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Manual de condutas - Saúde da Família

Manual de condutas - Saúde da Família

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Temas da Área de Medicina Apresentação O Brasil de hoje é, sem dúvida, diferente do país de apenas duas décadas atrás.

Mudanças internas, associadas à globalização que envolve todos os países do mundo, criaram uma nova realidade política e econômica, que se refletem nas condições de vida de nossa população. Paralelamente, observa-se uma maior consciência quanto aos valores sociais e entende-se que mudanças expressivas só ocorrerão com um forte engajamento do governo e da sociedade civil na construção de uma democracia onde se combata, de maneira vigorosa, as intensas desigualdades sociais que ainda persistem e dificultam uma considerável parcela dos brasileiros a ter acesso a instrumentos sociais que lhes permita viver com dignidade. Na área da saúde, pode-se afirmar que muito se avançou com o preceito constitucional de que saúde é um dever do Estado e um direito do cidadão. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), deu-se um importante passo na modernização das ações de saúde em nosso país. O SUS, entretanto, não tem conseguido atingir plenamente seus objetivos de equidade e universalidade, devido a uma conjuntura de fatores, que inclui ingredientes de difícil manipulação, dentre eles a limitação de recursos financeiros, as amarras administrativas e gerenciais do setor público e o preparo técnico, científico e até mesmo humanitário de parte dos profissionais de saúde, sem deixar de mencionar constantes desavenças políticas, que não raro dificultam sua implantação. Ao longo dos últimos anos, tornou-se evidente que o atendimento primário, base de entrada para o sistema público de saúde, necessitava uma nova abordagem, uma vez que a estrutura clássica de unidades básicas de saúde vinha apresentando, em diversos locais do país, uma baixa resolubilidade. Assim, a partir de experiências na região Norte-Nordeste, criou-se o Programa Saúde da Família (PSF), baseado em equipes de saúde da família, que são constituídas por médicos, enfermeiras, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atendem populações geograficamente definidas e com número definido de famílias. Essa estratégia vem não só melhorando o acesso da população ao sistema, como tem proporcionado considerável melhora na qualidade do atendimento oferecido, o que traz um admirável grau de satisfação da população e das próprias equipes de saúde. A experiência destes primeiros anos de PSF mostrou, entretanto, que existe uma dificuldade de se arregimentar médicos adequadamente treinados para exercer a função de generalistas e enfermeiras com o devido preparo para as abrangentes funções por elas desempenhadas no PSF. Embora pólos de capacitação estejam sendo instalados em todo o país para treinar os profissionais que atuam no PSF, ressente-se da falta de material instrucional para auxiliá-los no processo decisório do dia-a-dia. Por esse motivo, criou-se uma importante parceria, envolvendo diferentes setores da sociedade: o Instituto para o Desenvolvimento da Saúde (IDS), uma organização não governamental voltada para a melhoria das atenções de saúde no país, a Universidade de São Paulo (USP), que cumpre assim seu papel de centro divulgador de conhecimentos, a Fundação Telefônica (FT), que se sensibiliza com as necessidades sociais, e o Ministério da Saúde (MS), que acreditou na proposta e se propôs a divulgar o material instrucional que aqui é apresentado para todas as equipes do PSF.

Os temas abordados foram basicamente os recomendados pelo MS, em função de sua freqüência e importância, além de alguns outros sugeridos por professores da Faculdade de Medicina e da Escola de Enfermagem da USP. O tratamento dado aos textos foi o mais conciso e objetivo possível, de modo a auxiliar os médicos a tomarem decisões quanto ao diagnóstico e tratamento das enfermidades selecionadas, além de, quando pertinente, tomar medidas relacionadas com a prevenção das doenças e suas complicações. Um enfoque complementar é o de tentar definir os limites de atenção no PSF e de quando encaminhar o paciente para um especialista ou centro de referência. Já os textos de enfermagem, além de procurar normatizar as ações desses profissionais, procuram trazer informações complementares que auxiliam as enfermeiras na consecução dos objetivos do PSF. Acreditamos que o projeto "Material Instrucional para o PSF" preenche uma necessidade atual para se poder melhorar a qualidade das atenções básicas de saúde de nosso país. Sua concretização reforça o conceito de que os problemas do setor saúde não devem ser entendidos como exclusivos do governo, cabendo um envolvimento ativo da sociedade civil na busca de diagnósticos e soluções para um Brasil melhor e mais justo. Prof. Dr. Raul Cutait Presidente do Instituto para o Desenvolvimento da Saúde

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Dulce Maria Senna1 Eleonora Haddad Antunes2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:32 AM
1 Médica sanitarista, psicoterapeuta, doutora em Medicina Preventiva, médica assistente do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP 2 Médica psiquiatra, mestre em Medicina Preventiva, supervisora do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP

Quadro clínico e Epidemiologia A abordagem do contexto familiar, dentro das ações previstas para uma equipe de Saúde da Família, torna-se necessária, tanto do ponto de vista do entendimento da situação-problema trazida como demanda de atendimento, como num contexto de estratégia de promoção à saúde, em nível comunitário. Nesse sentido, são necessárias algumas considerações. Um grupo de tarefas que se organiza na direção da sobrevivência, cujos membros dividem atribuições e papéis. Um grupo interativo no qual intensas relações afetivas se manifestam. Um grupo que é produto: a) das heranças culturais trazidas por seus antepassados, b) do seu próprio ciclo de vida familiar, c) da sua articulação dentro dos fatores econômicos e

culturais da sociedade a que pertence. A demanda trazida pelos indivíduos para atenção à saúde pode ser compreendida como uma linguagem que expressa conflitos de seu ambiente familiar. Assim, as questões de saúde da criança, do adolescente, da mulher, do homem e do idoso devem ser compreendidas à luz da estruturação e da história particular de cada família, dentro do pano de fundo da realidade social que a constitui. A composição das famílias brasileiras, do ponto de vista demográfico, vem passando por várias alterações nas últimas três décadas. Apesar de estas ocorrerem de forma diferenciada para as diversas regiões do país, alguns movimentos acontecem de forma geral, como a redução da natalidade e o aumento no número de anos vividos pelas pessoas. As famílias vêm se tornando menores e com um número maior de idosos em sua composição, com aumento da prevalência de doenças crônicas e de problemas decorrentes do processo de envelhecimento. As famílias, no Brasil, principalmente nas camadas mais pobres da população, constituem grupos voltados para a formação de uma renda que possibilite a sobrevivência de todos e favoreça o estabelecimento de planos para o futuro. O modelo de família vivendo isoladamente num domicílio, no qual o pai tem o papel de provedor dos bens materiais, a mãe deve cuidar dos afazeres domésticos e aos filhos cabe a responsabilidade de estudar, não predomina nos núcleos familiares mais empobrecidos. Nas últimas décadas, buscando melhores condições de vida, as famílias migraram para regiões urbanizadas e se confrontaram com valores culturais diferentes; sua composição também passou por alterações. Elevou-se o número de núcleos familiares compostos apenas por mulheres e seus filhos menores, principalmente nos grupos migrantes de baixa renda. Mais recentemente, a perspectiva de globalização econômica, de desemprego estrutural e de restrição aos investimentos de projetos sociais repercutiu na estrutura familiar, com prejuízo aos projetos de vida, levando, inclusive, ao aumento do número de indivíduos e famílias moradores de rua. Estudos clássicos sobre famílias caracterizam o ciclo de vida familiar em três estágios: uma primeira fase, de maiores dificuldades, constituída pelo casal ou um dos pais com filhos pequenos; uma segunda de maior prosperidade, com os filhos dentro da família e com idade para trabalhar e uma terceira fase, também mais difícil, com os filhos fora do primeiro núcleo familiar e o casal ou um dos pais em idade mais avançada. Entretanto, nas regiões urbanas brasileiras, observa-se que o núcleo familiar tende a ser composto por várias gerações como forma de enfrentar dificuldades financeiras. Os filhos que formam um novo ramo familiar continuam a habitar o núcleo original como forma de somar rendimentos, barateando os custos habitacionais e garantindo os cuidados às crianças e a outros dependentes, que são aqueles que não estão inseridos ativamente no mercado de trabalho, como os adolescentes, os idosos e os desempregados.

As mulheres ocupam um papel importante na manutenção da vida diária do grupo familiar, exercendo o trabalho doméstico, o preparo e manutenção dos alimentos, a confecção do vestuário, a procura de preços mais baixos nas compras, o que contribui para diminuir os gastos domésticos e para manter o orçamento familiar. A sua participação com trabalho remunerado na geração da renda familiar, realizada dentro ou fora do ambiente doméstico, soma-se às outras atividades, potencializando sobrecarga física e emocional e conseqüentes agravos à saúde. Por outro lado, a experiência acumulada durante a existência das mulheres no manejo do cotidiano da vida familiar lhes proporciona, quando idosas, um papel mais definido no grupo, o que pode não ocorrer no gênero masculino. Nesse sentido, ao se abordar o idoso no grupo familiar, deve-se levar em conta o gênero e a sua relação com os demais membros. A contribuição masculina na provisão do sustento e na defesa dos princípios morais é fundamental, principalmente nas famílias de baixa renda. Nesses grupos, as expectativas colocadas expressam: que a presença do homem é que dá respeito à casa, o homem é o chefe da família e sua condição de trabalhador lhe dá o reconhecimento na sua comunidade. A dificuldade de desempenho destas funções, quando o homem tem remuneração inferior, está desempregado ou aposentado, pode ser fonte de estresse e de danos à saúde. No idoso, a inadequação ao projeto familiar e a perda dos papéis masculinos anteriormente exercidos têm impacto na auto-estima, fator de proteção considerado importante na manutenção da saúde. Na arquitetura familiar, as crianças, como membros que não têm autonomia e capacidade plena de defesa, geram uma tensão no sentido do cuidado e estão mais expostas e vulneráveis às situações de conflito no grupo. Na adolescência, esta situação, em parte, permanece. Em acréscimo, os adolescentes, muitas vezes depositários das expectativas de transformação e mobilidade social do grupo, sofrem com a frustração dessas expectativas, seja pelo contexto familiar de sobrevivência, seja pelo contexto de possibilidades de inserção social. As possibilidades de agravos à saúde se estabelecem de forma diferenciada. Mulheres, adolescentes e crianças estão mais expostos ao contexto da violência doméstica. Os efeitos da dupla jornada feminina, acrescidos das alterações corporais advindas da maternidade propiciam um perfil específico de problemas de saúde. Homens têm aumentado o risco de depressão e alcoolismo quando suas funções no grupo se reduzem, no desemprego ou aposentadoria. Os idosos podem também ter problemas de adaptação ao projeto familiar, quando seus papéis são ocupados por uma nova geração. No interior da família, a ocorrência de outros eventos de vida potencialmente estressantes também deve ser observada: a morte de um dos pais ou de indivíduo provedor de cuidados ou renda; a gravidez e os nascimentos trazendo um novo arranjo ao grupo; a manifestação de uma doença grave ou envelhecimento que interfiram na capacidade de autonomia de um dos membros da família; o início da vida escolar das crianças; a prisão, hospitalização ou migração de um dos familiares.

Ou seja, acontecimentos que, além de trazerem angústias individuais, possam desestabilizar a composição anterior do grupo. A observação dessas mudanças pode auxiliar no manejo do cuidado à saúde, seja individualmente, seja como apoio ao núcleo familiar. A problemática familiar é complexa e necessita uma compreensão que leve em conta sua inserção no contexto sócio-econômico e o momento do ciclo vivido. Investigar a situação evolutiva de uma família pode esclarecer situações de conflito que possam estar afetando as condições de saúde. Frente às adversidades, como forma de proteção, a família não se entende somente a partir dos laços de sangue, mas sim como uma rede de solidariedade que favorece a sobrevivência. Assim, família são aqueles com quem se pode contar. E os grupos se estabelecem a partir de laços, afetivos e morais, de parentesco e vizinhança, que possibilitam a solidariedade, a troca de favores e a manutenção dos hábitos, linguagem e valores culturais. O projeto de sobrevivência das famílias empobrecidas ocorre dentro de grupos de solidariedade, nos quais os laços morais determinam papéis e obrigações para os seus membros. Na direção do suporte às famílias, alguns conceitos têm sido estudados. Observa-se, por vezes dentro da mesma faixa de renda, que indivíduos ou sistemas - famílias, grupos e comunidades - têm maior capacidade de enfrentar com sucesso adversidades ou riscos significativos. Ou seja, uma melhor capacidade de recuperação diante de eventos adversos. A esta característica se chamou resiliência, que é um termo advindo da Física, que poderia ser traduzido como elasticidade e entendido como capacidade de retomar a forma original, após uma tensão sofrida. Algumas investigações buscam identificar características de resiliência, para formular e implementar programas e práticas visando reforçar propriedades já existentes, com o objetivo de alcançar mais saúde e qualidade de vida. Ou então, minimizar o impacto de risco em populações vulneráveis, como, por exemplo, crianças e adolescentes em contexto de violência, em uso de drogas ou moradores de rua. Uma das características que potencializam a capacidade de enfrentar adversidades é a possibilidade de se contar com suporte social. Suporte social pode ser qualquer informação, auxílio material ou afetivo, oferecidos por grupos ou pessoas. Nesse sentido, define-se como relação humana na qual trocam-se recursos sócio-emocionais, instrumentais ou recreativos. As redes de suporte social são as pessoas, grupos ou instituições concretamente organizadas e que potencialmente podem exercer esse apoio.

Ações que levem em conta a possibilidade, no domicílio, de detectar necessidades de suporte e incrementar estratégias comunitárias, no sentido de ampliar redes de apoio social podem ter impacto positivo na saúde dos indivíduos e do grupo familiar. Nesse sentido, a equipe de saúde da família e, particularmente, o agente comunitário de saúde têm um papel primordial.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores:

Ana Sílvia Whitaker Dalmaso1

Alexandre Nemes Filho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:40 AM
1 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP 2 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP

Introdução O tema da Promoção da Saúde tem se tornando cada vez mais presente na prática dos profissionais de saúde pois, na atualidade, se inclui como componente de destaque na organização de novos modelos de prestação de serviços no campo da saúde pública, como é o caso do Programa de Saúde da Família. Alem disso, o debate em torno da noção de promoção da saúde vem favorecendo a constituição de um movimento daqueles que entendem que as políticas públicas, em particular aquelas que ocorrem nos municípios, devem estar direcionadas para capacitar as comunidades para atuar na melhoria da qualidade de vida e saúde. Incluem-se nesta proposta o movimento de alcance internacional conhecido como "Cidades-Municípios-

Saudáveis". Pode-se observar também que, nas últimas décadas, tem havido um interesse maior das pessoas e das comunidades para iniciativas e habilidades que buscam expandir o potencial de vida, uma visão positiva da saúde. Sinteticamente isto pode ser explicado face ao aumento da expectativa de vida na modernidade com a redução da mortalidade nas idades mais jovens e a diminuição dos danos causadas pelas doenças. Nas perspectivas apontadas acima, o que está em questão é o reconhecimento de que a Saúde não está simplesmente relacionada à ausência de doenças ou ao tratamento de doenças, mas tem seu conteúdo ligado à qualidade de vida e ao bem-estar das populações. Desta forma, a saúde é promovida quando são fornecidas melhores condições de trabalho, moradia, educação, atividade física, repouso e lazer, alimentação e nutrição. Neste artigo, procuramos definir o conceito de Promoção da Saúde, incluindo uma breve recuperação histórica e assinalar as possíveis estratégias orientadas pelo conceito. O Conceito de Promoção à Saúde A noção de promoção à saúde mais difundida na área médica, foi introduzida por Leavell e Clark, em 1976, no desenvolvimento do modelo denominado "história natural da doença". Neste modelo, aplicado a partir do grau de conhecimento do curso de cada uma das doenças, definem-se três níveis de prevenção: primário, secundário e terciário. A prevenção primária, foco do nosso interesse, tem por objetivo evitar que as pessoas adoeçam; para tanto, lança mão de medidas voltadas para as condições do meio ambiente e social, não só para promoção geral da saúde, como para dar proteção específica a algumas doenças, como é o caso das vacinas. Este modelo repercutiu de forma positiva em dois aspectos. Permitiu uma ordenação e organização das ações no âmbito da vigilância epidemiológica, em particular nas atividades institucionais ligadas ao controle das doenças de notificação compulsória, e reforçou a noção de que a educação é um fator tão importante quanto a assistência clínica na melhoria da saúde. Obteve, porém, pouca repercussão no tocante a aspectos de mobilização das comunidades. A partir de 1980, esta última característica apareceu nas novas versões da promoção da saúde. Um entendimento muito freqüente refere-se à promoção como a busca de um ambiente saudável, que as pessoas tenham uma boa qualidade de vida e gozem de bem estar. BRESLOW (1999), entretanto, chama a atenção para o fato de que medidas como a restrição ao fumo, o controle do uso do álcool, a redução do peso nos obesos e diminuição da ingestão de gorduras saturadas e colesterol, embora devam ser alcançadas, constituemse em medidas tipicamente de prevenção para lidar com fatores de risco (de doença coronariana, câncer de pulmão e alcoolismo) não se caracterizando propriamente como medidas de promoção da saúde.

BUSS (2000) salienta que este tipo de enfoque mantém-se centrado apenas nas mudanças de comportamentos danosos dos indivíduos ou restritos a questões culturais de algumas comunidades. Considera que o conceito moderno de promoção da saúde deve implicar em atividades voltadas tanto a grupos sociais como a indivíduos por meio de políticas públicas abrangentes (em relação ao ambiente físico, social, político, econômico e cultural) e do esforço comunitário, na busca de melhores condições de saúde. Nesta última perspectiva, têm se ancorado as resoluções das "Conferências Internacionais de Promoção da Saúde", procurando estabelecer consensos e diretrizes para a promoção da saúde. Estratégias de Promoção à Saúde Se já está explicado o que é promoção à saúde e entendido como ela é importante para melhorar a qualidade de vida das pessoas e diminuir a quantidade e gravidade das doenças, vamos agora indicar formas concretas de se fazer promoção à saúde. Destacamos, neste texto, duas formas que são complementares, isto é, uma se soma à outra. Elas não só trazem bons resultados, mas também fazem os recursos empregados produzirem mais benefícios. São elas a ação intersetorial (integração de tipos diferentes de atuação) e o suporte social. Vamos estar privilegiando neste texto o suporte social porque o consideramos um instrumento muito útil para o trabalho dos profissionais de saúde do Programa de Saúde da Família (PSF) para alcançar seus propósitos em termos de qualidade de saúde e vida das pessoas e dos grupos sociais. Ações intersetoriais: integração de esforços visando alcançar mais e melhores resultados e racionalizar recursos. Como diz o ditado: "a união faz a força". Portanto, somar ações é mais inteligente do que fazer tudo em separado. É proveitoso, por exemplo, juntar trabalho nas creches e escolas e ações de saúde; juntar atividades de esporte e cultura e as áreas de saúde e educação ou ainda transformar o local de trabalho ou o município em um ambiente saudável. Apesar de a intersetorialidade ser uma estratégia já conhecida faz tempo, há, freqüentemente, dificuldades para colocá-la em prática. O segredo é estar disposto a conversar e articular. Para os governos municipais, é muito importante fazer planejamento integrando as diversas áreas de atuação e discutindo com a população as prioridades e como realizar os planos. Suporte social: instrumento de trabalho na atenção básica à saúde, visando melhorar a qualidade de vida e o domínio do grupo e do indivíduo sobre as situações. A idéia é que uma pessoa que tenha mais conhecimentos, mais habilidades e maior confiança em si pode proteger sua saúde e viver melhor. O suporte social representa um conjunto de ações que podem ser realizadas por diferentes tipos de pessoas: os membros da equipe de saúde da família, parentes, amigos, voluntários. Faz-se suporte quando se fornece informação: com ela as pessoas e os grupos podem se proteger e se defender melhor, saber onde procurar ajuda para um problema e aprender a se cuidar. Outro tipo de suporte é o apoio emocional: fazer companhia, conversar, aconselhar, encorajar, mostrar que se está do lado da pessoa ou do grupo nas suas decisões. Este tipo de suporte faz com que as pessoas e os grupos ganhem mais confiança,

mais força e possam decidir e lutar pelo que desejam. Um terceiro tipo de suporte é chamado de instrumental, significando fornecer recursos técnicos e/ou materiais para ajudar a pessoa a se protegerem e cuidar melhor. Pode ser desenvolver habilidades para, por exemplo, amamentar, fazer dieta ou fazer uma fossa, ou fornecer recursos materiais para cuidado da saúde ou manutenção da qualidade de vida (como, por exemplo, renda mínima, cesta básica, material para construção, medicação). Como já dissemos, o suporte pode ser leigo (parentes, amigos, voluntários) ou profissional. A vantagem do leigo é que muitas vezes quem faz o suporte está mais perto e conhece mais quem vai receber o apoio. Mas, onde o suporte leigo não é suficiente, pode-se contar com o apoio profissional. E de quem? Por exemplo: na equipe de saúde da família, quem deve fazer o suporte social? Todos, cada um com a sua função, todos buscando ouvir e acolher as necessidades dos usuários. E um trabalho articulado com o do outro, como uma verdadeira equipe. Onde fazer o suporte? Um entendimento mais restrito é considerar o suporte como ação comunitária, a ser realizado mais no domicílio e na comunidade do que na unidade de saúde. Uma outra forma de pensar, mais abrangente, é incluir o suporte social entre as ações básicas de saúde, realizadas em todos os espaços: na visita domiciliar, no contato com agrupamentos, locais de reunião, nos atendimentos individuais, nas atividades educativas. Quem decide qual é o suporte necessário? Não pode ser uma decisão só da equipe, mas da conversa dos profissionais com a população e as pessoas, definindo juntos os problemas a serem enfrentados e como fazer. Se a decisão é unilateral, corre-se o risco de o profissional pensar que está fazendo um apoio e de quem o recebe considerar que o apoio é desnecessário ou que até atrapalha mais do que ajuda. Por isso, a conversa, a integração e a combinação do suporte é tão importante. Como a área da promoção à saúde é relativamente nova, cabe, de um lado, experimentar diversas formas de atuação, ou seja, ser criativo. De outro lado, como o suporte profissional é um investimento de recursos (profissionais, tempo de trabalho, recursos materiais), é necessário pensar e colocar em prática formas de avaliação.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Marta Heloisa Lopes1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:46 AM Autores: 1 Professora Doutora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Nota do editor: o calendário de vacinação apresenta peculiariedades de acordo com Estado e região do país.funasa.br/imu/imu00.gov.htm Esquema de Vacinação na Criança Esquema de Vacinação no Adulto Eventos adversos · BCG · DPT · Febre Amarela · Hemófilos · Hepatite B . Recomendam-se consultas periódicas ao sítio do Ministério da Saúde: http://www. além de estar sofrendo atualização com grande freqüência devido ao avanço tecnológico.

no Brasil. dose 1ª. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose 1ª. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Hepatite B 4 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 2ª. dose . dose 2ª. dose 3ª. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. dose 6 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 3ª. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. dose Vacina contra hepatite B 3ª. dose 1ª. Esquema de Vacinação para Crianças IDADE Ao nascer VACINA BCG Vacina contra hepatite B 1 mês 2 meses Vacina contra hepatite B Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) DOSES dose única 1ª. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) preconiza o seguinte esquema de vacinação para crianças. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções.· Poliomielite · Sarampo · Tríplice viral Situações Específicas Vacinação na criança A vacinação de rotina tanto da criança quanto do adulto visa a prevenção das doenças mais graves e mais freqüentes. dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B Hepatite B Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose 2ª. dose 3ª. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose 2ª.

Esta bactéria é importante causa de infecções graves em crianças menores de cinco anos de idade. é polêmico. foi introduzida no calendário vacinal de rotina. síndr. Foram introduzidas. Em muitas regiões do Brasil ainda não se faz sorologia para hepatite B durante o pré-natal. de preferência no primeiro dia de vida. O assunto. ocorreram modificações importantes no esquema rotineiro de vacinação das crianças. A outra mudança ocorrida nos últimos dez anos refere-se a introdução de uma dose de reforço da vacina contra tuberculose (BCG intradérmico). as vacinas contra rubéola e caxumba. salientando-se a meningite. caxumba e rubéola). ainda na maternidade. Mais recentemente. rubéola congênita Sarampo 15 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Vacina tríplice viral ou vacina dupla viral ou vacina contra sarampo 6 a 10 anos 10 a 11 anos BCG dT (dupla adulto) Vacina contra febre amarela reforço reforço reforço Formas graves de tuberculose Difteria e tétano Febre amarela É importante ressaltar que. a vacina conjugada contra doença invasiva causada pela bactéria capsulada Haemophilus influenzae tipo b. São dadas junto com a segunda dose da vacina contra sarampo e constituem a chamada tríplice viral (sarampo. tétano e coqueluche Sarampo. rubéola congênita e caxumba Sarampo. sendo a primeira aos dois meses. Embora haja controvérsia sobre a eficácia da vacina BCG. sem teste tuberculínico (PPD) prévio. rubéola. Posteriormente.9 meses Vacina contra sarampo Vacina contra febre amarela dose única dose única reforço reforço dose única (reforço sarampo) Sarampo Febre amarela Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. o PNI adotou esta medida em decorrência da grave situação epidemiológica da tuberculose o Brasil. aos 15 meses de idade. O esquema de rotina para crianças menores de um ano de idade é de três doses. entretanto. A vacinação da criança nas primeiras horas de vida diminuiu em até 90% o risco de transmissão do vírus para ao filho. a vacina contra hepatite B. rubéola e síndr. foi introduzida. O Estado de São Paulo. Este esquema de vacinação universal na criança é preconizado para prevenir a transmissão materno. A segunda é dada com um mês de vida a terceira e última. aos nove meses de idade. em todo o Brasil. para crianças entre cinco e seis anos de idade. A primeira dose deve ser aplicada o mais precocemente possível. Por isso não são identificadas as mães portadoras do vírus da hepatite B. a segunda aos quatro e a terceira aos seis meses de vida. baseando-se nos dados controversos sobre a .infantil do vírus da hepatite B. no caso da mãe ser portadora. O esquema completo de vacinação contra hepatite B compreende três doses. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda um reforço. nos últimos dez anos.

Rondônia. essa vacina pode se administrada aos nove meses de idade. não a recomenda. Goiás e Roraima. desde o ano de 1992. Por este motivo. crianças que vivem ou viajam para áreas endêmicas de febre amarela. São áreas endêmicas brasileiras: Acre. Distrito Federal. dois aspectos devem ser ressaltados: (1) a vacina BCG é útil e eficaz na prevenção das formas graves da tuberculose (miliar. no calendário de rotina dessa região. Esquema de vacinação para pessoas com sete ou mais anos de idade VACINA 1ª visita dT(dupla tipo adulto: difteria e tétano) Hepatite B* Sarampo/caxumba/rubéola** Influenza (gripe)*** dT Hepatite B dT Hepatite B ESQUEMA 1ª dose 1ª dose dose única dose única 2ª dose 2ª dose 3ª dose 3ª dose 1 a 2 meses após a 1ª visita 6 meses após a 1ª visita . A vacinação não está indicada para crianças que vivem em áreas não-endêmicas. Mato Grosso do Sul. Mato Grosso. Podem haver variações nas indicações de algumas vacinas. com reforço a cada dez anos. Vacinação no Adulto A importância e necessidade de vacinação na infância são bem conhecidas. até mesmo para aquelas nascidas de mães HIV positivas. dependendo das condições epidemiológicas da região onde elas estão sendo usadas.eficácia da revacinação com BCG. simultaneamente com a vacina contra sarampo e a 3ª dose da Hepatite B. Amazonas. em termos de saúde pública. de sistema nervoso central) e deve continuar sendo empregada para todas as crianças no primeiro mês de vida. Amapá. (2º) estão sendo conduzidos estudos para elaboração de vacina de fragmentos de DNA do Mycobacterium tuberculosis. Em toda essa polêmica. com perspectivas de serem mais seguras e mais eficazes que as vacinas atualmente disponíveis. A vacina da febre amarela é aplicada em dose única a partir dos seis meses de idade. Pará. As seguintes situações devem ser consideradas em relação à vacinação de adultos: Primo-vacinação no adulto Esta situação é comum em indivíduos acima de 30 anos. Tocantins. Maranhão. devem ser vacinadas contra essa doença que pode ser fatal. A prática da vacinação do adulto ainda é um desafio. O aparecimento de casos importados de febre amarela na região oeste do Estado de São Paulo determinou a introdução dessa vacina. Por facilidade operacional. uma vez que a vacinação rotineira da criança. só foi amplamente estabelecida no Brasil a partir da década de 1970.

após a vacinação. está contra-indicada também para indivíduos imunodeprimidos. Quando ocorrer encefalopatia. ossos. são seguras. edema e vermelhidão e sistêmicas: febre. *** indicada para todas as pessoas a partir de 60 anos de idade e pacientes HIV positivos de qualquer faixa etária acima de 6 meses de vida. está disponível. o esquema deve ser completado com a dupla infantil (DT. Nos casos de anafilaxia. Por ser vacina de vírus vivo. baço. (3) linfadenopatia regional supurada. mialgia. Há relatos de erupção cutânea. sem documentação prévia de imunodepressão. (2) abcesso subcutâneo. dois casos de disseminação do vírus vacinal. Acima desta idade é indicada para grupos específicos (ver adiante) ** desde janeiro de 2001. deve ser substituída pela tríplice com componente acelular (DPaT). a vacinação contra a febre amarela está contra-indicada em pessoas com grave hipersensibilidade a ovo. Recentemente. articulações. cefaléia após uma semana da vacinação.000. são raras e mais prováveis em indivíduos imunocomprometidos. sonolência. no Estado de São Paulo. fígado. Eventos Adversos: As vacinas relacionadas abaixo. anorexia.a cada 10 anos e por toda a vida dT uma dose de reforço * desde janeiro de 2001. DPaT. para todos os indivíduos até 19 anos de idade. Febre Amarela: reações locais. estão contra-indicados todos os componentes da vacina tríplice. Mais raramente choro persistente (por três ou mais horas). Difteria e Tétano).. nas próximas doses. com duração de um a dois dias. em 1 caso para cada 1. irritabilidade. causando encefalite e óbito em uma criança e um adulto. DT e TT (tóxoide tetânico). foram constatados. estão contra-indicadas as vacinas. deve-se reduzir este intervalo para cinco anos. administradas na infância. no Brasil. DPT: locais como dor. Por este motivo. Os eventos adversos relacionados a cada uma delas são os seguintes: BCG: locais: (1) úlcera maior que 1 cm.000 de doses aplicadas. no Estado de São Paulo. . Os vírus vivos atenuados que constituem a vacina contra a febre amarela são cultivados em ovos embrionados de galinha. está disponível. ou sistêmica que podem acometer a pele. DPT. no outono. Nas crianças em que ocorrerem convulsões ou síndrome hipotônica hiporresponsiva a vacina DPT. Os benefícios da vacinação superam largamente os eventuais danos causados pelas vacinas. Manutenção durante a vida da imunização adquirida na infância: Os adultos vacinados na infância contra o tétano e a difteria devem receber uma dose de reforço da vacina dT a cada dez anos. É administrada anualmente. vômitos. para indivíduos até 39 anos idade. disponível nos centros de referência para Imunobiológicos Especiais (CRIES). Nestes casos. episódio hipotônico hiporresponsivo e convulsão (associada ou não a febre). Encefalopatia e reação anafilática são extremamente raras. edema e vermelhidão e sistêmicos como febre. linfonodos. urticária e/ou asma e até choque em anafilático. Em caso de gravidez e na profilaxia do tétano após alguns tipos de ferimento. como dor. portanto.

caxumba. é mais rara ainda. e menos freqüentemente (em cerca de 5% dos casos) exantema. Esta situação paradoxalmente leva a uma diminuição do interesse pela vacinação. (2) uso de antibioticoterapia. sendo mais susceptíveis os indivíduos imunodeprimidos. como dor e enduração. Sarampo: locais: dor. rubor e calor. muitas doenças já não causam temor na população. sarampo. Cerca de 25% das mulheres vacinadas podem . vermelhidão e enduração e sistêmicas como febre. Mais raramente podem ocorrer cefaléia. como coqueluche. púrpura trombocitopênica e reação anafilática. a vacinação não deve ser contra-indicada nas seguintes situações: (1) doença leve . febre baixa.O PNI se destaca no quadro da saúde pública brasileira. aguda. Em casos de hipersensibilidade as doses subseqüentes estão contra indicadas. Poliomielite: poliomielite associada à vacina: paralisia flácida. Graças ao sucesso alcançado por este programa. (6) crianças cujas mães estão grávidas podem e devem receber quaisquer vacinas. Hepatite B: reações locais.otite média . conjuntivite e exantema. assimétrica. tétano. É uma vacina pouco reatogênica. Sistêmicos: do 5º ao 12º dia após a vacinação podem ocorrer febre menor ou igual a 39ºC com duração de até 2 dias. rubéola.7 milhões de todas as doses administradas. hipotensão e choque. Assim sendo. sibilos. entre vacinados. em alguma região do corpo ou em todo o corpo. enduração e linfadenopatia regional e sistêmicas: em até 5% dos vacinados. cefaléia. De fundamental importância é o papel do médico de família incentivando a vacinação e explicando a necessidade de altos índices de cobertura vacinal para manutenção de baixos índices de incidência destas doenças. com duração de 1 a 2 dias. Hemófilos B: reações locais como dor. É evento extremamente raro. Reações de hipersensibilidade são excepcionais: urticária. são muito raras. incluindo as de sarampo. ocorra um caso a cada 4. e sistêmicas como febre nas primeiras 48 horas após a vacinação. atualmente.7 a 15. entre 5 e 12 dias após a vacinação.5 milhões de doses administradas. Entre os comunicantes. (5) em casos de alergia a produtos que não os contidos na vacina. Tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola): locais como eritema. Doenças como a poliomielite não ocorrem mais. difteria. muito raramente. com início 4 a 40 dias após a vacinação ou contacto com vacinados. laringoespasmo.infecção leve de trato respiratório superior .diarréia leve.4 a 6. o incentivo à vacinação deve levar em consideração que as oportunidades de vacinar não devem ser perdidas. Tanto as reações locais quanto as sistêmicas podem ocorrer nas primeiras 48 horas após a vacinação.febre baixa . (3) no período de convalescença de uma doença. Estima-se que. (4) em crianças que nasceram prematuras. pólio e febre amarela. e outras. um caso a cada 6.

(4) alunos de cursos técnicos e universitários da área da saúde. (13) pacientes psiquiátricos. insuficiência cardíaca. Em casos de dúvida quanto à indicação deste imunógenos. (5) pacientes HIV positivos*.: hemofílicos. Nos casos de esplenectomia eletiva a vacina contra pneumococo deve ser administrada no mínimo dez dias antes do procedimento. hepatite B. está indicada para todas as pessoas. doença pulmonar obstrutiva crônica. (8) bombeiros. esplenectomia. * estes pacientes recebem o dobro da dose habitual A vacina de polissacarídeos contra o pneumococo está disponível nos CRIES para pessoas maiores de dois anos de idade com anemia hemolítica. (7) pacientes submetidos a politransfusões sangüíneas (ex. ocorre em geral duas a três semanas após a vacinação. sua evolução. portadores de anemias hemolíticas). (10) população penitenciária. imunodepressão: HIV positivos. institucionalizados.500. hepatite A.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Este quadro é relativamente mais freqüente com a cepa vacinal URABE. homossexuais masculinos.000 vacinados) Outras manifestações neurológicas relatadas como ataxia. Meningite. síndrome de Reye são consideradas associações temporais com a vacina. os CRIES devem ser consultados. Situações Específicas A vacina contra Hepatite B tem indicação de uso universal. isto é. civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate. só é disponível na rede pública para indivíduos maiores de 19 anos. policiais militares. em geral. Encefalite é muito rara (1: 2. (2) comunicantes sexuais de casos agudos de Hepatite B. Os CRIES dispõem ainda de vacinas contra varicela. (3) profissionais que atuam em áreas da saúde com risco para a aquisição do VHB. contra raiva (cultivada em células diplóides) e de imunoglobulinas específicas contra tétano. (11) menores institucionalizados. síndrome de Guillain Barré. (6) pacientes renais crônicos*. é benigna. (9) carcereiros. varicela e raiva cuja dispensação segue regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde para situações especiais. nos seguintes casos: (1)comunicantes sexuais e domiciliares de portadores crônicos do VHB. diabetes. Copyright © 2001 IDS . embora rara tem sido associada à vacina contra caxumba. (12) prostitutas.apresentar dor nas pequenas articulações 7 a 21 dias após a vacinação. com neoplásicos e transplantados. No Brasil.

. A meta do cuidado paliativo é de proporcionar a melhor qualidade de vida ao paciente e seus familiares. 1990. de outros sintomas e solução de problema psicológico. do acidente vascular cerebral e do tromboembolismo pulmonar ou pela meningococemia serão precedidas de uma fase considerada como fora de possibilidades terapêuticas de cura. ou seja. excetuando-se aquelas causadas pela violência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Toshio Chiba1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:04 AM Autores: Médico assistente da Disciplina da Clínica Geral e Propedêutica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Quadro Clínico e Epidemiologia Todas as mortes." . Este fato implica na utilização de "cuidados paliativos". pelo quadro clínico de morte súbita decorrente do infarto agudo do miocárdio. ele teria que possuir o diagnóstico de câncer na forma neoplasia avançada. Há uma idéia errônea de que. Controle da dor. de reversão ou de estabilização da história natural da doença. que consiste em "assistência ativa e integral a pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo. para se chamar um paciente de "terminal". social e espiritual é soberano.OMS.

inapetência. ansiedade. A dor está presente em mais de dois terços de pacientes na fase terminal de câncer. Junto com a analgesia.Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva classe funcional IV sob controle medicamentoso. devido a preconceito. figuram como quadros clínicos freqüentes. Médicos têm falta de conhecimento do controle da dor. úlcera de decúbito. Além disso. muitas vezes. náusea. Um erro muito comum é o tratamento inadequado da dor. quase sempre com menos medicamentos e em doses menores do que as preconizadas para uma eficiente analgesia. É o sintoma que norteia a qualidade de vida destes pacientes. dispnéia. uma restrição que está presente entre os médicos. vamos nos deter sobre o controle da dor. os pacientes e familiares e na própria estrutura de assistência médico-farmacêutica. levando a uma prática irracional e detrimental de reservar opióides até a iminência da morte. constipação. outros sintomas como astenia. têm relutância em reportá-la e com freqüência. dor é um dos sintomas mais freqüentes. por quererem ser um "bons" pacientes e não incomodar o médico e também por terem medo de que a dor signifique piora da doença. vômito. diarréia. alegam obstáculos regulamentares para prescrição que são impostos pela autoridade local. Copyright © 2001 IDS . edema. Mesmo em pacientes nãoportadores de neoplasia. têm preconceito sobre o controle da mesma e. devem ser considerados como elegíveis para cuidados paliativos. Neste capítulo. insônia. A sociedade. sem dúvida o fator limitante nos cuidados paliativos. apresenta falha em distinguir entre uso legal e ilegal de analgésicos opióides. tem medo de criar vício (efeito de adição) e exerce pressão cultural para não se prescreverem opióides mais por prática habitual do que por princípios farmacológicos bem estabelecidos. demenciados avançados com vários episódios de pneumonias ou de acidentes vasculares e portadores de esclerose lateral amiotrófica em último estágio da doença. delirium. o controle destes sintomas determinariam menor grau de sofrimento nesta fase final da vida para garantir melhor qualidade de vida.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Pacientes que se encontram em tal situação de dor. xerostomia. pneumopatas graves crônicos e oxigênio dependentes. Um dos motivos é o preconceito com relação ao uso de medicamentos como os opióides.

Entretanto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rubens Kon1 Yara Maria de Carvalho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:18 AM 1 2 Médico assistente do Centro de Saúde Escola Samuel Pessoa . da comunidade científica e. por vezes. no plano individual e no coletivo. dificultada por alguns mitos e preconceitos. A idéia de Promoção da Saúde. o papel dos serviços de saúde. a compreensão dos efeitos da prática de atividade física para os níveis de saúde dos indivíduos e das populações é.Faculdade de Medicina da USP Professora Doutora da Escola de Educação Física e Esportes da USP As relações entre saúde e atividade física têm recebido grande atenção dos profissionais de saúde. com relação à prática de atividade física. a quem atua na atenção básica em saúde. mesmo. de parte da população. tem levado em conta a complexidade dos fenômenos que interagem neste campo e propõe a mobilização de diferentes recursos sociais para propiciar à população maior controle sobre sua saúde e condições de vida. . Nessa perspectiva. as informações essenciais para que possa incorporar essa discussão aos diferentes momentos de sua intervenção. nas mais recentes formulações. Este texto procura oferecer.

Uma tendência que se observa nos veículos de comunicação e entre formadores de opinião é a ênfase na prática de atividade física visando a "aquisição" de um corpo nos moldes de certos padrões de ou ainda a glorificação da competição e. quanto os resultados mais imediatos de incremento da atividade física na prevenção e no controle de problemas de saúde. que os indivíduos e as comunidades podem incorporar em suas estratégias de melhoria da qualidade de vida. como estratégia de promoção da saúde. o risco de morte por doenças cardiovasculares e. as atividades recreativas para crianças. Diminui. à rotina de muitas unidades de saúde em todo o país. é chamar a atenção para a atividade física como um elemento adicional. Atividade Física. particularmente. q q O risco de desenvolvimento do diabetes mellitus não-insulino-dependente está diminuído entre os que praticam regularmente atividade física. com base nas idéias de autonomia. o que melhora suas chances de viver melhor. . interesses e possibilidades. Os serviços de saúde são lugares onde a prática da atividade física pode ser tornada possível. Também impede ou retarda o aparecimento da hipertensão arterial e facilita a redução dos níveis de pressão arterial nos hipertensos. Prevenção e Controle de Problemas de Saúde Além dos benefícios de natureza mais ampla para saúde e a melhoria da qualidade de vida. tanto ao orientar e esclarecer seus usuários. considerando suas diferentes condições. prazer e bem-estar. em especial. É fundamental que as diferenças de história e situações de vida sejam reconhecidas e que se procure ampliar as possibilidades de escolha das pessoas. entre outros exemplos. com êxito. O que se pretende. Além disso. O fortalecimento dos laços de solidariedade na comunidade que resulta desse tipo de iniciativa tem tanta importância. o conhecimento e os meios necessários para que a atividade física possa ser incorporada ao cotidiano das pessoas. nesse sentido. as aulas de capoeira para jovens. vários estudos têm demonstrado que a atividade física é um fator importante na prevenção e no controle de alguns problemas de saúde. ao contrário. a responsabilização exclusiva do indivíduo por mudanças de comportamento. os grupos de caminhada para idosos. as sessões de ginástica para gestantes.deve ser pôr à disposição da comunidade as informações. têm sido incorporados. por doenças coronarianas. de hábitos e estilos de vida. quando analisada a partir da perspectiva populacional: A prática regular de atividade física está associada a menores índices de mortalidade em geral. ao mesmo tempo. solidariedade. É difícil imaginar. receitas uniformes e padronizadas de comportamento relativo ao cuidado com o corpo e à prática de atividade física. como ao identificar e divulgar os recursos acessíveis à comunidade.

qual seria. prevenir problemas de saúde e melhorar as possibilidades de controle de certos agravos. o risco de quedas diminui e aumentam as possibilidades de manter uma vida autônoma e independente.A atividade física contribui para a manutenção da força muscular.mesmo que distribuídos em vários períodos . portanto. dislipidemias. a última situação representa a maior parte das demandas por orientação para a atividade física encontradas no âmbito da atenção básica: indivíduos saudáveis ou. etc. eventualmente. q A prática de atividade física parece aliviar sintomas de depressão e ansiedade e melhorar o humor. O Que. Se os dois primeiros exemplos se referem a situações particulares. Adicionalmente. evidentemente. caminhar no parque. lavar roupa.como hipertensão. Entretanto.que têm na atividade física uma oportunidade de incrementar seu bem-estar. das características do indivíduo para o qual está sendo indicado e das motivações que possa ter para a prática de atividade física. portadores de condições crônicas . então. é fazer atividade física. há diferenças de outra dimensão entre andar no parque apreciando a natureza e caminhar apressadamente até o ponto de ônibus distante. Assim. a orientação que predomina é para a prática de atividade física moderada. subir escada. que exigirão. etc. O termo atividade física geralmente é utilizado quando há gasto de energia. observa-se uma associação com a diminuição do risco para o câncer de cólon. de compreender a atividade física como elemento importante na busca da melhoria da qualidade de vida. ou do idoso que pretende manter-se ativo porque isso o faz sentir-se bem. Quanto e Como Fazer Optar pelo exercício e definir a freqüência apropriada para que ele seja praticado dependerá. totalizando em torno de trinta minutos diários . muito diferente do proposto para o indivíduo de meia-idade que se recupera de um infarto do miocárdio. Desse modo. uma recomendação adequada à prática de atividade física? Atualmente. q q Embora os estudos relacionando atividade física e aparecimento de diferentes tipos de câncer ainda sejam pouco conclusivos. da estrutura e função das articulações e para o desenvolvimento ósseo adequado na infância e na juventude. a intervenção de profissionais especializados. que aspira atingir desempenho destacado em determinada modalidade esportiva será. andar até o ponto de ônibus. por vezes. ainda que os gastos de energia sejam equivalentes. . o que lhe confere um papel importante na prevenção e no controle de problemas articulares e de desenvolvimento de osteoporose. o programa de atividades para uma pessoa jovem. Sendo assim. basicamente.. Trata-se. diabetes.

de forma gradual e atentando para o aparecimento de sinais ou sintomas não-usuais. por minuto. podem ser utilizados parâmetros personalizados. peso. de consultas médicas. para produzir energia). ou na maioria dos dias da semana. então. andar de bicicleta. em poucos dias da semana. são exercícios que se enquadram nesta definição. malestar ou dificuldade respiratória. nessa recomendação. manter a freqüência cardíaca entre 65% e 80% da freqüência cardíaca máxima calculada. A prática de atividade física. a freqüência semanal. é aceitável quando se tem em mente o objetivo de manter um condicionamento físico que preserve a saúde e mantenha o bem estar. pulmonares ou metabólicos e no caso de . etc. como a que se está propondo. aquela em que se atinge entre 3 a 6 equivalentes metabólicos (que seria a quantidade de oxigênio que o organismo em repouso consome. ou quase todos os dias da semana. mantendo a capacidade de conversar.. Cabe destacar que. também atende a esse objetivo. no entanto. tem menores benefícios e aumenta o risco de resultados indesejáveis. dançar e fazer ginástica. que totalize os cerca de 30 minutos preconizados. como tem sido preferido. Vamos compreender melhor este tipo de recomendação: A atividade física moderada é definida como aquela em que há consumo de cerca de 4 a 7 calorias por minuto (em torno de 200 calorias por dia) ou. é bastante baixo e a melhoria do padrão de saúde obtida com a massificação da prática de atividade física o supera amplamente. é fundamental. ser traduzida em alguma forma mais prática de orientação. sem sentir dores.idade] é 160 e a atividade física deveria manter entre 104 e 128 batimentos cardíacos por minuto. calculada subtraindo-se a idade de 220. Esta definição técnica precisa. a maior parte das pessoas pode fazê-lo. para a maior parte das pessoas. E quais seriam os cuidados preliminares para que uma pessoa sedentária inicie a prática de atividade física? Quando se trata de atividade moderada.do dia . idade. A atividade física deveria. uma vez que o consumo de energia é diferente para pessoas com características diversas de sexo. caminhar rapidamente. com sintomas sugestivos de problemas cardíacos. Uma sessão diária. de atividade física concentrada. Uma boa aproximação é a utilização da freqüência cardíaca máxima. mesmo. É possível dizer que. Note que a atividade física intermitente. Exemplificando: para um indivíduo de 60 anos. nos indivíduos sem doenças conhecidas. Mas. sem a necessidade de exames complementares e. a freqüência cardíaca máxima [220 . ainda que mais intensa. distribuída ao longo do dia e incluindo modalidades diferentes de exercício e recreação. O risco de eventos adversos graves e mesmo da morte súbita. abrangendo todos.e em todos. condicionamento físico. Uma avaliação médica mais aprofundada (que pode incluir exames complementares como o teste de esforço) deve ser reservada para aqueles com alto risco para doença coronariana.

quando for o caso. acessórios de proteção. roupas. que garantam uma experiência prazerosa e saudável. alimentação e hidratação. locais. calçados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . É bom lembrar que cabe também ao serviço de saúde facilitar o acesso à informação relativa à forma adequada para a prática do exercício: horários. Copyright © 2001 IDS .idosos ou portadores de condições crônicas que pretendam se dedicar a exercícios mais vigorosos.

A importância do aumento da obesidade no Brasil é de tamanha relevância que é possível .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Dr Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/20/2001 6:02:52 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia O aumento do peso médio da população brasileira registrado nas últimas décadas é um fato da maior importância para a saúde pública e para a atenção médica. ao contrário do senso comum que a considera como decorrente da afluência. a litíase biliar. em todas as macroregiões e em todas as categorias de renda. realizado em 1996. Apesar dos bolsões de desnutrição no país houve aumento da prevalência da obesidade em ambos os sexos. detectou-se que a prevalência da obesidade é cada vez maior entre as pessoas com menor escolaridade. a insuficiência vascular periférica é imenso com repercussões sociais e econômicas relevantes. A obesidade associa-se de forma direta ao diabetes. nas zonas urbana e rural. No último estudo. como também à hipertensão arterial e ao colesterol elevado. a osteoartrose. fatores de risco para a doença coronária. no aumento de doenças como por exemplo. O impacto da obesidade na mortalidade cardiovascular.

Primeiro. que privilegia o consumo excessivo de alimentos calóricos e inibe a atividade física. tuberculose. O fato de o tratamento ser muito difícil. porque há um conjunto de doenças ainda sem expressão clínica exuberante como depressão. Estes aspectos são importantes para o médico não trivializar o problema obesidade. ou restringi-lo somente a uma questão estética ou de auto-estima. Segundo.prever que a queda da mortalidade por doença coronária que se iniciou na década de 80 será lentificada pelo aumento da freqüência dos fatores de risco cardiovascular devido ao aumento da prevalência da obesidade. câncer. a idéia da existência de um "gordo saudável" não encontra apoio no conhecimento científico porque todos os indivíduos com aumento de peso apresentam risco maior de algum tipo de doença entre as acima listadas. risco maior de morte em indivíduos bem emagrecidos. per se.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . não há valores de peso reduzido que causariam. Ao contrário do senso comum há dois fatos provenientes de estudos epidemiológicos recentes que podem ser aplicados à prática médica. Copyright © 2001 IDS . doença pulmonar obstrutiva e insuficiência cardíaca que serão de fato a causa do agravo ou da morte futuros. trazendo uma sensação de impotência ao médico. não significa que o problema não deva ser considerado como relevante. Uma das formas de vencer o preconceito no atendimento ao obeso é a de entender que a atual epidemia de obesidade é decorrente de um condicionamento social "obesogênico".

com quase um terço de todas as causas. afastadas de suas famílias e de suas profissões. onde há um período subclínico mais extenso. o infarto do miocárdio não apresenta sintomas prévios em mais de 60% dos pacientes. mais de um milhão de pessoas são internadas anualmente no país. Além disto. Estas duas características do infarto do miocárdio limitam as expectativas de sucesso da assistência médica e favorecem a perspectiva de controle dos fatores de risco para as . Ao contrário de outras doenças.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bruno Caramelli1 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:44 AM Autores: 1 Médico Assistente do Instituto do Coração do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As doenças do aparelho circulatório estão em primeiro lugar entre as causas de morte no Brasil. Uma característica comum ao infarto do miocárdio e às doenças cerebrovasculares é a sua instalação abrupta. correspondendo a mais da metade dos óbitos causados por esta doença. Afetadas por doenças circulatórias. Dentro do grupo das doenças circulatórias. o infarto do miocárdio e as doenças cerebrovasculares são aquelas com maiores índices de mortalidade. 20% dos pacientes com infarto do miocárdio morrerão antes de chegar ao hospital.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Obtendo-se um perfil desejável (ver tabela abaixo) e na ausência de outros fatores de risco. charuto. O fumo tem ainda um efeito multiplicador sobre os outros fatores de risco. No caso do infarto do miocárdio e das doenças cerebrovasculares. O risco de infarto do miocárdio em diabéticos isoladamente é maior do que em hipertensos isolados ou tabagistas ou indivíduos com colesterol elevado. maior a possibilidade de se ter a doença e. Hipertensão arterial: é o principal fator de risco cardiovascular no Brasil. Quanto maior a intensidade e o tempo de exposição ao fator de risco. A prevalência da hipertensão é estimada em cerca de 15% a 20% da população adulta. triglicérides. cachimbo. Copyright © 2001 IDS . os critérios de controle da pressão arterial e do colesterol são mais rigorosos do que no resto da população sem diabetes. sendo responsável. cigarro de palha ou os indivíduos que não "tragam". Colesterol elevado: há uma relação direta entre dislipidemias e aterosclerose. Tabagismo: associa-se a risco maior de doença coronária. incluindo tromboses venosas. o tabagismo. Já no dia seguinte à suspensão. especialmente com relação a níveis elevados de colesterol total.doenças cardiovasculares. porque os coeficientes de mortalidade por doença cerebrovascular são maiores do que os pelo infarto do miocárdio. as determinações laboratoriais devem ser repetidas a cada cinco anos. por outro lado. o controle ou a eliminação do fator de risco reduz a probabilidade do surgimento de novos casos. após dois anos. além do excesso de óbitos. por cerca de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho. os fatores de risco cardiovascular são classificados em modificáveis ou não segundo a possibilidade de intervenção preventiva e maiores ou menores conforme a sua importância. reduzido pela metade. Este risco está associado positivamente ao número de cigarros por dia e ao tempo de existência do hábito de fumar cigarros. O Consenso Brasileiro de Dislipidemias recomenda que todos os adultos com idade superior a 20 anos conheçam seu perfil lipídico (colesterol total. Diabetes: principalmente o tipo 2. o colesterol elevado e o diabetes. cabe lembrar que o uso de anticoncepcionais entre mulheres fumantes deve ser evitado pois aumenta em muito o risco de complicações circulatórias. LDL (low density lipoprotein)-colesterol ou valores reduzidos de HDL (high density lipoprotein)colesterol. Neste aspecto. Os principais são a hipertensão. HDLcolesterol e LDL-colesterol). associado diretamente a obesidade e ganho de peso. A interrupção do fumo é a intervenção com maior impacto na redução do risco cardiovascular. No diabético. o risco será menor e. triglicérides.

em média! Os principais riscos à saúde dos fumantes são as doenças cardiovasculares. Noventa por cento dos fumantes têm dificuldade de fumar menos do que 12 cigarros por dia. pâncreas. Fumada de um cigarro. outras doenças pulmonares. bexiga e colo de útero). como a bronquite e o enfisema.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Montezuma Pimenta Ferreira1 Última Atualização: 8/16/2001 8:52:28 AM Autores: 1 Médico assistente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Trinta por cento dos brasileiros maiores de dezesseis anos fumam. levando ao aumento da dose e ao . A diminuição da expectativa de vida é de 8 a 10 anos. mas um quarto dos fumantes perde 23 anos de vida. Seus efeitos estimulantes reforçam o seu uso. rins. Isto representa trinta milhões de pessoas. laringe. O desenvolvimento de tolerância ocorre rapidamente. esôfago. A droga que causa a dependência do tabaco é a nicotina. A maioria dos tabagistas começa a fumar antes dos 18 anos. os cânceres de pulmão. Metade dos fumantes morre de doenças diretamente causadas pelo tabaco. Úlceras pépticas e osteoporose também são mais freqüentes entre tabagistas. é absorvida através dos pulmões e atinge o cérebro em oito segundos. e outros tipos de câncer (da boca. faringe.

estabelecimento do uso regular. sintomas depressivos. aumenta nos primeiros dias e regride lentamente em algumas semanas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sonolência diurna. irritabilidade. insônia. Esta síndrome se instala nas primeiras horas sem cigarros. aumento de apetite e do peso. Fumar mais de um maço por dia e fumar o primeiro cigarro menos de trinta minutos depois de acordar indicam risco de síndrome de abstinência intensa. dificuldade de manter o alerta e a concentração. Copyright © 2001 IDS . É caracterizada por inquietação. ansiedade. Mais da metade dos fumantes apresenta sintomas de abstinência.

Farmacologicamente. Em função da alta freqüência do uso do álcool e dos inúmeros riscos à saúde advindos deste consumo. O álcool etílico é um produto da fermentação de carboidratos presentes em vegetais. Existe um nítido predomínio do alcoolismo em homens. sendo o álcool a mais utilizada. o álcool é um depressor do sistema nervoso central.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. Dr. uma compreensão adequada do quadro clínico e tratamento do alcoolismo se faz necessária. Arthur Guerra de Andrade2 Última Atualização: 12/4/2001 11:17:02 AM 1 Médico psiquiatra pós-graduando do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Livre-Docente do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O consumo de substâncias psicoativas é importante problema de saúde pública em todo mundo. Danilo Antonio Baltieri1 Prof. Suas atividades intoxicantes e euforizantes são conhecidas desde tempos pré-históricos. Estima-se que cerca de 10 a 14% da população seja dependente do álcool. provocando uma .

insuficiência hepática. (3) o álcool é usado em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o desejado. pancreatite. na escola ou em casa. Várias são as complicações clínicas e psiquiátricas surgidas em função do uso do álcool. manifestado por pelo menos três dos seguintes fatores: (1) evidência de tolerância (necessidade de doses cada vez maiores da droga para obter os mesmos efeitos das doses iniciais). A primeira experiência com o álcool costuma ocorrer na adolescência. na sua utilização ou na recuperação dos seus efeitos. lesões no sistema nervoso central com conseqüentes disfunções motoras. dores musculares. eventualmente. sensitivas e cognitivas. O quadro de abuso de álcool é caracterizado por um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. hepatite alcoólica. sendo raro o órgão humano que não seja afetado por esta substância. lesão da parede do esôfago. osteoporose precoce. (2) síndrome de abstinência (sintomas psicológicos e físicos advindos da parada ou redução abrupta do consumo do álcool). sonolência. levando a sério prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo. neuropatia periférica (dor e parestesia em membros). depressão. sabe-se que o álcool atravessa a "barreira placentária" e pode provocar desde abortamentos espontâneos. resultando em fracasso em cumprir obrigações importantes relativas a seu papel no trabalho. prejuízo do julgamento. apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente. dificuldades na absorção de nutrientes. (4) uso do álcool. (4) existe um desejo persistente ou esforço malsucedido no sentido de reduzir ou controlar o uso do álcool. lentificação psicomotora. ocupacionais ou recreativas são abandonadas em função do uso do álcool. além da temida síndrome do alcoolismo fetal (deficiência do crescimento pondero-estatural da criança. danos ao sistema nervoso central. apesar dos problemas sociais ou interpessoais persistentes ou recorrentes causados ou exacerbados pelos efeitos do álcool. alteração do funcionamento cardíaco. A este quadro dá-se o nome de intoxicação por álcool. coma. Como complicações clínicas. dentro de um período de 12 meses: (1) uso recorrente do álcool. diminuição da atenção. levando a sérios prejuízos ou sofrimento clinicamente significativo. Como complicações psiquiátricas. alterações em outras regiões como articulações. genitais e pele). sendo que a tolerância aos seus efeitos é muito marcante. O consumo recente e excessivo de álcool pode causar desde euforia. alterações cardíacas. anemias. arritmias cardíacas. (3) problemas legais relacionados ao uso do álcool. manifestado por um ou mais dos seguintes critérios. (2) uso recorrente do álcool em situações onde há perigo físico. cirrose hepática.desorganização geral dos impulsos nervosos. (5) os critérios nunca satisfizeram os critérios de síndrome de dependência ao álcool. danos faciais. Em mulheres grávidas. podemos citar: a intoxicação alcoólica idiossincrática (caracterizada por um comportamento desadaptativo e atípico após a ingestão de pequenas . (6) importantes atividades sociais. redução do nível da consciência e. labilidade emocional. natimortos e crianças com baixo peso ao nascer. (5) muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância. (6) uso do álcool continua. Já o quadro de síndrome de dependência ao álcool é diagnosticado a partir de um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. podemos citar: gastrites. irritabilidade.

Copyright © 2001 IDS . freqüentemente seguido por amnésia para o período de intoxicação). O transtorno amnéstico (caracterizado por episódios transitórios de amnésia que acompanham variados graus de intoxicação ao álcool. após a cessação ou redução do consumo do álcool. o ´delirium tremens` (caracterizado por confusão mental. tremor. sem alteração do nível da consciência. que ocorrem após interrupção ou redução abrupta do uso crônico e intenso do álcool. hiperatividade autonômica. febre. podendo ser acompanhadas por idéias delirantes). em pacientes clinicamente comprometidos). principalmente visuais e auditivas. delírios. O nível de consciência do indivíduo parece normal para terceiros no momento da intoxicação). convulsões.quantidades de álcool. a alucinose alcoólica (presença de alucinações vívidas e persistentes. agitação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . alucinações vívidas. É quadro de emergência clínica.

o uso na vida de qualquer droga psicotrópica. foi de 11. A prevalência do uso na vida de cocaína foi de .6%). a que teve maior uso na vida (5.6%. o "Ecstasy" e a Heroína. às medicações de uso médico que possuem potencial de abuso (benzodiazepínicos. estimulantes. A maconha foi. que podem levar o usuário à dependência física e/ou psíquica. Neste capítulo. opióides e anticolinérgicos). aos solventes orgânicos e a outras drogas de uso menos freqüente em nosso meio como o LSD. à cocaína (inalada. Segundo dados de uma pesquisa domiciliar realizada nas 24 maiores cidades de São Paulo em 1999 pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas. dentre as drogas ilícitas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Arthur Guerra de Andrade1 Edson Henry Takei2 Última Atualização: 10/31/2001 12:06:50 PM 1 2 Professor associado da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduando em medicina pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Droga é o termo utilizado para designar substâncias de efeito psicotrópico (principalmente as de caráter ilícito). daremos enfoque à maconha. exceto álcool e tabaco. fumada ou injetada).

muitas vezes leva ao consumo de drogas mais pesadas. sensação de relaxamento Abstinência: Não existe síndrome de abstinência característica Quadros associados: Quadros psicóticos ou ansiosos Conseqüências do uso prolongado: Lembranças vívidas das alterações sensoriais mesmo muito tempo após consumo ("flashbacks") . euforia. estado de hipervigilância. infecções no uso endovenoso. atenção e vontade de realizar tarefas Substância: Cocaína/crack Uso habitual: Ilícito. como modificador sensorial Intoxicação: Alucinações visuais agradáveis ou extremamente desagradáveis. sinais de liberação adrenérgica. quadros delirantes breves. ansiolítico ou alucinógeno Intoxicação: Percepção do tempo mais lenta. taquicardia. letargia. problemas pulmonares no crack Conseqüências do uso prolongado: Podem ocorrer quadros psicóticos prolongados que necessitam do auxílio do especialista. irritabilidade e humor depressivo Quadros associados: Quadros psiquiátricos em geral. como estimulante Intoxicação: Euforia. hiperemia conjuntival. infartos do miocárdio. desejo intenso pela droga Quadros associados: Acidentes vasculares cerebrais. irritabilidade. mescalina) Uso habitual: Ilícito. sensação de prazer ou ansiedade intensos. convulsões. aumento do apetite e da sede. forte indução de dependência Substância: Alucinógenos (LSD. falta de prazer e vontade de realizar atividades. às vezes sintomas ansiosos. crack tem associação com envolvimento criminal. como relaxante. Pesquisas anteriores realizadas pelo mesmo grupo em 1987. tosse. alucinações e delírios transitórios Abstinência: Depressão. chá de cogumelo. boca seca. ansiedade. prejuízo de funções como memória. desinibição. agitação psicomotora. Substância: Maconha/Haxixe Uso habitual: Ilícito. alterações sensoriais. 1991 e 1993 em 10 capitais brasileiras com estudantes de segundo grau mostraram que as drogas de maior uso na vida são os solventes. sensação de relaxamento.1. euforia. pupilas dilatadas.7%. casos de morte após uso excessivo. insônia. piora do rendimento psicomotor Abstinência: Mal caracterizada. câncer de vias aéreas Conseqüências do uso prolongado: Piora do rendimento na escola e trabalho. seguidos pelos ansiolíticos e anfetamínicos.

Preludin. estimulantes Intoxicação: Ansiedade. Dualid. Moderex. Privina e Aturgil) Uso habitual: Medicações para emagrecimento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . aumento da energia psicomotora. Reactivan. dificuldade de concentração.Substância: Anfetaminas (Hipofagin. irritabilidade Quadros associados: Quadros ansiosos. irritabilidade. convulsões Abstinência: Aumento do sono e da fome. depressão. Pervetin. Desobesi. desânimo. redução da fome e do sono. delirantes e de humor importantes Conseqüências do uso prolongado: Desenvolvimento de forte dependência pela substância Copyright © 2001 IDS . fórmulas para emagrecer. Inibex.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Ana Cristina Fortes Alves1 Última Atualização: 12/4/2001 11:18:26 AM Autores: 1 Médica preceptora do departamento de dermatologia da FMUSP Dermatite Seborréica Dermatofitoses Eczema Atópico ou Dermatite Atópica Eczema de Contato ou Dermatite de Contato Escabiose (sarna) Furúnculo Impetigo Larva migrans .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Bicho geográfico (ver larva migrans) Molusco contagioso Pediculose (piolho) Piolho (ver pediculose) Sarna (ver escabiose) Urticária Verruga Copyright © 2001 IDS .

Ferraz1 Marcos Roberto Tavares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:36 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP 2 Médico Assistente Doutor da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A cavidade oral é sede de várias doenças que podem se manifestar por alteração da pigmentação (mancha).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto R. úlcera. estima-se que o câncer da cavidade oral ainda seja responsável por cerca de 2000 mortes anuais no Brasil. o que pode ser feito com a inspeção e palpação da boca. É tratado com facilidade quando diagnosticado precocemente. Casos detectados mais tardiamente têm tratamento altamente complexo e prognóstico mais . nódulo. dor. boca seca (xerostomia). Câncer da Cavidade Oral Embora seja facilmente visível. halitose e nódulos cervicais.

irregulares. Pode estar acompanhado ou suceder leucoplasia e eritroplasia. Copyright © 2001 IDS . O câncer se apresenta como uma úlcera de bordas elevadas. com caráter infiltrativo. geralmente doloroso. As localizações mais comuns são a língua e o assoalho de boca.reservado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O tipo histológico mais comum é o carcinoma espinocelular. Tabagismo e etilismo são hábitos presentes na maioria dos doentes.

Doença Hemorroidária Fissura Anal . determinando sintomas importantes e que afetam a qualidade de vida das pessoas. o câncer do ânus e as doenças sexualmente transmissíveis. As doenças mais comuns são a doença hemorroidária. seguida de exame proctológico adequado e do uso eventual de outros recursos diagnósticos quando a história e exame físico não forem suficientes para este objetivo. fístulas e abscessos anais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Angelita Habr-Gama1 Fábio Guilherme Campos1 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:44 AM 1 Disciplina de Coloproctologia . Seu diagnóstico é realizado por meio de anamnese bem feita.Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia As doenças ano-retais compreendem um conjunto de afecções extremamente comuns na população em geral. a fissura anal.

Fístula Fístula Anal Doença Sexualmente Transmissíveis Câncer de Ânus Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

muitas vezes. e. O diagnóstico preciso. é importante tentar caracterizar algumas situações: Vertigem: é quando o paciente tem a sensação de que tudo está rodando ao redor dele ou que ele próprio está rodando. Quadro clínico Tontura: é um sintoma comum que o paciente geralmente refere quando se sente inseguro na sua movimentação ou posição em relação ao meio ambiente externo. associada a cansaço. é alcançado com a história clínica e com detalhes do exame neurológico e cardiovascular. não estão associadas a problema clínico grave. na grande maioria das vezes. ou outros sintomas subjetivos e pode também refletir alteração em qualquer órgão ou sistema. depressão. Quando o paciente procura o médico com queixa de tontura. Uma pergunta que ajuda a definir se o paciente tem vertigem é: você tem a .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Isabela M. É uma alucinação de movimento e apresenta causas bastante específicas. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:10 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Tontura e vertigem são condições muito frequentes na prática médica. Pode ser uma queixa inespecífica.

É composto por um movimento lento para um lado seguido de outro rápido para o lado oposto. fatores desencadeantes. O nistagmo espontâneo pode ser observado com o paciente em pé olhando para frente. quando o movimento rápido é para a esquerda. nistagmo posicional e manobra de Bárány. é importante perguntar se o início do quadro foi insidioso ou abrupto. checagem do funcionamento grosseiro do sistema auditivo. A pergunta que pode ajudar na definição do quadro é: você tem a sensação de que não está pisando em terreno firme? 1. por exemplo. e do equilíbrio. utilizando-se o sentido do movimento rápido para denominar o nistagemo. Vertigem Quanto à história clínica. duração. rápida. Quadro 1 . Isso favorece o diagnóstico de doença vestibular periférica enquanto que o aumento do nistagmo nestas condições ou. observação de nistagmo espontâneo. Características Direção Componente rápido Efeito de fixar o olhar Anatomia da lesão PERIFÉRICO Horizontal-Rotatório Contrário ao lado lesado Suprime o nistagmo Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Qualquer direção Para o lado lesado Não suprime o nistagmo Tronco cerebral ou cerebelo Quando a queixa de tontura ou vertigem se relaciona com a movimentação da cabeça ou . Avaliação do nistagmo O nistagmo representa a oscilação rítmica dos olhos. presença de náuseas e vômitos. frequência. o paciente simplesmente perde a consciência e cai. O exame físico desses pacientes deve incluir um exame otológico simples. A duração do período de inconsciência é curta e a recuperação. desmaio. otite. esforço) ou de alívio (alguma posição específica ou evitar uma posição específica). hipoacusia ou zumbido. Uma pergunta que pode ajudar a definir se o paciente teve um quadro sincopal ou quase-sincopal é: o que que você sentiu é como a sensação de ter ficado agachado por um longo período e levantar rapidamente? Desequilíbrio: se o paciente se sente desequilibrado. resfriados ou trauma craneano no passado e sintomas neurológicos. a sua persistência favorece o diagnóstico de doença central. simplesmente. ou sensação de desmaio: na síncope. se é constante ou intermitente. agravantes (ansiedade. O nistagmo espontâneo desaparece quando o paciente fixa o olhar. intensidade do sintoma. alterações de marcha.sensação de que tudo está rodando ou de que você mesmo está rodando? Síncope ou quase-síncope. se é a primeira crise ou se são crises recorrentes. O quadro 1 mostra as principais características do nistagmo central e periférico. chama-se de nistagmo para a esquerda.Características do nistagmo de origem periférica e central.

(Figura 1) Figura 1. . o paciente é colocado sentado de olhos abertos. Para iniciar a manobra. deve-se pesquisar o nistagmo de posição. O nistagmo de posição pode ser pesquisado pela manobra de Bárány. 352. Adaptado de Baloh RW. mantendo a cabeça virada para o lado que iniciou a prova. 1841-1846. Manobra de Bárány para testar a presença de nistagmo e vertigem posicional benigna. Em seguida.ocorre ao se deitar. Esta posição deve ser mantida por 20 s. Se o nistagmo aparecer. náusea ou vertigem). The Lancet 1998. é rapidamente colocado na posição deitada com a cabeça livre de apoio suspensa pela mão do examinador podendo ficar até 45o de inclinação abaixo do nível do leito. com a ajuda do examinador. pedindo-se para que o paciente relate todo e qualquer sintoma associado à manobra (por exemplo. com a cabeça virada em uma determinada direção.

PERIFÉRICA Tempo de início Duração Fatigabilidade Vertigem Direção do nistagmo Anatomia da lesão 3 . Periféricas As vertigens periféricas podem ser de três tipos: a vertigem prolongada espontânea. Quadro 3.independe da posição da cabeça Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Imediato persiste por mais de 1 minuto Não apresenta Mínima ou ausente Muda com alteração posicional da cabeça Tronco ou cerebelo Causas mais frequentes de vertigem É importante diferenciar os quadros centrais dos periféricos e a anamnese permite essa distinção em grande número de casos. a vertigem recorrente e a vertigem posicional (benigna ou central).Características do nistagmo de posição de origem periférica e central. O quadro 3 mostra as principais causas de vertigem prolongada espontânea. 1.a. Principais causas de vertigem prolongada espontânea História clínica além de vertigem. Em compensação. lesões centrais mais frequentemente se associam a alterações do equilíbrio. 1.20 segundos < 1 min ou poucos segundos Marcada Frequente Fixa. Quadro 2 . As lesões periféricas estão mais frequentemente associadas a náuseas e vômitos. náuseas e vômitos Exame físico (além de nistagmo e alterações do equilíbrio) Conduta além do tratamento sintomático .o examinador deve atentar para os detalhes do quadro 2. Vertigem espontânea prolongada Uma série de alterações podem causar quadro sintomático de vertigem.

Vertigo. presença de Trauma craniano sangue no conduto auditivo Fatores de risco para DCV*. com subsequente recuperação das funções normais. As crises duram minutos ou horas. temporária e reversível da atividade neural de repouso do labirinto ou das suas conexões centrais. em geral. R. (*DCV=doença cardiovascular) 1. The Lancet 1998. de membros ou ambas Controle da fonte de êmbolos. início subagudo com perda auditiva Otite média.b. Quadro 4. granuloma Na otite. permitindo o diagnóstico diferencial com os episódios isquêmicos transitórios que. História clínica Exame físico (além de vertigem. Principais causas de vertigem recorrente. perda da coordenação dos membros Treinamento vestibular Infarto cerebelar Ataxia de tronco.352:1841-1846. Vertigem recorrente As crises recorrentes de vertigem ocorrem quando há uma alteração súbita. treinamento da marcha e do equilíbrio Adaptado de Baloh. A duração da crise é um ponto fundamental para se fazer o diagnóstico. de fatores de risco. presença de secreção. início agudo. 3 vezes por dia por 10 dias Neurite vestibular (neuronite vestibular) Corticoesteróides e treinamento vestibular Concussão de labirinto Perda auditiva. (entre as náuseas e vômitos) crises) Tratamento além do sintomático . esclerose do tímpano. colesteatose. amoxicilina 500 mg. As causas mais frequentes de vertigem recorrente estão no quadro 4. importantes alterações do equilíbrio.Otomastoidite Infecções prévias de ouvido.W. dor e diminuição da acuidade Episódio de infecção de vias aéreas superiores prévia ao quadro. duram minutos.

zumbidos.352:1841-1846. rash cutâneo Dieta pobre em sal e diuréticos. dor unilateral latejante. bilateral).W. (*ORL=otorrinolaringologista e ** reumato=reumatologista) 1. Vertigem Postural Vertigem postural benigna (VPB) . Vertigo. The Lancet 1998. tosse. disartria.Doença de Ménière Alterações flutuantes da acuidade auditiva. parestesias. encaminhe ORL* Doenças autoimunes do ouvido Prednisona 1mg/kg e encaminhamento para REUMATO** Fístula perilinfa Perda auditiva. diplopia.c. com foto e fonofobia Perda visual. barotraumas. ceratite intersticial. espirros Sinal da fístula positiva (nistagmo induzido por Repouso alterações na pressão do canal auditivo externo) Enxaqueca Cefaléia com aura visual. sensação de ouvido sob alta pressão. R. fraqueza Sem alterações na grande maioria dos casos Aspirina 250 mg por dia Insuficiência vertebrobasilar Adaptada de Baloh. zumbidos após traumas. Se não melhorar. artrites. que piora com a Sem alterações Vide Capítulo cefaléias movimentação da cabeça. ataxia. quedas Alterações flutuantes ou lentamente progressivas da acuidade auditiva associada a sintomas sistêmicos de doença autoimune Deficiência da acuidade auditiva para sons de baixa frequência (unilateral em grande parte dos casos) Perda da acuidade auditiva (na maior parte das vezes.

O exame físico revela a presença de nistagmo espontâneo ou desencadeado pela manobra de Bárány com características periféricas. Os sintomas são relatados quando o paciente se deita e gira a cabeça ou quando já se encontra deitado e muda de posição no leito. Figura 2. Vertigem postural central Várias lesões centrais podem causar esse tipo de vertigem. o paciente com esse tipo de quadro apresenta outras alterações neurológicas. Entretanto. Tipicamente.É o tipo mais frequente de vertigem em adultos. não há queixa de zumbido ou hipoacusia. The Lancet 1998. 352. Tratamento específico A figura 2 mostra a manobra de Siment. sendo de curta duração (menos de 1 min) e sempre desencadeados por movimentos da cabeça. que cura grande parte dos casos de VPB. Adaptado de Baloh RW. neste caso. 2. Manobra de Siment para tratamento de vertigem posicional benigna. 1841-1846. São doenças raras (tumores) e o .

Síncope e quase síncope Síncope é uma perda súbita de consciência de curta duração (segundos a minutos) acompanhada de perda do tônus motor. Devem ser feitas perguntas questionando sobre o estresse a que o paciente estava submetido antes do episódio (sugere síncope vasovagal ou distúrbios psiquiátricos). podem ser causa frequente de quadros sincopais. alterações metabólicas (hipo e hiperglicemia. Distúrbios psiquiátricos. O exame físico desses pacientes pode sugerir a causa da síncope. Para o estabelecimento da causa do episódio sincopal. Investigação diagnóstica Inclui um eletrocardiograma e exames mais sofisticados. menos de 5% dos casos) doenças neurológicas (menos de 5% dos casos). Considera-se que há hipotensão postural quando a pressão arterial sistólica cai em pelo menos 20 mm Hg. formigamentos. como a difenidramina na dose de 500 mg. Hiperventilação é uma das causas mais frequentes de tontura associada com outros sintomas ansiosos como palpitações. como a monitorização com o Holter para verificação de arritmias por um período maior de tempo. O treinamento vestibular é realizado através da manobra de Siment já descrita. O diagnóstico diferencial das síncopes inclui cinco grandes grupos de causas: hipotensão arterial (20-50% dos casos). cardiomiopatia hipertrófica. tosse. evacuação. tanto da pessoa como de quem presenciou o episódio. e distúrbios psiquiátricos (30%). Causas frequentes de síncope . tremores. e um exame físico completo. devendo incluir a medida da pressão arterial (após 5 minutos de repouso de decúbito dorsal horizontal e após 2 minutos em pé). É extremamente importante perguntar sobre o uso de medicações que podem estar associadas ao quadro e que possam estar causando hipotensão postural. Episódios sincopais são mais frequentes em pacientes em pé. A perda de consciência na síncope implica que algumas estruturas do tronco cerebral deixaram de ser irrigadas. No caso de vômitos em grande quantidade. doença cardíaca (10-25%). Tratamento sintomático das vertigens Utilizar drogas antihistamínicas. a mais frequente é a síncope vaso-vagal geralmente secundária a um episódio de estresse. 4 vezes por dia (a cada 6 horas) por 10 dias. Das causas de hipotensão. como a síndrome do pânico e os outros transtornos ansiosos e depressivos.nistagmo geralmente é vertical e inesgotável. a história é fundamental. arritmias e hipertensão pulmonar) ou aos esforços (micção. recomenda-se metoclopramida 10 mg até 3 vezes por dia. geralmente desencadeando a síncope pela diminuição do retorno venoso secundária à manobra de Valsalva). se foi associado ao exercício (estenose aórtica.

Isso costuma ocorrer após as refeições. Acontece com maior frequência em pacientes em pé e a recuperação da consciência é imediata após a queda. e corrigi-la. ansiedade ou dor. será feito baseando-se na história clínica. como fadiga. Está associada a situações de estresse. checar a associação com drogas que podem causar hipotensão. mesmo em pacientes sentados. Tratamento O tratamento específico da tontura depende do diagnóstico específico que a causou. ocorrem palidez. o que. podendo variar amplamente. É importante. nesses casos. taquicarida e sudorese de extremidades.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O fundamental é descobrir a causa. Copyright © 2001 IDS . em grande parte.Síncope vaso-vagal É extremamente comum. mesmo entre pessoas jovens (desmaio). Antes da queda. Hipotensão postural do idoso Indivíduos idosos podem apresentar hipotensão postural em até 10% dos casos.

ou seja. fato que indica a necessidade de uma investigação diagnóstica mais abrangente. Enxaqueca Cefaléia do Tipo Tensional . como comprometimento de alguns pares cranianos. Nesses casos. encontrou-se uma prevalência de cefaléia de 82. cefaléias que cursam com uma história rica e exames físico e neurológico normais. A maioria dos pacientes que procuram atendimento por cefaléia são portadores de cefaléias primárias. No Brasil.9% de enxaqueca). a doença se manifesta por sinais neurológicos focais. Somente uma pequena porcentagem desses pacientes apresenta alterações como tumores ou hemorragias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Isabela M. São mais freqüentes nas mulheres e nos jovens.9% (72. além da cefaléia. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:20 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Cefaléia ou dor de cabeça é um sintoma freqüente nos pacientes que procuram atendimento ambulatorial ou de urgência.8% de cefaléia do tipo tensional e 9.

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geralmente no centro do peito ou do lado esquerdo. doenças do estômago. vesícula biliar e alterações intestinais. localização. esofagite. fatores de melhora e sintomas associados. pescoço. mandíbula ou para a região posterior do tórax. opressão. pneumonia. e durando de 5 a 20 minutos. que pode irradiar para um ou ambos os braços (geralmente para o esquerdo). pericardite. A doença isquêmica do coração pode levar ao infarto agudo do miocárdio ou pode se manifestar como angina do peito. fatores desencadeantes. é possível ter uma idéia do motivo deste sintoma. irradiação. É importante a análise do sintoma em todas as suas características: tipo. dissecção da aorta. quando a pessoa faz esforço físico. a queixa é de aperto. ou mesmo dor. duração. duodeno. queimação. Às . As causas importantes de dor no peito são: doença isquêmica do coração. embolia de pulmão. Geralmente. pâncreas. que se caracteriza por episódios transitórios de dor na face anterior do tórax. inflamação de articulações e músculos do tórax. Pelas características descritas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Luiz Antonio Machado César1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:12 AM Autores: 1 Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor HCFMUSP Quadro Clínico É comum pessoas se queixarem de dor ou desconforto na região do peito.

dor prolongada e constante. seja ocorrendo a pequenos ou a grandes esforços. estresse emocional ou. podem ser manifestações de angina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . só desconforto ou dor no membro superior esquerdo. com alívio ou eliminação total da dor. Exame físico . Sintomas associados . sendo fundamental o encaminhamento imediato ao pronto-socorro e a realização de eletrocardiograma. Angina Estável. A dor é de intensidade variável. ou fração MB.quando os sintomas já existem há pelo menos 3 meses. que fazem parte do diagnóstico diferencial. Fatores de melhora . náuseas e vômitos. Dor com duração de somente alguns segundos não é de origem coronária.quando ocorre dor torácica característica. mesmo que um só episódio e na presença de alterações ao eletrocardiograma.não é muito útil para confirmar a presença de doença coronária no paciente com dor torácica.vezes. Mas. dura de 2 a 10 minutos e cessa com o repouso ou uso de nitrato sublingual. Por outro lado. em aproximadamente de 30 a 50% dos casos de infarto. Quando essas dores aconteceram há menos de uma semana ou nas últimas 24 horas e em repouso. uma combinação de ambos.A angina de peito pode ser desencadeada por esforços. Copyright © 2001 IDS . que se mantém durante dias ou semanas. por exemplo.suor frio. o diagnóstico só se confirma com a elevação de enzimas cardíacas (creatinofosfoquinase.CPK. Angina Instável. basicamente. há grande possibilidade de se tratar de infarto agudo do miocárdio.A dor coronária classicamente melhora ou cede completamente com o repouso ou com uso de nitrato sublingual em 1 a 5 minutos. associados ou isoladamente. Fatores desencadeantes .CKMB) no sangue. Classificamos a angina em. O frio é fator desencadeante de angina do peito com grande freqüência. também não costuma ser de origem coronária. mas pode auxiliar na elucidação das outras doenças. que também podem acontecer. ou só na mandíbula. dois tipos: angina estável e angina instável. mais habitualmente. em outras doenças graves. com características que não mudam nesse período.

Neste sentido. devendo incluir uma série de informações. estão catalogados mais de 100 doenças musculoesqueléticas distintas. todo indivíduo adulto já experimentou um breve período de desconforto por acomentimento osteoarticular. O diagnóstico diferencial das dores musculoesqueléticas deve ser preciso. uma vez que o tratamento difere muito para cada situação particular. Praticamente. a história cínica e o exame físico inicial são essenciais. Até a presente data.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fernanda R. Lima1 Ari Stiel Radu2 Última Atualização: 8/21/2001 8:47:22 AM 1 2 Médica Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Médico Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro Clínico e Epidemiologia As queixas de dores musculoesqueléticas estão entre as causas mais comuns de consulta médica e correspondem a terceira causa de afastamento do trabalho. .

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pode doer por alterações nestas estruturas ou doer à distância por irritação das raízes nervosas. extendendo-se da base do crânio até a coluna dorsal (torácica). Este complexo arcabouço ósseo protege o sistema nervoso central. nas articulações interapofisárias (cartilagem) e nos ligamentos.A coluna cervical é inervada no tecido ósseo. portanto. com as vértebras de cima e de baixo. a medula espinhal. exceto C1 e C2. pelas apófises. extensão e rotação). É caracterizada por uma enorme mobilidade em todos os sentidos de movimentos (flexão. que não possuem corpo vertebral. . nesta localização. Cada vértebra é constituída do corpo vertebral e do arco posterior. Os corpos vertebrais são separados um do outro pelo disco intervertebral e os arcos. duas inferiores e duas superiores. que emite raízes nervosas para a cabeça e membros superiores.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:48 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A coluna cervical é formada por sete vértebras. que se articulam entre si.

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as seqüelas de fraturas ou a osteoporose. as mega apófises. por esta razão. como a espondilolistese (escorregamento vertebral). um estudo mais aprofundado dos profissionais interessados nesta área. existem alterações genéticas ou adquiridas. merecendo. dorsal e lombar e é a lombar que recebe a maior carga de peso corporal. na coluna. a medula espinhal e a protege. portanto. a escoliose. está sujeita a muitas doenças decorrentes destas suas características mecânicas e estas doenças se fazem mais presentes quando. Também os desequilíbrios musculares gerados pelas mais diversas causas. é dividida em cervical. Possui uma grande amplitude de movimentos em todos os sentidos e. A coluna vertebral dura e resistente contém no seu interior. a gravidez.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 9/3/2001 8:53:20 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A dor lombar é a principal causa de afastamentos do trabalho entre os segurados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Brasil. podem determinar alterações mecânicas e dor lombar. . entre as quais a mais comum de todas.

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O trauma no ombro pode provocar fraturas no úmero. pela pouca contenção entre a grande cabeça umeral e a pequena e estreita glenóide do omoplata. comuns nesta articulação. luxações articulares e lesões nos ligamentos de contenção.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:44 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O ombro é a articulação mais móvel entre todas do corpo humano. A cápsula articular de contenção do ombro. . As alterações inflamatórias. são queixas frequentes. extremamente vulnerável. Possui ainda uma articulação entre o acrômio e a clavícula. é o conjunto de ligamentos formado pelos prolongamentos dos músculos da cintura escapular. de origem não traumática. omoplata e clavícula. como as tendinites e bursites. que podem levar ao congelamento articular do ombro rígido (pericapsulite adesiva). também chamada de manguito rodador.

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doença do refluxo gastroesofágico. durante pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). com prevalência oscilando entre 20 e 40%. Cerca de um quarto dos pacientes com dispepsia procura atendimento médico. (3) sensação de estufamento. o que inclui inclui: (1) saciedade precoce. que é a sensação de estômago repleto logo após o início da alimentação. úlcera péptica. A dispepsia funcional abrange pacientes com os seguintes sintomas. As doenças funcionais do aparelho digestivo foram classificadas pelo sistema denominado "Roma II". neoplasia. A dispepsia é sintoma comum na população geral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:52 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Dispepsia é definida como dor ou desconforto na região epigástrica. doença . impedindo o término da refeição. variando se pirose retroesternal é acrescentada à investigação. (2) má digestão ou sensação de persistência do alimento no estômago.. (4) náusea. nos últimos 12 meses: (1) dispepsia persistente ou recorrente e (2) ausência de doença com substrato anátomopatológico (ex.

na dispepsia tipo dismotilidade. refluxo ácido patológico. Assim. como. alteração no padrão habitual de evacuação. pois úlcera péptica não é o único diagnóstico de exclusão na dispepsia em geral. têm. prócinéticos (ex. Pelo atual conceito de dispepsia funcional. Copyright © 2001 IDS . associadamente. A classificação "Roma II" estabeleceu a seguinte classificação para a dispepsia funcional: pacientes com dispepsia funcional. a coexistência de dispepsia funcional e síndrome do intestino irritável é possível num mesmo paciente. bloqueadores H2. o diagnóstico de síndrome do intestino irritável substituirá o de dispepsia funcional. Por outro lado. (3) se os sintomas dispépticos melhorarem nitidamente com a defecação e se houver. no entanto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . por exemplo: (1) a terminologia dispepsia não-ulcerosa foi substituída por dispepsia funcional. o que implicaria no diagnóstico da síndrome do intestino irritável. pois. domperidona. (2) pacientes com sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico (por exemplo. quando testados com pHmetria de 24 horas. em que o sintoma predominante e que mais incomoda é a dor epigástrica. são classificados como portadores de dispepsia tipo úlcera. na sua maioria. Finalmente. pacientes com dispepsia tipo úlcera tendem a responder melhor aos agentes anti-secretores (por exemplo. como os antiinflamatórios não-esteróides) que explique a sintomatologia e (3) sem alívio dos sintomas com a defecação e sem associação com alteração no hábito intestinal. alguns aspectos anteriormente aceitos e válidos não são mais. pacientes com dispepsia tipo úlcera não necessariamente têm mais úlcera péptica que os com dismotilidade). metoclopramida) são a primeira escolha. inibidores da bomba de próton). apresentam dispepsia do tipo dismotilidade. desde que a dispepsia não se relacione com a evacuação e que existam indícios da síndrome do intestino irritável. pacientes que não preenchem um ou outro critério são tidos como portadores de dispepsia inespecífica. Aqueles em que predomina o desconforto epigástrico. Esta divisão da dispepsia funcional. conquanto não contribua para o diagnóstico de doença orgânica (por exemplo. pirose e dor retroesternal) não devem ser incluídos no contexto da dispepsia funcional.. como definido anteriormente. pode ter implicações terapêuticas.pancreatobiliar e consumo de medicamentos lesivos à mucosa gastroduodenal.

Bautzer1 Última Atualização: 9/5/2001 4:52:28 AM 1 Médico Assistente da Divisão de Clínica Urológica do HCFMUSP Disúria Hematúria .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: José Luis Mesquita1 Carlos Ricardo D.

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recorrente ou crônica. Em algumas situações. amplo espectro clínico. torção ou dor . corpos lúteos ou cistos hemorrágicos que desaparecem espontaneamente respeitando-se o ciclo hormonal natural.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Prof. As principais situações que evoluem para dor pélvica são as descritas a seguir. Dr. para sua abordagem e diagnóstico. envolvendo. No entanto. em geral. a maioria das imagens observadas corresponde a folículos ovarianos. Sérgio Podgaec2 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:10 AM 1 2 Professor livre docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Mestre em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A dor pélvica é um problema clínico comum que pode se manifestar de forma aguda. Rotura e torção de cisto de ovário: a observação de cistos anexiais tornou-se freqüente devido à realização de ultra-sonografia da região pélvica. permanecem assintomáticos até ocorrer rotura. como teratomas ou cistoadenomas que. os cistos ovarianos podem representar doenças benignas. Mauricio Simões Abrão1 Dr. Diferentes doenças podem estar relacionadas a este sintoma.

sendo a tuba . tubas uterinas. Sangramento genital pode estar presente devido a queda transitória dos níveis estrogênicos que ocorre neste período. acompanhada de corrimento purulento oriundo do canal cervical e dor ao toque vaginal à mobilização do colo uterino. dor pélvica grave ocorre em miomas subserosos que sofrem torção ou nos miomas que sofrem degeneração necrótica ou infecciosa. hematúria. mas podendo estar presente em peritônio. O diagnóstico de certeza da moléstia é difícil. Prenhez ectópica rota: diagnóstico que deve ser sempre ser considerado quando houver atraso ou irregularidade menstrual associados a dor pélvica e massa anexial. salpingite. podendo localizar-se na superfície do útero (subseroso). Usuárias de dispositivo intra-uterino são mais suscetíveis a este processo e os germes envolvidos em 80% dos casos são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis. vômitos e diarréia. na parede uterina (intramural) ou em direção à cavidade uterina (submucoso). Em geral. endometrite. quadros progressivamente mais graves de infecção do aparelho genital interno. até 50% das pacientes com queixa de dor pélvica apresentam algum grau de endometriose. como cefaléia. e os tumores malignos de ovário têm crescimento insidioso. acomete mulheres jovens. sendo todo o quadro limitado no tempo com remissão completa. bexiga e intestino. aumento do trânsito intestinal e enterorragia cíclicos durante o fluxo menstrual. aumenta o risco de infertilidade e de dor pélvica crônica. Até 90% das pacientes portadoras da doença apresentam dor pélvica e. provocando sintomas quando em estádios avançados.por efeito de seu volume. em que ocorre aumento da contratilidade uterina e do peristaltismo tubáreo e disseminação peritoneal do líquido folicular ou de sangue provocado pela rotura do folículo ovulatório. as manifestações clínicas dependem da localização e do volume do tumor. com vida sexual ativa. A paciente pode apresentar dismenorréia. A dor pélvica é bilateral. Endometriose: definida pela presença de tecido endometrial em sítios extra-uterinos. Mioma: freqüente tumor benigno que se desenvolve no miométrio. até mesmo pela presença de ascite. Os endometriomas têm seu volume limitado. Dor do meio do ciclo: dor intensa ocorrendo no meio do ciclo menstrual associada ao período ovulatório. sendo resultado de infecção transmitida por via sexual. provocando os sintomas relativos à própria doença. pois não existe sintomatologia ou arsenal de exames complementares que denotem com clareza esta situação. de modo inverso. Moléstia inflamatória pélvica aguda: é a denominação genérica para os casos de cervicite. Dismenorréia: cólica associada ao fluxo menstrual pode impedir a paciente de exercer suas atividades habituais e levá-la à procura de auxílio médico para o alívio da dor. além de outras localizações mais incomuns. Se não for tratada de forma correta. ooforite e abscesso tubo-ovariano. Em geral. sendo mais freqüentemente encontrado em ligamentos útero-sacros e ovários. dor durante a relação sexual. disúria. Estima-se que até 50% das mulheres apresentem algum grau. no entanto. sendo 10% com intensidade grave. Acomete em torno de 10% das mulheres em idade reprodutiva e associa-se a dor e infertilidade. dor pélvica sem relação com o fluxo menstrual. Sintomas associados podem ocorrer.

além de vômito e parada do trânsito intestinal. Em geral. traumas e complicações pós-operatórias podem causar perfuração intestinal com extravasamento de conteúdo entérico e fecalóide e contaminação da cavidade peritoneal. menos freqüente atualmente devido ao uso corrente de misoprostrol. abscesso e peritonite. No caso de haver sangramento em maior intensidade juntamente com eliminação de restos ovulares e. associada a sintomas urinários. febre. Entretanto. associada a vômito. passando para a região periumbilical e localizando-se em fossa ilíaca direita. pode cursar com toxemia. febre e interrupção do trânsito intestinal. é muitas vezes característica pela dor lombar irradiada para flancos e região pélvica (suprapúbica). especialmente hematúria. que diminuiu a prática de manipulação uterina. Dependendo do tipo de aborto. Diverticulite: divertículos são bolsas da mucosa e submucosa dos cólons herniadas através da parede muscular. Peritonite bacteriana por perfuração intestinal: doenças infecciosas. em menor freqüência obstrução tumoral. que podem ser assintomáticos. que se inicia com dor epigástrica e desconforto abdominal difuso. medicamento abortivo usado por via oral ou vaginal. Apendicite: causa comum de dor abdominal. Obstrução ureteral: cólica renal por cálculo ou. Dor e sinais de peritonismo são sugestivos ao exame clínico. resultando em quadro séptico grave de dor abdominal difusa aguda. o aborto é dito completo e incompleto quando a eliminação é parcial. especialmente na fossa ilíaca direita (ponto de McBurney). a paciente pode apresentar dor hipogástrica com ou sem sangramento genital (quantidade variável) e. além de poder haver dificuldade diagnóstica na localização retro-cecal do apêndice. quadro agudo. geralmente resultado de manobras ilegais para provocar a perda. hipotensa. o auxílio imprescindível da ultra-sonografia como parâmetro para definição de conduta. se o . o que provoca hemorragia intraperitoneal representada clinicamente por paciente descorada. Pode provocar complicações quando não abordada de forma adequada. ao toque vaginal. o quadro clínico se altera. Nesta situação. em 8% dos casos. colo uterino pérvio. Abortamento: definido como a interrupção da gravidez antes de 20 semanas ou com feto de peso inferior a 500 gramas.uterina o local mais freqüente de nidação ectópica (98% dos casos). a paciente apresenta-se com período variável de atraso menstrual. alteração do estado geral do paciente com febre e astenia. provocar manifestações intestinais inespecíficas (obstipação ou diarréia) ou. Processo de gravidade ocorre nos abortos incompletos associados a quadro infeccioso. nem sempre diagnosticado previamente como gestação. O embrião pode se desenvolver até ocorrer aborto tubáreo. caracteriza-se o aborto retido. Quando ocorre eliminação total dos restos ovulares. como perfuração. nos dias atuais. quando ocorre obstrução ou perfuração (diverticulite). com dor em região hipogástrica associada a sinais de peritonismo (descompressão brusca positiva e abolição dos ruídos hidroaéreos). com eliminação através da cavidade uterina ou rotura tubária. podendo manifestar sangramento genital. Quando ocorre inviabilidade do produto conceptual sem sua eliminação. ao toque vaginal. colo uterino impérvio. caracterizando aborto evitável. havendo. peritonismo e distensão abdominal. dor em fossa ilíaca esquerda. diz-se que o aborto é inevitável. Na avaliação clínica. seguido de dor em região hipogástrica e sangramento genital. tumores.

ou mesmo exercícios físicos inadequados sem realizar avaliação prévia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o paciente pode apresentar somente dor em região suprapúbica. em alguns casos. Mulheres são mais acometidas por infecções de trato urinário baixo. musculatura paravertebral e assoalho pélvico. devido a sobrecargas. observando-se idade da paciente. Infecção de trato urinário: sintomas urinários como disúria. acometendo parede abdominal. Alterações musculo-esqueléticas: distúrbios relacionados a alterações anatômicas de coluna vertebral são freqüentes e podem ser causa de dor pélvica pela irradiação do suprimento de inervação local. processos inflamatórios. em geral. deficiência postural. polaciúria. tendo como germe causador a Escherichia coli. Copyright © 2001 IDS . Afecções musculares podem provocar dor pélvica. no entanto. alterações posturais e degenerativas. A dor está associada ao aumento do peristaltismo do sistema pieloureteral e ao processo inflamatório que se instala na região da obstrução. hematúria e febre são clássicos para a suspeita de infecção de trato urinário.cálculo ou o tumor estiverem em localização baixa no trato urinário. facilmente identificada por meio da análise do sedimento urinário e de cultura de urina. a dor pode se manifestar de forma intensa somente na região pélvica.

enquanto o câncer prostático se origina na zona periférica. Grohmann1 Última Atualização: 10/31/2001 12:07:36 PM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Sami Arap1 José F. enquanto a zona periférica é de origem endodérmica. A doença não é observada em homens abaixo dos 20 anos ou em homens castrados antes da . Dr. esta última como sítio de origem da hiperplasia prostática benigna. pois a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona interna. vesículas seminais e glândulas bulbouretrais. são descritos os valores elevados de andrógenos. Tal fato tem importância. Como fatores de risco. A hiperplasia prostática benigna é uma das doenças mais comuns que afetam o homem com o aumento da idade. Quadro clínico e Epidemiologia As glândulas sexuais acessórias incluem a próstata.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. Acredita-se que parte dos sintomas decorram de um efeito de massa aumentando a resistência uretral e também por uma disfunção detrusora decorrente da idade. A zona interna da próstata é de origem mesodérmica. A próstata pode ser dividida em zona periférica. zona central. tecido periprostático e zona de transição. R.

Valores até 7 são considerados sintomatologia leve. Com o objetivo de uniformizar a avaliação dos sintomas destes pacientes. Os sintomas decorrentes da hiperplasia prostática benigna são obstrutivos (diminuição de volume e força do jato urinário. podendo permanecer latente ou progredir atingindo tecidos adjacentes. principalmente vesículas seminais e os linfáticos regionais. sintomas graves. gotejamento terminal. A disseminação linfática leva ao comprometimento dos linfonodos obturadores e ilíacos. a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona de transição. interrupção do fluxo. bacia. Os primeiros são decorrentes do aumento volumétrico da glândula enquanto que os sintomas irritativos são relacionados com a obstrução funcional decorrente do aumento do tônus das fibras musculares presentes na próstata. Esta neoplasia tem origem na zona periférica prostática. sendo que apenas 15% aparecem em outra região da glândula. costelas e crânio.testosterona e idade). Destes. o mais amplamente aceito é o "International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. Até 7 sintomatologia leve. urgência. Por meio desta escala. especialmente na cápsula. de 8 a 19 sintomas moderada e acima de 20 sintomatologia grave No ultimo mês Quantas vezes urinou novamente menos de duas horas após ter urinado Quantas vezes observou que. obtêm-se valores de 0 a 35. na orientação e escolha do tipo de tratamento. Embora os fatores de risco conhecidos para hiperplasia prostática benigna e câncer de próstata sejam semelhantes (presença do hormônio masculino . freqüência diurna. enquanto o adenocarcinoma da próstata ocorre na zona periférica. ao urinar. de 8 a 19. disúria. (tabela 1) Tabela: International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. Além da utilização dos escores de sintomas. Os ossos mais atingidos nessa fase são da coluna lombar. A neoplasia apresenta história variável e pouco previsível. parou e recomeçou diversas vezes Nenhuma Menos de 1 vez Menos de metade das vezes 2 Metade das vezes Mais de metade das vezes 4 Quase sempre 0 1 3 5 0 1 2 3 4 5 .puberdade. tem-se criado diversos escores de sintomas. sensação de esvaziamento vesical incompleto). hesitação) e irritativos (noctúria. acima de 20. o quanto os sintomas interferem na qualidade de vida. tem-se utilizado. fêmur. enquanto as metástases ósseas são de origem hematogênica. sintomas moderados e. avaliando-se cada paciente de maneira particularizada. O tumor prostático mais comum é o adenocarcinoma da próstata.

Quantas vezes teve a sensação de não esvaziar completamente a bexiga após ter urinado Quantas vezes observou que foi difícil conter a urina Quantas vezes observou que o jato urinário estava fraco Quantas vezes teve que acordar a noite para urinar Quantas vezes teve que fazer força para começar a urinar 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

necessitando abordagem especial. favorecendo o rompimento das arteríolas que compõem a trama vascular da mucosa nasal. impressiona o paciente e sua família. Ocorre com grande freqüência nos meses quentes do ano e em regiões com baixa umidade relativa. especialmente do septo. . A epistaxe é um sinal comum em doentes que procuram os serviços de emergência. com freqüência em pacientes internados em unidades de terapia intensiva com doenças sistêmicas. Também ocorre. É mais frequente da infância até a puberdade (devido a uma maior fragilidade capilar nesta faixa etária) e em pacientes idosos. com ressecamento da mucosa nasal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento 1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 4:54:12 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia A epistaxe ou hemorragia nasal é uma afecção benigna de fácil resolução. normalmente. Raramente pode se constituir em uma urgência grave. principalmente renais crônicos. pois.

local mais freqüente das epistaxes. A artéria carótida interna fornece as artérias etmoidais anteriores e posteriores (ramos da oftálmica). artéria palatina superior (ramo da artéria maxilar interna). pólipos sangrantes. Há várias anastomoses entre as diversas artérias e arteríolas. encontra-se a zona de Kisselbach. das aplasias de medula óssea. hemangiomas. localizada na parte ântero-inferior do septo nasal. processos inflamatórios da mucosa nasal (coriza e rinites). corpos estranhos. As causas locais mais frequentes são traumatismos (digitais ou externos). discrasias sangüíneas e outras menos comuns. A artéria carótida externa dá origem à artéria esfenopalatina (ramo da artéria maxilar interna). nasofibroma juvenil e carcinomas e angiosarcomas. inalação de produtos químicos e poluentes (detrito e poeira). Copyright © 2001 IDS . afecções vasculares. da púrpura trombocitopênica e não-trombocitopênica e da doença de Rendu-Osler. Entre estas anastomoses. artéria do subsepto (ramo da artéria facial).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . As causas das epistaxes podem ser locais. As discrasias mais comuns são as decorrentes da insuficiência hepática.A vascularização das fossas nasais é garantida por ramos terminais das artérias carótida externa e interna.

Perdas pequenas podem ser imperceptíveis. sudorético. adinamia e frequentemente. senso lato. boca ou ânus. Os sintomas da hemorragia volumosa aguda instalam-se rapidamente. o pulso eleva-se. Se não houver reposição das perdas com transfusões ou soluções salinas. com sério comprometimento do estado geral. mas de grande importância se de longa duração. Apresenta palidez cutâneo-mucosa. . Se este estado perdurar. mas o paciente pode se apresentar ao profissional de saúde. levando à morte. O paciente torna-se pálido. a perfusão de sangue para coração e cérebro diminuem. A pressão arterial cai. indica sangramento importante no tubo digestivo. a pressão arterial pode cair progressivamente instalando-se o choque hipovolêmico. queixa-se de tonturas. queixa-se de fraqueza geral. Os sintomas da perda crônica de sangue na luz do tubo digestório são menos dramáticos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fabio Pinatel Lopasso1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:34 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A exteriorização de sangue por um dos extremos do aparelho digestivo. exibe grande emagrecimento.

podendo ser causa de enterorragias profusas e persistentes. Geralmente. Se o sangramento for alto (boca. foi digerido e é eliminado pelo ânus como fezes negras. Parte do sangue da epistaxe é ingerida. Sangramentos de pequeno volume. A eliminação de muco com sangue e fezes indica inflamação da mucosa colônica (retocolite inespecífica). malcheirosas e diarréicas. com restos alimentares e coágulos indicando hemorragia recente ou grande volume. Acima dos 50 anos. cuja causa. Se o paciente expelir sangue escuro. As perdas de sangue pelo reto e ânus podem provir de fontes distantes. quase sempre. provavelmente. que se pode fazer com o toque retal. do estômago ou do duodeno. não sendo necessária nenhuma dieta específica antes da coleta do material para diagnóstico precoce do câncer de cólon e reto. A diarréia acompanhada de sangue diluído (disenteria). ao alcance da palpação digital. Quase 80% delas estão no reto e. uma específica é a amebíase intestinal. O sangue que sai pelas fossas nasais sem outros sinais de alerta é a epistaxe. chamam a atenção para as doenças orificiais. gastrites agudas e cânceres (esôfago/estômago) podem ser a causa. Episódios graves de enterorragia podem acontecer em portadores da doença diverticular dos cólons associada ou não à angiodisplasia dos cólons. semi-líqüidas ou pastosas. entre as quais. no cólon esquerdo. faringe.Identificação do local de sangramento: A hematêmese acompanha-se de naúseas e vômitos e provém. As inflamações da mucosa do intestino delgado e grosso podem ser causadas por bactérias e parasitas. no reto ou no próprio ânus. não havendo relação com a hipertensão arterial. sem coágulos. esôfago). o sangue é vermelho vivo. aparentes no papel higiênico. espumoso. especialmente em idosos. Se o sangue expelido pela boca for rutilante. recomenda-se anualmente a pesquisa rotineira de sangue oculto nas fezes pelo teste do guaiacol (3 amostras). indica que a fonte está próxima. O sangue não está digerido. duodeno e jejuno proximal. pode-se pensar em sangramento mais antigo e o aspecto sugere digestão parcial pelo suco gástrico e exteriorização tardia. Varizes do esôfago. A ancilostomíase e outras verminoses podem se manifestar pela anemia. o paciente não apresenta hematêmese. como as hemorróidas e as fissuras anais. tem causas bacterianas. A epistaxe é comum nas gripes e resfriados. precedido de tosse. é a tuberculose pulmonar. A expulsão de sangue pelo reto após o esforço evacuatório pode decorrer de hemorróidas ou de outras lesões como o câncer. conhecida como melena. São responsáveis por sangramento crônico. Na hematêmese. frequentemente. pequenas perdas sangüíneas exteriorizadas com estrias ou placas sobre fezes formadas podem ser a primeira . estômago. não há náuseas e vômitos. As úlceras pépticas podem ser a causa. não devendo ser confundido com a hemorragia digestiva. vem do pulmão e trata-se de uma hemoptise. úlceras pépticas. causando vômitos com características de hematêmese. O sangramento vermelho pelo ânus. No entanto. portanto. Pacientes que tomam aspirina ou outros antinflamatórios não-hormonais apresentam risco maior de sangramento. como o esôfago. acumulando no estômago. O sangue transitou pelo tubo digestório. a enterorragia.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . como o câncer do reto ou do ânus.manifestação de doenças graves. Copyright © 2001 IDS .

especialista em Reabilitação de Deficientes Visuais e Coordenadora dos Cursos para Auxiliar de Oftalmologista anatomia do olho medida da acuidade visual erros de refração problemas de visão no escolar cuidados com os olhos doenças oculares comuns no recém-nascido .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Regina Carvalho de Salles Oliveira2 Última Atualização: 12/4/2001 11:21:06 AM Autores: 1 Professor Titular da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Universidade Estadual de Campinas .UNICAMP 2 Educadora pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .catarata glaucoma degeneração senil da mácula descolamentos e buracos de retina retinopatia diabética presbiopia urgência oftalmológicas Copyright © 2001 IDS .

