Temas da Área de Medicina Apresentação O Brasil de hoje é, sem dúvida, diferente do país de apenas duas décadas atrás.

Mudanças internas, associadas à globalização que envolve todos os países do mundo, criaram uma nova realidade política e econômica, que se refletem nas condições de vida de nossa população. Paralelamente, observa-se uma maior consciência quanto aos valores sociais e entende-se que mudanças expressivas só ocorrerão com um forte engajamento do governo e da sociedade civil na construção de uma democracia onde se combata, de maneira vigorosa, as intensas desigualdades sociais que ainda persistem e dificultam uma considerável parcela dos brasileiros a ter acesso a instrumentos sociais que lhes permita viver com dignidade. Na área da saúde, pode-se afirmar que muito se avançou com o preceito constitucional de que saúde é um dever do Estado e um direito do cidadão. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), deu-se um importante passo na modernização das ações de saúde em nosso país. O SUS, entretanto, não tem conseguido atingir plenamente seus objetivos de equidade e universalidade, devido a uma conjuntura de fatores, que inclui ingredientes de difícil manipulação, dentre eles a limitação de recursos financeiros, as amarras administrativas e gerenciais do setor público e o preparo técnico, científico e até mesmo humanitário de parte dos profissionais de saúde, sem deixar de mencionar constantes desavenças políticas, que não raro dificultam sua implantação. Ao longo dos últimos anos, tornou-se evidente que o atendimento primário, base de entrada para o sistema público de saúde, necessitava uma nova abordagem, uma vez que a estrutura clássica de unidades básicas de saúde vinha apresentando, em diversos locais do país, uma baixa resolubilidade. Assim, a partir de experiências na região Norte-Nordeste, criou-se o Programa Saúde da Família (PSF), baseado em equipes de saúde da família, que são constituídas por médicos, enfermeiras, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atendem populações geograficamente definidas e com número definido de famílias. Essa estratégia vem não só melhorando o acesso da população ao sistema, como tem proporcionado considerável melhora na qualidade do atendimento oferecido, o que traz um admirável grau de satisfação da população e das próprias equipes de saúde. A experiência destes primeiros anos de PSF mostrou, entretanto, que existe uma dificuldade de se arregimentar médicos adequadamente treinados para exercer a função de generalistas e enfermeiras com o devido preparo para as abrangentes funções por elas desempenhadas no PSF. Embora pólos de capacitação estejam sendo instalados em todo o país para treinar os profissionais que atuam no PSF, ressente-se da falta de material instrucional para auxiliá-los no processo decisório do dia-a-dia. Por esse motivo, criou-se uma importante parceria, envolvendo diferentes setores da sociedade: o Instituto para o Desenvolvimento da Saúde (IDS), uma organização não governamental voltada para a melhoria das atenções de saúde no país, a Universidade de São Paulo (USP), que cumpre assim seu papel de centro divulgador de conhecimentos, a Fundação Telefônica (FT), que se sensibiliza com as necessidades sociais, e o Ministério da Saúde (MS), que acreditou na proposta e se propôs a divulgar o material instrucional que aqui é apresentado para todas as equipes do PSF.

Os temas abordados foram basicamente os recomendados pelo MS, em função de sua freqüência e importância, além de alguns outros sugeridos por professores da Faculdade de Medicina e da Escola de Enfermagem da USP. O tratamento dado aos textos foi o mais conciso e objetivo possível, de modo a auxiliar os médicos a tomarem decisões quanto ao diagnóstico e tratamento das enfermidades selecionadas, além de, quando pertinente, tomar medidas relacionadas com a prevenção das doenças e suas complicações. Um enfoque complementar é o de tentar definir os limites de atenção no PSF e de quando encaminhar o paciente para um especialista ou centro de referência. Já os textos de enfermagem, além de procurar normatizar as ações desses profissionais, procuram trazer informações complementares que auxiliam as enfermeiras na consecução dos objetivos do PSF. Acreditamos que o projeto "Material Instrucional para o PSF" preenche uma necessidade atual para se poder melhorar a qualidade das atenções básicas de saúde de nosso país. Sua concretização reforça o conceito de que os problemas do setor saúde não devem ser entendidos como exclusivos do governo, cabendo um envolvimento ativo da sociedade civil na busca de diagnósticos e soluções para um Brasil melhor e mais justo. Prof. Dr. Raul Cutait Presidente do Instituto para o Desenvolvimento da Saúde

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Dulce Maria Senna1 Eleonora Haddad Antunes2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:32 AM
1 Médica sanitarista, psicoterapeuta, doutora em Medicina Preventiva, médica assistente do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP 2 Médica psiquiatra, mestre em Medicina Preventiva, supervisora do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP

Quadro clínico e Epidemiologia A abordagem do contexto familiar, dentro das ações previstas para uma equipe de Saúde da Família, torna-se necessária, tanto do ponto de vista do entendimento da situação-problema trazida como demanda de atendimento, como num contexto de estratégia de promoção à saúde, em nível comunitário. Nesse sentido, são necessárias algumas considerações. Um grupo de tarefas que se organiza na direção da sobrevivência, cujos membros dividem atribuições e papéis. Um grupo interativo no qual intensas relações afetivas se manifestam. Um grupo que é produto: a) das heranças culturais trazidas por seus antepassados, b) do seu próprio ciclo de vida familiar, c) da sua articulação dentro dos fatores econômicos e

culturais da sociedade a que pertence. A demanda trazida pelos indivíduos para atenção à saúde pode ser compreendida como uma linguagem que expressa conflitos de seu ambiente familiar. Assim, as questões de saúde da criança, do adolescente, da mulher, do homem e do idoso devem ser compreendidas à luz da estruturação e da história particular de cada família, dentro do pano de fundo da realidade social que a constitui. A composição das famílias brasileiras, do ponto de vista demográfico, vem passando por várias alterações nas últimas três décadas. Apesar de estas ocorrerem de forma diferenciada para as diversas regiões do país, alguns movimentos acontecem de forma geral, como a redução da natalidade e o aumento no número de anos vividos pelas pessoas. As famílias vêm se tornando menores e com um número maior de idosos em sua composição, com aumento da prevalência de doenças crônicas e de problemas decorrentes do processo de envelhecimento. As famílias, no Brasil, principalmente nas camadas mais pobres da população, constituem grupos voltados para a formação de uma renda que possibilite a sobrevivência de todos e favoreça o estabelecimento de planos para o futuro. O modelo de família vivendo isoladamente num domicílio, no qual o pai tem o papel de provedor dos bens materiais, a mãe deve cuidar dos afazeres domésticos e aos filhos cabe a responsabilidade de estudar, não predomina nos núcleos familiares mais empobrecidos. Nas últimas décadas, buscando melhores condições de vida, as famílias migraram para regiões urbanizadas e se confrontaram com valores culturais diferentes; sua composição também passou por alterações. Elevou-se o número de núcleos familiares compostos apenas por mulheres e seus filhos menores, principalmente nos grupos migrantes de baixa renda. Mais recentemente, a perspectiva de globalização econômica, de desemprego estrutural e de restrição aos investimentos de projetos sociais repercutiu na estrutura familiar, com prejuízo aos projetos de vida, levando, inclusive, ao aumento do número de indivíduos e famílias moradores de rua. Estudos clássicos sobre famílias caracterizam o ciclo de vida familiar em três estágios: uma primeira fase, de maiores dificuldades, constituída pelo casal ou um dos pais com filhos pequenos; uma segunda de maior prosperidade, com os filhos dentro da família e com idade para trabalhar e uma terceira fase, também mais difícil, com os filhos fora do primeiro núcleo familiar e o casal ou um dos pais em idade mais avançada. Entretanto, nas regiões urbanas brasileiras, observa-se que o núcleo familiar tende a ser composto por várias gerações como forma de enfrentar dificuldades financeiras. Os filhos que formam um novo ramo familiar continuam a habitar o núcleo original como forma de somar rendimentos, barateando os custos habitacionais e garantindo os cuidados às crianças e a outros dependentes, que são aqueles que não estão inseridos ativamente no mercado de trabalho, como os adolescentes, os idosos e os desempregados.

As mulheres ocupam um papel importante na manutenção da vida diária do grupo familiar, exercendo o trabalho doméstico, o preparo e manutenção dos alimentos, a confecção do vestuário, a procura de preços mais baixos nas compras, o que contribui para diminuir os gastos domésticos e para manter o orçamento familiar. A sua participação com trabalho remunerado na geração da renda familiar, realizada dentro ou fora do ambiente doméstico, soma-se às outras atividades, potencializando sobrecarga física e emocional e conseqüentes agravos à saúde. Por outro lado, a experiência acumulada durante a existência das mulheres no manejo do cotidiano da vida familiar lhes proporciona, quando idosas, um papel mais definido no grupo, o que pode não ocorrer no gênero masculino. Nesse sentido, ao se abordar o idoso no grupo familiar, deve-se levar em conta o gênero e a sua relação com os demais membros. A contribuição masculina na provisão do sustento e na defesa dos princípios morais é fundamental, principalmente nas famílias de baixa renda. Nesses grupos, as expectativas colocadas expressam: que a presença do homem é que dá respeito à casa, o homem é o chefe da família e sua condição de trabalhador lhe dá o reconhecimento na sua comunidade. A dificuldade de desempenho destas funções, quando o homem tem remuneração inferior, está desempregado ou aposentado, pode ser fonte de estresse e de danos à saúde. No idoso, a inadequação ao projeto familiar e a perda dos papéis masculinos anteriormente exercidos têm impacto na auto-estima, fator de proteção considerado importante na manutenção da saúde. Na arquitetura familiar, as crianças, como membros que não têm autonomia e capacidade plena de defesa, geram uma tensão no sentido do cuidado e estão mais expostas e vulneráveis às situações de conflito no grupo. Na adolescência, esta situação, em parte, permanece. Em acréscimo, os adolescentes, muitas vezes depositários das expectativas de transformação e mobilidade social do grupo, sofrem com a frustração dessas expectativas, seja pelo contexto familiar de sobrevivência, seja pelo contexto de possibilidades de inserção social. As possibilidades de agravos à saúde se estabelecem de forma diferenciada. Mulheres, adolescentes e crianças estão mais expostos ao contexto da violência doméstica. Os efeitos da dupla jornada feminina, acrescidos das alterações corporais advindas da maternidade propiciam um perfil específico de problemas de saúde. Homens têm aumentado o risco de depressão e alcoolismo quando suas funções no grupo se reduzem, no desemprego ou aposentadoria. Os idosos podem também ter problemas de adaptação ao projeto familiar, quando seus papéis são ocupados por uma nova geração. No interior da família, a ocorrência de outros eventos de vida potencialmente estressantes também deve ser observada: a morte de um dos pais ou de indivíduo provedor de cuidados ou renda; a gravidez e os nascimentos trazendo um novo arranjo ao grupo; a manifestação de uma doença grave ou envelhecimento que interfiram na capacidade de autonomia de um dos membros da família; o início da vida escolar das crianças; a prisão, hospitalização ou migração de um dos familiares.

Ou seja, acontecimentos que, além de trazerem angústias individuais, possam desestabilizar a composição anterior do grupo. A observação dessas mudanças pode auxiliar no manejo do cuidado à saúde, seja individualmente, seja como apoio ao núcleo familiar. A problemática familiar é complexa e necessita uma compreensão que leve em conta sua inserção no contexto sócio-econômico e o momento do ciclo vivido. Investigar a situação evolutiva de uma família pode esclarecer situações de conflito que possam estar afetando as condições de saúde. Frente às adversidades, como forma de proteção, a família não se entende somente a partir dos laços de sangue, mas sim como uma rede de solidariedade que favorece a sobrevivência. Assim, família são aqueles com quem se pode contar. E os grupos se estabelecem a partir de laços, afetivos e morais, de parentesco e vizinhança, que possibilitam a solidariedade, a troca de favores e a manutenção dos hábitos, linguagem e valores culturais. O projeto de sobrevivência das famílias empobrecidas ocorre dentro de grupos de solidariedade, nos quais os laços morais determinam papéis e obrigações para os seus membros. Na direção do suporte às famílias, alguns conceitos têm sido estudados. Observa-se, por vezes dentro da mesma faixa de renda, que indivíduos ou sistemas - famílias, grupos e comunidades - têm maior capacidade de enfrentar com sucesso adversidades ou riscos significativos. Ou seja, uma melhor capacidade de recuperação diante de eventos adversos. A esta característica se chamou resiliência, que é um termo advindo da Física, que poderia ser traduzido como elasticidade e entendido como capacidade de retomar a forma original, após uma tensão sofrida. Algumas investigações buscam identificar características de resiliência, para formular e implementar programas e práticas visando reforçar propriedades já existentes, com o objetivo de alcançar mais saúde e qualidade de vida. Ou então, minimizar o impacto de risco em populações vulneráveis, como, por exemplo, crianças e adolescentes em contexto de violência, em uso de drogas ou moradores de rua. Uma das características que potencializam a capacidade de enfrentar adversidades é a possibilidade de se contar com suporte social. Suporte social pode ser qualquer informação, auxílio material ou afetivo, oferecidos por grupos ou pessoas. Nesse sentido, define-se como relação humana na qual trocam-se recursos sócio-emocionais, instrumentais ou recreativos. As redes de suporte social são as pessoas, grupos ou instituições concretamente organizadas e que potencialmente podem exercer esse apoio.

Ações que levem em conta a possibilidade, no domicílio, de detectar necessidades de suporte e incrementar estratégias comunitárias, no sentido de ampliar redes de apoio social podem ter impacto positivo na saúde dos indivíduos e do grupo familiar. Nesse sentido, a equipe de saúde da família e, particularmente, o agente comunitário de saúde têm um papel primordial.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores:

Ana Sílvia Whitaker Dalmaso1

Alexandre Nemes Filho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:40 AM
1 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP 2 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP

Introdução O tema da Promoção da Saúde tem se tornando cada vez mais presente na prática dos profissionais de saúde pois, na atualidade, se inclui como componente de destaque na organização de novos modelos de prestação de serviços no campo da saúde pública, como é o caso do Programa de Saúde da Família. Alem disso, o debate em torno da noção de promoção da saúde vem favorecendo a constituição de um movimento daqueles que entendem que as políticas públicas, em particular aquelas que ocorrem nos municípios, devem estar direcionadas para capacitar as comunidades para atuar na melhoria da qualidade de vida e saúde. Incluem-se nesta proposta o movimento de alcance internacional conhecido como "Cidades-Municípios-

Saudáveis". Pode-se observar também que, nas últimas décadas, tem havido um interesse maior das pessoas e das comunidades para iniciativas e habilidades que buscam expandir o potencial de vida, uma visão positiva da saúde. Sinteticamente isto pode ser explicado face ao aumento da expectativa de vida na modernidade com a redução da mortalidade nas idades mais jovens e a diminuição dos danos causadas pelas doenças. Nas perspectivas apontadas acima, o que está em questão é o reconhecimento de que a Saúde não está simplesmente relacionada à ausência de doenças ou ao tratamento de doenças, mas tem seu conteúdo ligado à qualidade de vida e ao bem-estar das populações. Desta forma, a saúde é promovida quando são fornecidas melhores condições de trabalho, moradia, educação, atividade física, repouso e lazer, alimentação e nutrição. Neste artigo, procuramos definir o conceito de Promoção da Saúde, incluindo uma breve recuperação histórica e assinalar as possíveis estratégias orientadas pelo conceito. O Conceito de Promoção à Saúde A noção de promoção à saúde mais difundida na área médica, foi introduzida por Leavell e Clark, em 1976, no desenvolvimento do modelo denominado "história natural da doença". Neste modelo, aplicado a partir do grau de conhecimento do curso de cada uma das doenças, definem-se três níveis de prevenção: primário, secundário e terciário. A prevenção primária, foco do nosso interesse, tem por objetivo evitar que as pessoas adoeçam; para tanto, lança mão de medidas voltadas para as condições do meio ambiente e social, não só para promoção geral da saúde, como para dar proteção específica a algumas doenças, como é o caso das vacinas. Este modelo repercutiu de forma positiva em dois aspectos. Permitiu uma ordenação e organização das ações no âmbito da vigilância epidemiológica, em particular nas atividades institucionais ligadas ao controle das doenças de notificação compulsória, e reforçou a noção de que a educação é um fator tão importante quanto a assistência clínica na melhoria da saúde. Obteve, porém, pouca repercussão no tocante a aspectos de mobilização das comunidades. A partir de 1980, esta última característica apareceu nas novas versões da promoção da saúde. Um entendimento muito freqüente refere-se à promoção como a busca de um ambiente saudável, que as pessoas tenham uma boa qualidade de vida e gozem de bem estar. BRESLOW (1999), entretanto, chama a atenção para o fato de que medidas como a restrição ao fumo, o controle do uso do álcool, a redução do peso nos obesos e diminuição da ingestão de gorduras saturadas e colesterol, embora devam ser alcançadas, constituemse em medidas tipicamente de prevenção para lidar com fatores de risco (de doença coronariana, câncer de pulmão e alcoolismo) não se caracterizando propriamente como medidas de promoção da saúde.

BUSS (2000) salienta que este tipo de enfoque mantém-se centrado apenas nas mudanças de comportamentos danosos dos indivíduos ou restritos a questões culturais de algumas comunidades. Considera que o conceito moderno de promoção da saúde deve implicar em atividades voltadas tanto a grupos sociais como a indivíduos por meio de políticas públicas abrangentes (em relação ao ambiente físico, social, político, econômico e cultural) e do esforço comunitário, na busca de melhores condições de saúde. Nesta última perspectiva, têm se ancorado as resoluções das "Conferências Internacionais de Promoção da Saúde", procurando estabelecer consensos e diretrizes para a promoção da saúde. Estratégias de Promoção à Saúde Se já está explicado o que é promoção à saúde e entendido como ela é importante para melhorar a qualidade de vida das pessoas e diminuir a quantidade e gravidade das doenças, vamos agora indicar formas concretas de se fazer promoção à saúde. Destacamos, neste texto, duas formas que são complementares, isto é, uma se soma à outra. Elas não só trazem bons resultados, mas também fazem os recursos empregados produzirem mais benefícios. São elas a ação intersetorial (integração de tipos diferentes de atuação) e o suporte social. Vamos estar privilegiando neste texto o suporte social porque o consideramos um instrumento muito útil para o trabalho dos profissionais de saúde do Programa de Saúde da Família (PSF) para alcançar seus propósitos em termos de qualidade de saúde e vida das pessoas e dos grupos sociais. Ações intersetoriais: integração de esforços visando alcançar mais e melhores resultados e racionalizar recursos. Como diz o ditado: "a união faz a força". Portanto, somar ações é mais inteligente do que fazer tudo em separado. É proveitoso, por exemplo, juntar trabalho nas creches e escolas e ações de saúde; juntar atividades de esporte e cultura e as áreas de saúde e educação ou ainda transformar o local de trabalho ou o município em um ambiente saudável. Apesar de a intersetorialidade ser uma estratégia já conhecida faz tempo, há, freqüentemente, dificuldades para colocá-la em prática. O segredo é estar disposto a conversar e articular. Para os governos municipais, é muito importante fazer planejamento integrando as diversas áreas de atuação e discutindo com a população as prioridades e como realizar os planos. Suporte social: instrumento de trabalho na atenção básica à saúde, visando melhorar a qualidade de vida e o domínio do grupo e do indivíduo sobre as situações. A idéia é que uma pessoa que tenha mais conhecimentos, mais habilidades e maior confiança em si pode proteger sua saúde e viver melhor. O suporte social representa um conjunto de ações que podem ser realizadas por diferentes tipos de pessoas: os membros da equipe de saúde da família, parentes, amigos, voluntários. Faz-se suporte quando se fornece informação: com ela as pessoas e os grupos podem se proteger e se defender melhor, saber onde procurar ajuda para um problema e aprender a se cuidar. Outro tipo de suporte é o apoio emocional: fazer companhia, conversar, aconselhar, encorajar, mostrar que se está do lado da pessoa ou do grupo nas suas decisões. Este tipo de suporte faz com que as pessoas e os grupos ganhem mais confiança,

mais força e possam decidir e lutar pelo que desejam. Um terceiro tipo de suporte é chamado de instrumental, significando fornecer recursos técnicos e/ou materiais para ajudar a pessoa a se protegerem e cuidar melhor. Pode ser desenvolver habilidades para, por exemplo, amamentar, fazer dieta ou fazer uma fossa, ou fornecer recursos materiais para cuidado da saúde ou manutenção da qualidade de vida (como, por exemplo, renda mínima, cesta básica, material para construção, medicação). Como já dissemos, o suporte pode ser leigo (parentes, amigos, voluntários) ou profissional. A vantagem do leigo é que muitas vezes quem faz o suporte está mais perto e conhece mais quem vai receber o apoio. Mas, onde o suporte leigo não é suficiente, pode-se contar com o apoio profissional. E de quem? Por exemplo: na equipe de saúde da família, quem deve fazer o suporte social? Todos, cada um com a sua função, todos buscando ouvir e acolher as necessidades dos usuários. E um trabalho articulado com o do outro, como uma verdadeira equipe. Onde fazer o suporte? Um entendimento mais restrito é considerar o suporte como ação comunitária, a ser realizado mais no domicílio e na comunidade do que na unidade de saúde. Uma outra forma de pensar, mais abrangente, é incluir o suporte social entre as ações básicas de saúde, realizadas em todos os espaços: na visita domiciliar, no contato com agrupamentos, locais de reunião, nos atendimentos individuais, nas atividades educativas. Quem decide qual é o suporte necessário? Não pode ser uma decisão só da equipe, mas da conversa dos profissionais com a população e as pessoas, definindo juntos os problemas a serem enfrentados e como fazer. Se a decisão é unilateral, corre-se o risco de o profissional pensar que está fazendo um apoio e de quem o recebe considerar que o apoio é desnecessário ou que até atrapalha mais do que ajuda. Por isso, a conversa, a integração e a combinação do suporte é tão importante. Como a área da promoção à saúde é relativamente nova, cabe, de um lado, experimentar diversas formas de atuação, ou seja, ser criativo. De outro lado, como o suporte profissional é um investimento de recursos (profissionais, tempo de trabalho, recursos materiais), é necessário pensar e colocar em prática formas de avaliação.

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htm Esquema de Vacinação na Criança Esquema de Vacinação no Adulto Eventos adversos · BCG · DPT · Febre Amarela · Hemófilos · Hepatite B .gov. Recomendam-se consultas periódicas ao sítio do Ministério da Saúde: http://www. além de estar sofrendo atualização com grande freqüência devido ao avanço tecnológico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Marta Heloisa Lopes1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:46 AM Autores: 1 Professora Doutora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Nota do editor: o calendário de vacinação apresenta peculiariedades de acordo com Estado e região do país.funasa.br/imu/imu00.

dose 2ª. no Brasil. dose 3ª. dose 2ª. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Hepatite B 4 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 2ª. dose 6 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 3ª.· Poliomielite · Sarampo · Tríplice viral Situações Específicas Vacinação na criança A vacinação de rotina tanto da criança quanto do adulto visa a prevenção das doenças mais graves e mais freqüentes. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) preconiza o seguinte esquema de vacinação para crianças. dose 1ª. dose 1ª. dose . causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B Hepatite B Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. Esquema de Vacinação para Crianças IDADE Ao nascer VACINA BCG Vacina contra hepatite B 1 mês 2 meses Vacina contra hepatite B Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) DOSES dose única 1ª. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose Vacina contra hepatite B 3ª. dose 3ª. dose 1ª. dose 2ª.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda um reforço. Esta bactéria é importante causa de infecções graves em crianças menores de cinco anos de idade. ainda na maternidade. aos nove meses de idade. sem teste tuberculínico (PPD) prévio. é polêmico. as vacinas contra rubéola e caxumba. ocorreram modificações importantes no esquema rotineiro de vacinação das crianças. rubéola congênita e caxumba Sarampo. aos 15 meses de idade. O esquema de rotina para crianças menores de um ano de idade é de três doses. O esquema completo de vacinação contra hepatite B compreende três doses. A primeira dose deve ser aplicada o mais precocemente possível. O Estado de São Paulo.infantil do vírus da hepatite B. a vacina conjugada contra doença invasiva causada pela bactéria capsulada Haemophilus influenzae tipo b. foi introduzida. tétano e coqueluche Sarampo. A outra mudança ocorrida nos últimos dez anos refere-se a introdução de uma dose de reforço da vacina contra tuberculose (BCG intradérmico). Embora haja controvérsia sobre a eficácia da vacina BCG. A vacinação da criança nas primeiras horas de vida diminuiu em até 90% o risco de transmissão do vírus para ao filho. São dadas junto com a segunda dose da vacina contra sarampo e constituem a chamada tríplice viral (sarampo. entretanto. a segunda aos quatro e a terceira aos seis meses de vida. baseando-se nos dados controversos sobre a . Posteriormente. Mais recentemente. salientando-se a meningite. caxumba e rubéola). Em muitas regiões do Brasil ainda não se faz sorologia para hepatite B durante o pré-natal. de preferência no primeiro dia de vida. o PNI adotou esta medida em decorrência da grave situação epidemiológica da tuberculose o Brasil. rubéola. no caso da mãe ser portadora. nos últimos dez anos. rubéola congênita Sarampo 15 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Vacina tríplice viral ou vacina dupla viral ou vacina contra sarampo 6 a 10 anos 10 a 11 anos BCG dT (dupla adulto) Vacina contra febre amarela reforço reforço reforço Formas graves de tuberculose Difteria e tétano Febre amarela É importante ressaltar que. foi introduzida no calendário vacinal de rotina. sendo a primeira aos dois meses. Este esquema de vacinação universal na criança é preconizado para prevenir a transmissão materno. em todo o Brasil. Por isso não são identificadas as mães portadoras do vírus da hepatite B. A segunda é dada com um mês de vida a terceira e última. rubéola e síndr. síndr. Foram introduzidas. para crianças entre cinco e seis anos de idade.9 meses Vacina contra sarampo Vacina contra febre amarela dose única dose única reforço reforço dose única (reforço sarampo) Sarampo Febre amarela Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. O assunto. a vacina contra hepatite B.

Vacinação no Adulto A importância e necessidade de vacinação na infância são bem conhecidas. até mesmo para aquelas nascidas de mães HIV positivas. Em toda essa polêmica. A prática da vacinação do adulto ainda é um desafio. Pará. Amapá. em termos de saúde pública. desde o ano de 1992. O aparecimento de casos importados de febre amarela na região oeste do Estado de São Paulo determinou a introdução dessa vacina. As seguintes situações devem ser consideradas em relação à vacinação de adultos: Primo-vacinação no adulto Esta situação é comum em indivíduos acima de 30 anos. dois aspectos devem ser ressaltados: (1) a vacina BCG é útil e eficaz na prevenção das formas graves da tuberculose (miliar. crianças que vivem ou viajam para áreas endêmicas de febre amarela. só foi amplamente estabelecida no Brasil a partir da década de 1970. essa vacina pode se administrada aos nove meses de idade. uma vez que a vacinação rotineira da criança. Mato Grosso do Sul. no calendário de rotina dessa região. de sistema nervoso central) e deve continuar sendo empregada para todas as crianças no primeiro mês de vida. A vacinação não está indicada para crianças que vivem em áreas não-endêmicas. A vacina da febre amarela é aplicada em dose única a partir dos seis meses de idade. Rondônia. Goiás e Roraima. devem ser vacinadas contra essa doença que pode ser fatal.eficácia da revacinação com BCG. (2º) estão sendo conduzidos estudos para elaboração de vacina de fragmentos de DNA do Mycobacterium tuberculosis. Podem haver variações nas indicações de algumas vacinas. São áreas endêmicas brasileiras: Acre. Por este motivo. com perspectivas de serem mais seguras e mais eficazes que as vacinas atualmente disponíveis. Por facilidade operacional. Distrito Federal. com reforço a cada dez anos. dependendo das condições epidemiológicas da região onde elas estão sendo usadas. Maranhão. simultaneamente com a vacina contra sarampo e a 3ª dose da Hepatite B. Mato Grosso. Amazonas. Esquema de vacinação para pessoas com sete ou mais anos de idade VACINA 1ª visita dT(dupla tipo adulto: difteria e tétano) Hepatite B* Sarampo/caxumba/rubéola** Influenza (gripe)*** dT Hepatite B dT Hepatite B ESQUEMA 1ª dose 1ª dose dose única dose única 2ª dose 2ª dose 3ª dose 3ª dose 1 a 2 meses após a 1ª visita 6 meses após a 1ª visita . não a recomenda. Tocantins.

linfonodos. no Estado de São Paulo. Mais raramente choro persistente (por três ou mais horas). para todos os indivíduos até 19 anos de idade. estão contra-indicadas as vacinas. Há relatos de erupção cutânea. Encefalopatia e reação anafilática são extremamente raras. Manutenção durante a vida da imunização adquirida na infância: Os adultos vacinados na infância contra o tétano e a difteria devem receber uma dose de reforço da vacina dT a cada dez anos. *** indicada para todas as pessoas a partir de 60 anos de idade e pacientes HIV positivos de qualquer faixa etária acima de 6 meses de vida. sem documentação prévia de imunodepressão. após a vacinação. baço. Por ser vacina de vírus vivo. sonolência. deve ser substituída pela tríplice com componente acelular (DPaT). DPaT. Recentemente. Eventos Adversos: As vacinas relacionadas abaixo. (2) abcesso subcutâneo. no Brasil. Nas crianças em que ocorrerem convulsões ou síndrome hipotônica hiporresponsiva a vacina DPT. fígado. Por este motivo. É administrada anualmente. vômitos. edema e vermelhidão e sistêmicas: febre. Os vírus vivos atenuados que constituem a vacina contra a febre amarela são cultivados em ovos embrionados de galinha. foram constatados.000. urticária e/ou asma e até choque em anafilático. Nos casos de anafilaxia. são seguras. Quando ocorrer encefalopatia. em 1 caso para cada 1. episódio hipotônico hiporresponsivo e convulsão (associada ou não a febre). nas próximas doses. irritabilidade. cefaléia após uma semana da vacinação. no outono. Acima desta idade é indicada para grupos específicos (ver adiante) ** desde janeiro de 2001. como dor. a vacinação contra a febre amarela está contra-indicada em pessoas com grave hipersensibilidade a ovo. DT e TT (tóxoide tetânico). dois casos de disseminação do vírus vacinal. . Febre Amarela: reações locais. para indivíduos até 39 anos idade. articulações. está disponível. disponível nos centros de referência para Imunobiológicos Especiais (CRIES). Os eventos adversos relacionados a cada uma delas são os seguintes: BCG: locais: (1) úlcera maior que 1 cm. mialgia. está contra-indicada também para indivíduos imunodeprimidos. são raras e mais prováveis em indivíduos imunocomprometidos. estão contra-indicados todos os componentes da vacina tríplice. (3) linfadenopatia regional supurada..a cada 10 anos e por toda a vida dT uma dose de reforço * desde janeiro de 2001. o esquema deve ser completado com a dupla infantil (DT. no Estado de São Paulo. edema e vermelhidão e sistêmicos como febre. está disponível. DPT. Difteria e Tétano). portanto. anorexia. deve-se reduzir este intervalo para cinco anos. administradas na infância. DPT: locais como dor. Nestes casos. ossos. Os benefícios da vacinação superam largamente os eventuais danos causados pelas vacinas. causando encefalite e óbito em uma criança e um adulto. ou sistêmica que podem acometer a pele. com duração de um a dois dias.000 de doses aplicadas. Em caso de gravidez e na profilaxia do tétano após alguns tipos de ferimento.

laringoespasmo. vermelhidão e enduração e sistêmicas como febre. Entre os comunicantes. atualmente.infecção leve de trato respiratório superior . É uma vacina pouco reatogênica. incluindo as de sarampo.4 a 6. cefaléia.5 milhões de doses administradas. como coqueluche. púrpura trombocitopênica e reação anafilática. caxumba. pólio e febre amarela. (5) em casos de alergia a produtos que não os contidos na vacina. sarampo.diarréia leve. Doenças como a poliomielite não ocorrem mais. febre baixa. Assim sendo. Em casos de hipersensibilidade as doses subseqüentes estão contra indicadas. muitas doenças já não causam temor na população. Tanto as reações locais quanto as sistêmicas podem ocorrer nas primeiras 48 horas após a vacinação. conjuntivite e exantema. como dor e enduração. o incentivo à vacinação deve levar em consideração que as oportunidades de vacinar não devem ser perdidas. e outras. tétano.O PNI se destaca no quadro da saúde pública brasileira.otite média . difteria. e sistêmicas como febre nas primeiras 48 horas após a vacinação. Graças ao sucesso alcançado por este programa. Cerca de 25% das mulheres vacinadas podem .7 a 15. Reações de hipersensibilidade são excepcionais: urticária. um caso a cada 6. Hepatite B: reações locais. e menos freqüentemente (em cerca de 5% dos casos) exantema. ocorra um caso a cada 4. Poliomielite: poliomielite associada à vacina: paralisia flácida. Mais raramente podem ocorrer cefaléia. Esta situação paradoxalmente leva a uma diminuição do interesse pela vacinação. a vacinação não deve ser contra-indicada nas seguintes situações: (1) doença leve . entre vacinados. com duração de 1 a 2 dias.febre baixa . Tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola): locais como eritema. (4) em crianças que nasceram prematuras. é mais rara ainda. Sistêmicos: do 5º ao 12º dia após a vacinação podem ocorrer febre menor ou igual a 39ºC com duração de até 2 dias. Hemófilos B: reações locais como dor. são muito raras. entre 5 e 12 dias após a vacinação. rubor e calor. muito raramente. sendo mais susceptíveis os indivíduos imunodeprimidos. em alguma região do corpo ou em todo o corpo. aguda. rubéola. Sarampo: locais: dor. assimétrica. (6) crianças cujas mães estão grávidas podem e devem receber quaisquer vacinas. Estima-se que. (3) no período de convalescença de uma doença. (2) uso de antibioticoterapia.7 milhões de todas as doses administradas. hipotensão e choque. sibilos. com início 4 a 40 dias após a vacinação ou contacto com vacinados. enduração e linfadenopatia regional e sistêmicas: em até 5% dos vacinados. De fundamental importância é o papel do médico de família incentivando a vacinação e explicando a necessidade de altos índices de cobertura vacinal para manutenção de baixos índices de incidência destas doenças. É evento extremamente raro.

Os CRIES dispõem ainda de vacinas contra varicela. os CRIES devem ser consultados. Meningite. Este quadro é relativamente mais freqüente com a cepa vacinal URABE. (12) prostitutas. (11) menores institucionalizados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (10) população penitenciária. com neoplásicos e transplantados. esplenectomia. embora rara tem sido associada à vacina contra caxumba. nos seguintes casos: (1)comunicantes sexuais e domiciliares de portadores crônicos do VHB. imunodepressão: HIV positivos. (7) pacientes submetidos a politransfusões sangüíneas (ex. (8) bombeiros. (6) pacientes renais crônicos*. institucionalizados. Encefalite é muito rara (1: 2. Copyright © 2001 IDS .: hemofílicos. doença pulmonar obstrutiva crônica. contra raiva (cultivada em células diplóides) e de imunoglobulinas específicas contra tétano. é benigna. (2) comunicantes sexuais de casos agudos de Hepatite B.apresentar dor nas pequenas articulações 7 a 21 dias após a vacinação. Situações Específicas A vacina contra Hepatite B tem indicação de uso universal. portadores de anemias hemolíticas). sua evolução. * estes pacientes recebem o dobro da dose habitual A vacina de polissacarídeos contra o pneumococo está disponível nos CRIES para pessoas maiores de dois anos de idade com anemia hemolítica. (9) carcereiros. ocorre em geral duas a três semanas após a vacinação. No Brasil. Em casos de dúvida quanto à indicação deste imunógenos. varicela e raiva cuja dispensação segue regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde para situações especiais.000 vacinados) Outras manifestações neurológicas relatadas como ataxia.500. em geral. (5) pacientes HIV positivos*. hepatite A. está indicada para todas as pessoas. hepatite B. diabetes. civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate. (3) profissionais que atuam em áreas da saúde com risco para a aquisição do VHB. só é disponível na rede pública para indivíduos maiores de 19 anos. isto é. Nos casos de esplenectomia eletiva a vacina contra pneumococo deve ser administrada no mínimo dez dias antes do procedimento. síndrome de Guillain Barré. (13) pacientes psiquiátricos. insuficiência cardíaca. homossexuais masculinos. policiais militares. síndrome de Reye são consideradas associações temporais com a vacina. (4) alunos de cursos técnicos e universitários da área da saúde.

" . ou seja. 1990. para se chamar um paciente de "terminal".OMS. social e espiritual é soberano. do acidente vascular cerebral e do tromboembolismo pulmonar ou pela meningococemia serão precedidas de uma fase considerada como fora de possibilidades terapêuticas de cura. Controle da dor. ele teria que possuir o diagnóstico de câncer na forma neoplasia avançada. de reversão ou de estabilização da história natural da doença. que consiste em "assistência ativa e integral a pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo. A meta do cuidado paliativo é de proporcionar a melhor qualidade de vida ao paciente e seus familiares. excetuando-se aquelas causadas pela violência. Há uma idéia errônea de que. . pelo quadro clínico de morte súbita decorrente do infarto agudo do miocárdio. de outros sintomas e solução de problema psicológico. Este fato implica na utilização de "cuidados paliativos".>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Toshio Chiba1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:04 AM Autores: Médico assistente da Disciplina da Clínica Geral e Propedêutica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Quadro Clínico e Epidemiologia Todas as mortes.

têm preconceito sobre o controle da mesma e. Além disso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . náusea. demenciados avançados com vários episódios de pneumonias ou de acidentes vasculares e portadores de esclerose lateral amiotrófica em último estágio da doença. Um erro muito comum é o tratamento inadequado da dor. levando a uma prática irracional e detrimental de reservar opióides até a iminência da morte. Copyright © 2001 IDS . constipação. Junto com a analgesia. o controle destes sintomas determinariam menor grau de sofrimento nesta fase final da vida para garantir melhor qualidade de vida. sem dúvida o fator limitante nos cuidados paliativos. os pacientes e familiares e na própria estrutura de assistência médico-farmacêutica. insônia. devem ser considerados como elegíveis para cuidados paliativos. quase sempre com menos medicamentos e em doses menores do que as preconizadas para uma eficiente analgesia. A sociedade. ansiedade. inapetência. pneumopatas graves crônicos e oxigênio dependentes. têm relutância em reportá-la e com freqüência. uma restrição que está presente entre os médicos. vamos nos deter sobre o controle da dor.Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva classe funcional IV sob controle medicamentoso. Neste capítulo. por quererem ser um "bons" pacientes e não incomodar o médico e também por terem medo de que a dor signifique piora da doença. dispnéia. edema. xerostomia. vômito. Um dos motivos é o preconceito com relação ao uso de medicamentos como os opióides. Pacientes que se encontram em tal situação de dor. outros sintomas como astenia. A dor está presente em mais de dois terços de pacientes na fase terminal de câncer. diarréia. dor é um dos sintomas mais freqüentes. apresenta falha em distinguir entre uso legal e ilegal de analgésicos opióides. Médicos têm falta de conhecimento do controle da dor. devido a preconceito. alegam obstáculos regulamentares para prescrição que são impostos pela autoridade local. É o sintoma que norteia a qualidade de vida destes pacientes. muitas vezes. figuram como quadros clínicos freqüentes. úlcera de decúbito. tem medo de criar vício (efeito de adição) e exerce pressão cultural para não se prescreverem opióides mais por prática habitual do que por princípios farmacológicos bem estabelecidos. Mesmo em pacientes nãoportadores de neoplasia. delirium.

nas mais recentes formulações. o papel dos serviços de saúde. Nessa perspectiva. as informações essenciais para que possa incorporar essa discussão aos diferentes momentos de sua intervenção. de parte da população. por vezes. A idéia de Promoção da Saúde. Este texto procura oferecer. mesmo. Entretanto. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rubens Kon1 Yara Maria de Carvalho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:18 AM 1 2 Médico assistente do Centro de Saúde Escola Samuel Pessoa . da comunidade científica e. a compreensão dos efeitos da prática de atividade física para os níveis de saúde dos indivíduos e das populações é. a quem atua na atenção básica em saúde. com relação à prática de atividade física.Faculdade de Medicina da USP Professora Doutora da Escola de Educação Física e Esportes da USP As relações entre saúde e atividade física têm recebido grande atenção dos profissionais de saúde. tem levado em conta a complexidade dos fenômenos que interagem neste campo e propõe a mobilização de diferentes recursos sociais para propiciar à população maior controle sobre sua saúde e condições de vida. no plano individual e no coletivo. dificultada por alguns mitos e preconceitos.

que os indivíduos e as comunidades podem incorporar em suas estratégias de melhoria da qualidade de vida. com êxito. considerando suas diferentes condições. o que melhora suas chances de viver melhor. É difícil imaginar. em especial. quando analisada a partir da perspectiva populacional: A prática regular de atividade física está associada a menores índices de mortalidade em geral. prazer e bem-estar.deve ser pôr à disposição da comunidade as informações. é chamar a atenção para a atividade física como um elemento adicional. as atividades recreativas para crianças. solidariedade. particularmente. quanto os resultados mais imediatos de incremento da atividade física na prevenção e no controle de problemas de saúde. nesse sentido. por doenças coronarianas. O que se pretende. o conhecimento e os meios necessários para que a atividade física possa ser incorporada ao cotidiano das pessoas. à rotina de muitas unidades de saúde em todo o país. q q O risco de desenvolvimento do diabetes mellitus não-insulino-dependente está diminuído entre os que praticam regularmente atividade física. o risco de morte por doenças cardiovasculares e. O fortalecimento dos laços de solidariedade na comunidade que resulta desse tipo de iniciativa tem tanta importância. Atividade Física. como estratégia de promoção da saúde. vários estudos têm demonstrado que a atividade física é um fator importante na prevenção e no controle de alguns problemas de saúde. os grupos de caminhada para idosos. entre outros exemplos. ao mesmo tempo. têm sido incorporados. tanto ao orientar e esclarecer seus usuários. Prevenção e Controle de Problemas de Saúde Além dos benefícios de natureza mais ampla para saúde e a melhoria da qualidade de vida. É fundamental que as diferenças de história e situações de vida sejam reconhecidas e que se procure ampliar as possibilidades de escolha das pessoas. interesses e possibilidades. Também impede ou retarda o aparecimento da hipertensão arterial e facilita a redução dos níveis de pressão arterial nos hipertensos. Diminui. Além disso. com base nas idéias de autonomia. Os serviços de saúde são lugares onde a prática da atividade física pode ser tornada possível. Uma tendência que se observa nos veículos de comunicação e entre formadores de opinião é a ênfase na prática de atividade física visando a "aquisição" de um corpo nos moldes de certos padrões de ou ainda a glorificação da competição e. a responsabilização exclusiva do indivíduo por mudanças de comportamento. receitas uniformes e padronizadas de comportamento relativo ao cuidado com o corpo e à prática de atividade física. como ao identificar e divulgar os recursos acessíveis à comunidade. as aulas de capoeira para jovens. ao contrário. as sessões de ginástica para gestantes. de hábitos e estilos de vida. .

Assim. observa-se uma associação com a diminuição do risco para o câncer de cólon. ainda que os gastos de energia sejam equivalentes. Quanto e Como Fazer Optar pelo exercício e definir a freqüência apropriada para que ele seja praticado dependerá.mesmo que distribuídos em vários períodos . andar até o ponto de ônibus. a orientação que predomina é para a prática de atividade física moderada. o que lhe confere um papel importante na prevenção e no controle de problemas articulares e de desenvolvimento de osteoporose. há diferenças de outra dimensão entre andar no parque apreciando a natureza e caminhar apressadamente até o ponto de ônibus distante. q q Embora os estudos relacionando atividade física e aparecimento de diferentes tipos de câncer ainda sejam pouco conclusivos. O Que. uma recomendação adequada à prática de atividade física? Atualmente. então. é fazer atividade física. Trata-se. de compreender a atividade física como elemento importante na busca da melhoria da qualidade de vida. eventualmente. caminhar no parque. etc. a intervenção de profissionais especializados. O termo atividade física geralmente é utilizado quando há gasto de energia. totalizando em torno de trinta minutos diários . que aspira atingir desempenho destacado em determinada modalidade esportiva será. da estrutura e função das articulações e para o desenvolvimento ósseo adequado na infância e na juventude. q A prática de atividade física parece aliviar sintomas de depressão e ansiedade e melhorar o humor. lavar roupa. Sendo assim. dislipidemias. Adicionalmente. prevenir problemas de saúde e melhorar as possibilidades de controle de certos agravos.. muito diferente do proposto para o indivíduo de meia-idade que se recupera de um infarto do miocárdio. portadores de condições crônicas .como hipertensão. o risco de quedas diminui e aumentam as possibilidades de manter uma vida autônoma e independente. Desse modo. evidentemente.que têm na atividade física uma oportunidade de incrementar seu bem-estar. que exigirão. o programa de atividades para uma pessoa jovem. das características do indivíduo para o qual está sendo indicado e das motivações que possa ter para a prática de atividade física. basicamente.A atividade física contribui para a manutenção da força muscular. portanto. qual seria. por vezes. subir escada. diabetes. ou do idoso que pretende manter-se ativo porque isso o faz sentir-se bem. Se os dois primeiros exemplos se referem a situações particulares. . a última situação representa a maior parte das demandas por orientação para a atividade física encontradas no âmbito da atenção básica: indivíduos saudáveis ou. etc. Entretanto.

uma vez que o consumo de energia é diferente para pessoas com características diversas de sexo. andar de bicicleta. como a que se está propondo. calculada subtraindo-se a idade de 220. tem menores benefícios e aumenta o risco de resultados indesejáveis. É possível dizer que. sem sentir dores. com sintomas sugestivos de problemas cardíacos. então. ainda que mais intensa. peso. de atividade física concentrada.idade] é 160 e a atividade física deveria manter entre 104 e 128 batimentos cardíacos por minuto. Cabe destacar que. de forma gradual e atentando para o aparecimento de sinais ou sintomas não-usuais.e em todos. condicionamento físico. abrangendo todos. nos indivíduos sem doenças conhecidas. é aceitável quando se tem em mente o objetivo de manter um condicionamento físico que preserve a saúde e mantenha o bem estar. E quais seriam os cuidados preliminares para que uma pessoa sedentária inicie a prática de atividade física? Quando se trata de atividade moderada. por minuto. idade. para a maior parte das pessoas. a maior parte das pessoas pode fazê-lo.do dia . que totalize os cerca de 30 minutos preconizados. no entanto. O risco de eventos adversos graves e mesmo da morte súbita. para produzir energia). Mas. distribuída ao longo do dia e incluindo modalidades diferentes de exercício e recreação. pulmonares ou metabólicos e no caso de . ser traduzida em alguma forma mais prática de orientação. caminhar rapidamente. Vamos compreender melhor este tipo de recomendação: A atividade física moderada é definida como aquela em que há consumo de cerca de 4 a 7 calorias por minuto (em torno de 200 calorias por dia) ou. A prática de atividade física. aquela em que se atinge entre 3 a 6 equivalentes metabólicos (que seria a quantidade de oxigênio que o organismo em repouso consome. Uma sessão diária. também atende a esse objetivo. podem ser utilizados parâmetros personalizados. é fundamental. Note que a atividade física intermitente. a freqüência cardíaca máxima [220 . ou na maioria dos dias da semana. são exercícios que se enquadram nesta definição. mesmo. é bastante baixo e a melhoria do padrão de saúde obtida com a massificação da prática de atividade física o supera amplamente. nessa recomendação. manter a freqüência cardíaca entre 65% e 80% da freqüência cardíaca máxima calculada. Uma boa aproximação é a utilização da freqüência cardíaca máxima. Esta definição técnica precisa. como tem sido preferido. ou quase todos os dias da semana. Exemplificando: para um indivíduo de 60 anos. malestar ou dificuldade respiratória. dançar e fazer ginástica. mantendo a capacidade de conversar. a freqüência semanal. etc. de consultas médicas. sem a necessidade de exames complementares e. A atividade física deveria. Uma avaliação médica mais aprofundada (que pode incluir exames complementares como o teste de esforço) deve ser reservada para aqueles com alto risco para doença coronariana.. em poucos dias da semana.

Copyright © 2001 IDS .idosos ou portadores de condições crônicas que pretendam se dedicar a exercícios mais vigorosos. quando for o caso. É bom lembrar que cabe também ao serviço de saúde facilitar o acesso à informação relativa à forma adequada para a prática do exercício: horários. roupas. alimentação e hidratação. locais. acessórios de proteção. calçados. que garantam uma experiência prazerosa e saudável.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

No último estudo. a litíase biliar. O impacto da obesidade na mortalidade cardiovascular. a insuficiência vascular periférica é imenso com repercussões sociais e econômicas relevantes. A importância do aumento da obesidade no Brasil é de tamanha relevância que é possível . detectou-se que a prevalência da obesidade é cada vez maior entre as pessoas com menor escolaridade. ao contrário do senso comum que a considera como decorrente da afluência. no aumento de doenças como por exemplo. a osteoartrose. A obesidade associa-se de forma direta ao diabetes. Apesar dos bolsões de desnutrição no país houve aumento da prevalência da obesidade em ambos os sexos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Dr Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/20/2001 6:02:52 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia O aumento do peso médio da população brasileira registrado nas últimas décadas é um fato da maior importância para a saúde pública e para a atenção médica. fatores de risco para a doença coronária. realizado em 1996. nas zonas urbana e rural. como também à hipertensão arterial e ao colesterol elevado. em todas as macroregiões e em todas as categorias de renda.

Primeiro. ou restringi-lo somente a uma questão estética ou de auto-estima. Estes aspectos são importantes para o médico não trivializar o problema obesidade. não significa que o problema não deva ser considerado como relevante. que privilegia o consumo excessivo de alimentos calóricos e inibe a atividade física. risco maior de morte em indivíduos bem emagrecidos. doença pulmonar obstrutiva e insuficiência cardíaca que serão de fato a causa do agravo ou da morte futuros. Uma das formas de vencer o preconceito no atendimento ao obeso é a de entender que a atual epidemia de obesidade é decorrente de um condicionamento social "obesogênico". Ao contrário do senso comum há dois fatos provenientes de estudos epidemiológicos recentes que podem ser aplicados à prática médica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . trazendo uma sensação de impotência ao médico. tuberculose. porque há um conjunto de doenças ainda sem expressão clínica exuberante como depressão.prever que a queda da mortalidade por doença coronária que se iniciou na década de 80 será lentificada pelo aumento da freqüência dos fatores de risco cardiovascular devido ao aumento da prevalência da obesidade. Copyright © 2001 IDS . O fato de o tratamento ser muito difícil. a idéia da existência de um "gordo saudável" não encontra apoio no conhecimento científico porque todos os indivíduos com aumento de peso apresentam risco maior de algum tipo de doença entre as acima listadas. per se. câncer. Segundo. não há valores de peso reduzido que causariam.

20% dos pacientes com infarto do miocárdio morrerão antes de chegar ao hospital. Estas duas características do infarto do miocárdio limitam as expectativas de sucesso da assistência médica e favorecem a perspectiva de controle dos fatores de risco para as . Uma característica comum ao infarto do miocárdio e às doenças cerebrovasculares é a sua instalação abrupta. Além disto. Dentro do grupo das doenças circulatórias. afastadas de suas famílias e de suas profissões. onde há um período subclínico mais extenso. Ao contrário de outras doenças. correspondendo a mais da metade dos óbitos causados por esta doença. com quase um terço de todas as causas. o infarto do miocárdio não apresenta sintomas prévios em mais de 60% dos pacientes. o infarto do miocárdio e as doenças cerebrovasculares são aquelas com maiores índices de mortalidade. Afetadas por doenças circulatórias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bruno Caramelli1 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:44 AM Autores: 1 Médico Assistente do Instituto do Coração do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As doenças do aparelho circulatório estão em primeiro lugar entre as causas de morte no Brasil. mais de um milhão de pessoas são internadas anualmente no país.

Colesterol elevado: há uma relação direta entre dislipidemias e aterosclerose. Este risco está associado positivamente ao número de cigarros por dia e ao tempo de existência do hábito de fumar cigarros. por cerca de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho. especialmente com relação a níveis elevados de colesterol total. Obtendo-se um perfil desejável (ver tabela abaixo) e na ausência de outros fatores de risco. o risco será menor e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O Consenso Brasileiro de Dislipidemias recomenda que todos os adultos com idade superior a 20 anos conheçam seu perfil lipídico (colesterol total. triglicérides. cigarro de palha ou os indivíduos que não "tragam". Diabetes: principalmente o tipo 2. associado diretamente a obesidade e ganho de peso. os critérios de controle da pressão arterial e do colesterol são mais rigorosos do que no resto da população sem diabetes. além do excesso de óbitos. O risco de infarto do miocárdio em diabéticos isoladamente é maior do que em hipertensos isolados ou tabagistas ou indivíduos com colesterol elevado.doenças cardiovasculares. charuto. Hipertensão arterial: é o principal fator de risco cardiovascular no Brasil. porque os coeficientes de mortalidade por doença cerebrovascular são maiores do que os pelo infarto do miocárdio. A interrupção do fumo é a intervenção com maior impacto na redução do risco cardiovascular. A prevalência da hipertensão é estimada em cerca de 15% a 20% da população adulta. Neste aspecto. o tabagismo. por outro lado. HDLcolesterol e LDL-colesterol). cachimbo. sendo responsável. maior a possibilidade de se ter a doença e. Os principais são a hipertensão. Copyright © 2001 IDS . O fumo tem ainda um efeito multiplicador sobre os outros fatores de risco. No diabético. Quanto maior a intensidade e o tempo de exposição ao fator de risco. cabe lembrar que o uso de anticoncepcionais entre mulheres fumantes deve ser evitado pois aumenta em muito o risco de complicações circulatórias. o colesterol elevado e o diabetes. LDL (low density lipoprotein)-colesterol ou valores reduzidos de HDL (high density lipoprotein)colesterol. os fatores de risco cardiovascular são classificados em modificáveis ou não segundo a possibilidade de intervenção preventiva e maiores ou menores conforme a sua importância. incluindo tromboses venosas. reduzido pela metade. Já no dia seguinte à suspensão. No caso do infarto do miocárdio e das doenças cerebrovasculares. após dois anos. triglicérides. as determinações laboratoriais devem ser repetidas a cada cinco anos. o controle ou a eliminação do fator de risco reduz a probabilidade do surgimento de novos casos. Tabagismo: associa-se a risco maior de doença coronária.

O desenvolvimento de tolerância ocorre rapidamente. em média! Os principais riscos à saúde dos fumantes são as doenças cardiovasculares. outras doenças pulmonares. e outros tipos de câncer (da boca. Fumada de um cigarro. laringe. Metade dos fumantes morre de doenças diretamente causadas pelo tabaco.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Montezuma Pimenta Ferreira1 Última Atualização: 8/16/2001 8:52:28 AM Autores: 1 Médico assistente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Trinta por cento dos brasileiros maiores de dezesseis anos fumam. é absorvida através dos pulmões e atinge o cérebro em oito segundos. pâncreas. mas um quarto dos fumantes perde 23 anos de vida. Isto representa trinta milhões de pessoas. Noventa por cento dos fumantes têm dificuldade de fumar menos do que 12 cigarros por dia. bexiga e colo de útero). A droga que causa a dependência do tabaco é a nicotina. os cânceres de pulmão. Úlceras pépticas e osteoporose também são mais freqüentes entre tabagistas. levando ao aumento da dose e ao . esôfago. A maioria dos tabagistas começa a fumar antes dos 18 anos. faringe. rins. A diminuição da expectativa de vida é de 8 a 10 anos. Seus efeitos estimulantes reforçam o seu uso. como a bronquite e o enfisema.

ansiedade. É caracterizada por inquietação. Copyright © 2001 IDS . dificuldade de manter o alerta e a concentração. Esta síndrome se instala nas primeiras horas sem cigarros. aumento de apetite e do peso.estabelecimento do uso regular. Mais da metade dos fumantes apresenta sintomas de abstinência. aumenta nos primeiros dias e regride lentamente em algumas semanas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sonolência diurna. insônia. irritabilidade. Fumar mais de um maço por dia e fumar o primeiro cigarro menos de trinta minutos depois de acordar indicam risco de síndrome de abstinência intensa. sintomas depressivos.

provocando uma . Dr. o álcool é um depressor do sistema nervoso central. sendo o álcool a mais utilizada. Arthur Guerra de Andrade2 Última Atualização: 12/4/2001 11:17:02 AM 1 Médico psiquiatra pós-graduando do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Livre-Docente do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O consumo de substâncias psicoativas é importante problema de saúde pública em todo mundo. Danilo Antonio Baltieri1 Prof. Estima-se que cerca de 10 a 14% da população seja dependente do álcool.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. O álcool etílico é um produto da fermentação de carboidratos presentes em vegetais. Suas atividades intoxicantes e euforizantes são conhecidas desde tempos pré-históricos. Existe um nítido predomínio do alcoolismo em homens. Em função da alta freqüência do uso do álcool e dos inúmeros riscos à saúde advindos deste consumo. Farmacologicamente. uma compreensão adequada do quadro clínico e tratamento do alcoolismo se faz necessária.

lentificação psicomotora. insuficiência hepática. podemos citar: gastrites. natimortos e crianças com baixo peso ao nascer. (4) existe um desejo persistente ou esforço malsucedido no sentido de reduzir ou controlar o uso do álcool. prejuízo do julgamento. sendo raro o órgão humano que não seja afetado por esta substância. (2) uso recorrente do álcool em situações onde há perigo físico. (6) importantes atividades sociais. alteração do funcionamento cardíaco. apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente. manifestado por um ou mais dos seguintes critérios. danos faciais. genitais e pele). pancreatite. lesão da parede do esôfago. dificuldades na absorção de nutrientes. (2) síndrome de abstinência (sintomas psicológicos e físicos advindos da parada ou redução abrupta do consumo do álcool). (4) uso do álcool. (5) muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância. depressão. arritmias cardíacas. labilidade emocional. O quadro de abuso de álcool é caracterizado por um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. sensitivas e cognitivas. O consumo recente e excessivo de álcool pode causar desde euforia. sabe-se que o álcool atravessa a "barreira placentária" e pode provocar desde abortamentos espontâneos.desorganização geral dos impulsos nervosos. sendo que a tolerância aos seus efeitos é muito marcante. além da temida síndrome do alcoolismo fetal (deficiência do crescimento pondero-estatural da criança. na sua utilização ou na recuperação dos seus efeitos. na escola ou em casa. hepatite alcoólica. coma. eventualmente. resultando em fracasso em cumprir obrigações importantes relativas a seu papel no trabalho. (3) problemas legais relacionados ao uso do álcool. Várias são as complicações clínicas e psiquiátricas surgidas em função do uso do álcool. dores musculares. anemias. (3) o álcool é usado em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o desejado. (6) uso do álcool continua. neuropatia periférica (dor e parestesia em membros). levando a sério prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo. apesar dos problemas sociais ou interpessoais persistentes ou recorrentes causados ou exacerbados pelos efeitos do álcool. Como complicações psiquiátricas. podemos citar: a intoxicação alcoólica idiossincrática (caracterizada por um comportamento desadaptativo e atípico após a ingestão de pequenas . (5) os critérios nunca satisfizeram os critérios de síndrome de dependência ao álcool. alterações em outras regiões como articulações. osteoporose precoce. redução do nível da consciência e. alterações cardíacas. diminuição da atenção. levando a sérios prejuízos ou sofrimento clinicamente significativo. Como complicações clínicas. ocupacionais ou recreativas são abandonadas em função do uso do álcool. A primeira experiência com o álcool costuma ocorrer na adolescência. Em mulheres grávidas. manifestado por pelo menos três dos seguintes fatores: (1) evidência de tolerância (necessidade de doses cada vez maiores da droga para obter os mesmos efeitos das doses iniciais). irritabilidade. danos ao sistema nervoso central. dentro de um período de 12 meses: (1) uso recorrente do álcool. A este quadro dá-se o nome de intoxicação por álcool. cirrose hepática. sonolência. lesões no sistema nervoso central com conseqüentes disfunções motoras. Já o quadro de síndrome de dependência ao álcool é diagnosticado a partir de um padrão mal-adaptativo de uso do álcool.

delírios. após a cessação ou redução do consumo do álcool.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hiperatividade autonômica. Copyright © 2001 IDS . febre.quantidades de álcool. convulsões. principalmente visuais e auditivas. em pacientes clinicamente comprometidos). freqüentemente seguido por amnésia para o período de intoxicação). que ocorrem após interrupção ou redução abrupta do uso crônico e intenso do álcool. É quadro de emergência clínica. O nível de consciência do indivíduo parece normal para terceiros no momento da intoxicação). agitação. alucinações vívidas. o ´delirium tremens` (caracterizado por confusão mental. sem alteração do nível da consciência. podendo ser acompanhadas por idéias delirantes). O transtorno amnéstico (caracterizado por episódios transitórios de amnésia que acompanham variados graus de intoxicação ao álcool. tremor. a alucinose alcoólica (presença de alucinações vívidas e persistentes.

fumada ou injetada). A maconha foi. aos solventes orgânicos e a outras drogas de uso menos freqüente em nosso meio como o LSD. estimulantes. que podem levar o usuário à dependência física e/ou psíquica. à cocaína (inalada. exceto álcool e tabaco. às medicações de uso médico que possuem potencial de abuso (benzodiazepínicos. A prevalência do uso na vida de cocaína foi de . dentre as drogas ilícitas. opióides e anticolinérgicos).6%. o "Ecstasy" e a Heroína. daremos enfoque à maconha. foi de 11. o uso na vida de qualquer droga psicotrópica. Neste capítulo.6%). Segundo dados de uma pesquisa domiciliar realizada nas 24 maiores cidades de São Paulo em 1999 pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas. a que teve maior uso na vida (5.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Arthur Guerra de Andrade1 Edson Henry Takei2 Última Atualização: 10/31/2001 12:06:50 PM 1 2 Professor associado da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduando em medicina pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Droga é o termo utilizado para designar substâncias de efeito psicotrópico (principalmente as de caráter ilícito).

convulsões. euforia. infecções no uso endovenoso. sensação de relaxamento. como relaxante. euforia. hiperemia conjuntival. seguidos pelos ansiolíticos e anfetamínicos. agitação psicomotora. mescalina) Uso habitual: Ilícito. problemas pulmonares no crack Conseqüências do uso prolongado: Podem ocorrer quadros psicóticos prolongados que necessitam do auxílio do especialista. infartos do miocárdio. irritabilidade e humor depressivo Quadros associados: Quadros psiquiátricos em geral. chá de cogumelo. muitas vezes leva ao consumo de drogas mais pesadas. falta de prazer e vontade de realizar atividades. desinibição. às vezes sintomas ansiosos. taquicardia. letargia. atenção e vontade de realizar tarefas Substância: Cocaína/crack Uso habitual: Ilícito. tosse. ansiolítico ou alucinógeno Intoxicação: Percepção do tempo mais lenta. 1991 e 1993 em 10 capitais brasileiras com estudantes de segundo grau mostraram que as drogas de maior uso na vida são os solventes.1. irritabilidade. desejo intenso pela droga Quadros associados: Acidentes vasculares cerebrais. ansiedade. alterações sensoriais. como estimulante Intoxicação: Euforia. câncer de vias aéreas Conseqüências do uso prolongado: Piora do rendimento na escola e trabalho.7%. como modificador sensorial Intoxicação: Alucinações visuais agradáveis ou extremamente desagradáveis. piora do rendimento psicomotor Abstinência: Mal caracterizada. Substância: Maconha/Haxixe Uso habitual: Ilícito. alucinações e delírios transitórios Abstinência: Depressão. sensação de prazer ou ansiedade intensos. prejuízo de funções como memória. insônia. Pesquisas anteriores realizadas pelo mesmo grupo em 1987. aumento do apetite e da sede. casos de morte após uso excessivo. pupilas dilatadas. boca seca. estado de hipervigilância. sinais de liberação adrenérgica. forte indução de dependência Substância: Alucinógenos (LSD. quadros delirantes breves. crack tem associação com envolvimento criminal. sensação de relaxamento Abstinência: Não existe síndrome de abstinência característica Quadros associados: Quadros psicóticos ou ansiosos Conseqüências do uso prolongado: Lembranças vívidas das alterações sensoriais mesmo muito tempo após consumo ("flashbacks") .

Desobesi. convulsões Abstinência: Aumento do sono e da fome. irritabilidade. Pervetin.Substância: Anfetaminas (Hipofagin. dificuldade de concentração. Privina e Aturgil) Uso habitual: Medicações para emagrecimento. Preludin. delirantes e de humor importantes Conseqüências do uso prolongado: Desenvolvimento de forte dependência pela substância Copyright © 2001 IDS . depressão. irritabilidade Quadros associados: Quadros ansiosos. estimulantes Intoxicação: Ansiedade. desânimo. Inibex. redução da fome e do sono. Dualid. aumento da energia psicomotora. fórmulas para emagrecer. Reactivan.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Moderex.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Ana Cristina Fortes Alves1 Última Atualização: 12/4/2001 11:18:26 AM Autores: 1 Médica preceptora do departamento de dermatologia da FMUSP Dermatite Seborréica Dermatofitoses Eczema Atópico ou Dermatite Atópica Eczema de Contato ou Dermatite de Contato Escabiose (sarna) Furúnculo Impetigo Larva migrans .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Bicho geográfico (ver larva migrans) Molusco contagioso Pediculose (piolho) Piolho (ver pediculose) Sarna (ver escabiose) Urticária Verruga Copyright © 2001 IDS .

Ferraz1 Marcos Roberto Tavares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:36 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP 2 Médico Assistente Doutor da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A cavidade oral é sede de várias doenças que podem se manifestar por alteração da pigmentação (mancha). o que pode ser feito com a inspeção e palpação da boca. dor. Câncer da Cavidade Oral Embora seja facilmente visível. Casos detectados mais tardiamente têm tratamento altamente complexo e prognóstico mais . úlcera. nódulo. boca seca (xerostomia). É tratado com facilidade quando diagnosticado precocemente. halitose e nódulos cervicais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto R. estima-se que o câncer da cavidade oral ainda seja responsável por cerca de 2000 mortes anuais no Brasil.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . geralmente doloroso. com caráter infiltrativo. As localizações mais comuns são a língua e o assoalho de boca.reservado. Copyright © 2001 IDS . irregulares. Tabagismo e etilismo são hábitos presentes na maioria dos doentes. O câncer se apresenta como uma úlcera de bordas elevadas. Pode estar acompanhado ou suceder leucoplasia e eritroplasia. O tipo histológico mais comum é o carcinoma espinocelular.

a fissura anal. Seu diagnóstico é realizado por meio de anamnese bem feita. Doença Hemorroidária Fissura Anal .Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia As doenças ano-retais compreendem um conjunto de afecções extremamente comuns na população em geral. As doenças mais comuns são a doença hemorroidária.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Angelita Habr-Gama1 Fábio Guilherme Campos1 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:44 AM 1 Disciplina de Coloproctologia . seguida de exame proctológico adequado e do uso eventual de outros recursos diagnósticos quando a história e exame físico não forem suficientes para este objetivo. o câncer do ânus e as doenças sexualmente transmissíveis. determinando sintomas importantes e que afetam a qualidade de vida das pessoas. fístulas e abscessos anais.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Fístula Fístula Anal Doença Sexualmente Transmissíveis Câncer de Ânus Copyright © 2001 IDS .

Quadro clínico Tontura: é um sintoma comum que o paciente geralmente refere quando se sente inseguro na sua movimentação ou posição em relação ao meio ambiente externo. ou outros sintomas subjetivos e pode também refletir alteração em qualquer órgão ou sistema. depressão. na grande maioria das vezes. Uma pergunta que ajuda a definir se o paciente tem vertigem é: você tem a . O diagnóstico preciso. associada a cansaço. e. É uma alucinação de movimento e apresenta causas bastante específicas. não estão associadas a problema clínico grave. é importante tentar caracterizar algumas situações: Vertigem: é quando o paciente tem a sensação de que tudo está rodando ao redor dele ou que ele próprio está rodando. é alcançado com a história clínica e com detalhes do exame neurológico e cardiovascular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Isabela M. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:10 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Tontura e vertigem são condições muito frequentes na prática médica. Quando o paciente procura o médico com queixa de tontura. Pode ser uma queixa inespecífica. muitas vezes.

é importante perguntar se o início do quadro foi insidioso ou abrupto. e do equilíbrio. checagem do funcionamento grosseiro do sistema auditivo. Isso favorece o diagnóstico de doença vestibular periférica enquanto que o aumento do nistagmo nestas condições ou. nistagmo posicional e manobra de Bárány. Uma pergunta que pode ajudar a definir se o paciente teve um quadro sincopal ou quase-sincopal é: o que que você sentiu é como a sensação de ter ficado agachado por um longo período e levantar rapidamente? Desequilíbrio: se o paciente se sente desequilibrado. chama-se de nistagmo para a esquerda. rápida. observação de nistagmo espontâneo. esforço) ou de alívio (alguma posição específica ou evitar uma posição específica). A duração do período de inconsciência é curta e a recuperação. O exame físico desses pacientes deve incluir um exame otológico simples. Avaliação do nistagmo O nistagmo representa a oscilação rítmica dos olhos. alterações de marcha. Características Direção Componente rápido Efeito de fixar o olhar Anatomia da lesão PERIFÉRICO Horizontal-Rotatório Contrário ao lado lesado Suprime o nistagmo Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Qualquer direção Para o lado lesado Não suprime o nistagmo Tronco cerebral ou cerebelo Quando a queixa de tontura ou vertigem se relaciona com a movimentação da cabeça ou . O nistagmo espontâneo pode ser observado com o paciente em pé olhando para frente. O quadro 1 mostra as principais características do nistagmo central e periférico. O nistagmo espontâneo desaparece quando o paciente fixa o olhar. ou sensação de desmaio: na síncope. resfriados ou trauma craneano no passado e sintomas neurológicos. a sua persistência favorece o diagnóstico de doença central. frequência. otite. A pergunta que pode ajudar na definição do quadro é: você tem a sensação de que não está pisando em terreno firme? 1.Características do nistagmo de origem periférica e central. o paciente simplesmente perde a consciência e cai. simplesmente. É composto por um movimento lento para um lado seguido de outro rápido para o lado oposto. desmaio. duração. utilizando-se o sentido do movimento rápido para denominar o nistagemo.sensação de que tudo está rodando ou de que você mesmo está rodando? Síncope ou quase-síncope. Quadro 1 . hipoacusia ou zumbido. agravantes (ansiedade. se é a primeira crise ou se são crises recorrentes. intensidade do sintoma. presença de náuseas e vômitos. fatores desencadeantes. por exemplo. quando o movimento rápido é para a esquerda. se é constante ou intermitente. Vertigem Quanto à história clínica.

(Figura 1) Figura 1. 352. Para iniciar a manobra. Esta posição deve ser mantida por 20 s. com a cabeça virada em uma determinada direção. com a ajuda do examinador.ocorre ao se deitar. náusea ou vertigem). pedindo-se para que o paciente relate todo e qualquer sintoma associado à manobra (por exemplo. mantendo a cabeça virada para o lado que iniciou a prova. Em seguida. . deve-se pesquisar o nistagmo de posição. The Lancet 1998. o paciente é colocado sentado de olhos abertos. Adaptado de Baloh RW. Manobra de Bárány para testar a presença de nistagmo e vertigem posicional benigna. O nistagmo de posição pode ser pesquisado pela manobra de Bárány. 1841-1846. Se o nistagmo aparecer. é rapidamente colocado na posição deitada com a cabeça livre de apoio suspensa pela mão do examinador podendo ficar até 45o de inclinação abaixo do nível do leito.

Em compensação.o examinador deve atentar para os detalhes do quadro 2. Vertigem espontânea prolongada Uma série de alterações podem causar quadro sintomático de vertigem. As lesões periféricas estão mais frequentemente associadas a náuseas e vômitos. lesões centrais mais frequentemente se associam a alterações do equilíbrio. 1.20 segundos < 1 min ou poucos segundos Marcada Frequente Fixa. Quadro 3.Características do nistagmo de posição de origem periférica e central. 1. Principais causas de vertigem prolongada espontânea História clínica além de vertigem. Periféricas As vertigens periféricas podem ser de três tipos: a vertigem prolongada espontânea. PERIFÉRICA Tempo de início Duração Fatigabilidade Vertigem Direção do nistagmo Anatomia da lesão 3 . Quadro 2 .independe da posição da cabeça Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Imediato persiste por mais de 1 minuto Não apresenta Mínima ou ausente Muda com alteração posicional da cabeça Tronco ou cerebelo Causas mais frequentes de vertigem É importante diferenciar os quadros centrais dos periféricos e a anamnese permite essa distinção em grande número de casos.a. náuseas e vômitos Exame físico (além de nistagmo e alterações do equilíbrio) Conduta além do tratamento sintomático . a vertigem recorrente e a vertigem posicional (benigna ou central). O quadro 3 mostra as principais causas de vertigem prolongada espontânea.

Otomastoidite Infecções prévias de ouvido. granuloma Na otite.b. colesteatose. R. As crises duram minutos ou horas. Vertigo. de fatores de risco.W. presença de Trauma craniano sangue no conduto auditivo Fatores de risco para DCV*. treinamento da marcha e do equilíbrio Adaptado de Baloh. The Lancet 1998. início agudo. Vertigem recorrente As crises recorrentes de vertigem ocorrem quando há uma alteração súbita. de membros ou ambas Controle da fonte de êmbolos. importantes alterações do equilíbrio. (entre as náuseas e vômitos) crises) Tratamento além do sintomático .352:1841-1846. duram minutos. perda da coordenação dos membros Treinamento vestibular Infarto cerebelar Ataxia de tronco. (*DCV=doença cardiovascular) 1. As causas mais frequentes de vertigem recorrente estão no quadro 4. permitindo o diagnóstico diferencial com os episódios isquêmicos transitórios que. A duração da crise é um ponto fundamental para se fazer o diagnóstico. esclerose do tímpano. 3 vezes por dia por 10 dias Neurite vestibular (neuronite vestibular) Corticoesteróides e treinamento vestibular Concussão de labirinto Perda auditiva. com subsequente recuperação das funções normais. História clínica Exame físico (além de vertigem. Principais causas de vertigem recorrente. dor e diminuição da acuidade Episódio de infecção de vias aéreas superiores prévia ao quadro. temporária e reversível da atividade neural de repouso do labirinto ou das suas conexões centrais. início subagudo com perda auditiva Otite média. presença de secreção. em geral. amoxicilina 500 mg. Quadro 4.

bilateral). Vertigo. Vertigem Postural Vertigem postural benigna (VPB) .352:1841-1846. sensação de ouvido sob alta pressão. dor unilateral latejante. zumbidos após traumas. rash cutâneo Dieta pobre em sal e diuréticos. artrites. (*ORL=otorrinolaringologista e ** reumato=reumatologista) 1. R. The Lancet 1998. encaminhe ORL* Doenças autoimunes do ouvido Prednisona 1mg/kg e encaminhamento para REUMATO** Fístula perilinfa Perda auditiva. tosse. fraqueza Sem alterações na grande maioria dos casos Aspirina 250 mg por dia Insuficiência vertebrobasilar Adaptada de Baloh. ataxia. parestesias. barotraumas.W. diplopia. ceratite intersticial. quedas Alterações flutuantes ou lentamente progressivas da acuidade auditiva associada a sintomas sistêmicos de doença autoimune Deficiência da acuidade auditiva para sons de baixa frequência (unilateral em grande parte dos casos) Perda da acuidade auditiva (na maior parte das vezes. disartria.c. Se não melhorar. com foto e fonofobia Perda visual. espirros Sinal da fístula positiva (nistagmo induzido por Repouso alterações na pressão do canal auditivo externo) Enxaqueca Cefaléia com aura visual. que piora com a Sem alterações Vide Capítulo cefaléias movimentação da cabeça.Doença de Ménière Alterações flutuantes da acuidade auditiva. zumbidos.

Entretanto. 1841-1846. The Lancet 1998. Manobra de Siment para tratamento de vertigem posicional benigna. não há queixa de zumbido ou hipoacusia. 2. São doenças raras (tumores) e o . o paciente com esse tipo de quadro apresenta outras alterações neurológicas. O exame físico revela a presença de nistagmo espontâneo ou desencadeado pela manobra de Bárány com características periféricas. Os sintomas são relatados quando o paciente se deita e gira a cabeça ou quando já se encontra deitado e muda de posição no leito. Vertigem postural central Várias lesões centrais podem causar esse tipo de vertigem. 352. Adaptado de Baloh RW. neste caso. Figura 2. Tratamento específico A figura 2 mostra a manobra de Siment. sendo de curta duração (menos de 1 min) e sempre desencadeados por movimentos da cabeça. que cura grande parte dos casos de VPB.É o tipo mais frequente de vertigem em adultos. Tipicamente.

formigamentos. alterações metabólicas (hipo e hiperglicemia. É extremamente importante perguntar sobre o uso de medicações que podem estar associadas ao quadro e que possam estar causando hipotensão postural. O exame físico desses pacientes pode sugerir a causa da síncope. No caso de vômitos em grande quantidade. como a difenidramina na dose de 500 mg. 4 vezes por dia (a cada 6 horas) por 10 dias.nistagmo geralmente é vertical e inesgotável. Considera-se que há hipotensão postural quando a pressão arterial sistólica cai em pelo menos 20 mm Hg. O treinamento vestibular é realizado através da manobra de Siment já descrita. Tratamento sintomático das vertigens Utilizar drogas antihistamínicas. Investigação diagnóstica Inclui um eletrocardiograma e exames mais sofisticados. Das causas de hipotensão. menos de 5% dos casos) doenças neurológicas (menos de 5% dos casos). doença cardíaca (10-25%). e distúrbios psiquiátricos (30%). a mais frequente é a síncope vaso-vagal geralmente secundária a um episódio de estresse. e um exame físico completo. se foi associado ao exercício (estenose aórtica. devendo incluir a medida da pressão arterial (após 5 minutos de repouso de decúbito dorsal horizontal e após 2 minutos em pé). podem ser causa frequente de quadros sincopais. tremores. cardiomiopatia hipertrófica. evacuação. tanto da pessoa como de quem presenciou o episódio. como a monitorização com o Holter para verificação de arritmias por um período maior de tempo. Distúrbios psiquiátricos. Hiperventilação é uma das causas mais frequentes de tontura associada com outros sintomas ansiosos como palpitações. Causas frequentes de síncope . A perda de consciência na síncope implica que algumas estruturas do tronco cerebral deixaram de ser irrigadas. a história é fundamental. Síncope e quase síncope Síncope é uma perda súbita de consciência de curta duração (segundos a minutos) acompanhada de perda do tônus motor. Episódios sincopais são mais frequentes em pacientes em pé. Devem ser feitas perguntas questionando sobre o estresse a que o paciente estava submetido antes do episódio (sugere síncope vasovagal ou distúrbios psiquiátricos). tosse. geralmente desencadeando a síncope pela diminuição do retorno venoso secundária à manobra de Valsalva). recomenda-se metoclopramida 10 mg até 3 vezes por dia. como a síndrome do pânico e os outros transtornos ansiosos e depressivos. arritmias e hipertensão pulmonar) ou aos esforços (micção. Para o estabelecimento da causa do episódio sincopal. O diagnóstico diferencial das síncopes inclui cinco grandes grupos de causas: hipotensão arterial (20-50% dos casos).

em grande parte. como fadiga. taquicarida e sudorese de extremidades. o que. podendo variar amplamente. checar a associação com drogas que podem causar hipotensão. será feito baseando-se na história clínica. É importante. nesses casos. e corrigi-la. Copyright © 2001 IDS . O fundamental é descobrir a causa. Tratamento O tratamento específico da tontura depende do diagnóstico específico que a causou. mesmo entre pessoas jovens (desmaio). Antes da queda. Hipotensão postural do idoso Indivíduos idosos podem apresentar hipotensão postural em até 10% dos casos. ansiedade ou dor. ocorrem palidez. mesmo em pacientes sentados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Acontece com maior frequência em pacientes em pé e a recuperação da consciência é imediata após a queda. Isso costuma ocorrer após as refeições. Está associada a situações de estresse.Síncope vaso-vagal É extremamente comum.

A maioria dos pacientes que procuram atendimento por cefaléia são portadores de cefaléias primárias. No Brasil.8% de cefaléia do tipo tensional e 9. encontrou-se uma prevalência de cefaléia de 82.9% (72. Somente uma pequena porcentagem desses pacientes apresenta alterações como tumores ou hemorragias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Isabela M. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:20 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Cefaléia ou dor de cabeça é um sintoma freqüente nos pacientes que procuram atendimento ambulatorial ou de urgência. São mais freqüentes nas mulheres e nos jovens. fato que indica a necessidade de uma investigação diagnóstica mais abrangente.9% de enxaqueca). Nesses casos. como comprometimento de alguns pares cranianos. Enxaqueca Cefaléia do Tipo Tensional . cefaléias que cursam com uma história rica e exames físico e neurológico normais. além da cefaléia. ou seja. a doença se manifesta por sinais neurológicos focais.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

duodeno. é possível ter uma idéia do motivo deste sintoma. dissecção da aorta. mandíbula ou para a região posterior do tórax. opressão. geralmente no centro do peito ou do lado esquerdo. fatores de melhora e sintomas associados. que se caracteriza por episódios transitórios de dor na face anterior do tórax. pneumonia. As causas importantes de dor no peito são: doença isquêmica do coração. duração. fatores desencadeantes. localização. Geralmente. pericardite. A doença isquêmica do coração pode levar ao infarto agudo do miocárdio ou pode se manifestar como angina do peito. pescoço. esofagite. queimação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Luiz Antonio Machado César1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:12 AM Autores: 1 Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor HCFMUSP Quadro Clínico É comum pessoas se queixarem de dor ou desconforto na região do peito. que pode irradiar para um ou ambos os braços (geralmente para o esquerdo). ou mesmo dor. irradiação. pâncreas. Pelas características descritas. vesícula biliar e alterações intestinais. a queixa é de aperto. É importante a análise do sintoma em todas as suas características: tipo. doenças do estômago. e durando de 5 a 20 minutos. Às . embolia de pulmão. quando a pessoa faz esforço físico. inflamação de articulações e músculos do tórax.

com alívio ou eliminação total da dor. ou fração MB. A dor é de intensidade variável. que se mantém durante dias ou semanas.quando os sintomas já existem há pelo menos 3 meses.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .não é muito útil para confirmar a presença de doença coronária no paciente com dor torácica. dor prolongada e constante. Fatores de melhora . Quando essas dores aconteceram há menos de uma semana ou nas últimas 24 horas e em repouso. mais habitualmente. basicamente. em outras doenças graves. dura de 2 a 10 minutos e cessa com o repouso ou uso de nitrato sublingual. com características que não mudam nesse período. associados ou isoladamente. mesmo que um só episódio e na presença de alterações ao eletrocardiograma. Angina Instável. só desconforto ou dor no membro superior esquerdo. em aproximadamente de 30 a 50% dos casos de infarto. mas pode auxiliar na elucidação das outras doenças. Sintomas associados . seja ocorrendo a pequenos ou a grandes esforços.A angina de peito pode ser desencadeada por esforços. náuseas e vômitos.CPK. por exemplo.CKMB) no sangue. que fazem parte do diagnóstico diferencial. dois tipos: angina estável e angina instável. O frio é fator desencadeante de angina do peito com grande freqüência. Fatores desencadeantes . ou só na mandíbula. Classificamos a angina em. Dor com duração de somente alguns segundos não é de origem coronária. Exame físico . podem ser manifestações de angina.suor frio. há grande possibilidade de se tratar de infarto agudo do miocárdio.vezes.quando ocorre dor torácica característica. que também podem acontecer.A dor coronária classicamente melhora ou cede completamente com o repouso ou com uso de nitrato sublingual em 1 a 5 minutos. Mas. Angina Estável. uma combinação de ambos. também não costuma ser de origem coronária. sendo fundamental o encaminhamento imediato ao pronto-socorro e a realização de eletrocardiograma. Por outro lado. Copyright © 2001 IDS . o diagnóstico só se confirma com a elevação de enzimas cardíacas (creatinofosfoquinase. estresse emocional ou.

Até a presente data. . Lima1 Ari Stiel Radu2 Última Atualização: 8/21/2001 8:47:22 AM 1 2 Médica Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Médico Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro Clínico e Epidemiologia As queixas de dores musculoesqueléticas estão entre as causas mais comuns de consulta médica e correspondem a terceira causa de afastamento do trabalho. a história cínica e o exame físico inicial são essenciais. Neste sentido. O diagnóstico diferencial das dores musculoesqueléticas deve ser preciso. devendo incluir uma série de informações. estão catalogados mais de 100 doenças musculoesqueléticas distintas. uma vez que o tratamento difere muito para cada situação particular. todo indivíduo adulto já experimentou um breve período de desconforto por acomentimento osteoarticular. Praticamente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fernanda R.

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que se articulam entre si. Este complexo arcabouço ósseo protege o sistema nervoso central. duas inferiores e duas superiores. que emite raízes nervosas para a cabeça e membros superiores. nesta localização.A coluna cervical é inervada no tecido ósseo. exceto C1 e C2. pode doer por alterações nestas estruturas ou doer à distância por irritação das raízes nervosas. que não possuem corpo vertebral. Os corpos vertebrais são separados um do outro pelo disco intervertebral e os arcos. portanto. . Cada vértebra é constituída do corpo vertebral e do arco posterior. com as vértebras de cima e de baixo. nas articulações interapofisárias (cartilagem) e nos ligamentos. a medula espinhal. É caracterizada por uma enorme mobilidade em todos os sentidos de movimentos (flexão. extensão e rotação). extendendo-se da base do crânio até a coluna dorsal (torácica).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:48 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A coluna cervical é formada por sete vértebras. pelas apófises.

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. a escoliose.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 9/3/2001 8:53:20 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A dor lombar é a principal causa de afastamentos do trabalho entre os segurados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Brasil. como a espondilolistese (escorregamento vertebral). existem alterações genéticas ou adquiridas. um estudo mais aprofundado dos profissionais interessados nesta área. Também os desequilíbrios musculares gerados pelas mais diversas causas. merecendo. Possui uma grande amplitude de movimentos em todos os sentidos e. portanto. entre as quais a mais comum de todas. na coluna. a gravidez. é dividida em cervical. as mega apófises. a medula espinhal e a protege. está sujeita a muitas doenças decorrentes destas suas características mecânicas e estas doenças se fazem mais presentes quando. por esta razão. A coluna vertebral dura e resistente contém no seu interior. as seqüelas de fraturas ou a osteoporose. podem determinar alterações mecânicas e dor lombar. dorsal e lombar e é a lombar que recebe a maior carga de peso corporal.

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como as tendinites e bursites. As alterações inflamatórias. O trauma no ombro pode provocar fraturas no úmero. comuns nesta articulação. que podem levar ao congelamento articular do ombro rígido (pericapsulite adesiva). . pela pouca contenção entre a grande cabeça umeral e a pequena e estreita glenóide do omoplata. extremamente vulnerável. de origem não traumática. também chamada de manguito rodador. Possui ainda uma articulação entre o acrômio e a clavícula. luxações articulares e lesões nos ligamentos de contenção. A cápsula articular de contenção do ombro. omoplata e clavícula. é o conjunto de ligamentos formado pelos prolongamentos dos músculos da cintura escapular. são queixas frequentes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:44 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O ombro é a articulação mais móvel entre todas do corpo humano.

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Cerca de um quarto dos pacientes com dispepsia procura atendimento médico. A dispepsia é sintoma comum na população geral. neoplasia. doença do refluxo gastroesofágico. nos últimos 12 meses: (1) dispepsia persistente ou recorrente e (2) ausência de doença com substrato anátomopatológico (ex. que é a sensação de estômago repleto logo após o início da alimentação. (4) náusea. o que inclui inclui: (1) saciedade precoce. A dispepsia funcional abrange pacientes com os seguintes sintomas. durante pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). doença . impedindo o término da refeição. (2) má digestão ou sensação de persistência do alimento no estômago.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:52 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Dispepsia é definida como dor ou desconforto na região epigástrica. com prevalência oscilando entre 20 e 40%. As doenças funcionais do aparelho digestivo foram classificadas pelo sistema denominado "Roma II". variando se pirose retroesternal é acrescentada à investigação. (3) sensação de estufamento.. úlcera péptica.

bloqueadores H2. Esta divisão da dispepsia funcional. pirose e dor retroesternal) não devem ser incluídos no contexto da dispepsia funcional. por exemplo: (1) a terminologia dispepsia não-ulcerosa foi substituída por dispepsia funcional. em que o sintoma predominante e que mais incomoda é a dor epigástrica. na dispepsia tipo dismotilidade. Aqueles em que predomina o desconforto epigástrico. na sua maioria. a coexistência de dispepsia funcional e síndrome do intestino irritável é possível num mesmo paciente. Finalmente. domperidona. como. pode ter implicações terapêuticas. quando testados com pHmetria de 24 horas. têm. refluxo ácido patológico. Pelo atual conceito de dispepsia funcional. pois. são classificados como portadores de dispepsia tipo úlcera. como definido anteriormente. metoclopramida) são a primeira escolha. Copyright © 2001 IDS . Por outro lado. (3) se os sintomas dispépticos melhorarem nitidamente com a defecação e se houver. o que implicaria no diagnóstico da síndrome do intestino irritável.pancreatobiliar e consumo de medicamentos lesivos à mucosa gastroduodenal. alguns aspectos anteriormente aceitos e válidos não são mais. A classificação "Roma II" estabeleceu a seguinte classificação para a dispepsia funcional: pacientes com dispepsia funcional. conquanto não contribua para o diagnóstico de doença orgânica (por exemplo. inibidores da bomba de próton). Assim.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . associadamente. como os antiinflamatórios não-esteróides) que explique a sintomatologia e (3) sem alívio dos sintomas com a defecação e sem associação com alteração no hábito intestinal. pacientes com dispepsia tipo úlcera tendem a responder melhor aos agentes anti-secretores (por exemplo. pacientes com dispepsia tipo úlcera não necessariamente têm mais úlcera péptica que os com dismotilidade). apresentam dispepsia do tipo dismotilidade. pois úlcera péptica não é o único diagnóstico de exclusão na dispepsia em geral.. pacientes que não preenchem um ou outro critério são tidos como portadores de dispepsia inespecífica. desde que a dispepsia não se relacione com a evacuação e que existam indícios da síndrome do intestino irritável. (2) pacientes com sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico (por exemplo. alteração no padrão habitual de evacuação. prócinéticos (ex. no entanto. o diagnóstico de síndrome do intestino irritável substituirá o de dispepsia funcional.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: José Luis Mesquita1 Carlos Ricardo D. Bautzer1 Última Atualização: 9/5/2001 4:52:28 AM 1 Médico Assistente da Divisão de Clínica Urológica do HCFMUSP Disúria Hematúria .

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corpos lúteos ou cistos hemorrágicos que desaparecem espontaneamente respeitando-se o ciclo hormonal natural. a maioria das imagens observadas corresponde a folículos ovarianos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Prof. envolvendo. permanecem assintomáticos até ocorrer rotura. os cistos ovarianos podem representar doenças benignas. como teratomas ou cistoadenomas que. No entanto. em geral. torção ou dor . Diferentes doenças podem estar relacionadas a este sintoma. Rotura e torção de cisto de ovário: a observação de cistos anexiais tornou-se freqüente devido à realização de ultra-sonografia da região pélvica. Mauricio Simões Abrão1 Dr. As principais situações que evoluem para dor pélvica são as descritas a seguir. recorrente ou crônica. Dr. Sérgio Podgaec2 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:10 AM 1 2 Professor livre docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Mestre em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A dor pélvica é um problema clínico comum que pode se manifestar de forma aguda. Em algumas situações. amplo espectro clínico. para sua abordagem e diagnóstico.

Acomete em torno de 10% das mulheres em idade reprodutiva e associa-se a dor e infertilidade. Em geral. mas podendo estar presente em peritônio. acomete mulheres jovens. Sintomas associados podem ocorrer. Em geral. em que ocorre aumento da contratilidade uterina e do peristaltismo tubáreo e disseminação peritoneal do líquido folicular ou de sangue provocado pela rotura do folículo ovulatório. quadros progressivamente mais graves de infecção do aparelho genital interno. sendo todo o quadro limitado no tempo com remissão completa. além de outras localizações mais incomuns. provocando sintomas quando em estádios avançados. de modo inverso. A dor pélvica é bilateral. Dismenorréia: cólica associada ao fluxo menstrual pode impedir a paciente de exercer suas atividades habituais e levá-la à procura de auxílio médico para o alívio da dor. A paciente pode apresentar dismenorréia. sendo 10% com intensidade grave. hematúria. Os endometriomas têm seu volume limitado. no entanto. Até 90% das pacientes portadoras da doença apresentam dor pélvica e. ooforite e abscesso tubo-ovariano. acompanhada de corrimento purulento oriundo do canal cervical e dor ao toque vaginal à mobilização do colo uterino. as manifestações clínicas dependem da localização e do volume do tumor. sendo mais freqüentemente encontrado em ligamentos útero-sacros e ovários. na parede uterina (intramural) ou em direção à cavidade uterina (submucoso). podendo localizar-se na superfície do útero (subseroso). pois não existe sintomatologia ou arsenal de exames complementares que denotem com clareza esta situação. Mioma: freqüente tumor benigno que se desenvolve no miométrio. aumento do trânsito intestinal e enterorragia cíclicos durante o fluxo menstrual. vômitos e diarréia. provocando os sintomas relativos à própria doença. dor pélvica sem relação com o fluxo menstrual. Dor do meio do ciclo: dor intensa ocorrendo no meio do ciclo menstrual associada ao período ovulatório. endometrite. até mesmo pela presença de ascite. Endometriose: definida pela presença de tecido endometrial em sítios extra-uterinos. até 50% das pacientes com queixa de dor pélvica apresentam algum grau de endometriose. disúria. Se não for tratada de forma correta. Prenhez ectópica rota: diagnóstico que deve ser sempre ser considerado quando houver atraso ou irregularidade menstrual associados a dor pélvica e massa anexial. Moléstia inflamatória pélvica aguda: é a denominação genérica para os casos de cervicite. O diagnóstico de certeza da moléstia é difícil. salpingite. Sangramento genital pode estar presente devido a queda transitória dos níveis estrogênicos que ocorre neste período. tubas uterinas. Estima-se que até 50% das mulheres apresentem algum grau. aumenta o risco de infertilidade e de dor pélvica crônica. sendo a tuba . com vida sexual ativa. como cefaléia. dor durante a relação sexual. Usuárias de dispositivo intra-uterino são mais suscetíveis a este processo e os germes envolvidos em 80% dos casos são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis. dor pélvica grave ocorre em miomas subserosos que sofrem torção ou nos miomas que sofrem degeneração necrótica ou infecciosa.por efeito de seu volume. sendo resultado de infecção transmitida por via sexual. bexiga e intestino. e os tumores malignos de ovário têm crescimento insidioso.

geralmente resultado de manobras ilegais para provocar a perda. seguido de dor em região hipogástrica e sangramento genital. No caso de haver sangramento em maior intensidade juntamente com eliminação de restos ovulares e. passando para a região periumbilical e localizando-se em fossa ilíaca direita. nem sempre diagnosticado previamente como gestação. caracteriza-se o aborto retido. hipotensa. podendo manifestar sangramento genital. a paciente apresenta-se com período variável de atraso menstrual. Quando ocorre inviabilidade do produto conceptual sem sua eliminação. Abortamento: definido como a interrupção da gravidez antes de 20 semanas ou com feto de peso inferior a 500 gramas. especialmente na fossa ilíaca direita (ponto de McBurney). em menor freqüência obstrução tumoral. O embrião pode se desenvolver até ocorrer aborto tubáreo. diz-se que o aborto é inevitável. Entretanto. tumores. peritonismo e distensão abdominal. Pode provocar complicações quando não abordada de forma adequada. alteração do estado geral do paciente com febre e astenia. quando ocorre obstrução ou perfuração (diverticulite). febre e interrupção do trânsito intestinal. associada a sintomas urinários. em 8% dos casos. Peritonite bacteriana por perfuração intestinal: doenças infecciosas. Obstrução ureteral: cólica renal por cálculo ou. o que provoca hemorragia intraperitoneal representada clinicamente por paciente descorada. como perfuração. com dor em região hipogástrica associada a sinais de peritonismo (descompressão brusca positiva e abolição dos ruídos hidroaéreos). ao toque vaginal. o quadro clínico se altera. além de poder haver dificuldade diagnóstica na localização retro-cecal do apêndice. medicamento abortivo usado por via oral ou vaginal. associada a vômito. Em geral. Apendicite: causa comum de dor abdominal. a paciente pode apresentar dor hipogástrica com ou sem sangramento genital (quantidade variável) e. o aborto é dito completo e incompleto quando a eliminação é parcial. resultando em quadro séptico grave de dor abdominal difusa aguda. Na avaliação clínica. Diverticulite: divertículos são bolsas da mucosa e submucosa dos cólons herniadas através da parede muscular. colo uterino pérvio. colo uterino impérvio. febre. quadro agudo. provocar manifestações intestinais inespecíficas (obstipação ou diarréia) ou. o auxílio imprescindível da ultra-sonografia como parâmetro para definição de conduta. havendo. abscesso e peritonite. que podem ser assintomáticos. Quando ocorre eliminação total dos restos ovulares. pode cursar com toxemia. menos freqüente atualmente devido ao uso corrente de misoprostrol. Nesta situação. com eliminação através da cavidade uterina ou rotura tubária. traumas e complicações pós-operatórias podem causar perfuração intestinal com extravasamento de conteúdo entérico e fecalóide e contaminação da cavidade peritoneal. nos dias atuais. se o . caracterizando aborto evitável. dor em fossa ilíaca esquerda. Processo de gravidade ocorre nos abortos incompletos associados a quadro infeccioso. ao toque vaginal. é muitas vezes característica pela dor lombar irradiada para flancos e região pélvica (suprapúbica). que se inicia com dor epigástrica e desconforto abdominal difuso. além de vômito e parada do trânsito intestinal. Dor e sinais de peritonismo são sugestivos ao exame clínico. que diminuiu a prática de manipulação uterina. especialmente hematúria.uterina o local mais freqüente de nidação ectópica (98% dos casos). Dependendo do tipo de aborto.

musculatura paravertebral e assoalho pélvico. ou mesmo exercícios físicos inadequados sem realizar avaliação prévia. processos inflamatórios. Alterações musculo-esqueléticas: distúrbios relacionados a alterações anatômicas de coluna vertebral são freqüentes e podem ser causa de dor pélvica pela irradiação do suprimento de inervação local.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Infecção de trato urinário: sintomas urinários como disúria. a dor pode se manifestar de forma intensa somente na região pélvica. deficiência postural. tendo como germe causador a Escherichia coli. facilmente identificada por meio da análise do sedimento urinário e de cultura de urina. A dor está associada ao aumento do peristaltismo do sistema pieloureteral e ao processo inflamatório que se instala na região da obstrução. Copyright © 2001 IDS .cálculo ou o tumor estiverem em localização baixa no trato urinário. devido a sobrecargas. alterações posturais e degenerativas. polaciúria. Afecções musculares podem provocar dor pélvica. em geral. o paciente pode apresentar somente dor em região suprapúbica. hematúria e febre são clássicos para a suspeita de infecção de trato urinário. acometendo parede abdominal. Mulheres são mais acometidas por infecções de trato urinário baixo. em alguns casos. observando-se idade da paciente. no entanto.

pois a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona interna. Quadro clínico e Epidemiologia As glândulas sexuais acessórias incluem a próstata. Como fatores de risco. são descritos os valores elevados de andrógenos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. A doença não é observada em homens abaixo dos 20 anos ou em homens castrados antes da . enquanto a zona periférica é de origem endodérmica. Tal fato tem importância. Acredita-se que parte dos sintomas decorram de um efeito de massa aumentando a resistência uretral e também por uma disfunção detrusora decorrente da idade. Sami Arap1 José F. tecido periprostático e zona de transição. R. vesículas seminais e glândulas bulbouretrais. enquanto o câncer prostático se origina na zona periférica. esta última como sítio de origem da hiperplasia prostática benigna. A hiperplasia prostática benigna é uma das doenças mais comuns que afetam o homem com o aumento da idade. zona central. Grohmann1 Última Atualização: 10/31/2001 12:07:36 PM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A zona interna da próstata é de origem mesodérmica. A próstata pode ser dividida em zona periférica. Dr.

Os ossos mais atingidos nessa fase são da coluna lombar.puberdade.testosterona e idade). A disseminação linfática leva ao comprometimento dos linfonodos obturadores e ilíacos. Embora os fatores de risco conhecidos para hiperplasia prostática benigna e câncer de próstata sejam semelhantes (presença do hormônio masculino . Valores até 7 são considerados sintomatologia leve. fêmur. enquanto as metástases ósseas são de origem hematogênica. Além da utilização dos escores de sintomas. Os primeiros são decorrentes do aumento volumétrico da glândula enquanto que os sintomas irritativos são relacionados com a obstrução funcional decorrente do aumento do tônus das fibras musculares presentes na próstata. a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona de transição. costelas e crânio. interrupção do fluxo. sensação de esvaziamento vesical incompleto). hesitação) e irritativos (noctúria. (tabela 1) Tabela: International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. parou e recomeçou diversas vezes Nenhuma Menos de 1 vez Menos de metade das vezes 2 Metade das vezes Mais de metade das vezes 4 Quase sempre 0 1 3 5 0 1 2 3 4 5 . bacia. sendo que apenas 15% aparecem em outra região da glândula. obtêm-se valores de 0 a 35. Até 7 sintomatologia leve. gotejamento terminal. O tumor prostático mais comum é o adenocarcinoma da próstata. Por meio desta escala. especialmente na cápsula. avaliando-se cada paciente de maneira particularizada. o quanto os sintomas interferem na qualidade de vida. o mais amplamente aceito é o "International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. sintomas moderados e. de 8 a 19 sintomas moderada e acima de 20 sintomatologia grave No ultimo mês Quantas vezes urinou novamente menos de duas horas após ter urinado Quantas vezes observou que. tem-se criado diversos escores de sintomas. urgência. sintomas graves. acima de 20. podendo permanecer latente ou progredir atingindo tecidos adjacentes. freqüência diurna. principalmente vesículas seminais e os linfáticos regionais. na orientação e escolha do tipo de tratamento. disúria. tem-se utilizado. ao urinar. A neoplasia apresenta história variável e pouco previsível. enquanto o adenocarcinoma da próstata ocorre na zona periférica. Esta neoplasia tem origem na zona periférica prostática. de 8 a 19. Com o objetivo de uniformizar a avaliação dos sintomas destes pacientes. Os sintomas decorrentes da hiperplasia prostática benigna são obstrutivos (diminuição de volume e força do jato urinário. Destes.

Quantas vezes teve a sensação de não esvaziar completamente a bexiga após ter urinado Quantas vezes observou que foi difícil conter a urina Quantas vezes observou que o jato urinário estava fraco Quantas vezes teve que acordar a noite para urinar Quantas vezes teve que fazer força para começar a urinar 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

É mais frequente da infância até a puberdade (devido a uma maior fragilidade capilar nesta faixa etária) e em pacientes idosos. principalmente renais crônicos. A epistaxe é um sinal comum em doentes que procuram os serviços de emergência. Raramente pode se constituir em uma urgência grave. Também ocorre. favorecendo o rompimento das arteríolas que compõem a trama vascular da mucosa nasal. necessitando abordagem especial. Ocorre com grande freqüência nos meses quentes do ano e em regiões com baixa umidade relativa. especialmente do septo. normalmente. pois. impressiona o paciente e sua família. . com freqüência em pacientes internados em unidades de terapia intensiva com doenças sistêmicas. com ressecamento da mucosa nasal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento 1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 4:54:12 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia A epistaxe ou hemorragia nasal é uma afecção benigna de fácil resolução.

localizada na parte ântero-inferior do septo nasal. artéria do subsepto (ramo da artéria facial).A vascularização das fossas nasais é garantida por ramos terminais das artérias carótida externa e interna. afecções vasculares. discrasias sangüíneas e outras menos comuns. As causas das epistaxes podem ser locais. hemangiomas. local mais freqüente das epistaxes. encontra-se a zona de Kisselbach.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . da púrpura trombocitopênica e não-trombocitopênica e da doença de Rendu-Osler. nasofibroma juvenil e carcinomas e angiosarcomas. artéria palatina superior (ramo da artéria maxilar interna). processos inflamatórios da mucosa nasal (coriza e rinites). pólipos sangrantes. Há várias anastomoses entre as diversas artérias e arteríolas. inalação de produtos químicos e poluentes (detrito e poeira). As discrasias mais comuns são as decorrentes da insuficiência hepática. A artéria carótida interna fornece as artérias etmoidais anteriores e posteriores (ramos da oftálmica). As causas locais mais frequentes são traumatismos (digitais ou externos). das aplasias de medula óssea. A artéria carótida externa dá origem à artéria esfenopalatina (ramo da artéria maxilar interna). Entre estas anastomoses. Copyright © 2001 IDS . corpos estranhos.

queixa-se de tonturas. mas o paciente pode se apresentar ao profissional de saúde. com sério comprometimento do estado geral. Os sintomas da hemorragia volumosa aguda instalam-se rapidamente. Apresenta palidez cutâneo-mucosa. O paciente torna-se pálido. a perfusão de sangue para coração e cérebro diminuem. queixa-se de fraqueza geral. Os sintomas da perda crônica de sangue na luz do tubo digestório são menos dramáticos. senso lato. boca ou ânus. Perdas pequenas podem ser imperceptíveis. indica sangramento importante no tubo digestivo. levando à morte. A pressão arterial cai. mas de grande importância se de longa duração. Se não houver reposição das perdas com transfusões ou soluções salinas. adinamia e frequentemente. a pressão arterial pode cair progressivamente instalando-se o choque hipovolêmico. . Se este estado perdurar. o pulso eleva-se. sudorético.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fabio Pinatel Lopasso1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:34 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A exteriorização de sangue por um dos extremos do aparelho digestivo. exibe grande emagrecimento.

As inflamações da mucosa do intestino delgado e grosso podem ser causadas por bactérias e parasitas. úlceras pépticas. com restos alimentares e coágulos indicando hemorragia recente ou grande volume. no cólon esquerdo. é a tuberculose pulmonar. não há náuseas e vômitos. gastrites agudas e cânceres (esôfago/estômago) podem ser a causa. acumulando no estômago. Quase 80% delas estão no reto e. Sangramentos de pequeno volume. faringe.Identificação do local de sangramento: A hematêmese acompanha-se de naúseas e vômitos e provém. a enterorragia. o paciente não apresenta hematêmese. malcheirosas e diarréicas. chamam a atenção para as doenças orificiais. vem do pulmão e trata-se de uma hemoptise. foi digerido e é eliminado pelo ânus como fezes negras. indica que a fonte está próxima. não sendo necessária nenhuma dieta específica antes da coleta do material para diagnóstico precoce do câncer de cólon e reto. Se o sangue expelido pela boca for rutilante. cuja causa. A diarréia acompanhada de sangue diluído (disenteria). frequentemente. especialmente em idosos. recomenda-se anualmente a pesquisa rotineira de sangue oculto nas fezes pelo teste do guaiacol (3 amostras). Se o sangramento for alto (boca. conhecida como melena. provavelmente. duodeno e jejuno proximal. Se o paciente expelir sangue escuro. precedido de tosse. As úlceras pépticas podem ser a causa. uma específica é a amebíase intestinal. pequenas perdas sangüíneas exteriorizadas com estrias ou placas sobre fezes formadas podem ser a primeira . O sangue que sai pelas fossas nasais sem outros sinais de alerta é a epistaxe. não havendo relação com a hipertensão arterial. semi-líqüidas ou pastosas. O sangramento vermelho pelo ânus. entre as quais. A expulsão de sangue pelo reto após o esforço evacuatório pode decorrer de hemorróidas ou de outras lesões como o câncer. do estômago ou do duodeno. podendo ser causa de enterorragias profusas e persistentes. causando vômitos com características de hematêmese. Na hematêmese. o sangue é vermelho vivo. As perdas de sangue pelo reto e ânus podem provir de fontes distantes. como as hemorróidas e as fissuras anais. Acima dos 50 anos. pode-se pensar em sangramento mais antigo e o aspecto sugere digestão parcial pelo suco gástrico e exteriorização tardia. tem causas bacterianas. Varizes do esôfago. A epistaxe é comum nas gripes e resfriados. portanto. Parte do sangue da epistaxe é ingerida. espumoso. quase sempre. A ancilostomíase e outras verminoses podem se manifestar pela anemia. esôfago). ao alcance da palpação digital. não devendo ser confundido com a hemorragia digestiva. Pacientes que tomam aspirina ou outros antinflamatórios não-hormonais apresentam risco maior de sangramento. sem coágulos. que se pode fazer com o toque retal. no reto ou no próprio ânus. A eliminação de muco com sangue e fezes indica inflamação da mucosa colônica (retocolite inespecífica). estômago. O sangue transitou pelo tubo digestório. Episódios graves de enterorragia podem acontecer em portadores da doença diverticular dos cólons associada ou não à angiodisplasia dos cólons. Geralmente. São responsáveis por sangramento crônico. aparentes no papel higiênico. No entanto. O sangue não está digerido. como o esôfago.

