Temas da Área de Medicina Apresentação O Brasil de hoje é, sem dúvida, diferente do país de apenas duas décadas atrás.

Mudanças internas, associadas à globalização que envolve todos os países do mundo, criaram uma nova realidade política e econômica, que se refletem nas condições de vida de nossa população. Paralelamente, observa-se uma maior consciência quanto aos valores sociais e entende-se que mudanças expressivas só ocorrerão com um forte engajamento do governo e da sociedade civil na construção de uma democracia onde se combata, de maneira vigorosa, as intensas desigualdades sociais que ainda persistem e dificultam uma considerável parcela dos brasileiros a ter acesso a instrumentos sociais que lhes permita viver com dignidade. Na área da saúde, pode-se afirmar que muito se avançou com o preceito constitucional de que saúde é um dever do Estado e um direito do cidadão. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), deu-se um importante passo na modernização das ações de saúde em nosso país. O SUS, entretanto, não tem conseguido atingir plenamente seus objetivos de equidade e universalidade, devido a uma conjuntura de fatores, que inclui ingredientes de difícil manipulação, dentre eles a limitação de recursos financeiros, as amarras administrativas e gerenciais do setor público e o preparo técnico, científico e até mesmo humanitário de parte dos profissionais de saúde, sem deixar de mencionar constantes desavenças políticas, que não raro dificultam sua implantação. Ao longo dos últimos anos, tornou-se evidente que o atendimento primário, base de entrada para o sistema público de saúde, necessitava uma nova abordagem, uma vez que a estrutura clássica de unidades básicas de saúde vinha apresentando, em diversos locais do país, uma baixa resolubilidade. Assim, a partir de experiências na região Norte-Nordeste, criou-se o Programa Saúde da Família (PSF), baseado em equipes de saúde da família, que são constituídas por médicos, enfermeiras, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atendem populações geograficamente definidas e com número definido de famílias. Essa estratégia vem não só melhorando o acesso da população ao sistema, como tem proporcionado considerável melhora na qualidade do atendimento oferecido, o que traz um admirável grau de satisfação da população e das próprias equipes de saúde. A experiência destes primeiros anos de PSF mostrou, entretanto, que existe uma dificuldade de se arregimentar médicos adequadamente treinados para exercer a função de generalistas e enfermeiras com o devido preparo para as abrangentes funções por elas desempenhadas no PSF. Embora pólos de capacitação estejam sendo instalados em todo o país para treinar os profissionais que atuam no PSF, ressente-se da falta de material instrucional para auxiliá-los no processo decisório do dia-a-dia. Por esse motivo, criou-se uma importante parceria, envolvendo diferentes setores da sociedade: o Instituto para o Desenvolvimento da Saúde (IDS), uma organização não governamental voltada para a melhoria das atenções de saúde no país, a Universidade de São Paulo (USP), que cumpre assim seu papel de centro divulgador de conhecimentos, a Fundação Telefônica (FT), que se sensibiliza com as necessidades sociais, e o Ministério da Saúde (MS), que acreditou na proposta e se propôs a divulgar o material instrucional que aqui é apresentado para todas as equipes do PSF.

Os temas abordados foram basicamente os recomendados pelo MS, em função de sua freqüência e importância, além de alguns outros sugeridos por professores da Faculdade de Medicina e da Escola de Enfermagem da USP. O tratamento dado aos textos foi o mais conciso e objetivo possível, de modo a auxiliar os médicos a tomarem decisões quanto ao diagnóstico e tratamento das enfermidades selecionadas, além de, quando pertinente, tomar medidas relacionadas com a prevenção das doenças e suas complicações. Um enfoque complementar é o de tentar definir os limites de atenção no PSF e de quando encaminhar o paciente para um especialista ou centro de referência. Já os textos de enfermagem, além de procurar normatizar as ações desses profissionais, procuram trazer informações complementares que auxiliam as enfermeiras na consecução dos objetivos do PSF. Acreditamos que o projeto "Material Instrucional para o PSF" preenche uma necessidade atual para se poder melhorar a qualidade das atenções básicas de saúde de nosso país. Sua concretização reforça o conceito de que os problemas do setor saúde não devem ser entendidos como exclusivos do governo, cabendo um envolvimento ativo da sociedade civil na busca de diagnósticos e soluções para um Brasil melhor e mais justo. Prof. Dr. Raul Cutait Presidente do Instituto para o Desenvolvimento da Saúde

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Dulce Maria Senna1 Eleonora Haddad Antunes2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:32 AM
1 Médica sanitarista, psicoterapeuta, doutora em Medicina Preventiva, médica assistente do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP 2 Médica psiquiatra, mestre em Medicina Preventiva, supervisora do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP

Quadro clínico e Epidemiologia A abordagem do contexto familiar, dentro das ações previstas para uma equipe de Saúde da Família, torna-se necessária, tanto do ponto de vista do entendimento da situação-problema trazida como demanda de atendimento, como num contexto de estratégia de promoção à saúde, em nível comunitário. Nesse sentido, são necessárias algumas considerações. Um grupo de tarefas que se organiza na direção da sobrevivência, cujos membros dividem atribuições e papéis. Um grupo interativo no qual intensas relações afetivas se manifestam. Um grupo que é produto: a) das heranças culturais trazidas por seus antepassados, b) do seu próprio ciclo de vida familiar, c) da sua articulação dentro dos fatores econômicos e

culturais da sociedade a que pertence. A demanda trazida pelos indivíduos para atenção à saúde pode ser compreendida como uma linguagem que expressa conflitos de seu ambiente familiar. Assim, as questões de saúde da criança, do adolescente, da mulher, do homem e do idoso devem ser compreendidas à luz da estruturação e da história particular de cada família, dentro do pano de fundo da realidade social que a constitui. A composição das famílias brasileiras, do ponto de vista demográfico, vem passando por várias alterações nas últimas três décadas. Apesar de estas ocorrerem de forma diferenciada para as diversas regiões do país, alguns movimentos acontecem de forma geral, como a redução da natalidade e o aumento no número de anos vividos pelas pessoas. As famílias vêm se tornando menores e com um número maior de idosos em sua composição, com aumento da prevalência de doenças crônicas e de problemas decorrentes do processo de envelhecimento. As famílias, no Brasil, principalmente nas camadas mais pobres da população, constituem grupos voltados para a formação de uma renda que possibilite a sobrevivência de todos e favoreça o estabelecimento de planos para o futuro. O modelo de família vivendo isoladamente num domicílio, no qual o pai tem o papel de provedor dos bens materiais, a mãe deve cuidar dos afazeres domésticos e aos filhos cabe a responsabilidade de estudar, não predomina nos núcleos familiares mais empobrecidos. Nas últimas décadas, buscando melhores condições de vida, as famílias migraram para regiões urbanizadas e se confrontaram com valores culturais diferentes; sua composição também passou por alterações. Elevou-se o número de núcleos familiares compostos apenas por mulheres e seus filhos menores, principalmente nos grupos migrantes de baixa renda. Mais recentemente, a perspectiva de globalização econômica, de desemprego estrutural e de restrição aos investimentos de projetos sociais repercutiu na estrutura familiar, com prejuízo aos projetos de vida, levando, inclusive, ao aumento do número de indivíduos e famílias moradores de rua. Estudos clássicos sobre famílias caracterizam o ciclo de vida familiar em três estágios: uma primeira fase, de maiores dificuldades, constituída pelo casal ou um dos pais com filhos pequenos; uma segunda de maior prosperidade, com os filhos dentro da família e com idade para trabalhar e uma terceira fase, também mais difícil, com os filhos fora do primeiro núcleo familiar e o casal ou um dos pais em idade mais avançada. Entretanto, nas regiões urbanas brasileiras, observa-se que o núcleo familiar tende a ser composto por várias gerações como forma de enfrentar dificuldades financeiras. Os filhos que formam um novo ramo familiar continuam a habitar o núcleo original como forma de somar rendimentos, barateando os custos habitacionais e garantindo os cuidados às crianças e a outros dependentes, que são aqueles que não estão inseridos ativamente no mercado de trabalho, como os adolescentes, os idosos e os desempregados.

As mulheres ocupam um papel importante na manutenção da vida diária do grupo familiar, exercendo o trabalho doméstico, o preparo e manutenção dos alimentos, a confecção do vestuário, a procura de preços mais baixos nas compras, o que contribui para diminuir os gastos domésticos e para manter o orçamento familiar. A sua participação com trabalho remunerado na geração da renda familiar, realizada dentro ou fora do ambiente doméstico, soma-se às outras atividades, potencializando sobrecarga física e emocional e conseqüentes agravos à saúde. Por outro lado, a experiência acumulada durante a existência das mulheres no manejo do cotidiano da vida familiar lhes proporciona, quando idosas, um papel mais definido no grupo, o que pode não ocorrer no gênero masculino. Nesse sentido, ao se abordar o idoso no grupo familiar, deve-se levar em conta o gênero e a sua relação com os demais membros. A contribuição masculina na provisão do sustento e na defesa dos princípios morais é fundamental, principalmente nas famílias de baixa renda. Nesses grupos, as expectativas colocadas expressam: que a presença do homem é que dá respeito à casa, o homem é o chefe da família e sua condição de trabalhador lhe dá o reconhecimento na sua comunidade. A dificuldade de desempenho destas funções, quando o homem tem remuneração inferior, está desempregado ou aposentado, pode ser fonte de estresse e de danos à saúde. No idoso, a inadequação ao projeto familiar e a perda dos papéis masculinos anteriormente exercidos têm impacto na auto-estima, fator de proteção considerado importante na manutenção da saúde. Na arquitetura familiar, as crianças, como membros que não têm autonomia e capacidade plena de defesa, geram uma tensão no sentido do cuidado e estão mais expostas e vulneráveis às situações de conflito no grupo. Na adolescência, esta situação, em parte, permanece. Em acréscimo, os adolescentes, muitas vezes depositários das expectativas de transformação e mobilidade social do grupo, sofrem com a frustração dessas expectativas, seja pelo contexto familiar de sobrevivência, seja pelo contexto de possibilidades de inserção social. As possibilidades de agravos à saúde se estabelecem de forma diferenciada. Mulheres, adolescentes e crianças estão mais expostos ao contexto da violência doméstica. Os efeitos da dupla jornada feminina, acrescidos das alterações corporais advindas da maternidade propiciam um perfil específico de problemas de saúde. Homens têm aumentado o risco de depressão e alcoolismo quando suas funções no grupo se reduzem, no desemprego ou aposentadoria. Os idosos podem também ter problemas de adaptação ao projeto familiar, quando seus papéis são ocupados por uma nova geração. No interior da família, a ocorrência de outros eventos de vida potencialmente estressantes também deve ser observada: a morte de um dos pais ou de indivíduo provedor de cuidados ou renda; a gravidez e os nascimentos trazendo um novo arranjo ao grupo; a manifestação de uma doença grave ou envelhecimento que interfiram na capacidade de autonomia de um dos membros da família; o início da vida escolar das crianças; a prisão, hospitalização ou migração de um dos familiares.

Ou seja, acontecimentos que, além de trazerem angústias individuais, possam desestabilizar a composição anterior do grupo. A observação dessas mudanças pode auxiliar no manejo do cuidado à saúde, seja individualmente, seja como apoio ao núcleo familiar. A problemática familiar é complexa e necessita uma compreensão que leve em conta sua inserção no contexto sócio-econômico e o momento do ciclo vivido. Investigar a situação evolutiva de uma família pode esclarecer situações de conflito que possam estar afetando as condições de saúde. Frente às adversidades, como forma de proteção, a família não se entende somente a partir dos laços de sangue, mas sim como uma rede de solidariedade que favorece a sobrevivência. Assim, família são aqueles com quem se pode contar. E os grupos se estabelecem a partir de laços, afetivos e morais, de parentesco e vizinhança, que possibilitam a solidariedade, a troca de favores e a manutenção dos hábitos, linguagem e valores culturais. O projeto de sobrevivência das famílias empobrecidas ocorre dentro de grupos de solidariedade, nos quais os laços morais determinam papéis e obrigações para os seus membros. Na direção do suporte às famílias, alguns conceitos têm sido estudados. Observa-se, por vezes dentro da mesma faixa de renda, que indivíduos ou sistemas - famílias, grupos e comunidades - têm maior capacidade de enfrentar com sucesso adversidades ou riscos significativos. Ou seja, uma melhor capacidade de recuperação diante de eventos adversos. A esta característica se chamou resiliência, que é um termo advindo da Física, que poderia ser traduzido como elasticidade e entendido como capacidade de retomar a forma original, após uma tensão sofrida. Algumas investigações buscam identificar características de resiliência, para formular e implementar programas e práticas visando reforçar propriedades já existentes, com o objetivo de alcançar mais saúde e qualidade de vida. Ou então, minimizar o impacto de risco em populações vulneráveis, como, por exemplo, crianças e adolescentes em contexto de violência, em uso de drogas ou moradores de rua. Uma das características que potencializam a capacidade de enfrentar adversidades é a possibilidade de se contar com suporte social. Suporte social pode ser qualquer informação, auxílio material ou afetivo, oferecidos por grupos ou pessoas. Nesse sentido, define-se como relação humana na qual trocam-se recursos sócio-emocionais, instrumentais ou recreativos. As redes de suporte social são as pessoas, grupos ou instituições concretamente organizadas e que potencialmente podem exercer esse apoio.

Ações que levem em conta a possibilidade, no domicílio, de detectar necessidades de suporte e incrementar estratégias comunitárias, no sentido de ampliar redes de apoio social podem ter impacto positivo na saúde dos indivíduos e do grupo familiar. Nesse sentido, a equipe de saúde da família e, particularmente, o agente comunitário de saúde têm um papel primordial.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores:

Ana Sílvia Whitaker Dalmaso1

Alexandre Nemes Filho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:40 AM
1 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP 2 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP

Introdução O tema da Promoção da Saúde tem se tornando cada vez mais presente na prática dos profissionais de saúde pois, na atualidade, se inclui como componente de destaque na organização de novos modelos de prestação de serviços no campo da saúde pública, como é o caso do Programa de Saúde da Família. Alem disso, o debate em torno da noção de promoção da saúde vem favorecendo a constituição de um movimento daqueles que entendem que as políticas públicas, em particular aquelas que ocorrem nos municípios, devem estar direcionadas para capacitar as comunidades para atuar na melhoria da qualidade de vida e saúde. Incluem-se nesta proposta o movimento de alcance internacional conhecido como "Cidades-Municípios-

Saudáveis". Pode-se observar também que, nas últimas décadas, tem havido um interesse maior das pessoas e das comunidades para iniciativas e habilidades que buscam expandir o potencial de vida, uma visão positiva da saúde. Sinteticamente isto pode ser explicado face ao aumento da expectativa de vida na modernidade com a redução da mortalidade nas idades mais jovens e a diminuição dos danos causadas pelas doenças. Nas perspectivas apontadas acima, o que está em questão é o reconhecimento de que a Saúde não está simplesmente relacionada à ausência de doenças ou ao tratamento de doenças, mas tem seu conteúdo ligado à qualidade de vida e ao bem-estar das populações. Desta forma, a saúde é promovida quando são fornecidas melhores condições de trabalho, moradia, educação, atividade física, repouso e lazer, alimentação e nutrição. Neste artigo, procuramos definir o conceito de Promoção da Saúde, incluindo uma breve recuperação histórica e assinalar as possíveis estratégias orientadas pelo conceito. O Conceito de Promoção à Saúde A noção de promoção à saúde mais difundida na área médica, foi introduzida por Leavell e Clark, em 1976, no desenvolvimento do modelo denominado "história natural da doença". Neste modelo, aplicado a partir do grau de conhecimento do curso de cada uma das doenças, definem-se três níveis de prevenção: primário, secundário e terciário. A prevenção primária, foco do nosso interesse, tem por objetivo evitar que as pessoas adoeçam; para tanto, lança mão de medidas voltadas para as condições do meio ambiente e social, não só para promoção geral da saúde, como para dar proteção específica a algumas doenças, como é o caso das vacinas. Este modelo repercutiu de forma positiva em dois aspectos. Permitiu uma ordenação e organização das ações no âmbito da vigilância epidemiológica, em particular nas atividades institucionais ligadas ao controle das doenças de notificação compulsória, e reforçou a noção de que a educação é um fator tão importante quanto a assistência clínica na melhoria da saúde. Obteve, porém, pouca repercussão no tocante a aspectos de mobilização das comunidades. A partir de 1980, esta última característica apareceu nas novas versões da promoção da saúde. Um entendimento muito freqüente refere-se à promoção como a busca de um ambiente saudável, que as pessoas tenham uma boa qualidade de vida e gozem de bem estar. BRESLOW (1999), entretanto, chama a atenção para o fato de que medidas como a restrição ao fumo, o controle do uso do álcool, a redução do peso nos obesos e diminuição da ingestão de gorduras saturadas e colesterol, embora devam ser alcançadas, constituemse em medidas tipicamente de prevenção para lidar com fatores de risco (de doença coronariana, câncer de pulmão e alcoolismo) não se caracterizando propriamente como medidas de promoção da saúde.

BUSS (2000) salienta que este tipo de enfoque mantém-se centrado apenas nas mudanças de comportamentos danosos dos indivíduos ou restritos a questões culturais de algumas comunidades. Considera que o conceito moderno de promoção da saúde deve implicar em atividades voltadas tanto a grupos sociais como a indivíduos por meio de políticas públicas abrangentes (em relação ao ambiente físico, social, político, econômico e cultural) e do esforço comunitário, na busca de melhores condições de saúde. Nesta última perspectiva, têm se ancorado as resoluções das "Conferências Internacionais de Promoção da Saúde", procurando estabelecer consensos e diretrizes para a promoção da saúde. Estratégias de Promoção à Saúde Se já está explicado o que é promoção à saúde e entendido como ela é importante para melhorar a qualidade de vida das pessoas e diminuir a quantidade e gravidade das doenças, vamos agora indicar formas concretas de se fazer promoção à saúde. Destacamos, neste texto, duas formas que são complementares, isto é, uma se soma à outra. Elas não só trazem bons resultados, mas também fazem os recursos empregados produzirem mais benefícios. São elas a ação intersetorial (integração de tipos diferentes de atuação) e o suporte social. Vamos estar privilegiando neste texto o suporte social porque o consideramos um instrumento muito útil para o trabalho dos profissionais de saúde do Programa de Saúde da Família (PSF) para alcançar seus propósitos em termos de qualidade de saúde e vida das pessoas e dos grupos sociais. Ações intersetoriais: integração de esforços visando alcançar mais e melhores resultados e racionalizar recursos. Como diz o ditado: "a união faz a força". Portanto, somar ações é mais inteligente do que fazer tudo em separado. É proveitoso, por exemplo, juntar trabalho nas creches e escolas e ações de saúde; juntar atividades de esporte e cultura e as áreas de saúde e educação ou ainda transformar o local de trabalho ou o município em um ambiente saudável. Apesar de a intersetorialidade ser uma estratégia já conhecida faz tempo, há, freqüentemente, dificuldades para colocá-la em prática. O segredo é estar disposto a conversar e articular. Para os governos municipais, é muito importante fazer planejamento integrando as diversas áreas de atuação e discutindo com a população as prioridades e como realizar os planos. Suporte social: instrumento de trabalho na atenção básica à saúde, visando melhorar a qualidade de vida e o domínio do grupo e do indivíduo sobre as situações. A idéia é que uma pessoa que tenha mais conhecimentos, mais habilidades e maior confiança em si pode proteger sua saúde e viver melhor. O suporte social representa um conjunto de ações que podem ser realizadas por diferentes tipos de pessoas: os membros da equipe de saúde da família, parentes, amigos, voluntários. Faz-se suporte quando se fornece informação: com ela as pessoas e os grupos podem se proteger e se defender melhor, saber onde procurar ajuda para um problema e aprender a se cuidar. Outro tipo de suporte é o apoio emocional: fazer companhia, conversar, aconselhar, encorajar, mostrar que se está do lado da pessoa ou do grupo nas suas decisões. Este tipo de suporte faz com que as pessoas e os grupos ganhem mais confiança,

mais força e possam decidir e lutar pelo que desejam. Um terceiro tipo de suporte é chamado de instrumental, significando fornecer recursos técnicos e/ou materiais para ajudar a pessoa a se protegerem e cuidar melhor. Pode ser desenvolver habilidades para, por exemplo, amamentar, fazer dieta ou fazer uma fossa, ou fornecer recursos materiais para cuidado da saúde ou manutenção da qualidade de vida (como, por exemplo, renda mínima, cesta básica, material para construção, medicação). Como já dissemos, o suporte pode ser leigo (parentes, amigos, voluntários) ou profissional. A vantagem do leigo é que muitas vezes quem faz o suporte está mais perto e conhece mais quem vai receber o apoio. Mas, onde o suporte leigo não é suficiente, pode-se contar com o apoio profissional. E de quem? Por exemplo: na equipe de saúde da família, quem deve fazer o suporte social? Todos, cada um com a sua função, todos buscando ouvir e acolher as necessidades dos usuários. E um trabalho articulado com o do outro, como uma verdadeira equipe. Onde fazer o suporte? Um entendimento mais restrito é considerar o suporte como ação comunitária, a ser realizado mais no domicílio e na comunidade do que na unidade de saúde. Uma outra forma de pensar, mais abrangente, é incluir o suporte social entre as ações básicas de saúde, realizadas em todos os espaços: na visita domiciliar, no contato com agrupamentos, locais de reunião, nos atendimentos individuais, nas atividades educativas. Quem decide qual é o suporte necessário? Não pode ser uma decisão só da equipe, mas da conversa dos profissionais com a população e as pessoas, definindo juntos os problemas a serem enfrentados e como fazer. Se a decisão é unilateral, corre-se o risco de o profissional pensar que está fazendo um apoio e de quem o recebe considerar que o apoio é desnecessário ou que até atrapalha mais do que ajuda. Por isso, a conversa, a integração e a combinação do suporte é tão importante. Como a área da promoção à saúde é relativamente nova, cabe, de um lado, experimentar diversas formas de atuação, ou seja, ser criativo. De outro lado, como o suporte profissional é um investimento de recursos (profissionais, tempo de trabalho, recursos materiais), é necessário pensar e colocar em prática formas de avaliação.

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htm Esquema de Vacinação na Criança Esquema de Vacinação no Adulto Eventos adversos · BCG · DPT · Febre Amarela · Hemófilos · Hepatite B .gov. além de estar sofrendo atualização com grande freqüência devido ao avanço tecnológico.funasa. Recomendam-se consultas periódicas ao sítio do Ministério da Saúde: http://www.br/imu/imu00.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Marta Heloisa Lopes1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:46 AM Autores: 1 Professora Doutora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Nota do editor: o calendário de vacinação apresenta peculiariedades de acordo com Estado e região do país.

dose 2ª. dose . causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose 3ª. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Hepatite B 4 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 2ª. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. dose 2ª. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. dose 6 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 3ª. dose 1ª.· Poliomielite · Sarampo · Tríplice viral Situações Específicas Vacinação na criança A vacinação de rotina tanto da criança quanto do adulto visa a prevenção das doenças mais graves e mais freqüentes. dose 2ª. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) preconiza o seguinte esquema de vacinação para crianças. dose 3ª. dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B Hepatite B Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose 1ª. Esquema de Vacinação para Crianças IDADE Ao nascer VACINA BCG Vacina contra hepatite B 1 mês 2 meses Vacina contra hepatite B Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) DOSES dose única 1ª. dose 1ª. no Brasil. dose Vacina contra hepatite B 3ª.

A primeira dose deve ser aplicada o mais precocemente possível. rubéola congênita Sarampo 15 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Vacina tríplice viral ou vacina dupla viral ou vacina contra sarampo 6 a 10 anos 10 a 11 anos BCG dT (dupla adulto) Vacina contra febre amarela reforço reforço reforço Formas graves de tuberculose Difteria e tétano Febre amarela É importante ressaltar que. Mais recentemente. foi introduzida. Em muitas regiões do Brasil ainda não se faz sorologia para hepatite B durante o pré-natal. aos 15 meses de idade. as vacinas contra rubéola e caxumba. O assunto. rubéola. salientando-se a meningite.infantil do vírus da hepatite B. sendo a primeira aos dois meses. a vacina contra hepatite B. ocorreram modificações importantes no esquema rotineiro de vacinação das crianças. Esta bactéria é importante causa de infecções graves em crianças menores de cinco anos de idade. aos nove meses de idade. Por isso não são identificadas as mães portadoras do vírus da hepatite B. sem teste tuberculínico (PPD) prévio. nos últimos dez anos. rubéola e síndr. São dadas junto com a segunda dose da vacina contra sarampo e constituem a chamada tríplice viral (sarampo. para crianças entre cinco e seis anos de idade. no caso da mãe ser portadora. ainda na maternidade. baseando-se nos dados controversos sobre a . rubéola congênita e caxumba Sarampo. a vacina conjugada contra doença invasiva causada pela bactéria capsulada Haemophilus influenzae tipo b. Embora haja controvérsia sobre a eficácia da vacina BCG. foi introduzida no calendário vacinal de rotina. o PNI adotou esta medida em decorrência da grave situação epidemiológica da tuberculose o Brasil. caxumba e rubéola).9 meses Vacina contra sarampo Vacina contra febre amarela dose única dose única reforço reforço dose única (reforço sarampo) Sarampo Febre amarela Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. A outra mudança ocorrida nos últimos dez anos refere-se a introdução de uma dose de reforço da vacina contra tuberculose (BCG intradérmico). de preferência no primeiro dia de vida. é polêmico. O esquema de rotina para crianças menores de um ano de idade é de três doses. A vacinação da criança nas primeiras horas de vida diminuiu em até 90% o risco de transmissão do vírus para ao filho. síndr. em todo o Brasil. O esquema completo de vacinação contra hepatite B compreende três doses. tétano e coqueluche Sarampo. a segunda aos quatro e a terceira aos seis meses de vida. O Estado de São Paulo. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda um reforço. Posteriormente. Este esquema de vacinação universal na criança é preconizado para prevenir a transmissão materno. A segunda é dada com um mês de vida a terceira e última. entretanto. Foram introduzidas.

Por facilidade operacional. Vacinação no Adulto A importância e necessidade de vacinação na infância são bem conhecidas. Pará. Esquema de vacinação para pessoas com sete ou mais anos de idade VACINA 1ª visita dT(dupla tipo adulto: difteria e tétano) Hepatite B* Sarampo/caxumba/rubéola** Influenza (gripe)*** dT Hepatite B dT Hepatite B ESQUEMA 1ª dose 1ª dose dose única dose única 2ª dose 2ª dose 3ª dose 3ª dose 1 a 2 meses após a 1ª visita 6 meses após a 1ª visita . A vacinação não está indicada para crianças que vivem em áreas não-endêmicas. com reforço a cada dez anos. Tocantins. As seguintes situações devem ser consideradas em relação à vacinação de adultos: Primo-vacinação no adulto Esta situação é comum em indivíduos acima de 30 anos. crianças que vivem ou viajam para áreas endêmicas de febre amarela. Em toda essa polêmica. com perspectivas de serem mais seguras e mais eficazes que as vacinas atualmente disponíveis. uma vez que a vacinação rotineira da criança. essa vacina pode se administrada aos nove meses de idade. O aparecimento de casos importados de febre amarela na região oeste do Estado de São Paulo determinou a introdução dessa vacina. (2º) estão sendo conduzidos estudos para elaboração de vacina de fragmentos de DNA do Mycobacterium tuberculosis. Amapá. Mato Grosso. dependendo das condições epidemiológicas da região onde elas estão sendo usadas. Maranhão. em termos de saúde pública. Goiás e Roraima. A prática da vacinação do adulto ainda é um desafio. no calendário de rotina dessa região. Rondônia. simultaneamente com a vacina contra sarampo e a 3ª dose da Hepatite B. Por este motivo. Mato Grosso do Sul. devem ser vacinadas contra essa doença que pode ser fatal. desde o ano de 1992. Podem haver variações nas indicações de algumas vacinas.eficácia da revacinação com BCG. não a recomenda. Distrito Federal. de sistema nervoso central) e deve continuar sendo empregada para todas as crianças no primeiro mês de vida. dois aspectos devem ser ressaltados: (1) a vacina BCG é útil e eficaz na prevenção das formas graves da tuberculose (miliar. São áreas endêmicas brasileiras: Acre. A vacina da febre amarela é aplicada em dose única a partir dos seis meses de idade. até mesmo para aquelas nascidas de mães HIV positivas. Amazonas. só foi amplamente estabelecida no Brasil a partir da década de 1970.

DPaT. linfonodos. Eventos Adversos: As vacinas relacionadas abaixo. está disponível. Nos casos de anafilaxia. Nestes casos. estão contra-indicados todos os componentes da vacina tríplice. em 1 caso para cada 1. está disponível. Há relatos de erupção cutânea.000 de doses aplicadas. edema e vermelhidão e sistêmicos como febre. Acima desta idade é indicada para grupos específicos (ver adiante) ** desde janeiro de 2001. a vacinação contra a febre amarela está contra-indicada em pessoas com grave hipersensibilidade a ovo. está contra-indicada também para indivíduos imunodeprimidos. Os vírus vivos atenuados que constituem a vacina contra a febre amarela são cultivados em ovos embrionados de galinha. Febre Amarela: reações locais. Os benefícios da vacinação superam largamente os eventuais danos causados pelas vacinas. ou sistêmica que podem acometer a pele. nas próximas doses. Quando ocorrer encefalopatia. É administrada anualmente. anorexia.000. baço. sonolência. (3) linfadenopatia regional supurada. administradas na infância. ossos. DPT: locais como dor. no Brasil. no Estado de São Paulo. dois casos de disseminação do vírus vacinal. mialgia. DT e TT (tóxoide tetânico). portanto. estão contra-indicadas as vacinas. no outono. o esquema deve ser completado com a dupla infantil (DT. Recentemente. Mais raramente choro persistente (por três ou mais horas). edema e vermelhidão e sistêmicas: febre. Em caso de gravidez e na profilaxia do tétano após alguns tipos de ferimento. após a vacinação. para indivíduos até 39 anos idade. Encefalopatia e reação anafilática são extremamente raras. sem documentação prévia de imunodepressão. com duração de um a dois dias. cefaléia após uma semana da vacinação. disponível nos centros de referência para Imunobiológicos Especiais (CRIES). no Estado de São Paulo. fígado. são raras e mais prováveis em indivíduos imunocomprometidos. Manutenção durante a vida da imunização adquirida na infância: Os adultos vacinados na infância contra o tétano e a difteria devem receber uma dose de reforço da vacina dT a cada dez anos. Por ser vacina de vírus vivo. para todos os indivíduos até 19 anos de idade.. urticária e/ou asma e até choque em anafilático. causando encefalite e óbito em uma criança e um adulto. . deve-se reduzir este intervalo para cinco anos. Difteria e Tétano).a cada 10 anos e por toda a vida dT uma dose de reforço * desde janeiro de 2001. são seguras. Nas crianças em que ocorrerem convulsões ou síndrome hipotônica hiporresponsiva a vacina DPT. foram constatados. *** indicada para todas as pessoas a partir de 60 anos de idade e pacientes HIV positivos de qualquer faixa etária acima de 6 meses de vida. (2) abcesso subcutâneo. deve ser substituída pela tríplice com componente acelular (DPaT). como dor. DPT. Os eventos adversos relacionados a cada uma delas são os seguintes: BCG: locais: (1) úlcera maior que 1 cm. articulações. vômitos. episódio hipotônico hiporresponsivo e convulsão (associada ou não a febre). Por este motivo. irritabilidade.

o incentivo à vacinação deve levar em consideração que as oportunidades de vacinar não devem ser perdidas. É uma vacina pouco reatogênica. (3) no período de convalescença de uma doença. sendo mais susceptíveis os indivíduos imunodeprimidos. pólio e febre amarela. Graças ao sucesso alcançado por este programa. Esta situação paradoxalmente leva a uma diminuição do interesse pela vacinação. Tanto as reações locais quanto as sistêmicas podem ocorrer nas primeiras 48 horas após a vacinação. entre 5 e 12 dias após a vacinação. atualmente. Estima-se que. assimétrica. cefaléia. difteria. e sistêmicas como febre nas primeiras 48 horas após a vacinação. sibilos. Em casos de hipersensibilidade as doses subseqüentes estão contra indicadas.infecção leve de trato respiratório superior . incluindo as de sarampo. ocorra um caso a cada 4. Entre os comunicantes. Reações de hipersensibilidade são excepcionais: urticária. são muito raras. (6) crianças cujas mães estão grávidas podem e devem receber quaisquer vacinas.5 milhões de doses administradas. febre baixa. Mais raramente podem ocorrer cefaléia.febre baixa . conjuntivite e exantema. púrpura trombocitopênica e reação anafilática. muito raramente. rubor e calor. Sistêmicos: do 5º ao 12º dia após a vacinação podem ocorrer febre menor ou igual a 39ºC com duração de até 2 dias. como coqueluche. Sarampo: locais: dor. De fundamental importância é o papel do médico de família incentivando a vacinação e explicando a necessidade de altos índices de cobertura vacinal para manutenção de baixos índices de incidência destas doenças. caxumba. rubéola. e outras. Hemófilos B: reações locais como dor. Hepatite B: reações locais.7 a 15. Cerca de 25% das mulheres vacinadas podem . Tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola): locais como eritema. É evento extremamente raro. hipotensão e choque. e menos freqüentemente (em cerca de 5% dos casos) exantema.7 milhões de todas as doses administradas. laringoespasmo.4 a 6. Doenças como a poliomielite não ocorrem mais.otite média . muitas doenças já não causam temor na população. com início 4 a 40 dias após a vacinação ou contacto com vacinados. enduração e linfadenopatia regional e sistêmicas: em até 5% dos vacinados. a vacinação não deve ser contra-indicada nas seguintes situações: (1) doença leve . um caso a cada 6. Poliomielite: poliomielite associada à vacina: paralisia flácida. sarampo. (5) em casos de alergia a produtos que não os contidos na vacina. entre vacinados.diarréia leve. (2) uso de antibioticoterapia. tétano. em alguma região do corpo ou em todo o corpo.O PNI se destaca no quadro da saúde pública brasileira. Assim sendo. é mais rara ainda. com duração de 1 a 2 dias. vermelhidão e enduração e sistêmicas como febre. como dor e enduração. (4) em crianças que nasceram prematuras. aguda.

Situações Específicas A vacina contra Hepatite B tem indicação de uso universal. síndrome de Guillain Barré. homossexuais masculinos. civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate. (13) pacientes psiquiátricos. policiais militares. (8) bombeiros. institucionalizados. Em casos de dúvida quanto à indicação deste imunógenos. Copyright © 2001 IDS . nos seguintes casos: (1)comunicantes sexuais e domiciliares de portadores crônicos do VHB. Nos casos de esplenectomia eletiva a vacina contra pneumococo deve ser administrada no mínimo dez dias antes do procedimento. contra raiva (cultivada em células diplóides) e de imunoglobulinas específicas contra tétano. (9) carcereiros. varicela e raiva cuja dispensação segue regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde para situações especiais.500. Este quadro é relativamente mais freqüente com a cepa vacinal URABE. isto é. (2) comunicantes sexuais de casos agudos de Hepatite B. está indicada para todas as pessoas.: hemofílicos. sua evolução. * estes pacientes recebem o dobro da dose habitual A vacina de polissacarídeos contra o pneumococo está disponível nos CRIES para pessoas maiores de dois anos de idade com anemia hemolítica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (11) menores institucionalizados. portadores de anemias hemolíticas). hepatite A.apresentar dor nas pequenas articulações 7 a 21 dias após a vacinação. (7) pacientes submetidos a politransfusões sangüíneas (ex.000 vacinados) Outras manifestações neurológicas relatadas como ataxia. Meningite. os CRIES devem ser consultados. Encefalite é muito rara (1: 2. imunodepressão: HIV positivos. embora rara tem sido associada à vacina contra caxumba. em geral. insuficiência cardíaca. (5) pacientes HIV positivos*. (4) alunos de cursos técnicos e universitários da área da saúde. (3) profissionais que atuam em áreas da saúde com risco para a aquisição do VHB. Os CRIES dispõem ainda de vacinas contra varicela. ocorre em geral duas a três semanas após a vacinação. doença pulmonar obstrutiva crônica. esplenectomia. com neoplásicos e transplantados. hepatite B. (12) prostitutas. síndrome de Reye são consideradas associações temporais com a vacina. No Brasil. (10) população penitenciária. é benigna. (6) pacientes renais crônicos*. só é disponível na rede pública para indivíduos maiores de 19 anos. diabetes.

ele teria que possuir o diagnóstico de câncer na forma neoplasia avançada. de outros sintomas e solução de problema psicológico. pelo quadro clínico de morte súbita decorrente do infarto agudo do miocárdio. 1990. para se chamar um paciente de "terminal".>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Toshio Chiba1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:04 AM Autores: Médico assistente da Disciplina da Clínica Geral e Propedêutica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Quadro Clínico e Epidemiologia Todas as mortes. excetuando-se aquelas causadas pela violência. de reversão ou de estabilização da história natural da doença. Este fato implica na utilização de "cuidados paliativos". que consiste em "assistência ativa e integral a pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo. . ou seja.OMS. Há uma idéia errônea de que. do acidente vascular cerebral e do tromboembolismo pulmonar ou pela meningococemia serão precedidas de uma fase considerada como fora de possibilidades terapêuticas de cura. A meta do cuidado paliativo é de proporcionar a melhor qualidade de vida ao paciente e seus familiares. Controle da dor. social e espiritual é soberano." .

têm relutância em reportá-la e com freqüência. diarréia. o controle destes sintomas determinariam menor grau de sofrimento nesta fase final da vida para garantir melhor qualidade de vida. xerostomia. outros sintomas como astenia. úlcera de decúbito. tem medo de criar vício (efeito de adição) e exerce pressão cultural para não se prescreverem opióides mais por prática habitual do que por princípios farmacológicos bem estabelecidos. vômito. Neste capítulo. pneumopatas graves crônicos e oxigênio dependentes. delirium. dor é um dos sintomas mais freqüentes. Junto com a analgesia. A dor está presente em mais de dois terços de pacientes na fase terminal de câncer. náusea. Pacientes que se encontram em tal situação de dor. Um dos motivos é o preconceito com relação ao uso de medicamentos como os opióides. ansiedade. edema. devem ser considerados como elegíveis para cuidados paliativos. alegam obstáculos regulamentares para prescrição que são impostos pela autoridade local.Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva classe funcional IV sob controle medicamentoso. muitas vezes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . quase sempre com menos medicamentos e em doses menores do que as preconizadas para uma eficiente analgesia. Copyright © 2001 IDS . dispnéia. A sociedade. vamos nos deter sobre o controle da dor. têm preconceito sobre o controle da mesma e. Um erro muito comum é o tratamento inadequado da dor. devido a preconceito. É o sintoma que norteia a qualidade de vida destes pacientes. Mesmo em pacientes nãoportadores de neoplasia. insônia. os pacientes e familiares e na própria estrutura de assistência médico-farmacêutica. Além disso. figuram como quadros clínicos freqüentes. demenciados avançados com vários episódios de pneumonias ou de acidentes vasculares e portadores de esclerose lateral amiotrófica em último estágio da doença. apresenta falha em distinguir entre uso legal e ilegal de analgésicos opióides. inapetência. constipação. sem dúvida o fator limitante nos cuidados paliativos. uma restrição que está presente entre os médicos. por quererem ser um "bons" pacientes e não incomodar o médico e também por terem medo de que a dor signifique piora da doença. Médicos têm falta de conhecimento do controle da dor. levando a uma prática irracional e detrimental de reservar opióides até a iminência da morte.

nas mais recentes formulações. da comunidade científica e. dificultada por alguns mitos e preconceitos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rubens Kon1 Yara Maria de Carvalho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:18 AM 1 2 Médico assistente do Centro de Saúde Escola Samuel Pessoa . no plano individual e no coletivo. . de parte da população. por vezes. a quem atua na atenção básica em saúde. Entretanto. a compreensão dos efeitos da prática de atividade física para os níveis de saúde dos indivíduos e das populações é. Este texto procura oferecer. mesmo. o papel dos serviços de saúde. tem levado em conta a complexidade dos fenômenos que interagem neste campo e propõe a mobilização de diferentes recursos sociais para propiciar à população maior controle sobre sua saúde e condições de vida. as informações essenciais para que possa incorporar essa discussão aos diferentes momentos de sua intervenção. A idéia de Promoção da Saúde. Nessa perspectiva. com relação à prática de atividade física.Faculdade de Medicina da USP Professora Doutora da Escola de Educação Física e Esportes da USP As relações entre saúde e atividade física têm recebido grande atenção dos profissionais de saúde.

de hábitos e estilos de vida. as sessões de ginástica para gestantes. Uma tendência que se observa nos veículos de comunicação e entre formadores de opinião é a ênfase na prática de atividade física visando a "aquisição" de um corpo nos moldes de certos padrões de ou ainda a glorificação da competição e. ao contrário. nesse sentido. ao mesmo tempo. considerando suas diferentes condições. com êxito. É fundamental que as diferenças de história e situações de vida sejam reconhecidas e que se procure ampliar as possibilidades de escolha das pessoas. entre outros exemplos. O que se pretende. Prevenção e Controle de Problemas de Saúde Além dos benefícios de natureza mais ampla para saúde e a melhoria da qualidade de vida. à rotina de muitas unidades de saúde em todo o país. a responsabilização exclusiva do indivíduo por mudanças de comportamento. que os indivíduos e as comunidades podem incorporar em suas estratégias de melhoria da qualidade de vida. Também impede ou retarda o aparecimento da hipertensão arterial e facilita a redução dos níveis de pressão arterial nos hipertensos. quanto os resultados mais imediatos de incremento da atividade física na prevenção e no controle de problemas de saúde. prazer e bem-estar. o que melhora suas chances de viver melhor. . por doenças coronarianas. solidariedade. receitas uniformes e padronizadas de comportamento relativo ao cuidado com o corpo e à prática de atividade física. com base nas idéias de autonomia. as atividades recreativas para crianças. quando analisada a partir da perspectiva populacional: A prática regular de atividade física está associada a menores índices de mortalidade em geral. Os serviços de saúde são lugares onde a prática da atividade física pode ser tornada possível. como estratégia de promoção da saúde. É difícil imaginar. o risco de morte por doenças cardiovasculares e. interesses e possibilidades. Além disso. O fortalecimento dos laços de solidariedade na comunidade que resulta desse tipo de iniciativa tem tanta importância. q q O risco de desenvolvimento do diabetes mellitus não-insulino-dependente está diminuído entre os que praticam regularmente atividade física. Atividade Física. o conhecimento e os meios necessários para que a atividade física possa ser incorporada ao cotidiano das pessoas. Diminui. como ao identificar e divulgar os recursos acessíveis à comunidade. vários estudos têm demonstrado que a atividade física é um fator importante na prevenção e no controle de alguns problemas de saúde. tanto ao orientar e esclarecer seus usuários.deve ser pôr à disposição da comunidade as informações. em especial. particularmente. é chamar a atenção para a atividade física como um elemento adicional. têm sido incorporados. os grupos de caminhada para idosos. as aulas de capoeira para jovens.

etc. o risco de quedas diminui e aumentam as possibilidades de manter uma vida autônoma e independente. Entretanto. subir escada. q q Embora os estudos relacionando atividade física e aparecimento de diferentes tipos de câncer ainda sejam pouco conclusivos. há diferenças de outra dimensão entre andar no parque apreciando a natureza e caminhar apressadamente até o ponto de ônibus distante. é fazer atividade física. ou do idoso que pretende manter-se ativo porque isso o faz sentir-se bem. o programa de atividades para uma pessoa jovem. que exigirão. Desse modo. O Que. diabetes.A atividade física contribui para a manutenção da força muscular. dislipidemias. q A prática de atividade física parece aliviar sintomas de depressão e ansiedade e melhorar o humor. ainda que os gastos de energia sejam equivalentes. portadores de condições crônicas . o que lhe confere um papel importante na prevenção e no controle de problemas articulares e de desenvolvimento de osteoporose. eventualmente. O termo atividade física geralmente é utilizado quando há gasto de energia.mesmo que distribuídos em vários períodos . caminhar no parque. Quanto e Como Fazer Optar pelo exercício e definir a freqüência apropriada para que ele seja praticado dependerá. portanto. Adicionalmente. por vezes. a orientação que predomina é para a prática de atividade física moderada. então. a última situação representa a maior parte das demandas por orientação para a atividade física encontradas no âmbito da atenção básica: indivíduos saudáveis ou. de compreender a atividade física como elemento importante na busca da melhoria da qualidade de vida.que têm na atividade física uma oportunidade de incrementar seu bem-estar. Trata-se. a intervenção de profissionais especializados. basicamente. observa-se uma associação com a diminuição do risco para o câncer de cólon. das características do indivíduo para o qual está sendo indicado e das motivações que possa ter para a prática de atividade física. evidentemente. lavar roupa.. andar até o ponto de ônibus. Se os dois primeiros exemplos se referem a situações particulares. prevenir problemas de saúde e melhorar as possibilidades de controle de certos agravos. Assim. totalizando em torno de trinta minutos diários . Sendo assim. que aspira atingir desempenho destacado em determinada modalidade esportiva será.como hipertensão. muito diferente do proposto para o indivíduo de meia-idade que se recupera de um infarto do miocárdio. qual seria. da estrutura e função das articulações e para o desenvolvimento ósseo adequado na infância e na juventude. uma recomendação adequada à prática de atividade física? Atualmente. . etc.

para produzir energia). malestar ou dificuldade respiratória. de forma gradual e atentando para o aparecimento de sinais ou sintomas não-usuais. mesmo. com sintomas sugestivos de problemas cardíacos. tem menores benefícios e aumenta o risco de resultados indesejáveis. é bastante baixo e a melhoria do padrão de saúde obtida com a massificação da prática de atividade física o supera amplamente. são exercícios que se enquadram nesta definição. é fundamental. podem ser utilizados parâmetros personalizados. manter a freqüência cardíaca entre 65% e 80% da freqüência cardíaca máxima calculada. caminhar rapidamente. a freqüência cardíaca máxima [220 . distribuída ao longo do dia e incluindo modalidades diferentes de exercício e recreação.do dia . Vamos compreender melhor este tipo de recomendação: A atividade física moderada é definida como aquela em que há consumo de cerca de 4 a 7 calorias por minuto (em torno de 200 calorias por dia) ou. que totalize os cerca de 30 minutos preconizados. dançar e fazer ginástica. Uma avaliação médica mais aprofundada (que pode incluir exames complementares como o teste de esforço) deve ser reservada para aqueles com alto risco para doença coronariana. nessa recomendação. a maior parte das pessoas pode fazê-lo.idade] é 160 e a atividade física deveria manter entre 104 e 128 batimentos cardíacos por minuto. calculada subtraindo-se a idade de 220.e em todos. de atividade física concentrada. etc. é aceitável quando se tem em mente o objetivo de manter um condicionamento físico que preserve a saúde e mantenha o bem estar. peso. Mas. Cabe destacar que. Uma boa aproximação é a utilização da freqüência cardíaca máxima. mantendo a capacidade de conversar. Esta definição técnica precisa. em poucos dias da semana. por minuto. A atividade física deveria. como tem sido preferido. no entanto. também atende a esse objetivo. Note que a atividade física intermitente. sem a necessidade de exames complementares e. ou quase todos os dias da semana. E quais seriam os cuidados preliminares para que uma pessoa sedentária inicie a prática de atividade física? Quando se trata de atividade moderada. Uma sessão diária. de consultas médicas. Exemplificando: para um indivíduo de 60 anos. pulmonares ou metabólicos e no caso de . como a que se está propondo. ser traduzida em alguma forma mais prática de orientação. aquela em que se atinge entre 3 a 6 equivalentes metabólicos (que seria a quantidade de oxigênio que o organismo em repouso consome. a freqüência semanal. nos indivíduos sem doenças conhecidas. andar de bicicleta. ou na maioria dos dias da semana. ainda que mais intensa. abrangendo todos.. É possível dizer que. condicionamento físico. uma vez que o consumo de energia é diferente para pessoas com características diversas de sexo. O risco de eventos adversos graves e mesmo da morte súbita. então. idade. para a maior parte das pessoas. sem sentir dores. A prática de atividade física.

locais. roupas. que garantam uma experiência prazerosa e saudável. acessórios de proteção. quando for o caso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .idosos ou portadores de condições crônicas que pretendam se dedicar a exercícios mais vigorosos. alimentação e hidratação. calçados. É bom lembrar que cabe também ao serviço de saúde facilitar o acesso à informação relativa à forma adequada para a prática do exercício: horários.

fatores de risco para a doença coronária. ao contrário do senso comum que a considera como decorrente da afluência. no aumento de doenças como por exemplo. Apesar dos bolsões de desnutrição no país houve aumento da prevalência da obesidade em ambos os sexos. A obesidade associa-se de forma direta ao diabetes. No último estudo. realizado em 1996. a litíase biliar. a osteoartrose. detectou-se que a prevalência da obesidade é cada vez maior entre as pessoas com menor escolaridade. O impacto da obesidade na mortalidade cardiovascular. a insuficiência vascular periférica é imenso com repercussões sociais e econômicas relevantes. A importância do aumento da obesidade no Brasil é de tamanha relevância que é possível . em todas as macroregiões e em todas as categorias de renda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Dr Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/20/2001 6:02:52 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia O aumento do peso médio da população brasileira registrado nas últimas décadas é um fato da maior importância para a saúde pública e para a atenção médica. como também à hipertensão arterial e ao colesterol elevado. nas zonas urbana e rural.

doença pulmonar obstrutiva e insuficiência cardíaca que serão de fato a causa do agravo ou da morte futuros. Ao contrário do senso comum há dois fatos provenientes de estudos epidemiológicos recentes que podem ser aplicados à prática médica. não significa que o problema não deva ser considerado como relevante. porque há um conjunto de doenças ainda sem expressão clínica exuberante como depressão. Uma das formas de vencer o preconceito no atendimento ao obeso é a de entender que a atual epidemia de obesidade é decorrente de um condicionamento social "obesogênico". O fato de o tratamento ser muito difícil. a idéia da existência de um "gordo saudável" não encontra apoio no conhecimento científico porque todos os indivíduos com aumento de peso apresentam risco maior de algum tipo de doença entre as acima listadas.prever que a queda da mortalidade por doença coronária que se iniciou na década de 80 será lentificada pelo aumento da freqüência dos fatores de risco cardiovascular devido ao aumento da prevalência da obesidade. per se. ou restringi-lo somente a uma questão estética ou de auto-estima. tuberculose. não há valores de peso reduzido que causariam. Copyright © 2001 IDS . Primeiro. que privilegia o consumo excessivo de alimentos calóricos e inibe a atividade física. Estes aspectos são importantes para o médico não trivializar o problema obesidade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Segundo. câncer. risco maior de morte em indivíduos bem emagrecidos. trazendo uma sensação de impotência ao médico.

mais de um milhão de pessoas são internadas anualmente no país. Afetadas por doenças circulatórias. onde há um período subclínico mais extenso. Dentro do grupo das doenças circulatórias. afastadas de suas famílias e de suas profissões. o infarto do miocárdio e as doenças cerebrovasculares são aquelas com maiores índices de mortalidade. Uma característica comum ao infarto do miocárdio e às doenças cerebrovasculares é a sua instalação abrupta. o infarto do miocárdio não apresenta sintomas prévios em mais de 60% dos pacientes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bruno Caramelli1 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:44 AM Autores: 1 Médico Assistente do Instituto do Coração do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As doenças do aparelho circulatório estão em primeiro lugar entre as causas de morte no Brasil. 20% dos pacientes com infarto do miocárdio morrerão antes de chegar ao hospital. Estas duas características do infarto do miocárdio limitam as expectativas de sucesso da assistência médica e favorecem a perspectiva de controle dos fatores de risco para as . Ao contrário de outras doenças. correspondendo a mais da metade dos óbitos causados por esta doença. Além disto. com quase um terço de todas as causas.

O risco de infarto do miocárdio em diabéticos isoladamente é maior do que em hipertensos isolados ou tabagistas ou indivíduos com colesterol elevado. LDL (low density lipoprotein)-colesterol ou valores reduzidos de HDL (high density lipoprotein)colesterol. No caso do infarto do miocárdio e das doenças cerebrovasculares. No diabético. charuto.doenças cardiovasculares. cigarro de palha ou os indivíduos que não "tragam". além do excesso de óbitos. após dois anos. Tabagismo: associa-se a risco maior de doença coronária. cachimbo. reduzido pela metade. o tabagismo. Os principais são a hipertensão. incluindo tromboses venosas. Já no dia seguinte à suspensão. os critérios de controle da pressão arterial e do colesterol são mais rigorosos do que no resto da população sem diabetes. por cerca de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho. O fumo tem ainda um efeito multiplicador sobre os outros fatores de risco. Colesterol elevado: há uma relação direta entre dislipidemias e aterosclerose. as determinações laboratoriais devem ser repetidas a cada cinco anos. sendo responsável. maior a possibilidade de se ter a doença e. Copyright © 2001 IDS . porque os coeficientes de mortalidade por doença cerebrovascular são maiores do que os pelo infarto do miocárdio. Neste aspecto. HDLcolesterol e LDL-colesterol). o colesterol elevado e o diabetes. Este risco está associado positivamente ao número de cigarros por dia e ao tempo de existência do hábito de fumar cigarros. O Consenso Brasileiro de Dislipidemias recomenda que todos os adultos com idade superior a 20 anos conheçam seu perfil lipídico (colesterol total.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A interrupção do fumo é a intervenção com maior impacto na redução do risco cardiovascular. triglicérides. cabe lembrar que o uso de anticoncepcionais entre mulheres fumantes deve ser evitado pois aumenta em muito o risco de complicações circulatórias. Quanto maior a intensidade e o tempo de exposição ao fator de risco. os fatores de risco cardiovascular são classificados em modificáveis ou não segundo a possibilidade de intervenção preventiva e maiores ou menores conforme a sua importância. Obtendo-se um perfil desejável (ver tabela abaixo) e na ausência de outros fatores de risco. especialmente com relação a níveis elevados de colesterol total. Hipertensão arterial: é o principal fator de risco cardiovascular no Brasil. por outro lado. A prevalência da hipertensão é estimada em cerca de 15% a 20% da população adulta. o risco será menor e. o controle ou a eliminação do fator de risco reduz a probabilidade do surgimento de novos casos. triglicérides. Diabetes: principalmente o tipo 2. associado diretamente a obesidade e ganho de peso.

Noventa por cento dos fumantes têm dificuldade de fumar menos do que 12 cigarros por dia. levando ao aumento da dose e ao . Isto representa trinta milhões de pessoas. é absorvida através dos pulmões e atinge o cérebro em oito segundos. mas um quarto dos fumantes perde 23 anos de vida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Montezuma Pimenta Ferreira1 Última Atualização: 8/16/2001 8:52:28 AM Autores: 1 Médico assistente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Trinta por cento dos brasileiros maiores de dezesseis anos fumam. em média! Os principais riscos à saúde dos fumantes são as doenças cardiovasculares. rins. os cânceres de pulmão. pâncreas. bexiga e colo de útero). A diminuição da expectativa de vida é de 8 a 10 anos. outras doenças pulmonares. esôfago. O desenvolvimento de tolerância ocorre rapidamente. e outros tipos de câncer (da boca. A maioria dos tabagistas começa a fumar antes dos 18 anos. Metade dos fumantes morre de doenças diretamente causadas pelo tabaco. A droga que causa a dependência do tabaco é a nicotina. como a bronquite e o enfisema. laringe. faringe. Fumada de um cigarro. Seus efeitos estimulantes reforçam o seu uso. Úlceras pépticas e osteoporose também são mais freqüentes entre tabagistas.

estabelecimento do uso regular. sintomas depressivos. aumenta nos primeiros dias e regride lentamente em algumas semanas. ansiedade. dificuldade de manter o alerta e a concentração. insônia. Esta síndrome se instala nas primeiras horas sem cigarros. É caracterizada por inquietação. irritabilidade. Fumar mais de um maço por dia e fumar o primeiro cigarro menos de trinta minutos depois de acordar indicam risco de síndrome de abstinência intensa. sonolência diurna. Mais da metade dos fumantes apresenta sintomas de abstinência. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . aumento de apetite e do peso.

Em função da alta freqüência do uso do álcool e dos inúmeros riscos à saúde advindos deste consumo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. uma compreensão adequada do quadro clínico e tratamento do alcoolismo se faz necessária. O álcool etílico é um produto da fermentação de carboidratos presentes em vegetais. Farmacologicamente. Arthur Guerra de Andrade2 Última Atualização: 12/4/2001 11:17:02 AM 1 Médico psiquiatra pós-graduando do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Livre-Docente do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O consumo de substâncias psicoativas é importante problema de saúde pública em todo mundo. Dr. Suas atividades intoxicantes e euforizantes são conhecidas desde tempos pré-históricos. o álcool é um depressor do sistema nervoso central. Estima-se que cerca de 10 a 14% da população seja dependente do álcool. Existe um nítido predomínio do alcoolismo em homens. Danilo Antonio Baltieri1 Prof. sendo o álcool a mais utilizada. provocando uma .

(2) uso recorrente do álcool em situações onde há perigo físico. eventualmente. podemos citar: gastrites. A primeira experiência com o álcool costuma ocorrer na adolescência. natimortos e crianças com baixo peso ao nascer. alteração do funcionamento cardíaco. sendo raro o órgão humano que não seja afetado por esta substância. manifestado por pelo menos três dos seguintes fatores: (1) evidência de tolerância (necessidade de doses cada vez maiores da droga para obter os mesmos efeitos das doses iniciais). hepatite alcoólica. prejuízo do julgamento. arritmias cardíacas. dores musculares. podemos citar: a intoxicação alcoólica idiossincrática (caracterizada por um comportamento desadaptativo e atípico após a ingestão de pequenas . lentificação psicomotora. anemias. apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente. depressão. dificuldades na absorção de nutrientes. sensitivas e cognitivas. além da temida síndrome do alcoolismo fetal (deficiência do crescimento pondero-estatural da criança. cirrose hepática. levando a sérios prejuízos ou sofrimento clinicamente significativo. Em mulheres grávidas. irritabilidade. sendo que a tolerância aos seus efeitos é muito marcante. insuficiência hepática. manifestado por um ou mais dos seguintes critérios. (3) o álcool é usado em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o desejado. osteoporose precoce. Várias são as complicações clínicas e psiquiátricas surgidas em função do uso do álcool. sabe-se que o álcool atravessa a "barreira placentária" e pode provocar desde abortamentos espontâneos. danos ao sistema nervoso central. (5) os critérios nunca satisfizeram os critérios de síndrome de dependência ao álcool. levando a sério prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo. alterações cardíacas. (4) uso do álcool. lesão da parede do esôfago. O quadro de abuso de álcool é caracterizado por um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. (2) síndrome de abstinência (sintomas psicológicos e físicos advindos da parada ou redução abrupta do consumo do álcool). alterações em outras regiões como articulações. (6) importantes atividades sociais. apesar dos problemas sociais ou interpessoais persistentes ou recorrentes causados ou exacerbados pelos efeitos do álcool. A este quadro dá-se o nome de intoxicação por álcool. (4) existe um desejo persistente ou esforço malsucedido no sentido de reduzir ou controlar o uso do álcool. sonolência. pancreatite. (6) uso do álcool continua. (3) problemas legais relacionados ao uso do álcool. na sua utilização ou na recuperação dos seus efeitos. diminuição da atenção. Como complicações clínicas. labilidade emocional. ocupacionais ou recreativas são abandonadas em função do uso do álcool. lesões no sistema nervoso central com conseqüentes disfunções motoras. (5) muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância. Já o quadro de síndrome de dependência ao álcool é diagnosticado a partir de um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. redução do nível da consciência e. danos faciais. genitais e pele). na escola ou em casa. dentro de um período de 12 meses: (1) uso recorrente do álcool. neuropatia periférica (dor e parestesia em membros). resultando em fracasso em cumprir obrigações importantes relativas a seu papel no trabalho. coma. Como complicações psiquiátricas. O consumo recente e excessivo de álcool pode causar desde euforia.desorganização geral dos impulsos nervosos.

tremor. em pacientes clinicamente comprometidos). que ocorrem após interrupção ou redução abrupta do uso crônico e intenso do álcool. É quadro de emergência clínica. freqüentemente seguido por amnésia para o período de intoxicação). O transtorno amnéstico (caracterizado por episódios transitórios de amnésia que acompanham variados graus de intoxicação ao álcool. Copyright © 2001 IDS . agitação.quantidades de álcool. O nível de consciência do indivíduo parece normal para terceiros no momento da intoxicação). convulsões. podendo ser acompanhadas por idéias delirantes). o ´delirium tremens` (caracterizado por confusão mental. principalmente visuais e auditivas. alucinações vívidas. sem alteração do nível da consciência. delírios. após a cessação ou redução do consumo do álcool. febre.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hiperatividade autonômica. a alucinose alcoólica (presença de alucinações vívidas e persistentes.

A maconha foi. opióides e anticolinérgicos). às medicações de uso médico que possuem potencial de abuso (benzodiazepínicos. o "Ecstasy" e a Heroína. a que teve maior uso na vida (5. o uso na vida de qualquer droga psicotrópica. à cocaína (inalada. estimulantes. A prevalência do uso na vida de cocaína foi de .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Arthur Guerra de Andrade1 Edson Henry Takei2 Última Atualização: 10/31/2001 12:06:50 PM 1 2 Professor associado da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduando em medicina pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Droga é o termo utilizado para designar substâncias de efeito psicotrópico (principalmente as de caráter ilícito). Neste capítulo. daremos enfoque à maconha. aos solventes orgânicos e a outras drogas de uso menos freqüente em nosso meio como o LSD. Segundo dados de uma pesquisa domiciliar realizada nas 24 maiores cidades de São Paulo em 1999 pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas. que podem levar o usuário à dependência física e/ou psíquica. fumada ou injetada). foi de 11.6%. exceto álcool e tabaco.6%). dentre as drogas ilícitas.

1. agitação psicomotora. hiperemia conjuntival. desinibição. insônia. piora do rendimento psicomotor Abstinência: Mal caracterizada. atenção e vontade de realizar tarefas Substância: Cocaína/crack Uso habitual: Ilícito. aumento do apetite e da sede. mescalina) Uso habitual: Ilícito. sensação de prazer ou ansiedade intensos. forte indução de dependência Substância: Alucinógenos (LSD. muitas vezes leva ao consumo de drogas mais pesadas. sensação de relaxamento Abstinência: Não existe síndrome de abstinência característica Quadros associados: Quadros psicóticos ou ansiosos Conseqüências do uso prolongado: Lembranças vívidas das alterações sensoriais mesmo muito tempo após consumo ("flashbacks") . convulsões. chá de cogumelo. Pesquisas anteriores realizadas pelo mesmo grupo em 1987. ansiedade. infartos do miocárdio. sinais de liberação adrenérgica. irritabilidade e humor depressivo Quadros associados: Quadros psiquiátricos em geral. boca seca. casos de morte após uso excessivo. alterações sensoriais. alucinações e delírios transitórios Abstinência: Depressão. irritabilidade. como relaxante. prejuízo de funções como memória. infecções no uso endovenoso. desejo intenso pela droga Quadros associados: Acidentes vasculares cerebrais. como modificador sensorial Intoxicação: Alucinações visuais agradáveis ou extremamente desagradáveis. taquicardia. pupilas dilatadas. quadros delirantes breves. estado de hipervigilância. 1991 e 1993 em 10 capitais brasileiras com estudantes de segundo grau mostraram que as drogas de maior uso na vida são os solventes. às vezes sintomas ansiosos. ansiolítico ou alucinógeno Intoxicação: Percepção do tempo mais lenta. problemas pulmonares no crack Conseqüências do uso prolongado: Podem ocorrer quadros psicóticos prolongados que necessitam do auxílio do especialista. euforia.7%. como estimulante Intoxicação: Euforia. Substância: Maconha/Haxixe Uso habitual: Ilícito. falta de prazer e vontade de realizar atividades. seguidos pelos ansiolíticos e anfetamínicos. câncer de vias aéreas Conseqüências do uso prolongado: Piora do rendimento na escola e trabalho. sensação de relaxamento. euforia. letargia. crack tem associação com envolvimento criminal. tosse.

delirantes e de humor importantes Conseqüências do uso prolongado: Desenvolvimento de forte dependência pela substância Copyright © 2001 IDS .Substância: Anfetaminas (Hipofagin. depressão. irritabilidade Quadros associados: Quadros ansiosos. Desobesi. Moderex. Reactivan. dificuldade de concentração. aumento da energia psicomotora. Dualid.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . estimulantes Intoxicação: Ansiedade. convulsões Abstinência: Aumento do sono e da fome. irritabilidade. Privina e Aturgil) Uso habitual: Medicações para emagrecimento. desânimo. Inibex. Preludin. Pervetin. redução da fome e do sono. fórmulas para emagrecer.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Ana Cristina Fortes Alves1 Última Atualização: 12/4/2001 11:18:26 AM Autores: 1 Médica preceptora do departamento de dermatologia da FMUSP Dermatite Seborréica Dermatofitoses Eczema Atópico ou Dermatite Atópica Eczema de Contato ou Dermatite de Contato Escabiose (sarna) Furúnculo Impetigo Larva migrans .

Bicho geográfico (ver larva migrans) Molusco contagioso Pediculose (piolho) Piolho (ver pediculose) Sarna (ver escabiose) Urticária Verruga Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

úlcera. boca seca (xerostomia). estima-se que o câncer da cavidade oral ainda seja responsável por cerca de 2000 mortes anuais no Brasil. Ferraz1 Marcos Roberto Tavares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:36 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP 2 Médico Assistente Doutor da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A cavidade oral é sede de várias doenças que podem se manifestar por alteração da pigmentação (mancha). halitose e nódulos cervicais. nódulo. É tratado com facilidade quando diagnosticado precocemente. Casos detectados mais tardiamente têm tratamento altamente complexo e prognóstico mais . Câncer da Cavidade Oral Embora seja facilmente visível. dor.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto R. o que pode ser feito com a inspeção e palpação da boca.

Copyright © 2001 IDS . Tabagismo e etilismo são hábitos presentes na maioria dos doentes. O tipo histológico mais comum é o carcinoma espinocelular. com caráter infiltrativo.reservado. Pode estar acompanhado ou suceder leucoplasia e eritroplasia. irregulares. geralmente doloroso. O câncer se apresenta como uma úlcera de bordas elevadas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . As localizações mais comuns são a língua e o assoalho de boca.

Doença Hemorroidária Fissura Anal . seguida de exame proctológico adequado e do uso eventual de outros recursos diagnósticos quando a história e exame físico não forem suficientes para este objetivo.Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia As doenças ano-retais compreendem um conjunto de afecções extremamente comuns na população em geral. o câncer do ânus e as doenças sexualmente transmissíveis. a fissura anal. As doenças mais comuns são a doença hemorroidária. determinando sintomas importantes e que afetam a qualidade de vida das pessoas. fístulas e abscessos anais. Seu diagnóstico é realizado por meio de anamnese bem feita.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Angelita Habr-Gama1 Fábio Guilherme Campos1 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:44 AM 1 Disciplina de Coloproctologia .

Fístula Fístula Anal Doença Sexualmente Transmissíveis Câncer de Ânus Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Quadro clínico Tontura: é um sintoma comum que o paciente geralmente refere quando se sente inseguro na sua movimentação ou posição em relação ao meio ambiente externo. é importante tentar caracterizar algumas situações: Vertigem: é quando o paciente tem a sensação de que tudo está rodando ao redor dele ou que ele próprio está rodando. ou outros sintomas subjetivos e pode também refletir alteração em qualquer órgão ou sistema. muitas vezes. e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Isabela M. É uma alucinação de movimento e apresenta causas bastante específicas. Uma pergunta que ajuda a definir se o paciente tem vertigem é: você tem a . O diagnóstico preciso. não estão associadas a problema clínico grave. associada a cansaço. depressão. Pode ser uma queixa inespecífica. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:10 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Tontura e vertigem são condições muito frequentes na prática médica. é alcançado com a história clínica e com detalhes do exame neurológico e cardiovascular. Quando o paciente procura o médico com queixa de tontura. na grande maioria das vezes.

desmaio. intensidade do sintoma. alterações de marcha. a sua persistência favorece o diagnóstico de doença central. O nistagmo espontâneo pode ser observado com o paciente em pé olhando para frente. Uma pergunta que pode ajudar a definir se o paciente teve um quadro sincopal ou quase-sincopal é: o que que você sentiu é como a sensação de ter ficado agachado por um longo período e levantar rapidamente? Desequilíbrio: se o paciente se sente desequilibrado. é importante perguntar se o início do quadro foi insidioso ou abrupto. Isso favorece o diagnóstico de doença vestibular periférica enquanto que o aumento do nistagmo nestas condições ou. frequência. se é constante ou intermitente. checagem do funcionamento grosseiro do sistema auditivo.sensação de que tudo está rodando ou de que você mesmo está rodando? Síncope ou quase-síncope. utilizando-se o sentido do movimento rápido para denominar o nistagemo. O nistagmo espontâneo desaparece quando o paciente fixa o olhar.Características do nistagmo de origem periférica e central. fatores desencadeantes. por exemplo. A duração do período de inconsciência é curta e a recuperação. Características Direção Componente rápido Efeito de fixar o olhar Anatomia da lesão PERIFÉRICO Horizontal-Rotatório Contrário ao lado lesado Suprime o nistagmo Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Qualquer direção Para o lado lesado Não suprime o nistagmo Tronco cerebral ou cerebelo Quando a queixa de tontura ou vertigem se relaciona com a movimentação da cabeça ou . otite. o paciente simplesmente perde a consciência e cai. Quadro 1 . É composto por um movimento lento para um lado seguido de outro rápido para o lado oposto. O quadro 1 mostra as principais características do nistagmo central e periférico. chama-se de nistagmo para a esquerda. ou sensação de desmaio: na síncope. hipoacusia ou zumbido. quando o movimento rápido é para a esquerda. observação de nistagmo espontâneo. rápida. A pergunta que pode ajudar na definição do quadro é: você tem a sensação de que não está pisando em terreno firme? 1. presença de náuseas e vômitos. e do equilíbrio. Vertigem Quanto à história clínica. duração. agravantes (ansiedade. Avaliação do nistagmo O nistagmo representa a oscilação rítmica dos olhos. resfriados ou trauma craneano no passado e sintomas neurológicos. nistagmo posicional e manobra de Bárány. esforço) ou de alívio (alguma posição específica ou evitar uma posição específica). O exame físico desses pacientes deve incluir um exame otológico simples. se é a primeira crise ou se são crises recorrentes. simplesmente.

com a cabeça virada em uma determinada direção. Em seguida. mantendo a cabeça virada para o lado que iniciou a prova. Se o nistagmo aparecer. Para iniciar a manobra. O nistagmo de posição pode ser pesquisado pela manobra de Bárány. o paciente é colocado sentado de olhos abertos. Manobra de Bárány para testar a presença de nistagmo e vertigem posicional benigna. com a ajuda do examinador. deve-se pesquisar o nistagmo de posição. . náusea ou vertigem).ocorre ao se deitar. Esta posição deve ser mantida por 20 s. 1841-1846. (Figura 1) Figura 1. Adaptado de Baloh RW. The Lancet 1998. é rapidamente colocado na posição deitada com a cabeça livre de apoio suspensa pela mão do examinador podendo ficar até 45o de inclinação abaixo do nível do leito. pedindo-se para que o paciente relate todo e qualquer sintoma associado à manobra (por exemplo. 352.

1. Principais causas de vertigem prolongada espontânea História clínica além de vertigem. Quadro 2 . Quadro 3. Vertigem espontânea prolongada Uma série de alterações podem causar quadro sintomático de vertigem. a vertigem recorrente e a vertigem posicional (benigna ou central). As lesões periféricas estão mais frequentemente associadas a náuseas e vômitos. PERIFÉRICA Tempo de início Duração Fatigabilidade Vertigem Direção do nistagmo Anatomia da lesão 3 . O quadro 3 mostra as principais causas de vertigem prolongada espontânea. náuseas e vômitos Exame físico (além de nistagmo e alterações do equilíbrio) Conduta além do tratamento sintomático .Características do nistagmo de posição de origem periférica e central. Em compensação.20 segundos < 1 min ou poucos segundos Marcada Frequente Fixa.a.independe da posição da cabeça Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Imediato persiste por mais de 1 minuto Não apresenta Mínima ou ausente Muda com alteração posicional da cabeça Tronco ou cerebelo Causas mais frequentes de vertigem É importante diferenciar os quadros centrais dos periféricos e a anamnese permite essa distinção em grande número de casos. lesões centrais mais frequentemente se associam a alterações do equilíbrio. Periféricas As vertigens periféricas podem ser de três tipos: a vertigem prolongada espontânea. 1.o examinador deve atentar para os detalhes do quadro 2.

temporária e reversível da atividade neural de repouso do labirinto ou das suas conexões centrais. R. início subagudo com perda auditiva Otite média. Quadro 4. Principais causas de vertigem recorrente. em geral. presença de Trauma craniano sangue no conduto auditivo Fatores de risco para DCV*. de membros ou ambas Controle da fonte de êmbolos. esclerose do tímpano. A duração da crise é um ponto fundamental para se fazer o diagnóstico. Vertigo. As crises duram minutos ou horas. de fatores de risco.352:1841-1846. As causas mais frequentes de vertigem recorrente estão no quadro 4. 3 vezes por dia por 10 dias Neurite vestibular (neuronite vestibular) Corticoesteróides e treinamento vestibular Concussão de labirinto Perda auditiva. início agudo.b. História clínica Exame físico (além de vertigem. dor e diminuição da acuidade Episódio de infecção de vias aéreas superiores prévia ao quadro. granuloma Na otite. com subsequente recuperação das funções normais. The Lancet 1998.W. perda da coordenação dos membros Treinamento vestibular Infarto cerebelar Ataxia de tronco. (entre as náuseas e vômitos) crises) Tratamento além do sintomático . treinamento da marcha e do equilíbrio Adaptado de Baloh. Vertigem recorrente As crises recorrentes de vertigem ocorrem quando há uma alteração súbita. permitindo o diagnóstico diferencial com os episódios isquêmicos transitórios que. duram minutos. importantes alterações do equilíbrio.Otomastoidite Infecções prévias de ouvido. amoxicilina 500 mg. colesteatose. presença de secreção. (*DCV=doença cardiovascular) 1.

diplopia. disartria. Se não melhorar. ceratite intersticial. quedas Alterações flutuantes ou lentamente progressivas da acuidade auditiva associada a sintomas sistêmicos de doença autoimune Deficiência da acuidade auditiva para sons de baixa frequência (unilateral em grande parte dos casos) Perda da acuidade auditiva (na maior parte das vezes. ataxia. que piora com a Sem alterações Vide Capítulo cefaléias movimentação da cabeça. barotraumas. fraqueza Sem alterações na grande maioria dos casos Aspirina 250 mg por dia Insuficiência vertebrobasilar Adaptada de Baloh. (*ORL=otorrinolaringologista e ** reumato=reumatologista) 1.c. tosse. espirros Sinal da fístula positiva (nistagmo induzido por Repouso alterações na pressão do canal auditivo externo) Enxaqueca Cefaléia com aura visual. The Lancet 1998. parestesias. R. zumbidos.W.352:1841-1846. com foto e fonofobia Perda visual. rash cutâneo Dieta pobre em sal e diuréticos. encaminhe ORL* Doenças autoimunes do ouvido Prednisona 1mg/kg e encaminhamento para REUMATO** Fístula perilinfa Perda auditiva. sensação de ouvido sob alta pressão.Doença de Ménière Alterações flutuantes da acuidade auditiva. dor unilateral latejante. artrites. Vertigem Postural Vertigem postural benigna (VPB) . bilateral). Vertigo. zumbidos após traumas.

The Lancet 1998. 2. 1841-1846. O exame físico revela a presença de nistagmo espontâneo ou desencadeado pela manobra de Bárány com características periféricas. Os sintomas são relatados quando o paciente se deita e gira a cabeça ou quando já se encontra deitado e muda de posição no leito. Tipicamente. 352. Vertigem postural central Várias lesões centrais podem causar esse tipo de vertigem. Tratamento específico A figura 2 mostra a manobra de Siment. Entretanto. Figura 2. o paciente com esse tipo de quadro apresenta outras alterações neurológicas. neste caso.É o tipo mais frequente de vertigem em adultos. não há queixa de zumbido ou hipoacusia. São doenças raras (tumores) e o . sendo de curta duração (menos de 1 min) e sempre desencadeados por movimentos da cabeça. Manobra de Siment para tratamento de vertigem posicional benigna. Adaptado de Baloh RW. que cura grande parte dos casos de VPB.

4 vezes por dia (a cada 6 horas) por 10 dias. e distúrbios psiquiátricos (30%). Tratamento sintomático das vertigens Utilizar drogas antihistamínicas. Investigação diagnóstica Inclui um eletrocardiograma e exames mais sofisticados. e um exame físico completo. É extremamente importante perguntar sobre o uso de medicações que podem estar associadas ao quadro e que possam estar causando hipotensão postural. Para o estabelecimento da causa do episódio sincopal. podem ser causa frequente de quadros sincopais. A perda de consciência na síncope implica que algumas estruturas do tronco cerebral deixaram de ser irrigadas. como a monitorização com o Holter para verificação de arritmias por um período maior de tempo. Devem ser feitas perguntas questionando sobre o estresse a que o paciente estava submetido antes do episódio (sugere síncope vasovagal ou distúrbios psiquiátricos). tanto da pessoa como de quem presenciou o episódio. O diagnóstico diferencial das síncopes inclui cinco grandes grupos de causas: hipotensão arterial (20-50% dos casos). O exame físico desses pacientes pode sugerir a causa da síncope.nistagmo geralmente é vertical e inesgotável. devendo incluir a medida da pressão arterial (após 5 minutos de repouso de decúbito dorsal horizontal e após 2 minutos em pé). recomenda-se metoclopramida 10 mg até 3 vezes por dia. O treinamento vestibular é realizado através da manobra de Siment já descrita. como a síndrome do pânico e os outros transtornos ansiosos e depressivos. Distúrbios psiquiátricos. menos de 5% dos casos) doenças neurológicas (menos de 5% dos casos). formigamentos. No caso de vômitos em grande quantidade. Considera-se que há hipotensão postural quando a pressão arterial sistólica cai em pelo menos 20 mm Hg. como a difenidramina na dose de 500 mg. Das causas de hipotensão. alterações metabólicas (hipo e hiperglicemia. tosse. arritmias e hipertensão pulmonar) ou aos esforços (micção. se foi associado ao exercício (estenose aórtica. a mais frequente é a síncope vaso-vagal geralmente secundária a um episódio de estresse. Síncope e quase síncope Síncope é uma perda súbita de consciência de curta duração (segundos a minutos) acompanhada de perda do tônus motor. tremores. Hiperventilação é uma das causas mais frequentes de tontura associada com outros sintomas ansiosos como palpitações. geralmente desencadeando a síncope pela diminuição do retorno venoso secundária à manobra de Valsalva). Causas frequentes de síncope . Episódios sincopais são mais frequentes em pacientes em pé. doença cardíaca (10-25%). a história é fundamental. evacuação. cardiomiopatia hipertrófica.

ocorrem palidez. mesmo em pacientes sentados. Hipotensão postural do idoso Indivíduos idosos podem apresentar hipotensão postural em até 10% dos casos. Copyright © 2001 IDS . taquicarida e sudorese de extremidades. nesses casos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ansiedade ou dor. O fundamental é descobrir a causa. como fadiga. e corrigi-la. checar a associação com drogas que podem causar hipotensão. em grande parte. É importante. o que. Está associada a situações de estresse.Síncope vaso-vagal É extremamente comum. mesmo entre pessoas jovens (desmaio). será feito baseando-se na história clínica. Acontece com maior frequência em pacientes em pé e a recuperação da consciência é imediata após a queda. Tratamento O tratamento específico da tontura depende do diagnóstico específico que a causou. Isso costuma ocorrer após as refeições. podendo variar amplamente. Antes da queda.

9% (72. Nesses casos. Enxaqueca Cefaléia do Tipo Tensional . São mais freqüentes nas mulheres e nos jovens.9% de enxaqueca). fato que indica a necessidade de uma investigação diagnóstica mais abrangente. encontrou-se uma prevalência de cefaléia de 82. ou seja. como comprometimento de alguns pares cranianos. além da cefaléia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Isabela M. Somente uma pequena porcentagem desses pacientes apresenta alterações como tumores ou hemorragias. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:20 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Cefaléia ou dor de cabeça é um sintoma freqüente nos pacientes que procuram atendimento ambulatorial ou de urgência.8% de cefaléia do tipo tensional e 9. a doença se manifesta por sinais neurológicos focais. No Brasil. cefaléias que cursam com uma história rica e exames físico e neurológico normais. A maioria dos pacientes que procuram atendimento por cefaléia são portadores de cefaléias primárias.

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pericardite. que pode irradiar para um ou ambos os braços (geralmente para o esquerdo). A doença isquêmica do coração pode levar ao infarto agudo do miocárdio ou pode se manifestar como angina do peito. fatores desencadeantes. duodeno. As causas importantes de dor no peito são: doença isquêmica do coração. embolia de pulmão. Geralmente. ou mesmo dor. Pelas características descritas. geralmente no centro do peito ou do lado esquerdo. e durando de 5 a 20 minutos. opressão. esofagite. pescoço. dissecção da aorta. Às .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Luiz Antonio Machado César1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:12 AM Autores: 1 Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor HCFMUSP Quadro Clínico É comum pessoas se queixarem de dor ou desconforto na região do peito. quando a pessoa faz esforço físico. mandíbula ou para a região posterior do tórax. queimação. pâncreas. doenças do estômago. fatores de melhora e sintomas associados. inflamação de articulações e músculos do tórax. duração. pneumonia. irradiação. que se caracteriza por episódios transitórios de dor na face anterior do tórax. É importante a análise do sintoma em todas as suas características: tipo. a queixa é de aperto. localização. vesícula biliar e alterações intestinais. é possível ter uma idéia do motivo deste sintoma.

associados ou isoladamente. também não costuma ser de origem coronária.A dor coronária classicamente melhora ou cede completamente com o repouso ou com uso de nitrato sublingual em 1 a 5 minutos. dura de 2 a 10 minutos e cessa com o repouso ou uso de nitrato sublingual. Copyright © 2001 IDS . uma combinação de ambos. sendo fundamental o encaminhamento imediato ao pronto-socorro e a realização de eletrocardiograma.não é muito útil para confirmar a presença de doença coronária no paciente com dor torácica. que também podem acontecer. seja ocorrendo a pequenos ou a grandes esforços. ou só na mandíbula.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Classificamos a angina em. basicamente.CPK. que fazem parte do diagnóstico diferencial. náuseas e vômitos.quando os sintomas já existem há pelo menos 3 meses. Fatores de melhora . Mas. ou fração MB. O frio é fator desencadeante de angina do peito com grande freqüência. Quando essas dores aconteceram há menos de uma semana ou nas últimas 24 horas e em repouso. com características que não mudam nesse período. Angina Instável. Dor com duração de somente alguns segundos não é de origem coronária.A angina de peito pode ser desencadeada por esforços.vezes. Sintomas associados . dois tipos: angina estável e angina instável. Exame físico .quando ocorre dor torácica característica. estresse emocional ou. o diagnóstico só se confirma com a elevação de enzimas cardíacas (creatinofosfoquinase. que se mantém durante dias ou semanas. em outras doenças graves. mas pode auxiliar na elucidação das outras doenças. dor prolongada e constante. A dor é de intensidade variável. Fatores desencadeantes .suor frio. mesmo que um só episódio e na presença de alterações ao eletrocardiograma.CKMB) no sangue. mais habitualmente. em aproximadamente de 30 a 50% dos casos de infarto. podem ser manifestações de angina. com alívio ou eliminação total da dor. Angina Estável. há grande possibilidade de se tratar de infarto agudo do miocárdio. por exemplo. Por outro lado. só desconforto ou dor no membro superior esquerdo.

O diagnóstico diferencial das dores musculoesqueléticas deve ser preciso. todo indivíduo adulto já experimentou um breve período de desconforto por acomentimento osteoarticular. Até a presente data.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fernanda R. Neste sentido. a história cínica e o exame físico inicial são essenciais. Lima1 Ari Stiel Radu2 Última Atualização: 8/21/2001 8:47:22 AM 1 2 Médica Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Médico Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro Clínico e Epidemiologia As queixas de dores musculoesqueléticas estão entre as causas mais comuns de consulta médica e correspondem a terceira causa de afastamento do trabalho. estão catalogados mais de 100 doenças musculoesqueléticas distintas. devendo incluir uma série de informações. . uma vez que o tratamento difere muito para cada situação particular. Praticamente.

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com as vértebras de cima e de baixo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:48 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A coluna cervical é formada por sete vértebras. pode doer por alterações nestas estruturas ou doer à distância por irritação das raízes nervosas. . nesta localização. Cada vértebra é constituída do corpo vertebral e do arco posterior. É caracterizada por uma enorme mobilidade em todos os sentidos de movimentos (flexão. que não possuem corpo vertebral. exceto C1 e C2. Este complexo arcabouço ósseo protege o sistema nervoso central. extendendo-se da base do crânio até a coluna dorsal (torácica). a medula espinhal. Os corpos vertebrais são separados um do outro pelo disco intervertebral e os arcos. que se articulam entre si. duas inferiores e duas superiores.A coluna cervical é inervada no tecido ósseo. extensão e rotação). nas articulações interapofisárias (cartilagem) e nos ligamentos. portanto. pelas apófises. que emite raízes nervosas para a cabeça e membros superiores.

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Possui uma grande amplitude de movimentos em todos os sentidos e. as seqüelas de fraturas ou a osteoporose. entre as quais a mais comum de todas. por esta razão. a gravidez. A coluna vertebral dura e resistente contém no seu interior. Também os desequilíbrios musculares gerados pelas mais diversas causas. . um estudo mais aprofundado dos profissionais interessados nesta área. as mega apófises. podem determinar alterações mecânicas e dor lombar. existem alterações genéticas ou adquiridas. a medula espinhal e a protege. portanto. está sujeita a muitas doenças decorrentes destas suas características mecânicas e estas doenças se fazem mais presentes quando. merecendo. como a espondilolistese (escorregamento vertebral). a escoliose. na coluna. é dividida em cervical. dorsal e lombar e é a lombar que recebe a maior carga de peso corporal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 9/3/2001 8:53:20 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A dor lombar é a principal causa de afastamentos do trabalho entre os segurados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Brasil.

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comuns nesta articulação. é o conjunto de ligamentos formado pelos prolongamentos dos músculos da cintura escapular. Possui ainda uma articulação entre o acrômio e a clavícula. A cápsula articular de contenção do ombro. luxações articulares e lesões nos ligamentos de contenção. pela pouca contenção entre a grande cabeça umeral e a pequena e estreita glenóide do omoplata. . As alterações inflamatórias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:44 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O ombro é a articulação mais móvel entre todas do corpo humano. como as tendinites e bursites. são queixas frequentes. omoplata e clavícula. que podem levar ao congelamento articular do ombro rígido (pericapsulite adesiva). O trauma no ombro pode provocar fraturas no úmero. de origem não traumática. também chamada de manguito rodador. extremamente vulnerável.

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A dispepsia funcional abrange pacientes com os seguintes sintomas. úlcera péptica. doença . A dispepsia é sintoma comum na população geral. durante pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). nos últimos 12 meses: (1) dispepsia persistente ou recorrente e (2) ausência de doença com substrato anátomopatológico (ex. (3) sensação de estufamento. (2) má digestão ou sensação de persistência do alimento no estômago. (4) náusea.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:52 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Dispepsia é definida como dor ou desconforto na região epigástrica.. Cerca de um quarto dos pacientes com dispepsia procura atendimento médico. doença do refluxo gastroesofágico. que é a sensação de estômago repleto logo após o início da alimentação. com prevalência oscilando entre 20 e 40%. o que inclui inclui: (1) saciedade precoce. impedindo o término da refeição. As doenças funcionais do aparelho digestivo foram classificadas pelo sistema denominado "Roma II". variando se pirose retroesternal é acrescentada à investigação. neoplasia.

a coexistência de dispepsia funcional e síndrome do intestino irritável é possível num mesmo paciente. quando testados com pHmetria de 24 horas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. Aqueles em que predomina o desconforto epigástrico. Pelo atual conceito de dispepsia funcional. Finalmente. associadamente. pode ter implicações terapêuticas. apresentam dispepsia do tipo dismotilidade. como definido anteriormente. Assim. têm. Esta divisão da dispepsia funcional. pacientes com dispepsia tipo úlcera não necessariamente têm mais úlcera péptica que os com dismotilidade). metoclopramida) são a primeira escolha. o que implicaria no diagnóstico da síndrome do intestino irritável. pirose e dor retroesternal) não devem ser incluídos no contexto da dispepsia funcional. domperidona. conquanto não contribua para o diagnóstico de doença orgânica (por exemplo. no entanto. inibidores da bomba de próton). Por outro lado. em que o sintoma predominante e que mais incomoda é a dor epigástrica. pacientes com dispepsia tipo úlcera tendem a responder melhor aos agentes anti-secretores (por exemplo. como os antiinflamatórios não-esteróides) que explique a sintomatologia e (3) sem alívio dos sintomas com a defecação e sem associação com alteração no hábito intestinal. desde que a dispepsia não se relacione com a evacuação e que existam indícios da síndrome do intestino irritável. na sua maioria. alguns aspectos anteriormente aceitos e válidos não são mais.pancreatobiliar e consumo de medicamentos lesivos à mucosa gastroduodenal. pois úlcera péptica não é o único diagnóstico de exclusão na dispepsia em geral. por exemplo: (1) a terminologia dispepsia não-ulcerosa foi substituída por dispepsia funcional. alteração no padrão habitual de evacuação. (3) se os sintomas dispépticos melhorarem nitidamente com a defecação e se houver. bloqueadores H2. Copyright © 2001 IDS . A classificação "Roma II" estabeleceu a seguinte classificação para a dispepsia funcional: pacientes com dispepsia funcional. prócinéticos (ex. pois. como. (2) pacientes com sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico (por exemplo. pacientes que não preenchem um ou outro critério são tidos como portadores de dispepsia inespecífica. o diagnóstico de síndrome do intestino irritável substituirá o de dispepsia funcional. refluxo ácido patológico. na dispepsia tipo dismotilidade. são classificados como portadores de dispepsia tipo úlcera.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: José Luis Mesquita1 Carlos Ricardo D. Bautzer1 Última Atualização: 9/5/2001 4:52:28 AM 1 Médico Assistente da Divisão de Clínica Urológica do HCFMUSP Disúria Hematúria .

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As principais situações que evoluem para dor pélvica são as descritas a seguir. corpos lúteos ou cistos hemorrágicos que desaparecem espontaneamente respeitando-se o ciclo hormonal natural. No entanto. Rotura e torção de cisto de ovário: a observação de cistos anexiais tornou-se freqüente devido à realização de ultra-sonografia da região pélvica. Mauricio Simões Abrão1 Dr. recorrente ou crônica. Dr. envolvendo. torção ou dor . Sérgio Podgaec2 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:10 AM 1 2 Professor livre docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Mestre em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A dor pélvica é um problema clínico comum que pode se manifestar de forma aguda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Prof. permanecem assintomáticos até ocorrer rotura. amplo espectro clínico. para sua abordagem e diagnóstico. Diferentes doenças podem estar relacionadas a este sintoma. Em algumas situações. em geral. como teratomas ou cistoadenomas que. a maioria das imagens observadas corresponde a folículos ovarianos. os cistos ovarianos podem representar doenças benignas.

sendo mais freqüentemente encontrado em ligamentos útero-sacros e ovários. e os tumores malignos de ovário têm crescimento insidioso. tubas uterinas. pois não existe sintomatologia ou arsenal de exames complementares que denotem com clareza esta situação. Moléstia inflamatória pélvica aguda: é a denominação genérica para os casos de cervicite. Acomete em torno de 10% das mulheres em idade reprodutiva e associa-se a dor e infertilidade. Dismenorréia: cólica associada ao fluxo menstrual pode impedir a paciente de exercer suas atividades habituais e levá-la à procura de auxílio médico para o alívio da dor. sendo resultado de infecção transmitida por via sexual. acompanhada de corrimento purulento oriundo do canal cervical e dor ao toque vaginal à mobilização do colo uterino. quadros progressivamente mais graves de infecção do aparelho genital interno. sendo a tuba . acomete mulheres jovens. A dor pélvica é bilateral. Sangramento genital pode estar presente devido a queda transitória dos níveis estrogênicos que ocorre neste período.por efeito de seu volume. Estima-se que até 50% das mulheres apresentem algum grau. mas podendo estar presente em peritônio. Dor do meio do ciclo: dor intensa ocorrendo no meio do ciclo menstrual associada ao período ovulatório. de modo inverso. disúria. hematúria. Endometriose: definida pela presença de tecido endometrial em sítios extra-uterinos. dor pélvica sem relação com o fluxo menstrual. no entanto. O diagnóstico de certeza da moléstia é difícil. A paciente pode apresentar dismenorréia. dor pélvica grave ocorre em miomas subserosos que sofrem torção ou nos miomas que sofrem degeneração necrótica ou infecciosa. bexiga e intestino. como cefaléia. ooforite e abscesso tubo-ovariano. provocando sintomas quando em estádios avançados. salpingite. Em geral. Em geral. Se não for tratada de forma correta. sendo todo o quadro limitado no tempo com remissão completa. Usuárias de dispositivo intra-uterino são mais suscetíveis a este processo e os germes envolvidos em 80% dos casos são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis. vômitos e diarréia. aumenta o risco de infertilidade e de dor pélvica crônica. sendo 10% com intensidade grave. em que ocorre aumento da contratilidade uterina e do peristaltismo tubáreo e disseminação peritoneal do líquido folicular ou de sangue provocado pela rotura do folículo ovulatório. Prenhez ectópica rota: diagnóstico que deve ser sempre ser considerado quando houver atraso ou irregularidade menstrual associados a dor pélvica e massa anexial. Os endometriomas têm seu volume limitado. além de outras localizações mais incomuns. Até 90% das pacientes portadoras da doença apresentam dor pélvica e. Mioma: freqüente tumor benigno que se desenvolve no miométrio. na parede uterina (intramural) ou em direção à cavidade uterina (submucoso). podendo localizar-se na superfície do útero (subseroso). provocando os sintomas relativos à própria doença. Sintomas associados podem ocorrer. até mesmo pela presença de ascite. as manifestações clínicas dependem da localização e do volume do tumor. até 50% das pacientes com queixa de dor pélvica apresentam algum grau de endometriose. com vida sexual ativa. aumento do trânsito intestinal e enterorragia cíclicos durante o fluxo menstrual. dor durante a relação sexual. endometrite.

o auxílio imprescindível da ultra-sonografia como parâmetro para definição de conduta. colo uterino impérvio. além de vômito e parada do trânsito intestinal. Peritonite bacteriana por perfuração intestinal: doenças infecciosas.uterina o local mais freqüente de nidação ectópica (98% dos casos). Em geral. passando para a região periumbilical e localizando-se em fossa ilíaca direita. pode cursar com toxemia. especialmente na fossa ilíaca direita (ponto de McBurney). com eliminação através da cavidade uterina ou rotura tubária. hipotensa. tumores. com dor em região hipogástrica associada a sinais de peritonismo (descompressão brusca positiva e abolição dos ruídos hidroaéreos). dor em fossa ilíaca esquerda. Quando ocorre eliminação total dos restos ovulares. o aborto é dito completo e incompleto quando a eliminação é parcial. em menor freqüência obstrução tumoral. se o . febre e interrupção do trânsito intestinal. ao toque vaginal. além de poder haver dificuldade diagnóstica na localização retro-cecal do apêndice. Apendicite: causa comum de dor abdominal. geralmente resultado de manobras ilegais para provocar a perda. que diminuiu a prática de manipulação uterina. Quando ocorre inviabilidade do produto conceptual sem sua eliminação. colo uterino pérvio. a paciente apresenta-se com período variável de atraso menstrual. nos dias atuais. medicamento abortivo usado por via oral ou vaginal. O embrião pode se desenvolver até ocorrer aborto tubáreo. o quadro clínico se altera. Pode provocar complicações quando não abordada de forma adequada. peritonismo e distensão abdominal. em 8% dos casos. Obstrução ureteral: cólica renal por cálculo ou. especialmente hematúria. ao toque vaginal. Entretanto. seguido de dor em região hipogástrica e sangramento genital. que podem ser assintomáticos. provocar manifestações intestinais inespecíficas (obstipação ou diarréia) ou. Dependendo do tipo de aborto. caracterizando aborto evitável. quando ocorre obstrução ou perfuração (diverticulite). o que provoca hemorragia intraperitoneal representada clinicamente por paciente descorada. No caso de haver sangramento em maior intensidade juntamente com eliminação de restos ovulares e. Dor e sinais de peritonismo são sugestivos ao exame clínico. Diverticulite: divertículos são bolsas da mucosa e submucosa dos cólons herniadas através da parede muscular. alteração do estado geral do paciente com febre e astenia. associada a sintomas urinários. quadro agudo. que se inicia com dor epigástrica e desconforto abdominal difuso. é muitas vezes característica pela dor lombar irradiada para flancos e região pélvica (suprapúbica). como perfuração. febre. a paciente pode apresentar dor hipogástrica com ou sem sangramento genital (quantidade variável) e. podendo manifestar sangramento genital. nem sempre diagnosticado previamente como gestação. abscesso e peritonite. Na avaliação clínica. traumas e complicações pós-operatórias podem causar perfuração intestinal com extravasamento de conteúdo entérico e fecalóide e contaminação da cavidade peritoneal. havendo. Abortamento: definido como a interrupção da gravidez antes de 20 semanas ou com feto de peso inferior a 500 gramas. associada a vômito. menos freqüente atualmente devido ao uso corrente de misoprostrol. Nesta situação. resultando em quadro séptico grave de dor abdominal difusa aguda. Processo de gravidade ocorre nos abortos incompletos associados a quadro infeccioso. diz-se que o aborto é inevitável. caracteriza-se o aborto retido.

Afecções musculares podem provocar dor pélvica. alterações posturais e degenerativas. observando-se idade da paciente. tendo como germe causador a Escherichia coli. o paciente pode apresentar somente dor em região suprapúbica. ou mesmo exercícios físicos inadequados sem realizar avaliação prévia. Infecção de trato urinário: sintomas urinários como disúria. a dor pode se manifestar de forma intensa somente na região pélvica. musculatura paravertebral e assoalho pélvico. em geral. no entanto. processos inflamatórios. devido a sobrecargas. em alguns casos. A dor está associada ao aumento do peristaltismo do sistema pieloureteral e ao processo inflamatório que se instala na região da obstrução. acometendo parede abdominal. hematúria e febre são clássicos para a suspeita de infecção de trato urinário. facilmente identificada por meio da análise do sedimento urinário e de cultura de urina. deficiência postural.cálculo ou o tumor estiverem em localização baixa no trato urinário.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Mulheres são mais acometidas por infecções de trato urinário baixo. Alterações musculo-esqueléticas: distúrbios relacionados a alterações anatômicas de coluna vertebral são freqüentes e podem ser causa de dor pélvica pela irradiação do suprimento de inervação local. polaciúria. Copyright © 2001 IDS .

Tal fato tem importância. A zona interna da próstata é de origem mesodérmica. A doença não é observada em homens abaixo dos 20 anos ou em homens castrados antes da . pois a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona interna. esta última como sítio de origem da hiperplasia prostática benigna. A hiperplasia prostática benigna é uma das doenças mais comuns que afetam o homem com o aumento da idade. são descritos os valores elevados de andrógenos. R. tecido periprostático e zona de transição. zona central.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. enquanto o câncer prostático se origina na zona periférica. Quadro clínico e Epidemiologia As glândulas sexuais acessórias incluem a próstata. Sami Arap1 José F. enquanto a zona periférica é de origem endodérmica. Acredita-se que parte dos sintomas decorram de um efeito de massa aumentando a resistência uretral e também por uma disfunção detrusora decorrente da idade. A próstata pode ser dividida em zona periférica. Grohmann1 Última Atualização: 10/31/2001 12:07:36 PM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Como fatores de risco. Dr. vesículas seminais e glândulas bulbouretrais.

o quanto os sintomas interferem na qualidade de vida. obtêm-se valores de 0 a 35. parou e recomeçou diversas vezes Nenhuma Menos de 1 vez Menos de metade das vezes 2 Metade das vezes Mais de metade das vezes 4 Quase sempre 0 1 3 5 0 1 2 3 4 5 . Por meio desta escala. disúria. A disseminação linfática leva ao comprometimento dos linfonodos obturadores e ilíacos. O tumor prostático mais comum é o adenocarcinoma da próstata. sintomas graves. enquanto as metástases ósseas são de origem hematogênica. A neoplasia apresenta história variável e pouco previsível. urgência. ao urinar. avaliando-se cada paciente de maneira particularizada. sendo que apenas 15% aparecem em outra região da glândula. de 8 a 19 sintomas moderada e acima de 20 sintomatologia grave No ultimo mês Quantas vezes urinou novamente menos de duas horas após ter urinado Quantas vezes observou que. Embora os fatores de risco conhecidos para hiperplasia prostática benigna e câncer de próstata sejam semelhantes (presença do hormônio masculino . Com o objetivo de uniformizar a avaliação dos sintomas destes pacientes. sintomas moderados e. enquanto o adenocarcinoma da próstata ocorre na zona periférica.puberdade. a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona de transição. Destes. tem-se utilizado. hesitação) e irritativos (noctúria. Até 7 sintomatologia leve. Os ossos mais atingidos nessa fase são da coluna lombar. costelas e crânio. Os sintomas decorrentes da hiperplasia prostática benigna são obstrutivos (diminuição de volume e força do jato urinário. especialmente na cápsula. podendo permanecer latente ou progredir atingindo tecidos adjacentes. gotejamento terminal. de 8 a 19. Além da utilização dos escores de sintomas. freqüência diurna. sensação de esvaziamento vesical incompleto). acima de 20. bacia.testosterona e idade). interrupção do fluxo. tem-se criado diversos escores de sintomas. Valores até 7 são considerados sintomatologia leve. o mais amplamente aceito é o "International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. na orientação e escolha do tipo de tratamento. Esta neoplasia tem origem na zona periférica prostática. fêmur. (tabela 1) Tabela: International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. principalmente vesículas seminais e os linfáticos regionais. Os primeiros são decorrentes do aumento volumétrico da glândula enquanto que os sintomas irritativos são relacionados com a obstrução funcional decorrente do aumento do tônus das fibras musculares presentes na próstata.

Quantas vezes teve a sensação de não esvaziar completamente a bexiga após ter urinado Quantas vezes observou que foi difícil conter a urina Quantas vezes observou que o jato urinário estava fraco Quantas vezes teve que acordar a noite para urinar Quantas vezes teve que fazer força para começar a urinar 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

normalmente. impressiona o paciente e sua família. Também ocorre. pois. favorecendo o rompimento das arteríolas que compõem a trama vascular da mucosa nasal. É mais frequente da infância até a puberdade (devido a uma maior fragilidade capilar nesta faixa etária) e em pacientes idosos. . com freqüência em pacientes internados em unidades de terapia intensiva com doenças sistêmicas. necessitando abordagem especial. Ocorre com grande freqüência nos meses quentes do ano e em regiões com baixa umidade relativa. A epistaxe é um sinal comum em doentes que procuram os serviços de emergência. Raramente pode se constituir em uma urgência grave. principalmente renais crônicos. com ressecamento da mucosa nasal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento 1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 4:54:12 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia A epistaxe ou hemorragia nasal é uma afecção benigna de fácil resolução. especialmente do septo.

Entre estas anastomoses. localizada na parte ântero-inferior do septo nasal. encontra-se a zona de Kisselbach.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . das aplasias de medula óssea. A artéria carótida externa dá origem à artéria esfenopalatina (ramo da artéria maxilar interna). corpos estranhos. processos inflamatórios da mucosa nasal (coriza e rinites).A vascularização das fossas nasais é garantida por ramos terminais das artérias carótida externa e interna. As causas das epistaxes podem ser locais. afecções vasculares. artéria palatina superior (ramo da artéria maxilar interna). As discrasias mais comuns são as decorrentes da insuficiência hepática. discrasias sangüíneas e outras menos comuns. da púrpura trombocitopênica e não-trombocitopênica e da doença de Rendu-Osler. artéria do subsepto (ramo da artéria facial). A artéria carótida interna fornece as artérias etmoidais anteriores e posteriores (ramos da oftálmica). Copyright © 2001 IDS . hemangiomas. Há várias anastomoses entre as diversas artérias e arteríolas. local mais freqüente das epistaxes. pólipos sangrantes. nasofibroma juvenil e carcinomas e angiosarcomas. As causas locais mais frequentes são traumatismos (digitais ou externos). inalação de produtos químicos e poluentes (detrito e poeira).

adinamia e frequentemente. com sério comprometimento do estado geral. Perdas pequenas podem ser imperceptíveis.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fabio Pinatel Lopasso1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:34 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A exteriorização de sangue por um dos extremos do aparelho digestivo. indica sangramento importante no tubo digestivo. exibe grande emagrecimento. A pressão arterial cai. . mas o paciente pode se apresentar ao profissional de saúde. mas de grande importância se de longa duração. Se este estado perdurar. O paciente torna-se pálido. Se não houver reposição das perdas com transfusões ou soluções salinas. boca ou ânus. queixa-se de tonturas. queixa-se de fraqueza geral. senso lato. Apresenta palidez cutâneo-mucosa. a pressão arterial pode cair progressivamente instalando-se o choque hipovolêmico. a perfusão de sangue para coração e cérebro diminuem. Os sintomas da perda crônica de sangue na luz do tubo digestório são menos dramáticos. Os sintomas da hemorragia volumosa aguda instalam-se rapidamente. o pulso eleva-se. sudorético. levando à morte.

que se pode fazer com o toque retal. O sangue transitou pelo tubo digestório. a enterorragia. estômago. Na hematêmese.Identificação do local de sangramento: A hematêmese acompanha-se de naúseas e vômitos e provém. Sangramentos de pequeno volume. O sangramento vermelho pelo ânus. não devendo ser confundido com a hemorragia digestiva. São responsáveis por sangramento crônico. úlceras pépticas. acumulando no estômago. indica que a fonte está próxima. espumoso. gastrites agudas e cânceres (esôfago/estômago) podem ser a causa. não há náuseas e vômitos. Se o sangue expelido pela boca for rutilante. quase sempre. A ancilostomíase e outras verminoses podem se manifestar pela anemia. no cólon esquerdo. Se o sangramento for alto (boca. Acima dos 50 anos. As perdas de sangue pelo reto e ânus podem provir de fontes distantes. no reto ou no próprio ânus. foi digerido e é eliminado pelo ânus como fezes negras. especialmente em idosos. Se o paciente expelir sangue escuro. podendo ser causa de enterorragias profusas e persistentes. do estômago ou do duodeno. pequenas perdas sangüíneas exteriorizadas com estrias ou placas sobre fezes formadas podem ser a primeira . ao alcance da palpação digital. As inflamações da mucosa do intestino delgado e grosso podem ser causadas por bactérias e parasitas. com restos alimentares e coágulos indicando hemorragia recente ou grande volume. como as hemorróidas e as fissuras anais. não sendo necessária nenhuma dieta específica antes da coleta do material para diagnóstico precoce do câncer de cólon e reto. As úlceras pépticas podem ser a causa. semi-líqüidas ou pastosas. portanto. malcheirosas e diarréicas. Episódios graves de enterorragia podem acontecer em portadores da doença diverticular dos cólons associada ou não à angiodisplasia dos cólons. o sangue é vermelho vivo. provavelmente. sem coágulos. como o esôfago. Parte do sangue da epistaxe é ingerida. vem do pulmão e trata-se de uma hemoptise. Geralmente. aparentes no papel higiênico. tem causas bacterianas. chamam a atenção para as doenças orificiais. não havendo relação com a hipertensão arterial. recomenda-se anualmente a pesquisa rotineira de sangue oculto nas fezes pelo teste do guaiacol (3 amostras). entre as quais. No entanto. o paciente não apresenta hematêmese. Pacientes que tomam aspirina ou outros antinflamatórios não-hormonais apresentam risco maior de sangramento. causando vômitos com características de hematêmese. uma específica é a amebíase intestinal. pode-se pensar em sangramento mais antigo e o aspecto sugere digestão parcial pelo suco gástrico e exteriorização tardia. Varizes do esôfago. esôfago). O sangue não está digerido. frequentemente. conhecida como melena. A eliminação de muco com sangue e fezes indica inflamação da mucosa colônica (retocolite inespecífica). A expulsão de sangue pelo reto após o esforço evacuatório pode decorrer de hemorróidas ou de outras lesões como o câncer. O sangue que sai pelas fossas nasais sem outros sinais de alerta é a epistaxe. Quase 80% delas estão no reto e. precedido de tosse. duodeno e jejuno proximal. faringe. é a tuberculose pulmonar. A diarréia acompanhada de sangue diluído (disenteria). A epistaxe é comum nas gripes e resfriados. cuja causa.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . como o câncer do reto ou do ânus.manifestação de doenças graves.