. A vascularização da porção anterior do olho (conjuntiva) é dada principalmente por vasos superficiais. que estão próximos à córnea. Quando não houver especialista disponível. A periferia da córnea e a íris têm sua vascularização realizada por vasos mais profundos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Amaryllis Avakian2 Última Atualização: 9/26/2001 5:19:00 AM Professor Titular de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas 2 Médica Assistente da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Médica Pós Graduanda Nível Doutorado da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 1 Quadro clínico e Epidemiologia Uma importante parcela de doenças oculares agudas ocorre associada à presença de olho vermelho. primeiros socorros e orientações podem ser feito pelo médico generalista devidamente preparado. que vêm do fundo do saco conjuntival. o diagnóstico.

alergias e olho seco. As úlceras bacterianas são as mais freqüentes. provocadas por bactérias. subagudas e crônicas. por exemplo corticóides tópicos ou em pacientes com lesões corneanas provocadas por trauma com vegetais (galhos de árvore por exemplo). medicamentosa e alérgica Olho seco Uso inadequado de lentes de contato Triquíase. duração da infecção. a vermelhidão é maior na região ao redor da córnea (hiperemia pericerática). ardor.Dessa forma. vermelhidão e secreção. As úlceras infecciosas podem ser causadas por bactérias. Entrópio e Ectrópio Lagoftalmo Diminuição das horas de sono Alcoolismo ou uso de drogas Meibomite e Blefarite Pterígio entendendo as causas do olho vermelho Conjuntivites infecciosas podem ser agudas. Ulceras de Córnea: são caracterizadas por depressões na superfície da córnea. O quadro clínico se manifesta por desconforto ocular. sensação de areia nos olhos. No caso das doenças das estruturas oculares (úlceras de córnea. Conjuntivites não-infecciosas são causadas por trauma. Pode haver dor e aumento da sensibilidade à claridade. lacrimejamento. uveítes anteriores). ou inespecíficas. causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia aguda) Conjuntivite Úlcera de córnea Glaucoma agudo Uveíte anterior Hemorragia subconjuntival Traumatismo causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia crônica) Conjuntivites irritativa. vírus. dor. em uso de medicações. vírus. já as fúngicas são mais comuns em pacientes imunodeprimidos. estado prévio da córnea. fotofobia e secreção mas variam de acordo com a potência do microrganismo. medicamentos. lacrimejamento. Podem ser infecciosas ou nãoinfecciosas. estado imunológico do paciente e utilização prévia de . associados a doenças sistêmicas. glaucoma agudo. normalmente acompanhados de inflamação ao redor da lesão. as conjuntivites costumam apresentar uma vermelhidão que aumenta ao se afastar da córnea e se aproximar da região do fundo de saco conjuntival. fungos ou protozoários. Os sintomas geralmente são de diminuição da acuidade visual. bem como embaçamento visual leve.

manobra de Valsalva (tosse ou esforço). lacrimejamento e embaçamento visual. A cirurgia está indicada nos casos de pterígio próximo a atingir a área da pupila ou quando é local de irritação constante. e o quadro é indolor inclusive à palpação. Apresenta-se com dor intensa. fotofobia. Suas causas mais comuns são: traumatismos oculares. não há necessidade de realizar cirurgia para sua remoção. porém é comum fazê-lo lentamente ou mesmo estacionar. tratando-se de urgência oftalmológica. É mais frequente em pessoas que trabalham ou vivem em locais com muito sol. visão de arco íris ao redor de foco de luz. As uveítes posteriores comprometem a coróide e a retina (corioretinite). podendo ocorrer perfuração e deixando área de opacificação na córnea. Pode crescer rapidamente. conjunto formado pela íris (parte colorida do olho). Uveítes Anteriores: são inflamações da úvea. deve-se afastar a possibilidade de ocorrência de lesões oculares. geralmente mulheres entre 40 e 60 anos de idade ou pacientes que apresentam uma menor distância entre a córnea e a íris periférica (portadores de hipermetropias ou catarata insipiente). ou atestada por outra pessoa. Úlceras nãoinfecciosas têm evolução e sintomatologia mais acentuada do que as infecciosas. é assintomática e percebida por acaso. As uveítes anteriores podem se instalar na íris (irite) ou íris e corpo ciliar (iridociclite). O aspecto é de sangue vivo (vermelho). vento ou poeira. A crise ocorre por um aumento súbito da pressão intra-ocular devido à dificuldade de escoamento do humor aquoso. com limites bem definidos. A redução da acuidade visual é variável. cefaléia e pode ser acompanhado de náuseas e vômitos. colírios lubrificantes e. Evoluem com aumento da área ulcerada (em extensão e em profundidade). olho vermelho. Quando associada a trauma. visão borrada. Hemorragia subconjuntival: é um extravasamento de sangue embaixo da conjuntiva. distúrbios da coagulação sangüinea. ao olhar no espelho. geralmente. .medicamentos. Glaucoma Agudo: ocorre em pessoas predispostas. Os sintomas podem melhorar com o uso de compressas frias. corpo ciliar e coróide. sendo mais acentuada nos casos de inflamação severa. Geralmente. A infecção corneana é sempre uma ameaça à visão e ao olho. Os sintomas das uveítes anteriores são dor ocular de intensidade moderada. Pterígio: É uma "pelezinha" que começa a crescer em cima da parte branca do olho e vai em direção à pupila. olho vermelho. A infiltração sanguínea leva 2 a 3 semanas para reabsorver e durante a evolução vai tornando-se amarelada e é acumulada inferiormente.

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Na diarréia crônica (duração: mais de 4 semanas) encontramos as várias doenças que causam má absorção (por exemplo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aytan Miranda Sipahi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:56 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Diarréia é definida como uma alteração do hábito intestinal normal. A diarréia aguda é adquirida. retocolite. as infecções intestinais têm um impacto muito grande na qualidade de vida e são responsáveis pela mortalidade superior a quatro milhões de crianças pré-escolares por ano. protozoários). A diarréia aguda (duração: menos que 4 semanas) em adulto é causada principalmente por infecções. A infecção é a causa mais freqüente podendo ser viral. além de doenças inflamatórias intestinais (por exemplo. doença celíaca). por meio da ingestão de água e . em que uma evacuação por dia ou três vezes por semana é substituída por freqüentes e inúmeras dejeções líqüidas. doença de Crohn) e neoplásicas. efeitos colaterais de drogas e isquemia. No Brasil. bacteriana e parasitária (por exemplo. na grande maioria das vezes.

com base no efeito do agente infectante sobre o intestino do hospedeiro: a) diarréia inflamatória ou sanguinolenta e b) não-inflamatória ou aquosa. A secreção ácida age pelo seu pH letal aos microrganismos. a motilidade. não-sanguinolenta. freqüentemente. por meio das defesas humorais e celulares específicas contra os patógenos. impedindo a aderência e o sistema imunológico. provocando perda de sangue. ou que fazem uso de inibidores da secreção ácida (por exemplo. (3) frutos do mar não cozidos. temos as principais diferenças entre a diarréia inflamatória e não-inflamatória e o tipo de diarréia (aquosa versus disenteria) presente em relação aos vários enteropatógenos. ocasionalmente.Diarréia Inflamatória versus Diarréia Não inflamatória Características Leucócitos fecais Diarréia Inflamatória Positivos Diarréia Não Inflamatória Negativos . colhidos de reservatórios de água poluídos. As diarréias inflamatórias são. As formas de contaminação na diarréia aguda são (1) fecal-oral. (2) alimentos não cozidos. provocam alterações menores. estão entre os mais predispostos às infecções intestinais. (5) contaminação pela água de piscina (por exemplo. contaminados por água ou pelo solo de cultivo que entrou em contato com fezes. Quando existe contaminação oral com patógenos que causam diarréia. motilidade e sistema imunológico intestinal. como ostras. por diminuição da secreção ácida e da defesa imunológica. Em uma abordagem clínica. causadas por bactérias e suas toxinas invadem e lesam as células que recobrem a mucosa. porém. em geral. nem sempre a doença ocorre. com desidratação. Nas Tabelas 1 e 2. tais como secreção ácida gástrica. uma vez que a manifestação clínica depende das interações do patógeno com os mecanismos de defesa do hospedeiro. omeprazol. podemos dividir as diarréias agudas em dois tipos. ranitidina) e também os idosos. giardíase). Já as não-inflamatórias. como a Salmonella sp.alimentos contaminados por microrganismos ou suas toxinas presentes em fezes humanas ou de animais e pela autocontaminação. Os diagnósticos diferencial e etiológico são facilitados por esta classificação. que ocorre pelo toque das mãos em materiais contaminados. (4) alimentos manuseados por portadores assintomáticos de microrganismos patógenos. que geralmente albergam bactérias e outros patógenos ao agirem como filtrantes no seu habitat. fluido sérico e leucócitos dentro do lúmen (disenteria). Tabela 1 . Pacientes que são imunodeprimidos por doença ou desnutrição. podem levar a situações graves. As diarréias inflamatórias provocam os quadros mais graves e podem requerer tratamento mais intensivo além de avaliação mais acurada.

Giardia. cholerae Escherichia coli enterotoxigênica Escherichia coli enteropatogênica Escherichia coli enteroinvasiva Escherichia coli enterohemorrágica Shigella sp Salmonella sp Campylobacter sp Yersinia enterocolitica + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + Diarréia aquosa Disenteria . muco. pus. Yersinia. diarréia de pequeno volume. MUCO E PUS) Enteropatógeno Viroses Rotavírus Adenovírus Vírus de estrutura circular pequena Citomegalovírus Bactérias V. pode haver febre e toxemia Shigella. intoxicação alimentar Intestino delgado Só em pacientes graves (desidratados ou toxemiados) Local acometido Avaliação diagnóstica Tabela 2 . cólicas Apresentação clínica abdominais no quadrante esquerdo inferior.ENTEROPATÓGENOS RESPONSÁVEIS POR DIARRÉIA AQUOSA E DISENTERIA (SANGUE. Clostridium difficile Cólon Indicada Diarréia aquosa de grande volume. Escherichia coli enterotoxigênica. enterotoxinas produzidas por bactérias.Sangue. pode haver náuseas. Salmonella. tenesmo. Escherichia coli invasiva. vômitos e cólicas Principais causas Viroses. Vibrio. Campylobacter.

Protozoários Giardia intestinalis Criptosporydium parvum Microsporydia Isospora belli Ciclospora caietanensis Entamoeba histolytica + + + + + + + Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

realizado em Roma. (4) sensação de obstrução anorretal em mais de 25% das evacuações. . Em 1999. estabeleceu os critérios diagnósticos para a obstipação intestinal (critérios Roma II): presença. mulheres e em indivíduos com vida sedentária. com freqüência estimada ao redor de 20%.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:04 AM Autores: 1 Assistente . um consenso. ou "prisão de ventre") é um sintoma comum na população. em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). nos últimos 12 meses. (5) auxílio manual para facilitar a defecação em mais de 25% das evacuações. (3) sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das evacuações.Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A obstipação intestinal (ou constipação. de 2 ou mais das seguintes características: (1) força excessiva para evacuar em mais de 25% das evacuações. (2) fezes fragmentadas ou endurecidas em mais de 25% das evacuações. A freqüência da obstipação pode variar. sendo mais elevada em idosos.

doenças que afetam a musculatura e/ou inervação intestinal são causas de obstipação: dolicocólon.(6) menos de 3 evacuações/semana. processos inflamatórios. trauma medular. lesões do segmento reto-anal podem também provocar obstipação. e acidente vascular cerebral) ou medular (por exemplo. provocando dilatação acima da área estreitada. miomas. estenoses cicatriciais pós-cirurgia. colite actínica). tais como: redução da ingestão de fibras na dieta. também é considerada funcional. relacionados a seguir. incluindo-se o uso prolongado e exagerado de laxativos. antiarrítmicos. porfiria e acidose) são assinaladas também como causas de obstipação intestinal. doença de Parkinson. Doenças endócrinas e metabólicas: obstipação intestinal freqüentemente acompanha certas endocrinopatias como hipotireoidismo. Simultaneamente. antidepressivos. A obstipação intestinal pode ser classificada em cinco grupos. antiácidos a base de cálcio e alumínio. A doença de Hirschsprung. uremia. podem provocar obstrução ao fluxo normal de fezes. colagenoses. e a pouca disponibilidade de sanitários higiênicos e adequados. particularmente na região sigmoideana. tumores de próstata). bismuto. com predomínio de obstipação. doença de Crohn. glucagonoma e diabetes. A síndrome do intestino irritável. desidratação. torna-se espástico. como diverticulite. doença diverticular. tumores. retocele. tuberculose. sais de ferro e . diminuição ou até perda do reflexo evacuatório quando este deixa de ser atendido por restrições de tempo. endometriose. levando à obstipação. Doenças envolvendo o cólon: estreitamentos do lúmen intestinal. vida sedentária e conseqüente obesidade (enfraquecimento da musculatura abdominal). quer luminais (por exemplo. feocromocitoma. A lesão leva à atonia da região comprometida e dilatação (megacólon chagásico). abscessos e fissuras anais. antihipertensivos. tumor de cauda eqüina e meningocele) podem provocar obstipação intestinal por acometimento da via neuromotora intestinal. bloqueadores ganglionares. Doenças do sistema nervoso: a doença de Chagas. Os principais fármacos envolvidos são os analgésicos. Simples ou funcional: relacionada com hábitos de vida do paciente. cistos ou tumores de ovário. é a principal causa de obstipação nesse grupo de enfermidades. Também vale lembrar que lesões do sistema nervoso central (por exemplo. hipo ou hipercalcemia. Há a destruição dos plexos nervosos da musculatura lisa intestinal. ainda prevalente em algumas áreas do Brasil. Entretanto. hipopotassemia. miopatia visceral familiar ou adquirida. esclerose múltipla. amiloidose. sua etiopatogenia é bem mais complexa. linfogranuloma venéreo. bloqueadores de canais de cálcio. quer extraluminais (por exemplo. em geral curto. anticonvulsivantes. hiperparatireoidismo. Alterações metabólicas (por exemplo. sífilis. inibidores da monoaminooxidase (MAO). colite isquêmica. opiáceos. Finalmente. A obstipação costuma ser grave e a formação de fecaloma não é rara. é uma afecção congênita em que há redução ou mesmo ausência de plexos neuronais em certos segmentos intestinais. como tumores. mais comum em crianças. Medicamentos: podem provocar obstipação intestinal. envolvendo mecanismos motores de origem neuroendócrina. antiparkinsonianos. anticolinérgicos. tumores. O segmento comprometido.

diuréticos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

6% do total dos pacientes atendidos. acompanhada de alterações somáticas.6 a 17. útil para sua sobrevivência e melhor desempenho. duração. sendo então uma experiência desagradável e. transtornos ansiosos (transtorno de pânico e ansiedade generalizada).6%). em geral. Em São Paulo. Em estudo de morbidade psiquiátrica de adultos realizado em Brasília.8% dos participantes de uma estudo populacional apresenta transtorno fóbico e 5%. Os . dados preliminares mostram que 8.7 a 39.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Francisco LotufoNeto1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:12 AM Autores: 1 Professor Associado Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Ansiedade é experiência normal do ser humano. psíquicos e comportamentais. Torna-se patológica se suas manifestações são desproporcionais ao esperado em intensidade. A ansiedade é a que mais apresenta demanda potencial para os serviços de saúde. os transtornos ansiosos apresentaram prevalência entre 9. São Paulo e Porto Alegre. A prevalência dos transtornos ansiosos em serviços primários de saúde está entre 26. A ansiedade patológica apresenta sintomas somáticos. interferência ou freqüência.

o confronto é precedido por ansiedade antecipatória e realizado com grande sofrimento e comprometimento do desempenho. Podem ser classificadas em: agorafobia. ou nas quais ter uma crise de pânico possa ser perigoso ou inconveniente. pelo temor de se comportar de modo embaraçoso ou humilhante. geralmente. Se é impossível evitar a situação. despersonalização e desrealização. mercados. calafrios. carros. As classificações atuais consideram os quadros nosológicos como transtornos ansiosos a seguir. o coração acelera e bate forte. Os sintomas psíquicos são tensão. urgência de urinar ou defecar. insegurança. dificuldade de concentração e memória. suor. Nos casos mais graves. ou só pode fazê-lo acompanhado. A crise. sensação de morte iminente. tontura. Se isto não é possível. Ataques de pânico são crises súbitas com hiperatividade autonômica e mal-estar. taquipnéia. formigam as extremidades e a boca adormece. apreensão. atingindo seu máximo em até cerca de 10 minutos. ondas de calor ou frio e sudorese. sobressaltos e hipervigilância. andar em vias expressas e congestionamentos. dismorfofobia. tremor. até durante o sono. sentir sensações corporais de ansiedade ou crises de pânico. Podem. fobias específicas. as pessoas podem desenvolver esquivas fóbicas de situações em que elas ocorreram ou em que acham que podem ocorrer. malestar indefinido. o paciente apresenta ansiedade patológica. até certa distância. O transtorno de pânico é uma síndrome caracterizada pela presença de repetidos ataques de pânico. ou lugares públicos abertos ou fechados. mas tem medo de. midríase). fraqueza e pernas bambas. acha que está enlouquecendo ou que vai desmaiar. As mãos gelam e ficam úmidas. passa em 20 a 40 minutos e é seguida de sensação de cansaço. arrepios. Na tentativa de controlar estas crises. também. entrar em lojas. contraturas. nervosismo. fobia social. Fobias são medos persistentes e irracionais de um objeto específico. que podem ou não estar acompanhados de ansiedade antecipatória e esquiva fóbica. tremores). Transtornos Ansiosos são estados emocionais repetitivos ou persistentes nos quais a ansiedade patológica é a característica principal. ou hora. o paciente não consegue sair de casa. como: sair ou ficar desacompanhado. rubor. palidez. com grande comprometimento de sua vida pessoal e familiar. Este "medo do medo" é a característica fundamental da agorafobia. atividade. Os ataques de pânico podem ocorrer em qualquer local. É freqüente a procura de ajuda médica. As situações mais comumente descritas são: participar de festas ou . fobias variadas. musculares (dores. elevador. nelas. Uma avaliação mais fina mostra que ele não teme as situações. ou situação considerados sem perigo. podendo chegar a um ataque de pânico. adormecimentos) e respiratórios (sensação de afogamento ou sufocação). O comportamento da pessoa ansiosa é caracterizado por inquietação. sensação de estranheza. que resultam em necessidade incontrolável de evitar este estímulo. contexto. cinestésicos (parestesias. A pessoa sente falta de ar.somáticos podem ser autonômicos (taquicardia. Fobia social é o medo excessivo e o evitar situações onde a pessoa possa ser observada ou avaliada pelos outros. transporte coletivo. apresentar sintomas depressivos e desmoralização. Agorafobia designa medo e esquiva de diversas situações. ansiedade generalizada e estado misto ansioso e depressivo. Denomina-se "Síndrome do Pânico" ao conjunto de manifestações englobadas pelos conceitos de transtorno de pânico e agorafobia.

há queixa persistente de um defeito corporal específico. Ela adquire. acerca de diversos eventos ou atividades (trabalho. geralmente. se é mais específico. cobras. óculos escuros e outros artifícios. Em relação à perda de consciência. hospitais ou qualquer outra situação que o confronte com a doença temida. é um quadro relativamente comum e heterogêneo.Algumas pessoas que evitam contacto social apresentam. ser objeto de brincadeiras ou gozação e usar banheiro público. o paciente apresenta prejuízos pessoais e sofrimento importantes. a dimensão de um delírio ou pode fazer parte da constelação de sintomas da esquizofrenia ou outras psicoses. a pessoa apresenta-se com ansiedade patológica excessiva e preocupações a maior parte do tempo. defeitos no pênis ou seios. síncope. insetos (besouros. abelhas. trovão. como certos animais. Quando chega a níveis fóbicos. freqüentemente. aranhas). na verdade. que não é notado por outros. iniciar ou manter conversas. não consegue fazer exames subsidiários. As queixas somáticas são as mesmas. em fobia de doença. deformidades. Com muita freqüência. tremer. usar o telefone). Os portadores escondem-se atrás de roupas. avião.reuniões. ser observado durante alguma atividade (comer. Abandona carreiras como medicina ou enfermagem. (1) fobias de animais: envolvem. odores nas axilas. pintas. nos genitais ou no ânus e mau hálito. o suor e o tremor. podem haver até períodos de assistolia e convulsões. caracterizada por uma percepção ameaçadora de doença física. falamos em hipocondria e. Recusa procedimentos médicos e odontológicos. caráter familiar e não-predominância em mulheres. acompanhada de sudorese. aves. As doenças mais classicamente temidas são as estigmatizadas pela sociedade. o câncer ou a aids. escuridão. beber. mas predominam o enrubecer. Na síndrome da dismorfofobia. alimentos. Essa fobia apresenta características próprias: tendência a perder a consciência diante do estímulo fóbico. ferimentos ou grandes deformidades físicas é normal. falar. Mais raramente. espaços fechados. falar com pessoas em posição de autoridade. As fobias a seguir são as mais importantes para o clínico. Quando o temor de doenças refere-se a múltiplos sistemas orgânicos. às vezes. seguida por queda importante de pulso e pressão. altura. como a sífilis. os pacientes procuram cirurgiões plásticos e dermatologistas. gatos ou cachorros. Fobias específicas caracterizam-se por comportamentos de esquiva em relação a estímulos e situações determinados. esses pacientes apresentam uma resposta bifásica de freqüência cardíaca e pressão arterial (PA). ser apresentado a alguém. (2) fobias de sangue e ferimentos: algum desconforto à visão de sangue. palidez. Na ansiedade generalizada. (3) fobias de doenças: a hipocondria. escrever. votar. . As queixas mais comuns são problemas na face (cicatrizes. tratamento dentário. suar ou enrubescer na frente de outros. Muitos pacientes com essa fobia apresentam comportamentos de esquiva em relação a reportagens. conversas. ou evita a gravidez com medo dos procedimentos associados ao parto. Outros temores são o de poder vir a vomitar. dismorfofobia. caracterizada por uma fase inicial com aumento de freqüência cardíaca e pressão arterial. náuseas e. pêlos). receber visitas em casa. visão de sangue ou ferimentos etc.

inundações. neutralizando as obsessões (por exemplo. apesar de o ritual diminuir sua ansiedade. sem sentido e contrários à vontade. não tem prazer na sua execução.escola. finanças. A pessoa tem consciência de que tais atos são irracionais. pensamentos. imagens. evoquem a experiência. violência ou obscenidade. entre nós. Copyright © 2001 IDS . Sintomas de ansiedade e depressão estão presentes. Interferem com o fluxo normal do pensamento ou atividade do momento. A pessoa pode apresentar ausência de resposta emocional. A pessoa luta inutilmente para evitá-los. imagens ou impulsos espontâneos que se repetem na mente de forma estereotipada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pesadelos recorrentes. desproporcional ao motivo e muito difícil de afastar através da distração. estupro. acidentes etc. Causam sofrimento ou repugnância porque se referem a temas como dúvida. lavar mãos para evitar contaminação). é cada vez mais freqüente a exposição a eventos traumáticos onde a pessoa enfrenta a possibilidade da morte ou ferimento grave de si próprio ou de pessoas próximas. Estresse pós-traumático: infelizmente. sem características suficientes para um diagnóstico de episódio depressivo ou transtorno ansioso. despersonalização. A pessoa sofre e tem seu desempenho comprometido. Isto pode ocorrer em assaltos.) A preocupação é desagradavel. O estado misto ansioso e depressivo é um dos diagnósticos mais freqüentes na população geral. contaminação. relacionamentos etc. Pensamentos obsessivos são idéias. "desrealização". Transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e atos compulsivos. de alguma forma. incêndios. Procuram prevenir a ocorrência de um determinado evento ou situação. Compulsões: são comportamentos repetitivos e intencionais executados numa ordem preestabelecida. sintomas acentuados de ansiedade e esquiva de estímulos que. ou porque são percebidos como irracionais.

sentimentos de culpa ou inutilidade. Moreno1 Marcia B. e da reação de luto após a perda de pessoas queridas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. Podem estar presentes outros sintomas. Quadro clínico e Epidemiologia A depressão é um problema médico freqüente. como a falta de concentração e atenção. e as idéias e os atos suicidas não são raros. que pode aparecer em resposta a algumas situações de vida. Ricardo A. com sensação de cansaço. pessimismo. alterações de apetite e do peso corporal. a baixa auto-estima.6%. É diferente da tristeza. Dr. pela perda de interesse e prazer nas atividades habituais. Um estudo epidemiológico realizado no Brasil indicou prevalência de depressão ao longo da vida de 16. alterações no padrão de sono. pela diminuição da energia. O diagnóstico da depressão é feito quando os sintomas típicos estiverem presentes durante a maior parte do dia por no mínimo duas . de Macedo Soares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:20 AM 1 2 Médico Assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Médica pós-graduanda do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Definição. Caracteriza-se pelo humor depressivo. que leva a uma diminuição das atividades.

os sintomas são intensos e impossibilitam a manutenção das atividades habituais. ou as reduz. porém geralmente continua trabalhando e mantendo suas atividades. o indivíduo apresenta dificuldades em manter o mesmo padrão de atividades. A depressão é cerca de duas vezes mais comum entre as mulheres. Nos idosos. é mais freqüente o achado de humor irritável.semanas. Na depressão grave. familiar e profissional é mais evidente. Copyright © 2001 IDS . moderada ou grave. o comprometimento nas esferas social. o quadro pode se confundir com demências. mas pode se iniciar em qualquer faixa etária. o indivíduo se sente incomodado pelos sintomas. Na depressão leve. Nas crianças e adolescentes. Aparece mais freqüentemente entre 30 e 40 anos de idade. desde a infância até a velhice.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Na depressão moderada. pois. com freqüência. o indivíduo interrompe suas atividades. A depressão pode ser considerada leve. A internação pode ser necessária em função do alto risco de suicídio.

Com base em testes sorológicos. Hoje se sabe que existem duas variantes de HIV (HIV-1 e HIV-2) e que a infecção por qualquer desses agentes pode evoluir para AIDS. . na verdade. que recebeu a denominação de vírus da imunodeficiência humana (HIV). Tornou-se assim claro que a AIDS representava. de amostras biológicas de pacientes com AIDS. que detectam a presença de anticorpos específicos voltados contra diferentes constituintes da partícula viral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aluisio Augusto Cotrim Segurado1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:56 AM Autores: 1 Professor Doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Embora reconhecida desde 1981. verificou-se que esse mesmo agente viral podia também ser encontrado em pacientes com sintomas clínicos inespecíficos. um retrovírus. isolou-se. é possível identificar um indivíduo como sendo infectado pelo HIV. No entanto. comumente observados numa fase que antecedia o aparecimento da AIDS. com base em critérios clínicos e epidemiológicos. uma manifestação clínica tardia da infecção pelo HIV. Nessa ocasião. A epidemiologia da AIDS deve ser considerada no contexto mais amplo da infecção pelo HIV. a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) somente teve sua etiologia esclarecida em 1983.

via sangüínea. Quando se consideram apenas as infecções adquiridas no último ano. em sua história natural. dificuldade na percepção de risco. mais raramente. particularmente os de baixa renda e de menor escolaridade. que podem também ser reconhecidas tanto do ponto de vista clínico como . O Programa das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS) estimava. No entanto. oral ou retal) com secreções genitais contaminadas (esperma e secreções cérvicovaginais) 2.353 casos de AIDS. apresenta-se clinicamente por meio de uma multiplicidade de sinais e sintomas. Até dezembro de 2000. o Ministério da Saúde brasileiro havia registrado a ocorrência de 203. em dezembro do ano 2000. pela transfusão de sangue ou hemocomponentes contaminados 3. Entretanto. da mãe infectada para seu filho. sendo esta doença de notificação compulsória em nosso País. fase mais avançada da infecção pelo HIV.1% no sudeste asiático e 4% na América Latina e Caribe.4 milhões de infectados. Menor grau de informação e. A América Latina apresentava. desde que haja contato das mucosas (genital. Nessas regiões. de caráter oportunista. a importância dos países em desenvolvimento aparece de forma ainda mais destacada: 73. que surgem ao longo do tempo. A compreensão das causas dessa maior vulnerabilidade depende.1 milhões de adultos e crianças vivendo com HIV em todo o mundo. Sabe-se que esse agente viral pode ser transmitido de pessoa a pessoa por: 1. um número estimado de 1. incluindo-se a transmissão transplacentária (intra-uterina).via vertical. A AIDS. ou. com um total acumulado de 58 milhões de indivíduos infectados desde o início da epidemia. como é o caso de agulhas e seringas utilizadas por usuários de drogas injetáveis.Pode-se assim afirmar que. bem como menor acesso à medidas de prevenção. quer seja pelo compartilhamento de objetos pérfuro-cortantes contaminados. Mais de 90% dos infectados vivem atualmente nos países em desenvolvimento.2% das novas infecções estão ocorrendo na África. conseqüentemente. com especial destaque para o continente africano. essa infecção assumiu proporções de uma epidemia de caráter mundial. a existência de 36.contato sexual (homossexual ou heterossexual). ou seja. apresenta outras fases. do correto entendimento das formas de transmissão inter-humana do HIV. onde residem 72% dos portadores de HIV. fatores de natureza sócio-econômica são extremamente importantes para justificar a maior vulnerabilidade dos segmentos populacionais de menor renda e escolaridade. ou mesmo menor possibilidade de fazer uso adequado dessas estratégias profiláticas podem contribuir para elevar a vulnerabilidade à infecção pelo HIV. a relacionada ao momento do parto e aquela dependente do aleitamento materno. na mesma ocasião. trata-se de uma pandemia. por um lado. alguns grupos populacionais têm sido identificados como os de maior vulnerabilidade à infecção: as mulheres e os adolescentes. sendo o Brasil o país com maior número de casos já notificados de AIDS nessa região. 17. Tais manifestações são habitualmente relacionadas à falência do sistema imune do hospedeiro acometido e às conseqüentes complicações infecciosas e/ou neoplásicas. nos dias atuais. deve-se considerar que a infecção pelo HIV.

Mais raramente.infecção aguda: inclui as manifestações iniciais dessa infecção viral. por exemplo). o sarcoma de Kaposi. occipitais e axilares e os linfonodos habitualmente apresentam de 0. característico do herpes zoster. 2. excetuando-se as inguinais. criptococose pulmonar. tais como a mononucleose infecciosa. caracteriza-se como um quadro febril agudo. 3 semanas) após sua aquisição. diarréia intermitente. pneumonias bacterianas recorrentes. acompanhadas ou não de síndrome de insuficiência respiratória (pneumonia por Pneumocystis carinii. É importante destacar que o enfartamento ganglionar dessa afecção deve ser diferenciado de manifestações decorrentes de doenças oportunistas. a infecção aguda pelo citomegalovírus. a sífilis secundária. ocasionalmente. que podem acometer diferentes órgãos e sistemas.as pneumopatias. observam-se nesta fase manifestações de infecções oportunistas. sendo móveis e indolores à palpação. observam-se outras complicações neurológicas. entre outras). ou mesmo linfomas.as esofagites (por Candida sp ou citomegalovírus. tais como encefalite. entretanto. . por exemplo: . Freqüentemente. de evolução auto-limitada. como a candidíase oral ou o exantema vesicular com distribuição restrita a um dermátomo. neurites periféricas ou a polirradiculoneurite (síndrome de Guillan-Barré). potencialmente fatal. com ou sem sinais meníngeos concomitantes. como. Deve-se ressaltar. pneumonites virais. como fadiga. a linfadenopatia generalizada persistente se acompanha de sintomas gerais.linfadenopatia generalizada persistente: caracteriza-se clinicamente pelo achado de enfartamento de linfonodos. com consistência firme. Do ponto de vista clínico. Clinicamente. por período superior a 3 meses. submandibulares. O exame histopatológico dos linfonodos revela habitualmente sinais de hiperplasia folicular. e de exantema maculopapular ou urticariforme. irá progressivamente evoluir para uma disfunção imunológica grave. costumase caracterizar os diferentes estágios evolutivos da infecção pelo HIV como: 1.5 a 2 cm de diâmetro. se não reconhecida e tratada adequadamente. sem evidência de agentes infecciosos. hepatoesplenomegalia. que. além das manifestações prodrômicas das hepatites virais. na ausência de outra causa que justifique tal condição. As cadeias ganglionares mais freqüentemente acometidas incluem as cervicais (anteriores ou posteriores). após 1 a 2 semanas.AIDS propriamente dita: refere-se às diversas manifestações associadas a infecções e/ou neoplasias oportunistas. De acordo com sua localização e apresentação clínica. diarréia. as manifestações da infecção aguda por HIV podem ser confundidas com diversas doenças febris agudas. como as micobacterioses (particularmente a tuberculose). tuberculose. Para melhor compreensão das diferentes manifestações clínicas que podem ser observadas ao longo de sua história natural. mialgias. 3. na maior parte dos indivíduos. a rubéola. cefáleia. febre baixa por períodos prolongados. mesmo estando assintomático. que pode se acompanhar de mal-estar. nota-se adenomegalia generalizada e. em duas ou mais cadeias ganglionares. deve assim ser entendido como portador de uma infecção viral ativa. ainda. Ao exame físico. ou mesmo dermatite seborréica. irão compor as diferentes síndromes clínicas. geralmente observadas após um período de 1 a 6 semanas (em média. que a infecção aguda pode ser assintomática em até metade dos indivíduos infectados. que caracterizam a AIDS.laboratorial. Por vezes. O paciente infectado pelo HIV. . sarcoma de Kaposi.

como as retinites por citomegalovírus ou pelo vírus do herpes simples.manifestações cutâneas de infecções ou tumores oportunistas (sarcoma de Kaposi.as síndromes diarréicas ou disentéricas (citomegalovirose. neurocriptococose. acompanhadas de hepatoesplenomegalia (micobacterioses. por exemplo) Na faixa etária pediátrica. bacteriemias prolongadas por Salmonella sp ou doenças linfoproliferativas. Tais achados. síndromes demenciais ou mesmo linfomas primários do sistema nervoso central. criptosporidíase. isosporíase. toxoplasmose cerebral. histoplasmose. a infecção pelo HIV.manifestações neurológicas de meningoencefalites (neurotuberculose. candidíase. incluem o retardo no desenvolvimento pondo-estatural e neuropsicomotor. como naquelas infectadas por outras vias.síndromes febris prolongadas. as parotidites.síndromes oculares.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . costuma exibir certas peculiaridades clínicas. giardíase). que podem ocorrer tanto em crianças que adquiriram a infecção a partir de mães infectadas (transmissão materno-infantil).. . salmoneloses. tuberculose e outras micobacterioses. que devem ser reconhecidas pelo médico de família. além de freqüentes infecções bacterianas recorrentes. Copyright © 2001 IDS . . microsporidíase. shigeloses. miocardites. por exemplo) . a pnemonite intersticial linfocítica. amebíase. embora apresente manifestações comuns às descritas em adultos. . encefalite por citomegalovírus).

linfadenopatia e leucopenia. cefaléia. resultando esporadicamente em choque hipovolêmico. motivo pelo qual são abordados conjuntamente. dor em diferentes partes do corpo. exantema. O dengue clássico é principalmente uma doença de crianças mais velhas e adultos. Dengue Doença infecciosa aguda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 9:51:56 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus da dengue e da febre amarela pertencem à mesma família (Flaviviridae) e têm também vetor urbano comum. com numerosas cepas pelo mundo. Na sua forma hemorrágica. é doença febril grave caracterizada por anormalidades da hemostasia e aumento da permeabilidade vascular. caracterizando a síndrome de choque do dengue. 2. caracterizada por quadro febril bifásico. Existem quatro tipos distintos do vírus do dengue (1. Após . 3 e 4). prostração.

hiperalgia cutânea. Esta segunda fase inicia-se com a defervescência. Febre Amarela Doença febril aguda de manifestações que vão desde sintomas inespecíficos até doença ictérica hemorrágica fatal. dor retroorbital. A febre amarela. no entanto. sendo. sendo seguido por rápida deterioração do estado geral. fraco. na maioria das vezes. Em áreas onde o dengue é endêmico. terminando repentinamente. A ocorrência do dengue em sua forma hemorrágica está relacionada. II) manifestações hemorrágicas espontâneas. sendo estes fatores que diferenciam-no do dengue clássico com hemorragia. Eventualmente observa-se hepatomegalia. foi eliminada dos centros urbanos pela presumida erradicação do Aedes aegypti do país. só apareceu entre nós a partir do retorno do Aedes. encontram-se petéquias. por outro lado. O dengue. hemorragia de gengiva. apresenta náuseas e/ou vômitos. responsável por grandes explosões epidêmicas. equimoses. mantendo apenas transmissão residual e. em fase inicial. em pequenas epidemias sempre ligadas a regiões de matas. a doença inicia abruptamente com febre (39 a 41º C). a despeito de não ter havido transmissão urbana da febre amarela (FA) nestas últimas seis décadas. III) falência circulatória manifestada por pulso rápido. rubor de face e exantema máculo-papular que desaparece sob pressão podem ser encontrados durante os dois primeiros dias de febre. dores musculares artralgias. a doença é freqüentemente inespecífica. que foi grande pesadelo até o início do século. nasal. A febre amarela pode manter ainda transmissão silvestre por outro tipo de vetor (Haemagogus) que mantém o ciclo com macacos e eventualmente infecta o homem. têm sido descritos casos de dengue hemorrágico no primeiro contato com vírus do dengue. especialmente em crianças. a . vetor que coloniza centros urbanos. procriando-se em coleções de água no domicílio ou peridomicílio. Choque é o critério que diferencia os graus I e II de III e IV. A febre geralmente persiste por até seis dias (período de viremia). e IV) choque profundo com pulso e pressão arterial indetectáveis. Transmissão epidêmica dessas duas arboviroses está relacionadas à presença do Aedes aegypti. sufusões hemorrágicas. quando não acompanhada de hemoconcentração e plaquetopenia. A hemorragia. O dengue hemorrágico é indistingüível do dengue clássico. A Organização Mundial da Saúde classifica o dengue hemorrágico em quatro graus: I) febre acompanhada por sintomas inespecíficos e prova do laço positiva. O paciente torna-se anorético.período de incubação de 3 a 14 dias (usualmente de quatro a sete dias). não preenche os pré-requisitos de dengue hemorrágico. por isto. acompanhada por cefaléia frontal. a infecção em indivíduo que já teve dengue por um outro sorotipo. por vezes. com estreitamento da pressão (menor que 20 mmHg) ou hipotensão. gastrointestinal e genital. Linfadenopatia generalizada é infreqüente. como a gripe. dores pelo corpo. O diagnóstico diferencial deve ser feito com doenças sistêmicas de manifestações inespecíficas ou mesmo com doenças comuns com sintomas diversos.

estupor e coma em fase pré-terminal. pois o diagnóstico em situações epidêmicas é clínico. No diagnóstico diferencial. o vírus não é mais encontrado no sangue. Vitória. sendo então caracterizada fundamentalmente por grave acometimento hepático. devemos lembrar de doenças com manifestações inespecíficas na fase inicial e de doenças ictéricas com ou sem manifestações hemorrágicas na fase de intoxicação. Em pacientes que sobrevivem à fase tóxica aguda. remissão e intoxicação. Manaus e cidades do interior de São Paulo. albuminúria. a maior parte das cidades nordestinas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .partir da década de 1980. convulsão. a febre amarela não voltou a incidir nas cidades. A morte geralmente advém entre o 7º e 10º dias de doença. apesar da intensa colonização do Aedes e circulação do vírus. a febre e os outros sintomas podem desaparecer por período de até 24 horas. instabilidade cardiovascular e manifestações hemorrágicas com ênfase na hematêmese (borra de café). A descrição clássica da FA grave compreende três períodos clínicos distintos: infecção. vindo rapidamente a ocorrer na maior parte dos centros urbanos brasileiros com dezenas de milhares de casos acontecendo anualmente. porém. dor lombosacra. Ao exame clínico. malestar e fraqueza. A letalidade nos pacientes com FA grave é ao redor de 50%. No período de remissão. encontramos bradicardia. que podem variar de formas assintomáticas ou oligossintomáticas até a de outras febres hemorrágicas. sepse. oligúria. sendo notórias no Rio de Janeiro. Aqueles que se recuperam têm convalescença prolongada com fraqueza e fadiga por até mais que três meses. náuseas e vômitos. durante os quais o vírus está presente no sangue em altos títulos. O período de intoxicação é caracterizado por icterícia. Surpreendentemente. malária. cefaléia. as epidemias acompanham a colonização do Aedes. Durante esta fase. Não existem estatísticas confiáveis quanto ao número de casos de dengue no Brasil. não havendo notificação dos casos. que varia de três a seis dias. Copyright © 2001 IDS . como hepatites. podem predominar sinais de insuficiência renal. dores musculares generalizadas. Após período de incubação. O período de infecção inicia-se repentinamente com febre. iniciam-se as manifestações clínicas da FA. quando então reaparecem com intensidade maior. Belo Horizonte. Os sinais de envolvimento do sistema nervoso central incluem delírio. Esta fase dura em torno de três dias. leptospirose.

a transmissão se faz por via transplacentária. São inúmeros os patógenos reconhecidos como passíveis de transmissão por contato sexual. Com o advento da penicilina houve declínio de sua incidência. o cancróide.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia José Antonio Sanches Junior1 Última Atualização: 9/20/2001 9:59:48 AM Autores: 1 Professor Doutor. Entretanto. com surgimento do cancro de inoculação. Departamento de Dermatologia . . Não raramente acomete outros órgãos além da pele. Origina lesões cutâneas variadas. a gonorréia. vem recrudescendo a partir da década de 60 com a liberdade sexual e a partir dos anos 80 com o surgimento da AIDS. Na sífilis congênita. Na sífilis adquirida. A sífilis. as uretrites não-gonocócicas. o contágio se dá quase exclusivamente através do contato anogenital.FMUSP Doenças sexualmente transmissíveis são doenças infecciosas adquiridas por contato sexual. Quadro clínico e Epidemiologia Sífilis A sífilis ou lues é causada pelo Treponema pallidum. o condiloma e o herpes genital são as doenças mais comuns.

cerca de uma a duas semanas após o contágio. placas vegetantes perianais (condilomas planos). com malestar. A maioria das crianças é assintomática. máculo-papulosa.habitualmente a partir do 4o mês de gestação. Como as lesões são ricas em treponemas. alopecia em clareira e adenopatia generalizada. óssea. Após uma a duas semanas surge adenite satélite não-inflamatória. Normalmente ocorre regressão espontânea após duas a dez semanas. rotula-se muitos casos como sífilis latente indeterminada. nervosa e outras) - O protossifiloma ou cancro duro surge. cefaléia. com borda infiltrada. medindo 0. habitualmente. O secundarismo corresponde à disseminação hematogênica dos treponemas. natimortos ou recém-nascidos com sífilis. A erupção cutânea pode ser maculosa (roséola sifilítica). lesões mucosas.5 a 2 cm de diâmetro. Podem ocorrer sintomas constitucionais. O diagnóstico é feito pelas reações sorológicas positivas e pela história. com manifestações clínicas que surgem cerca de quatro a oito semanas após o aparecimento do cancro duro. semelhantes a estado gripal. febre. Sífilis congênita A passagem do T. período em que a placenta permite a passagem da espiroqueta. endurecida e fundo limpo. anorexia. A presença de colarete descamativo na periferia das lesões (colarete de Biette) é sugestiva de lesão sifilítica. sem deixar cicatriz. na genitália externa como lesão única. lesões papulosas palmo-plantares. com freqüência. é dividida em: Sífilis Adquirida Recente Até um ano de evolução póscontágio Sífilis primária Sífilis secundária Sífilis recente latente Sífilis Adquirida Tardia (após o primeiro ano de evolução. nos casos não tratados ou tratados indevidamente) Sífilis tardia latente Sífilis terciária (cutânea. mialgias e artralgias. Habitualmente é simétrica e não-pruriginosa. pallidum através da placenta normalmente ocorre após o 4o mês de gestação. Observa-se. Dependendo da ocasião e quantidade de espiroquetas que atravessa a barreira placentária poderão ocorrer abortos. papulosa. Divide-se em: . pouco dolorosa. A sífilis adquirida. Caracteriza-se como pápula erodida ou ulcerada. Sífilis adquirida tardia latente Não apresenta sinais clínicos e tampouco sintomas. torna-se importante ressaltar a contagiosidade dessa fase. O cancro pode desaparecer espontaneamente em quatro semanas. Como nem sempre é possível o diagnóstico de sífilis tardia latente. cardiovascular.

é transmitido por contato sexual. pápulo-vesículas palmo-plantares e fissuras periorais. irritabilidade. em média. Em cerca de 25% dos casos surge adenopatia inflamatória que se liqüefaz e fistuliza rapidamente. com tempo mais prolongado para a cura em relação aos não co-infectados. a lesão bem estabelecida é uma úlcera de bordas solapadas (descoladas da base) e cortadas à pique. das ranhuras de Parrot (cicatrizes lineares radiadas perilabiais e perianais). Após a inoculação do bacilo. Sua incidência é muito maior nos homens. Portanto. Os títulos sorológicos são. surge rapidamente uma pápulo-pústula que se ulcera. Tem base mole. Pode haver comprometimento de estruturas nervosas com desenvolvimento de tabes e paralisia geral. Com freqüência ocorrem múltiplas lesões. anemia. nariz em sela e fronte olímpica. icterícia. Sífilis e infecção pelo HIV/ AIDS Nesses doentes as lesões podem ser mais numerosas e extensas. As lesões cutâneas são placas mucosas orais e anogenitais (condilomas planos). Ocorrem osteocondrites. Gonorréia É infecção da mucosa genital pela Neisseria gonorrhoeae. hepatoesplenomegalia. dado semiótico importante no diagnóstico diferencial do cancro sifilítico. imobilização espontânea do membro afetado por dor intensa e choro ao toque. mais elevados e a queda dos títulos pode não ocorrer. orofaringe e olhos. com a característica de pseudoparalisia de Parrot. surdez labiríntica e dentes com entalhes nas bordas cortantes dos incisivos centrais superiores). É mais comum nos homens entre 15 e 25 anos. osteítes e periostites com tíbia em lâmina de sabre. Cancro Mole Causado pelo bacilo gram negativo Haemophilus ducreyi.Sífilis Congênita Recente Até dois anos após o nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Sífilis congênita recente Sífilis Congênita Tardia Após dois anos do nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Baixo peso. Sífilis congênita tardia Aparecimento da tríade de Hutchinson (queratite parenquimatosa. A localização é preferencialmente anogenital. É provável que as mulheres possam se tornar portadoras assintomáticas. choro débil e rinorréia sanguinolenta são os sinais mais freqüentes. com fundo purulento. Eventualmente acomete mucosa anal. Após coito .

cicatrizarem completamente em torno de 15 dias. Após sintomas de ardor e prurido uretral. por vezes. A primoinfecção genitourinária. Trichomonas vaginalis. uma infecção subclínica. e esporadicamente pelo tipo 1. Pode ocorrer artrite séptica. No homem pode evoluir para prostatite e epididimite e na mulher para doença inflamatória pélvica. constituindo importante fator na disseminação da doença. Uretrites Não-Gonocócicas São as infecções uretrais mais comuns. com secreção mucóide clara e escassa. aftóides. Corynebacterium genitalium. em mais de 90% das vezes. Outros agentes causais são Ureaplasma urealyticum (micoplasma T). em geral nas extremidades. As lesões herpéticas nos imunossuprimidos. à disúria e dificuldade miccional importante. inicialmente são pruriginosas surgindo subseqüentemente. culminando com lesões cutâneas purpúricas e necróticas. além de dor leva. Infecção gonocócica disseminada é rara. febre e tenossinovite. quando não tratada ou inadequadamente tratada pode envolver as glândulas parauretrais. Na mulher a doença uretral é rara. Cerca de 60% das endocervicites gonocócicas são assintomáticas. Herpes Genital Infecção causada pelo Herpesvirus hominis (HSV) tipo 2. Cerca de 10% dos homens infectados desenvolvem infecção assintomática. Menos de 1% dos indivíduos infectados manifestam clinicamente a doença na ocasião do contágio. São pouco sintomáticas. Podem surgir sintomas não específicos com secreção vaginal. Na progressão da doença ocorre endometrite e salpingite. Frente a estímulos diversos poderão desenvolver o herpes recidivante. estendem-se perifericamente. ardor e dor. estresse emocional ou físico e menstruação. As lesões. em 2 a 3 dias. sangramentos e bartolinites. principalmente pela AIDS. que evoluem para pústulas que se rompem. febre e mais raramente adenomegalia. Nas mucosas as vesículas se rompem precocemente dando lugar a lesões erodidas. o quadro clínico se desenvolve. . sendo mais comum no sexo feminino durante o período menstrual. sensação de mal-estar. De acordo com a extensão das lesões. Vesículas agrupadas sobre base eritematosa. em geral. principalmente pela manhã. vírus do Herpes simples e vírus citomegálico. Embora a infecção acometa a uretra anterior. disúria. tornando-se portadores sãos. Candida albicans. trauma local. constituindo quadro de doença inflamatória pélvica da qual o gonococo é uma das causas freqüentes. então. assintomática.infectante. próstata. É mais visível quando se comprime a uretra pela manhã. surge edema e hiperemia de meato com secreção purulenta abundante. O herpes recidivante é clinicamente menos importante e cicatriza em 7-10 dias. costumam evoluir com úlceras extensas e tórpidas que não se curam espontaneamente. Comumente não há sintomatologia. epidídimo e testículos. Hospedeiros suscetíveis (sem anticorpos específicos contra o HSV) entrando em contato direto com lesões ativas de herpes simples. Na metade dos casos é causada pela Chlamydia trachomatis. infectam-se com o HSV e desenvolvem. cobrem-se de crostas para. além de outros fatores. freqüência das recidivas e tratamentos inadequados podem ocorrer cicatrizes deprimidas. Pode ser precipitado por febre. Freqüentemente há adenopatia satélite. Podem ocorrer disúria e polaciúria.

Condiloma Acuminado Doença causada por papiloma vírus humano (HPV). Adquiridos sexualmente. Nas mulheres podem atingir toda vulva até o intróito e vagina. nos homens.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Localizam-se. Apresenta-se como pápulas moles vegetantes de superfícies avermelhadas ou brancacentas. mais comumente na glande e folheto interno do prepúcio. são mais comuns em homens e mulheres na segunda e terceira décadas da vida. mais comumente HPV 6 e 11. maceradas.

Essas formas jovens chegam aos pulmões.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:20 AM Autores: 1 Professor doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A esquistossomose mansoni é a infecção causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni que. as mesmas atingem a circulação linfática e venosa. Após a penetração das cercárias pela pele. com 25 a 30 milhões expostos ao risco de contrair essa helmintíase. transformando-se em esquistossômulos. habita a veia porta e suas subsidiárias. onde completam sua maturação. onde passam à circulação arterial e daí ao sistema porta. havendo focos em Estados do sul e sudeste. O acasalamento e a postura dos ovos têm lugar nos ramos distais da veia . A aquisição da infecção dá-se pela exposição do hospedeiro suscetível a coleções hídricas que contenham moluscos do gênero Biomphalaria eliminando cercárias. Estima-se que haja atualmente no Brasil cerca de 2. desde a Bahia até o Piauí. a despeito da considerável redução tanto do número de indivíduos infectados como de formas graves da doença a partir da década de 70. na sua forma adulta. A prevalência da esquistossomose é ainda importante em áreas de Estados nordestinos.5 a 3 milhões de infectados. É considerada uma das grandes endemias brasileiras.

surgem manifestações de doença febril. Após um período de incubação que pode variar de 30 a 60 dias. Expressa-se por sintomas e sinais escassos. não há insuficiência hepática na esquistossomose não complicada ou que não esteja associada a patologias que ocasionem cirrose. procuram atingir a luz intestinal. a forma hepatoesplênica com hipertensão portal da esquistossomose. Embora ocasionalmente esse quadro apresente gravidade. dores abdominais e broncoespasmo. instala-se. diarréia. a mais freqüente é a intestinal. Trata-se da tradução clínica da retite esquistossomótica. costuma ser autolimitado a não mais de 30 a 40 dias. Na dependência de elevadas cargas parasitárias e. toxêmica. inclusive de varizes de esôfago e/ou de fundo gástrico. conseqüentemente. de ovos. parte destes migram através da corrente sangüínea do sistema porta atingindo o fígado. São comuns exantema máculo-papular. havendo remissão completa dos sinais e sintomas. regime de hipertensão portal. a reação granulomatosa desencadeada pela presença de ovos do parasita que. às vezes urticariforme. Existe. No entanto. definida como descompensada quando houver sangramento digestivo alto e/ou ascite. A forma aguda da esquistossomose é aquela que se segue ao primeiro contato com coleções hídricas que contenham cercárias. a submucosa e a mucosa do reto. atingindo uma posição pré-sinusoidal e suscitando a formação de granulomas periovulares. boa parte desses ovos migram para o fígado. sua presença leva à formação de granulomas que ocasionam um aumento do volume do órgão que passa então a ser palpável ao exame físico. visitando-as de forma casual. sendo observada em indivíduos que não habitam áreas endêmicas. Tem-se. migrando através da submucosa e mucosa. Esse fenômeno é responsável por processos obstrutivos do fluxo portal intra-hepático levando progressivamente. O diagnóstico deve levar em conta dados epidemiológicos. Dentre as formas crônicas da esquistossomose. caracteristicamente com predomínio do lobo esquerdo. ou ainda em crianças de baixa idade nas áreas endêmicas. Alguns ovos atravessam o endotélio dos vasos. Trata-se da forma hepatointestinal da esquistossomose. às vezes com características disenteriformes. Quando o número de vermes é maior e portanto maior também a carga de ovos. assinalando-se que o exame parasitológico de fezes somente se torna positivo para ovos de Schistosoma mansoni cerca de 35 a 40 dias após a infecção. a possibilidade dos ovos . Ao exame físico nota-se hepatoesplenomegalia dolorosa de pequenas dimensões. progressivamente. à hipertensão portal. ainda. incaracterísticos e comuns a outros distúrbios gastrintestinais. onde são retidos nos vasos pré-sinusoidais. dores abdominais intermitentes. Caso o paciente não seja diagnosticado e tratado. sobretudo em hipogástrio e fossa ilíaca esquerda. o quadro evolui para as formas crônicas da doença. levados pelo fluxo da veia mesentérica inferior. o meio ambiente. Cabe assinalar que. onde são eliminados nas fezes ganhando. clínicos e laboratoriais. na dependência da quantidade de ovos e granulomas. diferentemente do que ocorre nas cirroses em geral. O dado laboratorial mais característico é a intensa leucocitose com eosinofilia apresentada por esses pacientes. isto é. assim. com o conseqüente aparecimento de esplenomegalia de caráter congestivo e de circulação colateral. assim. atingindo a luz intestinal. inclusive os causados por outras enteroparasitoses: diarréia esporádica. em geral com instalação abrupta.mesentérica inferior (plexo hemorroidário).

As manifestações clínicas decorrentes desses eventos podem variar desde proteinúria assintomática até síndrome nefrótica. ser acompanhada de cianose.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . onde são retidos junto à membrana basal. conseqüentemente. Embora descritas com maior freqüência e gravidade em pacientes hepatoesplênicos.atingirem. onde sua impactação ocasiona a formação de granuloma e fibrose em graus variados. pode ocasionar o desenvolvimento de glomerulopatias. de granulomas em vários órgãos resulta em manifestações clínicas como a mielite esquistossomótica e colpite esquistossomótica. essas alterações já foram descritas também em pacientes com formas mais leves de esquistossomose (intestinais ou hepatointestinais).cor-pulmonale esquistossomótico. as arteríolas. O acesso dos ovos à circulação pulmonar é maior nas situações onde houver hipertensão portal com estabelecimento de circulação colateral. podendo haver sobrecarga de câmaras direitas do coração . em alguns casos. Essa forma de esquistossomose pode. daí serem mais comuns as formas pulmonares da esquistossomose nos pacientes hepatoesplênicos. O acesso de imunocomplexos aos glomérulos renais. via artéria pulmonar. A presença fortuita de ovos e. Copyright © 2001 IDS . Nas fases mais avançadas estão presentes as manifestações correspondentes à hipertensão pulmonar.

embora com distribuição irregular. . acometimento de nervo(s). Departamento de Dermatologia da FMUSP. Nordeste e Centrooeste são as que apresentam as maiores taxas de detecção e prevalência da doença. O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número absoluto de casos de hanseníase. As regiões Norte.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Cyro Festa Neto1 Última Atualização: 9/20/2001 10:03:18 AM Autores: 1 Professor Doutor. O diagnóstico da hanseníase é baseado em uma ou mais das seguintes características: lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade. bacilo que atinge a pele e os nervos levando a incapacidades físicas e sociais quanto mais tardio for o seu diagnóstico e tratamento. A doença é endêmica em todo o território nacional. com espessamento neural e baciloscopia positiva. e o primeiro nas Américas . O bacilo tem como provável porta de entrada as vias aéreas superiores. A principal fonte de infecção é o homem através das formas contagiantes da doença (virchowiana e dimorfa). Quadro clínico e Epidemiologia Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae. O período de incubação é de 2 a 7 anos.

mal perfurante plantar e lagoftalmias. levando a complicações e seqüelas que impedem os doentes de ter uma vida normal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . mãos em garras. marcha escarvante. comprometendo fibras sensitivas. O estado geral não é comprometido e os nervos são afetados em graus variáveis. motoras e o sistema nervoso autônomo. adenomegalia e dores articulares.A classificação operacional. Estados reacionais A hanseníase tem uma evolução crônica. os quais guardam relação direta com a imunologia específica do indivíduo. podendo cursar com fenômenos agudos chamados surtos reacionais. às vezes coexistindo os dois tipos de reação ao mesmo tempo ou em episódio diferente. Manifestações neurológicas O Mycobacterium leprae tem especial tropismo para as terminações nervosas. Copyright © 2001 IDS . de acordo com seguinte critério: paucibacilares quando apresentam até cinco lesões de pele ou apenas um tronco nervoso acometido e multibacilares quando há mais de cinco lesões de pele e ou mais de um tronco acometido. Ocorrem nos casos multibacilares. Entre elas: neurites. paralisias. As reações do tipo I são mediadas por células (imunidade celular) e ocorre nos doentes tuberculóides e dimorfos. febre. visando o tratamento é baseada no número de lesões. Estas reações se caracterizam por eritema e edema de lesões preexistentes e em áreas sãs. menos na indeterminada. As reações de tipo II ou eritema nodoso hansênico se caracteriza por apresentar nódulos vermelhos e dolorosos. Lesões graves dos nervos aparecem em todas as formas. amiotrofias. anestesias.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Queiroz Farias1 Flair José Carrilho2 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:38 AM 1 Médico Assistente. eram simplesmente agrupados como hepatites não-A não-B. D. apesar do considerável avanço . Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. No entanto. E e G. as hepatites virais representam um problema de saúde pública e a principal causa de transplante de fígado. Departamento de Gastroenterologia. Departamentos de Gastroenterologia e de Cirurgia. O vírus D está sempre associado ao vírus B. Disciplina de Gastroenterologia Clínica. 2 Professor Associado. porém o seu papel patogênico não está completamente esclarecido. Os vírus B. Disciplina de Gastroenterologia Clínica e Disciplina de Transplante e Cirurgia do Fígado. Setor de Hepatologia. enquanto os vírus A e E são adquiridos por via enteral. hoje atribuídos aos vírus C. os vírus A e B eram os únicos agentes conhecidos. Os vírus G e TT estão freqüentemente presentes no soro de pacientes com hepatopatia crônica. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Epidemiologia e Quadro Clínico No Brasil e em muitos países ocidentais. Até alguns anos atrás. Os demais casos. C e D são transmitidos por via parenteral.

Na maior parte dos pacientes. acolia fecal e icterícia. porém. O paciente com hepatite crônica pode ser assintomático ou não apresentar sintomas típicos. que dura alguns dias.na determinação da etiologia. praticamente assintomáticos ou com sintomas semelhantes a uma síndrome gripal. Habitualmente. desconforto ou dor no hipocôndrio direito. Pode haver icterícia. ginecomastia e atrofia testicular. podem acometer o fígado em situações especiais. porém logo desaparecem. Copyright © 2001 IDS . particularmente o citomegalovírus. contudo. Aranhas vasculares podem estar presentes. Transitoriamente. as queixas são de fadiga e anorexia. um número expressivo de casos permanece ainda sem causa definida. clínica e bioquímica. pode demorar até seis meses. náuseas. podem surgir manifestações como anorexia. Os sinais e sintomas de hipertensão portal e de insuficiência hepática como sangramento digestivo. envolvimento extra-hepático. A forma ictérica é geralmente precedida por um período prodrômico. as demais formas podem cronificar. desde formas ictéricas. Nessa fase. o fígado torna-se facilmente palpável. pode haver prurido. com alta mortalidade. Outros vírus raros como os agentes das febres hemorrágicas também podem levar à doença hepática grave. Em cerca de 20% dos casos. os vírus tipos 1 e 2 do herpes humano. O diagnóstico geralmente é suspeitado quando se detectam elevações das enzimas hepáticas. do sarampo. Outros vírus. indicando evolução para a cirrose.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Com exceção das hepatites A e E. Os quadros podem ser leves. Esses agentes não serão abordados nesse texto nem os vírus G e TT. os sintomas tendem a diminuir quando a icterícia se instala. até insuficiência hepática aguda grave (hepatite fulminante). os vírus Coxsackie B.. o período ictérico dura entre uma e quatro semanas. geralmente estão presentes em uma fase mais tardia. da varicela e o adenovírus. o vírus Epstein-Barr. As diversas formas de hepatite viral aguda apresentam características clínicas em comum. detecta-se esplenomegalia. ascite. presença de aranhas vasculares. cefaléia e febre baixa. sempre com a característica elevação acentuada das aminotransferases (ou transaminases). Segue-se a presença de colúria. cujo papel como causa de hepatite ainda não está bem definido. No entanto. As hepatites podem se apresentar com graus variados de gravidade. a recuperação total. particularmente quando há imunodepressão ou no contexto do envolvimento de outros órgãos. Muitas vezes.

podendo afetar animais domésticos e silvestres. icterohemorrágica. desde a infecção subclínica até a forma grave. conhecida com síndrome de Weil. transmitida ao homem principalmente através do contato com coleções de água contaminadas com urina de ratos infectados. A leptospirose é um agravo de notificação compulsória. Pode determinar síndromes clínicas variadas. É uma antropozoonose. Epidemiologia A leptospirose tem distribuição universal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Isadora Cristina de Siqueira 1 Antônio Carlos Nicodemo2 Última Atualização: 7/19/2001 12:01:48 PM 1 2 Médica Residente. O . Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A leptospirose é uma doença infecciosa sistêmica causada por espiroquetas patogênicas do gênero Leptospira. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Professor Doutor.

As formas anictéricas e benignas correspondem a cerca de 85%-90% dos casos. surge a icterícia. com significantes taxas de mortalidade. cefaléia e dores musculares. Os casos mais graves. A letalidade anual da doença variou de 6. sendo usualmente de 7 a 14 dias. musculatura esquelética e cardíaca. Quadro clínico A leptospirose pode apresentar-se na forma subclínica. segundo a Fundação Nacional de Saúde. Nesse período. Neste período. com disseminação de leptospiras para órgãos como fígado.555 casos).7% em 1987.403 casos de leptospirose. é responsável pelo restante dos casos. Há aumento discreto das transaminases e os níveis de creatino-fosfoquinase (CPK) podem estar aumentados devido à presença de rabdomiólise. generalizadas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a 20. Copyright © 2001 IDS . A forma ictérica e grave. algumas vezes bastante acentuadas. O sangramento digestivo também pode ocorrer na forma de melena ou enterorragia. com uma média de 12. A doença tem início súbito caracterizado por febre. Entre o terceiro e sétimo dias. foram notificados 35. renal e por capilaropatia difusa.5%. rins. e algumas vezes como uma meningite linfomonocitária. podem evoluir com hipotensão e choque. comportando-se como um choque séptico. A primeira semana da doença corresponde à fase leptospirêmica. Pode ocorrer insuficiência respiratória secundária a pneumonite por sangramento pulmonar. a qual muitas vezes determina uma coloração amarelo-avermelhada da pele (rubínica) causada pela somatória da pigmentação pela bilirrubina. ocorreram 3. cefaléia e dores musculares. principalmente em panturrilhas. O período de incubação pode variar de 1 a 24 dias. No Brasil. nos meses de dezembro a março. acrescida do tom vermelho. No Brasil. que pode evoluir com níveis bastante elevados de uréia. A forma grave da doença é caracterizada por disfunção hepática. determinado pela capilaropatia difusa. A doença tem início súbito caracterizado por febre.5% em 1996. A plaquetopenia. durante o período de 1985 a 1997. conhecida como síndrome de Weil.821 óbitos. é muito comum na forma grave que ocorre em nosso meio. o maior número deles no ano de 1996 (5. com manifestações clínicas inespecíficas semelhantes à influenza (gripe). pode surgir uremia. que pode permanecer eliminando o microrganismo na urina por longo período. a maioria dos casos ocorre no período das chuvas.principal reservatório da leptospirose é o rato. em graus variados.

de 7 a 14 dias. o indivíduo . Quadro Clínico Após período de incubação. A grande maioria dos casos (99%) ocorre na região amazônica. na maioria dos casos. que varia. A despeito de a malária poder ser doença fatal. menos de 1% dos casos evolui para morte.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 10:11:24 AM Autores: 1 Professor titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Epidemiologia Malária é a principal doença endêmica do Brasil. a despeito de poderem surgir casos em outras regiões de matas onde vive o vetor da malária. 75% dos casos são devidos ao Plasmodium vivax. responsável por malária de gravidade menor. tendo ocorrido 632. a maioria absoluta causada pelo Plasmodium falciparum.813 casos no ano de 1999. taxa mais de 30% superior à ocorrência de 1998.

O indivíduo apresenta. ocorrendo intensa anemia. como sintoma único a febre. o vômito. precedida de calafrios e seguida de sudorese. o paciente pode permanecer com discreta cefaléia. mais de 2% das hemácias encontram-se parasitadas. calor (febre) e suor (sudorese). os sintomas começam repentinamente com período de frio. freqüente e ocorre delírio.acometido apresenta febre. listamos itens clínicos que. b) Malária no indivíduo não-imune Os primeiros "ataques" no indivíduo não-imune não apresentam típico paroxismo palúdico. dores musculares. O período de suor dura de duas a quatro horas. onde acentuam-se os sinais e sintomas. náuseas e vômitos. subcontínua. As complicações mais freqüentes relacionam-se a comprometimento dos rins. As formas graves se apresentam no indivíduo não-imune. com possibilidade de ocorrerem convulsões. Geralmente. Após cessar o suor. porém relativamente bem. O paciente apresenta febre persistente. Se o paciente não for tratado adequadamente. O período de calor se inicia quando terminam os calafrios. se observados. A febre cede em "crise" (rapidamente) cessando o desconforto. havendo aí a necessidade de encaminhamento para centro hospitalar: . pode evoluir para forma de urgência. quando os paroxismos ocorrem em sua forma típica. A duração total do paroxismo é de 6 a 12 horas. remitente ou intermitente com remissões. surgindo as complicações. ocasionalmente. A seguir. Na maioria dos pacientes com malária. quando ocorrer sincronismo na esquizogonia o paciente pode já estar em situação clínica com complicações. O paroxismo febril não é comum. O paciente se sente incomodado. Nesta fase. que pode ser contínua. com cefaléia. se observam nas infecções produzidas por P. que é intenso. e não apresenta calafrios nem sudorese. É importante ter em mente que. ou seja. fígado e sangue. devem ser valorizados como de risco para o paciente. a) Malária no indivíduo semi-imune Indivíduo semi-imune é aquele que já teve malária anteriormente. anorexia. pulmões. geralmente. gestantes e crianças. podendo não ser muito elevada. Uma das características do paroxismo palúdico é que ocorre em períodos regulares na dependência do tipo de plasmódio infectante. principalmente em crianças. O ataque agudo da malária caracteriza-se por um conjunto de paroxismos febris que apresentam três períodos: frio (calafrios). com raras exceções. febre de pequena intensidade e. c) Malária grave As formas graves e de urgência. exausto. nestes pacientes. cérebro. a malária tem possibilidades maiores de evolução com complicações e que. falciparum. A cefaléia é intensa. o paciente pode delirar. astenia.

porém há maior predisposição para toxemia gravídica com pré-eclâmpsia e eclâmpsia. posteriormente. gestação (especial atenção neste caso). Entretanto. sinais de sangramento. têm frio e podem apresentar vômitos e convulsões. icterícia. a malária pode ter evolução com complicações duas vezes mais freqüentes que na mulher não gestante. dispnéia. levando freqüentemente a erro diagnóstico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A despeito de a malária grave ser quase sempre causada por P. a malária tem a mesma evolução que em adultos. a temperatura varia entre 38. existem evidências de imunossupressão materna com evolução mais tormentosa da malária. na segunda metade. enquanto que. remitente. a evolução não difere na gestante com malária. hipertermia continuada. a infecção por P. falciparum. intermitente ou irregular. Na primeira metade da gestação. e) Malária na gestante Na gestante. observa-se taxa de aborto de 30%. Clinicamente. d) Malária na criança Em crianças maiores que cinco anos de idade. perdem o apetite. diminuição da diurese.5 e 40º C e a febre pode ser contínua. vivax pode também ter evolução grave em crianças (alta taxa de reticulócitos). Copyright © 2001 IDS .alta parasitemia (maior que 2% nos primoinfectados). em crianças em idade pré-escolar. não se observam os sinais característicos do paroxismo palúdico. confusão mental (obnubilação). Os lactentes geralmente não apresentam paroxismos típicos. Tornam-se flácidos e sonolentos. podem surgir dores abdominais e diarréia.

assiste-se à emergência de parasitoses consideradas raras. sobretudo em indivíduos imunodeprimidos. Em oposição. observam-se.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 9/20/2001 10:14:32 AM Autores: 1 Professor-doutor. Em algumas ocasiões têm sido detectados verdadeiros surtos diarréicos provocados por protozooses como ciclosporíase. Cryptosporidium parvum e Cyclospora cayetanensis. quando se considera a ocorrência de pelo menos uma espécie de parasita. taxas de infecção em torno dos 30%. no município houve queda na prevalência das enteroparasitoses no final dos anos 90 em relação ao início dos anos 80. envolvendo também um número considerável de indivíduos imunocompetentes. Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia No Brasil. De forma paralela à redução da infestação por parasitas clássicos. em alguns bolsões de pobreza. Necator americanus. Ancylostoma . ou até mesmo desconhecidas e que passaram a ser diagnosticadas com freqüência crescente. Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. Isospora belli. Depto. como as infecções intestinais causadas por Microsporídeos.

O parasitismo é exercido preferencialmente no duodeno e jejuno. É. Em situações de parasitismo muito intenso pode ocorrer síndrome de má absorção. mesmo com a adoção de medidas terapêuticas adequadas. Encephalitozoon intestinalis) Teníases (Taenia saginata.ceylanicum) Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Balantidíase (Balantidium coli) Blastocistose (Blastocystis hominis) Ciclosporíase (Cyclospora cayetanensis) Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Enterobíase (Enterobius vermicularis) Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Giardíase (Giardia lamblia) Himenolepíases (Himenolepis nana. Himenolepis diminuta) Isosporíase (Isospora belli) Microsporidíase (Enterocytozoon bieneusi. Pacientes com deficiência de IgA secretora no nível da mucosa intestinal. Os cistos de Giardia lamblia são veiculados por via hídrica. Taenia solium) Tricuríase (Trichuris trichiura) Giardíase (Giardia lamblia) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose intestinal ainda bastante prevalente. Diagnóstico . resultando em desnutrição. no entanto. Dores abdominais difusas e náuseas e vômitos são presentes em alguns casos. decorrendo desse fato diarréia volumosa. Dessa forma. sem muco ou sangue nas fezes. mais freqüentemente sintomática em crianças. a infecção ocorre por ingesta de água contaminada com cistos ou por alimentos e objetos que estiveram em contato com esta. podem apresentar quadros indolentes e de difícil resolução. acometendo tanto crianças como adultos. mesmo em áreas urbanas dotadas de infra-estrutura sanitária adequada.

Isosporíase (Isospora belli) Quadro clínico e Epidemiologia É protozoose que causa quadros diarréicos importantes. Diagnóstico Pesquisa de oocistos nas fezes. são drogas recomendadas. duas vezes ao dia. crianças: 15 mg/kg/ dia. sobretudo por AIDS. podendo ser realizado segundo um dos seguintes esquemas: -tinidazol. 14° e 21° dias após o término do tratamento. crianças: 50 mg/ kg. durante sete dias. Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol . durante 4 semanas. dose única. . Controle de cura: três exames de fezes. sete dias. três vezes ao dia. no 7°. Controle de cura: três exames de fezes. Tratamento A terapêutica é precária conferindo. colhidas em intervalos semanais. deve-se ter o cuidado de executar o exame em três amostras fecais. sobretudo em imunodeprimidos (AIDS). 14° e 21° dias após o término do tratamento. melhora clínica sem cura parasitológica. ocasionalmente acomete imunocompetentes em cursos de diarréia autolimitada. ornidazol ou secnidazol: adultos: 2. Como a eliminação das formas do parasita é intermitente. Espiramicina na dose de 3. através de coloração especial (Kinyoun). Tratamento O tratamento não oferece dificuldade na maioria dos casos. Diagnóstico Encontro de oocistos nas fezes. Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Quadro clínico e Epidemiologia Protozoose manifesta por quadros diarréicos muito graves em pacientes imunodeprimidos. Doses de manutenção são indicadas por período semelhante. na maioria das vezes.0 g/dia ou roxitromicina na dose de 300 mg. divididos em três tomadas. 7°. dose única.O diagnóstico é facilmente realizado pelo encontro de cistos e/ou trofozoítos através do exame parasitológico de fezes.50 mg/kg/dia + trimetoprima .0 g. nimorazol. -metronidazol: adultos: 250 mg.10 mg/kg/dia). utilizando-se metade das dosagens referidas inicialmente.

As infecções assintomáticas. Diagnóstico Trata-se de protozoose de diagnóstico difícil. diagnosticadas pelo encontro casual de cistos do parasita nas fezes. empiricamente. acompanhados por dores em cólica. nos dias atuais. sobretudo os abscessos amebianos do fígado. exigindo exame histopatológico do intestino delgado ou técnicas de biologia molecular. Diagnóstico Idêntico ao da criptosporidíase. bem como imunocomprometidos. detectando oocistos de dimensões mais avantajadas. dez dias (imunodeprimidos).Ciclosporíase Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose que pode acometer imunocompetentes. . idem. muitas vezes causando surtos de doença diarréica. principalmente em decorrência da AIDS. a utilização de albendazol tem resultado com benefícios parciais em alguns casos. bem menos freqüente entre nós. Quadros disentéricos intermitentes caracterizam a forma invasiva da colite amebiana: há períodos de diarréia com eliminação de fezes contendo muco e/ou sangue. Diagnóstico Exame de fezes com pesquisa de cistos (nas fezes formadas) ou trofozoítos (nas fezes diarreicas). Há ainda que se mencionar as formas extra-intestinais. entremeados por períodos assintomáticos irregulares. duas vezes ao dia por sete dias (imunocompetentes). são as mais comuns. embora não constitua ocorrência rara. puxos e tenesmo. Tratamento O tratamento é pouco eficiente e. quatro vezes ao dia. Microsporidíase Quadro clínico e Epidemiologia Os microsporídeos são causa de doença diarréica em imunodeprimidos. Amebíase (Entamoeba hystolitica) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por Entamoeba hystolitica é. Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol 800 mg + trimetoprima 160 mg).

. secnidazol.0 g por dia. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. em esquema idêntico ao indicado no tratamento da amebíase. 2. Diagnóstico O reconhecimento do parasita é fácil. por sete dias. Tratamento Tetraciclina: 30 a 50 mg/kg. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. atribui-se a este protozoário. 500 a 750 mg. porém. Na amebíase assintomática. 100 mg. Controle de cura: idêntico ao da giardíase. Alternativamente.Tratamento depende da forma clínica. Alternativamente e em crianças. Atualmente. 20 mg/kg/dia. três vezes ao dia. pois a morfologia dos parasitas é bastante característica. lembrar que pode ser causa de síndrome disentérica grave. por dez dias. papel patogênico. duas vezes ao dia. nimorazol ou ornidazol. Não oferece dificuldade. Tratamento Recomenda-se tratar os infectados com metronidazol. três dias ou teclosan. Diagnóstico Pesquisa de cistos ou trofozoítos nas fezes. dez dias (crianças). dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. dez dias (crianças). no entanto. 500 a 750 mg. sobretudo quando encontrado em grande quantidade em exames de fezes. dois dias (crianças). 500 mg. dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia.0 g por dia. nimorazol ou ornidazol. Balantidíase (Balantidium coli) Quadro clínico e Epidemiologia Esta protozoose pode ser considerada rara nos dias atuais. esta infecção foi considerada sem importância. dois dias (crianças). dicloracetamidas: etofamida. tinidazol. três vezes ao dia.dia. Convém. Blastocistose Quadro clínico e Epidemiologia Durante muito tempo. três vezes ao dia. dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. Alternativamente. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. sobretudo em crianças. tinidazol. 2. secnidazol. metronidazol. cinco dias.

5 mg/kg. íleo.Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase potencialmente grave. Diagnóstico pesquisa de larvas nas fezes. principalmente pelo uso de corticoterapia imunossupressora. são predispostos à ocorrência de larvemias. podem haver parasitas no jejuno. os imunodeprimidos. microcítica e hipocrômica. Como há espoliação de ferro. três dias. às vezes resultando em síndrome de má absorção. Pacientes com alterações funcionais (acloridria) e/ou anatômicas (divertículos. Quando a carga parasitária é elevada. síndrome da alça cega) do tubo digestivo são predispostos às formas de hiperinfecção. duas vezes ao dia. Diagnóstico Exame parasitológico das fezes. Os sintomas relacionados ao tubo digestivo são de pequena repercussão. dois dias. mas freqüentemente simulam doença péptica (úlcera duodenal). 5 mg/kg. (2) hiperinfecção: cambendazol. período . sobretudo em pacientes imunodeprimidos. Tratamento Albendazol: 400 mg. com a localização dessas formas do parasita em vários órgãos (SNC. Necator americanus. 14° e 21° dias após o final do tratamento. semanalmente. com pesquisa de ovos leves. Ancylostoma ceylanicum) Quadro clínico e Epidemiologia Adquirida por penetração ativa de larvas filarióides pela pele. fígado). cólon e até mesmo no estômago. a principal manifestação clínica desta helmintíase é a anemia. podendo haver diarréia importante. repetindo-se o esquema após sete a dez dias. freqüentemente acompanhadas por septicemia por enterobactérias. Tratamento Ancilostomíase (1) infecção habitual (restrita ao tubo digestivo): cambendazol. Alternativa: mebendazol: 100 mg. bem como os diabéticos descompensados. no caso de anemia decorrente da helmintíase. presente sobretudo em situações de parasitismo elevado. recomenda-se a administração de sulfato ferroso. dose única ou tiabendazol. duas vezes ao dia. As manifestações clínicas são variadas. dose única. É adquirida por aquisição ativa de larvas através da pele e o local preferencial do parasitismo é o duodeno. pulmões. 25 mg/kg. repetida após sete dias. Controle de cura: exame de fezes no 7°.

associados muitas vezes a sinais de irritabilidade excessiva em crianças. saginata). Diagnóstico exame de fezes. A sintomatologia é dominada por distúrbios digestivos. 400 mg. (2) formas com oclusão ou suboclusão intestinal: paciente em jejum e com sonda nasogástrica. duas vezes ao dia. dose única ou mebendazol. com pesquisa de ovos pesados. Alternativas: albendazol. duas vezes ao dia. 100 mg. Tratamento Ascaridíase (1) formas habituais: levamisol: adultos. A ascaridíase é adquirida passivamente pela ingesta de ovos.indeterminado ou tiabendazol. Importante: dada a possibilidade de hiperinfecção por S. referido pelo próprio paciente. 14° e 21° dias após o tratamento. Taenia solium) Quadro clínico e Epidemiologia Assintomáticas ou oligossintomáticas na maioria das vezes. via SNG. são vistas complicações de ordem obstrutiva. Controle de cura: pesquisa de larvas nas fezes. seja pela sua intromissão na papila duodenal (obstrução biliar) ou no apêndice. dose única. Controle de cura: exame de fezes no 7°. Sintomas vagos referidos ao tubo digestivo ou distúrbios sistêmicos como cefaléia e irritabilidade. antes do início da imunossupressão. três dias. de grupos de ploglotes (anéis) nas fezes ou mesmo a eliminação dos mesmos independentemente do ato de evacuação (nas infecções por T. administrar hexahidrato de piperazina. sete dias ou 500 mg/dia por 30 dias. 150 mg. 50 mg/kg. seja pela formação de novelos com vários exemplares do parasita. o tratamento cirúrgico deve ser considerado se esse procedimento não for bem sucedido. presentes em alimentos ou objetos. 9° e 10° dias após o final do tratamento. seguidos de 50 ml de óleo mineral (tipo Nujol®). Diagnóstico . vômitos e diarréia. dose única e crianças 80 mg. 25 mg/ kg. Em função do tamanho dos vermes e da sua grande mobilidade. as teníases são diagnosticadas pelo encontro. Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Quadro clínico e Epidemiologia Helmintíase intestinal freqüentemente diagnosticada em nosso meio. sobretudo em crianças. são a regra. no 8°. Teníases (Taenia saginata. stercoralis em imunodeprimidos por uso de drogas imunossupressoras é obrigatório afastar-se o diagnóstico de estrongiloidíase através de exames de fezes. com náuseas.

mas que ocorrem sob a forma de surtos em populações confinadas (creches. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°. 14° e 21° dias pós tratamento. nas fezes. 10 mg/kg. quartéis. ao diagnóstico de um caso deve ser procedida investigação ativa em busca de casos adicionais. crianças. presídios. dose única. Em crianças de baixa idade. repetida após dez dias. com cargas parasitárias elevadas. dose única. freqüentemente assintomáticas em adultos.encontro de proglotes. mebendazol. Himenolepis diminuta) Quadro clínico e Epidemiologia São helmintíases relativamente infreqüentes. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°. . Tratamento praziquantel. 100 mg. Diagnóstico observação de ovos característicos nas fezes. metade da dose citada. Tratamento praziquantel. duas vezes ao dia por três dias. três meses após o tratamento. pode ocorrer prolapso retal. após tamização (peneiragem sob jato d'água). 6 a 8 mg/kg. dose única. dose única.0 g. Assim sendo. dose única. Himenolepíases (Himenolepis nana. em grupos de cinco ou seis. 2. hospitais psiquiátricos). Diagnóstico encontro de ovos no exame de fezes. Tratamento pamoato de oxipirantel. O quadro clínico constitui-se de diarréia intermitente. Tricuríase (Trichuris trichiura) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase intestinal das mais comuns. Alternativa: clorossalicilamida: adultos. 400mg. Controle de cura: pesquisa de proglotes por tamização das fezes. albendazol. 14° e 21° dias pós-tratamento. 25 mg/kg.

sendo o prurido anal sua manifestação clínica típica. Diagnóstico observação dos ovos por meio da fita adesiva (aposição de fita adesiva transparente na região perineal e observação direta ao microscópio). Tratamento mebendazol. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 400 mg. Controle de cura: execução do método da fita adesiva. 100 mg. bem como a administração da droga a todos os ocupantes do mesmo. dose única. durante cinco a sete dias.Enterobíase (Enterobius vermicularis) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por esse parasita encontra-se entre as mais comuns. albendazol. acomete vários ocupantes de um mesmo domicílio. Em geral. dose única. dada a facilidade de disseminação dos ovos no intradomicílio. A erradicação da parasitose em determinado domicílio poderá exigir a repetição do tratamento mensalmente durante seis meses. a partir do 8° dia pós-tratamento. A procura de ovos no exames de fezes tem positividade baixa.

000/ano. ocorrem no mundo 8 a 10 milhões de casos novos e três milhões de mortes a cada ano.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Olavo Henrique Munhoz Leite1 Última Atualização: 9/26/2001 10:41:44 AM Autores: 1 Médico Assistente. A incidência da tuberculose em pacientes portadores de HIV/Aids é cerca de 170 vezes maior do que na população geral. em todo o mundo. no ano de 1995. O aparecimento de cepas de M. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias Quadro clínico e Epidemiologia Segundo a Organização Mundial de Saúde.associação de dois agentes. Em 1996 a Organização Mundial da Saúde estimou em cerca de 6 milhões o número total de indivíduos co-infectados pelo HIV/Mycobacterium tuberculosis . Os coeficientes de incidência por 100. Embora sem grandes variações na incidência.000 habitantes são mais elevados nas Filipinas (400). 1998). cerca de 80 a 90% dos casos novos por ano (Info SUS. Núcleo de Tuberculose do Hospital das Clínicas. tuberculosis . Faculdade de Medicina da USP. Índia (220) e na África (entre 100 e 220). 5000 óbitos relacionados à tuberculose foram notificados. mais baixo nos países desenvolvidos (entre 6 e 10) e intermediários no Brasil. um indicador precoce de deterioração do controle da doença no Brasil. no período 1990-97 de 55/100.

o sistema nervoso central e a pele. São fatores predisponentes para esta progressão a baixa idade. tuberculose pulmonar: o bacilo da tuberculose. Os mais comumente envolvidos são os linfonodos. Nestas situações os pacientes deverão ser encaminhados para centros especializados e após o diagnóstico e estabilização clínica com o tratamento acompanhados nas unidades básicas de saúde Copyright © 2001 IDS . emagrecimento e escarros hemoptóicos são as manifestações mais comuns nestas situações (sintomático respiratório). a condição é chamada tuberculose disseminada ou miliar. Tosse prolongada. Os sinais e sintomas associados a cada uma destas localizações são variados e dependentes do órgão acometido e do estado imunológico do indivíduo. a senilidade e situações imunossupressoras. no entanto. febre. Nos dois anos subsequentes ao contato primário. o espirro ou a fala. sendo também contidos nestes locais com o desenvolvimento da resposta específica. O pulmão é a porta de entrada natural do bacilo.resistentes aos quimioterápicos de 1a linha também contribuíram para a maior magnitude da doença. cerca de 3 a 5% destes indivíduos desenvolverão doença ativa e o risco de desenvolvimento da doença após este período é de 5 a 7% por toda a vida (reativação endógena). o indivíduo contaminado pelo bacilo desenvolverá a tuberculose secundária ou a forma do adulto. incluindo principalmente o sistema nervoso central. nestas situações. o bacilo poderá disseminar-se pelos diversos órgãos e sistemas através das vias linfáticas e hematogênica. produzindo comprometimento sistêmico generalizado. Tuberculose extrapulmonar: todos os órgãos e sistemas podem ser acometidos pela tuberculose de maneira isolada ou em mais de um órgão. sendo o pulmão o principal órgão acometido. Uma pequena parte destes indivíduos recéminfectados poderá progredir para uma forma grave da doença representada por acometimento sistêmico. o sistema urogenital. Quando a disseminação hematogênica e linfática é ampla e maciça. M. por mais de 3 semanas. Após a infecção primária. pulmões e órgãos linfáticos. tuberculosis. A reinfecção (exógena) representa uma nova exposição em um indivíduo cuja infecção primária já ocorreu. os ossos e articulações. Estas situações têm sido descritas entre indivíduos hígidos e naqueles com outras morbidades como doenças e terapias imunossupressoras. o fígado e o baço. é transmitido através de núcleos de perdigotos produzidos urante a tosse.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a grande maioria dos indivíduos bloqueará a multiplicação dos bacilos com o desenvolvimento de uma resposta imune específica representada pelo granuloma e sua posterior calcificação. sudorese noturna. As pequenas gotículas espalhadas no ar atmosférico são suficientes para alcançar os alvéolos pulmonares onde o germe inicia a sua multiplicação após a fagocitose pelos macrófagos alveolares e onde as manifestações clínicas são mais freqüentes e de maior importância epidemiológica. Antes do desenvolvimento desta resposta.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Francisco Frederico Neto1 Rosa Resegue1 Última Atualização: 9/5/2001 4:55:36 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Anamnese: A anamnese inicia-se desde o momento em que a família entra na sala de atendimento. como nas demais áreas de atendimento. quando pode-se observar alguns dados. a qual é fundamental para o estabelecimento de um vínculo adequado entre o médico e a família da criança. é fundamental a obtenção dos seguintes dados: . não há acompanhantes. mas participantes da consulta. não levando em conta a subjetividade do acompanhante. É importante que a equipe conheça o nome das pessoas que trazem a criança. além dos dados obtidos tradicionalmente em outras faixas etárias. "mãezinha" "tia" ou outras afins pecam pela impessoalidade. Na Pediatria. a maneira como é carregada e sua relação com seus cuidadores. No atendimento pediátrico. Referências como "mãe". como quem traz a criança.

idade de aparecimento. mamadeira. para que consiga examinar as diferentes partes do corpo da criança. socialização. história de intolerância e/ou alergia alimentar. qualidade do sono. É importante registrar as idades em que se iniciaram as principais aquisições e a percepção dos pais quanto ao desenvolvimento global de sua criança (motor. reservada . evolução e tratamento. luz elétrica e coleta de lixo). habilidades). é fundamental a presença de brinquedos ou outros objetos que chamem a sua atenção. quantidades oferecidas e aceitas pela criança. (7) Aspectos psicológicos: buscar identificar a psicodinâmica familiar. (4) Desenvolvimento: A avaliação do desenvolvimento da criança deve ser realizada durante todo o período de consulta. idade de introdução de outros alimentos. (6) Antecedentes familiares: Idade dos pais e irmãos. antecedentes de consanguinidade. para que se faça uma ausculta pulmonar com a criança tranqüila. idade gestacional. álcool ou drogas durante a gestação. presença de moléstias importantes na família. linguagem. Imobilizar a criança para conseguir examiná-la deve ser uma conduta de exceção. Muitas vezes é mais prático iniciar o exame da criança com ela no colo da mãe. (8) Hábitos: uso de chupeta. interação com a mãe ou cuidadora e a reação às outras pessoas. intercorrências gestacionais. Em locais onde crianças são atendidas. modo de preparo dos alimentos. (2) antecedentes alimentares: Duração do aleitamento materno. ventilação. renda familiar e rotina de vida da criança (quem cuida. quando se observa sua atitude. deve-se aproveitar o momento mais tranqüilo para realizar a ausculta pulmonar e. Registro do dia alimentar atual (incluindo as madrugadas).(1) antecedentes pessoais: realização de pré-natal. presença de saneamento básico. Assim. planejamento familiar. em seguida. devendo o médico desenvolver uma flexibilidade. situações de estresse. grau de escolaridade dos pais. insolação. Tipo de parto (indicação e intercorrências). presença de animais. uso de medicações. É comum deixar-se a otoscopia e o exame da orofaringe por último. horário das principais atividades). profissão. (3) Antecedentes Vacinais: Averiguação do cartão de vacina. Exame Físico A ordem do exame físico da criança não é rígida. caneca. peso de nascimento e intercorrências neonatais. número de cômodos. motivo do desmame. idade gestacional de início. anotando-se as datas de aplicação e a presença de eventos adversos. Agravos pregressos ao longo da vida da criança. horário de trabalho. número de pessoas. já que a criança costuma se assustar com o otoscópio e com a espátula. com horários. número de consultas. o exame do abdome. (5) Condições de vida: Características do domicílio (se urbano ou rural. local onde a criança dorme.

Mucosas úmidas. distribuição harmônica. pesar somente a mãe e subtrair os valores para se chegar ao valor aproximado do peso da criança. Temperatura Temperatura retal somente retal somente em suspeita de em suspeita de abdome agudo abdome agudo . risonho Olhos brilhantes. colocando-se um dos extremos da régua no polo cefálico e a outra na planta dos pés em 90o. Crianças maiores de 3 anos a medida da altura deve ser realizada em posição ortostática. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Elástica. brilhante e sem lesões Tecido subcutâneo Turgor firme. por exemplo). fraldas com diurese. Criança deitada. Normotrófica Gânglios Sem adenomegalia Musculatura Normotrófica Avaliação quantitativa peso* é importante a regulação prévia da balança Lactente Antes das refeições e com a criança com o mínimo de roupa (em dias frios manter camiseta). Conjuntiva*.somente para as situações em que se suspeita de um diagnóstico mais específico (otite bacteriana. Criança Maior Ativo. nãoaderente. fontanela anterior normotensa e plana. Axilar. mancha mongólica. distribuição harmônica. comunicativo Olhos brilhantes. nem para cima) estatura temperatura Axilar. Exame Físico Geral Estado geral/Fácies Hidratação Lactente Ativo. Mucosas úmidas. brilhante e sem lesões* * Não é incomum encontrar no lactente lesões congênitas com resolução espontânea com o tempo: hemangiomas. Criança Maior Apenas com roupas íntimas (em dias frios manter camiseta) *Quando for muito difícil (choro e agitação). Em seguida. saliva presente. por 3 minutos. milium. amigdalite bacteriana. Turgor firme. por 3 minutos. Sem (ou discreta) adenomegalia* *Não é incomum a criança maior apresentar algum gânglio (que não trará preocupação se isolado). saliva presente. sem sinais inflamatórios e sem outros sinais ou sintomas. Conjuntiva*. cuidando para que seu olhar seja dirigido para frente (nem para baixo. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Cor de mucosas e pele Pele Elástica. pesar a criança junto com a mãe em balança de adulto.

sinais de normalidade à otoscopia: membrana timpânica translúcida e visualização do cabo do martelo simetria e lesões Crânio Fontanela Olhos Orelhas Boca . mobilidade e simetria. distância. no recém-nascido e no lactente jovem.60rpm 2 e 12 meses . 12m a 4 anos . pode apresentar alterações que regridem com o tempo. forma e presença de secreções. forma. como o céfalo-hematoma ou a bossa serosanguinolenta normotensa e plana. realizar as medidas e acompanhar o fechamento progressivo formato.70-170 bpm 1-11 meses .perímetro craniano (pc) Medida com fita métrica. PT > PC após os 6 meses de idade Não se faz medida rotineiramente.75-130 bpm 8-10 anos . esclera e presença de secreções.40rpm > 4 anos -30rpm 2-6 anos . no recém-nascido. PC > PT até os 6 meses de idade Não é realizado de rotina perímetro torácico (pt) Medida com fita métrica. forma e presença de secreções.80-160 bpm Buscar medir PA a partir dos 3 anos de idade em manguito apropriado (tamanho correspondente a 40% do diâmetro do braço) e preferencialmente com esfigmomanômetro com coluna de mercúrio. dislipidemia e ou criança com antecedente de internação em UTI. BPM = batidas por minuto. envolvendo posteriormente o ponto mais extremo do occipício e anteriormente a fronte. PA = pressão arterial. mobilidade e simetria. avaliar a presença do reflexo vermelho e de desvios. PT = perímetro torácico.50rpm RN . < 2meses . distância.70-90 bpm pressão arterial frequência respiratória frequência cardíaca PC = perímetro craniano. tamanho das pupilas e reação à luz implantação. assume características familiares não palpada formato. avaliar a coloração das conjuntivas. presença de abaulamentos. esclera e presença de secreções. coloração das conjuntivas. tamanho das pupilas e reação à luz implantação. devido à presença de estreitamento de conduto simetria e lesões Criança Maior simetria e forma. exceto em lactentes de famílias com história de hipertensão. a otoscopia costuma ser difícil. envolvendo o tórax posteriormente e Não é realizado de rotina anteriormente passando sobre os mamilos. abaulamentos. RN = recém-nascido EXAME FÍSICO ESPECIAL Segmento cefálico Lactente simetria.

integridade e conformação do palato. condições de higiene e a presença de cáries forma. é muito raro o diagnóstico de amigdalite bacteriana no lactente Pescoço mobilidade. quanto no adulto além da avaliação citada. tumorações e palpação de cadeias ganglionares Nariz Seios da face não palpados. retrações. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. simetria. as amígdalas crescem até o sexto ano. esses procedimentos não são tão brilhantes enquanto manobras diagnósticas. que incidem em crianças maiores. verificandose seu tamanho e coloração percussão e palpação. presença de pontos purulentos ou petéquias. erupção dentária. secreções. geralmente. relatar o número de dentes presentes e sua conservação forma. verificar alterações de mordida. simetria. lactentes jovens costumam apresentar uma obstrução nasal fisiológica que regride ao longo do primeiro semestre a dentição permanente inicia-se por volta dos seis a sete anos de idade. retrações. principalmente dos seios maxilares e etmóides. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Criança Maior forma. os seios frontais. localização do frênulo lingual e presença de lesões. implantação dos dentes. encontramse aerados em crianças em idade escolar. habitualmente. abaulamentos. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Pulmões Coração Pulsos . mas há grande variabilidade familiar. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. secreções. tumorações e palpação de cadeias ganglionares EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho cardiorespiratório Tórax Lactente forma. visualização de cornetos anteriores. embora os seios maxilares e etmóides estejam aerados desde o nascimento Orofaringe avaliação de alterações anatômicas. quando começam a regredir atingindo o tamanho do adulto na adolescência mobilidade. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. averiguando seu ritmo. tamanho de amígdalas. abaulamentos.Dentes costumam surgir a partir do sexto mês. averiguando seu ritmo. sinais de amigdalites bacterianas.

deve ser realizado com muita sensibilidade e respeito em crianças maiores. simetria. meato uretral no ápice e centralizado Saco escrotal sem abaulamentos e indolor à palpação. que costuma fechar espontaneamente até os dois anos de idade medir a distância entre o local de aparecimento da sub-macicez hepática à percussão e a borda hepática à palpação .dor. verificar o coto umbilical. o prepúcio não é completamente retrátil. a criança ou adolescente deverá ser referido para atendimento Genitália ambígua *O exame de genitais*. que deve ser diferenciada da hérnia inguino-escrotal. MMSS = membros superiores Abdome Lactente forma. Algumas vezes. clitóris. de difícil palpação. tamanho. respeitando seu pudor. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. palpação superficial e profunda.testículos tópicos Lábios lábios livres e não aderidos. palpação superficial e profunda. testículos tópicos. clitóris. avaliando-se o local de aparecimento da sub-macicez hepática. caracterizando uma "fimose fisiológica". é freqüente o diagnóstico de hidrocele. mucosa rósea. tamanho. mucosa rósea. a presença de secreções e hiperemia* * não é incomum a constatação de hérnia umbilical. percussão e palpação geralmente basculante. consistência e forma da borda palpável Criança Maior Abdome forma.MMII = membros inferiores. lábios vaginais. o bebê deverá ser referido para atendimento Criança Maior avaliar o grau de exposição da glande. verificando a presença de dor ou massas à palpação Fígado Percussão. costumeiramente tranqüilo em bebês. meato uretral no ápice e centralizado sem abaulamentos e indolor à palpação. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. quando não-comunicantes. palpação . lábios vaginais. livres. só permitirão que sejam examinados por . verificando a presença de dor ou massas à palpação. movimentos peristálticos. simetria. costumam regredir espontaneamente lábios livres e não aderidos. as hidroceles. realizar a manobra de Giordano Lojas renais EXAME FÍSICO ESPECIAL Genitais e ânus Pênis Lactente na maioria dos bebês. consistência e forma da borda palpável Baço percussão e palpação: cerca de 14% dos lactentes normais apresentam baço palpável.dor. de difícil palpação. movimentos peristálticos. na suspeita de pielonefrite. sem que isso seja sinal de doença livres.

em recém-nascidos. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações Inferiores simetria. a presença de pés planos posturais. é comum. respeitando seu pudor. sem fissuras íntegro. palpar apófises. avaliar a simetria dos ombros. é importante perceber a simetria dos reflexos primitivos (principalmente o de moro). é fundamental a realização da manobra de Ortolani para o diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril (luxação congênita do quadril). sem lesões *O exame do períneo. movimentação espontânea. dor à palpação. Períneo Região inguinal Ânus Períneo Lactente sem abaulamentos pérvio. esse diagnóstico é realizado pela presença de assimetria de pregas. durante os dois primeiros meses. avaliação da marcha . Após essa idade. de costas. dor à palpação. movimentação espontânea. de perfil e de frente para o examinador. Algumas vezes só permitirão que sejam examinados por profissional de saúde que seja do mesmo sexo. sem lesões Criança Maior sem abaulamentos pérvio. dor à palpação. EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho locomotor Lactente Criança Maior avaliar a presença de desvios com a criança em roupas íntimas. movimentação espontânea. das escápulas e dos ângulos formados entre o braço e o tórax. à procura de possíveis paralisias obstétricas simetria. deve ser realizado com muita sensibilidade em crianças maiores. costumeiramente tranqüilo em bebês. pedir para a criança tentar tocar os pés com as mãos e avaliar a simetria dos hemitórax.profissional de saúde que seja do mesmo sexo. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. à procura de desvios ou dor à palpação Coluna palpar apófises espinhosas. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. dor à palpação. sem fissuras íntegro. avaliar a presença de fossetas em região sacral Superiores simetria. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. movimentação espontânea. nos primeiros anos de vida. diferença do tamanho dos membros e pela dificuldade de abdução. que costumam regredir com a idade simetria.

com diminuição progressiva e hipotonia fisiológica a partir do sexto mês movimentação passiva. manobras do écharpe e dos membros pendentes na beira do leito para avaliar a força muscular dos membros superiores e inferiores. também de olhos fechados avalia-se como no adulto Sensibilidade muito difícil de ser realizada em crianças pequenas . a partir dos quatro anos. sentar. avaliar a movimentação grosseira (sustento da cabeça. a partir dessa época. dinâmico avaliar a marcha Equilíbrio Motilidade espontânea e voluntária avalia-se a motilidade espontânea e provocada Coordenação apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra. a partir do terceiro ou quarto mês. comunicante com o meio Tono muscular normal para a idade Força muscular avaliada oferecendo-se resistência à realização dos movimentos estático. Romberg de olhos abertos aos três anos e de olhos fechados a partir dos quatro anos. no recém-nascido. quinto ou sexto mês. deitada espontânea. respectivamente estático . predomínio do tônus flexor dos membros até o terceiro mês. posição sentada e ortostática. assimétrica até o final do primeiro mês.sustento da cabeça. engatinhar. realiza-se a prova índex-nariz de olhos abertos nas crianças aos três anos e. ativa espontânea (sentada com ou sem apoio ou de pé com apoio) avaliado pela palpação e movimentação recém-nascido.avaliar a marcha ou o engatinhar avalia-se a motilidade espontânea e provocada.EXAME FÍSICO ESPECIAL SISTEMA NERVOSO Lactente recém-nascido em flexão generalizada. andar) e a fina (aquisição do movimento de pinça) Criança Maior Atitude criança ativa. dinâmico . os movimentos são globais e arrítmicos. atitude simétrica.

a partir do quarto mês. respeitando-se as diferenças culturais Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . expressão facial e variações de tônus.Linguagem nos primeiros meses. balbucio e primeira palavra com significado por volta dos 12 meses avaliar inteligibilidade da linguagem. posteriormente. arrulhos. expressa pelo choro.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Paulette Cherez Douek1 Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Última Atualização: 9/5/2001 5:10:58 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Crescimento Normal Evolucão da estatura do brasileiro Baixa Estatura .

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Identificar fatores de risco. O desenvolvimento é o resultado da interação entre as características biológicas da criança e . principalmente. compreendendo todas as atividades relacionadas à promoção do desenvolvimento normal da criança e à detecção de desvios nesse processo. os profissionais envolvidos no atendimento de crianças devem estar familiarizados com o processo de desenvolvimento normal. para promover o desenvolvimento da criança na plenitude do seu potencial. detectar um retardo do desenvolvimento e providenciar tratamento precoce podem alterar significativamente a qualidade de vida da criança e de sua família.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rosa Resegue1 Sergio Antônio Bastos Sarrubo1 Última Atualização: 12/4/2001 11:33:26 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A vigilância do desenvolvimento é parte fundamental da consulta pediátrica. Dessa maneira. os possíveis fatores de risco intervenientes e as possibilidades de intervenção para minimizar os efeitos deletérios desses fatores e.

o examinador pode avaliar alguns dados do desenvolvimento da criança. Essas primeiras experiências são fundamentais para que a criança construa gradualmente uma imagem coerente de seu mundo. a criança torna-se capaz de dar significados aos estímulos. obtendo-se dados sobre o momento da família em que a criança foi gerada. quais as fantasias da mãe e outros familiares sobre a criança durante a gestação. observa-se sua forma de preensão. A avaliação do desenvolvimento deve ser. prematuridade. a maneira como é carregada. Por meio da reciprocidade estabelecida nessa relação. sua sobrevivência depende dos cuidados recebidos. interesse pelas coisas do ambiente e interação com as outras pessoas do local. que são: o desenvolvimento sensorial. Ao se oferecer um brinquedo ou até mesmo o abaixador de línguas à criança. À entrada. desenvolvimento social e emocional e . sua postura. muitas vezes relacionadas a síndromes (fácies característicos. capaz de influenciar os cuidados e as relações das quais participa. Durante a anamnese. além de observar o vínculo entre a mãe e a criança. o recém-nascido comportase como um agente ativo. como a presença de baixo peso de nascimento. Por outro lado. Durante os primeiros anos de vida. dinâmico e compartilhado com cada criança. bater e jogar o objeto oferecido. as habilidades motoras finas. linguagem. tronco e membros inferiores. a aquisição de novas habilidades está diretamente relacionada não apenas à faixa etária da criança. A avaliação do desenvolvimento inicia-se no momento em que a família entra no consultório e prolonga-se durante toda a anamnese e exame físico da criança. o processo de desenvolvimento ocorre dentro de relações bidirecionais onde a criança influencia e é influenciada por aqueles que a circundam.os fatores culturais e sociais onde ela está inserida. a criança é extremamente frágil. intercorrências neonatais. O desenvolvimento é comumente descrito de acordo com alguns domínios de funções. desde os primeiros momentos de vida. como o controle das musculaturas do pescoço. observa-se quem traz a criança. anomalias cutâneas. é importante a obtenção dos dados relacionados a possíveis fatores de risco para distúrbios do desenvolvimento. História pregressa ou atual de patologias importantes e os dados relacionados às aquisições da criança devem ser também obtidos. portanto. um processo individualizado. mas também às interações vividas com os outros seres humanos do seu grupo social. que se referem à utilização dos grandes músculos do corpo. Além disso. Assim. é fundamental o conhecimento do contexto familiar e social onde a criança encontra-se inserida. sua coordenação mão-boca e as inúmeras experimentações que faz ao morder. se a gestação foi ou não planejada. quem é o responsável pelos seus cuidados. uso de drogas ou álcool e infecções durante a gestação. relacionadas ao uso dos pequenos músculos das mãos. Durante a anamnese. alterações no exame neurológico). visceromegalias. Alterações encontradas no exame físico poderão constituir pistas para a precoce detecção de problemas de desenvolvimento. Assim. as habilidades motoras grosseiras. como é sua rotina de vida e quais foram as mudanças ocorridas nas relações familiares após o seu nascimento.