Copyright © 2001 IDS .manifestação de doenças graves.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . como o câncer do reto ou do ânus.

UNICAMP 2 Educadora pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Regina Carvalho de Salles Oliveira2 Última Atualização: 12/4/2001 11:21:06 AM Autores: 1 Professor Titular da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Universidade Estadual de Campinas . especialista em Reabilitação de Deficientes Visuais e Coordenadora dos Cursos para Auxiliar de Oftalmologista anatomia do olho medida da acuidade visual erros de refração problemas de visão no escolar cuidados com os olhos doenças oculares comuns no recém-nascido .

catarata glaucoma degeneração senil da mácula descolamentos e buracos de retina retinopatia diabética presbiopia urgência oftalmológicas Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Amaryllis Avakian2 Última Atualização: 9/26/2001 5:19:00 AM Professor Titular de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas 2 Médica Assistente da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Médica Pós Graduanda Nível Doutorado da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 1 Quadro clínico e Epidemiologia Uma importante parcela de doenças oculares agudas ocorre associada à presença de olho vermelho. o diagnóstico. Quando não houver especialista disponível. . primeiros socorros e orientações podem ser feito pelo médico generalista devidamente preparado. que vêm do fundo do saco conjuntival. A vascularização da porção anterior do olho (conjuntiva) é dada principalmente por vasos superficiais. que estão próximos à córnea. A periferia da córnea e a íris têm sua vascularização realizada por vasos mais profundos.

glaucoma agudo. por exemplo corticóides tópicos ou em pacientes com lesões corneanas provocadas por trauma com vegetais (galhos de árvore por exemplo). O quadro clínico se manifesta por desconforto ocular. lacrimejamento. provocadas por bactérias. No caso das doenças das estruturas oculares (úlceras de córnea. sensação de areia nos olhos. estado prévio da córnea. medicamentos. fungos ou protozoários. vírus. ou inespecíficas. alergias e olho seco.Dessa forma. Pode haver dor e aumento da sensibilidade à claridade. fotofobia e secreção mas variam de acordo com a potência do microrganismo. causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia aguda) Conjuntivite Úlcera de córnea Glaucoma agudo Uveíte anterior Hemorragia subconjuntival Traumatismo causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia crônica) Conjuntivites irritativa. Podem ser infecciosas ou nãoinfecciosas. estado imunológico do paciente e utilização prévia de . medicamentosa e alérgica Olho seco Uso inadequado de lentes de contato Triquíase. já as fúngicas são mais comuns em pacientes imunodeprimidos. Entrópio e Ectrópio Lagoftalmo Diminuição das horas de sono Alcoolismo ou uso de drogas Meibomite e Blefarite Pterígio entendendo as causas do olho vermelho Conjuntivites infecciosas podem ser agudas. Ulceras de Córnea: são caracterizadas por depressões na superfície da córnea. normalmente acompanhados de inflamação ao redor da lesão. As úlceras infecciosas podem ser causadas por bactérias. ardor. associados a doenças sistêmicas. em uso de medicações. a vermelhidão é maior na região ao redor da córnea (hiperemia pericerática). dor. duração da infecção. lacrimejamento. Os sintomas geralmente são de diminuição da acuidade visual. vermelhidão e secreção. as conjuntivites costumam apresentar uma vermelhidão que aumenta ao se afastar da córnea e se aproximar da região do fundo de saco conjuntival. vírus. uveítes anteriores). As úlceras bacterianas são as mais freqüentes. bem como embaçamento visual leve. Conjuntivites não-infecciosas são causadas por trauma. subagudas e crônicas.

Evoluem com aumento da área ulcerada (em extensão e em profundidade). lacrimejamento e embaçamento visual. A infiltração sanguínea leva 2 a 3 semanas para reabsorver e durante a evolução vai tornando-se amarelada e é acumulada inferiormente. Pterígio: É uma "pelezinha" que começa a crescer em cima da parte branca do olho e vai em direção à pupila. Úlceras nãoinfecciosas têm evolução e sintomatologia mais acentuada do que as infecciosas. distúrbios da coagulação sangüinea. Glaucoma Agudo: ocorre em pessoas predispostas. cefaléia e pode ser acompanhado de náuseas e vômitos. Hemorragia subconjuntival: é um extravasamento de sangue embaixo da conjuntiva. A cirurgia está indicada nos casos de pterígio próximo a atingir a área da pupila ou quando é local de irritação constante. A crise ocorre por um aumento súbito da pressão intra-ocular devido à dificuldade de escoamento do humor aquoso. É mais frequente em pessoas que trabalham ou vivem em locais com muito sol. vento ou poeira. Uveítes Anteriores: são inflamações da úvea. geralmente mulheres entre 40 e 60 anos de idade ou pacientes que apresentam uma menor distância entre a córnea e a íris periférica (portadores de hipermetropias ou catarata insipiente). ou atestada por outra pessoa. sendo mais acentuada nos casos de inflamação severa. A infecção corneana é sempre uma ameaça à visão e ao olho. A redução da acuidade visual é variável. Os sintomas podem melhorar com o uso de compressas frias. As uveítes anteriores podem se instalar na íris (irite) ou íris e corpo ciliar (iridociclite). corpo ciliar e coróide. Quando associada a trauma. conjunto formado pela íris (parte colorida do olho). . Suas causas mais comuns são: traumatismos oculares. Pode crescer rapidamente. tratando-se de urgência oftalmológica. O aspecto é de sangue vivo (vermelho). geralmente. Os sintomas das uveítes anteriores são dor ocular de intensidade moderada. olho vermelho. ao olhar no espelho. visão borrada. e o quadro é indolor inclusive à palpação. colírios lubrificantes e. As uveítes posteriores comprometem a coróide e a retina (corioretinite). deve-se afastar a possibilidade de ocorrência de lesões oculares. porém é comum fazê-lo lentamente ou mesmo estacionar. visão de arco íris ao redor de foco de luz. com limites bem definidos. fotofobia. é assintomática e percebida por acaso. olho vermelho.medicamentos. Geralmente. podendo ocorrer perfuração e deixando área de opacificação na córnea. Apresenta-se com dor intensa. não há necessidade de realizar cirurgia para sua remoção. manobra de Valsalva (tosse ou esforço).

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doença de Crohn) e neoplásicas. No Brasil.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aytan Miranda Sipahi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:56 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Diarréia é definida como uma alteração do hábito intestinal normal. doença celíaca). efeitos colaterais de drogas e isquemia. protozoários). A diarréia aguda (duração: menos que 4 semanas) em adulto é causada principalmente por infecções. as infecções intestinais têm um impacto muito grande na qualidade de vida e são responsáveis pela mortalidade superior a quatro milhões de crianças pré-escolares por ano. por meio da ingestão de água e . A infecção é a causa mais freqüente podendo ser viral. Na diarréia crônica (duração: mais de 4 semanas) encontramos as várias doenças que causam má absorção (por exemplo. retocolite. em que uma evacuação por dia ou três vezes por semana é substituída por freqüentes e inúmeras dejeções líqüidas. além de doenças inflamatórias intestinais (por exemplo. A diarréia aguda é adquirida. bacteriana e parasitária (por exemplo. na grande maioria das vezes.

tais como secreção ácida gástrica. Pacientes que são imunodeprimidos por doença ou desnutrição. omeprazol. giardíase). podemos dividir as diarréias agudas em dois tipos. Já as não-inflamatórias. motilidade e sistema imunológico intestinal. freqüentemente. por diminuição da secreção ácida e da defesa imunológica. causadas por bactérias e suas toxinas invadem e lesam as células que recobrem a mucosa. como ostras. ou que fazem uso de inibidores da secreção ácida (por exemplo. com desidratação. com base no efeito do agente infectante sobre o intestino do hospedeiro: a) diarréia inflamatória ou sanguinolenta e b) não-inflamatória ou aquosa. Em uma abordagem clínica. fluido sérico e leucócitos dentro do lúmen (disenteria). por meio das defesas humorais e celulares específicas contra os patógenos. Tabela 1 . Quando existe contaminação oral com patógenos que causam diarréia.alimentos contaminados por microrganismos ou suas toxinas presentes em fezes humanas ou de animais e pela autocontaminação. provocam alterações menores. a motilidade. (2) alimentos não cozidos. uma vez que a manifestação clínica depende das interações do patógeno com os mecanismos de defesa do hospedeiro. podem levar a situações graves. As formas de contaminação na diarréia aguda são (1) fecal-oral. ocasionalmente. como a Salmonella sp. (5) contaminação pela água de piscina (por exemplo. porém. Os diagnósticos diferencial e etiológico são facilitados por esta classificação. As diarréias inflamatórias provocam os quadros mais graves e podem requerer tratamento mais intensivo além de avaliação mais acurada. Nas Tabelas 1 e 2. A secreção ácida age pelo seu pH letal aos microrganismos. em geral. não-sanguinolenta.Diarréia Inflamatória versus Diarréia Não inflamatória Características Leucócitos fecais Diarréia Inflamatória Positivos Diarréia Não Inflamatória Negativos . temos as principais diferenças entre a diarréia inflamatória e não-inflamatória e o tipo de diarréia (aquosa versus disenteria) presente em relação aos vários enteropatógenos. provocando perda de sangue. estão entre os mais predispostos às infecções intestinais. nem sempre a doença ocorre. ranitidina) e também os idosos. (4) alimentos manuseados por portadores assintomáticos de microrganismos patógenos. que geralmente albergam bactérias e outros patógenos ao agirem como filtrantes no seu habitat. que ocorre pelo toque das mãos em materiais contaminados. contaminados por água ou pelo solo de cultivo que entrou em contato com fezes. (3) frutos do mar não cozidos. As diarréias inflamatórias são. impedindo a aderência e o sistema imunológico. colhidos de reservatórios de água poluídos.

ENTEROPATÓGENOS RESPONSÁVEIS POR DIARRÉIA AQUOSA E DISENTERIA (SANGUE. Escherichia coli enterotoxigênica. Campylobacter. Escherichia coli invasiva.Sangue. vômitos e cólicas Principais causas Viroses. pode haver náuseas. Clostridium difficile Cólon Indicada Diarréia aquosa de grande volume. enterotoxinas produzidas por bactérias. Yersinia. MUCO E PUS) Enteropatógeno Viroses Rotavírus Adenovírus Vírus de estrutura circular pequena Citomegalovírus Bactérias V. Vibrio. pode haver febre e toxemia Shigella. intoxicação alimentar Intestino delgado Só em pacientes graves (desidratados ou toxemiados) Local acometido Avaliação diagnóstica Tabela 2 . muco. cólicas Apresentação clínica abdominais no quadrante esquerdo inferior. Salmonella. pus. cholerae Escherichia coli enterotoxigênica Escherichia coli enteropatogênica Escherichia coli enteroinvasiva Escherichia coli enterohemorrágica Shigella sp Salmonella sp Campylobacter sp Yersinia enterocolitica + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + Diarréia aquosa Disenteria . Giardia. diarréia de pequeno volume. tenesmo.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Protozoários Giardia intestinalis Criptosporydium parvum Microsporydia Isospora belli Ciclospora caietanensis Entamoeba histolytica + + + + + + + Copyright © 2001 IDS .

A freqüência da obstipação pode variar. sendo mais elevada em idosos. com freqüência estimada ao redor de 20%. estabeleceu os critérios diagnósticos para a obstipação intestinal (critérios Roma II): presença. Em 1999. (3) sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das evacuações. (5) auxílio manual para facilitar a defecação em mais de 25% das evacuações. mulheres e em indivíduos com vida sedentária. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:04 AM Autores: 1 Assistente . nos últimos 12 meses. ou "prisão de ventre") é um sintoma comum na população. de 2 ou mais das seguintes características: (1) força excessiva para evacuar em mais de 25% das evacuações. (2) fezes fragmentadas ou endurecidas em mais de 25% das evacuações. realizado em Roma. (4) sensação de obstrução anorretal em mais de 25% das evacuações. em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas).Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A obstipação intestinal (ou constipação. um consenso.

Os principais fármacos envolvidos são os analgésicos. com predomínio de obstipação.(6) menos de 3 evacuações/semana. Simples ou funcional: relacionada com hábitos de vida do paciente. Entretanto. tumores. miopatia visceral familiar ou adquirida. podem provocar obstrução ao fluxo normal de fezes. bismuto. Doenças do sistema nervoso: a doença de Chagas. feocromocitoma. provocando dilatação acima da área estreitada. O segmento comprometido. anticonvulsivantes. estenoses cicatriciais pós-cirurgia. ainda prevalente em algumas áreas do Brasil. processos inflamatórios. doença de Crohn. glucagonoma e diabetes. lesões do segmento reto-anal podem também provocar obstipação. também é considerada funcional. opiáceos. uremia. tuberculose. inibidores da monoaminooxidase (MAO). retocele. antidepressivos. Também vale lembrar que lesões do sistema nervoso central (por exemplo. abscessos e fissuras anais. e acidente vascular cerebral) ou medular (por exemplo. sais de ferro e . antiarrítmicos. miomas. vida sedentária e conseqüente obesidade (enfraquecimento da musculatura abdominal). colite isquêmica. colite actínica). tumores de próstata). Medicamentos: podem provocar obstipação intestinal. doença de Parkinson. quer luminais (por exemplo. levando à obstipação. esclerose múltipla. bloqueadores ganglionares. antiparkinsonianos. A obstipação intestinal pode ser classificada em cinco grupos. tumores. tais como: redução da ingestão de fibras na dieta. Simultaneamente. como tumores. torna-se espástico. colagenoses. A síndrome do intestino irritável. tumor de cauda eqüina e meningocele) podem provocar obstipação intestinal por acometimento da via neuromotora intestinal. A doença de Hirschsprung. trauma medular. hipopotassemia. antiácidos a base de cálcio e alumínio. relacionados a seguir. A obstipação costuma ser grave e a formação de fecaloma não é rara. incluindo-se o uso prolongado e exagerado de laxativos. endometriose. amiloidose. A lesão leva à atonia da região comprometida e dilatação (megacólon chagásico). Há a destruição dos plexos nervosos da musculatura lisa intestinal. linfogranuloma venéreo. sua etiopatogenia é bem mais complexa. mais comum em crianças. sífilis. e a pouca disponibilidade de sanitários higiênicos e adequados. Alterações metabólicas (por exemplo. doença diverticular. porfiria e acidose) são assinaladas também como causas de obstipação intestinal. hipo ou hipercalcemia. Finalmente. é uma afecção congênita em que há redução ou mesmo ausência de plexos neuronais em certos segmentos intestinais. como diverticulite. anticolinérgicos. quer extraluminais (por exemplo. envolvendo mecanismos motores de origem neuroendócrina. Doenças envolvendo o cólon: estreitamentos do lúmen intestinal. em geral curto. cistos ou tumores de ovário. antihipertensivos. Doenças endócrinas e metabólicas: obstipação intestinal freqüentemente acompanha certas endocrinopatias como hipotireoidismo. é a principal causa de obstipação nesse grupo de enfermidades. particularmente na região sigmoideana. hiperparatireoidismo. bloqueadores de canais de cálcio. doenças que afetam a musculatura e/ou inervação intestinal são causas de obstipação: dolicocólon. diminuição ou até perda do reflexo evacuatório quando este deixa de ser atendido por restrições de tempo. desidratação.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .diuréticos.

acompanhada de alterações somáticas.6%). A prevalência dos transtornos ansiosos em serviços primários de saúde está entre 26. transtornos ansiosos (transtorno de pânico e ansiedade generalizada). dados preliminares mostram que 8.6% do total dos pacientes atendidos. A ansiedade patológica apresenta sintomas somáticos. duração. Os . A ansiedade é a que mais apresenta demanda potencial para os serviços de saúde. psíquicos e comportamentais. Em estudo de morbidade psiquiátrica de adultos realizado em Brasília. sendo então uma experiência desagradável e. em geral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Francisco LotufoNeto1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:12 AM Autores: 1 Professor Associado Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Ansiedade é experiência normal do ser humano. os transtornos ansiosos apresentaram prevalência entre 9.8% dos participantes de uma estudo populacional apresenta transtorno fóbico e 5%. São Paulo e Porto Alegre.7 a 39. Em São Paulo.6 a 17. útil para sua sobrevivência e melhor desempenho. Torna-se patológica se suas manifestações são desproporcionais ao esperado em intensidade. interferência ou freqüência.

rubor. calafrios. tremores). geralmente. dismorfofobia. atingindo seu máximo em até cerca de 10 minutos. atividade. Nos casos mais graves. dificuldade de concentração e memória. As situações mais comumente descritas são: participar de festas ou . Transtornos Ansiosos são estados emocionais repetitivos ou persistentes nos quais a ansiedade patológica é a característica principal. ou lugares públicos abertos ou fechados. As mãos gelam e ficam úmidas. o confronto é precedido por ansiedade antecipatória e realizado com grande sofrimento e comprometimento do desempenho. elevador. ou só pode fazê-lo acompanhado. Podem. mercados. sobressaltos e hipervigilância. Fobia social é o medo excessivo e o evitar situações onde a pessoa possa ser observada ou avaliada pelos outros. suor. Ataques de pânico são crises súbitas com hiperatividade autonômica e mal-estar. tremor. transporte coletivo. também. urgência de urinar ou defecar. sensação de estranheza. ou situação considerados sem perigo. Podem ser classificadas em: agorafobia. A crise. apreensão. taquipnéia. Fobias são medos persistentes e irracionais de um objeto específico. contraturas. Uma avaliação mais fina mostra que ele não teme as situações. o coração acelera e bate forte. apresentar sintomas depressivos e desmoralização. ou nas quais ter uma crise de pânico possa ser perigoso ou inconveniente. as pessoas podem desenvolver esquivas fóbicas de situações em que elas ocorreram ou em que acham que podem ocorrer. que podem ou não estar acompanhados de ansiedade antecipatória e esquiva fóbica. Este "medo do medo" é a característica fundamental da agorafobia. como: sair ou ficar desacompanhado. nervosismo. sensação de morte iminente. Na tentativa de controlar estas crises. até durante o sono. andar em vias expressas e congestionamentos. entrar em lojas. As classificações atuais consideram os quadros nosológicos como transtornos ansiosos a seguir. malestar indefinido. nelas. pelo temor de se comportar de modo embaraçoso ou humilhante. cinestésicos (parestesias. O transtorno de pânico é uma síndrome caracterizada pela presença de repetidos ataques de pânico. ondas de calor ou frio e sudorese. fobias variadas. arrepios. contexto. Agorafobia designa medo e esquiva de diversas situações. tontura. carros. midríase). insegurança. Se isto não é possível. acha que está enlouquecendo ou que vai desmaiar. sentir sensações corporais de ansiedade ou crises de pânico. até certa distância. ou hora. Denomina-se "Síndrome do Pânico" ao conjunto de manifestações englobadas pelos conceitos de transtorno de pânico e agorafobia. formigam as extremidades e a boca adormece. o paciente não consegue sair de casa. musculares (dores. que resultam em necessidade incontrolável de evitar este estímulo. O comportamento da pessoa ansiosa é caracterizado por inquietação. Os sintomas psíquicos são tensão. fobias específicas. ansiedade generalizada e estado misto ansioso e depressivo. Os ataques de pânico podem ocorrer em qualquer local. palidez. É freqüente a procura de ajuda médica. com grande comprometimento de sua vida pessoal e familiar. Se é impossível evitar a situação. fraqueza e pernas bambas. podendo chegar a um ataque de pânico. fobia social. passa em 20 a 40 minutos e é seguida de sensação de cansaço. adormecimentos) e respiratórios (sensação de afogamento ou sufocação). despersonalização e desrealização.somáticos podem ser autonômicos (taquicardia. mas tem medo de. o paciente apresenta ansiedade patológica. A pessoa sente falta de ar.

Na ansiedade generalizada. caracterizada por uma percepção ameaçadora de doença física. o câncer ou a aids. tratamento dentário. se é mais específico. altura. falamos em hipocondria e. náuseas e. cobras. ser apresentado a alguém. em fobia de doença. ser objeto de brincadeiras ou gozação e usar banheiro público. deformidades.Algumas pessoas que evitam contacto social apresentam. votar. gatos ou cachorros. é um quadro relativamente comum e heterogêneo. As doenças mais classicamente temidas são as estigmatizadas pela sociedade. . alimentos. a dimensão de um delírio ou pode fazer parte da constelação de sintomas da esquizofrenia ou outras psicoses. acompanhada de sudorese. caráter familiar e não-predominância em mulheres.reuniões. (1) fobias de animais: envolvem. insetos (besouros. Outros temores são o de poder vir a vomitar. defeitos no pênis ou seios. palidez. espaços fechados. escrever. Com muita freqüência. (2) fobias de sangue e ferimentos: algum desconforto à visão de sangue. acerca de diversos eventos ou atividades (trabalho. abelhas. trovão. como a sífilis. os pacientes procuram cirurgiões plásticos e dermatologistas. esses pacientes apresentam uma resposta bifásica de freqüência cardíaca e pressão arterial (PA). Fobias específicas caracterizam-se por comportamentos de esquiva em relação a estímulos e situações determinados. Ela adquire. (3) fobias de doenças: a hipocondria. Na síndrome da dismorfofobia. síncope. Os portadores escondem-se atrás de roupas. que não é notado por outros. freqüentemente. dismorfofobia. aranhas). a pessoa apresenta-se com ansiedade patológica excessiva e preocupações a maior parte do tempo. conversas. não consegue fazer exames subsidiários. seguida por queda importante de pulso e pressão. Muitos pacientes com essa fobia apresentam comportamentos de esquiva em relação a reportagens. As fobias a seguir são as mais importantes para o clínico. ferimentos ou grandes deformidades físicas é normal. Em relação à perda de consciência. ser observado durante alguma atividade (comer. falar. às vezes. avião. Essa fobia apresenta características próprias: tendência a perder a consciência diante do estímulo fóbico. óculos escuros e outros artifícios. mas predominam o enrubecer. Recusa procedimentos médicos e odontológicos. como certos animais. hospitais ou qualquer outra situação que o confronte com a doença temida. o paciente apresenta prejuízos pessoais e sofrimento importantes. As queixas mais comuns são problemas na face (cicatrizes. escuridão. tremer. falar com pessoas em posição de autoridade. caracterizada por uma fase inicial com aumento de freqüência cardíaca e pressão arterial. geralmente. pintas. iniciar ou manter conversas. Quando o temor de doenças refere-se a múltiplos sistemas orgânicos. na verdade. usar o telefone). receber visitas em casa. aves. há queixa persistente de um defeito corporal específico. podem haver até períodos de assistolia e convulsões. As queixas somáticas são as mesmas. visão de sangue ou ferimentos etc. odores nas axilas. ou evita a gravidez com medo dos procedimentos associados ao parto. Abandona carreiras como medicina ou enfermagem. pêlos). nos genitais ou no ânus e mau hálito. beber. Quando chega a níveis fóbicos. Mais raramente. suar ou enrubescer na frente de outros. o suor e o tremor.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . de alguma forma.) A preocupação é desagradavel. não tem prazer na sua execução. A pessoa luta inutilmente para evitá-los. A pessoa sofre e tem seu desempenho comprometido. contaminação. "desrealização". Sintomas de ansiedade e depressão estão presentes. sem características suficientes para um diagnóstico de episódio depressivo ou transtorno ansioso. despersonalização. sem sentido e contrários à vontade. finanças. Interferem com o fluxo normal do pensamento ou atividade do momento. acidentes etc. O estado misto ansioso e depressivo é um dos diagnósticos mais freqüentes na população geral. Transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e atos compulsivos. relacionamentos etc. inundações. imagens. sintomas acentuados de ansiedade e esquiva de estímulos que. é cada vez mais freqüente a exposição a eventos traumáticos onde a pessoa enfrenta a possibilidade da morte ou ferimento grave de si próprio ou de pessoas próximas. Procuram prevenir a ocorrência de um determinado evento ou situação. lavar mãos para evitar contaminação). incêndios. neutralizando as obsessões (por exemplo. Copyright © 2001 IDS . apesar de o ritual diminuir sua ansiedade. pensamentos. Compulsões: são comportamentos repetitivos e intencionais executados numa ordem preestabelecida. Estresse pós-traumático: infelizmente. ou porque são percebidos como irracionais. entre nós. pesadelos recorrentes. A pessoa tem consciência de que tais atos são irracionais. Isto pode ocorrer em assaltos. Causam sofrimento ou repugnância porque se referem a temas como dúvida. A pessoa pode apresentar ausência de resposta emocional.escola. imagens ou impulsos espontâneos que se repetem na mente de forma estereotipada. evoquem a experiência. estupro. violência ou obscenidade. desproporcional ao motivo e muito difícil de afastar através da distração. Pensamentos obsessivos são idéias.

O diagnóstico da depressão é feito quando os sintomas típicos estiverem presentes durante a maior parte do dia por no mínimo duas . como a falta de concentração e atenção. sentimentos de culpa ou inutilidade.6%. pela perda de interesse e prazer nas atividades habituais. Moreno1 Marcia B. a baixa auto-estima. de Macedo Soares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:20 AM 1 2 Médico Assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Médica pós-graduanda do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Definição.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. e as idéias e os atos suicidas não são raros. alterações de apetite e do peso corporal. e da reação de luto após a perda de pessoas queridas. que pode aparecer em resposta a algumas situações de vida. Caracteriza-se pelo humor depressivo. pela diminuição da energia. Quadro clínico e Epidemiologia A depressão é um problema médico freqüente. alterações no padrão de sono. Ricardo A. Dr. com sensação de cansaço. pessimismo. É diferente da tristeza. que leva a uma diminuição das atividades. Um estudo epidemiológico realizado no Brasil indicou prevalência de depressão ao longo da vida de 16. Podem estar presentes outros sintomas.

o indivíduo apresenta dificuldades em manter o mesmo padrão de atividades. é mais freqüente o achado de humor irritável. Na depressão leve. Na depressão moderada. Nas crianças e adolescentes. moderada ou grave.semanas. Aparece mais freqüentemente entre 30 e 40 anos de idade. Nos idosos. o indivíduo interrompe suas atividades. pois. desde a infância até a velhice. com freqüência. A internação pode ser necessária em função do alto risco de suicídio. Na depressão grave. porém geralmente continua trabalhando e mantendo suas atividades. o comprometimento nas esferas social. Copyright © 2001 IDS . familiar e profissional é mais evidente. os sintomas são intensos e impossibilitam a manutenção das atividades habituais. A depressão é cerca de duas vezes mais comum entre as mulheres. mas pode se iniciar em qualquer faixa etária. o indivíduo se sente incomodado pelos sintomas. o quadro pode se confundir com demências. ou as reduz. A depressão pode ser considerada leve.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

verificou-se que esse mesmo agente viral podia também ser encontrado em pacientes com sintomas clínicos inespecíficos. que detectam a presença de anticorpos específicos voltados contra diferentes constituintes da partícula viral. A epidemiologia da AIDS deve ser considerada no contexto mais amplo da infecção pelo HIV. Tornou-se assim claro que a AIDS representava. que recebeu a denominação de vírus da imunodeficiência humana (HIV). de amostras biológicas de pacientes com AIDS. a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) somente teve sua etiologia esclarecida em 1983. na verdade. comumente observados numa fase que antecedia o aparecimento da AIDS. uma manifestação clínica tardia da infecção pelo HIV. Nessa ocasião. é possível identificar um indivíduo como sendo infectado pelo HIV.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aluisio Augusto Cotrim Segurado1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:56 AM Autores: 1 Professor Doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Embora reconhecida desde 1981. Com base em testes sorológicos. com base em critérios clínicos e epidemiológicos. Hoje se sabe que existem duas variantes de HIV (HIV-1 e HIV-2) e que a infecção por qualquer desses agentes pode evoluir para AIDS. isolou-se. um retrovírus. No entanto. .

nos dias atuais.Pode-se assim afirmar que.353 casos de AIDS. a importância dos países em desenvolvimento aparece de forma ainda mais destacada: 73. ou seja.via vertical. do correto entendimento das formas de transmissão inter-humana do HIV. Quando se consideram apenas as infecções adquiridas no último ano.contato sexual (homossexual ou heterossexual). deve-se considerar que a infecção pelo HIV. na mesma ocasião. Nessas regiões. pela transfusão de sangue ou hemocomponentes contaminados 3. apresenta-se clinicamente por meio de uma multiplicidade de sinais e sintomas. incluindo-se a transmissão transplacentária (intra-uterina). Tais manifestações são habitualmente relacionadas à falência do sistema imune do hospedeiro acometido e às conseqüentes complicações infecciosas e/ou neoplásicas. bem como menor acesso à medidas de prevenção. apresenta outras fases. que surgem ao longo do tempo. particularmente os de baixa renda e de menor escolaridade. por um lado. O Programa das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS) estimava. Mais de 90% dos infectados vivem atualmente nos países em desenvolvimento.1% no sudeste asiático e 4% na América Latina e Caribe. dificuldade na percepção de risco. No entanto. Até dezembro de 2000.via sangüínea. A AIDS. alguns grupos populacionais têm sido identificados como os de maior vulnerabilidade à infecção: as mulheres e os adolescentes. com um total acumulado de 58 milhões de indivíduos infectados desde o início da epidemia. fatores de natureza sócio-econômica são extremamente importantes para justificar a maior vulnerabilidade dos segmentos populacionais de menor renda e escolaridade. Sabe-se que esse agente viral pode ser transmitido de pessoa a pessoa por: 1.2% das novas infecções estão ocorrendo na África. um número estimado de 1.1 milhões de adultos e crianças vivendo com HIV em todo o mundo. sendo esta doença de notificação compulsória em nosso País. com especial destaque para o continente africano. 17. mais raramente. como é o caso de agulhas e seringas utilizadas por usuários de drogas injetáveis. a existência de 36. A compreensão das causas dessa maior vulnerabilidade depende. o Ministério da Saúde brasileiro havia registrado a ocorrência de 203. A América Latina apresentava. que podem também ser reconhecidas tanto do ponto de vista clínico como . sendo o Brasil o país com maior número de casos já notificados de AIDS nessa região. onde residem 72% dos portadores de HIV. da mãe infectada para seu filho. desde que haja contato das mucosas (genital. essa infecção assumiu proporções de uma epidemia de caráter mundial. Menor grau de informação e. em dezembro do ano 2000. conseqüentemente. de caráter oportunista. ou mesmo menor possibilidade de fazer uso adequado dessas estratégias profiláticas podem contribuir para elevar a vulnerabilidade à infecção pelo HIV. ou. oral ou retal) com secreções genitais contaminadas (esperma e secreções cérvicovaginais) 2. Entretanto. em sua história natural. a relacionada ao momento do parto e aquela dependente do aleitamento materno.4 milhões de infectados. trata-se de uma pandemia. fase mais avançada da infecção pelo HIV. quer seja pelo compartilhamento de objetos pérfuro-cortantes contaminados.

occipitais e axilares e os linfonodos habitualmente apresentam de 0. entretanto. na ausência de outra causa que justifique tal condição.infecção aguda: inclui as manifestações iniciais dessa infecção viral. ainda. como. como a candidíase oral ou o exantema vesicular com distribuição restrita a um dermátomo. . Do ponto de vista clínico. o sarcoma de Kaposi. sarcoma de Kaposi. Deve-se ressaltar. a rubéola. Ao exame físico. Para melhor compreensão das diferentes manifestações clínicas que podem ser observadas ao longo de sua história natural.as esofagites (por Candida sp ou citomegalovírus. a linfadenopatia generalizada persistente se acompanha de sintomas gerais. a sífilis secundária. É importante destacar que o enfartamento ganglionar dessa afecção deve ser diferenciado de manifestações decorrentes de doenças oportunistas. nota-se adenomegalia generalizada e. De acordo com sua localização e apresentação clínica. como fadiga. tais como encefalite. característico do herpes zoster. hepatoesplenomegalia. As cadeias ganglionares mais freqüentemente acometidas incluem as cervicais (anteriores ou posteriores). as manifestações da infecção aguda por HIV podem ser confundidas com diversas doenças febris agudas. mialgias. O paciente infectado pelo HIV. Freqüentemente. observam-se outras complicações neurológicas. O exame histopatológico dos linfonodos revela habitualmente sinais de hiperplasia folicular. por período superior a 3 meses. 2. ocasionalmente. geralmente observadas após um período de 1 a 6 semanas (em média. por exemplo: . se não reconhecida e tratada adequadamente.5 a 2 cm de diâmetro. ou mesmo linfomas. febre baixa por períodos prolongados. a infecção aguda pelo citomegalovírus. entre outras). ou mesmo dermatite seborréica. tais como a mononucleose infecciosa. que a infecção aguda pode ser assintomática em até metade dos indivíduos infectados. irá progressivamente evoluir para uma disfunção imunológica grave. caracteriza-se como um quadro febril agudo. de evolução auto-limitada. por exemplo).laboratorial. pneumonites virais. costumase caracterizar os diferentes estágios evolutivos da infecção pelo HIV como: 1. que caracterizam a AIDS. como as micobacterioses (particularmente a tuberculose). excetuando-se as inguinais. neurites periféricas ou a polirradiculoneurite (síndrome de Guillan-Barré). com ou sem sinais meníngeos concomitantes. com consistência firme. cefáleia. observam-se nesta fase manifestações de infecções oportunistas. acompanhadas ou não de síndrome de insuficiência respiratória (pneumonia por Pneumocystis carinii. na maior parte dos indivíduos. além das manifestações prodrômicas das hepatites virais. que podem acometer diferentes órgãos e sistemas. potencialmente fatal. deve assim ser entendido como portador de uma infecção viral ativa.as pneumopatias. 3 semanas) após sua aquisição. mesmo estando assintomático. diarréia intermitente. irão compor as diferentes síndromes clínicas. Clinicamente. 3. Mais raramente. que. diarréia. Por vezes. pneumonias bacterianas recorrentes. tuberculose. que pode se acompanhar de mal-estar. sendo móveis e indolores à palpação. após 1 a 2 semanas.AIDS propriamente dita: refere-se às diversas manifestações associadas a infecções e/ou neoplasias oportunistas. criptococose pulmonar.linfadenopatia generalizada persistente: caracteriza-se clinicamente pelo achado de enfartamento de linfonodos. sem evidência de agentes infecciosos. submandibulares. e de exantema maculopapular ou urticariforme. em duas ou mais cadeias ganglionares. .

salmoneloses. shigeloses. amebíase. histoplasmose. . síndromes demenciais ou mesmo linfomas primários do sistema nervoso central. toxoplasmose cerebral. criptosporidíase. bacteriemias prolongadas por Salmonella sp ou doenças linfoproliferativas.manifestações neurológicas de meningoencefalites (neurotuberculose. incluem o retardo no desenvolvimento pondo-estatural e neuropsicomotor..síndromes oculares. encefalite por citomegalovírus). acompanhadas de hepatoesplenomegalia (micobacterioses. neurocriptococose. . candidíase. como as retinites por citomegalovírus ou pelo vírus do herpes simples. por exemplo) .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . além de freqüentes infecções bacterianas recorrentes. giardíase). . que podem ocorrer tanto em crianças que adquiriram a infecção a partir de mães infectadas (transmissão materno-infantil). tuberculose e outras micobacterioses. embora apresente manifestações comuns às descritas em adultos. por exemplo) Na faixa etária pediátrica. as parotidites. Tais achados.as síndromes diarréicas ou disentéricas (citomegalovirose. costuma exibir certas peculiaridades clínicas. a pnemonite intersticial linfocítica. microsporidíase.síndromes febris prolongadas. como naquelas infectadas por outras vias.manifestações cutâneas de infecções ou tumores oportunistas (sarcoma de Kaposi. que devem ser reconhecidas pelo médico de família. Copyright © 2001 IDS . a infecção pelo HIV. miocardites. isosporíase.

é doença febril grave caracterizada por anormalidades da hemostasia e aumento da permeabilidade vascular. motivo pelo qual são abordados conjuntamente. linfadenopatia e leucopenia. O dengue clássico é principalmente uma doença de crianças mais velhas e adultos. Na sua forma hemorrágica. cefaléia. resultando esporadicamente em choque hipovolêmico. Dengue Doença infecciosa aguda. dor em diferentes partes do corpo. caracterizada por quadro febril bifásico. caracterizando a síndrome de choque do dengue. 3 e 4). exantema. Existem quatro tipos distintos do vírus do dengue (1. prostração. Após .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 9:51:56 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus da dengue e da febre amarela pertencem à mesma família (Flaviviridae) e têm também vetor urbano comum. com numerosas cepas pelo mundo. 2.

II) manifestações hemorrágicas espontâneas. responsável por grandes explosões epidêmicas. com estreitamento da pressão (menor que 20 mmHg) ou hipotensão. sendo estes fatores que diferenciam-no do dengue clássico com hemorragia. como a gripe. A hemorragia. Eventualmente observa-se hepatomegalia. que foi grande pesadelo até o início do século. por outro lado. Choque é o critério que diferencia os graus I e II de III e IV. acompanhada por cefaléia frontal. a infecção em indivíduo que já teve dengue por um outro sorotipo. não preenche os pré-requisitos de dengue hemorrágico. sendo seguido por rápida deterioração do estado geral. O paciente torna-se anorético. apresenta náuseas e/ou vômitos. a despeito de não ter havido transmissão urbana da febre amarela (FA) nestas últimas seis décadas.período de incubação de 3 a 14 dias (usualmente de quatro a sete dias). sufusões hemorrágicas. a doença é freqüentemente inespecífica. O dengue hemorrágico é indistingüível do dengue clássico. vetor que coloniza centros urbanos. equimoses. Linfadenopatia generalizada é infreqüente. A febre amarela pode manter ainda transmissão silvestre por outro tipo de vetor (Haemagogus) que mantém o ciclo com macacos e eventualmente infecta o homem. quando não acompanhada de hemoconcentração e plaquetopenia. A Organização Mundial da Saúde classifica o dengue hemorrágico em quatro graus: I) febre acompanhada por sintomas inespecíficos e prova do laço positiva. encontram-se petéquias. III) falência circulatória manifestada por pulso rápido. hiperalgia cutânea. terminando repentinamente. por isto. em pequenas epidemias sempre ligadas a regiões de matas. Febre Amarela Doença febril aguda de manifestações que vão desde sintomas inespecíficos até doença ictérica hemorrágica fatal. fraco. rubor de face e exantema máculo-papular que desaparece sob pressão podem ser encontrados durante os dois primeiros dias de febre. A febre geralmente persiste por até seis dias (período de viremia). no entanto. nasal. a . dores pelo corpo. especialmente em crianças. O dengue. a doença inicia abruptamente com febre (39 a 41º C). em fase inicial. têm sido descritos casos de dengue hemorrágico no primeiro contato com vírus do dengue. por vezes. A ocorrência do dengue em sua forma hemorrágica está relacionada. Transmissão epidêmica dessas duas arboviroses está relacionadas à presença do Aedes aegypti. hemorragia de gengiva. Em áreas onde o dengue é endêmico. na maioria das vezes. A febre amarela. mantendo apenas transmissão residual e. e IV) choque profundo com pulso e pressão arterial indetectáveis. Esta segunda fase inicia-se com a defervescência. O diagnóstico diferencial deve ser feito com doenças sistêmicas de manifestações inespecíficas ou mesmo com doenças comuns com sintomas diversos. sendo. procriando-se em coleções de água no domicílio ou peridomicílio. dores musculares artralgias. só apareceu entre nós a partir do retorno do Aedes. dor retroorbital. gastrointestinal e genital. foi eliminada dos centros urbanos pela presumida erradicação do Aedes aegypti do país.

malestar e fraqueza. No diagnóstico diferencial. apesar da intensa colonização do Aedes e circulação do vírus. sendo notórias no Rio de Janeiro. a maior parte das cidades nordestinas. O período de intoxicação é caracterizado por icterícia. sepse. Copyright © 2001 IDS . iniciam-se as manifestações clínicas da FA. podem predominar sinais de insuficiência renal. pois o diagnóstico em situações epidêmicas é clínico. Vitória. o vírus não é mais encontrado no sangue. devemos lembrar de doenças com manifestações inespecíficas na fase inicial e de doenças ictéricas com ou sem manifestações hemorrágicas na fase de intoxicação. Surpreendentemente. estupor e coma em fase pré-terminal. as epidemias acompanham a colonização do Aedes. Após período de incubação. remissão e intoxicação. albuminúria. que podem variar de formas assintomáticas ou oligossintomáticas até a de outras febres hemorrágicas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A descrição clássica da FA grave compreende três períodos clínicos distintos: infecção. a febre e os outros sintomas podem desaparecer por período de até 24 horas. vindo rapidamente a ocorrer na maior parte dos centros urbanos brasileiros com dezenas de milhares de casos acontecendo anualmente. sendo então caracterizada fundamentalmente por grave acometimento hepático. cefaléia. Em pacientes que sobrevivem à fase tóxica aguda. que varia de três a seis dias. porém. encontramos bradicardia. náuseas e vômitos. como hepatites. A morte geralmente advém entre o 7º e 10º dias de doença. leptospirose. a febre amarela não voltou a incidir nas cidades. Aqueles que se recuperam têm convalescença prolongada com fraqueza e fadiga por até mais que três meses. não havendo notificação dos casos. Esta fase dura em torno de três dias. O período de infecção inicia-se repentinamente com febre. Durante esta fase. Belo Horizonte. A letalidade nos pacientes com FA grave é ao redor de 50%. Não existem estatísticas confiáveis quanto ao número de casos de dengue no Brasil. No período de remissão. Ao exame clínico. oligúria. malária.partir da década de 1980. Os sinais de envolvimento do sistema nervoso central incluem delírio. dores musculares generalizadas. convulsão. instabilidade cardiovascular e manifestações hemorrágicas com ênfase na hematêmese (borra de café). durante os quais o vírus está presente no sangue em altos títulos. dor lombosacra. Manaus e cidades do interior de São Paulo. quando então reaparecem com intensidade maior.

.FMUSP Doenças sexualmente transmissíveis são doenças infecciosas adquiridas por contato sexual. A sífilis. o cancróide. com surgimento do cancro de inoculação. Com o advento da penicilina houve declínio de sua incidência. as uretrites não-gonocócicas. Quadro clínico e Epidemiologia Sífilis A sífilis ou lues é causada pelo Treponema pallidum.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia José Antonio Sanches Junior1 Última Atualização: 9/20/2001 9:59:48 AM Autores: 1 Professor Doutor. vem recrudescendo a partir da década de 60 com a liberdade sexual e a partir dos anos 80 com o surgimento da AIDS. a transmissão se faz por via transplacentária. a gonorréia. Não raramente acomete outros órgãos além da pele. Entretanto. o contágio se dá quase exclusivamente através do contato anogenital. Origina lesões cutâneas variadas. São inúmeros os patógenos reconhecidos como passíveis de transmissão por contato sexual. o condiloma e o herpes genital são as doenças mais comuns. Departamento de Dermatologia . Na sífilis congênita. Na sífilis adquirida.

O secundarismo corresponde à disseminação hematogênica dos treponemas. nos casos não tratados ou tratados indevidamente) Sífilis tardia latente Sífilis terciária (cutânea. cerca de uma a duas semanas após o contágio. rotula-se muitos casos como sífilis latente indeterminada. é dividida em: Sífilis Adquirida Recente Até um ano de evolução póscontágio Sífilis primária Sífilis secundária Sífilis recente latente Sífilis Adquirida Tardia (após o primeiro ano de evolução. Normalmente ocorre regressão espontânea após duas a dez semanas. placas vegetantes perianais (condilomas planos). óssea. Podem ocorrer sintomas constitucionais. anorexia. Sífilis congênita A passagem do T. Sífilis adquirida tardia latente Não apresenta sinais clínicos e tampouco sintomas. A maioria das crianças é assintomática. lesões mucosas. cardiovascular. Como as lesões são ricas em treponemas. Após uma a duas semanas surge adenite satélite não-inflamatória. alopecia em clareira e adenopatia generalizada. lesões papulosas palmo-plantares. papulosa. semelhantes a estado gripal. torna-se importante ressaltar a contagiosidade dessa fase. Habitualmente é simétrica e não-pruriginosa. sem deixar cicatriz. com manifestações clínicas que surgem cerca de quatro a oito semanas após o aparecimento do cancro duro. febre. O diagnóstico é feito pelas reações sorológicas positivas e pela história.5 a 2 cm de diâmetro. Como nem sempre é possível o diagnóstico de sífilis tardia latente. A sífilis adquirida. Observa-se. pallidum através da placenta normalmente ocorre após o 4o mês de gestação. natimortos ou recém-nascidos com sífilis. endurecida e fundo limpo. com borda infiltrada. cefaléia. Caracteriza-se como pápula erodida ou ulcerada. mialgias e artralgias. máculo-papulosa. período em que a placenta permite a passagem da espiroqueta. nervosa e outras) - O protossifiloma ou cancro duro surge. na genitália externa como lesão única. O cancro pode desaparecer espontaneamente em quatro semanas. Divide-se em: . com freqüência. com malestar. A presença de colarete descamativo na periferia das lesões (colarete de Biette) é sugestiva de lesão sifilítica. medindo 0.habitualmente a partir do 4o mês de gestação. habitualmente. pouco dolorosa. Dependendo da ocasião e quantidade de espiroquetas que atravessa a barreira placentária poderão ocorrer abortos. A erupção cutânea pode ser maculosa (roséola sifilítica).

orofaringe e olhos. osteítes e periostites com tíbia em lâmina de sabre. Tem base mole. com fundo purulento. das ranhuras de Parrot (cicatrizes lineares radiadas perilabiais e perianais). choro débil e rinorréia sanguinolenta são os sinais mais freqüentes. Sífilis congênita tardia Aparecimento da tríade de Hutchinson (queratite parenquimatosa. Cancro Mole Causado pelo bacilo gram negativo Haemophilus ducreyi. irritabilidade. surdez labiríntica e dentes com entalhes nas bordas cortantes dos incisivos centrais superiores). Sífilis e infecção pelo HIV/ AIDS Nesses doentes as lesões podem ser mais numerosas e extensas. Ocorrem osteocondrites. Gonorréia É infecção da mucosa genital pela Neisseria gonorrhoeae. As lesões cutâneas são placas mucosas orais e anogenitais (condilomas planos). É provável que as mulheres possam se tornar portadoras assintomáticas. Sua incidência é muito maior nos homens. a lesão bem estabelecida é uma úlcera de bordas solapadas (descoladas da base) e cortadas à pique. dado semiótico importante no diagnóstico diferencial do cancro sifilítico. Os títulos sorológicos são.Sífilis Congênita Recente Até dois anos após o nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Sífilis congênita recente Sífilis Congênita Tardia Após dois anos do nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Baixo peso. surge rapidamente uma pápulo-pústula que se ulcera. com a característica de pseudoparalisia de Parrot. com tempo mais prolongado para a cura em relação aos não co-infectados. É mais comum nos homens entre 15 e 25 anos. em média. A localização é preferencialmente anogenital. Em cerca de 25% dos casos surge adenopatia inflamatória que se liqüefaz e fistuliza rapidamente. é transmitido por contato sexual. Portanto. Com freqüência ocorrem múltiplas lesões. Eventualmente acomete mucosa anal. anemia. icterícia. hepatoesplenomegalia. Pode haver comprometimento de estruturas nervosas com desenvolvimento de tabes e paralisia geral. Após coito . mais elevados e a queda dos títulos pode não ocorrer. pápulo-vesículas palmo-plantares e fissuras periorais. nariz em sela e fronte olímpica. imobilização espontânea do membro afetado por dor intensa e choro ao toque. Após a inoculação do bacilo.

sensação de mal-estar. inicialmente são pruriginosas surgindo subseqüentemente. Na metade dos casos é causada pela Chlamydia trachomatis. Embora a infecção acometa a uretra anterior. além de outros fatores. epidídimo e testículos. com secreção mucóide clara e escassa. As lesões herpéticas nos imunossuprimidos. em 2 a 3 dias. disúria. constituindo quadro de doença inflamatória pélvica da qual o gonococo é uma das causas freqüentes. Uretrites Não-Gonocócicas São as infecções uretrais mais comuns. Comumente não há sintomatologia. Trichomonas vaginalis. cicatrizarem completamente em torno de 15 dias.infectante. Herpes Genital Infecção causada pelo Herpesvirus hominis (HSV) tipo 2. tornando-se portadores sãos. Candida albicans. culminando com lesões cutâneas purpúricas e necróticas. Na progressão da doença ocorre endometrite e salpingite. Cerca de 60% das endocervicites gonocócicas são assintomáticas. Freqüentemente há adenopatia satélite. principalmente pela manhã. que evoluem para pústulas que se rompem. costumam evoluir com úlceras extensas e tórpidas que não se curam espontaneamente. Hospedeiros suscetíveis (sem anticorpos específicos contra o HSV) entrando em contato direto com lesões ativas de herpes simples. assintomática. em geral. As lesões. além de dor leva. A primoinfecção genitourinária. Vesículas agrupadas sobre base eritematosa. cobrem-se de crostas para. próstata. O herpes recidivante é clinicamente menos importante e cicatriza em 7-10 dias. Nas mucosas as vesículas se rompem precocemente dando lugar a lesões erodidas. Podem ocorrer disúria e polaciúria. aftóides. Menos de 1% dos indivíduos infectados manifestam clinicamente a doença na ocasião do contágio. No homem pode evoluir para prostatite e epididimite e na mulher para doença inflamatória pélvica. surge edema e hiperemia de meato com secreção purulenta abundante. Outros agentes causais são Ureaplasma urealyticum (micoplasma T). febre e mais raramente adenomegalia. Cerca de 10% dos homens infectados desenvolvem infecção assintomática. Frente a estímulos diversos poderão desenvolver o herpes recidivante. em mais de 90% das vezes. quando não tratada ou inadequadamente tratada pode envolver as glândulas parauretrais. Na mulher a doença uretral é rara. à disúria e dificuldade miccional importante. É mais visível quando se comprime a uretra pela manhã. Pode ocorrer artrite séptica. Após sintomas de ardor e prurido uretral. ardor e dor. freqüência das recidivas e tratamentos inadequados podem ocorrer cicatrizes deprimidas. trauma local. constituindo importante fator na disseminação da doença. sendo mais comum no sexo feminino durante o período menstrual. estendem-se perifericamente. vírus do Herpes simples e vírus citomegálico. Podem surgir sintomas não específicos com secreção vaginal. sangramentos e bartolinites. . Infecção gonocócica disseminada é rara. São pouco sintomáticas. uma infecção subclínica. Corynebacterium genitalium. então. Pode ser precipitado por febre. De acordo com a extensão das lesões. estresse emocional ou físico e menstruação. infectam-se com o HSV e desenvolvem. febre e tenossinovite. principalmente pela AIDS. por vezes. o quadro clínico se desenvolve. em geral nas extremidades. e esporadicamente pelo tipo 1.

Copyright © 2001 IDS . são mais comuns em homens e mulheres na segunda e terceira décadas da vida. Apresenta-se como pápulas moles vegetantes de superfícies avermelhadas ou brancacentas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . mais comumente na glande e folheto interno do prepúcio.Condiloma Acuminado Doença causada por papiloma vírus humano (HPV). maceradas. mais comumente HPV 6 e 11. Localizam-se. nos homens. Nas mulheres podem atingir toda vulva até o intróito e vagina. Adquiridos sexualmente.

A prevalência da esquistossomose é ainda importante em áreas de Estados nordestinos. habita a veia porta e suas subsidiárias. as mesmas atingem a circulação linfática e venosa.5 a 3 milhões de infectados. a despeito da considerável redução tanto do número de indivíduos infectados como de formas graves da doença a partir da década de 70.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:20 AM Autores: 1 Professor doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A esquistossomose mansoni é a infecção causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni que. É considerada uma das grandes endemias brasileiras. havendo focos em Estados do sul e sudeste. na sua forma adulta. desde a Bahia até o Piauí. A aquisição da infecção dá-se pela exposição do hospedeiro suscetível a coleções hídricas que contenham moluscos do gênero Biomphalaria eliminando cercárias. Após a penetração das cercárias pela pele. transformando-se em esquistossômulos. Essas formas jovens chegam aos pulmões. Estima-se que haja atualmente no Brasil cerca de 2. com 25 a 30 milhões expostos ao risco de contrair essa helmintíase. onde passam à circulação arterial e daí ao sistema porta. onde completam sua maturação. O acasalamento e a postura dos ovos têm lugar nos ramos distais da veia .

a mais freqüente é a intestinal. No entanto. Dentre as formas crônicas da esquistossomose. com o conseqüente aparecimento de esplenomegalia de caráter congestivo e de circulação colateral. isto é. atingindo a luz intestinal. havendo remissão completa dos sinais e sintomas. A forma aguda da esquistossomose é aquela que se segue ao primeiro contato com coleções hídricas que contenham cercárias. diferentemente do que ocorre nas cirroses em geral. visitando-as de forma casual. em geral com instalação abrupta. Cabe assinalar que. toxêmica. não há insuficiência hepática na esquistossomose não complicada ou que não esteja associada a patologias que ocasionem cirrose. às vezes com características disenteriformes. na dependência da quantidade de ovos e granulomas. Trata-se da tradução clínica da retite esquistossomótica. o meio ambiente. procuram atingir a luz intestinal. O dado laboratorial mais característico é a intensa leucocitose com eosinofilia apresentada por esses pacientes. ainda. Caso o paciente não seja diagnosticado e tratado. Quando o número de vermes é maior e portanto maior também a carga de ovos. migrando através da submucosa e mucosa. dores abdominais intermitentes. assim. o quadro evolui para as formas crônicas da doença. onde são retidos nos vasos pré-sinusoidais. à hipertensão portal. sendo observada em indivíduos que não habitam áreas endêmicas. Após um período de incubação que pode variar de 30 a 60 dias. conseqüentemente. sobretudo em hipogástrio e fossa ilíaca esquerda. São comuns exantema máculo-papular. atingindo uma posição pré-sinusoidal e suscitando a formação de granulomas periovulares. inclusive os causados por outras enteroparasitoses: diarréia esporádica. assim. a forma hepatoesplênica com hipertensão portal da esquistossomose. sua presença leva à formação de granulomas que ocasionam um aumento do volume do órgão que passa então a ser palpável ao exame físico. regime de hipertensão portal. levados pelo fluxo da veia mesentérica inferior. inclusive de varizes de esôfago e/ou de fundo gástrico. surgem manifestações de doença febril. Alguns ovos atravessam o endotélio dos vasos. diarréia. progressivamente. Expressa-se por sintomas e sinais escassos. Embora ocasionalmente esse quadro apresente gravidade. a submucosa e a mucosa do reto. Ao exame físico nota-se hepatoesplenomegalia dolorosa de pequenas dimensões. ou ainda em crianças de baixa idade nas áreas endêmicas. Tem-se. a possibilidade dos ovos . Existe. dores abdominais e broncoespasmo. costuma ser autolimitado a não mais de 30 a 40 dias. onde são eliminados nas fezes ganhando. a reação granulomatosa desencadeada pela presença de ovos do parasita que. instala-se. Na dependência de elevadas cargas parasitárias e. boa parte desses ovos migram para o fígado. assinalando-se que o exame parasitológico de fezes somente se torna positivo para ovos de Schistosoma mansoni cerca de 35 a 40 dias após a infecção. às vezes urticariforme. caracteristicamente com predomínio do lobo esquerdo. de ovos. clínicos e laboratoriais. incaracterísticos e comuns a outros distúrbios gastrintestinais. parte destes migram através da corrente sangüínea do sistema porta atingindo o fígado. Esse fenômeno é responsável por processos obstrutivos do fluxo portal intra-hepático levando progressivamente. O diagnóstico deve levar em conta dados epidemiológicos. definida como descompensada quando houver sangramento digestivo alto e/ou ascite.mesentérica inferior (plexo hemorroidário). Trata-se da forma hepatointestinal da esquistossomose.

pode ocasionar o desenvolvimento de glomerulopatias. essas alterações já foram descritas também em pacientes com formas mais leves de esquistossomose (intestinais ou hepatointestinais). O acesso de imunocomplexos aos glomérulos renais. Embora descritas com maior freqüência e gravidade em pacientes hepatoesplênicos. em alguns casos. A presença fortuita de ovos e. conseqüentemente. Essa forma de esquistossomose pode. daí serem mais comuns as formas pulmonares da esquistossomose nos pacientes hepatoesplênicos.atingirem. as arteríolas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . onde são retidos junto à membrana basal. onde sua impactação ocasiona a formação de granuloma e fibrose em graus variados. Copyright © 2001 IDS . As manifestações clínicas decorrentes desses eventos podem variar desde proteinúria assintomática até síndrome nefrótica.cor-pulmonale esquistossomótico. de granulomas em vários órgãos resulta em manifestações clínicas como a mielite esquistossomótica e colpite esquistossomótica. Nas fases mais avançadas estão presentes as manifestações correspondentes à hipertensão pulmonar. ser acompanhada de cianose. via artéria pulmonar. podendo haver sobrecarga de câmaras direitas do coração . O acesso dos ovos à circulação pulmonar é maior nas situações onde houver hipertensão portal com estabelecimento de circulação colateral.

Quadro clínico e Epidemiologia Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae. O diagnóstico da hanseníase é baseado em uma ou mais das seguintes características: lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade. bacilo que atinge a pele e os nervos levando a incapacidades físicas e sociais quanto mais tardio for o seu diagnóstico e tratamento. O bacilo tem como provável porta de entrada as vias aéreas superiores. Departamento de Dermatologia da FMUSP.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Cyro Festa Neto1 Última Atualização: 9/20/2001 10:03:18 AM Autores: 1 Professor Doutor. acometimento de nervo(s). As regiões Norte. . com espessamento neural e baciloscopia positiva. A principal fonte de infecção é o homem através das formas contagiantes da doença (virchowiana e dimorfa). e o primeiro nas Américas . A doença é endêmica em todo o território nacional. O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número absoluto de casos de hanseníase. O período de incubação é de 2 a 7 anos. embora com distribuição irregular. Nordeste e Centrooeste são as que apresentam as maiores taxas de detecção e prevalência da doença.

os quais guardam relação direta com a imunologia específica do indivíduo. mal perfurante plantar e lagoftalmias. marcha escarvante. motoras e o sistema nervoso autônomo. febre. de acordo com seguinte critério: paucibacilares quando apresentam até cinco lesões de pele ou apenas um tronco nervoso acometido e multibacilares quando há mais de cinco lesões de pele e ou mais de um tronco acometido. amiotrofias. paralisias. Estados reacionais A hanseníase tem uma evolução crônica. adenomegalia e dores articulares. As reações do tipo I são mediadas por células (imunidade celular) e ocorre nos doentes tuberculóides e dimorfos. Manifestações neurológicas O Mycobacterium leprae tem especial tropismo para as terminações nervosas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . às vezes coexistindo os dois tipos de reação ao mesmo tempo ou em episódio diferente. podendo cursar com fenômenos agudos chamados surtos reacionais.A classificação operacional. Estas reações se caracterizam por eritema e edema de lesões preexistentes e em áreas sãs. visando o tratamento é baseada no número de lesões. levando a complicações e seqüelas que impedem os doentes de ter uma vida normal. Lesões graves dos nervos aparecem em todas as formas. Ocorrem nos casos multibacilares. mãos em garras. menos na indeterminada. Copyright © 2001 IDS . O estado geral não é comprometido e os nervos são afetados em graus variáveis. Entre elas: neurites. As reações de tipo II ou eritema nodoso hansênico se caracteriza por apresentar nódulos vermelhos e dolorosos. comprometendo fibras sensitivas. anestesias.

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Epidemiologia e Quadro Clínico No Brasil e em muitos países ocidentais. Setor de Hepatologia. Os demais casos. E e G. apesar do considerável avanço . Disciplina de Gastroenterologia Clínica. 2 Professor Associado. as hepatites virais representam um problema de saúde pública e a principal causa de transplante de fígado. O vírus D está sempre associado ao vírus B. Os vírus G e TT estão freqüentemente presentes no soro de pacientes com hepatopatia crônica. Disciplina de Gastroenterologia Clínica e Disciplina de Transplante e Cirurgia do Fígado. No entanto. Departamento de Gastroenterologia. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. D. enquanto os vírus A e E são adquiridos por via enteral. C e D são transmitidos por via parenteral. eram simplesmente agrupados como hepatites não-A não-B. hoje atribuídos aos vírus C. Os vírus B. porém o seu papel patogênico não está completamente esclarecido. os vírus A e B eram os únicos agentes conhecidos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Queiroz Farias1 Flair José Carrilho2 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:38 AM 1 Médico Assistente. Até alguns anos atrás. Departamentos de Gastroenterologia e de Cirurgia.

sempre com a característica elevação acentuada das aminotransferases (ou transaminases). envolvimento extra-hepático. o fígado torna-se facilmente palpável. pode demorar até seis meses. particularmente o citomegalovírus. Pode haver icterícia. desde formas ictéricas. contudo. ascite. Na maior parte dos pacientes. os vírus tipos 1 e 2 do herpes humano. a recuperação total. os vírus Coxsackie B. Com exceção das hepatites A e E. um número expressivo de casos permanece ainda sem causa definida. Transitoriamente. particularmente quando há imunodepressão ou no contexto do envolvimento de outros órgãos. Os quadros podem ser leves. da varicela e o adenovírus. podem surgir manifestações como anorexia. as demais formas podem cronificar. geralmente estão presentes em uma fase mais tardia. O diagnóstico geralmente é suspeitado quando se detectam elevações das enzimas hepáticas. podem acometer o fígado em situações especiais. praticamente assintomáticos ou com sintomas semelhantes a uma síndrome gripal. No entanto. os sintomas tendem a diminuir quando a icterícia se instala. As hepatites podem se apresentar com graus variados de gravidade.na determinação da etiologia. indicando evolução para a cirrose. Nessa fase. até insuficiência hepática aguda grave (hepatite fulminante). as queixas são de fadiga e anorexia. clínica e bioquímica. que dura alguns dias.. porém. Aranhas vasculares podem estar presentes. Muitas vezes. porém logo desaparecem. As diversas formas de hepatite viral aguda apresentam características clínicas em comum. Copyright © 2001 IDS . Em cerca de 20% dos casos. do sarampo. acolia fecal e icterícia. o vírus Epstein-Barr. ginecomastia e atrofia testicular. Esses agentes não serão abordados nesse texto nem os vírus G e TT. náuseas. presença de aranhas vasculares. cefaléia e febre baixa. detecta-se esplenomegalia. Outros vírus raros como os agentes das febres hemorrágicas também podem levar à doença hepática grave. pode haver prurido. O paciente com hepatite crônica pode ser assintomático ou não apresentar sintomas típicos. desconforto ou dor no hipocôndrio direito. o período ictérico dura entre uma e quatro semanas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A forma ictérica é geralmente precedida por um período prodrômico. com alta mortalidade. Os sinais e sintomas de hipertensão portal e de insuficiência hepática como sangramento digestivo. cujo papel como causa de hepatite ainda não está bem definido. Segue-se a presença de colúria. Outros vírus. Habitualmente.

Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A leptospirose é uma doença infecciosa sistêmica causada por espiroquetas patogênicas do gênero Leptospira. Pode determinar síndromes clínicas variadas. icterohemorrágica. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Professor Doutor. É uma antropozoonose. conhecida com síndrome de Weil. podendo afetar animais domésticos e silvestres. desde a infecção subclínica até a forma grave. O . A leptospirose é um agravo de notificação compulsória.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Isadora Cristina de Siqueira 1 Antônio Carlos Nicodemo2 Última Atualização: 7/19/2001 12:01:48 PM 1 2 Médica Residente. transmitida ao homem principalmente através do contato com coleções de água contaminadas com urina de ratos infectados. Epidemiologia A leptospirose tem distribuição universal.

principal reservatório da leptospirose é o rato. cefaléia e dores musculares. A forma ictérica e grave. No Brasil. A letalidade anual da doença variou de 6. que pode permanecer eliminando o microrganismo na urina por longo período. em graus variados. Quadro clínico A leptospirose pode apresentar-se na forma subclínica.403 casos de leptospirose. surge a icterícia. comportando-se como um choque séptico. Nesse período. ocorreram 3. cefaléia e dores musculares. A doença tem início súbito caracterizado por febre. é muito comum na forma grave que ocorre em nosso meio. algumas vezes bastante acentuadas. A forma grave da doença é caracterizada por disfunção hepática. foram notificados 35. A doença tem início súbito caracterizado por febre.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . No Brasil. As formas anictéricas e benignas correspondem a cerca de 85%-90% dos casos. com uma média de 12. Há aumento discreto das transaminases e os níveis de creatino-fosfoquinase (CPK) podem estar aumentados devido à presença de rabdomiólise. renal e por capilaropatia difusa. Neste período. pode surgir uremia. O período de incubação pode variar de 1 a 24 dias. determinado pela capilaropatia difusa. que pode evoluir com níveis bastante elevados de uréia.5% em 1996. com disseminação de leptospiras para órgãos como fígado. musculatura esquelética e cardíaca. com significantes taxas de mortalidade. o maior número deles no ano de 1996 (5. O sangramento digestivo também pode ocorrer na forma de melena ou enterorragia. conhecida como síndrome de Weil. segundo a Fundação Nacional de Saúde. acrescida do tom vermelho. nos meses de dezembro a março. Os casos mais graves. principalmente em panturrilhas. e algumas vezes como uma meningite linfomonocitária. A plaquetopenia.5%.821 óbitos. A primeira semana da doença corresponde à fase leptospirêmica.555 casos). Entre o terceiro e sétimo dias. Copyright © 2001 IDS . a qual muitas vezes determina uma coloração amarelo-avermelhada da pele (rubínica) causada pela somatória da pigmentação pela bilirrubina. com manifestações clínicas inespecíficas semelhantes à influenza (gripe). Pode ocorrer insuficiência respiratória secundária a pneumonite por sangramento pulmonar. a 20. rins. sendo usualmente de 7 a 14 dias. é responsável pelo restante dos casos. generalizadas. a maioria dos casos ocorre no período das chuvas.7% em 1987. podem evoluir com hipotensão e choque. durante o período de 1985 a 1997.

responsável por malária de gravidade menor. menos de 1% dos casos evolui para morte.813 casos no ano de 1999. de 7 a 14 dias. o indivíduo . na maioria dos casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 10:11:24 AM Autores: 1 Professor titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Epidemiologia Malária é a principal doença endêmica do Brasil. A despeito de a malária poder ser doença fatal. Quadro Clínico Após período de incubação. que varia. taxa mais de 30% superior à ocorrência de 1998. A grande maioria dos casos (99%) ocorre na região amazônica. a maioria absoluta causada pelo Plasmodium falciparum. 75% dos casos são devidos ao Plasmodium vivax. tendo ocorrido 632. a despeito de poderem surgir casos em outras regiões de matas onde vive o vetor da malária.

quando ocorrer sincronismo na esquizogonia o paciente pode já estar em situação clínica com complicações. A cefaléia é intensa. O período de suor dura de duas a quatro horas. É importante ter em mente que. As formas graves se apresentam no indivíduo não-imune. cérebro. A febre cede em "crise" (rapidamente) cessando o desconforto. O paroxismo febril não é comum. náuseas e vômitos. se observados. porém relativamente bem. podendo não ser muito elevada. que pode ser contínua. se observam nas infecções produzidas por P. remitente ou intermitente com remissões. quando os paroxismos ocorrem em sua forma típica. Uma das características do paroxismo palúdico é que ocorre em períodos regulares na dependência do tipo de plasmódio infectante. O período de calor se inicia quando terminam os calafrios. ocorrendo intensa anemia. com cefaléia. o vômito. listamos itens clínicos que. havendo aí a necessidade de encaminhamento para centro hospitalar: . A duração total do paroxismo é de 6 a 12 horas. pulmões.acometido apresenta febre. exausto. Na maioria dos pacientes com malária. precedida de calafrios e seguida de sudorese. como sintoma único a febre. O ataque agudo da malária caracteriza-se por um conjunto de paroxismos febris que apresentam três períodos: frio (calafrios). O paciente se sente incomodado. gestantes e crianças. pode evoluir para forma de urgência. c) Malária grave As formas graves e de urgência. O indivíduo apresenta. ou seja. onde acentuam-se os sinais e sintomas. astenia. Geralmente. o paciente pode permanecer com discreta cefaléia. A seguir. ocasionalmente. falciparum. com raras exceções. febre de pequena intensidade e. calor (febre) e suor (sudorese). anorexia. geralmente. fígado e sangue. As complicações mais freqüentes relacionam-se a comprometimento dos rins. mais de 2% das hemácias encontram-se parasitadas. a malária tem possibilidades maiores de evolução com complicações e que. Após cessar o suor. e não apresenta calafrios nem sudorese. freqüente e ocorre delírio. o paciente pode delirar. principalmente em crianças. subcontínua. com possibilidade de ocorrerem convulsões. Se o paciente não for tratado adequadamente. os sintomas começam repentinamente com período de frio. O paciente apresenta febre persistente. nestes pacientes. dores musculares. devem ser valorizados como de risco para o paciente. Nesta fase. surgindo as complicações. que é intenso. b) Malária no indivíduo não-imune Os primeiros "ataques" no indivíduo não-imune não apresentam típico paroxismo palúdico. a) Malária no indivíduo semi-imune Indivíduo semi-imune é aquele que já teve malária anteriormente.

hipertermia continuada. na segunda metade. em crianças em idade pré-escolar. diminuição da diurese. falciparum. observa-se taxa de aborto de 30%. sinais de sangramento. Os lactentes geralmente não apresentam paroxismos típicos. têm frio e podem apresentar vômitos e convulsões. confusão mental (obnubilação). remitente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . gestação (especial atenção neste caso). a infecção por P.alta parasitemia (maior que 2% nos primoinfectados). a malária tem a mesma evolução que em adultos. Tornam-se flácidos e sonolentos.5 e 40º C e a febre pode ser contínua. a temperatura varia entre 38. a evolução não difere na gestante com malária. dispnéia. A despeito de a malária grave ser quase sempre causada por P. Clinicamente. Copyright © 2001 IDS . intermitente ou irregular. posteriormente. Entretanto. Na primeira metade da gestação. d) Malária na criança Em crianças maiores que cinco anos de idade. icterícia. existem evidências de imunossupressão materna com evolução mais tormentosa da malária. não se observam os sinais característicos do paroxismo palúdico. porém há maior predisposição para toxemia gravídica com pré-eclâmpsia e eclâmpsia. levando freqüentemente a erro diagnóstico. a malária pode ter evolução com complicações duas vezes mais freqüentes que na mulher não gestante. e) Malária na gestante Na gestante. podem surgir dores abdominais e diarréia. perdem o apetite. vivax pode também ter evolução grave em crianças (alta taxa de reticulócitos). enquanto que.

observam-se. assiste-se à emergência de parasitoses consideradas raras. Em algumas ocasiões têm sido detectados verdadeiros surtos diarréicos provocados por protozooses como ciclosporíase. Isospora belli.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 9/20/2001 10:14:32 AM Autores: 1 Professor-doutor. ou até mesmo desconhecidas e que passaram a ser diagnosticadas com freqüência crescente. Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia No Brasil. Cryptosporidium parvum e Cyclospora cayetanensis. em alguns bolsões de pobreza. sobretudo em indivíduos imunodeprimidos. envolvendo também um número considerável de indivíduos imunocompetentes. Necator americanus. como as infecções intestinais causadas por Microsporídeos. quando se considera a ocorrência de pelo menos uma espécie de parasita. Depto. no município houve queda na prevalência das enteroparasitoses no final dos anos 90 em relação ao início dos anos 80. De forma paralela à redução da infestação por parasitas clássicos. Em oposição. taxas de infecção em torno dos 30%. Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. Ancylostoma .

ceylanicum) Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Balantidíase (Balantidium coli) Blastocistose (Blastocystis hominis) Ciclosporíase (Cyclospora cayetanensis) Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Enterobíase (Enterobius vermicularis) Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Giardíase (Giardia lamblia) Himenolepíases (Himenolepis nana. Em situações de parasitismo muito intenso pode ocorrer síndrome de má absorção. Dessa forma. acometendo tanto crianças como adultos. O parasitismo é exercido preferencialmente no duodeno e jejuno. sem muco ou sangue nas fezes. Pacientes com deficiência de IgA secretora no nível da mucosa intestinal. Encephalitozoon intestinalis) Teníases (Taenia saginata. mesmo em áreas urbanas dotadas de infra-estrutura sanitária adequada. podem apresentar quadros indolentes e de difícil resolução. Diagnóstico . Himenolepis diminuta) Isosporíase (Isospora belli) Microsporidíase (Enterocytozoon bieneusi. Taenia solium) Tricuríase (Trichuris trichiura) Giardíase (Giardia lamblia) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose intestinal ainda bastante prevalente. Dores abdominais difusas e náuseas e vômitos são presentes em alguns casos. a infecção ocorre por ingesta de água contaminada com cistos ou por alimentos e objetos que estiveram em contato com esta. É. mesmo com a adoção de medidas terapêuticas adequadas. resultando em desnutrição. no entanto. mais freqüentemente sintomática em crianças. Os cistos de Giardia lamblia são veiculados por via hídrica. decorrendo desse fato diarréia volumosa.

Diagnóstico Pesquisa de oocistos nas fezes. Tratamento O tratamento não oferece dificuldade na maioria dos casos. crianças: 50 mg/ kg. ornidazol ou secnidazol: adultos: 2.50 mg/kg/dia + trimetoprima . 14° e 21° dias após o término do tratamento. são drogas recomendadas. -metronidazol: adultos: 250 mg. melhora clínica sem cura parasitológica. Diagnóstico Encontro de oocistos nas fezes. Espiramicina na dose de 3. na maioria das vezes. sobretudo por AIDS. duas vezes ao dia.0 g. ocasionalmente acomete imunocompetentes em cursos de diarréia autolimitada.O diagnóstico é facilmente realizado pelo encontro de cistos e/ou trofozoítos através do exame parasitológico de fezes. Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Quadro clínico e Epidemiologia Protozoose manifesta por quadros diarréicos muito graves em pacientes imunodeprimidos. durante sete dias. 14° e 21° dias após o término do tratamento. deve-se ter o cuidado de executar o exame em três amostras fecais. no 7°. dose única. Controle de cura: três exames de fezes. três vezes ao dia. 7°. Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol . divididos em três tomadas. durante 4 semanas. dose única.10 mg/kg/dia). crianças: 15 mg/kg/ dia. Isosporíase (Isospora belli) Quadro clínico e Epidemiologia É protozoose que causa quadros diarréicos importantes. através de coloração especial (Kinyoun). Como a eliminação das formas do parasita é intermitente. Controle de cura: três exames de fezes. sete dias. utilizando-se metade das dosagens referidas inicialmente. Tratamento A terapêutica é precária conferindo. . Doses de manutenção são indicadas por período semelhante. nimorazol. podendo ser realizado segundo um dos seguintes esquemas: -tinidazol.0 g/dia ou roxitromicina na dose de 300 mg. sobretudo em imunodeprimidos (AIDS). colhidas em intervalos semanais.

nos dias atuais. Diagnóstico Idêntico ao da criptosporidíase. Tratamento O tratamento é pouco eficiente e. . As infecções assintomáticas. idem. Há ainda que se mencionar as formas extra-intestinais. bem como imunocomprometidos. detectando oocistos de dimensões mais avantajadas. acompanhados por dores em cólica. Diagnóstico Trata-se de protozoose de diagnóstico difícil. quatro vezes ao dia. Diagnóstico Exame de fezes com pesquisa de cistos (nas fezes formadas) ou trofozoítos (nas fezes diarreicas). Quadros disentéricos intermitentes caracterizam a forma invasiva da colite amebiana: há períodos de diarréia com eliminação de fezes contendo muco e/ou sangue. puxos e tenesmo. sobretudo os abscessos amebianos do fígado. bem menos freqüente entre nós. Microsporidíase Quadro clínico e Epidemiologia Os microsporídeos são causa de doença diarréica em imunodeprimidos. exigindo exame histopatológico do intestino delgado ou técnicas de biologia molecular. são as mais comuns.Ciclosporíase Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose que pode acometer imunocompetentes. entremeados por períodos assintomáticos irregulares. embora não constitua ocorrência rara. diagnosticadas pelo encontro casual de cistos do parasita nas fezes. empiricamente. dez dias (imunodeprimidos). Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol 800 mg + trimetoprima 160 mg). principalmente em decorrência da AIDS. duas vezes ao dia por sete dias (imunocompetentes). a utilização de albendazol tem resultado com benefícios parciais em alguns casos. Amebíase (Entamoeba hystolitica) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por Entamoeba hystolitica é. muitas vezes causando surtos de doença diarréica.

esta infecção foi considerada sem importância. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. no entanto. por dez dias. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. Diagnóstico O reconhecimento do parasita é fácil. Alternativamente. três vezes ao dia.0 g por dia. Balantidíase (Balantidium coli) Quadro clínico e Epidemiologia Esta protozoose pode ser considerada rara nos dias atuais. sobretudo em crianças. dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. duas vezes ao dia. dicloracetamidas: etofamida.Tratamento depende da forma clínica. Controle de cura: idêntico ao da giardíase. Diagnóstico Pesquisa de cistos ou trofozoítos nas fezes. 20 mg/kg/dia. Não oferece dificuldade. Blastocistose Quadro clínico e Epidemiologia Durante muito tempo. dez dias (crianças). 500 mg. Tratamento Tetraciclina: 30 a 50 mg/kg. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. sobretudo quando encontrado em grande quantidade em exames de fezes. Na amebíase assintomática. 500 a 750 mg. Alternativamente e em crianças.0 g por dia. lembrar que pode ser causa de síndrome disentérica grave. dois dias (crianças). 2. 100 mg. . três vezes ao dia. 2. por sete dias. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. atribui-se a este protozoário. dois dias (crianças). tinidazol. Convém. secnidazol. papel patogênico. Alternativamente. porém.dia. pois a morfologia dos parasitas é bastante característica. dez dias (crianças). nimorazol ou ornidazol. três vezes ao dia. nimorazol ou ornidazol. secnidazol. dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. 500 a 750 mg. em esquema idêntico ao indicado no tratamento da amebíase. Atualmente. tinidazol. metronidazol. Tratamento Recomenda-se tratar os infectados com metronidazol. cinco dias. três dias ou teclosan.

5 mg/kg. são predispostos à ocorrência de larvemias. Diagnóstico pesquisa de larvas nas fezes. presente sobretudo em situações de parasitismo elevado. Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase potencialmente grave. Quando a carga parasitária é elevada. com pesquisa de ovos leves. recomenda-se a administração de sulfato ferroso. (2) hiperinfecção: cambendazol. bem como os diabéticos descompensados. duas vezes ao dia. repetindo-se o esquema após sete a dez dias. As manifestações clínicas são variadas. três dias. período . Diagnóstico Exame parasitológico das fezes. com a localização dessas formas do parasita em vários órgãos (SNC. repetida após sete dias. sobretudo em pacientes imunodeprimidos. fígado). Necator americanus.Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. síndrome da alça cega) do tubo digestivo são predispostos às formas de hiperinfecção. Alternativa: mebendazol: 100 mg. microcítica e hipocrômica. freqüentemente acompanhadas por septicemia por enterobactérias. dose única. a principal manifestação clínica desta helmintíase é a anemia. 14° e 21° dias após o final do tratamento. podendo haver diarréia importante. semanalmente. Pacientes com alterações funcionais (acloridria) e/ou anatômicas (divertículos. É adquirida por aquisição ativa de larvas através da pele e o local preferencial do parasitismo é o duodeno. 25 mg/kg. íleo. Tratamento Albendazol: 400 mg. os imunodeprimidos. duas vezes ao dia. Controle de cura: exame de fezes no 7°. Os sintomas relacionados ao tubo digestivo são de pequena repercussão. 5 mg/kg. Como há espoliação de ferro. Ancylostoma ceylanicum) Quadro clínico e Epidemiologia Adquirida por penetração ativa de larvas filarióides pela pele. dois dias. pulmões. Tratamento Ancilostomíase (1) infecção habitual (restrita ao tubo digestivo): cambendazol. principalmente pelo uso de corticoterapia imunossupressora. no caso de anemia decorrente da helmintíase. às vezes resultando em síndrome de má absorção. podem haver parasitas no jejuno. mas freqüentemente simulam doença péptica (úlcera duodenal). cólon e até mesmo no estômago. dose única ou tiabendazol.

com pesquisa de ovos pesados. Diagnóstico exame de fezes. dose única e crianças 80 mg. administrar hexahidrato de piperazina. Controle de cura: exame de fezes no 7°. Controle de cura: pesquisa de larvas nas fezes. Alternativas: albendazol. dose única ou mebendazol. 400 mg. associados muitas vezes a sinais de irritabilidade excessiva em crianças. 14° e 21° dias após o tratamento. referido pelo próprio paciente. presentes em alimentos ou objetos. Em função do tamanho dos vermes e da sua grande mobilidade. de grupos de ploglotes (anéis) nas fezes ou mesmo a eliminação dos mesmos independentemente do ato de evacuação (nas infecções por T. antes do início da imunossupressão. no 8°. Taenia solium) Quadro clínico e Epidemiologia Assintomáticas ou oligossintomáticas na maioria das vezes. saginata). dose única. 9° e 10° dias após o final do tratamento. A ascaridíase é adquirida passivamente pela ingesta de ovos. com náuseas. Sintomas vagos referidos ao tubo digestivo ou distúrbios sistêmicos como cefaléia e irritabilidade. 100 mg. seja pela sua intromissão na papila duodenal (obstrução biliar) ou no apêndice. A sintomatologia é dominada por distúrbios digestivos. (2) formas com oclusão ou suboclusão intestinal: paciente em jejum e com sonda nasogástrica. são vistas complicações de ordem obstrutiva. stercoralis em imunodeprimidos por uso de drogas imunossupressoras é obrigatório afastar-se o diagnóstico de estrongiloidíase através de exames de fezes. 50 mg/kg. Tratamento Ascaridíase (1) formas habituais: levamisol: adultos. Diagnóstico . seja pela formação de novelos com vários exemplares do parasita. duas vezes ao dia. sete dias ou 500 mg/dia por 30 dias. três dias. são a regra. 150 mg. Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Quadro clínico e Epidemiologia Helmintíase intestinal freqüentemente diagnosticada em nosso meio. duas vezes ao dia. o tratamento cirúrgico deve ser considerado se esse procedimento não for bem sucedido. vômitos e diarréia. 25 mg/ kg. sobretudo em crianças. as teníases são diagnosticadas pelo encontro.indeterminado ou tiabendazol. Teníases (Taenia saginata. via SNG. seguidos de 50 ml de óleo mineral (tipo Nujol®). Importante: dada a possibilidade de hiperinfecção por S.

encontro de proglotes. em grupos de cinco ou seis. crianças. albendazol. metade da dose citada. dose única. 2. dose única. 6 a 8 mg/kg. Assim sendo. repetida após dez dias.0 g. 400mg. pode ocorrer prolapso retal. após tamização (peneiragem sob jato d'água). nas fezes. Tricuríase (Trichuris trichiura) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase intestinal das mais comuns. dose única. Himenolepíases (Himenolepis nana. freqüentemente assintomáticas em adultos. mas que ocorrem sob a forma de surtos em populações confinadas (creches. Tratamento praziquantel. dose única. Em crianças de baixa idade. Tratamento pamoato de oxipirantel. mebendazol. . Alternativa: clorossalicilamida: adultos. Controle de cura: pesquisa de proglotes por tamização das fezes. Diagnóstico observação de ovos característicos nas fezes. Tratamento praziquantel. hospitais psiquiátricos). quartéis. 14° e 21° dias pós-tratamento. com cargas parasitárias elevadas. 100 mg. 14° e 21° dias pós tratamento. dose única. 25 mg/kg. três meses após o tratamento. duas vezes ao dia por três dias. presídios. O quadro clínico constitui-se de diarréia intermitente. ao diagnóstico de um caso deve ser procedida investigação ativa em busca de casos adicionais. Diagnóstico encontro de ovos no exame de fezes. 10 mg/kg. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°. Himenolepis diminuta) Quadro clínico e Epidemiologia São helmintíases relativamente infreqüentes.

dose única.Enterobíase (Enterobius vermicularis) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por esse parasita encontra-se entre as mais comuns. Diagnóstico observação dos ovos por meio da fita adesiva (aposição de fita adesiva transparente na região perineal e observação direta ao microscópio). dose única. Tratamento mebendazol. acomete vários ocupantes de um mesmo domicílio.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . dada a facilidade de disseminação dos ovos no intradomicílio. sendo o prurido anal sua manifestação clínica típica. bem como a administração da droga a todos os ocupantes do mesmo. Controle de cura: execução do método da fita adesiva. 100 mg. Copyright © 2001 IDS . a partir do 8° dia pós-tratamento. 400 mg. Em geral. A procura de ovos no exames de fezes tem positividade baixa. albendazol. A erradicação da parasitose em determinado domicílio poderá exigir a repetição do tratamento mensalmente durante seis meses. durante cinco a sete dias.

A incidência da tuberculose em pacientes portadores de HIV/Aids é cerca de 170 vezes maior do que na população geral. Embora sem grandes variações na incidência. Índia (220) e na África (entre 100 e 220). mais baixo nos países desenvolvidos (entre 6 e 10) e intermediários no Brasil. Em 1996 a Organização Mundial da Saúde estimou em cerca de 6 milhões o número total de indivíduos co-infectados pelo HIV/Mycobacterium tuberculosis .associação de dois agentes. um indicador precoce de deterioração do controle da doença no Brasil. Faculdade de Medicina da USP. cerca de 80 a 90% dos casos novos por ano (Info SUS. tuberculosis . 1998). Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias Quadro clínico e Epidemiologia Segundo a Organização Mundial de Saúde. Os coeficientes de incidência por 100. no período 1990-97 de 55/100.000/ano. 5000 óbitos relacionados à tuberculose foram notificados. Núcleo de Tuberculose do Hospital das Clínicas. O aparecimento de cepas de M.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Olavo Henrique Munhoz Leite1 Última Atualização: 9/26/2001 10:41:44 AM Autores: 1 Médico Assistente. no ano de 1995. em todo o mundo.000 habitantes são mais elevados nas Filipinas (400). ocorrem no mundo 8 a 10 milhões de casos novos e três milhões de mortes a cada ano.

tuberculose pulmonar: o bacilo da tuberculose. o sistema urogenital. por mais de 3 semanas. emagrecimento e escarros hemoptóicos são as manifestações mais comuns nestas situações (sintomático respiratório). nestas situações. a senilidade e situações imunossupressoras. Tuberculose extrapulmonar: todos os órgãos e sistemas podem ser acometidos pela tuberculose de maneira isolada ou em mais de um órgão. incluindo principalmente o sistema nervoso central. o fígado e o baço. o espirro ou a fala. a condição é chamada tuberculose disseminada ou miliar.resistentes aos quimioterápicos de 1a linha também contribuíram para a maior magnitude da doença. produzindo comprometimento sistêmico generalizado. é transmitido através de núcleos de perdigotos produzidos urante a tosse. A reinfecção (exógena) representa uma nova exposição em um indivíduo cuja infecção primária já ocorreu. Uma pequena parte destes indivíduos recéminfectados poderá progredir para uma forma grave da doença representada por acometimento sistêmico. a grande maioria dos indivíduos bloqueará a multiplicação dos bacilos com o desenvolvimento de uma resposta imune específica representada pelo granuloma e sua posterior calcificação. Nos dois anos subsequentes ao contato primário. no entanto. Os sinais e sintomas associados a cada uma destas localizações são variados e dependentes do órgão acometido e do estado imunológico do indivíduo. febre. O pulmão é a porta de entrada natural do bacilo. Antes do desenvolvimento desta resposta. sendo o pulmão o principal órgão acometido. o sistema nervoso central e a pele. As pequenas gotículas espalhadas no ar atmosférico são suficientes para alcançar os alvéolos pulmonares onde o germe inicia a sua multiplicação após a fagocitose pelos macrófagos alveolares e onde as manifestações clínicas são mais freqüentes e de maior importância epidemiológica. Após a infecção primária. tuberculosis. Os mais comumente envolvidos são os linfonodos. o bacilo poderá disseminar-se pelos diversos órgãos e sistemas através das vias linfáticas e hematogênica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Nestas situações os pacientes deverão ser encaminhados para centros especializados e após o diagnóstico e estabilização clínica com o tratamento acompanhados nas unidades básicas de saúde Copyright © 2001 IDS . sudorese noturna. pulmões e órgãos linfáticos. Tosse prolongada. os ossos e articulações. Estas situações têm sido descritas entre indivíduos hígidos e naqueles com outras morbidades como doenças e terapias imunossupressoras. sendo também contidos nestes locais com o desenvolvimento da resposta específica. o indivíduo contaminado pelo bacilo desenvolverá a tuberculose secundária ou a forma do adulto. cerca de 3 a 5% destes indivíduos desenvolverão doença ativa e o risco de desenvolvimento da doença após este período é de 5 a 7% por toda a vida (reativação endógena). São fatores predisponentes para esta progressão a baixa idade. Quando a disseminação hematogênica e linfática é ampla e maciça. M.

"mãezinha" "tia" ou outras afins pecam pela impessoalidade. Na Pediatria.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Francisco Frederico Neto1 Rosa Resegue1 Última Atualização: 9/5/2001 4:55:36 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Anamnese: A anamnese inicia-se desde o momento em que a família entra na sala de atendimento. É importante que a equipe conheça o nome das pessoas que trazem a criança. é fundamental a obtenção dos seguintes dados: . como quem traz a criança. a maneira como é carregada e sua relação com seus cuidadores. No atendimento pediátrico. a qual é fundamental para o estabelecimento de um vínculo adequado entre o médico e a família da criança. Referências como "mãe". como nas demais áreas de atendimento. não levando em conta a subjetividade do acompanhante. além dos dados obtidos tradicionalmente em outras faixas etárias. quando pode-se observar alguns dados. não há acompanhantes. mas participantes da consulta.

motivo do desmame. presença de animais. local onde a criança dorme. evolução e tratamento. é fundamental a presença de brinquedos ou outros objetos que chamem a sua atenção. modo de preparo dos alimentos. álcool ou drogas durante a gestação. interação com a mãe ou cuidadora e a reação às outras pessoas. É comum deixar-se a otoscopia e o exame da orofaringe por último. Muitas vezes é mais prático iniciar o exame da criança com ela no colo da mãe. situações de estresse.(1) antecedentes pessoais: realização de pré-natal. Imobilizar a criança para conseguir examiná-la deve ser uma conduta de exceção. número de consultas. qualidade do sono. Assim. já que a criança costuma se assustar com o otoscópio e com a espátula. anotando-se as datas de aplicação e a presença de eventos adversos. insolação. idade de introdução de outros alimentos. horário das principais atividades). (5) Condições de vida: Características do domicílio (se urbano ou rural. habilidades). renda familiar e rotina de vida da criança (quem cuida. profissão. (2) antecedentes alimentares: Duração do aleitamento materno. intercorrências gestacionais. (8) Hábitos: uso de chupeta. (3) Antecedentes Vacinais: Averiguação do cartão de vacina. luz elétrica e coleta de lixo). idade gestacional. devendo o médico desenvolver uma flexibilidade. (6) Antecedentes familiares: Idade dos pais e irmãos. grau de escolaridade dos pais. idade gestacional de início. Registro do dia alimentar atual (incluindo as madrugadas). o exame do abdome. deve-se aproveitar o momento mais tranqüilo para realizar a ausculta pulmonar e. Agravos pregressos ao longo da vida da criança. linguagem. (7) Aspectos psicológicos: buscar identificar a psicodinâmica familiar. caneca. planejamento familiar. horário de trabalho. uso de medicações. número de cômodos. ventilação. Em locais onde crianças são atendidas. presença de moléstias importantes na família. (4) Desenvolvimento: A avaliação do desenvolvimento da criança deve ser realizada durante todo o período de consulta. com horários. Tipo de parto (indicação e intercorrências). reservada . para que se faça uma ausculta pulmonar com a criança tranqüila. presença de saneamento básico. socialização. para que consiga examinar as diferentes partes do corpo da criança. antecedentes de consanguinidade. número de pessoas. em seguida. idade de aparecimento. mamadeira. história de intolerância e/ou alergia alimentar. quantidades oferecidas e aceitas pela criança. É importante registrar as idades em que se iniciaram as principais aquisições e a percepção dos pais quanto ao desenvolvimento global de sua criança (motor. Exame Físico A ordem do exame físico da criança não é rígida. peso de nascimento e intercorrências neonatais. quando se observa sua atitude.

Exame Físico Geral Estado geral/Fácies Hidratação Lactente Ativo. Axilar. Criança Maior Apenas com roupas íntimas (em dias frios manter camiseta) *Quando for muito difícil (choro e agitação). Em seguida.somente para as situações em que se suspeita de um diagnóstico mais específico (otite bacteriana. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Cor de mucosas e pele Pele Elástica. Sem (ou discreta) adenomegalia* *Não é incomum a criança maior apresentar algum gânglio (que não trará preocupação se isolado). Criança deitada. Turgor firme. mancha mongólica. cuidando para que seu olhar seja dirigido para frente (nem para baixo. pesar somente a mãe e subtrair os valores para se chegar ao valor aproximado do peso da criança. amigdalite bacteriana. saliva presente. Crianças maiores de 3 anos a medida da altura deve ser realizada em posição ortostática. Mucosas úmidas. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Elástica. brilhante e sem lesões Tecido subcutâneo Turgor firme. sem sinais inflamatórios e sem outros sinais ou sintomas. fraldas com diurese. por 3 minutos. por 3 minutos. por exemplo). Normotrófica Gânglios Sem adenomegalia Musculatura Normotrófica Avaliação quantitativa peso* é importante a regulação prévia da balança Lactente Antes das refeições e com a criança com o mínimo de roupa (em dias frios manter camiseta). Mucosas úmidas. saliva presente. risonho Olhos brilhantes. nãoaderente. pesar a criança junto com a mãe em balança de adulto. Temperatura Temperatura retal somente retal somente em suspeita de em suspeita de abdome agudo abdome agudo . Conjuntiva*. Criança Maior Ativo. comunicativo Olhos brilhantes. colocando-se um dos extremos da régua no polo cefálico e a outra na planta dos pés em 90o. brilhante e sem lesões* * Não é incomum encontrar no lactente lesões congênitas com resolução espontânea com o tempo: hemangiomas. distribuição harmônica. nem para cima) estatura temperatura Axilar. fontanela anterior normotensa e plana. distribuição harmônica. milium. Conjuntiva*.

75-130 bpm 8-10 anos . distância. no recém-nascido. envolvendo posteriormente o ponto mais extremo do occipício e anteriormente a fronte. realizar as medidas e acompanhar o fechamento progressivo formato. esclera e presença de secreções. avaliar a presença do reflexo vermelho e de desvios. esclera e presença de secreções. exceto em lactentes de famílias com história de hipertensão. a otoscopia costuma ser difícil. assume características familiares não palpada formato.70-170 bpm 1-11 meses .80-160 bpm Buscar medir PA a partir dos 3 anos de idade em manguito apropriado (tamanho correspondente a 40% do diâmetro do braço) e preferencialmente com esfigmomanômetro com coluna de mercúrio. tamanho das pupilas e reação à luz implantação. < 2meses .perímetro craniano (pc) Medida com fita métrica. envolvendo o tórax posteriormente e Não é realizado de rotina anteriormente passando sobre os mamilos. mobilidade e simetria.60rpm 2 e 12 meses . PC > PT até os 6 meses de idade Não é realizado de rotina perímetro torácico (pt) Medida com fita métrica. PT > PC após os 6 meses de idade Não se faz medida rotineiramente. pode apresentar alterações que regridem com o tempo. PT = perímetro torácico. distância.50rpm RN . no recém-nascido e no lactente jovem. 12m a 4 anos . devido à presença de estreitamento de conduto simetria e lesões Criança Maior simetria e forma. mobilidade e simetria. como o céfalo-hematoma ou a bossa serosanguinolenta normotensa e plana. BPM = batidas por minuto. avaliar a coloração das conjuntivas.sinais de normalidade à otoscopia: membrana timpânica translúcida e visualização do cabo do martelo simetria e lesões Crânio Fontanela Olhos Orelhas Boca .40rpm > 4 anos -30rpm 2-6 anos . abaulamentos. tamanho das pupilas e reação à luz implantação. forma e presença de secreções.70-90 bpm pressão arterial frequência respiratória frequência cardíaca PC = perímetro craniano. PA = pressão arterial. RN = recém-nascido EXAME FÍSICO ESPECIAL Segmento cefálico Lactente simetria. dislipidemia e ou criança com antecedente de internação em UTI. forma. forma e presença de secreções. coloração das conjuntivas. presença de abaulamentos.

as amígdalas crescem até o sexto ano. implantação dos dentes. principalmente dos seios maxilares e etmóides. embora os seios maxilares e etmóides estejam aerados desde o nascimento Orofaringe avaliação de alterações anatômicas. simetria. secreções. secreções. quanto no adulto além da avaliação citada. tumorações e palpação de cadeias ganglionares EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho cardiorespiratório Tórax Lactente forma. sinais de amigdalites bacterianas. mas há grande variabilidade familiar. lactentes jovens costumam apresentar uma obstrução nasal fisiológica que regride ao longo do primeiro semestre a dentição permanente inicia-se por volta dos seis a sete anos de idade.Dentes costumam surgir a partir do sexto mês. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. os seios frontais. quando começam a regredir atingindo o tamanho do adulto na adolescência mobilidade. verificandose seu tamanho e coloração percussão e palpação. verificar alterações de mordida. erupção dentária. tamanho de amígdalas. relatar o número de dentes presentes e sua conservação forma. averiguando seu ritmo. visualização de cornetos anteriores. encontramse aerados em crianças em idade escolar. integridade e conformação do palato. condições de higiene e a presença de cáries forma. retrações. habitualmente. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Pulmões Coração Pulsos . tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. retrações. abaulamentos. simetria. presença de pontos purulentos ou petéquias. tumorações e palpação de cadeias ganglionares Nariz Seios da face não palpados. é muito raro o diagnóstico de amigdalite bacteriana no lactente Pescoço mobilidade. averiguando seu ritmo. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Criança Maior forma. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. que incidem em crianças maiores. abaulamentos. geralmente. localização do frênulo lingual e presença de lesões. esses procedimentos não são tão brilhantes enquanto manobras diagnósticas.

palpação . é freqüente o diagnóstico de hidrocele. movimentos peristálticos.MMII = membros inferiores. Algumas vezes. testículos tópicos. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. mucosa rósea. palpação superficial e profunda. a presença de secreções e hiperemia* * não é incomum a constatação de hérnia umbilical. deve ser realizado com muita sensibilidade e respeito em crianças maiores. tamanho. que costuma fechar espontaneamente até os dois anos de idade medir a distância entre o local de aparecimento da sub-macicez hepática à percussão e a borda hepática à palpação . verificar o coto umbilical. consistência e forma da borda palpável Baço percussão e palpação: cerca de 14% dos lactentes normais apresentam baço palpável. meato uretral no ápice e centralizado Saco escrotal sem abaulamentos e indolor à palpação. clitóris. quando não-comunicantes. costumeiramente tranqüilo em bebês. avaliando-se o local de aparecimento da sub-macicez hepática. clitóris. verificando a presença de dor ou massas à palpação. lábios vaginais. realizar a manobra de Giordano Lojas renais EXAME FÍSICO ESPECIAL Genitais e ânus Pênis Lactente na maioria dos bebês. palpação superficial e profunda.dor. de difícil palpação. tamanho. sem que isso seja sinal de doença livres. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. de difícil palpação. respeitando seu pudor. MMSS = membros superiores Abdome Lactente forma. caracterizando uma "fimose fisiológica". consistência e forma da borda palpável Criança Maior Abdome forma. só permitirão que sejam examinados por . na suspeita de pielonefrite. verificando a presença de dor ou massas à palpação Fígado Percussão. o bebê deverá ser referido para atendimento Criança Maior avaliar o grau de exposição da glande. simetria.testículos tópicos Lábios lábios livres e não aderidos.dor. meato uretral no ápice e centralizado sem abaulamentos e indolor à palpação. o prepúcio não é completamente retrátil. movimentos peristálticos. simetria. percussão e palpação geralmente basculante. costumam regredir espontaneamente lábios livres e não aderidos. as hidroceles. livres. que deve ser diferenciada da hérnia inguino-escrotal. lábios vaginais. a criança ou adolescente deverá ser referido para atendimento Genitália ambígua *O exame de genitais*. mucosa rósea.

de perfil e de frente para o examinador. avaliação da marcha . movimentação espontânea. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações Inferiores simetria.em recém-nascidos. deve ser realizado com muita sensibilidade em crianças maiores. sem lesões *O exame do períneo. dor à palpação. à procura de desvios ou dor à palpação Coluna palpar apófises espinhosas. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. Algumas vezes só permitirão que sejam examinados por profissional de saúde que seja do mesmo sexo. dor à palpação. pedir para a criança tentar tocar os pés com as mãos e avaliar a simetria dos hemitórax. respeitando seu pudor. esse diagnóstico é realizado pela presença de assimetria de pregas. é comum. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. avaliar a simetria dos ombros. de costas. dor à palpação. sem fissuras íntegro. Após essa idade. Períneo Região inguinal Ânus Períneo Lactente sem abaulamentos pérvio. movimentação espontânea. diferença do tamanho dos membros e pela dificuldade de abdução. sem lesões Criança Maior sem abaulamentos pérvio. palpar apófises. movimentação espontânea. movimentação espontânea.profissional de saúde que seja do mesmo sexo. avaliar a presença de fossetas em região sacral Superiores simetria. a presença de pés planos posturais. que costumam regredir com a idade simetria. das escápulas e dos ângulos formados entre o braço e o tórax. sem fissuras íntegro. nos primeiros anos de vida. durante os dois primeiros meses. é importante perceber a simetria dos reflexos primitivos (principalmente o de moro). à procura de possíveis paralisias obstétricas simetria. é fundamental a realização da manobra de Ortolani para o diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril (luxação congênita do quadril). EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho locomotor Lactente Criança Maior avaliar a presença de desvios com a criança em roupas íntimas. dor à palpação. costumeiramente tranqüilo em bebês.

deitada espontânea. andar) e a fina (aquisição do movimento de pinça) Criança Maior Atitude criança ativa. os movimentos são globais e arrítmicos. posição sentada e ortostática. engatinhar. respectivamente estático . dinâmico . assimétrica até o final do primeiro mês.sustento da cabeça. quinto ou sexto mês. manobras do écharpe e dos membros pendentes na beira do leito para avaliar a força muscular dos membros superiores e inferiores. sentar. predomínio do tônus flexor dos membros até o terceiro mês. avaliar a movimentação grosseira (sustento da cabeça.avaliar a marcha ou o engatinhar avalia-se a motilidade espontânea e provocada. a partir dessa época. atitude simétrica. dinâmico avaliar a marcha Equilíbrio Motilidade espontânea e voluntária avalia-se a motilidade espontânea e provocada Coordenação apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra.EXAME FÍSICO ESPECIAL SISTEMA NERVOSO Lactente recém-nascido em flexão generalizada. Romberg de olhos abertos aos três anos e de olhos fechados a partir dos quatro anos. no recém-nascido. com diminuição progressiva e hipotonia fisiológica a partir do sexto mês movimentação passiva. ativa espontânea (sentada com ou sem apoio ou de pé com apoio) avaliado pela palpação e movimentação recém-nascido. também de olhos fechados avalia-se como no adulto Sensibilidade muito difícil de ser realizada em crianças pequenas . comunicante com o meio Tono muscular normal para a idade Força muscular avaliada oferecendo-se resistência à realização dos movimentos estático. realiza-se a prova índex-nariz de olhos abertos nas crianças aos três anos e. a partir dos quatro anos. a partir do terceiro ou quarto mês.

a partir do quarto mês. arrulhos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . balbucio e primeira palavra com significado por volta dos 12 meses avaliar inteligibilidade da linguagem. expressão facial e variações de tônus.Linguagem nos primeiros meses. posteriormente. respeitando-se as diferenças culturais Copyright © 2001 IDS . expressa pelo choro.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Paulette Cherez Douek1 Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Última Atualização: 9/5/2001 5:10:58 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Crescimento Normal Evolucão da estatura do brasileiro Baixa Estatura .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

para promover o desenvolvimento da criança na plenitude do seu potencial. principalmente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rosa Resegue1 Sergio Antônio Bastos Sarrubo1 Última Atualização: 12/4/2001 11:33:26 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A vigilância do desenvolvimento é parte fundamental da consulta pediátrica. detectar um retardo do desenvolvimento e providenciar tratamento precoce podem alterar significativamente a qualidade de vida da criança e de sua família. Identificar fatores de risco. compreendendo todas as atividades relacionadas à promoção do desenvolvimento normal da criança e à detecção de desvios nesse processo. Dessa maneira. os possíveis fatores de risco intervenientes e as possibilidades de intervenção para minimizar os efeitos deletérios desses fatores e. O desenvolvimento é o resultado da interação entre as características biológicas da criança e . os profissionais envolvidos no atendimento de crianças devem estar familiarizados com o processo de desenvolvimento normal.