UNICAMP 2 Educadora pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Regina Carvalho de Salles Oliveira2 Última Atualização: 12/4/2001 11:21:06 AM Autores: 1 Professor Titular da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Universidade Estadual de Campinas . especialista em Reabilitação de Deficientes Visuais e Coordenadora dos Cursos para Auxiliar de Oftalmologista anatomia do olho medida da acuidade visual erros de refração problemas de visão no escolar cuidados com os olhos doenças oculares comuns no recém-nascido .

catarata glaucoma degeneração senil da mácula descolamentos e buracos de retina retinopatia diabética presbiopia urgência oftalmológicas Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

A periferia da córnea e a íris têm sua vascularização realizada por vasos mais profundos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Amaryllis Avakian2 Última Atualização: 9/26/2001 5:19:00 AM Professor Titular de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas 2 Médica Assistente da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Médica Pós Graduanda Nível Doutorado da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 1 Quadro clínico e Epidemiologia Uma importante parcela de doenças oculares agudas ocorre associada à presença de olho vermelho. Quando não houver especialista disponível. . que estão próximos à córnea. que vêm do fundo do saco conjuntival. o diagnóstico. primeiros socorros e orientações podem ser feito pelo médico generalista devidamente preparado. A vascularização da porção anterior do olho (conjuntiva) é dada principalmente por vasos superficiais.

lacrimejamento. As úlceras bacterianas são as mais freqüentes. estado imunológico do paciente e utilização prévia de . as conjuntivites costumam apresentar uma vermelhidão que aumenta ao se afastar da córnea e se aproximar da região do fundo de saco conjuntival. vírus.Dessa forma. fungos ou protozoários. Pode haver dor e aumento da sensibilidade à claridade. Conjuntivites não-infecciosas são causadas por trauma. sensação de areia nos olhos. ardor. ou inespecíficas. em uso de medicações. subagudas e crônicas. O quadro clínico se manifesta por desconforto ocular. uveítes anteriores). Podem ser infecciosas ou nãoinfecciosas. As úlceras infecciosas podem ser causadas por bactérias. causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia aguda) Conjuntivite Úlcera de córnea Glaucoma agudo Uveíte anterior Hemorragia subconjuntival Traumatismo causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia crônica) Conjuntivites irritativa. duração da infecção. por exemplo corticóides tópicos ou em pacientes com lesões corneanas provocadas por trauma com vegetais (galhos de árvore por exemplo). vermelhidão e secreção. a vermelhidão é maior na região ao redor da córnea (hiperemia pericerática). Entrópio e Ectrópio Lagoftalmo Diminuição das horas de sono Alcoolismo ou uso de drogas Meibomite e Blefarite Pterígio entendendo as causas do olho vermelho Conjuntivites infecciosas podem ser agudas. já as fúngicas são mais comuns em pacientes imunodeprimidos. medicamentos. Ulceras de Córnea: são caracterizadas por depressões na superfície da córnea. bem como embaçamento visual leve. estado prévio da córnea. normalmente acompanhados de inflamação ao redor da lesão. Os sintomas geralmente são de diminuição da acuidade visual. provocadas por bactérias. vírus. medicamentosa e alérgica Olho seco Uso inadequado de lentes de contato Triquíase. lacrimejamento. dor. fotofobia e secreção mas variam de acordo com a potência do microrganismo. alergias e olho seco. associados a doenças sistêmicas. No caso das doenças das estruturas oculares (úlceras de córnea. glaucoma agudo.

visão borrada. Geralmente. . Apresenta-se com dor intensa. sendo mais acentuada nos casos de inflamação severa. conjunto formado pela íris (parte colorida do olho). não há necessidade de realizar cirurgia para sua remoção. olho vermelho. é assintomática e percebida por acaso. Pode crescer rapidamente. Os sintomas das uveítes anteriores são dor ocular de intensidade moderada. com limites bem definidos. Quando associada a trauma. Uveítes Anteriores: são inflamações da úvea. vento ou poeira. Úlceras nãoinfecciosas têm evolução e sintomatologia mais acentuada do que as infecciosas. fotofobia. É mais frequente em pessoas que trabalham ou vivem em locais com muito sol. Os sintomas podem melhorar com o uso de compressas frias. ao olhar no espelho. visão de arco íris ao redor de foco de luz. deve-se afastar a possibilidade de ocorrência de lesões oculares. e o quadro é indolor inclusive à palpação. ou atestada por outra pessoa. geralmente. A infiltração sanguínea leva 2 a 3 semanas para reabsorver e durante a evolução vai tornando-se amarelada e é acumulada inferiormente. corpo ciliar e coróide. As uveítes anteriores podem se instalar na íris (irite) ou íris e corpo ciliar (iridociclite). A cirurgia está indicada nos casos de pterígio próximo a atingir a área da pupila ou quando é local de irritação constante. manobra de Valsalva (tosse ou esforço). distúrbios da coagulação sangüinea. cefaléia e pode ser acompanhado de náuseas e vômitos. porém é comum fazê-lo lentamente ou mesmo estacionar. A infecção corneana é sempre uma ameaça à visão e ao olho. olho vermelho. podendo ocorrer perfuração e deixando área de opacificação na córnea.medicamentos. Pterígio: É uma "pelezinha" que começa a crescer em cima da parte branca do olho e vai em direção à pupila. As uveítes posteriores comprometem a coróide e a retina (corioretinite). Evoluem com aumento da área ulcerada (em extensão e em profundidade). Hemorragia subconjuntival: é um extravasamento de sangue embaixo da conjuntiva. lacrimejamento e embaçamento visual. A crise ocorre por um aumento súbito da pressão intra-ocular devido à dificuldade de escoamento do humor aquoso. O aspecto é de sangue vivo (vermelho). colírios lubrificantes e. tratando-se de urgência oftalmológica. A redução da acuidade visual é variável. Suas causas mais comuns são: traumatismos oculares. Glaucoma Agudo: ocorre em pessoas predispostas. geralmente mulheres entre 40 e 60 anos de idade ou pacientes que apresentam uma menor distância entre a córnea e a íris periférica (portadores de hipermetropias ou catarata insipiente).

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aytan Miranda Sipahi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:56 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Diarréia é definida como uma alteração do hábito intestinal normal. bacteriana e parasitária (por exemplo. No Brasil. protozoários). por meio da ingestão de água e . doença celíaca). retocolite. em que uma evacuação por dia ou três vezes por semana é substituída por freqüentes e inúmeras dejeções líqüidas. Na diarréia crônica (duração: mais de 4 semanas) encontramos as várias doenças que causam má absorção (por exemplo. efeitos colaterais de drogas e isquemia. A diarréia aguda é adquirida. além de doenças inflamatórias intestinais (por exemplo. A infecção é a causa mais freqüente podendo ser viral. doença de Crohn) e neoplásicas. na grande maioria das vezes. A diarréia aguda (duração: menos que 4 semanas) em adulto é causada principalmente por infecções. as infecções intestinais têm um impacto muito grande na qualidade de vida e são responsáveis pela mortalidade superior a quatro milhões de crianças pré-escolares por ano.

Quando existe contaminação oral com patógenos que causam diarréia. como ostras. podem levar a situações graves. impedindo a aderência e o sistema imunológico. estão entre os mais predispostos às infecções intestinais. que ocorre pelo toque das mãos em materiais contaminados. omeprazol. porém. (2) alimentos não cozidos. podemos dividir as diarréias agudas em dois tipos. por diminuição da secreção ácida e da defesa imunológica. Os diagnósticos diferencial e etiológico são facilitados por esta classificação. ranitidina) e também os idosos. (3) frutos do mar não cozidos. ocasionalmente. Nas Tabelas 1 e 2. nem sempre a doença ocorre. tais como secreção ácida gástrica. motilidade e sistema imunológico intestinal. As formas de contaminação na diarréia aguda são (1) fecal-oral. provocando perda de sangue. por meio das defesas humorais e celulares específicas contra os patógenos. As diarréias inflamatórias são. Em uma abordagem clínica. Tabela 1 . que geralmente albergam bactérias e outros patógenos ao agirem como filtrantes no seu habitat. contaminados por água ou pelo solo de cultivo que entrou em contato com fezes. a motilidade. provocam alterações menores. causadas por bactérias e suas toxinas invadem e lesam as células que recobrem a mucosa. Já as não-inflamatórias. (4) alimentos manuseados por portadores assintomáticos de microrganismos patógenos. com base no efeito do agente infectante sobre o intestino do hospedeiro: a) diarréia inflamatória ou sanguinolenta e b) não-inflamatória ou aquosa. freqüentemente. como a Salmonella sp. não-sanguinolenta. uma vez que a manifestação clínica depende das interações do patógeno com os mecanismos de defesa do hospedeiro. As diarréias inflamatórias provocam os quadros mais graves e podem requerer tratamento mais intensivo além de avaliação mais acurada. fluido sérico e leucócitos dentro do lúmen (disenteria). com desidratação. temos as principais diferenças entre a diarréia inflamatória e não-inflamatória e o tipo de diarréia (aquosa versus disenteria) presente em relação aos vários enteropatógenos.Diarréia Inflamatória versus Diarréia Não inflamatória Características Leucócitos fecais Diarréia Inflamatória Positivos Diarréia Não Inflamatória Negativos . Pacientes que são imunodeprimidos por doença ou desnutrição. ou que fazem uso de inibidores da secreção ácida (por exemplo. A secreção ácida age pelo seu pH letal aos microrganismos. colhidos de reservatórios de água poluídos. giardíase).alimentos contaminados por microrganismos ou suas toxinas presentes em fezes humanas ou de animais e pela autocontaminação. (5) contaminação pela água de piscina (por exemplo. em geral.

Giardia. Campylobacter.ENTEROPATÓGENOS RESPONSÁVEIS POR DIARRÉIA AQUOSA E DISENTERIA (SANGUE. enterotoxinas produzidas por bactérias. Escherichia coli invasiva.Sangue. pus. Escherichia coli enterotoxigênica. Yersinia. cólicas Apresentação clínica abdominais no quadrante esquerdo inferior. Salmonella. diarréia de pequeno volume. MUCO E PUS) Enteropatógeno Viroses Rotavírus Adenovírus Vírus de estrutura circular pequena Citomegalovírus Bactérias V. cholerae Escherichia coli enterotoxigênica Escherichia coli enteropatogênica Escherichia coli enteroinvasiva Escherichia coli enterohemorrágica Shigella sp Salmonella sp Campylobacter sp Yersinia enterocolitica + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + Diarréia aquosa Disenteria . Vibrio. vômitos e cólicas Principais causas Viroses. Clostridium difficile Cólon Indicada Diarréia aquosa de grande volume. tenesmo. pode haver náuseas. intoxicação alimentar Intestino delgado Só em pacientes graves (desidratados ou toxemiados) Local acometido Avaliação diagnóstica Tabela 2 . pode haver febre e toxemia Shigella. muco.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Protozoários Giardia intestinalis Criptosporydium parvum Microsporydia Isospora belli Ciclospora caietanensis Entamoeba histolytica + + + + + + + Copyright © 2001 IDS .

em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:04 AM Autores: 1 Assistente . (2) fezes fragmentadas ou endurecidas em mais de 25% das evacuações. (5) auxílio manual para facilitar a defecação em mais de 25% das evacuações. A freqüência da obstipação pode variar. estabeleceu os critérios diagnósticos para a obstipação intestinal (critérios Roma II): presença. ou "prisão de ventre") é um sintoma comum na população. mulheres e em indivíduos com vida sedentária.Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A obstipação intestinal (ou constipação. (4) sensação de obstrução anorretal em mais de 25% das evacuações. . (3) sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das evacuações. sendo mais elevada em idosos. Em 1999. de 2 ou mais das seguintes características: (1) força excessiva para evacuar em mais de 25% das evacuações. nos últimos 12 meses. com freqüência estimada ao redor de 20%. um consenso. realizado em Roma.

A síndrome do intestino irritável. sais de ferro e . esclerose múltipla. O segmento comprometido. colagenoses. Finalmente. colite isquêmica. quer extraluminais (por exemplo. ainda prevalente em algumas áreas do Brasil. torna-se espástico. tumor de cauda eqüina e meningocele) podem provocar obstipação intestinal por acometimento da via neuromotora intestinal. Também vale lembrar que lesões do sistema nervoso central (por exemplo. também é considerada funcional. anticonvulsivantes. particularmente na região sigmoideana. estenoses cicatriciais pós-cirurgia. relacionados a seguir. em geral curto. abscessos e fissuras anais. incluindo-se o uso prolongado e exagerado de laxativos. bloqueadores ganglionares. quer luminais (por exemplo. tais como: redução da ingestão de fibras na dieta. inibidores da monoaminooxidase (MAO). antidepressivos. doença diverticular. Doenças endócrinas e metabólicas: obstipação intestinal freqüentemente acompanha certas endocrinopatias como hipotireoidismo. Entretanto. como tumores. A obstipação costuma ser grave e a formação de fecaloma não é rara. Doenças do sistema nervoso: a doença de Chagas. diminuição ou até perda do reflexo evacuatório quando este deixa de ser atendido por restrições de tempo. A obstipação intestinal pode ser classificada em cinco grupos. A doença de Hirschsprung. Simples ou funcional: relacionada com hábitos de vida do paciente. tumores. tumores. Doenças envolvendo o cólon: estreitamentos do lúmen intestinal. hipopotassemia. mais comum em crianças. amiloidose. é a principal causa de obstipação nesse grupo de enfermidades. feocromocitoma. Simultaneamente. endometriose. trauma medular. cistos ou tumores de ovário. A lesão leva à atonia da região comprometida e dilatação (megacólon chagásico). hiperparatireoidismo.(6) menos de 3 evacuações/semana. e a pouca disponibilidade de sanitários higiênicos e adequados. miopatia visceral familiar ou adquirida. antiácidos a base de cálcio e alumínio. porfiria e acidose) são assinaladas também como causas de obstipação intestinal. hipo ou hipercalcemia. miomas. tuberculose. Os principais fármacos envolvidos são os analgésicos. doença de Crohn. bloqueadores de canais de cálcio. Alterações metabólicas (por exemplo. lesões do segmento reto-anal podem também provocar obstipação. tumores de próstata). doença de Parkinson. podem provocar obstrução ao fluxo normal de fezes. linfogranuloma venéreo. antiarrítmicos. e acidente vascular cerebral) ou medular (por exemplo. uremia. retocele. vida sedentária e conseqüente obesidade (enfraquecimento da musculatura abdominal). bismuto. anticolinérgicos. doenças que afetam a musculatura e/ou inervação intestinal são causas de obstipação: dolicocólon. sífilis. antiparkinsonianos. processos inflamatórios. glucagonoma e diabetes. é uma afecção congênita em que há redução ou mesmo ausência de plexos neuronais em certos segmentos intestinais. levando à obstipação. desidratação. sua etiopatogenia é bem mais complexa. Medicamentos: podem provocar obstipação intestinal. provocando dilatação acima da área estreitada. colite actínica). como diverticulite. antihipertensivos. com predomínio de obstipação. opiáceos. envolvendo mecanismos motores de origem neuroendócrina. Há a destruição dos plexos nervosos da musculatura lisa intestinal.

diuréticos. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

psíquicos e comportamentais.7 a 39. A prevalência dos transtornos ansiosos em serviços primários de saúde está entre 26. A ansiedade é a que mais apresenta demanda potencial para os serviços de saúde.6 a 17. útil para sua sobrevivência e melhor desempenho. os transtornos ansiosos apresentaram prevalência entre 9. São Paulo e Porto Alegre.8% dos participantes de uma estudo populacional apresenta transtorno fóbico e 5%. sendo então uma experiência desagradável e.6% do total dos pacientes atendidos. Em estudo de morbidade psiquiátrica de adultos realizado em Brasília. Torna-se patológica se suas manifestações são desproporcionais ao esperado em intensidade.6%). em geral. interferência ou freqüência. A ansiedade patológica apresenta sintomas somáticos. transtornos ansiosos (transtorno de pânico e ansiedade generalizada). duração. acompanhada de alterações somáticas. Os . Em São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Francisco LotufoNeto1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:12 AM Autores: 1 Professor Associado Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Ansiedade é experiência normal do ser humano. dados preliminares mostram que 8.

Podem ser classificadas em: agorafobia. midríase). carros. A pessoa sente falta de ar. também. Agorafobia designa medo e esquiva de diversas situações. elevador. fobias variadas. nervosismo. É freqüente a procura de ajuda médica. ansiedade generalizada e estado misto ansioso e depressivo. apresentar sintomas depressivos e desmoralização. ou lugares públicos abertos ou fechados. que podem ou não estar acompanhados de ansiedade antecipatória e esquiva fóbica. como: sair ou ficar desacompanhado. fobia social. apreensão. tremor. atingindo seu máximo em até cerca de 10 minutos. Nos casos mais graves. palidez. Os ataques de pânico podem ocorrer em qualquer local. taquipnéia. tontura. o paciente apresenta ansiedade patológica. sentir sensações corporais de ansiedade ou crises de pânico. sensação de morte iminente. dismorfofobia. suor. ou nas quais ter uma crise de pânico possa ser perigoso ou inconveniente. mercados. mas tem medo de. adormecimentos) e respiratórios (sensação de afogamento ou sufocação). Ataques de pânico são crises súbitas com hiperatividade autonômica e mal-estar. passa em 20 a 40 minutos e é seguida de sensação de cansaço. ou situação considerados sem perigo. As mãos gelam e ficam úmidas. O comportamento da pessoa ansiosa é caracterizado por inquietação. Se é impossível evitar a situação. sobressaltos e hipervigilância. acha que está enlouquecendo ou que vai desmaiar. A crise. rubor. fraqueza e pernas bambas. entrar em lojas. Podem. pelo temor de se comportar de modo embaraçoso ou humilhante. formigam as extremidades e a boca adormece. urgência de urinar ou defecar. contexto. transporte coletivo. as pessoas podem desenvolver esquivas fóbicas de situações em que elas ocorreram ou em que acham que podem ocorrer. Fobias são medos persistentes e irracionais de um objeto específico. até certa distância. Na tentativa de controlar estas crises. Se isto não é possível. o confronto é precedido por ansiedade antecipatória e realizado com grande sofrimento e comprometimento do desempenho. atividade. musculares (dores. sensação de estranheza. até durante o sono. ou hora. insegurança. contraturas. andar em vias expressas e congestionamentos. o paciente não consegue sair de casa. malestar indefinido.somáticos podem ser autonômicos (taquicardia. O transtorno de pânico é uma síndrome caracterizada pela presença de repetidos ataques de pânico. Fobia social é o medo excessivo e o evitar situações onde a pessoa possa ser observada ou avaliada pelos outros. Transtornos Ansiosos são estados emocionais repetitivos ou persistentes nos quais a ansiedade patológica é a característica principal. Este "medo do medo" é a característica fundamental da agorafobia. nelas. As situações mais comumente descritas são: participar de festas ou . geralmente. com grande comprometimento de sua vida pessoal e familiar. calafrios. ondas de calor ou frio e sudorese. Denomina-se "Síndrome do Pânico" ao conjunto de manifestações englobadas pelos conceitos de transtorno de pânico e agorafobia. Os sintomas psíquicos são tensão. As classificações atuais consideram os quadros nosológicos como transtornos ansiosos a seguir. o coração acelera e bate forte. Uma avaliação mais fina mostra que ele não teme as situações. dificuldade de concentração e memória. podendo chegar a um ataque de pânico. que resultam em necessidade incontrolável de evitar este estímulo. fobias específicas. despersonalização e desrealização. ou só pode fazê-lo acompanhado. cinestésicos (parestesias. arrepios. tremores).

ser observado durante alguma atividade (comer. aves. é um quadro relativamente comum e heterogêneo. ser objeto de brincadeiras ou gozação e usar banheiro público. caráter familiar e não-predominância em mulheres. ou evita a gravidez com medo dos procedimentos associados ao parto. Os portadores escondem-se atrás de roupas. suar ou enrubescer na frente de outros. o suor e o tremor. freqüentemente. gatos ou cachorros.reuniões. conversas. Quando o temor de doenças refere-se a múltiplos sistemas orgânicos. votar. As queixas mais comuns são problemas na face (cicatrizes. . espaços fechados. os pacientes procuram cirurgiões plásticos e dermatologistas. Essa fobia apresenta características próprias: tendência a perder a consciência diante do estímulo fóbico. se é mais específico. deformidades. As doenças mais classicamente temidas são as estigmatizadas pela sociedade. aranhas). acompanhada de sudorese. defeitos no pênis ou seios. caracterizada por uma percepção ameaçadora de doença física. escuridão. náuseas e. síncope. Na ansiedade generalizada. Outros temores são o de poder vir a vomitar. avião. Com muita freqüência. dismorfofobia. falamos em hipocondria e. como certos animais. alimentos. Mais raramente. em fobia de doença. Recusa procedimentos médicos e odontológicos. altura. óculos escuros e outros artifícios. como a sífilis. Na síndrome da dismorfofobia. cobras. podem haver até períodos de assistolia e convulsões. receber visitas em casa. Muitos pacientes com essa fobia apresentam comportamentos de esquiva em relação a reportagens. falar. beber. iniciar ou manter conversas. pêlos). Em relação à perda de consciência. ferimentos ou grandes deformidades físicas é normal. nos genitais ou no ânus e mau hálito. tremer. falar com pessoas em posição de autoridade. o câncer ou a aids. Fobias específicas caracterizam-se por comportamentos de esquiva em relação a estímulos e situações determinados. insetos (besouros. escrever. caracterizada por uma fase inicial com aumento de freqüência cardíaca e pressão arterial. esses pacientes apresentam uma resposta bifásica de freqüência cardíaca e pressão arterial (PA). há queixa persistente de um defeito corporal específico. Quando chega a níveis fóbicos. As queixas somáticas são as mesmas. As fobias a seguir são as mais importantes para o clínico. usar o telefone). palidez. seguida por queda importante de pulso e pressão. (1) fobias de animais: envolvem.Algumas pessoas que evitam contacto social apresentam. ser apresentado a alguém. que não é notado por outros. tratamento dentário. a dimensão de um delírio ou pode fazer parte da constelação de sintomas da esquizofrenia ou outras psicoses. trovão. (2) fobias de sangue e ferimentos: algum desconforto à visão de sangue. às vezes. a pessoa apresenta-se com ansiedade patológica excessiva e preocupações a maior parte do tempo. o paciente apresenta prejuízos pessoais e sofrimento importantes. mas predominam o enrubecer. Abandona carreiras como medicina ou enfermagem. pintas. não consegue fazer exames subsidiários. (3) fobias de doenças: a hipocondria. abelhas. visão de sangue ou ferimentos etc. odores nas axilas. hospitais ou qualquer outra situação que o confronte com a doença temida. acerca de diversos eventos ou atividades (trabalho. na verdade. Ela adquire. geralmente.

despersonalização. acidentes etc. Sintomas de ansiedade e depressão estão presentes. Interferem com o fluxo normal do pensamento ou atividade do momento. lavar mãos para evitar contaminação). O estado misto ansioso e depressivo é um dos diagnósticos mais freqüentes na população geral. sintomas acentuados de ansiedade e esquiva de estímulos que. entre nós. Pensamentos obsessivos são idéias. Transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e atos compulsivos. pesadelos recorrentes.escola. pensamentos. de alguma forma. apesar de o ritual diminuir sua ansiedade. desproporcional ao motivo e muito difícil de afastar através da distração. "desrealização". incêndios. ou porque são percebidos como irracionais. finanças. relacionamentos etc. imagens. Copyright © 2001 IDS . A pessoa tem consciência de que tais atos são irracionais. Causam sofrimento ou repugnância porque se referem a temas como dúvida. A pessoa sofre e tem seu desempenho comprometido. contaminação.) A preocupação é desagradavel. A pessoa luta inutilmente para evitá-los. sem sentido e contrários à vontade. A pessoa pode apresentar ausência de resposta emocional. violência ou obscenidade. evoquem a experiência. é cada vez mais freqüente a exposição a eventos traumáticos onde a pessoa enfrenta a possibilidade da morte ou ferimento grave de si próprio ou de pessoas próximas. Isto pode ocorrer em assaltos. Estresse pós-traumático: infelizmente. neutralizando as obsessões (por exemplo. Procuram prevenir a ocorrência de um determinado evento ou situação. imagens ou impulsos espontâneos que se repetem na mente de forma estereotipada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sem características suficientes para um diagnóstico de episódio depressivo ou transtorno ansioso. inundações. Compulsões: são comportamentos repetitivos e intencionais executados numa ordem preestabelecida. estupro. não tem prazer na sua execução.

Dr. pela diminuição da energia. pessimismo. alterações de apetite e do peso corporal. como a falta de concentração e atenção. Podem estar presentes outros sintomas. com sensação de cansaço. É diferente da tristeza. Caracteriza-se pelo humor depressivo. a baixa auto-estima. O diagnóstico da depressão é feito quando os sintomas típicos estiverem presentes durante a maior parte do dia por no mínimo duas .6%. Ricardo A. de Macedo Soares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:20 AM 1 2 Médico Assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Médica pós-graduanda do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Definição. que leva a uma diminuição das atividades. Quadro clínico e Epidemiologia A depressão é um problema médico freqüente. Moreno1 Marcia B. que pode aparecer em resposta a algumas situações de vida. alterações no padrão de sono. pela perda de interesse e prazer nas atividades habituais. Um estudo epidemiológico realizado no Brasil indicou prevalência de depressão ao longo da vida de 16.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. e as idéias e os atos suicidas não são raros. sentimentos de culpa ou inutilidade. e da reação de luto após a perda de pessoas queridas.

Aparece mais freqüentemente entre 30 e 40 anos de idade. A depressão pode ser considerada leve. é mais freqüente o achado de humor irritável. o comprometimento nas esferas social. desde a infância até a velhice. Na depressão grave. o indivíduo interrompe suas atividades. mas pode se iniciar em qualquer faixa etária.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . os sintomas são intensos e impossibilitam a manutenção das atividades habituais. A internação pode ser necessária em função do alto risco de suicídio. familiar e profissional é mais evidente. porém geralmente continua trabalhando e mantendo suas atividades. Nos idosos. com freqüência. o quadro pode se confundir com demências. A depressão é cerca de duas vezes mais comum entre as mulheres. Na depressão leve. Na depressão moderada. Copyright © 2001 IDS . Nas crianças e adolescentes. ou as reduz. pois. o indivíduo se sente incomodado pelos sintomas.semanas. moderada ou grave. o indivíduo apresenta dificuldades em manter o mesmo padrão de atividades.

que detectam a presença de anticorpos específicos voltados contra diferentes constituintes da partícula viral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aluisio Augusto Cotrim Segurado1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:56 AM Autores: 1 Professor Doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Embora reconhecida desde 1981. No entanto. um retrovírus. A epidemiologia da AIDS deve ser considerada no contexto mais amplo da infecção pelo HIV. de amostras biológicas de pacientes com AIDS. verificou-se que esse mesmo agente viral podia também ser encontrado em pacientes com sintomas clínicos inespecíficos. uma manifestação clínica tardia da infecção pelo HIV. Com base em testes sorológicos. Hoje se sabe que existem duas variantes de HIV (HIV-1 e HIV-2) e que a infecção por qualquer desses agentes pode evoluir para AIDS. a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) somente teve sua etiologia esclarecida em 1983. que recebeu a denominação de vírus da imunodeficiência humana (HIV). Nessa ocasião. comumente observados numa fase que antecedia o aparecimento da AIDS. é possível identificar um indivíduo como sendo infectado pelo HIV. Tornou-se assim claro que a AIDS representava. isolou-se. . na verdade. com base em critérios clínicos e epidemiológicos.

via vertical. do correto entendimento das formas de transmissão inter-humana do HIV.353 casos de AIDS. essa infecção assumiu proporções de uma epidemia de caráter mundial. por um lado. alguns grupos populacionais têm sido identificados como os de maior vulnerabilidade à infecção: as mulheres e os adolescentes. incluindo-se a transmissão transplacentária (intra-uterina). com um total acumulado de 58 milhões de indivíduos infectados desde o início da epidemia. Quando se consideram apenas as infecções adquiridas no último ano. Tais manifestações são habitualmente relacionadas à falência do sistema imune do hospedeiro acometido e às conseqüentes complicações infecciosas e/ou neoplásicas. ou seja. Sabe-se que esse agente viral pode ser transmitido de pessoa a pessoa por: 1. conseqüentemente. que podem também ser reconhecidas tanto do ponto de vista clínico como . sendo o Brasil o país com maior número de casos já notificados de AIDS nessa região.4 milhões de infectados. A compreensão das causas dessa maior vulnerabilidade depende.2% das novas infecções estão ocorrendo na África. que surgem ao longo do tempo. A AIDS. bem como menor acesso à medidas de prevenção. onde residem 72% dos portadores de HIV. oral ou retal) com secreções genitais contaminadas (esperma e secreções cérvicovaginais) 2. A América Latina apresentava. desde que haja contato das mucosas (genital. de caráter oportunista. o Ministério da Saúde brasileiro havia registrado a ocorrência de 203.Pode-se assim afirmar que. ou mesmo menor possibilidade de fazer uso adequado dessas estratégias profiláticas podem contribuir para elevar a vulnerabilidade à infecção pelo HIV. um número estimado de 1. O Programa das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS) estimava. fase mais avançada da infecção pelo HIV. pela transfusão de sangue ou hemocomponentes contaminados 3. como é o caso de agulhas e seringas utilizadas por usuários de drogas injetáveis. nos dias atuais. mais raramente. Mais de 90% dos infectados vivem atualmente nos países em desenvolvimento. a existência de 36. sendo esta doença de notificação compulsória em nosso País. deve-se considerar que a infecção pelo HIV. quer seja pelo compartilhamento de objetos pérfuro-cortantes contaminados.contato sexual (homossexual ou heterossexual). apresenta outras fases. em dezembro do ano 2000. No entanto. em sua história natural. Até dezembro de 2000. a relacionada ao momento do parto e aquela dependente do aleitamento materno. Nessas regiões. particularmente os de baixa renda e de menor escolaridade. trata-se de uma pandemia. Entretanto. dificuldade na percepção de risco. a importância dos países em desenvolvimento aparece de forma ainda mais destacada: 73. da mãe infectada para seu filho. fatores de natureza sócio-econômica são extremamente importantes para justificar a maior vulnerabilidade dos segmentos populacionais de menor renda e escolaridade. com especial destaque para o continente africano.via sangüínea. 17. apresenta-se clinicamente por meio de uma multiplicidade de sinais e sintomas. Menor grau de informação e.1% no sudeste asiático e 4% na América Latina e Caribe. ou.1 milhões de adultos e crianças vivendo com HIV em todo o mundo. na mesma ocasião.

por período superior a 3 meses. ou mesmo dermatite seborréica. excetuando-se as inguinais. O paciente infectado pelo HIV. Freqüentemente.as pneumopatias. diarréia intermitente. . Por vezes.AIDS propriamente dita: refere-se às diversas manifestações associadas a infecções e/ou neoplasias oportunistas. na maior parte dos indivíduos. febre baixa por períodos prolongados. o sarcoma de Kaposi. com ou sem sinais meníngeos concomitantes. se não reconhecida e tratada adequadamente. observam-se nesta fase manifestações de infecções oportunistas. irá progressivamente evoluir para uma disfunção imunológica grave. como as micobacterioses (particularmente a tuberculose). irão compor as diferentes síndromes clínicas. como a candidíase oral ou o exantema vesicular com distribuição restrita a um dermátomo. por exemplo). neurites periféricas ou a polirradiculoneurite (síndrome de Guillan-Barré). criptococose pulmonar. em duas ou mais cadeias ganglionares. sendo móveis e indolores à palpação. ainda.as esofagites (por Candida sp ou citomegalovírus. tuberculose. que caracterizam a AIDS. pneumonites virais. acompanhadas ou não de síndrome de insuficiência respiratória (pneumonia por Pneumocystis carinii. entre outras). Do ponto de vista clínico. Mais raramente.5 a 2 cm de diâmetro. característico do herpes zoster. tais como encefalite. 3. como. cefáleia. sarcoma de Kaposi. O exame histopatológico dos linfonodos revela habitualmente sinais de hiperplasia folicular. a infecção aguda pelo citomegalovírus. a linfadenopatia generalizada persistente se acompanha de sintomas gerais. observam-se outras complicações neurológicas. hepatoesplenomegalia. De acordo com sua localização e apresentação clínica. e de exantema maculopapular ou urticariforme. deve assim ser entendido como portador de uma infecção viral ativa. submandibulares. geralmente observadas após um período de 1 a 6 semanas (em média. mialgias. a sífilis secundária. após 1 a 2 semanas. que pode se acompanhar de mal-estar. as manifestações da infecção aguda por HIV podem ser confundidas com diversas doenças febris agudas. a rubéola. Clinicamente. como fadiga.laboratorial. diarréia. de evolução auto-limitada. tais como a mononucleose infecciosa. por exemplo: . potencialmente fatal.infecção aguda: inclui as manifestações iniciais dessa infecção viral. ocasionalmente. Para melhor compreensão das diferentes manifestações clínicas que podem ser observadas ao longo de sua história natural. . Ao exame físico. occipitais e axilares e os linfonodos habitualmente apresentam de 0. na ausência de outra causa que justifique tal condição. caracteriza-se como um quadro febril agudo. que. que podem acometer diferentes órgãos e sistemas. nota-se adenomegalia generalizada e. que a infecção aguda pode ser assintomática em até metade dos indivíduos infectados. 3 semanas) após sua aquisição. com consistência firme. sem evidência de agentes infecciosos. É importante destacar que o enfartamento ganglionar dessa afecção deve ser diferenciado de manifestações decorrentes de doenças oportunistas. As cadeias ganglionares mais freqüentemente acometidas incluem as cervicais (anteriores ou posteriores). pneumonias bacterianas recorrentes.linfadenopatia generalizada persistente: caracteriza-se clinicamente pelo achado de enfartamento de linfonodos. ou mesmo linfomas. entretanto. costumase caracterizar os diferentes estágios evolutivos da infecção pelo HIV como: 1. Deve-se ressaltar. além das manifestações prodrômicas das hepatites virais. mesmo estando assintomático. 2.

as parotidites.manifestações neurológicas de meningoencefalites (neurotuberculose. como as retinites por citomegalovírus ou pelo vírus do herpes simples. tuberculose e outras micobacterioses. como naquelas infectadas por outras vias. costuma exibir certas peculiaridades clínicas. por exemplo) . amebíase. a infecção pelo HIV. acompanhadas de hepatoesplenomegalia (micobacterioses. além de freqüentes infecções bacterianas recorrentes. bacteriemias prolongadas por Salmonella sp ou doenças linfoproliferativas. síndromes demenciais ou mesmo linfomas primários do sistema nervoso central.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Tais achados. incluem o retardo no desenvolvimento pondo-estatural e neuropsicomotor. .manifestações cutâneas de infecções ou tumores oportunistas (sarcoma de Kaposi. . giardíase). embora apresente manifestações comuns às descritas em adultos. a pnemonite intersticial linfocítica. microsporidíase.síndromes oculares. neurocriptococose. salmoneloses. candidíase. isosporíase. . shigeloses. miocardites. Copyright © 2001 IDS . histoplasmose. que devem ser reconhecidas pelo médico de família. por exemplo) Na faixa etária pediátrica. criptosporidíase.as síndromes diarréicas ou disentéricas (citomegalovirose.síndromes febris prolongadas. toxoplasmose cerebral. encefalite por citomegalovírus).. que podem ocorrer tanto em crianças que adquiriram a infecção a partir de mães infectadas (transmissão materno-infantil).

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 9:51:56 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus da dengue e da febre amarela pertencem à mesma família (Flaviviridae) e têm também vetor urbano comum. exantema. é doença febril grave caracterizada por anormalidades da hemostasia e aumento da permeabilidade vascular. Na sua forma hemorrágica. dor em diferentes partes do corpo. motivo pelo qual são abordados conjuntamente. prostração. com numerosas cepas pelo mundo. Após . caracterizando a síndrome de choque do dengue. cefaléia. resultando esporadicamente em choque hipovolêmico. 3 e 4). O dengue clássico é principalmente uma doença de crianças mais velhas e adultos. Existem quatro tipos distintos do vírus do dengue (1. Dengue Doença infecciosa aguda. 2. caracterizada por quadro febril bifásico. linfadenopatia e leucopenia.

A ocorrência do dengue em sua forma hemorrágica está relacionada. A febre amarela. A febre geralmente persiste por até seis dias (período de viremia). Esta segunda fase inicia-se com a defervescência. rubor de face e exantema máculo-papular que desaparece sob pressão podem ser encontrados durante os dois primeiros dias de febre. gastrointestinal e genital. dores pelo corpo. que foi grande pesadelo até o início do século. foi eliminada dos centros urbanos pela presumida erradicação do Aedes aegypti do país. sendo. Febre Amarela Doença febril aguda de manifestações que vão desde sintomas inespecíficos até doença ictérica hemorrágica fatal. apresenta náuseas e/ou vômitos. nasal. a infecção em indivíduo que já teve dengue por um outro sorotipo. dores musculares artralgias. por isto. responsável por grandes explosões epidêmicas. acompanhada por cefaléia frontal. por outro lado. a doença é freqüentemente inespecífica. no entanto.período de incubação de 3 a 14 dias (usualmente de quatro a sete dias). Choque é o critério que diferencia os graus I e II de III e IV. Linfadenopatia generalizada é infreqüente. A febre amarela pode manter ainda transmissão silvestre por outro tipo de vetor (Haemagogus) que mantém o ciclo com macacos e eventualmente infecta o homem. vetor que coloniza centros urbanos. hemorragia de gengiva. Eventualmente observa-se hepatomegalia. como a gripe. especialmente em crianças. sufusões hemorrágicas. dor retroorbital. por vezes. na maioria das vezes. a despeito de não ter havido transmissão urbana da febre amarela (FA) nestas últimas seis décadas. fraco. O paciente torna-se anorético. a . terminando repentinamente. a doença inicia abruptamente com febre (39 a 41º C). têm sido descritos casos de dengue hemorrágico no primeiro contato com vírus do dengue. A Organização Mundial da Saúde classifica o dengue hemorrágico em quatro graus: I) febre acompanhada por sintomas inespecíficos e prova do laço positiva. O diagnóstico diferencial deve ser feito com doenças sistêmicas de manifestações inespecíficas ou mesmo com doenças comuns com sintomas diversos. Em áreas onde o dengue é endêmico. III) falência circulatória manifestada por pulso rápido. mantendo apenas transmissão residual e. não preenche os pré-requisitos de dengue hemorrágico. em fase inicial. procriando-se em coleções de água no domicílio ou peridomicílio. em pequenas epidemias sempre ligadas a regiões de matas. II) manifestações hemorrágicas espontâneas. O dengue hemorrágico é indistingüível do dengue clássico. e IV) choque profundo com pulso e pressão arterial indetectáveis. sendo seguido por rápida deterioração do estado geral. só apareceu entre nós a partir do retorno do Aedes. O dengue. quando não acompanhada de hemoconcentração e plaquetopenia. com estreitamento da pressão (menor que 20 mmHg) ou hipotensão. equimoses. A hemorragia. encontram-se petéquias. hiperalgia cutânea. sendo estes fatores que diferenciam-no do dengue clássico com hemorragia. Transmissão epidêmica dessas duas arboviroses está relacionadas à presença do Aedes aegypti.

Ao exame clínico. Manaus e cidades do interior de São Paulo. que podem variar de formas assintomáticas ou oligossintomáticas até a de outras febres hemorrágicas. albuminúria. as epidemias acompanham a colonização do Aedes. Surpreendentemente. sendo então caracterizada fundamentalmente por grave acometimento hepático. encontramos bradicardia. quando então reaparecem com intensidade maior. oligúria. vindo rapidamente a ocorrer na maior parte dos centros urbanos brasileiros com dezenas de milhares de casos acontecendo anualmente. Os sinais de envolvimento do sistema nervoso central incluem delírio. sepse. não havendo notificação dos casos. apesar da intensa colonização do Aedes e circulação do vírus. o vírus não é mais encontrado no sangue. A letalidade nos pacientes com FA grave é ao redor de 50%. que varia de três a seis dias.partir da década de 1980. Durante esta fase. convulsão. instabilidade cardiovascular e manifestações hemorrágicas com ênfase na hematêmese (borra de café). A descrição clássica da FA grave compreende três períodos clínicos distintos: infecção. devemos lembrar de doenças com manifestações inespecíficas na fase inicial e de doenças ictéricas com ou sem manifestações hemorrágicas na fase de intoxicação. Esta fase dura em torno de três dias. No período de remissão. sendo notórias no Rio de Janeiro. dores musculares generalizadas. a febre amarela não voltou a incidir nas cidades. Vitória. cefaléia. a maior parte das cidades nordestinas. dor lombosacra. No diagnóstico diferencial. iniciam-se as manifestações clínicas da FA. náuseas e vômitos. durante os quais o vírus está presente no sangue em altos títulos. O período de infecção inicia-se repentinamente com febre. leptospirose. malestar e fraqueza. O período de intoxicação é caracterizado por icterícia. porém. Aqueles que se recuperam têm convalescença prolongada com fraqueza e fadiga por até mais que três meses. pois o diagnóstico em situações epidêmicas é clínico. A morte geralmente advém entre o 7º e 10º dias de doença. malária. a febre e os outros sintomas podem desaparecer por período de até 24 horas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . remissão e intoxicação. Não existem estatísticas confiáveis quanto ao número de casos de dengue no Brasil. estupor e coma em fase pré-terminal. Copyright © 2001 IDS . podem predominar sinais de insuficiência renal. Após período de incubação. Em pacientes que sobrevivem à fase tóxica aguda. Belo Horizonte. como hepatites.

vem recrudescendo a partir da década de 60 com a liberdade sexual e a partir dos anos 80 com o surgimento da AIDS. Na sífilis congênita. São inúmeros os patógenos reconhecidos como passíveis de transmissão por contato sexual. Quadro clínico e Epidemiologia Sífilis A sífilis ou lues é causada pelo Treponema pallidum. o cancróide. a gonorréia.FMUSP Doenças sexualmente transmissíveis são doenças infecciosas adquiridas por contato sexual. Na sífilis adquirida. . o condiloma e o herpes genital são as doenças mais comuns. com surgimento do cancro de inoculação. o contágio se dá quase exclusivamente através do contato anogenital. Departamento de Dermatologia . as uretrites não-gonocócicas. a transmissão se faz por via transplacentária. Origina lesões cutâneas variadas. A sífilis. Não raramente acomete outros órgãos além da pele. Com o advento da penicilina houve declínio de sua incidência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia José Antonio Sanches Junior1 Última Atualização: 9/20/2001 9:59:48 AM Autores: 1 Professor Doutor. Entretanto.

Podem ocorrer sintomas constitucionais. Após uma a duas semanas surge adenite satélite não-inflamatória. A maioria das crianças é assintomática. Como as lesões são ricas em treponemas. habitualmente. Divide-se em: . A erupção cutânea pode ser maculosa (roséola sifilítica). cerca de uma a duas semanas após o contágio. óssea. mialgias e artralgias. é dividida em: Sífilis Adquirida Recente Até um ano de evolução póscontágio Sífilis primária Sífilis secundária Sífilis recente latente Sífilis Adquirida Tardia (após o primeiro ano de evolução. Caracteriza-se como pápula erodida ou ulcerada. endurecida e fundo limpo. máculo-papulosa. O cancro pode desaparecer espontaneamente em quatro semanas. alopecia em clareira e adenopatia generalizada. Como nem sempre é possível o diagnóstico de sífilis tardia latente. com manifestações clínicas que surgem cerca de quatro a oito semanas após o aparecimento do cancro duro. cefaléia. sem deixar cicatriz. Sífilis congênita A passagem do T.5 a 2 cm de diâmetro. com malestar. natimortos ou recém-nascidos com sífilis. pallidum através da placenta normalmente ocorre após o 4o mês de gestação. Normalmente ocorre regressão espontânea após duas a dez semanas. papulosa. lesões papulosas palmo-plantares. com freqüência. febre. na genitália externa como lesão única. Dependendo da ocasião e quantidade de espiroquetas que atravessa a barreira placentária poderão ocorrer abortos. período em que a placenta permite a passagem da espiroqueta. nos casos não tratados ou tratados indevidamente) Sífilis tardia latente Sífilis terciária (cutânea. lesões mucosas. O secundarismo corresponde à disseminação hematogênica dos treponemas.habitualmente a partir do 4o mês de gestação. A sífilis adquirida. anorexia. medindo 0. semelhantes a estado gripal. com borda infiltrada. cardiovascular. rotula-se muitos casos como sífilis latente indeterminada. Sífilis adquirida tardia latente Não apresenta sinais clínicos e tampouco sintomas. Habitualmente é simétrica e não-pruriginosa. Observa-se. placas vegetantes perianais (condilomas planos). O diagnóstico é feito pelas reações sorológicas positivas e pela história. A presença de colarete descamativo na periferia das lesões (colarete de Biette) é sugestiva de lesão sifilítica. nervosa e outras) - O protossifiloma ou cancro duro surge. pouco dolorosa. torna-se importante ressaltar a contagiosidade dessa fase.

Com freqüência ocorrem múltiplas lesões. é transmitido por contato sexual. Sífilis congênita tardia Aparecimento da tríade de Hutchinson (queratite parenquimatosa. osteítes e periostites com tíbia em lâmina de sabre. A localização é preferencialmente anogenital. Ocorrem osteocondrites. mais elevados e a queda dos títulos pode não ocorrer. As lesões cutâneas são placas mucosas orais e anogenitais (condilomas planos). É provável que as mulheres possam se tornar portadoras assintomáticas. icterícia. anemia. Em cerca de 25% dos casos surge adenopatia inflamatória que se liqüefaz e fistuliza rapidamente. com tempo mais prolongado para a cura em relação aos não co-infectados. orofaringe e olhos. É mais comum nos homens entre 15 e 25 anos. imobilização espontânea do membro afetado por dor intensa e choro ao toque. surge rapidamente uma pápulo-pústula que se ulcera. Sífilis e infecção pelo HIV/ AIDS Nesses doentes as lesões podem ser mais numerosas e extensas. hepatoesplenomegalia. a lesão bem estabelecida é uma úlcera de bordas solapadas (descoladas da base) e cortadas à pique. das ranhuras de Parrot (cicatrizes lineares radiadas perilabiais e perianais). Eventualmente acomete mucosa anal. irritabilidade. Após a inoculação do bacilo. Portanto. Após coito . Gonorréia É infecção da mucosa genital pela Neisseria gonorrhoeae. pápulo-vesículas palmo-plantares e fissuras periorais. em média. com fundo purulento. Pode haver comprometimento de estruturas nervosas com desenvolvimento de tabes e paralisia geral. Os títulos sorológicos são. surdez labiríntica e dentes com entalhes nas bordas cortantes dos incisivos centrais superiores). Sua incidência é muito maior nos homens. dado semiótico importante no diagnóstico diferencial do cancro sifilítico. choro débil e rinorréia sanguinolenta são os sinais mais freqüentes. Tem base mole. nariz em sela e fronte olímpica. Cancro Mole Causado pelo bacilo gram negativo Haemophilus ducreyi. com a característica de pseudoparalisia de Parrot.Sífilis Congênita Recente Até dois anos após o nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Sífilis congênita recente Sífilis Congênita Tardia Após dois anos do nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Baixo peso.

Nas mucosas as vesículas se rompem precocemente dando lugar a lesões erodidas. Herpes Genital Infecção causada pelo Herpesvirus hominis (HSV) tipo 2. principalmente pela manhã. sangramentos e bartolinites. epidídimo e testículos. cicatrizarem completamente em torno de 15 dias. Uretrites Não-Gonocócicas São as infecções uretrais mais comuns. ardor e dor. Vesículas agrupadas sobre base eritematosa. além de outros fatores. Pode ocorrer artrite séptica. Corynebacterium genitalium. As lesões. então. inicialmente são pruriginosas surgindo subseqüentemente. o quadro clínico se desenvolve. próstata. freqüência das recidivas e tratamentos inadequados podem ocorrer cicatrizes deprimidas. em mais de 90% das vezes. disúria. além de dor leva. Embora a infecção acometa a uretra anterior. É mais visível quando se comprime a uretra pela manhã. estresse emocional ou físico e menstruação. culminando com lesões cutâneas purpúricas e necróticas. aftóides. infectam-se com o HSV e desenvolvem. tornando-se portadores sãos. Outros agentes causais são Ureaplasma urealyticum (micoplasma T). São pouco sintomáticas. principalmente pela AIDS. constituindo quadro de doença inflamatória pélvica da qual o gonococo é uma das causas freqüentes. Na metade dos casos é causada pela Chlamydia trachomatis. Na mulher a doença uretral é rara. cobrem-se de crostas para. Hospedeiros suscetíveis (sem anticorpos específicos contra o HSV) entrando em contato direto com lesões ativas de herpes simples. uma infecção subclínica. sendo mais comum no sexo feminino durante o período menstrual. febre e mais raramente adenomegalia. Menos de 1% dos indivíduos infectados manifestam clinicamente a doença na ocasião do contágio. Cerca de 10% dos homens infectados desenvolvem infecção assintomática. O herpes recidivante é clinicamente menos importante e cicatriza em 7-10 dias. trauma local. Infecção gonocócica disseminada é rara. Podem surgir sintomas não específicos com secreção vaginal. No homem pode evoluir para prostatite e epididimite e na mulher para doença inflamatória pélvica. costumam evoluir com úlceras extensas e tórpidas que não se curam espontaneamente. por vezes. que evoluem para pústulas que se rompem. à disúria e dificuldade miccional importante. estendem-se perifericamente. Freqüentemente há adenopatia satélite. vírus do Herpes simples e vírus citomegálico. surge edema e hiperemia de meato com secreção purulenta abundante. com secreção mucóide clara e escassa. assintomática. De acordo com a extensão das lesões. . em 2 a 3 dias. sensação de mal-estar. Cerca de 60% das endocervicites gonocócicas são assintomáticas. em geral nas extremidades. Candida albicans. Podem ocorrer disúria e polaciúria. constituindo importante fator na disseminação da doença. A primoinfecção genitourinária.infectante. Frente a estímulos diversos poderão desenvolver o herpes recidivante. Pode ser precipitado por febre. quando não tratada ou inadequadamente tratada pode envolver as glândulas parauretrais. As lesões herpéticas nos imunossuprimidos. febre e tenossinovite. Na progressão da doença ocorre endometrite e salpingite. Comumente não há sintomatologia. e esporadicamente pelo tipo 1. em geral. Trichomonas vaginalis. Após sintomas de ardor e prurido uretral.

Condiloma Acuminado Doença causada por papiloma vírus humano (HPV). Copyright © 2001 IDS . Localizam-se. são mais comuns em homens e mulheres na segunda e terceira décadas da vida. maceradas. nos homens. Adquiridos sexualmente. mais comumente na glande e folheto interno do prepúcio. Apresenta-se como pápulas moles vegetantes de superfícies avermelhadas ou brancacentas. mais comumente HPV 6 e 11. Nas mulheres podem atingir toda vulva até o intróito e vagina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

A aquisição da infecção dá-se pela exposição do hospedeiro suscetível a coleções hídricas que contenham moluscos do gênero Biomphalaria eliminando cercárias. Estima-se que haja atualmente no Brasil cerca de 2. A prevalência da esquistossomose é ainda importante em áreas de Estados nordestinos. as mesmas atingem a circulação linfática e venosa. desde a Bahia até o Piauí. na sua forma adulta. onde completam sua maturação. habita a veia porta e suas subsidiárias. Essas formas jovens chegam aos pulmões. Após a penetração das cercárias pela pele. onde passam à circulação arterial e daí ao sistema porta. a despeito da considerável redução tanto do número de indivíduos infectados como de formas graves da doença a partir da década de 70. havendo focos em Estados do sul e sudeste.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:20 AM Autores: 1 Professor doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A esquistossomose mansoni é a infecção causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni que. com 25 a 30 milhões expostos ao risco de contrair essa helmintíase. transformando-se em esquistossômulos. É considerada uma das grandes endemias brasileiras. O acasalamento e a postura dos ovos têm lugar nos ramos distais da veia .5 a 3 milhões de infectados.

a forma hepatoesplênica com hipertensão portal da esquistossomose. sendo observada em indivíduos que não habitam áreas endêmicas. atingindo a luz intestinal. Após um período de incubação que pode variar de 30 a 60 dias. São comuns exantema máculo-papular. sobretudo em hipogástrio e fossa ilíaca esquerda. Trata-se da tradução clínica da retite esquistossomótica. Alguns ovos atravessam o endotélio dos vasos. ainda. Expressa-se por sintomas e sinais escassos. em geral com instalação abrupta. Tem-se. A forma aguda da esquistossomose é aquela que se segue ao primeiro contato com coleções hídricas que contenham cercárias. definida como descompensada quando houver sangramento digestivo alto e/ou ascite. onde são eliminados nas fezes ganhando. Esse fenômeno é responsável por processos obstrutivos do fluxo portal intra-hepático levando progressivamente. No entanto. migrando através da submucosa e mucosa. incaracterísticos e comuns a outros distúrbios gastrintestinais. clínicos e laboratoriais. diarréia. onde são retidos nos vasos pré-sinusoidais. às vezes urticariforme. O diagnóstico deve levar em conta dados epidemiológicos. assim. caracteristicamente com predomínio do lobo esquerdo. na dependência da quantidade de ovos e granulomas. isto é. não há insuficiência hepática na esquistossomose não complicada ou que não esteja associada a patologias que ocasionem cirrose. levados pelo fluxo da veia mesentérica inferior. conseqüentemente. dores abdominais e broncoespasmo. Dentre as formas crônicas da esquistossomose. a submucosa e a mucosa do reto. o quadro evolui para as formas crônicas da doença. regime de hipertensão portal. inclusive de varizes de esôfago e/ou de fundo gástrico. inclusive os causados por outras enteroparasitoses: diarréia esporádica. boa parte desses ovos migram para o fígado. Na dependência de elevadas cargas parasitárias e. ou ainda em crianças de baixa idade nas áreas endêmicas.mesentérica inferior (plexo hemorroidário). dores abdominais intermitentes. parte destes migram através da corrente sangüínea do sistema porta atingindo o fígado. assim. instala-se. Caso o paciente não seja diagnosticado e tratado. costuma ser autolimitado a não mais de 30 a 40 dias. a mais freqüente é a intestinal. havendo remissão completa dos sinais e sintomas. O dado laboratorial mais característico é a intensa leucocitose com eosinofilia apresentada por esses pacientes. Quando o número de vermes é maior e portanto maior também a carga de ovos. o meio ambiente. toxêmica. à hipertensão portal. a possibilidade dos ovos . surgem manifestações de doença febril. de ovos. com o conseqüente aparecimento de esplenomegalia de caráter congestivo e de circulação colateral. às vezes com características disenteriformes. procuram atingir a luz intestinal. visitando-as de forma casual. Existe. diferentemente do que ocorre nas cirroses em geral. assinalando-se que o exame parasitológico de fezes somente se torna positivo para ovos de Schistosoma mansoni cerca de 35 a 40 dias após a infecção. a reação granulomatosa desencadeada pela presença de ovos do parasita que. Ao exame físico nota-se hepatoesplenomegalia dolorosa de pequenas dimensões. progressivamente. Cabe assinalar que. Trata-se da forma hepatointestinal da esquistossomose. Embora ocasionalmente esse quadro apresente gravidade. sua presença leva à formação de granulomas que ocasionam um aumento do volume do órgão que passa então a ser palpável ao exame físico. atingindo uma posição pré-sinusoidal e suscitando a formação de granulomas periovulares.

ser acompanhada de cianose. As manifestações clínicas decorrentes desses eventos podem variar desde proteinúria assintomática até síndrome nefrótica. em alguns casos. A presença fortuita de ovos e. via artéria pulmonar.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . as arteríolas. onde são retidos junto à membrana basal. O acesso dos ovos à circulação pulmonar é maior nas situações onde houver hipertensão portal com estabelecimento de circulação colateral. de granulomas em vários órgãos resulta em manifestações clínicas como a mielite esquistossomótica e colpite esquistossomótica.cor-pulmonale esquistossomótico. Essa forma de esquistossomose pode. O acesso de imunocomplexos aos glomérulos renais. podendo haver sobrecarga de câmaras direitas do coração . pode ocasionar o desenvolvimento de glomerulopatias. Embora descritas com maior freqüência e gravidade em pacientes hepatoesplênicos.atingirem. conseqüentemente. essas alterações já foram descritas também em pacientes com formas mais leves de esquistossomose (intestinais ou hepatointestinais). Nas fases mais avançadas estão presentes as manifestações correspondentes à hipertensão pulmonar. onde sua impactação ocasiona a formação de granuloma e fibrose em graus variados. daí serem mais comuns as formas pulmonares da esquistossomose nos pacientes hepatoesplênicos. Copyright © 2001 IDS .

As regiões Norte. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Cyro Festa Neto1 Última Atualização: 9/20/2001 10:03:18 AM Autores: 1 Professor Doutor. Nordeste e Centrooeste são as que apresentam as maiores taxas de detecção e prevalência da doença. O diagnóstico da hanseníase é baseado em uma ou mais das seguintes características: lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade. A doença é endêmica em todo o território nacional. embora com distribuição irregular. Quadro clínico e Epidemiologia Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae. acometimento de nervo(s). bacilo que atinge a pele e os nervos levando a incapacidades físicas e sociais quanto mais tardio for o seu diagnóstico e tratamento. O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número absoluto de casos de hanseníase. O período de incubação é de 2 a 7 anos. A principal fonte de infecção é o homem através das formas contagiantes da doença (virchowiana e dimorfa). O bacilo tem como provável porta de entrada as vias aéreas superiores. e o primeiro nas Américas . Departamento de Dermatologia da FMUSP. com espessamento neural e baciloscopia positiva.

visando o tratamento é baseada no número de lesões. motoras e o sistema nervoso autônomo. O estado geral não é comprometido e os nervos são afetados em graus variáveis. levando a complicações e seqüelas que impedem os doentes de ter uma vida normal. marcha escarvante. podendo cursar com fenômenos agudos chamados surtos reacionais. paralisias. Ocorrem nos casos multibacilares. comprometendo fibras sensitivas. febre. de acordo com seguinte critério: paucibacilares quando apresentam até cinco lesões de pele ou apenas um tronco nervoso acometido e multibacilares quando há mais de cinco lesões de pele e ou mais de um tronco acometido. anestesias.A classificação operacional. mãos em garras. Estados reacionais A hanseníase tem uma evolução crônica. Manifestações neurológicas O Mycobacterium leprae tem especial tropismo para as terminações nervosas. menos na indeterminada. As reações do tipo I são mediadas por células (imunidade celular) e ocorre nos doentes tuberculóides e dimorfos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . os quais guardam relação direta com a imunologia específica do indivíduo. às vezes coexistindo os dois tipos de reação ao mesmo tempo ou em episódio diferente. mal perfurante plantar e lagoftalmias. Lesões graves dos nervos aparecem em todas as formas. amiotrofias. adenomegalia e dores articulares. Entre elas: neurites. Copyright © 2001 IDS . Estas reações se caracterizam por eritema e edema de lesões preexistentes e em áreas sãs. As reações de tipo II ou eritema nodoso hansênico se caracteriza por apresentar nódulos vermelhos e dolorosos.

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. as hepatites virais representam um problema de saúde pública e a principal causa de transplante de fígado. No entanto. Disciplina de Gastroenterologia Clínica e Disciplina de Transplante e Cirurgia do Fígado. enquanto os vírus A e E são adquiridos por via enteral. D. C e D são transmitidos por via parenteral. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Epidemiologia e Quadro Clínico No Brasil e em muitos países ocidentais. Setor de Hepatologia. hoje atribuídos aos vírus C. Departamentos de Gastroenterologia e de Cirurgia. eram simplesmente agrupados como hepatites não-A não-B. 2 Professor Associado. apesar do considerável avanço . Disciplina de Gastroenterologia Clínica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Queiroz Farias1 Flair José Carrilho2 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:38 AM 1 Médico Assistente. O vírus D está sempre associado ao vírus B. Departamento de Gastroenterologia. porém o seu papel patogênico não está completamente esclarecido. Os vírus G e TT estão freqüentemente presentes no soro de pacientes com hepatopatia crônica. E e G. Os demais casos. Até alguns anos atrás. os vírus A e B eram os únicos agentes conhecidos. Os vírus B.

As diversas formas de hepatite viral aguda apresentam características clínicas em comum. até insuficiência hepática aguda grave (hepatite fulminante). desconforto ou dor no hipocôndrio direito. com alta mortalidade. ginecomastia e atrofia testicular. Os quadros podem ser leves. pode demorar até seis meses. particularmente quando há imunodepressão ou no contexto do envolvimento de outros órgãos. Em cerca de 20% dos casos. ascite. porém logo desaparecem. presença de aranhas vasculares. Esses agentes não serão abordados nesse texto nem os vírus G e TT. envolvimento extra-hepático.. indicando evolução para a cirrose. Segue-se a presença de colúria. porém. cujo papel como causa de hepatite ainda não está bem definido. contudo. Os sinais e sintomas de hipertensão portal e de insuficiência hepática como sangramento digestivo. A forma ictérica é geralmente precedida por um período prodrômico.na determinação da etiologia. Na maior parte dos pacientes. Outros vírus raros como os agentes das febres hemorrágicas também podem levar à doença hepática grave. o período ictérico dura entre uma e quatro semanas. Transitoriamente. acolia fecal e icterícia. as queixas são de fadiga e anorexia. a recuperação total. Nessa fase. as demais formas podem cronificar. sempre com a característica elevação acentuada das aminotransferases (ou transaminases).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O paciente com hepatite crônica pode ser assintomático ou não apresentar sintomas típicos. cefaléia e febre baixa. desde formas ictéricas. o vírus Epstein-Barr. Pode haver icterícia. praticamente assintomáticos ou com sintomas semelhantes a uma síndrome gripal. Aranhas vasculares podem estar presentes. que dura alguns dias. As hepatites podem se apresentar com graus variados de gravidade. do sarampo. o fígado torna-se facilmente palpável. O diagnóstico geralmente é suspeitado quando se detectam elevações das enzimas hepáticas. náuseas. Copyright © 2001 IDS . Muitas vezes. Habitualmente. clínica e bioquímica. No entanto. os vírus Coxsackie B. geralmente estão presentes em uma fase mais tardia. Outros vírus. da varicela e o adenovírus. particularmente o citomegalovírus. os sintomas tendem a diminuir quando a icterícia se instala. Com exceção das hepatites A e E. podem acometer o fígado em situações especiais. os vírus tipos 1 e 2 do herpes humano. um número expressivo de casos permanece ainda sem causa definida. podem surgir manifestações como anorexia. detecta-se esplenomegalia. pode haver prurido.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Isadora Cristina de Siqueira 1 Antônio Carlos Nicodemo2 Última Atualização: 7/19/2001 12:01:48 PM 1 2 Médica Residente. transmitida ao homem principalmente através do contato com coleções de água contaminadas com urina de ratos infectados. icterohemorrágica. O . A leptospirose é um agravo de notificação compulsória. É uma antropozoonose. desde a infecção subclínica até a forma grave. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Professor Doutor. Pode determinar síndromes clínicas variadas. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A leptospirose é uma doença infecciosa sistêmica causada por espiroquetas patogênicas do gênero Leptospira. podendo afetar animais domésticos e silvestres. Epidemiologia A leptospirose tem distribuição universal. conhecida com síndrome de Weil.

No Brasil. A doença tem início súbito caracterizado por febre. durante o período de 1985 a 1997. segundo a Fundação Nacional de Saúde. em graus variados. é muito comum na forma grave que ocorre em nosso meio. nos meses de dezembro a março. a maioria dos casos ocorre no período das chuvas. com significantes taxas de mortalidade. As formas anictéricas e benignas correspondem a cerca de 85%-90% dos casos. No Brasil. Quadro clínico A leptospirose pode apresentar-se na forma subclínica. determinado pela capilaropatia difusa. renal e por capilaropatia difusa. A primeira semana da doença corresponde à fase leptospirêmica. O sangramento digestivo também pode ocorrer na forma de melena ou enterorragia. foram notificados 35. surge a icterícia.5% em 1996. sendo usualmente de 7 a 14 dias.555 casos). Neste período. Pode ocorrer insuficiência respiratória secundária a pneumonite por sangramento pulmonar. A plaquetopenia.403 casos de leptospirose. cefaléia e dores musculares. que pode permanecer eliminando o microrganismo na urina por longo período.5%. A letalidade anual da doença variou de 6.7% em 1987.principal reservatório da leptospirose é o rato. acrescida do tom vermelho. ocorreram 3. com uma média de 12. Há aumento discreto das transaminases e os níveis de creatino-fosfoquinase (CPK) podem estar aumentados devido à presença de rabdomiólise. O período de incubação pode variar de 1 a 24 dias. conhecida como síndrome de Weil. a qual muitas vezes determina uma coloração amarelo-avermelhada da pele (rubínica) causada pela somatória da pigmentação pela bilirrubina. Copyright © 2001 IDS . Nesse período. principalmente em panturrilhas. a 20. A forma grave da doença é caracterizada por disfunção hepática. A doença tem início súbito caracterizado por febre. e algumas vezes como uma meningite linfomonocitária. podem evoluir com hipotensão e choque. que pode evoluir com níveis bastante elevados de uréia. Entre o terceiro e sétimo dias. comportando-se como um choque séptico.821 óbitos. pode surgir uremia. cefaléia e dores musculares. o maior número deles no ano de 1996 (5. com manifestações clínicas inespecíficas semelhantes à influenza (gripe). rins.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A forma ictérica e grave. Os casos mais graves. musculatura esquelética e cardíaca. generalizadas. algumas vezes bastante acentuadas. com disseminação de leptospiras para órgãos como fígado. é responsável pelo restante dos casos.

A despeito de a malária poder ser doença fatal. a maioria absoluta causada pelo Plasmodium falciparum. taxa mais de 30% superior à ocorrência de 1998. responsável por malária de gravidade menor. o indivíduo . menos de 1% dos casos evolui para morte. tendo ocorrido 632. na maioria dos casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 10:11:24 AM Autores: 1 Professor titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Epidemiologia Malária é a principal doença endêmica do Brasil. de 7 a 14 dias. A grande maioria dos casos (99%) ocorre na região amazônica. que varia. a despeito de poderem surgir casos em outras regiões de matas onde vive o vetor da malária. Quadro Clínico Após período de incubação. 75% dos casos são devidos ao Plasmodium vivax.813 casos no ano de 1999.

As formas graves se apresentam no indivíduo não-imune. O período de calor se inicia quando terminam os calafrios. como sintoma único a febre. dores musculares. cérebro. com possibilidade de ocorrerem convulsões. ou seja. A duração total do paroxismo é de 6 a 12 horas. astenia. remitente ou intermitente com remissões. principalmente em crianças. O indivíduo apresenta. onde acentuam-se os sinais e sintomas. A febre cede em "crise" (rapidamente) cessando o desconforto. Na maioria dos pacientes com malária. fígado e sangue. A seguir. a malária tem possibilidades maiores de evolução com complicações e que. Se o paciente não for tratado adequadamente. c) Malária grave As formas graves e de urgência. a) Malária no indivíduo semi-imune Indivíduo semi-imune é aquele que já teve malária anteriormente. o paciente pode delirar. pode evoluir para forma de urgência. náuseas e vômitos. subcontínua. os sintomas começam repentinamente com período de frio. quando ocorrer sincronismo na esquizogonia o paciente pode já estar em situação clínica com complicações. quando os paroxismos ocorrem em sua forma típica. anorexia. o paciente pode permanecer com discreta cefaléia. devem ser valorizados como de risco para o paciente. podendo não ser muito elevada. com cefaléia. e não apresenta calafrios nem sudorese. gestantes e crianças. com raras exceções. Após cessar o suor. As complicações mais freqüentes relacionam-se a comprometimento dos rins. surgindo as complicações. ocasionalmente.acometido apresenta febre. havendo aí a necessidade de encaminhamento para centro hospitalar: . O ataque agudo da malária caracteriza-se por um conjunto de paroxismos febris que apresentam três períodos: frio (calafrios). listamos itens clínicos que. O período de suor dura de duas a quatro horas. geralmente. calor (febre) e suor (sudorese). porém relativamente bem. se observados. o vômito. Uma das características do paroxismo palúdico é que ocorre em períodos regulares na dependência do tipo de plasmódio infectante. precedida de calafrios e seguida de sudorese. exausto. O paroxismo febril não é comum. O paciente apresenta febre persistente. Nesta fase. freqüente e ocorre delírio. nestes pacientes. O paciente se sente incomodado. se observam nas infecções produzidas por P. que é intenso. febre de pequena intensidade e. A cefaléia é intensa. Geralmente. É importante ter em mente que. mais de 2% das hemácias encontram-se parasitadas. que pode ser contínua. b) Malária no indivíduo não-imune Os primeiros "ataques" no indivíduo não-imune não apresentam típico paroxismo palúdico. ocorrendo intensa anemia. falciparum. pulmões.

a infecção por P. diminuição da diurese. gestação (especial atenção neste caso). intermitente ou irregular. a evolução não difere na gestante com malária. d) Malária na criança Em crianças maiores que cinco anos de idade. a malária pode ter evolução com complicações duas vezes mais freqüentes que na mulher não gestante. sinais de sangramento. confusão mental (obnubilação). e) Malária na gestante Na gestante. Os lactentes geralmente não apresentam paroxismos típicos. observa-se taxa de aborto de 30%. Entretanto. vivax pode também ter evolução grave em crianças (alta taxa de reticulócitos). têm frio e podem apresentar vômitos e convulsões.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a temperatura varia entre 38. posteriormente.alta parasitemia (maior que 2% nos primoinfectados). dispnéia. na segunda metade. remitente. enquanto que. Copyright © 2001 IDS . levando freqüentemente a erro diagnóstico. hipertermia continuada. existem evidências de imunossupressão materna com evolução mais tormentosa da malária. podem surgir dores abdominais e diarréia. A despeito de a malária grave ser quase sempre causada por P. Na primeira metade da gestação. porém há maior predisposição para toxemia gravídica com pré-eclâmpsia e eclâmpsia. icterícia. a malária tem a mesma evolução que em adultos. falciparum. não se observam os sinais característicos do paroxismo palúdico.5 e 40º C e a febre pode ser contínua. Tornam-se flácidos e sonolentos. em crianças em idade pré-escolar. Clinicamente. perdem o apetite.

Depto. como as infecções intestinais causadas por Microsporídeos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 9/20/2001 10:14:32 AM Autores: 1 Professor-doutor. Isospora belli. ou até mesmo desconhecidas e que passaram a ser diagnosticadas com freqüência crescente. Necator americanus. Em algumas ocasiões têm sido detectados verdadeiros surtos diarréicos provocados por protozooses como ciclosporíase. quando se considera a ocorrência de pelo menos uma espécie de parasita. em alguns bolsões de pobreza. no município houve queda na prevalência das enteroparasitoses no final dos anos 90 em relação ao início dos anos 80. envolvendo também um número considerável de indivíduos imunocompetentes. Ancylostoma . Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia No Brasil. Em oposição. taxas de infecção em torno dos 30%. assiste-se à emergência de parasitoses consideradas raras. observam-se. De forma paralela à redução da infestação por parasitas clássicos. Cryptosporidium parvum e Cyclospora cayetanensis. sobretudo em indivíduos imunodeprimidos.

Encephalitozoon intestinalis) Teníases (Taenia saginata. mesmo com a adoção de medidas terapêuticas adequadas. podem apresentar quadros indolentes e de difícil resolução. Os cistos de Giardia lamblia são veiculados por via hídrica. Dores abdominais difusas e náuseas e vômitos são presentes em alguns casos. mais freqüentemente sintomática em crianças.ceylanicum) Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Balantidíase (Balantidium coli) Blastocistose (Blastocystis hominis) Ciclosporíase (Cyclospora cayetanensis) Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Enterobíase (Enterobius vermicularis) Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Giardíase (Giardia lamblia) Himenolepíases (Himenolepis nana. a infecção ocorre por ingesta de água contaminada com cistos ou por alimentos e objetos que estiveram em contato com esta. É. resultando em desnutrição. O parasitismo é exercido preferencialmente no duodeno e jejuno. acometendo tanto crianças como adultos. decorrendo desse fato diarréia volumosa. sem muco ou sangue nas fezes. Dessa forma. Diagnóstico . Taenia solium) Tricuríase (Trichuris trichiura) Giardíase (Giardia lamblia) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose intestinal ainda bastante prevalente. Pacientes com deficiência de IgA secretora no nível da mucosa intestinal. Himenolepis diminuta) Isosporíase (Isospora belli) Microsporidíase (Enterocytozoon bieneusi. no entanto. mesmo em áreas urbanas dotadas de infra-estrutura sanitária adequada. Em situações de parasitismo muito intenso pode ocorrer síndrome de má absorção.

colhidas em intervalos semanais. 14° e 21° dias após o término do tratamento. Controle de cura: três exames de fezes. dose única. Tratamento A terapêutica é precária conferindo. ocasionalmente acomete imunocompetentes em cursos de diarréia autolimitada. 14° e 21° dias após o término do tratamento.10 mg/kg/dia).O diagnóstico é facilmente realizado pelo encontro de cistos e/ou trofozoítos através do exame parasitológico de fezes. divididos em três tomadas. podendo ser realizado segundo um dos seguintes esquemas: -tinidazol. Controle de cura: três exames de fezes. na maioria das vezes. são drogas recomendadas. Como a eliminação das formas do parasita é intermitente. crianças: 15 mg/kg/ dia. sete dias. Diagnóstico Pesquisa de oocistos nas fezes. através de coloração especial (Kinyoun). Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol . Espiramicina na dose de 3. . Doses de manutenção são indicadas por período semelhante. Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Quadro clínico e Epidemiologia Protozoose manifesta por quadros diarréicos muito graves em pacientes imunodeprimidos. dose única.0 g/dia ou roxitromicina na dose de 300 mg. nimorazol.0 g. no 7°. duas vezes ao dia. deve-se ter o cuidado de executar o exame em três amostras fecais. ornidazol ou secnidazol: adultos: 2. melhora clínica sem cura parasitológica.50 mg/kg/dia + trimetoprima . crianças: 50 mg/ kg. Tratamento O tratamento não oferece dificuldade na maioria dos casos. 7°. Isosporíase (Isospora belli) Quadro clínico e Epidemiologia É protozoose que causa quadros diarréicos importantes. sobretudo por AIDS. Diagnóstico Encontro de oocistos nas fezes. utilizando-se metade das dosagens referidas inicialmente. -metronidazol: adultos: 250 mg. três vezes ao dia. durante 4 semanas. durante sete dias. sobretudo em imunodeprimidos (AIDS).

empiricamente. bem menos freqüente entre nós. principalmente em decorrência da AIDS. Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol 800 mg + trimetoprima 160 mg). embora não constitua ocorrência rara. quatro vezes ao dia. diagnosticadas pelo encontro casual de cistos do parasita nas fezes. sobretudo os abscessos amebianos do fígado. Amebíase (Entamoeba hystolitica) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por Entamoeba hystolitica é. exigindo exame histopatológico do intestino delgado ou técnicas de biologia molecular. Tratamento O tratamento é pouco eficiente e. dez dias (imunodeprimidos).Ciclosporíase Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose que pode acometer imunocompetentes. bem como imunocomprometidos. muitas vezes causando surtos de doença diarréica. Microsporidíase Quadro clínico e Epidemiologia Os microsporídeos são causa de doença diarréica em imunodeprimidos. acompanhados por dores em cólica. Diagnóstico Exame de fezes com pesquisa de cistos (nas fezes formadas) ou trofozoítos (nas fezes diarreicas). entremeados por períodos assintomáticos irregulares. nos dias atuais. idem. a utilização de albendazol tem resultado com benefícios parciais em alguns casos. As infecções assintomáticas. Diagnóstico Idêntico ao da criptosporidíase. são as mais comuns. detectando oocistos de dimensões mais avantajadas. Há ainda que se mencionar as formas extra-intestinais. puxos e tenesmo. duas vezes ao dia por sete dias (imunocompetentes). . Quadros disentéricos intermitentes caracterizam a forma invasiva da colite amebiana: há períodos de diarréia com eliminação de fezes contendo muco e/ou sangue. Diagnóstico Trata-se de protozoose de diagnóstico difícil.

Alternativamente. sobretudo em crianças. três dias ou teclosan. por dez dias. no entanto. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. três vezes ao dia. secnidazol.Tratamento depende da forma clínica. 100 mg. papel patogênico. Balantidíase (Balantidium coli) Quadro clínico e Epidemiologia Esta protozoose pode ser considerada rara nos dias atuais. em esquema idêntico ao indicado no tratamento da amebíase. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. dicloracetamidas: etofamida. Alternativamente. 2. 2. Tratamento Tetraciclina: 30 a 50 mg/kg. Tratamento Recomenda-se tratar os infectados com metronidazol. sobretudo quando encontrado em grande quantidade em exames de fezes. nimorazol ou ornidazol. dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. Alternativamente e em crianças. tinidazol. duas vezes ao dia. tinidazol.0 g por dia. três vezes ao dia. Controle de cura: idêntico ao da giardíase. nimorazol ou ornidazol. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. secnidazol. 500 mg. cinco dias. Diagnóstico Pesquisa de cistos ou trofozoítos nas fezes. atribui-se a este protozoário. Na amebíase assintomática. 500 a 750 mg. 20 mg/kg/dia.dia. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. esta infecção foi considerada sem importância. pois a morfologia dos parasitas é bastante característica. por sete dias. três vezes ao dia. Blastocistose Quadro clínico e Epidemiologia Durante muito tempo. dez dias (crianças). dois dias (crianças). dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. lembrar que pode ser causa de síndrome disentérica grave. . Convém. 500 a 750 mg. dois dias (crianças). porém. dez dias (crianças). Atualmente. Diagnóstico O reconhecimento do parasita é fácil. Não oferece dificuldade.0 g por dia. metronidazol.

Como há espoliação de ferro. a principal manifestação clínica desta helmintíase é a anemia. As manifestações clínicas são variadas. sobretudo em pacientes imunodeprimidos. com pesquisa de ovos leves. podem haver parasitas no jejuno. Os sintomas relacionados ao tubo digestivo são de pequena repercussão. Quando a carga parasitária é elevada. freqüentemente acompanhadas por septicemia por enterobactérias. principalmente pelo uso de corticoterapia imunossupressora. são predispostos à ocorrência de larvemias. Alternativa: mebendazol: 100 mg. Controle de cura: exame de fezes no 7°. É adquirida por aquisição ativa de larvas através da pele e o local preferencial do parasitismo é o duodeno. duas vezes ao dia. pulmões. (2) hiperinfecção: cambendazol. três dias. Tratamento Albendazol: 400 mg. dose única. mas freqüentemente simulam doença péptica (úlcera duodenal). 5 mg/kg. Diagnóstico pesquisa de larvas nas fezes. semanalmente. podendo haver diarréia importante. cólon e até mesmo no estômago. às vezes resultando em síndrome de má absorção. período . íleo. fígado). Diagnóstico Exame parasitológico das fezes. os imunodeprimidos. Necator americanus. duas vezes ao dia. 5 mg/kg. 14° e 21° dias após o final do tratamento. bem como os diabéticos descompensados. dois dias.Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. dose única ou tiabendazol. microcítica e hipocrômica. com a localização dessas formas do parasita em vários órgãos (SNC. síndrome da alça cega) do tubo digestivo são predispostos às formas de hiperinfecção. recomenda-se a administração de sulfato ferroso. 25 mg/kg. repetindo-se o esquema após sete a dez dias. Tratamento Ancilostomíase (1) infecção habitual (restrita ao tubo digestivo): cambendazol. repetida após sete dias. no caso de anemia decorrente da helmintíase. Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase potencialmente grave. presente sobretudo em situações de parasitismo elevado. Ancylostoma ceylanicum) Quadro clínico e Epidemiologia Adquirida por penetração ativa de larvas filarióides pela pele. Pacientes com alterações funcionais (acloridria) e/ou anatômicas (divertículos.

com pesquisa de ovos pesados. seja pela formação de novelos com vários exemplares do parasita.indeterminado ou tiabendazol. (2) formas com oclusão ou suboclusão intestinal: paciente em jejum e com sonda nasogástrica. 400 mg. saginata). Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Quadro clínico e Epidemiologia Helmintíase intestinal freqüentemente diagnosticada em nosso meio. stercoralis em imunodeprimidos por uso de drogas imunossupressoras é obrigatório afastar-se o diagnóstico de estrongiloidíase através de exames de fezes. 150 mg. três dias. o tratamento cirúrgico deve ser considerado se esse procedimento não for bem sucedido. com náuseas. sobretudo em crianças. via SNG. Controle de cura: pesquisa de larvas nas fezes. seja pela sua intromissão na papila duodenal (obstrução biliar) ou no apêndice. Importante: dada a possibilidade de hiperinfecção por S. dose única e crianças 80 mg. Diagnóstico exame de fezes. dose única. 100 mg. A sintomatologia é dominada por distúrbios digestivos. as teníases são diagnosticadas pelo encontro. seguidos de 50 ml de óleo mineral (tipo Nujol®). 14° e 21° dias após o tratamento. Tratamento Ascaridíase (1) formas habituais: levamisol: adultos. 9° e 10° dias após o final do tratamento. de grupos de ploglotes (anéis) nas fezes ou mesmo a eliminação dos mesmos independentemente do ato de evacuação (nas infecções por T. antes do início da imunossupressão. A ascaridíase é adquirida passivamente pela ingesta de ovos. são vistas complicações de ordem obstrutiva. duas vezes ao dia. referido pelo próprio paciente. Diagnóstico . duas vezes ao dia. são a regra. Sintomas vagos referidos ao tubo digestivo ou distúrbios sistêmicos como cefaléia e irritabilidade. no 8°. Teníases (Taenia saginata. dose única ou mebendazol. presentes em alimentos ou objetos. administrar hexahidrato de piperazina. Taenia solium) Quadro clínico e Epidemiologia Assintomáticas ou oligossintomáticas na maioria das vezes. vômitos e diarréia. Alternativas: albendazol. associados muitas vezes a sinais de irritabilidade excessiva em crianças. 50 mg/kg. sete dias ou 500 mg/dia por 30 dias. Em função do tamanho dos vermes e da sua grande mobilidade. Controle de cura: exame de fezes no 7°. 25 mg/ kg.

dose única. em grupos de cinco ou seis. 2. O quadro clínico constitui-se de diarréia intermitente. crianças. Himenolepíases (Himenolepis nana. freqüentemente assintomáticas em adultos. três meses após o tratamento.0 g. Tricuríase (Trichuris trichiura) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase intestinal das mais comuns. 25 mg/kg. com cargas parasitárias elevadas. Tratamento praziquantel. pode ocorrer prolapso retal. Diagnóstico encontro de ovos no exame de fezes. . 10 mg/kg. dose única. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°. albendazol. Diagnóstico observação de ovos característicos nas fezes. 6 a 8 mg/kg. metade da dose citada. dose única. 400mg. mebendazol. dose única. nas fezes. quartéis. duas vezes ao dia por três dias. Assim sendo. mas que ocorrem sob a forma de surtos em populações confinadas (creches.encontro de proglotes. repetida após dez dias. Himenolepis diminuta) Quadro clínico e Epidemiologia São helmintíases relativamente infreqüentes. 14° e 21° dias pós-tratamento. 14° e 21° dias pós tratamento. Alternativa: clorossalicilamida: adultos. presídios. ao diagnóstico de um caso deve ser procedida investigação ativa em busca de casos adicionais. Em crianças de baixa idade. após tamização (peneiragem sob jato d'água). hospitais psiquiátricos). Controle de cura: pesquisa de proglotes por tamização das fezes. Tratamento pamoato de oxipirantel. dose única. 100 mg. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°. Tratamento praziquantel.

Diagnóstico observação dos ovos por meio da fita adesiva (aposição de fita adesiva transparente na região perineal e observação direta ao microscópio). Tratamento mebendazol. 100 mg.Enterobíase (Enterobius vermicularis) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por esse parasita encontra-se entre as mais comuns. Controle de cura: execução do método da fita adesiva. a partir do 8° dia pós-tratamento. durante cinco a sete dias. dose única. sendo o prurido anal sua manifestação clínica típica. bem como a administração da droga a todos os ocupantes do mesmo. 400 mg. A erradicação da parasitose em determinado domicílio poderá exigir a repetição do tratamento mensalmente durante seis meses. Copyright © 2001 IDS . dada a facilidade de disseminação dos ovos no intradomicílio. Em geral. A procura de ovos no exames de fezes tem positividade baixa.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . acomete vários ocupantes de um mesmo domicílio. albendazol. dose única.

000 habitantes são mais elevados nas Filipinas (400). Núcleo de Tuberculose do Hospital das Clínicas. Os coeficientes de incidência por 100. tuberculosis .000/ano. em todo o mundo.associação de dois agentes. Faculdade de Medicina da USP. 5000 óbitos relacionados à tuberculose foram notificados. cerca de 80 a 90% dos casos novos por ano (Info SUS. ocorrem no mundo 8 a 10 milhões de casos novos e três milhões de mortes a cada ano. 1998). no período 1990-97 de 55/100. um indicador precoce de deterioração do controle da doença no Brasil. Em 1996 a Organização Mundial da Saúde estimou em cerca de 6 milhões o número total de indivíduos co-infectados pelo HIV/Mycobacterium tuberculosis . Embora sem grandes variações na incidência. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias Quadro clínico e Epidemiologia Segundo a Organização Mundial de Saúde. Índia (220) e na África (entre 100 e 220). A incidência da tuberculose em pacientes portadores de HIV/Aids é cerca de 170 vezes maior do que na população geral. mais baixo nos países desenvolvidos (entre 6 e 10) e intermediários no Brasil.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Olavo Henrique Munhoz Leite1 Última Atualização: 9/26/2001 10:41:44 AM Autores: 1 Médico Assistente. no ano de 1995. O aparecimento de cepas de M.

tuberculosis. As pequenas gotículas espalhadas no ar atmosférico são suficientes para alcançar os alvéolos pulmonares onde o germe inicia a sua multiplicação após a fagocitose pelos macrófagos alveolares e onde as manifestações clínicas são mais freqüentes e de maior importância epidemiológica. pulmões e órgãos linfáticos. O pulmão é a porta de entrada natural do bacilo. A reinfecção (exógena) representa uma nova exposição em um indivíduo cuja infecção primária já ocorreu. Uma pequena parte destes indivíduos recéminfectados poderá progredir para uma forma grave da doença representada por acometimento sistêmico. cerca de 3 a 5% destes indivíduos desenvolverão doença ativa e o risco de desenvolvimento da doença após este período é de 5 a 7% por toda a vida (reativação endógena). a senilidade e situações imunossupressoras. é transmitido através de núcleos de perdigotos produzidos urante a tosse. emagrecimento e escarros hemoptóicos são as manifestações mais comuns nestas situações (sintomático respiratório). Antes do desenvolvimento desta resposta.resistentes aos quimioterápicos de 1a linha também contribuíram para a maior magnitude da doença. incluindo principalmente o sistema nervoso central. os ossos e articulações. produzindo comprometimento sistêmico generalizado. o bacilo poderá disseminar-se pelos diversos órgãos e sistemas através das vias linfáticas e hematogênica. o sistema nervoso central e a pele. a condição é chamada tuberculose disseminada ou miliar. tuberculose pulmonar: o bacilo da tuberculose. o fígado e o baço. Os sinais e sintomas associados a cada uma destas localizações são variados e dependentes do órgão acometido e do estado imunológico do indivíduo. sudorese noturna. a grande maioria dos indivíduos bloqueará a multiplicação dos bacilos com o desenvolvimento de uma resposta imune específica representada pelo granuloma e sua posterior calcificação. o sistema urogenital. febre. por mais de 3 semanas. Nos dois anos subsequentes ao contato primário. M. Estas situações têm sido descritas entre indivíduos hígidos e naqueles com outras morbidades como doenças e terapias imunossupressoras. Os mais comumente envolvidos são os linfonodos. nestas situações. Após a infecção primária. Nestas situações os pacientes deverão ser encaminhados para centros especializados e após o diagnóstico e estabilização clínica com o tratamento acompanhados nas unidades básicas de saúde Copyright © 2001 IDS . sendo o pulmão o principal órgão acometido. São fatores predisponentes para esta progressão a baixa idade. sendo também contidos nestes locais com o desenvolvimento da resposta específica. Tosse prolongada. no entanto. o indivíduo contaminado pelo bacilo desenvolverá a tuberculose secundária ou a forma do adulto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Tuberculose extrapulmonar: todos os órgãos e sistemas podem ser acometidos pela tuberculose de maneira isolada ou em mais de um órgão. o espirro ou a fala. Quando a disseminação hematogênica e linfática é ampla e maciça.

além dos dados obtidos tradicionalmente em outras faixas etárias. quando pode-se observar alguns dados. É importante que a equipe conheça o nome das pessoas que trazem a criança.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Francisco Frederico Neto1 Rosa Resegue1 Última Atualização: 9/5/2001 4:55:36 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Anamnese: A anamnese inicia-se desde o momento em que a família entra na sala de atendimento. não há acompanhantes. "mãezinha" "tia" ou outras afins pecam pela impessoalidade. como nas demais áreas de atendimento. mas participantes da consulta. Referências como "mãe". No atendimento pediátrico. não levando em conta a subjetividade do acompanhante. Na Pediatria. é fundamental a obtenção dos seguintes dados: . a maneira como é carregada e sua relação com seus cuidadores. como quem traz a criança. a qual é fundamental para o estabelecimento de um vínculo adequado entre o médico e a família da criança.

(1) antecedentes pessoais: realização de pré-natal. para que consiga examinar as diferentes partes do corpo da criança. anotando-se as datas de aplicação e a presença de eventos adversos. história de intolerância e/ou alergia alimentar. o exame do abdome. situações de estresse. álcool ou drogas durante a gestação. insolação. Imobilizar a criança para conseguir examiná-la deve ser uma conduta de exceção. evolução e tratamento. profissão. número de consultas. para que se faça uma ausculta pulmonar com a criança tranqüila. em seguida. (6) Antecedentes familiares: Idade dos pais e irmãos. habilidades). caneca. ventilação. uso de medicações. idade gestacional. idade gestacional de início. número de cômodos. presença de moléstias importantes na família. Exame Físico A ordem do exame físico da criança não é rígida. Muitas vezes é mais prático iniciar o exame da criança com ela no colo da mãe. horário das principais atividades). (3) Antecedentes Vacinais: Averiguação do cartão de vacina. linguagem. Tipo de parto (indicação e intercorrências). local onde a criança dorme. peso de nascimento e intercorrências neonatais. planejamento familiar. (4) Desenvolvimento: A avaliação do desenvolvimento da criança deve ser realizada durante todo o período de consulta. luz elétrica e coleta de lixo). devendo o médico desenvolver uma flexibilidade. Agravos pregressos ao longo da vida da criança. já que a criança costuma se assustar com o otoscópio e com a espátula. Registro do dia alimentar atual (incluindo as madrugadas). É comum deixar-se a otoscopia e o exame da orofaringe por último. presença de animais. Assim. interação com a mãe ou cuidadora e a reação às outras pessoas. número de pessoas. (5) Condições de vida: Características do domicílio (se urbano ou rural. intercorrências gestacionais. É importante registrar as idades em que se iniciaram as principais aquisições e a percepção dos pais quanto ao desenvolvimento global de sua criança (motor. (2) antecedentes alimentares: Duração do aleitamento materno. grau de escolaridade dos pais. (8) Hábitos: uso de chupeta. Em locais onde crianças são atendidas. qualidade do sono. reservada . socialização. presença de saneamento básico. idade de aparecimento. deve-se aproveitar o momento mais tranqüilo para realizar a ausculta pulmonar e. idade de introdução de outros alimentos. com horários. motivo do desmame. é fundamental a presença de brinquedos ou outros objetos que chamem a sua atenção. modo de preparo dos alimentos. quantidades oferecidas e aceitas pela criança. antecedentes de consanguinidade. (7) Aspectos psicológicos: buscar identificar a psicodinâmica familiar. renda familiar e rotina de vida da criança (quem cuida. mamadeira. quando se observa sua atitude. horário de trabalho.

Temperatura Temperatura retal somente retal somente em suspeita de em suspeita de abdome agudo abdome agudo . pesar somente a mãe e subtrair os valores para se chegar ao valor aproximado do peso da criança. risonho Olhos brilhantes. Em seguida. amigdalite bacteriana. fontanela anterior normotensa e plana. Mucosas úmidas. Normotrófica Gânglios Sem adenomegalia Musculatura Normotrófica Avaliação quantitativa peso* é importante a regulação prévia da balança Lactente Antes das refeições e com a criança com o mínimo de roupa (em dias frios manter camiseta). brilhante e sem lesões* * Não é incomum encontrar no lactente lesões congênitas com resolução espontânea com o tempo: hemangiomas. por 3 minutos. brilhante e sem lesões Tecido subcutâneo Turgor firme. nãoaderente. Conjuntiva*. saliva presente. mancha mongólica. nem para cima) estatura temperatura Axilar. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Cor de mucosas e pele Pele Elástica. Mucosas úmidas. saliva presente. por exemplo). milium. pesar a criança junto com a mãe em balança de adulto. Exame Físico Geral Estado geral/Fácies Hidratação Lactente Ativo. Crianças maiores de 3 anos a medida da altura deve ser realizada em posição ortostática. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Elástica. cuidando para que seu olhar seja dirigido para frente (nem para baixo. por 3 minutos. Criança Maior Apenas com roupas íntimas (em dias frios manter camiseta) *Quando for muito difícil (choro e agitação). distribuição harmônica. Criança Maior Ativo. colocando-se um dos extremos da régua no polo cefálico e a outra na planta dos pés em 90o. sem sinais inflamatórios e sem outros sinais ou sintomas. distribuição harmônica. Sem (ou discreta) adenomegalia* *Não é incomum a criança maior apresentar algum gânglio (que não trará preocupação se isolado). Turgor firme.somente para as situações em que se suspeita de um diagnóstico mais específico (otite bacteriana. comunicativo Olhos brilhantes. Axilar. Criança deitada. Conjuntiva*. fraldas com diurese.

40rpm > 4 anos -30rpm 2-6 anos . 12m a 4 anos .perímetro craniano (pc) Medida com fita métrica. envolvendo o tórax posteriormente e Não é realizado de rotina anteriormente passando sobre os mamilos. coloração das conjuntivas. RN = recém-nascido EXAME FÍSICO ESPECIAL Segmento cefálico Lactente simetria. forma e presença de secreções. envolvendo posteriormente o ponto mais extremo do occipício e anteriormente a fronte. forma. < 2meses .70-90 bpm pressão arterial frequência respiratória frequência cardíaca PC = perímetro craniano. avaliar a coloração das conjuntivas. a otoscopia costuma ser difícil. PT = perímetro torácico. PC > PT até os 6 meses de idade Não é realizado de rotina perímetro torácico (pt) Medida com fita métrica. avaliar a presença do reflexo vermelho e de desvios.sinais de normalidade à otoscopia: membrana timpânica translúcida e visualização do cabo do martelo simetria e lesões Crânio Fontanela Olhos Orelhas Boca . PA = pressão arterial.75-130 bpm 8-10 anos . esclera e presença de secreções. tamanho das pupilas e reação à luz implantação. dislipidemia e ou criança com antecedente de internação em UTI. esclera e presença de secreções. forma e presença de secreções. devido à presença de estreitamento de conduto simetria e lesões Criança Maior simetria e forma. PT > PC após os 6 meses de idade Não se faz medida rotineiramente.60rpm 2 e 12 meses . pode apresentar alterações que regridem com o tempo. BPM = batidas por minuto. tamanho das pupilas e reação à luz implantação. no recém-nascido. presença de abaulamentos.50rpm RN . como o céfalo-hematoma ou a bossa serosanguinolenta normotensa e plana. mobilidade e simetria. realizar as medidas e acompanhar o fechamento progressivo formato.70-170 bpm 1-11 meses . no recém-nascido e no lactente jovem. distância. exceto em lactentes de famílias com história de hipertensão. mobilidade e simetria. distância.80-160 bpm Buscar medir PA a partir dos 3 anos de idade em manguito apropriado (tamanho correspondente a 40% do diâmetro do braço) e preferencialmente com esfigmomanômetro com coluna de mercúrio. abaulamentos. assume características familiares não palpada formato.

lactentes jovens costumam apresentar uma obstrução nasal fisiológica que regride ao longo do primeiro semestre a dentição permanente inicia-se por volta dos seis a sete anos de idade. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. verificar alterações de mordida. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Criança Maior forma. habitualmente. condições de higiene e a presença de cáries forma. geralmente. tamanho de amígdalas.Dentes costumam surgir a partir do sexto mês. presença de pontos purulentos ou petéquias. encontramse aerados em crianças em idade escolar. visualização de cornetos anteriores. verificandose seu tamanho e coloração percussão e palpação. que incidem em crianças maiores. averiguando seu ritmo. secreções. abaulamentos. abaulamentos. principalmente dos seios maxilares e etmóides. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Pulmões Coração Pulsos . averiguando seu ritmo. secreções. retrações. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. tumorações e palpação de cadeias ganglionares Nariz Seios da face não palpados. quando começam a regredir atingindo o tamanho do adulto na adolescência mobilidade. mas há grande variabilidade familiar. localização do frênulo lingual e presença de lesões. os seios frontais. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. quanto no adulto além da avaliação citada. esses procedimentos não são tão brilhantes enquanto manobras diagnósticas. implantação dos dentes. embora os seios maxilares e etmóides estejam aerados desde o nascimento Orofaringe avaliação de alterações anatômicas. erupção dentária. retrações. relatar o número de dentes presentes e sua conservação forma. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. tumorações e palpação de cadeias ganglionares EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho cardiorespiratório Tórax Lactente forma. simetria. simetria. as amígdalas crescem até o sexto ano. é muito raro o diagnóstico de amigdalite bacteriana no lactente Pescoço mobilidade. integridade e conformação do palato. sinais de amigdalites bacterianas.

meato uretral no ápice e centralizado sem abaulamentos e indolor à palpação. consistência e forma da borda palpável Criança Maior Abdome forma. mucosa rósea. MMSS = membros superiores Abdome Lactente forma. palpação superficial e profunda. lábios vaginais. tamanho. movimentos peristálticos. sem que isso seja sinal de doença livres. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. a presença de secreções e hiperemia* * não é incomum a constatação de hérnia umbilical. verificando a presença de dor ou massas à palpação. percussão e palpação geralmente basculante.dor. clitóris. é freqüente o diagnóstico de hidrocele. verificar o coto umbilical. respeitando seu pudor. meato uretral no ápice e centralizado Saco escrotal sem abaulamentos e indolor à palpação. caracterizando uma "fimose fisiológica". na suspeita de pielonefrite. costumam regredir espontaneamente lábios livres e não aderidos. o prepúcio não é completamente retrátil. movimentos peristálticos. tamanho. livres. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis.dor. palpação . verificando a presença de dor ou massas à palpação Fígado Percussão. de difícil palpação. clitóris. costumeiramente tranqüilo em bebês. que deve ser diferenciada da hérnia inguino-escrotal. consistência e forma da borda palpável Baço percussão e palpação: cerca de 14% dos lactentes normais apresentam baço palpável. simetria. a criança ou adolescente deverá ser referido para atendimento Genitália ambígua *O exame de genitais*. avaliando-se o local de aparecimento da sub-macicez hepática. realizar a manobra de Giordano Lojas renais EXAME FÍSICO ESPECIAL Genitais e ânus Pênis Lactente na maioria dos bebês. palpação superficial e profunda. simetria. deve ser realizado com muita sensibilidade e respeito em crianças maiores. só permitirão que sejam examinados por .MMII = membros inferiores. lábios vaginais. que costuma fechar espontaneamente até os dois anos de idade medir a distância entre o local de aparecimento da sub-macicez hepática à percussão e a borda hepática à palpação . o bebê deverá ser referido para atendimento Criança Maior avaliar o grau de exposição da glande. as hidroceles.testículos tópicos Lábios lábios livres e não aderidos. quando não-comunicantes. Algumas vezes. testículos tópicos. de difícil palpação. mucosa rósea.

é importante perceber a simetria dos reflexos primitivos (principalmente o de moro). avaliar a simetria dos ombros. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. sem fissuras íntegro. nos primeiros anos de vida. sem fissuras íntegro. pedir para a criança tentar tocar os pés com as mãos e avaliar a simetria dos hemitórax. movimentação espontânea. das escápulas e dos ângulos formados entre o braço e o tórax. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. durante os dois primeiros meses. costumeiramente tranqüilo em bebês. à procura de possíveis paralisias obstétricas simetria. Algumas vezes só permitirão que sejam examinados por profissional de saúde que seja do mesmo sexo. de costas. diferença do tamanho dos membros e pela dificuldade de abdução. movimentação espontânea.em recém-nascidos. dor à palpação. avaliar a presença de fossetas em região sacral Superiores simetria. deve ser realizado com muita sensibilidade em crianças maiores. Períneo Região inguinal Ânus Períneo Lactente sem abaulamentos pérvio. esse diagnóstico é realizado pela presença de assimetria de pregas. à procura de desvios ou dor à palpação Coluna palpar apófises espinhosas. sem lesões Criança Maior sem abaulamentos pérvio. respeitando seu pudor. avaliação da marcha . avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho locomotor Lactente Criança Maior avaliar a presença de desvios com a criança em roupas íntimas.profissional de saúde que seja do mesmo sexo. é comum. palpar apófises. de perfil e de frente para o examinador. é fundamental a realização da manobra de Ortolani para o diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril (luxação congênita do quadril). a presença de pés planos posturais. Após essa idade. movimentação espontânea. dor à palpação. que costumam regredir com a idade simetria. dor à palpação. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações Inferiores simetria. sem lesões *O exame do períneo. movimentação espontânea. dor à palpação.

quinto ou sexto mês. no recém-nascido. atitude simétrica. a partir do terceiro ou quarto mês. predomínio do tônus flexor dos membros até o terceiro mês. respectivamente estático .EXAME FÍSICO ESPECIAL SISTEMA NERVOSO Lactente recém-nascido em flexão generalizada. ativa espontânea (sentada com ou sem apoio ou de pé com apoio) avaliado pela palpação e movimentação recém-nascido. também de olhos fechados avalia-se como no adulto Sensibilidade muito difícil de ser realizada em crianças pequenas . assimétrica até o final do primeiro mês. a partir dos quatro anos.avaliar a marcha ou o engatinhar avalia-se a motilidade espontânea e provocada. a partir dessa época. Romberg de olhos abertos aos três anos e de olhos fechados a partir dos quatro anos. os movimentos são globais e arrítmicos. engatinhar. avaliar a movimentação grosseira (sustento da cabeça. comunicante com o meio Tono muscular normal para a idade Força muscular avaliada oferecendo-se resistência à realização dos movimentos estático. sentar. andar) e a fina (aquisição do movimento de pinça) Criança Maior Atitude criança ativa. dinâmico . com diminuição progressiva e hipotonia fisiológica a partir do sexto mês movimentação passiva. deitada espontânea.sustento da cabeça. dinâmico avaliar a marcha Equilíbrio Motilidade espontânea e voluntária avalia-se a motilidade espontânea e provocada Coordenação apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra. manobras do écharpe e dos membros pendentes na beira do leito para avaliar a força muscular dos membros superiores e inferiores. posição sentada e ortostática. realiza-se a prova índex-nariz de olhos abertos nas crianças aos três anos e.

expressa pelo choro. a partir do quarto mês. arrulhos.Linguagem nos primeiros meses.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . balbucio e primeira palavra com significado por volta dos 12 meses avaliar inteligibilidade da linguagem. posteriormente. expressão facial e variações de tônus. respeitando-se as diferenças culturais Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Paulette Cherez Douek1 Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Última Atualização: 9/5/2001 5:10:58 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Crescimento Normal Evolucão da estatura do brasileiro Baixa Estatura .

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O desenvolvimento é o resultado da interação entre as características biológicas da criança e . Dessa maneira. detectar um retardo do desenvolvimento e providenciar tratamento precoce podem alterar significativamente a qualidade de vida da criança e de sua família. os possíveis fatores de risco intervenientes e as possibilidades de intervenção para minimizar os efeitos deletérios desses fatores e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rosa Resegue1 Sergio Antônio Bastos Sarrubo1 Última Atualização: 12/4/2001 11:33:26 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A vigilância do desenvolvimento é parte fundamental da consulta pediátrica. Identificar fatores de risco. principalmente. para promover o desenvolvimento da criança na plenitude do seu potencial. compreendendo todas as atividades relacionadas à promoção do desenvolvimento normal da criança e à detecção de desvios nesse processo. os profissionais envolvidos no atendimento de crianças devem estar familiarizados com o processo de desenvolvimento normal.

visceromegalias. sua coordenação mão-boca e as inúmeras experimentações que faz ao morder. História pregressa ou atual de patologias importantes e os dados relacionados às aquisições da criança devem ser também obtidos.os fatores culturais e sociais onde ela está inserida. linguagem. como é sua rotina de vida e quais foram as mudanças ocorridas nas relações familiares após o seu nascimento. o recém-nascido comportase como um agente ativo. Assim. é importante a obtenção dos dados relacionados a possíveis fatores de risco para distúrbios do desenvolvimento. O desenvolvimento é comumente descrito de acordo com alguns domínios de funções. tronco e membros inferiores. um processo individualizado. observa-se sua forma de preensão. prematuridade. o examinador pode avaliar alguns dados do desenvolvimento da criança. Ao se oferecer um brinquedo ou até mesmo o abaixador de línguas à criança. como a presença de baixo peso de nascimento. além de observar o vínculo entre a mãe e a criança. A avaliação do desenvolvimento deve ser. a criança torna-se capaz de dar significados aos estímulos. Essas primeiras experiências são fundamentais para que a criança construa gradualmente uma imagem coerente de seu mundo. bater e jogar o objeto oferecido. como o controle das musculaturas do pescoço. observa-se quem traz a criança. alterações no exame neurológico). desenvolvimento social e emocional e . A avaliação do desenvolvimento inicia-se no momento em que a família entra no consultório e prolonga-se durante toda a anamnese e exame físico da criança. capaz de influenciar os cuidados e as relações das quais participa. À entrada. uso de drogas ou álcool e infecções durante a gestação. quais as fantasias da mãe e outros familiares sobre a criança durante a gestação. Por outro lado. se a gestação foi ou não planejada. Durante a anamnese. desde os primeiros momentos de vida. que se referem à utilização dos grandes músculos do corpo. obtendo-se dados sobre o momento da família em que a criança foi gerada. intercorrências neonatais. a criança é extremamente frágil. a maneira como é carregada. quem é o responsável pelos seus cuidados. as habilidades motoras finas. muitas vezes relacionadas a síndromes (fácies característicos. a aquisição de novas habilidades está diretamente relacionada não apenas à faixa etária da criança. Durante a anamnese. sua postura. Assim. as habilidades motoras grosseiras. que são: o desenvolvimento sensorial. Por meio da reciprocidade estabelecida nessa relação. sua sobrevivência depende dos cuidados recebidos. dinâmico e compartilhado com cada criança. interesse pelas coisas do ambiente e interação com as outras pessoas do local. portanto. Além disso. anomalias cutâneas. é fundamental o conhecimento do contexto familiar e social onde a criança encontra-se inserida. Alterações encontradas no exame físico poderão constituir pistas para a precoce detecção de problemas de desenvolvimento. Durante os primeiros anos de vida. relacionadas ao uso dos pequenos músculos das mãos. o processo de desenvolvimento ocorre dentro de relações bidirecionais onde a criança influencia e é influenciada por aqueles que a circundam. mas também às interações vividas com os outros seres humanos do seu grupo social.

outros como o de Moro e o reflexo tônico-cervical assimétrico simplesmente desaparecerão. frente ao adulto a criança pode ter um amplo espectro de comportamentos. Nos primeiros meses de vida. tendo nítida preferência pelo rosto humano. Antes dessa idade.cognição. Entre a 4ª e 6ª semanas de vida aparece o sorriso como resposta ao rosto humano. não ocorre mais predomínio do padrão flexor ou extensor e a criança através da alternância entre flexão e extensão consegue inicialmente rolar e. Assim. há uma diminuição progressiva do tônus flexor. são formas de comunicação. intensidade e simetria desses reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do sistema nervoso central e para detectar anormalidades periféricas. Assim. como o pensamento. preensão palmar. a criança já não responde mais com sorriso a qualquer adulto. Ao nascimento. se é capaz de reconhecer e se acalmar com a voz materna. Durante a anamnese. presentes desde o nascimento. a presença. mudar da posição deitada . A avaliação do sistema sensorial. Apesar da infinidade de movimentos da vida intra-útero. desde abaixar os olhos ou esconder o rosto. Essa extensão acontece na direção céfalo-caudal. memória e aprendizado. se assusta-se com ruídos diferentes. com a total dissociação entre os movimentos da cintura escapular e pélvica. posteriormente. o que lhe permite seguir objetos por 180 graus. cada um deles influenciando e sendo influenciado pelos outros. principalmente da audição e visão. A avaliação objetiva da audição pode ser feita com estímulos sonoros de várias freqüências. ao nascimento. sendo o quadril e os membros inferiores os últimos a adquiri-la. até chorar e gritar inconsolavelmente. o padrão motor da criança é muito imaturo. se prefere o rosto materno. Esses domínios são interdependentes. Alguns desses reflexos. plantar e o da marcha serão substituídos por atividades voluntárias. A partir do segundo semestre. No segundo semestre de vida. a criança já está familiarizada com os ruídos provenientes do organismo materno e com as vozes de seus familiares. o sorriso já pode ser desencadeado por alguns estímulos. como o de sucção. Quanto à interação social do bebê. desde as primeiras horas de vida. também indica anormalidades do desenvolvimento. passando por uma gama de atitudes que expressam o medo do estranho e a recusa em entrar em contato com ele. Ela passa a distinguir o familiar do estranho. com predomínio do padrão extensor. que se referem aos processos mentais superiores. Durante os primeiros meses. Por outro lado. o olhar e o sorriso. A audição acontece a partir do quinto mês de gestação. principalmente pela voz humana. a partir da 2ª semana de vida. Por volta dos três meses de idade. a persistência da maioria desses reflexos no segundo semestre de vida. indaga-se aos familiares se a criança é ou não capaz de enxergar e escutar. a criança apresenta melhor fixação do olhar. focaliza objetos e os segue com o olhar. seus movimentos são geralmente reflexos controlados por partes primitivas do cérebro. como alterações músculo-esqueléticas congênitas ou lesões de plexos nervosos. o recém-nascido é capaz de focalizar um objeto colocado a poucos centímetros de seu campo visual. Na avaliação objetiva. Sua postura é assimétrica com nítido predomínio do tônus flexor dos membros e intensa hipotonia da musculatura paravertebral. deve ser feita desde as primeiras consultas.