No segundo semestre de vida. se é capaz de reconhecer e se acalmar com a voz materna. memória e aprendizado. Ela passa a distinguir o familiar do estranho. Durante a anamnese. Na avaliação objetiva. desde abaixar os olhos ou esconder o rosto. frente ao adulto a criança pode ter um amplo espectro de comportamentos. sendo o quadril e os membros inferiores os últimos a adquiri-la. ao nascimento.cognição. posteriormente. o que lhe permite seguir objetos por 180 graus. Assim. até chorar e gritar inconsolavelmente. a criança apresenta melhor fixação do olhar. Nos primeiros meses de vida. a criança já está familiarizada com os ruídos provenientes do organismo materno e com as vozes de seus familiares. deve ser feita desde as primeiras consultas. Sua postura é assimétrica com nítido predomínio do tônus flexor dos membros e intensa hipotonia da musculatura paravertebral. que se referem aos processos mentais superiores. principalmente da audição e visão. seus movimentos são geralmente reflexos controlados por partes primitivas do cérebro. passando por uma gama de atitudes que expressam o medo do estranho e a recusa em entrar em contato com ele. a partir da 2ª semana de vida. o padrão motor da criança é muito imaturo. Entre a 4ª e 6ª semanas de vida aparece o sorriso como resposta ao rosto humano. há uma diminuição progressiva do tônus flexor. plantar e o da marcha serão substituídos por atividades voluntárias. se prefere o rosto materno. A partir do segundo semestre. Por outro lado. Esses domínios são interdependentes. se assusta-se com ruídos diferentes. A audição acontece a partir do quinto mês de gestação. com predomínio do padrão extensor. Quanto à interação social do bebê. intensidade e simetria desses reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do sistema nervoso central e para detectar anormalidades periféricas. presentes desde o nascimento. Durante os primeiros meses. Ao nascimento. outros como o de Moro e o reflexo tônico-cervical assimétrico simplesmente desaparecerão. Por volta dos três meses de idade. o sorriso já pode ser desencadeado por alguns estímulos. são formas de comunicação. o olhar e o sorriso. Apesar da infinidade de movimentos da vida intra-útero. como o pensamento. como alterações músculo-esqueléticas congênitas ou lesões de plexos nervosos. Essa extensão acontece na direção céfalo-caudal. indaga-se aos familiares se a criança é ou não capaz de enxergar e escutar. Assim. tendo nítida preferência pelo rosto humano. também indica anormalidades do desenvolvimento. Antes dessa idade. desde as primeiras horas de vida. a presença. o recém-nascido é capaz de focalizar um objeto colocado a poucos centímetros de seu campo visual. Alguns desses reflexos. cada um deles influenciando e sendo influenciado pelos outros. com a total dissociação entre os movimentos da cintura escapular e pélvica. como o de sucção. A avaliação do sistema sensorial. A avaliação objetiva da audição pode ser feita com estímulos sonoros de várias freqüências. preensão palmar. a criança já não responde mais com sorriso a qualquer adulto. mudar da posição deitada . a persistência da maioria desses reflexos no segundo semestre de vida. focaliza objetos e os segue com o olhar. não ocorre mais predomínio do padrão flexor ou extensor e a criança através da alternância entre flexão e extensão consegue inicialmente rolar e. principalmente pela voz humana.

fundamental a observação da criança não apenas em decúbito dorsal. da mesma forma. a criança inicia frases simples e há grande aumento de seu repertório de palavras. principalmente. Aos 18 meses. não). que as aquisições motoras não acontecem aos saltos. realizada com a porção distal do polegar e dos demais dedos. adquire a posição ortostática. não se deve apenas indagar as idades em que as mesmas aconteceram. sem que isso indique nenhum tipo de anormalidade. em decorrência da diminuição do tônus flexor. quando puxada para sentar. variações de tônus e. Percebe-se. ou seja. Durante os primeiros meses de vida. d ou t. Nessa fase. o pensamento e a aprendizagem. Depois. em seguida radial e depois. surgem as primeiras palavras denominadas de palavras-frase (por exemplo: dá. sendo. mamãe começa com m ou n e papai começa com p. ocorre o reflexo de preensão. Ao nascimento. No entanto. A primeira palavra corresponde ao encontro silábico reconhecido pelo adulto como uma primeira palavra. Por volta dos 12 meses. na avaliação do conjunto das habilidades motoras. cerca de 20% das crianças andam sem ter engatinhado. varia de acordo com a concepção de desenvolvimento dos . fala e aguarda a resposta do outro para nova interferência. a criança mantém-se com as mãos fechadas na maior parte do tempo. são conquistas depois de muitas tentativas e erros e são motivadas pela necessidade de exploração e interação com o meio sócio-cultural da criança. A forma como o homem adquire as chamadas funções psicológicas superiores. em decúbito lateral e em pé. portanto. ocorrendo inicialmente a sustentação da cabeça. A linguagem gestual também aparece no segundo semestre de vida e é fruto da significação dada pelos adultos do seu meio. O controle progressivo da musculatura dos braços permite o apoio nos antebraços e as primeiras tentativas de engatinhar. Assim. Assim. através de aquisições mais simples para as mais complexas. a primeira musculatura a ser controlada é a ocular. dar adeus e jogar beijinhos. Entre o quinto e sexto meses a criança consegue apreender um objeto voluntariamente. O desenvolvimento motor dá-se. iniciando o movimento de pinça. b. Por volta do terceiro mês. a pinça completa. sentada. pelo choro. em todas as línguas. o bebê expressa-se através de sua mímica facial. portanto. ou seja.para a sentada. mas também em prono. Entre dois e três meses. cujas repetições são realizadas pelo simples prazer de se escutar. no sentido crânio-caudal e próximo-distal. entre o nono e décimo meses. durante o terceiro trimestre. a criança inicia a emissão de arrulhos e por volta dos seis meses. Nessa fase. as mãos ficam abertas por um maior período de tempo e as crianças conseguem agarrar os objetos. que será inicialmente cubital. emite balbucios com padrões de entonação semelhantes à linguagem de seu meio cultural. inicia o diálogo com troca de turnos. A aquisição do movimento de pinça foi fundamental para que a nossa espécie pudesse utilizar ferramentas. Coincidentemente. Entre nove e 12 meses. embora ainda sejam incapazes de soltá-los. o balbucio. É preciso avaliar a qualidade desses movimentos. há o controle progressivo da musculatura contra a influência da gravidade. posteriormente do tronco e finalmente. À estimulação da região palmar. é comum a criança apontar e obedecer comandos verbais como bater palmas.

por constituir o pensamento humano. que tem como maior representante Arnold Gesell (1880-1961). Meninas criadas na roça. Nesse contexto. o desenvolvimento e a aprendizagem são vistos como processos interdependentes. Nessa visão. cujo maior teórico é Jean Piaget (1896-1980). Seu desenvolvimento é. A criança é percebida como um ser passivo que responde aos estímulos externos. cujo maior representante é Skinner (1904-1980). portanto. Vygotsky e seus seguidores concebem o homem como um sujeito social. A aquisição desses novos esquemas mentais dá-se graças aos processos de assimilação e acomodação. sendo. portanto normal. cozinhar ou empinar pipas é necessário o convívio com outras pessoas que já saibam e valorizem a realização de tais atividades. Nesse contexto. sendo o desenvolvimento fruto da aprendizagem. Ao usar a linguagem. No modelo histórico-cultural. principalmente. portanto. o desenvolvimento é visto como um produto direto do meio. Durante esse processo. Nessas concepções. do processo de maturação.diversos autores. a ocorrência de mudanças nesses esquemas mentais. a ocorrência da aprendizagem depende da etapa do desenvolvimento da criança. na constituição do indivíduo. de maneira resumida. uma criança analfabeta não pode ser chamada de deficiente se ela vive num contexto social onde a maioria das pessoas não sabe ler ou escrever e essas atividades não são significativas para ela. Na abordagem desenvolvimentista. Na abordagem interacionista/construtivista. Na concepção histórico-cultural. principalmente. não coincidentes. Nas concepções desenvolvimentista e interacionista/construtivista. essas. Relações. Segundo Werner. Assim. independente do meio cultural e das interações vividas pela criança. para que uma criança aprenda qualquer habilidade. cuidar dos irmãos e arrumar a casa. sendo a assimilação a inclusão de novas experiências a esquemas mentais previamente existentes e a acomodação. uma vez . que se desenvolvem dentro de um processo histórico e são mediadas por sistemas simbólicos. Crianças que vivem em contexto social diferente. os conceitos de desenvolvimento e aprendizagem se confundem e são produto do condicionamento externo. sendo a linguagem o principal sistema simbólico dos seres humanos. apareceriam em idades semelhantes. em que o funcionamento psicológico ocorre graças às relações sociais experimentadas pelo indivíduo e o seu mundo exterior. não conseguem realizar tais atividades e nem por isso são rotuladas como deficientes. à cada mudança do meio externo ou interno ao indivíduo. subordinada ao ritmo de maturação e desenvolvimento da mesma. ou seja. ler. na concepção comportamentalista. como escrever. Da mesma forma. o homem é percebido como um agente ativo. significativa e contextualizada. a linguagem assume papel fundamental não apenas por possibilitar a comunicação entre os indivíduos através do estabelecimento de significados compartilhados mas. As habilidades desenvolvidas. o biológico e o ambiente são modificados pela interação social. muitas vezes aos 7 ou 8 anos já sabem cozinhar. o desenvolvimento é fruto do processo de maturação e da necessidade de equilíbrio inerente a todo ser vivo. o pensamento torna-se verbal e a linguagem racional. vão sendo atingidos estados de equilíbrio superiores. o desenvolvimento é um processo universal e previsível decorrente de algumas características inatas do indivíduo e. ocorre uma mudança no seu comportamento na tentativa de atingir um novo estado de equilíbrio.

mas não deficiente. Trata-se de um processo de desenvolvimento diferente. toda criança deve estar munida do Cartão da Criança onde são anotados dados de nascimento e evolução do crescimento peso e estatura . ao seu estado de humor e à percepção de estranhos. É fundamental. também. sendo fundamental que a família saiba também como utilizá-lo e possa manifestar suas preocupações. que possa reverter esse processo de exclusão e garantir o exercício de sua cidadania. a situação de teste apresenta grandes inconvenientes como a possibilidade de falhas relacionadas ao simples desconforto da criança ao sentir-se testada. porém alertando para a necessidade de uma investigação mais aprofundada. a parte sombreada da faixa indica a idade em que 90% das crianças tornam. não permitindo um diagnóstico. Além disso. levando-se em conta seu ambiente social. Este cartão é utilizado no Brasil. .se capazes de executar o item do teste. Assim. solicitando orientações antecipadas. constituem marcos do desenvolvimento motor e social -adaptativo. suas vacinas e um gráfico de marcos de desenvolvimento. que se assegure a toda criança o direito de acesso a esses conhecimentos. Assim. que a criança seja avaliada de forma contextualizada. deve suscitar a necessidade de nova avaliação em uma consulta com intervalo de tempo curto. É importante. entretanto. As variáveis apresentadas nesse cartão. a presença de falhas em um primeiro momento. sua história de vida e o próprio momento da consulta. é de grande valia para a avaliação do desenvolvimento durante uma consulta clínica. através de um sistema educacional de qualidade. Ao submeter-se a uma consulta seja médica ou de enfermagem. antes que a criança seja encaminhada e rotulada como atrasada no seu desenvolvimento.que está de acordo com sua vivência.

PADRONIZAÇÃO DAS OBSERVAÇÕES PARA APLICAÇÃO DA FICHA DE DESENVOLVIMENTO Marcos do desenvolvimento (resposta esperada) Como proceder .

*Observar expressões faciais da criança dirigidas ao profissional e a mãe . Falar suavemente. *Olha para a pessoa que a observa *Utilizar estimulação usual: queda da cabeça ou som. *Sorri espontaneamente *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para baixo. sem encosto. ou um objeto de cor. Colocar e oferecer objeto colorido na mesma superfície.*Abre e fecha os braços em resposta a estimulação (Moro) *Postura : barriga para cima. *Sentar a criança em superfície plana. Após observar fixação do olhar da criança . *Fica sentada sem apoio *Arrasta-se ou engatinha. *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para cima . posição supina *Manter o rosto no campo visual da criança olhando em seus olhos. Não usar estimulação muito intensa. Na ausência de resposta . cabeça lateralizada. emitir sons. pernas e braços fletidos . *Colocada de bruços. * Responde diferentemente a pessoas estranhas e familiares . longe da mão da criança.estalo de lingua sem tocar a criança. *Colocar uma das mãos no campo visual da criança. levanta a cabeça momentaneamente. O profissional deve segurar a criança no colo e a mãe chamá-la *Fixa e acompanha objetos em seu campo visual. os dedos movendo. *Colocar a criança em posição prona.afastar lentamente a mão da linha média mantendo os dedos ou o objeto em movimento para a direita e para a esquerda . em uma superficie plana . posição prona *Manter o rosto no campo visual da criança. Deve ser colocado na linha média do rosto da criança. perguntar a mãe.

pedir a criança que sózinha . Na ausência de resposta . Solicitar a colaboração da mãe. se houver. *Instigar . *Tentar observar na sala de espera ou perguntar a mãe. Perguntar a mãe se a criança estranha outras pessoas de fora do seu ambiente familiar. *Perguntar a criança como ela se chama . tire alguma peça de roupa.Pedir a mãe que caminhe com a criança apoiada nas duas mãos. solicitar a colaboração da mãe para pedir a criança para caminhar. *Instigar . *Pedir a criança para correr ou subir a escadinha da sala de exame. tentar observar a resposta da criança em conversa com a mãe . Na ausência de resposta . . despedir-se dando "tchau" a criança. * Tira qualquer peça do vestuário. Ao final da consulta . *Faz gesto com as mãos e cabeça ( tchau. perguntar a mãe. *Anda com apoio *Colocar a criança em pé. *Na hora do exame físico. raramente cai *Combina pelo menos duas palavras. Perguntar a mãe se criança faz algum gesto. perguntar a mãe.com os braços. *Postura de pé. Apontar a mãe e perguntar quem é ela ? Na ausência da resposta . bate palmas) *Emprega pelo menos uma palavra com sentido. Em caso de recusa . solicitar colaboração da mãe no pedido. perguntar a mãe se a criança fala alguma palavra com sentido . *Corre e/ou sobe degraus baixos *Em companhia de outras crianças brinca isoladamente *Diz seu próprio nome. Qual ? *Anda sozinho. ou colocar a criança no chão durante coleta da história clínica. *Instigar a criança a imitação.

*Usar objetos da sala de exame. *Reconhece mais de duas cores. Na ausência de resposta . *Depois do exame clínico. *Conversar com a criança. *Observar na sala de espera. pedir a criança que se vista. perguntar a mãe. sem necessáriamente nomeálos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . perguntar a mãe. dobrando o joelho. *Perguntar a mãe. Utilizar imitação. Se a criança não colaborar . Utilizar imitação. Copyright © 2001 IDS . *Pula sobre um pé só.*Fica sobre um pé momentaneamente *Usa frases *Veste se com auxílio *Postura de pé. Utilizar imitação. pedir a mãe que ajude a criança a vestir-se. *Pula alternadamente com um e outro pé *Veste se sozinha *Pede ajuda quando necessário *Postura de pé: solicitar a criança que pule alternadamente com um pé e o outro. Verificar se separa objetos por cores. *Brinca com outras crianças. *Postura de pé: solicitar a criança que pule sôbre um pé só. Perguntar a mãe. *Depois do exame clínico.Solicitar a criança para levantar um pé.

compreensão e criatividade para adequar a alimentação e respeitar as diferenças culturais e sociais. O cuidado com o desmame precoce.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Viviane Mandarino Terra1 Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Última Atualização: 9/20/2001 10:35:40 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Introdução Os primeiros meses de vida da criança são muito importantes do ponto de vista nutricional. prevenindo deficiências como a do ferro. e o médico precisa conhecer as principais necessidades alimentares dessa faixa etária de modo a satisfazer as exigências em cada fase do desenvolvimento físico. evitando desvios metabólicos prejudiciais ao organismo. . o cuidado com a proporcionalidade dos nutrientes. motor e neurológico. a disponibilidade de vitaminas e sais minerais na alimentação. são pontos importantes para a promoção da nutrição e prevenção dos distúrbios alimentares mais freqüentes na infância.

garantindo o seu esvaziamento para a troca de lado. é mais rico em gordura. lactose. pois deve sentir-se confiante. o alimento mais adequado para a criança no primeiro ano de vida. O estímulo da sucção do seio promove a secreção de prolactina. A duração da mamada varia de criança para criança e. as mulheres que amamentam exclusivamente têm uma amenorréia de cerca de 9 meses. É muito importante que a mãe seja orientada sobre este fato. sem suplementação alimentar com fórmulas de leite de vaca e/ou alimentos semi-sólidos. A "descida" do leite propriamente dita ocorre num período de 2 a 5 dias. em geral. sacia mais a fome do bebê. principalmente gastrointestinais. Para o sucesso da amamentação. O leite do inicio da mamada é rico em proteína. inclusive lactoferrina e lisozima. a todo momento que quiser. As mamas devem ser estimuladas igualmente e o início de cada amamentação deve se dar pela mama que foi oferecida por último na mamada anterior. A participação e colaboração da família é decisiva para a amamentação. que estimulará maior produção de leite. o colostro. vitaminas. e consequentemente. Em geral. satisfazendo suas necessidades e fortalecendo o vínculo mãe-filho. Nesta ocasião. pois a inibição da ovulação é intensa nos 3 primeiros meses e ainda significativa 6 meses após o parto. imunológico e afetivo. sem horários prefixados. sob o ponto de vista nutricional. O leite materno preenche todas as necessidades nutritivas da criança durante os primeiros 4 a 6 meses. Este possui taxas menores de gordura e lactose e maiores de proteínas e sal. a mãe necessita de orientação e apoio. pois é freqüente acontecer o desmame nessa fase. A criança necessita tanto do leite do início como daquele do fim da mamada. mantendo a produção de leite e também inibindo a ovulação. e o leite do fim. A amamentação pode ser utilizada como método contraceptivo. A boa relação mãe-bebê favorece a adaptação de ambos aos períodos de mamadas. e . é observada uma pequena quantidade de líquido aquoso e amarelado (primeiro leite). Contém fatores antiinfecciosos. se assim a mãe o desejar. promover uma "pega" ao seio e incentivar a sucção. que conferem aos lactentes mais proteção contra o desenvolvimento de doenças agudas e crônicas. A regularização do tempo de duração das mamadas e dos horários ocorrerá espontaneamente. que parece mais branco. A mãe e o recém-nascido em boas condições devem iniciar o aleitamento natural sob regime de livre demanda. interagindo no pré-natal. com aspecto aguado. ou seja. Nos primeiros dias após o parto. minerais e água. É de grande importância a participação do médico. apoiando a mãe e auxiliando-a. oscila entre 5 a 30 minutos. mais energético. imunoglobulina A e oligossacarídeos. O sucesso da lactação na supressão ovulatória ocorre quando a criança suga frequentemente e a curtos intervalos.Aleitamento Materno O aleitamento materno é. deve-se permitir que a criança sugue sem horários rígidos. apresentando um efeito laxante.

orientando e atuando como apoio na unidade de saúde e no domicílio. carbonato de lítio e outras. o lábio inferior está voltado para fora. pois o leite humano pode transmitir a doença. como o ácido acetilsalicílico.da equipe de enfermagem. deve-se verificar a possibilidade de efeitos colaterais para o bebê. como galactosemia e fenilcetonúria. gerando ingurgitamento mamário (mastite). fazendo a retirada do leite para oferta posterior na ausência materna. a boca está bem aberta 3. quando não é boa. exigem monitorização rigorosa da criança. todo o corpo da criança recebe sustentação. 5. . a saber: 1. entre outras medidas). a pega também não o é. tais como álcool e cocaína. A Organização Mundial de Saúde recomenda que mãe infectada pelo vírus da AIDS não amamente. Há um número progressivo de mulheres que trabalham fora de casa. 4. Drogas usadas pela mãe podem contra-indicar a amamentação. o queixo está tocando o seio (ou está muito próximo de tocá -lo) 2. São poucas as contra-indicações ao aleitamento. pois. A criança pode ficar insatisfeita depois de mamar e querer alimentar-se muito freqüentemente e por muito tempo. Sempre que a mãe estiver utilizando qualquer medicação durante a amamentação. o corpo da criança está próximo ao da mãe. o pescoço da criança está ereto ou um pouco curvado para trás. aminofilina e anticonvulsivantes. como cimetidina. Outro fator importante é a posição da criança quando é posta ao seio. Para evitar estes problemas. cabendo ao profissional orientar a respeito das dificuldades e estimulando a manutenção do aleitamento. como tuberculose nas duas primeiras semanas de tratamento. hanseníase contagiante. a aréola está mais visível acima da boca do que abaixo. (por exemplo. que não permite uma boa pega. Recomenda-se que a amamentação seja exclusiva ao seio até os 4 a 6 meses de idade. o corpo da criança está voltado para ao da mãe. ou relativas à mãe. providenciando horários especiais para amamentar. e drogas terapêuticas. 2. principalmente drogas de vício. 3. devemos estar atentos aos "quatro sinais de uma boa pega". Há as relativas às crianças. Algumas drogas. A dor provocada pela sucção em má posição e as fissuras do mamilo não permitem uma boa sucção. O bom posicionamento poderá ser observado pelos seguintes sinais: 1. o estômago da criança está encostado na barriga da mãe 4. O insucesso no processo de aleitamento materno pode estar relacionado ao mau posicionamento do bebê.

ampliação da licença gestante (Artigo 392. · O leite materno já contém tudo o que o bebê precisa. A introdução de cada novo alimento deve ser feita em quantidades pequenas. . as necessidades da criança se ampliam. O período de desmame vai desde a introdução deste novo alimento até quando for suspenso completamente o aleitamento materno. licença gestante (Artigo 392). a contaminação dos alimentos por problemas de higiene e conservação. a oferta deverá ser suspensa por alguns dias e tentada posteriormente. mastite. são as malformações. podem levar à doença diarréica e desnutrição. que assegura direitos à mulher que trabalha fora de casa. descansos especiais durante o trabalho (artigo 396) e creche na empresa (artigo 389). temperatura e higiene adequadas · O bebê deve terminar de mamar na primeira mama antes de ser oferecida a segunda · O sucesso do aleitamento depende de uma boa pega Se a criança estiver crescendo bem. é sinal de que está recebendo leite em quantidade suficiente. direitos assegurados em relação ao salário e função (Artigo 393). Caso haja intolerância. as mães precisam ser esclarecidas sobre a legislação vigente (Consolidação das Leis Trabalhistas). na quantidade. fissuras no mamilo. nem chá. Neste processo de amamentação. assim como ofertas inadequadas. de dia ou de noite. encontrava-se em regime de aleitamento materno exclusivo. O Desmame Conceitua-se desmame como a introdução de qualquer tipo de alimento na dieta de uma criança que. Não é necessário dar outra comida ou líquido.2º parágrafo). como. A partir dos 6 meses. pseudo-invertidos ou invertidos. é preciso investigar. A orientação quanto à época de introdução de alimentos não-lácteos para a criança em aleitamento artificial ou misto deve ser mais precoce do que para a criança em aleitamento materno exclusivo. até então. por exemplo: estabilidade da gestante (Artigo 10). As dificuldades maternas mais freqüentes são mamilos achatados. apesar de a produção de leite materno manter-se. Se isto não ocorrer. os problemas neurológicos e as doenças infecciosas. Em relação à criança. Nesta fase.REGRAS BÁSICAS PARA UM BOM ALEITAMENTO · Dar o peito sempre que a criança quiser. aumentando gradativamente. sendo necessários outros alimentos.

A primeira sopinha deve ser oferecida no almoço e ser preparada com carne de vaca. O uso de centrífugas deve ser evitado. também fornecem bom aporte de ferro. como adicionar açúcar. leguminosas e hortaliças. pode-se amassar os alimentos com o garfo e. passando os demais ingredientes por peneira de malha fina. não utilizando liquidificador.Sucos e Papas de Frutas O leite de vaca em pó ou integral é pobre em vitamina C. como a vitamina C e as carnes. etc. Recomenda-se que o sal seja adicionado em quantidade mínima e que se use pouco tempero. podem ser oferecidas sobremesas caseiras. Após a refeição de sal. oferecer a carne de preparo. que é melhor absorvido. deve ser sempre cozido. maçã. As tentativas para melhorar a aceitação das papas. sendo sempre uma delas de folhas. grão-de-bico. não contêm fibras e têm custo elevado. Por isso. pasteurização e fervura. Recomenda-se o uso de espremedores manuais. pois a clara de ovo é mais alergênica. lentilha. pois reduz o conteúdo de fibras das frutas. Alimentos de origem vegetal. O suco de frutas ou hortaliças deve ser preparado no momento da administração para evitar a perda da vitamina C e ser oferecido em volumes crescentes. . como banana. frango ou miúdos. A partir dos sete meses de vida. para crianças maiores de seis meses. Posteriormente. que se reduz ainda mais pelos processos de industrialização. retira-se a carne. como feijão. reguladoras do hábito intestinal. Quando for oferecido ovo. mamão. principalmente as carnes. inicialmente oferecendo somente a gema. As frutas podem ser oferecidas sob forma de papa. moída ou desfiada. raspadas. aproximadamente. verduras de folhas verde-escuras. especialmente o ferro. evitando-se. gelatinas e pudins. Refeições de Sal As sopinhas aumentam o aporte calórico-protéico e de minerais. As proteínas de origem animal são as melhores fontes de ferro. ao iniciar aleitamento misto ou artificial recomenda-se introdução mais precoce de sucos e papas de frutas ricos em vitamina C. sendo introduzida posteriormente. Preferencialmente. especialmente se oferecidos junto com facilitadores de sua absorção. abacate. adicionar açúcar. As papas de frutas industrializadas também têm alto custo e não contêm fibras. pêra. são utilizadas frutas da época. como compotas de frutas. cereais. se possível. Após o preparo da sopinha. Os sucos industrializados não são recomendados porque contêm corantes e conservantes. que têm ferro heme. raladas ou amassadas com garfo. com uso de colher. é indicado oferecer suco ou papa de frutas frescas para favorecer a absorção do ferro da dieta. não devem ser incentivadas pois podem prejudicar a adaptação da criança aos novos alimentos e sabores.

de alimentação é cultivada na infância. o uso de mamadeiras. já que a mãe irá ou não seguir as orientações conforme puder compreender os benefícios da alimentação para a saúde do seu bebê. pois isto faz parte do seu aprendizado.Esquema para a introdução dos alimentos não-lácteos conforme a idade da criança e o tipo de aleitamento. e que o momento da refeição seja também de afeto e prazer. pedaços de maçã ou bolachas. a criança deve fazer refeições à mesa junto com os adultos ou irmãos mais velhos. É muito importante que a criança receba os alimentos em ambiente agradável e calmo. São Paulo. pode-se oferecer à criança alimentos sólidos. 2000 A aquisição de hábitos saudáveis de vida e. a adequada orientação alimentar nos primeiros anos de vida deve ter como objetivo não só o crescimento da criança. Se houver possibilidade. sempre sob supervisão de um adulto. evitando. suas experiências anteriores. para que manipule e coma. porém modificada em relação à consistência e temperos. se possível. mesmo que faça sujeira. a oferta de outros alimentos líquidos pode ser em copos ou xícaras de bordas grossas. Toda a orientação alimentar deve levar em conta o saber materno. a criança poderá receber refeição semelhante à dieta habitual da família. como banana. Aleitamento exclusivo Idade (mês) 6 6 6 e meio 6 e meio 7 8 10 suco de frutas papa de frutas gema de ovo primeira sopa segunda sopa sobremesa caseira clara de ovo Alimento ou Preparação Aleitamento artificial ou misto Idade (mês) 2 3 4 e meio 4 e meio 6 8 10 Fonte: Bresolin e cols. mas também o adulto saudável. a fim de que adquira este hábito. Por isso. 3ª ed. auxiliada por um adulto.. principalmente. É importante que se ofereça uma colher à criança para que se alimente sozinha. Enquanto a criança for amamentada ao seio. Aproximadamente aos doze meses. Pediatria em consultório. Aleitamento Misto . A partir dos seis meses de idade. Esta prática estimula o desenvolvimento de novas habilidades motoras e a erupção dentária. A criança deve ser estimulada a escovar os dentes após as refeições e também assistir a escovação feita pelos pais e irmãos. Sarvier.

em pó. pois o leite de vaca tem elevado teor de sódio. Aleitamento Artificial Quando houver impossibilidade de oferta de leite materno. Os leites longa vida são processados a elevadas temperaturas e imediatamente resfriados (ultra-pasteurização). o produto não se torna esterilizado e deve ser mantido sob refrigeração para aumentar o tempo de conservação. as fórmulas apresentam conhecido potencial alergênico (frações de caseína e lactoalbumina) capazes de induzir à sensibilização . Além disso. Embora a pasteurização reduza a quantidade total de bactérias do leite. em relação às proteínas. carboidratos e minerais possa assemelhar-se ao leite humano. Embora o conteúdo de gorduras. Após a abertura da embalagem. levando maior tempo entre ordenha e pasteurização. Pode ser utilizado o leite de vaca in natura. A fervura do leite fresco pasteurizado diminui o risco de sensibilização e o número de germes vivos nele contidos. porém a contagem de microrganismos atinge maiores níveis do que no tipo A. O leite tipo C é de baixa qualidade. extraído por ordenha mecânica. sob forma de névoa. A pasteurização do leite fresco desnatura parcialmente as proteínas do leite. gorduras. passando por processo de secagem em contato com uma corrente de ar quente. a pasteurização e embalagem não acontecem no local da extração. diminuindo a possibilidade de ocorrência de fenômenos de sensibilização. Por esse processamento. pode ser armazenado por cerca de dezoito meses. utiliza-se o leite de vaca. devem ser conservados sob refrigeração. isto é. que será oferecido sempre após a oferta do leite materno. sem afetá-las qualitativamente. parcialmente desengordurado e tem elevada concentração de bactérias. pela maior permeabilidade intestinal do lactente.Quando a quantidade de leite materno estiver insuficiente. Estes leites adaptados são mais . É necessário que se conheçam as diferenças entre os leites pasteurizados disponíveis no mercado. as imunoglobulinas e outros fatores de defesa só existem no leite materno. embalado na própria fazenda e sem retirada de gordura. a seguir pulverizado. deve ser manipulado com cuidados necessários para que não haja contaminação. integral ou modificado industrialmente. mantido em local fresco e bem tampado. conseqüentes à absorção de macromoléculas. modificando-se sua composição quanto ao teor de proteínas. Deve-se passar a oferecer água nos intervalos das mamadas. especialmente se introduzidas nos primeiros meses de vida. quando o ganho de peso da criança for considerado insatisfatório. introduz-se o leite de vaca. funcionando como complemento. Após a abertura da embalagem. na tentativa de se obter um produto mais adaptado às características fisiológicas da criança. que deve sofrer algumas modificações para ser mais adequado às necessidades da criança. O leite tipo A é de excelente qualidade. O leite em pó integral é pasteurizado. carboidratos e minerais.Ocorre destruição de todos os microrganismos. O leite B é de boa qualidade. Os chamados leites modificados ou fórmulas infantis são obtidos a partir de leite de vaca.

até os dois anos de vida. é mais segura sua recomendação formal. flúor elementar na dose de 0.25 mg diários até um ano. que pode ser excessiva ou insuficiente. A literatura pediátrica recomenda que prematuros e crianças com baixo peso ao nascer (<2500g) recebam 2 mg de ferro por quilo de peso por dia. na falta do leite materno. a partir de um mês de vida durante dois meses.5 mg . quando não for possível oferecer refeição caseira. ou da primeira semana nos pré-termo. Ainda existem controvérsias a respeito das diluições que o leite de vaca deve sofrer para crianças menores de um ano. Embora esta conduta possa ser questionada em crianças em aleitamento materno ou uso de fórmulas enriquecidas. é um substituto adequado e de menor custo que os leites modificados. Ferro Recomenda-se que alimentos ricos em ferro sejam introduzidos na dieta da criança em aleitamento natural no final do primeiro semestre de vida e a partir do quarto mês para aquelas em aleitamento artificial ou misto. no primeiro semestre de vida seja utilizado leite de vaca diluído a 2/3 ou leite em pó a 9%. Sugerimos que.caros e pouco acessíveis às populações de menor poder aquisitivo. Flúor Para crianças que moram em locais onde não há fluoretação da água. No segundo semestre. aroma e textura que podem ser nocivos à saúde. Desta forma. sofrendo modificações através de processos caseiros conforme a idade da criança. contêm quantidade fixa do alimento. Além disso. pode-se utilizar leite sem diluição ou leite em pó a 13%. como passeios ou viagens. Seu uso deve ser reservado a situações eventuais. o leite de vaca integral. Como esta diluição diminui o teor calórico do leite. 0. assim como em áreas de grande insolação. desde os 15 dias de vida. Muitos destes alimentos têm elevado teor de gorduras e sal. e 1 mg por quilo por dia até os dois anos. para os recém-nascidos de termo. está indicada a profilaxia do raquitismo carencial com vitamina D na dose de 400 UI por dia. conforme a criança. deve-se suplementar. deve-se acrescentar 5% de açúcar e 3% de farinha a ser escolhida considerando-se o paladar e hábito intestinal da criança. com adição de sacarose a 5% Alimentos Industrializados O uso rotineiro e indiscriminado de alimentos industrializados não é recomendado. Suplementos de Vitaminas e Minerais Vitaminas A partir da terceira semana de vida. Esses alimentos geralmente são mais caros e contêm aditivos para melhorar o sabor.

pode-se tentar adequá-los. sem rigidez. iogurtes. A carne poderá ser oferecida moída. verduras ou frutas. inclusive peixe. Cabe aos profissionais de saúde conhecer os hábitos alimentares. mas com disciplina. como bolinho. Quando existe grande solicitação para o uso de alimentos industrializados. assada. É muito importante que se evite a monotonia de oferta de alimentos. bolinhos ou suflês. Deve-se estimular o consumo de verduras e frutas. O flúor pode ser administrado com suco de laranja. assim como vísceras. carnes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . quibe ou no molho à "bolonhesa" . A ingestão de leite deve ser em torno de 500 ml por dia. Podem ser oferecidos todos os tipos de carnes. acrescentando molhos caseiros. especialmente em horário próximo às refeições de sal. mas não com leite.de um a três anos e 1 mg após os três primeiros anos. as refeições de sal devem ser semelhantes às dos adultos. tentando variar através de diferentes preparos. As refeições devem ser feitas em horários regulares. a disponibilidade de alimentos e considerar os recursos econômicos da família para fazer uma orientação alimentar apropriada. evitando-se o excesso de oferta deste alimento. até os 15 anos. Alimentação no Segundo Ano de Vida Nesta faixa etária. tais como macarrão instantâneo. Copyright © 2001 IDS . pois o cálcio impede sua absorção. É recomendável respeitar o paladar da criança e suas preferências. As verduras poderão ser cozidas. no caso do iogurte.

Entretanto. O diagnóstico diferencial precisa ser realizado de modo a definir as possíveis causas de icterícia. deve ser precocemente diagnosticado. não sendo. sendo que a dosagem plasmática de bilirrubina é mais alta que no adulto normal. Pode ser decorrente do retardo na maturação no metabolismo da bilirrubina. patológica em todos os casos. também é um dos sinais mais importantes da . a icterícia é um dos sinais mais frequentes: cerca da metade a 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia durante os primeiros dias de vida. Define-se icterícia como sendo amarelamento de pele e mucosas pelo depósito anormal de bilirrubina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dra Vera Freire Gonçalves1 Dra Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/20/2001 10:51:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O aparecimento de icterícia. pois pode acarretar repercussões importantes para o organismo da criança. tanto no período neonatal (0 a 28 dias) quanto na faixa etária do lactente(29 dias aos dois anos). No período neonatal. necessariamente.

sendo importante o diagnóstico das doenças hemolíticas por isoimunização Rh e incompatibilidade pelo sistema . sendo. Icterícia precoce: tem seu início nas primeiras 24 horas de vida. quando a bilirrubina atinge concentração plasmática em torno de 2 mg/dl. pode não haver alteração de cor das fezes. geralmente. infecções. Clinicamente. A bilirrubina sérica pode ser encontrada de 2 formas. moderada e acentuada e pela distribuição de zonas do corpo (sendo este critério subjetivo e. síndrome colestática da infância ou icterícia colestática. A forma conjugada é hidrossolúvel. portanto. não sendo excretada pela urina. tais como: colestase infantil. está diminuído. aleitamento materno. mamão (carotenemia). A pele pode adquirir coloração esverdeada. duração ou padrão da concentração da bilirrubina. conjugada (bilirrubina direta) e não conjugada (bilirrubina indireta) A forma não conjugada é pouco hidrossolúvel. portanto. ou seja. porém. antecedente de icterícia na família e eliminação tardia de mecônio devem ser consideradas. com grande afinidade por albumina e tecido nervoso. tendo baixa afinidade por albumina. Existem vários termos para designar a hiperbilirrubinemia direta na infância. geralmente. a história materna (condições de gestação. Cerca de 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia como manifestação normal. Deve-se destinguir da palidez cutânea por anemia ou amarelamento da pele por ingestão em excesso de cenoura. sendo excretada pela urina. que requer tratamento imediato pelo risco de impregnação de bilirrubina no sistema nervoso central e destruição maciça de hemoglobina. como mostra o quadro abaixo. No lactente. braçospernas e pés. Zona IV + palmas de mãos e plantas dos pés. deve ser considerada patológica. a partir dos quais. a icterícia torna-se clinicamente evidente. Dependerá do início do aparecimento. Distribuição da icterícia em zonas do corpo. icterícia obstrutiva ou hiperbilirrubinemia direta no início da vida. mas a pele adquire tonalidade rubínica. condições de parto (clampeamento tardio de cordão umbilical). Zona I : Zona II : Zona III : Zona IV: Zona V: Abrange cabeça e pescoço Zona I + tronco até umbigo Zona II + até raiz da coxa Zona III + ante-braços. um sinal patológico. presença de outros sinais ou sintomas associados. existem dificuldades para o estabelecimento de limites seguros . Icterícia neonatal: aparecimento da icterícia é crâneo-caudal e sua progressão ocorre de acordo com o aumento da bilirrubina. pode ser classificada pela sua intensidade em leve. O urobilinogênio fecal pode estar normal ou aumentado. podendo ocorrer hipocolia ou acolia fecal. Além da avaliação clínica.doença hemolítica neonatal. uso de drogas ou medicamentos). pouco preciso). O urobilinogênio fecal. tipagem sanguúnea materna e da criança.

mucosas ou ósseas. porém. de mãe Rh negativa. petéquias). além da dosagem de bilirrubina total e frações. Provoca doença grave. A icterícia pode aparecer nas 48 horas de vida. com sintomas hemorrágicos (geralmente. Quadro. Mesmo em concentrações altas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . geralmente no 3o ou 4o filho Rh positivo. sensibilizada. Importante lembrar de reintroduzir o aleitamento materno após a queda da bilirrubina. com predominio da fração indireta. aumento de bilirrubina. contagem de reticulócitos acima de 6%. inicia-se após a 1o semana de vida. anemia. menos intenso que a incompatibilidade Rh. Dentre as infecções congênitas (sífilis. fração indireta. Atualmente. toxoplasmose). do pai e da criança. doença de Crigler Najjar I e II e hipotireoidismo congênito Copyright © 2001 IDS . teste de Coombs direto geralmente negativo. após o primeiro parto. rubéola. de modo geral. A doença hemolítica por incompatibilidade sanguínea ABO é mais frequente no 1o filho com sangue tipo A ou B de mãe tipo O. aumento de reticulócitos. No caso da septicemia. febre. por anemia plaquetopenia. ocorre queda abrupta da icterícia. tipagem sanguínea da mãe. Ocorre aumento de bilirrubina. a bilirrubina dificilmente provoca alterações no sistema nervoso. alterações do sistema nervoso central e ocular. geralmente. Icterícia Prolongada: tem evolução mais arrastada. que não recebeu RHOGAN (imunoglobulina específica anti-D). o diagnóstico diferencial é difícil sem exames laboratoriais específicos. leucopenia ou leucocitose. aumento de bilirrubina sérica às custas da fração indireta. podem ocorrer lesões cutâneas. são importantes hemograma e cultura de sangue. podendo perdurar até 2o ou 3o mês de vida. A causa não está totalmente esclarecida. As causas mais prováveis são: icterícia por leite materno. A isoimunização Rh pode ser encontrada a partir do 2o filho. Quando suspenso o aleitamento materno por 2-3 dias. hemoglobina baixa. caracteriza-se por anemia não muito importante. A icterícia associada ao aleitamento materno. As infecções congênitas e septicemia bacteriana apresentam-se de forma mais grave. Icterícia tardia: Caracteriza-se por tornar-se clinicamente visível após 24 horas de vida. o aleitamento materno não é suspenso. prova do eluato positiva. Caracterizam-se. sopro cardíaco e alterações de crescimento intra-útero. aumento de fígado e baço. citomegalovírus. aumento de fígado e baço.A BO. geralmente. que deve ser diagnosticada por meio de teste de Coombs direto.

seja de uma forma aguda ou lenta e silenciosa. com efeitos negativos a longo prazo sobre o seu crescimento e desenvolvimento neurológico. A apresentação mais rude tem inicio com a fome que atinge as comunidades mesmo em países ou comunidades mais desenvolvidas. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Grisi1 Sergio Antonio Bastos Sarrubbo2 Última Atualização: 9/20/2001 10:54:52 AM 1 Professora Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. o termo desnutrição energético-protéica (DEP) engloba um grupo de condições patológicas resultante da falta concomitante de calorias e proteínas. os lactentes e préescolares e.Instituto da Criança do HCFMUSP 2 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP e do Centro de Saúde Escola Samuel B PessoaButantan Quadro clínico e Epidemiologia A desnutrição calórico-protéica constitui um dos problemas que mais afetam a criança. que acomete. em proporções variáveis. está associada à carência de vitaminas e minerais. Coordenadora do Centro de Referência Nacional da Saúde da Criança . Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). com raízes na pobreza e como causa das condições sócio econômicas precárias. freqüentemente. com maior freqüência.

indicando a necessidade de priorizar o estímulo ao aleitamento materno e a cuidadosa orientação alimentar complementar ao seio até os 2 anos de idade. as desigualdades entre os países desenvolvidos e os países pobres estão aumentando. mas com um incremento de 6 vezes (2.5%). houve uma redução de cerca de 30% na prevalência da desnutrição no Brasil. tendo ocorrido as maiores reduções nas áreas urbanas. No Brasil. apesar da contínua redução da prevalência da desnutrição infantil e da taxa de mortalidade infantil. entre as crianças de 6 a 11 meses.4%. Em relação ao início da desnutrição nas crianças brasileiras. nos últimos 10 anos. ao acompanhar o perfil nutricional das crianças no país e utilizando o indicador peso/altura. o MS encontrou a prevalência da desnutrição nos primeiros 6 meses de vida em 0. mas. Reconhece-se que. Em dois estudos transversais nacionais para avaliação da desnutrição em crianças menores de 5 anos. estes problemas continuam sendo prioridade na agenda do setor saúde. Copyright © 2001 IDS . também. utilizando como indicador a altura/idade. o Ministério da Saúde (MS) detectou que. está ocorrendo um descenso nas taxas de mortalidade infantil mundiais e a proporção de crianças desnutridas está diminuindo de maneira geral. é certo que. no período de 1989 a 1996.A OMS estima que 1/3 das crianças do mundo sofrem de desnutrição e que a metade de todas as mortes está relacionada à desnutrição.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nos últimos anos. A desigualdade social é o principal fator na diferença entre a mortalidade infantil em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define anemia como a presença de hemoglobina menor do que 11g / dl em crianças com idade entre 6 meses e 6 anos. a definição mais específica de anemia fundamenta-se em parâmetros hematimétricos. menor do que 11. preconiza-se a confirmação laboratorial em todos os casos onde houver suspeita de anemia. .5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino. devido ao fato de indivíduos com anemia poderem apresentar-se oligossintomáticos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Maria Helena Valente1 Última Atualização: 9/20/2001 10:57:38 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se genericamente anemia como a situação clínica onde ocorre a diminuição do número de eritrócitos circulantes e/ou da quantidade de hemoglobina neles contida.5 g / dl na faixa etária de 6 a 9 anos e menor do que 12 g/dl e 12. Assim sendo. Apesar de se tratar de uma situação clínica bastante comum. respectivamente.

porém com o ônus maior de casos para as regiões e grupos mais carentes. do sistema hematopoético. afetando cerca de 50% da população menor de 2 anos e 35% das gestantes. lactantes. para 35. no mundo. e a real disponibilidade destes alimentos para uma porção significativamente grande da população mundial. em 1974. que comprometam o estoque de ferro ao nascimento.6%. orientar e acompanhar o tratamento das doenças associadas e encaminhar para os especialistas as crianças que mostrarem indícios de doenças específicas. esta realidade explica-se pela desproporção entre a necessidade de consumo de alimentos ricos em ferro.Atualmente é estimado que mais de 2 bilhões de pessoas . Apesar da distribuição universal dessa doença. alguns grupos apresentam maior risco para desenvolver anemia por carência de ferro e suas complicações: crianças. A distribuição das taxas de anemia varia entre as diversas regiões do planeta. conhecer e utilizar todas as medidas terapêuticas e profiláticas da deficiência de ferro. a comparação entre dois estudos realizados em crianças com idades variando entre 6 meses e 4 anos e 11 meses. principalmente nas faixas etárias de maior velocidade de crescimento. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de anemia na criança são as situações que comprometem a disponibilidade de ferro: condições inadequadas de gestação ou parto. específicas ou não. a anemia por carência de ferro ainda era o problema nutricional de maior magnitude do país. e para 46. adolescentes do sexo feminino. sem dúvida. e inadequações alimentares que não garantam a reposição constante de ferro exigida pelo crescimento. podem determinar o aparecimento de anemia. gestantes.7%. A OMS estima que.9% em 1994. mostra que a prevalência de anemia aumentou de 22. No município de São Paulo. De maneira simplificada. a carência nutricional mais comum e a causa mais freqüente de anemia no mundo. sendo que nas crianças a causa principal está ligada à ingestão inadequada e nas mulheres adultas às perdas crônicas. mulheres em idade fértil. cerca de 40% da população mundial apresentem algum grau de carência de ferro ou anemia ferropênica. 43% das crianças menores de cinco anos de idade apresentem algum grau de anemia. Segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil (MS). Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . dentro de um mesmo país e mesmo dentro das grandes metrópoles. A deficiência de ferro é. no ano 2000. Várias outras doenças. Cabe à equipe de saúde distinguir as diversas situações mórbidas. em 1984.

e a osteomalácia pode estar presente em qualquer idade. O raquitismo é. caracterizada por inadequada mineralização do osso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Beatriz Marcondes Machado2 Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Médica Chefe do Pronto Atendimento do Hospital Universitário da USP Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM Quadro clínico e Epidemiologia Raquitismo é uma doença do tecido ósseo. A deficiência da vitamina D nas crianças devida a insuficiente ingestão de vitamina D e/ou inadequada exposição à luz solar resulta no raquitismo carencial. que ocorre durante a fase de crescimento. O raquitismo carencial . antes da fusão das epífises. encontrado somente nas crianças em crescimento. então. A osteomalácia é a insuficiente mineralização da matriz osteóide após o término do crescimento linear do osso.

devido ao clima tropical.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . fase de grande velocidade de crescimento. em nosso país. é secundária a essas deformidades. quando presente.manifesta-se. pelve e coluna vertebral. pricipalmente durante a amamentação. Copyright © 2001 IDS . por afilamento da calota craniana. sendo mais intenso nas crianças nascidas prematuramente. evidenciam-se as alterações epifisárias. ao redor dos 6 meses de idade e a gravidade está diretamente relacionada com a rapidez do crescimento corporal. apesar da persistência do processo raquítico. com o início da marcha. infecções respiratórias de repetição. Surge o sulco de Harrison ou "cintura diafragmática". determinando o chamado "rosário raquítico". geralmente. Este sinal pode desaparecer antes dos doze meses de vida. Pode haver atraso na erupção dentária e alterações nos esmaltes dos dentes. que corresponde à depressão da caixa torácica na inserção do diafragma às costelas. A baixa estatura. A fraqueza muscular e hipotonia generalizada. devido às deformações torácicas. como bronquites e pneumonias. especialmente em crianças até dois anos de idade. presentes no raquitismo. joelhos. tornozelos e das junções costocondrais da costelas com o esterno. que tende a se manifestar entre o segundo e quarto meses de vida. O craniotabes pode ser observado em recém-nascidos normais. fontanela anterior ampla e protuberância dos ossos frontais e parietais podem estar presentes. já que. As manifestações iniciais podem ser inespecíficas. A hipótese de raquitismo carencial deve ser levantada quando houver exposição inadequada à luz solar e/ou ingestão insuficiente de vitamina D. resultando em alargamento dos punhos. tais como irritabilidade. porém tende a desaparecer no segundo mês de vida. Um sinal precoce é o craniotabes. Observam-se. insônia e sudorese abundante no segmento cefálico. muitas crianças podem apresentar sudorese durante a amamentação. Retardo no fechamento da fontanela posterior. o peso do corpo acentua as alterações nos membros inferiores (genu varum ou genu valgum). determinam marcha característica bamboleante e protusão abdominal. Algumas crianças apresentam "peito de pombo" ou "tórax em quilha". Esta última manifestação deve ser interpretada com cautela. Após os doze meses. Os achados clínicos são variáveis conforme a época em que se instala o raquitismo. No segundo semestre de vida.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Lucia Ferro Bricks1 Ana Paula Scoleze Ferrer1 Última Atualização: 9/5/2001 5:29:48 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Rinofaringites Faringoamigdalites .

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A.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Maria Helena Valente1 Maria Elisabeth B. Korbinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:06 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Otites Sinusite .

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função pulmonar normal ao nascimento e reduzida aos 6 anos de idade e a mudança dos fatores desencadeantes das crises. 50 a 60% dos casos são assintomáticos e continuam assim durante a vida adulta. Na adolescência. o diagnóstico de asma. inicialmente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Elisabeth B. tabagismo passivo. que. posteriormente. Os fatores de risco mais importantes para prever o aparecimento da doença são: asma materna. posteriormente. dos animais e do mofo. junto com infecções respiratórias. e que somente um terço destas crianças teria. Arruda Kobinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Sabe-se que 70 a 80% das crianças asmáticas apresentam sintomas nos primeiros 5 anos de vida. aos alérgenos inalados (aeroalérgenos) mais comuns no meio ambiente como os do pó doméstico. Nos primeiros anos da vida. . que se resolvem com o avanço da idade. é difícil firmar o diagnóstico de asma e prever o prognóstico dos quadros recorrentes de sibilância pulmonar. imunoglobulina E (IgE) sérica elevada aos 9 meses de vida. estão associadas às infecções e. Sabe-se que 50 a 60% dos lactentes têm crises recorrentes de sibilância.

As crianças maiores apresentam. "peito cheio" e pneumonias recorrentes.A sintomatologia da asma modifica-se com a idade e com o mecanismo fisiopatológico que esteja mais atuante. A apresentação clínica típica da asma consiste em episódios recorrentes e reversíveis de sibilância. mas pode existir a queixa de tosse crônica. e o período intercrítico é assintomático. e à noite. ao acordar. predominando a ausculta pulmonar com roncos e estertores. independentemente da terapêutica utilizada. os sintomas são mais intensos pela manhã. de pneumonias de repetição. Copyright © 2001 IDS . quadros com sibilância. Geralmente. também. é frequente a referência a "resfriados freqüentes". geralmente associados às infecções de vias aéreas superiores e de evolução mais prolongada. de "peito trancado" e. dispnéia. Nesta faixa etária. tosse e tiragem intercostal. Os lactentes tendem a apresentar quadros secretórios. habitualmente. a regressão dos sintomas da crise típica ocorre em três a sete dias.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Roncos e estertores são sons gerados pela mobilização . é chamado de sibilo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ana Paula Scoleze Ferrer1 Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/5/2001 5:32:46 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia "Chiado no peito" é uma queixa muito freqüente (20 a 30% das crianças apresentam pelo menos um episódio no primeiro ano de vida e 40% até os 3 anos de idade). com tratamentos e prognósticos distintos. se é intratorácico e expiratório. Quando o estreitamento se localiza em vias aéreas extratorácicas. Nem todas as crianças que apresentam chiado têm asma. muitas são as doenças que podem cursar com sibilância. em via aéreas maiores e/ou menores e pode ser causado por vários mecanismos. "Chiado" é o som gerado pelo fluxo de ar turbulento através das vias aéreas estreitadas. o som gerado é inspiratório e chamado de estridor. Este estreitamento pode ser localizado ou difuso.

Malformações pulmonares . geralmente nos meses frios. cerca de 60%. Diante da queixa de chiado no peito. adenovírus.Displasia broncopulmonar raras . As causas mais freqüentes de sibilância na infância são associadas a infecções respiratórias.Deficiência de Þ-1antitripsina A maioria das crianças que iniciam quadros recorrentes de sibilância nos primeiros 2 anos de vida. as etiologias mais comuns.Fibrose cística . com ausculta de roncos. vírus sincicial respiratório. podendo ser aguda (cura em 2 semanas).Aspiração de corpo estranho . a 2 semanas ou mais. Geralmente é viral (rinovírus.Infecções respiratórias .Raquitismo .Tuberculose . Bronquiolite: acomete os bronquíolos e o processo inflamatório leva a graus variáveis de obstrução. o médico deve realizar anamnese e exame físico detalhados. é fundamental que o médico se assegure de que a criança apresenta sibilância. Uma vez caracterizada a presença de sibilância. nos casos mais graves. Bronquite: é um processo inflamatório de traquéia e brônquios maiores. pois não é raro que os familiares se queixem de "chiado no peito" ao se referirem ao ronco e estridor presentes nas obstruções de vias aéreas superiores. nos casos leves.de secreções. parainfluenza e adenovírus). estertores e sibilos. nos meses de outono e inverno. no sentido de se estabelecer o diagnóstico etiológico. Acomete principalmente crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. devido à variação sazonal dos surtos de parainfluenza e Influenza. entrando no diagnóstico diferencial das crises de chiado no peito.Asma . Além dos sinais de obstrução alta.3 semanas) ou recorrente (4 ou mais episódios/ano). parainfluenza e Influenza). Acomete crianças entre 6 e 12 meses de idade. Laringotraqueobronquites: são caracterizadas pela presença de estridor inspiratório. O tempo de duração varia de 3 dias. Quadro: Causas de chiado no peito freqüentes . febre e graus variados de insuficiência respiratória.Imunodeficiências . pois apresentam evolução benigna e não necessitam ser submetidas a investigações desnecessárias.Discinesia ciliar . Influenza. devendo ser diferenciadas daquelas com asma de início precoce ou com outras doenças que cursam com chiado recorrente. rouquidão. Sua etiologia é viral (vírus sincicial respiratório. permanece assintomática até os 6 anos de idade. tosse.Síndromes aspirativas pouco freqüentes .Malformações vasculares . crônica (sintomas por mais de 2 . asma e síndromes aspirativas (quadro abaixo). mas pode haver infecção secundária por bactérias .Alergia ao leite de vaca . pode haver acometimento das vias aéreas menores. Este grupo de crianças apresenta crises em vigência de quadros infecciosos.Síndrome de Löeffler (parasitoses de ciclo pulmonar) .Cardiopatias .

pensar em infecção bacteriana secundária. Quando o quadro febril se prolonga. O quadro clínico é de coriza e febre e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nos quais pode ocorrer dispnéia e insuficiência respiratória. aparecimento de tosse produtiva.(principalmente Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae). após 3 a 4 dias. Outros agentes devem ser lembrados em recém-nascidos e lactentes (Chlamydia trachomatis) e em escolares e adolescentes (Mycoplasma pneumoniae). Não há acometimento do estado geral. Copyright © 2001 IDS . exceto em lactentes pequenos.

a etiologia viral é a de maior prevalência. Cerca de 80% das pneumonias na infância são devidas a vírus e bactérias. nos países desenvolvidos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Alfredo Elias Gilio2 Última Atualização: 9/20/2001 11:17:12 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Diretor da Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia Pneumonia aguda é o nome genérico utilizado para definir uma variedade de processos inflamatórios do parênquima pulmonar por agentes infecciosos e não-infecciosos. ao passo que. nos países em desenvolvimento. sendo que. predomina a etiologia bacteriana (estimada em 60% dos agentes identificados). Os agentes causais das pneumonias adquiridas na comunidade variam de acordo com a idade e o estado de saúde do paciente. no Brasil. das quais cerca de 73% (5. houve 7.729 óbitos) foram por infecções . Em 1997.833 mortes por doenças do aparelho respiratório em menores de 5 anos de idade.

fato este que contrasta com a alta mortalidade por pneumonia.respiratórias. principalmente contra sarampo. nas crianças acima de 5 anos de idade. seguido pelo Haemophilus influenzae e. constata-se que as infecções respiratórias agudas são responsáveis por cerca de 40 a 60% das consultas em menores de 5 anos de idade. especialmente nos casos mais graves. Nas crianças abaixo de 2 meses de idade. tais como a alta prevalência de baixo peso ao nascer e de desnutrição. Nordeste e Centro-Oeste. há um largo predomínio do Streptococcus pneumoniae (pneumococo). pelo Staphylococcus aureus e. excluindo-se as mortes por afecções perinatais. correspondendo a 6. enquanto as pneumonias representam apenas 8 a 12% desses atendimentos.85% do total de óbitos. predominam o estreptococo do grupo ß e os bacilos gram-negativos. nos países em desenvolvimento. por ser uma substância irritante das vias aéreas. é muito difícil a distinção entre um quadro de pneumonia viral de uma bacteriana. Por outro lado. pois está comprovado que a fumaça de cigarro. Os fatores que interferem nos mecanismo de defesa da criança. coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b e a contaminação do ar doméstico devido ao uso de combustíveis de origem orgânica para calefação e para o cozimento dos alimentos estão associados à maior gravidade das insuficiências respiratórias agudas (IRA) nos menores de 5 anos. Copyright © 2001 IDS . Por este motivo e também porque na prática clínica. mais raramente. particularmente a Escherichia coli. Pode-se inferir que o número de consultas por pneumonia é relativamente baixo pelos mesmos motivos elencados para explicar as mortes domiciliares. Nesse período. Outro fator de risco importante a ser pesquisado é a presença de tabagistas no domicílio. as doenças do aparelho respiratório foram a primeira causa de mortalidade nessa faixa etária nas regiões Sudeste e Sul e a segunda nas regiões Norte.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os vírus e as bactérias são os principais agentes etiológicos das pneumonias nas crianças de qualquer idade. favorece a instalação de infecções respiratórias altas e baixas. é grande a freqüência das bactérias. nas crianças de 2 meses a 5 anos de idade. a privação ou curta duração do aleitamento materno. a abordagem da criança com pneumonia deve ser feita considerando-se os casos como sendo bacterianos. os mais importantes são o pneumococo e Mycoplasma pneumoniae. principalmente nos países desenvolvidos. Há vários estudos epidemiológicos demonstrando a importância dos vírus. a falta de imunização. Além disso.

Nas primeiras semanas de vida. Denomina-se regurgitação fisiológica a situação na qual a criança não apresenta outros sintomas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Filumena Maria da Silva Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 5:34:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Regurgitação é definida como expulsão não-forçada de alimentos e secreções do esôfago ou do estômago pela boca. cessando por volta dos . Não se observa a presença de náuseas ou esforço abdominal na eliminação dos alimentos. a evolução do ganho de peso é normal e a diminuição gradativa das regurgitações ocorre ao longo do tempo. Vômito é a expulsão forçada de alimentos e secreções do trato gastrintestinal alto pela boca. acompanhada por contração intensa dos músculos abdominais. muitos bebês normais regurgitam uma ou mais vezes por dia. pouco tempo após a alimentação.

a expulsão do ar por meio do arroto pode causar regurgitação do leite. alimentos parcial ou totalmente digeridos ou suco gástrico de cor amarela quando o paciente encontra-se em jejum por várias horas. o qual é levado junto com o alimento para o esôfago e estômago. Em seguida. Vômitos em jato caracterizam-se por serem inesperados. . Na maioria dos casos. após as mamadas. Assim. que podem causar regurgitação e vômitos. Além disso. quando a respiração e a sucção passam a ocorrer de forma alternada. inicialmente. Esse fato explica a necessidade da criança de arrotar. os vômitos são de material contido no estômago.sete a oito meses de idade. que pode ou não estar misturado a alimentos. sendo necessário mantê-la alguns minutos levantada. Refluxo gastroesofágico fisiológico e erros de técnica alimentar são as causas mais comuns de regurgitação e vômitos no lactente. se as seguintes situações. Nos casos em que há problemas de estreitamento congênito ou de lesões adquiridas do esôfago. (2) se o lactente em aleitamento artificial. Vômito pode ser a queixa principal que leva a criança ao médico ou aparece como parte do quadro clínico de diversas doenças. representado por leite coalhado. geralmente. A presença de vômito bilioso (de cor verde) ou vômito fecal (com odor de fezes). encontra-se comprometimento do estado nutricional da criança ou dificuldade para engolir os alimentos. Se a criança é colocada na posição deitada imediatamente após ter mamado. procura-se identificar. os dados obtidos na história e no exame físico permitem levantar essas hipóteses diagnósticas e orientam o encaminhamento para investigação especializada no centro de referência. sugerem obstrução do intestino. as regurgitações podem estar associadas à presença de vômitos e. verificando-se a experiência materna com a alimentação do bebê. como são muitas as situações e doenças que determinam esse sintoma. ou orifício do bico da mamadeira muito grande ou muito pequeno. (3) se a criança é muito manipulada após as mamadas e (4) se o bebê não é colocado para arrotar após as mamadas. conseqüentemente. as características do material eliminado pelo vômito permitem inferir de onde retorna esse conteúdo. recebe excesso de leite em cada mamada. Vômito de alimentos não digeridos sugere estreitamento ou obstrução do esôfago ou do esfíncter inferior do esôfago. A abordagem diagnóstica do lactente com queixa de regurgitações freqüentes deve ser realizada. pois não é incomum o encontro de mães inexperientes que consideram anormal o padrão de regurgitação esperado para a idade. a criança respira durante a sucção e. na posição vertical. Esse padrão geralmente cessa a partir dos seis meses de idade. Associam-se a quadros obstrutivos intestinais e de hipertensão intracraniana. Assim. mas pode ser apenas a eliminação de sangue deglutido proveniente da rinofaringe ou de fissuras da mama materna. o conhecimento de em quais faixas etárias predomina facilita abordagem diagnóstica da criança com vômitos (Quadro 1). semelhante à borra do café. estão presentes: (1) aquelas que favorecem a ingestão excessiva de ar antes ou durante as mamadas como choro intenso. A hematêmese geralmente decorre de sangramento digestivo alto. pela história e observação da amamentação da criança durante a consulta. Durante os primeiros seis meses de vida. com importância variável no conjunto de sintomas. às vezes violentos e não serem precedidos de náuseas. súbitos. especialmente no primeiro mês de vida. Hematêmese é o vômito com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido. ocorre preenchimento da orofaringe com ar.

suboclusão ou oclusão intestinal por áscaris .pielonefrite aguda . como sulfato ferroso. Regurgitação fisiológica 2. encefalite · sistema endocrinológico .úlcera péptica secundária ESCOLAR .gastroenterite aguda . Doença metabólica .1. piloro ou intestino 6.cetoacidose diabética · miscelânea .efeito colateral de algumas drogas.intoxicação medicamentosa acidental . Enteroparasitoses: giardíase 6.colecistite · aparelho geniturinário .gotejamento retronasal e secreção faríngea · aparelho gastrintestinal .Quadro 1 .hepatite viral .erros inatos do metabolismo 6. Doença endocrinológica . Refluxo gastroesofágico fisiológico 3.vômitos psicogênicos . Outras 6.2.hiperplasia congênita de supra-renal PRÉ-ESCOLAR .uremia .síndrome do vômito cíclico . Outras 5. Quadros obstrutivos congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago.infecções respiratórias . Quadros obstrutivo congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago.Causas de regurgitação e vômitos por faixa etária.insuficiência renal crônica .litíase . Técnica alimentar inadequada 4.vômitos psicogênicos .cinetose . piloro ou intestino 5. Refluxo gastroesofágico fisiológico 3. Técnica alimentar inadequada 4.pancreatite .tosse . antibióticos e outras .enxaqueca EM QUALQUER IDADE · aparelho respiratório .1. Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não à hérnia de hiato 5. Doença metabólica .gastrite erosiva secundária .3.meningite. NO PRIMEIRO MÊS DE VIDA 1.tubulopatias · sistema nervoso central .3. Regurgitação fisiológica 2.2.hiperplasia congênita de supra-renal LACTENTE 1.erros inatos do metabolismo 5.intoxicação alimentar .hérnia inguinal encarcerada . Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não a hérnia de hiato 5. Doenças endocrinológicas .esofagite .

Investigar. é difícil definir o momento em que os quadros de vômitos perdem o seu caráter agudo e tornam-se crônicos.úlcera péptica secundária ADOLESCÊNCIA .. pesquisar se houve contato com crianças com hepatite viral e se. Deve-se. Deve-se.enxaqueca . anorexia e dor abdominal. mas logo aparecem outros sintomas que permitem definir o diagnóstico como nos casos de gastrenterite aguda viral. Entre as helmintíases.úlcera péptica Quando o vômito é a principal ou única manifestação. faringite e na presença de tosse.Deve-se distinguir uma doença aguda ou um episódio agudo no decorrer de uma história de vômito recorrente. num período mínimo de três meses.gastrite erosiva secundária . além dos vômitos. geralmente associados a outros sintomas. A Criança com quadro agudo de vômitos No quadro agudo. diarréia e cólicas abdominais. hemorragia intracraniana e no hematoma subdural. O comprometimento de outros sistemas pode apresentar o vômito como um dos sintomas do quadro agudo. na encefalite. como na meningite. o vômito pode ser a manifestação clínica inicial.gravidez .anorexia nervosa/bulimia . é preciso caracterizar se o quadro é agudo ou recorrente. Assim. Vômitos podem ser decorrentes de intoxicação crônica ou acidental por teofilina. diarréia com ou sem sangue. vômitos. bacteriana ou por enteroparasitose. O acometimento agudo do trato urinário pode desencadear vômitos como a pielonefrite aguda e a litíase renal. verificar se uma ou mais pessoas que ingeriram o mesmo alimento apresentam quadro de náuseas. o que sugere o diagnóstico de intoxicação alimentar. existem outras com quadro semelhante. acompanhada de vômitos. . se têm contato com esgoto a céu aberto ou córregos poluídos. Na giardíase. O comprometimento do sistema nervoso central costuma cursar com vômitos em jato. então. Na otite média aguda. Excetuando-se as situações extremas. intoxicação alimentar e hepatite viral. nas crianças com precárias condições de vida. inflamações das vias respiratórias podem se acompanhar de vômitos causados pelo estímulo vagal desencadeado na amigdalite. também. os vômitos são devidos ao quadro associado de labirintite. a dor abdominal é difusa. Consideram os seguintes critérios para definir vômito recorrente: pelo menos três episódios. inicialmente. aparecem diarréia aquosa. digitálicos. ácido acetilsalicílico . na estrongiloidíase.síndrome do vômito cíclico . na creche que a criança freqüenta. nas quais é possível identificar início recente ou história de longa duração. sugerindo gastroenterite por rotavírus ou por agentes bacterianos. A concomitância de diarréia direciona a suspeita diagnóstica para o quadro de infecção intestinal ou intoxicação alimentar.

inclusive. 3. A partir da história e exame físico. como é o caso da palpação do tumor pilórico na estenose hipertrófica de piloro. é importante. entretanto. Enterorragia: sangramento intestinal associado a outros sinais de abdome agudo indica o comprometimento da mucosa das porções baixas do trato gastrintestinal. sendo que todos os casos devem ser encaminhados imediatamente para atendimento hospitalar. Para aqueles com baixo ganho ponderal ou . Nos desnutridos e prematuros sem afecção do trato digestivo. Distensão abdominal: pode ser decorrente da distensão das alças intestinais nas obstruções baixas do trato digestivo. fecalóide ou em jato é o primeiro e mais importante sintoma de obstrução intestinal. Tannuri relaciona os seguintes sinais de alarme. A criança com quadro recorrente de vômitos Para a abordagem da criança com queixa de vômitos recorrentes. distúrbios na relação do binômio mãe e filho e imaturidade da junção gastroesofágica (refluxo gastroesofágico fisiológico). 4. o diagnóstico etiológico. em alguns. é possível identificar os sinais de alerta que auxiliam a suspeitar de abdome agudo. os quais. A maioria dos casos de abdome agudo é de resolução cirúrgica. 5. necessariamente. Na maioria dos casos. com vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. num primeiro momento. .e outros medicamentos ou do efeito colateral do sulfato ferroso e de antibióticos. identificar se há comprometimento do estado nutricional e/ou presença de manifestações sistêmicas e se as características dos vômitos sugerem obstrução ou lesão do trato gastrintestinal ou de alteração no sistema nervoso central. sendo que essas manifestações podem não ser. concomitantes. Embora cerca de 50% dos lactentes apresentem regurgitação ou vômitos recorrentes como queixa isolada. do íleo paralítico na peritonite por perfuração de víscera oca e de íleo infeccioso. da presença de um ou mais tumores na obstrução intestinal por "bolo de áscaris" e do tumor em forma de salsicha na invaginação intestinal. Tumoração abdominal: a palpação de tumorações abdominais associada a outras manifestações clínicas de abdome agudo pode orientar. como técnica alimentar inadequada. do acúmulo de líquido na cavidade peritoneal. O abdome agudo é caracterizado pela presença de dor de aparecimento súbito. 2. o tratamento é eminentemente clínico. Peristaltismo visível: quase sempre constitui um indicador da presença de obstrução em alguma parte do tubo digestivo. o maior desafio da equipe de saúde é o diagnóstico e intervenção precoces nos quadros de abdome agudo. Vômito: repetitivo ou bilioso. devido à sua gravidade.Na queixa aguda de vômitos. A maioria desses casos é decorrente da combinação de vários fatores. 1. apenas 5% apresentam alguma doença significante. o peristaltismo intestinal pode ser visível devido ao fato de a parede abdominal ser muito delgada. podem determinar complicações e até o óbito. a história e o exame físico permitem diagnosticar o abdome agudo.

como uma condição normal do lactente.opistótono . Uma situação comum nos pré-escolares são os vômitos imediatamente após as refeições. tendo resolução espontânea até os 12 a 15 meses de idade.emagrecimento. com ou sem vômitos associados (Quadro 2 ). que se acompanha de sintomatologia digestiva . Deve-se.Quadro clínico da doença do refluxo gastroesofágico na infância.irritabilidade . Estima-se que cerca de 20% dos bebês sadios têm episódios de regurgitação suficientemente freqüentes para que sejam considerados como problema pelos pais. portanto. Define-se como doença do refluxo gastroesofágico a condição na qual.e que melhora com o crescimento. Os vômitos podem ser desencadeados por situações que geram medo ou ansiedade. Para o diagnóstico da enxaqueca. a causa mais freqüente é a doença do refluxo gastroesofágico. há comprometimento da evolução ponderal. Manifestações devido à regurgitação e suas seqüelas: .anemia .retorno involuntário do material ingerido do estômago para o esôfago. têm-se as anomalias obstrutivas do trato urinário.quadro bronquítico de difícil controle . especialmente quando sempre são no pulmão direito .vômitos com perda ou baixo ganho ponderal Manifestações devido à esofagite e suas seqüelas . Na maioria das crianças.crises de apnéia .perda ou baixo ganho ponderal Manifestações respiratórias . a cefaléia deve estar associada ao episódio de vômitos (ver capítulo Dores Recorrentes na Infância. o RGE não tem complicações e é autolimitado. com dilatação da pelve renal ou hidronefrose.sangramento digestivo . a insuficiência renal crônica (uremia). Esse tipo de RGE.vômitos e/ou regurgitações .pneumonias de repetição. que não apresenta nenhuma repercussão na vida da criança. Das causas de vômitos recorrentes fora do trato digestivo. a enxaqueca. que acomete mais freqüentemente crianças a partir dos seis anos de idade e adolescentes.). considerar o refluxo gastroesofágico (RGE).pirose . comum em lactentes e adultos normais.epigastralgia (dor retroesternal) . inicialmente. é denominado fisiológico.sono agitado . esofagite ou quadro respiratório importante. e outras. além dos vômitos. Quadro 2 . a hipertensão intracraniana. Refluxo gastroesofágico .dificuldade para deglutir . quando são forçados a comer.

isto é. o EED apresenta como vantagem a possibilidade de demonstrar alterações anatômicas como hérnia de hiato.1992. Portanto.. Quando o diagnóstico provável é de refluxo gastroesofágico fisiológico. menstruação. com período intercrítico assintomático. inicia-se a investigação pelo estudo radiológico contrastado do esôfago-estômago-duodeno (EED). Na maioria dos casos é possível identificar os fatores desencadeantes das crises de vômitos como situações que geram ansiedade ou euforia. que só está disponível em alguns centros especializados. quando se identificar na comunidade crianças que foram internadas várias vezes com vômitos e desidratação por motivos não esclarecidos é importante encaminhá-las para centros especializados para investigação diagnóstica. várias doenças podem se manifestar com a síndrome dos vômitos cíclicos. ao mesmo tempo em que é feita a investigação laboratorial na busca de causas orgânicas (distúrbios gastrintestinais. infecções de vias aéreas superiores. A média de hospitalização nas populações estudadas é de 12 vezes por ano. No entanto. entre outros. Assim. conhecer a rotina de vida e as reações e relações da criança na família e na escola. diminuindo a prevalência durante a adolescência e sendo rara em adultos. Apesar de ter baixa sensibilidade e especificidade. As faixas etárias mais acometidas são a pré-escolar e a escolar. O exame de maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de RGE é a pHmetria do esôfago (teste do refluxo ácido). Síndrome do vômito cíclico . a abordagem diagnóstica da criança com essa síndrome deve ser abrangente. sem etiologia definida e sem outros . estenose hipertrófica do piloro e alterações no mecanismo da deglutição. no sentido de incluir o conhecimento dos aspectos psicoafetivos e psicossociais da criança.síndrome da quase-morte súbita Adaptado de Orestein . Portanto. a ausência de RGE no EED não exclui o diagnóstico e as medidas devem ser mantidas. em média em torno de 50%. ABORDAGEM TERAPÊUTICA Quadros agudos de vômitos Para o tratamento inicial do quadro agudo de vômitos. INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR A necessidade da realização de exames laboratoriais nos pacientes com quadro agudo ou recorrente de vômitos é definida pelos dados encontrados na história e exame físico. A positividade do EED é variável nos diferentes serviços. Nos casos com suspeita de doença do RGE. Deve-se orientar os pais a suspenderem o uso dos medicamentos anti-refluxo cinco dias antes da realização do EED. metabólicos ou endocrinológicos e processos intracranianos).tosse crônica Outras manifestações . não há necessidade de confirmação laboratorial. exaustão física.caracteriza-se por crises de vômitos precedidos por náuseas e ânsia. exposição a temperatura elevada. estenose esofágica. cinetose. desde 40 até 86%.

sinais ou sintomas de gravidade. recomenda-se não ultrapassar 0. No Quadro 3. 150 mg/dia e 300 mg/dia para crianças até seis anos de idade. dividida em quatro vezes. inicia-se a reintrodução da dieta adequada para idade. entre 6 a 12 anos e maiores de 12 anos. sem restrição ao uso de leite materno ou leite de vaca ou de outros alimentos naturais (não industrializados). fadiga. Assim. Para crianças com idade inferior a seis anos. não ultrapassando a dose de 75 mg/dia. como no caso de amigdalite aguda. sinusite e. excitação. divididas em três vezes. mantendo-se a oferta de líquidos.5 mg/kg/dia. de cinetose. por via oral. com as respectivas condutas enquanto a criança aguarda a transferência. Dose máxima: 15 mg/kg/dia. recomenda-se pausa alimentar de curta duração. trismo. urticárias e sintomas extrapiramidais (espasmos dos músculos faciais. água e chás. de modo a dificultar o diagnóstico precoce da deterioração do quadro clínico e da sua etiologia e. opistótono e aumento generalizado do tônus muscular). Podem ocorrer também tonturas. Quanto à metoclopramida. Efeitos colaterais: inquietação. mantém-se a pausa alimentar durante a fase de reidratação e não devem ser administrados antieméticos (ver capítulos Diarréia Aguda e Desidratação). estão descritos os quadros agudos de vômitos que devem ser referidos imediatamente para o hospital. otite média aguda. Em seguida. recomenda-se a dose de 0. pois podem mascarar os sintomas. conseqüentemente. retardar a instituição do tratamento especifico. secura da boca e das vias respiratórias e retenção urinária. sonolência. Quando o vômito associa-se à diarréia e desidratação. em pequena quantidade. os antieméticos podem ser utilizados nos casos em que se conhece a etiologia do vômito. Os líquidos são melhor tolerados quando gelados ou à temperatura ambiente. As drogas antieméticas. Condutas nas crianças com quadros clínicos graves com queixa de vômitos . Contra-indicações: crianças até 30 dias de vida e pacientes com hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula. Quadro 3. devem ser utilizadas com cautela. dimenidrinato e metoclopramida. por uma ou duas horas. respectivamente. cefaléia. intramuscular ou endovenosa. Efeitos colaterais: sonolência e sedação. Contraindicações: em pacientes epiléticos ou que estejam recebendo outras drogas que podem causar sintomas extrapiramidais. posições bizarras da cabeça e dos ombros. em alguns casos. insônia. tonturas.1 mg/kg/dose. A dose preconizada de dimenidrinato por via oral ou intramuscular é de 5 mg/kg/dia. em pequena quantidade e a intervalos menores do que o habitual.

proceder a hidratação por via endovenosa .de cor verde ou · vômitos fecalóides .se não estiver desidratado.sangramento intestinal QUADRO CLÍNICO · vômitos com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido. aminofilina.parada de eliminação de gases e fezes ou . que pode ou não estar misturado a alimentos (exceto quando há certeza de deglutição de sangue. instalar soro de manutenção Conduta · não dar antieméticos · não dar antibióticos · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: . ácido acetilsalicílico e outras · ingestão de corpo estranho ou de produtos químicos · não dar antieméticos · não colocar sonda nasogástrica · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: .palpação de massas no abdome ou . Para as crianças com suspeita de RGE. como no caso do lactente em aleitamento materno cuja mãe apresenta fissuras mamárias com sangramento e nas crianças com sangramento nasal concomitante) · suspeita de intoxicação por ingestão habitual de medicações como teofilina. a abordagem terapêutica visa a melhora dos sintomas.com cheiro de fezes ou associação de vômitos repetitivos ou vômitos em jato com: . instalar sonda nasogástrica · e mantê-la aberta Quadro recorrente de vômitos Para os lactentes nos quais são identificados erros de técnica alimentar. são feitas as orientações adequadas e agendado retorno em sete dias para verificar a evolução do quadro e a aderência às orientações. .peristaltismo visível ou .quando possível. instalar soro de manutenção . digitálicos.proceder a hidratação por via endovenosa .SUSPEITA DE ABDOME AGUDO · vômitos biliosos Sinais e sintomas . semelhante à borra do café.se não estiver desidratado. a prevenção dos processos aspirativos pulmonares e a instalação ou a progressão da esofagite.

suspeitando que ele possa ser a causa dos vômitos da criança. para que não haja prejuízo nutricional da criança. 2. pois as mães. como chás. Pode-se utilizar o "bebê conforto". Não existe indicação para substituição do leite materno por leite de vaca nos casos de RGE. com a elevação da cabeceira do berço e o auxílio de suspensório adaptado às vestes. Aliás. oferecendo-se. devese verificar. abrir o tecido em duas tiras. C. devese ter o cuidado de verificar a possibilidade de substituí-la por outro alimento de valor nutritivo semelhante. orienta-se oferecer porções menores e mais freqüentes dos alimentos e espessamento do leite de vaca. gema de ovo. pode reproduzir para facilitar a compreensão da necessidade de decúbito elevado para o tratamento do RGE e de como fazê-lo.Diante da suspeita clínica de RGE fisiológico. Fig. com inclinação da cadeira de 60º. explicando-se a normalidade da situação. uma e meia ou duas colheres das de chá rasas para cada 100 ml de leite. se houve adesão adequada da família em relação ao decúbito elevado 24 horas por dia e. duas a três colheres das de chá de papa de Epstein1. como já foi referido. Alguns alimentos devem ser evitados por diminuírem a pressão do esfíncter inferior do esôfago. evitando-se a posição de bruços para dormir devido à sua associação com a síndrome da morte súbita em lactentes. bem acima da cabeça da criança. colocando apoios (por exemplo. No entanto. cujo bojo e gargalo representam o estômago e o gargalo. É importante que as orientações sobre como realizar o decúbito elevado. devem continuar a ser alimentadas sob livre demanda. nesses casos. B. Confecção de suspensório simplificado.desenho com a moringa deitada e em posição oblíqua (a 45º). que não apresentarem boa resposta ao tratamento postural. café. se não houver melhora significativa dos sintomas. é fundamental a tranqüilização dos pais. tijolos) sob os pés da cabeceira e como fixar o suspensório no berço com as tiras do tecido amarradas nas grades ou. Água e sucos não-cítricos não devem ser oferecidos às refeições. Desenho que orienta como elevar o berço. antes de cada mamada. no estrado. a gema de ovo. não há necessidade de investigação laboratorial e a seqüência da introdução das medidas terapêuticas pode ser a seguinte: 1. alimentos gordurosos e frituras. isto é. por vezes. sejam feitas de forma detalhada (Figura 1).Sugestão de desenhos que o profissional de saúde. Orientação sobre a necessidade de decúbito elevado de pelo menos 45º . respectivamente. respectivamente. Dessa forma. As crianças em aleitamento materno exclusivo. por exemplo. A. calórico e vitamínico resultante da dieta proposta. primeiramente. 1 . . frutas cítricas. o aleitamento materno deve ser incentivado. na reavaliação após uma semana. instituir tratamento dietético: para os lactentes em aleitamento artificial ou misto. adicionando-se cereais na concentração de 3 a 4%. bem como a manipulação das crianças após as refeições. deve-se ter o cuidado de avaliar o valor protéico. chocolate. Geralmente as medidas posturais são suficientes para diminuir a sintomatologia: posição em decúbito lateral elevado a 45-60º. ficam inseguras à respeito do próprio leite. Deve-se evitar o uso de roupas apertadas. para mães que não são costureiras: costurar um tecido de algodão na parte de trás de uma calça curta e. antes de se excluir. sob o colchão. para diminuir a distensão estomacal. sem habilidade de desenhar.

Assim. assim como a instituição concomitante de cisaprida com outras drogas que são metabolizadas na mesma via hepática. Quando a resposta a essas medidas não for adequada. recentemente. se não houver melhora clínica significativa. mesmo com o uso de bromoprida. mantidas até seis meses após o desaparecimento dos sintomas. em centros especializados. Se houver melhora clínica. Se.5 a 1 mg/kg/dia. . predispõem à arritmia cardíaca. astenia. o médico deve estar ciente de que está contra-indicado o uso concomitante de cisaprida com as medicações dos seguintes grupos: macrolídeos (eritromicina. Preparo: cozinha-se a farinha na água açucarada. solicita-se a realização de EED. 4. No retorno. na semana seguinte. até essa mistura ficar com consistência aumentada. calafrios e. a partir do ano 2000. cefaléia. mais raramente. Tratamento medicamentoso do RGE: utilizam-se drogas que facilitam o esvaziamento esofagogástrico. tem sido muito utilizada na prática. dividida em quatro a seis vezes por dia uma hora antes das mamadas ou das refeições e antes de ir dormir. deve-se introduzir as medidas posturais e dietéticas e reavaliar em sete dias. deve-se evitar o seu uso em portadores de doenças cardíacas e hepáticas. 1 Papa de Epstein . sendo pouco freqüente o surgimento de efeitos colaterais (sonolência. antiarritmicos e ciclosporina. antifúngicos imidazólicos (cetoconazol. A bromoprida.Ingredientes: 3 colheres das de chá de farinha de milho ou de arroz. fluconazol etc. associa-se o uso de bromoprida e encaminha-se a criança para o centro de referência especializado. Além disso. 1 colher das de chá de açúcar. o tratamento medicamentoso deve ser mantido por pelo menos oito semanas e as medidas posturais e dietéticas. os sintomas persistirem. A papa fria tem consistência de pudim. A medicação considerada mais eficaz para o tratamento da doença do RGE é a cisaprida. reversíveis com a suspensão do medicamento ). administrada na dose de 0. Com base nesses relatos. No entanto. considera-se a possibilidade de doença do RGE. azitromicina. inibidores das proteases (anti-retrovirais). com reavaliação após uma semana. espasmos musculares localizados ou generalizados. quando necessário. a venda da cisaprida no Brasil passou a ser controlada. orienta-se que o médico de saúde da família dê preferência ao uso da bromoprida. 120 ml de água. claritromicina e outros). apesar de as medidas posturais e dietéticas estarem sendo feitas de modo correto. iniciando-se a investigação laboratorial por meio da solicitação do EED (suspender a bromoprida cinco dias antes da realização do exame) e encaminhando-se a criança para o centro de referência especializado. retira-se a mistura do fogo e deixa-se esfriar. Para as crianças com quadro clínico sugestivo de doença do RGE. deixando a cisaprida como medicamento a ser instituído. No entanto. várias publicações têm relatado o encontro de alteração da repolarização ventricular associada ao uso de cisaprida. Sabe-se que níveis elevados de cisaprida. pode-se instituir o tratamento medicamentoso (bromoprida).3.). com a receita médica sendo retida na farmácia.

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na região sudeste. priorizando o uso da Terapia de Reidratação Oral (TRO). Ana Cecilia Sucupira1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:08 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A diarréia é importante causa de morbimortalidade em crianças abaixo de 5 anos nos países em desenvolvimento. Dra. a doença diarréica responde por quase 1/3 da mortalidade infantil. Os esforços do Programa de Controle da Doença Diarréica. Neste grupo ocorre mais da metade dos óbitos atuais por diarréia na infância e verifica- . passou a chamar a atenção a proporção de casos de diarréia aguda que apresentavam evolução por tempo superior a 14 dias. No Brasil. Na região Nordeste é uma das principais causas de morte entre as crianças menores de 1 ano. da alimentação adequada para a idade e o uso criterioso de medicamentos foram os principais responsáveis pela redução da mortalidade por diarréia aguda. principalmente às custas da diminuição de óbitos por desidratação. com a redução da mortalidade por diarréia aguda e desidratação. Sandra Grisi1 Dra. sendo que há fortes variações regionais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Profa. enquanto. responde por cerca de 6% dos óbitos nesta faixa etária. Entretanto.

Diarréia Aguda Diarréia Persistente Copyright © 2001 IDS . Esta condição é chamada de diarréia persistente.se um grande comprometimento do estado nutricional.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

administração de diuréticos. podendo evoluir. coma e restrição hídrica). de modo mais prolongado e desfavorável. imunodeprimidas ou com doença crônica. A causa mais freqüente. perda aumentada urinária (diurese osmótica. perda aumentada cutânea e respiratória (queimaduras e exposição ao calor). na faixa pediátrica. decorre de perdas pelo trato gastrintestinal. perda aumentada gastro intestinal (vômitos e diarréia). em crianças sem aleitamento materno. A incidência é maior nas populações de baixo nível sócio-econômico. A diarréia é causa importante de óbitos em crianças menores que 5 anos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Filumena Maria da Silva Gomes1 Vera Freire Gonçalves1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:56 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Desidratação é a deficiência de água e eletrólitos corpóreos por perdas superiores à ingestão devido a ingestão reduzida (anorexia. . insuficiência renal crônica e da supra-renal). desnutridas.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Ana Cecilia Silveira Lins Sucupira1 Paulette C. Douek1 Última Atualização: 9/5/2001 6:41:10 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Cefaléia Dor abdominal Dor em membros .

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A presença de alterações morfo-funcionais das vias urinárias em pacientes com infecção urinária aumenta o risco de seqüelas renais. as cicatrizes renais. Estas lesões aumentam o risco de hipertensão arterial e de insuficiência renal crônica. Em nosso meio. a médio e longo prazo. 1/3 das crianças com insuficiência renal crônica é portadora de pielonefrite crônica associada a nefropatia obstrutiva ou de refluxo. descritas em 50% dos pacientes com infecção urinária. Estes riscos potenciais justificam a ênfase dada ao diagnóstico precoce. a estenose de junção uretero-pélvica. a válvula de uretra posterior nos meninos e a presença de distúrbios funcionais da micção. são o refluxo vésico-ureteral. A apresentação varia da bacteriúria assintomática a pielonefrite aguda. .Estas alterações. que representa potencial risco de bacteremia e instalação de lesões renais irreversíveis.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Márcia Melo Campos Pahl1 Jaqueline Christiane Lanaro1 Última Atualização: 9/5/2001 6:40:04 AM 1 Médica Assistente do Hospital Universitário da USP A infecção urinária é uma doença freqüente em crianças. O refluxo vésico-ureteral é detectado em cerca de 20 a 40% de pacientes com infecção urinária e as obstruções das vias urinárias ocorrem em 10% dos meninos e 1% das meninas com infecção urinária.

Morganella sp.coli predominando. pré-escolares. mas a sua presença. sendo responsáveis por 1/3 das infecções urinárias em meninas maiores de 10 anos de idade. Os Proteus sp favorecem a formação de cálculos de estruvita porque degradam a uréia e alcalinizam a urina. Serratia sp. Nesta faixa etária é obrigatória a pesquisa de infecção urinária nos casos de sepse. A febre como sintoma isolado é menos comum nesta faixa etária. escolares e adolescentes. urgência miccional e alterações na cor e odor da urina. Nas crianças maiores.. As infecções por Staphylococcus saprophyticus são mais freqüentes nas faixas etárias pré-puberal e puberal. ainda. Podem ocorrer. os achados clínicos são bastante inespecíficos e encontramse no quadro 1. principalmente após manipulação das vias urinárias ou em pacientes com comprometimento dos mecanismos de defesa. ganho de peso inadequado e manifestações gastrintestinais (náuseas. é um gramnegativo não-pertencente à família Enterobacteriaceae que também pode ser causador de infecção urinária. associada à dor lombar ou não.. Enterobacter sp.. choro às micções e alterações na coloração da urina. sugere acometimento renal. A infecção urinária é responsável por cerca de 5% das febres inexplicáveis no lactente e tem sido aceita como um marcador clínico de envolvimento do parênquima renal. Dor abdominal e/ou em baixo ventre também são relatos comuns. vômitos diarréia e cólicas abdominais).. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações clínicas da infecção urinária variam com a faixa etária e localização da infecção. Proteus sp. podendo compreender febre. Ganho ponderal inadequado. A maior parte das infecção urinária tem como agente etiológico os germes da flora intestinal. isoladamente. irritabilidade.A prevalência de infecções urinárias sintomática varia de acordo com o sexo e faixa etária.. No período neonatal. Salmonella sp. especialmente até os 6 meses de idade. De maneira geral. No sexo masculino. As manifestações mais freqüentes são disúria. Klebsiella sp. a sintomatologia passa a adquirir maior especificidade. Pertencem a esta família a Escherichia coli. após o primeiro ano de vida.. embora a E. após os 6 meses de idade não é indicativo de infecção urinária. Providencia sp. o quadro clínico é ainda inespecífico. A presença de febre constitui um dado importante. A Pseudomonas sp. bactérias gram-negativas ou bacilos aeróbicos conhecidos como Enterobacteriaceae. A incidência de sepse é menor que no período neonatal. As vias urinárias podem ser o foco primário de infecção.. podendo ser manifestação isolada de infecção urinária. . pois a grande maioria das infecções ocorre por via ascendente. especialmente entre os neonatos portadores de uropatias obstrutivas. polaciúria. cerca de 1% dos meninos e 5% das meninas apresentam um episódio de infecção urinária até os 12 anos e seu pico de incidência ocorre ao redor dos 4 anos de idade. Nos lactentes. cresce o número de infecções por bactérias do grupo Proteus sp. anorexia.

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Entre as bactérias. de proteinúria e azotemia em graus variáveis. a GNDA pós-estreptocócica (GNDAPE) é a mais comum. na maioria das vezes. hipertensão arterial e hematúria. geralmente. Um grande número de infecções virais e bacterianas têm sido incriminadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaqueline Christiane Lanaro Márcia Melo Campos Pahl Última Atualização: 9/20/2001 11:36:04 AM Quadro clínico e Epidemiologia A glomerulonefrite difusa aguda (GNDA) é uma doença inflamatória não-supurativa que acomete difusamente os glomérulos de ambos os rins. A infecção de pele ou orofaringe pelo Streptococcus beta-hemolítico do grupo A determina a produção de anticorpos. após doenças infecciosas. Admite-se que o antígeno estreptocócico se deposite na membrana basal . a mais freqüentemente associada tem sido o estreptococcus betahemolítico do grupo A. embora outros estreptococos (como o pneumococo). Esta síndrome caracteriza-se pelo aparecimento abrupto de edema. estafilococos. meningococos e até Mycoplasma já tenham sido relacionados à glomerulonefrite aguda. Em crianças. acompanhada. A glomerulonefrite aguda em crianças aparece. O processo inflamatório glomerular é imunologicamente mediado e resulta na instalação de uma síndrome nefrítica aguda.

Durante este período. recebe os anticorpos circulantes com conseqüente formação de imunocomplexos e ativação do sistema do complemento. e de 2 a 4 semanas. no início do quadro. hipertensão arterial (presente em 60 a 80% dos casos . e deve-se. A probabilidade de um indivíduo desenvolver GNDA na presença de um estreptococo nefritogênico é de 15%. produzindo edema. onde a recuperação se aproxima de 100% dos casos. ocorrem em adultos com mais de 40 anos de idade. hematúria (presente em 25-50% dos casos. oligúria (diurese menor que 1ml/kg de peso/hora em crianças até 10 kg ou abaixo de 600 ml/m2 de superfície corpórea/dia nas maiores é freqüente). reduzindo. desaparece em 2 semanas. não sendo somente uma conseqüência da retenção hidro-salina e da hipervolemia subseqüente. geralmente. sobretudo na faixa etária dos 3 aos 12 anos de idade. A queda na filtração glomerular resulta na retenção renal de sódio e água. Estudos mostram que crianças que desenvolvem GNDA a partir de piodermites são. é leve e restringe-se à face). assim. . O prognóstico dos pacientes que se apresentam com a forma típica de GNDAPE é muito bom e isto é particularmente verdade nas crianças. média de 21 dias. após as infecções de pele. A doença é mais freqüente em crianças e adolescentes. mais jovens que aquelas com faringites. moderada). na proporção de 2:1. sugerindo o envolvimento de outros fatores patogênicos. insuficiência cardíaca e encefalopatia hipertensiva. mas há casos com duração superior a 4 semanas). independentemente do foco primário infeccioso. A diurese induzida por diuréticos não necessariamente determina redução nos níveis pressóricos. em geral. em geral. A hipertensão arterial provavelmente tem origem multifatorial. o sistema renina-angiotensina está acentuadamente inibido. portanto sem período de latência.glomerular e. é possível identificar hematúria microscópica e proteinúria em cerca de 30% dos pacientes. O quadro clínico caracteriza-se por instalação abrupta e abrange os seguintes sinais e sintomas: edema ( presente em 85% dos casos. Raramente a doença se repete em um mesmo indivíduo. deve alertar para a possibilidade de exacerbação de doença crônica. a criança é assintomática. A hematúria e proteinúria são decorrentes do processo inflamatório dos capilares glomerulares que permite a passagem de hemácias e proteina para a urina. O sexo masculino é mais acometido que o sexo feminino. bem como lesão de suas paredes. Vários estudos demonstram que. As manifestações clínicas da GNDA surgem após um período de latência que varia de 1 a 3 semanas (média de 10 dias) após a infecção de orofaringe. posteriormente. a superfície filtrante e determinando redução da taxa de filtração glomerular. O processo inflamatório gerado produz oclusão dos capilares glomerulares. contudo. O início de uma glomerulonefrite coincidindo com uma infecção. a sepse. A mortalidadde na fase aguda é inferior a 1%. Menos de 5% dos casos são vistos em crianças abaixo dos 2 anos de idade e 5 a 10%.

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As acentuadas variações de crescimento e desenvolvimento físico que ocorrem na adolescência. retardo puberal. a tuberculose e os acidentes. as cáries. Acne . É o caso da baixa estatura. escoliose do adolescente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 9/5/2001 6:43:18 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Alguns problemas de saúde têm incidência específica na adolescência. como os distúrbios nutricionais. Acne. atividade sexual precoce e aqueles de natureza psicológica estão extremamente relacionados ao próprio processo de crescimento e desenvolvimento. tratamento específico. embora dispensando. distúrbios menstruais. Outras afecções assumem aspectos especiais. ginecomastia. do atraso da puberdade e do crescimento linear excessivo (quee já foram discutidas no capítulo de crescimento e desenvolvimento puberal). podem constituir importante fonte de ansiedade para o adolescente e sua família. na maioria das vezes.

Ginecomastia Vulvo-vaginites Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Vale recordar que um traumatismo na criança pode provocar lesão da placa epifisária de crescimento. que exige tratamento de urgência. congênitas e adquiridas. As mais comuns são as doenças traumáticas. . e que algumas fraturas na infância podem levar a sérios problemas circulatórios.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:36:10 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Afecções traumáticas Afecções congênitas Devemos dividir as afecções na criança em doenças traumáticas. que devem ser prevenidos com diagnóstico precoce e conduta de urgência.

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Escola de Enfermagem da USP Epidemiologia e definição A hipertensão arterial é uma doença altamente prevalente. atingindo cerca de 15 a 20% da população adulta. resistência à insulina. na região Nordeste. A hipertensão arterial é um fator de risco para doença cerebrovascular e coronária. insuficiência cardíaca e renal. como dislipidemia. microalbuminúria. no Sudeste. Disciplina de Nefrologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP 2 Professora Livre Docente. alterações tróficas dos . no Sul. os estudos regionais realizados com diferentes critérios de definição da doença e de medida da pressão arterial. embora não exista um estudo nacional. No Brasil. de 6 a 17%. Ela se associa e interage com outros fatores de risco. de 5 a 38%. de 1 a 27% e no Centro Oeste.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Décio Mion Jr1 Ângela MG Pierin2 Última Atualização: 8/10/2001 11:23:36 AM 1 Professor Livre Docente. intolerância à glicose. podendo chegar a 50% nos idosos. as prevalências vão de 7 a 40%. obesidade central. mostram que. aumento da atividade de fatores da coagulação.

Copyright © 2001 IDS .vasos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hipertrofia e alteração da função diastólica de ventrículo esquerdo.

polifagia. mas. O tipo 1 tem seu início na infância ou na adolescência. Situações onde há excesso de hormônios contra-reguladores são raras. O diabetes tipo 2 ocorre na faixa adulta. onde se destacam a obesidade . o diagnóstico somente é feito em situação emergencial em jovem em coma cetoacidótico. como o glucagon. ou tipo 1. O indivíduo apresenta poliúria. muitas vezes. e o não-insulinodependente. O diabetes é classificado em dois tipos: o insulino-dependente. O diabetes é um distúrbio metabólico caracterizado pelo aumento da glicose sangüínea por deficiência de insulina ou por resistência periférica à ação da insulina. emagrecimento. estando asssociado a mecanismos auto-imunes ainda não bem definidos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/21/2001 6:44:04 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O metabolismo de carboidratos é regulado pela insulina e pelos hormônios contrareguladores. o cortisol e o hormônio do crescimento. O diabetes gestacional não será abordado no presente texto. sendo a mais freqüente a deflagrada pelo uso de corticosteróides como medicamentos. depois dos 40 anos. polidipsia. ou tipo 2. com forte determinação por fatores ambientais. como infecções viróticas e processos alérgicos.seja ela global ou .

Em suma.localizada no abdome -. A ação da hiperglicemia no endotélio e em outros mecanismos bioquímicos provoca uma série imensa de agravos cardiovasculares em ambos os típos de diabetes. sendo diagnosticada.000 habitantes entre 0 a 14 anos e a do tipo 2 é de 7. a hiperglicemia sem cetose induz ao coma hiperosmótico.8 % da população entre 30 e 69 anos. por queixas vagas ou em rastreamento. a inatividade física e o tabagismo. A sua apresentação clínica é bastante frustra. que pode ser confundido com um evento cerebrovascular agudo. o diabético que sobreviva a eventos cardiovasculares como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral terá um risco maior de desenvolver insuficiência renal em níveis dialíticos ou de ficar cego. Copyright © 2001 IDS . Importante ressaltar que o diabetes tipo 2. costuma ser desconhecido em quase metade dos portadores. na maioria das vezes. situação esta encontrada no nosso e em outros países. por quase não apresentar sintomas. No Brasil. mostrando que a freqüência do tipo 2 é muito maior do que a do tipo 1. seguido das complicações arteriais cerebrais e em membros inferiores e pelo comprometimento das arteríolas em rins e retina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Em idosos. a prevalência do diabetes de tipo 1 varia de 7 a 12 por 100. O principal é a carga elevada de doença coronária provocada pelo diabetes. A alteração osmótica provocada pela hiperglicemia e pela produção elevada de corpos cetônicos provoca uma situação crítica do equilíbrio ácido-básico e hidroeletrolítico em crianças e jovens diabéticos com sério risco de vida.

as doenças cardiovasculares constituem-se a maior causa de óbito em todas as regiões do Brasil.7% no Sul.datasus. variando entre 29. fundamentalmente angina do peito e infarto do miocárdio (52. As diferentes formas de apresentação da doença coronária (angina do peito e infarto do miocárdio) têm em comum. Dr. Disciplina de Cardiologia Departamento de Cardio-pneumologia Epidemiologia e Quadro Clínico Segundo dados do Ministério da Saúde (Datasus .9% no Nordeste e 34.1% naquela acima de 64 anos. e 47.br).2% do total de óbitos por doença cardiovascular) e acidente vascular encefálico (32. a presença de obstrução aterosclerótica em artéria coronária.9%). Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do Instituto do Coração (InCor) .do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. as que mais se correlacionam com mortalidade são a doença coronária. .gov.USP. José Carlos Nicolau1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:06 AM Autores: 1 Livre-Docente em Cardiologia .http://www. A angina do peito pode ser definida como a presença de dor no peito ocasionada por sofrimento (isquemia) do músculo cardíaco (miocárdio). Os valores atingem 38.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof. na maioria das vezes.8% na faixa etária entre 50 e 64 anos. Dentre as doenças cardiovasculares. Pode ser dividida.

No presente texto. é a que tem pior prognóstico. A angina instável tem várias formas de apresentação. Copyright © 2001 IDS . será abordada apenas a angina estável. O infarto agudo do miocárdio se caracteriza pela presença de dor precordial de duração prolongada (mais de 20-30 minutos) e. A estável ocorre aos esforços físicos e geralmente se relaciona a uma obstrução aterosclerótica importante (maior de 70%) em uma ou mais das artérias coronárias.de forma simplificada. dentre as diferentes formas de apresentação da doença arterial coronária. na maioria das vezes ocorre independentemente de esforço físico e tem pior prognóstico do que a angina estável. em estável e instável. As características da dor são similares na angina do peito e no infarto do miocárdio. variando frequentemente a duração e o fenômeno desencadeante.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

principalmente entre mulheres. tanto no aspecto relativo às perdas econômicas quanto ao custo social gerado pela doença cerebrovascular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fábio Iuji Yamamoto1 Última Atualização: 8/28/2002 11:50:13 AM Autores: 1 Serviço de Neurologia Clínica da Divisão de Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) constituem a primeira causa de morte entre as doenças cardiovasculares no Brasil. Pessimismo e negativismo. onde os coeficientes são dos mais elevados quando comparados a países do hemisfério ocidental. de conduta e prevenção. A doença cerebrovascular pode ser classificada em três grandes grupos (e cada um deles com inúmeras sub-divisões. Há grande impacto das doenças cerebrovasculares sobre a sociedade como um todo. A apresentação inicial de . caracterizando doenças específicas): o isquêmico. deram lugar a avanços fantásticos nos seus aspectos diagnósticos. atitudes comuns há menos que duas décadas. a hemorragia intracerebral e a hemorragia sub-aracnóide. Por outro lado. as doenças cerebrovasculares representam uma das áreas da medicina que experimentam progressos cada vez mais rápidos.

a hipertensão arterial predomina no grupo mais afetado entre os 40-69 anos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A hipertensão arterial é o fator de risco principal para o AVC.5% dos casos atendidos. nos pacientes normotensos mais idosos.todos estes eventos é quase sempre aguda. Copyright © 2001 IDS . de tal forma que a sua mortalidade e incidência podem ser consideradas como marcadores da prevalência da hipertensão em uma localidade. Outros fatores.7%. a angiopatia cerebral amilóide deve ser considerada no diagnóstico diferencial.8% e a hemorragia subaracnóide por 15. a hemorragia intracerebral por 20. como o tabagismo. motivando a procura de pronto-socorro. No Serviço de Neurologia de Emergência do Hospital das Clínicas da FMUSP. os isquêmicos são responsáveis por 63. porém com intensidade menor do que ocorre com o risco de um infarto do miocárdio. o diabetes e o colesterol elevado também contribuem. O AVC isquêmico associa-se ao processo aterotrombótico ou lacunar no território carotídeo e vértebro-basilar ou a embolia cardíaca. A hemorragia intracerebral pode estar associada a malformações vasculares e ao uso de drogas em indivíduos com idade inferior a 40 anos.

que. pois. de cardiopatia valvar ou isquêmica. reduz substancialmente a qualidade de vida dos pacientes e. Só o envelhecimento da população já é fator de aumento de sua prevalência. é observada em mais de 10% dos pacientes. com o seu agravamento. ficam mais velhas e acabam apresentando insuficiência cardíaca. sendo diagnosticada em menos de 2% entre os com menos de 55 anos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Antonio Carlos Pereira Barretto1 José Antonio Franchini Ramires1 Última Atualização: 9/21/2001 6:47:46 AM 1 Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença que vem se tornando mais freqüente com o passar dos anos. naqueles com mais de 75 anos. nas formas avançadas. . A insuficiência cardíaca. tem características de doença maligna. As pessoas não morrem mais de doenças infecciosas. é doença limitante. mesmo nos dias de hoje. pela sua característica clínica. com mortalidade superior a 60% no primeiro ano.

especialmente. se houve tempo suficiente para que os mecanismos compensatórios sejam acionados ou para que ocorra retenção hídrica e o fluido se acumule no espaço intersticial. Ao exame físico. tendo o governo gasto R$ 150 milhões no tratamento. Alguns sintomas estão relacionados especificamente a falência do ventrículo direito determinada pelo acúmulo generalizado de fluidos. o estado geral de pacientes com IC de recente início pode ser relativamente bom. variando de extremos. como insuficiência aguda da bomba com edema agudo de pulmão ou choque cardiogênico. prejuízo da memória e insônia. À semelhança dos sintomas. dispnéia paroxística noturna. sopros sistólicos em áreas mitral e tricúspide. não havendo exame complementar capaz de definir de maneira única e objetiva a presença desta síndrome. dispnéia de repouso até edema agudo de pulmão. são os mais freqüentes. A insuficiência cardíaca foi a principal causa de hospitalização entre as doenças cardíacas. secundários à dilatação ventricular e hiperfonese do componente pulmonar da segunda bulha podem ser observados. nas fases tardias da doença. até disfunção ventricular esquerda assintomática ou leve. é uma das doenças que onera muito os serviços de saúde pública e privada. edema de membros inferiores e. dependendo da câmara acometida. estes últimos especialmente nos idosos. O principal sintoma da insuficiência ventricular esquerda é a dispnéia nas suas várias formas de apresentação: aos esforços. O diagnóstico da IC é. sendo a expressão clínica da hipertensão venocapilar pulmonar. anasarca com derrame pleural e ascite. pela sua freqüência. geralmente. Outras alterações. como oligúria. Alguns outros sintomas. enquanto aqueles crônicos. plenitude pós-prandial. são também observados com certa freqüência. Achados cardíacos denotando disfunção ventricular incluem ritmo de galope com terceira bulha patológica. os gastos familiares na assistência ao doente etc. Desta forma.Ao lado deste cortejo clínico. são encontrados sinais clínicos que variam com o grau e a cronicidade da doença. especificamente. teremos diferentes sinais.6% das despesas com hospitalizações no ano de 1998. Fadiga e astenia são sintomas também freqüentes. noctúria. poderemos encontrar estertores finos em bases pulmonares. vômitos. eminentemente. . Mesmo com todo o avanço tecnológico e científico dos últimos anos. clínico. apresentam-se malnutridos e até caquéticos. nas formas mais avançadas. Nos casos de falência direita: estase jugular. de maneira importante. Desconforto em hipocôndrio e flanco direito (hepatomegalia e distensão da cápsula de Glisson) e sintomas gastrointestinais. como pulso alternante. confusão mental. obstipação ou diarréia e dor abdominal difusa. da rapidez com que a síndrome se desenvolve e. ortopnéia. A insuficiência cardíaca pode apresentar-se de diferentes maneiras. equivalente a 4. náuseas. A manifestação clínica depende. a análise de sinais e sintomas mantém-se como a principal maneira para se diagnosticar a IC. hepatomegalia. As despesas são ainda maiores se considerarmos os dias não trabalhados. Nos casos com falência esquerda. O mesmo se aplica aos seguros saúde e pacientes privados.

