Temas da Área de Medicina Apresentação O Brasil de hoje é, sem dúvida, diferente do país de apenas duas décadas atrás.

Mudanças internas, associadas à globalização que envolve todos os países do mundo, criaram uma nova realidade política e econômica, que se refletem nas condições de vida de nossa população. Paralelamente, observa-se uma maior consciência quanto aos valores sociais e entende-se que mudanças expressivas só ocorrerão com um forte engajamento do governo e da sociedade civil na construção de uma democracia onde se combata, de maneira vigorosa, as intensas desigualdades sociais que ainda persistem e dificultam uma considerável parcela dos brasileiros a ter acesso a instrumentos sociais que lhes permita viver com dignidade. Na área da saúde, pode-se afirmar que muito se avançou com o preceito constitucional de que saúde é um dever do Estado e um direito do cidadão. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), deu-se um importante passo na modernização das ações de saúde em nosso país. O SUS, entretanto, não tem conseguido atingir plenamente seus objetivos de equidade e universalidade, devido a uma conjuntura de fatores, que inclui ingredientes de difícil manipulação, dentre eles a limitação de recursos financeiros, as amarras administrativas e gerenciais do setor público e o preparo técnico, científico e até mesmo humanitário de parte dos profissionais de saúde, sem deixar de mencionar constantes desavenças políticas, que não raro dificultam sua implantação. Ao longo dos últimos anos, tornou-se evidente que o atendimento primário, base de entrada para o sistema público de saúde, necessitava uma nova abordagem, uma vez que a estrutura clássica de unidades básicas de saúde vinha apresentando, em diversos locais do país, uma baixa resolubilidade. Assim, a partir de experiências na região Norte-Nordeste, criou-se o Programa Saúde da Família (PSF), baseado em equipes de saúde da família, que são constituídas por médicos, enfermeiras, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atendem populações geograficamente definidas e com número definido de famílias. Essa estratégia vem não só melhorando o acesso da população ao sistema, como tem proporcionado considerável melhora na qualidade do atendimento oferecido, o que traz um admirável grau de satisfação da população e das próprias equipes de saúde. A experiência destes primeiros anos de PSF mostrou, entretanto, que existe uma dificuldade de se arregimentar médicos adequadamente treinados para exercer a função de generalistas e enfermeiras com o devido preparo para as abrangentes funções por elas desempenhadas no PSF. Embora pólos de capacitação estejam sendo instalados em todo o país para treinar os profissionais que atuam no PSF, ressente-se da falta de material instrucional para auxiliá-los no processo decisório do dia-a-dia. Por esse motivo, criou-se uma importante parceria, envolvendo diferentes setores da sociedade: o Instituto para o Desenvolvimento da Saúde (IDS), uma organização não governamental voltada para a melhoria das atenções de saúde no país, a Universidade de São Paulo (USP), que cumpre assim seu papel de centro divulgador de conhecimentos, a Fundação Telefônica (FT), que se sensibiliza com as necessidades sociais, e o Ministério da Saúde (MS), que acreditou na proposta e se propôs a divulgar o material instrucional que aqui é apresentado para todas as equipes do PSF.

Os temas abordados foram basicamente os recomendados pelo MS, em função de sua freqüência e importância, além de alguns outros sugeridos por professores da Faculdade de Medicina e da Escola de Enfermagem da USP. O tratamento dado aos textos foi o mais conciso e objetivo possível, de modo a auxiliar os médicos a tomarem decisões quanto ao diagnóstico e tratamento das enfermidades selecionadas, além de, quando pertinente, tomar medidas relacionadas com a prevenção das doenças e suas complicações. Um enfoque complementar é o de tentar definir os limites de atenção no PSF e de quando encaminhar o paciente para um especialista ou centro de referência. Já os textos de enfermagem, além de procurar normatizar as ações desses profissionais, procuram trazer informações complementares que auxiliam as enfermeiras na consecução dos objetivos do PSF. Acreditamos que o projeto "Material Instrucional para o PSF" preenche uma necessidade atual para se poder melhorar a qualidade das atenções básicas de saúde de nosso país. Sua concretização reforça o conceito de que os problemas do setor saúde não devem ser entendidos como exclusivos do governo, cabendo um envolvimento ativo da sociedade civil na busca de diagnósticos e soluções para um Brasil melhor e mais justo. Prof. Dr. Raul Cutait Presidente do Instituto para o Desenvolvimento da Saúde

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Dulce Maria Senna1 Eleonora Haddad Antunes2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:32 AM
1 Médica sanitarista, psicoterapeuta, doutora em Medicina Preventiva, médica assistente do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP 2 Médica psiquiatra, mestre em Medicina Preventiva, supervisora do Programa de Saúde Mental do Centro de Saúde-Escola "Samuel B. Pessoa" do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP

Quadro clínico e Epidemiologia A abordagem do contexto familiar, dentro das ações previstas para uma equipe de Saúde da Família, torna-se necessária, tanto do ponto de vista do entendimento da situação-problema trazida como demanda de atendimento, como num contexto de estratégia de promoção à saúde, em nível comunitário. Nesse sentido, são necessárias algumas considerações. Um grupo de tarefas que se organiza na direção da sobrevivência, cujos membros dividem atribuições e papéis. Um grupo interativo no qual intensas relações afetivas se manifestam. Um grupo que é produto: a) das heranças culturais trazidas por seus antepassados, b) do seu próprio ciclo de vida familiar, c) da sua articulação dentro dos fatores econômicos e

culturais da sociedade a que pertence. A demanda trazida pelos indivíduos para atenção à saúde pode ser compreendida como uma linguagem que expressa conflitos de seu ambiente familiar. Assim, as questões de saúde da criança, do adolescente, da mulher, do homem e do idoso devem ser compreendidas à luz da estruturação e da história particular de cada família, dentro do pano de fundo da realidade social que a constitui. A composição das famílias brasileiras, do ponto de vista demográfico, vem passando por várias alterações nas últimas três décadas. Apesar de estas ocorrerem de forma diferenciada para as diversas regiões do país, alguns movimentos acontecem de forma geral, como a redução da natalidade e o aumento no número de anos vividos pelas pessoas. As famílias vêm se tornando menores e com um número maior de idosos em sua composição, com aumento da prevalência de doenças crônicas e de problemas decorrentes do processo de envelhecimento. As famílias, no Brasil, principalmente nas camadas mais pobres da população, constituem grupos voltados para a formação de uma renda que possibilite a sobrevivência de todos e favoreça o estabelecimento de planos para o futuro. O modelo de família vivendo isoladamente num domicílio, no qual o pai tem o papel de provedor dos bens materiais, a mãe deve cuidar dos afazeres domésticos e aos filhos cabe a responsabilidade de estudar, não predomina nos núcleos familiares mais empobrecidos. Nas últimas décadas, buscando melhores condições de vida, as famílias migraram para regiões urbanizadas e se confrontaram com valores culturais diferentes; sua composição também passou por alterações. Elevou-se o número de núcleos familiares compostos apenas por mulheres e seus filhos menores, principalmente nos grupos migrantes de baixa renda. Mais recentemente, a perspectiva de globalização econômica, de desemprego estrutural e de restrição aos investimentos de projetos sociais repercutiu na estrutura familiar, com prejuízo aos projetos de vida, levando, inclusive, ao aumento do número de indivíduos e famílias moradores de rua. Estudos clássicos sobre famílias caracterizam o ciclo de vida familiar em três estágios: uma primeira fase, de maiores dificuldades, constituída pelo casal ou um dos pais com filhos pequenos; uma segunda de maior prosperidade, com os filhos dentro da família e com idade para trabalhar e uma terceira fase, também mais difícil, com os filhos fora do primeiro núcleo familiar e o casal ou um dos pais em idade mais avançada. Entretanto, nas regiões urbanas brasileiras, observa-se que o núcleo familiar tende a ser composto por várias gerações como forma de enfrentar dificuldades financeiras. Os filhos que formam um novo ramo familiar continuam a habitar o núcleo original como forma de somar rendimentos, barateando os custos habitacionais e garantindo os cuidados às crianças e a outros dependentes, que são aqueles que não estão inseridos ativamente no mercado de trabalho, como os adolescentes, os idosos e os desempregados.

As mulheres ocupam um papel importante na manutenção da vida diária do grupo familiar, exercendo o trabalho doméstico, o preparo e manutenção dos alimentos, a confecção do vestuário, a procura de preços mais baixos nas compras, o que contribui para diminuir os gastos domésticos e para manter o orçamento familiar. A sua participação com trabalho remunerado na geração da renda familiar, realizada dentro ou fora do ambiente doméstico, soma-se às outras atividades, potencializando sobrecarga física e emocional e conseqüentes agravos à saúde. Por outro lado, a experiência acumulada durante a existência das mulheres no manejo do cotidiano da vida familiar lhes proporciona, quando idosas, um papel mais definido no grupo, o que pode não ocorrer no gênero masculino. Nesse sentido, ao se abordar o idoso no grupo familiar, deve-se levar em conta o gênero e a sua relação com os demais membros. A contribuição masculina na provisão do sustento e na defesa dos princípios morais é fundamental, principalmente nas famílias de baixa renda. Nesses grupos, as expectativas colocadas expressam: que a presença do homem é que dá respeito à casa, o homem é o chefe da família e sua condição de trabalhador lhe dá o reconhecimento na sua comunidade. A dificuldade de desempenho destas funções, quando o homem tem remuneração inferior, está desempregado ou aposentado, pode ser fonte de estresse e de danos à saúde. No idoso, a inadequação ao projeto familiar e a perda dos papéis masculinos anteriormente exercidos têm impacto na auto-estima, fator de proteção considerado importante na manutenção da saúde. Na arquitetura familiar, as crianças, como membros que não têm autonomia e capacidade plena de defesa, geram uma tensão no sentido do cuidado e estão mais expostas e vulneráveis às situações de conflito no grupo. Na adolescência, esta situação, em parte, permanece. Em acréscimo, os adolescentes, muitas vezes depositários das expectativas de transformação e mobilidade social do grupo, sofrem com a frustração dessas expectativas, seja pelo contexto familiar de sobrevivência, seja pelo contexto de possibilidades de inserção social. As possibilidades de agravos à saúde se estabelecem de forma diferenciada. Mulheres, adolescentes e crianças estão mais expostos ao contexto da violência doméstica. Os efeitos da dupla jornada feminina, acrescidos das alterações corporais advindas da maternidade propiciam um perfil específico de problemas de saúde. Homens têm aumentado o risco de depressão e alcoolismo quando suas funções no grupo se reduzem, no desemprego ou aposentadoria. Os idosos podem também ter problemas de adaptação ao projeto familiar, quando seus papéis são ocupados por uma nova geração. No interior da família, a ocorrência de outros eventos de vida potencialmente estressantes também deve ser observada: a morte de um dos pais ou de indivíduo provedor de cuidados ou renda; a gravidez e os nascimentos trazendo um novo arranjo ao grupo; a manifestação de uma doença grave ou envelhecimento que interfiram na capacidade de autonomia de um dos membros da família; o início da vida escolar das crianças; a prisão, hospitalização ou migração de um dos familiares.

Ou seja, acontecimentos que, além de trazerem angústias individuais, possam desestabilizar a composição anterior do grupo. A observação dessas mudanças pode auxiliar no manejo do cuidado à saúde, seja individualmente, seja como apoio ao núcleo familiar. A problemática familiar é complexa e necessita uma compreensão que leve em conta sua inserção no contexto sócio-econômico e o momento do ciclo vivido. Investigar a situação evolutiva de uma família pode esclarecer situações de conflito que possam estar afetando as condições de saúde. Frente às adversidades, como forma de proteção, a família não se entende somente a partir dos laços de sangue, mas sim como uma rede de solidariedade que favorece a sobrevivência. Assim, família são aqueles com quem se pode contar. E os grupos se estabelecem a partir de laços, afetivos e morais, de parentesco e vizinhança, que possibilitam a solidariedade, a troca de favores e a manutenção dos hábitos, linguagem e valores culturais. O projeto de sobrevivência das famílias empobrecidas ocorre dentro de grupos de solidariedade, nos quais os laços morais determinam papéis e obrigações para os seus membros. Na direção do suporte às famílias, alguns conceitos têm sido estudados. Observa-se, por vezes dentro da mesma faixa de renda, que indivíduos ou sistemas - famílias, grupos e comunidades - têm maior capacidade de enfrentar com sucesso adversidades ou riscos significativos. Ou seja, uma melhor capacidade de recuperação diante de eventos adversos. A esta característica se chamou resiliência, que é um termo advindo da Física, que poderia ser traduzido como elasticidade e entendido como capacidade de retomar a forma original, após uma tensão sofrida. Algumas investigações buscam identificar características de resiliência, para formular e implementar programas e práticas visando reforçar propriedades já existentes, com o objetivo de alcançar mais saúde e qualidade de vida. Ou então, minimizar o impacto de risco em populações vulneráveis, como, por exemplo, crianças e adolescentes em contexto de violência, em uso de drogas ou moradores de rua. Uma das características que potencializam a capacidade de enfrentar adversidades é a possibilidade de se contar com suporte social. Suporte social pode ser qualquer informação, auxílio material ou afetivo, oferecidos por grupos ou pessoas. Nesse sentido, define-se como relação humana na qual trocam-se recursos sócio-emocionais, instrumentais ou recreativos. As redes de suporte social são as pessoas, grupos ou instituições concretamente organizadas e que potencialmente podem exercer esse apoio.