Durante a anamnese. o recém-nascido comportase como um agente ativo. as habilidades motoras finas. Durante a anamnese. A avaliação do desenvolvimento deve ser. é importante a obtenção dos dados relacionados a possíveis fatores de risco para distúrbios do desenvolvimento. Durante os primeiros anos de vida. é fundamental o conhecimento do contexto familiar e social onde a criança encontra-se inserida. Por meio da reciprocidade estabelecida nessa relação.os fatores culturais e sociais onde ela está inserida. quais as fantasias da mãe e outros familiares sobre a criança durante a gestação. interesse pelas coisas do ambiente e interação com as outras pessoas do local. linguagem. que se referem à utilização dos grandes músculos do corpo. visceromegalias. Essas primeiras experiências são fundamentais para que a criança construa gradualmente uma imagem coerente de seu mundo. tronco e membros inferiores. a criança é extremamente frágil. capaz de influenciar os cuidados e as relações das quais participa. dinâmico e compartilhado com cada criança. sua coordenação mão-boca e as inúmeras experimentações que faz ao morder. Assim. a criança torna-se capaz de dar significados aos estímulos. Alterações encontradas no exame físico poderão constituir pistas para a precoce detecção de problemas de desenvolvimento. sua sobrevivência depende dos cuidados recebidos. a maneira como é carregada. como a presença de baixo peso de nascimento. a aquisição de novas habilidades está diretamente relacionada não apenas à faixa etária da criança. intercorrências neonatais. um processo individualizado. A avaliação do desenvolvimento inicia-se no momento em que a família entra no consultório e prolonga-se durante toda a anamnese e exame físico da criança. muitas vezes relacionadas a síndromes (fácies característicos. O desenvolvimento é comumente descrito de acordo com alguns domínios de funções. anomalias cutâneas. sua postura. relacionadas ao uso dos pequenos músculos das mãos. como é sua rotina de vida e quais foram as mudanças ocorridas nas relações familiares após o seu nascimento. como o controle das musculaturas do pescoço. se a gestação foi ou não planejada. mas também às interações vividas com os outros seres humanos do seu grupo social. bater e jogar o objeto oferecido. Por outro lado. obtendo-se dados sobre o momento da família em que a criança foi gerada. uso de drogas ou álcool e infecções durante a gestação. observa-se sua forma de preensão. prematuridade. o examinador pode avaliar alguns dados do desenvolvimento da criança. quem é o responsável pelos seus cuidados. alterações no exame neurológico). além de observar o vínculo entre a mãe e a criança. as habilidades motoras grosseiras. que são: o desenvolvimento sensorial. observa-se quem traz a criança. Assim. Além disso. portanto. História pregressa ou atual de patologias importantes e os dados relacionados às aquisições da criança devem ser também obtidos. desde os primeiros momentos de vida. Ao se oferecer um brinquedo ou até mesmo o abaixador de línguas à criança. À entrada. o processo de desenvolvimento ocorre dentro de relações bidirecionais onde a criança influencia e é influenciada por aqueles que a circundam. desenvolvimento social e emocional e .

a criança apresenta melhor fixação do olhar. sendo o quadril e os membros inferiores os últimos a adquiri-la. o sorriso já pode ser desencadeado por alguns estímulos. plantar e o da marcha serão substituídos por atividades voluntárias. Assim. Sua postura é assimétrica com nítido predomínio do tônus flexor dos membros e intensa hipotonia da musculatura paravertebral. com a total dissociação entre os movimentos da cintura escapular e pélvica. outros como o de Moro e o reflexo tônico-cervical assimétrico simplesmente desaparecerão. cada um deles influenciando e sendo influenciado pelos outros. Entre a 4ª e 6ª semanas de vida aparece o sorriso como resposta ao rosto humano. tendo nítida preferência pelo rosto humano. desde as primeiras horas de vida. posteriormente. deve ser feita desde as primeiras consultas. Durante a anamnese. Na avaliação objetiva. se assusta-se com ruídos diferentes. o padrão motor da criança é muito imaturo. se é capaz de reconhecer e se acalmar com a voz materna. A avaliação objetiva da audição pode ser feita com estímulos sonoros de várias freqüências.cognição. Esses domínios são interdependentes. A partir do segundo semestre. Ao nascimento. a partir da 2ª semana de vida. Por volta dos três meses de idade. como o pensamento. Essa extensão acontece na direção céfalo-caudal. são formas de comunicação. preensão palmar. se prefere o rosto materno. Por outro lado. A audição acontece a partir do quinto mês de gestação. o que lhe permite seguir objetos por 180 graus. até chorar e gritar inconsolavelmente. com predomínio do padrão extensor. desde abaixar os olhos ou esconder o rosto. Apesar da infinidade de movimentos da vida intra-útero. Quanto à interação social do bebê. intensidade e simetria desses reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do sistema nervoso central e para detectar anormalidades periféricas. o olhar e o sorriso. Ela passa a distinguir o familiar do estranho. não ocorre mais predomínio do padrão flexor ou extensor e a criança através da alternância entre flexão e extensão consegue inicialmente rolar e. indaga-se aos familiares se a criança é ou não capaz de enxergar e escutar. ao nascimento. frente ao adulto a criança pode ter um amplo espectro de comportamentos. seus movimentos são geralmente reflexos controlados por partes primitivas do cérebro. principalmente da audição e visão. há uma diminuição progressiva do tônus flexor. No segundo semestre de vida. A avaliação do sistema sensorial. Assim. que se referem aos processos mentais superiores. o recém-nascido é capaz de focalizar um objeto colocado a poucos centímetros de seu campo visual. a presença. como o de sucção. a persistência da maioria desses reflexos no segundo semestre de vida. Nos primeiros meses de vida. principalmente pela voz humana. também indica anormalidades do desenvolvimento. memória e aprendizado. passando por uma gama de atitudes que expressam o medo do estranho e a recusa em entrar em contato com ele. presentes desde o nascimento. Antes dessa idade. a criança já está familiarizada com os ruídos provenientes do organismo materno e com as vozes de seus familiares. mudar da posição deitada . focaliza objetos e os segue com o olhar. Alguns desses reflexos. como alterações músculo-esqueléticas congênitas ou lesões de plexos nervosos. Durante os primeiros meses. a criança já não responde mais com sorriso a qualquer adulto.

cujas repetições são realizadas pelo simples prazer de se escutar. Entre dois e três meses. mas também em prono. Ao nascimento. portanto. ocorre o reflexo de preensão. sendo. surgem as primeiras palavras denominadas de palavras-frase (por exemplo: dá. É preciso avaliar a qualidade desses movimentos. principalmente. pelo choro. a criança inicia a emissão de arrulhos e por volta dos seis meses. ou seja. Nessa fase. O controle progressivo da musculatura dos braços permite o apoio nos antebraços e as primeiras tentativas de engatinhar. fala e aguarda a resposta do outro para nova interferência. b. o pensamento e a aprendizagem. há o controle progressivo da musculatura contra a influência da gravidade. em seguida radial e depois. sem que isso indique nenhum tipo de anormalidade. Percebe-se. não). portanto. A primeira palavra corresponde ao encontro silábico reconhecido pelo adulto como uma primeira palavra. À estimulação da região palmar. o bebê expressa-se através de sua mímica facial. não se deve apenas indagar as idades em que as mesmas aconteceram. O desenvolvimento motor dá-se. Por volta dos 12 meses. Entre nove e 12 meses. Nessa fase. o balbucio. mamãe começa com m ou n e papai começa com p. A forma como o homem adquire as chamadas funções psicológicas superiores. Entre o quinto e sexto meses a criança consegue apreender um objeto voluntariamente. em decorrência da diminuição do tônus flexor. que as aquisições motoras não acontecem aos saltos. a criança mantém-se com as mãos fechadas na maior parte do tempo. emite balbucios com padrões de entonação semelhantes à linguagem de seu meio cultural. varia de acordo com a concepção de desenvolvimento dos . Coincidentemente. durante o terceiro trimestre. No entanto. Assim. as mãos ficam abertas por um maior período de tempo e as crianças conseguem agarrar os objetos. posteriormente do tronco e finalmente. A aquisição do movimento de pinça foi fundamental para que a nossa espécie pudesse utilizar ferramentas. Por volta do terceiro mês. em todas as línguas. iniciando o movimento de pinça. variações de tônus e. dar adeus e jogar beijinhos. entre o nono e décimo meses. ocorrendo inicialmente a sustentação da cabeça. realizada com a porção distal do polegar e dos demais dedos. ou seja. A linguagem gestual também aparece no segundo semestre de vida e é fruto da significação dada pelos adultos do seu meio. d ou t. Aos 18 meses. embora ainda sejam incapazes de soltá-los. a primeira musculatura a ser controlada é a ocular. da mesma forma. adquire a posição ortostática. a criança inicia frases simples e há grande aumento de seu repertório de palavras. inicia o diálogo com troca de turnos. são conquistas depois de muitas tentativas e erros e são motivadas pela necessidade de exploração e interação com o meio sócio-cultural da criança. que será inicialmente cubital. em decúbito lateral e em pé. a pinça completa. é comum a criança apontar e obedecer comandos verbais como bater palmas. fundamental a observação da criança não apenas em decúbito dorsal. através de aquisições mais simples para as mais complexas. Durante os primeiros meses de vida. no sentido crânio-caudal e próximo-distal. cerca de 20% das crianças andam sem ter engatinhado. Assim. na avaliação do conjunto das habilidades motoras. sentada. Depois.para a sentada. quando puxada para sentar.

Durante esse processo. Nesse contexto. o desenvolvimento é fruto do processo de maturação e da necessidade de equilíbrio inerente a todo ser vivo. portanto. não coincidentes. Ao usar a linguagem. de maneira resumida. muitas vezes aos 7 ou 8 anos já sabem cozinhar. Seu desenvolvimento é. independente do meio cultural e das interações vividas pela criança. essas. Na abordagem desenvolvimentista. à cada mudança do meio externo ou interno ao indivíduo. na concepção comportamentalista. uma vez . A criança é percebida como um ser passivo que responde aos estímulos externos. cozinhar ou empinar pipas é necessário o convívio com outras pessoas que já saibam e valorizem a realização de tais atividades. cuidar dos irmãos e arrumar a casa. o biológico e o ambiente são modificados pela interação social. como escrever. do processo de maturação. cujo maior representante é Skinner (1904-1980). sendo o desenvolvimento fruto da aprendizagem. na constituição do indivíduo. Assim. cujo maior teórico é Jean Piaget (1896-1980). No modelo histórico-cultural. o homem é percebido como um agente ativo. o desenvolvimento é um processo universal e previsível decorrente de algumas características inatas do indivíduo e. Segundo Werner. o pensamento torna-se verbal e a linguagem racional. ou seja. Na abordagem interacionista/construtivista. principalmente. Na concepção histórico-cultural. apareceriam em idades semelhantes. sendo. principalmente. Relações. sendo a assimilação a inclusão de novas experiências a esquemas mentais previamente existentes e a acomodação. As habilidades desenvolvidas. o desenvolvimento é visto como um produto direto do meio. uma criança analfabeta não pode ser chamada de deficiente se ela vive num contexto social onde a maioria das pessoas não sabe ler ou escrever e essas atividades não são significativas para ela. A aquisição desses novos esquemas mentais dá-se graças aos processos de assimilação e acomodação. Vygotsky e seus seguidores concebem o homem como um sujeito social. a ocorrência de mudanças nesses esquemas mentais. em que o funcionamento psicológico ocorre graças às relações sociais experimentadas pelo indivíduo e o seu mundo exterior. os conceitos de desenvolvimento e aprendizagem se confundem e são produto do condicionamento externo. significativa e contextualizada. por constituir o pensamento humano. o desenvolvimento e a aprendizagem são vistos como processos interdependentes. Nessa visão. Meninas criadas na roça.diversos autores. Crianças que vivem em contexto social diferente. ocorre uma mudança no seu comportamento na tentativa de atingir um novo estado de equilíbrio. não conseguem realizar tais atividades e nem por isso são rotuladas como deficientes. portanto normal. Nesse contexto. que tem como maior representante Arnold Gesell (1880-1961). vão sendo atingidos estados de equilíbrio superiores. ler. que se desenvolvem dentro de um processo histórico e são mediadas por sistemas simbólicos. Nessas concepções. a linguagem assume papel fundamental não apenas por possibilitar a comunicação entre os indivíduos através do estabelecimento de significados compartilhados mas. sendo a linguagem o principal sistema simbólico dos seres humanos. a ocorrência da aprendizagem depende da etapa do desenvolvimento da criança. para que uma criança aprenda qualquer habilidade. portanto. subordinada ao ritmo de maturação e desenvolvimento da mesma. Nas concepções desenvolvimentista e interacionista/construtivista. Da mesma forma.

Além disso. não permitindo um diagnóstico. deve suscitar a necessidade de nova avaliação em uma consulta com intervalo de tempo curto. sendo fundamental que a família saiba também como utilizá-lo e possa manifestar suas preocupações. que a criança seja avaliada de forma contextualizada. Ao submeter-se a uma consulta seja médica ou de enfermagem. mas não deficiente. Este cartão é utilizado no Brasil.que está de acordo com sua vivência. entretanto. Trata-se de um processo de desenvolvimento diferente. suas vacinas e um gráfico de marcos de desenvolvimento. É importante. é de grande valia para a avaliação do desenvolvimento durante uma consulta clínica. também. a parte sombreada da faixa indica a idade em que 90% das crianças tornam. solicitando orientações antecipadas. a situação de teste apresenta grandes inconvenientes como a possibilidade de falhas relacionadas ao simples desconforto da criança ao sentir-se testada. As variáveis apresentadas nesse cartão. levando-se em conta seu ambiente social. através de um sistema educacional de qualidade. porém alertando para a necessidade de uma investigação mais aprofundada. antes que a criança seja encaminhada e rotulada como atrasada no seu desenvolvimento. toda criança deve estar munida do Cartão da Criança onde são anotados dados de nascimento e evolução do crescimento peso e estatura .se capazes de executar o item do teste. É fundamental. ao seu estado de humor e à percepção de estranhos. que possa reverter esse processo de exclusão e garantir o exercício de sua cidadania. Assim. que se assegure a toda criança o direito de acesso a esses conhecimentos. a presença de falhas em um primeiro momento. constituem marcos do desenvolvimento motor e social -adaptativo. . sua história de vida e o próprio momento da consulta. Assim.

PADRONIZAÇÃO DAS OBSERVAÇÕES PARA APLICAÇÃO DA FICHA DE DESENVOLVIMENTO Marcos do desenvolvimento (resposta esperada) Como proceder .

Colocar e oferecer objeto colorido na mesma superfície. pernas e braços fletidos . Deve ser colocado na linha média do rosto da criança. sem encosto. os dedos movendo. emitir sons.*Abre e fecha os braços em resposta a estimulação (Moro) *Postura : barriga para cima. *Sorri espontaneamente *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para baixo. *Colocada de bruços. *Colocar a criança em posição prona.estalo de lingua sem tocar a criança. levanta a cabeça momentaneamente. O profissional deve segurar a criança no colo e a mãe chamá-la *Fixa e acompanha objetos em seu campo visual. *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para cima . em uma superficie plana . *Fica sentada sem apoio *Arrasta-se ou engatinha. ou um objeto de cor. longe da mão da criança. *Sentar a criança em superfície plana. posição prona *Manter o rosto no campo visual da criança. Falar suavemente. Após observar fixação do olhar da criança . *Colocar uma das mãos no campo visual da criança. *Observar expressões faciais da criança dirigidas ao profissional e a mãe .afastar lentamente a mão da linha média mantendo os dedos ou o objeto em movimento para a direita e para a esquerda . Na ausência de resposta . cabeça lateralizada. posição supina *Manter o rosto no campo visual da criança olhando em seus olhos. Não usar estimulação muito intensa. * Responde diferentemente a pessoas estranhas e familiares . perguntar a mãe. *Olha para a pessoa que a observa *Utilizar estimulação usual: queda da cabeça ou som.

solicitar colaboração da mãe no pedido. *Na hora do exame físico. *Instigar . Na ausência de resposta . solicitar a colaboração da mãe para pedir a criança para caminhar. Ao final da consulta . bate palmas) *Emprega pelo menos uma palavra com sentido. despedir-se dando "tchau" a criança.com os braços. raramente cai *Combina pelo menos duas palavras. Solicitar a colaboração da mãe. *Pedir a criança para correr ou subir a escadinha da sala de exame. *Tentar observar na sala de espera ou perguntar a mãe. tire alguma peça de roupa. perguntar a mãe. *Instigar a criança a imitação. Qual ? *Anda sozinho.Pedir a mãe que caminhe com a criança apoiada nas duas mãos. se houver. Na ausência de resposta . *Faz gesto com as mãos e cabeça ( tchau. perguntar a mãe. * Tira qualquer peça do vestuário. *Postura de pé. tentar observar a resposta da criança em conversa com a mãe . Em caso de recusa . Perguntar a mãe se a criança estranha outras pessoas de fora do seu ambiente familiar. perguntar a mãe se a criança fala alguma palavra com sentido . . *Anda com apoio *Colocar a criança em pé. *Perguntar a criança como ela se chama . Apontar a mãe e perguntar quem é ela ? Na ausência da resposta . *Instigar . ou colocar a criança no chão durante coleta da história clínica. *Corre e/ou sobe degraus baixos *Em companhia de outras crianças brinca isoladamente *Diz seu próprio nome. pedir a criança que sózinha . Perguntar a mãe se criança faz algum gesto.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sem necessáriamente nomeálos.Solicitar a criança para levantar um pé.*Fica sobre um pé momentaneamente *Usa frases *Veste se com auxílio *Postura de pé. perguntar a mãe. *Depois do exame clínico. *Pula sobre um pé só. pedir a criança que se vista. Utilizar imitação. Perguntar a mãe. *Brinca com outras crianças. Verificar se separa objetos por cores. Utilizar imitação. *Postura de pé: solicitar a criança que pule sôbre um pé só. *Perguntar a mãe. *Pula alternadamente com um e outro pé *Veste se sozinha *Pede ajuda quando necessário *Postura de pé: solicitar a criança que pule alternadamente com um pé e o outro. pedir a mãe que ajude a criança a vestir-se. *Observar na sala de espera. *Reconhece mais de duas cores. Na ausência de resposta . Se a criança não colaborar . perguntar a mãe. Utilizar imitação. *Usar objetos da sala de exame. dobrando o joelho. *Depois do exame clínico. *Conversar com a criança. Copyright © 2001 IDS .

e o médico precisa conhecer as principais necessidades alimentares dessa faixa etária de modo a satisfazer as exigências em cada fase do desenvolvimento físico. O cuidado com o desmame precoce. compreensão e criatividade para adequar a alimentação e respeitar as diferenças culturais e sociais. prevenindo deficiências como a do ferro. a disponibilidade de vitaminas e sais minerais na alimentação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Viviane Mandarino Terra1 Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Última Atualização: 9/20/2001 10:35:40 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Introdução Os primeiros meses de vida da criança são muito importantes do ponto de vista nutricional. são pontos importantes para a promoção da nutrição e prevenção dos distúrbios alimentares mais freqüentes na infância. . evitando desvios metabólicos prejudiciais ao organismo. o cuidado com a proporcionalidade dos nutrientes. motor e neurológico.

inclusive lactoferrina e lisozima. vitaminas. sem suplementação alimentar com fórmulas de leite de vaca e/ou alimentos semi-sólidos. a mãe necessita de orientação e apoio. O leite do inicio da mamada é rico em proteína. satisfazendo suas necessidades e fortalecendo o vínculo mãe-filho. Nos primeiros dias após o parto. se assim a mãe o desejar. imunológico e afetivo. Para o sucesso da amamentação. sacia mais a fome do bebê. imunoglobulina A e oligossacarídeos. A duração da mamada varia de criança para criança e. lactose. que parece mais branco. É muito importante que a mãe seja orientada sobre este fato. pois é freqüente acontecer o desmame nessa fase. principalmente gastrointestinais. mais energético. em geral. Nesta ocasião. A boa relação mãe-bebê favorece a adaptação de ambos aos períodos de mamadas. Este possui taxas menores de gordura e lactose e maiores de proteínas e sal. sob o ponto de vista nutricional. o colostro. A criança necessita tanto do leite do início como daquele do fim da mamada. minerais e água.Aleitamento Materno O aleitamento materno é. a todo momento que quiser. pois a inibição da ovulação é intensa nos 3 primeiros meses e ainda significativa 6 meses após o parto. O sucesso da lactação na supressão ovulatória ocorre quando a criança suga frequentemente e a curtos intervalos. A regularização do tempo de duração das mamadas e dos horários ocorrerá espontaneamente. Em geral. que estimulará maior produção de leite. O estímulo da sucção do seio promove a secreção de prolactina. A mãe e o recém-nascido em boas condições devem iniciar o aleitamento natural sob regime de livre demanda. com aspecto aguado. o alimento mais adequado para a criança no primeiro ano de vida. sem horários prefixados. garantindo o seu esvaziamento para a troca de lado. é observada uma pequena quantidade de líquido aquoso e amarelado (primeiro leite). O leite materno preenche todas as necessidades nutritivas da criança durante os primeiros 4 a 6 meses. e consequentemente. As mamas devem ser estimuladas igualmente e o início de cada amamentação deve se dar pela mama que foi oferecida por último na mamada anterior. mantendo a produção de leite e também inibindo a ovulação. apresentando um efeito laxante. as mulheres que amamentam exclusivamente têm uma amenorréia de cerca de 9 meses. e o leite do fim. apoiando a mãe e auxiliando-a. oscila entre 5 a 30 minutos. A "descida" do leite propriamente dita ocorre num período de 2 a 5 dias. é mais rico em gordura. deve-se permitir que a criança sugue sem horários rígidos. A amamentação pode ser utilizada como método contraceptivo. interagindo no pré-natal. que conferem aos lactentes mais proteção contra o desenvolvimento de doenças agudas e crônicas. A participação e colaboração da família é decisiva para a amamentação. Contém fatores antiinfecciosos. pois deve sentir-se confiante. e . promover uma "pega" ao seio e incentivar a sucção. É de grande importância a participação do médico. ou seja.

A criança pode ficar insatisfeita depois de mamar e querer alimentar-se muito freqüentemente e por muito tempo. 2. entre outras medidas). Recomenda-se que a amamentação seja exclusiva ao seio até os 4 a 6 meses de idade. Sempre que a mãe estiver utilizando qualquer medicação durante a amamentação. São poucas as contra-indicações ao aleitamento. A Organização Mundial de Saúde recomenda que mãe infectada pelo vírus da AIDS não amamente. a aréola está mais visível acima da boca do que abaixo. e drogas terapêuticas. pois. o queixo está tocando o seio (ou está muito próximo de tocá -lo) 2. a saber: 1. principalmente drogas de vício. exigem monitorização rigorosa da criança. (por exemplo. O insucesso no processo de aleitamento materno pode estar relacionado ao mau posicionamento do bebê. 5. cabendo ao profissional orientar a respeito das dificuldades e estimulando a manutenção do aleitamento. carbonato de lítio e outras. pois o leite humano pode transmitir a doença. o estômago da criança está encostado na barriga da mãe 4. tais como álcool e cocaína. aminofilina e anticonvulsivantes. que não permite uma boa pega. a boca está bem aberta 3. Algumas drogas. quando não é boa. ou relativas à mãe. a pega também não o é. devemos estar atentos aos "quatro sinais de uma boa pega". Há as relativas às crianças.da equipe de enfermagem. Drogas usadas pela mãe podem contra-indicar a amamentação. A dor provocada pela sucção em má posição e as fissuras do mamilo não permitem uma boa sucção. O bom posicionamento poderá ser observado pelos seguintes sinais: 1. como tuberculose nas duas primeiras semanas de tratamento. todo o corpo da criança recebe sustentação. Outro fator importante é a posição da criança quando é posta ao seio. como galactosemia e fenilcetonúria. o corpo da criança está voltado para ao da mãe. o pescoço da criança está ereto ou um pouco curvado para trás. gerando ingurgitamento mamário (mastite). o lábio inferior está voltado para fora. hanseníase contagiante. Para evitar estes problemas. o corpo da criança está próximo ao da mãe. . 3. 4. orientando e atuando como apoio na unidade de saúde e no domicílio. deve-se verificar a possibilidade de efeitos colaterais para o bebê. fazendo a retirada do leite para oferta posterior na ausência materna. providenciando horários especiais para amamentar. como cimetidina. como o ácido acetilsalicílico. Há um número progressivo de mulheres que trabalham fora de casa.

como. Neste processo de amamentação. por exemplo: estabilidade da gestante (Artigo 10). assim como ofertas inadequadas. os problemas neurológicos e as doenças infecciosas. podem levar à doença diarréica e desnutrição. apesar de a produção de leite materno manter-se. fissuras no mamilo. é sinal de que está recebendo leite em quantidade suficiente. mastite. descansos especiais durante o trabalho (artigo 396) e creche na empresa (artigo 389). pseudo-invertidos ou invertidos. de dia ou de noite. na quantidade. direitos assegurados em relação ao salário e função (Artigo 393). O período de desmame vai desde a introdução deste novo alimento até quando for suspenso completamente o aleitamento materno. aumentando gradativamente. a oferta deverá ser suspensa por alguns dias e tentada posteriormente. A orientação quanto à época de introdução de alimentos não-lácteos para a criança em aleitamento artificial ou misto deve ser mais precoce do que para a criança em aleitamento materno exclusivo. A introdução de cada novo alimento deve ser feita em quantidades pequenas. ampliação da licença gestante (Artigo 392. Se isto não ocorrer. as necessidades da criança se ampliam. encontrava-se em regime de aleitamento materno exclusivo. a contaminação dos alimentos por problemas de higiene e conservação. temperatura e higiene adequadas · O bebê deve terminar de mamar na primeira mama antes de ser oferecida a segunda · O sucesso do aleitamento depende de uma boa pega Se a criança estiver crescendo bem. Não é necessário dar outra comida ou líquido. que assegura direitos à mulher que trabalha fora de casa. A partir dos 6 meses. até então. · O leite materno já contém tudo o que o bebê precisa. O Desmame Conceitua-se desmame como a introdução de qualquer tipo de alimento na dieta de uma criança que. As dificuldades maternas mais freqüentes são mamilos achatados.2º parágrafo). são as malformações. é preciso investigar. . Nesta fase. nem chá. sendo necessários outros alimentos.REGRAS BÁSICAS PARA UM BOM ALEITAMENTO · Dar o peito sempre que a criança quiser. Em relação à criança. Caso haja intolerância. as mães precisam ser esclarecidas sobre a legislação vigente (Consolidação das Leis Trabalhistas). licença gestante (Artigo 392).

sendo sempre uma delas de folhas. Após a refeição de sal. Refeições de Sal As sopinhas aumentam o aporte calórico-protéico e de minerais. sendo introduzida posteriormente. especialmente se oferecidos junto com facilitadores de sua absorção. com uso de colher. O uso de centrífugas deve ser evitado. Preferencialmente. A partir dos sete meses de vida. retira-se a carne. . abacate. pois reduz o conteúdo de fibras das frutas. Quando for oferecido ovo. Por isso. também fornecem bom aporte de ferro. raladas ou amassadas com garfo. As papas de frutas industrializadas também têm alto custo e não contêm fibras. oferecer a carne de preparo. As proteínas de origem animal são as melhores fontes de ferro. aproximadamente. pasteurização e fervura. não contêm fibras e têm custo elevado. não utilizando liquidificador. deve ser sempre cozido. gelatinas e pudins. inicialmente oferecendo somente a gema. evitando-se. Os sucos industrializados não são recomendados porque contêm corantes e conservantes. que é melhor absorvido. mamão. pêra. lentilha. Recomenda-se o uso de espremedores manuais. não devem ser incentivadas pois podem prejudicar a adaptação da criança aos novos alimentos e sabores. são utilizadas frutas da época. grão-de-bico. As frutas podem ser oferecidas sob forma de papa. é indicado oferecer suco ou papa de frutas frescas para favorecer a absorção do ferro da dieta. Após o preparo da sopinha. Alimentos de origem vegetal. pois a clara de ovo é mais alergênica. etc. leguminosas e hortaliças. como feijão. Posteriormente. como banana. podem ser oferecidas sobremesas caseiras. se possível. pode-se amassar os alimentos com o garfo e. como adicionar açúcar. frango ou miúdos. para crianças maiores de seis meses. verduras de folhas verde-escuras. maçã. principalmente as carnes. como a vitamina C e as carnes. A primeira sopinha deve ser oferecida no almoço e ser preparada com carne de vaca. adicionar açúcar. cereais. ao iniciar aleitamento misto ou artificial recomenda-se introdução mais precoce de sucos e papas de frutas ricos em vitamina C. que se reduz ainda mais pelos processos de industrialização. passando os demais ingredientes por peneira de malha fina. que têm ferro heme. As tentativas para melhorar a aceitação das papas. especialmente o ferro.Sucos e Papas de Frutas O leite de vaca em pó ou integral é pobre em vitamina C. Recomenda-se que o sal seja adicionado em quantidade mínima e que se use pouco tempero. reguladoras do hábito intestinal. moída ou desfiada. raspadas. como compotas de frutas. O suco de frutas ou hortaliças deve ser preparado no momento da administração para evitar a perda da vitamina C e ser oferecido em volumes crescentes.

já que a mãe irá ou não seguir as orientações conforme puder compreender os benefícios da alimentação para a saúde do seu bebê. porém modificada em relação à consistência e temperos. Aleitamento Misto . Toda a orientação alimentar deve levar em conta o saber materno. a oferta de outros alimentos líquidos pode ser em copos ou xícaras de bordas grossas. para que manipule e coma. É importante que se ofereça uma colher à criança para que se alimente sozinha. A criança deve ser estimulada a escovar os dentes após as refeições e também assistir a escovação feita pelos pais e irmãos. Enquanto a criança for amamentada ao seio. suas experiências anteriores. a criança deve fazer refeições à mesa junto com os adultos ou irmãos mais velhos. pedaços de maçã ou bolachas. São Paulo. Se houver possibilidade. de alimentação é cultivada na infância. A partir dos seis meses de idade. Aproximadamente aos doze meses. e que o momento da refeição seja também de afeto e prazer. a fim de que adquira este hábito. sempre sob supervisão de um adulto. Sarvier. evitando. É muito importante que a criança receba os alimentos em ambiente agradável e calmo. como banana. mas também o adulto saudável. principalmente. mesmo que faça sujeira. Por isso. Esta prática estimula o desenvolvimento de novas habilidades motoras e a erupção dentária. pois isto faz parte do seu aprendizado. pode-se oferecer à criança alimentos sólidos. 2000 A aquisição de hábitos saudáveis de vida e. Aleitamento exclusivo Idade (mês) 6 6 6 e meio 6 e meio 7 8 10 suco de frutas papa de frutas gema de ovo primeira sopa segunda sopa sobremesa caseira clara de ovo Alimento ou Preparação Aleitamento artificial ou misto Idade (mês) 2 3 4 e meio 4 e meio 6 8 10 Fonte: Bresolin e cols. auxiliada por um adulto. se possível. 3ª ed. a adequada orientação alimentar nos primeiros anos de vida deve ter como objetivo não só o crescimento da criança. o uso de mamadeiras.Esquema para a introdução dos alimentos não-lácteos conforme a idade da criança e o tipo de aleitamento.. Pediatria em consultório. a criança poderá receber refeição semelhante à dieta habitual da família.

pode ser armazenado por cerca de dezoito meses. a seguir pulverizado. diminuindo a possibilidade de ocorrência de fenômenos de sensibilização. Embora o conteúdo de gorduras. A fervura do leite fresco pasteurizado diminui o risco de sensibilização e o número de germes vivos nele contidos. O leite B é de boa qualidade. gorduras. levando maior tempo entre ordenha e pasteurização. Após a abertura da embalagem. Por esse processamento. O leite tipo C é de baixa qualidade. Os chamados leites modificados ou fórmulas infantis são obtidos a partir de leite de vaca. Embora a pasteurização reduza a quantidade total de bactérias do leite. que deve sofrer algumas modificações para ser mais adequado às necessidades da criança. as fórmulas apresentam conhecido potencial alergênico (frações de caseína e lactoalbumina) capazes de induzir à sensibilização . parcialmente desengordurado e tem elevada concentração de bactérias. sob forma de névoa. Além disso. porém a contagem de microrganismos atinge maiores níveis do que no tipo A. pela maior permeabilidade intestinal do lactente. quando o ganho de peso da criança for considerado insatisfatório. extraído por ordenha mecânica. carboidratos e minerais. sem afetá-las qualitativamente. carboidratos e minerais possa assemelhar-se ao leite humano. Pode ser utilizado o leite de vaca in natura. O leite tipo A é de excelente qualidade. O leite em pó integral é pasteurizado. devem ser conservados sob refrigeração. isto é. especialmente se introduzidas nos primeiros meses de vida.Quando a quantidade de leite materno estiver insuficiente. Após a abertura da embalagem.Ocorre destruição de todos os microrganismos. em pó. É necessário que se conheçam as diferenças entre os leites pasteurizados disponíveis no mercado. a pasteurização e embalagem não acontecem no local da extração. Aleitamento Artificial Quando houver impossibilidade de oferta de leite materno. mantido em local fresco e bem tampado. Deve-se passar a oferecer água nos intervalos das mamadas. A pasteurização do leite fresco desnatura parcialmente as proteínas do leite. utiliza-se o leite de vaca. Os leites longa vida são processados a elevadas temperaturas e imediatamente resfriados (ultra-pasteurização). o produto não se torna esterilizado e deve ser mantido sob refrigeração para aumentar o tempo de conservação. as imunoglobulinas e outros fatores de defesa só existem no leite materno. funcionando como complemento. introduz-se o leite de vaca. passando por processo de secagem em contato com uma corrente de ar quente. deve ser manipulado com cuidados necessários para que não haja contaminação. em relação às proteínas. que será oferecido sempre após a oferta do leite materno. pois o leite de vaca tem elevado teor de sódio. modificando-se sua composição quanto ao teor de proteínas. conseqüentes à absorção de macromoléculas. embalado na própria fazenda e sem retirada de gordura. integral ou modificado industrialmente. Estes leites adaptados são mais . na tentativa de se obter um produto mais adaptado às características fisiológicas da criança.

que pode ser excessiva ou insuficiente.25 mg diários até um ano. Seu uso deve ser reservado a situações eventuais. Além disso. Sugerimos que. Muitos destes alimentos têm elevado teor de gorduras e sal. na falta do leite materno. Esses alimentos geralmente são mais caros e contêm aditivos para melhorar o sabor. é mais segura sua recomendação formal. é um substituto adequado e de menor custo que os leites modificados. Desta forma. e 1 mg por quilo por dia até os dois anos. a partir de um mês de vida durante dois meses. Ainda existem controvérsias a respeito das diluições que o leite de vaca deve sofrer para crianças menores de um ano. 0. assim como em áreas de grande insolação. deve-se suplementar. aroma e textura que podem ser nocivos à saúde.5 mg . flúor elementar na dose de 0. está indicada a profilaxia do raquitismo carencial com vitamina D na dose de 400 UI por dia. Como esta diluição diminui o teor calórico do leite. até os dois anos de vida. com adição de sacarose a 5% Alimentos Industrializados O uso rotineiro e indiscriminado de alimentos industrializados não é recomendado. Ferro Recomenda-se que alimentos ricos em ferro sejam introduzidos na dieta da criança em aleitamento natural no final do primeiro semestre de vida e a partir do quarto mês para aquelas em aleitamento artificial ou misto. quando não for possível oferecer refeição caseira. Flúor Para crianças que moram em locais onde não há fluoretação da água. Embora esta conduta possa ser questionada em crianças em aleitamento materno ou uso de fórmulas enriquecidas. sofrendo modificações através de processos caseiros conforme a idade da criança.caros e pouco acessíveis às populações de menor poder aquisitivo. ou da primeira semana nos pré-termo. pode-se utilizar leite sem diluição ou leite em pó a 13%. o leite de vaca integral. no primeiro semestre de vida seja utilizado leite de vaca diluído a 2/3 ou leite em pó a 9%. desde os 15 dias de vida. como passeios ou viagens. contêm quantidade fixa do alimento. deve-se acrescentar 5% de açúcar e 3% de farinha a ser escolhida considerando-se o paladar e hábito intestinal da criança. conforme a criança. No segundo semestre. Suplementos de Vitaminas e Minerais Vitaminas A partir da terceira semana de vida. para os recém-nascidos de termo. A literatura pediátrica recomenda que prematuros e crianças com baixo peso ao nascer (<2500g) recebam 2 mg de ferro por quilo de peso por dia.

de um a três anos e 1 mg após os três primeiros anos. O flúor pode ser administrado com suco de laranja. Quando existe grande solicitação para o uso de alimentos industrializados. A ingestão de leite deve ser em torno de 500 ml por dia. pode-se tentar adequá-los. iogurtes. especialmente em horário próximo às refeições de sal. As refeições devem ser feitas em horários regulares. no caso do iogurte. As verduras poderão ser cozidas. verduras ou frutas. pois o cálcio impede sua absorção. Copyright © 2001 IDS . evitando-se o excesso de oferta deste alimento. mas não com leite. Cabe aos profissionais de saúde conhecer os hábitos alimentares. sem rigidez. até os 15 anos. Deve-se estimular o consumo de verduras e frutas. carnes. tais como macarrão instantâneo. assim como vísceras. assada. Podem ser oferecidos todos os tipos de carnes. como bolinho. quibe ou no molho à "bolonhesa" . inclusive peixe. as refeições de sal devem ser semelhantes às dos adultos. acrescentando molhos caseiros. bolinhos ou suflês.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A carne poderá ser oferecida moída. Alimentação no Segundo Ano de Vida Nesta faixa etária. a disponibilidade de alimentos e considerar os recursos econômicos da família para fazer uma orientação alimentar apropriada. tentando variar através de diferentes preparos. É recomendável respeitar o paladar da criança e suas preferências. mas com disciplina. É muito importante que se evite a monotonia de oferta de alimentos.

tanto no período neonatal (0 a 28 dias) quanto na faixa etária do lactente(29 dias aos dois anos). também é um dos sinais mais importantes da . não sendo. O diagnóstico diferencial precisa ser realizado de modo a definir as possíveis causas de icterícia. patológica em todos os casos. sendo que a dosagem plasmática de bilirrubina é mais alta que no adulto normal. Define-se icterícia como sendo amarelamento de pele e mucosas pelo depósito anormal de bilirrubina. necessariamente. Pode ser decorrente do retardo na maturação no metabolismo da bilirrubina. Entretanto. pois pode acarretar repercussões importantes para o organismo da criança. No período neonatal. deve ser precocemente diagnosticado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dra Vera Freire Gonçalves1 Dra Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/20/2001 10:51:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O aparecimento de icterícia. a icterícia é um dos sinais mais frequentes: cerca da metade a 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia durante os primeiros dias de vida.

a partir dos quais. sendo excretada pela urina. porém. não sendo excretada pela urina. geralmente. que requer tratamento imediato pelo risco de impregnação de bilirrubina no sistema nervoso central e destruição maciça de hemoglobina. deve ser considerada patológica. Icterícia neonatal: aparecimento da icterícia é crâneo-caudal e sua progressão ocorre de acordo com o aumento da bilirrubina. ou seja. Deve-se destinguir da palidez cutânea por anemia ou amarelamento da pele por ingestão em excesso de cenoura. Icterícia precoce: tem seu início nas primeiras 24 horas de vida. portanto. A forma conjugada é hidrossolúvel.doença hemolítica neonatal. Existem vários termos para designar a hiperbilirrubinemia direta na infância. icterícia obstrutiva ou hiperbilirrubinemia direta no início da vida. tipagem sanguúnea materna e da criança. a história materna (condições de gestação. A pele pode adquirir coloração esverdeada. tais como: colestase infantil. Dependerá do início do aparecimento. mas a pele adquire tonalidade rubínica. sendo importante o diagnóstico das doenças hemolíticas por isoimunização Rh e incompatibilidade pelo sistema . com grande afinidade por albumina e tecido nervoso. existem dificuldades para o estabelecimento de limites seguros . aleitamento materno. a icterícia torna-se clinicamente evidente. antecedente de icterícia na família e eliminação tardia de mecônio devem ser consideradas. duração ou padrão da concentração da bilirrubina. geralmente. uso de drogas ou medicamentos). Além da avaliação clínica. pouco preciso). infecções. Zona I : Zona II : Zona III : Zona IV: Zona V: Abrange cabeça e pescoço Zona I + tronco até umbigo Zona II + até raiz da coxa Zona III + ante-braços. No lactente. podendo ocorrer hipocolia ou acolia fecal. como mostra o quadro abaixo. Cerca de 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia como manifestação normal. Clinicamente. pode ser classificada pela sua intensidade em leve. um sinal patológico. Zona IV + palmas de mãos e plantas dos pés. pode não haver alteração de cor das fezes. tendo baixa afinidade por albumina. presença de outros sinais ou sintomas associados. sendo. síndrome colestática da infância ou icterícia colestática. conjugada (bilirrubina direta) e não conjugada (bilirrubina indireta) A forma não conjugada é pouco hidrossolúvel. quando a bilirrubina atinge concentração plasmática em torno de 2 mg/dl. está diminuído. condições de parto (clampeamento tardio de cordão umbilical). Distribuição da icterícia em zonas do corpo. O urobilinogênio fecal. A bilirrubina sérica pode ser encontrada de 2 formas. moderada e acentuada e pela distribuição de zonas do corpo (sendo este critério subjetivo e. braçospernas e pés. O urobilinogênio fecal pode estar normal ou aumentado. portanto. mamão (carotenemia).

Dentre as infecções congênitas (sífilis. No caso da septicemia. rubéola. por anemia plaquetopenia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . geralmente no 3o ou 4o filho Rh positivo. podem ocorrer lesões cutâneas. aumento de bilirrubina. caracteriza-se por anemia não muito importante. leucopenia ou leucocitose. Icterícia Prolongada: tem evolução mais arrastada. Quadro. A icterícia associada ao aleitamento materno. sopro cardíaco e alterações de crescimento intra-útero. alterações do sistema nervoso central e ocular. de modo geral. As infecções congênitas e septicemia bacteriana apresentam-se de forma mais grave. sensibilizada. mucosas ou ósseas. anemia. A icterícia pode aparecer nas 48 horas de vida. doença de Crigler Najjar I e II e hipotireoidismo congênito Copyright © 2001 IDS . de mãe Rh negativa. hemoglobina baixa. além da dosagem de bilirrubina total e frações. aumento de bilirrubina sérica às custas da fração indireta. Atualmente. Caracterizam-se. menos intenso que a incompatibilidade Rh. toxoplasmose). aumento de fígado e baço. Ocorre aumento de bilirrubina. fração indireta. contagem de reticulócitos acima de 6%. aumento de reticulócitos. As causas mais prováveis são: icterícia por leite materno. Quando suspenso o aleitamento materno por 2-3 dias. ocorre queda abrupta da icterícia. aumento de fígado e baço. do pai e da criança. A doença hemolítica por incompatibilidade sanguínea ABO é mais frequente no 1o filho com sangue tipo A ou B de mãe tipo O. geralmente. após o primeiro parto. febre. com sintomas hemorrágicos (geralmente. são importantes hemograma e cultura de sangue. o aleitamento materno não é suspenso. A causa não está totalmente esclarecida. que deve ser diagnosticada por meio de teste de Coombs direto.A BO. A isoimunização Rh pode ser encontrada a partir do 2o filho. prova do eluato positiva. inicia-se após a 1o semana de vida. geralmente. porém. Importante lembrar de reintroduzir o aleitamento materno após a queda da bilirrubina. tipagem sanguínea da mãe. a bilirrubina dificilmente provoca alterações no sistema nervoso. Icterícia tardia: Caracteriza-se por tornar-se clinicamente visível após 24 horas de vida. com predominio da fração indireta. petéquias). que não recebeu RHOGAN (imunoglobulina específica anti-D). o diagnóstico diferencial é difícil sem exames laboratoriais específicos. teste de Coombs direto geralmente negativo. Mesmo em concentrações altas. Provoca doença grave. citomegalovírus. podendo perdurar até 2o ou 3o mês de vida.

em proporções variáveis. com maior freqüência. o termo desnutrição energético-protéica (DEP) engloba um grupo de condições patológicas resultante da falta concomitante de calorias e proteínas. está associada à carência de vitaminas e minerais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). os lactentes e préescolares e. A apresentação mais rude tem inicio com a fome que atinge as comunidades mesmo em países ou comunidades mais desenvolvidas. Coordenadora do Centro de Referência Nacional da Saúde da Criança . com efeitos negativos a longo prazo sobre o seu crescimento e desenvolvimento neurológico. .Instituto da Criança do HCFMUSP 2 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP e do Centro de Saúde Escola Samuel B PessoaButantan Quadro clínico e Epidemiologia A desnutrição calórico-protéica constitui um dos problemas que mais afetam a criança. seja de uma forma aguda ou lenta e silenciosa. com raízes na pobreza e como causa das condições sócio econômicas precárias. que acomete.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Grisi1 Sergio Antonio Bastos Sarrubbo2 Última Atualização: 9/20/2001 10:54:52 AM 1 Professora Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. freqüentemente.

no período de 1989 a 1996. o MS encontrou a prevalência da desnutrição nos primeiros 6 meses de vida em 0. entre as crianças de 6 a 11 meses. nos últimos anos. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . indicando a necessidade de priorizar o estímulo ao aleitamento materno e a cuidadosa orientação alimentar complementar ao seio até os 2 anos de idade. ao acompanhar o perfil nutricional das crianças no país e utilizando o indicador peso/altura.A OMS estima que 1/3 das crianças do mundo sofrem de desnutrição e que a metade de todas as mortes está relacionada à desnutrição.5%). também. mas. o Ministério da Saúde (MS) detectou que. tendo ocorrido as maiores reduções nas áreas urbanas. as desigualdades entre os países desenvolvidos e os países pobres estão aumentando. estes problemas continuam sendo prioridade na agenda do setor saúde.4%. Em relação ao início da desnutrição nas crianças brasileiras. utilizando como indicador a altura/idade. No Brasil. Reconhece-se que. está ocorrendo um descenso nas taxas de mortalidade infantil mundiais e a proporção de crianças desnutridas está diminuindo de maneira geral. é certo que. apesar da contínua redução da prevalência da desnutrição infantil e da taxa de mortalidade infantil. A desigualdade social é o principal fator na diferença entre a mortalidade infantil em países desenvolvidos e em desenvolvimento. houve uma redução de cerca de 30% na prevalência da desnutrição no Brasil. Em dois estudos transversais nacionais para avaliação da desnutrição em crianças menores de 5 anos. nos últimos 10 anos. mas com um incremento de 6 vezes (2.

preconiza-se a confirmação laboratorial em todos os casos onde houver suspeita de anemia. respectivamente. Apesar de se tratar de uma situação clínica bastante comum.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Maria Helena Valente1 Última Atualização: 9/20/2001 10:57:38 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se genericamente anemia como a situação clínica onde ocorre a diminuição do número de eritrócitos circulantes e/ou da quantidade de hemoglobina neles contida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define anemia como a presença de hemoglobina menor do que 11g / dl em crianças com idade entre 6 meses e 6 anos. menor do que 11. devido ao fato de indivíduos com anemia poderem apresentar-se oligossintomáticos. Assim sendo.5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino.5 g / dl na faixa etária de 6 a 9 anos e menor do que 12 g/dl e 12. . a definição mais específica de anemia fundamenta-se em parâmetros hematimétricos.

adolescentes do sexo feminino. dentro de um mesmo país e mesmo dentro das grandes metrópoles. conhecer e utilizar todas as medidas terapêuticas e profiláticas da deficiência de ferro. e inadequações alimentares que não garantam a reposição constante de ferro exigida pelo crescimento. e para 46. orientar e acompanhar o tratamento das doenças associadas e encaminhar para os especialistas as crianças que mostrarem indícios de doenças específicas. mulheres em idade fértil. 43% das crianças menores de cinco anos de idade apresentem algum grau de anemia. que comprometam o estoque de ferro ao nascimento. principalmente nas faixas etárias de maior velocidade de crescimento. alguns grupos apresentam maior risco para desenvolver anemia por carência de ferro e suas complicações: crianças. A distribuição das taxas de anemia varia entre as diversas regiões do planeta.7%. esta realidade explica-se pela desproporção entre a necessidade de consumo de alimentos ricos em ferro. do sistema hematopoético.9% em 1994.Atualmente é estimado que mais de 2 bilhões de pessoas . no ano 2000. lactantes. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de anemia na criança são as situações que comprometem a disponibilidade de ferro: condições inadequadas de gestação ou parto. a carência nutricional mais comum e a causa mais freqüente de anemia no mundo. Apesar da distribuição universal dessa doença.6%. para 35. sem dúvida. De maneira simplificada. em 1974. Cabe à equipe de saúde distinguir as diversas situações mórbidas. A deficiência de ferro é. afetando cerca de 50% da população menor de 2 anos e 35% das gestantes. podem determinar o aparecimento de anemia. mostra que a prevalência de anemia aumentou de 22. sendo que nas crianças a causa principal está ligada à ingestão inadequada e nas mulheres adultas às perdas crônicas. no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil (MS). cerca de 40% da população mundial apresentem algum grau de carência de ferro ou anemia ferropênica. a anemia por carência de ferro ainda era o problema nutricional de maior magnitude do país. gestantes. a comparação entre dois estudos realizados em crianças com idades variando entre 6 meses e 4 anos e 11 meses.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . específicas ou não. Copyright © 2001 IDS . Várias outras doenças. porém com o ônus maior de casos para as regiões e grupos mais carentes. No município de São Paulo. e a real disponibilidade destes alimentos para uma porção significativamente grande da população mundial. em 1984. A OMS estima que.

antes da fusão das epífises. A deficiência da vitamina D nas crianças devida a insuficiente ingestão de vitamina D e/ou inadequada exposição à luz solar resulta no raquitismo carencial. então. O raquitismo carencial . A osteomalácia é a insuficiente mineralização da matriz osteóide após o término do crescimento linear do osso. que ocorre durante a fase de crescimento. e a osteomalácia pode estar presente em qualquer idade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Beatriz Marcondes Machado2 Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Médica Chefe do Pronto Atendimento do Hospital Universitário da USP Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM Quadro clínico e Epidemiologia Raquitismo é uma doença do tecido ósseo. O raquitismo é. encontrado somente nas crianças em crescimento. caracterizada por inadequada mineralização do osso.

por afilamento da calota craniana. No segundo semestre de vida. pricipalmente durante a amamentação. apesar da persistência do processo raquítico. geralmente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . devido ao clima tropical. Retardo no fechamento da fontanela posterior. com o início da marcha. determinam marcha característica bamboleante e protusão abdominal. como bronquites e pneumonias. sendo mais intenso nas crianças nascidas prematuramente. tais como irritabilidade. especialmente em crianças até dois anos de idade. é secundária a essas deformidades. joelhos. muitas crianças podem apresentar sudorese durante a amamentação. ao redor dos 6 meses de idade e a gravidade está diretamente relacionada com a rapidez do crescimento corporal. devido às deformações torácicas. infecções respiratórias de repetição. resultando em alargamento dos punhos. Algumas crianças apresentam "peito de pombo" ou "tórax em quilha". Após os doze meses. O craniotabes pode ser observado em recém-nascidos normais. pelve e coluna vertebral. porém tende a desaparecer no segundo mês de vida. evidenciam-se as alterações epifisárias. Um sinal precoce é o craniotabes. o peso do corpo acentua as alterações nos membros inferiores (genu varum ou genu valgum). A hipótese de raquitismo carencial deve ser levantada quando houver exposição inadequada à luz solar e/ou ingestão insuficiente de vitamina D. A baixa estatura. que tende a se manifestar entre o segundo e quarto meses de vida.manifesta-se. presentes no raquitismo. tornozelos e das junções costocondrais da costelas com o esterno. Esta última manifestação deve ser interpretada com cautela. fontanela anterior ampla e protuberância dos ossos frontais e parietais podem estar presentes. As manifestações iniciais podem ser inespecíficas. A fraqueza muscular e hipotonia generalizada. Pode haver atraso na erupção dentária e alterações nos esmaltes dos dentes. que corresponde à depressão da caixa torácica na inserção do diafragma às costelas. fase de grande velocidade de crescimento. Os achados clínicos são variáveis conforme a época em que se instala o raquitismo. Surge o sulco de Harrison ou "cintura diafragmática". insônia e sudorese abundante no segmento cefálico. Observam-se. Este sinal pode desaparecer antes dos doze meses de vida. em nosso país. quando presente. já que. determinando o chamado "rosário raquítico". Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Lucia Ferro Bricks1 Ana Paula Scoleze Ferrer1 Última Atualização: 9/5/2001 5:29:48 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Rinofaringites Faringoamigdalites .

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

A.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Maria Helena Valente1 Maria Elisabeth B. Korbinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:06 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Otites Sinusite .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

é difícil firmar o diagnóstico de asma e prever o prognóstico dos quadros recorrentes de sibilância pulmonar. que se resolvem com o avanço da idade. inicialmente. e que somente um terço destas crianças teria. estão associadas às infecções e. Nos primeiros anos da vida. 50 a 60% dos casos são assintomáticos e continuam assim durante a vida adulta. . imunoglobulina E (IgE) sérica elevada aos 9 meses de vida. que. posteriormente. aos alérgenos inalados (aeroalérgenos) mais comuns no meio ambiente como os do pó doméstico. junto com infecções respiratórias. Os fatores de risco mais importantes para prever o aparecimento da doença são: asma materna. o diagnóstico de asma. tabagismo passivo. posteriormente. função pulmonar normal ao nascimento e reduzida aos 6 anos de idade e a mudança dos fatores desencadeantes das crises. Arruda Kobinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Sabe-se que 70 a 80% das crianças asmáticas apresentam sintomas nos primeiros 5 anos de vida. dos animais e do mofo. Sabe-se que 50 a 60% dos lactentes têm crises recorrentes de sibilância. Na adolescência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Elisabeth B.

mas pode existir a queixa de tosse crônica. Geralmente. e o período intercrítico é assintomático. Copyright © 2001 IDS . As crianças maiores apresentam. independentemente da terapêutica utilizada. a regressão dos sintomas da crise típica ocorre em três a sete dias. Nesta faixa etária. A apresentação clínica típica da asma consiste em episódios recorrentes e reversíveis de sibilância. os sintomas são mais intensos pela manhã. também. predominando a ausculta pulmonar com roncos e estertores. dispnéia.A sintomatologia da asma modifica-se com a idade e com o mecanismo fisiopatológico que esteja mais atuante. habitualmente. é frequente a referência a "resfriados freqüentes". ao acordar. e à noite. tosse e tiragem intercostal. "peito cheio" e pneumonias recorrentes. Os lactentes tendem a apresentar quadros secretórios. de pneumonias de repetição. de "peito trancado" e. quadros com sibilância.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . geralmente associados às infecções de vias aéreas superiores e de evolução mais prolongada.

Quando o estreitamento se localiza em vias aéreas extratorácicas. "Chiado" é o som gerado pelo fluxo de ar turbulento através das vias aéreas estreitadas. muitas são as doenças que podem cursar com sibilância. Este estreitamento pode ser localizado ou difuso. é chamado de sibilo. com tratamentos e prognósticos distintos. o som gerado é inspiratório e chamado de estridor. Roncos e estertores são sons gerados pela mobilização . se é intratorácico e expiratório. Nem todas as crianças que apresentam chiado têm asma.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ana Paula Scoleze Ferrer1 Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/5/2001 5:32:46 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia "Chiado no peito" é uma queixa muito freqüente (20 a 30% das crianças apresentam pelo menos um episódio no primeiro ano de vida e 40% até os 3 anos de idade). em via aéreas maiores e/ou menores e pode ser causado por vários mecanismos.

Uma vez caracterizada a presença de sibilância. nos meses de outono e inverno. mas pode haver infecção secundária por bactérias . Bronquite: é um processo inflamatório de traquéia e brônquios maiores. Quadro: Causas de chiado no peito freqüentes . O tempo de duração varia de 3 dias. permanece assintomática até os 6 anos de idade. rouquidão. nos casos leves. o médico deve realizar anamnese e exame físico detalhados.de secreções. Geralmente é viral (rinovírus.Imunodeficiências .Síndrome de Löeffler (parasitoses de ciclo pulmonar) . asma e síndromes aspirativas (quadro abaixo).Asma .Tuberculose . devendo ser diferenciadas daquelas com asma de início precoce ou com outras doenças que cursam com chiado recorrente. devido à variação sazonal dos surtos de parainfluenza e Influenza. é fundamental que o médico se assegure de que a criança apresenta sibilância. vírus sincicial respiratório. pois não é raro que os familiares se queixem de "chiado no peito" ao se referirem ao ronco e estridor presentes nas obstruções de vias aéreas superiores. com ausculta de roncos. entrando no diagnóstico diferencial das crises de chiado no peito. adenovírus.Aspiração de corpo estranho . no sentido de se estabelecer o diagnóstico etiológico. a 2 semanas ou mais. pode haver acometimento das vias aéreas menores. Bronquiolite: acomete os bronquíolos e o processo inflamatório leva a graus variáveis de obstrução.Displasia broncopulmonar raras . Acomete principalmente crianças entre 6 meses e 3 anos de idade.Malformações pulmonares . Acomete crianças entre 6 e 12 meses de idade.Cardiopatias . parainfluenza e Influenza). Além dos sinais de obstrução alta. estertores e sibilos.Discinesia ciliar . cerca de 60%. Influenza. podendo ser aguda (cura em 2 semanas). As causas mais freqüentes de sibilância na infância são associadas a infecções respiratórias. pois apresentam evolução benigna e não necessitam ser submetidas a investigações desnecessárias.Malformações vasculares . Diante da queixa de chiado no peito. Este grupo de crianças apresenta crises em vigência de quadros infecciosos. as etiologias mais comuns.Raquitismo . nos casos mais graves. tosse. Sua etiologia é viral (vírus sincicial respiratório.Fibrose cística .3 semanas) ou recorrente (4 ou mais episódios/ano).Alergia ao leite de vaca . Laringotraqueobronquites: são caracterizadas pela presença de estridor inspiratório. febre e graus variados de insuficiência respiratória.Síndromes aspirativas pouco freqüentes .Infecções respiratórias .Deficiência de Þ-1antitripsina A maioria das crianças que iniciam quadros recorrentes de sibilância nos primeiros 2 anos de vida. parainfluenza e adenovírus). geralmente nos meses frios. crônica (sintomas por mais de 2 .

Não há acometimento do estado geral. aparecimento de tosse produtiva. Quando o quadro febril se prolonga. exceto em lactentes pequenos. Copyright © 2001 IDS . Outros agentes devem ser lembrados em recém-nascidos e lactentes (Chlamydia trachomatis) e em escolares e adolescentes (Mycoplasma pneumoniae). nos quais pode ocorrer dispnéia e insuficiência respiratória. O quadro clínico é de coriza e febre e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pensar em infecção bacteriana secundária.(principalmente Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae). após 3 a 4 dias.

729 óbitos) foram por infecções . nos países desenvolvidos. Em 1997. sendo que. das quais cerca de 73% (5. no Brasil. nos países em desenvolvimento. Cerca de 80% das pneumonias na infância são devidas a vírus e bactérias. ao passo que. houve 7.833 mortes por doenças do aparelho respiratório em menores de 5 anos de idade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Alfredo Elias Gilio2 Última Atualização: 9/20/2001 11:17:12 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Diretor da Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia Pneumonia aguda é o nome genérico utilizado para definir uma variedade de processos inflamatórios do parênquima pulmonar por agentes infecciosos e não-infecciosos. Os agentes causais das pneumonias adquiridas na comunidade variam de acordo com a idade e o estado de saúde do paciente. predomina a etiologia bacteriana (estimada em 60% dos agentes identificados). a etiologia viral é a de maior prevalência.

Por outro lado.respiratórias. nos países em desenvolvimento. fato este que contrasta com a alta mortalidade por pneumonia. tais como a alta prevalência de baixo peso ao nascer e de desnutrição. Nordeste e Centro-Oeste. Pode-se inferir que o número de consultas por pneumonia é relativamente baixo pelos mesmos motivos elencados para explicar as mortes domiciliares. Além disso. Os vírus e as bactérias são os principais agentes etiológicos das pneumonias nas crianças de qualquer idade. seguido pelo Haemophilus influenzae e. pois está comprovado que a fumaça de cigarro. Outro fator de risco importante a ser pesquisado é a presença de tabagistas no domicílio. nas crianças acima de 5 anos de idade.85% do total de óbitos. particularmente a Escherichia coli. favorece a instalação de infecções respiratórias altas e baixas. Nas crianças abaixo de 2 meses de idade. a privação ou curta duração do aleitamento materno. por ser uma substância irritante das vias aéreas. principalmente contra sarampo. correspondendo a 6. predominam o estreptococo do grupo ß e os bacilos gram-negativos. coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b e a contaminação do ar doméstico devido ao uso de combustíveis de origem orgânica para calefação e para o cozimento dos alimentos estão associados à maior gravidade das insuficiências respiratórias agudas (IRA) nos menores de 5 anos. constata-se que as infecções respiratórias agudas são responsáveis por cerca de 40 a 60% das consultas em menores de 5 anos de idade. a abordagem da criança com pneumonia deve ser feita considerando-se os casos como sendo bacterianos. é grande a freqüência das bactérias. enquanto as pneumonias representam apenas 8 a 12% desses atendimentos. excluindo-se as mortes por afecções perinatais. Nesse período. os mais importantes são o pneumococo e Mycoplasma pneumoniae. Por este motivo e também porque na prática clínica. principalmente nos países desenvolvidos. a falta de imunização. pelo Staphylococcus aureus e. Copyright © 2001 IDS . Há vários estudos epidemiológicos demonstrando a importância dos vírus. especialmente nos casos mais graves. as doenças do aparelho respiratório foram a primeira causa de mortalidade nessa faixa etária nas regiões Sudeste e Sul e a segunda nas regiões Norte. é muito difícil a distinção entre um quadro de pneumonia viral de uma bacteriana. nas crianças de 2 meses a 5 anos de idade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . mais raramente. Os fatores que interferem nos mecanismo de defesa da criança. há um largo predomínio do Streptococcus pneumoniae (pneumococo).

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Filumena Maria da Silva Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 5:34:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Regurgitação é definida como expulsão não-forçada de alimentos e secreções do esôfago ou do estômago pela boca. a evolução do ganho de peso é normal e a diminuição gradativa das regurgitações ocorre ao longo do tempo. cessando por volta dos . acompanhada por contração intensa dos músculos abdominais. Vômito é a expulsão forçada de alimentos e secreções do trato gastrintestinal alto pela boca. Não se observa a presença de náuseas ou esforço abdominal na eliminação dos alimentos. pouco tempo após a alimentação. Denomina-se regurgitação fisiológica a situação na qual a criança não apresenta outros sintomas. muitos bebês normais regurgitam uma ou mais vezes por dia. Nas primeiras semanas de vida.

Nos casos em que há problemas de estreitamento congênito ou de lesões adquiridas do esôfago. na posição vertical. súbitos. o qual é levado junto com o alimento para o esôfago e estômago. (2) se o lactente em aleitamento artificial. Em seguida. que pode ou não estar misturado a alimentos. às vezes violentos e não serem precedidos de náuseas. Refluxo gastroesofágico fisiológico e erros de técnica alimentar são as causas mais comuns de regurgitação e vômitos no lactente.sete a oito meses de idade. as características do material eliminado pelo vômito permitem inferir de onde retorna esse conteúdo. (3) se a criança é muito manipulada após as mamadas e (4) se o bebê não é colocado para arrotar após as mamadas. as regurgitações podem estar associadas à presença de vômitos e. representado por leite coalhado. Assim. a criança respira durante a sucção e. conseqüentemente. inicialmente. com importância variável no conjunto de sintomas. A presença de vômito bilioso (de cor verde) ou vômito fecal (com odor de fezes). Se a criança é colocada na posição deitada imediatamente após ter mamado. . como são muitas as situações e doenças que determinam esse sintoma. que podem causar regurgitação e vômitos. sendo necessário mantê-la alguns minutos levantada. Na maioria dos casos. mas pode ser apenas a eliminação de sangue deglutido proveniente da rinofaringe ou de fissuras da mama materna. sugerem obstrução do intestino. estão presentes: (1) aquelas que favorecem a ingestão excessiva de ar antes ou durante as mamadas como choro intenso. Vômito de alimentos não digeridos sugere estreitamento ou obstrução do esôfago ou do esfíncter inferior do esôfago. pois não é incomum o encontro de mães inexperientes que consideram anormal o padrão de regurgitação esperado para a idade. Durante os primeiros seis meses de vida. alimentos parcial ou totalmente digeridos ou suco gástrico de cor amarela quando o paciente encontra-se em jejum por várias horas. encontra-se comprometimento do estado nutricional da criança ou dificuldade para engolir os alimentos. Associam-se a quadros obstrutivos intestinais e de hipertensão intracraniana. os vômitos são de material contido no estômago. a expulsão do ar por meio do arroto pode causar regurgitação do leite. Esse fato explica a necessidade da criança de arrotar. o conhecimento de em quais faixas etárias predomina facilita abordagem diagnóstica da criança com vômitos (Quadro 1). verificando-se a experiência materna com a alimentação do bebê. procura-se identificar. Além disso. ocorre preenchimento da orofaringe com ar. A abordagem diagnóstica do lactente com queixa de regurgitações freqüentes deve ser realizada. ou orifício do bico da mamadeira muito grande ou muito pequeno. Hematêmese é o vômito com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido. semelhante à borra do café. A hematêmese geralmente decorre de sangramento digestivo alto. geralmente. Esse padrão geralmente cessa a partir dos seis meses de idade. Assim. os dados obtidos na história e no exame físico permitem levantar essas hipóteses diagnósticas e orientam o encaminhamento para investigação especializada no centro de referência. após as mamadas. quando a respiração e a sucção passam a ocorrer de forma alternada. especialmente no primeiro mês de vida. se as seguintes situações. pela história e observação da amamentação da criança durante a consulta. Vômitos em jato caracterizam-se por serem inesperados. Vômito pode ser a queixa principal que leva a criança ao médico ou aparece como parte do quadro clínico de diversas doenças. recebe excesso de leite em cada mamada.

Outras 6. Técnica alimentar inadequada 4. Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não a hérnia de hiato 5.vômitos psicogênicos .insuficiência renal crônica .erros inatos do metabolismo 5. Técnica alimentar inadequada 4.enxaqueca EM QUALQUER IDADE · aparelho respiratório . Quadros obstrutivos congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago.vômitos psicogênicos .pancreatite .litíase .intoxicação medicamentosa acidental .uremia . piloro ou intestino 5. Enteroparasitoses: giardíase 6. Outras 5.síndrome do vômito cíclico . Doenças endocrinológicas . Quadros obstrutivo congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago. encefalite · sistema endocrinológico . antibióticos e outras .2.suboclusão ou oclusão intestinal por áscaris .erros inatos do metabolismo 6.3.1. Doença metabólica .cetoacidose diabética · miscelânea .úlcera péptica secundária ESCOLAR .gastrite erosiva secundária . piloro ou intestino 6.infecções respiratórias .hepatite viral .hérnia inguinal encarcerada . Refluxo gastroesofágico fisiológico 3.efeito colateral de algumas drogas. Refluxo gastroesofágico fisiológico 3.Causas de regurgitação e vômitos por faixa etária. como sulfato ferroso.gotejamento retronasal e secreção faríngea · aparelho gastrintestinal . Regurgitação fisiológica 2.pielonefrite aguda .hiperplasia congênita de supra-renal LACTENTE 1.esofagite .intoxicação alimentar .tubulopatias · sistema nervoso central .1.meningite.3.gastroenterite aguda . Doença endocrinológica . Regurgitação fisiológica 2. Doença metabólica .cinetose . Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não à hérnia de hiato 5.hiperplasia congênita de supra-renal PRÉ-ESCOLAR .Quadro 1 . NO PRIMEIRO MÊS DE VIDA 1.tosse .colecistite · aparelho geniturinário .2.

Deve-se distinguir uma doença aguda ou um episódio agudo no decorrer de uma história de vômito recorrente.gastrite erosiva secundária . diarréia com ou sem sangue. os vômitos são devidos ao quadro associado de labirintite. Deve-se. verificar se uma ou mais pessoas que ingeriram o mesmo alimento apresentam quadro de náuseas. é difícil definir o momento em que os quadros de vômitos perdem o seu caráter agudo e tornam-se crônicos.gravidez . como na meningite. intoxicação alimentar e hepatite viral. Na giardíase. anorexia e dor abdominal. diarréia e cólicas abdominais. hemorragia intracraniana e no hematoma subdural. aparecem diarréia aquosa. O acometimento agudo do trato urinário pode desencadear vômitos como a pielonefrite aguda e a litíase renal.úlcera péptica secundária ADOLESCÊNCIA . se têm contato com esgoto a céu aberto ou córregos poluídos.. o que sugere o diagnóstico de intoxicação alimentar. o vômito pode ser a manifestação clínica inicial. Na otite média aguda. Entre as helmintíases. além dos vômitos. é preciso caracterizar se o quadro é agudo ou recorrente. a dor abdominal é difusa. inflamações das vias respiratórias podem se acompanhar de vômitos causados pelo estímulo vagal desencadeado na amigdalite.síndrome do vômito cíclico . pesquisar se houve contato com crianças com hepatite viral e se. digitálicos. A concomitância de diarréia direciona a suspeita diagnóstica para o quadro de infecção intestinal ou intoxicação alimentar. vômitos. na creche que a criança freqüenta. Deve-se. na estrongiloidíase. inicialmente. existem outras com quadro semelhante.enxaqueca .úlcera péptica Quando o vômito é a principal ou única manifestação. Vômitos podem ser decorrentes de intoxicação crônica ou acidental por teofilina. Consideram os seguintes critérios para definir vômito recorrente: pelo menos três episódios. ácido acetilsalicílico . Investigar. também. Excetuando-se as situações extremas. então. geralmente associados a outros sintomas. mas logo aparecem outros sintomas que permitem definir o diagnóstico como nos casos de gastrenterite aguda viral. O comprometimento do sistema nervoso central costuma cursar com vômitos em jato. A Criança com quadro agudo de vômitos No quadro agudo. Assim. nas crianças com precárias condições de vida. na encefalite. faringite e na presença de tosse.anorexia nervosa/bulimia . acompanhada de vômitos. num período mínimo de três meses. nas quais é possível identificar início recente ou história de longa duração. sugerindo gastroenterite por rotavírus ou por agentes bacterianos. bacteriana ou por enteroparasitose. . O comprometimento de outros sistemas pode apresentar o vômito como um dos sintomas do quadro agudo.

concomitantes. do íleo paralítico na peritonite por perfuração de víscera oca e de íleo infeccioso. da presença de um ou mais tumores na obstrução intestinal por "bolo de áscaris" e do tumor em forma de salsicha na invaginação intestinal.e outros medicamentos ou do efeito colateral do sulfato ferroso e de antibióticos. o peristaltismo intestinal pode ser visível devido ao fato de a parede abdominal ser muito delgada. o tratamento é eminentemente clínico. sendo que essas manifestações podem não ser. podem determinar complicações e até o óbito. A maioria desses casos é decorrente da combinação de vários fatores. identificar se há comprometimento do estado nutricional e/ou presença de manifestações sistêmicas e se as características dos vômitos sugerem obstrução ou lesão do trato gastrintestinal ou de alteração no sistema nervoso central. o maior desafio da equipe de saúde é o diagnóstico e intervenção precoces nos quadros de abdome agudo. Embora cerca de 50% dos lactentes apresentem regurgitação ou vômitos recorrentes como queixa isolada. do acúmulo de líquido na cavidade peritoneal. num primeiro momento. Tumoração abdominal: a palpação de tumorações abdominais associada a outras manifestações clínicas de abdome agudo pode orientar.Na queixa aguda de vômitos. A maioria dos casos de abdome agudo é de resolução cirúrgica. como é o caso da palpação do tumor pilórico na estenose hipertrófica de piloro. A partir da história e exame físico. apenas 5% apresentam alguma doença significante. Nos desnutridos e prematuros sem afecção do trato digestivo. como técnica alimentar inadequada. Tannuri relaciona os seguintes sinais de alarme. . Distensão abdominal: pode ser decorrente da distensão das alças intestinais nas obstruções baixas do trato digestivo. sendo que todos os casos devem ser encaminhados imediatamente para atendimento hospitalar. em alguns. Peristaltismo visível: quase sempre constitui um indicador da presença de obstrução em alguma parte do tubo digestivo. entretanto. os quais. 1. Vômito: repetitivo ou bilioso. A criança com quadro recorrente de vômitos Para a abordagem da criança com queixa de vômitos recorrentes. distúrbios na relação do binômio mãe e filho e imaturidade da junção gastroesofágica (refluxo gastroesofágico fisiológico). necessariamente. 4. 2. 3. fecalóide ou em jato é o primeiro e mais importante sintoma de obstrução intestinal. Enterorragia: sangramento intestinal associado a outros sinais de abdome agudo indica o comprometimento da mucosa das porções baixas do trato gastrintestinal. Para aqueles com baixo ganho ponderal ou . devido à sua gravidade. o diagnóstico etiológico. é possível identificar os sinais de alerta que auxiliam a suspeitar de abdome agudo. inclusive. O abdome agudo é caracterizado pela presença de dor de aparecimento súbito. é importante. a história e o exame físico permitem diagnosticar o abdome agudo. com vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. 5. Na maioria dos casos.

crises de apnéia . Manifestações devido à regurgitação e suas seqüelas: .sono agitado .vômitos e/ou regurgitações . Das causas de vômitos recorrentes fora do trato digestivo. com ou sem vômitos associados (Quadro 2 ). a hipertensão intracraniana. Refluxo gastroesofágico .vômitos com perda ou baixo ganho ponderal Manifestações devido à esofagite e suas seqüelas .opistótono . como uma condição normal do lactente. Para o diagnóstico da enxaqueca.epigastralgia (dor retroesternal) . tendo resolução espontânea até os 12 a 15 meses de idade.irritabilidade . a cefaléia deve estar associada ao episódio de vômitos (ver capítulo Dores Recorrentes na Infância.e que melhora com o crescimento. quando são forçados a comer. e outras. têm-se as anomalias obstrutivas do trato urinário. Esse tipo de RGE. além dos vômitos.emagrecimento. Quadro 2 . comum em lactentes e adultos normais. esofagite ou quadro respiratório importante. com dilatação da pelve renal ou hidronefrose. especialmente quando sempre são no pulmão direito .sangramento digestivo . a enxaqueca.dificuldade para deglutir .perda ou baixo ganho ponderal Manifestações respiratórias . Na maioria das crianças. Os vômitos podem ser desencadeados por situações que geram medo ou ansiedade. considerar o refluxo gastroesofágico (RGE).retorno involuntário do material ingerido do estômago para o esôfago.). que acomete mais freqüentemente crianças a partir dos seis anos de idade e adolescentes.pirose . inicialmente.Quadro clínico da doença do refluxo gastroesofágico na infância. a causa mais freqüente é a doença do refluxo gastroesofágico. Define-se como doença do refluxo gastroesofágico a condição na qual. há comprometimento da evolução ponderal. Deve-se. Uma situação comum nos pré-escolares são os vômitos imediatamente após as refeições. a insuficiência renal crônica (uremia). que não apresenta nenhuma repercussão na vida da criança.pneumonias de repetição. o RGE não tem complicações e é autolimitado.quadro bronquítico de difícil controle . é denominado fisiológico. portanto. Estima-se que cerca de 20% dos bebês sadios têm episódios de regurgitação suficientemente freqüentes para que sejam considerados como problema pelos pais.anemia . que se acompanha de sintomatologia digestiva .

Assim. Deve-se orientar os pais a suspenderem o uso dos medicamentos anti-refluxo cinco dias antes da realização do EED. INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR A necessidade da realização de exames laboratoriais nos pacientes com quadro agudo ou recorrente de vômitos é definida pelos dados encontrados na história e exame físico. ao mesmo tempo em que é feita a investigação laboratorial na busca de causas orgânicas (distúrbios gastrintestinais. As faixas etárias mais acometidas são a pré-escolar e a escolar. no sentido de incluir o conhecimento dos aspectos psicoafetivos e psicossociais da criança. menstruação. várias doenças podem se manifestar com a síndrome dos vômitos cíclicos. quando se identificar na comunidade crianças que foram internadas várias vezes com vômitos e desidratação por motivos não esclarecidos é importante encaminhá-las para centros especializados para investigação diagnóstica. Portanto.síndrome da quase-morte súbita Adaptado de Orestein . estenose esofágica. a ausência de RGE no EED não exclui o diagnóstico e as medidas devem ser mantidas. Quando o diagnóstico provável é de refluxo gastroesofágico fisiológico. Portanto. o EED apresenta como vantagem a possibilidade de demonstrar alterações anatômicas como hérnia de hiato.tosse crônica Outras manifestações . com período intercrítico assintomático. infecções de vias aéreas superiores. Síndrome do vômito cíclico . inicia-se a investigação pelo estudo radiológico contrastado do esôfago-estômago-duodeno (EED).. cinetose. Apesar de ter baixa sensibilidade e especificidade. entre outros. desde 40 até 86%. Na maioria dos casos é possível identificar os fatores desencadeantes das crises de vômitos como situações que geram ansiedade ou euforia. estenose hipertrófica do piloro e alterações no mecanismo da deglutição. A média de hospitalização nas populações estudadas é de 12 vezes por ano.1992. exaustão física. diminuindo a prevalência durante a adolescência e sendo rara em adultos. metabólicos ou endocrinológicos e processos intracranianos). em média em torno de 50%. O exame de maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de RGE é a pHmetria do esôfago (teste do refluxo ácido). No entanto. exposição a temperatura elevada. não há necessidade de confirmação laboratorial. que só está disponível em alguns centros especializados. Nos casos com suspeita de doença do RGE.caracteriza-se por crises de vômitos precedidos por náuseas e ânsia. sem etiologia definida e sem outros . conhecer a rotina de vida e as reações e relações da criança na família e na escola. A positividade do EED é variável nos diferentes serviços. a abordagem diagnóstica da criança com essa síndrome deve ser abrangente. isto é. ABORDAGEM TERAPÊUTICA Quadros agudos de vômitos Para o tratamento inicial do quadro agudo de vômitos.

mantém-se a pausa alimentar durante a fase de reidratação e não devem ser administrados antieméticos (ver capítulos Diarréia Aguda e Desidratação). 150 mg/dia e 300 mg/dia para crianças até seis anos de idade. Condutas nas crianças com quadros clínicos graves com queixa de vômitos . Contraindicações: em pacientes epiléticos ou que estejam recebendo outras drogas que podem causar sintomas extrapiramidais. respectivamente. devem ser utilizadas com cautela. Podem ocorrer também tonturas. recomenda-se pausa alimentar de curta duração. pois podem mascarar os sintomas. Em seguida. dividida em quatro vezes. por via oral. sonolência. fadiga. em pequena quantidade. Para crianças com idade inferior a seis anos. Assim. Quadro 3. por uma ou duas horas. Quando o vômito associa-se à diarréia e desidratação. não ultrapassando a dose de 75 mg/dia. otite média aguda. As drogas antieméticas. retardar a instituição do tratamento especifico. trismo. conseqüentemente. estão descritos os quadros agudos de vômitos que devem ser referidos imediatamente para o hospital. recomenda-se a dose de 0. A dose preconizada de dimenidrinato por via oral ou intramuscular é de 5 mg/kg/dia. divididas em três vezes. Quanto à metoclopramida. tonturas. Dose máxima: 15 mg/kg/dia. cefaléia. entre 6 a 12 anos e maiores de 12 anos. recomenda-se não ultrapassar 0. em alguns casos. sem restrição ao uso de leite materno ou leite de vaca ou de outros alimentos naturais (não industrializados). excitação. secura da boca e das vias respiratórias e retenção urinária. os antieméticos podem ser utilizados nos casos em que se conhece a etiologia do vômito. Efeitos colaterais: inquietação. sinusite e. No Quadro 3. insônia.sinais ou sintomas de gravidade. como no caso de amigdalite aguda. dimenidrinato e metoclopramida.1 mg/kg/dose. posições bizarras da cabeça e dos ombros. de modo a dificultar o diagnóstico precoce da deterioração do quadro clínico e da sua etiologia e. Contra-indicações: crianças até 30 dias de vida e pacientes com hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula. inicia-se a reintrodução da dieta adequada para idade. intramuscular ou endovenosa. Os líquidos são melhor tolerados quando gelados ou à temperatura ambiente. opistótono e aumento generalizado do tônus muscular). de cinetose. com as respectivas condutas enquanto a criança aguarda a transferência.5 mg/kg/dia. Efeitos colaterais: sonolência e sedação. urticárias e sintomas extrapiramidais (espasmos dos músculos faciais. água e chás. em pequena quantidade e a intervalos menores do que o habitual. mantendo-se a oferta de líquidos.

que pode ou não estar misturado a alimentos (exceto quando há certeza de deglutição de sangue.proceder a hidratação por via endovenosa . aminofilina. a abordagem terapêutica visa a melhora dos sintomas. a prevenção dos processos aspirativos pulmonares e a instalação ou a progressão da esofagite.palpação de massas no abdome ou . instalar soro de manutenção .sangramento intestinal QUADRO CLÍNICO · vômitos com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido. . instalar sonda nasogástrica · e mantê-la aberta Quadro recorrente de vômitos Para os lactentes nos quais são identificados erros de técnica alimentar.se não estiver desidratado. como no caso do lactente em aleitamento materno cuja mãe apresenta fissuras mamárias com sangramento e nas crianças com sangramento nasal concomitante) · suspeita de intoxicação por ingestão habitual de medicações como teofilina. semelhante à borra do café. Para as crianças com suspeita de RGE. são feitas as orientações adequadas e agendado retorno em sete dias para verificar a evolução do quadro e a aderência às orientações.quando possível.peristaltismo visível ou . digitálicos. ácido acetilsalicílico e outras · ingestão de corpo estranho ou de produtos químicos · não dar antieméticos · não colocar sonda nasogástrica · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: .proceder a hidratação por via endovenosa . instalar soro de manutenção Conduta · não dar antieméticos · não dar antibióticos · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: .de cor verde ou · vômitos fecalóides .SUSPEITA DE ABDOME AGUDO · vômitos biliosos Sinais e sintomas .parada de eliminação de gases e fezes ou .se não estiver desidratado.com cheiro de fezes ou associação de vômitos repetitivos ou vômitos em jato com: .

Fig. para diminuir a distensão estomacal. na reavaliação após uma semana. se houve adesão adequada da família em relação ao decúbito elevado 24 horas por dia e. no estrado. suspeitando que ele possa ser a causa dos vômitos da criança. instituir tratamento dietético: para os lactentes em aleitamento artificial ou misto. Não existe indicação para substituição do leite materno por leite de vaca nos casos de RGE. café. Alguns alimentos devem ser evitados por diminuírem a pressão do esfíncter inferior do esôfago. Orientação sobre a necessidade de decúbito elevado de pelo menos 45º . respectivamente. como chás. A. As crianças em aleitamento materno exclusivo. abrir o tecido em duas tiras. No entanto. sejam feitas de forma detalhada (Figura 1). por vezes. gema de ovo. 2. pode reproduzir para facilitar a compreensão da necessidade de decúbito elevado para o tratamento do RGE e de como fazê-lo. . primeiramente. respectivamente. tijolos) sob os pés da cabeceira e como fixar o suspensório no berço com as tiras do tecido amarradas nas grades ou. é fundamental a tranqüilização dos pais. uma e meia ou duas colheres das de chá rasas para cada 100 ml de leite. sem habilidade de desenhar. Confecção de suspensório simplificado. Deve-se evitar o uso de roupas apertadas. para que não haja prejuízo nutricional da criança. se não houver melhora significativa dos sintomas. adicionando-se cereais na concentração de 3 a 4%. Aliás. devem continuar a ser alimentadas sob livre demanda. colocando apoios (por exemplo. o aleitamento materno deve ser incentivado. antes de se excluir. devese verificar.desenho com a moringa deitada e em posição oblíqua (a 45º). sob o colchão. explicando-se a normalidade da situação. nesses casos. calórico e vitamínico resultante da dieta proposta. 1 . não há necessidade de investigação laboratorial e a seqüência da introdução das medidas terapêuticas pode ser a seguinte: 1. com a elevação da cabeceira do berço e o auxílio de suspensório adaptado às vestes. Dessa forma. como já foi referido. frutas cítricas. orienta-se oferecer porções menores e mais freqüentes dos alimentos e espessamento do leite de vaca. devese ter o cuidado de verificar a possibilidade de substituí-la por outro alimento de valor nutritivo semelhante. por exemplo. oferecendo-se. chocolate.Sugestão de desenhos que o profissional de saúde. Geralmente as medidas posturais são suficientes para diminuir a sintomatologia: posição em decúbito lateral elevado a 45-60º. cujo bojo e gargalo representam o estômago e o gargalo. pois as mães. para mães que não são costureiras: costurar um tecido de algodão na parte de trás de uma calça curta e. Desenho que orienta como elevar o berço.Diante da suspeita clínica de RGE fisiológico. antes de cada mamada. alimentos gordurosos e frituras. a gema de ovo. Pode-se utilizar o "bebê conforto". duas a três colheres das de chá de papa de Epstein1. com inclinação da cadeira de 60º. bem acima da cabeça da criança. evitando-se a posição de bruços para dormir devido à sua associação com a síndrome da morte súbita em lactentes. B. ficam inseguras à respeito do próprio leite. deve-se ter o cuidado de avaliar o valor protéico. Água e sucos não-cítricos não devem ser oferecidos às refeições. isto é. C. É importante que as orientações sobre como realizar o decúbito elevado. bem como a manipulação das crianças após as refeições. que não apresentarem boa resposta ao tratamento postural.

assim como a instituição concomitante de cisaprida com outras drogas que são metabolizadas na mesma via hepática. pode-se instituir o tratamento medicamentoso (bromoprida). 1 colher das de chá de açúcar. com reavaliação após uma semana. apesar de as medidas posturais e dietéticas estarem sendo feitas de modo correto. . com a receita médica sendo retida na farmácia. 1 Papa de Epstein . mais raramente.3. cefaléia. Além disso. Para as crianças com quadro clínico sugestivo de doença do RGE.). deve-se introduzir as medidas posturais e dietéticas e reavaliar em sete dias. orienta-se que o médico de saúde da família dê preferência ao uso da bromoprida. os sintomas persistirem. solicita-se a realização de EED. astenia. Preparo: cozinha-se a farinha na água açucarada. o médico deve estar ciente de que está contra-indicado o uso concomitante de cisaprida com as medicações dos seguintes grupos: macrolídeos (eritromicina. sendo pouco freqüente o surgimento de efeitos colaterais (sonolência. várias publicações têm relatado o encontro de alteração da repolarização ventricular associada ao uso de cisaprida. mesmo com o uso de bromoprida. na semana seguinte. inibidores das proteases (anti-retrovirais). Se houver melhora clínica. Sabe-se que níveis elevados de cisaprida. No entanto. espasmos musculares localizados ou generalizados. No entanto. associa-se o uso de bromoprida e encaminha-se a criança para o centro de referência especializado. reversíveis com a suspensão do medicamento ). predispõem à arritmia cardíaca. claritromicina e outros). deve-se evitar o seu uso em portadores de doenças cardíacas e hepáticas. No retorno. A medicação considerada mais eficaz para o tratamento da doença do RGE é a cisaprida. retira-se a mistura do fogo e deixa-se esfriar. administrada na dose de 0. dividida em quatro a seis vezes por dia uma hora antes das mamadas ou das refeições e antes de ir dormir. 120 ml de água. se não houver melhora clínica significativa.Ingredientes: 3 colheres das de chá de farinha de milho ou de arroz. 4. Tratamento medicamentoso do RGE: utilizam-se drogas que facilitam o esvaziamento esofagogástrico. A papa fria tem consistência de pudim. antiarritmicos e ciclosporina. tem sido muito utilizada na prática. o tratamento medicamentoso deve ser mantido por pelo menos oito semanas e as medidas posturais e dietéticas. mantidas até seis meses após o desaparecimento dos sintomas. recentemente. considera-se a possibilidade de doença do RGE. iniciando-se a investigação laboratorial por meio da solicitação do EED (suspender a bromoprida cinco dias antes da realização do exame) e encaminhando-se a criança para o centro de referência especializado. até essa mistura ficar com consistência aumentada. deixando a cisaprida como medicamento a ser instituído. calafrios e. a partir do ano 2000. azitromicina. A bromoprida. Com base nesses relatos. Assim. quando necessário. a venda da cisaprida no Brasil passou a ser controlada. em centros especializados.5 a 1 mg/kg/dia. Quando a resposta a essas medidas não for adequada. fluconazol etc. Se. antifúngicos imidazólicos (cetoconazol.

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com a redução da mortalidade por diarréia aguda e desidratação. Na região Nordeste é uma das principais causas de morte entre as crianças menores de 1 ano. Sandra Grisi1 Dra. Ana Cecilia Sucupira1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:08 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A diarréia é importante causa de morbimortalidade em crianças abaixo de 5 anos nos países em desenvolvimento. principalmente às custas da diminuição de óbitos por desidratação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Profa. enquanto. Neste grupo ocorre mais da metade dos óbitos atuais por diarréia na infância e verifica- . a doença diarréica responde por quase 1/3 da mortalidade infantil. priorizando o uso da Terapia de Reidratação Oral (TRO). da alimentação adequada para a idade e o uso criterioso de medicamentos foram os principais responsáveis pela redução da mortalidade por diarréia aguda. Os esforços do Programa de Controle da Doença Diarréica. responde por cerca de 6% dos óbitos nesta faixa etária. passou a chamar a atenção a proporção de casos de diarréia aguda que apresentavam evolução por tempo superior a 14 dias. No Brasil. Dra. Entretanto. na região sudeste. sendo que há fortes variações regionais.

Esta condição é chamada de diarréia persistente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Diarréia Aguda Diarréia Persistente Copyright © 2001 IDS .se um grande comprometimento do estado nutricional.

de modo mais prolongado e desfavorável.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Filumena Maria da Silva Gomes1 Vera Freire Gonçalves1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:56 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Desidratação é a deficiência de água e eletrólitos corpóreos por perdas superiores à ingestão devido a ingestão reduzida (anorexia. administração de diuréticos. perda aumentada gastro intestinal (vômitos e diarréia). A diarréia é causa importante de óbitos em crianças menores que 5 anos. decorre de perdas pelo trato gastrintestinal. perda aumentada urinária (diurese osmótica. desnutridas. perda aumentada cutânea e respiratória (queimaduras e exposição ao calor). em crianças sem aleitamento materno. A causa mais freqüente. insuficiência renal crônica e da supra-renal). A incidência é maior nas populações de baixo nível sócio-econômico. imunodeprimidas ou com doença crônica. coma e restrição hídrica). na faixa pediátrica. . podendo evoluir.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Ana Cecilia Silveira Lins Sucupira1 Paulette C. Douek1 Última Atualização: 9/5/2001 6:41:10 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Cefaléia Dor abdominal Dor em membros .

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A presença de alterações morfo-funcionais das vias urinárias em pacientes com infecção urinária aumenta o risco de seqüelas renais. Estas lesões aumentam o risco de hipertensão arterial e de insuficiência renal crônica. as cicatrizes renais. Estes riscos potenciais justificam a ênfase dada ao diagnóstico precoce. a válvula de uretra posterior nos meninos e a presença de distúrbios funcionais da micção.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Márcia Melo Campos Pahl1 Jaqueline Christiane Lanaro1 Última Atualização: 9/5/2001 6:40:04 AM 1 Médica Assistente do Hospital Universitário da USP A infecção urinária é uma doença freqüente em crianças.Estas alterações. Em nosso meio. são o refluxo vésico-ureteral. A apresentação varia da bacteriúria assintomática a pielonefrite aguda. 1/3 das crianças com insuficiência renal crônica é portadora de pielonefrite crônica associada a nefropatia obstrutiva ou de refluxo. a médio e longo prazo. a estenose de junção uretero-pélvica. . descritas em 50% dos pacientes com infecção urinária. que representa potencial risco de bacteremia e instalação de lesões renais irreversíveis. O refluxo vésico-ureteral é detectado em cerca de 20 a 40% de pacientes com infecção urinária e as obstruções das vias urinárias ocorrem em 10% dos meninos e 1% das meninas com infecção urinária.

A febre como sintoma isolado é menos comum nesta faixa etária. cresce o número de infecções por bactérias do grupo Proteus sp... A incidência de sepse é menor que no período neonatal. Ganho ponderal inadequado.. A maior parte das infecção urinária tem como agente etiológico os germes da flora intestinal. Pertencem a esta família a Escherichia coli. os achados clínicos são bastante inespecíficos e encontramse no quadro 1.. Os Proteus sp favorecem a formação de cálculos de estruvita porque degradam a uréia e alcalinizam a urina. cerca de 1% dos meninos e 5% das meninas apresentam um episódio de infecção urinária até os 12 anos e seu pico de incidência ocorre ao redor dos 4 anos de idade. podendo ser manifestação isolada de infecção urinária. principalmente após manipulação das vias urinárias ou em pacientes com comprometimento dos mecanismos de defesa.coli predominando. choro às micções e alterações na coloração da urina. após os 6 meses de idade não é indicativo de infecção urinária. associada à dor lombar ou não. pré-escolares. urgência miccional e alterações na cor e odor da urina. A Pseudomonas sp. podendo compreender febre. A presença de febre constitui um dado importante. .. especialmente até os 6 meses de idade. A infecção urinária é responsável por cerca de 5% das febres inexplicáveis no lactente e tem sido aceita como um marcador clínico de envolvimento do parênquima renal. Podem ocorrer. As vias urinárias podem ser o foco primário de infecção.A prevalência de infecções urinárias sintomática varia de acordo com o sexo e faixa etária. Dor abdominal e/ou em baixo ventre também são relatos comuns. irritabilidade. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações clínicas da infecção urinária variam com a faixa etária e localização da infecção. No período neonatal. As infecções por Staphylococcus saprophyticus são mais freqüentes nas faixas etárias pré-puberal e puberal. No sexo masculino. o quadro clínico é ainda inespecífico. embora a E. é um gramnegativo não-pertencente à família Enterobacteriaceae que também pode ser causador de infecção urinária. As manifestações mais freqüentes são disúria. Proteus sp. Morganella sp. Enterobacter sp. Nesta faixa etária é obrigatória a pesquisa de infecção urinária nos casos de sepse. sendo responsáveis por 1/3 das infecções urinárias em meninas maiores de 10 anos de idade. escolares e adolescentes. ainda. ganho de peso inadequado e manifestações gastrintestinais (náuseas. vômitos diarréia e cólicas abdominais). após o primeiro ano de vida. especialmente entre os neonatos portadores de uropatias obstrutivas.. Nos lactentes. Nas crianças maiores.. a sintomatologia passa a adquirir maior especificidade. sugere acometimento renal. pois a grande maioria das infecções ocorre por via ascendente. mas a sua presença. bactérias gram-negativas ou bacilos aeróbicos conhecidos como Enterobacteriaceae. Providencia sp. polaciúria. Klebsiella sp. De maneira geral. Salmonella sp. Serratia sp. anorexia. isoladamente.

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A infecção de pele ou orofaringe pelo Streptococcus beta-hemolítico do grupo A determina a produção de anticorpos. A glomerulonefrite aguda em crianças aparece. Em crianças. na maioria das vezes. após doenças infecciosas. embora outros estreptococos (como o pneumococo). O processo inflamatório glomerular é imunologicamente mediado e resulta na instalação de uma síndrome nefrítica aguda. a mais freqüentemente associada tem sido o estreptococcus betahemolítico do grupo A.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaqueline Christiane Lanaro Márcia Melo Campos Pahl Última Atualização: 9/20/2001 11:36:04 AM Quadro clínico e Epidemiologia A glomerulonefrite difusa aguda (GNDA) é uma doença inflamatória não-supurativa que acomete difusamente os glomérulos de ambos os rins. geralmente. meningococos e até Mycoplasma já tenham sido relacionados à glomerulonefrite aguda. Admite-se que o antígeno estreptocócico se deposite na membrana basal . Um grande número de infecções virais e bacterianas têm sido incriminadas. acompanhada. hipertensão arterial e hematúria. Entre as bactérias. de proteinúria e azotemia em graus variáveis. Esta síndrome caracteriza-se pelo aparecimento abrupto de edema. a GNDA pós-estreptocócica (GNDAPE) é a mais comum. estafilococos.

reduzindo. Estudos mostram que crianças que desenvolvem GNDA a partir de piodermites são. mais jovens que aquelas com faringites. Durante este período. A queda na filtração glomerular resulta na retenção renal de sódio e água. portanto sem período de latência. e de 2 a 4 semanas. independentemente do foco primário infeccioso. . e deve-se. hematúria (presente em 25-50% dos casos. O início de uma glomerulonefrite coincidindo com uma infecção. é leve e restringe-se à face). bem como lesão de suas paredes. onde a recuperação se aproxima de 100% dos casos. assim. posteriormente. a criança é assintomática. sugerindo o envolvimento de outros fatores patogênicos. em geral. é possível identificar hematúria microscópica e proteinúria em cerca de 30% dos pacientes. hipertensão arterial (presente em 60 a 80% dos casos . no início do quadro. desaparece em 2 semanas. Vários estudos demonstram que. Menos de 5% dos casos são vistos em crianças abaixo dos 2 anos de idade e 5 a 10%. a superfície filtrante e determinando redução da taxa de filtração glomerular. O sexo masculino é mais acometido que o sexo feminino. média de 21 dias. produzindo edema. recebe os anticorpos circulantes com conseqüente formação de imunocomplexos e ativação do sistema do complemento. A hematúria e proteinúria são decorrentes do processo inflamatório dos capilares glomerulares que permite a passagem de hemácias e proteina para a urina. O prognóstico dos pacientes que se apresentam com a forma típica de GNDAPE é muito bom e isto é particularmente verdade nas crianças. A probabilidade de um indivíduo desenvolver GNDA na presença de um estreptococo nefritogênico é de 15%. oligúria (diurese menor que 1ml/kg de peso/hora em crianças até 10 kg ou abaixo de 600 ml/m2 de superfície corpórea/dia nas maiores é freqüente). insuficiência cardíaca e encefalopatia hipertensiva. As manifestações clínicas da GNDA surgem após um período de latência que varia de 1 a 3 semanas (média de 10 dias) após a infecção de orofaringe. sobretudo na faixa etária dos 3 aos 12 anos de idade. a sepse. ocorrem em adultos com mais de 40 anos de idade. O processo inflamatório gerado produz oclusão dos capilares glomerulares. deve alertar para a possibilidade de exacerbação de doença crônica. Raramente a doença se repete em um mesmo indivíduo. O quadro clínico caracteriza-se por instalação abrupta e abrange os seguintes sinais e sintomas: edema ( presente em 85% dos casos. A mortalidadde na fase aguda é inferior a 1%. o sistema renina-angiotensina está acentuadamente inibido. geralmente. moderada). na proporção de 2:1. não sendo somente uma conseqüência da retenção hidro-salina e da hipervolemia subseqüente. em geral. após as infecções de pele. A doença é mais freqüente em crianças e adolescentes. A hipertensão arterial provavelmente tem origem multifatorial. A diurese induzida por diuréticos não necessariamente determina redução nos níveis pressóricos. contudo.glomerular e. mas há casos com duração superior a 4 semanas).

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ginecomastia. embora dispensando. a tuberculose e os acidentes. escoliose do adolescente. Outras afecções assumem aspectos especiais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 9/5/2001 6:43:18 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Alguns problemas de saúde têm incidência específica na adolescência. atividade sexual precoce e aqueles de natureza psicológica estão extremamente relacionados ao próprio processo de crescimento e desenvolvimento. Acne . Acne. distúrbios menstruais. tratamento específico. na maioria das vezes. as cáries. retardo puberal. como os distúrbios nutricionais. podem constituir importante fonte de ansiedade para o adolescente e sua família. É o caso da baixa estatura. As acentuadas variações de crescimento e desenvolvimento físico que ocorrem na adolescência. do atraso da puberdade e do crescimento linear excessivo (quee já foram discutidas no capítulo de crescimento e desenvolvimento puberal).

Ginecomastia Vulvo-vaginites Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

que exige tratamento de urgência. que devem ser prevenidos com diagnóstico precoce e conduta de urgência. . Vale recordar que um traumatismo na criança pode provocar lesão da placa epifisária de crescimento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:36:10 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Afecções traumáticas Afecções congênitas Devemos dividir as afecções na criança em doenças traumáticas. e que algumas fraturas na infância podem levar a sérios problemas circulatórios. As mais comuns são as doenças traumáticas. congênitas e adquiridas.

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resistência à insulina. as prevalências vão de 7 a 40%. embora não exista um estudo nacional. no Sul. insuficiência cardíaca e renal. podendo chegar a 50% nos idosos. atingindo cerca de 15 a 20% da população adulta. como dislipidemia. microalbuminúria. de 1 a 27% e no Centro Oeste. de 6 a 17%. obesidade central. os estudos regionais realizados com diferentes critérios de definição da doença e de medida da pressão arterial. A hipertensão arterial é um fator de risco para doença cerebrovascular e coronária. no Sudeste. aumento da atividade de fatores da coagulação. de 5 a 38%. alterações tróficas dos . Ela se associa e interage com outros fatores de risco. intolerância à glicose.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Décio Mion Jr1 Ângela MG Pierin2 Última Atualização: 8/10/2001 11:23:36 AM 1 Professor Livre Docente. No Brasil. na região Nordeste. Escola de Enfermagem da USP Epidemiologia e definição A hipertensão arterial é uma doença altamente prevalente. mostram que. Disciplina de Nefrologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP 2 Professora Livre Docente.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hipertrofia e alteração da função diastólica de ventrículo esquerdo.vasos.

O diabetes tipo 2 ocorre na faixa adulta. emagrecimento. onde se destacam a obesidade . muitas vezes. mas. sendo a mais freqüente a deflagrada pelo uso de corticosteróides como medicamentos. O diabetes gestacional não será abordado no presente texto. O diabetes é classificado em dois tipos: o insulino-dependente. polidipsia. O indivíduo apresenta poliúria. O tipo 1 tem seu início na infância ou na adolescência. ou tipo 1.seja ela global ou . o cortisol e o hormônio do crescimento. estando asssociado a mecanismos auto-imunes ainda não bem definidos. Situações onde há excesso de hormônios contra-reguladores são raras. ou tipo 2. polifagia. o diagnóstico somente é feito em situação emergencial em jovem em coma cetoacidótico. com forte determinação por fatores ambientais. como o glucagon. O diabetes é um distúrbio metabólico caracterizado pelo aumento da glicose sangüínea por deficiência de insulina ou por resistência periférica à ação da insulina. como infecções viróticas e processos alérgicos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/21/2001 6:44:04 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O metabolismo de carboidratos é regulado pela insulina e pelos hormônios contrareguladores. depois dos 40 anos. e o não-insulinodependente.

mostrando que a freqüência do tipo 2 é muito maior do que a do tipo 1. o diabético que sobreviva a eventos cardiovasculares como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral terá um risco maior de desenvolver insuficiência renal em níveis dialíticos ou de ficar cego. A ação da hiperglicemia no endotélio e em outros mecanismos bioquímicos provoca uma série imensa de agravos cardiovasculares em ambos os típos de diabetes. Em suma. por queixas vagas ou em rastreamento. No Brasil. O principal é a carga elevada de doença coronária provocada pelo diabetes. A sua apresentação clínica é bastante frustra. sendo diagnosticada. A alteração osmótica provocada pela hiperglicemia e pela produção elevada de corpos cetônicos provoca uma situação crítica do equilíbrio ácido-básico e hidroeletrolítico em crianças e jovens diabéticos com sério risco de vida. a prevalência do diabetes de tipo 1 varia de 7 a 12 por 100. a hiperglicemia sem cetose induz ao coma hiperosmótico. situação esta encontrada no nosso e em outros países.000 habitantes entre 0 a 14 anos e a do tipo 2 é de 7. na maioria das vezes. Importante ressaltar que o diabetes tipo 2. a inatividade física e o tabagismo. costuma ser desconhecido em quase metade dos portadores. Copyright © 2001 IDS . que pode ser confundido com um evento cerebrovascular agudo.localizada no abdome -. seguido das complicações arteriais cerebrais e em membros inferiores e pelo comprometimento das arteríolas em rins e retina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . por quase não apresentar sintomas. Em idosos.8 % da população entre 30 e 69 anos.

8% na faixa etária entre 50 e 64 anos.7% no Sul. Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do Instituto do Coração (InCor) . Disciplina de Cardiologia Departamento de Cardio-pneumologia Epidemiologia e Quadro Clínico Segundo dados do Ministério da Saúde (Datasus . . a presença de obstrução aterosclerótica em artéria coronária.gov.br). variando entre 29. na maioria das vezes. fundamentalmente angina do peito e infarto do miocárdio (52. Dentre as doenças cardiovasculares. José Carlos Nicolau1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:06 AM Autores: 1 Livre-Docente em Cardiologia . Pode ser dividida.9% no Nordeste e 34.1% naquela acima de 64 anos. e 47. As diferentes formas de apresentação da doença coronária (angina do peito e infarto do miocárdio) têm em comum. Os valores atingem 38. as que mais se correlacionam com mortalidade são a doença coronária.do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.USP.datasus.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof. A angina do peito pode ser definida como a presença de dor no peito ocasionada por sofrimento (isquemia) do músculo cardíaco (miocárdio).2% do total de óbitos por doença cardiovascular) e acidente vascular encefálico (32.http://www. as doenças cardiovasculares constituem-se a maior causa de óbito em todas as regiões do Brasil.9%). Dr.

O infarto agudo do miocárdio se caracteriza pela presença de dor precordial de duração prolongada (mais de 20-30 minutos) e. A estável ocorre aos esforços físicos e geralmente se relaciona a uma obstrução aterosclerótica importante (maior de 70%) em uma ou mais das artérias coronárias. No presente texto. é a que tem pior prognóstico. dentre as diferentes formas de apresentação da doença arterial coronária. na maioria das vezes ocorre independentemente de esforço físico e tem pior prognóstico do que a angina estável. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . em estável e instável.de forma simplificada. A angina instável tem várias formas de apresentação. As características da dor são similares na angina do peito e no infarto do miocárdio. variando frequentemente a duração e o fenômeno desencadeante. será abordada apenas a angina estável.

Pessimismo e negativismo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fábio Iuji Yamamoto1 Última Atualização: 8/28/2002 11:50:13 AM Autores: 1 Serviço de Neurologia Clínica da Divisão de Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) constituem a primeira causa de morte entre as doenças cardiovasculares no Brasil. de conduta e prevenção. principalmente entre mulheres. Há grande impacto das doenças cerebrovasculares sobre a sociedade como um todo. caracterizando doenças específicas): o isquêmico. a hemorragia intracerebral e a hemorragia sub-aracnóide. A apresentação inicial de . Por outro lado. tanto no aspecto relativo às perdas econômicas quanto ao custo social gerado pela doença cerebrovascular. atitudes comuns há menos que duas décadas. A doença cerebrovascular pode ser classificada em três grandes grupos (e cada um deles com inúmeras sub-divisões. deram lugar a avanços fantásticos nos seus aspectos diagnósticos. as doenças cerebrovasculares representam uma das áreas da medicina que experimentam progressos cada vez mais rápidos. onde os coeficientes são dos mais elevados quando comparados a países do hemisfério ocidental.