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O diagnóstico etiológico começa pela idade: a aterosclerose atinge os indivíduos acima de 50 anos. que aparece após andar uma certa distância. Por si . Ela responde por mais de 90% dos casos. mas podem causar isquemia importante. enquanto as arterites ocorrem antes dessa idade. A insuficiência arterial dos membros tem quadro clínico bastante característico. dor isquêmica de repouso e necrose tecidual. podendo. quase sempre. Consiste na dor muscular. O quadro depende da gravidade das lesões e se manifesta de três formas distintas: claudicação intermitente. aumentando de intensidade até obrigar o paciente a parar. As doenças arteriais inflamatórias (arterites) são menos freqüentes. Claudicação intermitente: É um sintoma característico e patognomônico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Pedro PuechLeão1 Última Atualização: 9/3/2001 9:27:16 AM Autores: 1 Professor Titular de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A principal causa de insuficiência arterial dos membros é a aterosclerose. ser diagnosticada apenas com base na história e exame físico.

Diferencia-se de outros quadros dolorosos pelo fato de piorar quando o paciente se deita. 3. embora a distância que o paciente consegue caminhar sem dor possa variar dependendo de fatores ambientais e do terreno. instalada a dor. o paciente nunca sente dor quando está parado. é importante caracterizar bem o sintoma. ou seja. mas. faz o diagnóstico de insuficiência arterial.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . constante e sempre presente nas mesmas circunstâncias. porque a circulação aumenta pela ação da gravidade. ocorre principalmente à noite. uma vez tendo parado. O sintoma é. se o paciente decidir empreender uma caminhada. A dor é em queimação. a dor cede completamente em alguns minutos. para não confundi-lo com outras manifestações dolorosas dos membros.só. um sintoma característico e inconfundível. nem ao iniciar a marcha. Copyright © 2001 IDS . O paciente sente dor de forte intensidade mesmo parado. Na anamnese. As características que permitem reconhecer a claudicação intermitente são: 1. Portanto. na maioria deles. Estes quase sempre melhoram na posição sentada ou em pé. não existe um dia em que o indivíduo pode andar longas distâncias sem dor. ela oscila dentro de uma determinada faixa. 4. se insistir. será obrigado a parar. portanto. mais intensa na extremidade: dedos e dorso do pé. o paciente pode continuar andando se diminuir o ritmo. A dor aparece após andar alguma distância. portanto. mesmo que o paciente fique em pé. O ato de levantar-se e dar alguns passos pode melhorar a dor. chegando a impedir o sono. 2. A dor isquêmica de repouso pode ser acompanhada de formigamento e adormecimento dos dedos. surgirá a claudicação conforme descrito acima. Dor isquêmica de repouso: Esta representa uma insuficiência arterial mais avançada. Porém. para só voltar após nova caminhada na mesma distância A claudicação intermitente é.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Fábio F. Morato Castro1 Jorge Kalil1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:52 AM Serviço de Imunologia do Hospital das Clínicas e Disciplina de Alergia e Imunopatologia da Faculdade de Medicina da USP 1 Rinite alérgica Alergia a veneno de insetos Dermatite atópica Reação adversa a drogas Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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químicos ou microbiológicos. . Estima-se 20% dos adultos terá ao menos um episódio de rino-sinusite ao longo de suas vidas. sendo a incidência influenciadas por fatores regionais. Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas tem rino-sinusite a cada ano. ambientais e sócio-econômicos. É definida como uma inflamação específica da mucosa que forra as cavidades paranasais ou seios da face causada por agentes físico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 6:55:16 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A rino-sinusite é doença de grande incidência entre adultos e crianças. Se incluirmos no diagnóstico o processo inflamatório que acomete a mucosa do nariz e seios paranasais em gripes e resfriados comuns (infecções virais). a incidências anual por habitante chegará a duas por ano em adultos e até quatro vezes ao ano em crianças.

são predominantes. Em infecções do seio maxilar relacionadas a problemas dentários. coroidites. influenzae e o Streptococus sp.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Proteus mirabilis e Escherichia coli. impedindo a drenagem normal das secreções. retinites. ceratites. osteomielites. trombose de seios venosos e abscesso cerebral. etmoidais. uveites e coriorretinites. Vários estudos mostram a Pseudomonas aeruginosa como a mais comum. o epitélio ciliado do forramento cavitário é destruído ou inativado. os anaeróbios tem um papel relevante (cerca de 90%).meningite. Staphylococcus aureus. conjuntivites. Tanto na rino-sinusite aguda como na crônica. esfenoidais e frontais). Nas infecções mistas (aeróbios e anaeróbios) o H.. Em imunodeprimidos podemos encontrar infecção fúngica. No processo agudo.Os seios paranasais são quatro estruturas pares (seios maxilares. irites. a resposta seria reversível através de tratamento adequado. escierites. fibrose e supuração ativa presentes ao mesmo tempo levando a alterações irreversíveis. Copyright © 2001 IDS . abscesso epidural. as infecções anaeróbias e estreptocócicas são as mais comuns. Enterobacter sp. As complicações das rino-sinusites são raras. Os agentes infecciosos da rinosinusite aguda são o Streptococus pneumonie e o Hemophilus influenzae (responsáveis por 60 % dos casos). Na rino-sinusite crônica. De maneira prática classificamos a rino-sinusite em aguda (menos de quatro semanas) e crônica sendo o diagnóstico baseado em estimativas da duração da inflamação. O movimento ciliar na mucosa sinusal drena o muco sinusal para as fossas nasais. revestidos pela mucosa nasal que se invaginou pelos orifícios de comunicação. A inflamação crônica implica em uma contínua resposta inflamatória com necrose. Na rino-sinusite hospitalar as bactérias gram negativas predominam. predominando cocos anaeróbios e Bacterióides sp. seguida pela Klebsiela pneumoniae. (8%) e Moraxella Catharralis (4% em adultos e até 20% em crianças). com retorno das características normais da mucosa. porém a alta incidência da afecção na população implica que as rino-sinusites tenham um papel no aparecimento de dacriocistite supurada (infecção do saco lacrimal).

A prevalência cumulativa média neste estudo foi de 13%. a asma é responsável por aproximadamente 5% das consultas ambulatoriais e até 16% das consultas de emergência. porém taxas estáveis foram verificadas no Estado de São Paulo. na faixa etária de 5 a 19 anos. Esta é uma característica da doença: maior morbidade e menor letalidade.4%. foi de 8. Em 1997.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rafael Stelmach1 Alberto Cukier2 Última Atualização: 9/21/2001 6:50:12 AM 1 2 Professor doutor da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Professor livre docente da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A prevalência mundial de asma brônquica em crianças e adolescentes oscila entre 5% e 22%.8% do total de óbitos na população. Observou-se aumento de mortalidade por asma em várias regiões brasileiras entre a década de 70 e a de 90. por exemplo. O desconhecimento . O incremento médio anual no Rio Grande do Sul. entre 1970 e 1992.672 óbitos por asma no país. ocorreram 2. Em serviços de pediatria. Os óbitos por asma representaram cerca de 0. avaliada em estudo internacional que contou com dados de cinco capitais brasileiras.

ocorre uma segunda redução do fluxo aéreo. que evolui com crises quando um indivíduo sensível é submetido a um estímulo nas vias aéreas. e não mais simplesmente ao do broncoespasmo. Estes conceitos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . bem como a ausência de um programa de educação e tratamento padronizados podem justificar parte destes números. Como conseqüência. deram clareza aos processos fisiopatológicos da asma. Este ciclo inflamatório leva à destruição do epitélio de revestimento das vias aéreas e à exposição de terminações nervosas. que se correlaciona com a gravidade da asma. com implicações diretas no tratamento. com conseqüente aumento do tônus das vias aéreas. facilitando o acesso dos mediadores aos receptores irritativos. que passou a ser direcionado ao controle da inflamação. Estas permanecem neste estado de hiperreatividade por vários dias. perpetua-se a hiperreatividade. hipersecreção mucosa e edema das vias aéreas. aproximadamente 6 horas após o estímulo inicial. Há uma imediata ativação de células inflamatórias e liberação de mediadores. sibilância e dispnéia.sobre o caráter inflamatório da doença. há contração da musculatura lisa dos brônquios. Esta compreensão da patogenia produziu substancial mudança na classificação da gravidade da asma. primordialmente vinculados a um processo inflamatório persistente. Em alguns pacientes. Copyright © 2001 IDS . Caso novos estímulos desta ou de outra natureza ocorram. Em decorrência. desenvolvidos na última década. desencadeando a sintomatologia. É uma doença incurável. o fluxo aéreo se reduz. ocorre a chamada reação dual em que. Asma brônquica é uma doença crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios recorrentes de tosse seca.

O tabagismo é a causa predominante. O paciente portador de DPOC habitualmente é um fumante ou ex-fumante. a DPOC acarreta impacto econômico considerável. como pelo custo do tratamento. em grau variável. sendo os pacientes acometidos geralmente pelos dois componentes simultaneamente.Departamento de Cardio-Pneumologia Professor Doutor da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . Este conceito engloba duas entidades. de progressão lenta e irreversível. a expectoração e a dispnéia. tanto pelo absenteísmo e aposentadorias precoces. a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Devido a seu caráter progressivo e incapacitante. responsável por mais de 90% dos casos da doença. Os sintomas predominantes são a tosse.Departamento de Cardio-Pneumologia Quadro clínico e Epidemiologia A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma entidade clínica caracterizada pela obstrução ou limitação crônica ao fluxo expiratório. com história de tosse e expectoração .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Cukier1 Rafael Stelmach2 Última Atualização: 9/21/2001 6:54:32 AM 1 2 Professor Livre Docente da Disciplina de Pneumologia da FMUSP .

Aqueles em que predomina a bronquite crônica. Caracteristicamente. A ausculta pulmonar tenderá a revelar diminuição do murmúrio vesicular quando a obstrução for muito acentuada ou na presença de enfisema. sopro tricúspide. quando aumenta o grau da dispnéia. timpanismo. hiperfonese de segunda bulha. o desenvolvimento de cor pulmonale não é incomum. com sinais de insuficiência cardíaca direita. A dispnéia é o sintoma principal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Naqueles pacientes com hipóxia crônica. estase jugular. Nestes casos. Durante as exacerbações é freqüente a sibilância. com tórax em barril. são menos dispnéicos. têm tendência à obesidade. Estes sintomas precedem ou são concomitantes ao aparecimento de dispnéia em cerca de 75% dos casos. cianóticos. Copyright © 2001 IDS . os pacientes tendem a evoluir com exacerbações agudas. os doentes costumam se apresentar com edema dos membros inferiores e cianose. O exame físico pode ser normal. freqüentemente. taquipnéicos. pois gera incapacidade e tende a ser progressiva. se torna amarelada. que. Nos casos em que se desenvolve cor pulmonale. ascite. a tosse e o volume da expectoração. Os pacientes com enfisema mais pronunciado tendem a ser magros. hepatomegalia e edema de membros inferiores podem ser observados. ao lado das manifestações clínicas crônicas. Crepitações podem ser audíveis particularmente nos pacientes bronquíticos. por outro lado.de longa data. utilizando os músculos acessórios da respiração.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fabio B. é a segunda maior ocorrência de câncer no sexo masculino e a sexta no sexo feminino. foram registrados 164. no Brasil. tendo a incidência no sexo feminino aumentado em 22% na última década. Jatene1 Wanderley M.500 mulheres). Bernardo2 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:16 AM 1 2 Diretor da Clínica de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Médico Assistente de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O câncer de pulmão. o câncer de pulmão é a causa mais freqüente de morte relacionada ao câncer e a segunda maior incidência de câncer em ambos os sexos. com estimativa de 20. em pessoas com idade acima de 40 anos e principalmente na faixa etária de 60 anos. Nos Estados Unidos. No mundo. . ainda.000 casos novos no ano de 2000. A doença é mais freqüente no sexo masculino. tendo sido responsável por cerca de 13. O câncer de pulmão é mais freqüente.000 mortes no ano de 1997 (9.000 casos novos por ano.500 homens e 3.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nas fundações de construções). como a exposição ao gás radônio (gás radioativo que pode se acumular no solo. Quanto maior o tempo e a quantidade de cigarros fumados. Além disso. asbesto etc. o carcinoma de pequenas células tem a maior tendência de ampla disseminação. que. urânio. adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. Comparado com outros tipos celulares de câncer de pulmão. não-expostos. mas é o mais responsivo à radio e à quimioterapia. têm o potencial de cura com a ressecção cirúrgica. nos Estados Unidos. incluindo epidermóide ou carcinoma escamoso. maior o risco. a exposição a substâncias químicas. quando localizados. Câncer de pulmão não-pequenas células (80%): é representado por um conjunto heterogêneo de três tipos histológicos distintos de câncer de pulmão. Evitar a exposição a pessoas que estejam fumando. a medida mais importante a ser tomada é não fumar. também são medidas preventivas. Câncer de pulmão de pequenas células (20%): estes tumores são de origem neuroendócrina e são muito agressivos. 22 vezes e 12 vezes maior que o risco dos não-fumantes. Copyright © 2001 IDS . Estes tipos histológicos são freqüentemente classificados em conjunto porque. cromo e níquel. Acredita-se que mais de 80% dos casos sejam resultantes do tabagismo. com sobrevida média após o diagnóstico de 2 a 4 meses. com índices 30% acima dos verificados em não-fumantes. Na prevenção do câncer de pulmão.O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer pulmonar. é considerada a segunda maior causa de câncer de pulmão. Não fumantes expostos a fumantes têm também maior risco de desenvolver câncer de pulmão. têm sido associada de maneira menos freqüente ao câncer de pulmão. o risco é. Assim. no homem e na mulher. respectivamente. como o asbesto.). Há outros fatores relacionados com o desenvolvimento do câncer pulmonar. O câncer de pulmão pode ser dividido em dois grupos principais: não-pequenas células e de pequenas células. bem como aos demais fatores sabidamente relacionados com o câncer de pulmão (radônio.

nos últimos anos. A prevalência exata da tireotoxicose na população geral é desconhecida e depende tanto da distribuição geográfica como da acurácia diagnóstica. significativamente. Disciplina de Endocrinologia. Departamento de Clínica Médica da FMUSP Professor Titular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Meyer Knobel1 Éder Carlos Rocha Quintão2 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:56 AM 1 2 Professor Livre-Docente. Esta última tem melhorado. A tireotoxicose pode originar-se de várias causas: Causas Doença de Graves Mecanismo Estimulação tireóidea anormal por anticorpos anti-receptor do TSH . Disciplina de Endocrinologia. Departamento de Clínica Médica da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia HIPERTIREOIDISMO Hipertireoidismo é uma condição clínica caracterizada pelo aumento da secreção de hormônios tireóideos (denominado tireotoxicose) devido à hiperfunção glandular.

É mais comum em mulheres que homens. Todos. mas a incidência aumenta com a idade em ambos os sexos. Tem etiologia autoimune. provocando sintomas e sinais evidentes de comprometimento sistêmico. Em outros. Conseqüentemente. pacientes de áreas endêmicas de bócio. as evidências clínicas são inespecíficas. ativação constitutiva de receptores de TSH Múltiplos nódulos autônomos funcionantes Doença tireóidea auto-imune decorrente da superposição das doenças de Graves e Hashimoto Sobrecarga de iodo (constrastes radiológicos. Exibe espectro clínico variável. coriocarcinoma) Adenoma hipofisário produtor de TSH TSH = hormônio estimulador da tireóide.Nódulo hiperfuncionante Bócio multinodular tóxico "Hashitoxicose" Adenoma folicular autônomo. entretanto. sem a ajuda de recursos laboratoriais. Em outros pacientes. Em alguns pacientes. HIPOTIREOIDISMO O hipotireoidismo define síndrome clínica e bioquímica. A avaliação clínica e laboratorial permite distinguir entre portadores da forma subclínica (assintomático e apresentando níveis séricos normais de hormônios tireóideos) e branda. com pico entre 40 e 60 anos. amiodarona. pacientes com bócio preexistente não-endêmico Interação do hCG aos receptores de TSH Superprodução de TSH Tireotoxicose induzida por iodeto Tumores trofoblásticos (mola hidatidiforme. o distúrbio é franco. Como o desenvolvimento dos sintomas e sinais de hipotireoidismo é tipicamente insidioso e a prevalência da forma subclínica é estimada em 40%. caracterizada pela presença de anticorpos estimuladores dirigidos contra o receptor da tireotrofina (TSH). antisépticos tópicos [Povidine]) em portadores de nódulos autônomos. o quadro clínico é inequívoco. hCG = gonadotrofina coriônica A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo franco. em ordem decrescente de freqüência são: (1) doença de Hashimoto. As causas mais comuns de hipotireoidismo. que refletem uma exacerbação dos seus efeitos metabólicos. (2) terapia do hipertireoidismo . resultante da diminuição da produção e da redução dos níveis circulantes dos hormônios tireóideos e reversível com a reposição hormonal deficiente. doença de Graves. exibem concentrações circulantes elevadas de hormônio estimulador da tireóide (TSH). dificultando o diagnóstico do hipertireoidismo. pode ocasionar espectro variável de sintomas. está justificada a triagem laboratorial de rotina na população em geral. O excesso de hormônios tireóideos livres circulantes provoca manifestações clínicas.

amiodarona. (3) tireoidectomia subtotal para hipertireoidismo ou tumor. (8) deficiência de iodo e (8) resistência generalizada ao hormônio tireóideo.com 131I. (3) terapia prévia de hipertireoidismo com drogas antitireóideas. (6) hipotireoidismo central (hipofisário ou hipotalâmico). iodeto. (5) uso de drogas (lítio. interferon alfa). (7) tireoidite subaguda.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (4) pós-parto (transitório em 60-70% dos casos). Copyright © 2001 IDS .

são necessários parâmetros para estudar populações e servir de referência na prática clínica. Determinar os níveis normais de hemoglobina não é fácil.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Sandra Gualandro1 Última Atualização: 8/10/2001 11:30:06 AM Autores: 1 Disciplina de Hematologia e Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Anemia. Tabela 1. o mais frequente sinal encontrado na prática clínica. Níveis de hemoglobina indicativos de anemia ao nível do mar * Grupos por faixa etária/sexo 6 meses a 5 anos Hemoglobina (g/dl) <11 . baseando-se em estudos de âmbito mundial (tabela 1). porque cada indivíduo tem a concentração de hemoglobina adequada à sua massa muscular ou tecido metabolicamente ativo. Por isso. é definida como uma redução nos níveis de hemoglobina do sangue. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu estes parâmetros.

mesmo com níveis muito baixos de hemoglobina. geralmente. 405.5 bilhão de pessoas e predominando nos países em desenvolvimento. Quanto mais abrupta a queda no volume sanguíneo e/ou nos níveis de hemoglobina. como acontece. o diagnóstico correto para a instituição da terapêutica adequada. como nas hemorragias agudas ou crises hemolíticas. o paciente permanece assintomático ou oligossintomático. nas anemias ferropênicas. A velocidade de desenvolvimento das alterações é crucial para a determinação da intensidade dos sintomas. mais intensos os sintomas. podendo decorrer de múltiplas causas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os sintomas de anemia relacionam-se à redução na capacidade de transportar oxigênio do sangue e à alteração do volume sanguíneo total. Copyright © 2001 IDS . portanto. Nas anemias de instalação lenta. Embora a anemia ferropênica seja a doença de maior prevalência no mundo. 1968 <12 <13 <12 <11 Anemia é sempre sinal secundário de alguma doença.6 a 14 anos Homens adultos Mulheres adultas Mulheres grávidas *WHO technical support series no. É fundamental. acometendo cerca de 0. A doença de base ou doenças associadas também interferem na intensidade das manifestações clínicas e na adaptação do paciente à anemia. existem outros tipos de anemia em que o ferro está em níveis normais ou até em excesso. associadas à capacidade compensatória dos sistemas pulmonar e cardiovascular.

permitindo que o vaso possa voltar a desempenhar adequadamente as suas funções preestabelecidas. de modo a permitir que ocorra a reparação do tecido lesado. Elbio Antonio D'Amico1 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:58 AM 1 Médico Assistente de Hematologia do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A conservação do volume sangüíneo circulante normal dentro do compartimento intravascular é fundamental para manutenção da função tecidual fisiológica. . o sangue deve manter-se no estado líquido. solidificando-se. Para que todas essas atividades sejam realizadas adequadamente. deverá ocorrer a lise do trombo. depois da cicatrização tecidual. Ao conjunto desses mecanismos é dado o nome de hemostasia. Para tal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. localmente. quando dentro dos vasos. quando houver qualquer lesão na parede vascular. o organismo utiliza mecanismos ligados aos vasos (endotélio). Como o tampão hemostático formado irá alterar as propriedades reológicas do vaso acometido. às plaquetas e aos mecanismos de coagulação/ fibrinólise.

quando confrontadas com outras mulheres normais. deve-se observar se. onde as hemartroses (sangramentos intra-articulares) espontâneas são manifestações características. nas coagulopatias congênitas. Assim sendo. A história clínica de manifestações hemorrágicas algumas vezes é difícil de ser obtida. é de grande importância. O questionamento sobre procedimentos cirúrgicos. ou vasculares.Os distúrbios ou anormalidades hemostáticas podem manifestar-se clinicamente através de duas sintomatologias opostas: as manifestações hemorrágicas e as manifestações vasooclusivas ou trombóticas. As características da manifestação hemorrágica podem orientar quanto ao diagnóstico do tipo de anormalidade hemostática. mais comumente. As equimoses são observadas em qualquer tipo de diátese hemorrágica. Estes podem ocorrer devido a alterações vasculares. outros podem supervalorizá-los. As petéquias. a sua ausência atesta um bom estado do sistema hemostático. Considerações semelhantes podem ser feitas quanto à adenoamidalectomia. ao se questionar sobre manifestações hemorrágicas cutâneas pós-traumáticas. Muitas mulheres podem referir períodos menstruais com duração e intensidade de fluxo normais. no intuito de poder classificar o distúrbio hemorrágico como congênito ou adquirido. particularmente crianças. Ainda neste contexto. deve-se pensar . Quanto às exodontias. particularmente nas hemofilias. sendo as últimas as mais comuns na prática médica. Nas pessoas normais. é oportuno localizar no tempo as manifestações hemorrágicas e os procedimentos cirúrgicos realizados. As hemorragias profundas do tecido subcutâneo. uma vez que estas situações avaliam o sistema hemostático melhor do que qualquer teste laboratorial. plaquetárias ou dos mecanismos de coagulação/fibrinólise. Epistaxe pode ocorrer em várias condições hemorrágicas. é sempre importante comparar as respostas hemostáticas dos pacientes com as de seus familiares próximos ou conhecidos. a epistaxe tende a ocorrer nos meses mais secos. Porém. para outras pessoas. são mais valorizáveis as hemorragias que ocorrem após a extração de um pequeno incisivo do que após a extração de um grande molar. Enquanto alguns pacientes interpretam seus sangramentos como normais. a presença de hemorragia após esse procedimento não é muito valorizável como parâmetro de normalidade. Nas alterações plaquetárias podem ainda ocorrer sangramentos superficiais originados das mucosas nasal. músculos. então. apresentam a mesma alteração hemostática. Serão abordados somente os distúrbios hemorrágicos. eventos traumáticos da mesma intensidade levam ou não a sangramentos de intensidade comparável ou não. que podem ser congênitas ou adquiridas. Porém. eventualmente. Como muitas pessoas normais podem apresentar maior sangramento após a extração de um molar. a realização ou não de suturas e a necessidade ou não de retorno ao odontólogo para o controle do sangramento. deve-se questionar sobre o número e qual o dente extraído. podendo também levar a conclusões erradas. doença de von Willebrand e teleangiectasia hemorrágica hereditária. regiões retroperitoneais e órgãos intra-abdominais são observadas. mas é particularmente mais comum nas plaquetopenias. porque comparam com familiares próximos (mãe e irmãs) que. podem. aos quais o paciente tenha sido submetido. que são hemorragias puntiformes originadas de alças capilares dérmicas. gastrointestinal e gênito-urinária. observar a presença de menometrorragia. Quando sempre unilaterais. Por exemplo. Como esses procedimentos associam-se a um tecido ósseo não-compressível. são quase sempre observadas nas alterações plaquetárias.

alterações plaquetárias (incluindo a trombocitemia essencial). questões importantes referem-se a sangramentos associados à queda do coto umbilical e com a erupção dos dentes. disproteinemias e escorbuto. nas condições adquiridas. pode ocorrer nas alterações plaquetárias. O questionamento sobre a época de início do aparecimento dos primeiros sangramentos é útil para se diferenciar as tendências hemorrágicas congênitas das adquiridas. as manifestações começam na infância. A primeira condição costuma-se associar à deficiência do fator XIII. nas doenças congênitas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . doença de von Willebrand e uremia. o estudo familiar pode ser útil e característico. doença de von Willebrand e uso de anticoagulantes orais. além de resultar de doença local. enquanto que. Hemorragia gastrointestinal pode ocorrer em qualquer diátese hemorrágica. Embora existam exceções. afibrinogenemia e deficiência do fator VII. uremia. Como muitas das doenças congênitas são hereditárias. Hematúria pode ocorrer nos distúrbios plaquetários. Sangramento gengival. Copyright © 2001 IDS . Nas crianças. hemofilias. as hemorragias iniciam posteriormente (idade adulta). teleangiectasia hemorrágica hereditária. particularmente nos pacientes sob terapia anticoagulante.em lesão local.

inicialmente da membrana sinovial. com prevalência entre 0. . Esta definição.5 a 1% na população adulta. resume seus principais elementos: inflamação crônica característica básica da artrite reumatóide. sistêmica. É caracterizada pelo comprometimento de pequenas e grandes articulações (artrite) de forma progressiva e aditiva. auto-imune. persistente. entre 20 e 60 anos de idade. Trata-se de uma doença inflamatória crônica. embora complexa. causando destruição da cartilagem e osso com conseqüente incapacidade física. O caráter crônico. implica na presença de mecanismos inflamatórios e imunológicos que perpetuam esta inflamação. causando deformidade e gradativa perda funcional. manifesta-se clinicamente como artrite e laboratorialmente pelo aumento das chamadas provas de atividade inflamatória inespecíficas. A inflamação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Yeda Magalhães Laurindo1 Última Atualização: 8/16/2001 9:15:26 AM Autores: 1 Professora assistente doutora do serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A artrite reumatóide é uma doença universal. com a maior incidência em torno dos 45 anos. com etiologia desconhecida. habitualmente. O início da doença ocorre.

em cerca de 60-80% dos pacientes. acometimento pulmonar e hematológico. geralmente melhora na gravidez e piora durante a amamentação). deter a destruição articular e a incapacidade funcional é o objetivo do tratamento. A perda funcional durante a fase aguda da doença é causada pela dor e edema das articulações. Mencionamos "controle" ou "remissão" de doença. com participação do sistema imunológico. Minimizar. estima-se que mais de 50% dos indivíduos afetados apresentem dificuldades no desempenho das atividades profissionais após dez anos de doença. desvio ulnar dos dedos. resultado de lesões irreversíveis da cartilagem e osso e devem ser evitadas com diagnóstico e tratamento precoces. atrofia da musculatura interóssea. Entretanto. multifatorial. perda de peso. reflete o caráter auto-imune da doença. Copyright © 2001 IDS . Está diretamente associada à morbidade da doença e deve ser evitada. nódulos e vasculites. Tradicionalmente. acometendo pequenas e grandes articulações periféricas de forma simétrica e aditiva. interfalangeanas proximais) e pés (metatarsofalangeanas) é particularmente importante para o diagnóstico e definição da doença. Este é um conceito fundamental: como não conhecemos o agente etiológico. com predisposição genética e influência de fatores ambientais. outros órgãos e sistemas podem ser acometidos. metacarpofalangeanas. edema das metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais. hormonal (predomina em mulheres na proporção de 3:1. assume caráter permanente como consequencia da destruição cartilaginosa e óssea. nos referimos à chamada "mão reumatóide": alargamento dos punhos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Posteriormente. Entretanto. muitas destas deformidades são tardias. dedos em pescoço de cisne. O envolvimento das pequenas articulações das mãos (punhos. não consideramos ou não falamos em cura. permanecer assintomático por longos períodos equivale a uma "verdadeira cura". Atualmente. botoneira e martelo. para o paciente.Embora as manifestações clínicas características envolvam as articulações. Importante destacar que é uma doença complexa. Os pacientes podem apresentar febre. pois isto implicaria na eliminação de um agente causal que desconhecemos. mal-estar. linfoadenopatia. A detecção do chamado fator reumatóide (auto-anticorpo que reconhece como antígeno a porção constante de outro anticorpo). A manifestação clínica característica da doença é a artrite persistente.

o que permite diferenciá-la. isto é.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Fuller1 Última Atualização: 8/10/2001 11:26:48 AM Autores: Responsável pelo Grupo de Osteoartrose do Serviço de Reumatologiado do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Epidemiologia e Quadro Clínico A osteoartrose ou artrose é doença de alta prevalência. e contínua e difusa com a progressão da artrose. A osteoartrose foi a causa do impedimento laborativo em 7. geralmente de poucos minutos. Tem característica mecânica. atingindo 10% da população acima dos 60 anos. Pode ocorrer rigidez matinal fugaz. No Brasil.8% dos casos.6% das faltas ao trabalho (ocupando o terceiro lugar das causas de incapacidade. de início fugaz e episódica. que ocorre na artrite da doença reumatóide. a qual tende a ser mais constante e prolongada. após as doenças mentais e as cardiovasculares). . porém pode afetar indivíduos mais jovens. as doenças osteoarticulares foram responsáveis por 10. aparece com o início do movimento (dor protocinética) e melhora com o repouso. da dor com características inflamatórias. O sintoma dominante da osteoartrose é a dor articular. faz-se necessário o diagnóstico diferencial com artrite reumatóide. caso se estenda por mais de meia hora. na maioria das vezes.

Essa forma é considerada geneticamente determinada. a região cervical e lombar são as mais atingidas. as articulações mais afetadas são as interfalangeanas distais. que decorre da sobrecarga no movimento de pinça entre o polegar e os demais dedos. Os sinais inflamatórios. A musculatura correspondente à articulação pode estar hipotrofiada. apresenta-se ainda como muito frequente a artrose da primeira carpo-metacarpiana. nessa articulação. A amplitude do movimento articular pode ficar reduzida. Copyright © 2001 IDS . Pode acometer as articulações interapofisárias e as intervertebrais. Nas mãos. Os sintomas são dor local e sintomas neurológicos (tanto sensitivos como parestesias como motores) decorrentes de compressão radicular pelos osteófitos. se presentes. Na coluna. Deformidade. As articulações mais acometidas são as das mãos e as de carga (joelhos. sendo característica. quadris e coluna). Nas mãos. a articulação comprometida mostra-se dolorosa à palpação e mobilização. falta de alinhamento e instabilidade articulares podem ocorrer. a presença de crepitação ao movimento. A escoliose e a hiperlordose lombar favorecem a osteoartrose da coluna. predominando no sexo feminino.No exame físico. detectado pela palpação da articulação durante o movimento de flexo-extensão. varismo e valgismo e lesões meniscais e traumas. são brandos. as interfalangeanas proximais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . há presença de derrame articular. com a formação de nódulos de Heberden e Bouchard respectivamente. A artrose de joelhos é freqüentemente secundária à obesidade. Em alguns casos.

mas calcula-se que 10% da população têm. A tendência. porque. porém. . No Brasil. regeneração epitelial).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaime Natan Eisig1 Antônio Atílio Laudanna2 Última Atualização: 9/21/2001 7:21:52 AM 1 Médico Assistente da Disciplina de Gastroenterologia Clinica do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A úlcera péptica decorre de um desequilíbrio entre os fatores agressivos (HCl. a melhora das condições de vida dos indivíduos. Na ausência de antiinflamátorios nãoesteróides e de gastrinoma. Vários fatores influenciam o equilibrio entre a agressão e defesa da mucosa. sais biliares e Helicobacter pylori) e defensivos. tiveram ou terão úlcera. fluxo sanguineo. não há números oficiais. com os tratamentos de erradicação do Helicobacter pylori. é que a prevalência da doença esteja caindo. responsáveis em manter a integridade da mucosa (barreira mucosa. o que contribui para a não-contaminação. ainda. a quase totalidade das úlceras gástricas e duodenais têm relação com a presença do Helicobacter pylori. pepsina. as úlceras estão sob controle e há.

A pirose ou azia é comum nos pacientes com úlcera duodenal. mas não existe comprovação científica de que algum desses fatores leve à incidência maior de úlcera do que aquela esperada na população em geral. representados por café. álcool. refrigerantes. mostraram que 50% das crianças e 90% da população adulta tinham a infecção. algumas vezes. Nos países desenvolvidos.5 a 3 vezes). de pessoa para pessoa pela via oro-oral ou fecal-oral. Em relação à idade. em portadores de úlcera gástrica. O fato de o paciente ser despertado pela dor em meio à noite ("clocking") é sugestivo da presença da úlcera. circunscrita e descrita como "dor de fome.As úlceras da primeira porção do duodeno são cinco vezes mais frequentes que as do estômago. mudou radicalmente o conceito de que a úlcera péptica fosse considerada especificamente uma doença cloridro-péptica: o consenso atual não deixa qualquer dúvida quanto à importância da bactéria na gênese da gastrite e da úlcera péptica. de forma rítmica. A ritmicidade é relação íntima da dor com a alimentação: a melhora da dor com a ingestão de alimentos é relativamente frequente nos portadores de úlcera duodenal (chamado de dor em 3 tempos: dói-come-passa). entre eles o Brasil. é universalmente aceito que exista participação de um fator psicossomático na dinâmica da doença ulcerosa. como eructação. a ingestão de alimentos às vezes piora ou desencadeia o sintoma (dor em quatro tempos: dói-come-passa-dói). ao passo que. particularmente duodenal. estenose ou . entre os fatores ambientais . em virtude da associação da úlcera duodenal com refluxo gastroesofágico. O homem é o único hospedeiro conhecido por essa bactéria. O baixo nível sócio-econômico. O exame físico nada acrescenta. A dor sem mantém por semanas. pode ser detectada a infecção pelo Helicobacter pylori. sialorréia. Pesquisas efetuadas em 24 países em desenvolvimento. Após a descoberta do Helicobacter pylori. O que se acredita é que indivíduos que se alimentam mal e vivem sob tensão são mais susceptíveis a apresentar distúrbios digestivos. queimadura ou desconforto na boca do estômago". O modo de transmissão é. têm sido aventados como possíveis participantes na etiopatogenia da úlcera péptica. Em mais da metade da população mundial. Os sintomas referidos pelos pacientes não permitem diferenciar a úlcera duodenal e úlcera gástrica e. atípicos ou mesmo ausentes. flatulência. vômitos não são próprios da úlcera péptica mas podem estar associados. as úlceras são mais frequentes no sexo masculino (1. Nos países em desenvolvimento. mas não ao aparecimento de úlcera péptica. são muito discretos. Outra característica da dor da úlcera péptica é a periodicidade: períodos de acalmia (desaparecimento da dor por meses ou mesmo anos) intercalados por outros de atividade. Outros sintomas dispépticos. a infecção é menor. localizada no epigástrio. sendo adquirida nos primeiros meses de vida. Fatores dietéticos. De um modo geral. embora também não haja base científica para tal afirmação. a úlcera duodenal ocorre entre 30 a 55 anos e a úlcera gástrica. Além da infecção pela bactéria. antiinflamatórios não-esteróides e esteróides em doses elevadas têm associação com úlcera péptica. náuseas. Quando presente. em queimação. entre 50 a 70 anos. a dor é habitualmente pouco intensa. aspirina. provavelmente. as precárias condições de vida e deficientes cuidados sanitários e de higiene representam significantes fatores de risco para a aquisição desta infecção. como hemorragia. Da mesma forma. leite. a infecção pelo Helicobacter pylori é quase universal. condimentos. a não ser nos casos de complicações. apenas o fumo.

perfuração.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

Se os cálculos forem suficientemente pequenos. podem migrar em direção ao duodeno e causar obstrução da papila duodenal e. do ducto pancreático principal (ducto de Wirsung). associadas à presença de cálculos no seu interior. com aparecimento de icterícia acompanhada ou não de febre (colangite). são. Os sintomas das colecistites relacionam-se à obstrução de ducto cístico e constam basicamente de (1) cólica localizada no epigástrico e irradiada para o hipocôndrio direito (75% dos casos). Os sintomas surgem quando os cálculos migram na direção do ducto cístico. provocando pancreatite de diferentes níveis de gravidade. (2) a dor pode se irradiar para o hipocôndrio esquerdo e região dorsal . causando obstrução ou atingindo o colédoco. ou inflamações da vesícula biliar. consequentemente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcel Cerqueira Cesar Machado1 Última Atualização: 8/10/2001 11:27:48 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As colecistites. em geral. sendo causa freqüente de consultas médicas e gastos excessivos com exames diagnósticos. A presença de cálculos na vesícula biliar pode ser assintomática.

Nesta situação. Copyright © 2001 IDS . esta freqüência aumenta com a idade: em pacientes acima de 65 anos de idade a freqüência de câncer incidental ultrapassa 5%. porém. A complicação mais discutida da colecistite calculosa é o câncer da vesícula biliar. com peritonite. o que constitui situação rara. É complicação mais freqüente em outros países. A dor em cólica melhora com antiespasmódico. (3) dor irradiada para a região pré-cordial simulando angina ou infarto.com ou sem icterícia. não por dias. porém. a não ser na situação anteriormente citada. dada a possibilidade de complicações graves conseqüentes às intervenções cirúrgicas nestas circunstâncias. com descompressão brusca e dolorosa e piora da dor com tosse ou respiração profunda.7% dos doentes submetidos a colecistectomia. Na ausência de peritonite o doente pode ser operado no dia seguinte. A não-melhora da dor e a sua persistência no hipocôndrio direito associada ou não a plastrão palpável a este nível. Estes dados surgerem migração de cálculos para o colédoco com suspeita de pancreatite aguda. A cirurgia de emergência está indicada na presença de perfuração da vesícula biliar. a vesícula biliar pode ser palpável. porém não de emergência.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ou então ser enviado a centros médicos melhor equipados. como a Bolívia. No nosso meio. freqüentemente permanece dolorimento no hipocôndrio direito. podendo o doente ser enviado a centro de maiores recursos ou ser a operação postergada por algumas horas. podendo o doente apresentar febre. A colecistite aguda é doença de tratamento cirúrgico de urgência. Após a crise aguda. na dependência do tipo físico do doente. sua freqüência atinge a 1. com cobertura antibiótica. (4) náuseas e vômitos podem estar presentes. sem as condições adequadas. Chile e Japão. geralmente. Não se deve instituir tratamento cirúrgico de urgência à noite. equivale a colecistite aguda.

Estima-se que 30% da população com mais de 45 anos de idade apresente doença diverticular e que 10 a 25% deles possam vir a desenvolver diverticulite.os divertículos são de base larga e habitualmente distribuídos ao longo do cólon.os divertículos são de cólon estreito e a parede intestinal comprometida tende a ser espessada. a moléstia diverticular é classificada nas seguintes formas: a) hipotônica . c) mista . podendo o descendente também estar comprometido. b) hipertônica . De acordo com as características dos divertículos. Quando presentes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Raul Cutait1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:02 AM Autores: 1 Professor associado do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os divertículos do intestino grosso correspondem a herniações de mucosa que podem ocorrer em todo o cólon. Esta condição afeta preferencialmente adultos jovens e se associa a infecções (diverticulite). Esta forma é mais comum após a quinta década de vida e tem como complicação o sangramento.alguns pacientes . caracterizam a chamada doença diverticular. Diverticulite de cólon direito é encontrada apenas em japoneses e chineses. O sigmóide é o segmento mais afetado. sendo raramente encontrados no reto.

A diverticulite aguda pode se manifestar de maneiras distintas: 1) inflamação ou abscesso da parede intestinal. 5) obstrução. 2) perfuração com peritonite localizada. então. essas duas condições dificilmente são diferenciáveis. Copyright © 2001 IDS . A diverticulite aguda é dita não complicada quando o comprometimento limita-se à parede intestinal ou. 3) perfuração com peritonite disseminada.podem apresentar ambas as formas acima descritas. A diverticulite aguda é dita complicada quando ocorre alguma das outras alterações acima mencionadas. 4) perfuração com fístula (externa ou interna). quando existe um abscesso pericólico bastante reduzido.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Do ponto de vista clínico.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 12/4/2001 11:44:18 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Cerca de 50% dos pacientes que procuram atendimento gastroenterológico sofrem de problemas funcionais. numa reunião internacional em Roma. conhecido como "Critérios de Roma II". São eles:presença em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). na ausência de doença orgânica demonstrável. estabeleceu-se um consenso para o diagnóstico da SII. não apresentam lesão orgânica no aparelho digestivo demonstrável pelos métodos propedêuticos atuais. todo o trato digestivo pode ser afetado do ponto de vista motor. Recentemente. Embora a terminologia "intestino irritável" sugira alterações limitadas aos intestinos. ou seja. a síndrome do intestino irritável (SII) é a mais freqüente. de desconforto ou dor abdominal com duas de três características: (1) alívio com a defecação. (2) início associado com alteração na freqüência das evacuações (mais de 3 vezes/dia ou menos de 3 vezes/ . nos últimos 12 meses. Trata-se de uma alteração da motilidade do tubo digestivo e caracteriza-se clinicamente por anormalidades do hábito intestinal (constipação e/ou diarréia) e dor abdominal. Entre as doenças funcionais.

em geral. durante o sono. principalmente. fragmentadas. faz com que o paciente acorde à noite. com dor anal e aparecimento de fissuras e hemorróidas que podem gerar sangramento. freqüentemente. com ou sem irradiação para as costas e tórax e é. como conflitos emocionais.acometem 85% dos pacientes com SII. principalmente na fossa ilíaca esquerda. é freqüente a queixa de uma sensação de evacuação incompleta. . Também é comum que problemas emocionais exacerbem os sintomas. dificilmente. como divórcio e luto. Os pacientes demonstram amiúde sinais de ansiedade e depressão. vários sinais e sintomas foram apontados como elementos de reforço ao diagnóstico da síndrome do instestino irritável: (1) esforço excessivo durante a defecação.isto é. (2) urgência para defecar. (3) início associado com alteração na forma (aparência) das fezes (fezes endurecidas. Além disso. A obstipação pode durar dias ou semanas e obrigar o paciente a fazer uso de laxantes em quantidades cada vez maiores. Às vezes. mas pode haver muco. por acharem que são portadores de câncer. O quadro inicia-se geralmente na adolescência ou juventude e adquire um caráter mais ou menos estável para cada paciente. (3) sensação de evacuação incompleta. Pode ser em cólica ou constante. Algumas características de pacientes com a síndrome do intestino irritável são conhecidas como aspectos psicológicos . de tenesmo e dor abdominal e ocorrer após alimentação. As fezes são de consistência variável (pastosas e/ou líqüidas) e as evacuações não costumam ocorrer à noite. muitos já passaram por vários especialistas por não melhorarem dos sintomas ou.semana). ) alteração no hábito intestinal . desencadeada pela distensão artificial do cólon. o que agrava ainda mais a obstipação. porém. as fezes são duras e fragmentadas (fezes em "cíbalos" ou "caprinas") e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas). dificilmente são mais de 3 a 5 evacuações/dia. com predomínio de uma ou de outra de acordo com cada paciente. Já os com síndrome do intestino irritável com predomínio de obstipação (ou constipação) evacuam menos de três vezes/semana. em "cíbalos" ou "caprinas" e fezes pastosas e/ou líqüidas). ao contrário das diarréias de causa orgânica. o que obriga o paciente a tentar evacuar repetidas vezes. que referem que os sintomas coincidiram ou foram precedidos por problemas psicológicos. As fezes são endurecidas e eliminadas com grande dificuldade (fezes em "cíbalos" ou "caprinas"). dor abdominal . Dor abdominal acompanha a gravidade da obstipação e tende a aliviar com eliminação de fezes. constipação alternada com períodos de diarréia é a alteração mais comum nos pacientes com síndrome do intestino irritável. (4) sensação de plenitude ou distensão abdominal. são "poliqueixosos" e hipocondríacos. (4) eliminação de muco durante a evacuação.é mais comum localizar-se no abdômen inferior. Não há sangue nas fezes (com exceção dos casos de fissura ou hemorróida). a dor piora após as refeições. Caracteristicamente. Os pacientes com síndrome do intestino irritável com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia. alivia com eliminação de gases e fezes e. fezes líqüidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. A diarréia caracteriza-se por acompanhar-se. o calibre das fezes está diminuído (fezes em "fita") em virtude do espasmo colônico e retal.

Entretanto. dispareunia. outros sintomas. Muitos deles são diagnosticados equivocadamente e os sintomas da síndrome do intestino irritável persistem após a cirurgia. Não é raro encontrarmos pacientes com história de cirurgias prévias (por exemplo. Diminuição da pressão do esfíncter esofágico inferior e refluxo biliar para o estômago foram descritos em pacientes com SII e podem justificar tais sintomas. polaciúra e enxaqueca são comuns entre os pacientes com SII e parecem estar relacionados com distúrbios autonômicos envolvendo os sistemas genital. etc. como queimação epigástrica e/ou retroesternal. Por outro lado. geram sintomas dispépticos nestes pacientes. São sintomas inespecíficos e que são atribuídos. colescistectomia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pelos pacientes. histerectomia.). apendicectomia. estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII têm revelado que a maior parte deles tem volumes normais de gás. urinário e vascular. Dismenorréia. eructações e flatulência freqüentes e abundantes. mínimas distensões intestinais provocadas.sintomas dispépticos como distensão abdominal. são referidos por até 50% dos pacientes. náuseas. ao excesso de gás intestinal. sugerindo uma diminuição (congênita ou adquirida) do limiar de tolerância à distensão. vômitos. Copyright © 2001 IDS .

As apresentações clínicas das infecções urinárias dependem do local do trato urinário onde está o processo. Para possibilitar o manejo seguro de um paciente com infecção urinária. Nas reinfecções. A identificação e tratamento precoces podem minimizar ou até mesmo previnir as sequelas no parênquima renal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:10 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia As infecções do trato urinário (ITU) motivam procura freqüente ao médico e apresentam risco de complicações não-desprezíveis. Pacientes com maior risco de lesão do trato urinário alto são os idosos. os portadores de malformações do trato urinário e os imunodeprimidos (aidéticos e transplantados) e merecem maior atenção pela possível evolução para quadros mais graves. . é importante distinguir bacteriúria (presença de bactérias na urina) da contaminação da amostra. é importante diferenciar a persistência (mesma bactéria) da reinfecção (outra bactéria). os diabéticos.

dor em flanco. Pode haver bacteremia em até um terço dos casos. queda do estado geral.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . polaciúria. urgência. podendo haver hematúria. náuseas e vômitos. como a pielonefrite. Copyright © 2001 IDS . Em mais de 80% é causada pela Escherichia coli.A cistite é caracterizada por disúria. dor suprapúbica. devemos suspeitar de processo infeccioso mais grave. Infecções do trato urinário alto. Não existe febre em cistites simples e. cursam com febre. quando está presente. calafrios.

ocupacionais. o que resulta em custos elevados para diagnóstico e tratamento. sete a dez sejam decorrentes de problemas relacionados a calculose urinária e a probabilidade de um indivíduo durante a vida ter um cálculo urinário varia de 5 a 20%. outros fatores influenciam o aparecimento da litíase. umidade relativa do ar). o aumento da carga protéica na alimentação e o sedentarismo agem conjuntamente aumentando a prevalência da doença. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Renato Falci Júnior1 José Luis Chambô1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:32 AM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia O impacto social causado pela presença de cálculos na via urinária é imenso. de cada 1000 admissões hospitalares. Estima-se que. o grau de ingestão hídrica individual e o uso de medicações. que aumentam a excreção de substâncias que podem se precipitar na urina. como fatores geográficos (clima. O pico de incidência ocorre entre 20 e 40 anos. sendo três vezes mais freqüente no sexo masculino e com predominância familiar. Além de características intrínsecas do indivíduo. A vida moderna. dietéticos.

acompanhada de náuseas e vômitos. dor à palpação profunda da loja renal ou ureter. exceto quando há infecção associada. atingindo a região escrotal ou grandes lábios.A cólica renal é um sintoma complexo resultante da obstrução do trato urinário. Local da dor 4. Aspecto do paciente Abrupto. Caracterizase por dor em cólica. irradiando-se para região ventral do abdômen Geralmente forte Geralmente associados Presente em alguns casos Inquieto O exame físico do paciente com cólica renal pode revelar sinais característicos. Copyright © 2001 IDS . Cólica Lombar. decorrentes da dor e. O paciente apresenta-se inquieto e incapaz de permanecer em uma posição por mais de alguns minutos. Náuseas e vômitos 6. A tabela 1 mostra as perguntas fundamentais e as respostas esperadas para caracterizar a cólica renal. Características da cólica renal 1. em geral de intensidade forte. A punho-percussão dolorosa da região dorsal complementa os achados do exame físico. Início da dor 2. Tabela 1. que se irradia ventralmente no trajeto ureteral. Nos cálculos em migração para ureter distal. como disúria e polaciúria. À inspeção. Hematúria macroscópica 7. pode haver a concomitância de sintomas urinários. Os sinais gerais que podem ser encontrados são taquicardia e aumento da pressão arterial. o paciente apresenta-se extremamente inquieto. geralmente correspondendo ao local onde se localiza o cálculo. O paciente apresenta-se afebril. Tipo da dor 3. Intensidade da dor 5. mais comum durante a noite ou na madrugada. de início abrupto. além de hematúria macroscópica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . localizada em região lombar ipsilateral. na avaliação específica.

Crise epiléptica isolada não permite o diagnóstico de epilepsia. de 16. de 11.9 casos/1. em Porto Alegre. caracterizado por crises epilépticas recorrentes e espontâneas. Há um discreto predomínio no sexo masculino. assim como crises epilépticas decorrentes de fatores desencadeantes exógenos definidos. como a alta prevalência de cisticercose em algumas localidades. A crise epiléptica corresponde a uma descarga excessiva e síncrona de uma população .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Luiza Giraldes de Manreza1 Elza Márcia Targas Yacubian1 Última Atualização: 9/5/2001 7:03:14 AM 1 Médica Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia Epilepsia é definida como um distúrbio cerebral crônico. em São Paulo.000 habitantes. de várias etiologias. A epilepsia é duas vezes mais freqüente em países pobres devido a fatores sócio-ecônomicos.5 casos/1. É mais comum em crianças menores de 2 anos de idade e em idosos com mais de 65 anos.000 habitantes e. A prevalência da epilepsia é.

ou generalizadas. as manifestações clínicas dependem da região cortical em que ocorrem as descargas epilépticas. que se caracterizam por movimentos anormais. pois os exames estruturais são normais. gustativas (gosto ruim) e vertiginosas. geralmente clonias. por sua vez. (6) psíquicas. seja de modo recorrente. ouvir músicas etc. em que ocorrem sensações simples que podem ser visuais (luzes coloridas). As crises parciais. podem também se originar em qualquer lobo do cérebro. geralmente. As crises epilépticas podem ser devidas a um evento agudo. criptogênicas ou sintomáticas As epilepsias idiopáticas apresentam base genética. constituindo a chamada crise epiléptica única. Mais de 90% dos pacientes com epilepsia têm registros eletrencefalográficos anormais. sensitiva. Neste contexto. eventos epilépticos muito breves. sensorial. déjà entendu e jamais entendu. não é possível esclarecer a etiologia. As epilepsias criptogênicas são as que. e complexas. com hiperventilação e fotostimulação intermitente. ou adquiridos. configurando o diagnóstico de epilepsia. psíquica. (4) sensoriais complexas. Estas crises são classificadas como sintomáticas agudas ou reativas. que se manifestam por sensações anormais. que se manifestam por vômitos. teremos crises ditas: (1) motoras. devemos lembrar as crises desencadas por drogas em nível tóxico (penicilina. como ver pessoas e cenas. as crises epilépticas podem ocorrer espontaneamente. Nas crises parciais simples. As crises epilépticas podem ser parciais. piloereção. dilatação pupilar. em que há envolvimento cerebral difuso. infecciosos ou parasitários. ou de origem sistêmica devido a febre. além de despersonalização e estado de sonho. as epilepsias podem ser idiopáticas. embora se presuma comprometimento orgânico. detectando-se uma lesão estrutural nos exames de imagem que pode ser devida a fatores congênitos. nos quais é preservada. lidocaína) ou terapêutico (cocaína e anfetaminas) e ainda crises devidas à retirada de drogas (álcool. Nas crises generalizadas. Por outro lado. pé e face. seja área motora. ruídos). exceto nas crises mioclônicas. (2) somatossensitivas. denominadas antigamente de "crises psicomotoras". não configurando epilepsia. em que ocorre comprometimento de uma porção cerebral. As crises parciais complexas. de ambos os . quando a consciência é preservada. como vasculares. como agulhadas ou formigamento em determinada parte do corpo. de origem no sistema nervoso central (SNC). como na meningoencefalite. desde que sejam realizados vários traçados em vigília e sono. em que são referidas alucinações estruturadas. sudorese. (3) sensoriais simples. barbitúricos e benzodiazepínicos). em regiões do corpo como mão. como as malformações do SNC. que determinam sintomas psíquicos. no trauma de crânio e na doença cérebrovascular. mas. (5) autonômicas. Assim. autonômica. insuficiência renal etc. palidez ou enrubescimento facial. descritos como déjà vu (ilusão de familiaridade) e jamais vu (sensação de estranheza) ou as ilusões auditivas correspondentes. auditivas (zumbido. olfatórias (odores desagradávei). anóxia. com perda de consciência. a consciência é sempre comprometida. podem ser simples. hipoglicemia. incontinências esfincterianas etc.neuronal. seja de modo isolado. tumorais. Em relação à etiologia. As sintomáticas são epilepsias em que a causa é conhecida.

A manifestação clínica é variável. em que ocorrem contrações musculares súbitas. imobilidade súbita. (2) mioclônicas. A associação de um ou vários tipos de crises epilépticas. durante cerca de um minuto.hemisférios cerebrais concomitantemente. classificandose em: (1) ausência (antigamente chamadas de pequeno mal). sialorréia e mordedura de língua. Copyright © 2001 IDS . particularmente da face. que se caracterizam por perda abrupta da consciência e contrações inicialmente tônica e depois clônica dos quatro membros. (3) tônico-clônicas (também chamadas crises de grande mal). como idade de início. ou seja. apnéia. que consistem de breves episódios de comprometimento da consciência acompanhados por manifestações motoras muito discretas. que se assemelham a choques e acometem um músculo ou um grupo muscular de um ou mais membros ou da face. (6) atônicas em que há rápida alteração da consciência associada à diminuição do tono muscular. como deambulação e confusão mental por período variável.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sendo mais comuns: reação de parada. que se manifestam apenas pela contração corpórea. padrões eletrencefalográficos intercríticos e críticos. isoladas ou repetidas. como automatismos orais e manuais. constitui uma síndrome epiléptica. automatismos oroalimentares. contração dos membros contralaterais ao lobo epileptogênico. liberação esfincteriana. estado neurológico e aspectos genéticos e evolutivos. automatismos mais complexos. A crise parcial simples pode evoluir para parcial complexa e crises parciais simples e complexas podem evoluir para crises secundariamente generalizadas. breves. causando quedas e traumatismos. aumento ou diminuição do tônus muscular e sinais autonômicos. (4) tônicas. (5) clônicas em que ocorrem ou contrações entrecortadas por relaxamento muscular. mastigação ou deglutição. e postura distônica. como estalar de lábios. particularmente do olhar. As crises generalizadas também apresentam manifestações clínicas diversas. piscamento. além de dados clínicos.

1 Sintomas e sinais motores positivos: A maioria dos sintomas e sinais positivos que acompanha a doença dos nervos periférico aparece no paciente com neuropatia clinicamente evidente. As fasciculuções são particularmente pronunciadas nas doenças da ponta . 1.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Paulo E. Alguns fenômenos motores entretanto. Ocorreria por excitação espontânea dos axônios motores. com ativação resultante das unidades motoras.São visíveis espontaneamente como uma irritabilidade do músculo e representa um sinal cardinal de lesão do neurônio motor desde o corno anterior da medula até o axônio terminal. podem ser a única manifestação de um paciente com neuropatia. Marchiori1 Última Atualização: 9/21/2001 7:41:00 AM 1 Professor Associado do Departamento de Neurologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia 1.1. São abolidas pelo curare e intensificadas pela acetilcolina.1. Abordagem clínica do paciente com Neuropatia Periférica 1. FASCICULAÇÃO . O amplo espectro dos fenômenos motores ilustram a diversidade de mecanismos fisiopatológicos recrutados por anormalidade na função do nervo periférico.

com som em crescendo e decrescendo. Podem ser devidas a contrações espontâneas de fibras musculares instáveis e desnervadas.C-dor Alodinia e hiperalgesia . Termoteste sensorial quantitativo 1.1.5. 1.São definidas como ondulações do músculo.3.1. FIBRILAÇÕES . atividade muscular contínua e neuropatia periférica. CAIMBRAS FISIOLÓGICAS BENIGNAS .Efases .1. .3. com rigidez muscular. Bloqueios anestésicos locais associados a termografia 1.Geração a impulsos ectópicos espontâneos. Termografia 1.4. 1. Mecanismos hipotéticos básicos dos sintoma positivos sensitivos em neuropatias: Sensibilização das terminações dos receptores das unidades nociceptoras. NEUROMIOTONIA .excitação cruzada anormal entre axonios.Multiplicação de impulsos aferentes primários em canais nociceptores com exagero da magnitude da dor neuropatia dolorosa diabética.5. circuitos de reexcitação local com passagem de impulsos ortodrômicos e antidrômicos.5.3 Testes 1.São descargas espontâneas de um grupo de fibras musculares. .2. PARESTESIAS . DOR NEUROPÁTICA .1. anomalias do esqueleto e blefarofimose. .2.1.1. A marcha pode ser rígida e lenta.2.2.1. Microneurografia . neoplasias intratorácica.Doença autossômica recessiva.3.ocorrem por sensibilização de nociceptores primários ou pela multiplicação de impulsos ao longo de axônios nociceptores. 1.3. os reflexos tendíneos podem ser abolidos. Pode ser herdada ou esporádica.3. causalgia.anterior da medula. 1. A remoção de sensibilidade epicrítica expõe a atividade do sistema protopático em toda sua nudez. doença imunológicas.2. À eletromiografia aparecem trens de alta freqüência. SÍNDROME DE ISAACS .2. com relaxamento diminuído do músculo.3.Caimbras noturnas dolorosas. 1. sensibilização de nociceptores: eritromelalgia e ABC síndrome: .5.3.1.1.Síndrome da atividade muscular contínua com miocímias contínuas e fasciculações em repouso intensificando a contração muscular.1.ocorrem devido a impulsos ectópicos gerados em fibras nervosas disfuncionais. 1. Sintomas sensitivos positivos 1. Pode associar-se a timomas. Ocorrem em doenças do axônio motor e lesões que ocorrem desde a raiz ventral até axônio terminal. MIOCIMIAS . particularmente entre os axônios motores terminais gerando múltiplos impulsos após ativação e prolongação do potencial da placa terminal.Refere-se a expressão clínica da miocímia. Síndromes 1.4. Ocorre por excitação efática através do tronco do nervo periférico levando a múltiplas descargas ortodrômicas nas fibras dos nervos adjacente. SÍNDROME DE SCHWARTZ-JAMPEL .Liberação do "input" nociceptor primário devido ao defeito de co-ativação do "input " modulatório não nociceptor. Não são visíveis a olho nu e são registradas eletromiograficamente. 1. Algumas formas de hiperalgesia são induzidas pelo estímulo.2. 1. 1.

3. ardência. A progressão a nervos intercostais provocando déficit de músculos intercostais e/ou do músculo do diafragma e levando a falência respiratória. com distúrbio sensitivo em bota e padrão similar ao déficit (motor).2.1. Características: 3.1.2.1. O acometimento de grandes fibras aferentes revela hipo e arreflexia dos reflexos profundos. Processos patológicos dos nervos O nervo periférico é limitado ao reagir a injúria.2 Desmielinização segmentar 2. Manifestações da neuropatias 3. 3.3.3. Inicialmente plantares. Progressão ascendente.3 Eventos precedentes e concorrentes 3.1. 3.4. 3. queimação.4.1. 3. Síndrome de Guillain-Barré 3.Dor queimante e hiperalgesias mecânicas 1. Doenças sitêmicas . manifestações motoras e vasomotoras.4 Desordens primárias dos corpos celulares A desmielinização paranodal ou segmentar é freqüentemente referida como mielinopatia.3 Degeneração e atrofia axonal 2. espinhamento. 3.1. e ataxia de marcha devido a perda da sensibilidade proprioceptiva.1. dificuldade a dorsiflexão dos pés.Angry B . Porfirias 3.2 Síndrome tripla do "resfriamento" ou do frio . Axonopatias se referem a degeneração axonal com preservação dos corpos celulares que podem incluir degeneração Walleriana.4.4. Disestesias distais comuns. As desordens primárias dos corpos celulares podem levar a morte de todo neurônio.1.3.2 Doenças 3. Dificuldade para deambular.1.2.4. 2. Doença viral recente 3."Backfiring" C .1. ABC Síndrome ou eritralgia A .2.1 Degeneração Walleriana . 2.1.3 Pseudoneuropatia psicogênica Paciente com disfunção psicológica que pode expressar manifestações clínicas que simulem sintomas sensitivos positivos e negativos. atrofia e degeneração axonal.Nociceptores 1.2. Polineuropatia típica O protótipo da polineuropatia é o déficit simétrico e sensitivo distais. descritas como comichão.5.a resposta a transecção do nervo 2. Sindromes 1. Simétricas e distais. Déficit distal.

exceto os axonios gama eferentes para as fibras intrafusais.: Neuropatia amilóide e neuropatia diabética distal. ataxia sensitiva. balanço e reflexos tendineos são preservados.3. insensibilidade Diminuição proprioceptiva.dormência.4. enquanto as fibras sensitivas periféricas são representada por fibras que variam de tamanho de fibras mielinizadas e axonais não mielinizadas. Déficit motor e sensitivo balanceados .1 Simétrica 4. insuficiência renal crônica 3. a intensidade tátil é poupada. dor neuropática Negativos . distal. Dor Neuropática Dor disestésica Dor de tronco de nervo 3. Ex. Na síndrome de Guillain-Barré. Comichão e disestesias podem ser proeminentes em neuropatias de fibras grossas.plexo lombo-sacral 5 Outras considerações 5.3. a propriocepção. Não são descritas como dolorosas. Nas neuropatias de fibras finas: a sensibilidade cutânea está diminuída (dor e temperatura).4 Natureza dos sintomas e sinais 3.1 Motor . Nas neuropatias de fibras grossas aparecem arreflexia. 3. vibratória e aferências do reflexo de estiramento muscular são fibras grossas e mielinizadas. ocorrem disestesias e disautonomias.3.4.plexo braquial . déficit (motor) variável.5 Plexopatia .2.3. são grandes fibras mielinizadas.4.2 Sensitivos Positivos . Temperatura e dor são mediadas por pequenas fibras mielinizadas e não mielinizadas. Autonômicos 4. mínima ou severa 3. a força. álcool. picada. sinal de Romberg e pseudo atetose. Medicações. .1. 5. Neuropatias de fibras grossas X Neuropatias de fibras finas.3 Proximal X distal 4. ataxia sensitiva.comichão. agulha. tóxicos.4. Padrões de Neuropatia 4. Todos os nervos motores.4. as fibras táteis são grossas e pequenas .2 Membros inferiores são mais acometidos que os membros superiores (exceto na neuropatia pelo chumbo em que MMSS>MMII) 4. déficit (motor) é maior que o sensitivo. as autonômicas são fibras não mielinizadas.fraqueza muscular.4 Tronco X raiz de nervo 4.

3 Neuropatias axonais X desmielinizantes: A distinção é feita eletromiográficamente.examina a atividade elétrica da fibra muscular. desmielinizantes X axonais é importante. Uma vez que o processo de desmielinização diminui e a remielinização se inicia.3. doença hepática.4 Alteração dos reflexos: Diminuição ou desaparecimento dos reflexos é a regra nas neuropatias. a probabilidade de recuperação e antecipação da resposta são maiores. Evolução da neuropatia 7. porque há diferenças na abordagem diagnóstica e no tratamento. dor abdominal. Em neuropatias motoras predominante. Espessamento dos troncos nervosos: É fundamental a palpação dos troncos nervosos para detectar espessamentos focais ou difusos ou outras anormalidades: neurofibromas. A distinção entre ambas. Avaliar pontos dolorosos.5. história para doença de Lyme. hiperlipemia. na maioria das neuropatias axonais na qual a lesão é ampla. a recuperação é mais rápida. 7. sem considerar se a neuropatia é axonal ou desmielinizante.Profundas paralisias e até insuficiência respiratória 7. Em contraste . 5. medicações.evolução em dias ou semanas Subaguda . 7.1.Regeneração 8.meses à anos.5. . 6. Tempo: Aguda . distúrbio gastrointestinal. (AMAN) os reflexos tornam-se reduzidos concomitantemente com e proporcional á fraqueza muscular. emagrecimento. A arreflexia é precoce e proeminente nas polineuropatias que afetam as fibras grossas. soro positividade para HIV. Recuperação: .semanas ou meses Crônica .2 Gravidade: . doença renal crônica.2. com a desnervação dos músculos e déficits sensoriais. Manifestações associadas: 6. anorexia. recuperação é mais lenta em meses ou anos. pelo envolvimento do arco reflexo aferente dos fusos musculares. como na forma axonal da Síndrome de Guillain-Barré.Remielinização . Eletromiografia de agulha (EMG) . 6.Subclínica demostrada por Eletromiografia .1. pontos amilóides perineurioma. Doenças sistêmica: diabetes melito. intoxicações. Gerais: febre. alcoolismo. Eletrodiagnóstico 8. 5. fenômeno de Tinel. e os reflexos podem não desaparecer completamente até que os membros estejam completamente flácidos.1.

Condução sensitiva. 8. Estudo da velocidade de condução: motora. Na re-inervação. o número de potenciais de unidade motora é diminuído. Fibrilações . A amplitude do potencial de ação muscular (CMAP) é reduzida em processos desmielinizantes ou apresenta bloqueio de condução representado por abrupta redução no tamanho do potencial entre os sitios de estimulação distal e proximal.2 Classificação . O padrão de recrutamento de unidade motora é reduzido em doenças do neurônio motor superior e em fraqueza psicogênica. miopatias e polimiosite. História clínica 9. (VCM) sensitiva (VCS) e amplitude de potencial músculo e nervo.4. mais que uma forma de neuropatia herdada ou outro tipo de neuropatia desmielinizante adquirida. os potenciais de unidades motoras aumentam de amplitude e duração e são freqüentemente polifásicos.1 Categorizar cada caso 9. Exame neurológico 9.2. Eletroneuromiografia 9. ocorre silêncio elétrico porque o aparelho contrátil é ativado distalmente ao sarcolema. uma descarga antidrômica ascendente até a medula espinal ativa as células do corno anterior da medula causando uma descarga reflexa que desce e ativa o músculo produzindo a onda F. 8. Diagnóstico clínico das Neuropatias 9. A estimulação do nervo motor produz uma descarga ortodrômica e resposta muscular direta (onda H). derivados de descarga espontânea de fibras musculares isoladas.3.são potenciais breves e de baixa amplitude. Fasciculações podem indicar doença de ponta anterior e podem ser encontradas em neuropatias desmielinizantes. Em caimbras musculares. Em axonopatias a VCM é normal ou discretamente reduzida.1.3.1. Apenas examina fibra de condução A alfa (grandes e rápidas).Em denervações. São freqüentes em músculos desnervados. incluindo fibras C. As descargas de alta freqüência em crescendo-decrescendo são características de desordens miotônicas e são relacionadas a instabilidade da membrana da fibra muscular.2. a atividade difusa da unidade motora é registrada. Nas contraturas que podem ser encontrada em algumas miopatias metabólicas. não mielinizadas podem ser realizados. Biópsia de nervo 9. Os registros intraneurais da atividade da fibra nervosa. Em neuropatias desmielinizantes a presença de bloqueio de condução pode sugerir que o paciente tenha uma polineuropatia desmielinizante crônica inflamatória. Nas neuropatias desmielinizantes a VCM é muito reduzida. Esta resposta pode ser retardada ou ausente em desmielinização proximal (como na GBS).1. A onda F auxilia no exame da condução nas regiões proximais das fibras motoras. 8.1.

Aspectos especiais 10.2 Mononeuropatia múltipla 9.1 Geral e rotina 9.1 Axonal 9.2 Subaguda 9.1 Focal .5.7.1.7 Laboratorial 9.1 Sensitivo ( grande pequena ) fibras 9.2 Motor ( grande pequena ) fibras 9.7.6 Etiologia Específica Associações ( Doenças sistêmicas Intoxicações) 9.3.2.2 Clínica das vasculites Mononeurite múltipla 10.9. Neuropatias focais Danos localizados: compressões 12.1.5.5 Déficit 9.2 Arterite de Churg-Strauss 10.MAG) 9.3 Clínica 9.1 Polineuropatia 9.7.auto-anticorpos (GM1.2 Desmielinizante 9.3 Arterite de Wegener 10.3 EMG .2.2 Específico .Axonal 11.4.1 Poliarterite nodosa 10.4 Topografia 9.3 Líquido cefalorraquiano 9.3.4.1. Neuropatia diabética 12.4.1 Aguda 9.3 Crônica 9.3 Mista 9.8 Biopsia de nervo (sural) 10.5.1 Isquemia: Vasculites necrosantes 10.3 Misto 9.2.

Neuropatia sensitivas Diabete melito.5 Polineuropatia simétrica Sensitivo motora Autonômica Algida aguda Proximal dos membros inferiores 12.6 Focal e multifocal Craniais Tóraco .4.abdominal Focal dos membros Amiotrofia diabética 12.3 Hipoxia e isquemia tecidual 12. uremia.4.3 Generalizada Clínica: 13% dos pacientes com diabetes melito com neuropatia sintomática 50% subclínica 12. Amiloidose Primária Secundária 14.4 Fatores 12.4.4.7 Reversíveis Redução da velocidade de condução na "neuropatia hiperglicemia" 12.2 Multifocal 12. hipotiroidismo.8 Formas mistas 13.4 Imunológica Classificação da neuropatia diabética 12.12. Lyme Imuno-mediadas Gamapatias monoclonais Ganglionites .2 Glicação de tecido 12.1 Hiperglicemia duradoura 12. AIDS.cancer Hereditárias Amiloidoses Neuropatia sensitiva Neuropatia por substâncias tóxicas Cisplatina Taxol Metronidazol .

20.CIDP: Desmielinizante Recidivante Recorrente Progressiva Neuropatia crônica recidivante axonal 19.PAF Shy-Drager síndrome (atrofia de múltiplos sistemas) Sincopes Disautonomias agudas ou subagudas Disautonomias crônicas 17. Neuropatia motora Guillain-Barré Axonal (AMAN) Neuropatia motora multifocal Diabete melito 16. 18.Drogas hipocolesterolemiantes ("Estatinas") 15. Neuropatia autonômica Hipotensão ortostática idiopática . Crônica recidivante. Neuropatias associadas contra anticorpos glicoconjugados e gamapatia monoclonal IgM. Variantes: Miller-Fisher) Motora ( Aguda monofásica. Neuropatia do HIV Desmielinizante Axonal Aguda Crônica . Síndrome de Guillain-Barré e polirradiculoneurite desmielinizante inflamatória crônica Sensitiva ( Aguda monofásica. Lepra e Chagas. Crônica recidivante. Neuropatias devido a doença de Lyme. Variantes: Miller-Fisher) Classificação da síndrome de Guillain-Barré Aguda: Aguda desmielinizante Aguda axonal motora (AMAN) Aguda motora e sensitiva axonal (AMSAN) Pandisautonomia aguda Síndrome de Miller-Fisher subaguda Crônica .

. cutâneo intermediário da coxa (N. 23.5 Regiões terminais.Nervo peroneiro superficial .Ganglios + raiz da coluna torácica média. 23.Biópsia fascicular do tronco dos nervos ulnar.21. Neuropatias Tóxicas (Axonopatias.Biópsia de pele .Nervo safeno maleolar medial (Neuropatia multifocal) Nos membros superiores: .Evitar a biópsia .Biópsia do ponto motor . após confirmação por imagem por ressonância: em tumor do nervo e neuropatia inflamatória focal. . ramo do 20 dorsal digital medial do polegar .n. desmielinizantes) 22.Lepra 23.Pesquisa . para o anconeo. . mediano.Biópsia fascicular 23.Diagnóstico diferencial entre processo inflamatório e infiltração neoplásica. 23. . Avaliar terminações nervosas em biópsias de pele.n.4 Nervos mistos: . .Diagnóstico .N. cutâneo medial do braço n.Raramente indicada nas neuropatias inflamatórias puramente motoras: biópsia fascicular do n. tibial e peroneiro .1 Gânglio dorsal e raízes espinhais . radial nos punhos. microdissecções (teasing). peroneiro profundo na cabeça da fibula. palmar longo e peroneiro brevis podem ser usados.Biópsia de células ganglionares do plexo mioentérico em biópsias retais.2 Plexo braquial .Nervo sural retromaleolar . ME.Biópsia dos nervos cutâneos sensitivos distais: . radial. ou amiloidoma.Biópsia simultânea do nervo peroneiro superficial e nervo peroneiro distal profundo. Biópsia do nervo periférico Os avanços no conhecimento das novas metologias empregadas. e cutâneo antebraquial lateral. . imunocitoquímica melhoraram nitidamente a performance do método. Polineuropatia do doente crítico 23. diabética proximal) Polineuropatias .Local . Nos membros inferiores .Ganglionite sensitiva progressiva com reação inflamatória No LCR .junção neuromuscular .3 Nervos sensitivos cutâneos Locais de acordo com envolvimento neurológico Proximais: grande auricular em neuropatias hipertróficas Distais: ramo anterior do n.em neuropatias que afetam um desses nervos. morfometria.

terapêutica com . Hereditárias n. retofemural 23.3.1 Confirmação da neuropatia 23.10% parestesias no local 23.1.9 Eficiência do método Uma análise de 56 biópsias de n.7.1.7. gastrocnemio . 23.7. 24.3.Nervo peroneiro superficial e músculo peroneiro brevis .2.2 Terapêutica Etiopatogênica 24.2 Diagnóstico etiológico da neuropatias: Vasculite Lepra Amiloidose CIDP n. sural. Terapêutica nas neuropatias periféricas 24.7 Indicação da biópsia de nervo 23.3 Na composição diagnóstica do estudo molecular. 24. por depósito 23.1 Agentes Etiológicos Específicos Conhecidos: 24. 23.23.7. permitiu diagnóstico em 27% (15 pacientes). os achados em 37% contribuíram para o diagnóstico.Vasculites .2. a biópsia de nervo sural contribuiu para o diagnóstico em 38% (20 pacientes). crônica .infecções na ferida cirurgia .1 Biópsias seriadas para avaliar terapêutica na Neuropatia diabética. 23.60% sem sintomas de dor .Doenças mitocondriais . terapêutica com gamagobulina intravenosa. Doença de Lyme (Borrelia burgdorferi) .2 Biópsia de gânglio da raiz dorsal nas degenerações cerebelares.2 Possivelmente Imunológicos: polirradiculoneurite aguda.plasmaferese. eletromiográfico e genética nas neuropatias sensitivas e motoras hereditárias.3.Nervo cutâneo intermediário da coxa e m.7.1 Reabilitação 24.adequar a terapêutica imunossupressora escolhida: GBS .3 Pesquisa 23.Nervo sural e m. polirradiculoneurite crônica .2.8 Complicações de biópsia Biópsia de nervo é invasiva e tem uma significante taxa de complicações: .1 Infecciosos: Lepra.6 Biópsia combinada de nervo e músculo . Em outra série de 53 casos.Sarcoidose Local: .7. em 4% o diagnóstico permanecem obscuro.Terapêutica específica.

1.Imunoterapia: possível corticosteróides. imunossupressores citoliticos.6 Mistos: metabólicos . implantes.Diabete melito: . gama-imunoterapia.3.3 Hipotensão ortostática: Expansores de volume per os (9 Þ fluorhidrocortisona) ß bloqueadores. eritropoetina. 24.5 Isquêmicas. per os ou intravenosos em pulsos mensais.8 Compressivas.2 Distúrbios autonômicos 24. gamaimunoterapia. midodrine.1.imunossupressores esteróidicos e citolíticos. plasmaferese.2.2. Aconselhamento genético (geneterapia no futuro?) 24.2.3 Tóxicos .Ácido tioctico (pesquisa) . tumores. Copyright © 2001 IDS .1 Dor e Parestesias .3. 24.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .1.7 Hereditárias. marca-passo cardíaco. 24.4 Metabólicas: correção possível. 24.1.Inibidores da aldose redutase (neuropatia disautonomica) .2.Correção metabólica .2.1. isquêmicas-imunológicas: Vasculites imunossupressão per os ou pulsoterapia. 24.Analgesia .Analgesia 24.afastar substâncias desencadeantes.3 Terapêutica sintomática 24.1. 24.3. traumas: cirurgia. L-DOPS.2.

Classificação Topográfica As hérnias da parede abdominal são comumente classificadas de acordo com sua localização na parede abdominal. Hérnia umbilical . Linha Semilunar .ocorre na linha média.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Aldo Junqueira Rodrigues Junior1 Jin Hwan Yoo1 Última Atualização: 8/16/2001 10:40:54 AM 1 Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se hérnia da parede abdominal como a passagem de uma estrutura ou víscera intraabdominal através dos planos da parede. respeitando-se a integridade da pele.ocorre na cicatriz umbilical. entre a cicatriz umbilical e o processo xifóide. Linha Mediana Hérnia epigástrica .

Hérnia do trígono inferior . 40% bilateral comum na infância. pelo músculo quadrado lombar e pelo músculo oblíquo interno. hérnia encarcerada . Região Inguino-femoral Hérnia inguinal . 7% bilateral > 40anos: direita ~ esquerda. mesmo com manobras posturais ou palpatórias. As hérnias da parede abdominal podem se apresentar de diferentes formas clínicas: hérnia redutível . sendo delimitada pela borda lateral do músculo reto do abdome. Incidência Localização Epigástrica Umbilical Semilunar Inguinal (adultos) % dos casos 5% 10% rara 70% 80% dos casos em homens. em adultos: 65% dos casos em mulheres observações Inguinal (crianças) Lombar Femoral Incisional Aspectos Gerais 85% rara 5% 10% 80% em mulheres.ocorre no trígono femoral e é delimitada pelo ligamento inguinal. pelo músculo oblíquo externo e pelo músculo grande dorsal.ocorre na região inguinal. delimitado pela margem do osso ilíaco. 65% à direita 75% dos casos em mulheres 1. o risco de estrangulamento é .Hérnia de Spieghel .o seu conteúdo retorna espontaneamente ou com auxilio manual à cavidade abdominal. Incisional Ocorre em locais de cirurgias prévias. Região Lombar Hérnia do trígono superior . Hérnia femoral . pelo ligamento inguinal e por uma linha imaginária que une as duas espinhas ilíacas ântero-superiores.ocorre no chamado triângulo de Grynfeltt.ocorre no triângulo de Petit. pelo músculo sartório e pelo músculo adutor longo.o seu conteúdo não retorna à cavidade abdominal. dos 20-40anos: 65% à direita. Apresenta pouco risco de estrangulamento.ocorre na margem lateral do músculo reto do abdome. sendo delimitada pela 12a costela. Apresenta anel herniário proporcionalmente pequeno em comparação com o conteúdo do saco herniário e. portanto.

o conteúdo herniário pode estar em sofrimento isquêmico e é mandatória a correção cirúrgica imediata para evitar a necrose. pode-se recorrer a exame ultra-sonográfico da região para confirmar o diagnóstico. Não é incomum não se conseguir palpar a hérnia femoral. deve-se. Entretanto.o saco herniário tem origem no canal femoral. Diagnóstico É obtido através da história clínica e do exame físico. Nos casos de hérnia inguinal. pode-se contra-indicar a correção cirúrgica em função da relação risco/benefício do procedimento. estão as cardiopatias. hérnia inguinal mista . observa-se massa herniária palpável descendo e tocando o dedo. hérnia inguinal indireta (HII) . neste caso. Dentre as doenças que elevam o risco cirúrgico. que são melhor visualizadas com esforço ou tosse. pede-se ao paciente que faça força ou tussa: na presença de hérnia inguinal. Pede-se ao paciente que faça força novamente ou tussa e procura-se observar a presença de elevação.associação entre HID e HII.procura-se verificar a presença de proeminências nesta região. 3. hérnia femoral . obrigatoriamente. Nestes pacientes. Diagnósticos diferenciais . de início súbito ou não. nos pacientes com comorbidades severas. O tratamento das hérnias da parede abdominal é essencialmente cirúrgico. os pacientes referem uma elevação na região inguinal. O exame físico consiste de duas etapas: 1) inspeção . inspeciona-se e palpa-se a parte anterior da coxa na região do canal femoral. associado ou não a esforço físico. Em homens com hérnia inguinal com mais de 50 anos. 2) palpação . fazer a avaliação pré-operatória da próstata. a mais comumente empregada divide essas hérnias em: hérnia inguinal direta (HID) .maior. Na suspeita de hérnia femoral. pode-se realizar o tratamento conservador com a utilização de fundas ou faixas abdominais. medialmente aos vasos epigástricos profundos. hérnia estrangulada . conseqüente ao enfraquecimento da fáscia transversal. de crescimento rápido ou progressivo.o saco herniário tem origem no anel inguinal interno. as pneumopatias e o diabetes. que causa aumento do volume escrotal.Criptorquidia . permeando o conduto inguinal. 2.neste tipo de hérnia. Nestes casos. lateralmente aos vasos epigástricos profundos. Hérnias Inguinal e Femoral Embora haja outras classificações. resultante do enfraquecimento do mecanismo de esfíncter do anel inguinal interno. Alguns pacientes apresentam a forma inguinoescrotal. medialmente à veia femoral.com o dedo indicador posicionado através do anel inguinal superficial.o saco herniário tem origem no enfraquecimento do assoalho do canal inguinal. Pode ser congênita ou adquirida. principalmente em obesos.

Ocasionalmente. a queixa mais freqüente é a de dor no local da herniação. além de implicar em custos diretos muito mais elevados. Em alguns serviços. sendo o tratamento clínico. Quando sintomática. reservado somente para os pacientes com comorbidades que implicam em risco cirúrgico elevado. a hérnia pode passar despercebida. Nos magros. permitindo a palpação de um anel fibroso e firme que é o anel herniário. as hérnias umbilicais podem assumir grandes proporções e conter epíplon e/ou alças intestinais. Quando o paciente queixar-se de dor nesta região. São várias as técnicas descritas para a correção cirúrgica da hernia inguinal e femoral. em obesos. deve-se atentar para . assintomáticas. por meio da história e exame físico. Tratamento A não ser para hérnias com anel < 0. enquanto que.- Varicocele Hidrocele Tumor de testículo Linfadenopatia Cisto de cordão espermático Tratamento As hérnias inguinais e femorais devem ser tratadas cirurgicamente. como fundas. os pacientes podem retornar às suas atividades corriqueiras após dois a trêsdias e desenvolver atividade física mais intensa após sete dias. na linha média xifo-umbilical. A correção por via laparoscópica. o conteúdo do saco herniário é redutível com facilidade. Hérnias pequenas podem ser abordadas inclusive sob anestesia local. Merecem destaque as técnicas "sem tensão" que têm por princípio a utilização de prótese. geralmente de polipropileno. ou seja. proporcionando recuperação pós-operatória precoce. Habitualmente. indica-se a correção cirúrgica. empregada em muitos serviços. com diminuição da dor e dos índices de recidiva. Os pacientes portadores de hérnia umbilical podem se queixar de leve estiramento ou dor local. Hérnia Umbilical Diagnóstico O diagnóstico é essencialmente clínico.5cm. quando a manobra de Vasalva pode ajudar na palpação. além de sempre necessitar anestesia geral. exceto em pacientes obesos. a cirurgia é realizada sob anestesia local. Na maioria dos casos. não tem se mostrado extremamente superior às "técnicas sem tensão". que consiste no fechamento do anel. a palpação e a visualização do abaulamento herniário não oferece dificuldades. Esta é facilmente palpável. Hérnia Epigástrica Diagnóstico O diagnóstico é realizado pela história clínica e pelo exame físico.

com veias ingurgitadas e com infecção fúngica. em decorrência de quadro suboclusivo em hérnias encarceradas. ocorrem cólicas abdominais. Tratamento Pequenas hérnias incisionais. a qual é mais acentuada na posição ereta ou com esforços físicos. Diagnóstico O diagnóstico é realizado por meio da história e do exame físico. desnutridos. Tratamento Sempre que sintomática. Como queixa. através do fechamento do defeito anatômico. Encaminhamento Quando do diagnóstico de qualquer hérnia. o paciente pode relatar dor local. Nos casos de dor aguda e/ou intensa. Nas grandes eventrações abdominais. geralmente acompanhada de protusão. Hérnia Incisional É mais comum em pacientes obesos. o encaminhamento deve ser feito em caráter de urgência. submetidos à cirurgia de urgência ou a cirurgias infectadas. delgada. pouco sintomáticas ou assintomáticas. deve-se encaminhar o paciente para avaliação de um cirurgião. podem ser apenas observadas. a qual muitas vezes requer a colocação de telas para reconstruir a parede abdominal.o diagnóstico diferencial de não confundir com uma queixa gastrointestinal. deve-se corrigir a hérnia epigástrica. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Às vezes. Já as mais volumosas necessitam de correção cirúrgica. diabéticos. podendo evoluir para a formação de lesões ulceradas. em especial quando sintomática. a pele sobre o saco herniário pode se apresentar atrófica. sendo o paciente orientado para retornar na presença de sintomas ou crescimento do saco herniário.

Esses ferimentos são chamados de contusões.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dario Birolini1 Renato Poggetti2 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:10 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia do Trauma. enquanto que. Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os ferimentos podem ser classificados em abertos e fechados. a pele encontra-se íntegra. Ferimentos fechados Ocorrem em conseqüência de contusões. compressões e abrasões. Abertos são aqueles que apresentam descontinuidade da pele. Esses mecanismos lesam os tecidos da pele e podem provocar rompimento dos vasos sangüíneos. nos fechados. Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Associado da Disciplina de Cirurgia do Trauma. O trauma provoca o acúmulo de líquido nos tecidos e o rompimento dos vasos gera sangramento. Dependendo da intensidade da energia e da força .

porém podem ser um sinal importante da presença de lesões internas graves concomitantes. ossos e órgãos. tais como pregos. 4) ferimentos perfurantes . que podem ou não apresentar sangramento discreto e são acompanhadas de dor local intensa. 3) lacerações . como facas. Os ferimentos cortocontusos também podem produzir lesões de vasos. o hemotórax e o tamponamento cardíaco.são lesões teciduais de bordos irregulares. Copyright © 2001 IDS . Ferimentos abertos Os ferimentos abertos podem ser divididos em: 1) escoriações . Os mecanismos que provocam essas lesões são as colisões automobilísticas. As lesões podem ser abertas ou fechadas. os ferimentos perfurantes podem provocar hemorragia e/ou peritonite. O sangramento dessas lesões pode ser extremamente variável.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os sinais clínicos mais freqüentes do acometimento superficial são edema.aplicadas. com perda do revestimento cutâneo. onde existe descolamento de pele em relação aos planos profundos.são lesões da camada superficial da pele ou das mucosas.são lesões abertas. como músculos. e que geralmente são produzidas por objetos cortantes. tendões.são lesões produzidas por objetos pontiagudos. 5) avulsões . agulhas e estiletes. dependendo da existência de ruptura de pequenos vasos. de bordas regulares. No abdome.são lesões superficiais. que podem colocar em risco a vida do doente. as intercorrências mais freqüentes e graves são o pneumotórax. Na região do tórax. Essas lesões superficiais geralmente não colocam a vida em risco. com orifício de entrada geralmente pequeno. 2) cortocontusos . podendo gerar risco de vida. nervos e músculos. De acordo com a profundidade de penetração. em geral decorrentes de traumatismos intensos produzidos por objetos rombo. fragmentos de vidros ou de metais. outras estruturas mais profundas.ocorrem em traumatismos resultantes da aplicação de energia e força intensas. Essas lesões também podem ser acompanhadas de sangramento. equimose e hematoma. podem ser lesados junto com a pele. podem ser lesadas estruturas e órgãos internos. os desabamentos e os acidentes de trabalho. podendo causar extensa destruição tecidual. 6) esmagamentos .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Carlos Fontana1 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:20 AM Autores: 1 Chefe do Serviço de Queimaduras do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia As queimaduras podem ser classificadas em quatro tipos segundo os agentes causadores: queimaduras térmicas. crianças em acidentes na cozinha. ainda introduzem objetos metálicos nas tomadas domésticas. As chamas por combustão de álcool constituem outro subtipo das queimaduras térmicas. com tendência ao aumento do número de casos. onde atingem. As correntes de alta voltagem e amperagem da rede de distribuição . elétricas e por radiação. em ambiente doméstico na sua quase totalidade. assim como o contato com corpos aquecidos (ferro de passar. pela sua curiosidade natural em que pese a existência de varios dispositivos de proteção. químicas. mais uma vez as crianças que. As queimaduras elétricas também são muito frequentes. canos de escape e outros objetos metálicos aquecidos ou mesmo em ponto de fusão). atingindo. frequentemente. Podem ocorrer no ambiente doméstico. assim como colocam fios na boca. As mais comuns são as térmicas. principalmente causadas por líquidos aquecidos.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . terapêuticos ou de pesquisa. Podem também ocorrer por defeito ou má manipulação de aparelhos emissores de radiação. acidentes de trabalho. em sua fase mais produtiva. As queimaduras químicas também atingem pessoas adultas na sua maioria. por exemplo. o episódio de Goiânia (GO). caixas de força e outros costumam atingir indivíduos jovens do sexo masculino.dos postes elétricos. lidando com substâncias químicas (ácidos ou bases fortes) sem o devido conhecimento ou medidas de precaução. e consituem. porém de consequências trágicas. Copyright © 2001 IDS . As queimaduras por irradiação são bem menos frequentes. na sua maioria. como.

As varizes dos membros inferiores classificam-se em primárias e secundárias. e 14% têm outras etiologias. As varizes primárias apresentam fatores predisponentes e desencadeantes. Quase 20% da população brasileira acima de 15 anos apresentam algum tipo de veia varicosa. As veias varicosas são salientes e visíveis. Os primeiros estão relacionados com o risco potencial de um determinado indivíduo. representando 73% das úlceras dos membros inferiores: 8% são de origem arterial. causando deformidades estéticas e podendo levar a sintomas. 3% aparecem em diabéticos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Aun1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:34 AM Autores: 1 Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se como veia varicosa aquela que apresenta alterações permanentes de calibre e comprimento (tortuosidade). As úlceras de estase venosa crônica representam uma das complicações mais importantes e características da doença. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. Os principais fatores de risco são a idade e o número de gestações. 2% são traumáticas. . como hereditariedade.

Na maior parte dos casos. Pode ocorrer por fragilidade de veias subdérmicas com erosão da parede.sexo (maior no feminino). na realidade. coberto ou não de fibrina e secreção purulenta. a evolução natural da estase venosa crônica. além das deformidades estéticas. que não causam saliência na pele. mesmo que não haja úlcera. As bordas são elevadas e o fundo. situa-se geralmente na face média do terço distal da perna. visíveis pela transparência da pele) e telangiectasias (pequenos vasos. As placas de eczema situam-se na face medial do terço distal da perna. As complicações mais observadas são a flebite superficial. como posturas profissionais. Com o membro pendente. se houver úlcera ou eczema. Em segundo lugar. Os fatores desencadeantes são os imediatamente responsáveis pelo aparecimento da doença. Algumas vezes são veias normais. porém. microvarizes (pequenas veias. Pela estase em veia varicosa. que podem aparecer isoladamente ou serem confluentes. Em primeiro lugar. As varizes secundárias decorrem de complicações da trombose venosa profunda aguda. respectivamente). Portadores de varizes têm maior tendência de apresentar surtos de erisipela. A úlcera varicosa. as veias dos membros inferiores classificam-se em: varizes (veias salientes e visíveis. apresentam pouca ou nenhuma sintomatologia. que piora com a postura ereta ou sentada e melhora com os pés elevados ou com o deambular. que causa processo inflamatório crônico e exsudativo. muito finos. As úlceras varicosas ocorrem em locais de pele já alterados pela hiperpigmentação e eczema. passa a ser secretante e nota-se celulite ao redor. por solução de continuidade da pele. ou úlcera de estase venosa crônica. Também. granuloso. mesmo fora da fase aguda. observa-se exsudação pela ferida. palpa-se endurecimento nestes locais. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. As flebites superficiais podem levar a hipercromia no trajeto venoso. que exijam longos períodos em posição ereta. Alguns pacientes podem apresentar sensação de peso ou desconforto mal caracterizado nos membros inferiores. É provocado pela presença de hemoglobina livre no tecido celular subcutâneo. que causam elevação da pele). de trajeto tortuoso ou retilíneo. por provocarem sobrecarga no sistema venoso dos membros inferiores. Quanto ao aspecto morfológico. Normalmente é indolor. há maior tendência à formação de coágulos no sistema venoso superficial. Geralmente é benigna e a simples elevação do membro com compressão local já é suficiente para coibi-la. . o eczema varicoso é. pela facilidade de instalação de processos infecciosos. obesidade e gestações repetidas. o edema já será suficiente para facilitar a ocorrência de infecção. bastante semelhantes a pequenas "aranhas"). presença de outros defeitos de tecidos de sustentação e da parede venosa (hérnias e hemorróidas. Apresentando-se como complicação. de aproximadamente 1 a 2 mm de largura. as varizes dos membros inferiores.

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emocional ou econômico-social. A faixa etária acima dos 60 anos alcançou taxas oito vezes superiores às de crescimento da população jovem. tornando-o pouco capaz.1% da população). externo ou interno. encontra-se mais propenso a apresentar alterações no seu estado de saúde frente a um agressor.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia Autores: Wilson Jacob Filho1 Naira Hossepian S. No ano 2025. o Brasil será o sexto país com mais idosos no mundo (cerca de 34 milhões ou 15. de adaptar-se a uma situação adversa . A melhor definição de envelhecimento é aquela que enfatiza o limiar de perda das reservas funcionais do organismo atingido por um ser vivo. tornando-o alvo maior de . seja ela física. O idoso. como o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos. Hojaij2 Última Atualização: 9/5/2001 7:10:54 AM 1 2 Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médica Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A população brasileira vem apresentando um processo de envelhecimento rápido. L. ou mesmo incapaz . caracterizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1980 para países em desenvolvimento.

freqüência respiratória igual ou maior que 30 movimentos por minuto. presença de infiltrado pulmonar na radiografia simples de tórax e freqüência cardíaca igual ou maior que 120 batimentos por minuto. Exame físico. porém uma não pode excluir a outra. atenção e linguagem).caracterizando a senescência . sendo da maior importância a diferenciação entre os achados clínicos considerados normais para a idade . O idoso requer um maior tempo de atendimento.7 a 2.e aqueles relacionados a doenças crônicas ou agudas. Porém.000. a avaliação do histórico clínico do paciente idoso. a febre é um indicador de doença séria em 76% dos pacientes com temperatura oral maior ou igual a 37.o idoso apresenta hipertermia relacionada a processos inflamatórios ou infecciosos em menor proporção que o jovem. leucocitose igual ou maior que 11. Vai depender essencialmente da obtenção complementar de dados fornecidos pelos familiares e/ou cuidadores do paciente em questão. O indivíduo idoso exige alguns cuidados particulares ao ser examinado: (1) respeito e maior pudor ao despi-lo de suas vestes. em função de eventuais limitações físicas.doenças.8oC. auxilia na avaliação dos sinais e sintomas clínicos do paciente. pois podem influenciar a tomada de decisão e a elaboração das hipóteses diagnósticas: (1) febre . por seus valores e diferenças culturais. quando presente.4o C. e a avaliação funcional prévia. Anamnese. porém com alguns comemorativos próprios da faixa etária. esta é a única via de obtenção de uma história clínica confiável. Avaliação Clínica Os profissionais que lidam com idosos atuam sempre com: (1) respeito pelas diferenças próprias da faixa etária. a senilidade. Muitos dos problemas agudos decorrem do não-uso ou mau uso dos medicamentos e de suas interações (35 a 40% das admissões hospitalares por problemas relacionados a fármacos são de indivíduos com mais de 60 anos e a prevalência de atendimentos emergenciais relacionados a problemas com medicamentos é de 1. (2) acessos livres e amplos aos locais de exame. Alguns cuidados na anamnese do idoso são de extrema relevância: as queixas do paciente devem ser complementadas com a história obtida da família e/ou cuidador. ou porque naturalmente possui lentificação na capacidade de planejamento e realização de suas idéias e pensamentos. principalmente na presença de alguns dos seguintes achados clínicos: temperatura oral igual ou maior que 39. (2) uma visão multiprofissional do atendimento. (3) o contato com cuidadores para um completo entendimento do processo agudo de doença. implicam no melhor entendimento da doença aguda e na obtenção do histórico dos fármacos e respectivas dosagens às quais o idoso está habituado.9%). com suas deficiências e doenças previamente diagnosticadas. (3) pontos de apoio estratégicos para facilitar sua movimentação. . Algumas peculiaridades do exame físico merecem maior atenção. não difere daquele habitual para o adulto jovem. seja porque tem deficiências sensoriais (visuais ou auditivas) e/ou cognitivas (nos campos da memória. (3) a presença de familiares. Muitas vezes.

. (6) Exame cardíaco . caracterizando um provável quadro de delírio. existe menor produção natural de secreção salivar e de filme lacrimal e a taquicardia compensatória é menos evidente. (3) freqüência cardíaca.apresenta tendência a valores mais baixos em relação ao jovem e menor incidência de taquicardia compensatória a situações de demanda cardiovascular. a existência de fenômenos vasculares obstrutivos que possam causar diferenças significativas dos níveis pressóricos entre os dois membros (deve-se.na emergência.é mais comum em idosos e constitui situação de alto risco para as alterações nas funções normais do ser humano. em pacientes com dor torácica. (5) Exame das mucosas . sem repercussões cardíacas relevantes. em geral infecciosa. associa-se com insuficiência coronária. até mesmo. (4) pressão arterial . medir a pressão arterial nos dois membros) e a alta prevalência do uso de medicamentos que possam interferir na avaliação da pressão arterial. (7) Exame pulmonar . da própria síndrome.pressão arterial .as bulhas cardíacas são freqüentemente hipofonéticas e sopros sistólicos estão presentes em até 60% dos idosos.é capaz de fornecer impressão clínica fidedigna do descoramento. sempre relacionado a uma alteração orgânica.a idosos que procuram atendimento emergencial de quadros suboclusivos ou oclusivos deve ser dada atenção a sopros e/ou massas pulsáteis que possam sugerir o diagnóstico de aneurisma de aorta abdominal. (8) Abdome . Nesses casos. O exame neurológico é da maior importância devido às alterações cognitivas presentes na avaliação e que devem ser investigadas se são de aparecimento ou piora recente. A presença de estertores bilaterais em bases pulmonares.deve ser medida considerando a tendência (patológica) para o desenvolvimento da hipertensão sistólica isolada com o avanço da idade. A importância do atendimento do paciente com quadro demencial na emergência está no diagnóstico de possíveis causas tratáveis das complicações comportamentais e . freqüentes nesta faixa etária. a expansibilidade pulmonar está diminuída com suas implicações ventilatórias e a presença de estertores deve ser valorizada como anormal mesmo no idoso. podendo até prejudicá-lo em uma situação de emergência. pois a elasticidade da pele encontra-se diminuída. A palpação de todos os pulsos é de extrema importância no diagnóstico de insuficiências arteriais crônicas ou agudas. sempre que possível. é de grande valor a vivência clínica do médico avaliador.(2) hipotermia . a freqüente presença de hipotensão postural com suas implicações terapêuticas. a presença eventual do fenômeno do "buraco auscultatório" falseando possível hipertensão sistólica (deve-se utilizar sempre no idoso a palpação do pulso distal ao manguito para a medida da pressão arterial). embora o estado de hidratação seja de difícil avaliação.

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onde já vivem cerca de 15 milhões de indivíduos com mais de sessenta anos. traumatismo craniano e exposição ao alumínio. representando mais da metade dos casos de demência.LIM 27. Outros fatores de risco para a doença de Alzheimer são: história familiar de demência. Ocorre diminuição . O transtorno da memória afeta os processos de aprendizado e evocação. afetando o funcionamento social e ocupacional. sexo feminino. Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. Mutações dos cromossomos 1. A doença de Alzheimer caracteriza-se por distúrbio progressivo da memória e outras funções cognitivas. Isso revela a magnitude do problema no Brasil. A idade é o principal fator de risco: sua prevalência passa de 0. trissomia do cromossomo 21. presença da isoforma E4 da apolipoproteína E. Mestre e Doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A doença de Alzheimer é a principal causa de declínio cognitivo em adultos. laboratório de Neurociências .7% aos 60-64 anos de idade para cerca de 40% nos grupos etários de 90 a 95 anos. sobretudo idosos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Orestes Vicente Forlenza1 Última Atualização: 7/4/2001 6:01:00 AM Autores: 1 médico psiquiatra. 14 e 21 (raras) determinam doença de início precoce e herança autossômica dominante.

hiperoralidade. levando ao óbito em menos de dois anos. por exemplo). depressão. solicitações repetidas A duração da doença é usualmente de 8 a 12 anos. mudança de hábitos. reflexos neurológicos primitivos) podem estar estão presentes na evolução da doença. Quadro 1. ideatória e ideomotora). negativismo Agitação: exaltação. Principais características não-cognitivas da Doença de Alzheimer. verificação. Na doença avançada observa-se a tríade afasia. A nomeação está prejudicada desde o início. pica Hipersexualidade. labilidade afetiva.na aquisição de novas informações. esvaziamento de conteúdos e diminuição da compreensão. com piora progressiva até que não haja mais nenhum aprendizado novo. apraxia e agnosia. observando-se dificuldades para copiar desenhos. passando a depender de um cuidador. contudo. Aparecem também os fenômenos apráxicos (apraxias da marcha. abulia. A deterioração cognitiva deve ser avaliada em intervalos regulares (a cada seis ou doze meses. vida social) e de cuidar de si mesmo (asseio pessoal. Por exemplo. Alterações sensitivomotoras (sinais extrapiramidais. em algum estágio da evolução da demência. mioclonias. Isso compromete a capacidade de desempenhar atividades da vida diária (trabalho. formas mais graves podem progredir rapidamente. Embora haja uma certa preservação da memória remota em estágios iniciais. observa-se perda de fluência verbal. a perda de memória torna-se global na evolução. sair de casa injustificadamente) Hipo ou hiperfagia. irritabilidade.5 pontos no Mini-Exame do Estado Mental (MEM) a cada 12 meses. . conferir objetos ou segurança da casa. comportamento inapropriado Delírios e alucinações. acompanhadas de alterações da leitura e escrita. ansiedade (reação catastrófica) Insônia. causando grande desgaste para os cuidadores. alimentar-se). Alterações da psicomotricidade Comportamento locomotor Comportamento alimentar Comportamento sexual Psiquiátricas propriamente ditas Desordens do sono Comportamento bizarro Inibição: apatia. agressividade verbal e física Perambulação (vagar a esmo. Na esfera da linguagem. A discriminação visoespacial também é progressivamente perdida. vestir-se. Alterações do comportamento e manifestações psiquiátricas propriamente ditas (abaixo) estão presentes em até 75% dos casos. Existe correlação entre a progressão clínica da demência e as medidas de instrumentos quantitativos. inversão do ciclo vigília-sono Comportamento de procura. lazer. espera-se queda de 2 a 3.