Ações que levem em conta a possibilidade, no domicílio, de detectar necessidades de suporte e incrementar estratégias comunitárias, no sentido de ampliar redes de apoio social podem ter impacto positivo na saúde dos indivíduos e do grupo familiar. Nesse sentido, a equipe de saúde da família e, particularmente, o agente comunitário de saúde têm um papel primordial.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores:

Ana Sílvia Whitaker Dalmaso1

Alexandre Nemes Filho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:40 AM
1 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP 2 médico assistente Centro de Saúde-Escola Samuel B. Pessoa, Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina USP

Introdução O tema da Promoção da Saúde tem se tornando cada vez mais presente na prática dos profissionais de saúde pois, na atualidade, se inclui como componente de destaque na organização de novos modelos de prestação de serviços no campo da saúde pública, como é o caso do Programa de Saúde da Família. Alem disso, o debate em torno da noção de promoção da saúde vem favorecendo a constituição de um movimento daqueles que entendem que as políticas públicas, em particular aquelas que ocorrem nos municípios, devem estar direcionadas para capacitar as comunidades para atuar na melhoria da qualidade de vida e saúde. Incluem-se nesta proposta o movimento de alcance internacional conhecido como "Cidades-Municípios-

Saudáveis". Pode-se observar também que, nas últimas décadas, tem havido um interesse maior das pessoas e das comunidades para iniciativas e habilidades que buscam expandir o potencial de vida, uma visão positiva da saúde. Sinteticamente isto pode ser explicado face ao aumento da expectativa de vida na modernidade com a redução da mortalidade nas idades mais jovens e a diminuição dos danos causadas pelas doenças. Nas perspectivas apontadas acima, o que está em questão é o reconhecimento de que a Saúde não está simplesmente relacionada à ausência de doenças ou ao tratamento de doenças, mas tem seu conteúdo ligado à qualidade de vida e ao bem-estar das populações. Desta forma, a saúde é promovida quando são fornecidas melhores condições de trabalho, moradia, educação, atividade física, repouso e lazer, alimentação e nutrição. Neste artigo, procuramos definir o conceito de Promoção da Saúde, incluindo uma breve recuperação histórica e assinalar as possíveis estratégias orientadas pelo conceito. O Conceito de Promoção à Saúde A noção de promoção à saúde mais difundida na área médica, foi introduzida por Leavell e Clark, em 1976, no desenvolvimento do modelo denominado "história natural da doença". Neste modelo, aplicado a partir do grau de conhecimento do curso de cada uma das doenças, definem-se três níveis de prevenção: primário, secundário e terciário. A prevenção primária, foco do nosso interesse, tem por objetivo evitar que as pessoas adoeçam; para tanto, lança mão de medidas voltadas para as condições do meio ambiente e social, não só para promoção geral da saúde, como para dar proteção específica a algumas doenças, como é o caso das vacinas. Este modelo repercutiu de forma positiva em dois aspectos. Permitiu uma ordenação e organização das ações no âmbito da vigilância epidemiológica, em particular nas atividades institucionais ligadas ao controle das doenças de notificação compulsória, e reforçou a noção de que a educação é um fator tão importante quanto a assistência clínica na melhoria da saúde. Obteve, porém, pouca repercussão no tocante a aspectos de mobilização das comunidades. A partir de 1980, esta última característica apareceu nas novas versões da promoção da saúde. Um entendimento muito freqüente refere-se à promoção como a busca de um ambiente saudável, que as pessoas tenham uma boa qualidade de vida e gozem de bem estar. BRESLOW (1999), entretanto, chama a atenção para o fato de que medidas como a restrição ao fumo, o controle do uso do álcool, a redução do peso nos obesos e diminuição da ingestão de gorduras saturadas e colesterol, embora devam ser alcançadas, constituemse em medidas tipicamente de prevenção para lidar com fatores de risco (de doença coronariana, câncer de pulmão e alcoolismo) não se caracterizando propriamente como medidas de promoção da saúde.

BUSS (2000) salienta que este tipo de enfoque mantém-se centrado apenas nas mudanças de comportamentos danosos dos indivíduos ou restritos a questões culturais de algumas comunidades. Considera que o conceito moderno de promoção da saúde deve implicar em atividades voltadas tanto a grupos sociais como a indivíduos por meio de políticas públicas abrangentes (em relação ao ambiente físico, social, político, econômico e cultural) e do esforço comunitário, na busca de melhores condições de saúde. Nesta última perspectiva, têm se ancorado as resoluções das "Conferências Internacionais de Promoção da Saúde", procurando estabelecer consensos e diretrizes para a promoção da saúde. Estratégias de Promoção à Saúde Se já está explicado o que é promoção à saúde e entendido como ela é importante para melhorar a qualidade de vida das pessoas e diminuir a quantidade e gravidade das doenças, vamos agora indicar formas concretas de se fazer promoção à saúde. Destacamos, neste texto, duas formas que são complementares, isto é, uma se soma à outra. Elas não só trazem bons resultados, mas também fazem os recursos empregados produzirem mais benefícios. São elas a ação intersetorial (integração de tipos diferentes de atuação) e o suporte social. Vamos estar privilegiando neste texto o suporte social porque o consideramos um instrumento muito útil para o trabalho dos profissionais de saúde do Programa de Saúde da Família (PSF) para alcançar seus propósitos em termos de qualidade de saúde e vida das pessoas e dos grupos sociais. Ações intersetoriais: integração de esforços visando alcançar mais e melhores resultados e racionalizar recursos. Como diz o ditado: "a união faz a força". Portanto, somar ações é mais inteligente do que fazer tudo em separado. É proveitoso, por exemplo, juntar trabalho nas creches e escolas e ações de saúde; juntar atividades de esporte e cultura e as áreas de saúde e educação ou ainda transformar o local de trabalho ou o município em um ambiente saudável. Apesar de a intersetorialidade ser uma estratégia já conhecida faz tempo, há, freqüentemente, dificuldades para colocá-la em prática. O segredo é estar disposto a conversar e articular. Para os governos municipais, é muito importante fazer planejamento integrando as diversas áreas de atuação e discutindo com a população as prioridades e como realizar os planos. Suporte social: instrumento de trabalho na atenção básica à saúde, visando melhorar a qualidade de vida e o domínio do grupo e do indivíduo sobre as situações. A idéia é que uma pessoa que tenha mais conhecimentos, mais habilidades e maior confiança em si pode proteger sua saúde e viver melhor. O suporte social representa um conjunto de ações que podem ser realizadas por diferentes tipos de pessoas: os membros da equipe de saúde da família, parentes, amigos, voluntários. Faz-se suporte quando se fornece informação: com ela as pessoas e os grupos podem se proteger e se defender melhor, saber onde procurar ajuda para um problema e aprender a se cuidar. Outro tipo de suporte é o apoio emocional: fazer companhia, conversar, aconselhar, encorajar, mostrar que se está do lado da pessoa ou do grupo nas suas decisões. Este tipo de suporte faz com que as pessoas e os grupos ganhem mais confiança,

mais força e possam decidir e lutar pelo que desejam. Um terceiro tipo de suporte é chamado de instrumental, significando fornecer recursos técnicos e/ou materiais para ajudar a pessoa a se protegerem e cuidar melhor. Pode ser desenvolver habilidades para, por exemplo, amamentar, fazer dieta ou fazer uma fossa, ou fornecer recursos materiais para cuidado da saúde ou manutenção da qualidade de vida (como, por exemplo, renda mínima, cesta básica, material para construção, medicação). Como já dissemos, o suporte pode ser leigo (parentes, amigos, voluntários) ou profissional. A vantagem do leigo é que muitas vezes quem faz o suporte está mais perto e conhece mais quem vai receber o apoio. Mas, onde o suporte leigo não é suficiente, pode-se contar com o apoio profissional. E de quem? Por exemplo: na equipe de saúde da família, quem deve fazer o suporte social? Todos, cada um com a sua função, todos buscando ouvir e acolher as necessidades dos usuários. E um trabalho articulado com o do outro, como uma verdadeira equipe. Onde fazer o suporte? Um entendimento mais restrito é considerar o suporte como ação comunitária, a ser realizado mais no domicílio e na comunidade do que na unidade de saúde. Uma outra forma de pensar, mais abrangente, é incluir o suporte social entre as ações básicas de saúde, realizadas em todos os espaços: na visita domiciliar, no contato com agrupamentos, locais de reunião, nos atendimentos individuais, nas atividades educativas. Quem decide qual é o suporte necessário? Não pode ser uma decisão só da equipe, mas da conversa dos profissionais com a população e as pessoas, definindo juntos os problemas a serem enfrentados e como fazer. Se a decisão é unilateral, corre-se o risco de o profissional pensar que está fazendo um apoio e de quem o recebe considerar que o apoio é desnecessário ou que até atrapalha mais do que ajuda. Por isso, a conversa, a integração e a combinação do suporte é tão importante. Como a área da promoção à saúde é relativamente nova, cabe, de um lado, experimentar diversas formas de atuação, ou seja, ser criativo. De outro lado, como o suporte profissional é um investimento de recursos (profissionais, tempo de trabalho, recursos materiais), é necessário pensar e colocar em prática formas de avaliação.

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Recomendam-se consultas periódicas ao sítio do Ministério da Saúde: http://www.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Marta Heloisa Lopes1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:46 AM Autores: 1 Professora Doutora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Nota do editor: o calendário de vacinação apresenta peculiariedades de acordo com Estado e região do país. além de estar sofrendo atualização com grande freqüência devido ao avanço tecnológico.htm Esquema de Vacinação na Criança Esquema de Vacinação no Adulto Eventos adversos · BCG · DPT · Febre Amarela · Hemófilos · Hepatite B .br/imu/imu00.funasa.gov.

dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B Hepatite B Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose 1ª. dose 3ª. dose 2ª. no Brasil. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções. dose 1ª. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) preconiza o seguinte esquema de vacinação para crianças. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. dose . dose 2ª. causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Hepatite B 4 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 2ª. dose Vacina contra hepatite B 3ª. Esquema de Vacinação para Crianças IDADE Ao nascer VACINA BCG Vacina contra hepatite B 1 mês 2 meses Vacina contra hepatite B Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) DOSES dose única 1ª. dose 3ª. tétano e coqueluche Meningite e outras infecções.· Poliomielite · Sarampo · Tríplice viral Situações Específicas Vacinação na criança A vacinação de rotina tanto da criança quanto do adulto visa a prevenção das doenças mais graves e mais freqüentes. dose 2ª. dose 1ª. dose 6 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b) 3ª.

9 meses Vacina contra sarampo Vacina contra febre amarela dose única dose única reforço reforço dose única (reforço sarampo) Sarampo Febre amarela Poliomielite ou paralisia infantil Difteria. rubéola e síndr. caxumba e rubéola). ocorreram modificações importantes no esquema rotineiro de vacinação das crianças. rubéola congênita e caxumba Sarampo. O Estado de São Paulo. Posteriormente. em todo o Brasil. a vacina contra hepatite B. as vacinas contra rubéola e caxumba. nos últimos dez anos. sendo a primeira aos dois meses. rubéola. de preferência no primeiro dia de vida. foi introduzida no calendário vacinal de rotina. entretanto. no caso da mãe ser portadora. O assunto. Este esquema de vacinação universal na criança é preconizado para prevenir a transmissão materno. é polêmico. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda um reforço. O esquema de rotina para crianças menores de um ano de idade é de três doses. sem teste tuberculínico (PPD) prévio. Por isso não são identificadas as mães portadoras do vírus da hepatite B. Foram introduzidas. A primeira dose deve ser aplicada o mais precocemente possível. Esta bactéria é importante causa de infecções graves em crianças menores de cinco anos de idade. o PNI adotou esta medida em decorrência da grave situação epidemiológica da tuberculose o Brasil. Mais recentemente. salientando-se a meningite. Em muitas regiões do Brasil ainda não se faz sorologia para hepatite B durante o pré-natal. A segunda é dada com um mês de vida a terceira e última. foi introduzida. aos nove meses de idade. São dadas junto com a segunda dose da vacina contra sarampo e constituem a chamada tríplice viral (sarampo. a vacina conjugada contra doença invasiva causada pela bactéria capsulada Haemophilus influenzae tipo b. tétano e coqueluche Sarampo.infantil do vírus da hepatite B. Embora haja controvérsia sobre a eficácia da vacina BCG. A outra mudança ocorrida nos últimos dez anos refere-se a introdução de uma dose de reforço da vacina contra tuberculose (BCG intradérmico). O esquema completo de vacinação contra hepatite B compreende três doses. para crianças entre cinco e seis anos de idade. rubéola congênita Sarampo 15 meses Vacina oral contra poliomielite (Sabin) DTP (tríplice bacteriana) Vacina tríplice viral ou vacina dupla viral ou vacina contra sarampo 6 a 10 anos 10 a 11 anos BCG dT (dupla adulto) Vacina contra febre amarela reforço reforço reforço Formas graves de tuberculose Difteria e tétano Febre amarela É importante ressaltar que. aos 15 meses de idade. a segunda aos quatro e a terceira aos seis meses de vida. ainda na maternidade. baseando-se nos dados controversos sobre a . A vacinação da criança nas primeiras horas de vida diminuiu em até 90% o risco de transmissão do vírus para ao filho. síndr.

em termos de saúde pública. A vacina da febre amarela é aplicada em dose única a partir dos seis meses de idade. essa vacina pode se administrada aos nove meses de idade. uma vez que a vacinação rotineira da criança. Pará. dois aspectos devem ser ressaltados: (1) a vacina BCG é útil e eficaz na prevenção das formas graves da tuberculose (miliar. Amazonas. Rondônia. (2º) estão sendo conduzidos estudos para elaboração de vacina de fragmentos de DNA do Mycobacterium tuberculosis. com perspectivas de serem mais seguras e mais eficazes que as vacinas atualmente disponíveis. Por este motivo. até mesmo para aquelas nascidas de mães HIV positivas. devem ser vacinadas contra essa doença que pode ser fatal. Tocantins. Vacinação no Adulto A importância e necessidade de vacinação na infância são bem conhecidas. no calendário de rotina dessa região. dependendo das condições epidemiológicas da região onde elas estão sendo usadas. São áreas endêmicas brasileiras: Acre. Por facilidade operacional. Podem haver variações nas indicações de algumas vacinas. A vacinação não está indicada para crianças que vivem em áreas não-endêmicas. O aparecimento de casos importados de febre amarela na região oeste do Estado de São Paulo determinou a introdução dessa vacina. Maranhão. Amapá. Esquema de vacinação para pessoas com sete ou mais anos de idade VACINA 1ª visita dT(dupla tipo adulto: difteria e tétano) Hepatite B* Sarampo/caxumba/rubéola** Influenza (gripe)*** dT Hepatite B dT Hepatite B ESQUEMA 1ª dose 1ª dose dose única dose única 2ª dose 2ª dose 3ª dose 3ª dose 1 a 2 meses após a 1ª visita 6 meses após a 1ª visita . só foi amplamente estabelecida no Brasil a partir da década de 1970. de sistema nervoso central) e deve continuar sendo empregada para todas as crianças no primeiro mês de vida. crianças que vivem ou viajam para áreas endêmicas de febre amarela.eficácia da revacinação com BCG. Distrito Federal. Mato Grosso do Sul. As seguintes situações devem ser consideradas em relação à vacinação de adultos: Primo-vacinação no adulto Esta situação é comum em indivíduos acima de 30 anos. A prática da vacinação do adulto ainda é um desafio. Em toda essa polêmica. simultaneamente com a vacina contra sarampo e a 3ª dose da Hepatite B. com reforço a cada dez anos. não a recomenda. Goiás e Roraima. Mato Grosso. desde o ano de 1992.

