vaca tem elevado teor de sódio. embalado na própria fazenda e sem retirada de gordura. pode ser armazenado por cerca de dezoito meses. as imunoglobulinas e outros fatores de defesa só existem no leite materno. Aleitamento Artificial Quando houver impossibilidade de oferta de leite materno.

5 mg . conforme a criança. na falta do leite materno. para os recém-nascidos de termo. deve-se acrescentar 5% de açúcar e 3% de farinha a ser escolhida considerando-se o paladar e hábito intestinal da criança. é mais segura sua recomendação formal. Suplementos de Vitaminas e Minerais Vitaminas A partir da terceira semana de vida. é um substituto adequado e de menor custo que os leites modificados. Seu uso deve ser reservado a situações eventuais. assim como em áreas de grande insolação. Ainda existem controvérsias a respeito das diluições que o leite de vaca deve sofrer para crianças menores de um ano. o leite de vaca integral. 0. Ferro Recomenda-se que alimentos ricos em ferro sejam introduzidos na dieta da criança em aleitamento natural no final do primeiro semestre de vida e a partir do quarto mês para aquelas em aleitamento artificial ou misto. Muitos destes alimentos têm elevado teor de gorduras e sal. com adição de sacarose a 5% Alimentos Industrializados O uso rotineiro e indiscriminado de alimentos industrializados não é recomendado. No segundo semestre. ou da primeira semana nos pré-termo. Esses alimentos geralmente são mais caros e contêm aditivos para melhorar o sabor. no primeiro semestre de vida seja utilizado leite de vaca diluído a 2/3 ou leite em pó a 9%. e 1 mg por quilo por dia até os dois anos. Além disso. até os dois anos de vida. como passeios ou viagens. sofrendo modificações através de processos caseiros conforme a idade da criança. A literatura pediátrica recomenda que prematuros e crianças com baixo peso ao nascer (<2500g) recebam 2 mg de ferro por quilo de peso por dia. a partir de um mês de vida durante dois meses. desde os 15 dias de vida. que pode ser excessiva ou insuficiente. está indicada a profilaxia do raquitismo carencial com vitamina D na dose de 400 UI por dia.25 mg diários até um ano. flúor elementar na dose de 0. Flúor Para crianças que moram em locais onde não há fluoretação da água. Embora esta conduta possa ser questionada em crianças em aleitamento materno ou uso de fórmulas enriquecidas. contêm quantidade fixa do alimento.caros e pouco acessíveis às populações de menor poder aquisitivo. quando não for possível oferecer refeição caseira. aroma e textura que podem ser nocivos à saúde. Como esta diluição diminui o teor calórico do leite. Sugerimos que. pode-se utilizar leite sem diluição ou leite em pó a 13%. deve-se suplementar. Desta forma.

A ingestão de leite deve ser em torno de 500 ml por dia. mas não com leite. assada. Podem ser oferecidos todos os tipos de carnes. Alimentação no Segundo Ano de Vida Nesta faixa etária. As verduras poderão ser cozidas. sem rigidez. até os 15 anos. mas com disciplina. verduras ou frutas. pode-se tentar adequá-los. a disponibilidade de alimentos e considerar os recursos econômicos da família para fazer uma orientação alimentar apropriada. tentando variar através de diferentes preparos. Deve-se estimular o consumo de verduras e frutas. As refeições devem ser feitas em horários regulares. pois o cálcio impede sua absorção. tais como macarrão instantâneo. inclusive peixe. assim como vísceras. É recomendável respeitar o paladar da criança e suas preferências.de um a três anos e 1 mg após os três primeiros anos. especialmente em horário próximo às refeições de sal. como bolinho. Quando existe grande solicitação para o uso de alimentos industrializados. A carne poderá ser oferecida moída. O flúor pode ser administrado com suco de laranja. Copyright © 2001 IDS . Cabe aos profissionais de saúde conhecer os hábitos alimentares. É muito importante que se evite a monotonia de oferta de alimentos. acrescentando molhos caseiros. evitando-se o excesso de oferta deste alimento. as refeições de sal devem ser semelhantes às dos adultos. iogurtes. no caso do iogurte. quibe ou no molho à "bolonhesa" . bolinhos ou suflês.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . carnes.

No período neonatal. Pode ser decorrente do retardo na maturação no metabolismo da bilirrubina. necessariamente. deve ser precocemente diagnosticado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dra Vera Freire Gonçalves1 Dra Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/20/2001 10:51:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O aparecimento de icterícia. a icterícia é um dos sinais mais frequentes: cerca da metade a 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia durante os primeiros dias de vida. não sendo. tanto no período neonatal (0 a 28 dias) quanto na faixa etária do lactente(29 dias aos dois anos). sendo que a dosagem plasmática de bilirrubina é mais alta que no adulto normal. pois pode acarretar repercussões importantes para o organismo da criança. também é um dos sinais mais importantes da . O diagnóstico diferencial precisa ser realizado de modo a definir as possíveis causas de icterícia. Define-se icterícia como sendo amarelamento de pele e mucosas pelo depósito anormal de bilirrubina. Entretanto. patológica em todos os casos.

com grande afinidade por albumina e tecido nervoso. portanto. quando a bilirrubina atinge concentração plasmática em torno de 2 mg/dl. ou seja. Zona I : Zona II : Zona III : Zona IV: Zona V: Abrange cabeça e pescoço Zona I + tronco até umbigo Zona II + até raiz da coxa Zona III + ante-braços. duração ou padrão da concentração da bilirrubina. está diminuído. síndrome colestática da infância ou icterícia colestática. A pele pode adquirir coloração esverdeada. pouco preciso). Além da avaliação clínica. não sendo excretada pela urina. a icterícia torna-se clinicamente evidente. sendo. um sinal patológico. braçospernas e pés. podendo ocorrer hipocolia ou acolia fecal. Existem vários termos para designar a hiperbilirrubinemia direta na infância. uso de drogas ou medicamentos). pode não haver alteração de cor das fezes. Zona IV + palmas de mãos e plantas dos pés. Cerca de 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia como manifestação normal. Deve-se destinguir da palidez cutânea por anemia ou amarelamento da pele por ingestão em excesso de cenoura. moderada e acentuada e pela distribuição de zonas do corpo (sendo este critério subjetivo e. Icterícia precoce: tem seu início nas primeiras 24 horas de vida. geralmente. Clinicamente. O urobilinogênio fecal. aleitamento materno. como mostra o quadro abaixo. antecedente de icterícia na família e eliminação tardia de mecônio devem ser consideradas.doença hemolítica neonatal. geralmente. tendo baixa afinidade por albumina. a história materna (condições de gestação. pode ser classificada pela sua intensidade em leve. O urobilinogênio fecal pode estar normal ou aumentado. Distribuição da icterícia em zonas do corpo. A bilirrubina sérica pode ser encontrada de 2 formas. sendo excretada pela urina. conjugada (bilirrubina direta) e não conjugada (bilirrubina indireta) A forma não conjugada é pouco hidrossolúvel. Icterícia neonatal: aparecimento da icterícia é crâneo-caudal e sua progressão ocorre de acordo com o aumento da bilirrubina. A forma conjugada é hidrossolúvel. sendo importante o diagnóstico das doenças hemolíticas por isoimunização Rh e incompatibilidade pelo sistema . Dependerá do início do aparecimento. condições de parto (clampeamento tardio de cordão umbilical). presença de outros sinais ou sintomas associados. tipagem sanguúnea materna e da criança. mas a pele adquire tonalidade rubínica. mamão (carotenemia). que requer tratamento imediato pelo risco de impregnação de bilirrubina no sistema nervoso central e destruição maciça de hemoglobina. tais como: colestase infantil. porém. portanto. icterícia obstrutiva ou hiperbilirrubinemia direta no início da vida. infecções. a partir dos quais. deve ser considerada patológica. existem dificuldades para o estabelecimento de limites seguros . No lactente.

geralmente. que não recebeu RHOGAN (imunoglobulina específica anti-D). A icterícia associada ao aleitamento materno. Quadro. No caso da septicemia. Caracterizam-se. podendo perdurar até 2o ou 3o mês de vida. anemia. fração indireta. ocorre queda abrupta da icterícia. geralmente no 3o ou 4o filho Rh positivo. Mesmo em concentrações altas. As infecções congênitas e septicemia bacteriana apresentam-se de forma mais grave. além da dosagem de bilirrubina total e frações. sensibilizada. aumento de fígado e baço. Icterícia Prolongada: tem evolução mais arrastada. que deve ser diagnosticada por meio de teste de Coombs direto. aumento de reticulócitos. sopro cardíaco e alterações de crescimento intra-útero. Provoca doença grave. por anemia plaquetopenia. a bilirrubina dificilmente provoca alterações no sistema nervoso. podem ocorrer lesões cutâneas. aumento de fígado e baço. porém. A doença hemolítica por incompatibilidade sanguínea ABO é mais frequente no 1o filho com sangue tipo A ou B de mãe tipo O. caracteriza-se por anemia não muito importante. Icterícia tardia: Caracteriza-se por tornar-se clinicamente visível após 24 horas de vida. menos intenso que a incompatibilidade Rh. doença de Crigler Najjar I e II e hipotireoidismo congênito Copyright © 2001 IDS . Ocorre aumento de bilirrubina. alterações do sistema nervoso central e ocular. leucopenia ou leucocitose. petéquias). Quando suspenso o aleitamento materno por 2-3 dias.A BO. contagem de reticulócitos acima de 6%. hemoglobina baixa. geralmente. tipagem sanguínea da mãe. após o primeiro parto. com predominio da fração indireta. A isoimunização Rh pode ser encontrada a partir do 2o filho. febre. o diagnóstico diferencial é difícil sem exames laboratoriais específicos. As causas mais prováveis são: icterícia por leite materno. de modo geral. de mãe Rh negativa. toxoplasmose). com sintomas hemorrágicos (geralmente. aumento de bilirrubina. Atualmente. aumento de bilirrubina sérica às custas da fração indireta. são importantes hemograma e cultura de sangue. rubéola. prova do eluato positiva. mucosas ou ósseas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . citomegalovírus. Importante lembrar de reintroduzir o aleitamento materno após a queda da bilirrubina. do pai e da criança. A causa não está totalmente esclarecida. teste de Coombs direto geralmente negativo. o aleitamento materno não é suspenso. A icterícia pode aparecer nas 48 horas de vida. Dentre as infecções congênitas (sífilis. inicia-se após a 1o semana de vida.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Coordenadora do Centro de Referência Nacional da Saúde da Criança . está associada à carência de vitaminas e minerais. freqüentemente. o termo desnutrição energético-protéica (DEP) engloba um grupo de condições patológicas resultante da falta concomitante de calorias e proteínas. com raízes na pobreza e como causa das condições sócio econômicas precárias. que acomete. em proporções variáveis. com maior freqüência. .Instituto da Criança do HCFMUSP 2 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP e do Centro de Saúde Escola Samuel B PessoaButantan Quadro clínico e Epidemiologia A desnutrição calórico-protéica constitui um dos problemas que mais afetam a criança. os lactentes e préescolares e. seja de uma forma aguda ou lenta e silenciosa. A apresentação mais rude tem inicio com a fome que atinge as comunidades mesmo em países ou comunidades mais desenvolvidas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Grisi1 Sergio Antonio Bastos Sarrubbo2 Última Atualização: 9/20/2001 10:54:52 AM 1 Professora Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. com efeitos negativos a longo prazo sobre o seu crescimento e desenvolvimento neurológico.

houve uma redução de cerca de 30% na prevalência da desnutrição no Brasil. ao acompanhar o perfil nutricional das crianças no país e utilizando o indicador peso/altura. mas.4%. tendo ocorrido as maiores reduções nas áreas urbanas. nos últimos 10 anos. estes problemas continuam sendo prioridade na agenda do setor saúde. está ocorrendo um descenso nas taxas de mortalidade infantil mundiais e a proporção de crianças desnutridas está diminuindo de maneira geral. indicando a necessidade de priorizar o estímulo ao aleitamento materno e a cuidadosa orientação alimentar complementar ao seio até os 2 anos de idade. o MS encontrou a prevalência da desnutrição nos primeiros 6 meses de vida em 0. Reconhece-se que. Copyright © 2001 IDS . nos últimos anos. apesar da contínua redução da prevalência da desnutrição infantil e da taxa de mortalidade infantil.A OMS estima que 1/3 das crianças do mundo sofrem de desnutrição e que a metade de todas as mortes está relacionada à desnutrição.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A desigualdade social é o principal fator na diferença entre a mortalidade infantil em países desenvolvidos e em desenvolvimento.5%). as desigualdades entre os países desenvolvidos e os países pobres estão aumentando. Em dois estudos transversais nacionais para avaliação da desnutrição em crianças menores de 5 anos. No Brasil. Em relação ao início da desnutrição nas crianças brasileiras. entre as crianças de 6 a 11 meses. mas com um incremento de 6 vezes (2. no período de 1989 a 1996. o Ministério da Saúde (MS) detectou que. também. utilizando como indicador a altura/idade. é certo que.

menor do que 11. Assim sendo. devido ao fato de indivíduos com anemia poderem apresentar-se oligossintomáticos.5 g / dl na faixa etária de 6 a 9 anos e menor do que 12 g/dl e 12.5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define anemia como a presença de hemoglobina menor do que 11g / dl em crianças com idade entre 6 meses e 6 anos. . a definição mais específica de anemia fundamenta-se em parâmetros hematimétricos. Apesar de se tratar de uma situação clínica bastante comum. respectivamente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Maria Helena Valente1 Última Atualização: 9/20/2001 10:57:38 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se genericamente anemia como a situação clínica onde ocorre a diminuição do número de eritrócitos circulantes e/ou da quantidade de hemoglobina neles contida. preconiza-se a confirmação laboratorial em todos os casos onde houver suspeita de anemia.

e inadequações alimentares que não garantam a reposição constante de ferro exigida pelo crescimento.6%. específicas ou não. e a real disponibilidade destes alimentos para uma porção significativamente grande da população mundial. Apesar da distribuição universal dessa doença.Atualmente é estimado que mais de 2 bilhões de pessoas . A OMS estima que. no ano 2000. mostra que a prevalência de anemia aumentou de 22. De maneira simplificada. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de anemia na criança são as situações que comprometem a disponibilidade de ferro: condições inadequadas de gestação ou parto. e para 46. Várias outras doenças. 43% das crianças menores de cinco anos de idade apresentem algum grau de anemia. mulheres em idade fértil. Cabe à equipe de saúde distinguir as diversas situações mórbidas. em 1984. Copyright © 2001 IDS . alguns grupos apresentam maior risco para desenvolver anemia por carência de ferro e suas complicações: crianças. cerca de 40% da população mundial apresentem algum grau de carência de ferro ou anemia ferropênica. em 1974. a anemia por carência de ferro ainda era o problema nutricional de maior magnitude do país.7%. a carência nutricional mais comum e a causa mais freqüente de anemia no mundo. no mundo. do sistema hematopoético. lactantes. principalmente nas faixas etárias de maior velocidade de crescimento. adolescentes do sexo feminino.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a comparação entre dois estudos realizados em crianças com idades variando entre 6 meses e 4 anos e 11 meses.9% em 1994. No município de São Paulo. orientar e acompanhar o tratamento das doenças associadas e encaminhar para os especialistas as crianças que mostrarem indícios de doenças específicas. sem dúvida. esta realidade explica-se pela desproporção entre a necessidade de consumo de alimentos ricos em ferro. conhecer e utilizar todas as medidas terapêuticas e profiláticas da deficiência de ferro. porém com o ônus maior de casos para as regiões e grupos mais carentes. gestantes. Segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil (MS). A deficiência de ferro é. para 35. sendo que nas crianças a causa principal está ligada à ingestão inadequada e nas mulheres adultas às perdas crônicas. dentro de um mesmo país e mesmo dentro das grandes metrópoles. podem determinar o aparecimento de anemia. que comprometam o estoque de ferro ao nascimento. A distribuição das taxas de anemia varia entre as diversas regiões do planeta. afetando cerca de 50% da população menor de 2 anos e 35% das gestantes.

A osteomalácia é a insuficiente mineralização da matriz osteóide após o término do crescimento linear do osso. caracterizada por inadequada mineralização do osso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Beatriz Marcondes Machado2 Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Médica Chefe do Pronto Atendimento do Hospital Universitário da USP Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM Quadro clínico e Epidemiologia Raquitismo é uma doença do tecido ósseo. A deficiência da vitamina D nas crianças devida a insuficiente ingestão de vitamina D e/ou inadequada exposição à luz solar resulta no raquitismo carencial. e a osteomalácia pode estar presente em qualquer idade. O raquitismo é. então. encontrado somente nas crianças em crescimento. antes da fusão das epífises. que ocorre durante a fase de crescimento. O raquitismo carencial .

tais como irritabilidade. A baixa estatura. devido ao clima tropical. pelve e coluna vertebral. Pode haver atraso na erupção dentária e alterações nos esmaltes dos dentes. A hipótese de raquitismo carencial deve ser levantada quando houver exposição inadequada à luz solar e/ou ingestão insuficiente de vitamina D. determinando o chamado "rosário raquítico". que corresponde à depressão da caixa torácica na inserção do diafragma às costelas. Retardo no fechamento da fontanela posterior. Algumas crianças apresentam "peito de pombo" ou "tórax em quilha".Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Após os doze meses. como bronquites e pneumonias. Observam-se. por afilamento da calota craniana. já que. geralmente. Esta última manifestação deve ser interpretada com cautela. evidenciam-se as alterações epifisárias. A fraqueza muscular e hipotonia generalizada. No segundo semestre de vida. o peso do corpo acentua as alterações nos membros inferiores (genu varum ou genu valgum). insônia e sudorese abundante no segmento cefálico. O craniotabes pode ser observado em recém-nascidos normais. especialmente em crianças até dois anos de idade. devido às deformações torácicas.manifesta-se. fontanela anterior ampla e protuberância dos ossos frontais e parietais podem estar presentes. porém tende a desaparecer no segundo mês de vida. Os achados clínicos são variáveis conforme a época em que se instala o raquitismo. quando presente. presentes no raquitismo. determinam marcha característica bamboleante e protusão abdominal. tornozelos e das junções costocondrais da costelas com o esterno. pricipalmente durante a amamentação. resultando em alargamento dos punhos. ao redor dos 6 meses de idade e a gravidade está diretamente relacionada com a rapidez do crescimento corporal. Copyright © 2001 IDS . fase de grande velocidade de crescimento. em nosso país. muitas crianças podem apresentar sudorese durante a amamentação. é secundária a essas deformidades. com o início da marcha. infecções respiratórias de repetição. apesar da persistência do processo raquítico. joelhos. Um sinal precoce é o craniotabes. As manifestações iniciais podem ser inespecíficas. sendo mais intenso nas crianças nascidas prematuramente. Este sinal pode desaparecer antes dos doze meses de vida. Surge o sulco de Harrison ou "cintura diafragmática". que tende a se manifestar entre o segundo e quarto meses de vida.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Lucia Ferro Bricks1 Ana Paula Scoleze Ferrer1 Última Atualização: 9/5/2001 5:29:48 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Rinofaringites Faringoamigdalites .

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Maria Helena Valente1 Maria Elisabeth B. Korbinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:06 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Otites Sinusite . A.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

tabagismo passivo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Elisabeth B. imunoglobulina E (IgE) sérica elevada aos 9 meses de vida. posteriormente. e que somente um terço destas crianças teria. Na adolescência. que se resolvem com o avanço da idade. aos alérgenos inalados (aeroalérgenos) mais comuns no meio ambiente como os do pó doméstico. o diagnóstico de asma. posteriormente. . é difícil firmar o diagnóstico de asma e prever o prognóstico dos quadros recorrentes de sibilância pulmonar. Arruda Kobinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Sabe-se que 70 a 80% das crianças asmáticas apresentam sintomas nos primeiros 5 anos de vida. 50 a 60% dos casos são assintomáticos e continuam assim durante a vida adulta. estão associadas às infecções e. função pulmonar normal ao nascimento e reduzida aos 6 anos de idade e a mudança dos fatores desencadeantes das crises. Os fatores de risco mais importantes para prever o aparecimento da doença são: asma materna. que. dos animais e do mofo. Nos primeiros anos da vida. inicialmente. junto com infecções respiratórias. Sabe-se que 50 a 60% dos lactentes têm crises recorrentes de sibilância.

de pneumonias de repetição. geralmente associados às infecções de vias aéreas superiores e de evolução mais prolongada. e à noite. os sintomas são mais intensos pela manhã. mas pode existir a queixa de tosse crônica. predominando a ausculta pulmonar com roncos e estertores.A sintomatologia da asma modifica-se com a idade e com o mecanismo fisiopatológico que esteja mais atuante. é frequente a referência a "resfriados freqüentes". e o período intercrítico é assintomático. quadros com sibilância. "peito cheio" e pneumonias recorrentes. Geralmente. A apresentação clínica típica da asma consiste em episódios recorrentes e reversíveis de sibilância. independentemente da terapêutica utilizada. Copyright © 2001 IDS . habitualmente. de "peito trancado" e. ao acordar. Nesta faixa etária. Os lactentes tendem a apresentar quadros secretórios. tosse e tiragem intercostal. a regressão dos sintomas da crise típica ocorre em três a sete dias. também. dispnéia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . As crianças maiores apresentam.

se é intratorácico e expiratório. Quando o estreitamento se localiza em vias aéreas extratorácicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ana Paula Scoleze Ferrer1 Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/5/2001 5:32:46 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia "Chiado no peito" é uma queixa muito freqüente (20 a 30% das crianças apresentam pelo menos um episódio no primeiro ano de vida e 40% até os 3 anos de idade). "Chiado" é o som gerado pelo fluxo de ar turbulento através das vias aéreas estreitadas. em via aéreas maiores e/ou menores e pode ser causado por vários mecanismos. com tratamentos e prognósticos distintos. o som gerado é inspiratório e chamado de estridor. muitas são as doenças que podem cursar com sibilância. Nem todas as crianças que apresentam chiado têm asma. Este estreitamento pode ser localizado ou difuso. Roncos e estertores são sons gerados pela mobilização . é chamado de sibilo.

Sua etiologia é viral (vírus sincicial respiratório.Deficiência de Þ-1antitripsina A maioria das crianças que iniciam quadros recorrentes de sibilância nos primeiros 2 anos de vida. com ausculta de roncos.Malformações pulmonares . cerca de 60%. Bronquite: é um processo inflamatório de traquéia e brônquios maiores. mas pode haver infecção secundária por bactérias .Alergia ao leite de vaca .Imunodeficiências . as etiologias mais comuns. no sentido de se estabelecer o diagnóstico etiológico. devido à variação sazonal dos surtos de parainfluenza e Influenza. vírus sincicial respiratório.Fibrose cística . tosse. Acomete crianças entre 6 e 12 meses de idade. rouquidão. Este grupo de crianças apresenta crises em vigência de quadros infecciosos. Quadro: Causas de chiado no peito freqüentes . Além dos sinais de obstrução alta.Síndrome de Löeffler (parasitoses de ciclo pulmonar) .Tuberculose . pois apresentam evolução benigna e não necessitam ser submetidas a investigações desnecessárias. As causas mais freqüentes de sibilância na infância são associadas a infecções respiratórias. Uma vez caracterizada a presença de sibilância.Discinesia ciliar .Asma . pode haver acometimento das vias aéreas menores. Diante da queixa de chiado no peito. o médico deve realizar anamnese e exame físico detalhados. devendo ser diferenciadas daquelas com asma de início precoce ou com outras doenças que cursam com chiado recorrente. podendo ser aguda (cura em 2 semanas).Síndromes aspirativas pouco freqüentes . parainfluenza e Influenza). nos meses de outono e inverno. geralmente nos meses frios. Acomete principalmente crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. é fundamental que o médico se assegure de que a criança apresenta sibilância. nos casos leves. entrando no diagnóstico diferencial das crises de chiado no peito.Raquitismo . pois não é raro que os familiares se queixem de "chiado no peito" ao se referirem ao ronco e estridor presentes nas obstruções de vias aéreas superiores. adenovírus.Displasia broncopulmonar raras . a 2 semanas ou mais. O tempo de duração varia de 3 dias. Laringotraqueobronquites: são caracterizadas pela presença de estridor inspiratório. parainfluenza e adenovírus).Malformações vasculares .3 semanas) ou recorrente (4 ou mais episódios/ano). asma e síndromes aspirativas (quadro abaixo).Infecções respiratórias .Cardiopatias . Geralmente é viral (rinovírus. crônica (sintomas por mais de 2 . Bronquiolite: acomete os bronquíolos e o processo inflamatório leva a graus variáveis de obstrução.de secreções. Influenza. nos casos mais graves. febre e graus variados de insuficiência respiratória. permanece assintomática até os 6 anos de idade. estertores e sibilos.Aspiração de corpo estranho .

Não há acometimento do estado geral. Copyright © 2001 IDS .(principalmente Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae). após 3 a 4 dias. exceto em lactentes pequenos. Quando o quadro febril se prolonga. O quadro clínico é de coriza e febre e. nos quais pode ocorrer dispnéia e insuficiência respiratória. aparecimento de tosse produtiva. pensar em infecção bacteriana secundária. Outros agentes devem ser lembrados em recém-nascidos e lactentes (Chlamydia trachomatis) e em escolares e adolescentes (Mycoplasma pneumoniae).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

das quais cerca de 73% (5.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Alfredo Elias Gilio2 Última Atualização: 9/20/2001 11:17:12 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Diretor da Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia Pneumonia aguda é o nome genérico utilizado para definir uma variedade de processos inflamatórios do parênquima pulmonar por agentes infecciosos e não-infecciosos. houve 7. predomina a etiologia bacteriana (estimada em 60% dos agentes identificados). nos países desenvolvidos. Em 1997. nos países em desenvolvimento. sendo que. Cerca de 80% das pneumonias na infância são devidas a vírus e bactérias. ao passo que. Os agentes causais das pneumonias adquiridas na comunidade variam de acordo com a idade e o estado de saúde do paciente.833 mortes por doenças do aparelho respiratório em menores de 5 anos de idade. a etiologia viral é a de maior prevalência. no Brasil.729 óbitos) foram por infecções .

principalmente contra sarampo. as doenças do aparelho respiratório foram a primeira causa de mortalidade nessa faixa etária nas regiões Sudeste e Sul e a segunda nas regiões Norte. Os fatores que interferem nos mecanismo de defesa da criança. enquanto as pneumonias representam apenas 8 a 12% desses atendimentos. seguido pelo Haemophilus influenzae e. excluindo-se as mortes por afecções perinatais. Por outro lado. é muito difícil a distinção entre um quadro de pneumonia viral de uma bacteriana. Além disso. predominam o estreptococo do grupo ß e os bacilos gram-negativos. Copyright © 2001 IDS . correspondendo a 6. Outro fator de risco importante a ser pesquisado é a presença de tabagistas no domicílio. por ser uma substância irritante das vias aéreas. Nas crianças abaixo de 2 meses de idade. constata-se que as infecções respiratórias agudas são responsáveis por cerca de 40 a 60% das consultas em menores de 5 anos de idade.respiratórias. mais raramente. tais como a alta prevalência de baixo peso ao nascer e de desnutrição. Há vários estudos epidemiológicos demonstrando a importância dos vírus. é grande a freqüência das bactérias. os mais importantes são o pneumococo e Mycoplasma pneumoniae. a falta de imunização. pelo Staphylococcus aureus e.85% do total de óbitos. a privação ou curta duração do aleitamento materno. coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b e a contaminação do ar doméstico devido ao uso de combustíveis de origem orgânica para calefação e para o cozimento dos alimentos estão associados à maior gravidade das insuficiências respiratórias agudas (IRA) nos menores de 5 anos. Por este motivo e também porque na prática clínica. nas crianças de 2 meses a 5 anos de idade. principalmente nos países desenvolvidos. Nordeste e Centro-Oeste. a abordagem da criança com pneumonia deve ser feita considerando-se os casos como sendo bacterianos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Pode-se inferir que o número de consultas por pneumonia é relativamente baixo pelos mesmos motivos elencados para explicar as mortes domiciliares. Os vírus e as bactérias são os principais agentes etiológicos das pneumonias nas crianças de qualquer idade. Nesse período. particularmente a Escherichia coli. pois está comprovado que a fumaça de cigarro. favorece a instalação de infecções respiratórias altas e baixas. nas crianças acima de 5 anos de idade. nos países em desenvolvimento. há um largo predomínio do Streptococcus pneumoniae (pneumococo). especialmente nos casos mais graves. fato este que contrasta com a alta mortalidade por pneumonia.

muitos bebês normais regurgitam uma ou mais vezes por dia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Filumena Maria da Silva Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 5:34:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Regurgitação é definida como expulsão não-forçada de alimentos e secreções do esôfago ou do estômago pela boca. pouco tempo após a alimentação. cessando por volta dos . Nas primeiras semanas de vida. Não se observa a presença de náuseas ou esforço abdominal na eliminação dos alimentos. Denomina-se regurgitação fisiológica a situação na qual a criança não apresenta outros sintomas. Vômito é a expulsão forçada de alimentos e secreções do trato gastrintestinal alto pela boca. acompanhada por contração intensa dos músculos abdominais. a evolução do ganho de peso é normal e a diminuição gradativa das regurgitações ocorre ao longo do tempo.

(3) se a criança é muito manipulada após as mamadas e (4) se o bebê não é colocado para arrotar após as mamadas. Na maioria dos casos. . alimentos parcial ou totalmente digeridos ou suco gástrico de cor amarela quando o paciente encontra-se em jejum por várias horas. conseqüentemente. após as mamadas. semelhante à borra do café. as regurgitações podem estar associadas à presença de vômitos e. encontra-se comprometimento do estado nutricional da criança ou dificuldade para engolir os alimentos. com importância variável no conjunto de sintomas. inicialmente. A abordagem diagnóstica do lactente com queixa de regurgitações freqüentes deve ser realizada. Hematêmese é o vômito com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido. Em seguida. Durante os primeiros seis meses de vida. A hematêmese geralmente decorre de sangramento digestivo alto. Se a criança é colocada na posição deitada imediatamente após ter mamado. Além disso. ou orifício do bico da mamadeira muito grande ou muito pequeno. a expulsão do ar por meio do arroto pode causar regurgitação do leite. especialmente no primeiro mês de vida. Vômito pode ser a queixa principal que leva a criança ao médico ou aparece como parte do quadro clínico de diversas doenças. sugerem obstrução do intestino. Assim. sendo necessário mantê-la alguns minutos levantada. Associam-se a quadros obstrutivos intestinais e de hipertensão intracraniana. se as seguintes situações. estão presentes: (1) aquelas que favorecem a ingestão excessiva de ar antes ou durante as mamadas como choro intenso. quando a respiração e a sucção passam a ocorrer de forma alternada. Refluxo gastroesofágico fisiológico e erros de técnica alimentar são as causas mais comuns de regurgitação e vômitos no lactente. os vômitos são de material contido no estômago. pois não é incomum o encontro de mães inexperientes que consideram anormal o padrão de regurgitação esperado para a idade. Vômitos em jato caracterizam-se por serem inesperados. os dados obtidos na história e no exame físico permitem levantar essas hipóteses diagnósticas e orientam o encaminhamento para investigação especializada no centro de referência. ocorre preenchimento da orofaringe com ar. (2) se o lactente em aleitamento artificial. recebe excesso de leite em cada mamada. as características do material eliminado pelo vômito permitem inferir de onde retorna esse conteúdo. verificando-se a experiência materna com a alimentação do bebê. como são muitas as situações e doenças que determinam esse sintoma. pela história e observação da amamentação da criança durante a consulta. Vômito de alimentos não digeridos sugere estreitamento ou obstrução do esôfago ou do esfíncter inferior do esôfago. mas pode ser apenas a eliminação de sangue deglutido proveniente da rinofaringe ou de fissuras da mama materna. que pode ou não estar misturado a alimentos. Assim. às vezes violentos e não serem precedidos de náuseas. que podem causar regurgitação e vômitos. A presença de vômito bilioso (de cor verde) ou vômito fecal (com odor de fezes). Nos casos em que há problemas de estreitamento congênito ou de lesões adquiridas do esôfago. o qual é levado junto com o alimento para o esôfago e estômago. procura-se identificar. Esse fato explica a necessidade da criança de arrotar. a criança respira durante a sucção e. o conhecimento de em quais faixas etárias predomina facilita abordagem diagnóstica da criança com vômitos (Quadro 1). na posição vertical. Esse padrão geralmente cessa a partir dos seis meses de idade. súbitos.sete a oito meses de idade. geralmente. representado por leite coalhado.

Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não à hérnia de hiato 5. Regurgitação fisiológica 2.hiperplasia congênita de supra-renal PRÉ-ESCOLAR . Técnica alimentar inadequada 4.esofagite .1.insuficiência renal crônica .Quadro 1 . Refluxo gastroesofágico fisiológico 3.3.efeito colateral de algumas drogas.síndrome do vômito cíclico . Doença endocrinológica .colecistite · aparelho geniturinário .gastrite erosiva secundária .tosse .hiperplasia congênita de supra-renal LACTENTE 1.vômitos psicogênicos .2. Enteroparasitoses: giardíase 6.tubulopatias · sistema nervoso central .meningite.cinetose .Causas de regurgitação e vômitos por faixa etária.pielonefrite aguda . Outras 6.erros inatos do metabolismo 5. como sulfato ferroso. piloro ou intestino 6.uremia .gastroenterite aguda .3. antibióticos e outras . Refluxo gastroesofágico fisiológico 3. NO PRIMEIRO MÊS DE VIDA 1. Doença metabólica .erros inatos do metabolismo 6.pancreatite .1.vômitos psicogênicos .úlcera péptica secundária ESCOLAR . encefalite · sistema endocrinológico .intoxicação alimentar .2. Regurgitação fisiológica 2.hepatite viral .litíase .infecções respiratórias .enxaqueca EM QUALQUER IDADE · aparelho respiratório .cetoacidose diabética · miscelânea .intoxicação medicamentosa acidental . Técnica alimentar inadequada 4. Doença metabólica .suboclusão ou oclusão intestinal por áscaris . Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não a hérnia de hiato 5. Quadros obstrutivos congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago. Doenças endocrinológicas . piloro ou intestino 5.gotejamento retronasal e secreção faríngea · aparelho gastrintestinal .hérnia inguinal encarcerada . Quadros obstrutivo congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago. Outras 5.

Entre as helmintíases. sugerindo gastroenterite por rotavírus ou por agentes bacterianos. nas crianças com precárias condições de vida. a dor abdominal é difusa.. bacteriana ou por enteroparasitose. os vômitos são devidos ao quadro associado de labirintite. diarréia e cólicas abdominais. além dos vômitos. como na meningite. pesquisar se houve contato com crianças com hepatite viral e se. verificar se uma ou mais pessoas que ingeriram o mesmo alimento apresentam quadro de náuseas.úlcera péptica secundária ADOLESCÊNCIA . também.gastrite erosiva secundária . Investigar. O acometimento agudo do trato urinário pode desencadear vômitos como a pielonefrite aguda e a litíase renal. hemorragia intracraniana e no hematoma subdural. existem outras com quadro semelhante. digitálicos. vômitos. na estrongiloidíase. A Criança com quadro agudo de vômitos No quadro agudo. Na giardíase. Excetuando-se as situações extremas. anorexia e dor abdominal.enxaqueca . acompanhada de vômitos. nas quais é possível identificar início recente ou história de longa duração. o que sugere o diagnóstico de intoxicação alimentar. mas logo aparecem outros sintomas que permitem definir o diagnóstico como nos casos de gastrenterite aguda viral. num período mínimo de três meses. aparecem diarréia aquosa. é preciso caracterizar se o quadro é agudo ou recorrente. inicialmente. A concomitância de diarréia direciona a suspeita diagnóstica para o quadro de infecção intestinal ou intoxicação alimentar. Deve-se.gravidez . Na otite média aguda. ácido acetilsalicílico .anorexia nervosa/bulimia . na encefalite. faringite e na presença de tosse. Vômitos podem ser decorrentes de intoxicação crônica ou acidental por teofilina. intoxicação alimentar e hepatite viral. se têm contato com esgoto a céu aberto ou córregos poluídos. Deve-se. é difícil definir o momento em que os quadros de vômitos perdem o seu caráter agudo e tornam-se crônicos. O comprometimento do sistema nervoso central costuma cursar com vômitos em jato. Consideram os seguintes critérios para definir vômito recorrente: pelo menos três episódios. na creche que a criança freqüenta. geralmente associados a outros sintomas. .úlcera péptica Quando o vômito é a principal ou única manifestação. O comprometimento de outros sistemas pode apresentar o vômito como um dos sintomas do quadro agudo.síndrome do vômito cíclico . Assim. então. inflamações das vias respiratórias podem se acompanhar de vômitos causados pelo estímulo vagal desencadeado na amigdalite.Deve-se distinguir uma doença aguda ou um episódio agudo no decorrer de uma história de vômito recorrente. diarréia com ou sem sangue. o vômito pode ser a manifestação clínica inicial.

o diagnóstico etiológico. o maior desafio da equipe de saúde é o diagnóstico e intervenção precoces nos quadros de abdome agudo. Embora cerca de 50% dos lactentes apresentem regurgitação ou vômitos recorrentes como queixa isolada. com vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. distúrbios na relação do binômio mãe e filho e imaturidade da junção gastroesofágica (refluxo gastroesofágico fisiológico). 4. entretanto. Enterorragia: sangramento intestinal associado a outros sinais de abdome agudo indica o comprometimento da mucosa das porções baixas do trato gastrintestinal. é possível identificar os sinais de alerta que auxiliam a suspeitar de abdome agudo. devido à sua gravidade. a história e o exame físico permitem diagnosticar o abdome agudo. como técnica alimentar inadequada. como é o caso da palpação do tumor pilórico na estenose hipertrófica de piloro.Na queixa aguda de vômitos. 1. A maioria desses casos é decorrente da combinação de vários fatores. 2. identificar se há comprometimento do estado nutricional e/ou presença de manifestações sistêmicas e se as características dos vômitos sugerem obstrução ou lesão do trato gastrintestinal ou de alteração no sistema nervoso central. da presença de um ou mais tumores na obstrução intestinal por "bolo de áscaris" e do tumor em forma de salsicha na invaginação intestinal. fecalóide ou em jato é o primeiro e mais importante sintoma de obstrução intestinal. O abdome agudo é caracterizado pela presença de dor de aparecimento súbito. Na maioria dos casos. podem determinar complicações e até o óbito. A maioria dos casos de abdome agudo é de resolução cirúrgica. os quais. é importante. do acúmulo de líquido na cavidade peritoneal. do íleo paralítico na peritonite por perfuração de víscera oca e de íleo infeccioso. Nos desnutridos e prematuros sem afecção do trato digestivo. necessariamente. Tannuri relaciona os seguintes sinais de alarme. sendo que todos os casos devem ser encaminhados imediatamente para atendimento hospitalar. concomitantes. apenas 5% apresentam alguma doença significante. o tratamento é eminentemente clínico. Vômito: repetitivo ou bilioso. Distensão abdominal: pode ser decorrente da distensão das alças intestinais nas obstruções baixas do trato digestivo.e outros medicamentos ou do efeito colateral do sulfato ferroso e de antibióticos. Tumoração abdominal: a palpação de tumorações abdominais associada a outras manifestações clínicas de abdome agudo pode orientar. A partir da história e exame físico. 3. num primeiro momento. Peristaltismo visível: quase sempre constitui um indicador da presença de obstrução em alguma parte do tubo digestivo. em alguns. inclusive. A criança com quadro recorrente de vômitos Para a abordagem da criança com queixa de vômitos recorrentes. o peristaltismo intestinal pode ser visível devido ao fato de a parede abdominal ser muito delgada. . Para aqueles com baixo ganho ponderal ou . 5. sendo que essas manifestações podem não ser.

sangramento digestivo . a cefaléia deve estar associada ao episódio de vômitos (ver capítulo Dores Recorrentes na Infância.crises de apnéia . a causa mais freqüente é a doença do refluxo gastroesofágico.anemia .sono agitado .e que melhora com o crescimento. têm-se as anomalias obstrutivas do trato urinário. Os vômitos podem ser desencadeados por situações que geram medo ou ansiedade.emagrecimento. Das causas de vômitos recorrentes fora do trato digestivo.irritabilidade .Quadro clínico da doença do refluxo gastroesofágico na infância.pirose .quadro bronquítico de difícil controle .epigastralgia (dor retroesternal) . considerar o refluxo gastroesofágico (RGE). especialmente quando sempre são no pulmão direito . além dos vômitos. Deve-se. inicialmente.). que acomete mais freqüentemente crianças a partir dos seis anos de idade e adolescentes.vômitos com perda ou baixo ganho ponderal Manifestações devido à esofagite e suas seqüelas . a insuficiência renal crônica (uremia). Uma situação comum nos pré-escolares são os vômitos imediatamente após as refeições. o RGE não tem complicações e é autolimitado.opistótono . Esse tipo de RGE. tendo resolução espontânea até os 12 a 15 meses de idade. Estima-se que cerca de 20% dos bebês sadios têm episódios de regurgitação suficientemente freqüentes para que sejam considerados como problema pelos pais.retorno involuntário do material ingerido do estômago para o esôfago. como uma condição normal do lactente. portanto. a enxaqueca. Quadro 2 . é denominado fisiológico. Para o diagnóstico da enxaqueca. Refluxo gastroesofágico .vômitos e/ou regurgitações .perda ou baixo ganho ponderal Manifestações respiratórias .dificuldade para deglutir . Define-se como doença do refluxo gastroesofágico a condição na qual. Na maioria das crianças. e outras. que não apresenta nenhuma repercussão na vida da criança. comum em lactentes e adultos normais. há comprometimento da evolução ponderal. com dilatação da pelve renal ou hidronefrose. que se acompanha de sintomatologia digestiva . esofagite ou quadro respiratório importante. quando são forçados a comer.pneumonias de repetição. a hipertensão intracraniana. com ou sem vômitos associados (Quadro 2 ). Manifestações devido à regurgitação e suas seqüelas: .

a abordagem diagnóstica da criança com essa síndrome deve ser abrangente.caracteriza-se por crises de vômitos precedidos por náuseas e ânsia. no sentido de incluir o conhecimento dos aspectos psicoafetivos e psicossociais da criança. ao mesmo tempo em que é feita a investigação laboratorial na busca de causas orgânicas (distúrbios gastrintestinais. infecções de vias aéreas superiores. exposição a temperatura elevada.tosse crônica Outras manifestações . o EED apresenta como vantagem a possibilidade de demonstrar alterações anatômicas como hérnia de hiato. A média de hospitalização nas populações estudadas é de 12 vezes por ano. menstruação. inicia-se a investigação pelo estudo radiológico contrastado do esôfago-estômago-duodeno (EED). desde 40 até 86%. No entanto. isto é. estenose hipertrófica do piloro e alterações no mecanismo da deglutição. entre outros. As faixas etárias mais acometidas são a pré-escolar e a escolar. conhecer a rotina de vida e as reações e relações da criança na família e na escola. Apesar de ter baixa sensibilidade e especificidade. metabólicos ou endocrinológicos e processos intracranianos). cinetose. INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR A necessidade da realização de exames laboratoriais nos pacientes com quadro agudo ou recorrente de vômitos é definida pelos dados encontrados na história e exame físico. Na maioria dos casos é possível identificar os fatores desencadeantes das crises de vômitos como situações que geram ansiedade ou euforia. em média em torno de 50%. várias doenças podem se manifestar com a síndrome dos vômitos cíclicos. sem etiologia definida e sem outros . ABORDAGEM TERAPÊUTICA Quadros agudos de vômitos Para o tratamento inicial do quadro agudo de vômitos. Deve-se orientar os pais a suspenderem o uso dos medicamentos anti-refluxo cinco dias antes da realização do EED. Nos casos com suspeita de doença do RGE. quando se identificar na comunidade crianças que foram internadas várias vezes com vômitos e desidratação por motivos não esclarecidos é importante encaminhá-las para centros especializados para investigação diagnóstica. A positividade do EED é variável nos diferentes serviços. Síndrome do vômito cíclico . diminuindo a prevalência durante a adolescência e sendo rara em adultos.1992. que só está disponível em alguns centros especializados. não há necessidade de confirmação laboratorial.síndrome da quase-morte súbita Adaptado de Orestein . Portanto.. com período intercrítico assintomático. Assim. estenose esofágica. O exame de maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de RGE é a pHmetria do esôfago (teste do refluxo ácido). Quando o diagnóstico provável é de refluxo gastroesofágico fisiológico. a ausência de RGE no EED não exclui o diagnóstico e as medidas devem ser mantidas. exaustão física. Portanto.

1 mg/kg/dose. 150 mg/dia e 300 mg/dia para crianças até seis anos de idade. sem restrição ao uso de leite materno ou leite de vaca ou de outros alimentos naturais (não industrializados). recomenda-se pausa alimentar de curta duração. por uma ou duas horas. intramuscular ou endovenosa. inicia-se a reintrodução da dieta adequada para idade. Contraindicações: em pacientes epiléticos ou que estejam recebendo outras drogas que podem causar sintomas extrapiramidais. posições bizarras da cabeça e dos ombros. Quando o vômito associa-se à diarréia e desidratação. sinusite e. em pequena quantidade. Condutas nas crianças com quadros clínicos graves com queixa de vômitos . secura da boca e das vias respiratórias e retenção urinária. mantém-se a pausa alimentar durante a fase de reidratação e não devem ser administrados antieméticos (ver capítulos Diarréia Aguda e Desidratação). em pequena quantidade e a intervalos menores do que o habitual. retardar a instituição do tratamento especifico. estão descritos os quadros agudos de vômitos que devem ser referidos imediatamente para o hospital. em alguns casos. Dose máxima: 15 mg/kg/dia.5 mg/kg/dia. As drogas antieméticas. não ultrapassando a dose de 75 mg/dia. Quanto à metoclopramida. recomenda-se a dose de 0. opistótono e aumento generalizado do tônus muscular). divididas em três vezes. dividida em quatro vezes. sonolência. Para crianças com idade inferior a seis anos.sinais ou sintomas de gravidade. por via oral. Em seguida. Assim. respectivamente. de modo a dificultar o diagnóstico precoce da deterioração do quadro clínico e da sua etiologia e. excitação. de cinetose. Os líquidos são melhor tolerados quando gelados ou à temperatura ambiente. trismo. A dose preconizada de dimenidrinato por via oral ou intramuscular é de 5 mg/kg/dia. Contra-indicações: crianças até 30 dias de vida e pacientes com hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula. entre 6 a 12 anos e maiores de 12 anos. mantendo-se a oferta de líquidos. os antieméticos podem ser utilizados nos casos em que se conhece a etiologia do vômito. com as respectivas condutas enquanto a criança aguarda a transferência. urticárias e sintomas extrapiramidais (espasmos dos músculos faciais. tonturas. fadiga. dimenidrinato e metoclopramida. pois podem mascarar os sintomas. insônia. conseqüentemente. cefaléia. como no caso de amigdalite aguda. No Quadro 3. Efeitos colaterais: inquietação. água e chás. otite média aguda. recomenda-se não ultrapassar 0. Efeitos colaterais: sonolência e sedação. devem ser utilizadas com cautela. Podem ocorrer também tonturas. Quadro 3.

instalar soro de manutenção Conduta · não dar antieméticos · não dar antibióticos · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: . a abordagem terapêutica visa a melhora dos sintomas.se não estiver desidratado.se não estiver desidratado.quando possível.proceder a hidratação por via endovenosa .proceder a hidratação por via endovenosa .SUSPEITA DE ABDOME AGUDO · vômitos biliosos Sinais e sintomas . . instalar sonda nasogástrica · e mantê-la aberta Quadro recorrente de vômitos Para os lactentes nos quais são identificados erros de técnica alimentar.com cheiro de fezes ou associação de vômitos repetitivos ou vômitos em jato com: .parada de eliminação de gases e fezes ou . ácido acetilsalicílico e outras · ingestão de corpo estranho ou de produtos químicos · não dar antieméticos · não colocar sonda nasogástrica · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: . aminofilina. a prevenção dos processos aspirativos pulmonares e a instalação ou a progressão da esofagite. semelhante à borra do café.de cor verde ou · vômitos fecalóides .palpação de massas no abdome ou . digitálicos. instalar soro de manutenção . Para as crianças com suspeita de RGE. como no caso do lactente em aleitamento materno cuja mãe apresenta fissuras mamárias com sangramento e nas crianças com sangramento nasal concomitante) · suspeita de intoxicação por ingestão habitual de medicações como teofilina. são feitas as orientações adequadas e agendado retorno em sete dias para verificar a evolução do quadro e a aderência às orientações. que pode ou não estar misturado a alimentos (exceto quando há certeza de deglutição de sangue.peristaltismo visível ou .sangramento intestinal QUADRO CLÍNICO · vômitos com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido.

Aliás. Deve-se evitar o uso de roupas apertadas. Alguns alimentos devem ser evitados por diminuírem a pressão do esfíncter inferior do esôfago. é fundamental a tranqüilização dos pais. com inclinação da cadeira de 60º. colocando apoios (por exemplo. Dessa forma. alimentos gordurosos e frituras. cujo bojo e gargalo representam o estômago e o gargalo. Orientação sobre a necessidade de decúbito elevado de pelo menos 45º . deve-se ter o cuidado de avaliar o valor protéico. primeiramente. se não houver melhora significativa dos sintomas. não há necessidade de investigação laboratorial e a seqüência da introdução das medidas terapêuticas pode ser a seguinte: 1. sem habilidade de desenhar. isto é. Confecção de suspensório simplificado. C. para mães que não são costureiras: costurar um tecido de algodão na parte de trás de uma calça curta e. Desenho que orienta como elevar o berço. devem continuar a ser alimentadas sob livre demanda. 2. ficam inseguras à respeito do próprio leite.Sugestão de desenhos que o profissional de saúde. pode reproduzir para facilitar a compreensão da necessidade de decúbito elevado para o tratamento do RGE e de como fazê-lo. orienta-se oferecer porções menores e mais freqüentes dos alimentos e espessamento do leite de vaca. duas a três colheres das de chá de papa de Epstein1. gema de ovo. nesses casos. se houve adesão adequada da família em relação ao decúbito elevado 24 horas por dia e. sejam feitas de forma detalhada (Figura 1). no estrado. bem como a manipulação das crianças após as refeições. calórico e vitamínico resultante da dieta proposta. devese verificar. No entanto. É importante que as orientações sobre como realizar o decúbito elevado. B. café. evitando-se a posição de bruços para dormir devido à sua associação com a síndrome da morte súbita em lactentes. por exemplo. suspeitando que ele possa ser a causa dos vômitos da criança. na reavaliação após uma semana. por vezes. Pode-se utilizar o "bebê conforto". Fig. chocolate. Água e sucos não-cítricos não devem ser oferecidos às refeições. que não apresentarem boa resposta ao tratamento postural. A. com a elevação da cabeceira do berço e o auxílio de suspensório adaptado às vestes. sob o colchão. oferecendo-se. adicionando-se cereais na concentração de 3 a 4%. instituir tratamento dietético: para os lactentes em aleitamento artificial ou misto. uma e meia ou duas colheres das de chá rasas para cada 100 ml de leite. As crianças em aleitamento materno exclusivo. o aleitamento materno deve ser incentivado. devese ter o cuidado de verificar a possibilidade de substituí-la por outro alimento de valor nutritivo semelhante.Diante da suspeita clínica de RGE fisiológico. frutas cítricas. a gema de ovo.desenho com a moringa deitada e em posição oblíqua (a 45º). bem acima da cabeça da criança. explicando-se a normalidade da situação. pois as mães. tijolos) sob os pés da cabeceira e como fixar o suspensório no berço com as tiras do tecido amarradas nas grades ou. para que não haja prejuízo nutricional da criança. 1 . antes de se excluir. como chás. como já foi referido. para diminuir a distensão estomacal. abrir o tecido em duas tiras. Não existe indicação para substituição do leite materno por leite de vaca nos casos de RGE. antes de cada mamada. Geralmente as medidas posturais são suficientes para diminuir a sintomatologia: posição em decúbito lateral elevado a 45-60º. . respectivamente. respectivamente.

predispõem à arritmia cardíaca. sendo pouco freqüente o surgimento de efeitos colaterais (sonolência. em centros especializados. orienta-se que o médico de saúde da família dê preferência ao uso da bromoprida. azitromicina. 120 ml de água. mais raramente. astenia. solicita-se a realização de EED. A papa fria tem consistência de pudim. o médico deve estar ciente de que está contra-indicado o uso concomitante de cisaprida com as medicações dos seguintes grupos: macrolídeos (eritromicina. a venda da cisaprida no Brasil passou a ser controlada. com a receita médica sendo retida na farmácia. . mantidas até seis meses após o desaparecimento dos sintomas. calafrios e. na semana seguinte. deixando a cisaprida como medicamento a ser instituído. associa-se o uso de bromoprida e encaminha-se a criança para o centro de referência especializado. cefaléia. assim como a instituição concomitante de cisaprida com outras drogas que são metabolizadas na mesma via hepática.5 a 1 mg/kg/dia. o tratamento medicamentoso deve ser mantido por pelo menos oito semanas e as medidas posturais e dietéticas. iniciando-se a investigação laboratorial por meio da solicitação do EED (suspender a bromoprida cinco dias antes da realização do exame) e encaminhando-se a criança para o centro de referência especializado. antifúngicos imidazólicos (cetoconazol. A bromoprida. Se houver melhora clínica. quando necessário. Quando a resposta a essas medidas não for adequada. No retorno. várias publicações têm relatado o encontro de alteração da repolarização ventricular associada ao uso de cisaprida. deve-se introduzir as medidas posturais e dietéticas e reavaliar em sete dias. Tratamento medicamentoso do RGE: utilizam-se drogas que facilitam o esvaziamento esofagogástrico. considera-se a possibilidade de doença do RGE. fluconazol etc. reversíveis com a suspensão do medicamento ). No entanto. os sintomas persistirem. recentemente. A medicação considerada mais eficaz para o tratamento da doença do RGE é a cisaprida. administrada na dose de 0. claritromicina e outros). tem sido muito utilizada na prática. Preparo: cozinha-se a farinha na água açucarada. dividida em quatro a seis vezes por dia uma hora antes das mamadas ou das refeições e antes de ir dormir. Além disso. deve-se evitar o seu uso em portadores de doenças cardíacas e hepáticas. No entanto. inibidores das proteases (anti-retrovirais). Sabe-se que níveis elevados de cisaprida. apesar de as medidas posturais e dietéticas estarem sendo feitas de modo correto. antiarritmicos e ciclosporina. Assim.). Para as crianças com quadro clínico sugestivo de doença do RGE. Com base nesses relatos. se não houver melhora clínica significativa.3. Se. mesmo com o uso de bromoprida. 4. 1 Papa de Epstein . retira-se a mistura do fogo e deixa-se esfriar.Ingredientes: 3 colheres das de chá de farinha de milho ou de arroz. até essa mistura ficar com consistência aumentada. espasmos musculares localizados ou generalizados. com reavaliação após uma semana. a partir do ano 2000. 1 colher das de chá de açúcar. pode-se instituir o tratamento medicamentoso (bromoprida).

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da alimentação adequada para a idade e o uso criterioso de medicamentos foram os principais responsáveis pela redução da mortalidade por diarréia aguda. Entretanto. sendo que há fortes variações regionais. responde por cerca de 6% dos óbitos nesta faixa etária. priorizando o uso da Terapia de Reidratação Oral (TRO). com a redução da mortalidade por diarréia aguda e desidratação. enquanto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Profa. Sandra Grisi1 Dra. passou a chamar a atenção a proporção de casos de diarréia aguda que apresentavam evolução por tempo superior a 14 dias. na região sudeste. Os esforços do Programa de Controle da Doença Diarréica. Dra. Na região Nordeste é uma das principais causas de morte entre as crianças menores de 1 ano. Ana Cecilia Sucupira1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:08 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A diarréia é importante causa de morbimortalidade em crianças abaixo de 5 anos nos países em desenvolvimento. principalmente às custas da diminuição de óbitos por desidratação. No Brasil. a doença diarréica responde por quase 1/3 da mortalidade infantil. Neste grupo ocorre mais da metade dos óbitos atuais por diarréia na infância e verifica- .

Diarréia Aguda Diarréia Persistente Copyright © 2001 IDS .se um grande comprometimento do estado nutricional.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Esta condição é chamada de diarréia persistente.

perda aumentada urinária (diurese osmótica. imunodeprimidas ou com doença crônica. A diarréia é causa importante de óbitos em crianças menores que 5 anos. coma e restrição hídrica). podendo evoluir. . perda aumentada gastro intestinal (vômitos e diarréia). na faixa pediátrica. insuficiência renal crônica e da supra-renal).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Filumena Maria da Silva Gomes1 Vera Freire Gonçalves1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:56 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Desidratação é a deficiência de água e eletrólitos corpóreos por perdas superiores à ingestão devido a ingestão reduzida (anorexia. A incidência é maior nas populações de baixo nível sócio-econômico. administração de diuréticos. de modo mais prolongado e desfavorável. perda aumentada cutânea e respiratória (queimaduras e exposição ao calor). A causa mais freqüente. em crianças sem aleitamento materno. desnutridas. decorre de perdas pelo trato gastrintestinal.

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Douek1 Última Atualização: 9/5/2001 6:41:10 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Cefaléia Dor abdominal Dor em membros .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Ana Cecilia Silveira Lins Sucupira1 Paulette C.

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A apresentação varia da bacteriúria assintomática a pielonefrite aguda. Estas lesões aumentam o risco de hipertensão arterial e de insuficiência renal crônica.Estas alterações. Estes riscos potenciais justificam a ênfase dada ao diagnóstico precoce. . A presença de alterações morfo-funcionais das vias urinárias em pacientes com infecção urinária aumenta o risco de seqüelas renais. são o refluxo vésico-ureteral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Márcia Melo Campos Pahl1 Jaqueline Christiane Lanaro1 Última Atualização: 9/5/2001 6:40:04 AM 1 Médica Assistente do Hospital Universitário da USP A infecção urinária é uma doença freqüente em crianças. Em nosso meio. O refluxo vésico-ureteral é detectado em cerca de 20 a 40% de pacientes com infecção urinária e as obstruções das vias urinárias ocorrem em 10% dos meninos e 1% das meninas com infecção urinária. as cicatrizes renais. a estenose de junção uretero-pélvica. descritas em 50% dos pacientes com infecção urinária. a médio e longo prazo. que representa potencial risco de bacteremia e instalação de lesões renais irreversíveis. 1/3 das crianças com insuficiência renal crônica é portadora de pielonefrite crônica associada a nefropatia obstrutiva ou de refluxo. a válvula de uretra posterior nos meninos e a presença de distúrbios funcionais da micção.

A infecção urinária é responsável por cerca de 5% das febres inexplicáveis no lactente e tem sido aceita como um marcador clínico de envolvimento do parênquima renal. Salmonella sp. A febre como sintoma isolado é menos comum nesta faixa etária. associada à dor lombar ou não. especialmente até os 6 meses de idade. cresce o número de infecções por bactérias do grupo Proteus sp. A Pseudomonas sp. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações clínicas da infecção urinária variam com a faixa etária e localização da infecção. Ganho ponderal inadequado. Podem ocorrer. embora a E. escolares e adolescentes. . irritabilidade. a sintomatologia passa a adquirir maior especificidade. Dor abdominal e/ou em baixo ventre também são relatos comuns. As infecções por Staphylococcus saprophyticus são mais freqüentes nas faixas etárias pré-puberal e puberal. As manifestações mais freqüentes são disúria.. A presença de febre constitui um dado importante. sugere acometimento renal. Nesta faixa etária é obrigatória a pesquisa de infecção urinária nos casos de sepse. Pertencem a esta família a Escherichia coli. Proteus sp.. Providencia sp. Nos lactentes. ainda. podendo ser manifestação isolada de infecção urinária.. é um gramnegativo não-pertencente à família Enterobacteriaceae que também pode ser causador de infecção urinária. De maneira geral.. polaciúria. No sexo masculino.. Serratia sp. sendo responsáveis por 1/3 das infecções urinárias em meninas maiores de 10 anos de idade. bactérias gram-negativas ou bacilos aeróbicos conhecidos como Enterobacteriaceae. Os Proteus sp favorecem a formação de cálculos de estruvita porque degradam a uréia e alcalinizam a urina. pois a grande maioria das infecções ocorre por via ascendente.coli predominando.. os achados clínicos são bastante inespecíficos e encontramse no quadro 1. Nas crianças maiores. principalmente após manipulação das vias urinárias ou em pacientes com comprometimento dos mecanismos de defesa. Morganella sp. A maior parte das infecção urinária tem como agente etiológico os germes da flora intestinal. o quadro clínico é ainda inespecífico. A incidência de sepse é menor que no período neonatal. urgência miccional e alterações na cor e odor da urina.A prevalência de infecções urinárias sintomática varia de acordo com o sexo e faixa etária. após o primeiro ano de vida. pré-escolares. mas a sua presença. anorexia. podendo compreender febre. No período neonatal. especialmente entre os neonatos portadores de uropatias obstrutivas. choro às micções e alterações na coloração da urina. ganho de peso inadequado e manifestações gastrintestinais (náuseas. As vias urinárias podem ser o foco primário de infecção. isoladamente. Enterobacter sp. Klebsiella sp. vômitos diarréia e cólicas abdominais). após os 6 meses de idade não é indicativo de infecção urinária.. cerca de 1% dos meninos e 5% das meninas apresentam um episódio de infecção urinária até os 12 anos e seu pico de incidência ocorre ao redor dos 4 anos de idade.

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embora outros estreptococos (como o pneumococo). A infecção de pele ou orofaringe pelo Streptococcus beta-hemolítico do grupo A determina a produção de anticorpos. estafilococos. Admite-se que o antígeno estreptocócico se deposite na membrana basal . hipertensão arterial e hematúria. Um grande número de infecções virais e bacterianas têm sido incriminadas. A glomerulonefrite aguda em crianças aparece. na maioria das vezes. a mais freqüentemente associada tem sido o estreptococcus betahemolítico do grupo A. a GNDA pós-estreptocócica (GNDAPE) é a mais comum. Esta síndrome caracteriza-se pelo aparecimento abrupto de edema. geralmente. meningococos e até Mycoplasma já tenham sido relacionados à glomerulonefrite aguda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaqueline Christiane Lanaro Márcia Melo Campos Pahl Última Atualização: 9/20/2001 11:36:04 AM Quadro clínico e Epidemiologia A glomerulonefrite difusa aguda (GNDA) é uma doença inflamatória não-supurativa que acomete difusamente os glomérulos de ambos os rins. após doenças infecciosas. Entre as bactérias. acompanhada. Em crianças. de proteinúria e azotemia em graus variáveis. O processo inflamatório glomerular é imunologicamente mediado e resulta na instalação de uma síndrome nefrítica aguda.

ocorrem em adultos com mais de 40 anos de idade. Menos de 5% dos casos são vistos em crianças abaixo dos 2 anos de idade e 5 a 10%. O quadro clínico caracteriza-se por instalação abrupta e abrange os seguintes sinais e sintomas: edema ( presente em 85% dos casos. onde a recuperação se aproxima de 100% dos casos. assim. é leve e restringe-se à face). o sistema renina-angiotensina está acentuadamente inibido. posteriormente. na proporção de 2:1. a sepse. Vários estudos demonstram que. em geral. a superfície filtrante e determinando redução da taxa de filtração glomerular. a criança é assintomática. O início de uma glomerulonefrite coincidindo com uma infecção. mais jovens que aquelas com faringites. A probabilidade de um indivíduo desenvolver GNDA na presença de um estreptococo nefritogênico é de 15%. no início do quadro. após as infecções de pele. média de 21 dias. As manifestações clínicas da GNDA surgem após um período de latência que varia de 1 a 3 semanas (média de 10 dias) após a infecção de orofaringe. e deve-se. geralmente. sugerindo o envolvimento de outros fatores patogênicos. sobretudo na faixa etária dos 3 aos 12 anos de idade. desaparece em 2 semanas.glomerular e. em geral. A mortalidadde na fase aguda é inferior a 1%. contudo. A diurese induzida por diuréticos não necessariamente determina redução nos níveis pressóricos. oligúria (diurese menor que 1ml/kg de peso/hora em crianças até 10 kg ou abaixo de 600 ml/m2 de superfície corpórea/dia nas maiores é freqüente). é possível identificar hematúria microscópica e proteinúria em cerca de 30% dos pacientes. deve alertar para a possibilidade de exacerbação de doença crônica. portanto sem período de latência. A doença é mais freqüente em crianças e adolescentes. O prognóstico dos pacientes que se apresentam com a forma típica de GNDAPE é muito bom e isto é particularmente verdade nas crianças. Durante este período. independentemente do foco primário infeccioso. não sendo somente uma conseqüência da retenção hidro-salina e da hipervolemia subseqüente. A queda na filtração glomerular resulta na retenção renal de sódio e água. hipertensão arterial (presente em 60 a 80% dos casos . recebe os anticorpos circulantes com conseqüente formação de imunocomplexos e ativação do sistema do complemento. mas há casos com duração superior a 4 semanas). A hematúria e proteinúria são decorrentes do processo inflamatório dos capilares glomerulares que permite a passagem de hemácias e proteina para a urina. bem como lesão de suas paredes. A hipertensão arterial provavelmente tem origem multifatorial. Estudos mostram que crianças que desenvolvem GNDA a partir de piodermites são. Raramente a doença se repete em um mesmo indivíduo. O processo inflamatório gerado produz oclusão dos capilares glomerulares. e de 2 a 4 semanas. moderada). O sexo masculino é mais acometido que o sexo feminino. produzindo edema. insuficiência cardíaca e encefalopatia hipertensiva. . reduzindo. hematúria (presente em 25-50% dos casos.

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escoliose do adolescente. Acne. atividade sexual precoce e aqueles de natureza psicológica estão extremamente relacionados ao próprio processo de crescimento e desenvolvimento. distúrbios menstruais. É o caso da baixa estatura. do atraso da puberdade e do crescimento linear excessivo (quee já foram discutidas no capítulo de crescimento e desenvolvimento puberal). embora dispensando. As acentuadas variações de crescimento e desenvolvimento físico que ocorrem na adolescência. ginecomastia. tratamento específico. as cáries. podem constituir importante fonte de ansiedade para o adolescente e sua família. Acne . retardo puberal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 9/5/2001 6:43:18 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Alguns problemas de saúde têm incidência específica na adolescência. Outras afecções assumem aspectos especiais. como os distúrbios nutricionais. na maioria das vezes. a tuberculose e os acidentes.

Ginecomastia Vulvo-vaginites Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Vale recordar que um traumatismo na criança pode provocar lesão da placa epifisária de crescimento. . que devem ser prevenidos com diagnóstico precoce e conduta de urgência. que exige tratamento de urgência. e que algumas fraturas na infância podem levar a sérios problemas circulatórios.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:36:10 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Afecções traumáticas Afecções congênitas Devemos dividir as afecções na criança em doenças traumáticas. As mais comuns são as doenças traumáticas. congênitas e adquiridas.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Décio Mion Jr1 Ângela MG Pierin2 Última Atualização: 8/10/2001 11:23:36 AM 1 Professor Livre Docente. de 6 a 17%. podendo chegar a 50% nos idosos. Escola de Enfermagem da USP Epidemiologia e definição A hipertensão arterial é uma doença altamente prevalente. A hipertensão arterial é um fator de risco para doença cerebrovascular e coronária. microalbuminúria. os estudos regionais realizados com diferentes critérios de definição da doença e de medida da pressão arterial. No Brasil. no Sudeste. aumento da atividade de fatores da coagulação. atingindo cerca de 15 a 20% da população adulta. Disciplina de Nefrologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP 2 Professora Livre Docente. como dislipidemia. de 1 a 27% e no Centro Oeste. na região Nordeste. de 5 a 38%. resistência à insulina. insuficiência cardíaca e renal. mostram que. embora não exista um estudo nacional. Ela se associa e interage com outros fatores de risco. no Sul. as prevalências vão de 7 a 40%. obesidade central. intolerância à glicose. alterações tróficas dos .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hipertrofia e alteração da função diastólica de ventrículo esquerdo.vasos. Copyright © 2001 IDS .

depois dos 40 anos. O diabetes gestacional não será abordado no presente texto. e o não-insulinodependente. muitas vezes. O diabetes tipo 2 ocorre na faixa adulta. como infecções viróticas e processos alérgicos. o diagnóstico somente é feito em situação emergencial em jovem em coma cetoacidótico. O tipo 1 tem seu início na infância ou na adolescência. estando asssociado a mecanismos auto-imunes ainda não bem definidos. onde se destacam a obesidade . Situações onde há excesso de hormônios contra-reguladores são raras. sendo a mais freqüente a deflagrada pelo uso de corticosteróides como medicamentos. polidipsia. polifagia. com forte determinação por fatores ambientais. o cortisol e o hormônio do crescimento. O diabetes é classificado em dois tipos: o insulino-dependente. ou tipo 2.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/21/2001 6:44:04 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O metabolismo de carboidratos é regulado pela insulina e pelos hormônios contrareguladores. como o glucagon. O indivíduo apresenta poliúria. ou tipo 1. mas. emagrecimento.seja ela global ou . O diabetes é um distúrbio metabólico caracterizado pelo aumento da glicose sangüínea por deficiência de insulina ou por resistência periférica à ação da insulina.

Em idosos. situação esta encontrada no nosso e em outros países. o diabético que sobreviva a eventos cardiovasculares como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral terá um risco maior de desenvolver insuficiência renal em níveis dialíticos ou de ficar cego. O principal é a carga elevada de doença coronária provocada pelo diabetes. No Brasil. a hiperglicemia sem cetose induz ao coma hiperosmótico.localizada no abdome -. Importante ressaltar que o diabetes tipo 2. Em suma. A sua apresentação clínica é bastante frustra. na maioria das vezes. Copyright © 2001 IDS . A alteração osmótica provocada pela hiperglicemia e pela produção elevada de corpos cetônicos provoca uma situação crítica do equilíbrio ácido-básico e hidroeletrolítico em crianças e jovens diabéticos com sério risco de vida. A ação da hiperglicemia no endotélio e em outros mecanismos bioquímicos provoca uma série imensa de agravos cardiovasculares em ambos os típos de diabetes. a inatividade física e o tabagismo. mostrando que a freqüência do tipo 2 é muito maior do que a do tipo 1. por quase não apresentar sintomas. sendo diagnosticada.8 % da população entre 30 e 69 anos. a prevalência do diabetes de tipo 1 varia de 7 a 12 por 100. por queixas vagas ou em rastreamento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . que pode ser confundido com um evento cerebrovascular agudo.000 habitantes entre 0 a 14 anos e a do tipo 2 é de 7. seguido das complicações arteriais cerebrais e em membros inferiores e pelo comprometimento das arteríolas em rins e retina. costuma ser desconhecido em quase metade dos portadores.

2% do total de óbitos por doença cardiovascular) e acidente vascular encefálico (32. as que mais se correlacionam com mortalidade são a doença coronária. fundamentalmente angina do peito e infarto do miocárdio (52. José Carlos Nicolau1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:06 AM Autores: 1 Livre-Docente em Cardiologia .8% na faixa etária entre 50 e 64 anos.br). Os valores atingem 38. Dentre as doenças cardiovasculares. na maioria das vezes. Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do Instituto do Coração (InCor) .http://www.9%).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof.1% naquela acima de 64 anos.do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.gov. Pode ser dividida. variando entre 29. Disciplina de Cardiologia Departamento de Cardio-pneumologia Epidemiologia e Quadro Clínico Segundo dados do Ministério da Saúde (Datasus . Dr. .datasus. A angina do peito pode ser definida como a presença de dor no peito ocasionada por sofrimento (isquemia) do músculo cardíaco (miocárdio).USP. as doenças cardiovasculares constituem-se a maior causa de óbito em todas as regiões do Brasil. a presença de obstrução aterosclerótica em artéria coronária. e 47.7% no Sul.9% no Nordeste e 34. As diferentes formas de apresentação da doença coronária (angina do peito e infarto do miocárdio) têm em comum.

No presente texto. dentre as diferentes formas de apresentação da doença arterial coronária. variando frequentemente a duração e o fenômeno desencadeante. é a que tem pior prognóstico. será abordada apenas a angina estável. A estável ocorre aos esforços físicos e geralmente se relaciona a uma obstrução aterosclerótica importante (maior de 70%) em uma ou mais das artérias coronárias.de forma simplificada. As características da dor são similares na angina do peito e no infarto do miocárdio. O infarto agudo do miocárdio se caracteriza pela presença de dor precordial de duração prolongada (mais de 20-30 minutos) e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A angina instável tem várias formas de apresentação. na maioria das vezes ocorre independentemente de esforço físico e tem pior prognóstico do que a angina estável. em estável e instável. Copyright © 2001 IDS .

Há grande impacto das doenças cerebrovasculares sobre a sociedade como um todo. a hemorragia intracerebral e a hemorragia sub-aracnóide. atitudes comuns há menos que duas décadas. deram lugar a avanços fantásticos nos seus aspectos diagnósticos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fábio Iuji Yamamoto1 Última Atualização: 8/28/2002 11:50:13 AM Autores: 1 Serviço de Neurologia Clínica da Divisão de Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) constituem a primeira causa de morte entre as doenças cardiovasculares no Brasil. Por outro lado. as doenças cerebrovasculares representam uma das áreas da medicina que experimentam progressos cada vez mais rápidos. de conduta e prevenção. tanto no aspecto relativo às perdas econômicas quanto ao custo social gerado pela doença cerebrovascular. caracterizando doenças específicas): o isquêmico. onde os coeficientes são dos mais elevados quando comparados a países do hemisfério ocidental. A apresentação inicial de . Pessimismo e negativismo. principalmente entre mulheres. A doença cerebrovascular pode ser classificada em três grandes grupos (e cada um deles com inúmeras sub-divisões.