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Trata-se de condição incapacitante. A perda de controle sobre a eliminação de fezes sólidas é denominada de . em graus variados. Resultada interrelação complexa entre volume e consistência do conteúdo retal. o paciente ou seus familiares. por déficit de cognição ou de atenção. sensibilidade retal e a integridade da musculatura esfinctérica anal. de reter a matéria fecal e de evacuá-la de forma voluntária. capacidade de distensão ( complacência retal). a prevalência na população é de difícil mensuração. bem como sua inervação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sergio Eduardo Alonso Araujo1 Angelita Habr-Gama1 Última Atualização: 8/10/2001 11:32:12 AM 1 Disciplina de Coloproctologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Continência anal é a capacidade em retardar a eliminação de gases ou de fezes até o momento em que for conveniente fazê-lo. Por esses motivos. Em outras circunstâncias. existe uma grande dificuldade do paciente de expor sua condição ao médico. podem interpretar os episódios de incontinência como sendo diarréia. Por vezes. A incontinência anal é a incapacidade. constrangedora e com repercussão sócio-econômica significativa.

tais como o abuso de laxativos empregados para o tratamento de constipação crônica que levam à natureza líquida do conteúdo intestinal. A lesão iatrogênica dos esfíncteres anais pode ocorrer após operações anorretais. de iatrogenia cirúrgica ou de doença sistêmica. Na maioria dos casos. Como a maioria das lesões esfinctéricas é parcial e reparada imediatamente. Na faixa etária acima dos 65 anos. Na encoprese.Em crianças. Na incontinência fecal que se segue a trauma obstétrico ou cirúrgico.000 indivíduos com idade entre 15 e 64 anos. como uma lesão dos esfíncteres anais como conseqüência da má-assistência obstétrica durante o parto vaginal. o que leva a dilatação reflexa crônica do ânus. A prevalência da incontinência fecal na população diabética está aumentada devido à ocorrência da neuropatia que atinge o nervo pudendo. existem vários fatores causais. Na impactação fecal. mas também discretas alterações clínicas. associa-se a malformações congênitas da coluna vertebral (espinha bífida) e do segmento anorretal (imperfuração anal). que permite a evacuação involuntária de fezes líquidas que ultrapassam as fezes endurecidas (fecaloma) e permeiam o ânus. a incapacidade de reter fezes ou gases geralmente se segue ao parto vaginal ou operação anorretal que ocasionou a lesão dos músculos anais. Algumas doenças orificiais. que pode ocorrer em alguns casos de grave constipação de trânsito lento ou no megacólon chagásico. a insuficiência esfinctérica. a prevalência é de 109 por 10. onde a perda de fezes não é devida a denervação do assoalho pélvico. podem levar à perda de muco ou pus pelo ânus. as fezes se tornam endurecidas e ressecadas no interior do reto e do sigmóide. Mais comumente. a incontinência fecal é resultado de erro técnico ou incapacidade de avaliar.000 homens e 133 por 10. a incontinência fecal em mulheres ocorre devido a lesões de natureza obstétrica ou cirúrgica. Rotura esfinctérica parcial ou completa pode ocorrer durante o parto vaginal (em até 20% dos partos) e o seu não-diagnóstico ou o reparo inapropriado dos esfíncteres anais após o parto pode levar a incontinência fecal. como a impactação fecal. Vale lembrar que a maioria das mulheres vítimas de lesão esfinctérica de causa obstétrica também sofre de prejuízo da inervação dos esfíncteres anais (neuropatia do pudendo). A prevalência da incontinência fecal é de 42 por 10. nessas situações. estando associada ao envelhecimento per se. quando a lesão esfinctérica é grave. Há situações. a insuficiência esfinctérica pode se manifestar anos após o parto. como as hemorróidas. tais como a correção de fístula anal (fistulotomia) ou a hemorroidectomia.incontinência anal total. A incontinência fecal idiopática (ou neurogênica) é observada na ausência de trauma obtétrico. a história de trabalho de parto prolongado e ao esforço evacuatório crônico. algumas doenças orificiais e a encoprese. a fístula anal e a fissura anal crônica. Na população jovem. Esse fenômeno também é conhecido como diarréia paradoxal. ainda no período pré-operatório. mecanismos de base psicopatogênica levam à postergação voluntária ou . enquanto a perda de controle restrita à eliminação de gases ou fezes líquidas é chamada de incontinência anal parcial.000 mulheres.

o que resulta em impactação fecal e diarréia paradoxal.involuntária do chamado à evacuação. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Cristiano Mendes Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 7:13:08 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Incontinência urinária é a perda involuntária de urina pelo meato uretral. um sinal (a demonstração objetiva da perda de urina) e indicando uma doença de base que deve ser investigada. estimando-se que menos da metade dos indivíduos com incontinência urinária procura serviço médico pela queixa. Evidências recentes indicam que o tratamento adequado diminui a morbidade e seus custos. atinge metade dos indivíduos. alguns deles não relatam o fato ao médico. Em instituições asilares. particularmente em pacientes . Devido ao estigma social e ao fato de muitos acreditarem ser esta condição um processo natural do envelhecimento. caracterizando um sintoma (a queixa de perda urinária). Cerca de dez a 30% dos adultos apresentam perda de urina em alguma fase de sua vida.

obstipação. As causas mais freqüentes da incontinência urinária são multiparidade (gestação/parto vaginal/episiotomia). laxativos. como durante a tosse ou espirro. a de esforço. etc efeitos colaterais de drogas causa tratamento . acidentes vasculares cerebrais. A classificação de incontinência urinária aqui apresentada é baseada em sintomas como a urgeincontinência. Pode apresentarse com gotejamento constante. alterações da cognição. A incontinência paradoxal é a perda urinária involuntária com estados onde existe hiperdistensão vesical. Diversas condições podem causar ou contribuir para a incontinência urinária. hidratação. O tratamento dessas condições pode reduzir ou até mesmo resolver a queixa urinária. A incontinência urinária de esforço associa-se a condições que elevam a pressão abdominal. doença de Parkinson) e atividades físicas de alto impacto. drogas de ação central). medicamentos (diuréticos. algumas das quais reversíveis. obesidade mórbida. e a paradoxal. imobilidade. São chamadas causas reversíveis de incontinência (tabela 1). esclerose múltipla. o principal sintoma é a perda involuntária de urina associada ao forte desejo miccional (urgência). Na urge-incontinência. dieta com fibras. Principais causas e tratamentos de incontinência urinária trato urinário inferior causa infecção urinária vaginite atrófica gestação/parto vaginal/ episiotomia pós prostatectomia obstipação tratamento antibióticos estrogenoterapia (quando não contraindicado) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical (especificar como feitas a reabilitação e o treinamento) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical desimpactação de fezes. deficiência estrogênica. baixa ingestão hídrica. diabetes. Tabela 1.institucionalizados.

diuréticos: causam poliúria e urgência cafeína: irritante vesical anticolinérgicos: retenção urinária, incontinência paradoxal, obstipação psicotrópicos: - antidepressivos: ação anticolinérgica (retenção urinária) e sedação - antipsicóticos: ação anticolinérgica, sedação, rigidez e imobilidade - sedativos, hipnóticos: sedação, delírio, imobilidade e relaxamento muscular analgésicos narcóticos: retenção urinária, sedação, impactação fecal e delírio bloqueadores alfa adrenérgicos: relaxamento uretral agonistas alfa adrenérgicos: retenção urinária (presentes em muitas drogas para resfriados) agonista beta adrenérgicos e bloqueadores de canal de cálcio: retenção urinária álcool: poliúria, frequência, urgência, sedação, delírio e imobilidade aumento da produção de urina causa metabólico pela hiperglicemia no diabetes ou para a hipercalcemia aumento da ingesta hídrica hipervolemia: - insuficiência venosa com edema - insuficiência cardíaca

com todas as medicações, interromper ou mudar tratamento se clinicamente possível e alteração de dosagem caso uso seja imprescindível

tratamento melhor controle do diabetes; tratamento para hipercalcemia dependendo da causa de base reduzir ingesta hídrica e líquidos diuréticos (cafeína) elevação de membros inferiores; restrição de sódio, meias elásticas tratamento clínico

diminuição da capacidade da necessidade de urinar causa tratamento

delírio

diagnóstico e tratamento da causa do estado confusional agudo

doenças crônicas e ortopédicas que micção de horário; uso de recipientes restringem a mobilidade de coleta urinária psicológicas e psiquiátricas tratamento farmacológico ou não farmacológico das causas

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Egberto Reis Barbosa1

Última Atualização: 9/5/2001 7:13:46 AM
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Médico Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Tremores O tremor fisiológico é um tremor postural, normalmente subclínico, que se exacerba ao estresse, hipoglicemias, tireotoxicose, abstinência alcoólica, fadiga, uso de broncodilatadores, ácido valpróico, sais de lítio, neurolépticos, antidepressivos tricíclicos, cafeína e teofilina. O tremor essencial é manifestação neurológica isolada, com história familiar positiva e prevalência que aumenta com a idade. O tremor cerebelar frequentemente associa-se a outras manifestações de disfunção do cerebelo. A diferenciação entre esses quatro tipos básicos de tremor fundamenta-se nas suas características de freqüência, circunstâncias de aparecimento (repouso, postura ou movimento) e resposta farmacológica. Os tremores de freqüência mais baixa são os de origem cerebelar. O tremor parkinsoniano

ocorre numa freqüência intermediária e o tremor essencial é o de frequência mais elevada. É claro que certo grau de sobreposição acontece. O tremor parkinsoniano é mais evidente no repouso e diminui com a movimentação. O tremor essencial e o tremor fisiológico exacerbado são predominantemente posturais. O tremor cerebelar manifesta-se com maior intensidade à movimentação (tremor de ação). Os tremores essencial e cerebelar, quando afetam o segmento cefálico, levam a oscilações em bloco, com movimento afirmativo (plano vertical) ou negativo (plano horizontal). Isso não acontece no tremor parkinsoniano que, no segmento cefálico, se limita à mandíbula, lábios e língua. Doença de Parkinson A doença de Parkinson típica é insidiosa, aparecendo após os 50 anos. Em 70 a 80% dos casos, a manifestação inicial é o tremor de repouso unilateral, em porção distal de membro superior. Na evolução gradativa, sobrevêm acinesia e rigidez. Posteriormente, a doença estende-se para o membro inferior homolateral e, posteriormente, para o hemicorpo contralateral, surgindo as alterações da fala, marcha e a instabilidade postural. Em fases mais avançadas, há limitação do desempenho motor com perda da autonomia. Distúrbios com obstipação intestinal são comuns. Depressão ocorre em 40% dos casos na fase inicial da doença e a demência ocorre em 15 a 20% dos casos na fase tardia. Em síntese, o quadro clínico é constituído por acinesia, rigidez, tremor e instabilidade postural, sendo que a presença de dois desses quatro componentes é suficiente para o diagnóstico, destacando-se a acinesia e o tremor.

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Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia

Autores: Wilson Jacob Filho1 Sérgio Marcio Pacheco Paschoal2 Última Atualização: 9/5/2001 9:00:38 AM
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Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médico Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Como reduzir quedas no idoso A queda é um evento bastante comum e devastador em idosos. Embora não seja uma conseqüência inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doença aguda. Além dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes, aumentando a dependência e a institucionalização. Estima-se que há uma queda para um em cada três indivíduos com mais de 65 anos e, que um em vinte daqueles que sofreram uma queda sofram uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos e mais, 40% cai a cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a freqüência de quedas é de 50%. A prevenção de quedas é tarefa difícil devido

a variedade de fatores que as predispõem. A distribuição das causas difere entre idosos institucionalizados e os não-institucionalizados. As quedas entre os moradores de asilos e casas de repouso são em decorrência de distúrbios de marcha, equilíbrio, vertigem e confusão mental, enquanto que pessoas não institucionalizadas tendem a cair por problemas ambientais, seguidos de fraqueza/distúrbios do equilíbrio e marcha, “síncope de pernas”, tontura/vertigem, alteração postural/ hipotensão ortostática, lesão do Sistema Nervoso Central, síncope e outras causas. Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos e mais); sexo feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; marcha lenta com passos curtos; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia. Atividades e comportamentos de risco e ambientes inseguros aumentam a probabilidade de cair, pois levam as pessoas a escorregar, tropeçar, errar o passo, pisar em falso, trombar, criando, assim, desafios ao equilíbrio. Os riscos dependem da freqüência de exposição ao ambiente inseguro e do estado funcional do idoso. Idosos que usam escada regularmente têm menor risco de cair que idosos que a usam esporadicamente. Por outro lado, quanto mais vulnerável e mais frágil o idoso, mais suscetível aos riscos ambientais, mesmo mínimos. O grau de risco, aqui, depende muito da capacidade funcional. Como exemplo, pequenas dobras de tapete ou fios no chão de um ambiente são um problema importante para idosos com andar arrastado. Manobras posturais e ambientais, facilmente realizadas e superadas por idosos saudáveis, associam-se fortemente a quedas naqueles portadores de alterações do equilíbrio e da marcha. Idosos fragilizados caem durante atividades rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente dentro de casa, num ambiente familiar e bem conhecido.

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Autores:

Mara Solange Carvalho Diegoli1

Carlos Alberto Diegoli1 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:18 AM
1 Assistentes Doutores da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia Menstruação é a perda sanguínea, cíclica e periódica, que ocorre na vida da mulher, da menarca à menopausa. Ciclo menstrual é o intervalo entre o primeiro dia da menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte.O ciclo menstrual é considerado normal quando apresenta intervalo de 25 a 35 dias, duração do sangramento de 3 a 5 dias e a quantidade do sangramento menstrual de aproximadamente 100 a 150 ml (correspondentes ao uso de aproximadamente 8 a 12 absorventes por mês). Entretanto, são freqüentes as alterações no ciclo menstrual, tanto na quantidade do sangue eliminado, como na duração do tempo de sangramento ou no intervalo entre as menstruações, como as apresentadas no quadro abaixo: Definição Alteração

amenorréia dismenorréia espaniomenorréia hipermenorragia hipermenorréia hipomenorréia menorragia menóstase metrorragia oligomenorréia opsomenorréia polimenorréia proiomenorréia

intervalo maior do que 60 dias menstruação acompanhada de fenômenos dolorosos sangramento irregular, intervalo menstrual maior do que 45 dias aumento na quantidade e na duração do sangramento aumento no número de dias de sangramento (maior que 5 dias) diminuição no número de dias (menos que dois dias) aumento na quantidade do sangue eliminado parada brusca da menstruação alterações no intervalo do sangramento menstrual diminuição na quantidade do sangramento intervalo entre 35 e 45 dias intervalo menor do que 15 dias intervalo entre 15 e 25 dias

Os dois principais motivos que estimulam a procura de um médico são a hemorragia uterina e a amenorréia. Hemorragia uterina A hemorragia uterina é o sangramento uterino excessivo, na vigência ou não da menstruação. Para o ginecologista, a hemorragia não está apenas relacionada à perda de sangue profusa que pode conduzir a paciente a um quadro de anemia aguda, mas também à menstruação relativamente abundante ou mais duradoura, ou mesmo ao discreto escoamento sangüíneo, por muitos dias ou meses. A hemorragia uterina corresponde a 21% das queixas em ginecologia e pode ser dividida em hemorragia uterina disfuncional (HUD), quando não é encontrado nenhum fator orgânico associado ao sangramento; ou hemorragia uterina orgânica, quando é causada por determinada ginecopatia ou doença sistêmica. Nos casos agudos, a paciente refere sangramento intenso, que pode evoluir para choque hipovolêmico. O sangue é geralmente vermelho vivo, com coágulos. No sangramento crônico, a paciente pode referir perda sangüínea prolongada durante o ciclo menstrual, geralmente de 7 a 10 dias de duração, ou sangramento intenso nos primeiros dias do ciclo, seguido de um sangramento vermelho escuro ou marrom por vários dias. Mais raramente, o sangramento pode ser pequeno, mas contínuo ao longo do mês. Este quadro, quando persiste por vários meses, freqüentemente evolui para anemia. Amenorréia Amenorréia primária: ausência da menstruação após os 14 anos, em pacientes sem

desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, ou após os 16 anos, quando já houve o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. Geralmente este tipo de amenorréia está associado com malformações genitais. Amenorréia secundária: quando não ocorre a menstruação por três ciclos consecutivos ou mais. Amenorréia fisiológica: quando a mulher está grávida, amamentando ou após a menopausa.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Angela Maggio da Fonseca1 Vicente Renato Bagnoli1

José Aristodemo Pinotti2 Última Atualização: 8/16/2001 11:08:14 AM
Livre Docente em Ginecologia, Professor(a) Associado(a) da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
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Glossário 1. Climatério - fase da vida da mulher que marca a transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo. Esta fase pode estender-se por longo e variável período de tempo. 2. Síndrome climatérica - o climatério é uma condição fisiológica que algumas vezes, não obrigatoriamente, apresenta sintomatologia. Quando esse quadro ocorre, é conhecido por síndrome climatérica. 3. Menopausa - é a última menstruação fisiológica da mulher, decorrente da perda da atividade folicular ovariana.

4. Perimenopausa - é o período que precede a menopausa, quando iniciam-se as mudanças endocrinológicas e metabólicas que caracterizam o declínio da função ovariana. Compreende o primeiro ano após a instalação da menopausa. 5. Menopausa fisiológica - é a parada espontânea da menstruação por período superior a 12 meses, decorrente do processo fisiológico de perda da função ovariana. 6. Menopausa induzida - é a parada das menstruações decorrente da falência ovariana por cirurgia ou iatrogenia (quimioterapia, radioterapia). 7. Menopausa prematura ou precoce - é a cessação da função ovariana em fase precoce da vida da mulher, ou seja, antes dos 40 anos. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações da síndrome climatérica são polimorfas e apresentam-se em associações e freqüências variáveis como as manifestações: neurogênicas: são ossintomas mais comuns, representados por ondas de calor, calafrios, palpitações, cefaléia, tontura, parestesia, insônia, cansaço e alterações da memória. As manifestações neurogênicas são suscetíveis a influências ambientais, tais como exercícios, alimentação, vestuário, condições climatéricas e emocionais; psicogênicas: na síndrome climatérica, as manifestações psicogênicas são discutíveis. Existem defensores da teoria de que mulheres emocionalmente estáveis não sofram modificações psíquicas, enquanto outros admitem a importância das alterações hormonais e somáticas na gênese dos distúrbios emocionais. As manifestações psíquicas mais freqüentes são: depressão, ansiedade, irritabilidade e modificações da libido, que se apresentam em intensidade e associações variáveis. Deve-se ressaltar que no climatério parece haver maior risco para doença de Alzheimer relacionada às mudanças hormonais; osteoarticulares: entre estas alterações estão a ostealgia (dores ósseas); artralgia (dores articulares) e mialgia (dores musculares) que estão relacionadas aos processos do envelhecimento e atrofia do sistema osteomuscular. O sedentarismo e a osteoporose são fatores importantes no agravamento destas manifestações; epidérmicas: no climatério é comum a atrofia epidérmica decorrente do processo de envelhecimento somado ao hipoestrogenismo. Essas modificações conferem aspecto senil em graus variáveis à pele destas mulheres e redução progressiva dos folículos pilosos; ósseas: a osteoporose caracteriza-se pela redução da massa óssea de tal forma que a mesma seja menor que a esperada para idade e sexo. Este processo determina manifestações dolorosas variáveis e aumento de fraturas espontâneas ou provocadas, que costumam ocorrer nas fases avançadas da doença. Com maior freqüência há comprometimento dos ossos da coluna e pelve, que determinam dores lombares, perda de altura e cifose;

metabólicas: na menopausa, a queda dos níveis de estrogênio determina mudanças importantes do metabolismo lipídico, aumentando os riscos para doença arteriosclerótica. Assim, neste período da vida da mulher há maior tendência de elevação do colesterol total e das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e redução das lipoproteínas de alta densidade (HDL). Essas modificações, somadas ao diabetes, hipertensão e tabagismo, aumentam os riscos para doenças cardiovasculares; urogenitais: são decorrentes do hipoestrogenismo e do processo de envelhecimento, agravando-se progressivamente com os anos de menopausa. Clinicamente, apresentam-se como atrofia dos órgãos genitais, levando à dispareunia, corrimento, prurido vulvar, ectopia, carúncula uretral e distúrbios da micção (incontinência urinária, síndrome uretral, dificuldade de esvaziamento vesical); mamárias: costumam surgir no climatério, causam apreensão à mulher e ao profissional, pois a maior incidência do câncer de mama situa-se entre 45 e 65 anos de idade. As manifestações, embora variáveis, costumam apresentar-se como: dor nas mamas (mastalgia), edema e alterações na densidade da mama.

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Diagnóstico|Bibliografia

Autores:

Marco Antonio Borges Lopes1

Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 7:50:14 AM
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Docente da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Professor Titular da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Diagnóstico de gravidez: A suspeita de gravidez inicia-se pela história de atraso menstrual nas paciente em idade fértil, afastando-se as amenorréias patológicas (disfunção endócrina, ganho de peso, estresse), iatrogênicas (cirúrgica, por medicamentos, pós-pílula) e associadas ao aleitamento (há chance de nova gravidez se a gestante já voltou a ovular, três a seis meses após o parto). Na história clínica de suspeita de gravidez, outros sintomas aparecem como náuseas, vômitos, aversão a odores, polaciúria, sonolência, lipotimia e aumento das mamas. Ao exame clínico, o diagnóstico de certeza de gravidez consiste na ausculta dos batimentos cardíacos fetais, com o sonar doppler (a partir da 10ª-12ª semana), o Pinard (a partir da 20ª-22ª semana) ou a visibilização da movimentação fetal. Entre os sinais clínicos de suspeita de gravidez destacam-se ao toque vaginal combinado: o

amolecimento do istmo e do colo uterino, a exuberância na pulsação das artérias vaginais, a forma assimétrica do contorno uterino pela nidação do ovo, o rechaço intra-uterino do feto na cavidade uterina (a partir do 4º mês). O útero abandona a cavidade pélvica ao redor da 12ª semana, estando entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical na 16ª semana, e na cicatriz umbilical na 20ª ou 22ª semana. O diagnóstico diferencial inclui as ginecopatias (miomas, cistos de ovário), a pseudociese e a gravidez ectópica. A positividade de um exame laboratorial também é considerado sinal de certeza de gravidez. A escolha do exame complementar adequado à idade gestacional, associado a um exame físico cuidadoso, evita gastos desnecessários. A Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG), hormônio produzido no sinciciotrofoblasto, pode ser dosada na urina e no sangue (por vários métodos imunológicos, com diferentes níveis de detecção do hormônio), ou na subunidade Beta, evitando-se a reação cruzada com outros hormônios como LH e FSH. Resultados falso-negativos acontecem na presença de níveis de hCG abaixo do limite de detecção do teste, proteinúria ou medicamentos (anticonvulsivantes, fenotiazina, antidepressivos, hipnóticos e anticoncepcionais orais). A dosagem da subunidade beta mostra resultados positivos no primeiro dia após a nidação. Apesar da melhora na qualidade, os testes de farmácia devem ser vistos com cautela devido ao armazenamento incorreto, exposição a altas temperaturas e erros de interpretação. A ultra-sonografia na gestação inicial tem como objetivos observar se a gestação é tópica, a datação correta e a determinação do número e vitalidade dos embriões. O ultra-som pélvico permite a detecção do saco gestacional tópico a partir da 5ª semana de gestação. Contracepção O profissional de Saúde participante na difusão dos métodos contraceptivos devem ter conhecimento dos métodos preconizados pelo Ministério da Saúde, orientando sobre as indicações e contra indicações de cada método, explicando as informações de forma clara ao indivíduo ou casal para uma escolha livre e consciente do método a que melhor se adapte sem qualquer indução na escolha. Na orientação sobre os métodos contraceptivos deve ser destacado a necessidade da dupla proteção (contracepção e prevenção das DST e HIV/ AIDS), mostrando a importância dos métodos de barreira como os preservativos masculinos ou femininos. A escolha do método contraceptivo deve ser sempre personalizada levando-se em conta fatores como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método. Os métodos contraceptivos podem ser divididos didaticamente em: comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos. A) Métodos comportamentais Método Rítmico ou Ogino-Knaus (do calendário ou tabelinha) Procura calcular o início e o fim do período fértil. A mulher deve ser orientada a marcar no

calendário os últimos 6 a 12 ciclos menstruais com data do primeiro dia e duração, calculando então o seu período fértil abstendo-se de relações sexuais com contato genital neste período. Temperatura basal Método oriundo na observação das alterações fisiológicas da temperatura corporal ao longo do ciclo menstrual. Após a ovulação, a temperatura basal aumenta entre 0,3 e 0,8o C (ação da progesterona). A paciente deve medir a temperatura oral, durante 5 minutos, pela manhã, após repouso de no mínimo 5 horas. Para não engravidar, a mulher deve evitar relações desde o primeiro dia da menstruação até que a temperatura se eleve por 3 dias consecutivos. Método do Muco Cervical (Billing) Baseia-se na identificação do período fértil pelas modificações cíclicas do muco cervical, observado no auto exame e pela sensação por ele provocada na vagina e vulva. A observação da ausência ou presença do fluxo mucoso deve ser diária. É necessária a interrupção da atividade sexual ao menor sinal de muco, permanecendo em abstinência por no mínimo 3 dias a partir do pico de produção. Coito interrompido Baseia-se na capacidade do homem em pressentir a iminência da ejaculação e neste momento retirar o pênis da vagina. Tem baixa efetividade, levando à disfunção sexual do casal, e deve ser desencorajado. B) Métodos de Barreira Estes métodos impedem a ascensão dos espermatozóides ao útero, sendo fundamentais na prevenção das DST e AIDS. Junto com a pílula anticoncepcional e o coito interrompido, são os métodos não definitivos mais utilizados. Condom É um envoltório de látex que recobre o pênis, retendo o esperma no ato sexual, impedido o contato deste e de outros microrganismos com a vagina e pênis ou vice-versa. O condom feminino constitui-se em um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. O produto já vem lubrificado devendo ser utilizado uma única vez, destacando-se que o poliuretano por ser mais resistente que o látex pode ser utilizado com vários tipos de lubrificantes. Diafragma Dispositivo circular de borracha, recobre a cérvix uterina, devendo ser utilizado junto com um espermicida, no máximo 6 horas antes da relação sexual. A adesão da paciente depende da utilização correta do dispositivo. A higienização, a não adoção de um período de pausa e o armazenamento correto do dispositivo, são fatores importantes na prevenção de infecções genitais e no prolongamento da vida útil do diafragma.

Esponjas e Espermicidas As esponjas são feitas de poliuretano, são adaptadas ao colo uterino com alça para sua remoção e são descartáveis (ao contrário do diafragma)., estão associadas a espermicidas que são substâncias químicas que imobilizam e destroem os espermatozóides, podendo ser utilizados combinadamente também com o diafragma ou, os preservativos Existem em várias apresentações de espermicidas: cremes, geléias, supositórios, tabletes e espumas. C) Dispositivo Intra-Uterino O DIU são artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, que são inseridos na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino. O DIU com levonorgestrel age na supressão dos receptores de estriol endometrial, provocando a atrofia do endométrio e inibição da passagem do espermatozóide através da cavidade uterina. As intercorrências mais freqüentes durante o uso do DIU são a expulsão do dispositivo, dor pélvica e dismenorréia, sangramento anormal e infecção (infecção aguda sem melhora ou infecções persistentes implicam na remoção do DIU). O DIU exige controle semestral e sempre que aparecerem leucorréias. A gravidez raramente pode ocorrer (ectópica ou tópica), com risco de abortamento no 1o e 2o trimestres. A retirada do DIU pode ser feita após avaliação ultra-sonográfica, considerando os riscos para o embrião. Se a retirada não for possível por riscos de abortamento, a paciente deve ser acompanhada a intervalos curtos de tempo e orientada em relação a sangramentos vaginais e leucorréias. D) Anticoncepção Hormonal Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) O AHCO consiste na utilização de estrogênio associado ao progestogênio, impedindo a concepção inibindo a ovulação pelo bloqueio da liberação de gonadotrofinas pela hipófise, além de modificar o muco cervical tornando-o hostil ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular. As pílulas monofásicas têm a mesma dosagem hormonal em todos os comprimidos e as combinadas bifásicas e trifásicas apresentam variações de dosagem dos esteróides ao longo do ciclo. As principais contra-indicações são neoplasia ou suspeita de neoplasia hormôniodependente, doença tromboembólica, doença cardiovascular ou ocular, gravidez ou suspeita de, hipertensão arterial, fumantes acima dos 35 anos, hepatopatias, lúpus, diabetes insulinodependente grave. Minipílula São pílulas contendo baixa dose de progestágeno que agem principalmente no espessamento do muco serviçal dificultando a penetração do espermatozóide e também inibindo a ovulação em metade dos ciclos menstruais, sendo de uso contínuo. Pode ser

utilizada combinada à amamentação quando não ocorre a amamentação exclusiva. Pílula pós-coito A anticoncepção de emergência é um uso alternativo de contracepção hormonal oral (tomado antes de 72 horas após a relação) evitando-se a gestação após uma relação sexual desprotegida. Pode ser utilizado anticonceptivo hormonal oral contendo apenas progestagênio ou combinados contendo 0,25 mg de levonorgestrel e 0,05 mg de estinilestradiol (Evanor, Neovlar) ou contendo 0,15 mg de levonorgestrel e 0,03 mg de etinilestradiol (Microvlar, Nordette). Injetáveis Os anticoncepcionais hormonais injetáveis são anticoncepcionais hormonais que contém progestogênio ou associação de estrogênios, para administração parenteral (IM), com doses hormonais de longa duração. Consiste na administração de progestagênio isolado, via parenteral (IM), com obtenção de efeito contraceptivo por períodos de 3 meses ou de uma associação de estrogênio e progestogênio para uso parenteral (IM), mensal. E) Laqueadura Tubária e Vasectomia A esterelização (laqueadura tubária e vasectomia) são considerados métodos contraceptivos cirúrgicos e definitivos, realizados na mulher através da ligadura das trompas impedindo o encontro dos gametas e no homem pela ligadura dos canais deferentes (vasectomia) que impede a presença dos espermatozóides no ejaculado. Quando houver indicação de contracepção cirúrgica masculina e, principalmente, a feminina deve ser baseada em critérios rígidos, observando-se a legislação vigente. Anticoncepção na adolescência Não há método contraceptivo específico para esta população podendo ser utilizado qualquer método contraceptivo desde que não apresentem alguma condição clínica que contraindique o seu uso, conforme os critérios de elegibilidade de cada método. Anticoncepção no climatério Nesta população também não há método de escolha específico, devendo ser levado em conta a redução fisiológica da fertilidade nesta faixa etária e os critérios de indicação e contra-indicação de cada método. Anticoncepção na lactação Nos primeiros seis meses pós-parto a amamentação exclusiva, a livre demanda, com amenorréia possuem efeito importante contraceptivo. Com o retorno do ciclo menstrual e da amamentação não exclusiva pode-se oferecer outros métodos contraceptivos respeitando a

elegibilidade clínica de cada método. Os métodos comportamentais só são recomendados após o restabelecimento de ciclos menstruais.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 11/7/2001 2:21:28 PM
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Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia A gravidez na adolescência continua sendo motivo de preocupação, principalmente porque, no momento atual, há aumento de sua incidência entre adolescentes de 11 a 15 anos. Ainda que minorados os riscos biológicos por meio de pré-natal adequado, continuam a existir os agravos psicológico-emocionais a ela relacionados. A gravidez precoce e/ou indesejada leva, freqüentemente, à interrupção do projeto de vida e, por vezes, da própria vida, sendo concomitantes possíveis outros riscos relacionados ao aborto, doenças sexualmente transmissíveis entre as quais AIDS. São considerados fatores de risco para gravidez na adolescência:

· antecipação da menarca · educação sexual ausente ou inadequada · atividade sexual precoce · desejo de gravidez · dificuldade para práticas anticoncepcionais · problemas psicológico-emocionais · caracterização e mudança de valores sociais · migração · pobreza · baixa escolaridade · ausência de projeto de vida As taxas de gravidez e infecçoes sexualmente transmissíveis na adolescência denunciam a freqüência com que a atividade sexual desprotegida ocorre nessa faixa etária e sinalizam para a necessidade urgente de uma política de prevenção séria e compromissada. A proposta de abordagem do problema é complexa, incluindo vários segmentos da sociedade, estando basicamente apoiada na educação sexual, onde se destacam a anticoncepção e o reconhecimento das características e singularidades dos adolescentes. A orientação anticoncepcional é um trabalho educativo que se expande muito além do fornecimento de informações e conhecimentos sobre saúde reprodutiva, é um processo que envolve o resgate do indivíduo, a promoção da auto-estima e a conscientização dos riscos vivenciados; somente dessa maneira consegue-se uma efetiva mudança de atitude frente à vida sexual (sexo responsável), objetivo maior da educação sexual. Seguem algumas reflexões, envolvendo definições e/ou conceitos, importantes àqueles que vão assumir a proposta educativa, destacando-se, aqui, a atuação do médico de família: · É adequado que a sexualidade não seja fragmentada em sexualidade da criança, do adolescente, do adulto ou do idoso, mas que seja vista como processo, acompanhando os indivíduos desde a vida intra-uterina, jamais devendo ser entendida apenas como sinônimo de atividade sexual. Para isto, talvez o primeiro passo seja reconhecer a criança como ser sexuado e o adolescente desvinculado dos estereótipos que o ligam à liberação dos costumes, ao erotismo excessivo e à promiscuidade. · O fato de as jovens receberem orientação sexual não influencia a sua decisão de iniciar a atividade sexual. Há, inclusive, entre estas menor número de gestações. A literatura mostra ainda que adolescentes que receberam aulas de orientação sexual usaram preservativos em maior escala na primeira relação. É importante: · criar um espaço na relação com o profissional de saúde, onde o adolescente possa, por meio de um processo reflexivo, perceber-se como um indivíduo, responsável pelo seu corpo e pela sua vontade; · fornecer informações que propiciem o conhecimento do seu corpo e sobre a anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino; · fornecer informações sobre os métodos existentes, discutindo vantagens e desvantagens,

procurando capacitar a adolescente, de preferência em conjunto com seu parceiro, a escolher o método que mais se adeque ao seu contexto de vida; · discutir questões polêmicas como interrupção da gravidez. Algumas considerações devem ser tecidas em relação ao reconhecimento dos riscos que se estruturam nas características e singularidades da adolescência. · É importante levar em conta a busca da identidade com questionamentos dos padrões familiares e, portanto, da autoridade dos pais, unida à idéia de indestrutibilidade que faz com que os jovens se arrisquem em desafios inconseqüentes. · O marcante vínculo com o grupo proporciona a noção de força que vem dos pares; para serem aceitos, os adolescentes assumem atitudes para as quais, muitas vezes, não estão preparados. · Na vivência temporal singular, misturam-se ansiedade, desejo de viver tudo rápida e intensamente, não havendo lugar para a espera ou julgamentos. · A evolução da sexualidade traz o exercício da genitalidade, colocando os adolescentes frente a frente como impulsos sexuais que deverão ser vivenciados. Assim, os profissionais de saúde deverão estar preparados para o desafio de orientar um ser ávido por experimentar o novo, destemido, por se julgar invulnerável, e imaturo ou amador para lidar com o impulso sexual, marcado pela genitalidade, num corpo, a todo momento, renovado por mudanças marcantes. Em poucas palavras, a proposta da educação sexual deve conter liberdade, responsabilidade e compromisso, funcionando a informação como instrumento para que adolescentes de ambos os sexos possam ponderar decisões e fazer escolhas mais adequadas. Atente-se, aqui, mais uma vez, para os princípios éticos que regem a medicina do adolescente: a orientação anticoncepcional deverá permanecer em sigilo se o adolescente se mostrar capaz e assim o desejar; o diálogo entre pais e filhos sempre será estimulado. Os anticoncepcionais mais usados são os hormonais (pílulas), já que os preservativos já nem podem ser considerados como proposta anticoncepcional alternativa, sendo de uso obrigatório para exercício da atividade sexual. Outros métodos, como camisinha feminina, diafragma, geléias espermicidas, podem e devem ser discutidos com adolescentes para ampliar o leque de escolhas por meio de informação rigorosa. Anticoncepcionais injetáveis, mini-pílulas, dispositivo intra-uterino (DIU) têm suas indicações específicas. Atualmente, todos os adolescentes precisam receber informações sobre a anticoncepção de emergência. Em toda e qualquer oportunidade, discutir-se-á a ineficácia da "tabelinha" e do coito interrompido. Jamais deverá ser esquecida a doença sexualmente transmissível, em especial a Aids, cabendo, porém, ao médico sempre resgatar a sexualidade como proposta ligada à vida e não à morte. Na ausência de um anticoncepcional ideal, vários aspectos devem ser considerados na escolha do método contraceptivo que mais se adeqüe à paciente adolescente: 1. maturidade biológica; em geral, é menos problemático prescrever contraceptivos para

adolescentes com idade ginecológica (anos após a menarca) superior a 2 anos, quando, freqüentemente, já se completaram o crescimento físico e a maturação do eixo hipotálamohipófise-gônada. 2. maturidade psicológica; a adesão a um método depende da capacidade da adolescente de aceitar e/ou assumir a própria sexualidade; 3. grau de escolaridade e capacidade de compreensão; 4. existência de parceiro estável e participante da escolha anticoncepcional; faixa etária do parceiro; 5. freqüência das relações sexuais (a atividade sexual na adolescência geralmente é esporádica e não programada); 6. grau de motivação para a prática contraceptiva (da adolescente e do parceiro); 7. significado de uma eventual gravidez; 8. utilização inadequada da experiência sexual anterior pela adolescente que inicia sua atividade sexual muito precocemente, próximo à menarca, quando os ciclos menstruais são, na sua maioria, anovulatórios e fica para a jovem a falsa impressão de que ela realmente não engravida (sente-se tranqüila por acreditar-se estéril ou tenta engravidar para ter certeza de que não o é) ; 9. experiências anteriores com métodos anticoncepcionais; 10. existência de gestação e/ou aborto prévios (ao contrário do que se esperaria, a ocorrência de gravidez e/ou aborto anteriores é fator de risco para nova gravidez); 11. conhecimento e opinião da adolescente (e do parceiro) sobre os métodos anticoncepcionais (conceitos, preconceitos, preceitos religiosos, tabus, etc.); 12. opinião dos pais ou responsáveis a respeito do uso de anticoncepcionais por adolescentes; 13. conhecimento dos pais ou responsáveis acerca das práticas sexuais em questão (geralmente eles desconhecem a atividade sexual dos seus filhos); 14. barreiras para a utilização de métodos anticoncepcionais na família; 15. opinião do grupo a respeito dos métodos anticoncepcionais; 16. orientação contraceptiva prévia ou posterior ao início da atividade sexual; 17. avaliação clínica da adolescente: contra-indicações absolutas e relativas; 18. custo e facilidade de aquisição do anticoncepcional escolhido;

19. presença de doença crônica: a escolha do método é mais complexa em que pese a relação riscos e benefícios; 20. taxa de eficácia de cada método (quadro 1): quanto mais a utilização do método depende do indivíduo, mais sua taxa de eficácia prática se afasta da teórica. Tantas são as questões a serem discutidas e avaliadas na seleção de um método contraceptivo, que não é surpresa que a orientação anticoncepcional na adolescência seja tarefa difícil e laboriosa, principalmente considerando-se as características psicossociais próprias desse grupo etário, já discutidas anteriormente, que muito influenciam na prática sexual e contraceptiva. Não se deve esquecer, no entanto, que qualquer método anticoncepcional é mais eficaz do que a ausência de um método. O quadro abaixo apresenta, de maneira resumida, as vantagens e as desvantagens dos métodos anticoncepcionais utilizados na faixa etária adolescente. Quadro 1. Métodos anticoncepcionais: vantagens e desvantagens MÉTODO Pílula combinada VANTAGENS · alta eficácia se usada corretamente · fácil utilização · independente da atividade sexual · diminuição de alterações menstruais e dismenorréia · proteção contra anemia, tumores benignos de mama e ovários, câncer ovariano e de endométrio. DESVANTAGENS · não protege contra dst · necessidade de avaliação médica prévia · necessidade de controle médico posterior · existência de contraindicações absolutas e relativas · freqüentes efeitos colaterais menores · risco de complicações dependendo da idade (>35 anos) e presença de tabagismo · necessidade de motivação · tomada diária · custo elevado das apresentações com baixíssima dosagem de etinilestradiol

Mini - pílula

· não afeta lactação · não causa os efeitos colaterais dependentes de estrógeno

· não protege contra DST · menos eficaz que a pílula combinada · irregularidade freqüentes do ciclo menstrual (sangramento irregular e amenorréia) · tomada diária · não protege contra DST · sangramento irregular · amenorréia · ganho de peso · demora de até 8 meses para o retorno da fertilidade · não protege contra DST · contra-indicação em nulíparas · associação com o aumento na incidência de infecções do trato genital feminino, gravidezes ectópicas e anormalidades do ciclo menstrual · não protege contra DST · necessidade de avaliação médica para prescrição e orientação quanto à colocação · necessidade de reavaliações posteriores por possíveis mudanças nas características locais, pósparto, por obesidade (ganho superior a 5kg), etc.; · aversão cultural ao toque de genitais · possibilidade de deslocamento durante o ato sexual · necessidade do uso de espermicida · reações alérgicas ao látex ou espermicida

Progestágeno de depósito

· alta eficácia · aplicação a cada 3 meses · baixo custo

DIU

· necessidade de motivação para seu uso apenas inicial · não interfere na relação sexual · troca somente a cada 1 - 5 anos · após inserção, reavaliações médicas não tão freqüentes · boa eficácia se uso apropriado · inócuo · pode ser inserido antes do ato sexual · durabilidade: 2 a 3 anos se observadas as recomendações de conservação do produto

Diafragma com espermicida

Preservativo masculino

· proteção contra dst · fácil uso · barato (se atividade sexual pouco freqüente) · eficaz se utilizado corretamente · fácil obtenção · sem necessidade de prescrição médica · responsabilidade da contracepção partilhada pelo casal · sem efeitos colaterais e contra-indicações (exceto reação alérgica ao látex)

· deterioração com o tempo e exposição ao sol, calor e/ ou umidade · possibilidade de furar ou romper · interrupção do ato sexual · tabus relacionados à diminuição do prazer sexual · textura, cheiro e sabor considerados desagradáveis por alguns casais · reações alérgicas ao látex ou aos lubrificantes · custo elevado (se atividade sexual freqüente) · a adolescente depende do parceiro para sua utilização · custo (mais caro que o preservativo masculino) · tabus culturais relacionados à manipulação dos genitais

Preservativo feminino

· proteção contra dst · eficaz se utilizado corretamente · seguro (o poliuretano é 40% mais resistente que o látex do preservativo masculino) · proteção contra dst · independente da vontade do parceiro · possibilidade de inserção prévia à relação sexual (até 8 horas antes) não interrompendo o ato sexual

doenças cardiovasculares com risco de . como lúpus eritematoso sistêmico. hipertensão arterial grave. até no máximo 72 horas · sem contra-indicações para ser utilizado nas situações de emergência (máximo de 6 vezes por ano) · nenhuma Coito interrompido · ineficácia · não protege contra DST · disfunção sexual DST = doença sexualmente transmissível. vagina ou de outras neoplasias hormônio-dependente.Abstinência periódica · não requer drogas · aprovado pela igreja católica · promoção do diálogo do casal · seu uso aumenta os conhecimentos sobre a fisiologia da reprodução · não protege contra DST · baixa eficácia · ineficaz quando os ciclos são irregulares · requer registro e conhecimento dos ciclos menstruais · requer planejamento da atividade sexual · abstinência de 1/3 a 1/2 do ciclo · desejo e oportunidade não estão relacionados com o ciclo menstrual · não protege contra DST · baixa eficácia e com efeitos colaterais quando utilizado como método anticoncepcional rotineiro Anticoncepção de emergência · eficaz quando utilizada logo após o ato sexual desprotegido. cérvice. certeza sobre a segurança do uso de ACO nessa faixa etária. · Certeza ou suspeita de câncer de mama. endométrio. acidente vascular cerebral (AVC) e oclusão coronariana atuais ou pregressos. · Doença crônica que contra-indique seu uso. desde que utilizados adequadamente e guardadas suas contra-indicações. As contra-indicações absolutas ao uso da pílula anticoncepcional estão listadas a seguir: · Fenômenos tromboembólicos. · Hepatopatia aguda ou crônica. diabetes insulino-dependente grave. · Sangramento vaginal de etiologia desconhecida. · Certeza ou suspeita de gravidez. DIU = dispositivo intra-uterino Anticoncepcional oral combinado (ACO) O grande número de estudos e os anos de utilização fornecem ao profissional que trabalha com adolescentes.

meperidina e teofilina) ou diminuindo-os (acetaminofeno e anti-coagulante oral). Drogas que diminuem a eficácia do ACO: rifampicina. como hipertensão arterial leve ou moderada. · existência de doenças crônicas. benzodiazepínicos. fenobarbital e carbamazepina). mais utilizado na adolescência. uma vez que seu uso concomitante pode diminuir a eficácia do contraceptivo: 1. epilepsia. entre outras. Drogas que aumentam a concentração sérica de estradiol: vitamina C e co-trimexazol. depressão. sendo necessário sempre contrabalançar os potenciais efeitos adversos do método com o de uma possível gravidez sobre a doença. do tipo monofásico. entre outras. neuroses graves. como ampicilina e doxiciclina. O aumento da sobrevida de pacientes portadores de diversas patologias crônicas gera uma nova preocupação por parte dos especialistas que os atende. Drogas cujos efeitos podem ser alterados pelos ACO. Os anticoncepcionais orais combinados utilizados na adolescência são os ditos de baixa dosagem. A escolha do método contraceptivo para este grupo é muitas vezes difícil. · fatores de risco para tromboembolismo. corticosteróides. Quadro 2. griseofulvina.tromboembolismo. com concentração do componente estrogênico variando entre 20 e 35µg. anticonvulsivantes (hidantoína. A interação com outros antibióticos de uso comum. A orientação anticoncepcional desta clientela quando do início da atividade sexual é uma delas. Anticoncepcionais orais utilizados na adolescência Estrogênio/dose Etinilestradiol 35µg Progesterona/dose Acetato de ciproterona 2mg Nome comercial Diane 35 (Schering) Selene (Eurofarma) . estão apresentadas no quadro a seguir. 2. aumentando-os (antidepressivos tricíclicos. beta-bloqueadores. 3. cefaléia tipo hemicrânia. ou seja. sendo prudente orientar o uso concomitante de método de barreira durante a tomada do antibiótico. Deve-se conhecer os medicamentos que interagem com o ACO. Em algumas situações deve-se considerar a relação risco/benefício: · idade ginecológica inferior a 2 anos. permanece controversa. diabetes mellitus moderado. Algumas apresentações comerciais de anticoncepcional combinado. · uso de medicamentos que interagem com a pílula. deve-se orientar o uso concomitante de método de barreira ou utilizar um método não-hormonal. cada caso deve ser analisado cuidadosamente.

15mg Nordette (Wyeth) Microvlar (Schering) Ciclon (Haller) Ciclo 21 (União Química) Microdiol (Organon) Gynera (Schering) Minulet (Wyeth) Mercilon (Akzo Organon) Femina (Aché) Primera (Eurofarma) Femiane (Schering) Harmonet (Wyeth) Diminut (Libbs) Desogestrel 0. o que fazer em caso de vômitos ou diarréia. também exige que sejam tomadas regularmente a cada 24 horas. glicemia.15mg Gestodene 0. Não se deve esquecer que o uso de um anticoncepcional é muito mais do que simplesmente a ingestão de uma pílula. Devem ser discutidos com a adolescente (e parceiro. segredos. observando-se. na prática. o que fazer se esquecer.075mg Etinilestradiol 20mg Desogestrel 0. triglicérides e função hepática. colesterol total e frações. O rastreamento laboratorial para a adolescente candidata ao uso de ACO deve incluir: hemograma. assim como aspectos práticos da utilização do método. envolve questões morais. mas nem o exame pélvico nem os exames laboratoriais são pré-requisitos para a o início do uso do ACO. efeitos colaterais e a possibilidade de sangramentos nos primeiros ciclos (importantes causas de abandono). que opte pelo ACO e que não tenha. religiosas.Etinilestradiol 30µg Levonorgestrel 0. a qual deve ser reforçada nos retornos que se seguem. de acordo com anamnese e exame físico. preconceitos. tabus. Uma adolescente com risco para engravidar. É necessário que se faça uma orientação detalhada.15mg Gestodene 0. . melhor adesão quando ela tem o apoio do seu parceiro ou dos seus pais. A baixa dosagem hormonal das pílulas atuais. Não raramente. se possível) os riscos e benefícios dos ACO. etc.075mg Deve-se realizar uma anamnese cuidadosa e exame físico completo para avaliar a presença de contra-indicações à prescrição da pílula. éticas. as adolescentes esquecem de tomar a pílula. O ideal é que essas adolescentes tenham também uma avaliação ginecológica. como: quem vai comprar. que garante a segurança do seu uso. contra-indicações para seu uso já pode iniciar a tomada do anticoncepcional enquanto aguarda resultado de exames laboratoriais e avaliação ginecológica. a que horas tomar. onde vai guardar (principalmente em caso de não conhecimento dos pais). até que se certifique que a adolescente está utilizando o ACO adequadamente.

mas têm o inconveniente de serem mais caras e não estarem disponíveis para distribuição nos serviços públicos. Anticoncepção de emergência A contracepção de emergência é definida como a utilização de uma droga ou dispositivo para evitar a gravidez após uma atividade sexual desprotegida. Quadro 3. quando. perda ou borramento de visão. cefaléia muita intensa. as opções de anticoncepção de emergência aprovadas pelo Ministério da Saúde estão apresentadas no quadro 3. orienta-se quanto às situações clínicas que sugiram tal problema.Deve-se orientar ainda sobre a possibilidade de interações medicamentosas e que ela. deve informá-lo sobre o uso do ACO. dor torácica grave com tosse e dificuldade respiratória. então.DST) e discutir a necessidade do uso concomitante de preservativo (masculino ou feminino). os métodos mais utilizados envolvem a administração de hormônio via oral em altas doses. por exemplo. Embora o tromboembolismo seja uma complicação muito rara dos ACO de baixa dosagem.15mg de levonorgestrel NOME COMERCIAL Neovlar Evanor ADMINISTRAÇÃO 02 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 4 comprimidos) combinada Nordette Microvlar 04 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 8 comprimidos) . A ação anticoncepcional desses métodos só é garantida se a droga for administrada até 72 horas após a relação sexual desprotegida. a adolescente deverá parar de tomar a pílula e procurar imediatamente um atendimento médico: dor abdominal grave. quanto mais precoce for a ingestão do medicamento. Na prática. As pílulas contendo apenas progestogênio apresentam menos efeitos colaterais. Nunca é demais reforçar o conceito de dupla proteção (contra gravidez e doenças sexualmente transmissíveis .25mg de levonorgestrel comprimido com 30mcg de etinilestradiol + 0. Adolescentes a serem submetidas a cirurgias nos membros inferiores e/ou que exijam imobilização pós-operatória não deverão fazer uso de ACO pelo risco aumentado de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. dor na perna grave. como náuseas e vômitos. caso necessite passar por outro médico. Na prática. maior a eficácia. Anticoncepção de emergência APRESENTAÇÃO Pílula anticoncepcional comprimido com 50mcg de etinilestradiol + 0.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Como as náuseas são freqüentes.75mg de levonorgestrel Postinor-2 01 comprimido cada 12 horas (2 doses total: 2 comprimidos) É importante orientar a adolescente que. · A anticoncepção de emergência não protege contra DST e nem contra outra gravidez no ciclo. deve repetir a dose. A orientação sobre anticoncepção de emergência deve constituir parte da orientação anticoncepcional como um todo. Na orientação para anticoncepção de emergência. · A adolescente deve pensar na possibilidade de gravidez caso a menstruação não ocorra dentro de 3 semanas. tendo-se o cuidado para que o acesso a essa informação não venha a encorajar a prática de sexo inseguro e desencorajar o uso de um anticoncepcional mais eficaz de forma regular. vários aspectos devem ser abordados.Pílula contendo apenas progestágeno comprimido com 0. sangramento irregular. · O próximo fluxo menstrual pode ser mais intenso ou com volume inferior ao habitual. pode-se optar pelo uso de anti-emético uma hora antes da tomada das doses. se ela apresentar vômitos dentro de 1 hora da ingestão das pílulas combinadas (2 horas no caso da pílula contendo apenas progestágeno). Efeitos colaterais menos freqüentes são: aumento de sensibilidade mamária. retenção líquida e cefaléia. Copyright © 2001 IDS . · O próximo ciclo pode ser antecipado ou retardado. principalmente quando da utilização do método combinado.

interferindo com as atividades normais e às vezes necessitando analgésicos e 0.9% das mulheres apresentavam mamas pouco dolorosas.2%. que surge no início da . No entanto. 60. impedindo as atividades normais e necessitando de analgésicos. D. com freqüência entre 30 e 70% das mulheres em alguma fase da vida. Barros1 Dr. sem interferência com atividades normais e sem necessidade de analgésicos. acompanhada ou não de espessamento mamário. José Aristodemo Pinotti3 Última Atualização: 9/21/2001 7:53:50 AM 1 2 3 Professor Associado de Ginecologia da FMUSP Médico Assistente da Clínica Ginecológica do HCFMUSP Professor Titular de Ginecologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A dor mamária é queixa comum. A dor nas mamas (mastalgia). 4. Dr.6% apresentavam mamas moderadamente dolorosas. a prevalência de mastalgia foi de 66. Alfredo Carlos S.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. Dr. Em mulheres brasileiras entre 17 e 45 anos.8% tinham mamas intensamente dolorosas. Carlos Alberto Ruiz2 Prof.

Nesta circunstância. As "alterações funcionais benignas das mamas" iniciam-se por volta dos 20 anos.menacme e tende a desaparecer na menopausa. Apresenta coloração esbranquiçada. existe tendência dor ser acompanhada por espessamento de parênquima. que se apresentam como áreas granulosas à palpação. exteriorizando-se por vários orifícios de cada lado e de forma nãoespontânea. o fluxo é quase sempre bilateral. raramente é severa e na grande maioria das vezes apresenta reforço sintomático pré-menstrual. Raramente é incolor ou serossanguinolenta.que chega a simular uma neoplasia. Nesta fase. esverdeada. Às vezes a acentuada fibrose determina um nódulo dominante. acastanhada. A sensação dolorosa é quase sempre de leve intensidade. apenas mediante expressão. Pequenos nódulos agrupados tendem a formar placas de espessamento endurecido. Costumam regredir na menopausa e reaparecer com a reposição hormonal. É muito comum nas "alterações funcionais benignas das mamas" o fluxo papilar.altura. as mamas não costumam apresentar alterações palpatórias importantes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Evidenciam-se a irregularidade e a nodularidade do tecido. geralmente por volta dos 30 anos. recebe a denominação de "alterações funcionais benignas das mamas". amarelada. isto é. com três dimensões . Mais tarde. As "alterações funcionais benignas das mamas" são mais freqüentes em nuligestas e em mulheres com baixa paridade. com sinais de ingurgitamento local. comprimento e largura . principalmente nos quadrantes súpero-laterais. Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Elsa Aida Gay de Pereira1 Cíntia Irene Parellada2 Última Atualização: 8/15/2001 10:30:10 AM Médica assistente doutora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduanda na área de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP 2 1 Cancro mole Candidíase Donovanose Escabiose pubiana Fissuras Herpes .

Hiperplasia de células escamosas Intertrigo Linfogranuloma venéreo Líquen escleroso Melanose Vulvar Papilomavírus humano Pediculose pubiana Sífilis Síndrome de Behçet Tricomoníase Tumores Benignos da Vulva Úlceras genitais Vaginose atrófica Vaginose bacteriana Vaginose citolítica Vulvodínia Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

No Brasil. exigindo um desenvolvimento psicoemocional acentuado e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Marco Aurélio Galletta1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:06:32 AM 1 2 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A adolescência é um período de mudanças anatômicas. gerando situação de difícil enfrentamento. fisiológicas. psicológicas e sociais que separam a criança do adulto. temos cerca de 1 milhão de gestantes adolescentes por ano. insatisfatório. A adolescência associada à gravidez cria novos desafios existenciais: os novos papéis de mulher adulta e mãe são assumidos em tempo exíguo. prolongando-se dos 10 aos 20 anos incompletos pelos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) ou dos 12 aos 18 anos de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. alcançando a cifra de . muitas vezes.

700 mil partos nesta faixa etária por dados do Sistema Único de Saúde (SUS). em duas ou quatro tomadas. enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia). com ação hipotensora discreta. O atendimento deve ser em separado das demais gestantes. uma a três gotas a cada 8 h. apesar da associação de medicamentos. As lesões e complicações mais frequentes são toxemia gravídica. A gravidez é de risco quando a gestante ou o concepto estão sujeitos a lesões ou mesmo morte em decorrência do ciclo gravídico-puerperal. pela elevada prevalência e repercussões médicas e sociais. Pode-se ainda adicionar algum sedativo. iniciando com 5 mg a cada 12h. até o máximo de 2 g/dia. A gravidez na adolescência preocupa pesquisadores. Nesta fase. Nos casos mais graves (pressão arterial . proteinúria > 2 g/24 h. que agiria diminuindo a ansiedade. O mau controle pressórico. entre outros). pois a paciente comumente negligencia aspectos importantes da sua saúde. Outros ainda adicionam: anemia materna. lacerações perineais. amniorrexe prematura e prematuridade. Este último. também seria outra indicação de parto terapêutico. A estruturação de um atendimento que privilegie a formação de grupos educativos (transmitindo informações) e espaços de troca entre as adolescentes grávidas é altamente produtivo.PA . especialistas e autoridades em saúde pública. desproporção céfalo-pélvica. deve-se pesquisar a maturidade fetal (com amniocentese). sendo o pindolol a primeira opção. Outra opção seria a metildopa. apresentações anômalas. asfixia perinatal e icterícia neonatal. A gravidez na adolescência vem a ser uma situação de risco. Começa-se pela detecção das pacientes de risco (todas as adolescentes). que poderia começar com 750 mg/dia. pode não ser apropriado em momentos em que se necessita ação hipotensora imediata e efetiva. como a levomepromazina. Nos casos classificados como de pré-eclâmpsia grave (PA > 160 x 110. Doença Hipertensiva Específica da Gravidez A doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) é muito freqüente na adolescente (primiparidade. por ter meia-vida prolongada e efeito hipotensor menos pronunciado. síndromes hemorrágicas. com vistas à interrupção da gravidez (indução do parto. sinais de iminência de eclâmpsia e exames alterados. infecções urogenitais. que resolverão a grande maioria dos casos. disfunção uterina. se não houver contra-indicação). estresse associado à gravidez). malformações fetais. parto e puerpério. em três tomadas. mas consegue-se prevenir as principais complicações: eclâmpsia e síndrome HELLP (hemólise. grande parte das mortes na adolescência estão relacionadas à complicações da gravidez. deve-se internar a paciente e introduzir anti-hipertensivos. abortamento. o tratamento básico consiste em dieta hipossódica e repouso. A mortalidade materna e perinatal é maior na gravidez na adolescência. Outra possibilidade . o número de grávidas na adolescência aumenta (com acréscimo significativo na faixa etária dos 10 aos 14 anos). buscando-se detectar aumento brusco de peso e surgimento do edema. Há dúvidas sobre a possibilidade de se prevenir a pré-eclâmpsia. em três tomadas. dado extremamente preocupante. podendo aumentar até 30 mg/dia.diastólica >= 100 mmHg). Embora o número total de partos caia. baixo peso ao nascer. sendo interessante que as adolescentes possam se encontrar com jovens na mesma situação. No Brasil. maior índice de parto cesárea. trabalho de parto prolongado.

pois é nesse período final que a doença se estabelece. Retornos depois da 30a semana devem ser quinzenais e. conforme descrito no capítulo sobre os problemas mais comuns na gravidez.seriam os benzodiazepínicos. é adequado repor ferro e folato e observar a evolução clínica da paciente. Quando se detecta presença de anemia ao exame clínico. com dilatação importante. é necessário perguntar sobre presença de corrimento em todas as consultas. O ganho de peso insuficiente na gravidez é uma das condições mais freqüentemente associadas à prematuridade. muitas vezes. primeiro sinal da instalação da DHEG. O médico deve estar atento para sinais incipientes de trabalho de parto prematuro. verduras e alimentos ricos em ferro. cuja dose via oral poderia começar com 510 mg e subir de acordo com a necessidade. a infecção urinária também é causa comum de parto prematuro. Crescimento intra-uterino retardado (CIUR) A presença do crescimento intra-uterino retardado na adolescência é mais freqüente por . semanais. sem sentir absolutamente nada. Portanto. após a 36a semana. Prematuridade A gravidez na adolescência se associa ao recém-nascido (RN) de baixo peso (< 2. sobre sintomas dolorosos e percepção de contrações. É muito comum a adolescente chegar no pronto socorro em trabalho de parto prematuro irreversível. Inconcebível se torna a possibilidade da "alta" do pré-natal. comparativamente à gestante com mais de 20 anos. frente ao risco de se desenvolver a hipertensão longe dos olhos do pré-natalista. também. a freqüência das consultas de pré-natal deverá ser menor na adolescente. estando muitas vezes presente nas adolescentes. As infecções de trato urinário devem ser tratadas com antibióticos adequadamente prescritos. perguntando à paciente. Isto deve ser a todo custo evitado. sem se queixar para o médico que a assiste. Se isto for impossível. em todas as consultas a partir de 28 semanas. a adolescente apresentar vulvovaginites intensas. Além da vulvovaginite. principalmente nas últimas semanas. contribuindo para o aumento da mortalidade materna nessa faixa etária. É fundamental medir a pressão em todas as consultas e pesar a paciente para identificar aumento de peso. Anemia A dieta da adolescente é. conseqüência da freqüente prematuridade (duas vezes mais freqüente que nas mulheres mais velhas). tornando a presença de anemia bastante freqüente. É comum. explicando a ela o que é contração e trabalho de parto antes que eles ocorram. A presença de anemia na gravidez aumenta o risco de infecções e parto prematuro. Deve-se incentivar uma alimentação balanceada rica em frutas. principal complicação perinatal da gravidez na adolescência. inadequada. A suplementação do ferro deve ser feita conforme indicado no capítulo de pré-natal.500 g). sem superar os 30 mg diários. deve-se fazer um hemograma para caracterizar o tipo específico. com baixa ingestão de proteínas e sais minerais. E seria ainda mais freqüente na adolescente que engravida logo após a menarca. como o diazepam. Para identificar a pré-eclâmpsia.

A abordagem preventiva do CIUR durante o pré-natal deverá se ater ao diagnóstico e controle precoces das doenças acima citadas. aumentando o aporte calórico com os recursos disponíveis. acretismo placentário e placenta prévia. É papel da equipe de saúde orientar a adolescente sobre métodos anticoncepcionais.uma série de razões: síndromes hipertensivas (em especial a pré-eclâmpsia). O médico deve orientar a nutrição da gestante. É impossível fazer o diagnóstico de CIUR durante a gestação sem saber ao certo a idade gestacional (IG) por um ultra-som realizado no primeiro trimestre. Prevenção de nova gravidez É de fundamental importância na adolescente que já engravidou a prevenção de novos episódios. quer sociais ou médicas. para notar o ritmo de crescimento a partir do peso estimado pelo ultra-som. A curva permite que se observe mudança do padrão de crescimento da AU. paralelamente ao padrão já definido de aumento de peso. com comparação dos dados com curva padrão (curva de Belizán mostrada no capítulo sobre pré-natal normal). devendo ser interpretadas com cuidado (importa mais o ascenso constante da curva de peso/altura. O diagnóstico de CIUR deve ser feito precocemente. em princípio. É importante tratar a anemia e melhorar a ingestão alimentar das pacientes de baixo peso. seriam suficientes para firmar a IG. Tal recurso também poderá ser utilizado no final da gravidez. discutidos em detalhes no capítulo específico. evitando-se complicações mais graves da insuficiência placentária (sofrimento e óbito fetal). Toda a equipe de saúde da família deve participar do preparo da adolescente para o trabalho de parto. contribuindo para intervenções precoces como repouso e aumento da ingestão protéico-calórica. Preparo para o Parto O parto cesárea é mais comum na gestante adolescente. Na falta deste. desnutrição e ganho ponderal insuficiente durante o pré-natal. dois ultra-sons no segundo trimestre. anemia. devemos também atentar para a possível baixa estima e confusão de papéis da adolescente em questão. nenhum método contra-indicado na adolescência e que todos podem contribuir para diminuir a reincidência da gravidez. desde que as idades calculadas fossem concordantes. do que simplesmente sua posição em relação à situação de eutrofia). configurando o CIUR na eventualidade de não se detectar o aumento de peso esperado. O ultra-som deve ser solicitado em pelo menos três ocasiões durante o pré-natal. cientes das peculiaridades da adolescente e das ansiedades próprias da idade. lembrando que não há. elevando os riscos de rotura uterina. com intervalo de duas ou três semanas. Lembrar que as curvas de adequação do peso à idade gestacional não são de todo adapatadas à adolescente. Ao discutir a utilização de tais métodos. A medida da altura uterina (AU) em toda consulta é fundamental. além do risco infeccioso e hemorrágico. que geralmente se faz em piores situações. antes da caracterização definitiva do CIUR. situações estas . sendo repetido seriadamente para confirmação diagnóstica. A cesárea representa um risco para a presente gravidez e também para o futuro obstétrico desta mulher.

que podem comprometer em muito a aderência ao método. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

a fisiopatologia das intercorrências clínicas e as modificações emocionais do ciclo gravídico-puerperal. O pré-natal deve se iniciar o mais precocemente possível e as consultas devem ser mensais até a 30ª semana. A gestação de baixo risco deve ser acompanhada sem grandes interferências. como trabalho de prevenção de intercorrências clínico-obstétricas e assistência emocional. O profissional que dá assistência pré-natal deve conhecer a fisiologia da gravidez. O aumento do número de consultas nas últimas semanas de gestação é importante para melhorar a . e semanais até o parto. Não deve ser encarada como simples assistência médica e sim.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Roberto Eduardo Bittar1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/5/2001 9:59:50 AM 1 2 Professor Associado de Obstetríca da FMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A assistência pré-natal é fundamental para o preparo da maternidade. quinzenais ou semanais até a 37ª semana.

esclarecer suas dúvidas e fazer um exame clínico cuidadoso são mais importantes que o excesso de tecnicismo. Copyright © 2001 IDS . iatrogênico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Além do número de consultas adequado deve-se dar qualidade a cada uma delas. Ouvir a gestante. A avaliação clínica e os resultados dos exames devem ser anotados na ficha médica e no cartão do pré-natal da gestante. muitas vezes.avaliação obstétrica e propiciar apoio emocional ao parto.

por muito tempo. Dr.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Prof.Jesus Paula Carvalho1 Prof Dr Alfredo Barros1 Última Atualização: 12/4/2001 11:50:02 AM 1 Disciplina de Ginecologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Câncer do Colo do útero Câncer do Endométrio Câncer de Mama Câncer do Ovário Câncer da Vulva Câncer do Colo do útero O câncer do colo do útero foi. mas . o de maior incidência na mulher.

html). Quanto maior o número de parceiros. É mais frequente nas mulheres com inicio sexual em idade precoce.org. . inca. É um tumor que apresenta desenvolvimento lento e progressivo ao longo de muitos anos e somente apresenta sintomas característicos quando a doença já se encontra em forma avançada. Acredita-se que o exame de Papanicolaou foi a descoberta da medicina que maior impacto causou na redução da mortalidade por câncer em todo o século XX. A prevenção do câncer do colo do útero fazse pela observância de higiene sexual evitando contato desprotegido com parceiros contaminados pelo papilomavírus humano. Nesta fase. mas apenas aquelas mulheres mais suscetíveis desenvolverão o câncer. pois o cigarro tem um forte efeito imunossupressor.br/prevencao/colo_utero/index. maior será a possibilidade de contrair a infecção pelo papilomavírus humano e evoluir para o câncer. pelo câncer da mama. ácido fólico e o uso de pílulas anticoncepcionais também podem contribuir para o aumento da incidência do câncer do colo do útero. Outro fator que contribui sobremaneira para o aparecimento do câncer do colo do útero é a promiscuidade sexual. Deve ser realizado em todas as mulheres com atividade sexual com periodicidade que não ultrapasse 2 anos de intervalo. A deficiência de vitaminas A e E.inca.org. a mulher contrai a infecção pelo papilomavírus humano . caracterizada pela multiplicidade de parceiros sexuais e pelo coito não protegido com preservativo. O diagnóstico precoce das lesões que precedem o câncer invasivo é possível e permite que estas lesões possam ser tratadas e curadas em 100% dos casos.superado. (http://www. Pode-se prevenir o aparecimento da doença ou diagnosticá-la em fase precoce. Todos os fatores que contribuem para enfraquecer as defesas imunológicas agem em favor do desenvolvimento do câncer. O exame de Papanicolaou continua sendo o método mais eficiente para este fim. Nas relações sexuais. O papilomavírus humano é bastante frequente na população geral. O câncer do colo do útero é muito mais frequente nas mulheres que fumam.html).que hoje acredita-se que é o principal agente etiológico responsável por esta doença. disponível nas unidades básicas de saúde e pode ser aplicado em grandes populações com impacto poderoso na redução dos casos de câncer invasivo. assim como pelo início de atividade sexual somente quando o aparelho genital estiver totalmente desenvolvido. o que ocorre por volta dos dezoito anos de idade. Também a infecção pelo papilomavírus humano tende a ser mais séria e duradoura na mulher fumante.br/prevencao/programas/pncccu/index. aumenta com o número de parceiros e também com o estado de saúde e higiene dos parceiros sexuais. O câncer do colo do útero é doença frequente nas camadas mais pobres da população e está fortemente ligado à atividade sexual.(http:// www. É um exame simples.o HPV . o que é proporcionalmente maior do que no câncer da mama. uma de cada três mulheres morrem da doença. além de mais de trezentas substâncias com potencial efeito cancerígeno. em anos recentes.

O câncer do endométrio é frequente entre mulheres obesas. O que fazemos na verdade é utilizar métodos clínicos e de imagem para o diagnóstico precoce. É uma doença relacionada com altos níveis de hormônios estrogênios circulantes. na redução da ingestão de gorduras. . a redução do número de filhos. a ausência do hábito de amamentar e ao consumo de bebidas alcóolicas. A única forma de diagnosticar precocemente o câncer mamário é fundamentalmente fornecer informações às pacientes das formas de diagnóstico de que dispomos. Não dispomos de métodos preventivos para a atenção ao câncer mamário. A principal manifestação do câncer do endométrio é a volta do sangramento na mulher que já tinha parado de menstruar. Câncer do Endométrio O câncer do endométrio é também conhecido como câncer do corpo do útero. diabéticas. Diferentemente do câncer do colo do útero.Câncer de Mama O câncer de mama é atualmente a neoplasia maligna com maior incidência entre as brasileiras e responsável pela primeira causa de morte por câncer. orientar a realização periódica de mamografias que buscam lesões não palpáveis que seriam teoricamente a forma inicial do carcinoma mamário. Também está relacionado com dieta rica em gorduras e hipercalóricas. pois sua sensibilidade não ultrapassa 30% dos casos. biópsia incisional ou biópsia excisional. Deve-se valorizar os sintomas de aparecimento de sangramento vaginal de qualquer quantidade nas mulheres após a menopausa ou naquelas mulheres próximas da menopausa e com alterações importantes no padrão menstrual. como paridade tardia. não é um bom método para detectar o câncer do endométrio. O diagnóstico é feito a seguir através de estudo anátomo-patológico por punção aspirativa. trocáter. previne-se o câncer através da administração simultânea de hormônios com capacidade de proteger o endométrio. Nas mulheres submetidas a terapia de reposição hormonal. na prevenção da obesidade e no controle do diabetes mellitus. O exame de Papanicolaou.inca.org. Também deve-se acompanhar regularmente o estado do útero através de exames clínicos e ultrasonográficos que muito se prestam para este fim. ensinar a autopalpação (http://www. que tiveram poucos filhos ou dificuldades para engravidar. que fizeram tratamentos hormonais não-controlados. entretanto. A prevenção do câncer do endométrio baseia-se na mudança de hábitos de vida.html)(explicando o período do ciclo menstrual mais adequado para a sua realização). Ocorre mais frequentemente em mulheres na pós-menopausa. As causas do câncer de mama estão relacionadas com hábitos reprodutivos. o câncer do endométrio é uma doença das mulheres com maior nível de renda e educação formal.br/prevencao/ae-mama/index.

Tratamentos sintomáticos a base de cremes servem muitas vezes apenas para retardar o . comprometendo as possibilidades de cura. Todos os programas de rastreamento do câncer do ovário tentados até o momento não demonstraram impacto importante na redução da doença. iniciando-se como lesões discrômicas. O principal agente causador do câncer da vulva é o papilomavírus humano que. O câncer da vulva evolui também de forma lenta e progressiva. o que faz concluir que para o câncer do ovário não existe ainda métodos eficientes de rastreamento para emprego populacional. mas diferentes estudos demonstraram que é uma doença mais frequente em mulheres que ovulam muitas vezes. A prevenção do câncer da vulva se faz de forma idêntica ao câncer do colo do útero. Ocorre mais frequentemente em mulheres idosas após os sessenta anos de idade. discrômicas ou ulceradas. Mulheres que usaram pílulas por mais de cinco anos apresentam redução de até 60% no risco de câncer do ovário. Sua evolução é rápida e silenciosa e quando aparecem os sintomas a doença frequentemente já se disseminou para outros órgãos. da mesma forma que no colo do útero. Os primeiros sintomas devem ser valorizados. É comum estas mulheres retardarem a busca por tratamento destas lesões iniciais e isto compromete sobremaneira o prognóstico. A infecção viral contraída na juventude pode ficar latente e causar o câncer da vulva muitas décadas depois. Câncer da Vulva O câncer da vulva é o menos frequente.Câncer do Ovário O câncer do ovário é o mais temido de todos os tumores genitais pois é uma doença que ocorre em mulheres de todas as faixas etárias com tendência maior após os cinquenta anos de idade. o tabagismo e a multiplicidade de parceiros. O exame clínico e ultra-sonográfico periódico pode detectar a presença de massas tumorais pélvicas que devem ser investigadas por métodos invasivos. por vezes elevadas ou ulceradas e altamente pruriginosas. desestimulando a atividade sexual promiscua. Não se conhece ainda qual o fator causador do câncer do ovário. representando cerca de 1 % de todos os tumores malignos ginecológicos. está relacionado com a atividade sexual. principalmente nos pruridos crônicos ou nas lesões de aspecto elevado. O único fator de real impacto de prevenção do câncer do ovário é o uso de pílulas anticoncepcionais. O diagnóstico do câncer do ovário em estágios precoces ocorre em menos de um quarto das vezes e têm importância fundamental no prognóstico.

Copyright © 2001 IDS . Toda alteração da textura da pele vulvar deve ser submetida a biópsia para estudo histológico.diagnóstico e comprometer o tratamento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Doutor em Medicina Pela FMUSP Professor Titular .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Seizo Miyadahira1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:12:38 AM 1 2 Médico Assistente.Disciplina de Obstetrícia da FMUSP Amniorrexe prematura Anemias Anemias fetais Assistência ao parto prematuro Cardiopatias Desvios do crescimento fetal Diabetes .

outras alterações menos freqüentes trazem conseqüências graves à unidade materno-fetal (gestação de alto risco). a propedêutica e a . cabendo aos profissionais de nível primário (essencialmente ambulatorial) tarefa das mais fundamentais que é o de diagnosticar. Raramente determinam desvios importantes no curso da gravidez. decorrentes dos avanços no campo da propedêutica e terapêutica materna e fetal. tonturas e lipotímias. Toda e qualquer anormalidade que se diagnostica no curso de uma gestação deve ser abordada focando os dois compartimentos: materno e fetal. podem ser preparados psicológica e emocionalmente. O atendimento médico durante o seguimento pré-natal deve respeitar a hierarquia dos níveis de atenção à saúde. tão comuns quando o diagnóstico é realizado no nascimento ou muito tempo depois.Eclâmpsia Gestação múltipla Hepatite B e C HIV Infecção do trato urinário Inibição ao parto prematuro Pós-datismo Pré-eclâmpsia Rubéola Sífilis Síndromes Hipertensivas na Gestação Toxoplasmose O seguimento pré-natal sofreu mudanças radicais nas décadas recentes. Entretanto. sendo o tema central deste capítulo. como a êmese gravídica. figuram queixas importantes consideradas como fisiológicas na gravidez. Assim. recepcionando o concepto sem traumas. Sob a denominação de problemas mais comuns na gestação. triar de forma precisa e selecionar as gestantes com intercorrências que exigem referência para serviços secundários e terciários (hospitalares). A gestante e seus familiares se beneficiam muito do diagnóstico correto de malformações do feto.

devem ser identificados níveis iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg se os níveis anteriores forem desconhecidos. proteinúria e edema. Eclâmpsia: pré-eclâmpsia associada a convulsões caracterizam a eclâmpsia. Internação: repouso no leito. Quadro 1. Classificação das Doença Hipertensiva Específica da Gestação e conduta Classificação Critérios Conduta Ambulatorial: repouso relativo. exigindo tratamento em Unidades de Terapia Intensiva. após 20 semanas de gestação. A pressão arterial deve aumentar 30 mmHg na sistólica e 15 mmHg na diastólica. Para a vigilância da saúde materna. Conduta Obstétrica: permitese a evolução da gestação até 40 semanas. tratamento antihipertensivo. sedativos. responsável pelo maior índice de mortalidade e morbidade perinatal.terapêutica em obstetrícia devem ser direcionadas para o binômio: saúde materna e saúde do feto. Pré-eclâmpsia: hipertensão.0 g/24 horas . Síndromes Hipertensivas na Gestação é complicação. mas comum na gravidez (presente em 5-10% das gestantes). Trata-se de intercorrência das mais graves em obstetrícia. intercorrências próprias da gestação (doenças obstétricas) e doenças fetais. A elevação da pressão arterial deve-se manter por até 6 horas após a primeira medida. Existem situações em que apenas um dos compartimentos está comprometido e todo o investimento deve ser direcionado a ele. é fundamental que haja uma assistência pré-natal. ou. As diversas situações de morbidade em obstetrícia podem ser enfocadas em 3 grandes grupos: intercorrências clínicas. Vigilância da Vitalidade Fetal Conduta Obstétrica: resolução da gestação: na maturidade fetal Leve Pressão Diastólica < 110 mmHg Grave Pressão Diastólica => 110 mmHg Proteinúria > 3. Vigilância da Vitalidade Fetal semanal. sedativos.

quando se indica a resolução. Manutenção: EV 1 g/hora em soro de 400 ml + 10 ampolas a 10% (16 gotas/minuto) Hipertensão arterial crônica: diagnóstico antes de 20 semanas (níveis pressóricos iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg) ou sua persistência após 42 dias de puerpério. Adequação das drogas antihipertensivas e vigilância fetal mais intensiva.Sulfato de Magnésio 4 g (10%)EV + 10 g (50%) IM profundo com agulha de raqui. Manutenção: nas 24 hs seguintes. tratamento antihipertensivo. Sondagem Vesical. Propedêutica Laboratorial Materna para a avaliação das complicações (HELLP). Resolução: se o peso estimado for >= 1000 g Eclâmpsia DHEG + CONVULSÕES *Sulfatação: Esquema de Pritchard:. conduta obstétrica Permite-se a evolução até 40 semanas. Avaliação das condições fetais (ultra-sonografia obstétrica + Provas de Vitalidade Fetal). Síndrome hipertensiva conduta clínica Acompanhamento ambulatorial com tratamento antihipertensivo e avaliação das condições fetais (ultra-sonografia + avaliação da vitalidade fetal). sendo 5 g (10 ml) em cada glúteo. ECG. Hipertensão arterial com pré-eclâmpsia superajuntada: a presença de sinais e sintomas próprios da pré-eclâmpsia associados à proteinúria e elevação dos níveis séricos de ácido úrico configuram este quadro grave. Sulfatação.Sulfato de Mg 4 g EV (10%) EV. Esquema de Zuspan: Dose de ataque .Dose de ataque . 5 g IM cada 4 horas. assegurada a viabilidade fetal hipertensão arterial .Iminência de Eclampsia Epigastralgia + Cefaléia + distúrbios visuais (fosfenas) Semelhante à Eclâmpsia (ver abaixo) Internação com cuidados intensivos: monitoração dos sinais vitais.Internação: nos casos graves (PA diastólica > 110 mmHg). salvo em casos de Hipertensão não controlável e diante de alterações no compartimento fetal.

como forma de triar a doença no início da assistência pré-natal. Em situações de descompensação com cetoacidose. óbitos fetais. sinais ultra-sonográficos (macrossomia. Conduta clínica diante da suspeita diagnóstica ou da confirmação clínica do Diabetes fatores de risco Idade. o parto prematuro terapêutico deve ser levado em conta. independentemente do risco. A dosagem da glicemia de jejum. hipertensão. Teste simplificado: Teste de Tolerância à Glicose Oral de 50 g. Quadro 2. Nas não-dependentes da insulina. polihidramnia. Diante de resultados normais. doenças do Colágeno Antecedentes Obstétricos: macrossomia fetal. polihidramnia anterior Evolução da gravidez: altura uterina maior que a esperada. efetuado com 26 semanas de gestação Indicado para os casos de risco: Curva Glicêmica: com 28 semanas de gestação. o seguimento deve ser muito diferenciado de acordo com o tipo de diabetes. malformações) Recomendado a todas as gestantes. a internação da paciente é obrigatória Nas pacientes que apresentam o controle glicêmico adequado a gestação deve avançar até 40 semanas. rastreamento diagnóstico precoce seguimento prénatal controle da doença resolução obstétrica . Antecedentes familiares da doença Antecedentes pessoais: peso de nascimento. o controle da doença se faz pela instituição de dieta própria para o diabetes (sem açúcar livre). nefropatias. repete-se o exame com 34 semanas. desde a viabilidade até a maturidade fetal plena. uma vez que malformações fetais associam-se significativamente com o mau controle do diabetes na gestação. para o controle clínico são necessários cuidados meticulosos. Nas diabéticas insulino-dependentes é recomendável um seguimento em serviço secundário ou terciário durante a gestação. o controle da doença é fundamental antes da gravidez. Nas pacientes que apresentam controle inadequado ou nas portadoras de complicações principalmente vasculares. É indicada toda propedêutica para o diagnóstico das complicações como a Síndrome HELLP Resolução da gestação se impõe na medida da gravidade desta associação de doenças. Nos casos diagnosticados. justifica-se a todas as gestantes. O Diabetes: nas mulheres com diagnóstico pré-gestacional. É fundamental o controle glicêmico rigoroso.hipertensão + Doença Hipertensiva Específica da Gestação PA = pressão arterial Internação: considerada situação de muita gravidade.

Dose total: 7.8 milhões UI Penicilina Benzatina 2. denominada de . Estados da sífilis. mal-estar Bacteriúria Assintomática Sem sintomas Sífilis: é de diagnóstico obrigatório na gestação. internação com administração de antibióticos por via parenteral. via intramuscular semanalmente. na pielonefrite. Quadro 3. via intramuscular em dose única Penicilina Benzatina 2. 3 vezes. Recomenda-se. NÍVEL DA INFECÇÃO MANIFESTAÇÕES TRATAMENTO Trato Baixo: Uretrite.2 milhões UI Secundária Tardia Após a dose inicial de penicilina. Cistite Disúria. hematúria Antibiótico via oral: Cefalexina 500 mg de 6/6 hs. CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Primária Cancro duro VDRL + após 2 semanas. poderá surgir uma reação febril e cutânea. Cefalotina 1 g via endovenosa de 6/6 hs. via intramuscular. polaciúria. Associa-se a trabalho de parto prematuro e pode evoluir para uma pielonefrite. Malformações provocadas por esta doença são muito conhecidas. de febre. Gentamicina 1 mg/ kg de 8/8 hs Cefalexina 500 mg de 6/6 hs por via oral Pielonefrite As mesmas acrescidas. Mulheres com sorologia negativa inicialmente devem ser submetidas a novas sorologias no decorrer da gravidez. Internação: antibiótico por via parenteral. diagnóstico e tratamento.Infecções: a mais frequente é a de trato urinário baixo. FTA-abs + Erupções cutâneas (roséolas) Condiloma plano Diagnóstico laboratorial: idem ao primário Goma sifilítica.4 milhões UI. Deve-se pedir cultura de urina com antibiograma (nos casos onde há disponibilidade para isso) antes de iniciar o tratamento. FTA-abs + Penicilina Benzatina 2. Laboratório: VDRL + ou -. repetida após 1 semana.4 milhões UI. Quadro 4. Quadro clínico das infecções de trato urinário.4 milhões UI. Dose total: 4.

Após gestação com sorologia negativa.25 % 10 . resultante da liberação de toxinas dos treponemas mortos. . Situação da gestante em relação a rubéola. a futura gestante deve ser vacinada antes de nova gestação.1 % Quadro 5. o que explica ausência de lesões fetais mesmo com doença clínica comprovada laboratorialmente. ao se identificar alguma anormalidade na criança (uveítes.20 % 6-7% 0. Nos casos suscetíveis. IgM = imunoglobulina M Toxoplasmose: na gestação. causa malformações fetais de gravidade muito diversificada. situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação Suscetível Imune Infecção recente conduta Imunização pósnatal Nada específico Diagnóstico da infecção fetal (Medicina Fetal) IgG = imunoglobulina G. Por outro lado. ou quando.5 . calcificações intracranianas. ou convulsões). O diagnóstico é retrospectivo.40 % 20 . é importante o seguimento sorológico mensal ou bimensal para a detecção da viremia sorológica de alto significado para o prognóstico neonatal. Rubéola: nem sempre é possível a concretização do diagnóstico. Vale lembrar que a freqüência de malformações é tanto maior quanto mais precoce for a virose na gestação.Jarish-Herxheimer. são diagnosticadas alterações morfológicas suspeitas. desde lesões oculares leves de difícil diagnóstico intra-uterino até as letais para o concepto (hidrocefalias graves). em ultrasonografia de rotina. Transmissão Vertical Infecção Fetal (mês) 1 2 3 4 5 Percentuais de Acometimento Fetal Grave 10 . existem diferentes cepas com potenciais malformativos fetais diversos. Todas as adolescentes devem ser vacinadas para rubéola.

Diagnóstico da toxoplasmose. Quadro 7. IgM = imunoglobulina M Hepatites B e C merecem abordagem rotineira durante a gestação porque medidas importantes no decurso do ciclo gravídico-puerperal devem ser tomadas em cada situação. situação sorologia negativa sorologia positiva sorologia positiva resultados AgHBs negativo Anti-HBs negativo Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo Imune Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo ou negativo Anti-HBC positivo Paciente foi portadora da doença Imune interpretação conduta Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro . Além disso. em pacientes com sorologia positiva. Os possíveis resultados da sorologia para hepatite B e respectivas condutas estão relacionados no Quadro 7.Quadro 6. os cuidados neonatais devem ser muito meticulosos. situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação conduta Orientação higiênico-dietética Repetição da sorologia 2/2 meses Seguimento prénatal rotineiro Proceder diagnóstico da transmissão vertical Encaminhar para Medicina Fetal Suscetível Imune Sorologia Positiva Infecção recente ou Cicatriz Sorológica IgG = imunoglobulina G. Diagnóstico da hepatite na gravidez.

Todos os casos de sorologia positiva para HIV devem ser encaminhados aos ambulatórios de referência. anos estavam contaminados por este vírus. porcentual elevado desenvolve cirrose hepática e neoplasias. até há poucos. constando de orientações precisas acerca da doença e dos cuidados a serem prestados tanto na evolução da gravidez quanto no momento do parto. A avaliação personalizada de cada paciente é fundamental para a diminuição da morbidade maternofetal. responsável pela distribuição das drogas. é importante lembrar que aproximadamente 30% dos hemotransfundidos.sorologia positiva AgHBs positivo Anti-HBs negativo Hepatite Crônica Anti-HBC negativo Cuidados no Parto Cuidados com o recém-nascido (imunização imediata) Quanto à hepatite C. É norma a pesquisa rotineira do vírus atualmente. É muito importante a realização da avaliação funcional do coração materno nas gestantes com alterações cardíacas. Destes indivíduos. porque o aspecto preventivo do profissional também deve ser considerado. Outro aspecto a ser considerado é a alta prevalência em algumas regiões (atingindo 2% da população de gestantes). o diagnóstico. O seguimento pré-natal também obedece a rotina bem específica. tipo de cardiopatia cuidados pré-natais resolução obstétrica . deve ser obrigatório. particularmente em pacientes submetidas previamente a transfusões de hemoderivados. Portanto. Vírus da imunodeficiência adquirida humana (HIV): a transmissão vertical é o ponto mais crítico. Tipos de alterações cardíacas na gravidez. Cardiopatias: são uma das principais causas de morte materna no Brasil. Os óbitos maternos devem-se à insuficiência da função miocárdica. O uso de medicamentos anti-retrovirais no momento do parto e no recém-nascido tem diminuído a transmissão vertical. cuidados pré-natais e conduta obstétrica. que devem ser encaminhadas a serviço secundário ou terciário. Quadro 8.

Nos casos menos graves pode-se permitir o pós-datismo. determinam com freqüência Freqüente a necessidade Congênitas cianóticas insuficiência placentária de parto terapêutico.0 g conduta Sulfato Ferroso 60 mg de Ferro elementar/dia Ácido Fólico 5 mg/ dia Cianocobalamina 1000 mcg/mês intramuscular Mais importante é o anemia carencial Ferropriva Carência de folatos e Vitamina B12 Freqüente em alcoolismo. uso de anticonvulsivantes. tipo etiologia diagnóstico Tipo microcítica hipocrômica Hb < 11. Monitoração cardíaca materna e fetal são tópicos de relevo nesta afecção no momento do parto Chagásica Geralmente muito graves. Cuidados anestesiológicos são muito importantes. grave e óbito fetal. gestação múltipla. A avaliação do risco materno deve levar em conta o tipo de alteração cardíaca. permitindo que a gestação avance até 40 semanas. medicamentos utilizados. Anemias Os principais tipos de anemia. cirurgias realizadas e intensidade da descompensação cardíaca. tempo de evolução da doença. diagnóstico e conduta obstétrica são apresentados na tabela abaixo. gastrectomia anemia megaloblástica VCM maior que 95 µ3 .Reumática: mais freqüente causa de valvulopatias Descompensação cardíaca Profilaxia da Febre Reumática Anticoagulação: nas próteses metálicas e fibrilação atrial. Seguimento das condições fetais com Ultra-sonografia e Provas de Vitalidade Fetal Cuidados relacionados à intensidade da lesão cardiológica Prioriza-se o parto vaginal.

diminuição ou ausência das cadeias alfa ou beta de globina Desvios do crescimento fetal Com a utilização da ultra-sonografia rotineira. Avaliações fetais (CIUR e Sofrimento fetal) principalmente nas crises de falcização (internada). uso de drogas. circunvalada. Cuidados específicos sobre a doença causadora Crescimento restrito Estimativa de peso abaixo do percentil 10 da curva de crescimento macrossomia Estimativa de peso acima do percentil 90 Assistência ao parto prematuro: . tipo Etiologia Fetal: cromossomopatias. intercorrências clínicas.0 g % no momento do parto talassemia Genética. fatores ambientais (radiações) Placentários: placenta prévia. Interrupção com maturidade fetal a partir de 34 semanas. malformações Maternos: infecções.anemia falciforme hemoglobinopatia hereditária Eletroforese de Hb Homozigótica: SS 80-90%. Transfusão quando Hb < 7. e cuidados sobre a doença que o causou. propedêutica fetal cuidadosa.5% Manter Hb entre 910 g %. Ácido Fólico 5 mg/dia. os diagnósticos dos desvios ponderais do feto ficaram mais factíveis devido à facilidade em se acessar as curvas de crescimento fetal mediante a estimativa de peso estimado por este método. Eletroforese de Hb Talassemia Minor: A2 maior que 3. infartos etc Constitucional Diabetes diagnóstico conduta Diagnóstico etiológico. Ácido Fólico 5 mg/ dia. Heterozigótica: SS 40-50%.

com intervalo de 24 horas Pós-Datismo Toda gestação que ultrapasse 40 semanas. vitalidade.Medidas importantes Monitoração da vitalidade fetal Rotura tardia das membranas Anestesia de condução (intra ou peridural) Episiotomia ampla Parto vaginal: <1000 g e >2500 g até 3500 Cesárea: entre 1000 e 2500 e >3500 g Parto vaginal. Oligoidrâmnia Avaliação fetal muito detalhada: crescimento fetal. Após 42 semanas. Fórceps em feto com peso >1500 g Cesárea: defletidas Apresentação pélvica Apresentação cefálica Inibição do Trabalho de Parto Prematuro Apenas 10 a 20 % dos casos de trabalho de parto prematuro merecem ser inibidas. Em relação ao feto. mesmo em ausência de doença materna: crescimento intra-uterino restrito. rotura prematura das membranas. DPP. Assistência Obstétrica TÓPICOS MÉTODOS . Além disso. a placenta prévia. terbutalina (Bricanyl® por via endovenosa esquemas de inibição gota/gota e via oral) Sulfato de Magnésio corticoterapia Administrada entre 28 a 34 semanas: Betametasona (Celestone ®) 12 mg 2 vezes. define-se a gestação prolongada. sofrimento fetal. Qualquer doença materna que torne hostil o ambiente intra-uterino ou qualquer agravo na doença materna. análise do volume de líquido amniótico Propedêutica materna na busca da etiologia contra-indicações cuidados preliminares Hidratação.

Há evidente aumento nesta incidência devido ao uso de técnicas de reprodução humana com induções da ovulação e FIVs.Avaliação da Vitalidade Fetal Exame Pélvico Resolução Cardiotocografia Avaliação do Volume de Líquido Amniótico Amnioscopia Procurar condições para indução do parto Sofrimento fetal e mecônio anteparto Índice de Bishop => 5: indução do parto IG => 42 semanas: indução após preparo do colo (Bishop <5) Gestação múltipla: a gemelidade ocorre em 1:80 casos. Alguns tópicos merecem cuidados: tópicos Diagnóstico da corionicidade método Ultra-sonografia de I trimestre Ultra-sonografia III trimestre importância Risco da Síndrome transfusor/transfundido (70% de mortalidade perinatal) na gestação monocoriônica STT e restrição ao crescimento intra-uterino Gêmeos discordantes Assistência Pré-natal Exames laboratoriais na busca de diagnóstico precoce de complicações: diabetes. DHEG. anemias Avaliação ultraEvitar prematuridade sonográfica periódica e extremaMelhorar índices de avaliação da vitalidade morbidade neonatal fetal Seguimento Pré-Natal mais amiúde (avaliação do colo uterino) Repouso no final da gestação (III trimestre) Amniorrexe prematura .

Anamnese. Depois de 6/6 horas Com infecção: Penicilina Cristalina 20 milhões U/dia + Metronidazol 500 mg EV 6/6 hs + Gentamicina 80 mg IM 8/8 horas cuidados especiais EV = via endovenosa. Corticóides: discutível Antibioticoterapia no trabalho de parto: Sem infecção: Cefalotina 1 g EV 4/4 horas até o nascimento. ausência de infecção. descritos no quadro a seguir. sensibilidade uterina. infecções fetais (por parvovírus). Azul de Nilo (células fetais) Ultra-sonografia Expectante ambulatorial: quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) for > 5 cm em gestações abaixo de 34 semanas.Rotura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto. FCF e materna Leucograma seriado diagnóstico conduta assistencial vigilância infecciosa Expectante até 34 semanas (exceto no sofrimento fetal. situação da gestante conduta pré-natal conduta pós-natal . Exame obstétrico: especular Exames específicos: Teste do Fenol Vermelho (pH). Cristalização do líquido amniótico. Em cerca de 90% dos casos.0 cm) e todos os casos que se indica interrupção da gestação Clínica: controle da temperatura corpórea. infecção ovular) conduta obstétrica Resolução: 34 ou mais semanas. Avaliação bissemanal da vitalidade fetal Internação: na oligoidrâmnia (ILA<5. infecção ovular. o trabalho de parto é desencadeado em 24 horas. observação de fisometria. devem ser enfatizados os aspectos profiláticos da aloimunização. sofrimento fetal NÃO EFETUAR TOQUES VAGINAIS antes do trabalho de parto Não inibir trabalho de parto inclusive na prematuridade extrema. oligoidrâmnia grave. IM = via intramuscular Anemias fetais: as causas são: aloimunização Rh. É responsável por 33% dos partos prematuros. Na assistência às gestantes Rh negativas não sensibilizadas.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . derrame pericárdico. duplo contorno da bexiga. hepatoesplenomegalia. aumento da hidrocele indicam possível comprometimento fetal ENCAMINHAR PARA SERVIÇOS TERCIÁRIOS pela possível necessidade de transfusão intra-uterina aloimunizadas (coombs indireto +) PLANEJAMENTO FAMILIAR Copyright © 2001 IDS . Ultra-sonografia: espessamento ou hiperecogenicidade.Rh negativa não sensibilizada Realização de teste de Coombs indireto mensalmente Imunoprofilaxia:300 mg Imunoprofilaxia: 300 mg de anti-D dentro de 72 horas anti-D entre 28-30 semanas após o parto ou após qualquer procedimento invasivo Titular o anti-D. Se > 1:16.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rosa Maria de S. em puerpério imediato (primeiras 24 horas). A maioria dos autores considera o período como as 6 primeiras semanas pós-parto. precoce ( de 24 horas até o final da primeira semana) e remoto ou tardio (da primeira semana até a retomada das condições pré-gravídicas . resfriamento corpóreo. outros o dividem. São explicados como conseqüentes às modificações na primeira hora pós-parto decorrentes de estafa muscular.). e no qual surgem alterações anatômicas e fisiológicas responsáveis pela volta do organismo materno às condições pré-gestacionais. Algumas classificações ainda estendem o término para 90 dias. arbitrariamente. As principais alterações são: Calafrios: surgem 15 a 20 minutos após a dequitação e têm duração variável. alterações circulatórias e bacteremias transitórias. Ruocco1 Última Atualização: 9/21/2001 8:14:24 AM 1 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Puerpério compreende o período que se inicia imediatamente após o parto. A.por volta de 6 semanas. .

tendo como possíveis causas as lesões tissulares. por 2 dias quaisquer durante os 10 primeiros dias do puerpério. pesando cerca de 100 gramas. a reparação estará completa apenas na 6a semana. Hemodinâmicas: os maiores ajustes hemodinâmicos ocorrem imediatamente após o parto representados por um aumento importante do débito cardíaco. Volta ao tamanho definitivo na 6a semana (ficando discretamente maior que antes da gravidez).5 litros até a 5a semana. ocorrendo maior capacidade e relativa insensibilidade da bexiga. a absorção de produtos tóxicos e a invasão bacteriana. Para voltar ao normal são necessárias várias semanas e muitos exercícios. em média. bem como o fechamento dos vasos sanguíneos presentes no leito placentário. O peso pré-gestação é atingido. pelo menos 4 vezes ao dia. pressão venosa central e pulso. que ao estar presente chama a atenção do obstetra para o desenrolar de possível infecção. A morbidade febril puerperal é a ocorrência de temperatura de 38°C ou mais. Colo: fecha-se progressivamente. ficando apenas sua camada basal. responsável pela regeneração desse tecido ao final da terceira semana. após 8 a 10 dias está rente à sínfise púbica. atingem o pico na primeira semana pós-parto. Parede abdominal e intestino: a parede permanece flácida em virtude da distensão prolongada da gravidez.Temperatura corpórea: elevação normal no primeiro dia (até 38°C de temperatura oral). aos 6 meses pós-parto. Ocorre ausência do peristaltismo intestinal nas primeiras 24 horas. Balanço hídrico. estando pérvio para 1 cm decorrida uma semana do . Alterações da coagulação: desencadeadas pela gravidez. o útero pesa um quilo e localiza-se próximo à cicatriz umbilical. Com a saída da placenta. Persistem as estrias e a diástase da musculatura reto-abdominal. Todos os estados febris do pós-parto são agrupados sob a denominação de "morbidade febril puerperal". diminuição das capacidades vital e inspiratória. No local onde estava inserida a placenta. Respiratórias: aumento do volume residual. O endométrio sofre necrose. as contrações potentes que se seguem provocam a involução do miométrio. A temperatura deve ser medida por via oral (excluindo aumentos axilares locais causados por ingurgitamento mamário). havendo o restabelecimento progressivo da topografia e dos movimentos intestinais. aumento do consumo de oxigênio e da ventilação residual. Peso: há perda progressiva:5 a 6 kg com o esvaziamento uterino e a perda sanguínea além de 2 a 3 kg pela diurese. elevação discreta da pressão sanguínea. Urinárias: logo após o parto são encontrados edema e hiperemia vesical. Alterações locais são freqüentes como as descritas no: Corpo uterino: após o parto. eletrólitos e metabolismo: perda líquida de 2 litros na primeira semana (pela perda de líquido extracelular) e 1. excluindo-se as primeiras 24 horas.

5 a 10 dias. a produção de muco cervical e outras modificações estrogênicas ficam na dependência da lactação. Copyright © 2001 IDS . durante as duas primeiras semanas pelo leite transicional e. mas dificilmente retorna às condições anteriores. com leucócitos e maior concentração de líquido). flava (amarelada. com intenso predomínio de leucócitos e células degeneradas). pelo leite definitivo. Lóquia: é a denominação para o material originado na cavidade uterina durante o fenômeno da involução. a loquiação modifica-se progressivamente em cor e composição: rubra (vermelho-vivo até o 3° dia pós-parto e formada por restos de decídua e muitas hemácias). Com 6 a 12 semanas a restauração do colo estará completa. o orifício externo pode não voltar ao estado antigo. Todas as mudanças na composição ocorrem de acordo com as necessidades nutricionais do recém-nascido. A mucosa. a camada muscular vaginal progressivamente se retrai e diminui de tamanho. ficando ligeiramente aberto. finalmente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Vagina: depois de parto vaginal. não havendo "leite fraco" em qualquer período. que lhe dão cor peculiar). Nos primeiros 3 a 4 dias responderão pela produção de colostro (rico em imunoglobulinas. Mamárias: as glândulas mamárias encontram-se capacitadas para a secreção láctea após o estímulo hormonal gestacional. fusca (vermelho pálido ou escuro de 3 a 5 dias. O hímen dá lugar às carúnculas. gordura e beta-carotenóides.parto. principalmente se o parto foi normal e ocorreram lacerações não suturadas. De acordo com o tempo decorrido do parto. a rugosidade reaparece ao redor de 3 semanas. principalmente IgA. predominando restos de hemácias degradadas). alba (após 10° dia.

M. Valla. In: Promoção da saúde e saúde pública. Rio de Janeiro. E.. Epidemiology and Treatment issues.J. Sarti. Número 91. N.D.A. J. 1994.J. 45-55. 1998. M. V.M. Plenum Press.D. Stotz. Ice.J. Copyright © 2001 IDS . C. Desenvolvimento de habilidades pessoais e reforço da ação comunitária. nov.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Kaloustian.J. Família brasileira : a base de tudo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ENSP. UNICEF/Cortez Brasília/São Paulo. 1993. Stephenson. N. Schwab.F. pp. V. S.. A família como ordem moral In Fundação Carlos Chagas Cadernos de Pesquisa. 1994.M. S. Contribuição para o debate entre as Escolas de Saúde Pública da América Latina.Y. Evaluating Family Mental Health History.

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Promoção da Saúde. 2252-2261. Health Education Quarterly. ano1. n. Da prevenção das doenças à promoção da saúde. na comunidade e na unidade. Rio de Janeiro. M. Ciência & Saúde Coletiva. JAMA Brasil. A. New Health promotion movement: a critical examination.21. Secretaria de Políticas de Saúde. p. n. P. 163-177. 2000. . A promoção deve ser direcionada para capacitar as comunidades a atuarem na melhoria da qualidade de vida e saúde. p.7. As ações intersetoriais e o suporte social são instrumentos de promoção. p. MINKLER. ago-out1999. 5. n. 1994. GENTILE. ROBERTSON.3.3. p. M. O suporte deve ser feito por todos os membros da equipe do PSF. v.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia BRESLOW. 295-312. v. 1.1. Promoção da saúde e qualidade de vida. sempre tendo como referência as necessidades das pessoas e dos grupos sociais. agosto 1999. Promoção da Saúde. L. 9-11. seus valores culturais e suas vontades. Ministério da Saúde. M. v. BUSS. n.

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E Amato Neto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Imunização de pacientes HIV/AIDS. Abril De 1997 Lopes. Copyright © 2001 IDS .abril de 2000 Brito. Ministério da Saúde.Imunizações(1): 21 a 25. K. Imunizações(1): 29 a 30 de abril de 1997 Manual de Vigilância Epidemiológica dos Eventos Adversos pós-vacinação. E Sato. Informe Técnico: Vacina contra Febre Amarela. 1999. .R.S. M. 1 .Eventos adversos Pós-Vacinais . C. G.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . H.T.DST/AIDS CVE ano XVIII no. V. Imunizações 3(3): 88 .92. Vacinação d Adultos. Boletim Epidemiológico. H. . 1998. Fundação Nacional de saúde.

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utilizando medicações e modalidades analgésicas. qualidade. 7. efeito da dor sobre a funcionalidade física e social. 2. Manter o contato com o paciente e sua família. 11. 4. . mais simples e convenientes . local. 6. Organizar e rever exames laboratoriais e imagenológicos apropriados e necessários. 5. Realizar exame físico detalhando o exame do sistema nervoso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Os princípios para a avaliação da dor são: 1. Anamnese detalhada: duração. Diagnosticar a causa da dor. Quantificar a dor de acordo com a escala numérica. Avaliar a dor continuamente. uso prévio de analgésico. 12. antes de prescrever as mais complicadas. Acreditar na queixa de dor do paciente. 8. Individualizar a terapêutica. Reconhecer que a mudança no padrão da dor ou desenvolvimento da nova dor não é necessariamente atribuível à doença preexistente. fatores de melhora e piora. descritiva ou visual. 3. 10. intensidade. Tratar a dor enquanto prossegue a investigação. 9. Realizar avaliação psicossocial.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento da dor em cuidados paliativos A Unidade de Cuidados Paliativos e de Câncer da Organização Mundial de Saúde propôs um gerenciamento útil de seleção de drogas para dor de origem oncológica. levorfanol. hidrocodona. diamorfina. 2) Pacientes que são relativamente não-tolerantes e apresentam-se com dor moderada ou aqueles que falharam em atingir alívio adequado após a tentativa de analgesia com nãoopióide. Este grupo inclui morfina. fentanil. e oximorfina. fenazocina.. metadona. Este grupo inclui codeína. Sabe-se que esta recomendação tem eficácia de mais de 75% em trabalhos clínicos já realizados. dihidrocodeína ou propoxifeno. Estes medicamentos são tipicamente combinados com um não-opióide e poderiam ser administrados com os adjuvantes. oxicodona. conhecido como "Analgesia em três degraus da OMS". hidromorfina. ou aqueles que falharam em atingir o alívio adequado de dor seguindo administração apropriada de medicamentos no segundo degrau da escada analgésica deveriam receber analgésicos opióides convencionalmente usados para dor moderada para intensa (opióide "forte"). Estas drogas . Este esquema analgésico dá mais ênfase a intensidade da dor do que sua etiologia específica e seu gerenciamento defende as três etapas básicas a seguir: 1) Pacientes com dor leve relacionada a neoplasia devem ser tratados com analgésicos nãoopióides aos quais devem ser combinadas medicações adjuvantes se existir indicação específica. 3) Pacientes que se apresentam dor intensa. devem ser tratados com opióide convencionalmente usado para dor leve a moderada (opióide "fraco").

100(IM ou IV) Meiavida (hs) 2-3 2-3 3-4 5. IM.3.7 Intervalos (hs) 3-6 3-6 2-4 4-6 Nome codeína propoxifeno oxicodona tramadol Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular Tabela 3 Analgésicos opióides fortes Vias de administração Oral. IV) Meiavida (hs) 2 .5 Intervalos (hs) Nome Morfina 3-6 . retal. intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 20 .130 30 120(oral). Tabela 1 Analgésicos não opióides disponíveis no Brasil.podem também ser combinadas com analgésicos não-opióides ou adjuvantes. Meiavida (hs) 2-4 3 . intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 200 65 .30(oral) 10(retal.12 4-8 13 6 Tabela 2 Analgésicos opióides fracos Vias de administração oral oral oral oral.7 .12 4-5 3-4 13 2 Dose inicial (mg/dia) 2000 2600 2600 75 1200 500 75 Dose máxima (mg/dia) 3000 6000 6000 200 4200 1000 200 nome dipirona paracetamol acido acetil salicílico indometacina ibuprofeno naproxeno diclofenaco Intervalo (hs) 4-6 4-6 4-6 8 . sublingual.

intramuscular e intravenosa 20 0.Uso prolongado e uso para idoso não é recomendado nesta situação de cuidados paliativos. Tabela 4 Medicações adjuvantes mais comumente associadas Dosagem usual para adulto I=dose inicial M=dose de manutenção Nome Vias de administração Comentários I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs carbamazepina M=200~1600 mg em doses divididas I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs M=300~500 mg em doses divididas Oral para dor neuropática. IV) 300(oral) 75(IM. especialmente de dor lancinante. prefere-se este por apresentar menos efeito mineralocorticóide fenitoína Oral I=10~25mg ao amitriptilina deitar nortriptilina M=25~150 mg clomipramina ao deitar ou em imipramina doses divididas I=4 mg de 6/6hs dexametasona M=16~96 mg em doses divididas Oral Oral EV .8 (oral) 0.Metadona Buprenorfina oral sublingual.4(IM. IV) 15 120 2-3 4-8 6-9 Meperidina 2-3 2-4 Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular . intramuscular e intravenosa oral. pode causar alteração medular para dor neuropática pode aumentar a sedação monitorar o nível sérico sempre que possível para dor neuropática dor complicada pela depressão e insônia nortriptilina apresenta menos efeito anticolinérgico e sedação entre os corticóides.

associado a dor.5~5 mg cedo(até meiodia) M=10~40mg cedo(até meiodia) Oral . ou mesmo por efeito de medicação. devido a seu efeito estimulante haloperidol Oral IM metilfenidato I=2.5 a 2mg ao deitar ou em doses divididas M=2~15mg em doses divididas Oral IM ou EV efeito antiemétoco interessante nos casos de uso de opióide.I= 6~12 mg ao deitar ou em doses divididas clorpromazina M=18~50 mg em doses divididas I=0. efeito extrapiramidal importante tem efeito analgésico nos casos de dor neoplásicos. administrar dose única ou dividida até meio dia. efeito anticolinérgico importante! nos casos de agitação psicomotora.