Nessa fase. Aos 18 meses. Ao nascimento. a criança mantém-se com as mãos fechadas na maior parte do tempo. fundamental a observação da criança não apenas em decúbito dorsal. Entre dois e três meses. A primeira palavra corresponde ao encontro silábico reconhecido pelo adulto como uma primeira palavra. realizada com a porção distal do polegar e dos demais dedos. o balbucio. Percebe-se. O desenvolvimento motor dá-se. emite balbucios com padrões de entonação semelhantes à linguagem de seu meio cultural. em decorrência da diminuição do tônus flexor. Nessa fase. Coincidentemente. Durante os primeiros meses de vida. não se deve apenas indagar as idades em que as mesmas aconteceram. a criança inicia a emissão de arrulhos e por volta dos seis meses. no sentido crânio-caudal e próximo-distal. sendo. as mãos ficam abertas por um maior período de tempo e as crianças conseguem agarrar os objetos. adquire a posição ortostática. d ou t. quando puxada para sentar. Entre o quinto e sexto meses a criança consegue apreender um objeto voluntariamente. variações de tônus e. são conquistas depois de muitas tentativas e erros e são motivadas pela necessidade de exploração e interação com o meio sócio-cultural da criança. Assim. que as aquisições motoras não acontecem aos saltos. entre o nono e décimo meses.para a sentada. há o controle progressivo da musculatura contra a influência da gravidade. posteriormente do tronco e finalmente. inicia o diálogo com troca de turnos. dar adeus e jogar beijinhos. portanto. cerca de 20% das crianças andam sem ter engatinhado. é comum a criança apontar e obedecer comandos verbais como bater palmas. o pensamento e a aprendizagem. da mesma forma. O controle progressivo da musculatura dos braços permite o apoio nos antebraços e as primeiras tentativas de engatinhar. portanto. surgem as primeiras palavras denominadas de palavras-frase (por exemplo: dá. sentada. ocorre o reflexo de preensão. em todas as línguas. A aquisição do movimento de pinça foi fundamental para que a nossa espécie pudesse utilizar ferramentas. iniciando o movimento de pinça. É preciso avaliar a qualidade desses movimentos. fala e aguarda a resposta do outro para nova interferência. sem que isso indique nenhum tipo de anormalidade. o bebê expressa-se através de sua mímica facial. embora ainda sejam incapazes de soltá-los. mamãe começa com m ou n e papai começa com p. A forma como o homem adquire as chamadas funções psicológicas superiores. ocorrendo inicialmente a sustentação da cabeça. Por volta do terceiro mês. cujas repetições são realizadas pelo simples prazer de se escutar. através de aquisições mais simples para as mais complexas. que será inicialmente cubital. pelo choro. durante o terceiro trimestre. No entanto. a primeira musculatura a ser controlada é a ocular. a pinça completa. Entre nove e 12 meses. ou seja. principalmente. a criança inicia frases simples e há grande aumento de seu repertório de palavras. b. Depois. em decúbito lateral e em pé. À estimulação da região palmar. não). na avaliação do conjunto das habilidades motoras. ou seja. A linguagem gestual também aparece no segundo semestre de vida e é fruto da significação dada pelos adultos do seu meio. Assim. varia de acordo com a concepção de desenvolvimento dos . mas também em prono. Por volta dos 12 meses. em seguida radial e depois.

principalmente. As habilidades desenvolvidas. Nesse contexto. o desenvolvimento é fruto do processo de maturação e da necessidade de equilíbrio inerente a todo ser vivo. à cada mudança do meio externo ou interno ao indivíduo. que se desenvolvem dentro de um processo histórico e são mediadas por sistemas simbólicos. o desenvolvimento é um processo universal e previsível decorrente de algumas características inatas do indivíduo e. Na concepção histórico-cultural. os conceitos de desenvolvimento e aprendizagem se confundem e são produto do condicionamento externo.diversos autores. sendo a linguagem o principal sistema simbólico dos seres humanos. Vygotsky e seus seguidores concebem o homem como um sujeito social. Da mesma forma. por constituir o pensamento humano. Nas concepções desenvolvimentista e interacionista/construtivista. sendo a assimilação a inclusão de novas experiências a esquemas mentais previamente existentes e a acomodação. uma criança analfabeta não pode ser chamada de deficiente se ela vive num contexto social onde a maioria das pessoas não sabe ler ou escrever e essas atividades não são significativas para ela. ocorre uma mudança no seu comportamento na tentativa de atingir um novo estado de equilíbrio. Nessas concepções. apareceriam em idades semelhantes. subordinada ao ritmo de maturação e desenvolvimento da mesma. uma vez . cujo maior teórico é Jean Piaget (1896-1980). que tem como maior representante Arnold Gesell (1880-1961). a linguagem assume papel fundamental não apenas por possibilitar a comunicação entre os indivíduos através do estabelecimento de significados compartilhados mas. ou seja. principalmente. a ocorrência da aprendizagem depende da etapa do desenvolvimento da criança. o desenvolvimento e a aprendizagem são vistos como processos interdependentes. Crianças que vivem em contexto social diferente. portanto normal. Relações. Assim. o pensamento torna-se verbal e a linguagem racional. a ocorrência de mudanças nesses esquemas mentais. sendo. Na abordagem interacionista/construtivista. Na abordagem desenvolvimentista. significativa e contextualizada. portanto. A aquisição desses novos esquemas mentais dá-se graças aos processos de assimilação e acomodação. como escrever. muitas vezes aos 7 ou 8 anos já sabem cozinhar. Durante esse processo. Nesse contexto. de maneira resumida. não conseguem realizar tais atividades e nem por isso são rotuladas como deficientes. portanto. o homem é percebido como um agente ativo. o biológico e o ambiente são modificados pela interação social. cuidar dos irmãos e arrumar a casa. vão sendo atingidos estados de equilíbrio superiores. na concepção comportamentalista. para que uma criança aprenda qualquer habilidade. Segundo Werner. em que o funcionamento psicológico ocorre graças às relações sociais experimentadas pelo indivíduo e o seu mundo exterior. não coincidentes. o desenvolvimento é visto como um produto direto do meio. No modelo histórico-cultural. A criança é percebida como um ser passivo que responde aos estímulos externos. cozinhar ou empinar pipas é necessário o convívio com outras pessoas que já saibam e valorizem a realização de tais atividades. essas. independente do meio cultural e das interações vividas pela criança. Meninas criadas na roça. Nessa visão. Seu desenvolvimento é. na constituição do indivíduo. Ao usar a linguagem. sendo o desenvolvimento fruto da aprendizagem. do processo de maturação. ler. cujo maior representante é Skinner (1904-1980).

também. através de um sistema educacional de qualidade. antes que a criança seja encaminhada e rotulada como atrasada no seu desenvolvimento. ao seu estado de humor e à percepção de estranhos. sendo fundamental que a família saiba também como utilizá-lo e possa manifestar suas preocupações. a presença de falhas em um primeiro momento. não permitindo um diagnóstico. Além disso. a parte sombreada da faixa indica a idade em que 90% das crianças tornam. que possa reverter esse processo de exclusão e garantir o exercício de sua cidadania. porém alertando para a necessidade de uma investigação mais aprofundada. que se assegure a toda criança o direito de acesso a esses conhecimentos. sua história de vida e o próprio momento da consulta. As variáveis apresentadas nesse cartão.que está de acordo com sua vivência. a situação de teste apresenta grandes inconvenientes como a possibilidade de falhas relacionadas ao simples desconforto da criança ao sentir-se testada. que a criança seja avaliada de forma contextualizada. Ao submeter-se a uma consulta seja médica ou de enfermagem. toda criança deve estar munida do Cartão da Criança onde são anotados dados de nascimento e evolução do crescimento peso e estatura . . suas vacinas e um gráfico de marcos de desenvolvimento. Assim. constituem marcos do desenvolvimento motor e social -adaptativo. solicitando orientações antecipadas. Trata-se de um processo de desenvolvimento diferente. levando-se em conta seu ambiente social. é de grande valia para a avaliação do desenvolvimento durante uma consulta clínica. É importante. Assim. mas não deficiente.se capazes de executar o item do teste. É fundamental. entretanto. Este cartão é utilizado no Brasil. deve suscitar a necessidade de nova avaliação em uma consulta com intervalo de tempo curto.

PADRONIZAÇÃO DAS OBSERVAÇÕES PARA APLICAÇÃO DA FICHA DE DESENVOLVIMENTO Marcos do desenvolvimento (resposta esperada) Como proceder .

Após observar fixação do olhar da criança . posição supina *Manter o rosto no campo visual da criança olhando em seus olhos. *Sorri espontaneamente *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para baixo. levanta a cabeça momentaneamente. * Responde diferentemente a pessoas estranhas e familiares .afastar lentamente a mão da linha média mantendo os dedos ou o objeto em movimento para a direita e para a esquerda . Não usar estimulação muito intensa. emitir sons. Deve ser colocado na linha média do rosto da criança. *Observar expressões faciais da criança dirigidas ao profissional e a mãe . cabeça lateralizada. em uma superficie plana . longe da mão da criança.estalo de lingua sem tocar a criança. *Colocada de bruços. *Colocar uma das mãos no campo visual da criança. *Colocar a criança em posição prona. Colocar e oferecer objeto colorido na mesma superfície. posição prona *Manter o rosto no campo visual da criança. *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para cima . sem encosto. *Olha para a pessoa que a observa *Utilizar estimulação usual: queda da cabeça ou som.*Abre e fecha os braços em resposta a estimulação (Moro) *Postura : barriga para cima. pernas e braços fletidos . *Sentar a criança em superfície plana. os dedos movendo. perguntar a mãe. Falar suavemente. O profissional deve segurar a criança no colo e a mãe chamá-la *Fixa e acompanha objetos em seu campo visual. *Fica sentada sem apoio *Arrasta-se ou engatinha. Na ausência de resposta . ou um objeto de cor.

ou colocar a criança no chão durante coleta da história clínica. *Corre e/ou sobe degraus baixos *Em companhia de outras crianças brinca isoladamente *Diz seu próprio nome. tentar observar a resposta da criança em conversa com a mãe . *Faz gesto com as mãos e cabeça ( tchau. Ao final da consulta . Na ausência de resposta . despedir-se dando "tchau" a criança. solicitar a colaboração da mãe para pedir a criança para caminhar. solicitar colaboração da mãe no pedido. perguntar a mãe. Perguntar a mãe se a criança estranha outras pessoas de fora do seu ambiente familiar. . Na ausência de resposta .com os braços. *Postura de pé. *Instigar . *Instigar a criança a imitação. se houver. *Instigar . *Pedir a criança para correr ou subir a escadinha da sala de exame. Perguntar a mãe se criança faz algum gesto. Solicitar a colaboração da mãe. *Na hora do exame físico. *Anda com apoio *Colocar a criança em pé. tire alguma peça de roupa. perguntar a mãe. perguntar a mãe se a criança fala alguma palavra com sentido . bate palmas) *Emprega pelo menos uma palavra com sentido. Qual ? *Anda sozinho. Em caso de recusa . *Perguntar a criança como ela se chama . raramente cai *Combina pelo menos duas palavras. * Tira qualquer peça do vestuário.Pedir a mãe que caminhe com a criança apoiada nas duas mãos. pedir a criança que sózinha . *Tentar observar na sala de espera ou perguntar a mãe. Apontar a mãe e perguntar quem é ela ? Na ausência da resposta .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . *Depois do exame clínico. Utilizar imitação. sem necessáriamente nomeálos. pedir a criança que se vista. Perguntar a mãe. *Reconhece mais de duas cores. perguntar a mãe. Na ausência de resposta . Copyright © 2001 IDS . *Pula alternadamente com um e outro pé *Veste se sozinha *Pede ajuda quando necessário *Postura de pé: solicitar a criança que pule alternadamente com um pé e o outro. Utilizar imitação.Solicitar a criança para levantar um pé. *Postura de pé: solicitar a criança que pule sôbre um pé só. *Observar na sala de espera. dobrando o joelho. *Usar objetos da sala de exame. pedir a mãe que ajude a criança a vestir-se. *Depois do exame clínico. Verificar se separa objetos por cores. *Brinca com outras crianças. Se a criança não colaborar . *Conversar com a criança.*Fica sobre um pé momentaneamente *Usa frases *Veste se com auxílio *Postura de pé. perguntar a mãe. *Perguntar a mãe. *Pula sobre um pé só. Utilizar imitação.

o cuidado com a proporcionalidade dos nutrientes. e o médico precisa conhecer as principais necessidades alimentares dessa faixa etária de modo a satisfazer as exigências em cada fase do desenvolvimento físico. O cuidado com o desmame precoce. a disponibilidade de vitaminas e sais minerais na alimentação. prevenindo deficiências como a do ferro. são pontos importantes para a promoção da nutrição e prevenção dos distúrbios alimentares mais freqüentes na infância. motor e neurológico. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Viviane Mandarino Terra1 Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Última Atualização: 9/20/2001 10:35:40 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Introdução Os primeiros meses de vida da criança são muito importantes do ponto de vista nutricional. compreensão e criatividade para adequar a alimentação e respeitar as diferenças culturais e sociais. evitando desvios metabólicos prejudiciais ao organismo.

pois deve sentir-se confiante. A participação e colaboração da família é decisiva para a amamentação. as mulheres que amamentam exclusivamente têm uma amenorréia de cerca de 9 meses. a mãe necessita de orientação e apoio. A amamentação pode ser utilizada como método contraceptivo. Contém fatores antiinfecciosos. em geral. interagindo no pré-natal. A regularização do tempo de duração das mamadas e dos horários ocorrerá espontaneamente. Nos primeiros dias após o parto. e consequentemente. vitaminas. O estímulo da sucção do seio promove a secreção de prolactina. É de grande importância a participação do médico. O leite do inicio da mamada é rico em proteína. principalmente gastrointestinais. pois é freqüente acontecer o desmame nessa fase. A duração da mamada varia de criança para criança e. Para o sucesso da amamentação. se assim a mãe o desejar. promover uma "pega" ao seio e incentivar a sucção. sem suplementação alimentar com fórmulas de leite de vaca e/ou alimentos semi-sólidos. A criança necessita tanto do leite do início como daquele do fim da mamada. lactose. As mamas devem ser estimuladas igualmente e o início de cada amamentação deve se dar pela mama que foi oferecida por último na mamada anterior. que conferem aos lactentes mais proteção contra o desenvolvimento de doenças agudas e crônicas. A mãe e o recém-nascido em boas condições devem iniciar o aleitamento natural sob regime de livre demanda. que estimulará maior produção de leite. imunoglobulina A e oligossacarídeos. é mais rico em gordura. e . apoiando a mãe e auxiliando-a. mais energético. a todo momento que quiser. É muito importante que a mãe seja orientada sobre este fato. com aspecto aguado. imunológico e afetivo. Este possui taxas menores de gordura e lactose e maiores de proteínas e sal. deve-se permitir que a criança sugue sem horários rígidos. sem horários prefixados. O sucesso da lactação na supressão ovulatória ocorre quando a criança suga frequentemente e a curtos intervalos. inclusive lactoferrina e lisozima. mantendo a produção de leite e também inibindo a ovulação. e o leite do fim. Nesta ocasião. A boa relação mãe-bebê favorece a adaptação de ambos aos períodos de mamadas. é observada uma pequena quantidade de líquido aquoso e amarelado (primeiro leite). o alimento mais adequado para a criança no primeiro ano de vida. sob o ponto de vista nutricional. O leite materno preenche todas as necessidades nutritivas da criança durante os primeiros 4 a 6 meses. minerais e água. A "descida" do leite propriamente dita ocorre num período de 2 a 5 dias. ou seja. garantindo o seu esvaziamento para a troca de lado. o colostro.Aleitamento Materno O aleitamento materno é. que parece mais branco. Em geral. apresentando um efeito laxante. sacia mais a fome do bebê. oscila entre 5 a 30 minutos. satisfazendo suas necessidades e fortalecendo o vínculo mãe-filho. pois a inibição da ovulação é intensa nos 3 primeiros meses e ainda significativa 6 meses após o parto.

o pescoço da criança está ereto ou um pouco curvado para trás. O bom posicionamento poderá ser observado pelos seguintes sinais: 1. . como galactosemia e fenilcetonúria. tais como álcool e cocaína. o queixo está tocando o seio (ou está muito próximo de tocá -lo) 2. Para evitar estes problemas. o lábio inferior está voltado para fora. ou relativas à mãe. e drogas terapêuticas. a saber: 1. pois. exigem monitorização rigorosa da criança. principalmente drogas de vício. a boca está bem aberta 3. a aréola está mais visível acima da boca do que abaixo. entre outras medidas). 3. gerando ingurgitamento mamário (mastite). 2. São poucas as contra-indicações ao aleitamento. o corpo da criança está próximo ao da mãe. O insucesso no processo de aleitamento materno pode estar relacionado ao mau posicionamento do bebê. Drogas usadas pela mãe podem contra-indicar a amamentação. A Organização Mundial de Saúde recomenda que mãe infectada pelo vírus da AIDS não amamente. devemos estar atentos aos "quatro sinais de uma boa pega". A criança pode ficar insatisfeita depois de mamar e querer alimentar-se muito freqüentemente e por muito tempo.da equipe de enfermagem. como cimetidina. orientando e atuando como apoio na unidade de saúde e no domicílio. hanseníase contagiante. o corpo da criança está voltado para ao da mãe. quando não é boa. todo o corpo da criança recebe sustentação. 5. providenciando horários especiais para amamentar. Sempre que a mãe estiver utilizando qualquer medicação durante a amamentação. cabendo ao profissional orientar a respeito das dificuldades e estimulando a manutenção do aleitamento. como o ácido acetilsalicílico. o estômago da criança está encostado na barriga da mãe 4. que não permite uma boa pega. fazendo a retirada do leite para oferta posterior na ausência materna. deve-se verificar a possibilidade de efeitos colaterais para o bebê. (por exemplo. Há as relativas às crianças. A dor provocada pela sucção em má posição e as fissuras do mamilo não permitem uma boa sucção. pois o leite humano pode transmitir a doença. Outro fator importante é a posição da criança quando é posta ao seio. carbonato de lítio e outras. Recomenda-se que a amamentação seja exclusiva ao seio até os 4 a 6 meses de idade. Algumas drogas. a pega também não o é. Há um número progressivo de mulheres que trabalham fora de casa. 4. aminofilina e anticonvulsivantes. como tuberculose nas duas primeiras semanas de tratamento.

aumentando gradativamente. a contaminação dos alimentos por problemas de higiene e conservação. de dia ou de noite. A orientação quanto à época de introdução de alimentos não-lácteos para a criança em aleitamento artificial ou misto deve ser mais precoce do que para a criança em aleitamento materno exclusivo. fissuras no mamilo. As dificuldades maternas mais freqüentes são mamilos achatados. Caso haja intolerância. Neste processo de amamentação. temperatura e higiene adequadas · O bebê deve terminar de mamar na primeira mama antes de ser oferecida a segunda · O sucesso do aleitamento depende de uma boa pega Se a criança estiver crescendo bem. podem levar à doença diarréica e desnutrição.2º parágrafo). ampliação da licença gestante (Artigo 392. nem chá. Nesta fase. os problemas neurológicos e as doenças infecciosas. é preciso investigar. O Desmame Conceitua-se desmame como a introdução de qualquer tipo de alimento na dieta de uma criança que. são as malformações. na quantidade. direitos assegurados em relação ao salário e função (Artigo 393). Não é necessário dar outra comida ou líquido. Em relação à criança. descansos especiais durante o trabalho (artigo 396) e creche na empresa (artigo 389). por exemplo: estabilidade da gestante (Artigo 10). como. A introdução de cada novo alimento deve ser feita em quantidades pequenas. Se isto não ocorrer. · O leite materno já contém tudo o que o bebê precisa. a oferta deverá ser suspensa por alguns dias e tentada posteriormente. encontrava-se em regime de aleitamento materno exclusivo. é sinal de que está recebendo leite em quantidade suficiente. assim como ofertas inadequadas. até então.REGRAS BÁSICAS PARA UM BOM ALEITAMENTO · Dar o peito sempre que a criança quiser. A partir dos 6 meses. licença gestante (Artigo 392). apesar de a produção de leite materno manter-se. mastite. as mães precisam ser esclarecidas sobre a legislação vigente (Consolidação das Leis Trabalhistas). . O período de desmame vai desde a introdução deste novo alimento até quando for suspenso completamente o aleitamento materno. as necessidades da criança se ampliam. pseudo-invertidos ou invertidos. que assegura direitos à mulher que trabalha fora de casa. sendo necessários outros alimentos.

Após a refeição de sal. As papas de frutas industrializadas também têm alto custo e não contêm fibras. é indicado oferecer suco ou papa de frutas frescas para favorecer a absorção do ferro da dieta. Os sucos industrializados não são recomendados porque contêm corantes e conservantes. inicialmente oferecendo somente a gema. retira-se a carne. como a vitamina C e as carnes. A partir dos sete meses de vida. abacate. raladas ou amassadas com garfo. aproximadamente. gelatinas e pudins. não devem ser incentivadas pois podem prejudicar a adaptação da criança aos novos alimentos e sabores.Sucos e Papas de Frutas O leite de vaca em pó ou integral é pobre em vitamina C. especialmente se oferecidos junto com facilitadores de sua absorção. etc. que têm ferro heme. como adicionar açúcar. grão-de-bico. verduras de folhas verde-escuras. principalmente as carnes. pasteurização e fervura. O suco de frutas ou hortaliças deve ser preparado no momento da administração para evitar a perda da vitamina C e ser oferecido em volumes crescentes. pois a clara de ovo é mais alergênica. como banana. Após o preparo da sopinha. lentilha. mamão. leguminosas e hortaliças. podem ser oferecidas sobremesas caseiras. pêra. que é melhor absorvido. passando os demais ingredientes por peneira de malha fina. sendo introduzida posteriormente. frango ou miúdos. também fornecem bom aporte de ferro. oferecer a carne de preparo. se possível. para crianças maiores de seis meses. . As frutas podem ser oferecidas sob forma de papa. O uso de centrífugas deve ser evitado. As proteínas de origem animal são as melhores fontes de ferro. que se reduz ainda mais pelos processos de industrialização. Preferencialmente. são utilizadas frutas da época. cereais. com uso de colher. especialmente o ferro. A primeira sopinha deve ser oferecida no almoço e ser preparada com carne de vaca. deve ser sempre cozido. não utilizando liquidificador. Posteriormente. pois reduz o conteúdo de fibras das frutas. As tentativas para melhorar a aceitação das papas. Recomenda-se o uso de espremedores manuais. Alimentos de origem vegetal. Refeições de Sal As sopinhas aumentam o aporte calórico-protéico e de minerais. raspadas. moída ou desfiada. maçã. adicionar açúcar. Quando for oferecido ovo. pode-se amassar os alimentos com o garfo e. não contêm fibras e têm custo elevado. sendo sempre uma delas de folhas. reguladoras do hábito intestinal. evitando-se. como compotas de frutas. como feijão. ao iniciar aleitamento misto ou artificial recomenda-se introdução mais precoce de sucos e papas de frutas ricos em vitamina C. Por isso. Recomenda-se que o sal seja adicionado em quantidade mínima e que se use pouco tempero.

Enquanto a criança for amamentada ao seio.Esquema para a introdução dos alimentos não-lácteos conforme a idade da criança e o tipo de aleitamento. porém modificada em relação à consistência e temperos. 2000 A aquisição de hábitos saudáveis de vida e. A partir dos seis meses de idade. já que a mãe irá ou não seguir as orientações conforme puder compreender os benefícios da alimentação para a saúde do seu bebê. sempre sob supervisão de um adulto. São Paulo. pedaços de maçã ou bolachas. para que manipule e coma. mesmo que faça sujeira. Pediatria em consultório. pois isto faz parte do seu aprendizado. a adequada orientação alimentar nos primeiros anos de vida deve ter como objetivo não só o crescimento da criança. de alimentação é cultivada na infância. como banana. auxiliada por um adulto. a criança deve fazer refeições à mesa junto com os adultos ou irmãos mais velhos. Toda a orientação alimentar deve levar em conta o saber materno. É importante que se ofereça uma colher à criança para que se alimente sozinha. A criança deve ser estimulada a escovar os dentes após as refeições e também assistir a escovação feita pelos pais e irmãos. a oferta de outros alimentos líquidos pode ser em copos ou xícaras de bordas grossas. É muito importante que a criança receba os alimentos em ambiente agradável e calmo. e que o momento da refeição seja também de afeto e prazer. mas também o adulto saudável. 3ª ed. Aleitamento Misto .. pode-se oferecer à criança alimentos sólidos. principalmente. Se houver possibilidade. o uso de mamadeiras. Esta prática estimula o desenvolvimento de novas habilidades motoras e a erupção dentária. a criança poderá receber refeição semelhante à dieta habitual da família. Por isso. a fim de que adquira este hábito. evitando. Aproximadamente aos doze meses. suas experiências anteriores. Sarvier. Aleitamento exclusivo Idade (mês) 6 6 6 e meio 6 e meio 7 8 10 suco de frutas papa de frutas gema de ovo primeira sopa segunda sopa sobremesa caseira clara de ovo Alimento ou Preparação Aleitamento artificial ou misto Idade (mês) 2 3 4 e meio 4 e meio 6 8 10 Fonte: Bresolin e cols. se possível.

especialmente se introduzidas nos primeiros meses de vida. que será oferecido sempre após a oferta do leite materno. A fervura do leite fresco pasteurizado diminui o risco de sensibilização e o número de germes vivos nele contidos. em relação às proteínas. carboidratos e minerais possa assemelhar-se ao leite humano. pela maior permeabilidade intestinal do lactente. introduz-se o leite de vaca. na tentativa de se obter um produto mais adaptado às características fisiológicas da criança. diminuindo a possibilidade de ocorrência de fenômenos de sensibilização. a pasteurização e embalagem não acontecem no local da extração. O leite em pó integral é pasteurizado. Os leites longa vida são processados a elevadas temperaturas e imediatamente resfriados (ultra-pasteurização).Quando a quantidade de leite materno estiver insuficiente. passando por processo de secagem em contato com uma corrente de ar quente. sob forma de névoa. O leite tipo C é de baixa qualidade. Embora a pasteurização reduza a quantidade total de bactérias do leite. Deve-se passar a oferecer água nos intervalos das mamadas. carboidratos e minerais. o produto não se torna esterilizado e deve ser mantido sob refrigeração para aumentar o tempo de conservação. quando o ganho de peso da criança for considerado insatisfatório. gorduras. parcialmente desengordurado e tem elevada concentração de bactérias. a seguir pulverizado. modificando-se sua composição quanto ao teor de proteínas. extraído por ordenha mecânica. que deve sofrer algumas modificações para ser mais adequado às necessidades da criança. mantido em local fresco e bem tampado. Por esse processamento. A pasteurização do leite fresco desnatura parcialmente as proteínas do leite.Ocorre destruição de todos os microrganismos. em pó. levando maior tempo entre ordenha e pasteurização. O leite B é de boa qualidade. Aleitamento Artificial Quando houver impossibilidade de oferta de leite materno. É necessário que se conheçam as diferenças entre os leites pasteurizados disponíveis no mercado. devem ser conservados sob refrigeração. as imunoglobulinas e outros fatores de defesa só existem no leite materno. utiliza-se o leite de vaca. Estes leites adaptados são mais . Após a abertura da embalagem. Embora o conteúdo de gorduras. integral ou modificado industrialmente. sem afetá-las qualitativamente. isto é. pois o leite de vaca tem elevado teor de sódio. pode ser armazenado por cerca de dezoito meses. funcionando como complemento. Os chamados leites modificados ou fórmulas infantis são obtidos a partir de leite de vaca. embalado na própria fazenda e sem retirada de gordura. Além disso. conseqüentes à absorção de macromoléculas. deve ser manipulado com cuidados necessários para que não haja contaminação. as fórmulas apresentam conhecido potencial alergênico (frações de caseína e lactoalbumina) capazes de induzir à sensibilização . Pode ser utilizado o leite de vaca in natura. porém a contagem de microrganismos atinge maiores níveis do que no tipo A. O leite tipo A é de excelente qualidade. Após a abertura da embalagem.

Embora esta conduta possa ser questionada em crianças em aleitamento materno ou uso de fórmulas enriquecidas. Ferro Recomenda-se que alimentos ricos em ferro sejam introduzidos na dieta da criança em aleitamento natural no final do primeiro semestre de vida e a partir do quarto mês para aquelas em aleitamento artificial ou misto. No segundo semestre. Esses alimentos geralmente são mais caros e contêm aditivos para melhorar o sabor. Além disso. Como esta diluição diminui o teor calórico do leite. para os recém-nascidos de termo.5 mg . Suplementos de Vitaminas e Minerais Vitaminas A partir da terceira semana de vida. é mais segura sua recomendação formal. deve-se acrescentar 5% de açúcar e 3% de farinha a ser escolhida considerando-se o paladar e hábito intestinal da criança. está indicada a profilaxia do raquitismo carencial com vitamina D na dose de 400 UI por dia. como passeios ou viagens. Sugerimos que. assim como em áreas de grande insolação. Ainda existem controvérsias a respeito das diluições que o leite de vaca deve sofrer para crianças menores de um ano. no primeiro semestre de vida seja utilizado leite de vaca diluído a 2/3 ou leite em pó a 9%. Seu uso deve ser reservado a situações eventuais. aroma e textura que podem ser nocivos à saúde. a partir de um mês de vida durante dois meses. flúor elementar na dose de 0. 0. com adição de sacarose a 5% Alimentos Industrializados O uso rotineiro e indiscriminado de alimentos industrializados não é recomendado.25 mg diários até um ano. deve-se suplementar. até os dois anos de vida. ou da primeira semana nos pré-termo. na falta do leite materno. é um substituto adequado e de menor custo que os leites modificados.caros e pouco acessíveis às populações de menor poder aquisitivo. que pode ser excessiva ou insuficiente. o leite de vaca integral. contêm quantidade fixa do alimento. Muitos destes alimentos têm elevado teor de gorduras e sal. Flúor Para crianças que moram em locais onde não há fluoretação da água. Desta forma. sofrendo modificações através de processos caseiros conforme a idade da criança. e 1 mg por quilo por dia até os dois anos. pode-se utilizar leite sem diluição ou leite em pó a 13%. desde os 15 dias de vida. conforme a criança. A literatura pediátrica recomenda que prematuros e crianças com baixo peso ao nascer (<2500g) recebam 2 mg de ferro por quilo de peso por dia. quando não for possível oferecer refeição caseira.

É recomendável respeitar o paladar da criança e suas preferências.de um a três anos e 1 mg após os três primeiros anos. É muito importante que se evite a monotonia de oferta de alimentos. quibe ou no molho à "bolonhesa" . As verduras poderão ser cozidas. Alimentação no Segundo Ano de Vida Nesta faixa etária. sem rigidez. Podem ser oferecidos todos os tipos de carnes. especialmente em horário próximo às refeições de sal. A ingestão de leite deve ser em torno de 500 ml por dia. pode-se tentar adequá-los. Deve-se estimular o consumo de verduras e frutas. assada. verduras ou frutas. mas não com leite. iogurtes. A carne poderá ser oferecida moída. Quando existe grande solicitação para o uso de alimentos industrializados. evitando-se o excesso de oferta deste alimento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . carnes. até os 15 anos. As refeições devem ser feitas em horários regulares. a disponibilidade de alimentos e considerar os recursos econômicos da família para fazer uma orientação alimentar apropriada. O flúor pode ser administrado com suco de laranja. inclusive peixe. pois o cálcio impede sua absorção. tentando variar através de diferentes preparos. assim como vísceras. bolinhos ou suflês. acrescentando molhos caseiros. Cabe aos profissionais de saúde conhecer os hábitos alimentares. no caso do iogurte. Copyright © 2001 IDS . as refeições de sal devem ser semelhantes às dos adultos. mas com disciplina. tais como macarrão instantâneo. como bolinho.

O diagnóstico diferencial precisa ser realizado de modo a definir as possíveis causas de icterícia. também é um dos sinais mais importantes da . No período neonatal. Define-se icterícia como sendo amarelamento de pele e mucosas pelo depósito anormal de bilirrubina. deve ser precocemente diagnosticado. a icterícia é um dos sinais mais frequentes: cerca da metade a 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia durante os primeiros dias de vida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dra Vera Freire Gonçalves1 Dra Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/20/2001 10:51:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O aparecimento de icterícia. pois pode acarretar repercussões importantes para o organismo da criança. patológica em todos os casos. não sendo. Entretanto. tanto no período neonatal (0 a 28 dias) quanto na faixa etária do lactente(29 dias aos dois anos). necessariamente. Pode ser decorrente do retardo na maturação no metabolismo da bilirrubina. sendo que a dosagem plasmática de bilirrubina é mais alta que no adulto normal.

Zona IV + palmas de mãos e plantas dos pés. porém. um sinal patológico. ou seja. pouco preciso). pode não haver alteração de cor das fezes. geralmente. antecedente de icterícia na família e eliminação tardia de mecônio devem ser consideradas. sendo importante o diagnóstico das doenças hemolíticas por isoimunização Rh e incompatibilidade pelo sistema . a icterícia torna-se clinicamente evidente. portanto. A forma conjugada é hidrossolúvel. condições de parto (clampeamento tardio de cordão umbilical). sendo excretada pela urina. Além da avaliação clínica. mamão (carotenemia). portanto. Clinicamente. Deve-se destinguir da palidez cutânea por anemia ou amarelamento da pele por ingestão em excesso de cenoura. duração ou padrão da concentração da bilirrubina. Icterícia precoce: tem seu início nas primeiras 24 horas de vida. O urobilinogênio fecal pode estar normal ou aumentado. que requer tratamento imediato pelo risco de impregnação de bilirrubina no sistema nervoso central e destruição maciça de hemoglobina. Existem vários termos para designar a hiperbilirrubinemia direta na infância. uso de drogas ou medicamentos). tipagem sanguúnea materna e da criança. A pele pode adquirir coloração esverdeada. A bilirrubina sérica pode ser encontrada de 2 formas. quando a bilirrubina atinge concentração plasmática em torno de 2 mg/dl. existem dificuldades para o estabelecimento de limites seguros . a partir dos quais.doença hemolítica neonatal. com grande afinidade por albumina e tecido nervoso. está diminuído. tendo baixa afinidade por albumina. como mostra o quadro abaixo. moderada e acentuada e pela distribuição de zonas do corpo (sendo este critério subjetivo e. pode ser classificada pela sua intensidade em leve. deve ser considerada patológica. presença de outros sinais ou sintomas associados. Distribuição da icterícia em zonas do corpo. podendo ocorrer hipocolia ou acolia fecal. geralmente. Zona I : Zona II : Zona III : Zona IV: Zona V: Abrange cabeça e pescoço Zona I + tronco até umbigo Zona II + até raiz da coxa Zona III + ante-braços. Cerca de 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia como manifestação normal. O urobilinogênio fecal. No lactente. braçospernas e pés. aleitamento materno. a história materna (condições de gestação. Icterícia neonatal: aparecimento da icterícia é crâneo-caudal e sua progressão ocorre de acordo com o aumento da bilirrubina. Dependerá do início do aparecimento. infecções. não sendo excretada pela urina. tais como: colestase infantil. síndrome colestática da infância ou icterícia colestática. mas a pele adquire tonalidade rubínica. icterícia obstrutiva ou hiperbilirrubinemia direta no início da vida. conjugada (bilirrubina direta) e não conjugada (bilirrubina indireta) A forma não conjugada é pouco hidrossolúvel. sendo.

podem ocorrer lesões cutâneas. geralmente no 3o ou 4o filho Rh positivo. caracteriza-se por anemia não muito importante. além da dosagem de bilirrubina total e frações. rubéola. o diagnóstico diferencial é difícil sem exames laboratoriais específicos. aumento de bilirrubina. anemia. aumento de reticulócitos. toxoplasmose). podendo perdurar até 2o ou 3o mês de vida. tipagem sanguínea da mãe. A icterícia pode aparecer nas 48 horas de vida. Caracterizam-se. Icterícia tardia: Caracteriza-se por tornar-se clinicamente visível após 24 horas de vida. por anemia plaquetopenia. com predominio da fração indireta. prova do eluato positiva. Dentre as infecções congênitas (sífilis. geralmente. inicia-se após a 1o semana de vida. Atualmente. petéquias). citomegalovírus. que não recebeu RHOGAN (imunoglobulina específica anti-D). teste de Coombs direto geralmente negativo. As infecções congênitas e septicemia bacteriana apresentam-se de forma mais grave. o aleitamento materno não é suspenso. Ocorre aumento de bilirrubina. alterações do sistema nervoso central e ocular. menos intenso que a incompatibilidade Rh. A doença hemolítica por incompatibilidade sanguínea ABO é mais frequente no 1o filho com sangue tipo A ou B de mãe tipo O. febre. Importante lembrar de reintroduzir o aleitamento materno após a queda da bilirrubina. de modo geral. doença de Crigler Najjar I e II e hipotireoidismo congênito Copyright © 2001 IDS . são importantes hemograma e cultura de sangue.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ocorre queda abrupta da icterícia. do pai e da criança. a bilirrubina dificilmente provoca alterações no sistema nervoso. que deve ser diagnosticada por meio de teste de Coombs direto. aumento de fígado e baço. sensibilizada. Icterícia Prolongada: tem evolução mais arrastada. Quando suspenso o aleitamento materno por 2-3 dias. geralmente. após o primeiro parto. porém. Quadro. As causas mais prováveis são: icterícia por leite materno. A icterícia associada ao aleitamento materno. Mesmo em concentrações altas. com sintomas hemorrágicos (geralmente. mucosas ou ósseas. hemoglobina baixa. contagem de reticulócitos acima de 6%. de mãe Rh negativa. leucopenia ou leucocitose. aumento de bilirrubina sérica às custas da fração indireta.A BO. sopro cardíaco e alterações de crescimento intra-útero. No caso da septicemia. aumento de fígado e baço. fração indireta. A causa não está totalmente esclarecida. A isoimunização Rh pode ser encontrada a partir do 2o filho. Provoca doença grave.

está associada à carência de vitaminas e minerais. com raízes na pobreza e como causa das condições sócio econômicas precárias. seja de uma forma aguda ou lenta e silenciosa. A apresentação mais rude tem inicio com a fome que atinge as comunidades mesmo em países ou comunidades mais desenvolvidas. com efeitos negativos a longo prazo sobre o seu crescimento e desenvolvimento neurológico. que acomete. freqüentemente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Grisi1 Sergio Antonio Bastos Sarrubbo2 Última Atualização: 9/20/2001 10:54:52 AM 1 Professora Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. os lactentes e préescolares e. o termo desnutrição energético-protéica (DEP) engloba um grupo de condições patológicas resultante da falta concomitante de calorias e proteínas.Instituto da Criança do HCFMUSP 2 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP e do Centro de Saúde Escola Samuel B PessoaButantan Quadro clínico e Epidemiologia A desnutrição calórico-protéica constitui um dos problemas que mais afetam a criança. . em proporções variáveis. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Coordenadora do Centro de Referência Nacional da Saúde da Criança . com maior freqüência.

No Brasil. indicando a necessidade de priorizar o estímulo ao aleitamento materno e a cuidadosa orientação alimentar complementar ao seio até os 2 anos de idade. Em dois estudos transversais nacionais para avaliação da desnutrição em crianças menores de 5 anos. o MS encontrou a prevalência da desnutrição nos primeiros 6 meses de vida em 0. também. mas.4%. mas com um incremento de 6 vezes (2. o Ministério da Saúde (MS) detectou que. apesar da contínua redução da prevalência da desnutrição infantil e da taxa de mortalidade infantil. tendo ocorrido as maiores reduções nas áreas urbanas. houve uma redução de cerca de 30% na prevalência da desnutrição no Brasil. A desigualdade social é o principal fator na diferença entre a mortalidade infantil em países desenvolvidos e em desenvolvimento. ao acompanhar o perfil nutricional das crianças no país e utilizando o indicador peso/altura. no período de 1989 a 1996. utilizando como indicador a altura/idade. estes problemas continuam sendo prioridade na agenda do setor saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . as desigualdades entre os países desenvolvidos e os países pobres estão aumentando. nos últimos anos. está ocorrendo um descenso nas taxas de mortalidade infantil mundiais e a proporção de crianças desnutridas está diminuindo de maneira geral. entre as crianças de 6 a 11 meses. Reconhece-se que.A OMS estima que 1/3 das crianças do mundo sofrem de desnutrição e que a metade de todas as mortes está relacionada à desnutrição. é certo que. Copyright © 2001 IDS . Em relação ao início da desnutrição nas crianças brasileiras.5%). nos últimos 10 anos.

5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino.5 g / dl na faixa etária de 6 a 9 anos e menor do que 12 g/dl e 12. Assim sendo. Apesar de se tratar de uma situação clínica bastante comum. respectivamente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Maria Helena Valente1 Última Atualização: 9/20/2001 10:57:38 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se genericamente anemia como a situação clínica onde ocorre a diminuição do número de eritrócitos circulantes e/ou da quantidade de hemoglobina neles contida. preconiza-se a confirmação laboratorial em todos os casos onde houver suspeita de anemia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define anemia como a presença de hemoglobina menor do que 11g / dl em crianças com idade entre 6 meses e 6 anos. devido ao fato de indivíduos com anemia poderem apresentar-se oligossintomáticos. menor do que 11. . a definição mais específica de anemia fundamenta-se em parâmetros hematimétricos.

Cabe à equipe de saúde distinguir as diversas situações mórbidas. podem determinar o aparecimento de anemia. do sistema hematopoético. No município de São Paulo.6%. e inadequações alimentares que não garantam a reposição constante de ferro exigida pelo crescimento. Várias outras doenças. no ano 2000.9% em 1994.Atualmente é estimado que mais de 2 bilhões de pessoas . para 35. sendo que nas crianças a causa principal está ligada à ingestão inadequada e nas mulheres adultas às perdas crônicas. a carência nutricional mais comum e a causa mais freqüente de anemia no mundo. afetando cerca de 50% da população menor de 2 anos e 35% das gestantes. mulheres em idade fértil. orientar e acompanhar o tratamento das doenças associadas e encaminhar para os especialistas as crianças que mostrarem indícios de doenças específicas. esta realidade explica-se pela desproporção entre a necessidade de consumo de alimentos ricos em ferro. A distribuição das taxas de anemia varia entre as diversas regiões do planeta. dentro de um mesmo país e mesmo dentro das grandes metrópoles. a comparação entre dois estudos realizados em crianças com idades variando entre 6 meses e 4 anos e 11 meses. 43% das crianças menores de cinco anos de idade apresentem algum grau de anemia. A OMS estima que. alguns grupos apresentam maior risco para desenvolver anemia por carência de ferro e suas complicações: crianças. em 1984. cerca de 40% da população mundial apresentem algum grau de carência de ferro ou anemia ferropênica. em 1974. mostra que a prevalência de anemia aumentou de 22.7%. sem dúvida. porém com o ônus maior de casos para as regiões e grupos mais carentes. De maneira simplificada. a anemia por carência de ferro ainda era o problema nutricional de maior magnitude do país. e para 46. Segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil (MS). específicas ou não. adolescentes do sexo feminino. que comprometam o estoque de ferro ao nascimento. e a real disponibilidade destes alimentos para uma porção significativamente grande da população mundial. Apesar da distribuição universal dessa doença. lactantes. Copyright © 2001 IDS . principalmente nas faixas etárias de maior velocidade de crescimento. conhecer e utilizar todas as medidas terapêuticas e profiláticas da deficiência de ferro. gestantes. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de anemia na criança são as situações que comprometem a disponibilidade de ferro: condições inadequadas de gestação ou parto. no mundo. A deficiência de ferro é.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

A deficiência da vitamina D nas crianças devida a insuficiente ingestão de vitamina D e/ou inadequada exposição à luz solar resulta no raquitismo carencial. A osteomalácia é a insuficiente mineralização da matriz osteóide após o término do crescimento linear do osso. encontrado somente nas crianças em crescimento. e a osteomalácia pode estar presente em qualquer idade. que ocorre durante a fase de crescimento. O raquitismo carencial . então. caracterizada por inadequada mineralização do osso. antes da fusão das epífises.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Beatriz Marcondes Machado2 Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Médica Chefe do Pronto Atendimento do Hospital Universitário da USP Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM Quadro clínico e Epidemiologia Raquitismo é uma doença do tecido ósseo. O raquitismo é.

Esta última manifestação deve ser interpretada com cautela. Algumas crianças apresentam "peito de pombo" ou "tórax em quilha". pelve e coluna vertebral. especialmente em crianças até dois anos de idade. As manifestações iniciais podem ser inespecíficas. determinando o chamado "rosário raquítico". que corresponde à depressão da caixa torácica na inserção do diafragma às costelas. evidenciam-se as alterações epifisárias. com o início da marcha. infecções respiratórias de repetição. quando presente. sendo mais intenso nas crianças nascidas prematuramente. Pode haver atraso na erupção dentária e alterações nos esmaltes dos dentes. tais como irritabilidade. resultando em alargamento dos punhos. Este sinal pode desaparecer antes dos doze meses de vida. No segundo semestre de vida. insônia e sudorese abundante no segmento cefálico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . presentes no raquitismo. joelhos. A fraqueza muscular e hipotonia generalizada. A hipótese de raquitismo carencial deve ser levantada quando houver exposição inadequada à luz solar e/ou ingestão insuficiente de vitamina D. devido ao clima tropical. Retardo no fechamento da fontanela posterior. pricipalmente durante a amamentação. é secundária a essas deformidades. geralmente. porém tende a desaparecer no segundo mês de vida. fase de grande velocidade de crescimento. Observam-se. por afilamento da calota craniana. devido às deformações torácicas. como bronquites e pneumonias. já que. ao redor dos 6 meses de idade e a gravidade está diretamente relacionada com a rapidez do crescimento corporal. Os achados clínicos são variáveis conforme a época em que se instala o raquitismo. Surge o sulco de Harrison ou "cintura diafragmática". O craniotabes pode ser observado em recém-nascidos normais. A baixa estatura.manifesta-se. tornozelos e das junções costocondrais da costelas com o esterno. Após os doze meses. Copyright © 2001 IDS . o peso do corpo acentua as alterações nos membros inferiores (genu varum ou genu valgum). apesar da persistência do processo raquítico. muitas crianças podem apresentar sudorese durante a amamentação. em nosso país. determinam marcha característica bamboleante e protusão abdominal. Um sinal precoce é o craniotabes. fontanela anterior ampla e protuberância dos ossos frontais e parietais podem estar presentes. que tende a se manifestar entre o segundo e quarto meses de vida.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Lucia Ferro Bricks1 Ana Paula Scoleze Ferrer1 Última Atualização: 9/5/2001 5:29:48 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Rinofaringites Faringoamigdalites .

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Maria Helena Valente1 Maria Elisabeth B. Korbinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:06 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Otites Sinusite . A.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

que. o diagnóstico de asma. estão associadas às infecções e. Arruda Kobinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Sabe-se que 70 a 80% das crianças asmáticas apresentam sintomas nos primeiros 5 anos de vida. Na adolescência. Nos primeiros anos da vida. dos animais e do mofo. . que se resolvem com o avanço da idade. tabagismo passivo. inicialmente. aos alérgenos inalados (aeroalérgenos) mais comuns no meio ambiente como os do pó doméstico. posteriormente. função pulmonar normal ao nascimento e reduzida aos 6 anos de idade e a mudança dos fatores desencadeantes das crises. posteriormente. Os fatores de risco mais importantes para prever o aparecimento da doença são: asma materna. Sabe-se que 50 a 60% dos lactentes têm crises recorrentes de sibilância. é difícil firmar o diagnóstico de asma e prever o prognóstico dos quadros recorrentes de sibilância pulmonar. e que somente um terço destas crianças teria. imunoglobulina E (IgE) sérica elevada aos 9 meses de vida. 50 a 60% dos casos são assintomáticos e continuam assim durante a vida adulta.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Elisabeth B. junto com infecções respiratórias.

ao acordar. os sintomas são mais intensos pela manhã. a regressão dos sintomas da crise típica ocorre em três a sete dias. Os lactentes tendem a apresentar quadros secretórios. mas pode existir a queixa de tosse crônica. Geralmente. de "peito trancado" e. predominando a ausculta pulmonar com roncos e estertores. Copyright © 2001 IDS . é frequente a referência a "resfriados freqüentes". tosse e tiragem intercostal. de pneumonias de repetição.A sintomatologia da asma modifica-se com a idade e com o mecanismo fisiopatológico que esteja mais atuante. e o período intercrítico é assintomático. e à noite. "peito cheio" e pneumonias recorrentes. habitualmente. também. quadros com sibilância. geralmente associados às infecções de vias aéreas superiores e de evolução mais prolongada. A apresentação clínica típica da asma consiste em episódios recorrentes e reversíveis de sibilância. dispnéia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Nesta faixa etária. As crianças maiores apresentam. independentemente da terapêutica utilizada.

Nem todas as crianças que apresentam chiado têm asma. se é intratorácico e expiratório. Quando o estreitamento se localiza em vias aéreas extratorácicas. em via aéreas maiores e/ou menores e pode ser causado por vários mecanismos. muitas são as doenças que podem cursar com sibilância.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ana Paula Scoleze Ferrer1 Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/5/2001 5:32:46 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia "Chiado no peito" é uma queixa muito freqüente (20 a 30% das crianças apresentam pelo menos um episódio no primeiro ano de vida e 40% até os 3 anos de idade). é chamado de sibilo. Roncos e estertores são sons gerados pela mobilização . com tratamentos e prognósticos distintos. Este estreitamento pode ser localizado ou difuso. "Chiado" é o som gerado pelo fluxo de ar turbulento através das vias aéreas estreitadas. o som gerado é inspiratório e chamado de estridor.

Bronquiolite: acomete os bronquíolos e o processo inflamatório leva a graus variáveis de obstrução.Cardiopatias . Acomete crianças entre 6 e 12 meses de idade. O tempo de duração varia de 3 dias.Tuberculose . Uma vez caracterizada a presença de sibilância.de secreções. pois não é raro que os familiares se queixem de "chiado no peito" ao se referirem ao ronco e estridor presentes nas obstruções de vias aéreas superiores. tosse. Bronquite: é um processo inflamatório de traquéia e brônquios maiores.Deficiência de Þ-1antitripsina A maioria das crianças que iniciam quadros recorrentes de sibilância nos primeiros 2 anos de vida.Imunodeficiências .3 semanas) ou recorrente (4 ou mais episódios/ano). as etiologias mais comuns.Malformações pulmonares . vírus sincicial respiratório.Infecções respiratórias . pode haver acometimento das vias aéreas menores. Além dos sinais de obstrução alta. Influenza. nos casos mais graves.Aspiração de corpo estranho . geralmente nos meses frios. Acomete principalmente crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. com ausculta de roncos. o médico deve realizar anamnese e exame físico detalhados. no sentido de se estabelecer o diagnóstico etiológico. nos casos leves. parainfluenza e Influenza). Laringotraqueobronquites: são caracterizadas pela presença de estridor inspiratório. devido à variação sazonal dos surtos de parainfluenza e Influenza. Diante da queixa de chiado no peito. cerca de 60%. Quadro: Causas de chiado no peito freqüentes . nos meses de outono e inverno. Geralmente é viral (rinovírus.Síndrome de Löeffler (parasitoses de ciclo pulmonar) . rouquidão. febre e graus variados de insuficiência respiratória. permanece assintomática até os 6 anos de idade. Este grupo de crianças apresenta crises em vigência de quadros infecciosos. entrando no diagnóstico diferencial das crises de chiado no peito.Síndromes aspirativas pouco freqüentes . estertores e sibilos.Fibrose cística . é fundamental que o médico se assegure de que a criança apresenta sibilância.Raquitismo . a 2 semanas ou mais. parainfluenza e adenovírus). Sua etiologia é viral (vírus sincicial respiratório. devendo ser diferenciadas daquelas com asma de início precoce ou com outras doenças que cursam com chiado recorrente.Asma .Alergia ao leite de vaca .Malformações vasculares . asma e síndromes aspirativas (quadro abaixo).Discinesia ciliar . adenovírus.Displasia broncopulmonar raras . mas pode haver infecção secundária por bactérias . podendo ser aguda (cura em 2 semanas). crônica (sintomas por mais de 2 . pois apresentam evolução benigna e não necessitam ser submetidas a investigações desnecessárias. As causas mais freqüentes de sibilância na infância são associadas a infecções respiratórias.

O quadro clínico é de coriza e febre e. aparecimento de tosse produtiva. Outros agentes devem ser lembrados em recém-nascidos e lactentes (Chlamydia trachomatis) e em escolares e adolescentes (Mycoplasma pneumoniae). Quando o quadro febril se prolonga. nos quais pode ocorrer dispnéia e insuficiência respiratória. após 3 a 4 dias. Copyright © 2001 IDS . exceto em lactentes pequenos.(principalmente Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Não há acometimento do estado geral. pensar em infecção bacteriana secundária.

nos países desenvolvidos. sendo que.833 mortes por doenças do aparelho respiratório em menores de 5 anos de idade. houve 7. a etiologia viral é a de maior prevalência. das quais cerca de 73% (5. Cerca de 80% das pneumonias na infância são devidas a vírus e bactérias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Alfredo Elias Gilio2 Última Atualização: 9/20/2001 11:17:12 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Diretor da Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia Pneumonia aguda é o nome genérico utilizado para definir uma variedade de processos inflamatórios do parênquima pulmonar por agentes infecciosos e não-infecciosos. Em 1997. ao passo que. no Brasil. predomina a etiologia bacteriana (estimada em 60% dos agentes identificados).729 óbitos) foram por infecções . nos países em desenvolvimento. Os agentes causais das pneumonias adquiridas na comunidade variam de acordo com a idade e o estado de saúde do paciente.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .respiratórias. é grande a freqüência das bactérias. nos países em desenvolvimento. predominam o estreptococo do grupo ß e os bacilos gram-negativos. Nesse período. os mais importantes são o pneumococo e Mycoplasma pneumoniae. favorece a instalação de infecções respiratórias altas e baixas. a abordagem da criança com pneumonia deve ser feita considerando-se os casos como sendo bacterianos. há um largo predomínio do Streptococcus pneumoniae (pneumococo). coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b e a contaminação do ar doméstico devido ao uso de combustíveis de origem orgânica para calefação e para o cozimento dos alimentos estão associados à maior gravidade das insuficiências respiratórias agudas (IRA) nos menores de 5 anos. Além disso. por ser uma substância irritante das vias aéreas. Pode-se inferir que o número de consultas por pneumonia é relativamente baixo pelos mesmos motivos elencados para explicar as mortes domiciliares. Há vários estudos epidemiológicos demonstrando a importância dos vírus. fato este que contrasta com a alta mortalidade por pneumonia. é muito difícil a distinção entre um quadro de pneumonia viral de uma bacteriana. Por outro lado. nas crianças de 2 meses a 5 anos de idade. Outro fator de risco importante a ser pesquisado é a presença de tabagistas no domicílio. Os vírus e as bactérias são os principais agentes etiológicos das pneumonias nas crianças de qualquer idade. Os fatores que interferem nos mecanismo de defesa da criança. seguido pelo Haemophilus influenzae e. Copyright © 2001 IDS . excluindo-se as mortes por afecções perinatais.85% do total de óbitos. tais como a alta prevalência de baixo peso ao nascer e de desnutrição. correspondendo a 6. particularmente a Escherichia coli. principalmente nos países desenvolvidos. as doenças do aparelho respiratório foram a primeira causa de mortalidade nessa faixa etária nas regiões Sudeste e Sul e a segunda nas regiões Norte. principalmente contra sarampo. constata-se que as infecções respiratórias agudas são responsáveis por cerca de 40 a 60% das consultas em menores de 5 anos de idade. nas crianças acima de 5 anos de idade. enquanto as pneumonias representam apenas 8 a 12% desses atendimentos. Nas crianças abaixo de 2 meses de idade. pelo Staphylococcus aureus e. Nordeste e Centro-Oeste. a privação ou curta duração do aleitamento materno. pois está comprovado que a fumaça de cigarro. especialmente nos casos mais graves. Por este motivo e também porque na prática clínica. mais raramente. a falta de imunização.

cessando por volta dos . Vômito é a expulsão forçada de alimentos e secreções do trato gastrintestinal alto pela boca. Denomina-se regurgitação fisiológica a situação na qual a criança não apresenta outros sintomas. muitos bebês normais regurgitam uma ou mais vezes por dia. Não se observa a presença de náuseas ou esforço abdominal na eliminação dos alimentos. a evolução do ganho de peso é normal e a diminuição gradativa das regurgitações ocorre ao longo do tempo. pouco tempo após a alimentação. Nas primeiras semanas de vida. acompanhada por contração intensa dos músculos abdominais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Filumena Maria da Silva Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 5:34:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Regurgitação é definida como expulsão não-forçada de alimentos e secreções do esôfago ou do estômago pela boca.

Refluxo gastroesofágico fisiológico e erros de técnica alimentar são as causas mais comuns de regurgitação e vômitos no lactente. (3) se a criança é muito manipulada após as mamadas e (4) se o bebê não é colocado para arrotar após as mamadas. alimentos parcial ou totalmente digeridos ou suco gástrico de cor amarela quando o paciente encontra-se em jejum por várias horas. quando a respiração e a sucção passam a ocorrer de forma alternada. Vômitos em jato caracterizam-se por serem inesperados. . como são muitas as situações e doenças que determinam esse sintoma. com importância variável no conjunto de sintomas.sete a oito meses de idade. Associam-se a quadros obstrutivos intestinais e de hipertensão intracraniana. o qual é levado junto com o alimento para o esôfago e estômago. Em seguida. às vezes violentos e não serem precedidos de náuseas. Se a criança é colocada na posição deitada imediatamente após ter mamado. geralmente. o conhecimento de em quais faixas etárias predomina facilita abordagem diagnóstica da criança com vômitos (Quadro 1). encontra-se comprometimento do estado nutricional da criança ou dificuldade para engolir os alimentos. Assim. a criança respira durante a sucção e. pela história e observação da amamentação da criança durante a consulta. semelhante à borra do café. a expulsão do ar por meio do arroto pode causar regurgitação do leite. estão presentes: (1) aquelas que favorecem a ingestão excessiva de ar antes ou durante as mamadas como choro intenso. após as mamadas. ou orifício do bico da mamadeira muito grande ou muito pequeno. A hematêmese geralmente decorre de sangramento digestivo alto. as características do material eliminado pelo vômito permitem inferir de onde retorna esse conteúdo. se as seguintes situações. mas pode ser apenas a eliminação de sangue deglutido proveniente da rinofaringe ou de fissuras da mama materna. recebe excesso de leite em cada mamada. conseqüentemente. pois não é incomum o encontro de mães inexperientes que consideram anormal o padrão de regurgitação esperado para a idade. A abordagem diagnóstica do lactente com queixa de regurgitações freqüentes deve ser realizada. Vômito de alimentos não digeridos sugere estreitamento ou obstrução do esôfago ou do esfíncter inferior do esôfago. os vômitos são de material contido no estômago. representado por leite coalhado. verificando-se a experiência materna com a alimentação do bebê. na posição vertical. que podem causar regurgitação e vômitos. Nos casos em que há problemas de estreitamento congênito ou de lesões adquiridas do esôfago. Além disso. procura-se identificar. Na maioria dos casos. Esse padrão geralmente cessa a partir dos seis meses de idade. sendo necessário mantê-la alguns minutos levantada. A presença de vômito bilioso (de cor verde) ou vômito fecal (com odor de fezes). os dados obtidos na história e no exame físico permitem levantar essas hipóteses diagnósticas e orientam o encaminhamento para investigação especializada no centro de referência. Esse fato explica a necessidade da criança de arrotar. as regurgitações podem estar associadas à presença de vômitos e. (2) se o lactente em aleitamento artificial. que pode ou não estar misturado a alimentos. Durante os primeiros seis meses de vida. especialmente no primeiro mês de vida. Hematêmese é o vômito com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido. sugerem obstrução do intestino. Vômito pode ser a queixa principal que leva a criança ao médico ou aparece como parte do quadro clínico de diversas doenças. Assim. súbitos. inicialmente. ocorre preenchimento da orofaringe com ar.

vômitos psicogênicos . Refluxo gastroesofágico fisiológico 3. piloro ou intestino 5.2.erros inatos do metabolismo 6. NO PRIMEIRO MÊS DE VIDA 1.cetoacidose diabética · miscelânea . encefalite · sistema endocrinológico .1.pielonefrite aguda . Doença metabólica .intoxicação alimentar . Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não à hérnia de hiato 5.3.uremia .gastrite erosiva secundária .hiperplasia congênita de supra-renal PRÉ-ESCOLAR .3.enxaqueca EM QUALQUER IDADE · aparelho respiratório . Técnica alimentar inadequada 4. Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não a hérnia de hiato 5. Enteroparasitoses: giardíase 6. Outras 5. piloro ou intestino 6.Quadro 1 . Quadros obstrutivo congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago.suboclusão ou oclusão intestinal por áscaris .úlcera péptica secundária ESCOLAR . Regurgitação fisiológica 2. Refluxo gastroesofágico fisiológico 3.hiperplasia congênita de supra-renal LACTENTE 1. Regurgitação fisiológica 2.insuficiência renal crônica .infecções respiratórias .gastroenterite aguda .2. Doenças endocrinológicas .tosse .síndrome do vômito cíclico .meningite.erros inatos do metabolismo 5.hérnia inguinal encarcerada . como sulfato ferroso. Doença metabólica .vômitos psicogênicos .intoxicação medicamentosa acidental .cinetose . antibióticos e outras . Técnica alimentar inadequada 4. Outras 6.gotejamento retronasal e secreção faríngea · aparelho gastrintestinal .Causas de regurgitação e vômitos por faixa etária.pancreatite . Quadros obstrutivos congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago.litíase .esofagite .1. Doença endocrinológica .efeito colateral de algumas drogas.tubulopatias · sistema nervoso central .hepatite viral .colecistite · aparelho geniturinário .

nas quais é possível identificar início recente ou história de longa duração.gravidez . nas crianças com precárias condições de vida. os vômitos são devidos ao quadro associado de labirintite. o que sugere o diagnóstico de intoxicação alimentar. Entre as helmintíases. . sugerindo gastroenterite por rotavírus ou por agentes bacterianos. hemorragia intracraniana e no hematoma subdural.síndrome do vômito cíclico . num período mínimo de três meses.úlcera péptica secundária ADOLESCÊNCIA . bacteriana ou por enteroparasitose. O comprometimento de outros sistemas pode apresentar o vômito como um dos sintomas do quadro agudo. a dor abdominal é difusa. então. além dos vômitos. Deve-se. na encefalite. inflamações das vias respiratórias podem se acompanhar de vômitos causados pelo estímulo vagal desencadeado na amigdalite. geralmente associados a outros sintomas. na creche que a criança freqüenta. se têm contato com esgoto a céu aberto ou córregos poluídos. A concomitância de diarréia direciona a suspeita diagnóstica para o quadro de infecção intestinal ou intoxicação alimentar. acompanhada de vômitos. Na otite média aguda. ácido acetilsalicílico . O comprometimento do sistema nervoso central costuma cursar com vômitos em jato. o vômito pode ser a manifestação clínica inicial. diarréia com ou sem sangue.úlcera péptica Quando o vômito é a principal ou única manifestação. diarréia e cólicas abdominais.enxaqueca . é difícil definir o momento em que os quadros de vômitos perdem o seu caráter agudo e tornam-se crônicos. também. pesquisar se houve contato com crianças com hepatite viral e se. Assim. como na meningite. existem outras com quadro semelhante. na estrongiloidíase. Vômitos podem ser decorrentes de intoxicação crônica ou acidental por teofilina. Deve-se. A Criança com quadro agudo de vômitos No quadro agudo. Excetuando-se as situações extremas. aparecem diarréia aquosa. vômitos. é preciso caracterizar se o quadro é agudo ou recorrente. mas logo aparecem outros sintomas que permitem definir o diagnóstico como nos casos de gastrenterite aguda viral. anorexia e dor abdominal.gastrite erosiva secundária . Investigar. verificar se uma ou mais pessoas que ingeriram o mesmo alimento apresentam quadro de náuseas..Deve-se distinguir uma doença aguda ou um episódio agudo no decorrer de uma história de vômito recorrente.anorexia nervosa/bulimia . inicialmente. O acometimento agudo do trato urinário pode desencadear vômitos como a pielonefrite aguda e a litíase renal. digitálicos. intoxicação alimentar e hepatite viral. faringite e na presença de tosse. Na giardíase. Consideram os seguintes critérios para definir vômito recorrente: pelo menos três episódios.

A maioria desses casos é decorrente da combinação de vários fatores. é possível identificar os sinais de alerta que auxiliam a suspeitar de abdome agudo. 2. Na maioria dos casos. Tumoração abdominal: a palpação de tumorações abdominais associada a outras manifestações clínicas de abdome agudo pode orientar. O abdome agudo é caracterizado pela presença de dor de aparecimento súbito. Vômito: repetitivo ou bilioso. Enterorragia: sangramento intestinal associado a outros sinais de abdome agudo indica o comprometimento da mucosa das porções baixas do trato gastrintestinal. 4. 3. Embora cerca de 50% dos lactentes apresentem regurgitação ou vômitos recorrentes como queixa isolada. como é o caso da palpação do tumor pilórico na estenose hipertrófica de piloro. como técnica alimentar inadequada. A partir da história e exame físico. sendo que essas manifestações podem não ser. do acúmulo de líquido na cavidade peritoneal. o diagnóstico etiológico. devido à sua gravidade. a história e o exame físico permitem diagnosticar o abdome agudo. fecalóide ou em jato é o primeiro e mais importante sintoma de obstrução intestinal. da presença de um ou mais tumores na obstrução intestinal por "bolo de áscaris" e do tumor em forma de salsicha na invaginação intestinal. os quais. entretanto. concomitantes. Peristaltismo visível: quase sempre constitui um indicador da presença de obstrução em alguma parte do tubo digestivo. A maioria dos casos de abdome agudo é de resolução cirúrgica. Distensão abdominal: pode ser decorrente da distensão das alças intestinais nas obstruções baixas do trato digestivo. 1. Nos desnutridos e prematuros sem afecção do trato digestivo. distúrbios na relação do binômio mãe e filho e imaturidade da junção gastroesofágica (refluxo gastroesofágico fisiológico). necessariamente. do íleo paralítico na peritonite por perfuração de víscera oca e de íleo infeccioso. em alguns. o peristaltismo intestinal pode ser visível devido ao fato de a parede abdominal ser muito delgada. 5. . apenas 5% apresentam alguma doença significante. podem determinar complicações e até o óbito. o tratamento é eminentemente clínico. Tannuri relaciona os seguintes sinais de alarme.Na queixa aguda de vômitos. sendo que todos os casos devem ser encaminhados imediatamente para atendimento hospitalar. com vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. A criança com quadro recorrente de vômitos Para a abordagem da criança com queixa de vômitos recorrentes. num primeiro momento. o maior desafio da equipe de saúde é o diagnóstico e intervenção precoces nos quadros de abdome agudo. inclusive. Para aqueles com baixo ganho ponderal ou . identificar se há comprometimento do estado nutricional e/ou presença de manifestações sistêmicas e se as características dos vômitos sugerem obstrução ou lesão do trato gastrintestinal ou de alteração no sistema nervoso central.e outros medicamentos ou do efeito colateral do sulfato ferroso e de antibióticos. é importante.

Uma situação comum nos pré-escolares são os vômitos imediatamente após as refeições. Quadro 2 . portanto.retorno involuntário do material ingerido do estômago para o esôfago. considerar o refluxo gastroesofágico (RGE).sono agitado .crises de apnéia .). Esse tipo de RGE. Na maioria das crianças. e outras. Das causas de vômitos recorrentes fora do trato digestivo. com dilatação da pelve renal ou hidronefrose. Refluxo gastroesofágico .emagrecimento. Para o diagnóstico da enxaqueca. quando são forçados a comer. Define-se como doença do refluxo gastroesofágico a condição na qual.e que melhora com o crescimento. que não apresenta nenhuma repercussão na vida da criança.opistótono . especialmente quando sempre são no pulmão direito . é denominado fisiológico. Deve-se.epigastralgia (dor retroesternal) . Estima-se que cerca de 20% dos bebês sadios têm episódios de regurgitação suficientemente freqüentes para que sejam considerados como problema pelos pais.dificuldade para deglutir .pneumonias de repetição. a cefaléia deve estar associada ao episódio de vômitos (ver capítulo Dores Recorrentes na Infância. como uma condição normal do lactente.vômitos e/ou regurgitações . inicialmente. Manifestações devido à regurgitação e suas seqüelas: . Os vômitos podem ser desencadeados por situações que geram medo ou ansiedade. a hipertensão intracraniana. com ou sem vômitos associados (Quadro 2 ).anemia . há comprometimento da evolução ponderal. comum em lactentes e adultos normais. têm-se as anomalias obstrutivas do trato urinário.vômitos com perda ou baixo ganho ponderal Manifestações devido à esofagite e suas seqüelas .perda ou baixo ganho ponderal Manifestações respiratórias . a insuficiência renal crônica (uremia). o RGE não tem complicações e é autolimitado. além dos vômitos.quadro bronquítico de difícil controle . esofagite ou quadro respiratório importante.Quadro clínico da doença do refluxo gastroesofágico na infância. tendo resolução espontânea até os 12 a 15 meses de idade.pirose . a causa mais freqüente é a doença do refluxo gastroesofágico. a enxaqueca. que acomete mais freqüentemente crianças a partir dos seis anos de idade e adolescentes.irritabilidade . que se acompanha de sintomatologia digestiva .sangramento digestivo .

Síndrome do vômito cíclico . Assim. que só está disponível em alguns centros especializados. Apesar de ter baixa sensibilidade e especificidade.caracteriza-se por crises de vômitos precedidos por náuseas e ânsia. Deve-se orientar os pais a suspenderem o uso dos medicamentos anti-refluxo cinco dias antes da realização do EED. cinetose. INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR A necessidade da realização de exames laboratoriais nos pacientes com quadro agudo ou recorrente de vômitos é definida pelos dados encontrados na história e exame físico. infecções de vias aéreas superiores. isto é. conhecer a rotina de vida e as reações e relações da criança na família e na escola. não há necessidade de confirmação laboratorial. o EED apresenta como vantagem a possibilidade de demonstrar alterações anatômicas como hérnia de hiato. ABORDAGEM TERAPÊUTICA Quadros agudos de vômitos Para o tratamento inicial do quadro agudo de vômitos. inicia-se a investigação pelo estudo radiológico contrastado do esôfago-estômago-duodeno (EED). desde 40 até 86%. diminuindo a prevalência durante a adolescência e sendo rara em adultos. Portanto. menstruação.1992. entre outros. em média em torno de 50%. sem etiologia definida e sem outros . Nos casos com suspeita de doença do RGE.. As faixas etárias mais acometidas são a pré-escolar e a escolar. a ausência de RGE no EED não exclui o diagnóstico e as medidas devem ser mantidas. exposição a temperatura elevada. Portanto. Na maioria dos casos é possível identificar os fatores desencadeantes das crises de vômitos como situações que geram ansiedade ou euforia. No entanto. A positividade do EED é variável nos diferentes serviços. Quando o diagnóstico provável é de refluxo gastroesofágico fisiológico. estenose hipertrófica do piloro e alterações no mecanismo da deglutição. ao mesmo tempo em que é feita a investigação laboratorial na busca de causas orgânicas (distúrbios gastrintestinais.síndrome da quase-morte súbita Adaptado de Orestein . com período intercrítico assintomático. A média de hospitalização nas populações estudadas é de 12 vezes por ano. O exame de maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de RGE é a pHmetria do esôfago (teste do refluxo ácido).tosse crônica Outras manifestações . estenose esofágica. várias doenças podem se manifestar com a síndrome dos vômitos cíclicos. no sentido de incluir o conhecimento dos aspectos psicoafetivos e psicossociais da criança. a abordagem diagnóstica da criança com essa síndrome deve ser abrangente. quando se identificar na comunidade crianças que foram internadas várias vezes com vômitos e desidratação por motivos não esclarecidos é importante encaminhá-las para centros especializados para investigação diagnóstica. exaustão física. metabólicos ou endocrinológicos e processos intracranianos).

Quadro 3. Podem ocorrer também tonturas. em pequena quantidade. estão descritos os quadros agudos de vômitos que devem ser referidos imediatamente para o hospital. trismo. respectivamente. em alguns casos. urticárias e sintomas extrapiramidais (espasmos dos músculos faciais. otite média aguda. recomenda-se pausa alimentar de curta duração. opistótono e aumento generalizado do tônus muscular). Condutas nas crianças com quadros clínicos graves com queixa de vômitos . No Quadro 3. inicia-se a reintrodução da dieta adequada para idade. sonolência. Assim. como no caso de amigdalite aguda. pois podem mascarar os sintomas. A dose preconizada de dimenidrinato por via oral ou intramuscular é de 5 mg/kg/dia. excitação. Contraindicações: em pacientes epiléticos ou que estejam recebendo outras drogas que podem causar sintomas extrapiramidais. em pequena quantidade e a intervalos menores do que o habitual. Os líquidos são melhor tolerados quando gelados ou à temperatura ambiente. recomenda-se a dose de 0.5 mg/kg/dia. recomenda-se não ultrapassar 0. os antieméticos podem ser utilizados nos casos em que se conhece a etiologia do vômito. entre 6 a 12 anos e maiores de 12 anos. com as respectivas condutas enquanto a criança aguarda a transferência. Contra-indicações: crianças até 30 dias de vida e pacientes com hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula. Efeitos colaterais: inquietação. 150 mg/dia e 300 mg/dia para crianças até seis anos de idade. mantendo-se a oferta de líquidos. sem restrição ao uso de leite materno ou leite de vaca ou de outros alimentos naturais (não industrializados). dimenidrinato e metoclopramida. mantém-se a pausa alimentar durante a fase de reidratação e não devem ser administrados antieméticos (ver capítulos Diarréia Aguda e Desidratação). Efeitos colaterais: sonolência e sedação. Em seguida. por uma ou duas horas. por via oral. sinusite e. Para crianças com idade inferior a seis anos. Quando o vômito associa-se à diarréia e desidratação. As drogas antieméticas. retardar a instituição do tratamento especifico. insônia. intramuscular ou endovenosa.1 mg/kg/dose. devem ser utilizadas com cautela. posições bizarras da cabeça e dos ombros. secura da boca e das vias respiratórias e retenção urinária. conseqüentemente. de modo a dificultar o diagnóstico precoce da deterioração do quadro clínico e da sua etiologia e. Quanto à metoclopramida.sinais ou sintomas de gravidade. de cinetose. fadiga. cefaléia. divididas em três vezes. dividida em quatro vezes. água e chás. tonturas. Dose máxima: 15 mg/kg/dia. não ultrapassando a dose de 75 mg/dia.

de cor verde ou · vômitos fecalóides . são feitas as orientações adequadas e agendado retorno em sete dias para verificar a evolução do quadro e a aderência às orientações. .sangramento intestinal QUADRO CLÍNICO · vômitos com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido.peristaltismo visível ou .palpação de massas no abdome ou . a prevenção dos processos aspirativos pulmonares e a instalação ou a progressão da esofagite.proceder a hidratação por via endovenosa . como no caso do lactente em aleitamento materno cuja mãe apresenta fissuras mamárias com sangramento e nas crianças com sangramento nasal concomitante) · suspeita de intoxicação por ingestão habitual de medicações como teofilina. a abordagem terapêutica visa a melhora dos sintomas. instalar sonda nasogástrica · e mantê-la aberta Quadro recorrente de vômitos Para os lactentes nos quais são identificados erros de técnica alimentar.quando possível.SUSPEITA DE ABDOME AGUDO · vômitos biliosos Sinais e sintomas . instalar soro de manutenção .se não estiver desidratado. aminofilina.proceder a hidratação por via endovenosa . semelhante à borra do café. digitálicos.se não estiver desidratado.com cheiro de fezes ou associação de vômitos repetitivos ou vômitos em jato com: .parada de eliminação de gases e fezes ou . Para as crianças com suspeita de RGE. que pode ou não estar misturado a alimentos (exceto quando há certeza de deglutição de sangue. ácido acetilsalicílico e outras · ingestão de corpo estranho ou de produtos químicos · não dar antieméticos · não colocar sonda nasogástrica · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: . instalar soro de manutenção Conduta · não dar antieméticos · não dar antibióticos · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: .

para diminuir a distensão estomacal. uma e meia ou duas colheres das de chá rasas para cada 100 ml de leite. explicando-se a normalidade da situação. C. deve-se ter o cuidado de avaliar o valor protéico. frutas cítricas. chocolate. B. adicionando-se cereais na concentração de 3 a 4%. instituir tratamento dietético: para os lactentes em aleitamento artificial ou misto. ficam inseguras à respeito do próprio leite. devem continuar a ser alimentadas sob livre demanda. se houve adesão adequada da família em relação ao decúbito elevado 24 horas por dia e. gema de ovo. cujo bojo e gargalo representam o estômago e o gargalo. isto é. oferecendo-se. Aliás. por vezes. Dessa forma. devese verificar. 2. bem acima da cabeça da criança. Fig. sejam feitas de forma detalhada (Figura 1). antes de se excluir. devese ter o cuidado de verificar a possibilidade de substituí-la por outro alimento de valor nutritivo semelhante. no estrado. A. para mães que não são costureiras: costurar um tecido de algodão na parte de trás de uma calça curta e. respectivamente. As crianças em aleitamento materno exclusivo. como chás. com a elevação da cabeceira do berço e o auxílio de suspensório adaptado às vestes.desenho com a moringa deitada e em posição oblíqua (a 45º).Diante da suspeita clínica de RGE fisiológico. antes de cada mamada. Confecção de suspensório simplificado. . Alguns alimentos devem ser evitados por diminuírem a pressão do esfíncter inferior do esôfago. calórico e vitamínico resultante da dieta proposta. não há necessidade de investigação laboratorial e a seqüência da introdução das medidas terapêuticas pode ser a seguinte: 1. com inclinação da cadeira de 60º. na reavaliação após uma semana. se não houver melhora significativa dos sintomas. tijolos) sob os pés da cabeceira e como fixar o suspensório no berço com as tiras do tecido amarradas nas grades ou. duas a três colheres das de chá de papa de Epstein1. É importante que as orientações sobre como realizar o decúbito elevado. alimentos gordurosos e frituras. Desenho que orienta como elevar o berço. para que não haja prejuízo nutricional da criança. sem habilidade de desenhar. No entanto. a gema de ovo. o aleitamento materno deve ser incentivado. respectivamente. por exemplo. sob o colchão. Orientação sobre a necessidade de decúbito elevado de pelo menos 45º . que não apresentarem boa resposta ao tratamento postural. Água e sucos não-cítricos não devem ser oferecidos às refeições. é fundamental a tranqüilização dos pais. nesses casos. evitando-se a posição de bruços para dormir devido à sua associação com a síndrome da morte súbita em lactentes. café. Pode-se utilizar o "bebê conforto". Deve-se evitar o uso de roupas apertadas. suspeitando que ele possa ser a causa dos vômitos da criança. orienta-se oferecer porções menores e mais freqüentes dos alimentos e espessamento do leite de vaca. Geralmente as medidas posturais são suficientes para diminuir a sintomatologia: posição em decúbito lateral elevado a 45-60º. colocando apoios (por exemplo. pois as mães. 1 . primeiramente. como já foi referido. abrir o tecido em duas tiras. pode reproduzir para facilitar a compreensão da necessidade de decúbito elevado para o tratamento do RGE e de como fazê-lo. Não existe indicação para substituição do leite materno por leite de vaca nos casos de RGE. bem como a manipulação das crianças após as refeições.Sugestão de desenhos que o profissional de saúde.

mesmo com o uso de bromoprida. Para as crianças com quadro clínico sugestivo de doença do RGE. tem sido muito utilizada na prática. com reavaliação após uma semana. pode-se instituir o tratamento medicamentoso (bromoprida). a partir do ano 2000. 120 ml de água. No entanto.Ingredientes: 3 colheres das de chá de farinha de milho ou de arroz. 1 colher das de chá de açúcar. calafrios e. A bromoprida. administrada na dose de 0.5 a 1 mg/kg/dia. No entanto. várias publicações têm relatado o encontro de alteração da repolarização ventricular associada ao uso de cisaprida. Quando a resposta a essas medidas não for adequada. sendo pouco freqüente o surgimento de efeitos colaterais (sonolência. claritromicina e outros). dividida em quatro a seis vezes por dia uma hora antes das mamadas ou das refeições e antes de ir dormir. até essa mistura ficar com consistência aumentada. 4. deve-se introduzir as medidas posturais e dietéticas e reavaliar em sete dias. inibidores das proteases (anti-retrovirais). fluconazol etc. espasmos musculares localizados ou generalizados. Preparo: cozinha-se a farinha na água açucarada. em centros especializados. A papa fria tem consistência de pudim. na semana seguinte. com a receita médica sendo retida na farmácia. antifúngicos imidazólicos (cetoconazol. assim como a instituição concomitante de cisaprida com outras drogas que são metabolizadas na mesma via hepática. deve-se evitar o seu uso em portadores de doenças cardíacas e hepáticas. solicita-se a realização de EED. recentemente. retira-se a mistura do fogo e deixa-se esfriar. Tratamento medicamentoso do RGE: utilizam-se drogas que facilitam o esvaziamento esofagogástrico. No retorno. deixando a cisaprida como medicamento a ser instituído.3. o tratamento medicamentoso deve ser mantido por pelo menos oito semanas e as medidas posturais e dietéticas. Além disso. Assim. se não houver melhora clínica significativa. Sabe-se que níveis elevados de cisaprida. quando necessário. a venda da cisaprida no Brasil passou a ser controlada. iniciando-se a investigação laboratorial por meio da solicitação do EED (suspender a bromoprida cinco dias antes da realização do exame) e encaminhando-se a criança para o centro de referência especializado. Se. azitromicina. orienta-se que o médico de saúde da família dê preferência ao uso da bromoprida. o médico deve estar ciente de que está contra-indicado o uso concomitante de cisaprida com as medicações dos seguintes grupos: macrolídeos (eritromicina. predispõem à arritmia cardíaca.). apesar de as medidas posturais e dietéticas estarem sendo feitas de modo correto. os sintomas persistirem. Com base nesses relatos. A medicação considerada mais eficaz para o tratamento da doença do RGE é a cisaprida. mais raramente. 1 Papa de Epstein . Se houver melhora clínica. associa-se o uso de bromoprida e encaminha-se a criança para o centro de referência especializado. astenia. cefaléia. mantidas até seis meses após o desaparecimento dos sintomas. antiarritmicos e ciclosporina. considera-se a possibilidade de doença do RGE. reversíveis com a suspensão do medicamento ). .

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Dra. a doença diarréica responde por quase 1/3 da mortalidade infantil. Os esforços do Programa de Controle da Doença Diarréica. sendo que há fortes variações regionais. principalmente às custas da diminuição de óbitos por desidratação. priorizando o uso da Terapia de Reidratação Oral (TRO). da alimentação adequada para a idade e o uso criterioso de medicamentos foram os principais responsáveis pela redução da mortalidade por diarréia aguda. Entretanto. na região sudeste. Na região Nordeste é uma das principais causas de morte entre as crianças menores de 1 ano. responde por cerca de 6% dos óbitos nesta faixa etária. Ana Cecilia Sucupira1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:08 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A diarréia é importante causa de morbimortalidade em crianças abaixo de 5 anos nos países em desenvolvimento. com a redução da mortalidade por diarréia aguda e desidratação. No Brasil. Neste grupo ocorre mais da metade dos óbitos atuais por diarréia na infância e verifica- . Sandra Grisi1 Dra. passou a chamar a atenção a proporção de casos de diarréia aguda que apresentavam evolução por tempo superior a 14 dias. enquanto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Profa.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Diarréia Aguda Diarréia Persistente Copyright © 2001 IDS . Esta condição é chamada de diarréia persistente.se um grande comprometimento do estado nutricional.

A causa mais freqüente. decorre de perdas pelo trato gastrintestinal. na faixa pediátrica. coma e restrição hídrica). A incidência é maior nas populações de baixo nível sócio-econômico. em crianças sem aleitamento materno. . podendo evoluir.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Filumena Maria da Silva Gomes1 Vera Freire Gonçalves1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:56 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Desidratação é a deficiência de água e eletrólitos corpóreos por perdas superiores à ingestão devido a ingestão reduzida (anorexia. perda aumentada cutânea e respiratória (queimaduras e exposição ao calor). perda aumentada gastro intestinal (vômitos e diarréia). A diarréia é causa importante de óbitos em crianças menores que 5 anos. insuficiência renal crônica e da supra-renal). imunodeprimidas ou com doença crônica. de modo mais prolongado e desfavorável. desnutridas. administração de diuréticos. perda aumentada urinária (diurese osmótica.

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Douek1 Última Atualização: 9/5/2001 6:41:10 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Cefaléia Dor abdominal Dor em membros .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Ana Cecilia Silveira Lins Sucupira1 Paulette C.

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a médio e longo prazo. A apresentação varia da bacteriúria assintomática a pielonefrite aguda. são o refluxo vésico-ureteral. 1/3 das crianças com insuficiência renal crônica é portadora de pielonefrite crônica associada a nefropatia obstrutiva ou de refluxo. Estas lesões aumentam o risco de hipertensão arterial e de insuficiência renal crônica. a estenose de junção uretero-pélvica. . descritas em 50% dos pacientes com infecção urinária. que representa potencial risco de bacteremia e instalação de lesões renais irreversíveis.Estas alterações. a válvula de uretra posterior nos meninos e a presença de distúrbios funcionais da micção. Em nosso meio.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Márcia Melo Campos Pahl1 Jaqueline Christiane Lanaro1 Última Atualização: 9/5/2001 6:40:04 AM 1 Médica Assistente do Hospital Universitário da USP A infecção urinária é uma doença freqüente em crianças. as cicatrizes renais. O refluxo vésico-ureteral é detectado em cerca de 20 a 40% de pacientes com infecção urinária e as obstruções das vias urinárias ocorrem em 10% dos meninos e 1% das meninas com infecção urinária. A presença de alterações morfo-funcionais das vias urinárias em pacientes com infecção urinária aumenta o risco de seqüelas renais. Estes riscos potenciais justificam a ênfase dada ao diagnóstico precoce.

. mas a sua presença. Os Proteus sp favorecem a formação de cálculos de estruvita porque degradam a uréia e alcalinizam a urina. Providencia sp. No sexo masculino. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações clínicas da infecção urinária variam com a faixa etária e localização da infecção. As vias urinárias podem ser o foco primário de infecção. urgência miccional e alterações na cor e odor da urina. Nas crianças maiores. bactérias gram-negativas ou bacilos aeróbicos conhecidos como Enterobacteriaceae.. Enterobacter sp. anorexia. A maior parte das infecção urinária tem como agente etiológico os germes da flora intestinal. principalmente após manipulação das vias urinárias ou em pacientes com comprometimento dos mecanismos de defesa.. irritabilidade. após os 6 meses de idade não é indicativo de infecção urinária. As manifestações mais freqüentes são disúria. A incidência de sepse é menor que no período neonatal. ainda. ganho de peso inadequado e manifestações gastrintestinais (náuseas. choro às micções e alterações na coloração da urina. o quadro clínico é ainda inespecífico. sendo responsáveis por 1/3 das infecções urinárias em meninas maiores de 10 anos de idade. os achados clínicos são bastante inespecíficos e encontramse no quadro 1..A prevalência de infecções urinárias sintomática varia de acordo com o sexo e faixa etária. De maneira geral. podendo ser manifestação isolada de infecção urinária.. Morganella sp.. Pertencem a esta família a Escherichia coli. Serratia sp. após o primeiro ano de vida. A febre como sintoma isolado é menos comum nesta faixa etária. Dor abdominal e/ou em baixo ventre também são relatos comuns. polaciúria. pré-escolares. Salmonella sp. Proteus sp. sugere acometimento renal. As infecções por Staphylococcus saprophyticus são mais freqüentes nas faixas etárias pré-puberal e puberal. Podem ocorrer. cresce o número de infecções por bactérias do grupo Proteus sp. associada à dor lombar ou não..coli predominando. Nos lactentes. escolares e adolescentes. A infecção urinária é responsável por cerca de 5% das febres inexplicáveis no lactente e tem sido aceita como um marcador clínico de envolvimento do parênquima renal. cerca de 1% dos meninos e 5% das meninas apresentam um episódio de infecção urinária até os 12 anos e seu pico de incidência ocorre ao redor dos 4 anos de idade. Klebsiella sp. especialmente até os 6 meses de idade. A presença de febre constitui um dado importante.. No período neonatal. especialmente entre os neonatos portadores de uropatias obstrutivas. isoladamente. embora a E. Ganho ponderal inadequado. A Pseudomonas sp. a sintomatologia passa a adquirir maior especificidade. Nesta faixa etária é obrigatória a pesquisa de infecção urinária nos casos de sepse. é um gramnegativo não-pertencente à família Enterobacteriaceae que também pode ser causador de infecção urinária. podendo compreender febre. pois a grande maioria das infecções ocorre por via ascendente. vômitos diarréia e cólicas abdominais).

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaqueline Christiane Lanaro Márcia Melo Campos Pahl Última Atualização: 9/20/2001 11:36:04 AM Quadro clínico e Epidemiologia A glomerulonefrite difusa aguda (GNDA) é uma doença inflamatória não-supurativa que acomete difusamente os glomérulos de ambos os rins. a GNDA pós-estreptocócica (GNDAPE) é a mais comum. O processo inflamatório glomerular é imunologicamente mediado e resulta na instalação de uma síndrome nefrítica aguda. embora outros estreptococos (como o pneumococo). acompanhada. meningococos e até Mycoplasma já tenham sido relacionados à glomerulonefrite aguda. na maioria das vezes. Esta síndrome caracteriza-se pelo aparecimento abrupto de edema. estafilococos. hipertensão arterial e hematúria. após doenças infecciosas. Em crianças. geralmente. Entre as bactérias. Um grande número de infecções virais e bacterianas têm sido incriminadas. A infecção de pele ou orofaringe pelo Streptococcus beta-hemolítico do grupo A determina a produção de anticorpos. a mais freqüentemente associada tem sido o estreptococcus betahemolítico do grupo A. Admite-se que o antígeno estreptocócico se deposite na membrana basal . A glomerulonefrite aguda em crianças aparece. de proteinúria e azotemia em graus variáveis.

hematúria (presente em 25-50% dos casos. onde a recuperação se aproxima de 100% dos casos. não sendo somente uma conseqüência da retenção hidro-salina e da hipervolemia subseqüente. mas há casos com duração superior a 4 semanas). contudo. produzindo edema. A doença é mais freqüente em crianças e adolescentes. O processo inflamatório gerado produz oclusão dos capilares glomerulares.glomerular e. é possível identificar hematúria microscópica e proteinúria em cerca de 30% dos pacientes. insuficiência cardíaca e encefalopatia hipertensiva. a criança é assintomática. Estudos mostram que crianças que desenvolvem GNDA a partir de piodermites são. O quadro clínico caracteriza-se por instalação abrupta e abrange os seguintes sinais e sintomas: edema ( presente em 85% dos casos. posteriormente. na proporção de 2:1. sugerindo o envolvimento de outros fatores patogênicos. mais jovens que aquelas com faringites. em geral. recebe os anticorpos circulantes com conseqüente formação de imunocomplexos e ativação do sistema do complemento. A mortalidadde na fase aguda é inferior a 1%. A hipertensão arterial provavelmente tem origem multifatorial. bem como lesão de suas paredes. A probabilidade de um indivíduo desenvolver GNDA na presença de um estreptococo nefritogênico é de 15%. A hematúria e proteinúria são decorrentes do processo inflamatório dos capilares glomerulares que permite a passagem de hemácias e proteina para a urina. reduzindo. deve alertar para a possibilidade de exacerbação de doença crônica. média de 21 dias. desaparece em 2 semanas. é leve e restringe-se à face). a sepse. A diurese induzida por diuréticos não necessariamente determina redução nos níveis pressóricos. em geral. Durante este período. no início do quadro. após as infecções de pele. hipertensão arterial (presente em 60 a 80% dos casos . As manifestações clínicas da GNDA surgem após um período de latência que varia de 1 a 3 semanas (média de 10 dias) após a infecção de orofaringe. oligúria (diurese menor que 1ml/kg de peso/hora em crianças até 10 kg ou abaixo de 600 ml/m2 de superfície corpórea/dia nas maiores é freqüente). ocorrem em adultos com mais de 40 anos de idade. sobretudo na faixa etária dos 3 aos 12 anos de idade. portanto sem período de latência. O início de uma glomerulonefrite coincidindo com uma infecção. Vários estudos demonstram que. moderada). e de 2 a 4 semanas. O sexo masculino é mais acometido que o sexo feminino. assim. O prognóstico dos pacientes que se apresentam com a forma típica de GNDAPE é muito bom e isto é particularmente verdade nas crianças. A queda na filtração glomerular resulta na retenção renal de sódio e água. o sistema renina-angiotensina está acentuadamente inibido. . e deve-se. independentemente do foco primário infeccioso. Raramente a doença se repete em um mesmo indivíduo. a superfície filtrante e determinando redução da taxa de filtração glomerular. Menos de 5% dos casos são vistos em crianças abaixo dos 2 anos de idade e 5 a 10%. geralmente.

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As acentuadas variações de crescimento e desenvolvimento físico que ocorrem na adolescência. do atraso da puberdade e do crescimento linear excessivo (quee já foram discutidas no capítulo de crescimento e desenvolvimento puberal). retardo puberal. a tuberculose e os acidentes. como os distúrbios nutricionais. Acne. Acne . escoliose do adolescente. tratamento específico. É o caso da baixa estatura. na maioria das vezes. Outras afecções assumem aspectos especiais. podem constituir importante fonte de ansiedade para o adolescente e sua família. distúrbios menstruais. atividade sexual precoce e aqueles de natureza psicológica estão extremamente relacionados ao próprio processo de crescimento e desenvolvimento. as cáries. embora dispensando. ginecomastia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 9/5/2001 6:43:18 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Alguns problemas de saúde têm incidência específica na adolescência.

Ginecomastia Vulvo-vaginites Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Vale recordar que um traumatismo na criança pode provocar lesão da placa epifisária de crescimento. As mais comuns são as doenças traumáticas. e que algumas fraturas na infância podem levar a sérios problemas circulatórios. congênitas e adquiridas. que devem ser prevenidos com diagnóstico precoce e conduta de urgência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:36:10 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Afecções traumáticas Afecções congênitas Devemos dividir as afecções na criança em doenças traumáticas. que exige tratamento de urgência. .

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intolerância à glicose. de 1 a 27% e no Centro Oeste. microalbuminúria. aumento da atividade de fatores da coagulação. A hipertensão arterial é um fator de risco para doença cerebrovascular e coronária. mostram que. insuficiência cardíaca e renal. no Sudeste. as prevalências vão de 7 a 40%. obesidade central. embora não exista um estudo nacional. alterações tróficas dos .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Décio Mion Jr1 Ângela MG Pierin2 Última Atualização: 8/10/2001 11:23:36 AM 1 Professor Livre Docente. No Brasil. podendo chegar a 50% nos idosos. no Sul. como dislipidemia. os estudos regionais realizados com diferentes critérios de definição da doença e de medida da pressão arterial. na região Nordeste. resistência à insulina. de 5 a 38%. Escola de Enfermagem da USP Epidemiologia e definição A hipertensão arterial é uma doença altamente prevalente. Disciplina de Nefrologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP 2 Professora Livre Docente. atingindo cerca de 15 a 20% da população adulta. de 6 a 17%. Ela se associa e interage com outros fatores de risco.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hipertrofia e alteração da função diastólica de ventrículo esquerdo. Copyright © 2001 IDS .vasos.

onde se destacam a obesidade . e o não-insulinodependente. como o glucagon. Situações onde há excesso de hormônios contra-reguladores são raras. com forte determinação por fatores ambientais. sendo a mais freqüente a deflagrada pelo uso de corticosteróides como medicamentos. polifagia. O diabetes é classificado em dois tipos: o insulino-dependente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/21/2001 6:44:04 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O metabolismo de carboidratos é regulado pela insulina e pelos hormônios contrareguladores. como infecções viróticas e processos alérgicos. muitas vezes. depois dos 40 anos. O tipo 1 tem seu início na infância ou na adolescência. emagrecimento. O diabetes tipo 2 ocorre na faixa adulta. o cortisol e o hormônio do crescimento. ou tipo 1. mas. O diabetes gestacional não será abordado no presente texto. polidipsia. ou tipo 2. O diabetes é um distúrbio metabólico caracterizado pelo aumento da glicose sangüínea por deficiência de insulina ou por resistência periférica à ação da insulina. o diagnóstico somente é feito em situação emergencial em jovem em coma cetoacidótico. O indivíduo apresenta poliúria. estando asssociado a mecanismos auto-imunes ainda não bem definidos.seja ela global ou .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . costuma ser desconhecido em quase metade dos portadores.localizada no abdome -. Em suma. por quase não apresentar sintomas. No Brasil. mostrando que a freqüência do tipo 2 é muito maior do que a do tipo 1. a inatividade física e o tabagismo.8 % da população entre 30 e 69 anos. na maioria das vezes. seguido das complicações arteriais cerebrais e em membros inferiores e pelo comprometimento das arteríolas em rins e retina. Importante ressaltar que o diabetes tipo 2. O principal é a carga elevada de doença coronária provocada pelo diabetes. sendo diagnosticada. a prevalência do diabetes de tipo 1 varia de 7 a 12 por 100. A alteração osmótica provocada pela hiperglicemia e pela produção elevada de corpos cetônicos provoca uma situação crítica do equilíbrio ácido-básico e hidroeletrolítico em crianças e jovens diabéticos com sério risco de vida. a hiperglicemia sem cetose induz ao coma hiperosmótico. situação esta encontrada no nosso e em outros países. A sua apresentação clínica é bastante frustra. o diabético que sobreviva a eventos cardiovasculares como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral terá um risco maior de desenvolver insuficiência renal em níveis dialíticos ou de ficar cego. que pode ser confundido com um evento cerebrovascular agudo.000 habitantes entre 0 a 14 anos e a do tipo 2 é de 7. por queixas vagas ou em rastreamento. Em idosos. Copyright © 2001 IDS . A ação da hiperglicemia no endotélio e em outros mecanismos bioquímicos provoca uma série imensa de agravos cardiovasculares em ambos os típos de diabetes.

do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Dr.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof.1% naquela acima de 64 anos.8% na faixa etária entre 50 e 64 anos. Disciplina de Cardiologia Departamento de Cardio-pneumologia Epidemiologia e Quadro Clínico Segundo dados do Ministério da Saúde (Datasus . as doenças cardiovasculares constituem-se a maior causa de óbito em todas as regiões do Brasil. José Carlos Nicolau1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:06 AM Autores: 1 Livre-Docente em Cardiologia .http://www.9% no Nordeste e 34. fundamentalmente angina do peito e infarto do miocárdio (52. na maioria das vezes.gov. Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do Instituto do Coração (InCor) . e 47. variando entre 29.datasus.9%).7% no Sul. A angina do peito pode ser definida como a presença de dor no peito ocasionada por sofrimento (isquemia) do músculo cardíaco (miocárdio). Pode ser dividida. . a presença de obstrução aterosclerótica em artéria coronária. as que mais se correlacionam com mortalidade são a doença coronária.2% do total de óbitos por doença cardiovascular) e acidente vascular encefálico (32. Dentre as doenças cardiovasculares. Os valores atingem 38.br). As diferentes formas de apresentação da doença coronária (angina do peito e infarto do miocárdio) têm em comum.USP.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . na maioria das vezes ocorre independentemente de esforço físico e tem pior prognóstico do que a angina estável. As características da dor são similares na angina do peito e no infarto do miocárdio. será abordada apenas a angina estável. O infarto agudo do miocárdio se caracteriza pela presença de dor precordial de duração prolongada (mais de 20-30 minutos) e. é a que tem pior prognóstico. dentre as diferentes formas de apresentação da doença arterial coronária. A angina instável tem várias formas de apresentação.de forma simplificada. em estável e instável. A estável ocorre aos esforços físicos e geralmente se relaciona a uma obstrução aterosclerótica importante (maior de 70%) em uma ou mais das artérias coronárias. No presente texto. variando frequentemente a duração e o fenômeno desencadeante.

atitudes comuns há menos que duas décadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fábio Iuji Yamamoto1 Última Atualização: 8/28/2002 11:50:13 AM Autores: 1 Serviço de Neurologia Clínica da Divisão de Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) constituem a primeira causa de morte entre as doenças cardiovasculares no Brasil. de conduta e prevenção. principalmente entre mulheres. onde os coeficientes são dos mais elevados quando comparados a países do hemisfério ocidental. A apresentação inicial de . Por outro lado. A doença cerebrovascular pode ser classificada em três grandes grupos (e cada um deles com inúmeras sub-divisões. tanto no aspecto relativo às perdas econômicas quanto ao custo social gerado pela doença cerebrovascular. Há grande impacto das doenças cerebrovasculares sobre a sociedade como um todo. deram lugar a avanços fantásticos nos seus aspectos diagnósticos. Pessimismo e negativismo. as doenças cerebrovasculares representam uma das áreas da medicina que experimentam progressos cada vez mais rápidos. caracterizando doenças específicas): o isquêmico. a hemorragia intracerebral e a hemorragia sub-aracnóide.

de tal forma que a sua mortalidade e incidência podem ser consideradas como marcadores da prevalência da hipertensão em uma localidade.8% e a hemorragia subaracnóide por 15. porém com intensidade menor do que ocorre com o risco de um infarto do miocárdio. a hipertensão arterial predomina no grupo mais afetado entre os 40-69 anos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A hipertensão arterial é o fator de risco principal para o AVC.5% dos casos atendidos. Copyright © 2001 IDS . nos pacientes normotensos mais idosos. os isquêmicos são responsáveis por 63. A hemorragia intracerebral pode estar associada a malformações vasculares e ao uso de drogas em indivíduos com idade inferior a 40 anos. como o tabagismo. o diabetes e o colesterol elevado também contribuem. O AVC isquêmico associa-se ao processo aterotrombótico ou lacunar no território carotídeo e vértebro-basilar ou a embolia cardíaca. a angiopatia cerebral amilóide deve ser considerada no diagnóstico diferencial.todos estes eventos é quase sempre aguda. Outros fatores. a hemorragia intracerebral por 20. No Serviço de Neurologia de Emergência do Hospital das Clínicas da FMUSP.7%. motivando a procura de pronto-socorro.

sendo diagnosticada em menos de 2% entre os com menos de 55 anos. ficam mais velhas e acabam apresentando insuficiência cardíaca. reduz substancialmente a qualidade de vida dos pacientes e. . As pessoas não morrem mais de doenças infecciosas. A insuficiência cardíaca. com mortalidade superior a 60% no primeiro ano. é doença limitante. tem características de doença maligna. que. pois. pela sua característica clínica. Só o envelhecimento da população já é fator de aumento de sua prevalência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Antonio Carlos Pereira Barretto1 José Antonio Franchini Ramires1 Última Atualização: 9/21/2001 6:47:46 AM 1 Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença que vem se tornando mais freqüente com o passar dos anos. naqueles com mais de 75 anos. é observada em mais de 10% dos pacientes. com o seu agravamento. mesmo nos dias de hoje. de cardiopatia valvar ou isquêmica. nas formas avançadas.