A hemorragia intracerebral pode estar associada a malformações vasculares e ao uso de drogas em indivíduos com idade inferior a 40 anos.todos estes eventos é quase sempre aguda. o diabetes e o colesterol elevado também contribuem. os isquêmicos são responsáveis por 63. A hipertensão arterial é o fator de risco principal para o AVC. porém com intensidade menor do que ocorre com o risco de um infarto do miocárdio.7%. a hipertensão arterial predomina no grupo mais afetado entre os 40-69 anos. nos pacientes normotensos mais idosos. como o tabagismo. Outros fatores. No Serviço de Neurologia de Emergência do Hospital das Clínicas da FMUSP. Copyright © 2001 IDS .8% e a hemorragia subaracnóide por 15.5% dos casos atendidos. a angiopatia cerebral amilóide deve ser considerada no diagnóstico diferencial.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . de tal forma que a sua mortalidade e incidência podem ser consideradas como marcadores da prevalência da hipertensão em uma localidade. motivando a procura de pronto-socorro. a hemorragia intracerebral por 20. O AVC isquêmico associa-se ao processo aterotrombótico ou lacunar no território carotídeo e vértebro-basilar ou a embolia cardíaca.

de cardiopatia valvar ou isquêmica. com o seu agravamento. naqueles com mais de 75 anos. tem características de doença maligna. ficam mais velhas e acabam apresentando insuficiência cardíaca. é observada em mais de 10% dos pacientes. pois. Só o envelhecimento da população já é fator de aumento de sua prevalência. pela sua característica clínica. A insuficiência cardíaca.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Antonio Carlos Pereira Barretto1 José Antonio Franchini Ramires1 Última Atualização: 9/21/2001 6:47:46 AM 1 Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença que vem se tornando mais freqüente com o passar dos anos. com mortalidade superior a 60% no primeiro ano. As pessoas não morrem mais de doenças infecciosas. mesmo nos dias de hoje. é doença limitante. nas formas avançadas. sendo diagnosticada em menos de 2% entre os com menos de 55 anos. . que. reduz substancialmente a qualidade de vida dos pacientes e.

equivalente a 4. geralmente. O mesmo se aplica aos seguros saúde e pacientes privados. obstipação ou diarréia e dor abdominal difusa. estes últimos especialmente nos idosos. enquanto aqueles crônicos. À semelhança dos sintomas. como oligúria. Alguns sintomas estão relacionados especificamente a falência do ventrículo direito determinada pelo acúmulo generalizado de fluidos. nas formas mais avançadas. dispnéia de repouso até edema agudo de pulmão. como insuficiência aguda da bomba com edema agudo de pulmão ou choque cardiogênico. Ao exame físico. dependendo da câmara acometida. Nos casos de falência direita: estase jugular. são também observados com certa freqüência. não havendo exame complementar capaz de definir de maneira única e objetiva a presença desta síndrome. A insuficiência cardíaca foi a principal causa de hospitalização entre as doenças cardíacas. Desconforto em hipocôndrio e flanco direito (hepatomegalia e distensão da cápsula de Glisson) e sintomas gastrointestinais. especificamente. . vômitos. náuseas. plenitude pós-prandial. apresentam-se malnutridos e até caquéticos. teremos diferentes sinais. Alguns outros sintomas. hepatomegalia. ortopnéia. pela sua freqüência. o estado geral de pacientes com IC de recente início pode ser relativamente bom. variando de extremos. O diagnóstico da IC é. especialmente. os gastos familiares na assistência ao doente etc. eminentemente. secundários à dilatação ventricular e hiperfonese do componente pulmonar da segunda bulha podem ser observados. sendo a expressão clínica da hipertensão venocapilar pulmonar. sopros sistólicos em áreas mitral e tricúspide. anasarca com derrame pleural e ascite. é uma das doenças que onera muito os serviços de saúde pública e privada. Nos casos com falência esquerda. da rapidez com que a síndrome se desenvolve e. tendo o governo gasto R$ 150 milhões no tratamento.Ao lado deste cortejo clínico. nas fases tardias da doença. são os mais freqüentes. O principal sintoma da insuficiência ventricular esquerda é a dispnéia nas suas várias formas de apresentação: aos esforços. dispnéia paroxística noturna. Fadiga e astenia são sintomas também freqüentes.6% das despesas com hospitalizações no ano de 1998. se houve tempo suficiente para que os mecanismos compensatórios sejam acionados ou para que ocorra retenção hídrica e o fluido se acumule no espaço intersticial. poderemos encontrar estertores finos em bases pulmonares. noctúria. edema de membros inferiores e. Achados cardíacos denotando disfunção ventricular incluem ritmo de galope com terceira bulha patológica. até disfunção ventricular esquerda assintomática ou leve. prejuízo da memória e insônia. a análise de sinais e sintomas mantém-se como a principal maneira para se diagnosticar a IC. A manifestação clínica depende. são encontrados sinais clínicos que variam com o grau e a cronicidade da doença. Mesmo com todo o avanço tecnológico e científico dos últimos anos. Outras alterações. clínico. A insuficiência cardíaca pode apresentar-se de diferentes maneiras. As despesas são ainda maiores se considerarmos os dias não trabalhados. como pulso alternante. Desta forma. confusão mental. de maneira importante.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

As doenças arteriais inflamatórias (arterites) são menos freqüentes. O quadro depende da gravidade das lesões e se manifesta de três formas distintas: claudicação intermitente. aumentando de intensidade até obrigar o paciente a parar. O diagnóstico etiológico começa pela idade: a aterosclerose atinge os indivíduos acima de 50 anos. A insuficiência arterial dos membros tem quadro clínico bastante característico. quase sempre. enquanto as arterites ocorrem antes dessa idade. Claudicação intermitente: É um sintoma característico e patognomônico. podendo. ser diagnosticada apenas com base na história e exame físico. Consiste na dor muscular. dor isquêmica de repouso e necrose tecidual. Ela responde por mais de 90% dos casos. Por si . mas podem causar isquemia importante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Pedro PuechLeão1 Última Atualização: 9/3/2001 9:27:16 AM Autores: 1 Professor Titular de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A principal causa de insuficiência arterial dos membros é a aterosclerose. que aparece após andar uma certa distância.

chegando a impedir o sono. embora a distância que o paciente consegue caminhar sem dor possa variar dependendo de fatores ambientais e do terreno. para só voltar após nova caminhada na mesma distância A claudicação intermitente é. nem ao iniciar a marcha. portanto. ou seja. instalada a dor. Dor isquêmica de repouso: Esta representa uma insuficiência arterial mais avançada. se o paciente decidir empreender uma caminhada. não existe um dia em que o indivíduo pode andar longas distâncias sem dor. portanto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O paciente sente dor de forte intensidade mesmo parado. o paciente nunca sente dor quando está parado. surgirá a claudicação conforme descrito acima. o paciente pode continuar andando se diminuir o ritmo. 2. Porém. A dor aparece após andar alguma distância. Copyright © 2001 IDS . será obrigado a parar. Estes quase sempre melhoram na posição sentada ou em pé. mais intensa na extremidade: dedos e dorso do pé. a dor cede completamente em alguns minutos. A dor isquêmica de repouso pode ser acompanhada de formigamento e adormecimento dos dedos. uma vez tendo parado. um sintoma característico e inconfundível. 4. porque a circulação aumenta pela ação da gravidade. para não confundi-lo com outras manifestações dolorosas dos membros. ela oscila dentro de uma determinada faixa. mas.só. na maioria deles. ocorre principalmente à noite. O ato de levantar-se e dar alguns passos pode melhorar a dor. é importante caracterizar bem o sintoma. constante e sempre presente nas mesmas circunstâncias. Diferencia-se de outros quadros dolorosos pelo fato de piorar quando o paciente se deita. Na anamnese. A dor é em queimação. Portanto. As características que permitem reconhecer a claudicação intermitente são: 1. se insistir. faz o diagnóstico de insuficiência arterial. mesmo que o paciente fique em pé. 3. O sintoma é.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Morato Castro1 Jorge Kalil1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:52 AM Serviço de Imunologia do Hospital das Clínicas e Disciplina de Alergia e Imunopatologia da Faculdade de Medicina da USP 1 Rinite alérgica Alergia a veneno de insetos Dermatite atópica Reação adversa a drogas Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Fábio F.

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Se incluirmos no diagnóstico o processo inflamatório que acomete a mucosa do nariz e seios paranasais em gripes e resfriados comuns (infecções virais). É definida como uma inflamação específica da mucosa que forra as cavidades paranasais ou seios da face causada por agentes físico. sendo a incidência influenciadas por fatores regionais. ambientais e sócio-econômicos. a incidências anual por habitante chegará a duas por ano em adultos e até quatro vezes ao ano em crianças.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 6:55:16 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A rino-sinusite é doença de grande incidência entre adultos e crianças. Estima-se 20% dos adultos terá ao menos um episódio de rino-sinusite ao longo de suas vidas. químicos ou microbiológicos. . Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas tem rino-sinusite a cada ano.

. esfenoidais e frontais). No processo agudo. Nas infecções mistas (aeróbios e anaeróbios) o H. Na rino-sinusite crônica. Na rino-sinusite hospitalar as bactérias gram negativas predominam. Tanto na rino-sinusite aguda como na crônica. seguida pela Klebsiela pneumoniae. irites. são predominantes. etmoidais. Em infecções do seio maxilar relacionadas a problemas dentários. predominando cocos anaeróbios e Bacterióides sp. Copyright © 2001 IDS . fibrose e supuração ativa presentes ao mesmo tempo levando a alterações irreversíveis. retinites.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ceratites. (8%) e Moraxella Catharralis (4% em adultos e até 20% em crianças). coroidites. abscesso epidural. Vários estudos mostram a Pseudomonas aeruginosa como a mais comum. Staphylococcus aureus. Proteus mirabilis e Escherichia coli. o epitélio ciliado do forramento cavitário é destruído ou inativado. De maneira prática classificamos a rino-sinusite em aguda (menos de quatro semanas) e crônica sendo o diagnóstico baseado em estimativas da duração da inflamação. impedindo a drenagem normal das secreções. porém a alta incidência da afecção na população implica que as rino-sinusites tenham um papel no aparecimento de dacriocistite supurada (infecção do saco lacrimal). as infecções anaeróbias e estreptocócicas são as mais comuns. conjuntivites. Enterobacter sp. a resposta seria reversível através de tratamento adequado. osteomielites. O movimento ciliar na mucosa sinusal drena o muco sinusal para as fossas nasais. com retorno das características normais da mucosa. os anaeróbios tem um papel relevante (cerca de 90%). As complicações das rino-sinusites são raras. revestidos pela mucosa nasal que se invaginou pelos orifícios de comunicação. escierites. influenzae e o Streptococus sp. uveites e coriorretinites. A inflamação crônica implica em uma contínua resposta inflamatória com necrose. trombose de seios venosos e abscesso cerebral.meningite.Os seios paranasais são quatro estruturas pares (seios maxilares. Em imunodeprimidos podemos encontrar infecção fúngica. Os agentes infecciosos da rinosinusite aguda são o Streptococus pneumonie e o Hemophilus influenzae (responsáveis por 60 % dos casos).

O incremento médio anual no Rio Grande do Sul.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rafael Stelmach1 Alberto Cukier2 Última Atualização: 9/21/2001 6:50:12 AM 1 2 Professor doutor da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Professor livre docente da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A prevalência mundial de asma brônquica em crianças e adolescentes oscila entre 5% e 22%.4%. a asma é responsável por aproximadamente 5% das consultas ambulatoriais e até 16% das consultas de emergência. por exemplo. Observou-se aumento de mortalidade por asma em várias regiões brasileiras entre a década de 70 e a de 90. ocorreram 2. porém taxas estáveis foram verificadas no Estado de São Paulo. Em serviços de pediatria. Em 1997.8% do total de óbitos na população. foi de 8.672 óbitos por asma no país. avaliada em estudo internacional que contou com dados de cinco capitais brasileiras. Os óbitos por asma representaram cerca de 0. entre 1970 e 1992. A prevalência cumulativa média neste estudo foi de 13%. na faixa etária de 5 a 19 anos. O desconhecimento . Esta é uma característica da doença: maior morbidade e menor letalidade.

Em alguns pacientes. Esta compreensão da patogenia produziu substancial mudança na classificação da gravidade da asma. Em decorrência. desenvolvidos na última década. Há uma imediata ativação de células inflamatórias e liberação de mediadores. Como conseqüência. e não mais simplesmente ao do broncoespasmo. ocorre uma segunda redução do fluxo aéreo.sobre o caráter inflamatório da doença. desencadeando a sintomatologia. que passou a ser direcionado ao controle da inflamação. Copyright © 2001 IDS . há contração da musculatura lisa dos brônquios.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Estas permanecem neste estado de hiperreatividade por vários dias. Caso novos estímulos desta ou de outra natureza ocorram. deram clareza aos processos fisiopatológicos da asma. o fluxo aéreo se reduz. bem como a ausência de um programa de educação e tratamento padronizados podem justificar parte destes números. Asma brônquica é uma doença crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios recorrentes de tosse seca. ocorre a chamada reação dual em que. com implicações diretas no tratamento. Estes conceitos. sibilância e dispnéia. que se correlaciona com a gravidade da asma. facilitando o acesso dos mediadores aos receptores irritativos. que evolui com crises quando um indivíduo sensível é submetido a um estímulo nas vias aéreas. perpetua-se a hiperreatividade. primordialmente vinculados a um processo inflamatório persistente. aproximadamente 6 horas após o estímulo inicial. hipersecreção mucosa e edema das vias aéreas. Este ciclo inflamatório leva à destruição do epitélio de revestimento das vias aéreas e à exposição de terminações nervosas. com conseqüente aumento do tônus das vias aéreas. É uma doença incurável.

a bronquite crônica e o enfisema pulmonar.Departamento de Cardio-Pneumologia Professor Doutor da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . Este conceito engloba duas entidades.Departamento de Cardio-Pneumologia Quadro clínico e Epidemiologia A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma entidade clínica caracterizada pela obstrução ou limitação crônica ao fluxo expiratório.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Cukier1 Rafael Stelmach2 Última Atualização: 9/21/2001 6:54:32 AM 1 2 Professor Livre Docente da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . sendo os pacientes acometidos geralmente pelos dois componentes simultaneamente. Os sintomas predominantes são a tosse. O tabagismo é a causa predominante. de progressão lenta e irreversível. responsável por mais de 90% dos casos da doença. com história de tosse e expectoração . Devido a seu caráter progressivo e incapacitante. a expectoração e a dispnéia. O paciente portador de DPOC habitualmente é um fumante ou ex-fumante. em grau variável. como pelo custo do tratamento. tanto pelo absenteísmo e aposentadorias precoces. a DPOC acarreta impacto econômico considerável.

cianóticos. com tórax em barril. hepatomegalia e edema de membros inferiores podem ser observados. Crepitações podem ser audíveis particularmente nos pacientes bronquíticos. Os pacientes com enfisema mais pronunciado tendem a ser magros. ascite. freqüentemente. têm tendência à obesidade. taquipnéicos. os doentes costumam se apresentar com edema dos membros inferiores e cianose. O exame físico pode ser normal. Durante as exacerbações é freqüente a sibilância. os pacientes tendem a evoluir com exacerbações agudas. o desenvolvimento de cor pulmonale não é incomum. quando aumenta o grau da dispnéia.de longa data. Nos casos em que se desenvolve cor pulmonale. a tosse e o volume da expectoração. ao lado das manifestações clínicas crônicas. Caracteristicamente. estase jugular. utilizando os músculos acessórios da respiração. pois gera incapacidade e tende a ser progressiva. Nestes casos. sopro tricúspide. que. timpanismo. por outro lado. Naqueles pacientes com hipóxia crônica. A ausculta pulmonar tenderá a revelar diminuição do murmúrio vesicular quando a obstrução for muito acentuada ou na presença de enfisema. Estes sintomas precedem ou são concomitantes ao aparecimento de dispnéia em cerca de 75% dos casos. Aqueles em que predomina a bronquite crônica. hiperfonese de segunda bulha. se torna amarelada. Copyright © 2001 IDS . A dispnéia é o sintoma principal. com sinais de insuficiência cardíaca direita. são menos dispnéicos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

o câncer de pulmão é a causa mais freqüente de morte relacionada ao câncer e a segunda maior incidência de câncer em ambos os sexos. com estimativa de 20. Bernardo2 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:16 AM 1 2 Diretor da Clínica de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Médico Assistente de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O câncer de pulmão.000 casos novos no ano de 2000. no Brasil.000 mortes no ano de 1997 (9. . é a segunda maior ocorrência de câncer no sexo masculino e a sexta no sexo feminino.000 casos novos por ano. Nos Estados Unidos. No mundo. foram registrados 164. A doença é mais freqüente no sexo masculino. Jatene1 Wanderley M. tendo sido responsável por cerca de 13. O câncer de pulmão é mais freqüente. tendo a incidência no sexo feminino aumentado em 22% na última década.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fabio B.500 mulheres). em pessoas com idade acima de 40 anos e principalmente na faixa etária de 60 anos.500 homens e 3. ainda.

22 vezes e 12 vezes maior que o risco dos não-fumantes. Estes tipos histológicos são freqüentemente classificados em conjunto porque. o risco é. maior o risco. Assim. nas fundações de construções). é considerada a segunda maior causa de câncer de pulmão. como a exposição ao gás radônio (gás radioativo que pode se acumular no solo. urânio. Câncer de pulmão de pequenas células (20%): estes tumores são de origem neuroendócrina e são muito agressivos.O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer pulmonar. Não fumantes expostos a fumantes têm também maior risco de desenvolver câncer de pulmão. não-expostos. Quanto maior o tempo e a quantidade de cigarros fumados. a medida mais importante a ser tomada é não fumar. com sobrevida média após o diagnóstico de 2 a 4 meses. também são medidas preventivas. Além disso. Evitar a exposição a pessoas que estejam fumando.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nos Estados Unidos. Acredita-se que mais de 80% dos casos sejam resultantes do tabagismo. asbesto etc. bem como aos demais fatores sabidamente relacionados com o câncer de pulmão (radônio. incluindo epidermóide ou carcinoma escamoso. como o asbesto. o carcinoma de pequenas células tem a maior tendência de ampla disseminação. Há outros fatores relacionados com o desenvolvimento do câncer pulmonar. a exposição a substâncias químicas. adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. que. cromo e níquel. mas é o mais responsivo à radio e à quimioterapia.). Na prevenção do câncer de pulmão. Câncer de pulmão não-pequenas células (80%): é representado por um conjunto heterogêneo de três tipos histológicos distintos de câncer de pulmão. no homem e na mulher. respectivamente. O câncer de pulmão pode ser dividido em dois grupos principais: não-pequenas células e de pequenas células. Copyright © 2001 IDS . têm o potencial de cura com a ressecção cirúrgica. com índices 30% acima dos verificados em não-fumantes. Comparado com outros tipos celulares de câncer de pulmão. têm sido associada de maneira menos freqüente ao câncer de pulmão. quando localizados.

Departamento de Clínica Médica da FMUSP Professor Titular. A prevalência exata da tireotoxicose na população geral é desconhecida e depende tanto da distribuição geográfica como da acurácia diagnóstica. Disciplina de Endocrinologia. nos últimos anos. A tireotoxicose pode originar-se de várias causas: Causas Doença de Graves Mecanismo Estimulação tireóidea anormal por anticorpos anti-receptor do TSH .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Meyer Knobel1 Éder Carlos Rocha Quintão2 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:56 AM 1 2 Professor Livre-Docente. significativamente. Disciplina de Endocrinologia. Esta última tem melhorado. Departamento de Clínica Médica da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia HIPERTIREOIDISMO Hipertireoidismo é uma condição clínica caracterizada pelo aumento da secreção de hormônios tireóideos (denominado tireotoxicose) devido à hiperfunção glandular.

dificultando o diagnóstico do hipertireoidismo. com pico entre 40 e 60 anos. amiodarona. hCG = gonadotrofina coriônica A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo franco. está justificada a triagem laboratorial de rotina na população em geral. sem a ajuda de recursos laboratoriais. Em outros pacientes. A avaliação clínica e laboratorial permite distinguir entre portadores da forma subclínica (assintomático e apresentando níveis séricos normais de hormônios tireóideos) e branda. Em outros. Exibe espectro clínico variável.Nódulo hiperfuncionante Bócio multinodular tóxico "Hashitoxicose" Adenoma folicular autônomo. caracterizada pela presença de anticorpos estimuladores dirigidos contra o receptor da tireotrofina (TSH). entretanto. resultante da diminuição da produção e da redução dos níveis circulantes dos hormônios tireóideos e reversível com a reposição hormonal deficiente. O excesso de hormônios tireóideos livres circulantes provoca manifestações clínicas. (2) terapia do hipertireoidismo . mas a incidência aumenta com a idade em ambos os sexos. em ordem decrescente de freqüência são: (1) doença de Hashimoto. Conseqüentemente. pacientes com bócio preexistente não-endêmico Interação do hCG aos receptores de TSH Superprodução de TSH Tireotoxicose induzida por iodeto Tumores trofoblásticos (mola hidatidiforme. o quadro clínico é inequívoco. que refletem uma exacerbação dos seus efeitos metabólicos. o distúrbio é franco. coriocarcinoma) Adenoma hipofisário produtor de TSH TSH = hormônio estimulador da tireóide. doença de Graves. provocando sintomas e sinais evidentes de comprometimento sistêmico. Todos. pacientes de áreas endêmicas de bócio. Tem etiologia autoimune. as evidências clínicas são inespecíficas. Em alguns pacientes. É mais comum em mulheres que homens. HIPOTIREOIDISMO O hipotireoidismo define síndrome clínica e bioquímica. exibem concentrações circulantes elevadas de hormônio estimulador da tireóide (TSH). pode ocasionar espectro variável de sintomas. antisépticos tópicos [Povidine]) em portadores de nódulos autônomos. ativação constitutiva de receptores de TSH Múltiplos nódulos autônomos funcionantes Doença tireóidea auto-imune decorrente da superposição das doenças de Graves e Hashimoto Sobrecarga de iodo (constrastes radiológicos. Como o desenvolvimento dos sintomas e sinais de hipotireoidismo é tipicamente insidioso e a prevalência da forma subclínica é estimada em 40%. As causas mais comuns de hipotireoidismo.

amiodarona. interferon alfa). (7) tireoidite subaguda. (6) hipotireoidismo central (hipofisário ou hipotalâmico).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . (8) deficiência de iodo e (8) resistência generalizada ao hormônio tireóideo.com 131I. (5) uso de drogas (lítio. (4) pós-parto (transitório em 60-70% dos casos). iodeto. (3) terapia prévia de hipertireoidismo com drogas antitireóideas. (3) tireoidectomia subtotal para hipertireoidismo ou tumor.

Níveis de hemoglobina indicativos de anemia ao nível do mar * Grupos por faixa etária/sexo 6 meses a 5 anos Hemoglobina (g/dl) <11 . A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu estes parâmetros. são necessários parâmetros para estudar populações e servir de referência na prática clínica. é definida como uma redução nos níveis de hemoglobina do sangue. Determinar os níveis normais de hemoglobina não é fácil. Por isso. Tabela 1. o mais frequente sinal encontrado na prática clínica. porque cada indivíduo tem a concentração de hemoglobina adequada à sua massa muscular ou tecido metabolicamente ativo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Sandra Gualandro1 Última Atualização: 8/10/2001 11:30:06 AM Autores: 1 Disciplina de Hematologia e Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Anemia. baseando-se em estudos de âmbito mundial (tabela 1).

Os sintomas de anemia relacionam-se à redução na capacidade de transportar oxigênio do sangue e à alteração do volume sanguíneo total. portanto. como acontece. Quanto mais abrupta a queda no volume sanguíneo e/ou nos níveis de hemoglobina. A velocidade de desenvolvimento das alterações é crucial para a determinação da intensidade dos sintomas. Embora a anemia ferropênica seja a doença de maior prevalência no mundo. mais intensos os sintomas.6 a 14 anos Homens adultos Mulheres adultas Mulheres grávidas *WHO technical support series no. o paciente permanece assintomático ou oligossintomático. geralmente. nas anemias ferropênicas. podendo decorrer de múltiplas causas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . acometendo cerca de 0. 405. o diagnóstico correto para a instituição da terapêutica adequada. Copyright © 2001 IDS . associadas à capacidade compensatória dos sistemas pulmonar e cardiovascular. existem outros tipos de anemia em que o ferro está em níveis normais ou até em excesso. mesmo com níveis muito baixos de hemoglobina.5 bilhão de pessoas e predominando nos países em desenvolvimento. A doença de base ou doenças associadas também interferem na intensidade das manifestações clínicas e na adaptação do paciente à anemia. 1968 <12 <13 <12 <11 Anemia é sempre sinal secundário de alguma doença. É fundamental. Nas anemias de instalação lenta. como nas hemorragias agudas ou crises hemolíticas.

localmente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. Ao conjunto desses mecanismos é dado o nome de hemostasia. às plaquetas e aos mecanismos de coagulação/ fibrinólise. solidificando-se. Para tal. depois da cicatrização tecidual. Para que todas essas atividades sejam realizadas adequadamente. Elbio Antonio D'Amico1 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:58 AM 1 Médico Assistente de Hematologia do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A conservação do volume sangüíneo circulante normal dentro do compartimento intravascular é fundamental para manutenção da função tecidual fisiológica. Como o tampão hemostático formado irá alterar as propriedades reológicas do vaso acometido. de modo a permitir que ocorra a reparação do tecido lesado. o sangue deve manter-se no estado líquido. quando dentro dos vasos. deverá ocorrer a lise do trombo. o organismo utiliza mecanismos ligados aos vasos (endotélio). permitindo que o vaso possa voltar a desempenhar adequadamente as suas funções preestabelecidas. quando houver qualquer lesão na parede vascular. .

Nas pessoas normais. quando confrontadas com outras mulheres normais. deve-se observar se. Nas alterações plaquetárias podem ainda ocorrer sangramentos superficiais originados das mucosas nasal. podem. onde as hemartroses (sangramentos intra-articulares) espontâneas são manifestações características. aos quais o paciente tenha sido submetido. uma vez que estas situações avaliam o sistema hemostático melhor do que qualquer teste laboratorial. a sua ausência atesta um bom estado do sistema hemostático. que podem ser congênitas ou adquiridas.Os distúrbios ou anormalidades hemostáticas podem manifestar-se clinicamente através de duas sintomatologias opostas: as manifestações hemorrágicas e as manifestações vasooclusivas ou trombóticas. a realização ou não de suturas e a necessidade ou não de retorno ao odontólogo para o controle do sangramento. Enquanto alguns pacientes interpretam seus sangramentos como normais. são quase sempre observadas nas alterações plaquetárias. Serão abordados somente os distúrbios hemorrágicos. Como esses procedimentos associam-se a um tecido ósseo não-compressível. Porém. Ainda neste contexto. plaquetárias ou dos mecanismos de coagulação/fibrinólise. As características da manifestação hemorrágica podem orientar quanto ao diagnóstico do tipo de anormalidade hemostática. que são hemorragias puntiformes originadas de alças capilares dérmicas. Quanto às exodontias. para outras pessoas. deve-se pensar . mais comumente. O questionamento sobre procedimentos cirúrgicos. é de grande importância. sendo as últimas as mais comuns na prática médica. nas coagulopatias congênitas. eventos traumáticos da mesma intensidade levam ou não a sangramentos de intensidade comparável ou não. gastrointestinal e gênito-urinária. ou vasculares. particularmente crianças. são mais valorizáveis as hemorragias que ocorrem após a extração de um pequeno incisivo do que após a extração de um grande molar. Porém. Considerações semelhantes podem ser feitas quanto à adenoamidalectomia. Epistaxe pode ocorrer em várias condições hemorrágicas. As hemorragias profundas do tecido subcutâneo. Assim sendo. Quando sempre unilaterais. no intuito de poder classificar o distúrbio hemorrágico como congênito ou adquirido. particularmente nas hemofilias. regiões retroperitoneais e órgãos intra-abdominais são observadas. a epistaxe tende a ocorrer nos meses mais secos. deve-se questionar sobre o número e qual o dente extraído. músculos. eventualmente. podendo também levar a conclusões erradas. então. Por exemplo. ao se questionar sobre manifestações hemorrágicas cutâneas pós-traumáticas. a presença de hemorragia após esse procedimento não é muito valorizável como parâmetro de normalidade. Estes podem ocorrer devido a alterações vasculares. doença de von Willebrand e teleangiectasia hemorrágica hereditária. A história clínica de manifestações hemorrágicas algumas vezes é difícil de ser obtida. Como muitas pessoas normais podem apresentar maior sangramento após a extração de um molar. mas é particularmente mais comum nas plaquetopenias. As equimoses são observadas em qualquer tipo de diátese hemorrágica. apresentam a mesma alteração hemostática. Muitas mulheres podem referir períodos menstruais com duração e intensidade de fluxo normais. é sempre importante comparar as respostas hemostáticas dos pacientes com as de seus familiares próximos ou conhecidos. outros podem supervalorizá-los. As petéquias. observar a presença de menometrorragia. porque comparam com familiares próximos (mãe e irmãs) que. é oportuno localizar no tempo as manifestações hemorrágicas e os procedimentos cirúrgicos realizados.

além de resultar de doença local. Nas crianças. o estudo familiar pode ser útil e característico. doença de von Willebrand e uremia. Como muitas das doenças congênitas são hereditárias. Sangramento gengival. hemofilias. particularmente nos pacientes sob terapia anticoagulante. Embora existam exceções. alterações plaquetárias (incluindo a trombocitemia essencial). Hematúria pode ocorrer nos distúrbios plaquetários. nas doenças congênitas. uremia. O questionamento sobre a época de início do aparecimento dos primeiros sangramentos é útil para se diferenciar as tendências hemorrágicas congênitas das adquiridas. enquanto que.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . disproteinemias e escorbuto. as hemorragias iniciam posteriormente (idade adulta). questões importantes referem-se a sangramentos associados à queda do coto umbilical e com a erupção dos dentes. Hemorragia gastrointestinal pode ocorrer em qualquer diátese hemorrágica. Copyright © 2001 IDS . nas condições adquiridas. as manifestações começam na infância.em lesão local. teleangiectasia hemorrágica hereditária. doença de von Willebrand e uso de anticoagulantes orais. A primeira condição costuma-se associar à deficiência do fator XIII. afibrinogenemia e deficiência do fator VII. pode ocorrer nas alterações plaquetárias.

com etiologia desconhecida. auto-imune. habitualmente. resume seus principais elementos: inflamação crônica característica básica da artrite reumatóide. com prevalência entre 0. persistente.5 a 1% na população adulta. Trata-se de uma doença inflamatória crônica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Yeda Magalhães Laurindo1 Última Atualização: 8/16/2001 9:15:26 AM Autores: 1 Professora assistente doutora do serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A artrite reumatóide é uma doença universal. embora complexa. entre 20 e 60 anos de idade. O caráter crônico. É caracterizada pelo comprometimento de pequenas e grandes articulações (artrite) de forma progressiva e aditiva. Esta definição. causando deformidade e gradativa perda funcional. sistêmica. A inflamação. inicialmente da membrana sinovial. manifesta-se clinicamente como artrite e laboratorialmente pelo aumento das chamadas provas de atividade inflamatória inespecíficas. com a maior incidência em torno dos 45 anos. O início da doença ocorre. causando destruição da cartilagem e osso com conseqüente incapacidade física. . implica na presença de mecanismos inflamatórios e imunológicos que perpetuam esta inflamação.

reflete o caráter auto-imune da doença. Minimizar. nos referimos à chamada "mão reumatóide": alargamento dos punhos. A perda funcional durante a fase aguda da doença é causada pela dor e edema das articulações. interfalangeanas proximais) e pés (metatarsofalangeanas) é particularmente importante para o diagnóstico e definição da doença. Atualmente. Copyright © 2001 IDS . geralmente melhora na gravidez e piora durante a amamentação). nódulos e vasculites. permanecer assintomático por longos períodos equivale a uma "verdadeira cura". desvio ulnar dos dedos. Este é um conceito fundamental: como não conhecemos o agente etiológico. para o paciente. deter a destruição articular e a incapacidade funcional é o objetivo do tratamento. estima-se que mais de 50% dos indivíduos afetados apresentem dificuldades no desempenho das atividades profissionais após dez anos de doença. não consideramos ou não falamos em cura. atrofia da musculatura interóssea. mal-estar. outros órgãos e sistemas podem ser acometidos. metacarpofalangeanas. A manifestação clínica característica da doença é a artrite persistente. pois isto implicaria na eliminação de um agente causal que desconhecemos. em cerca de 60-80% dos pacientes. assume caráter permanente como consequencia da destruição cartilaginosa e óssea. Tradicionalmente. Está diretamente associada à morbidade da doença e deve ser evitada. edema das metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais. multifatorial. com predisposição genética e influência de fatores ambientais. botoneira e martelo. dedos em pescoço de cisne. Os pacientes podem apresentar febre. Mencionamos "controle" ou "remissão" de doença. com participação do sistema imunológico. Posteriormente. linfoadenopatia. Importante destacar que é uma doença complexa. Entretanto. hormonal (predomina em mulheres na proporção de 3:1. perda de peso. Entretanto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . acometimento pulmonar e hematológico. A detecção do chamado fator reumatóide (auto-anticorpo que reconhece como antígeno a porção constante de outro anticorpo).Embora as manifestações clínicas características envolvam as articulações. O envolvimento das pequenas articulações das mãos (punhos. resultado de lesões irreversíveis da cartilagem e osso e devem ser evitadas com diagnóstico e tratamento precoces. muitas destas deformidades são tardias. acometendo pequenas e grandes articulações periféricas de forma simétrica e aditiva.

.8% dos casos. o que permite diferenciá-la. caso se estenda por mais de meia hora. de início fugaz e episódica. Tem característica mecânica.6% das faltas ao trabalho (ocupando o terceiro lugar das causas de incapacidade. porém pode afetar indivíduos mais jovens. e contínua e difusa com a progressão da artrose. isto é. O sintoma dominante da osteoartrose é a dor articular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Fuller1 Última Atualização: 8/10/2001 11:26:48 AM Autores: Responsável pelo Grupo de Osteoartrose do Serviço de Reumatologiado do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Epidemiologia e Quadro Clínico A osteoartrose ou artrose é doença de alta prevalência. atingindo 10% da população acima dos 60 anos. as doenças osteoarticulares foram responsáveis por 10. A osteoartrose foi a causa do impedimento laborativo em 7. No Brasil. que ocorre na artrite da doença reumatóide. faz-se necessário o diagnóstico diferencial com artrite reumatóide. a qual tende a ser mais constante e prolongada. na maioria das vezes. aparece com o início do movimento (dor protocinética) e melhora com o repouso. geralmente de poucos minutos. da dor com características inflamatórias. Pode ocorrer rigidez matinal fugaz. após as doenças mentais e as cardiovasculares).

nessa articulação. com a formação de nódulos de Heberden e Bouchard respectivamente. Nas mãos. Essa forma é considerada geneticamente determinada. falta de alinhamento e instabilidade articulares podem ocorrer. quadris e coluna). Nas mãos. que decorre da sobrecarga no movimento de pinça entre o polegar e os demais dedos. apresenta-se ainda como muito frequente a artrose da primeira carpo-metacarpiana. Copyright © 2001 IDS .No exame físico. Em alguns casos. varismo e valgismo e lesões meniscais e traumas. Pode acometer as articulações interapofisárias e as intervertebrais. a região cervical e lombar são as mais atingidas. A musculatura correspondente à articulação pode estar hipotrofiada. Os sintomas são dor local e sintomas neurológicos (tanto sensitivos como parestesias como motores) decorrentes de compressão radicular pelos osteófitos. As articulações mais acometidas são as das mãos e as de carga (joelhos. A artrose de joelhos é freqüentemente secundária à obesidade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A escoliose e a hiperlordose lombar favorecem a osteoartrose da coluna. detectado pela palpação da articulação durante o movimento de flexo-extensão. a articulação comprometida mostra-se dolorosa à palpação e mobilização. são brandos. as interfalangeanas proximais. há presença de derrame articular. se presentes. predominando no sexo feminino. Os sinais inflamatórios. sendo característica. A amplitude do movimento articular pode ficar reduzida. Deformidade. Na coluna. as articulações mais afetadas são as interfalangeanas distais. a presença de crepitação ao movimento.

responsáveis em manter a integridade da mucosa (barreira mucosa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaime Natan Eisig1 Antônio Atílio Laudanna2 Última Atualização: 9/21/2001 7:21:52 AM 1 Médico Assistente da Disciplina de Gastroenterologia Clinica do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A úlcera péptica decorre de um desequilíbrio entre os fatores agressivos (HCl. porém. pepsina. mas calcula-se que 10% da população têm. a melhora das condições de vida dos indivíduos. Vários fatores influenciam o equilibrio entre a agressão e defesa da mucosa. com os tratamentos de erradicação do Helicobacter pylori. A tendência. ainda. tiveram ou terão úlcera. a quase totalidade das úlceras gástricas e duodenais têm relação com a presença do Helicobacter pylori. fluxo sanguineo. regeneração epitelial). Na ausência de antiinflamátorios nãoesteróides e de gastrinoma. No Brasil. as úlceras estão sob controle e há. não há números oficiais. é que a prevalência da doença esteja caindo. sais biliares e Helicobacter pylori) e defensivos. o que contribui para a não-contaminação. porque. .

Outros sintomas dispépticos. algumas vezes. vômitos não são próprios da úlcera péptica mas podem estar associados.5 a 3 vezes). Pesquisas efetuadas em 24 países em desenvolvimento. queimadura ou desconforto na boca do estômago". são muito discretos. entre os fatores ambientais . atípicos ou mesmo ausentes. a infecção pelo Helicobacter pylori é quase universal. representados por café. Após a descoberta do Helicobacter pylori. refrigerantes. pode ser detectada a infecção pelo Helicobacter pylori. as úlceras são mais frequentes no sexo masculino (1. ao passo que. em virtude da associação da úlcera duodenal com refluxo gastroesofágico. particularmente duodenal. álcool. mas não existe comprovação científica de que algum desses fatores leve à incidência maior de úlcera do que aquela esperada na população em geral. entre eles o Brasil. entre 50 a 70 anos. condimentos. Os sintomas referidos pelos pacientes não permitem diferenciar a úlcera duodenal e úlcera gástrica e. mostraram que 50% das crianças e 90% da população adulta tinham a infecção. Além da infecção pela bactéria. as precárias condições de vida e deficientes cuidados sanitários e de higiene representam significantes fatores de risco para a aquisição desta infecção. circunscrita e descrita como "dor de fome. náuseas. Quando presente. O que se acredita é que indivíduos que se alimentam mal e vivem sob tensão são mais susceptíveis a apresentar distúrbios digestivos. O baixo nível sócio-econômico. aspirina. De um modo geral. leite. mudou radicalmente o conceito de que a úlcera péptica fosse considerada especificamente uma doença cloridro-péptica: o consenso atual não deixa qualquer dúvida quanto à importância da bactéria na gênese da gastrite e da úlcera péptica. sendo adquirida nos primeiros meses de vida. A pirose ou azia é comum nos pacientes com úlcera duodenal. Outra característica da dor da úlcera péptica é a periodicidade: períodos de acalmia (desaparecimento da dor por meses ou mesmo anos) intercalados por outros de atividade. O modo de transmissão é. embora também não haja base científica para tal afirmação. Da mesma forma. de forma rítmica. O exame físico nada acrescenta. Em mais da metade da população mundial.As úlceras da primeira porção do duodeno são cinco vezes mais frequentes que as do estômago. O homem é o único hospedeiro conhecido por essa bactéria. mas não ao aparecimento de úlcera péptica. como eructação. A dor sem mantém por semanas. localizada no epigástrio. a úlcera duodenal ocorre entre 30 a 55 anos e a úlcera gástrica. de pessoa para pessoa pela via oro-oral ou fecal-oral. Nos países desenvolvidos. a dor é habitualmente pouco intensa. a ingestão de alimentos às vezes piora ou desencadeia o sintoma (dor em quatro tempos: dói-come-passa-dói). em portadores de úlcera gástrica. Fatores dietéticos. apenas o fumo. provavelmente. sialorréia. Em relação à idade. a não ser nos casos de complicações. flatulência. Nos países em desenvolvimento. a infecção é menor. têm sido aventados como possíveis participantes na etiopatogenia da úlcera péptica. estenose ou . A ritmicidade é relação íntima da dor com a alimentação: a melhora da dor com a ingestão de alimentos é relativamente frequente nos portadores de úlcera duodenal (chamado de dor em 3 tempos: dói-come-passa). O fato de o paciente ser despertado pela dor em meio à noite ("clocking") é sugestivo da presença da úlcera. antiinflamatórios não-esteróides e esteróides em doses elevadas têm associação com úlcera péptica. como hemorragia. em queimação. é universalmente aceito que exista participação de um fator psicossomático na dinâmica da doença ulcerosa.

perfuração.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

sendo causa freqüente de consultas médicas e gastos excessivos com exames diagnósticos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcel Cerqueira Cesar Machado1 Última Atualização: 8/10/2001 11:27:48 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As colecistites. Os sintomas surgem quando os cálculos migram na direção do ducto cístico. em geral. consequentemente. provocando pancreatite de diferentes níveis de gravidade. com aparecimento de icterícia acompanhada ou não de febre (colangite). Se os cálculos forem suficientemente pequenos. são. (2) a dor pode se irradiar para o hipocôndrio esquerdo e região dorsal . do ducto pancreático principal (ducto de Wirsung). A presença de cálculos na vesícula biliar pode ser assintomática. associadas à presença de cálculos no seu interior. ou inflamações da vesícula biliar. causando obstrução ou atingindo o colédoco. Os sintomas das colecistites relacionam-se à obstrução de ducto cístico e constam basicamente de (1) cólica localizada no epigástrico e irradiada para o hipocôndrio direito (75% dos casos). podem migrar em direção ao duodeno e causar obstrução da papila duodenal e.

A cirurgia de emergência está indicada na presença de perfuração da vesícula biliar.7% dos doentes submetidos a colecistectomia. a não ser na situação anteriormente citada. na dependência do tipo físico do doente. Após a crise aguda. o que constitui situação rara. A não-melhora da dor e a sua persistência no hipocôndrio direito associada ou não a plastrão palpável a este nível. sem as condições adequadas. No nosso meio. A dor em cólica melhora com antiespasmódico. Estes dados surgerem migração de cálculos para o colédoco com suspeita de pancreatite aguda. Chile e Japão. como a Bolívia. ou então ser enviado a centros médicos melhor equipados. Não se deve instituir tratamento cirúrgico de urgência à noite. Nesta situação. não por dias. sua freqüência atinge a 1. A complicação mais discutida da colecistite calculosa é o câncer da vesícula biliar. podendo o doente ser enviado a centro de maiores recursos ou ser a operação postergada por algumas horas. freqüentemente permanece dolorimento no hipocôndrio direito. A colecistite aguda é doença de tratamento cirúrgico de urgência. podendo o doente apresentar febre. porém. com cobertura antibiótica. a vesícula biliar pode ser palpável. com peritonite.com ou sem icterícia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com descompressão brusca e dolorosa e piora da dor com tosse ou respiração profunda. (3) dor irradiada para a região pré-cordial simulando angina ou infarto. porém não de emergência. (4) náuseas e vômitos podem estar presentes. Na ausência de peritonite o doente pode ser operado no dia seguinte. dada a possibilidade de complicações graves conseqüentes às intervenções cirúrgicas nestas circunstâncias. equivale a colecistite aguda. esta freqüência aumenta com a idade: em pacientes acima de 65 anos de idade a freqüência de câncer incidental ultrapassa 5%. Copyright © 2001 IDS . geralmente. É complicação mais freqüente em outros países. porém.

c) mista .os divertículos são de cólon estreito e a parede intestinal comprometida tende a ser espessada. caracterizam a chamada doença diverticular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Raul Cutait1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:02 AM Autores: 1 Professor associado do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os divertículos do intestino grosso correspondem a herniações de mucosa que podem ocorrer em todo o cólon. a moléstia diverticular é classificada nas seguintes formas: a) hipotônica . podendo o descendente também estar comprometido. Esta forma é mais comum após a quinta década de vida e tem como complicação o sangramento. sendo raramente encontrados no reto. Esta condição afeta preferencialmente adultos jovens e se associa a infecções (diverticulite).alguns pacientes .os divertículos são de base larga e habitualmente distribuídos ao longo do cólon. Diverticulite de cólon direito é encontrada apenas em japoneses e chineses. O sigmóide é o segmento mais afetado. De acordo com as características dos divertículos. b) hipertônica . Estima-se que 30% da população com mais de 45 anos de idade apresente doença diverticular e que 10 a 25% deles possam vir a desenvolver diverticulite. Quando presentes.

A diverticulite aguda é dita complicada quando ocorre alguma das outras alterações acima mencionadas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . essas duas condições dificilmente são diferenciáveis. 4) perfuração com fístula (externa ou interna). quando existe um abscesso pericólico bastante reduzido. 3) perfuração com peritonite disseminada. Copyright © 2001 IDS . 5) obstrução. A diverticulite aguda pode se manifestar de maneiras distintas: 1) inflamação ou abscesso da parede intestinal. então.podem apresentar ambas as formas acima descritas. 2) perfuração com peritonite localizada. Do ponto de vista clínico. A diverticulite aguda é dita não complicada quando o comprometimento limita-se à parede intestinal ou.

Embora a terminologia "intestino irritável" sugira alterações limitadas aos intestinos. conhecido como "Critérios de Roma II". numa reunião internacional em Roma.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 12/4/2001 11:44:18 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Cerca de 50% dos pacientes que procuram atendimento gastroenterológico sofrem de problemas funcionais. estabeleceu-se um consenso para o diagnóstico da SII. todo o trato digestivo pode ser afetado do ponto de vista motor. de desconforto ou dor abdominal com duas de três características: (1) alívio com a defecação. não apresentam lesão orgânica no aparelho digestivo demonstrável pelos métodos propedêuticos atuais. ou seja. Entre as doenças funcionais. nos últimos 12 meses. na ausência de doença orgânica demonstrável. Recentemente. São eles:presença em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). a síndrome do intestino irritável (SII) é a mais freqüente. Trata-se de uma alteração da motilidade do tubo digestivo e caracteriza-se clinicamente por anormalidades do hábito intestinal (constipação e/ou diarréia) e dor abdominal. (2) início associado com alteração na freqüência das evacuações (mais de 3 vezes/dia ou menos de 3 vezes/ .

principalmente na fossa ilíaca esquerda. dificilmente são mais de 3 a 5 evacuações/dia. em geral. com predomínio de uma ou de outra de acordo com cada paciente. mas pode haver muco. . As fezes são endurecidas e eliminadas com grande dificuldade (fezes em "cíbalos" ou "caprinas"). muitos já passaram por vários especialistas por não melhorarem dos sintomas ou. como divórcio e luto. principalmente. fragmentadas. (3) sensação de evacuação incompleta. (4) sensação de plenitude ou distensão abdominal. Às vezes. As fezes são de consistência variável (pastosas e/ou líqüidas) e as evacuações não costumam ocorrer à noite. com ou sem irradiação para as costas e tórax e é. freqüentemente. o que obriga o paciente a tentar evacuar repetidas vezes.isto é. A diarréia caracteriza-se por acompanhar-se. são "poliqueixosos" e hipocondríacos. Não há sangue nas fezes (com exceção dos casos de fissura ou hemorróida).acometem 85% dos pacientes com SII. ) alteração no hábito intestinal . (3) início associado com alteração na forma (aparência) das fezes (fezes endurecidas. a dor piora após as refeições. A obstipação pode durar dias ou semanas e obrigar o paciente a fazer uso de laxantes em quantidades cada vez maiores. com dor anal e aparecimento de fissuras e hemorróidas que podem gerar sangramento. como conflitos emocionais. Os pacientes demonstram amiúde sinais de ansiedade e depressão. Também é comum que problemas emocionais exacerbem os sintomas. faz com que o paciente acorde à noite. (4) eliminação de muco durante a evacuação. porém. que referem que os sintomas coincidiram ou foram precedidos por problemas psicológicos. o que agrava ainda mais a obstipação.é mais comum localizar-se no abdômen inferior. Pode ser em cólica ou constante. Dor abdominal acompanha a gravidade da obstipação e tende a aliviar com eliminação de fezes. dor abdominal . vários sinais e sintomas foram apontados como elementos de reforço ao diagnóstico da síndrome do instestino irritável: (1) esforço excessivo durante a defecação. de tenesmo e dor abdominal e ocorrer após alimentação. ao contrário das diarréias de causa orgânica. durante o sono. fezes líqüidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. as fezes são duras e fragmentadas (fezes em "cíbalos" ou "caprinas") e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas). Algumas características de pacientes com a síndrome do intestino irritável são conhecidas como aspectos psicológicos . Os pacientes com síndrome do intestino irritável com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia. (2) urgência para defecar. é freqüente a queixa de uma sensação de evacuação incompleta. em "cíbalos" ou "caprinas" e fezes pastosas e/ou líqüidas).semana). desencadeada pela distensão artificial do cólon. Já os com síndrome do intestino irritável com predomínio de obstipação (ou constipação) evacuam menos de três vezes/semana. por acharem que são portadores de câncer. Caracteristicamente. Além disso. o calibre das fezes está diminuído (fezes em "fita") em virtude do espasmo colônico e retal. constipação alternada com períodos de diarréia é a alteração mais comum nos pacientes com síndrome do intestino irritável. alivia com eliminação de gases e fezes e. dificilmente. O quadro inicia-se geralmente na adolescência ou juventude e adquire um caráter mais ou menos estável para cada paciente.

Por outro lado. apendicectomia. Muitos deles são diagnosticados equivocadamente e os sintomas da síndrome do intestino irritável persistem após a cirurgia.sintomas dispépticos como distensão abdominal. estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII têm revelado que a maior parte deles tem volumes normais de gás. São sintomas inespecíficos e que são atribuídos. ao excesso de gás intestinal. Entretanto. outros sintomas. náuseas. Copyright © 2001 IDS . Dismenorréia. colescistectomia. sugerindo uma diminuição (congênita ou adquirida) do limiar de tolerância à distensão. Não é raro encontrarmos pacientes com história de cirurgias prévias (por exemplo. etc.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . histerectomia. são referidos por até 50% dos pacientes. Diminuição da pressão do esfíncter esofágico inferior e refluxo biliar para o estômago foram descritos em pacientes com SII e podem justificar tais sintomas. polaciúra e enxaqueca são comuns entre os pacientes com SII e parecem estar relacionados com distúrbios autonômicos envolvendo os sistemas genital. dispareunia. urinário e vascular. vômitos. mínimas distensões intestinais provocadas.). geram sintomas dispépticos nestes pacientes. eructações e flatulência freqüentes e abundantes. pelos pacientes. como queimação epigástrica e/ou retroesternal.

é importante diferenciar a persistência (mesma bactéria) da reinfecção (outra bactéria). A identificação e tratamento precoces podem minimizar ou até mesmo previnir as sequelas no parênquima renal. Pacientes com maior risco de lesão do trato urinário alto são os idosos. Nas reinfecções. As apresentações clínicas das infecções urinárias dependem do local do trato urinário onde está o processo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:10 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia As infecções do trato urinário (ITU) motivam procura freqüente ao médico e apresentam risco de complicações não-desprezíveis. . é importante distinguir bacteriúria (presença de bactérias na urina) da contaminação da amostra. os portadores de malformações do trato urinário e os imunodeprimidos (aidéticos e transplantados) e merecem maior atenção pela possível evolução para quadros mais graves. Para possibilitar o manejo seguro de um paciente com infecção urinária. os diabéticos.

dor em flanco. Pode haver bacteremia em até um terço dos casos. calafrios. náuseas e vômitos. Infecções do trato urinário alto. cursam com febre. Em mais de 80% é causada pela Escherichia coli.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . quando está presente. como a pielonefrite. queda do estado geral. polaciúria. dor suprapúbica. Não existe febre em cistites simples e. Copyright © 2001 IDS . podendo haver hematúria. devemos suspeitar de processo infeccioso mais grave.A cistite é caracterizada por disúria. urgência.

o grau de ingestão hídrica individual e o uso de medicações. outros fatores influenciam o aparecimento da litíase. dietéticos. sendo três vezes mais freqüente no sexo masculino e com predominância familiar. o que resulta em custos elevados para diagnóstico e tratamento. de cada 1000 admissões hospitalares. . Além de características intrínsecas do indivíduo. umidade relativa do ar).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Renato Falci Júnior1 José Luis Chambô1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:32 AM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia O impacto social causado pela presença de cálculos na via urinária é imenso. o aumento da carga protéica na alimentação e o sedentarismo agem conjuntamente aumentando a prevalência da doença. que aumentam a excreção de substâncias que podem se precipitar na urina. A vida moderna. ocupacionais. Estima-se que. como fatores geográficos (clima. O pico de incidência ocorre entre 20 e 40 anos. sete a dez sejam decorrentes de problemas relacionados a calculose urinária e a probabilidade de um indivíduo durante a vida ter um cálculo urinário varia de 5 a 20%.

A cólica renal é um sintoma complexo resultante da obstrução do trato urinário. Caracterizase por dor em cólica. além de hematúria macroscópica. na avaliação específica. geralmente correspondendo ao local onde se localiza o cálculo. localizada em região lombar ipsilateral. O paciente apresenta-se afebril. irradiando-se para região ventral do abdômen Geralmente forte Geralmente associados Presente em alguns casos Inquieto O exame físico do paciente com cólica renal pode revelar sinais característicos. acompanhada de náuseas e vômitos. Características da cólica renal 1. À inspeção. Os sinais gerais que podem ser encontrados são taquicardia e aumento da pressão arterial. o paciente apresenta-se extremamente inquieto. Início da dor 2.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . dor à palpação profunda da loja renal ou ureter. em geral de intensidade forte. de início abrupto. A punho-percussão dolorosa da região dorsal complementa os achados do exame físico. Náuseas e vômitos 6. atingindo a região escrotal ou grandes lábios. decorrentes da dor e. O paciente apresenta-se inquieto e incapaz de permanecer em uma posição por mais de alguns minutos. como disúria e polaciúria. Tabela 1. Tipo da dor 3. A tabela 1 mostra as perguntas fundamentais e as respostas esperadas para caracterizar a cólica renal. Intensidade da dor 5. mais comum durante a noite ou na madrugada. pode haver a concomitância de sintomas urinários. que se irradia ventralmente no trajeto ureteral. Local da dor 4. Copyright © 2001 IDS . Aspecto do paciente Abrupto. Hematúria macroscópica 7. Cólica Lombar. exceto quando há infecção associada. Nos cálculos em migração para ureter distal.

000 habitantes e. Há um discreto predomínio no sexo masculino. assim como crises epilépticas decorrentes de fatores desencadeantes exógenos definidos. de 16.9 casos/1. A epilepsia é duas vezes mais freqüente em países pobres devido a fatores sócio-ecônomicos. em São Paulo. como a alta prevalência de cisticercose em algumas localidades. Crise epiléptica isolada não permite o diagnóstico de epilepsia. em Porto Alegre.5 casos/1. A crise epiléptica corresponde a uma descarga excessiva e síncrona de uma população .000 habitantes. A prevalência da epilepsia é.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Luiza Giraldes de Manreza1 Elza Márcia Targas Yacubian1 Última Atualização: 9/5/2001 7:03:14 AM 1 Médica Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia Epilepsia é definida como um distúrbio cerebral crônico. de 11. de várias etiologias. caracterizado por crises epilépticas recorrentes e espontâneas. É mais comum em crianças menores de 2 anos de idade e em idosos com mais de 65 anos.

Em relação à etiologia. como na meningoencefalite. ou de origem sistêmica devido a febre. embora se presuma comprometimento orgânico. pois os exames estruturais são normais. como vasculares. Nas crises parciais simples. olfatórias (odores desagradávei). não é possível esclarecer a etiologia. eventos epilépticos muito breves. ou adquiridos. insuficiência renal etc. seja de modo isolado. detectando-se uma lesão estrutural nos exames de imagem que pode ser devida a fatores congênitos. constituindo a chamada crise epiléptica única. As epilepsias criptogênicas são as que. geralmente. autonômica.neuronal. desde que sejam realizados vários traçados em vigília e sono. lidocaína) ou terapêutico (cocaína e anfetaminas) e ainda crises devidas à retirada de drogas (álcool. teremos crises ditas: (1) motoras. Por outro lado. As crises epilépticas podem ser parciais. (2) somatossensitivas. (4) sensoriais complexas. seja área motora. devemos lembrar as crises desencadas por drogas em nível tóxico (penicilina. ruídos). Assim. auditivas (zumbido. mas. exceto nas crises mioclônicas. As crises epilépticas podem ser devidas a um evento agudo. as manifestações clínicas dependem da região cortical em que ocorrem as descargas epilépticas. como agulhadas ou formigamento em determinada parte do corpo. palidez ou enrubescimento facial. (3) sensoriais simples. déjà entendu e jamais entendu. em que ocorrem sensações simples que podem ser visuais (luzes coloridas). além de despersonalização e estado de sonho. ou generalizadas. psíquica. as epilepsias podem ser idiopáticas. as crises epilépticas podem ocorrer espontaneamente. podem ser simples. As crises parciais. denominadas antigamente de "crises psicomotoras". em que são referidas alucinações estruturadas. que se manifestam por sensações anormais. As crises parciais complexas. sensorial. geralmente clonias. a consciência é sempre comprometida. como as malformações do SNC. podem também se originar em qualquer lobo do cérebro. gustativas (gosto ruim) e vertiginosas. pé e face. e complexas. em que há envolvimento cerebral difuso. de ambos os . dilatação pupilar. nos quais é preservada. descritos como déjà vu (ilusão de familiaridade) e jamais vu (sensação de estranheza) ou as ilusões auditivas correspondentes. anóxia. sudorese. no trauma de crânio e na doença cérebrovascular. As sintomáticas são epilepsias em que a causa é conhecida. Estas crises são classificadas como sintomáticas agudas ou reativas. incontinências esfincterianas etc. em que ocorre comprometimento de uma porção cerebral. piloereção. de origem no sistema nervoso central (SNC). como ver pessoas e cenas. tumorais. infecciosos ou parasitários. Mais de 90% dos pacientes com epilepsia têm registros eletrencefalográficos anormais. hipoglicemia. que se caracterizam por movimentos anormais. (5) autonômicas. Neste contexto. por sua vez. ouvir músicas etc. não configurando epilepsia. que determinam sintomas psíquicos. configurando o diagnóstico de epilepsia. sensitiva. que se manifestam por vômitos. seja de modo recorrente. em regiões do corpo como mão. criptogênicas ou sintomáticas As epilepsias idiopáticas apresentam base genética. quando a consciência é preservada. Nas crises generalizadas. barbitúricos e benzodiazepínicos). com hiperventilação e fotostimulação intermitente. (6) psíquicas. com perda de consciência.

como idade de início. sialorréia e mordedura de língua. que consistem de breves episódios de comprometimento da consciência acompanhados por manifestações motoras muito discretas. e postura distônica. constitui uma síndrome epiléptica. como deambulação e confusão mental por período variável. que se caracterizam por perda abrupta da consciência e contrações inicialmente tônica e depois clônica dos quatro membros. (2) mioclônicas. (6) atônicas em que há rápida alteração da consciência associada à diminuição do tono muscular.hemisférios cerebrais concomitantemente. imobilidade súbita. particularmente da face. liberação esfincteriana. particularmente do olhar. que se assemelham a choques e acometem um músculo ou um grupo muscular de um ou mais membros ou da face. além de dados clínicos. mastigação ou deglutição. (3) tônico-clônicas (também chamadas crises de grande mal). aumento ou diminuição do tônus muscular e sinais autonômicos. como estalar de lábios. piscamento. classificandose em: (1) ausência (antigamente chamadas de pequeno mal). A associação de um ou vários tipos de crises epilépticas. sendo mais comuns: reação de parada. As crises generalizadas também apresentam manifestações clínicas diversas. automatismos mais complexos. que se manifestam apenas pela contração corpórea. automatismos oroalimentares. causando quedas e traumatismos. A crise parcial simples pode evoluir para parcial complexa e crises parciais simples e complexas podem evoluir para crises secundariamente generalizadas. A manifestação clínica é variável. estado neurológico e aspectos genéticos e evolutivos. apnéia. contração dos membros contralaterais ao lobo epileptogênico. ou seja. Copyright © 2001 IDS . em que ocorrem contrações musculares súbitas. breves. (4) tônicas. como automatismos orais e manuais. isoladas ou repetidas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . padrões eletrencefalográficos intercríticos e críticos. durante cerca de um minuto. (5) clônicas em que ocorrem ou contrações entrecortadas por relaxamento muscular.

FASCICULAÇÃO . O amplo espectro dos fenômenos motores ilustram a diversidade de mecanismos fisiopatológicos recrutados por anormalidade na função do nervo periférico. As fasciculuções são particularmente pronunciadas nas doenças da ponta . com ativação resultante das unidades motoras. Ocorreria por excitação espontânea dos axônios motores.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Paulo E.1 Sintomas e sinais motores positivos: A maioria dos sintomas e sinais positivos que acompanha a doença dos nervos periférico aparece no paciente com neuropatia clinicamente evidente. São abolidas pelo curare e intensificadas pela acetilcolina. 1. Alguns fenômenos motores entretanto.1. podem ser a única manifestação de um paciente com neuropatia.São visíveis espontaneamente como uma irritabilidade do músculo e representa um sinal cardinal de lesão do neurônio motor desde o corno anterior da medula até o axônio terminal. Abordagem clínica do paciente com Neuropatia Periférica 1.1. Marchiori1 Última Atualização: 9/21/2001 7:41:00 AM 1 Professor Associado do Departamento de Neurologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia 1.

5.1. Podem ser devidas a contrações espontâneas de fibras musculares instáveis e desnervadas. os reflexos tendíneos podem ser abolidos.3.5. 1. atividade muscular contínua e neuropatia periférica.2.1. . anomalias do esqueleto e blefarofimose. Algumas formas de hiperalgesia são induzidas pelo estímulo. 1.3 Testes 1.2. 1. Síndromes 1.3. 1. SÍNDROME DE SCHWARTZ-JAMPEL . DOR NEUROPÁTICA . Sintomas sensitivos positivos 1. 1.3.Multiplicação de impulsos aferentes primários em canais nociceptores com exagero da magnitude da dor neuropatia dolorosa diabética.Caimbras noturnas dolorosas. Ocorrem em doenças do axônio motor e lesões que ocorrem desde a raiz ventral até axônio terminal.1.1.Geração a impulsos ectópicos espontâneos. NEUROMIOTONIA .ocorrem por sensibilização de nociceptores primários ou pela multiplicação de impulsos ao longo de axônios nociceptores. com relaxamento diminuído do músculo. Mecanismos hipotéticos básicos dos sintoma positivos sensitivos em neuropatias: Sensibilização das terminações dos receptores das unidades nociceptoras.Liberação do "input" nociceptor primário devido ao defeito de co-ativação do "input " modulatório não nociceptor.ocorrem devido a impulsos ectópicos gerados em fibras nervosas disfuncionais.anterior da medula.2. neoplasias intratorácica. A marcha pode ser rígida e lenta. Ocorre por excitação efática através do tronco do nervo periférico levando a múltiplas descargas ortodrômicas nas fibras dos nervos adjacente. .São definidas como ondulações do músculo.3. Pode associar-se a timomas. Pode ser herdada ou esporádica.3.1.5.2.C-dor Alodinia e hiperalgesia .Efases . CAIMBRAS FISIOLÓGICAS BENIGNAS .4. 1.2. particularmente entre os axônios motores terminais gerando múltiplos impulsos após ativação e prolongação do potencial da placa terminal.2. causalgia. 1.1.1. 1.Refere-se a expressão clínica da miocímia. À eletromiografia aparecem trens de alta freqüência. Bloqueios anestésicos locais associados a termografia 1.2. com som em crescendo e decrescendo.1.4. 1. com rigidez muscular.excitação cruzada anormal entre axonios. Microneurografia . sensibilização de nociceptores: eritromelalgia e ABC síndrome: . .5. doença imunológicas. SÍNDROME DE ISAACS . MIOCIMIAS .Doença autossômica recessiva. circuitos de reexcitação local com passagem de impulsos ortodrômicos e antidrômicos.1. FIBRILAÇÕES . A remoção de sensibilidade epicrítica expõe a atividade do sistema protopático em toda sua nudez. Não são visíveis a olho nu e são registradas eletromiograficamente.3.São descargas espontâneas de um grupo de fibras musculares. Termoteste sensorial quantitativo 1.3.1. Termografia 1. PARESTESIAS .Síndrome da atividade muscular contínua com miocímias contínuas e fasciculações em repouso intensificando a contração muscular.

dificuldade a dorsiflexão dos pés.3 Pseudoneuropatia psicogênica Paciente com disfunção psicológica que pode expressar manifestações clínicas que simulem sintomas sensitivos positivos e negativos. ABC Síndrome ou eritralgia A .1. A progressão a nervos intercostais provocando déficit de músculos intercostais e/ou do músculo do diafragma e levando a falência respiratória.2 Doenças 3. Doenças sitêmicas .3 Degeneração e atrofia axonal 2.4. espinhamento. ardência.1.2 Síndrome tripla do "resfriamento" ou do frio .2. 3. Manifestações da neuropatias 3.2. 3.4.3.1. Síndrome de Guillain-Barré 3. manifestações motoras e vasomotoras.3. Sindromes 1.1. 3. 2.Nociceptores 1.4. O acometimento de grandes fibras aferentes revela hipo e arreflexia dos reflexos profundos.2.2 Desmielinização segmentar 2. Características: 3. Inicialmente plantares.4.1. Axonopatias se referem a degeneração axonal com preservação dos corpos celulares que podem incluir degeneração Walleriana. Progressão ascendente. 3.1."Backfiring" C .1. Processos patológicos dos nervos O nervo periférico é limitado ao reagir a injúria.1.3 Eventos precedentes e concorrentes 3.4. Doença viral recente 3.3. descritas como comichão.1 Degeneração Walleriana . 3. Polineuropatia típica O protótipo da polineuropatia é o déficit simétrico e sensitivo distais.2. Simétricas e distais. e ataxia de marcha devido a perda da sensibilidade proprioceptiva. Porfirias 3.4 Desordens primárias dos corpos celulares A desmielinização paranodal ou segmentar é freqüentemente referida como mielinopatia.Angry B . Déficit distal. Dificuldade para deambular.5. 3. queimação.Dor queimante e hiperalgesias mecânicas 1.1. atrofia e degeneração axonal. As desordens primárias dos corpos celulares podem levar a morte de todo neurônio.a resposta a transecção do nervo 2.1. 2. Disestesias distais comuns.1. com distúrbio sensitivo em bota e padrão similar ao déficit (motor).2.

plexo braquial .dormência. 5. ocorrem disestesias e disautonomias. exceto os axonios gama eferentes para as fibras intrafusais.2 Membros inferiores são mais acometidos que os membros superiores (exceto na neuropatia pelo chumbo em que MMSS>MMII) 4. Nas neuropatias de fibras grossas aparecem arreflexia.fraqueza muscular.4.3. as fibras táteis são grossas e pequenas . insuficiência renal crônica 3. Padrões de Neuropatia 4. Neuropatias de fibras grossas X Neuropatias de fibras finas.3. tóxicos. ataxia sensitiva. déficit (motor) variável. Autonômicos 4. balanço e reflexos tendineos são preservados.1 Motor .: Neuropatia amilóide e neuropatia diabética distal. são grandes fibras mielinizadas. Medicações. dor neuropática Negativos .3.4. Temperatura e dor são mediadas por pequenas fibras mielinizadas e não mielinizadas.2 Sensitivos Positivos . . Ex.comichão.1. mínima ou severa 3.4.3 Proximal X distal 4. Todos os nervos motores.4. insensibilidade Diminuição proprioceptiva. distal.3.2.5 Plexopatia . déficit (motor) é maior que o sensitivo. Dor Neuropática Dor disestésica Dor de tronco de nervo 3. Na síndrome de Guillain-Barré. Comichão e disestesias podem ser proeminentes em neuropatias de fibras grossas. Não são descritas como dolorosas.4.plexo lombo-sacral 5 Outras considerações 5. álcool.4 Tronco X raiz de nervo 4. as autonômicas são fibras não mielinizadas. vibratória e aferências do reflexo de estiramento muscular são fibras grossas e mielinizadas. enquanto as fibras sensitivas periféricas são representada por fibras que variam de tamanho de fibras mielinizadas e axonais não mielinizadas. a força.4 Natureza dos sintomas e sinais 3. Déficit motor e sensitivo balanceados .1 Simétrica 4. Nas neuropatias de fibras finas: a sensibilidade cutânea está diminuída (dor e temperatura). 3. ataxia sensitiva. picada. a propriocepção. sinal de Romberg e pseudo atetose. agulha. a intensidade tátil é poupada.

história para doença de Lyme. porque há diferenças na abordagem diagnóstica e no tratamento. A distinção entre ambas. sem considerar se a neuropatia é axonal ou desmielinizante. Gerais: febre.1.1. doença hepática. medicações.5. . A arreflexia é precoce e proeminente nas polineuropatias que afetam as fibras grossas. Espessamento dos troncos nervosos: É fundamental a palpação dos troncos nervosos para detectar espessamentos focais ou difusos ou outras anormalidades: neurofibromas. Avaliar pontos dolorosos. 6. pontos amilóides perineurioma.3. a recuperação é mais rápida. com a desnervação dos músculos e déficits sensoriais. Doenças sistêmica: diabetes melito. e os reflexos podem não desaparecer completamente até que os membros estejam completamente flácidos. 6. a probabilidade de recuperação e antecipação da resposta são maiores. fenômeno de Tinel. pelo envolvimento do arco reflexo aferente dos fusos musculares. na maioria das neuropatias axonais na qual a lesão é ampla. dor abdominal. distúrbio gastrointestinal. soro positividade para HIV. Em neuropatias motoras predominante.Subclínica demostrada por Eletromiografia .Profundas paralisias e até insuficiência respiratória 7. Recuperação: . Eletrodiagnóstico 8. intoxicações. Tempo: Aguda . Evolução da neuropatia 7. Em contraste . Uma vez que o processo de desmielinização diminui e a remielinização se inicia. 5. Eletromiografia de agulha (EMG) . doença renal crônica. hiperlipemia.Remielinização . emagrecimento.Regeneração 8. como na forma axonal da Síndrome de Guillain-Barré.2 Gravidade: .examina a atividade elétrica da fibra muscular.evolução em dias ou semanas Subaguda . (AMAN) os reflexos tornam-se reduzidos concomitantemente com e proporcional á fraqueza muscular.3 Neuropatias axonais X desmielinizantes: A distinção é feita eletromiográficamente.5. desmielinizantes X axonais é importante.1.meses à anos. Manifestações associadas: 6. 7. 5.4 Alteração dos reflexos: Diminuição ou desaparecimento dos reflexos é a regra nas neuropatias.2. alcoolismo. anorexia.semanas ou meses Crônica . 7. recuperação é mais lenta em meses ou anos.

O padrão de recrutamento de unidade motora é reduzido em doenças do neurônio motor superior e em fraqueza psicogênica. derivados de descarga espontânea de fibras musculares isoladas.são potenciais breves e de baixa amplitude. Nas contraturas que podem ser encontrada em algumas miopatias metabólicas. A onda F auxilia no exame da condução nas regiões proximais das fibras motoras. miopatias e polimiosite. o número de potenciais de unidade motora é diminuído. Na re-inervação. Os registros intraneurais da atividade da fibra nervosa. Em neuropatias desmielinizantes a presença de bloqueio de condução pode sugerir que o paciente tenha uma polineuropatia desmielinizante crônica inflamatória. não mielinizadas podem ser realizados.4. Exame neurológico 9.1.3. Esta resposta pode ser retardada ou ausente em desmielinização proximal (como na GBS).1.1. Condução sensitiva. a atividade difusa da unidade motora é registrada.2.1. Em caimbras musculares. ocorre silêncio elétrico porque o aparelho contrátil é ativado distalmente ao sarcolema. os potenciais de unidades motoras aumentam de amplitude e duração e são freqüentemente polifásicos.Em denervações. uma descarga antidrômica ascendente até a medula espinal ativa as células do corno anterior da medula causando uma descarga reflexa que desce e ativa o músculo produzindo a onda F. (VCM) sensitiva (VCS) e amplitude de potencial músculo e nervo. História clínica 9. 8. Estudo da velocidade de condução: motora. Em axonopatias a VCM é normal ou discretamente reduzida. Fasciculações podem indicar doença de ponta anterior e podem ser encontradas em neuropatias desmielinizantes. Diagnóstico clínico das Neuropatias 9. Fibrilações . 8. 8. A amplitude do potencial de ação muscular (CMAP) é reduzida em processos desmielinizantes ou apresenta bloqueio de condução representado por abrupta redução no tamanho do potencial entre os sitios de estimulação distal e proximal.2 Classificação . Apenas examina fibra de condução A alfa (grandes e rápidas).1 Categorizar cada caso 9. As descargas de alta freqüência em crescendo-decrescendo são características de desordens miotônicas e são relacionadas a instabilidade da membrana da fibra muscular.3. São freqüentes em músculos desnervados.2. Nas neuropatias desmielinizantes a VCM é muito reduzida. A estimulação do nervo motor produz uma descarga ortodrômica e resposta muscular direta (onda H). Eletroneuromiografia 9. Biópsia de nervo 9. incluindo fibras C. mais que uma forma de neuropatia herdada ou outro tipo de neuropatia desmielinizante adquirida.

4.7 Laboratorial 9.3 Crônica 9.6 Etiologia Específica Associações ( Doenças sistêmicas Intoxicações) 9.2 Desmielinizante 9.1 Focal .7.5.1.Axonal 11.2 Motor ( grande pequena ) fibras 9.1 Aguda 9.2.5.3 Arterite de Wegener 10.1.8 Biopsia de nervo (sural) 10.3 Misto 9.MAG) 9.1 Axonal 9.2 Subaguda 9.9.2 Específico .2 Mononeuropatia múltipla 9. Neuropatias focais Danos localizados: compressões 12.5.2 Arterite de Churg-Strauss 10.7.1 Geral e rotina 9.auto-anticorpos (GM1.4.1.1 Isquemia: Vasculites necrosantes 10.3 EMG .3 Líquido cefalorraquiano 9.3 Clínica 9.3.2 Clínica das vasculites Mononeurite múltipla 10.5 Déficit 9.2.3. Neuropatia diabética 12.1 Polineuropatia 9.7.3 Mista 9.4.1 Poliarterite nodosa 10.4 Topografia 9.2.1 Sensitivo ( grande pequena ) fibras 9. Aspectos especiais 10.

7 Reversíveis Redução da velocidade de condução na "neuropatia hiperglicemia" 12.2 Glicação de tecido 12. Lyme Imuno-mediadas Gamapatias monoclonais Ganglionites .4 Imunológica Classificação da neuropatia diabética 12. hipotiroidismo.3 Generalizada Clínica: 13% dos pacientes com diabetes melito com neuropatia sintomática 50% subclínica 12.3 Hipoxia e isquemia tecidual 12.2 Multifocal 12. AIDS. Amiloidose Primária Secundária 14.4.4 Fatores 12.4.5 Polineuropatia simétrica Sensitivo motora Autonômica Algida aguda Proximal dos membros inferiores 12.cancer Hereditárias Amiloidoses Neuropatia sensitiva Neuropatia por substâncias tóxicas Cisplatina Taxol Metronidazol .6 Focal e multifocal Craniais Tóraco . Neuropatia sensitivas Diabete melito.4.4.8 Formas mistas 13.abdominal Focal dos membros Amiotrofia diabética 12.1 Hiperglicemia duradoura 12. uremia.12.

18. Variantes: Miller-Fisher) Classificação da síndrome de Guillain-Barré Aguda: Aguda desmielinizante Aguda axonal motora (AMAN) Aguda motora e sensitiva axonal (AMSAN) Pandisautonomia aguda Síndrome de Miller-Fisher subaguda Crônica . Síndrome de Guillain-Barré e polirradiculoneurite desmielinizante inflamatória crônica Sensitiva ( Aguda monofásica. Variantes: Miller-Fisher) Motora ( Aguda monofásica. Neuropatias devido a doença de Lyme. Neuropatia autonômica Hipotensão ortostática idiopática . Crônica recidivante. Neuropatia do HIV Desmielinizante Axonal Aguda Crônica . Neuropatia motora Guillain-Barré Axonal (AMAN) Neuropatia motora multifocal Diabete melito 16. 20. Lepra e Chagas.PAF Shy-Drager síndrome (atrofia de múltiplos sistemas) Sincopes Disautonomias agudas ou subagudas Disautonomias crônicas 17.Drogas hipocolesterolemiantes ("Estatinas") 15. Neuropatias associadas contra anticorpos glicoconjugados e gamapatia monoclonal IgM.CIDP: Desmielinizante Recidivante Recorrente Progressiva Neuropatia crônica recidivante axonal 19. Crônica recidivante.

Diagnóstico diferencial entre processo inflamatório e infiltração neoplásica.5 Regiões terminais. diabética proximal) Polineuropatias .1 Gânglio dorsal e raízes espinhais .Biópsia de pele .Pesquisa .n. .Diagnóstico . morfometria. microdissecções (teasing).Biópsia do ponto motor .4 Nervos mistos: . 23.2 Plexo braquial . 23. Avaliar terminações nervosas em biópsias de pele.Raramente indicada nas neuropatias inflamatórias puramente motoras: biópsia fascicular do n.Biópsia dos nervos cutâneos sensitivos distais: . radial.n. e cutâneo antebraquial lateral.Ganglionite sensitiva progressiva com reação inflamatória No LCR . ramo do 20 dorsal digital medial do polegar .Biópsia fascicular 23. . cutâneo medial do braço n.em neuropatias que afetam um desses nervos.N. Biópsia do nervo periférico Os avanços no conhecimento das novas metologias empregadas.Local . .Biópsia fascicular do tronco dos nervos ulnar. após confirmação por imagem por ressonância: em tumor do nervo e neuropatia inflamatória focal. radial nos punhos. . mediano. cutâneo intermediário da coxa (N. .junção neuromuscular . para o anconeo. imunocitoquímica melhoraram nitidamente a performance do método. desmielinizantes) 22.Nervo sural retromaleolar . ou amiloidoma. palmar longo e peroneiro brevis podem ser usados.Biópsia simultânea do nervo peroneiro superficial e nervo peroneiro distal profundo.Nervo peroneiro superficial . peroneiro profundo na cabeça da fibula. tibial e peroneiro .Evitar a biópsia . Polineuropatia do doente crítico 23. ME.Ganglios + raiz da coluna torácica média.Lepra 23. 23. Neuropatias Tóxicas (Axonopatias. .3 Nervos sensitivos cutâneos Locais de acordo com envolvimento neurológico Proximais: grande auricular em neuropatias hipertróficas Distais: ramo anterior do n. Nos membros inferiores .Biópsia de células ganglionares do plexo mioentérico em biópsias retais.21.Nervo safeno maleolar medial (Neuropatia multifocal) Nos membros superiores: .

Nervo peroneiro superficial e músculo peroneiro brevis .Nervo cutâneo intermediário da coxa e m.1 Reabilitação 24.Doenças mitocondriais . Hereditárias n. a biópsia de nervo sural contribuiu para o diagnóstico em 38% (20 pacientes). 24.3.1 Agentes Etiológicos Específicos Conhecidos: 24.1 Confirmação da neuropatia 23.7.8 Complicações de biópsia Biópsia de nervo é invasiva e tem uma significante taxa de complicações: . Doença de Lyme (Borrelia burgdorferi) .3.infecções na ferida cirurgia .1 Biópsias seriadas para avaliar terapêutica na Neuropatia diabética.3.7.1 Infecciosos: Lepra. Terapêutica nas neuropatias periféricas 24.Sarcoidose Local: .60% sem sintomas de dor .2 Terapêutica Etiopatogênica 24.2 Diagnóstico etiológico da neuropatias: Vasculite Lepra Amiloidose CIDP n.7 Indicação da biópsia de nervo 23. gastrocnemio .Nervo sural e m. Em outra série de 53 casos.1. permitiu diagnóstico em 27% (15 pacientes). os achados em 37% contribuíram para o diagnóstico. sural. 23. por depósito 23.Vasculites .6 Biópsia combinada de nervo e músculo . 23.7.2 Biópsia de gânglio da raiz dorsal nas degenerações cerebelares.10% parestesias no local 23. eletromiográfico e genética nas neuropatias sensitivas e motoras hereditárias.2 Possivelmente Imunológicos: polirradiculoneurite aguda.terapêutica com .7.9 Eficiência do método Uma análise de 56 biópsias de n.adequar a terapêutica imunossupressora escolhida: GBS .3 Na composição diagnóstica do estudo molecular.2. polirradiculoneurite crônica . em 4% o diagnóstico permanecem obscuro.1. retofemural 23.7.7. 24.2.plasmaferese.3 Pesquisa 23.23. terapêutica com gamagobulina intravenosa. 23.Terapêutica específica.2. crônica .

1. midodrine. imunossupressores citoliticos.3 Terapêutica sintomática 24. Copyright © 2001 IDS .7 Hereditárias.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 24. 24. isquêmicas-imunológicas: Vasculites imunossupressão per os ou pulsoterapia. 24. 24. marca-passo cardíaco.Inibidores da aldose redutase (neuropatia disautonomica) .3 Tóxicos . gamaimunoterapia.imunossupressores esteróidicos e citolíticos. eritropoetina.Correção metabólica .2.3.2.Ácido tioctico (pesquisa) .afastar substâncias desencadeantes.3 Hipotensão ortostática: Expansores de volume per os (9 Þ fluorhidrocortisona) ß bloqueadores.1.1 Dor e Parestesias .1. 24.Imunoterapia: possível corticosteróides. L-DOPS.1. Aconselhamento genético (geneterapia no futuro?) 24.6 Mistos: metabólicos .1. 24.3. gama-imunoterapia.5 Isquêmicas. tumores.2. implantes.2.Analgesia .2.4 Metabólicas: correção possível.8 Compressivas. plasmaferese. traumas: cirurgia.Diabete melito: .2 Distúrbios autonômicos 24.3.Analgesia 24.2.1. per os ou intravenosos em pulsos mensais.

Linha Mediana Hérnia epigástrica . Hérnia umbilical . Classificação Topográfica As hérnias da parede abdominal são comumente classificadas de acordo com sua localização na parede abdominal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Aldo Junqueira Rodrigues Junior1 Jin Hwan Yoo1 Última Atualização: 8/16/2001 10:40:54 AM 1 Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se hérnia da parede abdominal como a passagem de uma estrutura ou víscera intraabdominal através dos planos da parede.ocorre na cicatriz umbilical. Linha Semilunar .ocorre na linha média. respeitando-se a integridade da pele. entre a cicatriz umbilical e o processo xifóide.

hérnia encarcerada . As hérnias da parede abdominal podem se apresentar de diferentes formas clínicas: hérnia redutível . Apresenta pouco risco de estrangulamento. Apresenta anel herniário proporcionalmente pequeno em comparação com o conteúdo do saco herniário e. 40% bilateral comum na infância. sendo delimitada pela 12a costela.o seu conteúdo não retorna à cavidade abdominal. Incidência Localização Epigástrica Umbilical Semilunar Inguinal (adultos) % dos casos 5% 10% rara 70% 80% dos casos em homens. Incisional Ocorre em locais de cirurgias prévias. Região Lombar Hérnia do trígono superior . pelo músculo quadrado lombar e pelo músculo oblíquo interno.Hérnia de Spieghel .ocorre na região inguinal. portanto. dos 20-40anos: 65% à direita. 7% bilateral > 40anos: direita ~ esquerda. em adultos: 65% dos casos em mulheres observações Inguinal (crianças) Lombar Femoral Incisional Aspectos Gerais 85% rara 5% 10% 80% em mulheres. Hérnia femoral . Hérnia do trígono inferior . mesmo com manobras posturais ou palpatórias. pelo ligamento inguinal e por uma linha imaginária que une as duas espinhas ilíacas ântero-superiores.ocorre no trígono femoral e é delimitada pelo ligamento inguinal.o seu conteúdo retorna espontaneamente ou com auxilio manual à cavidade abdominal. Região Inguino-femoral Hérnia inguinal . pelo músculo oblíquo externo e pelo músculo grande dorsal.ocorre na margem lateral do músculo reto do abdome. sendo delimitada pela borda lateral do músculo reto do abdome. o risco de estrangulamento é .ocorre no triângulo de Petit. 65% à direita 75% dos casos em mulheres 1.ocorre no chamado triângulo de Grynfeltt. delimitado pela margem do osso ilíaco. pelo músculo sartório e pelo músculo adutor longo.

Pode ser congênita ou adquirida. pede-se ao paciente que faça força ou tussa: na presença de hérnia inguinal. Nos casos de hérnia inguinal. Em homens com hérnia inguinal com mais de 50 anos. hérnia inguinal indireta (HII) . Na suspeita de hérnia femoral. O tratamento das hérnias da parede abdominal é essencialmente cirúrgico. Diagnósticos diferenciais .Criptorquidia . lateralmente aos vasos epigástricos profundos. estão as cardiopatias. medialmente aos vasos epigástricos profundos. pode-se recorrer a exame ultra-sonográfico da região para confirmar o diagnóstico. fazer a avaliação pré-operatória da próstata. Não é incomum não se conseguir palpar a hérnia femoral. a mais comumente empregada divide essas hérnias em: hérnia inguinal direta (HID) . permeando o conduto inguinal. medialmente à veia femoral. Hérnias Inguinal e Femoral Embora haja outras classificações. 3. as pneumopatias e o diabetes. Alguns pacientes apresentam a forma inguinoescrotal. hérnia inguinal mista . obrigatoriamente. inspeciona-se e palpa-se a parte anterior da coxa na região do canal femoral. Diagnóstico É obtido através da história clínica e do exame físico. o conteúdo herniário pode estar em sofrimento isquêmico e é mandatória a correção cirúrgica imediata para evitar a necrose. de crescimento rápido ou progressivo. 2.neste tipo de hérnia.com o dedo indicador posicionado através do anel inguinal superficial.maior. hérnia femoral . resultante do enfraquecimento do mecanismo de esfíncter do anel inguinal interno. Dentre as doenças que elevam o risco cirúrgico. associado ou não a esforço físico. deve-se. pode-se realizar o tratamento conservador com a utilização de fundas ou faixas abdominais. hérnia estrangulada .associação entre HID e HII. Entretanto. observa-se massa herniária palpável descendo e tocando o dedo. Nestes casos. pode-se contra-indicar a correção cirúrgica em função da relação risco/benefício do procedimento. Pede-se ao paciente que faça força novamente ou tussa e procura-se observar a presença de elevação. O exame físico consiste de duas etapas: 1) inspeção . nos pacientes com comorbidades severas.o saco herniário tem origem no enfraquecimento do assoalho do canal inguinal. os pacientes referem uma elevação na região inguinal. 2) palpação . principalmente em obesos. que causa aumento do volume escrotal. neste caso.o saco herniário tem origem no canal femoral. conseqüente ao enfraquecimento da fáscia transversal. Nestes pacientes. de início súbito ou não.o saco herniário tem origem no anel inguinal interno.procura-se verificar a presença de proeminências nesta região. que são melhor visualizadas com esforço ou tosse.

a hérnia pode passar despercebida. Nos magros. geralmente de polipropileno.- Varicocele Hidrocele Tumor de testículo Linfadenopatia Cisto de cordão espermático Tratamento As hérnias inguinais e femorais devem ser tratadas cirurgicamente. Hérnias pequenas podem ser abordadas inclusive sob anestesia local. a queixa mais freqüente é a de dor no local da herniação. Os pacientes portadores de hérnia umbilical podem se queixar de leve estiramento ou dor local. Tratamento A não ser para hérnias com anel < 0. o conteúdo do saco herniário é redutível com facilidade. na linha média xifo-umbilical. como fundas. a palpação e a visualização do abaulamento herniário não oferece dificuldades. ou seja. assintomáticas. além de implicar em custos diretos muito mais elevados. permitindo a palpação de um anel fibroso e firme que é o anel herniário. reservado somente para os pacientes com comorbidades que implicam em risco cirúrgico elevado. Esta é facilmente palpável. Quando o paciente queixar-se de dor nesta região. Na maioria dos casos. em obesos.5cm. com diminuição da dor e dos índices de recidiva. por meio da história e exame físico. Hérnia Epigástrica Diagnóstico O diagnóstico é realizado pela história clínica e pelo exame físico. proporcionando recuperação pós-operatória precoce. Hérnia Umbilical Diagnóstico O diagnóstico é essencialmente clínico. Ocasionalmente. Merecem destaque as técnicas "sem tensão" que têm por princípio a utilização de prótese. exceto em pacientes obesos. deve-se atentar para . São várias as técnicas descritas para a correção cirúrgica da hernia inguinal e femoral. além de sempre necessitar anestesia geral. as hérnias umbilicais podem assumir grandes proporções e conter epíplon e/ou alças intestinais. a cirurgia é realizada sob anestesia local. que consiste no fechamento do anel. Habitualmente. empregada em muitos serviços. quando a manobra de Vasalva pode ajudar na palpação. Quando sintomática. enquanto que. A correção por via laparoscópica. sendo o tratamento clínico. não tem se mostrado extremamente superior às "técnicas sem tensão". os pacientes podem retornar às suas atividades corriqueiras após dois a trêsdias e desenvolver atividade física mais intensa após sete dias. Em alguns serviços. indica-se a correção cirúrgica.

Às vezes. Tratamento Pequenas hérnias incisionais. deve-se encaminhar o paciente para avaliação de um cirurgião. através do fechamento do defeito anatômico. em especial quando sintomática. Tratamento Sempre que sintomática. sendo o paciente orientado para retornar na presença de sintomas ou crescimento do saco herniário. Encaminhamento Quando do diagnóstico de qualquer hérnia. ocorrem cólicas abdominais. Nos casos de dor aguda e/ou intensa. delgada. a qual muitas vezes requer a colocação de telas para reconstruir a parede abdominal. desnutridos. a qual é mais acentuada na posição ereta ou com esforços físicos. Diagnóstico O diagnóstico é realizado por meio da história e do exame físico. diabéticos. Já as mais volumosas necessitam de correção cirúrgica. podendo evoluir para a formação de lesões ulceradas. podem ser apenas observadas.o diagnóstico diferencial de não confundir com uma queixa gastrointestinal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . deve-se corrigir a hérnia epigástrica. Hérnia Incisional É mais comum em pacientes obesos. com veias ingurgitadas e com infecção fúngica. o paciente pode relatar dor local. em decorrência de quadro suboclusivo em hérnias encarceradas. Como queixa. Nas grandes eventrações abdominais. o encaminhamento deve ser feito em caráter de urgência. submetidos à cirurgia de urgência ou a cirurgias infectadas. a pele sobre o saco herniário pode se apresentar atrófica. geralmente acompanhada de protusão. pouco sintomáticas ou assintomáticas. Copyright © 2001 IDS .

Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os ferimentos podem ser classificados em abertos e fechados. Abertos são aqueles que apresentam descontinuidade da pele. enquanto que. Dependendo da intensidade da energia e da força . Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Associado da Disciplina de Cirurgia do Trauma. O trauma provoca o acúmulo de líquido nos tecidos e o rompimento dos vasos gera sangramento. a pele encontra-se íntegra. Esses ferimentos são chamados de contusões. nos fechados. Esses mecanismos lesam os tecidos da pele e podem provocar rompimento dos vasos sangüíneos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dario Birolini1 Renato Poggetti2 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:10 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia do Trauma. compressões e abrasões. Ferimentos fechados Ocorrem em conseqüência de contusões.

e que geralmente são produzidas por objetos cortantes. podem ser lesados junto com a pele. que podem colocar em risco a vida do doente. o hemotórax e o tamponamento cardíaco. Os sinais clínicos mais freqüentes do acometimento superficial são edema. tais como pregos. as intercorrências mais freqüentes e graves são o pneumotórax. podendo gerar risco de vida.são lesões superficiais. em geral decorrentes de traumatismos intensos produzidos por objetos rombo. onde existe descolamento de pele em relação aos planos profundos. outras estruturas mais profundas. Os ferimentos cortocontusos também podem produzir lesões de vasos. os ferimentos perfurantes podem provocar hemorragia e/ou peritonite. nervos e músculos. tendões. Essas lesões também podem ser acompanhadas de sangramento.são lesões da camada superficial da pele ou das mucosas. As lesões podem ser abertas ou fechadas. Copyright © 2001 IDS .são lesões abertas. porém podem ser um sinal importante da presença de lesões internas graves concomitantes. dependendo da existência de ruptura de pequenos vasos. Na região do tórax. Ferimentos abertos Os ferimentos abertos podem ser divididos em: 1) escoriações . ossos e órgãos. De acordo com a profundidade de penetração. com orifício de entrada geralmente pequeno. Os mecanismos que provocam essas lesões são as colisões automobilísticas. equimose e hematoma. agulhas e estiletes. 3) lacerações . de bordas regulares. No abdome.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . os desabamentos e os acidentes de trabalho. com perda do revestimento cutâneo. 5) avulsões . 6) esmagamentos . como músculos.aplicadas.são lesões teciduais de bordos irregulares. O sangramento dessas lesões pode ser extremamente variável. que podem ou não apresentar sangramento discreto e são acompanhadas de dor local intensa. fragmentos de vidros ou de metais. 2) cortocontusos . podendo causar extensa destruição tecidual. Essas lesões superficiais geralmente não colocam a vida em risco.são lesões produzidas por objetos pontiagudos. podem ser lesadas estruturas e órgãos internos.ocorrem em traumatismos resultantes da aplicação de energia e força intensas. como facas. 4) ferimentos perfurantes .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Carlos Fontana1 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:20 AM Autores: 1 Chefe do Serviço de Queimaduras do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia As queimaduras podem ser classificadas em quatro tipos segundo os agentes causadores: queimaduras térmicas. Podem ocorrer no ambiente doméstico. onde atingem. pela sua curiosidade natural em que pese a existência de varios dispositivos de proteção. químicas. As mais comuns são as térmicas. As correntes de alta voltagem e amperagem da rede de distribuição . As chamas por combustão de álcool constituem outro subtipo das queimaduras térmicas. crianças em acidentes na cozinha. mais uma vez as crianças que. elétricas e por radiação. principalmente causadas por líquidos aquecidos. assim como colocam fios na boca. As queimaduras elétricas também são muito frequentes. canos de escape e outros objetos metálicos aquecidos ou mesmo em ponto de fusão). atingindo. frequentemente. ainda introduzem objetos metálicos nas tomadas domésticas. em ambiente doméstico na sua quase totalidade. assim como o contato com corpos aquecidos (ferro de passar. com tendência ao aumento do número de casos.

caixas de força e outros costumam atingir indivíduos jovens do sexo masculino. e consituem. lidando com substâncias químicas (ácidos ou bases fortes) sem o devido conhecimento ou medidas de precaução. acidentes de trabalho. As queimaduras por irradiação são bem menos frequentes. As queimaduras químicas também atingem pessoas adultas na sua maioria.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o episódio de Goiânia (GO). na sua maioria. terapêuticos ou de pesquisa.dos postes elétricos. como. porém de consequências trágicas. Podem também ocorrer por defeito ou má manipulação de aparelhos emissores de radiação. em sua fase mais produtiva. por exemplo. Copyright © 2001 IDS .

Quase 20% da população brasileira acima de 15 anos apresentam algum tipo de veia varicosa. Os primeiros estão relacionados com o risco potencial de um determinado indivíduo. representando 73% das úlceras dos membros inferiores: 8% são de origem arterial. Os principais fatores de risco são a idade e o número de gestações.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Aun1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:34 AM Autores: 1 Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se como veia varicosa aquela que apresenta alterações permanentes de calibre e comprimento (tortuosidade). As úlceras de estase venosa crônica representam uma das complicações mais importantes e características da doença. As varizes dos membros inferiores classificam-se em primárias e secundárias. e 14% têm outras etiologias. 3% aparecem em diabéticos. As veias varicosas são salientes e visíveis. causando deformidades estéticas e podendo levar a sintomas. . 2% são traumáticas. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. As varizes primárias apresentam fatores predisponentes e desencadeantes. como hereditariedade.

coberto ou não de fibrina e secreção purulenta. de aproximadamente 1 a 2 mm de largura. que piora com a postura ereta ou sentada e melhora com os pés elevados ou com o deambular. além das deformidades estéticas. Com o membro pendente. muito finos. as veias dos membros inferiores classificam-se em: varizes (veias salientes e visíveis. microvarizes (pequenas veias. que exijam longos períodos em posição ereta. respectivamente). A úlcera varicosa. Apresentando-se como complicação. porém. Alguns pacientes podem apresentar sensação de peso ou desconforto mal caracterizado nos membros inferiores. granuloso. visíveis pela transparência da pele) e telangiectasias (pequenos vasos. passa a ser secretante e nota-se celulite ao redor. Pode ocorrer por fragilidade de veias subdérmicas com erosão da parede. se houver úlcera ou eczema. de trajeto tortuoso ou retilíneo. Em segundo lugar. que não causam saliência na pele. que causa processo inflamatório crônico e exsudativo. mesmo que não haja úlcera. na realidade. As bordas são elevadas e o fundo. É provocado pela presença de hemoglobina livre no tecido celular subcutâneo. Os fatores desencadeantes são os imediatamente responsáveis pelo aparecimento da doença. a evolução natural da estase venosa crônica. o eczema varicoso é. mesmo fora da fase aguda. palpa-se endurecimento nestes locais. Normalmente é indolor. observa-se exsudação pela ferida. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. há maior tendência à formação de coágulos no sistema venoso superficial. como posturas profissionais. ou úlcera de estase venosa crônica. Também. por solução de continuidade da pele. As placas de eczema situam-se na face medial do terço distal da perna. As úlceras varicosas ocorrem em locais de pele já alterados pela hiperpigmentação e eczema.sexo (maior no feminino). Portadores de varizes têm maior tendência de apresentar surtos de erisipela. bastante semelhantes a pequenas "aranhas"). . que causam elevação da pele). Na maior parte dos casos. por provocarem sobrecarga no sistema venoso dos membros inferiores. presença de outros defeitos de tecidos de sustentação e da parede venosa (hérnias e hemorróidas. Quanto ao aspecto morfológico. Em primeiro lugar. que podem aparecer isoladamente ou serem confluentes. obesidade e gestações repetidas. situa-se geralmente na face média do terço distal da perna. Geralmente é benigna e a simples elevação do membro com compressão local já é suficiente para coibi-la. As flebites superficiais podem levar a hipercromia no trajeto venoso. Pela estase em veia varicosa. Algumas vezes são veias normais. as varizes dos membros inferiores. pela facilidade de instalação de processos infecciosos. As varizes secundárias decorrem de complicações da trombose venosa profunda aguda. As complicações mais observadas são a flebite superficial. o edema já será suficiente para facilitar a ocorrência de infecção. apresentam pouca ou nenhuma sintomatologia.

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tornando-o pouco capaz. como o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos. No ano 2025. de adaptar-se a uma situação adversa . tornando-o alvo maior de . A melhor definição de envelhecimento é aquela que enfatiza o limiar de perda das reservas funcionais do organismo atingido por um ser vivo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia Autores: Wilson Jacob Filho1 Naira Hossepian S. encontra-se mais propenso a apresentar alterações no seu estado de saúde frente a um agressor.1% da população). seja ela física. o Brasil será o sexto país com mais idosos no mundo (cerca de 34 milhões ou 15. A faixa etária acima dos 60 anos alcançou taxas oito vezes superiores às de crescimento da população jovem. ou mesmo incapaz . caracterizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1980 para países em desenvolvimento. O idoso. emocional ou econômico-social. L. externo ou interno. Hojaij2 Última Atualização: 9/5/2001 7:10:54 AM 1 2 Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médica Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A população brasileira vem apresentando um processo de envelhecimento rápido.

Porém. porém com alguns comemorativos próprios da faixa etária. O idoso requer um maior tempo de atendimento. a avaliação do histórico clínico do paciente idoso. (3) o contato com cuidadores para um completo entendimento do processo agudo de doença.e aqueles relacionados a doenças crônicas ou agudas. ou porque naturalmente possui lentificação na capacidade de planejamento e realização de suas idéias e pensamentos. (3) pontos de apoio estratégicos para facilitar sua movimentação. (2) uma visão multiprofissional do atendimento.000. (3) a presença de familiares.caracterizando a senescência .o idoso apresenta hipertermia relacionada a processos inflamatórios ou infecciosos em menor proporção que o jovem. por seus valores e diferenças culturais. Vai depender essencialmente da obtenção complementar de dados fornecidos pelos familiares e/ou cuidadores do paciente em questão. quando presente. implicam no melhor entendimento da doença aguda e na obtenção do histórico dos fármacos e respectivas dosagens às quais o idoso está habituado. Muitas vezes. porém uma não pode excluir a outra. esta é a única via de obtenção de uma história clínica confiável. freqüência respiratória igual ou maior que 30 movimentos por minuto. e a avaliação funcional prévia. seja porque tem deficiências sensoriais (visuais ou auditivas) e/ou cognitivas (nos campos da memória. atenção e linguagem). Exame físico. principalmente na presença de alguns dos seguintes achados clínicos: temperatura oral igual ou maior que 39. Algumas peculiaridades do exame físico merecem maior atenção.7 a 2. Avaliação Clínica Os profissionais que lidam com idosos atuam sempre com: (1) respeito pelas diferenças próprias da faixa etária. leucocitose igual ou maior que 11. em função de eventuais limitações físicas.8oC. a febre é um indicador de doença séria em 76% dos pacientes com temperatura oral maior ou igual a 37. Alguns cuidados na anamnese do idoso são de extrema relevância: as queixas do paciente devem ser complementadas com a história obtida da família e/ou cuidador. auxilia na avaliação dos sinais e sintomas clínicos do paciente.doenças.4o C. (2) acessos livres e amplos aos locais de exame. não difere daquele habitual para o adulto jovem. . Anamnese. pois podem influenciar a tomada de decisão e a elaboração das hipóteses diagnósticas: (1) febre . Muitos dos problemas agudos decorrem do não-uso ou mau uso dos medicamentos e de suas interações (35 a 40% das admissões hospitalares por problemas relacionados a fármacos são de indivíduos com mais de 60 anos e a prevalência de atendimentos emergenciais relacionados a problemas com medicamentos é de 1. sendo da maior importância a diferenciação entre os achados clínicos considerados normais para a idade .9%). com suas deficiências e doenças previamente diagnosticadas. a senilidade. O indivíduo idoso exige alguns cuidados particulares ao ser examinado: (1) respeito e maior pudor ao despi-lo de suas vestes. presença de infiltrado pulmonar na radiografia simples de tórax e freqüência cardíaca igual ou maior que 120 batimentos por minuto.

da própria síndrome. caracterizando um provável quadro de delírio. a freqüente presença de hipotensão postural com suas implicações terapêuticas.é mais comum em idosos e constitui situação de alto risco para as alterações nas funções normais do ser humano. A importância do atendimento do paciente com quadro demencial na emergência está no diagnóstico de possíveis causas tratáveis das complicações comportamentais e . sempre relacionado a uma alteração orgânica. A presença de estertores bilaterais em bases pulmonares. sem repercussões cardíacas relevantes. em pacientes com dor torácica. associa-se com insuficiência coronária. em geral infecciosa. embora o estado de hidratação seja de difícil avaliação. (3) freqüência cardíaca.pressão arterial . a presença eventual do fenômeno do "buraco auscultatório" falseando possível hipertensão sistólica (deve-se utilizar sempre no idoso a palpação do pulso distal ao manguito para a medida da pressão arterial). (8) Abdome .na emergência. até mesmo. é de grande valor a vivência clínica do médico avaliador. a existência de fenômenos vasculares obstrutivos que possam causar diferenças significativas dos níveis pressóricos entre os dois membros (deve-se.deve ser medida considerando a tendência (patológica) para o desenvolvimento da hipertensão sistólica isolada com o avanço da idade. a expansibilidade pulmonar está diminuída com suas implicações ventilatórias e a presença de estertores deve ser valorizada como anormal mesmo no idoso. A palpação de todos os pulsos é de extrema importância no diagnóstico de insuficiências arteriais crônicas ou agudas. sempre que possível. podendo até prejudicá-lo em uma situação de emergência. O exame neurológico é da maior importância devido às alterações cognitivas presentes na avaliação e que devem ser investigadas se são de aparecimento ou piora recente. Nesses casos. (4) pressão arterial .(2) hipotermia . (6) Exame cardíaco . . medir a pressão arterial nos dois membros) e a alta prevalência do uso de medicamentos que possam interferir na avaliação da pressão arterial. existe menor produção natural de secreção salivar e de filme lacrimal e a taquicardia compensatória é menos evidente.é capaz de fornecer impressão clínica fidedigna do descoramento. pois a elasticidade da pele encontra-se diminuída. (5) Exame das mucosas . freqüentes nesta faixa etária. (7) Exame pulmonar .a idosos que procuram atendimento emergencial de quadros suboclusivos ou oclusivos deve ser dada atenção a sopros e/ou massas pulsáteis que possam sugerir o diagnóstico de aneurisma de aorta abdominal.apresenta tendência a valores mais baixos em relação ao jovem e menor incidência de taquicardia compensatória a situações de demanda cardiovascular.as bulhas cardíacas são freqüentemente hipofonéticas e sopros sistólicos estão presentes em até 60% dos idosos.

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Isso revela a magnitude do problema no Brasil. A doença de Alzheimer caracteriza-se por distúrbio progressivo da memória e outras funções cognitivas. O transtorno da memória afeta os processos de aprendizado e evocação. presença da isoforma E4 da apolipoproteína E. Outros fatores de risco para a doença de Alzheimer são: história familiar de demência. representando mais da metade dos casos de demência. 14 e 21 (raras) determinam doença de início precoce e herança autossômica dominante. A idade é o principal fator de risco: sua prevalência passa de 0. Mestre e Doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A doença de Alzheimer é a principal causa de declínio cognitivo em adultos. Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. onde já vivem cerca de 15 milhões de indivíduos com mais de sessenta anos. Mutações dos cromossomos 1. sobretudo idosos.LIM 27. sexo feminino. afetando o funcionamento social e ocupacional.7% aos 60-64 anos de idade para cerca de 40% nos grupos etários de 90 a 95 anos. traumatismo craniano e exposição ao alumínio.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Orestes Vicente Forlenza1 Última Atualização: 7/4/2001 6:01:00 AM Autores: 1 médico psiquiatra. laboratório de Neurociências . Ocorre diminuição . trissomia do cromossomo 21.

sair de casa injustificadamente) Hipo ou hiperfagia. Alterações sensitivomotoras (sinais extrapiramidais. inversão do ciclo vigília-sono Comportamento de procura. ansiedade (reação catastrófica) Insônia. A deterioração cognitiva deve ser avaliada em intervalos regulares (a cada seis ou doze meses. contudo. depressão. acompanhadas de alterações da leitura e escrita. irritabilidade. espera-se queda de 2 a 3. . Principais características não-cognitivas da Doença de Alzheimer. Isso compromete a capacidade de desempenhar atividades da vida diária (trabalho. alimentar-se). lazer. A discriminação visoespacial também é progressivamente perdida. Embora haja uma certa preservação da memória remota em estágios iniciais. causando grande desgaste para os cuidadores. com piora progressiva até que não haja mais nenhum aprendizado novo. mioclonias.5 pontos no Mini-Exame do Estado Mental (MEM) a cada 12 meses. Por exemplo. a perda de memória torna-se global na evolução. formas mais graves podem progredir rapidamente. em algum estágio da evolução da demência. Na esfera da linguagem. Alterações da psicomotricidade Comportamento locomotor Comportamento alimentar Comportamento sexual Psiquiátricas propriamente ditas Desordens do sono Comportamento bizarro Inibição: apatia. ideatória e ideomotora). Quadro 1. negativismo Agitação: exaltação. abulia. A nomeação está prejudicada desde o início. esvaziamento de conteúdos e diminuição da compreensão. pica Hipersexualidade. observa-se perda de fluência verbal. comportamento inapropriado Delírios e alucinações. por exemplo). Aparecem também os fenômenos apráxicos (apraxias da marcha. reflexos neurológicos primitivos) podem estar estão presentes na evolução da doença. vida social) e de cuidar de si mesmo (asseio pessoal. vestir-se. Alterações do comportamento e manifestações psiquiátricas propriamente ditas (abaixo) estão presentes em até 75% dos casos. verificação.na aquisição de novas informações. labilidade afetiva. mudança de hábitos. levando ao óbito em menos de dois anos. Na doença avançada observa-se a tríade afasia. hiperoralidade. passando a depender de um cuidador. agressividade verbal e física Perambulação (vagar a esmo. apraxia e agnosia. observando-se dificuldades para copiar desenhos. Existe correlação entre a progressão clínica da demência e as medidas de instrumentos quantitativos. conferir objetos ou segurança da casa. solicitações repetidas A duração da doença é usualmente de 8 a 12 anos.

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existe uma grande dificuldade do paciente de expor sua condição ao médico. Por vezes. Trata-se de condição incapacitante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sergio Eduardo Alonso Araujo1 Angelita Habr-Gama1 Última Atualização: 8/10/2001 11:32:12 AM 1 Disciplina de Coloproctologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Continência anal é a capacidade em retardar a eliminação de gases ou de fezes até o momento em que for conveniente fazê-lo. a prevalência na população é de difícil mensuração. por déficit de cognição ou de atenção. sensibilidade retal e a integridade da musculatura esfinctérica anal. Por esses motivos. de reter a matéria fecal e de evacuá-la de forma voluntária. bem como sua inervação. constrangedora e com repercussão sócio-econômica significativa. Em outras circunstâncias. A perda de controle sobre a eliminação de fezes sólidas é denominada de . em graus variados. podem interpretar os episódios de incontinência como sendo diarréia. o paciente ou seus familiares. Resultada interrelação complexa entre volume e consistência do conteúdo retal. A incontinência anal é a incapacidade. capacidade de distensão ( complacência retal).

a incontinência fecal em mulheres ocorre devido a lesões de natureza obstétrica ou cirúrgica.Em crianças. Na faixa etária acima dos 65 anos. ainda no período pré-operatório. A prevalência da incontinência fecal na população diabética está aumentada devido à ocorrência da neuropatia que atinge o nervo pudendo. A lesão iatrogênica dos esfíncteres anais pode ocorrer após operações anorretais. podem levar à perda de muco ou pus pelo ânus. Na incontinência fecal que se segue a trauma obstétrico ou cirúrgico. associa-se a malformações congênitas da coluna vertebral (espinha bífida) e do segmento anorretal (imperfuração anal). quando a lesão esfinctérica é grave. mas também discretas alterações clínicas. Há situações. A prevalência da incontinência fecal é de 42 por 10. as fezes se tornam endurecidas e ressecadas no interior do reto e do sigmóide.incontinência anal total. a prevalência é de 109 por 10. a incapacidade de reter fezes ou gases geralmente se segue ao parto vaginal ou operação anorretal que ocasionou a lesão dos músculos anais. Rotura esfinctérica parcial ou completa pode ocorrer durante o parto vaginal (em até 20% dos partos) e o seu não-diagnóstico ou o reparo inapropriado dos esfíncteres anais após o parto pode levar a incontinência fecal. existem vários fatores causais. a insuficiência esfinctérica. Vale lembrar que a maioria das mulheres vítimas de lesão esfinctérica de causa obstétrica também sofre de prejuízo da inervação dos esfíncteres anais (neuropatia do pudendo). mecanismos de base psicopatogênica levam à postergação voluntária ou . onde a perda de fezes não é devida a denervação do assoalho pélvico. algumas doenças orificiais e a encoprese. como as hemorróidas.000 indivíduos com idade entre 15 e 64 anos. Na população jovem. enquanto a perda de controle restrita à eliminação de gases ou fezes líquidas é chamada de incontinência anal parcial. Algumas doenças orificiais. a insuficiência esfinctérica pode se manifestar anos após o parto. a história de trabalho de parto prolongado e ao esforço evacuatório crônico.000 homens e 133 por 10. que permite a evacuação involuntária de fezes líquidas que ultrapassam as fezes endurecidas (fecaloma) e permeiam o ânus.000 mulheres. o que leva a dilatação reflexa crônica do ânus. Na impactação fecal. Mais comumente. A incontinência fecal idiopática (ou neurogênica) é observada na ausência de trauma obtétrico. a incontinência fecal é resultado de erro técnico ou incapacidade de avaliar. tais como o abuso de laxativos empregados para o tratamento de constipação crônica que levam à natureza líquida do conteúdo intestinal. Como a maioria das lesões esfinctéricas é parcial e reparada imediatamente. Na encoprese. tais como a correção de fístula anal (fistulotomia) ou a hemorroidectomia. que pode ocorrer em alguns casos de grave constipação de trânsito lento ou no megacólon chagásico. Na maioria dos casos. a fístula anal e a fissura anal crônica. como a impactação fecal. nessas situações. Esse fenômeno também é conhecido como diarréia paradoxal. como uma lesão dos esfíncteres anais como conseqüência da má-assistência obstétrica durante o parto vaginal. de iatrogenia cirúrgica ou de doença sistêmica. estando associada ao envelhecimento per se.