Copyright © 2001 IDS . anticonvulsivantes. é analgésica em algumas condições dolorosas. porém.Medicações adjuvantes: O termo "analgésicos adjuvantes" descreve qualquer medicação que tem outras indicações primárias além da dor. neurolépticos. relaxantes musculares.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . bifosfonatos e outros. Este grupo de medicações compreende uma diversidade enorme de classes de medicamentos. benzodiazepínicos. corticosteróides. São eles: antidepressivos.

na maioria das vezes. considerar a assistência domiciliar numa fase avançada de cuidados. após a tentativa de esquema analgésico sugerido pela Organização Mundial da Saúde. Equipe deve se dispor também para compartilhar a angústia e dificuldade de . fisioterapeutas. Sempre que possível. principalmente aproximando o momento de falecimento. nutricionistas e outros profissionais de saúde teriam um espaço extremamente rico e prazeroso de exercício de profissão. melhorias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Pacientes e seus familiares em cuidados paliativos necessitam. Havendo disponibilidade no serviço. É fundamental que haja uma reunião interdisciplinar com periodicidade preestabelecida para que todos os membros possam compartilhar as novas idéias. radioterapia analgésica e outras modalidades analgésicas. seria um bom começo. O trabalho pode ser compartilhado de forma racional dentro de cada especificidade dos profissionais participantes. Uma boa comunicação dentro de uma relação terapeutapaciente adequada com empatia. terapeutas ocupacionais. pacientes deveriam ser encaminhados para "Grupo de Dor" ou "Serviço de Dor" referenciado para que haja uma avaliação mais minuciosa e considerar terapêutica avançada como radiculotomia. Diante de dificuldades de controle da dor. infusão contínua de morfina por bomba portátil. Nem sempre é fácil trabalhar com pacientes que se encontram em situações fora de possibilidade de cura. Sugere-se atuação em equipe multidisciplinar para este tipo de atendimento. enfermeiro e assistente social. de um direcionamento adequado para momentos críticos principalmente na fase em que se aproxima do evento de falecimento. participação de psicólogos. Equipe mínima sugerida seria composta de médico. críticas e mudanças.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .atender tal natureza de pacientes.

Atheneu. 1996. World Health Statistics Annual 1990. World Health Organization. Papaléo Netto M. World Health Organization.1991. 1998.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 2nd ed. Oxford Medical Publications. MacDonald N: Oxford Textbook of Palliative Medicine. New York.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Doyle D. Chiba T. In Gerontologia. Geneva. Copyright © 2001 IDS . Assistência ao Idoso Terminal. Hanks GWC. Rio de Janeiro.

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agitasp.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Site do Programa Agita São Paulo: http://www.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .com.br Copyright © 2001 IDS .

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9 30.9 Classificação Normal Sobrepeso Obeso classe I Obeso classe II . chegar a um diagnóstico adequado da adiposidade.0-39.0-34. Embora tenha quase dois séculos. conforme apresentado no quadro abaixo. somente com medidas de peso e altura. Índice de Massa Corpórea (kg/m2 ) 18. a classificação de obesidade em adultos é realizada pelo cálculo do IMC. com grande grau de aproximação.5-24.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A identificação de excesso de massa gordurosa apresenta dificuldades teóricas porque há o risco de não se conseguir distinguir aumento de massa muscular ou edema de aumento da adiposidade.9 35. é possível.9 25. No entanto. o Índice de Massa Corpórea (IMC) ou índice de Quetelet ganhou grande popularidade pelo cálculo pela fórmula: IMC = peso (kg)/altura2 (m) Hoje. de acordo com classificação padronizada pela Organização Mundial da Saúde.0-29.

Valores acima de 0. Assim. alguns autores estão mostrando que é mais simples e tão adequado quanto medir somente a circunferência abdominal que seria indicadora de risco quando. Copyright © 2001 IDS . Por isso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém sabe-se que a localização da adiposidade no abdome também é um fator independente para risco maior de diabetes. avaliando a obesidade abdominal com a medida de cintura. em adultos.90 para homens seriam considerados com alterados.80 para mulheres e de 0. estivesse maior do que 85 cm na mulher e 95 cm no homem. sendo até utilizado na imprensa leiga para orientar seus leitores sobre ganho de peso.0 Obeso classe III O diagnóstico de obesidade pelo IMC é simples e direto.=> 40. O IMC estima a obesidade total do indivíduo. A maior dificuldade no emprego da razão cintura-quadril é a dificuldade em padronizar o local exato para a medida das circunferências. A forma mais empregada é a do cálculo da razão cintura/quadril. hipertensão e de eventos cardiovasculares. podemos avançar no diagnóstico.

Como a capacidade do organismo de reter energia é maior do que de perdê-la. O princípio básico a ser seguido é o de que "pouco exercício é melhor do que nenhum". manifestação de doença psiquiátrica. aumentar a atividade física diária. associavam-se a . A prescrição de atividade física regular deve ser diferenciada da prática regular de esportes ou da realização de exercício extenuante. desde o início. considerar que a obesidade é uma doença tal como o diabetes. a osteoartrose e asma.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O médico deve estar atento a vários aspectos relacionados à obesidade ao iniciar o tratamento de um indivíduo. não como um indivíduo "preguiçoso-mentiroso-guloso". Primeiro. A abordagem de tratamento deve ser de tornar o balanço calórico negativo dentro do contexto de atividade do indivíduo. na maioria dos ensaios clínicos como o recurso mais efetivo na redução da pressão arterial e melhoria do perfil lipídico. por exemplo. com jardinagem ou empurrar carros de bebê. O paciente deve ser tratado como tal e. também. reconhecer. fato comprovado em vários estudos epidemiológicos em que pequenas atividades. a associação de ambos mostrou-se. a dieta hipocalórica é o núcleo fundamental da prescrição. risco maior de agravos e. A obesidade pode significar. seguida do aumento da atividade física. Segundo. ao mesmo tempo. que deve ser diferenciada do exercício físico exaustivo. que as taxas de fracasso são elevadas para a maioria dos tratamentos testados em ensaios clínicos e que será necessário um tratamento continuado por muito tempo. Porém. Isto significa alterar a quantidade e qualidade da dieta ingerida no dia-a-dia e.

hipnoterapia. yoga. como: práticas populares como acupuntura. mesoterapia. O tratamento medicamentoso deve ser proposto quando da falha do controle dietético e de aumento da atividade física ou em indivíduos com IMC acima de 35 kg/m2 Com maior facilidade.menor risco de eventos clínicos desfavoráveis quando comparadas ao sedentarismo. diuréticos. Copyright © 2001 IDS . laxativos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pode-se afirmar o que não funciona para reduzir o peso. auriculoterapia. formulações magistrais "naturais" e suplementos dietéticos. cremes para celulite.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Indivíduos com índice de massa corpórea acima de 30 kg/m2 devem ser encaminhados para atendimento especializado. Pacientes que tenham obesidade de causa secundária também devem ser encaminhados.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .abeso.br.1 Copyright © 2001 IDS . Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade. URL: http://www. World Health Organization. Obesity: Preventing and Managing the Global Epidemic -.Report of a WHO Consultation on Obesity. 3-5 June 1997. WHO/NUT/NCD/98.org.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consenso Latino América sobre Obesidade.

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hipertensão e diabetes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Durante toda e qualquer consulta médica. Em outros capítulos. . dosar colesterol a cada 2 anos. deve-se indagar sobre hábito tabágico. recomendamos aquela disponibilizada na página da Sociedade Brasileira de Cardiologia (www.br) sob o título "Teste de Risco Coronariano". Pela praticidade e fácil obtenção.cardiol. considerando os fatores de risco identificados. medir e pesar o indivíduo e. medir pressão arterial. em pacientes acima dos 45 anos. Desejável Colesterol total HDL-colesterol Triglicérides < 200 mg/dl > 35 mg/dl < 200 mg/dl Limítrofe 200-239 mg/dl Elevado >= 240 mg/dl Existem algumas fórmulas que propõem o cálculo do risco cardiovascular em termos numéricos. foram apresentados os diagnósticos de tabagismo. Alterações lipídicas podem estar presentes nas situações abaixo.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

Tratamento com dieta Iniciar dieta (LDL) prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária Objetivo (LDL) >= 160 mg/dl >= 130 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl Tratamento medicamentoso Iniciar dieta (LDL) Objetivo (LDL) . valores de LDL-colesterol entre 190 e 219 mg/dl não implicam em tratamento com medicamento a não ser para indivíduos de alto risco. obesidade e hipertensão. diabetes. adequar o balanço calórico e controlar outros fatores de risco modificáveis. como a resistência à insulina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A redução dos fatores de risco é a pedra de toque de todo programa de redução de risco cardiovascular. Na dieta. deve-se orientar a redução da ingestão de gordura saturada e colesterol. A decisão terapêutica geralmente está baseada nos valores do LDL-colesterol e depende da existência de outros fatores de risco cardiovascular conforme sugerido abaixo: Para homens com menos de 35 anos e mulheres antes da menopausa. como os diabéticos. A redução dos níveis de colesterol deve ser feita com dieta e medicamentos.

Não são indicadas para mulheres grávidas ou em fase de aleitamento e para aquelas com possibilidade de engravidar. a cada quatro semanas depois de nova análise do perfil lipídico e controle de transaminases hepáticas e creatinofosfoquinase. Posologia e administração lovastatina: comprimidos de 20mg com dose máxima de 80mg sinvastatina: comprimidos de 5.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . 10. 80 mg (dose máxima 80mg). a lovastatina e a sinvastatina. A estatinas inibem parcialmente a HMG-CoA redutase.prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária >= 190 mg/dl >= 160 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl O grupo de medicamentos mais utilizados é o das estatinas. mas podem ocasionar efeitos colaterais em até 2% dos pacientes: sintomas gastrointestinais e dores musculares e elevação de enzimas musculares. devem ser administrados após o jantar à exceção da atorvastatina. nas doses habituais. 40. atorvastatina: commprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima de 80 mg). fluvastatina: cápsulas de 20. São bem toleradas. Os comprimidos. o uso isolado dos fibratos ou a associação com as estatinas pode representar a melhor opção terapêutica. 40 e 80 mg (dose máxima 80mg). Para pacientes com hipertrigliceridemia. 20. se necessário. levando à diminuição da síntese intracelular do colesterol. Seu emprego em crianças e adolescentes ainda não está definitivamente esclarecido. Os ajustes das doses devem ser feitos. Não foi descrita taquifilaxia. que pode ser administrada pela manhã. pravastatina: comprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima 40mg). disponíveis nas formas genéricas. Podem ser usadas em doentes renais crônicos. ao aumento da formação dos LDL-receptores e à diminuição das VLDL. São contra-indicadas na presença de doença hepática e de elevações persistentes das transaminases hepáticas e das bilirrubinas.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . diabéticos com tratamento refratário e indivíduos com valores muito elevados de colesterol é que devem ser encaminhados para ambulatório de especialidade. Copyright © 2001 IDS . em essência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O controle de fatores de risco cardiovascular é um atividade. Somente poucos casos de hipertensos graves. afeita ao clínico geral.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consensos Brasileiros de Dislipidemia e Hipertensão Arterial . Copyright © 2001 IDS .br).cardiol.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Página da Sociedade Brasileira de Cardiologia na internet (www.

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.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico do tabagismo é simples e tão importante quanto medir a pressão arterial. Você fuma? 2. Está interessado em parar de fumar? Recomende parar. Quanto? 3. ressaltando informações relevantes para cada paciente ("você já tem um pouco de enfisema"). As principais perguntas são: 1. Já tentou parar de fumar? 4. Que aconteceu? 5. muitos médicos e outros profissionais de saúde deixam de investigar o consumo de tabaco. Infelizmente.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

. mais efetivo o tratamento. Porém. três minutos em cada consulta. (3) presença de outros fumantes. tédio. Mesmo intervenções curtas. É útil estabelecer algumas etapas no aconselhamento como (1) ajude o paciente a se preparar para largar os cigarros. Recaídas do tabagismo ocorrem principalmente nas seguintes situações: (1) emoções negativas. (6) antecipe dificuldades e ajude-o a preparar-se para elas. (4) oriente-o a evitar fumar nestes lugares. o uso de álcool ou a presença de outros fumantes em casa facilitam a recaída. do local de trabalho. (5)reveja tentativas anteriores. A associação entre estes dois medicamentos não é habitual. o que ajudou e o que contribuiu para a recaída.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Todo fumante deve ser identificado e receber uma oferta de tratamento em cada consulta. do carro. Os principais componentes são: suporte social. (4) uso de álcool. tristeza. podem ser eficientes. Oriente o paciente de que mesmo uma tragada eventual. treinamento de habilidades. Continue acompanhando o paciente. de preferência dentro de duas semanas. quanto mais intenso. (3) aconselhe a retirada dos cigarros de casa. como ansiedade. reposição de nicotina e uso de bupropiona. (2) marque uma data.(2) pressão para trabalhar rápido. . irritação. Marque um retorno na primeira semana depois do abandono dos cigarros e outro ainda no primeiro mês de abstinência.

14 e 7 mg de nicotina em 24 horas. Recomende abstinência completa novamente. De preferência. A probabilidade de sucesso dobra. Absorção: bebidas ácidas (café. Continuar a mascar e a estacionar a goma lenta e intermitentemente por cerca de 30 minutos. até notar um sabor picante. Existem duas formas de reposição de nicotina no Brasil: gomas de mascar e sistemas transdérmicos. Ambos apresentam efetividade semelhante. sobre uma área de pele saudável e relativamente sem pêlos. a primeira aplicação é feita logo pela manhã do primeiro dia sem cigarros. consumidas a cada uma ou duas horas. os pacientes não usam goma suficiente para obter o máximo benefício: mascam poucas unidades por dia e não usam a goma por tempo suficiente. As principais instruções para os pacientes usando a goma de mascar são: Não fumar enquanto estiverem usando a goma. O paciente deve desengordurar o sítio de aplicação. A dose normalmente se situa entre 10 e 12 unidades por dia. depressão ou falta de apoio. refrigerantes) interferem com a absorção bucal de nicotina. O sítio de . Sistemas transdérmicos: Discos que liberam 21. Nicotina . A dose diária total não deve exceder 24 unidades de 2 mg. Por isso. O uso de uma dose fixa (pelo menos uma unidade a cada 1-2 horas) por pelos menos 3 meses pode trazer benefícios maiores do que o uso ad libitum. Discuta problemas como ganho de peso. a dose normalmente pode ser reduzida gradualmente. Técnica de mascar: mascar a goma lentamente. Apesar da pouca informação sobre sua efetividade em fumantes que consomem menos do que 10-15 cigarros/dia. "estacioná-la" entre a bochecha e as gengivas para facilitar a absorção de nicotina através da mucosa oral. Por exemplo. Depois deste período. Reposição de nicotina: visa permitir a diminuição gradual da concentração sérica de nicotina após o abandono dos cigarros.Congratule o paciente pelo sucesso. deve ser usada a intervalos regulares e não apenas quando houver vontade de fumar. Evitar comer ou beber qualquer coisa por quinze minutos antes e também durante o uso da goma. Então. Com isso. O produto deve ser aplicado no tronco ou região superior do braço. cuidar para que não se forme uma bolha de ar entre o adesivo e a pele e comprimir o adesivo com a palma da mão por cerca de 30 segundos depois de colocá-lo. Investigue o que houve e sugira meios de enfrentar a situação. pode-se diminuir uma unidade da dose diária a cada semana. Grande parte dos insucessos com reposição de nicotina deve-se ao seu uso incorreto. Se ocorrer algum lapso. os sintomas de abstinência são atenuados e a adaptação à retirada do tabaco torna-se mais fácil. recomenda-se que seja oferecida a todo aquele que cogite parar de fumar e não apresente contra-indicações ao seu uso.goma de mascar: cada unidade contém 2 mg de nicotina. sucos. os pacientes devem ser cuidadosamente instruídos. encare-o como uma oportunidade de aprendizado. Tipicamente. Adequação da dose: Freqüentemente.

A bupropiona é formulada em comprimidos de liberação lenta com 150 mg. pode ser conveniente empregar-se doses mais altas do que do que 21mg de nicotina por dia. a bupropiona aumenta a disponibilidade sináptica de dopamina e de noradrenalina. creme de hidrocortisona a 5%). Copyright © 2001 IDS . Nestes casos. dor da articulação têmporo-mandibular. A dose é diminuída a cada três ou quatro semanas pelo uso de adesivos progressivamente menores. como arritmias graves. praticamente duplica as chances de sucesso no tratamento do tabagismo. Quando comparada a placebo. Seu uso é iniciado de uma a duas semanas antes do abandono dos cigarros: um comprimido pela manhã.5%. acrescenta-se outro comprimido. principalmente aqueles que fumam mais do que 20 cigarros por dia. o paciente deve ser aconselhado a tentar parar de fumar sem reposição de nicotina. Com a goma. não havendo evidências de que tratamentos mais longos sejam mais vantajosos. No quinto dia. O uso de bupropiona pode ser vantajoso para pacientes preocupados com a possibilidade de ganhar peso ou portadores de depressão. 30 a 50% dos pacientes apresentam irritação da pele no sítio de aplicação. Com os sistemas transdérmicos. nos primeiros quatro dias. No caso de pacientes mais intensamente dependentes. insônia. Os efeitos colaterais são geralmente leves e transitórios. boca seca e náusea. Caso isto não melhore com um rodízio mais longo destes locais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . As principais contra-indicações à reposição de nicotina são a presença de gravidez e de certas doenças cardiovasculares. A bupropiona está contra-indicada para portadores de epilepsia ou de condições que aumentem o risco de convulsões (como antecedente de traumatismo cranioencefálico grave ou retirada recente do álcool). Na dose de 300 mg empregada no tratamento do tabagismo. Os mais comuns são inquietação. A interrupção do tratamento é necessária em apenas 5% dos casos. angina instável e infarto do miocárdio há menos de 4 semanas. dispepsia e soluços. Bupropiona: desenvolvida para o tratamento da depressão. Os discos não devem ser cortados. Os principais efeitos colaterais da reposição da nicotina são relacionados à forma de uso.aplicação é trocado a cada dia. são comuns sintomas como irritação da mucosa oral. pode-se recorrer a um corticoesteróide de ação tópica (por exemplo. Períodos de 6 a 8 semanas podem ser eficientes. para portadores de bulimia ou anorexia nervosa ou em associação a inibidores da monoaminooxidase. para evitar a irritação da pele. oito horas depois do primeiro. o risco de convulsões é menor do que 0.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Fumantes com depressão. dependência do álcool ou que não consigam parar de fumar por outros motivos podem requerer tratamento especializado.

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et al. Rio de Janeiro. Copyright © 2001 IDS . Cohen SJ. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde.surgeongeneral.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Fiore MC. 1977. MD: US Department of Health and Human Services. Instituto Nacional do Câncer. Bailey WC. June 2000. Rockville.gov/tobacco) Ministério da Saúde. Clinical Practice Guideline. (Texto disponível em http://www. INCA. Treating Tobacco Use and Dependence. Public Health Service. Ajudando seu paciente a parar de fumar.

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Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A ação do álcool no organismo propicia uma variedade de apresentações clínicas cujos diagnósticos variam de caso a caso. A forma mais fácil de confirmar o uso crônico de álcool é pela história própria ou relatada por familiares. Há sinais indiretos de alcoolismo que podem ser observados no hemograma (volume corpular médio elevado) e nas enzimas hepáticas elevadas (gama-glutamil transferase e transaminase oxalo-acética).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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como terapias de casal e de família e grupos de mútua ajuda. dissulfiram têm. Também há intervenções que não se limitam ao dependente. seja em hospital geral ou psiquiátrico. em regime de internação. por exemplo. trauma craniano e quedas. é uma forma de tratamento clássico que se baseia na expectativa de impossibilitar o acesso à droga. agressividade. Tratamentos psicoterápicos para dependência vão desde a psicanálise tradicional até técnicas cognitivo-comportamentais. como tiamina (vitamina B1). naltrexone e dissulfiram sob supervisão direta do médico parece ter resultados promissores . em geral. tratamento em regime de ambulatório. Abuso e dependência de álcool: há várias formas de tratamento da dependência do álcool. coma. medicações dopaminérgicas. Os casos leves ou moderados resolvem-se em 3 a 12 horas após o término do consumo do álcool. O tratamento medicamentoso com ansiolíticos.AA) e tratamento farmacológico. antidepressivos.Ressaltamos que não há eficácia comprovada na administração de glicose em pacientes intoxicados. Pode haver necessidade de observação para detecção de complicações. sendo que as principais são psicoterapia. resultados negativos. O uso de acamprosato. seja em unidades especializadas. mas envolvem seus parceiros e familiares. A internação. Pode ser administrados nutrientes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Intoxicação Alcoólica: tratamento é apenas de suporte clínico. como. vitamina B12 e folato. grupos de mútua ajuda (como os alcoólicos anônimos .

esta medicação reduz o desejo de beber e suprime a hiperatividade orgânica que ocorre após a retirada do álcool. O uso do dissulfiram na dose de 250 mg/dia em pacientes dependentes pode ser eficaz. Acamprosato (Campral): na dose de 2 a 3 g/dia. o haloperidol 2-4 mg/dia. com sinais clínicos de síndrome de abstinência. em função do enorme potencial de dependência induzido pelos benzodiazepínicos. Síndrome de abstinência ao álcool: em pacientes com história de uso crônico de álcool. Alucinose alcoólica: aqui. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. como. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. distúrbios orgânicos associados e pobre funcionamento cognitivo. Naltrexone (Revia): na dose de 50 mg/dia. Dissulfiram (anti-etanol): esta droga é inibidora da enzima aldeído desidrogenase. o citalopram) não reduzem a taxa de recaída.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Ansiolíticos: o uso de ansiolíticos benzodiazepínicos. a fluoxetina. O tratamento crônico com ansiolíticos não é recomendado. como o diazepam. podem ser usados para tratar comorbidades. náuseas. pode ser eficaz para reduzir o desejo de consumir o álcool e reduzir as propriedades de reforço positivo induzidas pelo álcool. há urgência clínica de tratamento.e positivos. a sertralina. Antidepressivos: os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (por exemplo. deve-se utilizar algum neuroléptico de alta potência em baixas doses. de que a função dopaminérgica está alterada em alcoolistas. o que provoca vários efeitos desagradáveis quando tomada na vigência do uso do álcool. A naltrexone é mais benéfica em pacientes com fissura importante. que deve ser feito em unidades especializadas de terapia intensiva. Copyright © 2001 IDS . desde que haja estreito acompanhamento médico. por exemplo. com retirada rápida. em estudos experimentais. como depressão e ansiedade. tem se restringido ao tratamento a síndrome de abstinência do álcool. porém. diarréia e lesões de pele. Agentes dopaminérgicos: há algumas evidências. ansiedade e fadiga. vômitos. Parece que esta droga reduz a toxicidade cerebral induzida por substâncias cerebrais cuja produção está aumentada em virtude do consumo excessivo do álcool. O uso de bromocriptina ou outro agente agonista dopaminérgico tem se mostrado ineficaz no tratamento da dependência ao álcool. em três tomadas diárias.

Quadros de alucinose e de abstinência devem ser encaminhados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Dependerá do quadro clínico e da evolução da história natural da doença. Os demais necessitarão sempre de avaliações periódicas com equipe de saúde mental.

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eds. Porto Alegre. 1993.B.... Artes Médicas. S. A .. 1995. Eds.G. L..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . In: Andrade. A . 1984.R. Lemos. Andrade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Castel. São Paulo.G. Elkis. Psiquiatria Básica. Hochgraf.P. Motta. P. M. Compêndio de Psiquiatria Dinâmica... H. pp: 121-35. Drogas: Atualização em Prevenção e Tratamento. Kaplan.E. Artes Médicas. B. In: Louzã Neto. E. Porto Alegre. Nicastri. Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas..J. pp. H.I. T. S... Complicações Clínicas do Abuso de Substâncias. Sadock.:153-64. Tongue. Fonseca.

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(4) desejo de reduzir ou controlar o consumo da substância com repetidos insucessos em manter-se sem a droga por período prolongado. O uso eventual ou experimental não necessita de tratamento. problemas de saúde ou prejuízos de sua vida normal decorrentes do uso. Pelo menos três critérios devem estar presentes para que se caracterize dependência. Devem ser tratados os casos de abuso. Exemplo: pessoa que repetidamente dirige sob efeito de sedativos.(3) uso da substância em quantidade e por tempo maior que o desejado. que envolve os seguintes critérios: (1) tolerância: necessidade de quantidade cada vez maior da substância para atingir o mesmo efeito ou efeito cada vez menor de uma mesma dose da substância. (5) desejo intenso pela substância. embora possa ser passível de abordagem preventiva. dependência ou abstinência da substância. O abuso de drogas ocorre quando o paciente mantém o consumo de uma substância mesmo apresentando problemas legais. que rouba para obter a droga ou que a consome mesmo com conseqüentes brigas familiares e perda de emprego. (2) abstinência: síndrome típica e de duração limitada que ocorre quando o uso da substância é interrompido ou reduzido drasticamente. evidenciando perda de controle sobre o consumo. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Nem todo o uso de droga pode ser classificado como patológico. (6) uso continuado mesmo em situações em que o consumo é contra-indicado e perigoso à saúde. A dependência já é um conceito mais amplo.

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3) É essencial a participação da família. pois ela precisa aprender a conviver com o dependente recuperado. Os principais pontos do tratamento da dependência de álcool e drogas são: 1) Não existe uma única abordagem terapêutica que seja adequada para todos os pacientes. . reduzir dose ou ministrar também anticolinérgico como o biperideno 2mg (com exceção de quadros induzidos pelo uso de anticolinérgicos). 2) Recaídas são comuns no processo de tratamento e não devem ser entendidas como fracasso terapêutico. psicológica e social) é o que dá melhores resultados. alucinações ou delírios. Quadros severos de intoxicação ou abstinência devem ser encaminhados para monitoramento em ambiente hospitalar. Cada ponto do processo de recaída deve ser avaliado para que a falha não se repita. em caso de efeitos colaterais importantes desta medicação (particularmente rigidez muscular. recomenda-se uso de antipsicótico como haloperidol 5mg. Para quadros de ansiedade extrema ministrar diazepam 10mg (com exceção de quadros de intoxicação patológica por benzodiazepínico).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para quadros de agitação psicomotora. O tratamento multidisciplinar (com abordagem médica. sialorréia). redução da expressão facial. marcha em bloco.

Neste momento. como Narcóticos Anônimos e Nar-Anon. etc. telefones de outros usuários. . Trata-se a síndrome de abstinência e eventuais quadros associados e orienta-se o paciente a prevenir recaídas evitando situações que facilitem o uso da droga (como encontrar outros usuários.). etc. procura-se aos poucos. 5) Uma vez que o paciente pare de utilizar a droga. seja por consultas periódicas nas quais de determina o último dia de consumo. de quadros associados. ou para se evitar recaídas. como permitir que ele mantenha contato com outros dependentes. deve ser incentivado em todos os momentos do tratamento. Processo do tratamento Inicialmente interrompe-se o uso da substância. 7) O tratamento deve ser imediatamente disponível.4) O dependente deve ser estimulado a procurar ajuda todas as vezes que se sentir tentado a recair. O médico tem que ajudá-lo a perceber os prejuízos que a doença gera em sua saúde. em sua convivência familiar. Deve-se retirar do contato do paciente todos os estímulos que lembrem a droga ou facilitem sua obtenção como instrumentos utilizados para o consumo. 8) O tratamento é longo e deve-se tomar precauções contra recaídas mesmo após vários anos de abstinência. etc. mesmo com vários insucessos anteriores. é importante orientar a família a evitar atitudes que possam facilitar a recaída do paciente. Substituir a droga por algo menos danoso ao indivíduo é fundamental para evitar recaídas. desânimo. avaliar os fatores que levaram o paciente a buscar a substância. seja por meio de internação (hospitalar ou domiciliar). o culto religioso e a dedicação a novas atividades de lazer. precisa entender que não deverá utilizála novamente pois provavelmente voltará a perder o controle sobre seu consumo. como a prática de esportes. deixá-lo freqüentar locais de risco sozinho e com dinheiro. 6) Neste processo o dependente tende a negar ou minimizar seus problemas com a droga. todos os meios disponíveis para se evitar a recaída devem ser utilizados. Neste processo. passar por situações que gerem irritabilidade. de preferência na companhia de outras pessoas que possam auxiliá-lo num momento de intensa vontade de consumir a droga. tristeza. Deve-se aproveitar todos os momentos de aceitação de ajuda. dinheiro facilmente disponível. A persistência e o vínculo de confiança no médico são essenciais. sanando-se as necessidades observadas com alternativas não associadas à droga. Em todos os momentos o paciente deve procurar se manter ocupado. O encaminhamento para grupos de autoajuda. em seu trabalho e em todas as demais esferas de sua vida.. freqüentar lugares de uso. O uso de medicações deve se restringir ao tratamento da síndrome de abstinência. Durante todo o processo.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Quando houver sintomas psiquiátricos marcantes. quando as medidas adotadas não forem eficazes para manter a abstinência ou em casos severos de intoxicação e abstinência. Copyright © 2001 IDS .

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Editores: Cordás. 1996.B. P.C.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Laranjeira.. R. T. L.B. Elkis. Dractu...Abuso e dependência de álcool e drogas. Porto Alegre: Editora Artes Médicas.. M. M. Moreno. S. Y. Wang. Motta. Leite. . Castel. Hochgraf. Andrade. In Psiquiatria Básica .Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas. T.Editores: Almeida. A. S. In Manual de Psiquiatria . 1995. M.. O. & Nicastri. R.. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . . Hochgraf. R. São Paulo: Editora Lemos.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. M. e Laranjeira. P.L. Pimenta.A. H. . A.. 1995. R..G.Dependências Químicas .in Condutas em Psiquiatria ... Zilberman.P. .Editores: Louzã Neto.

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Arnold HL. 1994. Diógenes MJN. Copyright © 2001 IDS . Atlas de Dermatopatologia Tropical. 8ª ed.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .1997. NevesRG. Doença da Pele de Andrews. Guilhon RMP et al.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sampaio SAP e Rivitti EA. Odom RB e James WD. Dermatologia. 1998. Fortaleza: Inova Gráfica. São Paulo: Editora Manole. São Paulo: Artes Médicas.

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explicando a dermatite seborréica do lactente. lesões do trigêmeo. maternos que desaparecem após alguns meses. não-contagiosa. doença de Parkinson ) e síndrome da imunodeficiência adquirida. sobrancelhas. Os andrógenos podem ser um fator predisponente. região retroauricular porcões medianas do tórax e regiões intertriginosas. A causa não é conhecida. influenciada pelos andrógenos. sulco nasogeneano. Ocorre associacão com quadros neurológicos ( siringomielia. A infecção por bactérias e leveduras ( principalmente a Malassezia furfur ) tem sido lembrada na patogênese da doença. região retroauricular. tronco. freqüente. Presença de escamas gordurosas e aderentes no couro cabeludo (crosta láctea). couro cabeludo e em áreas intertriginosas. Blefarite e eczema do conduto auditivo podem estar presentes. poliomielite. . recorrente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATITE SEBORRÉICA Quadro clínico e Epidemiologia É afecção crônica. Lactente Aparecimento nos primeiros meses de vida. mas podendo ser apenas um fator agravante. Adulto Lesões eritêmato-escamosas no couro cabeludo. Prurido leve ou ausente. que ocorre em regiões como sulco nasogeneano. glabela. áreas de dobras. lesões eritêmato-escamosas na face.

Nas áreas intertriginosas. Copyright © 2001 IDS . Tratamento Lactente Óleo mineral morno para remoção de crostas do couro cabeludo e hidrocortisona a 1% em creme. Adulto Hidrocortisona 1% em creme associado ou alternado com cetoconazol 1% em creme.No couro cabeludo.Diagnóstico Clínico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . usar xampu de enxofre e ácido salicílico a 3% ou zinco-piridione 1-2% ou coaltar 1-3% e depois aplicar locão capilar de betametasona. excluir associacão de candidose.

Lesões eritêmato-descamativas com presença ou não de vesículas podendo ser maceradas nos interdígitos dos pés. Existem dermatófitos antropofílicos. A forma aguda é uma placa com inflamação e presença de pústulas. única ou múltipla. Tinha do couro cabeludo Comum nas crianças e rara nos adultos. podendo apresentar a borda com vesículas e crostas e formas diversas. Destruição e/ou hiperqueratose da unha. Placas de cabelos tonsurados( cabelos cortados) com descamação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATOFITOSES Quadro clínico e Epidemiologia Também conhecida com tinha. Placas eritêmato-descamativas de crescimento centrífugo. Acometimento de início na porção distal e/ou lateral subungueal ou subungueal proximal superficial da lâmina ungueal. zoofílicos e geofílicos. Tinha corporis Tinhas do pé e da mão Onicomicose(Tinha da unha) . chamada quérium. é produzida por fungos dermatófitos(que utilizam a queratina com fonte de subsistência).

via oral. 2 a 3 meses Tinha corporis. principalmente nos casos de onicomicose de difícil diagnóstico pelo exame micológico direto. Tratamento Tinha capitis: griseofulvina15-20mg/kg/dia .Diagnóstico Exame micológico direto clarificado pelo hidróxido de potássio a 10 % e cultura de fungos. pedis e da mão: antifúngico tópico e/ou sistêmico Onicomicose: antifúngico sistêmico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

motivo pelo qual reage anormalmente a estimulos: contactantes. A etiologia parece ser multifatorial. Quadro Clínico Tipos de lesões Infantil ( a partir do 3 mês de vida) agudas e subagudas Localização região malar. com influência ambiental e psicossocial. principalmente nos casos de associação com quadro respiratório. Manifestase normalmente a partir do 3º mês de vida ou mais tardiamente na adolescência e em adultos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMA ATÓPICO OU DERMATITE ATÓPICA Quadro clínico e Epidemiologia É também conhecido como eczema infantil. Quando os pais são atópicos. eczema constitucional ou neurodermite disseminada. ingestantes. se um dos pais é atópico. Muitos pacientes têm aumento de níveis séricos de imunoglobulina E (IgE). inalantes e injectantes. nuca e dobras antecubitais e poplíteas podendo generalizar-se. esta incidência cai para 58%. . 79% das crianças desenvolvem manifestações atópicas. O paciente atópico deve ser compreendido como um indivíduo cujo limiar de reatividade é anômalo. Cerca de 30% dos casos são associados a asma e/ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. couro cabeludo.

diminuindo a potência ou freqüência da aplicação gradualmente. difluocortolona. associar mupirocina 2% ou a . morno com pouco sabonete. tapetes ou brinquedos de pelúcia. desonida mometasona. devido ao fato de seus efeitos colaterais serem maiores nessas áreas.Pré-puberal crônicas nas dobras flexoras. O quarto deve ser arejado sem cortinas. triancinolona. Corticosteróides: São os medicamentos mais úteis no tratamento da dermatite atópica.51% hidrocortisona 1-2 % hidrocortisona 1-2 % mometasona. dorso dos pés e mãos com fases de agudização nas dobras flexoras ou disseminadas chamada de neurodermite Adulto crônicas Diagnóstico Clínico. Tratamento Cuidados gerais: Banhos rápidos. alta e muito alta potência na face. Usar roupas de algodão . Evitar tecidos de lã e fibras sintéticas. Procure usar sempre a menor potência necessária e nunca retirar subitamente. face. regiões de dobras e escroto. clobetasol Média potência Alta e muito alta potência Antibióticos: havendo infecção secundária localizada. Usar emolientes após o banho. desonida betametasona. A tabela abaixo apresenta a potência do corticosteróide mais indicada para cada faixa etária: Baixa potência Crianças até 2 anos Crianças maiores 2 anos Adolescentes e adultos hidrocortisona 0. Evite usar corticosteróides de média. como vaselina líquida ou cold cream.

cetirizina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Antibiótico sistêmico: nos caso de lesões exudativas ou de difícil controle. fazer compressas de permanganato de potássio na diluição de 1:40. Antissépticos: nas formas agudas.000 ou água boricada a 2-3 %. durante 10 dias. clorfeniramina.5-2mg/kg/dia. utiliza-se antibiótico sistêmico: estearato de eritromicina ou cefalexina na dose de 50mg/kg/dia na criança e 2g/dia no adulto. Encaminhamento Para hospitalização: nos casos graves e resistentes.1% em creme. Anti-histamínico: os sedantes como: hidroxizina 0. há melhora importante em poucos dias.gentamicina 0. divididos em 4 doses diárias. que devem ser dados à noite. Corticóide sistêmico: deve ser evitado pela necessidade de uso prolongado e pelo risco de rebote após a retirada da medicação.

crostas e liquenificação. edema. Na dermatite de contato alérgica há o envolvimento do sistema imunológico celular. Existem vários tipos de eczema. os mais comuns são: eczema de contato (exógeno) e eczema atópico (endógeno). vesículas. associada a prurido e causada por fatores exógenos ou endógenos. Divididas em 3 fases evolutivas: aguda (eritema.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMAS DE CONTATO Quadro clínico e Epidemiologia É uma doença inflamatória da pele caracterizada por eritema. Dermatite de Início contato Causas Teste de contato (PATCH Test) Exemplos . escamas. edema e vesiculação) subaguda (escamas e crostas) e crônica (liquenificação). A dermatite irritativa acontece em qualquer pessoa exposta a uma substância em concentração irritante. Eczema de Contato ou Dermatite de Contato: pode ser de 2 tipos: dermatite de contato irritativa e dermatite de contato alérgica.

Níquel. detergentes. cimento. Nos casos de difícil controle.Irritativa Pode aparecer na primeira exposição. Tratamento Depende da fase evolutiva e da extensão do quadro: Tópico Aguda Compressas de permaganato de potássio 1:40. dos sapatos. esmalte Diagnóstico É essencialmente clínico. Sabão em pó. borracha. deve ser sempre descartada a associação com candidose. Alérgica Necessita de exposição prévia para que ocorra a sensibilização. soda cáustica. Dermatite dos brincos. se necessário.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . encaminhar para o dermatologista para tratamento e.000 e Creme de corticóide Pomada de corticóide Sistêmico Prednisona 0. Negativo Dermatite das mãos de lavadeira.5 m/Kg/ dia Idem Idem Subaguda Creme de corticóide Crônica No caso da dermatite de contato na área das fraldas. O teste de contato pode auxiliar na identificação dos alérgenos no caso de dermatite de contato alérgica. dermatite das fraldas. teste de contato. Positivo couro.

vesículas e nódulos. muitas vezes. que se transformam em ninfas octópodes na superfície da pele e se tornam adultos esse ciclo dura 2 semanas. Nas crianças. surgem larvas hexápodes. morrendo fora do hospedeiro em menos de uma semana. Diagnóstico O quadro clínico sugestivo e a confirmação ocorre quando se encontra o parasita no exame direto. mas que. Em alguns dias. Nos adultos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ESCABIOSE (SARNA) Quadro clínico e Epidemiologia É causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variação hominis. na axila. e depois morre. escoriações. sem preferência por idade. interdigitais. no total de 10 a 25 ovos. sexo ou raça. preferencialmente. está ausente. pústulas. depositando 2-3 ovos por dia. O parasita completa todo o seu ciclo biológico no homem. periumbilical e genitais. Também podem ser encontradas pápulas urticarianas. A fêmea fecundada penetra na camada córnea e escava um túnel. regiões inframamárias. as lesões são localizadas. O principal sintoma é o prurido noturno. . as pústulas e vesículas são encontradas nas regiões palmoplantares. O macho não invade a pele e morre após a cópula. A lesão característica é a presença do sulco com uma vesícula na extremidade. sendo os nódulos encontrados na região genital principalmente nos homens. É transmitida pelo contato pessoal.

Tratamento Tópico Tópico Tópico Sistêmico ivermectina 200mcg/kg dose única em crianças acima de 5 anos Crianças enxofre 5% monossulfiram em vaselina diluído em água 3 por 3 a 5 vezes e aplicar 3 noites e noites. parar 7 repetir após 7 noites e repetir 3 dias noites.(em crianças acima de 1 ano) Adulto permetrina lindano 1% 5% creme durante 2 noites e durante 2-3 repetir após 7 dias noites e repetir após 7 dias monossulfiram diluído em água 2 vezes e aplicado 3 noites.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . parar 7 noites e repetir 3 noites( proibir o uso de álcool pelo efeito antabuse) ivermectina 200mcg/kg dose única Gestante enxofre 5% vaselina por 3 a 5 noites e repetir após 7 dias Copyright © 2001 IDS .

podendo ser usados sabonetes com antisséptico. O quadro é comum nos adolescentes e adultos. doloroso e agudo que geralmente termina em supuração central. pode ser feita drenagem. circunscrito. Tratamento Os cuidados higiênicos são muito importantes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo FURÚNCULO Quadro clínico e Epidemiologia É um abscesso estafilocócico perifolicular. arredondado. . Se a lesão estiver flutuando. mas deve ser realizado o exame bateriológico e antibiograma para orientar o tratamento. O antraz é um conjunto de furúnculos. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. Usar antibióticos sistêmicos.

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Nos casos disseminados. gentamicina. epidermidis. Pode ocorrer linfadenopatia regional.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo IMPETIGO Quadro clínico e Epidemiologia É uma dermatose contagiosa causada por estafilococos plasmo-coagulase-positivos. Doença freqüente nas crianças. mupirocina e ácido fusídico. é o S. eritromicina ou cefalexina. nos pacientes imunossuprimidos. A lesão inicial é mácula eritematosa que logo se transforma em vésico-pápula ou mesmo bolha purulenta. Nos casos localizados. como a neomicina. O mais comum é o Staphylococcus aureus e. Pode ser feito bacterioscópico e cultura para a identificação do agente etiológico. Diagnóstico É geralmente clínico. bastante superficial com formação de crosta melicérica. deve ser dado antibiótico sistêmico como penicilina. . usar antibióticos tópicos. Tratamento Limpeza com a remoção das crostas com água e sabão.

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pelo Ancylostoma canis. podendo ser vesiculosa. Tratamento Lesões Localizadas Tópico tiabendazol 5% pomada oclusiva por até 2 semanas -albendazol 400mg dose única -tiabendazol 25mg/kg 2x/dia por 3 dias consecutivos -ivermectina 200mcg/kg dose única Sistêmico Disseminadas Pode ou não associar o tratamento tópico . eventualmente. nos locais onde houve defecação dos ovos do parasita pelo cão e/ou gato e. transforma-se em larva infectante. Estes se encontram no solo. causando lesões pruriginosas de trajeto linear e sinuoso ligeiramente urticada. na natureza. os adolescente e os adultos. também denominada dermatite linear serpiginosa. A larva penetra a pele nos locais de contato com o solo. bicho geográfico ou bicho de praia. geralmente. Acomete. É causada pela penetração de larvas do Ancylostoma braziliensis e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo LARVA MIGRANS Quadro clínico e Epidemiologia Afecção freqüente.

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semi-esférica. Na área genital. as mucosas. após anestesia tópica com lidocaína e prilocaína. Mas pode ocorrer infecção bacteriana secundária. ocorre mais nos adultos e a transmissão é. tornando-se eritematosa e dolorosa. no caso de dúvida. mas. . séssil. É de distribuição universal. Tratamento Curetagem das lesões e aplicação de tintura de iodo. Pápula da cor da pele ou rósea. mostrando as inclusões virais citoplasmáticas eosinofílicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MOLUSCO CONTAGIOSO Quadro clínico e Epidemiologia A doença é causada por um poxvírus que atinge exclusivamente a pele e. comum em crianças. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. excepcionalmente. As lesões são mais abundantes nos imunodeprimidos. sexual. geralmente umbilicada e assintomática. o exame histopatológico é extremamente característico. geralmente.

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Couro cabeludo: prurido intenso nas regiões afetadas occipital e parietais. Os mais conhecidos agentes etiológicos são Pediculus humanus capitis ( piolho da cabeça). . podendo levar a infecção secundária. Observam-se escoriações paralelas e hiperpigmentação. Raramente podem acometer os cílios. tórax . Pediculus humanus corporis (piolho do corpo) e Phitirus pubis. O sintoma principal é o prurido.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PEDICULOSES Quadro clínico e Epidemiologia São ectoparsitoses causadas por insetos que parasitam o couro cabeludo. o corpo e o púbis. supercílios. Corpo: pápulas acompanhadas de prurido intenso. Diagnóstico Presença das lêndeas ( ovos ) aderidas na haste do pêlo e/ou o encontro do parasita. barba e os cabelos da margem do couro cabeludo. É comum ocorrer infecção secundária. mas pode ser encontrado também nos pêlos do abdome. Púbis ou ftiríase Tem como habitat os pêlos pubianos. sendo freqüente a infecção secundária levando ao aumento de linfonodos cervicais. responsável pela pediculose pubiana ou ftiríase. coxas e axilas. principalmente no dorso.

Tratamento couro cabeludo xampu de lindano 1%. é imprescindível examinar e tratar os contactantes. Copyright © 2001 IDS . Usar por 2-4 dias consecutivos higiene e a lavagem da roupa são suficientes para a cura loção de lindano 1% Ou loção de por 3-4 noites permetrina 5% consecutivas Ou loção de deltametrina + butóxido de piperonila Ou xampu de permetrina 1% ouxampu de deltametrina +butóxido de piperonila remoção das lêndeas com pente fino após passar vinagre diluído em 50% com água morna corpo pubis Em todos casos de pediculose.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . deixando agir por 5 a 10 minutos e enxaguar.

calor e luz . polimixina. Há uma forma de urticária acompanhada de angioedema das pálpebras. papaverina e contrastes radiológicos). produtos de Ascaris.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URTICÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia É uma erupção caracterizada pelo súbito aparecimento de urticárias ( pápulas eritêmatoedematosas) de duração efêmera e pruriginosa. pepetonas. língua e laringe. Os teste alérgicos cutâneos de escarificação não contribuem muito para a descoberta da causa. Os fatores patogênicos não-imunulógicos são os capazes de liberar histamina e outros mediadores por ação direta sobre os mastócitos. venenos de cobra. pressão. sem mecanismo imune. O quadro clínico é bastante característico. Destacam-se os liberadores químicos de histamina como os medicamentos ( ácido acetilsalicílico. mas a descoberta do agente causal pode ser bastante difícil. O quadro pode ser agudo desaparecendo rapidamente ou se tornar crônico( mais de 6 semanas). podendo formar placas gigantes. codeína. sendo o melhor método a técnica de exclusão de substâncias. polímeros biológicos ( crustáceos. drogas ou alimentos suspeitos. tiamina. lábios. A duração da lesão é fugaz. como frio. Diagnóstico É essencialmente clínico. Lesões urticárias são de tamanho variável. toxinas bacterianas. . dextrans ) e os efeitos diretos de agentes físicos sobre os mastócitos. podendo levar ao edema de glote e à morte se o paciente não for socorrido a tempo em pronto-socorro. morfina.

Copyright © 2001 IDS . é indicada a adrenalina 1:1000 ( 1mg/ml). Na urticária crônica. tipo prednisona 0.0 ml a cada 2 horas até a melhora dos sintomas. Na urticária aguda e angioedema. Nos casos de angioedema com hipotensão e risco de edema de glote.52.0mg/kg/dia astemizol dose única 10mg/dia clorfeniramina 6-18mg/ dia loratadina 10mg/dia meclastina 1-6mg/ dia cetirizina 10mg/dia · Os sedantes são os mais indicados para as crianças. Anti-histamínicos H1: sedantes e não-sedantes( não se aderem a receptores H1 do sistema nervoso central) Sedantes Não sedantes hidroxizina 0.5mg/kg/ dia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 0. injetando-se.Tratamento Tentativa de afastar o agente causal. via subcutânea. o tratamento é feito principalmente com antihistamínicos.5-1. associar corticóide sistêmico.

human papiloma virus). observam-se pontos escuros enegrecidos que correspondem a capilares trombosados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo VERRUGAS Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus causadores das verrugas. na superfície. São DNA vírus denominados. mas com maior freqüência. na face. Quadro clínico Verruga vulgar São pápulas hiperqueratósicas e. Eles podem infectar tanto a pele como as mucosas. ou. genericamente. São encontradas em qualquer parte do corpo. Verruga filiforme . no dorso das mãos e dedos. São geralmente pápulas únicas. de preferência. pescoço e comissuras da boca. Localizam-se. corneficadas e espiculadas que surgem perpendicularmente à superfície cutânea. por HPV (papilomavírus humano. como no inglês.

vulva.5%. É proibido o tratamento com exérese e sutura das lesões. As verrugas genitais são pápulas vegetantes róseas.Verruga plantar Devido à pressão exercida pelo corpo. que devem ser feitos no consultório do dermatologista.5% e ácido lático 14. discretamnte hiperqueratósicas e pouco salientes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a conduta é o uso de ácido nítrico fumegante. São dolorosas à deambulação e confundidas. devido às recidivas freqüentes na borda da ferida cirúrgica. Localizam-se. muitas vezes. ocorrendo na mucosa da glande. dorso das mão e antebraços. como são conhecidas popularmente. deve ser investigada a possibilidade de abuso sexual. com calosidades. topicamente. crioterapia com nitrogênio líquido e eletrocoagulação. dando um aspecto de "olho de peixe". ânus e vagina. de preferência. são pouco salientes. Verruga plana Condiloma acuminado Diagnóstico Verrugas e carcinoma: Vários tipos de HPV têm um potencial oncogênico. Em alguns casos. na face. Tratamento É feito. O aspecto é de uma área central anfractuosa com hiperqueratose ao redor. podendo assumir um aspecto em couve.flor. Copyright © 2001 IDS . Logo. devem ser biopsiados para exame anatomopatológico os casos de verruga resistente ao tratamento e de mulheres com verrugas genitais e de cérvix. tais como: colódio tópico com ácido salicílico 16. São múltiplas pápulas planas de 1-5mm de diâmetro. com diversas substâncias químicas cáusticas. Em crianças. devido à freqüente associação de verruga e carcinoma de cérvix. Acometem principalmente crianças e adolescentes.

que.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quase todas as alterações da cavidade oral são passíveis de observação por meio da oroscopia. deve contar com boa iluminação e afastador de língua. além da cooperação do doente. .

Esta última é o método de escolha para linfonodos cervicais suspeitos. Também nas bochechas. chamados grânulos de Fordyce. quando concomitantes com lesão oral. Manchas cinzas arredondadas associadas a restaurações dentárias podem corresponder a inclusão de amálgama. de bordos . progressiva. persistentes por mais de 2 semanas (portanto duvidosas). pode-se lançar mão da biópsia incisional ou por punção com agulha fina. Caso a lesão seja maior. a biópsia excisonal está indicada. Nenhuma destas alterações necessita tratamento. principalmente as submentonianas e júgulo-carotídeas. Alterações da pigmentação da boca: aparecem em condições normais na mucosa da bochecha (mucosa jugal) na linha de oclusão dentária. junto às comissuras labiais. podem ser vistos pontos amarelos que correspondem a glândulas sebáceas ectópicas. São simétricas e bilaterais. Em se tratando de lesões pequenas ( até 2 cm) .A oroscopia deve ser acompanhada sempre da palpação das cadeias cervicais. liga utilizada por dentistas. Os diagnósticos mais importantes são: Melanoma: mancha acastanhada ou negra. não reticulada.

hemangioma. podendo provocar alterações na fala e mobilidade da língua. Leucoplasias e eritroplasias: entre as doenças que produzem alterações da coloração da boca. Eliminar o cigarro e o álcool e aumentar a ingestão de alimentos ricos em betacaroteno fazem parte da orientação inicial. O tratamento é a ressecção cirúrgica completa. Aparece junto à gengiva. Este é um grave erro.irregulares e sem qualquer outro sintoma pode representar o melanoma de mucosa oral. Cistos salivares e dermóides: alguns tumores podem ser císticos. Seu tratamento é cirúrgico. Metástase cervical ou à distância pode estar presente na primeira avaliação. mas se refazem em período de tempo curto. com dimensões variáveis. Lesões nodulares são tumores de consistência variável. constituem as leucoplasias. A intolerância ao tratamento prolongado é barreira para utilização terapêutica deste e de outros agentes ainda hoje. que podem ser benignos ou malignos. Os cistos salivares são bem circunscritos. Uma biópsia permite o diagnóstico. tumores ósseos. O tratamento é cirúrgico. A insistência no uso da prótese pode produzir úlceras. destacando-se os cistos salivares e dermóides. sendo potencialmente grave. abaixo da mucosa. São móveis e indolores. Epúlide é o nome dado à hipertrofia de mucosa junto à gengiva. A retirada da lesão deve ser indicada na presença de sintomas e se a lesão não desaparecer com a . em geral decorrente de traumatismo por prótese dentária maladaptada. ênfase deve ser dada às manchas ou placas brancas ou vermelhas. como elevação da mucosa mantendo a coloração do tecido que lhe deu origem. O tratamento mais eficiente é a ressecção cirúrgica. de origem nervosa ou muscular. podem ocorrer tumores císticos de dimensão variável. não deve ser feita biópsia com retirada de parte do tumor para exame. Causam grande desconforto pela impossibilidade de sustentação da prótese. na linha média. Lesões nodulares: a presença de nódulo ou tumor sem ulceração da mucosa não é comum. linfangioma. Entre vários produtos. deve ser retirada por cirurgia com margem de segurança de um centímetro e estudo anatomopatológico. Tomografia computadorizada é importante exame para avaliar o tamanho e a extensão da doença. com ênfase para o abandono do tabagismo. Estes cistos podem se romper. A biópsia de punção por agulha fina é o exame indicado para esclarecimento diagnóstico. o ácido retinóico tem sido utilizado em caráter experimental para prevenir a evolução destas lesões. Atribui-se sua origem a restos epiteliais embrionários. Caso a lesão não desapareça em 15 dias. dificultando o tratamento definitivo e mesmo impossibilitando sua cura. com a completa retirada do tumor e reconstrução. O melanoma da mucosa é mais comum em idosos. nestes casos. como o trauma por dente ou prótese. que pode ser complementada por quimioterapia e radioterapia. se forem brancas. liberam líquido viscoso. Os mais comuns são os tumores de glândula salivar menor. pois viola o tumor. brancos ou azulados. lipoma. Importante ressaltar que. processo chamado de quimioprevenção. pouco móveis e indolores. que não se desprendem facilmente quando raspadas com espátula. se de coloração vermelha. em pacientes desdentados. Exame periódico da boca deve ser realizado. quando associadas a tabagismo e sem outra causa conhecida. ou eritroplasias. Na região sublingual. Estas manchas. Cerca de 30% das lesões brancas e 80% das vermelhas podem se transformar em câncer. O diagnóstico diferencial se faz com os tumores do tecido conjuntivo.

imóvel e indolor. de tamanho forma e extensão variáveis. A técnica deve ser cuidadosa para evitar comunicação da cavidade oral com a nasal. O torus palatino é alteração óssea localizada no palato duro. na linha média. Torus mandibular é o nome dado a uma protuberância óssea localizada na face interna da gengiva. e são tratados por cirurgia. junto ao assoalho da boca. mesmo na ausência de dor. O único tratamento é a ressecção cirúrgica. Tem contorno regular.suspensão do uso da prótese. mormente a impossibilidade de manutenção de prótese. Tem crescimento lento ou ausente e observação periódica é a conduta. ou crescimento. São comuns os cistos associados a abscessos dentários e secundários a tratamento de canal. é imóvel e assintomático. Tumores nas gengivas podem estar relacionados aos dentes. consistência óssea.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . indicada na presença de sintoma.

assoalho da boca e mucosa jugal. o sintoma não tem gravidade nem potencial de transformação maligna. Não há nenhum tratamento específico eficiente. Não há tratamento eficiente comprovado. pequena. . como anestésicos e anti-sépticos. Um sintoma menos comum é a glossodínea. por exemplo: Aftas são as lesões mais comuns da boca. como.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As lesões acima descritas deverão. indicamos completa ressecção da lesão para exame anátomo-patológico. quando o tratamento tópico com solução de nistatina se indica com bom resultado. Ausência de alteração em cuidadoso exame físico com inspeção e palpação da língua e pescoço à procura de tumor. úlcera ou linfonodo são indicativos da doença idiopática. Casos recorrentes e com limitação severa devem ser encaminhados para tratamento especializado. Caracteriza-se por dor contínua. Caracterizam-se por úlcera dolorosa. É importante informar que. embora limitante. Se após duas semanas a afta não estiver cicatrizada. Podem ser isoladas ou múltiplas. No entanto. de fundo esbranquiçado. Têm aparecimento súbito e cura espontânea em cerca de 10 dias. localizadas na língua. na maioria das vezes. borda regular e não elevada. As lesões podem ser agravadas por infecção secundária por Candida albicans. há situações bem freqüentes que devem ser acompanhadas em unidades básicas de saúde. a substituição do creme dental e a não-utilização de alimentos ácidos e condimentados. geralmente em queimação e com intensidade variável. São inúteis os antiácidos e produtos de uso tópico. ser encaminhadas a serviço especializado. Podem ser de auxílio a higiene oral.

Xerostomia ou boca seca pode aparecer como sintoma isolado ou ser parte da síndrome de Sjöegren. Halitose é o odor desagradável na respiração e está em geral associada à condição da boca. em que estão associadas xeroftalmia e artrite. fissuras dolorosas. Uma boa hidratação e evitar períodos prolongados de jejum também são úteis para minorar o problema. além da secura da mucosa. que pode ser tratada por antibióticos ou necessitar a intervenção de otorrinolaringologista. facilitando infecção secundária causadora do odor. com hidratação cuidadosa. O tratamento é sintomático. Os dentes e gengivas devem ser examinados e receber os cuidados necessários. Este problema pode ser melhorado com adequada higiene oral com bochechos e gargarejo. Copyright © 2001 IDS . Processos imunológicos e reumáticos devem ser pesquisados. principalmente nas comissuras labiais. Amígdalas aumentadas e com superfície irregular podem reter partículas alimentares. proteção de lábios com cremes e saliva artificial. Exame radiológico de seios da face podem demonstrar a presença de sinusite. Encontramos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O paciente pode ser encaminhado ao reumatologista para completa investigação.

se constatar a existência de um câncer de cavidade oral. para acompanhamento e controle. mediante biópsia incisional. Em esquema: .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Urgente (para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): somente nos casos em que. Necessário ( para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): nos casos em que a biópsia tiver sido excisional. para que seja devidamente tratado pela cirurgia (tanto o tumor primário como as possíveis metástases cervicais).

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Brandão LG. Korting GW. . Ferraz AR. pp. W. INCa . 1997. Bork K. 295-307. Stuttgart (Alemanha). Estimativa da Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil. B. pp 321-4. Saunders Company. Hoede N. São Paulo. p. Rio de Janeiro.Diseases of The Oral Mucosa and the Lips. Copyright © 2001 IDS . Burgdorf WHC. Roca.Instituto Nacional do Câncer.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1989. 1996.10-11. Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Young SK.

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Outro sintoma é o prolapso. Quanto às hemorróidas internas. As hemorróidas externas podem se apresentar como nódulo doloroso de aparecimento súbito. de acordo com sua localização (externas. o que assusta as pessoas e as leva a procurar o proctologista. a perda de sangue vivo é o sintoma mais comum. Em casos de trombose de mamilos externos. Outra queixa relacionada às hemorróidas é o prurido anal. Classificam-se as hemorróidas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia DOENÇA HEMORROIDÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia Hemorróidas são estruturas normais da anatomia humana. pode se manifestar espontaneamente sem esforço. a dor anal é mais intensa e aparece após esforço evacuatório excessivo. . em fases mais adiantadas da doença. em 4 tipos. que constitui a exteriorização de mamilo hemorroidário durante o esforço evacuatório e que. Já a doença hemorroidária é representada por dilatações varicosas ano-retais e representa a doença proctológica mais freqüente na população em geral. estimando-se que aproximadamente 50% dos indivíduos acima dos 50 anos têm alguma forma de hemorróidas sintomáticas. formando o chamado hematoma perianal. ocorrendo durante ou imediatamente após a evacuação. internas ou mistas) e de acordo com seu grau de evolução. exteriorizando-se no papel higiênico ou "pingando" no vaso sanitário. após atividades físicas intensas ou ainda após a ingestão de álcool ou alimentos condimentados.

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então. Copyright © 2001 IDS . O paciente torna-se. apreensivo sobre futuras evacuações. causa de dor aguda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FISSURA ANAL Quadro clínico e Epidemiologia A fissura anal é uma afecção proctológica comum.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . e esta relutância aumenta a constipação e o desconforto. A dor durante e após a evacuação dura de minutos a horas e é freqüentemente acompanhada de sangramento observado sobre as fezes ou no papel higiênico. sofrimento e desconforto maior que qualquer outra lesão de seu tamanho no corpo humano.

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Por outro lado. As fístulas são caracterizadas. portanto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FÍSTULAS Quadro clínico e Epidemiologia A palavra fístula vem do latim e significa "cano". orifícios anteriores têm trajeto retilíneo e terminam na cripta correspondente a este orifício (lei de GoodsallSalmon).esfincterianas (trajeto atravessa a massa muscularsuperficial ou profunda). por onde drena material purulento. inter (trajeto entre o esfíncter externo e interno) e trans. as fístulas formam trajetos complexos. sendo decorrentes da ruptura de um abscesso originário da infecção das glândulas anais. tendo somente um orifício primário e dois ou mais orifícios secundários. por um trajeto comunicando o canal anal ou o reto (orifício interno) ao períneo (orifício externo). com ou sem descarga purulenta. pode-se detectar o orifício externo. e o trajeto fistuloso. o trajeto fibroso e o orifício externo. Às vezes. Geralmente. As fístulas compreendem um orifício interno (cripta onde se origina a infecção). constata-se a presença da cripta infectada. sendo curvos. os trajetos de orifícios externos situados na região posterior desembocam na cripta da linha mediana posterior. podendo ser extra (no tecido celular subsutâneo). As fístulas podem ainda ser classificadas em relação aos músculos esfincterianos. Freqüentemente os pacientes contam a ocorrência pregressa de um abscesso ano-retal já drenado (espontaneamente ou cirurgicamente). À anuscopia. que é palpado até o orifício interno. Ao exame proctológico. .

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enquanto as fístulas (trajeto entre o local da origem do abscesso e seu orifício externo) caracterizam a fase crônica.peri-anais.abscessos pelvi-retais e retro-retais) ou abaixo deles (infradiafragmáticos . flutuação). havendo a necessidade de se lançar mão de recursos radiológicos para sua detecção. com saída de grande quantidade de pus.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia ABCESSOS E FÍSTULAS ANAIS Quadro clínico e Epidemiologia Abscessos e fístulas ano-retais formam uma única entidade anátomo-patológica em que o abscesso (coleção de pus localizada nesta região) representa a fase aguda do processo infeccioso. os pacientes apresentam drenagem espontânea da coleção purulenta. formando coleções em diferentes espaços. Ao exame físico. seja acima dos músculos elevadores (supradiafragmáticos . febre. Eventualmente. o diagnóstico é bem mais difícil. Nos abscessos supradiafragmáticos. . calafrio e mal-estar. O abscesso se forma por infecção nas criptas anais de Morgagni onde desembocam os ductos glandulares. constata-se um abaulamento na região dolorosa e sinais flogísticos (hiperemia. submucosos e isquiretais). As principais queixas são dor intensa na região ano-retal que se irradia para membros inferiores.

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Deve ser diferenciado do condiloma plano (secundário à sífilis). podendo ocorrer em pontos isolados ou ser confluente. Seu aparecimento no reto está relacionado ao sodomismo e. O condiloma pode comprometer a região anal. atinge a vagina. sífilis. Pode ainda acometer indivíduos com imunodeficiência. sangramento discreto e secreção de odor fétido. 5-fluorouracil em creme). Provoca prurido. atinge o pênis. sem história de relação anal. a região perineal e o ânus. como aqueles submetidos a transplantes de órgãos. Pode ser tratado pela aplicação local de agentes citotóxicos (podofilina a 25%. grandes lábios. ao sexo oral. perineal e genital. Nos homens. e herpes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) Quadro clínico e Epidemiologia As DST mais freqüentemente observadas em colo-proctologia são: condiloma acuminado. canal anal e o períneo. Em alguns casos. Seu período de incubação varia de duas semanas a oito meses. de tumores da margem e canal anal e de verrugas vulgares. Caracteriza-se por lesão verrucosa de crescimento progressivo. Nas mulheres. na cavidade oral. gonorréia. a infecção condilomatosa pode apresentar displasia e transformação maligna. que é transmitido pelo contato sexual direto (embora haja outras possibilidades de contaminação não-venéreas). por eletrocoagulação ou pela . sendo causado por vírus do tipo papilomavírus (papillomavirus humano).

como abscessos. secreção serosa e adenite inguinal. citomegalovírus. infecções por Candida albicans. herpes simples. que provoca secreção odor fétido característico. A síndrome da imunodeficiência adquirida pode provocar infecções proctológicas associadas. causando prurido anal. A sífilis é doença sistêmica causada pelo Treponema pallidum. sensibilidade dolorosa com irradiação local. Copyright © 2001 IDS . A manifestação proctológica da sífilis primária (aguda) é o cancro duro (pápula eritematosa única. Na sífilis secundária (subaguda). é o condiloma plano. O tratamento é feito por higiene local.exérese cirúrgica. a infecção herpética é causada pelo herpes tipo II. que causa prurido. dor retal e tenesmo. A proctite gonocócica (causada pela Neisseria gonorrheae) é doença pouco frequente nos dias atuais. aparecimento de área hiperemiada com vesículas que se rompem e formam úlceras.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . razão pela qual os pacientes devem ser acompanhados por longos períodos. secreção hemo-purulenta. tuberculose. analgésicos e agentes anti-virais específicos. fístulas. base dura e indolor). Na região perineal. Caracteriza-se por grande tendência a recidiva. sendo extremamente contagiosa e associada a enantema e friabilidade da mucosa retal. O tratamento é feito por antibióticos específicos. herpes zoster e outras. de transmissão sexual.

por via hematogênica ou linfática. ambientais (higiene pessoal. não-pediculada. como dor. O carcinoma epidermóide é o tipo mais comum e divide-se nos tipos espinocelular. basalóide (ou cloacogênico) e muco-epidermóide. virais (infecção pelo papilomavírus humano (HPV). esses tumores são classificados em carcinoma epidermóide. promiscuidade. sangramento e a formação de nódulos ou massas anais. reconhecendo-se fatores causais de ordem genética (alterações nos cromossomos 11 e 3). Geralmente apresentam-se como lesão verrucosa. homossexualismo. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). atingindo linfonodos pélvicos ou da região inguinal. Sua etiologia é multifatorial. como fissuras pequenas de bordos elevados e endurecidos ou como área de infiltração nodular submucosa. . adenocarcinoma. móvel. invadindo áreas e órgãos vizinhos. Os tumores provocam manifestações clínicas inespecíficas. melanoma maligno e tumores de células indiferenciadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia CÂNCER DE ÂNUS Quadro clínico e Epidemiologia Os tumores do ânus. Podem se propagar localmente. canal anal e margem anal representam cerca de 3 a 6% dos tumores do intestino grosso. irradiação) e imunológicos (imunossupressão).

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268:25532560. The Lancet 1998. Lewis RF. motion sickness. Dizziness. Kapoor WN.352:1841-1846.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . syncope and disequilibrium. New Eng J Med 1999.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Furman JM. Copyright © 2001 IDS . JAMA 1992. Bass EB. near syncope.341:1590-1596. Vertigo. vertigo. Principles of Ambulatory Medicine. Baloh RW. In: Barker et al. Evaluation and management of the patient with syncope. Cass SP. Benign Paroxysmal Vertigo.

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A aura pode incluir alterações visuais (estrela brilhante ou escotomas) bilaterais. Intensidade da dor 4. Intolerância a ruídos 7. afasia . Tipo de dor 3. unilaterais. discreta. Intolerância a luz 6.tontura. membros inferiores. As enxaquecas podem ser com aura e sem aura. Náuseas e vômitos Entre 4 e 72 horas Latejante Moderada a grave* Sim Sim Sim Sim *a intensidade da dor pode ser inferida pelo fato de atrapalhar (moderada) ou impedir (grave) as atividades diárias de rotina. membros superiores e. 1. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5. raramente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia ENXAQUECA Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com enxaqueca e a resposta esperada. e alterações motoras . acometendo campos visuais homônimos. alterações sensoriais . Duração da dor 2.formigamentos e parestesias em lábios.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .e sonolência. também pode ocorrer dor na palpação do trajeto das carótidas e das artérias do sistema da carótida externa envolvidas no processo. durando de 5 a 20 minutos antes do quadro doloroso. pode-se encontrar dor à palpação dos globos oculares e dos ramos do trigêmeo. Achados de exame físico No exame específico do paciente com enxaqueca. Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com cefaléia do tipo tensional e a resposta esperada: 1. Tipo de dor Em peso ou pontada Leve (não atrapalha atividades de rotina) Não Presença de um ou outro mas nunca os dois Não 2. . Intensidade da dor 4. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5. Presença de náuseas e vômitos As cefaléias do tipo tensional podem ser divididas em episódicas (duram menos de 15 dias por mês ou menos de 180 dias por ano) e crônicas (duram mais de 15 dias por mês ou mais de 180 dias por ano). Presença de intolerância a luz ou ruídos 6.

Isso acaba levando a uma grande quantidade de automedicações que somam ao componente original da cefaléia um componente de abuso de analgésicos simples. o que seria interpretado pelo sistema nervoso como uma ausência crônica de aferências dolorosas levando a alterações dos mecanismos centrais de inibição da dor e conseqüente evolução para cronicidade. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Achados do exame físico Em aproximadamente 50% dos casos encontrar-se-á um aumento da tensão muscular nos trapézios.Os pacientes com cefaléia do tipo tensional episódica tendem a conviver com a doença e raramente procuram auxílio médico. O uso de analgésicos associados a cafeína também pode levar à cronificação do quadro.

a dor é do tipo aguda. como citadas a seguir: Prolapso de valva mitral . em "facada". Para o médico de família. irradiando de acordo com o trajeto da dissecção. A ausculta cardíaca pode revelar clique mesosistólico seguido de sopro. Pericardite . dependem do local e extensão da dissecção. Pode haver diminuição ou ausência de pulsos em braços e coxas. Dissecção de aorta . melhorando na posição sentada. iniciando-se na região anterior do tórax ou nas costas. O ecocardiograma confirma o diagnóstico.a dor é de início súbito. prolongada e localizada no lado esquerdo do tórax. a sua utilização deve ser .este é um possível diagnóstico principalmente em mulheres sem fator de risco para doença coronária. Na suspeita. ansiedade e depressão. devendo o paciente ser encaminado ao pronto-socorro. além da pressão muito alta. tende a piorar com a movimentação e a respiração. A tomografia computadorizada também pode ser utilizada. pode-se ouvir atrito pericárdico. o atendimento é de emergência. é fundamental diferenciar e diagnosticar outras doenças que também se apresentam com dor torácica. o ecocardiograma confirma o diagnóstico. À ausculta cardíaca. O ecocardiograma esofágico tem sido utilizado como primeira opção no diagnóstico da dissecção de aorta. Os sinais observados ao exame físico. síncope.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O maior desafio no atendimento a dor precordial é o de diferenciar isquemia coronária de outros diagnósticos. Pode se associar com sintomas de palpitação. Esses métodos de diagnóstico apresentam vantagens e desvantagens.

a dor pode se estender para os lados do tórax. A dor no braço ou ombro pode se iniciar com a rotação da cabeça para o lado acometido ou com a flexão da cabeça para o outro lado. É comum dor à palpação do epigastro. Síndromes esofageanas . pode simular dor coronária. De localização retro-esternal até epigástrica. são dados relevantes no diagnóstico diferencial. é a dor ulcerosa. que melhora com uso de nitrato sublingual. sinais de falência do ventrículo direito. O ecocardiograma mostra de maneira rápida. pressão. ocorre após a alimentação e pode piorar ou ser desencadeada quando a pessoa se deita. plenitude. Síndromes radiculares . Podemos citar . sendo aliviada pela inclinação do tórax para a frente. c) aparecimento após longo período deitado.As radiculites também podem simular dor coronária. o diagnóstico diferencial é feito sem dificuldades. desencadeado por líquidos gelados. As três maiores características da dor causada por compressão radicular são: a) piora com a movimentação do corpo. tipo queimação. acompanhada de vômitos.dor abrupta de localização anterior ou dorsal. pode simular perfeitamente dor coronária. devido a características comuns a ambas as doenças. hiperventilação e sensação de desconforto do tipo visceral. hiperextensão da coluna dorsal ou ao se colocar os ombros para trás. Embolia pulmonar . O tipo de dor é descrito como queimação (mais comum). que também se localiza no epigástrio. ou angústia. b) piora com tosse e espirro. principalmente quando ocorre movimentação da área afetada do tórax. A dor espinal pode ocorrer em todo o tórax. sintomas que se sobrepõem à dor inicial e que se devem à sensação de angústia e medo do paciente em relação a uma possível doença cardíaca.a dor torácica de causa músculo-esquelética pode ser aguda. a dor da raiz ventral pode ser descrita como um desconforto profundo e enfadonho. O diagnóstico das radiculites é estabelecido por diversas manobras provocativas de esforço. Provavelmente não estará disponível na imensa maioria dos atendimentos. ombros. ardor. com predomínio de um lado do corpo. o padrão típico de eixo elétrico para a direita com bloqueio do ramo direito e presença de S1Q3T3. do tipo "em facada". precedida ou sucedida de falta de ar e podendo cursar com tosse e hemoptise.a dor de esôfago pode ser confundida com dor coronária. acometendo braços e dedos. A dor torácica é freqüentemente iniciada pela inclinação. No eletrocardiograma. axila. tipo corrente elétrica. geralmente é bilateral. Geralmente é contínua. são achados pouco frequentes. sugere o diagnóstico. por compressão da raiz nervosa cervical baixa ou torácica. geralmente a queimação é referida como sendo do tipo acidez e não calor. Outra causa de dor não coronária que deve ser lembrada. braços e mãos. piora com a movimentação.individualizada por cada serviço. cintura escapular e irradiar-se para baixo. abaulamento de artéria pulmonar e diminuição da vasculatura pulmonar. dorso e garganta. Síndromes da caixa torácica . Com o exame físico adequado. A localização dolorosa no epigástrio. Um espasmo difuso do esôfago. Dentre os métodos diagnósticos. A dor pode ser acompanhada por palpitação. elevação de cúpula diafragmática. São sinais radiológicos clássicos: imagem periférica de condensação. a dor da pancreatite. de acordo com suas características. a relação com a alimentação e a melhora com antiácidos. Por fim. A dor da raiz dorsal é aguda e penetrante. podendo se associar a perda da sensibilidade. a cintilografia pulmonar é o principal exame.

vertigem. ansiedade e mudanças no tempo. A chave para o diagnóstico dessas síndromes é um ponto doloroso na área da dor. a dor é agravada por movimento respiratório. formigamentos. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA DOR TORÁCICA Doença Isquemia miocárdica Dissecção da aorta Pericardite Prolapso da valva mitral Embolia pulmonar Esofagite Duração da dor 5 a15 minutos Tipo opressiva Fatores Fatores de desencadeantes melhora esforço. alimentos variável variável 2a3 minutos superficial superficial visceral palpação e movimentos palpação e movimentos emoção . Síndrome funcional ou hiperventilatória . acentuada com episódios agudos de curta duração.como exemplo a síndrome de Tietze. palpitação. síncope. fraqueza.muitos dos sintomas presentes nessa síndrome podem sugerir origem cardíaca. ao queimação minutos deitar Minutos a horas Em cólica alimentação Cólica biliar Úlcera péptica Radiculites Osteomuscular Hiperventilação . sinais de instabilidade emocional ou depressão.psicogênica contínua queimação jejum. caracterizada por dor e inflamação nas articulações entre costelas e o osso esterno iniciada por esforço nas costelas. subesternal nitroglicerina precordial não há sentado tempo não há antiácidos Antiespasmódico e analgésicos antiácidos alimentos repouso analgésicos repouso analgésicos retirar estímulo Tórax e dorso precordial anterior tóraxdorso subesternal epigástrica epigástrio e dorso à D epigástrica pescoço braço tórax subesternal contínua lancinante contínua Minutos a horas contínua pleurítica superficial opressiva 10-60 alimentação. emoção espontânea tosse-respiração espontânea espontânea Local repouso. acompanhada de hiperventilação. dor precordial persistente com duração de horas.

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Copyright © 2001 IDS . deve-se consultar o capítulo referente ao tema. Nos casos de angina do peito. a que o médico consegue chegar em poucos minutos com a história e exame físico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor deverá ser baseado no diagnóstico inicial.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Antes de chamar a ambulância. encaminhar para ambulatório especializado e encaminhar imediatamente para a unidade de emergência. deverá prescrever ácido acetilsalicílico 5OO mg. que deverá ser mastigado. a saber: manter o paciente no programa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O encaminhamento dependerá do diagnóstico. Na maioria das vezes. O médico deve estar atento a qualquer possibilidade de infarto agudo do miocárdio.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . além de usar nitrato sublingual. serão possíveis três condutas. com a história clínica.

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2001.1a edição Sao Paulo: Sarvier. o leitor deverá conseguir saber: Pelo menos 5 diagnósticos diferentes como causa de dor no peito. Aqueles que necessitam encaminhamento para atendimento em pronto socorro. Semiologia Clínica/editado por Isabela Bensenor. coordenação Maria Cleusa M. Góes.São Paulo:Roca.5a edição . q Estar afeito à apresentação de angina do peito e de dissecção da aorta. Ao final do capítulo. q Possam ser devidas à ansiedade. 1999. José Atta e Milton Martins .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Tratado de Medicina Cardiovascular/editado por Eugene Braunwald. q q . .

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peri-articular . que gera dor nos movimentos de flexão. . Como na dor na face anterior do ombro. O paciente não tem dor no repouso e a dor só aparece ao se movimentar a articulação correspondente em um plano de movimento específico. pensar em contratura muscular (por exemplo.a artralgia afeta difusamente a articulação e. também se manifesta com mialgia difusa. em geral. como a dermatomiosite e polimiosite e. origem nervosa . Quando acomete uma região.obedece aos dermátomos e vem acompanhada de parestesias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico (1) Qual é o local da dor? articular . como na polineurite das vasculites ou do diabetes. A fibromialgia. que é um dos reumatismos mais freqüentes.decorre das tendinites e bursites. podendo vir acompanhada de queixa de diminuição de força e de fadiga.em geral. extensão. é insidiosa e apresenta-se com queixas sistêmicas. que é o espasmo do músculo trapézio). ciatalgia) ou se o quadro é difuso. É importante definir se é um quadro localizado. É importante relacionar os movimentos executados repetidamente no trabalho ou lazer e também identificar movimentos pouco usuais executados em um período curto ( parafusar pregos na parede). como na artrite de quadril. Mialgia difusa pode estar associada a quadros sistêmicos inflamatórios. descrita em todo o segmento do membro. que aparece só na flexão do antebraço. piora ao se movimentar a articulação em todos os planos. o que favorece o diagnóstico de compressão radicular ( por exemplo. acometendo um dermátomo ou segmento. torcicolo. em geral. decorre de tendinite bicipital. adução e abdução. mal-localizada. muscular .

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como a osteoartrose. difuso Quadro não-inflamatório articular não não-articular às vezes. Ao contrário. Sinal calor Quadro Inflamatório sim. ao menos parcialmente. como a artrite reumatóide ou a espondilite anquilosante. bursa) . localizado sobre a estrutura (por exemplo. Sua presença sugere patologias não-inflamatórias. a divisão entre quadro inflamatório e não-inflamatório facilita a investigação diagnóstica bem como a abordagem terapêutica. Dor mioesquelética de caráter mecânico piora com o movimento e melhora. após repouso. A tabela abaixo permite uma diferenciação entre as duas situações.(2) O problema é inflamatório ou não-inflamatório? Didaticamente. dor de caráter inflamatório piora após repouso prolongado e sugere a presença de doença inflamatória.

é localizado sim. difuso não não sim. pensar em artrite reumatóide e nas colagenoses). difuso às vezes.exame que serve apenas para detectar a ocorrência de uma infecção por estreptococo. emagrecimento. Os mais comuns. Quadros crônicos de artrite. bursite. em geral. uma vez que a interpretação incorreta dos resultados pode levar a erros diagnósticos importantes. ser judicioso. xeroftalmia. . principalmente. Seu uso deve. Raynaud e lesões cutâneas. pensar em espondiloartropatias ou artrite gonocócica). como espondilite anquilosante e lúpus. simetria do acometimento: poliartrite simétrica sugere artrite reumatóide. oligoarticular (até 3 articulações. (4) Qual o número de articulações afetadas: monoarticular (artrite séptica. e artrite psoriática) padrão do acometimento: aditivo é frequente na artrite reumatóide e migratório é mais comum na febre reumática. traumatismos e artropatias microcristalinas. local acometido. (6) Existe relação com trauma agudo ou com atividades profissionais ou esportivas? Muitos quadros articulares e.difuso raro sim. xerostomia. localizado (3) o problema é crônico ou agudo? agudo . bursites.edema eritema dor à palpação sim. de novo. são febre. bursa) raro. periarticulares (tendinites. por exemplo. Sempre descartar artrite séptica. Articulações periféricas e coluna sugerem espondiloartropatias Coluna apenas pode ocorrer na espondilite anquilosante (5) Há sintomas e sinais associados? A presença de sinais e sintomas. lúpus e outras colagenoses. tendinites despertam para o diagnóstico das doenças inflamatórias crônicas. está associada aos quadros reumáticos inflamatórios e auto-imunes. crônico . mas. localizado sobre a estrutura (por exemplo.menos de 6 semanas. que devem ser investigados. somente articulações periféricas podem ocorrer na artrite reumatóide inicial e no lúpus.mais de 6 semanas. Artrite assimétrica sugere espondiloartropatias (espondilite anquilosante. gota. poliarticular (quatro ou mais articulações. Exames laboratoriais podem auxiliar no diagnóstico das doenças reumáticas. como artrite reumatóide. alopecia. trauma). por exemplo. no entanto. etc) estão relacionados com traumas agudos ou com lesões por esforços repetitivos. Um exemplo que merece ser ressaltado é o diagnóstico errado de febre reumática. baseado em altos títulos de anti-estreptolisina O (ASLO) .

Anti-estreptolisina O (ASLO) serve apenas para detectar a ocorrência de infecção estreptocócica e não é diagnóstico da febre reumática.(7) Existem sinais de inflamação sistêmica ? As "provas de atividade inflamatória". a contagem de leucócitos é essencial na investigação de processos infecciosos e inflamatórios. hepática. Fator reumatóide serve como auxílio no diagnóstico da artrite reumatóide. Por outro lado. o desdobramento deste exame (ENA. o ultra-som e a ressonância magnética são exames mais adequados. porém deve ser lembrado que sua negatividade não afasta o diagnóstico e sua positividade não é específica para a artrite reumatóide. podem ser úteis. e cárdio-pulmonar. leucócitos e plaquetas serve para detectar citopenias (no lupus por exemplo). Porém é preciso ressaltar que estes exames são inespecíficos e pouco sensíveis. o FAN por imunofluorescência é suficiente para rastreamento. estes exames se encontram normalmente elevados. Lembrar que 5% da população normal têm FAN em títulos baixos (1/40). Inicialmente. Com o mesmo objetivo. frente a doenças como o lúpus e a artrite reumatóide. A investigação radiográfica deve ser direcionada para cada caso em particular. Em todo caso. enquanto que permanecem inalterados na osteoartrose. Exames radiográficos e imunológicos precisam ser avaliados sempre com cautela. Da mesma forma. um exame normal não afasta uma doença inflamatória e um exame alterado não é diagnóstico de doença específica. anti-DNA) deve ser feito já pelo reumatologista. auxilia o diagnóstico de espondilite anquilosante. (8) Existem alterações orgânicas ? A contagem de eritrócitos. Um teste positivo para fator reumatóide só pode ser interpretado dentro do contexto clínico em que foi pedido. ou seja. Os exames devem sempre ser analisados dentro do contexto clínico acima detalhado. por exemplo. A investigação deve incluir (dependendo do quadro clínico) uma avaliação renal. Nestes casos. por exemplo. a presença de sacro-iliíte. sinais radiográficos característicos auxiliam o diagnóstico clínico. sem significado patológico. Se positivo. a radiografia simples é normal. como a dosagem da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação. como lúpus. nos " reumatismos de partes moles". A presença de alterações orgânicas associadas a doenças osteo-musculares sugere uma colagenose como o lúpus eritematoso sistêmico. . observada numa radiografia simples de bacia. quando o diagnóstico diferencial é uma doença auto-imune. Na suspeita de artrite reumatóide e osteoartrose. Fatores antinúcleo (FAN) devem ser solicitados na investigação de oligoartrites ou poliartrites crônicas.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

na fase aguda de uma artrite ou periartrite. bursites. Repouso versus Exercícios . O gelo local atua como analgésico e antiinflamatório. porém. apenas os analgésicos não-opiáceos devem ser utilizados. o repouso não deve ser exageradamente indicado. Alguns comentários são válidos como uma conduta geral. Em geral. enquanto que. Antiinflamatórios também são amplamente utilizados. freqüentemente utilizados na maioria das doenças reumáticas. porém casos específicos de dor intensa podem ser tratados com opiáceos por períodos limitados. o repouso da articulação envolvida é útil. gelo e calor local são úteis como tratamento adjuvante de inúmeras situações em reumatologia. Algumas doenças evoluem bem com medidas terapêuticas conservadoras e simples. deve até ser contra-indicado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da osteoartrose e da artrite reumatóide está proposto nos capítulos correspondente. o calor local pode ser utilizado isoladamente ou associado ao gelo em dores de origem muscular ou osteo-articular. etc. enquanto outras necessitam de um tratamento clínico agressivo e cirurgias. Da mesma forma. em certas situações. podendo ser utilizado na fase aguda de tendinites. Nas patologias crônicas. O tratamento das doenças osteo-musculares é extremamente variado e deve ser direcionado para cada caso. os efeitos colaterais . Analgésicos são medicações para alívio sintomático. particularmente quando se tratarem de articulações submetidas a carga.

hepáticos ou gastro-intestinais. diabéticos e com problemas renais. pois. Miorrelaxantes também podem ser utilizados nos casos em que espasmo muscular estiver associado na gênese da dor. Cuidado com o uso em pacientes idosos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . dependendo do medicamento. Copyright © 2001 IDS . pode desencadear quadros de sonolência e confusão mental. particularmente em pacientes idosos.freqüentes exigem uma boa monitorização do seu uso. Devem ser evitados.

A artrite reumatóide. onde as medidas descritas acima não são suficientes para o controle adequado da doença. o paciente deve ser encaminhado ao especialista para acerto da medicação. são exemplo. além do descrito acima. Nestes casos. Este tratamento envolve uma série de drogas distintas que devem ser manuseadas por um especialista habituado com estas doenças.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém pode e deve continuar sendo acompanhado pelo clínico geral. lúpus eritematoso sistêmico e outras doenças reumatológicas. Copyright © 2001 IDS . de um tratamento direcionado para cada caso. principalmente o paciente com artrite reumatóide.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Doenças reumáticas específicas necessitam.

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Sergent J. Edts.H.. N. 4th Ed.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Ensworth S. S.DO.. 2000. J. Rheumatology: Is it Arthritis? Jamc 162(7):1011-1016. Dieppe P. Saunders Company.B. Sledge C.S.G. Edts. São Paulo. London. In:Rheumatology. Edts.. Evaluation.. 2nd Ed.. Harris E. Bonfá. 1998. Yoshinari. .N. 1993. Reumatologia Para o Clínico. Kelley W. E. Ruddy S. Michet C. A. Roca.H.D..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. Mosby. In: Textbook of Rheumatology. 2000. Grahame R. Philadlphia. Copyright © 2001 IDS .. General Evaluation of The Patient. Signs and Symptoms. Klippel J. Hunder G.

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devemos dividir as afecções em traumáticas e não-traumáticas. Nos casos de dor cervical após um trauma. como um acidente automobilístico. nestes casos. que pode levar até a tetraplegia. como a hérnia de disco. a dor cervical do trauma deve ser tratada pelo primeiro socorrista com imobilização do segmento cervical com um colar e o encaminhamento imediato para um hospital especializado. Por este motivo. o tipo de acidente e a descrição do agente vulnerante são da maior importância. As alterações discais. Para tanto. a história clínica é fundamental. o maior risco é o comprometimento da medula por fratura ou luxação vertebral. Dentro das afecções traumáticas. acompanhada de alterações de sensibilidade cutânea. Alterações inflamatórias da oro-faringe podem. O exame clínico da dor cervical deve ser iniciado pelo exame neurológico. A cervicalgia e a cervicobraquialgia podem ser causadas pela osteoartrite e. relacionadas com a rotação interna e . muitas vezes. São da maior gravidade tanto um mergulho em águas rasas. nos quais a dor cervical e a dificuldade de movimentação da cabeça são os principais sintomas. a queixa principal é a dor com dormência nos membros superiores que piora com o repouso e melhora com exercícios leves.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico No estudo da coluna vertebral cervical dolorosa. O transporte do paciente deve ser extremamente cuidadoso para se evitar maior comprometimento da medula espinhal. não são raras e se apresentam com dor no metâmero correspondente. Alterações do pulso radial. que visa o estudo da integridade da medula espinal. A altura da zona de insensibilidade cutânea pode revelar o nível de uma lesão medular. causar os torcicolos espasmódicos.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . principal causa da cervicalgia infantil.externa da cabeça. as afecções da oro-faringe. As compressões radiculares por hérnia de disco cervical são mais raras. Os espasmos e contraturas da musculatura anterior e posterior do pescoço atestam a veracidade da dor referida. em zona metamérica. O paciente se apresenta com dor irradiada para o membro superior. Copyright © 2001 IDS . bem como com os pulmões cheios de ar. principalmente nas crianças. podem revelar alterações que nos fazem pensar em compressão do plexo. Deve ser excluída. A rigidez cervical (coluna travada) pode estar presente nos graves casos de luxação interapofisária traumática. acompanhada de alterações da sensibilidade.

antiinflamatórios e o encaminhamento para tratamento fisioterápico. Copyright © 2001 IDS . ressonância magnética ou tomografia computadorizada. se for necessário. uma radiografia deverá ser feita e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pode-se instituir tratamento com repouso local (imobilização com colares). A médio prazo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Se o exame excluir a possibilidade de lesão óssea que poderia levar a conseqüências graves para a medula espinhal.

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porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As maiorias dos casos que afetam o ombro podem ser atendidos em unidades básicas de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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.. T. Ensinando ortopedia. São Paulo. Barros. Atheneu.. 1999. T.E.J.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O. Exame físico em ortopedia. 1999.E. M.. Copyright © 2001 IDS . Lech. Amatuzzi. Sarvier.P.L.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. R.C.P. Azze.M.. Rio de Janeiro.

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e quando ela aparece após o repouso noturno e melhora com movimentos suaves. vem acompanhada de espasmo muscular paravertebral. A dor é localizada na região lombar e se exacerba a pequenos movimentos. a dor se faz no membro inferior e é acompanhada de sensação parestésica em territórios correspondentes às zonas de inervação radicular. com piora gradativa. deve-se pensar em compressão discal. a hipótese mais provável é o da osteoartrose. é importante detalhar. a dor lombar precede uma ciática por um período de dias ou até de semanas. que acarreta escoliose antálgica. A contra-prova. fletindo a coluna.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As doenças da coluna lombar se apresentam com dor. ou dor de início insidioso. chamada também de lombalgia. Na avaliação da lombalgia. Muitas vezes. pede-se ao paciente que se incline para a frente. movimento este muito doloroso ou até impossível de ser feito. neste momento do exame. que acometem pacientes entre 35 e 45 anos de idade. Esta é a dor provocada pela compressão intra-raquidiana da raiz nervosa em nível. O exame clínico deve-se iniciar pela inspeção do paciente em pé. Nestes casos. relacionada a certos tipos de movimento e quase sempre a partir de um esforço. Em seguida. na história clínica. geralmente provocada por hérnias discais. é a flexão dos quadris. Assim. A dor lombar. o início dos sintomas. Os movimentos de extensão e os laterais também são dolorosos. que pode ser súbita. o que dá o aspecto de que o paciente está "torto". . quando ela se inicia após um esforço bem definido. quando se nota claramente a escoliose antálgica caracterizada pela retificação da lordose lombar e a alteração do centro de gravidade do corpo humano.

ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Copyright © 2001 IDS . Elas correspondem às raízes afetadas. as zonas da dor e das alterações de sensibilidade. Parte importante do exame clínico é a pesquisa da irritação radicular. Nas lombalgias rebeldes. e as manobras voluntárias de Valsalva. que pioram o quadro doloroso. nos casos de suspeita de hérnia distal. A palpação mostra pontos dolorosos e o próprio espasmo muscular. além de outros sinais caracterizam o comprometimento radicular. o que é perfeitamente possível e sem dor. como o sinal de Lasègue.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A pesquisa da motricidade muscular é parte do exame neurológico.que se faz pedindo para que o paciente se agache como se fosse pegar do chão um objeto caído. que é positivo em 98% das hérnias discais. Os sinais neurológicos. provocam perda de força de dorso flexão hálux e do pé. nestes casos. Mais de 90% das herniações discais estão localizadas nos espaços L4/L5 e L5/S1 e. a radiografia deve ser feita e. que se faz determinando. no membro inferior.

Quando existe alteração radicular. Fisioterapia é recomendada na maioria dos casos e a necessidade de tratamento cirúrgico. vem diminuindo cada vez mais. o repouso é fundamental. hoje em dia. analgésicos e repouso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da lombalgia comum sem comprometimento radicular se baseia nos antiinflamatórios. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde. porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.

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Rio de Janeiro. São Paulo.. Amatuzzi. Lech.P. M. Exame físico em ortopedia. T.. Ensinando ortopedia. T. Barros. O. Azze. Copyright © 2001 IDS . R.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .M..P. 1999. 1999. Sarvier.J. Atheneu.E.L.C..E.

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na posição em pé. Os contornos anatômicos são verificados. quando pressionada. que é estimulado a realizar movimentos de flexão. duração dos sintomas. geralmente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A idade. extensão e abdução. nível de atividade. e. muito comuns na terceira idade. onde há grande incidência de fraturas. o paciente não consegue executar os movimentos. que podem assim ser detectadas. Quando. característicos dos processos inflamatórios das bolsas do manguito rodador (antiga doença de Duplay ou calcificações). levando-se em conta a sua simetria e a atrofia muscular. são. bem como os movimentos de rotação. A área de dor deve ser apontada pelo paciente. que são examinados sempre comparando-se com o lado oposto. principalmente aqueles que se fazem a 90 graus de abdução. Diminuição do arco de movimento é considerada. lembrando-se que as fraturas do 1/3 proximal do úmero. o possível mecanismo de lesão ou a atividade de repetição devem constituir a história clínica. A coloração da pele é verificada. ativamente. inicialmente. se abaixa como uma tecla de piano) caracteriza a luxação acrômio-clavicular. Uma depressão logo abaixo do acrômio (sinal do cabide) pode caracterizar a luxação escápulo-umeral ou uma elevação da clavícula. Deve-se dar importância à fossa supra clavicular e à posição da cabeça umeral em relação ao acrômio. A palpação das estruturas é feita a partir da clavícula. eles são realizados . como as que ocorrem nas lutas ou brigas. confirmada pelo sinal da tecla de piano (a extremidade da clavícula. acompanhadas de equimose e hematomas. tão comum nas quedas sobre o ombro. O paciente deve ser examinado sempre com os dois ombros descobertos para comparação. profissão.

chamada. no passado. bloqueios dos movimentos de rotação de luxações umerais e diminuição da rotação interna do braço com o ombro a 90º. Copyright © 2001 IDS . Eventuais pontos dolorosos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . de bursite do ombro. podem reproduzir os sintomas da síndrome do impacto.passivamente pelo examinador. bloqueios e movimentos anômalos são detectados. Cliques podem ser evidência de problemas intra-articulares.

detectadas pela história clínica e pelo exame podem até ter indicação cirúrgica. A manutenção da amplitude articular é importante para se evitar a capsulite adesiva (ombro congelado). cujo tratamento é mais complexo por exigir medidas hospitalares. com fisioterapia. Radiografia se impõe. Pode ser tentada com manobras sem anestesia. As alterações inflamatórias crônicas ou subagudas podem ser tratadas com medicação antiinflamatória e aplicações de calor profundo. As rupturas ligamentares e tendinosas no ombro são raras.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As fraturas do úmero no seu 1/3 superior. mas o ideal é que seja feita a redução em um hospital e depois da confirmação do diagnóstico por radiografia. com enfaixamento tóraco braquial ou em "8". . As luxações de ombro são de redução de urgência. As infiltrações intra-articulares de derivados da cortisona devem ser evitadas quando não se tem um diagnóstico preciso. As fraturas da clavícula são facilmente diagnosticadas pela palpação e exigem tratamento de imobilização. cirúrgico. na maioria das vezes. A mais freqüente é a ruptura do cabo longo do bíceps. que se caracteriza pelo aparecimento de uma "bola" na região anterior do braço quando o paciente é instado a fletir o cotovelo e que corresponde ao ventre muscular contraído sem o apoio de sua inserção é.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

Copyright © 2001 IDS . de tratamento cirúrgico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . As luxações acrômio-claviculares são. quando completas. porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.

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Rio de Janeiro.P. Copyright © 2001 IDS . M.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Barros. São Paulo. 1999.E. Atheneu. T. O. Lech.E. Exame físico em ortopedia. Sarvier.M... T.J.. Ensinando ortopedia.L..P. R.. Azze. 1999. Amatuzzi.C.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho.

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febre. Os indivíduos com resultados negativos para H. a endoscopia digestiva alta é indicada se o paciente apresenta : (1) "sinais de alarme" (por exemplo. anemia. tratados para erradicação do H. odinofagia. Caso haja recursos disponíveis. um reconhecido fator ulcerogênico. respiratório) e. idade esta que pode mudar a depender da experiência local (entre 35 e 55 anos). o primeiro passo é excluir. evidência de sangramento digestivo. com o auxílio da história clínica e. ultra-som. icterícia. endoscopia. pylori são primeiramente tratados de modo empírico (por exemplo. dor abdominal intratável. dor de origem pancreatobiliar. síndrome do intestino irritável. (3) idade acima de 45 anos pelo risco de câncer gástrico. antiinflamatórios não-esteróides. anorexia. Esta estratégia de investigação da .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um paciente com dispepsia. disfagia. massa abdominal. os pacientes são primeiro testados para a presença do Helicobacter pylori (teste sorológico ou. anti-secretores ou pró-cinéticos) por um período de 4 a 8 semanas. tomografia. Finalmente. aerofagia. os pacientes com resultados positivos e negativos que não melhoram com o tratamento instituído (para erradicação ou empírico) são submetidos à esofagogastroduodenoscopia). em caso de positividade.) a doença do refluxo gastroesofágico. linfadenopatia. narcóticos e opiáceos). pylori. preferencialmente. (2) uso crônico de antiinflamatório hormonal não-esteróide. exames complementares (por exemplo. pHmetria e eletromanometria. vômitos recorrentes. vômitos funcionais (psicogênicos) e consumo de medicamentos (por exemplo. emagrecimento. eventualmente. história de câncer familiar). Nesta abordagem.

o emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticos revelou que 51% apresentavam dispepsia do tipo dismotilidade. o mesmo não ocorre em países em desenvolvimento. pylori é elevada (70-90%) e o custo da endoscopia é bem inferior a US$500 (entre US$80 e 100). Já nos pacientes com dispepsia tipo úlcera. 38% tipo úlcera e o restante. o que significa menor custo. propiciaria o aparecimento de cepas resistentes ao metronidazol e. a freqüência de exames endoscópicos seria reduzida em 18%. Três casos de neoplasia gástrica foram identificados: dois no grupo dismotilidade e um no tipo úlcera. tornando a abordagem do "testar e tratar" viável. pylori num contingente enorme de pacientes. a tática de se realizar a esofagogastroduodenoscopia de imediato nos pacientes dispépticos para se afastar doença orgânica parece-nos a mais apropriada. o que. Quando a divisão por faixa etária foi considerada. Contudo. Nesta situação.dispepsia reduz em pelo menos 50% o exame endoscópico. a freqüência de endoscopias normais ou com LIM foi de cerca de 80% nos pacientes jovens (<31 anos) com dispepsia tipo dismotilidade. pylori na população deve ser baixa (<50%). ao lado da dificuldade de acesso aos exames não-invasivos para H. estes fatores estão presentes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . desafogando e diminuindo os custos dos já sobrecarregados serviços públicos de endoscopia. a freqüência de achados anormais à endoscopia foi mais elevada (>50%). além de desnecessário e custoso. à própria amoxicilina. independentemente da faixa etária. respectivamente. em países desenvolvidos. pylori (por exemplo. alguns pré-requisitos são necessários para que esta abordagem seja vantajosa do ponto de vista de custo-benefício: a) ela é válida em locais onde a endoscopia é muito onerosa (mais de US$500). A úlcera duodenal foi o achado mais comum. Copyright © 2001 IDS . o que é mais preocupante. para um correspondente de 40 a 50% em condições semelhantes nos dispépticos tipo úlcera. onde a freqüência do H. A freqüência de endoscopias normais ou com lesões inflamatórias mínimas (LIM = gastrite e duodenite não-erosivas) foi de 50% e 37%. como o Brasil. sintomas de refluxo gastroesofágico. Em nosso meio. para os com dispepsia tipo dismotilidade e tipo úlcera. b) a freqüência do H. Desta forma. A utilização desta abordagem no Brasil implicaria o tratamento com antibióticos para erradicação do H. justificando a exploração endoscópica imediata. Todos tinham mais de 50 anos de idade. testes respiratórios). considerando a facilidade e o custo mais baixo da endoscopia digestiva alta em nosso meio. Se.

pylori-positivos com úlcera péptica gastroduodenal. não havendo ainda uma resposta definitiva para o assunto. persistem as indicações para tratamento de erradicação da bactéria em pacientes H. duodenite erosiva. A erradicação do H.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . não se mostrou eficaz na resolução dos sintomas no acompanhamento a longo prazo. linfoma gástrico MALT de baixo grau e gastrectomizados por câncer com estômago residual.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Finalmente. pylori é controvertida. Por enquanto. pylori em pacientes com dispepsia funcional. vale ressaltar que a relação entre dispepsia funcional e H. numa recente revisão.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . algumas vezes encaminhados para realização de endoscopia e. somente quando os sintomas forem incoercíveis com a medicação de apoio.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Os pacientes deverão ser seguidos em unidade básica de saúde. é que de deverão ser encaminhados. Copyright © 2001 IDS .

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Ornellas L C. 343: 811-6. Empirical H2-blocker therapy or prompt endoscopy in management of dyspepsia. Stanghellini V. Meirelles G S P. 45 (Suppl II): II 37-42.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bytzer P. Functional gastroduodenal disorders. Gut 1999. Talley N J. 114: 582-95. Emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticas. Lancet 1994. Muckadell O B S. Gastrenterology 1998. Agréus L et al. Copyright © 2001 IDS . Silverstein M D. Talley N J. Heading R C et al. Mattos N L B et al.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 35: 181-5. Arq Gastroenterol 1998. AGA Technical Review: evaluation of dyspepsia. Hansen J M.

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como as prostatites. muitas vezes referido por pacientes como ardor ou sensação de queimação na uretra. podendo apresentar irradiação suprapúbica ou ser localizado em meato uretral. A disúria pode ser uma das queixas presentes na calculose ureteral distal. febre. sinais de irritação cutânea em glande. Aproximadamente um terço das disúrias permanece sem diagnóstico clínico definido (síndrome funcional da bexiga ou uretrotrigonite) podendo estar incluídas causas hormonais (deficiência de hormônios femininos na amamentação e na menopausa) e outras causas pouco conhecidas. Em homens. devemos observar se há queda do estado geral. alterações prostáticas. devendo ser sempre pesquisada a presença de descarga uretral. infecções urinárias prévias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia DISÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia O termo disúria caracteriza dor durante as micções e é. dor lombar à punho percussão. A investigação do paciente deve começar com a caracterização da disúria na anamnese de acordo com a fase do jato urinário. vesicais). presença de febre. presença de globo vesical palpável. Adisúria inicial freqüência em doenças uretrais) e a terminal associa-se mais a doenças da bexiga. A queixa de disúria é normalmente acompanhada por urgência miccional. hematúria. taquicardia e taquipnéia (buscando sinais precoces de sepse). nictúria e enfraquecimento do jato urinário. antecedente de litíase. presença de secreção uretral. podem cursar com disúria e outras queixas vagas. dor à palpação e/ou sinal flogístico . polaciúria e aumento da frequência. Ao exame físico. dor à palpação suprapúbica.

verificando o tamanho prostático e se a próstata está dolorosa e/ou com sinais flogísticos (aumento de temperatura e flutuações).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Em mulheres. Copyright © 2001 IDS .em testículos e epidídimos. devemos observar genitália externa. sugerindo diagnóstico de prostatite. Nos homens deve-se completar o exame com o toque retal. verificando a ocorrência de vulvovaginites. abscesso ou hiperplasia benigna de próstata.

Elas podes ser classificadas como macroscópicas. 10 a 15% das hematúrias não têm causa detectável. Porém. quando forem detectáveis apenas em exames laboratoriais. Desta maneira. mioglobinúria (decorrente de destruição muscular). vale a pena ressaltar que a reação decorre tanto do contato com hemoglobina quanto de mioglobina. Já a hematúria microscópica. são detectadas quantidades maiores que 3 hemácias por campo. ingestão elevada de vitamina C pode produzir resultados falsos negativos. em pelo menos duas amostras. em geral. com cor variável de marrom escuro a vermelho. A hematúria macroscópica apresenta-se. a sensibilidade das fitas reagentes supera 90%. sendo consideradas alteradas as amostras de urina com mais de 104 hemácias por ml de urina ou 3 a 5 hemácias por campo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Encaminhamento|Bibliografia HEMATÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia A hematúria é definida como a eliminação de eritrócitos pela urina em quantidade anormal. mas com especificidade mais baixa. decorrente de hemólise). com mais de 106 hemácias por ml de urina ou acima de 10 hemácias por campo microscópico (com aumento de 40 vezes). Macroscopicamente. podem ser utilizadas fitas reagentes. anilina e de algumas medicações). em geral. ou "visível a olho nu". Apesar do aparato disponível nos dias de hoje. Para a detecção de hematúria. detectável apenas no exame de urina. tem a sua definição e valor anormal variáveis para cada laboratório. quando. Além disso. o aspecto de urina hematúrica deve ser diferenciado da pigmentúria (após a ingestão de alimentos ricos em caroteno. hemoglobinúria (presença de hemoglobina livre na urina. enquanto que coleta após exercício físico ou urinas hipotônicas . ou microscópicas.