Copyright © 2001 IDS . Outros fatores. o diabetes e o colesterol elevado também contribuem.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .5% dos casos atendidos. a hipertensão arterial predomina no grupo mais afetado entre os 40-69 anos. nos pacientes normotensos mais idosos.7%.8% e a hemorragia subaracnóide por 15. a hemorragia intracerebral por 20. porém com intensidade menor do que ocorre com o risco de um infarto do miocárdio.todos estes eventos é quase sempre aguda. A hemorragia intracerebral pode estar associada a malformações vasculares e ao uso de drogas em indivíduos com idade inferior a 40 anos. os isquêmicos são responsáveis por 63. motivando a procura de pronto-socorro. como o tabagismo. a angiopatia cerebral amilóide deve ser considerada no diagnóstico diferencial. de tal forma que a sua mortalidade e incidência podem ser consideradas como marcadores da prevalência da hipertensão em uma localidade. O AVC isquêmico associa-se ao processo aterotrombótico ou lacunar no território carotídeo e vértebro-basilar ou a embolia cardíaca. A hipertensão arterial é o fator de risco principal para o AVC. No Serviço de Neurologia de Emergência do Hospital das Clínicas da FMUSP.

mesmo nos dias de hoje. naqueles com mais de 75 anos. é doença limitante. pela sua característica clínica. é observada em mais de 10% dos pacientes. reduz substancialmente a qualidade de vida dos pacientes e. nas formas avançadas. ficam mais velhas e acabam apresentando insuficiência cardíaca. tem características de doença maligna.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Antonio Carlos Pereira Barretto1 José Antonio Franchini Ramires1 Última Atualização: 9/21/2001 6:47:46 AM 1 Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença que vem se tornando mais freqüente com o passar dos anos. A insuficiência cardíaca. . sendo diagnosticada em menos de 2% entre os com menos de 55 anos. com mortalidade superior a 60% no primeiro ano. com o seu agravamento. de cardiopatia valvar ou isquêmica. Só o envelhecimento da população já é fator de aumento de sua prevalência. As pessoas não morrem mais de doenças infecciosas. pois. que.

apresentam-se malnutridos e até caquéticos. Fadiga e astenia são sintomas também freqüentes. enquanto aqueles crônicos. geralmente.6% das despesas com hospitalizações no ano de 1998. equivalente a 4. nas formas mais avançadas. Achados cardíacos denotando disfunção ventricular incluem ritmo de galope com terceira bulha patológica. Alguns outros sintomas. confusão mental. Desta forma. poderemos encontrar estertores finos em bases pulmonares. prejuízo da memória e insônia. se houve tempo suficiente para que os mecanismos compensatórios sejam acionados ou para que ocorra retenção hídrica e o fluido se acumule no espaço intersticial. estes últimos especialmente nos idosos. são encontrados sinais clínicos que variam com o grau e a cronicidade da doença. Nos casos de falência direita: estase jugular. não havendo exame complementar capaz de definir de maneira única e objetiva a presença desta síndrome. de maneira importante. ortopnéia. vômitos. dispnéia de repouso até edema agudo de pulmão. sendo a expressão clínica da hipertensão venocapilar pulmonar. é uma das doenças que onera muito os serviços de saúde pública e privada. plenitude pós-prandial. secundários à dilatação ventricular e hiperfonese do componente pulmonar da segunda bulha podem ser observados. À semelhança dos sintomas. hepatomegalia. eminentemente. náuseas. . O diagnóstico da IC é. pela sua freqüência. Ao exame físico. anasarca com derrame pleural e ascite. da rapidez com que a síndrome se desenvolve e. especialmente. dispnéia paroxística noturna. como pulso alternante. teremos diferentes sinais. O principal sintoma da insuficiência ventricular esquerda é a dispnéia nas suas várias formas de apresentação: aos esforços. o estado geral de pacientes com IC de recente início pode ser relativamente bom. são os mais freqüentes. As despesas são ainda maiores se considerarmos os dias não trabalhados. A insuficiência cardíaca foi a principal causa de hospitalização entre as doenças cardíacas. como oligúria. os gastos familiares na assistência ao doente etc. Mesmo com todo o avanço tecnológico e científico dos últimos anos. nas fases tardias da doença. Outras alterações. como insuficiência aguda da bomba com edema agudo de pulmão ou choque cardiogênico. dependendo da câmara acometida. clínico. Nos casos com falência esquerda. obstipação ou diarréia e dor abdominal difusa. até disfunção ventricular esquerda assintomática ou leve. Desconforto em hipocôndrio e flanco direito (hepatomegalia e distensão da cápsula de Glisson) e sintomas gastrointestinais. tendo o governo gasto R$ 150 milhões no tratamento. edema de membros inferiores e. são também observados com certa freqüência. a análise de sinais e sintomas mantém-se como a principal maneira para se diagnosticar a IC. variando de extremos. noctúria.Ao lado deste cortejo clínico. especificamente. sopros sistólicos em áreas mitral e tricúspide. A insuficiência cardíaca pode apresentar-se de diferentes maneiras. Alguns sintomas estão relacionados especificamente a falência do ventrículo direito determinada pelo acúmulo generalizado de fluidos. A manifestação clínica depende. O mesmo se aplica aos seguros saúde e pacientes privados.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

aumentando de intensidade até obrigar o paciente a parar. A insuficiência arterial dos membros tem quadro clínico bastante característico. que aparece após andar uma certa distância. Consiste na dor muscular. O quadro depende da gravidade das lesões e se manifesta de três formas distintas: claudicação intermitente. quase sempre. O diagnóstico etiológico começa pela idade: a aterosclerose atinge os indivíduos acima de 50 anos. enquanto as arterites ocorrem antes dessa idade. ser diagnosticada apenas com base na história e exame físico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Pedro PuechLeão1 Última Atualização: 9/3/2001 9:27:16 AM Autores: 1 Professor Titular de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A principal causa de insuficiência arterial dos membros é a aterosclerose. Por si . Ela responde por mais de 90% dos casos. Claudicação intermitente: É um sintoma característico e patognomônico. mas podem causar isquemia importante. dor isquêmica de repouso e necrose tecidual. podendo. As doenças arteriais inflamatórias (arterites) são menos freqüentes.

constante e sempre presente nas mesmas circunstâncias. ela oscila dentro de uma determinada faixa. mais intensa na extremidade: dedos e dorso do pé. 2. Diferencia-se de outros quadros dolorosos pelo fato de piorar quando o paciente se deita. ocorre principalmente à noite.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . para não confundi-lo com outras manifestações dolorosas dos membros. portanto. ou seja. o paciente nunca sente dor quando está parado. portanto. A dor isquêmica de repouso pode ser acompanhada de formigamento e adormecimento dos dedos. na maioria deles. a dor cede completamente em alguns minutos. para só voltar após nova caminhada na mesma distância A claudicação intermitente é. O sintoma é. A dor é em queimação. 4. será obrigado a parar. As características que permitem reconhecer a claudicação intermitente são: 1. Na anamnese. nem ao iniciar a marcha. um sintoma característico e inconfundível. Porém. não existe um dia em que o indivíduo pode andar longas distâncias sem dor. uma vez tendo parado. faz o diagnóstico de insuficiência arterial. 3. O ato de levantar-se e dar alguns passos pode melhorar a dor. se insistir. embora a distância que o paciente consegue caminhar sem dor possa variar dependendo de fatores ambientais e do terreno. se o paciente decidir empreender uma caminhada. porque a circulação aumenta pela ação da gravidade. é importante caracterizar bem o sintoma. Copyright © 2001 IDS . O paciente sente dor de forte intensidade mesmo parado. surgirá a claudicação conforme descrito acima. chegando a impedir o sono. Estes quase sempre melhoram na posição sentada ou em pé. mas. instalada a dor.só. A dor aparece após andar alguma distância. Dor isquêmica de repouso: Esta representa uma insuficiência arterial mais avançada. mesmo que o paciente fique em pé. Portanto. o paciente pode continuar andando se diminuir o ritmo.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Fábio F. Morato Castro1 Jorge Kalil1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:52 AM Serviço de Imunologia do Hospital das Clínicas e Disciplina de Alergia e Imunopatologia da Faculdade de Medicina da USP 1 Rinite alérgica Alergia a veneno de insetos Dermatite atópica Reação adversa a drogas Copyright © 2001 IDS .

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Se incluirmos no diagnóstico o processo inflamatório que acomete a mucosa do nariz e seios paranasais em gripes e resfriados comuns (infecções virais). ambientais e sócio-econômicos. Estima-se 20% dos adultos terá ao menos um episódio de rino-sinusite ao longo de suas vidas. sendo a incidência influenciadas por fatores regionais. a incidências anual por habitante chegará a duas por ano em adultos e até quatro vezes ao ano em crianças. químicos ou microbiológicos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 6:55:16 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A rino-sinusite é doença de grande incidência entre adultos e crianças. . Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas tem rino-sinusite a cada ano. É definida como uma inflamação específica da mucosa que forra as cavidades paranasais ou seios da face causada por agentes físico.

Proteus mirabilis e Escherichia coli. uveites e coriorretinites. etmoidais. as infecções anaeróbias e estreptocócicas são as mais comuns. osteomielites. irites. porém a alta incidência da afecção na população implica que as rino-sinusites tenham um papel no aparecimento de dacriocistite supurada (infecção do saco lacrimal). De maneira prática classificamos a rino-sinusite em aguda (menos de quatro semanas) e crônica sendo o diagnóstico baseado em estimativas da duração da inflamação. retinites. Os agentes infecciosos da rinosinusite aguda são o Streptococus pneumonie e o Hemophilus influenzae (responsáveis por 60 % dos casos). O movimento ciliar na mucosa sinusal drena o muco sinusal para as fossas nasais. com retorno das características normais da mucosa. Na rino-sinusite hospitalar as bactérias gram negativas predominam. Enterobacter sp. (8%) e Moraxella Catharralis (4% em adultos e até 20% em crianças). Em infecções do seio maxilar relacionadas a problemas dentários. No processo agudo. são predominantes. As complicações das rino-sinusites são raras. trombose de seios venosos e abscesso cerebral.. os anaeróbios tem um papel relevante (cerca de 90%). revestidos pela mucosa nasal que se invaginou pelos orifícios de comunicação. esfenoidais e frontais). abscesso epidural. o epitélio ciliado do forramento cavitário é destruído ou inativado. Em imunodeprimidos podemos encontrar infecção fúngica. coroidites. influenzae e o Streptococus sp.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Staphylococcus aureus. A inflamação crônica implica em uma contínua resposta inflamatória com necrose. predominando cocos anaeróbios e Bacterióides sp. Vários estudos mostram a Pseudomonas aeruginosa como a mais comum. impedindo a drenagem normal das secreções. seguida pela Klebsiela pneumoniae. Na rino-sinusite crônica. conjuntivites. Tanto na rino-sinusite aguda como na crônica. ceratites. Nas infecções mistas (aeróbios e anaeróbios) o H.Os seios paranasais são quatro estruturas pares (seios maxilares. a resposta seria reversível através de tratamento adequado.meningite. fibrose e supuração ativa presentes ao mesmo tempo levando a alterações irreversíveis. escierites. Copyright © 2001 IDS .

ocorreram 2.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rafael Stelmach1 Alberto Cukier2 Última Atualização: 9/21/2001 6:50:12 AM 1 2 Professor doutor da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Professor livre docente da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A prevalência mundial de asma brônquica em crianças e adolescentes oscila entre 5% e 22%. O incremento médio anual no Rio Grande do Sul.4%. porém taxas estáveis foram verificadas no Estado de São Paulo.8% do total de óbitos na população. na faixa etária de 5 a 19 anos. Em serviços de pediatria. Esta é uma característica da doença: maior morbidade e menor letalidade. Os óbitos por asma representaram cerca de 0. Em 1997. a asma é responsável por aproximadamente 5% das consultas ambulatoriais e até 16% das consultas de emergência. foi de 8.672 óbitos por asma no país. A prevalência cumulativa média neste estudo foi de 13%. O desconhecimento . avaliada em estudo internacional que contou com dados de cinco capitais brasileiras. Observou-se aumento de mortalidade por asma em várias regiões brasileiras entre a década de 70 e a de 90. entre 1970 e 1992. por exemplo.

Esta compreensão da patogenia produziu substancial mudança na classificação da gravidade da asma. desenvolvidos na última década. o fluxo aéreo se reduz. É uma doença incurável. Caso novos estímulos desta ou de outra natureza ocorram.sobre o caráter inflamatório da doença. deram clareza aos processos fisiopatológicos da asma. perpetua-se a hiperreatividade. primordialmente vinculados a um processo inflamatório persistente. ocorre uma segunda redução do fluxo aéreo. e não mais simplesmente ao do broncoespasmo. ocorre a chamada reação dual em que. com implicações diretas no tratamento. Em alguns pacientes. Em decorrência. Asma brônquica é uma doença crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios recorrentes de tosse seca. bem como a ausência de um programa de educação e tratamento padronizados podem justificar parte destes números.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . desencadeando a sintomatologia. Há uma imediata ativação de células inflamatórias e liberação de mediadores. aproximadamente 6 horas após o estímulo inicial. que passou a ser direcionado ao controle da inflamação. Estes conceitos. facilitando o acesso dos mediadores aos receptores irritativos. que evolui com crises quando um indivíduo sensível é submetido a um estímulo nas vias aéreas. Copyright © 2001 IDS . Este ciclo inflamatório leva à destruição do epitélio de revestimento das vias aéreas e à exposição de terminações nervosas. há contração da musculatura lisa dos brônquios. Como conseqüência. hipersecreção mucosa e edema das vias aéreas. com conseqüente aumento do tônus das vias aéreas. sibilância e dispnéia. Estas permanecem neste estado de hiperreatividade por vários dias. que se correlaciona com a gravidade da asma.

a expectoração e a dispnéia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Cukier1 Rafael Stelmach2 Última Atualização: 9/21/2001 6:54:32 AM 1 2 Professor Livre Docente da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . com história de tosse e expectoração . em grau variável. a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. de progressão lenta e irreversível. sendo os pacientes acometidos geralmente pelos dois componentes simultaneamente. tanto pelo absenteísmo e aposentadorias precoces. Devido a seu caráter progressivo e incapacitante. O paciente portador de DPOC habitualmente é um fumante ou ex-fumante. responsável por mais de 90% dos casos da doença. Este conceito engloba duas entidades. como pelo custo do tratamento. Os sintomas predominantes são a tosse.Departamento de Cardio-Pneumologia Professor Doutor da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . a DPOC acarreta impacto econômico considerável. O tabagismo é a causa predominante.Departamento de Cardio-Pneumologia Quadro clínico e Epidemiologia A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma entidade clínica caracterizada pela obstrução ou limitação crônica ao fluxo expiratório.

se torna amarelada. Copyright © 2001 IDS . timpanismo. ascite. os doentes costumam se apresentar com edema dos membros inferiores e cianose. Crepitações podem ser audíveis particularmente nos pacientes bronquíticos. Naqueles pacientes com hipóxia crônica. com sinais de insuficiência cardíaca direita. cianóticos. por outro lado. Estes sintomas precedem ou são concomitantes ao aparecimento de dispnéia em cerca de 75% dos casos. o desenvolvimento de cor pulmonale não é incomum. freqüentemente. hepatomegalia e edema de membros inferiores podem ser observados. pois gera incapacidade e tende a ser progressiva. estase jugular.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O exame físico pode ser normal. Durante as exacerbações é freqüente a sibilância. Caracteristicamente. A ausculta pulmonar tenderá a revelar diminuição do murmúrio vesicular quando a obstrução for muito acentuada ou na presença de enfisema. a tosse e o volume da expectoração. taquipnéicos. com tórax em barril. hiperfonese de segunda bulha. os pacientes tendem a evoluir com exacerbações agudas. quando aumenta o grau da dispnéia. Os pacientes com enfisema mais pronunciado tendem a ser magros. têm tendência à obesidade. ao lado das manifestações clínicas crônicas. Nestes casos. utilizando os músculos acessórios da respiração.de longa data. são menos dispnéicos. A dispnéia é o sintoma principal. que. sopro tricúspide. Aqueles em que predomina a bronquite crônica. Nos casos em que se desenvolve cor pulmonale.

foram registrados 164.000 mortes no ano de 1997 (9. . o câncer de pulmão é a causa mais freqüente de morte relacionada ao câncer e a segunda maior incidência de câncer em ambos os sexos. em pessoas com idade acima de 40 anos e principalmente na faixa etária de 60 anos.000 casos novos no ano de 2000. Bernardo2 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:16 AM 1 2 Diretor da Clínica de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Médico Assistente de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O câncer de pulmão.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fabio B.500 mulheres).000 casos novos por ano. A doença é mais freqüente no sexo masculino.500 homens e 3. ainda. no Brasil. Jatene1 Wanderley M. com estimativa de 20. O câncer de pulmão é mais freqüente. No mundo. é a segunda maior ocorrência de câncer no sexo masculino e a sexta no sexo feminino. tendo a incidência no sexo feminino aumentado em 22% na última década. tendo sido responsável por cerca de 13. Nos Estados Unidos.

têm sido associada de maneira menos freqüente ao câncer de pulmão. Copyright © 2001 IDS . que. Evitar a exposição a pessoas que estejam fumando. quando localizados. mas é o mais responsivo à radio e à quimioterapia. é considerada a segunda maior causa de câncer de pulmão. também são medidas preventivas. a medida mais importante a ser tomada é não fumar.). urânio. adenocarcinoma e carcinoma de grandes células.O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer pulmonar. Na prevenção do câncer de pulmão. Comparado com outros tipos celulares de câncer de pulmão. não-expostos. incluindo epidermóide ou carcinoma escamoso. Há outros fatores relacionados com o desenvolvimento do câncer pulmonar. Assim. têm o potencial de cura com a ressecção cirúrgica. nas fundações de construções). como a exposição ao gás radônio (gás radioativo que pode se acumular no solo. com índices 30% acima dos verificados em não-fumantes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . respectivamente. bem como aos demais fatores sabidamente relacionados com o câncer de pulmão (radônio. Câncer de pulmão de pequenas células (20%): estes tumores são de origem neuroendócrina e são muito agressivos. O câncer de pulmão pode ser dividido em dois grupos principais: não-pequenas células e de pequenas células. com sobrevida média após o diagnóstico de 2 a 4 meses. 22 vezes e 12 vezes maior que o risco dos não-fumantes. nos Estados Unidos. Quanto maior o tempo e a quantidade de cigarros fumados. Acredita-se que mais de 80% dos casos sejam resultantes do tabagismo. a exposição a substâncias químicas. asbesto etc. maior o risco. Não fumantes expostos a fumantes têm também maior risco de desenvolver câncer de pulmão. como o asbesto. Além disso. Câncer de pulmão não-pequenas células (80%): é representado por um conjunto heterogêneo de três tipos histológicos distintos de câncer de pulmão. Estes tipos histológicos são freqüentemente classificados em conjunto porque. cromo e níquel. o carcinoma de pequenas células tem a maior tendência de ampla disseminação. o risco é. no homem e na mulher.

Disciplina de Endocrinologia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Meyer Knobel1 Éder Carlos Rocha Quintão2 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:56 AM 1 2 Professor Livre-Docente. Disciplina de Endocrinologia. Departamento de Clínica Médica da FMUSP Professor Titular. significativamente. A prevalência exata da tireotoxicose na população geral é desconhecida e depende tanto da distribuição geográfica como da acurácia diagnóstica. A tireotoxicose pode originar-se de várias causas: Causas Doença de Graves Mecanismo Estimulação tireóidea anormal por anticorpos anti-receptor do TSH . nos últimos anos. Departamento de Clínica Médica da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia HIPERTIREOIDISMO Hipertireoidismo é uma condição clínica caracterizada pelo aumento da secreção de hormônios tireóideos (denominado tireotoxicose) devido à hiperfunção glandular. Esta última tem melhorado.

doença de Graves. o distúrbio é franco. provocando sintomas e sinais evidentes de comprometimento sistêmico. amiodarona. em ordem decrescente de freqüência são: (1) doença de Hashimoto. pacientes com bócio preexistente não-endêmico Interação do hCG aos receptores de TSH Superprodução de TSH Tireotoxicose induzida por iodeto Tumores trofoblásticos (mola hidatidiforme. pode ocasionar espectro variável de sintomas. as evidências clínicas são inespecíficas. exibem concentrações circulantes elevadas de hormônio estimulador da tireóide (TSH). mas a incidência aumenta com a idade em ambos os sexos.Nódulo hiperfuncionante Bócio multinodular tóxico "Hashitoxicose" Adenoma folicular autônomo. O excesso de hormônios tireóideos livres circulantes provoca manifestações clínicas. Tem etiologia autoimune. com pico entre 40 e 60 anos. dificultando o diagnóstico do hipertireoidismo. Conseqüentemente. caracterizada pela presença de anticorpos estimuladores dirigidos contra o receptor da tireotrofina (TSH). Todos. (2) terapia do hipertireoidismo . Em outros. As causas mais comuns de hipotireoidismo. sem a ajuda de recursos laboratoriais. antisépticos tópicos [Povidine]) em portadores de nódulos autônomos. coriocarcinoma) Adenoma hipofisário produtor de TSH TSH = hormônio estimulador da tireóide. resultante da diminuição da produção e da redução dos níveis circulantes dos hormônios tireóideos e reversível com a reposição hormonal deficiente. entretanto. está justificada a triagem laboratorial de rotina na população em geral. É mais comum em mulheres que homens. HIPOTIREOIDISMO O hipotireoidismo define síndrome clínica e bioquímica. Como o desenvolvimento dos sintomas e sinais de hipotireoidismo é tipicamente insidioso e a prevalência da forma subclínica é estimada em 40%. Em outros pacientes. ativação constitutiva de receptores de TSH Múltiplos nódulos autônomos funcionantes Doença tireóidea auto-imune decorrente da superposição das doenças de Graves e Hashimoto Sobrecarga de iodo (constrastes radiológicos. Exibe espectro clínico variável. hCG = gonadotrofina coriônica A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo franco. o quadro clínico é inequívoco. A avaliação clínica e laboratorial permite distinguir entre portadores da forma subclínica (assintomático e apresentando níveis séricos normais de hormônios tireóideos) e branda. que refletem uma exacerbação dos seus efeitos metabólicos. Em alguns pacientes. pacientes de áreas endêmicas de bócio.

(7) tireoidite subaguda.com 131I. (8) deficiência de iodo e (8) resistência generalizada ao hormônio tireóideo. (3) terapia prévia de hipertireoidismo com drogas antitireóideas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (4) pós-parto (transitório em 60-70% dos casos). (6) hipotireoidismo central (hipofisário ou hipotalâmico). iodeto. (3) tireoidectomia subtotal para hipertireoidismo ou tumor. amiodarona. Copyright © 2001 IDS . interferon alfa). (5) uso de drogas (lítio.

Por isso. são necessários parâmetros para estudar populações e servir de referência na prática clínica. porque cada indivíduo tem a concentração de hemoglobina adequada à sua massa muscular ou tecido metabolicamente ativo. Níveis de hemoglobina indicativos de anemia ao nível do mar * Grupos por faixa etária/sexo 6 meses a 5 anos Hemoglobina (g/dl) <11 . Determinar os níveis normais de hemoglobina não é fácil. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu estes parâmetros. é definida como uma redução nos níveis de hemoglobina do sangue. o mais frequente sinal encontrado na prática clínica. baseando-se em estudos de âmbito mundial (tabela 1). Tabela 1.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Sandra Gualandro1 Última Atualização: 8/10/2001 11:30:06 AM Autores: 1 Disciplina de Hematologia e Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Anemia.

como acontece. nas anemias ferropênicas. mesmo com níveis muito baixos de hemoglobina. Quanto mais abrupta a queda no volume sanguíneo e/ou nos níveis de hemoglobina.6 a 14 anos Homens adultos Mulheres adultas Mulheres grávidas *WHO technical support series no. portanto.5 bilhão de pessoas e predominando nos países em desenvolvimento. geralmente. A velocidade de desenvolvimento das alterações é crucial para a determinação da intensidade dos sintomas. existem outros tipos de anemia em que o ferro está em níveis normais ou até em excesso. mais intensos os sintomas. o paciente permanece assintomático ou oligossintomático. o diagnóstico correto para a instituição da terapêutica adequada. acometendo cerca de 0. É fundamental.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 405. podendo decorrer de múltiplas causas. 1968 <12 <13 <12 <11 Anemia é sempre sinal secundário de alguma doença. Os sintomas de anemia relacionam-se à redução na capacidade de transportar oxigênio do sangue e à alteração do volume sanguíneo total. Embora a anemia ferropênica seja a doença de maior prevalência no mundo. A doença de base ou doenças associadas também interferem na intensidade das manifestações clínicas e na adaptação do paciente à anemia. associadas à capacidade compensatória dos sistemas pulmonar e cardiovascular. Copyright © 2001 IDS . Nas anemias de instalação lenta. como nas hemorragias agudas ou crises hemolíticas.

solidificando-se. Elbio Antonio D'Amico1 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:58 AM 1 Médico Assistente de Hematologia do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A conservação do volume sangüíneo circulante normal dentro do compartimento intravascular é fundamental para manutenção da função tecidual fisiológica. . localmente. de modo a permitir que ocorra a reparação do tecido lesado. depois da cicatrização tecidual. Ao conjunto desses mecanismos é dado o nome de hemostasia. Para que todas essas atividades sejam realizadas adequadamente. permitindo que o vaso possa voltar a desempenhar adequadamente as suas funções preestabelecidas. às plaquetas e aos mecanismos de coagulação/ fibrinólise. Como o tampão hemostático formado irá alterar as propriedades reológicas do vaso acometido. deverá ocorrer a lise do trombo. o organismo utiliza mecanismos ligados aos vasos (endotélio). o sangue deve manter-se no estado líquido. quando houver qualquer lesão na parede vascular. quando dentro dos vasos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. Para tal.

a epistaxe tende a ocorrer nos meses mais secos. A história clínica de manifestações hemorrágicas algumas vezes é difícil de ser obtida. a presença de hemorragia após esse procedimento não é muito valorizável como parâmetro de normalidade. particularmente crianças. Serão abordados somente os distúrbios hemorrágicos. As características da manifestação hemorrágica podem orientar quanto ao diagnóstico do tipo de anormalidade hemostática. plaquetárias ou dos mecanismos de coagulação/fibrinólise. Enquanto alguns pacientes interpretam seus sangramentos como normais. é sempre importante comparar as respostas hemostáticas dos pacientes com as de seus familiares próximos ou conhecidos. é de grande importância. que podem ser congênitas ou adquiridas. Assim sendo. aos quais o paciente tenha sido submetido. Porém. é oportuno localizar no tempo as manifestações hemorrágicas e os procedimentos cirúrgicos realizados. Por exemplo. onde as hemartroses (sangramentos intra-articulares) espontâneas são manifestações características. apresentam a mesma alteração hemostática. Porém. Muitas mulheres podem referir períodos menstruais com duração e intensidade de fluxo normais. gastrointestinal e gênito-urinária. deve-se questionar sobre o número e qual o dente extraído. regiões retroperitoneais e órgãos intra-abdominais são observadas. uma vez que estas situações avaliam o sistema hemostático melhor do que qualquer teste laboratorial. podem. ao se questionar sobre manifestações hemorrágicas cutâneas pós-traumáticas. eventualmente. observar a presença de menometrorragia. músculos. As equimoses são observadas em qualquer tipo de diátese hemorrágica. Considerações semelhantes podem ser feitas quanto à adenoamidalectomia. outros podem supervalorizá-los. Ainda neste contexto. particularmente nas hemofilias. Epistaxe pode ocorrer em várias condições hemorrágicas. Quando sempre unilaterais. As hemorragias profundas do tecido subcutâneo. ou vasculares. As petéquias. que são hemorragias puntiformes originadas de alças capilares dérmicas. doença de von Willebrand e teleangiectasia hemorrágica hereditária. eventos traumáticos da mesma intensidade levam ou não a sangramentos de intensidade comparável ou não. Quanto às exodontias. nas coagulopatias congênitas. são mais valorizáveis as hemorragias que ocorrem após a extração de um pequeno incisivo do que após a extração de um grande molar. a realização ou não de suturas e a necessidade ou não de retorno ao odontólogo para o controle do sangramento. mais comumente. Nas pessoas normais. Nas alterações plaquetárias podem ainda ocorrer sangramentos superficiais originados das mucosas nasal. deve-se observar se. sendo as últimas as mais comuns na prática médica. Como muitas pessoas normais podem apresentar maior sangramento após a extração de um molar. O questionamento sobre procedimentos cirúrgicos. Estes podem ocorrer devido a alterações vasculares. a sua ausência atesta um bom estado do sistema hemostático. Como esses procedimentos associam-se a um tecido ósseo não-compressível. podendo também levar a conclusões erradas. são quase sempre observadas nas alterações plaquetárias. quando confrontadas com outras mulheres normais. para outras pessoas. deve-se pensar .Os distúrbios ou anormalidades hemostáticas podem manifestar-se clinicamente através de duas sintomatologias opostas: as manifestações hemorrágicas e as manifestações vasooclusivas ou trombóticas. então. porque comparam com familiares próximos (mãe e irmãs) que. mas é particularmente mais comum nas plaquetopenias. no intuito de poder classificar o distúrbio hemorrágico como congênito ou adquirido.

doença de von Willebrand e uso de anticoagulantes orais. doença de von Willebrand e uremia. Copyright © 2001 IDS . nas condições adquiridas. Hematúria pode ocorrer nos distúrbios plaquetários. alterações plaquetárias (incluindo a trombocitemia essencial). pode ocorrer nas alterações plaquetárias. Embora existam exceções. Como muitas das doenças congênitas são hereditárias. O questionamento sobre a época de início do aparecimento dos primeiros sangramentos é útil para se diferenciar as tendências hemorrágicas congênitas das adquiridas.em lesão local. enquanto que. A primeira condição costuma-se associar à deficiência do fator XIII. uremia. nas doenças congênitas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . questões importantes referem-se a sangramentos associados à queda do coto umbilical e com a erupção dos dentes. Hemorragia gastrointestinal pode ocorrer em qualquer diátese hemorrágica. Nas crianças. além de resultar de doença local. hemofilias. as manifestações começam na infância. teleangiectasia hemorrágica hereditária. afibrinogenemia e deficiência do fator VII. disproteinemias e escorbuto. as hemorragias iniciam posteriormente (idade adulta). o estudo familiar pode ser útil e característico. particularmente nos pacientes sob terapia anticoagulante. Sangramento gengival.

implica na presença de mecanismos inflamatórios e imunológicos que perpetuam esta inflamação. manifesta-se clinicamente como artrite e laboratorialmente pelo aumento das chamadas provas de atividade inflamatória inespecíficas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Yeda Magalhães Laurindo1 Última Atualização: 8/16/2001 9:15:26 AM Autores: 1 Professora assistente doutora do serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A artrite reumatóide é uma doença universal. . causando destruição da cartilagem e osso com conseqüente incapacidade física. com etiologia desconhecida. habitualmente. O caráter crônico. É caracterizada pelo comprometimento de pequenas e grandes articulações (artrite) de forma progressiva e aditiva. auto-imune. inicialmente da membrana sinovial. com a maior incidência em torno dos 45 anos. embora complexa.5 a 1% na população adulta. O início da doença ocorre. persistente. Trata-se de uma doença inflamatória crônica. causando deformidade e gradativa perda funcional. A inflamação. resume seus principais elementos: inflamação crônica característica básica da artrite reumatóide. Esta definição. com prevalência entre 0. entre 20 e 60 anos de idade. sistêmica.

pois isto implicaria na eliminação de um agente causal que desconhecemos. A detecção do chamado fator reumatóide (auto-anticorpo que reconhece como antígeno a porção constante de outro anticorpo). Entretanto. resultado de lesões irreversíveis da cartilagem e osso e devem ser evitadas com diagnóstico e tratamento precoces. muitas destas deformidades são tardias. nos referimos à chamada "mão reumatóide": alargamento dos punhos. acometimento pulmonar e hematológico. Minimizar. para o paciente. geralmente melhora na gravidez e piora durante a amamentação). não consideramos ou não falamos em cura. interfalangeanas proximais) e pés (metatarsofalangeanas) é particularmente importante para o diagnóstico e definição da doença. Este é um conceito fundamental: como não conhecemos o agente etiológico. nódulos e vasculites. perda de peso. Tradicionalmente. permanecer assintomático por longos períodos equivale a uma "verdadeira cura". mal-estar. desvio ulnar dos dedos. Está diretamente associada à morbidade da doença e deve ser evitada. O envolvimento das pequenas articulações das mãos (punhos. multifatorial. edema das metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais. assume caráter permanente como consequencia da destruição cartilaginosa e óssea. Posteriormente. Importante destacar que é uma doença complexa. A perda funcional durante a fase aguda da doença é causada pela dor e edema das articulações. com predisposição genética e influência de fatores ambientais. outros órgãos e sistemas podem ser acometidos. reflete o caráter auto-imune da doença. estima-se que mais de 50% dos indivíduos afetados apresentem dificuldades no desempenho das atividades profissionais após dez anos de doença. A manifestação clínica característica da doença é a artrite persistente. acometendo pequenas e grandes articulações periféricas de forma simétrica e aditiva. Copyright © 2001 IDS . metacarpofalangeanas. Atualmente. linfoadenopatia.Embora as manifestações clínicas características envolvam as articulações. em cerca de 60-80% dos pacientes. Mencionamos "controle" ou "remissão" de doença. dedos em pescoço de cisne. Entretanto. Os pacientes podem apresentar febre. com participação do sistema imunológico. atrofia da musculatura interóssea. botoneira e martelo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hormonal (predomina em mulheres na proporção de 3:1. deter a destruição articular e a incapacidade funcional é o objetivo do tratamento.

geralmente de poucos minutos. as doenças osteoarticulares foram responsáveis por 10.6% das faltas ao trabalho (ocupando o terceiro lugar das causas de incapacidade. . A osteoartrose foi a causa do impedimento laborativo em 7.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Fuller1 Última Atualização: 8/10/2001 11:26:48 AM Autores: Responsável pelo Grupo de Osteoartrose do Serviço de Reumatologiado do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Epidemiologia e Quadro Clínico A osteoartrose ou artrose é doença de alta prevalência. Tem característica mecânica. porém pode afetar indivíduos mais jovens. atingindo 10% da população acima dos 60 anos.8% dos casos. Pode ocorrer rigidez matinal fugaz. aparece com o início do movimento (dor protocinética) e melhora com o repouso. No Brasil. isto é. após as doenças mentais e as cardiovasculares). faz-se necessário o diagnóstico diferencial com artrite reumatóide. caso se estenda por mais de meia hora. o que permite diferenciá-la. na maioria das vezes. da dor com características inflamatórias. de início fugaz e episódica. que ocorre na artrite da doença reumatóide. e contínua e difusa com a progressão da artrose. a qual tende a ser mais constante e prolongada. O sintoma dominante da osteoartrose é a dor articular.

detectado pela palpação da articulação durante o movimento de flexo-extensão. Essa forma é considerada geneticamente determinada. com a formação de nódulos de Heberden e Bouchard respectivamente. Na coluna. apresenta-se ainda como muito frequente a artrose da primeira carpo-metacarpiana. se presentes. sendo característica. as articulações mais afetadas são as interfalangeanas distais. Em alguns casos. a região cervical e lombar são as mais atingidas. varismo e valgismo e lesões meniscais e traumas. Copyright © 2001 IDS . Pode acometer as articulações interapofisárias e as intervertebrais. Os sinais inflamatórios. Deformidade. A musculatura correspondente à articulação pode estar hipotrofiada. nessa articulação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . as interfalangeanas proximais. há presença de derrame articular. a presença de crepitação ao movimento.No exame físico. As articulações mais acometidas são as das mãos e as de carga (joelhos. predominando no sexo feminino. falta de alinhamento e instabilidade articulares podem ocorrer. são brandos. A amplitude do movimento articular pode ficar reduzida. Nas mãos. Nas mãos. Os sintomas são dor local e sintomas neurológicos (tanto sensitivos como parestesias como motores) decorrentes de compressão radicular pelos osteófitos. quadris e coluna). A escoliose e a hiperlordose lombar favorecem a osteoartrose da coluna. que decorre da sobrecarga no movimento de pinça entre o polegar e os demais dedos. A artrose de joelhos é freqüentemente secundária à obesidade. a articulação comprometida mostra-se dolorosa à palpação e mobilização.

Na ausência de antiinflamátorios nãoesteróides e de gastrinoma. . com os tratamentos de erradicação do Helicobacter pylori. fluxo sanguineo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaime Natan Eisig1 Antônio Atílio Laudanna2 Última Atualização: 9/21/2001 7:21:52 AM 1 Médico Assistente da Disciplina de Gastroenterologia Clinica do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A úlcera péptica decorre de um desequilíbrio entre os fatores agressivos (HCl. pepsina. A tendência. sais biliares e Helicobacter pylori) e defensivos. porque. regeneração epitelial). tiveram ou terão úlcera. Vários fatores influenciam o equilibrio entre a agressão e defesa da mucosa. as úlceras estão sob controle e há. não há números oficiais. porém. mas calcula-se que 10% da população têm. a quase totalidade das úlceras gástricas e duodenais têm relação com a presença do Helicobacter pylori. é que a prevalência da doença esteja caindo. ainda. o que contribui para a não-contaminação. a melhora das condições de vida dos indivíduos. No Brasil. responsáveis em manter a integridade da mucosa (barreira mucosa.

A ritmicidade é relação íntima da dor com a alimentação: a melhora da dor com a ingestão de alimentos é relativamente frequente nos portadores de úlcera duodenal (chamado de dor em 3 tempos: dói-come-passa). mas não ao aparecimento de úlcera péptica. antiinflamatórios não-esteróides e esteróides em doses elevadas têm associação com úlcera péptica. Nos países desenvolvidos. Fatores dietéticos. Nos países em desenvolvimento. A dor sem mantém por semanas. a ingestão de alimentos às vezes piora ou desencadeia o sintoma (dor em quatro tempos: dói-come-passa-dói). a não ser nos casos de complicações. a dor é habitualmente pouco intensa. algumas vezes.As úlceras da primeira porção do duodeno são cinco vezes mais frequentes que as do estômago. Outra característica da dor da úlcera péptica é a periodicidade: períodos de acalmia (desaparecimento da dor por meses ou mesmo anos) intercalados por outros de atividade. O homem é o único hospedeiro conhecido por essa bactéria. Os sintomas referidos pelos pacientes não permitem diferenciar a úlcera duodenal e úlcera gástrica e.5 a 3 vezes). mas não existe comprovação científica de que algum desses fatores leve à incidência maior de úlcera do que aquela esperada na população em geral. mudou radicalmente o conceito de que a úlcera péptica fosse considerada especificamente uma doença cloridro-péptica: o consenso atual não deixa qualquer dúvida quanto à importância da bactéria na gênese da gastrite e da úlcera péptica. provavelmente. Em mais da metade da população mundial. O exame físico nada acrescenta. como eructação. de forma rítmica. vômitos não são próprios da úlcera péptica mas podem estar associados. as úlceras são mais frequentes no sexo masculino (1. são muito discretos. condimentos. entre 50 a 70 anos. entre eles o Brasil. queimadura ou desconforto na boca do estômago". flatulência. Pesquisas efetuadas em 24 países em desenvolvimento. O modo de transmissão é. é universalmente aceito que exista participação de um fator psicossomático na dinâmica da doença ulcerosa. apenas o fumo. O que se acredita é que indivíduos que se alimentam mal e vivem sob tensão são mais susceptíveis a apresentar distúrbios digestivos. Quando presente. Da mesma forma. Além da infecção pela bactéria. sendo adquirida nos primeiros meses de vida. De um modo geral. atípicos ou mesmo ausentes. em virtude da associação da úlcera duodenal com refluxo gastroesofágico. refrigerantes. mostraram que 50% das crianças e 90% da população adulta tinham a infecção. em queimação. em portadores de úlcera gástrica. álcool. pode ser detectada a infecção pelo Helicobacter pylori. particularmente duodenal. leite. entre os fatores ambientais . náuseas. circunscrita e descrita como "dor de fome. Outros sintomas dispépticos. de pessoa para pessoa pela via oro-oral ou fecal-oral. as precárias condições de vida e deficientes cuidados sanitários e de higiene representam significantes fatores de risco para a aquisição desta infecção. como hemorragia. embora também não haja base científica para tal afirmação. O fato de o paciente ser despertado pela dor em meio à noite ("clocking") é sugestivo da presença da úlcera. têm sido aventados como possíveis participantes na etiopatogenia da úlcera péptica. representados por café. ao passo que. a infecção pelo Helicobacter pylori é quase universal. estenose ou . A pirose ou azia é comum nos pacientes com úlcera duodenal. a úlcera duodenal ocorre entre 30 a 55 anos e a úlcera gástrica. aspirina. Em relação à idade. a infecção é menor. localizada no epigástrio. sialorréia. O baixo nível sócio-econômico. Após a descoberta do Helicobacter pylori.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .perfuração.

causando obstrução ou atingindo o colédoco. provocando pancreatite de diferentes níveis de gravidade. A presença de cálculos na vesícula biliar pode ser assintomática. Os sintomas das colecistites relacionam-se à obstrução de ducto cístico e constam basicamente de (1) cólica localizada no epigástrico e irradiada para o hipocôndrio direito (75% dos casos). sendo causa freqüente de consultas médicas e gastos excessivos com exames diagnósticos. consequentemente. são.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcel Cerqueira Cesar Machado1 Última Atualização: 8/10/2001 11:27:48 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As colecistites. Se os cálculos forem suficientemente pequenos. do ducto pancreático principal (ducto de Wirsung). em geral. Os sintomas surgem quando os cálculos migram na direção do ducto cístico. associadas à presença de cálculos no seu interior. ou inflamações da vesícula biliar. com aparecimento de icterícia acompanhada ou não de febre (colangite). (2) a dor pode se irradiar para o hipocôndrio esquerdo e região dorsal . podem migrar em direção ao duodeno e causar obstrução da papila duodenal e.

Estes dados surgerem migração de cálculos para o colédoco com suspeita de pancreatite aguda. A dor em cólica melhora com antiespasmódico. A complicação mais discutida da colecistite calculosa é o câncer da vesícula biliar. porém não de emergência. geralmente. com peritonite. com descompressão brusca e dolorosa e piora da dor com tosse ou respiração profunda. ou então ser enviado a centros médicos melhor equipados. sem as condições adequadas. Na ausência de peritonite o doente pode ser operado no dia seguinte. Chile e Japão. a vesícula biliar pode ser palpável. o que constitui situação rara. (4) náuseas e vômitos podem estar presentes. Após a crise aguda.com ou sem icterícia. (3) dor irradiada para a região pré-cordial simulando angina ou infarto. como a Bolívia. porém. No nosso meio.7% dos doentes submetidos a colecistectomia. Copyright © 2001 IDS . Não se deve instituir tratamento cirúrgico de urgência à noite. É complicação mais freqüente em outros países.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . freqüentemente permanece dolorimento no hipocôndrio direito. na dependência do tipo físico do doente. equivale a colecistite aguda. podendo o doente ser enviado a centro de maiores recursos ou ser a operação postergada por algumas horas. sua freqüência atinge a 1. com cobertura antibiótica. A não-melhora da dor e a sua persistência no hipocôndrio direito associada ou não a plastrão palpável a este nível. A colecistite aguda é doença de tratamento cirúrgico de urgência. Nesta situação. não por dias. podendo o doente apresentar febre. porém. esta freqüência aumenta com a idade: em pacientes acima de 65 anos de idade a freqüência de câncer incidental ultrapassa 5%. A cirurgia de emergência está indicada na presença de perfuração da vesícula biliar. dada a possibilidade de complicações graves conseqüentes às intervenções cirúrgicas nestas circunstâncias. a não ser na situação anteriormente citada.

Estima-se que 30% da população com mais de 45 anos de idade apresente doença diverticular e que 10 a 25% deles possam vir a desenvolver diverticulite. O sigmóide é o segmento mais afetado. Esta forma é mais comum após a quinta década de vida e tem como complicação o sangramento. podendo o descendente também estar comprometido.alguns pacientes . Esta condição afeta preferencialmente adultos jovens e se associa a infecções (diverticulite). Quando presentes. caracterizam a chamada doença diverticular. De acordo com as características dos divertículos. Diverticulite de cólon direito é encontrada apenas em japoneses e chineses. sendo raramente encontrados no reto. b) hipertônica . a moléstia diverticular é classificada nas seguintes formas: a) hipotônica .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Raul Cutait1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:02 AM Autores: 1 Professor associado do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os divertículos do intestino grosso correspondem a herniações de mucosa que podem ocorrer em todo o cólon.os divertículos são de base larga e habitualmente distribuídos ao longo do cólon. c) mista .os divertículos são de cólon estreito e a parede intestinal comprometida tende a ser espessada.

4) perfuração com fístula (externa ou interna). Copyright © 2001 IDS . A diverticulite aguda pode se manifestar de maneiras distintas: 1) inflamação ou abscesso da parede intestinal. quando existe um abscesso pericólico bastante reduzido. 2) perfuração com peritonite localizada.podem apresentar ambas as formas acima descritas. essas duas condições dificilmente são diferenciáveis. A diverticulite aguda é dita complicada quando ocorre alguma das outras alterações acima mencionadas. então. Do ponto de vista clínico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A diverticulite aguda é dita não complicada quando o comprometimento limita-se à parede intestinal ou. 5) obstrução. 3) perfuração com peritonite disseminada.

de desconforto ou dor abdominal com duas de três características: (1) alívio com a defecação. (2) início associado com alteração na freqüência das evacuações (mais de 3 vezes/dia ou menos de 3 vezes/ . conhecido como "Critérios de Roma II". Embora a terminologia "intestino irritável" sugira alterações limitadas aos intestinos. não apresentam lesão orgânica no aparelho digestivo demonstrável pelos métodos propedêuticos atuais. São eles:presença em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). nos últimos 12 meses. Recentemente. todo o trato digestivo pode ser afetado do ponto de vista motor. numa reunião internacional em Roma.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 12/4/2001 11:44:18 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Cerca de 50% dos pacientes que procuram atendimento gastroenterológico sofrem de problemas funcionais. ou seja. Trata-se de uma alteração da motilidade do tubo digestivo e caracteriza-se clinicamente por anormalidades do hábito intestinal (constipação e/ou diarréia) e dor abdominal. na ausência de doença orgânica demonstrável. a síndrome do intestino irritável (SII) é a mais freqüente. estabeleceu-se um consenso para o diagnóstico da SII. Entre as doenças funcionais.

como divórcio e luto. . as fezes são duras e fragmentadas (fezes em "cíbalos" ou "caprinas") e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas). Dor abdominal acompanha a gravidade da obstipação e tende a aliviar com eliminação de fezes. ) alteração no hábito intestinal . a dor piora após as refeições. mas pode haver muco. O quadro inicia-se geralmente na adolescência ou juventude e adquire um caráter mais ou menos estável para cada paciente. Os pacientes com síndrome do intestino irritável com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia.semana). por acharem que são portadores de câncer. como conflitos emocionais. Não há sangue nas fezes (com exceção dos casos de fissura ou hemorróida). As fezes são de consistência variável (pastosas e/ou líqüidas) e as evacuações não costumam ocorrer à noite. principalmente na fossa ilíaca esquerda. vários sinais e sintomas foram apontados como elementos de reforço ao diagnóstico da síndrome do instestino irritável: (1) esforço excessivo durante a defecação. A obstipação pode durar dias ou semanas e obrigar o paciente a fazer uso de laxantes em quantidades cada vez maiores. Às vezes. Pode ser em cólica ou constante. que referem que os sintomas coincidiram ou foram precedidos por problemas psicológicos. Algumas características de pacientes com a síndrome do intestino irritável são conhecidas como aspectos psicológicos . o calibre das fezes está diminuído (fezes em "fita") em virtude do espasmo colônico e retal. fezes líqüidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. alivia com eliminação de gases e fezes e. (3) início associado com alteração na forma (aparência) das fezes (fezes endurecidas. Já os com síndrome do intestino irritável com predomínio de obstipação (ou constipação) evacuam menos de três vezes/semana. (3) sensação de evacuação incompleta. de tenesmo e dor abdominal e ocorrer após alimentação. o que agrava ainda mais a obstipação. (4) eliminação de muco durante a evacuação. dor abdominal . dificilmente. são "poliqueixosos" e hipocondríacos. com dor anal e aparecimento de fissuras e hemorróidas que podem gerar sangramento. durante o sono. com ou sem irradiação para as costas e tórax e é. principalmente. Os pacientes demonstram amiúde sinais de ansiedade e depressão. é freqüente a queixa de uma sensação de evacuação incompleta. muitos já passaram por vários especialistas por não melhorarem dos sintomas ou.acometem 85% dos pacientes com SII. com predomínio de uma ou de outra de acordo com cada paciente. faz com que o paciente acorde à noite. Além disso. A diarréia caracteriza-se por acompanhar-se. Também é comum que problemas emocionais exacerbem os sintomas. em "cíbalos" ou "caprinas" e fezes pastosas e/ou líqüidas). o que obriga o paciente a tentar evacuar repetidas vezes.isto é. ao contrário das diarréias de causa orgânica. dificilmente são mais de 3 a 5 evacuações/dia. (2) urgência para defecar. desencadeada pela distensão artificial do cólon.é mais comum localizar-se no abdômen inferior. As fezes são endurecidas e eliminadas com grande dificuldade (fezes em "cíbalos" ou "caprinas"). Caracteristicamente. em geral. freqüentemente. (4) sensação de plenitude ou distensão abdominal. porém. constipação alternada com períodos de diarréia é a alteração mais comum nos pacientes com síndrome do intestino irritável. fragmentadas.

Entretanto. geram sintomas dispépticos nestes pacientes. colescistectomia. Muitos deles são diagnosticados equivocadamente e os sintomas da síndrome do intestino irritável persistem após a cirurgia. urinário e vascular. vômitos. são referidos por até 50% dos pacientes. Por outro lado. ao excesso de gás intestinal. náuseas. histerectomia. Não é raro encontrarmos pacientes com história de cirurgias prévias (por exemplo. estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII têm revelado que a maior parte deles tem volumes normais de gás. outros sintomas. São sintomas inespecíficos e que são atribuídos. Diminuição da pressão do esfíncter esofágico inferior e refluxo biliar para o estômago foram descritos em pacientes com SII e podem justificar tais sintomas. como queimação epigástrica e/ou retroesternal. Dismenorréia. eructações e flatulência freqüentes e abundantes. etc. Copyright © 2001 IDS . polaciúra e enxaqueca são comuns entre os pacientes com SII e parecem estar relacionados com distúrbios autonômicos envolvendo os sistemas genital.sintomas dispépticos como distensão abdominal.). pelos pacientes. mínimas distensões intestinais provocadas. sugerindo uma diminuição (congênita ou adquirida) do limiar de tolerância à distensão. apendicectomia. dispareunia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Nas reinfecções.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:10 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia As infecções do trato urinário (ITU) motivam procura freqüente ao médico e apresentam risco de complicações não-desprezíveis. os portadores de malformações do trato urinário e os imunodeprimidos (aidéticos e transplantados) e merecem maior atenção pela possível evolução para quadros mais graves. Pacientes com maior risco de lesão do trato urinário alto são os idosos. os diabéticos. As apresentações clínicas das infecções urinárias dependem do local do trato urinário onde está o processo. . Para possibilitar o manejo seguro de um paciente com infecção urinária. A identificação e tratamento precoces podem minimizar ou até mesmo previnir as sequelas no parênquima renal. é importante distinguir bacteriúria (presença de bactérias na urina) da contaminação da amostra. é importante diferenciar a persistência (mesma bactéria) da reinfecção (outra bactéria).

A cistite é caracterizada por disúria. náuseas e vômitos. quando está presente. Infecções do trato urinário alto. Não existe febre em cistites simples e. dor suprapúbica. como a pielonefrite. urgência. devemos suspeitar de processo infeccioso mais grave. podendo haver hematúria. Copyright © 2001 IDS . calafrios. dor em flanco. queda do estado geral. Em mais de 80% é causada pela Escherichia coli.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . polaciúria. cursam com febre. Pode haver bacteremia em até um terço dos casos.

Além de características intrínsecas do indivíduo. dietéticos. sendo três vezes mais freqüente no sexo masculino e com predominância familiar. o grau de ingestão hídrica individual e o uso de medicações. A vida moderna. outros fatores influenciam o aparecimento da litíase. umidade relativa do ar). Estima-se que. . o aumento da carga protéica na alimentação e o sedentarismo agem conjuntamente aumentando a prevalência da doença. O pico de incidência ocorre entre 20 e 40 anos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Renato Falci Júnior1 José Luis Chambô1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:32 AM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia O impacto social causado pela presença de cálculos na via urinária é imenso. ocupacionais. sete a dez sejam decorrentes de problemas relacionados a calculose urinária e a probabilidade de um indivíduo durante a vida ter um cálculo urinário varia de 5 a 20%. que aumentam a excreção de substâncias que podem se precipitar na urina. de cada 1000 admissões hospitalares. como fatores geográficos (clima. o que resulta em custos elevados para diagnóstico e tratamento.

em geral de intensidade forte. acompanhada de náuseas e vômitos. A tabela 1 mostra as perguntas fundamentais e as respostas esperadas para caracterizar a cólica renal. de início abrupto. exceto quando há infecção associada.A cólica renal é um sintoma complexo resultante da obstrução do trato urinário. Tipo da dor 3. irradiando-se para região ventral do abdômen Geralmente forte Geralmente associados Presente em alguns casos Inquieto O exame físico do paciente com cólica renal pode revelar sinais característicos. Intensidade da dor 5. mais comum durante a noite ou na madrugada. Os sinais gerais que podem ser encontrados são taquicardia e aumento da pressão arterial. Características da cólica renal 1. atingindo a região escrotal ou grandes lábios. decorrentes da dor e. Cólica Lombar. Aspecto do paciente Abrupto. que se irradia ventralmente no trajeto ureteral. dor à palpação profunda da loja renal ou ureter. localizada em região lombar ipsilateral. o paciente apresenta-se extremamente inquieto. À inspeção. além de hematúria macroscópica. Copyright © 2001 IDS . Nos cálculos em migração para ureter distal. pode haver a concomitância de sintomas urinários. geralmente correspondendo ao local onde se localiza o cálculo. O paciente apresenta-se afebril. Hematúria macroscópica 7.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Náuseas e vômitos 6. Início da dor 2. Tabela 1. O paciente apresenta-se inquieto e incapaz de permanecer em uma posição por mais de alguns minutos. na avaliação específica. Local da dor 4. A punho-percussão dolorosa da região dorsal complementa os achados do exame físico. Caracterizase por dor em cólica. como disúria e polaciúria.

000 habitantes e. assim como crises epilépticas decorrentes de fatores desencadeantes exógenos definidos. Há um discreto predomínio no sexo masculino. A prevalência da epilepsia é. É mais comum em crianças menores de 2 anos de idade e em idosos com mais de 65 anos. A crise epiléptica corresponde a uma descarga excessiva e síncrona de uma população .9 casos/1. em Porto Alegre.5 casos/1. de 11. caracterizado por crises epilépticas recorrentes e espontâneas. como a alta prevalência de cisticercose em algumas localidades. em São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Luiza Giraldes de Manreza1 Elza Márcia Targas Yacubian1 Última Atualização: 9/5/2001 7:03:14 AM 1 Médica Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia Epilepsia é definida como um distúrbio cerebral crônico. A epilepsia é duas vezes mais freqüente em países pobres devido a fatores sócio-ecônomicos.000 habitantes. de 16. de várias etiologias. Crise epiléptica isolada não permite o diagnóstico de epilepsia.

podem ser simples. eventos epilépticos muito breves. mas. incontinências esfincterianas etc. não é possível esclarecer a etiologia. sudorese.neuronal. como as malformações do SNC. dilatação pupilar. auditivas (zumbido. que determinam sintomas psíquicos. devemos lembrar as crises desencadas por drogas em nível tóxico (penicilina. As crises epilépticas podem ser parciais. Nas crises generalizadas. As crises epilépticas podem ser devidas a um evento agudo. Em relação à etiologia. (6) psíquicas. seja de modo isolado. As crises parciais. Nas crises parciais simples. piloereção. que se caracterizam por movimentos anormais. déjà entendu e jamais entendu. Neste contexto. em que há envolvimento cerebral difuso. por sua vez. hipoglicemia. pois os exames estruturais são normais. além de despersonalização e estado de sonho. em que ocorrem sensações simples que podem ser visuais (luzes coloridas). sensorial. lidocaína) ou terapêutico (cocaína e anfetaminas) e ainda crises devidas à retirada de drogas (álcool. de origem no sistema nervoso central (SNC). (5) autonômicas. geralmente clonias. nos quais é preservada. ruídos). de ambos os . pé e face. descritos como déjà vu (ilusão de familiaridade) e jamais vu (sensação de estranheza) ou as ilusões auditivas correspondentes. autonômica. e complexas. (2) somatossensitivas. gustativas (gosto ruim) e vertiginosas. Mais de 90% dos pacientes com epilepsia têm registros eletrencefalográficos anormais. no trauma de crânio e na doença cérebrovascular. teremos crises ditas: (1) motoras. com hiperventilação e fotostimulação intermitente. configurando o diagnóstico de epilepsia. como na meningoencefalite. que se manifestam por vômitos. infecciosos ou parasitários. em que ocorre comprometimento de uma porção cerebral. como vasculares. geralmente. como ver pessoas e cenas. denominadas antigamente de "crises psicomotoras". tumorais. as crises epilépticas podem ocorrer espontaneamente. As sintomáticas são epilepsias em que a causa é conhecida. embora se presuma comprometimento orgânico. sensitiva. a consciência é sempre comprometida. insuficiência renal etc. Por outro lado. em regiões do corpo como mão. em que são referidas alucinações estruturadas. com perda de consciência. palidez ou enrubescimento facial. detectando-se uma lesão estrutural nos exames de imagem que pode ser devida a fatores congênitos. quando a consciência é preservada. ouvir músicas etc. que se manifestam por sensações anormais. ou adquiridos. desde que sejam realizados vários traçados em vigília e sono. não configurando epilepsia. ou generalizadas. barbitúricos e benzodiazepínicos). seja área motora. ou de origem sistêmica devido a febre. olfatórias (odores desagradávei). seja de modo recorrente. como agulhadas ou formigamento em determinada parte do corpo. (4) sensoriais complexas. as epilepsias podem ser idiopáticas. constituindo a chamada crise epiléptica única. As crises parciais complexas. Estas crises são classificadas como sintomáticas agudas ou reativas. psíquica. podem também se originar em qualquer lobo do cérebro. (3) sensoriais simples. as manifestações clínicas dependem da região cortical em que ocorrem as descargas epilépticas. anóxia. As epilepsias criptogênicas são as que. Assim. exceto nas crises mioclônicas. criptogênicas ou sintomáticas As epilepsias idiopáticas apresentam base genética.

particularmente da face. contração dos membros contralaterais ao lobo epileptogênico. que se caracterizam por perda abrupta da consciência e contrações inicialmente tônica e depois clônica dos quatro membros. Copyright © 2001 IDS . (2) mioclônicas. A crise parcial simples pode evoluir para parcial complexa e crises parciais simples e complexas podem evoluir para crises secundariamente generalizadas. que se manifestam apenas pela contração corpórea. como idade de início. imobilidade súbita. como estalar de lábios.hemisférios cerebrais concomitantemente. estado neurológico e aspectos genéticos e evolutivos. sialorréia e mordedura de língua. automatismos mais complexos. breves. durante cerca de um minuto. automatismos oroalimentares. particularmente do olhar. padrões eletrencefalográficos intercríticos e críticos. causando quedas e traumatismos. isoladas ou repetidas. além de dados clínicos. (6) atônicas em que há rápida alteração da consciência associada à diminuição do tono muscular. (3) tônico-clônicas (também chamadas crises de grande mal). que se assemelham a choques e acometem um músculo ou um grupo muscular de um ou mais membros ou da face. que consistem de breves episódios de comprometimento da consciência acompanhados por manifestações motoras muito discretas. em que ocorrem contrações musculares súbitas. como automatismos orais e manuais. A manifestação clínica é variável. As crises generalizadas também apresentam manifestações clínicas diversas. A associação de um ou vários tipos de crises epilépticas. aumento ou diminuição do tônus muscular e sinais autonômicos. classificandose em: (1) ausência (antigamente chamadas de pequeno mal). (5) clônicas em que ocorrem ou contrações entrecortadas por relaxamento muscular. sendo mais comuns: reação de parada. (4) tônicas. mastigação ou deglutição.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ou seja. e postura distônica. apnéia. piscamento. constitui uma síndrome epiléptica. como deambulação e confusão mental por período variável. liberação esfincteriana.

1. podem ser a única manifestação de um paciente com neuropatia. com ativação resultante das unidades motoras. São abolidas pelo curare e intensificadas pela acetilcolina. 1.São visíveis espontaneamente como uma irritabilidade do músculo e representa um sinal cardinal de lesão do neurônio motor desde o corno anterior da medula até o axônio terminal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Paulo E. O amplo espectro dos fenômenos motores ilustram a diversidade de mecanismos fisiopatológicos recrutados por anormalidade na função do nervo periférico.1 Sintomas e sinais motores positivos: A maioria dos sintomas e sinais positivos que acompanha a doença dos nervos periférico aparece no paciente com neuropatia clinicamente evidente. Alguns fenômenos motores entretanto. FASCICULAÇÃO . As fasciculuções são particularmente pronunciadas nas doenças da ponta . Abordagem clínica do paciente com Neuropatia Periférica 1. Marchiori1 Última Atualização: 9/21/2001 7:41:00 AM 1 Professor Associado do Departamento de Neurologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia 1. Ocorreria por excitação espontânea dos axônios motores.1.

1.ocorrem devido a impulsos ectópicos gerados em fibras nervosas disfuncionais. Algumas formas de hiperalgesia são induzidas pelo estímulo. NEUROMIOTONIA . Microneurografia . À eletromiografia aparecem trens de alta freqüência.São descargas espontâneas de um grupo de fibras musculares.1.1. Bloqueios anestésicos locais associados a termografia 1.5.2. 1.Efases . Pode associar-se a timomas. circuitos de reexcitação local com passagem de impulsos ortodrômicos e antidrômicos. 1. 1. 1.ocorrem por sensibilização de nociceptores primários ou pela multiplicação de impulsos ao longo de axônios nociceptores. MIOCIMIAS . .1.3. A marcha pode ser rígida e lenta.anterior da medula. atividade muscular contínua e neuropatia periférica. Mecanismos hipotéticos básicos dos sintoma positivos sensitivos em neuropatias: Sensibilização das terminações dos receptores das unidades nociceptoras. Síndromes 1. .2. CAIMBRAS FISIOLÓGICAS BENIGNAS . com som em crescendo e decrescendo. DOR NEUROPÁTICA .4.1.C-dor Alodinia e hiperalgesia . A remoção de sensibilidade epicrítica expõe a atividade do sistema protopático em toda sua nudez.2. os reflexos tendíneos podem ser abolidos.São definidas como ondulações do músculo. Ocorre por excitação efática através do tronco do nervo periférico levando a múltiplas descargas ortodrômicas nas fibras dos nervos adjacente. 1.1. FIBRILAÇÕES . anomalias do esqueleto e blefarofimose. sensibilização de nociceptores: eritromelalgia e ABC síndrome: . doença imunológicas.5. 1. com rigidez muscular.Doença autossômica recessiva.2. 1. Podem ser devidas a contrações espontâneas de fibras musculares instáveis e desnervadas. Não são visíveis a olho nu e são registradas eletromiograficamente.3. .1. SÍNDROME DE ISAACS .5.Geração a impulsos ectópicos espontâneos.1. com relaxamento diminuído do músculo. causalgia. Pode ser herdada ou esporádica.Refere-se a expressão clínica da miocímia.3.3.1.1.3.3 Testes 1. Termografia 1.2.2. 1.3. Ocorrem em doenças do axônio motor e lesões que ocorrem desde a raiz ventral até axônio terminal.Caimbras noturnas dolorosas. PARESTESIAS .Síndrome da atividade muscular contínua com miocímias contínuas e fasciculações em repouso intensificando a contração muscular.2. particularmente entre os axônios motores terminais gerando múltiplos impulsos após ativação e prolongação do potencial da placa terminal.Multiplicação de impulsos aferentes primários em canais nociceptores com exagero da magnitude da dor neuropatia dolorosa diabética. neoplasias intratorácica. SÍNDROME DE SCHWARTZ-JAMPEL . Termoteste sensorial quantitativo 1. Sintomas sensitivos positivos 1.excitação cruzada anormal entre axonios.Liberação do "input" nociceptor primário devido ao defeito de co-ativação do "input " modulatório não nociceptor.1.5.3.4.

atrofia e degeneração axonal. Síndrome de Guillain-Barré 3. Dificuldade para deambular.3.1. dificuldade a dorsiflexão dos pés.4 Desordens primárias dos corpos celulares A desmielinização paranodal ou segmentar é freqüentemente referida como mielinopatia. Axonopatias se referem a degeneração axonal com preservação dos corpos celulares que podem incluir degeneração Walleriana. 3. Progressão ascendente.3 Degeneração e atrofia axonal 2.3.1. queimação. com distúrbio sensitivo em bota e padrão similar ao déficit (motor).2 Desmielinização segmentar 2. ABC Síndrome ou eritralgia A ."Backfiring" C .3 Pseudoneuropatia psicogênica Paciente com disfunção psicológica que pode expressar manifestações clínicas que simulem sintomas sensitivos positivos e negativos. 3.1. Manifestações da neuropatias 3.1. 3.2 Doenças 3. 3.3.4. 2. Disestesias distais comuns.5.4. 3. A progressão a nervos intercostais provocando déficit de músculos intercostais e/ou do músculo do diafragma e levando a falência respiratória. Sindromes 1.1. Inicialmente plantares. e ataxia de marcha devido a perda da sensibilidade proprioceptiva. Doenças sitêmicas . O acometimento de grandes fibras aferentes revela hipo e arreflexia dos reflexos profundos.2.1.1.1.1 Degeneração Walleriana .2. As desordens primárias dos corpos celulares podem levar a morte de todo neurônio.1.2.4. Polineuropatia típica O protótipo da polineuropatia é o déficit simétrico e sensitivo distais. 2.2. manifestações motoras e vasomotoras.2 Síndrome tripla do "resfriamento" ou do frio . Porfirias 3.a resposta a transecção do nervo 2.4.4.2.Nociceptores 1.Dor queimante e hiperalgesias mecânicas 1.Angry B .1. 3. ardência.3 Eventos precedentes e concorrentes 3. Processos patológicos dos nervos O nervo periférico é limitado ao reagir a injúria. Características: 3. Simétricas e distais. descritas como comichão.1. Déficit distal. Doença viral recente 3. espinhamento.

. Padrões de Neuropatia 4. Autonômicos 4. ocorrem disestesias e disautonomias. agulha. balanço e reflexos tendineos são preservados. dor neuropática Negativos .5 Plexopatia .fraqueza muscular. Na síndrome de Guillain-Barré. Todos os nervos motores.4. 3. álcool.: Neuropatia amilóide e neuropatia diabética distal. Dor Neuropática Dor disestésica Dor de tronco de nervo 3. ataxia sensitiva. picada.plexo braquial . Déficit motor e sensitivo balanceados . Neuropatias de fibras grossas X Neuropatias de fibras finas. déficit (motor) é maior que o sensitivo. a intensidade tátil é poupada. Temperatura e dor são mediadas por pequenas fibras mielinizadas e não mielinizadas.4.1 Simétrica 4. exceto os axonios gama eferentes para as fibras intrafusais. déficit (motor) variável. as autonômicas são fibras não mielinizadas. 5.4. ataxia sensitiva.3.plexo lombo-sacral 5 Outras considerações 5.4 Tronco X raiz de nervo 4. Nas neuropatias de fibras grossas aparecem arreflexia.dormência.2 Sensitivos Positivos .4.1 Motor . Nas neuropatias de fibras finas: a sensibilidade cutânea está diminuída (dor e temperatura).2.4. mínima ou severa 3. insensibilidade Diminuição proprioceptiva. Não são descritas como dolorosas. sinal de Romberg e pseudo atetose. a propriocepção. distal.3.2 Membros inferiores são mais acometidos que os membros superiores (exceto na neuropatia pelo chumbo em que MMSS>MMII) 4. enquanto as fibras sensitivas periféricas são representada por fibras que variam de tamanho de fibras mielinizadas e axonais não mielinizadas.1. vibratória e aferências do reflexo de estiramento muscular são fibras grossas e mielinizadas. são grandes fibras mielinizadas. Medicações.3.comichão. insuficiência renal crônica 3.3. Ex. as fibras táteis são grossas e pequenas . tóxicos. a força. Comichão e disestesias podem ser proeminentes em neuropatias de fibras grossas.3 Proximal X distal 4.4 Natureza dos sintomas e sinais 3.

. 5. Uma vez que o processo de desmielinização diminui e a remielinização se inicia. hiperlipemia. Doenças sistêmica: diabetes melito. na maioria das neuropatias axonais na qual a lesão é ampla. história para doença de Lyme. e os reflexos podem não desaparecer completamente até que os membros estejam completamente flácidos. Eletrodiagnóstico 8.evolução em dias ou semanas Subaguda . desmielinizantes X axonais é importante. Recuperação: .4 Alteração dos reflexos: Diminuição ou desaparecimento dos reflexos é a regra nas neuropatias.1. como na forma axonal da Síndrome de Guillain-Barré. doença hepática. recuperação é mais lenta em meses ou anos. A arreflexia é precoce e proeminente nas polineuropatias que afetam as fibras grossas. emagrecimento. intoxicações. Manifestações associadas: 6. 7. distúrbio gastrointestinal. (AMAN) os reflexos tornam-se reduzidos concomitantemente com e proporcional á fraqueza muscular.3 Neuropatias axonais X desmielinizantes: A distinção é feita eletromiográficamente.1. sem considerar se a neuropatia é axonal ou desmielinizante. medicações. doença renal crônica. Tempo: Aguda . anorexia. fenômeno de Tinel.Regeneração 8. 6. Gerais: febre. Avaliar pontos dolorosos. dor abdominal. Em neuropatias motoras predominante. Espessamento dos troncos nervosos: É fundamental a palpação dos troncos nervosos para detectar espessamentos focais ou difusos ou outras anormalidades: neurofibromas. porque há diferenças na abordagem diagnóstica e no tratamento.Remielinização . a probabilidade de recuperação e antecipação da resposta são maiores. com a desnervação dos músculos e déficits sensoriais. A distinção entre ambas. Eletromiografia de agulha (EMG) . pelo envolvimento do arco reflexo aferente dos fusos musculares. 6.Subclínica demostrada por Eletromiografia . Evolução da neuropatia 7.5.5.3.2 Gravidade: . pontos amilóides perineurioma.semanas ou meses Crônica . 5. a recuperação é mais rápida. soro positividade para HIV. 7. alcoolismo. Em contraste .meses à anos.2.examina a atividade elétrica da fibra muscular.1.Profundas paralisias e até insuficiência respiratória 7.

não mielinizadas podem ser realizados. O padrão de recrutamento de unidade motora é reduzido em doenças do neurônio motor superior e em fraqueza psicogênica. 8. A amplitude do potencial de ação muscular (CMAP) é reduzida em processos desmielinizantes ou apresenta bloqueio de condução representado por abrupta redução no tamanho do potencial entre os sitios de estimulação distal e proximal.2 Classificação . Esta resposta pode ser retardada ou ausente em desmielinização proximal (como na GBS). Biópsia de nervo 9. São freqüentes em músculos desnervados. Na re-inervação. (VCM) sensitiva (VCS) e amplitude de potencial músculo e nervo.1. o número de potenciais de unidade motora é diminuído. História clínica 9.3.1.1. Apenas examina fibra de condução A alfa (grandes e rápidas). A estimulação do nervo motor produz uma descarga ortodrômica e resposta muscular direta (onda H). uma descarga antidrômica ascendente até a medula espinal ativa as células do corno anterior da medula causando uma descarga reflexa que desce e ativa o músculo produzindo a onda F. Eletroneuromiografia 9. Estudo da velocidade de condução: motora. incluindo fibras C. Exame neurológico 9.4. Os registros intraneurais da atividade da fibra nervosa. Nas contraturas que podem ser encontrada em algumas miopatias metabólicas. Fasciculações podem indicar doença de ponta anterior e podem ser encontradas em neuropatias desmielinizantes. miopatias e polimiosite. Em neuropatias desmielinizantes a presença de bloqueio de condução pode sugerir que o paciente tenha uma polineuropatia desmielinizante crônica inflamatória. 8. Em caimbras musculares. derivados de descarga espontânea de fibras musculares isoladas. Condução sensitiva. mais que uma forma de neuropatia herdada ou outro tipo de neuropatia desmielinizante adquirida. Nas neuropatias desmielinizantes a VCM é muito reduzida.2. Em axonopatias a VCM é normal ou discretamente reduzida. A onda F auxilia no exame da condução nas regiões proximais das fibras motoras.1 Categorizar cada caso 9.3. Diagnóstico clínico das Neuropatias 9.Em denervações. 8. ocorre silêncio elétrico porque o aparelho contrátil é ativado distalmente ao sarcolema. a atividade difusa da unidade motora é registrada. Fibrilações .1. os potenciais de unidades motoras aumentam de amplitude e duração e são freqüentemente polifásicos.2.são potenciais breves e de baixa amplitude. As descargas de alta freqüência em crescendo-decrescendo são características de desordens miotônicas e são relacionadas a instabilidade da membrana da fibra muscular.

2 Mononeuropatia múltipla 9.2 Desmielinizante 9.3 Misto 9.7.1 Polineuropatia 9. Aspectos especiais 10.MAG) 9.1.1 Focal .3 Clínica 9.7 Laboratorial 9.3 Arterite de Wegener 10.2.2 Subaguda 9. Neuropatias focais Danos localizados: compressões 12.1 Isquemia: Vasculites necrosantes 10.3 Mista 9.7.4.1.9.2 Clínica das vasculites Mononeurite múltipla 10.4.3 EMG .2.2 Arterite de Churg-Strauss 10. Neuropatia diabética 12.1 Aguda 9.1.2 Motor ( grande pequena ) fibras 9.1 Geral e rotina 9.5.4.2 Específico .5.7.3.1 Poliarterite nodosa 10.1 Sensitivo ( grande pequena ) fibras 9.5 Déficit 9.3 Líquido cefalorraquiano 9.6 Etiologia Específica Associações ( Doenças sistêmicas Intoxicações) 9.5.3.auto-anticorpos (GM1.2.8 Biopsia de nervo (sural) 10.3 Crônica 9.Axonal 11.1 Axonal 9.4 Topografia 9.

1 Hiperglicemia duradoura 12. AIDS.3 Generalizada Clínica: 13% dos pacientes com diabetes melito com neuropatia sintomática 50% subclínica 12.6 Focal e multifocal Craniais Tóraco .4.4. hipotiroidismo.4 Fatores 12.3 Hipoxia e isquemia tecidual 12.8 Formas mistas 13. Amiloidose Primária Secundária 14.12.4.4.2 Glicação de tecido 12.cancer Hereditárias Amiloidoses Neuropatia sensitiva Neuropatia por substâncias tóxicas Cisplatina Taxol Metronidazol .abdominal Focal dos membros Amiotrofia diabética 12.7 Reversíveis Redução da velocidade de condução na "neuropatia hiperglicemia" 12. Neuropatia sensitivas Diabete melito.5 Polineuropatia simétrica Sensitivo motora Autonômica Algida aguda Proximal dos membros inferiores 12.2 Multifocal 12. Lyme Imuno-mediadas Gamapatias monoclonais Ganglionites .4 Imunológica Classificação da neuropatia diabética 12. uremia.

Neuropatia autonômica Hipotensão ortostática idiopática . Crônica recidivante.PAF Shy-Drager síndrome (atrofia de múltiplos sistemas) Sincopes Disautonomias agudas ou subagudas Disautonomias crônicas 17. Variantes: Miller-Fisher) Classificação da síndrome de Guillain-Barré Aguda: Aguda desmielinizante Aguda axonal motora (AMAN) Aguda motora e sensitiva axonal (AMSAN) Pandisautonomia aguda Síndrome de Miller-Fisher subaguda Crônica . Crônica recidivante. 18. Neuropatias devido a doença de Lyme. Variantes: Miller-Fisher) Motora ( Aguda monofásica.Drogas hipocolesterolemiantes ("Estatinas") 15.CIDP: Desmielinizante Recidivante Recorrente Progressiva Neuropatia crônica recidivante axonal 19. Síndrome de Guillain-Barré e polirradiculoneurite desmielinizante inflamatória crônica Sensitiva ( Aguda monofásica. Neuropatias associadas contra anticorpos glicoconjugados e gamapatia monoclonal IgM. Lepra e Chagas. 20. Neuropatia do HIV Desmielinizante Axonal Aguda Crônica . Neuropatia motora Guillain-Barré Axonal (AMAN) Neuropatia motora multifocal Diabete melito 16.

. diabética proximal) Polineuropatias .Biópsia do ponto motor . ramo do 20 dorsal digital medial do polegar .5 Regiões terminais. imunocitoquímica melhoraram nitidamente a performance do método. desmielinizantes) 22.n. para o anconeo. 23.Biópsia de células ganglionares do plexo mioentérico em biópsias retais. ou amiloidoma.Nervo safeno maleolar medial (Neuropatia multifocal) Nos membros superiores: . microdissecções (teasing). palmar longo e peroneiro brevis podem ser usados.4 Nervos mistos: .Biópsia de pele . Avaliar terminações nervosas em biópsias de pele.Nervo peroneiro superficial . Polineuropatia do doente crítico 23.Biópsia fascicular do tronco dos nervos ulnar.Lepra 23.Biópsia simultânea do nervo peroneiro superficial e nervo peroneiro distal profundo. . . peroneiro profundo na cabeça da fibula.21.N.Biópsia fascicular 23. mediano. após confirmação por imagem por ressonância: em tumor do nervo e neuropatia inflamatória focal. cutâneo medial do braço n.junção neuromuscular .n.2 Plexo braquial . . .Evitar a biópsia . Neuropatias Tóxicas (Axonopatias. Nos membros inferiores .Diagnóstico . cutâneo intermediário da coxa (N.em neuropatias que afetam um desses nervos.Nervo sural retromaleolar . e cutâneo antebraquial lateral. tibial e peroneiro . 23. radial. 23.Local .1 Gânglio dorsal e raízes espinhais .Raramente indicada nas neuropatias inflamatórias puramente motoras: biópsia fascicular do n. radial nos punhos. Biópsia do nervo periférico Os avanços no conhecimento das novas metologias empregadas. morfometria.Ganglionite sensitiva progressiva com reação inflamatória No LCR .3 Nervos sensitivos cutâneos Locais de acordo com envolvimento neurológico Proximais: grande auricular em neuropatias hipertróficas Distais: ramo anterior do n.Diagnóstico diferencial entre processo inflamatório e infiltração neoplásica. .Ganglios + raiz da coluna torácica média.Pesquisa .Biópsia dos nervos cutâneos sensitivos distais: . ME.

23.1.Doenças mitocondriais . Doença de Lyme (Borrelia burgdorferi) .7.terapêutica com .plasmaferese.Vasculites .2.Nervo cutâneo intermediário da coxa e m. Terapêutica nas neuropatias periféricas 24. 24.3 Pesquisa 23.Nervo sural e m.1 Agentes Etiológicos Específicos Conhecidos: 24. 23.7. Hereditárias n.2 Terapêutica Etiopatogênica 24.infecções na ferida cirurgia . crônica . permitiu diagnóstico em 27% (15 pacientes).1 Biópsias seriadas para avaliar terapêutica na Neuropatia diabética.2 Possivelmente Imunológicos: polirradiculoneurite aguda.1 Confirmação da neuropatia 23. eletromiográfico e genética nas neuropatias sensitivas e motoras hereditárias.2 Biópsia de gânglio da raiz dorsal nas degenerações cerebelares. polirradiculoneurite crônica .7. em 4% o diagnóstico permanecem obscuro. terapêutica com gamagobulina intravenosa.7.2.1. retofemural 23. gastrocnemio .2 Diagnóstico etiológico da neuropatias: Vasculite Lepra Amiloidose CIDP n.6 Biópsia combinada de nervo e músculo . por depósito 23. sural.7. a biópsia de nervo sural contribuiu para o diagnóstico em 38% (20 pacientes). os achados em 37% contribuíram para o diagnóstico.3 Na composição diagnóstica do estudo molecular.7. 24.9 Eficiência do método Uma análise de 56 biópsias de n. 23.3.1 Reabilitação 24.23.Sarcoidose Local: .adequar a terapêutica imunossupressora escolhida: GBS . Em outra série de 53 casos.10% parestesias no local 23.3.8 Complicações de biópsia Biópsia de nervo é invasiva e tem uma significante taxa de complicações: .1 Infecciosos: Lepra.Nervo peroneiro superficial e músculo peroneiro brevis .2.60% sem sintomas de dor .Terapêutica específica.3.7 Indicação da biópsia de nervo 23.