sonolência. fígado. Há relatos de erupção cutânea. *** indicada para todas as pessoas a partir de 60 anos de idade e pacientes HIV positivos de qualquer faixa etária acima de 6 meses de vida. Acima desta idade é indicada para grupos específicos (ver adiante) ** desde janeiro de 2001. deve ser substituída pela tríplice com componente acelular (DPaT). Manutenção durante a vida da imunização adquirida na infância: Os adultos vacinados na infância contra o tétano e a difteria devem receber uma dose de reforço da vacina dT a cada dez anos. vômitos. mialgia. para indivíduos até 39 anos idade. irritabilidade. deve-se reduzir este intervalo para cinco anos. DPT. disponível nos centros de referência para Imunobiológicos Especiais (CRIES). para todos os indivíduos até 19 anos de idade. está disponível.a cada 10 anos e por toda a vida dT uma dose de reforço * desde janeiro de 2001. estão contra-indicadas as vacinas. está contra-indicada também para indivíduos imunodeprimidos. Encefalopatia e reação anafilática são extremamente raras. no Estado de São Paulo. Nestes casos. são raras e mais prováveis em indivíduos imunocomprometidos. Em caso de gravidez e na profilaxia do tétano após alguns tipos de ferimento. são seguras. Nos casos de anafilaxia. (3) linfadenopatia regional supurada. Os vírus vivos atenuados que constituem a vacina contra a febre amarela são cultivados em ovos embrionados de galinha. Os benefícios da vacinação superam largamente os eventuais danos causados pelas vacinas. linfonodos. no outono. foram constatados. É administrada anualmente. dois casos de disseminação do vírus vacinal. DPT: locais como dor.000 de doses aplicadas. o esquema deve ser completado com a dupla infantil (DT. anorexia. ossos. como dor. DT e TT (tóxoide tetânico). edema e vermelhidão e sistêmicas: febre. Recentemente. no Estado de São Paulo.000. portanto. Eventos Adversos: As vacinas relacionadas abaixo. nas próximas doses. Quando ocorrer encefalopatia. no Brasil. administradas na infância. ou sistêmica que podem acometer a pele.. Por este motivo. Febre Amarela: reações locais. Difteria e Tétano). a vacinação contra a febre amarela está contra-indicada em pessoas com grave hipersensibilidade a ovo. edema e vermelhidão e sistêmicos como febre. baço. Mais raramente choro persistente (por três ou mais horas). estão contra-indicados todos os componentes da vacina tríplice. Nas crianças em que ocorrerem convulsões ou síndrome hipotônica hiporresponsiva a vacina DPT. cefaléia após uma semana da vacinação. Os eventos adversos relacionados a cada uma delas são os seguintes: BCG: locais: (1) úlcera maior que 1 cm. em 1 caso para cada 1. DPaT. causando encefalite e óbito em uma criança e um adulto. está disponível. com duração de um a dois dias. sem documentação prévia de imunodepressão. articulações. urticária e/ou asma e até choque em anafilático. . episódio hipotônico hiporresponsivo e convulsão (associada ou não a febre). após a vacinação. (2) abcesso subcutâneo. Por ser vacina de vírus vivo.

assimétrica. Hepatite B: reações locais. (2) uso de antibioticoterapia. pólio e febre amarela. Estima-se que. e outras. (5) em casos de alergia a produtos que não os contidos na vacina. É uma vacina pouco reatogênica. e sistêmicas como febre nas primeiras 48 horas após a vacinação. difteria. Sistêmicos: do 5º ao 12º dia após a vacinação podem ocorrer febre menor ou igual a 39ºC com duração de até 2 dias. caxumba. Entre os comunicantes. Mais raramente podem ocorrer cefaléia.otite média . rubéola. em alguma região do corpo ou em todo o corpo. Graças ao sucesso alcançado por este programa. Poliomielite: poliomielite associada à vacina: paralisia flácida. ocorra um caso a cada 4. enduração e linfadenopatia regional e sistêmicas: em até 5% dos vacinados. febre baixa. incluindo as de sarampo.7 a 15. o incentivo à vacinação deve levar em consideração que as oportunidades de vacinar não devem ser perdidas. sibilos. (3) no período de convalescença de uma doença. É evento extremamente raro.O PNI se destaca no quadro da saúde pública brasileira. como dor e enduração. Sarampo: locais: dor.febre baixa . a vacinação não deve ser contra-indicada nas seguintes situações: (1) doença leve .diarréia leve. Tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola): locais como eritema. hipotensão e choque. são muito raras. entre vacinados. sendo mais susceptíveis os indivíduos imunodeprimidos. Esta situação paradoxalmente leva a uma diminuição do interesse pela vacinação.infecção leve de trato respiratório superior . muito raramente. Hemófilos B: reações locais como dor. Reações de hipersensibilidade são excepcionais: urticária. (6) crianças cujas mães estão grávidas podem e devem receber quaisquer vacinas. (4) em crianças que nasceram prematuras. e menos freqüentemente (em cerca de 5% dos casos) exantema. tétano. entre 5 e 12 dias após a vacinação. sarampo.7 milhões de todas as doses administradas.5 milhões de doses administradas. aguda. laringoespasmo. com início 4 a 40 dias após a vacinação ou contacto com vacinados. Cerca de 25% das mulheres vacinadas podem . De fundamental importância é o papel do médico de família incentivando a vacinação e explicando a necessidade de altos índices de cobertura vacinal para manutenção de baixos índices de incidência destas doenças. vermelhidão e enduração e sistêmicas como febre. púrpura trombocitopênica e reação anafilática. Em casos de hipersensibilidade as doses subseqüentes estão contra indicadas. como coqueluche. rubor e calor. conjuntivite e exantema. muitas doenças já não causam temor na população. cefaléia. um caso a cada 6. Tanto as reações locais quanto as sistêmicas podem ocorrer nas primeiras 48 horas após a vacinação. com duração de 1 a 2 dias.4 a 6. Assim sendo. atualmente. é mais rara ainda. Doenças como a poliomielite não ocorrem mais.

Situações Específicas A vacina contra Hepatite B tem indicação de uso universal. Nos casos de esplenectomia eletiva a vacina contra pneumococo deve ser administrada no mínimo dez dias antes do procedimento. síndrome de Reye são consideradas associações temporais com a vacina. (7) pacientes submetidos a politransfusões sangüíneas (ex. varicela e raiva cuja dispensação segue regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde para situações especiais. civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate. só é disponível na rede pública para indivíduos maiores de 19 anos. portadores de anemias hemolíticas). policiais militares. síndrome de Guillain Barré. (13) pacientes psiquiátricos. Encefalite é muito rara (1: 2. é benigna. isto é. * estes pacientes recebem o dobro da dose habitual A vacina de polissacarídeos contra o pneumococo está disponível nos CRIES para pessoas maiores de dois anos de idade com anemia hemolítica.000 vacinados) Outras manifestações neurológicas relatadas como ataxia. (12) prostitutas. institucionalizados. diabetes. Em casos de dúvida quanto à indicação deste imunógenos. Meningite. contra raiva (cultivada em células diplóides) e de imunoglobulinas específicas contra tétano. (2) comunicantes sexuais de casos agudos de Hepatite B. (9) carcereiros.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . está indicada para todas as pessoas. Copyright © 2001 IDS . (4) alunos de cursos técnicos e universitários da área da saúde. (10) população penitenciária. com neoplásicos e transplantados. em geral. nos seguintes casos: (1)comunicantes sexuais e domiciliares de portadores crônicos do VHB. No Brasil. embora rara tem sido associada à vacina contra caxumba. (8) bombeiros. hepatite B. (6) pacientes renais crônicos*. sua evolução. (3) profissionais que atuam em áreas da saúde com risco para a aquisição do VHB. insuficiência cardíaca. homossexuais masculinos.500. Este quadro é relativamente mais freqüente com a cepa vacinal URABE. (11) menores institucionalizados.apresentar dor nas pequenas articulações 7 a 21 dias após a vacinação. esplenectomia. ocorre em geral duas a três semanas após a vacinação. (5) pacientes HIV positivos*. imunodepressão: HIV positivos. os CRIES devem ser consultados. doença pulmonar obstrutiva crônica.: hemofílicos. Os CRIES dispõem ainda de vacinas contra varicela. hepatite A.

. de outros sintomas e solução de problema psicológico. A meta do cuidado paliativo é de proporcionar a melhor qualidade de vida ao paciente e seus familiares. Há uma idéia errônea de que. 1990.OMS. de reversão ou de estabilização da história natural da doença. para se chamar um paciente de "terminal". que consiste em "assistência ativa e integral a pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo. do acidente vascular cerebral e do tromboembolismo pulmonar ou pela meningococemia serão precedidas de uma fase considerada como fora de possibilidades terapêuticas de cura. Este fato implica na utilização de "cuidados paliativos".>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Toshio Chiba1 Última Atualização: 12/4/2001 11:15:04 AM Autores: Médico assistente da Disciplina da Clínica Geral e Propedêutica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Quadro Clínico e Epidemiologia Todas as mortes. excetuando-se aquelas causadas pela violência. Controle da dor. ou seja. ele teria que possuir o diagnóstico de câncer na forma neoplasia avançada. pelo quadro clínico de morte súbita decorrente do infarto agudo do miocárdio." . social e espiritual é soberano.

demenciados avançados com vários episódios de pneumonias ou de acidentes vasculares e portadores de esclerose lateral amiotrófica em último estágio da doença. o controle destes sintomas determinariam menor grau de sofrimento nesta fase final da vida para garantir melhor qualidade de vida. os pacientes e familiares e na própria estrutura de assistência médico-farmacêutica. sem dúvida o fator limitante nos cuidados paliativos. úlcera de decúbito. por quererem ser um "bons" pacientes e não incomodar o médico e também por terem medo de que a dor signifique piora da doença. levando a uma prática irracional e detrimental de reservar opióides até a iminência da morte. alegam obstáculos regulamentares para prescrição que são impostos pela autoridade local. diarréia. constipação. Um erro muito comum é o tratamento inadequado da dor. xerostomia. apresenta falha em distinguir entre uso legal e ilegal de analgésicos opióides. dispnéia. uma restrição que está presente entre os médicos. outros sintomas como astenia. vômito. devem ser considerados como elegíveis para cuidados paliativos. têm relutância em reportá-la e com freqüência. vamos nos deter sobre o controle da dor. dor é um dos sintomas mais freqüentes. Além disso.Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva classe funcional IV sob controle medicamentoso. edema.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . tem medo de criar vício (efeito de adição) e exerce pressão cultural para não se prescreverem opióides mais por prática habitual do que por princípios farmacológicos bem estabelecidos. pneumopatas graves crônicos e oxigênio dependentes. A dor está presente em mais de dois terços de pacientes na fase terminal de câncer. náusea. quase sempre com menos medicamentos e em doses menores do que as preconizadas para uma eficiente analgesia. muitas vezes. A sociedade. insônia. ansiedade. Neste capítulo. delirium. Junto com a analgesia. Copyright © 2001 IDS . têm preconceito sobre o controle da mesma e. Pacientes que se encontram em tal situação de dor. devido a preconceito. Um dos motivos é o preconceito com relação ao uso de medicamentos como os opióides. figuram como quadros clínicos freqüentes. Médicos têm falta de conhecimento do controle da dor. É o sintoma que norteia a qualidade de vida destes pacientes. inapetência. Mesmo em pacientes nãoportadores de neoplasia.

dificultada por alguns mitos e preconceitos. mesmo. o papel dos serviços de saúde. A idéia de Promoção da Saúde. tem levado em conta a complexidade dos fenômenos que interagem neste campo e propõe a mobilização de diferentes recursos sociais para propiciar à população maior controle sobre sua saúde e condições de vida. Este texto procura oferecer. . a quem atua na atenção básica em saúde. nas mais recentes formulações. as informações essenciais para que possa incorporar essa discussão aos diferentes momentos de sua intervenção. com relação à prática de atividade física. de parte da população.Faculdade de Medicina da USP Professora Doutora da Escola de Educação Física e Esportes da USP As relações entre saúde e atividade física têm recebido grande atenção dos profissionais de saúde. da comunidade científica e. por vezes. Nessa perspectiva. Entretanto. no plano individual e no coletivo. a compreensão dos efeitos da prática de atividade física para os níveis de saúde dos indivíduos e das populações é.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rubens Kon1 Yara Maria de Carvalho2 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:18 AM 1 2 Médico assistente do Centro de Saúde Escola Samuel Pessoa .

como estratégia de promoção da saúde. quando analisada a partir da perspectiva populacional: A prática regular de atividade física está associada a menores índices de mortalidade em geral. com êxito. considerando suas diferentes condições. receitas uniformes e padronizadas de comportamento relativo ao cuidado com o corpo e à prática de atividade física. de hábitos e estilos de vida. É fundamental que as diferenças de história e situações de vida sejam reconhecidas e que se procure ampliar as possibilidades de escolha das pessoas. entre outros exemplos. Atividade Física.deve ser pôr à disposição da comunidade as informações. Além disso. ao mesmo tempo. à rotina de muitas unidades de saúde em todo o país. ao contrário. por doenças coronarianas. tanto ao orientar e esclarecer seus usuários. particularmente. o que melhora suas chances de viver melhor. Os serviços de saúde são lugares onde a prática da atividade física pode ser tornada possível. o risco de morte por doenças cardiovasculares e. o conhecimento e os meios necessários para que a atividade física possa ser incorporada ao cotidiano das pessoas. O que se pretende. em especial. Uma tendência que se observa nos veículos de comunicação e entre formadores de opinião é a ênfase na prática de atividade física visando a "aquisição" de um corpo nos moldes de certos padrões de ou ainda a glorificação da competição e. Prevenção e Controle de Problemas de Saúde Além dos benefícios de natureza mais ampla para saúde e a melhoria da qualidade de vida. as aulas de capoeira para jovens. com base nas idéias de autonomia. q q O risco de desenvolvimento do diabetes mellitus não-insulino-dependente está diminuído entre os que praticam regularmente atividade física. que os indivíduos e as comunidades podem incorporar em suas estratégias de melhoria da qualidade de vida. a responsabilização exclusiva do indivíduo por mudanças de comportamento. têm sido incorporados. quanto os resultados mais imediatos de incremento da atividade física na prevenção e no controle de problemas de saúde. solidariedade. é chamar a atenção para a atividade física como um elemento adicional. os grupos de caminhada para idosos. como ao identificar e divulgar os recursos acessíveis à comunidade. nesse sentido. interesses e possibilidades. O fortalecimento dos laços de solidariedade na comunidade que resulta desse tipo de iniciativa tem tanta importância. as atividades recreativas para crianças. prazer e bem-estar. . vários estudos têm demonstrado que a atividade física é um fator importante na prevenção e no controle de alguns problemas de saúde. É difícil imaginar. as sessões de ginástica para gestantes. Diminui. Também impede ou retarda o aparecimento da hipertensão arterial e facilita a redução dos níveis de pressão arterial nos hipertensos.