A presença de grande número de eritrócitos na urina comprova o diagnóstico de hematúria. Copyright © 2001 IDS . Se o sobrenadante for rosa. o que também pode afetar os resultados. há hemoglobina livre no soro. porém. é feito o diagnóstico de mioglobinúria.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .não-examinadas logo após a coleta podem gerar resultados falsos positivos. se for claro. para a diferenciação entre hemoglobinúria e mioglobinúria. que é submetida a centrifugação. Para a diferenciação na hematúria entre hemoglobinúria e mioglobinúria. pode ser utilizado o exame microscópico da urina após centrifugação. É importante que não haja contaminação durante a coleta da urina. enquanto que. deve ser coletada amostra de sangue.

ureter. como às relativas ao aparelho locomotor e neurológico e à questão psicológica. destacando-se os antecedentes . como disúria. localização. como dor em fossa ilíaca direita após início periumbilical. Quanto à característica. A partir das etiologias citadas como possíveis participantes do processo doloroso. característica da dor. ou gradual. tubas uterina. hematúria. A localização da dor deve especificar o local de início. intestino). como anorexia. polaciúria e urgência miccional e outras alterações referidas pelo paciente que possam estar relacionadas às causas menos comuns de dor pélvica. fatores de melhora e piora. mudança e irradiação. rins e ureteres) podem manifestar alterações em todo andar inferior do abdome e alguns dados clássicos. eliminação de gases e atividade intestinal. alterações do trato gastrintestinal. pus ou conteúdo fecalóide. podem ser característicos de apendicite. A avaliação ginecológica inclui questionamento específico. como nos processos inflamatórios (abscesso tubo-ovariano) ou nas obstruções intestinais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico A dor deve ser caracterizada segundo alguns aspectos: início do sintoma. dor em fossa ilíaca esquerda pode ser sugestiva de diverticulite. lembrando que órgãos pares (ovários. ocorrendo nos casos de adbome agudo hemorrágico. como febre e sudorese. Nos casos de irritação peritoneal pela presença de sangue. alterações urinárias. a dor pode ser contínua ou em cólica. irradiação. é fundamental obter dados sistêmicos. vômitos. náusea. relacionada à distensão visceral (apêndice. a dor abdominal é generalizada e piora com a movimentação. A dor pélvica pode ter início súbito.

o colo uterino e os fórnices vaginais. alças intestinais dilatadas e líquido na cavidade peritoneal. e antecedentes sexuais. Em pacientes obesas. dispareunia (dor na relação sexual) de penetração e/ou de profundidade e sinusiorragia (sangramento na relação sexual). O toque vaginal deve ser realizado apenas em pacientes que já iniciaram atividade sexual com penetração vaginal. avaliação cardíaca e pulmonar. como estenoses vaginais congênitas ou pósradioterapia. complementando com todos os dados sistêmicos possíveis. há dificuldade nesta avaliação. refletindo distensão das alças intestinais ou maciça em situações de bloqueio e localização de processo inflamatório. as paredes vaginais e o conteúdo vaginal. especialmente quando timpânica. quando identifica-se a idade da primeira menstruação (menarca). além de cálculos renais radiopacos. como endometriomas ou granulomas de corpo estranho em cicatrizes cirúrgicas. apagamento do músculo psoas. Grandes tumores uterinos. presença de líquido entre as alças intestinais e pneumoperitônio. O exame físico deve ser completo. Ao exame especular. escoliose para a direita. ficam abolidos. ou neoplasias ovarianas podem alterar o volume abdominal. alça ileal sentinela em fossa ilíaca direita. apagamento da linha pré-peritoneal. avaliando-se forma. existem algumas imagens clássicas que podem ser observadas na radiografia simples de abdome: presença de fecalito na fossa ilíaca direita. Além disso. simetria e presença de cicatrizes cirúrgicas. o examinador pode realizar a ausculta da região abdominal com o intuito de observar a presença de ruídos hidroaéreos que denotam atividade peristáltica do intestino. habitualmente. perceptíveis à manobra de descompressão brusca. avaliando estado geral do paciente. assim como gestantes após o primeiro trimestre. partos e abortos. que pode significar gestação inicial ou mesmo prenhez ectópica. hidratação. tomada de pulso e pressão arterial. Avalia-se as paredes vaginais. Tumores malignos de ovário em seus estádios avançados podem cursar com ascite. antecedentes obstétricos detalhando gestações.menstruais. O toque retal é realizado em pacientes virgens para permitir a avaliação dos órgãos genitais internos. edema de parede. Nos casos de hemorragia ou infecção intraperitoneal. a caracterização dos ciclos menstruais. análise das mucosas. os ruídos. a percussão abdominal pode trazer informações. Nos quadros sugestivos de apendicite. condição que pode ser percebida à inspeção abdominal. observa-se a presença de massas e possíveis quadros de irritação peritoneal. O exame do abdome inclui inspeção. . A radiografia simples de abdômen deve ser realizada com o paciente em pé e em decúbito dorsal horizontal para se identificar possíveis quadros obstrutivos ou perfurações através da observação de pneumoperitônio. De modo auxiliar. assim como em pacientes em que o toque vaginal não é possível. A palpação superficial do abdome avalia a sensibilidade e o tônus abdominal. Na palpação profunda. observa-se o colo uterino. o médico examinador deve ter prática nas etapas descritas a seguir. nível hidroaéreo em íleo. volume. a avaliação do corpo uterino e das regiões anexiais. o tecido adiposo e presença de nódulos na pele. Nos casos de suspeita de acometimento genital. como miomas. questionando idade da primeira relação sexual (coitarca). desvio das alças intestinais para a esquerda. realiza-se por meio do toque bimanual. a presença ou não de cólicas menstruais e o atraso menstrual. Em seguida.

A observação de imagem anexial complexa e líquido na cavidade peritoneal sugere rotura de cisto anexial ou prenhez ectópica (quando associado a dosagem de gonadotrofina sérica positiva). Miomas uterinos são facilmente identificáveis. estabelecidas na tentativa de se resolver o processo sem a certeza etiopatogênica. Copyright © 2001 IDS . Por vezes. no tratamento da moléstia identificada: processos infecciosos podem ser drenados. processos hemorrágicos podem ser corrigidos. em seguida. opta-se por procedimento cirúrgico no sentido de se resolver eventuais dúvidas em diagnóstico diferencial. retosigmoidoscopia e colonoscopia são úteis nas situações específicas para cada doença. que permite evidenciar detalhes das regiões anexiais. o que pode ser útil no caso de situações duvidosas. ovários. Em dor pélvica. tanto no diagnóstico como na terapêutica de diversas doenças em praticamente todas as especialidades clínicas. porém as tubas uterinas não são visualizadas ao exame.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A tomografia computadorizada é útil na localização de abscessos intraperitoneais e nos casos de doenças musculares e neurológicas. especialmente com transdutor vaginal. como tubas uterinas.A ultra-sonografia pélvica é exame essencial para a completa avaliação ginecológica. Além disso. é possível se visualizar o embrião com batimentos cardíacos fora do útero. assim como praticamente todos os órgãos doentes que necessitem ser extirpados ou reparados. o que elimina as terapêuticas empíricas. apêndice e alças intestinais. o equipamento de vídeo permite a precisa documentação do procedimento. nos casos de prenhez ectópica ainda íntegra. A laparoscopia tem papel inquestionável nos dias atuais em diversos aspectos da abordagem médica. Exames como urografia excretora. Este papel da laparoscopia tem extrema validade. investindo. pois permite que se identifique de forma correta o real motivo do quadro clínico apresentado pela paciente. A ressonância nuclear magnética pode complementar a avaliação.

Na presença de hemorragia e/ou abscesso intraperitoneal. estando envolvida indicação clínica e cirúrgica. com as correções anatômicas necessárias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor pélvica é específico para cada situação abordada. antiinflamatórios não-hormonais ou derivados de opióides.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os casos de infecção genital. torção de cisto anexial ou mioma. clinicamente. urinária e intestinal devem ser tratados com antibioticoterapia e. Copyright © 2001 IDS . a paciente pode apresentar melhora da dor com analgésicos. o tratamento é cirúrgico. apendicite e alguns quadros de obstrução intestinal. conforme a gravidade do caso.

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M. Rio de Janeiro. Revinter.S. 1a ed. Endometriose: uma visão contemporânea.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. Copyright © 2001 IDS . 2000.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia ABRÃO.

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a estenose de uretra. (2) toque retal: características prostáticas (volume. Quando o PSA se localiza entre 4 e 10ng/ml. A avaliação dos sintomas deve incluir: (1) história clínica: presença de sintomas obstrutivos ou irritativos. Quando esta relação for menor que 0. e sua natureza e duração. estratificação do PSA por idade. apesar de existirem várias opções para sensibilizá-lo. dosagem de creatinina e do antígeno prostático específico (prostatic-specific antigen. (3) exames de urina. . sendo que 25% dos pacientes com Hiperplasia prostática benigna apresentam PSA>4ng/ml. o câncer prostático. as prostatites. pelo menos 20% dos pacientes com câncer prostático apresentam PSA dentro do limite da normalidade (entre 0 e 4ng/ml). tônus esfincteriano.18 há maior chance de se identificar câncer de próstata. a esclerose do colo vesical. Na suspeita de câncer prostático. ou PSA em inglês). avaliação do histórico sexual. limites. reflexo bulbo cavernoso. as cistites e as disfunções neurogênicas da bexiga. Por outro lado. uso de medicações. sensibilidade. velocidade. quer pelo toque retal suspeito. como a hiperplasia prostática benigna. irregularidades. mobilidade). tem-se dado ênfase à relação PSA livre/total. O PSA é marcador da presença de tecido prostático. quer pelo PSA suspeito (maior que 4ng/ml) pode estar indicada biopsia trans-retal de próstata para esclarecimento diagnóstico. antecedentes de cirurgias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Tenta-se hoje substituir o termo prostatismo por "sintomas do trato urinário inferior" a fim de frisar que são características comuns a diversas doenças. consistência. como densidade.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

que incluem morbidade. São medicações seguras e relativamente eficazes para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. infecções urinárias recorrentes. retenção urinária. terazozina(2-10 mg. O tratamento visa diminuir obstrução infravesical. insuficiência renal. O tratamento medicamentoso da hiperplasia prostática benigna inclui alfabloqueadores. Os principais alfa-bloqueadores são prazozina (1-5 mg. litíase vesical e hematúria. Esse tônus é mediado por receptores alfaadrenérgicos. falência do resultado. Os resultados do tratamento medicamentoso são clinicamente significativos e resultam em efeitos colaterais menores. além de representar alternativa terapêutica para pacientes sem condições cirúrgica. melhorar esvaziamento vesical. supressão androgênica. providenciar alívio sintomático. reverter insuficiência renal e prevenir futuros episódios de hematúria. necessidade de reoperação. A hiperplasia prostática benigna ocorreria em parte por obstrução causada por tônus muscular prostático. 2 vezes ao . 2 vezes ao dia). pelas limitações da prostatectomia. sendo a resposta clínica rápida e dose-dependente. litíase vesical e retenção urinária. infecção. efeitos clínicos incidência e efeitos do tratamento e morbidade relacionada. em parte. O entusiasmo pelo tratamento medicamentoso deve-se. Estudos clínicos de longo prazo mostram uma resposta durável acima de 42 meses.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento de qualquer doença depende de sua magnitude. inibidores da aromatase e extrato de plantas (fitoterapia). disfunção detrusora. esvaziamento vesical incompleto. Alfa bloqueadores. As conseqüências da hiperplasia prostática benigna não tratada incluem sintomas urinários baixos.

A Finasterida pode causar disfunção sexual. reduzindo o nível sérico do PSA em aproximadamente 50%. Alguns estudos relatam que a Serreno a aspens pode bloquear a 5 alfa-redutase. embora tenham surgido outras formas de terapêutica minimamente invasivas. alfluzosina (3-4 mg. Para as próstatas de maior dimensão. No caso do câncer de próstata.4 mg/ uma vez ao dia).dia). Supressão androgênica. A finasterida é um inibidor competitivo da enzima 5 alfa-redutase. É difícil saber a verdadeira eficácia destas medicações comparadas ao placebo. o tratamento dependerá do seu estadiamento. Copyright © 2001 IDS . Hipotensão postural é o principal efeito colateral dos alfa-bloqueadores.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna é a ressecção trans-uretral. sem alterar o valor do PSA.. tamsulodina (0. Fitoterapia é o uso de extrato de plantas para uso medicinal. realiza-se a prostatectomia via transvesical ou retro-púbica. A hiperplasia prostática benigna é consequência da ação da dihidrotestosterona . 2 vezes ao dia). doxazozina (4-8 mg/ uma vez ao dia).

Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O atendimento a sintomas urinários baixos no homem pode e deve ser realizado em unidades básica de saúde. baseada em história e exame físico. porém com hipótese diagnóstica prévia bem-determinada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A referência a um serviço de urologia deve ocorrer sempre que possível.

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J Urol 1972. Mc Neal JE: The prostate and prostatic urethra: a morfologic synthesis.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Walsh PC et al. 7th ed. 1998. 107:1008-1016.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Campbell's Urology. Copyright © 2001 IDS .

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a avaliação clínica e o exame das cavidades nasal e oral são fundamentais para uma conduta terapêutica adequada. antecedentes pessoais e familiares. Na grande maioria dos casos. A rinoscopia anterior permite especificar melhor o ponto hemorrágico na fossa nasal. Copyright © 2001 IDS . não são necessários exames complementares. início da hemorragia. quantidade aproximada de sangue perdido e tratamentos realizados são dados importantes na anamnese.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . epistaxes precedentes. Idade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um doente com hemorragia nasal.

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Existem também sondas (balões) de borracha infláveis que. de trás para frente. são infladas com ar. apertando-se com o dedo a asa nasal contra o septo por alguns minutos. Estes balões devem ser desinflados a cada 24 horas para não causar necrose local.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Localizado o ponto sangrante pela rinoscopia. ou na presença de sangramento difuso. Na falta de balões especiais . na fossa nasal. A manobra fica mais eficiente se usarmos um algodão embebido em substância hemostática ou vasoconstritora dentro da fossa nasal. ácido tricloroacético. até a narina preenchendo toda a fossa nasal sob pressão. utiliza-se o tamponamento anterior. Pode-se usar também eletrocoagulação (unipolar ou bipolar). O tamponamento anterior deve ser removido em 48 ou 72 horas. quando é uma hemorragia de uma arteríola anterior. Introduz-se. pode ser feita uma hemostasia local por compressão digital. como esponja cirúrgica absorvível ou hemostáticos cirúrgicos absorvíveis. de localização posterior. Cauterização: a hemostasia local pode ser realizada por cauterização do ponto sangrante com utilização de nitrato de prata (pérola ou solução a 80%). uma mecha de gaze embebida em substância hemostática. após prévia anestesia tópica. furacinada ou vaselinada. ácido crômico ou com galvanocautério após anestesia tópica com lidocaína. após colocadas na fossa nasal. Tamponamento anterior: quando a hemorragia é mais intensa. Pode-se usar também tampões reabsorvíveis. ou quando os métodos anteriores não deram resultados satisfatórios. realizando-se pressão difusa sobre a mucosa nasal.

É realizado com um "bolo" de compressas de gaze. número 14 ou 16. quando não se consegue visualizar o ponto sangrante e quando o tamponamento anterior foi ineficaz. usada em sondagem vesical. O tampão é. tamponamento posterior: Deve ser realizado por quem tem prática ou treinamento para tal e é indicado quando o sangramento é intenso. deve-se utilizar antibioticoterapia sistêmica para prevenir infecções. pode ser improvisada a sonda de Foley. então. que. Em casos de tamponamento. Copyright © 2001 IDS . puxado pelo fio na fossa nasal e comprimido na região do cavum e nas coanas nasais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . amarradas com 2 fios de extremidades longas e passadas pela boca na rinofaringe e fossa nasal puxados por uma sonda de nelaton introduzida na fossa nasal até a faringe.para nariz.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Em casos de epistaxes rebeldes. pode-se fazer cauterização elétrica sob visão microscópica ou endoscópica sob anestesia geral. Outro recurso é a embolização seletiva dos ramos da carótida externa e interna. Ligaduras da artéria maxilar interna ou da esfenopalatina podem ser realizadas por especialistas. Copyright © 2001 IDS . responsáveis pela vascularização das fossas nasais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Atheneu. F. Bento. A.. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Miniti. O. R. Butugan.Otorrinolaringologia Clínica e Cirúrgica. Rio de Janeiro. . 1993.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde ..

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permite o exame de todo o colo e. a centros terciários. do íleo terminal. A endocopia digestiva alta pode. A colonoscopia. Os pacientes que necessitarem de investigação complementar deverão ser encaminhados a ambulatório especializado que tenha os recursos e se este não resolver. Outras abordagens diagnósticas. porém têm papel complementar no diagnóstico visando o planejamento do tratamento fora da urgência. As radiografias contrastadas do tubo proximal e distal perderam espaço nos episódios agudos. É o exame complementar de primeira escolha. que facilita o planejamento terapêutico. . as fontes de hemorragia podem ser mais facilmente identificadas. estômago e duodeno. além da palpação digital. Os métodos que mais se prestam a esta tarefa são os endoscópicos. às vezes. injetados sistemicamente. diagnosticar as patologias sangrantes do esôfago.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quando próximas da boca ou do ânus. A grande vantagem dos métodos endoscópicos é a possilidade do diagnóstico histopatológico. mais invasiva. quando a endoscopia falha. que podem ser feitas no ambulatório. inclui a retoscopia e a sigmoidoscopia. com grande precisão. só disponíveis em grandes centros. incluem a monitorização angiográfica ou cintilográfica do sangramento por meio de contrastes radiopacos e radiofármacos. O exame proctológico.

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São fatores preditores de mau prognóstico: choque hipovolêmico à entrada. O secundário é a eliminação da fonte de sangramento. Compete ao médico de família repor a volemia e providenciar transferência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O objetivo primário do tratamento é a hemostasia. a primeira providência é a restauração da volemia por meio da infusão rápida de soluções ressuscitadoras ou de sangue. A hemostasia endoscópica para os casos em que o sangramento persiste ativo ou intermitente é eficiente e apenas poucos pacientes serão levados à mesa de cirurgia para operações de emergência. Os cânceres gástricos raramente sangram copiosamente. As úlceras pépticas hemorrágicas param espontaneamente de sangrar em 80% das vezes. que deve ser instalada sem demora à entrada. mais de 65 anos e necessidade de transfusões repetidas. . No entanto. no atendimento de emergência. Obtida a hemostasia por via endoscópica. apenas com medidas de suporte. a endoscopia pode se acompanhar da injeção de substâncias esclerosantes visando a hemostasia. o que impedirá o reaparecimento da úlcera. Devem ser rapidamente encaminhados a grandes centros para investigação. A cirurgia é o melhor tratamento. Nas varizes de esôfago. o tratamento posterior deve incluir o tratamento da úlcera e a erradicação da bactéria Helicobacter pylori. nos casos de hemorragia digestiva alta ou de graves enterorragias. por meio de cateterização venosa. Pode-se assumir que metade destes pacientes terá complicações graves e 1/5 a 3/4 desta metade falecerão.

Entre as poucas patologias orificiais que provocam sangramento expressivo. em que se ressecam os mamilos hemorridários. De qualquer modo. o tratamento radioterápico é medida que pode ser aplicada com bastante eficiência hemostática. com os métodos endoscópicos para detecção de lesões associadas (câncer). frutas e e cereais fibrosos. das parasitoses e das colites específicas resolve-se com tratamento medicamentoso. incluindo seguimento a longo prazo. antes de aplicar estes métodos. é imperiosa a localização da área do sangramento para a indicação de cirurgia. a mais comum é a doença hemorroidária. com o objetivo de evitar a obstipação intestinal. Antes da indicação de qualquer tratamento local da hemorróida. é fundamental orientar o paciente sobre mudanças do hábito dietético. As colites inespecíficas são de curso crônico.Se a extirpação cirúrgica não for indicada devido à disseminação da doença. que é facilmente tratada por procedimentos que incluem a ablação por métodos físicos. o sangramento retal pode provir de uma lesão do reto ou do cólon de origem neoplásica. é fundamental identificar que o sangramento pregresso originou-se desta condição. com aumento da ingestão de verduras. implicando encaminhamento do paciente para centros terciários. pois. As lesões neoplásicas do intestino grosso têm indicação cirúrgica. a crioterapia e a ligadura elástica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Esses pacientes devem fazer acompanhamento em hospitais terciários. A enterorragia proveniente da doença diverticular dos cólons e da angiodisplasia pode ser tratada com medidas de suporte. químicos. As perdas hemáticas no jejuno são mais raras e de diagnóstico e tratamento mais complicado. Copyright © 2001 IDS . como a fulguração. coincidentemente com as hemorroídas. como a injeção de agentes esclerosantes e cirúrgicos. No sangramento incontrolável. A maioria das disenterias.

cabe a ele atender em emergência.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Alguns pacientes com doenças mais complexas precisarão de seguimento em ambulatório especializado. Outras.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Algumas das causas de hemorragia digestiva cabem ao médico de família tratar. Copyright © 2001 IDS . Cabe ao médico tratar hemorróidas. Também cabe a ele identificar os pacientes de risco. verminoses que causem sangramento crônico e úlceras com erradicação do H. encaminhar para centros terciários que disponham de métodos diagnósticos. pylori. com reposição volêmica e. encaminhando para investigação antes que se instale uma situação de emergência (paciente com varizes de esôfago pode fazer tratamento escleroterápico sem que haja sangramento).

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1997 Copyright © 2001 IDS . São Paulo. 1990 Mincis Moysés. A. Gastroenterologia & Hepatologia Diagnóstico e Tratamento. São Paulo. (ed.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gastroenterologia clínica. SP. Lemos Editorial.A.). Laudanna. Livraria Editora Santos.

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. Campinas: Ipsis. R. . Kara-José.L. Copyright © 2001 IDS . Bussiki. Oliveira. Alves. N. V.S.N. 5ª Edição.N.S.R."Manual da Boa Visão".M.C. Kara-José.. Brasília... 2001. Manual da Boa Visão do Escolar. Kara-José.L.. Kara-José.E."Auxiliar de Oftalmologia"(Série Oftalmologia USP).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Arieta. Arieta. R. Ministério da Educação. São Paulo: Vozes. A. .E.C. N.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Oliveira. 1996. M.."O Olho e a Visão"(O que fazer pela saúde ocular das nossas crianças). 2000. C.P. C.L.. 1998. São Paulo: Roca. Delgado.

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localizada na frente da íris. Seria comparável à lente da máquina fotográfica.dilatação da pupila. de 17 a 19 graus. transparente. flexível (capaz de modificar sua forma). que se localiza atrás da íris.5 mm de espessura.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ANATOMIA DO OLHO entendendo como nós enxergamos Ao imaginarmos o olho como uma máquina fotográfica: Córnea: é uma membrana transparente com 0. Função camparável ao diafragma de uma máquina fotográfica. Retina: camada fina. Cristalino: lente biconvexa. ambiente com pouca luz . localizada na porção interna do olho. vascular. Íris: disco colorido com um orifício central (Pupila). O cristalino tem capacidade de convergência. Sua função é focalizar os raios de luz na retina. onde se encontram as células . Sua função é controlar a quantidade de luz que entra no olho: ambiente com muita luz contração da pupila. Tem como principal função permitir a entrada de raios de luz no olho.

a lágrima passa pelos canalículos. transformando-se em ondas elétricas. sob pena de ter seu potencial prejudicado. Músculos: cada olho possui 6 músculos. atravessam a córnea. cristalino e vítreo. os cílios e as pálpebras são considerados protetores do globo ocular. para atingirem a retina. Conjuntiva é uma película vascular. o que ocorre durante o movimento de piscar. Como enxergamos: Os raios de luz. até a córnea (excluindo-a). fabrica a maior parte da lágrima que irriga o olho. localizada próximo à sobrancelha no lado temporal. Humor Vítreo é uma substância viscosa e transparente. atingem o córtex occipital e propiciam a formação da imagem visual. parte desce para o nariz e parte é absorvida pela conjuntiva. Caso ocorra uma perda desse paralelismo ocular. A capacidade de interpretação de imagem precisa ser totalmente desenvolvida já nos primeiros anos de vida. esses raios são absorvidos pelos cones e bastonetes. o paciente apresenta estrabismo ("vesguice"). que. Aparelho lacrimal: a glândula lacrimal.foto-receptoras (Cones: responsáveis pela visão central e de cores. Impedem que partículas e poeira caiam dentro do olho. Esclera é a parte branca do olho. é drenada para o saco lacrimal e. A região da retina responsável pela visão central é a Mácula. Sua principal função é a nutrição da córnea e cristalino. Também recobre a parte interna das pálpebras inferiores e superiores. A interpretação da visão pelo cérebro se faz por comparação com imagens previamente armazenadas. o mesmo processo ocorre com toda medicação colocada no olho. Possui várias glândulas. pupila. As pálpebras também têm como função a distribuição da lágrima e varredura de corpos estranhos. que possibilitam sua movimentação para todos os lados. a lágrima é escoada pelos pontos lacrimais situados na porção interna das pálpebras. que preenche o espaço entre a córnea e a íris. qualquer diminuição da transparência das estruturas a serem atravessadas pela luz ou formação de imagens fora da retina podem ocasionar deficiência visual irreversível. semelhante a uma gelatina que preenche a porção entre o cristalino e a retina. onde se localizam os cones. Humor Aquoso é um líquido transparente. Na retina. Anexos: as sobrancelhas. que recobre a esclera da porção visível do olho. além de regular a pressão interna do olho. Existe uma sincronia nos músculos dos dois olhos para que permaneçam mirando na mesma direção. humor aquoso. Daí a necessidade de a retina e o cérebro receberem estímulos visuais nítidos desde o nascimento. para o nariz e garganta. Sua função é transformar os estímulos luminosos em estímulos nervosos. cujas secreções fazem parte da lágrima. . de lá. Possui poucos vasos e sua função é de proteção ocular. Nos primeiros anos de vida. Continuando seu trajeto. e Bastonetes: responsáveis pela visão periférica e noturna). Após lubrificar e colaborar na captação de oxigênio para a córnea. O desenvolvimento perfeito da visão de profundidade (estereopsia) somente ocorre quando os 2 olhos têm boa visão e sua fixação para o mesmo ponto no espaço. Parte da lágrima é evaporada. através do nervo óptico.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MEDIDA DA ACUIDADE VISUAL Acuidade Visual (AV) é a capacidade do olho de identificar detalhes. utilizando a letra "E" (escala de sinais de Snellen). pedindo-se ao examinado que mostre com a mão ou verbalize para que lado o sinal apontado está direcionado. de perceber a forma e o contorno dos objetos. ou seja. A acuidade visual pode ser medida com a aplicação de teste simples. Escala de sinais de Snellen . Fig.

também realizado com o uso de cartelas com letras ou números. O teste da acuidade visual pode ser. deve ser encaminhado para exame com o oftalmologista. 6) Quem tiver óculos. Sempre teste um olho de cada vez.7 com cada olho separadamente.ou tenha uma diferença de 2 ou mais linhas entre os 2 olhos. 4) Um ajudante apontará as figuras da tabela. Este é um importante teste. 5) Mostre 5 figuras de cada linha da tabela. mas não substitui o exame oftalmológico.TESTE DA VISÃO 1) Primeiro explique o teste e faça um pequeno treino. 3) Tampe um dos olhos com um tampão que pode ser feito de cartolina ou papel grosso. 7) Caso o examinado não consiga acertar a direção de pelo menos 3 figuras da linha 0. .0. começando pela linha 0. Lembre-se que a sala deve estar bem iluminada. 2) Para cima Para baixo Para os lados 2) Fixe a tabela na parede a uma distância de 5 metros e na altura dos olhos da criança. colocando o dedo ou a caneta a aproximadamente 1cm abaixo de cada figura.7 e descendo até chegar a linha 1. deve usá-los durante o teste.

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4) Presbiopia: também chamado de "vista cansada" (pois costuma ocorrer por volta dos 40 anos de idade). Os hipermétropes têm dificuldade em enxergar de perto e necessitam de um esforço para acomodar a imagem na retina. e a imagem formase num ponto anterior à retina. necessitando-se de óculos para ler. . Por isso. 3) Astigmatismo: quando a córnea não é esférica. ardor e hiperemia (olho vermelho). lentes divergentes (que empurram a imagem para trás). Para compensar esse erro de refração. a imagem se forma atrás da retina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ERROS DE REFRAÇÃO 1) Hipermetropia: o olho é menor do que o normal (distância ântero-posterior) e. Usam-se. o indivíduo tende a franzir a testa. o foco para perto passa a ficar cada vez mais distante. principalmente. assim. podem apresentar sintomas de astenopia: cefaléia (dor de cabeça). A correção é feita com lentes convergentes (que trazem a imagem para a frente). À essa condição dá-se o nome de astigmatismo e sua correção é feita com lentes cilíndricas. é a perda gradual do poder de acomodação do cristalino. nesses casos. aos esforços visuais para perto. o que pode desencadear cefaléia frontal. A dificuldade é a de visualização nítida à distância. formando uma imagem distorcida na retina. sensação de peso nos olhos. sua curvatura difere de um ponto para o outro. 2) Miopia: o olho é maior que o necessário (distância ântero-posterior).

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principalmente se estão escrevendo. pintando ou brincando com objetos próximos dos olhos. por meio da observação do desempenho visual e/ou da aplicação de teste simples. ardor ocular e olhos vermelhos aos esforços visuais para perto e para longe. a detecção ou suspeita das dificuldades do escolar. Esses problemas podem não ser reconhecidos em tempo. Miopia: as crianças portadoras de miopia que não usam óculos normalmente são mais tímidas. caso não haja um programa de educação em saúde ocular que permita. porque têm dores de cabeça. lendo. dando preferência a brincadeiras ao ar livre. o estrabismo é uma doença que acomete cerca de . tonturas e cansaço visual.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PROBLEMAS DE VISÃO NO ESCOLAR Cerca de 15% das crianças do ensino fundamental apresentam algum tipo de problema visual. Astigmatismo: as crianças com astigmatismo que não usam óculos podem apresentar dores de cabeça. já que não têm boa visão para longe. A) erros de refração no escolar (Vide item III) Hipermetropia: geralmente as crianças hipermétropes que não usam óculos são mais dispersivas. B) estrabismo e ambliopia Popularmente chamado de "olho torto". preferindo atividades próximas das mãos do que ao ar livre e à distância.

a suspeita de estrabismo em uma criança é considerada de urgência e deve ser feito exame ocular o mais rápido possível. tornando-a pontuda e irregular. Ou seja. quando não tratado. situação em que o olho fixador se alterna. Quando observamos um objeto à distância. Sua evolução provoca astigmatismo de graus elevados. os olhos devem convergir e. a hipermetropia ou miopia. não há praticamente recuperação da visão. o músculo que puxa o olho desviado vai ficando hipertrofiado e o seu antagonista. pode levar a ambliopia. traumatismo. O tratamento para a ambliopia é a oclusão do olho bom. Para evitar a diplopia. O melhor tratamento para o estrabismo é o preventivo: pais estrábicos. divergente . igualmente. forçando o olho preguiçoso a enxergar.olho virado para dentro-. associa-se o uso de óculos e. Como a acuidade visual se desenvolve até aproximadamente os 7 anos de idade e. O olho desviado pode ser sempre o mesmo (estrabismo monocular) ou ser alternante.desvio na vertical. levando a visão dupla. Finalmente. se um dos olhos estiver desviado. em alguns casos. Na ambliopia (olho preguiçoso). além do transtorno estético. · A maioria dos casos tem origem genética. diabetes etc). Qualquer alteração nesse sincronismo caracteriza um estrabismo. catarata. O estrabismo pode ser congênito (estar presente ao nascimento ou surgir nos primeiros meses de vida) ou adquirido (associado a fraqueza muscular. um dos olhos já era ou fica com menor visão após o desvio dos olhos. o desvio do olho interrompe e faz regredir os reflexos corticais que ajudam a manter os olhos em posição paralela.2% da população mundial.olho virado para fora-. O aparecimento de estrabismo pode estar ligado a problemas neurológicos ou tumores intraoculares. quando olhamos para perto. . focar o mesmo ponto. Ainda como conseqüência danosa do estrabismo. Classificamos o estrabismo em convergente . Em geral. o que acarreta interrupção do aprimoramento de sua capacidade visual. depois. hipotrofiado. recorre-se à cirurgia o posicionamento correto dos olhos. com alta hipermetropia ou miopia devem levar os filhos o quanto antes ao oftalmologista. Estrabismo é perda no paralelismo dos olhos. ou vertical . que ocorre em cerca de 25% dos casos de estrabismo. Também pode ser causado por anisotropia. os olhos devem se posicionar paralelamente para que o cérebro consiga fundir numa só as imagens que cada olho envia e. C) ceratocone · É uma alteração que leva a distensão da córnea. o estrabismo. o cérebro receberá imagens diferentes e não conseguirá fundi-las numa só. Assim. o cérebro suprime a imagem do olho desviado.

Atualmente o tempo de espera na fila para receber uma córnea é pequeno. Ele pode estacionar em qualquer de seus estágios de desenvolvimento. as alterações do ceratocone começam a se manifestar por volta dos 12 anos de idade.· Em geral. recomenda-se o transplante de córnea. Se mesmo com as lentes de contato.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nem mesmo o uso de lentes de contato. Quando há indicação do uso de lentes de contato. troca freqüente das lentes dos óculos. Copyright © 2001 IDS . a visão não for satisfatória. feixes de luz que se tornam deslumbrantes (difração da luz) e diminuição da visão. · Primeiramente prescrevem-se óculos. · Apenas 10 a 15% dos ceratocones acabam necessitando de transplante. · Não existe nenhum medicamento que estacione a evolução do ceratocone. e nem sempre progridem. Caso a visão esteja muito ruim de óculos atrapalhando as atividades diárias. · Os sintomas mais comuns são: visão embaçada. recorre-se à lentes de contato. é importante um controle médico para evitar complicações como lesões corneanas ou mesmo indução ao aumento do cone. aumento do astigmatismo (distorção das imagens).

não forneça à criança brinquedos que tenham pontas(facas ou tesouras). à queda da pálpebra. como o ceratocone.cuidado com as plantas venenosas e pontiagudas.a panela no fogão deve ter cabo virado para dentro. Criança no banco de trás do carro precisa usar cinto de segurança? Sim. quando repetitivo. olho vermelho e lacrimejamento. . Coçar os olhos pode facilitar infecção e desencadear doenças oculares. Como deixar a casa mais segura para os olhos da criança? Alguns acidentes oculares em crianças são evitáveis. .cuidado com cigarros na boca dos adultos quando estes pegarem as crianças no colo. o ato pode levar à diminuição da visão. . bastando para isso tomar alguns cuidados: . Mais perigoso ainda é a criança ficar sem cinto e no vão entre os dois bancos da frente. o que impede que a criança a puxe e derrube líquido quente no corpo. A criança que coça os olhos com freqüência deve ser encaminhada ao oftalmologista para avaliação. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CUIDADOS COM OS OLHOS Coçar os olhos faz mal? Sim. .mantenha fora do alcance das crianças os produtos de limpeza. coçar os olhos é prejudicial e. sempre! É comum ver crianças no banco traseiro do carro sem cinto de segurança.

a desvantagem é provocar embaçamento visual por alguns minutos. E nunca se deve levar o bebê sentado no colo. . . Como usar colírios e pomadas oftálmicas? Colírios Como usar: instilar uma gota em cada olho. O que fazer caso entre um cisco no olho? Se o cisco estiver na parte transparente (córnea). além de prender a armação atrás da orelha.Isso é muito perigoso. Depois. o paciente deve usar lentes de óculos acrílicas ou de policarbonato. Quando da exposição ao sol. também necessitam de cadeiras especiais. evitando assim o contato e a contaminação com a superfície de apoio. . ardência após essas atividades.Somente usar colírios prescritos por médico. pode ser retirado com um cotonete ou ponta de lenço limpo. praia. Cuidados . irritação. . sem encostar a ponta da pomada nos cílios.Evitar encostar o bico do colírio nos cílios. devendo-se usar óculos escuros (com proteção para ultra-violeta) e boné de proteção. pois. Pedir para fechar os olhos e permanecer assim por aproximadamente 2 minutos. exposição ao vento e sol? Caso ocorra olho vermelho. Crianças menores. dar um intervalo de 15 minutos entre um e outro. .Cuidado com a data validade do produto.Colírio aberto por mais de um mês deve ser desprezado. os olhos recebem muita radiação ultra-violeta. não se deve mexer! Porém. Pomadas oftalmológicas: sua vantagem é permanecer mais tempo em contato com os olhos (maior ação). .Não colocar a boca da tampa do colírio virada para baixo. faça compressas com um pano limpo ou algodão embebido em água fria sobre as pálpebras fechadas.Caso seja necessário o uso de 2 colírios. numa batida ou freada. se estiver na parte interna da pálpebra inferior ou superior ou sobre a parte branca (conjuntiva e esclera). limpar o que escorreu pela face (sem esfregar os olhos). puxando levemente a pálpebra inferior. O que fazer em caso de irritação após piscina. a criança é arremessada para a frente. Pode-se brincar e jogar futebol de óculos? Se precisar de óculos nessas atividades. Como usar: colocar um a dois centímetros de pomada na parte interna da pálpebra inferior. além de sentarem no banco de trás. até mesmo os colírios ditos "água com açúcar" podem acarretar danos para os olhos.

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nos dois olhos e necessita de tratamento cirúrgico imediato. Lembrete: a ocorrência. Sinais nos olhos do recém-nascido que podem indicar alteração ocular . devemos pensar em conjuntivite bacteriana e. toxoplasmose. a causa mais comum é a conjuntivite gonocócica. Quando ocorre no primeiro dia de vida. Quando a conjuntivite ocorre do terceiro ao quarto dia de vida. dificuldade de fixar a luz e objetos. olhos grandes. perfuração ocular e cegueira. geralmente. Quando é bilateral e bem desenvolvida. Ocorre. podendo levar a úlcera de córnea. mais tardiamente. em conjuntivite viral. o tratamento cirúrgico precisa ser imediato. Se aparece do segundo ao terceiro dia de vida. catarata congênita: caracterizado por pupila embranquecida. É mais perigosa que a conjuntivite do adulto. quando ocorre após 5 dias de vida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DOENÇAS OCULARES COMUNS NO RECÉM-NASCIDO conjuntivite: a conjuntivite neonatal é aquela que ocorre nas primeiras quatro semanas de vida. sífilis e tabagismo pode comprometer a visão da criança. com sinais clínicos de inchaço e vermelhidão nas pálpebras e conjuntivas e/ou presença de secreção purulenta. de doenças como a rubéola. na gestante. Geralmente. É considerada caso de caráter urgentíssimo. que é muito grave. pois pode levar à cegueira. é bilateral e apresenta secreção purulenta abundante e grande edema nas pálpebras. devemos pensar em conjuntivite química (tóxica) por nitrato de prata (método de Credé). glaucoma congênito: caracterizado por lacrimejamento. fotofobia e.

. .Vermelhidão. (fotofobia) . .Edema palpebral.Deve-se estar atento para: . estrábicos).Olhos tortos (vesgos. .Secreção.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Olhos esbranquiçados . .Pupila (menina dos olhos) branca.Lacrimejamento constante. Copyright © 2001 IDS .Olhos grandes que fogem da luz.

que ocorre naturalmente com a idade. visão dupla distorcida. retira-se a parte interna do cristalino e coloca-se no seu lugar uma lente (lente intra-ocular). O cristalino é uma lente transparente e biconvexa. existe também a catarata nos recém-nascidos (catarata congênita). por diabetes ou medicamentos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CATARATA Catarata é a opacificação (diminuição da transparência) do cristalino. Essa cirurgia tem alto grau de sucesso e os necessitados devem ser encorajados a realizá-la. é um processo relacionado com o envelhecimento do órgão (cristalino). Atualmente. Se compararmos o cristalino a um ovo. A catarata no idoso pode ocorrer devido à exposição prolongada aos raios ultravioleta. Tratamento: não existe tratamento com medicação. podemos dizer que o cristalino possui casca (cápsula envoltória).catarata cortical anterior e posterior (na clara do ovo). clara (córtex) e gema (núcleo). além de mudanças freqüentes de grau dos óculos e aumento da sensibilidade à luz. a catarata pode ocorrer em qualquer parte da lente:. que ajuda a focalizar os raios de luz na retina.-catarata nuclear (na gema do ovo). a visão pode é afetada mais rapidamente. . medicamentos ou decorrentes de inflamações. Quando a catarata acomete a cápsula posterior ou anterior (na casca) da lente. Além da catarata senil. Quando a catarata atrapalha muito a visão. Assim. mas. está indicada a cirurgia. normalmente. a adquirida através de trauma. Os sintomas mais comuns da catarata são: visão borrada (como se enxergasse através de um vidro molhado).

O Sistema Único de Saúde (SUS) tem um projeto que facilita o acesso a esta cirurgia em todos os estados do Brasil. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

foram descobertos vários fármacos para tratamento do glaucoma. meça regularmente a pressão ocular. Em alguns casos. Para detectar o portador de glaucoma.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo GLAUCOMA Glaucoma é o aumento da pressão intra-ocular provocando alterações na retina e campo visual. consta do estudo do nervo óptico. é hereditário. além do exame ocular comum. Nos últimos anos. . geralmente. O glaucoma. A maioria dos aumentos de pressão provoca sinais e sintomas somente em fase avançada. medida da pressão intra-ocular e exame do campo visual. O tratamento é preferencial clínico e somente quando este se torna ineficiente é que está indicado o tratamento cirúrgico. O exame do paciente com glaucoma. Sua ocorrência é de 2% na população com mais de 50 anos e de 10% nos que têm glaucoma na família. pode-se indicar cirurgia precocemente quando o paciente é incapaz de seguir corretamente o tratamento. quando já ocorreu grande perda do campo visual (perda irreversível). Glaucoma agudo (vega capítulo: síndrome do olho vermelho).

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Acarreta baixa acuidade visual central. geralmente. dificultando principalmente a leitura. após os 60 anos de idade e afeta a área central da retina (mácula). Ocorre.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DEGENERAÇÃO SENIL DE MÁCULA (DSM) A degeneração senil da mácula. considera-se como fator de risco para degeneração senil da mácula a falta de proteção ocular quando da exposição ao sol durante um longo período. Recomenda-se o uso de óculos escuros em toda exposição prolongada aos raios ultravioleta. mancha escura no ponto central de fixação. Quando a visão está muito prejudicada. Diagnóstico: é feito pelos sintomas (distorção das imagens. que se degenera. além de uso de lentes de óculos coloridas e cuidados com iluminação. Tratamento: quando existe saída de liquido dos vasos sanguíneos pode estar indicado tratamento com raio laser. Hoje. . visão melhor na periferia do que no centro do campo visual) e exame de fundo de olho. pode-se usar lentes de aumento ou telescópicas.

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formando buracos ou rasgos. Os descolamentos de retina geralmente necessitam de cirurgia corretiva. outros necessitam ser tratados com raio laser ou congelação. Tratamento: Muitos buracos não precisam ser tratados. O diagnóstico é feito pelo exame do fundo de olho. moscas volantes ou aparecimento de mancha no campo de visão. Os sinais de perigo de descolamento de retina são a visão de flashes de luz.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DESLOCAMENTOS E BURACOS DE RETINA O humor vítreo pode repuxar a retina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Quando o humor vítreo penetra nesses buracos. Copyright © 2001 IDS . ocorre um descolamento da retina.

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10 anos após o início da doença. Copyright © 2001 IDS . O controle do diabetes pode retardar o início e evolução da retinopatia. O tratamento da retinopatia diabética pode ser realizado através da fotocoagulação com raio laser nos casos mais avançados de hemorragia no vítreo com cirurgia. A duração do diabetes é o principal fator determinante do aparecimento da retinopatia. em geral. que ocorre.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo RETINOPATIA DIABÉTICA É a principal causa de cegueira na idade adulta.

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"o braço vai ficando curto"). aproximando o material de um foco de luz. que é necessário afastar os objetos para ver melhor (popularmente. A partir dessa idade. dá "para ler". No começo. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PRESBLIOPIA OU "VISTA CANSADA" A partir dos 40 anos de idade. A correção é feita com uso de óculos (para perto). a capacidade de acomodação diminui a tal ponto. é importante fazer exame oftalmológico preventivo.

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1% dos pacientes que procuram um prontosocorro geral) enfatiza a importância do primeiro atendimento. a importância da educação para prevenção de acidentes oculares e o reconhecimento de sinais de perigo nas situações em que o olho necessita de cuidados imediatos. dor ocular intensa. A freqüência das urgências oftalmológicas (6. Destaca-se. sinais e sintomas de urgências verdadeiras (merecedoras de exame imediato): (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) perda súbita ou borramento da visão (uni ou bilateral). devendo ser diagnosticadas e tratadas o mais rápido possível. nestes casos. alteração na cor dos objetos (diminuição da tonalidade). visão dupla (diplopia). flash de luz ou manchas no campo visual. as urgências oftalmológicas representam um perigo iminente de danos oculares. . que. é essencial para o prognóstico do caso. Assim. distorção de imagem. também.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS O globo ocular exige especial atenção por sua diferenciação funcional e por ser particularmente sensível a agressões. olho muito vermelho. às vezes irreversíveis. forte sensação de corpo estranho.

(17) cegueira noturna. Inverter a pálpebra superior e repita a manobra Só então: procurar ajuda em um pronto-socorro Observação: se houver disponibilidade pode-se substituir a água corrente por soro . (7) edema palpebral. Urgentes (tratadas em dias) · corpo estranho intra-ocular. · proptose súbita. · conjuntivite do recém-nascido. (13) pupilas desiguais (anisocoria). sinais e sintomas de urgências relativas: (1) borramento ou diminuição da visão de forma progressiva.(9) secreção ocular abundante principalmente em recém-nascidos. (8) dor à movimentação ocular. (5) olho discreta ou moderadamente vermelho há semanas. (14) cefaléia. · ceratite orbitária. flutuação da visão. queimadura química: orientação para o paciente Primeiro: lavar os olhos com água corrente por 20 minutos Após: molhar um cotonete na água e esfregar na parte interna da pálpebra inferior. · laceração palpebral. (4) lacrimejamento ou secura. condições oculares agudas emergências (devem ser tratadas em minutos) · oclusão de artéria central da retina · queimadura química muito urgentes (devem ser tratadas em horas) · perfuração ocular. (10) todo tipo de traumatismo e queimaduras oculares. · hifema. · tumor. (11) olho saltado (proptose). (16) moscas volantes. · endoftalmite. · lesão da órbita. · glaucoma agudo. (12) queda palpebral (ptose). (3) sensação de queimação ocular. · úlcera de córnea. (15) halos coloridos ao redor da luz. · estrabismo + ambliopia. com ou sem tremor sustentado). · descolamento da retina. (9) blefaroespasmo (contrações repetidas e fortes das pálpebras. (4) sensação leve de corpo estranho. (10) secreção ocular. · neurite óptica. · exoftalmo agudo. (2)coceira nos olhos ou pálpebras. (6) mancha vermelha na conjuntiva.

A lesão ocular é provocada pela força exercida contra o olho (trauma facial com objeto rombo). como faca tesoura. deve-se tomar muito cuidado com qualquer tentativa de abrir as pálpebras. prego etc. seus sinais são edema e equimose periocular. com objetos pontiagudos (faca e tesoura). Intra-oculares . localizados dentro do olho (na câmara anterior ou no vítreo). havendo um orifício de entrada e de saída (causada geralmente por objetos pontiagudos. desinfetantes. Esta fratura é chamada de "blow-out". Casos de ferimento com vidro (explosão de garrafa). 2. Ferimentos no limbo (margem corneana) tendem a ser selados por tecido uveal negro. com estilhaços de ferro. Um ferimento perfurante da córnea é associado à câmara anterior rasa ou ausente.Lesão orbitária causada por um forte impacto com objeto maior que 5cm de diâmetro (igual a uma bola de tênis). Penetrante .fisiológico. Como diagnosticar ou suspeitar de um olho perfurado pelo exame externo? A história do traumatismo pode fornecer informações importantes. enoftalmo.São geralmente pequenos e afilados. Lembrete: evite deixar ao alcance da criança produtos químicos. Qual é o nível de emergência de um olho perfurado em paciente politraumatizado ? Pacientes com comprometimento de suas funções vitais (risco de morte) devem receber cuidados imediatos de seus problemas vitais. traumatismos mecânicos Definições Contuso . anestesia da face inferior e diplopia. Nesses casos. . distorção pupilar ou prolapso da íris (às vezes.O globo ocular é empurrado contra as estruturas orbitárias que o envolvem. como água sanitária.). cal e cimento em pó. evitando que o globo seja esmagado contra as estruturas ósseas adjacentes. com pontas de vegetal (cana-de-açucar) etc. Fratura da órbita .Globo ocular é transfixado por um objeto. bolada etc. Os ossos da parede lateral e do assoalho da órbita são mais frágeis e cedem com o aumento da pressão intra-orbitária. após o qual a perfuração ocular deve ocupar um lugar de destaque nas prioridades. Suspeitar de corpo estranho intra-ocular. se a pessoa estiver usando martelo ou houver partículas de metal ou vidro em volta da lesão. levantam hipótese de ferimento perfurante. se as pálpebras do olho lesado estiverem murchas ou se houver sangue ou coágulos entre as bordas palpebrais. Deve-se suspeitar de perfuração ou penetração com perda de conteúdo ocular. havendo uma compressão no sentido ântero-posterior (soco. antes mesmo do tratamento de fraturas e suturas de outras lacerações.). A sutura do globo ocular deve ser feita antes da palpebral. Perguntas e Respostas 1. pigmentos da íris fora do olho).

prevenidos ou reparados. Pode lesar o segmento posterior: hemorragia supracoróidea. 4. a hemorragia poderá ser limpa e os problemas vitreorretinianos. a catarata traumática poderá ser removida. com esparadrapo. o olho estará estruturalmente desorganizado. se for muito intenso. para que sejam tomados os cuidados apropriados para não exercer pressão sobre o globo. rasgões na íris. Se o local do corte for central ou muito extenso. nesse momento. também. Se a lesão for profunda. além da perda da visão central.3. Se a lesão foi corneana. O que deve ser verificado antes da sutura de um ferimento palpebral traumático e por que é perigoso o médico não especializado limpar um olho traumatizado? Deve-se verificar a existência concomitante de uma perfuração ocular. haverá o risco de fechamento do ângulo de drenagem da câmara anterior com a evolução para um glaucoma intratável. O médico nãoespecialista pode não estar ciente do perigo de pressionar um olho perfurado ou pode não diagnosticar a existência de uma perfuração e pressionar o globo durante a limpeza. catarata ou deslocamento do cristalino. muita dor e reação inflamatória ocular. um copo plástico de café). dependendo da localização e da extensão da lesão. poderá atingir o cristalino. a íris poderá ser reparada. com formação de fibrose e tração retiniana. uma vez que olho aberto é uma porta de entrada para microorganismos que geram infecção ocular (com potencial para disseminação sangüínea ou septicemia. 6. principalmente se houver corpo estranho intraocular. Qual o primeiro cuidado a se tomar diante de um olho furado? Pode-se colocar uma proteção ao redor do olho lesado (como. ainda. Como a visão pode ser afetada no traumatismo contuso? O traumatismo contuso. fixar na órbita. Perfurações esclerais podem provocar buracos na retina com posterior descolamento desta ou. a fim de evitar que a vítima ou outra pessoa. romper vasos retinianos e causar hemorragia vítrea. hemorragia . causando hifema (hemorragia intra-ocular anterior devida a lesão de vasos da íris ou corpo ciliar. acarretando ruptura ou opacificação deste. o que acarreta danos oculares mais graves. pressione o globo. o paciente. Após a sutura do ferimento e a estabilização da reação inflamatória. Se a ferida não for suturada logo. As perfurações esclerais podem. descolamento da coróide. alterações no ângulo da câmara anterior causando glaucoma ou desencadeando uma resposta inflamatória (uveíte). devem ser introduzidos antibióticos de amplo espectro e o corte deve ser suturado com urgência. pode acarretar em ruptura do globo ou de suas estruturas internas. a acuidade visual finaldependerá de quais estruturas foram lesadas e em que extensão. tornando difícil até a abertura das pálpebras. 5. haverá opacificidade no local do corte. Contudo. intensa reação inflamatória na vítreo. podendo haver. terá outros defeitos no campo visual e poderá adquirir um astigmatismo induzido pela irregularidade da superfície corneana (principal estrutura refrativa do olho). por exemplo. O traumatismo pode lesar o segmento anterior. Como a visão pode ser afetada no ferimento perfurante penetrante? Na fase aguda. podendo até evoluir para o óbito).

descolando (dissecando) a retina por onde passar. muitas vezes. exercerá uma tração na chamada base vítrea. O frio é usado como vasoconstritor. Como suspeitar e agir na fratura da órbita? Suspeitar de fratura da órbita se houver equimose.vítrea. com compressão do globo no sentido ântero-posterior e distensão no sentido látero-lateral. normal. levando a diminuição do fluxo sangüíneo local e. para diminuir a possibilidade de infecção secundária e o tamanho da cicatriz corneana que é proporcional à área lesada. tomografia computadorizada e ressonância magnética. É muito utilizado nos casos de olho vermelho. consequentemente. aumentando o fluxo sanguíneo. Por esse rasgão. local de forte adesão vitreorretiniana. enfisema palpebral. Devem ser observados sinais de porta de entrada (hemorragia subconjuntival. 9. rasgando a retina nessa porção. com subseqüente estiramento látero-lateral do vítreo. não é possível localizar o corpo estranho. . na conjuntivite viral e no inchaço palpebral pós-cirúrgico. vazamento de líquido intra-ocular). A acuidade visual é. Uma aplicação muito comum é no hordéolo. ao exame clínico. edema da conjuntiva. leva à chegada de mais células inflamatórias para o local e acelera a remoção de substâncias indesejáveis. tracionando a retina na parede lateral). ecografia. Quais são as principais aplicações de calor e frio em oftalmologia? Do calor. tracionando e rasgando a retina. oclusão da artéria central da retina. Por que ocorre descolamento traumático da retina e quais são seus sinais precoces? Após um traumatismo contuso. melhorando a congestão e o inchaço. como se uma cortina tivesse sido colocada no campo de visão. 11. o próprio objeto perfurante pode rasgar a retina ou desencadear uma forte reação inflamatória intra-ocular. o paciente deve ser advertido para não assoar forte o nariz (sob risco de piorar seu quadro) e procurar imediata assistência médica especializada. No caso de perfuração. Os sinais precoces são o aparecimento súbito de flashes ou manchas e perda de campo visual. ruptura da coróide ou da esclera. que formará fibrose. é explorada a ação vasodilatadora. Deve ser removido o mais precocemente possível e com o mínimo de traumatismo. o que. Quais as principais complicações de um corpo estranho da córnea? Corpo estranho de córnea causa grande irritação associada ao ato de piscar. o vítreo que é inelástico. consequentemente. 7. Como se diagnostica um corpo estranho intra-ocular? A suspeita se inicia com uma história detalhada. 10. 8. anestesia infraorbitária e visão dupla. o fluido vítreo passará para o espaço sub-retiniano. podemos utilizar exames como o raio X. Quando. rasgões periféricos e descolamento da retina (devido a compressão ântero-posterior do globo. edema da mácula. Nesse caso. além de hiperemia e lacrimejamento.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · Óculos de proteção para quem trabalhar com solda. · Não deixar objetos pontiagudos ao alcance de crianças. · Usar o cinto de segurança nos véiculos. martelo e ambiente com partículas volantes. usar óculos de proteção. · Não coçar os olhos · Evitar olhar diretamente para o sol ou para eclipse solar.12. Copyright © 2001 IDS . · Na prática de esportes ou brincadeiras com objetos pontiagudos ou que arremessem partículas. produtos químicos. para evitar queimadura retiniana. Quais são as principais medidas preventivas contra o traumatismo ocular? · Óculos escuros no sol.

(3) glaucoma agudo (O aumento súbito da pressão intraocular gera grande edema de córnea. Dor: a córnea é muito inervada. que é francamente purulenta (amarelo forte). provocando borramento visual. qualquer lesão que rompa o epitélio. Assim. produz dor. (2) úveites anteriores (inflamações graves). pode haver embaçamento visual fugaz por acúmulo de . A conjuntiva é menos inervada que a córnea e a resposta à agressão geralmente provoca um desconforto anunciado com sensação de areia nos olhos. Nas úlceras de córnea. Se não for tratado rapidamente. quando estimulada (inflamação ou infecção). principalmente na sua área central. Acuidade visual: estará alterada sempre que houver diminuição da transparência da área central da córnea e do trajeto que a luz faz para chegar até a retina. Nas conjuntivites. que é a camada corneana mais superficial. Desta forma. em casos de conjuntivite bacteriana. ocorre o aparecimento de secreção quando a conjuntiva também está afetada. as doenças que causam olho vermelho e alteram mais comumente a visão são: (1) úlceras de córnea (se localizadas no centro da córnea). pode levar à cegueira e dano visual irreversível. produz secreção que será aquosa nos casos de irritação e nas infecções por adenovírus.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Aspectos importantes para o diagnóstico diferencial Secreção: A conjuntiva. e seus nervos têm terminações situadas superficialmente. mucosa nos casos de alterações crônicas e muco-purulenta (amarelada). Exceção é a conjuntivite gonocócica.

na maioria das vezes.o edema da íris diminui suas respostas à iluminação direta. unilaterais. Reflexo fotomotor A reação ao estímulo luminoso (reflexos fotomotores) poderá estar alterada nos casos de glaucoma agudo (ausente) e nos casos de uveíte (pequena ou nenhuma reação ao estímulo luminoso pela presença de aderências entre a íris e o cristalino). por isso. e a inflamação pode causar aderência da íris ao cristalino (sinéquia) com diminuição do tamanho e irregularidade da forma da pupila. Bilateralidade: aAs conjuntivites geralmente são bilaterais e os casos de glaucoma agudo. a vermelhidão ocorre ao redor da córnea (pericerática). nos casos de conjuntivite. a hiperemia será maior na direção das pálpebras e do canto nasal do olho (a vermelhidão aumenta ao nos afastarmos da córnea).Diagnóstico diferencial entre as causas mais comuns de olho vermelho conjuntivite aguda uveíte anterior aguda glaucoma agudo úlcera de córnea hemorragia subconjuntival Secreção Visão moderada a abundante conservada nenhuma nenhuma aquosa ou purulenta geralmente borrada nenhuma conservada discretamente intensamente borrada borrada Hiperemia difusa Córnea Pupila resposta pupilar à luz Pressão intraocular principalmente principalmente pericorneana localizada pericorneana pericorneana turvo midríase ausente área de opacificação normal normal ou diminuída normal normal normal normal transparente transparente normal normal miose diminuída normal normal elevada normal . Hiperemia: A vascularização da conjuntiva é realizada principalmente por vasos que vêm do fundo do saco conjuntival. QUADRO . uveíte anterior: (miose . As alterações da conjuntiva e da córnea não alteram a pupila. Pupila: haverá alteração da pupila no caso de glaucoma agudo (midríase). glaucoma agudo e uveítes anteriores). Já nas doenças das estruturas mais profundas do globo ocular (úlceras de córnea.lágrimas e secreção em frente à córnea). uveítes anteriores e úlceras de córnea são.

Uni/ Bilateral bilateral unilateral unilateral unilateral unilateral Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

banho e sabonete. nas bacterianas. lençol e fronha. Orientação para evitar contaminação de outras pessoas: . saunas ou ficar exposto ao sol. . pois. Trocar toalha e fronha todos os dias.evitar colocar as mãos nos olhos. . Não se deve usar colírio anestésico nem aqueles que contêm corticóides em sua composição. podem causar baixa de visão ou se tornar permanentes.lavar as mãos freqüentemente com água e sabão e.evitar ir à praia. depois. Nas virais.Não interromper por conta própria o uso do medicamento prescrito. abraçar ou apertar as mãos de outras pessoas. Úlcera de córnea: na suspeita de uma infecção corneana. enxaguar. . o tratamento é apenas de suporte: compressas frias de alívio. piscinas. . . se não tratadas. recomenda-se o uso de colírio antibiótico específico para o agente causador da conjuntivite. com duração em torno de 7 a 10 dias.separar toalhas de rosto.limpar a secreção ocular (ramelas) com água filtrada ou soro. . lavagem ocular com soro fisiológico ou água filtrada e. Algumas curam sem tratamento e outras. deve-se iniciar de imediato o . não coçar.evitar beijar.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento 1) Conjuntivite: as conjuntivites são geralmente autolimitadas. a conjuntivite pode voltar. se o tratamento não for completo.

Tratamento de suporte: (compressas frias) até reabsorção espontânea da hemorragia. colírios lubrificantes. Crônica: antialérgicos tópicos. Glaucoma agudo: exige tratamento de urgência por profissional especializado. B) Uso endovenoso de manitol para diminuir o volume do humor vítreo. A queixa principal é prurido seguido de hiperemia e. Após a saída da crise aguda. Alergia ocular: pode ser aguda ou crônica. inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida). Evitar coçar os olhos. Copyright © 2001 IDS . Se a pressão ocular não diminuir com colírios. com colírios antibióticos de amplo espectro. considerar a introdução de colírios hipotensores. como a pilocarpina 2%. O tratamento consiste no uso de: A) colírios para diminuir a produção do humor aquoso: betabloqueadores (timolol). pois o trauma da pálpebra contra a córnea pode desencadear várias complicações. adstringentes e antialérgicos. às vezes. pode ser realizada cirurgia (trabeculectomia). de acordo com a melhora. espaçar o tempo de uso. Geralmente é bilateral.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . colírios para fechar a pupila (mióticos). Deve-se monitorizar a pressão intraocular e. Uveíte anterior: o tratamento é com antiinflamatórios hormonais tópicos e colírios midriáticos para evitar adesão da íris ao cristalino. Começar com freqüência de hora em hora e. Se não houver resposta ao tratamento com colírios. estabilizadores de membrana de mastócitos e anti-histamínicos.tratamento. Aguda: compressas frias. dor e diminuição de acuidade visual. pode ser realizado tratamento cirúrgico. se esta aumentar. e colírios antiinflamatórios. deve ser realizado tratamento com laser: iridotomia para prevenir uma nova crise de glaucoma agudo. antiinflamatórios hormonais e não-hormonais.

Em caso de dúvida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O médico deve estar apto a reconhecer e diferenciar os principais diagnósticos do olho vermelho. deverá encaminhar para inter-consulta com oftalmologista. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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: Manual da Boa visão do Escolar. R.. São Paulo. Vozes. Terceira Edição. Kara-José. Copyright © 2001 IDS . : Auxiliar de Oftalmologia (Série Oftalmologia USP).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Alves. N: Arieta. 2000. Ministério da Educação. Petrópolis. MR. Oliveira. Asbury.E.L. Atheneu.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . T: Oftalmologia geral. RC. O que fazer pela saúde ocular de nossas crianças. 1990. D. Brasília. 2000 Oliveira. C. N: O olho e a visão. N. Kara-José.C. Kara-José. 1996 Vaughan. São Paulo: Roca.

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Diagnóstico Achados laboratoriais (exceto a pesquisa de leucócitos nas fezes, de fundamental importância para diferenciar diarréia inflamatória da não-inflamatória) são de pouca importância para detectar o agente etiológico e para distinguir entre os dois tipos de diarréia. A rotina hematológica e bioquímica sangüínea, na vigência de desidratação, pode evidenciar aumento da hemoglobina, dos glóbulos vermelhos e também da uréia. Quando ocorre maior depleção hídrica, observamos queda do bicarbonato no sangue venoso e do pH, ou seja, acidose metabólica, que pode ser evidenciada na gasometria arterial. O teste de pesquisa de leucócitos ou qualquer dos testes de pesquisa de sangue oculto são positivos em pacientes com diarréia inflamatória. Na amebíase intestinal, podemos encontrar um menor número de leucócitos fecais. A cultura de fezes deve ser realizada quando o paciente apresenta alguns destes itens: diarréia grave, febre acima de 38,5 ° C, sangue nas fezes, leucócitos nas fezes ou qualquer marcador de sangue oculto nas fezes, diarréia persistente que não tenha sido tratada com antibiótico anteriormente. Outro exame que deve ser realizado de rotina é a pesquisa de ovos e parasitas nas fezes, principalmente se a diarréia perdurar por mais de uma semana e o paciente não tiver sido tratado empiricamente com antiparasitários. Recentemente, testes de pesquisa de enzima e imunoensaio para Giardia e Cryptosporidium nas fezes ficaram mais acessíveis e são mais sensíveis que a técnica microscópica convencional. Exames endoscópicos deverão ser utilizados em casos especiais, quando os exames de fezes

e cultura não forem conclusivos. Os exames utilizados são retossigmoidoscopia, colonoscopia e endoscopia digestiva alta com aspirado de duodeno e biópsia. Na Figura 1, apresentamos um algoritmo para orientar na conduta diante de um paciente com diarréia aguda.

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Tratamento Os pacientes com diarréia aguda que necessitam ou procuram atendimento médico devem ser orientados para a reposição de água e eletrólitos além da alteração da dieta, mesmo porque a maioria dos pacientes com diarréia aguda só necessita desta conduta. Se o paciente não estiver desidratado, qualquer solução hidratante poderá ser utilizada, mas os pacientes com desidratação por diarréia secretora (por exemplo, cólera), pacientes idosos e imunodeprimidos devem receber uma terapia a base de solução contendo sódio entre 45 e 75 mEq/l. A formulação ideal de solução oral deve incluir: sódio 60-90 mEq/l, potássio 20mEq/l, cloreto 80mEq/l, citrato 30mEq/l e glicose 20g/l. A versão caseira desta formulação de solução para reidratação oral nos casos de diarréia mais grave corresponde à preparação de dois frascos separados que serão consumidos alternadamente. O primeiro contendo 230ml de suco de laranja ou outro suco de fruta (suprimento de potássio), ½ colher de chá de mel de abelha ou xarope de milho (Karo) e uma pitada de sal; o segundo frasco contendo 230ml de água fervida e resfriada mais 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio. Durante os episódios de diarréia aguda, a dieta deve ser estabelecida em duas etapas. A primeira, onde as fezes ainda apresentam-se líquidas, é constituída de dieta baseada em legumes cozidos, amidos/cereais com algum sal, bananas e sopas. Na segunda etapa, quando as fezes já estão mais formadas, pode haver um retorno à dieta normal, se não houver intolerância. Devemos ter em mente que o aporte calórico é importante, inclusive na reparação do enterócito. Quanto ao uso de leite e derivados, existe muita controvérsia se

haveria ou não intolerância ao leite durante os episódios de diarréia aguda. A nossa experiência demonstra que, em nosso meio, a intolerância clínica à lactose é alta, razão por que preferimos excluir o seu uso na dieta. Com relação ao tratamento sintomático da diarréia aguda, os medicamentos estão relacionados na tabela 3. A maioria deles não deve ser usada quando ocorrer disenteria (leucócitos e sangue nas fezes), pois pode alterar a motilidade e, com isso, provocar maior proliferação dos agentes bacterianos (por exemplo, Shigella). O uso de antimicrobianos está indicado nos seguintes casos: (1) pacientes com temperatura > 38.5º C e/ou com leucócitos e sangue nas fezes; (2) pacientes imunodeprimidos por outra doença (por exemplo, HIV); (3) pacientes em uso de imunossupressores; (4) pacientes com aneurisma da aorta, prótese de válvula cardíaca, enxerto vascular, prótese ortopédica; (5) pacientes com insuficiênica renal e transplantado renal; (6) pacientes com tumores. Na tabela 4, apresentamos os diversos medicamentos utilizados. TABELA 3 - TRATAMENTO SINTOMÁTICO DA DIARRÉIA AGUDA Agente Farmacológico Indicação diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, efeitos opiáceos centrais mínimos, droga recomendada para o tratamento sintomático preenchidos os critérios citados acima. diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, tem efeitos opiáceos com perigo de "overdose"; devido a isso é associado com atropina que pode causar efeitos secundários sem ação sobre a diarréia. Dose e Administração

Loperamida (Imosec)

4mg , depois 2mg após cada evacuação sem forma, não excedendo 16 mg/dia < 2 dias

Difenoxilato com atropina (Lomotil)

4mg, 4x/dia, por < 2 dias

Tintura de ópio (Elixir Paregórico)

diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, útil na diarréia associadada ao HIV-positivo quando loperamida não for segura. qualquer forma de diarréia aguda, principalmente as de etiologia viral; não pode ser administrado com antimicrobianos; não deve ser utilizado em pacientes HIV-positivos com diarréia. Indicado para pacientes que apresentam vômitos secundários à gastroenterite viral.

0,5-1ml, a cada 4-6h por < 2 dias

Salicilato de bismuto (Pepto-Bismol)

30ml ou 2 comprimidos a cada 30minutos (máximo de oito doses), podendo ser repetido no segundo dia

Octreotide

qiarréia associada à AIDS que não responde 100-500µg subcutâneo, a nenhuma terapêutica e 3x/dia em casos graves de diarréia secretora. indicado em todos os casos leves e moderados de diarréia secretora; 100mg, via oral, 3x/dia mesma eficácia da por 3 dias loperamida sem ação sobre a motilidade intestinal.

Racecadotril (Tiorfan)

TABELA 4 - TERAPÊUTICA ANTIMICROBIANA PARA DIARRÉIA INFECCIOSA 1a Conduta Bactérias
Shigella sp dias
2Ciprofloxacina,

2a Conduta
500mg, 2x/dia, 5 400mg/dia, 5-7 dias ou Ácido Nalidíxico, 1g, 4x/dia, 5-7 dias
1Cefalosporina,

Salmonella sp

14 dias

2Ciprofloxacina,

500mg, 2x/dia, 10-

EIEC EHEC C. jejuni

Como Shigella sp Como Shigella sp Eritromicina, 250-500mg, 4x/dia, 7 dias
2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 5-7 dias

Y. enterocolytica Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 7-10 dias 2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 710 dias SMZ+TMP, (800+160 mg), 2x/dia, 7-10 dias C. difficile Giardia lamblia Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7-10 dias Vancomicina, 125mg, 4x/dia, 7-10 dias

Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7 Metronidazol, 500mg, 3x/dia, 5 dias dias 3Paramomicina, 25-30mg, 3x/dia, 7 Formas resistentes ao Metronidazol: Furazolidona, 100mg, 4x/dia, 7-10 dias dias Tinidazol, 2g, dose única (para Albendazol, 400mg/dia, 5 dias formas resistentes e nãoresistentes ao Metronidazol) Tetraciclina 500mg, 4x/dia, 3 dias Doxiciclina 300mg, dose única SMZ+TMP (400+80 mg), 2x/dia, 3 dias Norfloxacina, 400mg, 2x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 1000mg, dose única Doxiciclina 100mg, 3x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 3 dias

V. colerae

Protozoários
E. histolytica Balantidium coli Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 5 dias dia, 10 dias
3Paramomicina,

25-35mg/Kg, 3x/

3Fuorato Diloxanide, 500mg, 3x/ Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 10 dias dia, 10 dias Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 10 dias 3Paramomicina, 25-35mg/Kg, 3x/ dia, 10 dias

= e outras cefalosporinas de terceira geração; = e outras fluorquinolonas como ofloxacina, norfloxacina e 3cinonaxina; 3 = não disponíveis no mercado interno; EIEC = E. coli enteroinvasiva; EHEC = E. coli enterohemorrágica; SMZ+TMP= Sulfametoxazol + Trimetoprima.
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Encaminhamento Pacientes com diarréia aguda devem ser tratados e acompanhados por médico clínico geral. O encaminhamento se justifica nos casos de desidratação grave que necessita de internação.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Bibliografia Park SI, Gianella RA. Approach to the adult patient with acute diarrhea. Gastroenterol Clin N Am 1993; 22 (3): 483-516. DuPont HL. Guidelines on acute infectious diarrhea in adults. Am J Gastroenterol 1997; 92 (11): 1962-1975. Aranda-Michel J, Gianella RA. Acute diarrhea: a practical review. Am J Med 1999; 106: 670676. Banerjee S, Lamont JT. Treatment of gastrointestinal infections. Gastroenterology 2000; 118: S48-S67. Salazar-Lindo, E.; Santisteban-Ponce, J.; Chea-Woo, E.; Gutierrez, M. Racecadotril in the treatment of acute watery diarrhea in children. The New England Journal of Medicine 2000; 343 (7): 463

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Diagnóstico Os exames complementares para elucidação da causa da obstipação intestinal devem ser solicitados de acordo com o direcionamento da história clínica. O exame físico inclui avaliação da região anal (por exemplo, presença de fissuras, fístulas e retocele) e toque retal (por exemplo, tumores retais e de colo uterino). Exames endoscópicos (retossigmoidoscopia e colonoscopia) e radiológicos (enema opaco) são úteis para se afastar doença inflamatória intestinal ou câncer. A defecografia tradicional por radioscopia (mais recentemente, a vídeo-defecografia) permite o estudo da dinâmica da evacuação, do comportamento da musculatura pélvica e o diagnóstico do prolapso retal e da reação paradoxal esfincteriana. A determinação do tempo de trânsito colônico (por cintilografia ou com marcador radiopaco) é valiosa no diagnóstico da inércia colônica. A manometria ano-retal é especialmente útil na suspeita de Hirschsprung. Finalmente, a eletromiografia do cólon ou do esfíncter anal avalia a integridade neuromuscular intestinal.

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Tratamento Nos casos orgânicos, o tratamento será individualizado de acordo com o diagnóstico. Nos casos funcionais incluímos: medidas gerais: a escolha de um horário para evacuar, preferencialmente após uma refeição, para se aproveitar a ação do reflexo gastrocólico, favorece a reeducação do reflexo da evacuação. Ingestão adequada de líquidos e de fibras por vezes são suficientes para coibir a obstipação. A adoção de um novo estilo de vida, evitando-se o sedentarismo e a obesidade, é crucial na abordagem da terapêutica da obstipação. agentes formadores de massa: aumentam o bolo fecal, facilitando seu percurso pelo intestino. São incluídos: psyllium, sementes de plantago, ágar, farelo de trigo e metilcelulose. São os mais indicados para tratamento em longo prazo por agirem de forma fisiológica. Em idosos, em que há muita hipotonicidade intestinal, seu uso excessivo pode provocar fecaloma. Emolientes ou surfactantes: facilitam a mistura de água e gordura na massa fecal, amolecendo-a. Também estimulam a secreção colônica de água, sódio e cloro. O principal representante deste grupo é o docusato de sódio, cálcio ou potássio. O docusato tem a propriedade de aumentar a absorção de medicamentos usados concomitantemente, através da interferência na permeabilidade intestinal. laxativos osmóticos: atraem água para a luz intestinal por serem osmoticamente ativos.

Devem ser administrados com cautela, especialmente em idosos, pelo risco de desequilíbrio hidroeletrolítico. Incluímos sais de magnésio (por exemplo, hidróxido de magnésio), de sódio, lactulose e glicerina. Os sais de magnésio e os de sódio devem ser evitados em pacientes com insuficiência renal e cardiopatia, respectivamente. A lactulose é metabolizada por bactérias no cólon, com geração de ácidos graxos de cadeia curta, que têm ação laxativa, e de gases, que podem aumentar o meteorismo e produzir cólicas abdominais. Lubrificantes: são laxativos que facilitam a movimentação do bolo fecal por lubrificarem a parede intestinal e diminuírem a absorção de água. O exemplo típico deste tipo de laxativo é o óleo mineral. Não é uma boa opção em longo prazo por produzir irritação do canal anal e inibir a absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Também, se aspirado, pode provocar a chamada "pneumonia lipóide ou lipídica", razão pela qual deve ser usado com cautela em idosos e está contra-indicado em pacientes com distúrbios motores do esôfago que favoreçam a aspiração. agentes estimulantes e irritantes: dois grupos químicos são incluídos: os derivados difenilmetânicos e os antraquinônicos. Ambos inibem a absorção de água e eletrólitos. Dentre os derivados difenilmetânicos estão a fenolftaleína, o bisacodil e o picossulfato sódico. A fenolftaleína pode provocar uma série de efeitos indesejáveis, como hipocalemia, hiperaldosteronismo, enteropatia perdedora de proteína, osteomalácia, reações alérgicas e "lupus-like", Síndrome de Stevens-Johnson e lesões hepáticas. Seu uso contínuo, portanto, está contra-indicado. O bisacodil estimula o plexo nervoso da mucosa do cólon causando contrações. Dentre os derivados antraquinônicos temos a cáscara sagrada e a sene. Após ingestão, sofrem ação bacteriana no cólon e, após absorção, retornam ao intestino, pela bile sob a forma do seu metabólito ativo (hidroxiantraquinona), que age estimulando as terminações nervosas do plexo de Auerbach. Seu uso indiscriminado e prolongado leva ao aparecimento da melanose colônica e, ao diminuir a motilidade por lesão nervosa, acaba por provocar o chamado "cólon catártico". pró-cinéticos: são medicamentos que aumentam a atividade da musculatura lisa intestinal. A cisaprida, principal representante deste grupo, tem tido seu uso limitado em virtude de relatos de efeitos cardiocirculatórios graves. Assim, ausência de cardiopatia e um eletrocardiograma normal (sem prolongamento do segmento QT) são hoje pré-requisitos para introdução da droga. Outros agonistas da 5-hidroxitriptamina, que não a cisaprida, tais como o prucalopride e o tegaserode em breve estarão no mercado. Na Tabela 1, listamos as drogas laxativas mencionadas no texto e seus respectivos nomes comerciais. Tabela 1. Principais medicamentos laxativos e seus respectivos nomes comerciais Medicamento 1. Psyllium 2. Semente de Plantago Nome comercial Metamucil, Mucilium Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.)

3. Ágar-ágar 4. Docusato sódico 6. Lactulose 7. Glicerina 8. Óleo mineral 9. Fenolftaleína 10. Bisacodil 11. Picossulfato sódico 12. Cáscara-sagrada 13. Sena

Agar-agar Humectol-D (assoc.) Lactulona, Farlac Glicerina (supositório/enema) Óleo Mineral, Purol, Agarol (assoc.) "Homeopatia 46", Agarol (assoc.), Lactopurga (assoc.), Purgoleite (assoc.) Dulcolax, Humectol D (assoc.) Guttalax Cáscara sagrada, Ventre Livre (assoc.), Purgoleite (assoc.) Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.), Florlax (assoc.), Tamarine (assoc.), Tamaril (assoc.), Tamarix (assoc.), Frutalax (assoc.), Laxarine (assoc.), Laxtam (assoc.), Novolax (assoc.)

5. Hidróxido de magnésio Leite de Magnésia

Assoc. = outros agentes laxativos associados.

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Encaminhamento A grande maioria dos pacientes que apresentam obstipação intestinal devem ser acompanhada em unidades básicas de saúde. Somente quando houver suspeita de câncer, doença inflamatória ou afecção ano-retal é que o paciente deve ser encaminhado a serviço de gastroenterologia.

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Bibliografia Thompson, W.G.; Longstreth, G.F.; Drossman, D.A.; Heaton, K.W.; Irvine, E.J.; MüllerLissner, S.A. - Functional bowel disorders and functional abdominal pain. Gut, 45 (Suppl. II): 43-7, 1999. Freitas, J.A. & Mincis, M. - Constipação intestinal. In: Mincis, M. Gastroenterologia & Hepatologia, São Paulo, Lemos, 1997. pp 397-406. Laudanna, A.A. - Constipação ou obstipação. In: Laudanna, A.A. Gastroenterologia Clínica, São Paulo, Santos, 1990. pp 469-75. Wald, A. - Approach to the patient with constipation. In: Yamada, T. Textbook of Gastroenterology, 3rd edition, Philadelphia, LWW Publishers, 1999. pp 910-26. Lennard-Jones, J.E. - Constipation. In: Sleisenger, M.H. et al. Sleisenger & Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease, 6th edition, Philadelphia, W.B. Saunders Co., 1998. pp 174-97.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Diagnóstico Sempre lembrar que as síndromes ansiosas podem estar relacionadas a outros transtornos médicos e uso de substâncias. Daí a necessidade de boa anamnese, exame físico e de se lembrar de disfunções cardiológicas, pulmonares, endócrinas e neurológicas. Abuso e dependência de álcool são grandes geradores de ansiedade patológica.

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Tratamento O tratamento dos sintomas agudos da síndrome do pânico, da ansiedade generalizada e do estado misto ansioso e depressivo deve ser feito com antidepressivos tricíclicos ou inibidores da recaptação de serotonina e psicoterapias comportamental-cognitiva ou interpessoal. A abordagem psicoeducacional é importante, para um bom vínculo terapêutico, tranquilizar o paciente e facilitar o encaminhamento ao especialista quando necessário. Orientações iniciais: educação sobre as síndromes ansiosas, a reação de luta e fuga, visando o entendimento de que os sintomas são desconfortáveis mas não trarão as conseqüências catastróficas que a pessoa imagina. Ensinar técnica de relaxamento ou meditação e, principalmente, a prática de respiração diafragmática. No caso de sintomas e sinais de alcalose respiratória por hiperventilação, ensinar a respirar o próprio ar num saco de supermercado. Tratamento farmacológico (consultar tabelas 1 a 3): iniciar com clomipramina 10 mg ou imipramina 25 mg e aumentar a dose a cada 5-7 dias, até obter remissão dos ataques de pânico. Benzodiazepínicos podem ser temporariamente associados no caso de "piora inicial" ou para alívio mais imediato dos sintomas. Sertralina (25 a 200 mg), fluoxetina (10 a 80 mg) também podem ser utilizados. O tratamento das fobias é feito por meio de técnicas de exposição. Através delas ocorre diminuição dos sintomas ansiosos e habituação à situação fóbica. Tabela 1. Alguns dos principais medicamentos utilizados para tratar os transtornos

ansiosos Medicamento Dose imipramina 25 a 300 mg Efeitos Colaterais e Contra-indicações obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, sedação, convulsão, sudorese. bloqueio átrio-ventricular, bloqueio de ramo direito obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, ansiedade inicial, retardo da ejaculação, convulsão, sudorese.bloqueio átrioventricular, bloqueio de ramo direito náusea, ansiedade inicial, cefaléia, diminuição da libido, insônia, tremor, sedação, fadiga, sintomas extrapiramidais, ganho de peso insônia, sonolência, tremor, tontura sonolência, tontura, insônia, tremor, diminuição da libido, ansiedade, parestesias, ganho de peso insônia, sonolência, sudorese, cefaléia, agitação agitação, sonolência, anorexia, tremor, hipocinesia, tontura

clomipramina

25 a 250 mg

fluoxetina sertralina paroxetina citalopram fluvoxamina

10 a 80 mg 25 a 200 mg 10 a 80 mg 10 a 60 mg 50 a 300 mg

Tabela 2. principais interações medicamentosas com tricíclicos (imipramina e clomipramina) medicamentos que aumentam o nível sérico dos tricíclicos: cimetidina, disulfiram, haloperidol, metilfenidato, fenotiazinas, propafenona, fluoxetina medicamentos que diminuem o nível sérico dos tricíclicos barbitúricos, etanol, contraceptivos orais, fenitoína potencializam efeito hipotensivo bloqueadores alfa-adrenérgicos podem aumentar pressão arterial simpatomiméticos por via parenteral

Tabela 3. Principais interações medicamentosas com os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (fluoxetina, sertralina, paroxetina, fluvoxamina, citalopram) ISRS fluoxetina efeitos farmacocinéticos em alguns medicamentos selecionados pode aumentar o nível sérico de: alprazolam, carbamazepina, clozapina, flufenazina, pimozide, tricíclicos, astemisole, cisaprida, terfenadina Tricíclicos astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam diazepam, tolbutamida, desmetildiazepam, astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam

fluvoxamina propranolol, teofilina, tricíclicos paroxetina citalopram sertralina

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Pacientes com fobia social. transtorno obsessivo-compulsivo ou outros quadros que apresentem também depressão. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . abuso de substâncias ou grande comprometimento do desempenho também devem ser tratados pelo especialista.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Devem ser encaminhados para o especialista pacientes com síndrome do pânico e ansiedade generalizada que não responderam a um medicamento eficaz e pacientes com fobias que não responderam à exposição.

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& Moreno. Artes Médicas. Condutas em Psiquiatria.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás.G. Fobias e Obsessões. 1997. Editora Científica Nacional.A. Lotufo-Neto F. São Paulo. A. 1997.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Ito L. 1998. Rio de Janeiro. 1999. Hetem L. Terapia cognitivo-comportamental para transtornos psiquiátricos.B. Copyright © 2001 IDS .A. Porto Alegre.A. EDUSP. T. São Paulo. e col.. Lemos Editorial. Graeff F. R. Bernik M. Pânico.M. Ansiedade e Transtornos de Ansiedade. Gentil V.

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incompreensível. aumentado. em geral. Podem ser parte do transtorno bipolar (antiga psicose maníaco-depressiva). Sintoma Humor Energia. pelo aumento da energia e da atividade psicomotora. Sintomas psicóticos. O pensamento se torna acelerado e o discurso fica. os gastos excessivos e o envolvimento com dívidas. Os episódios de mania são caracterizados pelo humor expansivo ou irritável. são freqüentes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Episódios depressivos podem acontecer em diversos contextos. de ter poderes especiais) e alucinações (ouvir vozes. quando se alternam com episódios de euforia (ou mania) e hipomania (uma forma mais breve e branda de mania). a chamada "depressão bipolar". São freqüentes os planos grandiosos. o aparecimento de novos interesses. como delírios (falsas crenças de ser alguém muito importante. atividades Prazer Depressão Depressivo ou irritável Reduzidos Diminuído Mania ou euforia Expansivo ou irritável Aumentados Maior envolvimento com atividades prazerosas . às vezes. aumento da auto-estima e da autoconfiança. ter visões). há diminuição da necessidade de sono. O interesse sexual está.

corticosteróides. . hipófise e adrenal e. no outono/inverno). principalmente. o uso de medicamentos como reserpina. paratiróide. não interferem com o funcionamento estável do indivíduo. de poderes especiais. descrença Reduzidas Reduzido ou aumentado Reduzido ou aumentado Diminuída Atenção voluntária diminuída e espontânea aumentada. Por exemplo. Outras doenças. depressão e insatisfação na maior parte do tempo. mas predominam as queixas de cansaço. de inutilidade. Há também uma forma mais leve e crônica de depressão. a esclerose múltipla podem também levar à depressão. A depressão pode também acontecer no contexto de uma doença física ou ser causada por medicamentos. a distimia. planos questionáveis. concentração Pensamento Diminuídas Lentificado Idéias de ruína financeira ou física. de estar falido ou de estar morto). propanolol. carbidopa. amantadina. levodopa. delírios de grandeza otimismo exagerado Aumentadas Reduzido ou aumentado Diminuição da necessidade de sono Aumentada Conteúdo do pensamento Visão de futuro Auto-estima. cimetidina e indometacina está associado à depressão. clonidina. idéias suicidas Pessimismo. O curso pode ser intermitente. como as encefalites. do diabetes. Alguns indivíduos apresentam episódios depressivos sempre na mesma época do ano (por exemplo. a anemia perniciosa. de alterações hormonais como as decorrentes do funcionamento deficiente ou excessivo da tireóide. concentração diminuída Acelerado Idéias grandiosas. de culpa. A alteração do humor tem uma longa duração. A distimia se caracteriza pela menor intensidade dos sintomas. alfa-metildopa. autoconfiança Apetite Sono Libido Os episódios depressivos podem também acontecer no período pós-parto ("depressão puerperal"). o Parkinson. Na "depressão psicótica". anfetaminas (uso ou interrupção) e cocaína (interrupção).Atenção. Da mesma forma que ouso de substâncias como álcool (uso ou interrupção). estão presentes alucinações e/ou delírios (crenças falsas de ter uma doença incurável. superior a dois anos. na chamada "depressão sazonal". em geral. "a vida não vale a pena". que.

Quanto maior o número de episódios depressivos prévios. Os indivíduos bipolares podem apresentar vários episódios depressivos. Copyright © 2001 IDS . porém. antes de um episódio maníaco. maior será a chance de recorrências. apesar do tratamento ("resíduo depressivo") está também associada ao maior risco de recorrências. Este é um aspecto importante da evolução e do prognóstico da depressão. muitas vezes. A chance de recorrências a partir do terceiro episódio aumenta para 70% a 80%.Cerca de 50% a 60% dos indivíduos que apresentam um primeiro episódio depressivo sofrem recorrências no futuro.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . confundida com a remissão. pois a melhora dos sintomas depressivos é. só é atingida quando o indivíduo deixa de apresentar sintomas depressivos e não quando a intensidade destes diminui com o tratamento. Diante de um indivíduo com depressão. Deprimidos com familiares bipolares apresentam maior risco para o transtorno bipolar do que aqueles sem história familiar. A remissão. A permanência de sintomas depressivos. deve-se sempre interrogar a existência de um episódio maníaco ou hipomaníaco no passado. O transtorno bipolar é altamente recorrente (80% a 90% dos casos).

300 mg/dia 50 -150 mg/dia 40 .80 mg/dia 450 . quando necessário.600 mg/dia Antidepressivos inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs) . antipsicóticos no caso da depressão psicótica.300 mg/dia 150 . São utilizados os diferentes compostos antidepressivos e. Os antidepressivos disponíveis no mercado brasileiro se dividem em quatro classes: Classe Antidepressivos tricíclicos (ADTs) Substância imipramina clomipramina amitriptilina nortriptilina tranilcipromina moclobemida Faixa terapêutica 150 . a fase de continuação e a fase de manutenção. por exemplo).300 mg/dia 150 . outros medicamentos associados (indutores de sono no caso de insônias graves.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da depressão pode ser dividido em três fases: a fase aguda.

Antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) fluoxetina paroxetina sertralina fluvoxamina citalopram venlafaxina mirtazapina reboxetina bupropiona tianeptina trazodona nefazodona 20 20 50 50 20 - 60 mg/dia 60 mg/dia 200 mg/dia 300 mg/dia 60 mg/dia Novos antidepressivos 75 . os efeitos adversos mais comuns. Caso não se obtenha a melhora em 6 a 8 semanas com as doses máximas sugeridas. aumentando gradativamente até a obtenção do efeito terapêutico. Pacientes bipolares devem ser sempre tratados com estabilizadores do humor (lítio. A fase de manutenção visa evitar o aparecimento de novos episódios depressivos (recorrências). bem como as principais interações medicamentosas de apenas um composto de cada classe dos antidepressivos (por exemplo.10 mg/dia 150 .300 mg/dia 200 . imipramina. é importante conhecer mais profundamente as características farmacocinéticas. tranilcipromina.5 . observam-se recaídas em 50% dos casos. É sempre importante observar se o paciente apresenta ciclagem para a mania ou hipomania durante o tratamento com antidepressivos.600 mg/dia Para o manejo dos episódios depressivos. com tentativas de suicídio).45 mg/dia 8 .300 mg/dia 12.8 a 1. sertralina e venlafaxina). Preconiza-se manter a dose do antidepressivo que levou à remissão dos sintomas por um período de 4 a 6 meses. Estabilizadores do humor lítio ácido valpróico Doses iniciais 600 mg/dia 500 mg/dia Níveis plasmáticos 0.50 mg/dia 150 . Sugere-se avaliar a presença de condições clínicas associadas e a ingestão correta da medicação. com a troca por um antidepressivo de outra classe. O tratamento da fase aguda tem como objetivo a remissão do episódio depressivo. Sugerese iniciar com as doses mínimas descritas. farmacodinâmicas. ácido valpróico. carbamazepina) para prevenir recorrências.2 mEq/l 50 a 150 mcg/ml . independentemente da necessidade de antidepressivos (episódio depressivo bipolar) ou de antipsicóticos (episódio maníaco ou hipomaníaco).225 mg/dia 15 . pacientes com primeiro episódio após 50 anos de idade ou pacientes que recaem ainda durante a fase de continuação. o tratamento deve ser revisto. A fase de continuação corresponde ao período seguinte à melhora e tem o objetivo de evitar recaídas. O tratamento de manutenção por um período ilimitado deve ser considerado para pacientes que apresentaram mais de 3 episódios (ou um a dois episódios graves. Quando a medicação é retirada precocemente.

carbamazepina 200 mg/dia 8 a 12 mcg/ml Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

não respondem satisfatoriamente aos tratamentos iniciais e. Cerca de 30% dos episódios depressivos. nestes casos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Acarreta diversas conseqüências aos indivíduos acometidos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A depressão é um problema médico de elevada prevalência na população geral. o paciente deve ser encaminhado para um especialista. É passível de tratamento com antidepressivos de diferentes classes farmacológicas e o tratamento a médio prazo visa a remissão dos sintomas e a prevenção de recaídas e recorrências. porém. Copyright © 2001 IDS .

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.A. 3a. 21 (supl) : SI24 . Moreno. Porto Alegre.. Miguel.P. Lafer. São Paulo. Almeida. Soares MBM. Psicofarmacologia de Antidepressivos. B.SI 40. R. R. edição.A. Copyright © 2001 IDS . 1999. Lemos Editorial. Moreno DH.C. Moreno RA.. T.. Condutas em Psiquiatria. Rev Bras Psiq. O. 1999.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás. Artmed Editora. E. Fráguas Jr. 2000. Depressão no Ciclo da Vida.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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quando a reação de Western blot resulta positiva. como. por exemplo. Percebe-se assim . ou seja. ou ainda durante o acompanhamento pré-natal. capazes de detectar anticorpos específicos voltados a diferentes proteínas virais. habitualmente um ensaio imunoenzimático (ELISA).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da infecção pelo HIV baseia-se na detecção de anticorpos específicos. ou seja. observa-se que o valor preditivo positivo do teste tende a ser mais baixo. para correta elucidação diagnóstica. por meio dos testes sorológicos. Os testes confirmatórios mais freqüentemente empregados são as reações de Western blot. atualmente disponíveis. As amostras reagentes a esse teste devem necessariamente ser submetidas a teste sorológico confirmatório. Cabe ressaltar que os testes sorológicos de última geração. muito freqüentemente tem seu resultado confirmado pelo método de Western blot. podemos afirmar seguramente que se trata de infecção atual pelo HIV. para correta interpretação dos resultados. o teste sorológico de triagem habitualmente apresenta alto valor preditivo positivo. No entanto. Em pacientes adultos. Quando o teste de ELISA anti-HIV é solicitado para um paciente com manifestações clínicas sugestivas de infecção por esse agente viral e a história epidemiológica é compatível com a de exposição a retrovírus. na triagem sorológica compulsória para seleção de candidatos a doador de sangue. quando o ensaio imunoenzimático é aplicado em situações de rastreamento. Para tal. deve-se considerar a situação na qual o teste sorológico é efetuado. Ao contrário. adota-se um algoritmo diagnóstico que inclui inicialmente a realização de um teste sorológico de triagem. há elevada freqüência de resultados falso-positivos. são de alta sensibilidade e especificidade (superiores a 99%) e já se apresentam positivos cerca de 3 a 5 semanas após a infecção aguda.

Espera-se observar a negativação dos testes sorológicos em duas amostras colhidas entre o 6o e o 18o mês de vida. na ausência de outra justificativa para tal. em adultos ou crianças. Além disso. uma vez que a sorologia positiva pode ser devida apenas à presença de anticorpos maternos. Tais testes são ainda importantes para orientação quanto à necessidade de introdução de esquemas terapêuticos específicos. Copyright © 2001 IDS . em caso de suspeita de transmissão materno-infantil. deve-se proceder à determinação de parâmetros laboratoriais evolutivos. se desejar oferecer a seus pacientes um aconselhamento preciso. deve-se enfatizar que a solicitação do exame deve sempre ser precedida de esclarecimentos detalhados sobre o significado de um eventual resultado positivo ou negativo. que permitam avaliar o grau de comprometimento imunológico já ocorrido e estabelecer o prognóstico em relação ao risco de desenvolvimento da AIDS. Com esse propósito são recomendados os testes para determinação quantitativa da carga viral plasmática (PCR ou NASBA) e a pesquisa do número de linfócitos CD4+ no sangue periférico. ser submetido a diferentes exames laboratoriais para investigação diagnóstica complementar de doenças oportunistas. Após a confirmação diagnóstica de infecção por HIV. à medida do necessário. Tendo em vista as profundas implicações que cercam um resultado de sorologia para HIV. Cabe ainda ao profissional de saúde garantir o apoio necessário ao paciente. É ainda importante citar que para que um resultado de Western blot possa ser considerado positivo. o diagnóstico dependerá da identificação do RNA viral no sangue periférico. No caso da infecção aguda. bem como no acompanhamento evolutivo dos pacientes submetidos ao tratamento antiviral. citadas a seguir: p24. de acordo com as manifestações clínicas existentes. Quanto maior a carga viral plasmática e menor o número de células CD4+. Nessas situações. a confirmação diagnóstica exige o acompanhamento sorológico evolutivo da criança. o encontro de anticorpos anti-HIV no recém-nascido não necessariamente significa que houve infecção da criança. é importante ressaltar que. até que o resultado do teste venha a ser conhecido. o paciente infectado poderá ainda. Ao lado dos exames laboratoriais relacionados ao diagnóstico da infecção pelo HIV e a sua avaliação prognóstica. deve levantar a suspeita de infecção pelo HIV. Vale a pena destacar que a linfopenia absoluta (<1000 linfócitos periféricos/mm3) ao hemograma. através dos métodos de amplificação molecular (PCR ou NASBA). passivamente transferidos através da placenta.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . baseados em associações de drogas anti-retrovirais. dado que os testes sorológicos ainda podem resultar negativos.que o médico de família deve estar atento para as condições de realização de um teste sorológico anti-HIV. caso os testes diagnósticos por métodos de biologia molecular sejam disponíveis. gp41 e gp120/160. maior será o risco de evolução para AIDS. ou ainda pode-se pesquisar a presença de ácido nucléico viral no sangue da criança. há necessidade de que tenham sido detectados anticorpos específicos voltados pelo menos a duas das três proteínas virais.

A prescrição das drogas anti-retrovirais pressupõe conhecimentos detalhados acerca da farmacodinâmica e toxicidade desses fármacos. Ao lado disso. as drogas anti-retrovirais são também importantes na profilaxia da transmissão materno-infantil do HIV. As drogas anti-HIV são distribuídas gratuitamente aos pacientes infectados. bem como de seu potencial de interação com outros medicamentos. delavirdina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento específico da infecção pelo HIV é realizado. Sabe-se também que a aderência dos pacientes deve ser rigorosamente avaliada. como também da pesquisa periódica dos marcadores laboratoriais evolutivos (carga viral e número de células CD4+). indinavir. empregando-se associações de duas ou três drogas que atuam em diferentes pontos do ciclo replicativo viral. para impedir que subdosagens dos medicamentos possam induzir o desenvolvimento de resistência medicamentosa por parte do vírus. didanosina ou ddI. efavirenz) e drogas inibidoras da enzima protease viral (saquinavir. Nesse sentido. Atualmente encontram-se disponíveis medicamentos com atividade inibitória sobre a enzima transcriptase reversa viral (zidovudina ou AZT. recomenda-se a infusão endovenosa de zidovudina no . nevirapina. deve-se prescrever às gestantes soropositivas zidovudina oral a partir da 14ª semana de gestação. cadastrados no Programa Nacional de Anti-retrovirais do Ministério da Saúde e acompanhados nas unidades especializadas de assistência a pacientes com HIV/AIDS. observando-se com seu emprego sensível redução no risco de transmissão do vírus para o recém-nascido. ritonavir. lamivudina ou 3TC. distribuídas por todo o território nacional. zalcitabina ou ddC. nelfinavir e amprenavir). estavudina ou d4T. Por outro lado. A monitoração da resposta terapêutica depende não apenas do acompanhamento clínico dos pacientes. abacavir.

o paciente com AIDS poderá ainda receber outras drogas para tratamento e/ou profilaxia de infecções oportunistas. quando necessário.momento do parto e ainda a prescrição de solução oral desse medicamento ao recémnascido até a 6a semana de vida. Ao lado da terapêutica anti-retroviral. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Papel do médico de família e indicações de encaminhamento O médico de família pode exercer um papel destacado na prevenção e no diagnóstico da infecção pelo HIV. no caso de usuários de drogas injetáveis. na presença de evidências de exposição a retrovírus ou mesmo de sinais e sintomas clínicos compatíveis com disfunção imunitária em adultos ou crianças. orientando seus pacientes sobre a importância da aderência às práticas de sexo seguro e às medidas de redução de danos. Em caso de confirmação diagnóstica. identificando situações de vulnerabilidade à infecção.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento 1. Por estar em contato próximo com o núcleo familiar e sempre atento à sua dinâmica. Nessas situações deverá intervir profilaticamente. deve o profissional esclarecer o paciente da necessidade de realizar o teste sorológico para esclarecimento diagnóstico. o médico de família deverá orientar o paciente a procurar um centro de atendimento especializado. . onde possa ter acesso aos medicamentos anti-retrovirais fornecidos pelo Ministério da Saúde e prosseguir ao acompanhamento clínico ambulatorial. reduzindo o risco de progressão para AIDS e sua conseqüente morbimortalidade. Mais ainda. quando indicado. poderão alterar sobremaneira o curso natural da infecção. O diagnóstico precoce e o tratamento específico. esse profissional de saúde deve procurar atuar.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Atheneu.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ed. Lomar AV.aids. Kiffer CR. Uip D.br Copyright © 2001 IDS . Atheneu. Retroviroses humanas: HIV/AIDS. 1996. Oliveira MS. Lima ALM. Site do Programa de AIDS do Ministério da Saúde: www.gov. 2000. ed. HIV/AIDS: Perguntas e respostas. São Paulo. Leite OM. São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Veronesi R. Focaccia R.

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distúrbios metabólicos e defeitos de coagulação. é necessária a coleta de duas amostras de soro com intervalo de duas semanas. as enzimas hepáticas estão discretamente elevadas. como: testes de função hepática: aminotransferases . sendo mais prático. O dengue hemorrágico caracteriza-se por levar a hemoconcentração e plaquetopenia (vasculite com extravasamento de plasma) entre o terceiro e oitavo dias de doença. Febre Amarela Os exames inespecíficos são importantes para monitorizar a evolução da doença na identificação de órgãos e sistemas envolvidos e na formulação de estratégias terapêuticas. O diagnóstico definitivo depende do isolamento do vírus. detecção de antígenos virais ou RNA (ácido ribonucléico) em soro ou tecido (difícil realização). ou ainda pela detecção de anticorpos específicos no soro do paciente (inibição da hemaglutinação e ELISA). Os testes mais utilizados são aqueles relacionados à função hepática e renal. quando do dengue clássico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Dengue Entre os exames inespecíficos. o hemograma pode apresentarse com neutropenia e linfocitose (encontro de linfócitos atípicos). enquanto o teste MAC-ELISA determina a presença de anticorpos de fase aguda (imunoglobina M). Para o teste de hemaglutinação.

MAC ELISA é o de maior emprego) . medida de anticorpos IgM. níveis de uréia sangüínea e fração de excreção de sódio. creatinina sérica. glicemia. produtos de degradação do fibrinogênio e plaquetas. Copyright © 2001 IDS . tempo de tromboplastina tecidual ativada. equilíbrio ácidobásico e eletrolítico: pH. testes de coagulação. fosfatase alcalina. gasimetria arterial.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . testes de função renal: albuminúria. eletrólitos séricos.a técnica mais empregada é de captura de anticorpos IgM por ELISA. Entre os exames específicos estão a detecção de antígeno viral (de difícil realização). níveis de bilirrubinas.e o diagnóstico histopatológico. como tempo de protrombina.séricas.

A febre amarela. em dose única. precisa de abordagem diferenciada em unidade de terapia intensiva. Prevenção É importante enfatizar que há vacina eficaz contra a FA que. Devemos monitorizar a taxa de hematócrito e manternos atentos para a possibilidade de hiperhidratação. ou mesmo para aqueles que . 1. a hidratação deve ser por via oral. que pode ocorrer com a rápida interrupção do processo patogenético. devemos iniciar hidratação parenteral com solução fisiológica e solução glicosada a 5%. mantém imunidade por pelo menos 10 anos. Em fase inicial.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nenhuma das duas doenças tem tratamento específico. Para o dengue. Em caso de hemorragia. O tratamento do dengue hemorrágico deve visar primordialmente a reposição das perdas de eletrólitos e de plasma (soro). onde pode haver a necessidade de diálise. procurando manter o hematócrito em níveis normais. continente africano. quando evolui em sua forma completa. A vacina está indicada para todos que viajam para regiões Centro-Oeste ou Norte do Brasil. é necessário repor o sangue perdido. tratamento paliativo com analgésicos (evitar salicilatos) é a única medida aconselhada. monitorização hemodinâmica e cuidados com as diversas alterações decorrentes do processo patogenético. meio a meio. quando o paciente apresentar vômitos. e reabsorção do líquido do extra para o intravascular. e adicionar bicarbonato de sódio quando houver acidose metabólica. ou quando o hematócrito continuar subindo a despeito da hidratação oral.

Copyright © 2001 IDS . A vacina deve ser aplicada pelo menos oito dias antes da viagem.vão para regiões onde estiverem ocorrendo epidemias da doença.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

o paciente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O dengue na forma hemorrágica e a febre amarela necessitam de encaminhamento urgente assim que se fizer a suspeita diagnóstica devido ao potencial risco para a vida do paciente.). Copyright © 2001 IDS . sangue etc. deve estar recebendo reposição das perdas (líquido. eletrólitos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ao ser encaminhado. Em ambos os casos.

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Brasília. Microbiol. 1265-1274. Copyright © 2001 IDS . 1999. Fundação Nacional da Saúde. Geneve. World Health Organization. In: Guerrant. Reviews. Ministério da Saúde. Tropical Infectious Diseases. 1986. Walker & Weller. Monath TP. Clin.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gubler DJ. Dengue haemorrhagic fever: diagnosis. World Health Organization. Yellow fever. treatment and control. Churchill Livingstone.1998. Manual de Dengue: Vigilância Epidemiológica e Atenção ao Doente. eds. Pg. 11:480. Dengue and Dengue Hemorrhagic Fever. Ministério da Saúde. 1995.

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Reações antitreponêmicas: FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption). hepatite crônica. medicamentos e transfusões). colagenoses. porém a sensibilidade do teste não é boa o . infecções. Positivam-se a partir da terceira semana do aparecimento do cancro. Reações sorológicas inespecíficas antilipídicas: VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e RPR (Rapid Plasma Reagin) são de fácil execução. São indispensáveis no seguimento sorológico dos doentes. pallidum. Cura ou recaída e reinfecção evidenciam-se através da queda ou elevação dos títulos. pois são quantificáveis. TPHA (Treponema pallidum haemaglutination) e ELISA (teste imunoenzimático) são reações específicas que detectam anticorpos da classe IgG (imunoglobulina G). As reações específicas com anticorpos antiIgM são úteis no diagnóstico da sífilis congênita. Podem ser positivas em outras doenças (síndrome antifosfolipídica. A positividade com IgM permite fazer o diagnóstico de infecção aguda no recém-nascido e não simples transferência passiva transplacentária de anticorpos maternos. títulos altos costumam dever-se à sífilis. porém inespecíficas. vacinações. lúpus eritematoso sistêmico. com características do T.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Sífilis Pesquisa direta em campo escuro: o encontro de microrganismos espiralados. Entretanto. confirma o diagnóstico de cancro duro. Necessitam de confirmação através das provas específicas antitreponêmicas. Tornam-se positivas em torno da segunda a quarta semanas do aparecimento do cancro.

em cerca de 40% dos doentes. em esfregaços. Trichomonas e cândida são evidenciadas pelo exame direto. podendo resultar em elevado percentual de falso-positivo ou falso-negativo. história prévia de infecção pelo HSV. e em 25% dos doentes. pode ser necessário o exame histopatológico para confirmação diagnóstica. aos pares ou formando cadeias em esfregaço da ulceração. O exame citológico de esfregaços de lesão. faz-se necessária. A demonstração do vírus através de microscopia eletrônica e cultura. Líquor: na sífilis recente. pode ocorrer. Por vezes. de pequeno número de células inflamatórias e ausência de gonococos e outros microrganismos. confirma o diagnóstico. Gonorréia O diagnóstico é confirmado pelo encontro de diplococos gram-negativos. como por exemplo. pode elucidar casos difíceis. raramente. . Herpes Genital O diagnóstico é clínico.suficiente. em esfregaço da secreção purulenta corado pelo gram. primária e secundária. O vírus do herpes e citomegálico são considerados como agentes etiológicos em face dos exames negativos e outros comemorativos. o VDRL ou o FTA-Abs tornam-se positivos. nos núcleos dos leucócitos polimorfonucleares. pleiocitose e alteração das proteínas liquóricas. Estudos sorológicos estão indicados nos casos suspeitos de primoinfecção e em inquéritos epidemiológicos. Condiloma Acuminado O diagnóstico é clinico. Cancro Mole Bacterioscopia: O encontro de bacilos gram-negativos. demonstrandose células gigantes multinucleadas características do efeito citopático desse grupo de vírus. corados habitualmente pelo Leishman ou Giemsa (método de Tzanck). Candida e micoplasma crescem em culturas com meios adequados. Positividade para o VDRL indica neurossífilis associado ou não à elevação das proteínas e/ou celularidade liquórica. com crescimento do gonococo em 2 . Podese confirmar o diagnóstico pela cultura em meio de Thayer-Martin.5 dias Uretrites Não Gonocócicas A confirmação da infecção por clamídia se dá pelo achado. intra ou extracelular.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

000 UI. 2. dose única. Sífilis Congênita (consultar orientação do Ministério da Saúde em http://www. sendo a dose total igual a 4. para se evitar o uso de medicamentos menos eficazes ou com maiores possibilidades de efeitos adversos. intramuscular. três doses com intervalo de uma semana. intramuscular. repetindo a mesma dose uma semana depois.000 UI. intramuscular.gov. 2. 500 mg 6/6 . Sífilis Secundária e Latente Recente Penicilina G benzatina. Sífilis Terciária ou Tardia Latente ou com duração ignorada Penicilina G benzatina.200.400.aids. 2.br/ assistencia/manualcontroledst.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Sífilis Sífilis Primária (cancro dura) Penicilina G benzatina.400. Tetraciclina ou eritromicina (estearato ou etilsuccinato): para a sífilis recente.000 UI. sendo a dose total igual a 7.pdf) Doentes alérgicos à penicilina: O medicamento de primeira escolha para o tratamento de todas as formas de sífilis é a penicilina.400.000 UI.000 UI.800. dose única. O relato de alergia deve ser muito bem avaliado.

uma vez que não houve tratamento do feto . Tianfenicol. Reação ao tratamento: Reação de Jarisch-Herxheimer é síndrome clínica com exacerbação das lesões cutâneas. 6/6 horas.10 dias. dose única. Seguimento pós-tratamento: Reações sorológicas a cada três meses por dois anos. 500 mg VO. Doxiciclina: 100 mg 12/12 horas pode substituir a tetraciclina. a negativação sorológica é realizada habitualmente em seis a nove meses e na sífilis tardia em torno do segundo ano. representando cicatriz sorológica. Entretanto. Se necessário. Eritromicina (estearato): 500 mg VO. para a sífilis tardia. Pacientes com persistência de anticorpos em títulos baixos após dois anos e exame de líquido cefaloraquidiano normal são considerados curados. É importante afastar sífilis e co-infecção pelo HIV. É importante frisar que a ocorrência dessa reação não se deve a alergia medicamentosa e que não contra-indica ou implica suspensão do tratamento. essa gestante não será considerada tratada para fins de transmissão fetal. 6/6 horas. As reações sorológicas lipídicas ou inespecíficas (VDRL / RPR) são as primeiras a apresentar quedas dos títulos e a negativar. VO. Azitromicina. Na sífilis recente. mal-estar geral e febre que pode ocorrer após algumas horas da administração da primeira dose de tratamento. esvaziá-la por punção. usar eritromicina ajustada para a idade. Crianças abaixo de 12 anos. A limpeza local da(s) lesão(ões) é recomendada.até o momento se reconhece apenas a penicilina como passível de transferência por via placentária . contra-indicada para gestantes e nutrizes. 6/6 horas por 7 . Trata-se com ácido acetilsalicílico (AAS). Brasília. Gonorréia Tetraciclina. Gestantes com história comprovada de alergia a penicilina (ver Manual de Alergia a Penicilina. 8/8 horas. 500 mg 6/6 horas. Cancro Mole Sulfametoxazol-trimetoprima: 800mg-160mg VO. CN DST/AIDS. podem ser tratadas com estearato de eritromicina 500 mg via oral a cada 6 horas por um período de quinze dias (sífilis recente) e trinta dias (sífilis tardia). Tetraciclina: 500 mg VO. por 7 dias. Pode ser prevenida ou diminuída com administração de corticóide .0 g VO dose única. 1999) devem ser dessenbilizadas imediatamente tratadas com penicilina. . MS.sendo obrigatório o tratamento da criança após o nascimento. 1000 mg VO. indicando necessidade de tratamento. Elevação de quatro vezes ou mais em relação ao último exame significa reinfecção. por 15 dias. 12/12 horas por 10 dias. 500mg VO. por 30 dias. por 5 dias ou 5. via oral (VO). A drenagem da adenite é contra-indicada. Na impossibilidade.horas. por 15 dias. podendo-se fazer uso de creme com antibiótico.uma a 12 horas antes do tratamento antimicrobiano.