1. imunossupressores citoliticos. 24. tumores.1 Dor e Parestesias .6 Mistos: metabólicos .3 Tóxicos .3. plasmaferese.afastar substâncias desencadeantes.Ácido tioctico (pesquisa) .2 Distúrbios autonômicos 24.3. traumas: cirurgia. L-DOPS. Copyright © 2001 IDS .Inibidores da aldose redutase (neuropatia disautonomica) . implantes.8 Compressivas.1. 24.3 Hipotensão ortostática: Expansores de volume per os (9 Þ fluorhidrocortisona) ß bloqueadores. gama-imunoterapia.3 Terapêutica sintomática 24. midodrine. 24. 24.2. Aconselhamento genético (geneterapia no futuro?) 24.imunossupressores esteróidicos e citolíticos.Analgesia 24.2.2. per os ou intravenosos em pulsos mensais. 24.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .5 Isquêmicas.1. gamaimunoterapia.1. 24.Imunoterapia: possível corticosteróides.2. eritropoetina. marca-passo cardíaco. isquêmicas-imunológicas: Vasculites imunossupressão per os ou pulsoterapia.3.1.1.Diabete melito: .2.Correção metabólica .Analgesia .4 Metabólicas: correção possível.7 Hereditárias.2.

respeitando-se a integridade da pele.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Aldo Junqueira Rodrigues Junior1 Jin Hwan Yoo1 Última Atualização: 8/16/2001 10:40:54 AM 1 Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se hérnia da parede abdominal como a passagem de uma estrutura ou víscera intraabdominal através dos planos da parede. entre a cicatriz umbilical e o processo xifóide.ocorre na cicatriz umbilical. Linha Semilunar . Hérnia umbilical . Linha Mediana Hérnia epigástrica . Classificação Topográfica As hérnias da parede abdominal são comumente classificadas de acordo com sua localização na parede abdominal.ocorre na linha média.

Região Lombar Hérnia do trígono superior .ocorre no chamado triângulo de Grynfeltt. Incidência Localização Epigástrica Umbilical Semilunar Inguinal (adultos) % dos casos 5% 10% rara 70% 80% dos casos em homens. mesmo com manobras posturais ou palpatórias. sendo delimitada pela 12a costela. As hérnias da parede abdominal podem se apresentar de diferentes formas clínicas: hérnia redutível . em adultos: 65% dos casos em mulheres observações Inguinal (crianças) Lombar Femoral Incisional Aspectos Gerais 85% rara 5% 10% 80% em mulheres. Apresenta pouco risco de estrangulamento. delimitado pela margem do osso ilíaco. 7% bilateral > 40anos: direita ~ esquerda. Incisional Ocorre em locais de cirurgias prévias.o seu conteúdo retorna espontaneamente ou com auxilio manual à cavidade abdominal.ocorre no trígono femoral e é delimitada pelo ligamento inguinal. 65% à direita 75% dos casos em mulheres 1. pelo músculo sartório e pelo músculo adutor longo. dos 20-40anos: 65% à direita. pelo músculo oblíquo externo e pelo músculo grande dorsal.ocorre no triângulo de Petit. o risco de estrangulamento é . Região Inguino-femoral Hérnia inguinal . Apresenta anel herniário proporcionalmente pequeno em comparação com o conteúdo do saco herniário e. pelo ligamento inguinal e por uma linha imaginária que une as duas espinhas ilíacas ântero-superiores.ocorre na margem lateral do músculo reto do abdome. 40% bilateral comum na infância. hérnia encarcerada . portanto.o seu conteúdo não retorna à cavidade abdominal. Hérnia femoral . pelo músculo quadrado lombar e pelo músculo oblíquo interno.Hérnia de Spieghel . sendo delimitada pela borda lateral do músculo reto do abdome.ocorre na região inguinal. Hérnia do trígono inferior .

fazer a avaliação pré-operatória da próstata. medialmente aos vasos epigástricos profundos. resultante do enfraquecimento do mecanismo de esfíncter do anel inguinal interno. 2) palpação . deve-se. Alguns pacientes apresentam a forma inguinoescrotal. hérnia estrangulada . inspeciona-se e palpa-se a parte anterior da coxa na região do canal femoral. de início súbito ou não. Diagnósticos diferenciais . a mais comumente empregada divide essas hérnias em: hérnia inguinal direta (HID) . estão as cardiopatias.o saco herniário tem origem no enfraquecimento do assoalho do canal inguinal. o conteúdo herniário pode estar em sofrimento isquêmico e é mandatória a correção cirúrgica imediata para evitar a necrose. Não é incomum não se conseguir palpar a hérnia femoral. obrigatoriamente. Pede-se ao paciente que faça força novamente ou tussa e procura-se observar a presença de elevação. 2. nos pacientes com comorbidades severas. O tratamento das hérnias da parede abdominal é essencialmente cirúrgico. de crescimento rápido ou progressivo. pede-se ao paciente que faça força ou tussa: na presença de hérnia inguinal.o saco herniário tem origem no anel inguinal interno. hérnia inguinal indireta (HII) .associação entre HID e HII. que são melhor visualizadas com esforço ou tosse. hérnia inguinal mista . as pneumopatias e o diabetes. pode-se realizar o tratamento conservador com a utilização de fundas ou faixas abdominais. Entretanto.Criptorquidia . associado ou não a esforço físico. Nestes pacientes. observa-se massa herniária palpável descendo e tocando o dedo. 3. que causa aumento do volume escrotal. Pode ser congênita ou adquirida. permeando o conduto inguinal. medialmente à veia femoral. lateralmente aos vasos epigástricos profundos. Hérnias Inguinal e Femoral Embora haja outras classificações.o saco herniário tem origem no canal femoral. Em homens com hérnia inguinal com mais de 50 anos. hérnia femoral .com o dedo indicador posicionado através do anel inguinal superficial. principalmente em obesos. O exame físico consiste de duas etapas: 1) inspeção . pode-se contra-indicar a correção cirúrgica em função da relação risco/benefício do procedimento. Dentre as doenças que elevam o risco cirúrgico. pode-se recorrer a exame ultra-sonográfico da região para confirmar o diagnóstico. Diagnóstico É obtido através da história clínica e do exame físico.procura-se verificar a presença de proeminências nesta região. neste caso. Na suspeita de hérnia femoral. Nos casos de hérnia inguinal.maior. os pacientes referem uma elevação na região inguinal.neste tipo de hérnia. Nestes casos. conseqüente ao enfraquecimento da fáscia transversal.

Em alguns serviços. Merecem destaque as técnicas "sem tensão" que têm por princípio a utilização de prótese. em obesos. Quando o paciente queixar-se de dor nesta região. a queixa mais freqüente é a de dor no local da herniação. empregada em muitos serviços. a cirurgia é realizada sob anestesia local. Ocasionalmente. enquanto que. quando a manobra de Vasalva pode ajudar na palpação. proporcionando recuperação pós-operatória precoce. por meio da história e exame físico. sendo o tratamento clínico. além de sempre necessitar anestesia geral. Hérnias pequenas podem ser abordadas inclusive sob anestesia local. geralmente de polipropileno. o conteúdo do saco herniário é redutível com facilidade.5cm. Nos magros. Tratamento A não ser para hérnias com anel < 0. Hérnia Epigástrica Diagnóstico O diagnóstico é realizado pela história clínica e pelo exame físico. Habitualmente. na linha média xifo-umbilical. Hérnia Umbilical Diagnóstico O diagnóstico é essencialmente clínico. além de implicar em custos diretos muito mais elevados. ou seja. as hérnias umbilicais podem assumir grandes proporções e conter epíplon e/ou alças intestinais. reservado somente para os pacientes com comorbidades que implicam em risco cirúrgico elevado. a palpação e a visualização do abaulamento herniário não oferece dificuldades.- Varicocele Hidrocele Tumor de testículo Linfadenopatia Cisto de cordão espermático Tratamento As hérnias inguinais e femorais devem ser tratadas cirurgicamente. a hérnia pode passar despercebida. indica-se a correção cirúrgica. Quando sintomática. que consiste no fechamento do anel. deve-se atentar para . Esta é facilmente palpável. Na maioria dos casos. Os pacientes portadores de hérnia umbilical podem se queixar de leve estiramento ou dor local. com diminuição da dor e dos índices de recidiva. exceto em pacientes obesos. A correção por via laparoscópica. não tem se mostrado extremamente superior às "técnicas sem tensão". São várias as técnicas descritas para a correção cirúrgica da hernia inguinal e femoral. assintomáticas. como fundas. os pacientes podem retornar às suas atividades corriqueiras após dois a trêsdias e desenvolver atividade física mais intensa após sete dias. permitindo a palpação de um anel fibroso e firme que é o anel herniário.

pouco sintomáticas ou assintomáticas. diabéticos. podem ser apenas observadas. com veias ingurgitadas e com infecção fúngica. Tratamento Sempre que sintomática. o paciente pode relatar dor local. geralmente acompanhada de protusão. Nos casos de dor aguda e/ou intensa. a qual muitas vezes requer a colocação de telas para reconstruir a parede abdominal. delgada. desnutridos. Como queixa. Encaminhamento Quando do diagnóstico de qualquer hérnia. Já as mais volumosas necessitam de correção cirúrgica. submetidos à cirurgia de urgência ou a cirurgias infectadas. Tratamento Pequenas hérnias incisionais. em especial quando sintomática. em decorrência de quadro suboclusivo em hérnias encarceradas. Copyright © 2001 IDS . sendo o paciente orientado para retornar na presença de sintomas ou crescimento do saco herniário. Hérnia Incisional É mais comum em pacientes obesos. Nas grandes eventrações abdominais. ocorrem cólicas abdominais. Às vezes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . através do fechamento do defeito anatômico. Diagnóstico O diagnóstico é realizado por meio da história e do exame físico.o diagnóstico diferencial de não confundir com uma queixa gastrointestinal. deve-se encaminhar o paciente para avaliação de um cirurgião. deve-se corrigir a hérnia epigástrica. podendo evoluir para a formação de lesões ulceradas. a qual é mais acentuada na posição ereta ou com esforços físicos. o encaminhamento deve ser feito em caráter de urgência. a pele sobre o saco herniário pode se apresentar atrófica.

nos fechados. enquanto que. Esses ferimentos são chamados de contusões. Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os ferimentos podem ser classificados em abertos e fechados. Ferimentos fechados Ocorrem em conseqüência de contusões. Esses mecanismos lesam os tecidos da pele e podem provocar rompimento dos vasos sangüíneos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dario Birolini1 Renato Poggetti2 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:10 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia do Trauma. Dependendo da intensidade da energia e da força . Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Associado da Disciplina de Cirurgia do Trauma. compressões e abrasões. a pele encontra-se íntegra. Abertos são aqueles que apresentam descontinuidade da pele. O trauma provoca o acúmulo de líquido nos tecidos e o rompimento dos vasos gera sangramento.

dependendo da existência de ruptura de pequenos vasos. tais como pregos. 6) esmagamentos .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .são lesões superficiais. Essas lesões superficiais geralmente não colocam a vida em risco. de bordas regulares.são lesões produzidas por objetos pontiagudos. nervos e músculos. as intercorrências mais freqüentes e graves são o pneumotórax. agulhas e estiletes.são lesões teciduais de bordos irregulares. As lesões podem ser abertas ou fechadas. 5) avulsões . os desabamentos e os acidentes de trabalho.são lesões da camada superficial da pele ou das mucosas. como músculos. podendo causar extensa destruição tecidual. os ferimentos perfurantes podem provocar hemorragia e/ou peritonite. Os mecanismos que provocam essas lesões são as colisões automobilísticas. outras estruturas mais profundas. 2) cortocontusos . podendo gerar risco de vida. Copyright © 2001 IDS . O sangramento dessas lesões pode ser extremamente variável. que podem colocar em risco a vida do doente. tendões. Na região do tórax. Os ferimentos cortocontusos também podem produzir lesões de vasos. ossos e órgãos. De acordo com a profundidade de penetração. podem ser lesados junto com a pele. com perda do revestimento cutâneo. em geral decorrentes de traumatismos intensos produzidos por objetos rombo. Ferimentos abertos Os ferimentos abertos podem ser divididos em: 1) escoriações . porém podem ser um sinal importante da presença de lesões internas graves concomitantes. onde existe descolamento de pele em relação aos planos profundos. e que geralmente são produzidas por objetos cortantes. Os sinais clínicos mais freqüentes do acometimento superficial são edema. 3) lacerações . que podem ou não apresentar sangramento discreto e são acompanhadas de dor local intensa. podem ser lesadas estruturas e órgãos internos. 4) ferimentos perfurantes . como facas. Essas lesões também podem ser acompanhadas de sangramento. equimose e hematoma. o hemotórax e o tamponamento cardíaco. com orifício de entrada geralmente pequeno.aplicadas. No abdome.ocorrem em traumatismos resultantes da aplicação de energia e força intensas.são lesões abertas. fragmentos de vidros ou de metais.

frequentemente. As queimaduras elétricas também são muito frequentes. em ambiente doméstico na sua quase totalidade. Podem ocorrer no ambiente doméstico. químicas. assim como o contato com corpos aquecidos (ferro de passar. canos de escape e outros objetos metálicos aquecidos ou mesmo em ponto de fusão).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Carlos Fontana1 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:20 AM Autores: 1 Chefe do Serviço de Queimaduras do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia As queimaduras podem ser classificadas em quatro tipos segundo os agentes causadores: queimaduras térmicas. crianças em acidentes na cozinha. ainda introduzem objetos metálicos nas tomadas domésticas. mais uma vez as crianças que. pela sua curiosidade natural em que pese a existência de varios dispositivos de proteção. assim como colocam fios na boca. elétricas e por radiação. atingindo. onde atingem. As chamas por combustão de álcool constituem outro subtipo das queimaduras térmicas. com tendência ao aumento do número de casos. As correntes de alta voltagem e amperagem da rede de distribuição . As mais comuns são as térmicas. principalmente causadas por líquidos aquecidos.

As queimaduras por irradiação são bem menos frequentes. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . como. em sua fase mais produtiva. por exemplo. As queimaduras químicas também atingem pessoas adultas na sua maioria. lidando com substâncias químicas (ácidos ou bases fortes) sem o devido conhecimento ou medidas de precaução.dos postes elétricos. porém de consequências trágicas. acidentes de trabalho. na sua maioria. Podem também ocorrer por defeito ou má manipulação de aparelhos emissores de radiação. terapêuticos ou de pesquisa. o episódio de Goiânia (GO). caixas de força e outros costumam atingir indivíduos jovens do sexo masculino. e consituem.

As veias varicosas são salientes e visíveis. como hereditariedade. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Aun1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:34 AM Autores: 1 Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se como veia varicosa aquela que apresenta alterações permanentes de calibre e comprimento (tortuosidade). 2% são traumáticas. As varizes primárias apresentam fatores predisponentes e desencadeantes. causando deformidades estéticas e podendo levar a sintomas. e 14% têm outras etiologias. As úlceras de estase venosa crônica representam uma das complicações mais importantes e características da doença. 3% aparecem em diabéticos. As varizes dos membros inferiores classificam-se em primárias e secundárias. Quase 20% da população brasileira acima de 15 anos apresentam algum tipo de veia varicosa. representando 73% das úlceras dos membros inferiores: 8% são de origem arterial. Os primeiros estão relacionados com o risco potencial de um determinado indivíduo. Os principais fatores de risco são a idade e o número de gestações.

mesmo que não haja úlcera. Apresentando-se como complicação. . Algumas vezes são veias normais. Com o membro pendente. na realidade. que podem aparecer isoladamente ou serem confluentes. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. As varizes secundárias decorrem de complicações da trombose venosa profunda aguda. Em primeiro lugar. porém. a evolução natural da estase venosa crônica. Alguns pacientes podem apresentar sensação de peso ou desconforto mal caracterizado nos membros inferiores. apresentam pouca ou nenhuma sintomatologia. que piora com a postura ereta ou sentada e melhora com os pés elevados ou com o deambular. as varizes dos membros inferiores. Pela estase em veia varicosa. como posturas profissionais. observa-se exsudação pela ferida. ou úlcera de estase venosa crônica. Geralmente é benigna e a simples elevação do membro com compressão local já é suficiente para coibi-la. passa a ser secretante e nota-se celulite ao redor. situa-se geralmente na face média do terço distal da perna. muito finos. que exijam longos períodos em posição ereta.sexo (maior no feminino). que causa processo inflamatório crônico e exsudativo. As complicações mais observadas são a flebite superficial. que causam elevação da pele). as veias dos membros inferiores classificam-se em: varizes (veias salientes e visíveis. palpa-se endurecimento nestes locais. obesidade e gestações repetidas. de aproximadamente 1 a 2 mm de largura. As flebites superficiais podem levar a hipercromia no trajeto venoso. Quanto ao aspecto morfológico. visíveis pela transparência da pele) e telangiectasias (pequenos vasos. microvarizes (pequenas veias. de trajeto tortuoso ou retilíneo. As bordas são elevadas e o fundo. Na maior parte dos casos. há maior tendência à formação de coágulos no sistema venoso superficial. Também. presença de outros defeitos de tecidos de sustentação e da parede venosa (hérnias e hemorróidas. Normalmente é indolor. que não causam saliência na pele. A úlcera varicosa. o edema já será suficiente para facilitar a ocorrência de infecção. Portadores de varizes têm maior tendência de apresentar surtos de erisipela. além das deformidades estéticas. bastante semelhantes a pequenas "aranhas"). mesmo fora da fase aguda. por provocarem sobrecarga no sistema venoso dos membros inferiores. Em segundo lugar. respectivamente). coberto ou não de fibrina e secreção purulenta. granuloso. se houver úlcera ou eczema. É provocado pela presença de hemoglobina livre no tecido celular subcutâneo. Pode ocorrer por fragilidade de veias subdérmicas com erosão da parede. As placas de eczema situam-se na face medial do terço distal da perna. o eczema varicoso é. As úlceras varicosas ocorrem em locais de pele já alterados pela hiperpigmentação e eczema. Os fatores desencadeantes são os imediatamente responsáveis pelo aparecimento da doença. por solução de continuidade da pele. pela facilidade de instalação de processos infecciosos.

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de adaptar-se a uma situação adversa . O idoso. seja ela física. ou mesmo incapaz .1% da população). como o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos. caracterizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1980 para países em desenvolvimento. encontra-se mais propenso a apresentar alterações no seu estado de saúde frente a um agressor. No ano 2025. externo ou interno. A faixa etária acima dos 60 anos alcançou taxas oito vezes superiores às de crescimento da população jovem. tornando-o pouco capaz. emocional ou econômico-social. Hojaij2 Última Atualização: 9/5/2001 7:10:54 AM 1 2 Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médica Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A população brasileira vem apresentando um processo de envelhecimento rápido. o Brasil será o sexto país com mais idosos no mundo (cerca de 34 milhões ou 15. A melhor definição de envelhecimento é aquela que enfatiza o limiar de perda das reservas funcionais do organismo atingido por um ser vivo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia Autores: Wilson Jacob Filho1 Naira Hossepian S. tornando-o alvo maior de . L.

Algumas peculiaridades do exame físico merecem maior atenção. porém uma não pode excluir a outra. (3) pontos de apoio estratégicos para facilitar sua movimentação.o idoso apresenta hipertermia relacionada a processos inflamatórios ou infecciosos em menor proporção que o jovem. a avaliação do histórico clínico do paciente idoso. quando presente. Porém. porém com alguns comemorativos próprios da faixa etária. (2) uma visão multiprofissional do atendimento. a febre é um indicador de doença séria em 76% dos pacientes com temperatura oral maior ou igual a 37. Muitos dos problemas agudos decorrem do não-uso ou mau uso dos medicamentos e de suas interações (35 a 40% das admissões hospitalares por problemas relacionados a fármacos são de indivíduos com mais de 60 anos e a prevalência de atendimentos emergenciais relacionados a problemas com medicamentos é de 1. Avaliação Clínica Os profissionais que lidam com idosos atuam sempre com: (1) respeito pelas diferenças próprias da faixa etária. leucocitose igual ou maior que 11. Anamnese. e a avaliação funcional prévia. Muitas vezes. freqüência respiratória igual ou maior que 30 movimentos por minuto.e aqueles relacionados a doenças crônicas ou agudas.doenças. O idoso requer um maior tempo de atendimento. Exame físico. O indivíduo idoso exige alguns cuidados particulares ao ser examinado: (1) respeito e maior pudor ao despi-lo de suas vestes. com suas deficiências e doenças previamente diagnosticadas. seja porque tem deficiências sensoriais (visuais ou auditivas) e/ou cognitivas (nos campos da memória. esta é a única via de obtenção de uma história clínica confiável.000. (2) acessos livres e amplos aos locais de exame. auxilia na avaliação dos sinais e sintomas clínicos do paciente.7 a 2. em função de eventuais limitações físicas. Alguns cuidados na anamnese do idoso são de extrema relevância: as queixas do paciente devem ser complementadas com a história obtida da família e/ou cuidador.8oC. pois podem influenciar a tomada de decisão e a elaboração das hipóteses diagnósticas: (1) febre . Vai depender essencialmente da obtenção complementar de dados fornecidos pelos familiares e/ou cuidadores do paciente em questão. não difere daquele habitual para o adulto jovem. (3) a presença de familiares. ou porque naturalmente possui lentificação na capacidade de planejamento e realização de suas idéias e pensamentos. implicam no melhor entendimento da doença aguda e na obtenção do histórico dos fármacos e respectivas dosagens às quais o idoso está habituado.9%). .4o C. por seus valores e diferenças culturais. presença de infiltrado pulmonar na radiografia simples de tórax e freqüência cardíaca igual ou maior que 120 batimentos por minuto. atenção e linguagem). sendo da maior importância a diferenciação entre os achados clínicos considerados normais para a idade .caracterizando a senescência . (3) o contato com cuidadores para um completo entendimento do processo agudo de doença. principalmente na presença de alguns dos seguintes achados clínicos: temperatura oral igual ou maior que 39. a senilidade.

A importância do atendimento do paciente com quadro demencial na emergência está no diagnóstico de possíveis causas tratáveis das complicações comportamentais e . medir a pressão arterial nos dois membros) e a alta prevalência do uso de medicamentos que possam interferir na avaliação da pressão arterial. em geral infecciosa. . associa-se com insuficiência coronária. (4) pressão arterial .é capaz de fornecer impressão clínica fidedigna do descoramento. é de grande valor a vivência clínica do médico avaliador. em pacientes com dor torácica. a presença eventual do fenômeno do "buraco auscultatório" falseando possível hipertensão sistólica (deve-se utilizar sempre no idoso a palpação do pulso distal ao manguito para a medida da pressão arterial).na emergência. existe menor produção natural de secreção salivar e de filme lacrimal e a taquicardia compensatória é menos evidente. (6) Exame cardíaco .(2) hipotermia . da própria síndrome.apresenta tendência a valores mais baixos em relação ao jovem e menor incidência de taquicardia compensatória a situações de demanda cardiovascular. O exame neurológico é da maior importância devido às alterações cognitivas presentes na avaliação e que devem ser investigadas se são de aparecimento ou piora recente. embora o estado de hidratação seja de difícil avaliação. (7) Exame pulmonar . até mesmo. a existência de fenômenos vasculares obstrutivos que possam causar diferenças significativas dos níveis pressóricos entre os dois membros (deve-se. sem repercussões cardíacas relevantes. pois a elasticidade da pele encontra-se diminuída. a freqüente presença de hipotensão postural com suas implicações terapêuticas. podendo até prejudicá-lo em uma situação de emergência. Nesses casos. sempre relacionado a uma alteração orgânica. sempre que possível. (8) Abdome .pressão arterial .as bulhas cardíacas são freqüentemente hipofonéticas e sopros sistólicos estão presentes em até 60% dos idosos. A presença de estertores bilaterais em bases pulmonares. freqüentes nesta faixa etária. (3) freqüência cardíaca. a expansibilidade pulmonar está diminuída com suas implicações ventilatórias e a presença de estertores deve ser valorizada como anormal mesmo no idoso. A palpação de todos os pulsos é de extrema importância no diagnóstico de insuficiências arteriais crônicas ou agudas.a idosos que procuram atendimento emergencial de quadros suboclusivos ou oclusivos deve ser dada atenção a sopros e/ou massas pulsáteis que possam sugerir o diagnóstico de aneurisma de aorta abdominal. (5) Exame das mucosas . caracterizando um provável quadro de delírio.deve ser medida considerando a tendência (patológica) para o desenvolvimento da hipertensão sistólica isolada com o avanço da idade.é mais comum em idosos e constitui situação de alto risco para as alterações nas funções normais do ser humano.

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sexo feminino. representando mais da metade dos casos de demência. Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. sobretudo idosos. Isso revela a magnitude do problema no Brasil. traumatismo craniano e exposição ao alumínio. afetando o funcionamento social e ocupacional. onde já vivem cerca de 15 milhões de indivíduos com mais de sessenta anos. trissomia do cromossomo 21. 14 e 21 (raras) determinam doença de início precoce e herança autossômica dominante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Orestes Vicente Forlenza1 Última Atualização: 7/4/2001 6:01:00 AM Autores: 1 médico psiquiatra. A idade é o principal fator de risco: sua prevalência passa de 0. presença da isoforma E4 da apolipoproteína E. A doença de Alzheimer caracteriza-se por distúrbio progressivo da memória e outras funções cognitivas.7% aos 60-64 anos de idade para cerca de 40% nos grupos etários de 90 a 95 anos. O transtorno da memória afeta os processos de aprendizado e evocação.LIM 27. laboratório de Neurociências . Outros fatores de risco para a doença de Alzheimer são: história familiar de demência. Mestre e Doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A doença de Alzheimer é a principal causa de declínio cognitivo em adultos. Ocorre diminuição . Mutações dos cromossomos 1.

Embora haja uma certa preservação da memória remota em estágios iniciais. por exemplo). comportamento inapropriado Delírios e alucinações. pica Hipersexualidade. vida social) e de cuidar de si mesmo (asseio pessoal. Isso compromete a capacidade de desempenhar atividades da vida diária (trabalho. esvaziamento de conteúdos e diminuição da compreensão. A discriminação visoespacial também é progressivamente perdida. contudo. Quadro 1. Por exemplo. agressividade verbal e física Perambulação (vagar a esmo. verificação. Alterações sensitivomotoras (sinais extrapiramidais. labilidade afetiva. apraxia e agnosia. . mioclonias. abulia. Na doença avançada observa-se a tríade afasia. em algum estágio da evolução da demência. com piora progressiva até que não haja mais nenhum aprendizado novo. reflexos neurológicos primitivos) podem estar estão presentes na evolução da doença. solicitações repetidas A duração da doença é usualmente de 8 a 12 anos. acompanhadas de alterações da leitura e escrita. hiperoralidade.5 pontos no Mini-Exame do Estado Mental (MEM) a cada 12 meses. A nomeação está prejudicada desde o início. negativismo Agitação: exaltação. irritabilidade. a perda de memória torna-se global na evolução. alimentar-se). Alterações do comportamento e manifestações psiquiátricas propriamente ditas (abaixo) estão presentes em até 75% dos casos. levando ao óbito em menos de dois anos. depressão. Aparecem também os fenômenos apráxicos (apraxias da marcha. Na esfera da linguagem. observando-se dificuldades para copiar desenhos.na aquisição de novas informações. ideatória e ideomotora). causando grande desgaste para os cuidadores. Existe correlação entre a progressão clínica da demência e as medidas de instrumentos quantitativos. Alterações da psicomotricidade Comportamento locomotor Comportamento alimentar Comportamento sexual Psiquiátricas propriamente ditas Desordens do sono Comportamento bizarro Inibição: apatia. observa-se perda de fluência verbal. vestir-se. inversão do ciclo vigília-sono Comportamento de procura. formas mais graves podem progredir rapidamente. sair de casa injustificadamente) Hipo ou hiperfagia. conferir objetos ou segurança da casa. ansiedade (reação catastrófica) Insônia. espera-se queda de 2 a 3. lazer. passando a depender de um cuidador. Principais características não-cognitivas da Doença de Alzheimer. mudança de hábitos. A deterioração cognitiva deve ser avaliada em intervalos regulares (a cada seis ou doze meses.

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capacidade de distensão ( complacência retal). A incontinência anal é a incapacidade. o paciente ou seus familiares. constrangedora e com repercussão sócio-econômica significativa. A perda de controle sobre a eliminação de fezes sólidas é denominada de . podem interpretar os episódios de incontinência como sendo diarréia. sensibilidade retal e a integridade da musculatura esfinctérica anal. Por vezes. em graus variados. por déficit de cognição ou de atenção. Trata-se de condição incapacitante. a prevalência na população é de difícil mensuração. Resultada interrelação complexa entre volume e consistência do conteúdo retal. Por esses motivos. Em outras circunstâncias. de reter a matéria fecal e de evacuá-la de forma voluntária.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sergio Eduardo Alonso Araujo1 Angelita Habr-Gama1 Última Atualização: 8/10/2001 11:32:12 AM 1 Disciplina de Coloproctologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Continência anal é a capacidade em retardar a eliminação de gases ou de fezes até o momento em que for conveniente fazê-lo. existe uma grande dificuldade do paciente de expor sua condição ao médico. bem como sua inervação.

a incapacidade de reter fezes ou gases geralmente se segue ao parto vaginal ou operação anorretal que ocasionou a lesão dos músculos anais.000 indivíduos com idade entre 15 e 64 anos. a incontinência fecal é resultado de erro técnico ou incapacidade de avaliar. a incontinência fecal em mulheres ocorre devido a lesões de natureza obstétrica ou cirúrgica. Vale lembrar que a maioria das mulheres vítimas de lesão esfinctérica de causa obstétrica também sofre de prejuízo da inervação dos esfíncteres anais (neuropatia do pudendo). Na incontinência fecal que se segue a trauma obstétrico ou cirúrgico. Mais comumente. estando associada ao envelhecimento per se. A incontinência fecal idiopática (ou neurogênica) é observada na ausência de trauma obtétrico. onde a perda de fezes não é devida a denervação do assoalho pélvico. Na maioria dos casos. quando a lesão esfinctérica é grave. nessas situações. a fístula anal e a fissura anal crônica.Em crianças. tais como o abuso de laxativos empregados para o tratamento de constipação crônica que levam à natureza líquida do conteúdo intestinal.incontinência anal total. Na impactação fecal. que permite a evacuação involuntária de fezes líquidas que ultrapassam as fezes endurecidas (fecaloma) e permeiam o ânus. Na encoprese. Há situações. A prevalência da incontinência fecal na população diabética está aumentada devido à ocorrência da neuropatia que atinge o nervo pudendo. a prevalência é de 109 por 10. que pode ocorrer em alguns casos de grave constipação de trânsito lento ou no megacólon chagásico. Como a maioria das lesões esfinctéricas é parcial e reparada imediatamente. a insuficiência esfinctérica.000 homens e 133 por 10.000 mulheres. Na faixa etária acima dos 65 anos. existem vários fatores causais. tais como a correção de fístula anal (fistulotomia) ou a hemorroidectomia. como a impactação fecal. a história de trabalho de parto prolongado e ao esforço evacuatório crônico. podem levar à perda de muco ou pus pelo ânus. Na população jovem. como as hemorróidas. algumas doenças orificiais e a encoprese. mas também discretas alterações clínicas. Algumas doenças orificiais. ainda no período pré-operatório. A prevalência da incontinência fecal é de 42 por 10. enquanto a perda de controle restrita à eliminação de gases ou fezes líquidas é chamada de incontinência anal parcial. Rotura esfinctérica parcial ou completa pode ocorrer durante o parto vaginal (em até 20% dos partos) e o seu não-diagnóstico ou o reparo inapropriado dos esfíncteres anais após o parto pode levar a incontinência fecal. associa-se a malformações congênitas da coluna vertebral (espinha bífida) e do segmento anorretal (imperfuração anal). o que leva a dilatação reflexa crônica do ânus. de iatrogenia cirúrgica ou de doença sistêmica. a insuficiência esfinctérica pode se manifestar anos após o parto. como uma lesão dos esfíncteres anais como conseqüência da má-assistência obstétrica durante o parto vaginal. A lesão iatrogênica dos esfíncteres anais pode ocorrer após operações anorretais. mecanismos de base psicopatogênica levam à postergação voluntária ou . as fezes se tornam endurecidas e ressecadas no interior do reto e do sigmóide. Esse fenômeno também é conhecido como diarréia paradoxal.

involuntária do chamado à evacuação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o que resulta em impactação fecal e diarréia paradoxal. Copyright © 2001 IDS .

alguns deles não relatam o fato ao médico. estimando-se que menos da metade dos indivíduos com incontinência urinária procura serviço médico pela queixa. caracterizando um sintoma (a queixa de perda urinária). Cerca de dez a 30% dos adultos apresentam perda de urina em alguma fase de sua vida. Devido ao estigma social e ao fato de muitos acreditarem ser esta condição um processo natural do envelhecimento. um sinal (a demonstração objetiva da perda de urina) e indicando uma doença de base que deve ser investigada.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Cristiano Mendes Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 7:13:08 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Incontinência urinária é a perda involuntária de urina pelo meato uretral. Evidências recentes indicam que o tratamento adequado diminui a morbidade e seus custos. particularmente em pacientes . Em instituições asilares. atinge metade dos indivíduos.

obstipação. hidratação. o principal sintoma é a perda involuntária de urina associada ao forte desejo miccional (urgência). deficiência estrogênica. diabetes. esclerose múltipla. e a paradoxal. imobilidade. a de esforço. Tabela 1. alterações da cognição. como durante a tosse ou espirro.institucionalizados. acidentes vasculares cerebrais. A classificação de incontinência urinária aqui apresentada é baseada em sintomas como a urgeincontinência. dieta com fibras. A incontinência paradoxal é a perda urinária involuntária com estados onde existe hiperdistensão vesical. medicamentos (diuréticos. Pode apresentarse com gotejamento constante. obesidade mórbida. laxativos. São chamadas causas reversíveis de incontinência (tabela 1). etc efeitos colaterais de drogas causa tratamento . As causas mais freqüentes da incontinência urinária são multiparidade (gestação/parto vaginal/episiotomia). Principais causas e tratamentos de incontinência urinária trato urinário inferior causa infecção urinária vaginite atrófica gestação/parto vaginal/ episiotomia pós prostatectomia obstipação tratamento antibióticos estrogenoterapia (quando não contraindicado) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical (especificar como feitas a reabilitação e o treinamento) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical desimpactação de fezes. A incontinência urinária de esforço associa-se a condições que elevam a pressão abdominal. drogas de ação central). Diversas condições podem causar ou contribuir para a incontinência urinária. algumas das quais reversíveis. doença de Parkinson) e atividades físicas de alto impacto. baixa ingestão hídrica. O tratamento dessas condições pode reduzir ou até mesmo resolver a queixa urinária. Na urge-incontinência.

diuréticos: causam poliúria e urgência cafeína: irritante vesical anticolinérgicos: retenção urinária, incontinência paradoxal, obstipação psicotrópicos: - antidepressivos: ação anticolinérgica (retenção urinária) e sedação - antipsicóticos: ação anticolinérgica, sedação, rigidez e imobilidade - sedativos, hipnóticos: sedação, delírio, imobilidade e relaxamento muscular analgésicos narcóticos: retenção urinária, sedação, impactação fecal e delírio bloqueadores alfa adrenérgicos: relaxamento uretral agonistas alfa adrenérgicos: retenção urinária (presentes em muitas drogas para resfriados) agonista beta adrenérgicos e bloqueadores de canal de cálcio: retenção urinária álcool: poliúria, frequência, urgência, sedação, delírio e imobilidade aumento da produção de urina causa metabólico pela hiperglicemia no diabetes ou para a hipercalcemia aumento da ingesta hídrica hipervolemia: - insuficiência venosa com edema - insuficiência cardíaca

com todas as medicações, interromper ou mudar tratamento se clinicamente possível e alteração de dosagem caso uso seja imprescindível

tratamento melhor controle do diabetes; tratamento para hipercalcemia dependendo da causa de base reduzir ingesta hídrica e líquidos diuréticos (cafeína) elevação de membros inferiores; restrição de sódio, meias elásticas tratamento clínico

diminuição da capacidade da necessidade de urinar causa tratamento

delírio

diagnóstico e tratamento da causa do estado confusional agudo

doenças crônicas e ortopédicas que micção de horário; uso de recipientes restringem a mobilidade de coleta urinária psicológicas e psiquiátricas tratamento farmacológico ou não farmacológico das causas

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Egberto Reis Barbosa1

Última Atualização: 9/5/2001 7:13:46 AM
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Médico Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Tremores O tremor fisiológico é um tremor postural, normalmente subclínico, que se exacerba ao estresse, hipoglicemias, tireotoxicose, abstinência alcoólica, fadiga, uso de broncodilatadores, ácido valpróico, sais de lítio, neurolépticos, antidepressivos tricíclicos, cafeína e teofilina. O tremor essencial é manifestação neurológica isolada, com história familiar positiva e prevalência que aumenta com a idade. O tremor cerebelar frequentemente associa-se a outras manifestações de disfunção do cerebelo. A diferenciação entre esses quatro tipos básicos de tremor fundamenta-se nas suas características de freqüência, circunstâncias de aparecimento (repouso, postura ou movimento) e resposta farmacológica. Os tremores de freqüência mais baixa são os de origem cerebelar. O tremor parkinsoniano

ocorre numa freqüência intermediária e o tremor essencial é o de frequência mais elevada. É claro que certo grau de sobreposição acontece. O tremor parkinsoniano é mais evidente no repouso e diminui com a movimentação. O tremor essencial e o tremor fisiológico exacerbado são predominantemente posturais. O tremor cerebelar manifesta-se com maior intensidade à movimentação (tremor de ação). Os tremores essencial e cerebelar, quando afetam o segmento cefálico, levam a oscilações em bloco, com movimento afirmativo (plano vertical) ou negativo (plano horizontal). Isso não acontece no tremor parkinsoniano que, no segmento cefálico, se limita à mandíbula, lábios e língua. Doença de Parkinson A doença de Parkinson típica é insidiosa, aparecendo após os 50 anos. Em 70 a 80% dos casos, a manifestação inicial é o tremor de repouso unilateral, em porção distal de membro superior. Na evolução gradativa, sobrevêm acinesia e rigidez. Posteriormente, a doença estende-se para o membro inferior homolateral e, posteriormente, para o hemicorpo contralateral, surgindo as alterações da fala, marcha e a instabilidade postural. Em fases mais avançadas, há limitação do desempenho motor com perda da autonomia. Distúrbios com obstipação intestinal são comuns. Depressão ocorre em 40% dos casos na fase inicial da doença e a demência ocorre em 15 a 20% dos casos na fase tardia. Em síntese, o quadro clínico é constituído por acinesia, rigidez, tremor e instabilidade postural, sendo que a presença de dois desses quatro componentes é suficiente para o diagnóstico, destacando-se a acinesia e o tremor.

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Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia

Autores: Wilson Jacob Filho1 Sérgio Marcio Pacheco Paschoal2 Última Atualização: 9/5/2001 9:00:38 AM
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Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médico Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Como reduzir quedas no idoso A queda é um evento bastante comum e devastador em idosos. Embora não seja uma conseqüência inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doença aguda. Além dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes, aumentando a dependência e a institucionalização. Estima-se que há uma queda para um em cada três indivíduos com mais de 65 anos e, que um em vinte daqueles que sofreram uma queda sofram uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos e mais, 40% cai a cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a freqüência de quedas é de 50%. A prevenção de quedas é tarefa difícil devido

a variedade de fatores que as predispõem. A distribuição das causas difere entre idosos institucionalizados e os não-institucionalizados. As quedas entre os moradores de asilos e casas de repouso são em decorrência de distúrbios de marcha, equilíbrio, vertigem e confusão mental, enquanto que pessoas não institucionalizadas tendem a cair por problemas ambientais, seguidos de fraqueza/distúrbios do equilíbrio e marcha, “síncope de pernas”, tontura/vertigem, alteração postural/ hipotensão ortostática, lesão do Sistema Nervoso Central, síncope e outras causas. Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos e mais); sexo feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; marcha lenta com passos curtos; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia. Atividades e comportamentos de risco e ambientes inseguros aumentam a probabilidade de cair, pois levam as pessoas a escorregar, tropeçar, errar o passo, pisar em falso, trombar, criando, assim, desafios ao equilíbrio. Os riscos dependem da freqüência de exposição ao ambiente inseguro e do estado funcional do idoso. Idosos que usam escada regularmente têm menor risco de cair que idosos que a usam esporadicamente. Por outro lado, quanto mais vulnerável e mais frágil o idoso, mais suscetível aos riscos ambientais, mesmo mínimos. O grau de risco, aqui, depende muito da capacidade funcional. Como exemplo, pequenas dobras de tapete ou fios no chão de um ambiente são um problema importante para idosos com andar arrastado. Manobras posturais e ambientais, facilmente realizadas e superadas por idosos saudáveis, associam-se fortemente a quedas naqueles portadores de alterações do equilíbrio e da marcha. Idosos fragilizados caem durante atividades rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente dentro de casa, num ambiente familiar e bem conhecido.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Mara Solange Carvalho Diegoli1

Carlos Alberto Diegoli1 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:18 AM
1 Assistentes Doutores da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia Menstruação é a perda sanguínea, cíclica e periódica, que ocorre na vida da mulher, da menarca à menopausa. Ciclo menstrual é o intervalo entre o primeiro dia da menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte.O ciclo menstrual é considerado normal quando apresenta intervalo de 25 a 35 dias, duração do sangramento de 3 a 5 dias e a quantidade do sangramento menstrual de aproximadamente 100 a 150 ml (correspondentes ao uso de aproximadamente 8 a 12 absorventes por mês). Entretanto, são freqüentes as alterações no ciclo menstrual, tanto na quantidade do sangue eliminado, como na duração do tempo de sangramento ou no intervalo entre as menstruações, como as apresentadas no quadro abaixo: Definição Alteração

amenorréia dismenorréia espaniomenorréia hipermenorragia hipermenorréia hipomenorréia menorragia menóstase metrorragia oligomenorréia opsomenorréia polimenorréia proiomenorréia

intervalo maior do que 60 dias menstruação acompanhada de fenômenos dolorosos sangramento irregular, intervalo menstrual maior do que 45 dias aumento na quantidade e na duração do sangramento aumento no número de dias de sangramento (maior que 5 dias) diminuição no número de dias (menos que dois dias) aumento na quantidade do sangue eliminado parada brusca da menstruação alterações no intervalo do sangramento menstrual diminuição na quantidade do sangramento intervalo entre 35 e 45 dias intervalo menor do que 15 dias intervalo entre 15 e 25 dias

Os dois principais motivos que estimulam a procura de um médico são a hemorragia uterina e a amenorréia. Hemorragia uterina A hemorragia uterina é o sangramento uterino excessivo, na vigência ou não da menstruação. Para o ginecologista, a hemorragia não está apenas relacionada à perda de sangue profusa que pode conduzir a paciente a um quadro de anemia aguda, mas também à menstruação relativamente abundante ou mais duradoura, ou mesmo ao discreto escoamento sangüíneo, por muitos dias ou meses. A hemorragia uterina corresponde a 21% das queixas em ginecologia e pode ser dividida em hemorragia uterina disfuncional (HUD), quando não é encontrado nenhum fator orgânico associado ao sangramento; ou hemorragia uterina orgânica, quando é causada por determinada ginecopatia ou doença sistêmica. Nos casos agudos, a paciente refere sangramento intenso, que pode evoluir para choque hipovolêmico. O sangue é geralmente vermelho vivo, com coágulos. No sangramento crônico, a paciente pode referir perda sangüínea prolongada durante o ciclo menstrual, geralmente de 7 a 10 dias de duração, ou sangramento intenso nos primeiros dias do ciclo, seguido de um sangramento vermelho escuro ou marrom por vários dias. Mais raramente, o sangramento pode ser pequeno, mas contínuo ao longo do mês. Este quadro, quando persiste por vários meses, freqüentemente evolui para anemia. Amenorréia Amenorréia primária: ausência da menstruação após os 14 anos, em pacientes sem

desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, ou após os 16 anos, quando já houve o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. Geralmente este tipo de amenorréia está associado com malformações genitais. Amenorréia secundária: quando não ocorre a menstruação por três ciclos consecutivos ou mais. Amenorréia fisiológica: quando a mulher está grávida, amamentando ou após a menopausa.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Angela Maggio da Fonseca1 Vicente Renato Bagnoli1

José Aristodemo Pinotti2 Última Atualização: 8/16/2001 11:08:14 AM
Livre Docente em Ginecologia, Professor(a) Associado(a) da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
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Glossário 1. Climatério - fase da vida da mulher que marca a transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo. Esta fase pode estender-se por longo e variável período de tempo. 2. Síndrome climatérica - o climatério é uma condição fisiológica que algumas vezes, não obrigatoriamente, apresenta sintomatologia. Quando esse quadro ocorre, é conhecido por síndrome climatérica. 3. Menopausa - é a última menstruação fisiológica da mulher, decorrente da perda da atividade folicular ovariana.

4. Perimenopausa - é o período que precede a menopausa, quando iniciam-se as mudanças endocrinológicas e metabólicas que caracterizam o declínio da função ovariana. Compreende o primeiro ano após a instalação da menopausa. 5. Menopausa fisiológica - é a parada espontânea da menstruação por período superior a 12 meses, decorrente do processo fisiológico de perda da função ovariana. 6. Menopausa induzida - é a parada das menstruações decorrente da falência ovariana por cirurgia ou iatrogenia (quimioterapia, radioterapia). 7. Menopausa prematura ou precoce - é a cessação da função ovariana em fase precoce da vida da mulher, ou seja, antes dos 40 anos. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações da síndrome climatérica são polimorfas e apresentam-se em associações e freqüências variáveis como as manifestações: neurogênicas: são ossintomas mais comuns, representados por ondas de calor, calafrios, palpitações, cefaléia, tontura, parestesia, insônia, cansaço e alterações da memória. As manifestações neurogênicas são suscetíveis a influências ambientais, tais como exercícios, alimentação, vestuário, condições climatéricas e emocionais; psicogênicas: na síndrome climatérica, as manifestações psicogênicas são discutíveis. Existem defensores da teoria de que mulheres emocionalmente estáveis não sofram modificações psíquicas, enquanto outros admitem a importância das alterações hormonais e somáticas na gênese dos distúrbios emocionais. As manifestações psíquicas mais freqüentes são: depressão, ansiedade, irritabilidade e modificações da libido, que se apresentam em intensidade e associações variáveis. Deve-se ressaltar que no climatério parece haver maior risco para doença de Alzheimer relacionada às mudanças hormonais; osteoarticulares: entre estas alterações estão a ostealgia (dores ósseas); artralgia (dores articulares) e mialgia (dores musculares) que estão relacionadas aos processos do envelhecimento e atrofia do sistema osteomuscular. O sedentarismo e a osteoporose são fatores importantes no agravamento destas manifestações; epidérmicas: no climatério é comum a atrofia epidérmica decorrente do processo de envelhecimento somado ao hipoestrogenismo. Essas modificações conferem aspecto senil em graus variáveis à pele destas mulheres e redução progressiva dos folículos pilosos; ósseas: a osteoporose caracteriza-se pela redução da massa óssea de tal forma que a mesma seja menor que a esperada para idade e sexo. Este processo determina manifestações dolorosas variáveis e aumento de fraturas espontâneas ou provocadas, que costumam ocorrer nas fases avançadas da doença. Com maior freqüência há comprometimento dos ossos da coluna e pelve, que determinam dores lombares, perda de altura e cifose;

metabólicas: na menopausa, a queda dos níveis de estrogênio determina mudanças importantes do metabolismo lipídico, aumentando os riscos para doença arteriosclerótica. Assim, neste período da vida da mulher há maior tendência de elevação do colesterol total e das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e redução das lipoproteínas de alta densidade (HDL). Essas modificações, somadas ao diabetes, hipertensão e tabagismo, aumentam os riscos para doenças cardiovasculares; urogenitais: são decorrentes do hipoestrogenismo e do processo de envelhecimento, agravando-se progressivamente com os anos de menopausa. Clinicamente, apresentam-se como atrofia dos órgãos genitais, levando à dispareunia, corrimento, prurido vulvar, ectopia, carúncula uretral e distúrbios da micção (incontinência urinária, síndrome uretral, dificuldade de esvaziamento vesical); mamárias: costumam surgir no climatério, causam apreensão à mulher e ao profissional, pois a maior incidência do câncer de mama situa-se entre 45 e 65 anos de idade. As manifestações, embora variáveis, costumam apresentar-se como: dor nas mamas (mastalgia), edema e alterações na densidade da mama.

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Diagnóstico|Bibliografia

Autores:

Marco Antonio Borges Lopes1

Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 7:50:14 AM
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Docente da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Professor Titular da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Diagnóstico de gravidez: A suspeita de gravidez inicia-se pela história de atraso menstrual nas paciente em idade fértil, afastando-se as amenorréias patológicas (disfunção endócrina, ganho de peso, estresse), iatrogênicas (cirúrgica, por medicamentos, pós-pílula) e associadas ao aleitamento (há chance de nova gravidez se a gestante já voltou a ovular, três a seis meses após o parto). Na história clínica de suspeita de gravidez, outros sintomas aparecem como náuseas, vômitos, aversão a odores, polaciúria, sonolência, lipotimia e aumento das mamas. Ao exame clínico, o diagnóstico de certeza de gravidez consiste na ausculta dos batimentos cardíacos fetais, com o sonar doppler (a partir da 10ª-12ª semana), o Pinard (a partir da 20ª-22ª semana) ou a visibilização da movimentação fetal. Entre os sinais clínicos de suspeita de gravidez destacam-se ao toque vaginal combinado: o

amolecimento do istmo e do colo uterino, a exuberância na pulsação das artérias vaginais, a forma assimétrica do contorno uterino pela nidação do ovo, o rechaço intra-uterino do feto na cavidade uterina (a partir do 4º mês). O útero abandona a cavidade pélvica ao redor da 12ª semana, estando entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical na 16ª semana, e na cicatriz umbilical na 20ª ou 22ª semana. O diagnóstico diferencial inclui as ginecopatias (miomas, cistos de ovário), a pseudociese e a gravidez ectópica. A positividade de um exame laboratorial também é considerado sinal de certeza de gravidez. A escolha do exame complementar adequado à idade gestacional, associado a um exame físico cuidadoso, evita gastos desnecessários. A Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG), hormônio produzido no sinciciotrofoblasto, pode ser dosada na urina e no sangue (por vários métodos imunológicos, com diferentes níveis de detecção do hormônio), ou na subunidade Beta, evitando-se a reação cruzada com outros hormônios como LH e FSH. Resultados falso-negativos acontecem na presença de níveis de hCG abaixo do limite de detecção do teste, proteinúria ou medicamentos (anticonvulsivantes, fenotiazina, antidepressivos, hipnóticos e anticoncepcionais orais). A dosagem da subunidade beta mostra resultados positivos no primeiro dia após a nidação. Apesar da melhora na qualidade, os testes de farmácia devem ser vistos com cautela devido ao armazenamento incorreto, exposição a altas temperaturas e erros de interpretação. A ultra-sonografia na gestação inicial tem como objetivos observar se a gestação é tópica, a datação correta e a determinação do número e vitalidade dos embriões. O ultra-som pélvico permite a detecção do saco gestacional tópico a partir da 5ª semana de gestação. Contracepção O profissional de Saúde participante na difusão dos métodos contraceptivos devem ter conhecimento dos métodos preconizados pelo Ministério da Saúde, orientando sobre as indicações e contra indicações de cada método, explicando as informações de forma clara ao indivíduo ou casal para uma escolha livre e consciente do método a que melhor se adapte sem qualquer indução na escolha. Na orientação sobre os métodos contraceptivos deve ser destacado a necessidade da dupla proteção (contracepção e prevenção das DST e HIV/ AIDS), mostrando a importância dos métodos de barreira como os preservativos masculinos ou femininos. A escolha do método contraceptivo deve ser sempre personalizada levando-se em conta fatores como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método. Os métodos contraceptivos podem ser divididos didaticamente em: comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos. A) Métodos comportamentais Método Rítmico ou Ogino-Knaus (do calendário ou tabelinha) Procura calcular o início e o fim do período fértil. A mulher deve ser orientada a marcar no

calendário os últimos 6 a 12 ciclos menstruais com data do primeiro dia e duração, calculando então o seu período fértil abstendo-se de relações sexuais com contato genital neste período. Temperatura basal Método oriundo na observação das alterações fisiológicas da temperatura corporal ao longo do ciclo menstrual. Após a ovulação, a temperatura basal aumenta entre 0,3 e 0,8o C (ação da progesterona). A paciente deve medir a temperatura oral, durante 5 minutos, pela manhã, após repouso de no mínimo 5 horas. Para não engravidar, a mulher deve evitar relações desde o primeiro dia da menstruação até que a temperatura se eleve por 3 dias consecutivos. Método do Muco Cervical (Billing) Baseia-se na identificação do período fértil pelas modificações cíclicas do muco cervical, observado no auto exame e pela sensação por ele provocada na vagina e vulva. A observação da ausência ou presença do fluxo mucoso deve ser diária. É necessária a interrupção da atividade sexual ao menor sinal de muco, permanecendo em abstinência por no mínimo 3 dias a partir do pico de produção. Coito interrompido Baseia-se na capacidade do homem em pressentir a iminência da ejaculação e neste momento retirar o pênis da vagina. Tem baixa efetividade, levando à disfunção sexual do casal, e deve ser desencorajado. B) Métodos de Barreira Estes métodos impedem a ascensão dos espermatozóides ao útero, sendo fundamentais na prevenção das DST e AIDS. Junto com a pílula anticoncepcional e o coito interrompido, são os métodos não definitivos mais utilizados. Condom É um envoltório de látex que recobre o pênis, retendo o esperma no ato sexual, impedido o contato deste e de outros microrganismos com a vagina e pênis ou vice-versa. O condom feminino constitui-se em um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. O produto já vem lubrificado devendo ser utilizado uma única vez, destacando-se que o poliuretano por ser mais resistente que o látex pode ser utilizado com vários tipos de lubrificantes. Diafragma Dispositivo circular de borracha, recobre a cérvix uterina, devendo ser utilizado junto com um espermicida, no máximo 6 horas antes da relação sexual. A adesão da paciente depende da utilização correta do dispositivo. A higienização, a não adoção de um período de pausa e o armazenamento correto do dispositivo, são fatores importantes na prevenção de infecções genitais e no prolongamento da vida útil do diafragma.

Esponjas e Espermicidas As esponjas são feitas de poliuretano, são adaptadas ao colo uterino com alça para sua remoção e são descartáveis (ao contrário do diafragma)., estão associadas a espermicidas que são substâncias químicas que imobilizam e destroem os espermatozóides, podendo ser utilizados combinadamente também com o diafragma ou, os preservativos Existem em várias apresentações de espermicidas: cremes, geléias, supositórios, tabletes e espumas. C) Dispositivo Intra-Uterino O DIU são artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, que são inseridos na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino. O DIU com levonorgestrel age na supressão dos receptores de estriol endometrial, provocando a atrofia do endométrio e inibição da passagem do espermatozóide através da cavidade uterina. As intercorrências mais freqüentes durante o uso do DIU são a expulsão do dispositivo, dor pélvica e dismenorréia, sangramento anormal e infecção (infecção aguda sem melhora ou infecções persistentes implicam na remoção do DIU). O DIU exige controle semestral e sempre que aparecerem leucorréias. A gravidez raramente pode ocorrer (ectópica ou tópica), com risco de abortamento no 1o e 2o trimestres. A retirada do DIU pode ser feita após avaliação ultra-sonográfica, considerando os riscos para o embrião. Se a retirada não for possível por riscos de abortamento, a paciente deve ser acompanhada a intervalos curtos de tempo e orientada em relação a sangramentos vaginais e leucorréias. D) Anticoncepção Hormonal Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) O AHCO consiste na utilização de estrogênio associado ao progestogênio, impedindo a concepção inibindo a ovulação pelo bloqueio da liberação de gonadotrofinas pela hipófise, além de modificar o muco cervical tornando-o hostil ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular. As pílulas monofásicas têm a mesma dosagem hormonal em todos os comprimidos e as combinadas bifásicas e trifásicas apresentam variações de dosagem dos esteróides ao longo do ciclo. As principais contra-indicações são neoplasia ou suspeita de neoplasia hormôniodependente, doença tromboembólica, doença cardiovascular ou ocular, gravidez ou suspeita de, hipertensão arterial, fumantes acima dos 35 anos, hepatopatias, lúpus, diabetes insulinodependente grave. Minipílula São pílulas contendo baixa dose de progestágeno que agem principalmente no espessamento do muco serviçal dificultando a penetração do espermatozóide e também inibindo a ovulação em metade dos ciclos menstruais, sendo de uso contínuo. Pode ser

utilizada combinada à amamentação quando não ocorre a amamentação exclusiva. Pílula pós-coito A anticoncepção de emergência é um uso alternativo de contracepção hormonal oral (tomado antes de 72 horas após a relação) evitando-se a gestação após uma relação sexual desprotegida. Pode ser utilizado anticonceptivo hormonal oral contendo apenas progestagênio ou combinados contendo 0,25 mg de levonorgestrel e 0,05 mg de estinilestradiol (Evanor, Neovlar) ou contendo 0,15 mg de levonorgestrel e 0,03 mg de etinilestradiol (Microvlar, Nordette). Injetáveis Os anticoncepcionais hormonais injetáveis são anticoncepcionais hormonais que contém progestogênio ou associação de estrogênios, para administração parenteral (IM), com doses hormonais de longa duração. Consiste na administração de progestagênio isolado, via parenteral (IM), com obtenção de efeito contraceptivo por períodos de 3 meses ou de uma associação de estrogênio e progestogênio para uso parenteral (IM), mensal. E) Laqueadura Tubária e Vasectomia A esterelização (laqueadura tubária e vasectomia) são considerados métodos contraceptivos cirúrgicos e definitivos, realizados na mulher através da ligadura das trompas impedindo o encontro dos gametas e no homem pela ligadura dos canais deferentes (vasectomia) que impede a presença dos espermatozóides no ejaculado. Quando houver indicação de contracepção cirúrgica masculina e, principalmente, a feminina deve ser baseada em critérios rígidos, observando-se a legislação vigente. Anticoncepção na adolescência Não há método contraceptivo específico para esta população podendo ser utilizado qualquer método contraceptivo desde que não apresentem alguma condição clínica que contraindique o seu uso, conforme os critérios de elegibilidade de cada método. Anticoncepção no climatério Nesta população também não há método de escolha específico, devendo ser levado em conta a redução fisiológica da fertilidade nesta faixa etária e os critérios de indicação e contra-indicação de cada método. Anticoncepção na lactação Nos primeiros seis meses pós-parto a amamentação exclusiva, a livre demanda, com amenorréia possuem efeito importante contraceptivo. Com o retorno do ciclo menstrual e da amamentação não exclusiva pode-se oferecer outros métodos contraceptivos respeitando a

elegibilidade clínica de cada método. Os métodos comportamentais só são recomendados após o restabelecimento de ciclos menstruais.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 11/7/2001 2:21:28 PM
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Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia A gravidez na adolescência continua sendo motivo de preocupação, principalmente porque, no momento atual, há aumento de sua incidência entre adolescentes de 11 a 15 anos. Ainda que minorados os riscos biológicos por meio de pré-natal adequado, continuam a existir os agravos psicológico-emocionais a ela relacionados. A gravidez precoce e/ou indesejada leva, freqüentemente, à interrupção do projeto de vida e, por vezes, da própria vida, sendo concomitantes possíveis outros riscos relacionados ao aborto, doenças sexualmente transmissíveis entre as quais AIDS. São considerados fatores de risco para gravidez na adolescência:

· antecipação da menarca · educação sexual ausente ou inadequada · atividade sexual precoce · desejo de gravidez · dificuldade para práticas anticoncepcionais · problemas psicológico-emocionais · caracterização e mudança de valores sociais · migração · pobreza · baixa escolaridade · ausência de projeto de vida As taxas de gravidez e infecçoes sexualmente transmissíveis na adolescência denunciam a freqüência com que a atividade sexual desprotegida ocorre nessa faixa etária e sinalizam para a necessidade urgente de uma política de prevenção séria e compromissada. A proposta de abordagem do problema é complexa, incluindo vários segmentos da sociedade, estando basicamente apoiada na educação sexual, onde se destacam a anticoncepção e o reconhecimento das características e singularidades dos adolescentes. A orientação anticoncepcional é um trabalho educativo que se expande muito além do fornecimento de informações e conhecimentos sobre saúde reprodutiva, é um processo que envolve o resgate do indivíduo, a promoção da auto-estima e a conscientização dos riscos vivenciados; somente dessa maneira consegue-se uma efetiva mudança de atitude frente à vida sexual (sexo responsável), objetivo maior da educação sexual. Seguem algumas reflexões, envolvendo definições e/ou conceitos, importantes àqueles que vão assumir a proposta educativa, destacando-se, aqui, a atuação do médico de família: · É adequado que a sexualidade não seja fragmentada em sexualidade da criança, do adolescente, do adulto ou do idoso, mas que seja vista como processo, acompanhando os indivíduos desde a vida intra-uterina, jamais devendo ser entendida apenas como sinônimo de atividade sexual. Para isto, talvez o primeiro passo seja reconhecer a criança como ser sexuado e o adolescente desvinculado dos estereótipos que o ligam à liberação dos costumes, ao erotismo excessivo e à promiscuidade. · O fato de as jovens receberem orientação sexual não influencia a sua decisão de iniciar a atividade sexual. Há, inclusive, entre estas menor número de gestações. A literatura mostra ainda que adolescentes que receberam aulas de orientação sexual usaram preservativos em maior escala na primeira relação. É importante: · criar um espaço na relação com o profissional de saúde, onde o adolescente possa, por meio de um processo reflexivo, perceber-se como um indivíduo, responsável pelo seu corpo e pela sua vontade; · fornecer informações que propiciem o conhecimento do seu corpo e sobre a anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino; · fornecer informações sobre os métodos existentes, discutindo vantagens e desvantagens,

procurando capacitar a adolescente, de preferência em conjunto com seu parceiro, a escolher o método que mais se adeque ao seu contexto de vida; · discutir questões polêmicas como interrupção da gravidez. Algumas considerações devem ser tecidas em relação ao reconhecimento dos riscos que se estruturam nas características e singularidades da adolescência. · É importante levar em conta a busca da identidade com questionamentos dos padrões familiares e, portanto, da autoridade dos pais, unida à idéia de indestrutibilidade que faz com que os jovens se arrisquem em desafios inconseqüentes. · O marcante vínculo com o grupo proporciona a noção de força que vem dos pares; para serem aceitos, os adolescentes assumem atitudes para as quais, muitas vezes, não estão preparados. · Na vivência temporal singular, misturam-se ansiedade, desejo de viver tudo rápida e intensamente, não havendo lugar para a espera ou julgamentos. · A evolução da sexualidade traz o exercício da genitalidade, colocando os adolescentes frente a frente como impulsos sexuais que deverão ser vivenciados. Assim, os profissionais de saúde deverão estar preparados para o desafio de orientar um ser ávido por experimentar o novo, destemido, por se julgar invulnerável, e imaturo ou amador para lidar com o impulso sexual, marcado pela genitalidade, num corpo, a todo momento, renovado por mudanças marcantes. Em poucas palavras, a proposta da educação sexual deve conter liberdade, responsabilidade e compromisso, funcionando a informação como instrumento para que adolescentes de ambos os sexos possam ponderar decisões e fazer escolhas mais adequadas. Atente-se, aqui, mais uma vez, para os princípios éticos que regem a medicina do adolescente: a orientação anticoncepcional deverá permanecer em sigilo se o adolescente se mostrar capaz e assim o desejar; o diálogo entre pais e filhos sempre será estimulado. Os anticoncepcionais mais usados são os hormonais (pílulas), já que os preservativos já nem podem ser considerados como proposta anticoncepcional alternativa, sendo de uso obrigatório para exercício da atividade sexual. Outros métodos, como camisinha feminina, diafragma, geléias espermicidas, podem e devem ser discutidos com adolescentes para ampliar o leque de escolhas por meio de informação rigorosa. Anticoncepcionais injetáveis, mini-pílulas, dispositivo intra-uterino (DIU) têm suas indicações específicas. Atualmente, todos os adolescentes precisam receber informações sobre a anticoncepção de emergência. Em toda e qualquer oportunidade, discutir-se-á a ineficácia da "tabelinha" e do coito interrompido. Jamais deverá ser esquecida a doença sexualmente transmissível, em especial a Aids, cabendo, porém, ao médico sempre resgatar a sexualidade como proposta ligada à vida e não à morte. Na ausência de um anticoncepcional ideal, vários aspectos devem ser considerados na escolha do método contraceptivo que mais se adeqüe à paciente adolescente: 1. maturidade biológica; em geral, é menos problemático prescrever contraceptivos para

adolescentes com idade ginecológica (anos após a menarca) superior a 2 anos, quando, freqüentemente, já se completaram o crescimento físico e a maturação do eixo hipotálamohipófise-gônada. 2. maturidade psicológica; a adesão a um método depende da capacidade da adolescente de aceitar e/ou assumir a própria sexualidade; 3. grau de escolaridade e capacidade de compreensão; 4. existência de parceiro estável e participante da escolha anticoncepcional; faixa etária do parceiro; 5. freqüência das relações sexuais (a atividade sexual na adolescência geralmente é esporádica e não programada); 6. grau de motivação para a prática contraceptiva (da adolescente e do parceiro); 7. significado de uma eventual gravidez; 8. utilização inadequada da experiência sexual anterior pela adolescente que inicia sua atividade sexual muito precocemente, próximo à menarca, quando os ciclos menstruais são, na sua maioria, anovulatórios e fica para a jovem a falsa impressão de que ela realmente não engravida (sente-se tranqüila por acreditar-se estéril ou tenta engravidar para ter certeza de que não o é) ; 9. experiências anteriores com métodos anticoncepcionais; 10. existência de gestação e/ou aborto prévios (ao contrário do que se esperaria, a ocorrência de gravidez e/ou aborto anteriores é fator de risco para nova gravidez); 11. conhecimento e opinião da adolescente (e do parceiro) sobre os métodos anticoncepcionais (conceitos, preconceitos, preceitos religiosos, tabus, etc.); 12. opinião dos pais ou responsáveis a respeito do uso de anticoncepcionais por adolescentes; 13. conhecimento dos pais ou responsáveis acerca das práticas sexuais em questão (geralmente eles desconhecem a atividade sexual dos seus filhos); 14. barreiras para a utilização de métodos anticoncepcionais na família; 15. opinião do grupo a respeito dos métodos anticoncepcionais; 16. orientação contraceptiva prévia ou posterior ao início da atividade sexual; 17. avaliação clínica da adolescente: contra-indicações absolutas e relativas; 18. custo e facilidade de aquisição do anticoncepcional escolhido;

19. presença de doença crônica: a escolha do método é mais complexa em que pese a relação riscos e benefícios; 20. taxa de eficácia de cada método (quadro 1): quanto mais a utilização do método depende do indivíduo, mais sua taxa de eficácia prática se afasta da teórica. Tantas são as questões a serem discutidas e avaliadas na seleção de um método contraceptivo, que não é surpresa que a orientação anticoncepcional na adolescência seja tarefa difícil e laboriosa, principalmente considerando-se as características psicossociais próprias desse grupo etário, já discutidas anteriormente, que muito influenciam na prática sexual e contraceptiva. Não se deve esquecer, no entanto, que qualquer método anticoncepcional é mais eficaz do que a ausência de um método. O quadro abaixo apresenta, de maneira resumida, as vantagens e as desvantagens dos métodos anticoncepcionais utilizados na faixa etária adolescente. Quadro 1. Métodos anticoncepcionais: vantagens e desvantagens MÉTODO Pílula combinada VANTAGENS · alta eficácia se usada corretamente · fácil utilização · independente da atividade sexual · diminuição de alterações menstruais e dismenorréia · proteção contra anemia, tumores benignos de mama e ovários, câncer ovariano e de endométrio. DESVANTAGENS · não protege contra dst · necessidade de avaliação médica prévia · necessidade de controle médico posterior · existência de contraindicações absolutas e relativas · freqüentes efeitos colaterais menores · risco de complicações dependendo da idade (>35 anos) e presença de tabagismo · necessidade de motivação · tomada diária · custo elevado das apresentações com baixíssima dosagem de etinilestradiol

Mini - pílula

· não afeta lactação · não causa os efeitos colaterais dependentes de estrógeno

· não protege contra DST · menos eficaz que a pílula combinada · irregularidade freqüentes do ciclo menstrual (sangramento irregular e amenorréia) · tomada diária · não protege contra DST · sangramento irregular · amenorréia · ganho de peso · demora de até 8 meses para o retorno da fertilidade · não protege contra DST · contra-indicação em nulíparas · associação com o aumento na incidência de infecções do trato genital feminino, gravidezes ectópicas e anormalidades do ciclo menstrual · não protege contra DST · necessidade de avaliação médica para prescrição e orientação quanto à colocação · necessidade de reavaliações posteriores por possíveis mudanças nas características locais, pósparto, por obesidade (ganho superior a 5kg), etc.; · aversão cultural ao toque de genitais · possibilidade de deslocamento durante o ato sexual · necessidade do uso de espermicida · reações alérgicas ao látex ou espermicida

Progestágeno de depósito

· alta eficácia · aplicação a cada 3 meses · baixo custo

DIU

· necessidade de motivação para seu uso apenas inicial · não interfere na relação sexual · troca somente a cada 1 - 5 anos · após inserção, reavaliações médicas não tão freqüentes · boa eficácia se uso apropriado · inócuo · pode ser inserido antes do ato sexual · durabilidade: 2 a 3 anos se observadas as recomendações de conservação do produto

Diafragma com espermicida

Preservativo masculino

· proteção contra dst · fácil uso · barato (se atividade sexual pouco freqüente) · eficaz se utilizado corretamente · fácil obtenção · sem necessidade de prescrição médica · responsabilidade da contracepção partilhada pelo casal · sem efeitos colaterais e contra-indicações (exceto reação alérgica ao látex)

· deterioração com o tempo e exposição ao sol, calor e/ ou umidade · possibilidade de furar ou romper · interrupção do ato sexual · tabus relacionados à diminuição do prazer sexual · textura, cheiro e sabor considerados desagradáveis por alguns casais · reações alérgicas ao látex ou aos lubrificantes · custo elevado (se atividade sexual freqüente) · a adolescente depende do parceiro para sua utilização · custo (mais caro que o preservativo masculino) · tabus culturais relacionados à manipulação dos genitais

Preservativo feminino

· proteção contra dst · eficaz se utilizado corretamente · seguro (o poliuretano é 40% mais resistente que o látex do preservativo masculino) · proteção contra dst · independente da vontade do parceiro · possibilidade de inserção prévia à relação sexual (até 8 horas antes) não interrompendo o ato sexual

desde que utilizados adequadamente e guardadas suas contra-indicações. como lúpus eritematoso sistêmico. · Doença crônica que contra-indique seu uso. até no máximo 72 horas · sem contra-indicações para ser utilizado nas situações de emergência (máximo de 6 vezes por ano) · nenhuma Coito interrompido · ineficácia · não protege contra DST · disfunção sexual DST = doença sexualmente transmissível. cérvice. · Certeza ou suspeita de câncer de mama. doenças cardiovasculares com risco de . As contra-indicações absolutas ao uso da pílula anticoncepcional estão listadas a seguir: · Fenômenos tromboembólicos. certeza sobre a segurança do uso de ACO nessa faixa etária. · Sangramento vaginal de etiologia desconhecida. vagina ou de outras neoplasias hormônio-dependente. diabetes insulino-dependente grave. DIU = dispositivo intra-uterino Anticoncepcional oral combinado (ACO) O grande número de estudos e os anos de utilização fornecem ao profissional que trabalha com adolescentes. acidente vascular cerebral (AVC) e oclusão coronariana atuais ou pregressos. · Hepatopatia aguda ou crônica. hipertensão arterial grave. endométrio. · Certeza ou suspeita de gravidez.Abstinência periódica · não requer drogas · aprovado pela igreja católica · promoção do diálogo do casal · seu uso aumenta os conhecimentos sobre a fisiologia da reprodução · não protege contra DST · baixa eficácia · ineficaz quando os ciclos são irregulares · requer registro e conhecimento dos ciclos menstruais · requer planejamento da atividade sexual · abstinência de 1/3 a 1/2 do ciclo · desejo e oportunidade não estão relacionados com o ciclo menstrual · não protege contra DST · baixa eficácia e com efeitos colaterais quando utilizado como método anticoncepcional rotineiro Anticoncepção de emergência · eficaz quando utilizada logo após o ato sexual desprotegido.

2. corticosteróides. fenobarbital e carbamazepina). permanece controversa. A escolha do método contraceptivo para este grupo é muitas vezes difícil. cefaléia tipo hemicrânia. como ampicilina e doxiciclina. Anticoncepcionais orais utilizados na adolescência Estrogênio/dose Etinilestradiol 35µg Progesterona/dose Acetato de ciproterona 2mg Nome comercial Diane 35 (Schering) Selene (Eurofarma) . A interação com outros antibióticos de uso comum. sendo prudente orientar o uso concomitante de método de barreira durante a tomada do antibiótico. · fatores de risco para tromboembolismo. Deve-se conhecer os medicamentos que interagem com o ACO. Drogas cujos efeitos podem ser alterados pelos ACO. epilepsia. deve-se orientar o uso concomitante de método de barreira ou utilizar um método não-hormonal. · existência de doenças crônicas. A orientação anticoncepcional desta clientela quando do início da atividade sexual é uma delas. Os anticoncepcionais orais combinados utilizados na adolescência são os ditos de baixa dosagem. anticonvulsivantes (hidantoína. Quadro 2. estão apresentadas no quadro a seguir. cada caso deve ser analisado cuidadosamente. Algumas apresentações comerciais de anticoncepcional combinado. mais utilizado na adolescência. depressão. entre outras. beta-bloqueadores. O aumento da sobrevida de pacientes portadores de diversas patologias crônicas gera uma nova preocupação por parte dos especialistas que os atende. aumentando-os (antidepressivos tricíclicos. Drogas que aumentam a concentração sérica de estradiol: vitamina C e co-trimexazol. ou seja. griseofulvina. Em algumas situações deve-se considerar a relação risco/benefício: · idade ginecológica inferior a 2 anos. entre outras. benzodiazepínicos. uma vez que seu uso concomitante pode diminuir a eficácia do contraceptivo: 1. neuroses graves. 3. Drogas que diminuem a eficácia do ACO: rifampicina. sendo necessário sempre contrabalançar os potenciais efeitos adversos do método com o de uma possível gravidez sobre a doença. como hipertensão arterial leve ou moderada. com concentração do componente estrogênico variando entre 20 e 35µg. · uso de medicamentos que interagem com a pílula.tromboembolismo. diabetes mellitus moderado. do tipo monofásico. meperidina e teofilina) ou diminuindo-os (acetaminofeno e anti-coagulante oral).

.15mg Nordette (Wyeth) Microvlar (Schering) Ciclon (Haller) Ciclo 21 (União Química) Microdiol (Organon) Gynera (Schering) Minulet (Wyeth) Mercilon (Akzo Organon) Femina (Aché) Primera (Eurofarma) Femiane (Schering) Harmonet (Wyeth) Diminut (Libbs) Desogestrel 0. Não se deve esquecer que o uso de um anticoncepcional é muito mais do que simplesmente a ingestão de uma pílula. tabus. a que horas tomar. mas nem o exame pélvico nem os exames laboratoriais são pré-requisitos para a o início do uso do ACO. de acordo com anamnese e exame físico. Não raramente. o que fazer em caso de vômitos ou diarréia. na prática.15mg Gestodene 0. O ideal é que essas adolescentes tenham também uma avaliação ginecológica. efeitos colaterais e a possibilidade de sangramentos nos primeiros ciclos (importantes causas de abandono).15mg Gestodene 0. melhor adesão quando ela tem o apoio do seu parceiro ou dos seus pais. Uma adolescente com risco para engravidar. contra-indicações para seu uso já pode iniciar a tomada do anticoncepcional enquanto aguarda resultado de exames laboratoriais e avaliação ginecológica. glicemia. as adolescentes esquecem de tomar a pílula. preconceitos. o que fazer se esquecer. É necessário que se faça uma orientação detalhada. que opte pelo ACO e que não tenha. também exige que sejam tomadas regularmente a cada 24 horas. assim como aspectos práticos da utilização do método. a qual deve ser reforçada nos retornos que se seguem. até que se certifique que a adolescente está utilizando o ACO adequadamente. se possível) os riscos e benefícios dos ACO. religiosas. Devem ser discutidos com a adolescente (e parceiro. envolve questões morais. triglicérides e função hepática. segredos. etc. A baixa dosagem hormonal das pílulas atuais.Etinilestradiol 30µg Levonorgestrel 0. O rastreamento laboratorial para a adolescente candidata ao uso de ACO deve incluir: hemograma. éticas.075mg Etinilestradiol 20mg Desogestrel 0. colesterol total e frações. observando-se. que garante a segurança do seu uso.075mg Deve-se realizar uma anamnese cuidadosa e exame físico completo para avaliar a presença de contra-indicações à prescrição da pílula. como: quem vai comprar. onde vai guardar (principalmente em caso de não conhecimento dos pais).

deve informá-lo sobre o uso do ACO. mas têm o inconveniente de serem mais caras e não estarem disponíveis para distribuição nos serviços públicos. Quadro 3. as opções de anticoncepção de emergência aprovadas pelo Ministério da Saúde estão apresentadas no quadro 3. Anticoncepção de emergência APRESENTAÇÃO Pílula anticoncepcional comprimido com 50mcg de etinilestradiol + 0. por exemplo. quando. quanto mais precoce for a ingestão do medicamento. orienta-se quanto às situações clínicas que sugiram tal problema. dor torácica grave com tosse e dificuldade respiratória. Embora o tromboembolismo seja uma complicação muito rara dos ACO de baixa dosagem. maior a eficácia. cefaléia muita intensa. caso necessite passar por outro médico. a adolescente deverá parar de tomar a pílula e procurar imediatamente um atendimento médico: dor abdominal grave. perda ou borramento de visão. A ação anticoncepcional desses métodos só é garantida se a droga for administrada até 72 horas após a relação sexual desprotegida. Adolescentes a serem submetidas a cirurgias nos membros inferiores e/ou que exijam imobilização pós-operatória não deverão fazer uso de ACO pelo risco aumentado de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.Deve-se orientar ainda sobre a possibilidade de interações medicamentosas e que ela. Na prática.25mg de levonorgestrel comprimido com 30mcg de etinilestradiol + 0.DST) e discutir a necessidade do uso concomitante de preservativo (masculino ou feminino). dor na perna grave.15mg de levonorgestrel NOME COMERCIAL Neovlar Evanor ADMINISTRAÇÃO 02 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 4 comprimidos) combinada Nordette Microvlar 04 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 8 comprimidos) . As pílulas contendo apenas progestogênio apresentam menos efeitos colaterais. como náuseas e vômitos. Nunca é demais reforçar o conceito de dupla proteção (contra gravidez e doenças sexualmente transmissíveis . então. Na prática. os métodos mais utilizados envolvem a administração de hormônio via oral em altas doses. Anticoncepção de emergência A contracepção de emergência é definida como a utilização de uma droga ou dispositivo para evitar a gravidez após uma atividade sexual desprotegida.

vários aspectos devem ser abordados. · O próximo ciclo pode ser antecipado ou retardado. Na orientação para anticoncepção de emergência. tendo-se o cuidado para que o acesso a essa informação não venha a encorajar a prática de sexo inseguro e desencorajar o uso de um anticoncepcional mais eficaz de forma regular. · A anticoncepção de emergência não protege contra DST e nem contra outra gravidez no ciclo. sangramento irregular. · O próximo fluxo menstrual pode ser mais intenso ou com volume inferior ao habitual. Efeitos colaterais menos freqüentes são: aumento de sensibilidade mamária. retenção líquida e cefaléia. pode-se optar pelo uso de anti-emético uma hora antes da tomada das doses.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A orientação sobre anticoncepção de emergência deve constituir parte da orientação anticoncepcional como um todo. Como as náuseas são freqüentes.75mg de levonorgestrel Postinor-2 01 comprimido cada 12 horas (2 doses total: 2 comprimidos) É importante orientar a adolescente que. Copyright © 2001 IDS .Pílula contendo apenas progestágeno comprimido com 0. · A adolescente deve pensar na possibilidade de gravidez caso a menstruação não ocorra dentro de 3 semanas. deve repetir a dose. se ela apresentar vômitos dentro de 1 hora da ingestão das pílulas combinadas (2 horas no caso da pílula contendo apenas progestágeno). principalmente quando da utilização do método combinado.