O mesmo se aplica aos seguros saúde e pacientes privados. secundários à dilatação ventricular e hiperfonese do componente pulmonar da segunda bulha podem ser observados. Mesmo com todo o avanço tecnológico e científico dos últimos anos. dispnéia paroxística noturna. dispnéia de repouso até edema agudo de pulmão. variando de extremos. como insuficiência aguda da bomba com edema agudo de pulmão ou choque cardiogênico. clínico. teremos diferentes sinais. Nos casos de falência direita: estase jugular. equivalente a 4. O principal sintoma da insuficiência ventricular esquerda é a dispnéia nas suas várias formas de apresentação: aos esforços. Outras alterações. o estado geral de pacientes com IC de recente início pode ser relativamente bom. como pulso alternante. enquanto aqueles crônicos. estes últimos especialmente nos idosos. nas fases tardias da doença. a análise de sinais e sintomas mantém-se como a principal maneira para se diagnosticar a IC. até disfunção ventricular esquerda assintomática ou leve. da rapidez com que a síndrome se desenvolve e. ortopnéia. pela sua freqüência.6% das despesas com hospitalizações no ano de 1998. eminentemente. sopros sistólicos em áreas mitral e tricúspide. dependendo da câmara acometida.Ao lado deste cortejo clínico. especialmente. . vômitos. Alguns sintomas estão relacionados especificamente a falência do ventrículo direito determinada pelo acúmulo generalizado de fluidos. anasarca com derrame pleural e ascite. Fadiga e astenia são sintomas também freqüentes. noctúria. Desconforto em hipocôndrio e flanco direito (hepatomegalia e distensão da cápsula de Glisson) e sintomas gastrointestinais. se houve tempo suficiente para que os mecanismos compensatórios sejam acionados ou para que ocorra retenção hídrica e o fluido se acumule no espaço intersticial. A insuficiência cardíaca pode apresentar-se de diferentes maneiras. Ao exame físico. obstipação ou diarréia e dor abdominal difusa. confusão mental. tendo o governo gasto R$ 150 milhões no tratamento. geralmente. prejuízo da memória e insônia. sendo a expressão clínica da hipertensão venocapilar pulmonar. são também observados com certa freqüência. especificamente. náuseas. edema de membros inferiores e. de maneira importante. os gastos familiares na assistência ao doente etc. são os mais freqüentes. plenitude pós-prandial. A manifestação clínica depende. O diagnóstico da IC é. Alguns outros sintomas. apresentam-se malnutridos e até caquéticos. poderemos encontrar estertores finos em bases pulmonares. Nos casos com falência esquerda. nas formas mais avançadas. são encontrados sinais clínicos que variam com o grau e a cronicidade da doença. não havendo exame complementar capaz de definir de maneira única e objetiva a presença desta síndrome. À semelhança dos sintomas. A insuficiência cardíaca foi a principal causa de hospitalização entre as doenças cardíacas. As despesas são ainda maiores se considerarmos os dias não trabalhados. é uma das doenças que onera muito os serviços de saúde pública e privada. como oligúria. Achados cardíacos denotando disfunção ventricular incluem ritmo de galope com terceira bulha patológica. Desta forma. hepatomegalia.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

As doenças arteriais inflamatórias (arterites) são menos freqüentes. enquanto as arterites ocorrem antes dessa idade. Claudicação intermitente: É um sintoma característico e patognomônico. mas podem causar isquemia importante. O quadro depende da gravidade das lesões e se manifesta de três formas distintas: claudicação intermitente. quase sempre. que aparece após andar uma certa distância. O diagnóstico etiológico começa pela idade: a aterosclerose atinge os indivíduos acima de 50 anos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Pedro PuechLeão1 Última Atualização: 9/3/2001 9:27:16 AM Autores: 1 Professor Titular de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A principal causa de insuficiência arterial dos membros é a aterosclerose. aumentando de intensidade até obrigar o paciente a parar. podendo. Por si . Consiste na dor muscular. dor isquêmica de repouso e necrose tecidual. Ela responde por mais de 90% dos casos. A insuficiência arterial dos membros tem quadro clínico bastante característico. ser diagnosticada apenas com base na história e exame físico.

mesmo que o paciente fique em pé. A dor aparece após andar alguma distância. faz o diagnóstico de insuficiência arterial. ou seja. será obrigado a parar. na maioria deles. Diferencia-se de outros quadros dolorosos pelo fato de piorar quando o paciente se deita. instalada a dor.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o paciente nunca sente dor quando está parado. 3. As características que permitem reconhecer a claudicação intermitente são: 1. O sintoma é. Portanto. ela oscila dentro de uma determinada faixa. mais intensa na extremidade: dedos e dorso do pé. portanto. 4. Estes quase sempre melhoram na posição sentada ou em pé. O ato de levantar-se e dar alguns passos pode melhorar a dor. O paciente sente dor de forte intensidade mesmo parado. mas. nem ao iniciar a marcha. ocorre principalmente à noite. se o paciente decidir empreender uma caminhada. Na anamnese. o paciente pode continuar andando se diminuir o ritmo. porque a circulação aumenta pela ação da gravidade. A dor isquêmica de repouso pode ser acompanhada de formigamento e adormecimento dos dedos. constante e sempre presente nas mesmas circunstâncias. uma vez tendo parado. Porém. para só voltar após nova caminhada na mesma distância A claudicação intermitente é. chegando a impedir o sono. Dor isquêmica de repouso: Esta representa uma insuficiência arterial mais avançada. um sintoma característico e inconfundível. a dor cede completamente em alguns minutos. para não confundi-lo com outras manifestações dolorosas dos membros. se insistir. A dor é em queimação. não existe um dia em que o indivíduo pode andar longas distâncias sem dor. 2. Copyright © 2001 IDS . é importante caracterizar bem o sintoma. portanto. surgirá a claudicação conforme descrito acima.só. embora a distância que o paciente consegue caminhar sem dor possa variar dependendo de fatores ambientais e do terreno.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Fábio F. Morato Castro1 Jorge Kalil1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:52 AM Serviço de Imunologia do Hospital das Clínicas e Disciplina de Alergia e Imunopatologia da Faculdade de Medicina da USP 1 Rinite alérgica Alergia a veneno de insetos Dermatite atópica Reação adversa a drogas Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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químicos ou microbiológicos. ambientais e sócio-econômicos. É definida como uma inflamação específica da mucosa que forra as cavidades paranasais ou seios da face causada por agentes físico. Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas tem rino-sinusite a cada ano. a incidências anual por habitante chegará a duas por ano em adultos e até quatro vezes ao ano em crianças.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 6:55:16 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A rino-sinusite é doença de grande incidência entre adultos e crianças. Estima-se 20% dos adultos terá ao menos um episódio de rino-sinusite ao longo de suas vidas. . sendo a incidência influenciadas por fatores regionais. Se incluirmos no diagnóstico o processo inflamatório que acomete a mucosa do nariz e seios paranasais em gripes e resfriados comuns (infecções virais).

A inflamação crônica implica em uma contínua resposta inflamatória com necrose. retinites. revestidos pela mucosa nasal que se invaginou pelos orifícios de comunicação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . influenzae e o Streptococus sp. De maneira prática classificamos a rino-sinusite em aguda (menos de quatro semanas) e crônica sendo o diagnóstico baseado em estimativas da duração da inflamação. ceratites. escierites. uveites e coriorretinites. etmoidais. conjuntivites.. trombose de seios venosos e abscesso cerebral. o epitélio ciliado do forramento cavitário é destruído ou inativado. fibrose e supuração ativa presentes ao mesmo tempo levando a alterações irreversíveis. Enterobacter sp. coroidites. são predominantes. As complicações das rino-sinusites são raras. Staphylococcus aureus. as infecções anaeróbias e estreptocócicas são as mais comuns. abscesso epidural. Na rino-sinusite hospitalar as bactérias gram negativas predominam. Os agentes infecciosos da rinosinusite aguda são o Streptococus pneumonie e o Hemophilus influenzae (responsáveis por 60 % dos casos). (8%) e Moraxella Catharralis (4% em adultos e até 20% em crianças).Os seios paranasais são quatro estruturas pares (seios maxilares. Vários estudos mostram a Pseudomonas aeruginosa como a mais comum. No processo agudo. a resposta seria reversível através de tratamento adequado. O movimento ciliar na mucosa sinusal drena o muco sinusal para as fossas nasais. Tanto na rino-sinusite aguda como na crônica. com retorno das características normais da mucosa. impedindo a drenagem normal das secreções. irites. Em infecções do seio maxilar relacionadas a problemas dentários. osteomielites. Proteus mirabilis e Escherichia coli.meningite. predominando cocos anaeróbios e Bacterióides sp. Nas infecções mistas (aeróbios e anaeróbios) o H. esfenoidais e frontais). Na rino-sinusite crônica. porém a alta incidência da afecção na população implica que as rino-sinusites tenham um papel no aparecimento de dacriocistite supurada (infecção do saco lacrimal). seguida pela Klebsiela pneumoniae. Copyright © 2001 IDS . os anaeróbios tem um papel relevante (cerca de 90%). Em imunodeprimidos podemos encontrar infecção fúngica.

por exemplo.8% do total de óbitos na população. Em serviços de pediatria.4%. na faixa etária de 5 a 19 anos. ocorreram 2. entre 1970 e 1992. O incremento médio anual no Rio Grande do Sul. Em 1997.672 óbitos por asma no país. avaliada em estudo internacional que contou com dados de cinco capitais brasileiras. foi de 8. A prevalência cumulativa média neste estudo foi de 13%. Observou-se aumento de mortalidade por asma em várias regiões brasileiras entre a década de 70 e a de 90.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rafael Stelmach1 Alberto Cukier2 Última Atualização: 9/21/2001 6:50:12 AM 1 2 Professor doutor da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Professor livre docente da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A prevalência mundial de asma brônquica em crianças e adolescentes oscila entre 5% e 22%. O desconhecimento . a asma é responsável por aproximadamente 5% das consultas ambulatoriais e até 16% das consultas de emergência. Esta é uma característica da doença: maior morbidade e menor letalidade. porém taxas estáveis foram verificadas no Estado de São Paulo. Os óbitos por asma representaram cerca de 0.

sobre o caráter inflamatório da doença. Caso novos estímulos desta ou de outra natureza ocorram.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o fluxo aéreo se reduz. Há uma imediata ativação de células inflamatórias e liberação de mediadores. e não mais simplesmente ao do broncoespasmo. com conseqüente aumento do tônus das vias aéreas. É uma doença incurável. que evolui com crises quando um indivíduo sensível é submetido a um estímulo nas vias aéreas. deram clareza aos processos fisiopatológicos da asma. que passou a ser direcionado ao controle da inflamação. desenvolvidos na última década. Esta compreensão da patogenia produziu substancial mudança na classificação da gravidade da asma. Como conseqüência. aproximadamente 6 horas após o estímulo inicial. ocorre uma segunda redução do fluxo aéreo. Asma brônquica é uma doença crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios recorrentes de tosse seca. desencadeando a sintomatologia. Em alguns pacientes. Estes conceitos. sibilância e dispnéia. facilitando o acesso dos mediadores aos receptores irritativos. bem como a ausência de um programa de educação e tratamento padronizados podem justificar parte destes números. perpetua-se a hiperreatividade. que se correlaciona com a gravidade da asma. Estas permanecem neste estado de hiperreatividade por vários dias. com implicações diretas no tratamento. Este ciclo inflamatório leva à destruição do epitélio de revestimento das vias aéreas e à exposição de terminações nervosas. hipersecreção mucosa e edema das vias aéreas. Em decorrência. há contração da musculatura lisa dos brônquios. ocorre a chamada reação dual em que. primordialmente vinculados a um processo inflamatório persistente. Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Cukier1 Rafael Stelmach2 Última Atualização: 9/21/2001 6:54:32 AM 1 2 Professor Livre Docente da Disciplina de Pneumologia da FMUSP .Departamento de Cardio-Pneumologia Quadro clínico e Epidemiologia A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma entidade clínica caracterizada pela obstrução ou limitação crônica ao fluxo expiratório. Este conceito engloba duas entidades. Os sintomas predominantes são a tosse. responsável por mais de 90% dos casos da doença. de progressão lenta e irreversível. a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. em grau variável. com história de tosse e expectoração . O paciente portador de DPOC habitualmente é um fumante ou ex-fumante. a expectoração e a dispnéia. como pelo custo do tratamento.Departamento de Cardio-Pneumologia Professor Doutor da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . tanto pelo absenteísmo e aposentadorias precoces. O tabagismo é a causa predominante. Devido a seu caráter progressivo e incapacitante. sendo os pacientes acometidos geralmente pelos dois componentes simultaneamente. a DPOC acarreta impacto econômico considerável.

sopro tricúspide. com tórax em barril. Os pacientes com enfisema mais pronunciado tendem a ser magros. hepatomegalia e edema de membros inferiores podem ser observados. Aqueles em que predomina a bronquite crônica. os doentes costumam se apresentar com edema dos membros inferiores e cianose. ascite. Nos casos em que se desenvolve cor pulmonale. se torna amarelada. A ausculta pulmonar tenderá a revelar diminuição do murmúrio vesicular quando a obstrução for muito acentuada ou na presença de enfisema. ao lado das manifestações clínicas crônicas. Crepitações podem ser audíveis particularmente nos pacientes bronquíticos. utilizando os músculos acessórios da respiração.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Caracteristicamente. taquipnéicos. Durante as exacerbações é freqüente a sibilância. Naqueles pacientes com hipóxia crônica. o desenvolvimento de cor pulmonale não é incomum. hiperfonese de segunda bulha. quando aumenta o grau da dispnéia. pois gera incapacidade e tende a ser progressiva. que. estase jugular. são menos dispnéicos.de longa data. com sinais de insuficiência cardíaca direita. timpanismo. cianóticos. por outro lado. a tosse e o volume da expectoração. freqüentemente. os pacientes tendem a evoluir com exacerbações agudas. Estes sintomas precedem ou são concomitantes ao aparecimento de dispnéia em cerca de 75% dos casos. têm tendência à obesidade. Copyright © 2001 IDS . O exame físico pode ser normal. Nestes casos. A dispnéia é o sintoma principal.

foram registrados 164.500 mulheres). A doença é mais freqüente no sexo masculino. no Brasil. No mundo.500 homens e 3. com estimativa de 20. Nos Estados Unidos. Bernardo2 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:16 AM 1 2 Diretor da Clínica de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Médico Assistente de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O câncer de pulmão.000 casos novos por ano. O câncer de pulmão é mais freqüente. ainda. tendo sido responsável por cerca de 13. Jatene1 Wanderley M.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fabio B.000 mortes no ano de 1997 (9. o câncer de pulmão é a causa mais freqüente de morte relacionada ao câncer e a segunda maior incidência de câncer em ambos os sexos. em pessoas com idade acima de 40 anos e principalmente na faixa etária de 60 anos. é a segunda maior ocorrência de câncer no sexo masculino e a sexta no sexo feminino. tendo a incidência no sexo feminino aumentado em 22% na última década.000 casos novos no ano de 2000. .

que. respectivamente. Câncer de pulmão não-pequenas células (80%): é representado por um conjunto heterogêneo de três tipos histológicos distintos de câncer de pulmão. como o asbesto. Há outros fatores relacionados com o desenvolvimento do câncer pulmonar. incluindo epidermóide ou carcinoma escamoso. o risco é. o carcinoma de pequenas células tem a maior tendência de ampla disseminação. asbesto etc. no homem e na mulher. O câncer de pulmão pode ser dividido em dois grupos principais: não-pequenas células e de pequenas células. mas é o mais responsivo à radio e à quimioterapia. como a exposição ao gás radônio (gás radioativo que pode se acumular no solo. urânio. Acredita-se que mais de 80% dos casos sejam resultantes do tabagismo. Não fumantes expostos a fumantes têm também maior risco de desenvolver câncer de pulmão.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . também são medidas preventivas. adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. Na prevenção do câncer de pulmão. têm sido associada de maneira menos freqüente ao câncer de pulmão.O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer pulmonar. 22 vezes e 12 vezes maior que o risco dos não-fumantes. cromo e níquel. não-expostos. Comparado com outros tipos celulares de câncer de pulmão. Além disso. quando localizados. com sobrevida média após o diagnóstico de 2 a 4 meses. bem como aos demais fatores sabidamente relacionados com o câncer de pulmão (radônio. nas fundações de construções). com índices 30% acima dos verificados em não-fumantes. Quanto maior o tempo e a quantidade de cigarros fumados. a exposição a substâncias químicas.). têm o potencial de cura com a ressecção cirúrgica. Assim. maior o risco. Copyright © 2001 IDS . Evitar a exposição a pessoas que estejam fumando. é considerada a segunda maior causa de câncer de pulmão. nos Estados Unidos. Câncer de pulmão de pequenas células (20%): estes tumores são de origem neuroendócrina e são muito agressivos. a medida mais importante a ser tomada é não fumar. Estes tipos histológicos são freqüentemente classificados em conjunto porque.

Esta última tem melhorado. nos últimos anos. Departamento de Clínica Médica da FMUSP Professor Titular. Departamento de Clínica Médica da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia HIPERTIREOIDISMO Hipertireoidismo é uma condição clínica caracterizada pelo aumento da secreção de hormônios tireóideos (denominado tireotoxicose) devido à hiperfunção glandular. significativamente. A tireotoxicose pode originar-se de várias causas: Causas Doença de Graves Mecanismo Estimulação tireóidea anormal por anticorpos anti-receptor do TSH . Disciplina de Endocrinologia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Meyer Knobel1 Éder Carlos Rocha Quintão2 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:56 AM 1 2 Professor Livre-Docente. A prevalência exata da tireotoxicose na população geral é desconhecida e depende tanto da distribuição geográfica como da acurácia diagnóstica. Disciplina de Endocrinologia.

Em outros pacientes. o distúrbio é franco. Como o desenvolvimento dos sintomas e sinais de hipotireoidismo é tipicamente insidioso e a prevalência da forma subclínica é estimada em 40%. caracterizada pela presença de anticorpos estimuladores dirigidos contra o receptor da tireotrofina (TSH). Exibe espectro clínico variável. o quadro clínico é inequívoco. que refletem uma exacerbação dos seus efeitos metabólicos. está justificada a triagem laboratorial de rotina na população em geral. Todos. resultante da diminuição da produção e da redução dos níveis circulantes dos hormônios tireóideos e reversível com a reposição hormonal deficiente. amiodarona. ativação constitutiva de receptores de TSH Múltiplos nódulos autônomos funcionantes Doença tireóidea auto-imune decorrente da superposição das doenças de Graves e Hashimoto Sobrecarga de iodo (constrastes radiológicos. dificultando o diagnóstico do hipertireoidismo. HIPOTIREOIDISMO O hipotireoidismo define síndrome clínica e bioquímica. doença de Graves. O excesso de hormônios tireóideos livres circulantes provoca manifestações clínicas. exibem concentrações circulantes elevadas de hormônio estimulador da tireóide (TSH). pacientes com bócio preexistente não-endêmico Interação do hCG aos receptores de TSH Superprodução de TSH Tireotoxicose induzida por iodeto Tumores trofoblásticos (mola hidatidiforme. pode ocasionar espectro variável de sintomas. sem a ajuda de recursos laboratoriais. Em alguns pacientes. em ordem decrescente de freqüência são: (1) doença de Hashimoto. Conseqüentemente. Tem etiologia autoimune. As causas mais comuns de hipotireoidismo. (2) terapia do hipertireoidismo .Nódulo hiperfuncionante Bócio multinodular tóxico "Hashitoxicose" Adenoma folicular autônomo. É mais comum em mulheres que homens. entretanto. A avaliação clínica e laboratorial permite distinguir entre portadores da forma subclínica (assintomático e apresentando níveis séricos normais de hormônios tireóideos) e branda. coriocarcinoma) Adenoma hipofisário produtor de TSH TSH = hormônio estimulador da tireóide. com pico entre 40 e 60 anos. antisépticos tópicos [Povidine]) em portadores de nódulos autônomos. mas a incidência aumenta com a idade em ambos os sexos. hCG = gonadotrofina coriônica A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo franco. provocando sintomas e sinais evidentes de comprometimento sistêmico. pacientes de áreas endêmicas de bócio. as evidências clínicas são inespecíficas. Em outros.

(3) terapia prévia de hipertireoidismo com drogas antitireóideas. interferon alfa). (4) pós-parto (transitório em 60-70% dos casos). (3) tireoidectomia subtotal para hipertireoidismo ou tumor.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (7) tireoidite subaguda. Copyright © 2001 IDS . iodeto.com 131I. (5) uso de drogas (lítio. (6) hipotireoidismo central (hipofisário ou hipotalâmico). amiodarona. (8) deficiência de iodo e (8) resistência generalizada ao hormônio tireóideo.

é definida como uma redução nos níveis de hemoglobina do sangue. são necessários parâmetros para estudar populações e servir de referência na prática clínica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu estes parâmetros. Por isso. baseando-se em estudos de âmbito mundial (tabela 1). Níveis de hemoglobina indicativos de anemia ao nível do mar * Grupos por faixa etária/sexo 6 meses a 5 anos Hemoglobina (g/dl) <11 . Tabela 1. o mais frequente sinal encontrado na prática clínica. porque cada indivíduo tem a concentração de hemoglobina adequada à sua massa muscular ou tecido metabolicamente ativo. Determinar os níveis normais de hemoglobina não é fácil.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Sandra Gualandro1 Última Atualização: 8/10/2001 11:30:06 AM Autores: 1 Disciplina de Hematologia e Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Anemia.

A doença de base ou doenças associadas também interferem na intensidade das manifestações clínicas e na adaptação do paciente à anemia. mesmo com níveis muito baixos de hemoglobina. nas anemias ferropênicas. mais intensos os sintomas. como acontece. 405. Quanto mais abrupta a queda no volume sanguíneo e/ou nos níveis de hemoglobina. associadas à capacidade compensatória dos sistemas pulmonar e cardiovascular.6 a 14 anos Homens adultos Mulheres adultas Mulheres grávidas *WHO technical support series no. o paciente permanece assintomático ou oligossintomático. A velocidade de desenvolvimento das alterações é crucial para a determinação da intensidade dos sintomas. existem outros tipos de anemia em que o ferro está em níveis normais ou até em excesso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . podendo decorrer de múltiplas causas. Embora a anemia ferropênica seja a doença de maior prevalência no mundo. Os sintomas de anemia relacionam-se à redução na capacidade de transportar oxigênio do sangue e à alteração do volume sanguíneo total.5 bilhão de pessoas e predominando nos países em desenvolvimento. Copyright © 2001 IDS . o diagnóstico correto para a instituição da terapêutica adequada. como nas hemorragias agudas ou crises hemolíticas. Nas anemias de instalação lenta. acometendo cerca de 0. É fundamental. geralmente. 1968 <12 <13 <12 <11 Anemia é sempre sinal secundário de alguma doença. portanto.

quando dentro dos vasos. deverá ocorrer a lise do trombo. quando houver qualquer lesão na parede vascular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. depois da cicatrização tecidual. . permitindo que o vaso possa voltar a desempenhar adequadamente as suas funções preestabelecidas. Elbio Antonio D'Amico1 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:58 AM 1 Médico Assistente de Hematologia do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A conservação do volume sangüíneo circulante normal dentro do compartimento intravascular é fundamental para manutenção da função tecidual fisiológica. às plaquetas e aos mecanismos de coagulação/ fibrinólise. solidificando-se. Para tal. o sangue deve manter-se no estado líquido. Para que todas essas atividades sejam realizadas adequadamente. de modo a permitir que ocorra a reparação do tecido lesado. Como o tampão hemostático formado irá alterar as propriedades reológicas do vaso acometido. localmente. Ao conjunto desses mecanismos é dado o nome de hemostasia. o organismo utiliza mecanismos ligados aos vasos (endotélio).

Serão abordados somente os distúrbios hemorrágicos. é sempre importante comparar as respostas hemostáticas dos pacientes com as de seus familiares próximos ou conhecidos. sendo as últimas as mais comuns na prática médica. são mais valorizáveis as hemorragias que ocorrem após a extração de um pequeno incisivo do que após a extração de um grande molar. gastrointestinal e gênito-urinária. Epistaxe pode ocorrer em várias condições hemorrágicas. plaquetárias ou dos mecanismos de coagulação/fibrinólise. mas é particularmente mais comum nas plaquetopenias. particularmente crianças. músculos. Porém. A história clínica de manifestações hemorrágicas algumas vezes é difícil de ser obtida. é de grande importância. O questionamento sobre procedimentos cirúrgicos. é oportuno localizar no tempo as manifestações hemorrágicas e os procedimentos cirúrgicos realizados. eventos traumáticos da mesma intensidade levam ou não a sangramentos de intensidade comparável ou não. Enquanto alguns pacientes interpretam seus sangramentos como normais. particularmente nas hemofilias. As petéquias. no intuito de poder classificar o distúrbio hemorrágico como congênito ou adquirido. Estes podem ocorrer devido a alterações vasculares. a epistaxe tende a ocorrer nos meses mais secos. uma vez que estas situações avaliam o sistema hemostático melhor do que qualquer teste laboratorial. a presença de hemorragia após esse procedimento não é muito valorizável como parâmetro de normalidade. que são hemorragias puntiformes originadas de alças capilares dérmicas. Quando sempre unilaterais. eventualmente. Como esses procedimentos associam-se a um tecido ósseo não-compressível. podendo também levar a conclusões erradas. Nas alterações plaquetárias podem ainda ocorrer sangramentos superficiais originados das mucosas nasal. então. As características da manifestação hemorrágica podem orientar quanto ao diagnóstico do tipo de anormalidade hemostática. aos quais o paciente tenha sido submetido. deve-se questionar sobre o número e qual o dente extraído. doença de von Willebrand e teleangiectasia hemorrágica hereditária. apresentam a mesma alteração hemostática. Ainda neste contexto. Porém. As hemorragias profundas do tecido subcutâneo. mais comumente. Nas pessoas normais. Como muitas pessoas normais podem apresentar maior sangramento após a extração de um molar. Muitas mulheres podem referir períodos menstruais com duração e intensidade de fluxo normais. Assim sendo. onde as hemartroses (sangramentos intra-articulares) espontâneas são manifestações características. são quase sempre observadas nas alterações plaquetárias. a sua ausência atesta um bom estado do sistema hemostático. para outras pessoas. quando confrontadas com outras mulheres normais. observar a presença de menometrorragia. a realização ou não de suturas e a necessidade ou não de retorno ao odontólogo para o controle do sangramento.Os distúrbios ou anormalidades hemostáticas podem manifestar-se clinicamente através de duas sintomatologias opostas: as manifestações hemorrágicas e as manifestações vasooclusivas ou trombóticas. Quanto às exodontias. regiões retroperitoneais e órgãos intra-abdominais são observadas. ao se questionar sobre manifestações hemorrágicas cutâneas pós-traumáticas. nas coagulopatias congênitas. Por exemplo. deve-se pensar . outros podem supervalorizá-los. Considerações semelhantes podem ser feitas quanto à adenoamidalectomia. ou vasculares. que podem ser congênitas ou adquiridas. As equimoses são observadas em qualquer tipo de diátese hemorrágica. porque comparam com familiares próximos (mãe e irmãs) que. podem. deve-se observar se.

nas condições adquiridas. O questionamento sobre a época de início do aparecimento dos primeiros sangramentos é útil para se diferenciar as tendências hemorrágicas congênitas das adquiridas. o estudo familiar pode ser útil e característico. pode ocorrer nas alterações plaquetárias. afibrinogenemia e deficiência do fator VII. doença de von Willebrand e uso de anticoagulantes orais. enquanto que. nas doenças congênitas. as hemorragias iniciam posteriormente (idade adulta). doença de von Willebrand e uremia. Copyright © 2001 IDS . hemofilias. uremia. questões importantes referem-se a sangramentos associados à queda do coto umbilical e com a erupção dos dentes. além de resultar de doença local. Hematúria pode ocorrer nos distúrbios plaquetários. disproteinemias e escorbuto. A primeira condição costuma-se associar à deficiência do fator XIII. particularmente nos pacientes sob terapia anticoagulante. alterações plaquetárias (incluindo a trombocitemia essencial). Nas crianças.em lesão local. as manifestações começam na infância.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . teleangiectasia hemorrágica hereditária. Hemorragia gastrointestinal pode ocorrer em qualquer diátese hemorrágica. Como muitas das doenças congênitas são hereditárias. Embora existam exceções. Sangramento gengival.

implica na presença de mecanismos inflamatórios e imunológicos que perpetuam esta inflamação. O início da doença ocorre. entre 20 e 60 anos de idade.5 a 1% na população adulta. com etiologia desconhecida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Yeda Magalhães Laurindo1 Última Atualização: 8/16/2001 9:15:26 AM Autores: 1 Professora assistente doutora do serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A artrite reumatóide é uma doença universal. A inflamação. . inicialmente da membrana sinovial. É caracterizada pelo comprometimento de pequenas e grandes articulações (artrite) de forma progressiva e aditiva. auto-imune. O caráter crônico. manifesta-se clinicamente como artrite e laboratorialmente pelo aumento das chamadas provas de atividade inflamatória inespecíficas. Trata-se de uma doença inflamatória crônica. embora complexa. com a maior incidência em torno dos 45 anos. resume seus principais elementos: inflamação crônica característica básica da artrite reumatóide. sistêmica. causando destruição da cartilagem e osso com conseqüente incapacidade física. habitualmente. Esta definição. causando deformidade e gradativa perda funcional. com prevalência entre 0. persistente.

A perda funcional durante a fase aguda da doença é causada pela dor e edema das articulações. pois isto implicaria na eliminação de um agente causal que desconhecemos. acometendo pequenas e grandes articulações periféricas de forma simétrica e aditiva. Minimizar. Os pacientes podem apresentar febre. desvio ulnar dos dedos. perda de peso. dedos em pescoço de cisne. Entretanto. nos referimos à chamada "mão reumatóide": alargamento dos punhos. interfalangeanas proximais) e pés (metatarsofalangeanas) é particularmente importante para o diagnóstico e definição da doença. deter a destruição articular e a incapacidade funcional é o objetivo do tratamento. acometimento pulmonar e hematológico. não consideramos ou não falamos em cura. Atualmente. Copyright © 2001 IDS . muitas destas deformidades são tardias. outros órgãos e sistemas podem ser acometidos. Importante destacar que é uma doença complexa. com predisposição genética e influência de fatores ambientais. assume caráter permanente como consequencia da destruição cartilaginosa e óssea. permanecer assintomático por longos períodos equivale a uma "verdadeira cura". reflete o caráter auto-imune da doença. Tradicionalmente. nódulos e vasculites. Entretanto. botoneira e martelo. Mencionamos "controle" ou "remissão" de doença. mal-estar.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hormonal (predomina em mulheres na proporção de 3:1.Embora as manifestações clínicas características envolvam as articulações. edema das metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais. estima-se que mais de 50% dos indivíduos afetados apresentem dificuldades no desempenho das atividades profissionais após dez anos de doença. atrofia da musculatura interóssea. Posteriormente. Este é um conceito fundamental: como não conhecemos o agente etiológico. A manifestação clínica característica da doença é a artrite persistente. em cerca de 60-80% dos pacientes. resultado de lesões irreversíveis da cartilagem e osso e devem ser evitadas com diagnóstico e tratamento precoces. metacarpofalangeanas. A detecção do chamado fator reumatóide (auto-anticorpo que reconhece como antígeno a porção constante de outro anticorpo). O envolvimento das pequenas articulações das mãos (punhos. Está diretamente associada à morbidade da doença e deve ser evitada. geralmente melhora na gravidez e piora durante a amamentação). linfoadenopatia. com participação do sistema imunológico. para o paciente. multifatorial.

as doenças osteoarticulares foram responsáveis por 10. e contínua e difusa com a progressão da artrose. caso se estenda por mais de meia hora. geralmente de poucos minutos.8% dos casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Fuller1 Última Atualização: 8/10/2001 11:26:48 AM Autores: Responsável pelo Grupo de Osteoartrose do Serviço de Reumatologiado do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Epidemiologia e Quadro Clínico A osteoartrose ou artrose é doença de alta prevalência. atingindo 10% da população acima dos 60 anos. o que permite diferenciá-la. O sintoma dominante da osteoartrose é a dor articular. que ocorre na artrite da doença reumatóide. a qual tende a ser mais constante e prolongada. Pode ocorrer rigidez matinal fugaz. porém pode afetar indivíduos mais jovens.6% das faltas ao trabalho (ocupando o terceiro lugar das causas de incapacidade. No Brasil. isto é. após as doenças mentais e as cardiovasculares). Tem característica mecânica. de início fugaz e episódica. A osteoartrose foi a causa do impedimento laborativo em 7. . aparece com o início do movimento (dor protocinética) e melhora com o repouso. da dor com características inflamatórias. faz-se necessário o diagnóstico diferencial com artrite reumatóide. na maioria das vezes.

nessa articulação. Os sinais inflamatórios. A amplitude do movimento articular pode ficar reduzida. quadris e coluna). a presença de crepitação ao movimento. Deformidade. As articulações mais acometidas são as das mãos e as de carga (joelhos. detectado pela palpação da articulação durante o movimento de flexo-extensão.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . há presença de derrame articular. se presentes. Copyright © 2001 IDS . com a formação de nódulos de Heberden e Bouchard respectivamente. A artrose de joelhos é freqüentemente secundária à obesidade. são brandos.No exame físico. apresenta-se ainda como muito frequente a artrose da primeira carpo-metacarpiana. predominando no sexo feminino. que decorre da sobrecarga no movimento de pinça entre o polegar e os demais dedos. a articulação comprometida mostra-se dolorosa à palpação e mobilização. A musculatura correspondente à articulação pode estar hipotrofiada. A escoliose e a hiperlordose lombar favorecem a osteoartrose da coluna. Nas mãos. Os sintomas são dor local e sintomas neurológicos (tanto sensitivos como parestesias como motores) decorrentes de compressão radicular pelos osteófitos. Pode acometer as articulações interapofisárias e as intervertebrais. as interfalangeanas proximais. varismo e valgismo e lesões meniscais e traumas. Essa forma é considerada geneticamente determinada. Em alguns casos. falta de alinhamento e instabilidade articulares podem ocorrer. a região cervical e lombar são as mais atingidas. sendo característica. as articulações mais afetadas são as interfalangeanas distais. Nas mãos. Na coluna.

Vários fatores influenciam o equilibrio entre a agressão e defesa da mucosa. porque. tiveram ou terão úlcera. pepsina. é que a prevalência da doença esteja caindo. as úlceras estão sob controle e há. com os tratamentos de erradicação do Helicobacter pylori. A tendência. sais biliares e Helicobacter pylori) e defensivos. No Brasil. responsáveis em manter a integridade da mucosa (barreira mucosa. . ainda. regeneração epitelial). porém. mas calcula-se que 10% da população têm. o que contribui para a não-contaminação. a melhora das condições de vida dos indivíduos. fluxo sanguineo. não há números oficiais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaime Natan Eisig1 Antônio Atílio Laudanna2 Última Atualização: 9/21/2001 7:21:52 AM 1 Médico Assistente da Disciplina de Gastroenterologia Clinica do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A úlcera péptica decorre de um desequilíbrio entre os fatores agressivos (HCl. a quase totalidade das úlceras gástricas e duodenais têm relação com a presença do Helicobacter pylori. Na ausência de antiinflamátorios nãoesteróides e de gastrinoma.

O que se acredita é que indivíduos que se alimentam mal e vivem sob tensão são mais susceptíveis a apresentar distúrbios digestivos. as úlceras são mais frequentes no sexo masculino (1. queimadura ou desconforto na boca do estômago". mas não ao aparecimento de úlcera péptica. Pesquisas efetuadas em 24 países em desenvolvimento. particularmente duodenal. vômitos não são próprios da úlcera péptica mas podem estar associados. têm sido aventados como possíveis participantes na etiopatogenia da úlcera péptica. a dor é habitualmente pouco intensa. em virtude da associação da úlcera duodenal com refluxo gastroesofágico. sendo adquirida nos primeiros meses de vida. O exame físico nada acrescenta. representados por café. náuseas. Da mesma forma. sialorréia. mas não existe comprovação científica de que algum desses fatores leve à incidência maior de úlcera do que aquela esperada na população em geral. embora também não haja base científica para tal afirmação. em portadores de úlcera gástrica. ao passo que. a ingestão de alimentos às vezes piora ou desencadeia o sintoma (dor em quatro tempos: dói-come-passa-dói). álcool. condimentos. A dor sem mantém por semanas. mostraram que 50% das crianças e 90% da população adulta tinham a infecção. entre 50 a 70 anos. entre eles o Brasil. Outros sintomas dispépticos. como hemorragia. mudou radicalmente o conceito de que a úlcera péptica fosse considerada especificamente uma doença cloridro-péptica: o consenso atual não deixa qualquer dúvida quanto à importância da bactéria na gênese da gastrite e da úlcera péptica. Nos países em desenvolvimento. provavelmente. antiinflamatórios não-esteróides e esteróides em doses elevadas têm associação com úlcera péptica. leite. entre os fatores ambientais . Nos países desenvolvidos. algumas vezes. O modo de transmissão é. Outra característica da dor da úlcera péptica é a periodicidade: períodos de acalmia (desaparecimento da dor por meses ou mesmo anos) intercalados por outros de atividade. O baixo nível sócio-econômico. localizada no epigástrio. Em relação à idade. Além da infecção pela bactéria. a não ser nos casos de complicações. Os sintomas referidos pelos pacientes não permitem diferenciar a úlcera duodenal e úlcera gástrica e. estenose ou . refrigerantes. Fatores dietéticos. em queimação. circunscrita e descrita como "dor de fome. como eructação. Quando presente. O fato de o paciente ser despertado pela dor em meio à noite ("clocking") é sugestivo da presença da úlcera. a infecção pelo Helicobacter pylori é quase universal. apenas o fumo.5 a 3 vezes). a infecção é menor. de forma rítmica. Em mais da metade da população mundial. é universalmente aceito que exista participação de um fator psicossomático na dinâmica da doença ulcerosa. aspirina. O homem é o único hospedeiro conhecido por essa bactéria. de pessoa para pessoa pela via oro-oral ou fecal-oral. De um modo geral. atípicos ou mesmo ausentes. Após a descoberta do Helicobacter pylori. pode ser detectada a infecção pelo Helicobacter pylori. A ritmicidade é relação íntima da dor com a alimentação: a melhora da dor com a ingestão de alimentos é relativamente frequente nos portadores de úlcera duodenal (chamado de dor em 3 tempos: dói-come-passa). são muito discretos. A pirose ou azia é comum nos pacientes com úlcera duodenal. flatulência. a úlcera duodenal ocorre entre 30 a 55 anos e a úlcera gástrica. as precárias condições de vida e deficientes cuidados sanitários e de higiene representam significantes fatores de risco para a aquisição desta infecção.As úlceras da primeira porção do duodeno são cinco vezes mais frequentes que as do estômago.

perfuração. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

em geral. Os sintomas das colecistites relacionam-se à obstrução de ducto cístico e constam basicamente de (1) cólica localizada no epigástrico e irradiada para o hipocôndrio direito (75% dos casos). associadas à presença de cálculos no seu interior. Se os cálculos forem suficientemente pequenos. sendo causa freqüente de consultas médicas e gastos excessivos com exames diagnósticos. são. com aparecimento de icterícia acompanhada ou não de febre (colangite). do ducto pancreático principal (ducto de Wirsung). podem migrar em direção ao duodeno e causar obstrução da papila duodenal e. ou inflamações da vesícula biliar. causando obstrução ou atingindo o colédoco.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcel Cerqueira Cesar Machado1 Última Atualização: 8/10/2001 11:27:48 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As colecistites. Os sintomas surgem quando os cálculos migram na direção do ducto cístico. A presença de cálculos na vesícula biliar pode ser assintomática. consequentemente. provocando pancreatite de diferentes níveis de gravidade. (2) a dor pode se irradiar para o hipocôndrio esquerdo e região dorsal .

A complicação mais discutida da colecistite calculosa é o câncer da vesícula biliar. geralmente. com descompressão brusca e dolorosa e piora da dor com tosse ou respiração profunda. podendo o doente apresentar febre. (4) náuseas e vômitos podem estar presentes. Estes dados surgerem migração de cálculos para o colédoco com suspeita de pancreatite aguda. No nosso meio.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A colecistite aguda é doença de tratamento cirúrgico de urgência. equivale a colecistite aguda. Chile e Japão. (3) dor irradiada para a região pré-cordial simulando angina ou infarto. com peritonite. Na ausência de peritonite o doente pode ser operado no dia seguinte. A não-melhora da dor e a sua persistência no hipocôndrio direito associada ou não a plastrão palpável a este nível. É complicação mais freqüente em outros países. sua freqüência atinge a 1. A dor em cólica melhora com antiespasmódico. não por dias. com cobertura antibiótica.7% dos doentes submetidos a colecistectomia.com ou sem icterícia. porém não de emergência. como a Bolívia. A cirurgia de emergência está indicada na presença de perfuração da vesícula biliar. Nesta situação. Copyright © 2001 IDS . Não se deve instituir tratamento cirúrgico de urgência à noite. Após a crise aguda. a não ser na situação anteriormente citada. dada a possibilidade de complicações graves conseqüentes às intervenções cirúrgicas nestas circunstâncias. ou então ser enviado a centros médicos melhor equipados. porém. na dependência do tipo físico do doente. sem as condições adequadas. o que constitui situação rara. a vesícula biliar pode ser palpável. porém. freqüentemente permanece dolorimento no hipocôndrio direito. esta freqüência aumenta com a idade: em pacientes acima de 65 anos de idade a freqüência de câncer incidental ultrapassa 5%. podendo o doente ser enviado a centro de maiores recursos ou ser a operação postergada por algumas horas.

podendo o descendente também estar comprometido. Esta forma é mais comum após a quinta década de vida e tem como complicação o sangramento. Estima-se que 30% da população com mais de 45 anos de idade apresente doença diverticular e que 10 a 25% deles possam vir a desenvolver diverticulite. Quando presentes. Diverticulite de cólon direito é encontrada apenas em japoneses e chineses.os divertículos são de cólon estreito e a parede intestinal comprometida tende a ser espessada.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Raul Cutait1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:02 AM Autores: 1 Professor associado do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os divertículos do intestino grosso correspondem a herniações de mucosa que podem ocorrer em todo o cólon.alguns pacientes . b) hipertônica . De acordo com as características dos divertículos. a moléstia diverticular é classificada nas seguintes formas: a) hipotônica . sendo raramente encontrados no reto. O sigmóide é o segmento mais afetado. c) mista . Esta condição afeta preferencialmente adultos jovens e se associa a infecções (diverticulite). caracterizam a chamada doença diverticular.os divertículos são de base larga e habitualmente distribuídos ao longo do cólon.

Do ponto de vista clínico. A diverticulite aguda é dita complicada quando ocorre alguma das outras alterações acima mencionadas. quando existe um abscesso pericólico bastante reduzido.podem apresentar ambas as formas acima descritas. 4) perfuração com fístula (externa ou interna). 3) perfuração com peritonite disseminada. A diverticulite aguda é dita não complicada quando o comprometimento limita-se à parede intestinal ou. A diverticulite aguda pode se manifestar de maneiras distintas: 1) inflamação ou abscesso da parede intestinal. 5) obstrução. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 2) perfuração com peritonite localizada. essas duas condições dificilmente são diferenciáveis. então.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 12/4/2001 11:44:18 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Cerca de 50% dos pacientes que procuram atendimento gastroenterológico sofrem de problemas funcionais. na ausência de doença orgânica demonstrável. Entre as doenças funcionais. todo o trato digestivo pode ser afetado do ponto de vista motor. Recentemente. estabeleceu-se um consenso para o diagnóstico da SII. não apresentam lesão orgânica no aparelho digestivo demonstrável pelos métodos propedêuticos atuais. (2) início associado com alteração na freqüência das evacuações (mais de 3 vezes/dia ou menos de 3 vezes/ . Embora a terminologia "intestino irritável" sugira alterações limitadas aos intestinos. conhecido como "Critérios de Roma II". nos últimos 12 meses. São eles:presença em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). de desconforto ou dor abdominal com duas de três características: (1) alívio com a defecação. numa reunião internacional em Roma. a síndrome do intestino irritável (SII) é a mais freqüente. ou seja. Trata-se de uma alteração da motilidade do tubo digestivo e caracteriza-se clinicamente por anormalidades do hábito intestinal (constipação e/ou diarréia) e dor abdominal.

Não há sangue nas fezes (com exceção dos casos de fissura ou hemorróida). as fezes são duras e fragmentadas (fezes em "cíbalos" ou "caprinas") e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas). Às vezes. o que agrava ainda mais a obstipação. Já os com síndrome do intestino irritável com predomínio de obstipação (ou constipação) evacuam menos de três vezes/semana. (2) urgência para defecar.acometem 85% dos pacientes com SII. O quadro inicia-se geralmente na adolescência ou juventude e adquire um caráter mais ou menos estável para cada paciente. é freqüente a queixa de uma sensação de evacuação incompleta. Algumas características de pacientes com a síndrome do intestino irritável são conhecidas como aspectos psicológicos . fezes líqüidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. Além disso. porém. principalmente. em "cíbalos" ou "caprinas" e fezes pastosas e/ou líqüidas).é mais comum localizar-se no abdômen inferior. por acharem que são portadores de câncer. ) alteração no hábito intestinal . constipação alternada com períodos de diarréia é a alteração mais comum nos pacientes com síndrome do intestino irritável. As fezes são endurecidas e eliminadas com grande dificuldade (fezes em "cíbalos" ou "caprinas"). de tenesmo e dor abdominal e ocorrer após alimentação. Pode ser em cólica ou constante. são "poliqueixosos" e hipocondríacos. (4) eliminação de muco durante a evacuação. fragmentadas. em geral. A obstipação pode durar dias ou semanas e obrigar o paciente a fazer uso de laxantes em quantidades cada vez maiores. que referem que os sintomas coincidiram ou foram precedidos por problemas psicológicos. como conflitos emocionais. A diarréia caracteriza-se por acompanhar-se. dor abdominal . ao contrário das diarréias de causa orgânica.isto é. durante o sono. . As fezes são de consistência variável (pastosas e/ou líqüidas) e as evacuações não costumam ocorrer à noite. (3) sensação de evacuação incompleta. Dor abdominal acompanha a gravidade da obstipação e tende a aliviar com eliminação de fezes. vários sinais e sintomas foram apontados como elementos de reforço ao diagnóstico da síndrome do instestino irritável: (1) esforço excessivo durante a defecação. mas pode haver muco. dificilmente. alivia com eliminação de gases e fezes e. Também é comum que problemas emocionais exacerbem os sintomas. desencadeada pela distensão artificial do cólon. freqüentemente. a dor piora após as refeições. principalmente na fossa ilíaca esquerda. faz com que o paciente acorde à noite. com predomínio de uma ou de outra de acordo com cada paciente. Caracteristicamente. com ou sem irradiação para as costas e tórax e é. como divórcio e luto. dificilmente são mais de 3 a 5 evacuações/dia. Os pacientes demonstram amiúde sinais de ansiedade e depressão.semana). Os pacientes com síndrome do intestino irritável com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia. o que obriga o paciente a tentar evacuar repetidas vezes. (4) sensação de plenitude ou distensão abdominal. (3) início associado com alteração na forma (aparência) das fezes (fezes endurecidas. muitos já passaram por vários especialistas por não melhorarem dos sintomas ou. com dor anal e aparecimento de fissuras e hemorróidas que podem gerar sangramento. o calibre das fezes está diminuído (fezes em "fita") em virtude do espasmo colônico e retal.

pelos pacientes. Diminuição da pressão do esfíncter esofágico inferior e refluxo biliar para o estômago foram descritos em pacientes com SII e podem justificar tais sintomas. São sintomas inespecíficos e que são atribuídos.). vômitos. ao excesso de gás intestinal. etc. eructações e flatulência freqüentes e abundantes.sintomas dispépticos como distensão abdominal. Muitos deles são diagnosticados equivocadamente e os sintomas da síndrome do intestino irritável persistem após a cirurgia. outros sintomas. mínimas distensões intestinais provocadas. Dismenorréia. colescistectomia. náuseas. apendicectomia. urinário e vascular. Copyright © 2001 IDS . Não é raro encontrarmos pacientes com história de cirurgias prévias (por exemplo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . como queimação epigástrica e/ou retroesternal. Entretanto. dispareunia. histerectomia. sugerindo uma diminuição (congênita ou adquirida) do limiar de tolerância à distensão. estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII têm revelado que a maior parte deles tem volumes normais de gás. Por outro lado. polaciúra e enxaqueca são comuns entre os pacientes com SII e parecem estar relacionados com distúrbios autonômicos envolvendo os sistemas genital. são referidos por até 50% dos pacientes. geram sintomas dispépticos nestes pacientes.

é importante distinguir bacteriúria (presença de bactérias na urina) da contaminação da amostra. As apresentações clínicas das infecções urinárias dependem do local do trato urinário onde está o processo. Pacientes com maior risco de lesão do trato urinário alto são os idosos. os diabéticos. é importante diferenciar a persistência (mesma bactéria) da reinfecção (outra bactéria). Para possibilitar o manejo seguro de um paciente com infecção urinária. . os portadores de malformações do trato urinário e os imunodeprimidos (aidéticos e transplantados) e merecem maior atenção pela possível evolução para quadros mais graves. A identificação e tratamento precoces podem minimizar ou até mesmo previnir as sequelas no parênquima renal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:10 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia As infecções do trato urinário (ITU) motivam procura freqüente ao médico e apresentam risco de complicações não-desprezíveis. Nas reinfecções.

urgência. Pode haver bacteremia em até um terço dos casos. podendo haver hematúria. Não existe febre em cistites simples e. queda do estado geral. dor suprapúbica. devemos suspeitar de processo infeccioso mais grave. quando está presente. Em mais de 80% é causada pela Escherichia coli. calafrios.A cistite é caracterizada por disúria. polaciúria. Copyright © 2001 IDS . cursam com febre. como a pielonefrite.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . dor em flanco. náuseas e vômitos. Infecções do trato urinário alto.

o grau de ingestão hídrica individual e o uso de medicações. ocupacionais. sendo três vezes mais freqüente no sexo masculino e com predominância familiar. como fatores geográficos (clima. dietéticos. . o que resulta em custos elevados para diagnóstico e tratamento. o aumento da carga protéica na alimentação e o sedentarismo agem conjuntamente aumentando a prevalência da doença. sete a dez sejam decorrentes de problemas relacionados a calculose urinária e a probabilidade de um indivíduo durante a vida ter um cálculo urinário varia de 5 a 20%. que aumentam a excreção de substâncias que podem se precipitar na urina. umidade relativa do ar). Estima-se que.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Renato Falci Júnior1 José Luis Chambô1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:32 AM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia O impacto social causado pela presença de cálculos na via urinária é imenso. O pico de incidência ocorre entre 20 e 40 anos. Além de características intrínsecas do indivíduo. A vida moderna. outros fatores influenciam o aparecimento da litíase. de cada 1000 admissões hospitalares.

À inspeção. na avaliação específica. Nos cálculos em migração para ureter distal. acompanhada de náuseas e vômitos. decorrentes da dor e.A cólica renal é um sintoma complexo resultante da obstrução do trato urinário. em geral de intensidade forte. exceto quando há infecção associada. mais comum durante a noite ou na madrugada. Características da cólica renal 1. Local da dor 4. Hematúria macroscópica 7. A punho-percussão dolorosa da região dorsal complementa os achados do exame físico. o paciente apresenta-se extremamente inquieto. Náuseas e vômitos 6. Copyright © 2001 IDS . atingindo a região escrotal ou grandes lábios. Aspecto do paciente Abrupto. pode haver a concomitância de sintomas urinários. Cólica Lombar. de início abrupto. que se irradia ventralmente no trajeto ureteral. geralmente correspondendo ao local onde se localiza o cálculo. além de hematúria macroscópica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . dor à palpação profunda da loja renal ou ureter. irradiando-se para região ventral do abdômen Geralmente forte Geralmente associados Presente em alguns casos Inquieto O exame físico do paciente com cólica renal pode revelar sinais característicos. Início da dor 2. Caracterizase por dor em cólica. Intensidade da dor 5. localizada em região lombar ipsilateral. como disúria e polaciúria. O paciente apresenta-se afebril. A tabela 1 mostra as perguntas fundamentais e as respostas esperadas para caracterizar a cólica renal. Tipo da dor 3. Os sinais gerais que podem ser encontrados são taquicardia e aumento da pressão arterial. Tabela 1. O paciente apresenta-se inquieto e incapaz de permanecer em uma posição por mais de alguns minutos.

Há um discreto predomínio no sexo masculino.9 casos/1. A prevalência da epilepsia é.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Luiza Giraldes de Manreza1 Elza Márcia Targas Yacubian1 Última Atualização: 9/5/2001 7:03:14 AM 1 Médica Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia Epilepsia é definida como um distúrbio cerebral crônico. É mais comum em crianças menores de 2 anos de idade e em idosos com mais de 65 anos. de várias etiologias. caracterizado por crises epilépticas recorrentes e espontâneas.000 habitantes. A crise epiléptica corresponde a uma descarga excessiva e síncrona de uma população .000 habitantes e.5 casos/1. de 16. em São Paulo. em Porto Alegre. assim como crises epilépticas decorrentes de fatores desencadeantes exógenos definidos. como a alta prevalência de cisticercose em algumas localidades. Crise epiléptica isolada não permite o diagnóstico de epilepsia. de 11. A epilepsia é duas vezes mais freqüente em países pobres devido a fatores sócio-ecônomicos.

sensorial. As epilepsias criptogênicas são as que. de origem no sistema nervoso central (SNC). seja de modo recorrente. sudorese. detectando-se uma lesão estrutural nos exames de imagem que pode ser devida a fatores congênitos. ouvir músicas etc. As crises parciais complexas. eventos epilépticos muito breves. teremos crises ditas: (1) motoras. como agulhadas ou formigamento em determinada parte do corpo. lidocaína) ou terapêutico (cocaína e anfetaminas) e ainda crises devidas à retirada de drogas (álcool. Nas crises parciais simples. (5) autonômicas. As crises parciais. insuficiência renal etc. (2) somatossensitivas. denominadas antigamente de "crises psicomotoras". Assim. ou generalizadas. desde que sejam realizados vários traçados em vigília e sono. mas. como ver pessoas e cenas. em que ocorre comprometimento de uma porção cerebral. embora se presuma comprometimento orgânico. Neste contexto. que determinam sintomas psíquicos. quando a consciência é preservada. seja área motora. como na meningoencefalite. podem ser simples. infecciosos ou parasitários. com perda de consciência. exceto nas crises mioclônicas. não é possível esclarecer a etiologia. autonômica. as crises epilépticas podem ocorrer espontaneamente. As sintomáticas são epilepsias em que a causa é conhecida. devemos lembrar as crises desencadas por drogas em nível tóxico (penicilina. gustativas (gosto ruim) e vertiginosas. e complexas. que se manifestam por vômitos. a consciência é sempre comprometida. anóxia. como as malformações do SNC. em regiões do corpo como mão. podem também se originar em qualquer lobo do cérebro. incontinências esfincterianas etc. olfatórias (odores desagradávei). de ambos os . (3) sensoriais simples. em que são referidas alucinações estruturadas. descritos como déjà vu (ilusão de familiaridade) e jamais vu (sensação de estranheza) ou as ilusões auditivas correspondentes. ou adquiridos. constituindo a chamada crise epiléptica única. hipoglicemia. as manifestações clínicas dependem da região cortical em que ocorrem as descargas epilépticas. As crises epilépticas podem ser devidas a um evento agudo. que se caracterizam por movimentos anormais. em que há envolvimento cerebral difuso. as epilepsias podem ser idiopáticas. (6) psíquicas. como vasculares. Nas crises generalizadas. piloereção. As crises epilépticas podem ser parciais. dilatação pupilar.neuronal. psíquica. Mais de 90% dos pacientes com epilepsia têm registros eletrencefalográficos anormais. além de despersonalização e estado de sonho. configurando o diagnóstico de epilepsia. nos quais é preservada. não configurando epilepsia. ou de origem sistêmica devido a febre. Em relação à etiologia. geralmente. tumorais. criptogênicas ou sintomáticas As epilepsias idiopáticas apresentam base genética. seja de modo isolado. no trauma de crânio e na doença cérebrovascular. por sua vez. palidez ou enrubescimento facial. em que ocorrem sensações simples que podem ser visuais (luzes coloridas). auditivas (zumbido. (4) sensoriais complexas. Estas crises são classificadas como sintomáticas agudas ou reativas. que se manifestam por sensações anormais. ruídos). pé e face. sensitiva. com hiperventilação e fotostimulação intermitente. déjà entendu e jamais entendu. pois os exames estruturais são normais. geralmente clonias. barbitúricos e benzodiazepínicos). Por outro lado.

sendo mais comuns: reação de parada. como deambulação e confusão mental por período variável. em que ocorrem contrações musculares súbitas. A crise parcial simples pode evoluir para parcial complexa e crises parciais simples e complexas podem evoluir para crises secundariamente generalizadas. sialorréia e mordedura de língua. imobilidade súbita. e postura distônica. durante cerca de um minuto. além de dados clínicos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (3) tônico-clônicas (também chamadas crises de grande mal). automatismos mais complexos. padrões eletrencefalográficos intercríticos e críticos. particularmente da face. constitui uma síndrome epiléptica. breves.hemisférios cerebrais concomitantemente. piscamento. particularmente do olhar. que se assemelham a choques e acometem um músculo ou um grupo muscular de um ou mais membros ou da face. (2) mioclônicas. A associação de um ou vários tipos de crises epilépticas. As crises generalizadas também apresentam manifestações clínicas diversas. como estalar de lábios. isoladas ou repetidas. ou seja. que se caracterizam por perda abrupta da consciência e contrações inicialmente tônica e depois clônica dos quatro membros. mastigação ou deglutição. contração dos membros contralaterais ao lobo epileptogênico. estado neurológico e aspectos genéticos e evolutivos. (5) clônicas em que ocorrem ou contrações entrecortadas por relaxamento muscular. (4) tônicas. que se manifestam apenas pela contração corpórea. Copyright © 2001 IDS . apnéia. causando quedas e traumatismos. A manifestação clínica é variável. liberação esfincteriana. classificandose em: (1) ausência (antigamente chamadas de pequeno mal). (6) atônicas em que há rápida alteração da consciência associada à diminuição do tono muscular. como idade de início. automatismos oroalimentares. como automatismos orais e manuais. aumento ou diminuição do tônus muscular e sinais autonômicos. que consistem de breves episódios de comprometimento da consciência acompanhados por manifestações motoras muito discretas.

Alguns fenômenos motores entretanto.São visíveis espontaneamente como uma irritabilidade do músculo e representa um sinal cardinal de lesão do neurônio motor desde o corno anterior da medula até o axônio terminal. podem ser a única manifestação de um paciente com neuropatia. com ativação resultante das unidades motoras.1 Sintomas e sinais motores positivos: A maioria dos sintomas e sinais positivos que acompanha a doença dos nervos periférico aparece no paciente com neuropatia clinicamente evidente.1. Ocorreria por excitação espontânea dos axônios motores. São abolidas pelo curare e intensificadas pela acetilcolina.1. As fasciculuções são particularmente pronunciadas nas doenças da ponta . 1. Marchiori1 Última Atualização: 9/21/2001 7:41:00 AM 1 Professor Associado do Departamento de Neurologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia 1. O amplo espectro dos fenômenos motores ilustram a diversidade de mecanismos fisiopatológicos recrutados por anormalidade na função do nervo periférico. Abordagem clínica do paciente com Neuropatia Periférica 1.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Paulo E. FASCICULAÇÃO .

3. 1.2.2.3. Síndromes 1. A remoção de sensibilidade epicrítica expõe a atividade do sistema protopático em toda sua nudez. atividade muscular contínua e neuropatia periférica.C-dor Alodinia e hiperalgesia . 1.Caimbras noturnas dolorosas. CAIMBRAS FISIOLÓGICAS BENIGNAS . neoplasias intratorácica.Multiplicação de impulsos aferentes primários em canais nociceptores com exagero da magnitude da dor neuropatia dolorosa diabética.ocorrem devido a impulsos ectópicos gerados em fibras nervosas disfuncionais. Bloqueios anestésicos locais associados a termografia 1.2. NEUROMIOTONIA . os reflexos tendíneos podem ser abolidos.Liberação do "input" nociceptor primário devido ao defeito de co-ativação do "input " modulatório não nociceptor.Doença autossômica recessiva. com rigidez muscular. 1. doença imunológicas. anomalias do esqueleto e blefarofimose. . À eletromiografia aparecem trens de alta freqüência.1. MIOCIMIAS .4.2. 1.Síndrome da atividade muscular contínua com miocímias contínuas e fasciculações em repouso intensificando a contração muscular. 1.2.1. circuitos de reexcitação local com passagem de impulsos ortodrômicos e antidrômicos.Geração a impulsos ectópicos espontâneos. SÍNDROME DE SCHWARTZ-JAMPEL . DOR NEUROPÁTICA . Pode ser herdada ou esporádica.Efases . Ocorre por excitação efática através do tronco do nervo periférico levando a múltiplas descargas ortodrômicas nas fibras dos nervos adjacente. causalgia.5. sensibilização de nociceptores: eritromelalgia e ABC síndrome: .5.3. 1. Algumas formas de hiperalgesia são induzidas pelo estímulo.1. Termoteste sensorial quantitativo 1.1.São definidas como ondulações do músculo.São descargas espontâneas de um grupo de fibras musculares. Mecanismos hipotéticos básicos dos sintoma positivos sensitivos em neuropatias: Sensibilização das terminações dos receptores das unidades nociceptoras. PARESTESIAS .Refere-se a expressão clínica da miocímia. particularmente entre os axônios motores terminais gerando múltiplos impulsos após ativação e prolongação do potencial da placa terminal.3.1. 1. Microneurografia . 1. 1. A marcha pode ser rígida e lenta. Sintomas sensitivos positivos 1.5. Termografia 1. Não são visíveis a olho nu e são registradas eletromiograficamente.2.3 Testes 1. SÍNDROME DE ISAACS .1.excitação cruzada anormal entre axonios.ocorrem por sensibilização de nociceptores primários ou pela multiplicação de impulsos ao longo de axônios nociceptores. com relaxamento diminuído do músculo. Ocorrem em doenças do axônio motor e lesões que ocorrem desde a raiz ventral até axônio terminal.3.1.3.1.4.5.1. Podem ser devidas a contrações espontâneas de fibras musculares instáveis e desnervadas. Pode associar-se a timomas.1. com som em crescendo e decrescendo. . FIBRILAÇÕES .anterior da medula. .2.3.

Simétricas e distais. e ataxia de marcha devido a perda da sensibilidade proprioceptiva. 3.1. Doença viral recente 3. A progressão a nervos intercostais provocando déficit de músculos intercostais e/ou do músculo do diafragma e levando a falência respiratória.2.4.4. descritas como comichão. As desordens primárias dos corpos celulares podem levar a morte de todo neurônio.1. Doenças sitêmicas . Déficit distal.Dor queimante e hiperalgesias mecânicas 1. Processos patológicos dos nervos O nervo periférico é limitado ao reagir a injúria.1. 2. 3.4. Porfirias 3. Inicialmente plantares.3 Pseudoneuropatia psicogênica Paciente com disfunção psicológica que pode expressar manifestações clínicas que simulem sintomas sensitivos positivos e negativos. espinhamento.2. Sindromes 1.1.1.2 Desmielinização segmentar 2.4.2.3. atrofia e degeneração axonal. Progressão ascendente.3. 3. Manifestações da neuropatias 3. 3.1.5. Síndrome de Guillain-Barré 3. ardência. ABC Síndrome ou eritralgia A .1. Polineuropatia típica O protótipo da polineuropatia é o déficit simétrico e sensitivo distais.4."Backfiring" C .2 Síndrome tripla do "resfriamento" ou do frio .3 Degeneração e atrofia axonal 2. 2. 3. manifestações motoras e vasomotoras.3 Eventos precedentes e concorrentes 3. com distúrbio sensitivo em bota e padrão similar ao déficit (motor).2. dificuldade a dorsiflexão dos pés.Nociceptores 1.1.2.4 Desordens primárias dos corpos celulares A desmielinização paranodal ou segmentar é freqüentemente referida como mielinopatia.1. queimação. Disestesias distais comuns.3.Angry B . Dificuldade para deambular.1.a resposta a transecção do nervo 2. O acometimento de grandes fibras aferentes revela hipo e arreflexia dos reflexos profundos.1 Degeneração Walleriana . Axonopatias se referem a degeneração axonal com preservação dos corpos celulares que podem incluir degeneração Walleriana.1. 3.2 Doenças 3. Características: 3.

sinal de Romberg e pseudo atetose. Ex. déficit (motor) é maior que o sensitivo.plexo lombo-sacral 5 Outras considerações 5. exceto os axonios gama eferentes para as fibras intrafusais. Todos os nervos motores. a intensidade tátil é poupada. Na síndrome de Guillain-Barré. balanço e reflexos tendineos são preservados.5 Plexopatia .3. Dor Neuropática Dor disestésica Dor de tronco de nervo 3. ataxia sensitiva.4 Natureza dos sintomas e sinais 3. as fibras táteis são grossas e pequenas . mínima ou severa 3. dor neuropática Negativos . déficit (motor) variável. 5.1 Simétrica 4. Padrões de Neuropatia 4.comichão. Nas neuropatias de fibras finas: a sensibilidade cutânea está diminuída (dor e temperatura). insensibilidade Diminuição proprioceptiva.3. as autonômicas são fibras não mielinizadas. enquanto as fibras sensitivas periféricas são representada por fibras que variam de tamanho de fibras mielinizadas e axonais não mielinizadas. 3. .3. álcool. Não são descritas como dolorosas. picada. Déficit motor e sensitivo balanceados . Autonômicos 4. vibratória e aferências do reflexo de estiramento muscular são fibras grossas e mielinizadas.4 Tronco X raiz de nervo 4. são grandes fibras mielinizadas.fraqueza muscular. Temperatura e dor são mediadas por pequenas fibras mielinizadas e não mielinizadas. ataxia sensitiva. insuficiência renal crônica 3. Nas neuropatias de fibras grossas aparecem arreflexia.plexo braquial . a força. Neuropatias de fibras grossas X Neuropatias de fibras finas.2 Sensitivos Positivos .2 Membros inferiores são mais acometidos que os membros superiores (exceto na neuropatia pelo chumbo em que MMSS>MMII) 4. ocorrem disestesias e disautonomias.3 Proximal X distal 4.: Neuropatia amilóide e neuropatia diabética distal.3.2.dormência. Medicações. Comichão e disestesias podem ser proeminentes em neuropatias de fibras grossas.4. distal. tóxicos.1 Motor . agulha.4.4.1. a propriocepção.4.4.

com a desnervação dos músculos e déficits sensoriais.Regeneração 8. 6. Manifestações associadas: 6. fenômeno de Tinel. a probabilidade de recuperação e antecipação da resposta são maiores. pontos amilóides perineurioma. Eletrodiagnóstico 8. (AMAN) os reflexos tornam-se reduzidos concomitantemente com e proporcional á fraqueza muscular. 7.5. Em contraste . Doenças sistêmica: diabetes melito.1. doença hepática. . 7. medicações. Gerais: febre.semanas ou meses Crônica . história para doença de Lyme. e os reflexos podem não desaparecer completamente até que os membros estejam completamente flácidos. dor abdominal. pelo envolvimento do arco reflexo aferente dos fusos musculares.evolução em dias ou semanas Subaguda . Recuperação: . alcoolismo. distúrbio gastrointestinal.3.examina a atividade elétrica da fibra muscular.1.5.Remielinização .1. anorexia. Tempo: Aguda .2. soro positividade para HIV. hiperlipemia.4 Alteração dos reflexos: Diminuição ou desaparecimento dos reflexos é a regra nas neuropatias.meses à anos.Subclínica demostrada por Eletromiografia . emagrecimento. Eletromiografia de agulha (EMG) . Em neuropatias motoras predominante. recuperação é mais lenta em meses ou anos. Avaliar pontos dolorosos. A arreflexia é precoce e proeminente nas polineuropatias que afetam as fibras grossas.2 Gravidade: . intoxicações. A distinção entre ambas. 5. Espessamento dos troncos nervosos: É fundamental a palpação dos troncos nervosos para detectar espessamentos focais ou difusos ou outras anormalidades: neurofibromas. na maioria das neuropatias axonais na qual a lesão é ampla. a recuperação é mais rápida. como na forma axonal da Síndrome de Guillain-Barré.Profundas paralisias e até insuficiência respiratória 7. 6. 5. sem considerar se a neuropatia é axonal ou desmielinizante. Evolução da neuropatia 7.3 Neuropatias axonais X desmielinizantes: A distinção é feita eletromiográficamente. doença renal crônica. porque há diferenças na abordagem diagnóstica e no tratamento. desmielinizantes X axonais é importante. Uma vez que o processo de desmielinização diminui e a remielinização se inicia.

Nas contraturas que podem ser encontrada em algumas miopatias metabólicas. Condução sensitiva. São freqüentes em músculos desnervados. 8. os potenciais de unidades motoras aumentam de amplitude e duração e são freqüentemente polifásicos. o número de potenciais de unidade motora é diminuído. não mielinizadas podem ser realizados.2. miopatias e polimiosite. Nas neuropatias desmielinizantes a VCM é muito reduzida. Diagnóstico clínico das Neuropatias 9.3. As descargas de alta freqüência em crescendo-decrescendo são características de desordens miotônicas e são relacionadas a instabilidade da membrana da fibra muscular. mais que uma forma de neuropatia herdada ou outro tipo de neuropatia desmielinizante adquirida.3. História clínica 9. 8. ocorre silêncio elétrico porque o aparelho contrátil é ativado distalmente ao sarcolema.4.1. A estimulação do nervo motor produz uma descarga ortodrômica e resposta muscular direta (onda H). A amplitude do potencial de ação muscular (CMAP) é reduzida em processos desmielinizantes ou apresenta bloqueio de condução representado por abrupta redução no tamanho do potencial entre os sitios de estimulação distal e proximal. A onda F auxilia no exame da condução nas regiões proximais das fibras motoras.1.1.2. a atividade difusa da unidade motora é registrada. uma descarga antidrômica ascendente até a medula espinal ativa as células do corno anterior da medula causando uma descarga reflexa que desce e ativa o músculo produzindo a onda F. Estudo da velocidade de condução: motora. Em axonopatias a VCM é normal ou discretamente reduzida. Biópsia de nervo 9.1 Categorizar cada caso 9. 8. Exame neurológico 9.1. Em neuropatias desmielinizantes a presença de bloqueio de condução pode sugerir que o paciente tenha uma polineuropatia desmielinizante crônica inflamatória.Em denervações. O padrão de recrutamento de unidade motora é reduzido em doenças do neurônio motor superior e em fraqueza psicogênica. Os registros intraneurais da atividade da fibra nervosa. derivados de descarga espontânea de fibras musculares isoladas. Apenas examina fibra de condução A alfa (grandes e rápidas). incluindo fibras C.são potenciais breves e de baixa amplitude. Fasciculações podem indicar doença de ponta anterior e podem ser encontradas em neuropatias desmielinizantes. Fibrilações . Eletroneuromiografia 9.2 Classificação . Esta resposta pode ser retardada ou ausente em desmielinização proximal (como na GBS). Em caimbras musculares. Na re-inervação. (VCM) sensitiva (VCS) e amplitude de potencial músculo e nervo.

3.1. Neuropatias focais Danos localizados: compressões 12.5.2.3 Mista 9.2 Arterite de Churg-Strauss 10.MAG) 9.4.3 Misto 9.2. Aspectos especiais 10.4 Topografia 9.2 Mononeuropatia múltipla 9.1 Focal .auto-anticorpos (GM1.1 Poliarterite nodosa 10.7.3 Arterite de Wegener 10.3 Líquido cefalorraquiano 9.2 Motor ( grande pequena ) fibras 9.1 Polineuropatia 9.8 Biopsia de nervo (sural) 10.1 Axonal 9.3.2.1 Isquemia: Vasculites necrosantes 10.1.1.2 Desmielinizante 9.5 Déficit 9.3 Crônica 9.7.2 Subaguda 9.4. Neuropatia diabética 12.4.6 Etiologia Específica Associações ( Doenças sistêmicas Intoxicações) 9.5.1 Sensitivo ( grande pequena ) fibras 9.9.7.1 Aguda 9.3 Clínica 9.1 Geral e rotina 9.2 Clínica das vasculites Mononeurite múltipla 10.2 Específico .7 Laboratorial 9.3 EMG .5.Axonal 11.

4 Fatores 12.12.4. uremia.abdominal Focal dos membros Amiotrofia diabética 12. hipotiroidismo.2 Glicação de tecido 12.4 Imunológica Classificação da neuropatia diabética 12.3 Hipoxia e isquemia tecidual 12.5 Polineuropatia simétrica Sensitivo motora Autonômica Algida aguda Proximal dos membros inferiores 12.4.6 Focal e multifocal Craniais Tóraco .3 Generalizada Clínica: 13% dos pacientes com diabetes melito com neuropatia sintomática 50% subclínica 12. AIDS.cancer Hereditárias Amiloidoses Neuropatia sensitiva Neuropatia por substâncias tóxicas Cisplatina Taxol Metronidazol . Lyme Imuno-mediadas Gamapatias monoclonais Ganglionites .1 Hiperglicemia duradoura 12. Amiloidose Primária Secundária 14.2 Multifocal 12.4.7 Reversíveis Redução da velocidade de condução na "neuropatia hiperglicemia" 12. Neuropatia sensitivas Diabete melito.8 Formas mistas 13.4.

Neuropatia do HIV Desmielinizante Axonal Aguda Crônica . Variantes: Miller-Fisher) Classificação da síndrome de Guillain-Barré Aguda: Aguda desmielinizante Aguda axonal motora (AMAN) Aguda motora e sensitiva axonal (AMSAN) Pandisautonomia aguda Síndrome de Miller-Fisher subaguda Crônica . Variantes: Miller-Fisher) Motora ( Aguda monofásica. 18. Crônica recidivante. Neuropatia motora Guillain-Barré Axonal (AMAN) Neuropatia motora multifocal Diabete melito 16.PAF Shy-Drager síndrome (atrofia de múltiplos sistemas) Sincopes Disautonomias agudas ou subagudas Disautonomias crônicas 17. Neuropatia autonômica Hipotensão ortostática idiopática .CIDP: Desmielinizante Recidivante Recorrente Progressiva Neuropatia crônica recidivante axonal 19. Síndrome de Guillain-Barré e polirradiculoneurite desmielinizante inflamatória crônica Sensitiva ( Aguda monofásica. Crônica recidivante. Lepra e Chagas. Neuropatias devido a doença de Lyme. Neuropatias associadas contra anticorpos glicoconjugados e gamapatia monoclonal IgM. 20.Drogas hipocolesterolemiantes ("Estatinas") 15.

21. após confirmação por imagem por ressonância: em tumor do nervo e neuropatia inflamatória focal.1 Gânglio dorsal e raízes espinhais . ou amiloidoma. peroneiro profundo na cabeça da fibula.n.Biópsia de pele .Local .N. imunocitoquímica melhoraram nitidamente a performance do método. ramo do 20 dorsal digital medial do polegar .Biópsia de células ganglionares do plexo mioentérico em biópsias retais.Biópsia fascicular do tronco dos nervos ulnar.2 Plexo braquial .Pesquisa . .Raramente indicada nas neuropatias inflamatórias puramente motoras: biópsia fascicular do n.Biópsia do ponto motor .Diagnóstico . diabética proximal) Polineuropatias . ME. tibial e peroneiro . Nos membros inferiores .5 Regiões terminais.n.Nervo safeno maleolar medial (Neuropatia multifocal) Nos membros superiores: . Polineuropatia do doente crítico 23.Evitar a biópsia .Ganglionite sensitiva progressiva com reação inflamatória No LCR .Biópsia dos nervos cutâneos sensitivos distais: .3 Nervos sensitivos cutâneos Locais de acordo com envolvimento neurológico Proximais: grande auricular em neuropatias hipertróficas Distais: ramo anterior do n.Ganglios + raiz da coluna torácica média. .4 Nervos mistos: . radial.Nervo sural retromaleolar . microdissecções (teasing).em neuropatias que afetam um desses nervos.Biópsia simultânea do nervo peroneiro superficial e nervo peroneiro distal profundo.Diagnóstico diferencial entre processo inflamatório e infiltração neoplásica. 23. palmar longo e peroneiro brevis podem ser usados.junção neuromuscular . Avaliar terminações nervosas em biópsias de pele. e cutâneo antebraquial lateral. . cutâneo medial do braço n. Neuropatias Tóxicas (Axonopatias.Lepra 23. 23. para o anconeo. . mediano. desmielinizantes) 22. radial nos punhos.Nervo peroneiro superficial . morfometria.Biópsia fascicular 23. 23. . cutâneo intermediário da coxa (N. Biópsia do nervo periférico Os avanços no conhecimento das novas metologias empregadas. .

terapêutica com gamagobulina intravenosa.3.Nervo cutâneo intermediário da coxa e m.1 Agentes Etiológicos Específicos Conhecidos: 24.1. 24. 23.7.60% sem sintomas de dor . eletromiográfico e genética nas neuropatias sensitivas e motoras hereditárias.3. os achados em 37% contribuíram para o diagnóstico.2. Doença de Lyme (Borrelia burgdorferi) .23. retofemural 23.7.Sarcoidose Local: . gastrocnemio . polirradiculoneurite crônica .1 Reabilitação 24.terapêutica com .9 Eficiência do método Uma análise de 56 biópsias de n. em 4% o diagnóstico permanecem obscuro.Doenças mitocondriais . por depósito 23. crônica .2.adequar a terapêutica imunossupressora escolhida: GBS .2 Possivelmente Imunológicos: polirradiculoneurite aguda.2 Terapêutica Etiopatogênica 24.1. 24.7.1 Confirmação da neuropatia 23.Terapêutica específica.3.1 Biópsias seriadas para avaliar terapêutica na Neuropatia diabética. permitiu diagnóstico em 27% (15 pacientes).Vasculites .2. Em outra série de 53 casos. Hereditárias n.Nervo sural e m.7 Indicação da biópsia de nervo 23.infecções na ferida cirurgia .2 Diagnóstico etiológico da neuropatias: Vasculite Lepra Amiloidose CIDP n.3 Pesquisa 23.10% parestesias no local 23. 23. 23.3 Na composição diagnóstica do estudo molecular.7.Nervo peroneiro superficial e músculo peroneiro brevis .7.plasmaferese.1 Infecciosos: Lepra. Terapêutica nas neuropatias periféricas 24.6 Biópsia combinada de nervo e músculo .2 Biópsia de gânglio da raiz dorsal nas degenerações cerebelares. sural. a biópsia de nervo sural contribuiu para o diagnóstico em 38% (20 pacientes).8 Complicações de biópsia Biópsia de nervo é invasiva e tem uma significante taxa de complicações: .7.

24.3. L-DOPS. isquêmicas-imunológicas: Vasculites imunossupressão per os ou pulsoterapia. tumores. 24.7 Hereditárias. eritropoetina.Diabete melito: .1.Analgesia .1 Dor e Parestesias .Analgesia 24. traumas: cirurgia.imunossupressores esteróidicos e citolíticos.2.1.3 Tóxicos .3.2.5 Isquêmicas.Correção metabólica .2.1.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 24. implantes.afastar substâncias desencadeantes.2. gama-imunoterapia. 24. gamaimunoterapia.Inibidores da aldose redutase (neuropatia disautonomica) .3.1. marca-passo cardíaco. midodrine.Ácido tioctico (pesquisa) .3 Hipotensão ortostática: Expansores de volume per os (9 Þ fluorhidrocortisona) ß bloqueadores. per os ou intravenosos em pulsos mensais.2. 24.1.3 Terapêutica sintomática 24. 24. Aconselhamento genético (geneterapia no futuro?) 24.2.2 Distúrbios autonômicos 24.4 Metabólicas: correção possível. imunossupressores citoliticos. Copyright © 2001 IDS .8 Compressivas.6 Mistos: metabólicos . plasmaferese.Imunoterapia: possível corticosteróides.1.

Linha Mediana Hérnia epigástrica . respeitando-se a integridade da pele. entre a cicatriz umbilical e o processo xifóide. Hérnia umbilical .ocorre na linha média. Linha Semilunar .ocorre na cicatriz umbilical. Classificação Topográfica As hérnias da parede abdominal são comumente classificadas de acordo com sua localização na parede abdominal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Aldo Junqueira Rodrigues Junior1 Jin Hwan Yoo1 Última Atualização: 8/16/2001 10:40:54 AM 1 Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se hérnia da parede abdominal como a passagem de uma estrutura ou víscera intraabdominal através dos planos da parede.

65% à direita 75% dos casos em mulheres 1. delimitado pela margem do osso ilíaco. pelo músculo oblíquo externo e pelo músculo grande dorsal. pelo músculo sartório e pelo músculo adutor longo. portanto. 40% bilateral comum na infância. pelo músculo quadrado lombar e pelo músculo oblíquo interno. o risco de estrangulamento é . Apresenta pouco risco de estrangulamento. Incisional Ocorre em locais de cirurgias prévias. sendo delimitada pela 12a costela. pelo ligamento inguinal e por uma linha imaginária que une as duas espinhas ilíacas ântero-superiores.o seu conteúdo não retorna à cavidade abdominal. Hérnia do trígono inferior . Apresenta anel herniário proporcionalmente pequeno em comparação com o conteúdo do saco herniário e.ocorre no chamado triângulo de Grynfeltt. Incidência Localização Epigástrica Umbilical Semilunar Inguinal (adultos) % dos casos 5% 10% rara 70% 80% dos casos em homens. sendo delimitada pela borda lateral do músculo reto do abdome.ocorre no trígono femoral e é delimitada pelo ligamento inguinal.o seu conteúdo retorna espontaneamente ou com auxilio manual à cavidade abdominal.ocorre no triângulo de Petit. em adultos: 65% dos casos em mulheres observações Inguinal (crianças) Lombar Femoral Incisional Aspectos Gerais 85% rara 5% 10% 80% em mulheres. Hérnia femoral . 7% bilateral > 40anos: direita ~ esquerda. mesmo com manobras posturais ou palpatórias.Hérnia de Spieghel . dos 20-40anos: 65% à direita. As hérnias da parede abdominal podem se apresentar de diferentes formas clínicas: hérnia redutível .ocorre na região inguinal.ocorre na margem lateral do músculo reto do abdome. Região Lombar Hérnia do trígono superior . Região Inguino-femoral Hérnia inguinal . hérnia encarcerada .

Na suspeita de hérnia femoral. pode-se contra-indicar a correção cirúrgica em função da relação risco/benefício do procedimento. 3. Em homens com hérnia inguinal com mais de 50 anos.procura-se verificar a presença de proeminências nesta região. O tratamento das hérnias da parede abdominal é essencialmente cirúrgico. Diagnóstico É obtido através da história clínica e do exame físico. Nos casos de hérnia inguinal. hérnia estrangulada .neste tipo de hérnia. neste caso. Não é incomum não se conseguir palpar a hérnia femoral.maior. observa-se massa herniária palpável descendo e tocando o dedo.com o dedo indicador posicionado através do anel inguinal superficial. de início súbito ou não. permeando o conduto inguinal. medialmente à veia femoral. Dentre as doenças que elevam o risco cirúrgico. medialmente aos vasos epigástricos profundos.o saco herniário tem origem no enfraquecimento do assoalho do canal inguinal. pode-se realizar o tratamento conservador com a utilização de fundas ou faixas abdominais. Hérnias Inguinal e Femoral Embora haja outras classificações. conseqüente ao enfraquecimento da fáscia transversal. pede-se ao paciente que faça força ou tussa: na presença de hérnia inguinal. de crescimento rápido ou progressivo. Entretanto.Criptorquidia . O exame físico consiste de duas etapas: 1) inspeção . Alguns pacientes apresentam a forma inguinoescrotal. Nestes pacientes. hérnia inguinal mista . que são melhor visualizadas com esforço ou tosse. que causa aumento do volume escrotal. obrigatoriamente. a mais comumente empregada divide essas hérnias em: hérnia inguinal direta (HID) . associado ou não a esforço físico. Pede-se ao paciente que faça força novamente ou tussa e procura-se observar a presença de elevação. Diagnósticos diferenciais . fazer a avaliação pré-operatória da próstata. hérnia inguinal indireta (HII) . principalmente em obesos. pode-se recorrer a exame ultra-sonográfico da região para confirmar o diagnóstico. nos pacientes com comorbidades severas. estão as cardiopatias. resultante do enfraquecimento do mecanismo de esfíncter do anel inguinal interno.o saco herniário tem origem no anel inguinal interno.associação entre HID e HII. hérnia femoral . 2) palpação .o saco herniário tem origem no canal femoral. Pode ser congênita ou adquirida. deve-se. Nestes casos. os pacientes referem uma elevação na região inguinal. o conteúdo herniário pode estar em sofrimento isquêmico e é mandatória a correção cirúrgica imediata para evitar a necrose. inspeciona-se e palpa-se a parte anterior da coxa na região do canal femoral. 2. as pneumopatias e o diabetes. lateralmente aos vasos epigástricos profundos.

ou seja. Tratamento A não ser para hérnias com anel < 0. reservado somente para os pacientes com comorbidades que implicam em risco cirúrgico elevado. além de implicar em custos diretos muito mais elevados. Os pacientes portadores de hérnia umbilical podem se queixar de leve estiramento ou dor local. como fundas. Na maioria dos casos. não tem se mostrado extremamente superior às "técnicas sem tensão". quando a manobra de Vasalva pode ajudar na palpação. Quando o paciente queixar-se de dor nesta região. geralmente de polipropileno. a hérnia pode passar despercebida. São várias as técnicas descritas para a correção cirúrgica da hernia inguinal e femoral. os pacientes podem retornar às suas atividades corriqueiras após dois a trêsdias e desenvolver atividade física mais intensa após sete dias. Habitualmente. o conteúdo do saco herniário é redutível com facilidade. empregada em muitos serviços. a palpação e a visualização do abaulamento herniário não oferece dificuldades. sendo o tratamento clínico. na linha média xifo-umbilical. com diminuição da dor e dos índices de recidiva. Hérnia Umbilical Diagnóstico O diagnóstico é essencialmente clínico. exceto em pacientes obesos. A correção por via laparoscópica. indica-se a correção cirúrgica.5cm. por meio da história e exame físico. as hérnias umbilicais podem assumir grandes proporções e conter epíplon e/ou alças intestinais. Hérnia Epigástrica Diagnóstico O diagnóstico é realizado pela história clínica e pelo exame físico. em obesos. além de sempre necessitar anestesia geral. Em alguns serviços. permitindo a palpação de um anel fibroso e firme que é o anel herniário. proporcionando recuperação pós-operatória precoce. Quando sintomática.- Varicocele Hidrocele Tumor de testículo Linfadenopatia Cisto de cordão espermático Tratamento As hérnias inguinais e femorais devem ser tratadas cirurgicamente. a cirurgia é realizada sob anestesia local. deve-se atentar para . enquanto que. Ocasionalmente. Nos magros. Merecem destaque as técnicas "sem tensão" que têm por princípio a utilização de prótese. assintomáticas. Hérnias pequenas podem ser abordadas inclusive sob anestesia local. Esta é facilmente palpável. que consiste no fechamento do anel. a queixa mais freqüente é a de dor no local da herniação.

com veias ingurgitadas e com infecção fúngica. Hérnia Incisional É mais comum em pacientes obesos. podem ser apenas observadas. a qual é mais acentuada na posição ereta ou com esforços físicos. delgada.o diagnóstico diferencial de não confundir com uma queixa gastrointestinal. desnutridos. Copyright © 2001 IDS . a pele sobre o saco herniário pode se apresentar atrófica. Diagnóstico O diagnóstico é realizado por meio da história e do exame físico. Às vezes. Nas grandes eventrações abdominais. em especial quando sintomática. deve-se encaminhar o paciente para avaliação de um cirurgião. Tratamento Pequenas hérnias incisionais. podendo evoluir para a formação de lesões ulceradas. Nos casos de dor aguda e/ou intensa. submetidos à cirurgia de urgência ou a cirurgias infectadas. ocorrem cólicas abdominais. Como queixa. diabéticos. pouco sintomáticas ou assintomáticas. em decorrência de quadro suboclusivo em hérnias encarceradas. o paciente pode relatar dor local. sendo o paciente orientado para retornar na presença de sintomas ou crescimento do saco herniário. o encaminhamento deve ser feito em caráter de urgência.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a qual muitas vezes requer a colocação de telas para reconstruir a parede abdominal. deve-se corrigir a hérnia epigástrica. Tratamento Sempre que sintomática. Já as mais volumosas necessitam de correção cirúrgica. através do fechamento do defeito anatômico. geralmente acompanhada de protusão. Encaminhamento Quando do diagnóstico de qualquer hérnia.

enquanto que. compressões e abrasões. Esses ferimentos são chamados de contusões. Dependendo da intensidade da energia e da força . Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Associado da Disciplina de Cirurgia do Trauma. Esses mecanismos lesam os tecidos da pele e podem provocar rompimento dos vasos sangüíneos. O trauma provoca o acúmulo de líquido nos tecidos e o rompimento dos vasos gera sangramento. Abertos são aqueles que apresentam descontinuidade da pele.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dario Birolini1 Renato Poggetti2 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:10 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia do Trauma. Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os ferimentos podem ser classificados em abertos e fechados. a pele encontra-se íntegra. nos fechados. Ferimentos fechados Ocorrem em conseqüência de contusões.

Essas lesões também podem ser acompanhadas de sangramento. o hemotórax e o tamponamento cardíaco. como facas. 6) esmagamentos . De acordo com a profundidade de penetração. As lesões podem ser abertas ou fechadas. 4) ferimentos perfurantes . onde existe descolamento de pele em relação aos planos profundos. com perda do revestimento cutâneo. agulhas e estiletes. os desabamentos e os acidentes de trabalho. podendo causar extensa destruição tecidual. Ferimentos abertos Os ferimentos abertos podem ser divididos em: 1) escoriações .são lesões produzidas por objetos pontiagudos. em geral decorrentes de traumatismos intensos produzidos por objetos rombo. Na região do tórax. outras estruturas mais profundas.aplicadas.são lesões superficiais. nervos e músculos. e que geralmente são produzidas por objetos cortantes. podem ser lesados junto com a pele. tais como pregos. com orifício de entrada geralmente pequeno. Os sinais clínicos mais freqüentes do acometimento superficial são edema. ossos e órgãos. 3) lacerações . que podem colocar em risco a vida do doente. Os mecanismos que provocam essas lesões são as colisões automobilísticas. de bordas regulares. os ferimentos perfurantes podem provocar hemorragia e/ou peritonite. as intercorrências mais freqüentes e graves são o pneumotórax. equimose e hematoma. Essas lesões superficiais geralmente não colocam a vida em risco. que podem ou não apresentar sangramento discreto e são acompanhadas de dor local intensa. dependendo da existência de ruptura de pequenos vasos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .são lesões da camada superficial da pele ou das mucosas. No abdome. porém podem ser um sinal importante da presença de lesões internas graves concomitantes. fragmentos de vidros ou de metais. tendões.ocorrem em traumatismos resultantes da aplicação de energia e força intensas. 2) cortocontusos .são lesões teciduais de bordos irregulares. O sangramento dessas lesões pode ser extremamente variável. podem ser lesadas estruturas e órgãos internos. Os ferimentos cortocontusos também podem produzir lesões de vasos.são lesões abertas. Copyright © 2001 IDS . podendo gerar risco de vida. como músculos. 5) avulsões .

onde atingem. pela sua curiosidade natural em que pese a existência de varios dispositivos de proteção. principalmente causadas por líquidos aquecidos. assim como o contato com corpos aquecidos (ferro de passar. mais uma vez as crianças que. em ambiente doméstico na sua quase totalidade. com tendência ao aumento do número de casos. elétricas e por radiação. Podem ocorrer no ambiente doméstico. ainda introduzem objetos metálicos nas tomadas domésticas. As correntes de alta voltagem e amperagem da rede de distribuição . As mais comuns são as térmicas. químicas. canos de escape e outros objetos metálicos aquecidos ou mesmo em ponto de fusão). As chamas por combustão de álcool constituem outro subtipo das queimaduras térmicas. crianças em acidentes na cozinha. atingindo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Carlos Fontana1 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:20 AM Autores: 1 Chefe do Serviço de Queimaduras do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia As queimaduras podem ser classificadas em quatro tipos segundo os agentes causadores: queimaduras térmicas. frequentemente. As queimaduras elétricas também são muito frequentes. assim como colocam fios na boca.

Podem também ocorrer por defeito ou má manipulação de aparelhos emissores de radiação. terapêuticos ou de pesquisa.dos postes elétricos. e consituem. na sua maioria. lidando com substâncias químicas (ácidos ou bases fortes) sem o devido conhecimento ou medidas de precaução. caixas de força e outros costumam atingir indivíduos jovens do sexo masculino. porém de consequências trágicas. por exemplo. como. Copyright © 2001 IDS . em sua fase mais produtiva. o episódio de Goiânia (GO). acidentes de trabalho. As queimaduras por irradiação são bem menos frequentes. As queimaduras químicas também atingem pessoas adultas na sua maioria.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

As varizes dos membros inferiores classificam-se em primárias e secundárias. como hereditariedade. 2% são traumáticas. As varizes primárias apresentam fatores predisponentes e desencadeantes. Os primeiros estão relacionados com o risco potencial de um determinado indivíduo. Quase 20% da população brasileira acima de 15 anos apresentam algum tipo de veia varicosa. causando deformidades estéticas e podendo levar a sintomas. . com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Aun1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:34 AM Autores: 1 Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se como veia varicosa aquela que apresenta alterações permanentes de calibre e comprimento (tortuosidade). As veias varicosas são salientes e visíveis. As úlceras de estase venosa crônica representam uma das complicações mais importantes e características da doença. 3% aparecem em diabéticos. representando 73% das úlceras dos membros inferiores: 8% são de origem arterial. Os principais fatores de risco são a idade e o número de gestações. e 14% têm outras etiologias.

observa-se exsudação pela ferida. As flebites superficiais podem levar a hipercromia no trajeto venoso. há maior tendência à formação de coágulos no sistema venoso superficial. Pela estase em veia varicosa. Pode ocorrer por fragilidade de veias subdérmicas com erosão da parede. Apresentando-se como complicação. Em primeiro lugar. Algumas vezes são veias normais. Também. Normalmente é indolor. ou úlcera de estase venosa crônica. o eczema varicoso é. na realidade. Em segundo lugar. visíveis pela transparência da pele) e telangiectasias (pequenos vasos. que piora com a postura ereta ou sentada e melhora com os pés elevados ou com o deambular. as varizes dos membros inferiores. por solução de continuidade da pele. Com o membro pendente. . muito finos. É provocado pela presença de hemoglobina livre no tecido celular subcutâneo. apresentam pouca ou nenhuma sintomatologia. Quanto ao aspecto morfológico. coberto ou não de fibrina e secreção purulenta. Geralmente é benigna e a simples elevação do membro com compressão local já é suficiente para coibi-la. Os fatores desencadeantes são os imediatamente responsáveis pelo aparecimento da doença. mesmo fora da fase aguda. como posturas profissionais. granuloso. pela facilidade de instalação de processos infecciosos. por provocarem sobrecarga no sistema venoso dos membros inferiores. além das deformidades estéticas. Portadores de varizes têm maior tendência de apresentar surtos de erisipela. que não causam saliência na pele. palpa-se endurecimento nestes locais. microvarizes (pequenas veias. situa-se geralmente na face média do terço distal da perna. que exijam longos períodos em posição ereta. que causa processo inflamatório crônico e exsudativo. As complicações mais observadas são a flebite superficial. mesmo que não haja úlcera. Na maior parte dos casos. que causam elevação da pele). As placas de eczema situam-se na face medial do terço distal da perna. a evolução natural da estase venosa crônica. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. presença de outros defeitos de tecidos de sustentação e da parede venosa (hérnias e hemorróidas. passa a ser secretante e nota-se celulite ao redor. Alguns pacientes podem apresentar sensação de peso ou desconforto mal caracterizado nos membros inferiores. porém. bastante semelhantes a pequenas "aranhas"). de trajeto tortuoso ou retilíneo. as veias dos membros inferiores classificam-se em: varizes (veias salientes e visíveis.sexo (maior no feminino). se houver úlcera ou eczema. respectivamente). obesidade e gestações repetidas. As úlceras varicosas ocorrem em locais de pele já alterados pela hiperpigmentação e eczema. As varizes secundárias decorrem de complicações da trombose venosa profunda aguda. de aproximadamente 1 a 2 mm de largura. o edema já será suficiente para facilitar a ocorrência de infecção. As bordas são elevadas e o fundo. que podem aparecer isoladamente ou serem confluentes. A úlcera varicosa.

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L. emocional ou econômico-social. ou mesmo incapaz .1% da população). de adaptar-se a uma situação adversa . Hojaij2 Última Atualização: 9/5/2001 7:10:54 AM 1 2 Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médica Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A população brasileira vem apresentando um processo de envelhecimento rápido. caracterizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1980 para países em desenvolvimento. tornando-o pouco capaz. externo ou interno. No ano 2025. A faixa etária acima dos 60 anos alcançou taxas oito vezes superiores às de crescimento da população jovem. o Brasil será o sexto país com mais idosos no mundo (cerca de 34 milhões ou 15. O idoso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia Autores: Wilson Jacob Filho1 Naira Hossepian S. A melhor definição de envelhecimento é aquela que enfatiza o limiar de perda das reservas funcionais do organismo atingido por um ser vivo. tornando-o alvo maior de . seja ela física. encontra-se mais propenso a apresentar alterações no seu estado de saúde frente a um agressor. como o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos.

quando presente.o idoso apresenta hipertermia relacionada a processos inflamatórios ou infecciosos em menor proporção que o jovem.8oC. Muitos dos problemas agudos decorrem do não-uso ou mau uso dos medicamentos e de suas interações (35 a 40% das admissões hospitalares por problemas relacionados a fármacos são de indivíduos com mais de 60 anos e a prevalência de atendimentos emergenciais relacionados a problemas com medicamentos é de 1. (2) acessos livres e amplos aos locais de exame. e a avaliação funcional prévia. (2) uma visão multiprofissional do atendimento. Muitas vezes.9%). por seus valores e diferenças culturais. a senilidade. (3) o contato com cuidadores para um completo entendimento do processo agudo de doença. (3) pontos de apoio estratégicos para facilitar sua movimentação. sendo da maior importância a diferenciação entre os achados clínicos considerados normais para a idade .7 a 2. . leucocitose igual ou maior que 11. O indivíduo idoso exige alguns cuidados particulares ao ser examinado: (1) respeito e maior pudor ao despi-lo de suas vestes. implicam no melhor entendimento da doença aguda e na obtenção do histórico dos fármacos e respectivas dosagens às quais o idoso está habituado. Exame físico. Porém. atenção e linguagem). freqüência respiratória igual ou maior que 30 movimentos por minuto. pois podem influenciar a tomada de decisão e a elaboração das hipóteses diagnósticas: (1) febre . Algumas peculiaridades do exame físico merecem maior atenção.doenças. auxilia na avaliação dos sinais e sintomas clínicos do paciente. a avaliação do histórico clínico do paciente idoso. seja porque tem deficiências sensoriais (visuais ou auditivas) e/ou cognitivas (nos campos da memória. presença de infiltrado pulmonar na radiografia simples de tórax e freqüência cardíaca igual ou maior que 120 batimentos por minuto. esta é a única via de obtenção de uma história clínica confiável. Alguns cuidados na anamnese do idoso são de extrema relevância: as queixas do paciente devem ser complementadas com a história obtida da família e/ou cuidador.000. Anamnese. O idoso requer um maior tempo de atendimento. Vai depender essencialmente da obtenção complementar de dados fornecidos pelos familiares e/ou cuidadores do paciente em questão. (3) a presença de familiares. ou porque naturalmente possui lentificação na capacidade de planejamento e realização de suas idéias e pensamentos. não difere daquele habitual para o adulto jovem.e aqueles relacionados a doenças crônicas ou agudas.4o C. porém com alguns comemorativos próprios da faixa etária. principalmente na presença de alguns dos seguintes achados clínicos: temperatura oral igual ou maior que 39. em função de eventuais limitações físicas.caracterizando a senescência . com suas deficiências e doenças previamente diagnosticadas. porém uma não pode excluir a outra. a febre é um indicador de doença séria em 76% dos pacientes com temperatura oral maior ou igual a 37. Avaliação Clínica Os profissionais que lidam com idosos atuam sempre com: (1) respeito pelas diferenças próprias da faixa etária.

existe menor produção natural de secreção salivar e de filme lacrimal e a taquicardia compensatória é menos evidente. podendo até prejudicá-lo em uma situação de emergência.na emergência. até mesmo. (3) freqüência cardíaca.é mais comum em idosos e constitui situação de alto risco para as alterações nas funções normais do ser humano. (6) Exame cardíaco . A presença de estertores bilaterais em bases pulmonares. medir a pressão arterial nos dois membros) e a alta prevalência do uso de medicamentos que possam interferir na avaliação da pressão arterial. a freqüente presença de hipotensão postural com suas implicações terapêuticas. sempre relacionado a uma alteração orgânica. da própria síndrome. pois a elasticidade da pele encontra-se diminuída. Nesses casos. a expansibilidade pulmonar está diminuída com suas implicações ventilatórias e a presença de estertores deve ser valorizada como anormal mesmo no idoso. embora o estado de hidratação seja de difícil avaliação. a presença eventual do fenômeno do "buraco auscultatório" falseando possível hipertensão sistólica (deve-se utilizar sempre no idoso a palpação do pulso distal ao manguito para a medida da pressão arterial).apresenta tendência a valores mais baixos em relação ao jovem e menor incidência de taquicardia compensatória a situações de demanda cardiovascular.as bulhas cardíacas são freqüentemente hipofonéticas e sopros sistólicos estão presentes em até 60% dos idosos. A importância do atendimento do paciente com quadro demencial na emergência está no diagnóstico de possíveis causas tratáveis das complicações comportamentais e . sempre que possível. (8) Abdome . em geral infecciosa.deve ser medida considerando a tendência (patológica) para o desenvolvimento da hipertensão sistólica isolada com o avanço da idade. (5) Exame das mucosas .é capaz de fornecer impressão clínica fidedigna do descoramento. associa-se com insuficiência coronária. a existência de fenômenos vasculares obstrutivos que possam causar diferenças significativas dos níveis pressóricos entre os dois membros (deve-se. em pacientes com dor torácica.pressão arterial . sem repercussões cardíacas relevantes.(2) hipotermia . A palpação de todos os pulsos é de extrema importância no diagnóstico de insuficiências arteriais crônicas ou agudas. (7) Exame pulmonar . freqüentes nesta faixa etária. . caracterizando um provável quadro de delírio. (4) pressão arterial . é de grande valor a vivência clínica do médico avaliador.a idosos que procuram atendimento emergencial de quadros suboclusivos ou oclusivos deve ser dada atenção a sopros e/ou massas pulsáteis que possam sugerir o diagnóstico de aneurisma de aorta abdominal. O exame neurológico é da maior importância devido às alterações cognitivas presentes na avaliação e que devem ser investigadas se são de aparecimento ou piora recente.

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14 e 21 (raras) determinam doença de início precoce e herança autossômica dominante. representando mais da metade dos casos de demência. presença da isoforma E4 da apolipoproteína E. afetando o funcionamento social e ocupacional. traumatismo craniano e exposição ao alumínio.LIM 27. Ocorre diminuição . O transtorno da memória afeta os processos de aprendizado e evocação. sobretudo idosos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Orestes Vicente Forlenza1 Última Atualização: 7/4/2001 6:01:00 AM Autores: 1 médico psiquiatra. laboratório de Neurociências . trissomia do cromossomo 21. sexo feminino. A idade é o principal fator de risco: sua prevalência passa de 0. onde já vivem cerca de 15 milhões de indivíduos com mais de sessenta anos. A doença de Alzheimer caracteriza-se por distúrbio progressivo da memória e outras funções cognitivas. Outros fatores de risco para a doença de Alzheimer são: história familiar de demência. Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. Isso revela a magnitude do problema no Brasil. Mutações dos cromossomos 1. Mestre e Doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A doença de Alzheimer é a principal causa de declínio cognitivo em adultos.7% aos 60-64 anos de idade para cerca de 40% nos grupos etários de 90 a 95 anos.

formas mais graves podem progredir rapidamente. lazer. Isso compromete a capacidade de desempenhar atividades da vida diária (trabalho.na aquisição de novas informações. ansiedade (reação catastrófica) Insônia. Na esfera da linguagem. causando grande desgaste para os cuidadores. vestir-se. A nomeação está prejudicada desde o início. observando-se dificuldades para copiar desenhos. em algum estágio da evolução da demência. Alterações do comportamento e manifestações psiquiátricas propriamente ditas (abaixo) estão presentes em até 75% dos casos. levando ao óbito em menos de dois anos. . A deterioração cognitiva deve ser avaliada em intervalos regulares (a cada seis ou doze meses. ideatória e ideomotora). Quadro 1. pica Hipersexualidade. verificação. agressividade verbal e física Perambulação (vagar a esmo. Alterações da psicomotricidade Comportamento locomotor Comportamento alimentar Comportamento sexual Psiquiátricas propriamente ditas Desordens do sono Comportamento bizarro Inibição: apatia. mioclonias. A discriminação visoespacial também é progressivamente perdida. por exemplo). contudo.5 pontos no Mini-Exame do Estado Mental (MEM) a cada 12 meses. Existe correlação entre a progressão clínica da demência e as medidas de instrumentos quantitativos. passando a depender de um cuidador. Principais características não-cognitivas da Doença de Alzheimer. abulia. depressão. reflexos neurológicos primitivos) podem estar estão presentes na evolução da doença. comportamento inapropriado Delírios e alucinações. Por exemplo. irritabilidade. negativismo Agitação: exaltação. sair de casa injustificadamente) Hipo ou hiperfagia. hiperoralidade. Alterações sensitivomotoras (sinais extrapiramidais. alimentar-se). labilidade afetiva. acompanhadas de alterações da leitura e escrita. esvaziamento de conteúdos e diminuição da compreensão. Aparecem também os fenômenos apráxicos (apraxias da marcha. a perda de memória torna-se global na evolução. apraxia e agnosia. observa-se perda de fluência verbal. vida social) e de cuidar de si mesmo (asseio pessoal. Embora haja uma certa preservação da memória remota em estágios iniciais. mudança de hábitos. espera-se queda de 2 a 3. Na doença avançada observa-se a tríade afasia. inversão do ciclo vigília-sono Comportamento de procura. com piora progressiva até que não haja mais nenhum aprendizado novo. conferir objetos ou segurança da casa. solicitações repetidas A duração da doença é usualmente de 8 a 12 anos.

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A incontinência anal é a incapacidade. de reter a matéria fecal e de evacuá-la de forma voluntária. o paciente ou seus familiares. Por esses motivos. Trata-se de condição incapacitante. em graus variados. podem interpretar os episódios de incontinência como sendo diarréia. por déficit de cognição ou de atenção. A perda de controle sobre a eliminação de fezes sólidas é denominada de . Por vezes. Resultada interrelação complexa entre volume e consistência do conteúdo retal. bem como sua inervação. existe uma grande dificuldade do paciente de expor sua condição ao médico. constrangedora e com repercussão sócio-econômica significativa. Em outras circunstâncias. a prevalência na população é de difícil mensuração. capacidade de distensão ( complacência retal).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sergio Eduardo Alonso Araujo1 Angelita Habr-Gama1 Última Atualização: 8/10/2001 11:32:12 AM 1 Disciplina de Coloproctologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Continência anal é a capacidade em retardar a eliminação de gases ou de fezes até o momento em que for conveniente fazê-lo. sensibilidade retal e a integridade da musculatura esfinctérica anal.

como a impactação fecal. Na maioria dos casos. as fezes se tornam endurecidas e ressecadas no interior do reto e do sigmóide. tais como a correção de fístula anal (fistulotomia) ou a hemorroidectomia. algumas doenças orificiais e a encoprese.000 mulheres. a incapacidade de reter fezes ou gases geralmente se segue ao parto vaginal ou operação anorretal que ocasionou a lesão dos músculos anais.000 indivíduos com idade entre 15 e 64 anos. nessas situações.000 homens e 133 por 10. Mais comumente. Como a maioria das lesões esfinctéricas é parcial e reparada imediatamente. a fístula anal e a fissura anal crônica. como as hemorróidas. mas também discretas alterações clínicas. Vale lembrar que a maioria das mulheres vítimas de lesão esfinctérica de causa obstétrica também sofre de prejuízo da inervação dos esfíncteres anais (neuropatia do pudendo). A lesão iatrogênica dos esfíncteres anais pode ocorrer após operações anorretais. A prevalência da incontinência fecal na população diabética está aumentada devido à ocorrência da neuropatia que atinge o nervo pudendo. tais como o abuso de laxativos empregados para o tratamento de constipação crônica que levam à natureza líquida do conteúdo intestinal. estando associada ao envelhecimento per se. como uma lesão dos esfíncteres anais como conseqüência da má-assistência obstétrica durante o parto vaginal. enquanto a perda de controle restrita à eliminação de gases ou fezes líquidas é chamada de incontinência anal parcial. que pode ocorrer em alguns casos de grave constipação de trânsito lento ou no megacólon chagásico. mecanismos de base psicopatogênica levam à postergação voluntária ou . quando a lesão esfinctérica é grave. o que leva a dilatação reflexa crônica do ânus. a prevalência é de 109 por 10. Na encoprese. Esse fenômeno também é conhecido como diarréia paradoxal. Na incontinência fecal que se segue a trauma obstétrico ou cirúrgico. a incontinência fecal é resultado de erro técnico ou incapacidade de avaliar. ainda no período pré-operatório. a insuficiência esfinctérica.incontinência anal total. Na população jovem. A prevalência da incontinência fecal é de 42 por 10. a história de trabalho de parto prolongado e ao esforço evacuatório crônico. de iatrogenia cirúrgica ou de doença sistêmica. a insuficiência esfinctérica pode se manifestar anos após o parto.Em crianças. A incontinência fecal idiopática (ou neurogênica) é observada na ausência de trauma obtétrico. a incontinência fecal em mulheres ocorre devido a lesões de natureza obstétrica ou cirúrgica. Na impactação fecal. onde a perda de fezes não é devida a denervação do assoalho pélvico. associa-se a malformações congênitas da coluna vertebral (espinha bífida) e do segmento anorretal (imperfuração anal). Na faixa etária acima dos 65 anos. Rotura esfinctérica parcial ou completa pode ocorrer durante o parto vaginal (em até 20% dos partos) e o seu não-diagnóstico ou o reparo inapropriado dos esfíncteres anais após o parto pode levar a incontinência fecal. existem vários fatores causais. podem levar à perda de muco ou pus pelo ânus. que permite a evacuação involuntária de fezes líquidas que ultrapassam as fezes endurecidas (fecaloma) e permeiam o ânus. Algumas doenças orificiais. Há situações.

involuntária do chamado à evacuação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . o que resulta em impactação fecal e diarréia paradoxal.