Azitromicina: 1g via oral (VO).10 dias. 6/6 horas.idem para gonorréia. Abstinência sexual durante o período de tratamento. Eritromicina. 5 dias. 5 dias. Em caso de recidiva ou persistência do corrimento tratar com Eritromicina (estearato) 500 mg VO 6/6 horas por sete dias mais metronidazole 2. número de lesões e local acometido. omitindo-se tomadas noturnas.idem para clamídia. doxiciclina e oxofloxacina . 5 dias.0 g VO dose única. . Valaciclovir: 500 mg VO. ou Aciclovir. Ciprofloxacina ou ofloxacina.10 dias. 500 mg VO. cada 8 horas. 250 mg. dose única. com intervalos de 4 horas. intramuscular (IM).idem para gonorréia. Ceftriaxone. Famciclovir: 125 mg VO. 5 vezes ao dia. 12/ 12 hs.Doxiciclina. Ureaplasma: tetraciclina. 5 mg/Kg endovenosa (EV).10 dias. Condiloma Acuminado É feito na dependência do tipo clínico. omitindo-se tomadas noturnas.10 dias. 7 dias.10 dias. com intervalos de 4 horas. 400 mg VO. 200 . dose única. por 7 . Tianfenicol 2. 5 vezes ao dia. 100 mg VO. Herpes Genital Primoinfecção Herpética Importante: aciclovir. azitromicina . 12/12 horas. dose única. por 7 . uso tópico. por 7 . doxiciclina e eritromicina .400 mg VO.5 g VO dose única. Herpes Genital Recorrente: aciclovir a 5% em creme. Aciclovir: 200 mg VO. por 7 . Herpes dos Imunossuprimidos: aciclovir. 500 mg via oral (VO). 12/12 horas por 7 . Uretrites Não Gonocócicas Clamídia: tetraciclina.

Ácido tricloroacético 90%: usado apenas em consultório por profissional experiente. 3 vezes por semana. Imiquimod: aplicar ao deitar. por várias semanas. retirando pela manhã.25% em tintura de benjoin: usado apenas em consultório por profissional experiente. eletrocoagulação. retirar após 4 .10 horas. conforme a tolerância. no máximo por 16 semanas. semanalmente. excisão cirúrgica com sutura: não está indicada pela possibilidade de implantação de novas verrugas nos pontos de sutura. Total de 4 a 6 ciclos.5% em solução ou gel: aplicar 2 vezes ao dia por 3 dias seguidos. 3 vezes por semana. fulguração ou crioterapia: Usados apenas em consultório por profissional experimentado. 5-fluorouracil 5% em creme: aplicar 1 vez ao dia. Copyright © 2001 IDS . Podofilina 10 .Podofilotoxina a 0.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

com freqüência. Notifique os casos de sífilis adquirida ao serviço de vigilância epidemiológica do município/ estado. sendo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Sífilis Sífilis congênita é doença de notificação compulsória. Devem ser encaminhados aos respectivos especialistas os casos de sífilis terciária. Condiloma Acuminado . Gonorréia Casos com possíveis complicações associadas à gonorréia devem ser encaminhados ao urologista ou ginecologista. Uretrites Não Gonocócicas O diagnóstico de uretrite não-gonocócica e sua etiologia são difíceis na maioria dos casos. porque somente com a informação adequada pode-se planejar as ações adequadas. necessário o encaminhamento ao urologista.

de casos suspeitos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .Para realização de peniscopia. com ou sem biópsia.

Centro Nacional de Epidemiologia editores. q recrutar para exame. Segunda edição. Rivitti editores. Gonorréia. 1999. Fifth edition Sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis in Sampaio. Fitzpatrick editors. Fundação Nacional de Saúde. Wolff. Guia de bolso. q tratar das suas manifestações características. Fitzpatrick's Dermatology in General Medicie. O leitor deverá: q reconhecer as principais doenças sexualmente transmissíveis do ponto de vista do diagnóstico clínico e laboratorial. parceiros dos indivíduos com doenças sexualmente transmissíveis. 2000. Sífilis. Austen. ou orientar encaminhamento adequado. q estar capacitado para triar os casos que necessitem abordagem diagnóstica ou terapêutica mais especializada. . Primeira edição. Herpes simples e Infecção pelo papilomavírus humano in Ministério da Saúde. Doenças infecciosas e parasitárias. Cancro mole. Eisen. Dermatologia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Sexually transmited diseases in Freedberg. Goldsmith. Katz.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

revelando hipertrofia das câmaras cardíacas direitas e do tronco da artéria . Os métodos de exame de fezes mais apropriados são os de sedimentação. gama glutamil-transferase e fosfatase alcalina). A intradermorreação com esquistossomina tem importância epidemiológica. A realização de cinco análises de fezes parece ser superior. em termos de eficácia diagnóstica. fato importante por permitir avaliação da carga parasitária. Os exames inespecíficos não revelam alterações características nas formas crônicas da doença: as enzimas hepáticas (transaminases. Nas formas pulmonares. Da mesma forma. na avaliação da hipertensão portal e suas conseqüências. à biópsia retal. a realização de radiografia de tórax. A positividade do exame de fezes se dá a partir de 30-35 dias a partir da infecção. como o de Hoffman. não costumam estar alteradas de maneira importante. sobretudo da mucosa retal. o mesmo podendo ser dito com relação às reações sorológicas. revelando retificação ou abaulamento do arco médio. podendo ser negativo nos primeiros dias das manifestações clínicas da forma aguda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da esquistossomose baseia-se no encontro de ovos do parasita seja em exame parasitológico de fezes ou em exames histopatológicos. observa-se proteinúria em casos de comprometimento renal. exceto em situações já citadas de dano hepático por outras infecções associadas ou após sangramentos intensos. decorrentes da ruptura de varizes esofagianas. a técnica de Kato-Katz tem a vantagem de permitir a contagem de ovos. o ecocardiograma. A ultra-sonografia e a endoscopia digestiva alta são exames subsidiários importantes. devendo essa última ser reservada para situações especiais.

são reservados a avaliações pré-operatórias. Procedimentos de maior complexidade. como esplenoportografia e arteriografias. e o eletrocardiograma. assinalando sobrecarga de câmaras direitas.pulmonar.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . para planejamento de derivações da circulação portal. são igualmente relevantes.

a intervalos mensais. ainda que parcial. sendo o primeiro deles feito de 45 a 60 dias após o tratamento. o fármaco de escolha é o oxamniquine.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da esquistossomose baseia-se na quimioterapia. que deve ser administrado por via oral. mesmo nas formas mais graves da doença. que tem por objetivo a erradicação dos vermes adultos.5 a 15 mg/kg de peso para adultos e 20 mg/kg para crianças (idade inferior a 15 anos). Está indicada em todos os casos parasitologicamente ativos. visto que pode haver regressão. Trata-se de medicamento bem tolerado. O controle de cura pode ser realizado pela realização de seis exames de fezes. das alterações hepáticas e da circulação portal. pois o fármaco poderá desencadear crises convulsivas. Cuidado especial deve ser tomado com pacientes convulsivos não controlados. bem como a escleroterapia endoscópica das varizes esofagianas. Tratamento cirúrgico para alívio da hipertensão portal pode ser indicado em alguns casos. tontura e náuseas nas primeiras horas após a ingesta. sendo mais comuns relatos de sonolência. No Brasil. em dose única de 12. . também por via oral. em dose única de 50 a 60 mg/kg de peso. Ambos os fármacos não devem ser administrados a mulheres grávidas e nutrizes. Alternativamente pode ser utilizado o praziquantel.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

devem ser encaminhadas a serviços especializados. Copyright © 2001 IDS . As formas graves.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As formas leves da doença podem ser tratadas em regime ambulatorial. estando os medicamentos disponíveis na rede pública de serviços de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . para acompanhamento. sobretudo aquelas com hipertensão portal.

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. R. 1998. Cunha. A. R. Copyright © 2001 IDS . 1970 (435 págs). R. D. Prata. Sarvier-EDUSP. Focaccia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Passos. S. Esquistossomose mansoni. Amaral. S. Esquistossomose mansônica: aspectos epidemiológicos e de controle. Rev Soc Bras Med Trop.. A. 31 (supl II): 61-74. Esquistossomose mansoni in Veronesi.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1996. C.SP. Atheneu. Tratado de Infectologia. A.

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Os tubos e os chumaços são encostados na pele sã e acometida alternadamente para testar a hipoestesia. Sensibilidade tátil: escorrega-se levemente uma mecha fina de algodão caminhando da pele sã para a pele lesada . tocando levemente o ponto a ser testado com a ponta da caneta. Sensibilidade térmica: é pesquisada utilizando-se dois tubos de ensaio contendo água fria e quente ou chumaços de algodão seco e embebido no éter.: lembrar que a primeira a se alterar é a sensibilidade térmica .seguida da dolorosa e tátil. Sensibilidade dolorosa: utiliza-se uma caneta esferográfica de ponta grossa. Prova da histamina: baseia-se na dilatação dos capilares induzida pela histamina quando há integridade nervosa. Existem técnicas de fácil aplicação que permitem pesquisar a sensibilidade nas áreas supostamente acometidas ou que meçam indiretamente a integridade dos ramúsculos nervosos periféricos. Nos testes completos ocorrerá na . Depositam-se gotas de solução milesimal de histamina na área suspeita e pele normal e faz-se uma puntura com agulha. perpendicularmente à pele.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As manifestações cutâneas associadas ao comprometimento neurológico são fatores essenciais no diagnóstico clínico precoce da doença. solicitando ao paciente que responda quando sentir diferença no tato. Obs.

pele a tríplice reação de Lewis (eritema primário.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . secundário e pápula). nos incompletos a segunda fase (eritema secundário) está ausente.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A duração e o esquema de tratamento de poliquimioterapia são recomendados pela Organização Mundial de Saúde. Poliquimioterapia Forma Idade Adultos Paucibacilar anos Rifampicina 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S 300-450mg/ mês-S 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S DDS 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A 50100mg/ dia-A 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A Clofazimina Duração 0-5 6 .14 anos Adultos 6 meses 300mg/mês-S 50mg/sem-A 100mg/mês-S 100mg/sem-A 12 meses Multibacilar anos 0-5 .

orquite ou acometimento renal preconiza-se a prednisona 1mg/Kg/dia (VO). quando coexistir comprometimento neural grave. Copyright © 2001 IDS .14 anos S= Supervisionada A= Auto-administrada sem= semana 300-450mg/ mês-S 50100mg/ dia-A 150-200mg/ mês-S 150mg/sem-A Estados reacionais: Reação do tipo I .400mg/dia (VO) até remissão do quadro (proibido por lei em gestantes e mulheres em idade fértil).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .6 . Reação do tipo II . Os contatantes dos doentes. Na impossibilidade de seu uso. em intervalo de 6 meses cada.prednisona 1mg/Kg/dia (VO)até melhora clínica.Talidomida 100 . devem receber imunoterapia profilática com duas doses de BCG intradérmico.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A hanseníase é doença de notificação compulsória. Casos suspeitos devem ser diagnosticados e tratados nas unidades básicas de saúde. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Centro Nacional de Epidemiologia .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cucé. Guia de Controle da Hanseníase. Neves. 1a Ed. Brasília.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . R.. Gráfica Tropical..G. Ministério da Saúde... C. Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária.: Hanseníase. Festa Neto. 1997. 1990.: Manual de Dermatologia.. 3a Ed. S. Copyright © 2001 IDS . 2a Ed. 1994. Talhari. Fundação Nacional de Saúde. Livraria Atheneu Editora.C. L.

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A diminuição da atividade da protrombina e dos níveis de albumina. Surge cerca de 6 semanas após a infecção. O anti-HBc total marca o contato com o vírus. O antiVHA IgM confirma o diagnóstico de fase aguda. enquanto o anti-VHA IgG indica infecção prévia e imunidade contra o vírus.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico clínico da hepatite é relativamente simples. Exames gerais Nas hepatites virais. Específicos 1) Hepatite A O diagnóstico pode ser estabelecido pela pesquisa do anticorpo específico (anti-VHA). indicam insuficiência hepática. Se for da classe IgM. as aminotransferases estão elevadas. O anti-HBc IgG pode indicar tanto uma exposição passada (se o AgHBs . o que torna o diagnóstico laboratorial de importância tanto clínica como epidemiológica. se presentes. As bilirrubinas e as enzimas canaliculares fosfatase alcalina e gamaglutamil transferase podem estar aumentadas. 2) Hepatite B a) Sorologia A presença do AgHBs indica um estado de portador crônico ou um quadro agudo. porém nem sempre há icterícia e colúria. porém pode estar presente durante a exacerbação de formas crônicas. representa um quadro agudo.

pela técnica de PCR. 5) Hepatite E O diagnóstico é feito por sorologia específica.estiver negativo) ou uma forma crônica (se o AgHBs for positivo). branched-DNA (b-DNA) ou PCR. Esses testes não são capazes de diferenciar infecção aguda. é útil tanto para confirmar o diagnóstico quanto para a monitorização do tratamento. O AgHBe é um marcador de replicação viral. que é a mais sensível. 3) Hepatite D A positividade do anti-delta IgM geralmente significa infecção delta crônica e a do anti-delta IgG. geralmente o RIBA (recombinant immoblot assay). é recomendável antes do tratamento para avaliar o estadiamento. infecção passada. nas fases iniciais da infecção aguda e nos imunodeprimidos. Todavia. crônica ou prévia. A especificidade pode ser confirmada com a utilização de um teste confirmatório. particularmente quando há dúvida no diagnóstico. seja naturalmente adquirida ou conferida pela vacinação. Na hepatite crônica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . b) Pesquisa do DNA viral Pode ser realizada pelas técnicas de hibridização. A presença do anti-HBs significa imunidade. essa regra freqüentemente apresenta exceções. 4) Hepatite C A pesquisa do anti-VHC por Elisa é o procedimento mais empregado para o diagnóstico. A determinação do RNA viral. É encontrado nas formas agudas e crônicas. Biópsia hepática Excepcionalmente indicada na hepatite aguda somente quando há dúvida no diagnóstico. enquanto a soroconversão para o anti-HBe indica geralmente uma parada da replicação viral. porém a maior parte dos laboratórios não a realiza rotineiramente. qualitativa ou quantitativa (carga viral). No entanto. o anti-VHC pode não ser detectado.

. em caso de surtos em grupos de pessoas com esse comportamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nas hepatites. b) Vacinação . 4 ou 8 semanas). É recomendada para usuários de drogas injetáveis e para homens homossexuais.a imunoglobulina humana deve ser administrada na dose de 0. a vacinação rotineira é recomendada somente em comunidades com surtos freqüentes da doença. embora o benefício persista por 3 a 6 meses. 1) Imunização contra o VHA a) Imunização passiva . Para as demais formas de hepatites virais. que diferem pelo intervalo entre as doses (2. Medidas específicas para prevenção estão disponíveis contra os vírus A e B. Embora a vacina tenha sido licenciada para uso em crianças acima de 2 anos de idade. a recomendação é respeitar as precauções universais para evitar contato com sangue e secreções corporais. o conhecimento do tratamento específico com medicamentos antivirais deve ser superado pela capacidade em prescrever e aplicar a imunização.02 ml/kg de peso por via intramuscular até 2 semanas após a exposição ao vírus. Os candidatos a recebê-la são as pessoas que tiveram contato íntimo ou sexual com portadores de hepatite A. Portadores de hepatopatias crônicas apresentam um risco aumentado de insuficiência hepática aguda grave se forem infectados pelo VHA. indicando-se também a vacinação.É administrada em 2 doses. É uma proteção eficaz (cerca de 85% dos casos). Há vários esquemas.

é mais seguro internar o paciente. um e seis meses. A vacinação de rotina é recomendada em áreas com alta prevalência da hepatite B e nas seguintes situações de risco aumentado: pessoal da área de saúde envolvido no cuidado de portadores do VHB. Quando há sinais e sintomas de insuficiência hepática. usuários de drogas injetáveis. o interferon recombinante alfa é o medicamento mais utilizado. Outros esquemas de vacinação com intervalos e doses menores por via intradérmica foram descritos.5 ml para crianças abaixo de 12 anos. A globulina deve ser administrada até 48 horas após a exposição e repetida após um mês. Tratamento das hepatites agudas O tratamento das hepatites agudas é de suporte e pode ser realizado ambulatorialmente ou no domicílio do paciente. Deve-se ainda fornecer orientação quanto à proibição do uso de álcool e de drogas potencialmente hepatotóxicas. porém são menos utilizados. recém-nascidos de mães com VHB (juntamente com a globulina hiperimune). pacientes em hemodiálise. pacientes que necessitam receber hemoderivados (hemofílicos por exemplo) e após exposição a sangue contaminado (juntamente com a globulina hiperimune). Os pacientes com vômitos freqüentes e desidratação podem necessitar de hospitalização. Tratamento das hepatites crônicas O tratamento envolve a administração de drogas antivirais. É usada também para profilaxia. b) Imunização ativa . O intervalo entre as doses geralmente é de zero. 3. Na hepatite C. no deltóide. contatos de pacientes com VHB (por exemplo. Todos os casos devem ser encaminhados para ambulatório específico.2) Imunização contra o VHB a) Imunização passiva . deve-se fracionar a aplicação em 2 áreas diferentes.a vacina recombinante atualmente comercializada é altamente eficaz e segura. As doses efetivas são de 250 a 500 UI (200 UI para o recémnascido) por via intramuscular.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 4. A resposta é considerada adequada quando se detectam títulos do anti-HBs acima de 10 mUI/ml pelo teste de Elisa. Os pacientes e seus familiares devem ser instruídos em relação às formas de contágio e às medidas de higiene necessárias. Na hepatite B e D. na dose de 1 ml (20 microgramas) para adultos e 0. Não são necessárias dietas especiais ou repouso absoluto. em recém-nascidos cujas mães são portadoras de hepatite B.a gamaglobulina hiperimune contra o AgHBs é recomendada em situações de alto risco de adquirir a hepatite B como quando sangue contaminado é inoculado ou atinge mucosas ou conjuntiva. A aplicação é realizada por via intramuscular. Se a dose ultrapassar 5 ml. o tratamento inicial recomendado é a associação do interferon com a ribavirina. Casos selecionados de hepatite B poderão ser tratados com lamivudina. preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Copyright © 2001 IDS . cônjuge).

devem ser encaminhados eletivamente para avaliação e tratamento em serviços médicos especializados. Todos os casos de hepatite fulminante devem ser internados imediatamente e transferidos com urgência para avaliação quanto à possibilidade de transplante hepático. recomenda-se fortemente o encaminhamento para um centro de referência.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . . uma vez que a recuperação espontânea ocorre na menor parte dos pacientes e a mortalidade é muito elevada. pela complexidade do seu tratamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Se houver piora da função hepática. Os casos de hepatite crônica.

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1998. Churchill Livingstone. O´Grady JG. LippincottRaven. Thomas HC (eds). 2a edição.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Schiff ER.Viral Hepatitis. 1999. Lake JR. Schiff´s Diseases of the Liver. 2000 Copyright © 2001 IDS . Howdle PD (eds). Sorrel MF (eds).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Zuckerman AJ. Philadelphia. Londres. Londres. 8a edição. Comprehensive Clinical Hepatology. Harcourt Publishers Limited.

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freqüentemente com neutrofilia e desvio para esquerda. O hemograma pode mostrar anemia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diagnóstico laboratorial O diagnóstico definitivo é feito por meio do isolamento da leptospira do sangue. EMJH ou por sorologia positiva em paciente com quadro clínico compatível. Para confirmação sorológica é preciso um aumento ³ 4 vezes nos títulos de anticorpos entre a fase de doença aguda e a fase de convalescença (após duas semanas) quando utilizada a reação de microaglutinação microscópica. líquor ou urina em meio de cultura apropriado. No Brasil. desde que o paciente se enquadre na definição de "caso suspeito". Tal reação é bastante sensível e permite o diagnóstico mais precoce. tem-se empregado a reação soroaglutinação macroscópica como teste de triagem e a soroaglutinação microscópica para confirmação e determinação do sorogrupo envolvido. plaquetopenia e leucocitose. como os meios de Fletcher. de acordo com as normas da vigilância epidemiológica da leptospirose. As transaminases elevam-se pouco (geralmente os valores estão abaixo de 100 UI) e os valores de bilirrubinas podem chegar a níveis bastante elevados. A revisão do Guia de Vigilância Epidemiológica do ano de 2000 preconiza a reação de macroaglutinação reagente como teste confirmatório. principalmente às . Outros exames laboratoriais auxiliam no diagnóstico da doença. de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. porém esta reação é de positividade tardia e raramente dá resultado positivo antes do final da segunda semana de doença. pode ser utilizada a reação de ELISA com pesquisa de anticorpos da classe IgM e IgG. Stuart. Quando disponível.

febre amarela. febre e dores musculares.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sem icterícia e com evolução para insuficiência respiratória grave. proteinúria e cilindrúria. a leptospirose pode ser confundida com a gripe. dengue e outras doenças virais. Diagnóstico diferencial Na forma anictérica. ao contrário de outras causas de insuficiência renal aguda. falciparum. Na forma grave ou síndrome de Weil. hepatites virais graves. O comprometimento meníngeo pode se expressar de forma clínica e laboratorial bastante parecida com as meningites linfomonocitárias benignas. Vale lembrar que têm sido relatados alguns casos com comprometimento pulmonar com pneumonite hemorrágica.custas da bilirrubina direta. forma ictérica da febre tifóide. Copyright © 2001 IDS . malária por P. Os níveis de uréia e creatinina podem estar bastante elevados e tipicamente. que cursam com cefaléia. infecção bacteriana aguda em hepatopatas crônicos. muito similares à síndrome hemorrágica pelo Hantavirus. colangites e colecistites e com a dengue hemorrágica. pode ocorrer hipocalemia. hematúria. geralmente benignas e autolimitadas. o diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com a septicemia por bacilo Gram-negativo. hepatite alcoólica. O exame de urina pode mostrar leucocitúria.

e para que utilize calçados adequados em locais de pescarias e caçadas. transfusão de sangue e/ou plaquetas. por via endovenosa. por cinco a sete dias. o antibiótico recomendado é a penicilina G . tais como natação em lagos e pequenos rios. por 7 a 10 dias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para casos leves. pode-se utilizar . Hidratação. Nos casos moderados ou graves. de 4/4 horas. canalização de córregos. coleta e destino adequado do lixo e campanhas educacionais para esclarecimento da população sobre o modo de contágio e as manifestações clínicas da doença.1 a 2 milhões de unidades. procurando usar botas e luvas de borracha. ao entrar em contato com coleções de água. Deve-se orientar a população para que utilize medidas protetoras nos períodos de enchentes. A terapia de suporte é fundamental para os casos graves. como a implementação de boas condições de habitação. Prevenção e controle A prevenção da leptospirose é dificultada pela impossibilidade de se eliminar os roedores urbanos. Para os pacientes que estiveram em situações de risco de infecção. o tratamento pode ser feito com doxiciclina 100 mg de 12/12 horas ou amoxicilina 500 mg de 8/8 horas. via oral. podem diminuir a ocorrência de casos humanos. Recomenda-se também orientar a população para evitar atividades recreacionais em locais com possibilidade de contaminação. porém medidas gerais de saneamento básico. diálise e ventilação mecânica podem ser necessários.

As vacinas disponíveis são utilizadas para imunização animal. pois tem se mostrado eficaz na proteção de indivíduos expostos. adequada e eficiente de proteção a eles. durante sete dias. uma vez por semana. A imunidade na leptospirose é soro específica. Copyright © 2001 IDS . A vacinação de animais domésticos é uma medida viável. em nosso meio. e a dose de 200 mg.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A doxiciclina é o antibiótico mais recomendado.antibiótico profilático. via oral. vacina disponível para aplicação em humanos. para aqueles que estão sob risco de infecção. durante todo o período de exposição. Não existe. duas vezes ao dia. por via oral. Recomenda-se a dose de 100 mg.

assistência em unidade de terapia intensiva. e sempre que necessário. Todos os casos da forma ictérica ou insuficiência renal (creatinina elevada) devem ser encaminhados para hospital de referência para internação. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos de leptospirose de forma anictérica pode ser acompanhada em ambulatório.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Capítulo 5.. Nicodemo. p. AV. 31:71-9. Diament. E.. 98-104. Nicodemo. Martins. D. Ministério da Saúde. S. & Amato Neto. Inst. Trop..C. M. Med. Santos. A. R. Thrombocytopenia and leptospirosis. Trop. 1994. 1999-2000. 1999. . Brasília. R. 1989.Paulo.T.A.C. Fundação Nacional de Saúde. Atheneu. 1990. Alves. Doenças infecciosas: conduta diagnóstica e terapêutica. Rio de Janeiro.. 987-1003. Brasília. C. T de. and ultrastructural features related to thrombocytopenia. p. R.Doenças infecciosas e parasitárias .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Lomar. A. TMPP.. Brito. Takakura. 1997. V. A. 32: 252-259. Leptospirose. Rev. R. Veronesi. 9a edição. Guanabara-Koogan.. In: Schechter. V. Leptospiroses. N.F.. Focaccia. Del Negro. DV.C. Rio de Janeiro. Leptospirose. Editora. Am J trop Med Hyg. Medeiros. Nicodemo. & Amato Neto. In: Veronesi. p. Castiñeiras. Med. 127-128. & Nicodemo.Guia de bolso. Lung lesions in human leptospirosis: microscopic. V. G. 4a edição.18. Guia de vigilância epidemiológica..I. Tratado de Infectologia. Marangoni. FSV. São Paulo. 56: 181-7. M. Alterações hematológicas na leptospirose. Fundação Nacional de Saúde . Duarte. G.L. Rev. 1997. Inst. immunohistochemical. Del Negro.

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na malária não complicada. de comprometimento sistêmico múltiplo. Tentativas de melhorar o diagnóstico direto têm sido feitas. Específico: consiste na identificação do parasito ou de anticorpos no sangue periférico. tem se mostrado como muito promissora pela maior sensibilidade obtida. Não é de utilidade prática para diagnóstico de doença.é a observação do parasito por hemoscopia. Indireto . para inquéritos sorológicos ou ainda com intuito de triagem de doadores de sangue. São métodos de realização simples. Nos casos graves. geralmente por punção digital. ou para diagnóstico de infecção ou. sendo que a técnica do QBC (quantitative buffy coat). as alterações laboratoriais estão na dependência do órgão (sistema) mais envolvido. que emprega capilar e coloração com acridina orange. Inespecífico: poucas são as alterações observadas aos exames complementares.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Exames laboratoriais a. mais freqüentemente.consiste na demonstração da presença de anticorpos específicos contra plasmódio no soro de indivíduos. Os métodos tradicionalmente empregados para tal fim são a gota espessa e o esfregaço. b. que necessitam apenas de lâmina onde se coloca uma gota de sangue. . Direto .

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A primaquina é tóxica para a medula óssea. O único medicamento que atua na fase exoeritrocítica é a primaquina. A dose de 4aminoquinoleínicos empregada é de 25 mg/kg de peso divididos em quatro tomadas: 10 mg/ kg no início. . Malária por Plasmodium falciparum Quando nos deparamos com um caso de malária por P. necessitamos de medicamentos que atuem tanto na fase eritrocítica como na pré-eritrocítica. b. ou 0. 24 e 48 horas após. Malária por Plasmodium vivax Para este tipo de infecção.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento a. durante 14 dias seguidos.25 mg/kg/dia (15 mg para adultos). É necessário destacar a possibilidade de falha terapêutica a despeito do esquema completo de primaquina (8 a 24% em nosso meio). ocasionando recaídas. vivax. não devendo ser administrada em crianças pequenas (menores que seis meses) e gestantes. principalmente entre primoinfectados. durante sete dias. As 4-aminoquinoleínas (cloroquina e amodiaquina) são as drogas de escolha para tratar a fase eritrocítica do P. devemos ficar atentos para a possibilidade maior de complicações. falciparum. A dose recomendada de primaquina é de 0.5 mg/kg/dia (30 mg para adultos). 5 mg/kg 6.

subdividiremos em quatro subitens: A) malária não-grave . dificultando sua utilização. se possível em unidades de tratamento intensivo. 24 e 48 horas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Tratamento etiológico: os esquemas que produzem negativação mais rápida da parasitemia são aqueles com os derivados da artemisinina. até o paciente poder receber medicamento por via oral. Essa associação é bastante eficaz (mais de 90% de cura) porém tem como maior inconveniente a baixa operacionalidade (tratamento por uma semana). pois. Esquema alternativo. Copyright © 2001 IDS .Com intuito didático e para melhor uniformizar este item. indiscutivelmente o medicamento de melhor atuação. sendo prática fazer tratamento seqüencial com outra droga por via oral (por exemplo. na dose de 100 mg 12/12 h durante sete dias (não deve ser utilizada em crianças menores e gestantes). na dose de 1. A tetraciclina e a clindamicina podem substituir a doxiciclina sem prejuízos. por via venosa. o paciente pode evoluir desfavoravelmente a despeito da ausência de parasitas circulantes. a. B) malária grave . por via venosa. na indisponibilidade dos derivados da artemisinina. na dose de 30 mg/kg/dia. é a associação de cloridrato de quinino. é fundamental controlar as complicações. na malária por P. por via venosa. por via intramuscular.ao lado da necessidade de rápida negativação do parasitemia.duas são as alternativas utilizadas para tratar malária por P. mefloquina). b. O artesunato. durante três dias. Conduta de manutenção: simultaneamente à condução do tratamento etiológico. na dose de 15 a 20 mg/kg em uma ou duas tomadas. Um fato observado e que merece destaque é a alta taxa de recrudescência observada com os esquemas citados. falciparum. 4. na dose de 1 mg/kg nos momentos 0. necessitamos monitorizar as complicações existentes e cuidar delas. A Segunda alternativa é a mefloquina. não raramente. na dose de 30 mg/kg/ dia (divididos em três doses). que pode ser empregado em dose única (uma ou duas tomadas) e levar a rápido desaparecimento da parasitemia assexuada. podem levar a rápida diminuição da parasitemia.6 mg a cada 12 horas no primeiro dia e a cada 24 horas a partir daí até o quinto dia. falciparum ambulatorialmente: uma é a de se usar sulfato de quinino. até que se extinga o processo de hipercatabolismo da malária com o paciente retornando a seu estado de normalidade. ou o arteméter. e doxiciclina. na dose de 20 mg/kg/dia. e clindamicina.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Nota: o diagnóstico de malária é realizado pela Fundação Nacional da Saúde (Brasília) e Superintendência de Controle de Endemias (São Paulo).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Todo caso com parâmetros de gravidade (ver malária grave no quadro clínico) deve ser encaminhado para o hospital.

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1996. São Paulo. 1990. Brasília. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Manual de Terapêutica da Malária. pg. Copyright © 2001 IDS .In: Doenças Infecciosas e Parasitárias. Manual de Terapêutica da Malária. Atheneu. Ed. 1998. Fundação Nacional da Saúde. Veronesi.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Malária . São Paulo. 1260-1289. Focaccia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Ministério da Saúde. SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias).

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Endolimax nana. como Entamoeba coli. não merecendo. Copyright © 2001 IDS . visto que os procedimentos diagnósticos são de maneira geral simples e baratos e que não há fármaco que promova a cura de todas as enteroparasitoses. Iodamoeba butschlii.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . de protozoários. Chilomastix mesnilli.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Vale comentar que deve-se sempre proceder ao diagnóstico etiológico da parasitose. portanto. evitando a utilização de anti-helmínticos de forma empírica. Importante: o encontro. abordagem terapêutica. Trichomonas hominis não indica diagnóstico de infecção com potencial patogênico. no exame parasitológico de fezes.

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solium. período de maior risco de teratogênese por drogas antiparasitárias. em função da hiperêmese gravídica. proglotes poderão ser regurgitados para o estômago da gestante. Tal conduta deve ser estendida para todo o período de gestação. observando que a eficácia desses fármacos não é homogênea para as várias espécies de parasitas. quando possível.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Tratamento de enteroparasitoses durante a gestação É discutível a indicação de tratamento dessas infecções durante a gestação. impõe-se a execução do controle de cura. aumentando o risco da ocorrência de cisticercose. a menos que a parasitose constitua risco ao desenvolvimento do feto ou para a saúde materna. . Exceção a essa regra pode ser representada pela infecção por T. Nesse caso. anti-helmínticos polivalentes. quando. De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde. Tratamento de parasitoses associadas Utilizar. tal procedimento deve ser evitado no primeiro trimestre de gravidez.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com dificuldade de erradicação de enteroparasita que esteja provocando sintomas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O diagnóstico e o tratamento de todas as parasitoses podem ser realizados em unidades básicas de saúde. Copyright © 2001 IDS . O encaminhamento para serviço especializado deve ocorrer somente nos casos de pacientes aidéticos.

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R. Correa. Chieffi.L.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Exame Parasitológico de Fezes. 26:163-70. 5a ed.. V. E.C.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Organización Mundial de la Salud: Modelo OMS de información sobre la prescripción de medicamentos: medicamentos utilizados em las enfermidades parasitarias. Adolfo Lutz.B. OMS. Inst. P. Amato Neto. Rev Bras Clín Terap. São Paulo. Chieffi..P. Sarvier.. Gryschek. Diagnóstico e tratamento de parasitoses intestinais. A.. 1991. Copyright © 2001 IDS . Ginebra. L. 49: 93-9. Rev. V.P. 1989. 2000. Enteroparasitoses na Estado de São Paulo: questão de saúde pública. 1991.. Amato Neto. P. Waldman.

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além da cultura. ao despertar. deverá ser solicitada a tipificação do bacilo. a coleta de duas amostras de escarro: uma por ocasião da primeira consulta e a segunda na manhã do dia seguinte. Baciloscopia: direta do escarro é o método prioritário. prova tuberculínica. Cultura do Bacilo de Koch: é indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar persistentemente negativos ao exame direto. acompanhado do teste de sensibilidade. prova tuberculínica. deve ser praticado em todos os serviços de saúde que disponham de laboratório.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da tuberculose deverá ser fundamentado nos seguintes métodos: exame específico (baciloscopia e cultura). Recomenda-se para o diagnóstico. porque permite descobrir a fonte mais importante de infecção. a evolução bacteriológica do paciente durante o tratamento. mensalmente. como meníngea. que é o doente bacilífero. radiografia. Nos casos de outras micobactérias que não tuberculose. Também é utilizada para acompanhar. Também está indicada a solicitação desse exame nos casos de suspeita de resistência bacteriana às drogas. e para o diagnóstico de formas extrapulmonares. Por ser um método simples e seguro. A baciloscopia direta deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por quatro semanas e mais). anátomo-patológico (histológico e citológico). bioquímico e de biologia molecular. pleural. renal. sorológico. óssea e ganglionar. Radiografia de tórax: está indicado nas seguintes situações: .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .reator fraco (infectados pelo BK. suspeitos de tuberculose extrapulmonar. Exame Anátomo-patológico (histológico e citológico): sempre que possível. A tuberculina usada no Brasil é o PPD-Rt23. Prova Tuberculínica: indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose em pessoas não vacinadas com BCG. a cultura e o exame anátomo-patológico para identificar o M. sendo indispensável o exame bacteriológico para o diagnóstico correto. expresso em milímetros. Tem importante papel na diferenciação das formas de tuberculose de apresentação atípica e no diagnóstico de outras pneumopatias entre os pacientes com aids. e portadores de HIV ou pacientes com aids. uma vez que a vacina pode torná-la positiva. na dose de 0. na parte anterior do antebraço esquerdo. não reator. indica apenas infecção e não necessariamente tuberculose doença. nas formas extrapulmonares. por micobactérias atípicas ou vacinados com BCG) · 10 mm e mais . isoladamente. tuberculosis ou o processo inflamatório granulomatoso compatível com a tuberculose. deve-se realizar a biópsia. em pessoas aparentemente sadias. considera-se reator aquele que apresenta induração maior ou igual a 5 mm e. A leitura deverá ser realizada de 72 a 96 horas após a aplicação. de 1 ml. O exame radiográfico desses grupos permite a seleção de portadores de imagens suspeitas de tuberculose. aquele com induração de 0 a 4 mm. O resultado.não reator (não infectados ou analérgicos) · 5-9 mm .reator forte (infectados pelo BK. Nesses casos. doentes ou não. Nas pessoas vacinadas com BCG. ou vacinados com BCG). Todos os indivíduos infectados pelo HIV devem ser submetidos à prova tuberculínica. A prova tuberculínica positiva.1 ml. equivalente a 2UT (unidade tuberculínica).· · · · sintomáticos respiratórios negativos à baciloscopia direta. Deve-se evitar a aplicação quando houver lesões da pele no local de aplicação. No material colhido será feito o exame direto. inclusive por expor a população à radiação desnecessária. Copyright © 2001 IDS . com seringa tipo tuberculina. comunicantes de todas as idades sem sintomatologia respiratória. não está indicada por ter baixo rendimento. aplicada por via intradérmica. é interpretado da seguinte fórmula: · 0-4 mm . com régua milimetrada padronizada. pode-se ter dificuldade na sua interpretação. A abreugrafia indiscriminada.

Os esquemas padronizados pelo Ministério da Saúde (Manual de Normas para o Controle da Tuberculose . gestantes e crianças. SITUAÇÃO Sem tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) Com tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) q Recidivante do Esquema 1 ou q Retornos após abandono do Esquema I Meningite Tuberculosa Falência dos Esquemas 1 ou 1R (todas as formas inclusive meníngea) ESQUEMA PRECONIZADO 1 1R 2 3 .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da tuberculose deve ser feito necessariamente nas unidades de saúde selecionadas para este fim e é uma das doenças de notificação compulsória.1995) serão descritos abaixo. O tratamento é feito com pelo menos três drogas para evitar a seleção de cepas mutantes resistentes a um ou mais dos quimioterápicos utilizados no esquema. não havendo diferenças no tratamento de adultos.

(sem resultado de cultura e sensibilidade) deverão receber como terapêutica empírica inicial. exceto meningite) segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg 1a fase (2 meses) 2a fase (4 meses) R H Z R H 10 10 35 10 10 Entre 20 e 35 kg 300 200 1000 300 200 Entre 35 e 45 kg 450 300 1500 450 300 Mais de 45 kg 600 400 2000 600 400 R . Os pacientes em caso de falência do tratamento.Considera-se sem tratamento os pacientes que nunca se submeteram à quimioterapia antituberculosa ou a fizeram por menos de 30 dias.Rifampicina. Considera-se falência do tratamento a persistência de positividade do escarro ao final do tratamento.Hidrazida/Isoniazida. Esquema 1R . q No tratamento da associação de tuberculose e infecção pelo HIV/AIDS. a 2a fase terá a mesma duração que nos pacientes não co-infectados.Drogas (mg/kg/dia) (indicado nos casos novos de tuberculose.Drogas (mg/kg/dia) (Esquema reforçado para retratamento e abandono do Esquema I). Z . a partir do 4o mês de tratamento. H . Os pacientes que no início do tratamento são fortemente positivos (baciloscopia ++ ou +++) e mantêm esta situação até o quarto mês de tratamento. ou seja mais 6 meses de Hidrazida/Isoniazida. são também classificados como casos de falência Esquema 1 . enquanto aguardam os testes de sensibilidade para definir o melhor tratamento. No retratamento será adotado o esquema 1R até que os resultados de cultura e teste de sensibilidade estejam disponíveis para melhor orientação da terapêutica.Pirazinamida Observações: q O tratamento da tuberculose oftálmica ou cutânea poderá ser mantido por mais de seis meses a critério médico (2RHZ/4RH/6H). segundo fase do tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg . definida abaixo. ou com positividade inicial seguida de negativação e nova positividade por dois meses consecutivos. o Esquema 3.

1a fase (2 meses) R H Z E 10 10 35 25 10 10 25 300 200 1000 600 300 200 600 450 300 1500 800 450 300 800 600 400 2000 1200 600 400 1200 2a fase (4 meses) R H E E . no início do tratamento. q Nos casos de meningite tuberculosa recomenda-se o uso de corticosteróides por um prazo de 2 a 4 meses. segundo fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg . segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Fases do Tratamento 1a fase (2 meses) Drogas R H Z 2a fase (7 meses) R H Mg/Kg de Peso/Dia 20 20 35 10 a 20 10 a 20 Dose Máxima em Mg 600 400 2000 600 400 Observações: q Nos casos de concomitância da meningite com outras localizações deverá ser utilizado o Esquema 2. Esquema 3 .Drogas (mg/kg/dia) (indicado na falência de tratamento com os Esquemas 1. 1R e 2). até a dose máxima de 30 mg/dia.Drogas (mg/kg/dia) (indicado na meningite tuberculosa). No caso de se utilizar outro corticosteróide aplicar a tabela de equivalência entre eles.Etambutol Esquema 2 . q Na criança a prednisona é administrada na dose de 1 a 2 mg/Kg de peso corporal.

o aparecimento de icterícia e nos indivíduos maiores de 35 anos. Atenção especial deve ser dada para a possibilidade de ocorrência de hepatotoxicidade que. reações cutâneas e artralgias. sendo os efeitos mais freqüentes: intolerância gastrointestinal. deve ser sempre suspeitada nos pacientes que desenvolvem quadros de vômitos que não melhoraram com as atitudes anteriores. Isto facilita a adesão ao tratamento e melhora a biodisponibilidade destes. Nesta situação. Et . Efeitos colaterais: os medicamentos utilizados nos esquema 1. Os pacientes devem ser orientados para procurar o seu local de tratamento o mais rápido possível após o aparecimento de novos sintomas que deverão ser identificados por toda a equipe. hepatotoxicidade. De uma maneira geral. Todo esforço deverá ser feito para que o esquema não seja modificado.Estreptomicina.1a fase (3 meses) S Et E Z 20 12 25 35 12 25 500 250 600 1000 250 600 1000 500 800 1500 500 800 1000 750 1200 2000 750 1200 2a fase (9 meses) Et E S . a estreptomicina deve ser administrada na dose de 500mg/dia. estes medicamentos são bem tolerados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Outros efeitos colaterais são mais raros e devem ser bem avaliados antes da suspensão dos medicamentos. embora infreqüente.Etionamida Observações: q Em pessoas maiores de 60 anos. Quadros cutâneos e articulares podem ocorrer. A ocorrência de intolerância gastrointestinal deve ser manipulada com modificações nos horários de tomadas dos medicamentos e uso de sintomáticos. Copyright © 2001 IDS . Tais situações devem ser tratadas de maneira sintomática e as reações mais severas avaliadas em centros especializados. todos os medicamentos devem ser suspensos e o paciente referenciado para um centro especializado. 1R e 2 devem ser ingeridos em conjunto logo após o despertar do paciente. ainda em jejum.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . No entanto. Secretarias estaduais e municipais. O atendimento de casos simples pode e deve ocorrer em unidades básicas e o encaminhamento deve seguir a realidade de cada local.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O seguimento dos pacientes com tuberculose deve seguir de forma rígida as instruções do Ministério. Copyright © 2001 IDS . todo clínico geral deve diagnosticar e entender os principais problemas relacionados ao tratamento.

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Editores Ricardo Veronesi e Roberto Foccacia. Fernando Augusto Fiuza de Melo in: Tratado de Infectologia. 1R e 2 da tuberculose. Editora Atheneu. Capítulo 5. a forma de prescrever e os efeitos colaterais mais freqüentes q q . Guia de Vigilância Epidemiológica: http://www.34: Tuberculose. você deverá estar apto para: Reconhecer casos suspeitos de tuberculose o mais precoce possível Encaminhar o mais breve possível para o laboratório de referência os materiais biológicos para o diagnóstico e controle de cura q Conhecer as doses e medicamentos dos esquemas 1. Guia de Vigilância Epidemiológica. Ao final deste capítulo.gov.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Capítulo 74 . 1997: 914-959. Fundação Nacional de Saúde -Ministério da Saúde.funasa.htm.br/pub/GVE/GVE0534A.Tuberculose.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

Rio de Janeiro. Atheneu. 33 . p. In Diament. Diament. Copyright © 2001 IDS . 2000. 1992. Silva. Terapêutica e prática pediátrica. São Paulo: Atheneu. 3a.A consulta pediátrica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Hermann. A. 2a. 3 -7.Exame neurológico do lactente.62. S (eds) .Pediatria ao Alcance dos Pais . In Carvalho.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . EMK . WB (eds). Carvalho.Compreender a Doença é o Melhor Remédio.Neurologia Infantil. 1996. Cypel. AA. ed. ES. ed. p. FF . A . Editora Imago. Neto. Rio de Janeiro.

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o abdome proeminente. o comprimento é ao redor de 50cm e o perímetro cefálico. a criança pode perder até 10% de seu peso de nascimento. A criança dobra o seu peso de nascimento aos 5 meses. pela eliminação de mecônio. O recém-nascido apresenta-se edemaciado. correspondendo a cerca de 25% do seu tamanho.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia CRESCIMENTO NORMAL Quadro clínico e Epidemiologia O corpo como um todo tem duas fases de grande velocidade de crescimento: da concepção até os 2 anos de idade e na adolescência. que indica o crescimento cerebral. Crescimento no 1º ano de vida. No entanto.4kg. tem a cabeça grande. e o triplica com 1 ano de idade. é uma das medidas de menor variabilidade nas diversas idades. Nos primeiros dias de vida. sendo um pouco maior nos meninos que nas meninas. de urina e diminuição do edema. A média de ganho de peso nos primeiros três meses de vida é de 20 a 30g por dia. O peso médio de nascimento é de 3. Ganha. e passa de 35cm a 44cm e a 47cm aos 6 e 12 meses de idade. em seu comprimento. as extremidades curtas e o ponto médio do seu comprimento se localiza aproximadamente na região umbilical. e por isto é tão importante nos três primeiros anos de vida. a face arredondada. cerca de 15cm no primeiro semestre e 10cm no segundo semestre de vida. as células do organismo não crescem de maneira uniforme. a maioria dos recém nascidos recuperam o peso de nascimento. Aos 10 dias de vida. . por volta de 35cm ao nascer. O perímetro cefálico.

a criança apresenta de 8 a 12 dentes. aumenta apenas 2cm no segundo ano. porque a criança pode mudar seu canal de crescimento nos primeiros meses de vida sem que isto signifique um processo patológico ou alteração nutricional. nesta época. O perímetro cefálico cresce de 51 cm aos 5 anos para 53 ou 54cm aos 12 anos de idade. nos países em desenvolvimento. uma criança geneticamente grande nascida de uma mãe pequena. O tecido subcutâneo aumenta em quantidade. quando alcança o tamanho do adulto. Os ossos da face aumentam e termina. . O escolar aumenta seu peso em 3. a criança troca cerca de 4 dentes por ano. Neste período. Crescimento do pré-escolar. sendo maior do que na idade adulta. a criança pode mudar seu canal de crescimento. a formação dos seios da face. de acordo com a seqüência indicada na figura 2. O pré-escolar ganha por volta de 2kg e aumenta de 6 a 8cm por ano. onde a desnutrição é endêmica. Neste período. No entanto. muitas vezes. este fenômeno assume uma grande importância. Ao nascer. com o desenvolvimento dos seios frontais aos 7 anos de idade. crianças geneticamente pequenas. O perímetro cefálico que cresceu 12cm no primeiro ano.5kg e sua altura em 6cm por ano. Inversamente.respectivamente. O tecido linfóide é muito desenvolvido durante esta fase.5kg no seu peso e 12cm em seu comprimento. Assim. O osso maxilar inicia o seu desenvolvimento. podem diminuir o ritmo de seu crescimento. Crescimento do escolar. confundidos com a dentição decídua. inicia-se uma desaceleração do crescimento. Tem sua dentição decídua completa até os 30 meses de idade. o seu próprio canal de crescimento. O apetite diminui a partir dos 10 meses de idade e a criança perde tecido subcutâneo. que acontece ao redor dos 10 anos nas meninas e 12 anos nos meninos. e. pode nascer pequena por não ter havido espaço suficiente na cavidade uterina para a completa expressão de sua herança genética. durante 5 anos. que são. Na prática. a tendência desta criança é atingir a partir dos primeiros meses. a criança ganha 2. Aos 6 anos. Estes dentes requerem um cuidado especial. até entrar na puberdade. A criança ganha mais 8 a 12 dentes. no final do primeiro ano. A erupção dos dentes decíduos se inicia entre 5 e 7 meses. a hipótese diagnóstica que deve sempre ser levantada e investigada frente a uma desaceleração no crescimento é a de um agravo nutricional por déficit de ingestão ou infecção. alcançando percentis mais altos de peso e comprimento. Durante os dois primeiros anos de vida. atingindo seu máximo aos 9 meses de idade. nascidas de mãe grandes. preparando-se para a erupção da dentição permanente. em função do seu peso de nascimento e potencial genético. tornando-se mais delgada e com maior massa muscular. O abdome continua proeminente até o 3º ano de vida. por servirem de guia para toda a dentição permanente. Durante o segundo ano de vida. aparecem os primeiros molares permanentes. Crescimento no 2º ano de vida.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

respectivamente. (4) aos 13 anos. revertendo-se a partir do 5º mês de vida. (6) a idade mediana da menarca das adolescentes brasileiras é 13 anos e 2 meses. os lactentes brasileiros apresentam. altura 7cm menor que as americanas. a diferença entre brasileiros e os padrões de referência (NCHS) ficaram maiores (em média. sem dúvida. (4) aos 18 anos. sendo a média discretamente superior ao padrão americano. no entanto. apresentando estatura semelhante à dos adolescentes americanos de 15 anos. correspondendo a altura mediana das americanas de 13 anos. 4cm para os meninos e -3cm para as meninas). condições desfavoráveis para o crescimento. em média. em média. (5) aos 18 anos. realizada em 1989. mostrou que (1) lactentes brasileiros apresentam comprimento adequado. (7) as medianas de estatura das crianças brasileiras . constataram-se as maiores diferenças entre brasileiros e americanos (em média. em média.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia EVOLUÇÃO DA ALTURA NO BRASIL E COMPARAÇÃO INTERNACIONAL Quadro clínico e Epidemiologia A Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN). os adolescentes brasileiros são também. Tais dados reforçam a constatação citada em outros estudos de que os déficits estaturais se evidenciam a partir do 6º mês de vida e estão associados à idade do desmame e da introdução de outros alimentos. as adolescentes brasileiras apresentaram. -9cm para o sexo masculino e -7cm para o sexo feminino). 7cm menores que os americanos. refletindo. mimetizando as tendências seculares. comprimento 2cm e 1cm menor do que os americanos do sexo masculino e feminino. sendo tanto mais tardia quanto mais restritas as condições de vida. essa pequena "vantagem" é transitória. (2) com 1 ano. (3) aos 7 anos.

25 anos) mostraram que mais de 20% da população adulta jovem apresentava baixa estatura (com estatura menor do que -2 desvios padrão). passando a 2. evidencia as seguintes melhoras dos padrões de crescimento das crianças brasileiras: (1) aos 11 meses. tanto na área rural quanto na urbana. a mediana regional brasileira chegou a ser igual ou ligeiramente superior ao padrão NCHS. observou-se que. norte urbano = 11. porém insuficiente. (4) quando a renda per capita era igual a 2. expressar seu potencial genético. A análise dos diversos dados obtidos em 1974 a 1975 por meio do ENDEF e dos de 1989 da PNSN permite atribuir as melhoras observadas no padrão de crescimento da população brasileira neste período aos seguintes fatores: melhora geral dos serviços públicos. ampliação da rede de saneamento básico. (5) ao mesmo tempo. esta pesquisa evidenciou contrastes internos que podem ser resumidos da seguinte maneira: (1) a área rural apresentou pior desempenho. No entanto. maior divulgação e acesso ao conhecimento de forma geral. ao ganho observado em países desenvolvidos no início do século e à metade do alcançado por outros países onde foram promovidas medidas específicas para o desenvolvimento humano neste mesmo período de 15 anos. mas aponta para o fato de que um contingente considerável de nossa população continua sem condições de. A comparação dos resultados da PNSN (1989) com os dados antropométricos referidos no Estudo Nacional de Despesas Familiares (ENDEF). . constatou-se definitivamente a situação de prejuízo. numa mesma faixa de renda. Além das diferenças obtidas entre os resultados nacionais e os de referência. minimamente. Este fato se extremiza quando se constata que: entre crescer no Nordeste ou no Sul. (2) a mediana da estatura aos 14 anos e aos 18 anos aumentou respectivamente +3. diminuição das taxas de natalidade. o Norte e o Nordeste apresentaram estaturas medianas mais baixas que as demais regiões.na 1ª década de vida corresponderam ao percentil 10 do padrão NCHS para ambos os sexos. aproximadamente. reforçando a idéia de que as desigualdades não se limitam à renda. em algumas idades. as alturas apresentadas pelos adultos jovens brasileiros (20 . realizado entre 1974 e 1975.Além disso. Esta constatação não se limita aos padrões estéticos. A melhora dos indicadores nutricionais em relação aos encontrados na década de 70 é positiva.7cm (para adolescentes do sexo masculino).4.2 salários mínimos. os déficits de estatura foram menores e.9cm e +3.1cm neste período entre 1975 . o crescimento se encerrou aos 18 anos.1% em 1975.8cm. aumento da cobertura vacinal obtido pelos programas de imunização ampliada. existe uma diferença de 12 anos a menos de esperança de vida e 50% a mais na possibilidade de apresentar baixa . permitindo uma melhor distribuição de renda per capita e pela maior adesão ao aleitamento materno. ampliação da rede básica de saúde. (3) aos 18 anos.9cm e sudeste urbano = .6% em 1989. o déficit de comprimento dos lactentes em relação ao padrão NCHS era de 6. correspondendo. com déficits estaturais medianos bastante diversos em relação ao padrão NCHS: nordeste rural = -13. pela mídia e até mesmo pela rede de transportes ampliada. veiculado pelos meios de educação formal. (2) as regiões com pior desempenho foram a Norte e a Nordeste e as de melhor desempenho foram a Sul e a Sudeste.1989.

em 1989. para 5 vezes.49 0. passando de 15.49 estatura < -2 desvios padrões (%) 10.3 5.5%.8 19. A evolução dos índices altura para idade indica declínio na prevalência de déficits de crescimento entre crianças menores de 5 anos em todo país.Brasil .49 0.3 8. Apesar de os dados antropométricos disponíveis limitarem-se às crianças menores de 5 anos.3% na área rural ( 22.49 0.1996 região Nacional Sudeste Centro-Oeste Nordeste Norte Rio de Janeiro São Paulo Sul Urbana Rural faixa etária (anos) 0.7% para 19%).5% para 7.2 17. em 1996. verifica-se que o diferencial desfavorável ao grupo de menor escolaridade passa de 17 vezes.0 Copyright © 2001 IDS . Comparando-se a prevalência de déficits estaturais entre filhos de mães sem qualquer escolaridade e filhos daquelas que ultrapassaram o primeiro grau.49 0.49 0. A melhora dos índices altura para idade é maior na área urbana chegando a 37. em 1989 para 10. a comparação da PNSN de 1989 com a PNDS de 1996 mostra que a prevalência de baixa estatura entre crianças menores de 5 anos diminuiu um terço. em 1996.estatura.5 5.2 2.6% (de 12. Quadro: Estudos de Prevalência de Baixa Estatura aos seis meses de idade.49 0. na realidade.8%) e de apenas 16. um aumento na desigualdade das condições de vida entre as duas áreas. Tal declínio é semelhante e mais evidente nas regiões Nordeste e Centro-Sul (34.9 16.9% respectivamente) e menor na região Norte (29.9 6.6%).49 0.7%.49 0.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . mostrando.49 0.4% e 34.1 7.

pelas más condições de vida e saúde a que foram submetidas a mãe e a criança. Muitas vezes. o peso e o comprimento de nascimento são próximos ao limite inferior da normalidade. tem várias causas. nas comunidades em desenvolvimento. Sua velocidade de crescimento é adequada. é constituído pela desnutrição. mas abaixo da curva do percentil 3. a anemia. a criança tem pais baixos ou vários outros familiares baixos. Sua linha de crescimento corre paralela. definida como comprimento ou altura para idade abaixo do percentil 3. mas não só. a asma. que teve início no período intra-uterino ou pós-natal. a aids. baixa estatura ao nascer e pela carência psicossocial. as poliinfestações parasitárias. a velocidade de crescimento é normal e ocorre um atraso no desencadeamento da puberdade. destacam-se pela sua freqüência. a baixa estatura familiar e a baixa estatura por crescimento lento. Por último. Sua altura final será baixa. a baixa estatura é o resultado de uma desnutrição crônica. Por este motivo. o raquitismo. As cardiopatias. Entre elas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia BAIXA ESTATURA Quadro clínico e Epidemiologia A baixa estatura. encontrado principalmente. a síndrome de má absorção. acompanhando a tendência familiar. Outro grupo de causas muito importante. as infecções repetidas. do . próxima. alcançando uma estatura final normal. alimenta-se bem. é ativa e não adoece com facilidade. um grupo de causas pouco freqüentes na população é composto pelas doenças genéticas. Na criança com baixa estatura por crescimento lento. doenças sistêmicas. tais crianças conseguem recuperar alguns centímetros na adolescência. a infecção urinária em lactentes são algumas das patologias que podem determinar ou agravar a baixa estatura. Na baixa estatura familiar.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . que deve ser diagnosticado precocemente para evitar seqüelas irreversíveis. Determinam baixa estatura muito grave e sem possibilidade de tratamento etiológico.esqueleto e neuroendócrinas. com exceção feita à deficiência de hormônio de crescimento e ao hipotireoidismo. Copyright © 2001 IDS .

ACSL eds. ACSL.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sucupira. R Desenvolvimento In Sucupira. Sarvier.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . J. Werner. Edição. Copyright © 2001 IDS . 22. Resegue. Pediatria em Consultório 4a. 2000. p.

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Organização Munidial de Saúde. Sarvier.B.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Marcondes. & Cols.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Bresolin.S. Pediatria Básica. Copyright © 2001 IDS . São Paulo. Paul.Alimentação na Criança Normal. Marcondes. Pediatria na Atenção Primária. Ministerio da Saúde.C. 2000. 1998. & Cols: Pediatria em Consultório.M. et al. Organização Panamericana de Saúde. Departamento de Nutrição da SPSP. Issler.. Rev. Sarvier. 7º Ed. A. Pediatria 16 : 2. Sarvier.L. .Leone. 1999. E. Brasília. Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância..Alimentação da Criança nos Primeiros Anos de Vida. 1996. E. São Paulo. In Sucupira.. 1999. São Paulo. H. A C..

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principalmente para afastar causas graves. edema coriza serosanguinolenta alterações neurológicas em membros tardios fronte olímpica mandíbula curva arco palatino elevado alterações dentárias alterações oculares lesão do VIII par craniano nariz em sela tíbia em sabre O diagnóstico laboratorial baseia-se.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico das icterícias no período neonatal é importante. em: (1) pesquisa direta por microscopia em campo escuro. (2) sorologia não-treponêmica: VDRL (é considerado . como: Quadro2. principalmente. O diagnóstico da sífilis congênita é da maior importância para tanto alguns achados clínicos da sífilis congênita devem ser procurados. Achados de exame físico na Sífilis Congênita precoces hepatomegalia alterações ósseas baixo peso ao nascer lesões cutâneas icteríciaes plenomegalia anemia severa. como as doenças hemolíticas por incompatibilidades sanguíneas.

sendo considerada portadora de sífilis congênita toda a criança cuja mãe tem sífilis não tratada ou tratada de modo inadequado. independentemente da presença de sinais e sintomas laboratoriais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . (3) sorologia Treponêmica: FTA-Abs (úteis para exclusão de falsos positivos). quando apresenta títulos a partir de 1:2. com queda progressiva. Permanecem positivos por longo tempo. A sífilis é uma doença de notificação compulsória. mesmo após o tratamento efetuado).positivo.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da icterícia neonatal deve ser direcionado para a doença que causou a icterícia. tem por objetivo evitar a encefalopatia. como alimentação precoce. Nos casos de hiperbilirrubinemia indireta por incompatibilidade sanguínea. Copyright © 2001 IDS . podendo-se utilizar fototerapia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . estímulo ao peristaltismo. administração de glicose. Outras medidas coadjuvantes são possíveis. exsanguineo-transfusão e até o uso de substâncias que diminuem a reabsorção intestinal de bilirrubina.

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Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Nesses casos. o encaminhamento a serviço de especialidade deve ser imediato.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A principal atitude é a de diferenciar a icterícia fisiológica do recém-nascido e a sífilis congênita de outros diagnósticos que demandam investigação demorada.

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H. São Paulo...C. junho 2000 Issler.L.. Pediatria na Atenção Primária .Pediatria Moderna.F.J. Sarvier. Oselka. Icterícia neonatal. Marcondes..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde ..K. Guia de Vigilancia Epidemiológica e Agravos Específicos. 2000.W. São Paulo. Vaz.C. 1996.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Araújo. 7º Ed. E. São Paulo. E. A . H..Leone. Roteiros Diagnósticos em Pediatria.. Sarvier. Leone.G.C. et al... 1987 Copyright © 2001 IDS .C.vol XXXVI. Corradini.. E. Marcondes. Ministério da Saúde. Ramos. Pediatria Básica. 1999. M.A.. Marcondes. Sarvier.B.

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a desnutrição pode ser classificada em: leve. deve-se utilizar a determinação do déficit de peso/altura e da altura/ idade. Este método deveria ser utilizado basicamente para avaliar os graus de desnutrição em uma comunidade e para uma triagem inicial. De acordo com a intensidade. moderado ou grave foram eleitos de maneira arbitrária. adotando-se. A secundária é conseqüente a alterações fisiopatológicas pré-existentes que interferem em qualquer ponto do processo de nutrição.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico Avaliação e classificação da desnutrição De acordo com a etiologia. independentemente de sua altura. A classificação de intensidade está baseada no déficit de peso em relação à idade. devido a dificuldades operacionais que os serviços de saúde encontram para a medida da altura das crianças. Para estudo de casos individuais. em relação à altura ou da altura para a idade. Tomando como referência as tabelas de crescimento do "National Center for Health Statistics"( NCHS). este método assume que as crianças de determinada idade têm o mesmo peso. inadequada. No entanto. considera-se: . Os pontos de corte para definir os graus de déficit leve. não tendo base fisiopatológica de gravidade bem definida. desequilibrada ou incompleta de nutrientes. a desnutrição pode ser considerada primária ou secundária. principalmente para as crianças menores de 2 anos. moderada e grave. A relação peso/idade é a mais freqüentemente utilizada em nosso meio. A primária é conseqüente à ingestão insuficiente. como base de referência. uma curva de crescimento.

das necessidades.5 3.1.9 1.15% grave déficit > 40% déficit > 30% déficit > 15% É importante ter sempre presente que toda criança desnutrida com edema.5 .2. é considerada como desnutrida grave.0.25% déficit 10% . e o rosto. baseia-se em observar os glúteos.40% déficit 21% .leve Peso/idade Peso/altura Altura/idade déficit 10% . especialmente quanto a edema e aspecto de envelhecimento.20% déficit 5% . quando os pacientes . independentemente do seu déficit. De acordo com o tempo de evolução. Foi proposta por McLaren e fundamenta-se em uma tabela de pontuação para achados clínicos e dosagem da concentração sérica de albumina.5 .0 a 3 pontos classificação Outra classificação mais simples para estes tipos de desnutrição tem sido adotada na estratégia do Ministério da Saúde denominada Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI).0 .1.0 . Segundo a apresentação clínica.10 % moderada déficit 26% . onde a massa muscular e deposição de gordura são máximas. têm se mostrado efetivos e fáceis de serem aplicados.5 .9 0 1 2 3 4 5 6 kwashiorkor .3. O marasmo apresenta 3 etapas: M1.0 .4 0. achados físicos e laboratoriais edema alterações de pele edema + alteração de pele alterações de cabelo hepatomegalia pontos 3 2 6 1 1 marasmo kwashiorkor . kwashiorkor ou marasmo-kwashiorkor. A desnutrição aguda é desencadeada por um processo que leva à supressão aguda da ingestão e/ou o aumento. não atendido.4 2.2. Apesar de estes critérios serem subjetivos. a desnutrição pode ser classificada em marasmo.9 2.30% déficit 11% . a desnutrição pode ser considerada aguda ou crônica.4 a 8 pontos concentração de albumina (g/l) > 3.9 a 15 pontos marasmo .4 1.

emagrecimento intenso (peso inferior a 70% do esperado para o peso/altura) ou sinais clínicos de desnutrição grave. é necessário o encaminhamento a uma unidade de referência hospitalar se constatado o aparecimento de sinais clínicos de agravamento. Desnutrição grave é definida como sendo a presença de edema. marasmo-kwashiorkor ou kwashiorkor. esfregaço de sangue para afastar a hipótese da malária.apresentam glúteos diminuídos. além destes sinais. nenhuma distinção é feita entre as condições clínicas de marasmo. Mantendo-se uma vigilância das condições clínicas da criança. apresentam rosto envelhecido. pois a história médica e o exame físico são. com edema generalizado. Os exames laboratoriais poderão auxiliar no diagnóstico. protoparasitológico de fezes e radiografia de tórax. M2. em que. As formas mistas caracterizam-se pela presença de ambos os tipos de sinais. glicemia. com edema dos pés. Na abordagem terapêutica. e M3. conclusivos para o diagnóstico. porém poderão ser dispensados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . podemos considerar como exames úteis em uma Unidade Básica de Saúde: hemograma. Copyright © 2001 IDS . O kwashiorkor tem 2 etapas: K1. e K2. análise de urina. com glúteos flácidos e com pregas da pele sobre a raiz da coxa. na maioria das vezes. Em nosso meio.

Esquema para o tratamento de uma criança com desnutrição grave atividade tratamento inicial dias1-2 dias 3-7 reabilitação semanas 2-6 acompanhamento semanas 7 . além da correção de deficiências específicas e metabólicas e o início da alimentação. A mãe ou a pessoa que cuida da criança passa a ser treinada para continuar o tratamento em casa e. O sucesso do tratamento da criança desnutrida grave não requer instalações ou equipamentos sofisticados. (3) acompanhamento: após a alta. mas sim um planejamento cuidadoso e profissionais de saúde capacitados e dedicados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da criança com desnutrição grave é dividido em três etapas: (1) tratamento inicial: são identificados e tratados os problemas que põem em risco a vida da criança. então. O quadro abaixo resume este programa. físico e mental da criança e evitar recaídas. é feita a preparação para alta.26 . (2) reabilitação: aumenta-se a densidade calórica e protéica da dieta e iniciase o programa de estimulação física e emocional. a criança e a família são acompanhados para assegurar a recuperação e o desenvolvimento emocional.

Deve ser oferecida água com glicose. a hidratação oral deve ser iniciada e.3 horas. desde a década de 60. no volume de 15 ml/kg em 1 hora. A administração deve ser lenta.0o C. Desidratação: para a reidratação oral das crianças desnutridas graves indica-se a solução padrão da OMS com excelentes resultados. a criança deve ser aquecida com cobertor quente. é recomendado adicionar cloreto de potássio. o volume de 50 a 100 ml/kg com previsão de tempo total para a administração em 4 a 6 horas. o que quer dizer que. na suspeita de hipoglicemia.tratar ou prevenir hipoglicemia hipotermia desidratação corrigir DHE tratar infecção corrigir deficiências de micronutrientes começar a alimentação aumentar densidade calórica protéica da dieta estimular o desenvolvimento --------> --------> --------> ----------------------------------> ----sem ferro----> -----------------> ---------------------------------------------------------------------------> ---------------> --com ferro--> -------------> DHE = distúrbios hidroeletrolíticos Hipoglicemia: a criança deve ser alimentada no mínimo a cada 2 .5o C ou a axilar. paulatinamente. A suspensão da administração da solução de reidratação oral (SRO) ou a prescrição de volume adicional deve ser feita de acordo com a evolução da criança.9% e solução de glicose a 5%. Se disponível. com lâmpada incandescente acima do corpo ou pela "técnica Canguru". sugerindo-se. A administração de solução hidroeletrolítica por via endovenosa deve ter a menor duração possível. Choque séptico: A OMS recomenda o uso de solução de Darrow diluída ao meio com glicose a 5% ou solução de ringer lactato com glicose a 5%. como proposta inicial. utilizando-se colher e/ou copo. se necessário via sonda naso-gástrica. Em nosso meio. as concentrações e a velocidade da infusão. o que implica na necessidade de controles rigorosos para ajustar o volume. com o objetivo de incentivar a mãe a administrar a solução e controlar a evolução da criança. Após a recuperação dos sinais de desidratação e/ou ganho de peso. substituída por via endovenosa. a 35. utilizamos com sucesso a solução de partes iguais de soro fisiológico a 0. suspende-se a SRO e . porém sob vigilância constante do profissional de saúde. Deve-se ter sempre em conta que a criança desnutrida grave em estado de choque é de alto risco e tem dificuldade para manipular volume. Hipotermia: se a temperatura retal estiver abaixo 35. 20 mmol/litro de solução. assim que houver condições.

Composição da solução reidratação oral para desnutridos graves Componente Glicose Sódio Potássio Cloreto Citrato Magnésio Zinco Cobre Osmolalidade Concentração (mmol) 125 45 40 70 7 3 0. a administração de outros líquidos e a suplementação de vitaminas e sais minerais. A composição da solução de SRO proposta para crianças gravemente desnutridas. Com a recuperação. passou a recomendar o uso de soluções orais especiais para o tratamento da desidratação do desnutrido grave.045 300 O volume indicado. utilizando-se colher e/ou copo. a partir de 1999. a quantidade a cada refeição e o intervalo devem ser reduzidos. Dietético: a amamentação de ser mantida em criança submetida à reidratação. Na fase inicial do tratamento. conforme tolerância da criança. zinco e cobre para corrigir a deficiência destes minerais. inicia-se a administração de uma fórmula de dieta em pequenas quantidades. dieta de 100 kcal/100ml. de forma a não sobrecarregar o intestino. É imprescindível a administração de vitaminas e sais minerais. farinha de cereal e óleo. é aquela descrita a seguir. Se a criança não tiver condições de tomar a solução voluntariamente. denominada de ReSoMal. a OMS recomenda dieta com 75 kcal/100ml e. . Não havendo tratamento de emergência. O volume inicial para administração por SNG é de 5ml/kg em 30 minutos. que podem ser adicionados à dieta ou administrados separadamente. e os rins. Estas dietas podem ser facilmente preparadas a partir de leite em pó. Deve-se estar atento ao aparecimento de intolerância ao leite. inicialmente. por estar muito debilitada ou cansar-se rapidamente. aumentando-se progressivamente. não dispomos de estudos suficientes que demonstrem claramente as vantagens do uso de ReSoMal sobre a solução de hidratação padrão. a criança melhora e o apetite retorna. propõem enriquecer a solução de reidratação com magnésio. Crianças que não estejam em aleitamento materno devem receber dieta tão logo seja possível. Havendo vômitos. Além disso. Até o presente momento. na fase de reabilitação. A OMS. Estas recomendações têm como base o conhecimento de que estas crianças têm déficit de potássio e alto conteúdo corpóreo de sódio. se ocorrer o aparecimento de diarréia aquosa.3 0. é de 70 a 100 ml/kg. indica-se o uso de sonda nasogástrica (SNG). o fígado.inicia-se a alimentação.

(3) anemia. o seguimento por meio do controle de peso. (4) dermatoses do kwashiokor. é preciso estar atento frente a (1) processos infecciosos. Copyright © 2001 IDS . marcado em gráfico.Durante a etapa de reabilitação. imunizações. pois estes estão freqüentemente comprometidos. (2) deficiência de vitamina A. (5) recuperação nutricional e (6) imunizações. e desenvolvimento mental e comportamental é importante.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Na etapa de acompanhamento.

Bricks.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Ahmed T. Representação do Brasil. John C. OPS. Medica Panamericana. The treatment diarrhoea: a manual for physicians and other senior health workers.OPAS. Bogotá. et al. The Lancet 1999. Montenegro. Washington (D.. 1995. Bogotá. Mortality in severely malnourished children with diarrhoea and use of a standardised management protocol. Sarvier. 1996 Manejo da Desnutrição Grave: Manual para Profissionais de Saúde de Nível Superior e suas Equipes. RG.1996 Bresolin.353:1919-1922. 1996. Malnutrición proteico-energética. CR and Lozano. Geneva. Waterlow. .C. World Health Organization. Desnutrição Energético-Protéica em Pediatria em Consultório. Desnutrición In Nutrición Clinica y Gastroenterologia Pediatrica. LF. AMB.). 1999. OMS . São Paulo.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

a abordagem de toda criança desta faixa etária deve incluir essa possibilidade diagnóstica. mesmo que. faz com que seja amplo e variado o seu espectro de manifestações clínicas. de modo a buscar soluções junto com a família no sentido de impedir sua instalação. Apesar de o diagnóstico de anemia ter essencialmente um embasamento laboratorial. Deve-se sempre indagar sobre a presença de episódios de icterícia. de acometimento localizado. Além disso. como fraqueza. que a probabilidade de um lactente ou pré-escolar apresentar anemia é de aproximadamente 50%. geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. as informações obtidas na história permitem à equipe de saúde desempenhar o seu importante papel na promoção e proteção da saúde das crianças. diminuição do apetite. no nosso meio. pois é definido pela taxa de hemoglobina encontrada no hemograma. As queixas clássicas nas crianças com anemia moderada e grave são inespecíficas. de carência nutricional primária e de outros mecanismos fisiopatológicos. A grande diversidade de possibilidades etiológicas das anemias na infância. identificando precocemente as situações de risco para o desenvolvimento da anemia. dados da história e do exame físico são fundamentais para a realização das hipóteses diagnósticas etiológicas e direcionam as condutas terapêuticas a serem priorizadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Pode-se estimar. pois a anemia pode ser manifestação de doença sistêmica crônica ou aguda. assim sendo. aparentemente. . que pode indicar a presença de hemólise. não existam queixas específicas. alterações do humor e distúrbios do sono. podendo ocorrer também na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. A anamnese deve ser completa.

como: (1) antecedentes perinatais. neomicina podem determinar a má absorção dessa vitamina. (4) uso de medicações: o consumo de corticosteróides. (3) antecedentes mórbidos e doenças associadas: infecções de repetição e os processos inflamatórios crônicos. Outros acometimentos do trato digestivo. esofagite por refluxo gastroesofágico. sangramento perinatal. Acometimentos do íleo terminal. ácido acetilsalicílico e outros antiinflamatórios não-hormonais pode causar perda sanguínea. como prematuridade. acresce-se o risco de infecção por enteroparasitoses. algumas drogas como anti-ácidos. (2) alimentação pregressa e atual por fatores que podem levam a ferropenia (desmame precoce. trimetoprima. (5) contato com agentes tóxicos: agentes químicos usados na lavoura podem justificar o aparecimento de aplasia medular. drogas bloqueadoras da secreção de suco gástrico. baixa oferta de vegetais e cocção excessiva das frutas e hortaliças) ou ainda de vitamina B12 ( filhos de mães com dieta vegetariana estrita em aleitamento materno exclusivo e também as crianças com dieta vegetariana). Medicamentos como metotrexate. como geofagia ou compulsão por comer tijolo. A ingestão crônica de material que contenha chumbo determina o acúmulo deste metal. predispõem ao aparecimento de anemia ferropriva. sulfazalazina e pirimetamina são considerados antifolínicos. pois inibem a transformação do ácido fólico para sua forma ativa. Os prematuros e os indivíduos com anemia hemolítica apresentam maior demanda de ácido fólico. excesso de oferta láctea em substituição às refeições de sal. salientam-se as enteroparasitoses. podem causar carência de folatos por acometerem a mucosa jejunal. após esgotarem os depósitos. gemelaridade. os indivíduos que ingeriram substâncias cáusticas e os gastrectomizados acabam desenvolvendo deficiência de vitamina B12 pela falta do fator intrínseco. Em relação à vitamina B12. que inviabiliza a ligação da molécula de ferro ao grupo . Por outro lado. além das inadequações alimentares. divertículos e pólipos. excesso de fatores inibidores e vegetarianismo) ou a deficiência de folato (aleitamento exclusivo com leite de cabra. baixo peso ao nascimento. atraso na introdução das refeições de sal. Para o pré-escolar. úlceras pépticas. Doença de Crohn e doença celíaca. podem como a tricocefalíase e ancilostomíase. inadequação na composição destas refeições. o uso crônico de antiácidos ou de drogas que induzem a diminuição da secreção gástrica podem atuar como fatores de inibição da absorção do ferro.Alguns pontos de importância na anamnese. Anticonvulsivantes podem determinar carência de folato por mecanismos ainda desconhecidos. por determinarem inapetência. sabão. criança que teve parto prematuro ou com baixo peso ao nascer sem suplementação de ferro. podem determinar a carência dessa vitamina. A longo prazo. que cursam com perda sangüínea crônica. gelo. Na criança com história de geofagia. podem evoluir com perda sangüínea oculta pela via digestiva. aleitamento artificial sem reposição de ferro. algumas das quais são responsáveis pela perda crônica de sangue nas fezes. apontam para a possibilidade de ferropenia e anemia. como diarréia recorrente. sendo predispostos a desenvolver essa anemia carencial. A perversão alimentar. espuma do colchão ou até mesmo cabelo. sítio de absorção da vitamina B12 ligada ao fator intrínseco. sítio de absorção do ácido fólico.

No entanto. que pode ocorrer na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. a hemólise pode ocorrer. conforme o quadro de condutas (Quadro1). sem que. cabelos descorados podem estar presentes na desnutrição e na deficiência de ácido fólico. O chumbo está contido em tintas. geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. classificação e tratamento de anemia segundo o programa do Ministério da Saúde denominado Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância AIDPI Avaliar palidez palmar leve Classificar anemia Tratar q q q palidez palmar grave anemia grave Encaminhar com urgência ao hospital prescrever ferro · afastar malária em áreas de risco q · prescrever mebendazol se a criança tiver uma ou mais e não tiver tomado nenhuma dose nos últimos seis meses q · avaliar a alimentação da criança e orientar a mãe sobre alimentos ricos em ferro q · Marcar retorno em 14 dias O exame físico geral. A intensidade da palidez pode ser leve ou grave quando comparada com a coloração palmar da mãe e do profissional de saúde. haja alterações hematológicas. febre e exercícios físicos intensificam a coloração das mucosas pela vasodilatação. Edema de extremidades pode ocorrer nos desnutridos graves com kwashiorkor. frio. a . atrito. estresse e febre. expressam palidez. ou ainda nos acometimentos medulares. interrompendo a síntese da hemoglobina.heme. pois vários fatores podem alterar a coloração cutâneo mucosa: calor. Assim. por redução da albumina plasmática. devido ao processo de eritropoese ineficaz. assim como a cor e textura da pele e dos cabelos e aspecto das unhas são importantes para avaliar se existe desnutrição energético protéica e/ou alguns sinais presentes nas anemias carenciais. pela vasoconstrição. Quadro 1: Avaliação. no entanto. com as medidas de altura e peso. A presença de petéquias e púrpura levanta a suspeita de plaquetopenia. também. A anemia costuma ser associada à palidez. nos quais o edema é secundário à venoclusão. A coloração da palma da mão da criança é muito útil no diagnóstico. Icterícia pode indicar a presença de hemólise. Estrias longitudinais em unhas podem estar presentes na ferropenia. e nos portadores de anemia falciforme. como já foi referido. no seqüestro esplênico. nestes casos. A queilite angular pode ser manifestação de ferropenia. na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. em material poluente eliminado pelas fábricas de pilhas e bateria e em algumas ligas de metais e tintas que compõem ou revestem panelas e utensílios domésticos. a constatação da palidez não deve ser encarada como um pré-requisito para se suspeitar de anemia. por outro lado. necessariamente. que normatiza esta estratégia.

determinando alterações do exame físico. (1) Volume corpuscular médio . pois podem tanto representar apenas a resposta reticuloendotelial à presença de anemia (geralmente de pequenas proporções). até sinais de insuficiência cardíaca grave.diferenciação pode ser feita pela presença da dor no local do edema nos casos de anemia falciforme. normocítica e macrocítica anemias microcíticas q anemia ferropriva ( deficiência nutricional e perdas sangüíneas) q intoxicação por chumbo q síndromes talassêmicas . protoparasitológico (para os maiores de 1 ano). contagem de reticulócitos e. a medida da pressão arterial e ausculta cardíaca. menor que 11.9 milhões/ml. quando presentes. como ser indicativos de algumas doenças hemolíticas constitucionais (por exemplo. No exame neurológico. O tempo de duração da anemia.5 g/dl em crianças na faixa etária de seis a 9 anos e menor que 12 g/dl e 12. considera-se microcitose quando o VCM é menor que 75(3 e macrocitose quando o VCM é maior que 100(3. que vão desde um pequeno aumento da freqüência cardíaca. queixa que não ocorre no edema da desnutrição. Quadro 2 Classificação das principais etiologias de anemia de acordo com o tipo de anemia caracterizado pelo volume corpuscular médio em microcítica. a velocidade e a intensidade da queda dos índices hematimétricos permitem ou não ajustes cardiovasculares. deficiência de ácido fólico ou de vitamina B12. No exame do abdome. Este dado é fundamental para orientar a etiologia mais provável. Toda criança com suspeita de anemia deve realizar hemograma completo. é importante avaliar a freqüencia cardíaca. De modo geral. que. presença de sopro cardíaco. a presença de glossite associada a anemia pode sugerir ferropenia. quando possível. conforme pode ser constatado no Quadro 2. a quantidade de hemoglobina menor que 11 g/dl em crianças de seis meses a 5 anos. Hemograma: a contagem de eritrócitos inferior a 3. devem ser analisadas no conjunto dos dados obtidos na história e exame físico. Na avaliação do aparelho cardiovascular. esplenomegalia na esferocitose) e até parte do quadro de leucose. a ocorrência de parestesia simétrica e persistente. visando a confirmação do diagnóstico e obtenção de outras informações úteis quanto à provável etiologia. e hematócrito menor que 33% confirmam a hipótese de anemia. respectivamente. deve-se avaliar com cuidado a presença de hepato e/ou esplenomegalia.5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino.o volume corpuscular médio (VCM) permite uma classificação didática das causas de anemia. diminuição da força muscular ou ataxia espástica sugere mais especificamente carência de vitamina B12 . No exame físico especial.

deficiência de vitamina B12 .a contagem eletrônica dos eritrócitos. a taxa de reticulócitos é a relação percentual entre o número de reticulócitos e o número de eritrócitos. tratam-se de exames diferentes. Na língua inglesa. cujos valores normais encontram-se entre 11. Assim sendo. esse coeficiente é denominado de red cell volume width distribution. as hemácias se apresentam de tamanho uniforme.RDW) . motivando o uso da sigla RDW. o que costuma ocorrer nas anemias . enquanto a leitura do hemograma é feita de forma automatizada.anemias hemolíticas q microangiopáticas . A elevação da taxa de reticulócitos (valores maiores que 7% entre recém-nascidos e maiores que 2% para as demais faixas etárias) reflete aumento da eritropoese.hemoglobinopatias .complexos . nas síndromes talassêmicas. apresentando RDW normal. Sua contagem exige metodologia específica. além dos dados já descritos do hemograma. e reflete a velocidade com que a medula está liberando eritrócitos jovens para a circulação periférica. fornece também o coeficiente de variação do volume eritrocitário.deficiência de ácido fólico q · sem megaloblastose medular anemias normocíticas q anemia aplástica síndrome de Diamond-Blackfan hipotireoidismo hepatopatias processos infiltrativos em medula anemias hemolíticas congênitas .secundária a processos infecciosos q perda sangüínea aguda q seqüestro esplênico q insuficiência renal crônica Coeficiente de variação do volume eritrocitário (red cell volume width distribution . Contagem de reticulócitos: são os eritrócitos jovens.anemias macrocíticas q com megaloblastose medular .5% e 14.5%. Na anemia ferropriva o RDW está aumentado devida à ampla variação do volume das hemácias.alterações da membrana do eritrócito q anemias hemolíticas adquiridas . enquanto. que devem ser solicitados separadamente e cujas interpretações são complementares.por imune .defeitos enzimáticos de eritrócito .

os resultados do hemograma e da contagem de reticúulócitos. orientam. quando associados aos dados obtidos na história e no exame físico. Taxas de reticulócitos menores que 0. Copyright © 2001 IDS . a abordagem diagnóstica das crianças com anemia. Portanto. nos quadros de sangramento agudo e no início do tratamento de reposição de nutrientes nas anemias carenciais. além de confirmarem a presença de anemia.5 % são registrados nas anemias carenciais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .hemolíticas.

O tratamento deve ser reorientado. o tratamento por meio da reposição de ferro por via oral. Na ausência de respostas satisfatórias. é mais importante facilitar o acesso ao atendimento das intercorrências que possam dificultar a adesão ao tratamento. a principal possibilidade a ser suspeitada é a falta de adesão às orientações prescritas. Em geral. levando-se em consideração as dificuldades específicas de cada caso. e com reavaliação dos índices hematimétricos. justifica-se essa conduta inicial. Tratamento da anemia ferropriva: é baseado na reposição de ferro via oral. em reorientações alimentares que garantam as necessidades nutricionais específicas de cada faixa etária e na remoção de fatores que. garantir retornos mensais para identificar falhas e objetivar o seguimento através da realização de um novo hemograma em aproximadamente dois meses de tratamento. da reorientação alimentar e da prescrição de medicamentos deve ser iniciado e a criança. devendo ser monitoradas nas crianças com anemia grave. com intervalos que dependem da gravidade da anemia. Especialmente em nosso meio. eventualmente. Assim. possam estar causando ou . associados ao encontro de anemia. microcitose e aumento do RDW no hemograma e ao número baixo de reticulócitos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Abordagem da criança com anemia microcítica Deve-se iniciar o tratamento com reposição de ferro nos lactentes e pré-escolares que apresentam dados de história que indiquem risco de ferropenia. acompanhada com retornos periódicos. devido à alta prevalência de anemia ferropriva já referida. Elevações dos índices hematimétricos podem ser registradas desde a primeira semana de tratamento.

está indicado o uso de drogas antiparasitárias. Em geral. recomenda-se o consumo de outros alimentos que facilitem a absorção do ferro não-heme. se possível. até no máximo 200 mg / dia. mesmo que em pequenas quantidades. As apresentações comerciais que associam o sal de ferro a outras substâncias hematogênicas são mais caras e. Nas crianças maiores de 1 ano. devendo ser evitados os inibidores como chá. O cansaço. A perversão alimentar costuma diminuir por volta do final da primeira semana e a glossite mostra sinais . Os efeitos colaterais mais freqüentes são náuseas. Além de se reforçar a oferta de carne. A substituição do composto de ferro está indicada para as crianças que apresentarem intolerância ou má aceitação ao sulfato ferroso. vômitos e alterações do hábito intestinal. A dose diária é dividida em 2 a 3 tomadas . os distúrbios do sono e até mesmo a anorexia melhoram nos primeiros dias. mantém-se a reposição em dose terapêutica por mais dois meses após a normalização dos níveis de hemoglobina e do VCM. excesso de verduras e cereais. repetindo o mesmo esquema após 14 dias). 2 vezes ao dia. A dose terapêutica de ferro elementar preconizada para o tratamento é de 4 . junto às refeições de sal. em geral. visando diminuir eventual irritação gástrica. fora de zona de grande prevalência de amebíase. usa-se mebendazol ( 5 ml. durante 3 dias. o albendazol (400mg .em dose única) pode ser uma boa opção terapêutica. não resolvem as situações de deficiências nutricionais mistas por não permitirem ajustes específicos de doses. com o intuito de diminuir o risco da sangramento oculto. durante o tratamento.5 12 5 As reorientações dietéticas devem obedecer às necessidades específicas de cada faixa etária. fatores que aumentam a sua absorção. independentemente de efetivação de protoparasitológico. Embora haja vários compostos contendo ferro (tabela 2). acompanhada de suco cítrico e carboidratos. o sulfato ferroso continua sendo uma boa opção devido ao seu baixo custo e sua melhor absorção. Compostos de Ferro Sal de Ferro Sulfato Ferroso Hidróxido de Ferro Polimaltoso Citrato de Ferro Amoniacal Gluconato Ferroso Citrato de Cálcio Ferroso Concentração de Ferro Elementar (%) 20 30 16. Para refazer os estoques de ferro no organismo.piorando a ferropenia. respeitar os hábitos familiares e se ajustar aos recursos disponíveis.6mg / kg / dia. leite. Recomenda-se que a administração do medicamento seja feita 30 minutos antes das refeições . como frutas cítricas e carboidratos. observa-se a melhora e até mesmo o desaparecimento de sinais e sintomas precedendo às alterações laboratoriais mais relevantes. Para as crianças maiores de 2 anos. momento em que a acidez gástrica pode facilitar a absorção do ferro e. Em áreas de alta prevalência de enteroparasitoses. Tabela 2.

nesta reavaliação. com 2 mg de ferro elementar/kg/dia. Abordagem da criança com anemia macrocítica A constatação de macrocitose no hemograma está associada a várias causas que podem ser agrupadas em três situações: falência medular. enquanto adequações alimentares estão sendo incorporadas. Nas crianças que apresentam anemia leve sem outras alterações. Especificamente com relação à alimentação. Nesses casos. A reticulocitose máxima pode ser detectada entre o quinto e o oitavo dia.de involução a partir da segunda semana. cuja resolução é espontânea e está relacionada à substituição da hemoglobina fetal pelas hemoglobinas A1 e A2. a partir do 2º mês de vida. vínculos familiares/institucionais saudáveis. (4) reposição de ferro ( 2mg/kg/dia) em lactentes e préescolares expostos a dietas inadequadas. diminuição da produção de eritropoetina ou alteração do processo de maturação nuclear. renda familiar que garanta oferta alimentar adequada. estão associadas a doenças mais graves. a história. como medidas básicas para a prevenção da ferropenia. A OMS recomenda. que raramente atingem níveis de hemoglobina menores que 9g/dl. Profilaxia das Anemias Carenciais De forma geral. acesso aos serviços de saúde e educação. vacinação completa. falência medular e deficiência de vitamina B12 e ácido fólico. (2) reposição de ferro para os lactentes prematuros e pequenos para a idade gestacional. (3) reposição de ferro para lactentes em aleitamento artificial sem fortalecimento com ferro (1 a 2 mg/kg/dia . não sendo possível uma única padronização de conduta. determinando a necessidadede encaminhamento. recomenda-se que o hemograma seja repetido em aproximadamente um mês. Abordagem da criança com anemia normocítica As principais causas de anemia de crianças com anemia normocítica são processos infecciosos/inflamatórios crônicos. as carências nutricionais podem ser evitadas garantindo-se condições adequadas de vida para todos.no mínimo durante os 6 primeiros meses de vida). o exame físico e o acompanhamento são fundamentais para indicar as prioridades da investigação diagnóstica e encaminhamentos. Essas são situações clínicas bem mais raras que a ferropenia e. devem ser garantidas as seguintes medidas profiláticas: (1) aleitamento materno exclusivo até o 6ª mês de vida. Essa situação específica não deve ser interpretada como patológica e sim como uma fase de transição e autolimitada. hemoglobinopatias. enquanto a melhora dos índices hematimétricos confirma a possibilidade de a anemia pregressa ter sido secundária a algum processo infeccioso/inflamatório transitório. Em geral. anemias hemolíticas. desaparecendo em torno de dois a três meses. lactentes nascidos a termo e com peso adequado para a idade gestacional apresentam redução fisiológica dos índices hematimétricos entre a 7ª e a 12ª semanas de vida. as seguintes condições: moradia com água tratada e saneamento básico. de um modo geral. (5) uso de leite enriquecido com ferro em lactentes que sofreram desmame . a persistência da anemia normocítica reforça a necessidade de encaminhamento.

por intermédio do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) além de reforçar as recomendações alimentares específicas para prevenir a ferropenia. O enriquecimento de alimentos. respeitando época de introdução de frutas cítricas e outros alimentos e garantindo 2 refeições de sal por dia a partir do 7º . e. (7) evitar o consumo de alimentos dificultadores da absorção do ferro junto às refeições de sal (chá. de forma irreversível. beterraba. Devido ao fato de não haver vias específicas de excreção de ferro que não a descamação celular. hepatoma. seja possível consolidar e estender essa conduta para todos os municípios brasileiros atendidos pelo PSF. especialmente nos países em desenvolvimento. condição geneticamente determinada e caracterizada pela absorção excessiva de ferro.8º meses de vida. (6) estimular o consumo de alimentos facilitadores da absorção do ferro não-heme junto às refeições de sal (carne. (14) reposição de vitamina B12 para lactentes filhos de mães vegetarianas de longa data. a longo prazo. a redução da carência de ferro no Brasil foi priorizada entre as diretrizes na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). ovo de pata e outros (9) orientar os vegetarianos quanto ao risco de ferropenia e. miocardiopatia. justifica a busca de medidas profiláticas de natureza coletiva no âmbito da saúde pública. excesso de cereais e fibras). (8) estimular o consumo de frutas e vegetais crus. diminuindo significativamente a prevalência de anemia ferropriva entre lactentes. porém seu custo ainda dificulta o acesso às populações mais pobres e seu uso em grande escala pode levar a uma supervalorização do leite de vaca. artrites e artropatias. (6) oferta de dieta adequada para cada faixa etária. (13) reposição de ácido fólico (1. só serão identificados entre 40 e 60 anos. como farinha de casca de ovo. Recentemente. frutas cítricas e carboidratos). pretendendo que. principalmente do leite. . além de ter como meta a redução da anemia ferropriva em pré-escolares e escolares em 1/3 até o ano 2003. com ferro tem sido eficaz em vários países. leite. quando essas lesões se manifestam clinicamente. em aleitamento materno exclusivo (1 micrograma/dia-por via oral). efetiva a administração de 2 ml de sulfato ferroso/semana para as crianças consideradas alvos (6 a 24 meses). na qual os altos estoques de ferro determinam lesões teciduais graves.precoce.2mg/dia) para lactentes em aleitamento exclusivo com leite de cabra. comprometendo a importância do aleitamento materno e da diversificação da dieta. como cirrose. recomendar a reposição de ferro nas adolescentes e mulheres em idade fértil. de deficiência de vitamina B12. (9) esclarecer o valor de determinados alimentos como fonte de ferro biodisponível. (10) controlar processos mórbidos que induzam anorexia ou perdas sanguíneas. A prevalência de anemia no mundo. no quadriênio 2000-2003. Portadores de hemocromatose. Trata-se de medida com resultados relativamente rápidos e seguros. se necessário. (12) recomendar suplementação de ferro (120mg/dia) a partir do 2º trimestre de gestação. O Ministério da Saúde. hipopituitarismo e hipogonadismo. dentro do Programa de Saúde da Família (PSF). (11) estimular dieta rica em ferro e. o consumo indiscriminado de alimentos enriquecidos com ferro não deve ser estimulado.

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grandes desvios à esquerda dos leucócitos (aumento de bastonetes) e presença de blastos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Para investigação diagnóstica/tratamento Consideram-se sinais de alerta as alterações que não se limitam apenas ao eritrograma. As dosagens séricas disponíveis retratam apenas uma parte do seu metabolismo e devem ser interpretadas com cautela. leucopenia grave. acometendo leucograma e plaquetas. Uma vez confirmada a presença de ferropenia. o mais breve possível. o indivíduo deve ser encaminhado para algum serviço de referência. é importante a referência do paciente. sendo estas: macrocitose. como deficiências nutricionais mistas. abordagem diagnóstica para exclusão de leucose. Nestas situações. pois vários exames permitem quantificar o ferro corpóreo. processos inflamatórios crônicos. perdas sanguíneas ocultas e até mesmo alguma outra afecção específica do eritrócito que tenha pouca expressão clínica. o tratamento deve ser retomado. Nestes casos. . para que se inicie. atipia linfocitária. A persistência da anemia microcítica em crianças devidamente tratadas sugere a necessidade de se ampliar a abordagem diagnóstica para confirmar ou afastar laboratorialmente a condição de ferropenia. linfocitose ou plaquetopenia intensas. considerando-se a possibilidade de falha terapêutica ou de haver outra etiologia associada à ferropenia.

deficiências de enzimas eritrocitárias. sem incompatibilidade sangüínea materno-fetal. processos inflamatórios crônicos e intoxicação por chumbo. ao hemograma. Copyright © 2001 IDS . doenças metabólicas e as doenças hemolíticas reforçam a indicação de encaminhamento para serviços de referência. exame físico ou antecedentes familiares sugestivos de hemoglobinopatias e que apresentem. os dados de história devem ser aprofundados conforme as hipóteses etiológicas mais prováveis. A eletroforese de hemoglobina deve ser realizada como conduta inicial quando houver anemia microcítica com RDW normal. como insuficiência cardíaca e/ou respiratória. cuja expressão clínica é leve ou está ocultada pela ferropenia Deve haver suspeita de síndrome hemolítica (hemoglobinopatia. células em alvo. estomatócitos e acentuação de pontilhado basofílico. A transfusão de glóbulos vermelhos deve ser reservada aos casos nos quais os níveis muito baixos de hemoglobina estejam levando a repercussões clínicas importantes. anemia normocítica e reticulocitose ou as seguintes alterações morfológicas no esfregaço de sangue periférico: células falcizadas.Se a ferropenia for afastada. A necessidade de efetivação de diagnóstico diferencial entre processos infecciosos. doenças de membrana) em lactentes com história de hemólise recorrente ou icterícia prolongada. a investigação diagnóstica deve excluir as demais causas de microcitose: algumas síndromes talassêmicas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A eletroforese de hemoglobina também deve ser lembrada no seguimento de algumas crianças inicialmente tratadas como ferropênicas que apresentem respostas parciais à reposição de ferro ou que passem a apresentar evidências de hemoglobinopatia. hepatopatias. eliptócitos. Para tanto. pois esta condição afasta ferropenia e sugere talassemia e nas pessoas com história.

. p. . A. M.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bourroul.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . p.. P. . Ministério da Saúde do Brasil / Opas / Área de Saúde da Criança / Atenção Integrada Às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). A. C. 2000. S. S. Rev Saúde Pública 34 (6 suppl).Manual de Condutas do AIDPI. L.. 2000. São Paulo. Monteiro. Pediatria em Consultório. 2000.Saúde infantil: tendências e determinantes na cidade de São Paulo na segunda metade do século XX. Ferrer. D. L.1 Copyright © 2001 IDS . 4a ed. Sarvier. Scaramuzzi.e cols. M. R.Anemia na infância. A. C. In: Sucupira. Brasília. 216.

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com a concavidade voltada para a articulação. encurvamento diafisário. fraturas em "galho verde" e duplo contorno das diáfises. Ocorre alargamento das epífises em forma de taça. A idade óssea encontra-se atrasada devido à calcificação reduzida nos núcleos de ossificação. além de auxiliar no diagnóstico do raquitismo.Os achados radiográficos. porém o nível sérico de fósforo encontra-se sempre baixo e a atividade sérica da fosfatase alcalina. aumentada. pois variam conforme o método e a faixa etária da criança. devido à não-mineralização do tecido ósseo subperiostal. O borramento ou perda dos limites ósseos pode aparecer sob forma de pequenas estrias no sentido longitudinal do osso. pois as alterações das epífises da ulna e rádio são precoces. produzindo a imagem "em franja". Outros achados são a rarefação óssea. porém são de difícil disponibilidade em nosso meio. o que determina também o aumento do espaço interarticular. em função da carência de vitamina D. o nível sérico de cálcio pode estar normal ou baixo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A confirmação da suspeita de raquitismo deve ser feita através de exames bioquímicos e radiológicos. . permitem acompanhar o tratamento e avaliar o processo de cura. As alterações bioquímicas decorrem diretamente das alterações do metabolismo de cálcio e fósforo. e dependem do estágio em que se encontra o raquitismo. A radiografia dos punhos é especialmente adequada para avaliação do raquitismo. Os valores de referência devem ser fornecidos pelo laboratório. Quando o raquitismo é sintomático. A dosagem sérica de paratormônio elevada e os níveis séricos de 25(OH)D diminuídos auxiliam no diagnóstico.

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Uma unidade internacional de vitamina D corresponde a 0.025 mg de vitamina D3. por parte da criança. Na presença de diarréia e/ou má aceitação oral a via parenteral. na literatura. muitas vezes. A cura do raquitismo carencial pode ser obtida por meio da administração de uma dose única de 600. o esquema recomendado é a administração de uma ampola diária. perfazendo um total .000 a 5. Em nosso meio. a única preparação oral disponível é a associação de 66.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento do raquitismo poderia ser feito somente com a exposição diária ao sol.000 UI por dois a seis meses. porém dá-se preferência ao esquema com dose única de 600.000 UI de vitamina D por via oral ou parenteral.000 UI de vitamina D3 com 13. opta-se pela via oral. A grande vantagem desse esquema é a possibilidade de ser feito sob supervisão. garantindo. durante nove dias. Na ausência de diarréia e boa aceitação oral. Em vista disso. é a melhor escolha. pois a medicação oral é bem absorvida. esquemas de tratamento nos quais são utilizadas doses baixas diárias de 2. Existem. por via oral. recomenda-se que seja prescrita a vitamina D por via oral. A injeção intramuscular de vitamina D não apresenta vantagens em relação à administração oral. portanto.200 UI de vitamina A. é difícil estabelecer o tempo necessário para a cura. Neste caso. no entanto. conforme a disponibilidade. 1 mg de vitamina D são 40.000 U de vitamina D (vitamina D2 ou D3). assim.000 UI. tratamento adequado e boa adesão da família.

perda de peso. A ingestão crônica de doses elevadas de vitamina D pode causar comprometimento renal e calcificações metastáticas. continua sendo importante encorajar as mães a adquirirem o hábito de expor seus filhos ao sol diariamente com pouca roupa e não através de vidraças. hidrocefalia. tendo como sintomas: craniotabes. É fundamental manter. sinais de irritação meníngea. obstipação intestinal.000 UI de vitamina D. A utilização de associações de vitamina D com vitamina A requer cuidado. A hipervitaminose crônica deve-se a ingestão prolongada de altas doses de vitamina A. devendo-se sempre confirmar sua formulação. os núcleos ósseos tornam-se visíveis. alopecia. caracteriza-se pelos seguintes sintomas: anorexia. durante todo o tratamento do raquitismo. anorexia. prurido. normalizando o espaço interarticular. descamação de pele local ou generalizada. Todos os sintomas regridem completamente com a supressão da vitamina A. Os níveis de fosfatase alcalina podem permanecer alterados por vários meses. ou hipervitaminose D. A suplementação de vitamina D diária na dose de 400 UI /dia deve ser iniciada logo após o tratamento. anorexia. por via oral. Para o recém-nascido de termo e prematuros de mães com níveis normais de vitamina D. A dose recomendada é de 400 UI/dia de vitamina D por via oral. e aparece a linha de remissão raquítica. vertigem. A hipervitaminose A aguda é consequência da ingestão acidental de produtos contendo vitamina A. Os sintomas são: cefaléia. vômitos e diarréia.de 594. Na avaliação laboratorial. para evitar a hipervitaminose A. A adolescência. por ser outro período de grande aceleração do crescimento. recomenda-se o uso diário de vitamina D na dose de 400 UI/dia. ingestão adequada de cálcio. Vitamina Nome comercial® Via de administração Apresentação . o uso diário de 400 UI de vitamina D por via oral. hipotonia. Diminui a rarefação óssea e a cortical torna-se mais compacta. Apesar da suplementação diária com vitamina D. A maioria das deformidades ósseas desaparecem meses ou anos após o tratamento. dor nos ossos. entre outros. como profilaxia até dois anos de idade (fase de crescimento acelerado). A intoxicação pela vitamina D. até a cura definitiva do raquitismo. Os níveis séricos de cálcio e fósforo normalizam-se após dias ou semanas de tratamento. Os sinais radiográficos de cura evidenciam-se pela calcificação e aparecem duas a quatro semanas após o tratamento. irritabilidade. Adolescentes pouco expostos ao sol devem receber profilaxia por meio de alimentos enriquecidos com vitamina D ou medicamentos durante todo o período de estirão. esplenomegalia. é de risco para o raquitismo carencial. recomenda-se. também. poliúria e polidipsia. abaulamento de fontanela. constatam-se hipercalcemia e hipercalciúria. linha de maior calcificação na região submetafisária. Como é muito difícil identificar as famílias que realmente terão condições de expor os lactentes ao sol. para evitar complicações por hipocalcemia. para que não ocorra novo episódio de raquitismo. A exposição diária à luz solar é o melhor meio de prevenir o raquitismo carencial. Ocorre deposição mineral na metáfise. hepatomegalia.

Solução com 50.200 UI de vitamina D3 e 5.000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E / ml.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C / ml.000 UI de vitamina D3. 5.000 UI de vitamina D e 50.D+A Adeforte (Gross) Oral Ampola com 50.500 UI de vitamina A / ml. Aderogyl D3 (Sarsa) Oral Ampola com 66.000 UI de vitamina D2 e 50. Solução com 2. Gaduol (Climax) Oral Solução com 10.000 UI de vitamina A.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C.000 UI de vitamina D3 e 13.200 UI de vitamina A.000 UI de vitamina A / ml. Ad-til (Riker) Oral Solução com 10. Solução com 400 UI de vitamina D . 100. Tri-vi-sol (Mead Johnson) Oral .000 UI de vitamina A / ml. 3.

000 UI de vitamina D.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1 mg de vitamina B6. 10 mg de vitamina PP. 4 mg de vitamina B1. 10 mg de vitamina B5. 3 mg de vitamina E e 5