Barros1 Dr. Carlos Alberto Ruiz2 Prof.2%. José Aristodemo Pinotti3 Última Atualização: 9/21/2001 7:53:50 AM 1 2 3 Professor Associado de Ginecologia da FMUSP Médico Assistente da Clínica Ginecológica do HCFMUSP Professor Titular de Ginecologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A dor mamária é queixa comum.6% apresentavam mamas moderadamente dolorosas. impedindo as atividades normais e necessitando de analgésicos. Dr. No entanto. sem interferência com atividades normais e sem necessidade de analgésicos. interferindo com as atividades normais e às vezes necessitando analgésicos e 0. que surge no início da . D. a prevalência de mastalgia foi de 66.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. 4. acompanhada ou não de espessamento mamário. Em mulheres brasileiras entre 17 e 45 anos. Alfredo Carlos S. A dor nas mamas (mastalgia). 60. Dr. com freqüência entre 30 e 70% das mulheres em alguma fase da vida.8% tinham mamas intensamente dolorosas.9% das mulheres apresentavam mamas pouco dolorosas.

Costumam regredir na menopausa e reaparecer com a reposição hormonal. As "alterações funcionais benignas das mamas" são mais freqüentes em nuligestas e em mulheres com baixa paridade. Nesta fase. principalmente nos quadrantes súpero-laterais. Pequenos nódulos agrupados tendem a formar placas de espessamento endurecido. existe tendência dor ser acompanhada por espessamento de parênquima. raramente é severa e na grande maioria das vezes apresenta reforço sintomático pré-menstrual. que se apresentam como áreas granulosas à palpação.altura. comprimento e largura . exteriorizando-se por vários orifícios de cada lado e de forma nãoespontânea. amarelada. As "alterações funcionais benignas das mamas" iniciam-se por volta dos 20 anos. Copyright © 2001 IDS . com três dimensões . o fluxo é quase sempre bilateral. Apresenta coloração esbranquiçada. geralmente por volta dos 30 anos. A sensação dolorosa é quase sempre de leve intensidade. Evidenciam-se a irregularidade e a nodularidade do tecido. Às vezes a acentuada fibrose determina um nódulo dominante. Raramente é incolor ou serossanguinolenta.menacme e tende a desaparecer na menopausa. esverdeada. recebe a denominação de "alterações funcionais benignas das mamas".que chega a simular uma neoplasia. Nesta circunstância. apenas mediante expressão. acastanhada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . É muito comum nas "alterações funcionais benignas das mamas" o fluxo papilar. com sinais de ingurgitamento local. as mamas não costumam apresentar alterações palpatórias importantes. isto é. Mais tarde.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Elsa Aida Gay de Pereira1 Cíntia Irene Parellada2 Última Atualização: 8/15/2001 10:30:10 AM Médica assistente doutora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduanda na área de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP 2 1 Cancro mole Candidíase Donovanose Escabiose pubiana Fissuras Herpes .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Hiperplasia de células escamosas Intertrigo Linfogranuloma venéreo Líquen escleroso Melanose Vulvar Papilomavírus humano Pediculose pubiana Sífilis Síndrome de Behçet Tricomoníase Tumores Benignos da Vulva Úlceras genitais Vaginose atrófica Vaginose bacteriana Vaginose citolítica Vulvodínia Copyright © 2001 IDS .

A adolescência associada à gravidez cria novos desafios existenciais: os novos papéis de mulher adulta e mãe são assumidos em tempo exíguo. muitas vezes. insatisfatório. alcançando a cifra de . temos cerca de 1 milhão de gestantes adolescentes por ano. exigindo um desenvolvimento psicoemocional acentuado e. fisiológicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Marco Aurélio Galletta1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:06:32 AM 1 2 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A adolescência é um período de mudanças anatômicas. psicológicas e sociais que separam a criança do adulto. prolongando-se dos 10 aos 20 anos incompletos pelos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) ou dos 12 aos 18 anos de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. No Brasil. gerando situação de difícil enfrentamento.

sendo interessante que as adolescentes possam se encontrar com jovens na mesma situação. em três tomadas. Começa-se pela detecção das pacientes de risco (todas as adolescentes). que poderia começar com 750 mg/dia. mas consegue-se prevenir as principais complicações: eclâmpsia e síndrome HELLP (hemólise. Este último. Outra possibilidade . pode não ser apropriado em momentos em que se necessita ação hipotensora imediata e efetiva. proteinúria > 2 g/24 h. infecções urogenitais. pois a paciente comumente negligencia aspectos importantes da sua saúde. até o máximo de 2 g/dia.diastólica >= 100 mmHg). A gravidez na adolescência preocupa pesquisadores. apesar da associação de medicamentos. com ação hipotensora discreta. pela elevada prevalência e repercussões médicas e sociais. por ter meia-vida prolongada e efeito hipotensor menos pronunciado. abortamento. Há dúvidas sobre a possibilidade de se prevenir a pré-eclâmpsia. também seria outra indicação de parto terapêutico. Nesta fase. A gravidez é de risco quando a gestante ou o concepto estão sujeitos a lesões ou mesmo morte em decorrência do ciclo gravídico-puerperal. o tratamento básico consiste em dieta hipossódica e repouso. estresse associado à gravidez). Embora o número total de partos caia. O atendimento deve ser em separado das demais gestantes. maior índice de parto cesárea. podendo aumentar até 30 mg/dia. trabalho de parto prolongado. grande parte das mortes na adolescência estão relacionadas à complicações da gravidez. malformações fetais. como a levomepromazina. O mau controle pressórico. lacerações perineais. uma a três gotas a cada 8 h. sinais de iminência de eclâmpsia e exames alterados. em duas ou quatro tomadas. A gravidez na adolescência vem a ser uma situação de risco. Nos casos mais graves (pressão arterial . A estruturação de um atendimento que privilegie a formação de grupos educativos (transmitindo informações) e espaços de troca entre as adolescentes grávidas é altamente produtivo. iniciando com 5 mg a cada 12h. buscando-se detectar aumento brusco de peso e surgimento do edema. As lesões e complicações mais frequentes são toxemia gravídica. sendo o pindolol a primeira opção. que agiria diminuindo a ansiedade. Pode-se ainda adicionar algum sedativo. em três tomadas.PA . parto e puerpério. disfunção uterina. Doença Hipertensiva Específica da Gravidez A doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) é muito freqüente na adolescente (primiparidade. o número de grávidas na adolescência aumenta (com acréscimo significativo na faixa etária dos 10 aos 14 anos). especialistas e autoridades em saúde pública. No Brasil. deve-se pesquisar a maturidade fetal (com amniocentese). que resolverão a grande maioria dos casos. baixo peso ao nascer. A mortalidade materna e perinatal é maior na gravidez na adolescência. entre outros). asfixia perinatal e icterícia neonatal. com vistas à interrupção da gravidez (indução do parto. desproporção céfalo-pélvica. Nos casos classificados como de pré-eclâmpsia grave (PA > 160 x 110. dado extremamente preocupante. deve-se internar a paciente e introduzir anti-hipertensivos. se não houver contra-indicação).700 mil partos nesta faixa etária por dados do Sistema Único de Saúde (SUS). enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia). Outra opção seria a metildopa. Outros ainda adicionam: anemia materna. apresentações anômalas. amniorrexe prematura e prematuridade. síndromes hemorrágicas.

A suplementação do ferro deve ser feita conforme indicado no capítulo de pré-natal. Deve-se incentivar uma alimentação balanceada rica em frutas. verduras e alimentos ricos em ferro.500 g). primeiro sinal da instalação da DHEG. tornando a presença de anemia bastante freqüente. também. conforme descrito no capítulo sobre os problemas mais comuns na gravidez. O ganho de peso insuficiente na gravidez é uma das condições mais freqüentemente associadas à prematuridade. Além da vulvovaginite. inadequada. Quando se detecta presença de anemia ao exame clínico. deve-se fazer um hemograma para caracterizar o tipo específico. perguntando à paciente. cuja dose via oral poderia começar com 510 mg e subir de acordo com a necessidade. sobre sintomas dolorosos e percepção de contrações. é necessário perguntar sobre presença de corrimento em todas as consultas. sem sentir absolutamente nada. O médico deve estar atento para sinais incipientes de trabalho de parto prematuro. Portanto. sem superar os 30 mg diários. em todas as consultas a partir de 28 semanas. conseqüência da freqüente prematuridade (duas vezes mais freqüente que nas mulheres mais velhas).seriam os benzodiazepínicos. a adolescente apresentar vulvovaginites intensas. semanais. a freqüência das consultas de pré-natal deverá ser menor na adolescente. É muito comum a adolescente chegar no pronto socorro em trabalho de parto prematuro irreversível. como o diazepam. É comum. principalmente nas últimas semanas. principal complicação perinatal da gravidez na adolescência. A presença de anemia na gravidez aumenta o risco de infecções e parto prematuro. pois é nesse período final que a doença se estabelece. E seria ainda mais freqüente na adolescente que engravida logo após a menarca. frente ao risco de se desenvolver a hipertensão longe dos olhos do pré-natalista. Isto deve ser a todo custo evitado. com baixa ingestão de proteínas e sais minerais. com dilatação importante. Se isto for impossível. Anemia A dieta da adolescente é. a infecção urinária também é causa comum de parto prematuro. muitas vezes. Inconcebível se torna a possibilidade da "alta" do pré-natal. Retornos depois da 30a semana devem ser quinzenais e. sem se queixar para o médico que a assiste. As infecções de trato urinário devem ser tratadas com antibióticos adequadamente prescritos. é adequado repor ferro e folato e observar a evolução clínica da paciente. contribuindo para o aumento da mortalidade materna nessa faixa etária. explicando a ela o que é contração e trabalho de parto antes que eles ocorram. comparativamente à gestante com mais de 20 anos. estando muitas vezes presente nas adolescentes. Prematuridade A gravidez na adolescência se associa ao recém-nascido (RN) de baixo peso (< 2. É fundamental medir a pressão em todas as consultas e pesar a paciente para identificar aumento de peso. após a 36a semana. Para identificar a pré-eclâmpsia. Crescimento intra-uterino retardado (CIUR) A presença do crescimento intra-uterino retardado na adolescência é mais freqüente por .

para notar o ritmo de crescimento a partir do peso estimado pelo ultra-som. evitando-se complicações mais graves da insuficiência placentária (sofrimento e óbito fetal). desde que as idades calculadas fossem concordantes. É importante tratar a anemia e melhorar a ingestão alimentar das pacientes de baixo peso. A curva permite que se observe mudança do padrão de crescimento da AU. O ultra-som deve ser solicitado em pelo menos três ocasiões durante o pré-natal. nenhum método contra-indicado na adolescência e que todos podem contribuir para diminuir a reincidência da gravidez. discutidos em detalhes no capítulo específico. aumentando o aporte calórico com os recursos disponíveis. situações estas . que geralmente se faz em piores situações. A cesárea representa um risco para a presente gravidez e também para o futuro obstétrico desta mulher. em princípio. Preparo para o Parto O parto cesárea é mais comum na gestante adolescente. elevando os riscos de rotura uterina. configurando o CIUR na eventualidade de não se detectar o aumento de peso esperado. acretismo placentário e placenta prévia. do que simplesmente sua posição em relação à situação de eutrofia). antes da caracterização definitiva do CIUR. Ao discutir a utilização de tais métodos. É papel da equipe de saúde orientar a adolescente sobre métodos anticoncepcionais. dois ultra-sons no segundo trimestre. devemos também atentar para a possível baixa estima e confusão de papéis da adolescente em questão. com comparação dos dados com curva padrão (curva de Belizán mostrada no capítulo sobre pré-natal normal). A abordagem preventiva do CIUR durante o pré-natal deverá se ater ao diagnóstico e controle precoces das doenças acima citadas. Na falta deste. contribuindo para intervenções precoces como repouso e aumento da ingestão protéico-calórica. com intervalo de duas ou três semanas. sendo repetido seriadamente para confirmação diagnóstica. A medida da altura uterina (AU) em toda consulta é fundamental. desnutrição e ganho ponderal insuficiente durante o pré-natal. Tal recurso também poderá ser utilizado no final da gravidez. devendo ser interpretadas com cuidado (importa mais o ascenso constante da curva de peso/altura. cientes das peculiaridades da adolescente e das ansiedades próprias da idade. Prevenção de nova gravidez É de fundamental importância na adolescente que já engravidou a prevenção de novos episódios. anemia. paralelamente ao padrão já definido de aumento de peso. seriam suficientes para firmar a IG. O diagnóstico de CIUR deve ser feito precocemente. O médico deve orientar a nutrição da gestante. quer sociais ou médicas. É impossível fazer o diagnóstico de CIUR durante a gestação sem saber ao certo a idade gestacional (IG) por um ultra-som realizado no primeiro trimestre. lembrando que não há. Toda a equipe de saúde da família deve participar do preparo da adolescente para o trabalho de parto. além do risco infeccioso e hemorrágico.uma série de razões: síndromes hipertensivas (em especial a pré-eclâmpsia). Lembrar que as curvas de adequação do peso à idade gestacional não são de todo adapatadas à adolescente.

que podem comprometer em muito a aderência ao método.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

A gestação de baixo risco deve ser acompanhada sem grandes interferências. a fisiopatologia das intercorrências clínicas e as modificações emocionais do ciclo gravídico-puerperal. O aumento do número de consultas nas últimas semanas de gestação é importante para melhorar a . O pré-natal deve se iniciar o mais precocemente possível e as consultas devem ser mensais até a 30ª semana.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Roberto Eduardo Bittar1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/5/2001 9:59:50 AM 1 2 Professor Associado de Obstetríca da FMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A assistência pré-natal é fundamental para o preparo da maternidade. como trabalho de prevenção de intercorrências clínico-obstétricas e assistência emocional. O profissional que dá assistência pré-natal deve conhecer a fisiologia da gravidez. e semanais até o parto. Não deve ser encarada como simples assistência médica e sim. quinzenais ou semanais até a 37ª semana.

esclarecer suas dúvidas e fazer um exame clínico cuidadoso são mais importantes que o excesso de tecnicismo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .avaliação obstétrica e propiciar apoio emocional ao parto. iatrogênico. Ouvir a gestante. muitas vezes. A avaliação clínica e os resultados dos exames devem ser anotados na ficha médica e no cartão do pré-natal da gestante. Além do número de consultas adequado deve-se dar qualidade a cada uma delas.

o de maior incidência na mulher. mas . por muito tempo. Dr.Jesus Paula Carvalho1 Prof Dr Alfredo Barros1 Última Atualização: 12/4/2001 11:50:02 AM 1 Disciplina de Ginecologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Câncer do Colo do útero Câncer do Endométrio Câncer de Mama Câncer do Ovário Câncer da Vulva Câncer do Colo do útero O câncer do colo do útero foi.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Prof.

em anos recentes. Todos os fatores que contribuem para enfraquecer as defesas imunológicas agem em favor do desenvolvimento do câncer.(http:// www. Quanto maior o número de parceiros. A deficiência de vitaminas A e E. inca. Acredita-se que o exame de Papanicolaou foi a descoberta da medicina que maior impacto causou na redução da mortalidade por câncer em todo o século XX. A prevenção do câncer do colo do útero fazse pela observância de higiene sexual evitando contato desprotegido com parceiros contaminados pelo papilomavírus humano.br/prevencao/colo_utero/index. É mais frequente nas mulheres com inicio sexual em idade precoce.superado.inca. o que ocorre por volta dos dezoito anos de idade. O exame de Papanicolaou continua sendo o método mais eficiente para este fim. Outro fator que contribui sobremaneira para o aparecimento do câncer do colo do útero é a promiscuidade sexual.org.br/prevencao/programas/pncccu/index. Nesta fase. Nas relações sexuais. além de mais de trezentas substâncias com potencial efeito cancerígeno. assim como pelo início de atividade sexual somente quando o aparelho genital estiver totalmente desenvolvido. Deve ser realizado em todas as mulheres com atividade sexual com periodicidade que não ultrapasse 2 anos de intervalo. Pode-se prevenir o aparecimento da doença ou diagnosticá-la em fase precoce.org. caracterizada pela multiplicidade de parceiros sexuais e pelo coito não protegido com preservativo. o que é proporcionalmente maior do que no câncer da mama. O diagnóstico precoce das lesões que precedem o câncer invasivo é possível e permite que estas lesões possam ser tratadas e curadas em 100% dos casos.html). maior será a possibilidade de contrair a infecção pelo papilomavírus humano e evoluir para o câncer.html). É um tumor que apresenta desenvolvimento lento e progressivo ao longo de muitos anos e somente apresenta sintomas característicos quando a doença já se encontra em forma avançada. O câncer do colo do útero é doença frequente nas camadas mais pobres da população e está fortemente ligado à atividade sexual. . (http://www. ácido fólico e o uso de pílulas anticoncepcionais também podem contribuir para o aumento da incidência do câncer do colo do útero. O câncer do colo do útero é muito mais frequente nas mulheres que fumam. aumenta com o número de parceiros e também com o estado de saúde e higiene dos parceiros sexuais. a mulher contrai a infecção pelo papilomavírus humano . O papilomavírus humano é bastante frequente na população geral.que hoje acredita-se que é o principal agente etiológico responsável por esta doença. uma de cada três mulheres morrem da doença. mas apenas aquelas mulheres mais suscetíveis desenvolverão o câncer. pois o cigarro tem um forte efeito imunossupressor. pelo câncer da mama.o HPV . É um exame simples. disponível nas unidades básicas de saúde e pode ser aplicado em grandes populações com impacto poderoso na redução dos casos de câncer invasivo. Também a infecção pelo papilomavírus humano tende a ser mais séria e duradoura na mulher fumante.

na prevenção da obesidade e no controle do diabetes mellitus. Também está relacionado com dieta rica em gorduras e hipercalóricas. Também deve-se acompanhar regularmente o estado do útero através de exames clínicos e ultrasonográficos que muito se prestam para este fim. Ocorre mais frequentemente em mulheres na pós-menopausa. Câncer do Endométrio O câncer do endométrio é também conhecido como câncer do corpo do útero. . ensinar a autopalpação (http://www. orientar a realização periódica de mamografias que buscam lesões não palpáveis que seriam teoricamente a forma inicial do carcinoma mamário. Não dispomos de métodos preventivos para a atenção ao câncer mamário. a ausência do hábito de amamentar e ao consumo de bebidas alcóolicas. A prevenção do câncer do endométrio baseia-se na mudança de hábitos de vida. que tiveram poucos filhos ou dificuldades para engravidar. O exame de Papanicolaou. As causas do câncer de mama estão relacionadas com hábitos reprodutivos. O câncer do endométrio é frequente entre mulheres obesas.inca. É uma doença relacionada com altos níveis de hormônios estrogênios circulantes.Câncer de Mama O câncer de mama é atualmente a neoplasia maligna com maior incidência entre as brasileiras e responsável pela primeira causa de morte por câncer. O que fazemos na verdade é utilizar métodos clínicos e de imagem para o diagnóstico precoce. o câncer do endométrio é uma doença das mulheres com maior nível de renda e educação formal. Nas mulheres submetidas a terapia de reposição hormonal. na redução da ingestão de gorduras. biópsia incisional ou biópsia excisional. que fizeram tratamentos hormonais não-controlados. como paridade tardia. O diagnóstico é feito a seguir através de estudo anátomo-patológico por punção aspirativa. Deve-se valorizar os sintomas de aparecimento de sangramento vaginal de qualquer quantidade nas mulheres após a menopausa ou naquelas mulheres próximas da menopausa e com alterações importantes no padrão menstrual. pois sua sensibilidade não ultrapassa 30% dos casos. entretanto.org. diabéticas. trocáter. Diferentemente do câncer do colo do útero. previne-se o câncer através da administração simultânea de hormônios com capacidade de proteger o endométrio.html)(explicando o período do ciclo menstrual mais adequado para a sua realização). não é um bom método para detectar o câncer do endométrio. A principal manifestação do câncer do endométrio é a volta do sangramento na mulher que já tinha parado de menstruar. A única forma de diagnosticar precocemente o câncer mamário é fundamentalmente fornecer informações às pacientes das formas de diagnóstico de que dispomos.br/prevencao/ae-mama/index. a redução do número de filhos.

O diagnóstico do câncer do ovário em estágios precoces ocorre em menos de um quarto das vezes e têm importância fundamental no prognóstico. desestimulando a atividade sexual promiscua. O principal agente causador do câncer da vulva é o papilomavírus humano que. principalmente nos pruridos crônicos ou nas lesões de aspecto elevado. Os primeiros sintomas devem ser valorizados. o que faz concluir que para o câncer do ovário não existe ainda métodos eficientes de rastreamento para emprego populacional. Câncer da Vulva O câncer da vulva é o menos frequente. está relacionado com a atividade sexual. iniciando-se como lesões discrômicas. A prevenção do câncer da vulva se faz de forma idêntica ao câncer do colo do útero. da mesma forma que no colo do útero. por vezes elevadas ou ulceradas e altamente pruriginosas. Não se conhece ainda qual o fator causador do câncer do ovário. discrômicas ou ulceradas. Todos os programas de rastreamento do câncer do ovário tentados até o momento não demonstraram impacto importante na redução da doença. Tratamentos sintomáticos a base de cremes servem muitas vezes apenas para retardar o . Mulheres que usaram pílulas por mais de cinco anos apresentam redução de até 60% no risco de câncer do ovário. o tabagismo e a multiplicidade de parceiros.Câncer do Ovário O câncer do ovário é o mais temido de todos os tumores genitais pois é uma doença que ocorre em mulheres de todas as faixas etárias com tendência maior após os cinquenta anos de idade. O único fator de real impacto de prevenção do câncer do ovário é o uso de pílulas anticoncepcionais. representando cerca de 1 % de todos os tumores malignos ginecológicos. Sua evolução é rápida e silenciosa e quando aparecem os sintomas a doença frequentemente já se disseminou para outros órgãos. O câncer da vulva evolui também de forma lenta e progressiva. O exame clínico e ultra-sonográfico periódico pode detectar a presença de massas tumorais pélvicas que devem ser investigadas por métodos invasivos. comprometendo as possibilidades de cura. mas diferentes estudos demonstraram que é uma doença mais frequente em mulheres que ovulam muitas vezes. A infecção viral contraída na juventude pode ficar latente e causar o câncer da vulva muitas décadas depois. É comum estas mulheres retardarem a busca por tratamento destas lesões iniciais e isto compromete sobremaneira o prognóstico. Ocorre mais frequentemente em mulheres idosas após os sessenta anos de idade.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .diagnóstico e comprometer o tratamento. Copyright © 2001 IDS . Toda alteração da textura da pele vulvar deve ser submetida a biópsia para estudo histológico.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Seizo Miyadahira1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:12:38 AM 1 2 Médico Assistente. Doutor em Medicina Pela FMUSP Professor Titular .Disciplina de Obstetrícia da FMUSP Amniorrexe prematura Anemias Anemias fetais Assistência ao parto prematuro Cardiopatias Desvios do crescimento fetal Diabetes .

triar de forma precisa e selecionar as gestantes com intercorrências que exigem referência para serviços secundários e terciários (hospitalares). figuram queixas importantes consideradas como fisiológicas na gravidez. recepcionando o concepto sem traumas. decorrentes dos avanços no campo da propedêutica e terapêutica materna e fetal. outras alterações menos freqüentes trazem conseqüências graves à unidade materno-fetal (gestação de alto risco). a propedêutica e a . podem ser preparados psicológica e emocionalmente. Entretanto. Raramente determinam desvios importantes no curso da gravidez.Eclâmpsia Gestação múltipla Hepatite B e C HIV Infecção do trato urinário Inibição ao parto prematuro Pós-datismo Pré-eclâmpsia Rubéola Sífilis Síndromes Hipertensivas na Gestação Toxoplasmose O seguimento pré-natal sofreu mudanças radicais nas décadas recentes. Sob a denominação de problemas mais comuns na gestação. Toda e qualquer anormalidade que se diagnostica no curso de uma gestação deve ser abordada focando os dois compartimentos: materno e fetal. cabendo aos profissionais de nível primário (essencialmente ambulatorial) tarefa das mais fundamentais que é o de diagnosticar. A gestante e seus familiares se beneficiam muito do diagnóstico correto de malformações do feto. sendo o tema central deste capítulo. Assim. tonturas e lipotímias. O atendimento médico durante o seguimento pré-natal deve respeitar a hierarquia dos níveis de atenção à saúde. tão comuns quando o diagnóstico é realizado no nascimento ou muito tempo depois. como a êmese gravídica.

terapêutica em obstetrícia devem ser direcionadas para o binômio: saúde materna e saúde do feto. Internação: repouso no leito. Pré-eclâmpsia: hipertensão. Eclâmpsia: pré-eclâmpsia associada a convulsões caracterizam a eclâmpsia. A elevação da pressão arterial deve-se manter por até 6 horas após a primeira medida. Síndromes Hipertensivas na Gestação é complicação. Vigilância da Vitalidade Fetal Conduta Obstétrica: resolução da gestação: na maturidade fetal Leve Pressão Diastólica < 110 mmHg Grave Pressão Diastólica => 110 mmHg Proteinúria > 3. tratamento antihipertensivo. exigindo tratamento em Unidades de Terapia Intensiva. responsável pelo maior índice de mortalidade e morbidade perinatal. mas comum na gravidez (presente em 5-10% das gestantes). Vigilância da Vitalidade Fetal semanal. Existem situações em que apenas um dos compartimentos está comprometido e todo o investimento deve ser direcionado a ele. Trata-se de intercorrência das mais graves em obstetrícia. Quadro 1. após 20 semanas de gestação. devem ser identificados níveis iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg se os níveis anteriores forem desconhecidos. Para a vigilância da saúde materna. é fundamental que haja uma assistência pré-natal. ou. sedativos. intercorrências próprias da gestação (doenças obstétricas) e doenças fetais.0 g/24 horas . proteinúria e edema. A pressão arterial deve aumentar 30 mmHg na sistólica e 15 mmHg na diastólica. sedativos. As diversas situações de morbidade em obstetrícia podem ser enfocadas em 3 grandes grupos: intercorrências clínicas. Conduta Obstétrica: permitese a evolução da gestação até 40 semanas. Classificação das Doença Hipertensiva Específica da Gestação e conduta Classificação Critérios Conduta Ambulatorial: repouso relativo.

ECG. Sulfatação. Adequação das drogas antihipertensivas e vigilância fetal mais intensiva. Avaliação das condições fetais (ultra-sonografia obstétrica + Provas de Vitalidade Fetal).Internação: nos casos graves (PA diastólica > 110 mmHg). salvo em casos de Hipertensão não controlável e diante de alterações no compartimento fetal. sendo 5 g (10 ml) em cada glúteo.Iminência de Eclampsia Epigastralgia + Cefaléia + distúrbios visuais (fosfenas) Semelhante à Eclâmpsia (ver abaixo) Internação com cuidados intensivos: monitoração dos sinais vitais. assegurada a viabilidade fetal hipertensão arterial . Manutenção: nas 24 hs seguintes. 5 g IM cada 4 horas. tratamento antihipertensivo. Propedêutica Laboratorial Materna para a avaliação das complicações (HELLP). quando se indica a resolução. conduta obstétrica Permite-se a evolução até 40 semanas. Manutenção: EV 1 g/hora em soro de 400 ml + 10 ampolas a 10% (16 gotas/minuto) Hipertensão arterial crônica: diagnóstico antes de 20 semanas (níveis pressóricos iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg) ou sua persistência após 42 dias de puerpério. Hipertensão arterial com pré-eclâmpsia superajuntada: a presença de sinais e sintomas próprios da pré-eclâmpsia associados à proteinúria e elevação dos níveis séricos de ácido úrico configuram este quadro grave.Sulfato de Mg 4 g EV (10%) EV.Dose de ataque . Sondagem Vesical. Resolução: se o peso estimado for >= 1000 g Eclâmpsia DHEG + CONVULSÕES *Sulfatação: Esquema de Pritchard:. Síndrome hipertensiva conduta clínica Acompanhamento ambulatorial com tratamento antihipertensivo e avaliação das condições fetais (ultra-sonografia + avaliação da vitalidade fetal).Sulfato de Magnésio 4 g (10%)EV + 10 g (50%) IM profundo com agulha de raqui. Esquema de Zuspan: Dose de ataque .

o seguimento deve ser muito diferenciado de acordo com o tipo de diabetes. efetuado com 26 semanas de gestação Indicado para os casos de risco: Curva Glicêmica: com 28 semanas de gestação. A dosagem da glicemia de jejum. o controle da doença se faz pela instituição de dieta própria para o diabetes (sem açúcar livre). o parto prematuro terapêutico deve ser levado em conta. É fundamental o controle glicêmico rigoroso. o controle da doença é fundamental antes da gravidez. É indicada toda propedêutica para o diagnóstico das complicações como a Síndrome HELLP Resolução da gestação se impõe na medida da gravidade desta associação de doenças. Quadro 2. Conduta clínica diante da suspeita diagnóstica ou da confirmação clínica do Diabetes fatores de risco Idade. Teste simplificado: Teste de Tolerância à Glicose Oral de 50 g. Nas pacientes que apresentam controle inadequado ou nas portadoras de complicações principalmente vasculares. como forma de triar a doença no início da assistência pré-natal.hipertensão + Doença Hipertensiva Específica da Gestação PA = pressão arterial Internação: considerada situação de muita gravidade. Antecedentes familiares da doença Antecedentes pessoais: peso de nascimento. sinais ultra-sonográficos (macrossomia. desde a viabilidade até a maturidade fetal plena. Nas não-dependentes da insulina. Nas diabéticas insulino-dependentes é recomendável um seguimento em serviço secundário ou terciário durante a gestação. para o controle clínico são necessários cuidados meticulosos. Nos casos diagnosticados. Diante de resultados normais. repete-se o exame com 34 semanas. polihidramnia. nefropatias. Em situações de descompensação com cetoacidose. óbitos fetais. justifica-se a todas as gestantes. a internação da paciente é obrigatória Nas pacientes que apresentam o controle glicêmico adequado a gestação deve avançar até 40 semanas. uma vez que malformações fetais associam-se significativamente com o mau controle do diabetes na gestação. hipertensão. rastreamento diagnóstico precoce seguimento prénatal controle da doença resolução obstétrica . malformações) Recomendado a todas as gestantes. O Diabetes: nas mulheres com diagnóstico pré-gestacional. polihidramnia anterior Evolução da gravidez: altura uterina maior que a esperada. doenças do Colágeno Antecedentes Obstétricos: macrossomia fetal. independentemente do risco.

repetida após 1 semana. poderá surgir uma reação febril e cutânea. NÍVEL DA INFECÇÃO MANIFESTAÇÕES TRATAMENTO Trato Baixo: Uretrite. via intramuscular. de febre. denominada de . FTA-abs + Erupções cutâneas (roséolas) Condiloma plano Diagnóstico laboratorial: idem ao primário Goma sifilítica. Mulheres com sorologia negativa inicialmente devem ser submetidas a novas sorologias no decorrer da gravidez. Cistite Disúria. via intramuscular semanalmente.4 milhões UI. Dose total: 4. Associa-se a trabalho de parto prematuro e pode evoluir para uma pielonefrite. Laboratório: VDRL + ou -. Estados da sífilis. Quadro clínico das infecções de trato urinário. Cefalotina 1 g via endovenosa de 6/6 hs. via intramuscular em dose única Penicilina Benzatina 2. Gentamicina 1 mg/ kg de 8/8 hs Cefalexina 500 mg de 6/6 hs por via oral Pielonefrite As mesmas acrescidas. CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Primária Cancro duro VDRL + após 2 semanas. Recomenda-se.4 milhões UI. Internação: antibiótico por via parenteral. internação com administração de antibióticos por via parenteral.Infecções: a mais frequente é a de trato urinário baixo.2 milhões UI Secundária Tardia Após a dose inicial de penicilina. mal-estar Bacteriúria Assintomática Sem sintomas Sífilis: é de diagnóstico obrigatório na gestação. Malformações provocadas por esta doença são muito conhecidas. Quadro 4.8 milhões UI Penicilina Benzatina 2. Quadro 3. polaciúria. 3 vezes. Deve-se pedir cultura de urina com antibiograma (nos casos onde há disponibilidade para isso) antes de iniciar o tratamento. Dose total: 7.4 milhões UI. diagnóstico e tratamento. hematúria Antibiótico via oral: Cefalexina 500 mg de 6/6 hs. na pielonefrite. FTA-abs + Penicilina Benzatina 2.

Por outro lado. . ao se identificar alguma anormalidade na criança (uveítes. calcificações intracranianas. ou convulsões). desde lesões oculares leves de difícil diagnóstico intra-uterino até as letais para o concepto (hidrocefalias graves). Todas as adolescentes devem ser vacinadas para rubéola.5 . Situação da gestante em relação a rubéola. IgM = imunoglobulina M Toxoplasmose: na gestação. causa malformações fetais de gravidade muito diversificada.25 % 10 . são diagnosticadas alterações morfológicas suspeitas. situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação Suscetível Imune Infecção recente conduta Imunização pósnatal Nada específico Diagnóstico da infecção fetal (Medicina Fetal) IgG = imunoglobulina G.40 % 20 .1 % Quadro 5. Rubéola: nem sempre é possível a concretização do diagnóstico. existem diferentes cepas com potenciais malformativos fetais diversos. em ultrasonografia de rotina.Jarish-Herxheimer. Transmissão Vertical Infecção Fetal (mês) 1 2 3 4 5 Percentuais de Acometimento Fetal Grave 10 . Vale lembrar que a freqüência de malformações é tanto maior quanto mais precoce for a virose na gestação. Após gestação com sorologia negativa.20 % 6-7% 0. o que explica ausência de lesões fetais mesmo com doença clínica comprovada laboratorialmente. O diagnóstico é retrospectivo. Nos casos suscetíveis. ou quando. é importante o seguimento sorológico mensal ou bimensal para a detecção da viremia sorológica de alto significado para o prognóstico neonatal. a futura gestante deve ser vacinada antes de nova gestação. resultante da liberação de toxinas dos treponemas mortos.

os cuidados neonatais devem ser muito meticulosos. IgM = imunoglobulina M Hepatites B e C merecem abordagem rotineira durante a gestação porque medidas importantes no decurso do ciclo gravídico-puerperal devem ser tomadas em cada situação. Diagnóstico da toxoplasmose. Os possíveis resultados da sorologia para hepatite B e respectivas condutas estão relacionados no Quadro 7. situação sorologia negativa sorologia positiva sorologia positiva resultados AgHBs negativo Anti-HBs negativo Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo Imune Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo ou negativo Anti-HBC positivo Paciente foi portadora da doença Imune interpretação conduta Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro . em pacientes com sorologia positiva. Quadro 7. Além disso.Quadro 6. Diagnóstico da hepatite na gravidez. situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação conduta Orientação higiênico-dietética Repetição da sorologia 2/2 meses Seguimento prénatal rotineiro Proceder diagnóstico da transmissão vertical Encaminhar para Medicina Fetal Suscetível Imune Sorologia Positiva Infecção recente ou Cicatriz Sorológica IgG = imunoglobulina G.

É muito importante a realização da avaliação funcional do coração materno nas gestantes com alterações cardíacas. Vírus da imunodeficiência adquirida humana (HIV): a transmissão vertical é o ponto mais crítico. Todos os casos de sorologia positiva para HIV devem ser encaminhados aos ambulatórios de referência. Outro aspecto a ser considerado é a alta prevalência em algumas regiões (atingindo 2% da população de gestantes).sorologia positiva AgHBs positivo Anti-HBs negativo Hepatite Crônica Anti-HBC negativo Cuidados no Parto Cuidados com o recém-nascido (imunização imediata) Quanto à hepatite C. o diagnóstico. constando de orientações precisas acerca da doença e dos cuidados a serem prestados tanto na evolução da gravidez quanto no momento do parto. O uso de medicamentos anti-retrovirais no momento do parto e no recém-nascido tem diminuído a transmissão vertical. Destes indivíduos. A avaliação personalizada de cada paciente é fundamental para a diminuição da morbidade maternofetal. O seguimento pré-natal também obedece a rotina bem específica. Portanto. até há poucos. Os óbitos maternos devem-se à insuficiência da função miocárdica. anos estavam contaminados por este vírus. porque o aspecto preventivo do profissional também deve ser considerado. É norma a pesquisa rotineira do vírus atualmente. é importante lembrar que aproximadamente 30% dos hemotransfundidos. que devem ser encaminhadas a serviço secundário ou terciário. Tipos de alterações cardíacas na gravidez. porcentual elevado desenvolve cirrose hepática e neoplasias. responsável pela distribuição das drogas. Quadro 8. tipo de cardiopatia cuidados pré-natais resolução obstétrica . Cardiopatias: são uma das principais causas de morte materna no Brasil. cuidados pré-natais e conduta obstétrica. deve ser obrigatório. particularmente em pacientes submetidas previamente a transfusões de hemoderivados.

Monitoração cardíaca materna e fetal são tópicos de relevo nesta afecção no momento do parto Chagásica Geralmente muito graves. uso de anticonvulsivantes. tempo de evolução da doença. cirurgias realizadas e intensidade da descompensação cardíaca. gestação múltipla. tipo etiologia diagnóstico Tipo microcítica hipocrômica Hb < 11. Seguimento das condições fetais com Ultra-sonografia e Provas de Vitalidade Fetal Cuidados relacionados à intensidade da lesão cardiológica Prioriza-se o parto vaginal. permitindo que a gestação avance até 40 semanas. determinam com freqüência Freqüente a necessidade Congênitas cianóticas insuficiência placentária de parto terapêutico. A avaliação do risco materno deve levar em conta o tipo de alteração cardíaca. Cuidados anestesiológicos são muito importantes. diagnóstico e conduta obstétrica são apresentados na tabela abaixo. medicamentos utilizados. Anemias Os principais tipos de anemia. gastrectomia anemia megaloblástica VCM maior que 95 µ3 .0 g conduta Sulfato Ferroso 60 mg de Ferro elementar/dia Ácido Fólico 5 mg/ dia Cianocobalamina 1000 mcg/mês intramuscular Mais importante é o anemia carencial Ferropriva Carência de folatos e Vitamina B12 Freqüente em alcoolismo. grave e óbito fetal. Nos casos menos graves pode-se permitir o pós-datismo.Reumática: mais freqüente causa de valvulopatias Descompensação cardíaca Profilaxia da Febre Reumática Anticoagulação: nas próteses metálicas e fibrilação atrial.

e cuidados sobre a doença que o causou.anemia falciforme hemoglobinopatia hereditária Eletroforese de Hb Homozigótica: SS 80-90%. Ácido Fólico 5 mg/ dia. circunvalada. fatores ambientais (radiações) Placentários: placenta prévia. tipo Etiologia Fetal: cromossomopatias. Interrupção com maturidade fetal a partir de 34 semanas. Transfusão quando Hb < 7. Avaliações fetais (CIUR e Sofrimento fetal) principalmente nas crises de falcização (internada).0 g % no momento do parto talassemia Genética. os diagnósticos dos desvios ponderais do feto ficaram mais factíveis devido à facilidade em se acessar as curvas de crescimento fetal mediante a estimativa de peso estimado por este método. malformações Maternos: infecções. diminuição ou ausência das cadeias alfa ou beta de globina Desvios do crescimento fetal Com a utilização da ultra-sonografia rotineira. Eletroforese de Hb Talassemia Minor: A2 maior que 3. intercorrências clínicas. Heterozigótica: SS 40-50%.5% Manter Hb entre 910 g %. uso de drogas. propedêutica fetal cuidadosa. Ácido Fólico 5 mg/dia. Cuidados específicos sobre a doença causadora Crescimento restrito Estimativa de peso abaixo do percentil 10 da curva de crescimento macrossomia Estimativa de peso acima do percentil 90 Assistência ao parto prematuro: . infartos etc Constitucional Diabetes diagnóstico conduta Diagnóstico etiológico.

mesmo em ausência de doença materna: crescimento intra-uterino restrito. análise do volume de líquido amniótico Propedêutica materna na busca da etiologia contra-indicações cuidados preliminares Hidratação. com intervalo de 24 horas Pós-Datismo Toda gestação que ultrapasse 40 semanas. Qualquer doença materna que torne hostil o ambiente intra-uterino ou qualquer agravo na doença materna. DPP. Assistência Obstétrica TÓPICOS MÉTODOS . a placenta prévia. define-se a gestação prolongada. terbutalina (Bricanyl® por via endovenosa esquemas de inibição gota/gota e via oral) Sulfato de Magnésio corticoterapia Administrada entre 28 a 34 semanas: Betametasona (Celestone ®) 12 mg 2 vezes. Fórceps em feto com peso >1500 g Cesárea: defletidas Apresentação pélvica Apresentação cefálica Inibição do Trabalho de Parto Prematuro Apenas 10 a 20 % dos casos de trabalho de parto prematuro merecem ser inibidas. vitalidade. Após 42 semanas. rotura prematura das membranas. Oligoidrâmnia Avaliação fetal muito detalhada: crescimento fetal. sofrimento fetal.Medidas importantes Monitoração da vitalidade fetal Rotura tardia das membranas Anestesia de condução (intra ou peridural) Episiotomia ampla Parto vaginal: <1000 g e >2500 g até 3500 Cesárea: entre 1000 e 2500 e >3500 g Parto vaginal. Em relação ao feto. Além disso.

Há evidente aumento nesta incidência devido ao uso de técnicas de reprodução humana com induções da ovulação e FIVs. DHEG. anemias Avaliação ultraEvitar prematuridade sonográfica periódica e extremaMelhorar índices de avaliação da vitalidade morbidade neonatal fetal Seguimento Pré-Natal mais amiúde (avaliação do colo uterino) Repouso no final da gestação (III trimestre) Amniorrexe prematura . Alguns tópicos merecem cuidados: tópicos Diagnóstico da corionicidade método Ultra-sonografia de I trimestre Ultra-sonografia III trimestre importância Risco da Síndrome transfusor/transfundido (70% de mortalidade perinatal) na gestação monocoriônica STT e restrição ao crescimento intra-uterino Gêmeos discordantes Assistência Pré-natal Exames laboratoriais na busca de diagnóstico precoce de complicações: diabetes.Avaliação da Vitalidade Fetal Exame Pélvico Resolução Cardiotocografia Avaliação do Volume de Líquido Amniótico Amnioscopia Procurar condições para indução do parto Sofrimento fetal e mecônio anteparto Índice de Bishop => 5: indução do parto IG => 42 semanas: indução após preparo do colo (Bishop <5) Gestação múltipla: a gemelidade ocorre em 1:80 casos.

sofrimento fetal NÃO EFETUAR TOQUES VAGINAIS antes do trabalho de parto Não inibir trabalho de parto inclusive na prematuridade extrema. Azul de Nilo (células fetais) Ultra-sonografia Expectante ambulatorial: quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) for > 5 cm em gestações abaixo de 34 semanas. Anamnese. descritos no quadro a seguir. o trabalho de parto é desencadeado em 24 horas. É responsável por 33% dos partos prematuros. infecção ovular. Exame obstétrico: especular Exames específicos: Teste do Fenol Vermelho (pH). oligoidrâmnia grave. Depois de 6/6 horas Com infecção: Penicilina Cristalina 20 milhões U/dia + Metronidazol 500 mg EV 6/6 hs + Gentamicina 80 mg IM 8/8 horas cuidados especiais EV = via endovenosa. Na assistência às gestantes Rh negativas não sensibilizadas. infecções fetais (por parvovírus). Em cerca de 90% dos casos. Corticóides: discutível Antibioticoterapia no trabalho de parto: Sem infecção: Cefalotina 1 g EV 4/4 horas até o nascimento. situação da gestante conduta pré-natal conduta pós-natal . IM = via intramuscular Anemias fetais: as causas são: aloimunização Rh. infecção ovular) conduta obstétrica Resolução: 34 ou mais semanas. devem ser enfatizados os aspectos profiláticos da aloimunização. Avaliação bissemanal da vitalidade fetal Internação: na oligoidrâmnia (ILA<5. FCF e materna Leucograma seriado diagnóstico conduta assistencial vigilância infecciosa Expectante até 34 semanas (exceto no sofrimento fetal.Rotura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto. Cristalização do líquido amniótico. ausência de infecção. observação de fisometria. sensibilidade uterina.0 cm) e todos os casos que se indica interrupção da gestação Clínica: controle da temperatura corpórea.

Ultra-sonografia: espessamento ou hiperecogenicidade. duplo contorno da bexiga. aumento da hidrocele indicam possível comprometimento fetal ENCAMINHAR PARA SERVIÇOS TERCIÁRIOS pela possível necessidade de transfusão intra-uterina aloimunizadas (coombs indireto +) PLANEJAMENTO FAMILIAR Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Se > 1:16.Rh negativa não sensibilizada Realização de teste de Coombs indireto mensalmente Imunoprofilaxia:300 mg Imunoprofilaxia: 300 mg de anti-D dentro de 72 horas anti-D entre 28-30 semanas após o parto ou após qualquer procedimento invasivo Titular o anti-D. hepatoesplenomegalia. derrame pericárdico.

arbitrariamente. e no qual surgem alterações anatômicas e fisiológicas responsáveis pela volta do organismo materno às condições pré-gestacionais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rosa Maria de S. A maioria dos autores considera o período como as 6 primeiras semanas pós-parto. Ruocco1 Última Atualização: 9/21/2001 8:14:24 AM 1 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Puerpério compreende o período que se inicia imediatamente após o parto. As principais alterações são: Calafrios: surgem 15 a 20 minutos após a dequitação e têm duração variável. outros o dividem. precoce ( de 24 horas até o final da primeira semana) e remoto ou tardio (da primeira semana até a retomada das condições pré-gravídicas . A.por volta de 6 semanas. Algumas classificações ainda estendem o término para 90 dias. em puerpério imediato (primeiras 24 horas).). . resfriamento corpóreo. São explicados como conseqüentes às modificações na primeira hora pós-parto decorrentes de estafa muscular. alterações circulatórias e bacteremias transitórias.

a absorção de produtos tóxicos e a invasão bacteriana. as contrações potentes que se seguem provocam a involução do miométrio.5 litros até a 5a semana. Alterações locais são freqüentes como as descritas no: Corpo uterino: após o parto. o útero pesa um quilo e localiza-se próximo à cicatriz umbilical. excluindo-se as primeiras 24 horas. No local onde estava inserida a placenta. pelo menos 4 vezes ao dia. Hemodinâmicas: os maiores ajustes hemodinâmicos ocorrem imediatamente após o parto representados por um aumento importante do débito cardíaco. ficando apenas sua camada basal. O peso pré-gestação é atingido. A temperatura deve ser medida por via oral (excluindo aumentos axilares locais causados por ingurgitamento mamário). que ao estar presente chama a atenção do obstetra para o desenrolar de possível infecção. Com a saída da placenta. Persistem as estrias e a diástase da musculatura reto-abdominal. a reparação estará completa apenas na 6a semana. Todos os estados febris do pós-parto são agrupados sob a denominação de "morbidade febril puerperal". em média. tendo como possíveis causas as lesões tissulares. eletrólitos e metabolismo: perda líquida de 2 litros na primeira semana (pela perda de líquido extracelular) e 1. Parede abdominal e intestino: a parede permanece flácida em virtude da distensão prolongada da gravidez. Respiratórias: aumento do volume residual. pressão venosa central e pulso. aumento do consumo de oxigênio e da ventilação residual. A morbidade febril puerperal é a ocorrência de temperatura de 38°C ou mais. responsável pela regeneração desse tecido ao final da terceira semana. Balanço hídrico. O endométrio sofre necrose. bem como o fechamento dos vasos sanguíneos presentes no leito placentário. Peso: há perda progressiva:5 a 6 kg com o esvaziamento uterino e a perda sanguínea além de 2 a 3 kg pela diurese. atingem o pico na primeira semana pós-parto. Colo: fecha-se progressivamente. Para voltar ao normal são necessárias várias semanas e muitos exercícios. Urinárias: logo após o parto são encontrados edema e hiperemia vesical. havendo o restabelecimento progressivo da topografia e dos movimentos intestinais. diminuição das capacidades vital e inspiratória. pesando cerca de 100 gramas. aos 6 meses pós-parto. por 2 dias quaisquer durante os 10 primeiros dias do puerpério.Temperatura corpórea: elevação normal no primeiro dia (até 38°C de temperatura oral). ocorrendo maior capacidade e relativa insensibilidade da bexiga. Ocorre ausência do peristaltismo intestinal nas primeiras 24 horas. após 8 a 10 dias está rente à sínfise púbica. elevação discreta da pressão sanguínea. estando pérvio para 1 cm decorrida uma semana do . Volta ao tamanho definitivo na 6a semana (ficando discretamente maior que antes da gravidez). Alterações da coagulação: desencadeadas pela gravidez.

não havendo "leite fraco" em qualquer período. O hímen dá lugar às carúnculas. a rugosidade reaparece ao redor de 3 semanas. a camada muscular vaginal progressivamente se retrai e diminui de tamanho. Copyright © 2001 IDS . principalmente IgA. a produção de muco cervical e outras modificações estrogênicas ficam na dependência da lactação. Com 6 a 12 semanas a restauração do colo estará completa.parto. flava (amarelada. finalmente. De acordo com o tempo decorrido do parto. Mamárias: as glândulas mamárias encontram-se capacitadas para a secreção láctea após o estímulo hormonal gestacional. durante as duas primeiras semanas pelo leite transicional e. Nos primeiros 3 a 4 dias responderão pela produção de colostro (rico em imunoglobulinas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com leucócitos e maior concentração de líquido). Lóquia: é a denominação para o material originado na cavidade uterina durante o fenômeno da involução. gordura e beta-carotenóides. com intenso predomínio de leucócitos e células degeneradas). 5 a 10 dias. que lhe dão cor peculiar). ficando ligeiramente aberto. Todas as mudanças na composição ocorrem de acordo com as necessidades nutricionais do recém-nascido. principalmente se o parto foi normal e ocorreram lacerações não suturadas. pelo leite definitivo. mas dificilmente retorna às condições anteriores. alba (após 10° dia. a loquiação modifica-se progressivamente em cor e composição: rubra (vermelho-vivo até o 3° dia pós-parto e formada por restos de decídua e muitas hemácias). predominando restos de hemácias degradadas). o orifício externo pode não voltar ao estado antigo. A mucosa. Vagina: depois de parto vaginal. fusca (vermelho pálido ou escuro de 3 a 5 dias.

Número 91.. M. A família como ordem moral In Fundação Carlos Chagas Cadernos de Pesquisa. N.F.J. UNICEF/Cortez Brasília/São Paulo. 1993.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Y.M. S.D. Desenvolvimento de habilidades pessoais e reforço da ação comunitária.J. 1994. Copyright © 2001 IDS . V.D. Epidemiology and Treatment issues. Schwab. Ice. Valla. C. M. V. N. Plenum Press.M.A. E. pp.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Kaloustian. Evaluating Family Mental Health History. S. Sarti. Rio de Janeiro. Stotz.. J. 1994. Família brasileira : a base de tudo. 1998. Contribuição para o debate entre as Escolas de Saúde Pública da América Latina.J.J. In: Promoção da saúde e saúde pública. nov. 45-55. ENSP. Stephenson.

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As ações intersetoriais e o suporte social são instrumentos de promoção. New Health promotion movement: a critical examination. 1994. Da prevenção das doenças à promoção da saúde. v. 163-177. agosto 1999. MINKLER. p. Ciência & Saúde Coletiva. ano1. ROBERTSON.3. Rio de Janeiro. 2252-2261. Promoção da Saúde. na comunidade e na unidade. seus valores culturais e suas vontades. Promoção da saúde e qualidade de vida. O suporte deve ser feito por todos os membros da equipe do PSF. n. v. A promoção deve ser direcionada para capacitar as comunidades a atuarem na melhoria da qualidade de vida e saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. 295-312. n. ago-out1999.1. A. M.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia BRESLOW. v. 5. Health Education Quarterly.21. BUSS. n. JAMA Brasil. p. 1. L. Ministério da Saúde. n. p. M. P. sempre tendo como referência as necessidades das pessoas e dos grupos sociais. Promoção da Saúde.3. M. . 2000. GENTILE. p.7. 9-11.

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1999. Copyright © 2001 IDS . H. 1998. E Amato Neto.Eventos adversos Pós-Vacinais .abril de 2000 Brito. Ministério da Saúde. 1 . Abril De 1997 Lopes. Imunizações 3(3): 88 . Boletim Epidemiológico. .S. Informe Técnico: Vacina contra Febre Amarela. K. Imunizações(1): 29 a 30 de abril de 1997 Manual de Vigilância Epidemiológica dos Eventos Adversos pós-vacinação.DST/AIDS CVE ano XVIII no. E Sato.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Imunização de pacientes HIV/AIDS. H. G. V.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .92.T. M. C. Vacinação d Adultos.Imunizações(1): 21 a 25. . Fundação Nacional de saúde.R.

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. 8. descritiva ou visual. 3. 9. Manter o contato com o paciente e sua família. 5. local. antes de prescrever as mais complicadas. 11. Individualizar a terapêutica. Reconhecer que a mudança no padrão da dor ou desenvolvimento da nova dor não é necessariamente atribuível à doença preexistente. intensidade. 10. Realizar avaliação psicossocial. qualidade. 4. Quantificar a dor de acordo com a escala numérica. Tratar a dor enquanto prossegue a investigação. fatores de melhora e piora. utilizando medicações e modalidades analgésicas. 7. 6. efeito da dor sobre a funcionalidade física e social. Acreditar na queixa de dor do paciente. 2. Organizar e rever exames laboratoriais e imagenológicos apropriados e necessários. Realizar exame físico detalhando o exame do sistema nervoso. Avaliar a dor continuamente. Anamnese detalhada: duração. uso prévio de analgésico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Os princípios para a avaliação da dor são: 1. mais simples e convenientes . Diagnosticar a causa da dor. 12.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

dihidrocodeína ou propoxifeno. fenazocina. Estes medicamentos são tipicamente combinados com um não-opióide e poderiam ser administrados com os adjuvantes. diamorfina. hidromorfina. Estas drogas . Este esquema analgésico dá mais ênfase a intensidade da dor do que sua etiologia específica e seu gerenciamento defende as três etapas básicas a seguir: 1) Pacientes com dor leve relacionada a neoplasia devem ser tratados com analgésicos nãoopióides aos quais devem ser combinadas medicações adjuvantes se existir indicação específica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento da dor em cuidados paliativos A Unidade de Cuidados Paliativos e de Câncer da Organização Mundial de Saúde propôs um gerenciamento útil de seleção de drogas para dor de origem oncológica. conhecido como "Analgesia em três degraus da OMS". Este grupo inclui morfina. hidrocodona. devem ser tratados com opióide convencionalmente usado para dor leve a moderada (opióide "fraco"). Este grupo inclui codeína. 3) Pacientes que se apresentam dor intensa. levorfanol. e oximorfina. oxicodona. ou aqueles que falharam em atingir o alívio adequado de dor seguindo administração apropriada de medicamentos no segundo degrau da escada analgésica deveriam receber analgésicos opióides convencionalmente usados para dor moderada para intensa (opióide "forte"). 2) Pacientes que são relativamente não-tolerantes e apresentam-se com dor moderada ou aqueles que falharam em atingir alívio adequado após a tentativa de analgesia com nãoopióide. fentanil. metadona. Sabe-se que esta recomendação tem eficácia de mais de 75% em trabalhos clínicos já realizados..

sublingual.7 .130 30 120(oral).7 Intervalos (hs) 3-6 3-6 2-4 4-6 Nome codeína propoxifeno oxicodona tramadol Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular Tabela 3 Analgésicos opióides fortes Vias de administração Oral.12 4-8 13 6 Tabela 2 Analgésicos opióides fracos Vias de administração oral oral oral oral. Tabela 1 Analgésicos não opióides disponíveis no Brasil.30(oral) 10(retal. retal. IM.3. 100(IM ou IV) Meiavida (hs) 2-3 2-3 3-4 5.podem também ser combinadas com analgésicos não-opióides ou adjuvantes. Meiavida (hs) 2-4 3 .12 4-5 3-4 13 2 Dose inicial (mg/dia) 2000 2600 2600 75 1200 500 75 Dose máxima (mg/dia) 3000 6000 6000 200 4200 1000 200 nome dipirona paracetamol acido acetil salicílico indometacina ibuprofeno naproxeno diclofenaco Intervalo (hs) 4-6 4-6 4-6 8 . intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 20 .5 Intervalos (hs) Nome Morfina 3-6 . intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 200 65 . IV) Meiavida (hs) 2 .

Metadona Buprenorfina oral sublingual. IV) 300(oral) 75(IM. especialmente de dor lancinante. intramuscular e intravenosa oral.Uso prolongado e uso para idoso não é recomendado nesta situação de cuidados paliativos. intramuscular e intravenosa 20 0. prefere-se este por apresentar menos efeito mineralocorticóide fenitoína Oral I=10~25mg ao amitriptilina deitar nortriptilina M=25~150 mg clomipramina ao deitar ou em imipramina doses divididas I=4 mg de 6/6hs dexametasona M=16~96 mg em doses divididas Oral Oral EV . IV) 15 120 2-3 4-8 6-9 Meperidina 2-3 2-4 Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular . pode causar alteração medular para dor neuropática pode aumentar a sedação monitorar o nível sérico sempre que possível para dor neuropática dor complicada pela depressão e insônia nortriptilina apresenta menos efeito anticolinérgico e sedação entre os corticóides.8 (oral) 0. Tabela 4 Medicações adjuvantes mais comumente associadas Dosagem usual para adulto I=dose inicial M=dose de manutenção Nome Vias de administração Comentários I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs carbamazepina M=200~1600 mg em doses divididas I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs M=300~500 mg em doses divididas Oral para dor neuropática.4(IM.

efeito anticolinérgico importante! nos casos de agitação psicomotora.5~5 mg cedo(até meiodia) M=10~40mg cedo(até meiodia) Oral . associado a dor. devido a seu efeito estimulante haloperidol Oral IM metilfenidato I=2.I= 6~12 mg ao deitar ou em doses divididas clorpromazina M=18~50 mg em doses divididas I=0. administrar dose única ou dividida até meio dia. efeito extrapiramidal importante tem efeito analgésico nos casos de dor neoplásicos.5 a 2mg ao deitar ou em doses divididas M=2~15mg em doses divididas Oral IM ou EV efeito antiemétoco interessante nos casos de uso de opióide. ou mesmo por efeito de medicação.

porém. relaxantes musculares. é analgésica em algumas condições dolorosas. anticonvulsivantes. benzodiazepínicos. neurolépticos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Este grupo de medicações compreende uma diversidade enorme de classes de medicamentos. corticosteróides. bifosfonatos e outros.Medicações adjuvantes: O termo "analgésicos adjuvantes" descreve qualquer medicação que tem outras indicações primárias além da dor. São eles: antidepressivos.

seria um bom começo. Diante de dificuldades de controle da dor. O trabalho pode ser compartilhado de forma racional dentro de cada especificidade dos profissionais participantes. na maioria das vezes. fisioterapeutas. Sempre que possível. considerar a assistência domiciliar numa fase avançada de cuidados. Equipe deve se dispor também para compartilhar a angústia e dificuldade de . participação de psicólogos. infusão contínua de morfina por bomba portátil. É fundamental que haja uma reunião interdisciplinar com periodicidade preestabelecida para que todos os membros possam compartilhar as novas idéias. principalmente aproximando o momento de falecimento. Equipe mínima sugerida seria composta de médico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Pacientes e seus familiares em cuidados paliativos necessitam. críticas e mudanças. melhorias. Nem sempre é fácil trabalhar com pacientes que se encontram em situações fora de possibilidade de cura. Havendo disponibilidade no serviço. pacientes deveriam ser encaminhados para "Grupo de Dor" ou "Serviço de Dor" referenciado para que haja uma avaliação mais minuciosa e considerar terapêutica avançada como radiculotomia. terapeutas ocupacionais. radioterapia analgésica e outras modalidades analgésicas. nutricionistas e outros profissionais de saúde teriam um espaço extremamente rico e prazeroso de exercício de profissão. Uma boa comunicação dentro de uma relação terapeutapaciente adequada com empatia. de um direcionamento adequado para momentos críticos principalmente na fase em que se aproxima do evento de falecimento. após a tentativa de esquema analgésico sugerido pela Organização Mundial da Saúde. Sugere-se atuação em equipe multidisciplinar para este tipo de atendimento. enfermeiro e assistente social.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .atender tal natureza de pacientes.

1998. 1996.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Chiba T. World Health Organization. Atheneu. New York.1991.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Doyle D. Rio de Janeiro. Papaléo Netto M. Hanks GWC. 2nd ed. Copyright © 2001 IDS . Oxford Medical Publications. MacDonald N: Oxford Textbook of Palliative Medicine. Assistência ao Idoso Terminal. In Gerontologia. World Health Organization. Geneva. World Health Statistics Annual 1990.

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agitasp.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .com.br Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Site do Programa Agita São Paulo: http://www.

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a classificação de obesidade em adultos é realizada pelo cálculo do IMC.9 30. Índice de Massa Corpórea (kg/m2 ) 18.0-29. é possível.9 25.0-34. o Índice de Massa Corpórea (IMC) ou índice de Quetelet ganhou grande popularidade pelo cálculo pela fórmula: IMC = peso (kg)/altura2 (m) Hoje. com grande grau de aproximação. chegar a um diagnóstico adequado da adiposidade. No entanto. somente com medidas de peso e altura.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A identificação de excesso de massa gordurosa apresenta dificuldades teóricas porque há o risco de não se conseguir distinguir aumento de massa muscular ou edema de aumento da adiposidade.9 35. Embora tenha quase dois séculos. de acordo com classificação padronizada pela Organização Mundial da Saúde. conforme apresentado no quadro abaixo.9 Classificação Normal Sobrepeso Obeso classe I Obeso classe II .5-24.0-39.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . alguns autores estão mostrando que é mais simples e tão adequado quanto medir somente a circunferência abdominal que seria indicadora de risco quando. Copyright © 2001 IDS . Por isso. A maior dificuldade no emprego da razão cintura-quadril é a dificuldade em padronizar o local exato para a medida das circunferências. porém sabe-se que a localização da adiposidade no abdome também é um fator independente para risco maior de diabetes. sendo até utilizado na imprensa leiga para orientar seus leitores sobre ganho de peso. A forma mais empregada é a do cálculo da razão cintura/quadril.=> 40. avaliando a obesidade abdominal com a medida de cintura. Assim. em adultos.80 para mulheres e de 0.0 Obeso classe III O diagnóstico de obesidade pelo IMC é simples e direto. estivesse maior do que 85 cm na mulher e 95 cm no homem. O IMC estima a obesidade total do indivíduo.90 para homens seriam considerados com alterados. podemos avançar no diagnóstico. Valores acima de 0. hipertensão e de eventos cardiovasculares.

que deve ser diferenciada do exercício físico exaustivo. fato comprovado em vários estudos epidemiológicos em que pequenas atividades. O princípio básico a ser seguido é o de que "pouco exercício é melhor do que nenhum". que as taxas de fracasso são elevadas para a maioria dos tratamentos testados em ensaios clínicos e que será necessário um tratamento continuado por muito tempo. seguida do aumento da atividade física. Primeiro. O paciente deve ser tratado como tal e. a dieta hipocalórica é o núcleo fundamental da prescrição. por exemplo. A obesidade pode significar. A abordagem de tratamento deve ser de tornar o balanço calórico negativo dentro do contexto de atividade do indivíduo. não como um indivíduo "preguiçoso-mentiroso-guloso". Segundo. aumentar a atividade física diária. também. ao mesmo tempo. desde o início. Porém. a associação de ambos mostrou-se. A prescrição de atividade física regular deve ser diferenciada da prática regular de esportes ou da realização de exercício extenuante. Isto significa alterar a quantidade e qualidade da dieta ingerida no dia-a-dia e. na maioria dos ensaios clínicos como o recurso mais efetivo na redução da pressão arterial e melhoria do perfil lipídico. com jardinagem ou empurrar carros de bebê. risco maior de agravos e. Como a capacidade do organismo de reter energia é maior do que de perdê-la. a osteoartrose e asma. manifestação de doença psiquiátrica. associavam-se a .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O médico deve estar atento a vários aspectos relacionados à obesidade ao iniciar o tratamento de um indivíduo. considerar que a obesidade é uma doença tal como o diabetes. reconhecer.

O tratamento medicamentoso deve ser proposto quando da falha do controle dietético e de aumento da atividade física ou em indivíduos com IMC acima de 35 kg/m2 Com maior facilidade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . auriculoterapia. pode-se afirmar o que não funciona para reduzir o peso. laxativos.menor risco de eventos clínicos desfavoráveis quando comparadas ao sedentarismo. formulações magistrais "naturais" e suplementos dietéticos. cremes para celulite. mesoterapia. yoga. diuréticos. hipnoterapia. Copyright © 2001 IDS . como: práticas populares como acupuntura.

Pacientes que tenham obesidade de causa secundária também devem ser encaminhados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Indivíduos com índice de massa corpórea acima de 30 kg/m2 devem ser encaminhados para atendimento especializado. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Report of a WHO Consultation on Obesity.org. World Health Organization. 3-5 June 1997.1 Copyright © 2001 IDS . URL: http://www.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consenso Latino América sobre Obesidade.br. Obesity: Preventing and Managing the Global Epidemic -. WHO/NUT/NCD/98.abeso. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade.

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br) sob o título "Teste de Risco Coronariano". foram apresentados os diagnósticos de tabagismo. dosar colesterol a cada 2 anos. deve-se indagar sobre hábito tabágico. medir pressão arterial. Pela praticidade e fácil obtenção.cardiol. medir e pesar o indivíduo e. recomendamos aquela disponibilizada na página da Sociedade Brasileira de Cardiologia (www. Em outros capítulos. . em pacientes acima dos 45 anos. Desejável Colesterol total HDL-colesterol Triglicérides < 200 mg/dl > 35 mg/dl < 200 mg/dl Limítrofe 200-239 mg/dl Elevado >= 240 mg/dl Existem algumas fórmulas que propõem o cálculo do risco cardiovascular em termos numéricos. hipertensão e diabetes. Alterações lipídicas podem estar presentes nas situações abaixo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Durante toda e qualquer consulta médica. considerando os fatores de risco identificados.

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obesidade e hipertensão. diabetes. A redução dos níveis de colesterol deve ser feita com dieta e medicamentos. Tratamento com dieta Iniciar dieta (LDL) prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária Objetivo (LDL) >= 160 mg/dl >= 130 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl Tratamento medicamentoso Iniciar dieta (LDL) Objetivo (LDL) . como os diabéticos. deve-se orientar a redução da ingestão de gordura saturada e colesterol. adequar o balanço calórico e controlar outros fatores de risco modificáveis. Na dieta. valores de LDL-colesterol entre 190 e 219 mg/dl não implicam em tratamento com medicamento a não ser para indivíduos de alto risco. como a resistência à insulina. A decisão terapêutica geralmente está baseada nos valores do LDL-colesterol e depende da existência de outros fatores de risco cardiovascular conforme sugerido abaixo: Para homens com menos de 35 anos e mulheres antes da menopausa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A redução dos fatores de risco é a pedra de toque de todo programa de redução de risco cardiovascular.

São bem toleradas. nas doses habituais. levando à diminuição da síntese intracelular do colesterol. Os comprimidos. Não foi descrita taquifilaxia. 40 e 80 mg (dose máxima 80mg). ao aumento da formação dos LDL-receptores e à diminuição das VLDL. a lovastatina e a sinvastatina. que pode ser administrada pela manhã.prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária >= 190 mg/dl >= 160 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl O grupo de medicamentos mais utilizados é o das estatinas. fluvastatina: cápsulas de 20. Os ajustes das doses devem ser feitos. devem ser administrados após o jantar à exceção da atorvastatina. pravastatina: comprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima 40mg). atorvastatina: commprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima de 80 mg). o uso isolado dos fibratos ou a associação com as estatinas pode representar a melhor opção terapêutica. Posologia e administração lovastatina: comprimidos de 20mg com dose máxima de 80mg sinvastatina: comprimidos de 5. 80 mg (dose máxima 80mg). Seu emprego em crianças e adolescentes ainda não está definitivamente esclarecido.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . disponíveis nas formas genéricas. a cada quatro semanas depois de nova análise do perfil lipídico e controle de transaminases hepáticas e creatinofosfoquinase. Podem ser usadas em doentes renais crônicos. Copyright © 2001 IDS . São contra-indicadas na presença de doença hepática e de elevações persistentes das transaminases hepáticas e das bilirrubinas. 20. 40. Para pacientes com hipertrigliceridemia. se necessário. Não são indicadas para mulheres grávidas ou em fase de aleitamento e para aquelas com possibilidade de engravidar. mas podem ocasionar efeitos colaterais em até 2% dos pacientes: sintomas gastrointestinais e dores musculares e elevação de enzimas musculares. A estatinas inibem parcialmente a HMG-CoA redutase. 10.

Somente poucos casos de hipertensos graves.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . diabéticos com tratamento refratário e indivíduos com valores muito elevados de colesterol é que devem ser encaminhados para ambulatório de especialidade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O controle de fatores de risco cardiovascular é um atividade. afeita ao clínico geral. Copyright © 2001 IDS . em essência.

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cardiol.br).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consensos Brasileiros de Dislipidemia e Hipertensão Arterial .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .Página da Sociedade Brasileira de Cardiologia na internet (www.

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. Já tentou parar de fumar? 4. muitos médicos e outros profissionais de saúde deixam de investigar o consumo de tabaco. As principais perguntas são: 1. Quanto? 3.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico do tabagismo é simples e tão importante quanto medir a pressão arterial. Que aconteceu? 5. ressaltando informações relevantes para cada paciente ("você já tem um pouco de enfisema"). Está interessado em parar de fumar? Recomende parar. Infelizmente. Você fuma? 2.

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Porém. três minutos em cada consulta. reposição de nicotina e uso de bupropiona. Marque um retorno na primeira semana depois do abandono dos cigarros e outro ainda no primeiro mês de abstinência. podem ser eficientes. Oriente o paciente de que mesmo uma tragada eventual. do local de trabalho. (4) oriente-o a evitar fumar nestes lugares. tristeza. irritação. (3) aconselhe a retirada dos cigarros de casa. A associação entre estes dois medicamentos não é habitual.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Todo fumante deve ser identificado e receber uma oferta de tratamento em cada consulta. tédio. mais efetivo o tratamento. Recaídas do tabagismo ocorrem principalmente nas seguintes situações: (1) emoções negativas.(2) pressão para trabalhar rápido. (5)reveja tentativas anteriores. o que ajudou e o que contribuiu para a recaída. como ansiedade. (6) antecipe dificuldades e ajude-o a preparar-se para elas. de preferência dentro de duas semanas. quanto mais intenso. treinamento de habilidades. (3) presença de outros fumantes. do carro. . Continue acompanhando o paciente. (2) marque uma data. É útil estabelecer algumas etapas no aconselhamento como (1) ajude o paciente a se preparar para largar os cigarros. Mesmo intervenções curtas. o uso de álcool ou a presença de outros fumantes em casa facilitam a recaída. Os principais componentes são: suporte social. . (4) uso de álcool.

os pacientes não usam goma suficiente para obter o máximo benefício: mascam poucas unidades por dia e não usam a goma por tempo suficiente. Investigue o que houve e sugira meios de enfrentar a situação. a primeira aplicação é feita logo pela manhã do primeiro dia sem cigarros. Então. 14 e 7 mg de nicotina em 24 horas. deve ser usada a intervalos regulares e não apenas quando houver vontade de fumar. Adequação da dose: Freqüentemente. Se ocorrer algum lapso. depressão ou falta de apoio.Congratule o paciente pelo sucesso. As principais instruções para os pacientes usando a goma de mascar são: Não fumar enquanto estiverem usando a goma. recomenda-se que seja oferecida a todo aquele que cogite parar de fumar e não apresente contra-indicações ao seu uso. Nicotina . Por isso. O sítio de . consumidas a cada uma ou duas horas. Discuta problemas como ganho de peso. Apesar da pouca informação sobre sua efetividade em fumantes que consomem menos do que 10-15 cigarros/dia. sobre uma área de pele saudável e relativamente sem pêlos. Por exemplo. O produto deve ser aplicado no tronco ou região superior do braço. pode-se diminuir uma unidade da dose diária a cada semana. Tipicamente. De preferência. Absorção: bebidas ácidas (café. Recomende abstinência completa novamente. Depois deste período. até notar um sabor picante. Grande parte dos insucessos com reposição de nicotina deve-se ao seu uso incorreto. os pacientes devem ser cuidadosamente instruídos. cuidar para que não se forme uma bolha de ar entre o adesivo e a pele e comprimir o adesivo com a palma da mão por cerca de 30 segundos depois de colocá-lo. Com isso. A dose diária total não deve exceder 24 unidades de 2 mg. O paciente deve desengordurar o sítio de aplicação. os sintomas de abstinência são atenuados e a adaptação à retirada do tabaco torna-se mais fácil. A probabilidade de sucesso dobra. Existem duas formas de reposição de nicotina no Brasil: gomas de mascar e sistemas transdérmicos. sucos. Evitar comer ou beber qualquer coisa por quinze minutos antes e também durante o uso da goma. Reposição de nicotina: visa permitir a diminuição gradual da concentração sérica de nicotina após o abandono dos cigarros. Ambos apresentam efetividade semelhante. refrigerantes) interferem com a absorção bucal de nicotina. a dose normalmente pode ser reduzida gradualmente. Técnica de mascar: mascar a goma lentamente. A dose normalmente se situa entre 10 e 12 unidades por dia. Sistemas transdérmicos: Discos que liberam 21. encare-o como uma oportunidade de aprendizado. Continuar a mascar e a estacionar a goma lenta e intermitentemente por cerca de 30 minutos.goma de mascar: cada unidade contém 2 mg de nicotina. "estacioná-la" entre a bochecha e as gengivas para facilitar a absorção de nicotina através da mucosa oral. O uso de uma dose fixa (pelo menos uma unidade a cada 1-2 horas) por pelos menos 3 meses pode trazer benefícios maiores do que o uso ad libitum.

dispepsia e soluços. Períodos de 6 a 8 semanas podem ser eficientes. nos primeiros quatro dias. o risco de convulsões é menor do que 0. insônia.5%. pode ser conveniente empregar-se doses mais altas do que do que 21mg de nicotina por dia. creme de hidrocortisona a 5%). Os discos não devem ser cortados. Bupropiona: desenvolvida para o tratamento da depressão. o paciente deve ser aconselhado a tentar parar de fumar sem reposição de nicotina. pode-se recorrer a um corticoesteróide de ação tópica (por exemplo. Caso isto não melhore com um rodízio mais longo destes locais. dor da articulação têmporo-mandibular. 30 a 50% dos pacientes apresentam irritação da pele no sítio de aplicação. No quinto dia. No caso de pacientes mais intensamente dependentes. A bupropiona é formulada em comprimidos de liberação lenta com 150 mg. para portadores de bulimia ou anorexia nervosa ou em associação a inibidores da monoaminooxidase. O uso de bupropiona pode ser vantajoso para pacientes preocupados com a possibilidade de ganhar peso ou portadores de depressão. acrescenta-se outro comprimido.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . não havendo evidências de que tratamentos mais longos sejam mais vantajosos. angina instável e infarto do miocárdio há menos de 4 semanas. boca seca e náusea. A dose é diminuída a cada três ou quatro semanas pelo uso de adesivos progressivamente menores. praticamente duplica as chances de sucesso no tratamento do tabagismo. oito horas depois do primeiro. como arritmias graves. são comuns sintomas como irritação da mucosa oral. A bupropiona está contra-indicada para portadores de epilepsia ou de condições que aumentem o risco de convulsões (como antecedente de traumatismo cranioencefálico grave ou retirada recente do álcool). As principais contra-indicações à reposição de nicotina são a presença de gravidez e de certas doenças cardiovasculares. Com os sistemas transdérmicos. Os efeitos colaterais são geralmente leves e transitórios. Nestes casos. Quando comparada a placebo. Os mais comuns são inquietação. Copyright © 2001 IDS .aplicação é trocado a cada dia. para evitar a irritação da pele. principalmente aqueles que fumam mais do que 20 cigarros por dia. Na dose de 300 mg empregada no tratamento do tabagismo. a bupropiona aumenta a disponibilidade sináptica de dopamina e de noradrenalina. A interrupção do tratamento é necessária em apenas 5% dos casos. Seu uso é iniciado de uma a duas semanas antes do abandono dos cigarros: um comprimido pela manhã. Com a goma. Os principais efeitos colaterais da reposição da nicotina são relacionados à forma de uso.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Fumantes com depressão. dependência do álcool ou que não consigam parar de fumar por outros motivos podem requerer tratamento especializado.