Copyright © 2001 IDS . o que resulta em impactação fecal e diarréia paradoxal.involuntária do chamado à evacuação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

alguns deles não relatam o fato ao médico. Evidências recentes indicam que o tratamento adequado diminui a morbidade e seus custos. um sinal (a demonstração objetiva da perda de urina) e indicando uma doença de base que deve ser investigada. Cerca de dez a 30% dos adultos apresentam perda de urina em alguma fase de sua vida. Em instituições asilares. Devido ao estigma social e ao fato de muitos acreditarem ser esta condição um processo natural do envelhecimento. caracterizando um sintoma (a queixa de perda urinária).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Cristiano Mendes Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 7:13:08 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Incontinência urinária é a perda involuntária de urina pelo meato uretral. particularmente em pacientes . estimando-se que menos da metade dos indivíduos com incontinência urinária procura serviço médico pela queixa. atinge metade dos indivíduos.

diabetes. A incontinência paradoxal é a perda urinária involuntária com estados onde existe hiperdistensão vesical. acidentes vasculares cerebrais. esclerose múltipla. imobilidade. o principal sintoma é a perda involuntária de urina associada ao forte desejo miccional (urgência). obesidade mórbida. O tratamento dessas condições pode reduzir ou até mesmo resolver a queixa urinária. etc efeitos colaterais de drogas causa tratamento . Na urge-incontinência. Pode apresentarse com gotejamento constante. hidratação. como durante a tosse ou espirro. drogas de ação central). laxativos. a de esforço.institucionalizados. deficiência estrogênica. São chamadas causas reversíveis de incontinência (tabela 1). e a paradoxal. medicamentos (diuréticos. dieta com fibras. doença de Parkinson) e atividades físicas de alto impacto. baixa ingestão hídrica. alterações da cognição. As causas mais freqüentes da incontinência urinária são multiparidade (gestação/parto vaginal/episiotomia). algumas das quais reversíveis. Diversas condições podem causar ou contribuir para a incontinência urinária. Tabela 1. A classificação de incontinência urinária aqui apresentada é baseada em sintomas como a urgeincontinência. Principais causas e tratamentos de incontinência urinária trato urinário inferior causa infecção urinária vaginite atrófica gestação/parto vaginal/ episiotomia pós prostatectomia obstipação tratamento antibióticos estrogenoterapia (quando não contraindicado) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical (especificar como feitas a reabilitação e o treinamento) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical desimpactação de fezes. A incontinência urinária de esforço associa-se a condições que elevam a pressão abdominal. obstipação.

diuréticos: causam poliúria e urgência cafeína: irritante vesical anticolinérgicos: retenção urinária, incontinência paradoxal, obstipação psicotrópicos: - antidepressivos: ação anticolinérgica (retenção urinária) e sedação - antipsicóticos: ação anticolinérgica, sedação, rigidez e imobilidade - sedativos, hipnóticos: sedação, delírio, imobilidade e relaxamento muscular analgésicos narcóticos: retenção urinária, sedação, impactação fecal e delírio bloqueadores alfa adrenérgicos: relaxamento uretral agonistas alfa adrenérgicos: retenção urinária (presentes em muitas drogas para resfriados) agonista beta adrenérgicos e bloqueadores de canal de cálcio: retenção urinária álcool: poliúria, frequência, urgência, sedação, delírio e imobilidade aumento da produção de urina causa metabólico pela hiperglicemia no diabetes ou para a hipercalcemia aumento da ingesta hídrica hipervolemia: - insuficiência venosa com edema - insuficiência cardíaca

com todas as medicações, interromper ou mudar tratamento se clinicamente possível e alteração de dosagem caso uso seja imprescindível

tratamento melhor controle do diabetes; tratamento para hipercalcemia dependendo da causa de base reduzir ingesta hídrica e líquidos diuréticos (cafeína) elevação de membros inferiores; restrição de sódio, meias elásticas tratamento clínico

diminuição da capacidade da necessidade de urinar causa tratamento

delírio

diagnóstico e tratamento da causa do estado confusional agudo

doenças crônicas e ortopédicas que micção de horário; uso de recipientes restringem a mobilidade de coleta urinária psicológicas e psiquiátricas tratamento farmacológico ou não farmacológico das causas

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Egberto Reis Barbosa1

Última Atualização: 9/5/2001 7:13:46 AM
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Médico Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Tremores O tremor fisiológico é um tremor postural, normalmente subclínico, que se exacerba ao estresse, hipoglicemias, tireotoxicose, abstinência alcoólica, fadiga, uso de broncodilatadores, ácido valpróico, sais de lítio, neurolépticos, antidepressivos tricíclicos, cafeína e teofilina. O tremor essencial é manifestação neurológica isolada, com história familiar positiva e prevalência que aumenta com a idade. O tremor cerebelar frequentemente associa-se a outras manifestações de disfunção do cerebelo. A diferenciação entre esses quatro tipos básicos de tremor fundamenta-se nas suas características de freqüência, circunstâncias de aparecimento (repouso, postura ou movimento) e resposta farmacológica. Os tremores de freqüência mais baixa são os de origem cerebelar. O tremor parkinsoniano

ocorre numa freqüência intermediária e o tremor essencial é o de frequência mais elevada. É claro que certo grau de sobreposição acontece. O tremor parkinsoniano é mais evidente no repouso e diminui com a movimentação. O tremor essencial e o tremor fisiológico exacerbado são predominantemente posturais. O tremor cerebelar manifesta-se com maior intensidade à movimentação (tremor de ação). Os tremores essencial e cerebelar, quando afetam o segmento cefálico, levam a oscilações em bloco, com movimento afirmativo (plano vertical) ou negativo (plano horizontal). Isso não acontece no tremor parkinsoniano que, no segmento cefálico, se limita à mandíbula, lábios e língua. Doença de Parkinson A doença de Parkinson típica é insidiosa, aparecendo após os 50 anos. Em 70 a 80% dos casos, a manifestação inicial é o tremor de repouso unilateral, em porção distal de membro superior. Na evolução gradativa, sobrevêm acinesia e rigidez. Posteriormente, a doença estende-se para o membro inferior homolateral e, posteriormente, para o hemicorpo contralateral, surgindo as alterações da fala, marcha e a instabilidade postural. Em fases mais avançadas, há limitação do desempenho motor com perda da autonomia. Distúrbios com obstipação intestinal são comuns. Depressão ocorre em 40% dos casos na fase inicial da doença e a demência ocorre em 15 a 20% dos casos na fase tardia. Em síntese, o quadro clínico é constituído por acinesia, rigidez, tremor e instabilidade postural, sendo que a presença de dois desses quatro componentes é suficiente para o diagnóstico, destacando-se a acinesia e o tremor.

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Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia

Autores: Wilson Jacob Filho1 Sérgio Marcio Pacheco Paschoal2 Última Atualização: 9/5/2001 9:00:38 AM
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Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médico Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Como reduzir quedas no idoso A queda é um evento bastante comum e devastador em idosos. Embora não seja uma conseqüência inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doença aguda. Além dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes, aumentando a dependência e a institucionalização. Estima-se que há uma queda para um em cada três indivíduos com mais de 65 anos e, que um em vinte daqueles que sofreram uma queda sofram uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos e mais, 40% cai a cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a freqüência de quedas é de 50%. A prevenção de quedas é tarefa difícil devido

a variedade de fatores que as predispõem. A distribuição das causas difere entre idosos institucionalizados e os não-institucionalizados. As quedas entre os moradores de asilos e casas de repouso são em decorrência de distúrbios de marcha, equilíbrio, vertigem e confusão mental, enquanto que pessoas não institucionalizadas tendem a cair por problemas ambientais, seguidos de fraqueza/distúrbios do equilíbrio e marcha, “síncope de pernas”, tontura/vertigem, alteração postural/ hipotensão ortostática, lesão do Sistema Nervoso Central, síncope e outras causas. Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos e mais); sexo feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; marcha lenta com passos curtos; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia. Atividades e comportamentos de risco e ambientes inseguros aumentam a probabilidade de cair, pois levam as pessoas a escorregar, tropeçar, errar o passo, pisar em falso, trombar, criando, assim, desafios ao equilíbrio. Os riscos dependem da freqüência de exposição ao ambiente inseguro e do estado funcional do idoso. Idosos que usam escada regularmente têm menor risco de cair que idosos que a usam esporadicamente. Por outro lado, quanto mais vulnerável e mais frágil o idoso, mais suscetível aos riscos ambientais, mesmo mínimos. O grau de risco, aqui, depende muito da capacidade funcional. Como exemplo, pequenas dobras de tapete ou fios no chão de um ambiente são um problema importante para idosos com andar arrastado. Manobras posturais e ambientais, facilmente realizadas e superadas por idosos saudáveis, associam-se fortemente a quedas naqueles portadores de alterações do equilíbrio e da marcha. Idosos fragilizados caem durante atividades rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente dentro de casa, num ambiente familiar e bem conhecido.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Mara Solange Carvalho Diegoli1

Carlos Alberto Diegoli1 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:18 AM
1 Assistentes Doutores da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia Menstruação é a perda sanguínea, cíclica e periódica, que ocorre na vida da mulher, da menarca à menopausa. Ciclo menstrual é o intervalo entre o primeiro dia da menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte.O ciclo menstrual é considerado normal quando apresenta intervalo de 25 a 35 dias, duração do sangramento de 3 a 5 dias e a quantidade do sangramento menstrual de aproximadamente 100 a 150 ml (correspondentes ao uso de aproximadamente 8 a 12 absorventes por mês). Entretanto, são freqüentes as alterações no ciclo menstrual, tanto na quantidade do sangue eliminado, como na duração do tempo de sangramento ou no intervalo entre as menstruações, como as apresentadas no quadro abaixo: Definição Alteração

amenorréia dismenorréia espaniomenorréia hipermenorragia hipermenorréia hipomenorréia menorragia menóstase metrorragia oligomenorréia opsomenorréia polimenorréia proiomenorréia

intervalo maior do que 60 dias menstruação acompanhada de fenômenos dolorosos sangramento irregular, intervalo menstrual maior do que 45 dias aumento na quantidade e na duração do sangramento aumento no número de dias de sangramento (maior que 5 dias) diminuição no número de dias (menos que dois dias) aumento na quantidade do sangue eliminado parada brusca da menstruação alterações no intervalo do sangramento menstrual diminuição na quantidade do sangramento intervalo entre 35 e 45 dias intervalo menor do que 15 dias intervalo entre 15 e 25 dias

Os dois principais motivos que estimulam a procura de um médico são a hemorragia uterina e a amenorréia. Hemorragia uterina A hemorragia uterina é o sangramento uterino excessivo, na vigência ou não da menstruação. Para o ginecologista, a hemorragia não está apenas relacionada à perda de sangue profusa que pode conduzir a paciente a um quadro de anemia aguda, mas também à menstruação relativamente abundante ou mais duradoura, ou mesmo ao discreto escoamento sangüíneo, por muitos dias ou meses. A hemorragia uterina corresponde a 21% das queixas em ginecologia e pode ser dividida em hemorragia uterina disfuncional (HUD), quando não é encontrado nenhum fator orgânico associado ao sangramento; ou hemorragia uterina orgânica, quando é causada por determinada ginecopatia ou doença sistêmica. Nos casos agudos, a paciente refere sangramento intenso, que pode evoluir para choque hipovolêmico. O sangue é geralmente vermelho vivo, com coágulos. No sangramento crônico, a paciente pode referir perda sangüínea prolongada durante o ciclo menstrual, geralmente de 7 a 10 dias de duração, ou sangramento intenso nos primeiros dias do ciclo, seguido de um sangramento vermelho escuro ou marrom por vários dias. Mais raramente, o sangramento pode ser pequeno, mas contínuo ao longo do mês. Este quadro, quando persiste por vários meses, freqüentemente evolui para anemia. Amenorréia Amenorréia primária: ausência da menstruação após os 14 anos, em pacientes sem

desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, ou após os 16 anos, quando já houve o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. Geralmente este tipo de amenorréia está associado com malformações genitais. Amenorréia secundária: quando não ocorre a menstruação por três ciclos consecutivos ou mais. Amenorréia fisiológica: quando a mulher está grávida, amamentando ou após a menopausa.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Angela Maggio da Fonseca1 Vicente Renato Bagnoli1

José Aristodemo Pinotti2 Última Atualização: 8/16/2001 11:08:14 AM
Livre Docente em Ginecologia, Professor(a) Associado(a) da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
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Glossário 1. Climatério - fase da vida da mulher que marca a transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo. Esta fase pode estender-se por longo e variável período de tempo. 2. Síndrome climatérica - o climatério é uma condição fisiológica que algumas vezes, não obrigatoriamente, apresenta sintomatologia. Quando esse quadro ocorre, é conhecido por síndrome climatérica. 3. Menopausa - é a última menstruação fisiológica da mulher, decorrente da perda da atividade folicular ovariana.

4. Perimenopausa - é o período que precede a menopausa, quando iniciam-se as mudanças endocrinológicas e metabólicas que caracterizam o declínio da função ovariana. Compreende o primeiro ano após a instalação da menopausa. 5. Menopausa fisiológica - é a parada espontânea da menstruação por período superior a 12 meses, decorrente do processo fisiológico de perda da função ovariana. 6. Menopausa induzida - é a parada das menstruações decorrente da falência ovariana por cirurgia ou iatrogenia (quimioterapia, radioterapia). 7. Menopausa prematura ou precoce - é a cessação da função ovariana em fase precoce da vida da mulher, ou seja, antes dos 40 anos. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações da síndrome climatérica são polimorfas e apresentam-se em associações e freqüências variáveis como as manifestações: neurogênicas: são ossintomas mais comuns, representados por ondas de calor, calafrios, palpitações, cefaléia, tontura, parestesia, insônia, cansaço e alterações da memória. As manifestações neurogênicas são suscetíveis a influências ambientais, tais como exercícios, alimentação, vestuário, condições climatéricas e emocionais; psicogênicas: na síndrome climatérica, as manifestações psicogênicas são discutíveis. Existem defensores da teoria de que mulheres emocionalmente estáveis não sofram modificações psíquicas, enquanto outros admitem a importância das alterações hormonais e somáticas na gênese dos distúrbios emocionais. As manifestações psíquicas mais freqüentes são: depressão, ansiedade, irritabilidade e modificações da libido, que se apresentam em intensidade e associações variáveis. Deve-se ressaltar que no climatério parece haver maior risco para doença de Alzheimer relacionada às mudanças hormonais; osteoarticulares: entre estas alterações estão a ostealgia (dores ósseas); artralgia (dores articulares) e mialgia (dores musculares) que estão relacionadas aos processos do envelhecimento e atrofia do sistema osteomuscular. O sedentarismo e a osteoporose são fatores importantes no agravamento destas manifestações; epidérmicas: no climatério é comum a atrofia epidérmica decorrente do processo de envelhecimento somado ao hipoestrogenismo. Essas modificações conferem aspecto senil em graus variáveis à pele destas mulheres e redução progressiva dos folículos pilosos; ósseas: a osteoporose caracteriza-se pela redução da massa óssea de tal forma que a mesma seja menor que a esperada para idade e sexo. Este processo determina manifestações dolorosas variáveis e aumento de fraturas espontâneas ou provocadas, que costumam ocorrer nas fases avançadas da doença. Com maior freqüência há comprometimento dos ossos da coluna e pelve, que determinam dores lombares, perda de altura e cifose;

metabólicas: na menopausa, a queda dos níveis de estrogênio determina mudanças importantes do metabolismo lipídico, aumentando os riscos para doença arteriosclerótica. Assim, neste período da vida da mulher há maior tendência de elevação do colesterol total e das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e redução das lipoproteínas de alta densidade (HDL). Essas modificações, somadas ao diabetes, hipertensão e tabagismo, aumentam os riscos para doenças cardiovasculares; urogenitais: são decorrentes do hipoestrogenismo e do processo de envelhecimento, agravando-se progressivamente com os anos de menopausa. Clinicamente, apresentam-se como atrofia dos órgãos genitais, levando à dispareunia, corrimento, prurido vulvar, ectopia, carúncula uretral e distúrbios da micção (incontinência urinária, síndrome uretral, dificuldade de esvaziamento vesical); mamárias: costumam surgir no climatério, causam apreensão à mulher e ao profissional, pois a maior incidência do câncer de mama situa-se entre 45 e 65 anos de idade. As manifestações, embora variáveis, costumam apresentar-se como: dor nas mamas (mastalgia), edema e alterações na densidade da mama.

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Diagnóstico|Bibliografia

Autores:

Marco Antonio Borges Lopes1

Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 7:50:14 AM
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Docente da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Professor Titular da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Diagnóstico de gravidez: A suspeita de gravidez inicia-se pela história de atraso menstrual nas paciente em idade fértil, afastando-se as amenorréias patológicas (disfunção endócrina, ganho de peso, estresse), iatrogênicas (cirúrgica, por medicamentos, pós-pílula) e associadas ao aleitamento (há chance de nova gravidez se a gestante já voltou a ovular, três a seis meses após o parto). Na história clínica de suspeita de gravidez, outros sintomas aparecem como náuseas, vômitos, aversão a odores, polaciúria, sonolência, lipotimia e aumento das mamas. Ao exame clínico, o diagnóstico de certeza de gravidez consiste na ausculta dos batimentos cardíacos fetais, com o sonar doppler (a partir da 10ª-12ª semana), o Pinard (a partir da 20ª-22ª semana) ou a visibilização da movimentação fetal. Entre os sinais clínicos de suspeita de gravidez destacam-se ao toque vaginal combinado: o

amolecimento do istmo e do colo uterino, a exuberância na pulsação das artérias vaginais, a forma assimétrica do contorno uterino pela nidação do ovo, o rechaço intra-uterino do feto na cavidade uterina (a partir do 4º mês). O útero abandona a cavidade pélvica ao redor da 12ª semana, estando entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical na 16ª semana, e na cicatriz umbilical na 20ª ou 22ª semana. O diagnóstico diferencial inclui as ginecopatias (miomas, cistos de ovário), a pseudociese e a gravidez ectópica. A positividade de um exame laboratorial também é considerado sinal de certeza de gravidez. A escolha do exame complementar adequado à idade gestacional, associado a um exame físico cuidadoso, evita gastos desnecessários. A Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG), hormônio produzido no sinciciotrofoblasto, pode ser dosada na urina e no sangue (por vários métodos imunológicos, com diferentes níveis de detecção do hormônio), ou na subunidade Beta, evitando-se a reação cruzada com outros hormônios como LH e FSH. Resultados falso-negativos acontecem na presença de níveis de hCG abaixo do limite de detecção do teste, proteinúria ou medicamentos (anticonvulsivantes, fenotiazina, antidepressivos, hipnóticos e anticoncepcionais orais). A dosagem da subunidade beta mostra resultados positivos no primeiro dia após a nidação. Apesar da melhora na qualidade, os testes de farmácia devem ser vistos com cautela devido ao armazenamento incorreto, exposição a altas temperaturas e erros de interpretação. A ultra-sonografia na gestação inicial tem como objetivos observar se a gestação é tópica, a datação correta e a determinação do número e vitalidade dos embriões. O ultra-som pélvico permite a detecção do saco gestacional tópico a partir da 5ª semana de gestação. Contracepção O profissional de Saúde participante na difusão dos métodos contraceptivos devem ter conhecimento dos métodos preconizados pelo Ministério da Saúde, orientando sobre as indicações e contra indicações de cada método, explicando as informações de forma clara ao indivíduo ou casal para uma escolha livre e consciente do método a que melhor se adapte sem qualquer indução na escolha. Na orientação sobre os métodos contraceptivos deve ser destacado a necessidade da dupla proteção (contracepção e prevenção das DST e HIV/ AIDS), mostrando a importância dos métodos de barreira como os preservativos masculinos ou femininos. A escolha do método contraceptivo deve ser sempre personalizada levando-se em conta fatores como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método. Os métodos contraceptivos podem ser divididos didaticamente em: comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos. A) Métodos comportamentais Método Rítmico ou Ogino-Knaus (do calendário ou tabelinha) Procura calcular o início e o fim do período fértil. A mulher deve ser orientada a marcar no

calendário os últimos 6 a 12 ciclos menstruais com data do primeiro dia e duração, calculando então o seu período fértil abstendo-se de relações sexuais com contato genital neste período. Temperatura basal Método oriundo na observação das alterações fisiológicas da temperatura corporal ao longo do ciclo menstrual. Após a ovulação, a temperatura basal aumenta entre 0,3 e 0,8o C (ação da progesterona). A paciente deve medir a temperatura oral, durante 5 minutos, pela manhã, após repouso de no mínimo 5 horas. Para não engravidar, a mulher deve evitar relações desde o primeiro dia da menstruação até que a temperatura se eleve por 3 dias consecutivos. Método do Muco Cervical (Billing) Baseia-se na identificação do período fértil pelas modificações cíclicas do muco cervical, observado no auto exame e pela sensação por ele provocada na vagina e vulva. A observação da ausência ou presença do fluxo mucoso deve ser diária. É necessária a interrupção da atividade sexual ao menor sinal de muco, permanecendo em abstinência por no mínimo 3 dias a partir do pico de produção. Coito interrompido Baseia-se na capacidade do homem em pressentir a iminência da ejaculação e neste momento retirar o pênis da vagina. Tem baixa efetividade, levando à disfunção sexual do casal, e deve ser desencorajado. B) Métodos de Barreira Estes métodos impedem a ascensão dos espermatozóides ao útero, sendo fundamentais na prevenção das DST e AIDS. Junto com a pílula anticoncepcional e o coito interrompido, são os métodos não definitivos mais utilizados. Condom É um envoltório de látex que recobre o pênis, retendo o esperma no ato sexual, impedido o contato deste e de outros microrganismos com a vagina e pênis ou vice-versa. O condom feminino constitui-se em um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. O produto já vem lubrificado devendo ser utilizado uma única vez, destacando-se que o poliuretano por ser mais resistente que o látex pode ser utilizado com vários tipos de lubrificantes. Diafragma Dispositivo circular de borracha, recobre a cérvix uterina, devendo ser utilizado junto com um espermicida, no máximo 6 horas antes da relação sexual. A adesão da paciente depende da utilização correta do dispositivo. A higienização, a não adoção de um período de pausa e o armazenamento correto do dispositivo, são fatores importantes na prevenção de infecções genitais e no prolongamento da vida útil do diafragma.

Esponjas e Espermicidas As esponjas são feitas de poliuretano, são adaptadas ao colo uterino com alça para sua remoção e são descartáveis (ao contrário do diafragma)., estão associadas a espermicidas que são substâncias químicas que imobilizam e destroem os espermatozóides, podendo ser utilizados combinadamente também com o diafragma ou, os preservativos Existem em várias apresentações de espermicidas: cremes, geléias, supositórios, tabletes e espumas. C) Dispositivo Intra-Uterino O DIU são artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, que são inseridos na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino. O DIU com levonorgestrel age na supressão dos receptores de estriol endometrial, provocando a atrofia do endométrio e inibição da passagem do espermatozóide através da cavidade uterina. As intercorrências mais freqüentes durante o uso do DIU são a expulsão do dispositivo, dor pélvica e dismenorréia, sangramento anormal e infecção (infecção aguda sem melhora ou infecções persistentes implicam na remoção do DIU). O DIU exige controle semestral e sempre que aparecerem leucorréias. A gravidez raramente pode ocorrer (ectópica ou tópica), com risco de abortamento no 1o e 2o trimestres. A retirada do DIU pode ser feita após avaliação ultra-sonográfica, considerando os riscos para o embrião. Se a retirada não for possível por riscos de abortamento, a paciente deve ser acompanhada a intervalos curtos de tempo e orientada em relação a sangramentos vaginais e leucorréias. D) Anticoncepção Hormonal Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) O AHCO consiste na utilização de estrogênio associado ao progestogênio, impedindo a concepção inibindo a ovulação pelo bloqueio da liberação de gonadotrofinas pela hipófise, além de modificar o muco cervical tornando-o hostil ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular. As pílulas monofásicas têm a mesma dosagem hormonal em todos os comprimidos e as combinadas bifásicas e trifásicas apresentam variações de dosagem dos esteróides ao longo do ciclo. As principais contra-indicações são neoplasia ou suspeita de neoplasia hormôniodependente, doença tromboembólica, doença cardiovascular ou ocular, gravidez ou suspeita de, hipertensão arterial, fumantes acima dos 35 anos, hepatopatias, lúpus, diabetes insulinodependente grave. Minipílula São pílulas contendo baixa dose de progestágeno que agem principalmente no espessamento do muco serviçal dificultando a penetração do espermatozóide e também inibindo a ovulação em metade dos ciclos menstruais, sendo de uso contínuo. Pode ser

utilizada combinada à amamentação quando não ocorre a amamentação exclusiva. Pílula pós-coito A anticoncepção de emergência é um uso alternativo de contracepção hormonal oral (tomado antes de 72 horas após a relação) evitando-se a gestação após uma relação sexual desprotegida. Pode ser utilizado anticonceptivo hormonal oral contendo apenas progestagênio ou combinados contendo 0,25 mg de levonorgestrel e 0,05 mg de estinilestradiol (Evanor, Neovlar) ou contendo 0,15 mg de levonorgestrel e 0,03 mg de etinilestradiol (Microvlar, Nordette). Injetáveis Os anticoncepcionais hormonais injetáveis são anticoncepcionais hormonais que contém progestogênio ou associação de estrogênios, para administração parenteral (IM), com doses hormonais de longa duração. Consiste na administração de progestagênio isolado, via parenteral (IM), com obtenção de efeito contraceptivo por períodos de 3 meses ou de uma associação de estrogênio e progestogênio para uso parenteral (IM), mensal. E) Laqueadura Tubária e Vasectomia A esterelização (laqueadura tubária e vasectomia) são considerados métodos contraceptivos cirúrgicos e definitivos, realizados na mulher através da ligadura das trompas impedindo o encontro dos gametas e no homem pela ligadura dos canais deferentes (vasectomia) que impede a presença dos espermatozóides no ejaculado. Quando houver indicação de contracepção cirúrgica masculina e, principalmente, a feminina deve ser baseada em critérios rígidos, observando-se a legislação vigente. Anticoncepção na adolescência Não há método contraceptivo específico para esta população podendo ser utilizado qualquer método contraceptivo desde que não apresentem alguma condição clínica que contraindique o seu uso, conforme os critérios de elegibilidade de cada método. Anticoncepção no climatério Nesta população também não há método de escolha específico, devendo ser levado em conta a redução fisiológica da fertilidade nesta faixa etária e os critérios de indicação e contra-indicação de cada método. Anticoncepção na lactação Nos primeiros seis meses pós-parto a amamentação exclusiva, a livre demanda, com amenorréia possuem efeito importante contraceptivo. Com o retorno do ciclo menstrual e da amamentação não exclusiva pode-se oferecer outros métodos contraceptivos respeitando a

elegibilidade clínica de cada método. Os métodos comportamentais só são recomendados após o restabelecimento de ciclos menstruais.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 11/7/2001 2:21:28 PM
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Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia A gravidez na adolescência continua sendo motivo de preocupação, principalmente porque, no momento atual, há aumento de sua incidência entre adolescentes de 11 a 15 anos. Ainda que minorados os riscos biológicos por meio de pré-natal adequado, continuam a existir os agravos psicológico-emocionais a ela relacionados. A gravidez precoce e/ou indesejada leva, freqüentemente, à interrupção do projeto de vida e, por vezes, da própria vida, sendo concomitantes possíveis outros riscos relacionados ao aborto, doenças sexualmente transmissíveis entre as quais AIDS. São considerados fatores de risco para gravidez na adolescência:

· antecipação da menarca · educação sexual ausente ou inadequada · atividade sexual precoce · desejo de gravidez · dificuldade para práticas anticoncepcionais · problemas psicológico-emocionais · caracterização e mudança de valores sociais · migração · pobreza · baixa escolaridade · ausência de projeto de vida As taxas de gravidez e infecçoes sexualmente transmissíveis na adolescência denunciam a freqüência com que a atividade sexual desprotegida ocorre nessa faixa etária e sinalizam para a necessidade urgente de uma política de prevenção séria e compromissada. A proposta de abordagem do problema é complexa, incluindo vários segmentos da sociedade, estando basicamente apoiada na educação sexual, onde se destacam a anticoncepção e o reconhecimento das características e singularidades dos adolescentes. A orientação anticoncepcional é um trabalho educativo que se expande muito além do fornecimento de informações e conhecimentos sobre saúde reprodutiva, é um processo que envolve o resgate do indivíduo, a promoção da auto-estima e a conscientização dos riscos vivenciados; somente dessa maneira consegue-se uma efetiva mudança de atitude frente à vida sexual (sexo responsável), objetivo maior da educação sexual. Seguem algumas reflexões, envolvendo definições e/ou conceitos, importantes àqueles que vão assumir a proposta educativa, destacando-se, aqui, a atuação do médico de família: · É adequado que a sexualidade não seja fragmentada em sexualidade da criança, do adolescente, do adulto ou do idoso, mas que seja vista como processo, acompanhando os indivíduos desde a vida intra-uterina, jamais devendo ser entendida apenas como sinônimo de atividade sexual. Para isto, talvez o primeiro passo seja reconhecer a criança como ser sexuado e o adolescente desvinculado dos estereótipos que o ligam à liberação dos costumes, ao erotismo excessivo e à promiscuidade. · O fato de as jovens receberem orientação sexual não influencia a sua decisão de iniciar a atividade sexual. Há, inclusive, entre estas menor número de gestações. A literatura mostra ainda que adolescentes que receberam aulas de orientação sexual usaram preservativos em maior escala na primeira relação. É importante: · criar um espaço na relação com o profissional de saúde, onde o adolescente possa, por meio de um processo reflexivo, perceber-se como um indivíduo, responsável pelo seu corpo e pela sua vontade; · fornecer informações que propiciem o conhecimento do seu corpo e sobre a anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino; · fornecer informações sobre os métodos existentes, discutindo vantagens e desvantagens,

procurando capacitar a adolescente, de preferência em conjunto com seu parceiro, a escolher o método que mais se adeque ao seu contexto de vida; · discutir questões polêmicas como interrupção da gravidez. Algumas considerações devem ser tecidas em relação ao reconhecimento dos riscos que se estruturam nas características e singularidades da adolescência. · É importante levar em conta a busca da identidade com questionamentos dos padrões familiares e, portanto, da autoridade dos pais, unida à idéia de indestrutibilidade que faz com que os jovens se arrisquem em desafios inconseqüentes. · O marcante vínculo com o grupo proporciona a noção de força que vem dos pares; para serem aceitos, os adolescentes assumem atitudes para as quais, muitas vezes, não estão preparados. · Na vivência temporal singular, misturam-se ansiedade, desejo de viver tudo rápida e intensamente, não havendo lugar para a espera ou julgamentos. · A evolução da sexualidade traz o exercício da genitalidade, colocando os adolescentes frente a frente como impulsos sexuais que deverão ser vivenciados. Assim, os profissionais de saúde deverão estar preparados para o desafio de orientar um ser ávido por experimentar o novo, destemido, por se julgar invulnerável, e imaturo ou amador para lidar com o impulso sexual, marcado pela genitalidade, num corpo, a todo momento, renovado por mudanças marcantes. Em poucas palavras, a proposta da educação sexual deve conter liberdade, responsabilidade e compromisso, funcionando a informação como instrumento para que adolescentes de ambos os sexos possam ponderar decisões e fazer escolhas mais adequadas. Atente-se, aqui, mais uma vez, para os princípios éticos que regem a medicina do adolescente: a orientação anticoncepcional deverá permanecer em sigilo se o adolescente se mostrar capaz e assim o desejar; o diálogo entre pais e filhos sempre será estimulado. Os anticoncepcionais mais usados são os hormonais (pílulas), já que os preservativos já nem podem ser considerados como proposta anticoncepcional alternativa, sendo de uso obrigatório para exercício da atividade sexual. Outros métodos, como camisinha feminina, diafragma, geléias espermicidas, podem e devem ser discutidos com adolescentes para ampliar o leque de escolhas por meio de informação rigorosa. Anticoncepcionais injetáveis, mini-pílulas, dispositivo intra-uterino (DIU) têm suas indicações específicas. Atualmente, todos os adolescentes precisam receber informações sobre a anticoncepção de emergência. Em toda e qualquer oportunidade, discutir-se-á a ineficácia da "tabelinha" e do coito interrompido. Jamais deverá ser esquecida a doença sexualmente transmissível, em especial a Aids, cabendo, porém, ao médico sempre resgatar a sexualidade como proposta ligada à vida e não à morte. Na ausência de um anticoncepcional ideal, vários aspectos devem ser considerados na escolha do método contraceptivo que mais se adeqüe à paciente adolescente: 1. maturidade biológica; em geral, é menos problemático prescrever contraceptivos para

adolescentes com idade ginecológica (anos após a menarca) superior a 2 anos, quando, freqüentemente, já se completaram o crescimento físico e a maturação do eixo hipotálamohipófise-gônada. 2. maturidade psicológica; a adesão a um método depende da capacidade da adolescente de aceitar e/ou assumir a própria sexualidade; 3. grau de escolaridade e capacidade de compreensão; 4. existência de parceiro estável e participante da escolha anticoncepcional; faixa etária do parceiro; 5. freqüência das relações sexuais (a atividade sexual na adolescência geralmente é esporádica e não programada); 6. grau de motivação para a prática contraceptiva (da adolescente e do parceiro); 7. significado de uma eventual gravidez; 8. utilização inadequada da experiência sexual anterior pela adolescente que inicia sua atividade sexual muito precocemente, próximo à menarca, quando os ciclos menstruais são, na sua maioria, anovulatórios e fica para a jovem a falsa impressão de que ela realmente não engravida (sente-se tranqüila por acreditar-se estéril ou tenta engravidar para ter certeza de que não o é) ; 9. experiências anteriores com métodos anticoncepcionais; 10. existência de gestação e/ou aborto prévios (ao contrário do que se esperaria, a ocorrência de gravidez e/ou aborto anteriores é fator de risco para nova gravidez); 11. conhecimento e opinião da adolescente (e do parceiro) sobre os métodos anticoncepcionais (conceitos, preconceitos, preceitos religiosos, tabus, etc.); 12. opinião dos pais ou responsáveis a respeito do uso de anticoncepcionais por adolescentes; 13. conhecimento dos pais ou responsáveis acerca das práticas sexuais em questão (geralmente eles desconhecem a atividade sexual dos seus filhos); 14. barreiras para a utilização de métodos anticoncepcionais na família; 15. opinião do grupo a respeito dos métodos anticoncepcionais; 16. orientação contraceptiva prévia ou posterior ao início da atividade sexual; 17. avaliação clínica da adolescente: contra-indicações absolutas e relativas; 18. custo e facilidade de aquisição do anticoncepcional escolhido;

19. presença de doença crônica: a escolha do método é mais complexa em que pese a relação riscos e benefícios; 20. taxa de eficácia de cada método (quadro 1): quanto mais a utilização do método depende do indivíduo, mais sua taxa de eficácia prática se afasta da teórica. Tantas são as questões a serem discutidas e avaliadas na seleção de um método contraceptivo, que não é surpresa que a orientação anticoncepcional na adolescência seja tarefa difícil e laboriosa, principalmente considerando-se as características psicossociais próprias desse grupo etário, já discutidas anteriormente, que muito influenciam na prática sexual e contraceptiva. Não se deve esquecer, no entanto, que qualquer método anticoncepcional é mais eficaz do que a ausência de um método. O quadro abaixo apresenta, de maneira resumida, as vantagens e as desvantagens dos métodos anticoncepcionais utilizados na faixa etária adolescente. Quadro 1. Métodos anticoncepcionais: vantagens e desvantagens MÉTODO Pílula combinada VANTAGENS · alta eficácia se usada corretamente · fácil utilização · independente da atividade sexual · diminuição de alterações menstruais e dismenorréia · proteção contra anemia, tumores benignos de mama e ovários, câncer ovariano e de endométrio. DESVANTAGENS · não protege contra dst · necessidade de avaliação médica prévia · necessidade de controle médico posterior · existência de contraindicações absolutas e relativas · freqüentes efeitos colaterais menores · risco de complicações dependendo da idade (>35 anos) e presença de tabagismo · necessidade de motivação · tomada diária · custo elevado das apresentações com baixíssima dosagem de etinilestradiol

Mini - pílula

· não afeta lactação · não causa os efeitos colaterais dependentes de estrógeno

· não protege contra DST · menos eficaz que a pílula combinada · irregularidade freqüentes do ciclo menstrual (sangramento irregular e amenorréia) · tomada diária · não protege contra DST · sangramento irregular · amenorréia · ganho de peso · demora de até 8 meses para o retorno da fertilidade · não protege contra DST · contra-indicação em nulíparas · associação com o aumento na incidência de infecções do trato genital feminino, gravidezes ectópicas e anormalidades do ciclo menstrual · não protege contra DST · necessidade de avaliação médica para prescrição e orientação quanto à colocação · necessidade de reavaliações posteriores por possíveis mudanças nas características locais, pósparto, por obesidade (ganho superior a 5kg), etc.; · aversão cultural ao toque de genitais · possibilidade de deslocamento durante o ato sexual · necessidade do uso de espermicida · reações alérgicas ao látex ou espermicida

Progestágeno de depósito

· alta eficácia · aplicação a cada 3 meses · baixo custo

DIU

· necessidade de motivação para seu uso apenas inicial · não interfere na relação sexual · troca somente a cada 1 - 5 anos · após inserção, reavaliações médicas não tão freqüentes · boa eficácia se uso apropriado · inócuo · pode ser inserido antes do ato sexual · durabilidade: 2 a 3 anos se observadas as recomendações de conservação do produto

Diafragma com espermicida

Preservativo masculino

· proteção contra dst · fácil uso · barato (se atividade sexual pouco freqüente) · eficaz se utilizado corretamente · fácil obtenção · sem necessidade de prescrição médica · responsabilidade da contracepção partilhada pelo casal · sem efeitos colaterais e contra-indicações (exceto reação alérgica ao látex)

· deterioração com o tempo e exposição ao sol, calor e/ ou umidade · possibilidade de furar ou romper · interrupção do ato sexual · tabus relacionados à diminuição do prazer sexual · textura, cheiro e sabor considerados desagradáveis por alguns casais · reações alérgicas ao látex ou aos lubrificantes · custo elevado (se atividade sexual freqüente) · a adolescente depende do parceiro para sua utilização · custo (mais caro que o preservativo masculino) · tabus culturais relacionados à manipulação dos genitais

Preservativo feminino

· proteção contra dst · eficaz se utilizado corretamente · seguro (o poliuretano é 40% mais resistente que o látex do preservativo masculino) · proteção contra dst · independente da vontade do parceiro · possibilidade de inserção prévia à relação sexual (até 8 horas antes) não interrompendo o ato sexual

doenças cardiovasculares com risco de . As contra-indicações absolutas ao uso da pílula anticoncepcional estão listadas a seguir: · Fenômenos tromboembólicos. desde que utilizados adequadamente e guardadas suas contra-indicações. DIU = dispositivo intra-uterino Anticoncepcional oral combinado (ACO) O grande número de estudos e os anos de utilização fornecem ao profissional que trabalha com adolescentes. · Certeza ou suspeita de câncer de mama. hipertensão arterial grave. · Doença crônica que contra-indique seu uso. acidente vascular cerebral (AVC) e oclusão coronariana atuais ou pregressos. certeza sobre a segurança do uso de ACO nessa faixa etária. · Hepatopatia aguda ou crônica. cérvice. diabetes insulino-dependente grave. endométrio. vagina ou de outras neoplasias hormônio-dependente. como lúpus eritematoso sistêmico. · Certeza ou suspeita de gravidez. · Sangramento vaginal de etiologia desconhecida. até no máximo 72 horas · sem contra-indicações para ser utilizado nas situações de emergência (máximo de 6 vezes por ano) · nenhuma Coito interrompido · ineficácia · não protege contra DST · disfunção sexual DST = doença sexualmente transmissível.Abstinência periódica · não requer drogas · aprovado pela igreja católica · promoção do diálogo do casal · seu uso aumenta os conhecimentos sobre a fisiologia da reprodução · não protege contra DST · baixa eficácia · ineficaz quando os ciclos são irregulares · requer registro e conhecimento dos ciclos menstruais · requer planejamento da atividade sexual · abstinência de 1/3 a 1/2 do ciclo · desejo e oportunidade não estão relacionados com o ciclo menstrual · não protege contra DST · baixa eficácia e com efeitos colaterais quando utilizado como método anticoncepcional rotineiro Anticoncepção de emergência · eficaz quando utilizada logo após o ato sexual desprotegido.

entre outras. do tipo monofásico. aumentando-os (antidepressivos tricíclicos. A interação com outros antibióticos de uso comum. Anticoncepcionais orais utilizados na adolescência Estrogênio/dose Etinilestradiol 35µg Progesterona/dose Acetato de ciproterona 2mg Nome comercial Diane 35 (Schering) Selene (Eurofarma) .tromboembolismo. estão apresentadas no quadro a seguir. A orientação anticoncepcional desta clientela quando do início da atividade sexual é uma delas. permanece controversa. corticosteróides. cada caso deve ser analisado cuidadosamente. neuroses graves. ou seja. Drogas que diminuem a eficácia do ACO: rifampicina. A escolha do método contraceptivo para este grupo é muitas vezes difícil. · existência de doenças crônicas. griseofulvina. Deve-se conhecer os medicamentos que interagem com o ACO. uma vez que seu uso concomitante pode diminuir a eficácia do contraceptivo: 1. Algumas apresentações comerciais de anticoncepcional combinado. O aumento da sobrevida de pacientes portadores de diversas patologias crônicas gera uma nova preocupação por parte dos especialistas que os atende. entre outras. diabetes mellitus moderado. com concentração do componente estrogênico variando entre 20 e 35µg. Drogas que aumentam a concentração sérica de estradiol: vitamina C e co-trimexazol. 3. benzodiazepínicos. Em algumas situações deve-se considerar a relação risco/benefício: · idade ginecológica inferior a 2 anos. 2. como hipertensão arterial leve ou moderada. meperidina e teofilina) ou diminuindo-os (acetaminofeno e anti-coagulante oral). Quadro 2. sendo prudente orientar o uso concomitante de método de barreira durante a tomada do antibiótico. beta-bloqueadores. Os anticoncepcionais orais combinados utilizados na adolescência são os ditos de baixa dosagem. fenobarbital e carbamazepina). depressão. mais utilizado na adolescência. · fatores de risco para tromboembolismo. epilepsia. como ampicilina e doxiciclina. cefaléia tipo hemicrânia. · uso de medicamentos que interagem com a pílula. anticonvulsivantes (hidantoína. sendo necessário sempre contrabalançar os potenciais efeitos adversos do método com o de uma possível gravidez sobre a doença. Drogas cujos efeitos podem ser alterados pelos ACO. deve-se orientar o uso concomitante de método de barreira ou utilizar um método não-hormonal.

Uma adolescente com risco para engravidar. que opte pelo ACO e que não tenha. mas nem o exame pélvico nem os exames laboratoriais são pré-requisitos para a o início do uso do ACO. melhor adesão quando ela tem o apoio do seu parceiro ou dos seus pais. Não se deve esquecer que o uso de um anticoncepcional é muito mais do que simplesmente a ingestão de uma pílula. etc. preconceitos. o que fazer se esquecer. de acordo com anamnese e exame físico. tabus. glicemia. . Não raramente. se possível) os riscos e benefícios dos ACO. até que se certifique que a adolescente está utilizando o ACO adequadamente. efeitos colaterais e a possibilidade de sangramentos nos primeiros ciclos (importantes causas de abandono). triglicérides e função hepática. éticas. o que fazer em caso de vômitos ou diarréia.075mg Deve-se realizar uma anamnese cuidadosa e exame físico completo para avaliar a presença de contra-indicações à prescrição da pílula. assim como aspectos práticos da utilização do método. na prática. as adolescentes esquecem de tomar a pílula. religiosas. a qual deve ser reforçada nos retornos que se seguem.15mg Gestodene 0. colesterol total e frações. contra-indicações para seu uso já pode iniciar a tomada do anticoncepcional enquanto aguarda resultado de exames laboratoriais e avaliação ginecológica. onde vai guardar (principalmente em caso de não conhecimento dos pais). que garante a segurança do seu uso. como: quem vai comprar. É necessário que se faça uma orientação detalhada. O ideal é que essas adolescentes tenham também uma avaliação ginecológica. segredos.075mg Etinilestradiol 20mg Desogestrel 0. observando-se. envolve questões morais. O rastreamento laboratorial para a adolescente candidata ao uso de ACO deve incluir: hemograma.Etinilestradiol 30µg Levonorgestrel 0. também exige que sejam tomadas regularmente a cada 24 horas.15mg Gestodene 0. a que horas tomar. Devem ser discutidos com a adolescente (e parceiro.15mg Nordette (Wyeth) Microvlar (Schering) Ciclon (Haller) Ciclo 21 (União Química) Microdiol (Organon) Gynera (Schering) Minulet (Wyeth) Mercilon (Akzo Organon) Femina (Aché) Primera (Eurofarma) Femiane (Schering) Harmonet (Wyeth) Diminut (Libbs) Desogestrel 0. A baixa dosagem hormonal das pílulas atuais.

os métodos mais utilizados envolvem a administração de hormônio via oral em altas doses. quanto mais precoce for a ingestão do medicamento.Deve-se orientar ainda sobre a possibilidade de interações medicamentosas e que ela. Na prática. Quadro 3. então. como náuseas e vômitos. deve informá-lo sobre o uso do ACO. maior a eficácia. A ação anticoncepcional desses métodos só é garantida se a droga for administrada até 72 horas após a relação sexual desprotegida. Embora o tromboembolismo seja uma complicação muito rara dos ACO de baixa dosagem. cefaléia muita intensa.15mg de levonorgestrel NOME COMERCIAL Neovlar Evanor ADMINISTRAÇÃO 02 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 4 comprimidos) combinada Nordette Microvlar 04 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 8 comprimidos) . dor torácica grave com tosse e dificuldade respiratória. as opções de anticoncepção de emergência aprovadas pelo Ministério da Saúde estão apresentadas no quadro 3. As pílulas contendo apenas progestogênio apresentam menos efeitos colaterais. orienta-se quanto às situações clínicas que sugiram tal problema.DST) e discutir a necessidade do uso concomitante de preservativo (masculino ou feminino). mas têm o inconveniente de serem mais caras e não estarem disponíveis para distribuição nos serviços públicos. por exemplo. dor na perna grave. quando. Nunca é demais reforçar o conceito de dupla proteção (contra gravidez e doenças sexualmente transmissíveis . a adolescente deverá parar de tomar a pílula e procurar imediatamente um atendimento médico: dor abdominal grave. Na prática. caso necessite passar por outro médico. Anticoncepção de emergência APRESENTAÇÃO Pílula anticoncepcional comprimido com 50mcg de etinilestradiol + 0. Adolescentes a serem submetidas a cirurgias nos membros inferiores e/ou que exijam imobilização pós-operatória não deverão fazer uso de ACO pelo risco aumentado de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. Anticoncepção de emergência A contracepção de emergência é definida como a utilização de uma droga ou dispositivo para evitar a gravidez após uma atividade sexual desprotegida. perda ou borramento de visão.25mg de levonorgestrel comprimido com 30mcg de etinilestradiol + 0.

tendo-se o cuidado para que o acesso a essa informação não venha a encorajar a prática de sexo inseguro e desencorajar o uso de um anticoncepcional mais eficaz de forma regular.75mg de levonorgestrel Postinor-2 01 comprimido cada 12 horas (2 doses total: 2 comprimidos) É importante orientar a adolescente que. · A adolescente deve pensar na possibilidade de gravidez caso a menstruação não ocorra dentro de 3 semanas. sangramento irregular. deve repetir a dose.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · O próximo ciclo pode ser antecipado ou retardado. vários aspectos devem ser abordados. Na orientação para anticoncepção de emergência. · A anticoncepção de emergência não protege contra DST e nem contra outra gravidez no ciclo. Efeitos colaterais menos freqüentes são: aumento de sensibilidade mamária. Como as náuseas são freqüentes. A orientação sobre anticoncepção de emergência deve constituir parte da orientação anticoncepcional como um todo. Copyright © 2001 IDS . pode-se optar pelo uso de anti-emético uma hora antes da tomada das doses.Pílula contendo apenas progestágeno comprimido com 0. se ela apresentar vômitos dentro de 1 hora da ingestão das pílulas combinadas (2 horas no caso da pílula contendo apenas progestágeno). principalmente quando da utilização do método combinado. retenção líquida e cefaléia. · O próximo fluxo menstrual pode ser mais intenso ou com volume inferior ao habitual.

interferindo com as atividades normais e às vezes necessitando analgésicos e 0. sem interferência com atividades normais e sem necessidade de analgésicos. 4. que surge no início da .9% das mulheres apresentavam mamas pouco dolorosas. A dor nas mamas (mastalgia). Em mulheres brasileiras entre 17 e 45 anos. Dr. 60. Dr.6% apresentavam mamas moderadamente dolorosas. impedindo as atividades normais e necessitando de analgésicos. com freqüência entre 30 e 70% das mulheres em alguma fase da vida.2%. No entanto. acompanhada ou não de espessamento mamário. Barros1 Dr. Alfredo Carlos S. José Aristodemo Pinotti3 Última Atualização: 9/21/2001 7:53:50 AM 1 2 3 Professor Associado de Ginecologia da FMUSP Médico Assistente da Clínica Ginecológica do HCFMUSP Professor Titular de Ginecologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A dor mamária é queixa comum.8% tinham mamas intensamente dolorosas. D. a prevalência de mastalgia foi de 66. Carlos Alberto Ruiz2 Prof.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . acastanhada. As "alterações funcionais benignas das mamas" são mais freqüentes em nuligestas e em mulheres com baixa paridade. Nesta fase. geralmente por volta dos 30 anos. Pequenos nódulos agrupados tendem a formar placas de espessamento endurecido. Raramente é incolor ou serossanguinolenta. o fluxo é quase sempre bilateral. apenas mediante expressão. Costumam regredir na menopausa e reaparecer com a reposição hormonal.altura. recebe a denominação de "alterações funcionais benignas das mamas". É muito comum nas "alterações funcionais benignas das mamas" o fluxo papilar. Evidenciam-se a irregularidade e a nodularidade do tecido. raramente é severa e na grande maioria das vezes apresenta reforço sintomático pré-menstrual. amarelada. principalmente nos quadrantes súpero-laterais.que chega a simular uma neoplasia. comprimento e largura . que se apresentam como áreas granulosas à palpação. Copyright © 2001 IDS . A sensação dolorosa é quase sempre de leve intensidade. isto é. Nesta circunstância.menacme e tende a desaparecer na menopausa. exteriorizando-se por vários orifícios de cada lado e de forma nãoespontânea. As "alterações funcionais benignas das mamas" iniciam-se por volta dos 20 anos. com sinais de ingurgitamento local. as mamas não costumam apresentar alterações palpatórias importantes. existe tendência dor ser acompanhada por espessamento de parênquima. com três dimensões . esverdeada. Às vezes a acentuada fibrose determina um nódulo dominante. Mais tarde. Apresenta coloração esbranquiçada.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Elsa Aida Gay de Pereira1 Cíntia Irene Parellada2 Última Atualização: 8/15/2001 10:30:10 AM Médica assistente doutora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduanda na área de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP 2 1 Cancro mole Candidíase Donovanose Escabiose pubiana Fissuras Herpes .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Hiperplasia de células escamosas Intertrigo Linfogranuloma venéreo Líquen escleroso Melanose Vulvar Papilomavírus humano Pediculose pubiana Sífilis Síndrome de Behçet Tricomoníase Tumores Benignos da Vulva Úlceras genitais Vaginose atrófica Vaginose bacteriana Vaginose citolítica Vulvodínia Copyright © 2001 IDS .

psicológicas e sociais que separam a criança do adulto. gerando situação de difícil enfrentamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Marco Aurélio Galletta1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:06:32 AM 1 2 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A adolescência é um período de mudanças anatômicas. muitas vezes. prolongando-se dos 10 aos 20 anos incompletos pelos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) ou dos 12 aos 18 anos de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. alcançando a cifra de . temos cerca de 1 milhão de gestantes adolescentes por ano. fisiológicas. A adolescência associada à gravidez cria novos desafios existenciais: os novos papéis de mulher adulta e mãe são assumidos em tempo exíguo. No Brasil. exigindo um desenvolvimento psicoemocional acentuado e. insatisfatório.

deve-se internar a paciente e introduzir anti-hipertensivos. A gravidez na adolescência preocupa pesquisadores. apesar da associação de medicamentos. pois a paciente comumente negligencia aspectos importantes da sua saúde. A estruturação de um atendimento que privilegie a formação de grupos educativos (transmitindo informações) e espaços de troca entre as adolescentes grávidas é altamente produtivo. maior índice de parto cesárea. especialistas e autoridades em saúde pública. asfixia perinatal e icterícia neonatal. sinais de iminência de eclâmpsia e exames alterados. O mau controle pressórico. Começa-se pela detecção das pacientes de risco (todas as adolescentes). iniciando com 5 mg a cada 12h. proteinúria > 2 g/24 h. que resolverão a grande maioria dos casos. se não houver contra-indicação). O atendimento deve ser em separado das demais gestantes. que agiria diminuindo a ansiedade. As lesões e complicações mais frequentes são toxemia gravídica. malformações fetais. em três tomadas.700 mil partos nesta faixa etária por dados do Sistema Único de Saúde (SUS). buscando-se detectar aumento brusco de peso e surgimento do edema. pode não ser apropriado em momentos em que se necessita ação hipotensora imediata e efetiva. amniorrexe prematura e prematuridade.diastólica >= 100 mmHg). Nesta fase. Há dúvidas sobre a possibilidade de se prevenir a pré-eclâmpsia. Outros ainda adicionam: anemia materna. com vistas à interrupção da gravidez (indução do parto. apresentações anômalas. até o máximo de 2 g/dia. síndromes hemorrágicas. lacerações perineais. Pode-se ainda adicionar algum sedativo. Outra possibilidade .PA . sendo interessante que as adolescentes possam se encontrar com jovens na mesma situação. pela elevada prevalência e repercussões médicas e sociais. A gravidez na adolescência vem a ser uma situação de risco. Embora o número total de partos caia. uma a três gotas a cada 8 h. em três tomadas. trabalho de parto prolongado. também seria outra indicação de parto terapêutico. enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia). por ter meia-vida prolongada e efeito hipotensor menos pronunciado. deve-se pesquisar a maturidade fetal (com amniocentese). como a levomepromazina. Outra opção seria a metildopa. Doença Hipertensiva Específica da Gravidez A doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) é muito freqüente na adolescente (primiparidade. disfunção uterina. abortamento. grande parte das mortes na adolescência estão relacionadas à complicações da gravidez. dado extremamente preocupante. o tratamento básico consiste em dieta hipossódica e repouso. baixo peso ao nascer. desproporção céfalo-pélvica. infecções urogenitais. entre outros). em duas ou quatro tomadas. o número de grávidas na adolescência aumenta (com acréscimo significativo na faixa etária dos 10 aos 14 anos). estresse associado à gravidez). Nos casos mais graves (pressão arterial . A mortalidade materna e perinatal é maior na gravidez na adolescência. A gravidez é de risco quando a gestante ou o concepto estão sujeitos a lesões ou mesmo morte em decorrência do ciclo gravídico-puerperal. mas consegue-se prevenir as principais complicações: eclâmpsia e síndrome HELLP (hemólise. No Brasil. que poderia começar com 750 mg/dia. sendo o pindolol a primeira opção. Este último. Nos casos classificados como de pré-eclâmpsia grave (PA > 160 x 110. parto e puerpério. com ação hipotensora discreta. podendo aumentar até 30 mg/dia.

é adequado repor ferro e folato e observar a evolução clínica da paciente. deve-se fazer um hemograma para caracterizar o tipo específico. cuja dose via oral poderia começar com 510 mg e subir de acordo com a necessidade. semanais. conseqüência da freqüente prematuridade (duas vezes mais freqüente que nas mulheres mais velhas).seriam os benzodiazepínicos. Retornos depois da 30a semana devem ser quinzenais e. a freqüência das consultas de pré-natal deverá ser menor na adolescente. sobre sintomas dolorosos e percepção de contrações. A suplementação do ferro deve ser feita conforme indicado no capítulo de pré-natal. principalmente nas últimas semanas. Crescimento intra-uterino retardado (CIUR) A presença do crescimento intra-uterino retardado na adolescência é mais freqüente por . com baixa ingestão de proteínas e sais minerais. a adolescente apresentar vulvovaginites intensas. frente ao risco de se desenvolver a hipertensão longe dos olhos do pré-natalista. sem se queixar para o médico que a assiste. inadequada. perguntando à paciente. estando muitas vezes presente nas adolescentes. muitas vezes. comparativamente à gestante com mais de 20 anos. em todas as consultas a partir de 28 semanas. É muito comum a adolescente chegar no pronto socorro em trabalho de parto prematuro irreversível. Portanto. também. como o diazepam. Isto deve ser a todo custo evitado. Se isto for impossível. Prematuridade A gravidez na adolescência se associa ao recém-nascido (RN) de baixo peso (< 2. sem sentir absolutamente nada. Quando se detecta presença de anemia ao exame clínico. É comum. É fundamental medir a pressão em todas as consultas e pesar a paciente para identificar aumento de peso. conforme descrito no capítulo sobre os problemas mais comuns na gravidez. O ganho de peso insuficiente na gravidez é uma das condições mais freqüentemente associadas à prematuridade. é necessário perguntar sobre presença de corrimento em todas as consultas. A presença de anemia na gravidez aumenta o risco de infecções e parto prematuro. Além da vulvovaginite. principal complicação perinatal da gravidez na adolescência. após a 36a semana.500 g). Anemia A dieta da adolescente é. As infecções de trato urinário devem ser tratadas com antibióticos adequadamente prescritos. a infecção urinária também é causa comum de parto prematuro. primeiro sinal da instalação da DHEG. Deve-se incentivar uma alimentação balanceada rica em frutas. E seria ainda mais freqüente na adolescente que engravida logo após a menarca. tornando a presença de anemia bastante freqüente. Para identificar a pré-eclâmpsia. com dilatação importante. Inconcebível se torna a possibilidade da "alta" do pré-natal. contribuindo para o aumento da mortalidade materna nessa faixa etária. O médico deve estar atento para sinais incipientes de trabalho de parto prematuro. verduras e alimentos ricos em ferro. pois é nesse período final que a doença se estabelece. sem superar os 30 mg diários. explicando a ela o que é contração e trabalho de parto antes que eles ocorram.

O diagnóstico de CIUR deve ser feito precocemente. contribuindo para intervenções precoces como repouso e aumento da ingestão protéico-calórica. que geralmente se faz em piores situações. A medida da altura uterina (AU) em toda consulta é fundamental. Toda a equipe de saúde da família deve participar do preparo da adolescente para o trabalho de parto. cientes das peculiaridades da adolescente e das ansiedades próprias da idade. acretismo placentário e placenta prévia. É impossível fazer o diagnóstico de CIUR durante a gestação sem saber ao certo a idade gestacional (IG) por um ultra-som realizado no primeiro trimestre. em princípio. seriam suficientes para firmar a IG. Tal recurso também poderá ser utilizado no final da gravidez. O ultra-som deve ser solicitado em pelo menos três ocasiões durante o pré-natal. devendo ser interpretadas com cuidado (importa mais o ascenso constante da curva de peso/altura. A abordagem preventiva do CIUR durante o pré-natal deverá se ater ao diagnóstico e controle precoces das doenças acima citadas. dois ultra-sons no segundo trimestre. É importante tratar a anemia e melhorar a ingestão alimentar das pacientes de baixo peso. devemos também atentar para a possível baixa estima e confusão de papéis da adolescente em questão. para notar o ritmo de crescimento a partir do peso estimado pelo ultra-som. situações estas . anemia. antes da caracterização definitiva do CIUR. do que simplesmente sua posição em relação à situação de eutrofia). evitando-se complicações mais graves da insuficiência placentária (sofrimento e óbito fetal). configurando o CIUR na eventualidade de não se detectar o aumento de peso esperado. desnutrição e ganho ponderal insuficiente durante o pré-natal. aumentando o aporte calórico com os recursos disponíveis. desde que as idades calculadas fossem concordantes. além do risco infeccioso e hemorrágico. lembrando que não há. Lembrar que as curvas de adequação do peso à idade gestacional não são de todo adapatadas à adolescente. O médico deve orientar a nutrição da gestante. quer sociais ou médicas. paralelamente ao padrão já definido de aumento de peso. sendo repetido seriadamente para confirmação diagnóstica. Na falta deste. nenhum método contra-indicado na adolescência e que todos podem contribuir para diminuir a reincidência da gravidez. com intervalo de duas ou três semanas. A cesárea representa um risco para a presente gravidez e também para o futuro obstétrico desta mulher.uma série de razões: síndromes hipertensivas (em especial a pré-eclâmpsia). Ao discutir a utilização de tais métodos. Prevenção de nova gravidez É de fundamental importância na adolescente que já engravidou a prevenção de novos episódios. A curva permite que se observe mudança do padrão de crescimento da AU. com comparação dos dados com curva padrão (curva de Belizán mostrada no capítulo sobre pré-natal normal). É papel da equipe de saúde orientar a adolescente sobre métodos anticoncepcionais. discutidos em detalhes no capítulo específico. Preparo para o Parto O parto cesárea é mais comum na gestante adolescente. elevando os riscos de rotura uterina.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .que podem comprometer em muito a aderência ao método. Copyright © 2001 IDS .

O pré-natal deve se iniciar o mais precocemente possível e as consultas devem ser mensais até a 30ª semana. a fisiopatologia das intercorrências clínicas e as modificações emocionais do ciclo gravídico-puerperal. como trabalho de prevenção de intercorrências clínico-obstétricas e assistência emocional. O profissional que dá assistência pré-natal deve conhecer a fisiologia da gravidez. quinzenais ou semanais até a 37ª semana. Não deve ser encarada como simples assistência médica e sim.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Roberto Eduardo Bittar1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/5/2001 9:59:50 AM 1 2 Professor Associado de Obstetríca da FMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A assistência pré-natal é fundamental para o preparo da maternidade. A gestação de baixo risco deve ser acompanhada sem grandes interferências. O aumento do número de consultas nas últimas semanas de gestação é importante para melhorar a . e semanais até o parto.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Ouvir a gestante. A avaliação clínica e os resultados dos exames devem ser anotados na ficha médica e no cartão do pré-natal da gestante. esclarecer suas dúvidas e fazer um exame clínico cuidadoso são mais importantes que o excesso de tecnicismo.avaliação obstétrica e propiciar apoio emocional ao parto. Copyright © 2001 IDS . Além do número de consultas adequado deve-se dar qualidade a cada uma delas. muitas vezes. iatrogênico.

o de maior incidência na mulher.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Prof. Dr. por muito tempo.Jesus Paula Carvalho1 Prof Dr Alfredo Barros1 Última Atualização: 12/4/2001 11:50:02 AM 1 Disciplina de Ginecologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Câncer do Colo do útero Câncer do Endométrio Câncer de Mama Câncer do Ovário Câncer da Vulva Câncer do Colo do útero O câncer do colo do útero foi. mas .

ácido fólico e o uso de pílulas anticoncepcionais também podem contribuir para o aumento da incidência do câncer do colo do útero. Quanto maior o número de parceiros. É um exame simples. Nesta fase. maior será a possibilidade de contrair a infecção pelo papilomavírus humano e evoluir para o câncer.html). uma de cada três mulheres morrem da doença. Deve ser realizado em todas as mulheres com atividade sexual com periodicidade que não ultrapasse 2 anos de intervalo.org. A prevenção do câncer do colo do útero fazse pela observância de higiene sexual evitando contato desprotegido com parceiros contaminados pelo papilomavírus humano. É um tumor que apresenta desenvolvimento lento e progressivo ao longo de muitos anos e somente apresenta sintomas característicos quando a doença já se encontra em forma avançada.org.br/prevencao/programas/pncccu/index. a mulher contrai a infecção pelo papilomavírus humano . O câncer do colo do útero é doença frequente nas camadas mais pobres da população e está fortemente ligado à atividade sexual. pelo câncer da mama. É mais frequente nas mulheres com inicio sexual em idade precoce. disponível nas unidades básicas de saúde e pode ser aplicado em grandes populações com impacto poderoso na redução dos casos de câncer invasivo. Outro fator que contribui sobremaneira para o aparecimento do câncer do colo do útero é a promiscuidade sexual. Também a infecção pelo papilomavírus humano tende a ser mais séria e duradoura na mulher fumante. o que ocorre por volta dos dezoito anos de idade. Todos os fatores que contribuem para enfraquecer as defesas imunológicas agem em favor do desenvolvimento do câncer. .inca. Acredita-se que o exame de Papanicolaou foi a descoberta da medicina que maior impacto causou na redução da mortalidade por câncer em todo o século XX.(http:// www. O diagnóstico precoce das lesões que precedem o câncer invasivo é possível e permite que estas lesões possam ser tratadas e curadas em 100% dos casos. assim como pelo início de atividade sexual somente quando o aparelho genital estiver totalmente desenvolvido.que hoje acredita-se que é o principal agente etiológico responsável por esta doença. caracterizada pela multiplicidade de parceiros sexuais e pelo coito não protegido com preservativo. Nas relações sexuais. pois o cigarro tem um forte efeito imunossupressor. além de mais de trezentas substâncias com potencial efeito cancerígeno. mas apenas aquelas mulheres mais suscetíveis desenvolverão o câncer. inca. em anos recentes. O papilomavírus humano é bastante frequente na população geral. A deficiência de vitaminas A e E. (http://www. O câncer do colo do útero é muito mais frequente nas mulheres que fumam. o que é proporcionalmente maior do que no câncer da mama.html). Pode-se prevenir o aparecimento da doença ou diagnosticá-la em fase precoce.superado. aumenta com o número de parceiros e também com o estado de saúde e higiene dos parceiros sexuais. O exame de Papanicolaou continua sendo o método mais eficiente para este fim.br/prevencao/colo_utero/index.o HPV .

entretanto. biópsia incisional ou biópsia excisional. Câncer do Endométrio O câncer do endométrio é também conhecido como câncer do corpo do útero. A prevenção do câncer do endométrio baseia-se na mudança de hábitos de vida. O que fazemos na verdade é utilizar métodos clínicos e de imagem para o diagnóstico precoce. Não dispomos de métodos preventivos para a atenção ao câncer mamário. É uma doença relacionada com altos níveis de hormônios estrogênios circulantes. . trocáter.org.inca. o câncer do endométrio é uma doença das mulheres com maior nível de renda e educação formal. diabéticas. As causas do câncer de mama estão relacionadas com hábitos reprodutivos. Nas mulheres submetidas a terapia de reposição hormonal. que fizeram tratamentos hormonais não-controlados. que tiveram poucos filhos ou dificuldades para engravidar. O câncer do endométrio é frequente entre mulheres obesas. ensinar a autopalpação (http://www. na redução da ingestão de gorduras. previne-se o câncer através da administração simultânea de hormônios com capacidade de proteger o endométrio. Também está relacionado com dieta rica em gorduras e hipercalóricas. Também deve-se acompanhar regularmente o estado do útero através de exames clínicos e ultrasonográficos que muito se prestam para este fim. como paridade tardia. na prevenção da obesidade e no controle do diabetes mellitus. não é um bom método para detectar o câncer do endométrio.html)(explicando o período do ciclo menstrual mais adequado para a sua realização). a redução do número de filhos. pois sua sensibilidade não ultrapassa 30% dos casos. Deve-se valorizar os sintomas de aparecimento de sangramento vaginal de qualquer quantidade nas mulheres após a menopausa ou naquelas mulheres próximas da menopausa e com alterações importantes no padrão menstrual.Câncer de Mama O câncer de mama é atualmente a neoplasia maligna com maior incidência entre as brasileiras e responsável pela primeira causa de morte por câncer. orientar a realização periódica de mamografias que buscam lesões não palpáveis que seriam teoricamente a forma inicial do carcinoma mamário. a ausência do hábito de amamentar e ao consumo de bebidas alcóolicas. Diferentemente do câncer do colo do útero. A única forma de diagnosticar precocemente o câncer mamário é fundamentalmente fornecer informações às pacientes das formas de diagnóstico de que dispomos. Ocorre mais frequentemente em mulheres na pós-menopausa.br/prevencao/ae-mama/index. O diagnóstico é feito a seguir através de estudo anátomo-patológico por punção aspirativa. A principal manifestação do câncer do endométrio é a volta do sangramento na mulher que já tinha parado de menstruar. O exame de Papanicolaou.

principalmente nos pruridos crônicos ou nas lesões de aspecto elevado. O exame clínico e ultra-sonográfico periódico pode detectar a presença de massas tumorais pélvicas que devem ser investigadas por métodos invasivos. o tabagismo e a multiplicidade de parceiros. da mesma forma que no colo do útero. É comum estas mulheres retardarem a busca por tratamento destas lesões iniciais e isto compromete sobremaneira o prognóstico. discrômicas ou ulceradas. O câncer da vulva evolui também de forma lenta e progressiva. o que faz concluir que para o câncer do ovário não existe ainda métodos eficientes de rastreamento para emprego populacional. mas diferentes estudos demonstraram que é uma doença mais frequente em mulheres que ovulam muitas vezes. Todos os programas de rastreamento do câncer do ovário tentados até o momento não demonstraram impacto importante na redução da doença. Tratamentos sintomáticos a base de cremes servem muitas vezes apenas para retardar o .Câncer do Ovário O câncer do ovário é o mais temido de todos os tumores genitais pois é uma doença que ocorre em mulheres de todas as faixas etárias com tendência maior após os cinquenta anos de idade. Sua evolução é rápida e silenciosa e quando aparecem os sintomas a doença frequentemente já se disseminou para outros órgãos. A infecção viral contraída na juventude pode ficar latente e causar o câncer da vulva muitas décadas depois. Mulheres que usaram pílulas por mais de cinco anos apresentam redução de até 60% no risco de câncer do ovário. por vezes elevadas ou ulceradas e altamente pruriginosas. Não se conhece ainda qual o fator causador do câncer do ovário. está relacionado com a atividade sexual. Câncer da Vulva O câncer da vulva é o menos frequente. O principal agente causador do câncer da vulva é o papilomavírus humano que. comprometendo as possibilidades de cura. Ocorre mais frequentemente em mulheres idosas após os sessenta anos de idade. Os primeiros sintomas devem ser valorizados. A prevenção do câncer da vulva se faz de forma idêntica ao câncer do colo do útero. iniciando-se como lesões discrômicas. representando cerca de 1 % de todos os tumores malignos ginecológicos. O único fator de real impacto de prevenção do câncer do ovário é o uso de pílulas anticoncepcionais. O diagnóstico do câncer do ovário em estágios precoces ocorre em menos de um quarto das vezes e têm importância fundamental no prognóstico. desestimulando a atividade sexual promiscua.

Copyright © 2001 IDS . Toda alteração da textura da pele vulvar deve ser submetida a biópsia para estudo histológico.diagnóstico e comprometer o tratamento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Disciplina de Obstetrícia da FMUSP Amniorrexe prematura Anemias Anemias fetais Assistência ao parto prematuro Cardiopatias Desvios do crescimento fetal Diabetes .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Seizo Miyadahira1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:12:38 AM 1 2 Médico Assistente. Doutor em Medicina Pela FMUSP Professor Titular .

decorrentes dos avanços no campo da propedêutica e terapêutica materna e fetal. Entretanto. A gestante e seus familiares se beneficiam muito do diagnóstico correto de malformações do feto. figuram queixas importantes consideradas como fisiológicas na gravidez. triar de forma precisa e selecionar as gestantes com intercorrências que exigem referência para serviços secundários e terciários (hospitalares). cabendo aos profissionais de nível primário (essencialmente ambulatorial) tarefa das mais fundamentais que é o de diagnosticar. Raramente determinam desvios importantes no curso da gravidez. sendo o tema central deste capítulo. recepcionando o concepto sem traumas. Toda e qualquer anormalidade que se diagnostica no curso de uma gestação deve ser abordada focando os dois compartimentos: materno e fetal. a propedêutica e a . Assim.Eclâmpsia Gestação múltipla Hepatite B e C HIV Infecção do trato urinário Inibição ao parto prematuro Pós-datismo Pré-eclâmpsia Rubéola Sífilis Síndromes Hipertensivas na Gestação Toxoplasmose O seguimento pré-natal sofreu mudanças radicais nas décadas recentes. Sob a denominação de problemas mais comuns na gestação. O atendimento médico durante o seguimento pré-natal deve respeitar a hierarquia dos níveis de atenção à saúde. tonturas e lipotímias. como a êmese gravídica. podem ser preparados psicológica e emocionalmente. tão comuns quando o diagnóstico é realizado no nascimento ou muito tempo depois. outras alterações menos freqüentes trazem conseqüências graves à unidade materno-fetal (gestação de alto risco).

proteinúria e edema. Vigilância da Vitalidade Fetal Conduta Obstétrica: resolução da gestação: na maturidade fetal Leve Pressão Diastólica < 110 mmHg Grave Pressão Diastólica => 110 mmHg Proteinúria > 3. devem ser identificados níveis iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg se os níveis anteriores forem desconhecidos. ou. após 20 semanas de gestação. tratamento antihipertensivo. Pré-eclâmpsia: hipertensão. é fundamental que haja uma assistência pré-natal. Quadro 1. Existem situações em que apenas um dos compartimentos está comprometido e todo o investimento deve ser direcionado a ele. Classificação das Doença Hipertensiva Específica da Gestação e conduta Classificação Critérios Conduta Ambulatorial: repouso relativo. Síndromes Hipertensivas na Gestação é complicação. sedativos. mas comum na gravidez (presente em 5-10% das gestantes). responsável pelo maior índice de mortalidade e morbidade perinatal. Internação: repouso no leito.0 g/24 horas . Vigilância da Vitalidade Fetal semanal. Trata-se de intercorrência das mais graves em obstetrícia. Eclâmpsia: pré-eclâmpsia associada a convulsões caracterizam a eclâmpsia. A elevação da pressão arterial deve-se manter por até 6 horas após a primeira medida. intercorrências próprias da gestação (doenças obstétricas) e doenças fetais. A pressão arterial deve aumentar 30 mmHg na sistólica e 15 mmHg na diastólica. Para a vigilância da saúde materna. As diversas situações de morbidade em obstetrícia podem ser enfocadas em 3 grandes grupos: intercorrências clínicas. sedativos.terapêutica em obstetrícia devem ser direcionadas para o binômio: saúde materna e saúde do feto. exigindo tratamento em Unidades de Terapia Intensiva. Conduta Obstétrica: permitese a evolução da gestação até 40 semanas.

tratamento antihipertensivo. 5 g IM cada 4 horas. salvo em casos de Hipertensão não controlável e diante de alterações no compartimento fetal. Resolução: se o peso estimado for >= 1000 g Eclâmpsia DHEG + CONVULSÕES *Sulfatação: Esquema de Pritchard:. Propedêutica Laboratorial Materna para a avaliação das complicações (HELLP).Sulfato de Mg 4 g EV (10%) EV.Internação: nos casos graves (PA diastólica > 110 mmHg). assegurada a viabilidade fetal hipertensão arterial . Avaliação das condições fetais (ultra-sonografia obstétrica + Provas de Vitalidade Fetal). Hipertensão arterial com pré-eclâmpsia superajuntada: a presença de sinais e sintomas próprios da pré-eclâmpsia associados à proteinúria e elevação dos níveis séricos de ácido úrico configuram este quadro grave. Manutenção: EV 1 g/hora em soro de 400 ml + 10 ampolas a 10% (16 gotas/minuto) Hipertensão arterial crônica: diagnóstico antes de 20 semanas (níveis pressóricos iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg) ou sua persistência após 42 dias de puerpério.Sulfato de Magnésio 4 g (10%)EV + 10 g (50%) IM profundo com agulha de raqui. sendo 5 g (10 ml) em cada glúteo. conduta obstétrica Permite-se a evolução até 40 semanas. ECG. Esquema de Zuspan: Dose de ataque .Iminência de Eclampsia Epigastralgia + Cefaléia + distúrbios visuais (fosfenas) Semelhante à Eclâmpsia (ver abaixo) Internação com cuidados intensivos: monitoração dos sinais vitais. Síndrome hipertensiva conduta clínica Acompanhamento ambulatorial com tratamento antihipertensivo e avaliação das condições fetais (ultra-sonografia + avaliação da vitalidade fetal). Adequação das drogas antihipertensivas e vigilância fetal mais intensiva. Sondagem Vesical.Dose de ataque . Manutenção: nas 24 hs seguintes. Sulfatação. quando se indica a resolução.

Em situações de descompensação com cetoacidose. Nas não-dependentes da insulina. óbitos fetais. nefropatias. o parto prematuro terapêutico deve ser levado em conta. hipertensão. sinais ultra-sonográficos (macrossomia. o seguimento deve ser muito diferenciado de acordo com o tipo de diabetes. É indicada toda propedêutica para o diagnóstico das complicações como a Síndrome HELLP Resolução da gestação se impõe na medida da gravidade desta associação de doenças.hipertensão + Doença Hipertensiva Específica da Gestação PA = pressão arterial Internação: considerada situação de muita gravidade. efetuado com 26 semanas de gestação Indicado para os casos de risco: Curva Glicêmica: com 28 semanas de gestação. independentemente do risco. malformações) Recomendado a todas as gestantes. desde a viabilidade até a maturidade fetal plena. Antecedentes familiares da doença Antecedentes pessoais: peso de nascimento. polihidramnia anterior Evolução da gravidez: altura uterina maior que a esperada. Conduta clínica diante da suspeita diagnóstica ou da confirmação clínica do Diabetes fatores de risco Idade. o controle da doença se faz pela instituição de dieta própria para o diabetes (sem açúcar livre). polihidramnia. repete-se o exame com 34 semanas. É fundamental o controle glicêmico rigoroso. para o controle clínico são necessários cuidados meticulosos. Nas diabéticas insulino-dependentes é recomendável um seguimento em serviço secundário ou terciário durante a gestação. justifica-se a todas as gestantes. uma vez que malformações fetais associam-se significativamente com o mau controle do diabetes na gestação. Diante de resultados normais. rastreamento diagnóstico precoce seguimento prénatal controle da doença resolução obstétrica . doenças do Colágeno Antecedentes Obstétricos: macrossomia fetal. Teste simplificado: Teste de Tolerância à Glicose Oral de 50 g. a internação da paciente é obrigatória Nas pacientes que apresentam o controle glicêmico adequado a gestação deve avançar até 40 semanas. Quadro 2. como forma de triar a doença no início da assistência pré-natal. O Diabetes: nas mulheres com diagnóstico pré-gestacional. o controle da doença é fundamental antes da gravidez. Nas pacientes que apresentam controle inadequado ou nas portadoras de complicações principalmente vasculares. Nos casos diagnosticados. A dosagem da glicemia de jejum.

Estados da sífilis. NÍVEL DA INFECÇÃO MANIFESTAÇÕES TRATAMENTO Trato Baixo: Uretrite. Quadro 3. FTA-abs + Erupções cutâneas (roséolas) Condiloma plano Diagnóstico laboratorial: idem ao primário Goma sifilítica. repetida após 1 semana. Gentamicina 1 mg/ kg de 8/8 hs Cefalexina 500 mg de 6/6 hs por via oral Pielonefrite As mesmas acrescidas. mal-estar Bacteriúria Assintomática Sem sintomas Sífilis: é de diagnóstico obrigatório na gestação.4 milhões UI. via intramuscular semanalmente. denominada de . polaciúria. hematúria Antibiótico via oral: Cefalexina 500 mg de 6/6 hs. poderá surgir uma reação febril e cutânea. Recomenda-se.Infecções: a mais frequente é a de trato urinário baixo. Cefalotina 1 g via endovenosa de 6/6 hs. de febre. diagnóstico e tratamento. Quadro clínico das infecções de trato urinário. Malformações provocadas por esta doença são muito conhecidas. Dose total: 4. CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Primária Cancro duro VDRL + após 2 semanas. Quadro 4. na pielonefrite. via intramuscular. Deve-se pedir cultura de urina com antibiograma (nos casos onde há disponibilidade para isso) antes de iniciar o tratamento.4 milhões UI. FTA-abs + Penicilina Benzatina 2. Internação: antibiótico por via parenteral.4 milhões UI. Associa-se a trabalho de parto prematuro e pode evoluir para uma pielonefrite. Dose total: 7. Cistite Disúria. via intramuscular em dose única Penicilina Benzatina 2.8 milhões UI Penicilina Benzatina 2. 3 vezes.2 milhões UI Secundária Tardia Após a dose inicial de penicilina. Laboratório: VDRL + ou -. Mulheres com sorologia negativa inicialmente devem ser submetidas a novas sorologias no decorrer da gravidez. internação com administração de antibióticos por via parenteral.

ou convulsões). Rubéola: nem sempre é possível a concretização do diagnóstico.40 % 20 . desde lesões oculares leves de difícil diagnóstico intra-uterino até as letais para o concepto (hidrocefalias graves).Jarish-Herxheimer. existem diferentes cepas com potenciais malformativos fetais diversos. em ultrasonografia de rotina. Transmissão Vertical Infecção Fetal (mês) 1 2 3 4 5 Percentuais de Acometimento Fetal Grave 10 . IgM = imunoglobulina M Toxoplasmose: na gestação.25 % 10 . ou quando. a futura gestante deve ser vacinada antes de nova gestação. Situação da gestante em relação a rubéola. O diagnóstico é retrospectivo. ao se identificar alguma anormalidade na criança (uveítes. são diagnosticadas alterações morfológicas suspeitas. calcificações intracranianas. causa malformações fetais de gravidade muito diversificada. situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação Suscetível Imune Infecção recente conduta Imunização pósnatal Nada específico Diagnóstico da infecção fetal (Medicina Fetal) IgG = imunoglobulina G. . Após gestação com sorologia negativa.20 % 6-7% 0. Vale lembrar que a freqüência de malformações é tanto maior quanto mais precoce for a virose na gestação. Nos casos suscetíveis. Por outro lado.5 . resultante da liberação de toxinas dos treponemas mortos.1 % Quadro 5. é importante o seguimento sorológico mensal ou bimensal para a detecção da viremia sorológica de alto significado para o prognóstico neonatal. o que explica ausência de lesões fetais mesmo com doença clínica comprovada laboratorialmente. Todas as adolescentes devem ser vacinadas para rubéola.

Diagnóstico da hepatite na gravidez. Os possíveis resultados da sorologia para hepatite B e respectivas condutas estão relacionados no Quadro 7. Diagnóstico da toxoplasmose. Além disso. em pacientes com sorologia positiva.Quadro 6. situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação conduta Orientação higiênico-dietética Repetição da sorologia 2/2 meses Seguimento prénatal rotineiro Proceder diagnóstico da transmissão vertical Encaminhar para Medicina Fetal Suscetível Imune Sorologia Positiva Infecção recente ou Cicatriz Sorológica IgG = imunoglobulina G. os cuidados neonatais devem ser muito meticulosos. Quadro 7. situação sorologia negativa sorologia positiva sorologia positiva resultados AgHBs negativo Anti-HBs negativo Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo Imune Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo ou negativo Anti-HBC positivo Paciente foi portadora da doença Imune interpretação conduta Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro . IgM = imunoglobulina M Hepatites B e C merecem abordagem rotineira durante a gestação porque medidas importantes no decurso do ciclo gravídico-puerperal devem ser tomadas em cada situação.

é importante lembrar que aproximadamente 30% dos hemotransfundidos. A avaliação personalizada de cada paciente é fundamental para a diminuição da morbidade maternofetal. Quadro 8. porcentual elevado desenvolve cirrose hepática e neoplasias. Vírus da imunodeficiência adquirida humana (HIV): a transmissão vertical é o ponto mais crítico. Tipos de alterações cardíacas na gravidez. particularmente em pacientes submetidas previamente a transfusões de hemoderivados. deve ser obrigatório. anos estavam contaminados por este vírus. porque o aspecto preventivo do profissional também deve ser considerado. É muito importante a realização da avaliação funcional do coração materno nas gestantes com alterações cardíacas. O uso de medicamentos anti-retrovirais no momento do parto e no recém-nascido tem diminuído a transmissão vertical. Destes indivíduos. o diagnóstico. Cardiopatias: são uma das principais causas de morte materna no Brasil. Os óbitos maternos devem-se à insuficiência da função miocárdica. É norma a pesquisa rotineira do vírus atualmente. Portanto. cuidados pré-natais e conduta obstétrica. até há poucos. responsável pela distribuição das drogas. Todos os casos de sorologia positiva para HIV devem ser encaminhados aos ambulatórios de referência.sorologia positiva AgHBs positivo Anti-HBs negativo Hepatite Crônica Anti-HBC negativo Cuidados no Parto Cuidados com o recém-nascido (imunização imediata) Quanto à hepatite C. tipo de cardiopatia cuidados pré-natais resolução obstétrica . que devem ser encaminhadas a serviço secundário ou terciário. constando de orientações precisas acerca da doença e dos cuidados a serem prestados tanto na evolução da gravidez quanto no momento do parto. O seguimento pré-natal também obedece a rotina bem específica. Outro aspecto a ser considerado é a alta prevalência em algumas regiões (atingindo 2% da população de gestantes).

0 g conduta Sulfato Ferroso 60 mg de Ferro elementar/dia Ácido Fólico 5 mg/ dia Cianocobalamina 1000 mcg/mês intramuscular Mais importante é o anemia carencial Ferropriva Carência de folatos e Vitamina B12 Freqüente em alcoolismo. cirurgias realizadas e intensidade da descompensação cardíaca. diagnóstico e conduta obstétrica são apresentados na tabela abaixo. uso de anticonvulsivantes. Nos casos menos graves pode-se permitir o pós-datismo. grave e óbito fetal. Anemias Os principais tipos de anemia. medicamentos utilizados. gestação múltipla. Monitoração cardíaca materna e fetal são tópicos de relevo nesta afecção no momento do parto Chagásica Geralmente muito graves. tipo etiologia diagnóstico Tipo microcítica hipocrômica Hb < 11. tempo de evolução da doença. Cuidados anestesiológicos são muito importantes. A avaliação do risco materno deve levar em conta o tipo de alteração cardíaca. gastrectomia anemia megaloblástica VCM maior que 95 µ3 . permitindo que a gestação avance até 40 semanas.Reumática: mais freqüente causa de valvulopatias Descompensação cardíaca Profilaxia da Febre Reumática Anticoagulação: nas próteses metálicas e fibrilação atrial. determinam com freqüência Freqüente a necessidade Congênitas cianóticas insuficiência placentária de parto terapêutico. Seguimento das condições fetais com Ultra-sonografia e Provas de Vitalidade Fetal Cuidados relacionados à intensidade da lesão cardiológica Prioriza-se o parto vaginal.

os diagnósticos dos desvios ponderais do feto ficaram mais factíveis devido à facilidade em se acessar as curvas de crescimento fetal mediante a estimativa de peso estimado por este método. Heterozigótica: SS 40-50%.0 g % no momento do parto talassemia Genética. Cuidados específicos sobre a doença causadora Crescimento restrito Estimativa de peso abaixo do percentil 10 da curva de crescimento macrossomia Estimativa de peso acima do percentil 90 Assistência ao parto prematuro: . diminuição ou ausência das cadeias alfa ou beta de globina Desvios do crescimento fetal Com a utilização da ultra-sonografia rotineira. Eletroforese de Hb Talassemia Minor: A2 maior que 3.5% Manter Hb entre 910 g %. Transfusão quando Hb < 7. circunvalada. Interrupção com maturidade fetal a partir de 34 semanas. Avaliações fetais (CIUR e Sofrimento fetal) principalmente nas crises de falcização (internada). propedêutica fetal cuidadosa.anemia falciforme hemoglobinopatia hereditária Eletroforese de Hb Homozigótica: SS 80-90%. intercorrências clínicas. fatores ambientais (radiações) Placentários: placenta prévia. malformações Maternos: infecções. e cuidados sobre a doença que o causou. infartos etc Constitucional Diabetes diagnóstico conduta Diagnóstico etiológico. tipo Etiologia Fetal: cromossomopatias. Ácido Fólico 5 mg/ dia. uso de drogas. Ácido Fólico 5 mg/dia.

sofrimento fetal. Qualquer doença materna que torne hostil o ambiente intra-uterino ou qualquer agravo na doença materna. define-se a gestação prolongada. com intervalo de 24 horas Pós-Datismo Toda gestação que ultrapasse 40 semanas. Após 42 semanas. Oligoidrâmnia Avaliação fetal muito detalhada: crescimento fetal. rotura prematura das membranas. terbutalina (Bricanyl® por via endovenosa esquemas de inibição gota/gota e via oral) Sulfato de Magnésio corticoterapia Administrada entre 28 a 34 semanas: Betametasona (Celestone ®) 12 mg 2 vezes. Assistência Obstétrica TÓPICOS MÉTODOS .Medidas importantes Monitoração da vitalidade fetal Rotura tardia das membranas Anestesia de condução (intra ou peridural) Episiotomia ampla Parto vaginal: <1000 g e >2500 g até 3500 Cesárea: entre 1000 e 2500 e >3500 g Parto vaginal. Além disso. vitalidade. a placenta prévia. mesmo em ausência de doença materna: crescimento intra-uterino restrito. Em relação ao feto. DPP. Fórceps em feto com peso >1500 g Cesárea: defletidas Apresentação pélvica Apresentação cefálica Inibição do Trabalho de Parto Prematuro Apenas 10 a 20 % dos casos de trabalho de parto prematuro merecem ser inibidas. análise do volume de líquido amniótico Propedêutica materna na busca da etiologia contra-indicações cuidados preliminares Hidratação.

Há evidente aumento nesta incidência devido ao uso de técnicas de reprodução humana com induções da ovulação e FIVs.Avaliação da Vitalidade Fetal Exame Pélvico Resolução Cardiotocografia Avaliação do Volume de Líquido Amniótico Amnioscopia Procurar condições para indução do parto Sofrimento fetal e mecônio anteparto Índice de Bishop => 5: indução do parto IG => 42 semanas: indução após preparo do colo (Bishop <5) Gestação múltipla: a gemelidade ocorre em 1:80 casos. DHEG. Alguns tópicos merecem cuidados: tópicos Diagnóstico da corionicidade método Ultra-sonografia de I trimestre Ultra-sonografia III trimestre importância Risco da Síndrome transfusor/transfundido (70% de mortalidade perinatal) na gestação monocoriônica STT e restrição ao crescimento intra-uterino Gêmeos discordantes Assistência Pré-natal Exames laboratoriais na busca de diagnóstico precoce de complicações: diabetes. anemias Avaliação ultraEvitar prematuridade sonográfica periódica e extremaMelhorar índices de avaliação da vitalidade morbidade neonatal fetal Seguimento Pré-Natal mais amiúde (avaliação do colo uterino) Repouso no final da gestação (III trimestre) Amniorrexe prematura .

devem ser enfatizados os aspectos profiláticos da aloimunização. sensibilidade uterina. Cristalização do líquido amniótico. Exame obstétrico: especular Exames específicos: Teste do Fenol Vermelho (pH). o trabalho de parto é desencadeado em 24 horas.Rotura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto. É responsável por 33% dos partos prematuros. Corticóides: discutível Antibioticoterapia no trabalho de parto: Sem infecção: Cefalotina 1 g EV 4/4 horas até o nascimento. observação de fisometria. ausência de infecção. infecção ovular) conduta obstétrica Resolução: 34 ou mais semanas. Na assistência às gestantes Rh negativas não sensibilizadas. Depois de 6/6 horas Com infecção: Penicilina Cristalina 20 milhões U/dia + Metronidazol 500 mg EV 6/6 hs + Gentamicina 80 mg IM 8/8 horas cuidados especiais EV = via endovenosa. Azul de Nilo (células fetais) Ultra-sonografia Expectante ambulatorial: quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) for > 5 cm em gestações abaixo de 34 semanas. infecções fetais (por parvovírus). IM = via intramuscular Anemias fetais: as causas são: aloimunização Rh. descritos no quadro a seguir. Em cerca de 90% dos casos. Avaliação bissemanal da vitalidade fetal Internação: na oligoidrâmnia (ILA<5. situação da gestante conduta pré-natal conduta pós-natal . infecção ovular.0 cm) e todos os casos que se indica interrupção da gestação Clínica: controle da temperatura corpórea. FCF e materna Leucograma seriado diagnóstico conduta assistencial vigilância infecciosa Expectante até 34 semanas (exceto no sofrimento fetal. oligoidrâmnia grave. sofrimento fetal NÃO EFETUAR TOQUES VAGINAIS antes do trabalho de parto Não inibir trabalho de parto inclusive na prematuridade extrema. Anamnese.

duplo contorno da bexiga. Ultra-sonografia: espessamento ou hiperecogenicidade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Se > 1:16. derrame pericárdico. aumento da hidrocele indicam possível comprometimento fetal ENCAMINHAR PARA SERVIÇOS TERCIÁRIOS pela possível necessidade de transfusão intra-uterina aloimunizadas (coombs indireto +) PLANEJAMENTO FAMILIAR Copyright © 2001 IDS .Rh negativa não sensibilizada Realização de teste de Coombs indireto mensalmente Imunoprofilaxia:300 mg Imunoprofilaxia: 300 mg de anti-D dentro de 72 horas anti-D entre 28-30 semanas após o parto ou após qualquer procedimento invasivo Titular o anti-D. hepatoesplenomegalia.

por volta de 6 semanas. resfriamento corpóreo. precoce ( de 24 horas até o final da primeira semana) e remoto ou tardio (da primeira semana até a retomada das condições pré-gravídicas . outros o dividem. Algumas classificações ainda estendem o término para 90 dias. As principais alterações são: Calafrios: surgem 15 a 20 minutos após a dequitação e têm duração variável.). em puerpério imediato (primeiras 24 horas). A maioria dos autores considera o período como as 6 primeiras semanas pós-parto. e no qual surgem alterações anatômicas e fisiológicas responsáveis pela volta do organismo materno às condições pré-gestacionais. A. São explicados como conseqüentes às modificações na primeira hora pós-parto decorrentes de estafa muscular. alterações circulatórias e bacteremias transitórias. Ruocco1 Última Atualização: 9/21/2001 8:14:24 AM 1 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Puerpério compreende o período que se inicia imediatamente após o parto. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rosa Maria de S. arbitrariamente.

diminuição das capacidades vital e inspiratória. ocorrendo maior capacidade e relativa insensibilidade da bexiga. Hemodinâmicas: os maiores ajustes hemodinâmicos ocorrem imediatamente após o parto representados por um aumento importante do débito cardíaco. Para voltar ao normal são necessárias várias semanas e muitos exercícios. tendo como possíveis causas as lesões tissulares.Temperatura corpórea: elevação normal no primeiro dia (até 38°C de temperatura oral). atingem o pico na primeira semana pós-parto. aos 6 meses pós-parto. as contrações potentes que se seguem provocam a involução do miométrio. Balanço hídrico. pesando cerca de 100 gramas. Volta ao tamanho definitivo na 6a semana (ficando discretamente maior que antes da gravidez). aumento do consumo de oxigênio e da ventilação residual. a absorção de produtos tóxicos e a invasão bacteriana. Persistem as estrias e a diástase da musculatura reto-abdominal. responsável pela regeneração desse tecido ao final da terceira semana. Peso: há perda progressiva:5 a 6 kg com o esvaziamento uterino e a perda sanguínea além de 2 a 3 kg pela diurese. bem como o fechamento dos vasos sanguíneos presentes no leito placentário. No local onde estava inserida a placenta.5 litros até a 5a semana. eletrólitos e metabolismo: perda líquida de 2 litros na primeira semana (pela perda de líquido extracelular) e 1. Alterações locais são freqüentes como as descritas no: Corpo uterino: após o parto. Colo: fecha-se progressivamente. estando pérvio para 1 cm decorrida uma semana do . elevação discreta da pressão sanguínea. Com a saída da placenta. O peso pré-gestação é atingido. por 2 dias quaisquer durante os 10 primeiros dias do puerpério. após 8 a 10 dias está rente à sínfise púbica. A temperatura deve ser medida por via oral (excluindo aumentos axilares locais causados por ingurgitamento mamário). pressão venosa central e pulso. O endométrio sofre necrose. que ao estar presente chama a atenção do obstetra para o desenrolar de possível infecção. pelo menos 4 vezes ao dia. Ocorre ausência do peristaltismo intestinal nas primeiras 24 horas. A morbidade febril puerperal é a ocorrência de temperatura de 38°C ou mais. Urinárias: logo após o parto são encontrados edema e hiperemia vesical. havendo o restabelecimento progressivo da topografia e dos movimentos intestinais. Parede abdominal e intestino: a parede permanece flácida em virtude da distensão prolongada da gravidez. o útero pesa um quilo e localiza-se próximo à cicatriz umbilical. excluindo-se as primeiras 24 horas. ficando apenas sua camada basal. a reparação estará completa apenas na 6a semana. Alterações da coagulação: desencadeadas pela gravidez. Respiratórias: aumento do volume residual. em média. Todos os estados febris do pós-parto são agrupados sob a denominação de "morbidade febril puerperal".

a rugosidade reaparece ao redor de 3 semanas. fusca (vermelho pálido ou escuro de 3 a 5 dias.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . que lhe dão cor peculiar). principalmente IgA. finalmente. Copyright © 2001 IDS . principalmente se o parto foi normal e ocorreram lacerações não suturadas. A mucosa. com intenso predomínio de leucócitos e células degeneradas). Nos primeiros 3 a 4 dias responderão pela produção de colostro (rico em imunoglobulinas. De acordo com o tempo decorrido do parto. não havendo "leite fraco" em qualquer período. o orifício externo pode não voltar ao estado antigo. O hímen dá lugar às carúnculas. alba (após 10° dia. a camada muscular vaginal progressivamente se retrai e diminui de tamanho. ficando ligeiramente aberto. Todas as mudanças na composição ocorrem de acordo com as necessidades nutricionais do recém-nascido. Lóquia: é a denominação para o material originado na cavidade uterina durante o fenômeno da involução. mas dificilmente retorna às condições anteriores. a loquiação modifica-se progressivamente em cor e composição: rubra (vermelho-vivo até o 3° dia pós-parto e formada por restos de decídua e muitas hemácias). pelo leite definitivo. com leucócitos e maior concentração de líquido). 5 a 10 dias. Com 6 a 12 semanas a restauração do colo estará completa. Mamárias: as glândulas mamárias encontram-se capacitadas para a secreção láctea após o estímulo hormonal gestacional.parto. a produção de muco cervical e outras modificações estrogênicas ficam na dependência da lactação. Vagina: depois de parto vaginal. predominando restos de hemácias degradadas). flava (amarelada. gordura e beta-carotenóides. durante as duas primeiras semanas pelo leite transicional e.

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Imunizações(1): 29 a 30 de abril de 1997 Manual de Vigilância Epidemiológica dos Eventos Adversos pós-vacinação.T.Imunizações(1): 21 a 25. Imunizações 3(3): 88 . H. Fundação Nacional de saúde. Boletim Epidemiológico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Abril De 1997 Lopes. K. M. . Copyright © 2001 IDS . Informe Técnico: Vacina contra Febre Amarela. C.92. 1999. 1998. E Amato Neto. E Sato.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Imunização de pacientes HIV/AIDS.R. Vacinação d Adultos. G.S. . H. 1 .DST/AIDS CVE ano XVIII no.Eventos adversos Pós-Vacinais .abril de 2000 Brito. Ministério da Saúde. V.

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uso prévio de analgésico. Reconhecer que a mudança no padrão da dor ou desenvolvimento da nova dor não é necessariamente atribuível à doença preexistente. Tratar a dor enquanto prossegue a investigação. 10. qualidade. Diagnosticar a causa da dor. Realizar exame físico detalhando o exame do sistema nervoso. Acreditar na queixa de dor do paciente. . 7. 9.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Os princípios para a avaliação da dor são: 1. Organizar e rever exames laboratoriais e imagenológicos apropriados e necessários. intensidade. Anamnese detalhada: duração. 5. 12. mais simples e convenientes . antes de prescrever as mais complicadas. 8. Manter o contato com o paciente e sua família. Quantificar a dor de acordo com a escala numérica. 3. Individualizar a terapêutica. 2. descritiva ou visual. 6. 11. local. Avaliar a dor continuamente. efeito da dor sobre a funcionalidade física e social. utilizando medicações e modalidades analgésicas. fatores de melhora e piora. 4. Realizar avaliação psicossocial.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Estas drogas . 2) Pacientes que são relativamente não-tolerantes e apresentam-se com dor moderada ou aqueles que falharam em atingir alívio adequado após a tentativa de analgesia com nãoopióide. 3) Pacientes que se apresentam dor intensa. e oximorfina. dihidrocodeína ou propoxifeno. Sabe-se que esta recomendação tem eficácia de mais de 75% em trabalhos clínicos já realizados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento da dor em cuidados paliativos A Unidade de Cuidados Paliativos e de Câncer da Organização Mundial de Saúde propôs um gerenciamento útil de seleção de drogas para dor de origem oncológica. Este grupo inclui morfina. Este grupo inclui codeína. metadona. oxicodona. diamorfina. fentanil. fenazocina. Este esquema analgésico dá mais ênfase a intensidade da dor do que sua etiologia específica e seu gerenciamento defende as três etapas básicas a seguir: 1) Pacientes com dor leve relacionada a neoplasia devem ser tratados com analgésicos nãoopióides aos quais devem ser combinadas medicações adjuvantes se existir indicação específica.. ou aqueles que falharam em atingir o alívio adequado de dor seguindo administração apropriada de medicamentos no segundo degrau da escada analgésica deveriam receber analgésicos opióides convencionalmente usados para dor moderada para intensa (opióide "forte"). hidrocodona. devem ser tratados com opióide convencionalmente usado para dor leve a moderada (opióide "fraco"). hidromorfina. levorfanol. conhecido como "Analgesia em três degraus da OMS". Estes medicamentos são tipicamente combinados com um não-opióide e poderiam ser administrados com os adjuvantes.

IV) Meiavida (hs) 2 . IM.3. Meiavida (hs) 2-4 3 .12 4-5 3-4 13 2 Dose inicial (mg/dia) 2000 2600 2600 75 1200 500 75 Dose máxima (mg/dia) 3000 6000 6000 200 4200 1000 200 nome dipirona paracetamol acido acetil salicílico indometacina ibuprofeno naproxeno diclofenaco Intervalo (hs) 4-6 4-6 4-6 8 .5 Intervalos (hs) Nome Morfina 3-6 . Tabela 1 Analgésicos não opióides disponíveis no Brasil. intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 200 65 .7 Intervalos (hs) 3-6 3-6 2-4 4-6 Nome codeína propoxifeno oxicodona tramadol Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular Tabela 3 Analgésicos opióides fortes Vias de administração Oral.podem também ser combinadas com analgésicos não-opióides ou adjuvantes. 100(IM ou IV) Meiavida (hs) 2-3 2-3 3-4 5. sublingual.130 30 120(oral).30(oral) 10(retal. retal.7 .12 4-8 13 6 Tabela 2 Analgésicos opióides fracos Vias de administração oral oral oral oral. intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 20 .

8 (oral) 0. Tabela 4 Medicações adjuvantes mais comumente associadas Dosagem usual para adulto I=dose inicial M=dose de manutenção Nome Vias de administração Comentários I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs carbamazepina M=200~1600 mg em doses divididas I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs M=300~500 mg em doses divididas Oral para dor neuropática.Metadona Buprenorfina oral sublingual.Uso prolongado e uso para idoso não é recomendado nesta situação de cuidados paliativos. pode causar alteração medular para dor neuropática pode aumentar a sedação monitorar o nível sérico sempre que possível para dor neuropática dor complicada pela depressão e insônia nortriptilina apresenta menos efeito anticolinérgico e sedação entre os corticóides. IV) 300(oral) 75(IM. intramuscular e intravenosa oral.4(IM. especialmente de dor lancinante. intramuscular e intravenosa 20 0. prefere-se este por apresentar menos efeito mineralocorticóide fenitoína Oral I=10~25mg ao amitriptilina deitar nortriptilina M=25~150 mg clomipramina ao deitar ou em imipramina doses divididas I=4 mg de 6/6hs dexametasona M=16~96 mg em doses divididas Oral Oral EV . IV) 15 120 2-3 4-8 6-9 Meperidina 2-3 2-4 Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular .

I= 6~12 mg ao deitar ou em doses divididas clorpromazina M=18~50 mg em doses divididas I=0. ou mesmo por efeito de medicação. efeito anticolinérgico importante! nos casos de agitação psicomotora.5 a 2mg ao deitar ou em doses divididas M=2~15mg em doses divididas Oral IM ou EV efeito antiemétoco interessante nos casos de uso de opióide.5~5 mg cedo(até meiodia) M=10~40mg cedo(até meiodia) Oral . administrar dose única ou dividida até meio dia. associado a dor. efeito extrapiramidal importante tem efeito analgésico nos casos de dor neoplásicos. devido a seu efeito estimulante haloperidol Oral IM metilfenidato I=2.

São eles: antidepressivos. benzodiazepínicos. é analgésica em algumas condições dolorosas. porém. relaxantes musculares.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Este grupo de medicações compreende uma diversidade enorme de classes de medicamentos. Copyright © 2001 IDS . corticosteróides. bifosfonatos e outros. neurolépticos. anticonvulsivantes.Medicações adjuvantes: O termo "analgésicos adjuvantes" descreve qualquer medicação que tem outras indicações primárias além da dor.

seria um bom começo. Sugere-se atuação em equipe multidisciplinar para este tipo de atendimento. terapeutas ocupacionais. Sempre que possível. enfermeiro e assistente social. Equipe mínima sugerida seria composta de médico. infusão contínua de morfina por bomba portátil. É fundamental que haja uma reunião interdisciplinar com periodicidade preestabelecida para que todos os membros possam compartilhar as novas idéias. radioterapia analgésica e outras modalidades analgésicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Pacientes e seus familiares em cuidados paliativos necessitam. O trabalho pode ser compartilhado de forma racional dentro de cada especificidade dos profissionais participantes. principalmente aproximando o momento de falecimento. fisioterapeutas. considerar a assistência domiciliar numa fase avançada de cuidados. participação de psicólogos. críticas e mudanças. Diante de dificuldades de controle da dor. Nem sempre é fácil trabalhar com pacientes que se encontram em situações fora de possibilidade de cura. de um direcionamento adequado para momentos críticos principalmente na fase em que se aproxima do evento de falecimento. Havendo disponibilidade no serviço. melhorias. Uma boa comunicação dentro de uma relação terapeutapaciente adequada com empatia. na maioria das vezes. após a tentativa de esquema analgésico sugerido pela Organização Mundial da Saúde. pacientes deveriam ser encaminhados para "Grupo de Dor" ou "Serviço de Dor" referenciado para que haja uma avaliação mais minuciosa e considerar terapêutica avançada como radiculotomia. Equipe deve se dispor também para compartilhar a angústia e dificuldade de . nutricionistas e outros profissionais de saúde teriam um espaço extremamente rico e prazeroso de exercício de profissão.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .atender tal natureza de pacientes.

Copyright © 2001 IDS . Oxford Medical Publications. Geneva. Hanks GWC.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Doyle D. Rio de Janeiro. Assistência ao Idoso Terminal. World Health Organization. World Health Statistics Annual 1990. 2nd ed. In Gerontologia. 1998. MacDonald N: Oxford Textbook of Palliative Medicine.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . World Health Organization. Atheneu. Chiba T.1991. Papaléo Netto M. 1996. New York.