Evidências recentes indicam que o tratamento adequado diminui a morbidade e seus custos. atinge metade dos indivíduos. um sinal (a demonstração objetiva da perda de urina) e indicando uma doença de base que deve ser investigada. estimando-se que menos da metade dos indivíduos com incontinência urinária procura serviço médico pela queixa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Cristiano Mendes Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 7:13:08 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Incontinência urinária é a perda involuntária de urina pelo meato uretral. particularmente em pacientes . alguns deles não relatam o fato ao médico. caracterizando um sintoma (a queixa de perda urinária). Devido ao estigma social e ao fato de muitos acreditarem ser esta condição um processo natural do envelhecimento. Cerca de dez a 30% dos adultos apresentam perda de urina em alguma fase de sua vida. Em instituições asilares.

obesidade mórbida. As causas mais freqüentes da incontinência urinária são multiparidade (gestação/parto vaginal/episiotomia). Principais causas e tratamentos de incontinência urinária trato urinário inferior causa infecção urinária vaginite atrófica gestação/parto vaginal/ episiotomia pós prostatectomia obstipação tratamento antibióticos estrogenoterapia (quando não contraindicado) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical (especificar como feitas a reabilitação e o treinamento) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical desimpactação de fezes. esclerose múltipla. Diversas condições podem causar ou contribuir para a incontinência urinária. dieta com fibras. etc efeitos colaterais de drogas causa tratamento . a de esforço. hidratação. imobilidade. laxativos. baixa ingestão hídrica. e a paradoxal. drogas de ação central). Tabela 1. alterações da cognição. deficiência estrogênica. A incontinência urinária de esforço associa-se a condições que elevam a pressão abdominal. o principal sintoma é a perda involuntária de urina associada ao forte desejo miccional (urgência).institucionalizados. A classificação de incontinência urinária aqui apresentada é baseada em sintomas como a urgeincontinência. medicamentos (diuréticos. A incontinência paradoxal é a perda urinária involuntária com estados onde existe hiperdistensão vesical. diabetes. obstipação. como durante a tosse ou espirro. Na urge-incontinência. Pode apresentarse com gotejamento constante. São chamadas causas reversíveis de incontinência (tabela 1). acidentes vasculares cerebrais. O tratamento dessas condições pode reduzir ou até mesmo resolver a queixa urinária. doença de Parkinson) e atividades físicas de alto impacto. algumas das quais reversíveis.

diuréticos: causam poliúria e urgência cafeína: irritante vesical anticolinérgicos: retenção urinária, incontinência paradoxal, obstipação psicotrópicos: - antidepressivos: ação anticolinérgica (retenção urinária) e sedação - antipsicóticos: ação anticolinérgica, sedação, rigidez e imobilidade - sedativos, hipnóticos: sedação, delírio, imobilidade e relaxamento muscular analgésicos narcóticos: retenção urinária, sedação, impactação fecal e delírio bloqueadores alfa adrenérgicos: relaxamento uretral agonistas alfa adrenérgicos: retenção urinária (presentes em muitas drogas para resfriados) agonista beta adrenérgicos e bloqueadores de canal de cálcio: retenção urinária álcool: poliúria, frequência, urgência, sedação, delírio e imobilidade aumento da produção de urina causa metabólico pela hiperglicemia no diabetes ou para a hipercalcemia aumento da ingesta hídrica hipervolemia: - insuficiência venosa com edema - insuficiência cardíaca

com todas as medicações, interromper ou mudar tratamento se clinicamente possível e alteração de dosagem caso uso seja imprescindível

tratamento melhor controle do diabetes; tratamento para hipercalcemia dependendo da causa de base reduzir ingesta hídrica e líquidos diuréticos (cafeína) elevação de membros inferiores; restrição de sódio, meias elásticas tratamento clínico

diminuição da capacidade da necessidade de urinar causa tratamento

delírio

diagnóstico e tratamento da causa do estado confusional agudo

doenças crônicas e ortopédicas que micção de horário; uso de recipientes restringem a mobilidade de coleta urinária psicológicas e psiquiátricas tratamento farmacológico ou não farmacológico das causas

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Egberto Reis Barbosa1

Última Atualização: 9/5/2001 7:13:46 AM
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Médico Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Tremores O tremor fisiológico é um tremor postural, normalmente subclínico, que se exacerba ao estresse, hipoglicemias, tireotoxicose, abstinência alcoólica, fadiga, uso de broncodilatadores, ácido valpróico, sais de lítio, neurolépticos, antidepressivos tricíclicos, cafeína e teofilina. O tremor essencial é manifestação neurológica isolada, com história familiar positiva e prevalência que aumenta com a idade. O tremor cerebelar frequentemente associa-se a outras manifestações de disfunção do cerebelo. A diferenciação entre esses quatro tipos básicos de tremor fundamenta-se nas suas características de freqüência, circunstâncias de aparecimento (repouso, postura ou movimento) e resposta farmacológica. Os tremores de freqüência mais baixa são os de origem cerebelar. O tremor parkinsoniano

ocorre numa freqüência intermediária e o tremor essencial é o de frequência mais elevada. É claro que certo grau de sobreposição acontece. O tremor parkinsoniano é mais evidente no repouso e diminui com a movimentação. O tremor essencial e o tremor fisiológico exacerbado são predominantemente posturais. O tremor cerebelar manifesta-se com maior intensidade à movimentação (tremor de ação). Os tremores essencial e cerebelar, quando afetam o segmento cefálico, levam a oscilações em bloco, com movimento afirmativo (plano vertical) ou negativo (plano horizontal). Isso não acontece no tremor parkinsoniano que, no segmento cefálico, se limita à mandíbula, lábios e língua. Doença de Parkinson A doença de Parkinson típica é insidiosa, aparecendo após os 50 anos. Em 70 a 80% dos casos, a manifestação inicial é o tremor de repouso unilateral, em porção distal de membro superior. Na evolução gradativa, sobrevêm acinesia e rigidez. Posteriormente, a doença estende-se para o membro inferior homolateral e, posteriormente, para o hemicorpo contralateral, surgindo as alterações da fala, marcha e a instabilidade postural. Em fases mais avançadas, há limitação do desempenho motor com perda da autonomia. Distúrbios com obstipação intestinal são comuns. Depressão ocorre em 40% dos casos na fase inicial da doença e a demência ocorre em 15 a 20% dos casos na fase tardia. Em síntese, o quadro clínico é constituído por acinesia, rigidez, tremor e instabilidade postural, sendo que a presença de dois desses quatro componentes é suficiente para o diagnóstico, destacando-se a acinesia e o tremor.

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Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia

Autores: Wilson Jacob Filho1 Sérgio Marcio Pacheco Paschoal2 Última Atualização: 9/5/2001 9:00:38 AM
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Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médico Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Como reduzir quedas no idoso A queda é um evento bastante comum e devastador em idosos. Embora não seja uma conseqüência inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doença aguda. Além dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes, aumentando a dependência e a institucionalização. Estima-se que há uma queda para um em cada três indivíduos com mais de 65 anos e, que um em vinte daqueles que sofreram uma queda sofram uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos e mais, 40% cai a cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a freqüência de quedas é de 50%. A prevenção de quedas é tarefa difícil devido

a variedade de fatores que as predispõem. A distribuição das causas difere entre idosos institucionalizados e os não-institucionalizados. As quedas entre os moradores de asilos e casas de repouso são em decorrência de distúrbios de marcha, equilíbrio, vertigem e confusão mental, enquanto que pessoas não institucionalizadas tendem a cair por problemas ambientais, seguidos de fraqueza/distúrbios do equilíbrio e marcha, “síncope de pernas”, tontura/vertigem, alteração postural/ hipotensão ortostática, lesão do Sistema Nervoso Central, síncope e outras causas. Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos e mais); sexo feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; marcha lenta com passos curtos; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia. Atividades e comportamentos de risco e ambientes inseguros aumentam a probabilidade de cair, pois levam as pessoas a escorregar, tropeçar, errar o passo, pisar em falso, trombar, criando, assim, desafios ao equilíbrio. Os riscos dependem da freqüência de exposição ao ambiente inseguro e do estado funcional do idoso. Idosos que usam escada regularmente têm menor risco de cair que idosos que a usam esporadicamente. Por outro lado, quanto mais vulnerável e mais frágil o idoso, mais suscetível aos riscos ambientais, mesmo mínimos. O grau de risco, aqui, depende muito da capacidade funcional. Como exemplo, pequenas dobras de tapete ou fios no chão de um ambiente são um problema importante para idosos com andar arrastado. Manobras posturais e ambientais, facilmente realizadas e superadas por idosos saudáveis, associam-se fortemente a quedas naqueles portadores de alterações do equilíbrio e da marcha. Idosos fragilizados caem durante atividades rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente dentro de casa, num ambiente familiar e bem conhecido.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Mara Solange Carvalho Diegoli1

Carlos Alberto Diegoli1 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:18 AM
1 Assistentes Doutores da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia Menstruação é a perda sanguínea, cíclica e periódica, que ocorre na vida da mulher, da menarca à menopausa. Ciclo menstrual é o intervalo entre o primeiro dia da menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte.O ciclo menstrual é considerado normal quando apresenta intervalo de 25 a 35 dias, duração do sangramento de 3 a 5 dias e a quantidade do sangramento menstrual de aproximadamente 100 a 150 ml (correspondentes ao uso de aproximadamente 8 a 12 absorventes por mês). Entretanto, são freqüentes as alterações no ciclo menstrual, tanto na quantidade do sangue eliminado, como na duração do tempo de sangramento ou no intervalo entre as menstruações, como as apresentadas no quadro abaixo: Definição Alteração

amenorréia dismenorréia espaniomenorréia hipermenorragia hipermenorréia hipomenorréia menorragia menóstase metrorragia oligomenorréia opsomenorréia polimenorréia proiomenorréia

intervalo maior do que 60 dias menstruação acompanhada de fenômenos dolorosos sangramento irregular, intervalo menstrual maior do que 45 dias aumento na quantidade e na duração do sangramento aumento no número de dias de sangramento (maior que 5 dias) diminuição no número de dias (menos que dois dias) aumento na quantidade do sangue eliminado parada brusca da menstruação alterações no intervalo do sangramento menstrual diminuição na quantidade do sangramento intervalo entre 35 e 45 dias intervalo menor do que 15 dias intervalo entre 15 e 25 dias

Os dois principais motivos que estimulam a procura de um médico são a hemorragia uterina e a amenorréia. Hemorragia uterina A hemorragia uterina é o sangramento uterino excessivo, na vigência ou não da menstruação. Para o ginecologista, a hemorragia não está apenas relacionada à perda de sangue profusa que pode conduzir a paciente a um quadro de anemia aguda, mas também à menstruação relativamente abundante ou mais duradoura, ou mesmo ao discreto escoamento sangüíneo, por muitos dias ou meses. A hemorragia uterina corresponde a 21% das queixas em ginecologia e pode ser dividida em hemorragia uterina disfuncional (HUD), quando não é encontrado nenhum fator orgânico associado ao sangramento; ou hemorragia uterina orgânica, quando é causada por determinada ginecopatia ou doença sistêmica. Nos casos agudos, a paciente refere sangramento intenso, que pode evoluir para choque hipovolêmico. O sangue é geralmente vermelho vivo, com coágulos. No sangramento crônico, a paciente pode referir perda sangüínea prolongada durante o ciclo menstrual, geralmente de 7 a 10 dias de duração, ou sangramento intenso nos primeiros dias do ciclo, seguido de um sangramento vermelho escuro ou marrom por vários dias. Mais raramente, o sangramento pode ser pequeno, mas contínuo ao longo do mês. Este quadro, quando persiste por vários meses, freqüentemente evolui para anemia. Amenorréia Amenorréia primária: ausência da menstruação após os 14 anos, em pacientes sem

desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, ou após os 16 anos, quando já houve o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. Geralmente este tipo de amenorréia está associado com malformações genitais. Amenorréia secundária: quando não ocorre a menstruação por três ciclos consecutivos ou mais. Amenorréia fisiológica: quando a mulher está grávida, amamentando ou após a menopausa.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Angela Maggio da Fonseca1 Vicente Renato Bagnoli1

José Aristodemo Pinotti2 Última Atualização: 8/16/2001 11:08:14 AM
Livre Docente em Ginecologia, Professor(a) Associado(a) da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
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Glossário 1. Climatério - fase da vida da mulher que marca a transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo. Esta fase pode estender-se por longo e variável período de tempo. 2. Síndrome climatérica - o climatério é uma condição fisiológica que algumas vezes, não obrigatoriamente, apresenta sintomatologia. Quando esse quadro ocorre, é conhecido por síndrome climatérica. 3. Menopausa - é a última menstruação fisiológica da mulher, decorrente da perda da atividade folicular ovariana.

4. Perimenopausa - é o período que precede a menopausa, quando iniciam-se as mudanças endocrinológicas e metabólicas que caracterizam o declínio da função ovariana. Compreende o primeiro ano após a instalação da menopausa. 5. Menopausa fisiológica - é a parada espontânea da menstruação por período superior a 12 meses, decorrente do processo fisiológico de perda da função ovariana. 6. Menopausa induzida - é a parada das menstruações decorrente da falência ovariana por cirurgia ou iatrogenia (quimioterapia, radioterapia). 7. Menopausa prematura ou precoce - é a cessação da função ovariana em fase precoce da vida da mulher, ou seja, antes dos 40 anos. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações da síndrome climatérica são polimorfas e apresentam-se em associações e freqüências variáveis como as manifestações: neurogênicas: são ossintomas mais comuns, representados por ondas de calor, calafrios, palpitações, cefaléia, tontura, parestesia, insônia, cansaço e alterações da memória. As manifestações neurogênicas são suscetíveis a influências ambientais, tais como exercícios, alimentação, vestuário, condições climatéricas e emocionais; psicogênicas: na síndrome climatérica, as manifestações psicogênicas são discutíveis. Existem defensores da teoria de que mulheres emocionalmente estáveis não sofram modificações psíquicas, enquanto outros admitem a importância das alterações hormonais e somáticas na gênese dos distúrbios emocionais. As manifestações psíquicas mais freqüentes são: depressão, ansiedade, irritabilidade e modificações da libido, que se apresentam em intensidade e associações variáveis. Deve-se ressaltar que no climatério parece haver maior risco para doença de Alzheimer relacionada às mudanças hormonais; osteoarticulares: entre estas alterações estão a ostealgia (dores ósseas); artralgia (dores articulares) e mialgia (dores musculares) que estão relacionadas aos processos do envelhecimento e atrofia do sistema osteomuscular. O sedentarismo e a osteoporose são fatores importantes no agravamento destas manifestações; epidérmicas: no climatério é comum a atrofia epidérmica decorrente do processo de envelhecimento somado ao hipoestrogenismo. Essas modificações conferem aspecto senil em graus variáveis à pele destas mulheres e redução progressiva dos folículos pilosos; ósseas: a osteoporose caracteriza-se pela redução da massa óssea de tal forma que a mesma seja menor que a esperada para idade e sexo. Este processo determina manifestações dolorosas variáveis e aumento de fraturas espontâneas ou provocadas, que costumam ocorrer nas fases avançadas da doença. Com maior freqüência há comprometimento dos ossos da coluna e pelve, que determinam dores lombares, perda de altura e cifose;

metabólicas: na menopausa, a queda dos níveis de estrogênio determina mudanças importantes do metabolismo lipídico, aumentando os riscos para doença arteriosclerótica. Assim, neste período da vida da mulher há maior tendência de elevação do colesterol total e das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e redução das lipoproteínas de alta densidade (HDL). Essas modificações, somadas ao diabetes, hipertensão e tabagismo, aumentam os riscos para doenças cardiovasculares; urogenitais: são decorrentes do hipoestrogenismo e do processo de envelhecimento, agravando-se progressivamente com os anos de menopausa. Clinicamente, apresentam-se como atrofia dos órgãos genitais, levando à dispareunia, corrimento, prurido vulvar, ectopia, carúncula uretral e distúrbios da micção (incontinência urinária, síndrome uretral, dificuldade de esvaziamento vesical); mamárias: costumam surgir no climatério, causam apreensão à mulher e ao profissional, pois a maior incidência do câncer de mama situa-se entre 45 e 65 anos de idade. As manifestações, embora variáveis, costumam apresentar-se como: dor nas mamas (mastalgia), edema e alterações na densidade da mama.

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Diagnóstico|Bibliografia

Autores:

Marco Antonio Borges Lopes1

Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 7:50:14 AM
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Docente da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Professor Titular da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Diagnóstico de gravidez: A suspeita de gravidez inicia-se pela história de atraso menstrual nas paciente em idade fértil, afastando-se as amenorréias patológicas (disfunção endócrina, ganho de peso, estresse), iatrogênicas (cirúrgica, por medicamentos, pós-pílula) e associadas ao aleitamento (há chance de nova gravidez se a gestante já voltou a ovular, três a seis meses após o parto). Na história clínica de suspeita de gravidez, outros sintomas aparecem como náuseas, vômitos, aversão a odores, polaciúria, sonolência, lipotimia e aumento das mamas. Ao exame clínico, o diagnóstico de certeza de gravidez consiste na ausculta dos batimentos cardíacos fetais, com o sonar doppler (a partir da 10ª-12ª semana), o Pinard (a partir da 20ª-22ª semana) ou a visibilização da movimentação fetal. Entre os sinais clínicos de suspeita de gravidez destacam-se ao toque vaginal combinado: o

amolecimento do istmo e do colo uterino, a exuberância na pulsação das artérias vaginais, a forma assimétrica do contorno uterino pela nidação do ovo, o rechaço intra-uterino do feto na cavidade uterina (a partir do 4º mês). O útero abandona a cavidade pélvica ao redor da 12ª semana, estando entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical na 16ª semana, e na cicatriz umbilical na 20ª ou 22ª semana. O diagnóstico diferencial inclui as ginecopatias (miomas, cistos de ovário), a pseudociese e a gravidez ectópica. A positividade de um exame laboratorial também é considerado sinal de certeza de gravidez. A escolha do exame complementar adequado à idade gestacional, associado a um exame físico cuidadoso, evita gastos desnecessários. A Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG), hormônio produzido no sinciciotrofoblasto, pode ser dosada na urina e no sangue (por vários métodos imunológicos, com diferentes níveis de detecção do hormônio), ou na subunidade Beta, evitando-se a reação cruzada com outros hormônios como LH e FSH. Resultados falso-negativos acontecem na presença de níveis de hCG abaixo do limite de detecção do teste, proteinúria ou medicamentos (anticonvulsivantes, fenotiazina, antidepressivos, hipnóticos e anticoncepcionais orais). A dosagem da subunidade beta mostra resultados positivos no primeiro dia após a nidação. Apesar da melhora na qualidade, os testes de farmácia devem ser vistos com cautela devido ao armazenamento incorreto, exposição a altas temperaturas e erros de interpretação. A ultra-sonografia na gestação inicial tem como objetivos observar se a gestação é tópica, a datação correta e a determinação do número e vitalidade dos embriões. O ultra-som pélvico permite a detecção do saco gestacional tópico a partir da 5ª semana de gestação. Contracepção O profissional de Saúde participante na difusão dos métodos contraceptivos devem ter conhecimento dos métodos preconizados pelo Ministério da Saúde, orientando sobre as indicações e contra indicações de cada método, explicando as informações de forma clara ao indivíduo ou casal para uma escolha livre e consciente do método a que melhor se adapte sem qualquer indução na escolha. Na orientação sobre os métodos contraceptivos deve ser destacado a necessidade da dupla proteção (contracepção e prevenção das DST e HIV/ AIDS), mostrando a importância dos métodos de barreira como os preservativos masculinos ou femininos. A escolha do método contraceptivo deve ser sempre personalizada levando-se em conta fatores como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método. Os métodos contraceptivos podem ser divididos didaticamente em: comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos. A) Métodos comportamentais Método Rítmico ou Ogino-Knaus (do calendário ou tabelinha) Procura calcular o início e o fim do período fértil. A mulher deve ser orientada a marcar no

calendário os últimos 6 a 12 ciclos menstruais com data do primeiro dia e duração, calculando então o seu período fértil abstendo-se de relações sexuais com contato genital neste período. Temperatura basal Método oriundo na observação das alterações fisiológicas da temperatura corporal ao longo do ciclo menstrual. Após a ovulação, a temperatura basal aumenta entre 0,3 e 0,8o C (ação da progesterona). A paciente deve medir a temperatura oral, durante 5 minutos, pela manhã, após repouso de no mínimo 5 horas. Para não engravidar, a mulher deve evitar relações desde o primeiro dia da menstruação até que a temperatura se eleve por 3 dias consecutivos. Método do Muco Cervical (Billing) Baseia-se na identificação do período fértil pelas modificações cíclicas do muco cervical, observado no auto exame e pela sensação por ele provocada na vagina e vulva. A observação da ausência ou presença do fluxo mucoso deve ser diária. É necessária a interrupção da atividade sexual ao menor sinal de muco, permanecendo em abstinência por no mínimo 3 dias a partir do pico de produção. Coito interrompido Baseia-se na capacidade do homem em pressentir a iminência da ejaculação e neste momento retirar o pênis da vagina. Tem baixa efetividade, levando à disfunção sexual do casal, e deve ser desencorajado. B) Métodos de Barreira Estes métodos impedem a ascensão dos espermatozóides ao útero, sendo fundamentais na prevenção das DST e AIDS. Junto com a pílula anticoncepcional e o coito interrompido, são os métodos não definitivos mais utilizados. Condom É um envoltório de látex que recobre o pênis, retendo o esperma no ato sexual, impedido o contato deste e de outros microrganismos com a vagina e pênis ou vice-versa. O condom feminino constitui-se em um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. O produto já vem lubrificado devendo ser utilizado uma única vez, destacando-se que o poliuretano por ser mais resistente que o látex pode ser utilizado com vários tipos de lubrificantes. Diafragma Dispositivo circular de borracha, recobre a cérvix uterina, devendo ser utilizado junto com um espermicida, no máximo 6 horas antes da relação sexual. A adesão da paciente depende da utilização correta do dispositivo. A higienização, a não adoção de um período de pausa e o armazenamento correto do dispositivo, são fatores importantes na prevenção de infecções genitais e no prolongamento da vida útil do diafragma.

Esponjas e Espermicidas As esponjas são feitas de poliuretano, são adaptadas ao colo uterino com alça para sua remoção e são descartáveis (ao contrário do diafragma)., estão associadas a espermicidas que são substâncias químicas que imobilizam e destroem os espermatozóides, podendo ser utilizados combinadamente também com o diafragma ou, os preservativos Existem em várias apresentações de espermicidas: cremes, geléias, supositórios, tabletes e espumas. C) Dispositivo Intra-Uterino O DIU são artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, que são inseridos na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino. O DIU com levonorgestrel age na supressão dos receptores de estriol endometrial, provocando a atrofia do endométrio e inibição da passagem do espermatozóide através da cavidade uterina. As intercorrências mais freqüentes durante o uso do DIU são a expulsão do dispositivo, dor pélvica e dismenorréia, sangramento anormal e infecção (infecção aguda sem melhora ou infecções persistentes implicam na remoção do DIU). O DIU exige controle semestral e sempre que aparecerem leucorréias. A gravidez raramente pode ocorrer (ectópica ou tópica), com risco de abortamento no 1o e 2o trimestres. A retirada do DIU pode ser feita após avaliação ultra-sonográfica, considerando os riscos para o embrião. Se a retirada não for possível por riscos de abortamento, a paciente deve ser acompanhada a intervalos curtos de tempo e orientada em relação a sangramentos vaginais e leucorréias. D) Anticoncepção Hormonal Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) O AHCO consiste na utilização de estrogênio associado ao progestogênio, impedindo a concepção inibindo a ovulação pelo bloqueio da liberação de gonadotrofinas pela hipófise, além de modificar o muco cervical tornando-o hostil ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular. As pílulas monofásicas têm a mesma dosagem hormonal em todos os comprimidos e as combinadas bifásicas e trifásicas apresentam variações de dosagem dos esteróides ao longo do ciclo. As principais contra-indicações são neoplasia ou suspeita de neoplasia hormôniodependente, doença tromboembólica, doença cardiovascular ou ocular, gravidez ou suspeita de, hipertensão arterial, fumantes acima dos 35 anos, hepatopatias, lúpus, diabetes insulinodependente grave. Minipílula São pílulas contendo baixa dose de progestágeno que agem principalmente no espessamento do muco serviçal dificultando a penetração do espermatozóide e também inibindo a ovulação em metade dos ciclos menstruais, sendo de uso contínuo. Pode ser

utilizada combinada à amamentação quando não ocorre a amamentação exclusiva. Pílula pós-coito A anticoncepção de emergência é um uso alternativo de contracepção hormonal oral (tomado antes de 72 horas após a relação) evitando-se a gestação após uma relação sexual desprotegida. Pode ser utilizado anticonceptivo hormonal oral contendo apenas progestagênio ou combinados contendo 0,25 mg de levonorgestrel e 0,05 mg de estinilestradiol (Evanor, Neovlar) ou contendo 0,15 mg de levonorgestrel e 0,03 mg de etinilestradiol (Microvlar, Nordette). Injetáveis Os anticoncepcionais hormonais injetáveis são anticoncepcionais hormonais que contém progestogênio ou associação de estrogênios, para administração parenteral (IM), com doses hormonais de longa duração. Consiste na administração de progestagênio isolado, via parenteral (IM), com obtenção de efeito contraceptivo por períodos de 3 meses ou de uma associação de estrogênio e progestogênio para uso parenteral (IM), mensal. E) Laqueadura Tubária e Vasectomia A esterelização (laqueadura tubária e vasectomia) são considerados métodos contraceptivos cirúrgicos e definitivos, realizados na mulher através da ligadura das trompas impedindo o encontro dos gametas e no homem pela ligadura dos canais deferentes (vasectomia) que impede a presença dos espermatozóides no ejaculado. Quando houver indicação de contracepção cirúrgica masculina e, principalmente, a feminina deve ser baseada em critérios rígidos, observando-se a legislação vigente. Anticoncepção na adolescência Não há método contraceptivo específico para esta população podendo ser utilizado qualquer método contraceptivo desde que não apresentem alguma condição clínica que contraindique o seu uso, conforme os critérios de elegibilidade de cada método. Anticoncepção no climatério Nesta população também não há método de escolha específico, devendo ser levado em conta a redução fisiológica da fertilidade nesta faixa etária e os critérios de indicação e contra-indicação de cada método. Anticoncepção na lactação Nos primeiros seis meses pós-parto a amamentação exclusiva, a livre demanda, com amenorréia possuem efeito importante contraceptivo. Com o retorno do ciclo menstrual e da amamentação não exclusiva pode-se oferecer outros métodos contraceptivos respeitando a

elegibilidade clínica de cada método. Os métodos comportamentais só são recomendados após o restabelecimento de ciclos menstruais.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 11/7/2001 2:21:28 PM
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Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia A gravidez na adolescência continua sendo motivo de preocupação, principalmente porque, no momento atual, há aumento de sua incidência entre adolescentes de 11 a 15 anos. Ainda que minorados os riscos biológicos por meio de pré-natal adequado, continuam a existir os agravos psicológico-emocionais a ela relacionados. A gravidez precoce e/ou indesejada leva, freqüentemente, à interrupção do projeto de vida e, por vezes, da própria vida, sendo concomitantes possíveis outros riscos relacionados ao aborto, doenças sexualmente transmissíveis entre as quais AIDS. São considerados fatores de risco para gravidez na adolescência:

· antecipação da menarca · educação sexual ausente ou inadequada · atividade sexual precoce · desejo de gravidez · dificuldade para práticas anticoncepcionais · problemas psicológico-emocionais · caracterização e mudança de valores sociais · migração · pobreza · baixa escolaridade · ausência de projeto de vida As taxas de gravidez e infecçoes sexualmente transmissíveis na adolescência denunciam a freqüência com que a atividade sexual desprotegida ocorre nessa faixa etária e sinalizam para a necessidade urgente de uma política de prevenção séria e compromissada. A proposta de abordagem do problema é complexa, incluindo vários segmentos da sociedade, estando basicamente apoiada na educação sexual, onde se destacam a anticoncepção e o reconhecimento das características e singularidades dos adolescentes. A orientação anticoncepcional é um trabalho educativo que se expande muito além do fornecimento de informações e conhecimentos sobre saúde reprodutiva, é um processo que envolve o resgate do indivíduo, a promoção da auto-estima e a conscientização dos riscos vivenciados; somente dessa maneira consegue-se uma efetiva mudança de atitude frente à vida sexual (sexo responsável), objetivo maior da educação sexual. Seguem algumas reflexões, envolvendo definições e/ou conceitos, importantes àqueles que vão assumir a proposta educativa, destacando-se, aqui, a atuação do médico de família: · É adequado que a sexualidade não seja fragmentada em sexualidade da criança, do adolescente, do adulto ou do idoso, mas que seja vista como processo, acompanhando os indivíduos desde a vida intra-uterina, jamais devendo ser entendida apenas como sinônimo de atividade sexual. Para isto, talvez o primeiro passo seja reconhecer a criança como ser sexuado e o adolescente desvinculado dos estereótipos que o ligam à liberação dos costumes, ao erotismo excessivo e à promiscuidade. · O fato de as jovens receberem orientação sexual não influencia a sua decisão de iniciar a atividade sexual. Há, inclusive, entre estas menor número de gestações. A literatura mostra ainda que adolescentes que receberam aulas de orientação sexual usaram preservativos em maior escala na primeira relação. É importante: · criar um espaço na relação com o profissional de saúde, onde o adolescente possa, por meio de um processo reflexivo, perceber-se como um indivíduo, responsável pelo seu corpo e pela sua vontade; · fornecer informações que propiciem o conhecimento do seu corpo e sobre a anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino; · fornecer informações sobre os métodos existentes, discutindo vantagens e desvantagens,

procurando capacitar a adolescente, de preferência em conjunto com seu parceiro, a escolher o método que mais se adeque ao seu contexto de vida; · discutir questões polêmicas como interrupção da gravidez. Algumas considerações devem ser tecidas em relação ao reconhecimento dos riscos que se estruturam nas características e singularidades da adolescência. · É importante levar em conta a busca da identidade com questionamentos dos padrões familiares e, portanto, da autoridade dos pais, unida à idéia de indestrutibilidade que faz com que os jovens se arrisquem em desafios inconseqüentes. · O marcante vínculo com o grupo proporciona a noção de força que vem dos pares; para serem aceitos, os adolescentes assumem atitudes para as quais, muitas vezes, não estão preparados. · Na vivência temporal singular, misturam-se ansiedade, desejo de viver tudo rápida e intensamente, não havendo lugar para a espera ou julgamentos. · A evolução da sexualidade traz o exercício da genitalidade, colocando os adolescentes frente a frente como impulsos sexuais que deverão ser vivenciados. Assim, os profissionais de saúde deverão estar preparados para o desafio de orientar um ser ávido por experimentar o novo, destemido, por se julgar invulnerável, e imaturo ou amador para lidar com o impulso sexual, marcado pela genitalidade, num corpo, a todo momento, renovado por mudanças marcantes. Em poucas palavras, a proposta da educação sexual deve conter liberdade, responsabilidade e compromisso, funcionando a informação como instrumento para que adolescentes de ambos os sexos possam ponderar decisões e fazer escolhas mais adequadas. Atente-se, aqui, mais uma vez, para os princípios éticos que regem a medicina do adolescente: a orientação anticoncepcional deverá permanecer em sigilo se o adolescente se mostrar capaz e assim o desejar; o diálogo entre pais e filhos sempre será estimulado. Os anticoncepcionais mais usados são os hormonais (pílulas), já que os preservativos já nem podem ser considerados como proposta anticoncepcional alternativa, sendo de uso obrigatório para exercício da atividade sexual. Outros métodos, como camisinha feminina, diafragma, geléias espermicidas, podem e devem ser discutidos com adolescentes para ampliar o leque de escolhas por meio de informação rigorosa. Anticoncepcionais injetáveis, mini-pílulas, dispositivo intra-uterino (DIU) têm suas indicações específicas. Atualmente, todos os adolescentes precisam receber informações sobre a anticoncepção de emergência. Em toda e qualquer oportunidade, discutir-se-á a ineficácia da "tabelinha" e do coito interrompido. Jamais deverá ser esquecida a doença sexualmente transmissível, em especial a Aids, cabendo, porém, ao médico sempre resgatar a sexualidade como proposta ligada à vida e não à morte. Na ausência de um anticoncepcional ideal, vários aspectos devem ser considerados na escolha do método contraceptivo que mais se adeqüe à paciente adolescente: 1. maturidade biológica; em geral, é menos problemático prescrever contraceptivos para

adolescentes com idade ginecológica (anos após a menarca) superior a 2 anos, quando, freqüentemente, já se completaram o crescimento físico e a maturação do eixo hipotálamohipófise-gônada. 2. maturidade psicológica; a adesão a um método depende da capacidade da adolescente de aceitar e/ou assumir a própria sexualidade; 3. grau de escolaridade e capacidade de compreensão; 4. existência de parceiro estável e participante da escolha anticoncepcional; faixa etária do parceiro; 5. freqüência das relações sexuais (a atividade sexual na adolescência geralmente é esporádica e não programada); 6. grau de motivação para a prática contraceptiva (da adolescente e do parceiro); 7. significado de uma eventual gravidez; 8. utilização inadequada da experiência sexual anterior pela adolescente que inicia sua atividade sexual muito precocemente, próximo à menarca, quando os ciclos menstruais são, na sua maioria, anovulatórios e fica para a jovem a falsa impressão de que ela realmente não engravida (sente-se tranqüila por acreditar-se estéril ou tenta engravidar para ter certeza de que não o é) ; 9. experiências anteriores com métodos anticoncepcionais; 10. existência de gestação e/ou aborto prévios (ao contrário do que se esperaria, a ocorrência de gravidez e/ou aborto anteriores é fator de risco para nova gravidez); 11. conhecimento e opinião da adolescente (e do parceiro) sobre os métodos anticoncepcionais (conceitos, preconceitos, preceitos religiosos, tabus, etc.); 12. opinião dos pais ou responsáveis a respeito do uso de anticoncepcionais por adolescentes; 13. conhecimento dos pais ou responsáveis acerca das práticas sexuais em questão (geralmente eles desconhecem a atividade sexual dos seus filhos); 14. barreiras para a utilização de métodos anticoncepcionais na família; 15. opinião do grupo a respeito dos métodos anticoncepcionais; 16. orientação contraceptiva prévia ou posterior ao início da atividade sexual; 17. avaliação clínica da adolescente: contra-indicações absolutas e relativas; 18. custo e facilidade de aquisição do anticoncepcional escolhido;

19. presença de doença crônica: a escolha do método é mais complexa em que pese a relação riscos e benefícios; 20. taxa de eficácia de cada método (quadro 1): quanto mais a utilização do método depende do indivíduo, mais sua taxa de eficácia prática se afasta da teórica. Tantas são as questões a serem discutidas e avaliadas na seleção de um método contraceptivo, que não é surpresa que a orientação anticoncepcional na adolescência seja tarefa difícil e laboriosa, principalmente considerando-se as características psicossociais próprias desse grupo etário, já discutidas anteriormente, que muito influenciam na prática sexual e contraceptiva. Não se deve esquecer, no entanto, que qualquer método anticoncepcional é mais eficaz do que a ausência de um método. O quadro abaixo apresenta, de maneira resumida, as vantagens e as desvantagens dos métodos anticoncepcionais utilizados na faixa etária adolescente. Quadro 1. Métodos anticoncepcionais: vantagens e desvantagens MÉTODO Pílula combinada VANTAGENS · alta eficácia se usada corretamente · fácil utilização · independente da atividade sexual · diminuição de alterações menstruais e dismenorréia · proteção contra anemia, tumores benignos de mama e ovários, câncer ovariano e de endométrio. DESVANTAGENS · não protege contra dst · necessidade de avaliação médica prévia · necessidade de controle médico posterior · existência de contraindicações absolutas e relativas · freqüentes efeitos colaterais menores · risco de complicações dependendo da idade (>35 anos) e presença de tabagismo · necessidade de motivação · tomada diária · custo elevado das apresentações com baixíssima dosagem de etinilestradiol

Mini - pílula

· não afeta lactação · não causa os efeitos colaterais dependentes de estrógeno

· não protege contra DST · menos eficaz que a pílula combinada · irregularidade freqüentes do ciclo menstrual (sangramento irregular e amenorréia) · tomada diária · não protege contra DST · sangramento irregular · amenorréia · ganho de peso · demora de até 8 meses para o retorno da fertilidade · não protege contra DST · contra-indicação em nulíparas · associação com o aumento na incidência de infecções do trato genital feminino, gravidezes ectópicas e anormalidades do ciclo menstrual · não protege contra DST · necessidade de avaliação médica para prescrição e orientação quanto à colocação · necessidade de reavaliações posteriores por possíveis mudanças nas características locais, pósparto, por obesidade (ganho superior a 5kg), etc.; · aversão cultural ao toque de genitais · possibilidade de deslocamento durante o ato sexual · necessidade do uso de espermicida · reações alérgicas ao látex ou espermicida

Progestágeno de depósito

· alta eficácia · aplicação a cada 3 meses · baixo custo

DIU

· necessidade de motivação para seu uso apenas inicial · não interfere na relação sexual · troca somente a cada 1 - 5 anos · após inserção, reavaliações médicas não tão freqüentes · boa eficácia se uso apropriado · inócuo · pode ser inserido antes do ato sexual · durabilidade: 2 a 3 anos se observadas as recomendações de conservação do produto

Diafragma com espermicida

Preservativo masculino

· proteção contra dst · fácil uso · barato (se atividade sexual pouco freqüente) · eficaz se utilizado corretamente · fácil obtenção · sem necessidade de prescrição médica · responsabilidade da contracepção partilhada pelo casal · sem efeitos colaterais e contra-indicações (exceto reação alérgica ao látex)

· deterioração com o tempo e exposição ao sol, calor e/ ou umidade · possibilidade de furar ou romper · interrupção do ato sexual · tabus relacionados à diminuição do prazer sexual · textura, cheiro e sabor considerados desagradáveis por alguns casais · reações alérgicas ao látex ou aos lubrificantes · custo elevado (se atividade sexual freqüente) · a adolescente depende do parceiro para sua utilização · custo (mais caro que o preservativo masculino) · tabus culturais relacionados à manipulação dos genitais

Preservativo feminino

· proteção contra dst · eficaz se utilizado corretamente · seguro (o poliuretano é 40% mais resistente que o látex do preservativo masculino) · proteção contra dst · independente da vontade do parceiro · possibilidade de inserção prévia à relação sexual (até 8 horas antes) não interrompendo o ato sexual

· Doença crônica que contra-indique seu uso. doenças cardiovasculares com risco de . certeza sobre a segurança do uso de ACO nessa faixa etária. vagina ou de outras neoplasias hormônio-dependente. como lúpus eritematoso sistêmico. As contra-indicações absolutas ao uso da pílula anticoncepcional estão listadas a seguir: · Fenômenos tromboembólicos. · Sangramento vaginal de etiologia desconhecida. · Certeza ou suspeita de câncer de mama. desde que utilizados adequadamente e guardadas suas contra-indicações. · Certeza ou suspeita de gravidez. endométrio.Abstinência periódica · não requer drogas · aprovado pela igreja católica · promoção do diálogo do casal · seu uso aumenta os conhecimentos sobre a fisiologia da reprodução · não protege contra DST · baixa eficácia · ineficaz quando os ciclos são irregulares · requer registro e conhecimento dos ciclos menstruais · requer planejamento da atividade sexual · abstinência de 1/3 a 1/2 do ciclo · desejo e oportunidade não estão relacionados com o ciclo menstrual · não protege contra DST · baixa eficácia e com efeitos colaterais quando utilizado como método anticoncepcional rotineiro Anticoncepção de emergência · eficaz quando utilizada logo após o ato sexual desprotegido. · Hepatopatia aguda ou crônica. cérvice. acidente vascular cerebral (AVC) e oclusão coronariana atuais ou pregressos. até no máximo 72 horas · sem contra-indicações para ser utilizado nas situações de emergência (máximo de 6 vezes por ano) · nenhuma Coito interrompido · ineficácia · não protege contra DST · disfunção sexual DST = doença sexualmente transmissível. diabetes insulino-dependente grave. hipertensão arterial grave. DIU = dispositivo intra-uterino Anticoncepcional oral combinado (ACO) O grande número de estudos e os anos de utilização fornecem ao profissional que trabalha com adolescentes.

A escolha do método contraceptivo para este grupo é muitas vezes difícil. · fatores de risco para tromboembolismo. deve-se orientar o uso concomitante de método de barreira ou utilizar um método não-hormonal. corticosteróides. ou seja. Anticoncepcionais orais utilizados na adolescência Estrogênio/dose Etinilestradiol 35µg Progesterona/dose Acetato de ciproterona 2mg Nome comercial Diane 35 (Schering) Selene (Eurofarma) . aumentando-os (antidepressivos tricíclicos. Algumas apresentações comerciais de anticoncepcional combinado. estão apresentadas no quadro a seguir. sendo necessário sempre contrabalançar os potenciais efeitos adversos do método com o de uma possível gravidez sobre a doença. Drogas que aumentam a concentração sérica de estradiol: vitamina C e co-trimexazol. Deve-se conhecer os medicamentos que interagem com o ACO. permanece controversa. griseofulvina. O aumento da sobrevida de pacientes portadores de diversas patologias crônicas gera uma nova preocupação por parte dos especialistas que os atende. 3. meperidina e teofilina) ou diminuindo-os (acetaminofeno e anti-coagulante oral). Quadro 2. anticonvulsivantes (hidantoína. · uso de medicamentos que interagem com a pílula. Drogas que diminuem a eficácia do ACO: rifampicina. como ampicilina e doxiciclina. mais utilizado na adolescência. entre outras. Em algumas situações deve-se considerar a relação risco/benefício: · idade ginecológica inferior a 2 anos. cada caso deve ser analisado cuidadosamente. fenobarbital e carbamazepina). A interação com outros antibióticos de uso comum. cefaléia tipo hemicrânia. entre outras. beta-bloqueadores. benzodiazepínicos. uma vez que seu uso concomitante pode diminuir a eficácia do contraceptivo: 1.tromboembolismo. do tipo monofásico. sendo prudente orientar o uso concomitante de método de barreira durante a tomada do antibiótico. com concentração do componente estrogênico variando entre 20 e 35µg. A orientação anticoncepcional desta clientela quando do início da atividade sexual é uma delas. Drogas cujos efeitos podem ser alterados pelos ACO. Os anticoncepcionais orais combinados utilizados na adolescência são os ditos de baixa dosagem. neuroses graves. diabetes mellitus moderado. epilepsia. depressão. como hipertensão arterial leve ou moderada. · existência de doenças crônicas. 2.

15mg Gestodene 0. éticas. onde vai guardar (principalmente em caso de não conhecimento dos pais).15mg Gestodene 0. que opte pelo ACO e que não tenha. de acordo com anamnese e exame físico. glicemia. assim como aspectos práticos da utilização do método. se possível) os riscos e benefícios dos ACO. Não raramente. observando-se. melhor adesão quando ela tem o apoio do seu parceiro ou dos seus pais.Etinilestradiol 30µg Levonorgestrel 0. preconceitos. triglicérides e função hepática. efeitos colaterais e a possibilidade de sangramentos nos primeiros ciclos (importantes causas de abandono). religiosas. também exige que sejam tomadas regularmente a cada 24 horas.075mg Etinilestradiol 20mg Desogestrel 0. É necessário que se faça uma orientação detalhada. Não se deve esquecer que o uso de um anticoncepcional é muito mais do que simplesmente a ingestão de uma pílula.075mg Deve-se realizar uma anamnese cuidadosa e exame físico completo para avaliar a presença de contra-indicações à prescrição da pílula. O ideal é que essas adolescentes tenham também uma avaliação ginecológica. envolve questões morais. tabus. colesterol total e frações. a qual deve ser reforçada nos retornos que se seguem. contra-indicações para seu uso já pode iniciar a tomada do anticoncepcional enquanto aguarda resultado de exames laboratoriais e avaliação ginecológica.15mg Nordette (Wyeth) Microvlar (Schering) Ciclon (Haller) Ciclo 21 (União Química) Microdiol (Organon) Gynera (Schering) Minulet (Wyeth) Mercilon (Akzo Organon) Femina (Aché) Primera (Eurofarma) Femiane (Schering) Harmonet (Wyeth) Diminut (Libbs) Desogestrel 0. mas nem o exame pélvico nem os exames laboratoriais são pré-requisitos para a o início do uso do ACO. o que fazer se esquecer. etc. as adolescentes esquecem de tomar a pílula. até que se certifique que a adolescente está utilizando o ACO adequadamente. a que horas tomar. que garante a segurança do seu uso. como: quem vai comprar. O rastreamento laboratorial para a adolescente candidata ao uso de ACO deve incluir: hemograma. na prática. Uma adolescente com risco para engravidar. o que fazer em caso de vômitos ou diarréia. segredos. A baixa dosagem hormonal das pílulas atuais. . Devem ser discutidos com a adolescente (e parceiro.

Quadro 3. Na prática. Nunca é demais reforçar o conceito de dupla proteção (contra gravidez e doenças sexualmente transmissíveis .Deve-se orientar ainda sobre a possibilidade de interações medicamentosas e que ela. perda ou borramento de visão. as opções de anticoncepção de emergência aprovadas pelo Ministério da Saúde estão apresentadas no quadro 3. quando.15mg de levonorgestrel NOME COMERCIAL Neovlar Evanor ADMINISTRAÇÃO 02 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 4 comprimidos) combinada Nordette Microvlar 04 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 8 comprimidos) . Adolescentes a serem submetidas a cirurgias nos membros inferiores e/ou que exijam imobilização pós-operatória não deverão fazer uso de ACO pelo risco aumentado de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.DST) e discutir a necessidade do uso concomitante de preservativo (masculino ou feminino). dor torácica grave com tosse e dificuldade respiratória.25mg de levonorgestrel comprimido com 30mcg de etinilestradiol + 0. As pílulas contendo apenas progestogênio apresentam menos efeitos colaterais. como náuseas e vômitos. Anticoncepção de emergência APRESENTAÇÃO Pílula anticoncepcional comprimido com 50mcg de etinilestradiol + 0. Anticoncepção de emergência A contracepção de emergência é definida como a utilização de uma droga ou dispositivo para evitar a gravidez após uma atividade sexual desprotegida. os métodos mais utilizados envolvem a administração de hormônio via oral em altas doses. Na prática. então. dor na perna grave. A ação anticoncepcional desses métodos só é garantida se a droga for administrada até 72 horas após a relação sexual desprotegida. Embora o tromboembolismo seja uma complicação muito rara dos ACO de baixa dosagem. quanto mais precoce for a ingestão do medicamento. cefaléia muita intensa. a adolescente deverá parar de tomar a pílula e procurar imediatamente um atendimento médico: dor abdominal grave. mas têm o inconveniente de serem mais caras e não estarem disponíveis para distribuição nos serviços públicos. deve informá-lo sobre o uso do ACO. maior a eficácia. por exemplo. caso necessite passar por outro médico. orienta-se quanto às situações clínicas que sugiram tal problema.

principalmente quando da utilização do método combinado.Pílula contendo apenas progestágeno comprimido com 0. · A adolescente deve pensar na possibilidade de gravidez caso a menstruação não ocorra dentro de 3 semanas. Copyright © 2001 IDS . retenção líquida e cefaléia. · O próximo fluxo menstrual pode ser mais intenso ou com volume inferior ao habitual. deve repetir a dose.75mg de levonorgestrel Postinor-2 01 comprimido cada 12 horas (2 doses total: 2 comprimidos) É importante orientar a adolescente que. sangramento irregular. tendo-se o cuidado para que o acesso a essa informação não venha a encorajar a prática de sexo inseguro e desencorajar o uso de um anticoncepcional mais eficaz de forma regular. Na orientação para anticoncepção de emergência. · O próximo ciclo pode ser antecipado ou retardado. Efeitos colaterais menos freqüentes são: aumento de sensibilidade mamária. Como as náuseas são freqüentes. se ela apresentar vômitos dentro de 1 hora da ingestão das pílulas combinadas (2 horas no caso da pílula contendo apenas progestágeno). · A anticoncepção de emergência não protege contra DST e nem contra outra gravidez no ciclo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A orientação sobre anticoncepção de emergência deve constituir parte da orientação anticoncepcional como um todo. pode-se optar pelo uso de anti-emético uma hora antes da tomada das doses. vários aspectos devem ser abordados.

Dr. sem interferência com atividades normais e sem necessidade de analgésicos. acompanhada ou não de espessamento mamário.6% apresentavam mamas moderadamente dolorosas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. José Aristodemo Pinotti3 Última Atualização: 9/21/2001 7:53:50 AM 1 2 3 Professor Associado de Ginecologia da FMUSP Médico Assistente da Clínica Ginecológica do HCFMUSP Professor Titular de Ginecologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A dor mamária é queixa comum.2%. a prevalência de mastalgia foi de 66. com freqüência entre 30 e 70% das mulheres em alguma fase da vida.9% das mulheres apresentavam mamas pouco dolorosas. A dor nas mamas (mastalgia). Dr. 4. Carlos Alberto Ruiz2 Prof. Alfredo Carlos S. impedindo as atividades normais e necessitando de analgésicos. No entanto. Em mulheres brasileiras entre 17 e 45 anos.8% tinham mamas intensamente dolorosas. D. interferindo com as atividades normais e às vezes necessitando analgésicos e 0. 60. Barros1 Dr. que surge no início da .

menacme e tende a desaparecer na menopausa. recebe a denominação de "alterações funcionais benignas das mamas". A sensação dolorosa é quase sempre de leve intensidade. o fluxo é quase sempre bilateral. amarelada. geralmente por volta dos 30 anos. as mamas não costumam apresentar alterações palpatórias importantes. com três dimensões . Nesta circunstância. esverdeada. apenas mediante expressão. Pequenos nódulos agrupados tendem a formar placas de espessamento endurecido. principalmente nos quadrantes súpero-laterais. Às vezes a acentuada fibrose determina um nódulo dominante. É muito comum nas "alterações funcionais benignas das mamas" o fluxo papilar.que chega a simular uma neoplasia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . As "alterações funcionais benignas das mamas" são mais freqüentes em nuligestas e em mulheres com baixa paridade. existe tendência dor ser acompanhada por espessamento de parênquima. Copyright © 2001 IDS . que se apresentam como áreas granulosas à palpação. isto é. comprimento e largura . com sinais de ingurgitamento local. Costumam regredir na menopausa e reaparecer com a reposição hormonal. raramente é severa e na grande maioria das vezes apresenta reforço sintomático pré-menstrual. Nesta fase. exteriorizando-se por vários orifícios de cada lado e de forma nãoespontânea.altura. Raramente é incolor ou serossanguinolenta. acastanhada. Apresenta coloração esbranquiçada. Mais tarde. Evidenciam-se a irregularidade e a nodularidade do tecido. As "alterações funcionais benignas das mamas" iniciam-se por volta dos 20 anos.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Elsa Aida Gay de Pereira1 Cíntia Irene Parellada2 Última Atualização: 8/15/2001 10:30:10 AM Médica assistente doutora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduanda na área de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP 2 1 Cancro mole Candidíase Donovanose Escabiose pubiana Fissuras Herpes .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Hiperplasia de células escamosas Intertrigo Linfogranuloma venéreo Líquen escleroso Melanose Vulvar Papilomavírus humano Pediculose pubiana Sífilis Síndrome de Behçet Tricomoníase Tumores Benignos da Vulva Úlceras genitais Vaginose atrófica Vaginose bacteriana Vaginose citolítica Vulvodínia Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Marco Aurélio Galletta1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:06:32 AM 1 2 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A adolescência é um período de mudanças anatômicas. A adolescência associada à gravidez cria novos desafios existenciais: os novos papéis de mulher adulta e mãe são assumidos em tempo exíguo. psicológicas e sociais que separam a criança do adulto. temos cerca de 1 milhão de gestantes adolescentes por ano. muitas vezes. fisiológicas. prolongando-se dos 10 aos 20 anos incompletos pelos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) ou dos 12 aos 18 anos de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. exigindo um desenvolvimento psicoemocional acentuado e. gerando situação de difícil enfrentamento. alcançando a cifra de . insatisfatório. No Brasil.

que resolverão a grande maioria dos casos. deve-se pesquisar a maturidade fetal (com amniocentese). O mau controle pressórico. Nesta fase. Nos casos classificados como de pré-eclâmpsia grave (PA > 160 x 110. pois a paciente comumente negligencia aspectos importantes da sua saúde. apesar da associação de medicamentos.PA . Este último. desproporção céfalo-pélvica. baixo peso ao nascer. síndromes hemorrágicas. sendo interessante que as adolescentes possam se encontrar com jovens na mesma situação. abortamento. dado extremamente preocupante. Há dúvidas sobre a possibilidade de se prevenir a pré-eclâmpsia. maior índice de parto cesárea. disfunção uterina. parto e puerpério. A gravidez é de risco quando a gestante ou o concepto estão sujeitos a lesões ou mesmo morte em decorrência do ciclo gravídico-puerperal. apresentações anômalas. A gravidez na adolescência vem a ser uma situação de risco. em três tomadas. como a levomepromazina. Outra possibilidade . que poderia começar com 750 mg/dia. por ter meia-vida prolongada e efeito hipotensor menos pronunciado. estresse associado à gravidez). trabalho de parto prolongado. Doença Hipertensiva Específica da Gravidez A doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) é muito freqüente na adolescente (primiparidade. grande parte das mortes na adolescência estão relacionadas à complicações da gravidez. A gravidez na adolescência preocupa pesquisadores. entre outros). O atendimento deve ser em separado das demais gestantes. também seria outra indicação de parto terapêutico. pela elevada prevalência e repercussões médicas e sociais.diastólica >= 100 mmHg). Começa-se pela detecção das pacientes de risco (todas as adolescentes). em duas ou quatro tomadas. mas consegue-se prevenir as principais complicações: eclâmpsia e síndrome HELLP (hemólise. No Brasil. Pode-se ainda adicionar algum sedativo.700 mil partos nesta faixa etária por dados do Sistema Único de Saúde (SUS). asfixia perinatal e icterícia neonatal. o número de grávidas na adolescência aumenta (com acréscimo significativo na faixa etária dos 10 aos 14 anos). o tratamento básico consiste em dieta hipossódica e repouso. amniorrexe prematura e prematuridade. Outra opção seria a metildopa. infecções urogenitais. pode não ser apropriado em momentos em que se necessita ação hipotensora imediata e efetiva. sinais de iminência de eclâmpsia e exames alterados. em três tomadas. com vistas à interrupção da gravidez (indução do parto. que agiria diminuindo a ansiedade. com ação hipotensora discreta. se não houver contra-indicação). enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia). iniciando com 5 mg a cada 12h. As lesões e complicações mais frequentes são toxemia gravídica. Outros ainda adicionam: anemia materna. Embora o número total de partos caia. deve-se internar a paciente e introduzir anti-hipertensivos. A estruturação de um atendimento que privilegie a formação de grupos educativos (transmitindo informações) e espaços de troca entre as adolescentes grávidas é altamente produtivo. A mortalidade materna e perinatal é maior na gravidez na adolescência. lacerações perineais. Nos casos mais graves (pressão arterial . malformações fetais. sendo o pindolol a primeira opção. buscando-se detectar aumento brusco de peso e surgimento do edema. especialistas e autoridades em saúde pública. uma a três gotas a cada 8 h. até o máximo de 2 g/dia. podendo aumentar até 30 mg/dia. proteinúria > 2 g/24 h.

Portanto. principal complicação perinatal da gravidez na adolescência. é adequado repor ferro e folato e observar a evolução clínica da paciente. A suplementação do ferro deve ser feita conforme indicado no capítulo de pré-natal. a infecção urinária também é causa comum de parto prematuro.seriam os benzodiazepínicos. em todas as consultas a partir de 28 semanas. É muito comum a adolescente chegar no pronto socorro em trabalho de parto prematuro irreversível. Para identificar a pré-eclâmpsia. inadequada. conforme descrito no capítulo sobre os problemas mais comuns na gravidez. com baixa ingestão de proteínas e sais minerais. após a 36a semana. Deve-se incentivar uma alimentação balanceada rica em frutas. Além da vulvovaginite. sem sentir absolutamente nada. Inconcebível se torna a possibilidade da "alta" do pré-natal. Quando se detecta presença de anemia ao exame clínico. primeiro sinal da instalação da DHEG. contribuindo para o aumento da mortalidade materna nessa faixa etária. conseqüência da freqüente prematuridade (duas vezes mais freqüente que nas mulheres mais velhas). pois é nesse período final que a doença se estabelece. O médico deve estar atento para sinais incipientes de trabalho de parto prematuro. O ganho de peso insuficiente na gravidez é uma das condições mais freqüentemente associadas à prematuridade. cuja dose via oral poderia começar com 510 mg e subir de acordo com a necessidade. com dilatação importante. A presença de anemia na gravidez aumenta o risco de infecções e parto prematuro. perguntando à paciente. sem superar os 30 mg diários. semanais. deve-se fazer um hemograma para caracterizar o tipo específico. principalmente nas últimas semanas. Retornos depois da 30a semana devem ser quinzenais e. E seria ainda mais freqüente na adolescente que engravida logo após a menarca. comparativamente à gestante com mais de 20 anos. sobre sintomas dolorosos e percepção de contrações. a adolescente apresentar vulvovaginites intensas. Prematuridade A gravidez na adolescência se associa ao recém-nascido (RN) de baixo peso (< 2. Se isto for impossível. muitas vezes. como o diazepam. frente ao risco de se desenvolver a hipertensão longe dos olhos do pré-natalista. As infecções de trato urinário devem ser tratadas com antibióticos adequadamente prescritos. Crescimento intra-uterino retardado (CIUR) A presença do crescimento intra-uterino retardado na adolescência é mais freqüente por . Anemia A dieta da adolescente é. verduras e alimentos ricos em ferro.500 g). explicando a ela o que é contração e trabalho de parto antes que eles ocorram. Isto deve ser a todo custo evitado. sem se queixar para o médico que a assiste. É fundamental medir a pressão em todas as consultas e pesar a paciente para identificar aumento de peso. também. é necessário perguntar sobre presença de corrimento em todas as consultas. a freqüência das consultas de pré-natal deverá ser menor na adolescente. É comum. tornando a presença de anemia bastante freqüente. estando muitas vezes presente nas adolescentes.

O ultra-som deve ser solicitado em pelo menos três ocasiões durante o pré-natal. O médico deve orientar a nutrição da gestante. É papel da equipe de saúde orientar a adolescente sobre métodos anticoncepcionais. quer sociais ou médicas. Tal recurso também poderá ser utilizado no final da gravidez. com intervalo de duas ou três semanas. em princípio. desde que as idades calculadas fossem concordantes. dois ultra-sons no segundo trimestre. que geralmente se faz em piores situações. Prevenção de nova gravidez É de fundamental importância na adolescente que já engravidou a prevenção de novos episódios. Toda a equipe de saúde da família deve participar do preparo da adolescente para o trabalho de parto. Ao discutir a utilização de tais métodos. É importante tratar a anemia e melhorar a ingestão alimentar das pacientes de baixo peso. O diagnóstico de CIUR deve ser feito precocemente. cientes das peculiaridades da adolescente e das ansiedades próprias da idade. Na falta deste.uma série de razões: síndromes hipertensivas (em especial a pré-eclâmpsia). evitando-se complicações mais graves da insuficiência placentária (sofrimento e óbito fetal). A abordagem preventiva do CIUR durante o pré-natal deverá se ater ao diagnóstico e controle precoces das doenças acima citadas. A medida da altura uterina (AU) em toda consulta é fundamental. discutidos em detalhes no capítulo específico. Preparo para o Parto O parto cesárea é mais comum na gestante adolescente. devemos também atentar para a possível baixa estima e confusão de papéis da adolescente em questão. sendo repetido seriadamente para confirmação diagnóstica. aumentando o aporte calórico com os recursos disponíveis. contribuindo para intervenções precoces como repouso e aumento da ingestão protéico-calórica. A curva permite que se observe mudança do padrão de crescimento da AU. paralelamente ao padrão já definido de aumento de peso. antes da caracterização definitiva do CIUR. acretismo placentário e placenta prévia. com comparação dos dados com curva padrão (curva de Belizán mostrada no capítulo sobre pré-natal normal). nenhum método contra-indicado na adolescência e que todos podem contribuir para diminuir a reincidência da gravidez. É impossível fazer o diagnóstico de CIUR durante a gestação sem saber ao certo a idade gestacional (IG) por um ultra-som realizado no primeiro trimestre. Lembrar que as curvas de adequação do peso à idade gestacional não são de todo adapatadas à adolescente. configurando o CIUR na eventualidade de não se detectar o aumento de peso esperado. lembrando que não há. para notar o ritmo de crescimento a partir do peso estimado pelo ultra-som. do que simplesmente sua posição em relação à situação de eutrofia). desnutrição e ganho ponderal insuficiente durante o pré-natal. seriam suficientes para firmar a IG. anemia. devendo ser interpretadas com cuidado (importa mais o ascenso constante da curva de peso/altura. além do risco infeccioso e hemorrágico. elevando os riscos de rotura uterina. A cesárea representa um risco para a presente gravidez e também para o futuro obstétrico desta mulher. situações estas .

que podem comprometer em muito a aderência ao método.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

A gestação de baixo risco deve ser acompanhada sem grandes interferências. O profissional que dá assistência pré-natal deve conhecer a fisiologia da gravidez.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Roberto Eduardo Bittar1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/5/2001 9:59:50 AM 1 2 Professor Associado de Obstetríca da FMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A assistência pré-natal é fundamental para o preparo da maternidade. O aumento do número de consultas nas últimas semanas de gestação é importante para melhorar a . a fisiopatologia das intercorrências clínicas e as modificações emocionais do ciclo gravídico-puerperal. como trabalho de prevenção de intercorrências clínico-obstétricas e assistência emocional. Não deve ser encarada como simples assistência médica e sim. e semanais até o parto. quinzenais ou semanais até a 37ª semana. O pré-natal deve se iniciar o mais precocemente possível e as consultas devem ser mensais até a 30ª semana.

Copyright © 2001 IDS . iatrogênico. esclarecer suas dúvidas e fazer um exame clínico cuidadoso são mais importantes que o excesso de tecnicismo. A avaliação clínica e os resultados dos exames devem ser anotados na ficha médica e no cartão do pré-natal da gestante. muitas vezes. Ouvir a gestante. Além do número de consultas adequado deve-se dar qualidade a cada uma delas.avaliação obstétrica e propiciar apoio emocional ao parto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

mas .Jesus Paula Carvalho1 Prof Dr Alfredo Barros1 Última Atualização: 12/4/2001 11:50:02 AM 1 Disciplina de Ginecologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Câncer do Colo do útero Câncer do Endométrio Câncer de Mama Câncer do Ovário Câncer da Vulva Câncer do Colo do útero O câncer do colo do útero foi. o de maior incidência na mulher. Dr. por muito tempo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Prof.

br/prevencao/colo_utero/index. o que ocorre por volta dos dezoito anos de idade. É um exame simples. além de mais de trezentas substâncias com potencial efeito cancerígeno. (http://www.org. Quanto maior o número de parceiros.br/prevencao/programas/pncccu/index. Nesta fase. O diagnóstico precoce das lesões que precedem o câncer invasivo é possível e permite que estas lesões possam ser tratadas e curadas em 100% dos casos. a mulher contrai a infecção pelo papilomavírus humano . O câncer do colo do útero é doença frequente nas camadas mais pobres da população e está fortemente ligado à atividade sexual.superado. O papilomavírus humano é bastante frequente na população geral. Pode-se prevenir o aparecimento da doença ou diagnosticá-la em fase precoce. pois o cigarro tem um forte efeito imunossupressor. maior será a possibilidade de contrair a infecção pelo papilomavírus humano e evoluir para o câncer. uma de cada três mulheres morrem da doença. Acredita-se que o exame de Papanicolaou foi a descoberta da medicina que maior impacto causou na redução da mortalidade por câncer em todo o século XX. Também a infecção pelo papilomavírus humano tende a ser mais séria e duradoura na mulher fumante. O câncer do colo do útero é muito mais frequente nas mulheres que fumam. É mais frequente nas mulheres com inicio sexual em idade precoce.inca. assim como pelo início de atividade sexual somente quando o aparelho genital estiver totalmente desenvolvido. pelo câncer da mama. Todos os fatores que contribuem para enfraquecer as defesas imunológicas agem em favor do desenvolvimento do câncer. .que hoje acredita-se que é o principal agente etiológico responsável por esta doença. inca. aumenta com o número de parceiros e também com o estado de saúde e higiene dos parceiros sexuais. Nas relações sexuais. A prevenção do câncer do colo do útero fazse pela observância de higiene sexual evitando contato desprotegido com parceiros contaminados pelo papilomavírus humano. É um tumor que apresenta desenvolvimento lento e progressivo ao longo de muitos anos e somente apresenta sintomas característicos quando a doença já se encontra em forma avançada.org. o que é proporcionalmente maior do que no câncer da mama. Outro fator que contribui sobremaneira para o aparecimento do câncer do colo do útero é a promiscuidade sexual. caracterizada pela multiplicidade de parceiros sexuais e pelo coito não protegido com preservativo. O exame de Papanicolaou continua sendo o método mais eficiente para este fim.o HPV . ácido fólico e o uso de pílulas anticoncepcionais também podem contribuir para o aumento da incidência do câncer do colo do útero.(http:// www. mas apenas aquelas mulheres mais suscetíveis desenvolverão o câncer. em anos recentes.html).html). Deve ser realizado em todas as mulheres com atividade sexual com periodicidade que não ultrapasse 2 anos de intervalo. A deficiência de vitaminas A e E. disponível nas unidades básicas de saúde e pode ser aplicado em grandes populações com impacto poderoso na redução dos casos de câncer invasivo.

a redução do número de filhos. A principal manifestação do câncer do endométrio é a volta do sangramento na mulher que já tinha parado de menstruar. Também deve-se acompanhar regularmente o estado do útero através de exames clínicos e ultrasonográficos que muito se prestam para este fim. É uma doença relacionada com altos níveis de hormônios estrogênios circulantes. O que fazemos na verdade é utilizar métodos clínicos e de imagem para o diagnóstico precoce. As causas do câncer de mama estão relacionadas com hábitos reprodutivos. que fizeram tratamentos hormonais não-controlados. . previne-se o câncer através da administração simultânea de hormônios com capacidade de proteger o endométrio. na redução da ingestão de gorduras. diabéticas. Nas mulheres submetidas a terapia de reposição hormonal. A prevenção do câncer do endométrio baseia-se na mudança de hábitos de vida. o câncer do endométrio é uma doença das mulheres com maior nível de renda e educação formal. como paridade tardia.html)(explicando o período do ciclo menstrual mais adequado para a sua realização). O diagnóstico é feito a seguir através de estudo anátomo-patológico por punção aspirativa. Diferentemente do câncer do colo do útero. entretanto. trocáter. a ausência do hábito de amamentar e ao consumo de bebidas alcóolicas.Câncer de Mama O câncer de mama é atualmente a neoplasia maligna com maior incidência entre as brasileiras e responsável pela primeira causa de morte por câncer. A única forma de diagnosticar precocemente o câncer mamário é fundamentalmente fornecer informações às pacientes das formas de diagnóstico de que dispomos. Não dispomos de métodos preventivos para a atenção ao câncer mamário. não é um bom método para detectar o câncer do endométrio.br/prevencao/ae-mama/index. Ocorre mais frequentemente em mulheres na pós-menopausa. biópsia incisional ou biópsia excisional. na prevenção da obesidade e no controle do diabetes mellitus. que tiveram poucos filhos ou dificuldades para engravidar.inca. Câncer do Endométrio O câncer do endométrio é também conhecido como câncer do corpo do útero. orientar a realização periódica de mamografias que buscam lesões não palpáveis que seriam teoricamente a forma inicial do carcinoma mamário. Também está relacionado com dieta rica em gorduras e hipercalóricas. O câncer do endométrio é frequente entre mulheres obesas.org. pois sua sensibilidade não ultrapassa 30% dos casos. Deve-se valorizar os sintomas de aparecimento de sangramento vaginal de qualquer quantidade nas mulheres após a menopausa ou naquelas mulheres próximas da menopausa e com alterações importantes no padrão menstrual. O exame de Papanicolaou. ensinar a autopalpação (http://www.

o que faz concluir que para o câncer do ovário não existe ainda métodos eficientes de rastreamento para emprego populacional. por vezes elevadas ou ulceradas e altamente pruriginosas.Câncer do Ovário O câncer do ovário é o mais temido de todos os tumores genitais pois é uma doença que ocorre em mulheres de todas as faixas etárias com tendência maior após os cinquenta anos de idade. representando cerca de 1 % de todos os tumores malignos ginecológicos. A prevenção do câncer da vulva se faz de forma idêntica ao câncer do colo do útero. O câncer da vulva evolui também de forma lenta e progressiva. Ocorre mais frequentemente em mulheres idosas após os sessenta anos de idade. está relacionado com a atividade sexual. Sua evolução é rápida e silenciosa e quando aparecem os sintomas a doença frequentemente já se disseminou para outros órgãos. É comum estas mulheres retardarem a busca por tratamento destas lesões iniciais e isto compromete sobremaneira o prognóstico. comprometendo as possibilidades de cura. Tratamentos sintomáticos a base de cremes servem muitas vezes apenas para retardar o . desestimulando a atividade sexual promiscua. A infecção viral contraída na juventude pode ficar latente e causar o câncer da vulva muitas décadas depois. O principal agente causador do câncer da vulva é o papilomavírus humano que. O exame clínico e ultra-sonográfico periódico pode detectar a presença de massas tumorais pélvicas que devem ser investigadas por métodos invasivos. O único fator de real impacto de prevenção do câncer do ovário é o uso de pílulas anticoncepcionais. Mulheres que usaram pílulas por mais de cinco anos apresentam redução de até 60% no risco de câncer do ovário. Os primeiros sintomas devem ser valorizados. O diagnóstico do câncer do ovário em estágios precoces ocorre em menos de um quarto das vezes e têm importância fundamental no prognóstico. Todos os programas de rastreamento do câncer do ovário tentados até o momento não demonstraram impacto importante na redução da doença. discrômicas ou ulceradas. principalmente nos pruridos crônicos ou nas lesões de aspecto elevado. da mesma forma que no colo do útero. Câncer da Vulva O câncer da vulva é o menos frequente. iniciando-se como lesões discrômicas. Não se conhece ainda qual o fator causador do câncer do ovário. o tabagismo e a multiplicidade de parceiros. mas diferentes estudos demonstraram que é uma doença mais frequente em mulheres que ovulam muitas vezes.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .diagnóstico e comprometer o tratamento. Copyright © 2001 IDS . Toda alteração da textura da pele vulvar deve ser submetida a biópsia para estudo histológico.

Disciplina de Obstetrícia da FMUSP Amniorrexe prematura Anemias Anemias fetais Assistência ao parto prematuro Cardiopatias Desvios do crescimento fetal Diabetes . Doutor em Medicina Pela FMUSP Professor Titular .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Seizo Miyadahira1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:12:38 AM 1 2 Médico Assistente.

Entretanto. como a êmese gravídica. decorrentes dos avanços no campo da propedêutica e terapêutica materna e fetal. sendo o tema central deste capítulo. A gestante e seus familiares se beneficiam muito do diagnóstico correto de malformações do feto. podem ser preparados psicológica e emocionalmente. a propedêutica e a . triar de forma precisa e selecionar as gestantes com intercorrências que exigem referência para serviços secundários e terciários (hospitalares). Raramente determinam desvios importantes no curso da gravidez. outras alterações menos freqüentes trazem conseqüências graves à unidade materno-fetal (gestação de alto risco). O atendimento médico durante o seguimento pré-natal deve respeitar a hierarquia dos níveis de atenção à saúde. recepcionando o concepto sem traumas. tão comuns quando o diagnóstico é realizado no nascimento ou muito tempo depois. figuram queixas importantes consideradas como fisiológicas na gravidez. tonturas e lipotímias. Assim. Sob a denominação de problemas mais comuns na gestação. Toda e qualquer anormalidade que se diagnostica no curso de uma gestação deve ser abordada focando os dois compartimentos: materno e fetal.Eclâmpsia Gestação múltipla Hepatite B e C HIV Infecção do trato urinário Inibição ao parto prematuro Pós-datismo Pré-eclâmpsia Rubéola Sífilis Síndromes Hipertensivas na Gestação Toxoplasmose O seguimento pré-natal sofreu mudanças radicais nas décadas recentes. cabendo aos profissionais de nível primário (essencialmente ambulatorial) tarefa das mais fundamentais que é o de diagnosticar.

mas comum na gravidez (presente em 5-10% das gestantes). devem ser identificados níveis iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg se os níveis anteriores forem desconhecidos. Vigilância da Vitalidade Fetal Conduta Obstétrica: resolução da gestação: na maturidade fetal Leve Pressão Diastólica < 110 mmHg Grave Pressão Diastólica => 110 mmHg Proteinúria > 3. Síndromes Hipertensivas na Gestação é complicação. A elevação da pressão arterial deve-se manter por até 6 horas após a primeira medida. Vigilância da Vitalidade Fetal semanal. após 20 semanas de gestação. A pressão arterial deve aumentar 30 mmHg na sistólica e 15 mmHg na diastólica. Internação: repouso no leito. Para a vigilância da saúde materna. responsável pelo maior índice de mortalidade e morbidade perinatal. tratamento antihipertensivo. exigindo tratamento em Unidades de Terapia Intensiva. proteinúria e edema. Conduta Obstétrica: permitese a evolução da gestação até 40 semanas. é fundamental que haja uma assistência pré-natal. sedativos. Trata-se de intercorrência das mais graves em obstetrícia. Classificação das Doença Hipertensiva Específica da Gestação e conduta Classificação Critérios Conduta Ambulatorial: repouso relativo. As diversas situações de morbidade em obstetrícia podem ser enfocadas em 3 grandes grupos: intercorrências clínicas. ou. Eclâmpsia: pré-eclâmpsia associada a convulsões caracterizam a eclâmpsia. intercorrências próprias da gestação (doenças obstétricas) e doenças fetais. Existem situações em que apenas um dos compartimentos está comprometido e todo o investimento deve ser direcionado a ele. Quadro 1.0 g/24 horas . Pré-eclâmpsia: hipertensão. sedativos.terapêutica em obstetrícia devem ser direcionadas para o binômio: saúde materna e saúde do feto.

conduta obstétrica Permite-se a evolução até 40 semanas. quando se indica a resolução. assegurada a viabilidade fetal hipertensão arterial . 5 g IM cada 4 horas. Sulfatação. Hipertensão arterial com pré-eclâmpsia superajuntada: a presença de sinais e sintomas próprios da pré-eclâmpsia associados à proteinúria e elevação dos níveis séricos de ácido úrico configuram este quadro grave.Sulfato de Magnésio 4 g (10%)EV + 10 g (50%) IM profundo com agulha de raqui. Manutenção: EV 1 g/hora em soro de 400 ml + 10 ampolas a 10% (16 gotas/minuto) Hipertensão arterial crônica: diagnóstico antes de 20 semanas (níveis pressóricos iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg) ou sua persistência após 42 dias de puerpério. Sondagem Vesical.Dose de ataque .Iminência de Eclampsia Epigastralgia + Cefaléia + distúrbios visuais (fosfenas) Semelhante à Eclâmpsia (ver abaixo) Internação com cuidados intensivos: monitoração dos sinais vitais. sendo 5 g (10 ml) em cada glúteo. Manutenção: nas 24 hs seguintes. salvo em casos de Hipertensão não controlável e diante de alterações no compartimento fetal. tratamento antihipertensivo. Síndrome hipertensiva conduta clínica Acompanhamento ambulatorial com tratamento antihipertensivo e avaliação das condições fetais (ultra-sonografia + avaliação da vitalidade fetal). Esquema de Zuspan: Dose de ataque . ECG.Sulfato de Mg 4 g EV (10%) EV. Propedêutica Laboratorial Materna para a avaliação das complicações (HELLP). Resolução: se o peso estimado for >= 1000 g Eclâmpsia DHEG + CONVULSÕES *Sulfatação: Esquema de Pritchard:. Adequação das drogas antihipertensivas e vigilância fetal mais intensiva. Avaliação das condições fetais (ultra-sonografia obstétrica + Provas de Vitalidade Fetal).Internação: nos casos graves (PA diastólica > 110 mmHg).

hipertensão + Doença Hipertensiva Específica da Gestação PA = pressão arterial Internação: considerada situação de muita gravidade. É fundamental o controle glicêmico rigoroso. justifica-se a todas as gestantes. Quadro 2. desde a viabilidade até a maturidade fetal plena. hipertensão. o controle da doença é fundamental antes da gravidez. doenças do Colágeno Antecedentes Obstétricos: macrossomia fetal. para o controle clínico são necessários cuidados meticulosos. polihidramnia anterior Evolução da gravidez: altura uterina maior que a esperada. sinais ultra-sonográficos (macrossomia. repete-se o exame com 34 semanas. nefropatias. Nas não-dependentes da insulina. o seguimento deve ser muito diferenciado de acordo com o tipo de diabetes. como forma de triar a doença no início da assistência pré-natal. A dosagem da glicemia de jejum. Antecedentes familiares da doença Antecedentes pessoais: peso de nascimento. O Diabetes: nas mulheres com diagnóstico pré-gestacional. É indicada toda propedêutica para o diagnóstico das complicações como a Síndrome HELLP Resolução da gestação se impõe na medida da gravidade desta associação de doenças. efetuado com 26 semanas de gestação Indicado para os casos de risco: Curva Glicêmica: com 28 semanas de gestação. independentemente do risco. polihidramnia. Teste simplificado: Teste de Tolerância à Glicose Oral de 50 g. Nos casos diagnosticados. a internação da paciente é obrigatória Nas pacientes que apresentam o controle glicêmico adequado a gestação deve avançar até 40 semanas. rastreamento diagnóstico precoce seguimento prénatal controle da doença resolução obstétrica . Diante de resultados normais. malformações) Recomendado a todas as gestantes. Nas diabéticas insulino-dependentes é recomendável um seguimento em serviço secundário ou terciário durante a gestação. Nas pacientes que apresentam controle inadequado ou nas portadoras de complicações principalmente vasculares. óbitos fetais. uma vez que malformações fetais associam-se significativamente com o mau controle do diabetes na gestação. o controle da doença se faz pela instituição de dieta própria para o diabetes (sem açúcar livre). Em situações de descompensação com cetoacidose. Conduta clínica diante da suspeita diagnóstica ou da confirmação clínica do Diabetes fatores de risco Idade. o parto prematuro terapêutico deve ser levado em conta.

polaciúria.4 milhões UI. Quadro 3.4 milhões UI. Estados da sífilis. via intramuscular em dose única Penicilina Benzatina 2. poderá surgir uma reação febril e cutânea.Infecções: a mais frequente é a de trato urinário baixo. FTA-abs + Penicilina Benzatina 2.2 milhões UI Secundária Tardia Após a dose inicial de penicilina. Malformações provocadas por esta doença são muito conhecidas. repetida após 1 semana. FTA-abs + Erupções cutâneas (roséolas) Condiloma plano Diagnóstico laboratorial: idem ao primário Goma sifilítica. Cefalotina 1 g via endovenosa de 6/6 hs. Quadro 4. Associa-se a trabalho de parto prematuro e pode evoluir para uma pielonefrite. via intramuscular semanalmente. internação com administração de antibióticos por via parenteral. Dose total: 7. na pielonefrite. Mulheres com sorologia negativa inicialmente devem ser submetidas a novas sorologias no decorrer da gravidez. 3 vezes. Internação: antibiótico por via parenteral. mal-estar Bacteriúria Assintomática Sem sintomas Sífilis: é de diagnóstico obrigatório na gestação. via intramuscular. Deve-se pedir cultura de urina com antibiograma (nos casos onde há disponibilidade para isso) antes de iniciar o tratamento. de febre. NÍVEL DA INFECÇÃO MANIFESTAÇÕES TRATAMENTO Trato Baixo: Uretrite.8 milhões UI Penicilina Benzatina 2. Quadro clínico das infecções de trato urinário. hematúria Antibiótico via oral: Cefalexina 500 mg de 6/6 hs. Cistite Disúria.4 milhões UI. denominada de . Gentamicina 1 mg/ kg de 8/8 hs Cefalexina 500 mg de 6/6 hs por via oral Pielonefrite As mesmas acrescidas. Laboratório: VDRL + ou -. Recomenda-se. CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Primária Cancro duro VDRL + após 2 semanas. Dose total: 4. diagnóstico e tratamento.

20 % 6-7% 0. Após gestação com sorologia negativa.40 % 20 . o que explica ausência de lesões fetais mesmo com doença clínica comprovada laboratorialmente. Rubéola: nem sempre é possível a concretização do diagnóstico. Nos casos suscetíveis. situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação Suscetível Imune Infecção recente conduta Imunização pósnatal Nada específico Diagnóstico da infecção fetal (Medicina Fetal) IgG = imunoglobulina G.Jarish-Herxheimer. Transmissão Vertical Infecção Fetal (mês) 1 2 3 4 5 Percentuais de Acometimento Fetal Grave 10 . a futura gestante deve ser vacinada antes de nova gestação. Por outro lado. . calcificações intracranianas. ou convulsões). Situação da gestante em relação a rubéola. IgM = imunoglobulina M Toxoplasmose: na gestação. Vale lembrar que a freqüência de malformações é tanto maior quanto mais precoce for a virose na gestação. resultante da liberação de toxinas dos treponemas mortos. é importante o seguimento sorológico mensal ou bimensal para a detecção da viremia sorológica de alto significado para o prognóstico neonatal. Todas as adolescentes devem ser vacinadas para rubéola. em ultrasonografia de rotina.5 . existem diferentes cepas com potenciais malformativos fetais diversos. ao se identificar alguma anormalidade na criança (uveítes.25 % 10 .1 % Quadro 5. ou quando. desde lesões oculares leves de difícil diagnóstico intra-uterino até as letais para o concepto (hidrocefalias graves). são diagnosticadas alterações morfológicas suspeitas. causa malformações fetais de gravidade muito diversificada. O diagnóstico é retrospectivo.

Os possíveis resultados da sorologia para hepatite B e respectivas condutas estão relacionados no Quadro 7. Além disso. IgM = imunoglobulina M Hepatites B e C merecem abordagem rotineira durante a gestação porque medidas importantes no decurso do ciclo gravídico-puerperal devem ser tomadas em cada situação. situação sorologia negativa sorologia positiva sorologia positiva resultados AgHBs negativo Anti-HBs negativo Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo Imune Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo ou negativo Anti-HBC positivo Paciente foi portadora da doença Imune interpretação conduta Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro . em pacientes com sorologia positiva.Quadro 6. Diagnóstico da toxoplasmose. Quadro 7. Diagnóstico da hepatite na gravidez. situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação conduta Orientação higiênico-dietética Repetição da sorologia 2/2 meses Seguimento prénatal rotineiro Proceder diagnóstico da transmissão vertical Encaminhar para Medicina Fetal Suscetível Imune Sorologia Positiva Infecção recente ou Cicatriz Sorológica IgG = imunoglobulina G. os cuidados neonatais devem ser muito meticulosos.

Outro aspecto a ser considerado é a alta prevalência em algumas regiões (atingindo 2% da população de gestantes). tipo de cardiopatia cuidados pré-natais resolução obstétrica . porcentual elevado desenvolve cirrose hepática e neoplasias.sorologia positiva AgHBs positivo Anti-HBs negativo Hepatite Crônica Anti-HBC negativo Cuidados no Parto Cuidados com o recém-nascido (imunização imediata) Quanto à hepatite C. que devem ser encaminhadas a serviço secundário ou terciário. Vírus da imunodeficiência adquirida humana (HIV): a transmissão vertical é o ponto mais crítico. Todos os casos de sorologia positiva para HIV devem ser encaminhados aos ambulatórios de referência. até há poucos. é importante lembrar que aproximadamente 30% dos hemotransfundidos. constando de orientações precisas acerca da doença e dos cuidados a serem prestados tanto na evolução da gravidez quanto no momento do parto. Destes indivíduos. O seguimento pré-natal também obedece a rotina bem específica. Os óbitos maternos devem-se à insuficiência da função miocárdica. É muito importante a realização da avaliação funcional do coração materno nas gestantes com alterações cardíacas. Quadro 8. Portanto. É norma a pesquisa rotineira do vírus atualmente. porque o aspecto preventivo do profissional também deve ser considerado. responsável pela distribuição das drogas. particularmente em pacientes submetidas previamente a transfusões de hemoderivados. anos estavam contaminados por este vírus. cuidados pré-natais e conduta obstétrica. A avaliação personalizada de cada paciente é fundamental para a diminuição da morbidade maternofetal. O uso de medicamentos anti-retrovirais no momento do parto e no recém-nascido tem diminuído a transmissão vertical. Tipos de alterações cardíacas na gravidez. deve ser obrigatório. o diagnóstico. Cardiopatias: são uma das principais causas de morte materna no Brasil.

uso de anticonvulsivantes. Cuidados anestesiológicos são muito importantes. Seguimento das condições fetais com Ultra-sonografia e Provas de Vitalidade Fetal Cuidados relacionados à intensidade da lesão cardiológica Prioriza-se o parto vaginal. cirurgias realizadas e intensidade da descompensação cardíaca. tempo de evolução da doença. tipo etiologia diagnóstico Tipo microcítica hipocrômica Hb < 11. medicamentos utilizados. gastrectomia anemia megaloblástica VCM maior que 95 µ3 . grave e óbito fetal. gestação múltipla.Reumática: mais freqüente causa de valvulopatias Descompensação cardíaca Profilaxia da Febre Reumática Anticoagulação: nas próteses metálicas e fibrilação atrial. Nos casos menos graves pode-se permitir o pós-datismo.0 g conduta Sulfato Ferroso 60 mg de Ferro elementar/dia Ácido Fólico 5 mg/ dia Cianocobalamina 1000 mcg/mês intramuscular Mais importante é o anemia carencial Ferropriva Carência de folatos e Vitamina B12 Freqüente em alcoolismo. determinam com freqüência Freqüente a necessidade Congênitas cianóticas insuficiência placentária de parto terapêutico. permitindo que a gestação avance até 40 semanas. Monitoração cardíaca materna e fetal são tópicos de relevo nesta afecção no momento do parto Chagásica Geralmente muito graves. Anemias Os principais tipos de anemia. A avaliação do risco materno deve levar em conta o tipo de alteração cardíaca. diagnóstico e conduta obstétrica são apresentados na tabela abaixo.

malformações Maternos: infecções.anemia falciforme hemoglobinopatia hereditária Eletroforese de Hb Homozigótica: SS 80-90%. Transfusão quando Hb < 7. Ácido Fólico 5 mg/ dia. diminuição ou ausência das cadeias alfa ou beta de globina Desvios do crescimento fetal Com a utilização da ultra-sonografia rotineira. infartos etc Constitucional Diabetes diagnóstico conduta Diagnóstico etiológico. circunvalada.5% Manter Hb entre 910 g %. os diagnósticos dos desvios ponderais do feto ficaram mais factíveis devido à facilidade em se acessar as curvas de crescimento fetal mediante a estimativa de peso estimado por este método. Cuidados específicos sobre a doença causadora Crescimento restrito Estimativa de peso abaixo do percentil 10 da curva de crescimento macrossomia Estimativa de peso acima do percentil 90 Assistência ao parto prematuro: . e cuidados sobre a doença que o causou. Ácido Fólico 5 mg/dia.0 g % no momento do parto talassemia Genética. fatores ambientais (radiações) Placentários: placenta prévia. Avaliações fetais (CIUR e Sofrimento fetal) principalmente nas crises de falcização (internada). tipo Etiologia Fetal: cromossomopatias. Interrupção com maturidade fetal a partir de 34 semanas. uso de drogas. Heterozigótica: SS 40-50%. propedêutica fetal cuidadosa. intercorrências clínicas. Eletroforese de Hb Talassemia Minor: A2 maior que 3.

a placenta prévia. Em relação ao feto. define-se a gestação prolongada. com intervalo de 24 horas Pós-Datismo Toda gestação que ultrapasse 40 semanas. Qualquer doença materna que torne hostil o ambiente intra-uterino ou qualquer agravo na doença materna. Após 42 semanas. Fórceps em feto com peso >1500 g Cesárea: defletidas Apresentação pélvica Apresentação cefálica Inibição do Trabalho de Parto Prematuro Apenas 10 a 20 % dos casos de trabalho de parto prematuro merecem ser inibidas. sofrimento fetal.Medidas importantes Monitoração da vitalidade fetal Rotura tardia das membranas Anestesia de condução (intra ou peridural) Episiotomia ampla Parto vaginal: <1000 g e >2500 g até 3500 Cesárea: entre 1000 e 2500 e >3500 g Parto vaginal. rotura prematura das membranas. terbutalina (Bricanyl® por via endovenosa esquemas de inibição gota/gota e via oral) Sulfato de Magnésio corticoterapia Administrada entre 28 a 34 semanas: Betametasona (Celestone ®) 12 mg 2 vezes. vitalidade. Além disso. Oligoidrâmnia Avaliação fetal muito detalhada: crescimento fetal. Assistência Obstétrica TÓPICOS MÉTODOS . análise do volume de líquido amniótico Propedêutica materna na busca da etiologia contra-indicações cuidados preliminares Hidratação. DPP. mesmo em ausência de doença materna: crescimento intra-uterino restrito.

Avaliação da Vitalidade Fetal Exame Pélvico Resolução Cardiotocografia Avaliação do Volume de Líquido Amniótico Amnioscopia Procurar condições para indução do parto Sofrimento fetal e mecônio anteparto Índice de Bishop => 5: indução do parto IG => 42 semanas: indução após preparo do colo (Bishop <5) Gestação múltipla: a gemelidade ocorre em 1:80 casos. Alguns tópicos merecem cuidados: tópicos Diagnóstico da corionicidade método Ultra-sonografia de I trimestre Ultra-sonografia III trimestre importância Risco da Síndrome transfusor/transfundido (70% de mortalidade perinatal) na gestação monocoriônica STT e restrição ao crescimento intra-uterino Gêmeos discordantes Assistência Pré-natal Exames laboratoriais na busca de diagnóstico precoce de complicações: diabetes. Há evidente aumento nesta incidência devido ao uso de técnicas de reprodução humana com induções da ovulação e FIVs. anemias Avaliação ultraEvitar prematuridade sonográfica periódica e extremaMelhorar índices de avaliação da vitalidade morbidade neonatal fetal Seguimento Pré-Natal mais amiúde (avaliação do colo uterino) Repouso no final da gestação (III trimestre) Amniorrexe prematura . DHEG.

Azul de Nilo (células fetais) Ultra-sonografia Expectante ambulatorial: quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) for > 5 cm em gestações abaixo de 34 semanas. Cristalização do líquido amniótico. Avaliação bissemanal da vitalidade fetal Internação: na oligoidrâmnia (ILA<5.0 cm) e todos os casos que se indica interrupção da gestação Clínica: controle da temperatura corpórea. sofrimento fetal NÃO EFETUAR TOQUES VAGINAIS antes do trabalho de parto Não inibir trabalho de parto inclusive na prematuridade extrema. Exame obstétrico: especular Exames específicos: Teste do Fenol Vermelho (pH). infecções fetais (por parvovírus). FCF e materna Leucograma seriado diagnóstico conduta assistencial vigilância infecciosa Expectante até 34 semanas (exceto no sofrimento fetal. infecção ovular. devem ser enfatizados os aspectos profiláticos da aloimunização. Corticóides: discutível Antibioticoterapia no trabalho de parto: Sem infecção: Cefalotina 1 g EV 4/4 horas até o nascimento. ausência de infecção. infecção ovular) conduta obstétrica Resolução: 34 ou mais semanas. IM = via intramuscular Anemias fetais: as causas são: aloimunização Rh. Depois de 6/6 horas Com infecção: Penicilina Cristalina 20 milhões U/dia + Metronidazol 500 mg EV 6/6 hs + Gentamicina 80 mg IM 8/8 horas cuidados especiais EV = via endovenosa. o trabalho de parto é desencadeado em 24 horas. Na assistência às gestantes Rh negativas não sensibilizadas. É responsável por 33% dos partos prematuros. situação da gestante conduta pré-natal conduta pós-natal . descritos no quadro a seguir. observação de fisometria. Em cerca de 90% dos casos. sensibilidade uterina.Rotura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto. Anamnese. oligoidrâmnia grave.

Rh negativa não sensibilizada Realização de teste de Coombs indireto mensalmente Imunoprofilaxia:300 mg Imunoprofilaxia: 300 mg de anti-D dentro de 72 horas anti-D entre 28-30 semanas após o parto ou após qualquer procedimento invasivo Titular o anti-D. hepatoesplenomegalia. Se > 1:16. duplo contorno da bexiga. Ultra-sonografia: espessamento ou hiperecogenicidade. derrame pericárdico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . aumento da hidrocele indicam possível comprometimento fetal ENCAMINHAR PARA SERVIÇOS TERCIÁRIOS pela possível necessidade de transfusão intra-uterina aloimunizadas (coombs indireto +) PLANEJAMENTO FAMILIAR Copyright © 2001 IDS .

). outros o dividem. A maioria dos autores considera o período como as 6 primeiras semanas pós-parto.por volta de 6 semanas. Algumas classificações ainda estendem o término para 90 dias. São explicados como conseqüentes às modificações na primeira hora pós-parto decorrentes de estafa muscular. em puerpério imediato (primeiras 24 horas). resfriamento corpóreo. Ruocco1 Última Atualização: 9/21/2001 8:14:24 AM 1 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Puerpério compreende o período que se inicia imediatamente após o parto. alterações circulatórias e bacteremias transitórias. e no qual surgem alterações anatômicas e fisiológicas responsáveis pela volta do organismo materno às condições pré-gestacionais. precoce ( de 24 horas até o final da primeira semana) e remoto ou tardio (da primeira semana até a retomada das condições pré-gravídicas . . A. arbitrariamente. As principais alterações são: Calafrios: surgem 15 a 20 minutos após a dequitação e têm duração variável.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rosa Maria de S.

Colo: fecha-se progressivamente. ficando apenas sua camada basal. em média. excluindo-se as primeiras 24 horas. Alterações locais são freqüentes como as descritas no: Corpo uterino: após o parto.Temperatura corpórea: elevação normal no primeiro dia (até 38°C de temperatura oral). pelo menos 4 vezes ao dia. Para voltar ao normal são necessárias várias semanas e muitos exercícios. por 2 dias quaisquer durante os 10 primeiros dias do puerpério. pesando cerca de 100 gramas. o útero pesa um quilo e localiza-se próximo à cicatriz umbilical. diminuição das capacidades vital e inspiratória. A temperatura deve ser medida por via oral (excluindo aumentos axilares locais causados por ingurgitamento mamário). que ao estar presente chama a atenção do obstetra para o desenrolar de possível infecção. Parede abdominal e intestino: a parede permanece flácida em virtude da distensão prolongada da gravidez. Peso: há perda progressiva:5 a 6 kg com o esvaziamento uterino e a perda sanguínea além de 2 a 3 kg pela diurese. Todos os estados febris do pós-parto são agrupados sob a denominação de "morbidade febril puerperal". Respiratórias: aumento do volume residual. estando pérvio para 1 cm decorrida uma semana do . Ocorre ausência do peristaltismo intestinal nas primeiras 24 horas. ocorrendo maior capacidade e relativa insensibilidade da bexiga. atingem o pico na primeira semana pós-parto. A morbidade febril puerperal é a ocorrência de temperatura de 38°C ou mais. No local onde estava inserida a placenta. responsável pela regeneração desse tecido ao final da terceira semana.5 litros até a 5a semana. Persistem as estrias e a diástase da musculatura reto-abdominal. Balanço hídrico. aos 6 meses pós-parto. Volta ao tamanho definitivo na 6a semana (ficando discretamente maior que antes da gravidez). pressão venosa central e pulso. Com a saída da placenta. Alterações da coagulação: desencadeadas pela gravidez. havendo o restabelecimento progressivo da topografia e dos movimentos intestinais. O peso pré-gestação é atingido. aumento do consumo de oxigênio e da ventilação residual. a absorção de produtos tóxicos e a invasão bacteriana. Urinárias: logo após o parto são encontrados edema e hiperemia vesical. O endométrio sofre necrose. as contrações potentes que se seguem provocam a involução do miométrio. bem como o fechamento dos vasos sanguíneos presentes no leito placentário. a reparação estará completa apenas na 6a semana. tendo como possíveis causas as lesões tissulares. elevação discreta da pressão sanguínea. eletrólitos e metabolismo: perda líquida de 2 litros na primeira semana (pela perda de líquido extracelular) e 1. após 8 a 10 dias está rente à sínfise púbica. Hemodinâmicas: os maiores ajustes hemodinâmicos ocorrem imediatamente após o parto representados por um aumento importante do débito cardíaco.

O hímen dá lugar às carúnculas. Copyright © 2001 IDS . a camada muscular vaginal progressivamente se retrai e diminui de tamanho. De acordo com o tempo decorrido do parto. com intenso predomínio de leucócitos e células degeneradas). 5 a 10 dias.parto. que lhe dão cor peculiar). Lóquia: é a denominação para o material originado na cavidade uterina durante o fenômeno da involução. mas dificilmente retorna às condições anteriores. finalmente. gordura e beta-carotenóides. pelo leite definitivo. flava (amarelada. a produção de muco cervical e outras modificações estrogênicas ficam na dependência da lactação. Vagina: depois de parto vaginal. o orifício externo pode não voltar ao estado antigo. principalmente IgA. ficando ligeiramente aberto. durante as duas primeiras semanas pelo leite transicional e. Nos primeiros 3 a 4 dias responderão pela produção de colostro (rico em imunoglobulinas. Todas as mudanças na composição ocorrem de acordo com as necessidades nutricionais do recém-nascido. predominando restos de hemácias degradadas). principalmente se o parto foi normal e ocorreram lacerações não suturadas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Mamárias: as glândulas mamárias encontram-se capacitadas para a secreção láctea após o estímulo hormonal gestacional. Com 6 a 12 semanas a restauração do colo estará completa. a rugosidade reaparece ao redor de 3 semanas. alba (após 10° dia. com leucócitos e maior concentração de líquido). não havendo "leite fraco" em qualquer período. fusca (vermelho pálido ou escuro de 3 a 5 dias. a loquiação modifica-se progressivamente em cor e composição: rubra (vermelho-vivo até o 3° dia pós-parto e formada por restos de decídua e muitas hemácias). A mucosa.

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Vacinação d Adultos. .R.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . E Sato. H.S. V. H. 1998. Informe Técnico: Vacina contra Febre Amarela.Imunizações(1): 21 a 25.Eventos adversos Pós-Vacinais . Boletim Epidemiológico. 1 . .92. M. Abril De 1997 Lopes. Imunizações(1): 29 a 30 de abril de 1997 Manual de Vigilância Epidemiológica dos Eventos Adversos pós-vacinação. K. C.T. G. Ministério da Saúde.abril de 2000 Brito. Fundação Nacional de saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Imunização de pacientes HIV/AIDS. E Amato Neto. Imunizações 3(3): 88 . 1999.DST/AIDS CVE ano XVIII no. Copyright © 2001 IDS .

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Quantificar a dor de acordo com a escala numérica. descritiva ou visual. Reconhecer que a mudança no padrão da dor ou desenvolvimento da nova dor não é necessariamente atribuível à doença preexistente. 8. 11. mais simples e convenientes .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Os princípios para a avaliação da dor são: 1. . intensidade. Realizar exame físico detalhando o exame do sistema nervoso. Manter o contato com o paciente e sua família. 12. qualidade. 7. 3. Diagnosticar a causa da dor. Acreditar na queixa de dor do paciente. Realizar avaliação psicossocial. 2. efeito da dor sobre a funcionalidade física e social. 9. Individualizar a terapêutica. 10. uso prévio de analgésico. Avaliar a dor continuamente. antes de prescrever as mais complicadas. utilizando medicações e modalidades analgésicas. 6. Tratar a dor enquanto prossegue a investigação. Organizar e rever exames laboratoriais e imagenológicos apropriados e necessários. 4. fatores de melhora e piora. Anamnese detalhada: duração. local. 5.

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e oximorfina. 3) Pacientes que se apresentam dor intensa. Estes medicamentos são tipicamente combinados com um não-opióide e poderiam ser administrados com os adjuvantes. dihidrocodeína ou propoxifeno. Estas drogas . hidromorfina. Este grupo inclui codeína. hidrocodona. fenazocina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento da dor em cuidados paliativos A Unidade de Cuidados Paliativos e de Câncer da Organização Mundial de Saúde propôs um gerenciamento útil de seleção de drogas para dor de origem oncológica. Este esquema analgésico dá mais ênfase a intensidade da dor do que sua etiologia específica e seu gerenciamento defende as três etapas básicas a seguir: 1) Pacientes com dor leve relacionada a neoplasia devem ser tratados com analgésicos nãoopióides aos quais devem ser combinadas medicações adjuvantes se existir indicação específica. fentanil. ou aqueles que falharam em atingir o alívio adequado de dor seguindo administração apropriada de medicamentos no segundo degrau da escada analgésica deveriam receber analgésicos opióides convencionalmente usados para dor moderada para intensa (opióide "forte"). devem ser tratados com opióide convencionalmente usado para dor leve a moderada (opióide "fraco"). conhecido como "Analgesia em três degraus da OMS". levorfanol.. 2) Pacientes que são relativamente não-tolerantes e apresentam-se com dor moderada ou aqueles que falharam em atingir alívio adequado após a tentativa de analgesia com nãoopióide. diamorfina. Sabe-se que esta recomendação tem eficácia de mais de 75% em trabalhos clínicos já realizados. Este grupo inclui morfina. metadona. oxicodona.

30(oral) 10(retal.7 . 100(IM ou IV) Meiavida (hs) 2-3 2-3 3-4 5.5 Intervalos (hs) Nome Morfina 3-6 . IM. Tabela 1 Analgésicos não opióides disponíveis no Brasil.12 4-8 13 6 Tabela 2 Analgésicos opióides fracos Vias de administração oral oral oral oral.podem também ser combinadas com analgésicos não-opióides ou adjuvantes. intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 20 .12 4-5 3-4 13 2 Dose inicial (mg/dia) 2000 2600 2600 75 1200 500 75 Dose máxima (mg/dia) 3000 6000 6000 200 4200 1000 200 nome dipirona paracetamol acido acetil salicílico indometacina ibuprofeno naproxeno diclofenaco Intervalo (hs) 4-6 4-6 4-6 8 . IV) Meiavida (hs) 2 .3. retal. intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 200 65 . Meiavida (hs) 2-4 3 .7 Intervalos (hs) 3-6 3-6 2-4 4-6 Nome codeína propoxifeno oxicodona tramadol Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular Tabela 3 Analgésicos opióides fortes Vias de administração Oral.130 30 120(oral). sublingual.

IV) 15 120 2-3 4-8 6-9 Meperidina 2-3 2-4 Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular .Uso prolongado e uso para idoso não é recomendado nesta situação de cuidados paliativos. especialmente de dor lancinante.Metadona Buprenorfina oral sublingual. prefere-se este por apresentar menos efeito mineralocorticóide fenitoína Oral I=10~25mg ao amitriptilina deitar nortriptilina M=25~150 mg clomipramina ao deitar ou em imipramina doses divididas I=4 mg de 6/6hs dexametasona M=16~96 mg em doses divididas Oral Oral EV . intramuscular e intravenosa oral.4(IM. Tabela 4 Medicações adjuvantes mais comumente associadas Dosagem usual para adulto I=dose inicial M=dose de manutenção Nome Vias de administração Comentários I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs carbamazepina M=200~1600 mg em doses divididas I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs M=300~500 mg em doses divididas Oral para dor neuropática.8 (oral) 0. pode causar alteração medular para dor neuropática pode aumentar a sedação monitorar o nível sérico sempre que possível para dor neuropática dor complicada pela depressão e insônia nortriptilina apresenta menos efeito anticolinérgico e sedação entre os corticóides. IV) 300(oral) 75(IM. intramuscular e intravenosa 20 0.

administrar dose única ou dividida até meio dia. devido a seu efeito estimulante haloperidol Oral IM metilfenidato I=2.I= 6~12 mg ao deitar ou em doses divididas clorpromazina M=18~50 mg em doses divididas I=0. associado a dor. ou mesmo por efeito de medicação. efeito anticolinérgico importante! nos casos de agitação psicomotora.5 a 2mg ao deitar ou em doses divididas M=2~15mg em doses divididas Oral IM ou EV efeito antiemétoco interessante nos casos de uso de opióide.5~5 mg cedo(até meiodia) M=10~40mg cedo(até meiodia) Oral . efeito extrapiramidal importante tem efeito analgésico nos casos de dor neoplásicos.

relaxantes musculares. é analgésica em algumas condições dolorosas.Medicações adjuvantes: O termo "analgésicos adjuvantes" descreve qualquer medicação que tem outras indicações primárias além da dor. corticosteróides. porém. Copyright © 2001 IDS . benzodiazepínicos. São eles: antidepressivos. bifosfonatos e outros. neurolépticos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . anticonvulsivantes. Este grupo de medicações compreende uma diversidade enorme de classes de medicamentos.

terapeutas ocupacionais. nutricionistas e outros profissionais de saúde teriam um espaço extremamente rico e prazeroso de exercício de profissão. Havendo disponibilidade no serviço. O trabalho pode ser compartilhado de forma racional dentro de cada especificidade dos profissionais participantes. É fundamental que haja uma reunião interdisciplinar com periodicidade preestabelecida para que todos os membros possam compartilhar as novas idéias. Sugere-se atuação em equipe multidisciplinar para este tipo de atendimento. melhorias. pacientes deveriam ser encaminhados para "Grupo de Dor" ou "Serviço de Dor" referenciado para que haja uma avaliação mais minuciosa e considerar terapêutica avançada como radiculotomia. radioterapia analgésica e outras modalidades analgésicas. críticas e mudanças. principalmente aproximando o momento de falecimento. considerar a assistência domiciliar numa fase avançada de cuidados. Nem sempre é fácil trabalhar com pacientes que se encontram em situações fora de possibilidade de cura. fisioterapeutas. enfermeiro e assistente social. Sempre que possível. Equipe deve se dispor também para compartilhar a angústia e dificuldade de . Equipe mínima sugerida seria composta de médico. seria um bom começo. infusão contínua de morfina por bomba portátil.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Pacientes e seus familiares em cuidados paliativos necessitam. Uma boa comunicação dentro de uma relação terapeutapaciente adequada com empatia. Diante de dificuldades de controle da dor. após a tentativa de esquema analgésico sugerido pela Organização Mundial da Saúde. na maioria das vezes. de um direcionamento adequado para momentos críticos principalmente na fase em que se aproxima do evento de falecimento. participação de psicólogos.

atender tal natureza de pacientes. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Papaléo Netto M. Hanks GWC. MacDonald N: Oxford Textbook of Palliative Medicine. Chiba T. 1996. Copyright © 2001 IDS . Assistência ao Idoso Terminal. Atheneu. In Gerontologia.1991. World Health Organization. 1998.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Doyle D. Geneva. New York. 2nd ed. Rio de Janeiro. Oxford Medical Publications.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . World Health Organization. World Health Statistics Annual 1990.

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br Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .agitasp.com.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Site do Programa Agita São Paulo: http://www.

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de acordo com classificação padronizada pela Organização Mundial da Saúde.0-29. Índice de Massa Corpórea (kg/m2 ) 18. o Índice de Massa Corpórea (IMC) ou índice de Quetelet ganhou grande popularidade pelo cálculo pela fórmula: IMC = peso (kg)/altura2 (m) Hoje.5-24.0-39.9 Classificação Normal Sobrepeso Obeso classe I Obeso classe II . é possível. com grande grau de aproximação.9 30. No entanto.9 35.0-34. conforme apresentado no quadro abaixo. Embora tenha quase dois séculos. chegar a um diagnóstico adequado da adiposidade. a classificação de obesidade em adultos é realizada pelo cálculo do IMC.9 25. somente com medidas de peso e altura.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A identificação de excesso de massa gordurosa apresenta dificuldades teóricas porque há o risco de não se conseguir distinguir aumento de massa muscular ou edema de aumento da adiposidade.