Desse modo. portanto. da estrutura e função das articulações e para o desenvolvimento ósseo adequado na infância e na juventude. . que exigirão. Assim. Entretanto. o programa de atividades para uma pessoa jovem. então. totalizando em torno de trinta minutos diários . de compreender a atividade física como elemento importante na busca da melhoria da qualidade de vida. o que lhe confere um papel importante na prevenção e no controle de problemas articulares e de desenvolvimento de osteoporose. das características do indivíduo para o qual está sendo indicado e das motivações que possa ter para a prática de atividade física. O termo atividade física geralmente é utilizado quando há gasto de energia. qual seria. uma recomendação adequada à prática de atividade física? Atualmente. diabetes. etc. o risco de quedas diminui e aumentam as possibilidades de manter uma vida autônoma e independente. eventualmente. Sendo assim. q q Embora os estudos relacionando atividade física e aparecimento de diferentes tipos de câncer ainda sejam pouco conclusivos. O Que. Adicionalmente.que têm na atividade física uma oportunidade de incrementar seu bem-estar. portadores de condições crônicas .. andar até o ponto de ônibus. caminhar no parque. basicamente. a orientação que predomina é para a prática de atividade física moderada. dislipidemias. prevenir problemas de saúde e melhorar as possibilidades de controle de certos agravos. lavar roupa. que aspira atingir desempenho destacado em determinada modalidade esportiva será.A atividade física contribui para a manutenção da força muscular. a intervenção de profissionais especializados. Trata-se. q A prática de atividade física parece aliviar sintomas de depressão e ansiedade e melhorar o humor.como hipertensão. Quanto e Como Fazer Optar pelo exercício e definir a freqüência apropriada para que ele seja praticado dependerá. etc. ou do idoso que pretende manter-se ativo porque isso o faz sentir-se bem. a última situação representa a maior parte das demandas por orientação para a atividade física encontradas no âmbito da atenção básica: indivíduos saudáveis ou. muito diferente do proposto para o indivíduo de meia-idade que se recupera de um infarto do miocárdio. por vezes. é fazer atividade física. subir escada. ainda que os gastos de energia sejam equivalentes. Se os dois primeiros exemplos se referem a situações particulares. observa-se uma associação com a diminuição do risco para o câncer de cólon. evidentemente. há diferenças de outra dimensão entre andar no parque apreciando a natureza e caminhar apressadamente até o ponto de ônibus distante.mesmo que distribuídos em vários períodos .

de consultas médicas. mantendo a capacidade de conversar. dançar e fazer ginástica. tem menores benefícios e aumenta o risco de resultados indesejáveis. também atende a esse objetivo. caminhar rapidamente. andar de bicicleta. É possível dizer que. podem ser utilizados parâmetros personalizados. é fundamental. A atividade física deveria. nos indivíduos sem doenças conhecidas.idade] é 160 e a atividade física deveria manter entre 104 e 128 batimentos cardíacos por minuto. Note que a atividade física intermitente. como tem sido preferido. Vamos compreender melhor este tipo de recomendação: A atividade física moderada é definida como aquela em que há consumo de cerca de 4 a 7 calorias por minuto (em torno de 200 calorias por dia) ou. a freqüência semanal. calculada subtraindo-se a idade de 220. em poucos dias da semana. idade. são exercícios que se enquadram nesta definição. ou na maioria dos dias da semana. como a que se está propondo. nessa recomendação. Esta definição técnica precisa. por minuto. malestar ou dificuldade respiratória. Uma avaliação médica mais aprofundada (que pode incluir exames complementares como o teste de esforço) deve ser reservada para aqueles com alto risco para doença coronariana. pulmonares ou metabólicos e no caso de . sem a necessidade de exames complementares e. distribuída ao longo do dia e incluindo modalidades diferentes de exercício e recreação. de atividade física concentrada. manter a freqüência cardíaca entre 65% e 80% da freqüência cardíaca máxima calculada. ser traduzida em alguma forma mais prática de orientação. é aceitável quando se tem em mente o objetivo de manter um condicionamento físico que preserve a saúde e mantenha o bem estar. para a maior parte das pessoas. Cabe destacar que. O risco de eventos adversos graves e mesmo da morte súbita. Exemplificando: para um indivíduo de 60 anos. no entanto. mesmo.. para produzir energia). com sintomas sugestivos de problemas cardíacos. Mas. é bastante baixo e a melhoria do padrão de saúde obtida com a massificação da prática de atividade física o supera amplamente. sem sentir dores. ainda que mais intensa. que totalize os cerca de 30 minutos preconizados. abrangendo todos.e em todos.do dia . Uma boa aproximação é a utilização da freqüência cardíaca máxima. a maior parte das pessoas pode fazê-lo. então. etc. Uma sessão diária. de forma gradual e atentando para o aparecimento de sinais ou sintomas não-usuais. peso. condicionamento físico. uma vez que o consumo de energia é diferente para pessoas com características diversas de sexo. aquela em que se atinge entre 3 a 6 equivalentes metabólicos (que seria a quantidade de oxigênio que o organismo em repouso consome. E quais seriam os cuidados preliminares para que uma pessoa sedentária inicie a prática de atividade física? Quando se trata de atividade moderada. ou quase todos os dias da semana. A prática de atividade física. a freqüência cardíaca máxima [220 .

Copyright © 2001 IDS .idosos ou portadores de condições crônicas que pretendam se dedicar a exercícios mais vigorosos. calçados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . alimentação e hidratação. É bom lembrar que cabe também ao serviço de saúde facilitar o acesso à informação relativa à forma adequada para a prática do exercício: horários. que garantam uma experiência prazerosa e saudável. quando for o caso. acessórios de proteção. roupas. locais.

fatores de risco para a doença coronária.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Dr Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/20/2001 6:02:52 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia O aumento do peso médio da população brasileira registrado nas últimas décadas é um fato da maior importância para a saúde pública e para a atenção médica. em todas as macroregiões e em todas as categorias de renda. ao contrário do senso comum que a considera como decorrente da afluência. a osteoartrose. a litíase biliar. detectou-se que a prevalência da obesidade é cada vez maior entre as pessoas com menor escolaridade. No último estudo. A importância do aumento da obesidade no Brasil é de tamanha relevância que é possível . a insuficiência vascular periférica é imenso com repercussões sociais e econômicas relevantes. como também à hipertensão arterial e ao colesterol elevado. Apesar dos bolsões de desnutrição no país houve aumento da prevalência da obesidade em ambos os sexos. A obesidade associa-se de forma direta ao diabetes. nas zonas urbana e rural. no aumento de doenças como por exemplo. realizado em 1996. O impacto da obesidade na mortalidade cardiovascular.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . não há valores de peso reduzido que causariam. não significa que o problema não deva ser considerado como relevante. que privilegia o consumo excessivo de alimentos calóricos e inibe a atividade física. Estes aspectos são importantes para o médico não trivializar o problema obesidade. Segundo. tuberculose. doença pulmonar obstrutiva e insuficiência cardíaca que serão de fato a causa do agravo ou da morte futuros. Uma das formas de vencer o preconceito no atendimento ao obeso é a de entender que a atual epidemia de obesidade é decorrente de um condicionamento social "obesogênico". trazendo uma sensação de impotência ao médico. Ao contrário do senso comum há dois fatos provenientes de estudos epidemiológicos recentes que podem ser aplicados à prática médica. risco maior de morte em indivíduos bem emagrecidos. Copyright © 2001 IDS . porque há um conjunto de doenças ainda sem expressão clínica exuberante como depressão. câncer.prever que a queda da mortalidade por doença coronária que se iniciou na década de 80 será lentificada pelo aumento da freqüência dos fatores de risco cardiovascular devido ao aumento da prevalência da obesidade. O fato de o tratamento ser muito difícil. ou restringi-lo somente a uma questão estética ou de auto-estima. a idéia da existência de um "gordo saudável" não encontra apoio no conhecimento científico porque todos os indivíduos com aumento de peso apresentam risco maior de algum tipo de doença entre as acima listadas. Primeiro. per se.

onde há um período subclínico mais extenso. o infarto do miocárdio não apresenta sintomas prévios em mais de 60% dos pacientes. mais de um milhão de pessoas são internadas anualmente no país. Uma característica comum ao infarto do miocárdio e às doenças cerebrovasculares é a sua instalação abrupta. afastadas de suas famílias e de suas profissões. o infarto do miocárdio e as doenças cerebrovasculares são aquelas com maiores índices de mortalidade. 20% dos pacientes com infarto do miocárdio morrerão antes de chegar ao hospital. com quase um terço de todas as causas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bruno Caramelli1 Última Atualização: 12/4/2001 11:16:44 AM Autores: 1 Médico Assistente do Instituto do Coração do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As doenças do aparelho circulatório estão em primeiro lugar entre as causas de morte no Brasil. Ao contrário de outras doenças. Além disto. Afetadas por doenças circulatórias. Dentro do grupo das doenças circulatórias. Estas duas características do infarto do miocárdio limitam as expectativas de sucesso da assistência médica e favorecem a perspectiva de controle dos fatores de risco para as . correspondendo a mais da metade dos óbitos causados por esta doença.

triglicérides. por outro lado. os critérios de controle da pressão arterial e do colesterol são mais rigorosos do que no resto da população sem diabetes. especialmente com relação a níveis elevados de colesterol total. triglicérides. O risco de infarto do miocárdio em diabéticos isoladamente é maior do que em hipertensos isolados ou tabagistas ou indivíduos com colesterol elevado. por cerca de 40% dos casos de aposentadoria precoce e de absenteísmo no trabalho. cachimbo. o controle ou a eliminação do fator de risco reduz a probabilidade do surgimento de novos casos. A prevalência da hipertensão é estimada em cerca de 15% a 20% da população adulta. Este risco está associado positivamente ao número de cigarros por dia e ao tempo de existência do hábito de fumar cigarros. Quanto maior a intensidade e o tempo de exposição ao fator de risco. O Consenso Brasileiro de Dislipidemias recomenda que todos os adultos com idade superior a 20 anos conheçam seu perfil lipídico (colesterol total. após dois anos. Já no dia seguinte à suspensão. o tabagismo. Hipertensão arterial: é o principal fator de risco cardiovascular no Brasil.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Obtendo-se um perfil desejável (ver tabela abaixo) e na ausência de outros fatores de risco. o colesterol elevado e o diabetes. Neste aspecto. porque os coeficientes de mortalidade por doença cerebrovascular são maiores do que os pelo infarto do miocárdio. cabe lembrar que o uso de anticoncepcionais entre mulheres fumantes deve ser evitado pois aumenta em muito o risco de complicações circulatórias. os fatores de risco cardiovascular são classificados em modificáveis ou não segundo a possibilidade de intervenção preventiva e maiores ou menores conforme a sua importância. charuto. cigarro de palha ou os indivíduos que não "tragam". Colesterol elevado: há uma relação direta entre dislipidemias e aterosclerose. A interrupção do fumo é a intervenção com maior impacto na redução do risco cardiovascular. Tabagismo: associa-se a risco maior de doença coronária. LDL (low density lipoprotein)-colesterol ou valores reduzidos de HDL (high density lipoprotein)colesterol. maior a possibilidade de se ter a doença e. Diabetes: principalmente o tipo 2. No diabético. HDLcolesterol e LDL-colesterol). além do excesso de óbitos. No caso do infarto do miocárdio e das doenças cerebrovasculares. associado diretamente a obesidade e ganho de peso. incluindo tromboses venosas. reduzido pela metade. O fumo tem ainda um efeito multiplicador sobre os outros fatores de risco. as determinações laboratoriais devem ser repetidas a cada cinco anos.doenças cardiovasculares. Os principais são a hipertensão. Copyright © 2001 IDS . o risco será menor e. sendo responsável.