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br Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Site do Programa Agita São Paulo: http://www.agitasp.com.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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é possível. somente com medidas de peso e altura.0-39. o Índice de Massa Corpórea (IMC) ou índice de Quetelet ganhou grande popularidade pelo cálculo pela fórmula: IMC = peso (kg)/altura2 (m) Hoje.9 35. No entanto. Embora tenha quase dois séculos. a classificação de obesidade em adultos é realizada pelo cálculo do IMC. de acordo com classificação padronizada pela Organização Mundial da Saúde.5-24. com grande grau de aproximação. Índice de Massa Corpórea (kg/m2 ) 18.9 30.0-34.9 Classificação Normal Sobrepeso Obeso classe I Obeso classe II .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A identificação de excesso de massa gordurosa apresenta dificuldades teóricas porque há o risco de não se conseguir distinguir aumento de massa muscular ou edema de aumento da adiposidade. chegar a um diagnóstico adequado da adiposidade.0-29. conforme apresentado no quadro abaixo.9 25.

80 para mulheres e de 0.0 Obeso classe III O diagnóstico de obesidade pelo IMC é simples e direto. Por isso. A forma mais empregada é a do cálculo da razão cintura/quadril. Valores acima de 0.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . podemos avançar no diagnóstico. O IMC estima a obesidade total do indivíduo. avaliando a obesidade abdominal com a medida de cintura. estivesse maior do que 85 cm na mulher e 95 cm no homem. Copyright © 2001 IDS . Assim.90 para homens seriam considerados com alterados. hipertensão e de eventos cardiovasculares. porém sabe-se que a localização da adiposidade no abdome também é um fator independente para risco maior de diabetes. A maior dificuldade no emprego da razão cintura-quadril é a dificuldade em padronizar o local exato para a medida das circunferências. sendo até utilizado na imprensa leiga para orientar seus leitores sobre ganho de peso. alguns autores estão mostrando que é mais simples e tão adequado quanto medir somente a circunferência abdominal que seria indicadora de risco quando. em adultos.=> 40.

Porém. fato comprovado em vários estudos epidemiológicos em que pequenas atividades. por exemplo. a dieta hipocalórica é o núcleo fundamental da prescrição.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O médico deve estar atento a vários aspectos relacionados à obesidade ao iniciar o tratamento de um indivíduo. ao mesmo tempo. reconhecer. na maioria dos ensaios clínicos como o recurso mais efetivo na redução da pressão arterial e melhoria do perfil lipídico. associavam-se a . com jardinagem ou empurrar carros de bebê. A abordagem de tratamento deve ser de tornar o balanço calórico negativo dentro do contexto de atividade do indivíduo. risco maior de agravos e. desde o início. também. que as taxas de fracasso são elevadas para a maioria dos tratamentos testados em ensaios clínicos e que será necessário um tratamento continuado por muito tempo. a osteoartrose e asma. considerar que a obesidade é uma doença tal como o diabetes. A prescrição de atividade física regular deve ser diferenciada da prática regular de esportes ou da realização de exercício extenuante. que deve ser diferenciada do exercício físico exaustivo. A obesidade pode significar. manifestação de doença psiquiátrica. Primeiro. a associação de ambos mostrou-se. Como a capacidade do organismo de reter energia é maior do que de perdê-la. O paciente deve ser tratado como tal e. Isto significa alterar a quantidade e qualidade da dieta ingerida no dia-a-dia e. O princípio básico a ser seguido é o de que "pouco exercício é melhor do que nenhum". aumentar a atividade física diária. seguida do aumento da atividade física. não como um indivíduo "preguiçoso-mentiroso-guloso". Segundo.

pode-se afirmar o que não funciona para reduzir o peso.menor risco de eventos clínicos desfavoráveis quando comparadas ao sedentarismo. laxativos. hipnoterapia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O tratamento medicamentoso deve ser proposto quando da falha do controle dietético e de aumento da atividade física ou em indivíduos com IMC acima de 35 kg/m2 Com maior facilidade. formulações magistrais "naturais" e suplementos dietéticos. diuréticos. Copyright © 2001 IDS . yoga. auriculoterapia. mesoterapia. cremes para celulite. como: práticas populares como acupuntura.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Pacientes que tenham obesidade de causa secundária também devem ser encaminhados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Indivíduos com índice de massa corpórea acima de 30 kg/m2 devem ser encaminhados para atendimento especializado.

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1 Copyright © 2001 IDS . 3-5 June 1997.abeso. World Health Organization.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .br. URL: http://www. WHO/NUT/NCD/98.org.Report of a WHO Consultation on Obesity. Obesity: Preventing and Managing the Global Epidemic -.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consenso Latino América sobre Obesidade. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade.

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br) sob o título "Teste de Risco Coronariano". medir e pesar o indivíduo e. em pacientes acima dos 45 anos. medir pressão arterial. deve-se indagar sobre hábito tabágico. Em outros capítulos. Pela praticidade e fácil obtenção. foram apresentados os diagnósticos de tabagismo. Alterações lipídicas podem estar presentes nas situações abaixo. considerando os fatores de risco identificados. .cardiol. recomendamos aquela disponibilizada na página da Sociedade Brasileira de Cardiologia (www.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Durante toda e qualquer consulta médica. Desejável Colesterol total HDL-colesterol Triglicérides < 200 mg/dl > 35 mg/dl < 200 mg/dl Limítrofe 200-239 mg/dl Elevado >= 240 mg/dl Existem algumas fórmulas que propõem o cálculo do risco cardiovascular em termos numéricos. hipertensão e diabetes. dosar colesterol a cada 2 anos.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

Na dieta. diabetes. A redução dos níveis de colesterol deve ser feita com dieta e medicamentos. valores de LDL-colesterol entre 190 e 219 mg/dl não implicam em tratamento com medicamento a não ser para indivíduos de alto risco. como a resistência à insulina. Tratamento com dieta Iniciar dieta (LDL) prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária Objetivo (LDL) >= 160 mg/dl >= 130 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl Tratamento medicamentoso Iniciar dieta (LDL) Objetivo (LDL) . A decisão terapêutica geralmente está baseada nos valores do LDL-colesterol e depende da existência de outros fatores de risco cardiovascular conforme sugerido abaixo: Para homens com menos de 35 anos e mulheres antes da menopausa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A redução dos fatores de risco é a pedra de toque de todo programa de redução de risco cardiovascular. obesidade e hipertensão. deve-se orientar a redução da ingestão de gordura saturada e colesterol. adequar o balanço calórico e controlar outros fatores de risco modificáveis. como os diabéticos.

disponíveis nas formas genéricas. Seu emprego em crianças e adolescentes ainda não está definitivamente esclarecido. nas doses habituais. pravastatina: comprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima 40mg).prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária >= 190 mg/dl >= 160 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl O grupo de medicamentos mais utilizados é o das estatinas. atorvastatina: commprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima de 80 mg). São contra-indicadas na presença de doença hepática e de elevações persistentes das transaminases hepáticas e das bilirrubinas. A estatinas inibem parcialmente a HMG-CoA redutase. mas podem ocasionar efeitos colaterais em até 2% dos pacientes: sintomas gastrointestinais e dores musculares e elevação de enzimas musculares. Copyright © 2001 IDS . 10. o uso isolado dos fibratos ou a associação com as estatinas pode representar a melhor opção terapêutica. Podem ser usadas em doentes renais crônicos. ao aumento da formação dos LDL-receptores e à diminuição das VLDL. se necessário. 40. São bem toleradas. Não foi descrita taquifilaxia. Os comprimidos. fluvastatina: cápsulas de 20. Não são indicadas para mulheres grávidas ou em fase de aleitamento e para aquelas com possibilidade de engravidar. que pode ser administrada pela manhã. 20. a lovastatina e a sinvastatina. Os ajustes das doses devem ser feitos. 80 mg (dose máxima 80mg). 40 e 80 mg (dose máxima 80mg). devem ser administrados após o jantar à exceção da atorvastatina. Posologia e administração lovastatina: comprimidos de 20mg com dose máxima de 80mg sinvastatina: comprimidos de 5. levando à diminuição da síntese intracelular do colesterol. a cada quatro semanas depois de nova análise do perfil lipídico e controle de transaminases hepáticas e creatinofosfoquinase.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Para pacientes com hipertrigliceridemia.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O controle de fatores de risco cardiovascular é um atividade. afeita ao clínico geral. diabéticos com tratamento refratário e indivíduos com valores muito elevados de colesterol é que devem ser encaminhados para ambulatório de especialidade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Somente poucos casos de hipertensos graves. em essência.

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br).cardiol. Copyright © 2001 IDS .Página da Sociedade Brasileira de Cardiologia na internet (www.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consensos Brasileiros de Dislipidemia e Hipertensão Arterial .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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ressaltando informações relevantes para cada paciente ("você já tem um pouco de enfisema"). Já tentou parar de fumar? 4. Quanto? 3. muitos médicos e outros profissionais de saúde deixam de investigar o consumo de tabaco. Que aconteceu? 5. Infelizmente. As principais perguntas são: 1. Está interessado em parar de fumar? Recomende parar.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico do tabagismo é simples e tão importante quanto medir a pressão arterial. . Você fuma? 2.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

três minutos em cada consulta. podem ser eficientes. Oriente o paciente de que mesmo uma tragada eventual. reposição de nicotina e uso de bupropiona. (3) aconselhe a retirada dos cigarros de casa. Porém. quanto mais intenso. (4) uso de álcool. (6) antecipe dificuldades e ajude-o a preparar-se para elas. mais efetivo o tratamento. Continue acompanhando o paciente. (3) presença de outros fumantes. (2) marque uma data. treinamento de habilidades. do carro. Recaídas do tabagismo ocorrem principalmente nas seguintes situações: (1) emoções negativas. . Os principais componentes são: suporte social. (4) oriente-o a evitar fumar nestes lugares. do local de trabalho. o uso de álcool ou a presença de outros fumantes em casa facilitam a recaída. tédio. como ansiedade. tristeza.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Todo fumante deve ser identificado e receber uma oferta de tratamento em cada consulta. A associação entre estes dois medicamentos não é habitual. irritação. . Mesmo intervenções curtas. de preferência dentro de duas semanas. (5)reveja tentativas anteriores. Marque um retorno na primeira semana depois do abandono dos cigarros e outro ainda no primeiro mês de abstinência.(2) pressão para trabalhar rápido. o que ajudou e o que contribuiu para a recaída. É útil estabelecer algumas etapas no aconselhamento como (1) ajude o paciente a se preparar para largar os cigarros.

deve ser usada a intervalos regulares e não apenas quando houver vontade de fumar. refrigerantes) interferem com a absorção bucal de nicotina. Com isso. 14 e 7 mg de nicotina em 24 horas. Nicotina . As principais instruções para os pacientes usando a goma de mascar são: Não fumar enquanto estiverem usando a goma. A probabilidade de sucesso dobra. recomenda-se que seja oferecida a todo aquele que cogite parar de fumar e não apresente contra-indicações ao seu uso. os pacientes devem ser cuidadosamente instruídos. Adequação da dose: Freqüentemente. a primeira aplicação é feita logo pela manhã do primeiro dia sem cigarros. Por isso. Reposição de nicotina: visa permitir a diminuição gradual da concentração sérica de nicotina após o abandono dos cigarros. consumidas a cada uma ou duas horas. os sintomas de abstinência são atenuados e a adaptação à retirada do tabaco torna-se mais fácil. sobre uma área de pele saudável e relativamente sem pêlos. A dose normalmente se situa entre 10 e 12 unidades por dia. O uso de uma dose fixa (pelo menos uma unidade a cada 1-2 horas) por pelos menos 3 meses pode trazer benefícios maiores do que o uso ad libitum. Sistemas transdérmicos: Discos que liberam 21. pode-se diminuir uma unidade da dose diária a cada semana. Por exemplo. Recomende abstinência completa novamente. "estacioná-la" entre a bochecha e as gengivas para facilitar a absorção de nicotina através da mucosa oral. O sítio de . Grande parte dos insucessos com reposição de nicotina deve-se ao seu uso incorreto. Depois deste período. depressão ou falta de apoio. O paciente deve desengordurar o sítio de aplicação. os pacientes não usam goma suficiente para obter o máximo benefício: mascam poucas unidades por dia e não usam a goma por tempo suficiente. Discuta problemas como ganho de peso. A dose diária total não deve exceder 24 unidades de 2 mg. Técnica de mascar: mascar a goma lentamente. Então. encare-o como uma oportunidade de aprendizado. a dose normalmente pode ser reduzida gradualmente. Investigue o que houve e sugira meios de enfrentar a situação. O produto deve ser aplicado no tronco ou região superior do braço. Ambos apresentam efetividade semelhante.Congratule o paciente pelo sucesso. sucos.goma de mascar: cada unidade contém 2 mg de nicotina. Continuar a mascar e a estacionar a goma lenta e intermitentemente por cerca de 30 minutos. cuidar para que não se forme uma bolha de ar entre o adesivo e a pele e comprimir o adesivo com a palma da mão por cerca de 30 segundos depois de colocá-lo. Existem duas formas de reposição de nicotina no Brasil: gomas de mascar e sistemas transdérmicos. até notar um sabor picante. Apesar da pouca informação sobre sua efetividade em fumantes que consomem menos do que 10-15 cigarros/dia. De preferência. Tipicamente. Absorção: bebidas ácidas (café. Se ocorrer algum lapso. Evitar comer ou beber qualquer coisa por quinze minutos antes e também durante o uso da goma.

A bupropiona é formulada em comprimidos de liberação lenta com 150 mg. No caso de pacientes mais intensamente dependentes. boca seca e náusea.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A bupropiona está contra-indicada para portadores de epilepsia ou de condições que aumentem o risco de convulsões (como antecedente de traumatismo cranioencefálico grave ou retirada recente do álcool). Caso isto não melhore com um rodízio mais longo destes locais. creme de hidrocortisona a 5%). o paciente deve ser aconselhado a tentar parar de fumar sem reposição de nicotina. angina instável e infarto do miocárdio há menos de 4 semanas. As principais contra-indicações à reposição de nicotina são a presença de gravidez e de certas doenças cardiovasculares. Na dose de 300 mg empregada no tratamento do tabagismo. são comuns sintomas como irritação da mucosa oral. Copyright © 2001 IDS . No quinto dia. Os efeitos colaterais são geralmente leves e transitórios. a bupropiona aumenta a disponibilidade sináptica de dopamina e de noradrenalina. para portadores de bulimia ou anorexia nervosa ou em associação a inibidores da monoaminooxidase. Com a goma. principalmente aqueles que fumam mais do que 20 cigarros por dia. o risco de convulsões é menor do que 0. para evitar a irritação da pele. Nestes casos. dispepsia e soluços. A dose é diminuída a cada três ou quatro semanas pelo uso de adesivos progressivamente menores. oito horas depois do primeiro. insônia. Bupropiona: desenvolvida para o tratamento da depressão. Períodos de 6 a 8 semanas podem ser eficientes. praticamente duplica as chances de sucesso no tratamento do tabagismo. Os discos não devem ser cortados. Com os sistemas transdérmicos. dor da articulação têmporo-mandibular. acrescenta-se outro comprimido. O uso de bupropiona pode ser vantajoso para pacientes preocupados com a possibilidade de ganhar peso ou portadores de depressão.5%. como arritmias graves. pode ser conveniente empregar-se doses mais altas do que do que 21mg de nicotina por dia. pode-se recorrer a um corticoesteróide de ação tópica (por exemplo. não havendo evidências de que tratamentos mais longos sejam mais vantajosos. Os principais efeitos colaterais da reposição da nicotina são relacionados à forma de uso.aplicação é trocado a cada dia. A interrupção do tratamento é necessária em apenas 5% dos casos. nos primeiros quatro dias. Os mais comuns são inquietação. 30 a 50% dos pacientes apresentam irritação da pele no sítio de aplicação. Quando comparada a placebo. Seu uso é iniciado de uma a duas semanas antes do abandono dos cigarros: um comprimido pela manhã.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Fumantes com depressão. dependência do álcool ou que não consigam parar de fumar por outros motivos podem requerer tratamento especializado.

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June 2000. Instituto Nacional do Câncer. INCA. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. Clinical Practice Guideline.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Fiore MC. Cohen SJ.gov/tobacco) Ministério da Saúde. MD: US Department of Health and Human Services. (Texto disponível em http://www.surgeongeneral. Ajudando seu paciente a parar de fumar. 1977. Public Health Service. Bailey WC. Treating Tobacco Use and Dependence. Rio de Janeiro. Rockville. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . et al.

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A forma mais fácil de confirmar o uso crônico de álcool é pela história própria ou relatada por familiares. Há sinais indiretos de alcoolismo que podem ser observados no hemograma (volume corpular médio elevado) e nas enzimas hepáticas elevadas (gama-glutamil transferase e transaminase oxalo-acética).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A ação do álcool no organismo propicia uma variedade de apresentações clínicas cujos diagnósticos variam de caso a caso. Copyright © 2001 IDS .

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em geral. em regime de internação. seja em unidades especializadas. A internação. Tratamentos psicoterápicos para dependência vão desde a psicanálise tradicional até técnicas cognitivo-comportamentais. O uso de acamprosato. naltrexone e dissulfiram sob supervisão direta do médico parece ter resultados promissores . resultados negativos. por exemplo. grupos de mútua ajuda (como os alcoólicos anônimos . Pode ser administrados nutrientes. coma. medicações dopaminérgicas. é uma forma de tratamento clássico que se baseia na expectativa de impossibilitar o acesso à droga. vitamina B12 e folato. dissulfiram têm. Os casos leves ou moderados resolvem-se em 3 a 12 horas após o término do consumo do álcool. como tiamina (vitamina B1). Pode haver necessidade de observação para detecção de complicações.Ressaltamos que não há eficácia comprovada na administração de glicose em pacientes intoxicados. tratamento em regime de ambulatório.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Intoxicação Alcoólica: tratamento é apenas de suporte clínico.AA) e tratamento farmacológico. sendo que as principais são psicoterapia. como terapias de casal e de família e grupos de mútua ajuda. como. Abuso e dependência de álcool: há várias formas de tratamento da dependência do álcool. antidepressivos. mas envolvem seus parceiros e familiares. trauma craniano e quedas. agressividade. O tratamento medicamentoso com ansiolíticos. seja em hospital geral ou psiquiátrico. Também há intervenções que não se limitam ao dependente.

por exemplo. pode ser eficaz para reduzir o desejo de consumir o álcool e reduzir as propriedades de reforço positivo induzidas pelo álcool. em estudos experimentais. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. há urgência clínica de tratamento. náuseas. como o diazepam. a fluoxetina. O uso de bromocriptina ou outro agente agonista dopaminérgico tem se mostrado ineficaz no tratamento da dependência ao álcool. Síndrome de abstinência ao álcool: em pacientes com história de uso crônico de álcool. em três tomadas diárias. Alucinose alcoólica: aqui. diarréia e lesões de pele. Antidepressivos: os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (por exemplo. em função do enorme potencial de dependência induzido pelos benzodiazepínicos. deve-se utilizar algum neuroléptico de alta potência em baixas doses. O uso do dissulfiram na dose de 250 mg/dia em pacientes dependentes pode ser eficaz. o que provoca vários efeitos desagradáveis quando tomada na vigência do uso do álcool. o citalopram) não reduzem a taxa de recaída. vômitos. a sertralina. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. Parece que esta droga reduz a toxicidade cerebral induzida por substâncias cerebrais cuja produção está aumentada em virtude do consumo excessivo do álcool. Agentes dopaminérgicos: há algumas evidências. como. Naltrexone (Revia): na dose de 50 mg/dia. distúrbios orgânicos associados e pobre funcionamento cognitivo. ansiedade e fadiga. Dissulfiram (anti-etanol): esta droga é inibidora da enzima aldeído desidrogenase. com retirada rápida.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . podem ser usados para tratar comorbidades. com sinais clínicos de síndrome de abstinência. como depressão e ansiedade. tem se restringido ao tratamento a síndrome de abstinência do álcool. A naltrexone é mais benéfica em pacientes com fissura importante. esta medicação reduz o desejo de beber e suprime a hiperatividade orgânica que ocorre após a retirada do álcool. porém. Copyright © 2001 IDS . Ansiolíticos: o uso de ansiolíticos benzodiazepínicos. desde que haja estreito acompanhamento médico. O tratamento crônico com ansiolíticos não é recomendado.e positivos. Acamprosato (Campral): na dose de 2 a 3 g/dia. que deve ser feito em unidades especializadas de terapia intensiva. de que a função dopaminérgica está alterada em alcoolistas. o haloperidol 2-4 mg/dia.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Os demais necessitarão sempre de avaliações periódicas com equipe de saúde mental. Quadros de alucinose e de abstinência devem ser encaminhados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Dependerá do quadro clínico e da evolução da história natural da doença.

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pp. Kaplan.:153-64. H. Sadock.. Porto Alegre. Andrade.. 1993. eds. In: Andrade. P. M. A . Copyright © 2001 IDS . S. Compêndio de Psiquiatria Dinâmica. pp: 121-35. B.. T.I. Lemos. S. Psiquiatria Básica. In: Louzã Neto. Artes Médicas. Motta. Porto Alegre.. Complicações Clínicas do Abuso de Substâncias. São Paulo. Artes Médicas. 1995.E. Tongue. L.R. A . Nicastri.G.. Fonseca.B.J. Eds.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde ..G... Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas.. Elkis. E. H.P. Drogas: Atualização em Prevenção e Tratamento. 1984.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Castel.. Hochgraf.

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(2) abstinência: síndrome típica e de duração limitada que ocorre quando o uso da substância é interrompido ou reduzido drasticamente. .(3) uso da substância em quantidade e por tempo maior que o desejado. (5) desejo intenso pela substância. Exemplo: pessoa que repetidamente dirige sob efeito de sedativos. que rouba para obter a droga ou que a consome mesmo com conseqüentes brigas familiares e perda de emprego. Devem ser tratados os casos de abuso. (4) desejo de reduzir ou controlar o consumo da substância com repetidos insucessos em manter-se sem a droga por período prolongado. evidenciando perda de controle sobre o consumo. (6) uso continuado mesmo em situações em que o consumo é contra-indicado e perigoso à saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Nem todo o uso de droga pode ser classificado como patológico. problemas de saúde ou prejuízos de sua vida normal decorrentes do uso. dependência ou abstinência da substância. que envolve os seguintes critérios: (1) tolerância: necessidade de quantidade cada vez maior da substância para atingir o mesmo efeito ou efeito cada vez menor de uma mesma dose da substância. Pelo menos três critérios devem estar presentes para que se caracterize dependência. A dependência já é um conceito mais amplo. embora possa ser passível de abordagem preventiva. O abuso de drogas ocorre quando o paciente mantém o consumo de uma substância mesmo apresentando problemas legais. O uso eventual ou experimental não necessita de tratamento.

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recomenda-se uso de antipsicótico como haloperidol 5mg. alucinações ou delírios. Para quadros de ansiedade extrema ministrar diazepam 10mg (com exceção de quadros de intoxicação patológica por benzodiazepínico). Cada ponto do processo de recaída deve ser avaliado para que a falha não se repita. Os principais pontos do tratamento da dependência de álcool e drogas são: 1) Não existe uma única abordagem terapêutica que seja adequada para todos os pacientes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para quadros de agitação psicomotora. O tratamento multidisciplinar (com abordagem médica. Quadros severos de intoxicação ou abstinência devem ser encaminhados para monitoramento em ambiente hospitalar. reduzir dose ou ministrar também anticolinérgico como o biperideno 2mg (com exceção de quadros induzidos pelo uso de anticolinérgicos). . pois ela precisa aprender a conviver com o dependente recuperado. sialorréia). 3) É essencial a participação da família. em caso de efeitos colaterais importantes desta medicação (particularmente rigidez muscular. marcha em bloco. 2) Recaídas são comuns no processo de tratamento e não devem ser entendidas como fracasso terapêutico. psicológica e social) é o que dá melhores resultados. redução da expressão facial.

deve ser incentivado em todos os momentos do tratamento. O uso de medicações deve se restringir ao tratamento da síndrome de abstinência. Deve-se aproveitar todos os momentos de aceitação de ajuda. Neste momento. todos os meios disponíveis para se evitar a recaída devem ser utilizados. em seu trabalho e em todas as demais esferas de sua vida. A persistência e o vínculo de confiança no médico são essenciais. Trata-se a síndrome de abstinência e eventuais quadros associados e orienta-se o paciente a prevenir recaídas evitando situações que facilitem o uso da droga (como encontrar outros usuários. avaliar os fatores que levaram o paciente a buscar a substância. sanando-se as necessidades observadas com alternativas não associadas à droga. seja por consultas periódicas nas quais de determina o último dia de consumo. Em todos os momentos o paciente deve procurar se manter ocupado. procura-se aos poucos.4) O dependente deve ser estimulado a procurar ajuda todas as vezes que se sentir tentado a recair.. 7) O tratamento deve ser imediatamente disponível. freqüentar lugares de uso. mesmo com vários insucessos anteriores. de quadros associados. 5) Uma vez que o paciente pare de utilizar a droga. deixá-lo freqüentar locais de risco sozinho e com dinheiro. seja por meio de internação (hospitalar ou domiciliar). Processo do tratamento Inicialmente interrompe-se o uso da substância. de preferência na companhia de outras pessoas que possam auxiliá-lo num momento de intensa vontade de consumir a droga. como Narcóticos Anônimos e Nar-Anon. é importante orientar a família a evitar atitudes que possam facilitar a recaída do paciente. Substituir a droga por algo menos danoso ao indivíduo é fundamental para evitar recaídas. Neste processo. etc. passar por situações que gerem irritabilidade. como permitir que ele mantenha contato com outros dependentes. como a prática de esportes. o culto religioso e a dedicação a novas atividades de lazer. Deve-se retirar do contato do paciente todos os estímulos que lembrem a droga ou facilitem sua obtenção como instrumentos utilizados para o consumo. telefones de outros usuários. desânimo. ou para se evitar recaídas. . dinheiro facilmente disponível. 8) O tratamento é longo e deve-se tomar precauções contra recaídas mesmo após vários anos de abstinência. precisa entender que não deverá utilizála novamente pois provavelmente voltará a perder o controle sobre seu consumo. etc. O médico tem que ajudá-lo a perceber os prejuízos que a doença gera em sua saúde.). tristeza. O encaminhamento para grupos de autoajuda. Durante todo o processo. 6) Neste processo o dependente tende a negar ou minimizar seus problemas com a droga. etc. em sua convivência familiar.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . quando as medidas adotadas não forem eficazes para manter a abstinência ou em casos severos de intoxicação e abstinência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Quando houver sintomas psiquiátricos marcantes.

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.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. A.L. A. M. O.Editores: Almeida. H. Motta. . R. S. Copyright © 2001 IDS .Abuso e dependência de álcool e drogas.. M. Hochgraf.. & Nicastri..Editores: Cordás.in Condutas em Psiquiatria .. S.G. M. Wang. Andrade. e Laranjeira.Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas. Zilberman. Dractu. P. M. .P. P.B. . L.. T.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Laranjeira. R. Y. T. R. 1995. 1996. In Manual de Psiquiatria .A. São Paulo: Editora Lemos..Dependências Químicas .. R.. In Psiquiatria Básica .C. Moreno. Elkis. 1995.. Porto Alegre: Editora Artes Médicas. Pimenta. Hochgraf. Leite.B.. Castel.Editores: Louzã Neto.

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1998.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sampaio SAP e Rivitti EA. Guilhon RMP et al. Diógenes MJN.1997. Atlas de Dermatopatologia Tropical. Fortaleza: Inova Gráfica. Odom RB e James WD.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . São Paulo: Editora Manole. Doença da Pele de Andrews. Arnold HL. 8ª ed. 1994. NevesRG. Dermatologia. Copyright © 2001 IDS . São Paulo: Artes Médicas.

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lesões eritêmato-escamosas na face. Presença de escamas gordurosas e aderentes no couro cabeludo (crosta láctea). maternos que desaparecem após alguns meses. não-contagiosa. que ocorre em regiões como sulco nasogeneano. Ocorre associacão com quadros neurológicos ( siringomielia. Prurido leve ou ausente. glabela. influenciada pelos andrógenos. sobrancelhas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATITE SEBORRÉICA Quadro clínico e Epidemiologia É afecção crônica. mas podendo ser apenas um fator agravante. tronco. Adulto Lesões eritêmato-escamosas no couro cabeludo. lesões do trigêmeo. região retroauricular. A infecção por bactérias e leveduras ( principalmente a Malassezia furfur ) tem sido lembrada na patogênese da doença. recorrente. freqüente. sulco nasogeneano. áreas de dobras. couro cabeludo e em áreas intertriginosas. Blefarite e eczema do conduto auditivo podem estar presentes. poliomielite. doença de Parkinson ) e síndrome da imunodeficiência adquirida. Os andrógenos podem ser um fator predisponente. A causa não é conhecida. Lactente Aparecimento nos primeiros meses de vida. explicando a dermatite seborréica do lactente. . região retroauricular porcões medianas do tórax e regiões intertriginosas.

Diagnóstico Clínico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . usar xampu de enxofre e ácido salicílico a 3% ou zinco-piridione 1-2% ou coaltar 1-3% e depois aplicar locão capilar de betametasona. Tratamento Lactente Óleo mineral morno para remoção de crostas do couro cabeludo e hidrocortisona a 1% em creme.No couro cabeludo. Nas áreas intertriginosas. excluir associacão de candidose. Adulto Hidrocortisona 1% em creme associado ou alternado com cetoconazol 1% em creme.

zoofílicos e geofílicos. Destruição e/ou hiperqueratose da unha. é produzida por fungos dermatófitos(que utilizam a queratina com fonte de subsistência). Tinha corporis Tinhas do pé e da mão Onicomicose(Tinha da unha) . Acometimento de início na porção distal e/ou lateral subungueal ou subungueal proximal superficial da lâmina ungueal. A forma aguda é uma placa com inflamação e presença de pústulas. Placas eritêmato-descamativas de crescimento centrífugo. única ou múltipla. Lesões eritêmato-descamativas com presença ou não de vesículas podendo ser maceradas nos interdígitos dos pés. chamada quérium. Placas de cabelos tonsurados( cabelos cortados) com descamação. Existem dermatófitos antropofílicos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATOFITOSES Quadro clínico e Epidemiologia Também conhecida com tinha. Tinha do couro cabeludo Comum nas crianças e rara nos adultos. podendo apresentar a borda com vesículas e crostas e formas diversas.

Copyright © 2001 IDS . 2 a 3 meses Tinha corporis. principalmente nos casos de onicomicose de difícil diagnóstico pelo exame micológico direto.Diagnóstico Exame micológico direto clarificado pelo hidróxido de potássio a 10 % e cultura de fungos. via oral. pedis e da mão: antifúngico tópico e/ou sistêmico Onicomicose: antifúngico sistêmico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Tratamento Tinha capitis: griseofulvina15-20mg/kg/dia .

motivo pelo qual reage anormalmente a estimulos: contactantes. se um dos pais é atópico. Quando os pais são atópicos. 79% das crianças desenvolvem manifestações atópicas. Manifestase normalmente a partir do 3º mês de vida ou mais tardiamente na adolescência e em adultos. Cerca de 30% dos casos são associados a asma e/ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. esta incidência cai para 58%. inalantes e injectantes. couro cabeludo. nuca e dobras antecubitais e poplíteas podendo generalizar-se. . Muitos pacientes têm aumento de níveis séricos de imunoglobulina E (IgE). principalmente nos casos de associação com quadro respiratório. Quadro Clínico Tipos de lesões Infantil ( a partir do 3 mês de vida) agudas e subagudas Localização região malar. eczema constitucional ou neurodermite disseminada. com influência ambiental e psicossocial.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMA ATÓPICO OU DERMATITE ATÓPICA Quadro clínico e Epidemiologia É também conhecido como eczema infantil. A etiologia parece ser multifatorial. O paciente atópico deve ser compreendido como um indivíduo cujo limiar de reatividade é anômalo. ingestantes.

Pré-puberal crônicas nas dobras flexoras. Usar emolientes após o banho. O quarto deve ser arejado sem cortinas. A tabela abaixo apresenta a potência do corticosteróide mais indicada para cada faixa etária: Baixa potência Crianças até 2 anos Crianças maiores 2 anos Adolescentes e adultos hidrocortisona 0. desonida mometasona. morno com pouco sabonete. como vaselina líquida ou cold cream. Usar roupas de algodão . tapetes ou brinquedos de pelúcia. Procure usar sempre a menor potência necessária e nunca retirar subitamente. devido ao fato de seus efeitos colaterais serem maiores nessas áreas. Evite usar corticosteróides de média. Corticosteróides: São os medicamentos mais úteis no tratamento da dermatite atópica. diminuindo a potência ou freqüência da aplicação gradualmente. triancinolona. face. Evitar tecidos de lã e fibras sintéticas. difluocortolona. Tratamento Cuidados gerais: Banhos rápidos. clobetasol Média potência Alta e muito alta potência Antibióticos: havendo infecção secundária localizada. regiões de dobras e escroto. associar mupirocina 2% ou a . alta e muito alta potência na face. dorso dos pés e mãos com fases de agudização nas dobras flexoras ou disseminadas chamada de neurodermite Adulto crônicas Diagnóstico Clínico.51% hidrocortisona 1-2 % hidrocortisona 1-2 % mometasona. desonida betametasona.

que devem ser dados à noite. divididos em 4 doses diárias. Anti-histamínico: os sedantes como: hidroxizina 0. Antissépticos: nas formas agudas. Encaminhamento Para hospitalização: nos casos graves e resistentes. clorfeniramina.gentamicina 0. Copyright © 2001 IDS . cetirizina.5-2mg/kg/dia. utiliza-se antibiótico sistêmico: estearato de eritromicina ou cefalexina na dose de 50mg/kg/dia na criança e 2g/dia no adulto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .1% em creme. Antibiótico sistêmico: nos caso de lesões exudativas ou de difícil controle.000 ou água boricada a 2-3 %. há melhora importante em poucos dias. Corticóide sistêmico: deve ser evitado pela necessidade de uso prolongado e pelo risco de rebote após a retirada da medicação. fazer compressas de permanganato de potássio na diluição de 1:40. durante 10 dias.

edema e vesiculação) subaguda (escamas e crostas) e crônica (liquenificação). Existem vários tipos de eczema. associada a prurido e causada por fatores exógenos ou endógenos. crostas e liquenificação. os mais comuns são: eczema de contato (exógeno) e eczema atópico (endógeno). edema.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMAS DE CONTATO Quadro clínico e Epidemiologia É uma doença inflamatória da pele caracterizada por eritema. Divididas em 3 fases evolutivas: aguda (eritema. vesículas. Na dermatite de contato alérgica há o envolvimento do sistema imunológico celular. A dermatite irritativa acontece em qualquer pessoa exposta a uma substância em concentração irritante. Eczema de Contato ou Dermatite de Contato: pode ser de 2 tipos: dermatite de contato irritativa e dermatite de contato alérgica. escamas. Dermatite de Início contato Causas Teste de contato (PATCH Test) Exemplos .

Copyright © 2001 IDS . Dermatite dos brincos. deve ser sempre descartada a associação com candidose. O teste de contato pode auxiliar na identificação dos alérgenos no caso de dermatite de contato alérgica. detergentes. esmalte Diagnóstico É essencialmente clínico. cimento. Nos casos de difícil controle. Negativo Dermatite das mãos de lavadeira. Sabão em pó. se necessário. teste de contato. soda cáustica. Alérgica Necessita de exposição prévia para que ocorra a sensibilização.5 m/Kg/ dia Idem Idem Subaguda Creme de corticóide Crônica No caso da dermatite de contato na área das fraldas. borracha.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Irritativa Pode aparecer na primeira exposição. dermatite das fraldas. dos sapatos.000 e Creme de corticóide Pomada de corticóide Sistêmico Prednisona 0. Tratamento Depende da fase evolutiva e da extensão do quadro: Tópico Aguda Compressas de permaganato de potássio 1:40. Níquel. Positivo couro. encaminhar para o dermatologista para tratamento e.

A lesão característica é a presença do sulco com uma vesícula na extremidade. periumbilical e genitais. A fêmea fecundada penetra na camada córnea e escava um túnel. O principal sintoma é o prurido noturno. interdigitais. está ausente. vesículas e nódulos. morrendo fora do hospedeiro em menos de uma semana. Diagnóstico O quadro clínico sugestivo e a confirmação ocorre quando se encontra o parasita no exame direto. É transmitida pelo contato pessoal. Também podem ser encontradas pápulas urticarianas. escoriações. Em alguns dias. Nos adultos. sexo ou raça. preferencialmente. regiões inframamárias. O macho não invade a pele e morre após a cópula. sendo os nódulos encontrados na região genital principalmente nos homens. no total de 10 a 25 ovos. e depois morre. O parasita completa todo o seu ciclo biológico no homem. mas que. depositando 2-3 ovos por dia. Nas crianças. sem preferência por idade. que se transformam em ninfas octópodes na superfície da pele e se tornam adultos esse ciclo dura 2 semanas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ESCABIOSE (SARNA) Quadro clínico e Epidemiologia É causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variação hominis. as lesões são localizadas. surgem larvas hexápodes. as pústulas e vesículas são encontradas nas regiões palmoplantares. pústulas. muitas vezes. na axila. .

parar 7 repetir após 7 noites e repetir 3 dias noites.Tratamento Tópico Tópico Tópico Sistêmico ivermectina 200mcg/kg dose única em crianças acima de 5 anos Crianças enxofre 5% monossulfiram em vaselina diluído em água 3 por 3 a 5 vezes e aplicar 3 noites e noites. parar 7 noites e repetir 3 noites( proibir o uso de álcool pelo efeito antabuse) ivermectina 200mcg/kg dose única Gestante enxofre 5% vaselina por 3 a 5 noites e repetir após 7 dias Copyright © 2001 IDS .(em crianças acima de 1 ano) Adulto permetrina lindano 1% 5% creme durante 2 noites e durante 2-3 repetir após 7 dias noites e repetir após 7 dias monossulfiram diluído em água 2 vezes e aplicado 3 noites.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

podendo ser usados sabonetes com antisséptico. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. pode ser feita drenagem. Usar antibióticos sistêmicos. O antraz é um conjunto de furúnculos. arredondado. mas deve ser realizado o exame bateriológico e antibiograma para orientar o tratamento. doloroso e agudo que geralmente termina em supuração central.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo FURÚNCULO Quadro clínico e Epidemiologia É um abscesso estafilocócico perifolicular. Se a lesão estiver flutuando. . circunscrito. Tratamento Os cuidados higiênicos são muito importantes. O quadro é comum nos adolescentes e adultos.

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gentamicina. bastante superficial com formação de crosta melicérica. Pode ser feito bacterioscópico e cultura para a identificação do agente etiológico. eritromicina ou cefalexina. como a neomicina. é o S.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo IMPETIGO Quadro clínico e Epidemiologia É uma dermatose contagiosa causada por estafilococos plasmo-coagulase-positivos. Pode ocorrer linfadenopatia regional. deve ser dado antibiótico sistêmico como penicilina. nos pacientes imunossuprimidos. Tratamento Limpeza com a remoção das crostas com água e sabão. Nos casos disseminados. . O mais comum é o Staphylococcus aureus e. Nos casos localizados. A lesão inicial é mácula eritematosa que logo se transforma em vésico-pápula ou mesmo bolha purulenta. epidermidis. usar antibióticos tópicos. Diagnóstico É geralmente clínico. Doença freqüente nas crianças. mupirocina e ácido fusídico.

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também denominada dermatite linear serpiginosa. eventualmente. podendo ser vesiculosa. causando lesões pruriginosas de trajeto linear e sinuoso ligeiramente urticada. na natureza.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo LARVA MIGRANS Quadro clínico e Epidemiologia Afecção freqüente. bicho geográfico ou bicho de praia. Tratamento Lesões Localizadas Tópico tiabendazol 5% pomada oclusiva por até 2 semanas -albendazol 400mg dose única -tiabendazol 25mg/kg 2x/dia por 3 dias consecutivos -ivermectina 200mcg/kg dose única Sistêmico Disseminadas Pode ou não associar o tratamento tópico . É causada pela penetração de larvas do Ancylostoma braziliensis e. geralmente. os adolescente e os adultos. nos locais onde houve defecação dos ovos do parasita pelo cão e/ou gato e. transforma-se em larva infectante. pelo Ancylostoma canis. Acomete. A larva penetra a pele nos locais de contato com o solo. Estes se encontram no solo.

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É de distribuição universal. geralmente. excepcionalmente. as mucosas. As lesões são mais abundantes nos imunodeprimidos. comum em crianças. . Pápula da cor da pele ou rósea. o exame histopatológico é extremamente característico. sexual. após anestesia tópica com lidocaína e prilocaína. no caso de dúvida. Mas pode ocorrer infecção bacteriana secundária. tornando-se eritematosa e dolorosa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MOLUSCO CONTAGIOSO Quadro clínico e Epidemiologia A doença é causada por um poxvírus que atinge exclusivamente a pele e. geralmente umbilicada e assintomática. ocorre mais nos adultos e a transmissão é. semi-esférica. séssil. mostrando as inclusões virais citoplasmáticas eosinofílicas. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. mas. Tratamento Curetagem das lesões e aplicação de tintura de iodo. Na área genital.

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podendo levar a infecção secundária. principalmente no dorso. Diagnóstico Presença das lêndeas ( ovos ) aderidas na haste do pêlo e/ou o encontro do parasita.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PEDICULOSES Quadro clínico e Epidemiologia São ectoparsitoses causadas por insetos que parasitam o couro cabeludo. O sintoma principal é o prurido. Pediculus humanus corporis (piolho do corpo) e Phitirus pubis. sendo freqüente a infecção secundária levando ao aumento de linfonodos cervicais. Corpo: pápulas acompanhadas de prurido intenso. o corpo e o púbis. Raramente podem acometer os cílios. tórax . supercílios. Couro cabeludo: prurido intenso nas regiões afetadas occipital e parietais. Observam-se escoriações paralelas e hiperpigmentação. Os mais conhecidos agentes etiológicos são Pediculus humanus capitis ( piolho da cabeça). mas pode ser encontrado também nos pêlos do abdome. Púbis ou ftiríase Tem como habitat os pêlos pubianos. . barba e os cabelos da margem do couro cabeludo. responsável pela pediculose pubiana ou ftiríase. É comum ocorrer infecção secundária. coxas e axilas.

Copyright © 2001 IDS . Usar por 2-4 dias consecutivos higiene e a lavagem da roupa são suficientes para a cura loção de lindano 1% Ou loção de por 3-4 noites permetrina 5% consecutivas Ou loção de deltametrina + butóxido de piperonila Ou xampu de permetrina 1% ouxampu de deltametrina +butóxido de piperonila remoção das lêndeas com pente fino após passar vinagre diluído em 50% com água morna corpo pubis Em todos casos de pediculose.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Tratamento couro cabeludo xampu de lindano 1%. deixando agir por 5 a 10 minutos e enxaguar. é imprescindível examinar e tratar os contactantes.

O quadro pode ser agudo desaparecendo rapidamente ou se tornar crônico( mais de 6 semanas). polímeros biológicos ( crustáceos. como frio. O quadro clínico é bastante característico. pressão. calor e luz . codeína. lábios. língua e laringe. Lesões urticárias são de tamanho variável. podendo levar ao edema de glote e à morte se o paciente não for socorrido a tempo em pronto-socorro. toxinas bacterianas. Destacam-se os liberadores químicos de histamina como os medicamentos ( ácido acetilsalicílico. sendo o melhor método a técnica de exclusão de substâncias. pepetonas. mas a descoberta do agente causal pode ser bastante difícil. Diagnóstico É essencialmente clínico. papaverina e contrastes radiológicos).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URTICÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia É uma erupção caracterizada pelo súbito aparecimento de urticárias ( pápulas eritêmatoedematosas) de duração efêmera e pruriginosa. polimixina. podendo formar placas gigantes. A duração da lesão é fugaz. dextrans ) e os efeitos diretos de agentes físicos sobre os mastócitos. sem mecanismo imune. drogas ou alimentos suspeitos. Os teste alérgicos cutâneos de escarificação não contribuem muito para a descoberta da causa. Há uma forma de urticária acompanhada de angioedema das pálpebras. morfina. Os fatores patogênicos não-imunulógicos são os capazes de liberar histamina e outros mediadores por ação direta sobre os mastócitos. produtos de Ascaris. . venenos de cobra. tiamina.

0 ml a cada 2 horas até a melhora dos sintomas.0mg/kg/dia astemizol dose única 10mg/dia clorfeniramina 6-18mg/ dia loratadina 10mg/dia meclastina 1-6mg/ dia cetirizina 10mg/dia · Os sedantes são os mais indicados para as crianças. o tratamento é feito principalmente com antihistamínicos.52.5mg/kg/ dia. tipo prednisona 0. 0.5-1. Na urticária aguda e angioedema. injetando-se. é indicada a adrenalina 1:1000 ( 1mg/ml). Nos casos de angioedema com hipotensão e risco de edema de glote.Tratamento Tentativa de afastar o agente causal. Anti-histamínicos H1: sedantes e não-sedantes( não se aderem a receptores H1 do sistema nervoso central) Sedantes Não sedantes hidroxizina 0. Na urticária crônica. Copyright © 2001 IDS . via subcutânea. associar corticóide sistêmico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Quadro clínico Verruga vulgar São pápulas hiperqueratósicas e. na superfície. de preferência. ou. no dorso das mãos e dedos. São encontradas em qualquer parte do corpo. genericamente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo VERRUGAS Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus causadores das verrugas. São geralmente pápulas únicas. human papiloma virus). corneficadas e espiculadas que surgem perpendicularmente à superfície cutânea. pescoço e comissuras da boca. Localizam-se. observam-se pontos escuros enegrecidos que correspondem a capilares trombosados. por HPV (papilomavírus humano. Eles podem infectar tanto a pele como as mucosas. na face. Verruga filiforme . mas com maior freqüência. como no inglês. São DNA vírus denominados.

devido à freqüente associação de verruga e carcinoma de cérvix. são pouco salientes. É proibido o tratamento com exérese e sutura das lesões. devido às recidivas freqüentes na borda da ferida cirúrgica. como são conhecidas popularmente. tais como: colódio tópico com ácido salicílico 16.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . dorso das mão e antebraços. Acometem principalmente crianças e adolescentes. devem ser biopsiados para exame anatomopatológico os casos de verruga resistente ao tratamento e de mulheres com verrugas genitais e de cérvix. vulva. Logo. Localizam-se. O aspecto é de uma área central anfractuosa com hiperqueratose ao redor. Em alguns casos. a conduta é o uso de ácido nítrico fumegante. dando um aspecto de "olho de peixe". ocorrendo na mucosa da glande. As verrugas genitais são pápulas vegetantes róseas. São múltiplas pápulas planas de 1-5mm de diâmetro. na face. Verruga plana Condiloma acuminado Diagnóstico Verrugas e carcinoma: Vários tipos de HPV têm um potencial oncogênico. topicamente. deve ser investigada a possibilidade de abuso sexual. com diversas substâncias químicas cáusticas. São dolorosas à deambulação e confundidas. Copyright © 2001 IDS .5% e ácido lático 14. de preferência. Em crianças. crioterapia com nitrogênio líquido e eletrocoagulação.Verruga plantar Devido à pressão exercida pelo corpo. que devem ser feitos no consultório do dermatologista. Tratamento É feito. com calosidades. discretamnte hiperqueratósicas e pouco salientes. ânus e vagina. muitas vezes.flor. podendo assumir um aspecto em couve.5%.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quase todas as alterações da cavidade oral são passíveis de observação por meio da oroscopia. . que. deve contar com boa iluminação e afastador de língua. além da cooperação do doente.

quando concomitantes com lesão oral. Em se tratando de lesões pequenas ( até 2 cm) . principalmente as submentonianas e júgulo-carotídeas. Alterações da pigmentação da boca: aparecem em condições normais na mucosa da bochecha (mucosa jugal) na linha de oclusão dentária. Caso a lesão seja maior. podem ser vistos pontos amarelos que correspondem a glândulas sebáceas ectópicas. Esta última é o método de escolha para linfonodos cervicais suspeitos. persistentes por mais de 2 semanas (portanto duvidosas). Também nas bochechas. junto às comissuras labiais. de bordos . não reticulada. a biópsia excisonal está indicada.A oroscopia deve ser acompanhada sempre da palpação das cadeias cervicais. progressiva. liga utilizada por dentistas. Nenhuma destas alterações necessita tratamento. Manchas cinzas arredondadas associadas a restaurações dentárias podem corresponder a inclusão de amálgama. Os diagnósticos mais importantes são: Melanoma: mancha acastanhada ou negra. chamados grânulos de Fordyce. pode-se lançar mão da biópsia incisional ou por punção com agulha fina. São simétricas e bilaterais.

A insistência no uso da prótese pode produzir úlceras. em geral decorrente de traumatismo por prótese dentária maladaptada. Epúlide é o nome dado à hipertrofia de mucosa junto à gengiva. com dimensões variáveis. mas se refazem em período de tempo curto. quando associadas a tabagismo e sem outra causa conhecida. Os cistos salivares são bem circunscritos. com a completa retirada do tumor e reconstrução. O tratamento é cirúrgico. Lesões nodulares são tumores de consistência variável. que não se desprendem facilmente quando raspadas com espátula. linfangioma. com ênfase para o abandono do tabagismo. O tratamento mais eficiente é a ressecção cirúrgica. Causam grande desconforto pela impossibilidade de sustentação da prótese. O tratamento é a ressecção cirúrgica completa. Seu tratamento é cirúrgico. Os mais comuns são os tumores de glândula salivar menor. Este é um grave erro. constituem as leucoplasias. A retirada da lesão deve ser indicada na presença de sintomas e se a lesão não desaparecer com a . Aparece junto à gengiva. Lesões nodulares: a presença de nódulo ou tumor sem ulceração da mucosa não é comum. Entre vários produtos. de origem nervosa ou muscular. lipoma. Importante ressaltar que. Eliminar o cigarro e o álcool e aumentar a ingestão de alimentos ricos em betacaroteno fazem parte da orientação inicial. O diagnóstico diferencial se faz com os tumores do tecido conjuntivo. Estes cistos podem se romper. que podem ser benignos ou malignos. o ácido retinóico tem sido utilizado em caráter experimental para prevenir a evolução destas lesões. nestes casos. Caso a lesão não desapareça em 15 dias. abaixo da mucosa. ênfase deve ser dada às manchas ou placas brancas ou vermelhas. em pacientes desdentados. Tomografia computadorizada é importante exame para avaliar o tamanho e a extensão da doença. Estas manchas. pois viola o tumor. processo chamado de quimioprevenção. Exame periódico da boca deve ser realizado. Uma biópsia permite o diagnóstico.irregulares e sem qualquer outro sintoma pode representar o melanoma de mucosa oral. que pode ser complementada por quimioterapia e radioterapia. podem ocorrer tumores císticos de dimensão variável. dificultando o tratamento definitivo e mesmo impossibilitando sua cura. Leucoplasias e eritroplasias: entre as doenças que produzem alterações da coloração da boca. como o trauma por dente ou prótese. não deve ser feita biópsia com retirada de parte do tumor para exame. O melanoma da mucosa é mais comum em idosos. São móveis e indolores. como elevação da mucosa mantendo a coloração do tecido que lhe deu origem. destacando-se os cistos salivares e dermóides. Na região sublingual. Metástase cervical ou à distância pode estar presente na primeira avaliação. Cistos salivares e dermóides: alguns tumores podem ser císticos. brancos ou azulados. A biópsia de punção por agulha fina é o exame indicado para esclarecimento diagnóstico. hemangioma. liberam líquido viscoso. se forem brancas. na linha média. se de coloração vermelha. deve ser retirada por cirurgia com margem de segurança de um centímetro e estudo anatomopatológico. podendo provocar alterações na fala e mobilidade da língua. ou eritroplasias. tumores ósseos. sendo potencialmente grave. Atribui-se sua origem a restos epiteliais embrionários. pouco móveis e indolores. Cerca de 30% das lesões brancas e 80% das vermelhas podem se transformar em câncer. A intolerância ao tratamento prolongado é barreira para utilização terapêutica deste e de outros agentes ainda hoje.

mesmo na ausência de dor. mormente a impossibilidade de manutenção de prótese. A técnica deve ser cuidadosa para evitar comunicação da cavidade oral com a nasal. O torus palatino é alteração óssea localizada no palato duro. Torus mandibular é o nome dado a uma protuberância óssea localizada na face interna da gengiva. consistência óssea. de tamanho forma e extensão variáveis. São comuns os cistos associados a abscessos dentários e secundários a tratamento de canal.suspensão do uso da prótese. Tumores nas gengivas podem estar relacionados aos dentes. na linha média. junto ao assoalho da boca.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . é imóvel e assintomático. e são tratados por cirurgia. Tem contorno regular. Tem crescimento lento ou ausente e observação periódica é a conduta. indicada na presença de sintoma. O único tratamento é a ressecção cirúrgica. ou crescimento. imóvel e indolor. Copyright © 2001 IDS .

Ausência de alteração em cuidadoso exame físico com inspeção e palpação da língua e pescoço à procura de tumor. como anestésicos e anti-sépticos. Têm aparecimento súbito e cura espontânea em cerca de 10 dias. o sintoma não tem gravidade nem potencial de transformação maligna. Caracteriza-se por dor contínua. na maioria das vezes. de fundo esbranquiçado. Podem ser isoladas ou múltiplas. ser encaminhadas a serviço especializado. quando o tratamento tópico com solução de nistatina se indica com bom resultado. Casos recorrentes e com limitação severa devem ser encaminhados para tratamento especializado. assoalho da boca e mucosa jugal. embora limitante. como. São inúteis os antiácidos e produtos de uso tópico. Caracterizam-se por úlcera dolorosa. Não há nenhum tratamento específico eficiente. pequena.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As lesões acima descritas deverão. . As lesões podem ser agravadas por infecção secundária por Candida albicans. por exemplo: Aftas são as lesões mais comuns da boca. Não há tratamento eficiente comprovado. borda regular e não elevada. a substituição do creme dental e a não-utilização de alimentos ácidos e condimentados. localizadas na língua. No entanto. Um sintoma menos comum é a glossodínea. geralmente em queimação e com intensidade variável. indicamos completa ressecção da lesão para exame anátomo-patológico. Se após duas semanas a afta não estiver cicatrizada. úlcera ou linfonodo são indicativos da doença idiopática. É importante informar que. Podem ser de auxílio a higiene oral. há situações bem freqüentes que devem ser acompanhadas em unidades básicas de saúde.

O paciente pode ser encaminhado ao reumatologista para completa investigação. que pode ser tratada por antibióticos ou necessitar a intervenção de otorrinolaringologista. principalmente nas comissuras labiais. além da secura da mucosa. Amígdalas aumentadas e com superfície irregular podem reter partículas alimentares. Este problema pode ser melhorado com adequada higiene oral com bochechos e gargarejo. Os dentes e gengivas devem ser examinados e receber os cuidados necessários.Xerostomia ou boca seca pode aparecer como sintoma isolado ou ser parte da síndrome de Sjöegren. com hidratação cuidadosa. O tratamento é sintomático. Halitose é o odor desagradável na respiração e está em geral associada à condição da boca. em que estão associadas xeroftalmia e artrite. fissuras dolorosas. facilitando infecção secundária causadora do odor. Exame radiológico de seios da face podem demonstrar a presença de sinusite. Processos imunológicos e reumáticos devem ser pesquisados. Encontramos. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . proteção de lábios com cremes e saliva artificial. Uma boa hidratação e evitar períodos prolongados de jejum também são úteis para minorar o problema.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Urgente (para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): somente nos casos em que. Em esquema: . se constatar a existência de um câncer de cavidade oral. para que seja devidamente tratado pela cirurgia (tanto o tumor primário como as possíveis metástases cervicais). para acompanhamento e controle. mediante biópsia incisional. Necessário ( para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): nos casos em que a biópsia tiver sido excisional.

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Korting GW. Ferraz AR.Instituto Nacional do Câncer. INCa .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Brandão LG. Roca. Saunders Company.10-11. Bork K.Diseases of The Oral Mucosa and the Lips. p. Burgdorf WHC. 1997. Estimativa da Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil. . pp. 1989. 295-307. Hoede N. pp 321-4. Stuttgart (Alemanha). Young SK. 1996. São Paulo. W. Cirurgia de Cabeça e Pescoço. B. Rio de Janeiro.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

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em 4 tipos. formando o chamado hematoma perianal. As hemorróidas externas podem se apresentar como nódulo doloroso de aparecimento súbito. a perda de sangue vivo é o sintoma mais comum. de acordo com sua localização (externas. ocorrendo durante ou imediatamente após a evacuação. internas ou mistas) e de acordo com seu grau de evolução. Quanto às hemorróidas internas. estimando-se que aproximadamente 50% dos indivíduos acima dos 50 anos têm alguma forma de hemorróidas sintomáticas. após atividades físicas intensas ou ainda após a ingestão de álcool ou alimentos condimentados. Classificam-se as hemorróidas. pode se manifestar espontaneamente sem esforço. . o que assusta as pessoas e as leva a procurar o proctologista. exteriorizando-se no papel higiênico ou "pingando" no vaso sanitário. Outra queixa relacionada às hemorróidas é o prurido anal. Em casos de trombose de mamilos externos. Já a doença hemorroidária é representada por dilatações varicosas ano-retais e representa a doença proctológica mais freqüente na população em geral. em fases mais adiantadas da doença. a dor anal é mais intensa e aparece após esforço evacuatório excessivo. Outro sintoma é o prolapso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia DOENÇA HEMORROIDÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia Hemorróidas são estruturas normais da anatomia humana. que constitui a exteriorização de mamilo hemorroidário durante o esforço evacuatório e que.

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sofrimento e desconforto maior que qualquer outra lesão de seu tamanho no corpo humano. Copyright © 2001 IDS . apreensivo sobre futuras evacuações. O paciente torna-se. então. e esta relutância aumenta a constipação e o desconforto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A dor durante e após a evacuação dura de minutos a horas e é freqüentemente acompanhada de sangramento observado sobre as fezes ou no papel higiênico. causa de dor aguda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FISSURA ANAL Quadro clínico e Epidemiologia A fissura anal é uma afecção proctológica comum.

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sendo curvos. inter (trajeto entre o esfíncter externo e interno) e trans. podendo ser extra (no tecido celular subsutâneo). constata-se a presença da cripta infectada. Por outro lado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FÍSTULAS Quadro clínico e Epidemiologia A palavra fístula vem do latim e significa "cano". orifícios anteriores têm trajeto retilíneo e terminam na cripta correspondente a este orifício (lei de GoodsallSalmon). As fístulas são caracterizadas.esfincterianas (trajeto atravessa a massa muscularsuperficial ou profunda). Ao exame proctológico. Às vezes. sendo decorrentes da ruptura de um abscesso originário da infecção das glândulas anais. que é palpado até o orifício interno. Freqüentemente os pacientes contam a ocorrência pregressa de um abscesso ano-retal já drenado (espontaneamente ou cirurgicamente). por onde drena material purulento. o trajeto fibroso e o orifício externo. com ou sem descarga purulenta. os trajetos de orifícios externos situados na região posterior desembocam na cripta da linha mediana posterior. por um trajeto comunicando o canal anal ou o reto (orifício interno) ao períneo (orifício externo). As fístulas compreendem um orifício interno (cripta onde se origina a infecção). e o trajeto fistuloso. . Geralmente. portanto. À anuscopia. as fístulas formam trajetos complexos. tendo somente um orifício primário e dois ou mais orifícios secundários. As fístulas podem ainda ser classificadas em relação aos músculos esfincterianos. pode-se detectar o orifício externo.

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calafrio e mal-estar. havendo a necessidade de se lançar mão de recursos radiológicos para sua detecção. com saída de grande quantidade de pus. Eventualmente. formando coleções em diferentes espaços. o diagnóstico é bem mais difícil. . febre. submucosos e isquiretais). os pacientes apresentam drenagem espontânea da coleção purulenta.abscessos pelvi-retais e retro-retais) ou abaixo deles (infradiafragmáticos . Nos abscessos supradiafragmáticos. Ao exame físico.peri-anais. constata-se um abaulamento na região dolorosa e sinais flogísticos (hiperemia. As principais queixas são dor intensa na região ano-retal que se irradia para membros inferiores.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia ABCESSOS E FÍSTULAS ANAIS Quadro clínico e Epidemiologia Abscessos e fístulas ano-retais formam uma única entidade anátomo-patológica em que o abscesso (coleção de pus localizada nesta região) representa a fase aguda do processo infeccioso. seja acima dos músculos elevadores (supradiafragmáticos . enquanto as fístulas (trajeto entre o local da origem do abscesso e seu orifício externo) caracterizam a fase crônica. flutuação). O abscesso se forma por infecção nas criptas anais de Morgagni onde desembocam os ductos glandulares.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) Quadro clínico e Epidemiologia As DST mais freqüentemente observadas em colo-proctologia são: condiloma acuminado. atinge o pênis. como aqueles submetidos a transplantes de órgãos. Em alguns casos. perineal e genital. atinge a vagina. Provoca prurido. Seu aparecimento no reto está relacionado ao sodomismo e. de tumores da margem e canal anal e de verrugas vulgares. grandes lábios. Pode ainda acometer indivíduos com imunodeficiência. Deve ser diferenciado do condiloma plano (secundário à sífilis). a região perineal e o ânus. a infecção condilomatosa pode apresentar displasia e transformação maligna. que é transmitido pelo contato sexual direto (embora haja outras possibilidades de contaminação não-venéreas). sendo causado por vírus do tipo papilomavírus (papillomavirus humano). Nas mulheres. 5-fluorouracil em creme). canal anal e o períneo. Seu período de incubação varia de duas semanas a oito meses. sem história de relação anal. Caracteriza-se por lesão verrucosa de crescimento progressivo. na cavidade oral. Pode ser tratado pela aplicação local de agentes citotóxicos (podofilina a 25%. podendo ocorrer em pontos isolados ou ser confluente. sífilis. sangramento discreto e secreção de odor fétido. ao sexo oral. e herpes. gonorréia. Nos homens. O condiloma pode comprometer a região anal. por eletrocoagulação ou pela .

citomegalovírus. Copyright © 2001 IDS . é o condiloma plano. Na região perineal. infecções por Candida albicans. secreção serosa e adenite inguinal. tuberculose. base dura e indolor). como abscessos. que causa prurido. dor retal e tenesmo. de transmissão sexual. A proctite gonocócica (causada pela Neisseria gonorrheae) é doença pouco frequente nos dias atuais. herpes zoster e outras. a infecção herpética é causada pelo herpes tipo II. O tratamento é feito por antibióticos específicos. A sífilis é doença sistêmica causada pelo Treponema pallidum. O tratamento é feito por higiene local.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A síndrome da imunodeficiência adquirida pode provocar infecções proctológicas associadas. que provoca secreção odor fétido característico. aparecimento de área hiperemiada com vesículas que se rompem e formam úlceras. Caracteriza-se por grande tendência a recidiva. causando prurido anal. secreção hemo-purulenta. A manifestação proctológica da sífilis primária (aguda) é o cancro duro (pápula eritematosa única. sendo extremamente contagiosa e associada a enantema e friabilidade da mucosa retal. analgésicos e agentes anti-virais específicos. fístulas. herpes simples. Na sífilis secundária (subaguda).exérese cirúrgica. sensibilidade dolorosa com irradiação local. razão pela qual os pacientes devem ser acompanhados por longos períodos.

irradiação) e imunológicos (imunossupressão). Os tumores provocam manifestações clínicas inespecíficas. Geralmente apresentam-se como lesão verrucosa. homossexualismo. promiscuidade. Sua etiologia é multifatorial. . canal anal e margem anal representam cerca de 3 a 6% dos tumores do intestino grosso. basalóide (ou cloacogênico) e muco-epidermóide. como fissuras pequenas de bordos elevados e endurecidos ou como área de infiltração nodular submucosa. por via hematogênica ou linfática. móvel. invadindo áreas e órgãos vizinhos. sangramento e a formação de nódulos ou massas anais. ambientais (higiene pessoal. não-pediculada.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia CÂNCER DE ÂNUS Quadro clínico e Epidemiologia Os tumores do ânus. O carcinoma epidermóide é o tipo mais comum e divide-se nos tipos espinocelular. adenocarcinoma. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). virais (infecção pelo papilomavírus humano (HPV). esses tumores são classificados em carcinoma epidermóide. Podem se propagar localmente. melanoma maligno e tumores de células indiferenciadas. atingindo linfonodos pélvicos ou da região inguinal. reconhecendo-se fatores causais de ordem genética (alterações nos cromossomos 11 e 3). como dor.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Furman JM.352:1841-1846. syncope and disequilibrium. Vertigo. Kapoor WN. The Lancet 1998. vertigo. In: Barker et al. Evaluation and management of the patient with syncope. near syncope. Bass EB.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Baloh RW. JAMA 1992. Lewis RF. Dizziness. Copyright © 2001 IDS . Principles of Ambulatory Medicine.268:25532560. New Eng J Med 1999. Cass SP. motion sickness.341:1590-1596. Benign Paroxysmal Vertigo.

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alterações sensoriais . e alterações motoras . Duração da dor 2. membros inferiores. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5. raramente. Náuseas e vômitos Entre 4 e 72 horas Latejante Moderada a grave* Sim Sim Sim Sim *a intensidade da dor pode ser inferida pelo fato de atrapalhar (moderada) ou impedir (grave) as atividades diárias de rotina. discreta. acometendo campos visuais homônimos. unilaterais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia ENXAQUECA Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com enxaqueca e a resposta esperada.formigamentos e parestesias em lábios. membros superiores e. Intolerância a ruídos 7. afasia . As enxaquecas podem ser com aura e sem aura. Intensidade da dor 4.tontura. Intolerância a luz 6. A aura pode incluir alterações visuais (estrela brilhante ou escotomas) bilaterais. 1. Tipo de dor 3.

Copyright © 2001 IDS . Achados de exame físico No exame específico do paciente com enxaqueca. pode-se encontrar dor à palpação dos globos oculares e dos ramos do trigêmeo.e sonolência. durando de 5 a 20 minutos antes do quadro doloroso. também pode ocorrer dor na palpação do trajeto das carótidas e das artérias do sistema da carótida externa envolvidas no processo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Intensidade da dor 4. Presença de náuseas e vômitos As cefaléias do tipo tensional podem ser divididas em episódicas (duram menos de 15 dias por mês ou menos de 180 dias por ano) e crônicas (duram mais de 15 dias por mês ou mais de 180 dias por ano). Presença de intolerância a luz ou ruídos 6. . Tipo de dor Em peso ou pontada Leve (não atrapalha atividades de rotina) Não Presença de um ou outro mas nunca os dois Não 2.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com cefaléia do tipo tensional e a resposta esperada: 1. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5.

Copyright © 2001 IDS . o que seria interpretado pelo sistema nervoso como uma ausência crônica de aferências dolorosas levando a alterações dos mecanismos centrais de inibição da dor e conseqüente evolução para cronicidade. O uso de analgésicos associados a cafeína também pode levar à cronificação do quadro. Isso acaba levando a uma grande quantidade de automedicações que somam ao componente original da cefaléia um componente de abuso de analgésicos simples. Achados do exame físico Em aproximadamente 50% dos casos encontrar-se-á um aumento da tensão muscular nos trapézios.Os pacientes com cefaléia do tipo tensional episódica tendem a conviver com a doença e raramente procuram auxílio médico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

O ecocardiograma esofágico tem sido utilizado como primeira opção no diagnóstico da dissecção de aorta. O ecocardiograma confirma o diagnóstico. dependem do local e extensão da dissecção. prolongada e localizada no lado esquerdo do tórax. Pericardite . a sua utilização deve ser . é fundamental diferenciar e diagnosticar outras doenças que também se apresentam com dor torácica. A tomografia computadorizada também pode ser utilizada.a dor é de início súbito. Na suspeita. melhorando na posição sentada. A ausculta cardíaca pode revelar clique mesosistólico seguido de sopro. Pode se associar com sintomas de palpitação. Os sinais observados ao exame físico. devendo o paciente ser encaminado ao pronto-socorro.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O maior desafio no atendimento a dor precordial é o de diferenciar isquemia coronária de outros diagnósticos. Pode haver diminuição ou ausência de pulsos em braços e coxas. À ausculta cardíaca. tende a piorar com a movimentação e a respiração. em "facada". iniciando-se na região anterior do tórax ou nas costas. Esses métodos de diagnóstico apresentam vantagens e desvantagens. como citadas a seguir: Prolapso de valva mitral .a dor é do tipo aguda. além da pressão muito alta. o ecocardiograma confirma o diagnóstico. Dissecção de aorta . síncope. Para o médico de família. o atendimento é de emergência. pode-se ouvir atrito pericárdico.este é um possível diagnóstico principalmente em mulheres sem fator de risco para doença coronária. irradiando de acordo com o trajeto da dissecção. ansiedade e depressão.

a dor pode se estender para os lados do tórax. abaulamento de artéria pulmonar e diminuição da vasculatura pulmonar. Podemos citar . a relação com a alimentação e a melhora com antiácidos. Embolia pulmonar . pode simular perfeitamente dor coronária. piora com a movimentação. A dor espinal pode ocorrer em todo o tórax. do tipo "em facada". A dor da raiz dorsal é aguda e penetrante. plenitude. pode simular dor coronária. tipo corrente elétrica. ombros. No eletrocardiograma. acompanhada de vômitos. Por fim.As radiculites também podem simular dor coronária. dorso e garganta. ardor. hiperventilação e sensação de desconforto do tipo visceral. a dor da pancreatite. O diagnóstico das radiculites é estabelecido por diversas manobras provocativas de esforço. ocorre após a alimentação e pode piorar ou ser desencadeada quando a pessoa se deita. O ecocardiograma mostra de maneira rápida. a cintilografia pulmonar é o principal exame. sugere o diagnóstico. acometendo braços e dedos.individualizada por cada serviço. que melhora com uso de nitrato sublingual. com predomínio de um lado do corpo. c) aparecimento após longo período deitado. A dor pode ser acompanhada por palpitação. devido a características comuns a ambas as doenças. sinais de falência do ventrículo direito. o padrão típico de eixo elétrico para a direita com bloqueio do ramo direito e presença de S1Q3T3. a dor da raiz ventral pode ser descrita como um desconforto profundo e enfadonho. tipo queimação. desencadeado por líquidos gelados. A localização dolorosa no epigástrio. Geralmente é contínua. cintura escapular e irradiar-se para baixo. hiperextensão da coluna dorsal ou ao se colocar os ombros para trás. geralmente é bilateral.a dor de esôfago pode ser confundida com dor coronária. sintomas que se sobrepõem à dor inicial e que se devem à sensação de angústia e medo do paciente em relação a uma possível doença cardíaca.a dor torácica de causa músculo-esquelética pode ser aguda. elevação de cúpula diafragmática. As três maiores características da dor causada por compressão radicular são: a) piora com a movimentação do corpo. de acordo com suas características. por compressão da raiz nervosa cervical baixa ou torácica. Síndromes esofageanas . Dentre os métodos diagnósticos. braços e mãos. A dor torácica é freqüentemente iniciada pela inclinação. axila. pressão. geralmente a queimação é referida como sendo do tipo acidez e não calor. Um espasmo difuso do esôfago. são dados relevantes no diagnóstico diferencial. Outra causa de dor não coronária que deve ser lembrada. A dor no braço ou ombro pode se iniciar com a rotação da cabeça para o lado acometido ou com a flexão da cabeça para o outro lado. Com o exame físico adequado. De localização retro-esternal até epigástrica. Síndromes radiculares . É comum dor à palpação do epigastro. é a dor ulcerosa. Síndromes da caixa torácica . o diagnóstico diferencial é feito sem dificuldades. b) piora com tosse e espirro. ou angústia. principalmente quando ocorre movimentação da área afetada do tórax. que também se localiza no epigástrio. São sinais radiológicos clássicos: imagem periférica de condensação. precedida ou sucedida de falta de ar e podendo cursar com tosse e hemoptise. O tipo de dor é descrito como queimação (mais comum). podendo se associar a perda da sensibilidade. sendo aliviada pela inclinação do tórax para a frente. Provavelmente não estará disponível na imensa maioria dos atendimentos.dor abrupta de localização anterior ou dorsal. são achados pouco frequentes.

como exemplo a síndrome de Tietze. fraqueza. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA DOR TORÁCICA Doença Isquemia miocárdica Dissecção da aorta Pericardite Prolapso da valva mitral Embolia pulmonar Esofagite Duração da dor 5 a15 minutos Tipo opressiva Fatores Fatores de desencadeantes melhora esforço. acompanhada de hiperventilação. palpitação. subesternal nitroglicerina precordial não há sentado tempo não há antiácidos Antiespasmódico e analgésicos antiácidos alimentos repouso analgésicos repouso analgésicos retirar estímulo Tórax e dorso precordial anterior tóraxdorso subesternal epigástrica epigástrio e dorso à D epigástrica pescoço braço tórax subesternal contínua lancinante contínua Minutos a horas contínua pleurítica superficial opressiva 10-60 alimentação. caracterizada por dor e inflamação nas articulações entre costelas e o osso esterno iniciada por esforço nas costelas. vertigem. alimentos variável variável 2a3 minutos superficial superficial visceral palpação e movimentos palpação e movimentos emoção .muitos dos sintomas presentes nessa síndrome podem sugerir origem cardíaca. ansiedade e mudanças no tempo. ao queimação minutos deitar Minutos a horas Em cólica alimentação Cólica biliar Úlcera péptica Radiculites Osteomuscular Hiperventilação . acentuada com episódios agudos de curta duração. A chave para o diagnóstico dessas síndromes é um ponto doloroso na área da dor. síncope. Síndrome funcional ou hiperventilatória . formigamentos. sinais de instabilidade emocional ou depressão. emoção espontânea tosse-respiração espontânea espontânea Local repouso. a dor é agravada por movimento respiratório.psicogênica contínua queimação jejum. dor precordial persistente com duração de horas.

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a que o médico consegue chegar em poucos minutos com a história e exame físico. Nos casos de angina do peito. deve-se consultar o capítulo referente ao tema. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor deverá ser baseado no diagnóstico inicial.

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deverá prescrever ácido acetilsalicílico 5OO mg. serão possíveis três condutas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O encaminhamento dependerá do diagnóstico. Na maioria das vezes. Copyright © 2001 IDS . com a história clínica. O médico deve estar atento a qualquer possibilidade de infarto agudo do miocárdio. Antes de chamar a ambulância. encaminhar para ambulatório especializado e encaminhar imediatamente para a unidade de emergência. que deverá ser mastigado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . além de usar nitrato sublingual. a saber: manter o paciente no programa.

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Aqueles que necessitam encaminhamento para atendimento em pronto socorro. Semiologia Clínica/editado por Isabela Bensenor.São Paulo:Roca. q q . José Atta e Milton Martins . q Estar afeito à apresentação de angina do peito e de dissecção da aorta. q Possam ser devidas à ansiedade. o leitor deverá conseguir saber: Pelo menos 5 diagnósticos diferentes como causa de dor no peito. Ao final do capítulo. Góes. 2001. coordenação Maria Cleusa M. .5a edição . 1999.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Tratado de Medicina Cardiovascular/editado por Eugene Braunwald.1a edição Sao Paulo: Sarvier.

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decorre das tendinites e bursites.em geral. piora ao se movimentar a articulação em todos os planos. em geral. Quando acomete uma região. como a dermatomiosite e polimiosite e. extensão. A fibromialgia. que gera dor nos movimentos de flexão. É importante definir se é um quadro localizado. é insidiosa e apresenta-se com queixas sistêmicas. adução e abdução. o que favorece o diagnóstico de compressão radicular ( por exemplo. Mialgia difusa pode estar associada a quadros sistêmicos inflamatórios. podendo vir acompanhada de queixa de diminuição de força e de fadiga.obedece aos dermátomos e vem acompanhada de parestesias. . decorre de tendinite bicipital. mal-localizada. pensar em contratura muscular (por exemplo.a artralgia afeta difusamente a articulação e. como na artrite de quadril. em geral. Como na dor na face anterior do ombro. peri-articular . muscular . origem nervosa . O paciente não tem dor no repouso e a dor só aparece ao se movimentar a articulação correspondente em um plano de movimento específico. É importante relacionar os movimentos executados repetidamente no trabalho ou lazer e também identificar movimentos pouco usuais executados em um período curto ( parafusar pregos na parede). descrita em todo o segmento do membro. como na polineurite das vasculites ou do diabetes. ciatalgia) ou se o quadro é difuso. também se manifesta com mialgia difusa. torcicolo. que é um dos reumatismos mais freqüentes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico (1) Qual é o local da dor? articular . que aparece só na flexão do antebraço. que é o espasmo do músculo trapézio). acometendo um dermátomo ou segmento.

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a divisão entre quadro inflamatório e não-inflamatório facilita a investigação diagnóstica bem como a abordagem terapêutica. Sua presença sugere patologias não-inflamatórias. difuso Quadro não-inflamatório articular não não-articular às vezes. Ao contrário.(2) O problema é inflamatório ou não-inflamatório? Didaticamente. dor de caráter inflamatório piora após repouso prolongado e sugere a presença de doença inflamatória. ao menos parcialmente. após repouso. como a osteoartrose. Sinal calor Quadro Inflamatório sim. como a artrite reumatóide ou a espondilite anquilosante. bursa) . A tabela abaixo permite uma diferenciação entre as duas situações. localizado sobre a estrutura (por exemplo. Dor mioesquelética de caráter mecânico piora com o movimento e melhora.

xerostomia. somente articulações periféricas podem ocorrer na artrite reumatóide inicial e no lúpus. Seu uso deve. local acometido. Exames laboratoriais podem auxiliar no diagnóstico das doenças reumáticas. lúpus e outras colagenoses. pensar em espondiloartropatias ou artrite gonocócica). localizado sobre a estrutura (por exemplo. são febre. . crônico . difuso às vezes. (4) Qual o número de articulações afetadas: monoarticular (artrite séptica. Os mais comuns. que devem ser investigados. (6) Existe relação com trauma agudo ou com atividades profissionais ou esportivas? Muitos quadros articulares e. de novo. oligoarticular (até 3 articulações. no entanto.menos de 6 semanas. em geral. está associada aos quadros reumáticos inflamatórios e auto-imunes. Artrite assimétrica sugere espondiloartropatias (espondilite anquilosante. mas. principalmente. baseado em altos títulos de anti-estreptolisina O (ASLO) . Articulações periféricas e coluna sugerem espondiloartropatias Coluna apenas pode ocorrer na espondilite anquilosante (5) Há sintomas e sinais associados? A presença de sinais e sintomas. traumatismos e artropatias microcristalinas.mais de 6 semanas. bursite. etc) estão relacionados com traumas agudos ou com lesões por esforços repetitivos. Raynaud e lesões cutâneas. localizado (3) o problema é crônico ou agudo? agudo . emagrecimento. e artrite psoriática) padrão do acometimento: aditivo é frequente na artrite reumatóide e migratório é mais comum na febre reumática. como artrite reumatóide.exame que serve apenas para detectar a ocorrência de uma infecção por estreptococo. Um exemplo que merece ser ressaltado é o diagnóstico errado de febre reumática. bursa) raro. pensar em artrite reumatóide e nas colagenoses). tendinites despertam para o diagnóstico das doenças inflamatórias crônicas. trauma). gota. por exemplo. uma vez que a interpretação incorreta dos resultados pode levar a erros diagnósticos importantes. Sempre descartar artrite séptica. poliarticular (quatro ou mais articulações. como espondilite anquilosante e lúpus. é localizado sim. Quadros crônicos de artrite. difuso não não sim. bursites. por exemplo. periarticulares (tendinites. ser judicioso. simetria do acometimento: poliartrite simétrica sugere artrite reumatóide.difuso raro sim.edema eritema dor à palpação sim. xeroftalmia. alopecia.

leucócitos e plaquetas serve para detectar citopenias (no lupus por exemplo). um exame normal não afasta uma doença inflamatória e um exame alterado não é diagnóstico de doença específica. A presença de alterações orgânicas associadas a doenças osteo-musculares sugere uma colagenose como o lúpus eritematoso sistêmico. a contagem de leucócitos é essencial na investigação de processos infecciosos e inflamatórios. por exemplo. Inicialmente. como lúpus. ou seja. Exames radiográficos e imunológicos precisam ser avaliados sempre com cautela. A investigação radiográfica deve ser direcionada para cada caso em particular. quando o diagnóstico diferencial é uma doença auto-imune. Se positivo. Porém é preciso ressaltar que estes exames são inespecíficos e pouco sensíveis. Em todo caso. Nestes casos. como a dosagem da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação. (8) Existem alterações orgânicas ? A contagem de eritrócitos. Por outro lado. Um teste positivo para fator reumatóide só pode ser interpretado dentro do contexto clínico em que foi pedido. porém deve ser lembrado que sua negatividade não afasta o diagnóstico e sua positividade não é específica para a artrite reumatóide. sinais radiográficos característicos auxiliam o diagnóstico clínico. Os exames devem sempre ser analisados dentro do contexto clínico acima detalhado. e cárdio-pulmonar. nos " reumatismos de partes moles". Fator reumatóide serve como auxílio no diagnóstico da artrite reumatóide. Anti-estreptolisina O (ASLO) serve apenas para detectar a ocorrência de infecção estreptocócica e não é diagnóstico da febre reumática. o ultra-som e a ressonância magnética são exames mais adequados. observada numa radiografia simples de bacia. estes exames se encontram normalmente elevados. . A investigação deve incluir (dependendo do quadro clínico) uma avaliação renal. auxilia o diagnóstico de espondilite anquilosante. hepática. anti-DNA) deve ser feito já pelo reumatologista. Lembrar que 5% da população normal têm FAN em títulos baixos (1/40). a radiografia simples é normal. enquanto que permanecem inalterados na osteoartrose. Com o mesmo objetivo. frente a doenças como o lúpus e a artrite reumatóide. Da mesma forma. podem ser úteis. Fatores antinúcleo (FAN) devem ser solicitados na investigação de oligoartrites ou poliartrites crônicas. por exemplo. Na suspeita de artrite reumatóide e osteoartrose.(7) Existem sinais de inflamação sistêmica ? As "provas de atividade inflamatória". o FAN por imunofluorescência é suficiente para rastreamento. sem significado patológico. a presença de sacro-iliíte. o desdobramento deste exame (ENA.

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Nas patologias crônicas. gelo e calor local são úteis como tratamento adjuvante de inúmeras situações em reumatologia. particularmente quando se tratarem de articulações submetidas a carga. Antiinflamatórios também são amplamente utilizados. etc. os efeitos colaterais . porém casos específicos de dor intensa podem ser tratados com opiáceos por períodos limitados. Repouso versus Exercícios . Algumas doenças evoluem bem com medidas terapêuticas conservadoras e simples. podendo ser utilizado na fase aguda de tendinites. Em geral. Analgésicos são medicações para alívio sintomático. enquanto outras necessitam de um tratamento clínico agressivo e cirurgias. Da mesma forma. bursites. apenas os analgésicos não-opiáceos devem ser utilizados. deve até ser contra-indicado. enquanto que. freqüentemente utilizados na maioria das doenças reumáticas. o repouso não deve ser exageradamente indicado.na fase aguda de uma artrite ou periartrite. o calor local pode ser utilizado isoladamente ou associado ao gelo em dores de origem muscular ou osteo-articular. O gelo local atua como analgésico e antiinflamatório.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da osteoartrose e da artrite reumatóide está proposto nos capítulos correspondente. em certas situações. Alguns comentários são válidos como uma conduta geral. o repouso da articulação envolvida é útil. porém. O tratamento das doenças osteo-musculares é extremamente variado e deve ser direcionado para cada caso.

pois. Devem ser evitados. Miorrelaxantes também podem ser utilizados nos casos em que espasmo muscular estiver associado na gênese da dor. pode desencadear quadros de sonolência e confusão mental.freqüentes exigem uma boa monitorização do seu uso. hepáticos ou gastro-intestinais. particularmente em pacientes idosos. Cuidado com o uso em pacientes idosos. diabéticos e com problemas renais. Copyright © 2001 IDS . dependendo do medicamento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Nestes casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Doenças reumáticas específicas necessitam. lúpus eritematoso sistêmico e outras doenças reumatológicas. de um tratamento direcionado para cada caso. o paciente deve ser encaminhado ao especialista para acerto da medicação. onde as medidas descritas acima não são suficientes para o controle adequado da doença. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Este tratamento envolve uma série de drogas distintas que devem ser manuseadas por um especialista habituado com estas doenças. principalmente o paciente com artrite reumatóide. A artrite reumatóide. são exemplo. porém pode e deve continuar sendo acompanhado pelo clínico geral. além do descrito acima.

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H. Ruddy S.. J.. 1993. N. Edts.H.. Signs and Symptoms.. S. Edts.N. Kelley W.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Ensworth S. Yoshinari. Copyright © 2001 IDS . Harris E. General Evaluation of The Patient. Sergent J.B. A. Evaluation.DO.. Grahame R.G.. 2000. Klippel J. Mosby. London. In:Rheumatology.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .D. Bonfá. Saunders Company. Philadlphia. In: Textbook of Rheumatology. Sledge C. 1998. Michet C. E. Edts.S.. .. 2000. Reumatologia Para o Clínico. 4th Ed. 2nd Ed. Rheumatology: Is it Arthritis? Jamc 162(7):1011-1016. São Paulo. Roca. Hunder G. Dieppe P.

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acompanhada de alterações de sensibilidade cutânea. Por este motivo. a queixa principal é a dor com dormência nos membros superiores que piora com o repouso e melhora com exercícios leves. devemos dividir as afecções em traumáticas e não-traumáticas. como um acidente automobilístico. O transporte do paciente deve ser extremamente cuidadoso para se evitar maior comprometimento da medula espinhal. A altura da zona de insensibilidade cutânea pode revelar o nível de uma lesão medular. Nos casos de dor cervical após um trauma. que visa o estudo da integridade da medula espinal. Alterações inflamatórias da oro-faringe podem. Alterações do pulso radial. como a hérnia de disco. muitas vezes. o tipo de acidente e a descrição do agente vulnerante são da maior importância. As alterações discais. Para tanto. O exame clínico da dor cervical deve ser iniciado pelo exame neurológico. o maior risco é o comprometimento da medula por fratura ou luxação vertebral. relacionadas com a rotação interna e . a história clínica é fundamental. A cervicalgia e a cervicobraquialgia podem ser causadas pela osteoartrite e. a dor cervical do trauma deve ser tratada pelo primeiro socorrista com imobilização do segmento cervical com um colar e o encaminhamento imediato para um hospital especializado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico No estudo da coluna vertebral cervical dolorosa. nestes casos. Dentro das afecções traumáticas. não são raras e se apresentam com dor no metâmero correspondente. São da maior gravidade tanto um mergulho em águas rasas. que pode levar até a tetraplegia. causar os torcicolos espasmódicos. nos quais a dor cervical e a dificuldade de movimentação da cabeça são os principais sintomas.

bem como com os pulmões cheios de ar. O paciente se apresenta com dor irradiada para o membro superior. podem revelar alterações que nos fazem pensar em compressão do plexo. acompanhada de alterações da sensibilidade. Os espasmos e contraturas da musculatura anterior e posterior do pescoço atestam a veracidade da dor referida. As compressões radiculares por hérnia de disco cervical são mais raras.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . principalmente nas crianças. as afecções da oro-faringe. Deve ser excluída. Copyright © 2001 IDS . principal causa da cervicalgia infantil.externa da cabeça. em zona metamérica. A rigidez cervical (coluna travada) pode estar presente nos graves casos de luxação interapofisária traumática.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . uma radiografia deverá ser feita e. se for necessário. ressonância magnética ou tomografia computadorizada. A médio prazo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Se o exame excluir a possibilidade de lesão óssea que poderia levar a conseqüências graves para a medula espinhal. antiinflamatórios e o encaminhamento para tratamento fisioterápico. Copyright © 2001 IDS . pode-se instituir tratamento com repouso local (imobilização com colares).

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As maiorias dos casos que afetam o ombro podem ser atendidos em unidades básicas de saúde. Copyright © 2001 IDS . porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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. 1999.M... São Paulo.. Barros. Amatuzzi.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Exame físico em ortopedia.C. O. Atheneu. 1999. Azze.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. R.E.E. M. T.P.J.. Copyright © 2001 IDS . Lech.P. Ensinando ortopedia. Rio de Janeiro. Sarvier.L. T.

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que pode ser súbita. vem acompanhada de espasmo muscular paravertebral. A dor é localizada na região lombar e se exacerba a pequenos movimentos. fletindo a coluna.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As doenças da coluna lombar se apresentam com dor. geralmente provocada por hérnias discais. ou dor de início insidioso. relacionada a certos tipos de movimento e quase sempre a partir de um esforço. Assim. chamada também de lombalgia. a dor lombar precede uma ciática por um período de dias ou até de semanas. que acarreta escoliose antálgica. quando se nota claramente a escoliose antálgica caracterizada pela retificação da lordose lombar e a alteração do centro de gravidade do corpo humano. O exame clínico deve-se iniciar pela inspeção do paciente em pé. quando ela se inicia após um esforço bem definido. na história clínica. pede-se ao paciente que se incline para a frente. neste momento do exame. movimento este muito doloroso ou até impossível de ser feito. Em seguida. e quando ela aparece após o repouso noturno e melhora com movimentos suaves. o início dos sintomas. . que acometem pacientes entre 35 e 45 anos de idade. Muitas vezes. a hipótese mais provável é o da osteoartrose. Esta é a dor provocada pela compressão intra-raquidiana da raiz nervosa em nível. com piora gradativa. é importante detalhar. Os movimentos de extensão e os laterais também são dolorosos. A dor lombar. deve-se pensar em compressão discal. é a flexão dos quadris. a dor se faz no membro inferior e é acompanhada de sensação parestésica em territórios correspondentes às zonas de inervação radicular. A contra-prova. o que dá o aspecto de que o paciente está "torto". Nestes casos. Na avaliação da lombalgia.

a radiografia deve ser feita e. no membro inferior. A palpação mostra pontos dolorosos e o próprio espasmo muscular.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .que se faz pedindo para que o paciente se agache como se fosse pegar do chão um objeto caído. Mais de 90% das herniações discais estão localizadas nos espaços L4/L5 e L5/S1 e. que é positivo em 98% das hérnias discais. nestes casos. que se faz determinando. Os sinais neurológicos. Copyright © 2001 IDS . as zonas da dor e das alterações de sensibilidade. que pioram o quadro doloroso. nos casos de suspeita de hérnia distal. e as manobras voluntárias de Valsalva. Elas correspondem às raízes afetadas. além de outros sinais caracterizam o comprometimento radicular. A pesquisa da motricidade muscular é parte do exame neurológico. como o sinal de Lasègue. o que é perfeitamente possível e sem dor. Nas lombalgias rebeldes. ressonância magnética ou tomografia computadorizada. provocam perda de força de dorso flexão hálux e do pé. Parte importante do exame clínico é a pesquisa da irritação radicular.

Copyright © 2001 IDS . Quando existe alteração radicular.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hoje em dia. o repouso é fundamental. vem diminuindo cada vez mais. Fisioterapia é recomendada na maioria dos casos e a necessidade de tratamento cirúrgico. analgésicos e repouso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da lombalgia comum sem comprometimento radicular se baseia nos antiinflamatórios.

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Copyright © 2001 IDS . porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Sarvier. 1999.C.J. Rio de Janeiro. O. Ensinando ortopedia. Exame físico em ortopedia. R..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. T. São Paulo. Barros... 1999.M.P..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . M. Lech.E.E. Azze. Atheneu.P. Copyright © 2001 IDS ..L. Amatuzzi. T.

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Diminuição do arco de movimento é considerada. lembrando-se que as fraturas do 1/3 proximal do úmero. geralmente. extensão e abdução. Quando. Os contornos anatômicos são verificados. Uma depressão logo abaixo do acrômio (sinal do cabide) pode caracterizar a luxação escápulo-umeral ou uma elevação da clavícula. Deve-se dar importância à fossa supra clavicular e à posição da cabeça umeral em relação ao acrômio. característicos dos processos inflamatórios das bolsas do manguito rodador (antiga doença de Duplay ou calcificações). A coloração da pele é verificada.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A idade. que são examinados sempre comparando-se com o lado oposto. bem como os movimentos de rotação. que é estimulado a realizar movimentos de flexão. tão comum nas quedas sobre o ombro. acompanhadas de equimose e hematomas. A palpação das estruturas é feita a partir da clavícula. são. e. que podem assim ser detectadas. quando pressionada. A área de dor deve ser apontada pelo paciente. como as que ocorrem nas lutas ou brigas. levando-se em conta a sua simetria e a atrofia muscular. principalmente aqueles que se fazem a 90 graus de abdução. se abaixa como uma tecla de piano) caracteriza a luxação acrômio-clavicular. confirmada pelo sinal da tecla de piano (a extremidade da clavícula. inicialmente. na posição em pé. ativamente. O paciente deve ser examinado sempre com os dois ombros descobertos para comparação. nível de atividade. profissão. o paciente não consegue executar os movimentos. onde há grande incidência de fraturas. duração dos sintomas. o possível mecanismo de lesão ou a atividade de repetição devem constituir a história clínica. eles são realizados . muito comuns na terceira idade.

Eventuais pontos dolorosos. chamada. bloqueios dos movimentos de rotação de luxações umerais e diminuição da rotação interna do braço com o ombro a 90º.passivamente pelo examinador. Cliques podem ser evidência de problemas intra-articulares. podem reproduzir os sintomas da síndrome do impacto. de bursite do ombro. no passado. Copyright © 2001 IDS . bloqueios e movimentos anômalos são detectados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

cirúrgico. na maioria das vezes. Radiografia se impõe. cujo tratamento é mais complexo por exigir medidas hospitalares. mas o ideal é que seja feita a redução em um hospital e depois da confirmação do diagnóstico por radiografia. Pode ser tentada com manobras sem anestesia. detectadas pela história clínica e pelo exame podem até ter indicação cirúrgica. A mais freqüente é a ruptura do cabo longo do bíceps. As luxações de ombro são de redução de urgência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As fraturas do úmero no seu 1/3 superior. com enfaixamento tóraco braquial ou em "8". As alterações inflamatórias crônicas ou subagudas podem ser tratadas com medicação antiinflamatória e aplicações de calor profundo. As infiltrações intra-articulares de derivados da cortisona devem ser evitadas quando não se tem um diagnóstico preciso. A manutenção da amplitude articular é importante para se evitar a capsulite adesiva (ombro congelado). . que se caracteriza pelo aparecimento de uma "bola" na região anterior do braço quando o paciente é instado a fletir o cotovelo e que corresponde ao ventre muscular contraído sem o apoio de sua inserção é. com fisioterapia. As fraturas da clavícula são facilmente diagnosticadas pela palpação e exigem tratamento de imobilização. As rupturas ligamentares e tendinosas no ombro são raras.

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As luxações acrômio-claviculares são. porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . de tratamento cirúrgico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde. quando completas. Copyright © 2001 IDS .

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M. Atheneu.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .P.. Ensinando ortopedia. Barros. 1999. T..E. Azze. Rio de Janeiro. Amatuzzi. Exame físico em ortopedia. Sarvier..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. 1999. R.L. Copyright © 2001 IDS . Lech.E.. T.C. São Paulo. M.P. O..J.

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narcóticos e opiáceos). emagrecimento. os pacientes são primeiro testados para a presença do Helicobacter pylori (teste sorológico ou. síndrome do intestino irritável. um reconhecido fator ulcerogênico. anorexia. pHmetria e eletromanometria. antiinflamatórios não-esteróides. linfadenopatia. odinofagia. a endoscopia digestiva alta é indicada se o paciente apresenta : (1) "sinais de alarme" (por exemplo. massa abdominal. pylori são primeiramente tratados de modo empírico (por exemplo. anti-secretores ou pró-cinéticos) por um período de 4 a 8 semanas. icterícia. Os indivíduos com resultados negativos para H. dor de origem pancreatobiliar. Caso haja recursos disponíveis. idade esta que pode mudar a depender da experiência local (entre 35 e 55 anos). preferencialmente. respiratório) e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um paciente com dispepsia. dor abdominal intratável. tomografia. disfagia. eventualmente.) a doença do refluxo gastroesofágico. endoscopia. exames complementares (por exemplo. em caso de positividade. história de câncer familiar). febre. Finalmente. (3) idade acima de 45 anos pelo risco de câncer gástrico. tratados para erradicação do H. pylori. os pacientes com resultados positivos e negativos que não melhoram com o tratamento instituído (para erradicação ou empírico) são submetidos à esofagogastroduodenoscopia). ultra-som. anemia. com o auxílio da história clínica e. evidência de sangramento digestivo. (2) uso crônico de antiinflamatório hormonal não-esteróide. o primeiro passo é excluir. vômitos recorrentes. vômitos funcionais (psicogênicos) e consumo de medicamentos (por exemplo. Nesta abordagem. aerofagia. Esta estratégia de investigação da .

tornando a abordagem do "testar e tratar" viável. b) a freqüência do H. além de desnecessário e custoso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o mesmo não ocorre em países em desenvolvimento. o que significa menor custo. à própria amoxicilina. a freqüência de exames endoscópicos seria reduzida em 18%. pylori (por exemplo. pylori num contingente enorme de pacientes. Desta forma. pylori na população deve ser baixa (<50%). em países desenvolvidos. onde a freqüência do H. ao lado da dificuldade de acesso aos exames não-invasivos para H. a freqüência de endoscopias normais ou com LIM foi de cerca de 80% nos pacientes jovens (<31 anos) com dispepsia tipo dismotilidade. Copyright © 2001 IDS . desafogando e diminuindo os custos dos já sobrecarregados serviços públicos de endoscopia. A freqüência de endoscopias normais ou com lesões inflamatórias mínimas (LIM = gastrite e duodenite não-erosivas) foi de 50% e 37%. como o Brasil.dispepsia reduz em pelo menos 50% o exame endoscópico. estes fatores estão presentes. A úlcera duodenal foi o achado mais comum. a tática de se realizar a esofagogastroduodenoscopia de imediato nos pacientes dispépticos para se afastar doença orgânica parece-nos a mais apropriada. o que é mais preocupante. para os com dispepsia tipo dismotilidade e tipo úlcera. alguns pré-requisitos são necessários para que esta abordagem seja vantajosa do ponto de vista de custo-benefício: a) ela é válida em locais onde a endoscopia é muito onerosa (mais de US$500). Nesta situação. Contudo. Três casos de neoplasia gástrica foram identificados: dois no grupo dismotilidade e um no tipo úlcera. pylori é elevada (70-90%) e o custo da endoscopia é bem inferior a US$500 (entre US$80 e 100). A utilização desta abordagem no Brasil implicaria o tratamento com antibióticos para erradicação do H. sintomas de refluxo gastroesofágico. considerando a facilidade e o custo mais baixo da endoscopia digestiva alta em nosso meio. independentemente da faixa etária. para um correspondente de 40 a 50% em condições semelhantes nos dispépticos tipo úlcera. Em nosso meio. 38% tipo úlcera e o restante. Todos tinham mais de 50 anos de idade. a freqüência de achados anormais à endoscopia foi mais elevada (>50%). propiciaria o aparecimento de cepas resistentes ao metronidazol e. respectivamente. Se. Já nos pacientes com dispepsia tipo úlcera. o emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticos revelou que 51% apresentavam dispepsia do tipo dismotilidade. justificando a exploração endoscópica imediata. Quando a divisão por faixa etária foi considerada. testes respiratórios). o que.

não havendo ainda uma resposta definitiva para o assunto. linfoma gástrico MALT de baixo grau e gastrectomizados por câncer com estômago residual. vale ressaltar que a relação entre dispepsia funcional e H. pylori em pacientes com dispepsia funcional. A erradicação do H. não se mostrou eficaz na resolução dos sintomas no acompanhamento a longo prazo. numa recente revisão. pylori é controvertida. persistem as indicações para tratamento de erradicação da bactéria em pacientes H. Copyright © 2001 IDS . Por enquanto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Finalmente. duodenite erosiva. pylori-positivos com úlcera péptica gastroduodenal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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somente quando os sintomas forem incoercíveis com a medicação de apoio.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . algumas vezes encaminhados para realização de endoscopia e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Os pacientes deverão ser seguidos em unidade básica de saúde. Copyright © 2001 IDS . é que de deverão ser encaminhados.

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45 (Suppl II): II 37-42. Agréus L et al. AGA Technical Review: evaluation of dyspepsia. 343: 811-6. Ornellas L C. 114: 582-95.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bytzer P. Muckadell O B S. Stanghellini V. Mattos N L B et al. Hansen J M. Emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Arq Gastroenterol 1998. Silverstein M D. Copyright © 2001 IDS . Empirical H2-blocker therapy or prompt endoscopy in management of dyspepsia. Talley N J. Functional gastroduodenal disorders. 35: 181-5. Lancet 1994. Gut 1999. Heading R C et al. Talley N J. Meirelles G S P. Gastrenterology 1998.

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Em homens. A investigação do paciente deve começar com a caracterização da disúria na anamnese de acordo com a fase do jato urinário. como as prostatites. A disúria pode ser uma das queixas presentes na calculose ureteral distal. presença de febre. polaciúria e aumento da frequência. nictúria e enfraquecimento do jato urinário. podendo apresentar irradiação suprapúbica ou ser localizado em meato uretral. vesicais). sinais de irritação cutânea em glande. devemos observar se há queda do estado geral. Ao exame físico. alterações prostáticas. A queixa de disúria é normalmente acompanhada por urgência miccional. infecções urinárias prévias. dor à palpação suprapúbica. podem cursar com disúria e outras queixas vagas. muitas vezes referido por pacientes como ardor ou sensação de queimação na uretra. devendo ser sempre pesquisada a presença de descarga uretral. presença de globo vesical palpável. taquicardia e taquipnéia (buscando sinais precoces de sepse). Aproximadamente um terço das disúrias permanece sem diagnóstico clínico definido (síndrome funcional da bexiga ou uretrotrigonite) podendo estar incluídas causas hormonais (deficiência de hormônios femininos na amamentação e na menopausa) e outras causas pouco conhecidas. dor à palpação e/ou sinal flogístico . Adisúria inicial freqüência em doenças uretrais) e a terminal associa-se mais a doenças da bexiga.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia DISÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia O termo disúria caracteriza dor durante as micções e é. presença de secreção uretral. antecedente de litíase. dor lombar à punho percussão. febre. hematúria.

Nos homens deve-se completar o exame com o toque retal. Em mulheres.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . verificando o tamanho prostático e se a próstata está dolorosa e/ou com sinais flogísticos (aumento de temperatura e flutuações). abscesso ou hiperplasia benigna de próstata. Copyright © 2001 IDS .em testículos e epidídimos. sugerindo diagnóstico de prostatite. devemos observar genitália externa. verificando a ocorrência de vulvovaginites.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Encaminhamento|Bibliografia HEMATÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia A hematúria é definida como a eliminação de eritrócitos pela urina em quantidade anormal. a sensibilidade das fitas reagentes supera 90%. quando. Porém. hemoglobinúria (presença de hemoglobina livre na urina. são detectadas quantidades maiores que 3 hemácias por campo. Apesar do aparato disponível nos dias de hoje. com mais de 106 hemácias por ml de urina ou acima de 10 hemácias por campo microscópico (com aumento de 40 vezes). anilina e de algumas medicações). ou microscópicas. A hematúria macroscópica apresenta-se. detectável apenas no exame de urina. Já a hematúria microscópica. mas com especificidade mais baixa. Elas podes ser classificadas como macroscópicas. vale a pena ressaltar que a reação decorre tanto do contato com hemoglobina quanto de mioglobina. ingestão elevada de vitamina C pode produzir resultados falsos negativos. quando forem detectáveis apenas em exames laboratoriais. Além disso. Macroscopicamente. mioglobinúria (decorrente de destruição muscular). o aspecto de urina hematúrica deve ser diferenciado da pigmentúria (após a ingestão de alimentos ricos em caroteno. em geral. decorrente de hemólise). podem ser utilizadas fitas reagentes. tem a sua definição e valor anormal variáveis para cada laboratório. em geral. Para a detecção de hematúria. sendo consideradas alteradas as amostras de urina com mais de 104 hemácias por ml de urina ou 3 a 5 hemácias por campo. enquanto que coleta após exercício físico ou urinas hipotônicas . Desta maneira. em pelo menos duas amostras. com cor variável de marrom escuro a vermelho. 10 a 15% das hematúrias não têm causa detectável. ou "visível a olho nu".

É importante que não haja contaminação durante a coleta da urina. é feito o diagnóstico de mioglobinúria. A presença de grande número de eritrócitos na urina comprova o diagnóstico de hematúria. enquanto que. pode ser utilizado o exame microscópico da urina após centrifugação. para a diferenciação entre hemoglobinúria e mioglobinúria. o que também pode afetar os resultados. que é submetida a centrifugação. há hemoglobina livre no soro. Se o sobrenadante for rosa. Copyright © 2001 IDS . porém.não-examinadas logo após a coleta podem gerar resultados falsos positivos. Para a diferenciação na hematúria entre hemoglobinúria e mioglobinúria. se for claro.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . deve ser coletada amostra de sangue.

ou gradual. a dor abdominal é generalizada e piora com a movimentação. como disúria. como nos processos inflamatórios (abscesso tubo-ovariano) ou nas obstruções intestinais. rins e ureteres) podem manifestar alterações em todo andar inferior do abdome e alguns dados clássicos. hematúria. A partir das etiologias citadas como possíveis participantes do processo doloroso. polaciúria e urgência miccional e outras alterações referidas pelo paciente que possam estar relacionadas às causas menos comuns de dor pélvica. como febre e sudorese. pus ou conteúdo fecalóide. mudança e irradiação. como às relativas ao aparelho locomotor e neurológico e à questão psicológica. alterações urinárias. ureter. vômitos. como dor em fossa ilíaca direita após início periumbilical. relacionada à distensão visceral (apêndice. localização. fatores de melhora e piora. ocorrendo nos casos de adbome agudo hemorrágico. alterações do trato gastrintestinal. náusea. Nos casos de irritação peritoneal pela presença de sangue. Quanto à característica. dor em fossa ilíaca esquerda pode ser sugestiva de diverticulite. característica da dor. A localização da dor deve especificar o local de início. tubas uterina. A avaliação ginecológica inclui questionamento específico. intestino). eliminação de gases e atividade intestinal. lembrando que órgãos pares (ovários. podem ser característicos de apendicite. é fundamental obter dados sistêmicos. A dor pélvica pode ter início súbito. destacando-se os antecedentes .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico A dor deve ser caracterizada segundo alguns aspectos: início do sintoma. como anorexia. irradiação. a dor pode ser contínua ou em cólica.

especialmente quando timpânica. avaliação cardíaca e pulmonar. a percussão abdominal pode trazer informações. Em seguida. observa-se o colo uterino. alça ileal sentinela em fossa ilíaca direita. além de cálculos renais radiopacos. a caracterização dos ciclos menstruais. a presença ou não de cólicas menstruais e o atraso menstrual. apagamento da linha pré-peritoneal. Grandes tumores uterinos. dispareunia (dor na relação sexual) de penetração e/ou de profundidade e sinusiorragia (sangramento na relação sexual). condição que pode ser percebida à inspeção abdominal. perceptíveis à manobra de descompressão brusca. desvio das alças intestinais para a esquerda. Na palpação profunda. antecedentes obstétricos detalhando gestações. hidratação. . De modo auxiliar. O toque retal é realizado em pacientes virgens para permitir a avaliação dos órgãos genitais internos. como estenoses vaginais congênitas ou pósradioterapia. A palpação superficial do abdome avalia a sensibilidade e o tônus abdominal. quando identifica-se a idade da primeira menstruação (menarca). simetria e presença de cicatrizes cirúrgicas. ficam abolidos. Nos quadros sugestivos de apendicite. partos e abortos. apagamento do músculo psoas. O exame físico deve ser completo. Além disso.menstruais. tomada de pulso e pressão arterial. Ao exame especular. os ruídos. avaliando estado geral do paciente. assim como gestantes após o primeiro trimestre. escoliose para a direita. A radiografia simples de abdômen deve ser realizada com o paciente em pé e em decúbito dorsal horizontal para se identificar possíveis quadros obstrutivos ou perfurações através da observação de pneumoperitônio. nível hidroaéreo em íleo. questionando idade da primeira relação sexual (coitarca). Avalia-se as paredes vaginais. o colo uterino e os fórnices vaginais. refletindo distensão das alças intestinais ou maciça em situações de bloqueio e localização de processo inflamatório. análise das mucosas. que pode significar gestação inicial ou mesmo prenhez ectópica. Nos casos de hemorragia ou infecção intraperitoneal. observa-se a presença de massas e possíveis quadros de irritação peritoneal. e antecedentes sexuais. Tumores malignos de ovário em seus estádios avançados podem cursar com ascite. alças intestinais dilatadas e líquido na cavidade peritoneal. como endometriomas ou granulomas de corpo estranho em cicatrizes cirúrgicas. complementando com todos os dados sistêmicos possíveis. habitualmente. o tecido adiposo e presença de nódulos na pele. O toque vaginal deve ser realizado apenas em pacientes que já iniciaram atividade sexual com penetração vaginal. volume. ou neoplasias ovarianas podem alterar o volume abdominal. há dificuldade nesta avaliação. Em pacientes obesas. assim como em pacientes em que o toque vaginal não é possível. a avaliação do corpo uterino e das regiões anexiais. as paredes vaginais e o conteúdo vaginal. existem algumas imagens clássicas que podem ser observadas na radiografia simples de abdome: presença de fecalito na fossa ilíaca direita. o médico examinador deve ter prática nas etapas descritas a seguir. o examinador pode realizar a ausculta da região abdominal com o intuito de observar a presença de ruídos hidroaéreos que denotam atividade peristáltica do intestino. como miomas. O exame do abdome inclui inspeção. edema de parede. Nos casos de suspeita de acometimento genital. realiza-se por meio do toque bimanual. presença de líquido entre as alças intestinais e pneumoperitônio. avaliando-se forma.

no tratamento da moléstia identificada: processos infecciosos podem ser drenados. o que elimina as terapêuticas empíricas. é possível se visualizar o embrião com batimentos cardíacos fora do útero. Por vezes. que permite evidenciar detalhes das regiões anexiais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . tanto no diagnóstico como na terapêutica de diversas doenças em praticamente todas as especialidades clínicas. A laparoscopia tem papel inquestionável nos dias atuais em diversos aspectos da abordagem médica. Copyright © 2001 IDS . processos hemorrágicos podem ser corrigidos. o equipamento de vídeo permite a precisa documentação do procedimento. A ressonância nuclear magnética pode complementar a avaliação. assim como praticamente todos os órgãos doentes que necessitem ser extirpados ou reparados. opta-se por procedimento cirúrgico no sentido de se resolver eventuais dúvidas em diagnóstico diferencial. como tubas uterinas. estabelecidas na tentativa de se resolver o processo sem a certeza etiopatogênica. apêndice e alças intestinais. Miomas uterinos são facilmente identificáveis. nos casos de prenhez ectópica ainda íntegra. Exames como urografia excretora. o que pode ser útil no caso de situações duvidosas. pois permite que se identifique de forma correta o real motivo do quadro clínico apresentado pela paciente. A observação de imagem anexial complexa e líquido na cavidade peritoneal sugere rotura de cisto anexial ou prenhez ectópica (quando associado a dosagem de gonadotrofina sérica positiva).A ultra-sonografia pélvica é exame essencial para a completa avaliação ginecológica. Em dor pélvica. investindo. A tomografia computadorizada é útil na localização de abscessos intraperitoneais e nos casos de doenças musculares e neurológicas. retosigmoidoscopia e colonoscopia são úteis nas situações específicas para cada doença. Este papel da laparoscopia tem extrema validade. em seguida. porém as tubas uterinas não são visualizadas ao exame. especialmente com transdutor vaginal. ovários. Além disso.

antiinflamatórios não-hormonais ou derivados de opióides. apendicite e alguns quadros de obstrução intestinal. estando envolvida indicação clínica e cirúrgica. Os casos de infecção genital. torção de cisto anexial ou mioma. clinicamente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor pélvica é específico para cada situação abordada. com as correções anatômicas necessárias. urinária e intestinal devem ser tratados com antibioticoterapia e. Copyright © 2001 IDS . a paciente pode apresentar melhora da dor com analgésicos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o tratamento é cirúrgico. Na presença de hemorragia e/ou abscesso intraperitoneal. conforme a gravidade do caso.