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1977. Clinical Practice Guideline.surgeongeneral. (Texto disponível em http://www. INCA. Instituto Nacional do Câncer. June 2000. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Fiore MC. Rockville. Rio de Janeiro.gov/tobacco) Ministério da Saúde. Cohen SJ. Ajudando seu paciente a parar de fumar. Public Health Service. MD: US Department of Health and Human Services.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . et al. Bailey WC. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. Treating Tobacco Use and Dependence.

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A forma mais fácil de confirmar o uso crônico de álcool é pela história própria ou relatada por familiares.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Há sinais indiretos de alcoolismo que podem ser observados no hemograma (volume corpular médio elevado) e nas enzimas hepáticas elevadas (gama-glutamil transferase e transaminase oxalo-acética). Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A ação do álcool no organismo propicia uma variedade de apresentações clínicas cujos diagnósticos variam de caso a caso.

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Pode ser administrados nutrientes. dissulfiram têm. é uma forma de tratamento clássico que se baseia na expectativa de impossibilitar o acesso à droga. coma.Ressaltamos que não há eficácia comprovada na administração de glicose em pacientes intoxicados. como terapias de casal e de família e grupos de mútua ajuda. tratamento em regime de ambulatório. Tratamentos psicoterápicos para dependência vão desde a psicanálise tradicional até técnicas cognitivo-comportamentais. em regime de internação. agressividade. por exemplo. mas envolvem seus parceiros e familiares. como tiamina (vitamina B1). Abuso e dependência de álcool: há várias formas de tratamento da dependência do álcool. O uso de acamprosato. Também há intervenções que não se limitam ao dependente. medicações dopaminérgicas. resultados negativos. seja em hospital geral ou psiquiátrico. grupos de mútua ajuda (como os alcoólicos anônimos . seja em unidades especializadas. vitamina B12 e folato. naltrexone e dissulfiram sob supervisão direta do médico parece ter resultados promissores . Os casos leves ou moderados resolvem-se em 3 a 12 horas após o término do consumo do álcool. A internação. trauma craniano e quedas. antidepressivos. em geral. sendo que as principais são psicoterapia. como.AA) e tratamento farmacológico. Pode haver necessidade de observação para detecção de complicações. O tratamento medicamentoso com ansiolíticos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Intoxicação Alcoólica: tratamento é apenas de suporte clínico.

o haloperidol 2-4 mg/dia. náuseas. Síndrome de abstinência ao álcool: em pacientes com história de uso crônico de álcool. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. a sertralina. como. esta medicação reduz o desejo de beber e suprime a hiperatividade orgânica que ocorre após a retirada do álcool.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. O uso de bromocriptina ou outro agente agonista dopaminérgico tem se mostrado ineficaz no tratamento da dependência ao álcool. com retirada rápida. de que a função dopaminérgica está alterada em alcoolistas. podem ser usados para tratar comorbidades. deve-se utilizar algum neuroléptico de alta potência em baixas doses.e positivos. O uso do dissulfiram na dose de 250 mg/dia em pacientes dependentes pode ser eficaz. Antidepressivos: os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (por exemplo. há urgência clínica de tratamento. como o diazepam. por exemplo. diarréia e lesões de pele. Naltrexone (Revia): na dose de 50 mg/dia. A naltrexone é mais benéfica em pacientes com fissura importante. em três tomadas diárias. Parece que esta droga reduz a toxicidade cerebral induzida por substâncias cerebrais cuja produção está aumentada em virtude do consumo excessivo do álcool. o que provoca vários efeitos desagradáveis quando tomada na vigência do uso do álcool. em estudos experimentais. distúrbios orgânicos associados e pobre funcionamento cognitivo. pode ser eficaz para reduzir o desejo de consumir o álcool e reduzir as propriedades de reforço positivo induzidas pelo álcool. Ansiolíticos: o uso de ansiolíticos benzodiazepínicos. ansiedade e fadiga. porém. O tratamento crônico com ansiolíticos não é recomendado. em função do enorme potencial de dependência induzido pelos benzodiazepínicos. Alucinose alcoólica: aqui. com sinais clínicos de síndrome de abstinência. a fluoxetina. Acamprosato (Campral): na dose de 2 a 3 g/dia. o citalopram) não reduzem a taxa de recaída. vômitos. desde que haja estreito acompanhamento médico. que deve ser feito em unidades especializadas de terapia intensiva. Copyright © 2001 IDS . como depressão e ansiedade. Dissulfiram (anti-etanol): esta droga é inibidora da enzima aldeído desidrogenase. tem se restringido ao tratamento a síndrome de abstinência do álcool. Agentes dopaminérgicos: há algumas evidências.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Dependerá do quadro clínico e da evolução da história natural da doença. Copyright © 2001 IDS . Quadros de alucinose e de abstinência devem ser encaminhados. Os demais necessitarão sempre de avaliações periódicas com equipe de saúde mental.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Fonseca.P. In: Andrade. Drogas: Atualização em Prevenção e Tratamento. H. S. A . A .. H.:153-64.. Compêndio de Psiquiatria Dinâmica..R. 1984. S. Artes Médicas. B. Elkis. P.G.I. Sadock. São Paulo... 1995.B. pp. Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas. 1993. Porto Alegre. Artes Médicas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Lemos.G. Motta.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Castel. Kaplan. M.J.. Tongue. pp: 121-35. eds.E. T. L... Complicações Clínicas do Abuso de Substâncias. Andrade. Hochgraf.. E. In: Louzã Neto.. Eds. Psiquiatria Básica. Nicastri. Copyright © 2001 IDS . Porto Alegre.

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A dependência já é um conceito mais amplo. (5) desejo intenso pela substância. Devem ser tratados os casos de abuso. que envolve os seguintes critérios: (1) tolerância: necessidade de quantidade cada vez maior da substância para atingir o mesmo efeito ou efeito cada vez menor de uma mesma dose da substância.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Nem todo o uso de droga pode ser classificado como patológico. O abuso de drogas ocorre quando o paciente mantém o consumo de uma substância mesmo apresentando problemas legais. Exemplo: pessoa que repetidamente dirige sob efeito de sedativos. (4) desejo de reduzir ou controlar o consumo da substância com repetidos insucessos em manter-se sem a droga por período prolongado. Pelo menos três critérios devem estar presentes para que se caracterize dependência. O uso eventual ou experimental não necessita de tratamento. . dependência ou abstinência da substância.(3) uso da substância em quantidade e por tempo maior que o desejado. problemas de saúde ou prejuízos de sua vida normal decorrentes do uso. (6) uso continuado mesmo em situações em que o consumo é contra-indicado e perigoso à saúde. (2) abstinência: síndrome típica e de duração limitada que ocorre quando o uso da substância é interrompido ou reduzido drasticamente. evidenciando perda de controle sobre o consumo. que rouba para obter a droga ou que a consome mesmo com conseqüentes brigas familiares e perda de emprego. embora possa ser passível de abordagem preventiva.

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O tratamento multidisciplinar (com abordagem médica. 3) É essencial a participação da família. alucinações ou delírios. reduzir dose ou ministrar também anticolinérgico como o biperideno 2mg (com exceção de quadros induzidos pelo uso de anticolinérgicos). marcha em bloco. redução da expressão facial. Cada ponto do processo de recaída deve ser avaliado para que a falha não se repita. Para quadros de ansiedade extrema ministrar diazepam 10mg (com exceção de quadros de intoxicação patológica por benzodiazepínico). psicológica e social) é o que dá melhores resultados. Os principais pontos do tratamento da dependência de álcool e drogas são: 1) Não existe uma única abordagem terapêutica que seja adequada para todos os pacientes. sialorréia).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para quadros de agitação psicomotora. pois ela precisa aprender a conviver com o dependente recuperado. 2) Recaídas são comuns no processo de tratamento e não devem ser entendidas como fracasso terapêutico. recomenda-se uso de antipsicótico como haloperidol 5mg. . em caso de efeitos colaterais importantes desta medicação (particularmente rigidez muscular. Quadros severos de intoxicação ou abstinência devem ser encaminhados para monitoramento em ambiente hospitalar.

etc. avaliar os fatores que levaram o paciente a buscar a substância. freqüentar lugares de uso.). O uso de medicações deve se restringir ao tratamento da síndrome de abstinência. em seu trabalho e em todas as demais esferas de sua vida. tristeza. Neste momento. como Narcóticos Anônimos e Nar-Anon. 8) O tratamento é longo e deve-se tomar precauções contra recaídas mesmo após vários anos de abstinência. passar por situações que gerem irritabilidade. sanando-se as necessidades observadas com alternativas não associadas à droga. em sua convivência familiar. O encaminhamento para grupos de autoajuda. Em todos os momentos o paciente deve procurar se manter ocupado.4) O dependente deve ser estimulado a procurar ajuda todas as vezes que se sentir tentado a recair. todos os meios disponíveis para se evitar a recaída devem ser utilizados. dinheiro facilmente disponível. seja por meio de internação (hospitalar ou domiciliar). Neste processo. seja por consultas periódicas nas quais de determina o último dia de consumo. O médico tem que ajudá-lo a perceber os prejuízos que a doença gera em sua saúde. procura-se aos poucos. 6) Neste processo o dependente tende a negar ou minimizar seus problemas com a droga. ou para se evitar recaídas. Durante todo o processo. desânimo. Processo do tratamento Inicialmente interrompe-se o uso da substância. Substituir a droga por algo menos danoso ao indivíduo é fundamental para evitar recaídas. A persistência e o vínculo de confiança no médico são essenciais. deixá-lo freqüentar locais de risco sozinho e com dinheiro. precisa entender que não deverá utilizála novamente pois provavelmente voltará a perder o controle sobre seu consumo. Trata-se a síndrome de abstinência e eventuais quadros associados e orienta-se o paciente a prevenir recaídas evitando situações que facilitem o uso da droga (como encontrar outros usuários. Deve-se retirar do contato do paciente todos os estímulos que lembrem a droga ou facilitem sua obtenção como instrumentos utilizados para o consumo. deve ser incentivado em todos os momentos do tratamento. telefones de outros usuários. 5) Uma vez que o paciente pare de utilizar a droga. 7) O tratamento deve ser imediatamente disponível. o culto religioso e a dedicação a novas atividades de lazer. de quadros associados. é importante orientar a família a evitar atitudes que possam facilitar a recaída do paciente. de preferência na companhia de outras pessoas que possam auxiliá-lo num momento de intensa vontade de consumir a droga.. . Deve-se aproveitar todos os momentos de aceitação de ajuda. etc. mesmo com vários insucessos anteriores. como permitir que ele mantenha contato com outros dependentes. etc. como a prática de esportes.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Quando houver sintomas psiquiátricos marcantes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . quando as medidas adotadas não forem eficazes para manter a abstinência ou em casos severos de intoxicação e abstinência.

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C..B. In Psiquiatria Básica . M.A. .Abuso e dependência de álcool e drogas. Castel. Elkis.Editores: Cordás. Leite. Motta. T.Dependências Químicas .Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas. Hochgraf.B. 1996. A.. O. Porto Alegre: Editora Artes Médicas. Wang. Y. Andrade. M. . R.. S. A.G. Moreno. In Manual de Psiquiatria . R. M. Dractu. 1995. Hochgraf.. .in Condutas em Psiquiatria . Copyright © 2001 IDS .Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. P. L. S. T.. . e Laranjeira.L.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Editores: Almeida. São Paulo: Editora Lemos.. Pimenta. M. & Nicastri. R. R.. Zilberman..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Laranjeira. 1995.Editores: Louzã Neto...P. H. P.

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Dermatologia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sampaio SAP e Rivitti EA. Doença da Pele de Andrews. Copyright © 2001 IDS . NevesRG. 1998. São Paulo: Editora Manole. Atlas de Dermatopatologia Tropical. 1994. Diógenes MJN. Arnold HL. 8ª ed.1997. São Paulo: Artes Médicas. Fortaleza: Inova Gráfica. Guilhon RMP et al.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Odom RB e James WD.

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A infecção por bactérias e leveduras ( principalmente a Malassezia furfur ) tem sido lembrada na patogênese da doença. áreas de dobras. tronco. Blefarite e eczema do conduto auditivo podem estar presentes. sobrancelhas. mas podendo ser apenas um fator agravante. não-contagiosa. couro cabeludo e em áreas intertriginosas. glabela. freqüente. Presença de escamas gordurosas e aderentes no couro cabeludo (crosta láctea).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATITE SEBORRÉICA Quadro clínico e Epidemiologia É afecção crônica. influenciada pelos andrógenos. Adulto Lesões eritêmato-escamosas no couro cabeludo. . região retroauricular porcões medianas do tórax e regiões intertriginosas. lesões do trigêmeo. Prurido leve ou ausente. Lactente Aparecimento nos primeiros meses de vida. que ocorre em regiões como sulco nasogeneano. maternos que desaparecem após alguns meses. região retroauricular. sulco nasogeneano. Os andrógenos podem ser um fator predisponente. doença de Parkinson ) e síndrome da imunodeficiência adquirida. poliomielite. recorrente. lesões eritêmato-escamosas na face. A causa não é conhecida. explicando a dermatite seborréica do lactente. Ocorre associacão com quadros neurológicos ( siringomielia.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . excluir associacão de candidose. Nas áreas intertriginosas. Adulto Hidrocortisona 1% em creme associado ou alternado com cetoconazol 1% em creme. usar xampu de enxofre e ácido salicílico a 3% ou zinco-piridione 1-2% ou coaltar 1-3% e depois aplicar locão capilar de betametasona.Diagnóstico Clínico. Tratamento Lactente Óleo mineral morno para remoção de crostas do couro cabeludo e hidrocortisona a 1% em creme.No couro cabeludo.

é produzida por fungos dermatófitos(que utilizam a queratina com fonte de subsistência). zoofílicos e geofílicos. Tinha corporis Tinhas do pé e da mão Onicomicose(Tinha da unha) . Tinha do couro cabeludo Comum nas crianças e rara nos adultos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATOFITOSES Quadro clínico e Epidemiologia Também conhecida com tinha. Lesões eritêmato-descamativas com presença ou não de vesículas podendo ser maceradas nos interdígitos dos pés. A forma aguda é uma placa com inflamação e presença de pústulas. podendo apresentar a borda com vesículas e crostas e formas diversas. Existem dermatófitos antropofílicos. Placas de cabelos tonsurados( cabelos cortados) com descamação. Acometimento de início na porção distal e/ou lateral subungueal ou subungueal proximal superficial da lâmina ungueal. única ou múltipla. Placas eritêmato-descamativas de crescimento centrífugo. chamada quérium. Destruição e/ou hiperqueratose da unha.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pedis e da mão: antifúngico tópico e/ou sistêmico Onicomicose: antifúngico sistêmico. Tratamento Tinha capitis: griseofulvina15-20mg/kg/dia . 2 a 3 meses Tinha corporis.Diagnóstico Exame micológico direto clarificado pelo hidróxido de potássio a 10 % e cultura de fungos. via oral. principalmente nos casos de onicomicose de difícil diagnóstico pelo exame micológico direto.

com influência ambiental e psicossocial. motivo pelo qual reage anormalmente a estimulos: contactantes. eczema constitucional ou neurodermite disseminada. couro cabeludo. O paciente atópico deve ser compreendido como um indivíduo cujo limiar de reatividade é anômalo. Manifestase normalmente a partir do 3º mês de vida ou mais tardiamente na adolescência e em adultos. Cerca de 30% dos casos são associados a asma e/ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. 79% das crianças desenvolvem manifestações atópicas. Muitos pacientes têm aumento de níveis séricos de imunoglobulina E (IgE). principalmente nos casos de associação com quadro respiratório. Quadro Clínico Tipos de lesões Infantil ( a partir do 3 mês de vida) agudas e subagudas Localização região malar.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMA ATÓPICO OU DERMATITE ATÓPICA Quadro clínico e Epidemiologia É também conhecido como eczema infantil. ingestantes. nuca e dobras antecubitais e poplíteas podendo generalizar-se. inalantes e injectantes. A etiologia parece ser multifatorial. se um dos pais é atópico. Quando os pais são atópicos. . esta incidência cai para 58%.

dorso dos pés e mãos com fases de agudização nas dobras flexoras ou disseminadas chamada de neurodermite Adulto crônicas Diagnóstico Clínico. regiões de dobras e escroto. alta e muito alta potência na face.51% hidrocortisona 1-2 % hidrocortisona 1-2 % mometasona. triancinolona. tapetes ou brinquedos de pelúcia. como vaselina líquida ou cold cream. desonida mometasona. O quarto deve ser arejado sem cortinas. Usar emolientes após o banho. devido ao fato de seus efeitos colaterais serem maiores nessas áreas. Usar roupas de algodão . face. associar mupirocina 2% ou a . diminuindo a potência ou freqüência da aplicação gradualmente. A tabela abaixo apresenta a potência do corticosteróide mais indicada para cada faixa etária: Baixa potência Crianças até 2 anos Crianças maiores 2 anos Adolescentes e adultos hidrocortisona 0.Pré-puberal crônicas nas dobras flexoras. Evite usar corticosteróides de média. desonida betametasona. difluocortolona. Procure usar sempre a menor potência necessária e nunca retirar subitamente. Tratamento Cuidados gerais: Banhos rápidos. clobetasol Média potência Alta e muito alta potência Antibióticos: havendo infecção secundária localizada. Corticosteróides: São os medicamentos mais úteis no tratamento da dermatite atópica. Evitar tecidos de lã e fibras sintéticas. morno com pouco sabonete.

há melhora importante em poucos dias. Encaminhamento Para hospitalização: nos casos graves e resistentes.1% em creme. divididos em 4 doses diárias. fazer compressas de permanganato de potássio na diluição de 1:40.000 ou água boricada a 2-3 %. clorfeniramina. que devem ser dados à noite. Corticóide sistêmico: deve ser evitado pela necessidade de uso prolongado e pelo risco de rebote após a retirada da medicação. cetirizina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Antibiótico sistêmico: nos caso de lesões exudativas ou de difícil controle. Anti-histamínico: os sedantes como: hidroxizina 0. Copyright © 2001 IDS . Antissépticos: nas formas agudas.gentamicina 0.5-2mg/kg/dia. utiliza-se antibiótico sistêmico: estearato de eritromicina ou cefalexina na dose de 50mg/kg/dia na criança e 2g/dia no adulto. durante 10 dias.

vesículas. Existem vários tipos de eczema. edema. associada a prurido e causada por fatores exógenos ou endógenos. os mais comuns são: eczema de contato (exógeno) e eczema atópico (endógeno). escamas. Na dermatite de contato alérgica há o envolvimento do sistema imunológico celular. crostas e liquenificação. A dermatite irritativa acontece em qualquer pessoa exposta a uma substância em concentração irritante. Dermatite de Início contato Causas Teste de contato (PATCH Test) Exemplos . Eczema de Contato ou Dermatite de Contato: pode ser de 2 tipos: dermatite de contato irritativa e dermatite de contato alérgica. Divididas em 3 fases evolutivas: aguda (eritema.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMAS DE CONTATO Quadro clínico e Epidemiologia É uma doença inflamatória da pele caracterizada por eritema. edema e vesiculação) subaguda (escamas e crostas) e crônica (liquenificação).

deve ser sempre descartada a associação com candidose. Copyright © 2001 IDS . Níquel.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . se necessário. Tratamento Depende da fase evolutiva e da extensão do quadro: Tópico Aguda Compressas de permaganato de potássio 1:40. teste de contato.000 e Creme de corticóide Pomada de corticóide Sistêmico Prednisona 0. Sabão em pó. O teste de contato pode auxiliar na identificação dos alérgenos no caso de dermatite de contato alérgica. Positivo couro.Irritativa Pode aparecer na primeira exposição. dermatite das fraldas. Nos casos de difícil controle. soda cáustica. borracha.5 m/Kg/ dia Idem Idem Subaguda Creme de corticóide Crônica No caso da dermatite de contato na área das fraldas. encaminhar para o dermatologista para tratamento e. dos sapatos. cimento. detergentes. esmalte Diagnóstico É essencialmente clínico. Dermatite dos brincos. Negativo Dermatite das mãos de lavadeira. Alérgica Necessita de exposição prévia para que ocorra a sensibilização.

as pústulas e vesículas são encontradas nas regiões palmoplantares. Também podem ser encontradas pápulas urticarianas. interdigitais. periumbilical e genitais. na axila. no total de 10 a 25 ovos. morrendo fora do hospedeiro em menos de uma semana. muitas vezes. Nas crianças. está ausente. vesículas e nódulos. Diagnóstico O quadro clínico sugestivo e a confirmação ocorre quando se encontra o parasita no exame direto. escoriações. A lesão característica é a presença do sulco com uma vesícula na extremidade. preferencialmente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ESCABIOSE (SARNA) Quadro clínico e Epidemiologia É causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variação hominis. O parasita completa todo o seu ciclo biológico no homem. Nos adultos. O principal sintoma é o prurido noturno. as lesões são localizadas. sexo ou raça. depositando 2-3 ovos por dia. A fêmea fecundada penetra na camada córnea e escava um túnel. que se transformam em ninfas octópodes na superfície da pele e se tornam adultos esse ciclo dura 2 semanas. pústulas. . surgem larvas hexápodes. O macho não invade a pele e morre após a cópula. sem preferência por idade. Em alguns dias. sendo os nódulos encontrados na região genital principalmente nos homens. regiões inframamárias. É transmitida pelo contato pessoal. mas que. e depois morre.

parar 7 repetir após 7 noites e repetir 3 dias noites.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . parar 7 noites e repetir 3 noites( proibir o uso de álcool pelo efeito antabuse) ivermectina 200mcg/kg dose única Gestante enxofre 5% vaselina por 3 a 5 noites e repetir após 7 dias Copyright © 2001 IDS .Tratamento Tópico Tópico Tópico Sistêmico ivermectina 200mcg/kg dose única em crianças acima de 5 anos Crianças enxofre 5% monossulfiram em vaselina diluído em água 3 por 3 a 5 vezes e aplicar 3 noites e noites.(em crianças acima de 1 ano) Adulto permetrina lindano 1% 5% creme durante 2 noites e durante 2-3 repetir após 7 dias noites e repetir após 7 dias monossulfiram diluído em água 2 vezes e aplicado 3 noites.

O quadro é comum nos adolescentes e adultos. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo FURÚNCULO Quadro clínico e Epidemiologia É um abscesso estafilocócico perifolicular. doloroso e agudo que geralmente termina em supuração central. Usar antibióticos sistêmicos. Tratamento Os cuidados higiênicos são muito importantes. podendo ser usados sabonetes com antisséptico. O antraz é um conjunto de furúnculos. pode ser feita drenagem. mas deve ser realizado o exame bateriológico e antibiograma para orientar o tratamento. Se a lesão estiver flutuando. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. arredondado. circunscrito.

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é o S. bastante superficial com formação de crosta melicérica. mupirocina e ácido fusídico. Pode ocorrer linfadenopatia regional.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo IMPETIGO Quadro clínico e Epidemiologia É uma dermatose contagiosa causada por estafilococos plasmo-coagulase-positivos. como a neomicina. A lesão inicial é mácula eritematosa que logo se transforma em vésico-pápula ou mesmo bolha purulenta. usar antibióticos tópicos. . epidermidis. Doença freqüente nas crianças. gentamicina. eritromicina ou cefalexina. Pode ser feito bacterioscópico e cultura para a identificação do agente etiológico. nos pacientes imunossuprimidos. deve ser dado antibiótico sistêmico como penicilina. Diagnóstico É geralmente clínico. Nos casos localizados. O mais comum é o Staphylococcus aureus e. Tratamento Limpeza com a remoção das crostas com água e sabão. Nos casos disseminados.

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eventualmente. podendo ser vesiculosa. pelo Ancylostoma canis. A larva penetra a pele nos locais de contato com o solo. bicho geográfico ou bicho de praia. Acomete. os adolescente e os adultos. nos locais onde houve defecação dos ovos do parasita pelo cão e/ou gato e. também denominada dermatite linear serpiginosa. Tratamento Lesões Localizadas Tópico tiabendazol 5% pomada oclusiva por até 2 semanas -albendazol 400mg dose única -tiabendazol 25mg/kg 2x/dia por 3 dias consecutivos -ivermectina 200mcg/kg dose única Sistêmico Disseminadas Pode ou não associar o tratamento tópico . Estes se encontram no solo. geralmente. É causada pela penetração de larvas do Ancylostoma braziliensis e. na natureza. transforma-se em larva infectante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo LARVA MIGRANS Quadro clínico e Epidemiologia Afecção freqüente. causando lesões pruriginosas de trajeto linear e sinuoso ligeiramente urticada.

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ocorre mais nos adultos e a transmissão é. sexual. Na área genital. Mas pode ocorrer infecção bacteriana secundária. mas. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. no caso de dúvida. após anestesia tópica com lidocaína e prilocaína. excepcionalmente. É de distribuição universal. semi-esférica. Pápula da cor da pele ou rósea. geralmente. tornando-se eritematosa e dolorosa. . mostrando as inclusões virais citoplasmáticas eosinofílicas. Tratamento Curetagem das lesões e aplicação de tintura de iodo. comum em crianças. as mucosas. séssil. o exame histopatológico é extremamente característico. As lesões são mais abundantes nos imunodeprimidos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MOLUSCO CONTAGIOSO Quadro clínico e Epidemiologia A doença é causada por um poxvírus que atinge exclusivamente a pele e. geralmente umbilicada e assintomática.

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tórax . Diagnóstico Presença das lêndeas ( ovos ) aderidas na haste do pêlo e/ou o encontro do parasita. podendo levar a infecção secundária. barba e os cabelos da margem do couro cabeludo. O sintoma principal é o prurido. Pediculus humanus corporis (piolho do corpo) e Phitirus pubis. Observam-se escoriações paralelas e hiperpigmentação. Os mais conhecidos agentes etiológicos são Pediculus humanus capitis ( piolho da cabeça). Corpo: pápulas acompanhadas de prurido intenso. sendo freqüente a infecção secundária levando ao aumento de linfonodos cervicais. mas pode ser encontrado também nos pêlos do abdome. Púbis ou ftiríase Tem como habitat os pêlos pubianos. Raramente podem acometer os cílios. Couro cabeludo: prurido intenso nas regiões afetadas occipital e parietais. supercílios. . É comum ocorrer infecção secundária. o corpo e o púbis. principalmente no dorso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PEDICULOSES Quadro clínico e Epidemiologia São ectoparsitoses causadas por insetos que parasitam o couro cabeludo. coxas e axilas. responsável pela pediculose pubiana ou ftiríase.

é imprescindível examinar e tratar os contactantes.Tratamento couro cabeludo xampu de lindano 1%. deixando agir por 5 a 10 minutos e enxaguar.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Usar por 2-4 dias consecutivos higiene e a lavagem da roupa são suficientes para a cura loção de lindano 1% Ou loção de por 3-4 noites permetrina 5% consecutivas Ou loção de deltametrina + butóxido de piperonila Ou xampu de permetrina 1% ouxampu de deltametrina +butóxido de piperonila remoção das lêndeas com pente fino após passar vinagre diluído em 50% com água morna corpo pubis Em todos casos de pediculose.

calor e luz . A duração da lesão é fugaz. Os teste alérgicos cutâneos de escarificação não contribuem muito para a descoberta da causa. Destacam-se os liberadores químicos de histamina como os medicamentos ( ácido acetilsalicílico. Lesões urticárias são de tamanho variável. toxinas bacterianas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URTICÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia É uma erupção caracterizada pelo súbito aparecimento de urticárias ( pápulas eritêmatoedematosas) de duração efêmera e pruriginosa. polímeros biológicos ( crustáceos. . papaverina e contrastes radiológicos). como frio. Os fatores patogênicos não-imunulógicos são os capazes de liberar histamina e outros mediadores por ação direta sobre os mastócitos. venenos de cobra. morfina. podendo levar ao edema de glote e à morte se o paciente não for socorrido a tempo em pronto-socorro. polimixina. O quadro pode ser agudo desaparecendo rapidamente ou se tornar crônico( mais de 6 semanas). Há uma forma de urticária acompanhada de angioedema das pálpebras. tiamina. O quadro clínico é bastante característico. dextrans ) e os efeitos diretos de agentes físicos sobre os mastócitos. produtos de Ascaris. Diagnóstico É essencialmente clínico. sendo o melhor método a técnica de exclusão de substâncias. língua e laringe. lábios. podendo formar placas gigantes. codeína. mas a descoberta do agente causal pode ser bastante difícil. sem mecanismo imune. pressão. pepetonas. drogas ou alimentos suspeitos.

associar corticóide sistêmico.Tratamento Tentativa de afastar o agente causal. Nos casos de angioedema com hipotensão e risco de edema de glote. injetando-se. Anti-histamínicos H1: sedantes e não-sedantes( não se aderem a receptores H1 do sistema nervoso central) Sedantes Não sedantes hidroxizina 0.5mg/kg/ dia. Na urticária aguda e angioedema. Copyright © 2001 IDS . é indicada a adrenalina 1:1000 ( 1mg/ml). tipo prednisona 0. Na urticária crônica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .52.0mg/kg/dia astemizol dose única 10mg/dia clorfeniramina 6-18mg/ dia loratadina 10mg/dia meclastina 1-6mg/ dia cetirizina 10mg/dia · Os sedantes são os mais indicados para as crianças.0 ml a cada 2 horas até a melhora dos sintomas.5-1. 0. via subcutânea. o tratamento é feito principalmente com antihistamínicos.

São DNA vírus denominados. pescoço e comissuras da boca. São encontradas em qualquer parte do corpo. ou. Quadro clínico Verruga vulgar São pápulas hiperqueratósicas e. no dorso das mãos e dedos. human papiloma virus). mas com maior freqüência. como no inglês. Eles podem infectar tanto a pele como as mucosas. de preferência. genericamente. Verruga filiforme . corneficadas e espiculadas que surgem perpendicularmente à superfície cutânea. São geralmente pápulas únicas. Localizam-se. na face. observam-se pontos escuros enegrecidos que correspondem a capilares trombosados. por HPV (papilomavírus humano.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo VERRUGAS Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus causadores das verrugas. na superfície.

topicamente. dorso das mão e antebraços.flor. É proibido o tratamento com exérese e sutura das lesões. Acometem principalmente crianças e adolescentes. As verrugas genitais são pápulas vegetantes róseas. devem ser biopsiados para exame anatomopatológico os casos de verruga resistente ao tratamento e de mulheres com verrugas genitais e de cérvix. dando um aspecto de "olho de peixe". Em crianças. Logo. São dolorosas à deambulação e confundidas. a conduta é o uso de ácido nítrico fumegante. deve ser investigada a possibilidade de abuso sexual. devido às recidivas freqüentes na borda da ferida cirúrgica. na face. como são conhecidas popularmente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Verruga plana Condiloma acuminado Diagnóstico Verrugas e carcinoma: Vários tipos de HPV têm um potencial oncogênico. são pouco salientes. São múltiplas pápulas planas de 1-5mm de diâmetro. devido à freqüente associação de verruga e carcinoma de cérvix. que devem ser feitos no consultório do dermatologista. muitas vezes. tais como: colódio tópico com ácido salicílico 16. podendo assumir um aspecto em couve. vulva. de preferência. ânus e vagina. ocorrendo na mucosa da glande. com calosidades. crioterapia com nitrogênio líquido e eletrocoagulação.5% e ácido lático 14. Copyright © 2001 IDS . O aspecto é de uma área central anfractuosa com hiperqueratose ao redor.5%. discretamnte hiperqueratósicas e pouco salientes. Localizam-se. com diversas substâncias químicas cáusticas. Tratamento É feito. Em alguns casos.Verruga plantar Devido à pressão exercida pelo corpo.

que. . além da cooperação do doente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quase todas as alterações da cavidade oral são passíveis de observação por meio da oroscopia. deve contar com boa iluminação e afastador de língua.

liga utilizada por dentistas. quando concomitantes com lesão oral.A oroscopia deve ser acompanhada sempre da palpação das cadeias cervicais. Manchas cinzas arredondadas associadas a restaurações dentárias podem corresponder a inclusão de amálgama. Em se tratando de lesões pequenas ( até 2 cm) . junto às comissuras labiais. chamados grânulos de Fordyce. Também nas bochechas. pode-se lançar mão da biópsia incisional ou por punção com agulha fina. persistentes por mais de 2 semanas (portanto duvidosas). Alterações da pigmentação da boca: aparecem em condições normais na mucosa da bochecha (mucosa jugal) na linha de oclusão dentária. Caso a lesão seja maior. Nenhuma destas alterações necessita tratamento. Os diagnósticos mais importantes são: Melanoma: mancha acastanhada ou negra. Esta última é o método de escolha para linfonodos cervicais suspeitos. podem ser vistos pontos amarelos que correspondem a glândulas sebáceas ectópicas. não reticulada. principalmente as submentonianas e júgulo-carotídeas. de bordos . São simétricas e bilaterais. progressiva. a biópsia excisonal está indicada.

A retirada da lesão deve ser indicada na presença de sintomas e se a lesão não desaparecer com a . como elevação da mucosa mantendo a coloração do tecido que lhe deu origem. Este é um grave erro. Lesões nodulares: a presença de nódulo ou tumor sem ulceração da mucosa não é comum. hemangioma. processo chamado de quimioprevenção. A insistência no uso da prótese pode produzir úlceras. O diagnóstico diferencial se faz com os tumores do tecido conjuntivo. Tomografia computadorizada é importante exame para avaliar o tamanho e a extensão da doença. com a completa retirada do tumor e reconstrução. pouco móveis e indolores. Cistos salivares e dermóides: alguns tumores podem ser císticos. de origem nervosa ou muscular. na linha média. ou eritroplasias. sendo potencialmente grave. liberam líquido viscoso. em geral decorrente de traumatismo por prótese dentária maladaptada. A biópsia de punção por agulha fina é o exame indicado para esclarecimento diagnóstico. se forem brancas. brancos ou azulados. pois viola o tumor.irregulares e sem qualquer outro sintoma pode representar o melanoma de mucosa oral. Lesões nodulares são tumores de consistência variável. Epúlide é o nome dado à hipertrofia de mucosa junto à gengiva. podem ocorrer tumores císticos de dimensão variável. quando associadas a tabagismo e sem outra causa conhecida. não deve ser feita biópsia com retirada de parte do tumor para exame. Eliminar o cigarro e o álcool e aumentar a ingestão de alimentos ricos em betacaroteno fazem parte da orientação inicial. Importante ressaltar que. A intolerância ao tratamento prolongado é barreira para utilização terapêutica deste e de outros agentes ainda hoje. Metástase cervical ou à distância pode estar presente na primeira avaliação. podendo provocar alterações na fala e mobilidade da língua. linfangioma. em pacientes desdentados. como o trauma por dente ou prótese. Caso a lesão não desapareça em 15 dias. que pode ser complementada por quimioterapia e radioterapia. Os cistos salivares são bem circunscritos. O tratamento mais eficiente é a ressecção cirúrgica. O tratamento é cirúrgico. Uma biópsia permite o diagnóstico. nestes casos. ênfase deve ser dada às manchas ou placas brancas ou vermelhas. que podem ser benignos ou malignos. tumores ósseos. Estas manchas. O melanoma da mucosa é mais comum em idosos. deve ser retirada por cirurgia com margem de segurança de um centímetro e estudo anatomopatológico. O tratamento é a ressecção cirúrgica completa. Entre vários produtos. Estes cistos podem se romper. dificultando o tratamento definitivo e mesmo impossibilitando sua cura. Exame periódico da boca deve ser realizado. destacando-se os cistos salivares e dermóides. constituem as leucoplasias. se de coloração vermelha. Na região sublingual. Cerca de 30% das lesões brancas e 80% das vermelhas podem se transformar em câncer. Aparece junto à gengiva. o ácido retinóico tem sido utilizado em caráter experimental para prevenir a evolução destas lesões. Os mais comuns são os tumores de glândula salivar menor. Leucoplasias e eritroplasias: entre as doenças que produzem alterações da coloração da boca. abaixo da mucosa. com dimensões variáveis. lipoma. que não se desprendem facilmente quando raspadas com espátula. Seu tratamento é cirúrgico. com ênfase para o abandono do tabagismo. São móveis e indolores. Atribui-se sua origem a restos epiteliais embrionários. mas se refazem em período de tempo curto. Causam grande desconforto pela impossibilidade de sustentação da prótese.

ou crescimento. O torus palatino é alteração óssea localizada no palato duro. junto ao assoalho da boca. mormente a impossibilidade de manutenção de prótese. A técnica deve ser cuidadosa para evitar comunicação da cavidade oral com a nasal. Tem crescimento lento ou ausente e observação periódica é a conduta. na linha média. São comuns os cistos associados a abscessos dentários e secundários a tratamento de canal. Tumores nas gengivas podem estar relacionados aos dentes. Torus mandibular é o nome dado a uma protuberância óssea localizada na face interna da gengiva. é imóvel e assintomático.suspensão do uso da prótese. de tamanho forma e extensão variáveis. consistência óssea. mesmo na ausência de dor. O único tratamento é a ressecção cirúrgica. imóvel e indolor. Copyright © 2001 IDS . e são tratados por cirurgia. Tem contorno regular.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . indicada na presença de sintoma.

As lesões podem ser agravadas por infecção secundária por Candida albicans. São inúteis os antiácidos e produtos de uso tópico. Não há nenhum tratamento específico eficiente. É importante informar que. Se após duas semanas a afta não estiver cicatrizada. geralmente em queimação e com intensidade variável. a substituição do creme dental e a não-utilização de alimentos ácidos e condimentados. Casos recorrentes e com limitação severa devem ser encaminhados para tratamento especializado. Caracterizam-se por úlcera dolorosa. o sintoma não tem gravidade nem potencial de transformação maligna. quando o tratamento tópico com solução de nistatina se indica com bom resultado. indicamos completa ressecção da lesão para exame anátomo-patológico. na maioria das vezes. No entanto. pequena. Podem ser isoladas ou múltiplas. há situações bem freqüentes que devem ser acompanhadas em unidades básicas de saúde. Ausência de alteração em cuidadoso exame físico com inspeção e palpação da língua e pescoço à procura de tumor. de fundo esbranquiçado. assoalho da boca e mucosa jugal. como. por exemplo: Aftas são as lesões mais comuns da boca. Um sintoma menos comum é a glossodínea. Caracteriza-se por dor contínua. embora limitante. . localizadas na língua. Não há tratamento eficiente comprovado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As lesões acima descritas deverão. como anestésicos e anti-sépticos. úlcera ou linfonodo são indicativos da doença idiopática. borda regular e não elevada. ser encaminhadas a serviço especializado. Têm aparecimento súbito e cura espontânea em cerca de 10 dias. Podem ser de auxílio a higiene oral.

em que estão associadas xeroftalmia e artrite. fissuras dolorosas. facilitando infecção secundária causadora do odor. Os dentes e gengivas devem ser examinados e receber os cuidados necessários. que pode ser tratada por antibióticos ou necessitar a intervenção de otorrinolaringologista. Halitose é o odor desagradável na respiração e está em geral associada à condição da boca. Amígdalas aumentadas e com superfície irregular podem reter partículas alimentares.Xerostomia ou boca seca pode aparecer como sintoma isolado ou ser parte da síndrome de Sjöegren. Exame radiológico de seios da face podem demonstrar a presença de sinusite. Este problema pode ser melhorado com adequada higiene oral com bochechos e gargarejo. Processos imunológicos e reumáticos devem ser pesquisados. principalmente nas comissuras labiais. O paciente pode ser encaminhado ao reumatologista para completa investigação. Uma boa hidratação e evitar períodos prolongados de jejum também são úteis para minorar o problema. com hidratação cuidadosa. Encontramos. proteção de lábios com cremes e saliva artificial.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O tratamento é sintomático. além da secura da mucosa. Copyright © 2001 IDS .

se constatar a existência de um câncer de cavidade oral. para que seja devidamente tratado pela cirurgia (tanto o tumor primário como as possíveis metástases cervicais). para acompanhamento e controle. mediante biópsia incisional.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Urgente (para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): somente nos casos em que. Necessário ( para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): nos casos em que a biópsia tiver sido excisional. Em esquema: .

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Instituto Nacional do Câncer.10-11. . W. B. Korting GW. 1989. Rio de Janeiro. pp. p. 1996. Hoede N.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Young SK. Copyright © 2001 IDS . Ferraz AR. Estimativa da Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil. São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Brandão LG. Bork K. pp 321-4. INCa . Stuttgart (Alemanha). Burgdorf WHC.Diseases of The Oral Mucosa and the Lips. Roca. 1997. 295-307. Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Saunders Company.

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Outro sintoma é o prolapso. que constitui a exteriorização de mamilo hemorroidário durante o esforço evacuatório e que. . formando o chamado hematoma perianal. estimando-se que aproximadamente 50% dos indivíduos acima dos 50 anos têm alguma forma de hemorróidas sintomáticas. Outra queixa relacionada às hemorróidas é o prurido anal. a perda de sangue vivo é o sintoma mais comum. pode se manifestar espontaneamente sem esforço. As hemorróidas externas podem se apresentar como nódulo doloroso de aparecimento súbito. após atividades físicas intensas ou ainda após a ingestão de álcool ou alimentos condimentados. em 4 tipos. internas ou mistas) e de acordo com seu grau de evolução. de acordo com sua localização (externas. a dor anal é mais intensa e aparece após esforço evacuatório excessivo. em fases mais adiantadas da doença. exteriorizando-se no papel higiênico ou "pingando" no vaso sanitário. Em casos de trombose de mamilos externos. o que assusta as pessoas e as leva a procurar o proctologista. Já a doença hemorroidária é representada por dilatações varicosas ano-retais e representa a doença proctológica mais freqüente na população em geral. ocorrendo durante ou imediatamente após a evacuação. Quanto às hemorróidas internas. Classificam-se as hemorróidas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia DOENÇA HEMORROIDÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia Hemorróidas são estruturas normais da anatomia humana.

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e esta relutância aumenta a constipação e o desconforto. O paciente torna-se. A dor durante e após a evacuação dura de minutos a horas e é freqüentemente acompanhada de sangramento observado sobre as fezes ou no papel higiênico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FISSURA ANAL Quadro clínico e Epidemiologia A fissura anal é uma afecção proctológica comum. Copyright © 2001 IDS . apreensivo sobre futuras evacuações. sofrimento e desconforto maior que qualquer outra lesão de seu tamanho no corpo humano.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . então. causa de dor aguda.

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Às vezes. À anuscopia. as fístulas formam trajetos complexos. inter (trajeto entre o esfíncter externo e interno) e trans. o trajeto fibroso e o orifício externo. sendo decorrentes da ruptura de um abscesso originário da infecção das glândulas anais. Geralmente. os trajetos de orifícios externos situados na região posterior desembocam na cripta da linha mediana posterior. Por outro lado. constata-se a presença da cripta infectada. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FÍSTULAS Quadro clínico e Epidemiologia A palavra fístula vem do latim e significa "cano". orifícios anteriores têm trajeto retilíneo e terminam na cripta correspondente a este orifício (lei de GoodsallSalmon). por onde drena material purulento. que é palpado até o orifício interno. As fístulas compreendem um orifício interno (cripta onde se origina a infecção). Ao exame proctológico.esfincterianas (trajeto atravessa a massa muscularsuperficial ou profunda). pode-se detectar o orifício externo. e o trajeto fistuloso. podendo ser extra (no tecido celular subsutâneo). As fístulas são caracterizadas. por um trajeto comunicando o canal anal ou o reto (orifício interno) ao períneo (orifício externo). sendo curvos. tendo somente um orifício primário e dois ou mais orifícios secundários. com ou sem descarga purulenta. As fístulas podem ainda ser classificadas em relação aos músculos esfincterianos. Freqüentemente os pacientes contam a ocorrência pregressa de um abscesso ano-retal já drenado (espontaneamente ou cirurgicamente). portanto.

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Eventualmente. enquanto as fístulas (trajeto entre o local da origem do abscesso e seu orifício externo) caracterizam a fase crônica. havendo a necessidade de se lançar mão de recursos radiológicos para sua detecção.peri-anais. As principais queixas são dor intensa na região ano-retal que se irradia para membros inferiores. Ao exame físico.abscessos pelvi-retais e retro-retais) ou abaixo deles (infradiafragmáticos . formando coleções em diferentes espaços. o diagnóstico é bem mais difícil. constata-se um abaulamento na região dolorosa e sinais flogísticos (hiperemia. O abscesso se forma por infecção nas criptas anais de Morgagni onde desembocam os ductos glandulares. seja acima dos músculos elevadores (supradiafragmáticos . . calafrio e mal-estar. febre. flutuação). Nos abscessos supradiafragmáticos. com saída de grande quantidade de pus. submucosos e isquiretais). os pacientes apresentam drenagem espontânea da coleção purulenta.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia ABCESSOS E FÍSTULAS ANAIS Quadro clínico e Epidemiologia Abscessos e fístulas ano-retais formam uma única entidade anátomo-patológica em que o abscesso (coleção de pus localizada nesta região) representa a fase aguda do processo infeccioso.

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por eletrocoagulação ou pela . Pode ainda acometer indivíduos com imunodeficiência. a região perineal e o ânus. Deve ser diferenciado do condiloma plano (secundário à sífilis). Em alguns casos. 5-fluorouracil em creme). podendo ocorrer em pontos isolados ou ser confluente. canal anal e o períneo. Seu período de incubação varia de duas semanas a oito meses. e herpes. como aqueles submetidos a transplantes de órgãos. sem história de relação anal. sendo causado por vírus do tipo papilomavírus (papillomavirus humano). de tumores da margem e canal anal e de verrugas vulgares. perineal e genital. ao sexo oral. na cavidade oral. Provoca prurido. atinge a vagina. Nos homens. atinge o pênis. Seu aparecimento no reto está relacionado ao sodomismo e. grandes lábios. O condiloma pode comprometer a região anal. sangramento discreto e secreção de odor fétido. gonorréia. Nas mulheres. a infecção condilomatosa pode apresentar displasia e transformação maligna. Caracteriza-se por lesão verrucosa de crescimento progressivo. que é transmitido pelo contato sexual direto (embora haja outras possibilidades de contaminação não-venéreas). Pode ser tratado pela aplicação local de agentes citotóxicos (podofilina a 25%. sífilis.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) Quadro clínico e Epidemiologia As DST mais freqüentemente observadas em colo-proctologia são: condiloma acuminado.

fístulas. infecções por Candida albicans. Na região perineal. que causa prurido. citomegalovírus. sendo extremamente contagiosa e associada a enantema e friabilidade da mucosa retal. herpes zoster e outras. A síndrome da imunodeficiência adquirida pode provocar infecções proctológicas associadas. dor retal e tenesmo. base dura e indolor). A proctite gonocócica (causada pela Neisseria gonorrheae) é doença pouco frequente nos dias atuais. tuberculose. O tratamento é feito por higiene local.exérese cirúrgica. Caracteriza-se por grande tendência a recidiva. sensibilidade dolorosa com irradiação local. O tratamento é feito por antibióticos específicos. Na sífilis secundária (subaguda). a infecção herpética é causada pelo herpes tipo II. secreção serosa e adenite inguinal. que provoca secreção odor fétido característico. Copyright © 2001 IDS . A manifestação proctológica da sífilis primária (aguda) é o cancro duro (pápula eritematosa única. analgésicos e agentes anti-virais específicos. causando prurido anal. é o condiloma plano. herpes simples. de transmissão sexual. razão pela qual os pacientes devem ser acompanhados por longos períodos. aparecimento de área hiperemiada com vesículas que se rompem e formam úlceras. como abscessos. secreção hemo-purulenta.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A sífilis é doença sistêmica causada pelo Treponema pallidum.

promiscuidade. móvel. homossexualismo. atingindo linfonodos pélvicos ou da região inguinal. Geralmente apresentam-se como lesão verrucosa. canal anal e margem anal representam cerca de 3 a 6% dos tumores do intestino grosso. por via hematogênica ou linfática. Os tumores provocam manifestações clínicas inespecíficas. basalóide (ou cloacogênico) e muco-epidermóide. não-pediculada. adenocarcinoma. esses tumores são classificados em carcinoma epidermóide. como fissuras pequenas de bordos elevados e endurecidos ou como área de infiltração nodular submucosa. O carcinoma epidermóide é o tipo mais comum e divide-se nos tipos espinocelular. Sua etiologia é multifatorial. Podem se propagar localmente. invadindo áreas e órgãos vizinhos. ambientais (higiene pessoal. reconhecendo-se fatores causais de ordem genética (alterações nos cromossomos 11 e 3). Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia CÂNCER DE ÂNUS Quadro clínico e Epidemiologia Os tumores do ânus. irradiação) e imunológicos (imunossupressão). virais (infecção pelo papilomavírus humano (HPV). como dor. . melanoma maligno e tumores de células indiferenciadas. sangramento e a formação de nódulos ou massas anais.

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Dizziness. Kapoor WN. Evaluation and management of the patient with syncope.268:25532560. JAMA 1992. Vertigo. vertigo. Bass EB. Lewis RF. motion sickness. Copyright © 2001 IDS . syncope and disequilibrium. Benign Paroxysmal Vertigo.352:1841-1846.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . near syncope. Principles of Ambulatory Medicine. The Lancet 1998. Cass SP. In: Barker et al.341:1590-1596. New Eng J Med 1999. Baloh RW.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Furman JM.

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e alterações motoras . raramente. Intolerância a ruídos 7. Duração da dor 2. Tipo de dor 3. alterações sensoriais . As enxaquecas podem ser com aura e sem aura. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia ENXAQUECA Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com enxaqueca e a resposta esperada. afasia . Intensidade da dor 4. 1. Náuseas e vômitos Entre 4 e 72 horas Latejante Moderada a grave* Sim Sim Sim Sim *a intensidade da dor pode ser inferida pelo fato de atrapalhar (moderada) ou impedir (grave) as atividades diárias de rotina. Intolerância a luz 6. acometendo campos visuais homônimos.formigamentos e parestesias em lábios. A aura pode incluir alterações visuais (estrela brilhante ou escotomas) bilaterais. membros inferiores. membros superiores e.tontura. unilaterais. discreta.

e sonolência.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . durando de 5 a 20 minutos antes do quadro doloroso. também pode ocorrer dor na palpação do trajeto das carótidas e das artérias do sistema da carótida externa envolvidas no processo. Achados de exame físico No exame específico do paciente com enxaqueca. pode-se encontrar dor à palpação dos globos oculares e dos ramos do trigêmeo.

Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5. Presença de intolerância a luz ou ruídos 6. . Tipo de dor Em peso ou pontada Leve (não atrapalha atividades de rotina) Não Presença de um ou outro mas nunca os dois Não 2. Presença de náuseas e vômitos As cefaléias do tipo tensional podem ser divididas em episódicas (duram menos de 15 dias por mês ou menos de 180 dias por ano) e crônicas (duram mais de 15 dias por mês ou mais de 180 dias por ano). Intensidade da dor 4.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com cefaléia do tipo tensional e a resposta esperada: 1.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o que seria interpretado pelo sistema nervoso como uma ausência crônica de aferências dolorosas levando a alterações dos mecanismos centrais de inibição da dor e conseqüente evolução para cronicidade. Isso acaba levando a uma grande quantidade de automedicações que somam ao componente original da cefaléia um componente de abuso de analgésicos simples. Achados do exame físico Em aproximadamente 50% dos casos encontrar-se-á um aumento da tensão muscular nos trapézios.Os pacientes com cefaléia do tipo tensional episódica tendem a conviver com a doença e raramente procuram auxílio médico. O uso de analgésicos associados a cafeína também pode levar à cronificação do quadro.

pode-se ouvir atrito pericárdico. é fundamental diferenciar e diagnosticar outras doenças que também se apresentam com dor torácica. melhorando na posição sentada. ansiedade e depressão. Para o médico de família. O ecocardiograma confirma o diagnóstico. Os sinais observados ao exame físico. O ecocardiograma esofágico tem sido utilizado como primeira opção no diagnóstico da dissecção de aorta.a dor é do tipo aguda. além da pressão muito alta. a sua utilização deve ser . em "facada". Pode se associar com sintomas de palpitação. o ecocardiograma confirma o diagnóstico. Dissecção de aorta .a dor é de início súbito. A tomografia computadorizada também pode ser utilizada. À ausculta cardíaca. Esses métodos de diagnóstico apresentam vantagens e desvantagens. o atendimento é de emergência. como citadas a seguir: Prolapso de valva mitral . Na suspeita. Pericardite . síncope. iniciando-se na região anterior do tórax ou nas costas. dependem do local e extensão da dissecção. Pode haver diminuição ou ausência de pulsos em braços e coxas. A ausculta cardíaca pode revelar clique mesosistólico seguido de sopro.este é um possível diagnóstico principalmente em mulheres sem fator de risco para doença coronária. tende a piorar com a movimentação e a respiração. irradiando de acordo com o trajeto da dissecção.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O maior desafio no atendimento a dor precordial é o de diferenciar isquemia coronária de outros diagnósticos. prolongada e localizada no lado esquerdo do tórax. devendo o paciente ser encaminado ao pronto-socorro.

A dor espinal pode ocorrer em todo o tórax. hiperventilação e sensação de desconforto do tipo visceral. dorso e garganta. precedida ou sucedida de falta de ar e podendo cursar com tosse e hemoptise. O diagnóstico das radiculites é estabelecido por diversas manobras provocativas de esforço. são achados pouco frequentes. do tipo "em facada". Síndromes esofageanas . é a dor ulcerosa. Embolia pulmonar . O ecocardiograma mostra de maneira rápida. que também se localiza no epigástrio. Um espasmo difuso do esôfago. a dor da pancreatite. axila. pode simular dor coronária. No eletrocardiograma. piora com a movimentação. Por fim. Síndromes da caixa torácica . A localização dolorosa no epigástrio. São sinais radiológicos clássicos: imagem periférica de condensação. Dentre os métodos diagnósticos. pode simular perfeitamente dor coronária. a relação com a alimentação e a melhora com antiácidos. É comum dor à palpação do epigastro. Provavelmente não estará disponível na imensa maioria dos atendimentos. As três maiores características da dor causada por compressão radicular são: a) piora com a movimentação do corpo. Geralmente é contínua. A dor no braço ou ombro pode se iniciar com a rotação da cabeça para o lado acometido ou com a flexão da cabeça para o outro lado. O tipo de dor é descrito como queimação (mais comum). A dor torácica é freqüentemente iniciada pela inclinação. o diagnóstico diferencial é feito sem dificuldades. de acordo com suas características.individualizada por cada serviço. principalmente quando ocorre movimentação da área afetada do tórax. A dor pode ser acompanhada por palpitação. por compressão da raiz nervosa cervical baixa ou torácica. tipo corrente elétrica. sugere o diagnóstico. A dor da raiz dorsal é aguda e penetrante. pressão. desencadeado por líquidos gelados. que melhora com uso de nitrato sublingual. cintura escapular e irradiar-se para baixo. braços e mãos. a cintilografia pulmonar é o principal exame. De localização retro-esternal até epigástrica. Com o exame físico adequado. sintomas que se sobrepõem à dor inicial e que se devem à sensação de angústia e medo do paciente em relação a uma possível doença cardíaca. ocorre após a alimentação e pode piorar ou ser desencadeada quando a pessoa se deita. plenitude. a dor da raiz ventral pode ser descrita como um desconforto profundo e enfadonho.a dor torácica de causa músculo-esquelética pode ser aguda.As radiculites também podem simular dor coronária. sendo aliviada pela inclinação do tórax para a frente. ou angústia. elevação de cúpula diafragmática. com predomínio de um lado do corpo. geralmente é bilateral. ardor. acompanhada de vômitos. acometendo braços e dedos. Podemos citar .a dor de esôfago pode ser confundida com dor coronária. o padrão típico de eixo elétrico para a direita com bloqueio do ramo direito e presença de S1Q3T3. sinais de falência do ventrículo direito. a dor pode se estender para os lados do tórax. geralmente a queimação é referida como sendo do tipo acidez e não calor.dor abrupta de localização anterior ou dorsal. ombros. abaulamento de artéria pulmonar e diminuição da vasculatura pulmonar. Outra causa de dor não coronária que deve ser lembrada. devido a características comuns a ambas as doenças. podendo se associar a perda da sensibilidade. são dados relevantes no diagnóstico diferencial. c) aparecimento após longo período deitado. hiperextensão da coluna dorsal ou ao se colocar os ombros para trás. tipo queimação. Síndromes radiculares . b) piora com tosse e espirro.

a dor é agravada por movimento respiratório. síncope. caracterizada por dor e inflamação nas articulações entre costelas e o osso esterno iniciada por esforço nas costelas. subesternal nitroglicerina precordial não há sentado tempo não há antiácidos Antiespasmódico e analgésicos antiácidos alimentos repouso analgésicos repouso analgésicos retirar estímulo Tórax e dorso precordial anterior tóraxdorso subesternal epigástrica epigástrio e dorso à D epigástrica pescoço braço tórax subesternal contínua lancinante contínua Minutos a horas contínua pleurítica superficial opressiva 10-60 alimentação. sinais de instabilidade emocional ou depressão. emoção espontânea tosse-respiração espontânea espontânea Local repouso. ao queimação minutos deitar Minutos a horas Em cólica alimentação Cólica biliar Úlcera péptica Radiculites Osteomuscular Hiperventilação . ansiedade e mudanças no tempo. alimentos variável variável 2a3 minutos superficial superficial visceral palpação e movimentos palpação e movimentos emoção .psicogênica contínua queimação jejum. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA DOR TORÁCICA Doença Isquemia miocárdica Dissecção da aorta Pericardite Prolapso da valva mitral Embolia pulmonar Esofagite Duração da dor 5 a15 minutos Tipo opressiva Fatores Fatores de desencadeantes melhora esforço. palpitação. formigamentos. fraqueza. vertigem. acompanhada de hiperventilação. dor precordial persistente com duração de horas. acentuada com episódios agudos de curta duração. Síndrome funcional ou hiperventilatória .como exemplo a síndrome de Tietze. A chave para o diagnóstico dessas síndromes é um ponto doloroso na área da dor.muitos dos sintomas presentes nessa síndrome podem sugerir origem cardíaca.

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deve-se consultar o capítulo referente ao tema. a que o médico consegue chegar em poucos minutos com a história e exame físico. Nos casos de angina do peito. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor deverá ser baseado no diagnóstico inicial.

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a saber: manter o paciente no programa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O encaminhamento dependerá do diagnóstico. além de usar nitrato sublingual.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Na maioria das vezes. encaminhar para ambulatório especializado e encaminhar imediatamente para a unidade de emergência. com a história clínica. Antes de chamar a ambulância. Copyright © 2001 IDS . O médico deve estar atento a qualquer possibilidade de infarto agudo do miocárdio. deverá prescrever ácido acetilsalicílico 5OO mg. serão possíveis três condutas. que deverá ser mastigado.

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José Atta e Milton Martins . Semiologia Clínica/editado por Isabela Bensenor.São Paulo:Roca.5a edição . q Possam ser devidas à ansiedade. Góes. . q q .1a edição Sao Paulo: Sarvier. 1999. Ao final do capítulo. o leitor deverá conseguir saber: Pelo menos 5 diagnósticos diferentes como causa de dor no peito.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Tratado de Medicina Cardiovascular/editado por Eugene Braunwald. q Estar afeito à apresentação de angina do peito e de dissecção da aorta. Aqueles que necessitam encaminhamento para atendimento em pronto socorro. coordenação Maria Cleusa M. 2001.

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descrita em todo o segmento do membro. pensar em contratura muscular (por exemplo. em geral. ciatalgia) ou se o quadro é difuso. origem nervosa . Quando acomete uma região. peri-articular .decorre das tendinites e bursites. em geral.em geral. que gera dor nos movimentos de flexão. extensão. É importante definir se é um quadro localizado. Mialgia difusa pode estar associada a quadros sistêmicos inflamatórios. É importante relacionar os movimentos executados repetidamente no trabalho ou lazer e também identificar movimentos pouco usuais executados em um período curto ( parafusar pregos na parede). também se manifesta com mialgia difusa. que é um dos reumatismos mais freqüentes. decorre de tendinite bicipital. O paciente não tem dor no repouso e a dor só aparece ao se movimentar a articulação correspondente em um plano de movimento específico. como na polineurite das vasculites ou do diabetes. torcicolo.obedece aos dermátomos e vem acompanhada de parestesias. acometendo um dermátomo ou segmento. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico (1) Qual é o local da dor? articular . como a dermatomiosite e polimiosite e. podendo vir acompanhada de queixa de diminuição de força e de fadiga. muscular . A fibromialgia. o que favorece o diagnóstico de compressão radicular ( por exemplo. que é o espasmo do músculo trapézio). Como na dor na face anterior do ombro. piora ao se movimentar a articulação em todos os planos. mal-localizada. que aparece só na flexão do antebraço. adução e abdução.a artralgia afeta difusamente a articulação e. é insidiosa e apresenta-se com queixas sistêmicas. como na artrite de quadril.

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dor de caráter inflamatório piora após repouso prolongado e sugere a presença de doença inflamatória. Ao contrário. como a artrite reumatóide ou a espondilite anquilosante. após repouso. a divisão entre quadro inflamatório e não-inflamatório facilita a investigação diagnóstica bem como a abordagem terapêutica. A tabela abaixo permite uma diferenciação entre as duas situações.(2) O problema é inflamatório ou não-inflamatório? Didaticamente. Dor mioesquelética de caráter mecânico piora com o movimento e melhora. como a osteoartrose. Sua presença sugere patologias não-inflamatórias. Sinal calor Quadro Inflamatório sim. ao menos parcialmente. localizado sobre a estrutura (por exemplo. difuso Quadro não-inflamatório articular não não-articular às vezes. bursa) .

alopecia. como espondilite anquilosante e lúpus. localizado sobre a estrutura (por exemplo. crônico . bursite.exame que serve apenas para detectar a ocorrência de uma infecção por estreptococo. simetria do acometimento: poliartrite simétrica sugere artrite reumatóide. está associada aos quadros reumáticos inflamatórios e auto-imunes. de novo. Artrite assimétrica sugere espondiloartropatias (espondilite anquilosante. Sempre descartar artrite séptica. lúpus e outras colagenoses. por exemplo. Quadros crônicos de artrite. Seu uso deve. bursa) raro. (4) Qual o número de articulações afetadas: monoarticular (artrite séptica. uma vez que a interpretação incorreta dos resultados pode levar a erros diagnósticos importantes.menos de 6 semanas. difuso não não sim. (6) Existe relação com trauma agudo ou com atividades profissionais ou esportivas? Muitos quadros articulares e. em geral. Articulações periféricas e coluna sugerem espondiloartropatias Coluna apenas pode ocorrer na espondilite anquilosante (5) Há sintomas e sinais associados? A presença de sinais e sintomas. poliarticular (quatro ou mais articulações. gota.mais de 6 semanas. mas. pensar em espondiloartropatias ou artrite gonocócica). xerostomia. tendinites despertam para o diagnóstico das doenças inflamatórias crônicas. etc) estão relacionados com traumas agudos ou com lesões por esforços repetitivos. Os mais comuns. . baseado em altos títulos de anti-estreptolisina O (ASLO) . somente articulações periféricas podem ocorrer na artrite reumatóide inicial e no lúpus. e artrite psoriática) padrão do acometimento: aditivo é frequente na artrite reumatóide e migratório é mais comum na febre reumática. que devem ser investigados. oligoarticular (até 3 articulações. difuso às vezes. Raynaud e lesões cutâneas. xeroftalmia. periarticulares (tendinites. trauma). emagrecimento.edema eritema dor à palpação sim. são febre. localizado (3) o problema é crônico ou agudo? agudo . traumatismos e artropatias microcristalinas. como artrite reumatóide. Um exemplo que merece ser ressaltado é o diagnóstico errado de febre reumática. é localizado sim. no entanto. local acometido. principalmente. bursites. por exemplo. ser judicioso.difuso raro sim. pensar em artrite reumatóide e nas colagenoses). Exames laboratoriais podem auxiliar no diagnóstico das doenças reumáticas.

A investigação radiográfica deve ser direcionada para cada caso em particular. Lembrar que 5% da população normal têm FAN em títulos baixos (1/40). Por outro lado. Fatores antinúcleo (FAN) devem ser solicitados na investigação de oligoartrites ou poliartrites crônicas. por exemplo. porém deve ser lembrado que sua negatividade não afasta o diagnóstico e sua positividade não é específica para a artrite reumatóide. leucócitos e plaquetas serve para detectar citopenias (no lupus por exemplo). Nestes casos. anti-DNA) deve ser feito já pelo reumatologista. Um teste positivo para fator reumatóide só pode ser interpretado dentro do contexto clínico em que foi pedido. Anti-estreptolisina O (ASLO) serve apenas para detectar a ocorrência de infecção estreptocócica e não é diagnóstico da febre reumática. observada numa radiografia simples de bacia. a radiografia simples é normal. Se positivo. (8) Existem alterações orgânicas ? A contagem de eritrócitos. nos " reumatismos de partes moles". Inicialmente. o desdobramento deste exame (ENA. . auxilia o diagnóstico de espondilite anquilosante. um exame normal não afasta uma doença inflamatória e um exame alterado não é diagnóstico de doença específica. sinais radiográficos característicos auxiliam o diagnóstico clínico. enquanto que permanecem inalterados na osteoartrose. Exames radiográficos e imunológicos precisam ser avaliados sempre com cautela. por exemplo. ou seja. podem ser úteis. Em todo caso. a presença de sacro-iliíte. o FAN por imunofluorescência é suficiente para rastreamento. A presença de alterações orgânicas associadas a doenças osteo-musculares sugere uma colagenose como o lúpus eritematoso sistêmico. como a dosagem da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação. Da mesma forma. quando o diagnóstico diferencial é uma doença auto-imune. Na suspeita de artrite reumatóide e osteoartrose. Fator reumatóide serve como auxílio no diagnóstico da artrite reumatóide. Com o mesmo objetivo. frente a doenças como o lúpus e a artrite reumatóide. Porém é preciso ressaltar que estes exames são inespecíficos e pouco sensíveis. a contagem de leucócitos é essencial na investigação de processos infecciosos e inflamatórios.(7) Existem sinais de inflamação sistêmica ? As "provas de atividade inflamatória". Os exames devem sempre ser analisados dentro do contexto clínico acima detalhado. A investigação deve incluir (dependendo do quadro clínico) uma avaliação renal. estes exames se encontram normalmente elevados. o ultra-som e a ressonância magnética são exames mais adequados. hepática. como lúpus. sem significado patológico. e cárdio-pulmonar.

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freqüentemente utilizados na maioria das doenças reumáticas. porém casos específicos de dor intensa podem ser tratados com opiáceos por períodos limitados. gelo e calor local são úteis como tratamento adjuvante de inúmeras situações em reumatologia. deve até ser contra-indicado. porém. o repouso não deve ser exageradamente indicado. Repouso versus Exercícios . enquanto outras necessitam de um tratamento clínico agressivo e cirurgias.na fase aguda de uma artrite ou periartrite. Da mesma forma. o calor local pode ser utilizado isoladamente ou associado ao gelo em dores de origem muscular ou osteo-articular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da osteoartrose e da artrite reumatóide está proposto nos capítulos correspondente. apenas os analgésicos não-opiáceos devem ser utilizados. enquanto que. bursites. Em geral. particularmente quando se tratarem de articulações submetidas a carga. Antiinflamatórios também são amplamente utilizados. Alguns comentários são válidos como uma conduta geral. em certas situações. podendo ser utilizado na fase aguda de tendinites. O gelo local atua como analgésico e antiinflamatório. O tratamento das doenças osteo-musculares é extremamente variado e deve ser direcionado para cada caso. os efeitos colaterais . Analgésicos são medicações para alívio sintomático. o repouso da articulação envolvida é útil. Algumas doenças evoluem bem com medidas terapêuticas conservadoras e simples. etc. Nas patologias crônicas.

Devem ser evitados. pois. Miorrelaxantes também podem ser utilizados nos casos em que espasmo muscular estiver associado na gênese da dor. pode desencadear quadros de sonolência e confusão mental. Cuidado com o uso em pacientes idosos. particularmente em pacientes idosos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . diabéticos e com problemas renais.freqüentes exigem uma boa monitorização do seu uso. dependendo do medicamento. hepáticos ou gastro-intestinais.

porém pode e deve continuar sendo acompanhado pelo clínico geral. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Doenças reumáticas específicas necessitam. além do descrito acima. A artrite reumatóide. lúpus eritematoso sistêmico e outras doenças reumatológicas. o paciente deve ser encaminhado ao especialista para acerto da medicação. Este tratamento envolve uma série de drogas distintas que devem ser manuseadas por um especialista habituado com estas doenças. onde as medidas descritas acima não são suficientes para o controle adequado da doença. de um tratamento direcionado para cada caso. principalmente o paciente com artrite reumatóide. são exemplo. Nestes casos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Sergent J. Mosby.B.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Reumatologia Para o Clínico. Sledge C. Rheumatology: Is it Arthritis? Jamc 162(7):1011-1016. Copyright © 2001 IDS .. London. 4th Ed.. Philadlphia. Edts. Harris E. Kelley W. N.. Klippel J. Dieppe P. Yoshinari. . E.H.DO.D. Roca.H.S. J. 1998. 1993. Edts. In:Rheumatology. Signs and Symptoms. Hunder G.... A.. General Evaluation of The Patient.G.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Ensworth S. Edts. Michet C. 2nd Ed. Saunders Company. 2000. Evaluation. Bonfá. Ruddy S. Grahame R..N. São Paulo. In: Textbook of Rheumatology. 2000. S.

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relacionadas com a rotação interna e . Dentro das afecções traumáticas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico No estudo da coluna vertebral cervical dolorosa. a dor cervical do trauma deve ser tratada pelo primeiro socorrista com imobilização do segmento cervical com um colar e o encaminhamento imediato para um hospital especializado. Para tanto. como um acidente automobilístico. nos quais a dor cervical e a dificuldade de movimentação da cabeça são os principais sintomas. As alterações discais. Por este motivo. O exame clínico da dor cervical deve ser iniciado pelo exame neurológico. a história clínica é fundamental. nestes casos. o tipo de acidente e a descrição do agente vulnerante são da maior importância. Alterações inflamatórias da oro-faringe podem. o maior risco é o comprometimento da medula por fratura ou luxação vertebral. Alterações do pulso radial. A altura da zona de insensibilidade cutânea pode revelar o nível de uma lesão medular. não são raras e se apresentam com dor no metâmero correspondente. a queixa principal é a dor com dormência nos membros superiores que piora com o repouso e melhora com exercícios leves. que visa o estudo da integridade da medula espinal. A cervicalgia e a cervicobraquialgia podem ser causadas pela osteoartrite e. que pode levar até a tetraplegia. acompanhada de alterações de sensibilidade cutânea. O transporte do paciente deve ser extremamente cuidadoso para se evitar maior comprometimento da medula espinhal. São da maior gravidade tanto um mergulho em águas rasas. Nos casos de dor cervical após um trauma. devemos dividir as afecções em traumáticas e não-traumáticas. como a hérnia de disco. muitas vezes. causar os torcicolos espasmódicos.

bem como com os pulmões cheios de ar. Deve ser excluída. as afecções da oro-faringe.externa da cabeça. O paciente se apresenta com dor irradiada para o membro superior. Os espasmos e contraturas da musculatura anterior e posterior do pescoço atestam a veracidade da dor referida. em zona metamérica. acompanhada de alterações da sensibilidade. Copyright © 2001 IDS . principalmente nas crianças. A rigidez cervical (coluna travada) pode estar presente nos graves casos de luxação interapofisária traumática. As compressões radiculares por hérnia de disco cervical são mais raras.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . podem revelar alterações que nos fazem pensar em compressão do plexo. principal causa da cervicalgia infantil.

se for necessário. pode-se instituir tratamento com repouso local (imobilização com colares). Copyright © 2001 IDS . A médio prazo. antiinflamatórios e o encaminhamento para tratamento fisioterápico. uma radiografia deverá ser feita e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Se o exame excluir a possibilidade de lesão óssea que poderia levar a conseqüências graves para a medula espinhal. ressonância magnética ou tomografia computadorizada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As maiorias dos casos que afetam o ombro podem ser atendidos em unidades básicas de saúde.

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O.E.. T. Sarvier.E. Atheneu.L. T. Lech..C.. Exame físico em ortopedia. Rio de Janeiro. Azze. São Paulo.J.M.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho.. Amatuzzi. Ensinando ortopedia. M. Copyright © 2001 IDS . R.P.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1999.P.. Barros. 1999.

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Esta é a dor provocada pela compressão intra-raquidiana da raiz nervosa em nível. Na avaliação da lombalgia. chamada também de lombalgia. . é a flexão dos quadris. na história clínica. A contra-prova. movimento este muito doloroso ou até impossível de ser feito. a dor lombar precede uma ciática por um período de dias ou até de semanas. pede-se ao paciente que se incline para a frente. fletindo a coluna. neste momento do exame. geralmente provocada por hérnias discais. Assim. O exame clínico deve-se iniciar pela inspeção do paciente em pé. Em seguida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As doenças da coluna lombar se apresentam com dor. o que dá o aspecto de que o paciente está "torto". que acarreta escoliose antálgica. com piora gradativa. que pode ser súbita. o início dos sintomas. deve-se pensar em compressão discal. é importante detalhar. quando ela se inicia após um esforço bem definido. relacionada a certos tipos de movimento e quase sempre a partir de um esforço. a hipótese mais provável é o da osteoartrose. Muitas vezes. vem acompanhada de espasmo muscular paravertebral. A dor é localizada na região lombar e se exacerba a pequenos movimentos. A dor lombar. a dor se faz no membro inferior e é acompanhada de sensação parestésica em territórios correspondentes às zonas de inervação radicular. ou dor de início insidioso. quando se nota claramente a escoliose antálgica caracterizada pela retificação da lordose lombar e a alteração do centro de gravidade do corpo humano. Os movimentos de extensão e os laterais também são dolorosos. Nestes casos. que acometem pacientes entre 35 e 45 anos de idade. e quando ela aparece após o repouso noturno e melhora com movimentos suaves.

nestes casos. A pesquisa da motricidade muscular é parte do exame neurológico. Parte importante do exame clínico é a pesquisa da irritação radicular. Elas correspondem às raízes afetadas. nos casos de suspeita de hérnia distal. que pioram o quadro doloroso. que é positivo em 98% das hérnias discais. A palpação mostra pontos dolorosos e o próprio espasmo muscular.que se faz pedindo para que o paciente se agache como se fosse pegar do chão um objeto caído. como o sinal de Lasègue. Copyright © 2001 IDS . o que é perfeitamente possível e sem dor. no membro inferior. além de outros sinais caracterizam o comprometimento radicular. Os sinais neurológicos. provocam perda de força de dorso flexão hálux e do pé. as zonas da dor e das alterações de sensibilidade. Mais de 90% das herniações discais estão localizadas nos espaços L4/L5 e L5/S1 e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Nas lombalgias rebeldes. ressonância magnética ou tomografia computadorizada. a radiografia deve ser feita e. e as manobras voluntárias de Valsalva. que se faz determinando.

Fisioterapia é recomendada na maioria dos casos e a necessidade de tratamento cirúrgico. Copyright © 2001 IDS . o repouso é fundamental. Quando existe alteração radicular.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hoje em dia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da lombalgia comum sem comprometimento radicular se baseia nos antiinflamatórios. vem diminuindo cada vez mais. analgésicos e repouso.

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Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde.

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M. 1999. R.P. Ensinando ortopedia. T.E. Atheneu.P.. O. Exame físico em ortopedia. Sarvier.. São Paulo. Lech..J. Rio de Janeiro. Amatuzzi. T. Azze. 1999.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho.M.L.C... Barros.E. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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que é estimulado a realizar movimentos de flexão. O paciente deve ser examinado sempre com os dois ombros descobertos para comparação. onde há grande incidência de fraturas. tão comum nas quedas sobre o ombro.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A idade. Diminuição do arco de movimento é considerada. geralmente. profissão. principalmente aqueles que se fazem a 90 graus de abdução. característicos dos processos inflamatórios das bolsas do manguito rodador (antiga doença de Duplay ou calcificações). o possível mecanismo de lesão ou a atividade de repetição devem constituir a história clínica. eles são realizados . Os contornos anatômicos são verificados. muito comuns na terceira idade. Deve-se dar importância à fossa supra clavicular e à posição da cabeça umeral em relação ao acrômio. bem como os movimentos de rotação. confirmada pelo sinal da tecla de piano (a extremidade da clavícula. como as que ocorrem nas lutas ou brigas. Uma depressão logo abaixo do acrômio (sinal do cabide) pode caracterizar a luxação escápulo-umeral ou uma elevação da clavícula. são. nível de atividade. A coloração da pele é verificada. ativamente. A palpação das estruturas é feita a partir da clavícula. e. que são examinados sempre comparando-se com o lado oposto. extensão e abdução. Quando. na posição em pé. quando pressionada. se abaixa como uma tecla de piano) caracteriza a luxação acrômio-clavicular. que podem assim ser detectadas. lembrando-se que as fraturas do 1/3 proximal do úmero. duração dos sintomas. inicialmente. acompanhadas de equimose e hematomas. o paciente não consegue executar os movimentos. A área de dor deve ser apontada pelo paciente. levando-se em conta a sua simetria e a atrofia muscular.

bloqueios e movimentos anômalos são detectados. Copyright © 2001 IDS . Cliques podem ser evidência de problemas intra-articulares. bloqueios dos movimentos de rotação de luxações umerais e diminuição da rotação interna do braço com o ombro a 90º. de bursite do ombro. no passado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . podem reproduzir os sintomas da síndrome do impacto. Eventuais pontos dolorosos. chamada.passivamente pelo examinador.