Por isso. sendo até utilizado na imprensa leiga para orientar seus leitores sobre ganho de peso. Copyright © 2001 IDS . podemos avançar no diagnóstico. A forma mais empregada é a do cálculo da razão cintura/quadril. avaliando a obesidade abdominal com a medida de cintura. O IMC estima a obesidade total do indivíduo. Valores acima de 0.0 Obeso classe III O diagnóstico de obesidade pelo IMC é simples e direto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . em adultos. A maior dificuldade no emprego da razão cintura-quadril é a dificuldade em padronizar o local exato para a medida das circunferências.80 para mulheres e de 0.90 para homens seriam considerados com alterados.=> 40. alguns autores estão mostrando que é mais simples e tão adequado quanto medir somente a circunferência abdominal que seria indicadora de risco quando. porém sabe-se que a localização da adiposidade no abdome também é um fator independente para risco maior de diabetes. Assim. hipertensão e de eventos cardiovasculares. estivesse maior do que 85 cm na mulher e 95 cm no homem.

na maioria dos ensaios clínicos como o recurso mais efetivo na redução da pressão arterial e melhoria do perfil lipídico. também. por exemplo. a dieta hipocalórica é o núcleo fundamental da prescrição.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O médico deve estar atento a vários aspectos relacionados à obesidade ao iniciar o tratamento de um indivíduo. A abordagem de tratamento deve ser de tornar o balanço calórico negativo dentro do contexto de atividade do indivíduo. reconhecer. Isto significa alterar a quantidade e qualidade da dieta ingerida no dia-a-dia e. desde o início. aumentar a atividade física diária. O paciente deve ser tratado como tal e. considerar que a obesidade é uma doença tal como o diabetes. risco maior de agravos e. que deve ser diferenciada do exercício físico exaustivo. seguida do aumento da atividade física. Como a capacidade do organismo de reter energia é maior do que de perdê-la. associavam-se a . com jardinagem ou empurrar carros de bebê. Segundo. a associação de ambos mostrou-se. A obesidade pode significar. não como um indivíduo "preguiçoso-mentiroso-guloso". a osteoartrose e asma. O princípio básico a ser seguido é o de que "pouco exercício é melhor do que nenhum". Primeiro. Porém. que as taxas de fracasso são elevadas para a maioria dos tratamentos testados em ensaios clínicos e que será necessário um tratamento continuado por muito tempo. A prescrição de atividade física regular deve ser diferenciada da prática regular de esportes ou da realização de exercício extenuante. ao mesmo tempo. fato comprovado em vários estudos epidemiológicos em que pequenas atividades. manifestação de doença psiquiátrica.

auriculoterapia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hipnoterapia.menor risco de eventos clínicos desfavoráveis quando comparadas ao sedentarismo. pode-se afirmar o que não funciona para reduzir o peso. yoga. Copyright © 2001 IDS . como: práticas populares como acupuntura. O tratamento medicamentoso deve ser proposto quando da falha do controle dietético e de aumento da atividade física ou em indivíduos com IMC acima de 35 kg/m2 Com maior facilidade. cremes para celulite. mesoterapia. diuréticos. formulações magistrais "naturais" e suplementos dietéticos. laxativos.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Pacientes que tenham obesidade de causa secundária também devem ser encaminhados. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Indivíduos com índice de massa corpórea acima de 30 kg/m2 devem ser encaminhados para atendimento especializado.

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URL: http://www.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .org.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consenso Latino América sobre Obesidade.Report of a WHO Consultation on Obesity.abeso. WHO/NUT/NCD/98. Obesity: Preventing and Managing the Global Epidemic -. World Health Organization. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade. 3-5 June 1997.br.1 Copyright © 2001 IDS .

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Durante toda e qualquer consulta médica. em pacientes acima dos 45 anos. dosar colesterol a cada 2 anos. hipertensão e diabetes. Pela praticidade e fácil obtenção. Desejável Colesterol total HDL-colesterol Triglicérides < 200 mg/dl > 35 mg/dl < 200 mg/dl Limítrofe 200-239 mg/dl Elevado >= 240 mg/dl Existem algumas fórmulas que propõem o cálculo do risco cardiovascular em termos numéricos. medir e pesar o indivíduo e. medir pressão arterial. Alterações lipídicas podem estar presentes nas situações abaixo. considerando os fatores de risco identificados. Em outros capítulos.br) sob o título "Teste de Risco Coronariano". deve-se indagar sobre hábito tabágico. foram apresentados os diagnósticos de tabagismo. recomendamos aquela disponibilizada na página da Sociedade Brasileira de Cardiologia (www.cardiol. .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

A decisão terapêutica geralmente está baseada nos valores do LDL-colesterol e depende da existência de outros fatores de risco cardiovascular conforme sugerido abaixo: Para homens com menos de 35 anos e mulheres antes da menopausa. deve-se orientar a redução da ingestão de gordura saturada e colesterol. adequar o balanço calórico e controlar outros fatores de risco modificáveis. A redução dos níveis de colesterol deve ser feita com dieta e medicamentos. diabetes. valores de LDL-colesterol entre 190 e 219 mg/dl não implicam em tratamento com medicamento a não ser para indivíduos de alto risco. Na dieta. como os diabéticos. Tratamento com dieta Iniciar dieta (LDL) prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária Objetivo (LDL) >= 160 mg/dl >= 130 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl Tratamento medicamentoso Iniciar dieta (LDL) Objetivo (LDL) . obesidade e hipertensão. como a resistência à insulina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A redução dos fatores de risco é a pedra de toque de todo programa de redução de risco cardiovascular.

20. que pode ser administrada pela manhã. 40. 40 e 80 mg (dose máxima 80mg). Não são indicadas para mulheres grávidas ou em fase de aleitamento e para aquelas com possibilidade de engravidar. Os ajustes das doses devem ser feitos. ao aumento da formação dos LDL-receptores e à diminuição das VLDL. o uso isolado dos fibratos ou a associação com as estatinas pode representar a melhor opção terapêutica. a cada quatro semanas depois de nova análise do perfil lipídico e controle de transaminases hepáticas e creatinofosfoquinase. Não foi descrita taquifilaxia. mas podem ocasionar efeitos colaterais em até 2% dos pacientes: sintomas gastrointestinais e dores musculares e elevação de enzimas musculares. Os comprimidos. Posologia e administração lovastatina: comprimidos de 20mg com dose máxima de 80mg sinvastatina: comprimidos de 5. fluvastatina: cápsulas de 20. São bem toleradas. 10. nas doses habituais. atorvastatina: commprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima de 80 mg). 80 mg (dose máxima 80mg). Copyright © 2001 IDS . a lovastatina e a sinvastatina. A estatinas inibem parcialmente a HMG-CoA redutase. levando à diminuição da síntese intracelular do colesterol.prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária >= 190 mg/dl >= 160 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl O grupo de medicamentos mais utilizados é o das estatinas. Podem ser usadas em doentes renais crônicos. São contra-indicadas na presença de doença hepática e de elevações persistentes das transaminases hepáticas e das bilirrubinas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pravastatina: comprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima 40mg). Para pacientes com hipertrigliceridemia. se necessário. Seu emprego em crianças e adolescentes ainda não está definitivamente esclarecido. disponíveis nas formas genéricas. devem ser administrados após o jantar à exceção da atorvastatina.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O controle de fatores de risco cardiovascular é um atividade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Somente poucos casos de hipertensos graves. afeita ao clínico geral. Copyright © 2001 IDS . em essência. diabéticos com tratamento refratário e indivíduos com valores muito elevados de colesterol é que devem ser encaminhados para ambulatório de especialidade.

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br). Copyright © 2001 IDS .Página da Sociedade Brasileira de Cardiologia na internet (www.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .cardiol.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consensos Brasileiros de Dislipidemia e Hipertensão Arterial .

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico do tabagismo é simples e tão importante quanto medir a pressão arterial. ressaltando informações relevantes para cada paciente ("você já tem um pouco de enfisema"). . Já tentou parar de fumar? 4. Está interessado em parar de fumar? Recomende parar. Quanto? 3. Que aconteceu? 5. muitos médicos e outros profissionais de saúde deixam de investigar o consumo de tabaco. As principais perguntas são: 1. Você fuma? 2. Infelizmente.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

(4) oriente-o a evitar fumar nestes lugares. do carro. Continue acompanhando o paciente. reposição de nicotina e uso de bupropiona. mais efetivo o tratamento. . Mesmo intervenções curtas. (6) antecipe dificuldades e ajude-o a preparar-se para elas. Recaídas do tabagismo ocorrem principalmente nas seguintes situações: (1) emoções negativas. A associação entre estes dois medicamentos não é habitual. (3) aconselhe a retirada dos cigarros de casa. (3) presença de outros fumantes. É útil estabelecer algumas etapas no aconselhamento como (1) ajude o paciente a se preparar para largar os cigarros. Os principais componentes são: suporte social. (2) marque uma data. . tristeza. quanto mais intenso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Todo fumante deve ser identificado e receber uma oferta de tratamento em cada consulta. Porém. como ansiedade. três minutos em cada consulta. podem ser eficientes. o uso de álcool ou a presença de outros fumantes em casa facilitam a recaída. treinamento de habilidades. irritação. (4) uso de álcool. Oriente o paciente de que mesmo uma tragada eventual. tédio. o que ajudou e o que contribuiu para a recaída. (5)reveja tentativas anteriores. de preferência dentro de duas semanas.(2) pressão para trabalhar rápido. do local de trabalho. Marque um retorno na primeira semana depois do abandono dos cigarros e outro ainda no primeiro mês de abstinência.

refrigerantes) interferem com a absorção bucal de nicotina. Nicotina . Discuta problemas como ganho de peso. deve ser usada a intervalos regulares e não apenas quando houver vontade de fumar. Se ocorrer algum lapso. a dose normalmente pode ser reduzida gradualmente. Existem duas formas de reposição de nicotina no Brasil: gomas de mascar e sistemas transdérmicos. Investigue o que houve e sugira meios de enfrentar a situação. "estacioná-la" entre a bochecha e as gengivas para facilitar a absorção de nicotina através da mucosa oral. Absorção: bebidas ácidas (café. sucos. 14 e 7 mg de nicotina em 24 horas. O produto deve ser aplicado no tronco ou região superior do braço. Ambos apresentam efetividade semelhante. De preferência. pode-se diminuir uma unidade da dose diária a cada semana. O uso de uma dose fixa (pelo menos uma unidade a cada 1-2 horas) por pelos menos 3 meses pode trazer benefícios maiores do que o uso ad libitum. Então. As principais instruções para os pacientes usando a goma de mascar são: Não fumar enquanto estiverem usando a goma. Por exemplo. Adequação da dose: Freqüentemente. os pacientes devem ser cuidadosamente instruídos. Reposição de nicotina: visa permitir a diminuição gradual da concentração sérica de nicotina após o abandono dos cigarros. Recomende abstinência completa novamente. O paciente deve desengordurar o sítio de aplicação. Com isso. Por isso. os sintomas de abstinência são atenuados e a adaptação à retirada do tabaco torna-se mais fácil. depressão ou falta de apoio. encare-o como uma oportunidade de aprendizado. Técnica de mascar: mascar a goma lentamente. até notar um sabor picante. consumidas a cada uma ou duas horas.goma de mascar: cada unidade contém 2 mg de nicotina. recomenda-se que seja oferecida a todo aquele que cogite parar de fumar e não apresente contra-indicações ao seu uso. sobre uma área de pele saudável e relativamente sem pêlos. Tipicamente. a primeira aplicação é feita logo pela manhã do primeiro dia sem cigarros. Continuar a mascar e a estacionar a goma lenta e intermitentemente por cerca de 30 minutos. os pacientes não usam goma suficiente para obter o máximo benefício: mascam poucas unidades por dia e não usam a goma por tempo suficiente. A dose normalmente se situa entre 10 e 12 unidades por dia. O sítio de .Congratule o paciente pelo sucesso. cuidar para que não se forme uma bolha de ar entre o adesivo e a pele e comprimir o adesivo com a palma da mão por cerca de 30 segundos depois de colocá-lo. Grande parte dos insucessos com reposição de nicotina deve-se ao seu uso incorreto. Sistemas transdérmicos: Discos que liberam 21. A probabilidade de sucesso dobra. Evitar comer ou beber qualquer coisa por quinze minutos antes e também durante o uso da goma. A dose diária total não deve exceder 24 unidades de 2 mg. Apesar da pouca informação sobre sua efetividade em fumantes que consomem menos do que 10-15 cigarros/dia. Depois deste período.

o risco de convulsões é menor do que 0. O uso de bupropiona pode ser vantajoso para pacientes preocupados com a possibilidade de ganhar peso ou portadores de depressão. para evitar a irritação da pele.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Seu uso é iniciado de uma a duas semanas antes do abandono dos cigarros: um comprimido pela manhã. nos primeiros quatro dias. acrescenta-se outro comprimido. Nestes casos. boca seca e náusea. Com os sistemas transdérmicos. Os efeitos colaterais são geralmente leves e transitórios. dispepsia e soluços. 30 a 50% dos pacientes apresentam irritação da pele no sítio de aplicação. A bupropiona é formulada em comprimidos de liberação lenta com 150 mg. não havendo evidências de que tratamentos mais longos sejam mais vantajosos. As principais contra-indicações à reposição de nicotina são a presença de gravidez e de certas doenças cardiovasculares. para portadores de bulimia ou anorexia nervosa ou em associação a inibidores da monoaminooxidase. oito horas depois do primeiro. principalmente aqueles que fumam mais do que 20 cigarros por dia. Os principais efeitos colaterais da reposição da nicotina são relacionados à forma de uso. insônia. Com a goma. praticamente duplica as chances de sucesso no tratamento do tabagismo. pode-se recorrer a um corticoesteróide de ação tópica (por exemplo. Copyright © 2001 IDS . Períodos de 6 a 8 semanas podem ser eficientes.aplicação é trocado a cada dia. Na dose de 300 mg empregada no tratamento do tabagismo. Quando comparada a placebo. Bupropiona: desenvolvida para o tratamento da depressão. são comuns sintomas como irritação da mucosa oral. No caso de pacientes mais intensamente dependentes. angina instável e infarto do miocárdio há menos de 4 semanas. A interrupção do tratamento é necessária em apenas 5% dos casos. dor da articulação têmporo-mandibular. Caso isto não melhore com um rodízio mais longo destes locais. A bupropiona está contra-indicada para portadores de epilepsia ou de condições que aumentem o risco de convulsões (como antecedente de traumatismo cranioencefálico grave ou retirada recente do álcool). creme de hidrocortisona a 5%). A dose é diminuída a cada três ou quatro semanas pelo uso de adesivos progressivamente menores. a bupropiona aumenta a disponibilidade sináptica de dopamina e de noradrenalina. como arritmias graves. pode ser conveniente empregar-se doses mais altas do que do que 21mg de nicotina por dia. o paciente deve ser aconselhado a tentar parar de fumar sem reposição de nicotina. Os mais comuns são inquietação. No quinto dia.5%. Os discos não devem ser cortados.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Fumantes com depressão. dependência do álcool ou que não consigam parar de fumar por outros motivos podem requerer tratamento especializado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

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Cohen SJ.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Fiore MC. (Texto disponível em http://www.surgeongeneral. Treating Tobacco Use and Dependence. et al. Rio de Janeiro. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Ajudando seu paciente a parar de fumar. Copyright © 2001 IDS . Rockville. Public Health Service. Clinical Practice Guideline. MD: US Department of Health and Human Services. INCA.gov/tobacco) Ministério da Saúde. June 2000. 1977. Bailey WC. Instituto Nacional do Câncer.

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A forma mais fácil de confirmar o uso crônico de álcool é pela história própria ou relatada por familiares.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Há sinais indiretos de alcoolismo que podem ser observados no hemograma (volume corpular médio elevado) e nas enzimas hepáticas elevadas (gama-glutamil transferase e transaminase oxalo-acética). Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A ação do álcool no organismo propicia uma variedade de apresentações clínicas cujos diagnósticos variam de caso a caso.

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em regime de internação. mas envolvem seus parceiros e familiares. em geral. A internação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Intoxicação Alcoólica: tratamento é apenas de suporte clínico. seja em hospital geral ou psiquiátrico. sendo que as principais são psicoterapia. como tiamina (vitamina B1). como. Pode haver necessidade de observação para detecção de complicações. é uma forma de tratamento clássico que se baseia na expectativa de impossibilitar o acesso à droga. dissulfiram têm. naltrexone e dissulfiram sob supervisão direta do médico parece ter resultados promissores . Abuso e dependência de álcool: há várias formas de tratamento da dependência do álcool.AA) e tratamento farmacológico. por exemplo. medicações dopaminérgicas. agressividade. como terapias de casal e de família e grupos de mútua ajuda. trauma craniano e quedas. grupos de mútua ajuda (como os alcoólicos anônimos . seja em unidades especializadas. antidepressivos. Os casos leves ou moderados resolvem-se em 3 a 12 horas após o término do consumo do álcool. vitamina B12 e folato. O uso de acamprosato. Pode ser administrados nutrientes. resultados negativos. O tratamento medicamentoso com ansiolíticos.Ressaltamos que não há eficácia comprovada na administração de glicose em pacientes intoxicados. Também há intervenções que não se limitam ao dependente. coma. Tratamentos psicoterápicos para dependência vão desde a psicanálise tradicional até técnicas cognitivo-comportamentais. tratamento em regime de ambulatório.

Agentes dopaminérgicos: há algumas evidências. Naltrexone (Revia): na dose de 50 mg/dia. o que provoca vários efeitos desagradáveis quando tomada na vigência do uso do álcool. Parece que esta droga reduz a toxicidade cerebral induzida por substâncias cerebrais cuja produção está aumentada em virtude do consumo excessivo do álcool. ansiedade e fadiga. pode ser eficaz para reduzir o desejo de consumir o álcool e reduzir as propriedades de reforço positivo induzidas pelo álcool. vômitos. O uso do dissulfiram na dose de 250 mg/dia em pacientes dependentes pode ser eficaz. o citalopram) não reduzem a taxa de recaída. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. Ansiolíticos: o uso de ansiolíticos benzodiazepínicos. Dissulfiram (anti-etanol): esta droga é inibidora da enzima aldeído desidrogenase. o haloperidol 2-4 mg/dia. em três tomadas diárias. A naltrexone é mais benéfica em pacientes com fissura importante. Acamprosato (Campral): na dose de 2 a 3 g/dia. distúrbios orgânicos associados e pobre funcionamento cognitivo. como depressão e ansiedade. a fluoxetina. porém. deve-se utilizar algum neuroléptico de alta potência em baixas doses. Síndrome de abstinência ao álcool: em pacientes com história de uso crônico de álcool. O tratamento crônico com ansiolíticos não é recomendado. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . como o diazepam. tem se restringido ao tratamento a síndrome de abstinência do álcool. com retirada rápida. Alucinose alcoólica: aqui. desde que haja estreito acompanhamento médico. a sertralina. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. em estudos experimentais. com sinais clínicos de síndrome de abstinência. há urgência clínica de tratamento. O uso de bromocriptina ou outro agente agonista dopaminérgico tem se mostrado ineficaz no tratamento da dependência ao álcool. em função do enorme potencial de dependência induzido pelos benzodiazepínicos.e positivos. diarréia e lesões de pele. por exemplo. Antidepressivos: os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (por exemplo. podem ser usados para tratar comorbidades. como. de que a função dopaminérgica está alterada em alcoolistas. náuseas. que deve ser feito em unidades especializadas de terapia intensiva. esta medicação reduz o desejo de beber e suprime a hiperatividade orgânica que ocorre após a retirada do álcool.

Os demais necessitarão sempre de avaliações periódicas com equipe de saúde mental. Quadros de alucinose e de abstinência devem ser encaminhados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Dependerá do quadro clínico e da evolução da história natural da doença.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

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Hochgraf. Eds. Elkis. Lemos. P. Complicações Clínicas do Abuso de Substâncias. Compêndio de Psiquiatria Dinâmica. M. Andrade. 1984. eds. E.:153-64.B.. Artes Médicas. H.. Nicastri. Copyright © 2001 IDS .G. A . A . Tongue. L. Porto Alegre.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. Kaplan.J. Motta. 1993.G. T.I. B.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Castel. Drogas: Atualização em Prevenção e Tratamento.. 1995. S. pp: 121-35. S... In: Louzã Neto. H. pp. In: Andrade. Psiquiatria Básica... Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas.. Sadock. Porto Alegre. Artes Médicas.R.E. São Paulo. Fonseca.P..

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que envolve os seguintes critérios: (1) tolerância: necessidade de quantidade cada vez maior da substância para atingir o mesmo efeito ou efeito cada vez menor de uma mesma dose da substância.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Nem todo o uso de droga pode ser classificado como patológico. que rouba para obter a droga ou que a consome mesmo com conseqüentes brigas familiares e perda de emprego. (2) abstinência: síndrome típica e de duração limitada que ocorre quando o uso da substância é interrompido ou reduzido drasticamente. (4) desejo de reduzir ou controlar o consumo da substância com repetidos insucessos em manter-se sem a droga por período prolongado. (5) desejo intenso pela substância. O uso eventual ou experimental não necessita de tratamento. embora possa ser passível de abordagem preventiva. A dependência já é um conceito mais amplo. (6) uso continuado mesmo em situações em que o consumo é contra-indicado e perigoso à saúde. Pelo menos três critérios devem estar presentes para que se caracterize dependência. Exemplo: pessoa que repetidamente dirige sob efeito de sedativos. Devem ser tratados os casos de abuso. . O abuso de drogas ocorre quando o paciente mantém o consumo de uma substância mesmo apresentando problemas legais.(3) uso da substância em quantidade e por tempo maior que o desejado. problemas de saúde ou prejuízos de sua vida normal decorrentes do uso. dependência ou abstinência da substância. evidenciando perda de controle sobre o consumo.

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Os principais pontos do tratamento da dependência de álcool e drogas são: 1) Não existe uma única abordagem terapêutica que seja adequada para todos os pacientes. 3) É essencial a participação da família. em caso de efeitos colaterais importantes desta medicação (particularmente rigidez muscular. sialorréia). 2) Recaídas são comuns no processo de tratamento e não devem ser entendidas como fracasso terapêutico. redução da expressão facial.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para quadros de agitação psicomotora. marcha em bloco. Para quadros de ansiedade extrema ministrar diazepam 10mg (com exceção de quadros de intoxicação patológica por benzodiazepínico). . Cada ponto do processo de recaída deve ser avaliado para que a falha não se repita. pois ela precisa aprender a conviver com o dependente recuperado. reduzir dose ou ministrar também anticolinérgico como o biperideno 2mg (com exceção de quadros induzidos pelo uso de anticolinérgicos). psicológica e social) é o que dá melhores resultados. Quadros severos de intoxicação ou abstinência devem ser encaminhados para monitoramento em ambiente hospitalar. alucinações ou delírios. recomenda-se uso de antipsicótico como haloperidol 5mg. O tratamento multidisciplinar (com abordagem médica.

7) O tratamento deve ser imediatamente disponível. Durante todo o processo. Substituir a droga por algo menos danoso ao indivíduo é fundamental para evitar recaídas. O encaminhamento para grupos de autoajuda. etc. Deve-se retirar do contato do paciente todos os estímulos que lembrem a droga ou facilitem sua obtenção como instrumentos utilizados para o consumo. O uso de medicações deve se restringir ao tratamento da síndrome de abstinência. mesmo com vários insucessos anteriores. é importante orientar a família a evitar atitudes que possam facilitar a recaída do paciente. 6) Neste processo o dependente tende a negar ou minimizar seus problemas com a droga. de quadros associados. seja por meio de internação (hospitalar ou domiciliar). sanando-se as necessidades observadas com alternativas não associadas à droga. como Narcóticos Anônimos e Nar-Anon. deixá-lo freqüentar locais de risco sozinho e com dinheiro. como a prática de esportes. Neste momento. etc. A persistência e o vínculo de confiança no médico são essenciais. Processo do tratamento Inicialmente interrompe-se o uso da substância.. O médico tem que ajudá-lo a perceber os prejuízos que a doença gera em sua saúde. todos os meios disponíveis para se evitar a recaída devem ser utilizados. em seu trabalho e em todas as demais esferas de sua vida.). ou para se evitar recaídas. Em todos os momentos o paciente deve procurar se manter ocupado. o culto religioso e a dedicação a novas atividades de lazer. avaliar os fatores que levaram o paciente a buscar a substância. 5) Uma vez que o paciente pare de utilizar a droga. Neste processo. dinheiro facilmente disponível. telefones de outros usuários. procura-se aos poucos. 8) O tratamento é longo e deve-se tomar precauções contra recaídas mesmo após vários anos de abstinência. freqüentar lugares de uso. etc. como permitir que ele mantenha contato com outros dependentes. Trata-se a síndrome de abstinência e eventuais quadros associados e orienta-se o paciente a prevenir recaídas evitando situações que facilitem o uso da droga (como encontrar outros usuários. seja por consultas periódicas nas quais de determina o último dia de consumo.4) O dependente deve ser estimulado a procurar ajuda todas as vezes que se sentir tentado a recair. de preferência na companhia de outras pessoas que possam auxiliá-lo num momento de intensa vontade de consumir a droga. deve ser incentivado em todos os momentos do tratamento. . Deve-se aproveitar todos os momentos de aceitação de ajuda. em sua convivência familiar. passar por situações que gerem irritabilidade. desânimo. precisa entender que não deverá utilizála novamente pois provavelmente voltará a perder o controle sobre seu consumo. tristeza.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Quando houver sintomas psiquiátricos marcantes. Copyright © 2001 IDS . quando as medidas adotadas não forem eficazes para manter a abstinência ou em casos severos de intoxicação e abstinência.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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L. . In Psiquiatria Básica . R. .Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. A. 1996. 1995. O.L. M.. H. M. S..B. Elkis. In Manual de Psiquiatria . P.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Laranjeira.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . R. Motta.Editores: Louzã Neto. Copyright © 2001 IDS . Y. e Laranjeira.A. Castel. Zilberman.Abuso e dependência de álcool e drogas. Dractu.P. M. Leite. . R. P..Editores: Cordás.. M.Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas. A. & Nicastri.Editores: Almeida..B. Moreno. Andrade. T. .G. São Paulo: Editora Lemos.. 1995. Pimenta.. Hochgraf. Porto Alegre: Editora Artes Médicas. Hochgraf. Wang.C..Dependências Químicas . T..in Condutas em Psiquiatria . S. R..

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Doença da Pele de Andrews. São Paulo: Artes Médicas. Arnold HL. Copyright © 2001 IDS . Fortaleza: Inova Gráfica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Guilhon RMP et al. Dermatologia. Diógenes MJN. NevesRG. 1994. 8ª ed. Atlas de Dermatopatologia Tropical.1997. São Paulo: Editora Manole.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sampaio SAP e Rivitti EA. Odom RB e James WD. 1998.

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doença de Parkinson ) e síndrome da imunodeficiência adquirida. não-contagiosa. A causa não é conhecida. recorrente. maternos que desaparecem após alguns meses. Blefarite e eczema do conduto auditivo podem estar presentes. A infecção por bactérias e leveduras ( principalmente a Malassezia furfur ) tem sido lembrada na patogênese da doença. Prurido leve ou ausente. mas podendo ser apenas um fator agravante. áreas de dobras. lesões do trigêmeo. Presença de escamas gordurosas e aderentes no couro cabeludo (crosta láctea). influenciada pelos andrógenos. tronco. freqüente. região retroauricular. Ocorre associacão com quadros neurológicos ( siringomielia. sobrancelhas. poliomielite. Os andrógenos podem ser um fator predisponente. região retroauricular porcões medianas do tórax e regiões intertriginosas. glabela. Lactente Aparecimento nos primeiros meses de vida. que ocorre em regiões como sulco nasogeneano. lesões eritêmato-escamosas na face.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATITE SEBORRÉICA Quadro clínico e Epidemiologia É afecção crônica. explicando a dermatite seborréica do lactente. sulco nasogeneano. . Adulto Lesões eritêmato-escamosas no couro cabeludo. couro cabeludo e em áreas intertriginosas.

Diagnóstico Clínico. Tratamento Lactente Óleo mineral morno para remoção de crostas do couro cabeludo e hidrocortisona a 1% em creme. Nas áreas intertriginosas. usar xampu de enxofre e ácido salicílico a 3% ou zinco-piridione 1-2% ou coaltar 1-3% e depois aplicar locão capilar de betametasona. excluir associacão de candidose.No couro cabeludo. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Adulto Hidrocortisona 1% em creme associado ou alternado com cetoconazol 1% em creme.

Tinha corporis Tinhas do pé e da mão Onicomicose(Tinha da unha) .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATOFITOSES Quadro clínico e Epidemiologia Também conhecida com tinha. única ou múltipla. Existem dermatófitos antropofílicos. Placas eritêmato-descamativas de crescimento centrífugo. Lesões eritêmato-descamativas com presença ou não de vesículas podendo ser maceradas nos interdígitos dos pés. Acometimento de início na porção distal e/ou lateral subungueal ou subungueal proximal superficial da lâmina ungueal. Placas de cabelos tonsurados( cabelos cortados) com descamação. A forma aguda é uma placa com inflamação e presença de pústulas. é produzida por fungos dermatófitos(que utilizam a queratina com fonte de subsistência). Destruição e/ou hiperqueratose da unha. podendo apresentar a borda com vesículas e crostas e formas diversas. chamada quérium. Tinha do couro cabeludo Comum nas crianças e rara nos adultos. zoofílicos e geofílicos.

Copyright © 2001 IDS . 2 a 3 meses Tinha corporis.Diagnóstico Exame micológico direto clarificado pelo hidróxido de potássio a 10 % e cultura de fungos. via oral. Tratamento Tinha capitis: griseofulvina15-20mg/kg/dia . pedis e da mão: antifúngico tópico e/ou sistêmico Onicomicose: antifúngico sistêmico. principalmente nos casos de onicomicose de difícil diagnóstico pelo exame micológico direto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMA ATÓPICO OU DERMATITE ATÓPICA Quadro clínico e Epidemiologia É também conhecido como eczema infantil. ingestantes. Cerca de 30% dos casos são associados a asma e/ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. principalmente nos casos de associação com quadro respiratório. 79% das crianças desenvolvem manifestações atópicas. inalantes e injectantes. esta incidência cai para 58%. O paciente atópico deve ser compreendido como um indivíduo cujo limiar de reatividade é anômalo. Quadro Clínico Tipos de lesões Infantil ( a partir do 3 mês de vida) agudas e subagudas Localização região malar. com influência ambiental e psicossocial. . nuca e dobras antecubitais e poplíteas podendo generalizar-se. A etiologia parece ser multifatorial. couro cabeludo. Manifestase normalmente a partir do 3º mês de vida ou mais tardiamente na adolescência e em adultos. se um dos pais é atópico. Muitos pacientes têm aumento de níveis séricos de imunoglobulina E (IgE). Quando os pais são atópicos. motivo pelo qual reage anormalmente a estimulos: contactantes. eczema constitucional ou neurodermite disseminada.

regiões de dobras e escroto. difluocortolona. associar mupirocina 2% ou a . devido ao fato de seus efeitos colaterais serem maiores nessas áreas. dorso dos pés e mãos com fases de agudização nas dobras flexoras ou disseminadas chamada de neurodermite Adulto crônicas Diagnóstico Clínico. face. desonida mometasona. como vaselina líquida ou cold cream. Corticosteróides: São os medicamentos mais úteis no tratamento da dermatite atópica. Usar roupas de algodão . desonida betametasona. A tabela abaixo apresenta a potência do corticosteróide mais indicada para cada faixa etária: Baixa potência Crianças até 2 anos Crianças maiores 2 anos Adolescentes e adultos hidrocortisona 0. tapetes ou brinquedos de pelúcia. diminuindo a potência ou freqüência da aplicação gradualmente.51% hidrocortisona 1-2 % hidrocortisona 1-2 % mometasona. Usar emolientes após o banho. alta e muito alta potência na face. Tratamento Cuidados gerais: Banhos rápidos. morno com pouco sabonete. Evitar tecidos de lã e fibras sintéticas. triancinolona. clobetasol Média potência Alta e muito alta potência Antibióticos: havendo infecção secundária localizada.Pré-puberal crônicas nas dobras flexoras. Procure usar sempre a menor potência necessária e nunca retirar subitamente. Evite usar corticosteróides de média. O quarto deve ser arejado sem cortinas.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .gentamicina 0.000 ou água boricada a 2-3 %. cetirizina. Antibiótico sistêmico: nos caso de lesões exudativas ou de difícil controle. Corticóide sistêmico: deve ser evitado pela necessidade de uso prolongado e pelo risco de rebote após a retirada da medicação. Anti-histamínico: os sedantes como: hidroxizina 0. fazer compressas de permanganato de potássio na diluição de 1:40. que devem ser dados à noite. divididos em 4 doses diárias. Encaminhamento Para hospitalização: nos casos graves e resistentes. durante 10 dias.1% em creme. utiliza-se antibiótico sistêmico: estearato de eritromicina ou cefalexina na dose de 50mg/kg/dia na criança e 2g/dia no adulto. clorfeniramina. há melhora importante em poucos dias.5-2mg/kg/dia. Copyright © 2001 IDS . Antissépticos: nas formas agudas.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMAS DE CONTATO Quadro clínico e Epidemiologia É uma doença inflamatória da pele caracterizada por eritema. vesículas. Existem vários tipos de eczema. Na dermatite de contato alérgica há o envolvimento do sistema imunológico celular. edema. Dermatite de Início contato Causas Teste de contato (PATCH Test) Exemplos . os mais comuns são: eczema de contato (exógeno) e eczema atópico (endógeno). escamas. Divididas em 3 fases evolutivas: aguda (eritema. Eczema de Contato ou Dermatite de Contato: pode ser de 2 tipos: dermatite de contato irritativa e dermatite de contato alérgica. crostas e liquenificação. associada a prurido e causada por fatores exógenos ou endógenos. edema e vesiculação) subaguda (escamas e crostas) e crônica (liquenificação). A dermatite irritativa acontece em qualquer pessoa exposta a uma substância em concentração irritante.

se necessário. encaminhar para o dermatologista para tratamento e. Alérgica Necessita de exposição prévia para que ocorra a sensibilização. teste de contato. soda cáustica. Sabão em pó. dos sapatos. deve ser sempre descartada a associação com candidose. dermatite das fraldas. O teste de contato pode auxiliar na identificação dos alérgenos no caso de dermatite de contato alérgica. Positivo couro. Níquel. Tratamento Depende da fase evolutiva e da extensão do quadro: Tópico Aguda Compressas de permaganato de potássio 1:40. detergentes.000 e Creme de corticóide Pomada de corticóide Sistêmico Prednisona 0. cimento. Negativo Dermatite das mãos de lavadeira. Copyright © 2001 IDS . Nos casos de difícil controle. esmalte Diagnóstico É essencialmente clínico. Dermatite dos brincos.5 m/Kg/ dia Idem Idem Subaguda Creme de corticóide Crônica No caso da dermatite de contato na área das fraldas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Irritativa Pode aparecer na primeira exposição. borracha.

interdigitais. regiões inframamárias. no total de 10 a 25 ovos. Diagnóstico O quadro clínico sugestivo e a confirmação ocorre quando se encontra o parasita no exame direto. as pústulas e vesículas são encontradas nas regiões palmoplantares. Nos adultos. A fêmea fecundada penetra na camada córnea e escava um túnel. Nas crianças. mas que. que se transformam em ninfas octópodes na superfície da pele e se tornam adultos esse ciclo dura 2 semanas. na axila. está ausente. . morrendo fora do hospedeiro em menos de uma semana. as lesões são localizadas. vesículas e nódulos. e depois morre. O macho não invade a pele e morre após a cópula. Também podem ser encontradas pápulas urticarianas. surgem larvas hexápodes. Em alguns dias. sendo os nódulos encontrados na região genital principalmente nos homens. sexo ou raça. O parasita completa todo o seu ciclo biológico no homem.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ESCABIOSE (SARNA) Quadro clínico e Epidemiologia É causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variação hominis. A lesão característica é a presença do sulco com uma vesícula na extremidade. depositando 2-3 ovos por dia. preferencialmente. escoriações. muitas vezes. periumbilical e genitais. O principal sintoma é o prurido noturno. pústulas. É transmitida pelo contato pessoal. sem preferência por idade.

Tratamento Tópico Tópico Tópico Sistêmico ivermectina 200mcg/kg dose única em crianças acima de 5 anos Crianças enxofre 5% monossulfiram em vaselina diluído em água 3 por 3 a 5 vezes e aplicar 3 noites e noites. parar 7 noites e repetir 3 noites( proibir o uso de álcool pelo efeito antabuse) ivermectina 200mcg/kg dose única Gestante enxofre 5% vaselina por 3 a 5 noites e repetir após 7 dias Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .(em crianças acima de 1 ano) Adulto permetrina lindano 1% 5% creme durante 2 noites e durante 2-3 repetir após 7 dias noites e repetir após 7 dias monossulfiram diluído em água 2 vezes e aplicado 3 noites. parar 7 repetir após 7 noites e repetir 3 dias noites.

pode ser feita drenagem. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. . Usar antibióticos sistêmicos. O antraz é um conjunto de furúnculos. podendo ser usados sabonetes com antisséptico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo FURÚNCULO Quadro clínico e Epidemiologia É um abscesso estafilocócico perifolicular. Se a lesão estiver flutuando. arredondado. O quadro é comum nos adolescentes e adultos. Tratamento Os cuidados higiênicos são muito importantes. mas deve ser realizado o exame bateriológico e antibiograma para orientar o tratamento. doloroso e agudo que geralmente termina em supuração central. circunscrito.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo IMPETIGO Quadro clínico e Epidemiologia É uma dermatose contagiosa causada por estafilococos plasmo-coagulase-positivos. usar antibióticos tópicos. nos pacientes imunossuprimidos. Diagnóstico É geralmente clínico. Pode ocorrer linfadenopatia regional. Doença freqüente nas crianças. é o S. Nos casos localizados. epidermidis. mupirocina e ácido fusídico. . eritromicina ou cefalexina. Pode ser feito bacterioscópico e cultura para a identificação do agente etiológico. A lesão inicial é mácula eritematosa que logo se transforma em vésico-pápula ou mesmo bolha purulenta. Nos casos disseminados. O mais comum é o Staphylococcus aureus e. deve ser dado antibiótico sistêmico como penicilina. Tratamento Limpeza com a remoção das crostas com água e sabão. bastante superficial com formação de crosta melicérica. gentamicina. como a neomicina.

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os adolescente e os adultos. pelo Ancylostoma canis. Acomete. Tratamento Lesões Localizadas Tópico tiabendazol 5% pomada oclusiva por até 2 semanas -albendazol 400mg dose única -tiabendazol 25mg/kg 2x/dia por 3 dias consecutivos -ivermectina 200mcg/kg dose única Sistêmico Disseminadas Pode ou não associar o tratamento tópico .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo LARVA MIGRANS Quadro clínico e Epidemiologia Afecção freqüente. podendo ser vesiculosa. É causada pela penetração de larvas do Ancylostoma braziliensis e. Estes se encontram no solo. geralmente. nos locais onde houve defecação dos ovos do parasita pelo cão e/ou gato e. causando lesões pruriginosas de trajeto linear e sinuoso ligeiramente urticada. A larva penetra a pele nos locais de contato com o solo. bicho geográfico ou bicho de praia. na natureza. eventualmente. também denominada dermatite linear serpiginosa. transforma-se em larva infectante.

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após anestesia tópica com lidocaína e prilocaína. séssil. no caso de dúvida. tornando-se eritematosa e dolorosa. Tratamento Curetagem das lesões e aplicação de tintura de iodo. . excepcionalmente. semi-esférica. sexual. É de distribuição universal. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. geralmente umbilicada e assintomática. ocorre mais nos adultos e a transmissão é. mas. geralmente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MOLUSCO CONTAGIOSO Quadro clínico e Epidemiologia A doença é causada por um poxvírus que atinge exclusivamente a pele e. o exame histopatológico é extremamente característico. as mucosas. Na área genital. Mas pode ocorrer infecção bacteriana secundária. comum em crianças. Pápula da cor da pele ou rósea. mostrando as inclusões virais citoplasmáticas eosinofílicas. As lesões são mais abundantes nos imunodeprimidos.

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Observam-se escoriações paralelas e hiperpigmentação. barba e os cabelos da margem do couro cabeludo. Púbis ou ftiríase Tem como habitat os pêlos pubianos. podendo levar a infecção secundária. tórax . sendo freqüente a infecção secundária levando ao aumento de linfonodos cervicais. Pediculus humanus corporis (piolho do corpo) e Phitirus pubis. principalmente no dorso. supercílios. mas pode ser encontrado também nos pêlos do abdome.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PEDICULOSES Quadro clínico e Epidemiologia São ectoparsitoses causadas por insetos que parasitam o couro cabeludo. Raramente podem acometer os cílios. Os mais conhecidos agentes etiológicos são Pediculus humanus capitis ( piolho da cabeça). o corpo e o púbis. O sintoma principal é o prurido. responsável pela pediculose pubiana ou ftiríase. É comum ocorrer infecção secundária. coxas e axilas. Diagnóstico Presença das lêndeas ( ovos ) aderidas na haste do pêlo e/ou o encontro do parasita. . Corpo: pápulas acompanhadas de prurido intenso. Couro cabeludo: prurido intenso nas regiões afetadas occipital e parietais.

deixando agir por 5 a 10 minutos e enxaguar.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Tratamento couro cabeludo xampu de lindano 1%. Usar por 2-4 dias consecutivos higiene e a lavagem da roupa são suficientes para a cura loção de lindano 1% Ou loção de por 3-4 noites permetrina 5% consecutivas Ou loção de deltametrina + butóxido de piperonila Ou xampu de permetrina 1% ouxampu de deltametrina +butóxido de piperonila remoção das lêndeas com pente fino após passar vinagre diluído em 50% com água morna corpo pubis Em todos casos de pediculose. Copyright © 2001 IDS . é imprescindível examinar e tratar os contactantes.

Os fatores patogênicos não-imunulógicos são os capazes de liberar histamina e outros mediadores por ação direta sobre os mastócitos. calor e luz . sendo o melhor método a técnica de exclusão de substâncias. Diagnóstico É essencialmente clínico. lábios. codeína. polímeros biológicos ( crustáceos. venenos de cobra. polimixina. drogas ou alimentos suspeitos. pressão. tiamina. podendo levar ao edema de glote e à morte se o paciente não for socorrido a tempo em pronto-socorro. Lesões urticárias são de tamanho variável. O quadro clínico é bastante característico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URTICÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia É uma erupção caracterizada pelo súbito aparecimento de urticárias ( pápulas eritêmatoedematosas) de duração efêmera e pruriginosa. dextrans ) e os efeitos diretos de agentes físicos sobre os mastócitos. pepetonas. morfina. mas a descoberta do agente causal pode ser bastante difícil. podendo formar placas gigantes. sem mecanismo imune. produtos de Ascaris. papaverina e contrastes radiológicos). como frio. Os teste alérgicos cutâneos de escarificação não contribuem muito para a descoberta da causa. Destacam-se os liberadores químicos de histamina como os medicamentos ( ácido acetilsalicílico. O quadro pode ser agudo desaparecendo rapidamente ou se tornar crônico( mais de 6 semanas). língua e laringe. Há uma forma de urticária acompanhada de angioedema das pálpebras. toxinas bacterianas. . A duração da lesão é fugaz.

tipo prednisona 0.Tratamento Tentativa de afastar o agente causal. injetando-se.0 ml a cada 2 horas até a melhora dos sintomas. Na urticária aguda e angioedema. via subcutânea.5mg/kg/ dia. associar corticóide sistêmico.0mg/kg/dia astemizol dose única 10mg/dia clorfeniramina 6-18mg/ dia loratadina 10mg/dia meclastina 1-6mg/ dia cetirizina 10mg/dia · Os sedantes são os mais indicados para as crianças.52. o tratamento é feito principalmente com antihistamínicos. Copyright © 2001 IDS . Na urticária crônica. Nos casos de angioedema com hipotensão e risco de edema de glote. 0. Anti-histamínicos H1: sedantes e não-sedantes( não se aderem a receptores H1 do sistema nervoso central) Sedantes Não sedantes hidroxizina 0.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .5-1. é indicada a adrenalina 1:1000 ( 1mg/ml).

por HPV (papilomavírus humano. ou. na superfície. São DNA vírus denominados. mas com maior freqüência. como no inglês. Verruga filiforme . São geralmente pápulas únicas. na face.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo VERRUGAS Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus causadores das verrugas. de preferência. observam-se pontos escuros enegrecidos que correspondem a capilares trombosados. São encontradas em qualquer parte do corpo. no dorso das mãos e dedos. Eles podem infectar tanto a pele como as mucosas. pescoço e comissuras da boca. Localizam-se. corneficadas e espiculadas que surgem perpendicularmente à superfície cutânea. genericamente. human papiloma virus). Quadro clínico Verruga vulgar São pápulas hiperqueratósicas e.

dando um aspecto de "olho de peixe". na face. discretamnte hiperqueratósicas e pouco salientes. podendo assumir um aspecto em couve. Acometem principalmente crianças e adolescentes. devem ser biopsiados para exame anatomopatológico os casos de verruga resistente ao tratamento e de mulheres com verrugas genitais e de cérvix. Em alguns casos. ânus e vagina. Verruga plana Condiloma acuminado Diagnóstico Verrugas e carcinoma: Vários tipos de HPV têm um potencial oncogênico. O aspecto é de uma área central anfractuosa com hiperqueratose ao redor. com calosidades. crioterapia com nitrogênio líquido e eletrocoagulação. As verrugas genitais são pápulas vegetantes róseas. devido à freqüente associação de verruga e carcinoma de cérvix. São dolorosas à deambulação e confundidas. muitas vezes. deve ser investigada a possibilidade de abuso sexual.5%. que devem ser feitos no consultório do dermatologista. dorso das mão e antebraços.flor. É proibido o tratamento com exérese e sutura das lesões. de preferência. Localizam-se. com diversas substâncias químicas cáusticas. topicamente. são pouco salientes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ocorrendo na mucosa da glande. tais como: colódio tópico com ácido salicílico 16. Em crianças. Logo. como são conhecidas popularmente.Verruga plantar Devido à pressão exercida pelo corpo. São múltiplas pápulas planas de 1-5mm de diâmetro.5% e ácido lático 14. Copyright © 2001 IDS . devido às recidivas freqüentes na borda da ferida cirúrgica. a conduta é o uso de ácido nítrico fumegante. vulva. Tratamento É feito.

deve contar com boa iluminação e afastador de língua. que. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quase todas as alterações da cavidade oral são passíveis de observação por meio da oroscopia. além da cooperação do doente.

liga utilizada por dentistas.A oroscopia deve ser acompanhada sempre da palpação das cadeias cervicais. principalmente as submentonianas e júgulo-carotídeas. persistentes por mais de 2 semanas (portanto duvidosas). Em se tratando de lesões pequenas ( até 2 cm) . Manchas cinzas arredondadas associadas a restaurações dentárias podem corresponder a inclusão de amálgama. Alterações da pigmentação da boca: aparecem em condições normais na mucosa da bochecha (mucosa jugal) na linha de oclusão dentária. quando concomitantes com lesão oral. Esta última é o método de escolha para linfonodos cervicais suspeitos. Caso a lesão seja maior. São simétricas e bilaterais. Os diagnósticos mais importantes são: Melanoma: mancha acastanhada ou negra. progressiva. de bordos . não reticulada. Nenhuma destas alterações necessita tratamento. podem ser vistos pontos amarelos que correspondem a glândulas sebáceas ectópicas. junto às comissuras labiais. Também nas bochechas. a biópsia excisonal está indicada. chamados grânulos de Fordyce. pode-se lançar mão da biópsia incisional ou por punção com agulha fina.

pouco móveis e indolores. pois viola o tumor. linfangioma. podem ocorrer tumores císticos de dimensão variável. O melanoma da mucosa é mais comum em idosos. liberam líquido viscoso. tumores ósseos. Metástase cervical ou à distância pode estar presente na primeira avaliação. com dimensões variáveis. Atribui-se sua origem a restos epiteliais embrionários. lipoma. Tomografia computadorizada é importante exame para avaliar o tamanho e a extensão da doença. abaixo da mucosa. se forem brancas. Seu tratamento é cirúrgico. quando associadas a tabagismo e sem outra causa conhecida. Cerca de 30% das lesões brancas e 80% das vermelhas podem se transformar em câncer. Na região sublingual. Aparece junto à gengiva. Entre vários produtos. Epúlide é o nome dado à hipertrofia de mucosa junto à gengiva. Importante ressaltar que. Caso a lesão não desapareça em 15 dias. Este é um grave erro. Cistos salivares e dermóides: alguns tumores podem ser císticos. Os mais comuns são os tumores de glândula salivar menor. hemangioma. o ácido retinóico tem sido utilizado em caráter experimental para prevenir a evolução destas lesões. destacando-se os cistos salivares e dermóides. O tratamento mais eficiente é a ressecção cirúrgica. em pacientes desdentados. se de coloração vermelha. com ênfase para o abandono do tabagismo. dificultando o tratamento definitivo e mesmo impossibilitando sua cura. A intolerância ao tratamento prolongado é barreira para utilização terapêutica deste e de outros agentes ainda hoje. como elevação da mucosa mantendo a coloração do tecido que lhe deu origem. que pode ser complementada por quimioterapia e radioterapia. ou eritroplasias. Causam grande desconforto pela impossibilidade de sustentação da prótese. Leucoplasias e eritroplasias: entre as doenças que produzem alterações da coloração da boca. Lesões nodulares: a presença de nódulo ou tumor sem ulceração da mucosa não é comum. Uma biópsia permite o diagnóstico. não deve ser feita biópsia com retirada de parte do tumor para exame. A insistência no uso da prótese pode produzir úlceras.irregulares e sem qualquer outro sintoma pode representar o melanoma de mucosa oral. mas se refazem em período de tempo curto. nestes casos. Lesões nodulares são tumores de consistência variável. de origem nervosa ou muscular. brancos ou azulados. O diagnóstico diferencial se faz com os tumores do tecido conjuntivo. São móveis e indolores. ênfase deve ser dada às manchas ou placas brancas ou vermelhas. Eliminar o cigarro e o álcool e aumentar a ingestão de alimentos ricos em betacaroteno fazem parte da orientação inicial. processo chamado de quimioprevenção. na linha média. O tratamento é cirúrgico. podendo provocar alterações na fala e mobilidade da língua. Os cistos salivares são bem circunscritos. Estes cistos podem se romper. constituem as leucoplasias. A retirada da lesão deve ser indicada na presença de sintomas e se a lesão não desaparecer com a . como o trauma por dente ou prótese. A biópsia de punção por agulha fina é o exame indicado para esclarecimento diagnóstico. sendo potencialmente grave. em geral decorrente de traumatismo por prótese dentária maladaptada. Estas manchas. Exame periódico da boca deve ser realizado. com a completa retirada do tumor e reconstrução. deve ser retirada por cirurgia com margem de segurança de um centímetro e estudo anatomopatológico. que podem ser benignos ou malignos. que não se desprendem facilmente quando raspadas com espátula. O tratamento é a ressecção cirúrgica completa.

O único tratamento é a ressecção cirúrgica. Tem crescimento lento ou ausente e observação periódica é a conduta. junto ao assoalho da boca. e são tratados por cirurgia. mesmo na ausência de dor. Tem contorno regular. indicada na presença de sintoma. São comuns os cistos associados a abscessos dentários e secundários a tratamento de canal. Copyright © 2001 IDS . na linha média. ou crescimento. O torus palatino é alteração óssea localizada no palato duro. é imóvel e assintomático. Tumores nas gengivas podem estar relacionados aos dentes. Torus mandibular é o nome dado a uma protuberância óssea localizada na face interna da gengiva. de tamanho forma e extensão variáveis. imóvel e indolor.suspensão do uso da prótese. A técnica deve ser cuidadosa para evitar comunicação da cavidade oral com a nasal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . consistência óssea. mormente a impossibilidade de manutenção de prótese.

São inúteis os antiácidos e produtos de uso tópico. Se após duas semanas a afta não estiver cicatrizada. quando o tratamento tópico com solução de nistatina se indica com bom resultado. Ausência de alteração em cuidadoso exame físico com inspeção e palpação da língua e pescoço à procura de tumor. na maioria das vezes. a substituição do creme dental e a não-utilização de alimentos ácidos e condimentados. embora limitante. pequena. assoalho da boca e mucosa jugal. Caracterizam-se por úlcera dolorosa. As lesões podem ser agravadas por infecção secundária por Candida albicans. geralmente em queimação e com intensidade variável. o sintoma não tem gravidade nem potencial de transformação maligna. ser encaminhadas a serviço especializado. localizadas na língua. . borda regular e não elevada. Um sintoma menos comum é a glossodínea. Não há nenhum tratamento específico eficiente. por exemplo: Aftas são as lesões mais comuns da boca. de fundo esbranquiçado. Podem ser de auxílio a higiene oral. há situações bem freqüentes que devem ser acompanhadas em unidades básicas de saúde. Podem ser isoladas ou múltiplas. úlcera ou linfonodo são indicativos da doença idiopática. É importante informar que. Caracteriza-se por dor contínua. como. Têm aparecimento súbito e cura espontânea em cerca de 10 dias. como anestésicos e anti-sépticos. indicamos completa ressecção da lesão para exame anátomo-patológico. No entanto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As lesões acima descritas deverão. Casos recorrentes e com limitação severa devem ser encaminhados para tratamento especializado. Não há tratamento eficiente comprovado.

Exame radiológico de seios da face podem demonstrar a presença de sinusite. principalmente nas comissuras labiais. além da secura da mucosa. fissuras dolorosas. Os dentes e gengivas devem ser examinados e receber os cuidados necessários. Processos imunológicos e reumáticos devem ser pesquisados. Este problema pode ser melhorado com adequada higiene oral com bochechos e gargarejo.Xerostomia ou boca seca pode aparecer como sintoma isolado ou ser parte da síndrome de Sjöegren. que pode ser tratada por antibióticos ou necessitar a intervenção de otorrinolaringologista.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . facilitando infecção secundária causadora do odor. Copyright © 2001 IDS . O tratamento é sintomático. em que estão associadas xeroftalmia e artrite. Amígdalas aumentadas e com superfície irregular podem reter partículas alimentares. Uma boa hidratação e evitar períodos prolongados de jejum também são úteis para minorar o problema. com hidratação cuidadosa. O paciente pode ser encaminhado ao reumatologista para completa investigação. Halitose é o odor desagradável na respiração e está em geral associada à condição da boca. Encontramos. proteção de lábios com cremes e saliva artificial.

para que seja devidamente tratado pela cirurgia (tanto o tumor primário como as possíveis metástases cervicais).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Urgente (para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): somente nos casos em que. Em esquema: . Necessário ( para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): nos casos em que a biópsia tiver sido excisional. se constatar a existência de um câncer de cavidade oral. para acompanhamento e controle. mediante biópsia incisional.

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Bork K. Estimativa da Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil. Burgdorf WHC. São Paulo. Rio de Janeiro. Copyright © 2001 IDS . Roca. 295-307. Saunders Company. 1997. Korting GW. p. Young SK.10-11. . INCa . pp 321-4. Hoede N. 1989. Ferraz AR.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Brandão LG. Cirurgia de Cabeça e Pescoço. 1996. Stuttgart (Alemanha).Diseases of The Oral Mucosa and the Lips.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . B.Instituto Nacional do Câncer. W. pp.

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o que assusta as pessoas e as leva a procurar o proctologista. pode se manifestar espontaneamente sem esforço. em 4 tipos. de acordo com sua localização (externas. internas ou mistas) e de acordo com seu grau de evolução. exteriorizando-se no papel higiênico ou "pingando" no vaso sanitário. Outra queixa relacionada às hemorróidas é o prurido anal. Quanto às hemorróidas internas. Outro sintoma é o prolapso. a perda de sangue vivo é o sintoma mais comum. ocorrendo durante ou imediatamente após a evacuação. em fases mais adiantadas da doença. formando o chamado hematoma perianal. Já a doença hemorroidária é representada por dilatações varicosas ano-retais e representa a doença proctológica mais freqüente na população em geral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia DOENÇA HEMORROIDÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia Hemorróidas são estruturas normais da anatomia humana. Em casos de trombose de mamilos externos. Classificam-se as hemorróidas. . que constitui a exteriorização de mamilo hemorroidário durante o esforço evacuatório e que. a dor anal é mais intensa e aparece após esforço evacuatório excessivo. após atividades físicas intensas ou ainda após a ingestão de álcool ou alimentos condimentados. As hemorróidas externas podem se apresentar como nódulo doloroso de aparecimento súbito. estimando-se que aproximadamente 50% dos indivíduos acima dos 50 anos têm alguma forma de hemorróidas sintomáticas.

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causa de dor aguda. O paciente torna-se. e esta relutância aumenta a constipação e o desconforto. apreensivo sobre futuras evacuações. A dor durante e após a evacuação dura de minutos a horas e é freqüentemente acompanhada de sangramento observado sobre as fezes ou no papel higiênico. então.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FISSURA ANAL Quadro clínico e Epidemiologia A fissura anal é uma afecção proctológica comum. sofrimento e desconforto maior que qualquer outra lesão de seu tamanho no corpo humano. Copyright © 2001 IDS .

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as fístulas formam trajetos complexos. . que é palpado até o orifício interno. Freqüentemente os pacientes contam a ocorrência pregressa de um abscesso ano-retal já drenado (espontaneamente ou cirurgicamente). tendo somente um orifício primário e dois ou mais orifícios secundários. com ou sem descarga purulenta. As fístulas podem ainda ser classificadas em relação aos músculos esfincterianos. pode-se detectar o orifício externo. Ao exame proctológico. podendo ser extra (no tecido celular subsutâneo). sendo decorrentes da ruptura de um abscesso originário da infecção das glândulas anais. Geralmente. e o trajeto fistuloso.esfincterianas (trajeto atravessa a massa muscularsuperficial ou profunda). orifícios anteriores têm trajeto retilíneo e terminam na cripta correspondente a este orifício (lei de GoodsallSalmon). inter (trajeto entre o esfíncter externo e interno) e trans. por onde drena material purulento. portanto. constata-se a presença da cripta infectada. Por outro lado. As fístulas são caracterizadas. Às vezes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FÍSTULAS Quadro clínico e Epidemiologia A palavra fístula vem do latim e significa "cano". por um trajeto comunicando o canal anal ou o reto (orifício interno) ao períneo (orifício externo). os trajetos de orifícios externos situados na região posterior desembocam na cripta da linha mediana posterior. o trajeto fibroso e o orifício externo. As fístulas compreendem um orifício interno (cripta onde se origina a infecção). À anuscopia. sendo curvos.

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os pacientes apresentam drenagem espontânea da coleção purulenta. seja acima dos músculos elevadores (supradiafragmáticos .abscessos pelvi-retais e retro-retais) ou abaixo deles (infradiafragmáticos .peri-anais. submucosos e isquiretais). formando coleções em diferentes espaços. . Ao exame físico. enquanto as fístulas (trajeto entre o local da origem do abscesso e seu orifício externo) caracterizam a fase crônica. O abscesso se forma por infecção nas criptas anais de Morgagni onde desembocam os ductos glandulares. havendo a necessidade de se lançar mão de recursos radiológicos para sua detecção. com saída de grande quantidade de pus. calafrio e mal-estar. o diagnóstico é bem mais difícil. Eventualmente. febre.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia ABCESSOS E FÍSTULAS ANAIS Quadro clínico e Epidemiologia Abscessos e fístulas ano-retais formam uma única entidade anátomo-patológica em que o abscesso (coleção de pus localizada nesta região) representa a fase aguda do processo infeccioso. As principais queixas são dor intensa na região ano-retal que se irradia para membros inferiores. constata-se um abaulamento na região dolorosa e sinais flogísticos (hiperemia. flutuação). Nos abscessos supradiafragmáticos.

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atinge o pênis. Seu período de incubação varia de duas semanas a oito meses. atinge a vagina. Em alguns casos. sendo causado por vírus do tipo papilomavírus (papillomavirus humano). sífilis. O condiloma pode comprometer a região anal. na cavidade oral. grandes lábios. Nos homens. Pode ser tratado pela aplicação local de agentes citotóxicos (podofilina a 25%. Pode ainda acometer indivíduos com imunodeficiência. sangramento discreto e secreção de odor fétido. e herpes. Deve ser diferenciado do condiloma plano (secundário à sífilis). por eletrocoagulação ou pela . Seu aparecimento no reto está relacionado ao sodomismo e. a região perineal e o ânus. como aqueles submetidos a transplantes de órgãos. a infecção condilomatosa pode apresentar displasia e transformação maligna. Provoca prurido. ao sexo oral. canal anal e o períneo. de tumores da margem e canal anal e de verrugas vulgares. perineal e genital. que é transmitido pelo contato sexual direto (embora haja outras possibilidades de contaminação não-venéreas). Caracteriza-se por lesão verrucosa de crescimento progressivo. Nas mulheres. gonorréia. sem história de relação anal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) Quadro clínico e Epidemiologia As DST mais freqüentemente observadas em colo-proctologia são: condiloma acuminado. 5-fluorouracil em creme). podendo ocorrer em pontos isolados ou ser confluente.

tuberculose. infecções por Candida albicans. que causa prurido. aparecimento de área hiperemiada com vesículas que se rompem e formam úlceras. como abscessos. O tratamento é feito por antibióticos específicos. O tratamento é feito por higiene local. sendo extremamente contagiosa e associada a enantema e friabilidade da mucosa retal. base dura e indolor). a infecção herpética é causada pelo herpes tipo II. A sífilis é doença sistêmica causada pelo Treponema pallidum. sensibilidade dolorosa com irradiação local. Copyright © 2001 IDS . que provoca secreção odor fétido característico. causando prurido anal. secreção serosa e adenite inguinal. dor retal e tenesmo. Na sífilis secundária (subaguda). A manifestação proctológica da sífilis primária (aguda) é o cancro duro (pápula eritematosa única. secreção hemo-purulenta. A síndrome da imunodeficiência adquirida pode provocar infecções proctológicas associadas. herpes simples. Na região perineal. analgésicos e agentes anti-virais específicos. é o condiloma plano. herpes zoster e outras. razão pela qual os pacientes devem ser acompanhados por longos períodos. A proctite gonocócica (causada pela Neisseria gonorrheae) é doença pouco frequente nos dias atuais. de transmissão sexual.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Caracteriza-se por grande tendência a recidiva. citomegalovírus. fístulas.exérese cirúrgica.

O carcinoma epidermóide é o tipo mais comum e divide-se nos tipos espinocelular. promiscuidade. como fissuras pequenas de bordos elevados e endurecidos ou como área de infiltração nodular submucosa. como dor. melanoma maligno e tumores de células indiferenciadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia CÂNCER DE ÂNUS Quadro clínico e Epidemiologia Os tumores do ânus. Sua etiologia é multifatorial. móvel. esses tumores são classificados em carcinoma epidermóide. invadindo áreas e órgãos vizinhos. reconhecendo-se fatores causais de ordem genética (alterações nos cromossomos 11 e 3). adenocarcinoma. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). Geralmente apresentam-se como lesão verrucosa. por via hematogênica ou linfática. Os tumores provocam manifestações clínicas inespecíficas. irradiação) e imunológicos (imunossupressão). atingindo linfonodos pélvicos ou da região inguinal. basalóide (ou cloacogênico) e muco-epidermóide. Podem se propagar localmente. homossexualismo. canal anal e margem anal representam cerca de 3 a 6% dos tumores do intestino grosso. ambientais (higiene pessoal. sangramento e a formação de nódulos ou massas anais. virais (infecção pelo papilomavírus humano (HPV). não-pediculada. .

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syncope and disequilibrium. Benign Paroxysmal Vertigo. Evaluation and management of the patient with syncope. In: Barker et al. Baloh RW.268:25532560.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .341:1590-1596. JAMA 1992. vertigo. Bass EB. The Lancet 1998. New Eng J Med 1999. Principles of Ambulatory Medicine. Dizziness. near syncope.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Furman JM. Kapoor WN. Copyright © 2001 IDS . motion sickness. Vertigo.352:1841-1846. Lewis RF. Cass SP.

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Intolerância a ruídos 7. Náuseas e vômitos Entre 4 e 72 horas Latejante Moderada a grave* Sim Sim Sim Sim *a intensidade da dor pode ser inferida pelo fato de atrapalhar (moderada) ou impedir (grave) as atividades diárias de rotina. Intensidade da dor 4. As enxaquecas podem ser com aura e sem aura. afasia . membros superiores e. e alterações motoras . membros inferiores. Intolerância a luz 6. discreta.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia ENXAQUECA Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com enxaqueca e a resposta esperada. unilaterais. Duração da dor 2. Tipo de dor 3. 1. alterações sensoriais . acometendo campos visuais homônimos. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5. A aura pode incluir alterações visuais (estrela brilhante ou escotomas) bilaterais. raramente.formigamentos e parestesias em lábios.tontura.

pode-se encontrar dor à palpação dos globos oculares e dos ramos do trigêmeo. Achados de exame físico No exame específico do paciente com enxaqueca. durando de 5 a 20 minutos antes do quadro doloroso. também pode ocorrer dor na palpação do trajeto das carótidas e das artérias do sistema da carótida externa envolvidas no processo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .e sonolência. Copyright © 2001 IDS .

Presença de náuseas e vômitos As cefaléias do tipo tensional podem ser divididas em episódicas (duram menos de 15 dias por mês ou menos de 180 dias por ano) e crônicas (duram mais de 15 dias por mês ou mais de 180 dias por ano). Tipo de dor Em peso ou pontada Leve (não atrapalha atividades de rotina) Não Presença de um ou outro mas nunca os dois Não 2. Intensidade da dor 4. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com cefaléia do tipo tensional e a resposta esperada: 1. Presença de intolerância a luz ou ruídos 6. .

Achados do exame físico Em aproximadamente 50% dos casos encontrar-se-á um aumento da tensão muscular nos trapézios. O uso de analgésicos associados a cafeína também pode levar à cronificação do quadro. Isso acaba levando a uma grande quantidade de automedicações que somam ao componente original da cefaléia um componente de abuso de analgésicos simples.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .Os pacientes com cefaléia do tipo tensional episódica tendem a conviver com a doença e raramente procuram auxílio médico. o que seria interpretado pelo sistema nervoso como uma ausência crônica de aferências dolorosas levando a alterações dos mecanismos centrais de inibição da dor e conseqüente evolução para cronicidade.

Esses métodos de diagnóstico apresentam vantagens e desvantagens. prolongada e localizada no lado esquerdo do tórax. Os sinais observados ao exame físico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O maior desafio no atendimento a dor precordial é o de diferenciar isquemia coronária de outros diagnósticos. em "facada". Pode haver diminuição ou ausência de pulsos em braços e coxas. o atendimento é de emergência. é fundamental diferenciar e diagnosticar outras doenças que também se apresentam com dor torácica.a dor é do tipo aguda. dependem do local e extensão da dissecção. irradiando de acordo com o trajeto da dissecção.este é um possível diagnóstico principalmente em mulheres sem fator de risco para doença coronária. síncope. como citadas a seguir: Prolapso de valva mitral . Para o médico de família. O ecocardiograma confirma o diagnóstico. além da pressão muito alta. A tomografia computadorizada também pode ser utilizada. Dissecção de aorta . tende a piorar com a movimentação e a respiração. O ecocardiograma esofágico tem sido utilizado como primeira opção no diagnóstico da dissecção de aorta. pode-se ouvir atrito pericárdico.a dor é de início súbito. iniciando-se na região anterior do tórax ou nas costas. A ausculta cardíaca pode revelar clique mesosistólico seguido de sopro. ansiedade e depressão. o ecocardiograma confirma o diagnóstico. Na suspeita. À ausculta cardíaca. a sua utilização deve ser . Pode se associar com sintomas de palpitação. melhorando na posição sentada. Pericardite . devendo o paciente ser encaminado ao pronto-socorro.

hiperextensão da coluna dorsal ou ao se colocar os ombros para trás. Por fim. geralmente é bilateral. são dados relevantes no diagnóstico diferencial. a dor da pancreatite. ombros. que melhora com uso de nitrato sublingual. acompanhada de vômitos. ocorre após a alimentação e pode piorar ou ser desencadeada quando a pessoa se deita. do tipo "em facada". De localização retro-esternal até epigástrica. Embolia pulmonar . axila. sugere o diagnóstico. acometendo braços e dedos.individualizada por cada serviço. sendo aliviada pela inclinação do tórax para a frente. A dor espinal pode ocorrer em todo o tórax. pressão. Síndromes radiculares . No eletrocardiograma. São sinais radiológicos clássicos: imagem periférica de condensação. Provavelmente não estará disponível na imensa maioria dos atendimentos.dor abrupta de localização anterior ou dorsal. sinais de falência do ventrículo direito. piora com a movimentação. A dor pode ser acompanhada por palpitação. por compressão da raiz nervosa cervical baixa ou torácica. b) piora com tosse e espirro. O tipo de dor é descrito como queimação (mais comum). A dor da raiz dorsal é aguda e penetrante. Geralmente é contínua. Síndromes esofageanas . plenitude. ou angústia. sintomas que se sobrepõem à dor inicial e que se devem à sensação de angústia e medo do paciente em relação a uma possível doença cardíaca. É comum dor à palpação do epigastro. o padrão típico de eixo elétrico para a direita com bloqueio do ramo direito e presença de S1Q3T3. abaulamento de artéria pulmonar e diminuição da vasculatura pulmonar. principalmente quando ocorre movimentação da área afetada do tórax. precedida ou sucedida de falta de ar e podendo cursar com tosse e hemoptise. O diagnóstico das radiculites é estabelecido por diversas manobras provocativas de esforço. a cintilografia pulmonar é o principal exame. devido a características comuns a ambas as doenças. Podemos citar . Dentre os métodos diagnósticos. ardor. A dor no braço ou ombro pode se iniciar com a rotação da cabeça para o lado acometido ou com a flexão da cabeça para o outro lado. elevação de cúpula diafragmática. o diagnóstico diferencial é feito sem dificuldades. Outra causa de dor não coronária que deve ser lembrada. a dor pode se estender para os lados do tórax. cintura escapular e irradiar-se para baixo. geralmente a queimação é referida como sendo do tipo acidez e não calor.a dor torácica de causa músculo-esquelética pode ser aguda. A localização dolorosa no epigástrio. tipo queimação. dorso e garganta. Com o exame físico adequado.a dor de esôfago pode ser confundida com dor coronária. que também se localiza no epigástrio. pode simular dor coronária. a dor da raiz ventral pode ser descrita como um desconforto profundo e enfadonho. hiperventilação e sensação de desconforto do tipo visceral. de acordo com suas características. tipo corrente elétrica. braços e mãos.As radiculites também podem simular dor coronária. é a dor ulcerosa. a relação com a alimentação e a melhora com antiácidos. A dor torácica é freqüentemente iniciada pela inclinação. c) aparecimento após longo período deitado. são achados pouco frequentes. pode simular perfeitamente dor coronária. As três maiores características da dor causada por compressão radicular são: a) piora com a movimentação do corpo. Um espasmo difuso do esôfago. O ecocardiograma mostra de maneira rápida. com predomínio de um lado do corpo. desencadeado por líquidos gelados. podendo se associar a perda da sensibilidade. Síndromes da caixa torácica .

fraqueza. sinais de instabilidade emocional ou depressão.psicogênica contínua queimação jejum. emoção espontânea tosse-respiração espontânea espontânea Local repouso. acompanhada de hiperventilação. dor precordial persistente com duração de horas. a dor é agravada por movimento respiratório. palpitação. síncope. A chave para o diagnóstico dessas síndromes é um ponto doloroso na área da dor.como exemplo a síndrome de Tietze. alimentos variável variável 2a3 minutos superficial superficial visceral palpação e movimentos palpação e movimentos emoção . ao queimação minutos deitar Minutos a horas Em cólica alimentação Cólica biliar Úlcera péptica Radiculites Osteomuscular Hiperventilação . acentuada com episódios agudos de curta duração. caracterizada por dor e inflamação nas articulações entre costelas e o osso esterno iniciada por esforço nas costelas. ansiedade e mudanças no tempo. Síndrome funcional ou hiperventilatória .muitos dos sintomas presentes nessa síndrome podem sugerir origem cardíaca. formigamentos. subesternal nitroglicerina precordial não há sentado tempo não há antiácidos Antiespasmódico e analgésicos antiácidos alimentos repouso analgésicos repouso analgésicos retirar estímulo Tórax e dorso precordial anterior tóraxdorso subesternal epigástrica epigástrio e dorso à D epigástrica pescoço braço tórax subesternal contínua lancinante contínua Minutos a horas contínua pleurítica superficial opressiva 10-60 alimentação. vertigem. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA DOR TORÁCICA Doença Isquemia miocárdica Dissecção da aorta Pericardite Prolapso da valva mitral Embolia pulmonar Esofagite Duração da dor 5 a15 minutos Tipo opressiva Fatores Fatores de desencadeantes melhora esforço.

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deve-se consultar o capítulo referente ao tema. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor deverá ser baseado no diagnóstico inicial. a que o médico consegue chegar em poucos minutos com a história e exame físico. Nos casos de angina do peito.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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deverá prescrever ácido acetilsalicílico 5OO mg. com a história clínica. Antes de chamar a ambulância. serão possíveis três condutas. que deverá ser mastigado. Copyright © 2001 IDS . a saber: manter o paciente no programa. além de usar nitrato sublingual.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O médico deve estar atento a qualquer possibilidade de infarto agudo do miocárdio. Na maioria das vezes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O encaminhamento dependerá do diagnóstico. encaminhar para ambulatório especializado e encaminhar imediatamente para a unidade de emergência.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Tratado de Medicina Cardiovascular/editado por Eugene Braunwald. o leitor deverá conseguir saber: Pelo menos 5 diagnósticos diferentes como causa de dor no peito. coordenação Maria Cleusa M. Góes. q Possam ser devidas à ansiedade. 2001. Aqueles que necessitam encaminhamento para atendimento em pronto socorro. 1999.São Paulo:Roca.5a edição . q Estar afeito à apresentação de angina do peito e de dissecção da aorta. Ao final do capítulo. José Atta e Milton Martins .1a edição Sao Paulo: Sarvier. q q . Semiologia Clínica/editado por Isabela Bensenor. .

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piora ao se movimentar a articulação em todos os planos. adução e abdução. ciatalgia) ou se o quadro é difuso.a artralgia afeta difusamente a articulação e.em geral. O paciente não tem dor no repouso e a dor só aparece ao se movimentar a articulação correspondente em um plano de movimento específico. que é um dos reumatismos mais freqüentes. que gera dor nos movimentos de flexão. Quando acomete uma região. Como na dor na face anterior do ombro. também se manifesta com mialgia difusa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico (1) Qual é o local da dor? articular . origem nervosa . é insidiosa e apresenta-se com queixas sistêmicas. como na artrite de quadril.obedece aos dermátomos e vem acompanhada de parestesias. peri-articular . em geral. decorre de tendinite bicipital. como na polineurite das vasculites ou do diabetes. . podendo vir acompanhada de queixa de diminuição de força e de fadiga. extensão. A fibromialgia. pensar em contratura muscular (por exemplo. Mialgia difusa pode estar associada a quadros sistêmicos inflamatórios.decorre das tendinites e bursites. É importante definir se é um quadro localizado. muscular . que é o espasmo do músculo trapézio). acometendo um dermátomo ou segmento. mal-localizada. como a dermatomiosite e polimiosite e. É importante relacionar os movimentos executados repetidamente no trabalho ou lazer e também identificar movimentos pouco usuais executados em um período curto ( parafusar pregos na parede). torcicolo. o que favorece o diagnóstico de compressão radicular ( por exemplo. em geral. que aparece só na flexão do antebraço. descrita em todo o segmento do membro.

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A tabela abaixo permite uma diferenciação entre as duas situações. a divisão entre quadro inflamatório e não-inflamatório facilita a investigação diagnóstica bem como a abordagem terapêutica. como a artrite reumatóide ou a espondilite anquilosante. localizado sobre a estrutura (por exemplo. Sua presença sugere patologias não-inflamatórias. Dor mioesquelética de caráter mecânico piora com o movimento e melhora. bursa) . Sinal calor Quadro Inflamatório sim. após repouso. difuso Quadro não-inflamatório articular não não-articular às vezes. Ao contrário. ao menos parcialmente.(2) O problema é inflamatório ou não-inflamatório? Didaticamente. dor de caráter inflamatório piora após repouso prolongado e sugere a presença de doença inflamatória. como a osteoartrose.

Artrite assimétrica sugere espondiloartropatias (espondilite anquilosante. em geral. são febre. oligoarticular (até 3 articulações. está associada aos quadros reumáticos inflamatórios e auto-imunes. como artrite reumatóide. pensar em artrite reumatóide e nas colagenoses). traumatismos e artropatias microcristalinas. Raynaud e lesões cutâneas. emagrecimento. poliarticular (quatro ou mais articulações. (6) Existe relação com trauma agudo ou com atividades profissionais ou esportivas? Muitos quadros articulares e. baseado em altos títulos de anti-estreptolisina O (ASLO) . por exemplo. que devem ser investigados. xeroftalmia. difuso às vezes. por exemplo. Seu uso deve. Os mais comuns. trauma). etc) estão relacionados com traumas agudos ou com lesões por esforços repetitivos. . somente articulações periféricas podem ocorrer na artrite reumatóide inicial e no lúpus. localizado (3) o problema é crônico ou agudo? agudo . Articulações periféricas e coluna sugerem espondiloartropatias Coluna apenas pode ocorrer na espondilite anquilosante (5) Há sintomas e sinais associados? A presença de sinais e sintomas. e artrite psoriática) padrão do acometimento: aditivo é frequente na artrite reumatóide e migratório é mais comum na febre reumática. pensar em espondiloartropatias ou artrite gonocócica). Exames laboratoriais podem auxiliar no diagnóstico das doenças reumáticas. como espondilite anquilosante e lúpus.edema eritema dor à palpação sim. é localizado sim. periarticulares (tendinites. bursa) raro. Sempre descartar artrite séptica. gota. crônico . alopecia. de novo.difuso raro sim.menos de 6 semanas. no entanto. Quadros crônicos de artrite.mais de 6 semanas. difuso não não sim. bursite. uma vez que a interpretação incorreta dos resultados pode levar a erros diagnósticos importantes. (4) Qual o número de articulações afetadas: monoarticular (artrite séptica. mas. Um exemplo que merece ser ressaltado é o diagnóstico errado de febre reumática. bursites. localizado sobre a estrutura (por exemplo. simetria do acometimento: poliartrite simétrica sugere artrite reumatóide. local acometido. ser judicioso. principalmente. xerostomia. lúpus e outras colagenoses. tendinites despertam para o diagnóstico das doenças inflamatórias crônicas.exame que serve apenas para detectar a ocorrência de uma infecção por estreptococo.

hepática. quando o diagnóstico diferencial é uma doença auto-imune. ou seja. Os exames devem sempre ser analisados dentro do contexto clínico acima detalhado. Fatores antinúcleo (FAN) devem ser solicitados na investigação de oligoartrites ou poliartrites crônicas. Com o mesmo objetivo. enquanto que permanecem inalterados na osteoartrose. como a dosagem da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação. frente a doenças como o lúpus e a artrite reumatóide. por exemplo.(7) Existem sinais de inflamação sistêmica ? As "provas de atividade inflamatória". Lembrar que 5% da população normal têm FAN em títulos baixos (1/40). nos " reumatismos de partes moles". (8) Existem alterações orgânicas ? A contagem de eritrócitos. anti-DNA) deve ser feito já pelo reumatologista. Porém é preciso ressaltar que estes exames são inespecíficos e pouco sensíveis. estes exames se encontram normalmente elevados. o desdobramento deste exame (ENA. leucócitos e plaquetas serve para detectar citopenias (no lupus por exemplo). Um teste positivo para fator reumatóide só pode ser interpretado dentro do contexto clínico em que foi pedido. Se positivo. Nestes casos. o ultra-som e a ressonância magnética são exames mais adequados. A presença de alterações orgânicas associadas a doenças osteo-musculares sugere uma colagenose como o lúpus eritematoso sistêmico. Na suspeita de artrite reumatóide e osteoartrose. e cárdio-pulmonar. Exames radiográficos e imunológicos precisam ser avaliados sempre com cautela. como lúpus. Por outro lado. um exame normal não afasta uma doença inflamatória e um exame alterado não é diagnóstico de doença específica. . por exemplo. sem significado patológico. Fator reumatóide serve como auxílio no diagnóstico da artrite reumatóide. o FAN por imunofluorescência é suficiente para rastreamento. auxilia o diagnóstico de espondilite anquilosante. sinais radiográficos característicos auxiliam o diagnóstico clínico. A investigação radiográfica deve ser direcionada para cada caso em particular. observada numa radiografia simples de bacia. a contagem de leucócitos é essencial na investigação de processos infecciosos e inflamatórios. Anti-estreptolisina O (ASLO) serve apenas para detectar a ocorrência de infecção estreptocócica e não é diagnóstico da febre reumática. Em todo caso. porém deve ser lembrado que sua negatividade não afasta o diagnóstico e sua positividade não é específica para a artrite reumatóide. Inicialmente. a presença de sacro-iliíte. Da mesma forma. a radiografia simples é normal. podem ser úteis. A investigação deve incluir (dependendo do quadro clínico) uma avaliação renal.

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etc. enquanto que. Repouso versus Exercícios . Alguns comentários são válidos como uma conduta geral. Analgésicos são medicações para alívio sintomático. podendo ser utilizado na fase aguda de tendinites.na fase aguda de uma artrite ou periartrite. apenas os analgésicos não-opiáceos devem ser utilizados. o repouso da articulação envolvida é útil. bursites. Antiinflamatórios também são amplamente utilizados. o repouso não deve ser exageradamente indicado. porém. Da mesma forma. os efeitos colaterais . gelo e calor local são úteis como tratamento adjuvante de inúmeras situações em reumatologia. enquanto outras necessitam de um tratamento clínico agressivo e cirurgias. O gelo local atua como analgésico e antiinflamatório. porém casos específicos de dor intensa podem ser tratados com opiáceos por períodos limitados. Algumas doenças evoluem bem com medidas terapêuticas conservadoras e simples. particularmente quando se tratarem de articulações submetidas a carga. o calor local pode ser utilizado isoladamente ou associado ao gelo em dores de origem muscular ou osteo-articular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da osteoartrose e da artrite reumatóide está proposto nos capítulos correspondente. Nas patologias crônicas. Em geral. em certas situações. O tratamento das doenças osteo-musculares é extremamente variado e deve ser direcionado para cada caso. deve até ser contra-indicado. freqüentemente utilizados na maioria das doenças reumáticas.

hepáticos ou gastro-intestinais. Miorrelaxantes também podem ser utilizados nos casos em que espasmo muscular estiver associado na gênese da dor. Devem ser evitados. diabéticos e com problemas renais. dependendo do medicamento. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Cuidado com o uso em pacientes idosos. particularmente em pacientes idosos. pois.freqüentes exigem uma boa monitorização do seu uso. pode desencadear quadros de sonolência e confusão mental.

porém pode e deve continuar sendo acompanhado pelo clínico geral. lúpus eritematoso sistêmico e outras doenças reumatológicas. Copyright © 2001 IDS . principalmente o paciente com artrite reumatóide. além do descrito acima. são exemplo. A artrite reumatóide.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Doenças reumáticas específicas necessitam. Nestes casos. Este tratamento envolve uma série de drogas distintas que devem ser manuseadas por um especialista habituado com estas doenças. onde as medidas descritas acima não são suficientes para o controle adequado da doença. de um tratamento direcionado para cada caso. o paciente deve ser encaminhado ao especialista para acerto da medicação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Kelley W. In:Rheumatology. Evaluation.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .N. Michet C. Philadlphia. Sledge C.. . Harris E.DO. 2nd Ed. 2000.B. Reumatologia Para o Clínico. Grahame R.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Ensworth S. Dieppe P. Ruddy S. 2000. Hunder G. Yoshinari.. Klippel J. Rheumatology: Is it Arthritis? Jamc 162(7):1011-1016.D. Copyright © 2001 IDS .. Mosby. Bonfá.. In: Textbook of Rheumatology. General Evaluation of The Patient.S.. E.G. Edts. Sergent J.. Roca. Edts.. S. 4th Ed. São Paulo. N. Edts. 1993..H. A. London. 1998. J. Saunders Company.H. Signs and Symptoms.

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Alterações inflamatórias da oro-faringe podem. o maior risco é o comprometimento da medula por fratura ou luxação vertebral. O exame clínico da dor cervical deve ser iniciado pelo exame neurológico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico No estudo da coluna vertebral cervical dolorosa. Dentro das afecções traumáticas. o tipo de acidente e a descrição do agente vulnerante são da maior importância. acompanhada de alterações de sensibilidade cutânea. a queixa principal é a dor com dormência nos membros superiores que piora com o repouso e melhora com exercícios leves. como um acidente automobilístico. como a hérnia de disco. que visa o estudo da integridade da medula espinal. A cervicalgia e a cervicobraquialgia podem ser causadas pela osteoartrite e. Nos casos de dor cervical após um trauma. a dor cervical do trauma deve ser tratada pelo primeiro socorrista com imobilização do segmento cervical com um colar e o encaminhamento imediato para um hospital especializado. muitas vezes. não são raras e se apresentam com dor no metâmero correspondente. nos quais a dor cervical e a dificuldade de movimentação da cabeça são os principais sintomas. nestes casos. As alterações discais. que pode levar até a tetraplegia. a história clínica é fundamental. A altura da zona de insensibilidade cutânea pode revelar o nível de uma lesão medular. O transporte do paciente deve ser extremamente cuidadoso para se evitar maior comprometimento da medula espinhal. São da maior gravidade tanto um mergulho em águas rasas. relacionadas com a rotação interna e . Por este motivo. devemos dividir as afecções em traumáticas e não-traumáticas. Para tanto. Alterações do pulso radial. causar os torcicolos espasmódicos.

bem como com os pulmões cheios de ar. as afecções da oro-faringe.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . em zona metamérica. principalmente nas crianças. acompanhada de alterações da sensibilidade. Os espasmos e contraturas da musculatura anterior e posterior do pescoço atestam a veracidade da dor referida. As compressões radiculares por hérnia de disco cervical são mais raras. Copyright © 2001 IDS . O paciente se apresenta com dor irradiada para o membro superior. podem revelar alterações que nos fazem pensar em compressão do plexo. A rigidez cervical (coluna travada) pode estar presente nos graves casos de luxação interapofisária traumática.externa da cabeça. principal causa da cervicalgia infantil. Deve ser excluída.

ressonância magnética ou tomografia computadorizada. se for necessário. uma radiografia deverá ser feita e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Se o exame excluir a possibilidade de lesão óssea que poderia levar a conseqüências graves para a medula espinhal. A médio prazo. antiinflamatórios e o encaminhamento para tratamento fisioterápico. pode-se instituir tratamento com repouso local (imobilização com colares).

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As maiorias dos casos que afetam o ombro podem ser atendidos em unidades básicas de saúde.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. Barros.E.P.P. Ensinando ortopedia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . T.. Azze. Atheneu. São Paulo.E. R. 1999.. Amatuzzi. Rio de Janeiro.L. M.J.M..C. T.. Exame físico em ortopedia. Sarvier. O. Lech. 1999.. Copyright © 2001 IDS .

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que pode ser súbita. ou dor de início insidioso. deve-se pensar em compressão discal. vem acompanhada de espasmo muscular paravertebral. Os movimentos de extensão e os laterais também são dolorosos. Na avaliação da lombalgia. é importante detalhar. pede-se ao paciente que se incline para a frente. com piora gradativa. que acarreta escoliose antálgica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As doenças da coluna lombar se apresentam com dor. fletindo a coluna. quando ela se inicia após um esforço bem definido. o início dos sintomas. que acometem pacientes entre 35 e 45 anos de idade. a dor se faz no membro inferior e é acompanhada de sensação parestésica em territórios correspondentes às zonas de inervação radicular. Muitas vezes. relacionada a certos tipos de movimento e quase sempre a partir de um esforço. O exame clínico deve-se iniciar pela inspeção do paciente em pé. Esta é a dor provocada pela compressão intra-raquidiana da raiz nervosa em nível. A dor lombar. geralmente provocada por hérnias discais. a hipótese mais provável é o da osteoartrose. quando se nota claramente a escoliose antálgica caracterizada pela retificação da lordose lombar e a alteração do centro de gravidade do corpo humano. neste momento do exame. Nestes casos. A dor é localizada na região lombar e se exacerba a pequenos movimentos. o que dá o aspecto de que o paciente está "torto". a dor lombar precede uma ciática por um período de dias ou até de semanas. Assim. . movimento este muito doloroso ou até impossível de ser feito. é a flexão dos quadris. Em seguida. e quando ela aparece após o repouso noturno e melhora com movimentos suaves. na história clínica. chamada também de lombalgia. A contra-prova.

e as manobras voluntárias de Valsalva. a radiografia deve ser feita e. que é positivo em 98% das hérnias discais. Nas lombalgias rebeldes. Elas correspondem às raízes afetadas.que se faz pedindo para que o paciente se agache como se fosse pegar do chão um objeto caído. como o sinal de Lasègue. que se faz determinando. Mais de 90% das herniações discais estão localizadas nos espaços L4/L5 e L5/S1 e. A pesquisa da motricidade muscular é parte do exame neurológico. além de outros sinais caracterizam o comprometimento radicular. Copyright © 2001 IDS . nestes casos. Parte importante do exame clínico é a pesquisa da irritação radicular. nos casos de suspeita de hérnia distal. Os sinais neurológicos. provocam perda de força de dorso flexão hálux e do pé. as zonas da dor e das alterações de sensibilidade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A palpação mostra pontos dolorosos e o próprio espasmo muscular. ressonância magnética ou tomografia computadorizada. o que é perfeitamente possível e sem dor. que pioram o quadro doloroso. no membro inferior.

o repouso é fundamental.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da lombalgia comum sem comprometimento radicular se baseia nos antiinflamatórios. Copyright © 2001 IDS . hoje em dia. Quando existe alteração radicular. analgésicos e repouso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Fisioterapia é recomendada na maioria dos casos e a necessidade de tratamento cirúrgico. vem diminuindo cada vez mais.

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Copyright © 2001 IDS . porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde.

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O. 1999.. Azze..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. 1999. Sarvier. M.C.J. Amatuzzi. R.L.M..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Lech.E.. T. Rio de Janeiro. São Paulo. Atheneu. Ensinando ortopedia. Exame físico em ortopedia. T.E.P.P.. Copyright © 2001 IDS . Barros.

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Uma depressão logo abaixo do acrômio (sinal do cabide) pode caracterizar a luxação escápulo-umeral ou uma elevação da clavícula. A palpação das estruturas é feita a partir da clavícula. onde há grande incidência de fraturas. se abaixa como uma tecla de piano) caracteriza a luxação acrômio-clavicular. eles são realizados . que são examinados sempre comparando-se com o lado oposto. O paciente deve ser examinado sempre com os dois ombros descobertos para comparação. são. tão comum nas quedas sobre o ombro. muito comuns na terceira idade. como as que ocorrem nas lutas ou brigas. que é estimulado a realizar movimentos de flexão. inicialmente. A área de dor deve ser apontada pelo paciente. levando-se em conta a sua simetria e a atrofia muscular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A idade. ativamente. Os contornos anatômicos são verificados. que podem assim ser detectadas. A coloração da pele é verificada. nível de atividade. quando pressionada. Diminuição do arco de movimento é considerada. principalmente aqueles que se fazem a 90 graus de abdução. acompanhadas de equimose e hematomas. extensão e abdução. lembrando-se que as fraturas do 1/3 proximal do úmero. na posição em pé. Quando. o possível mecanismo de lesão ou a atividade de repetição devem constituir a história clínica. o paciente não consegue executar os movimentos. duração dos sintomas. profissão. bem como os movimentos de rotação. e. característicos dos processos inflamatórios das bolsas do manguito rodador (antiga doença de Duplay ou calcificações). confirmada pelo sinal da tecla de piano (a extremidade da clavícula. Deve-se dar importância à fossa supra clavicular e à posição da cabeça umeral em relação ao acrômio. geralmente.

Eventuais pontos dolorosos. bloqueios e movimentos anômalos são detectados.passivamente pelo examinador. no passado. Copyright © 2001 IDS . Cliques podem ser evidência de problemas intra-articulares. podem reproduzir os sintomas da síndrome do impacto. chamada. bloqueios dos movimentos de rotação de luxações umerais e diminuição da rotação interna do braço com o ombro a 90º.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . de bursite do ombro.

que se caracteriza pelo aparecimento de uma "bola" na região anterior do braço quando o paciente é instado a fletir o cotovelo e que corresponde ao ventre muscular contraído sem o apoio de sua inserção é. As luxações de ombro são de redução de urgência. A manutenção da amplitude articular é importante para se evitar a capsulite adesiva (ombro congelado). As alterações inflamatórias crônicas ou subagudas podem ser tratadas com medicação antiinflamatória e aplicações de calor profundo. detectadas pela história clínica e pelo exame podem até ter indicação cirúrgica. com enfaixamento tóraco braquial ou em "8". na maioria das vezes. mas o ideal é que seja feita a redução em um hospital e depois da confirmação do diagnóstico por radiografia. cirúrgico. As fraturas da clavícula são facilmente diagnosticadas pela palpação e exigem tratamento de imobilização. . As infiltrações intra-articulares de derivados da cortisona devem ser evitadas quando não se tem um diagnóstico preciso. cujo tratamento é mais complexo por exigir medidas hospitalares. com fisioterapia. Pode ser tentada com manobras sem anestesia. Radiografia se impõe. As rupturas ligamentares e tendinosas no ombro são raras. A mais freqüente é a ruptura do cabo longo do bíceps.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As fraturas do úmero no seu 1/3 superior.

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porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde. Copyright © 2001 IDS . As luxações acrômio-claviculares são.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . quando completas. de tratamento cirúrgico.

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E.J. Azze. Ensinando ortopedia. Lech. Barros. Amatuzzi.P... Exame físico em ortopedia.C. R.P..L. T. 1999.. Atheneu.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. São Paulo. M. Copyright © 2001 IDS . O. T..E.M.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Sarvier. 1999. Rio de Janeiro.

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massa abdominal. síndrome do intestino irritável. exames complementares (por exemplo. dor de origem pancreatobiliar. vômitos recorrentes. anemia. com o auxílio da história clínica e. idade esta que pode mudar a depender da experiência local (entre 35 e 55 anos). em caso de positividade. anti-secretores ou pró-cinéticos) por um período de 4 a 8 semanas. linfadenopatia. Os indivíduos com resultados negativos para H. pylori são primeiramente tratados de modo empírico (por exemplo. o primeiro passo é excluir. eventualmente. endoscopia. os pacientes com resultados positivos e negativos que não melhoram com o tratamento instituído (para erradicação ou empírico) são submetidos à esofagogastroduodenoscopia). os pacientes são primeiro testados para a presença do Helicobacter pylori (teste sorológico ou. febre. evidência de sangramento digestivo. um reconhecido fator ulcerogênico. icterícia. aerofagia. emagrecimento. antiinflamatórios não-esteróides.) a doença do refluxo gastroesofágico. tratados para erradicação do H. pHmetria e eletromanometria. preferencialmente. narcóticos e opiáceos). Caso haja recursos disponíveis. Finalmente. disfagia. ultra-som.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um paciente com dispepsia. vômitos funcionais (psicogênicos) e consumo de medicamentos (por exemplo. a endoscopia digestiva alta é indicada se o paciente apresenta : (1) "sinais de alarme" (por exemplo. odinofagia. Esta estratégia de investigação da . tomografia. pylori. anorexia. história de câncer familiar). (3) idade acima de 45 anos pelo risco de câncer gástrico. (2) uso crônico de antiinflamatório hormonal não-esteróide. respiratório) e. dor abdominal intratável. Nesta abordagem.

à própria amoxicilina. ao lado da dificuldade de acesso aos exames não-invasivos para H. além de desnecessário e custoso. pylori (por exemplo. b) a freqüência do H. a freqüência de exames endoscópicos seria reduzida em 18%. Se. independentemente da faixa etária. para os com dispepsia tipo dismotilidade e tipo úlcera.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . alguns pré-requisitos são necessários para que esta abordagem seja vantajosa do ponto de vista de custo-benefício: a) ela é válida em locais onde a endoscopia é muito onerosa (mais de US$500). o emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticos revelou que 51% apresentavam dispepsia do tipo dismotilidade. Todos tinham mais de 50 anos de idade. A úlcera duodenal foi o achado mais comum. Três casos de neoplasia gástrica foram identificados: dois no grupo dismotilidade e um no tipo úlcera. como o Brasil. sintomas de refluxo gastroesofágico. pylori num contingente enorme de pacientes. o que. 38% tipo úlcera e o restante. Copyright © 2001 IDS . A utilização desta abordagem no Brasil implicaria o tratamento com antibióticos para erradicação do H. tornando a abordagem do "testar e tratar" viável. A freqüência de endoscopias normais ou com lesões inflamatórias mínimas (LIM = gastrite e duodenite não-erosivas) foi de 50% e 37%. propiciaria o aparecimento de cepas resistentes ao metronidazol e. a tática de se realizar a esofagogastroduodenoscopia de imediato nos pacientes dispépticos para se afastar doença orgânica parece-nos a mais apropriada. pylori é elevada (70-90%) e o custo da endoscopia é bem inferior a US$500 (entre US$80 e 100). onde a freqüência do H. justificando a exploração endoscópica imediata.dispepsia reduz em pelo menos 50% o exame endoscópico. em países desenvolvidos. Quando a divisão por faixa etária foi considerada. considerando a facilidade e o custo mais baixo da endoscopia digestiva alta em nosso meio. Já nos pacientes com dispepsia tipo úlcera. pylori na população deve ser baixa (<50%). o que significa menor custo. o mesmo não ocorre em países em desenvolvimento. testes respiratórios). o que é mais preocupante. respectivamente. Em nosso meio. Contudo. Desta forma. Nesta situação. desafogando e diminuindo os custos dos já sobrecarregados serviços públicos de endoscopia. a freqüência de achados anormais à endoscopia foi mais elevada (>50%). a freqüência de endoscopias normais ou com LIM foi de cerca de 80% nos pacientes jovens (<31 anos) com dispepsia tipo dismotilidade. estes fatores estão presentes. para um correspondente de 40 a 50% em condições semelhantes nos dispépticos tipo úlcera.

pylori-positivos com úlcera péptica gastroduodenal. não se mostrou eficaz na resolução dos sintomas no acompanhamento a longo prazo. Copyright © 2001 IDS . Por enquanto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . persistem as indicações para tratamento de erradicação da bactéria em pacientes H.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Finalmente. duodenite erosiva. não havendo ainda uma resposta definitiva para o assunto. pylori em pacientes com dispepsia funcional. A erradicação do H. linfoma gástrico MALT de baixo grau e gastrectomizados por câncer com estômago residual. vale ressaltar que a relação entre dispepsia funcional e H. pylori é controvertida. numa recente revisão.

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é que de deverão ser encaminhados. algumas vezes encaminhados para realização de endoscopia e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Os pacientes deverão ser seguidos em unidade básica de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . somente quando os sintomas forem incoercíveis com a medicação de apoio. Copyright © 2001 IDS .

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Functional gastroduodenal disorders.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bytzer P. Gut 1999. Lancet 1994.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Gastrenterology 1998. Empirical H2-blocker therapy or prompt endoscopy in management of dyspepsia. 114: 582-95. Hansen J M. Talley N J. 45 (Suppl II): II 37-42. Stanghellini V. Agréus L et al. 35: 181-5. Meirelles G S P. Ornellas L C. Mattos N L B et al. 343: 811-6. Heading R C et al. Arq Gastroenterol 1998. Emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticas. Talley N J. Silverstein M D. AGA Technical Review: evaluation of dyspepsia. Muckadell O B S. Copyright © 2001 IDS .

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hematúria. Em homens. A queixa de disúria é normalmente acompanhada por urgência miccional. presença de globo vesical palpável. nictúria e enfraquecimento do jato urinário. alterações prostáticas. Adisúria inicial freqüência em doenças uretrais) e a terminal associa-se mais a doenças da bexiga. vesicais). taquicardia e taquipnéia (buscando sinais precoces de sepse). podem cursar com disúria e outras queixas vagas. devendo ser sempre pesquisada a presença de descarga uretral. polaciúria e aumento da frequência. Ao exame físico. presença de secreção uretral. devemos observar se há queda do estado geral. infecções urinárias prévias. muitas vezes referido por pacientes como ardor ou sensação de queimação na uretra. dor lombar à punho percussão. antecedente de litíase.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia DISÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia O termo disúria caracteriza dor durante as micções e é. como as prostatites. dor à palpação e/ou sinal flogístico . Aproximadamente um terço das disúrias permanece sem diagnóstico clínico definido (síndrome funcional da bexiga ou uretrotrigonite) podendo estar incluídas causas hormonais (deficiência de hormônios femininos na amamentação e na menopausa) e outras causas pouco conhecidas. podendo apresentar irradiação suprapúbica ou ser localizado em meato uretral. febre. A investigação do paciente deve começar com a caracterização da disúria na anamnese de acordo com a fase do jato urinário. presença de febre. sinais de irritação cutânea em glande. dor à palpação suprapúbica. A disúria pode ser uma das queixas presentes na calculose ureteral distal.

devemos observar genitália externa. verificando o tamanho prostático e se a próstata está dolorosa e/ou com sinais flogísticos (aumento de temperatura e flutuações).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Em mulheres. verificando a ocorrência de vulvovaginites. abscesso ou hiperplasia benigna de próstata. sugerindo diagnóstico de prostatite. Nos homens deve-se completar o exame com o toque retal. Copyright © 2001 IDS .em testículos e epidídimos.

ou "visível a olho nu". Elas podes ser classificadas como macroscópicas. quando forem detectáveis apenas em exames laboratoriais. Porém. tem a sua definição e valor anormal variáveis para cada laboratório. podem ser utilizadas fitas reagentes. Além disso. detectável apenas no exame de urina. anilina e de algumas medicações). são detectadas quantidades maiores que 3 hemácias por campo. ingestão elevada de vitamina C pode produzir resultados falsos negativos. mioglobinúria (decorrente de destruição muscular). Macroscopicamente. decorrente de hemólise). Para a detecção de hematúria. Já a hematúria microscópica. vale a pena ressaltar que a reação decorre tanto do contato com hemoglobina quanto de mioglobina. com mais de 106 hemácias por ml de urina ou acima de 10 hemácias por campo microscópico (com aumento de 40 vezes). com cor variável de marrom escuro a vermelho. em geral. em geral. Apesar do aparato disponível nos dias de hoje. a sensibilidade das fitas reagentes supera 90%. enquanto que coleta após exercício físico ou urinas hipotônicas . Desta maneira. quando. em pelo menos duas amostras. hemoglobinúria (presença de hemoglobina livre na urina. o aspecto de urina hematúrica deve ser diferenciado da pigmentúria (após a ingestão de alimentos ricos em caroteno. ou microscópicas. mas com especificidade mais baixa. A hematúria macroscópica apresenta-se. 10 a 15% das hematúrias não têm causa detectável. sendo consideradas alteradas as amostras de urina com mais de 104 hemácias por ml de urina ou 3 a 5 hemácias por campo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Encaminhamento|Bibliografia HEMATÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia A hematúria é definida como a eliminação de eritrócitos pela urina em quantidade anormal.

que é submetida a centrifugação. porém. deve ser coletada amostra de sangue. É importante que não haja contaminação durante a coleta da urina. se for claro. para a diferenciação entre hemoglobinúria e mioglobinúria.não-examinadas logo após a coleta podem gerar resultados falsos positivos. o que também pode afetar os resultados. há hemoglobina livre no soro.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . enquanto que. Se o sobrenadante for rosa. A presença de grande número de eritrócitos na urina comprova o diagnóstico de hematúria. é feito o diagnóstico de mioglobinúria. Copyright © 2001 IDS . Para a diferenciação na hematúria entre hemoglobinúria e mioglobinúria. pode ser utilizado o exame microscópico da urina após centrifugação.

como dor em fossa ilíaca direita após início periumbilical. é fundamental obter dados sistêmicos. localização. como febre e sudorese. característica da dor. irradiação. a dor pode ser contínua ou em cólica. como às relativas ao aparelho locomotor e neurológico e à questão psicológica. polaciúria e urgência miccional e outras alterações referidas pelo paciente que possam estar relacionadas às causas menos comuns de dor pélvica. A dor pélvica pode ter início súbito. como anorexia. hematúria. alterações urinárias. rins e ureteres) podem manifestar alterações em todo andar inferior do abdome e alguns dados clássicos. dor em fossa ilíaca esquerda pode ser sugestiva de diverticulite. alterações do trato gastrintestinal. A partir das etiologias citadas como possíveis participantes do processo doloroso. A avaliação ginecológica inclui questionamento específico. eliminação de gases e atividade intestinal. a dor abdominal é generalizada e piora com a movimentação. ocorrendo nos casos de adbome agudo hemorrágico. tubas uterina. pus ou conteúdo fecalóide.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico A dor deve ser caracterizada segundo alguns aspectos: início do sintoma. Nos casos de irritação peritoneal pela presença de sangue. ureter. destacando-se os antecedentes . Quanto à característica. ou gradual. lembrando que órgãos pares (ovários. como disúria. vômitos. como nos processos inflamatórios (abscesso tubo-ovariano) ou nas obstruções intestinais. podem ser característicos de apendicite. náusea. intestino). relacionada à distensão visceral (apêndice. A localização da dor deve especificar o local de início. mudança e irradiação. fatores de melhora e piora.

realiza-se por meio do toque bimanual. o colo uterino e os fórnices vaginais. a avaliação do corpo uterino e das regiões anexiais. O exame físico deve ser completo. a presença ou não de cólicas menstruais e o atraso menstrual. o médico examinador deve ter prática nas etapas descritas a seguir. complementando com todos os dados sistêmicos possíveis. os ruídos. Além disso. a caracterização dos ciclos menstruais. Ao exame especular. A radiografia simples de abdômen deve ser realizada com o paciente em pé e em decúbito dorsal horizontal para se identificar possíveis quadros obstrutivos ou perfurações através da observação de pneumoperitônio. apagamento do músculo psoas. presença de líquido entre as alças intestinais e pneumoperitônio. assim como em pacientes em que o toque vaginal não é possível. Grandes tumores uterinos. O toque vaginal deve ser realizado apenas em pacientes que já iniciaram atividade sexual com penetração vaginal. que pode significar gestação inicial ou mesmo prenhez ectópica. assim como gestantes após o primeiro trimestre. as paredes vaginais e o conteúdo vaginal. desvio das alças intestinais para a esquerda. como estenoses vaginais congênitas ou pósradioterapia. tomada de pulso e pressão arterial. volume. como endometriomas ou granulomas de corpo estranho em cicatrizes cirúrgicas. avaliando estado geral do paciente. De modo auxiliar. . quando identifica-se a idade da primeira menstruação (menarca). observa-se o colo uterino. hidratação. Na palpação profunda. perceptíveis à manobra de descompressão brusca. O toque retal é realizado em pacientes virgens para permitir a avaliação dos órgãos genitais internos. avaliação cardíaca e pulmonar. edema de parede. como miomas. avaliando-se forma. ou neoplasias ovarianas podem alterar o volume abdominal. alça ileal sentinela em fossa ilíaca direita. ficam abolidos. questionando idade da primeira relação sexual (coitarca). Nos quadros sugestivos de apendicite. análise das mucosas. partos e abortos. observa-se a presença de massas e possíveis quadros de irritação peritoneal. existem algumas imagens clássicas que podem ser observadas na radiografia simples de abdome: presença de fecalito na fossa ilíaca direita. e antecedentes sexuais. A palpação superficial do abdome avalia a sensibilidade e o tônus abdominal. antecedentes obstétricos detalhando gestações. apagamento da linha pré-peritoneal. Nos casos de hemorragia ou infecção intraperitoneal. especialmente quando timpânica. o examinador pode realizar a ausculta da região abdominal com o intuito de observar a presença de ruídos hidroaéreos que denotam atividade peristáltica do intestino. O exame do abdome inclui inspeção. Tumores malignos de ovário em seus estádios avançados podem cursar com ascite. há dificuldade nesta avaliação. Nos casos de suspeita de acometimento genital. simetria e presença de cicatrizes cirúrgicas. condição que pode ser percebida à inspeção abdominal. Avalia-se as paredes vaginais. habitualmente. a percussão abdominal pode trazer informações. refletindo distensão das alças intestinais ou maciça em situações de bloqueio e localização de processo inflamatório. dispareunia (dor na relação sexual) de penetração e/ou de profundidade e sinusiorragia (sangramento na relação sexual). nível hidroaéreo em íleo. o tecido adiposo e presença de nódulos na pele. alças intestinais dilatadas e líquido na cavidade peritoneal. Em seguida.menstruais. além de cálculos renais radiopacos. escoliose para a direita. Em pacientes obesas.

opta-se por procedimento cirúrgico no sentido de se resolver eventuais dúvidas em diagnóstico diferencial.A ultra-sonografia pélvica é exame essencial para a completa avaliação ginecológica. processos hemorrágicos podem ser corrigidos. A ressonância nuclear magnética pode complementar a avaliação. o que elimina as terapêuticas empíricas. retosigmoidoscopia e colonoscopia são úteis nas situações específicas para cada doença. pois permite que se identifique de forma correta o real motivo do quadro clínico apresentado pela paciente. como tubas uterinas. porém as tubas uterinas não são visualizadas ao exame. estabelecidas na tentativa de se resolver o processo sem a certeza etiopatogênica. Além disso. apêndice e alças intestinais. assim como praticamente todos os órgãos doentes que necessitem ser extirpados ou reparados. ovários. tanto no diagnóstico como na terapêutica de diversas doenças em praticamente todas as especialidades clínicas. que permite evidenciar detalhes das regiões anexiais. Por vezes. nos casos de prenhez ectópica ainda íntegra. o que pode ser útil no caso de situações duvidosas. Este papel da laparoscopia tem extrema validade. Copyright © 2001 IDS . A tomografia computadorizada é útil na localização de abscessos intraperitoneais e nos casos de doenças musculares e neurológicas. Exames como urografia excretora. especialmente com transdutor vaginal. A laparoscopia tem papel inquestionável nos dias atuais em diversos aspectos da abordagem médica. em seguida. Em dor pélvica. A observação de imagem anexial complexa e líquido na cavidade peritoneal sugere rotura de cisto anexial ou prenhez ectópica (quando associado a dosagem de gonadotrofina sérica positiva). investindo. no tratamento da moléstia identificada: processos infecciosos podem ser drenados. o equipamento de vídeo permite a precisa documentação do procedimento. é possível se visualizar o embrião com batimentos cardíacos fora do útero.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Miomas uterinos são facilmente identificáveis.

apendicite e alguns quadros de obstrução intestinal. clinicamente. torção de cisto anexial ou mioma. estando envolvida indicação clínica e cirúrgica. Na presença de hemorragia e/ou abscesso intraperitoneal. antiinflamatórios não-hormonais ou derivados de opióides. Os casos de infecção genital. o tratamento é cirúrgico. a paciente pode apresentar melhora da dor com analgésicos. urinária e intestinal devem ser tratados com antibioticoterapia e. conforme a gravidade do caso. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com as correções anatômicas necessárias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor pélvica é específico para cada situação abordada.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia ABRÃO. 2000. Revinter. Endometriose: uma visão contemporânea. Rio de Janeiro. 1a ed. M. Copyright © 2001 IDS ..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .S.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Tenta-se hoje substituir o termo prostatismo por "sintomas do trato urinário inferior" a fim de frisar que são características comuns a diversas doenças. as cistites e as disfunções neurogênicas da bexiga. mobilidade). quer pelo toque retal suspeito. a estenose de uretra. apesar de existirem várias opções para sensibilizá-lo.18 há maior chance de se identificar câncer de próstata. como densidade. consistência. quer pelo PSA suspeito (maior que 4ng/ml) pode estar indicada biopsia trans-retal de próstata para esclarecimento diagnóstico. . Quando esta relação for menor que 0. irregularidades. a esclerose do colo vesical. avaliação do histórico sexual. antecedentes de cirurgias. ou PSA em inglês). tem-se dado ênfase à relação PSA livre/total. Na suspeita de câncer prostático. sensibilidade. reflexo bulbo cavernoso. o câncer prostático. pelo menos 20% dos pacientes com câncer prostático apresentam PSA dentro do limite da normalidade (entre 0 e 4ng/ml). velocidade. Quando o PSA se localiza entre 4 e 10ng/ml. estratificação do PSA por idade. as prostatites. tônus esfincteriano. e sua natureza e duração. (2) toque retal: características prostáticas (volume. sendo que 25% dos pacientes com Hiperplasia prostática benigna apresentam PSA>4ng/ml. como a hiperplasia prostática benigna. limites. A avaliação dos sintomas deve incluir: (1) história clínica: presença de sintomas obstrutivos ou irritativos. uso de medicações. O PSA é marcador da presença de tecido prostático. dosagem de creatinina e do antígeno prostático específico (prostatic-specific antigen. Por outro lado. (3) exames de urina.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Esse tônus é mediado por receptores alfaadrenérgicos. litíase vesical e retenção urinária. pelas limitações da prostatectomia. infecções urinárias recorrentes. A hiperplasia prostática benigna ocorreria em parte por obstrução causada por tônus muscular prostático. necessidade de reoperação. O tratamento medicamentoso da hiperplasia prostática benigna inclui alfabloqueadores. providenciar alívio sintomático. Os principais alfa-bloqueadores são prazozina (1-5 mg. insuficiência renal. infecção. inibidores da aromatase e extrato de plantas (fitoterapia). esvaziamento vesical incompleto. efeitos clínicos incidência e efeitos do tratamento e morbidade relacionada. supressão androgênica. As conseqüências da hiperplasia prostática benigna não tratada incluem sintomas urinários baixos. reverter insuficiência renal e prevenir futuros episódios de hematúria.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento de qualquer doença depende de sua magnitude. São medicações seguras e relativamente eficazes para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. Alfa bloqueadores. falência do resultado. melhorar esvaziamento vesical. 2 vezes ao dia). disfunção detrusora. O entusiasmo pelo tratamento medicamentoso deve-se. retenção urinária. litíase vesical e hematúria. Estudos clínicos de longo prazo mostram uma resposta durável acima de 42 meses. 2 vezes ao . em parte. Os resultados do tratamento medicamentoso são clinicamente significativos e resultam em efeitos colaterais menores. sendo a resposta clínica rápida e dose-dependente. além de representar alternativa terapêutica para pacientes sem condições cirúrgica. O tratamento visa diminuir obstrução infravesical. que incluem morbidade. terazozina(2-10 mg.

O tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna é a ressecção trans-uretral. Copyright © 2001 IDS . alfluzosina (3-4 mg. No caso do câncer de próstata. realiza-se a prostatectomia via transvesical ou retro-púbica. reduzindo o nível sérico do PSA em aproximadamente 50%. o tratamento dependerá do seu estadiamento. doxazozina (4-8 mg/ uma vez ao dia). Para as próstatas de maior dimensão. 2 vezes ao dia). sem alterar o valor do PSA. Fitoterapia é o uso de extrato de plantas para uso medicinal.dia). A finasterida é um inibidor competitivo da enzima 5 alfa-redutase.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .4 mg/ uma vez ao dia). embora tenham surgido outras formas de terapêutica minimamente invasivas. É difícil saber a verdadeira eficácia destas medicações comparadas ao placebo. A Finasterida pode causar disfunção sexual.. A hiperplasia prostática benigna é consequência da ação da dihidrotestosterona . tamsulodina (0. Supressão androgênica. Hipotensão postural é o principal efeito colateral dos alfa-bloqueadores. Alguns estudos relatam que a Serreno a aspens pode bloquear a 5 alfa-redutase.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . porém com hipótese diagnóstica prévia bem-determinada. baseada em história e exame físico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O atendimento a sintomas urinários baixos no homem pode e deve ser realizado em unidades básica de saúde. A referência a um serviço de urologia deve ocorrer sempre que possível.

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J Urol 1972. Mc Neal JE: The prostate and prostatic urethra: a morfologic synthesis. 7th ed. 107:1008-1016. Campbell's Urology.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Walsh PC et al. Copyright © 2001 IDS . 1998.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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A rinoscopia anterior permite especificar melhor o ponto hemorrágico na fossa nasal. antecedentes pessoais e familiares. início da hemorragia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um doente com hemorragia nasal. Copyright © 2001 IDS . quantidade aproximada de sangue perdido e tratamentos realizados são dados importantes na anamnese. epistaxes precedentes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . não são necessários exames complementares. Na grande maioria dos casos. a avaliação clínica e o exame das cavidades nasal e oral são fundamentais para uma conduta terapêutica adequada. Idade.

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como esponja cirúrgica absorvível ou hemostáticos cirúrgicos absorvíveis. de trás para frente. Pode-se usar também tampões reabsorvíveis.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Localizado o ponto sangrante pela rinoscopia. ácido tricloroacético. Estes balões devem ser desinflados a cada 24 horas para não causar necrose local. O tamponamento anterior deve ser removido em 48 ou 72 horas. Cauterização: a hemostasia local pode ser realizada por cauterização do ponto sangrante com utilização de nitrato de prata (pérola ou solução a 80%). na fossa nasal. Existem também sondas (balões) de borracha infláveis que. A manobra fica mais eficiente se usarmos um algodão embebido em substância hemostática ou vasoconstritora dentro da fossa nasal. ou na presença de sangramento difuso. utiliza-se o tamponamento anterior. pode ser feita uma hemostasia local por compressão digital. Na falta de balões especiais . apertando-se com o dedo a asa nasal contra o septo por alguns minutos. após prévia anestesia tópica. uma mecha de gaze embebida em substância hemostática. Pode-se usar também eletrocoagulação (unipolar ou bipolar). quando é uma hemorragia de uma arteríola anterior. até a narina preenchendo toda a fossa nasal sob pressão. são infladas com ar. Tamponamento anterior: quando a hemorragia é mais intensa. após colocadas na fossa nasal. ou quando os métodos anteriores não deram resultados satisfatórios. Introduz-se. ácido crômico ou com galvanocautério após anestesia tópica com lidocaína. realizando-se pressão difusa sobre a mucosa nasal. de localização posterior. furacinada ou vaselinada.

É realizado com um "bolo" de compressas de gaze. usada em sondagem vesical.para nariz. O tampão é. número 14 ou 16. então. pode ser improvisada a sonda de Foley.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . amarradas com 2 fios de extremidades longas e passadas pela boca na rinofaringe e fossa nasal puxados por uma sonda de nelaton introduzida na fossa nasal até a faringe. puxado pelo fio na fossa nasal e comprimido na região do cavum e nas coanas nasais. Em casos de tamponamento. tamponamento posterior: Deve ser realizado por quem tem prática ou treinamento para tal e é indicado quando o sangramento é intenso. quando não se consegue visualizar o ponto sangrante e quando o tamponamento anterior foi ineficaz. que. deve-se utilizar antibioticoterapia sistêmica para prevenir infecções. Copyright © 2001 IDS .

responsáveis pela vascularização das fossas nasais. Ligaduras da artéria maxilar interna ou da esfenopalatina podem ser realizadas por especialistas. pode-se fazer cauterização elétrica sob visão microscópica ou endoscópica sob anestesia geral. Outro recurso é a embolização seletiva dos ramos da carótida externa e interna.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Em casos de epistaxes rebeldes.

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1993.. Butugan. F. . Copyright © 2001 IDS . Bento. Rio de Janeiro.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Miniti. A.. O. Atheneu.Otorrinolaringologia Clínica e Cirúrgica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . R.

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só disponíveis em grandes centros. As radiografias contrastadas do tubo proximal e distal perderam espaço nos episódios agudos. diagnosticar as patologias sangrantes do esôfago. porém têm papel complementar no diagnóstico visando o planejamento do tratamento fora da urgência. Os pacientes que necessitarem de investigação complementar deverão ser encaminhados a ambulatório especializado que tenha os recursos e se este não resolver. A grande vantagem dos métodos endoscópicos é a possilidade do diagnóstico histopatológico. permite o exame de todo o colo e. Outras abordagens diagnósticas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quando próximas da boca ou do ânus. O exame proctológico. que facilita o planejamento terapêutico. injetados sistemicamente. A endocopia digestiva alta pode. além da palpação digital. incluem a monitorização angiográfica ou cintilográfica do sangramento por meio de contrastes radiopacos e radiofármacos. às vezes. A colonoscopia. . estômago e duodeno. Os métodos que mais se prestam a esta tarefa são os endoscópicos. com grande precisão. inclui a retoscopia e a sigmoidoscopia. quando a endoscopia falha. as fontes de hemorragia podem ser mais facilmente identificadas. a centros terciários. do íleo terminal. mais invasiva. que podem ser feitas no ambulatório. É o exame complementar de primeira escolha.

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. que deve ser instalada sem demora à entrada. Nas varizes de esôfago. As úlceras pépticas hemorrágicas param espontaneamente de sangrar em 80% das vezes. São fatores preditores de mau prognóstico: choque hipovolêmico à entrada. o tratamento posterior deve incluir o tratamento da úlcera e a erradicação da bactéria Helicobacter pylori. Obtida a hemostasia por via endoscópica. A cirurgia é o melhor tratamento. Pode-se assumir que metade destes pacientes terá complicações graves e 1/5 a 3/4 desta metade falecerão. A hemostasia endoscópica para os casos em que o sangramento persiste ativo ou intermitente é eficiente e apenas poucos pacientes serão levados à mesa de cirurgia para operações de emergência. apenas com medidas de suporte. a endoscopia pode se acompanhar da injeção de substâncias esclerosantes visando a hemostasia. no atendimento de emergência. Compete ao médico de família repor a volemia e providenciar transferência. a primeira providência é a restauração da volemia por meio da infusão rápida de soluções ressuscitadoras ou de sangue. No entanto. o que impedirá o reaparecimento da úlcera. mais de 65 anos e necessidade de transfusões repetidas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O objetivo primário do tratamento é a hemostasia. Os cânceres gástricos raramente sangram copiosamente. nos casos de hemorragia digestiva alta ou de graves enterorragias. O secundário é a eliminação da fonte de sangramento. Devem ser rapidamente encaminhados a grandes centros para investigação. por meio de cateterização venosa.

As colites inespecíficas são de curso crônico. das parasitoses e das colites específicas resolve-se com tratamento medicamentoso. é imperiosa a localização da área do sangramento para a indicação de cirurgia. com aumento da ingestão de verduras.Se a extirpação cirúrgica não for indicada devido à disseminação da doença. em que se ressecam os mamilos hemorridários. A maioria das disenterias. Copyright © 2001 IDS . A enterorragia proveniente da doença diverticular dos cólons e da angiodisplasia pode ser tratada com medidas de suporte. antes de aplicar estes métodos. a mais comum é a doença hemorroidária. coincidentemente com as hemorroídas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Esses pacientes devem fazer acompanhamento em hospitais terciários. Antes da indicação de qualquer tratamento local da hemorróida. como a fulguração. pois. implicando encaminhamento do paciente para centros terciários. o tratamento radioterápico é medida que pode ser aplicada com bastante eficiência hemostática. As lesões neoplásicas do intestino grosso têm indicação cirúrgica. Entre as poucas patologias orificiais que provocam sangramento expressivo. frutas e e cereais fibrosos. De qualquer modo. a crioterapia e a ligadura elástica. incluindo seguimento a longo prazo. com os métodos endoscópicos para detecção de lesões associadas (câncer). que é facilmente tratada por procedimentos que incluem a ablação por métodos físicos. é fundamental identificar que o sangramento pregresso originou-se desta condição. As perdas hemáticas no jejuno são mais raras e de diagnóstico e tratamento mais complicado. é fundamental orientar o paciente sobre mudanças do hábito dietético. como a injeção de agentes esclerosantes e cirúrgicos. o sangramento retal pode provir de uma lesão do reto ou do cólon de origem neoplásica. com o objetivo de evitar a obstipação intestinal. químicos. No sangramento incontrolável.

Outras. encaminhando para investigação antes que se instale uma situação de emergência (paciente com varizes de esôfago pode fazer tratamento escleroterápico sem que haja sangramento). cabe a ele atender em emergência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Algumas das causas de hemorragia digestiva cabem ao médico de família tratar. Também cabe a ele identificar os pacientes de risco. Alguns pacientes com doenças mais complexas precisarão de seguimento em ambulatório especializado. pylori. encaminhar para centros terciários que disponham de métodos diagnósticos. verminoses que causem sangramento crônico e úlceras com erradicação do H. Cabe ao médico tratar hemorróidas. Copyright © 2001 IDS . com reposição volêmica e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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A. 1990 Mincis Moysés. Laudanna.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A. Livraria Editora Santos. Gastroenterologia & Hepatologia Diagnóstico e Tratamento. São Paulo. (ed. SP. São Paulo.).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gastroenterologia clínica. 1997 Copyright © 2001 IDS . Lemos Editorial.

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."Auxiliar de Oftalmologia"(Série Oftalmologia USP). Kara-José. Alves. R.."Manual da Boa Visão". 2000. N. São Paulo: Roca. Manual da Boa Visão do Escolar. Campinas: Ipsis.."O Olho e a Visão"(O que fazer pela saúde ocular das nossas crianças). 1996.S. Bussiki. V.L. M.M..N. São Paulo: Vozes. Ministério da Educação. Kara-José. Kara-José. 5ª Edição. . Arieta.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Delgado.. Kara-José. N. C.E. 1998.L. 2001.C.P.E.N.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Oliveira. Oliveira. .C. Copyright © 2001 IDS .R. C.S. Brasília.. R. A.L. Arieta..

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Retina: camada fina. vascular. O cristalino tem capacidade de convergência. Sua função é focalizar os raios de luz na retina. Sua função é controlar a quantidade de luz que entra no olho: ambiente com muita luz contração da pupila. Íris: disco colorido com um orifício central (Pupila). localizada na porção interna do olho. de 17 a 19 graus.5 mm de espessura. Função camparável ao diafragma de uma máquina fotográfica. Tem como principal função permitir a entrada de raios de luz no olho. localizada na frente da íris.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ANATOMIA DO OLHO entendendo como nós enxergamos Ao imaginarmos o olho como uma máquina fotográfica: Córnea: é uma membrana transparente com 0. que se localiza atrás da íris. Cristalino: lente biconvexa. Seria comparável à lente da máquina fotográfica.dilatação da pupila. flexível (capaz de modificar sua forma). onde se encontram as células . transparente. ambiente com pouca luz .

humor aquoso. Existe uma sincronia nos músculos dos dois olhos para que permaneçam mirando na mesma direção. atravessam a córnea. esses raios são absorvidos pelos cones e bastonetes. fabrica a maior parte da lágrima que irriga o olho. até a córnea (excluindo-a). cujas secreções fazem parte da lágrima. o mesmo processo ocorre com toda medicação colocada no olho. Também recobre a parte interna das pálpebras inferiores e superiores. que recobre a esclera da porção visível do olho. a lágrima é escoada pelos pontos lacrimais situados na porção interna das pálpebras. Caso ocorra uma perda desse paralelismo ocular. Aparelho lacrimal: a glândula lacrimal. atingem o córtex occipital e propiciam a formação da imagem visual. o paciente apresenta estrabismo ("vesguice"). O desenvolvimento perfeito da visão de profundidade (estereopsia) somente ocorre quando os 2 olhos têm boa visão e sua fixação para o mesmo ponto no espaço. que. semelhante a uma gelatina que preenche a porção entre o cristalino e a retina. Anexos: as sobrancelhas. localizada próximo à sobrancelha no lado temporal. Sua função é transformar os estímulos luminosos em estímulos nervosos. é drenada para o saco lacrimal e. Possui poucos vasos e sua função é de proteção ocular. Músculos: cada olho possui 6 músculos. que preenche o espaço entre a córnea e a íris. além de regular a pressão interna do olho. sob pena de ter seu potencial prejudicado.foto-receptoras (Cones: responsáveis pela visão central e de cores. Como enxergamos: Os raios de luz. parte desce para o nariz e parte é absorvida pela conjuntiva. Humor Vítreo é uma substância viscosa e transparente. Sua principal função é a nutrição da córnea e cristalino. a lágrima passa pelos canalículos. Após lubrificar e colaborar na captação de oxigênio para a córnea. que possibilitam sua movimentação para todos os lados. Nos primeiros anos de vida. pupila. Esclera é a parte branca do olho. A capacidade de interpretação de imagem precisa ser totalmente desenvolvida já nos primeiros anos de vida. Possui várias glândulas. transformando-se em ondas elétricas. . A região da retina responsável pela visão central é a Mácula. Humor Aquoso é um líquido transparente. de lá. e Bastonetes: responsáveis pela visão periférica e noturna). Conjuntiva é uma película vascular. qualquer diminuição da transparência das estruturas a serem atravessadas pela luz ou formação de imagens fora da retina podem ocasionar deficiência visual irreversível. Na retina. onde se localizam os cones. A interpretação da visão pelo cérebro se faz por comparação com imagens previamente armazenadas. Continuando seu trajeto. para atingirem a retina. cristalino e vítreo. Impedem que partículas e poeira caiam dentro do olho. os cílios e as pálpebras são considerados protetores do globo ocular. o que ocorre durante o movimento de piscar. As pálpebras também têm como função a distribuição da lágrima e varredura de corpos estranhos. Daí a necessidade de a retina e o cérebro receberem estímulos visuais nítidos desde o nascimento. para o nariz e garganta. Parte da lágrima é evaporada. através do nervo óptico.

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de perceber a forma e o contorno dos objetos. A acuidade visual pode ser medida com a aplicação de teste simples. Fig. utilizando a letra "E" (escala de sinais de Snellen). ou seja. pedindo-se ao examinado que mostre com a mão ou verbalize para que lado o sinal apontado está direcionado. Escala de sinais de Snellen .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MEDIDA DA ACUIDADE VISUAL Acuidade Visual (AV) é a capacidade do olho de identificar detalhes.

7 com cada olho separadamente. 5) Mostre 5 figuras de cada linha da tabela. O teste da acuidade visual pode ser. 7) Caso o examinado não consiga acertar a direção de pelo menos 3 figuras da linha 0. começando pela linha 0. deve usá-los durante o teste.ou tenha uma diferença de 2 ou mais linhas entre os 2 olhos. Lembre-se que a sala deve estar bem iluminada.0. mas não substitui o exame oftalmológico. também realizado com o uso de cartelas com letras ou números. colocando o dedo ou a caneta a aproximadamente 1cm abaixo de cada figura. Sempre teste um olho de cada vez. 4) Um ajudante apontará as figuras da tabela. deve ser encaminhado para exame com o oftalmologista. . Este é um importante teste.7 e descendo até chegar a linha 1. 3) Tampe um dos olhos com um tampão que pode ser feito de cartolina ou papel grosso. 2) Para cima Para baixo Para os lados 2) Fixe a tabela na parede a uma distância de 5 metros e na altura dos olhos da criança.TESTE DA VISÃO 1) Primeiro explique o teste e faça um pequeno treino. 6) Quem tiver óculos.

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4) Presbiopia: também chamado de "vista cansada" (pois costuma ocorrer por volta dos 40 anos de idade). Para compensar esse erro de refração. lentes divergentes (que empurram a imagem para trás). o que pode desencadear cefaléia frontal. ardor e hiperemia (olho vermelho). nesses casos. A correção é feita com lentes convergentes (que trazem a imagem para a frente). a imagem se forma atrás da retina. formando uma imagem distorcida na retina. assim. o foco para perto passa a ficar cada vez mais distante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ERROS DE REFRAÇÃO 1) Hipermetropia: o olho é menor do que o normal (distância ântero-posterior) e. A dificuldade é a de visualização nítida à distância. 2) Miopia: o olho é maior que o necessário (distância ântero-posterior). À essa condição dá-se o nome de astigmatismo e sua correção é feita com lentes cilíndricas. é a perda gradual do poder de acomodação do cristalino. sensação de peso nos olhos. principalmente. Usam-se. 3) Astigmatismo: quando a córnea não é esférica. Os hipermétropes têm dificuldade em enxergar de perto e necessitam de um esforço para acomodar a imagem na retina. . Por isso. podem apresentar sintomas de astenopia: cefaléia (dor de cabeça). o indivíduo tende a franzir a testa. necessitando-se de óculos para ler. aos esforços visuais para perto. e a imagem formase num ponto anterior à retina. sua curvatura difere de um ponto para o outro.

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ardor ocular e olhos vermelhos aos esforços visuais para perto e para longe. preferindo atividades próximas das mãos do que ao ar livre e à distância. tonturas e cansaço visual. o estrabismo é uma doença que acomete cerca de . a detecção ou suspeita das dificuldades do escolar. Esses problemas podem não ser reconhecidos em tempo. principalmente se estão escrevendo. dando preferência a brincadeiras ao ar livre. A) erros de refração no escolar (Vide item III) Hipermetropia: geralmente as crianças hipermétropes que não usam óculos são mais dispersivas. por meio da observação do desempenho visual e/ou da aplicação de teste simples. caso não haja um programa de educação em saúde ocular que permita. lendo. porque têm dores de cabeça. já que não têm boa visão para longe. Astigmatismo: as crianças com astigmatismo que não usam óculos podem apresentar dores de cabeça. pintando ou brincando com objetos próximos dos olhos. Miopia: as crianças portadoras de miopia que não usam óculos normalmente são mais tímidas. B) estrabismo e ambliopia Popularmente chamado de "olho torto".>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PROBLEMAS DE VISÃO NO ESCOLAR Cerca de 15% das crianças do ensino fundamental apresentam algum tipo de problema visual.

o desvio do olho interrompe e faz regredir os reflexos corticais que ajudam a manter os olhos em posição paralela. depois. O estrabismo pode ser congênito (estar presente ao nascimento ou surgir nos primeiros meses de vida) ou adquirido (associado a fraqueza muscular. quando olhamos para perto. associa-se o uso de óculos e. O aparecimento de estrabismo pode estar ligado a problemas neurológicos ou tumores intraoculares. hipotrofiado. Na ambliopia (olho preguiçoso).2% da população mundial. os olhos devem se posicionar paralelamente para que o cérebro consiga fundir numa só as imagens que cada olho envia e. diabetes etc). forçando o olho preguiçoso a enxergar. Finalmente. tornando-a pontuda e irregular. quando não tratado. Para evitar a diplopia.desvio na vertical. com alta hipermetropia ou miopia devem levar os filhos o quanto antes ao oftalmologista. Qualquer alteração nesse sincronismo caracteriza um estrabismo. não há praticamente recuperação da visão. Também pode ser causado por anisotropia. que ocorre em cerca de 25% dos casos de estrabismo. ou vertical . traumatismo. O tratamento para a ambliopia é a oclusão do olho bom. catarata. a suspeita de estrabismo em uma criança é considerada de urgência e deve ser feito exame ocular o mais rápido possível. igualmente. Como a acuidade visual se desenvolve até aproximadamente os 7 anos de idade e. O melhor tratamento para o estrabismo é o preventivo: pais estrábicos. se um dos olhos estiver desviado.olho virado para fora-. Sua evolução provoca astigmatismo de graus elevados. Estrabismo é perda no paralelismo dos olhos. situação em que o olho fixador se alterna. recorre-se à cirurgia o posicionamento correto dos olhos. um dos olhos já era ou fica com menor visão após o desvio dos olhos. o estrabismo. · A maioria dos casos tem origem genética.olho virado para dentro-. Em geral. pode levar a ambliopia. Assim. o cérebro receberá imagens diferentes e não conseguirá fundi-las numa só. focar o mesmo ponto. os olhos devem convergir e. levando a visão dupla. Quando observamos um objeto à distância. além do transtorno estético. C) ceratocone · É uma alteração que leva a distensão da córnea. o músculo que puxa o olho desviado vai ficando hipertrofiado e o seu antagonista. o cérebro suprime a imagem do olho desviado. . Ou seja. Classificamos o estrabismo em convergente . a hipermetropia ou miopia. Ainda como conseqüência danosa do estrabismo. divergente . O olho desviado pode ser sempre o mesmo (estrabismo monocular) ou ser alternante. em alguns casos. o que acarreta interrupção do aprimoramento de sua capacidade visual.

aumento do astigmatismo (distorção das imagens). as alterações do ceratocone começam a se manifestar por volta dos 12 anos de idade. recomenda-se o transplante de córnea. Ele pode estacionar em qualquer de seus estágios de desenvolvimento. e nem sempre progridem. Caso a visão esteja muito ruim de óculos atrapalhando as atividades diárias. Se mesmo com as lentes de contato.· Em geral. feixes de luz que se tornam deslumbrantes (difração da luz) e diminuição da visão. Atualmente o tempo de espera na fila para receber uma córnea é pequeno. · Primeiramente prescrevem-se óculos. · Apenas 10 a 15% dos ceratocones acabam necessitando de transplante. a visão não for satisfatória. nem mesmo o uso de lentes de contato. recorre-se à lentes de contato. troca freqüente das lentes dos óculos. Quando há indicação do uso de lentes de contato. é importante um controle médico para evitar complicações como lesões corneanas ou mesmo indução ao aumento do cone.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · Os sintomas mais comuns são: visão embaçada. Copyright © 2001 IDS . · Não existe nenhum medicamento que estacione a evolução do ceratocone.

Como deixar a casa mais segura para os olhos da criança? Alguns acidentes oculares em crianças são evitáveis.mantenha fora do alcance das crianças os produtos de limpeza. Mais perigoso ainda é a criança ficar sem cinto e no vão entre os dois bancos da frente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CUIDADOS COM OS OLHOS Coçar os olhos faz mal? Sim. coçar os olhos é prejudicial e. como o ceratocone.cuidado com as plantas venenosas e pontiagudas.cuidado com cigarros na boca dos adultos quando estes pegarem as crianças no colo. . Coçar os olhos pode facilitar infecção e desencadear doenças oculares. quando repetitivo. olho vermelho e lacrimejamento. A criança que coça os olhos com freqüência deve ser encaminhada ao oftalmologista para avaliação. o que impede que a criança a puxe e derrube líquido quente no corpo. . .não forneça à criança brinquedos que tenham pontas(facas ou tesouras). o ato pode levar à diminuição da visão. .a panela no fogão deve ter cabo virado para dentro. à queda da pálpebra. bastando para isso tomar alguns cuidados: . . Criança no banco de trás do carro precisa usar cinto de segurança? Sim. sempre! É comum ver crianças no banco traseiro do carro sem cinto de segurança.

não se deve mexer! Porém. puxando levemente a pálpebra inferior. dar um intervalo de 15 minutos entre um e outro. O que fazer em caso de irritação após piscina.Somente usar colírios prescritos por médico.Evitar encostar o bico do colírio nos cílios. Como usar colírios e pomadas oftálmicas? Colírios Como usar: instilar uma gota em cada olho. se estiver na parte interna da pálpebra inferior ou superior ou sobre a parte branca (conjuntiva e esclera). Quando da exposição ao sol. os olhos recebem muita radiação ultra-violeta. devendo-se usar óculos escuros (com proteção para ultra-violeta) e boné de proteção. . numa batida ou freada. a criança é arremessada para a frente. Pedir para fechar os olhos e permanecer assim por aproximadamente 2 minutos.Isso é muito perigoso. . limpar o que escorreu pela face (sem esfregar os olhos). Pode-se brincar e jogar futebol de óculos? Se precisar de óculos nessas atividades. praia. além de prender a armação atrás da orelha. .Colírio aberto por mais de um mês deve ser desprezado.Não colocar a boca da tampa do colírio virada para baixo. também necessitam de cadeiras especiais. exposição ao vento e sol? Caso ocorra olho vermelho. Crianças menores. irritação. o paciente deve usar lentes de óculos acrílicas ou de policarbonato. pois. além de sentarem no banco de trás. faça compressas com um pano limpo ou algodão embebido em água fria sobre as pálpebras fechadas. ardência após essas atividades. . O que fazer caso entre um cisco no olho? Se o cisco estiver na parte transparente (córnea). Cuidados . evitando assim o contato e a contaminação com a superfície de apoio. Depois. Pomadas oftalmológicas: sua vantagem é permanecer mais tempo em contato com os olhos (maior ação).Cuidado com a data validade do produto. pode ser retirado com um cotonete ou ponta de lenço limpo. . . a desvantagem é provocar embaçamento visual por alguns minutos.Caso seja necessário o uso de 2 colírios. até mesmo os colírios ditos "água com açúcar" podem acarretar danos para os olhos. Como usar: colocar um a dois centímetros de pomada na parte interna da pálpebra inferior. sem encostar a ponta da pomada nos cílios. E nunca se deve levar o bebê sentado no colo.

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o tratamento cirúrgico precisa ser imediato. nos dois olhos e necessita de tratamento cirúrgico imediato. Lembrete: a ocorrência. É considerada caso de caráter urgentíssimo. na gestante. Se aparece do segundo ao terceiro dia de vida. devemos pensar em conjuntivite bacteriana e. perfuração ocular e cegueira. geralmente. de doenças como a rubéola. Quando é bilateral e bem desenvolvida. catarata congênita: caracterizado por pupila embranquecida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DOENÇAS OCULARES COMUNS NO RECÉM-NASCIDO conjuntivite: a conjuntivite neonatal é aquela que ocorre nas primeiras quatro semanas de vida. dificuldade de fixar a luz e objetos. pois pode levar à cegueira. É mais perigosa que a conjuntivite do adulto. com sinais clínicos de inchaço e vermelhidão nas pálpebras e conjuntivas e/ou presença de secreção purulenta. podendo levar a úlcera de córnea. é bilateral e apresenta secreção purulenta abundante e grande edema nas pálpebras. glaucoma congênito: caracterizado por lacrimejamento. que é muito grave. fotofobia e. quando ocorre após 5 dias de vida. olhos grandes. Quando ocorre no primeiro dia de vida. sífilis e tabagismo pode comprometer a visão da criança. Geralmente. mais tardiamente. Ocorre. Sinais nos olhos do recém-nascido que podem indicar alteração ocular . Quando a conjuntivite ocorre do terceiro ao quarto dia de vida. devemos pensar em conjuntivite química (tóxica) por nitrato de prata (método de Credé). a causa mais comum é a conjuntivite gonocócica. em conjuntivite viral. toxoplasmose.

Lacrimejamento constante. . .Vermelhidão.Olhos grandes que fogem da luz. .Edema palpebral.Olhos esbranquiçados . Copyright © 2001 IDS . estrábicos).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Pupila (menina dos olhos) branca.Olhos tortos (vesgos.Secreção. (fotofobia) .Deve-se estar atento para: . . .

Quando a catarata acomete a cápsula posterior ou anterior (na casca) da lente. a adquirida através de trauma. podemos dizer que o cristalino possui casca (cápsula envoltória). Assim. que ajuda a focalizar os raios de luz na retina. mas. . está indicada a cirurgia. clara (córtex) e gema (núcleo). existe também a catarata nos recém-nascidos (catarata congênita). a visão pode é afetada mais rapidamente.catarata cortical anterior e posterior (na clara do ovo). Essa cirurgia tem alto grau de sucesso e os necessitados devem ser encorajados a realizá-la. O cristalino é uma lente transparente e biconvexa. visão dupla distorcida. Atualmente. retira-se a parte interna do cristalino e coloca-se no seu lugar uma lente (lente intra-ocular). Tratamento: não existe tratamento com medicação. a catarata pode ocorrer em qualquer parte da lente:. por diabetes ou medicamentos. que ocorre naturalmente com a idade. A catarata no idoso pode ocorrer devido à exposição prolongada aos raios ultravioleta. medicamentos ou decorrentes de inflamações. é um processo relacionado com o envelhecimento do órgão (cristalino). Além da catarata senil.-catarata nuclear (na gema do ovo).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CATARATA Catarata é a opacificação (diminuição da transparência) do cristalino. Os sintomas mais comuns da catarata são: visão borrada (como se enxergasse através de um vidro molhado). Quando a catarata atrapalha muito a visão. além de mudanças freqüentes de grau dos óculos e aumento da sensibilidade à luz. Se compararmos o cristalino a um ovo. normalmente.

Copyright © 2001 IDS .O Sistema Único de Saúde (SUS) tem um projeto que facilita o acesso a esta cirurgia em todos os estados do Brasil.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

consta do estudo do nervo óptico. pode-se indicar cirurgia precocemente quando o paciente é incapaz de seguir corretamente o tratamento. Nos últimos anos. O glaucoma. quando já ocorreu grande perda do campo visual (perda irreversível). foram descobertos vários fármacos para tratamento do glaucoma. . Em alguns casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo GLAUCOMA Glaucoma é o aumento da pressão intra-ocular provocando alterações na retina e campo visual. A maioria dos aumentos de pressão provoca sinais e sintomas somente em fase avançada. é hereditário. Para detectar o portador de glaucoma. Sua ocorrência é de 2% na população com mais de 50 anos e de 10% nos que têm glaucoma na família. O tratamento é preferencial clínico e somente quando este se torna ineficiente é que está indicado o tratamento cirúrgico. medida da pressão intra-ocular e exame do campo visual. meça regularmente a pressão ocular. Glaucoma agudo (vega capítulo: síndrome do olho vermelho). além do exame ocular comum. geralmente. O exame do paciente com glaucoma.

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Hoje. dificultando principalmente a leitura. Quando a visão está muito prejudicada. Diagnóstico: é feito pelos sintomas (distorção das imagens. geralmente. que se degenera. mancha escura no ponto central de fixação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DEGENERAÇÃO SENIL DE MÁCULA (DSM) A degeneração senil da mácula. considera-se como fator de risco para degeneração senil da mácula a falta de proteção ocular quando da exposição ao sol durante um longo período. Acarreta baixa acuidade visual central. pode-se usar lentes de aumento ou telescópicas. além de uso de lentes de óculos coloridas e cuidados com iluminação. após os 60 anos de idade e afeta a área central da retina (mácula). Recomenda-se o uso de óculos escuros em toda exposição prolongada aos raios ultravioleta. visão melhor na periferia do que no centro do campo visual) e exame de fundo de olho. . Tratamento: quando existe saída de liquido dos vasos sanguíneos pode estar indicado tratamento com raio laser. Ocorre.

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Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DESLOCAMENTOS E BURACOS DE RETINA O humor vítreo pode repuxar a retina. Quando o humor vítreo penetra nesses buracos. Os sinais de perigo de descolamento de retina são a visão de flashes de luz. Os descolamentos de retina geralmente necessitam de cirurgia corretiva. moscas volantes ou aparecimento de mancha no campo de visão. formando buracos ou rasgos. outros necessitam ser tratados com raio laser ou congelação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O diagnóstico é feito pelo exame do fundo de olho. Tratamento: Muitos buracos não precisam ser tratados. ocorre um descolamento da retina.

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em geral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo RETINOPATIA DIABÉTICA É a principal causa de cegueira na idade adulta. que ocorre. O tratamento da retinopatia diabética pode ser realizado através da fotocoagulação com raio laser nos casos mais avançados de hemorragia no vítreo com cirurgia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O controle do diabetes pode retardar o início e evolução da retinopatia. A duração do diabetes é o principal fator determinante do aparecimento da retinopatia. 10 anos após o início da doença. Copyright © 2001 IDS .

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A partir dessa idade. "o braço vai ficando curto"). No começo. A correção é feita com uso de óculos (para perto).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a capacidade de acomodação diminui a tal ponto. Copyright © 2001 IDS . que é necessário afastar os objetos para ver melhor (popularmente. dá "para ler". aproximando o material de um foco de luz. é importante fazer exame oftalmológico preventivo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PRESBLIOPIA OU "VISTA CANSADA" A partir dos 40 anos de idade.

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também. flash de luz ou manchas no campo visual. às vezes irreversíveis. . que.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS O globo ocular exige especial atenção por sua diferenciação funcional e por ser particularmente sensível a agressões. nestes casos. Destaca-se. é essencial para o prognóstico do caso. as urgências oftalmológicas representam um perigo iminente de danos oculares. sinais e sintomas de urgências verdadeiras (merecedoras de exame imediato): (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) perda súbita ou borramento da visão (uni ou bilateral). dor ocular intensa. alteração na cor dos objetos (diminuição da tonalidade). A freqüência das urgências oftalmológicas (6. Assim. visão dupla (diplopia). olho muito vermelho. devendo ser diagnosticadas e tratadas o mais rápido possível. a importância da educação para prevenção de acidentes oculares e o reconhecimento de sinais de perigo nas situações em que o olho necessita de cuidados imediatos. forte sensação de corpo estranho. distorção de imagem.1% dos pacientes que procuram um prontosocorro geral) enfatiza a importância do primeiro atendimento.

· proptose súbita. (3) sensação de queimação ocular. (4) lacrimejamento ou secura. queimadura química: orientação para o paciente Primeiro: lavar os olhos com água corrente por 20 minutos Após: molhar um cotonete na água e esfregar na parte interna da pálpebra inferior. flutuação da visão. condições oculares agudas emergências (devem ser tratadas em minutos) · oclusão de artéria central da retina · queimadura química muito urgentes (devem ser tratadas em horas) · perfuração ocular. (2)coceira nos olhos ou pálpebras. (8) dor à movimentação ocular. (6) mancha vermelha na conjuntiva. · hifema. · endoftalmite.(9) secreção ocular abundante principalmente em recém-nascidos. · úlcera de córnea. Urgentes (tratadas em dias) · corpo estranho intra-ocular. · conjuntivite do recém-nascido. (17) cegueira noturna. (12) queda palpebral (ptose). (10) todo tipo de traumatismo e queimaduras oculares. (5) olho discreta ou moderadamente vermelho há semanas. (14) cefaléia. (7) edema palpebral. (9) blefaroespasmo (contrações repetidas e fortes das pálpebras. · estrabismo + ambliopia. · glaucoma agudo. (13) pupilas desiguais (anisocoria). (10) secreção ocular. · laceração palpebral. · exoftalmo agudo. (15) halos coloridos ao redor da luz. (4) sensação leve de corpo estranho. · descolamento da retina. · ceratite orbitária. com ou sem tremor sustentado). · neurite óptica. sinais e sintomas de urgências relativas: (1) borramento ou diminuição da visão de forma progressiva. (11) olho saltado (proptose). · lesão da órbita. · tumor. (16) moscas volantes. Inverter a pálpebra superior e repita a manobra Só então: procurar ajuda em um pronto-socorro Observação: se houver disponibilidade pode-se substituir a água corrente por soro .

levantam hipótese de ferimento perfurante. com objetos pontiagudos (faca e tesoura). prego etc. . desinfetantes. traumatismos mecânicos Definições Contuso . bolada etc. antes mesmo do tratamento de fraturas e suturas de outras lacerações. cal e cimento em pó. Lembrete: evite deixar ao alcance da criança produtos químicos.Lesão orbitária causada por um forte impacto com objeto maior que 5cm de diâmetro (igual a uma bola de tênis). distorção pupilar ou prolapso da íris (às vezes. Intra-oculares . Um ferimento perfurante da córnea é associado à câmara anterior rasa ou ausente. como água sanitária. Esta fratura é chamada de "blow-out".Globo ocular é transfixado por um objeto. A sutura do globo ocular deve ser feita antes da palpebral. havendo uma compressão no sentido ântero-posterior (soco. deve-se tomar muito cuidado com qualquer tentativa de abrir as pálpebras. como faca tesoura. Penetrante . Qual é o nível de emergência de um olho perfurado em paciente politraumatizado ? Pacientes com comprometimento de suas funções vitais (risco de morte) devem receber cuidados imediatos de seus problemas vitais. Suspeitar de corpo estranho intra-ocular.São geralmente pequenos e afilados. Os ossos da parede lateral e do assoalho da órbita são mais frágeis e cedem com o aumento da pressão intra-orbitária. A lesão ocular é provocada pela força exercida contra o olho (trauma facial com objeto rombo). pigmentos da íris fora do olho).O globo ocular é empurrado contra as estruturas orbitárias que o envolvem.fisiológico. com pontas de vegetal (cana-de-açucar) etc. Fratura da órbita . Deve-se suspeitar de perfuração ou penetração com perda de conteúdo ocular. Nesses casos. enoftalmo. evitando que o globo seja esmagado contra as estruturas ósseas adjacentes. com estilhaços de ferro. 2. se as pálpebras do olho lesado estiverem murchas ou se houver sangue ou coágulos entre as bordas palpebrais. se a pessoa estiver usando martelo ou houver partículas de metal ou vidro em volta da lesão. seus sinais são edema e equimose periocular.). Como diagnosticar ou suspeitar de um olho perfurado pelo exame externo? A história do traumatismo pode fornecer informações importantes. Casos de ferimento com vidro (explosão de garrafa). Ferimentos no limbo (margem corneana) tendem a ser selados por tecido uveal negro. Perguntas e Respostas 1. havendo um orifício de entrada e de saída (causada geralmente por objetos pontiagudos.). localizados dentro do olho (na câmara anterior ou no vítreo). anestesia da face inferior e diplopia. após o qual a perfuração ocular deve ocupar um lugar de destaque nas prioridades.

com esparadrapo. rasgões na íris. Se a ferida não for suturada logo. também. intensa reação inflamatória na vítreo. descolamento da coróide. causando hifema (hemorragia intra-ocular anterior devida a lesão de vasos da íris ou corpo ciliar. nesse momento. Perfurações esclerais podem provocar buracos na retina com posterior descolamento desta ou. muita dor e reação inflamatória ocular. terá outros defeitos no campo visual e poderá adquirir um astigmatismo induzido pela irregularidade da superfície corneana (principal estrutura refrativa do olho). haverá opacificidade no local do corte. O traumatismo pode lesar o segmento anterior. O médico nãoespecialista pode não estar ciente do perigo de pressionar um olho perfurado ou pode não diagnosticar a existência de uma perfuração e pressionar o globo durante a limpeza. além da perda da visão central. catarata ou deslocamento do cristalino. Como a visão pode ser afetada no ferimento perfurante penetrante? Na fase aguda. Se a lesão for profunda. um copo plástico de café). pode acarretar em ruptura do globo ou de suas estruturas internas. por exemplo. hemorragia . podendo haver. prevenidos ou reparados. a fim de evitar que a vítima ou outra pessoa. devem ser introduzidos antibióticos de amplo espectro e o corte deve ser suturado com urgência. dependendo da localização e da extensão da lesão. com formação de fibrose e tração retiniana. a acuidade visual finaldependerá de quais estruturas foram lesadas e em que extensão. podendo até evoluir para o óbito). a catarata traumática poderá ser removida. Se a lesão foi corneana. principalmente se houver corpo estranho intraocular. Qual o primeiro cuidado a se tomar diante de um olho furado? Pode-se colocar uma proteção ao redor do olho lesado (como. O que deve ser verificado antes da sutura de um ferimento palpebral traumático e por que é perigoso o médico não especializado limpar um olho traumatizado? Deve-se verificar a existência concomitante de uma perfuração ocular. uma vez que olho aberto é uma porta de entrada para microorganismos que geram infecção ocular (com potencial para disseminação sangüínea ou septicemia. fixar na órbita. romper vasos retinianos e causar hemorragia vítrea.3. Contudo. a íris poderá ser reparada. Como a visão pode ser afetada no traumatismo contuso? O traumatismo contuso. As perfurações esclerais podem. 4. Se o local do corte for central ou muito extenso. para que sejam tomados os cuidados apropriados para não exercer pressão sobre o globo. 6. a hemorragia poderá ser limpa e os problemas vitreorretinianos. poderá atingir o cristalino. ainda. tornando difícil até a abertura das pálpebras. o paciente. acarretando ruptura ou opacificação deste. Pode lesar o segmento posterior: hemorragia supracoróidea. 5. haverá o risco de fechamento do ângulo de drenagem da câmara anterior com a evolução para um glaucoma intratável. Após a sutura do ferimento e a estabilização da reação inflamatória. pressione o globo. alterações no ângulo da câmara anterior causando glaucoma ou desencadeando uma resposta inflamatória (uveíte). o que acarreta danos oculares mais graves. o olho estará estruturalmente desorganizado. se for muito intenso.

8. podemos utilizar exames como o raio X. A acuidade visual é. levando a diminuição do fluxo sangüíneo local e. leva à chegada de mais células inflamatórias para o local e acelera a remoção de substâncias indesejáveis. Quando. o próprio objeto perfurante pode rasgar a retina ou desencadear uma forte reação inflamatória intra-ocular. para diminuir a possibilidade de infecção secundária e o tamanho da cicatriz corneana que é proporcional à área lesada. ecografia. É muito utilizado nos casos de olho vermelho. enfisema palpebral. na conjuntivite viral e no inchaço palpebral pós-cirúrgico. local de forte adesão vitreorretiniana. O frio é usado como vasoconstritor. como se uma cortina tivesse sido colocada no campo de visão. 7. edema da mácula. que formará fibrose. . aumentando o fluxo sanguíneo. Deve ser removido o mais precocemente possível e com o mínimo de traumatismo. 9. o vítreo que é inelástico. melhorando a congestão e o inchaço. tracionando e rasgando a retina. tomografia computadorizada e ressonância magnética. vazamento de líquido intra-ocular). Quais são as principais aplicações de calor e frio em oftalmologia? Do calor. Quais as principais complicações de um corpo estranho da córnea? Corpo estranho de córnea causa grande irritação associada ao ato de piscar. o paciente deve ser advertido para não assoar forte o nariz (sob risco de piorar seu quadro) e procurar imediata assistência médica especializada. o fluido vítreo passará para o espaço sub-retiniano. muitas vezes. com subseqüente estiramento látero-lateral do vítreo. tracionando a retina na parede lateral). Por que ocorre descolamento traumático da retina e quais são seus sinais precoces? Após um traumatismo contuso. Como suspeitar e agir na fratura da órbita? Suspeitar de fratura da órbita se houver equimose. o que. Devem ser observados sinais de porta de entrada (hemorragia subconjuntival. descolando (dissecando) a retina por onde passar. edema da conjuntiva. 11. ao exame clínico. com compressão do globo no sentido ântero-posterior e distensão no sentido látero-lateral. é explorada a ação vasodilatadora. Por esse rasgão. 10. rasgando a retina nessa porção. Nesse caso. rasgões periféricos e descolamento da retina (devido a compressão ântero-posterior do globo. Como se diagnostica um corpo estranho intra-ocular? A suspeita se inicia com uma história detalhada. consequentemente. exercerá uma tração na chamada base vítrea. oclusão da artéria central da retina. No caso de perfuração. além de hiperemia e lacrimejamento.vítrea. anestesia infraorbitária e visão dupla. Os sinais precoces são o aparecimento súbito de flashes ou manchas e perda de campo visual. ruptura da coróide ou da esclera. normal. consequentemente. Uma aplicação muito comum é no hordéolo. não é possível localizar o corpo estranho.

martelo e ambiente com partículas volantes. · Não coçar os olhos · Evitar olhar diretamente para o sol ou para eclipse solar. · Usar o cinto de segurança nos véiculos. usar óculos de proteção. produtos químicos. · Não deixar objetos pontiagudos ao alcance de crianças. Quais são as principais medidas preventivas contra o traumatismo ocular? · Óculos escuros no sol. para evitar queimadura retiniana. · Na prática de esportes ou brincadeiras com objetos pontiagudos ou que arremessem partículas. Copyright © 2001 IDS .12.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · Óculos de proteção para quem trabalhar com solda.

que é francamente purulenta (amarelo forte). A conjuntiva é menos inervada que a córnea e a resposta à agressão geralmente provoca um desconforto anunciado com sensação de areia nos olhos. as doenças que causam olho vermelho e alteram mais comumente a visão são: (1) úlceras de córnea (se localizadas no centro da córnea). quando estimulada (inflamação ou infecção). pode haver embaçamento visual fugaz por acúmulo de .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Aspectos importantes para o diagnóstico diferencial Secreção: A conjuntiva. que é a camada corneana mais superficial. Nas conjuntivites. Desta forma. em casos de conjuntivite bacteriana. Nas úlceras de córnea. provocando borramento visual. Se não for tratado rapidamente. principalmente na sua área central. Exceção é a conjuntivite gonocócica. mucosa nos casos de alterações crônicas e muco-purulenta (amarelada). produz secreção que será aquosa nos casos de irritação e nas infecções por adenovírus. (2) úveites anteriores (inflamações graves). e seus nervos têm terminações situadas superficialmente. Dor: a córnea é muito inervada. pode levar à cegueira e dano visual irreversível. Assim. (3) glaucoma agudo (O aumento súbito da pressão intraocular gera grande edema de córnea. Acuidade visual: estará alterada sempre que houver diminuição da transparência da área central da córnea e do trajeto que a luz faz para chegar até a retina. qualquer lesão que rompa o epitélio. ocorre o aparecimento de secreção quando a conjuntiva também está afetada. produz dor.

Pupila: haverá alteração da pupila no caso de glaucoma agudo (midríase). Bilateralidade: aAs conjuntivites geralmente são bilaterais e os casos de glaucoma agudo. Reflexo fotomotor A reação ao estímulo luminoso (reflexos fotomotores) poderá estar alterada nos casos de glaucoma agudo (ausente) e nos casos de uveíte (pequena ou nenhuma reação ao estímulo luminoso pela presença de aderências entre a íris e o cristalino). unilaterais.Diagnóstico diferencial entre as causas mais comuns de olho vermelho conjuntivite aguda uveíte anterior aguda glaucoma agudo úlcera de córnea hemorragia subconjuntival Secreção Visão moderada a abundante conservada nenhuma nenhuma aquosa ou purulenta geralmente borrada nenhuma conservada discretamente intensamente borrada borrada Hiperemia difusa Córnea Pupila resposta pupilar à luz Pressão intraocular principalmente principalmente pericorneana localizada pericorneana pericorneana turvo midríase ausente área de opacificação normal normal ou diminuída normal normal normal normal transparente transparente normal normal miose diminuída normal normal elevada normal . As alterações da conjuntiva e da córnea não alteram a pupila. glaucoma agudo e uveítes anteriores).lágrimas e secreção em frente à córnea). a hiperemia será maior na direção das pálpebras e do canto nasal do olho (a vermelhidão aumenta ao nos afastarmos da córnea). uveítes anteriores e úlceras de córnea são. uveíte anterior: (miose . nos casos de conjuntivite. Já nas doenças das estruturas mais profundas do globo ocular (úlceras de córnea. QUADRO . por isso. Hiperemia: A vascularização da conjuntiva é realizada principalmente por vasos que vêm do fundo do saco conjuntival.o edema da íris diminui suas respostas à iluminação direta. e a inflamação pode causar aderência da íris ao cristalino (sinéquia) com diminuição do tamanho e irregularidade da forma da pupila. a vermelhidão ocorre ao redor da córnea (pericerática). na maioria das vezes.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Uni/ Bilateral bilateral unilateral unilateral unilateral unilateral Copyright © 2001 IDS .

se não tratadas. banho e sabonete. nas bacterianas. deve-se iniciar de imediato o . não coçar. pois. . com duração em torno de 7 a 10 dias. o tratamento é apenas de suporte: compressas frias de alívio.separar toalhas de rosto.evitar beijar.Não interromper por conta própria o uso do medicamento prescrito. Trocar toalha e fronha todos os dias. Algumas curam sem tratamento e outras. piscinas. Nas virais. Úlcera de córnea: na suspeita de uma infecção corneana. abraçar ou apertar as mãos de outras pessoas. Não se deve usar colírio anestésico nem aqueles que contêm corticóides em sua composição. a conjuntivite pode voltar.limpar a secreção ocular (ramelas) com água filtrada ou soro. . .lavar as mãos freqüentemente com água e sabão e. enxaguar. Orientação para evitar contaminação de outras pessoas: . podem causar baixa de visão ou se tornar permanentes. lençol e fronha.evitar colocar as mãos nos olhos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento 1) Conjuntivite: as conjuntivites são geralmente autolimitadas. saunas ou ficar exposto ao sol. . lavagem ocular com soro fisiológico ou água filtrada e. se o tratamento não for completo. . depois. .evitar ir à praia. recomenda-se o uso de colírio antibiótico específico para o agente causador da conjuntivite.

tratamento. Começar com freqüência de hora em hora e. O tratamento consiste no uso de: A) colírios para diminuir a produção do humor aquoso: betabloqueadores (timolol). pode ser realizada cirurgia (trabeculectomia). Deve-se monitorizar a pressão intraocular e. dor e diminuição de acuidade visual. Alergia ocular: pode ser aguda ou crônica. Aguda: compressas frias. Se a pressão ocular não diminuir com colírios. colírios para fechar a pupila (mióticos). Se não houver resposta ao tratamento com colírios. antiinflamatórios hormonais e não-hormonais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . considerar a introdução de colírios hipotensores. Uveíte anterior: o tratamento é com antiinflamatórios hormonais tópicos e colírios midriáticos para evitar adesão da íris ao cristalino. colírios lubrificantes. Evitar coçar os olhos. Geralmente é bilateral. Após a saída da crise aguda. Glaucoma agudo: exige tratamento de urgência por profissional especializado. se esta aumentar. pode ser realizado tratamento cirúrgico. de acordo com a melhora. deve ser realizado tratamento com laser: iridotomia para prevenir uma nova crise de glaucoma agudo. espaçar o tempo de uso. pois o trauma da pálpebra contra a córnea pode desencadear várias complicações. e colírios antiinflamatórios. Copyright © 2001 IDS . adstringentes e antialérgicos. com colírios antibióticos de amplo espectro. Crônica: antialérgicos tópicos. inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida). como a pilocarpina 2%. Tratamento de suporte: (compressas frias) até reabsorção espontânea da hemorragia. B) Uso endovenoso de manitol para diminuir o volume do humor vítreo. A queixa principal é prurido seguido de hiperemia e. estabilizadores de membrana de mastócitos e anti-histamínicos. às vezes.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O médico deve estar apto a reconhecer e diferenciar os principais diagnósticos do olho vermelho.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Em caso de dúvida. deverá encaminhar para inter-consulta com oftalmologista. Copyright © 2001 IDS .

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N: Arieta. 2000. Copyright © 2001 IDS . Kara-José. T: Oftalmologia geral. 1996 Vaughan. 1990. 2000 Oliveira. Oliveira. São Paulo: Roca.: Manual da Boa visão do Escolar.. N. : Auxiliar de Oftalmologia (Série Oftalmologia USP). Terceira Edição. Kara-José. R. Atheneu. Asbury.L.C.E. D. Ministério da Educação. RC.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Brasília. O que fazer pela saúde ocular de nossas crianças. N: O olho e a visão. Kara-José. C. Petrópolis. MR. São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Alves. Vozes.

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Diagnóstico Achados laboratoriais (exceto a pesquisa de leucócitos nas fezes, de fundamental importância para diferenciar diarréia inflamatória da não-inflamatória) são de pouca importância para detectar o agente etiológico e para distinguir entre os dois tipos de diarréia. A rotina hematológica e bioquímica sangüínea, na vigência de desidratação, pode evidenciar aumento da hemoglobina, dos glóbulos vermelhos e também da uréia. Quando ocorre maior depleção hídrica, observamos queda do bicarbonato no sangue venoso e do pH, ou seja, acidose metabólica, que pode ser evidenciada na gasometria arterial. O teste de pesquisa de leucócitos ou qualquer dos testes de pesquisa de sangue oculto são positivos em pacientes com diarréia inflamatória. Na amebíase intestinal, podemos encontrar um menor número de leucócitos fecais. A cultura de fezes deve ser realizada quando o paciente apresenta alguns destes itens: diarréia grave, febre acima de 38,5 ° C, sangue nas fezes, leucócitos nas fezes ou qualquer marcador de sangue oculto nas fezes, diarréia persistente que não tenha sido tratada com antibiótico anteriormente. Outro exame que deve ser realizado de rotina é a pesquisa de ovos e parasitas nas fezes, principalmente se a diarréia perdurar por mais de uma semana e o paciente não tiver sido tratado empiricamente com antiparasitários. Recentemente, testes de pesquisa de enzima e imunoensaio para Giardia e Cryptosporidium nas fezes ficaram mais acessíveis e são mais sensíveis que a técnica microscópica convencional. Exames endoscópicos deverão ser utilizados em casos especiais, quando os exames de fezes

e cultura não forem conclusivos. Os exames utilizados são retossigmoidoscopia, colonoscopia e endoscopia digestiva alta com aspirado de duodeno e biópsia. Na Figura 1, apresentamos um algoritmo para orientar na conduta diante de um paciente com diarréia aguda.

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Tratamento Os pacientes com diarréia aguda que necessitam ou procuram atendimento médico devem ser orientados para a reposição de água e eletrólitos além da alteração da dieta, mesmo porque a maioria dos pacientes com diarréia aguda só necessita desta conduta. Se o paciente não estiver desidratado, qualquer solução hidratante poderá ser utilizada, mas os pacientes com desidratação por diarréia secretora (por exemplo, cólera), pacientes idosos e imunodeprimidos devem receber uma terapia a base de solução contendo sódio entre 45 e 75 mEq/l. A formulação ideal de solução oral deve incluir: sódio 60-90 mEq/l, potássio 20mEq/l, cloreto 80mEq/l, citrato 30mEq/l e glicose 20g/l. A versão caseira desta formulação de solução para reidratação oral nos casos de diarréia mais grave corresponde à preparação de dois frascos separados que serão consumidos alternadamente. O primeiro contendo 230ml de suco de laranja ou outro suco de fruta (suprimento de potássio), ½ colher de chá de mel de abelha ou xarope de milho (Karo) e uma pitada de sal; o segundo frasco contendo 230ml de água fervida e resfriada mais 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio. Durante os episódios de diarréia aguda, a dieta deve ser estabelecida em duas etapas. A primeira, onde as fezes ainda apresentam-se líquidas, é constituída de dieta baseada em legumes cozidos, amidos/cereais com algum sal, bananas e sopas. Na segunda etapa, quando as fezes já estão mais formadas, pode haver um retorno à dieta normal, se não houver intolerância. Devemos ter em mente que o aporte calórico é importante, inclusive na reparação do enterócito. Quanto ao uso de leite e derivados, existe muita controvérsia se

haveria ou não intolerância ao leite durante os episódios de diarréia aguda. A nossa experiência demonstra que, em nosso meio, a intolerância clínica à lactose é alta, razão por que preferimos excluir o seu uso na dieta. Com relação ao tratamento sintomático da diarréia aguda, os medicamentos estão relacionados na tabela 3. A maioria deles não deve ser usada quando ocorrer disenteria (leucócitos e sangue nas fezes), pois pode alterar a motilidade e, com isso, provocar maior proliferação dos agentes bacterianos (por exemplo, Shigella). O uso de antimicrobianos está indicado nos seguintes casos: (1) pacientes com temperatura > 38.5º C e/ou com leucócitos e sangue nas fezes; (2) pacientes imunodeprimidos por outra doença (por exemplo, HIV); (3) pacientes em uso de imunossupressores; (4) pacientes com aneurisma da aorta, prótese de válvula cardíaca, enxerto vascular, prótese ortopédica; (5) pacientes com insuficiênica renal e transplantado renal; (6) pacientes com tumores. Na tabela 4, apresentamos os diversos medicamentos utilizados. TABELA 3 - TRATAMENTO SINTOMÁTICO DA DIARRÉIA AGUDA Agente Farmacológico Indicação diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, efeitos opiáceos centrais mínimos, droga recomendada para o tratamento sintomático preenchidos os critérios citados acima. diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, tem efeitos opiáceos com perigo de "overdose"; devido a isso é associado com atropina que pode causar efeitos secundários sem ação sobre a diarréia. Dose e Administração

Loperamida (Imosec)

4mg , depois 2mg após cada evacuação sem forma, não excedendo 16 mg/dia < 2 dias

Difenoxilato com atropina (Lomotil)

4mg, 4x/dia, por < 2 dias

Tintura de ópio (Elixir Paregórico)

diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, útil na diarréia associadada ao HIV-positivo quando loperamida não for segura. qualquer forma de diarréia aguda, principalmente as de etiologia viral; não pode ser administrado com antimicrobianos; não deve ser utilizado em pacientes HIV-positivos com diarréia. Indicado para pacientes que apresentam vômitos secundários à gastroenterite viral.

0,5-1ml, a cada 4-6h por < 2 dias

Salicilato de bismuto (Pepto-Bismol)

30ml ou 2 comprimidos a cada 30minutos (máximo de oito doses), podendo ser repetido no segundo dia

Octreotide

qiarréia associada à AIDS que não responde 100-500µg subcutâneo, a nenhuma terapêutica e 3x/dia em casos graves de diarréia secretora. indicado em todos os casos leves e moderados de diarréia secretora; 100mg, via oral, 3x/dia mesma eficácia da por 3 dias loperamida sem ação sobre a motilidade intestinal.

Racecadotril (Tiorfan)

TABELA 4 - TERAPÊUTICA ANTIMICROBIANA PARA DIARRÉIA INFECCIOSA 1a Conduta Bactérias
Shigella sp dias
2Ciprofloxacina,

2a Conduta
500mg, 2x/dia, 5 400mg/dia, 5-7 dias ou Ácido Nalidíxico, 1g, 4x/dia, 5-7 dias
1Cefalosporina,

Salmonella sp

14 dias

2Ciprofloxacina,

500mg, 2x/dia, 10-

EIEC EHEC C. jejuni

Como Shigella sp Como Shigella sp Eritromicina, 250-500mg, 4x/dia, 7 dias
2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 5-7 dias

Y. enterocolytica Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 7-10 dias 2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 710 dias SMZ+TMP, (800+160 mg), 2x/dia, 7-10 dias C. difficile Giardia lamblia Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7-10 dias Vancomicina, 125mg, 4x/dia, 7-10 dias

Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7 Metronidazol, 500mg, 3x/dia, 5 dias dias 3Paramomicina, 25-30mg, 3x/dia, 7 Formas resistentes ao Metronidazol: Furazolidona, 100mg, 4x/dia, 7-10 dias dias Tinidazol, 2g, dose única (para Albendazol, 400mg/dia, 5 dias formas resistentes e nãoresistentes ao Metronidazol) Tetraciclina 500mg, 4x/dia, 3 dias Doxiciclina 300mg, dose única SMZ+TMP (400+80 mg), 2x/dia, 3 dias Norfloxacina, 400mg, 2x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 1000mg, dose única Doxiciclina 100mg, 3x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 3 dias

V. colerae

Protozoários
E. histolytica Balantidium coli Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 5 dias dia, 10 dias
3Paramomicina,

25-35mg/Kg, 3x/

3Fuorato Diloxanide, 500mg, 3x/ Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 10 dias dia, 10 dias Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 10 dias 3Paramomicina, 25-35mg/Kg, 3x/ dia, 10 dias

= e outras cefalosporinas de terceira geração; = e outras fluorquinolonas como ofloxacina, norfloxacina e 3cinonaxina; 3 = não disponíveis no mercado interno; EIEC = E. coli enteroinvasiva; EHEC = E. coli enterohemorrágica; SMZ+TMP= Sulfametoxazol + Trimetoprima.
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Encaminhamento Pacientes com diarréia aguda devem ser tratados e acompanhados por médico clínico geral. O encaminhamento se justifica nos casos de desidratação grave que necessita de internação.

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Bibliografia Park SI, Gianella RA. Approach to the adult patient with acute diarrhea. Gastroenterol Clin N Am 1993; 22 (3): 483-516. DuPont HL. Guidelines on acute infectious diarrhea in adults. Am J Gastroenterol 1997; 92 (11): 1962-1975. Aranda-Michel J, Gianella RA. Acute diarrhea: a practical review. Am J Med 1999; 106: 670676. Banerjee S, Lamont JT. Treatment of gastrointestinal infections. Gastroenterology 2000; 118: S48-S67. Salazar-Lindo, E.; Santisteban-Ponce, J.; Chea-Woo, E.; Gutierrez, M. Racecadotril in the treatment of acute watery diarrhea in children. The New England Journal of Medicine 2000; 343 (7): 463

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Diagnóstico Os exames complementares para elucidação da causa da obstipação intestinal devem ser solicitados de acordo com o direcionamento da história clínica. O exame físico inclui avaliação da região anal (por exemplo, presença de fissuras, fístulas e retocele) e toque retal (por exemplo, tumores retais e de colo uterino). Exames endoscópicos (retossigmoidoscopia e colonoscopia) e radiológicos (enema opaco) são úteis para se afastar doença inflamatória intestinal ou câncer. A defecografia tradicional por radioscopia (mais recentemente, a vídeo-defecografia) permite o estudo da dinâmica da evacuação, do comportamento da musculatura pélvica e o diagnóstico do prolapso retal e da reação paradoxal esfincteriana. A determinação do tempo de trânsito colônico (por cintilografia ou com marcador radiopaco) é valiosa no diagnóstico da inércia colônica. A manometria ano-retal é especialmente útil na suspeita de Hirschsprung. Finalmente, a eletromiografia do cólon ou do esfíncter anal avalia a integridade neuromuscular intestinal.

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Tratamento Nos casos orgânicos, o tratamento será individualizado de acordo com o diagnóstico. Nos casos funcionais incluímos: medidas gerais: a escolha de um horário para evacuar, preferencialmente após uma refeição, para se aproveitar a ação do reflexo gastrocólico, favorece a reeducação do reflexo da evacuação. Ingestão adequada de líquidos e de fibras por vezes são suficientes para coibir a obstipação. A adoção de um novo estilo de vida, evitando-se o sedentarismo e a obesidade, é crucial na abordagem da terapêutica da obstipação. agentes formadores de massa: aumentam o bolo fecal, facilitando seu percurso pelo intestino. São incluídos: psyllium, sementes de plantago, ágar, farelo de trigo e metilcelulose. São os mais indicados para tratamento em longo prazo por agirem de forma fisiológica. Em idosos, em que há muita hipotonicidade intestinal, seu uso excessivo pode provocar fecaloma. Emolientes ou surfactantes: facilitam a mistura de água e gordura na massa fecal, amolecendo-a. Também estimulam a secreção colônica de água, sódio e cloro. O principal representante deste grupo é o docusato de sódio, cálcio ou potássio. O docusato tem a propriedade de aumentar a absorção de medicamentos usados concomitantemente, através da interferência na permeabilidade intestinal. laxativos osmóticos: atraem água para a luz intestinal por serem osmoticamente ativos.

Devem ser administrados com cautela, especialmente em idosos, pelo risco de desequilíbrio hidroeletrolítico. Incluímos sais de magnésio (por exemplo, hidróxido de magnésio), de sódio, lactulose e glicerina. Os sais de magnésio e os de sódio devem ser evitados em pacientes com insuficiência renal e cardiopatia, respectivamente. A lactulose é metabolizada por bactérias no cólon, com geração de ácidos graxos de cadeia curta, que têm ação laxativa, e de gases, que podem aumentar o meteorismo e produzir cólicas abdominais. Lubrificantes: são laxativos que facilitam a movimentação do bolo fecal por lubrificarem a parede intestinal e diminuírem a absorção de água. O exemplo típico deste tipo de laxativo é o óleo mineral. Não é uma boa opção em longo prazo por produzir irritação do canal anal e inibir a absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Também, se aspirado, pode provocar a chamada "pneumonia lipóide ou lipídica", razão pela qual deve ser usado com cautela em idosos e está contra-indicado em pacientes com distúrbios motores do esôfago que favoreçam a aspiração. agentes estimulantes e irritantes: dois grupos químicos são incluídos: os derivados difenilmetânicos e os antraquinônicos. Ambos inibem a absorção de água e eletrólitos. Dentre os derivados difenilmetânicos estão a fenolftaleína, o bisacodil e o picossulfato sódico. A fenolftaleína pode provocar uma série de efeitos indesejáveis, como hipocalemia, hiperaldosteronismo, enteropatia perdedora de proteína, osteomalácia, reações alérgicas e "lupus-like", Síndrome de Stevens-Johnson e lesões hepáticas. Seu uso contínuo, portanto, está contra-indicado. O bisacodil estimula o plexo nervoso da mucosa do cólon causando contrações. Dentre os derivados antraquinônicos temos a cáscara sagrada e a sene. Após ingestão, sofrem ação bacteriana no cólon e, após absorção, retornam ao intestino, pela bile sob a forma do seu metabólito ativo (hidroxiantraquinona), que age estimulando as terminações nervosas do plexo de Auerbach. Seu uso indiscriminado e prolongado leva ao aparecimento da melanose colônica e, ao diminuir a motilidade por lesão nervosa, acaba por provocar o chamado "cólon catártico". pró-cinéticos: são medicamentos que aumentam a atividade da musculatura lisa intestinal. A cisaprida, principal representante deste grupo, tem tido seu uso limitado em virtude de relatos de efeitos cardiocirculatórios graves. Assim, ausência de cardiopatia e um eletrocardiograma normal (sem prolongamento do segmento QT) são hoje pré-requisitos para introdução da droga. Outros agonistas da 5-hidroxitriptamina, que não a cisaprida, tais como o prucalopride e o tegaserode em breve estarão no mercado. Na Tabela 1, listamos as drogas laxativas mencionadas no texto e seus respectivos nomes comerciais. Tabela 1. Principais medicamentos laxativos e seus respectivos nomes comerciais Medicamento 1. Psyllium 2. Semente de Plantago Nome comercial Metamucil, Mucilium Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.)

3. Ágar-ágar 4. Docusato sódico 6. Lactulose 7. Glicerina 8. Óleo mineral 9. Fenolftaleína 10. Bisacodil 11. Picossulfato sódico 12. Cáscara-sagrada 13. Sena

Agar-agar Humectol-D (assoc.) Lactulona, Farlac Glicerina (supositório/enema) Óleo Mineral, Purol, Agarol (assoc.) "Homeopatia 46", Agarol (assoc.), Lactopurga (assoc.), Purgoleite (assoc.) Dulcolax, Humectol D (assoc.) Guttalax Cáscara sagrada, Ventre Livre (assoc.), Purgoleite (assoc.) Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.), Florlax (assoc.), Tamarine (assoc.), Tamaril (assoc.), Tamarix (assoc.), Frutalax (assoc.), Laxarine (assoc.), Laxtam (assoc.), Novolax (assoc.)

5. Hidróxido de magnésio Leite de Magnésia

Assoc. = outros agentes laxativos associados.

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Encaminhamento A grande maioria dos pacientes que apresentam obstipação intestinal devem ser acompanhada em unidades básicas de saúde. Somente quando houver suspeita de câncer, doença inflamatória ou afecção ano-retal é que o paciente deve ser encaminhado a serviço de gastroenterologia.

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Bibliografia Thompson, W.G.; Longstreth, G.F.; Drossman, D.A.; Heaton, K.W.; Irvine, E.J.; MüllerLissner, S.A. - Functional bowel disorders and functional abdominal pain. Gut, 45 (Suppl. II): 43-7, 1999. Freitas, J.A. & Mincis, M. - Constipação intestinal. In: Mincis, M. Gastroenterologia & Hepatologia, São Paulo, Lemos, 1997. pp 397-406. Laudanna, A.A. - Constipação ou obstipação. In: Laudanna, A.A. Gastroenterologia Clínica, São Paulo, Santos, 1990. pp 469-75. Wald, A. - Approach to the patient with constipation. In: Yamada, T. Textbook of Gastroenterology, 3rd edition, Philadelphia, LWW Publishers, 1999. pp 910-26. Lennard-Jones, J.E. - Constipation. In: Sleisenger, M.H. et al. Sleisenger & Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease, 6th edition, Philadelphia, W.B. Saunders Co., 1998. pp 174-97.

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Diagnóstico Sempre lembrar que as síndromes ansiosas podem estar relacionadas a outros transtornos médicos e uso de substâncias. Daí a necessidade de boa anamnese, exame físico e de se lembrar de disfunções cardiológicas, pulmonares, endócrinas e neurológicas. Abuso e dependência de álcool são grandes geradores de ansiedade patológica.

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Tratamento O tratamento dos sintomas agudos da síndrome do pânico, da ansiedade generalizada e do estado misto ansioso e depressivo deve ser feito com antidepressivos tricíclicos ou inibidores da recaptação de serotonina e psicoterapias comportamental-cognitiva ou interpessoal. A abordagem psicoeducacional é importante, para um bom vínculo terapêutico, tranquilizar o paciente e facilitar o encaminhamento ao especialista quando necessário. Orientações iniciais: educação sobre as síndromes ansiosas, a reação de luta e fuga, visando o entendimento de que os sintomas são desconfortáveis mas não trarão as conseqüências catastróficas que a pessoa imagina. Ensinar técnica de relaxamento ou meditação e, principalmente, a prática de respiração diafragmática. No caso de sintomas e sinais de alcalose respiratória por hiperventilação, ensinar a respirar o próprio ar num saco de supermercado. Tratamento farmacológico (consultar tabelas 1 a 3): iniciar com clomipramina 10 mg ou imipramina 25 mg e aumentar a dose a cada 5-7 dias, até obter remissão dos ataques de pânico. Benzodiazepínicos podem ser temporariamente associados no caso de "piora inicial" ou para alívio mais imediato dos sintomas. Sertralina (25 a 200 mg), fluoxetina (10 a 80 mg) também podem ser utilizados. O tratamento das fobias é feito por meio de técnicas de exposição. Através delas ocorre diminuição dos sintomas ansiosos e habituação à situação fóbica. Tabela 1. Alguns dos principais medicamentos utilizados para tratar os transtornos

ansiosos Medicamento Dose imipramina 25 a 300 mg Efeitos Colaterais e Contra-indicações obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, sedação, convulsão, sudorese. bloqueio átrio-ventricular, bloqueio de ramo direito obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, ansiedade inicial, retardo da ejaculação, convulsão, sudorese.bloqueio átrioventricular, bloqueio de ramo direito náusea, ansiedade inicial, cefaléia, diminuição da libido, insônia, tremor, sedação, fadiga, sintomas extrapiramidais, ganho de peso insônia, sonolência, tremor, tontura sonolência, tontura, insônia, tremor, diminuição da libido, ansiedade, parestesias, ganho de peso insônia, sonolência, sudorese, cefaléia, agitação agitação, sonolência, anorexia, tremor, hipocinesia, tontura

clomipramina

25 a 250 mg

fluoxetina sertralina paroxetina citalopram fluvoxamina

10 a 80 mg 25 a 200 mg 10 a 80 mg 10 a 60 mg 50 a 300 mg

Tabela 2. principais interações medicamentosas com tricíclicos (imipramina e clomipramina) medicamentos que aumentam o nível sérico dos tricíclicos: cimetidina, disulfiram, haloperidol, metilfenidato, fenotiazinas, propafenona, fluoxetina medicamentos que diminuem o nível sérico dos tricíclicos barbitúricos, etanol, contraceptivos orais, fenitoína potencializam efeito hipotensivo bloqueadores alfa-adrenérgicos podem aumentar pressão arterial simpatomiméticos por via parenteral

Tabela 3. Principais interações medicamentosas com os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (fluoxetina, sertralina, paroxetina, fluvoxamina, citalopram) ISRS fluoxetina efeitos farmacocinéticos em alguns medicamentos selecionados pode aumentar o nível sérico de: alprazolam, carbamazepina, clozapina, flufenazina, pimozide, tricíclicos, astemisole, cisaprida, terfenadina Tricíclicos astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam diazepam, tolbutamida, desmetildiazepam, astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam

fluvoxamina propranolol, teofilina, tricíclicos paroxetina citalopram sertralina

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transtorno obsessivo-compulsivo ou outros quadros que apresentem também depressão. abuso de substâncias ou grande comprometimento do desempenho também devem ser tratados pelo especialista.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Pacientes com fobia social. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Devem ser encaminhados para o especialista pacientes com síndrome do pânico e ansiedade generalizada que não responderam a um medicamento eficaz e pacientes com fobias que não responderam à exposição.

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EDUSP. Bernik M.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . São Paulo. Fobias e Obsessões. Gentil V. Terapia cognitivo-comportamental para transtornos psiquiátricos. Porto Alegre. 1998. São Paulo.G. T. Condutas em Psiquiatria. Hetem L.B. R. Artes Médicas. 1999. Ansiedade e Transtornos de Ansiedade. Editora Científica Nacional. Lemos Editorial..A. Ito L. Lotufo-Neto F.A. Rio de Janeiro. Copyright © 2001 IDS . 1997. & Moreno. e col. A. Pânico.M. Graeff F. 1997.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás.A.

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aumento da auto-estima e da autoconfiança. quando se alternam com episódios de euforia (ou mania) e hipomania (uma forma mais breve e branda de mania). Os episódios de mania são caracterizados pelo humor expansivo ou irritável. O interesse sexual está. São freqüentes os planos grandiosos. às vezes. incompreensível. Sintoma Humor Energia. o aparecimento de novos interesses. pelo aumento da energia e da atividade psicomotora. como delírios (falsas crenças de ser alguém muito importante. de ter poderes especiais) e alucinações (ouvir vozes. atividades Prazer Depressão Depressivo ou irritável Reduzidos Diminuído Mania ou euforia Expansivo ou irritável Aumentados Maior envolvimento com atividades prazerosas . aumentado. em geral. ter visões). Sintomas psicóticos. a chamada "depressão bipolar". são freqüentes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Episódios depressivos podem acontecer em diversos contextos. Podem ser parte do transtorno bipolar (antiga psicose maníaco-depressiva). O pensamento se torna acelerado e o discurso fica. há diminuição da necessidade de sono. os gastos excessivos e o envolvimento com dívidas.

planos questionáveis. de culpa. o Parkinson. cimetidina e indometacina está associado à depressão. A distimia se caracteriza pela menor intensidade dos sintomas. na chamada "depressão sazonal". corticosteróides. carbidopa. superior a dois anos. de estar falido ou de estar morto). a anemia perniciosa. A depressão pode também acontecer no contexto de uma doença física ou ser causada por medicamentos. no outono/inverno). não interferem com o funcionamento estável do indivíduo. O curso pode ser intermitente. autoconfiança Apetite Sono Libido Os episódios depressivos podem também acontecer no período pós-parto ("depressão puerperal"). hipófise e adrenal e. de alterações hormonais como as decorrentes do funcionamento deficiente ou excessivo da tireóide. concentração Pensamento Diminuídas Lentificado Idéias de ruína financeira ou física.Atenção. idéias suicidas Pessimismo. de poderes especiais. Outras doenças. paratiróide. descrença Reduzidas Reduzido ou aumentado Reduzido ou aumentado Diminuída Atenção voluntária diminuída e espontânea aumentada. clonidina. propanolol. estão presentes alucinações e/ou delírios (crenças falsas de ter uma doença incurável. o uso de medicamentos como reserpina. amantadina. depressão e insatisfação na maior parte do tempo. a esclerose múltipla podem também levar à depressão. A alteração do humor tem uma longa duração. Por exemplo. . em geral. como as encefalites. levodopa. Na "depressão psicótica". alfa-metildopa. delírios de grandeza otimismo exagerado Aumentadas Reduzido ou aumentado Diminuição da necessidade de sono Aumentada Conteúdo do pensamento Visão de futuro Auto-estima. Da mesma forma que ouso de substâncias como álcool (uso ou interrupção). principalmente. que. "a vida não vale a pena". anfetaminas (uso ou interrupção) e cocaína (interrupção). a distimia. Há também uma forma mais leve e crônica de depressão. concentração diminuída Acelerado Idéias grandiosas. Alguns indivíduos apresentam episódios depressivos sempre na mesma época do ano (por exemplo. de inutilidade. mas predominam as queixas de cansaço. do diabetes.

Cerca de 50% a 60% dos indivíduos que apresentam um primeiro episódio depressivo sofrem recorrências no futuro. Este é um aspecto importante da evolução e do prognóstico da depressão. deve-se sempre interrogar a existência de um episódio maníaco ou hipomaníaco no passado. só é atingida quando o indivíduo deixa de apresentar sintomas depressivos e não quando a intensidade destes diminui com o tratamento. A permanência de sintomas depressivos. apesar do tratamento ("resíduo depressivo") está também associada ao maior risco de recorrências. A remissão. Diante de um indivíduo com depressão. porém. pois a melhora dos sintomas depressivos é. maior será a chance de recorrências. muitas vezes. confundida com a remissão. Deprimidos com familiares bipolares apresentam maior risco para o transtorno bipolar do que aqueles sem história familiar.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . antes de um episódio maníaco. Os indivíduos bipolares podem apresentar vários episódios depressivos. A chance de recorrências a partir do terceiro episódio aumenta para 70% a 80%. Copyright © 2001 IDS . O transtorno bipolar é altamente recorrente (80% a 90% dos casos). Quanto maior o número de episódios depressivos prévios.

300 mg/dia 150 . São utilizados os diferentes compostos antidepressivos e.80 mg/dia 450 . quando necessário.300 mg/dia 150 . outros medicamentos associados (indutores de sono no caso de insônias graves. por exemplo).600 mg/dia Antidepressivos inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs) . antipsicóticos no caso da depressão psicótica. Os antidepressivos disponíveis no mercado brasileiro se dividem em quatro classes: Classe Antidepressivos tricíclicos (ADTs) Substância imipramina clomipramina amitriptilina nortriptilina tranilcipromina moclobemida Faixa terapêutica 150 .300 mg/dia 50 -150 mg/dia 40 .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da depressão pode ser dividido em três fases: a fase aguda. a fase de continuação e a fase de manutenção.

O tratamento da fase aguda tem como objetivo a remissão do episódio depressivo.2 mEq/l 50 a 150 mcg/ml . Sugerese iniciar com as doses mínimas descritas. o tratamento deve ser revisto. O tratamento de manutenção por um período ilimitado deve ser considerado para pacientes que apresentaram mais de 3 episódios (ou um a dois episódios graves.45 mg/dia 8 . Preconiza-se manter a dose do antidepressivo que levou à remissão dos sintomas por um período de 4 a 6 meses. imipramina. os efeitos adversos mais comuns. ácido valpróico. é importante conhecer mais profundamente as características farmacocinéticas. com tentativas de suicídio).600 mg/dia Para o manejo dos episódios depressivos. tranilcipromina.5 . Pacientes bipolares devem ser sempre tratados com estabilizadores do humor (lítio.50 mg/dia 150 . A fase de continuação corresponde ao período seguinte à melhora e tem o objetivo de evitar recaídas. farmacodinâmicas. Caso não se obtenha a melhora em 6 a 8 semanas com as doses máximas sugeridas. pacientes com primeiro episódio após 50 anos de idade ou pacientes que recaem ainda durante a fase de continuação. Sugere-se avaliar a presença de condições clínicas associadas e a ingestão correta da medicação.300 mg/dia 200 .8 a 1. com a troca por um antidepressivo de outra classe. sertralina e venlafaxina). independentemente da necessidade de antidepressivos (episódio depressivo bipolar) ou de antipsicóticos (episódio maníaco ou hipomaníaco). É sempre importante observar se o paciente apresenta ciclagem para a mania ou hipomania durante o tratamento com antidepressivos.10 mg/dia 150 . Quando a medicação é retirada precocemente. carbamazepina) para prevenir recorrências. Estabilizadores do humor lítio ácido valpróico Doses iniciais 600 mg/dia 500 mg/dia Níveis plasmáticos 0. A fase de manutenção visa evitar o aparecimento de novos episódios depressivos (recorrências). bem como as principais interações medicamentosas de apenas um composto de cada classe dos antidepressivos (por exemplo.Antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) fluoxetina paroxetina sertralina fluvoxamina citalopram venlafaxina mirtazapina reboxetina bupropiona tianeptina trazodona nefazodona 20 20 50 50 20 - 60 mg/dia 60 mg/dia 200 mg/dia 300 mg/dia 60 mg/dia Novos antidepressivos 75 .300 mg/dia 12.225 mg/dia 15 . aumentando gradativamente até a obtenção do efeito terapêutico. observam-se recaídas em 50% dos casos.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .carbamazepina 200 mg/dia 8 a 12 mcg/ml Copyright © 2001 IDS .

o paciente deve ser encaminhado para um especialista. Cerca de 30% dos episódios depressivos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A depressão é um problema médico de elevada prevalência na população geral. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nestes casos. Acarreta diversas conseqüências aos indivíduos acometidos. não respondem satisfatoriamente aos tratamentos iniciais e. porém. É passível de tratamento com antidepressivos de diferentes classes farmacológicas e o tratamento a médio prazo visa a remissão dos sintomas e a prevenção de recaídas e recorrências.

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edição. E. B. Lafer. Depressão no Ciclo da Vida.C. Soares MBM. Artmed Editora. 1999.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 2000.A.SI 40. Moreno RA. Moreno. R. Condutas em Psiquiatria. Miguel.. Lemos Editorial. 3a. T. Rev Bras Psiq. Almeida. São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás. O.P. Moreno DH. Porto Alegre. Psicofarmacologia de Antidepressivos. Copyright © 2001 IDS . 21 (supl) : SI24 . Fráguas Jr.... 1999. R.A.

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Quando o teste de ELISA anti-HIV é solicitado para um paciente com manifestações clínicas sugestivas de infecção por esse agente viral e a história epidemiológica é compatível com a de exposição a retrovírus. Para tal. Em pacientes adultos. são de alta sensibilidade e especificidade (superiores a 99%) e já se apresentam positivos cerca de 3 a 5 semanas após a infecção aguda. ou seja. há elevada freqüência de resultados falso-positivos. quando o ensaio imunoenzimático é aplicado em situações de rastreamento. Os testes confirmatórios mais freqüentemente empregados são as reações de Western blot. habitualmente um ensaio imunoenzimático (ELISA).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da infecção pelo HIV baseia-se na detecção de anticorpos específicos. Cabe ressaltar que os testes sorológicos de última geração. o teste sorológico de triagem habitualmente apresenta alto valor preditivo positivo. ou ainda durante o acompanhamento pré-natal. podemos afirmar seguramente que se trata de infecção atual pelo HIV. ou seja. capazes de detectar anticorpos específicos voltados a diferentes proteínas virais. No entanto. como. quando a reação de Western blot resulta positiva. observa-se que o valor preditivo positivo do teste tende a ser mais baixo. deve-se considerar a situação na qual o teste sorológico é efetuado. para correta elucidação diagnóstica. para correta interpretação dos resultados. por meio dos testes sorológicos. As amostras reagentes a esse teste devem necessariamente ser submetidas a teste sorológico confirmatório. Percebe-se assim . atualmente disponíveis. Ao contrário. por exemplo. na triagem sorológica compulsória para seleção de candidatos a doador de sangue. adota-se um algoritmo diagnóstico que inclui inicialmente a realização de um teste sorológico de triagem. muito freqüentemente tem seu resultado confirmado pelo método de Western blot.

através dos métodos de amplificação molecular (PCR ou NASBA). Após a confirmação diagnóstica de infecção por HIV. Com esse propósito são recomendados os testes para determinação quantitativa da carga viral plasmática (PCR ou NASBA) e a pesquisa do número de linfócitos CD4+ no sangue periférico. se desejar oferecer a seus pacientes um aconselhamento preciso. ser submetido a diferentes exames laboratoriais para investigação diagnóstica complementar de doenças oportunistas. de acordo com as manifestações clínicas existentes. ou ainda pode-se pesquisar a presença de ácido nucléico viral no sangue da criança. caso os testes diagnósticos por métodos de biologia molecular sejam disponíveis. uma vez que a sorologia positiva pode ser devida apenas à presença de anticorpos maternos. em caso de suspeita de transmissão materno-infantil. à medida do necessário. bem como no acompanhamento evolutivo dos pacientes submetidos ao tratamento antiviral. maior será o risco de evolução para AIDS.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Cabe ainda ao profissional de saúde garantir o apoio necessário ao paciente. citadas a seguir: p24. Ao lado dos exames laboratoriais relacionados ao diagnóstico da infecção pelo HIV e a sua avaliação prognóstica. deve-se enfatizar que a solicitação do exame deve sempre ser precedida de esclarecimentos detalhados sobre o significado de um eventual resultado positivo ou negativo. Copyright © 2001 IDS . que permitam avaliar o grau de comprometimento imunológico já ocorrido e estabelecer o prognóstico em relação ao risco de desenvolvimento da AIDS. Além disso. o paciente infectado poderá ainda. a confirmação diagnóstica exige o acompanhamento sorológico evolutivo da criança. é importante ressaltar que. há necessidade de que tenham sido detectados anticorpos específicos voltados pelo menos a duas das três proteínas virais. Nessas situações. o encontro de anticorpos anti-HIV no recém-nascido não necessariamente significa que houve infecção da criança. na ausência de outra justificativa para tal. até que o resultado do teste venha a ser conhecido. É ainda importante citar que para que um resultado de Western blot possa ser considerado positivo. No caso da infecção aguda. Quanto maior a carga viral plasmática e menor o número de células CD4+. baseados em associações de drogas anti-retrovirais. Tais testes são ainda importantes para orientação quanto à necessidade de introdução de esquemas terapêuticos específicos. deve levantar a suspeita de infecção pelo HIV.que o médico de família deve estar atento para as condições de realização de um teste sorológico anti-HIV. gp41 e gp120/160. dado que os testes sorológicos ainda podem resultar negativos. Tendo em vista as profundas implicações que cercam um resultado de sorologia para HIV. Vale a pena destacar que a linfopenia absoluta (<1000 linfócitos periféricos/mm3) ao hemograma. passivamente transferidos através da placenta. Espera-se observar a negativação dos testes sorológicos em duas amostras colhidas entre o 6o e o 18o mês de vida. em adultos ou crianças. deve-se proceder à determinação de parâmetros laboratoriais evolutivos. o diagnóstico dependerá da identificação do RNA viral no sangue periférico.

distribuídas por todo o território nacional. Por outro lado. observando-se com seu emprego sensível redução no risco de transmissão do vírus para o recém-nascido. indinavir. recomenda-se a infusão endovenosa de zidovudina no . como também da pesquisa periódica dos marcadores laboratoriais evolutivos (carga viral e número de células CD4+). A monitoração da resposta terapêutica depende não apenas do acompanhamento clínico dos pacientes. Ao lado disso. deve-se prescrever às gestantes soropositivas zidovudina oral a partir da 14ª semana de gestação. cadastrados no Programa Nacional de Anti-retrovirais do Ministério da Saúde e acompanhados nas unidades especializadas de assistência a pacientes com HIV/AIDS. ritonavir. zalcitabina ou ddC. A prescrição das drogas anti-retrovirais pressupõe conhecimentos detalhados acerca da farmacodinâmica e toxicidade desses fármacos. abacavir. nevirapina. nelfinavir e amprenavir). empregando-se associações de duas ou três drogas que atuam em diferentes pontos do ciclo replicativo viral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento específico da infecção pelo HIV é realizado. didanosina ou ddI. para impedir que subdosagens dos medicamentos possam induzir o desenvolvimento de resistência medicamentosa por parte do vírus. efavirenz) e drogas inibidoras da enzima protease viral (saquinavir. Sabe-se também que a aderência dos pacientes deve ser rigorosamente avaliada. Atualmente encontram-se disponíveis medicamentos com atividade inibitória sobre a enzima transcriptase reversa viral (zidovudina ou AZT. delavirdina. Nesse sentido. estavudina ou d4T. bem como de seu potencial de interação com outros medicamentos. As drogas anti-HIV são distribuídas gratuitamente aos pacientes infectados. lamivudina ou 3TC. as drogas anti-retrovirais são também importantes na profilaxia da transmissão materno-infantil do HIV.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . quando necessário. Ao lado da terapêutica anti-retroviral. o paciente com AIDS poderá ainda receber outras drogas para tratamento e/ou profilaxia de infecções oportunistas. Copyright © 2001 IDS .momento do parto e ainda a prescrição de solução oral desse medicamento ao recémnascido até a 6a semana de vida.

orientando seus pacientes sobre a importância da aderência às práticas de sexo seguro e às medidas de redução de danos. o médico de família deverá orientar o paciente a procurar um centro de atendimento especializado. no caso de usuários de drogas injetáveis. identificando situações de vulnerabilidade à infecção. esse profissional de saúde deve procurar atuar. Por estar em contato próximo com o núcleo familiar e sempre atento à sua dinâmica. . Papel do médico de família e indicações de encaminhamento O médico de família pode exercer um papel destacado na prevenção e no diagnóstico da infecção pelo HIV. onde possa ter acesso aos medicamentos anti-retrovirais fornecidos pelo Ministério da Saúde e prosseguir ao acompanhamento clínico ambulatorial. reduzindo o risco de progressão para AIDS e sua conseqüente morbimortalidade. O diagnóstico precoce e o tratamento específico. na presença de evidências de exposição a retrovírus ou mesmo de sinais e sintomas clínicos compatíveis com disfunção imunitária em adultos ou crianças. quando indicado. Mais ainda. poderão alterar sobremaneira o curso natural da infecção. deve o profissional esclarecer o paciente da necessidade de realizar o teste sorológico para esclarecimento diagnóstico. Nessas situações deverá intervir profilaticamente. Em caso de confirmação diagnóstica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento 1.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

HIV/AIDS: Perguntas e respostas. Focaccia R. Kiffer CR. Lima ALM. Oliveira MS.br Copyright © 2001 IDS . 1996. São Paulo. Atheneu. ed. Leite OM. Lomar AV. Site do Programa de AIDS do Ministério da Saúde: www. São Paulo.gov. Retroviroses humanas: HIV/AIDS. ed.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .aids. Uip D. Atheneu. 2000.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Veronesi R.

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sendo mais prático. o hemograma pode apresentarse com neutropenia e linfocitose (encontro de linfócitos atípicos). Para o teste de hemaglutinação. é necessária a coleta de duas amostras de soro com intervalo de duas semanas. O diagnóstico definitivo depende do isolamento do vírus. quando do dengue clássico. Os testes mais utilizados são aqueles relacionados à função hepática e renal. ou ainda pela detecção de anticorpos específicos no soro do paciente (inibição da hemaglutinação e ELISA). como: testes de função hepática: aminotransferases . Febre Amarela Os exames inespecíficos são importantes para monitorizar a evolução da doença na identificação de órgãos e sistemas envolvidos e na formulação de estratégias terapêuticas. O dengue hemorrágico caracteriza-se por levar a hemoconcentração e plaquetopenia (vasculite com extravasamento de plasma) entre o terceiro e oitavo dias de doença. detecção de antígenos virais ou RNA (ácido ribonucléico) em soro ou tecido (difícil realização). as enzimas hepáticas estão discretamente elevadas. enquanto o teste MAC-ELISA determina a presença de anticorpos de fase aguda (imunoglobina M).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Dengue Entre os exames inespecíficos. distúrbios metabólicos e defeitos de coagulação.

testes de coagulação. MAC ELISA é o de maior emprego) . testes de função renal: albuminúria. como tempo de protrombina. Entre os exames específicos estão a detecção de antígeno viral (de difícil realização). níveis de uréia sangüínea e fração de excreção de sódio. equilíbrio ácidobásico e eletrolítico: pH. medida de anticorpos IgM.séricas. fosfatase alcalina. tempo de tromboplastina tecidual ativada. eletrólitos séricos. produtos de degradação do fibrinogênio e plaquetas. níveis de bilirrubinas. gasimetria arterial. creatinina sérica.a técnica mais empregada é de captura de anticorpos IgM por ELISA.e o diagnóstico histopatológico. glicemia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

Devemos monitorizar a taxa de hematócrito e manternos atentos para a possibilidade de hiperhidratação. precisa de abordagem diferenciada em unidade de terapia intensiva. e reabsorção do líquido do extra para o intravascular. Para o dengue. A febre amarela. meio a meio. a hidratação deve ser por via oral. Em fase inicial. em dose única. continente africano. Em caso de hemorragia. é necessário repor o sangue perdido.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nenhuma das duas doenças tem tratamento específico. Prevenção É importante enfatizar que há vacina eficaz contra a FA que. devemos iniciar hidratação parenteral com solução fisiológica e solução glicosada a 5%. ou quando o hematócrito continuar subindo a despeito da hidratação oral. O tratamento do dengue hemorrágico deve visar primordialmente a reposição das perdas de eletrólitos e de plasma (soro). quando o paciente apresentar vômitos. e adicionar bicarbonato de sódio quando houver acidose metabólica. procurando manter o hematócrito em níveis normais. 1. ou mesmo para aqueles que . monitorização hemodinâmica e cuidados com as diversas alterações decorrentes do processo patogenético. onde pode haver a necessidade de diálise. que pode ocorrer com a rápida interrupção do processo patogenético. quando evolui em sua forma completa. mantém imunidade por pelo menos 10 anos. A vacina está indicada para todos que viajam para regiões Centro-Oeste ou Norte do Brasil. tratamento paliativo com analgésicos (evitar salicilatos) é a única medida aconselhada.

Copyright © 2001 IDS . A vacina deve ser aplicada pelo menos oito dias antes da viagem.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .vão para regiões onde estiverem ocorrendo epidemias da doença.

eletrólitos. Copyright © 2001 IDS . deve estar recebendo reposição das perdas (líquido. sangue etc. Em ambos os casos. o paciente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O dengue na forma hemorrágica e a febre amarela necessitam de encaminhamento urgente assim que se fizer a suspeita diagnóstica devido ao potencial risco para a vida do paciente.).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ao ser encaminhado.

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Dengue and Dengue Hemorrhagic Fever. Tropical Infectious Diseases. Microbiol.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gubler DJ.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Clin. Pg. Copyright © 2001 IDS . Ministério da Saúde. 1986. Reviews.1998. Geneve. eds. Yellow fever. 1995. 1265-1274. 1999. Monath TP. Fundação Nacional da Saúde. Manual de Dengue: Vigilância Epidemiológica e Atenção ao Doente. Ministério da Saúde. Churchill Livingstone. 11:480. World Health Organization. Dengue haemorrhagic fever: diagnosis. World Health Organization. Brasília. Walker & Weller. In: Guerrant. treatment and control.

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confirma o diagnóstico de cancro duro. colagenoses. TPHA (Treponema pallidum haemaglutination) e ELISA (teste imunoenzimático) são reações específicas que detectam anticorpos da classe IgG (imunoglobulina G). infecções. Reações antitreponêmicas: FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption). Cura ou recaída e reinfecção evidenciam-se através da queda ou elevação dos títulos. hepatite crônica. medicamentos e transfusões).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Sífilis Pesquisa direta em campo escuro: o encontro de microrganismos espiralados. títulos altos costumam dever-se à sífilis. Reações sorológicas inespecíficas antilipídicas: VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e RPR (Rapid Plasma Reagin) são de fácil execução. A positividade com IgM permite fazer o diagnóstico de infecção aguda no recém-nascido e não simples transferência passiva transplacentária de anticorpos maternos. lúpus eritematoso sistêmico. As reações específicas com anticorpos antiIgM são úteis no diagnóstico da sífilis congênita. vacinações. Podem ser positivas em outras doenças (síndrome antifosfolipídica. Necessitam de confirmação através das provas específicas antitreponêmicas. pois são quantificáveis. Positivam-se a partir da terceira semana do aparecimento do cancro. Entretanto. São indispensáveis no seguimento sorológico dos doentes. com características do T. porém inespecíficas. pallidum. porém a sensibilidade do teste não é boa o . Tornam-se positivas em torno da segunda a quarta semanas do aparecimento do cancro.

Positividade para o VDRL indica neurossífilis associado ou não à elevação das proteínas e/ou celularidade liquórica. pode elucidar casos difíceis. corados habitualmente pelo Leishman ou Giemsa (método de Tzanck).5 dias Uretrites Não Gonocócicas A confirmação da infecção por clamídia se dá pelo achado. o VDRL ou o FTA-Abs tornam-se positivos. pode ocorrer. O exame citológico de esfregaços de lesão. Cancro Mole Bacterioscopia: O encontro de bacilos gram-negativos. podendo resultar em elevado percentual de falso-positivo ou falso-negativo. Podese confirmar o diagnóstico pela cultura em meio de Thayer-Martin. pleiocitose e alteração das proteínas liquóricas. e em 25% dos doentes. faz-se necessária. raramente. demonstrandose células gigantes multinucleadas características do efeito citopático desse grupo de vírus. Condiloma Acuminado O diagnóstico é clinico. . Estudos sorológicos estão indicados nos casos suspeitos de primoinfecção e em inquéritos epidemiológicos. confirma o diagnóstico. em cerca de 40% dos doentes. O vírus do herpes e citomegálico são considerados como agentes etiológicos em face dos exames negativos e outros comemorativos. aos pares ou formando cadeias em esfregaço da ulceração. intra ou extracelular. Candida e micoplasma crescem em culturas com meios adequados. Por vezes. como por exemplo. primária e secundária. A demonstração do vírus através de microscopia eletrônica e cultura. Gonorréia O diagnóstico é confirmado pelo encontro de diplococos gram-negativos. pode ser necessário o exame histopatológico para confirmação diagnóstica. Herpes Genital O diagnóstico é clínico. em esfregaços. Líquor: na sífilis recente. Trichomonas e cândida são evidenciadas pelo exame direto. história prévia de infecção pelo HSV.suficiente. de pequeno número de células inflamatórias e ausência de gonococos e outros microrganismos. com crescimento do gonococo em 2 . nos núcleos dos leucócitos polimorfonucleares. em esfregaço da secreção purulenta corado pelo gram.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

sendo a dose total igual a 4.000 UI.gov. Tetraciclina ou eritromicina (estearato ou etilsuccinato): para a sífilis recente. 2. Sífilis Secundária e Latente Recente Penicilina G benzatina.400. para se evitar o uso de medicamentos menos eficazes ou com maiores possibilidades de efeitos adversos. 500 mg 6/6 .br/ assistencia/manualcontroledst. intramuscular. 2. repetindo a mesma dose uma semana depois.400.000 UI.400. intramuscular.000 UI. três doses com intervalo de uma semana. dose única.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Sífilis Sífilis Primária (cancro dura) Penicilina G benzatina. Sífilis Terciária ou Tardia Latente ou com duração ignorada Penicilina G benzatina. dose única. intramuscular.000 UI. O relato de alergia deve ser muito bem avaliado.000 UI. 2.pdf) Doentes alérgicos à penicilina: O medicamento de primeira escolha para o tratamento de todas as formas de sífilis é a penicilina. sendo a dose total igual a 7.200.800.aids. Sífilis Congênita (consultar orientação do Ministério da Saúde em http://www.

10 dias. A limpeza local da(s) lesão(ões) é recomendada. 6/6 horas. por 7 dias. Tetraciclina: 500 mg VO. por 5 dias ou 5.0 g VO dose única. Doxiciclina: 100 mg 12/12 horas pode substituir a tetraciclina. indicando necessidade de tratamento. 6/6 horas por 7 . podem ser tratadas com estearato de eritromicina 500 mg via oral a cada 6 horas por um período de quinze dias (sífilis recente) e trinta dias (sífilis tardia). para a sífilis tardia. 6/6 horas. Seguimento pós-tratamento: Reações sorológicas a cada três meses por dois anos. Brasília. via oral (VO). Crianças abaixo de 12 anos. MS. É importante afastar sífilis e co-infecção pelo HIV. usar eritromicina ajustada para a idade. 1999) devem ser dessenbilizadas imediatamente tratadas com penicilina. A drenagem da adenite é contra-indicada. Na impossibilidade. É importante frisar que a ocorrência dessa reação não se deve a alergia medicamentosa e que não contra-indica ou implica suspensão do tratamento. 1000 mg VO. 8/8 horas. Na sífilis recente.horas. 500 mg VO. Eritromicina (estearato): 500 mg VO. por 15 dias. Cancro Mole Sulfametoxazol-trimetoprima: 800mg-160mg VO. 500 mg 6/6 horas. essa gestante não será considerada tratada para fins de transmissão fetal. podendo-se fazer uso de creme com antibiótico. 500mg VO. uma vez que não houve tratamento do feto . Entretanto. dose única. Gestantes com história comprovada de alergia a penicilina (ver Manual de Alergia a Penicilina. por 30 dias. Elevação de quatro vezes ou mais em relação ao último exame significa reinfecção. VO.uma a 12 horas antes do tratamento antimicrobiano. 12/12 horas por 10 dias. Gonorréia Tetraciclina. por 15 dias. Pode ser prevenida ou diminuída com administração de corticóide . As reações sorológicas lipídicas ou inespecíficas (VDRL / RPR) são as primeiras a apresentar quedas dos títulos e a negativar. CN DST/AIDS. Reação ao tratamento: Reação de Jarisch-Herxheimer é síndrome clínica com exacerbação das lesões cutâneas. Tianfenicol. Azitromicina. . esvaziá-la por punção. representando cicatriz sorológica. a negativação sorológica é realizada habitualmente em seis a nove meses e na sífilis tardia em torno do segundo ano.até o momento se reconhece apenas a penicilina como passível de transferência por via placentária . Se necessário.sendo obrigatório o tratamento da criança após o nascimento. mal-estar geral e febre que pode ocorrer após algumas horas da administração da primeira dose de tratamento. Pacientes com persistência de anticorpos em títulos baixos após dois anos e exame de líquido cefaloraquidiano normal são considerados curados. contra-indicada para gestantes e nutrizes. Trata-se com ácido acetilsalicílico (AAS).