A maioria dos tabagistas começa a fumar antes dos 18 anos. A droga que causa a dependência do tabaco é a nicotina. Metade dos fumantes morre de doenças diretamente causadas pelo tabaco. O desenvolvimento de tolerância ocorre rapidamente. outras doenças pulmonares. pâncreas. bexiga e colo de útero). Isto representa trinta milhões de pessoas. levando ao aumento da dose e ao . mas um quarto dos fumantes perde 23 anos de vida. rins. esôfago. e outros tipos de câncer (da boca. Fumada de um cigarro. Noventa por cento dos fumantes têm dificuldade de fumar menos do que 12 cigarros por dia. laringe.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Montezuma Pimenta Ferreira1 Última Atualização: 8/16/2001 8:52:28 AM Autores: 1 Médico assistente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Trinta por cento dos brasileiros maiores de dezesseis anos fumam. é absorvida através dos pulmões e atinge o cérebro em oito segundos. Seus efeitos estimulantes reforçam o seu uso. faringe. como a bronquite e o enfisema. em média! Os principais riscos à saúde dos fumantes são as doenças cardiovasculares. A diminuição da expectativa de vida é de 8 a 10 anos. os cânceres de pulmão. Úlceras pépticas e osteoporose também são mais freqüentes entre tabagistas.

aumento de apetite e do peso. dificuldade de manter o alerta e a concentração. Esta síndrome se instala nas primeiras horas sem cigarros. Mais da metade dos fumantes apresenta sintomas de abstinência.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sonolência diurna. ansiedade. É caracterizada por inquietação. aumenta nos primeiros dias e regride lentamente em algumas semanas. Copyright © 2001 IDS .estabelecimento do uso regular. sintomas depressivos. insônia. irritabilidade. Fumar mais de um maço por dia e fumar o primeiro cigarro menos de trinta minutos depois de acordar indicam risco de síndrome de abstinência intensa.

Suas atividades intoxicantes e euforizantes são conhecidas desde tempos pré-históricos. sendo o álcool a mais utilizada. Em função da alta freqüência do uso do álcool e dos inúmeros riscos à saúde advindos deste consumo. provocando uma . Arthur Guerra de Andrade2 Última Atualização: 12/4/2001 11:17:02 AM 1 Médico psiquiatra pós-graduando do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Livre-Docente do departamento de psiquiatria do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O consumo de substâncias psicoativas é importante problema de saúde pública em todo mundo. Dr. Existe um nítido predomínio do alcoolismo em homens. uma compreensão adequada do quadro clínico e tratamento do alcoolismo se faz necessária.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. O álcool etílico é um produto da fermentação de carboidratos presentes em vegetais. Farmacologicamente. Estima-se que cerca de 10 a 14% da população seja dependente do álcool. Danilo Antonio Baltieri1 Prof. o álcool é um depressor do sistema nervoso central.

(3) problemas legais relacionados ao uso do álcool. O consumo recente e excessivo de álcool pode causar desde euforia. (4) existe um desejo persistente ou esforço malsucedido no sentido de reduzir ou controlar o uso do álcool. natimortos e crianças com baixo peso ao nascer. apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente. manifestado por pelo menos três dos seguintes fatores: (1) evidência de tolerância (necessidade de doses cada vez maiores da droga para obter os mesmos efeitos das doses iniciais). O quadro de abuso de álcool é caracterizado por um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. diminuição da atenção. (5) muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância. alterações cardíacas. A primeira experiência com o álcool costuma ocorrer na adolescência. lentificação psicomotora. dentro de um período de 12 meses: (1) uso recorrente do álcool. Como complicações psiquiátricas. cirrose hepática. resultando em fracasso em cumprir obrigações importantes relativas a seu papel no trabalho. Já o quadro de síndrome de dependência ao álcool é diagnosticado a partir de um padrão mal-adaptativo de uso do álcool. dificuldades na absorção de nutrientes. além da temida síndrome do alcoolismo fetal (deficiência do crescimento pondero-estatural da criança. (3) o álcool é usado em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o desejado. eventualmente. sendo que a tolerância aos seus efeitos é muito marcante. pancreatite. (4) uso do álcool. sensitivas e cognitivas. osteoporose precoce. podemos citar: a intoxicação alcoólica idiossincrática (caracterizada por um comportamento desadaptativo e atípico após a ingestão de pequenas . (2) síndrome de abstinência (sintomas psicológicos e físicos advindos da parada ou redução abrupta do consumo do álcool). alterações em outras regiões como articulações. depressão. ocupacionais ou recreativas são abandonadas em função do uso do álcool. na escola ou em casa. dores musculares. (2) uso recorrente do álcool em situações onde há perigo físico. hepatite alcoólica. danos faciais. sabe-se que o álcool atravessa a "barreira placentária" e pode provocar desde abortamentos espontâneos. podemos citar: gastrites. levando a sérios prejuízos ou sofrimento clinicamente significativo. Em mulheres grávidas. neuropatia periférica (dor e parestesia em membros). levando a sério prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo. (5) os critérios nunca satisfizeram os critérios de síndrome de dependência ao álcool. prejuízo do julgamento. na sua utilização ou na recuperação dos seus efeitos. (6) uso do álcool continua.desorganização geral dos impulsos nervosos. coma. Várias são as complicações clínicas e psiquiátricas surgidas em função do uso do álcool. A este quadro dá-se o nome de intoxicação por álcool. lesão da parede do esôfago. arritmias cardíacas. (6) importantes atividades sociais. labilidade emocional. insuficiência hepática. genitais e pele). danos ao sistema nervoso central. sonolência. irritabilidade. redução do nível da consciência e. lesões no sistema nervoso central com conseqüentes disfunções motoras. manifestado por um ou mais dos seguintes critérios. sendo raro o órgão humano que não seja afetado por esta substância. anemias. alteração do funcionamento cardíaco. apesar dos problemas sociais ou interpessoais persistentes ou recorrentes causados ou exacerbados pelos efeitos do álcool. Como complicações clínicas.

quantidades de álcool. O nível de consciência do indivíduo parece normal para terceiros no momento da intoxicação). hiperatividade autonômica. o ´delirium tremens` (caracterizado por confusão mental. podendo ser acompanhadas por idéias delirantes). agitação. principalmente visuais e auditivas. a alucinose alcoólica (presença de alucinações vívidas e persistentes. em pacientes clinicamente comprometidos). O transtorno amnéstico (caracterizado por episódios transitórios de amnésia que acompanham variados graus de intoxicação ao álcool. febre. É quadro de emergência clínica. após a cessação ou redução do consumo do álcool. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . freqüentemente seguido por amnésia para o período de intoxicação). delírios. convulsões. alucinações vívidas. tremor. que ocorrem após interrupção ou redução abrupta do uso crônico e intenso do álcool. sem alteração do nível da consciência.

que podem levar o usuário à dependência física e/ou psíquica. o "Ecstasy" e a Heroína.6%). Segundo dados de uma pesquisa domiciliar realizada nas 24 maiores cidades de São Paulo em 1999 pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas. o uso na vida de qualquer droga psicotrópica. a que teve maior uso na vida (5. daremos enfoque à maconha. A prevalência do uso na vida de cocaína foi de . aos solventes orgânicos e a outras drogas de uso menos freqüente em nosso meio como o LSD. A maconha foi. às medicações de uso médico que possuem potencial de abuso (benzodiazepínicos. foi de 11. fumada ou injetada). exceto álcool e tabaco. à cocaína (inalada. estimulantes. opióides e anticolinérgicos).6%. Neste capítulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Arthur Guerra de Andrade1 Edson Henry Takei2 Última Atualização: 10/31/2001 12:06:50 PM 1 2 Professor associado da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduando em medicina pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Droga é o termo utilizado para designar substâncias de efeito psicotrópico (principalmente as de caráter ilícito). dentre as drogas ilícitas.

sensação de relaxamento. desinibição.7%. casos de morte após uso excessivo. sinais de liberação adrenérgica. câncer de vias aéreas Conseqüências do uso prolongado: Piora do rendimento na escola e trabalho. como relaxante. chá de cogumelo. convulsões.1. forte indução de dependência Substância: Alucinógenos (LSD. 1991 e 1993 em 10 capitais brasileiras com estudantes de segundo grau mostraram que as drogas de maior uso na vida são os solventes. alucinações e delírios transitórios Abstinência: Depressão. seguidos pelos ansiolíticos e anfetamínicos. taquicardia. piora do rendimento psicomotor Abstinência: Mal caracterizada. sensação de prazer ou ansiedade intensos. falta de prazer e vontade de realizar atividades. quadros delirantes breves. como modificador sensorial Intoxicação: Alucinações visuais agradáveis ou extremamente desagradáveis. muitas vezes leva ao consumo de drogas mais pesadas. hiperemia conjuntival. euforia. Substância: Maconha/Haxixe Uso habitual: Ilícito. Pesquisas anteriores realizadas pelo mesmo grupo em 1987. infartos do miocárdio. insônia. infecções no uso endovenoso. ansiolítico ou alucinógeno Intoxicação: Percepção do tempo mais lenta. atenção e vontade de realizar tarefas Substância: Cocaína/crack Uso habitual: Ilícito. agitação psicomotora. estado de hipervigilância. letargia. irritabilidade e humor depressivo Quadros associados: Quadros psiquiátricos em geral. aumento do apetite e da sede. alterações sensoriais. ansiedade. tosse. desejo intenso pela droga Quadros associados: Acidentes vasculares cerebrais. prejuízo de funções como memória. boca seca. pupilas dilatadas. mescalina) Uso habitual: Ilícito. como estimulante Intoxicação: Euforia. irritabilidade. às vezes sintomas ansiosos. problemas pulmonares no crack Conseqüências do uso prolongado: Podem ocorrer quadros psicóticos prolongados que necessitam do auxílio do especialista. euforia. crack tem associação com envolvimento criminal. sensação de relaxamento Abstinência: Não existe síndrome de abstinência característica Quadros associados: Quadros psicóticos ou ansiosos Conseqüências do uso prolongado: Lembranças vívidas das alterações sensoriais mesmo muito tempo após consumo ("flashbacks") .

Privina e Aturgil) Uso habitual: Medicações para emagrecimento. Reactivan. aumento da energia psicomotora. irritabilidade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . delirantes e de humor importantes Conseqüências do uso prolongado: Desenvolvimento de forte dependência pela substância Copyright © 2001 IDS . irritabilidade Quadros associados: Quadros ansiosos. depressão. Moderex. Preludin. Inibex. Dualid. dificuldade de concentração. convulsões Abstinência: Aumento do sono e da fome. estimulantes Intoxicação: Ansiedade. Pervetin. redução da fome e do sono. fórmulas para emagrecer.Substância: Anfetaminas (Hipofagin. Desobesi. desânimo.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Ana Cristina Fortes Alves1 Última Atualização: 12/4/2001 11:18:26 AM Autores: 1 Médica preceptora do departamento de dermatologia da FMUSP Dermatite Seborréica Dermatofitoses Eczema Atópico ou Dermatite Atópica Eczema de Contato ou Dermatite de Contato Escabiose (sarna) Furúnculo Impetigo Larva migrans .

Bicho geográfico (ver larva migrans) Molusco contagioso Pediculose (piolho) Piolho (ver pediculose) Sarna (ver escabiose) Urticária Verruga Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Casos detectados mais tardiamente têm tratamento altamente complexo e prognóstico mais . o que pode ser feito com a inspeção e palpação da boca. estima-se que o câncer da cavidade oral ainda seja responsável por cerca de 2000 mortes anuais no Brasil. Câncer da Cavidade Oral Embora seja facilmente visível. Ferraz1 Marcos Roberto Tavares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:36 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP 2 Médico Assistente Doutor da Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A cavidade oral é sede de várias doenças que podem se manifestar por alteração da pigmentação (mancha). boca seca (xerostomia). nódulo. dor. halitose e nódulos cervicais. úlcera. É tratado com facilidade quando diagnosticado precocemente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto R.

As localizações mais comuns são a língua e o assoalho de boca. Tabagismo e etilismo são hábitos presentes na maioria dos doentes. Pode estar acompanhado ou suceder leucoplasia e eritroplasia. geralmente doloroso.reservado. com caráter infiltrativo. O câncer se apresenta como uma úlcera de bordas elevadas. O tipo histológico mais comum é o carcinoma espinocelular.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . irregulares.

a fissura anal. Doença Hemorroidária Fissura Anal .Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia As doenças ano-retais compreendem um conjunto de afecções extremamente comuns na população em geral. determinando sintomas importantes e que afetam a qualidade de vida das pessoas. o câncer do ânus e as doenças sexualmente transmissíveis.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Angelita Habr-Gama1 Fábio Guilherme Campos1 Última Atualização: 7/11/2001 11:41:44 AM 1 Disciplina de Coloproctologia . seguida de exame proctológico adequado e do uso eventual de outros recursos diagnósticos quando a história e exame físico não forem suficientes para este objetivo. fístulas e abscessos anais. Seu diagnóstico é realizado por meio de anamnese bem feita. As doenças mais comuns são a doença hemorroidária.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Fístula Fístula Anal Doença Sexualmente Transmissíveis Câncer de Ânus Copyright © 2001 IDS .

não estão associadas a problema clínico grave. e. O diagnóstico preciso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Isabela M. é alcançado com a história clínica e com detalhes do exame neurológico e cardiovascular. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:10 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Tontura e vertigem são condições muito frequentes na prática médica. é importante tentar caracterizar algumas situações: Vertigem: é quando o paciente tem a sensação de que tudo está rodando ao redor dele ou que ele próprio está rodando. É uma alucinação de movimento e apresenta causas bastante específicas. muitas vezes. associada a cansaço. ou outros sintomas subjetivos e pode também refletir alteração em qualquer órgão ou sistema. Uma pergunta que ajuda a definir se o paciente tem vertigem é: você tem a . depressão. Quando o paciente procura o médico com queixa de tontura. Quadro clínico Tontura: é um sintoma comum que o paciente geralmente refere quando se sente inseguro na sua movimentação ou posição em relação ao meio ambiente externo. Pode ser uma queixa inespecífica. na grande maioria das vezes.