As alterações inflamatórias crônicas ou subagudas podem ser tratadas com medicação antiinflamatória e aplicações de calor profundo. Radiografia se impõe. As rupturas ligamentares e tendinosas no ombro são raras. na maioria das vezes. que se caracteriza pelo aparecimento de uma "bola" na região anterior do braço quando o paciente é instado a fletir o cotovelo e que corresponde ao ventre muscular contraído sem o apoio de sua inserção é. As infiltrações intra-articulares de derivados da cortisona devem ser evitadas quando não se tem um diagnóstico preciso. mas o ideal é que seja feita a redução em um hospital e depois da confirmação do diagnóstico por radiografia. As luxações de ombro são de redução de urgência. Pode ser tentada com manobras sem anestesia. A manutenção da amplitude articular é importante para se evitar a capsulite adesiva (ombro congelado). As fraturas da clavícula são facilmente diagnosticadas pela palpação e exigem tratamento de imobilização. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As fraturas do úmero no seu 1/3 superior. cujo tratamento é mais complexo por exigir medidas hospitalares. com fisioterapia. A mais freqüente é a ruptura do cabo longo do bíceps. detectadas pela história clínica e pelo exame podem até ter indicação cirúrgica. com enfaixamento tóraco braquial ou em "8". cirúrgico.

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quando completas. porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante. As luxações acrômio-claviculares são.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . de tratamento cirúrgico. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde.

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T.. T. 1999.. Amatuzzi.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .E. 1999. São Paulo. Atheneu.J. Azze. Copyright © 2001 IDS .. Ensinando ortopedia. Barros. M.L. Lech. Rio de Janeiro. Sarvier.C.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. R. O...P.M. Exame físico em ortopedia.P.E.

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síndrome do intestino irritável. anti-secretores ou pró-cinéticos) por um período de 4 a 8 semanas. a endoscopia digestiva alta é indicada se o paciente apresenta : (1) "sinais de alarme" (por exemplo. massa abdominal. evidência de sangramento digestivo. vômitos recorrentes. história de câncer familiar). os pacientes com resultados positivos e negativos que não melhoram com o tratamento instituído (para erradicação ou empírico) são submetidos à esofagogastroduodenoscopia). pylori. anemia. febre. o primeiro passo é excluir. emagrecimento. vômitos funcionais (psicogênicos) e consumo de medicamentos (por exemplo. endoscopia. linfadenopatia. anorexia. preferencialmente. dor de origem pancreatobiliar.) a doença do refluxo gastroesofágico. respiratório) e. com o auxílio da história clínica e. icterícia. idade esta que pode mudar a depender da experiência local (entre 35 e 55 anos). pHmetria e eletromanometria. exames complementares (por exemplo. narcóticos e opiáceos). Os indivíduos com resultados negativos para H. tomografia. (2) uso crônico de antiinflamatório hormonal não-esteróide. em caso de positividade. antiinflamatórios não-esteróides.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um paciente com dispepsia. pylori são primeiramente tratados de modo empírico (por exemplo. Nesta abordagem. aerofagia. dor abdominal intratável. (3) idade acima de 45 anos pelo risco de câncer gástrico. odinofagia. um reconhecido fator ulcerogênico. disfagia. ultra-som. Esta estratégia de investigação da . eventualmente. Finalmente. os pacientes são primeiro testados para a presença do Helicobacter pylori (teste sorológico ou. Caso haja recursos disponíveis. tratados para erradicação do H.

à própria amoxicilina. Contudo. considerando a facilidade e o custo mais baixo da endoscopia digestiva alta em nosso meio. para um correspondente de 40 a 50% em condições semelhantes nos dispépticos tipo úlcera. pylori (por exemplo. como o Brasil. Quando a divisão por faixa etária foi considerada. Três casos de neoplasia gástrica foram identificados: dois no grupo dismotilidade e um no tipo úlcera. o que significa menor custo. a freqüência de achados anormais à endoscopia foi mais elevada (>50%). Desta forma. Já nos pacientes com dispepsia tipo úlcera. estes fatores estão presentes.dispepsia reduz em pelo menos 50% o exame endoscópico. A freqüência de endoscopias normais ou com lesões inflamatórias mínimas (LIM = gastrite e duodenite não-erosivas) foi de 50% e 37%. ao lado da dificuldade de acesso aos exames não-invasivos para H. em países desenvolvidos. a tática de se realizar a esofagogastroduodenoscopia de imediato nos pacientes dispépticos para se afastar doença orgânica parece-nos a mais apropriada. o que.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . além de desnecessário e custoso. alguns pré-requisitos são necessários para que esta abordagem seja vantajosa do ponto de vista de custo-benefício: a) ela é válida em locais onde a endoscopia é muito onerosa (mais de US$500). Em nosso meio. Nesta situação. o emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticos revelou que 51% apresentavam dispepsia do tipo dismotilidade. propiciaria o aparecimento de cepas resistentes ao metronidazol e. justificando a exploração endoscópica imediata. o que é mais preocupante. sintomas de refluxo gastroesofágico. A úlcera duodenal foi o achado mais comum. tornando a abordagem do "testar e tratar" viável. b) a freqüência do H. para os com dispepsia tipo dismotilidade e tipo úlcera. Copyright © 2001 IDS . o mesmo não ocorre em países em desenvolvimento. Todos tinham mais de 50 anos de idade. pylori é elevada (70-90%) e o custo da endoscopia é bem inferior a US$500 (entre US$80 e 100). respectivamente. a freqüência de exames endoscópicos seria reduzida em 18%. desafogando e diminuindo os custos dos já sobrecarregados serviços públicos de endoscopia. onde a freqüência do H. pylori num contingente enorme de pacientes. pylori na população deve ser baixa (<50%). a freqüência de endoscopias normais ou com LIM foi de cerca de 80% nos pacientes jovens (<31 anos) com dispepsia tipo dismotilidade. testes respiratórios). 38% tipo úlcera e o restante. A utilização desta abordagem no Brasil implicaria o tratamento com antibióticos para erradicação do H. independentemente da faixa etária. Se.

Copyright © 2001 IDS . não havendo ainda uma resposta definitiva para o assunto. não se mostrou eficaz na resolução dos sintomas no acompanhamento a longo prazo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . linfoma gástrico MALT de baixo grau e gastrectomizados por câncer com estômago residual. pylori-positivos com úlcera péptica gastroduodenal. duodenite erosiva. A erradicação do H. pylori é controvertida. numa recente revisão. Por enquanto. pylori em pacientes com dispepsia funcional. persistem as indicações para tratamento de erradicação da bactéria em pacientes H. vale ressaltar que a relação entre dispepsia funcional e H.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Finalmente.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Os pacientes deverão ser seguidos em unidade básica de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . somente quando os sintomas forem incoercíveis com a medicação de apoio. algumas vezes encaminhados para realização de endoscopia e. é que de deverão ser encaminhados. Copyright © 2001 IDS .

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Arq Gastroenterol 1998. AGA Technical Review: evaluation of dyspepsia. Ornellas L C. Heading R C et al. 343: 811-6. Gut 1999. 114: 582-95. Hansen J M. Gastrenterology 1998. Empirical H2-blocker therapy or prompt endoscopy in management of dyspepsia. Muckadell O B S. Agréus L et al. Emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticas. Copyright © 2001 IDS . Talley N J. Stanghellini V.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bytzer P. Functional gastroduodenal disorders. Mattos N L B et al. Meirelles G S P. 45 (Suppl II): II 37-42. Lancet 1994. 35: 181-5. Silverstein M D. Talley N J.

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Ao exame físico. A investigação do paciente deve começar com a caracterização da disúria na anamnese de acordo com a fase do jato urinário.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia DISÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia O termo disúria caracteriza dor durante as micções e é. nictúria e enfraquecimento do jato urinário. taquicardia e taquipnéia (buscando sinais precoces de sepse). Adisúria inicial freqüência em doenças uretrais) e a terminal associa-se mais a doenças da bexiga. A disúria pode ser uma das queixas presentes na calculose ureteral distal. dor lombar à punho percussão. dor à palpação suprapúbica. devendo ser sempre pesquisada a presença de descarga uretral. muitas vezes referido por pacientes como ardor ou sensação de queimação na uretra. sinais de irritação cutânea em glande. presença de secreção uretral. vesicais). Em homens. A queixa de disúria é normalmente acompanhada por urgência miccional. antecedente de litíase. podem cursar com disúria e outras queixas vagas. alterações prostáticas. Aproximadamente um terço das disúrias permanece sem diagnóstico clínico definido (síndrome funcional da bexiga ou uretrotrigonite) podendo estar incluídas causas hormonais (deficiência de hormônios femininos na amamentação e na menopausa) e outras causas pouco conhecidas. dor à palpação e/ou sinal flogístico . presença de febre. como as prostatites. polaciúria e aumento da frequência. hematúria. podendo apresentar irradiação suprapúbica ou ser localizado em meato uretral. presença de globo vesical palpável. devemos observar se há queda do estado geral. infecções urinárias prévias. febre.

devemos observar genitália externa.em testículos e epidídimos. Em mulheres. verificando a ocorrência de vulvovaginites.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . sugerindo diagnóstico de prostatite. verificando o tamanho prostático e se a próstata está dolorosa e/ou com sinais flogísticos (aumento de temperatura e flutuações). Nos homens deve-se completar o exame com o toque retal. abscesso ou hiperplasia benigna de próstata.

tem a sua definição e valor anormal variáveis para cada laboratório. Apesar do aparato disponível nos dias de hoje. anilina e de algumas medicações). Desta maneira. são detectadas quantidades maiores que 3 hemácias por campo. podem ser utilizadas fitas reagentes. em pelo menos duas amostras. Macroscopicamente. ou microscópicas. Porém. mioglobinúria (decorrente de destruição muscular). com cor variável de marrom escuro a vermelho. Elas podes ser classificadas como macroscópicas. a sensibilidade das fitas reagentes supera 90%. enquanto que coleta após exercício físico ou urinas hipotônicas . ou "visível a olho nu". Para a detecção de hematúria.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Encaminhamento|Bibliografia HEMATÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia A hematúria é definida como a eliminação de eritrócitos pela urina em quantidade anormal. ingestão elevada de vitamina C pode produzir resultados falsos negativos. sendo consideradas alteradas as amostras de urina com mais de 104 hemácias por ml de urina ou 3 a 5 hemácias por campo. A hematúria macroscópica apresenta-se. Já a hematúria microscópica. vale a pena ressaltar que a reação decorre tanto do contato com hemoglobina quanto de mioglobina. detectável apenas no exame de urina. em geral. decorrente de hemólise). o aspecto de urina hematúrica deve ser diferenciado da pigmentúria (após a ingestão de alimentos ricos em caroteno. quando. hemoglobinúria (presença de hemoglobina livre na urina. mas com especificidade mais baixa. 10 a 15% das hematúrias não têm causa detectável. em geral. com mais de 106 hemácias por ml de urina ou acima de 10 hemácias por campo microscópico (com aumento de 40 vezes). Além disso. quando forem detectáveis apenas em exames laboratoriais.

para a diferenciação entre hemoglobinúria e mioglobinúria. enquanto que. Se o sobrenadante for rosa. há hemoglobina livre no soro.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . se for claro. Para a diferenciação na hematúria entre hemoglobinúria e mioglobinúria. pode ser utilizado o exame microscópico da urina após centrifugação. o que também pode afetar os resultados. Copyright © 2001 IDS . deve ser coletada amostra de sangue. É importante que não haja contaminação durante a coleta da urina. porém. é feito o diagnóstico de mioglobinúria. A presença de grande número de eritrócitos na urina comprova o diagnóstico de hematúria. que é submetida a centrifugação.não-examinadas logo após a coleta podem gerar resultados falsos positivos.

A localização da dor deve especificar o local de início. como às relativas ao aparelho locomotor e neurológico e à questão psicológica. A avaliação ginecológica inclui questionamento específico. a dor pode ser contínua ou em cólica. como disúria. como febre e sudorese. ou gradual. náusea. relacionada à distensão visceral (apêndice. mudança e irradiação. localização. intestino). dor em fossa ilíaca esquerda pode ser sugestiva de diverticulite. a dor abdominal é generalizada e piora com a movimentação. como dor em fossa ilíaca direita após início periumbilical. destacando-se os antecedentes . ocorrendo nos casos de adbome agudo hemorrágico. rins e ureteres) podem manifestar alterações em todo andar inferior do abdome e alguns dados clássicos. como anorexia. hematúria. característica da dor. alterações do trato gastrintestinal. Quanto à característica. tubas uterina. como nos processos inflamatórios (abscesso tubo-ovariano) ou nas obstruções intestinais. pus ou conteúdo fecalóide. ureter. vômitos. eliminação de gases e atividade intestinal. A partir das etiologias citadas como possíveis participantes do processo doloroso. A dor pélvica pode ter início súbito. Nos casos de irritação peritoneal pela presença de sangue.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico A dor deve ser caracterizada segundo alguns aspectos: início do sintoma. alterações urinárias. lembrando que órgãos pares (ovários. polaciúria e urgência miccional e outras alterações referidas pelo paciente que possam estar relacionadas às causas menos comuns de dor pélvica. podem ser característicos de apendicite. é fundamental obter dados sistêmicos. fatores de melhora e piora. irradiação.

que pode significar gestação inicial ou mesmo prenhez ectópica. volume. a avaliação do corpo uterino e das regiões anexiais. tomada de pulso e pressão arterial. Em pacientes obesas. especialmente quando timpânica. o tecido adiposo e presença de nódulos na pele. assim como gestantes após o primeiro trimestre. simetria e presença de cicatrizes cirúrgicas. o examinador pode realizar a ausculta da região abdominal com o intuito de observar a presença de ruídos hidroaéreos que denotam atividade peristáltica do intestino. ficam abolidos. O exame físico deve ser completo. hidratação. a caracterização dos ciclos menstruais. os ruídos. além de cálculos renais radiopacos. presença de líquido entre as alças intestinais e pneumoperitônio. condição que pode ser percebida à inspeção abdominal. ou neoplasias ovarianas podem alterar o volume abdominal. apagamento da linha pré-peritoneal. De modo auxiliar. avaliação cardíaca e pulmonar. alça ileal sentinela em fossa ilíaca direita. O exame do abdome inclui inspeção. avaliando-se forma. como endometriomas ou granulomas de corpo estranho em cicatrizes cirúrgicas. observa-se o colo uterino. complementando com todos os dados sistêmicos possíveis. como estenoses vaginais congênitas ou pósradioterapia. o colo uterino e os fórnices vaginais. existem algumas imagens clássicas que podem ser observadas na radiografia simples de abdome: presença de fecalito na fossa ilíaca direita. o médico examinador deve ter prática nas etapas descritas a seguir. a presença ou não de cólicas menstruais e o atraso menstrual. edema de parede. A radiografia simples de abdômen deve ser realizada com o paciente em pé e em decúbito dorsal horizontal para se identificar possíveis quadros obstrutivos ou perfurações através da observação de pneumoperitônio. a percussão abdominal pode trazer informações. O toque retal é realizado em pacientes virgens para permitir a avaliação dos órgãos genitais internos. nível hidroaéreo em íleo. assim como em pacientes em que o toque vaginal não é possível. A palpação superficial do abdome avalia a sensibilidade e o tônus abdominal. Grandes tumores uterinos. Nos casos de suspeita de acometimento genital. há dificuldade nesta avaliação. Avalia-se as paredes vaginais. e antecedentes sexuais. dispareunia (dor na relação sexual) de penetração e/ou de profundidade e sinusiorragia (sangramento na relação sexual). observa-se a presença de massas e possíveis quadros de irritação peritoneal. partos e abortos. habitualmente. refletindo distensão das alças intestinais ou maciça em situações de bloqueio e localização de processo inflamatório. Em seguida. Na palpação profunda. Ao exame especular. Além disso. antecedentes obstétricos detalhando gestações.menstruais. . alças intestinais dilatadas e líquido na cavidade peritoneal. escoliose para a direita. análise das mucosas. Tumores malignos de ovário em seus estádios avançados podem cursar com ascite. quando identifica-se a idade da primeira menstruação (menarca). Nos casos de hemorragia ou infecção intraperitoneal. O toque vaginal deve ser realizado apenas em pacientes que já iniciaram atividade sexual com penetração vaginal. Nos quadros sugestivos de apendicite. perceptíveis à manobra de descompressão brusca. questionando idade da primeira relação sexual (coitarca). apagamento do músculo psoas. avaliando estado geral do paciente. as paredes vaginais e o conteúdo vaginal. realiza-se por meio do toque bimanual. desvio das alças intestinais para a esquerda. como miomas.

retosigmoidoscopia e colonoscopia são úteis nas situações específicas para cada doença. apêndice e alças intestinais. o que pode ser útil no caso de situações duvidosas. ovários. Exames como urografia excretora. que permite evidenciar detalhes das regiões anexiais. estabelecidas na tentativa de se resolver o processo sem a certeza etiopatogênica. Em dor pélvica. Além disso. opta-se por procedimento cirúrgico no sentido de se resolver eventuais dúvidas em diagnóstico diferencial.A ultra-sonografia pélvica é exame essencial para a completa avaliação ginecológica. porém as tubas uterinas não são visualizadas ao exame. como tubas uterinas. pois permite que se identifique de forma correta o real motivo do quadro clínico apresentado pela paciente. o equipamento de vídeo permite a precisa documentação do procedimento. processos hemorrágicos podem ser corrigidos. o que elimina as terapêuticas empíricas. A laparoscopia tem papel inquestionável nos dias atuais em diversos aspectos da abordagem médica. A ressonância nuclear magnética pode complementar a avaliação. assim como praticamente todos os órgãos doentes que necessitem ser extirpados ou reparados. Por vezes. A tomografia computadorizada é útil na localização de abscessos intraperitoneais e nos casos de doenças musculares e neurológicas. no tratamento da moléstia identificada: processos infecciosos podem ser drenados. especialmente com transdutor vaginal. Miomas uterinos são facilmente identificáveis. é possível se visualizar o embrião com batimentos cardíacos fora do útero.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . tanto no diagnóstico como na terapêutica de diversas doenças em praticamente todas as especialidades clínicas. nos casos de prenhez ectópica ainda íntegra. Este papel da laparoscopia tem extrema validade. A observação de imagem anexial complexa e líquido na cavidade peritoneal sugere rotura de cisto anexial ou prenhez ectópica (quando associado a dosagem de gonadotrofina sérica positiva). em seguida. investindo.

Os casos de infecção genital. antiinflamatórios não-hormonais ou derivados de opióides. Na presença de hemorragia e/ou abscesso intraperitoneal. conforme a gravidade do caso. clinicamente. torção de cisto anexial ou mioma. a paciente pode apresentar melhora da dor com analgésicos. estando envolvida indicação clínica e cirúrgica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor pélvica é específico para cada situação abordada. apendicite e alguns quadros de obstrução intestinal. urinária e intestinal devem ser tratados com antibioticoterapia e. com as correções anatômicas necessárias. o tratamento é cirúrgico. Copyright © 2001 IDS .

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Copyright © 2001 IDS .. Revinter.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia ABRÃO.S. 2000. 1a ed.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Endometriose: uma visão contemporânea. Rio de Janeiro. M.

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O PSA é marcador da presença de tecido prostático. o câncer prostático.18 há maior chance de se identificar câncer de próstata. tem-se dado ênfase à relação PSA livre/total. a esclerose do colo vesical. mobilidade). dosagem de creatinina e do antígeno prostático específico (prostatic-specific antigen. as prostatites. ou PSA em inglês). e sua natureza e duração. reflexo bulbo cavernoso. uso de medicações. A avaliação dos sintomas deve incluir: (1) história clínica: presença de sintomas obstrutivos ou irritativos. pelo menos 20% dos pacientes com câncer prostático apresentam PSA dentro do limite da normalidade (entre 0 e 4ng/ml). sendo que 25% dos pacientes com Hiperplasia prostática benigna apresentam PSA>4ng/ml. limites. Quando esta relação for menor que 0. quer pelo toque retal suspeito.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Tenta-se hoje substituir o termo prostatismo por "sintomas do trato urinário inferior" a fim de frisar que são características comuns a diversas doenças. tônus esfincteriano. Por outro lado. apesar de existirem várias opções para sensibilizá-lo. antecedentes de cirurgias. consistência. sensibilidade. (2) toque retal: características prostáticas (volume. irregularidades. Quando o PSA se localiza entre 4 e 10ng/ml. estratificação do PSA por idade. a estenose de uretra. quer pelo PSA suspeito (maior que 4ng/ml) pode estar indicada biopsia trans-retal de próstata para esclarecimento diagnóstico. as cistites e as disfunções neurogênicas da bexiga. Na suspeita de câncer prostático. como densidade. (3) exames de urina. como a hiperplasia prostática benigna. velocidade. avaliação do histórico sexual. .

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

infecção. insuficiência renal. Os resultados do tratamento medicamentoso são clinicamente significativos e resultam em efeitos colaterais menores. providenciar alívio sintomático. necessidade de reoperação. infecções urinárias recorrentes. inibidores da aromatase e extrato de plantas (fitoterapia). A hiperplasia prostática benigna ocorreria em parte por obstrução causada por tônus muscular prostático. O tratamento medicamentoso da hiperplasia prostática benigna inclui alfabloqueadores. Estudos clínicos de longo prazo mostram uma resposta durável acima de 42 meses. que incluem morbidade. efeitos clínicos incidência e efeitos do tratamento e morbidade relacionada. esvaziamento vesical incompleto. 2 vezes ao dia). disfunção detrusora. O entusiasmo pelo tratamento medicamentoso deve-se. Esse tônus é mediado por receptores alfaadrenérgicos. As conseqüências da hiperplasia prostática benigna não tratada incluem sintomas urinários baixos. pelas limitações da prostatectomia. litíase vesical e retenção urinária. São medicações seguras e relativamente eficazes para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. reverter insuficiência renal e prevenir futuros episódios de hematúria. falência do resultado. litíase vesical e hematúria. retenção urinária. melhorar esvaziamento vesical. supressão androgênica. O tratamento visa diminuir obstrução infravesical. Os principais alfa-bloqueadores são prazozina (1-5 mg. Alfa bloqueadores. terazozina(2-10 mg.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento de qualquer doença depende de sua magnitude. sendo a resposta clínica rápida e dose-dependente. além de representar alternativa terapêutica para pacientes sem condições cirúrgica. 2 vezes ao . em parte.

É difícil saber a verdadeira eficácia destas medicações comparadas ao placebo. reduzindo o nível sérico do PSA em aproximadamente 50%. 2 vezes ao dia). Supressão androgênica. embora tenham surgido outras formas de terapêutica minimamente invasivas. doxazozina (4-8 mg/ uma vez ao dia). realiza-se a prostatectomia via transvesical ou retro-púbica. Copyright © 2001 IDS . O tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna é a ressecção trans-uretral. sem alterar o valor do PSA. A Finasterida pode causar disfunção sexual..4 mg/ uma vez ao dia).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . alfluzosina (3-4 mg. o tratamento dependerá do seu estadiamento. A finasterida é um inibidor competitivo da enzima 5 alfa-redutase.dia). Fitoterapia é o uso de extrato de plantas para uso medicinal. Para as próstatas de maior dimensão. A hiperplasia prostática benigna é consequência da ação da dihidrotestosterona . Hipotensão postural é o principal efeito colateral dos alfa-bloqueadores. tamsulodina (0. Alguns estudos relatam que a Serreno a aspens pode bloquear a 5 alfa-redutase. No caso do câncer de próstata.

Copyright © 2001 IDS . A referência a um serviço de urologia deve ocorrer sempre que possível. porém com hipótese diagnóstica prévia bem-determinada. baseada em história e exame físico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O atendimento a sintomas urinários baixos no homem pode e deve ser realizado em unidades básica de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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1998. 107:1008-1016. Mc Neal JE: The prostate and prostatic urethra: a morfologic synthesis. 7th ed.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Walsh PC et al. J Urol 1972. Campbell's Urology. Copyright © 2001 IDS .

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início da hemorragia. Idade. Na grande maioria dos casos. antecedentes pessoais e familiares. a avaliação clínica e o exame das cavidades nasal e oral são fundamentais para uma conduta terapêutica adequada. epistaxes precedentes. A rinoscopia anterior permite especificar melhor o ponto hemorrágico na fossa nasal. não são necessários exames complementares.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . quantidade aproximada de sangue perdido e tratamentos realizados são dados importantes na anamnese.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um doente com hemorragia nasal.

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furacinada ou vaselinada.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Localizado o ponto sangrante pela rinoscopia. após colocadas na fossa nasal. realizando-se pressão difusa sobre a mucosa nasal. como esponja cirúrgica absorvível ou hemostáticos cirúrgicos absorvíveis. até a narina preenchendo toda a fossa nasal sob pressão. na fossa nasal. utiliza-se o tamponamento anterior. ou quando os métodos anteriores não deram resultados satisfatórios. ácido tricloroacético. A manobra fica mais eficiente se usarmos um algodão embebido em substância hemostática ou vasoconstritora dentro da fossa nasal. Na falta de balões especiais . Introduz-se. Cauterização: a hemostasia local pode ser realizada por cauterização do ponto sangrante com utilização de nitrato de prata (pérola ou solução a 80%). Existem também sondas (balões) de borracha infláveis que. O tamponamento anterior deve ser removido em 48 ou 72 horas. são infladas com ar. Pode-se usar também eletrocoagulação (unipolar ou bipolar). Pode-se usar também tampões reabsorvíveis. quando é uma hemorragia de uma arteríola anterior. uma mecha de gaze embebida em substância hemostática. apertando-se com o dedo a asa nasal contra o septo por alguns minutos. pode ser feita uma hemostasia local por compressão digital. de localização posterior. ou na presença de sangramento difuso. Estes balões devem ser desinflados a cada 24 horas para não causar necrose local. ácido crômico ou com galvanocautério após anestesia tópica com lidocaína. de trás para frente. Tamponamento anterior: quando a hemorragia é mais intensa. após prévia anestesia tópica.

Copyright © 2001 IDS . É realizado com um "bolo" de compressas de gaze. usada em sondagem vesical.para nariz.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O tampão é. quando não se consegue visualizar o ponto sangrante e quando o tamponamento anterior foi ineficaz. então. Em casos de tamponamento. número 14 ou 16. tamponamento posterior: Deve ser realizado por quem tem prática ou treinamento para tal e é indicado quando o sangramento é intenso. deve-se utilizar antibioticoterapia sistêmica para prevenir infecções. amarradas com 2 fios de extremidades longas e passadas pela boca na rinofaringe e fossa nasal puxados por uma sonda de nelaton introduzida na fossa nasal até a faringe. puxado pelo fio na fossa nasal e comprimido na região do cavum e nas coanas nasais. que. pode ser improvisada a sonda de Foley.

responsáveis pela vascularização das fossas nasais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Ligaduras da artéria maxilar interna ou da esfenopalatina podem ser realizadas por especialistas. Outro recurso é a embolização seletiva dos ramos da carótida externa e interna.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Em casos de epistaxes rebeldes. pode-se fazer cauterização elétrica sob visão microscópica ou endoscópica sob anestesia geral. Copyright © 2001 IDS .

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A. Atheneu. O.Otorrinolaringologia Clínica e Cirúrgica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Miniti. 1993. Bento. Butugan. F. R. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. Rio de Janeiro. ..

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além da palpação digital. quando a endoscopia falha. As radiografias contrastadas do tubo proximal e distal perderam espaço nos episódios agudos. do íleo terminal. A colonoscopia. A grande vantagem dos métodos endoscópicos é a possilidade do diagnóstico histopatológico. as fontes de hemorragia podem ser mais facilmente identificadas. com grande precisão. Os pacientes que necessitarem de investigação complementar deverão ser encaminhados a ambulatório especializado que tenha os recursos e se este não resolver. mais invasiva. Os métodos que mais se prestam a esta tarefa são os endoscópicos. que facilita o planejamento terapêutico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quando próximas da boca ou do ânus. O exame proctológico. . A endocopia digestiva alta pode. Outras abordagens diagnósticas. às vezes. inclui a retoscopia e a sigmoidoscopia. só disponíveis em grandes centros. É o exame complementar de primeira escolha. incluem a monitorização angiográfica ou cintilográfica do sangramento por meio de contrastes radiopacos e radiofármacos. que podem ser feitas no ambulatório. diagnosticar as patologias sangrantes do esôfago. estômago e duodeno. porém têm papel complementar no diagnóstico visando o planejamento do tratamento fora da urgência. permite o exame de todo o colo e. injetados sistemicamente. a centros terciários.

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O secundário é a eliminação da fonte de sangramento. Os cânceres gástricos raramente sangram copiosamente. apenas com medidas de suporte. nos casos de hemorragia digestiva alta ou de graves enterorragias. mais de 65 anos e necessidade de transfusões repetidas. Pode-se assumir que metade destes pacientes terá complicações graves e 1/5 a 3/4 desta metade falecerão. No entanto. Obtida a hemostasia por via endoscópica. a endoscopia pode se acompanhar da injeção de substâncias esclerosantes visando a hemostasia. a primeira providência é a restauração da volemia por meio da infusão rápida de soluções ressuscitadoras ou de sangue. Nas varizes de esôfago. A hemostasia endoscópica para os casos em que o sangramento persiste ativo ou intermitente é eficiente e apenas poucos pacientes serão levados à mesa de cirurgia para operações de emergência. As úlceras pépticas hemorrágicas param espontaneamente de sangrar em 80% das vezes. . Devem ser rapidamente encaminhados a grandes centros para investigação. Compete ao médico de família repor a volemia e providenciar transferência. que deve ser instalada sem demora à entrada. A cirurgia é o melhor tratamento. no atendimento de emergência. São fatores preditores de mau prognóstico: choque hipovolêmico à entrada.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O objetivo primário do tratamento é a hemostasia. por meio de cateterização venosa. o que impedirá o reaparecimento da úlcera. o tratamento posterior deve incluir o tratamento da úlcera e a erradicação da bactéria Helicobacter pylori.

De qualquer modo. As lesões neoplásicas do intestino grosso têm indicação cirúrgica. implicando encaminhamento do paciente para centros terciários. em que se ressecam os mamilos hemorridários. o tratamento radioterápico é medida que pode ser aplicada com bastante eficiência hemostática. como a injeção de agentes esclerosantes e cirúrgicos. com os métodos endoscópicos para detecção de lesões associadas (câncer). que é facilmente tratada por procedimentos que incluem a ablação por métodos físicos. coincidentemente com as hemorroídas. químicos. com aumento da ingestão de verduras. a mais comum é a doença hemorroidária. é fundamental identificar que o sangramento pregresso originou-se desta condição. é imperiosa a localização da área do sangramento para a indicação de cirurgia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . como a fulguração. pois.Se a extirpação cirúrgica não for indicada devido à disseminação da doença. As perdas hemáticas no jejuno são mais raras e de diagnóstico e tratamento mais complicado. A maioria das disenterias. No sangramento incontrolável. incluindo seguimento a longo prazo. é fundamental orientar o paciente sobre mudanças do hábito dietético. As colites inespecíficas são de curso crônico. das parasitoses e das colites específicas resolve-se com tratamento medicamentoso. frutas e e cereais fibrosos. o sangramento retal pode provir de uma lesão do reto ou do cólon de origem neoplásica. a crioterapia e a ligadura elástica. Entre as poucas patologias orificiais que provocam sangramento expressivo. Antes da indicação de qualquer tratamento local da hemorróida. A enterorragia proveniente da doença diverticular dos cólons e da angiodisplasia pode ser tratada com medidas de suporte. com o objetivo de evitar a obstipação intestinal. antes de aplicar estes métodos. Esses pacientes devem fazer acompanhamento em hospitais terciários.

encaminhando para investigação antes que se instale uma situação de emergência (paciente com varizes de esôfago pode fazer tratamento escleroterápico sem que haja sangramento). verminoses que causem sangramento crônico e úlceras com erradicação do H. cabe a ele atender em emergência. Copyright © 2001 IDS . pylori.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Algumas das causas de hemorragia digestiva cabem ao médico de família tratar. encaminhar para centros terciários que disponham de métodos diagnósticos. com reposição volêmica e. Cabe ao médico tratar hemorróidas. Outras. Alguns pacientes com doenças mais complexas precisarão de seguimento em ambulatório especializado. Também cabe a ele identificar os pacientes de risco.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Livraria Editora Santos.A.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gastroenterologia clínica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A. SP.). São Paulo. (ed. Laudanna. 1990 Mincis Moysés. Lemos Editorial. Gastroenterologia & Hepatologia Diagnóstico e Tratamento. São Paulo. 1997 Copyright © 2001 IDS .

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Kara-José. Copyright © 2001 IDS ."Manual da Boa Visão".N.M. Bussiki.. Brasília. Oliveira. .L. 1996. Campinas: Ipsis.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Oliveira. Delgado.E.C. Kara-José. Manual da Boa Visão do Escolar."O Olho e a Visão"(O que fazer pela saúde ocular das nossas crianças). Kara-José. Arieta.S. Arieta... R. C. N.. Kara-José.L.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . N. Alves. 2001. Ministério da Educação.S. . R.N..C.E. V. M."Auxiliar de Oftalmologia"(Série Oftalmologia USP). 1998..P. 5ª Edição.L. C..R. São Paulo: Roca. A. São Paulo: Vozes. 2000.

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Sua função é controlar a quantidade de luz que entra no olho: ambiente com muita luz contração da pupila. Tem como principal função permitir a entrada de raios de luz no olho. que se localiza atrás da íris. vascular. localizada na porção interna do olho.5 mm de espessura. Sua função é focalizar os raios de luz na retina. Retina: camada fina. onde se encontram as células . Seria comparável à lente da máquina fotográfica. transparente. Função camparável ao diafragma de uma máquina fotográfica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ANATOMIA DO OLHO entendendo como nós enxergamos Ao imaginarmos o olho como uma máquina fotográfica: Córnea: é uma membrana transparente com 0. ambiente com pouca luz . Íris: disco colorido com um orifício central (Pupila). Cristalino: lente biconvexa.dilatação da pupila. localizada na frente da íris. O cristalino tem capacidade de convergência. flexível (capaz de modificar sua forma). de 17 a 19 graus.

o que ocorre durante o movimento de piscar. para atingirem a retina. além de regular a pressão interna do olho. através do nervo óptico. Humor Aquoso é um líquido transparente. cujas secreções fazem parte da lágrima. qualquer diminuição da transparência das estruturas a serem atravessadas pela luz ou formação de imagens fora da retina podem ocasionar deficiência visual irreversível. As pálpebras também têm como função a distribuição da lágrima e varredura de corpos estranhos. Esclera é a parte branca do olho. atingem o córtex occipital e propiciam a formação da imagem visual. e Bastonetes: responsáveis pela visão periférica e noturna). Possui várias glândulas. de lá. Também recobre a parte interna das pálpebras inferiores e superiores. a lágrima é escoada pelos pontos lacrimais situados na porção interna das pálpebras. Sua função é transformar os estímulos luminosos em estímulos nervosos. atravessam a córnea. Sua principal função é a nutrição da córnea e cristalino. Aparelho lacrimal: a glândula lacrimal. A interpretação da visão pelo cérebro se faz por comparação com imagens previamente armazenadas. pupila. Caso ocorra uma perda desse paralelismo ocular. transformando-se em ondas elétricas. a lágrima passa pelos canalículos. A região da retina responsável pela visão central é a Mácula. semelhante a uma gelatina que preenche a porção entre o cristalino e a retina. que possibilitam sua movimentação para todos os lados. para o nariz e garganta. que recobre a esclera da porção visível do olho. Continuando seu trajeto. Na retina. cristalino e vítreo. Após lubrificar e colaborar na captação de oxigênio para a córnea. é drenada para o saco lacrimal e. Parte da lágrima é evaporada. onde se localizam os cones. fabrica a maior parte da lágrima que irriga o olho. que. Conjuntiva é uma película vascular. Anexos: as sobrancelhas. esses raios são absorvidos pelos cones e bastonetes. sob pena de ter seu potencial prejudicado. O desenvolvimento perfeito da visão de profundidade (estereopsia) somente ocorre quando os 2 olhos têm boa visão e sua fixação para o mesmo ponto no espaço. Daí a necessidade de a retina e o cérebro receberem estímulos visuais nítidos desde o nascimento. Impedem que partículas e poeira caiam dentro do olho. Como enxergamos: Os raios de luz. Músculos: cada olho possui 6 músculos.foto-receptoras (Cones: responsáveis pela visão central e de cores. humor aquoso. parte desce para o nariz e parte é absorvida pela conjuntiva. o mesmo processo ocorre com toda medicação colocada no olho. o paciente apresenta estrabismo ("vesguice"). até a córnea (excluindo-a). . Possui poucos vasos e sua função é de proteção ocular. A capacidade de interpretação de imagem precisa ser totalmente desenvolvida já nos primeiros anos de vida. Nos primeiros anos de vida. localizada próximo à sobrancelha no lado temporal. que preenche o espaço entre a córnea e a íris. Existe uma sincronia nos músculos dos dois olhos para que permaneçam mirando na mesma direção. Humor Vítreo é uma substância viscosa e transparente. os cílios e as pálpebras são considerados protetores do globo ocular.

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A acuidade visual pode ser medida com a aplicação de teste simples. pedindo-se ao examinado que mostre com a mão ou verbalize para que lado o sinal apontado está direcionado. de perceber a forma e o contorno dos objetos. utilizando a letra "E" (escala de sinais de Snellen). Escala de sinais de Snellen . ou seja. Fig.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MEDIDA DA ACUIDADE VISUAL Acuidade Visual (AV) é a capacidade do olho de identificar detalhes.

O teste da acuidade visual pode ser.7 e descendo até chegar a linha 1. colocando o dedo ou a caneta a aproximadamente 1cm abaixo de cada figura.ou tenha uma diferença de 2 ou mais linhas entre os 2 olhos. também realizado com o uso de cartelas com letras ou números. 3) Tampe um dos olhos com um tampão que pode ser feito de cartolina ou papel grosso. mas não substitui o exame oftalmológico. Este é um importante teste. deve ser encaminhado para exame com o oftalmologista. começando pela linha 0. deve usá-los durante o teste. 7) Caso o examinado não consiga acertar a direção de pelo menos 3 figuras da linha 0.TESTE DA VISÃO 1) Primeiro explique o teste e faça um pequeno treino. Lembre-se que a sala deve estar bem iluminada. . 6) Quem tiver óculos. 4) Um ajudante apontará as figuras da tabela. 2) Para cima Para baixo Para os lados 2) Fixe a tabela na parede a uma distância de 5 metros e na altura dos olhos da criança.0. 5) Mostre 5 figuras de cada linha da tabela. Sempre teste um olho de cada vez.7 com cada olho separadamente.

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o indivíduo tende a franzir a testa. Os hipermétropes têm dificuldade em enxergar de perto e necessitam de um esforço para acomodar a imagem na retina. formando uma imagem distorcida na retina. assim. 4) Presbiopia: também chamado de "vista cansada" (pois costuma ocorrer por volta dos 40 anos de idade). sensação de peso nos olhos. Por isso. 2) Miopia: o olho é maior que o necessário (distância ântero-posterior). A correção é feita com lentes convergentes (que trazem a imagem para a frente). lentes divergentes (que empurram a imagem para trás). o que pode desencadear cefaléia frontal. e a imagem formase num ponto anterior à retina. A dificuldade é a de visualização nítida à distância. necessitando-se de óculos para ler. Para compensar esse erro de refração. 3) Astigmatismo: quando a córnea não é esférica. Usam-se. podem apresentar sintomas de astenopia: cefaléia (dor de cabeça). aos esforços visuais para perto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ERROS DE REFRAÇÃO 1) Hipermetropia: o olho é menor do que o normal (distância ântero-posterior) e. sua curvatura difere de um ponto para o outro. nesses casos. a imagem se forma atrás da retina. principalmente. o foco para perto passa a ficar cada vez mais distante. . é a perda gradual do poder de acomodação do cristalino. ardor e hiperemia (olho vermelho). À essa condição dá-se o nome de astigmatismo e sua correção é feita com lentes cilíndricas.

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pintando ou brincando com objetos próximos dos olhos. por meio da observação do desempenho visual e/ou da aplicação de teste simples. Astigmatismo: as crianças com astigmatismo que não usam óculos podem apresentar dores de cabeça. já que não têm boa visão para longe. tonturas e cansaço visual. A) erros de refração no escolar (Vide item III) Hipermetropia: geralmente as crianças hipermétropes que não usam óculos são mais dispersivas. B) estrabismo e ambliopia Popularmente chamado de "olho torto". Miopia: as crianças portadoras de miopia que não usam óculos normalmente são mais tímidas. ardor ocular e olhos vermelhos aos esforços visuais para perto e para longe. o estrabismo é uma doença que acomete cerca de . porque têm dores de cabeça. preferindo atividades próximas das mãos do que ao ar livre e à distância. a detecção ou suspeita das dificuldades do escolar. Esses problemas podem não ser reconhecidos em tempo. dando preferência a brincadeiras ao ar livre. caso não haja um programa de educação em saúde ocular que permita. lendo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PROBLEMAS DE VISÃO NO ESCOLAR Cerca de 15% das crianças do ensino fundamental apresentam algum tipo de problema visual. principalmente se estão escrevendo.

Como a acuidade visual se desenvolve até aproximadamente os 7 anos de idade e. o cérebro receberá imagens diferentes e não conseguirá fundi-las numa só. que ocorre em cerca de 25% dos casos de estrabismo. focar o mesmo ponto. o cérebro suprime a imagem do olho desviado. O aparecimento de estrabismo pode estar ligado a problemas neurológicos ou tumores intraoculares. Para evitar a diplopia. traumatismo. Sua evolução provoca astigmatismo de graus elevados. recorre-se à cirurgia o posicionamento correto dos olhos. Estrabismo é perda no paralelismo dos olhos. se um dos olhos estiver desviado. Em geral. a hipermetropia ou miopia. o que acarreta interrupção do aprimoramento de sua capacidade visual. situação em que o olho fixador se alterna. o estrabismo. Qualquer alteração nesse sincronismo caracteriza um estrabismo. diabetes etc). Assim. ou vertical . O melhor tratamento para o estrabismo é o preventivo: pais estrábicos.2% da população mundial. O olho desviado pode ser sempre o mesmo (estrabismo monocular) ou ser alternante. quando olhamos para perto. C) ceratocone · É uma alteração que leva a distensão da córnea. Ainda como conseqüência danosa do estrabismo. divergente . um dos olhos já era ou fica com menor visão após o desvio dos olhos. depois. O tratamento para a ambliopia é a oclusão do olho bom. O estrabismo pode ser congênito (estar presente ao nascimento ou surgir nos primeiros meses de vida) ou adquirido (associado a fraqueza muscular. o desvio do olho interrompe e faz regredir os reflexos corticais que ajudam a manter os olhos em posição paralela. Quando observamos um objeto à distância. forçando o olho preguiçoso a enxergar. com alta hipermetropia ou miopia devem levar os filhos o quanto antes ao oftalmologista. pode levar a ambliopia. não há praticamente recuperação da visão. os olhos devem convergir e. Ou seja. associa-se o uso de óculos e. tornando-a pontuda e irregular. igualmente. o músculo que puxa o olho desviado vai ficando hipertrofiado e o seu antagonista. além do transtorno estético. Na ambliopia (olho preguiçoso). catarata.olho virado para fora-. Classificamos o estrabismo em convergente . Também pode ser causado por anisotropia. os olhos devem se posicionar paralelamente para que o cérebro consiga fundir numa só as imagens que cada olho envia e. Finalmente. a suspeita de estrabismo em uma criança é considerada de urgência e deve ser feito exame ocular o mais rápido possível. .olho virado para dentro-.desvio na vertical. quando não tratado. em alguns casos. · A maioria dos casos tem origem genética. levando a visão dupla. hipotrofiado.

Quando há indicação do uso de lentes de contato. · Os sintomas mais comuns são: visão embaçada. Se mesmo com as lentes de contato. aumento do astigmatismo (distorção das imagens). recorre-se à lentes de contato. troca freqüente das lentes dos óculos. a visão não for satisfatória. Caso a visão esteja muito ruim de óculos atrapalhando as atividades diárias. e nem sempre progridem. é importante um controle médico para evitar complicações como lesões corneanas ou mesmo indução ao aumento do cone. Atualmente o tempo de espera na fila para receber uma córnea é pequeno. recomenda-se o transplante de córnea. nem mesmo o uso de lentes de contato. · Não existe nenhum medicamento que estacione a evolução do ceratocone.· Em geral.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · Primeiramente prescrevem-se óculos. Copyright © 2001 IDS . feixes de luz que se tornam deslumbrantes (difração da luz) e diminuição da visão. as alterações do ceratocone começam a se manifestar por volta dos 12 anos de idade. · Apenas 10 a 15% dos ceratocones acabam necessitando de transplante. Ele pode estacionar em qualquer de seus estágios de desenvolvimento.

sempre! É comum ver crianças no banco traseiro do carro sem cinto de segurança. quando repetitivo. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CUIDADOS COM OS OLHOS Coçar os olhos faz mal? Sim. .cuidado com as plantas venenosas e pontiagudas. à queda da pálpebra. bastando para isso tomar alguns cuidados: . . como o ceratocone.mantenha fora do alcance das crianças os produtos de limpeza. . Mais perigoso ainda é a criança ficar sem cinto e no vão entre os dois bancos da frente. coçar os olhos é prejudicial e.a panela no fogão deve ter cabo virado para dentro.não forneça à criança brinquedos que tenham pontas(facas ou tesouras). o que impede que a criança a puxe e derrube líquido quente no corpo. A criança que coça os olhos com freqüência deve ser encaminhada ao oftalmologista para avaliação. olho vermelho e lacrimejamento. Criança no banco de trás do carro precisa usar cinto de segurança? Sim. . Como deixar a casa mais segura para os olhos da criança? Alguns acidentes oculares em crianças são evitáveis. Coçar os olhos pode facilitar infecção e desencadear doenças oculares. o ato pode levar à diminuição da visão.cuidado com cigarros na boca dos adultos quando estes pegarem as crianças no colo.

evitando assim o contato e a contaminação com a superfície de apoio. Cuidados . limpar o que escorreu pela face (sem esfregar os olhos). O que fazer em caso de irritação após piscina. Depois. irritação. o paciente deve usar lentes de óculos acrílicas ou de policarbonato.Somente usar colírios prescritos por médico. E nunca se deve levar o bebê sentado no colo. faça compressas com um pano limpo ou algodão embebido em água fria sobre as pálpebras fechadas. além de sentarem no banco de trás.Não colocar a boca da tampa do colírio virada para baixo. . devendo-se usar óculos escuros (com proteção para ultra-violeta) e boné de proteção. sem encostar a ponta da pomada nos cílios. Pomadas oftalmológicas: sua vantagem é permanecer mais tempo em contato com os olhos (maior ação). até mesmo os colírios ditos "água com açúcar" podem acarretar danos para os olhos.Cuidado com a data validade do produto. . se estiver na parte interna da pálpebra inferior ou superior ou sobre a parte branca (conjuntiva e esclera). os olhos recebem muita radiação ultra-violeta.Colírio aberto por mais de um mês deve ser desprezado.Isso é muito perigoso. pois. a criança é arremessada para a frente. puxando levemente a pálpebra inferior.Caso seja necessário o uso de 2 colírios. pode ser retirado com um cotonete ou ponta de lenço limpo. Crianças menores. . Pedir para fechar os olhos e permanecer assim por aproximadamente 2 minutos. numa batida ou freada. a desvantagem é provocar embaçamento visual por alguns minutos. . além de prender a armação atrás da orelha. exposição ao vento e sol? Caso ocorra olho vermelho. praia. Como usar colírios e pomadas oftálmicas? Colírios Como usar: instilar uma gota em cada olho. Como usar: colocar um a dois centímetros de pomada na parte interna da pálpebra inferior. não se deve mexer! Porém. Pode-se brincar e jogar futebol de óculos? Se precisar de óculos nessas atividades.Evitar encostar o bico do colírio nos cílios. . ardência após essas atividades. dar um intervalo de 15 minutos entre um e outro. Quando da exposição ao sol. . O que fazer caso entre um cisco no olho? Se o cisco estiver na parte transparente (córnea). também necessitam de cadeiras especiais.

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sífilis e tabagismo pode comprometer a visão da criança. geralmente. perfuração ocular e cegueira. o tratamento cirúrgico precisa ser imediato. toxoplasmose. de doenças como a rubéola. Lembrete: a ocorrência. É considerada caso de caráter urgentíssimo. mais tardiamente. podendo levar a úlcera de córnea. olhos grandes. Quando é bilateral e bem desenvolvida. Quando a conjuntivite ocorre do terceiro ao quarto dia de vida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DOENÇAS OCULARES COMUNS NO RECÉM-NASCIDO conjuntivite: a conjuntivite neonatal é aquela que ocorre nas primeiras quatro semanas de vida. Se aparece do segundo ao terceiro dia de vida. é bilateral e apresenta secreção purulenta abundante e grande edema nas pálpebras. com sinais clínicos de inchaço e vermelhidão nas pálpebras e conjuntivas e/ou presença de secreção purulenta. devemos pensar em conjuntivite química (tóxica) por nitrato de prata (método de Credé). em conjuntivite viral. dificuldade de fixar a luz e objetos. Sinais nos olhos do recém-nascido que podem indicar alteração ocular . É mais perigosa que a conjuntivite do adulto. Quando ocorre no primeiro dia de vida. nos dois olhos e necessita de tratamento cirúrgico imediato. na gestante. que é muito grave. fotofobia e. Ocorre. Geralmente. a causa mais comum é a conjuntivite gonocócica. quando ocorre após 5 dias de vida. glaucoma congênito: caracterizado por lacrimejamento. pois pode levar à cegueira. catarata congênita: caracterizado por pupila embranquecida. devemos pensar em conjuntivite bacteriana e.

estrábicos).Pupila (menina dos olhos) branca.Lacrimejamento constante.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . . . (fotofobia) . . .Olhos esbranquiçados .Edema palpebral.Olhos tortos (vesgos. Copyright © 2001 IDS .Secreção.Olhos grandes que fogem da luz.Vermelhidão. .Deve-se estar atento para: .

medicamentos ou decorrentes de inflamações. Quando a catarata atrapalha muito a visão. Além da catarata senil.-catarata nuclear (na gema do ovo). podemos dizer que o cristalino possui casca (cápsula envoltória). Assim. O cristalino é uma lente transparente e biconvexa. visão dupla distorcida. Tratamento: não existe tratamento com medicação. retira-se a parte interna do cristalino e coloca-se no seu lugar uma lente (lente intra-ocular). mas. por diabetes ou medicamentos. clara (córtex) e gema (núcleo). Se compararmos o cristalino a um ovo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CATARATA Catarata é a opacificação (diminuição da transparência) do cristalino.catarata cortical anterior e posterior (na clara do ovo). existe também a catarata nos recém-nascidos (catarata congênita). normalmente. que ajuda a focalizar os raios de luz na retina. Os sintomas mais comuns da catarata são: visão borrada (como se enxergasse através de um vidro molhado). além de mudanças freqüentes de grau dos óculos e aumento da sensibilidade à luz. . Atualmente. que ocorre naturalmente com a idade. a visão pode é afetada mais rapidamente. Quando a catarata acomete a cápsula posterior ou anterior (na casca) da lente. está indicada a cirurgia. a catarata pode ocorrer em qualquer parte da lente:. A catarata no idoso pode ocorrer devido à exposição prolongada aos raios ultravioleta. Essa cirurgia tem alto grau de sucesso e os necessitados devem ser encorajados a realizá-la. é um processo relacionado com o envelhecimento do órgão (cristalino). a adquirida através de trauma.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .O Sistema Único de Saúde (SUS) tem um projeto que facilita o acesso a esta cirurgia em todos os estados do Brasil.

pode-se indicar cirurgia precocemente quando o paciente é incapaz de seguir corretamente o tratamento. meça regularmente a pressão ocular. Glaucoma agudo (vega capítulo: síndrome do olho vermelho). Sua ocorrência é de 2% na população com mais de 50 anos e de 10% nos que têm glaucoma na família. consta do estudo do nervo óptico. é hereditário. O exame do paciente com glaucoma. Para detectar o portador de glaucoma. Em alguns casos. Nos últimos anos. foram descobertos vários fármacos para tratamento do glaucoma. geralmente. O glaucoma. O tratamento é preferencial clínico e somente quando este se torna ineficiente é que está indicado o tratamento cirúrgico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo GLAUCOMA Glaucoma é o aumento da pressão intra-ocular provocando alterações na retina e campo visual. medida da pressão intra-ocular e exame do campo visual. A maioria dos aumentos de pressão provoca sinais e sintomas somente em fase avançada. . além do exame ocular comum. quando já ocorreu grande perda do campo visual (perda irreversível).

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Ocorre. além de uso de lentes de óculos coloridas e cuidados com iluminação. após os 60 anos de idade e afeta a área central da retina (mácula). . dificultando principalmente a leitura. que se degenera. Acarreta baixa acuidade visual central. geralmente. considera-se como fator de risco para degeneração senil da mácula a falta de proteção ocular quando da exposição ao sol durante um longo período.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DEGENERAÇÃO SENIL DE MÁCULA (DSM) A degeneração senil da mácula. Recomenda-se o uso de óculos escuros em toda exposição prolongada aos raios ultravioleta. pode-se usar lentes de aumento ou telescópicas. visão melhor na periferia do que no centro do campo visual) e exame de fundo de olho. Tratamento: quando existe saída de liquido dos vasos sanguíneos pode estar indicado tratamento com raio laser. Diagnóstico: é feito pelos sintomas (distorção das imagens. mancha escura no ponto central de fixação. Quando a visão está muito prejudicada. Hoje.

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Tratamento: Muitos buracos não precisam ser tratados. ocorre um descolamento da retina. formando buracos ou rasgos. Quando o humor vítreo penetra nesses buracos. moscas volantes ou aparecimento de mancha no campo de visão.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DESLOCAMENTOS E BURACOS DE RETINA O humor vítreo pode repuxar a retina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os descolamentos de retina geralmente necessitam de cirurgia corretiva. O diagnóstico é feito pelo exame do fundo de olho. Copyright © 2001 IDS . outros necessitam ser tratados com raio laser ou congelação. Os sinais de perigo de descolamento de retina são a visão de flashes de luz.

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10 anos após o início da doença. O controle do diabetes pode retardar o início e evolução da retinopatia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . em geral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo RETINOPATIA DIABÉTICA É a principal causa de cegueira na idade adulta. A duração do diabetes é o principal fator determinante do aparecimento da retinopatia. Copyright © 2001 IDS . que ocorre. O tratamento da retinopatia diabética pode ser realizado através da fotocoagulação com raio laser nos casos mais avançados de hemorragia no vítreo com cirurgia.

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é importante fazer exame oftalmológico preventivo. dá "para ler".>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PRESBLIOPIA OU "VISTA CANSADA" A partir dos 40 anos de idade. que é necessário afastar os objetos para ver melhor (popularmente. Copyright © 2001 IDS . aproximando o material de um foco de luz.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . "o braço vai ficando curto"). A correção é feita com uso de óculos (para perto). a capacidade de acomodação diminui a tal ponto. No começo. A partir dessa idade.

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a importância da educação para prevenção de acidentes oculares e o reconhecimento de sinais de perigo nas situações em que o olho necessita de cuidados imediatos. também. distorção de imagem. . sinais e sintomas de urgências verdadeiras (merecedoras de exame imediato): (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) perda súbita ou borramento da visão (uni ou bilateral). Destaca-se. olho muito vermelho. que. é essencial para o prognóstico do caso. alteração na cor dos objetos (diminuição da tonalidade). A freqüência das urgências oftalmológicas (6. forte sensação de corpo estranho. às vezes irreversíveis. dor ocular intensa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS O globo ocular exige especial atenção por sua diferenciação funcional e por ser particularmente sensível a agressões. Assim. as urgências oftalmológicas representam um perigo iminente de danos oculares.1% dos pacientes que procuram um prontosocorro geral) enfatiza a importância do primeiro atendimento. devendo ser diagnosticadas e tratadas o mais rápido possível. nestes casos. visão dupla (diplopia). flash de luz ou manchas no campo visual.

· conjuntivite do recém-nascido. (15) halos coloridos ao redor da luz. · endoftalmite. · tumor. (6) mancha vermelha na conjuntiva. com ou sem tremor sustentado). · estrabismo + ambliopia. queimadura química: orientação para o paciente Primeiro: lavar os olhos com água corrente por 20 minutos Após: molhar um cotonete na água e esfregar na parte interna da pálpebra inferior. Inverter a pálpebra superior e repita a manobra Só então: procurar ajuda em um pronto-socorro Observação: se houver disponibilidade pode-se substituir a água corrente por soro . condições oculares agudas emergências (devem ser tratadas em minutos) · oclusão de artéria central da retina · queimadura química muito urgentes (devem ser tratadas em horas) · perfuração ocular. (4) lacrimejamento ou secura. (10) secreção ocular. (4) sensação leve de corpo estranho. · lesão da órbita. · exoftalmo agudo. (11) olho saltado (proptose). (13) pupilas desiguais (anisocoria). (16) moscas volantes. · neurite óptica. (14) cefaléia.(9) secreção ocular abundante principalmente em recém-nascidos. (10) todo tipo de traumatismo e queimaduras oculares. flutuação da visão. · descolamento da retina. · laceração palpebral. (12) queda palpebral (ptose). (2)coceira nos olhos ou pálpebras. · úlcera de córnea. (8) dor à movimentação ocular. (9) blefaroespasmo (contrações repetidas e fortes das pálpebras. · glaucoma agudo. (17) cegueira noturna. · proptose súbita. · hifema. (7) edema palpebral. Urgentes (tratadas em dias) · corpo estranho intra-ocular. (5) olho discreta ou moderadamente vermelho há semanas. · ceratite orbitária. (3) sensação de queimação ocular. sinais e sintomas de urgências relativas: (1) borramento ou diminuição da visão de forma progressiva.

como faca tesoura. pigmentos da íris fora do olho). Qual é o nível de emergência de um olho perfurado em paciente politraumatizado ? Pacientes com comprometimento de suas funções vitais (risco de morte) devem receber cuidados imediatos de seus problemas vitais. se a pessoa estiver usando martelo ou houver partículas de metal ou vidro em volta da lesão. Penetrante . Esta fratura é chamada de "blow-out". Fratura da órbita . Os ossos da parede lateral e do assoalho da órbita são mais frágeis e cedem com o aumento da pressão intra-orbitária. cal e cimento em pó. 2. antes mesmo do tratamento de fraturas e suturas de outras lacerações. Casos de ferimento com vidro (explosão de garrafa). como água sanitária.).Globo ocular é transfixado por um objeto. Um ferimento perfurante da córnea é associado à câmara anterior rasa ou ausente. havendo uma compressão no sentido ântero-posterior (soco. após o qual a perfuração ocular deve ocupar um lugar de destaque nas prioridades.). Suspeitar de corpo estranho intra-ocular. Perguntas e Respostas 1. bolada etc. se as pálpebras do olho lesado estiverem murchas ou se houver sangue ou coágulos entre as bordas palpebrais. seus sinais são edema e equimose periocular. Deve-se suspeitar de perfuração ou penetração com perda de conteúdo ocular. anestesia da face inferior e diplopia. evitando que o globo seja esmagado contra as estruturas ósseas adjacentes. distorção pupilar ou prolapso da íris (às vezes.fisiológico. desinfetantes.O globo ocular é empurrado contra as estruturas orbitárias que o envolvem. Ferimentos no limbo (margem corneana) tendem a ser selados por tecido uveal negro. . Como diagnosticar ou suspeitar de um olho perfurado pelo exame externo? A história do traumatismo pode fornecer informações importantes. com objetos pontiagudos (faca e tesoura). A sutura do globo ocular deve ser feita antes da palpebral. com pontas de vegetal (cana-de-açucar) etc. Intra-oculares . deve-se tomar muito cuidado com qualquer tentativa de abrir as pálpebras. Lembrete: evite deixar ao alcance da criança produtos químicos. com estilhaços de ferro. prego etc. A lesão ocular é provocada pela força exercida contra o olho (trauma facial com objeto rombo). havendo um orifício de entrada e de saída (causada geralmente por objetos pontiagudos. localizados dentro do olho (na câmara anterior ou no vítreo).Lesão orbitária causada por um forte impacto com objeto maior que 5cm de diâmetro (igual a uma bola de tênis).São geralmente pequenos e afilados. Nesses casos. traumatismos mecânicos Definições Contuso . enoftalmo. levantam hipótese de ferimento perfurante.

um copo plástico de café). 4. rasgões na íris. Se a lesão for profunda. a íris poderá ser reparada. Pode lesar o segmento posterior: hemorragia supracoróidea. uma vez que olho aberto é uma porta de entrada para microorganismos que geram infecção ocular (com potencial para disseminação sangüínea ou septicemia. ainda. pressione o globo. romper vasos retinianos e causar hemorragia vítrea. acarretando ruptura ou opacificação deste. tornando difícil até a abertura das pálpebras. podendo até evoluir para o óbito). podendo haver. As perfurações esclerais podem. para que sejam tomados os cuidados apropriados para não exercer pressão sobre o globo. o que acarreta danos oculares mais graves. catarata ou deslocamento do cristalino. hemorragia . se for muito intenso. também. 6. além da perda da visão central. alterações no ângulo da câmara anterior causando glaucoma ou desencadeando uma resposta inflamatória (uveíte). por exemplo. fixar na órbita. Como a visão pode ser afetada no traumatismo contuso? O traumatismo contuso. causando hifema (hemorragia intra-ocular anterior devida a lesão de vasos da íris ou corpo ciliar. prevenidos ou reparados. descolamento da coróide. principalmente se houver corpo estranho intraocular. O médico nãoespecialista pode não estar ciente do perigo de pressionar um olho perfurado ou pode não diagnosticar a existência de uma perfuração e pressionar o globo durante a limpeza. o paciente. O traumatismo pode lesar o segmento anterior. terá outros defeitos no campo visual e poderá adquirir um astigmatismo induzido pela irregularidade da superfície corneana (principal estrutura refrativa do olho). muita dor e reação inflamatória ocular. a fim de evitar que a vítima ou outra pessoa. Após a sutura do ferimento e a estabilização da reação inflamatória. a catarata traumática poderá ser removida. poderá atingir o cristalino. nesse momento. a hemorragia poderá ser limpa e os problemas vitreorretinianos. a acuidade visual finaldependerá de quais estruturas foram lesadas e em que extensão. Se o local do corte for central ou muito extenso. O que deve ser verificado antes da sutura de um ferimento palpebral traumático e por que é perigoso o médico não especializado limpar um olho traumatizado? Deve-se verificar a existência concomitante de uma perfuração ocular. haverá opacificidade no local do corte. 5. Se a ferida não for suturada logo. dependendo da localização e da extensão da lesão. o olho estará estruturalmente desorganizado. com formação de fibrose e tração retiniana. intensa reação inflamatória na vítreo. haverá o risco de fechamento do ângulo de drenagem da câmara anterior com a evolução para um glaucoma intratável. Como a visão pode ser afetada no ferimento perfurante penetrante? Na fase aguda. pode acarretar em ruptura do globo ou de suas estruturas internas. devem ser introduzidos antibióticos de amplo espectro e o corte deve ser suturado com urgência. Perfurações esclerais podem provocar buracos na retina com posterior descolamento desta ou. Qual o primeiro cuidado a se tomar diante de um olho furado? Pode-se colocar uma proteção ao redor do olho lesado (como.3. Se a lesão foi corneana. com esparadrapo. Contudo.

vazamento de líquido intra-ocular). 11. 9. Devem ser observados sinais de porta de entrada (hemorragia subconjuntival. Os sinais precoces são o aparecimento súbito de flashes ou manchas e perda de campo visual. com compressão do globo no sentido ântero-posterior e distensão no sentido látero-lateral. local de forte adesão vitreorretiniana. ao exame clínico. exercerá uma tração na chamada base vítrea. tracionando e rasgando a retina. na conjuntivite viral e no inchaço palpebral pós-cirúrgico. É muito utilizado nos casos de olho vermelho. tracionando a retina na parede lateral). A acuidade visual é. ecografia. que formará fibrose.vítrea. rasgões periféricos e descolamento da retina (devido a compressão ântero-posterior do globo. leva à chegada de mais células inflamatórias para o local e acelera a remoção de substâncias indesejáveis. normal. consequentemente. podemos utilizar exames como o raio X. aumentando o fluxo sanguíneo. Como se diagnostica um corpo estranho intra-ocular? A suspeita se inicia com uma história detalhada. muitas vezes. O frio é usado como vasoconstritor. 7. Quais são as principais aplicações de calor e frio em oftalmologia? Do calor. o próprio objeto perfurante pode rasgar a retina ou desencadear uma forte reação inflamatória intra-ocular. No caso de perfuração. como se uma cortina tivesse sido colocada no campo de visão. não é possível localizar o corpo estranho. o vítreo que é inelástico. consequentemente. Uma aplicação muito comum é no hordéolo. Nesse caso. oclusão da artéria central da retina. para diminuir a possibilidade de infecção secundária e o tamanho da cicatriz corneana que é proporcional à área lesada. anestesia infraorbitária e visão dupla. . é explorada a ação vasodilatadora. Por que ocorre descolamento traumático da retina e quais são seus sinais precoces? Após um traumatismo contuso. 10. enfisema palpebral. tomografia computadorizada e ressonância magnética. Quais as principais complicações de um corpo estranho da córnea? Corpo estranho de córnea causa grande irritação associada ao ato de piscar. Deve ser removido o mais precocemente possível e com o mínimo de traumatismo. o que. Por esse rasgão. edema da mácula. levando a diminuição do fluxo sangüíneo local e. descolando (dissecando) a retina por onde passar. o fluido vítreo passará para o espaço sub-retiniano. melhorando a congestão e o inchaço. Como suspeitar e agir na fratura da órbita? Suspeitar de fratura da órbita se houver equimose. Quando. além de hiperemia e lacrimejamento. 8. ruptura da coróide ou da esclera. com subseqüente estiramento látero-lateral do vítreo. rasgando a retina nessa porção. o paciente deve ser advertido para não assoar forte o nariz (sob risco de piorar seu quadro) e procurar imediata assistência médica especializada. edema da conjuntiva.

usar óculos de proteção. · Não deixar objetos pontiagudos ao alcance de crianças. · Na prática de esportes ou brincadeiras com objetos pontiagudos ou que arremessem partículas. Quais são as principais medidas preventivas contra o traumatismo ocular? · Óculos escuros no sol. para evitar queimadura retiniana.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · Usar o cinto de segurança nos véiculos.12. · Não coçar os olhos · Evitar olhar diretamente para o sol ou para eclipse solar. Copyright © 2001 IDS . martelo e ambiente com partículas volantes. produtos químicos. · Óculos de proteção para quem trabalhar com solda.

provocando borramento visual. (3) glaucoma agudo (O aumento súbito da pressão intraocular gera grande edema de córnea. as doenças que causam olho vermelho e alteram mais comumente a visão são: (1) úlceras de córnea (se localizadas no centro da córnea). Nas conjuntivites. Se não for tratado rapidamente. (2) úveites anteriores (inflamações graves).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Aspectos importantes para o diagnóstico diferencial Secreção: A conjuntiva. Nas úlceras de córnea. A conjuntiva é menos inervada que a córnea e a resposta à agressão geralmente provoca um desconforto anunciado com sensação de areia nos olhos. produz dor. pode levar à cegueira e dano visual irreversível. que é a camada corneana mais superficial. e seus nervos têm terminações situadas superficialmente. Dor: a córnea é muito inervada. produz secreção que será aquosa nos casos de irritação e nas infecções por adenovírus. Acuidade visual: estará alterada sempre que houver diminuição da transparência da área central da córnea e do trajeto que a luz faz para chegar até a retina. Assim. mucosa nos casos de alterações crônicas e muco-purulenta (amarelada). principalmente na sua área central. pode haver embaçamento visual fugaz por acúmulo de . em casos de conjuntivite bacteriana. qualquer lesão que rompa o epitélio. ocorre o aparecimento de secreção quando a conjuntiva também está afetada. quando estimulada (inflamação ou infecção). Desta forma. Exceção é a conjuntivite gonocócica. que é francamente purulenta (amarelo forte).

Já nas doenças das estruturas mais profundas do globo ocular (úlceras de córnea. e a inflamação pode causar aderência da íris ao cristalino (sinéquia) com diminuição do tamanho e irregularidade da forma da pupila.Diagnóstico diferencial entre as causas mais comuns de olho vermelho conjuntivite aguda uveíte anterior aguda glaucoma agudo úlcera de córnea hemorragia subconjuntival Secreção Visão moderada a abundante conservada nenhuma nenhuma aquosa ou purulenta geralmente borrada nenhuma conservada discretamente intensamente borrada borrada Hiperemia difusa Córnea Pupila resposta pupilar à luz Pressão intraocular principalmente principalmente pericorneana localizada pericorneana pericorneana turvo midríase ausente área de opacificação normal normal ou diminuída normal normal normal normal transparente transparente normal normal miose diminuída normal normal elevada normal . a vermelhidão ocorre ao redor da córnea (pericerática). Pupila: haverá alteração da pupila no caso de glaucoma agudo (midríase). na maioria das vezes. Reflexo fotomotor A reação ao estímulo luminoso (reflexos fotomotores) poderá estar alterada nos casos de glaucoma agudo (ausente) e nos casos de uveíte (pequena ou nenhuma reação ao estímulo luminoso pela presença de aderências entre a íris e o cristalino). unilaterais. Hiperemia: A vascularização da conjuntiva é realizada principalmente por vasos que vêm do fundo do saco conjuntival. As alterações da conjuntiva e da córnea não alteram a pupila. a hiperemia será maior na direção das pálpebras e do canto nasal do olho (a vermelhidão aumenta ao nos afastarmos da córnea).lágrimas e secreção em frente à córnea).o edema da íris diminui suas respostas à iluminação direta. QUADRO . glaucoma agudo e uveítes anteriores). Bilateralidade: aAs conjuntivites geralmente são bilaterais e os casos de glaucoma agudo. por isso. nos casos de conjuntivite. uveítes anteriores e úlceras de córnea são. uveíte anterior: (miose .

Uni/ Bilateral bilateral unilateral unilateral unilateral unilateral Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Trocar toalha e fronha todos os dias.evitar ir à praia.Não interromper por conta própria o uso do medicamento prescrito. lençol e fronha. . com duração em torno de 7 a 10 dias. podem causar baixa de visão ou se tornar permanentes. banho e sabonete. abraçar ou apertar as mãos de outras pessoas. pois. lavagem ocular com soro fisiológico ou água filtrada e. Úlcera de córnea: na suspeita de uma infecção corneana.evitar beijar. não coçar.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento 1) Conjuntivite: as conjuntivites são geralmente autolimitadas. o tratamento é apenas de suporte: compressas frias de alívio. depois. Algumas curam sem tratamento e outras. enxaguar. .limpar a secreção ocular (ramelas) com água filtrada ou soro. . deve-se iniciar de imediato o . . recomenda-se o uso de colírio antibiótico específico para o agente causador da conjuntivite. Orientação para evitar contaminação de outras pessoas: . saunas ou ficar exposto ao sol.lavar as mãos freqüentemente com água e sabão e. piscinas.separar toalhas de rosto. a conjuntivite pode voltar.evitar colocar as mãos nos olhos. Nas virais. . se o tratamento não for completo. se não tratadas. . nas bacterianas. Não se deve usar colírio anestésico nem aqueles que contêm corticóides em sua composição.

como a pilocarpina 2%. deve ser realizado tratamento com laser: iridotomia para prevenir uma nova crise de glaucoma agudo. às vezes. Começar com freqüência de hora em hora e. Se a pressão ocular não diminuir com colírios. Alergia ocular: pode ser aguda ou crônica. com colírios antibióticos de amplo espectro. pois o trauma da pálpebra contra a córnea pode desencadear várias complicações. Deve-se monitorizar a pressão intraocular e. Copyright © 2001 IDS . O tratamento consiste no uso de: A) colírios para diminuir a produção do humor aquoso: betabloqueadores (timolol). considerar a introdução de colírios hipotensores. Se não houver resposta ao tratamento com colírios. colírios para fechar a pupila (mióticos). dor e diminuição de acuidade visual. inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida). Tratamento de suporte: (compressas frias) até reabsorção espontânea da hemorragia. Após a saída da crise aguda. antiinflamatórios hormonais e não-hormonais. pode ser realizada cirurgia (trabeculectomia). e colírios antiinflamatórios. Aguda: compressas frias. pode ser realizado tratamento cirúrgico. Geralmente é bilateral. Uveíte anterior: o tratamento é com antiinflamatórios hormonais tópicos e colírios midriáticos para evitar adesão da íris ao cristalino. espaçar o tempo de uso. adstringentes e antialérgicos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . colírios lubrificantes. estabilizadores de membrana de mastócitos e anti-histamínicos. Evitar coçar os olhos. de acordo com a melhora. A queixa principal é prurido seguido de hiperemia e. Crônica: antialérgicos tópicos. B) Uso endovenoso de manitol para diminuir o volume do humor vítreo.tratamento. Glaucoma agudo: exige tratamento de urgência por profissional especializado. se esta aumentar.

Copyright © 2001 IDS . Em caso de dúvida.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . deverá encaminhar para inter-consulta com oftalmologista.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O médico deve estar apto a reconhecer e diferenciar os principais diagnósticos do olho vermelho.

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E. 2000.L. São Paulo: Roca.. 1996 Vaughan. 2000 Oliveira. RC. Ministério da Educação. Kara-José. Vozes. N. T: Oftalmologia geral. Petrópolis. Asbury. Oliveira. São Paulo. : Auxiliar de Oftalmologia (Série Oftalmologia USP). Terceira Edição. O que fazer pela saúde ocular de nossas crianças. Kara-José.C. MR. N: O olho e a visão.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1990.: Manual da Boa visão do Escolar. Atheneu. D. Kara-José. N: Arieta. C. R. Brasília.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Alves. Copyright © 2001 IDS .

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Diagnóstico Achados laboratoriais (exceto a pesquisa de leucócitos nas fezes, de fundamental importância para diferenciar diarréia inflamatória da não-inflamatória) são de pouca importância para detectar o agente etiológico e para distinguir entre os dois tipos de diarréia. A rotina hematológica e bioquímica sangüínea, na vigência de desidratação, pode evidenciar aumento da hemoglobina, dos glóbulos vermelhos e também da uréia. Quando ocorre maior depleção hídrica, observamos queda do bicarbonato no sangue venoso e do pH, ou seja, acidose metabólica, que pode ser evidenciada na gasometria arterial. O teste de pesquisa de leucócitos ou qualquer dos testes de pesquisa de sangue oculto são positivos em pacientes com diarréia inflamatória. Na amebíase intestinal, podemos encontrar um menor número de leucócitos fecais. A cultura de fezes deve ser realizada quando o paciente apresenta alguns destes itens: diarréia grave, febre acima de 38,5 ° C, sangue nas fezes, leucócitos nas fezes ou qualquer marcador de sangue oculto nas fezes, diarréia persistente que não tenha sido tratada com antibiótico anteriormente. Outro exame que deve ser realizado de rotina é a pesquisa de ovos e parasitas nas fezes, principalmente se a diarréia perdurar por mais de uma semana e o paciente não tiver sido tratado empiricamente com antiparasitários. Recentemente, testes de pesquisa de enzima e imunoensaio para Giardia e Cryptosporidium nas fezes ficaram mais acessíveis e são mais sensíveis que a técnica microscópica convencional. Exames endoscópicos deverão ser utilizados em casos especiais, quando os exames de fezes

e cultura não forem conclusivos. Os exames utilizados são retossigmoidoscopia, colonoscopia e endoscopia digestiva alta com aspirado de duodeno e biópsia. Na Figura 1, apresentamos um algoritmo para orientar na conduta diante de um paciente com diarréia aguda.