400 mg VO. 5 mg/Kg endovenosa (EV). 500 mg VO. 250 mg. 7 dias. Herpes Genital Recorrente: aciclovir a 5% em creme. azitromicina .10 dias. uso tópico. Herpes Genital Primoinfecção Herpética Importante: aciclovir. Famciclovir: 125 mg VO.10 dias.Doxiciclina. 5 dias. 5 vezes ao dia.idem para clamídia. Eritromicina. Abstinência sexual durante o período de tratamento. 12/ 12 hs. com intervalos de 4 horas. Condiloma Acuminado É feito na dependência do tipo clínico. dose única. Ureaplasma: tetraciclina. intramuscular (IM). Herpes dos Imunossuprimidos: aciclovir. Uretrites Não Gonocócicas Clamídia: tetraciclina. doxiciclina e oxofloxacina . 12/12 horas por 7 . dose única.5 g VO dose única. Valaciclovir: 500 mg VO. Ceftriaxone. Tianfenicol 2.10 dias. omitindo-se tomadas noturnas. ou Aciclovir. 5 dias. por 7 . 500 mg via oral (VO). 100 mg VO. Aciclovir: 200 mg VO. . Azitromicina: 1g via oral (VO).idem para gonorréia. doxiciclina e eritromicina . 200 .0 g VO dose única. dose única. com intervalos de 4 horas. 400 mg VO. número de lesões e local acometido. Em caso de recidiva ou persistência do corrimento tratar com Eritromicina (estearato) 500 mg VO 6/6 horas por sete dias mais metronidazole 2. 6/6 horas. omitindo-se tomadas noturnas. por 7 . 5 vezes ao dia. 5 dias. 12/12 horas.10 dias. cada 8 horas. Ciprofloxacina ou ofloxacina.idem para gonorréia. por 7 .10 dias. por 7 .

Podofilina 10 . Ácido tricloroacético 90%: usado apenas em consultório por profissional experiente. fulguração ou crioterapia: Usados apenas em consultório por profissional experimentado. Copyright © 2001 IDS .Podofilotoxina a 0. 3 vezes por semana. Imiquimod: aplicar ao deitar. excisão cirúrgica com sutura: não está indicada pela possibilidade de implantação de novas verrugas nos pontos de sutura. retirar após 4 . 5-fluorouracil 5% em creme: aplicar 1 vez ao dia. retirando pela manhã.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . eletrocoagulação. Total de 4 a 6 ciclos. por várias semanas. conforme a tolerância. 3 vezes por semana. no máximo por 16 semanas.25% em tintura de benjoin: usado apenas em consultório por profissional experiente. semanalmente.10 horas.5% em solução ou gel: aplicar 2 vezes ao dia por 3 dias seguidos.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Sífilis Sífilis congênita é doença de notificação compulsória. Gonorréia Casos com possíveis complicações associadas à gonorréia devem ser encaminhados ao urologista ou ginecologista. sendo. Uretrites Não Gonocócicas O diagnóstico de uretrite não-gonocócica e sua etiologia são difíceis na maioria dos casos. com freqüência. necessário o encaminhamento ao urologista. Notifique os casos de sífilis adquirida ao serviço de vigilância epidemiológica do município/ estado. Devem ser encaminhados aos respectivos especialistas os casos de sífilis terciária. Condiloma Acuminado . porque somente com a informação adequada pode-se planejar as ações adequadas.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . de casos suspeitos.Para realização de peniscopia. com ou sem biópsia.

1999. Primeira edição. parceiros dos indivíduos com doenças sexualmente transmissíveis. Doenças infecciosas e parasitárias. q tratar das suas manifestações características. Cancro mole. . Fitzpatrick editors. Eisen. Dermatologia. ou orientar encaminhamento adequado. Katz. Rivitti editores. O leitor deverá: q reconhecer as principais doenças sexualmente transmissíveis do ponto de vista do diagnóstico clínico e laboratorial. Fundação Nacional de Saúde. 2000. Segunda edição. Wolff. Fitzpatrick's Dermatology in General Medicie. Goldsmith. Herpes simples e Infecção pelo papilomavírus humano in Ministério da Saúde. Austen. Sífilis. Gonorréia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Sexually transmited diseases in Freedberg. q estar capacitado para triar os casos que necessitem abordagem diagnóstica ou terapêutica mais especializada. Centro Nacional de Epidemiologia editores. q recrutar para exame. Fifth edition Sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis in Sampaio. Guia de bolso.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

A intradermorreação com esquistossomina tem importância epidemiológica. revelando retificação ou abaulamento do arco médio. Os métodos de exame de fezes mais apropriados são os de sedimentação. decorrentes da ruptura de varizes esofagianas. em termos de eficácia diagnóstica. não costumam estar alteradas de maneira importante. Da mesma forma. Nas formas pulmonares. o mesmo podendo ser dito com relação às reações sorológicas. devendo essa última ser reservada para situações especiais. exceto em situações já citadas de dano hepático por outras infecções associadas ou após sangramentos intensos. como o de Hoffman. podendo ser negativo nos primeiros dias das manifestações clínicas da forma aguda. gama glutamil-transferase e fosfatase alcalina). à biópsia retal. a realização de radiografia de tórax. na avaliação da hipertensão portal e suas conseqüências. Os exames inespecíficos não revelam alterações características nas formas crônicas da doença: as enzimas hepáticas (transaminases. observa-se proteinúria em casos de comprometimento renal. fato importante por permitir avaliação da carga parasitária. A positividade do exame de fezes se dá a partir de 30-35 dias a partir da infecção. revelando hipertrofia das câmaras cardíacas direitas e do tronco da artéria . A realização de cinco análises de fezes parece ser superior. A ultra-sonografia e a endoscopia digestiva alta são exames subsidiários importantes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da esquistossomose baseia-se no encontro de ovos do parasita seja em exame parasitológico de fezes ou em exames histopatológicos. a técnica de Kato-Katz tem a vantagem de permitir a contagem de ovos. o ecocardiograma. sobretudo da mucosa retal.

como esplenoportografia e arteriografias. Copyright © 2001 IDS . para planejamento de derivações da circulação portal. são reservados a avaliações pré-operatórias. e o eletrocardiograma. assinalando sobrecarga de câmaras direitas. são igualmente relevantes.pulmonar. Procedimentos de maior complexidade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

. Alternativamente pode ser utilizado o praziquantel. O controle de cura pode ser realizado pela realização de seis exames de fezes. em dose única de 12.5 a 15 mg/kg de peso para adultos e 20 mg/kg para crianças (idade inferior a 15 anos). a intervalos mensais. tontura e náuseas nas primeiras horas após a ingesta. também por via oral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da esquistossomose baseia-se na quimioterapia. que tem por objetivo a erradicação dos vermes adultos. ainda que parcial. bem como a escleroterapia endoscópica das varizes esofagianas. visto que pode haver regressão. Trata-se de medicamento bem tolerado. das alterações hepáticas e da circulação portal. o fármaco de escolha é o oxamniquine. Está indicada em todos os casos parasitologicamente ativos. Cuidado especial deve ser tomado com pacientes convulsivos não controlados. Ambos os fármacos não devem ser administrados a mulheres grávidas e nutrizes. em dose única de 50 a 60 mg/kg de peso. mesmo nas formas mais graves da doença. que deve ser administrado por via oral. Tratamento cirúrgico para alívio da hipertensão portal pode ser indicado em alguns casos. No Brasil. sendo mais comuns relatos de sonolência. pois o fármaco poderá desencadear crises convulsivas. sendo o primeiro deles feito de 45 a 60 dias após o tratamento.

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devem ser encaminhadas a serviços especializados. sobretudo aquelas com hipertensão portal. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As formas leves da doença podem ser tratadas em regime ambulatorial. As formas graves.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . para acompanhamento. estando os medicamentos disponíveis na rede pública de serviços de saúde.

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Prata. 1996. A. Cunha. 1970 (435 págs). R.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Passos. R. S. Sarvier-EDUSP. Focaccia. Copyright © 2001 IDS . A. D. Esquistossomose mansoni in Veronesi. Atheneu.SP. 1998.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. Tratado de Infectologia. R. A. Rev Soc Bras Med Trop. C. 31 (supl II): 61-74.. Esquistossomose mansoni. Amaral. Esquistossomose mansônica: aspectos epidemiológicos e de controle. S.

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tocando levemente o ponto a ser testado com a ponta da caneta.seguida da dolorosa e tátil. Sensibilidade térmica: é pesquisada utilizando-se dois tubos de ensaio contendo água fria e quente ou chumaços de algodão seco e embebido no éter. perpendicularmente à pele. Obs. Os tubos e os chumaços são encostados na pele sã e acometida alternadamente para testar a hipoestesia. Sensibilidade tátil: escorrega-se levemente uma mecha fina de algodão caminhando da pele sã para a pele lesada . Prova da histamina: baseia-se na dilatação dos capilares induzida pela histamina quando há integridade nervosa. Sensibilidade dolorosa: utiliza-se uma caneta esferográfica de ponta grossa. solicitando ao paciente que responda quando sentir diferença no tato. Nos testes completos ocorrerá na . Depositam-se gotas de solução milesimal de histamina na área suspeita e pele normal e faz-se uma puntura com agulha. Existem técnicas de fácil aplicação que permitem pesquisar a sensibilidade nas áreas supostamente acometidas ou que meçam indiretamente a integridade dos ramúsculos nervosos periféricos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As manifestações cutâneas associadas ao comprometimento neurológico são fatores essenciais no diagnóstico clínico precoce da doença.: lembrar que a primeira a se alterar é a sensibilidade térmica .

Copyright © 2001 IDS .pele a tríplice reação de Lewis (eritema primário. secundário e pápula).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nos incompletos a segunda fase (eritema secundário) está ausente.

Poliquimioterapia Forma Idade Adultos Paucibacilar anos Rifampicina 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S 300-450mg/ mês-S 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S DDS 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A 50100mg/ dia-A 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A Clofazimina Duração 0-5 6 .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A duração e o esquema de tratamento de poliquimioterapia são recomendados pela Organização Mundial de Saúde.14 anos Adultos 6 meses 300mg/mês-S 50mg/sem-A 100mg/mês-S 100mg/sem-A 12 meses Multibacilar anos 0-5 .

14 anos S= Supervisionada A= Auto-administrada sem= semana 300-450mg/ mês-S 50100mg/ dia-A 150-200mg/ mês-S 150mg/sem-A Estados reacionais: Reação do tipo I .prednisona 1mg/Kg/dia (VO)até melhora clínica. Na impossibilidade de seu uso. Reação do tipo II . devem receber imunoterapia profilática com duas doses de BCG intradérmico. Copyright © 2001 IDS .6 . orquite ou acometimento renal preconiza-se a prednisona 1mg/Kg/dia (VO).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Talidomida 100 . em intervalo de 6 meses cada. quando coexistir comprometimento neural grave.400mg/dia (VO) até remissão do quadro (proibido por lei em gestantes e mulheres em idade fértil). Os contatantes dos doentes.

Casos suspeitos devem ser diagnosticados e tratados nas unidades básicas de saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A hanseníase é doença de notificação compulsória.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

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Livraria Atheneu Editora.G. 1a Ed. R. 3a Ed. Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária. Gráfica Tropical. Guia de Controle da Hanseníase. Centro Nacional de Epidemiologia .: Manual de Dermatologia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .. 2a Ed..C.. C. 1990.. 1994. Brasília. S. L. Talhari.. Ministério da Saúde. 1997. Fundação Nacional de Saúde.: Hanseníase.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cucé. Neves. Festa Neto. Copyright © 2001 IDS .

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se presentes. porém nem sempre há icterícia e colúria. O anti-HBc IgG pode indicar tanto uma exposição passada (se o AgHBs . as aminotransferases estão elevadas. O antiVHA IgM confirma o diagnóstico de fase aguda. o que torna o diagnóstico laboratorial de importância tanto clínica como epidemiológica. A diminuição da atividade da protrombina e dos níveis de albumina. As bilirrubinas e as enzimas canaliculares fosfatase alcalina e gamaglutamil transferase podem estar aumentadas. enquanto o anti-VHA IgG indica infecção prévia e imunidade contra o vírus. Surge cerca de 6 semanas após a infecção. Específicos 1) Hepatite A O diagnóstico pode ser estabelecido pela pesquisa do anticorpo específico (anti-VHA). Exames gerais Nas hepatites virais. porém pode estar presente durante a exacerbação de formas crônicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico clínico da hepatite é relativamente simples. representa um quadro agudo. indicam insuficiência hepática. Se for da classe IgM. 2) Hepatite B a) Sorologia A presença do AgHBs indica um estado de portador crônico ou um quadro agudo. O anti-HBc total marca o contato com o vírus.

3) Hepatite D A positividade do anti-delta IgM geralmente significa infecção delta crônica e a do anti-delta IgG. b) Pesquisa do DNA viral Pode ser realizada pelas técnicas de hibridização. Biópsia hepática Excepcionalmente indicada na hepatite aguda somente quando há dúvida no diagnóstico. O AgHBe é um marcador de replicação viral. Esses testes não são capazes de diferenciar infecção aguda. Na hepatite crônica. que é a mais sensível. branched-DNA (b-DNA) ou PCR. qualitativa ou quantitativa (carga viral). No entanto. particularmente quando há dúvida no diagnóstico. nas fases iniciais da infecção aguda e nos imunodeprimidos. seja naturalmente adquirida ou conferida pela vacinação. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . essa regra freqüentemente apresenta exceções. infecção passada. A especificidade pode ser confirmada com a utilização de um teste confirmatório. crônica ou prévia. É encontrado nas formas agudas e crônicas.estiver negativo) ou uma forma crônica (se o AgHBs for positivo). A presença do anti-HBs significa imunidade. o anti-VHC pode não ser detectado. geralmente o RIBA (recombinant immoblot assay). 5) Hepatite E O diagnóstico é feito por sorologia específica. A determinação do RNA viral. é recomendável antes do tratamento para avaliar o estadiamento. porém a maior parte dos laboratórios não a realiza rotineiramente. é útil tanto para confirmar o diagnóstico quanto para a monitorização do tratamento. pela técnica de PCR. Todavia. enquanto a soroconversão para o anti-HBe indica geralmente uma parada da replicação viral. 4) Hepatite C A pesquisa do anti-VHC por Elisa é o procedimento mais empregado para o diagnóstico.

4 ou 8 semanas). o conhecimento do tratamento específico com medicamentos antivirais deve ser superado pela capacidade em prescrever e aplicar a imunização. indicando-se também a vacinação. Há vários esquemas.É administrada em 2 doses. Para as demais formas de hepatites virais. 1) Imunização contra o VHA a) Imunização passiva . .02 ml/kg de peso por via intramuscular até 2 semanas após a exposição ao vírus. Medidas específicas para prevenção estão disponíveis contra os vírus A e B. a vacinação rotineira é recomendada somente em comunidades com surtos freqüentes da doença.a imunoglobulina humana deve ser administrada na dose de 0. embora o benefício persista por 3 a 6 meses. Portadores de hepatopatias crônicas apresentam um risco aumentado de insuficiência hepática aguda grave se forem infectados pelo VHA. Os candidatos a recebê-la são as pessoas que tiveram contato íntimo ou sexual com portadores de hepatite A. b) Vacinação . Embora a vacina tenha sido licenciada para uso em crianças acima de 2 anos de idade. É recomendada para usuários de drogas injetáveis e para homens homossexuais. a recomendação é respeitar as precauções universais para evitar contato com sangue e secreções corporais. É uma proteção eficaz (cerca de 85% dos casos). em caso de surtos em grupos de pessoas com esse comportamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nas hepatites. que diferem pelo intervalo entre as doses (2.

b) Imunização ativa . Copyright © 2001 IDS . cônjuge). Na hepatite B e D. contatos de pacientes com VHB (por exemplo. A resposta é considerada adequada quando se detectam títulos do anti-HBs acima de 10 mUI/ml pelo teste de Elisa. Os pacientes e seus familiares devem ser instruídos em relação às formas de contágio e às medidas de higiene necessárias. porém são menos utilizados. o interferon recombinante alfa é o medicamento mais utilizado. A vacinação de rotina é recomendada em áreas com alta prevalência da hepatite B e nas seguintes situações de risco aumentado: pessoal da área de saúde envolvido no cuidado de portadores do VHB. A globulina deve ser administrada até 48 horas após a exposição e repetida após um mês.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . deve-se fracionar a aplicação em 2 áreas diferentes. Casos selecionados de hepatite B poderão ser tratados com lamivudina. Deve-se ainda fornecer orientação quanto à proibição do uso de álcool e de drogas potencialmente hepatotóxicas. pacientes em hemodiálise. o tratamento inicial recomendado é a associação do interferon com a ribavirina. Se a dose ultrapassar 5 ml. Tratamento das hepatites agudas O tratamento das hepatites agudas é de suporte e pode ser realizado ambulatorialmente ou no domicílio do paciente. no deltóide. Não são necessárias dietas especiais ou repouso absoluto. recém-nascidos de mães com VHB (juntamente com a globulina hiperimune). Outros esquemas de vacinação com intervalos e doses menores por via intradérmica foram descritos. pacientes que necessitam receber hemoderivados (hemofílicos por exemplo) e após exposição a sangue contaminado (juntamente com a globulina hiperimune). Todos os casos devem ser encaminhados para ambulatório específico.5 ml para crianças abaixo de 12 anos. é mais seguro internar o paciente. 4. A aplicação é realizada por via intramuscular.2) Imunização contra o VHB a) Imunização passiva . 3. Os pacientes com vômitos freqüentes e desidratação podem necessitar de hospitalização. O intervalo entre as doses geralmente é de zero. um e seis meses. Tratamento das hepatites crônicas O tratamento envolve a administração de drogas antivirais. usuários de drogas injetáveis.a gamaglobulina hiperimune contra o AgHBs é recomendada em situações de alto risco de adquirir a hepatite B como quando sangue contaminado é inoculado ou atinge mucosas ou conjuntiva. As doses efetivas são de 250 a 500 UI (200 UI para o recémnascido) por via intramuscular.a vacina recombinante atualmente comercializada é altamente eficaz e segura. em recém-nascidos cujas mães são portadoras de hepatite B. Na hepatite C. Quando há sinais e sintomas de insuficiência hepática. preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. É usada também para profilaxia. na dose de 1 ml (20 microgramas) para adultos e 0.

Copyright © 2001 IDS . pela complexidade do seu tratamento. recomenda-se fortemente o encaminhamento para um centro de referência. devem ser encaminhados eletivamente para avaliação e tratamento em serviços médicos especializados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os casos de hepatite crônica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Se houver piora da função hepática. uma vez que a recuperação espontânea ocorre na menor parte dos pacientes e a mortalidade é muito elevada. . Todos os casos de hepatite fulminante devem ser internados imediatamente e transferidos com urgência para avaliação quanto à possibilidade de transplante hepático.

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Londres.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Zuckerman AJ. Londres. Philadelphia. Harcourt Publishers Limited. Sorrel MF (eds). Churchill Livingstone.1998. 2a edição. 1999.Viral Hepatitis. O´Grady JG. Thomas HC (eds). 2000 Copyright © 2001 IDS . Comprehensive Clinical Hepatology.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Howdle PD (eds). Lake JR. LippincottRaven. Schiff ER. Schiff´s Diseases of the Liver. 8a edição.

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de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. Quando disponível. pode ser utilizada a reação de ELISA com pesquisa de anticorpos da classe IgM e IgG. Stuart. As transaminases elevam-se pouco (geralmente os valores estão abaixo de 100 UI) e os valores de bilirrubinas podem chegar a níveis bastante elevados. tem-se empregado a reação soroaglutinação macroscópica como teste de triagem e a soroaglutinação microscópica para confirmação e determinação do sorogrupo envolvido. Tal reação é bastante sensível e permite o diagnóstico mais precoce. de acordo com as normas da vigilância epidemiológica da leptospirose. desde que o paciente se enquadre na definição de "caso suspeito".>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diagnóstico laboratorial O diagnóstico definitivo é feito por meio do isolamento da leptospira do sangue. Para confirmação sorológica é preciso um aumento ³ 4 vezes nos títulos de anticorpos entre a fase de doença aguda e a fase de convalescença (após duas semanas) quando utilizada a reação de microaglutinação microscópica. freqüentemente com neutrofilia e desvio para esquerda. principalmente às . No Brasil. plaquetopenia e leucocitose. líquor ou urina em meio de cultura apropriado. Outros exames laboratoriais auxiliam no diagnóstico da doença. porém esta reação é de positividade tardia e raramente dá resultado positivo antes do final da segunda semana de doença. O hemograma pode mostrar anemia. EMJH ou por sorologia positiva em paciente com quadro clínico compatível. como os meios de Fletcher. A revisão do Guia de Vigilância Epidemiológica do ano de 2000 preconiza a reação de macroaglutinação reagente como teste confirmatório.

O exame de urina pode mostrar leucocitúria. hematúria. dengue e outras doenças virais. hepatite alcoólica. O comprometimento meníngeo pode se expressar de forma clínica e laboratorial bastante parecida com as meningites linfomonocitárias benignas. Copyright © 2001 IDS . colangites e colecistites e com a dengue hemorrágica. febre amarela. que cursam com cefaléia. Os níveis de uréia e creatinina podem estar bastante elevados e tipicamente. pode ocorrer hipocalemia. a leptospirose pode ser confundida com a gripe. muito similares à síndrome hemorrágica pelo Hantavirus. sem icterícia e com evolução para insuficiência respiratória grave. Vale lembrar que têm sido relatados alguns casos com comprometimento pulmonar com pneumonite hemorrágica. geralmente benignas e autolimitadas. forma ictérica da febre tifóide.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . infecção bacteriana aguda em hepatopatas crônicos.custas da bilirrubina direta. Diagnóstico diferencial Na forma anictérica. proteinúria e cilindrúria. malária por P. febre e dores musculares. hepatites virais graves. o diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com a septicemia por bacilo Gram-negativo. Na forma grave ou síndrome de Weil. falciparum. ao contrário de outras causas de insuficiência renal aguda.

o antibiótico recomendado é a penicilina G . podem diminuir a ocorrência de casos humanos. o tratamento pode ser feito com doxiciclina 100 mg de 12/12 horas ou amoxicilina 500 mg de 8/8 horas. ao entrar em contato com coleções de água. e para que utilize calçados adequados em locais de pescarias e caçadas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para casos leves. Nos casos moderados ou graves. de 4/4 horas. coleta e destino adequado do lixo e campanhas educacionais para esclarecimento da população sobre o modo de contágio e as manifestações clínicas da doença.1 a 2 milhões de unidades. tais como natação em lagos e pequenos rios. Deve-se orientar a população para que utilize medidas protetoras nos períodos de enchentes. Recomenda-se também orientar a população para evitar atividades recreacionais em locais com possibilidade de contaminação. Hidratação. canalização de córregos. por via endovenosa. Para os pacientes que estiveram em situações de risco de infecção. pode-se utilizar . procurando usar botas e luvas de borracha. por cinco a sete dias. porém medidas gerais de saneamento básico. A terapia de suporte é fundamental para os casos graves. transfusão de sangue e/ou plaquetas. por 7 a 10 dias. como a implementação de boas condições de habitação. Prevenção e controle A prevenção da leptospirose é dificultada pela impossibilidade de se eliminar os roedores urbanos. diálise e ventilação mecânica podem ser necessários. via oral.

para aqueles que estão sob risco de infecção. e a dose de 200 mg. adequada e eficiente de proteção a eles. As vacinas disponíveis são utilizadas para imunização animal. pois tem se mostrado eficaz na proteção de indivíduos expostos. Recomenda-se a dose de 100 mg. Não existe. duas vezes ao dia.antibiótico profilático. durante todo o período de exposição. por via oral. em nosso meio. A doxiciclina é o antibiótico mais recomendado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . durante sete dias. via oral. uma vez por semana. vacina disponível para aplicação em humanos. Copyright © 2001 IDS . A imunidade na leptospirose é soro específica. A vacinação de animais domésticos é uma medida viável.

Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos de leptospirose de forma anictérica pode ser acompanhada em ambulatório. e sempre que necessário. Todos os casos da forma ictérica ou insuficiência renal (creatinina elevada) devem ser encaminhados para hospital de referência para internação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . assistência em unidade de terapia intensiva.

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& Amato Neto. Trop. Med. R. Nicodemo. R. Takakura. M. FSV. G. and ultrastructural features related to thrombocytopenia.C. 1997.A. Inst. & Amato Neto..C. Trop. 9a edição.. 1997.C. A. Guanabara-Koogan. In: Schechter. Veronesi. Rev. Focaccia. 31:71-9. Brasília. Marangoni. & Nicodemo. Fundação Nacional de Saúde . DV. p.Doenças infecciosas e parasitárias . AV. Alves. Tratado de Infectologia. 987-1003.I. Capítulo 5. 4a edição. Del Negro. 127-128. Leptospirose. Alterações hematológicas na leptospirose. R. Fundação Nacional de Saúde. 98-104. p. Rev. E. Leptospiroses. Med. Duarte. Leptospirose. Inst. immunohistochemical. 56: 181-7. 1990. Diament. T de. V. Rio de Janeiro. Santos. V.. N. S. 1999-2000. 1989.L. C. A. 32: 252-259... São Paulo. 1994.. Rio de Janeiro.Paulo.. TMPP.T. Ministério da Saúde. Thrombocytopenia and leptospirosis.Guia de bolso. M. Medeiros. In: Veronesi. Nicodemo. Am J trop Med Hyg. D. . Martins. 1999. Castiñeiras. Doenças infecciosas: conduta diagnóstica e terapêutica.F. Nicodemo..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Lomar. A. Lung lesions in human leptospirosis: microscopic. R. p. Editora. G. Del Negro. Brasília. V. Atheneu. Guia de vigilância epidemiológica. Brito.18.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

Os métodos tradicionalmente empregados para tal fim são a gota espessa e o esfregaço. Direto . para inquéritos sorológicos ou ainda com intuito de triagem de doadores de sangue. Não é de utilidade prática para diagnóstico de doença. que necessitam apenas de lâmina onde se coloca uma gota de sangue. Tentativas de melhorar o diagnóstico direto têm sido feitas. ou para diagnóstico de infecção ou. de comprometimento sistêmico múltiplo.é a observação do parasito por hemoscopia. Específico: consiste na identificação do parasito ou de anticorpos no sangue periférico. na malária não complicada. . sendo que a técnica do QBC (quantitative buffy coat). São métodos de realização simples. as alterações laboratoriais estão na dependência do órgão (sistema) mais envolvido. que emprega capilar e coloração com acridina orange.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Exames laboratoriais a. Inespecífico: poucas são as alterações observadas aos exames complementares. b. geralmente por punção digital.consiste na demonstração da presença de anticorpos específicos contra plasmódio no soro de indivíduos. mais freqüentemente. Nos casos graves. tem se mostrado como muito promissora pela maior sensibilidade obtida. Indireto .

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25 mg/kg/dia (15 mg para adultos). devemos ficar atentos para a possibilidade maior de complicações. A primaquina é tóxica para a medula óssea. necessitamos de medicamentos que atuem tanto na fase eritrocítica como na pré-eritrocítica. A dose recomendada de primaquina é de 0. durante 14 dias seguidos. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento a. A dose de 4aminoquinoleínicos empregada é de 25 mg/kg de peso divididos em quatro tomadas: 10 mg/ kg no início. falciparum. Malária por Plasmodium vivax Para este tipo de infecção. ocasionando recaídas. não devendo ser administrada em crianças pequenas (menores que seis meses) e gestantes.5 mg/kg/dia (30 mg para adultos). ou 0. 5 mg/kg 6. 24 e 48 horas após. O único medicamento que atua na fase exoeritrocítica é a primaquina. b. durante sete dias. vivax. É necessário destacar a possibilidade de falha terapêutica a despeito do esquema completo de primaquina (8 a 24% em nosso meio). As 4-aminoquinoleínas (cloroquina e amodiaquina) são as drogas de escolha para tratar a fase eritrocítica do P. Malária por Plasmodium falciparum Quando nos deparamos com um caso de malária por P. principalmente entre primoinfectados.

o paciente pode evoluir desfavoravelmente a despeito da ausência de parasitas circulantes. na indisponibilidade dos derivados da artemisinina. Copyright © 2001 IDS . não raramente. por via venosa. por via intramuscular. A tetraciclina e a clindamicina podem substituir a doxiciclina sem prejuízos. e clindamicina. Um fato observado e que merece destaque é a alta taxa de recrudescência observada com os esquemas citados. indiscutivelmente o medicamento de melhor atuação. subdividiremos em quatro subitens: A) malária não-grave . na dose de 30 mg/kg/ dia (divididos em três doses). se possível em unidades de tratamento intensivo. e doxiciclina. na dose de 30 mg/kg/dia. na dose de 100 mg 12/12 h durante sete dias (não deve ser utilizada em crianças menores e gestantes).Com intuito didático e para melhor uniformizar este item. Esquema alternativo. na dose de 15 a 20 mg/kg em uma ou duas tomadas. na dose de 1. podem levar a rápida diminuição da parasitemia. mefloquina). sendo prática fazer tratamento seqüencial com outra droga por via oral (por exemplo. é fundamental controlar as complicações. é a associação de cloridrato de quinino. 24 e 48 horas. até que se extinga o processo de hipercatabolismo da malária com o paciente retornando a seu estado de normalidade. necessitamos monitorizar as complicações existentes e cuidar delas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . que pode ser empregado em dose única (uma ou duas tomadas) e levar a rápido desaparecimento da parasitemia assexuada. A Segunda alternativa é a mefloquina.ao lado da necessidade de rápida negativação do parasitemia. pois. Essa associação é bastante eficaz (mais de 90% de cura) porém tem como maior inconveniente a baixa operacionalidade (tratamento por uma semana). na malária por P. na dose de 1 mg/kg nos momentos 0. durante três dias. dificultando sua utilização.duas são as alternativas utilizadas para tratar malária por P. na dose de 20 mg/kg/dia. 4. Conduta de manutenção: simultaneamente à condução do tratamento etiológico. ou o arteméter. por via venosa. falciparum ambulatorialmente: uma é a de se usar sulfato de quinino. a. B) malária grave . Tratamento etiológico: os esquemas que produzem negativação mais rápida da parasitemia são aqueles com os derivados da artemisinina. b. falciparum. até o paciente poder receber medicamento por via oral.6 mg a cada 12 horas no primeiro dia e a cada 24 horas a partir daí até o quinto dia. O artesunato. por via venosa.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Nota: o diagnóstico de malária é realizado pela Fundação Nacional da Saúde (Brasília) e Superintendência de Controle de Endemias (São Paulo).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Todo caso com parâmetros de gravidade (ver malária grave no quadro clínico) deve ser encaminhado para o hospital. Copyright © 2001 IDS .

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Atheneu. Ministério da Saúde.In: Doenças Infecciosas e Parasitárias. SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias). Copyright © 2001 IDS . 1990.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. pg. São Paulo. Fundação Nacional da Saúde. Manual de Terapêutica da Malária. São Paulo. 1260-1289. Ed. 1998. 1996. Veronesi. Manual de Terapêutica da Malária.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Malária . Brasília. Focaccia.

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Trichomonas hominis não indica diagnóstico de infecção com potencial patogênico. abordagem terapêutica. Endolimax nana. portanto. como Entamoeba coli.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Vale comentar que deve-se sempre proceder ao diagnóstico etiológico da parasitose. Copyright © 2001 IDS . Chilomastix mesnilli. evitando a utilização de anti-helmínticos de forma empírica. Importante: o encontro.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . no exame parasitológico de fezes. de protozoários. Iodamoeba butschlii. visto que os procedimentos diagnósticos são de maneira geral simples e baratos e que não há fármaco que promova a cura de todas as enteroparasitoses. não merecendo.

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impõe-se a execução do controle de cura. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Tratamento de enteroparasitoses durante a gestação É discutível a indicação de tratamento dessas infecções durante a gestação. período de maior risco de teratogênese por drogas antiparasitárias. Tal conduta deve ser estendida para todo o período de gestação. anti-helmínticos polivalentes. Tratamento de parasitoses associadas Utilizar. tal procedimento deve ser evitado no primeiro trimestre de gravidez. quando possível. Nesse caso. proglotes poderão ser regurgitados para o estômago da gestante. Exceção a essa regra pode ser representada pela infecção por T. quando. a menos que a parasitose constitua risco ao desenvolvimento do feto ou para a saúde materna. solium. observando que a eficácia desses fármacos não é homogênea para as várias espécies de parasitas. aumentando o risco da ocorrência de cisticercose. De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde. em função da hiperêmese gravídica.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O diagnóstico e o tratamento de todas as parasitoses podem ser realizados em unidades básicas de saúde. Copyright © 2001 IDS . com dificuldade de erradicação de enteroparasita que esteja provocando sintomas. O encaminhamento para serviço especializado deve ocorrer somente nos casos de pacientes aidéticos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Sarvier. P. 2000. Adolfo Lutz. Chieffi.. Waldman. 1991.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Organización Mundial de la Salud: Modelo OMS de información sobre la prescripción de medicamentos: medicamentos utilizados em las enfermidades parasitarias.. Rev.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Amato Neto. 1989. Diagnóstico e tratamento de parasitoses intestinais. OMS. 1991. Chieffi. Exame Parasitológico de Fezes. Ginebra.L. Gryschek. Correa. R. Amato Neto.. V.. Enteroparasitoses na Estado de São Paulo: questão de saúde pública.P. 26:163-70.C.. V. São Paulo. P. E.P. 49: 93-9. Rev Bras Clín Terap. A. Copyright © 2001 IDS .B. Inst. L. 5a ed.

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prova tuberculínica. mensalmente. sorológico. que é o doente bacilífero. pleural. radiografia. Baciloscopia: direta do escarro é o método prioritário. deve ser praticado em todos os serviços de saúde que disponham de laboratório. Por ser um método simples e seguro. Radiografia de tórax: está indicado nas seguintes situações: . anátomo-patológico (histológico e citológico).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da tuberculose deverá ser fundamentado nos seguintes métodos: exame específico (baciloscopia e cultura). porque permite descobrir a fonte mais importante de infecção. renal. ao despertar. a evolução bacteriológica do paciente durante o tratamento. prova tuberculínica. deverá ser solicitada a tipificação do bacilo. a coleta de duas amostras de escarro: uma por ocasião da primeira consulta e a segunda na manhã do dia seguinte. acompanhado do teste de sensibilidade. óssea e ganglionar. bioquímico e de biologia molecular. Também é utilizada para acompanhar. e para o diagnóstico de formas extrapulmonares. como meníngea. além da cultura. Nos casos de outras micobactérias que não tuberculose. Recomenda-se para o diagnóstico. Também está indicada a solicitação desse exame nos casos de suspeita de resistência bacteriana às drogas. Cultura do Bacilo de Koch: é indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar persistentemente negativos ao exame direto. A baciloscopia direta deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por quatro semanas e mais).

na dose de 0. de 1 ml.reator fraco (infectados pelo BK. aquele com induração de 0 a 4 mm. isoladamente. em pessoas aparentemente sadias. a cultura e o exame anátomo-patológico para identificar o M. Nesses casos. por micobactérias atípicas ou vacinados com BCG) · 10 mm e mais . aplicada por via intradérmica. com seringa tipo tuberculina. não reator. nas formas extrapulmonares. Todos os indivíduos infectados pelo HIV devem ser submetidos à prova tuberculínica. A prova tuberculínica positiva. Copyright © 2001 IDS . na parte anterior do antebraço esquerdo. Nas pessoas vacinadas com BCG. sendo indispensável o exame bacteriológico para o diagnóstico correto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O resultado. comunicantes de todas as idades sem sintomatologia respiratória. A abreugrafia indiscriminada.· · · · sintomáticos respiratórios negativos à baciloscopia direta. pode-se ter dificuldade na sua interpretação. deve-se realizar a biópsia.reator forte (infectados pelo BK. suspeitos de tuberculose extrapulmonar. considera-se reator aquele que apresenta induração maior ou igual a 5 mm e. inclusive por expor a população à radiação desnecessária. O exame radiográfico desses grupos permite a seleção de portadores de imagens suspeitas de tuberculose. não está indicada por ter baixo rendimento. equivalente a 2UT (unidade tuberculínica). A tuberculina usada no Brasil é o PPD-Rt23. expresso em milímetros. com régua milimetrada padronizada. uma vez que a vacina pode torná-la positiva. Tem importante papel na diferenciação das formas de tuberculose de apresentação atípica e no diagnóstico de outras pneumopatias entre os pacientes com aids. ou vacinados com BCG). e portadores de HIV ou pacientes com aids. doentes ou não. é interpretado da seguinte fórmula: · 0-4 mm . Prova Tuberculínica: indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose em pessoas não vacinadas com BCG. A leitura deverá ser realizada de 72 a 96 horas após a aplicação. Deve-se evitar a aplicação quando houver lesões da pele no local de aplicação.não reator (não infectados ou analérgicos) · 5-9 mm . tuberculosis ou o processo inflamatório granulomatoso compatível com a tuberculose.1 ml. Exame Anátomo-patológico (histológico e citológico): sempre que possível. No material colhido será feito o exame direto. indica apenas infecção e não necessariamente tuberculose doença.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da tuberculose deve ser feito necessariamente nas unidades de saúde selecionadas para este fim e é uma das doenças de notificação compulsória. não havendo diferenças no tratamento de adultos. O tratamento é feito com pelo menos três drogas para evitar a seleção de cepas mutantes resistentes a um ou mais dos quimioterápicos utilizados no esquema. gestantes e crianças.1995) serão descritos abaixo. SITUAÇÃO Sem tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) Com tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) q Recidivante do Esquema 1 ou q Retornos após abandono do Esquema I Meningite Tuberculosa Falência dos Esquemas 1 ou 1R (todas as formas inclusive meníngea) ESQUEMA PRECONIZADO 1 1R 2 3 . Os esquemas padronizados pelo Ministério da Saúde (Manual de Normas para o Controle da Tuberculose .

o Esquema 3.Drogas (mg/kg/dia) (Esquema reforçado para retratamento e abandono do Esquema I). definida abaixo. ou seja mais 6 meses de Hidrazida/Isoniazida.Drogas (mg/kg/dia) (indicado nos casos novos de tuberculose. a 2a fase terá a mesma duração que nos pacientes não co-infectados. Os pacientes que no início do tratamento são fortemente positivos (baciloscopia ++ ou +++) e mantêm esta situação até o quarto mês de tratamento.Considera-se sem tratamento os pacientes que nunca se submeteram à quimioterapia antituberculosa ou a fizeram por menos de 30 dias.Rifampicina. H . Considera-se falência do tratamento a persistência de positividade do escarro ao final do tratamento. (sem resultado de cultura e sensibilidade) deverão receber como terapêutica empírica inicial. segundo fase do tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg . Z . são também classificados como casos de falência Esquema 1 .Hidrazida/Isoniazida. enquanto aguardam os testes de sensibilidade para definir o melhor tratamento. Esquema 1R . q No tratamento da associação de tuberculose e infecção pelo HIV/AIDS. exceto meningite) segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg 1a fase (2 meses) 2a fase (4 meses) R H Z R H 10 10 35 10 10 Entre 20 e 35 kg 300 200 1000 300 200 Entre 35 e 45 kg 450 300 1500 450 300 Mais de 45 kg 600 400 2000 600 400 R . No retratamento será adotado o esquema 1R até que os resultados de cultura e teste de sensibilidade estejam disponíveis para melhor orientação da terapêutica. a partir do 4o mês de tratamento. ou com positividade inicial seguida de negativação e nova positividade por dois meses consecutivos. Os pacientes em caso de falência do tratamento.Pirazinamida Observações: q O tratamento da tuberculose oftálmica ou cutânea poderá ser mantido por mais de seis meses a critério médico (2RHZ/4RH/6H).

Drogas (mg/kg/dia) (indicado na meningite tuberculosa). q Nos casos de meningite tuberculosa recomenda-se o uso de corticosteróides por um prazo de 2 a 4 meses. Esquema 3 . segundo fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg .Drogas (mg/kg/dia) (indicado na falência de tratamento com os Esquemas 1.Etambutol Esquema 2 . até a dose máxima de 30 mg/dia. segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Fases do Tratamento 1a fase (2 meses) Drogas R H Z 2a fase (7 meses) R H Mg/Kg de Peso/Dia 20 20 35 10 a 20 10 a 20 Dose Máxima em Mg 600 400 2000 600 400 Observações: q Nos casos de concomitância da meningite com outras localizações deverá ser utilizado o Esquema 2. q Na criança a prednisona é administrada na dose de 1 a 2 mg/Kg de peso corporal. 1R e 2). no início do tratamento.1a fase (2 meses) R H Z E 10 10 35 25 10 10 25 300 200 1000 600 300 200 600 450 300 1500 800 450 300 800 600 400 2000 1200 600 400 1200 2a fase (4 meses) R H E E . No caso de se utilizar outro corticosteróide aplicar a tabela de equivalência entre eles.

1a fase (3 meses) S Et E Z 20 12 25 35 12 25 500 250 600 1000 250 600 1000 500 800 1500 500 800 1000 750 1200 2000 750 1200 2a fase (9 meses) Et E S . a estreptomicina deve ser administrada na dose de 500mg/dia. A ocorrência de intolerância gastrointestinal deve ser manipulada com modificações nos horários de tomadas dos medicamentos e uso de sintomáticos. todos os medicamentos devem ser suspensos e o paciente referenciado para um centro especializado.Etionamida Observações: q Em pessoas maiores de 60 anos. Quadros cutâneos e articulares podem ocorrer. Todo esforço deverá ser feito para que o esquema não seja modificado. Os pacientes devem ser orientados para procurar o seu local de tratamento o mais rápido possível após o aparecimento de novos sintomas que deverão ser identificados por toda a equipe. reações cutâneas e artralgias.Estreptomicina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o aparecimento de icterícia e nos indivíduos maiores de 35 anos. ainda em jejum. Nesta situação. 1R e 2 devem ser ingeridos em conjunto logo após o despertar do paciente. deve ser sempre suspeitada nos pacientes que desenvolvem quadros de vômitos que não melhoraram com as atitudes anteriores. Atenção especial deve ser dada para a possibilidade de ocorrência de hepatotoxicidade que. Copyright © 2001 IDS . hepatotoxicidade. sendo os efeitos mais freqüentes: intolerância gastrointestinal. Tais situações devem ser tratadas de maneira sintomática e as reações mais severas avaliadas em centros especializados. Isto facilita a adesão ao tratamento e melhora a biodisponibilidade destes. estes medicamentos são bem tolerados. Outros efeitos colaterais são mais raros e devem ser bem avaliados antes da suspensão dos medicamentos. Efeitos colaterais: os medicamentos utilizados nos esquema 1. Et . De uma maneira geral. embora infreqüente.

Secretarias estaduais e municipais. O atendimento de casos simples pode e deve ocorrer em unidades básicas e o encaminhamento deve seguir a realidade de cada local. No entanto. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O seguimento dos pacientes com tuberculose deve seguir de forma rígida as instruções do Ministério.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . todo clínico geral deve diagnosticar e entender os principais problemas relacionados ao tratamento.

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a forma de prescrever e os efeitos colaterais mais freqüentes q q .funasa. você deverá estar apto para: Reconhecer casos suspeitos de tuberculose o mais precoce possível Encaminhar o mais breve possível para o laboratório de referência os materiais biológicos para o diagnóstico e controle de cura q Conhecer as doses e medicamentos dos esquemas 1.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Capítulo 74 . 1R e 2 da tuberculose.gov. Fernando Augusto Fiuza de Melo in: Tratado de Infectologia.htm. Guia de Vigilância Epidemiológica: http://www. Capítulo 5. Editora Atheneu.Tuberculose. Ao final deste capítulo.34: Tuberculose.br/pub/GVE/GVE0534A. Fundação Nacional de Saúde -Ministério da Saúde. Editores Ricardo Veronesi e Roberto Foccacia. 1997: 914-959. Guia de Vigilância Epidemiológica.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

Cypel. ed.62. p. 1996.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . S (eds) .Compreender a Doença é o Melhor Remédio.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Hermann. FF .A consulta pediátrica. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Atheneu. A .Pediatria ao Alcance dos Pais . 2a.Exame neurológico do lactente. 1992. Editora Imago. Terapêutica e prática pediátrica. A. ES. EMK . Copyright © 2001 IDS .Neurologia Infantil. p. Carvalho. 33 . São Paulo: Atheneu. Diament. Neto. In Carvalho. 3a. 3 -7. 2000. In Diament. AA. WB (eds). ed. Silva.

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a face arredondada. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia CRESCIMENTO NORMAL Quadro clínico e Epidemiologia O corpo como um todo tem duas fases de grande velocidade de crescimento: da concepção até os 2 anos de idade e na adolescência. Aos 10 dias de vida. e passa de 35cm a 44cm e a 47cm aos 6 e 12 meses de idade. a criança pode perder até 10% de seu peso de nascimento. A criança dobra o seu peso de nascimento aos 5 meses. correspondendo a cerca de 25% do seu tamanho. as células do organismo não crescem de maneira uniforme. de urina e diminuição do edema. em seu comprimento. A média de ganho de peso nos primeiros três meses de vida é de 20 a 30g por dia. No entanto. o abdome proeminente. o comprimento é ao redor de 50cm e o perímetro cefálico. O peso médio de nascimento é de 3.4kg. sendo um pouco maior nos meninos que nas meninas. Ganha. Crescimento no 1º ano de vida. e por isto é tão importante nos três primeiros anos de vida. Nos primeiros dias de vida. O recém-nascido apresenta-se edemaciado. O perímetro cefálico. e o triplica com 1 ano de idade. por volta de 35cm ao nascer. as extremidades curtas e o ponto médio do seu comprimento se localiza aproximadamente na região umbilical. a maioria dos recém nascidos recuperam o peso de nascimento. é uma das medidas de menor variabilidade nas diversas idades. pela eliminação de mecônio. que indica o crescimento cerebral. cerca de 15cm no primeiro semestre e 10cm no segundo semestre de vida. tem a cabeça grande.

Na prática. uma criança geneticamente grande nascida de uma mãe pequena. tornando-se mais delgada e com maior massa muscular. . Assim. a criança ganha 2. Crescimento no 2º ano de vida. O perímetro cefálico que cresceu 12cm no primeiro ano. este fenômeno assume uma grande importância. O apetite diminui a partir dos 10 meses de idade e a criança perde tecido subcutâneo.5kg e sua altura em 6cm por ano.5kg no seu peso e 12cm em seu comprimento. Estes dentes requerem um cuidado especial. Neste período. a tendência desta criança é atingir a partir dos primeiros meses. crianças geneticamente pequenas. Neste período. O pré-escolar ganha por volta de 2kg e aumenta de 6 a 8cm por ano. nos países em desenvolvimento.respectivamente. o seu próprio canal de crescimento. sendo maior do que na idade adulta. O tecido subcutâneo aumenta em quantidade. preparando-se para a erupção da dentição permanente. nesta época. A erupção dos dentes decíduos se inicia entre 5 e 7 meses. O perímetro cefálico cresce de 51 cm aos 5 anos para 53 ou 54cm aos 12 anos de idade. confundidos com a dentição decídua. por servirem de guia para toda a dentição permanente. até entrar na puberdade. aparecem os primeiros molares permanentes. Os ossos da face aumentam e termina. Durante os dois primeiros anos de vida. e. muitas vezes. inicia-se uma desaceleração do crescimento. a criança apresenta de 8 a 12 dentes. Tem sua dentição decídua completa até os 30 meses de idade. que acontece ao redor dos 10 anos nas meninas e 12 anos nos meninos. com o desenvolvimento dos seios frontais aos 7 anos de idade. Ao nascer. no final do primeiro ano. que são. onde a desnutrição é endêmica. porque a criança pode mudar seu canal de crescimento nos primeiros meses de vida sem que isto signifique um processo patológico ou alteração nutricional. de acordo com a seqüência indicada na figura 2. podem diminuir o ritmo de seu crescimento. a criança pode mudar seu canal de crescimento. em função do seu peso de nascimento e potencial genético. aumenta apenas 2cm no segundo ano. No entanto. alcançando percentis mais altos de peso e comprimento. a formação dos seios da face. quando alcança o tamanho do adulto. nascidas de mãe grandes. Crescimento do pré-escolar. O abdome continua proeminente até o 3º ano de vida. pode nascer pequena por não ter havido espaço suficiente na cavidade uterina para a completa expressão de sua herança genética. Aos 6 anos. O escolar aumenta seu peso em 3. Durante o segundo ano de vida. Crescimento do escolar. O tecido linfóide é muito desenvolvido durante esta fase. a criança troca cerca de 4 dentes por ano. A criança ganha mais 8 a 12 dentes. atingindo seu máximo aos 9 meses de idade. a hipótese diagnóstica que deve sempre ser levantada e investigada frente a uma desaceleração no crescimento é a de um agravo nutricional por déficit de ingestão ou infecção. O osso maxilar inicia o seu desenvolvimento. durante 5 anos. Inversamente.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

em média. (5) aos 18 anos. (4) aos 18 anos. mostrou que (1) lactentes brasileiros apresentam comprimento adequado. 7cm menores que os americanos. condições desfavoráveis para o crescimento. (2) com 1 ano. em média. sem dúvida. (4) aos 13 anos. apresentando estatura semelhante à dos adolescentes americanos de 15 anos. os lactentes brasileiros apresentam. os adolescentes brasileiros são também. constataram-se as maiores diferenças entre brasileiros e americanos (em média. revertendo-se a partir do 5º mês de vida. comprimento 2cm e 1cm menor do que os americanos do sexo masculino e feminino. as adolescentes brasileiras apresentaram. sendo tanto mais tardia quanto mais restritas as condições de vida. correspondendo a altura mediana das americanas de 13 anos. a diferença entre brasileiros e os padrões de referência (NCHS) ficaram maiores (em média. sendo a média discretamente superior ao padrão americano. (6) a idade mediana da menarca das adolescentes brasileiras é 13 anos e 2 meses. essa pequena "vantagem" é transitória. Tais dados reforçam a constatação citada em outros estudos de que os déficits estaturais se evidenciam a partir do 6º mês de vida e estão associados à idade do desmame e da introdução de outros alimentos. realizada em 1989. mimetizando as tendências seculares. -9cm para o sexo masculino e -7cm para o sexo feminino). no entanto. 4cm para os meninos e -3cm para as meninas). (7) as medianas de estatura das crianças brasileiras . (3) aos 7 anos. refletindo. em média.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia EVOLUÇÃO DA ALTURA NO BRASIL E COMPARAÇÃO INTERNACIONAL Quadro clínico e Epidemiologia A Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN). altura 7cm menor que as americanas. respectivamente.

1cm neste período entre 1975 . o crescimento se encerrou aos 18 anos. observou-se que. reforçando a idéia de que as desigualdades não se limitam à renda. Este fato se extremiza quando se constata que: entre crescer no Nordeste ou no Sul. expressar seu potencial genético. as alturas apresentadas pelos adultos jovens brasileiros (20 . (2) a mediana da estatura aos 14 anos e aos 18 anos aumentou respectivamente +3. porém insuficiente. o Norte e o Nordeste apresentaram estaturas medianas mais baixas que as demais regiões.7cm (para adolescentes do sexo masculino). com déficits estaturais medianos bastante diversos em relação ao padrão NCHS: nordeste rural = -13. veiculado pelos meios de educação formal. . ampliação da rede básica de saúde. Além das diferenças obtidas entre os resultados nacionais e os de referência.1989.8cm. existe uma diferença de 12 anos a menos de esperança de vida e 50% a mais na possibilidade de apresentar baixa . passando a 2. No entanto. em algumas idades. A análise dos diversos dados obtidos em 1974 a 1975 por meio do ENDEF e dos de 1989 da PNSN permite atribuir as melhoras observadas no padrão de crescimento da população brasileira neste período aos seguintes fatores: melhora geral dos serviços públicos. aumento da cobertura vacinal obtido pelos programas de imunização ampliada. (5) ao mesmo tempo.9cm e +3. esta pesquisa evidenciou contrastes internos que podem ser resumidos da seguinte maneira: (1) a área rural apresentou pior desempenho. (4) quando a renda per capita era igual a 2. ao ganho observado em países desenvolvidos no início do século e à metade do alcançado por outros países onde foram promovidas medidas específicas para o desenvolvimento humano neste mesmo período de 15 anos. norte urbano = 11. mas aponta para o fato de que um contingente considerável de nossa população continua sem condições de. a mediana regional brasileira chegou a ser igual ou ligeiramente superior ao padrão NCHS.1% em 1975. aproximadamente.Além disso.na 1ª década de vida corresponderam ao percentil 10 do padrão NCHS para ambos os sexos. ampliação da rede de saneamento básico. pela mídia e até mesmo pela rede de transportes ampliada. maior divulgação e acesso ao conhecimento de forma geral. tanto na área rural quanto na urbana. realizado entre 1974 e 1975.25 anos) mostraram que mais de 20% da população adulta jovem apresentava baixa estatura (com estatura menor do que -2 desvios padrão). evidencia as seguintes melhoras dos padrões de crescimento das crianças brasileiras: (1) aos 11 meses. (3) aos 18 anos. numa mesma faixa de renda. o déficit de comprimento dos lactentes em relação ao padrão NCHS era de 6. constatou-se definitivamente a situação de prejuízo. A comparação dos resultados da PNSN (1989) com os dados antropométricos referidos no Estudo Nacional de Despesas Familiares (ENDEF). (2) as regiões com pior desempenho foram a Norte e a Nordeste e as de melhor desempenho foram a Sul e a Sudeste. minimamente. A melhora dos indicadores nutricionais em relação aos encontrados na década de 70 é positiva. Esta constatação não se limita aos padrões estéticos.6% em 1989. correspondendo. permitindo uma melhor distribuição de renda per capita e pela maior adesão ao aleitamento materno.2 salários mínimos. diminuição das taxas de natalidade.9cm e sudeste urbano = .4. os déficits de estatura foram menores e.

3 5.5 5.4% e 34. passando de 15.1 7. Quadro: Estudos de Prevalência de Baixa Estatura aos seis meses de idade. A melhora dos índices altura para idade é maior na área urbana chegando a 37.3 8. A evolução dos índices altura para idade indica declínio na prevalência de déficits de crescimento entre crianças menores de 5 anos em todo país.7% para 19%).6% (de 12.3% na área rural ( 22. em 1989.5%.49 0.2 17.8 19.49 0.49 0.1996 região Nacional Sudeste Centro-Oeste Nordeste Norte Rio de Janeiro São Paulo Sul Urbana Rural faixa etária (anos) 0. em 1996. em 1996.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .49 0. mostrando. na realidade. Comparando-se a prevalência de déficits estaturais entre filhos de mães sem qualquer escolaridade e filhos daquelas que ultrapassaram o primeiro grau.estatura. para 5 vezes.2 2.9 16.6%).49 0.8%) e de apenas 16.5% para 7. a comparação da PNSN de 1989 com a PNDS de 1996 mostra que a prevalência de baixa estatura entre crianças menores de 5 anos diminuiu um terço.49 0. um aumento na desigualdade das condições de vida entre as duas áreas.7%.Brasil .9% respectivamente) e menor na região Norte (29.49 0. Apesar de os dados antropométricos disponíveis limitarem-se às crianças menores de 5 anos.49 0. verifica-se que o diferencial desfavorável ao grupo de menor escolaridade passa de 17 vezes.0 Copyright © 2001 IDS .49 estatura < -2 desvios padrões (%) 10. Tal declínio é semelhante e mais evidente nas regiões Nordeste e Centro-Sul (34.49 0. em 1989 para 10.9 6.

Por último. a infecção urinária em lactentes são algumas das patologias que podem determinar ou agravar a baixa estatura. as poliinfestações parasitárias. a aids. doenças sistêmicas. alcançando uma estatura final normal. As cardiopatias. Por este motivo. Muitas vezes. é ativa e não adoece com facilidade. encontrado principalmente. a anemia. a criança tem pais baixos ou vários outros familiares baixos. acompanhando a tendência familiar. Sua linha de crescimento corre paralela. o peso e o comprimento de nascimento são próximos ao limite inferior da normalidade. a velocidade de crescimento é normal e ocorre um atraso no desencadeamento da puberdade. nas comunidades em desenvolvimento. as infecções repetidas. do . Outro grupo de causas muito importante. Entre elas. a síndrome de má absorção. Na baixa estatura familiar. destacam-se pela sua freqüência. Sua velocidade de crescimento é adequada. tem várias causas. Sua altura final será baixa. pelas más condições de vida e saúde a que foram submetidas a mãe e a criança. que teve início no período intra-uterino ou pós-natal. mas abaixo da curva do percentil 3. próxima. a asma. um grupo de causas pouco freqüentes na população é composto pelas doenças genéticas. definida como comprimento ou altura para idade abaixo do percentil 3. alimenta-se bem. mas não só. a baixa estatura é o resultado de uma desnutrição crônica. tais crianças conseguem recuperar alguns centímetros na adolescência. baixa estatura ao nascer e pela carência psicossocial.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia BAIXA ESTATURA Quadro clínico e Epidemiologia A baixa estatura. é constituído pela desnutrição. Na criança com baixa estatura por crescimento lento. a baixa estatura familiar e a baixa estatura por crescimento lento. o raquitismo.

esqueleto e neuroendócrinas. Copyright © 2001 IDS . com exceção feita à deficiência de hormônio de crescimento e ao hipotireoidismo. Determinam baixa estatura muito grave e sem possibilidade de tratamento etiológico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . que deve ser diagnosticado precocemente para evitar seqüelas irreversíveis.

Copyright © 2001 IDS . ACSL eds. Pediatria em Consultório 4a. 22. Edição. Sarvier. J.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Werner. 2000. Resegue. ACSL. R Desenvolvimento In Sucupira.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sucupira. p.

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E. Sarvier. & Cols.. Paul. et al. H. . Organização Panamericana de Saúde.. Brasília. Marcondes. Ministerio da Saúde.B..S. 1999. 1996. A C.C. Organização Munidial de Saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Bresolin.L. & Cols: Pediatria em Consultório. A. Sarvier. Copyright © 2001 IDS . Marcondes. Rev. 7º Ed. Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância. São Paulo. 1999. São Paulo.M. Departamento de Nutrição da SPSP. E. Sarvier. 2000..Leone. Issler. Pediatria na Atenção Primária.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Alimentação da Criança nos Primeiros Anos de Vida. 1998. Pediatria Básica.Alimentação na Criança Normal. In Sucupira. São Paulo. Pediatria 16 : 2.

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(2) sorologia não-treponêmica: VDRL (é considerado . principalmente para afastar causas graves. principalmente. como: Quadro2. edema coriza serosanguinolenta alterações neurológicas em membros tardios fronte olímpica mandíbula curva arco palatino elevado alterações dentárias alterações oculares lesão do VIII par craniano nariz em sela tíbia em sabre O diagnóstico laboratorial baseia-se. Achados de exame físico na Sífilis Congênita precoces hepatomegalia alterações ósseas baixo peso ao nascer lesões cutâneas icteríciaes plenomegalia anemia severa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico das icterícias no período neonatal é importante. como as doenças hemolíticas por incompatibilidades sanguíneas. O diagnóstico da sífilis congênita é da maior importância para tanto alguns achados clínicos da sífilis congênita devem ser procurados. em: (1) pesquisa direta por microscopia em campo escuro.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . sendo considerada portadora de sífilis congênita toda a criança cuja mãe tem sífilis não tratada ou tratada de modo inadequado. com queda progressiva. (3) sorologia Treponêmica: FTA-Abs (úteis para exclusão de falsos positivos).positivo. mesmo após o tratamento efetuado). quando apresenta títulos a partir de 1:2. A sífilis é uma doença de notificação compulsória. Permanecem positivos por longo tempo. independentemente da presença de sinais e sintomas laboratoriais.

Outras medidas coadjuvantes são possíveis. como alimentação precoce.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da icterícia neonatal deve ser direcionado para a doença que causou a icterícia. Nos casos de hiperbilirrubinemia indireta por incompatibilidade sanguínea. tem por objetivo evitar a encefalopatia. administração de glicose. podendo-se utilizar fototerapia. estímulo ao peristaltismo. exsanguineo-transfusão e até o uso de substâncias que diminuem a reabsorção intestinal de bilirrubina. Copyright © 2001 IDS .

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A principal atitude é a de diferenciar a icterícia fisiológica do recém-nascido e a sífilis congênita de outros diagnósticos que demandam investigação demorada. Nesses casos. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o encaminhamento a serviço de especialidade deve ser imediato.

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1996. E..W. 7º Ed. Marcondes..J. Leone.L. Vaz.C.. 1999.. Sarvier. Pediatria Básica. 2000.F.Pediatria Moderna.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . E. São Paulo.C. Marcondes. Sarvier. Corradini. Pediatria na Atenção Primária . H..C. Guia de Vigilancia Epidemiológica e Agravos Específicos. M.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Araújo... Roteiros Diagnósticos em Pediatria..C. H.Leone. Ministério da Saúde.. Ramos...K. junho 2000 Issler. São Paulo. Marcondes.vol XXXVI.G. et al.A. São Paulo. E. Sarvier. 1987 Copyright © 2001 IDS . Oselka. A . Icterícia neonatal.B.

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Este método deveria ser utilizado basicamente para avaliar os graus de desnutrição em uma comunidade e para uma triagem inicial. A secundária é conseqüente a alterações fisiopatológicas pré-existentes que interferem em qualquer ponto do processo de nutrição. independentemente de sua altura. moderada e grave. este método assume que as crianças de determinada idade têm o mesmo peso. a desnutrição pode ser considerada primária ou secundária. Os pontos de corte para definir os graus de déficit leve. De acordo com a intensidade. A relação peso/idade é a mais freqüentemente utilizada em nosso meio. A classificação de intensidade está baseada no déficit de peso em relação à idade. adotando-se. inadequada. A primária é conseqüente à ingestão insuficiente. deve-se utilizar a determinação do déficit de peso/altura e da altura/ idade. não tendo base fisiopatológica de gravidade bem definida. moderado ou grave foram eleitos de maneira arbitrária. desequilibrada ou incompleta de nutrientes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico Avaliação e classificação da desnutrição De acordo com a etiologia. Tomando como referência as tabelas de crescimento do "National Center for Health Statistics"( NCHS). devido a dificuldades operacionais que os serviços de saúde encontram para a medida da altura das crianças. a desnutrição pode ser classificada em: leve. como base de referência. considera-se: . No entanto. Para estudo de casos individuais. uma curva de crescimento. principalmente para as crianças menores de 2 anos. em relação à altura ou da altura para a idade.

9 a 15 pontos marasmo .15% grave déficit > 40% déficit > 30% déficit > 15% É importante ter sempre presente que toda criança desnutrida com edema.1. kwashiorkor ou marasmo-kwashiorkor.4 2. Apesar de estes critérios serem subjetivos.0.1.0 a 3 pontos classificação Outra classificação mais simples para estes tipos de desnutrição tem sido adotada na estratégia do Ministério da Saúde denominada Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). De acordo com o tempo de evolução.9 1. onde a massa muscular e deposição de gordura são máximas.5 .2.5 .40% déficit 21% . e o rosto.0 .5 3. achados físicos e laboratoriais edema alterações de pele edema + alteração de pele alterações de cabelo hepatomegalia pontos 3 2 6 1 1 marasmo kwashiorkor .4 a 8 pontos concentração de albumina (g/l) > 3. não atendido. a desnutrição pode ser classificada em marasmo.30% déficit 11% . quando os pacientes .4 0.10 % moderada déficit 26% . Segundo a apresentação clínica.0 . é considerada como desnutrida grave. das necessidades.leve Peso/idade Peso/altura Altura/idade déficit 10% .2.9 0 1 2 3 4 5 6 kwashiorkor .5 . Foi proposta por McLaren e fundamenta-se em uma tabela de pontuação para achados clínicos e dosagem da concentração sérica de albumina.9 2.4 1. têm se mostrado efetivos e fáceis de serem aplicados. A desnutrição aguda é desencadeada por um processo que leva à supressão aguda da ingestão e/ou o aumento. especialmente quanto a edema e aspecto de envelhecimento.20% déficit 5% . independentemente do seu déficit. O marasmo apresenta 3 etapas: M1.0 .25% déficit 10% . a desnutrição pode ser considerada aguda ou crônica. baseia-se em observar os glúteos.3.

pois a história médica e o exame físico são. na maioria das vezes. emagrecimento intenso (peso inferior a 70% do esperado para o peso/altura) ou sinais clínicos de desnutrição grave. em que.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nenhuma distinção é feita entre as condições clínicas de marasmo. protoparasitológico de fezes e radiografia de tórax. com glúteos flácidos e com pregas da pele sobre a raiz da coxa. porém poderão ser dispensados. é necessário o encaminhamento a uma unidade de referência hospitalar se constatado o aparecimento de sinais clínicos de agravamento. M2. As formas mistas caracterizam-se pela presença de ambos os tipos de sinais. esfregaço de sangue para afastar a hipótese da malária. e M3. glicemia. apresentam rosto envelhecido. Os exames laboratoriais poderão auxiliar no diagnóstico. Copyright © 2001 IDS . conclusivos para o diagnóstico. Desnutrição grave é definida como sendo a presença de edema. Mantendo-se uma vigilância das condições clínicas da criança.apresentam glúteos diminuídos. além destes sinais. Em nosso meio. e K2. podemos considerar como exames úteis em uma Unidade Básica de Saúde: hemograma. análise de urina. Na abordagem terapêutica. marasmo-kwashiorkor ou kwashiorkor. com edema generalizado. O kwashiorkor tem 2 etapas: K1. com edema dos pés.

então. além da correção de deficiências específicas e metabólicas e o início da alimentação. O sucesso do tratamento da criança desnutrida grave não requer instalações ou equipamentos sofisticados. (2) reabilitação: aumenta-se a densidade calórica e protéica da dieta e iniciase o programa de estimulação física e emocional.26 . (3) acompanhamento: após a alta. mas sim um planejamento cuidadoso e profissionais de saúde capacitados e dedicados.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da criança com desnutrição grave é dividido em três etapas: (1) tratamento inicial: são identificados e tratados os problemas que põem em risco a vida da criança. físico e mental da criança e evitar recaídas. é feita a preparação para alta. Esquema para o tratamento de uma criança com desnutrição grave atividade tratamento inicial dias1-2 dias 3-7 reabilitação semanas 2-6 acompanhamento semanas 7 . O quadro abaixo resume este programa. A mãe ou a pessoa que cuida da criança passa a ser treinada para continuar o tratamento em casa e. a criança e a família são acompanhados para assegurar a recuperação e o desenvolvimento emocional.

sugerindo-se. como proposta inicial. Deve ser oferecida água com glicose. A suspensão da administração da solução de reidratação oral (SRO) ou a prescrição de volume adicional deve ser feita de acordo com a evolução da criança. A administração de solução hidroeletrolítica por via endovenosa deve ter a menor duração possível.tratar ou prevenir hipoglicemia hipotermia desidratação corrigir DHE tratar infecção corrigir deficiências de micronutrientes começar a alimentação aumentar densidade calórica protéica da dieta estimular o desenvolvimento --------> --------> --------> ----------------------------------> ----sem ferro----> -----------------> ---------------------------------------------------------------------------> ---------------> --com ferro--> -------------> DHE = distúrbios hidroeletrolíticos Hipoglicemia: a criança deve ser alimentada no mínimo a cada 2 . Se disponível. suspende-se a SRO e .0o C. utilizamos com sucesso a solução de partes iguais de soro fisiológico a 0.5o C ou a axilar. porém sob vigilância constante do profissional de saúde. o volume de 50 a 100 ml/kg com previsão de tempo total para a administração em 4 a 6 horas. desde a década de 60. paulatinamente. Desidratação: para a reidratação oral das crianças desnutridas graves indica-se a solução padrão da OMS com excelentes resultados. utilizando-se colher e/ou copo. com o objetivo de incentivar a mãe a administrar a solução e controlar a evolução da criança. no volume de 15 ml/kg em 1 hora. substituída por via endovenosa.9% e solução de glicose a 5%. A administração deve ser lenta. a 35. é recomendado adicionar cloreto de potássio. assim que houver condições.3 horas. a criança deve ser aquecida com cobertor quente. Choque séptico: A OMS recomenda o uso de solução de Darrow diluída ao meio com glicose a 5% ou solução de ringer lactato com glicose a 5%. 20 mmol/litro de solução. Deve-se ter sempre em conta que a criança desnutrida grave em estado de choque é de alto risco e tem dificuldade para manipular volume. o que implica na necessidade de controles rigorosos para ajustar o volume. o que quer dizer que. na suspeita de hipoglicemia. se necessário via sonda naso-gástrica. a hidratação oral deve ser iniciada e. Hipotermia: se a temperatura retal estiver abaixo 35. Após a recuperação dos sinais de desidratação e/ou ganho de peso. com lâmpada incandescente acima do corpo ou pela "técnica Canguru". as concentrações e a velocidade da infusão. Em nosso meio.

Além disso. por estar muito debilitada ou cansar-se rapidamente. Composição da solução reidratação oral para desnutridos graves Componente Glicose Sódio Potássio Cloreto Citrato Magnésio Zinco Cobre Osmolalidade Concentração (mmol) 125 45 40 70 7 3 0. A OMS. . dieta de 100 kcal/100ml. a criança melhora e o apetite retorna. Não havendo tratamento de emergência. Até o presente momento. a partir de 1999. O volume inicial para administração por SNG é de 5ml/kg em 30 minutos. Estas recomendações têm como base o conhecimento de que estas crianças têm déficit de potássio e alto conteúdo corpóreo de sódio. Havendo vômitos. conforme tolerância da criança.3 0. farinha de cereal e óleo. Estas dietas podem ser facilmente preparadas a partir de leite em pó. a administração de outros líquidos e a suplementação de vitaminas e sais minerais. denominada de ReSoMal. Deve-se estar atento ao aparecimento de intolerância ao leite. é aquela descrita a seguir. utilizando-se colher e/ou copo. Com a recuperação. Na fase inicial do tratamento. a quantidade a cada refeição e o intervalo devem ser reduzidos. A composição da solução de SRO proposta para crianças gravemente desnutridas. zinco e cobre para corrigir a deficiência destes minerais. não dispomos de estudos suficientes que demonstrem claramente as vantagens do uso de ReSoMal sobre a solução de hidratação padrão. o fígado.inicia-se a alimentação. Crianças que não estejam em aleitamento materno devem receber dieta tão logo seja possível. propõem enriquecer a solução de reidratação com magnésio. aumentando-se progressivamente. Dietético: a amamentação de ser mantida em criança submetida à reidratação. a OMS recomenda dieta com 75 kcal/100ml e. É imprescindível a administração de vitaminas e sais minerais. se ocorrer o aparecimento de diarréia aquosa. inicialmente. e os rins. de forma a não sobrecarregar o intestino. é de 70 a 100 ml/kg. inicia-se a administração de uma fórmula de dieta em pequenas quantidades. passou a recomendar o uso de soluções orais especiais para o tratamento da desidratação do desnutrido grave. que podem ser adicionados à dieta ou administrados separadamente. indica-se o uso de sonda nasogástrica (SNG).045 300 O volume indicado. na fase de reabilitação. Se a criança não tiver condições de tomar a solução voluntariamente.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pois estes estão freqüentemente comprometidos. (2) deficiência de vitamina A. o seguimento por meio do controle de peso. Na etapa de acompanhamento. (4) dermatoses do kwashiokor. imunizações. (5) recuperação nutricional e (6) imunizações. e desenvolvimento mental e comportamental é importante. é preciso estar atento frente a (1) processos infecciosos. marcado em gráfico.Durante a etapa de reabilitação. (3) anemia.

RG. Montenegro. Representação do Brasil.C. 1999. The treatment diarrhoea: a manual for physicians and other senior health workers. Medica Panamericana. Bogotá. Geneva. World Health Organization. São Paulo. Mortality in severely malnourished children with diarrhoea and use of a standardised management protocol. Malnutrición proteico-energética. The Lancet 1999. 1995. Waterlow. OPS.353:1919-1922. OMS .. AMB. . et al. Bogotá. 1996 Manejo da Desnutrição Grave: Manual para Profissionais de Saúde de Nível Superior e suas Equipes.OPAS. CR and Lozano. Sarvier. Desnutrição Energético-Protéica em Pediatria em Consultório. 1996. Desnutrición In Nutrición Clinica y Gastroenterologia Pediatrica. John C. Bricks.). Washington (D.1996 Bresolin. LF.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Ahmed T.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

pois a anemia pode ser manifestação de doença sistêmica crônica ou aguda. de carência nutricional primária e de outros mecanismos fisiopatológicos. As queixas clássicas nas crianças com anemia moderada e grave são inespecíficas. identificando precocemente as situações de risco para o desenvolvimento da anemia. Deve-se sempre indagar sobre a presença de episódios de icterícia. podendo ocorrer também na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. que pode indicar a presença de hemólise. mesmo que. dados da história e do exame físico são fundamentais para a realização das hipóteses diagnósticas etiológicas e direcionam as condutas terapêuticas a serem priorizadas. faz com que seja amplo e variado o seu espectro de manifestações clínicas. Além disso. de modo a buscar soluções junto com a família no sentido de impedir sua instalação. alterações do humor e distúrbios do sono. que a probabilidade de um lactente ou pré-escolar apresentar anemia é de aproximadamente 50%. as informações obtidas na história permitem à equipe de saúde desempenhar o seu importante papel na promoção e proteção da saúde das crianças. assim sendo. . não existam queixas específicas. A anamnese deve ser completa. diminuição do apetite. a abordagem de toda criança desta faixa etária deve incluir essa possibilidade diagnóstica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Pode-se estimar. Apesar de o diagnóstico de anemia ter essencialmente um embasamento laboratorial. aparentemente. A grande diversidade de possibilidades etiológicas das anemias na infância. de acometimento localizado. como fraqueza. geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. pois é definido pela taxa de hemoglobina encontrada no hemograma. no nosso meio.

como geofagia ou compulsão por comer tijolo. podem determinar a carência dessa vitamina. o uso crônico de antiácidos ou de drogas que induzem a diminuição da secreção gástrica podem atuar como fatores de inibição da absorção do ferro. sítio de absorção da vitamina B12 ligada ao fator intrínseco. predispõem ao aparecimento de anemia ferropriva. (3) antecedentes mórbidos e doenças associadas: infecções de repetição e os processos inflamatórios crônicos. salientam-se as enteroparasitoses. baixa oferta de vegetais e cocção excessiva das frutas e hortaliças) ou ainda de vitamina B12 ( filhos de mães com dieta vegetariana estrita em aleitamento materno exclusivo e também as crianças com dieta vegetariana). neomicina podem determinar a má absorção dessa vitamina. A perversão alimentar. (4) uso de medicações: o consumo de corticosteróides. Outros acometimentos do trato digestivo. algumas drogas como anti-ácidos. divertículos e pólipos. Para o pré-escolar. trimetoprima. pois inibem a transformação do ácido fólico para sua forma ativa. podem como a tricocefalíase e ancilostomíase. Acometimentos do íleo terminal. podem causar carência de folatos por acometerem a mucosa jejunal. Os prematuros e os indivíduos com anemia hemolítica apresentam maior demanda de ácido fólico. gemelaridade. ácido acetilsalicílico e outros antiinflamatórios não-hormonais pode causar perda sanguínea. sítio de absorção do ácido fólico. A ingestão crônica de material que contenha chumbo determina o acúmulo deste metal. baixo peso ao nascimento. (5) contato com agentes tóxicos: agentes químicos usados na lavoura podem justificar o aparecimento de aplasia medular. sulfazalazina e pirimetamina são considerados antifolínicos. criança que teve parto prematuro ou com baixo peso ao nascer sem suplementação de ferro. excesso de fatores inibidores e vegetarianismo) ou a deficiência de folato (aleitamento exclusivo com leite de cabra. Medicamentos como metotrexate. sabão. que inviabiliza a ligação da molécula de ferro ao grupo . Anticonvulsivantes podem determinar carência de folato por mecanismos ainda desconhecidos. sendo predispostos a desenvolver essa anemia carencial. inadequação na composição destas refeições. úlceras pépticas. (2) alimentação pregressa e atual por fatores que podem levam a ferropenia (desmame precoce. após esgotarem os depósitos. sangramento perinatal. apontam para a possibilidade de ferropenia e anemia. como diarréia recorrente. como prematuridade. acresce-se o risco de infecção por enteroparasitoses. podem evoluir com perda sangüínea oculta pela via digestiva. Doença de Crohn e doença celíaca. Em relação à vitamina B12. os indivíduos que ingeriram substâncias cáusticas e os gastrectomizados acabam desenvolvendo deficiência de vitamina B12 pela falta do fator intrínseco. drogas bloqueadoras da secreção de suco gástrico. excesso de oferta láctea em substituição às refeições de sal. Por outro lado. algumas das quais são responsáveis pela perda crônica de sangue nas fezes. que cursam com perda sangüínea crônica. como: (1) antecedentes perinatais. atraso na introdução das refeições de sal. por determinarem inapetência. além das inadequações alimentares. esofagite por refluxo gastroesofágico. espuma do colchão ou até mesmo cabelo. aleitamento artificial sem reposição de ferro. gelo. Na criança com história de geofagia.Alguns pontos de importância na anamnese. A longo prazo.

Icterícia pode indicar a presença de hemólise. pois vários fatores podem alterar a coloração cutâneo mucosa: calor. O chumbo está contido em tintas. ou ainda nos acometimentos medulares. frio. Edema de extremidades pode ocorrer nos desnutridos graves com kwashiorkor. Quadro 1: Avaliação. e nos portadores de anemia falciforme. na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. por outro lado. classificação e tratamento de anemia segundo o programa do Ministério da Saúde denominado Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância AIDPI Avaliar palidez palmar leve Classificar anemia Tratar q q q palidez palmar grave anemia grave Encaminhar com urgência ao hospital prescrever ferro · afastar malária em áreas de risco q · prescrever mebendazol se a criança tiver uma ou mais e não tiver tomado nenhuma dose nos últimos seis meses q · avaliar a alimentação da criança e orientar a mãe sobre alimentos ricos em ferro q · Marcar retorno em 14 dias O exame físico geral. geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. Estrias longitudinais em unhas podem estar presentes na ferropenia. devido ao processo de eritropoese ineficaz. A queilite angular pode ser manifestação de ferropenia. haja alterações hematológicas. com as medidas de altura e peso.heme. A presença de petéquias e púrpura levanta a suspeita de plaquetopenia. atrito. interrompendo a síntese da hemoglobina. febre e exercícios físicos intensificam a coloração das mucosas pela vasodilatação. nos quais o edema é secundário à venoclusão. A coloração da palma da mão da criança é muito útil no diagnóstico. Assim. sem que. também. como já foi referido. No entanto. cabelos descorados podem estar presentes na desnutrição e na deficiência de ácido fólico. A intensidade da palidez pode ser leve ou grave quando comparada com a coloração palmar da mãe e do profissional de saúde. assim como a cor e textura da pele e dos cabelos e aspecto das unhas são importantes para avaliar se existe desnutrição energético protéica e/ou alguns sinais presentes nas anemias carenciais. expressam palidez. a hemólise pode ocorrer. nestes casos. no entanto. estresse e febre. conforme o quadro de condutas (Quadro1). pela vasoconstrição. que normatiza esta estratégia. A anemia costuma ser associada à palidez. a constatação da palidez não deve ser encarada como um pré-requisito para se suspeitar de anemia. a . no seqüestro esplênico. em material poluente eliminado pelas fábricas de pilhas e bateria e em algumas ligas de metais e tintas que compõem ou revestem panelas e utensílios domésticos. por redução da albumina plasmática. necessariamente. que pode ocorrer na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12.

e hematócrito menor que 33% confirmam a hipótese de anemia. No exame neurológico. menor que 11. esplenomegalia na esferocitose) e até parte do quadro de leucose. considera-se microcitose quando o VCM é menor que 75(3 e macrocitose quando o VCM é maior que 100(3.o volume corpuscular médio (VCM) permite uma classificação didática das causas de anemia. a presença de glossite associada a anemia pode sugerir ferropenia. deve-se avaliar com cuidado a presença de hepato e/ou esplenomegalia. normocítica e macrocítica anemias microcíticas q anemia ferropriva ( deficiência nutricional e perdas sangüíneas) q intoxicação por chumbo q síndromes talassêmicas . devem ser analisadas no conjunto dos dados obtidos na história e exame físico. pois podem tanto representar apenas a resposta reticuloendotelial à presença de anemia (geralmente de pequenas proporções). determinando alterações do exame físico. a velocidade e a intensidade da queda dos índices hematimétricos permitem ou não ajustes cardiovasculares. quando possível. quando presentes. Toda criança com suspeita de anemia deve realizar hemograma completo. a medida da pressão arterial e ausculta cardíaca. a ocorrência de parestesia simétrica e persistente. No exame físico especial. a quantidade de hemoglobina menor que 11 g/dl em crianças de seis meses a 5 anos. respectivamente. até sinais de insuficiência cardíaca grave. (1) Volume corpuscular médio . Quadro 2 Classificação das principais etiologias de anemia de acordo com o tipo de anemia caracterizado pelo volume corpuscular médio em microcítica. contagem de reticulócitos e. como ser indicativos de algumas doenças hemolíticas constitucionais (por exemplo.9 milhões/ml. que vão desde um pequeno aumento da freqüência cardíaca. é importante avaliar a freqüencia cardíaca. que. Hemograma: a contagem de eritrócitos inferior a 3. visando a confirmação do diagnóstico e obtenção de outras informações úteis quanto à provável etiologia.5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino. Este dado é fundamental para orientar a etiologia mais provável. De modo geral. Na avaliação do aparelho cardiovascular. No exame do abdome. deficiência de ácido fólico ou de vitamina B12. protoparasitológico (para os maiores de 1 ano). conforme pode ser constatado no Quadro 2. O tempo de duração da anemia.5 g/dl em crianças na faixa etária de seis a 9 anos e menor que 12 g/dl e 12. presença de sopro cardíaco.diferenciação pode ser feita pela presença da dor no local do edema nos casos de anemia falciforme. diminuição da força muscular ou ataxia espástica sugere mais especificamente carência de vitamina B12 . queixa que não ocorre no edema da desnutrição.

e reflete a velocidade com que a medula está liberando eritrócitos jovens para a circulação periférica.defeitos enzimáticos de eritrócito .complexos .hemoglobinopatias . a taxa de reticulócitos é a relação percentual entre o número de reticulócitos e o número de eritrócitos. nas síndromes talassêmicas. Assim sendo. apresentando RDW normal. fornece também o coeficiente de variação do volume eritrocitário.5%. Na anemia ferropriva o RDW está aumentado devida à ampla variação do volume das hemácias. enquanto. enquanto a leitura do hemograma é feita de forma automatizada.secundária a processos infecciosos q perda sangüínea aguda q seqüestro esplênico q insuficiência renal crônica Coeficiente de variação do volume eritrocitário (red cell volume width distribution . tratam-se de exames diferentes.5% e 14. esse coeficiente é denominado de red cell volume width distribution. Na língua inglesa.anemias macrocíticas q com megaloblastose medular . cujos valores normais encontram-se entre 11.alterações da membrana do eritrócito q anemias hemolíticas adquiridas . motivando o uso da sigla RDW. Contagem de reticulócitos: são os eritrócitos jovens. que devem ser solicitados separadamente e cujas interpretações são complementares. o que costuma ocorrer nas anemias . Sua contagem exige metodologia específica. além dos dados já descritos do hemograma. A elevação da taxa de reticulócitos (valores maiores que 7% entre recém-nascidos e maiores que 2% para as demais faixas etárias) reflete aumento da eritropoese.deficiência de ácido fólico q · sem megaloblastose medular anemias normocíticas q anemia aplástica síndrome de Diamond-Blackfan hipotireoidismo hepatopatias processos infiltrativos em medula anemias hemolíticas congênitas .deficiência de vitamina B12 . as hemácias se apresentam de tamanho uniforme.por imune .anemias hemolíticas q microangiopáticas .RDW) .a contagem eletrônica dos eritrócitos.

nos quadros de sangramento agudo e no início do tratamento de reposição de nutrientes nas anemias carenciais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .5 % são registrados nas anemias carenciais. além de confirmarem a presença de anemia. Taxas de reticulócitos menores que 0. os resultados do hemograma e da contagem de reticúulócitos. quando associados aos dados obtidos na história e no exame físico. orientam.hemolíticas. a abordagem diagnóstica das crianças com anemia. Copyright © 2001 IDS . Portanto.

Tratamento da anemia ferropriva: é baseado na reposição de ferro via oral. justifica-se essa conduta inicial. associados ao encontro de anemia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Abordagem da criança com anemia microcítica Deve-se iniciar o tratamento com reposição de ferro nos lactentes e pré-escolares que apresentam dados de história que indiquem risco de ferropenia. O tratamento deve ser reorientado. Na ausência de respostas satisfatórias. e com reavaliação dos índices hematimétricos. possam estar causando ou . Especialmente em nosso meio. devido à alta prevalência de anemia ferropriva já referida. acompanhada com retornos periódicos. microcitose e aumento do RDW no hemograma e ao número baixo de reticulócitos. devendo ser monitoradas nas crianças com anemia grave. com intervalos que dependem da gravidade da anemia. eventualmente. garantir retornos mensais para identificar falhas e objetivar o seguimento através da realização de um novo hemograma em aproximadamente dois meses de tratamento. a principal possibilidade a ser suspeitada é a falta de adesão às orientações prescritas. em reorientações alimentares que garantam as necessidades nutricionais específicas de cada faixa etária e na remoção de fatores que. levando-se em consideração as dificuldades específicas de cada caso. Em geral. Assim. é mais importante facilitar o acesso ao atendimento das intercorrências que possam dificultar a adesão ao tratamento. o tratamento por meio da reposição de ferro por via oral. da reorientação alimentar e da prescrição de medicamentos deve ser iniciado e a criança. Elevações dos índices hematimétricos podem ser registradas desde a primeira semana de tratamento.

Nas crianças maiores de 1 ano. não resolvem as situações de deficiências nutricionais mistas por não permitirem ajustes específicos de doses. Em geral. Tabela 2. o sulfato ferroso continua sendo uma boa opção devido ao seu baixo custo e sua melhor absorção. Além de se reforçar a oferta de carne. acompanhada de suco cítrico e carboidratos. durante 3 dias. está indicado o uso de drogas antiparasitárias. O cansaço. os distúrbios do sono e até mesmo a anorexia melhoram nos primeiros dias. observa-se a melhora e até mesmo o desaparecimento de sinais e sintomas precedendo às alterações laboratoriais mais relevantes. Para as crianças maiores de 2 anos. com o intuito de diminuir o risco da sangramento oculto. leite. usa-se mebendazol ( 5 ml. visando diminuir eventual irritação gástrica. mantém-se a reposição em dose terapêutica por mais dois meses após a normalização dos níveis de hemoglobina e do VCM. excesso de verduras e cereais. se possível. junto às refeições de sal. recomenda-se o consumo de outros alimentos que facilitem a absorção do ferro não-heme. A dose diária é dividida em 2 a 3 tomadas . Compostos de Ferro Sal de Ferro Sulfato Ferroso Hidróxido de Ferro Polimaltoso Citrato de Ferro Amoniacal Gluconato Ferroso Citrato de Cálcio Ferroso Concentração de Ferro Elementar (%) 20 30 16. Os efeitos colaterais mais freqüentes são náuseas. em geral. devendo ser evitados os inibidores como chá. A dose terapêutica de ferro elementar preconizada para o tratamento é de 4 . repetindo o mesmo esquema após 14 dias). até no máximo 200 mg / dia. respeitar os hábitos familiares e se ajustar aos recursos disponíveis. o albendazol (400mg . A perversão alimentar costuma diminuir por volta do final da primeira semana e a glossite mostra sinais . Embora haja vários compostos contendo ferro (tabela 2). A substituição do composto de ferro está indicada para as crianças que apresentarem intolerância ou má aceitação ao sulfato ferroso.6mg / kg / dia. 2 vezes ao dia. durante o tratamento. vômitos e alterações do hábito intestinal. Para refazer os estoques de ferro no organismo. mesmo que em pequenas quantidades.em dose única) pode ser uma boa opção terapêutica.5 12 5 As reorientações dietéticas devem obedecer às necessidades específicas de cada faixa etária. As apresentações comerciais que associam o sal de ferro a outras substâncias hematogênicas são mais caras e. Em áreas de alta prevalência de enteroparasitoses. fora de zona de grande prevalência de amebíase.piorando a ferropenia. independentemente de efetivação de protoparasitológico. Recomenda-se que a administração do medicamento seja feita 30 minutos antes das refeições . fatores que aumentam a sua absorção. como frutas cítricas e carboidratos. momento em que a acidez gástrica pode facilitar a absorção do ferro e.

nesta reavaliação. enquanto a melhora dos índices hematimétricos confirma a possibilidade de a anemia pregressa ter sido secundária a algum processo infeccioso/inflamatório transitório. as seguintes condições: moradia com água tratada e saneamento básico. (2) reposição de ferro para os lactentes prematuros e pequenos para a idade gestacional. recomenda-se que o hemograma seja repetido em aproximadamente um mês. anemias hemolíticas. A reticulocitose máxima pode ser detectada entre o quinto e o oitavo dia. Nesses casos. Especificamente com relação à alimentação. (3) reposição de ferro para lactentes em aleitamento artificial sem fortalecimento com ferro (1 a 2 mg/kg/dia . renda familiar que garanta oferta alimentar adequada. não sendo possível uma única padronização de conduta. a persistência da anemia normocítica reforça a necessidade de encaminhamento. (5) uso de leite enriquecido com ferro em lactentes que sofreram desmame . falência medular e deficiência de vitamina B12 e ácido fólico. estão associadas a doenças mais graves. cuja resolução é espontânea e está relacionada à substituição da hemoglobina fetal pelas hemoglobinas A1 e A2. Profilaxia das Anemias Carenciais De forma geral. A OMS recomenda. (4) reposição de ferro ( 2mg/kg/dia) em lactentes e préescolares expostos a dietas inadequadas. Essa situação específica não deve ser interpretada como patológica e sim como uma fase de transição e autolimitada. vínculos familiares/institucionais saudáveis.no mínimo durante os 6 primeiros meses de vida). devem ser garantidas as seguintes medidas profiláticas: (1) aleitamento materno exclusivo até o 6ª mês de vida. como medidas básicas para a prevenção da ferropenia. que raramente atingem níveis de hemoglobina menores que 9g/dl. Abordagem da criança com anemia normocítica As principais causas de anemia de crianças com anemia normocítica são processos infecciosos/inflamatórios crônicos. vacinação completa. a história. a partir do 2º mês de vida. Em geral. Abordagem da criança com anemia macrocítica A constatação de macrocitose no hemograma está associada a várias causas que podem ser agrupadas em três situações: falência medular. com 2 mg de ferro elementar/kg/dia.de involução a partir da segunda semana. diminuição da produção de eritropoetina ou alteração do processo de maturação nuclear. Essas são situações clínicas bem mais raras que a ferropenia e. as carências nutricionais podem ser evitadas garantindo-se condições adequadas de vida para todos. enquanto adequações alimentares estão sendo incorporadas. acesso aos serviços de saúde e educação. desaparecendo em torno de dois a três meses. o exame físico e o acompanhamento são fundamentais para indicar as prioridades da investigação diagnóstica e encaminhamentos. determinando a necessidadede encaminhamento. hemoglobinopatias. de um modo geral. Nas crianças que apresentam anemia leve sem outras alterações. lactentes nascidos a termo e com peso adequado para a idade gestacional apresentam redução fisiológica dos índices hematimétricos entre a 7ª e a 12ª semanas de vida.

precoce. com ferro tem sido eficaz em vários países. leite. (8) estimular o consumo de frutas e vegetais crus. só serão identificados entre 40 e 60 anos. e. na qual os altos estoques de ferro determinam lesões teciduais graves. Portadores de hemocromatose. miocardiopatia. o consumo indiscriminado de alimentos enriquecidos com ferro não deve ser estimulado. de deficiência de vitamina B12. respeitando época de introdução de frutas cítricas e outros alimentos e garantindo 2 refeições de sal por dia a partir do 7º . pretendendo que. efetiva a administração de 2 ml de sulfato ferroso/semana para as crianças consideradas alvos (6 a 24 meses). (12) recomendar suplementação de ferro (120mg/dia) a partir do 2º trimestre de gestação. A prevalência de anemia no mundo. a longo prazo. hepatoma. hipopituitarismo e hipogonadismo. beterraba. O Ministério da Saúde. (13) reposição de ácido fólico (1. a redução da carência de ferro no Brasil foi priorizada entre as diretrizes na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). como farinha de casca de ovo. porém seu custo ainda dificulta o acesso às populações mais pobres e seu uso em grande escala pode levar a uma supervalorização do leite de vaca. (11) estimular dieta rica em ferro e. excesso de cereais e fibras). seja possível consolidar e estender essa conduta para todos os municípios brasileiros atendidos pelo PSF. (10) controlar processos mórbidos que induzam anorexia ou perdas sanguíneas. (14) reposição de vitamina B12 para lactentes filhos de mães vegetarianas de longa data. no quadriênio 2000-2003. (6) estimular o consumo de alimentos facilitadores da absorção do ferro não-heme junto às refeições de sal (carne. de forma irreversível. por intermédio do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) além de reforçar as recomendações alimentares específicas para prevenir a ferropenia. como cirrose. principalmente do leite. além de ter como meta a redução da anemia ferropriva em pré-escolares e escolares em 1/3 até o ano 2003. especialmente nos países em desenvolvimento. Trata-se de medida com resultados relativamente rápidos e seguros. condição geneticamente determinada e caracterizada pela absorção excessiva de ferro. artrites e artropatias. . Recentemente. (9) esclarecer o valor de determinados alimentos como fonte de ferro biodisponível. comprometendo a importância do aleitamento materno e da diversificação da dieta.8º meses de vida.2mg/dia) para lactentes em aleitamento exclusivo com leite de cabra. diminuindo significativamente a prevalência de anemia ferropriva entre lactentes. frutas cítricas e carboidratos). ovo de pata e outros (9) orientar os vegetarianos quanto ao risco de ferropenia e. em aleitamento materno exclusivo (1 micrograma/dia-por via oral). O enriquecimento de alimentos. recomendar a reposição de ferro nas adolescentes e mulheres em idade fértil. justifica a busca de medidas profiláticas de natureza coletiva no âmbito da saúde pública. (7) evitar o consumo de alimentos dificultadores da absorção do ferro junto às refeições de sal (chá. quando essas lesões se manifestam clinicamente. dentro do Programa de Saúde da Família (PSF). Devido ao fato de não haver vias específicas de excreção de ferro que não a descamação celular. se necessário. (6) oferta de dieta adequada para cada faixa etária.

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para que se inicie. Nestes casos. como deficiências nutricionais mistas. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Para investigação diagnóstica/tratamento Consideram-se sinais de alerta as alterações que não se limitam apenas ao eritrograma. considerando-se a possibilidade de falha terapêutica ou de haver outra etiologia associada à ferropenia. Uma vez confirmada a presença de ferropenia. As dosagens séricas disponíveis retratam apenas uma parte do seu metabolismo e devem ser interpretadas com cautela. linfocitose ou plaquetopenia intensas. sendo estas: macrocitose. atipia linfocitária. o mais breve possível. perdas sanguíneas ocultas e até mesmo alguma outra afecção específica do eritrócito que tenha pouca expressão clínica. acometendo leucograma e plaquetas. o tratamento deve ser retomado. grandes desvios à esquerda dos leucócitos (aumento de bastonetes) e presença de blastos. abordagem diagnóstica para exclusão de leucose. Nestas situações. leucopenia grave. pois vários exames permitem quantificar o ferro corpóreo. é importante a referência do paciente. A persistência da anemia microcítica em crianças devidamente tratadas sugere a necessidade de se ampliar a abordagem diagnóstica para confirmar ou afastar laboratorialmente a condição de ferropenia. o indivíduo deve ser encaminhado para algum serviço de referência. processos inflamatórios crônicos.

os dados de história devem ser aprofundados conforme as hipóteses etiológicas mais prováveis. estomatócitos e acentuação de pontilhado basofílico. a investigação diagnóstica deve excluir as demais causas de microcitose: algumas síndromes talassêmicas. anemia normocítica e reticulocitose ou as seguintes alterações morfológicas no esfregaço de sangue periférico: células falcizadas. ao hemograma. sem incompatibilidade sangüínea materno-fetal. como insuficiência cardíaca e/ou respiratória. pois esta condição afasta ferropenia e sugere talassemia e nas pessoas com história. células em alvo. A eletroforese de hemoglobina deve ser realizada como conduta inicial quando houver anemia microcítica com RDW normal. Copyright © 2001 IDS . eliptócitos. A necessidade de efetivação de diagnóstico diferencial entre processos infecciosos. A transfusão de glóbulos vermelhos deve ser reservada aos casos nos quais os níveis muito baixos de hemoglobina estejam levando a repercussões clínicas importantes. Para tanto. exame físico ou antecedentes familiares sugestivos de hemoglobinopatias e que apresentem. deficiências de enzimas eritrocitárias. doenças de membrana) em lactentes com história de hemólise recorrente ou icterícia prolongada. processos inflamatórios crônicos e intoxicação por chumbo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hepatopatias. cuja expressão clínica é leve ou está ocultada pela ferropenia Deve haver suspeita de síndrome hemolítica (hemoglobinopatia. A eletroforese de hemoglobina também deve ser lembrada no seguimento de algumas crianças inicialmente tratadas como ferropênicas que apresentem respostas parciais à reposição de ferro ou que passem a apresentar evidências de hemoglobinopatia.Se a ferropenia for afastada. doenças metabólicas e as doenças hemolíticas reforçam a indicação de encaminhamento para serviços de referência.

Rev Saúde Pública 34 (6 suppl).1 Copyright © 2001 IDS . M. A.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bourroul.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Brasília. 216.Saúde infantil: tendências e determinantes na cidade de São Paulo na segunda metade do século XX. .. A. C. R. p. 2000. Sarvier. L. S. p. Pediatria em Consultório. M.Anemia na infância. P. A. . 2000. São Paulo. C.. 2000. Ministério da Saúde do Brasil / Opas / Área de Saúde da Criança / Atenção Integrada Às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). Ferrer. S.e cols. L. Monteiro. Scaramuzzi.Manual de Condutas do AIDPI. In: Sucupira. D. 4a ed. .

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Quando o raquitismo é sintomático. aumentada. com a concavidade voltada para a articulação.Os achados radiográficos. . o nível sérico de cálcio pode estar normal ou baixo. fraturas em "galho verde" e duplo contorno das diáfises. Os valores de referência devem ser fornecidos pelo laboratório. permitem acompanhar o tratamento e avaliar o processo de cura. A radiografia dos punhos é especialmente adequada para avaliação do raquitismo. devido à não-mineralização do tecido ósseo subperiostal. A idade óssea encontra-se atrasada devido à calcificação reduzida nos núcleos de ossificação. A dosagem sérica de paratormônio elevada e os níveis séricos de 25(OH)D diminuídos auxiliam no diagnóstico. porém o nível sérico de fósforo encontra-se sempre baixo e a atividade sérica da fosfatase alcalina. produzindo a imagem "em franja". porém são de difícil disponibilidade em nosso meio. além de auxiliar no diagnóstico do raquitismo. pois as alterações das epífises da ulna e rádio são precoces. Outros achados são a rarefação óssea. e dependem do estágio em que se encontra o raquitismo. encurvamento diafisário. O borramento ou perda dos limites ósseos pode aparecer sob forma de pequenas estrias no sentido longitudinal do osso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A confirmação da suspeita de raquitismo deve ser feita através de exames bioquímicos e radiológicos. o que determina também o aumento do espaço interarticular. pois variam conforme o método e a faixa etária da criança. em função da carência de vitamina D. Ocorre alargamento das epífises em forma de taça. As alterações bioquímicas decorrem diretamente das alterações do metabolismo de cálcio e fósforo.

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Na presença de diarréia e/ou má aceitação oral a via parenteral.000 a 5. o esquema recomendado é a administração de uma ampola diária. Na ausência de diarréia e boa aceitação oral. A cura do raquitismo carencial pode ser obtida por meio da administração de uma dose única de 600.000 UI de vitamina D3 com 13. é a melhor escolha. muitas vezes. Existem. pois a medicação oral é bem absorvida. a única preparação oral disponível é a associação de 66.025 mg de vitamina D3. Uma unidade internacional de vitamina D corresponde a 0.200 UI de vitamina A. por via oral.000 UI. é difícil estabelecer o tempo necessário para a cura. por parte da criança. esquemas de tratamento nos quais são utilizadas doses baixas diárias de 2. no entanto. assim. 1 mg de vitamina D são 40. recomenda-se que seja prescrita a vitamina D por via oral.000 UI por dois a seis meses. porém dá-se preferência ao esquema com dose única de 600.000 U de vitamina D (vitamina D2 ou D3). conforme a disponibilidade. na literatura. durante nove dias. A injeção intramuscular de vitamina D não apresenta vantagens em relação à administração oral. A grande vantagem desse esquema é a possibilidade de ser feito sob supervisão. tratamento adequado e boa adesão da família.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento do raquitismo poderia ser feito somente com a exposição diária ao sol. portanto. Em vista disso. Em nosso meio.000 UI de vitamina D por via oral ou parenteral. perfazendo um total . opta-se pela via oral. garantindo. Neste caso.

os núcleos ósseos tornam-se visíveis. Os níveis séricos de cálcio e fósforo normalizam-se após dias ou semanas de tratamento. entre outros. A dose recomendada é de 400 UI/dia de vitamina D por via oral. para que não ocorra novo episódio de raquitismo. Os sintomas são: cefaléia. Todos os sintomas regridem completamente com a supressão da vitamina A. A hipervitaminose crônica deve-se a ingestão prolongada de altas doses de vitamina A. A exposição diária à luz solar é o melhor meio de prevenir o raquitismo carencial. durante todo o tratamento do raquitismo. irritabilidade. obstipação intestinal. hipotonia. continua sendo importante encorajar as mães a adquirirem o hábito de expor seus filhos ao sol diariamente com pouca roupa e não através de vidraças. tendo como sintomas: craniotabes. A maioria das deformidades ósseas desaparecem meses ou anos após o tratamento. descamação de pele local ou generalizada. Na avaliação laboratorial. A suplementação de vitamina D diária na dose de 400 UI /dia deve ser iniciada logo após o tratamento. A adolescência. linha de maior calcificação na região submetafisária. hepatomegalia. sinais de irritação meníngea. por ser outro período de grande aceleração do crescimento. anorexia. ingestão adequada de cálcio. devendo-se sempre confirmar sua formulação. Os níveis de fosfatase alcalina podem permanecer alterados por vários meses. Vitamina Nome comercial® Via de administração Apresentação . É fundamental manter. o uso diário de 400 UI de vitamina D por via oral. Adolescentes pouco expostos ao sol devem receber profilaxia por meio de alimentos enriquecidos com vitamina D ou medicamentos durante todo o período de estirão. normalizando o espaço interarticular. abaulamento de fontanela. Os sinais radiográficos de cura evidenciam-se pela calcificação e aparecem duas a quatro semanas após o tratamento.de 594.000 UI de vitamina D. Para o recém-nascido de termo e prematuros de mães com níveis normais de vitamina D. Como é muito difícil identificar as famílias que realmente terão condições de expor os lactentes ao sol. Ocorre deposição mineral na metáfise. recomenda-se o uso diário de vitamina D na dose de 400 UI/dia. como profilaxia até dois anos de idade (fase de crescimento acelerado). por via oral. para evitar a hipervitaminose A. e aparece a linha de remissão raquítica. vertigem. A ingestão crônica de doses elevadas de vitamina D pode causar comprometimento renal e calcificações metastáticas. recomenda-se. também. anorexia. ou hipervitaminose D. alopecia. hidrocefalia. A intoxicação pela vitamina D. é de risco para o raquitismo carencial. constatam-se hipercalcemia e hipercalciúria. A utilização de associações de vitamina D com vitamina A requer cuidado. vômitos e diarréia. Apesar da suplementação diária com vitamina D. até a cura definitiva do raquitismo. esplenomegalia. prurido. Diminui a rarefação óssea e a cortical torna-se mais compacta. A hipervitaminose A aguda é consequência da ingestão acidental de produtos contendo vitamina A. dor nos ossos. para evitar complicações por hipocalcemia. poliúria e polidipsia. caracteriza-se pelos seguintes sintomas: anorexia. perda de peso.

000 UI de vitamina D3.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C / ml. Ad-til (Riker) Oral Solução com 10.000 UI de vitamina D e 50.000 UI de vitamina A. 3.200 UI de vitamina D3 e 5. Solução com 2. Solução com 400 UI de vitamina D .D+A Adeforte (Gross) Oral Ampola com 50.500 UI de vitamina A / ml. Tri-vi-sol (Mead Johnson) Oral . Aderogyl D3 (Sarsa) Oral Ampola com 66. Solução com 50. Gaduol (Climax) Oral Solução com 10.000 UI de vitamina A / ml. 100.000 UI de vitamina D2 e 50.200 UI de vitamina A. 5.000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E / ml.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C.000 UI de vitamina D3 e 13.000 UI de vitamina A / ml.

000 UI de vitamina D. 4 mg de vitamina B1. 10 mg de vitamina B5. 1 mg de vitamina B2.000 UI de vitamina A.Protovit (Roche) Oral Solução com 1.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C / ml. 10 mg de vitamina PP. Copyright © 2001 IDS . 1 mg de vitamina B6. 5.

que diziam: "Tome seu leite e vá brincar lá fora.000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E/ml ." Vitamina Nome comercial ® (fabricante) D+A Adeforte (Gross) Via de administração oral Apresentação ampola com 50. Além desse tratamento. que é a suplementação diária com vitamina D.solução com 50. como observado em países ricos.000 UI de vitamina D3. 100. seguro e altamente eficaz. 5.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Nos dias de hoje. a persistência ou reaparecimento de raquitismo carencial. basta seguir os antigos e sábios conselhos de nossas avós. O raquitismo carencial pode ser prevenido por meio de um tratamento de baixíssimo custo. é algo difícil de se aceitar.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C.000 UI de vitamina A.

000 UI de vitamina D. 10 mg de vitamina B5. 5.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C/ml solução com 1. 4 mg de vitamina B1.200 UI de vitamina A. 3.000 UI de vitamina A/ml solução com 10.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C/ml Ad-til (Byk) oral Gaduol (Clímax) oral Tri-vi-sol (BristolMyers Squibb) oral Protovit (Roche) oral Copyright © 2001 IDS .200 UI de vitamina D3 e 5.000 UI de vitamina A/ml solução com 400 UI de vitamina D.500 UI de vitamina A/ ml solução com 10. 10 mg de vitamina PP.000 UI de vitamina D2 e 50. 1 mg de vitamina B2.Aderogil D3 (Aventis) oral ampola com 66.solução com 2.000 UI de vitamina D2 e 50. 1 mg de vitamina B6.000 UI de vitamina D3 e 13.000 UI de vitamina A.

São Paulo.S.S. & Zuccolotto.L. Rodrigues.Rickets.Disvitaminoses. pp.179.E. 21 of Nestlé Nutrition Workshop Series. & cols. 15th ed. 1991.M.S. Raven Press.J.C.: Pediatria em Consultório. . .R. 1996.A. In Sucupira. . Sarvier.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . & Curran. vol. 208. In Behrman.F.L. & cols.H. 3a ed.: Nelson Textbook of Pediatrics. New York.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barness. Saunders. Philadelphia.D. pp. 1996.A. Copyright © 2001 IDS .C. Glorieux.Nutrition and nutritional disorders.

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livres de efeitos colaterais. O resfriado é uma síndrome catarral aguda. não há estatísticas precisas. freqüentemente induzem hiperresponsividade brônquica em lactentes e pessoas com doenças respiratórias crônicas. No Brasil. Mais da metade das crianças atendidas por resfriado comum recebem prescrição de antibiótico. sendo responsável por grandes perdas econômicas. são as mais vendidas. com ou sem receitas médicas. embora geralmente causem doença localizada no trato respiratório superior. entretanto. embora não seja uma infecção respiratória grave. ou resfriado comum. os quais apresentam diferenças sazonais e podem causar diferentes síndromes clínicas (tabela 1). estas medicações podem causar reações adversas graves. com grande freqüência. O uso indiscriminado de antibióticos para infecções respiratórias agudas de etiologia viral é considerado o principal motivo de aumento da resistência bacteriana. é a doença infecciosa mais frequente entre os humanos. Os rinovírus são os principais agentes das rinofaringites e rinossinusites agudas. devido a faltas no trabalho e gastos com medicações. as medicações usadas para o resfriado comum. há comprometiment