intensidade do sintoma.Características do nistagmo de origem periférica e central. A duração do período de inconsciência é curta e a recuperação. nistagmo posicional e manobra de Bárány. Vertigem Quanto à história clínica. frequência. A pergunta que pode ajudar na definição do quadro é: você tem a sensação de que não está pisando em terreno firme? 1. Avaliação do nistagmo O nistagmo representa a oscilação rítmica dos olhos. por exemplo. e do equilíbrio. Características Direção Componente rápido Efeito de fixar o olhar Anatomia da lesão PERIFÉRICO Horizontal-Rotatório Contrário ao lado lesado Suprime o nistagmo Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Qualquer direção Para o lado lesado Não suprime o nistagmo Tronco cerebral ou cerebelo Quando a queixa de tontura ou vertigem se relaciona com a movimentação da cabeça ou .sensação de que tudo está rodando ou de que você mesmo está rodando? Síncope ou quase-síncope. simplesmente. utilizando-se o sentido do movimento rápido para denominar o nistagemo. a sua persistência favorece o diagnóstico de doença central. O nistagmo espontâneo pode ser observado com o paciente em pé olhando para frente. chama-se de nistagmo para a esquerda. duração. rápida. É composto por um movimento lento para um lado seguido de outro rápido para o lado oposto. desmaio. fatores desencadeantes. esforço) ou de alívio (alguma posição específica ou evitar uma posição específica). O quadro 1 mostra as principais características do nistagmo central e periférico. O nistagmo espontâneo desaparece quando o paciente fixa o olhar. ou sensação de desmaio: na síncope. Uma pergunta que pode ajudar a definir se o paciente teve um quadro sincopal ou quase-sincopal é: o que que você sentiu é como a sensação de ter ficado agachado por um longo período e levantar rapidamente? Desequilíbrio: se o paciente se sente desequilibrado. resfriados ou trauma craneano no passado e sintomas neurológicos. observação de nistagmo espontâneo. se é constante ou intermitente. agravantes (ansiedade. alterações de marcha. Isso favorece o diagnóstico de doença vestibular periférica enquanto que o aumento do nistagmo nestas condições ou. Quadro 1 . se é a primeira crise ou se são crises recorrentes. quando o movimento rápido é para a esquerda. o paciente simplesmente perde a consciência e cai. hipoacusia ou zumbido. O exame físico desses pacientes deve incluir um exame otológico simples. checagem do funcionamento grosseiro do sistema auditivo. otite. presença de náuseas e vômitos. é importante perguntar se o início do quadro foi insidioso ou abrupto.

ocorre ao se deitar. náusea ou vertigem). mantendo a cabeça virada para o lado que iniciou a prova. pedindo-se para que o paciente relate todo e qualquer sintoma associado à manobra (por exemplo. Adaptado de Baloh RW. Manobra de Bárány para testar a presença de nistagmo e vertigem posicional benigna. O nistagmo de posição pode ser pesquisado pela manobra de Bárány. (Figura 1) Figura 1. Se o nistagmo aparecer. com a ajuda do examinador. o paciente é colocado sentado de olhos abertos. Para iniciar a manobra. 1841-1846. Em seguida. é rapidamente colocado na posição deitada com a cabeça livre de apoio suspensa pela mão do examinador podendo ficar até 45o de inclinação abaixo do nível do leito. 352. com a cabeça virada em uma determinada direção. Esta posição deve ser mantida por 20 s. . The Lancet 1998. deve-se pesquisar o nistagmo de posição.

o examinador deve atentar para os detalhes do quadro 2. 1. As lesões periféricas estão mais frequentemente associadas a náuseas e vômitos.20 segundos < 1 min ou poucos segundos Marcada Frequente Fixa.Características do nistagmo de posição de origem periférica e central. 1. O quadro 3 mostra as principais causas de vertigem prolongada espontânea. Vertigem espontânea prolongada Uma série de alterações podem causar quadro sintomático de vertigem. Quadro 3. lesões centrais mais frequentemente se associam a alterações do equilíbrio. Em compensação. náuseas e vômitos Exame físico (além de nistagmo e alterações do equilíbrio) Conduta além do tratamento sintomático . Quadro 2 .a. PERIFÉRICA Tempo de início Duração Fatigabilidade Vertigem Direção do nistagmo Anatomia da lesão 3 . Principais causas de vertigem prolongada espontânea História clínica além de vertigem. Periféricas As vertigens periféricas podem ser de três tipos: a vertigem prolongada espontânea. a vertigem recorrente e a vertigem posicional (benigna ou central).independe da posição da cabeça Labirinto ou nervo vestibular CENTRAL Imediato persiste por mais de 1 minuto Não apresenta Mínima ou ausente Muda com alteração posicional da cabeça Tronco ou cerebelo Causas mais frequentes de vertigem É importante diferenciar os quadros centrais dos periféricos e a anamnese permite essa distinção em grande número de casos.

colesteatose. com subsequente recuperação das funções normais. de membros ou ambas Controle da fonte de êmbolos. Quadro 4. presença de Trauma craniano sangue no conduto auditivo Fatores de risco para DCV*. permitindo o diagnóstico diferencial com os episódios isquêmicos transitórios que. A duração da crise é um ponto fundamental para se fazer o diagnóstico. em geral. Principais causas de vertigem recorrente.352:1841-1846.Otomastoidite Infecções prévias de ouvido. amoxicilina 500 mg. Vertigem recorrente As crises recorrentes de vertigem ocorrem quando há uma alteração súbita. temporária e reversível da atividade neural de repouso do labirinto ou das suas conexões centrais.W. História clínica Exame físico (além de vertigem. início agudo. presença de secreção. (*DCV=doença cardiovascular) 1. Vertigo. perda da coordenação dos membros Treinamento vestibular Infarto cerebelar Ataxia de tronco. The Lancet 1998. de fatores de risco. As crises duram minutos ou horas. início subagudo com perda auditiva Otite média. treinamento da marcha e do equilíbrio Adaptado de Baloh. duram minutos. esclerose do tímpano. As causas mais frequentes de vertigem recorrente estão no quadro 4.b. (entre as náuseas e vômitos) crises) Tratamento além do sintomático . dor e diminuição da acuidade Episódio de infecção de vias aéreas superiores prévia ao quadro. importantes alterações do equilíbrio. R. granuloma Na otite. 3 vezes por dia por 10 dias Neurite vestibular (neuronite vestibular) Corticoesteróides e treinamento vestibular Concussão de labirinto Perda auditiva.

espirros Sinal da fístula positiva (nistagmo induzido por Repouso alterações na pressão do canal auditivo externo) Enxaqueca Cefaléia com aura visual. Se não melhorar. diplopia.W. bilateral). com foto e fonofobia Perda visual. parestesias. ataxia. zumbidos. rash cutâneo Dieta pobre em sal e diuréticos. Vertigem Postural Vertigem postural benigna (VPB) . Vertigo.Doença de Ménière Alterações flutuantes da acuidade auditiva.c. fraqueza Sem alterações na grande maioria dos casos Aspirina 250 mg por dia Insuficiência vertebrobasilar Adaptada de Baloh. R. zumbidos após traumas. dor unilateral latejante. quedas Alterações flutuantes ou lentamente progressivas da acuidade auditiva associada a sintomas sistêmicos de doença autoimune Deficiência da acuidade auditiva para sons de baixa frequência (unilateral em grande parte dos casos) Perda da acuidade auditiva (na maior parte das vezes. (*ORL=otorrinolaringologista e ** reumato=reumatologista) 1. disartria. ceratite intersticial. tosse. encaminhe ORL* Doenças autoimunes do ouvido Prednisona 1mg/kg e encaminhamento para REUMATO** Fístula perilinfa Perda auditiva. artrites. que piora com a Sem alterações Vide Capítulo cefaléias movimentação da cabeça. sensação de ouvido sob alta pressão.352:1841-1846. The Lancet 1998. barotraumas.

2. O exame físico revela a presença de nistagmo espontâneo ou desencadeado pela manobra de Bárány com características periféricas.É o tipo mais frequente de vertigem em adultos. 352. Adaptado de Baloh RW. Manobra de Siment para tratamento de vertigem posicional benigna. sendo de curta duração (menos de 1 min) e sempre desencadeados por movimentos da cabeça. Vertigem postural central Várias lesões centrais podem causar esse tipo de vertigem. neste caso. que cura grande parte dos casos de VPB. Entretanto. Tipicamente. The Lancet 1998. Figura 2. Tratamento específico A figura 2 mostra a manobra de Siment. 1841-1846. o paciente com esse tipo de quadro apresenta outras alterações neurológicas. não há queixa de zumbido ou hipoacusia. São doenças raras (tumores) e o . Os sintomas são relatados quando o paciente se deita e gira a cabeça ou quando já se encontra deitado e muda de posição no leito.

É extremamente importante perguntar sobre o uso de medicações que podem estar associadas ao quadro e que possam estar causando hipotensão postural.nistagmo geralmente é vertical e inesgotável. Distúrbios psiquiátricos. devendo incluir a medida da pressão arterial (após 5 minutos de repouso de decúbito dorsal horizontal e após 2 minutos em pé). como a difenidramina na dose de 500 mg. como a síndrome do pânico e os outros transtornos ansiosos e depressivos. Considera-se que há hipotensão postural quando a pressão arterial sistólica cai em pelo menos 20 mm Hg. Episódios sincopais são mais frequentes em pacientes em pé. Investigação diagnóstica Inclui um eletrocardiograma e exames mais sofisticados. e distúrbios psiquiátricos (30%). a história é fundamental. menos de 5% dos casos) doenças neurológicas (menos de 5% dos casos). evacuação. Das causas de hipotensão. recomenda-se metoclopramida 10 mg até 3 vezes por dia. No caso de vômitos em grande quantidade. se foi associado ao exercício (estenose aórtica. tosse. formigamentos. doença cardíaca (10-25%). e um exame físico completo. O treinamento vestibular é realizado através da manobra de Siment já descrita. a mais frequente é a síncope vaso-vagal geralmente secundária a um episódio de estresse. cardiomiopatia hipertrófica. Para o estabelecimento da causa do episódio sincopal. Causas frequentes de síncope . Devem ser feitas perguntas questionando sobre o estresse a que o paciente estava submetido antes do episódio (sugere síncope vasovagal ou distúrbios psiquiátricos). O exame físico desses pacientes pode sugerir a causa da síncope. tremores. como a monitorização com o Holter para verificação de arritmias por um período maior de tempo. tanto da pessoa como de quem presenciou o episódio. arritmias e hipertensão pulmonar) ou aos esforços (micção. geralmente desencadeando a síncope pela diminuição do retorno venoso secundária à manobra de Valsalva). 4 vezes por dia (a cada 6 horas) por 10 dias. Síncope e quase síncope Síncope é uma perda súbita de consciência de curta duração (segundos a minutos) acompanhada de perda do tônus motor. Hiperventilação é uma das causas mais frequentes de tontura associada com outros sintomas ansiosos como palpitações. O diagnóstico diferencial das síncopes inclui cinco grandes grupos de causas: hipotensão arterial (20-50% dos casos). alterações metabólicas (hipo e hiperglicemia. podem ser causa frequente de quadros sincopais. Tratamento sintomático das vertigens Utilizar drogas antihistamínicas. A perda de consciência na síncope implica que algumas estruturas do tronco cerebral deixaram de ser irrigadas.

Antes da queda. taquicarida e sudorese de extremidades. Tratamento O tratamento específico da tontura depende do diagnóstico específico que a causou.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . checar a associação com drogas que podem causar hipotensão. podendo variar amplamente. ocorrem palidez. Acontece com maior frequência em pacientes em pé e a recuperação da consciência é imediata após a queda. Copyright © 2001 IDS .Síncope vaso-vagal É extremamente comum. o que. ansiedade ou dor. mesmo entre pessoas jovens (desmaio). mesmo em pacientes sentados. será feito baseando-se na história clínica. O fundamental é descobrir a causa. Hipotensão postural do idoso Indivíduos idosos podem apresentar hipotensão postural em até 10% dos casos. Isso costuma ocorrer após as refeições. como fadiga. Está associada a situações de estresse. em grande parte. nesses casos. É importante. e corrigi-la.

São mais freqüentes nas mulheres e nos jovens.9% (72. encontrou-se uma prevalência de cefaléia de 82. Enxaqueca Cefaléia do Tipo Tensional . fato que indica a necessidade de uma investigação diagnóstica mais abrangente. Nesses casos. como comprometimento de alguns pares cranianos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Isabela M. além da cefaléia. a doença se manifesta por sinais neurológicos focais. Benseñor1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:20 AM Autores: 1 Professora Assistente da Divisão de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Cefaléia ou dor de cabeça é um sintoma freqüente nos pacientes que procuram atendimento ambulatorial ou de urgência. A maioria dos pacientes que procuram atendimento por cefaléia são portadores de cefaléias primárias. ou seja. No Brasil.8% de cefaléia do tipo tensional e 9.9% de enxaqueca). Somente uma pequena porcentagem desses pacientes apresenta alterações como tumores ou hemorragias. cefaléias que cursam com uma história rica e exames físico e neurológico normais.

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inflamação de articulações e músculos do tórax. e durando de 5 a 20 minutos. quando a pessoa faz esforço físico. ou mesmo dor. Geralmente. localização. que pode irradiar para um ou ambos os braços (geralmente para o esquerdo). opressão. fatores de melhora e sintomas associados. geralmente no centro do peito ou do lado esquerdo. Às . duodeno. duração. embolia de pulmão. pericardite. a queixa é de aperto. é possível ter uma idéia do motivo deste sintoma. pâncreas. As causas importantes de dor no peito são: doença isquêmica do coração. queimação. pneumonia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Luiz Antonio Machado César1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:12 AM Autores: 1 Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor HCFMUSP Quadro Clínico É comum pessoas se queixarem de dor ou desconforto na região do peito. A doença isquêmica do coração pode levar ao infarto agudo do miocárdio ou pode se manifestar como angina do peito. esofagite. dissecção da aorta. pescoço. vesícula biliar e alterações intestinais. É importante a análise do sintoma em todas as suas características: tipo. mandíbula ou para a região posterior do tórax. Pelas características descritas. irradiação. doenças do estômago. que se caracteriza por episódios transitórios de dor na face anterior do tórax. fatores desencadeantes.