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Tratamento Os pacientes com diarréia aguda que necessitam ou procuram atendimento médico devem ser orientados para a reposição de água e eletrólitos além da alteração da dieta, mesmo porque a maioria dos pacientes com diarréia aguda só necessita desta conduta. Se o paciente não estiver desidratado, qualquer solução hidratante poderá ser utilizada, mas os pacientes com desidratação por diarréia secretora (por exemplo, cólera), pacientes idosos e imunodeprimidos devem receber uma terapia a base de solução contendo sódio entre 45 e 75 mEq/l. A formulação ideal de solução oral deve incluir: sódio 60-90 mEq/l, potássio 20mEq/l, cloreto 80mEq/l, citrato 30mEq/l e glicose 20g/l. A versão caseira desta formulação de solução para reidratação oral nos casos de diarréia mais grave corresponde à preparação de dois frascos separados que serão consumidos alternadamente. O primeiro contendo 230ml de suco de laranja ou outro suco de fruta (suprimento de potássio), ½ colher de chá de mel de abelha ou xarope de milho (Karo) e uma pitada de sal; o segundo frasco contendo 230ml de água fervida e resfriada mais 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio. Durante os episódios de diarréia aguda, a dieta deve ser estabelecida em duas etapas. A primeira, onde as fezes ainda apresentam-se líquidas, é constituída de dieta baseada em legumes cozidos, amidos/cereais com algum sal, bananas e sopas. Na segunda etapa, quando as fezes já estão mais formadas, pode haver um retorno à dieta normal, se não houver intolerância. Devemos ter em mente que o aporte calórico é importante, inclusive na reparação do enterócito. Quanto ao uso de leite e derivados, existe muita controvérsia se

haveria ou não intolerância ao leite durante os episódios de diarréia aguda. A nossa experiência demonstra que, em nosso meio, a intolerância clínica à lactose é alta, razão por que preferimos excluir o seu uso na dieta. Com relação ao tratamento sintomático da diarréia aguda, os medicamentos estão relacionados na tabela 3. A maioria deles não deve ser usada quando ocorrer disenteria (leucócitos e sangue nas fezes), pois pode alterar a motilidade e, com isso, provocar maior proliferação dos agentes bacterianos (por exemplo, Shigella). O uso de antimicrobianos está indicado nos seguintes casos: (1) pacientes com temperatura > 38.5º C e/ou com leucócitos e sangue nas fezes; (2) pacientes imunodeprimidos por outra doença (por exemplo, HIV); (3) pacientes em uso de imunossupressores; (4) pacientes com aneurisma da aorta, prótese de válvula cardíaca, enxerto vascular, prótese ortopédica; (5) pacientes com insuficiênica renal e transplantado renal; (6) pacientes com tumores. Na tabela 4, apresentamos os diversos medicamentos utilizados. TABELA 3 - TRATAMENTO SINTOMÁTICO DA DIARRÉIA AGUDA Agente Farmacológico Indicação diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, efeitos opiáceos centrais mínimos, droga recomendada para o tratamento sintomático preenchidos os critérios citados acima. diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, tem efeitos opiáceos com perigo de "overdose"; devido a isso é associado com atropina que pode causar efeitos secundários sem ação sobre a diarréia. Dose e Administração

Loperamida (Imosec)

4mg , depois 2mg após cada evacuação sem forma, não excedendo 16 mg/dia < 2 dias

Difenoxilato com atropina (Lomotil)

4mg, 4x/dia, por < 2 dias

Tintura de ópio (Elixir Paregórico)

diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, útil na diarréia associadada ao HIV-positivo quando loperamida não for segura. qualquer forma de diarréia aguda, principalmente as de etiologia viral; não pode ser administrado com antimicrobianos; não deve ser utilizado em pacientes HIV-positivos com diarréia. Indicado para pacientes que apresentam vômitos secundários à gastroenterite viral.

0,5-1ml, a cada 4-6h por < 2 dias

Salicilato de bismuto (Pepto-Bismol)

30ml ou 2 comprimidos a cada 30minutos (máximo de oito doses), podendo ser repetido no segundo dia

Octreotide

qiarréia associada à AIDS que não responde 100-500µg subcutâneo, a nenhuma terapêutica e 3x/dia em casos graves de diarréia secretora. indicado em todos os casos leves e moderados de diarréia secretora; 100mg, via oral, 3x/dia mesma eficácia da por 3 dias loperamida sem ação sobre a motilidade intestinal.

Racecadotril (Tiorfan)

TABELA 4 - TERAPÊUTICA ANTIMICROBIANA PARA DIARRÉIA INFECCIOSA 1a Conduta Bactérias
Shigella sp dias
2Ciprofloxacina,

2a Conduta
500mg, 2x/dia, 5 400mg/dia, 5-7 dias ou Ácido Nalidíxico, 1g, 4x/dia, 5-7 dias
1Cefalosporina,

Salmonella sp

14 dias

2Ciprofloxacina,

500mg, 2x/dia, 10-

EIEC EHEC C. jejuni

Como Shigella sp Como Shigella sp Eritromicina, 250-500mg, 4x/dia, 7 dias
2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 5-7 dias

Y. enterocolytica Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 7-10 dias 2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 710 dias SMZ+TMP, (800+160 mg), 2x/dia, 7-10 dias C. difficile Giardia lamblia Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7-10 dias Vancomicina, 125mg, 4x/dia, 7-10 dias

Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7 Metronidazol, 500mg, 3x/dia, 5 dias dias 3Paramomicina, 25-30mg, 3x/dia, 7 Formas resistentes ao Metronidazol: Furazolidona, 100mg, 4x/dia, 7-10 dias dias Tinidazol, 2g, dose única (para Albendazol, 400mg/dia, 5 dias formas resistentes e nãoresistentes ao Metronidazol) Tetraciclina 500mg, 4x/dia, 3 dias Doxiciclina 300mg, dose única SMZ+TMP (400+80 mg), 2x/dia, 3 dias Norfloxacina, 400mg, 2x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 1000mg, dose única Doxiciclina 100mg, 3x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 3 dias

V. colerae

Protozoários
E. histolytica Balantidium coli Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 5 dias dia, 10 dias
3Paramomicina,

25-35mg/Kg, 3x/

3Fuorato Diloxanide, 500mg, 3x/ Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 10 dias dia, 10 dias Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 10 dias 3Paramomicina, 25-35mg/Kg, 3x/ dia, 10 dias

= e outras cefalosporinas de terceira geração; = e outras fluorquinolonas como ofloxacina, norfloxacina e 3cinonaxina; 3 = não disponíveis no mercado interno; EIEC = E. coli enteroinvasiva; EHEC = E. coli enterohemorrágica; SMZ+TMP= Sulfametoxazol + Trimetoprima.
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Encaminhamento Pacientes com diarréia aguda devem ser tratados e acompanhados por médico clínico geral. O encaminhamento se justifica nos casos de desidratação grave que necessita de internação.

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Bibliografia Park SI, Gianella RA. Approach to the adult patient with acute diarrhea. Gastroenterol Clin N Am 1993; 22 (3): 483-516. DuPont HL. Guidelines on acute infectious diarrhea in adults. Am J Gastroenterol 1997; 92 (11): 1962-1975. Aranda-Michel J, Gianella RA. Acute diarrhea: a practical review. Am J Med 1999; 106: 670676. Banerjee S, Lamont JT. Treatment of gastrointestinal infections. Gastroenterology 2000; 118: S48-S67. Salazar-Lindo, E.; Santisteban-Ponce, J.; Chea-Woo, E.; Gutierrez, M. Racecadotril in the treatment of acute watery diarrhea in children. The New England Journal of Medicine 2000; 343 (7): 463

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Diagnóstico Os exames complementares para elucidação da causa da obstipação intestinal devem ser solicitados de acordo com o direcionamento da história clínica. O exame físico inclui avaliação da região anal (por exemplo, presença de fissuras, fístulas e retocele) e toque retal (por exemplo, tumores retais e de colo uterino). Exames endoscópicos (retossigmoidoscopia e colonoscopia) e radiológicos (enema opaco) são úteis para se afastar doença inflamatória intestinal ou câncer. A defecografia tradicional por radioscopia (mais recentemente, a vídeo-defecografia) permite o estudo da dinâmica da evacuação, do comportamento da musculatura pélvica e o diagnóstico do prolapso retal e da reação paradoxal esfincteriana. A determinação do tempo de trânsito colônico (por cintilografia ou com marcador radiopaco) é valiosa no diagnóstico da inércia colônica. A manometria ano-retal é especialmente útil na suspeita de Hirschsprung. Finalmente, a eletromiografia do cólon ou do esfíncter anal avalia a integridade neuromuscular intestinal.

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Tratamento Nos casos orgânicos, o tratamento será individualizado de acordo com o diagnóstico. Nos casos funcionais incluímos: medidas gerais: a escolha de um horário para evacuar, preferencialmente após uma refeição, para se aproveitar a ação do reflexo gastrocólico, favorece a reeducação do reflexo da evacuação. Ingestão adequada de líquidos e de fibras por vezes são suficientes para coibir a obstipação. A adoção de um novo estilo de vida, evitando-se o sedentarismo e a obesidade, é crucial na abordagem da terapêutica da obstipação. agentes formadores de massa: aumentam o bolo fecal, facilitando seu percurso pelo intestino. São incluídos: psyllium, sementes de plantago, ágar, farelo de trigo e metilcelulose. São os mais indicados para tratamento em longo prazo por agirem de forma fisiológica. Em idosos, em que há muita hipotonicidade intestinal, seu uso excessivo pode provocar fecaloma. Emolientes ou surfactantes: facilitam a mistura de água e gordura na massa fecal, amolecendo-a. Também estimulam a secreção colônica de água, sódio e cloro. O principal representante deste grupo é o docusato de sódio, cálcio ou potássio. O docusato tem a propriedade de aumentar a absorção de medicamentos usados concomitantemente, através da interferência na permeabilidade intestinal. laxativos osmóticos: atraem água para a luz intestinal por serem osmoticamente ativos.

Devem ser administrados com cautela, especialmente em idosos, pelo risco de desequilíbrio hidroeletrolítico. Incluímos sais de magnésio (por exemplo, hidróxido de magnésio), de sódio, lactulose e glicerina. Os sais de magnésio e os de sódio devem ser evitados em pacientes com insuficiência renal e cardiopatia, respectivamente. A lactulose é metabolizada por bactérias no cólon, com geração de ácidos graxos de cadeia curta, que têm ação laxativa, e de gases, que podem aumentar o meteorismo e produzir cólicas abdominais. Lubrificantes: são laxativos que facilitam a movimentação do bolo fecal por lubrificarem a parede intestinal e diminuírem a absorção de água. O exemplo típico deste tipo de laxativo é o óleo mineral. Não é uma boa opção em longo prazo por produzir irritação do canal anal e inibir a absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Também, se aspirado, pode provocar a chamada "pneumonia lipóide ou lipídica", razão pela qual deve ser usado com cautela em idosos e está contra-indicado em pacientes com distúrbios motores do esôfago que favoreçam a aspiração. agentes estimulantes e irritantes: dois grupos químicos são incluídos: os derivados difenilmetânicos e os antraquinônicos. Ambos inibem a absorção de água e eletrólitos. Dentre os derivados difenilmetânicos estão a fenolftaleína, o bisacodil e o picossulfato sódico. A fenolftaleína pode provocar uma série de efeitos indesejáveis, como hipocalemia, hiperaldosteronismo, enteropatia perdedora de proteína, osteomalácia, reações alérgicas e "lupus-like", Síndrome de Stevens-Johnson e lesões hepáticas. Seu uso contínuo, portanto, está contra-indicado. O bisacodil estimula o plexo nervoso da mucosa do cólon causando contrações. Dentre os derivados antraquinônicos temos a cáscara sagrada e a sene. Após ingestão, sofrem ação bacteriana no cólon e, após absorção, retornam ao intestino, pela bile sob a forma do seu metabólito ativo (hidroxiantraquinona), que age estimulando as terminações nervosas do plexo de Auerbach. Seu uso indiscriminado e prolongado leva ao aparecimento da melanose colônica e, ao diminuir a motilidade por lesão nervosa, acaba por provocar o chamado "cólon catártico". pró-cinéticos: são medicamentos que aumentam a atividade da musculatura lisa intestinal. A cisaprida, principal representante deste grupo, tem tido seu uso limitado em virtude de relatos de efeitos cardiocirculatórios graves. Assim, ausência de cardiopatia e um eletrocardiograma normal (sem prolongamento do segmento QT) são hoje pré-requisitos para introdução da droga. Outros agonistas da 5-hidroxitriptamina, que não a cisaprida, tais como o prucalopride e o tegaserode em breve estarão no mercado. Na Tabela 1, listamos as drogas laxativas mencionadas no texto e seus respectivos nomes comerciais. Tabela 1. Principais medicamentos laxativos e seus respectivos nomes comerciais Medicamento 1. Psyllium 2. Semente de Plantago Nome comercial Metamucil, Mucilium Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.)

3. Ágar-ágar 4. Docusato sódico 6. Lactulose 7. Glicerina 8. Óleo mineral 9. Fenolftaleína 10. Bisacodil 11. Picossulfato sódico 12. Cáscara-sagrada 13. Sena

Agar-agar Humectol-D (assoc.) Lactulona, Farlac Glicerina (supositório/enema) Óleo Mineral, Purol, Agarol (assoc.) "Homeopatia 46", Agarol (assoc.), Lactopurga (assoc.), Purgoleite (assoc.) Dulcolax, Humectol D (assoc.) Guttalax Cáscara sagrada, Ventre Livre (assoc.), Purgoleite (assoc.) Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.), Florlax (assoc.), Tamarine (assoc.), Tamaril (assoc.), Tamarix (assoc.), Frutalax (assoc.), Laxarine (assoc.), Laxtam (assoc.), Novolax (assoc.)

5. Hidróxido de magnésio Leite de Magnésia

Assoc. = outros agentes laxativos associados.

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Encaminhamento A grande maioria dos pacientes que apresentam obstipação intestinal devem ser acompanhada em unidades básicas de saúde. Somente quando houver suspeita de câncer, doença inflamatória ou afecção ano-retal é que o paciente deve ser encaminhado a serviço de gastroenterologia.

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Bibliografia Thompson, W.G.; Longstreth, G.F.; Drossman, D.A.; Heaton, K.W.; Irvine, E.J.; MüllerLissner, S.A. - Functional bowel disorders and functional abdominal pain. Gut, 45 (Suppl. II): 43-7, 1999. Freitas, J.A. & Mincis, M. - Constipação intestinal. In: Mincis, M. Gastroenterologia & Hepatologia, São Paulo, Lemos, 1997. pp 397-406. Laudanna, A.A. - Constipação ou obstipação. In: Laudanna, A.A. Gastroenterologia Clínica, São Paulo, Santos, 1990. pp 469-75. Wald, A. - Approach to the patient with constipation. In: Yamada, T. Textbook of Gastroenterology, 3rd edition, Philadelphia, LWW Publishers, 1999. pp 910-26. Lennard-Jones, J.E. - Constipation. In: Sleisenger, M.H. et al. Sleisenger & Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease, 6th edition, Philadelphia, W.B. Saunders Co., 1998. pp 174-97.

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Diagnóstico Sempre lembrar que as síndromes ansiosas podem estar relacionadas a outros transtornos médicos e uso de substâncias. Daí a necessidade de boa anamnese, exame físico e de se lembrar de disfunções cardiológicas, pulmonares, endócrinas e neurológicas. Abuso e dependência de álcool são grandes geradores de ansiedade patológica.

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Tratamento O tratamento dos sintomas agudos da síndrome do pânico, da ansiedade generalizada e do estado misto ansioso e depressivo deve ser feito com antidepressivos tricíclicos ou inibidores da recaptação de serotonina e psicoterapias comportamental-cognitiva ou interpessoal. A abordagem psicoeducacional é importante, para um bom vínculo terapêutico, tranquilizar o paciente e facilitar o encaminhamento ao especialista quando necessário. Orientações iniciais: educação sobre as síndromes ansiosas, a reação de luta e fuga, visando o entendimento de que os sintomas são desconfortáveis mas não trarão as conseqüências catastróficas que a pessoa imagina. Ensinar técnica de relaxamento ou meditação e, principalmente, a prática de respiração diafragmática. No caso de sintomas e sinais de alcalose respiratória por hiperventilação, ensinar a respirar o próprio ar num saco de supermercado. Tratamento farmacológico (consultar tabelas 1 a 3): iniciar com clomipramina 10 mg ou imipramina 25 mg e aumentar a dose a cada 5-7 dias, até obter remissão dos ataques de pânico. Benzodiazepínicos podem ser temporariamente associados no caso de "piora inicial" ou para alívio mais imediato dos sintomas. Sertralina (25 a 200 mg), fluoxetina (10 a 80 mg) também podem ser utilizados. O tratamento das fobias é feito por meio de técnicas de exposição. Através delas ocorre diminuição dos sintomas ansiosos e habituação à situação fóbica. Tabela 1. Alguns dos principais medicamentos utilizados para tratar os transtornos

ansiosos Medicamento Dose imipramina 25 a 300 mg Efeitos Colaterais e Contra-indicações obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, sedação, convulsão, sudorese. bloqueio átrio-ventricular, bloqueio de ramo direito obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, ansiedade inicial, retardo da ejaculação, convulsão, sudorese.bloqueio átrioventricular, bloqueio de ramo direito náusea, ansiedade inicial, cefaléia, diminuição da libido, insônia, tremor, sedação, fadiga, sintomas extrapiramidais, ganho de peso insônia, sonolência, tremor, tontura sonolência, tontura, insônia, tremor, diminuição da libido, ansiedade, parestesias, ganho de peso insônia, sonolência, sudorese, cefaléia, agitação agitação, sonolência, anorexia, tremor, hipocinesia, tontura

clomipramina

25 a 250 mg

fluoxetina sertralina paroxetina citalopram fluvoxamina

10 a 80 mg 25 a 200 mg 10 a 80 mg 10 a 60 mg 50 a 300 mg

Tabela 2. principais interações medicamentosas com tricíclicos (imipramina e clomipramina) medicamentos que aumentam o nível sérico dos tricíclicos: cimetidina, disulfiram, haloperidol, metilfenidato, fenotiazinas, propafenona, fluoxetina medicamentos que diminuem o nível sérico dos tricíclicos barbitúricos, etanol, contraceptivos orais, fenitoína potencializam efeito hipotensivo bloqueadores alfa-adrenérgicos podem aumentar pressão arterial simpatomiméticos por via parenteral

Tabela 3. Principais interações medicamentosas com os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (fluoxetina, sertralina, paroxetina, fluvoxamina, citalopram) ISRS fluoxetina efeitos farmacocinéticos em alguns medicamentos selecionados pode aumentar o nível sérico de: alprazolam, carbamazepina, clozapina, flufenazina, pimozide, tricíclicos, astemisole, cisaprida, terfenadina Tricíclicos astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam diazepam, tolbutamida, desmetildiazepam, astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam

fluvoxamina propranolol, teofilina, tricíclicos paroxetina citalopram sertralina

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Devem ser encaminhados para o especialista pacientes com síndrome do pânico e ansiedade generalizada que não responderam a um medicamento eficaz e pacientes com fobias que não responderam à exposição.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Pacientes com fobia social. Copyright © 2001 IDS . abuso de substâncias ou grande comprometimento do desempenho também devem ser tratados pelo especialista. transtorno obsessivo-compulsivo ou outros quadros que apresentem também depressão.

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Ansiedade e Transtornos de Ansiedade.. Lemos Editorial.G. Condutas em Psiquiatria.A. Artes Médicas.A. 1999. Graeff F. e col. & Moreno. São Paulo. Copyright © 2001 IDS . Terapia cognitivo-comportamental para transtornos psiquiátricos. 1997.M. Lotufo-Neto F. Editora Científica Nacional. 1997. A. Pânico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás. São Paulo. Hetem L. R. Bernik M. Porto Alegre.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Gentil V. Ito L. Rio de Janeiro. 1998.B. T. Fobias e Obsessões.A. EDUSP.

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Sintoma Humor Energia. incompreensível. às vezes. como delírios (falsas crenças de ser alguém muito importante. O pensamento se torna acelerado e o discurso fica. ter visões). de ter poderes especiais) e alucinações (ouvir vozes. Podem ser parte do transtorno bipolar (antiga psicose maníaco-depressiva). aumentado. aumento da auto-estima e da autoconfiança. há diminuição da necessidade de sono. atividades Prazer Depressão Depressivo ou irritável Reduzidos Diminuído Mania ou euforia Expansivo ou irritável Aumentados Maior envolvimento com atividades prazerosas . os gastos excessivos e o envolvimento com dívidas. pelo aumento da energia e da atividade psicomotora. Sintomas psicóticos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Episódios depressivos podem acontecer em diversos contextos. a chamada "depressão bipolar". quando se alternam com episódios de euforia (ou mania) e hipomania (uma forma mais breve e branda de mania). O interesse sexual está. Os episódios de mania são caracterizados pelo humor expansivo ou irritável. o aparecimento de novos interesses. em geral. são freqüentes. São freqüentes os planos grandiosos.

A alteração do humor tem uma longa duração. a esclerose múltipla podem também levar à depressão. O curso pode ser intermitente. a anemia perniciosa. concentração diminuída Acelerado Idéias grandiosas. mas predominam as queixas de cansaço. paratiróide. Alguns indivíduos apresentam episódios depressivos sempre na mesma época do ano (por exemplo. corticosteróides. que. a distimia. de estar falido ou de estar morto). não interferem com o funcionamento estável do indivíduo. descrença Reduzidas Reduzido ou aumentado Reduzido ou aumentado Diminuída Atenção voluntária diminuída e espontânea aumentada. carbidopa. de inutilidade. cimetidina e indometacina está associado à depressão. do diabetes. Por exemplo. principalmente. alfa-metildopa. superior a dois anos. de culpa. na chamada "depressão sazonal". propanolol. clonidina. hipófise e adrenal e. idéias suicidas Pessimismo. no outono/inverno). planos questionáveis. de alterações hormonais como as decorrentes do funcionamento deficiente ou excessivo da tireóide. como as encefalites. levodopa. amantadina.Atenção. autoconfiança Apetite Sono Libido Os episódios depressivos podem também acontecer no período pós-parto ("depressão puerperal"). A distimia se caracteriza pela menor intensidade dos sintomas. o uso de medicamentos como reserpina. concentração Pensamento Diminuídas Lentificado Idéias de ruína financeira ou física. . "a vida não vale a pena". Da mesma forma que ouso de substâncias como álcool (uso ou interrupção). A depressão pode também acontecer no contexto de uma doença física ou ser causada por medicamentos. depressão e insatisfação na maior parte do tempo. Há também uma forma mais leve e crônica de depressão. estão presentes alucinações e/ou delírios (crenças falsas de ter uma doença incurável. Outras doenças. anfetaminas (uso ou interrupção) e cocaína (interrupção). delírios de grandeza otimismo exagerado Aumentadas Reduzido ou aumentado Diminuição da necessidade de sono Aumentada Conteúdo do pensamento Visão de futuro Auto-estima. em geral. de poderes especiais. o Parkinson. Na "depressão psicótica".

Este é um aspecto importante da evolução e do prognóstico da depressão. maior será a chance de recorrências. só é atingida quando o indivíduo deixa de apresentar sintomas depressivos e não quando a intensidade destes diminui com o tratamento. A remissão. Os indivíduos bipolares podem apresentar vários episódios depressivos. antes de um episódio maníaco. confundida com a remissão. pois a melhora dos sintomas depressivos é.Cerca de 50% a 60% dos indivíduos que apresentam um primeiro episódio depressivo sofrem recorrências no futuro. Deprimidos com familiares bipolares apresentam maior risco para o transtorno bipolar do que aqueles sem história familiar. Quanto maior o número de episódios depressivos prévios.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém. deve-se sempre interrogar a existência de um episódio maníaco ou hipomaníaco no passado. A permanência de sintomas depressivos. Diante de um indivíduo com depressão. O transtorno bipolar é altamente recorrente (80% a 90% dos casos). A chance de recorrências a partir do terceiro episódio aumenta para 70% a 80%. Copyright © 2001 IDS . apesar do tratamento ("resíduo depressivo") está também associada ao maior risco de recorrências. muitas vezes.

80 mg/dia 450 .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da depressão pode ser dividido em três fases: a fase aguda.600 mg/dia Antidepressivos inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs) . outros medicamentos associados (indutores de sono no caso de insônias graves. por exemplo). São utilizados os diferentes compostos antidepressivos e.300 mg/dia 150 . a fase de continuação e a fase de manutenção. antipsicóticos no caso da depressão psicótica.300 mg/dia 150 .300 mg/dia 50 -150 mg/dia 40 . Os antidepressivos disponíveis no mercado brasileiro se dividem em quatro classes: Classe Antidepressivos tricíclicos (ADTs) Substância imipramina clomipramina amitriptilina nortriptilina tranilcipromina moclobemida Faixa terapêutica 150 . quando necessário.

300 mg/dia 12. pacientes com primeiro episódio após 50 anos de idade ou pacientes que recaem ainda durante a fase de continuação.2 mEq/l 50 a 150 mcg/ml . Pacientes bipolares devem ser sempre tratados com estabilizadores do humor (lítio. carbamazepina) para prevenir recorrências. com tentativas de suicídio). Estabilizadores do humor lítio ácido valpróico Doses iniciais 600 mg/dia 500 mg/dia Níveis plasmáticos 0. tranilcipromina. ácido valpróico. Sugerese iniciar com as doses mínimas descritas.300 mg/dia 200 . independentemente da necessidade de antidepressivos (episódio depressivo bipolar) ou de antipsicóticos (episódio maníaco ou hipomaníaco).10 mg/dia 150 . sertralina e venlafaxina). bem como as principais interações medicamentosas de apenas um composto de cada classe dos antidepressivos (por exemplo. A fase de continuação corresponde ao período seguinte à melhora e tem o objetivo de evitar recaídas.600 mg/dia Para o manejo dos episódios depressivos. observam-se recaídas em 50% dos casos. farmacodinâmicas. aumentando gradativamente até a obtenção do efeito terapêutico.8 a 1.45 mg/dia 8 . é importante conhecer mais profundamente as características farmacocinéticas.225 mg/dia 15 . com a troca por um antidepressivo de outra classe. É sempre importante observar se o paciente apresenta ciclagem para a mania ou hipomania durante o tratamento com antidepressivos. os efeitos adversos mais comuns.Antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) fluoxetina paroxetina sertralina fluvoxamina citalopram venlafaxina mirtazapina reboxetina bupropiona tianeptina trazodona nefazodona 20 20 50 50 20 - 60 mg/dia 60 mg/dia 200 mg/dia 300 mg/dia 60 mg/dia Novos antidepressivos 75 . Preconiza-se manter a dose do antidepressivo que levou à remissão dos sintomas por um período de 4 a 6 meses. O tratamento de manutenção por um período ilimitado deve ser considerado para pacientes que apresentaram mais de 3 episódios (ou um a dois episódios graves. imipramina. O tratamento da fase aguda tem como objetivo a remissão do episódio depressivo.5 .50 mg/dia 150 . Sugere-se avaliar a presença de condições clínicas associadas e a ingestão correta da medicação. Caso não se obtenha a melhora em 6 a 8 semanas com as doses máximas sugeridas. Quando a medicação é retirada precocemente. o tratamento deve ser revisto. A fase de manutenção visa evitar o aparecimento de novos episódios depressivos (recorrências).

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .carbamazepina 200 mg/dia 8 a 12 mcg/ml Copyright © 2001 IDS .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . É passível de tratamento com antidepressivos de diferentes classes farmacológicas e o tratamento a médio prazo visa a remissão dos sintomas e a prevenção de recaídas e recorrências. nestes casos. Cerca de 30% dos episódios depressivos. o paciente deve ser encaminhado para um especialista. porém. Copyright © 2001 IDS . não respondem satisfatoriamente aos tratamentos iniciais e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A depressão é um problema médico de elevada prevalência na população geral. Acarreta diversas conseqüências aos indivíduos acometidos.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás. Lemos Editorial.C. Moreno DH. Miguel. R. edição. O.SI 40.. 1999. E. Copyright © 2001 IDS . 2000.A.P.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . São Paulo. Depressão no Ciclo da Vida. Rev Bras Psiq. B. 3a. 1999. Lafer.A. Almeida... 21 (supl) : SI24 . Psicofarmacologia de Antidepressivos. R. Fráguas Jr.. Condutas em Psiquiatria. T. Artmed Editora. Soares MBM. Moreno. Moreno RA. Porto Alegre.

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capazes de detectar anticorpos específicos voltados a diferentes proteínas virais. são de alta sensibilidade e especificidade (superiores a 99%) e já se apresentam positivos cerca de 3 a 5 semanas após a infecção aguda. observa-se que o valor preditivo positivo do teste tende a ser mais baixo. atualmente disponíveis. adota-se um algoritmo diagnóstico que inclui inicialmente a realização de um teste sorológico de triagem.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da infecção pelo HIV baseia-se na detecção de anticorpos específicos. por meio dos testes sorológicos. podemos afirmar seguramente que se trata de infecção atual pelo HIV. deve-se considerar a situação na qual o teste sorológico é efetuado. muito freqüentemente tem seu resultado confirmado pelo método de Western blot. quando o ensaio imunoenzimático é aplicado em situações de rastreamento. quando a reação de Western blot resulta positiva. na triagem sorológica compulsória para seleção de candidatos a doador de sangue. As amostras reagentes a esse teste devem necessariamente ser submetidas a teste sorológico confirmatório. Em pacientes adultos. há elevada freqüência de resultados falso-positivos. o teste sorológico de triagem habitualmente apresenta alto valor preditivo positivo. Cabe ressaltar que os testes sorológicos de última geração. Ao contrário. Percebe-se assim . para correta elucidação diagnóstica. ou seja. ou ainda durante o acompanhamento pré-natal. como. Os testes confirmatórios mais freqüentemente empregados são as reações de Western blot. habitualmente um ensaio imunoenzimático (ELISA). ou seja. No entanto. para correta interpretação dos resultados. por exemplo. Para tal. Quando o teste de ELISA anti-HIV é solicitado para um paciente com manifestações clínicas sugestivas de infecção por esse agente viral e a história epidemiológica é compatível com a de exposição a retrovírus.

É ainda importante citar que para que um resultado de Western blot possa ser considerado positivo. ser submetido a diferentes exames laboratoriais para investigação diagnóstica complementar de doenças oportunistas. Cabe ainda ao profissional de saúde garantir o apoio necessário ao paciente. de acordo com as manifestações clínicas existentes. a confirmação diagnóstica exige o acompanhamento sorológico evolutivo da criança. Nessas situações. até que o resultado do teste venha a ser conhecido. gp41 e gp120/160.que o médico de família deve estar atento para as condições de realização de um teste sorológico anti-HIV. Tais testes são ainda importantes para orientação quanto à necessidade de introdução de esquemas terapêuticos específicos. dado que os testes sorológicos ainda podem resultar negativos. na ausência de outra justificativa para tal. Além disso. baseados em associações de drogas anti-retrovirais. através dos métodos de amplificação molecular (PCR ou NASBA). é importante ressaltar que. passivamente transferidos através da placenta. o encontro de anticorpos anti-HIV no recém-nascido não necessariamente significa que houve infecção da criança. deve levantar a suspeita de infecção pelo HIV. Com esse propósito são recomendados os testes para determinação quantitativa da carga viral plasmática (PCR ou NASBA) e a pesquisa do número de linfócitos CD4+ no sangue periférico. Ao lado dos exames laboratoriais relacionados ao diagnóstico da infecção pelo HIV e a sua avaliação prognóstica. que permitam avaliar o grau de comprometimento imunológico já ocorrido e estabelecer o prognóstico em relação ao risco de desenvolvimento da AIDS. Espera-se observar a negativação dos testes sorológicos em duas amostras colhidas entre o 6o e o 18o mês de vida. deve-se enfatizar que a solicitação do exame deve sempre ser precedida de esclarecimentos detalhados sobre o significado de um eventual resultado positivo ou negativo. em caso de suspeita de transmissão materno-infantil. citadas a seguir: p24. em adultos ou crianças. Após a confirmação diagnóstica de infecção por HIV. o diagnóstico dependerá da identificação do RNA viral no sangue periférico. ou ainda pode-se pesquisar a presença de ácido nucléico viral no sangue da criança. Vale a pena destacar que a linfopenia absoluta (<1000 linfócitos periféricos/mm3) ao hemograma. Copyright © 2001 IDS . o paciente infectado poderá ainda. Quanto maior a carga viral plasmática e menor o número de células CD4+.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . há necessidade de que tenham sido detectados anticorpos específicos voltados pelo menos a duas das três proteínas virais. à medida do necessário. No caso da infecção aguda. Tendo em vista as profundas implicações que cercam um resultado de sorologia para HIV. caso os testes diagnósticos por métodos de biologia molecular sejam disponíveis. uma vez que a sorologia positiva pode ser devida apenas à presença de anticorpos maternos. deve-se proceder à determinação de parâmetros laboratoriais evolutivos. bem como no acompanhamento evolutivo dos pacientes submetidos ao tratamento antiviral. maior será o risco de evolução para AIDS. se desejar oferecer a seus pacientes um aconselhamento preciso.

A monitoração da resposta terapêutica depende não apenas do acompanhamento clínico dos pacientes. Atualmente encontram-se disponíveis medicamentos com atividade inibitória sobre a enzima transcriptase reversa viral (zidovudina ou AZT. bem como de seu potencial de interação com outros medicamentos. nevirapina. Por outro lado. abacavir. observando-se com seu emprego sensível redução no risco de transmissão do vírus para o recém-nascido. delavirdina. para impedir que subdosagens dos medicamentos possam induzir o desenvolvimento de resistência medicamentosa por parte do vírus. nelfinavir e amprenavir). cadastrados no Programa Nacional de Anti-retrovirais do Ministério da Saúde e acompanhados nas unidades especializadas de assistência a pacientes com HIV/AIDS. Sabe-se também que a aderência dos pacientes deve ser rigorosamente avaliada. As drogas anti-HIV são distribuídas gratuitamente aos pacientes infectados. A prescrição das drogas anti-retrovirais pressupõe conhecimentos detalhados acerca da farmacodinâmica e toxicidade desses fármacos. indinavir. Nesse sentido. efavirenz) e drogas inibidoras da enzima protease viral (saquinavir. lamivudina ou 3TC. Ao lado disso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento específico da infecção pelo HIV é realizado. didanosina ou ddI. distribuídas por todo o território nacional. estavudina ou d4T. recomenda-se a infusão endovenosa de zidovudina no . zalcitabina ou ddC. como também da pesquisa periódica dos marcadores laboratoriais evolutivos (carga viral e número de células CD4+). empregando-se associações de duas ou três drogas que atuam em diferentes pontos do ciclo replicativo viral. ritonavir. as drogas anti-retrovirais são também importantes na profilaxia da transmissão materno-infantil do HIV. deve-se prescrever às gestantes soropositivas zidovudina oral a partir da 14ª semana de gestação.

Copyright © 2001 IDS . Ao lado da terapêutica anti-retroviral. o paciente com AIDS poderá ainda receber outras drogas para tratamento e/ou profilaxia de infecções oportunistas.momento do parto e ainda a prescrição de solução oral desse medicamento ao recémnascido até a 6a semana de vida.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . quando necessário.

esse profissional de saúde deve procurar atuar. orientando seus pacientes sobre a importância da aderência às práticas de sexo seguro e às medidas de redução de danos. Por estar em contato próximo com o núcleo familiar e sempre atento à sua dinâmica. Papel do médico de família e indicações de encaminhamento O médico de família pode exercer um papel destacado na prevenção e no diagnóstico da infecção pelo HIV. O diagnóstico precoce e o tratamento específico. Mais ainda. Nessas situações deverá intervir profilaticamente. o médico de família deverá orientar o paciente a procurar um centro de atendimento especializado. reduzindo o risco de progressão para AIDS e sua conseqüente morbimortalidade. quando indicado. onde possa ter acesso aos medicamentos anti-retrovirais fornecidos pelo Ministério da Saúde e prosseguir ao acompanhamento clínico ambulatorial. poderão alterar sobremaneira o curso natural da infecção. Em caso de confirmação diagnóstica. . no caso de usuários de drogas injetáveis.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento 1. identificando situações de vulnerabilidade à infecção. na presença de evidências de exposição a retrovírus ou mesmo de sinais e sintomas clínicos compatíveis com disfunção imunitária em adultos ou crianças. deve o profissional esclarecer o paciente da necessidade de realizar o teste sorológico para esclarecimento diagnóstico.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

Lima ALM. Atheneu.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . São Paulo.gov. Focaccia R. Oliveira MS.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Veronesi R. Site do Programa de AIDS do Ministério da Saúde: www. 1996. Retroviroses humanas: HIV/AIDS. Uip D.br Copyright © 2001 IDS . Atheneu. ed. Leite OM.aids. 2000. Lomar AV. ed. Kiffer CR. HIV/AIDS: Perguntas e respostas. São Paulo.

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quando do dengue clássico. O diagnóstico definitivo depende do isolamento do vírus. o hemograma pode apresentarse com neutropenia e linfocitose (encontro de linfócitos atípicos). Para o teste de hemaglutinação. sendo mais prático. Febre Amarela Os exames inespecíficos são importantes para monitorizar a evolução da doença na identificação de órgãos e sistemas envolvidos e na formulação de estratégias terapêuticas. Os testes mais utilizados são aqueles relacionados à função hepática e renal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Dengue Entre os exames inespecíficos. detecção de antígenos virais ou RNA (ácido ribonucléico) em soro ou tecido (difícil realização). distúrbios metabólicos e defeitos de coagulação. enquanto o teste MAC-ELISA determina a presença de anticorpos de fase aguda (imunoglobina M). como: testes de função hepática: aminotransferases . é necessária a coleta de duas amostras de soro com intervalo de duas semanas. ou ainda pela detecção de anticorpos específicos no soro do paciente (inibição da hemaglutinação e ELISA). O dengue hemorrágico caracteriza-se por levar a hemoconcentração e plaquetopenia (vasculite com extravasamento de plasma) entre o terceiro e oitavo dias de doença. as enzimas hepáticas estão discretamente elevadas.

níveis de uréia sangüínea e fração de excreção de sódio. níveis de bilirrubinas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . testes de coagulação. glicemia. testes de função renal: albuminúria. Entre os exames específicos estão a detecção de antígeno viral (de difícil realização). equilíbrio ácidobásico e eletrolítico: pH.e o diagnóstico histopatológico. fosfatase alcalina. gasimetria arterial.séricas. creatinina sérica. eletrólitos séricos. como tempo de protrombina. produtos de degradação do fibrinogênio e plaquetas. Copyright © 2001 IDS . tempo de tromboplastina tecidual ativada. MAC ELISA é o de maior emprego) .a técnica mais empregada é de captura de anticorpos IgM por ELISA. medida de anticorpos IgM.

meio a meio. precisa de abordagem diferenciada em unidade de terapia intensiva. 1. continente africano. a hidratação deve ser por via oral. procurando manter o hematócrito em níveis normais. que pode ocorrer com a rápida interrupção do processo patogenético. monitorização hemodinâmica e cuidados com as diversas alterações decorrentes do processo patogenético. onde pode haver a necessidade de diálise. é necessário repor o sangue perdido. e adicionar bicarbonato de sódio quando houver acidose metabólica. Prevenção É importante enfatizar que há vacina eficaz contra a FA que. Devemos monitorizar a taxa de hematócrito e manternos atentos para a possibilidade de hiperhidratação. devemos iniciar hidratação parenteral com solução fisiológica e solução glicosada a 5%. Em fase inicial. A febre amarela. ou quando o hematócrito continuar subindo a despeito da hidratação oral. A vacina está indicada para todos que viajam para regiões Centro-Oeste ou Norte do Brasil. quando evolui em sua forma completa. O tratamento do dengue hemorrágico deve visar primordialmente a reposição das perdas de eletrólitos e de plasma (soro). e reabsorção do líquido do extra para o intravascular. tratamento paliativo com analgésicos (evitar salicilatos) é a única medida aconselhada. em dose única. quando o paciente apresentar vômitos. Para o dengue. Em caso de hemorragia. ou mesmo para aqueles que .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nenhuma das duas doenças tem tratamento específico. mantém imunidade por pelo menos 10 anos.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .vão para regiões onde estiverem ocorrendo epidemias da doença. A vacina deve ser aplicada pelo menos oito dias antes da viagem.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O dengue na forma hemorrágica e a febre amarela necessitam de encaminhamento urgente assim que se fizer a suspeita diagnóstica devido ao potencial risco para a vida do paciente. sangue etc. Copyright © 2001 IDS . Em ambos os casos. o paciente.). ao ser encaminhado. eletrólitos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . deve estar recebendo reposição das perdas (líquido.

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Ministério da Saúde. Clin. 11:480. Dengue and Dengue Hemorrhagic Fever. Monath TP. 1995. Ministério da Saúde. In: Guerrant. Copyright © 2001 IDS . 1999. Fundação Nacional da Saúde. Yellow fever. Dengue haemorrhagic fever: diagnosis. Brasília.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gubler DJ. Manual de Dengue: Vigilância Epidemiológica e Atenção ao Doente. Walker & Weller. Tropical Infectious Diseases. 1986. Microbiol.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Churchill Livingstone. eds. treatment and control. Geneve. Pg. 1265-1274. Reviews.1998. World Health Organization. World Health Organization.

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porém inespecíficas. Cura ou recaída e reinfecção evidenciam-se através da queda ou elevação dos títulos. pois são quantificáveis. São indispensáveis no seguimento sorológico dos doentes. títulos altos costumam dever-se à sífilis. Entretanto. Positivam-se a partir da terceira semana do aparecimento do cancro. infecções. medicamentos e transfusões).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Sífilis Pesquisa direta em campo escuro: o encontro de microrganismos espiralados. As reações específicas com anticorpos antiIgM são úteis no diagnóstico da sífilis congênita. Reações antitreponêmicas: FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption). confirma o diagnóstico de cancro duro. colagenoses. Tornam-se positivas em torno da segunda a quarta semanas do aparecimento do cancro. pallidum. porém a sensibilidade do teste não é boa o . Podem ser positivas em outras doenças (síndrome antifosfolipídica. Necessitam de confirmação através das provas específicas antitreponêmicas. lúpus eritematoso sistêmico. com características do T. hepatite crônica. Reações sorológicas inespecíficas antilipídicas: VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e RPR (Rapid Plasma Reagin) são de fácil execução. A positividade com IgM permite fazer o diagnóstico de infecção aguda no recém-nascido e não simples transferência passiva transplacentária de anticorpos maternos. TPHA (Treponema pallidum haemaglutination) e ELISA (teste imunoenzimático) são reações específicas que detectam anticorpos da classe IgG (imunoglobulina G). vacinações.

suficiente. pleiocitose e alteração das proteínas liquóricas. aos pares ou formando cadeias em esfregaço da ulceração. pode elucidar casos difíceis. Positividade para o VDRL indica neurossífilis associado ou não à elevação das proteínas e/ou celularidade liquórica. O exame citológico de esfregaços de lesão. demonstrandose células gigantes multinucleadas características do efeito citopático desse grupo de vírus. corados habitualmente pelo Leishman ou Giemsa (método de Tzanck). com crescimento do gonococo em 2 . Por vezes. história prévia de infecção pelo HSV. em esfregaços. raramente. . de pequeno número de células inflamatórias e ausência de gonococos e outros microrganismos. Candida e micoplasma crescem em culturas com meios adequados. faz-se necessária. nos núcleos dos leucócitos polimorfonucleares. Herpes Genital O diagnóstico é clínico. Líquor: na sífilis recente. podendo resultar em elevado percentual de falso-positivo ou falso-negativo. Cancro Mole Bacterioscopia: O encontro de bacilos gram-negativos. O vírus do herpes e citomegálico são considerados como agentes etiológicos em face dos exames negativos e outros comemorativos. em esfregaço da secreção purulenta corado pelo gram. A demonstração do vírus através de microscopia eletrônica e cultura. o VDRL ou o FTA-Abs tornam-se positivos. confirma o diagnóstico. pode ocorrer. e em 25% dos doentes. intra ou extracelular. Trichomonas e cândida são evidenciadas pelo exame direto. Estudos sorológicos estão indicados nos casos suspeitos de primoinfecção e em inquéritos epidemiológicos. Gonorréia O diagnóstico é confirmado pelo encontro de diplococos gram-negativos. em cerca de 40% dos doentes. Condiloma Acuminado O diagnóstico é clinico. pode ser necessário o exame histopatológico para confirmação diagnóstica. Podese confirmar o diagnóstico pela cultura em meio de Thayer-Martin. primária e secundária. como por exemplo.5 dias Uretrites Não Gonocócicas A confirmação da infecção por clamídia se dá pelo achado.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

200.gov.000 UI.400.400. para se evitar o uso de medicamentos menos eficazes ou com maiores possibilidades de efeitos adversos.000 UI. repetindo a mesma dose uma semana depois.400.000 UI.000 UI. Sífilis Terciária ou Tardia Latente ou com duração ignorada Penicilina G benzatina.aids. Sífilis Congênita (consultar orientação do Ministério da Saúde em http://www.000 UI. sendo a dose total igual a 4. Tetraciclina ou eritromicina (estearato ou etilsuccinato): para a sífilis recente. Sífilis Secundária e Latente Recente Penicilina G benzatina. 500 mg 6/6 . intramuscular. dose única. O relato de alergia deve ser muito bem avaliado. intramuscular.br/ assistencia/manualcontroledst.800. 2. intramuscular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Sífilis Sífilis Primária (cancro dura) Penicilina G benzatina.pdf) Doentes alérgicos à penicilina: O medicamento de primeira escolha para o tratamento de todas as formas de sífilis é a penicilina. três doses com intervalo de uma semana. 2. 2. sendo a dose total igual a 7. dose única.

uma a 12 horas antes do tratamento antimicrobiano. Tianfenicol. para a sífilis tardia.10 dias. dose única. Cancro Mole Sulfametoxazol-trimetoprima: 800mg-160mg VO. É importante afastar sífilis e co-infecção pelo HIV. Tetraciclina: 500 mg VO. a negativação sorológica é realizada habitualmente em seis a nove meses e na sífilis tardia em torno do segundo ano.0 g VO dose única. por 5 dias ou 5. essa gestante não será considerada tratada para fins de transmissão fetal. por 15 dias. Na sífilis recente. 500mg VO. por 30 dias. 6/6 horas. Se necessário. Azitromicina. 1999) devem ser dessenbilizadas imediatamente tratadas com penicilina. 1000 mg VO. MS. Pode ser prevenida ou diminuída com administração de corticóide . VO. CN DST/AIDS. indicando necessidade de tratamento. Gonorréia Tetraciclina. Trata-se com ácido acetilsalicílico (AAS). 6/6 horas. Doxiciclina: 100 mg 12/12 horas pode substituir a tetraciclina. Pacientes com persistência de anticorpos em títulos baixos após dois anos e exame de líquido cefaloraquidiano normal são considerados curados. É importante frisar que a ocorrência dessa reação não se deve a alergia medicamentosa e que não contra-indica ou implica suspensão do tratamento. 500 mg 6/6 horas. via oral (VO). representando cicatriz sorológica. .horas. Gestantes com história comprovada de alergia a penicilina (ver Manual de Alergia a Penicilina. 8/8 horas.até o momento se reconhece apenas a penicilina como passível de transferência por via placentária . 6/6 horas por 7 . Reação ao tratamento: Reação de Jarisch-Herxheimer é síndrome clínica com exacerbação das lesões cutâneas. Na impossibilidade. 12/12 horas por 10 dias. por 7 dias. esvaziá-la por punção. Seguimento pós-tratamento: Reações sorológicas a cada três meses por dois anos. podem ser tratadas com estearato de eritromicina 500 mg via oral a cada 6 horas por um período de quinze dias (sífilis recente) e trinta dias (sífilis tardia). A limpeza local da(s) lesão(ões) é recomendada. mal-estar geral e febre que pode ocorrer após algumas horas da administração da primeira dose de tratamento. Entretanto. As reações sorológicas lipídicas ou inespecíficas (VDRL / RPR) são as primeiras a apresentar quedas dos títulos e a negativar. Eritromicina (estearato): 500 mg VO. Brasília.sendo obrigatório o tratamento da criança após o nascimento. 500 mg VO. contra-indicada para gestantes e nutrizes. Crianças abaixo de 12 anos. uma vez que não houve tratamento do feto . Elevação de quatro vezes ou mais em relação ao último exame significa reinfecção. A drenagem da adenite é contra-indicada. podendo-se fazer uso de creme com antibiótico. usar eritromicina ajustada para a idade. por 15 dias.

Doxiciclina. 250 mg. cada 8 horas. omitindo-se tomadas noturnas. Ureaplasma: tetraciclina. 5 vezes ao dia. Herpes Genital Recorrente: aciclovir a 5% em creme. 100 mg VO. Uretrites Não Gonocócicas Clamídia: tetraciclina. omitindo-se tomadas noturnas. 5 vezes ao dia. 7 dias.5 g VO dose única.10 dias. 400 mg VO. Herpes Genital Primoinfecção Herpética Importante: aciclovir. por 7 . 500 mg via oral (VO). 6/6 horas. Famciclovir: 125 mg VO. 5 mg/Kg endovenosa (EV). 5 dias.400 mg VO. Tianfenicol 2. Herpes dos Imunossuprimidos: aciclovir.10 dias. Ciprofloxacina ou ofloxacina. Condiloma Acuminado É feito na dependência do tipo clínico. ou Aciclovir. . 5 dias. Ceftriaxone. 12/ 12 hs. azitromicina . dose única.idem para gonorréia. Abstinência sexual durante o período de tratamento. dose única. uso tópico. 500 mg VO. Eritromicina. com intervalos de 4 horas.10 dias. número de lesões e local acometido. 5 dias. doxiciclina e eritromicina .idem para clamídia. Aciclovir: 200 mg VO. com intervalos de 4 horas. por 7 .0 g VO dose única. Em caso de recidiva ou persistência do corrimento tratar com Eritromicina (estearato) 500 mg VO 6/6 horas por sete dias mais metronidazole 2.idem para gonorréia. Valaciclovir: 500 mg VO. intramuscular (IM). doxiciclina e oxofloxacina . por 7 . 12/12 horas por 7 .10 dias. por 7 . dose única.10 dias. 200 . Azitromicina: 1g via oral (VO). 12/12 horas.

5-fluorouracil 5% em creme: aplicar 1 vez ao dia.25% em tintura de benjoin: usado apenas em consultório por profissional experiente. 3 vezes por semana. no máximo por 16 semanas.Podofilotoxina a 0. semanalmente. Copyright © 2001 IDS . eletrocoagulação. por várias semanas. Podofilina 10 . 3 vezes por semana. retirar após 4 . Ácido tricloroacético 90%: usado apenas em consultório por profissional experiente. Total de 4 a 6 ciclos. excisão cirúrgica com sutura: não está indicada pela possibilidade de implantação de novas verrugas nos pontos de sutura. retirando pela manhã.10 horas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Imiquimod: aplicar ao deitar.5% em solução ou gel: aplicar 2 vezes ao dia por 3 dias seguidos. conforme a tolerância. fulguração ou crioterapia: Usados apenas em consultório por profissional experimentado.

necessário o encaminhamento ao urologista. Notifique os casos de sífilis adquirida ao serviço de vigilância epidemiológica do município/ estado. Gonorréia Casos com possíveis complicações associadas à gonorréia devem ser encaminhados ao urologista ou ginecologista. Devem ser encaminhados aos respectivos especialistas os casos de sífilis terciária. Condiloma Acuminado . Uretrites Não Gonocócicas O diagnóstico de uretrite não-gonocócica e sua etiologia são difíceis na maioria dos casos. sendo. com freqüência. porque somente com a informação adequada pode-se planejar as ações adequadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Sífilis Sífilis congênita é doença de notificação compulsória.

Para realização de peniscopia. de casos suspeitos. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com ou sem biópsia.

Goldsmith. Wolff.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Sexually transmited diseases in Freedberg. . O leitor deverá: q reconhecer as principais doenças sexualmente transmissíveis do ponto de vista do diagnóstico clínico e laboratorial. Sífilis. Primeira edição. Segunda edição. 1999. Katz. parceiros dos indivíduos com doenças sexualmente transmissíveis. Eisen. Fundação Nacional de Saúde. Dermatologia. Austen. Herpes simples e Infecção pelo papilomavírus humano in Ministério da Saúde. Fitzpatrick editors. Centro Nacional de Epidemiologia editores. q tratar das suas manifestações características. Fifth edition Sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis in Sampaio. 2000. Doenças infecciosas e parasitárias. Cancro mole. q recrutar para exame. Guia de bolso. ou orientar encaminhamento adequado. Rivitti editores. Gonorréia. q estar capacitado para triar os casos que necessitem abordagem diagnóstica ou terapêutica mais especializada. Fitzpatrick's Dermatology in General Medicie.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

como o de Hoffman. Nas formas pulmonares. sobretudo da mucosa retal. gama glutamil-transferase e fosfatase alcalina). revelando hipertrofia das câmaras cardíacas direitas e do tronco da artéria . devendo essa última ser reservada para situações especiais. podendo ser negativo nos primeiros dias das manifestações clínicas da forma aguda. o ecocardiograma.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da esquistossomose baseia-se no encontro de ovos do parasita seja em exame parasitológico de fezes ou em exames histopatológicos. exceto em situações já citadas de dano hepático por outras infecções associadas ou após sangramentos intensos. a realização de radiografia de tórax. revelando retificação ou abaulamento do arco médio. A realização de cinco análises de fezes parece ser superior. A positividade do exame de fezes se dá a partir de 30-35 dias a partir da infecção. Os métodos de exame de fezes mais apropriados são os de sedimentação. fato importante por permitir avaliação da carga parasitária. o mesmo podendo ser dito com relação às reações sorológicas. Os exames inespecíficos não revelam alterações características nas formas crônicas da doença: as enzimas hepáticas (transaminases. a técnica de Kato-Katz tem a vantagem de permitir a contagem de ovos. observa-se proteinúria em casos de comprometimento renal. A intradermorreação com esquistossomina tem importância epidemiológica. à biópsia retal. não costumam estar alteradas de maneira importante. em termos de eficácia diagnóstica. na avaliação da hipertensão portal e suas conseqüências. decorrentes da ruptura de varizes esofagianas. A ultra-sonografia e a endoscopia digestiva alta são exames subsidiários importantes. Da mesma forma.

são igualmente relevantes. e o eletrocardiograma. assinalando sobrecarga de câmaras direitas.pulmonar.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Procedimentos de maior complexidade. são reservados a avaliações pré-operatórias. como esplenoportografia e arteriografias. para planejamento de derivações da circulação portal.

o fármaco de escolha é o oxamniquine. Tratamento cirúrgico para alívio da hipertensão portal pode ser indicado em alguns casos. que deve ser administrado por via oral. ainda que parcial. em dose única de 50 a 60 mg/kg de peso. pois o fármaco poderá desencadear crises convulsivas. em dose única de 12. a intervalos mensais. Ambos os fármacos não devem ser administrados a mulheres grávidas e nutrizes. que tem por objetivo a erradicação dos vermes adultos. também por via oral. Está indicada em todos os casos parasitologicamente ativos. sendo o primeiro deles feito de 45 a 60 dias após o tratamento. Cuidado especial deve ser tomado com pacientes convulsivos não controlados. mesmo nas formas mais graves da doença. Alternativamente pode ser utilizado o praziquantel.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da esquistossomose baseia-se na quimioterapia. No Brasil. visto que pode haver regressão. . tontura e náuseas nas primeiras horas após a ingesta. das alterações hepáticas e da circulação portal. sendo mais comuns relatos de sonolência. bem como a escleroterapia endoscópica das varizes esofagianas.5 a 15 mg/kg de peso para adultos e 20 mg/kg para crianças (idade inferior a 15 anos). O controle de cura pode ser realizado pela realização de seis exames de fezes. Trata-se de medicamento bem tolerado.

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sobretudo aquelas com hipertensão portal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . estando os medicamentos disponíveis na rede pública de serviços de saúde. devem ser encaminhadas a serviços especializados. As formas graves. para acompanhamento. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As formas leves da doença podem ser tratadas em regime ambulatorial.

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SP. Esquistossomose mansoni. Atheneu. Prata. 1996. A. Sarvier-EDUSP. S. R. R. Tratado de Infectologia. Rev Soc Bras Med Trop..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Passos. Amaral. Copyright © 2001 IDS . R. D. Focaccia. S. Esquistossomose mansoni in Veronesi. A. 1970 (435 págs). A.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Cunha.. Esquistossomose mansônica: aspectos epidemiológicos e de controle. C. 1998. 31 (supl II): 61-74.

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Sensibilidade térmica: é pesquisada utilizando-se dois tubos de ensaio contendo água fria e quente ou chumaços de algodão seco e embebido no éter. Sensibilidade dolorosa: utiliza-se uma caneta esferográfica de ponta grossa. solicitando ao paciente que responda quando sentir diferença no tato.seguida da dolorosa e tátil. Existem técnicas de fácil aplicação que permitem pesquisar a sensibilidade nas áreas supostamente acometidas ou que meçam indiretamente a integridade dos ramúsculos nervosos periféricos. Depositam-se gotas de solução milesimal de histamina na área suspeita e pele normal e faz-se uma puntura com agulha.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As manifestações cutâneas associadas ao comprometimento neurológico são fatores essenciais no diagnóstico clínico precoce da doença. Nos testes completos ocorrerá na . Sensibilidade tátil: escorrega-se levemente uma mecha fina de algodão caminhando da pele sã para a pele lesada . Prova da histamina: baseia-se na dilatação dos capilares induzida pela histamina quando há integridade nervosa.: lembrar que a primeira a se alterar é a sensibilidade térmica . Obs. tocando levemente o ponto a ser testado com a ponta da caneta. Os tubos e os chumaços são encostados na pele sã e acometida alternadamente para testar a hipoestesia. perpendicularmente à pele.

nos incompletos a segunda fase (eritema secundário) está ausente. Copyright © 2001 IDS .pele a tríplice reação de Lewis (eritema primário. secundário e pápula).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

14 anos Adultos 6 meses 300mg/mês-S 50mg/sem-A 100mg/mês-S 100mg/sem-A 12 meses Multibacilar anos 0-5 . Poliquimioterapia Forma Idade Adultos Paucibacilar anos Rifampicina 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S 300-450mg/ mês-S 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S DDS 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A 50100mg/ dia-A 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A Clofazimina Duração 0-5 6 .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A duração e o esquema de tratamento de poliquimioterapia são recomendados pela Organização Mundial de Saúde.

prednisona 1mg/Kg/dia (VO)até melhora clínica. Reação do tipo II .Talidomida 100 . devem receber imunoterapia profilática com duas doses de BCG intradérmico. Copyright © 2001 IDS .6 .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .14 anos S= Supervisionada A= Auto-administrada sem= semana 300-450mg/ mês-S 50100mg/ dia-A 150-200mg/ mês-S 150mg/sem-A Estados reacionais: Reação do tipo I . Na impossibilidade de seu uso. orquite ou acometimento renal preconiza-se a prednisona 1mg/Kg/dia (VO). Os contatantes dos doentes. quando coexistir comprometimento neural grave. em intervalo de 6 meses cada.400mg/dia (VO) até remissão do quadro (proibido por lei em gestantes e mulheres em idade fértil).

Casos suspeitos devem ser diagnosticados e tratados nas unidades básicas de saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A hanseníase é doença de notificação compulsória.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

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Brasília.. Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária. 2a Ed. Gráfica Tropical. Festa Neto. Fundação Nacional de Saúde. S. L.C. 1a Ed.. Ministério da Saúde..: Manual de Dermatologia.: Hanseníase. C.G.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Livraria Atheneu Editora.. 1997. Talhari. 3a Ed. 1990. Guia de Controle da Hanseníase. R. Centro Nacional de Epidemiologia .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cucé.. 1994. Neves.

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Exames gerais Nas hepatites virais. as aminotransferases estão elevadas. Específicos 1) Hepatite A O diagnóstico pode ser estabelecido pela pesquisa do anticorpo específico (anti-VHA). As bilirrubinas e as enzimas canaliculares fosfatase alcalina e gamaglutamil transferase podem estar aumentadas. O anti-HBc total marca o contato com o vírus. Surge cerca de 6 semanas após a infecção. O anti-HBc IgG pode indicar tanto uma exposição passada (se o AgHBs . porém pode estar presente durante a exacerbação de formas crônicas. 2) Hepatite B a) Sorologia A presença do AgHBs indica um estado de portador crônico ou um quadro agudo. enquanto o anti-VHA IgG indica infecção prévia e imunidade contra o vírus. o que torna o diagnóstico laboratorial de importância tanto clínica como epidemiológica. O antiVHA IgM confirma o diagnóstico de fase aguda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico clínico da hepatite é relativamente simples. Se for da classe IgM. representa um quadro agudo. A diminuição da atividade da protrombina e dos níveis de albumina. porém nem sempre há icterícia e colúria. indicam insuficiência hepática. se presentes.

essa regra freqüentemente apresenta exceções. No entanto. A especificidade pode ser confirmada com a utilização de um teste confirmatório. crônica ou prévia. porém a maior parte dos laboratórios não a realiza rotineiramente. É encontrado nas formas agudas e crônicas. Na hepatite crônica. é recomendável antes do tratamento para avaliar o estadiamento. que é a mais sensível. é útil tanto para confirmar o diagnóstico quanto para a monitorização do tratamento. enquanto a soroconversão para o anti-HBe indica geralmente uma parada da replicação viral. A presença do anti-HBs significa imunidade. infecção passada. nas fases iniciais da infecção aguda e nos imunodeprimidos. o anti-VHC pode não ser detectado. 5) Hepatite E O diagnóstico é feito por sorologia específica. qualitativa ou quantitativa (carga viral). Esses testes não são capazes de diferenciar infecção aguda. pela técnica de PCR. seja naturalmente adquirida ou conferida pela vacinação. b) Pesquisa do DNA viral Pode ser realizada pelas técnicas de hibridização. Copyright © 2001 IDS . A determinação do RNA viral.estiver negativo) ou uma forma crônica (se o AgHBs for positivo). branched-DNA (b-DNA) ou PCR.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Todavia. geralmente o RIBA (recombinant immoblot assay). Biópsia hepática Excepcionalmente indicada na hepatite aguda somente quando há dúvida no diagnóstico. particularmente quando há dúvida no diagnóstico. 4) Hepatite C A pesquisa do anti-VHC por Elisa é o procedimento mais empregado para o diagnóstico. O AgHBe é um marcador de replicação viral. 3) Hepatite D A positividade do anti-delta IgM geralmente significa infecção delta crônica e a do anti-delta IgG.

o conhecimento do tratamento específico com medicamentos antivirais deve ser superado pela capacidade em prescrever e aplicar a imunização.a imunoglobulina humana deve ser administrada na dose de 0.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nas hepatites. a vacinação rotineira é recomendada somente em comunidades com surtos freqüentes da doença. Embora a vacina tenha sido licenciada para uso em crianças acima de 2 anos de idade. 1) Imunização contra o VHA a) Imunização passiva . É uma proteção eficaz (cerca de 85% dos casos). b) Vacinação . É recomendada para usuários de drogas injetáveis e para homens homossexuais. em caso de surtos em grupos de pessoas com esse comportamento. Os candidatos a recebê-la são as pessoas que tiveram contato íntimo ou sexual com portadores de hepatite A. a recomendação é respeitar as precauções universais para evitar contato com sangue e secreções corporais. embora o benefício persista por 3 a 6 meses. que diferem pelo intervalo entre as doses (2. Para as demais formas de hepatites virais. indicando-se também a vacinação.É administrada em 2 doses. . 4 ou 8 semanas). Medidas específicas para prevenção estão disponíveis contra os vírus A e B.02 ml/kg de peso por via intramuscular até 2 semanas após a exposição ao vírus. Há vários esquemas. Portadores de hepatopatias crônicas apresentam um risco aumentado de insuficiência hepática aguda grave se forem infectados pelo VHA.

pacientes em hemodiálise. Não são necessárias dietas especiais ou repouso absoluto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Na hepatite C. Os pacientes e seus familiares devem ser instruídos em relação às formas de contágio e às medidas de higiene necessárias. A vacinação de rotina é recomendada em áreas com alta prevalência da hepatite B e nas seguintes situações de risco aumentado: pessoal da área de saúde envolvido no cuidado de portadores do VHB. 3. Copyright © 2001 IDS . Na hepatite B e D. em recém-nascidos cujas mães são portadoras de hepatite B. deve-se fracionar a aplicação em 2 áreas diferentes. Quando há sinais e sintomas de insuficiência hepática. Tratamento das hepatites agudas O tratamento das hepatites agudas é de suporte e pode ser realizado ambulatorialmente ou no domicílio do paciente. preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. o tratamento inicial recomendado é a associação do interferon com a ribavirina.2) Imunização contra o VHB a) Imunização passiva . Se a dose ultrapassar 5 ml. A globulina deve ser administrada até 48 horas após a exposição e repetida após um mês. cônjuge). um e seis meses. O intervalo entre as doses geralmente é de zero. Tratamento das hepatites crônicas O tratamento envolve a administração de drogas antivirais. As doses efetivas são de 250 a 500 UI (200 UI para o recémnascido) por via intramuscular. pacientes que necessitam receber hemoderivados (hemofílicos por exemplo) e após exposição a sangue contaminado (juntamente com a globulina hiperimune). Deve-se ainda fornecer orientação quanto à proibição do uso de álcool e de drogas potencialmente hepatotóxicas. Casos selecionados de hepatite B poderão ser tratados com lamivudina. Todos os casos devem ser encaminhados para ambulatório específico. A resposta é considerada adequada quando se detectam títulos do anti-HBs acima de 10 mUI/ml pelo teste de Elisa.5 ml para crianças abaixo de 12 anos. b) Imunização ativa . na dose de 1 ml (20 microgramas) para adultos e 0. o interferon recombinante alfa é o medicamento mais utilizado. é mais seguro internar o paciente. usuários de drogas injetáveis. 4. contatos de pacientes com VHB (por exemplo. É usada também para profilaxia. recém-nascidos de mães com VHB (juntamente com a globulina hiperimune). Os pacientes com vômitos freqüentes e desidratação podem necessitar de hospitalização. no deltóide.a gamaglobulina hiperimune contra o AgHBs é recomendada em situações de alto risco de adquirir a hepatite B como quando sangue contaminado é inoculado ou atinge mucosas ou conjuntiva.a vacina recombinante atualmente comercializada é altamente eficaz e segura. Outros esquemas de vacinação com intervalos e doses menores por via intradérmica foram descritos. porém são menos utilizados. A aplicação é realizada por via intramuscular.

Copyright © 2001 IDS . devem ser encaminhados eletivamente para avaliação e tratamento em serviços médicos especializados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Se houver piora da função hepática. pela complexidade do seu tratamento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Todos os casos de hepatite fulminante devem ser internados imediatamente e transferidos com urgência para avaliação quanto à possibilidade de transplante hepático. uma vez que a recuperação espontânea ocorre na menor parte dos pacientes e a mortalidade é muito elevada. recomenda-se fortemente o encaminhamento para um centro de referência. . Os casos de hepatite crônica.

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2000 Copyright © 2001 IDS . 1999. Howdle PD (eds). 8a edição. Churchill Livingstone. Schiff´s Diseases of the Liver. O´Grady JG. LippincottRaven.1998. Philadelphia. Thomas HC (eds). Comprehensive Clinical Hepatology. 2a edição. Schiff ER. Londres. Londres.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Lake JR.Viral Hepatitis. Sorrel MF (eds).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Zuckerman AJ. Harcourt Publishers Limited.

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freqüentemente com neutrofilia e desvio para esquerda. Stuart. como os meios de Fletcher. plaquetopenia e leucocitose. Quando disponível.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diagnóstico laboratorial O diagnóstico definitivo é feito por meio do isolamento da leptospira do sangue. líquor ou urina em meio de cultura apropriado. No Brasil. Outros exames laboratoriais auxiliam no diagnóstico da doença. de acordo com as normas da vigilância epidemiológica da leptospirose. principalmente às . porém esta reação é de positividade tardia e raramente dá resultado positivo antes do final da segunda semana de doença. Tal reação é bastante sensível e permite o diagnóstico mais precoce. EMJH ou por sorologia positiva em paciente com quadro clínico compatível. O hemograma pode mostrar anemia. de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. pode ser utilizada a reação de ELISA com pesquisa de anticorpos da classe IgM e IgG. desde que o paciente se enquadre na definição de "caso suspeito". Para confirmação sorológica é preciso um aumento ³ 4 vezes nos títulos de anticorpos entre a fase de doença aguda e a fase de convalescença (após duas semanas) quando utilizada a reação de microaglutinação microscópica. tem-se empregado a reação soroaglutinação macroscópica como teste de triagem e a soroaglutinação microscópica para confirmação e determinação do sorogrupo envolvido. As transaminases elevam-se pouco (geralmente os valores estão abaixo de 100 UI) e os valores de bilirrubinas podem chegar a níveis bastante elevados. A revisão do Guia de Vigilância Epidemiológica do ano de 2000 preconiza a reação de macroaglutinação reagente como teste confirmatório.

Na forma grave ou síndrome de Weil. ao contrário de outras causas de insuficiência renal aguda. Vale lembrar que têm sido relatados alguns casos com comprometimento pulmonar com pneumonite hemorrágica. colangites e colecistites e com a dengue hemorrágica. muito similares à síndrome hemorrágica pelo Hantavirus. O exame de urina pode mostrar leucocitúria. Diagnóstico diferencial Na forma anictérica.custas da bilirrubina direta. sem icterícia e com evolução para insuficiência respiratória grave. febre amarela. Os níveis de uréia e creatinina podem estar bastante elevados e tipicamente. a leptospirose pode ser confundida com a gripe. O comprometimento meníngeo pode se expressar de forma clínica e laboratorial bastante parecida com as meningites linfomonocitárias benignas. hepatite alcoólica. hematúria. geralmente benignas e autolimitadas. dengue e outras doenças virais. proteinúria e cilindrúria. que cursam com cefaléia. o diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com a septicemia por bacilo Gram-negativo. febre e dores musculares. malária por P. forma ictérica da febre tifóide. falciparum. pode ocorrer hipocalemia. infecção bacteriana aguda em hepatopatas crônicos. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hepatites virais graves.

coleta e destino adequado do lixo e campanhas educacionais para esclarecimento da população sobre o modo de contágio e as manifestações clínicas da doença. Prevenção e controle A prevenção da leptospirose é dificultada pela impossibilidade de se eliminar os roedores urbanos. Recomenda-se também orientar a população para evitar atividades recreacionais em locais com possibilidade de contaminação. de 4/4 horas. tais como natação em lagos e pequenos rios. via oral. transfusão de sangue e/ou plaquetas. como a implementação de boas condições de habitação.1 a 2 milhões de unidades. procurando usar botas e luvas de borracha. Nos casos moderados ou graves. Para os pacientes que estiveram em situações de risco de infecção. por 7 a 10 dias. diálise e ventilação mecânica podem ser necessários. pode-se utilizar . Deve-se orientar a população para que utilize medidas protetoras nos períodos de enchentes. Hidratação. canalização de córregos. por cinco a sete dias. porém medidas gerais de saneamento básico. ao entrar em contato com coleções de água. o tratamento pode ser feito com doxiciclina 100 mg de 12/12 horas ou amoxicilina 500 mg de 8/8 horas. o antibiótico recomendado é a penicilina G . e para que utilize calçados adequados em locais de pescarias e caçadas. por via endovenosa. A terapia de suporte é fundamental para os casos graves.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para casos leves. podem diminuir a ocorrência de casos humanos.

pois tem se mostrado eficaz na proteção de indivíduos expostos. Recomenda-se a dose de 100 mg. A vacinação de animais domésticos é uma medida viável. por via oral. vacina disponível para aplicação em humanos. Copyright © 2001 IDS . A doxiciclina é o antibiótico mais recomendado. A imunidade na leptospirose é soro específica.antibiótico profilático. duas vezes ao dia. e a dose de 200 mg. Não existe. durante todo o período de exposição. uma vez por semana. para aqueles que estão sob risco de infecção. em nosso meio. via oral. durante sete dias.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . adequada e eficiente de proteção a eles. As vacinas disponíveis são utilizadas para imunização animal.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Todos os casos da forma ictérica ou insuficiência renal (creatinina elevada) devem ser encaminhados para hospital de referência para internação. e sempre que necessário. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos de leptospirose de forma anictérica pode ser acompanhada em ambulatório. assistência em unidade de terapia intensiva.

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and ultrastructural features related to thrombocytopenia. Del Negro. Nicodemo.. Castiñeiras. Trop.. D. 1989. Guanabara-Koogan. 9a edição. & Amato Neto. T de. A. Nicodemo. .. Editora. Capítulo 5.Guia de bolso.C. 127-128. immunohistochemical. 1997. Alves. Am J trop Med Hyg.A. Nicodemo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Lomar. V. Trop. Leptospirose. R. R. 1999-2000. In: Schechter. Leptospirose.. S. Fundação Nacional de Saúde. Rev. 1994. p. 98-104. São Paulo. Inst. Brasília. 32: 252-259. N. C. 987-1003. In: Veronesi. M. Brasília. Martins. & Amato Neto.L.C. V. 1990.F. Rio de Janeiro. Rev. V. Brito. AV. Medeiros. Inst. Marangoni. G. Duarte. G.. A. Tratado de Infectologia. R. FSV.. Veronesi. E. Diament. p.T. Santos. Atheneu. M. Rio de Janeiro.Doenças infecciosas e parasitárias .18... Thrombocytopenia and leptospirosis. A. Focaccia. p. Med. & Nicodemo. Del Negro. Alterações hematológicas na leptospirose. Doenças infecciosas: conduta diagnóstica e terapêutica. Guia de vigilância epidemiológica. 31:71-9.Paulo. Med. Fundação Nacional de Saúde . R. 56: 181-7. 1997. DV. Ministério da Saúde.I.C. Leptospiroses. Lung lesions in human leptospirosis: microscopic. 1999. Takakura. 4a edição. TMPP.

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que necessitam apenas de lâmina onde se coloca uma gota de sangue. Indireto . . Tentativas de melhorar o diagnóstico direto têm sido feitas. sendo que a técnica do QBC (quantitative buffy coat). para inquéritos sorológicos ou ainda com intuito de triagem de doadores de sangue. Inespecífico: poucas são as alterações observadas aos exames complementares.consiste na demonstração da presença de anticorpos específicos contra plasmódio no soro de indivíduos. Específico: consiste na identificação do parasito ou de anticorpos no sangue periférico. ou para diagnóstico de infecção ou. as alterações laboratoriais estão na dependência do órgão (sistema) mais envolvido. Os métodos tradicionalmente empregados para tal fim são a gota espessa e o esfregaço. na malária não complicada. Não é de utilidade prática para diagnóstico de doença.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Exames laboratoriais a. mais freqüentemente.é a observação do parasito por hemoscopia. Nos casos graves. Direto . tem se mostrado como muito promissora pela maior sensibilidade obtida. São métodos de realização simples. de comprometimento sistêmico múltiplo. que emprega capilar e coloração com acridina orange. geralmente por punção digital. b.

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Malária por Plasmodium vivax Para este tipo de infecção. vivax. durante 14 dias seguidos. ocasionando recaídas. durante sete dias. A dose recomendada de primaquina é de 0. ou 0. 24 e 48 horas após. . A primaquina é tóxica para a medula óssea. falciparum. 5 mg/kg 6. devemos ficar atentos para a possibilidade maior de complicações. As 4-aminoquinoleínas (cloroquina e amodiaquina) são as drogas de escolha para tratar a fase eritrocítica do P. É necessário destacar a possibilidade de falha terapêutica a despeito do esquema completo de primaquina (8 a 24% em nosso meio). b.5 mg/kg/dia (30 mg para adultos). necessitamos de medicamentos que atuem tanto na fase eritrocítica como na pré-eritrocítica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento a. O único medicamento que atua na fase exoeritrocítica é a primaquina. principalmente entre primoinfectados. Malária por Plasmodium falciparum Quando nos deparamos com um caso de malária por P. A dose de 4aminoquinoleínicos empregada é de 25 mg/kg de peso divididos em quatro tomadas: 10 mg/ kg no início.25 mg/kg/dia (15 mg para adultos). não devendo ser administrada em crianças pequenas (menores que seis meses) e gestantes.

na malária por P.duas são as alternativas utilizadas para tratar malária por P. até que se extinga o processo de hipercatabolismo da malária com o paciente retornando a seu estado de normalidade. durante três dias.ao lado da necessidade de rápida negativação do parasitemia. na dose de 30 mg/kg/ dia (divididos em três doses).Com intuito didático e para melhor uniformizar este item. indiscutivelmente o medicamento de melhor atuação. Um fato observado e que merece destaque é a alta taxa de recrudescência observada com os esquemas citados. 4. até o paciente poder receber medicamento por via oral. A Segunda alternativa é a mefloquina. por via venosa. A tetraciclina e a clindamicina podem substituir a doxiciclina sem prejuízos. podem levar a rápida diminuição da parasitemia. e doxiciclina. Tratamento etiológico: os esquemas que produzem negativação mais rápida da parasitemia são aqueles com os derivados da artemisinina. Conduta de manutenção: simultaneamente à condução do tratamento etiológico. na dose de 20 mg/kg/dia. Esquema alternativo. se possível em unidades de tratamento intensivo. o paciente pode evoluir desfavoravelmente a despeito da ausência de parasitas circulantes.6 mg a cada 12 horas no primeiro dia e a cada 24 horas a partir daí até o quinto dia. subdividiremos em quatro subitens: A) malária não-grave . ou o arteméter. é fundamental controlar as complicações. sendo prática fazer tratamento seqüencial com outra droga por via oral (por exemplo. não raramente. que pode ser empregado em dose única (uma ou duas tomadas) e levar a rápido desaparecimento da parasitemia assexuada. necessitamos monitorizar as complicações existentes e cuidar delas. pois. 24 e 48 horas. na dose de 100 mg 12/12 h durante sete dias (não deve ser utilizada em crianças menores e gestantes). B) malária grave . e clindamicina. por via venosa. mefloquina). O artesunato. na dose de 15 a 20 mg/kg em uma ou duas tomadas. na indisponibilidade dos derivados da artemisinina. Copyright © 2001 IDS . b. Essa associação é bastante eficaz (mais de 90% de cura) porém tem como maior inconveniente a baixa operacionalidade (tratamento por uma semana). dificultando sua utilização. na dose de 30 mg/kg/dia. na dose de 1. a. por via venosa. na dose de 1 mg/kg nos momentos 0. falciparum. falciparum ambulatorialmente: uma é a de se usar sulfato de quinino. por via intramuscular.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . é a associação de cloridrato de quinino.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Todo caso com parâmetros de gravidade (ver malária grave no quadro clínico) deve ser encaminhado para o hospital. Nota: o diagnóstico de malária é realizado pela Fundação Nacional da Saúde (Brasília) e Superintendência de Controle de Endemias (São Paulo).