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. M. Endometriose: uma visão contemporânea. Revinter. 1a ed.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia ABRÃO. Rio de Janeiro. Copyright © 2001 IDS . 2000.S.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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o câncer prostático. uso de medicações. (2) toque retal: características prostáticas (volume. Na suspeita de câncer prostático. apesar de existirem várias opções para sensibilizá-lo. a esclerose do colo vesical. sensibilidade. e sua natureza e duração. consistência. A avaliação dos sintomas deve incluir: (1) história clínica: presença de sintomas obstrutivos ou irritativos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Tenta-se hoje substituir o termo prostatismo por "sintomas do trato urinário inferior" a fim de frisar que são características comuns a diversas doenças. reflexo bulbo cavernoso. quer pelo PSA suspeito (maior que 4ng/ml) pode estar indicada biopsia trans-retal de próstata para esclarecimento diagnóstico. . antecedentes de cirurgias. (3) exames de urina. as cistites e as disfunções neurogênicas da bexiga. velocidade. como densidade. Quando o PSA se localiza entre 4 e 10ng/ml. quer pelo toque retal suspeito. dosagem de creatinina e do antígeno prostático específico (prostatic-specific antigen. tônus esfincteriano. Quando esta relação for menor que 0. O PSA é marcador da presença de tecido prostático. as prostatites. pelo menos 20% dos pacientes com câncer prostático apresentam PSA dentro do limite da normalidade (entre 0 e 4ng/ml). Por outro lado. como a hiperplasia prostática benigna. estratificação do PSA por idade. avaliação do histórico sexual. mobilidade). sendo que 25% dos pacientes com Hiperplasia prostática benigna apresentam PSA>4ng/ml.18 há maior chance de se identificar câncer de próstata. limites. ou PSA em inglês). tem-se dado ênfase à relação PSA livre/total. a estenose de uretra. irregularidades.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

retenção urinária. Alfa bloqueadores. infecção. terazozina(2-10 mg. Os principais alfa-bloqueadores são prazozina (1-5 mg. A hiperplasia prostática benigna ocorreria em parte por obstrução causada por tônus muscular prostático. 2 vezes ao dia). Os resultados do tratamento medicamentoso são clinicamente significativos e resultam em efeitos colaterais menores. pelas limitações da prostatectomia. disfunção detrusora. litíase vesical e hematúria. inibidores da aromatase e extrato de plantas (fitoterapia). As conseqüências da hiperplasia prostática benigna não tratada incluem sintomas urinários baixos. esvaziamento vesical incompleto. providenciar alívio sintomático. melhorar esvaziamento vesical. falência do resultado. insuficiência renal. que incluem morbidade. além de representar alternativa terapêutica para pacientes sem condições cirúrgica. reverter insuficiência renal e prevenir futuros episódios de hematúria. Esse tônus é mediado por receptores alfaadrenérgicos. Estudos clínicos de longo prazo mostram uma resposta durável acima de 42 meses. O tratamento medicamentoso da hiperplasia prostática benigna inclui alfabloqueadores. necessidade de reoperação. sendo a resposta clínica rápida e dose-dependente. O tratamento visa diminuir obstrução infravesical. litíase vesical e retenção urinária. efeitos clínicos incidência e efeitos do tratamento e morbidade relacionada. São medicações seguras e relativamente eficazes para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. em parte. O entusiasmo pelo tratamento medicamentoso deve-se.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento de qualquer doença depende de sua magnitude. 2 vezes ao . infecções urinárias recorrentes. supressão androgênica.

É difícil saber a verdadeira eficácia destas medicações comparadas ao placebo. Hipotensão postural é o principal efeito colateral dos alfa-bloqueadores. Fitoterapia é o uso de extrato de plantas para uso medicinal. sem alterar o valor do PSA. alfluzosina (3-4 mg. 2 vezes ao dia). Supressão androgênica.4 mg/ uma vez ao dia). doxazozina (4-8 mg/ uma vez ao dia). Para as próstatas de maior dimensão. O tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna é a ressecção trans-uretral. Alguns estudos relatam que a Serreno a aspens pode bloquear a 5 alfa-redutase.dia). tamsulodina (0. reduzindo o nível sérico do PSA em aproximadamente 50%. Copyright © 2001 IDS . No caso do câncer de próstata. realiza-se a prostatectomia via transvesical ou retro-púbica. A hiperplasia prostática benigna é consequência da ação da dihidrotestosterona .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . embora tenham surgido outras formas de terapêutica minimamente invasivas. A finasterida é um inibidor competitivo da enzima 5 alfa-redutase. A Finasterida pode causar disfunção sexual. o tratamento dependerá do seu estadiamento..

A referência a um serviço de urologia deve ocorrer sempre que possível.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O atendimento a sintomas urinários baixos no homem pode e deve ser realizado em unidades básica de saúde. Copyright © 2001 IDS . porém com hipótese diagnóstica prévia bem-determinada. baseada em história e exame físico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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7th ed. Mc Neal JE: The prostate and prostatic urethra: a morfologic synthesis.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Walsh PC et al. 1998. J Urol 1972. Copyright © 2001 IDS . 107:1008-1016. Campbell's Urology.

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a avaliação clínica e o exame das cavidades nasal e oral são fundamentais para uma conduta terapêutica adequada. Idade. início da hemorragia. epistaxes precedentes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um doente com hemorragia nasal. A rinoscopia anterior permite especificar melhor o ponto hemorrágico na fossa nasal. quantidade aproximada de sangue perdido e tratamentos realizados são dados importantes na anamnese. não são necessários exames complementares. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Na grande maioria dos casos. antecedentes pessoais e familiares.

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Tamponamento anterior: quando a hemorragia é mais intensa. ou quando os métodos anteriores não deram resultados satisfatórios. ácido crômico ou com galvanocautério após anestesia tópica com lidocaína. até a narina preenchendo toda a fossa nasal sob pressão. O tamponamento anterior deve ser removido em 48 ou 72 horas. após colocadas na fossa nasal. Na falta de balões especiais . furacinada ou vaselinada. pode ser feita uma hemostasia local por compressão digital. de localização posterior. uma mecha de gaze embebida em substância hemostática. ácido tricloroacético. de trás para frente. Introduz-se. A manobra fica mais eficiente se usarmos um algodão embebido em substância hemostática ou vasoconstritora dentro da fossa nasal. na fossa nasal. Existem também sondas (balões) de borracha infláveis que. após prévia anestesia tópica. apertando-se com o dedo a asa nasal contra o septo por alguns minutos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Localizado o ponto sangrante pela rinoscopia. realizando-se pressão difusa sobre a mucosa nasal. utiliza-se o tamponamento anterior. Pode-se usar também tampões reabsorvíveis. Pode-se usar também eletrocoagulação (unipolar ou bipolar). como esponja cirúrgica absorvível ou hemostáticos cirúrgicos absorvíveis. Cauterização: a hemostasia local pode ser realizada por cauterização do ponto sangrante com utilização de nitrato de prata (pérola ou solução a 80%). Estes balões devem ser desinflados a cada 24 horas para não causar necrose local. são infladas com ar. ou na presença de sangramento difuso. quando é uma hemorragia de uma arteríola anterior.

É realizado com um "bolo" de compressas de gaze.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .para nariz. usada em sondagem vesical. O tampão é. quando não se consegue visualizar o ponto sangrante e quando o tamponamento anterior foi ineficaz. número 14 ou 16. que. puxado pelo fio na fossa nasal e comprimido na região do cavum e nas coanas nasais. deve-se utilizar antibioticoterapia sistêmica para prevenir infecções. amarradas com 2 fios de extremidades longas e passadas pela boca na rinofaringe e fossa nasal puxados por uma sonda de nelaton introduzida na fossa nasal até a faringe. pode ser improvisada a sonda de Foley. tamponamento posterior: Deve ser realizado por quem tem prática ou treinamento para tal e é indicado quando o sangramento é intenso. então. Em casos de tamponamento.

Copyright © 2001 IDS . Outro recurso é a embolização seletiva dos ramos da carótida externa e interna. Ligaduras da artéria maxilar interna ou da esfenopalatina podem ser realizadas por especialistas. responsáveis pela vascularização das fossas nasais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pode-se fazer cauterização elétrica sob visão microscópica ou endoscópica sob anestesia geral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Em casos de epistaxes rebeldes.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Miniti. Bento. F. Butugan.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Atheneu. 1993. Copyright © 2001 IDS .Otorrinolaringologia Clínica e Cirúrgica.. R. A. O. Rio de Janeiro. ..

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Outras abordagens diagnósticas. diagnosticar as patologias sangrantes do esôfago. É o exame complementar de primeira escolha. quando a endoscopia falha. porém têm papel complementar no diagnóstico visando o planejamento do tratamento fora da urgência. injetados sistemicamente. com grande precisão. as fontes de hemorragia podem ser mais facilmente identificadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quando próximas da boca ou do ânus. além da palpação digital. que podem ser feitas no ambulatório. A grande vantagem dos métodos endoscópicos é a possilidade do diagnóstico histopatológico. a centros terciários. . às vezes. só disponíveis em grandes centros. do íleo terminal. O exame proctológico. As radiografias contrastadas do tubo proximal e distal perderam espaço nos episódios agudos. Os métodos que mais se prestam a esta tarefa são os endoscópicos. A endocopia digestiva alta pode. incluem a monitorização angiográfica ou cintilográfica do sangramento por meio de contrastes radiopacos e radiofármacos. Os pacientes que necessitarem de investigação complementar deverão ser encaminhados a ambulatório especializado que tenha os recursos e se este não resolver. que facilita o planejamento terapêutico. estômago e duodeno. A colonoscopia. mais invasiva. inclui a retoscopia e a sigmoidoscopia. permite o exame de todo o colo e.

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. apenas com medidas de suporte. Pode-se assumir que metade destes pacientes terá complicações graves e 1/5 a 3/4 desta metade falecerão. A hemostasia endoscópica para os casos em que o sangramento persiste ativo ou intermitente é eficiente e apenas poucos pacientes serão levados à mesa de cirurgia para operações de emergência. A cirurgia é o melhor tratamento. que deve ser instalada sem demora à entrada. a primeira providência é a restauração da volemia por meio da infusão rápida de soluções ressuscitadoras ou de sangue. O secundário é a eliminação da fonte de sangramento. As úlceras pépticas hemorrágicas param espontaneamente de sangrar em 80% das vezes. São fatores preditores de mau prognóstico: choque hipovolêmico à entrada. nos casos de hemorragia digestiva alta ou de graves enterorragias. no atendimento de emergência. Compete ao médico de família repor a volemia e providenciar transferência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O objetivo primário do tratamento é a hemostasia. o que impedirá o reaparecimento da úlcera. Obtida a hemostasia por via endoscópica. mais de 65 anos e necessidade de transfusões repetidas. por meio de cateterização venosa. Devem ser rapidamente encaminhados a grandes centros para investigação. Nas varizes de esôfago. No entanto. a endoscopia pode se acompanhar da injeção de substâncias esclerosantes visando a hemostasia. o tratamento posterior deve incluir o tratamento da úlcera e a erradicação da bactéria Helicobacter pylori. Os cânceres gástricos raramente sangram copiosamente.

antes de aplicar estes métodos. A maioria das disenterias. As perdas hemáticas no jejuno são mais raras e de diagnóstico e tratamento mais complicado. como a injeção de agentes esclerosantes e cirúrgicos. como a fulguração. a mais comum é a doença hemorroidária. As colites inespecíficas são de curso crônico. implicando encaminhamento do paciente para centros terciários. Copyright © 2001 IDS . químicos. Entre as poucas patologias orificiais que provocam sangramento expressivo. das parasitoses e das colites específicas resolve-se com tratamento medicamentoso. Esses pacientes devem fazer acompanhamento em hospitais terciários. De qualquer modo. a crioterapia e a ligadura elástica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . que é facilmente tratada por procedimentos que incluem a ablação por métodos físicos. Antes da indicação de qualquer tratamento local da hemorróida. incluindo seguimento a longo prazo. A enterorragia proveniente da doença diverticular dos cólons e da angiodisplasia pode ser tratada com medidas de suporte. com os métodos endoscópicos para detecção de lesões associadas (câncer). em que se ressecam os mamilos hemorridários. é imperiosa a localização da área do sangramento para a indicação de cirurgia. coincidentemente com as hemorroídas. No sangramento incontrolável.Se a extirpação cirúrgica não for indicada devido à disseminação da doença. o tratamento radioterápico é medida que pode ser aplicada com bastante eficiência hemostática. com aumento da ingestão de verduras. As lesões neoplásicas do intestino grosso têm indicação cirúrgica. com o objetivo de evitar a obstipação intestinal. frutas e e cereais fibrosos. o sangramento retal pode provir de uma lesão do reto ou do cólon de origem neoplásica. é fundamental orientar o paciente sobre mudanças do hábito dietético. pois. é fundamental identificar que o sangramento pregresso originou-se desta condição.

encaminhar para centros terciários que disponham de métodos diagnósticos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pylori. Outras. Também cabe a ele identificar os pacientes de risco.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Algumas das causas de hemorragia digestiva cabem ao médico de família tratar. cabe a ele atender em emergência. Cabe ao médico tratar hemorróidas. Copyright © 2001 IDS . com reposição volêmica e. Alguns pacientes com doenças mais complexas precisarão de seguimento em ambulatório especializado. verminoses que causem sangramento crônico e úlceras com erradicação do H. encaminhando para investigação antes que se instale uma situação de emergência (paciente com varizes de esôfago pode fazer tratamento escleroterápico sem que haja sangramento).

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Gastroenterologia & Hepatologia Diagnóstico e Tratamento. 1997 Copyright © 2001 IDS . 1990 Mincis Moysés. São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gastroenterologia clínica. A.). São Paulo. Lemos Editorial.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (ed. SP.A. Livraria Editora Santos. Laudanna.

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C. N. .. 2000."Manual da Boa Visão". N... Arieta. Bussiki.E.. Copyright © 2001 IDS .R.. Kara-José. V.N. São Paulo: Vozes.L. Kara-José. 5ª Edição. C.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A."O Olho e a Visão"(O que fazer pela saúde ocular das nossas crianças).L. São Paulo: Roca. Oliveira. Arieta.S. M."Auxiliar de Oftalmologia"(Série Oftalmologia USP). Alves.E. 1998. Campinas: Ipsis.P. Kara-José.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Oliveira. Brasília.M. Delgado.S.. R. Kara-José.. Ministério da Educação. Manual da Boa Visão do Escolar. 1996.L.C. R. .N. 2001. C.

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Seria comparável à lente da máquina fotográfica. Retina: camada fina. de 17 a 19 graus. Íris: disco colorido com um orifício central (Pupila). Função camparável ao diafragma de uma máquina fotográfica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ANATOMIA DO OLHO entendendo como nós enxergamos Ao imaginarmos o olho como uma máquina fotográfica: Córnea: é uma membrana transparente com 0. Cristalino: lente biconvexa. O cristalino tem capacidade de convergência. Sua função é focalizar os raios de luz na retina. localizada na porção interna do olho.dilatação da pupila. flexível (capaz de modificar sua forma).5 mm de espessura. Sua função é controlar a quantidade de luz que entra no olho: ambiente com muita luz contração da pupila. que se localiza atrás da íris. Tem como principal função permitir a entrada de raios de luz no olho. ambiente com pouca luz . transparente. onde se encontram as células . localizada na frente da íris. vascular.

A capacidade de interpretação de imagem precisa ser totalmente desenvolvida já nos primeiros anos de vida. cristalino e vítreo. que. atravessam a córnea. Impedem que partículas e poeira caiam dentro do olho. o mesmo processo ocorre com toda medicação colocada no olho. esses raios são absorvidos pelos cones e bastonetes. a lágrima passa pelos canalículos. cujas secreções fazem parte da lágrima. sob pena de ter seu potencial prejudicado. o que ocorre durante o movimento de piscar. Sua principal função é a nutrição da córnea e cristalino. Aparelho lacrimal: a glândula lacrimal. até a córnea (excluindo-a).foto-receptoras (Cones: responsáveis pela visão central e de cores. Humor Vítreo é uma substância viscosa e transparente. fabrica a maior parte da lágrima que irriga o olho. . Nos primeiros anos de vida. Caso ocorra uma perda desse paralelismo ocular. atingem o córtex occipital e propiciam a formação da imagem visual. parte desce para o nariz e parte é absorvida pela conjuntiva. Como enxergamos: Os raios de luz. Parte da lágrima é evaporada. Na retina. pupila. os cílios e as pálpebras são considerados protetores do globo ocular. é drenada para o saco lacrimal e. humor aquoso. Após lubrificar e colaborar na captação de oxigênio para a córnea. Esclera é a parte branca do olho. Anexos: as sobrancelhas. através do nervo óptico. Conjuntiva é uma película vascular. que possibilitam sua movimentação para todos os lados. qualquer diminuição da transparência das estruturas a serem atravessadas pela luz ou formação de imagens fora da retina podem ocasionar deficiência visual irreversível. O desenvolvimento perfeito da visão de profundidade (estereopsia) somente ocorre quando os 2 olhos têm boa visão e sua fixação para o mesmo ponto no espaço. que preenche o espaço entre a córnea e a íris. onde se localizam os cones. Sua função é transformar os estímulos luminosos em estímulos nervosos. transformando-se em ondas elétricas. Humor Aquoso é um líquido transparente. Daí a necessidade de a retina e o cérebro receberem estímulos visuais nítidos desde o nascimento. para o nariz e garganta. A região da retina responsável pela visão central é a Mácula. As pálpebras também têm como função a distribuição da lágrima e varredura de corpos estranhos. Possui várias glândulas. Músculos: cada olho possui 6 músculos. A interpretação da visão pelo cérebro se faz por comparação com imagens previamente armazenadas. e Bastonetes: responsáveis pela visão periférica e noturna). Existe uma sincronia nos músculos dos dois olhos para que permaneçam mirando na mesma direção. a lágrima é escoada pelos pontos lacrimais situados na porção interna das pálpebras. Continuando seu trajeto. localizada próximo à sobrancelha no lado temporal. para atingirem a retina. semelhante a uma gelatina que preenche a porção entre o cristalino e a retina. de lá. Possui poucos vasos e sua função é de proteção ocular. além de regular a pressão interna do olho. que recobre a esclera da porção visível do olho. o paciente apresenta estrabismo ("vesguice"). Também recobre a parte interna das pálpebras inferiores e superiores.

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de perceber a forma e o contorno dos objetos. A acuidade visual pode ser medida com a aplicação de teste simples.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MEDIDA DA ACUIDADE VISUAL Acuidade Visual (AV) é a capacidade do olho de identificar detalhes. utilizando a letra "E" (escala de sinais de Snellen). pedindo-se ao examinado que mostre com a mão ou verbalize para que lado o sinal apontado está direcionado. Escala de sinais de Snellen . Fig. ou seja.

2) Para cima Para baixo Para os lados 2) Fixe a tabela na parede a uma distância de 5 metros e na altura dos olhos da criança. . Sempre teste um olho de cada vez. O teste da acuidade visual pode ser.TESTE DA VISÃO 1) Primeiro explique o teste e faça um pequeno treino. Este é um importante teste.0.7 com cada olho separadamente. colocando o dedo ou a caneta a aproximadamente 1cm abaixo de cada figura. 5) Mostre 5 figuras de cada linha da tabela. mas não substitui o exame oftalmológico. deve ser encaminhado para exame com o oftalmologista. deve usá-los durante o teste. 4) Um ajudante apontará as figuras da tabela.7 e descendo até chegar a linha 1. começando pela linha 0. Lembre-se que a sala deve estar bem iluminada. 3) Tampe um dos olhos com um tampão que pode ser feito de cartolina ou papel grosso.ou tenha uma diferença de 2 ou mais linhas entre os 2 olhos. 6) Quem tiver óculos. também realizado com o uso de cartelas com letras ou números. 7) Caso o examinado não consiga acertar a direção de pelo menos 3 figuras da linha 0.

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Por isso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ERROS DE REFRAÇÃO 1) Hipermetropia: o olho é menor do que o normal (distância ântero-posterior) e. Para compensar esse erro de refração. Usam-se. necessitando-se de óculos para ler. o que pode desencadear cefaléia frontal. À essa condição dá-se o nome de astigmatismo e sua correção é feita com lentes cilíndricas. ardor e hiperemia (olho vermelho). é a perda gradual do poder de acomodação do cristalino. 3) Astigmatismo: quando a córnea não é esférica. podem apresentar sintomas de astenopia: cefaléia (dor de cabeça). nesses casos. o foco para perto passa a ficar cada vez mais distante. . e a imagem formase num ponto anterior à retina. 2) Miopia: o olho é maior que o necessário (distância ântero-posterior). sensação de peso nos olhos. principalmente. o indivíduo tende a franzir a testa. a imagem se forma atrás da retina. assim. A correção é feita com lentes convergentes (que trazem a imagem para a frente). formando uma imagem distorcida na retina. aos esforços visuais para perto. A dificuldade é a de visualização nítida à distância. 4) Presbiopia: também chamado de "vista cansada" (pois costuma ocorrer por volta dos 40 anos de idade). sua curvatura difere de um ponto para o outro. Os hipermétropes têm dificuldade em enxergar de perto e necessitam de um esforço para acomodar a imagem na retina. lentes divergentes (que empurram a imagem para trás).

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lendo. o estrabismo é uma doença que acomete cerca de . já que não têm boa visão para longe. pintando ou brincando com objetos próximos dos olhos. B) estrabismo e ambliopia Popularmente chamado de "olho torto". caso não haja um programa de educação em saúde ocular que permita. porque têm dores de cabeça. principalmente se estão escrevendo. preferindo atividades próximas das mãos do que ao ar livre e à distância. Miopia: as crianças portadoras de miopia que não usam óculos normalmente são mais tímidas. A) erros de refração no escolar (Vide item III) Hipermetropia: geralmente as crianças hipermétropes que não usam óculos são mais dispersivas. a detecção ou suspeita das dificuldades do escolar. dando preferência a brincadeiras ao ar livre. Astigmatismo: as crianças com astigmatismo que não usam óculos podem apresentar dores de cabeça. ardor ocular e olhos vermelhos aos esforços visuais para perto e para longe. tonturas e cansaço visual.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PROBLEMAS DE VISÃO NO ESCOLAR Cerca de 15% das crianças do ensino fundamental apresentam algum tipo de problema visual. por meio da observação do desempenho visual e/ou da aplicação de teste simples. Esses problemas podem não ser reconhecidos em tempo.

Finalmente. Classificamos o estrabismo em convergente . focar o mesmo ponto. forçando o olho preguiçoso a enxergar. recorre-se à cirurgia o posicionamento correto dos olhos. os olhos devem convergir e. Como a acuidade visual se desenvolve até aproximadamente os 7 anos de idade e. O olho desviado pode ser sempre o mesmo (estrabismo monocular) ou ser alternante. Em geral. Estrabismo é perda no paralelismo dos olhos. além do transtorno estético. depois.olho virado para dentro-. divergente . com alta hipermetropia ou miopia devem levar os filhos o quanto antes ao oftalmologista. quando não tratado. o cérebro suprime a imagem do olho desviado. em alguns casos. situação em que o olho fixador se alterna. o estrabismo. um dos olhos já era ou fica com menor visão após o desvio dos olhos. Assim. ou vertical . Também pode ser causado por anisotropia. igualmente. hipotrofiado. diabetes etc). O aparecimento de estrabismo pode estar ligado a problemas neurológicos ou tumores intraoculares. Qualquer alteração nesse sincronismo caracteriza um estrabismo. O melhor tratamento para o estrabismo é o preventivo: pais estrábicos. . Quando observamos um objeto à distância. tornando-a pontuda e irregular. os olhos devem se posicionar paralelamente para que o cérebro consiga fundir numa só as imagens que cada olho envia e. Na ambliopia (olho preguiçoso).desvio na vertical. O estrabismo pode ser congênito (estar presente ao nascimento ou surgir nos primeiros meses de vida) ou adquirido (associado a fraqueza muscular.olho virado para fora-. o desvio do olho interrompe e faz regredir os reflexos corticais que ajudam a manter os olhos em posição paralela. o cérebro receberá imagens diferentes e não conseguirá fundi-las numa só. traumatismo. Ou seja. Ainda como conseqüência danosa do estrabismo. catarata. o que acarreta interrupção do aprimoramento de sua capacidade visual. O tratamento para a ambliopia é a oclusão do olho bom. C) ceratocone · É uma alteração que leva a distensão da córnea. Sua evolução provoca astigmatismo de graus elevados. levando a visão dupla. · A maioria dos casos tem origem genética. quando olhamos para perto. associa-se o uso de óculos e. que ocorre em cerca de 25% dos casos de estrabismo. Para evitar a diplopia. pode levar a ambliopia. se um dos olhos estiver desviado. a hipermetropia ou miopia. a suspeita de estrabismo em uma criança é considerada de urgência e deve ser feito exame ocular o mais rápido possível. o músculo que puxa o olho desviado vai ficando hipertrofiado e o seu antagonista. não há praticamente recuperação da visão.2% da população mundial.

Quando há indicação do uso de lentes de contato. · Os sintomas mais comuns são: visão embaçada. é importante um controle médico para evitar complicações como lesões corneanas ou mesmo indução ao aumento do cone. Copyright © 2001 IDS . feixes de luz que se tornam deslumbrantes (difração da luz) e diminuição da visão. a visão não for satisfatória. as alterações do ceratocone começam a se manifestar por volta dos 12 anos de idade. troca freqüente das lentes dos óculos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · Não existe nenhum medicamento que estacione a evolução do ceratocone. e nem sempre progridem.· Em geral. recomenda-se o transplante de córnea. · Primeiramente prescrevem-se óculos. Se mesmo com as lentes de contato. nem mesmo o uso de lentes de contato. aumento do astigmatismo (distorção das imagens). Atualmente o tempo de espera na fila para receber uma córnea é pequeno. · Apenas 10 a 15% dos ceratocones acabam necessitando de transplante. recorre-se à lentes de contato. Ele pode estacionar em qualquer de seus estágios de desenvolvimento. Caso a visão esteja muito ruim de óculos atrapalhando as atividades diárias.

à queda da pálpebra. . bastando para isso tomar alguns cuidados: .cuidado com as plantas venenosas e pontiagudas. olho vermelho e lacrimejamento. A criança que coça os olhos com freqüência deve ser encaminhada ao oftalmologista para avaliação. . .cuidado com cigarros na boca dos adultos quando estes pegarem as crianças no colo. sempre! É comum ver crianças no banco traseiro do carro sem cinto de segurança. como o ceratocone. . o ato pode levar à diminuição da visão. Criança no banco de trás do carro precisa usar cinto de segurança? Sim. . Coçar os olhos pode facilitar infecção e desencadear doenças oculares. quando repetitivo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CUIDADOS COM OS OLHOS Coçar os olhos faz mal? Sim. Como deixar a casa mais segura para os olhos da criança? Alguns acidentes oculares em crianças são evitáveis.mantenha fora do alcance das crianças os produtos de limpeza. Mais perigoso ainda é a criança ficar sem cinto e no vão entre os dois bancos da frente.não forneça à criança brinquedos que tenham pontas(facas ou tesouras). coçar os olhos é prejudicial e.a panela no fogão deve ter cabo virado para dentro. o que impede que a criança a puxe e derrube líquido quente no corpo.

. ardência após essas atividades. irritação. faça compressas com um pano limpo ou algodão embebido em água fria sobre as pálpebras fechadas. . . . puxando levemente a pálpebra inferior. pode ser retirado com um cotonete ou ponta de lenço limpo. além de sentarem no banco de trás.Somente usar colírios prescritos por médico. os olhos recebem muita radiação ultra-violeta. praia. O que fazer caso entre um cisco no olho? Se o cisco estiver na parte transparente (córnea). exposição ao vento e sol? Caso ocorra olho vermelho. Pedir para fechar os olhos e permanecer assim por aproximadamente 2 minutos. . dar um intervalo de 15 minutos entre um e outro. sem encostar a ponta da pomada nos cílios. além de prender a armação atrás da orelha. Pode-se brincar e jogar futebol de óculos? Se precisar de óculos nessas atividades. até mesmo os colírios ditos "água com açúcar" podem acarretar danos para os olhos. Como usar colírios e pomadas oftálmicas? Colírios Como usar: instilar uma gota em cada olho. O que fazer em caso de irritação após piscina. se estiver na parte interna da pálpebra inferior ou superior ou sobre a parte branca (conjuntiva e esclera). Depois. evitando assim o contato e a contaminação com a superfície de apoio. Quando da exposição ao sol. devendo-se usar óculos escuros (com proteção para ultra-violeta) e boné de proteção. limpar o que escorreu pela face (sem esfregar os olhos). também necessitam de cadeiras especiais. a desvantagem é provocar embaçamento visual por alguns minutos.Não colocar a boca da tampa do colírio virada para baixo.Evitar encostar o bico do colírio nos cílios. não se deve mexer! Porém. Como usar: colocar um a dois centímetros de pomada na parte interna da pálpebra inferior. a criança é arremessada para a frente. pois.Colírio aberto por mais de um mês deve ser desprezado. o paciente deve usar lentes de óculos acrílicas ou de policarbonato.Cuidado com a data validade do produto. Pomadas oftalmológicas: sua vantagem é permanecer mais tempo em contato com os olhos (maior ação). Cuidados .Isso é muito perigoso. E nunca se deve levar o bebê sentado no colo. Crianças menores. . numa batida ou freada.Caso seja necessário o uso de 2 colírios.

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Quando é bilateral e bem desenvolvida. geralmente. devemos pensar em conjuntivite bacteriana e. fotofobia e. com sinais clínicos de inchaço e vermelhidão nas pálpebras e conjuntivas e/ou presença de secreção purulenta. Sinais nos olhos do recém-nascido que podem indicar alteração ocular . devemos pensar em conjuntivite química (tóxica) por nitrato de prata (método de Credé). que é muito grave. Se aparece do segundo ao terceiro dia de vida. olhos grandes. toxoplasmose. mais tardiamente. É considerada caso de caráter urgentíssimo. Lembrete: a ocorrência. sífilis e tabagismo pode comprometer a visão da criança. É mais perigosa que a conjuntivite do adulto. na gestante. glaucoma congênito: caracterizado por lacrimejamento. catarata congênita: caracterizado por pupila embranquecida. Quando ocorre no primeiro dia de vida. Geralmente. em conjuntivite viral. Quando a conjuntivite ocorre do terceiro ao quarto dia de vida. podendo levar a úlcera de córnea. nos dois olhos e necessita de tratamento cirúrgico imediato. a causa mais comum é a conjuntivite gonocócica. pois pode levar à cegueira. quando ocorre após 5 dias de vida. de doenças como a rubéola.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DOENÇAS OCULARES COMUNS NO RECÉM-NASCIDO conjuntivite: a conjuntivite neonatal é aquela que ocorre nas primeiras quatro semanas de vida. perfuração ocular e cegueira. Ocorre. é bilateral e apresenta secreção purulenta abundante e grande edema nas pálpebras. o tratamento cirúrgico precisa ser imediato. dificuldade de fixar a luz e objetos.

. (fotofobia) .Secreção. . . Copyright © 2001 IDS .Lacrimejamento constante.Deve-se estar atento para: .Olhos grandes que fogem da luz.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Vermelhidão. estrábicos).Edema palpebral. .Olhos tortos (vesgos. .Olhos esbranquiçados .Pupila (menina dos olhos) branca.

Assim. retira-se a parte interna do cristalino e coloca-se no seu lugar uma lente (lente intra-ocular).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CATARATA Catarata é a opacificação (diminuição da transparência) do cristalino. por diabetes ou medicamentos. Essa cirurgia tem alto grau de sucesso e os necessitados devem ser encorajados a realizá-la. . que ajuda a focalizar os raios de luz na retina. Além da catarata senil. Se compararmos o cristalino a um ovo. a catarata pode ocorrer em qualquer parte da lente:. O cristalino é uma lente transparente e biconvexa. Quando a catarata acomete a cápsula posterior ou anterior (na casca) da lente. medicamentos ou decorrentes de inflamações. Os sintomas mais comuns da catarata são: visão borrada (como se enxergasse através de um vidro molhado). normalmente. é um processo relacionado com o envelhecimento do órgão (cristalino).catarata cortical anterior e posterior (na clara do ovo). Tratamento: não existe tratamento com medicação. visão dupla distorcida. mas. que ocorre naturalmente com a idade. clara (córtex) e gema (núcleo). Atualmente. podemos dizer que o cristalino possui casca (cápsula envoltória). A catarata no idoso pode ocorrer devido à exposição prolongada aos raios ultravioleta. a adquirida através de trauma. além de mudanças freqüentes de grau dos óculos e aumento da sensibilidade à luz. está indicada a cirurgia.-catarata nuclear (na gema do ovo). a visão pode é afetada mais rapidamente. Quando a catarata atrapalha muito a visão. existe também a catarata nos recém-nascidos (catarata congênita).

Copyright © 2001 IDS .O Sistema Único de Saúde (SUS) tem um projeto que facilita o acesso a esta cirurgia em todos os estados do Brasil.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

pode-se indicar cirurgia precocemente quando o paciente é incapaz de seguir corretamente o tratamento. consta do estudo do nervo óptico. O tratamento é preferencial clínico e somente quando este se torna ineficiente é que está indicado o tratamento cirúrgico. Em alguns casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo GLAUCOMA Glaucoma é o aumento da pressão intra-ocular provocando alterações na retina e campo visual. além do exame ocular comum. Nos últimos anos. . Glaucoma agudo (vega capítulo: síndrome do olho vermelho). Sua ocorrência é de 2% na população com mais de 50 anos e de 10% nos que têm glaucoma na família. A maioria dos aumentos de pressão provoca sinais e sintomas somente em fase avançada. O glaucoma. quando já ocorreu grande perda do campo visual (perda irreversível). medida da pressão intra-ocular e exame do campo visual. foram descobertos vários fármacos para tratamento do glaucoma. Para detectar o portador de glaucoma. meça regularmente a pressão ocular. geralmente. O exame do paciente com glaucoma. é hereditário.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DEGENERAÇÃO SENIL DE MÁCULA (DSM) A degeneração senil da mácula. além de uso de lentes de óculos coloridas e cuidados com iluminação. visão melhor na periferia do que no centro do campo visual) e exame de fundo de olho. Tratamento: quando existe saída de liquido dos vasos sanguíneos pode estar indicado tratamento com raio laser. Diagnóstico: é feito pelos sintomas (distorção das imagens. Recomenda-se o uso de óculos escuros em toda exposição prolongada aos raios ultravioleta. Acarreta baixa acuidade visual central. . Ocorre. considera-se como fator de risco para degeneração senil da mácula a falta de proteção ocular quando da exposição ao sol durante um longo período. pode-se usar lentes de aumento ou telescópicas. geralmente. que se degenera. mancha escura no ponto central de fixação. Hoje. dificultando principalmente a leitura. Quando a visão está muito prejudicada. após os 60 anos de idade e afeta a área central da retina (mácula).

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Os descolamentos de retina geralmente necessitam de cirurgia corretiva. Os sinais de perigo de descolamento de retina são a visão de flashes de luz. outros necessitam ser tratados com raio laser ou congelação. Quando o humor vítreo penetra nesses buracos. formando buracos ou rasgos. ocorre um descolamento da retina. Copyright © 2001 IDS . moscas volantes ou aparecimento de mancha no campo de visão. Tratamento: Muitos buracos não precisam ser tratados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DESLOCAMENTOS E BURACOS DE RETINA O humor vítreo pode repuxar a retina. O diagnóstico é feito pelo exame do fundo de olho.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo RETINOPATIA DIABÉTICA É a principal causa de cegueira na idade adulta. O controle do diabetes pode retardar o início e evolução da retinopatia. A duração do diabetes é o principal fator determinante do aparecimento da retinopatia. O tratamento da retinopatia diabética pode ser realizado através da fotocoagulação com raio laser nos casos mais avançados de hemorragia no vítreo com cirurgia. Copyright © 2001 IDS . 10 anos após o início da doença. que ocorre.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . em geral.

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dá "para ler". Copyright © 2001 IDS . a capacidade de acomodação diminui a tal ponto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PRESBLIOPIA OU "VISTA CANSADA" A partir dos 40 anos de idade. "o braço vai ficando curto"). que é necessário afastar os objetos para ver melhor (popularmente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . é importante fazer exame oftalmológico preventivo. aproximando o material de um foco de luz. A partir dessa idade. A correção é feita com uso de óculos (para perto). No começo.

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também. dor ocular intensa. que.1% dos pacientes que procuram um prontosocorro geral) enfatiza a importância do primeiro atendimento. A freqüência das urgências oftalmológicas (6. Assim.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS O globo ocular exige especial atenção por sua diferenciação funcional e por ser particularmente sensível a agressões. às vezes irreversíveis. a importância da educação para prevenção de acidentes oculares e o reconhecimento de sinais de perigo nas situações em que o olho necessita de cuidados imediatos. as urgências oftalmológicas representam um perigo iminente de danos oculares. Destaca-se. forte sensação de corpo estranho. alteração na cor dos objetos (diminuição da tonalidade). é essencial para o prognóstico do caso. olho muito vermelho. . visão dupla (diplopia). sinais e sintomas de urgências verdadeiras (merecedoras de exame imediato): (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) perda súbita ou borramento da visão (uni ou bilateral). distorção de imagem. flash de luz ou manchas no campo visual. devendo ser diagnosticadas e tratadas o mais rápido possível. nestes casos.

(8) dor à movimentação ocular. · proptose súbita. (10) todo tipo de traumatismo e queimaduras oculares. flutuação da visão. · estrabismo + ambliopia. · tumor. · conjuntivite do recém-nascido. (10) secreção ocular. (12) queda palpebral (ptose). (3) sensação de queimação ocular. (15) halos coloridos ao redor da luz. Inverter a pálpebra superior e repita a manobra Só então: procurar ajuda em um pronto-socorro Observação: se houver disponibilidade pode-se substituir a água corrente por soro . sinais e sintomas de urgências relativas: (1) borramento ou diminuição da visão de forma progressiva. · glaucoma agudo. (11) olho saltado (proptose). (6) mancha vermelha na conjuntiva. · úlcera de córnea. (16) moscas volantes. condições oculares agudas emergências (devem ser tratadas em minutos) · oclusão de artéria central da retina · queimadura química muito urgentes (devem ser tratadas em horas) · perfuração ocular.(9) secreção ocular abundante principalmente em recém-nascidos. · laceração palpebral. Urgentes (tratadas em dias) · corpo estranho intra-ocular. · neurite óptica. (2)coceira nos olhos ou pálpebras. (4) sensação leve de corpo estranho. queimadura química: orientação para o paciente Primeiro: lavar os olhos com água corrente por 20 minutos Após: molhar um cotonete na água e esfregar na parte interna da pálpebra inferior. (5) olho discreta ou moderadamente vermelho há semanas. · endoftalmite. (17) cegueira noturna. (14) cefaléia. · hifema. · ceratite orbitária. com ou sem tremor sustentado). · descolamento da retina. (9) blefaroespasmo (contrações repetidas e fortes das pálpebras. (7) edema palpebral. (4) lacrimejamento ou secura. (13) pupilas desiguais (anisocoria). · exoftalmo agudo. · lesão da órbita.

Penetrante . traumatismos mecânicos Definições Contuso . Esta fratura é chamada de "blow-out". Fratura da órbita . bolada etc. com objetos pontiagudos (faca e tesoura). como água sanitária. após o qual a perfuração ocular deve ocupar um lugar de destaque nas prioridades. Deve-se suspeitar de perfuração ou penetração com perda de conteúdo ocular. A sutura do globo ocular deve ser feita antes da palpebral. Casos de ferimento com vidro (explosão de garrafa). distorção pupilar ou prolapso da íris (às vezes. Perguntas e Respostas 1. antes mesmo do tratamento de fraturas e suturas de outras lacerações. seus sinais são edema e equimose periocular. Suspeitar de corpo estranho intra-ocular. com estilhaços de ferro. evitando que o globo seja esmagado contra as estruturas ósseas adjacentes. pigmentos da íris fora do olho).). deve-se tomar muito cuidado com qualquer tentativa de abrir as pálpebras. Os ossos da parede lateral e do assoalho da órbita são mais frágeis e cedem com o aumento da pressão intra-orbitária. Como diagnosticar ou suspeitar de um olho perfurado pelo exame externo? A história do traumatismo pode fornecer informações importantes. se a pessoa estiver usando martelo ou houver partículas de metal ou vidro em volta da lesão.O globo ocular é empurrado contra as estruturas orbitárias que o envolvem. havendo um orifício de entrada e de saída (causada geralmente por objetos pontiagudos. . localizados dentro do olho (na câmara anterior ou no vítreo). prego etc. havendo uma compressão no sentido ântero-posterior (soco. A lesão ocular é provocada pela força exercida contra o olho (trauma facial com objeto rombo). Um ferimento perfurante da córnea é associado à câmara anterior rasa ou ausente. cal e cimento em pó. como faca tesoura.fisiológico.São geralmente pequenos e afilados. 2. Intra-oculares . anestesia da face inferior e diplopia. se as pálpebras do olho lesado estiverem murchas ou se houver sangue ou coágulos entre as bordas palpebrais. Lembrete: evite deixar ao alcance da criança produtos químicos.Globo ocular é transfixado por um objeto. com pontas de vegetal (cana-de-açucar) etc. levantam hipótese de ferimento perfurante.). desinfetantes. Nesses casos. Qual é o nível de emergência de um olho perfurado em paciente politraumatizado ? Pacientes com comprometimento de suas funções vitais (risco de morte) devem receber cuidados imediatos de seus problemas vitais. Ferimentos no limbo (margem corneana) tendem a ser selados por tecido uveal negro. enoftalmo.Lesão orbitária causada por um forte impacto com objeto maior que 5cm de diâmetro (igual a uma bola de tênis).

o que acarreta danos oculares mais graves. acarretando ruptura ou opacificação deste. Qual o primeiro cuidado a se tomar diante de um olho furado? Pode-se colocar uma proteção ao redor do olho lesado (como. uma vez que olho aberto é uma porta de entrada para microorganismos que geram infecção ocular (com potencial para disseminação sangüínea ou septicemia. um copo plástico de café). O que deve ser verificado antes da sutura de um ferimento palpebral traumático e por que é perigoso o médico não especializado limpar um olho traumatizado? Deve-se verificar a existência concomitante de uma perfuração ocular. alterações no ângulo da câmara anterior causando glaucoma ou desencadeando uma resposta inflamatória (uveíte). Contudo. 4. Pode lesar o segmento posterior: hemorragia supracoróidea. tornando difícil até a abertura das pálpebras. a íris poderá ser reparada.3. fixar na órbita. descolamento da coróide. O médico nãoespecialista pode não estar ciente do perigo de pressionar um olho perfurado ou pode não diagnosticar a existência de uma perfuração e pressionar o globo durante a limpeza. terá outros defeitos no campo visual e poderá adquirir um astigmatismo induzido pela irregularidade da superfície corneana (principal estrutura refrativa do olho). O traumatismo pode lesar o segmento anterior. a fim de evitar que a vítima ou outra pessoa. haverá o risco de fechamento do ângulo de drenagem da câmara anterior com a evolução para um glaucoma intratável. o olho estará estruturalmente desorganizado. devem ser introduzidos antibióticos de amplo espectro e o corte deve ser suturado com urgência. Se a lesão for profunda. romper vasos retinianos e causar hemorragia vítrea. Após a sutura do ferimento e a estabilização da reação inflamatória. Perfurações esclerais podem provocar buracos na retina com posterior descolamento desta ou. dependendo da localização e da extensão da lesão. principalmente se houver corpo estranho intraocular. Se a lesão foi corneana. por exemplo. com esparadrapo. Como a visão pode ser afetada no traumatismo contuso? O traumatismo contuso. além da perda da visão central. com formação de fibrose e tração retiniana. nesse momento. se for muito intenso. Como a visão pode ser afetada no ferimento perfurante penetrante? Na fase aguda. também. causando hifema (hemorragia intra-ocular anterior devida a lesão de vasos da íris ou corpo ciliar. haverá opacificidade no local do corte. ainda. a acuidade visual finaldependerá de quais estruturas foram lesadas e em que extensão. podendo haver. pode acarretar em ruptura do globo ou de suas estruturas internas. pressione o globo. Se a ferida não for suturada logo. catarata ou deslocamento do cristalino. Se o local do corte for central ou muito extenso. As perfurações esclerais podem. prevenidos ou reparados. 6. poderá atingir o cristalino. podendo até evoluir para o óbito). muita dor e reação inflamatória ocular. rasgões na íris. intensa reação inflamatória na vítreo. hemorragia . a catarata traumática poderá ser removida. para que sejam tomados os cuidados apropriados para não exercer pressão sobre o globo. o paciente. 5. a hemorragia poderá ser limpa e os problemas vitreorretinianos.

O frio é usado como vasoconstritor. o vítreo que é inelástico. ruptura da coróide ou da esclera. é explorada a ação vasodilatadora. edema da conjuntiva. 10. exercerá uma tração na chamada base vítrea. levando a diminuição do fluxo sangüíneo local e. com compressão do globo no sentido ântero-posterior e distensão no sentido látero-lateral. oclusão da artéria central da retina. No caso de perfuração. ao exame clínico. 7. Quando. Nesse caso. vazamento de líquido intra-ocular). o fluido vítreo passará para o espaço sub-retiniano. na conjuntivite viral e no inchaço palpebral pós-cirúrgico. anestesia infraorbitária e visão dupla. Devem ser observados sinais de porta de entrada (hemorragia subconjuntival. rasgando a retina nessa porção. edema da mácula. para diminuir a possibilidade de infecção secundária e o tamanho da cicatriz corneana que é proporcional à área lesada. Por que ocorre descolamento traumático da retina e quais são seus sinais precoces? Após um traumatismo contuso.vítrea. rasgões periféricos e descolamento da retina (devido a compressão ântero-posterior do globo. normal. tomografia computadorizada e ressonância magnética. muitas vezes. A acuidade visual é. Quais as principais complicações de um corpo estranho da córnea? Corpo estranho de córnea causa grande irritação associada ao ato de piscar. Os sinais precoces são o aparecimento súbito de flashes ou manchas e perda de campo visual. consequentemente. o paciente deve ser advertido para não assoar forte o nariz (sob risco de piorar seu quadro) e procurar imediata assistência médica especializada. Como se diagnostica um corpo estranho intra-ocular? A suspeita se inicia com uma história detalhada. como se uma cortina tivesse sido colocada no campo de visão. não é possível localizar o corpo estranho. Uma aplicação muito comum é no hordéolo. aumentando o fluxo sanguíneo. Quais são as principais aplicações de calor e frio em oftalmologia? Do calor. tracionando a retina na parede lateral). tracionando e rasgando a retina. que formará fibrose. melhorando a congestão e o inchaço. Deve ser removido o mais precocemente possível e com o mínimo de traumatismo. 8. com subseqüente estiramento látero-lateral do vítreo. Por esse rasgão. consequentemente. enfisema palpebral. descolando (dissecando) a retina por onde passar. 11. É muito utilizado nos casos de olho vermelho. podemos utilizar exames como o raio X. leva à chegada de mais células inflamatórias para o local e acelera a remoção de substâncias indesejáveis. local de forte adesão vitreorretiniana. ecografia. Como suspeitar e agir na fratura da órbita? Suspeitar de fratura da órbita se houver equimose. além de hiperemia e lacrimejamento. 9. o próprio objeto perfurante pode rasgar a retina ou desencadear uma forte reação inflamatória intra-ocular. o que. .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · Usar o cinto de segurança nos véiculos. para evitar queimadura retiniana. · Na prática de esportes ou brincadeiras com objetos pontiagudos ou que arremessem partículas. Copyright © 2001 IDS . · Não coçar os olhos · Evitar olhar diretamente para o sol ou para eclipse solar. usar óculos de proteção. produtos químicos. · Não deixar objetos pontiagudos ao alcance de crianças. martelo e ambiente com partículas volantes.12. Quais são as principais medidas preventivas contra o traumatismo ocular? · Óculos escuros no sol. · Óculos de proteção para quem trabalhar com solda.

pode haver embaçamento visual fugaz por acúmulo de . produz dor. principalmente na sua área central. A conjuntiva é menos inervada que a córnea e a resposta à agressão geralmente provoca um desconforto anunciado com sensação de areia nos olhos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Aspectos importantes para o diagnóstico diferencial Secreção: A conjuntiva. Desta forma. Exceção é a conjuntivite gonocócica. quando estimulada (inflamação ou infecção). pode levar à cegueira e dano visual irreversível. Nas úlceras de córnea. Dor: a córnea é muito inervada. e seus nervos têm terminações situadas superficialmente. (3) glaucoma agudo (O aumento súbito da pressão intraocular gera grande edema de córnea. que é a camada corneana mais superficial. mucosa nos casos de alterações crônicas e muco-purulenta (amarelada). ocorre o aparecimento de secreção quando a conjuntiva também está afetada. Nas conjuntivites. Acuidade visual: estará alterada sempre que houver diminuição da transparência da área central da córnea e do trajeto que a luz faz para chegar até a retina. qualquer lesão que rompa o epitélio. produz secreção que será aquosa nos casos de irritação e nas infecções por adenovírus. Assim. as doenças que causam olho vermelho e alteram mais comumente a visão são: (1) úlceras de córnea (se localizadas no centro da córnea). Se não for tratado rapidamente. (2) úveites anteriores (inflamações graves). provocando borramento visual. que é francamente purulenta (amarelo forte). em casos de conjuntivite bacteriana.

Diagnóstico diferencial entre as causas mais comuns de olho vermelho conjuntivite aguda uveíte anterior aguda glaucoma agudo úlcera de córnea hemorragia subconjuntival Secreção Visão moderada a abundante conservada nenhuma nenhuma aquosa ou purulenta geralmente borrada nenhuma conservada discretamente intensamente borrada borrada Hiperemia difusa Córnea Pupila resposta pupilar à luz Pressão intraocular principalmente principalmente pericorneana localizada pericorneana pericorneana turvo midríase ausente área de opacificação normal normal ou diminuída normal normal normal normal transparente transparente normal normal miose diminuída normal normal elevada normal . uveíte anterior: (miose . Pupila: haverá alteração da pupila no caso de glaucoma agudo (midríase). Reflexo fotomotor A reação ao estímulo luminoso (reflexos fotomotores) poderá estar alterada nos casos de glaucoma agudo (ausente) e nos casos de uveíte (pequena ou nenhuma reação ao estímulo luminoso pela presença de aderências entre a íris e o cristalino). glaucoma agudo e uveítes anteriores).lágrimas e secreção em frente à córnea). Já nas doenças das estruturas mais profundas do globo ocular (úlceras de córnea. uveítes anteriores e úlceras de córnea são. As alterações da conjuntiva e da córnea não alteram a pupila. unilaterais. na maioria das vezes. a vermelhidão ocorre ao redor da córnea (pericerática). por isso. nos casos de conjuntivite. e a inflamação pode causar aderência da íris ao cristalino (sinéquia) com diminuição do tamanho e irregularidade da forma da pupila. Hiperemia: A vascularização da conjuntiva é realizada principalmente por vasos que vêm do fundo do saco conjuntival. Bilateralidade: aAs conjuntivites geralmente são bilaterais e os casos de glaucoma agudo. a hiperemia será maior na direção das pálpebras e do canto nasal do olho (a vermelhidão aumenta ao nos afastarmos da córnea).o edema da íris diminui suas respostas à iluminação direta. QUADRO .

Uni/ Bilateral bilateral unilateral unilateral unilateral unilateral Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

recomenda-se o uso de colírio antibiótico específico para o agente causador da conjuntivite. piscinas. podem causar baixa de visão ou se tornar permanentes. pois. o tratamento é apenas de suporte: compressas frias de alívio.lavar as mãos freqüentemente com água e sabão e. Úlcera de córnea: na suspeita de uma infecção corneana. nas bacterianas. com duração em torno de 7 a 10 dias. .evitar ir à praia. . a conjuntivite pode voltar.evitar colocar as mãos nos olhos. . Algumas curam sem tratamento e outras. Nas virais. deve-se iniciar de imediato o . Trocar toalha e fronha todos os dias.evitar beijar. . enxaguar.limpar a secreção ocular (ramelas) com água filtrada ou soro. . saunas ou ficar exposto ao sol.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento 1) Conjuntivite: as conjuntivites são geralmente autolimitadas. banho e sabonete. Não se deve usar colírio anestésico nem aqueles que contêm corticóides em sua composição.Não interromper por conta própria o uso do medicamento prescrito. depois. . se o tratamento não for completo. não coçar.separar toalhas de rosto. Orientação para evitar contaminação de outras pessoas: . lavagem ocular com soro fisiológico ou água filtrada e. lençol e fronha. se não tratadas. abraçar ou apertar as mãos de outras pessoas.

Copyright © 2001 IDS . deve ser realizado tratamento com laser: iridotomia para prevenir uma nova crise de glaucoma agudo. Se a pressão ocular não diminuir com colírios. pode ser realizado tratamento cirúrgico. com colírios antibióticos de amplo espectro. Aguda: compressas frias. estabilizadores de membrana de mastócitos e anti-histamínicos. Alergia ocular: pode ser aguda ou crônica. Tratamento de suporte: (compressas frias) até reabsorção espontânea da hemorragia. Deve-se monitorizar a pressão intraocular e.tratamento. Se não houver resposta ao tratamento com colírios. B) Uso endovenoso de manitol para diminuir o volume do humor vítreo. como a pilocarpina 2%. se esta aumentar. Glaucoma agudo: exige tratamento de urgência por profissional especializado. Uveíte anterior: o tratamento é com antiinflamatórios hormonais tópicos e colírios midriáticos para evitar adesão da íris ao cristalino. e colírios antiinflamatórios. inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida). O tratamento consiste no uso de: A) colírios para diminuir a produção do humor aquoso: betabloqueadores (timolol). pode ser realizada cirurgia (trabeculectomia). de acordo com a melhora. antiinflamatórios hormonais e não-hormonais. espaçar o tempo de uso. adstringentes e antialérgicos. Evitar coçar os olhos. considerar a introdução de colírios hipotensores. pois o trauma da pálpebra contra a córnea pode desencadear várias complicações. Crônica: antialérgicos tópicos. A queixa principal é prurido seguido de hiperemia e. Geralmente é bilateral. colírios para fechar a pupila (mióticos). Após a saída da crise aguda. dor e diminuição de acuidade visual. às vezes. colírios lubrificantes. Começar com freqüência de hora em hora e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O médico deve estar apto a reconhecer e diferenciar os principais diagnósticos do olho vermelho. Em caso de dúvida. deverá encaminhar para inter-consulta com oftalmologista.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Alves. : Auxiliar de Oftalmologia (Série Oftalmologia USP). N. T: Oftalmologia geral. R. Brasília.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Atheneu. O que fazer pela saúde ocular de nossas crianças.E. São Paulo. N: Arieta.C.L. Copyright © 2001 IDS . N: O olho e a visão. MR.: Manual da Boa visão do Escolar. 2000 Oliveira. 1990.. Petrópolis. 2000. Ministério da Educação. São Paulo: Roca. Asbury. Terceira Edição. 1996 Vaughan. Kara-José. Kara-José. RC. C. D. Oliveira. Kara-José. Vozes.

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Diagnóstico Achados laboratoriais (exceto a pesquisa de leucócitos nas fezes, de fundamental importância para diferenciar diarréia inflamatória da não-inflamatória) são de pouca importância para detectar o agente etiológico e para distinguir entre os dois tipos de diarréia. A rotina hematológica e bioquímica sangüínea, na vigência de desidratação, pode evidenciar aumento da hemoglobina, dos glóbulos vermelhos e também da uréia. Quando ocorre maior depleção hídrica, observamos queda do bicarbonato no sangue venoso e do pH, ou seja, acidose metabólica, que pode ser evidenciada na gasometria arterial. O teste de pesquisa de leucócitos ou qualquer dos testes de pesquisa de sangue oculto são positivos em pacientes com diarréia inflamatória. Na amebíase intestinal, podemos encontrar um menor número de leucócitos fecais. A cultura de fezes deve ser realizada quando o paciente apresenta alguns destes itens: diarréia grave, febre acima de 38,5 ° C, sangue nas fezes, leucócitos nas fezes ou qualquer marcador de sangue oculto nas fezes, diarréia persistente que não tenha sido tratada com antibiótico anteriormente. Outro exame que deve ser realizado de rotina é a pesquisa de ovos e parasitas nas fezes, principalmente se a diarréia perdurar por mais de uma semana e o paciente não tiver sido tratado empiricamente com antiparasitários. Recentemente, testes de pesquisa de enzima e imunoensaio para Giardia e Cryptosporidium nas fezes ficaram mais acessíveis e são mais sensíveis que a técnica microscópica convencional. Exames endoscópicos deverão ser utilizados em casos especiais, quando os exames de fezes

e cultura não forem conclusivos. Os exames utilizados são retossigmoidoscopia, colonoscopia e endoscopia digestiva alta com aspirado de duodeno e biópsia. Na Figura 1, apresentamos um algoritmo para orientar na conduta diante de um paciente com diarréia aguda.

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Tratamento Os pacientes com diarréia aguda que necessitam ou procuram atendimento médico devem ser orientados para a reposição de água e eletrólitos além da alteração da dieta, mesmo porque a maioria dos pacientes com diarréia aguda só necessita desta conduta. Se o paciente não estiver desidratado, qualquer solução hidratante poderá ser utilizada, mas os pacientes com desidratação por diarréia secretora (por exemplo, cólera), pacientes idosos e imunodeprimidos devem receber uma terapia a base de solução contendo sódio entre 45 e 75 mEq/l. A formulação ideal de solução oral deve incluir: sódio 60-90 mEq/l, potássio 20mEq/l, cloreto 80mEq/l, citrato 30mEq/l e glicose 20g/l. A versão caseira desta formulação de solução para reidratação oral nos casos de diarréia mais grave corresponde à preparação de dois frascos separados que serão consumidos alternadamente. O primeiro contendo 230ml de suco de laranja ou outro suco de fruta (suprimento de potássio), ½ colher de chá de mel de abelha ou xarope de milho (Karo) e uma pitada de sal; o segundo frasco contendo 230ml de água fervida e resfriada mais 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio. Durante os episódios de diarréia aguda, a dieta deve ser estabelecida em duas etapas. A primeira, onde as fezes ainda apresentam-se líquidas, é constituída de dieta baseada em legumes cozidos, amidos/cereais com algum sal, bananas e sopas. Na segunda etapa, quando as fezes já estão mais formadas, pode haver um retorno à dieta normal, se não houver intolerância. Devemos ter em mente que o aporte calórico é importante, inclusive na reparação do enterócito. Quanto ao uso de leite e derivados, existe muita controvérsia se

haveria ou não intolerância ao leite durante os episódios de diarréia aguda. A nossa experiência demonstra que, em nosso meio, a intolerância clínica à lactose é alta, razão por que preferimos excluir o seu uso na dieta. Com relação ao tratamento sintomático da diarréia aguda, os medicamentos estão relacionados na tabela 3. A maioria deles não deve ser usada quando ocorrer disenteria (leucócitos e sangue nas fezes), pois pode alterar a motilidade e, com isso, provocar maior proliferação dos agentes bacterianos (por exemplo, Shigella). O uso de antimicrobianos está indicado nos seguintes casos: (1) pacientes com temperatura > 38.5º C e/ou com leucócitos e sangue nas fezes; (2) pacientes imunodeprimidos por outra doença (por exemplo, HIV); (3) pacientes em uso de imunossupressores; (4) pacientes com aneurisma da aorta, prótese de válvula cardíaca, enxerto vascular, prótese ortopédica; (5) pacientes com insuficiênica renal e transplantado renal; (6) pacientes com tumores. Na tabela 4, apresentamos os diversos medicamentos utilizados. TABELA 3 - TRATAMENTO SINTOMÁTICO DA DIARRÉIA AGUDA Agente Farmacológico Indicação diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, efeitos opiáceos centrais mínimos, droga recomendada para o tratamento sintomático preenchidos os critérios citados acima. diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, tem efeitos opiáceos com perigo de "overdose"; devido a isso é associado com atropina que pode causar efeitos secundários sem ação sobre a diarréia. Dose e Administração

Loperamida (Imosec)

4mg , depois 2mg após cada evacuação sem forma, não excedendo 16 mg/dia < 2 dias

Difenoxilato com atropina (Lomotil)

4mg, 4x/dia, por < 2 dias

Tintura de ópio (Elixir Paregórico)

diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, útil na diarréia associadada ao HIV-positivo quando loperamida não for segura. qualquer forma de diarréia aguda, principalmente as de etiologia viral; não pode ser administrado com antimicrobianos; não deve ser utilizado em pacientes HIV-positivos com diarréia. Indicado para pacientes que apresentam vômitos secundários à gastroenterite viral.

0,5-1ml, a cada 4-6h por < 2 dias

Salicilato de bismuto (Pepto-Bismol)

30ml ou 2 comprimidos a cada 30minutos (máximo de oito doses), podendo ser repetido no segundo dia

Octreotide

qiarréia associada à AIDS que não responde 100-500µg subcutâneo, a nenhuma terapêutica e 3x/dia em casos graves de diarréia secretora. indicado em todos os casos leves e moderados de diarréia secretora; 100mg, via oral, 3x/dia mesma eficácia da por 3 dias loperamida sem ação sobre a motilidade intestinal.

Racecadotril (Tiorfan)

TABELA 4 - TERAPÊUTICA ANTIMICROBIANA PARA DIARRÉIA INFECCIOSA 1a Conduta Bactérias
Shigella sp dias
2Ciprofloxacina,

2a Conduta
500mg, 2x/dia, 5 400mg/dia, 5-7 dias ou Ácido Nalidíxico, 1g, 4x/dia, 5-7 dias
1Cefalosporina,

Salmonella sp

14 dias

2Ciprofloxacina,

500mg, 2x/dia, 10-

EIEC EHEC C. jejuni

Como Shigella sp Como Shigella sp Eritromicina, 250-500mg, 4x/dia, 7 dias
2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 5-7 dias

Y. enterocolytica Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 7-10 dias 2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 710 dias SMZ+TMP, (800+160 mg), 2x/dia, 7-10 dias C. difficile Giardia lamblia Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7-10 dias Vancomicina, 125mg, 4x/dia, 7-10 dias

Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7 Metronidazol, 500mg, 3x/dia, 5 dias dias 3Paramomicina, 25-30mg, 3x/dia, 7 Formas resistentes ao Metronidazol: Furazolidona, 100mg, 4x/dia, 7-10 dias dias Tinidazol, 2g, dose única (para Albendazol, 400mg/dia, 5 dias formas resistentes e nãoresistentes ao Metronidazol) Tetraciclina 500mg, 4x/dia, 3 dias Doxiciclina 300mg, dose única SMZ+TMP (400+80 mg), 2x/dia, 3 dias Norfloxacina, 400mg, 2x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 1000mg, dose única Doxiciclina 100mg, 3x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 3 dias

V. colerae

Protozoários
E. histolytica Balantidium coli Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 5 dias dia, 10 dias
3Paramomicina,

25-35mg/Kg, 3x/

3Fuorato Diloxanide, 500mg, 3x/ Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 10 dias dia, 10 dias Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 10 dias 3Paramomicina, 25-35mg/Kg, 3x/ dia, 10 dias

= e outras cefalosporinas de terceira geração; = e outras fluorquinolonas como ofloxacina, norfloxacina e 3cinonaxina; 3 = não disponíveis no mercado interno; EIEC = E. coli enteroinvasiva; EHEC = E. coli enterohemorrágica; SMZ+TMP= Sulfametoxazol + Trimetoprima.
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Encaminhamento Pacientes com diarréia aguda devem ser tratados e acompanhados por médico clínico geral. O encaminhamento se justifica nos casos de desidratação grave que necessita de internação.

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Bibliografia Park SI, Gianella RA. Approach to the adult patient with acute diarrhea. Gastroenterol Clin N Am 1993; 22 (3): 483-516. DuPont HL. Guidelines on acute infectious diarrhea in adults. Am J Gastroenterol 1997; 92 (11): 1962-1975. Aranda-Michel J, Gianella RA. Acute diarrhea: a practical review. Am J Med 1999; 106: 670676. Banerjee S, Lamont JT. Treatment of gastrointestinal infections. Gastroenterology 2000; 118: S48-S67. Salazar-Lindo, E.; Santisteban-Ponce, J.; Chea-Woo, E.; Gutierrez, M. Racecadotril in the treatment of acute watery diarrhea in children. The New England Journal of Medicine 2000; 343 (7): 463

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Diagnóstico Os exames complementares para elucidação da causa da obstipação intestinal devem ser solicitados de acordo com o direcionamento da história clínica. O exame físico inclui avaliação da região anal (por exemplo, presença de fissuras, fístulas e retocele) e toque retal (por exemplo, tumores retais e de colo uterino). Exames endoscópicos (retossigmoidoscopia e colonoscopia) e radiológicos (enema opaco) são úteis para se afastar doença inflamatória intestinal ou câncer. A defecografia tradicional por radioscopia (mais recentemente, a vídeo-defecografia) permite o estudo da dinâmica da evacuação, do comportamento da musculatura pélvica e o diagnóstico do prolapso retal e da reação paradoxal esfincteriana. A determinação do tempo de trânsito colônico (por cintilografia ou com marcador radiopaco) é valiosa no diagnóstico da inércia colônica. A manometria ano-retal é especialmente útil na suspeita de Hirschsprung. Finalmente, a eletromiografia do cólon ou do esfíncter anal avalia a integridade neuromuscular intestinal.

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Tratamento Nos casos orgânicos, o tratamento será individualizado de acordo com o diagnóstico. Nos casos funcionais incluímos: medidas gerais: a escolha de um horário para evacuar, preferencialmente após uma refeição, para se aproveitar a ação do reflexo gastrocólico, favorece a reeducação do reflexo da evacuação. Ingestão adequada de líquidos e de fibras por vezes são suficientes para coibir a obstipação. A adoção de um novo estilo de vida, evitando-se o sedentarismo e a obesidade, é crucial na abordagem da terapêutica da obstipação. agentes formadores de massa: aumentam o bolo fecal, facilitando seu percurso pelo intestino. São incluídos: psyllium, sementes de plantago, ágar, farelo de trigo e metilcelulose. São os mais indicados para tratamento em longo prazo por agirem de forma fisiológica. Em idosos, em que há muita hipotonicidade intestinal, seu uso excessivo pode provocar fecaloma. Emolientes ou surfactantes: facilitam a mistura de água e gordura na massa fecal, amolecendo-a. Também estimulam a secreção colônica de água, sódio e cloro. O principal representante deste grupo é o docusato de sódio, cálcio ou potássio. O docusato tem a propriedade de aumentar a absorção de medicamentos usados concomitantemente, através da interferência na permeabilidade intestinal. laxativos osmóticos: atraem água para a luz intestinal por serem osmoticamente ativos.

Devem ser administrados com cautela, especialmente em idosos, pelo risco de desequilíbrio hidroeletrolítico. Incluímos sais de magnésio (por exemplo, hidróxido de magnésio), de sódio, lactulose e glicerina. Os sais de magnésio e os de sódio devem ser evitados em pacientes com insuficiência renal e cardiopatia, respectivamente. A lactulose é metabolizada por bactérias no cólon, com geração de ácidos graxos de cadeia curta, que têm ação laxativa, e de gases, que podem aumentar o meteorismo e produzir cólicas abdominais. Lubrificantes: são laxativos que facilitam a movimentação do bolo fecal por lubrificarem a parede intestinal e diminuírem a absorção de água. O exemplo típico deste tipo de laxativo é o óleo mineral. Não é uma boa opção em longo prazo por produzir irritação do canal anal e inibir a absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Também, se aspirado, pode provocar a chamada "pneumonia lipóide ou lipídica", razão pela qual deve ser usado com cautela em idosos e está contra-indicado em pacientes com distúrbios motores do esôfago que favoreçam a aspiração. agentes estimulantes e irritantes: dois grupos químicos são incluídos: os derivados difenilmetânicos e os antraquinônicos. Ambos inibem a absorção de água e eletrólitos. Dentre os derivados difenilmetânicos estão a fenolftaleína, o bisacodil e o picossulfato sódico. A fenolftaleína pode provocar uma série de efeitos indesejáveis, como hipocalemia, hiperaldosteronismo, enteropatia perdedora de proteína, osteomalácia, reações alérgicas e "lupus-like", Síndrome de Stevens-Johnson e lesões hepáticas. Seu uso contínuo, portanto, está contra-indicado. O bisacodil estimula o plexo nervoso da mucosa do cólon causando contrações. Dentre os derivados antraquinônicos temos a cáscara sagrada e a sene. Após ingestão, sofrem ação bacteriana no cólon e, após absorção, retornam ao intestino, pela bile sob a forma do seu metabólito ativo (hidroxiantraquinona), que age estimulando as terminações nervosas do plexo de Auerbach. Seu uso indiscriminado e prolongado leva ao aparecimento da melanose colônica e, ao diminuir a motilidade por lesão nervosa, acaba por provocar o chamado "cólon catártico". pró-cinéticos: são medicamentos que aumentam a atividade da musculatura lisa intestinal. A cisaprida, principal representante deste grupo, tem tido seu uso limitado em virtude de relatos de efeitos cardiocirculatórios graves. Assim, ausência de cardiopatia e um eletrocardiograma normal (sem prolongamento do segmento QT) são hoje pré-requisitos para introdução da droga. Outros agonistas da 5-hidroxitriptamina, que não a cisaprida, tais como o prucalopride e o tegaserode em breve estarão no mercado. Na Tabela 1, listamos as drogas laxativas mencionadas no texto e seus respectivos nomes comerciais. Tabela 1. Principais medicamentos laxativos e seus respectivos nomes comerciais Medicamento 1. Psyllium 2. Semente de Plantago Nome comercial Metamucil, Mucilium Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.)

3. Ágar-ágar 4. Docusato sódico 6. Lactulose 7. Glicerina 8. Óleo mineral 9. Fenolftaleína 10. Bisacodil 11. Picossulfato sódico 12. Cáscara-sagrada 13. Sena

Agar-agar Humectol-D (assoc.) Lactulona, Farlac Glicerina (supositório/enema) Óleo Mineral, Purol, Agarol (assoc.) "Homeopatia 46", Agarol (assoc.), Lactopurga (assoc.), Purgoleite (assoc.) Dulcolax, Humectol D (assoc.) Guttalax Cáscara sagrada, Ventre Livre (assoc.), Purgoleite (assoc.) Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.), Florlax (assoc.), Tamarine (assoc.), Tamaril (assoc.), Tamarix (assoc.), Frutalax (assoc.), Laxarine (assoc.), Laxtam (assoc.), Novolax (assoc.)

5. Hidróxido de magnésio Leite de Magnésia

Assoc. = outros agentes laxativos associados.

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Encaminhamento A grande maioria dos pacientes que apresentam obstipação intestinal devem ser acompanhada em unidades básicas de saúde. Somente quando houver suspeita de câncer, doença inflamatória ou afecção ano-retal é que o paciente deve ser encaminhado a serviço de gastroenterologia.

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Bibliografia Thompson, W.G.; Longstreth, G.F.; Drossman, D.A.; Heaton, K.W.; Irvine, E.J.; MüllerLissner, S.A. - Functional bowel disorders and functional abdominal pain. Gut, 45 (Suppl. II): 43-7, 1999. Freitas, J.A. & Mincis, M. - Constipação intestinal. In: Mincis, M. Gastroenterologia & Hepatologia, São Paulo, Lemos, 1997. pp 397-406. Laudanna, A.A. - Constipação ou obstipação. In: Laudanna, A.A. Gastroenterologia Clínica, São Paulo, Santos, 1990. pp 469-75. Wald, A. - Approach to the patient with constipation. In: Yamada, T. Textbook of Gastroenterology, 3rd edition, Philadelphia, LWW Publishers, 1999. pp 910-26. Lennard-Jones, J.E. - Constipation. In: Sleisenger, M.H. et al. Sleisenger & Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease, 6th edition, Philadelphia, W.B. Saunders Co., 1998. pp 174-97.

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Diagnóstico Sempre lembrar que as síndromes ansiosas podem estar relacionadas a outros transtornos médicos e uso de substâncias. Daí a necessidade de boa anamnese, exame físico e de se lembrar de disfunções cardiológicas, pulmonares, endócrinas e neurológicas. Abuso e dependência de álcool são grandes geradores de ansiedade patológica.

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Tratamento O tratamento dos sintomas agudos da síndrome do pânico, da ansiedade generalizada e do estado misto ansioso e depressivo deve ser feito com antidepressivos tricíclicos ou inibidores da recaptação de serotonina e psicoterapias comportamental-cognitiva ou interpessoal. A abordagem psicoeducacional é importante, para um bom vínculo terapêutico, tranquilizar o paciente e facilitar o encaminhamento ao especialista quando necessário. Orientações iniciais: educação sobre as síndromes ansiosas, a reação de luta e fuga, visando o entendimento de que os sintomas são desconfortáveis mas não trarão as conseqüências catastróficas que a pessoa imagina. Ensinar técnica de relaxamento ou meditação e, principalmente, a prática de respiração diafragmática. No caso de sintomas e sinais de alcalose respiratória por hiperventilação, ensinar a respirar o próprio ar num saco de supermercado. Tratamento farmacológico (consultar tabelas 1 a 3): iniciar com clomipramina 10 mg ou imipramina 25 mg e aumentar a dose a cada 5-7 dias, até obter remissão dos ataques de pânico. Benzodiazepínicos podem ser temporariamente associados no caso de "piora inicial" ou para alívio mais imediato dos sintomas. Sertralina (25 a 200 mg), fluoxetina (10 a 80 mg) também podem ser utilizados. O tratamento das fobias é feito por meio de técnicas de exposição. Através delas ocorre diminuição dos sintomas ansiosos e habituação à situação fóbica. Tabela 1. Alguns dos principais medicamentos utilizados para tratar os transtornos

ansiosos Medicamento Dose imipramina 25 a 300 mg Efeitos Colaterais e Contra-indicações obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, sedação, convulsão, sudorese. bloqueio átrio-ventricular, bloqueio de ramo direito obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, ansiedade inicial, retardo da ejaculação, convulsão, sudorese.bloqueio átrioventricular, bloqueio de ramo direito náusea, ansiedade inicial, cefaléia, diminuição da libido, insônia, tremor, sedação, fadiga, sintomas extrapiramidais, ganho de peso insônia, sonolência, tremor, tontura sonolência, tontura, insônia, tremor, diminuição da libido, ansiedade, parestesias, ganho de peso insônia, sonolência, sudorese, cefaléia, agitação agitação, sonolência, anorexia, tremor, hipocinesia, tontura

clomipramina

25 a 250 mg

fluoxetina sertralina paroxetina citalopram fluvoxamina

10 a 80 mg 25 a 200 mg 10 a 80 mg 10 a 60 mg 50 a 300 mg

Tabela 2. principais interações medicamentosas com tricíclicos (imipramina e clomipramina) medicamentos que aumentam o nível sérico dos tricíclicos: cimetidina, disulfiram, haloperidol, metilfenidato, fenotiazinas, propafenona, fluoxetina medicamentos que diminuem o nível sérico dos tricíclicos barbitúricos, etanol, contraceptivos orais, fenitoína potencializam efeito hipotensivo bloqueadores alfa-adrenérgicos podem aumentar pressão arterial simpatomiméticos por via parenteral

Tabela 3. Principais interações medicamentosas com os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (fluoxetina, sertralina, paroxetina, fluvoxamina, citalopram) ISRS fluoxetina efeitos farmacocinéticos em alguns medicamentos selecionados pode aumentar o nível sérico de: alprazolam, carbamazepina, clozapina, flufenazina, pimozide, tricíclicos, astemisole, cisaprida, terfenadina Tricíclicos astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam diazepam, tolbutamida, desmetildiazepam, astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam

fluvoxamina propranolol, teofilina, tricíclicos paroxetina citalopram sertralina

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transtorno obsessivo-compulsivo ou outros quadros que apresentem também depressão. Copyright © 2001 IDS . abuso de substâncias ou grande comprometimento do desempenho também devem ser tratados pelo especialista. Pacientes com fobia social.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Devem ser encaminhados para o especialista pacientes com síndrome do pânico e ansiedade generalizada que não responderam a um medicamento eficaz e pacientes com fobias que não responderam à exposição.

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. Editora Científica Nacional. Copyright © 2001 IDS .A. Terapia cognitivo-comportamental para transtornos psiquiátricos. Lemos Editorial. Rio de Janeiro. São Paulo.G. T. 1998.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás. e col.A. & Moreno.M.B. Porto Alegre. Condutas em Psiquiatria. 1997. Bernik M. 1999. São Paulo. EDUSP.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Hetem L. Pânico. Ansiedade e Transtornos de Ansiedade. Gentil V. Artes Médicas. 1997. Graeff F. Lotufo-Neto F. R. Fobias e Obsessões. A.A. Ito L.

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a chamada "depressão bipolar". o aparecimento de novos interesses. são freqüentes. O interesse sexual está. em geral. São freqüentes os planos grandiosos. aumentado. de ter poderes especiais) e alucinações (ouvir vozes. Sintomas psicóticos. aumento da auto-estima e da autoconfiança. incompreensível. às vezes. Podem ser parte do transtorno bipolar (antiga psicose maníaco-depressiva). O pensamento se torna acelerado e o discurso fica. quando se alternam com episódios de euforia (ou mania) e hipomania (uma forma mais breve e branda de mania). Os episódios de mania são caracterizados pelo humor expansivo ou irritável. pelo aumento da energia e da atividade psicomotora. Sintoma Humor Energia. há diminuição da necessidade de sono. ter visões). como delírios (falsas crenças de ser alguém muito importante. os gastos excessivos e o envolvimento com dívidas. atividades Prazer Depressão Depressivo ou irritável Reduzidos Diminuído Mania ou euforia Expansivo ou irritável Aumentados Maior envolvimento com atividades prazerosas .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Episódios depressivos podem acontecer em diversos contextos.

descrença Reduzidas Reduzido ou aumentado Reduzido ou aumentado Diminuída Atenção voluntária diminuída e espontânea aumentada. a distimia. levodopa. autoconfiança Apetite Sono Libido Os episódios depressivos podem também acontecer no período pós-parto ("depressão puerperal"). como as encefalites. O curso pode ser intermitente. em geral. de poderes especiais. paratiróide. Outras doenças. na chamada "depressão sazonal". planos questionáveis. Por exemplo. concentração Pensamento Diminuídas Lentificado Idéias de ruína financeira ou física. de culpa. Na "depressão psicótica". . mas predominam as queixas de cansaço. A distimia se caracteriza pela menor intensidade dos sintomas. o uso de medicamentos como reserpina. depressão e insatisfação na maior parte do tempo. A alteração do humor tem uma longa duração. do diabetes. estão presentes alucinações e/ou delírios (crenças falsas de ter uma doença incurável. propanolol. idéias suicidas Pessimismo. o Parkinson. de alterações hormonais como as decorrentes do funcionamento deficiente ou excessivo da tireóide. Da mesma forma que ouso de substâncias como álcool (uso ou interrupção). cimetidina e indometacina está associado à depressão. que. a esclerose múltipla podem também levar à depressão. Há também uma forma mais leve e crônica de depressão. carbidopa. Alguns indivíduos apresentam episódios depressivos sempre na mesma época do ano (por exemplo. A depressão pode também acontecer no contexto de uma doença física ou ser causada por medicamentos. principalmente. anfetaminas (uso ou interrupção) e cocaína (interrupção). de estar falido ou de estar morto). a anemia perniciosa. no outono/inverno). corticosteróides. "a vida não vale a pena". hipófise e adrenal e. não interferem com o funcionamento estável do indivíduo.Atenção. clonidina. superior a dois anos. delírios de grandeza otimismo exagerado Aumentadas Reduzido ou aumentado Diminuição da necessidade de sono Aumentada Conteúdo do pensamento Visão de futuro Auto-estima. de inutilidade. amantadina. concentração diminuída Acelerado Idéias grandiosas. alfa-metildopa.

Diante de um indivíduo com depressão. Quanto maior o número de episódios depressivos prévios. Os indivíduos bipolares podem apresentar vários episódios depressivos. A remissão. deve-se sempre interrogar a existência de um episódio maníaco ou hipomaníaco no passado. Copyright © 2001 IDS . Este é um aspecto importante da evolução e do prognóstico da depressão. O transtorno bipolar é altamente recorrente (80% a 90% dos casos).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém. A permanência de sintomas depressivos. muitas vezes. só é atingida quando o indivíduo deixa de apresentar sintomas depressivos e não quando a intensidade destes diminui com o tratamento. pois a melhora dos sintomas depressivos é.Cerca de 50% a 60% dos indivíduos que apresentam um primeiro episódio depressivo sofrem recorrências no futuro. confundida com a remissão. A chance de recorrências a partir do terceiro episódio aumenta para 70% a 80%. maior será a chance de recorrências. antes de um episódio maníaco. apesar do tratamento ("resíduo depressivo") está também associada ao maior risco de recorrências. Deprimidos com familiares bipolares apresentam maior risco para o transtorno bipolar do que aqueles sem história familiar.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da depressão pode ser dividido em três fases: a fase aguda.300 mg/dia 50 -150 mg/dia 40 .300 mg/dia 150 . São utilizados os diferentes compostos antidepressivos e. outros medicamentos associados (indutores de sono no caso de insônias graves.600 mg/dia Antidepressivos inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs) . antipsicóticos no caso da depressão psicótica. por exemplo).80 mg/dia 450 .300 mg/dia 150 . quando necessário. a fase de continuação e a fase de manutenção. Os antidepressivos disponíveis no mercado brasileiro se dividem em quatro classes: Classe Antidepressivos tricíclicos (ADTs) Substância imipramina clomipramina amitriptilina nortriptilina tranilcipromina moclobemida Faixa terapêutica 150 .

O tratamento de manutenção por um período ilimitado deve ser considerado para pacientes que apresentaram mais de 3 episódios (ou um a dois episódios graves. Caso não se obtenha a melhora em 6 a 8 semanas com as doses máximas sugeridas. com tentativas de suicídio). bem como as principais interações medicamentosas de apenas um composto de cada classe dos antidepressivos (por exemplo. com a troca por um antidepressivo de outra classe. Sugerese iniciar com as doses mínimas descritas. os efeitos adversos mais comuns. tranilcipromina. o tratamento deve ser revisto. observam-se recaídas em 50% dos casos. É sempre importante observar se o paciente apresenta ciclagem para a mania ou hipomania durante o tratamento com antidepressivos. carbamazepina) para prevenir recorrências. O tratamento da fase aguda tem como objetivo a remissão do episódio depressivo. Estabilizadores do humor lítio ácido valpróico Doses iniciais 600 mg/dia 500 mg/dia Níveis plasmáticos 0. aumentando gradativamente até a obtenção do efeito terapêutico. ácido valpróico.600 mg/dia Para o manejo dos episódios depressivos. Quando a medicação é retirada precocemente. Preconiza-se manter a dose do antidepressivo que levou à remissão dos sintomas por um período de 4 a 6 meses.2 mEq/l 50 a 150 mcg/ml .50 mg/dia 150 . sertralina e venlafaxina).300 mg/dia 200 .8 a 1. Pacientes bipolares devem ser sempre tratados com estabilizadores do humor (lítio.5 . imipramina.300 mg/dia 12.10 mg/dia 150 . A fase de manutenção visa evitar o aparecimento de novos episódios depressivos (recorrências).45 mg/dia 8 . Sugere-se avaliar a presença de condições clínicas associadas e a ingestão correta da medicação.Antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) fluoxetina paroxetina sertralina fluvoxamina citalopram venlafaxina mirtazapina reboxetina bupropiona tianeptina trazodona nefazodona 20 20 50 50 20 - 60 mg/dia 60 mg/dia 200 mg/dia 300 mg/dia 60 mg/dia Novos antidepressivos 75 . pacientes com primeiro episódio após 50 anos de idade ou pacientes que recaem ainda durante a fase de continuação. é importante conhecer mais profundamente as características farmacocinéticas.225 mg/dia 15 . farmacodinâmicas. A fase de continuação corresponde ao período seguinte à melhora e tem o objetivo de evitar recaídas. independentemente da necessidade de antidepressivos (episódio depressivo bipolar) ou de antipsicóticos (episódio maníaco ou hipomaníaco).

carbamazepina 200 mg/dia 8 a 12 mcg/ml Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

porém. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A depressão é um problema médico de elevada prevalência na população geral. Cerca de 30% dos episódios depressivos. É passível de tratamento com antidepressivos de diferentes classes farmacológicas e o tratamento a médio prazo visa a remissão dos sintomas e a prevenção de recaídas e recorrências. Acarreta diversas conseqüências aos indivíduos acometidos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . não respondem satisfatoriamente aos tratamentos iniciais e. nestes casos. o paciente deve ser encaminhado para um especialista.

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Fráguas Jr.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . São Paulo. Condutas em Psiquiatria. Soares MBM.C. O. Almeida. R. Psicofarmacologia de Antidepressivos. R. Lafer. Copyright © 2001 IDS .P. Lemos Editorial. Miguel. 21 (supl) : SI24 . T. 1999. Artmed Editora. B. E. 1999.SI 40. Rev Bras Psiq. Moreno RA. 3a..A.. 2000. edição.A. Moreno... Depressão no Ciclo da Vida. Moreno DH.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás. Porto Alegre.

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quando a reação de Western blot resulta positiva. capazes de detectar anticorpos específicos voltados a diferentes proteínas virais. para correta elucidação diagnóstica. para correta interpretação dos resultados. ou seja. ou seja. atualmente disponíveis. observa-se que o valor preditivo positivo do teste tende a ser mais baixo. Em pacientes adultos. Os testes confirmatórios mais freqüentemente empregados são as reações de Western blot. No entanto. há elevada freqüência de resultados falso-positivos. são de alta sensibilidade e especificidade (superiores a 99%) e já se apresentam positivos cerca de 3 a 5 semanas após a infecção aguda. muito freqüentemente tem seu resultado confirmado pelo método de Western blot. Cabe ressaltar que os testes sorológicos de última geração. Percebe-se assim . As amostras reagentes a esse teste devem necessariamente ser submetidas a teste sorológico confirmatório. ou ainda durante o acompanhamento pré-natal. Ao contrário. na triagem sorológica compulsória para seleção de candidatos a doador de sangue. Quando o teste de ELISA anti-HIV é solicitado para um paciente com manifestações clínicas sugestivas de infecção por esse agente viral e a história epidemiológica é compatível com a de exposição a retrovírus. como. adota-se um algoritmo diagnóstico que inclui inicialmente a realização de um teste sorológico de triagem. o teste sorológico de triagem habitualmente apresenta alto valor preditivo positivo. por meio dos testes sorológicos. por exemplo. Para tal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da infecção pelo HIV baseia-se na detecção de anticorpos específicos. podemos afirmar seguramente que se trata de infecção atual pelo HIV. deve-se considerar a situação na qual o teste sorológico é efetuado. habitualmente um ensaio imunoenzimático (ELISA). quando o ensaio imunoenzimático é aplicado em situações de rastreamento.

ou ainda pode-se pesquisar a presença de ácido nucléico viral no sangue da criança. Ao lado dos exames laboratoriais relacionados ao diagnóstico da infecção pelo HIV e a sua avaliação prognóstica. na ausência de outra justificativa para tal. É ainda importante citar que para que um resultado de Western blot possa ser considerado positivo. gp41 e gp120/160. deve-se proceder à determinação de parâmetros laboratoriais evolutivos. ser submetido a diferentes exames laboratoriais para investigação diagnóstica complementar de doenças oportunistas. até que o resultado do teste venha a ser conhecido. Nessas situações. que permitam avaliar o grau de comprometimento imunológico já ocorrido e estabelecer o prognóstico em relação ao risco de desenvolvimento da AIDS. citadas a seguir: p24. Quanto maior a carga viral plasmática e menor o número de células CD4+. dado que os testes sorológicos ainda podem resultar negativos. deve levantar a suspeita de infecção pelo HIV. há necessidade de que tenham sido detectados anticorpos específicos voltados pelo menos a duas das três proteínas virais. é importante ressaltar que. através dos métodos de amplificação molecular (PCR ou NASBA). maior será o risco de evolução para AIDS. se desejar oferecer a seus pacientes um aconselhamento preciso. à medida do necessário. Vale a pena destacar que a linfopenia absoluta (<1000 linfócitos periféricos/mm3) ao hemograma. Após a confirmação diagnóstica de infecção por HIV. Copyright © 2001 IDS . em caso de suspeita de transmissão materno-infantil. o diagnóstico dependerá da identificação do RNA viral no sangue periférico. passivamente transferidos através da placenta. o paciente infectado poderá ainda. Tais testes são ainda importantes para orientação quanto à necessidade de introdução de esquemas terapêuticos específicos. Com esse propósito são recomendados os testes para determinação quantitativa da carga viral plasmática (PCR ou NASBA) e a pesquisa do número de linfócitos CD4+ no sangue periférico. baseados em associações de drogas anti-retrovirais. a confirmação diagnóstica exige o acompanhamento sorológico evolutivo da criança.que o médico de família deve estar atento para as condições de realização de um teste sorológico anti-HIV. de acordo com as manifestações clínicas existentes. caso os testes diagnósticos por métodos de biologia molecular sejam disponíveis. o encontro de anticorpos anti-HIV no recém-nascido não necessariamente significa que houve infecção da criança. Tendo em vista as profundas implicações que cercam um resultado de sorologia para HIV. Cabe ainda ao profissional de saúde garantir o apoio necessário ao paciente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Espera-se observar a negativação dos testes sorológicos em duas amostras colhidas entre o 6o e o 18o mês de vida. bem como no acompanhamento evolutivo dos pacientes submetidos ao tratamento antiviral. No caso da infecção aguda. em adultos ou crianças. Além disso. uma vez que a sorologia positiva pode ser devida apenas à presença de anticorpos maternos. deve-se enfatizar que a solicitação do exame deve sempre ser precedida de esclarecimentos detalhados sobre o significado de um eventual resultado positivo ou negativo.

para impedir que subdosagens dos medicamentos possam induzir o desenvolvimento de resistência medicamentosa por parte do vírus. bem como de seu potencial de interação com outros medicamentos. estavudina ou d4T. Atualmente encontram-se disponíveis medicamentos com atividade inibitória sobre a enzima transcriptase reversa viral (zidovudina ou AZT. abacavir. Sabe-se também que a aderência dos pacientes deve ser rigorosamente avaliada. deve-se prescrever às gestantes soropositivas zidovudina oral a partir da 14ª semana de gestação. efavirenz) e drogas inibidoras da enzima protease viral (saquinavir. lamivudina ou 3TC. nelfinavir e amprenavir). nevirapina. didanosina ou ddI. cadastrados no Programa Nacional de Anti-retrovirais do Ministério da Saúde e acompanhados nas unidades especializadas de assistência a pacientes com HIV/AIDS. as drogas anti-retrovirais são também importantes na profilaxia da transmissão materno-infantil do HIV. Ao lado disso. empregando-se associações de duas ou três drogas que atuam em diferentes pontos do ciclo replicativo viral. A monitoração da resposta terapêutica depende não apenas do acompanhamento clínico dos pacientes. observando-se com seu emprego sensível redução no risco de transmissão do vírus para o recém-nascido. ritonavir. recomenda-se a infusão endovenosa de zidovudina no . como também da pesquisa periódica dos marcadores laboratoriais evolutivos (carga viral e número de células CD4+). Nesse sentido. indinavir. zalcitabina ou ddC. As drogas anti-HIV são distribuídas gratuitamente aos pacientes infectados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento específico da infecção pelo HIV é realizado. distribuídas por todo o território nacional. A prescrição das drogas anti-retrovirais pressupõe conhecimentos detalhados acerca da farmacodinâmica e toxicidade desses fármacos. Por outro lado. delavirdina.

Copyright © 2001 IDS . quando necessário.momento do parto e ainda a prescrição de solução oral desse medicamento ao recémnascido até a 6a semana de vida. o paciente com AIDS poderá ainda receber outras drogas para tratamento e/ou profilaxia de infecções oportunistas. Ao lado da terapêutica anti-retroviral.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

poderão alterar sobremaneira o curso natural da infecção. Nessas situações deverá intervir profilaticamente. reduzindo o risco de progressão para AIDS e sua conseqüente morbimortalidade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento 1. no caso de usuários de drogas injetáveis. na presença de evidências de exposição a retrovírus ou mesmo de sinais e sintomas clínicos compatíveis com disfunção imunitária em adultos ou crianças. orientando seus pacientes sobre a importância da aderência às práticas de sexo seguro e às medidas de redução de danos. o médico de família deverá orientar o paciente a procurar um centro de atendimento especializado. deve o profissional esclarecer o paciente da necessidade de realizar o teste sorológico para esclarecimento diagnóstico. Papel do médico de família e indicações de encaminhamento O médico de família pode exercer um papel destacado na prevenção e no diagnóstico da infecção pelo HIV. onde possa ter acesso aos medicamentos anti-retrovirais fornecidos pelo Ministério da Saúde e prosseguir ao acompanhamento clínico ambulatorial. Mais ainda. O diagnóstico precoce e o tratamento específico. . Por estar em contato próximo com o núcleo familiar e sempre atento à sua dinâmica. Em caso de confirmação diagnóstica. identificando situações de vulnerabilidade à infecção. esse profissional de saúde deve procurar atuar. quando indicado.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Oliveira MS. Site do Programa de AIDS do Ministério da Saúde: www. Atheneu. Focaccia R. Leite OM. Kiffer CR. Uip D.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 2000. São Paulo. São Paulo. ed.br Copyright © 2001 IDS .aids. Atheneu. Lima ALM.gov.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Veronesi R. HIV/AIDS: Perguntas e respostas. 1996. ed. Retroviroses humanas: HIV/AIDS. Lomar AV.

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é necessária a coleta de duas amostras de soro com intervalo de duas semanas. como: testes de função hepática: aminotransferases . sendo mais prático. Para o teste de hemaglutinação. as enzimas hepáticas estão discretamente elevadas. o hemograma pode apresentarse com neutropenia e linfocitose (encontro de linfócitos atípicos). distúrbios metabólicos e defeitos de coagulação. Os testes mais utilizados são aqueles relacionados à função hepática e renal. O diagnóstico definitivo depende do isolamento do vírus. enquanto o teste MAC-ELISA determina a presença de anticorpos de fase aguda (imunoglobina M). ou ainda pela detecção de anticorpos específicos no soro do paciente (inibição da hemaglutinação e ELISA). quando do dengue clássico. Febre Amarela Os exames inespecíficos são importantes para monitorizar a evolução da doença na identificação de órgãos e sistemas envolvidos e na formulação de estratégias terapêuticas. O dengue hemorrágico caracteriza-se por levar a hemoconcentração e plaquetopenia (vasculite com extravasamento de plasma) entre o terceiro e oitavo dias de doença.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Dengue Entre os exames inespecíficos. detecção de antígenos virais ou RNA (ácido ribonucléico) em soro ou tecido (difícil realização).

a técnica mais empregada é de captura de anticorpos IgM por ELISA. medida de anticorpos IgM. níveis de bilirrubinas. como tempo de protrombina. gasimetria arterial. testes de função renal: albuminúria. tempo de tromboplastina tecidual ativada. testes de coagulação. MAC ELISA é o de maior emprego) .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . produtos de degradação do fibrinogênio e plaquetas. creatinina sérica. eletrólitos séricos. níveis de uréia sangüínea e fração de excreção de sódio. glicemia. equilíbrio ácidobásico e eletrolítico: pH. fosfatase alcalina.e o diagnóstico histopatológico.séricas. Copyright © 2001 IDS . Entre os exames específicos estão a detecção de antígeno viral (de difícil realização).

a hidratação deve ser por via oral. quando evolui em sua forma completa. procurando manter o hematócrito em níveis normais. que pode ocorrer com a rápida interrupção do processo patogenético. devemos iniciar hidratação parenteral com solução fisiológica e solução glicosada a 5%. mantém imunidade por pelo menos 10 anos. e reabsorção do líquido do extra para o intravascular. ou mesmo para aqueles que . Para o dengue. Devemos monitorizar a taxa de hematócrito e manternos atentos para a possibilidade de hiperhidratação. quando o paciente apresentar vômitos. meio a meio. Em caso de hemorragia. continente africano. A febre amarela. A vacina está indicada para todos que viajam para regiões Centro-Oeste ou Norte do Brasil. e adicionar bicarbonato de sódio quando houver acidose metabólica. em dose única. O tratamento do dengue hemorrágico deve visar primordialmente a reposição das perdas de eletrólitos e de plasma (soro). é necessário repor o sangue perdido. Prevenção É importante enfatizar que há vacina eficaz contra a FA que. ou quando o hematócrito continuar subindo a despeito da hidratação oral. onde pode haver a necessidade de diálise. 1. precisa de abordagem diferenciada em unidade de terapia intensiva. Em fase inicial. tratamento paliativo com analgésicos (evitar salicilatos) é a única medida aconselhada.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nenhuma das duas doenças tem tratamento específico. monitorização hemodinâmica e cuidados com as diversas alterações decorrentes do processo patogenético.

A vacina deve ser aplicada pelo menos oito dias antes da viagem. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .vão para regiões onde estiverem ocorrendo epidemias da doença.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . deve estar recebendo reposição das perdas (líquido.). Em ambos os casos. ao ser encaminhado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O dengue na forma hemorrágica e a febre amarela necessitam de encaminhamento urgente assim que se fizer a suspeita diagnóstica devido ao potencial risco para a vida do paciente. o paciente. eletrólitos. Copyright © 2001 IDS . sangue etc.

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1999. Brasília. Tropical Infectious Diseases. Dengue and Dengue Hemorrhagic Fever.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gubler DJ. 1986. 11:480. Dengue haemorrhagic fever: diagnosis. Pg. Ministério da Saúde. Churchill Livingstone. Yellow fever. treatment and control. 1995. World Health Organization. 1265-1274. Fundação Nacional da Saúde. In: Guerrant. Monath TP.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Geneve. Manual de Dengue: Vigilância Epidemiológica e Atenção ao Doente. Walker & Weller. World Health Organization.1998. Clin. eds. Ministério da Saúde. Microbiol. Reviews. Copyright © 2001 IDS .

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títulos altos costumam dever-se à sífilis. Cura ou recaída e reinfecção evidenciam-se através da queda ou elevação dos títulos. Tornam-se positivas em torno da segunda a quarta semanas do aparecimento do cancro. pois são quantificáveis. Reações sorológicas inespecíficas antilipídicas: VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e RPR (Rapid Plasma Reagin) são de fácil execução. Positivam-se a partir da terceira semana do aparecimento do cancro. Entretanto. As reações específicas com anticorpos antiIgM são úteis no diagnóstico da sífilis congênita. hepatite crônica. pallidum. com características do T.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Sífilis Pesquisa direta em campo escuro: o encontro de microrganismos espiralados. Necessitam de confirmação através das provas específicas antitreponêmicas. medicamentos e transfusões). infecções. Reações antitreponêmicas: FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption). vacinações. São indispensáveis no seguimento sorológico dos doentes. porém inespecíficas. confirma o diagnóstico de cancro duro. lúpus eritematoso sistêmico. Podem ser positivas em outras doenças (síndrome antifosfolipídica. porém a sensibilidade do teste não é boa o . TPHA (Treponema pallidum haemaglutination) e ELISA (teste imunoenzimático) são reações específicas que detectam anticorpos da classe IgG (imunoglobulina G). colagenoses. A positividade com IgM permite fazer o diagnóstico de infecção aguda no recém-nascido e não simples transferência passiva transplacentária de anticorpos maternos.

aos pares ou formando cadeias em esfregaço da ulceração. Trichomonas e cândida são evidenciadas pelo exame direto. podendo resultar em elevado percentual de falso-positivo ou falso-negativo. de pequeno número de células inflamatórias e ausência de gonococos e outros microrganismos. com crescimento do gonococo em 2 . pode ser necessário o exame histopatológico para confirmação diagnóstica. O exame citológico de esfregaços de lesão. Por vezes. Estudos sorológicos estão indicados nos casos suspeitos de primoinfecção e em inquéritos epidemiológicos. O vírus do herpes e citomegálico são considerados como agentes etiológicos em face dos exames negativos e outros comemorativos. primária e secundária. o VDRL ou o FTA-Abs tornam-se positivos. confirma o diagnóstico. e em 25% dos doentes. em esfregaço da secreção purulenta corado pelo gram. pode elucidar casos difíceis. demonstrandose células gigantes multinucleadas características do efeito citopático desse grupo de vírus. Condiloma Acuminado O diagnóstico é clinico. Gonorréia O diagnóstico é confirmado pelo encontro de diplococos gram-negativos. como por exemplo.5 dias Uretrites Não Gonocócicas A confirmação da infecção por clamídia se dá pelo achado. Cancro Mole Bacterioscopia: O encontro de bacilos gram-negativos. Candida e micoplasma crescem em culturas com meios adequados. nos núcleos dos leucócitos polimorfonucleares. . em cerca de 40% dos doentes. Líquor: na sífilis recente. raramente. Positividade para o VDRL indica neurossífilis associado ou não à elevação das proteínas e/ou celularidade liquórica. Podese confirmar o diagnóstico pela cultura em meio de Thayer-Martin.suficiente. pleiocitose e alteração das proteínas liquóricas. faz-se necessária. intra ou extracelular. história prévia de infecção pelo HSV. A demonstração do vírus através de microscopia eletrônica e cultura. Herpes Genital O diagnóstico é clínico. em esfregaços. corados habitualmente pelo Leishman ou Giemsa (método de Tzanck). pode ocorrer.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

000 UI. O relato de alergia deve ser muito bem avaliado. 2.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Sífilis Sífilis Primária (cancro dura) Penicilina G benzatina.000 UI.000 UI. para se evitar o uso de medicamentos menos eficazes ou com maiores possibilidades de efeitos adversos. 2.br/ assistencia/manualcontroledst.gov.aids. sendo a dose total igual a 4. 2.200. intramuscular.400. Sífilis Terciária ou Tardia Latente ou com duração ignorada Penicilina G benzatina. Tetraciclina ou eritromicina (estearato ou etilsuccinato): para a sífilis recente. repetindo a mesma dose uma semana depois. intramuscular.pdf) Doentes alérgicos à penicilina: O medicamento de primeira escolha para o tratamento de todas as formas de sífilis é a penicilina.000 UI. Sífilis Secundária e Latente Recente Penicilina G benzatina. sendo a dose total igual a 7. intramuscular.000 UI.400. três doses com intervalo de uma semana. 500 mg 6/6 . dose única.800.400. dose única. Sífilis Congênita (consultar orientação do Ministério da Saúde em http://www.

Pacientes com persistência de anticorpos em títulos baixos após dois anos e exame de líquido cefaloraquidiano normal são considerados curados. representando cicatriz sorológica. A limpeza local da(s) lesão(ões) é recomendada. 12/12 horas por 10 dias. Gestantes com história comprovada de alergia a penicilina (ver Manual de Alergia a Penicilina. Tianfenicol. Na impossibilidade. Na sífilis recente. Reação ao tratamento: Reação de Jarisch-Herxheimer é síndrome clínica com exacerbação das lesões cutâneas. esvaziá-la por punção. 6/6 horas. 8/8 horas. por 5 dias ou 5. Tetraciclina: 500 mg VO. Brasília. Crianças abaixo de 12 anos. 6/6 horas. MS. 500mg VO. CN DST/AIDS. Entretanto. 6/6 horas por 7 . 1999) devem ser dessenbilizadas imediatamente tratadas com penicilina. É importante afastar sífilis e co-infecção pelo HIV. por 30 dias. a negativação sorológica é realizada habitualmente em seis a nove meses e na sífilis tardia em torno do segundo ano.0 g VO dose única. Eritromicina (estearato): 500 mg VO. Seguimento pós-tratamento: Reações sorológicas a cada três meses por dois anos. VO. contra-indicada para gestantes e nutrizes. podendo-se fazer uso de creme com antibiótico. indicando necessidade de tratamento.sendo obrigatório o tratamento da criança após o nascimento.até o momento se reconhece apenas a penicilina como passível de transferência por via placentária . via oral (VO). Elevação de quatro vezes ou mais em relação ao último exame significa reinfecção. Azitromicina. por 15 dias. .10 dias. Pode ser prevenida ou diminuída com administração de corticóide .horas. por 15 dias. Cancro Mole Sulfametoxazol-trimetoprima: 800mg-160mg VO. 500 mg VO. Se necessário. 1000 mg VO. 500 mg 6/6 horas. mal-estar geral e febre que pode ocorrer após algumas horas da administração da primeira dose de tratamento. dose única. uma vez que não houve tratamento do feto . É importante frisar que a ocorrência dessa reação não se deve a alergia medicamentosa e que não contra-indica ou implica suspensão do tratamento. Gonorréia Tetraciclina. usar eritromicina ajustada para a idade. por 7 dias. Trata-se com ácido acetilsalicílico (AAS). para a sífilis tardia. As reações sorológicas lipídicas ou inespecíficas (VDRL / RPR) são as primeiras a apresentar quedas dos títulos e a negativar. A drenagem da adenite é contra-indicada. podem ser tratadas com estearato de eritromicina 500 mg via oral a cada 6 horas por um período de quinze dias (sífilis recente) e trinta dias (sífilis tardia). Doxiciclina: 100 mg 12/12 horas pode substituir a tetraciclina.uma a 12 horas antes do tratamento antimicrobiano. essa gestante não será considerada tratada para fins de transmissão fetal.