Quando essas dores aconteceram há menos de uma semana ou nas últimas 24 horas e em repouso.quando os sintomas já existem há pelo menos 3 meses. só desconforto ou dor no membro superior esquerdo. Angina Instável. dura de 2 a 10 minutos e cessa com o repouso ou uso de nitrato sublingual.A dor coronária classicamente melhora ou cede completamente com o repouso ou com uso de nitrato sublingual em 1 a 5 minutos. com características que não mudam nesse período. Dor com duração de somente alguns segundos não é de origem coronária. náuseas e vômitos. em outras doenças graves. Por outro lado.quando ocorre dor torácica característica. Mas.A angina de peito pode ser desencadeada por esforços. mas pode auxiliar na elucidação das outras doenças. O frio é fator desencadeante de angina do peito com grande freqüência. mais habitualmente. Copyright © 2001 IDS . ou fração MB. A dor é de intensidade variável. que fazem parte do diagnóstico diferencial. Angina Estável. o diagnóstico só se confirma com a elevação de enzimas cardíacas (creatinofosfoquinase. associados ou isoladamente. há grande possibilidade de se tratar de infarto agudo do miocárdio. com alívio ou eliminação total da dor.CPK.suor frio. Classificamos a angina em. por exemplo. podem ser manifestações de angina. também não costuma ser de origem coronária. estresse emocional ou.vezes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . seja ocorrendo a pequenos ou a grandes esforços. que se mantém durante dias ou semanas. ou só na mandíbula.CKMB) no sangue. sendo fundamental o encaminhamento imediato ao pronto-socorro e a realização de eletrocardiograma. Fatores desencadeantes . uma combinação de ambos. que também podem acontecer. Sintomas associados . basicamente.não é muito útil para confirmar a presença de doença coronária no paciente com dor torácica. mesmo que um só episódio e na presença de alterações ao eletrocardiograma. dor prolongada e constante. dois tipos: angina estável e angina instável. em aproximadamente de 30 a 50% dos casos de infarto. Exame físico . Fatores de melhora .

O diagnóstico diferencial das dores musculoesqueléticas deve ser preciso. . todo indivíduo adulto já experimentou um breve período de desconforto por acomentimento osteoarticular.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fernanda R. Lima1 Ari Stiel Radu2 Última Atualização: 8/21/2001 8:47:22 AM 1 2 Médica Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Médico Assistente da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro Clínico e Epidemiologia As queixas de dores musculoesqueléticas estão entre as causas mais comuns de consulta médica e correspondem a terceira causa de afastamento do trabalho. estão catalogados mais de 100 doenças musculoesqueléticas distintas. devendo incluir uma série de informações. Praticamente. Neste sentido. Até a presente data. a história cínica e o exame físico inicial são essenciais. uma vez que o tratamento difere muito para cada situação particular.

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que se articulam entre si. a medula espinhal. É caracterizada por uma enorme mobilidade em todos os sentidos de movimentos (flexão. Os corpos vertebrais são separados um do outro pelo disco intervertebral e os arcos. Cada vértebra é constituída do corpo vertebral e do arco posterior. nas articulações interapofisárias (cartilagem) e nos ligamentos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:19:48 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A coluna cervical é formada por sete vértebras. duas inferiores e duas superiores. exceto C1 e C2. nesta localização. que emite raízes nervosas para a cabeça e membros superiores.A coluna cervical é inervada no tecido ósseo. pelas apófises. extensão e rotação). extendendo-se da base do crânio até a coluna dorsal (torácica). que não possuem corpo vertebral. Este complexo arcabouço ósseo protege o sistema nervoso central. . portanto. pode doer por alterações nestas estruturas ou doer à distância por irritação das raízes nervosas. com as vértebras de cima e de baixo.

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merecendo. Possui uma grande amplitude de movimentos em todos os sentidos e. um estudo mais aprofundado dos profissionais interessados nesta área. as seqüelas de fraturas ou a osteoporose. a gravidez. as mega apófises. portanto. . na coluna. existem alterações genéticas ou adquiridas. dorsal e lombar e é a lombar que recebe a maior carga de peso corporal. a escoliose. por esta razão. podem determinar alterações mecânicas e dor lombar. Também os desequilíbrios musculares gerados pelas mais diversas causas. A coluna vertebral dura e resistente contém no seu interior. entre as quais a mais comum de todas. está sujeita a muitas doenças decorrentes destas suas características mecânicas e estas doenças se fazem mais presentes quando. é dividida em cervical. a medula espinhal e a protege. como a espondilolistese (escorregamento vertebral).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 9/3/2001 8:53:20 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A dor lombar é a principal causa de afastamentos do trabalho entre os segurados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Brasil.

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são queixas frequentes. comuns nesta articulação. extremamente vulnerável. pela pouca contenção entre a grande cabeça umeral e a pequena e estreita glenóide do omoplata. também chamada de manguito rodador. A cápsula articular de contenção do ombro. . luxações articulares e lesões nos ligamentos de contenção. é o conjunto de ligamentos formado pelos prolongamentos dos músculos da cintura escapular. como as tendinites e bursites. Possui ainda uma articulação entre o acrômio e a clavícula. As alterações inflamatórias.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:44 AM Autores: 1 Prof Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O ombro é a articulação mais móvel entre todas do corpo humano. de origem não traumática. omoplata e clavícula. O trauma no ombro pode provocar fraturas no úmero. que podem levar ao congelamento articular do ombro rígido (pericapsulite adesiva).

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doença . (2) má digestão ou sensação de persistência do alimento no estômago. nos últimos 12 meses: (1) dispepsia persistente ou recorrente e (2) ausência de doença com substrato anátomopatológico (ex. com prevalência oscilando entre 20 e 40%. doença do refluxo gastroesofágico. variando se pirose retroesternal é acrescentada à investigação. A dispepsia funcional abrange pacientes com os seguintes sintomas.. Cerca de um quarto dos pacientes com dispepsia procura atendimento médico. úlcera péptica. A dispepsia é sintoma comum na população geral. (3) sensação de estufamento. (4) náusea. As doenças funcionais do aparelho digestivo foram classificadas pelo sistema denominado "Roma II". que é a sensação de estômago repleto logo após o início da alimentação. neoplasia. impedindo o término da refeição. o que inclui inclui: (1) saciedade precoce.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:42:52 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Dispepsia é definida como dor ou desconforto na região epigástrica. durante pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas).

como. como os antiinflamatórios não-esteróides) que explique a sintomatologia e (3) sem alívio dos sintomas com a defecação e sem associação com alteração no hábito intestinal. pirose e dor retroesternal) não devem ser incluídos no contexto da dispepsia funcional. pois úlcera péptica não é o único diagnóstico de exclusão na dispepsia em geral. pacientes que não preenchem um ou outro critério são tidos como portadores de dispepsia inespecífica. Pelo atual conceito de dispepsia funcional. prócinéticos (ex. Aqueles em que predomina o desconforto epigástrico. quando testados com pHmetria de 24 horas. Assim. na sua maioria. (3) se os sintomas dispépticos melhorarem nitidamente com a defecação e se houver. em que o sintoma predominante e que mais incomoda é a dor epigástrica.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . bloqueadores H2. como definido anteriormente. Esta divisão da dispepsia funcional. por exemplo: (1) a terminologia dispepsia não-ulcerosa foi substituída por dispepsia funcional. o que implicaria no diagnóstico da síndrome do intestino irritável. pacientes com dispepsia tipo úlcera tendem a responder melhor aos agentes anti-secretores (por exemplo.. têm. o diagnóstico de síndrome do intestino irritável substituirá o de dispepsia funcional. refluxo ácido patológico.pancreatobiliar e consumo de medicamentos lesivos à mucosa gastroduodenal. a coexistência de dispepsia funcional e síndrome do intestino irritável é possível num mesmo paciente. alteração no padrão habitual de evacuação. alguns aspectos anteriormente aceitos e válidos não são mais. associadamente. Por outro lado. A classificação "Roma II" estabeleceu a seguinte classificação para a dispepsia funcional: pacientes com dispepsia funcional. na dispepsia tipo dismotilidade. Copyright © 2001 IDS . metoclopramida) são a primeira escolha. apresentam dispepsia do tipo dismotilidade. pode ter implicações terapêuticas. Finalmente. no entanto. pois. conquanto não contribua para o diagnóstico de doença orgânica (por exemplo. são classificados como portadores de dispepsia tipo úlcera. domperidona. inibidores da bomba de próton). desde que a dispepsia não se relacione com a evacuação e que existam indícios da síndrome do intestino irritável. pacientes com dispepsia tipo úlcera não necessariamente têm mais úlcera péptica que os com dismotilidade). (2) pacientes com sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico (por exemplo.

Bautzer1 Última Atualização: 9/5/2001 4:52:28 AM 1 Médico Assistente da Divisão de Clínica Urológica do HCFMUSP Disúria Hematúria .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: José Luis Mesquita1 Carlos Ricardo D.

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Em algumas situações. Sérgio Podgaec2 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:10 AM 1 2 Professor livre docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Mestre em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A dor pélvica é um problema clínico comum que pode se manifestar de forma aguda. torção ou dor . Diferentes doenças podem estar relacionadas a este sintoma. No entanto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Prof. os cistos ovarianos podem representar doenças benignas. envolvendo. Rotura e torção de cisto de ovário: a observação de cistos anexiais tornou-se freqüente devido à realização de ultra-sonografia da região pélvica. As principais situações que evoluem para dor pélvica são as descritas a seguir. para sua abordagem e diagnóstico. em geral. amplo espectro clínico. Mauricio Simões Abrão1 Dr. a maioria das imagens observadas corresponde a folículos ovarianos. recorrente ou crônica. corpos lúteos ou cistos hemorrágicos que desaparecem espontaneamente respeitando-se o ciclo hormonal natural. Dr. como teratomas ou cistoadenomas que. permanecem assintomáticos até ocorrer rotura.

além de outras localizações mais incomuns. Em geral. sendo a tuba . até 50% das pacientes com queixa de dor pélvica apresentam algum grau de endometriose. Usuárias de dispositivo intra-uterino são mais suscetíveis a este processo e os germes envolvidos em 80% dos casos são a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis. Moléstia inflamatória pélvica aguda: é a denominação genérica para os casos de cervicite. salpingite. sendo 10% com intensidade grave. com vida sexual ativa. hematúria. dor pélvica sem relação com o fluxo menstrual.por efeito de seu volume. Endometriose: definida pela presença de tecido endometrial em sítios extra-uterinos. as manifestações clínicas dependem da localização e do volume do tumor. ooforite e abscesso tubo-ovariano. Dismenorréia: cólica associada ao fluxo menstrual pode impedir a paciente de exercer suas atividades habituais e levá-la à procura de auxílio médico para o alívio da dor. provocando os sintomas relativos à própria doença. dor durante a relação sexual. pois não existe sintomatologia ou arsenal de exames complementares que denotem com clareza esta situação. Prenhez ectópica rota: diagnóstico que deve ser sempre ser considerado quando houver atraso ou irregularidade menstrual associados a dor pélvica e massa anexial. endometrite. Acomete em torno de 10% das mulheres em idade reprodutiva e associa-se a dor e infertilidade. Os endometriomas têm seu volume limitado. sendo resultado de infecção transmitida por via sexual. A dor pélvica é bilateral. podendo localizar-se na superfície do útero (subseroso). e os tumores malignos de ovário têm crescimento insidioso. no entanto. O diagnóstico de certeza da moléstia é difícil. Sangramento genital pode estar presente devido a queda transitória dos níveis estrogênicos que ocorre neste período. até mesmo pela presença de ascite. A paciente pode apresentar dismenorréia. em que ocorre aumento da contratilidade uterina e do peristaltismo tubáreo e disseminação peritoneal do líquido folicular ou de sangue provocado pela rotura do folículo ovulatório. provocando sintomas quando em estádios avançados. tubas uterinas. Dor do meio do ciclo: dor intensa ocorrendo no meio do ciclo menstrual associada ao período ovulatório. sendo todo o quadro limitado no tempo com remissão completa. Até 90% das pacientes portadoras da doença apresentam dor pélvica e. mas podendo estar presente em peritônio. Mioma: freqüente tumor benigno que se desenvolve no miométrio. quadros progressivamente mais graves de infecção do aparelho genital interno. Sintomas associados podem ocorrer. Estima-se que até 50% das mulheres apresentem algum grau. Se não for tratada de forma correta. bexiga e intestino. Em geral. dor pélvica grave ocorre em miomas subserosos que sofrem torção ou nos miomas que sofrem degeneração necrótica ou infecciosa. sendo mais freqüentemente encontrado em ligamentos útero-sacros e ovários. vômitos e diarréia. acomete mulheres jovens. aumenta o risco de infertilidade e de dor pélvica crônica. aumento do trânsito intestinal e enterorragia cíclicos durante o fluxo menstrual. acompanhada de corrimento purulento oriundo do canal cervical e dor ao toque vaginal à mobilização do colo uterino. disúria. como cefaléia. na parede uterina (intramural) ou em direção à cavidade uterina (submucoso). de modo inverso.