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Focaccia. Manual de Terapêutica da Malária. São Paulo.In: Doenças Infecciosas e Parasitárias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Malária . Fundação Nacional da Saúde. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias). Veronesi. 1260-1289. Manual de Terapêutica da Malária. pg. 1990.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Ministério da Saúde. Brasília. Ed. São Paulo. Atheneu. 1996. 1998.

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no exame parasitológico de fezes. Copyright © 2001 IDS . Trichomonas hominis não indica diagnóstico de infecção com potencial patogênico. Importante: o encontro. visto que os procedimentos diagnósticos são de maneira geral simples e baratos e que não há fármaco que promova a cura de todas as enteroparasitoses. Endolimax nana. como Entamoeba coli. de protozoários. não merecendo. portanto. Iodamoeba butschlii. Chilomastix mesnilli.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . abordagem terapêutica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Vale comentar que deve-se sempre proceder ao diagnóstico etiológico da parasitose. evitando a utilização de anti-helmínticos de forma empírica.

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anti-helmínticos polivalentes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Tratamento de enteroparasitoses durante a gestação É discutível a indicação de tratamento dessas infecções durante a gestação. quando possível. período de maior risco de teratogênese por drogas antiparasitárias. Tal conduta deve ser estendida para todo o período de gestação. a menos que a parasitose constitua risco ao desenvolvimento do feto ou para a saúde materna. observando que a eficácia desses fármacos não é homogênea para as várias espécies de parasitas. impõe-se a execução do controle de cura. quando. aumentando o risco da ocorrência de cisticercose. tal procedimento deve ser evitado no primeiro trimestre de gravidez. . Nesse caso. Tratamento de parasitoses associadas Utilizar. em função da hiperêmese gravídica. Exceção a essa regra pode ser representada pela infecção por T. solium. De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde. proglotes poderão ser regurgitados para o estômago da gestante.

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Copyright © 2001 IDS . O encaminhamento para serviço especializado deve ocorrer somente nos casos de pacientes aidéticos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O diagnóstico e o tratamento de todas as parasitoses podem ser realizados em unidades básicas de saúde. com dificuldade de erradicação de enteroparasita que esteja provocando sintomas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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C. Amato Neto. 5a ed. São Paulo. 2000. Waldman.P. Adolfo Lutz.. Diagnóstico e tratamento de parasitoses intestinais.L. Sarvier.. R.B. OMS. Chieffi. 1991. Rev. Amato Neto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . P. V.P. P. Enteroparasitoses na Estado de São Paulo: questão de saúde pública. E. Ginebra.. 49: 93-9.. Exame Parasitológico de Fezes. A. 1991. Chieffi. 26:163-70. Inst. Copyright © 2001 IDS .. L. Correa. 1989. Rev Bras Clín Terap. V.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Organización Mundial de la Salud: Modelo OMS de información sobre la prescripción de medicamentos: medicamentos utilizados em las enfermidades parasitarias. Gryschek.

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ao despertar. óssea e ganglionar. A baciloscopia direta deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por quatro semanas e mais). Cultura do Bacilo de Koch: é indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar persistentemente negativos ao exame direto. Baciloscopia: direta do escarro é o método prioritário. bioquímico e de biologia molecular. como meníngea. Também está indicada a solicitação desse exame nos casos de suspeita de resistência bacteriana às drogas. pleural. a evolução bacteriológica do paciente durante o tratamento. Nos casos de outras micobactérias que não tuberculose.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da tuberculose deverá ser fundamentado nos seguintes métodos: exame específico (baciloscopia e cultura). que é o doente bacilífero. Também é utilizada para acompanhar. renal. e para o diagnóstico de formas extrapulmonares. Recomenda-se para o diagnóstico. mensalmente. deve ser praticado em todos os serviços de saúde que disponham de laboratório. anátomo-patológico (histológico e citológico). acompanhado do teste de sensibilidade. Por ser um método simples e seguro. prova tuberculínica. sorológico. prova tuberculínica. Radiografia de tórax: está indicado nas seguintes situações: . além da cultura. porque permite descobrir a fonte mais importante de infecção. deverá ser solicitada a tipificação do bacilo. radiografia. a coleta de duas amostras de escarro: uma por ocasião da primeira consulta e a segunda na manhã do dia seguinte.

nas formas extrapulmonares. de 1 ml. Nesses casos. por micobactérias atípicas ou vacinados com BCG) · 10 mm e mais . O exame radiográfico desses grupos permite a seleção de portadores de imagens suspeitas de tuberculose. com régua milimetrada padronizada. comunicantes de todas as idades sem sintomatologia respiratória.reator fraco (infectados pelo BK. considera-se reator aquele que apresenta induração maior ou igual a 5 mm e. com seringa tipo tuberculina. é interpretado da seguinte fórmula: · 0-4 mm . Copyright © 2001 IDS . isoladamente.1 ml. O resultado.· · · · sintomáticos respiratórios negativos à baciloscopia direta. A prova tuberculínica positiva. sendo indispensável o exame bacteriológico para o diagnóstico correto. Tem importante papel na diferenciação das formas de tuberculose de apresentação atípica e no diagnóstico de outras pneumopatias entre os pacientes com aids. ou vacinados com BCG). A abreugrafia indiscriminada. suspeitos de tuberculose extrapulmonar. Deve-se evitar a aplicação quando houver lesões da pele no local de aplicação. doentes ou não. A tuberculina usada no Brasil é o PPD-Rt23. e portadores de HIV ou pacientes com aids. indica apenas infecção e não necessariamente tuberculose doença. inclusive por expor a população à radiação desnecessária. em pessoas aparentemente sadias.reator forte (infectados pelo BK.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A leitura deverá ser realizada de 72 a 96 horas após a aplicação.não reator (não infectados ou analérgicos) · 5-9 mm . na parte anterior do antebraço esquerdo. tuberculosis ou o processo inflamatório granulomatoso compatível com a tuberculose. não reator. No material colhido será feito o exame direto. expresso em milímetros. Nas pessoas vacinadas com BCG. Exame Anátomo-patológico (histológico e citológico): sempre que possível. aplicada por via intradérmica. a cultura e o exame anátomo-patológico para identificar o M. uma vez que a vacina pode torná-la positiva. pode-se ter dificuldade na sua interpretação. equivalente a 2UT (unidade tuberculínica). Prova Tuberculínica: indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose em pessoas não vacinadas com BCG. na dose de 0. aquele com induração de 0 a 4 mm. não está indicada por ter baixo rendimento. deve-se realizar a biópsia. Todos os indivíduos infectados pelo HIV devem ser submetidos à prova tuberculínica.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da tuberculose deve ser feito necessariamente nas unidades de saúde selecionadas para este fim e é uma das doenças de notificação compulsória.1995) serão descritos abaixo. gestantes e crianças. não havendo diferenças no tratamento de adultos. O tratamento é feito com pelo menos três drogas para evitar a seleção de cepas mutantes resistentes a um ou mais dos quimioterápicos utilizados no esquema. Os esquemas padronizados pelo Ministério da Saúde (Manual de Normas para o Controle da Tuberculose . SITUAÇÃO Sem tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) Com tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) q Recidivante do Esquema 1 ou q Retornos após abandono do Esquema I Meningite Tuberculosa Falência dos Esquemas 1 ou 1R (todas as formas inclusive meníngea) ESQUEMA PRECONIZADO 1 1R 2 3 .

Z . H .Drogas (mg/kg/dia) (indicado nos casos novos de tuberculose.Drogas (mg/kg/dia) (Esquema reforçado para retratamento e abandono do Esquema I).Considera-se sem tratamento os pacientes que nunca se submeteram à quimioterapia antituberculosa ou a fizeram por menos de 30 dias.Pirazinamida Observações: q O tratamento da tuberculose oftálmica ou cutânea poderá ser mantido por mais de seis meses a critério médico (2RHZ/4RH/6H). ou seja mais 6 meses de Hidrazida/Isoniazida. Os pacientes que no início do tratamento são fortemente positivos (baciloscopia ++ ou +++) e mantêm esta situação até o quarto mês de tratamento. (sem resultado de cultura e sensibilidade) deverão receber como terapêutica empírica inicial. No retratamento será adotado o esquema 1R até que os resultados de cultura e teste de sensibilidade estejam disponíveis para melhor orientação da terapêutica. enquanto aguardam os testes de sensibilidade para definir o melhor tratamento.Rifampicina. Os pacientes em caso de falência do tratamento. ou com positividade inicial seguida de negativação e nova positividade por dois meses consecutivos. q No tratamento da associação de tuberculose e infecção pelo HIV/AIDS. definida abaixo. Esquema 1R . são também classificados como casos de falência Esquema 1 . a 2a fase terá a mesma duração que nos pacientes não co-infectados.Hidrazida/Isoniazida. segundo fase do tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg . Considera-se falência do tratamento a persistência de positividade do escarro ao final do tratamento. exceto meningite) segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg 1a fase (2 meses) 2a fase (4 meses) R H Z R H 10 10 35 10 10 Entre 20 e 35 kg 300 200 1000 300 200 Entre 35 e 45 kg 450 300 1500 450 300 Mais de 45 kg 600 400 2000 600 400 R . a partir do 4o mês de tratamento. o Esquema 3.

q Nos casos de meningite tuberculosa recomenda-se o uso de corticosteróides por um prazo de 2 a 4 meses.Etambutol Esquema 2 .1a fase (2 meses) R H Z E 10 10 35 25 10 10 25 300 200 1000 600 300 200 600 450 300 1500 800 450 300 800 600 400 2000 1200 600 400 1200 2a fase (4 meses) R H E E .Drogas (mg/kg/dia) (indicado na falência de tratamento com os Esquemas 1. No caso de se utilizar outro corticosteróide aplicar a tabela de equivalência entre eles. 1R e 2).Drogas (mg/kg/dia) (indicado na meningite tuberculosa). Esquema 3 . no início do tratamento. até a dose máxima de 30 mg/dia. segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Fases do Tratamento 1a fase (2 meses) Drogas R H Z 2a fase (7 meses) R H Mg/Kg de Peso/Dia 20 20 35 10 a 20 10 a 20 Dose Máxima em Mg 600 400 2000 600 400 Observações: q Nos casos de concomitância da meningite com outras localizações deverá ser utilizado o Esquema 2. segundo fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg . q Na criança a prednisona é administrada na dose de 1 a 2 mg/Kg de peso corporal.

Quadros cutâneos e articulares podem ocorrer. Tais situações devem ser tratadas de maneira sintomática e as reações mais severas avaliadas em centros especializados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . De uma maneira geral.Estreptomicina. Atenção especial deve ser dada para a possibilidade de ocorrência de hepatotoxicidade que. deve ser sempre suspeitada nos pacientes que desenvolvem quadros de vômitos que não melhoraram com as atitudes anteriores. o aparecimento de icterícia e nos indivíduos maiores de 35 anos.Etionamida Observações: q Em pessoas maiores de 60 anos. embora infreqüente.1a fase (3 meses) S Et E Z 20 12 25 35 12 25 500 250 600 1000 250 600 1000 500 800 1500 500 800 1000 750 1200 2000 750 1200 2a fase (9 meses) Et E S . hepatotoxicidade. Todo esforço deverá ser feito para que o esquema não seja modificado. A ocorrência de intolerância gastrointestinal deve ser manipulada com modificações nos horários de tomadas dos medicamentos e uso de sintomáticos. ainda em jejum. Isto facilita a adesão ao tratamento e melhora a biodisponibilidade destes. Copyright © 2001 IDS . Efeitos colaterais: os medicamentos utilizados nos esquema 1. Et . estes medicamentos são bem tolerados. 1R e 2 devem ser ingeridos em conjunto logo após o despertar do paciente. a estreptomicina deve ser administrada na dose de 500mg/dia. Os pacientes devem ser orientados para procurar o seu local de tratamento o mais rápido possível após o aparecimento de novos sintomas que deverão ser identificados por toda a equipe. sendo os efeitos mais freqüentes: intolerância gastrointestinal. reações cutâneas e artralgias. Outros efeitos colaterais são mais raros e devem ser bem avaliados antes da suspensão dos medicamentos. todos os medicamentos devem ser suspensos e o paciente referenciado para um centro especializado. Nesta situação.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O atendimento de casos simples pode e deve ocorrer em unidades básicas e o encaminhamento deve seguir a realidade de cada local. todo clínico geral deve diagnosticar e entender os principais problemas relacionados ao tratamento. Secretarias estaduais e municipais. No entanto. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O seguimento dos pacientes com tuberculose deve seguir de forma rígida as instruções do Ministério.

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Tuberculose. Guia de Vigilância Epidemiológica.funasa. você deverá estar apto para: Reconhecer casos suspeitos de tuberculose o mais precoce possível Encaminhar o mais breve possível para o laboratório de referência os materiais biológicos para o diagnóstico e controle de cura q Conhecer as doses e medicamentos dos esquemas 1. Guia de Vigilância Epidemiológica: http://www.br/pub/GVE/GVE0534A. Capítulo 5.34: Tuberculose. Fernando Augusto Fiuza de Melo in: Tratado de Infectologia. Fundação Nacional de Saúde -Ministério da Saúde. Ao final deste capítulo.htm. a forma de prescrever e os efeitos colaterais mais freqüentes q q .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Capítulo 74 . Editora Atheneu. 1997: 914-959. Editores Ricardo Veronesi e Roberto Foccacia.gov. 1R e 2 da tuberculose.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Editora Imago.A consulta pediátrica.62. A. Silva. Terapêutica e prática pediátrica. ed.Neurologia Infantil. EMK . Rio de Janeiro.Compreender a Doença é o Melhor Remédio. ed. São Paulo: Atheneu. 33 . Rio de Janeiro. ES. 1996.Pediatria ao Alcance dos Pais .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Hermann. 3 -7.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Diament. Neto. Copyright © 2001 IDS . p. Atheneu. A . p.Exame neurológico do lactente. S (eds) . Carvalho. 3a. FF . WB (eds). Cypel. AA. 2000. In Carvalho. 1992. In Diament. 2a.

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é uma das medidas de menor variabilidade nas diversas idades. de urina e diminuição do edema. O peso médio de nascimento é de 3. o abdome proeminente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia CRESCIMENTO NORMAL Quadro clínico e Epidemiologia O corpo como um todo tem duas fases de grande velocidade de crescimento: da concepção até os 2 anos de idade e na adolescência. tem a cabeça grande. sendo um pouco maior nos meninos que nas meninas. cerca de 15cm no primeiro semestre e 10cm no segundo semestre de vida. Crescimento no 1º ano de vida. e por isto é tão importante nos três primeiros anos de vida. o comprimento é ao redor de 50cm e o perímetro cefálico. e passa de 35cm a 44cm e a 47cm aos 6 e 12 meses de idade. A média de ganho de peso nos primeiros três meses de vida é de 20 a 30g por dia. por volta de 35cm ao nascer. as células do organismo não crescem de maneira uniforme. em seu comprimento. a maioria dos recém nascidos recuperam o peso de nascimento. que indica o crescimento cerebral. O perímetro cefálico. Ganha. . O recém-nascido apresenta-se edemaciado. a criança pode perder até 10% de seu peso de nascimento. a face arredondada. pela eliminação de mecônio. A criança dobra o seu peso de nascimento aos 5 meses. Aos 10 dias de vida.4kg. correspondendo a cerca de 25% do seu tamanho. e o triplica com 1 ano de idade. No entanto. as extremidades curtas e o ponto médio do seu comprimento se localiza aproximadamente na região umbilical. Nos primeiros dias de vida.

. O escolar aumenta seu peso em 3. quando alcança o tamanho do adulto. Crescimento do escolar. onde a desnutrição é endêmica. Na prática. Durante o segundo ano de vida. podem diminuir o ritmo de seu crescimento. uma criança geneticamente grande nascida de uma mãe pequena.5kg e sua altura em 6cm por ano. inicia-se uma desaceleração do crescimento. a formação dos seios da face. este fenômeno assume uma grande importância. por servirem de guia para toda a dentição permanente. Aos 6 anos. crianças geneticamente pequenas. a hipótese diagnóstica que deve sempre ser levantada e investigada frente a uma desaceleração no crescimento é a de um agravo nutricional por déficit de ingestão ou infecção. O perímetro cefálico que cresceu 12cm no primeiro ano. porque a criança pode mudar seu canal de crescimento nos primeiros meses de vida sem que isto signifique um processo patológico ou alteração nutricional. Crescimento do pré-escolar. no final do primeiro ano. Neste período. com o desenvolvimento dos seios frontais aos 7 anos de idade. e. Ao nascer. O tecido linfóide é muito desenvolvido durante esta fase. O tecido subcutâneo aumenta em quantidade. Tem sua dentição decídua completa até os 30 meses de idade. A erupção dos dentes decíduos se inicia entre 5 e 7 meses. atingindo seu máximo aos 9 meses de idade. a criança apresenta de 8 a 12 dentes. até entrar na puberdade. nos países em desenvolvimento. Estes dentes requerem um cuidado especial.5kg no seu peso e 12cm em seu comprimento.respectivamente. a criança pode mudar seu canal de crescimento. confundidos com a dentição decídua. de acordo com a seqüência indicada na figura 2. que acontece ao redor dos 10 anos nas meninas e 12 anos nos meninos. aumenta apenas 2cm no segundo ano. O perímetro cefálico cresce de 51 cm aos 5 anos para 53 ou 54cm aos 12 anos de idade. o seu próprio canal de crescimento. a tendência desta criança é atingir a partir dos primeiros meses. a criança ganha 2. pode nascer pequena por não ter havido espaço suficiente na cavidade uterina para a completa expressão de sua herança genética. muitas vezes. O abdome continua proeminente até o 3º ano de vida. em função do seu peso de nascimento e potencial genético. Os ossos da face aumentam e termina. tornando-se mais delgada e com maior massa muscular. alcançando percentis mais altos de peso e comprimento. Inversamente. Crescimento no 2º ano de vida. nesta época. Neste período. sendo maior do que na idade adulta. Durante os dois primeiros anos de vida. No entanto. O osso maxilar inicia o seu desenvolvimento. nascidas de mãe grandes. O apetite diminui a partir dos 10 meses de idade e a criança perde tecido subcutâneo. que são. O pré-escolar ganha por volta de 2kg e aumenta de 6 a 8cm por ano. durante 5 anos. Assim. aparecem os primeiros molares permanentes. preparando-se para a erupção da dentição permanente. a criança troca cerca de 4 dentes por ano. A criança ganha mais 8 a 12 dentes.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

refletindo. (4) aos 18 anos. os lactentes brasileiros apresentam. -9cm para o sexo masculino e -7cm para o sexo feminino). (2) com 1 ano.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia EVOLUÇÃO DA ALTURA NO BRASIL E COMPARAÇÃO INTERNACIONAL Quadro clínico e Epidemiologia A Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN). (5) aos 18 anos. altura 7cm menor que as americanas. 7cm menores que os americanos. realizada em 1989. as adolescentes brasileiras apresentaram. (4) aos 13 anos. (7) as medianas de estatura das crianças brasileiras . sem dúvida. mimetizando as tendências seculares. a diferença entre brasileiros e os padrões de referência (NCHS) ficaram maiores (em média. respectivamente. comprimento 2cm e 1cm menor do que os americanos do sexo masculino e feminino. em média. os adolescentes brasileiros são também. sendo tanto mais tardia quanto mais restritas as condições de vida. essa pequena "vantagem" é transitória. correspondendo a altura mediana das americanas de 13 anos. constataram-se as maiores diferenças entre brasileiros e americanos (em média. 4cm para os meninos e -3cm para as meninas). sendo a média discretamente superior ao padrão americano. revertendo-se a partir do 5º mês de vida. mostrou que (1) lactentes brasileiros apresentam comprimento adequado. (3) aos 7 anos. em média. Tais dados reforçam a constatação citada em outros estudos de que os déficits estaturais se evidenciam a partir do 6º mês de vida e estão associados à idade do desmame e da introdução de outros alimentos. em média. (6) a idade mediana da menarca das adolescentes brasileiras é 13 anos e 2 meses. no entanto. condições desfavoráveis para o crescimento. apresentando estatura semelhante à dos adolescentes americanos de 15 anos.

norte urbano = 11. (2) a mediana da estatura aos 14 anos e aos 18 anos aumentou respectivamente +3.9cm e sudeste urbano = . minimamente. No entanto. numa mesma faixa de renda. A comparação dos resultados da PNSN (1989) com os dados antropométricos referidos no Estudo Nacional de Despesas Familiares (ENDEF).9cm e +3. Além das diferenças obtidas entre os resultados nacionais e os de referência. . as alturas apresentadas pelos adultos jovens brasileiros (20 . maior divulgação e acesso ao conhecimento de forma geral. Este fato se extremiza quando se constata que: entre crescer no Nordeste ou no Sul. os déficits de estatura foram menores e. observou-se que. (3) aos 18 anos. pela mídia e até mesmo pela rede de transportes ampliada. (2) as regiões com pior desempenho foram a Norte e a Nordeste e as de melhor desempenho foram a Sul e a Sudeste. permitindo uma melhor distribuição de renda per capita e pela maior adesão ao aleitamento materno. aproximadamente. tanto na área rural quanto na urbana. passando a 2. em algumas idades.1989. esta pesquisa evidenciou contrastes internos que podem ser resumidos da seguinte maneira: (1) a área rural apresentou pior desempenho.8cm.Além disso. com déficits estaturais medianos bastante diversos em relação ao padrão NCHS: nordeste rural = -13. existe uma diferença de 12 anos a menos de esperança de vida e 50% a mais na possibilidade de apresentar baixa . expressar seu potencial genético. constatou-se definitivamente a situação de prejuízo.6% em 1989. realizado entre 1974 e 1975. reforçando a idéia de que as desigualdades não se limitam à renda. o déficit de comprimento dos lactentes em relação ao padrão NCHS era de 6.na 1ª década de vida corresponderam ao percentil 10 do padrão NCHS para ambos os sexos. a mediana regional brasileira chegou a ser igual ou ligeiramente superior ao padrão NCHS. o crescimento se encerrou aos 18 anos. porém insuficiente. correspondendo. o Norte e o Nordeste apresentaram estaturas medianas mais baixas que as demais regiões. evidencia as seguintes melhoras dos padrões de crescimento das crianças brasileiras: (1) aos 11 meses. mas aponta para o fato de que um contingente considerável de nossa população continua sem condições de.7cm (para adolescentes do sexo masculino).4. ampliação da rede de saneamento básico.1cm neste período entre 1975 . Esta constatação não se limita aos padrões estéticos. ao ganho observado em países desenvolvidos no início do século e à metade do alcançado por outros países onde foram promovidas medidas específicas para o desenvolvimento humano neste mesmo período de 15 anos.25 anos) mostraram que mais de 20% da população adulta jovem apresentava baixa estatura (com estatura menor do que -2 desvios padrão). aumento da cobertura vacinal obtido pelos programas de imunização ampliada. A melhora dos indicadores nutricionais em relação aos encontrados na década de 70 é positiva.2 salários mínimos. ampliação da rede básica de saúde. veiculado pelos meios de educação formal. A análise dos diversos dados obtidos em 1974 a 1975 por meio do ENDEF e dos de 1989 da PNSN permite atribuir as melhoras observadas no padrão de crescimento da população brasileira neste período aos seguintes fatores: melhora geral dos serviços públicos. (5) ao mesmo tempo. (4) quando a renda per capita era igual a 2. diminuição das taxas de natalidade.1% em 1975.

2 2.2 17.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .49 estatura < -2 desvios padrões (%) 10.3 8.7%. na realidade. em 1989.49 0.1 7.6%).3 5.5 5. Comparando-se a prevalência de déficits estaturais entre filhos de mães sem qualquer escolaridade e filhos daquelas que ultrapassaram o primeiro grau. Quadro: Estudos de Prevalência de Baixa Estatura aos seis meses de idade.5% para 7.7% para 19%).0 Copyright © 2001 IDS .3% na área rural ( 22.9 16.49 0.Brasil .1996 região Nacional Sudeste Centro-Oeste Nordeste Norte Rio de Janeiro São Paulo Sul Urbana Rural faixa etária (anos) 0. um aumento na desigualdade das condições de vida entre as duas áreas. mostrando.8 19. passando de 15.49 0.8%) e de apenas 16. Tal declínio é semelhante e mais evidente nas regiões Nordeste e Centro-Sul (34.4% e 34.6% (de 12.49 0.49 0. em 1996. a comparação da PNSN de 1989 com a PNDS de 1996 mostra que a prevalência de baixa estatura entre crianças menores de 5 anos diminuiu um terço. em 1996. A evolução dos índices altura para idade indica declínio na prevalência de déficits de crescimento entre crianças menores de 5 anos em todo país. verifica-se que o diferencial desfavorável ao grupo de menor escolaridade passa de 17 vezes.49 0. em 1989 para 10.9 6. para 5 vezes.49 0.9% respectivamente) e menor na região Norte (29.estatura. Apesar de os dados antropométricos disponíveis limitarem-se às crianças menores de 5 anos.49 0.5%.49 0. A melhora dos índices altura para idade é maior na área urbana chegando a 37.

acompanhando a tendência familiar. a síndrome de má absorção. Sua altura final será baixa. Outro grupo de causas muito importante. a velocidade de crescimento é normal e ocorre um atraso no desencadeamento da puberdade. próxima. é ativa e não adoece com facilidade. um grupo de causas pouco freqüentes na população é composto pelas doenças genéticas. baixa estatura ao nascer e pela carência psicossocial. é constituído pela desnutrição. a infecção urinária em lactentes são algumas das patologias que podem determinar ou agravar a baixa estatura. a baixa estatura familiar e a baixa estatura por crescimento lento. encontrado principalmente. Entre elas. Muitas vezes. a baixa estatura é o resultado de uma desnutrição crônica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia BAIXA ESTATURA Quadro clínico e Epidemiologia A baixa estatura. Na criança com baixa estatura por crescimento lento. nas comunidades em desenvolvimento. Na baixa estatura familiar. Sua linha de crescimento corre paralela. a asma. que teve início no período intra-uterino ou pós-natal. alcançando uma estatura final normal. mas abaixo da curva do percentil 3. tais crianças conseguem recuperar alguns centímetros na adolescência. o raquitismo. do . Por este motivo. as poliinfestações parasitárias. destacam-se pela sua freqüência. Por último. pelas más condições de vida e saúde a que foram submetidas a mãe e a criança. as infecções repetidas. a aids. tem várias causas. doenças sistêmicas. mas não só. o peso e o comprimento de nascimento são próximos ao limite inferior da normalidade. Sua velocidade de crescimento é adequada. alimenta-se bem. a criança tem pais baixos ou vários outros familiares baixos. definida como comprimento ou altura para idade abaixo do percentil 3. a anemia. As cardiopatias.

esqueleto e neuroendócrinas. Determinam baixa estatura muito grave e sem possibilidade de tratamento etiológico. com exceção feita à deficiência de hormônio de crescimento e ao hipotireoidismo. que deve ser diagnosticado precocemente para evitar seqüelas irreversíveis. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

J.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . R Desenvolvimento In Sucupira. p. Pediatria em Consultório 4a. 2000. Resegue. ACSL. ACSL eds. Edição. Sarvier. Copyright © 2001 IDS . 22.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sucupira. Werner.

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. H.S. Ministerio da Saúde.Leone.L.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Bresolin. 1999. Marcondes. Pediatria 16 : 2. Issler. Paul. 1996.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . In Sucupira. 1999. Pediatria na Atenção Primária. Rev. Organização Munidial de Saúde. A C. & Cols. 1998..B. E. São Paulo.M. Sarvier.Alimentação da Criança nos Primeiros Anos de Vida. São Paulo.Alimentação na Criança Normal. 7º Ed. Departamento de Nutrição da SPSP. Sarvier. Marcondes... Organização Panamericana de Saúde.C. Brasília. São Paulo. Pediatria Básica. Copyright © 2001 IDS . A. Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância. & Cols: Pediatria em Consultório.. et al. Sarvier. E. 2000.

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Achados de exame físico na Sífilis Congênita precoces hepatomegalia alterações ósseas baixo peso ao nascer lesões cutâneas icteríciaes plenomegalia anemia severa. como as doenças hemolíticas por incompatibilidades sanguíneas. edema coriza serosanguinolenta alterações neurológicas em membros tardios fronte olímpica mandíbula curva arco palatino elevado alterações dentárias alterações oculares lesão do VIII par craniano nariz em sela tíbia em sabre O diagnóstico laboratorial baseia-se. em: (1) pesquisa direta por microscopia em campo escuro. como: Quadro2. principalmente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico das icterícias no período neonatal é importante. (2) sorologia não-treponêmica: VDRL (é considerado . principalmente para afastar causas graves. O diagnóstico da sífilis congênita é da maior importância para tanto alguns achados clínicos da sífilis congênita devem ser procurados.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com queda progressiva. (3) sorologia Treponêmica: FTA-Abs (úteis para exclusão de falsos positivos). mesmo após o tratamento efetuado). independentemente da presença de sinais e sintomas laboratoriais.positivo. quando apresenta títulos a partir de 1:2. A sífilis é uma doença de notificação compulsória. Copyright © 2001 IDS . sendo considerada portadora de sífilis congênita toda a criança cuja mãe tem sífilis não tratada ou tratada de modo inadequado. Permanecem positivos por longo tempo.

estímulo ao peristaltismo. podendo-se utilizar fototerapia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da icterícia neonatal deve ser direcionado para a doença que causou a icterícia. tem por objetivo evitar a encefalopatia. Nos casos de hiperbilirrubinemia indireta por incompatibilidade sanguínea. exsanguineo-transfusão e até o uso de substâncias que diminuem a reabsorção intestinal de bilirrubina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . administração de glicose. como alimentação precoce. Outras medidas coadjuvantes são possíveis. Copyright © 2001 IDS .

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o encaminhamento a serviço de especialidade deve ser imediato. Nesses casos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A principal atitude é a de diferenciar a icterícia fisiológica do recém-nascido e a sífilis congênita de outros diagnósticos que demandam investigação demorada. Copyright © 2001 IDS .

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São Paulo. 1996. junho 2000 Issler.. Ministério da Saúde. Sarvier. Roteiros Diagnósticos em Pediatria. Pediatria na Atenção Primária ... 7º Ed.L.C.vol XXXVI. Marcondes. Corradini. Vaz.J... E. Marcondes. H. E.. Leone. São Paulo. São Paulo.A. Oselka.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde ..W. E. Guia de Vigilancia Epidemiológica e Agravos Específicos.C.Leone.K.G.Pediatria Moderna. 2000.F.B..C. Icterícia neonatal. Sarvier..C.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Araújo. Pediatria Básica. 1987 Copyright © 2001 IDS . M.. 1999. A . Sarvier. Ramos. Marcondes.. H. et al.

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independentemente de sua altura. A classificação de intensidade está baseada no déficit de peso em relação à idade. devido a dificuldades operacionais que os serviços de saúde encontram para a medida da altura das crianças. Para estudo de casos individuais. não tendo base fisiopatológica de gravidade bem definida. A relação peso/idade é a mais freqüentemente utilizada em nosso meio. inadequada. em relação à altura ou da altura para a idade. A primária é conseqüente à ingestão insuficiente. De acordo com a intensidade. principalmente para as crianças menores de 2 anos. desequilibrada ou incompleta de nutrientes. uma curva de crescimento. moderado ou grave foram eleitos de maneira arbitrária. Tomando como referência as tabelas de crescimento do "National Center for Health Statistics"( NCHS). A secundária é conseqüente a alterações fisiopatológicas pré-existentes que interferem em qualquer ponto do processo de nutrição. Este método deveria ser utilizado basicamente para avaliar os graus de desnutrição em uma comunidade e para uma triagem inicial. este método assume que as crianças de determinada idade têm o mesmo peso. a desnutrição pode ser considerada primária ou secundária. a desnutrição pode ser classificada em: leve. considera-se: . adotando-se. como base de referência. No entanto. deve-se utilizar a determinação do déficit de peso/altura e da altura/ idade. Os pontos de corte para definir os graus de déficit leve.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico Avaliação e classificação da desnutrição De acordo com a etiologia. moderada e grave.

30% déficit 11% .2.5 . não atendido.5 .leve Peso/idade Peso/altura Altura/idade déficit 10% . das necessidades. Foi proposta por McLaren e fundamenta-se em uma tabela de pontuação para achados clínicos e dosagem da concentração sérica de albumina.1. Segundo a apresentação clínica. quando os pacientes .4 0.20% déficit 5% . a desnutrição pode ser considerada aguda ou crônica.40% déficit 21% . kwashiorkor ou marasmo-kwashiorkor.4 2. A desnutrição aguda é desencadeada por um processo que leva à supressão aguda da ingestão e/ou o aumento.25% déficit 10% .0 . onde a massa muscular e deposição de gordura são máximas.3.9 0 1 2 3 4 5 6 kwashiorkor .0 .2.0 a 3 pontos classificação Outra classificação mais simples para estes tipos de desnutrição tem sido adotada na estratégia do Ministério da Saúde denominada Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI).0 . a desnutrição pode ser classificada em marasmo. especialmente quanto a edema e aspecto de envelhecimento. têm se mostrado efetivos e fáceis de serem aplicados.9 a 15 pontos marasmo .10 % moderada déficit 26% .15% grave déficit > 40% déficit > 30% déficit > 15% É importante ter sempre presente que toda criança desnutrida com edema.9 1.0. independentemente do seu déficit. De acordo com o tempo de evolução. baseia-se em observar os glúteos. achados físicos e laboratoriais edema alterações de pele edema + alteração de pele alterações de cabelo hepatomegalia pontos 3 2 6 1 1 marasmo kwashiorkor . é considerada como desnutrida grave.5 3. e o rosto.1.4 a 8 pontos concentração de albumina (g/l) > 3.4 1. Apesar de estes critérios serem subjetivos.9 2. O marasmo apresenta 3 etapas: M1.5 .

porém poderão ser dispensados. com edema generalizado.apresentam glúteos diminuídos. na maioria das vezes. M2. Os exames laboratoriais poderão auxiliar no diagnóstico. emagrecimento intenso (peso inferior a 70% do esperado para o peso/altura) ou sinais clínicos de desnutrição grave.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . além destes sinais. glicemia. Em nosso meio. é necessário o encaminhamento a uma unidade de referência hospitalar se constatado o aparecimento de sinais clínicos de agravamento. com glúteos flácidos e com pregas da pele sobre a raiz da coxa. Na abordagem terapêutica. análise de urina. nenhuma distinção é feita entre as condições clínicas de marasmo. e K2. pois a história médica e o exame físico são. conclusivos para o diagnóstico. e M3. esfregaço de sangue para afastar a hipótese da malária. As formas mistas caracterizam-se pela presença de ambos os tipos de sinais. apresentam rosto envelhecido. Desnutrição grave é definida como sendo a presença de edema. marasmo-kwashiorkor ou kwashiorkor. protoparasitológico de fezes e radiografia de tórax. Copyright © 2001 IDS . em que. Mantendo-se uma vigilância das condições clínicas da criança. podemos considerar como exames úteis em uma Unidade Básica de Saúde: hemograma. com edema dos pés. O kwashiorkor tem 2 etapas: K1.

O sucesso do tratamento da criança desnutrida grave não requer instalações ou equipamentos sofisticados. a criança e a família são acompanhados para assegurar a recuperação e o desenvolvimento emocional. A mãe ou a pessoa que cuida da criança passa a ser treinada para continuar o tratamento em casa e. (3) acompanhamento: após a alta.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da criança com desnutrição grave é dividido em três etapas: (1) tratamento inicial: são identificados e tratados os problemas que põem em risco a vida da criança. além da correção de deficiências específicas e metabólicas e o início da alimentação. mas sim um planejamento cuidadoso e profissionais de saúde capacitados e dedicados. (2) reabilitação: aumenta-se a densidade calórica e protéica da dieta e iniciase o programa de estimulação física e emocional. O quadro abaixo resume este programa.26 . Esquema para o tratamento de uma criança com desnutrição grave atividade tratamento inicial dias1-2 dias 3-7 reabilitação semanas 2-6 acompanhamento semanas 7 . é feita a preparação para alta. então. físico e mental da criança e evitar recaídas.

a criança deve ser aquecida com cobertor quente. com o objetivo de incentivar a mãe a administrar a solução e controlar a evolução da criança.3 horas. Desidratação: para a reidratação oral das crianças desnutridas graves indica-se a solução padrão da OMS com excelentes resultados. substituída por via endovenosa. paulatinamente. o volume de 50 a 100 ml/kg com previsão de tempo total para a administração em 4 a 6 horas. A suspensão da administração da solução de reidratação oral (SRO) ou a prescrição de volume adicional deve ser feita de acordo com a evolução da criança. Choque séptico: A OMS recomenda o uso de solução de Darrow diluída ao meio com glicose a 5% ou solução de ringer lactato com glicose a 5%. como proposta inicial. o que quer dizer que. A administração de solução hidroeletrolítica por via endovenosa deve ter a menor duração possível. o que implica na necessidade de controles rigorosos para ajustar o volume. Após a recuperação dos sinais de desidratação e/ou ganho de peso. suspende-se a SRO e . Em nosso meio. sugerindo-se. Deve ser oferecida água com glicose. a hidratação oral deve ser iniciada e. utilizando-se colher e/ou copo. na suspeita de hipoglicemia. porém sob vigilância constante do profissional de saúde. é recomendado adicionar cloreto de potássio. desde a década de 60. Deve-se ter sempre em conta que a criança desnutrida grave em estado de choque é de alto risco e tem dificuldade para manipular volume. A administração deve ser lenta.0o C. Se disponível. se necessário via sonda naso-gástrica. Hipotermia: se a temperatura retal estiver abaixo 35.9% e solução de glicose a 5%.tratar ou prevenir hipoglicemia hipotermia desidratação corrigir DHE tratar infecção corrigir deficiências de micronutrientes começar a alimentação aumentar densidade calórica protéica da dieta estimular o desenvolvimento --------> --------> --------> ----------------------------------> ----sem ferro----> -----------------> ---------------------------------------------------------------------------> ---------------> --com ferro--> -------------> DHE = distúrbios hidroeletrolíticos Hipoglicemia: a criança deve ser alimentada no mínimo a cada 2 . utilizamos com sucesso a solução de partes iguais de soro fisiológico a 0.5o C ou a axilar. no volume de 15 ml/kg em 1 hora. assim que houver condições. 20 mmol/litro de solução. as concentrações e a velocidade da infusão. com lâmpada incandescente acima do corpo ou pela "técnica Canguru". a 35.

Com a recuperação. que podem ser adicionados à dieta ou administrados separadamente. Crianças que não estejam em aleitamento materno devem receber dieta tão logo seja possível. Se a criança não tiver condições de tomar a solução voluntariamente. . conforme tolerância da criança. farinha de cereal e óleo. denominada de ReSoMal. a OMS recomenda dieta com 75 kcal/100ml e. Havendo vômitos. a criança melhora e o apetite retorna. Não havendo tratamento de emergência. se ocorrer o aparecimento de diarréia aquosa. na fase de reabilitação. Deve-se estar atento ao aparecimento de intolerância ao leite. Estas recomendações têm como base o conhecimento de que estas crianças têm déficit de potássio e alto conteúdo corpóreo de sódio. dieta de 100 kcal/100ml. inicialmente. por estar muito debilitada ou cansar-se rapidamente. Até o presente momento. passou a recomendar o uso de soluções orais especiais para o tratamento da desidratação do desnutrido grave. Além disso. É imprescindível a administração de vitaminas e sais minerais. Estas dietas podem ser facilmente preparadas a partir de leite em pó. não dispomos de estudos suficientes que demonstrem claramente as vantagens do uso de ReSoMal sobre a solução de hidratação padrão. O volume inicial para administração por SNG é de 5ml/kg em 30 minutos. Dietético: a amamentação de ser mantida em criança submetida à reidratação. A composição da solução de SRO proposta para crianças gravemente desnutridas. e os rins. propõem enriquecer a solução de reidratação com magnésio.inicia-se a alimentação. aumentando-se progressivamente. o fígado.045 300 O volume indicado. é aquela descrita a seguir. a administração de outros líquidos e a suplementação de vitaminas e sais minerais. de forma a não sobrecarregar o intestino. a quantidade a cada refeição e o intervalo devem ser reduzidos. é de 70 a 100 ml/kg. A OMS. Composição da solução reidratação oral para desnutridos graves Componente Glicose Sódio Potássio Cloreto Citrato Magnésio Zinco Cobre Osmolalidade Concentração (mmol) 125 45 40 70 7 3 0. utilizando-se colher e/ou copo. Na fase inicial do tratamento. a partir de 1999. inicia-se a administração de uma fórmula de dieta em pequenas quantidades.3 0. indica-se o uso de sonda nasogástrica (SNG). zinco e cobre para corrigir a deficiência destes minerais.

(2) deficiência de vitamina A. (5) recuperação nutricional e (6) imunizações. marcado em gráfico. Na etapa de acompanhamento. pois estes estão freqüentemente comprometidos. imunizações. e desenvolvimento mental e comportamental é importante.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (3) anemia. Copyright © 2001 IDS . o seguimento por meio do controle de peso.Durante a etapa de reabilitação. (4) dermatoses do kwashiokor. é preciso estar atento frente a (1) processos infecciosos.

1996 Manejo da Desnutrição Grave: Manual para Profissionais de Saúde de Nível Superior e suas Equipes. Sarvier. Representação do Brasil. RG. Washington (D. 1995. 1999. Medica Panamericana. Waterlow.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Ahmed T. et al. John C. Bogotá.. Bogotá. OMS . The Lancet 1999. 1996. . World Health Organization. OPS.1996 Bresolin.OPAS. The treatment diarrhoea: a manual for physicians and other senior health workers.353:1919-1922. Desnutrición In Nutrición Clinica y Gastroenterologia Pediatrica. Bricks. Mortality in severely malnourished children with diarrhoea and use of a standardised management protocol. LF. CR and Lozano. AMB. Montenegro.). Geneva.C. Malnutrición proteico-energética. Desnutrição Energético-Protéica em Pediatria em Consultório. São Paulo.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. identificando precocemente as situações de risco para o desenvolvimento da anemia. de modo a buscar soluções junto com a família no sentido de impedir sua instalação. Além disso. aparentemente. A grande diversidade de possibilidades etiológicas das anemias na infância. assim sendo. a abordagem de toda criança desta faixa etária deve incluir essa possibilidade diagnóstica. Apesar de o diagnóstico de anemia ter essencialmente um embasamento laboratorial. pois a anemia pode ser manifestação de doença sistêmica crônica ou aguda. diminuição do apetite. As queixas clássicas nas crianças com anemia moderada e grave são inespecíficas. as informações obtidas na história permitem à equipe de saúde desempenhar o seu importante papel na promoção e proteção da saúde das crianças. não existam queixas específicas. no nosso meio. faz com que seja amplo e variado o seu espectro de manifestações clínicas. dados da história e do exame físico são fundamentais para a realização das hipóteses diagnósticas etiológicas e direcionam as condutas terapêuticas a serem priorizadas. pois é definido pela taxa de hemoglobina encontrada no hemograma. que a probabilidade de um lactente ou pré-escolar apresentar anemia é de aproximadamente 50%. Deve-se sempre indagar sobre a presença de episódios de icterícia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Pode-se estimar. como fraqueza. de carência nutricional primária e de outros mecanismos fisiopatológicos. que pode indicar a presença de hemólise. mesmo que. A anamnese deve ser completa. de acometimento localizado. alterações do humor e distúrbios do sono. podendo ocorrer também na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. .

espuma do colchão ou até mesmo cabelo. trimetoprima. podem determinar a carência dessa vitamina. aleitamento artificial sem reposição de ferro. algumas das quais são responsáveis pela perda crônica de sangue nas fezes. o uso crônico de antiácidos ou de drogas que induzem a diminuição da secreção gástrica podem atuar como fatores de inibição da absorção do ferro. úlceras pépticas. inadequação na composição destas refeições. que cursam com perda sangüínea crônica. Os prematuros e os indivíduos com anemia hemolítica apresentam maior demanda de ácido fólico. sulfazalazina e pirimetamina são considerados antifolínicos. sítio de absorção da vitamina B12 ligada ao fator intrínseco. (2) alimentação pregressa e atual por fatores que podem levam a ferropenia (desmame precoce. como geofagia ou compulsão por comer tijolo. Por outro lado. podem evoluir com perda sangüínea oculta pela via digestiva. drogas bloqueadoras da secreção de suco gástrico. atraso na introdução das refeições de sal. salientam-se as enteroparasitoses. que inviabiliza a ligação da molécula de ferro ao grupo . A perversão alimentar. baixa oferta de vegetais e cocção excessiva das frutas e hortaliças) ou ainda de vitamina B12 ( filhos de mães com dieta vegetariana estrita em aleitamento materno exclusivo e também as crianças com dieta vegetariana). sangramento perinatal. A ingestão crônica de material que contenha chumbo determina o acúmulo deste metal. divertículos e pólipos. após esgotarem os depósitos. podem causar carência de folatos por acometerem a mucosa jejunal. apontam para a possibilidade de ferropenia e anemia. Medicamentos como metotrexate. pois inibem a transformação do ácido fólico para sua forma ativa. esofagite por refluxo gastroesofágico. baixo peso ao nascimento. Na criança com história de geofagia. por determinarem inapetência.Alguns pontos de importância na anamnese. neomicina podem determinar a má absorção dessa vitamina. A longo prazo. sendo predispostos a desenvolver essa anemia carencial. como prematuridade. (3) antecedentes mórbidos e doenças associadas: infecções de repetição e os processos inflamatórios crônicos. sítio de absorção do ácido fólico. excesso de oferta láctea em substituição às refeições de sal. acresce-se o risco de infecção por enteroparasitoses. Outros acometimentos do trato digestivo. sabão. como diarréia recorrente. excesso de fatores inibidores e vegetarianismo) ou a deficiência de folato (aleitamento exclusivo com leite de cabra. predispõem ao aparecimento de anemia ferropriva. gemelaridade. além das inadequações alimentares. Anticonvulsivantes podem determinar carência de folato por mecanismos ainda desconhecidos. ácido acetilsalicílico e outros antiinflamatórios não-hormonais pode causar perda sanguínea. como: (1) antecedentes perinatais. algumas drogas como anti-ácidos. Para o pré-escolar. (4) uso de medicações: o consumo de corticosteróides. os indivíduos que ingeriram substâncias cáusticas e os gastrectomizados acabam desenvolvendo deficiência de vitamina B12 pela falta do fator intrínseco. Em relação à vitamina B12. Doença de Crohn e doença celíaca. (5) contato com agentes tóxicos: agentes químicos usados na lavoura podem justificar o aparecimento de aplasia medular. criança que teve parto prematuro ou com baixo peso ao nascer sem suplementação de ferro. podem como a tricocefalíase e ancilostomíase. gelo. Acometimentos do íleo terminal.

Edema de extremidades pode ocorrer nos desnutridos graves com kwashiorkor. na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. a hemólise pode ocorrer. estresse e febre. A queilite angular pode ser manifestação de ferropenia. e nos portadores de anemia falciforme. pois vários fatores podem alterar a coloração cutâneo mucosa: calor. por redução da albumina plasmática. atrito. com as medidas de altura e peso. que pode ocorrer na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. como já foi referido. a . haja alterações hematológicas. febre e exercícios físicos intensificam a coloração das mucosas pela vasodilatação. assim como a cor e textura da pele e dos cabelos e aspecto das unhas são importantes para avaliar se existe desnutrição energético protéica e/ou alguns sinais presentes nas anemias carenciais. cabelos descorados podem estar presentes na desnutrição e na deficiência de ácido fólico. que normatiza esta estratégia. classificação e tratamento de anemia segundo o programa do Ministério da Saúde denominado Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância AIDPI Avaliar palidez palmar leve Classificar anemia Tratar q q q palidez palmar grave anemia grave Encaminhar com urgência ao hospital prescrever ferro · afastar malária em áreas de risco q · prescrever mebendazol se a criança tiver uma ou mais e não tiver tomado nenhuma dose nos últimos seis meses q · avaliar a alimentação da criança e orientar a mãe sobre alimentos ricos em ferro q · Marcar retorno em 14 dias O exame físico geral. O chumbo está contido em tintas. sem que. A coloração da palma da mão da criança é muito útil no diagnóstico. A intensidade da palidez pode ser leve ou grave quando comparada com a coloração palmar da mãe e do profissional de saúde. Assim. pela vasoconstrição. Icterícia pode indicar a presença de hemólise. Estrias longitudinais em unhas podem estar presentes na ferropenia. também. interrompendo a síntese da hemoglobina. devido ao processo de eritropoese ineficaz. Quadro 1: Avaliação. No entanto. geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. A anemia costuma ser associada à palidez. no entanto. frio. em material poluente eliminado pelas fábricas de pilhas e bateria e em algumas ligas de metais e tintas que compõem ou revestem panelas e utensílios domésticos.heme. por outro lado. A presença de petéquias e púrpura levanta a suspeita de plaquetopenia. conforme o quadro de condutas (Quadro1). ou ainda nos acometimentos medulares. nos quais o edema é secundário à venoclusão. no seqüestro esplênico. necessariamente. a constatação da palidez não deve ser encarada como um pré-requisito para se suspeitar de anemia. expressam palidez. nestes casos.

Toda criança com suspeita de anemia deve realizar hemograma completo. determinando alterações do exame físico. Na avaliação do aparelho cardiovascular.5 g/dl em crianças na faixa etária de seis a 9 anos e menor que 12 g/dl e 12. presença de sopro cardíaco. Este dado é fundamental para orientar a etiologia mais provável. O tempo de duração da anemia. normocítica e macrocítica anemias microcíticas q anemia ferropriva ( deficiência nutricional e perdas sangüíneas) q intoxicação por chumbo q síndromes talassêmicas . e hematócrito menor que 33% confirmam a hipótese de anemia. No exame neurológico. como ser indicativos de algumas doenças hemolíticas constitucionais (por exemplo. De modo geral. que. quando possível. visando a confirmação do diagnóstico e obtenção de outras informações úteis quanto à provável etiologia. respectivamente. No exame do abdome. a quantidade de hemoglobina menor que 11 g/dl em crianças de seis meses a 5 anos. deficiência de ácido fólico ou de vitamina B12. é importante avaliar a freqüencia cardíaca. deve-se avaliar com cuidado a presença de hepato e/ou esplenomegalia. diminuição da força muscular ou ataxia espástica sugere mais especificamente carência de vitamina B12 . conforme pode ser constatado no Quadro 2. a ocorrência de parestesia simétrica e persistente. Hemograma: a contagem de eritrócitos inferior a 3. Quadro 2 Classificação das principais etiologias de anemia de acordo com o tipo de anemia caracterizado pelo volume corpuscular médio em microcítica.diferenciação pode ser feita pela presença da dor no local do edema nos casos de anemia falciforme. quando presentes. No exame físico especial. esplenomegalia na esferocitose) e até parte do quadro de leucose. devem ser analisadas no conjunto dos dados obtidos na história e exame físico. menor que 11. até sinais de insuficiência cardíaca grave. contagem de reticulócitos e.o volume corpuscular médio (VCM) permite uma classificação didática das causas de anemia. a presença de glossite associada a anemia pode sugerir ferropenia. queixa que não ocorre no edema da desnutrição. que vão desde um pequeno aumento da freqüência cardíaca. a velocidade e a intensidade da queda dos índices hematimétricos permitem ou não ajustes cardiovasculares. protoparasitológico (para os maiores de 1 ano). a medida da pressão arterial e ausculta cardíaca. considera-se microcitose quando o VCM é menor que 75(3 e macrocitose quando o VCM é maior que 100(3.9 milhões/ml.5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino. pois podem tanto representar apenas a resposta reticuloendotelial à presença de anemia (geralmente de pequenas proporções). (1) Volume corpuscular médio .

anemias macrocíticas q com megaloblastose medular . Sua contagem exige metodologia específica. cujos valores normais encontram-se entre 11.secundária a processos infecciosos q perda sangüínea aguda q seqüestro esplênico q insuficiência renal crônica Coeficiente de variação do volume eritrocitário (red cell volume width distribution .RDW) .alterações da membrana do eritrócito q anemias hemolíticas adquiridas . nas síndromes talassêmicas.hemoglobinopatias . as hemácias se apresentam de tamanho uniforme.complexos .anemias hemolíticas q microangiopáticas . a taxa de reticulócitos é a relação percentual entre o número de reticulócitos e o número de eritrócitos. e reflete a velocidade com que a medula está liberando eritrócitos jovens para a circulação periférica. Assim sendo. enquanto. fornece também o coeficiente de variação do volume eritrocitário. apresentando RDW normal.a contagem eletrônica dos eritrócitos. esse coeficiente é denominado de red cell volume width distribution. o que costuma ocorrer nas anemias . além dos dados já descritos do hemograma. Na anemia ferropriva o RDW está aumentado devida à ampla variação do volume das hemácias.deficiência de ácido fólico q · sem megaloblastose medular anemias normocíticas q anemia aplástica síndrome de Diamond-Blackfan hipotireoidismo hepatopatias processos infiltrativos em medula anemias hemolíticas congênitas .defeitos enzimáticos de eritrócito .5%.5% e 14. tratam-se de exames diferentes. motivando o uso da sigla RDW. que devem ser solicitados separadamente e cujas interpretações são complementares.deficiência de vitamina B12 . enquanto a leitura do hemograma é feita de forma automatizada. Na língua inglesa. A elevação da taxa de reticulócitos (valores maiores que 7% entre recém-nascidos e maiores que 2% para as demais faixas etárias) reflete aumento da eritropoese.por imune . Contagem de reticulócitos: são os eritrócitos jovens.

Copyright © 2001 IDS .hemolíticas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nos quadros de sangramento agudo e no início do tratamento de reposição de nutrientes nas anemias carenciais. Portanto. orientam. além de confirmarem a presença de anemia. os resultados do hemograma e da contagem de reticúulócitos. Taxas de reticulócitos menores que 0. quando associados aos dados obtidos na história e no exame físico.5 % são registrados nas anemias carenciais. a abordagem diagnóstica das crianças com anemia.

devendo ser monitoradas nas crianças com anemia grave. a principal possibilidade a ser suspeitada é a falta de adesão às orientações prescritas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Abordagem da criança com anemia microcítica Deve-se iniciar o tratamento com reposição de ferro nos lactentes e pré-escolares que apresentam dados de história que indiquem risco de ferropenia. Tratamento da anemia ferropriva: é baseado na reposição de ferro via oral. e com reavaliação dos índices hematimétricos. acompanhada com retornos periódicos. garantir retornos mensais para identificar falhas e objetivar o seguimento através da realização de um novo hemograma em aproximadamente dois meses de tratamento. Elevações dos índices hematimétricos podem ser registradas desde a primeira semana de tratamento. em reorientações alimentares que garantam as necessidades nutricionais específicas de cada faixa etária e na remoção de fatores que. é mais importante facilitar o acesso ao atendimento das intercorrências que possam dificultar a adesão ao tratamento. o tratamento por meio da reposição de ferro por via oral. Assim. levando-se em consideração as dificuldades específicas de cada caso. O tratamento deve ser reorientado. microcitose e aumento do RDW no hemograma e ao número baixo de reticulócitos. devido à alta prevalência de anemia ferropriva já referida. Especialmente em nosso meio. associados ao encontro de anemia. Em geral. com intervalos que dependem da gravidade da anemia. justifica-se essa conduta inicial. possam estar causando ou . Na ausência de respostas satisfatórias. da reorientação alimentar e da prescrição de medicamentos deve ser iniciado e a criança. eventualmente.

o albendazol (400mg . Para as crianças maiores de 2 anos. os distúrbios do sono e até mesmo a anorexia melhoram nos primeiros dias. com o intuito de diminuir o risco da sangramento oculto. Para refazer os estoques de ferro no organismo.em dose única) pode ser uma boa opção terapêutica. durante 3 dias. Embora haja vários compostos contendo ferro (tabela 2). durante o tratamento. vômitos e alterações do hábito intestinal. até no máximo 200 mg / dia. observa-se a melhora e até mesmo o desaparecimento de sinais e sintomas precedendo às alterações laboratoriais mais relevantes. Compostos de Ferro Sal de Ferro Sulfato Ferroso Hidróxido de Ferro Polimaltoso Citrato de Ferro Amoniacal Gluconato Ferroso Citrato de Cálcio Ferroso Concentração de Ferro Elementar (%) 20 30 16. em geral. está indicado o uso de drogas antiparasitárias. usa-se mebendazol ( 5 ml. Tabela 2. Em geral. devendo ser evitados os inibidores como chá. A dose terapêutica de ferro elementar preconizada para o tratamento é de 4 . 2 vezes ao dia. se possível. A dose diária é dividida em 2 a 3 tomadas . fora de zona de grande prevalência de amebíase. Nas crianças maiores de 1 ano.piorando a ferropenia. Em áreas de alta prevalência de enteroparasitoses. O cansaço. A perversão alimentar costuma diminuir por volta do final da primeira semana e a glossite mostra sinais . Além de se reforçar a oferta de carne. Recomenda-se que a administração do medicamento seja feita 30 minutos antes das refeições . o sulfato ferroso continua sendo uma boa opção devido ao seu baixo custo e sua melhor absorção. momento em que a acidez gástrica pode facilitar a absorção do ferro e.5 12 5 As reorientações dietéticas devem obedecer às necessidades específicas de cada faixa etária. como frutas cítricas e carboidratos. excesso de verduras e cereais. A substituição do composto de ferro está indicada para as crianças que apresentarem intolerância ou má aceitação ao sulfato ferroso. Os efeitos colaterais mais freqüentes são náuseas. recomenda-se o consumo de outros alimentos que facilitem a absorção do ferro não-heme. independentemente de efetivação de protoparasitológico. acompanhada de suco cítrico e carboidratos. não resolvem as situações de deficiências nutricionais mistas por não permitirem ajustes específicos de doses. mantém-se a reposição em dose terapêutica por mais dois meses após a normalização dos níveis de hemoglobina e do VCM. junto às refeições de sal. mesmo que em pequenas quantidades. leite.6mg / kg / dia. visando diminuir eventual irritação gástrica. As apresentações comerciais que associam o sal de ferro a outras substâncias hematogênicas são mais caras e. repetindo o mesmo esquema após 14 dias). respeitar os hábitos familiares e se ajustar aos recursos disponíveis. fatores que aumentam a sua absorção.

desaparecendo em torno de dois a três meses. (4) reposição de ferro ( 2mg/kg/dia) em lactentes e préescolares expostos a dietas inadequadas. (3) reposição de ferro para lactentes em aleitamento artificial sem fortalecimento com ferro (1 a 2 mg/kg/dia . Abordagem da criança com anemia normocítica As principais causas de anemia de crianças com anemia normocítica são processos infecciosos/inflamatórios crônicos. não sendo possível uma única padronização de conduta. as seguintes condições: moradia com água tratada e saneamento básico. falência medular e deficiência de vitamina B12 e ácido fólico. recomenda-se que o hemograma seja repetido em aproximadamente um mês. devem ser garantidas as seguintes medidas profiláticas: (1) aleitamento materno exclusivo até o 6ª mês de vida. de um modo geral.no mínimo durante os 6 primeiros meses de vida). enquanto adequações alimentares estão sendo incorporadas. (5) uso de leite enriquecido com ferro em lactentes que sofreram desmame . A OMS recomenda. nesta reavaliação. hemoglobinopatias. que raramente atingem níveis de hemoglobina menores que 9g/dl. Nas crianças que apresentam anemia leve sem outras alterações. diminuição da produção de eritropoetina ou alteração do processo de maturação nuclear. lactentes nascidos a termo e com peso adequado para a idade gestacional apresentam redução fisiológica dos índices hematimétricos entre a 7ª e a 12ª semanas de vida. vínculos familiares/institucionais saudáveis. Profilaxia das Anemias Carenciais De forma geral. as carências nutricionais podem ser evitadas garantindo-se condições adequadas de vida para todos. o exame físico e o acompanhamento são fundamentais para indicar as prioridades da investigação diagnóstica e encaminhamentos. anemias hemolíticas.de involução a partir da segunda semana. renda familiar que garanta oferta alimentar adequada. a persistência da anemia normocítica reforça a necessidade de encaminhamento. Essa situação específica não deve ser interpretada como patológica e sim como uma fase de transição e autolimitada. cuja resolução é espontânea e está relacionada à substituição da hemoglobina fetal pelas hemoglobinas A1 e A2. como medidas básicas para a prevenção da ferropenia. vacinação completa. Abordagem da criança com anemia macrocítica A constatação de macrocitose no hemograma está associada a várias causas que podem ser agrupadas em três situações: falência medular. enquanto a melhora dos índices hematimétricos confirma a possibilidade de a anemia pregressa ter sido secundária a algum processo infeccioso/inflamatório transitório. determinando a necessidadede encaminhamento. Nesses casos. com 2 mg de ferro elementar/kg/dia. Especificamente com relação à alimentação. acesso aos serviços de saúde e educação. Em geral. a história. Essas são situações clínicas bem mais raras que a ferropenia e. estão associadas a doenças mais graves. (2) reposição de ferro para os lactentes prematuros e pequenos para a idade gestacional. a partir do 2º mês de vida. A reticulocitose máxima pode ser detectada entre o quinto e o oitavo dia.

8º meses de vida. (13) reposição de ácido fólico (1. porém seu custo ainda dificulta o acesso às populações mais pobres e seu uso em grande escala pode levar a uma supervalorização do leite de vaca. (6) estimular o consumo de alimentos facilitadores da absorção do ferro não-heme junto às refeições de sal (carne. na qual os altos estoques de ferro determinam lesões teciduais graves. beterraba. Trata-se de medida com resultados relativamente rápidos e seguros. quando essas lesões se manifestam clinicamente. se necessário. e. a longo prazo. no quadriênio 2000-2003. especialmente nos países em desenvolvimento.precoce. leite. hipopituitarismo e hipogonadismo.2mg/dia) para lactentes em aleitamento exclusivo com leite de cabra. principalmente do leite. de forma irreversível. (7) evitar o consumo de alimentos dificultadores da absorção do ferro junto às refeições de sal (chá. (6) oferta de dieta adequada para cada faixa etária. (9) esclarecer o valor de determinados alimentos como fonte de ferro biodisponível. (11) estimular dieta rica em ferro e. como farinha de casca de ovo. recomendar a reposição de ferro nas adolescentes e mulheres em idade fértil. o consumo indiscriminado de alimentos enriquecidos com ferro não deve ser estimulado. artrites e artropatias. seja possível consolidar e estender essa conduta para todos os municípios brasileiros atendidos pelo PSF. comprometendo a importância do aleitamento materno e da diversificação da dieta. além de ter como meta a redução da anemia ferropriva em pré-escolares e escolares em 1/3 até o ano 2003. como cirrose. pretendendo que. efetiva a administração de 2 ml de sulfato ferroso/semana para as crianças consideradas alvos (6 a 24 meses). justifica a busca de medidas profiláticas de natureza coletiva no âmbito da saúde pública. miocardiopatia. de deficiência de vitamina B12. só serão identificados entre 40 e 60 anos. ovo de pata e outros (9) orientar os vegetarianos quanto ao risco de ferropenia e. hepatoma. O enriquecimento de alimentos. a redução da carência de ferro no Brasil foi priorizada entre as diretrizes na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). frutas cítricas e carboidratos). A prevalência de anemia no mundo. (12) recomendar suplementação de ferro (120mg/dia) a partir do 2º trimestre de gestação. Recentemente. (8) estimular o consumo de frutas e vegetais crus. dentro do Programa de Saúde da Família (PSF). O Ministério da Saúde. respeitando época de introdução de frutas cítricas e outros alimentos e garantindo 2 refeições de sal por dia a partir do 7º . . Devido ao fato de não haver vias específicas de excreção de ferro que não a descamação celular. condição geneticamente determinada e caracterizada pela absorção excessiva de ferro. por intermédio do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) além de reforçar as recomendações alimentares específicas para prevenir a ferropenia. diminuindo significativamente a prevalência de anemia ferropriva entre lactentes. (10) controlar processos mórbidos que induzam anorexia ou perdas sanguíneas. excesso de cereais e fibras). em aleitamento materno exclusivo (1 micrograma/dia-por via oral). Portadores de hemocromatose. com ferro tem sido eficaz em vários países. (14) reposição de vitamina B12 para lactentes filhos de mães vegetarianas de longa data.

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o indivíduo deve ser encaminhado para algum serviço de referência. o tratamento deve ser retomado. considerando-se a possibilidade de falha terapêutica ou de haver outra etiologia associada à ferropenia. grandes desvios à esquerda dos leucócitos (aumento de bastonetes) e presença de blastos. para que se inicie. perdas sanguíneas ocultas e até mesmo alguma outra afecção específica do eritrócito que tenha pouca expressão clínica. atipia linfocitária. linfocitose ou plaquetopenia intensas. o mais breve possível. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Para investigação diagnóstica/tratamento Consideram-se sinais de alerta as alterações que não se limitam apenas ao eritrograma. A persistência da anemia microcítica em crianças devidamente tratadas sugere a necessidade de se ampliar a abordagem diagnóstica para confirmar ou afastar laboratorialmente a condição de ferropenia. como deficiências nutricionais mistas. sendo estas: macrocitose. Uma vez confirmada a presença de ferropenia. acometendo leucograma e plaquetas. abordagem diagnóstica para exclusão de leucose. pois vários exames permitem quantificar o ferro corpóreo. leucopenia grave. Nestas situações. As dosagens séricas disponíveis retratam apenas uma parte do seu metabolismo e devem ser interpretadas com cautela. é importante a referência do paciente. processos inflamatórios crônicos. Nestes casos.

A necessidade de efetivação de diagnóstico diferencial entre processos infecciosos. doenças de membrana) em lactentes com história de hemólise recorrente ou icterícia prolongada. doenças metabólicas e as doenças hemolíticas reforçam a indicação de encaminhamento para serviços de referência. A eletroforese de hemoglobina também deve ser lembrada no seguimento de algumas crianças inicialmente tratadas como ferropênicas que apresentem respostas parciais à reposição de ferro ou que passem a apresentar evidências de hemoglobinopatia. como insuficiência cardíaca e/ou respiratória.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A transfusão de glóbulos vermelhos deve ser reservada aos casos nos quais os níveis muito baixos de hemoglobina estejam levando a repercussões clínicas importantes. estomatócitos e acentuação de pontilhado basofílico. hepatopatias. deficiências de enzimas eritrocitárias. processos inflamatórios crônicos e intoxicação por chumbo. os dados de história devem ser aprofundados conforme as hipóteses etiológicas mais prováveis. células em alvo.Se a ferropenia for afastada. sem incompatibilidade sangüínea materno-fetal. anemia normocítica e reticulocitose ou as seguintes alterações morfológicas no esfregaço de sangue periférico: células falcizadas. pois esta condição afasta ferropenia e sugere talassemia e nas pessoas com história. ao hemograma. cuja expressão clínica é leve ou está ocultada pela ferropenia Deve haver suspeita de síndrome hemolítica (hemoglobinopatia. A eletroforese de hemoglobina deve ser realizada como conduta inicial quando houver anemia microcítica com RDW normal. eliptócitos. Para tanto. Copyright © 2001 IDS . a investigação diagnóstica deve excluir as demais causas de microcitose: algumas síndromes talassêmicas. exame físico ou antecedentes familiares sugestivos de hemoglobinopatias e que apresentem.

D. 2000. 216. . C.. R.Saúde infantil: tendências e determinantes na cidade de São Paulo na segunda metade do século XX. . 2000. Brasília.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bourroul. 2000. Scaramuzzi. Ministério da Saúde do Brasil / Opas / Área de Saúde da Criança / Atenção Integrada Às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). Rev Saúde Pública 34 (6 suppl). 4a ed. In: Sucupira. p. Ferrer.Manual de Condutas do AIDPI.e cols. São Paulo. A. M.1 Copyright © 2001 IDS . S. Sarvier. S.. C. Pediatria em Consultório. L. . p. P.Anemia na infância.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Monteiro. L. A. M. A.

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Os valores de referência devem ser fornecidos pelo laboratório. Outros achados são a rarefação óssea. além de auxiliar no diagnóstico do raquitismo. Quando o raquitismo é sintomático. pois variam conforme o método e a faixa etária da criança. o que determina também o aumento do espaço interarticular.Os achados radiográficos. . A idade óssea encontra-se atrasada devido à calcificação reduzida nos núcleos de ossificação. e dependem do estágio em que se encontra o raquitismo. porém são de difícil disponibilidade em nosso meio. com a concavidade voltada para a articulação. A radiografia dos punhos é especialmente adequada para avaliação do raquitismo. porém o nível sérico de fósforo encontra-se sempre baixo e a atividade sérica da fosfatase alcalina. encurvamento diafisário.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A confirmação da suspeita de raquitismo deve ser feita através de exames bioquímicos e radiológicos. As alterações bioquímicas decorrem diretamente das alterações do metabolismo de cálcio e fósforo. devido à não-mineralização do tecido ósseo subperiostal. permitem acompanhar o tratamento e avaliar o processo de cura. pois as alterações das epífises da ulna e rádio são precoces. Ocorre alargamento das epífises em forma de taça. aumentada. em função da carência de vitamina D. o nível sérico de cálcio pode estar normal ou baixo. produzindo a imagem "em franja". O borramento ou perda dos limites ósseos pode aparecer sob forma de pequenas estrias no sentido longitudinal do osso. A dosagem sérica de paratormônio elevada e os níveis séricos de 25(OH)D diminuídos auxiliam no diagnóstico. fraturas em "galho verde" e duplo contorno das diáfises.

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000 UI por dois a seis meses. A grande vantagem desse esquema é a possibilidade de ser feito sob supervisão. recomenda-se que seja prescrita a vitamina D por via oral. pois a medicação oral é bem absorvida. na literatura. A cura do raquitismo carencial pode ser obtida por meio da administração de uma dose única de 600. por parte da criança. é a melhor escolha. conforme a disponibilidade.000 UI de vitamina D3 com 13. tratamento adequado e boa adesão da família. Uma unidade internacional de vitamina D corresponde a 0. Em vista disso. porém dá-se preferência ao esquema com dose única de 600.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento do raquitismo poderia ser feito somente com a exposição diária ao sol. garantindo. Neste caso. Existem.000 a 5. o esquema recomendado é a administração de uma ampola diária.000 U de vitamina D (vitamina D2 ou D3). opta-se pela via oral. 1 mg de vitamina D são 40. assim. A injeção intramuscular de vitamina D não apresenta vantagens em relação à administração oral. Em nosso meio.000 UI de vitamina D por via oral ou parenteral. perfazendo um total .000 UI. durante nove dias. portanto.025 mg de vitamina D3. muitas vezes. é difícil estabelecer o tempo necessário para a cura.200 UI de vitamina A. por via oral. no entanto. Na ausência de diarréia e boa aceitação oral. Na presença de diarréia e/ou má aceitação oral a via parenteral. a única preparação oral disponível é a associação de 66. esquemas de tratamento nos quais são utilizadas doses baixas diárias de 2.

hepatomegalia. Os sinais radiográficos de cura evidenciam-se pela calcificação e aparecem duas a quatro semanas após o tratamento. anorexia. também. linha de maior calcificação na região submetafisária. entre outros. Os níveis séricos de cálcio e fósforo normalizam-se após dias ou semanas de tratamento. tendo como sintomas: craniotabes. sinais de irritação meníngea.000 UI de vitamina D. A exposição diária à luz solar é o melhor meio de prevenir o raquitismo carencial. hidrocefalia. irritabilidade. prurido. A hipervitaminose crônica deve-se a ingestão prolongada de altas doses de vitamina A. recomenda-se o uso diário de vitamina D na dose de 400 UI/dia. normalizando o espaço interarticular. para evitar complicações por hipocalcemia. A adolescência. A hipervitaminose A aguda é consequência da ingestão acidental de produtos contendo vitamina A. Apesar da suplementação diária com vitamina D. descamação de pele local ou generalizada. A suplementação de vitamina D diária na dose de 400 UI /dia deve ser iniciada logo após o tratamento. devendo-se sempre confirmar sua formulação. alopecia. para que não ocorra novo episódio de raquitismo. Para o recém-nascido de termo e prematuros de mães com níveis normais de vitamina D. ingestão adequada de cálcio. até a cura definitiva do raquitismo. Ocorre deposição mineral na metáfise. Vitamina Nome comercial® Via de administração Apresentação . por via oral. durante todo o tratamento do raquitismo. para evitar a hipervitaminose A. caracteriza-se pelos seguintes sintomas: anorexia. Na avaliação laboratorial. Os níveis de fosfatase alcalina podem permanecer alterados por vários meses. ou hipervitaminose D. perda de peso. Diminui a rarefação óssea e a cortical torna-se mais compacta. constatam-se hipercalcemia e hipercalciúria. vertigem. como profilaxia até dois anos de idade (fase de crescimento acelerado). anorexia. poliúria e polidipsia. continua sendo importante encorajar as mães a adquirirem o hábito de expor seus filhos ao sol diariamente com pouca roupa e não através de vidraças. Todos os sintomas regridem completamente com a supressão da vitamina A. A dose recomendada é de 400 UI/dia de vitamina D por via oral. Adolescentes pouco expostos ao sol devem receber profilaxia por meio de alimentos enriquecidos com vitamina D ou medicamentos durante todo o período de estirão. vômitos e diarréia. hipotonia. A ingestão crônica de doses elevadas de vitamina D pode causar comprometimento renal e calcificações metastáticas. A utilização de associações de vitamina D com vitamina A requer cuidado. A maioria das deformidades ósseas desaparecem meses ou anos após o tratamento. o uso diário de 400 UI de vitamina D por via oral. É fundamental manter.de 594. por ser outro período de grande aceleração do crescimento. abaulamento de fontanela. Os sintomas são: cefaléia. esplenomegalia. Como é muito difícil identificar as famílias que realmente terão condições de expor os lactentes ao sol. e aparece a linha de remissão raquítica. obstipação intestinal. A intoxicação pela vitamina D. dor nos ossos. os núcleos ósseos tornam-se visíveis. recomenda-se. é de risco para o raquitismo carencial.

000 UI de vitamina A / ml.000 UI de vitamina A.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C / ml. Solução com 400 UI de vitamina D .200 UI de vitamina D3 e 5. 100.000 UI de vitamina D3 e 13.000 UI de vitamina A / ml.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C.000 UI de vitamina D3. Solução com 50. Aderogyl D3 (Sarsa) Oral Ampola com 66.200 UI de vitamina A. Ad-til (Riker) Oral Solução com 10. Solução com 2.500 UI de vitamina A / ml.000 UI de vitamina D e 50. 3.000 UI de vitamina D2 e 50. Gaduol (Climax) Oral Solução com 10. 5. Tri-vi-sol (Mead Johnson) Oral .000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E / ml.D+A Adeforte (Gross) Oral Ampola com 50.

1 mg de vitamina B6. 5.000 UI de vitamina D.Protovit (Roche) Oral Solução com 1. 10 mg de vitamina PP.000 UI de vitamina A. 1 mg de vitamina B2. 4 mg de vitamina B1. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C / ml. 10 mg de vitamina B5.

a persistência ou reaparecimento de raquitismo carencial. que diziam: "Tome seu leite e vá brincar lá fora. é algo difícil de se aceitar. que é a suplementação diária com vitamina D. Além desse tratamento. seguro e altamente eficaz. 100. 5.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C. como observado em países ricos. basta seguir os antigos e sábios conselhos de nossas avós.000 UI de vitamina D3. O raquitismo carencial pode ser prevenido por meio de um tratamento de baixíssimo custo.000 UI de vitamina A." Vitamina Nome comercial ® (fabricante) D+A Adeforte (Gross) Via de administração oral Apresentação ampola com 50.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Nos dias de hoje.000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E/ml .solução com 50.

10 mg de vitamina B5.000 UI de vitamina A.000 UI de vitamina D. 4 mg de vitamina B1.Aderogil D3 (Aventis) oral ampola com 66. 1 mg de vitamina B2.000 UI de vitamina D2 e 50.000 UI de vitamina A/ml solução com 400 UI de vitamina D.000 UI de vitamina D3 e 13.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .200 UI de vitamina D3 e 5.000 UI de vitamina D2 e 50. 1 mg de vitamina B6. 3.500 UI de vitamina A/ ml solução com 10. 3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C/ml Ad-til (Byk) oral Gaduol (Clímax) oral Tri-vi-sol (BristolMyers Squibb) oral Protovit (Roche) oral Copyright © 2001 IDS .200 UI de vitamina A. 10 mg de vitamina PP.000 UI de vitamina A/ml solução com 10. 5.solução com 2.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C/ml solução com 1.

F.D. In Behrman.J.A.Nutrition and nutritional disorders. & Curran. New York. In Sucupira. Raven Press.C.E. pp. . 21 of Nestlé Nutrition Workshop Series.S. & cols. 3a ed.L. 1996. 1996. Copyright © 2001 IDS .C.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barness. 208. 15th ed. . 1991.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .S. São Paulo. Sarvier. & cols.Rickets.L.S. Glorieux.A. Philadelphia. . pp. & Zuccolotto.H. vol. Saunders.R.: Pediatria em Consultório.Disvitaminoses.M.: Nelson Textbook of Pediatrics.179. Rodrigues.

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Entretanto. há comprometimento do trato respiratório . No Brasil. embora não seja uma infecção respiratória grave. possui alta morbidade. ou resfriado comum. O resfriado é uma síndrome catarral aguda. devido a faltas no trabalho e gastos com medicações. As medicações utilizadas para o tratamento do resfriado comum são vendidas sem receitas médicas e são consideradas seguras. sendo responsável por grandes perdas econômicas. Quando o quadro é causado pelo vírus Influenza e pelo vírus sincicial respiratório. livres de efeitos colaterais. O uso indiscriminado de antibióticos para infecções respiratórias agudas de etiologia viral é considerado o principal motivo de aumento da resistência bacteriana.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia RINOFARINGITES Quadro clínico e Epidemiologia Rinofaringite viral aguda. estas medicações podem ca