5 dias. por 7 .10 dias. 5 mg/Kg endovenosa (EV). dose única.5 g VO dose única.0 g VO dose única. . 250 mg. dose única.10 dias. com intervalos de 4 horas. azitromicina . Uretrites Não Gonocócicas Clamídia: tetraciclina.Doxiciclina.idem para gonorréia.10 dias. Azitromicina: 1g via oral (VO). 5 dias. Tianfenicol 2. com intervalos de 4 horas. 12/ 12 hs. Ureaplasma: tetraciclina. 6/6 horas. Em caso de recidiva ou persistência do corrimento tratar com Eritromicina (estearato) 500 mg VO 6/6 horas por sete dias mais metronidazole 2. Ciprofloxacina ou ofloxacina. Ceftriaxone. doxiciclina e oxofloxacina . por 7 . Herpes dos Imunossuprimidos: aciclovir. Eritromicina. doxiciclina e eritromicina . 500 mg via oral (VO). 5 dias. 7 dias. Abstinência sexual durante o período de tratamento.10 dias. 500 mg VO. 5 vezes ao dia.400 mg VO. 5 vezes ao dia. Famciclovir: 125 mg VO. por 7 .10 dias. Valaciclovir: 500 mg VO. 200 . 12/12 horas. dose única. 400 mg VO. número de lesões e local acometido.idem para clamídia. 100 mg VO. cada 8 horas. Condiloma Acuminado É feito na dependência do tipo clínico. intramuscular (IM). 12/12 horas por 7 . ou Aciclovir. uso tópico.idem para gonorréia. por 7 . omitindo-se tomadas noturnas. Herpes Genital Primoinfecção Herpética Importante: aciclovir. Herpes Genital Recorrente: aciclovir a 5% em creme. Aciclovir: 200 mg VO. omitindo-se tomadas noturnas.

25% em tintura de benjoin: usado apenas em consultório por profissional experiente. no máximo por 16 semanas. 3 vezes por semana.5% em solução ou gel: aplicar 2 vezes ao dia por 3 dias seguidos. eletrocoagulação. Ácido tricloroacético 90%: usado apenas em consultório por profissional experiente.10 horas. Podofilina 10 . Copyright © 2001 IDS . semanalmente. por várias semanas. retirar após 4 . Total de 4 a 6 ciclos. conforme a tolerância. excisão cirúrgica com sutura: não está indicada pela possibilidade de implantação de novas verrugas nos pontos de sutura. 3 vezes por semana. Imiquimod: aplicar ao deitar. fulguração ou crioterapia: Usados apenas em consultório por profissional experimentado. 5-fluorouracil 5% em creme: aplicar 1 vez ao dia. retirando pela manhã.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Podofilotoxina a 0.

Notifique os casos de sífilis adquirida ao serviço de vigilância epidemiológica do município/ estado. porque somente com a informação adequada pode-se planejar as ações adequadas. Uretrites Não Gonocócicas O diagnóstico de uretrite não-gonocócica e sua etiologia são difíceis na maioria dos casos. sendo. Condiloma Acuminado . com freqüência. Devem ser encaminhados aos respectivos especialistas os casos de sífilis terciária. necessário o encaminhamento ao urologista.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Sífilis Sífilis congênita é doença de notificação compulsória. Gonorréia Casos com possíveis complicações associadas à gonorréia devem ser encaminhados ao urologista ou ginecologista.

Copyright © 2001 IDS . de casos suspeitos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com ou sem biópsia.Para realização de peniscopia.

1999. Rivitti editores.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Sexually transmited diseases in Freedberg. O leitor deverá: q reconhecer as principais doenças sexualmente transmissíveis do ponto de vista do diagnóstico clínico e laboratorial. Guia de bolso. Fitzpatrick's Dermatology in General Medicie. . Gonorréia. Primeira edição. Goldsmith. 2000. Herpes simples e Infecção pelo papilomavírus humano in Ministério da Saúde. Segunda edição. Katz. q tratar das suas manifestações características. Wolff. parceiros dos indivíduos com doenças sexualmente transmissíveis. Sífilis. Fundação Nacional de Saúde. ou orientar encaminhamento adequado. Cancro mole. Dermatologia. Fifth edition Sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis in Sampaio. Austen. Doenças infecciosas e parasitárias. Fitzpatrick editors. Centro Nacional de Epidemiologia editores. Eisen. q estar capacitado para triar os casos que necessitem abordagem diagnóstica ou terapêutica mais especializada. q recrutar para exame.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da esquistossomose baseia-se no encontro de ovos do parasita seja em exame parasitológico de fezes ou em exames histopatológicos. observa-se proteinúria em casos de comprometimento renal. exceto em situações já citadas de dano hepático por outras infecções associadas ou após sangramentos intensos. gama glutamil-transferase e fosfatase alcalina). revelando retificação ou abaulamento do arco médio. em termos de eficácia diagnóstica. revelando hipertrofia das câmaras cardíacas direitas e do tronco da artéria . na avaliação da hipertensão portal e suas conseqüências. A realização de cinco análises de fezes parece ser superior. A intradermorreação com esquistossomina tem importância epidemiológica. devendo essa última ser reservada para situações especiais. Da mesma forma. à biópsia retal. o ecocardiograma. podendo ser negativo nos primeiros dias das manifestações clínicas da forma aguda. Os exames inespecíficos não revelam alterações características nas formas crônicas da doença: as enzimas hepáticas (transaminases. sobretudo da mucosa retal. A ultra-sonografia e a endoscopia digestiva alta são exames subsidiários importantes. como o de Hoffman. A positividade do exame de fezes se dá a partir de 30-35 dias a partir da infecção. fato importante por permitir avaliação da carga parasitária. a realização de radiografia de tórax. Nas formas pulmonares. o mesmo podendo ser dito com relação às reações sorológicas. Os métodos de exame de fezes mais apropriados são os de sedimentação. a técnica de Kato-Katz tem a vantagem de permitir a contagem de ovos. não costumam estar alteradas de maneira importante. decorrentes da ruptura de varizes esofagianas.

são igualmente relevantes. para planejamento de derivações da circulação portal.pulmonar. Procedimentos de maior complexidade. são reservados a avaliações pré-operatórias. e o eletrocardiograma. como esplenoportografia e arteriografias. assinalando sobrecarga de câmaras direitas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

No Brasil. em dose única de 12. também por via oral. ainda que parcial. sendo o primeiro deles feito de 45 a 60 dias após o tratamento. visto que pode haver regressão. . que tem por objetivo a erradicação dos vermes adultos.5 a 15 mg/kg de peso para adultos e 20 mg/kg para crianças (idade inferior a 15 anos). Ambos os fármacos não devem ser administrados a mulheres grávidas e nutrizes. Trata-se de medicamento bem tolerado. Tratamento cirúrgico para alívio da hipertensão portal pode ser indicado em alguns casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da esquistossomose baseia-se na quimioterapia. mesmo nas formas mais graves da doença. sendo mais comuns relatos de sonolência. das alterações hepáticas e da circulação portal. Alternativamente pode ser utilizado o praziquantel. em dose única de 50 a 60 mg/kg de peso. pois o fármaco poderá desencadear crises convulsivas. o fármaco de escolha é o oxamniquine. tontura e náuseas nas primeiras horas após a ingesta. Está indicada em todos os casos parasitologicamente ativos. que deve ser administrado por via oral. O controle de cura pode ser realizado pela realização de seis exames de fezes. bem como a escleroterapia endoscópica das varizes esofagianas. Cuidado especial deve ser tomado com pacientes convulsivos não controlados. a intervalos mensais.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

para acompanhamento. Copyright © 2001 IDS . devem ser encaminhadas a serviços especializados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . estando os medicamentos disponíveis na rede pública de serviços de saúde. As formas graves.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As formas leves da doença podem ser tratadas em regime ambulatorial. sobretudo aquelas com hipertensão portal.

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Atheneu. Prata.. 1970 (435 págs). Copyright © 2001 IDS . C.SP. A. Focaccia. 1998. Tratado de Infectologia. Esquistossomose mansoni. Cunha.. R. 31 (supl II): 61-74. Esquistossomose mansônica: aspectos epidemiológicos e de controle. A. R. S. Sarvier-EDUSP. R.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Passos. Esquistossomose mansoni in Veronesi.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . D. 1996. A. Amaral. S. Rev Soc Bras Med Trop.

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Prova da histamina: baseia-se na dilatação dos capilares induzida pela histamina quando há integridade nervosa. Sensibilidade térmica: é pesquisada utilizando-se dois tubos de ensaio contendo água fria e quente ou chumaços de algodão seco e embebido no éter. Nos testes completos ocorrerá na . tocando levemente o ponto a ser testado com a ponta da caneta. Sensibilidade dolorosa: utiliza-se uma caneta esferográfica de ponta grossa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As manifestações cutâneas associadas ao comprometimento neurológico são fatores essenciais no diagnóstico clínico precoce da doença. solicitando ao paciente que responda quando sentir diferença no tato. Os tubos e os chumaços são encostados na pele sã e acometida alternadamente para testar a hipoestesia. perpendicularmente à pele. Obs.seguida da dolorosa e tátil.: lembrar que a primeira a se alterar é a sensibilidade térmica . Depositam-se gotas de solução milesimal de histamina na área suspeita e pele normal e faz-se uma puntura com agulha. Sensibilidade tátil: escorrega-se levemente uma mecha fina de algodão caminhando da pele sã para a pele lesada . Existem técnicas de fácil aplicação que permitem pesquisar a sensibilidade nas áreas supostamente acometidas ou que meçam indiretamente a integridade dos ramúsculos nervosos periféricos.

secundário e pápula). Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .pele a tríplice reação de Lewis (eritema primário. nos incompletos a segunda fase (eritema secundário) está ausente.

14 anos Adultos 6 meses 300mg/mês-S 50mg/sem-A 100mg/mês-S 100mg/sem-A 12 meses Multibacilar anos 0-5 .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A duração e o esquema de tratamento de poliquimioterapia são recomendados pela Organização Mundial de Saúde. Poliquimioterapia Forma Idade Adultos Paucibacilar anos Rifampicina 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S 300-450mg/ mês-S 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S DDS 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A 50100mg/ dia-A 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A Clofazimina Duração 0-5 6 .

Os contatantes dos doentes. Reação do tipo II .14 anos S= Supervisionada A= Auto-administrada sem= semana 300-450mg/ mês-S 50100mg/ dia-A 150-200mg/ mês-S 150mg/sem-A Estados reacionais: Reação do tipo I .6 .Talidomida 100 . devem receber imunoterapia profilática com duas doses de BCG intradérmico.400mg/dia (VO) até remissão do quadro (proibido por lei em gestantes e mulheres em idade fértil). Na impossibilidade de seu uso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . orquite ou acometimento renal preconiza-se a prednisona 1mg/Kg/dia (VO). quando coexistir comprometimento neural grave.prednisona 1mg/Kg/dia (VO)até melhora clínica. em intervalo de 6 meses cada. Copyright © 2001 IDS .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A hanseníase é doença de notificação compulsória. Casos suspeitos devem ser diagnosticados e tratados nas unidades básicas de saúde.

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Ministério da Saúde. Talhari. Centro Nacional de Epidemiologia .. 1997. Festa Neto.: Hanseníase. 1994. Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária. S.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .: Manual de Dermatologia. 2a Ed.C. Fundação Nacional de Saúde..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cucé.. Livraria Atheneu Editora. Brasília. C. L.G.. Neves. 1a Ed. 1990. Gráfica Tropical. 3a Ed. R. Guia de Controle da Hanseníase.. Copyright © 2001 IDS .

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A diminuição da atividade da protrombina e dos níveis de albumina. Exames gerais Nas hepatites virais. As bilirrubinas e as enzimas canaliculares fosfatase alcalina e gamaglutamil transferase podem estar aumentadas. porém nem sempre há icterícia e colúria. enquanto o anti-VHA IgG indica infecção prévia e imunidade contra o vírus. O anti-HBc total marca o contato com o vírus. indicam insuficiência hepática. o que torna o diagnóstico laboratorial de importância tanto clínica como epidemiológica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico clínico da hepatite é relativamente simples. O anti-HBc IgG pode indicar tanto uma exposição passada (se o AgHBs . representa um quadro agudo. Se for da classe IgM. se presentes. Surge cerca de 6 semanas após a infecção. O antiVHA IgM confirma o diagnóstico de fase aguda. 2) Hepatite B a) Sorologia A presença do AgHBs indica um estado de portador crônico ou um quadro agudo. as aminotransferases estão elevadas. porém pode estar presente durante a exacerbação de formas crônicas. Específicos 1) Hepatite A O diagnóstico pode ser estabelecido pela pesquisa do anticorpo específico (anti-VHA).

particularmente quando há dúvida no diagnóstico. seja naturalmente adquirida ou conferida pela vacinação. crônica ou prévia. é recomendável antes do tratamento para avaliar o estadiamento. branched-DNA (b-DNA) ou PCR. É encontrado nas formas agudas e crônicas. 4) Hepatite C A pesquisa do anti-VHC por Elisa é o procedimento mais empregado para o diagnóstico. Copyright © 2001 IDS . No entanto. porém a maior parte dos laboratórios não a realiza rotineiramente. 3) Hepatite D A positividade do anti-delta IgM geralmente significa infecção delta crônica e a do anti-delta IgG. nas fases iniciais da infecção aguda e nos imunodeprimidos. é útil tanto para confirmar o diagnóstico quanto para a monitorização do tratamento. o anti-VHC pode não ser detectado. A determinação do RNA viral.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Biópsia hepática Excepcionalmente indicada na hepatite aguda somente quando há dúvida no diagnóstico. A presença do anti-HBs significa imunidade. pela técnica de PCR. qualitativa ou quantitativa (carga viral). Todavia. infecção passada. b) Pesquisa do DNA viral Pode ser realizada pelas técnicas de hibridização. A especificidade pode ser confirmada com a utilização de um teste confirmatório. O AgHBe é um marcador de replicação viral. Na hepatite crônica. 5) Hepatite E O diagnóstico é feito por sorologia específica. geralmente o RIBA (recombinant immoblot assay). que é a mais sensível. enquanto a soroconversão para o anti-HBe indica geralmente uma parada da replicação viral. essa regra freqüentemente apresenta exceções. Esses testes não são capazes de diferenciar infecção aguda.estiver negativo) ou uma forma crônica (se o AgHBs for positivo).

Há vários esquemas. Medidas específicas para prevenção estão disponíveis contra os vírus A e B. 4 ou 8 semanas).É administrada em 2 doses. a recomendação é respeitar as precauções universais para evitar contato com sangue e secreções corporais. o conhecimento do tratamento específico com medicamentos antivirais deve ser superado pela capacidade em prescrever e aplicar a imunização.a imunoglobulina humana deve ser administrada na dose de 0. Para as demais formas de hepatites virais. É recomendada para usuários de drogas injetáveis e para homens homossexuais. 1) Imunização contra o VHA a) Imunização passiva . É uma proteção eficaz (cerca de 85% dos casos).02 ml/kg de peso por via intramuscular até 2 semanas após a exposição ao vírus. . a vacinação rotineira é recomendada somente em comunidades com surtos freqüentes da doença. embora o benefício persista por 3 a 6 meses. Portadores de hepatopatias crônicas apresentam um risco aumentado de insuficiência hepática aguda grave se forem infectados pelo VHA. b) Vacinação . Os candidatos a recebê-la são as pessoas que tiveram contato íntimo ou sexual com portadores de hepatite A. Embora a vacina tenha sido licenciada para uso em crianças acima de 2 anos de idade. que diferem pelo intervalo entre as doses (2. indicando-se também a vacinação. em caso de surtos em grupos de pessoas com esse comportamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nas hepatites.

a gamaglobulina hiperimune contra o AgHBs é recomendada em situações de alto risco de adquirir a hepatite B como quando sangue contaminado é inoculado ou atinge mucosas ou conjuntiva. Os pacientes com vômitos freqüentes e desidratação podem necessitar de hospitalização. pacientes em hemodiálise. A vacinação de rotina é recomendada em áreas com alta prevalência da hepatite B e nas seguintes situações de risco aumentado: pessoal da área de saúde envolvido no cuidado de portadores do VHB. Tratamento das hepatites agudas O tratamento das hepatites agudas é de suporte e pode ser realizado ambulatorialmente ou no domicílio do paciente. b) Imunização ativa . deve-se fracionar a aplicação em 2 áreas diferentes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . As doses efetivas são de 250 a 500 UI (200 UI para o recémnascido) por via intramuscular. O intervalo entre as doses geralmente é de zero. Se a dose ultrapassar 5 ml. Casos selecionados de hepatite B poderão ser tratados com lamivudina. A aplicação é realizada por via intramuscular. é mais seguro internar o paciente. recém-nascidos de mães com VHB (juntamente com a globulina hiperimune). o interferon recombinante alfa é o medicamento mais utilizado. em recém-nascidos cujas mães são portadoras de hepatite B. Na hepatite C. o tratamento inicial recomendado é a associação do interferon com a ribavirina. Os pacientes e seus familiares devem ser instruídos em relação às formas de contágio e às medidas de higiene necessárias. A globulina deve ser administrada até 48 horas após a exposição e repetida após um mês. na dose de 1 ml (20 microgramas) para adultos e 0.2) Imunização contra o VHB a) Imunização passiva . Outros esquemas de vacinação com intervalos e doses menores por via intradérmica foram descritos. porém são menos utilizados. 4. É usada também para profilaxia. pacientes que necessitam receber hemoderivados (hemofílicos por exemplo) e após exposição a sangue contaminado (juntamente com a globulina hiperimune). Na hepatite B e D. um e seis meses. A resposta é considerada adequada quando se detectam títulos do anti-HBs acima de 10 mUI/ml pelo teste de Elisa. Copyright © 2001 IDS . Tratamento das hepatites crônicas O tratamento envolve a administração de drogas antivirais. cônjuge). Não são necessárias dietas especiais ou repouso absoluto. 3. no deltóide. contatos de pacientes com VHB (por exemplo.a vacina recombinante atualmente comercializada é altamente eficaz e segura. Deve-se ainda fornecer orientação quanto à proibição do uso de álcool e de drogas potencialmente hepatotóxicas. Quando há sinais e sintomas de insuficiência hepática. preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida.5 ml para crianças abaixo de 12 anos. Todos os casos devem ser encaminhados para ambulatório específico. usuários de drogas injetáveis.

Copyright © 2001 IDS . . uma vez que a recuperação espontânea ocorre na menor parte dos pacientes e a mortalidade é muito elevada. recomenda-se fortemente o encaminhamento para um centro de referência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Se houver piora da função hepática. Os casos de hepatite crônica. devem ser encaminhados eletivamente para avaliação e tratamento em serviços médicos especializados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pela complexidade do seu tratamento. Todos os casos de hepatite fulminante devem ser internados imediatamente e transferidos com urgência para avaliação quanto à possibilidade de transplante hepático.

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8a edição. Thomas HC (eds). Londres. Londres.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Zuckerman AJ. Churchill Livingstone. 2000 Copyright © 2001 IDS .Viral Hepatitis. Schiff ER. Philadelphia. Howdle PD (eds). Harcourt Publishers Limited.1998. O´Grady JG. 1999. Sorrel MF (eds). Schiff´s Diseases of the Liver. LippincottRaven. 2a edição. Lake JR. Comprehensive Clinical Hepatology.

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O hemograma pode mostrar anemia. plaquetopenia e leucocitose. A revisão do Guia de Vigilância Epidemiológica do ano de 2000 preconiza a reação de macroaglutinação reagente como teste confirmatório. como os meios de Fletcher. principalmente às . de acordo com as normas da vigilância epidemiológica da leptospirose. líquor ou urina em meio de cultura apropriado. No Brasil. As transaminases elevam-se pouco (geralmente os valores estão abaixo de 100 UI) e os valores de bilirrubinas podem chegar a níveis bastante elevados. Stuart. Tal reação é bastante sensível e permite o diagnóstico mais precoce. porém esta reação é de positividade tardia e raramente dá resultado positivo antes do final da segunda semana de doença.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diagnóstico laboratorial O diagnóstico definitivo é feito por meio do isolamento da leptospira do sangue. de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. EMJH ou por sorologia positiva em paciente com quadro clínico compatível. Quando disponível. Outros exames laboratoriais auxiliam no diagnóstico da doença. desde que o paciente se enquadre na definição de "caso suspeito". tem-se empregado a reação soroaglutinação macroscópica como teste de triagem e a soroaglutinação microscópica para confirmação e determinação do sorogrupo envolvido. Para confirmação sorológica é preciso um aumento ³ 4 vezes nos títulos de anticorpos entre a fase de doença aguda e a fase de convalescença (após duas semanas) quando utilizada a reação de microaglutinação microscópica. pode ser utilizada a reação de ELISA com pesquisa de anticorpos da classe IgM e IgG. freqüentemente com neutrofilia e desvio para esquerda.

geralmente benignas e autolimitadas.custas da bilirrubina direta. sem icterícia e com evolução para insuficiência respiratória grave. ao contrário de outras causas de insuficiência renal aguda. a leptospirose pode ser confundida com a gripe. O exame de urina pode mostrar leucocitúria. forma ictérica da febre tifóide. muito similares à síndrome hemorrágica pelo Hantavirus. o diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com a septicemia por bacilo Gram-negativo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . dengue e outras doenças virais. Na forma grave ou síndrome de Weil. infecção bacteriana aguda em hepatopatas crônicos. hepatite alcoólica. Vale lembrar que têm sido relatados alguns casos com comprometimento pulmonar com pneumonite hemorrágica. O comprometimento meníngeo pode se expressar de forma clínica e laboratorial bastante parecida com as meningites linfomonocitárias benignas. colangites e colecistites e com a dengue hemorrágica. hematúria. hepatites virais graves. Diagnóstico diferencial Na forma anictérica. Copyright © 2001 IDS . que cursam com cefaléia. febre e dores musculares. proteinúria e cilindrúria. falciparum. febre amarela. malária por P. Os níveis de uréia e creatinina podem estar bastante elevados e tipicamente. pode ocorrer hipocalemia.

como a implementação de boas condições de habitação. coleta e destino adequado do lixo e campanhas educacionais para esclarecimento da população sobre o modo de contágio e as manifestações clínicas da doença. por cinco a sete dias. pode-se utilizar . Hidratação. diálise e ventilação mecânica podem ser necessários. Recomenda-se também orientar a população para evitar atividades recreacionais em locais com possibilidade de contaminação. o tratamento pode ser feito com doxiciclina 100 mg de 12/12 horas ou amoxicilina 500 mg de 8/8 horas. Prevenção e controle A prevenção da leptospirose é dificultada pela impossibilidade de se eliminar os roedores urbanos. ao entrar em contato com coleções de água. Nos casos moderados ou graves. o antibiótico recomendado é a penicilina G . porém medidas gerais de saneamento básico. por 7 a 10 dias. A terapia de suporte é fundamental para os casos graves. via oral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para casos leves. podem diminuir a ocorrência de casos humanos. por via endovenosa.1 a 2 milhões de unidades. Deve-se orientar a população para que utilize medidas protetoras nos períodos de enchentes. de 4/4 horas. procurando usar botas e luvas de borracha. e para que utilize calçados adequados em locais de pescarias e caçadas. tais como natação em lagos e pequenos rios. transfusão de sangue e/ou plaquetas. canalização de córregos. Para os pacientes que estiveram em situações de risco de infecção.

A imunidade na leptospirose é soro específica. adequada e eficiente de proteção a eles. para aqueles que estão sob risco de infecção.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .antibiótico profilático. A vacinação de animais domésticos é uma medida viável. vacina disponível para aplicação em humanos. durante todo o período de exposição. Não existe. durante sete dias. As vacinas disponíveis são utilizadas para imunização animal. Recomenda-se a dose de 100 mg. por via oral. e a dose de 200 mg. duas vezes ao dia. em nosso meio. Copyright © 2001 IDS . uma vez por semana. via oral. pois tem se mostrado eficaz na proteção de indivíduos expostos. A doxiciclina é o antibiótico mais recomendado.

e sempre que necessário. Todos os casos da forma ictérica ou insuficiência renal (creatinina elevada) devem ser encaminhados para hospital de referência para internação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos de leptospirose de forma anictérica pode ser acompanhada em ambulatório. assistência em unidade de terapia intensiva. Copyright © 2001 IDS .

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Takakura. immunohistochemical. Trop. 1994.. A. Duarte. 32: 252-259.. 98-104. Doenças infecciosas: conduta diagnóstica e terapêutica. 987-1003. Leptospirose. Alves. V. Marangoni. M. Editora. Martins. . N. p. G.. A. Brasília. Leptospirose. R. Rev.T.18.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Lomar.. Med.Doenças infecciosas e parasitárias . Guanabara-Koogan.I. 1990. 4a edição. FSV. D. Inst. Rio de Janeiro. 1997. Capítulo 5. 9a edição. p.Paulo. Nicodemo. p. Thrombocytopenia and leptospirosis. and ultrastructural features related to thrombocytopenia. S. & Amato Neto. Del Negro. Focaccia. São Paulo.A. Nicodemo. Ministério da Saúde. Am J trop Med Hyg. T de. 1989. In: Schechter. 1999.Guia de bolso. Tratado de Infectologia. Lung lesions in human leptospirosis: microscopic. M. E. Fundação Nacional de Saúde . In: Veronesi. Med. Diament. R. Medeiros. G.C. A. DV. Guia de vigilância epidemiológica. Trop. 31:71-9. Leptospiroses. Castiñeiras. C. Fundação Nacional de Saúde. Atheneu.. Inst. 127-128. V.. & Amato Neto. AV.L. R. & Nicodemo. Alterações hematológicas na leptospirose. TMPP.. Rio de Janeiro. 1997. Santos. 1999-2000. Brito.C. 56: 181-7. Rev.F. R. Veronesi. Brasília.C.. Del Negro. Nicodemo. V.

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Específico: consiste na identificação do parasito ou de anticorpos no sangue periférico. Os métodos tradicionalmente empregados para tal fim são a gota espessa e o esfregaço. que emprega capilar e coloração com acridina orange. Direto . que necessitam apenas de lâmina onde se coloca uma gota de sangue. Inespecífico: poucas são as alterações observadas aos exames complementares. Não é de utilidade prática para diagnóstico de doença. ou para diagnóstico de infecção ou. na malária não complicada. para inquéritos sorológicos ou ainda com intuito de triagem de doadores de sangue. Tentativas de melhorar o diagnóstico direto têm sido feitas. . Indireto . tem se mostrado como muito promissora pela maior sensibilidade obtida. as alterações laboratoriais estão na dependência do órgão (sistema) mais envolvido. b. sendo que a técnica do QBC (quantitative buffy coat).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Exames laboratoriais a. geralmente por punção digital. mais freqüentemente. de comprometimento sistêmico múltiplo.consiste na demonstração da presença de anticorpos específicos contra plasmódio no soro de indivíduos.é a observação do parasito por hemoscopia. Nos casos graves. São métodos de realização simples.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento a. vivax. A dose recomendada de primaquina é de 0. necessitamos de medicamentos que atuem tanto na fase eritrocítica como na pré-eritrocítica. É necessário destacar a possibilidade de falha terapêutica a despeito do esquema completo de primaquina (8 a 24% em nosso meio). falciparum. durante 14 dias seguidos. O único medicamento que atua na fase exoeritrocítica é a primaquina. 24 e 48 horas após. ocasionando recaídas. devemos ficar atentos para a possibilidade maior de complicações. Malária por Plasmodium falciparum Quando nos deparamos com um caso de malária por P. As 4-aminoquinoleínas (cloroquina e amodiaquina) são as drogas de escolha para tratar a fase eritrocítica do P. Malária por Plasmodium vivax Para este tipo de infecção. principalmente entre primoinfectados. A primaquina é tóxica para a medula óssea.25 mg/kg/dia (15 mg para adultos). durante sete dias. 5 mg/kg 6. b.5 mg/kg/dia (30 mg para adultos). não devendo ser administrada em crianças pequenas (menores que seis meses) e gestantes. A dose de 4aminoquinoleínicos empregada é de 25 mg/kg de peso divididos em quatro tomadas: 10 mg/ kg no início. . ou 0.

não raramente. que pode ser empregado em dose única (uma ou duas tomadas) e levar a rápido desaparecimento da parasitemia assexuada. por via venosa. na dose de 100 mg 12/12 h durante sete dias (não deve ser utilizada em crianças menores e gestantes). Tratamento etiológico: os esquemas que produzem negativação mais rápida da parasitemia são aqueles com os derivados da artemisinina. é a associação de cloridrato de quinino. indiscutivelmente o medicamento de melhor atuação. por via venosa. mefloquina). Conduta de manutenção: simultaneamente à condução do tratamento etiológico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Um fato observado e que merece destaque é a alta taxa de recrudescência observada com os esquemas citados. Esquema alternativo. 24 e 48 horas. pois. até o paciente poder receber medicamento por via oral. subdividiremos em quatro subitens: A) malária não-grave . na dose de 30 mg/kg/dia. é fundamental controlar as complicações. na dose de 20 mg/kg/dia. o paciente pode evoluir desfavoravelmente a despeito da ausência de parasitas circulantes. e clindamicina. por via venosa. na malária por P. falciparum. durante três dias. na indisponibilidade dos derivados da artemisinina. 4. se possível em unidades de tratamento intensivo. dificultando sua utilização. na dose de 15 a 20 mg/kg em uma ou duas tomadas. na dose de 30 mg/kg/ dia (divididos em três doses).ao lado da necessidade de rápida negativação do parasitemia. Essa associação é bastante eficaz (mais de 90% de cura) porém tem como maior inconveniente a baixa operacionalidade (tratamento por uma semana). até que se extinga o processo de hipercatabolismo da malária com o paciente retornando a seu estado de normalidade. na dose de 1 mg/kg nos momentos 0. e doxiciclina.duas são as alternativas utilizadas para tratar malária por P. Copyright © 2001 IDS . a. A Segunda alternativa é a mefloquina. sendo prática fazer tratamento seqüencial com outra droga por via oral (por exemplo. b.6 mg a cada 12 horas no primeiro dia e a cada 24 horas a partir daí até o quinto dia. por via intramuscular. B) malária grave .Com intuito didático e para melhor uniformizar este item. O artesunato. na dose de 1. necessitamos monitorizar as complicações existentes e cuidar delas. A tetraciclina e a clindamicina podem substituir a doxiciclina sem prejuízos. podem levar a rápida diminuição da parasitemia. ou o arteméter. falciparum ambulatorialmente: uma é a de se usar sulfato de quinino.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Todo caso com parâmetros de gravidade (ver malária grave no quadro clínico) deve ser encaminhado para o hospital.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Nota: o diagnóstico de malária é realizado pela Fundação Nacional da Saúde (Brasília) e Superintendência de Controle de Endemias (São Paulo).

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Ed.In: Doenças Infecciosas e Parasitárias. 1998. Veronesi. Manual de Terapêutica da Malária. São Paulo. Brasília. Ministério da Saúde. Manual de Terapêutica da Malária. 1260-1289. SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias). Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. 1990. pg. 1996.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Malária . São Paulo. Atheneu. Focaccia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Fundação Nacional da Saúde.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Vale comentar que deve-se sempre proceder ao diagnóstico etiológico da parasitose. evitando a utilização de anti-helmínticos de forma empírica. de protozoários. Endolimax nana. abordagem terapêutica. Copyright © 2001 IDS . não merecendo. Iodamoeba butschlii. como Entamoeba coli. no exame parasitológico de fezes. Chilomastix mesnilli. visto que os procedimentos diagnósticos são de maneira geral simples e baratos e que não há fármaco que promova a cura de todas as enteroparasitoses. portanto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Trichomonas hominis não indica diagnóstico de infecção com potencial patogênico. Importante: o encontro.

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em função da hiperêmese gravídica. Nesse caso. anti-helmínticos polivalentes. aumentando o risco da ocorrência de cisticercose. . observando que a eficácia desses fármacos não é homogênea para as várias espécies de parasitas. tal procedimento deve ser evitado no primeiro trimestre de gravidez. De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde. quando. período de maior risco de teratogênese por drogas antiparasitárias. Tal conduta deve ser estendida para todo o período de gestação. proglotes poderão ser regurgitados para o estômago da gestante. Tratamento de parasitoses associadas Utilizar.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Tratamento de enteroparasitoses durante a gestação É discutível a indicação de tratamento dessas infecções durante a gestação. solium. a menos que a parasitose constitua risco ao desenvolvimento do feto ou para a saúde materna. Exceção a essa regra pode ser representada pela infecção por T. quando possível. impõe-se a execução do controle de cura.

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O encaminhamento para serviço especializado deve ocorrer somente nos casos de pacientes aidéticos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . com dificuldade de erradicação de enteroparasita que esteja provocando sintomas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O diagnóstico e o tratamento de todas as parasitoses podem ser realizados em unidades básicas de saúde.

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26:163-70.B.. L.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Organización Mundial de la Salud: Modelo OMS de información sobre la prescripción de medicamentos: medicamentos utilizados em las enfermidades parasitarias. Chieffi. Inst.. Enteroparasitoses na Estado de São Paulo: questão de saúde pública. Amato Neto. Waldman.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Chieffi. 1991. Copyright © 2001 IDS . Gryschek. 2000. 49: 93-9. E. Exame Parasitológico de Fezes. 5a ed. Ginebra.P. São Paulo. 1989. OMS..C. Sarvier.P.L.. P. R. Adolfo Lutz. 1991.. Rev Bras Clín Terap. A. Amato Neto. Correa. P. Diagnóstico e tratamento de parasitoses intestinais. Rev. V. V.

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A baciloscopia direta deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por quatro semanas e mais). radiografia. Também é utilizada para acompanhar. Radiografia de tórax: está indicado nas seguintes situações: . anátomo-patológico (histológico e citológico). prova tuberculínica. e para o diagnóstico de formas extrapulmonares. Baciloscopia: direta do escarro é o método prioritário. a evolução bacteriológica do paciente durante o tratamento. porque permite descobrir a fonte mais importante de infecção. Cultura do Bacilo de Koch: é indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar persistentemente negativos ao exame direto. além da cultura. prova tuberculínica. mensalmente. deve ser praticado em todos os serviços de saúde que disponham de laboratório. deverá ser solicitada a tipificação do bacilo. Nos casos de outras micobactérias que não tuberculose. Recomenda-se para o diagnóstico. acompanhado do teste de sensibilidade. Por ser um método simples e seguro. óssea e ganglionar. que é o doente bacilífero.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da tuberculose deverá ser fundamentado nos seguintes métodos: exame específico (baciloscopia e cultura). ao despertar. Também está indicada a solicitação desse exame nos casos de suspeita de resistência bacteriana às drogas. sorológico. a coleta de duas amostras de escarro: uma por ocasião da primeira consulta e a segunda na manhã do dia seguinte. pleural. renal. bioquímico e de biologia molecular. como meníngea.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A leitura deverá ser realizada de 72 a 96 horas após a aplicação. a cultura e o exame anátomo-patológico para identificar o M. Prova Tuberculínica: indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose em pessoas não vacinadas com BCG. com régua milimetrada padronizada. indica apenas infecção e não necessariamente tuberculose doença. A tuberculina usada no Brasil é o PPD-Rt23. de 1 ml. expresso em milímetros. com seringa tipo tuberculina. na parte anterior do antebraço esquerdo. Nesses casos. Nas pessoas vacinadas com BCG. ou vacinados com BCG). tuberculosis ou o processo inflamatório granulomatoso compatível com a tuberculose. considera-se reator aquele que apresenta induração maior ou igual a 5 mm e. comunicantes de todas as idades sem sintomatologia respiratória.· · · · sintomáticos respiratórios negativos à baciloscopia direta.1 ml. equivalente a 2UT (unidade tuberculínica). O resultado. é interpretado da seguinte fórmula: · 0-4 mm . aplicada por via intradérmica. por micobactérias atípicas ou vacinados com BCG) · 10 mm e mais . uma vez que a vacina pode torná-la positiva. Exame Anátomo-patológico (histológico e citológico): sempre que possível. não está indicada por ter baixo rendimento. sendo indispensável o exame bacteriológico para o diagnóstico correto. No material colhido será feito o exame direto. Copyright © 2001 IDS . Todos os indivíduos infectados pelo HIV devem ser submetidos à prova tuberculínica.reator fraco (infectados pelo BK. Deve-se evitar a aplicação quando houver lesões da pele no local de aplicação.não reator (não infectados ou analérgicos) · 5-9 mm . A prova tuberculínica positiva. não reator. O exame radiográfico desses grupos permite a seleção de portadores de imagens suspeitas de tuberculose. e portadores de HIV ou pacientes com aids.reator forte (infectados pelo BK. aquele com induração de 0 a 4 mm. nas formas extrapulmonares. em pessoas aparentemente sadias. deve-se realizar a biópsia. A abreugrafia indiscriminada. na dose de 0. isoladamente. doentes ou não. pode-se ter dificuldade na sua interpretação. suspeitos de tuberculose extrapulmonar. inclusive por expor a população à radiação desnecessária. Tem importante papel na diferenciação das formas de tuberculose de apresentação atípica e no diagnóstico de outras pneumopatias entre os pacientes com aids.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da tuberculose deve ser feito necessariamente nas unidades de saúde selecionadas para este fim e é uma das doenças de notificação compulsória. SITUAÇÃO Sem tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) Com tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) q Recidivante do Esquema 1 ou q Retornos após abandono do Esquema I Meningite Tuberculosa Falência dos Esquemas 1 ou 1R (todas as formas inclusive meníngea) ESQUEMA PRECONIZADO 1 1R 2 3 . Os esquemas padronizados pelo Ministério da Saúde (Manual de Normas para o Controle da Tuberculose . O tratamento é feito com pelo menos três drogas para evitar a seleção de cepas mutantes resistentes a um ou mais dos quimioterápicos utilizados no esquema. não havendo diferenças no tratamento de adultos. gestantes e crianças.1995) serão descritos abaixo.

Esquema 1R . Z .Pirazinamida Observações: q O tratamento da tuberculose oftálmica ou cutânea poderá ser mantido por mais de seis meses a critério médico (2RHZ/4RH/6H).Rifampicina. segundo fase do tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg . (sem resultado de cultura e sensibilidade) deverão receber como terapêutica empírica inicial. ou com positividade inicial seguida de negativação e nova positividade por dois meses consecutivos. No retratamento será adotado o esquema 1R até que os resultados de cultura e teste de sensibilidade estejam disponíveis para melhor orientação da terapêutica. a 2a fase terá a mesma duração que nos pacientes não co-infectados.Drogas (mg/kg/dia) (Esquema reforçado para retratamento e abandono do Esquema I).Drogas (mg/kg/dia) (indicado nos casos novos de tuberculose. Considera-se falência do tratamento a persistência de positividade do escarro ao final do tratamento. q No tratamento da associação de tuberculose e infecção pelo HIV/AIDS. são também classificados como casos de falência Esquema 1 . exceto meningite) segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg 1a fase (2 meses) 2a fase (4 meses) R H Z R H 10 10 35 10 10 Entre 20 e 35 kg 300 200 1000 300 200 Entre 35 e 45 kg 450 300 1500 450 300 Mais de 45 kg 600 400 2000 600 400 R .Considera-se sem tratamento os pacientes que nunca se submeteram à quimioterapia antituberculosa ou a fizeram por menos de 30 dias. definida abaixo.Hidrazida/Isoniazida. Os pacientes que no início do tratamento são fortemente positivos (baciloscopia ++ ou +++) e mantêm esta situação até o quarto mês de tratamento. o Esquema 3. ou seja mais 6 meses de Hidrazida/Isoniazida. enquanto aguardam os testes de sensibilidade para definir o melhor tratamento. H . Os pacientes em caso de falência do tratamento. a partir do 4o mês de tratamento.

no início do tratamento.Drogas (mg/kg/dia) (indicado na meningite tuberculosa).Etambutol Esquema 2 .Drogas (mg/kg/dia) (indicado na falência de tratamento com os Esquemas 1. até a dose máxima de 30 mg/dia. Esquema 3 .1a fase (2 meses) R H Z E 10 10 35 25 10 10 25 300 200 1000 600 300 200 600 450 300 1500 800 450 300 800 600 400 2000 1200 600 400 1200 2a fase (4 meses) R H E E . q Nos casos de meningite tuberculosa recomenda-se o uso de corticosteróides por um prazo de 2 a 4 meses. No caso de se utilizar outro corticosteróide aplicar a tabela de equivalência entre eles. q Na criança a prednisona é administrada na dose de 1 a 2 mg/Kg de peso corporal. segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Fases do Tratamento 1a fase (2 meses) Drogas R H Z 2a fase (7 meses) R H Mg/Kg de Peso/Dia 20 20 35 10 a 20 10 a 20 Dose Máxima em Mg 600 400 2000 600 400 Observações: q Nos casos de concomitância da meningite com outras localizações deverá ser utilizado o Esquema 2. 1R e 2). segundo fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg .

o aparecimento de icterícia e nos indivíduos maiores de 35 anos. a estreptomicina deve ser administrada na dose de 500mg/dia. Atenção especial deve ser dada para a possibilidade de ocorrência de hepatotoxicidade que. reações cutâneas e artralgias. Et . Todo esforço deverá ser feito para que o esquema não seja modificado. Os pacientes devem ser orientados para procurar o seu local de tratamento o mais rápido possível após o aparecimento de novos sintomas que deverão ser identificados por toda a equipe. De uma maneira geral.Etionamida Observações: q Em pessoas maiores de 60 anos. Outros efeitos colaterais são mais raros e devem ser bem avaliados antes da suspensão dos medicamentos. estes medicamentos são bem tolerados. Quadros cutâneos e articulares podem ocorrer. embora infreqüente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . deve ser sempre suspeitada nos pacientes que desenvolvem quadros de vômitos que não melhoraram com as atitudes anteriores. ainda em jejum. sendo os efeitos mais freqüentes: intolerância gastrointestinal.Estreptomicina. hepatotoxicidade.1a fase (3 meses) S Et E Z 20 12 25 35 12 25 500 250 600 1000 250 600 1000 500 800 1500 500 800 1000 750 1200 2000 750 1200 2a fase (9 meses) Et E S . Tais situações devem ser tratadas de maneira sintomática e as reações mais severas avaliadas em centros especializados. Efeitos colaterais: os medicamentos utilizados nos esquema 1. Isto facilita a adesão ao tratamento e melhora a biodisponibilidade destes. 1R e 2 devem ser ingeridos em conjunto logo após o despertar do paciente. A ocorrência de intolerância gastrointestinal deve ser manipulada com modificações nos horários de tomadas dos medicamentos e uso de sintomáticos. Copyright © 2001 IDS . todos os medicamentos devem ser suspensos e o paciente referenciado para um centro especializado. Nesta situação.

todo clínico geral deve diagnosticar e entender os principais problemas relacionados ao tratamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O seguimento dos pacientes com tuberculose deve seguir de forma rígida as instruções do Ministério.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Secretarias estaduais e municipais. O atendimento de casos simples pode e deve ocorrer em unidades básicas e o encaminhamento deve seguir a realidade de cada local. No entanto.

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gov.br/pub/GVE/GVE0534A.34: Tuberculose. 1R e 2 da tuberculose. Fernando Augusto Fiuza de Melo in: Tratado de Infectologia. Editores Ricardo Veronesi e Roberto Foccacia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Capítulo 74 . Guia de Vigilância Epidemiológica: http://www. Editora Atheneu.htm. a forma de prescrever e os efeitos colaterais mais freqüentes q q . Fundação Nacional de Saúde -Ministério da Saúde. você deverá estar apto para: Reconhecer casos suspeitos de tuberculose o mais precoce possível Encaminhar o mais breve possível para o laboratório de referência os materiais biológicos para o diagnóstico e controle de cura q Conhecer as doses e medicamentos dos esquemas 1. Ao final deste capítulo.Tuberculose. Guia de Vigilância Epidemiológica.funasa. 1997: 914-959. Capítulo 5.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

3a. In Carvalho. 2a. In Diament. Rio de Janeiro. 33 . S (eds) . WB (eds). p. p.A consulta pediátrica. A.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . AA.Exame neurológico do lactente.62. ed.Pediatria ao Alcance dos Pais . Editora Imago. São Paulo: Atheneu. Neto.Compreender a Doença é o Melhor Remédio. Terapêutica e prática pediátrica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Hermann. 1992. Cypel. ES. Atheneu. Diament. Copyright © 2001 IDS . EMK . A . 1996. 2000. 3 -7. FF . Carvalho.Neurologia Infantil. ed. Rio de Janeiro. Silva.

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e por isto é tão importante nos três primeiros anos de vida. A média de ganho de peso nos primeiros três meses de vida é de 20 a 30g por dia. Crescimento no 1º ano de vida. O perímetro cefálico. cerca de 15cm no primeiro semestre e 10cm no segundo semestre de vida. que indica o crescimento cerebral. as extremidades curtas e o ponto médio do seu comprimento se localiza aproximadamente na região umbilical. Nos primeiros dias de vida.4kg. em seu comprimento. o comprimento é ao redor de 50cm e o perímetro cefálico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia CRESCIMENTO NORMAL Quadro clínico e Epidemiologia O corpo como um todo tem duas fases de grande velocidade de crescimento: da concepção até os 2 anos de idade e na adolescência. de urina e diminuição do edema. No entanto. as células do organismo não crescem de maneira uniforme. a face arredondada. O peso médio de nascimento é de 3. tem a cabeça grande. a criança pode perder até 10% de seu peso de nascimento. correspondendo a cerca de 25% do seu tamanho. por volta de 35cm ao nascer. Ganha. e o triplica com 1 ano de idade. o abdome proeminente. sendo um pouco maior nos meninos que nas meninas. pela eliminação de mecônio. . e passa de 35cm a 44cm e a 47cm aos 6 e 12 meses de idade. Aos 10 dias de vida. A criança dobra o seu peso de nascimento aos 5 meses. O recém-nascido apresenta-se edemaciado. é uma das medidas de menor variabilidade nas diversas idades. a maioria dos recém nascidos recuperam o peso de nascimento.

Neste período. o seu próprio canal de crescimento. nascidas de mãe grandes. muitas vezes. Aos 6 anos. aumenta apenas 2cm no segundo ano. alcançando percentis mais altos de peso e comprimento. com o desenvolvimento dos seios frontais aos 7 anos de idade. pode nascer pequena por não ter havido espaço suficiente na cavidade uterina para a completa expressão de sua herança genética. durante 5 anos. tornando-se mais delgada e com maior massa muscular. Durante os dois primeiros anos de vida. a hipótese diagnóstica que deve sempre ser levantada e investigada frente a uma desaceleração no crescimento é a de um agravo nutricional por déficit de ingestão ou infecção.5kg no seu peso e 12cm em seu comprimento. Neste período. Estes dentes requerem um cuidado especial. Ao nascer. O tecido linfóide é muito desenvolvido durante esta fase. Os ossos da face aumentam e termina.respectivamente. nos países em desenvolvimento. aparecem os primeiros molares permanentes. a criança pode mudar seu canal de crescimento. este fenômeno assume uma grande importância. de acordo com a seqüência indicada na figura 2. Tem sua dentição decídua completa até os 30 meses de idade. uma criança geneticamente grande nascida de uma mãe pequena. crianças geneticamente pequenas. O pré-escolar ganha por volta de 2kg e aumenta de 6 a 8cm por ano. em função do seu peso de nascimento e potencial genético. preparando-se para a erupção da dentição permanente. onde a desnutrição é endêmica. Assim. Crescimento do escolar. O tecido subcutâneo aumenta em quantidade. nesta época. a criança ganha 2. porque a criança pode mudar seu canal de crescimento nos primeiros meses de vida sem que isto signifique um processo patológico ou alteração nutricional. a criança troca cerca de 4 dentes por ano. A criança ganha mais 8 a 12 dentes. Na prática. a tendência desta criança é atingir a partir dos primeiros meses. atingindo seu máximo aos 9 meses de idade. a formação dos seios da face. que são. confundidos com a dentição decídua. quando alcança o tamanho do adulto. No entanto. O perímetro cefálico cresce de 51 cm aos 5 anos para 53 ou 54cm aos 12 anos de idade. O osso maxilar inicia o seu desenvolvimento. podem diminuir o ritmo de seu crescimento. A erupção dos dentes decíduos se inicia entre 5 e 7 meses. Crescimento no 2º ano de vida. O perímetro cefálico que cresceu 12cm no primeiro ano. e. . por servirem de guia para toda a dentição permanente. até entrar na puberdade. O abdome continua proeminente até o 3º ano de vida. Durante o segundo ano de vida. sendo maior do que na idade adulta. a criança apresenta de 8 a 12 dentes. Inversamente. O apetite diminui a partir dos 10 meses de idade e a criança perde tecido subcutâneo. que acontece ao redor dos 10 anos nas meninas e 12 anos nos meninos. Crescimento do pré-escolar. no final do primeiro ano. inicia-se uma desaceleração do crescimento. O escolar aumenta seu peso em 3.5kg e sua altura em 6cm por ano.

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4cm para os meninos e -3cm para as meninas). altura 7cm menor que as americanas. 7cm menores que os americanos. (7) as medianas de estatura das crianças brasileiras . sendo a média discretamente superior ao padrão americano. (5) aos 18 anos. em média. a diferença entre brasileiros e os padrões de referência (NCHS) ficaram maiores (em média. (4) aos 13 anos. constataram-se as maiores diferenças entre brasileiros e americanos (em média. mostrou que (1) lactentes brasileiros apresentam comprimento adequado. (2) com 1 ano. condições desfavoráveis para o crescimento. (6) a idade mediana da menarca das adolescentes brasileiras é 13 anos e 2 meses. sendo tanto mais tardia quanto mais restritas as condições de vida. correspondendo a altura mediana das americanas de 13 anos. respectivamente. refletindo. em média. -9cm para o sexo masculino e -7cm para o sexo feminino). mimetizando as tendências seculares. (4) aos 18 anos. (3) aos 7 anos. no entanto. sem dúvida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia EVOLUÇÃO DA ALTURA NO BRASIL E COMPARAÇÃO INTERNACIONAL Quadro clínico e Epidemiologia A Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN). comprimento 2cm e 1cm menor do que os americanos do sexo masculino e feminino. revertendo-se a partir do 5º mês de vida. os lactentes brasileiros apresentam. apresentando estatura semelhante à dos adolescentes americanos de 15 anos. realizada em 1989. em média. os adolescentes brasileiros são também. Tais dados reforçam a constatação citada em outros estudos de que os déficits estaturais se evidenciam a partir do 6º mês de vida e estão associados à idade do desmame e da introdução de outros alimentos. as adolescentes brasileiras apresentaram. essa pequena "vantagem" é transitória.

minimamente.Além disso. A comparação dos resultados da PNSN (1989) com os dados antropométricos referidos no Estudo Nacional de Despesas Familiares (ENDEF).na 1ª década de vida corresponderam ao percentil 10 do padrão NCHS para ambos os sexos. norte urbano = 11.4. A análise dos diversos dados obtidos em 1974 a 1975 por meio do ENDEF e dos de 1989 da PNSN permite atribuir as melhoras observadas no padrão de crescimento da população brasileira neste período aos seguintes fatores: melhora geral dos serviços públicos. diminuição das taxas de natalidade. ampliação da rede de saneamento básico. . observou-se que. mas aponta para o fato de que um contingente considerável de nossa população continua sem condições de.1989. em algumas idades. evidencia as seguintes melhoras dos padrões de crescimento das crianças brasileiras: (1) aos 11 meses.6% em 1989.25 anos) mostraram que mais de 20% da população adulta jovem apresentava baixa estatura (com estatura menor do que -2 desvios padrão). o Norte e o Nordeste apresentaram estaturas medianas mais baixas que as demais regiões. com déficits estaturais medianos bastante diversos em relação ao padrão NCHS: nordeste rural = -13. porém insuficiente. os déficits de estatura foram menores e. constatou-se definitivamente a situação de prejuízo. numa mesma faixa de renda.8cm. expressar seu potencial genético. veiculado pelos meios de educação formal. Este fato se extremiza quando se constata que: entre crescer no Nordeste ou no Sul. o crescimento se encerrou aos 18 anos. realizado entre 1974 e 1975. existe uma diferença de 12 anos a menos de esperança de vida e 50% a mais na possibilidade de apresentar baixa .1cm neste período entre 1975 . Além das diferenças obtidas entre os resultados nacionais e os de referência. A melhora dos indicadores nutricionais em relação aos encontrados na década de 70 é positiva. (4) quando a renda per capita era igual a 2. ampliação da rede básica de saúde. passando a 2. maior divulgação e acesso ao conhecimento de forma geral. reforçando a idéia de que as desigualdades não se limitam à renda. o déficit de comprimento dos lactentes em relação ao padrão NCHS era de 6. tanto na área rural quanto na urbana. permitindo uma melhor distribuição de renda per capita e pela maior adesão ao aleitamento materno. (5) ao mesmo tempo.1% em 1975. aumento da cobertura vacinal obtido pelos programas de imunização ampliada.9cm e +3.7cm (para adolescentes do sexo masculino). pela mídia e até mesmo pela rede de transportes ampliada. correspondendo. ao ganho observado em países desenvolvidos no início do século e à metade do alcançado por outros países onde foram promovidas medidas específicas para o desenvolvimento humano neste mesmo período de 15 anos.2 salários mínimos. Esta constatação não se limita aos padrões estéticos. No entanto. (2) as regiões com pior desempenho foram a Norte e a Nordeste e as de melhor desempenho foram a Sul e a Sudeste. (2) a mediana da estatura aos 14 anos e aos 18 anos aumentou respectivamente +3. (3) aos 18 anos. a mediana regional brasileira chegou a ser igual ou ligeiramente superior ao padrão NCHS.9cm e sudeste urbano = . aproximadamente. as alturas apresentadas pelos adultos jovens brasileiros (20 . esta pesquisa evidenciou contrastes internos que podem ser resumidos da seguinte maneira: (1) a área rural apresentou pior desempenho.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A evolução dos índices altura para idade indica declínio na prevalência de déficits de crescimento entre crianças menores de 5 anos em todo país.3 5.49 0.49 0. A melhora dos índices altura para idade é maior na área urbana chegando a 37.7%. na realidade.8%) e de apenas 16.1 7.49 0.1996 região Nacional Sudeste Centro-Oeste Nordeste Norte Rio de Janeiro São Paulo Sul Urbana Rural faixa etária (anos) 0.5%. Quadro: Estudos de Prevalência de Baixa Estatura aos seis meses de idade.2 17.estatura.49 0. passando de 15.9% respectivamente) e menor na região Norte (29.7% para 19%). em 1996. um aumento na desigualdade das condições de vida entre as duas áreas.49 0. em 1989.8 19.49 0.0 Copyright © 2001 IDS .2 2. a comparação da PNSN de 1989 com a PNDS de 1996 mostra que a prevalência de baixa estatura entre crianças menores de 5 anos diminuiu um terço.Brasil .6% (de 12.49 0.5 5. Apesar de os dados antropométricos disponíveis limitarem-se às crianças menores de 5 anos. em 1996.3 8.3% na área rural ( 22.49 0. em 1989 para 10.6%). Tal declínio é semelhante e mais evidente nas regiões Nordeste e Centro-Sul (34.49 estatura < -2 desvios padrões (%) 10. para 5 vezes. Comparando-se a prevalência de déficits estaturais entre filhos de mães sem qualquer escolaridade e filhos daquelas que ultrapassaram o primeiro grau.5% para 7. mostrando.49 0. verifica-se que o diferencial desfavorável ao grupo de menor escolaridade passa de 17 vezes.9 16.4% e 34.9 6.

As cardiopatias. Outro grupo de causas muito importante. a baixa estatura familiar e a baixa estatura por crescimento lento. nas comunidades em desenvolvimento. destacam-se pela sua freqüência. próxima. é constituído pela desnutrição. Sua velocidade de crescimento é adequada. é ativa e não adoece com facilidade. a velocidade de crescimento é normal e ocorre um atraso no desencadeamento da puberdade. a anemia. as poliinfestações parasitárias. baixa estatura ao nascer e pela carência psicossocial. a síndrome de má absorção. Na criança com baixa estatura por crescimento lento. encontrado principalmente. do . Na baixa estatura familiar. Entre elas. a criança tem pais baixos ou vários outros familiares baixos. tais crianças conseguem recuperar alguns centímetros na adolescência. a baixa estatura é o resultado de uma desnutrição crônica. a infecção urinária em lactentes são algumas das patologias que podem determinar ou agravar a baixa estatura. as infecções repetidas. o peso e o comprimento de nascimento são próximos ao limite inferior da normalidade. Muitas vezes. Por este motivo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia BAIXA ESTATURA Quadro clínico e Epidemiologia A baixa estatura. tem várias causas. alimenta-se bem. pelas más condições de vida e saúde a que foram submetidas a mãe e a criança. um grupo de causas pouco freqüentes na população é composto pelas doenças genéticas. acompanhando a tendência familiar. Sua linha de crescimento corre paralela. a asma. que teve início no período intra-uterino ou pós-natal. alcançando uma estatura final normal. mas abaixo da curva do percentil 3. definida como comprimento ou altura para idade abaixo do percentil 3. doenças sistêmicas. mas não só. Sua altura final será baixa. Por último. a aids. o raquitismo.

Copyright © 2001 IDS .esqueleto e neuroendócrinas. que deve ser diagnosticado precocemente para evitar seqüelas irreversíveis. com exceção feita à deficiência de hormônio de crescimento e ao hipotireoidismo. Determinam baixa estatura muito grave e sem possibilidade de tratamento etiológico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sucupira. 22.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 2000. Copyright © 2001 IDS . Pediatria em Consultório 4a. J. Sarvier. Werner. Edição. p. ACSL eds. ACSL. Resegue. R Desenvolvimento In Sucupira.

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1999.. Sarvier. Departamento de Nutrição da SPSP. Copyright © 2001 IDS . Pediatria na Atenção Primária.L. 7º Ed. Marcondes. Paul.Leone. Sarvier. Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância. 1998. & Cols. & Cols: Pediatria em Consultório. A.. Pediatria Básica.. Organização Panamericana de Saúde. E. Brasília. et al.C. São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Bresolin. ..Alimentação da Criança nos Primeiros Anos de Vida. São Paulo. Ministerio da Saúde.Alimentação na Criança Normal. Issler. São Paulo. Sarvier.M. 1996. H. Marcondes. Rev. A C.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1999.S. 2000. Pediatria 16 : 2.B. E. Organização Munidial de Saúde. In Sucupira.

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(2) sorologia não-treponêmica: VDRL (é considerado . edema coriza serosanguinolenta alterações neurológicas em membros tardios fronte olímpica mandíbula curva arco palatino elevado alterações dentárias alterações oculares lesão do VIII par craniano nariz em sela tíbia em sabre O diagnóstico laboratorial baseia-se. como: Quadro2. Achados de exame físico na Sífilis Congênita precoces hepatomegalia alterações ósseas baixo peso ao nascer lesões cutâneas icteríciaes plenomegalia anemia severa. como as doenças hemolíticas por incompatibilidades sanguíneas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico das icterícias no período neonatal é importante. principalmente para afastar causas graves. em: (1) pesquisa direta por microscopia em campo escuro. O diagnóstico da sífilis congênita é da maior importância para tanto alguns achados clínicos da sífilis congênita devem ser procurados. principalmente.

positivo. Copyright © 2001 IDS . A sífilis é uma doença de notificação compulsória. Permanecem positivos por longo tempo. sendo considerada portadora de sífilis congênita toda a criança cuja mãe tem sífilis não tratada ou tratada de modo inadequado. (3) sorologia Treponêmica: FTA-Abs (úteis para exclusão de falsos positivos). com queda progressiva. quando apresenta títulos a partir de 1:2. mesmo após o tratamento efetuado). independentemente da presença de sinais e sintomas laboratoriais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

estímulo ao peristaltismo. exsanguineo-transfusão e até o uso de substâncias que diminuem a reabsorção intestinal de bilirrubina. administração de glicose. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da icterícia neonatal deve ser direcionado para a doença que causou a icterícia. Outras medidas coadjuvantes são possíveis. como alimentação precoce. podendo-se utilizar fototerapia. tem por objetivo evitar a encefalopatia. Nos casos de hiperbilirrubinemia indireta por incompatibilidade sanguínea.

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o encaminhamento a serviço de especialidade deve ser imediato.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Nesses casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A principal atitude é a de diferenciar a icterícia fisiológica do recém-nascido e a sífilis congênita de outros diagnósticos que demandam investigação demorada.

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K. São Paulo.. 1987 Copyright © 2001 IDS . Sarvier. Roteiros Diagnósticos em Pediatria. Pediatria Básica. E.. junho 2000 Issler.B. Sarvier.Leone. 2000.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Araújo.. 1999.vol XXXVI.F. Icterícia neonatal. M.. 1996...C.C.C. Sarvier.. Marcondes.Pediatria Moderna. Ramos. H. A . Corradini.W. E. 7º Ed. Vaz. Guia de Vigilancia Epidemiológica e Agravos Específicos.C.J. Marcondes. Marcondes. São Paulo. Pediatria na Atenção Primária . E..L. Oselka.A.. Ministério da Saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. H. Leone. São Paulo..G. et al.

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moderado ou grave foram eleitos de maneira arbitrária. adotando-se. A relação peso/idade é a mais freqüentemente utilizada em nosso meio. No entanto. não tendo base fisiopatológica de gravidade bem definida. Para estudo de casos individuais. inadequada. desequilibrada ou incompleta de nutrientes. deve-se utilizar a determinação do déficit de peso/altura e da altura/ idade. independentemente de sua altura. como base de referência. A secundária é conseqüente a alterações fisiopatológicas pré-existentes que interferem em qualquer ponto do processo de nutrição. considera-se: . uma curva de crescimento. A classificação de intensidade está baseada no déficit de peso em relação à idade. Este método deveria ser utilizado basicamente para avaliar os graus de desnutrição em uma comunidade e para uma triagem inicial. este método assume que as crianças de determinada idade têm o mesmo peso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico Avaliação e classificação da desnutrição De acordo com a etiologia. devido a dificuldades operacionais que os serviços de saúde encontram para a medida da altura das crianças. moderada e grave. De acordo com a intensidade. em relação à altura ou da altura para a idade. A primária é conseqüente à ingestão insuficiente. Tomando como referência as tabelas de crescimento do "National Center for Health Statistics"( NCHS). Os pontos de corte para definir os graus de déficit leve. a desnutrição pode ser considerada primária ou secundária. principalmente para as crianças menores de 2 anos. a desnutrição pode ser classificada em: leve.

Apesar de estes critérios serem subjetivos.4 0. é considerada como desnutrida grave. Segundo a apresentação clínica.2.30% déficit 11% .0 . e o rosto. a desnutrição pode ser considerada aguda ou crônica. achados físicos e laboratoriais edema alterações de pele edema + alteração de pele alterações de cabelo hepatomegalia pontos 3 2 6 1 1 marasmo kwashiorkor .1. têm se mostrado efetivos e fáceis de serem aplicados. especialmente quanto a edema e aspecto de envelhecimento. independentemente do seu déficit.15% grave déficit > 40% déficit > 30% déficit > 15% É importante ter sempre presente que toda criança desnutrida com edema.5 3. kwashiorkor ou marasmo-kwashiorkor. O marasmo apresenta 3 etapas: M1.9 0 1 2 3 4 5 6 kwashiorkor .4 a 8 pontos concentração de albumina (g/l) > 3.4 2.0 . a desnutrição pode ser classificada em marasmo.20% déficit 5% .3. onde a massa muscular e deposição de gordura são máximas.1.9 a 15 pontos marasmo .9 1. A desnutrição aguda é desencadeada por um processo que leva à supressão aguda da ingestão e/ou o aumento. das necessidades.2.4 1.5 .10 % moderada déficit 26% .9 2.leve Peso/idade Peso/altura Altura/idade déficit 10% .5 . De acordo com o tempo de evolução.0 a 3 pontos classificação Outra classificação mais simples para estes tipos de desnutrição tem sido adotada na estratégia do Ministério da Saúde denominada Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). não atendido.40% déficit 21% . Foi proposta por McLaren e fundamenta-se em uma tabela de pontuação para achados clínicos e dosagem da concentração sérica de albumina. baseia-se em observar os glúteos.0.0 . quando os pacientes .25% déficit 10% .5 .

porém poderão ser dispensados. é necessário o encaminhamento a uma unidade de referência hospitalar se constatado o aparecimento de sinais clínicos de agravamento. Os exames laboratoriais poderão auxiliar no diagnóstico. e K2. As formas mistas caracterizam-se pela presença de ambos os tipos de sinais. com edema dos pés. com glúteos flácidos e com pregas da pele sobre a raiz da coxa. esfregaço de sangue para afastar a hipótese da malária. pois a história médica e o exame físico são. Mantendo-se uma vigilância das condições clínicas da criança. M2. glicemia. Desnutrição grave é definida como sendo a presença de edema.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . análise de urina. podemos considerar como exames úteis em uma Unidade Básica de Saúde: hemograma. Na abordagem terapêutica. nenhuma distinção é feita entre as condições clínicas de marasmo. marasmo-kwashiorkor ou kwashiorkor. Copyright © 2001 IDS . e M3. além destes sinais.apresentam glúteos diminuídos. conclusivos para o diagnóstico. emagrecimento intenso (peso inferior a 70% do esperado para o peso/altura) ou sinais clínicos de desnutrição grave. O kwashiorkor tem 2 etapas: K1. apresentam rosto envelhecido. com edema generalizado. protoparasitológico de fezes e radiografia de tórax. Em nosso meio. na maioria das vezes. em que.

é feita a preparação para alta. O quadro abaixo resume este programa. a criança e a família são acompanhados para assegurar a recuperação e o desenvolvimento emocional. Esquema para o tratamento de uma criança com desnutrição grave atividade tratamento inicial dias1-2 dias 3-7 reabilitação semanas 2-6 acompanhamento semanas 7 . além da correção de deficiências específicas e metabólicas e o início da alimentação. mas sim um planejamento cuidadoso e profissionais de saúde capacitados e dedicados. físico e mental da criança e evitar recaídas. (3) acompanhamento: após a alta.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da criança com desnutrição grave é dividido em três etapas: (1) tratamento inicial: são identificados e tratados os problemas que põem em risco a vida da criança. A mãe ou a pessoa que cuida da criança passa a ser treinada para continuar o tratamento em casa e. então. (2) reabilitação: aumenta-se a densidade calórica e protéica da dieta e iniciase o programa de estimulação física e emocional. O sucesso do tratamento da criança desnutrida grave não requer instalações ou equipamentos sofisticados.26 .

paulatinamente. o que quer dizer que. a hidratação oral deve ser iniciada e.tratar ou prevenir hipoglicemia hipotermia desidratação corrigir DHE tratar infecção corrigir deficiências de micronutrientes começar a alimentação aumentar densidade calórica protéica da dieta estimular o desenvolvimento --------> --------> --------> ----------------------------------> ----sem ferro----> -----------------> ---------------------------------------------------------------------------> ---------------> --com ferro--> -------------> DHE = distúrbios hidroeletrolíticos Hipoglicemia: a criança deve ser alimentada no mínimo a cada 2 . assim que houver condições. na suspeita de hipoglicemia.0o C. A administração de solução hidroeletrolítica por via endovenosa deve ter a menor duração possível. o que implica na necessidade de controles rigorosos para ajustar o volume. Se disponível. 20 mmol/litro de solução. com lâmpada incandescente acima do corpo ou pela "técnica Canguru". o volume de 50 a 100 ml/kg com previsão de tempo total para a administração em 4 a 6 horas. Desidratação: para a reidratação oral das crianças desnutridas graves indica-se a solução padrão da OMS com excelentes resultados. com o objetivo de incentivar a mãe a administrar a solução e controlar a evolução da criança. Deve-se ter sempre em conta que a criança desnutrida grave em estado de choque é de alto risco e tem dificuldade para manipular volume. utilizamos com sucesso a solução de partes iguais de soro fisiológico a 0. A administração deve ser lenta. Deve ser oferecida água com glicose. Hipotermia: se a temperatura retal estiver abaixo 35. Choque séptico: A OMS recomenda o uso de solução de Darrow diluída ao meio com glicose a 5% ou solução de ringer lactato com glicose a 5%.9% e solução de glicose a 5%. sugerindo-se. substituída por via endovenosa. se necessário via sonda naso-gástrica. porém sob vigilância constante do profissional de saúde. A suspensão da administração da solução de reidratação oral (SRO) ou a prescrição de volume adicional deve ser feita de acordo com a evolução da criança. é recomendado adicionar cloreto de potássio. utilizando-se colher e/ou copo. a criança deve ser aquecida com cobertor quente. no volume de 15 ml/kg em 1 hora. Após a recuperação dos sinais de desidratação e/ou ganho de peso. suspende-se a SRO e . a 35.5o C ou a axilar. desde a década de 60.3 horas. Em nosso meio. como proposta inicial. as concentrações e a velocidade da infusão.

Até o presente momento. propõem enriquecer a solução de reidratação com magnésio. Estas recomendações têm como base o conhecimento de que estas crianças têm déficit de potássio e alto conteúdo corpóreo de sódio. se ocorrer o aparecimento de diarréia aquosa. é aquela descrita a seguir. denominada de ReSoMal. Estas dietas podem ser facilmente preparadas a partir de leite em pó. farinha de cereal e óleo. a criança melhora e o apetite retorna.inicia-se a alimentação. o fígado. Não havendo tratamento de emergência. de forma a não sobrecarregar o intestino. inicia-se a administração de uma fórmula de dieta em pequenas quantidades. aumentando-se progressivamente. Composição da solução reidratação oral para desnutridos graves Componente Glicose Sódio Potássio Cloreto Citrato Magnésio Zinco Cobre Osmolalidade Concentração (mmol) 125 45 40 70 7 3 0. é de 70 a 100 ml/kg. a partir de 1999. conforme tolerância da criança. Deve-se estar atento ao aparecimento de intolerância ao leite. passou a recomendar o uso de soluções orais especiais para o tratamento da desidratação do desnutrido grave. zinco e cobre para corrigir a deficiência destes minerais. na fase de reabilitação. e os rins.3 0. Havendo vômitos. Se a criança não tiver condições de tomar a solução voluntariamente. Crianças que não estejam em aleitamento materno devem receber dieta tão logo seja possível. Dietético: a amamentação de ser mantida em criança submetida à reidratação.045 300 O volume indicado. a administração de outros líquidos e a suplementação de vitaminas e sais minerais. inicialmente. Na fase inicial do tratamento. Com a recuperação. Além disso. A composição da solução de SRO proposta para crianças gravemente desnutridas. dieta de 100 kcal/100ml. por estar muito debilitada ou cansar-se rapidamente. que podem ser adicionados à dieta ou administrados separadamente. . A OMS. indica-se o uso de sonda nasogástrica (SNG). O volume inicial para administração por SNG é de 5ml/kg em 30 minutos. utilizando-se colher e/ou copo. a OMS recomenda dieta com 75 kcal/100ml e. não dispomos de estudos suficientes que demonstrem claramente as vantagens do uso de ReSoMal sobre a solução de hidratação padrão. a quantidade a cada refeição e o intervalo devem ser reduzidos. É imprescindível a administração de vitaminas e sais minerais.

(2) deficiência de vitamina A. imunizações. (5) recuperação nutricional e (6) imunizações. é preciso estar atento frente a (1) processos infecciosos. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . marcado em gráfico.Durante a etapa de reabilitação. (3) anemia. e desenvolvimento mental e comportamental é importante. o seguimento por meio do controle de peso. Na etapa de acompanhamento. pois estes estão freqüentemente comprometidos. (4) dermatoses do kwashiokor.

Montenegro. John C. Desnutrición In Nutrición Clinica y Gastroenterologia Pediatrica. Bricks. LF. São Paulo. 1995. CR and Lozano. 1996. 1999.353:1919-1922. et al. Washington (D. Geneva. The Lancet 1999. Desnutrição Energético-Protéica em Pediatria em Consultório. World Health Organization.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Ahmed T. Representação do Brasil.1996 Bresolin. . 1996 Manejo da Desnutrição Grave: Manual para Profissionais de Saúde de Nível Superior e suas Equipes. Mortality in severely malnourished children with diarrhoea and use of a standardised management protocol. OMS . Waterlow. Bogotá. Malnutrición proteico-energética. The treatment diarrhoea: a manual for physicians and other senior health workers.C. RG.). Bogotá.. OPS. AMB. Sarvier.OPAS. Medica Panamericana.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

podendo ocorrer também na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. Apesar de o diagnóstico de anemia ter essencialmente um embasamento laboratorial. as informações obtidas na história permitem à equipe de saúde desempenhar o seu importante papel na promoção e proteção da saúde das crianças. diminuição do apetite. assim sendo. alterações do humor e distúrbios do sono. As queixas clássicas nas crianças com anemia moderada e grave são inespecíficas. A grande diversidade de possibilidades etiológicas das anemias na infância. no nosso meio. dados da história e do exame físico são fundamentais para a realização das hipóteses diagnósticas etiológicas e direcionam as condutas terapêuticas a serem priorizadas. Além disso. faz com que seja amplo e variado o seu espectro de manifestações clínicas. . aparentemente. A anamnese deve ser completa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Pode-se estimar. como fraqueza. identificando precocemente as situações de risco para o desenvolvimento da anemia. de modo a buscar soluções junto com a família no sentido de impedir sua instalação. de acometimento localizado. geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. pois é definido pela taxa de hemoglobina encontrada no hemograma. que pode indicar a presença de hemólise. a abordagem de toda criança desta faixa etária deve incluir essa possibilidade diagnóstica. pois a anemia pode ser manifestação de doença sistêmica crônica ou aguda. Deve-se sempre indagar sobre a presença de episódios de icterícia. que a probabilidade de um lactente ou pré-escolar apresentar anemia é de aproximadamente 50%. de carência nutricional primária e de outros mecanismos fisiopatológicos. não existam queixas específicas. mesmo que.

sítio de absorção da vitamina B12 ligada ao fator intrínseco. Para o pré-escolar. algumas drogas como anti-ácidos. A perversão alimentar. algumas das quais são responsáveis pela perda crônica de sangue nas fezes. criança que teve parto prematuro ou com baixo peso ao nascer sem suplementação de ferro. (2) alimentação pregressa e atual por fatores que podem levam a ferropenia (desmame precoce. além das inadequações alimentares. podem determinar a carência dessa vitamina. que inviabiliza a ligação da molécula de ferro ao grupo . Por outro lado. como: (1) antecedentes perinatais. (3) antecedentes mórbidos e doenças associadas: infecções de repetição e os processos inflamatórios crônicos. podem evoluir com perda sangüínea oculta pela via digestiva. espuma do colchão ou até mesmo cabelo. como diarréia recorrente. Anticonvulsivantes podem determinar carência de folato por mecanismos ainda desconhecidos. podem causar carência de folatos por acometerem a mucosa jejunal. ácido acetilsalicílico e outros antiinflamatórios não-hormonais pode causar perda sanguínea. sendo predispostos a desenvolver essa anemia carencial. como geofagia ou compulsão por comer tijolo. A longo prazo. predispõem ao aparecimento de anemia ferropriva. sulfazalazina e pirimetamina são considerados antifolínicos. gelo. pois inibem a transformação do ácido fólico para sua forma ativa. divertículos e pólipos. Acometimentos do íleo terminal. úlceras pépticas. excesso de fatores inibidores e vegetarianismo) ou a deficiência de folato (aleitamento exclusivo com leite de cabra. (5) contato com agentes tóxicos: agentes químicos usados na lavoura podem justificar o aparecimento de aplasia medular. baixa oferta de vegetais e cocção excessiva das frutas e hortaliças) ou ainda de vitamina B12 ( filhos de mães com dieta vegetariana estrita em aleitamento materno exclusivo e também as crianças com dieta vegetariana). Os prematuros e os indivíduos com anemia hemolítica apresentam maior demanda de ácido fólico. (4) uso de medicações: o consumo de corticosteróides. gemelaridade. drogas bloqueadoras da secreção de suco gástrico. excesso de oferta láctea em substituição às refeições de sal. baixo peso ao nascimento. por determinarem inapetência. aleitamento artificial sem reposição de ferro. A ingestão crônica de material que contenha chumbo determina o acúmulo deste metal. Na criança com história de geofagia. que cursam com perda sangüínea crônica. como prematuridade. podem como a tricocefalíase e ancilostomíase. acresce-se o risco de infecção por enteroparasitoses. apontam para a possibilidade de ferropenia e anemia. trimetoprima. após esgotarem os depósitos. Doença de Crohn e doença celíaca. sítio de absorção do ácido fólico. salientam-se as enteroparasitoses. os indivíduos que ingeriram substâncias cáusticas e os gastrectomizados acabam desenvolvendo deficiência de vitamina B12 pela falta do fator intrínseco. o uso crônico de antiácidos ou de drogas que induzem a diminuição da secreção gástrica podem atuar como fatores de inibição da absorção do ferro. sangramento perinatal. Outros acometimentos do trato digestivo. Em relação à vitamina B12. esofagite por refluxo gastroesofágico. Medicamentos como metotrexate. inadequação na composição destas refeições.Alguns pontos de importância na anamnese. sabão. atraso na introdução das refeições de sal. neomicina podem determinar a má absorção dessa vitamina.

conforme o quadro de condutas (Quadro1). geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. A presença de petéquias e púrpura levanta a suspeita de plaquetopenia. A queilite angular pode ser manifestação de ferropenia. no entanto. necessariamente. estresse e febre. cabelos descorados podem estar presentes na desnutrição e na deficiência de ácido fólico. febre e exercícios físicos intensificam a coloração das mucosas pela vasodilatação. nestes casos. assim como a cor e textura da pele e dos cabelos e aspecto das unhas são importantes para avaliar se existe desnutrição energético protéica e/ou alguns sinais presentes nas anemias carenciais. que normatiza esta estratégia. A coloração da palma da mão da criança é muito útil no diagnóstico. classificação e tratamento de anemia segundo o programa do Ministério da Saúde denominado Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância AIDPI Avaliar palidez palmar leve Classificar anemia Tratar q q q palidez palmar grave anemia grave Encaminhar com urgência ao hospital prescrever ferro · afastar malária em áreas de risco q · prescrever mebendazol se a criança tiver uma ou mais e não tiver tomado nenhuma dose nos últimos seis meses q · avaliar a alimentação da criança e orientar a mãe sobre alimentos ricos em ferro q · Marcar retorno em 14 dias O exame físico geral. interrompendo a síntese da hemoglobina. atrito. sem que. por redução da albumina plasmática. a constatação da palidez não deve ser encarada como um pré-requisito para se suspeitar de anemia. como já foi referido. pois vários fatores podem alterar a coloração cutâneo mucosa: calor. No entanto. a . e nos portadores de anemia falciforme. expressam palidez. haja alterações hematológicas. ou ainda nos acometimentos medulares. A intensidade da palidez pode ser leve ou grave quando comparada com a coloração palmar da mãe e do profissional de saúde. no seqüestro esplênico. Estrias longitudinais em unhas podem estar presentes na ferropenia. Icterícia pode indicar a presença de hemólise. Quadro 1: Avaliação. A anemia costuma ser associada à palidez. Assim.heme. nos quais o edema é secundário à venoclusão. também. que pode ocorrer na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. pela vasoconstrição. a hemólise pode ocorrer. O chumbo está contido em tintas. na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. Edema de extremidades pode ocorrer nos desnutridos graves com kwashiorkor. em material poluente eliminado pelas fábricas de pilhas e bateria e em algumas ligas de metais e tintas que compõem ou revestem panelas e utensílios domésticos. devido ao processo de eritropoese ineficaz. frio. por outro lado. com as medidas de altura e peso.

e hematócrito menor que 33% confirmam a hipótese de anemia. Toda criança com suspeita de anemia deve realizar hemograma completo. contagem de reticulócitos e.5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino. quando possível. No exame físico especial. quando presentes.o volume corpuscular médio (VCM) permite uma classificação didática das causas de anemia. como ser indicativos de algumas doenças hemolíticas constitucionais (por exemplo. a medida da pressão arterial e ausculta cardíaca. protoparasitológico (para os maiores de 1 ano).9 milhões/ml. No exame neurológico. é importante avaliar a freqüencia cardíaca. a velocidade e a intensidade da queda dos índices hematimétricos permitem ou não ajustes cardiovasculares. devem ser analisadas no conjunto dos dados obtidos na história e exame físico. deve-se avaliar com cuidado a presença de hepato e/ou esplenomegalia. deficiência de ácido fólico ou de vitamina B12. a quantidade de hemoglobina menor que 11 g/dl em crianças de seis meses a 5 anos. diminuição da força muscular ou ataxia espástica sugere mais especificamente carência de vitamina B12 . até sinais de insuficiência cardíaca grave. a ocorrência de parestesia simétrica e persistente. conforme pode ser constatado no Quadro 2. Na avaliação do aparelho cardiovascular. presença de sopro cardíaco. normocítica e macrocítica anemias microcíticas q anemia ferropriva ( deficiência nutricional e perdas sangüíneas) q intoxicação por chumbo q síndromes talassêmicas . visando a confirmação do diagnóstico e obtenção de outras informações úteis quanto à provável etiologia. O tempo de duração da anemia. que vão desde um pequeno aumento da freqüência cardíaca. menor que 11. queixa que não ocorre no edema da desnutrição. Hemograma: a contagem de eritrócitos inferior a 3. considera-se microcitose quando o VCM é menor que 75(3 e macrocitose quando o VCM é maior que 100(3.diferenciação pode ser feita pela presença da dor no local do edema nos casos de anemia falciforme. a presença de glossite associada a anemia pode sugerir ferropenia. respectivamente. Este dado é fundamental para orientar a etiologia mais provável. determinando alterações do exame físico. No exame do abdome. De modo geral. esplenomegalia na esferocitose) e até parte do quadro de leucose. que. (1) Volume corpuscular médio . Quadro 2 Classificação das principais etiologias de anemia de acordo com o tipo de anemia caracterizado pelo volume corpuscular médio em microcítica.5 g/dl em crianças na faixa etária de seis a 9 anos e menor que 12 g/dl e 12. pois podem tanto representar apenas a resposta reticuloendotelial à presença de anemia (geralmente de pequenas proporções).

que devem ser solicitados separadamente e cujas interpretações são complementares. tratam-se de exames diferentes. Sua contagem exige metodologia específica.deficiência de ácido fólico q · sem megaloblastose medular anemias normocíticas q anemia aplástica síndrome de Diamond-Blackfan hipotireoidismo hepatopatias processos infiltrativos em medula anemias hemolíticas congênitas . a taxa de reticulócitos é a relação percentual entre o número de reticulócitos e o número de eritrócitos. Assim sendo. apresentando RDW normal. Na língua inglesa. nas síndromes talassêmicas. Contagem de reticulócitos: são os eritrócitos jovens. Na anemia ferropriva o RDW está aumentado devida à ampla variação do volume das hemácias. motivando o uso da sigla RDW. cujos valores normais encontram-se entre 11.secundária a processos infecciosos q perda sangüínea aguda q seqüestro esplênico q insuficiência renal crônica Coeficiente de variação do volume eritrocitário (red cell volume width distribution . enquanto.anemias macrocíticas q com megaloblastose medular . A elevação da taxa de reticulócitos (valores maiores que 7% entre recém-nascidos e maiores que 2% para as demais faixas etárias) reflete aumento da eritropoese. e reflete a velocidade com que a medula está liberando eritrócitos jovens para a circulação periférica.deficiência de vitamina B12 .a contagem eletrônica dos eritrócitos.alterações da membrana do eritrócito q anemias hemolíticas adquiridas .anemias hemolíticas q microangiopáticas .complexos . esse coeficiente é denominado de red cell volume width distribution.por imune . fornece também o coeficiente de variação do volume eritrocitário.5%. o que costuma ocorrer nas anemias . enquanto a leitura do hemograma é feita de forma automatizada.5% e 14.RDW) .hemoglobinopatias . além dos dados já descritos do hemograma. as hemácias se apresentam de tamanho uniforme.defeitos enzimáticos de eritrócito .

a abordagem diagnóstica das crianças com anemia.5 % são registrados nas anemias carenciais. além de confirmarem a presença de anemia. orientam. Taxas de reticulócitos menores que 0.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Portanto. Copyright © 2001 IDS . os resultados do hemograma e da contagem de reticúulócitos. nos quadros de sangramento agudo e no início do tratamento de reposição de nutrientes nas anemias carenciais.hemolíticas. quando associados aos dados obtidos na história e no exame físico.

microcitose e aumento do RDW no hemograma e ao número baixo de reticulócitos. em reorientações alimentares que garantam as necessidades nutricionais específicas de cada faixa etária e na remoção de fatores que. garantir retornos mensais para identificar falhas e objetivar o seguimento através da realização de um novo hemograma em aproximadamente dois meses de tratamento. Especialmente em nosso meio. associados ao encontro de anemia. com intervalos que dependem da gravidade da anemia. possam estar causando ou . Na ausência de respostas satisfatórias. devendo ser monitoradas nas crianças com anemia grave. O tratamento deve ser reorientado. o tratamento por meio da reposição de ferro por via oral. justifica-se essa conduta inicial. Em geral. é mais importante facilitar o acesso ao atendimento das intercorrências que possam dificultar a adesão ao tratamento. a principal possibilidade a ser suspeitada é a falta de adesão às orientações prescritas. da reorientação alimentar e da prescrição de medicamentos deve ser iniciado e a criança. Assim. e com reavaliação dos índices hematimétricos. levando-se em consideração as dificuldades específicas de cada caso. eventualmente. acompanhada com retornos periódicos. Elevações dos índices hematimétricos podem ser registradas desde a primeira semana de tratamento. devido à alta prevalência de anemia ferropriva já referida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Abordagem da criança com anemia microcítica Deve-se iniciar o tratamento com reposição de ferro nos lactentes e pré-escolares que apresentam dados de história que indiquem risco de ferropenia. Tratamento da anemia ferropriva: é baseado na reposição de ferro via oral.

piorando a ferropenia. o albendazol (400mg . recomenda-se o consumo de outros alimentos que facilitem a absorção do ferro não-heme. excesso de verduras e cereais. A dose terapêutica de ferro elementar preconizada para o tratamento é de 4 . Tabela 2. fora de zona de grande prevalência de amebíase.6mg / kg / dia. o sulfato ferroso continua sendo uma boa opção devido ao seu baixo custo e sua melhor absorção. vômitos e alterações do hábito intestinal. Os efeitos colaterais mais freqüentes são náuseas. com o intuito de diminuir o risco da sangramento oculto. Recomenda-se que a administração do medicamento seja feita 30 minutos antes das refeições . Para refazer os estoques de ferro no organismo. acompanhada de suco cítrico e carboidratos. As apresentações comerciais que associam o sal de ferro a outras substâncias hematogênicas são mais caras e. A perversão alimentar costuma diminuir por volta do final da primeira semana e a glossite mostra sinais . momento em que a acidez gástrica pode facilitar a absorção do ferro e. não resolvem as situações de deficiências nutricionais mistas por não permitirem ajustes específicos de doses. O cansaço. repetindo o mesmo esquema após 14 dias). como frutas cítricas e carboidratos. Embora haja vários compostos contendo ferro (tabela 2). visando diminuir eventual irritação gástrica. respeitar os hábitos familiares e se ajustar aos recursos disponíveis. Em áreas de alta prevalência de enteroparasitoses. durante o tratamento.em dose única) pode ser uma boa opção terapêutica. até no máximo 200 mg / dia. Nas crianças maiores de 1 ano. A dose diária é dividida em 2 a 3 tomadas . devendo ser evitados os inibidores como chá. 2 vezes ao dia.5 12 5 As reorientações dietéticas devem obedecer às necessidades específicas de cada faixa etária. Em geral. mesmo que em pequenas quantidades. mantém-se a reposição em dose terapêutica por mais dois meses após a normalização dos níveis de hemoglobina e do VCM. em geral. A substituição do composto de ferro está indicada para as crianças que apresentarem intolerância ou má aceitação ao sulfato ferroso. Compostos de Ferro Sal de Ferro Sulfato Ferroso Hidróxido de Ferro Polimaltoso Citrato de Ferro Amoniacal Gluconato Ferroso Citrato de Cálcio Ferroso Concentração de Ferro Elementar (%) 20 30 16. Para as crianças maiores de 2 anos. está indicado o uso de drogas antiparasitárias. usa-se mebendazol ( 5 ml. Além de se reforçar a oferta de carne. observa-se a melhora e até mesmo o desaparecimento de sinais e sintomas precedendo às alterações laboratoriais mais relevantes. os distúrbios do sono e até mesmo a anorexia melhoram nos primeiros dias. se possível. fatores que aumentam a sua absorção. durante 3 dias. junto às refeições de sal. independentemente de efetivação de protoparasitológico. leite.

que raramente atingem níveis de hemoglobina menores que 9g/dl. Essa situação específica não deve ser interpretada como patológica e sim como uma fase de transição e autolimitada. cuja resolução é espontânea e está relacionada à substituição da hemoglobina fetal pelas hemoglobinas A1 e A2. desaparecendo em torno de dois a três meses. A OMS recomenda. Abordagem da criança com anemia normocítica As principais causas de anemia de crianças com anemia normocítica são processos infecciosos/inflamatórios crônicos. lactentes nascidos a termo e com peso adequado para a idade gestacional apresentam redução fisiológica dos índices hematimétricos entre a 7ª e a 12ª semanas de vida. devem ser garantidas as seguintes medidas profiláticas: (1) aleitamento materno exclusivo até o 6ª mês de vida. a persistência da anemia normocítica reforça a necessidade de encaminhamento. Profilaxia das Anemias Carenciais De forma geral. Especificamente com relação à alimentação. diminuição da produção de eritropoetina ou alteração do processo de maturação nuclear. enquanto adequações alimentares estão sendo incorporadas. como medidas básicas para a prevenção da ferropenia. o exame físico e o acompanhamento são fundamentais para indicar as prioridades da investigação diagnóstica e encaminhamentos. renda familiar que garanta oferta alimentar adequada.no mínimo durante os 6 primeiros meses de vida). acesso aos serviços de saúde e educação. (4) reposição de ferro ( 2mg/kg/dia) em lactentes e préescolares expostos a dietas inadequadas. Abordagem da criança com anemia macrocítica A constatação de macrocitose no hemograma está associada a várias causas que podem ser agrupadas em três situações: falência medular. a história. vínculos familiares/institucionais saudáveis. falência medular e deficiência de vitamina B12 e ácido fólico.de involução a partir da segunda semana. Nesses casos. Em geral. com 2 mg de ferro elementar/kg/dia. enquanto a melhora dos índices hematimétricos confirma a possibilidade de a anemia pregressa ter sido secundária a algum processo infeccioso/inflamatório transitório. (5) uso de leite enriquecido com ferro em lactentes que sofreram desmame . (2) reposição de ferro para os lactentes prematuros e pequenos para a idade gestacional. as seguintes condições: moradia com água tratada e saneamento básico. recomenda-se que o hemograma seja repetido em aproximadamente um mês. não sendo possível uma única padronização de conduta. determinando a necessidadede encaminhamento. estão associadas a doenças mais graves. A reticulocitose máxima pode ser detectada entre o quinto e o oitavo dia. anemias hemolíticas. Essas são situações clínicas bem mais raras que a ferropenia e. vacinação completa. de um modo geral. as carências nutricionais podem ser evitadas garantindo-se condições adequadas de vida para todos. hemoglobinopatias. nesta reavaliação. a partir do 2º mês de vida. Nas crianças que apresentam anemia leve sem outras alterações. (3) reposição de ferro para lactentes em aleitamento artificial sem fortalecimento com ferro (1 a 2 mg/kg/dia .

respeitando época de introdução de frutas cítricas e outros alimentos e garantindo 2 refeições de sal por dia a partir do 7º .2mg/dia) para lactentes em aleitamento exclusivo com leite de cabra. se necessário. comprometendo a importância do aleitamento materno e da diversificação da dieta. artrites e artropatias. Portadores de hemocromatose. O Ministério da Saúde. a longo prazo. o consumo indiscriminado de alimentos enriquecidos com ferro não deve ser estimulado. beterraba. (8) estimular o consumo de frutas e vegetais crus. (9) esclarecer o valor de determinados alimentos como fonte de ferro biodisponível. porém seu custo ainda dificulta o acesso às populações mais pobres e seu uso em grande escala pode levar a uma supervalorização do leite de vaca. Devido ao fato de não haver vias específicas de excreção de ferro que não a descamação celular. (10) controlar processos mórbidos que induzam anorexia ou perdas sanguíneas. .8º meses de vida. hepatoma. leite. no quadriênio 2000-2003. seja possível consolidar e estender essa conduta para todos os municípios brasileiros atendidos pelo PSF. diminuindo significativamente a prevalência de anemia ferropriva entre lactentes. a redução da carência de ferro no Brasil foi priorizada entre as diretrizes na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). como farinha de casca de ovo. com ferro tem sido eficaz em vários países. quando essas lesões se manifestam clinicamente. (13) reposição de ácido fólico (1. pretendendo que. especialmente nos países em desenvolvimento. O enriquecimento de alimentos.precoce. (6) oferta de dieta adequada para cada faixa etária. Trata-se de medida com resultados relativamente rápidos e seguros. miocardiopatia. (14) reposição de vitamina B12 para lactentes filhos de mães vegetarianas de longa data. A prevalência de anemia no mundo. só serão identificados entre 40 e 60 anos. recomendar a reposição de ferro nas adolescentes e mulheres em idade fértil. principalmente do leite. (6) estimular o consumo de alimentos facilitadores da absorção do ferro não-heme junto às refeições de sal (carne. condição geneticamente determinada e caracterizada pela absorção excessiva de ferro. excesso de cereais e fibras). por intermédio do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) além de reforçar as recomendações alimentares específicas para prevenir a ferropenia. Recentemente. dentro do Programa de Saúde da Família (PSF). justifica a busca de medidas profiláticas de natureza coletiva no âmbito da saúde pública. efetiva a administração de 2 ml de sulfato ferroso/semana para as crianças consideradas alvos (6 a 24 meses). além de ter como meta a redução da anemia ferropriva em pré-escolares e escolares em 1/3 até o ano 2003. hipopituitarismo e hipogonadismo. em aleitamento materno exclusivo (1 micrograma/dia-por via oral). como cirrose. de forma irreversível. ovo de pata e outros (9) orientar os vegetarianos quanto ao risco de ferropenia e. na qual os altos estoques de ferro determinam lesões teciduais graves. (11) estimular dieta rica em ferro e. (7) evitar o consumo de alimentos dificultadores da absorção do ferro junto às refeições de sal (chá. de deficiência de vitamina B12. e. (12) recomendar suplementação de ferro (120mg/dia) a partir do 2º trimestre de gestação. frutas cítricas e carboidratos).

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acometendo leucograma e plaquetas. abordagem diagnóstica para exclusão de leucose. processos inflamatórios crônicos. como deficiências nutricionais mistas. pois vários exames permitem quantificar o ferro corpóreo. linfocitose ou plaquetopenia intensas. para que se inicie. perdas sanguíneas ocultas e até mesmo alguma outra afecção específica do eritrócito que tenha pouca expressão clínica. As dosagens séricas disponíveis retratam apenas uma parte do seu metabolismo e devem ser interpretadas com cautela. grandes desvios à esquerda dos leucócitos (aumento de bastonetes) e presença de blastos. o tratamento deve ser retomado. atipia linfocitária. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Para investigação diagnóstica/tratamento Consideram-se sinais de alerta as alterações que não se limitam apenas ao eritrograma. o indivíduo deve ser encaminhado para algum serviço de referência. é importante a referência do paciente. Nestes casos. o mais breve possível. A persistência da anemia microcítica em crianças devidamente tratadas sugere a necessidade de se ampliar a abordagem diagnóstica para confirmar ou afastar laboratorialmente a condição de ferropenia. Nestas situações. sendo estas: macrocitose. considerando-se a possibilidade de falha terapêutica ou de haver outra etiologia associada à ferropenia. Uma vez confirmada a presença de ferropenia. leucopenia grave.

estomatócitos e acentuação de pontilhado basofílico. doenças de membrana) em lactentes com história de hemólise recorrente ou icterícia prolongada. anemia normocítica e reticulocitose ou as seguintes alterações morfológicas no esfregaço de sangue periférico: células falcizadas. como insuficiência cardíaca e/ou respiratória. A transfusão de glóbulos vermelhos deve ser reservada aos casos nos quais os níveis muito baixos de hemoglobina estejam levando a repercussões clínicas importantes. exame físico ou antecedentes familiares sugestivos de hemoglobinopatias e que apresentem. a investigação diagnóstica deve excluir as demais causas de microcitose: algumas síndromes talassêmicas. A necessidade de efetivação de diagnóstico diferencial entre processos infecciosos. eliptócitos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A eletroforese de hemoglobina também deve ser lembrada no seguimento de algumas crianças inicialmente tratadas como ferropênicas que apresentem respostas parciais à reposição de ferro ou que passem a apresentar evidências de hemoglobinopatia. processos inflamatórios crônicos e intoxicação por chumbo. pois esta condição afasta ferropenia e sugere talassemia e nas pessoas com história. ao hemograma. Para tanto. sem incompatibilidade sangüínea materno-fetal. Copyright © 2001 IDS . deficiências de enzimas eritrocitárias. os dados de história devem ser aprofundados conforme as hipóteses etiológicas mais prováveis. doenças metabólicas e as doenças hemolíticas reforçam a indicação de encaminhamento para serviços de referência. hepatopatias.Se a ferropenia for afastada. células em alvo. A eletroforese de hemoglobina deve ser realizada como conduta inicial quando houver anemia microcítica com RDW normal. cuja expressão clínica é leve ou está ocultada pela ferropenia Deve haver suspeita de síndrome hemolítica (hemoglobinopatia.

L. Sarvier. In: Sucupira. C. Scaramuzzi.. 2000.Anemia na infância. S. 2000. . São Paulo.Manual de Condutas do AIDPI. 4a ed. Monteiro. C. A. Pediatria em Consultório. A. Brasília. R. L. M.e cols. S. .Saúde infantil: tendências e determinantes na cidade de São Paulo na segunda metade do século XX. p. Ferrer. 2000. Ministério da Saúde do Brasil / Opas / Área de Saúde da Criança / Atenção Integrada Às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). 216.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bourroul. Rev Saúde Pública 34 (6 suppl). A. P. p.1 Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. . M. D.

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A idade óssea encontra-se atrasada devido à calcificação reduzida nos núcleos de ossificação. aumentada. As alterações bioquímicas decorrem diretamente das alterações do metabolismo de cálcio e fósforo. Os valores de referência devem ser fornecidos pelo laboratório. Ocorre alargamento das epífises em forma de taça. devido à não-mineralização do tecido ósseo subperiostal. encurvamento diafisário. o nível sérico de cálcio pode estar normal ou baixo. Outros achados são a rarefação óssea. fraturas em "galho verde" e duplo contorno das diáfises. Quando o raquitismo é sintomático. porém são de difícil disponibilidade em nosso meio. A dosagem sérica de paratormônio elevada e os níveis séricos de 25(OH)D diminuídos auxiliam no diagnóstico. . em função da carência de vitamina D. A radiografia dos punhos é especialmente adequada para avaliação do raquitismo. O borramento ou perda dos limites ósseos pode aparecer sob forma de pequenas estrias no sentido longitudinal do osso. o que determina também o aumento do espaço interarticular. produzindo a imagem "em franja". pois variam conforme o método e a faixa etária da criança. e dependem do estágio em que se encontra o raquitismo. pois as alterações das epífises da ulna e rádio são precoces.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A confirmação da suspeita de raquitismo deve ser feita através de exames bioquímicos e radiológicos.Os achados radiográficos. permitem acompanhar o tratamento e avaliar o processo de cura. porém o nível sérico de fósforo encontra-se sempre baixo e a atividade sérica da fosfatase alcalina. além de auxiliar no diagnóstico do raquitismo. com a concavidade voltada para a articulação.

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perfazendo um total .000 U de vitamina D (vitamina D2 ou D3). pois a medicação oral é bem absorvida. por via oral. é difícil estabelecer o tempo necessário para a cura.000 a 5. Existem.200 UI de vitamina A. opta-se pela via oral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento do raquitismo poderia ser feito somente com a exposição diária ao sol. A grande vantagem desse esquema é a possibilidade de ser feito sob supervisão. portanto.025 mg de vitamina D3. o esquema recomendado é a administração de uma ampola diária. garantindo. conforme a disponibilidade. Na ausência de diarréia e boa aceitação oral. esquemas de tratamento nos quais são utilizadas doses baixas diárias de 2. A cura do raquitismo carencial pode ser obtida por meio da administração de uma dose única de 600. porém dá-se preferência ao esquema com dose única de 600.000 UI por dois a seis meses. Na presença de diarréia e/ou má aceitação oral a via parenteral. Em vista disso. Em nosso meio.000 UI de vitamina D3 com 13.000 UI de vitamina D por via oral ou parenteral. por parte da criança. recomenda-se que seja prescrita a vitamina D por via oral. Neste caso. a única preparação oral disponível é a associação de 66. assim. na literatura. durante nove dias. 1 mg de vitamina D são 40. tratamento adequado e boa adesão da família. A injeção intramuscular de vitamina D não apresenta vantagens em relação à administração oral. muitas vezes. no entanto. Uma unidade internacional de vitamina D corresponde a 0. é a melhor escolha.000 UI.

devendo-se sempre confirmar sua formulação. abaulamento de fontanela. A hipervitaminose A aguda é consequência da ingestão acidental de produtos contendo vitamina A. Ocorre deposição mineral na metáfise. Apesar da suplementação diária com vitamina D. anorexia. A hipervitaminose crônica deve-se a ingestão prolongada de altas doses de vitamina A. e aparece a linha de remissão raquítica. para que não ocorra novo episódio de raquitismo. obstipação intestinal. ou hipervitaminose D. vômitos e diarréia. durante todo o tratamento do raquitismo. A suplementação de vitamina D diária na dose de 400 UI /dia deve ser iniciada logo após o tratamento. constatam-se hipercalcemia e hipercalciúria. linha de maior calcificação na região submetafisária. para evitar complicações por hipocalcemia. Os níveis de fosfatase alcalina podem permanecer alterados por vários meses. Os sintomas são: cefaléia. sinais de irritação meníngea. Todos os sintomas regridem completamente com a supressão da vitamina A. os núcleos ósseos tornam-se visíveis. também. caracteriza-se pelos seguintes sintomas: anorexia. como profilaxia até dois anos de idade (fase de crescimento acelerado). Os níveis séricos de cálcio e fósforo normalizam-se após dias ou semanas de tratamento. Os sinais radiográficos de cura evidenciam-se pela calcificação e aparecem duas a quatro semanas após o tratamento. irritabilidade. anorexia.000 UI de vitamina D. Como é muito difícil identificar as famílias que realmente terão condições de expor os lactentes ao sol. dor nos ossos. hipotonia. poliúria e polidipsia. Vitamina Nome comercial® Via de administração Apresentação . entre outros. continua sendo importante encorajar as mães a adquirirem o hábito de expor seus filhos ao sol diariamente com pouca roupa e não através de vidraças. o uso diário de 400 UI de vitamina D por via oral. hidrocefalia. alopecia. recomenda-se. A adolescência. recomenda-se o uso diário de vitamina D na dose de 400 UI/dia. perda de peso. vertigem. por ser outro período de grande aceleração do crescimento. normalizando o espaço interarticular. tendo como sintomas: craniotabes. até a cura definitiva do raquitismo. A maioria das deformidades ósseas desaparecem meses ou anos após o tratamento. A ingestão crônica de doses elevadas de vitamina D pode causar comprometimento renal e calcificações metastáticas. ingestão adequada de cálcio. A utilização de associações de vitamina D com vitamina A requer cuidado. A dose recomendada é de 400 UI/dia de vitamina D por via oral. esplenomegalia. Na avaliação laboratorial. prurido. Para o recém-nascido de termo e prematuros de mães com níveis normais de vitamina D. A exposição diária à luz solar é o melhor meio de prevenir o raquitismo carencial. é de risco para o raquitismo carencial. hepatomegalia. para evitar a hipervitaminose A. É fundamental manter.de 594. por via oral. Adolescentes pouco expostos ao sol devem receber profilaxia por meio de alimentos enriquecidos com vitamina D ou medicamentos durante todo o período de estirão. descamação de pele local ou generalizada. A intoxicação pela vitamina D. Diminui a rarefação óssea e a cortical torna-se mais compacta.

000 UI de vitamina D2 e 50. Aderogyl D3 (Sarsa) Oral Ampola com 66. 5.200 UI de vitamina D3 e 5.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C. Solução com 400 UI de vitamina D . Gaduol (Climax) Oral Solução com 10.000 UI de vitamina D3. Solução com 2. Tri-vi-sol (Mead Johnson) Oral .D+A Adeforte (Gross) Oral Ampola com 50.000 UI de vitamina D3 e 13. 100. 3. Ad-til (Riker) Oral Solução com 10.000 UI de vitamina A / ml. Solução com 50.500 UI de vitamina A / ml.000 UI de vitamina A / ml.000 UI de vitamina D e 50.000 UI de vitamina A.200 UI de vitamina A.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C / ml.000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E / ml.

10 mg de vitamina PP. 3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C / ml.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 1 mg de vitamina B2. 5.Protovit (Roche) Oral Solução com 1. 10 mg de vitamina B5. 1 mg de vitamina B6.000 UI de vitamina A.000 UI de vitamina D. Copyright © 2001 IDS . 4 mg de vitamina B1.

000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E/ml .000 UI de vitamina A. 5. O raquitismo carencial pode ser prevenido por meio de um tratamento de baixíssimo custo.000 UI de vitamina D3. Além desse tratamento. que diziam: "Tome seu leite e vá brincar lá fora.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C. seguro e altamente eficaz. que é a suplementação diária com vitamina D. basta seguir os antigos e sábios conselhos de nossas avós. 100. a persistência ou reaparecimento de raquitismo carencial.solução com 50." Vitamina Nome comercial ® (fabricante) D+A Adeforte (Gross) Via de administração oral Apresentação ampola com 50. é algo difícil de se aceitar. como observado em países ricos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Nos dias de hoje.

000 UI de vitamina D2 e 50. 4 mg de vitamina B1. 1 mg de vitamina B2.200 UI de vitamina A.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C/ml Ad-til (Byk) oral Gaduol (Clímax) oral Tri-vi-sol (BristolMyers Squibb) oral Protovit (Roche) oral Copyright © 2001 IDS .500 UI de vitamina A/ ml solução com 10.000 UI de vitamina A/ml solução com 400 UI de vitamina D.000 UI de vitamina D.000 UI de vitamina D3 e 13.000 UI de vitamina A/ml solução com 10. 3. 10 mg de vitamina B5.Aderogil D3 (Aventis) oral ampola com 66.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C/ml solução com 1.000 UI de vitamina A.solução com 2. 10 mg de vitamina PP.200 UI de vitamina D3 e 5. 1 mg de vitamina B6. 5.000 UI de vitamina D2 e 50.

: Pediatria em Consultório. .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .J.A. New York.M. Copyright © 2001 IDS .179. 1991. 1996. Rodrigues. Sarvier.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barness.E. In Sucupira.C.: Nelson Textbook of Pediatrics.L.F.S.H. . & cols. & cols. In Behrman.L. 1996.Nutrition and nutritional disorders.D. pp. Raven Press.S. . 15th ed. 21 of Nestlé Nutrition Workshop Series. 208. São Paulo.S. Saunders. & Curran. pp.Rickets.Disvitaminoses.R. & Zuccolotto.A. Glorieux.C. 3a ed. vol. Philadelphia.

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Os rinovírus são os principais agentes das rinofaringites e rinossinusites agudas. as medicações usadas para o resfriado comum. O resfriado é uma síndrome catarral aguda. não há estatísticas precisas. No Brasil. embora não seja uma infecção respiratória grave.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia RINOFARINGITES Quadro clínico e Epidemiologia Rinofaringite viral aguda. Quando o quadro é causado pelo vírus Influenza e pelo vírus sincicial respiratório. As medicações utilizadas para o tratamento do resfriado comum são vendidas sem receitas m