o que provoca hemorragia intraperitoneal representada clinicamente por paciente descorada. febre e interrupção do trânsito intestinal. dor em fossa ilíaca esquerda. nem sempre diagnosticado previamente como gestação. caracterizando aborto evitável. Dor e sinais de peritonismo são sugestivos ao exame clínico. Processo de gravidade ocorre nos abortos incompletos associados a quadro infeccioso. ao toque vaginal. peritonismo e distensão abdominal. que podem ser assintomáticos. colo uterino pérvio. o aborto é dito completo e incompleto quando a eliminação é parcial. com eliminação através da cavidade uterina ou rotura tubária. Entretanto. seguido de dor em região hipogástrica e sangramento genital. abscesso e peritonite. com dor em região hipogástrica associada a sinais de peritonismo (descompressão brusca positiva e abolição dos ruídos hidroaéreos). o auxílio imprescindível da ultra-sonografia como parâmetro para definição de conduta. quadro agudo. Diverticulite: divertículos são bolsas da mucosa e submucosa dos cólons herniadas através da parede muscular. passando para a região periumbilical e localizando-se em fossa ilíaca direita. em menor freqüência obstrução tumoral. Pode provocar complicações quando não abordada de forma adequada. diz-se que o aborto é inevitável. alteração do estado geral do paciente com febre e astenia. como perfuração. que diminuiu a prática de manipulação uterina. Quando ocorre inviabilidade do produto conceptual sem sua eliminação. especialmente hematúria. a paciente apresenta-se com período variável de atraso menstrual. além de poder haver dificuldade diagnóstica na localização retro-cecal do apêndice.uterina o local mais freqüente de nidação ectópica (98% dos casos). Peritonite bacteriana por perfuração intestinal: doenças infecciosas. menos freqüente atualmente devido ao uso corrente de misoprostrol. febre. Apendicite: causa comum de dor abdominal. traumas e complicações pós-operatórias podem causar perfuração intestinal com extravasamento de conteúdo entérico e fecalóide e contaminação da cavidade peritoneal. tumores. nos dias atuais. o quadro clínico se altera. podendo manifestar sangramento genital. colo uterino impérvio. a paciente pode apresentar dor hipogástrica com ou sem sangramento genital (quantidade variável) e. hipotensa. é muitas vezes característica pela dor lombar irradiada para flancos e região pélvica (suprapúbica). Obstrução ureteral: cólica renal por cálculo ou. associada a vômito. Na avaliação clínica. que se inicia com dor epigástrica e desconforto abdominal difuso. ao toque vaginal. além de vômito e parada do trânsito intestinal. Nesta situação. quando ocorre obstrução ou perfuração (diverticulite). Em geral. medicamento abortivo usado por via oral ou vaginal. se o . especialmente na fossa ilíaca direita (ponto de McBurney). O embrião pode se desenvolver até ocorrer aborto tubáreo. Dependendo do tipo de aborto. caracteriza-se o aborto retido. Abortamento: definido como a interrupção da gravidez antes de 20 semanas ou com feto de peso inferior a 500 gramas. resultando em quadro séptico grave de dor abdominal difusa aguda. associada a sintomas urinários. provocar manifestações intestinais inespecíficas (obstipação ou diarréia) ou. No caso de haver sangramento em maior intensidade juntamente com eliminação de restos ovulares e. pode cursar com toxemia. havendo. geralmente resultado de manobras ilegais para provocar a perda. em 8% dos casos. Quando ocorre eliminação total dos restos ovulares.

alterações posturais e degenerativas. acometendo parede abdominal. observando-se idade da paciente. em geral. Afecções musculares podem provocar dor pélvica. facilmente identificada por meio da análise do sedimento urinário e de cultura de urina. polaciúria. no entanto. hematúria e febre são clássicos para a suspeita de infecção de trato urinário. em alguns casos. Alterações musculo-esqueléticas: distúrbios relacionados a alterações anatômicas de coluna vertebral são freqüentes e podem ser causa de dor pélvica pela irradiação do suprimento de inervação local. Copyright © 2001 IDS . Mulheres são mais acometidas por infecções de trato urinário baixo. tendo como germe causador a Escherichia coli. Infecção de trato urinário: sintomas urinários como disúria.cálculo ou o tumor estiverem em localização baixa no trato urinário. processos inflamatórios. deficiência postural.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A dor está associada ao aumento do peristaltismo do sistema pieloureteral e ao processo inflamatório que se instala na região da obstrução. a dor pode se manifestar de forma intensa somente na região pélvica. ou mesmo exercícios físicos inadequados sem realizar avaliação prévia. devido a sobrecargas. musculatura paravertebral e assoalho pélvico. o paciente pode apresentar somente dor em região suprapúbica.

zona central. Sami Arap1 José F. Acredita-se que parte dos sintomas decorram de um efeito de massa aumentando a resistência uretral e também por uma disfunção detrusora decorrente da idade. enquanto a zona periférica é de origem endodérmica. Quadro clínico e Epidemiologia As glândulas sexuais acessórias incluem a próstata. A hiperplasia prostática benigna é uma das doenças mais comuns que afetam o homem com o aumento da idade. tecido periprostático e zona de transição. A zona interna da próstata é de origem mesodérmica. Como fatores de risco. Dr. vesículas seminais e glândulas bulbouretrais. Tal fato tem importância. pois a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona interna.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. A próstata pode ser dividida em zona periférica. Grohmann1 Última Atualização: 10/31/2001 12:07:36 PM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. esta última como sítio de origem da hiperplasia prostática benigna. R. são descritos os valores elevados de andrógenos. A doença não é observada em homens abaixo dos 20 anos ou em homens castrados antes da . enquanto o câncer prostático se origina na zona periférica.

a hiperplasia prostática benigna ocorre na zona de transição. hesitação) e irritativos (noctúria. Valores até 7 são considerados sintomatologia leve. gotejamento terminal. Até 7 sintomatologia leve. enquanto as metástases ósseas são de origem hematogênica. urgência. A disseminação linfática leva ao comprometimento dos linfonodos obturadores e ilíacos. tem-se utilizado. de 8 a 19 sintomas moderada e acima de 20 sintomatologia grave No ultimo mês Quantas vezes urinou novamente menos de duas horas após ter urinado Quantas vezes observou que. principalmente vesículas seminais e os linfáticos regionais. podendo permanecer latente ou progredir atingindo tecidos adjacentes. O tumor prostático mais comum é o adenocarcinoma da próstata. obtêm-se valores de 0 a 35. o quanto os sintomas interferem na qualidade de vida. Os primeiros são decorrentes do aumento volumétrico da glândula enquanto que os sintomas irritativos são relacionados com a obstrução funcional decorrente do aumento do tônus das fibras musculares presentes na próstata.puberdade. sensação de esvaziamento vesical incompleto). costelas e crânio. (tabela 1) Tabela: International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde.testosterona e idade). de 8 a 19. o mais amplamente aceito é o "International Prostate Symptom Score" (I-PSS) adotado pela Organização Mundial da Saúde. parou e recomeçou diversas vezes Nenhuma Menos de 1 vez Menos de metade das vezes 2 Metade das vezes Mais de metade das vezes 4 Quase sempre 0 1 3 5 0 1 2 3 4 5 . Destes. Os sintomas decorrentes da hiperplasia prostática benigna são obstrutivos (diminuição de volume e força do jato urinário. Esta neoplasia tem origem na zona periférica prostática. ao urinar. enquanto o adenocarcinoma da próstata ocorre na zona periférica. Embora os fatores de risco conhecidos para hiperplasia prostática benigna e câncer de próstata sejam semelhantes (presença do hormônio masculino . Por meio desta escala. tem-se criado diversos escores de sintomas. sintomas moderados e. acima de 20. na orientação e escolha do tipo de tratamento. especialmente na cápsula. Os ossos mais atingidos nessa fase são da coluna lombar. Além da utilização dos escores de sintomas. sendo que apenas 15% aparecem em outra região da glândula. A neoplasia apresenta história variável e pouco previsível. disúria. Com o objetivo de uniformizar a avaliação dos sintomas destes pacientes. bacia. fêmur. freqüência diurna. sintomas graves. interrupção do fluxo. avaliando-se cada paciente de maneira particularizada.

Quantas vezes teve a sensação de não esvaziar completamente a bexiga após ter urinado Quantas vezes observou que foi difícil conter a urina Quantas vezes observou que o jato urinário estava fraco Quantas vezes teve que acordar a noite para urinar Quantas vezes teve que fazer força para começar a urinar 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 5 Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Ocorre com grande freqüência nos meses quentes do ano e em regiões com baixa umidade relativa. com ressecamento da mucosa nasal. A epistaxe é um sinal comum em doentes que procuram os serviços de emergência. . necessitando abordagem especial. com freqüência em pacientes internados em unidades de terapia intensiva com doenças sistêmicas. normalmente. É mais frequente da infância até a puberdade (devido a uma maior fragilidade capilar nesta faixa etária) e em pacientes idosos. favorecendo o rompimento das arteríolas que compõem a trama vascular da mucosa nasal. principalmente renais crônicos. impressiona o paciente e sua família. especialmente do septo. pois. Raramente pode se constituir em uma urgência grave.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento 1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 4:54:12 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia A epistaxe ou hemorragia nasal é uma afecção benigna de fácil resolução. Também ocorre.

encontra-se a zona de Kisselbach. das aplasias de medula óssea. As causas locais mais frequentes são traumatismos (digitais ou externos). A artéria carótida externa dá origem à artéria esfenopalatina (ramo da artéria maxilar interna). localizada na parte ântero-inferior do septo nasal. processos inflamatórios da mucosa nasal (coriza e rinites).A vascularização das fossas nasais é garantida por ramos terminais das artérias carótida externa e interna. artéria palatina superior (ramo da artéria maxilar interna). A artéria carótida interna fornece as artérias etmoidais anteriores e posteriores (ramos da oftálmica). corpos estranhos. local mais freqüente das epistaxes. Entre estas anastomoses. discrasias sangüíneas e outras menos comuns. da púrpura trombocitopênica e não-trombocitopênica e da doença de Rendu-Osler. inalação de produtos químicos e poluentes (detrito e poeira).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . As causas das epistaxes podem ser locais. afecções vasculares. Há várias anastomoses entre as diversas artérias e arteríolas. artéria do subsepto (ramo da artéria facial). nasofibroma juvenil e carcinomas e angiosarcomas. Copyright © 2001 IDS . As discrasias mais comuns são as decorrentes da insuficiência hepática. hemangiomas. pólipos sangrantes.

sudorético. exibe grande emagrecimento. queixa-se de tonturas. Os sintomas da hemorragia volumosa aguda instalam-se rapidamente. adinamia e frequentemente. o pulso eleva-se.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fabio Pinatel Lopasso1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:34 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A exteriorização de sangue por um dos extremos do aparelho digestivo. com sério comprometimento do estado geral. Se não houver reposição das perdas com transfusões ou soluções salinas. A pressão arterial cai. Perdas pequenas podem ser imperceptíveis. Se este estado perdurar. mas de grande importância se de longa duração. O paciente torna-se pálido. boca ou ânus. a pressão arterial pode cair progressivamente instalando-se o choque hipovolêmico. mas o paciente pode se apresentar ao profissional de saúde. indica sangramento importante no tubo digestivo. Os sintomas da perda crônica de sangue na luz do tubo digestório são menos dramáticos. . levando à morte. senso lato. a perfusão de sangue para coração e cérebro diminuem. queixa-se de fraqueza geral. Apresenta palidez cutâneo-mucosa.

A eliminação de muco com sangue e fezes indica inflamação da mucosa colônica (retocolite inespecífica). Se o sangue expelido pela boca for rutilante. sem coágulos. quase sempre. Se o sangramento for alto (boca. O sangue transitou pelo tubo digestório. pode-se pensar em sangramento mais antigo e o aspecto sugere digestão parcial pelo suco gástrico e exteriorização tardia. A epistaxe é comum nas gripes e resfriados. semi-líqüidas ou pastosas. indica que a fonte está próxima. A diarréia acompanhada de sangue diluído (disenteria). malcheirosas e diarréicas. pequenas perdas sangüíneas exteriorizadas com estrias ou placas sobre fezes formadas podem ser a primeira . frequentemente. estômago. como as hemorróidas e as fissuras anais. esôfago). vem do pulmão e trata-se de uma hemoptise. portanto. não sendo necessária nenhuma dieta específica antes da coleta do material para diagnóstico precoce do câncer de cólon e reto. São responsáveis por sangramento crônico. com restos alimentares e coágulos indicando hemorragia recente ou grande volume. causando vômitos com características de hematêmese. chamam a atenção para as doenças orificiais. As inflamações da mucosa do intestino delgado e grosso podem ser causadas por bactérias e parasitas. O sangue não está digerido. aparentes no papel higiênico. especialmente em idosos. Episódios graves de enterorragia podem acontecer em portadores da doença diverticular dos cólons associada ou não à angiodisplasia dos cólons. não devendo ser confundido com a hemorragia digestiva. No entanto. Geralmente. úlceras pépticas. o paciente não apresenta hematêmese. A ancilostomíase e outras verminoses podem se manifestar pela anemia. que se pode fazer com o toque retal. duodeno e jejuno proximal. faringe. entre as quais. acumulando no estômago. Parte do sangue da epistaxe é ingerida. A expulsão de sangue pelo reto após o esforço evacuatório pode decorrer de hemorróidas ou de outras lesões como o câncer. gastrites agudas e cânceres (esôfago/estômago) podem ser a causa. Acima dos 50 anos. provavelmente. espumoso. Se o paciente expelir sangue escuro.Identificação do local de sangramento: A hematêmese acompanha-se de naúseas e vômitos e provém. Quase 80% delas estão no reto e. a enterorragia. Sangramentos de pequeno volume. no cólon esquerdo. precedido de tosse. é a tuberculose pulmonar. uma específica é a amebíase intestinal. As úlceras pépticas podem ser a causa. Na hematêmese. recomenda-se anualmente a pesquisa rotineira de sangue oculto nas fezes pelo teste do guaiacol (3 amostras). não havendo relação com a hipertensão arterial. como o esôfago. o sangue é vermelho vivo. não há náuseas e vômitos. podendo ser causa de enterorragias profusas e persistentes. ao alcance da palpação digital. As perdas de sangue pelo reto e ânus podem provir de fontes distantes. Varizes do esôfago. O sangramento vermelho pelo ânus. tem causas bacterianas. do estômago ou do duodeno. Pacientes que tomam aspirina ou outros antinflamatórios não-hormonais apresentam risco maior de sangramento. no reto ou no próprio ânus. cuja causa. conhecida como melena. O sangue que sai pelas fossas nasais sem outros sinais de alerta é a epistaxe. foi digerido e é eliminado pelo ânus como fezes negras.

manifestação de doenças graves. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . como o câncer do reto ou do ânus.

especialista em Reabilitação de Deficientes Visuais e Coordenadora dos Cursos para Auxiliar de Oftalmologista anatomia do olho medida da acuidade visual erros de refração problemas de visão no escolar cuidados com os olhos doenças oculares comuns no recém-nascido .UNICAMP 2 Educadora pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Regina Carvalho de Salles Oliveira2 Última Atualização: 12/4/2001 11:21:06 AM Autores: 1 Professor Titular da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Universidade Estadual de Campinas .

catarata glaucoma degeneração senil da mácula descolamentos e buracos de retina retinopatia diabética presbiopia urgência oftalmológicas Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Newton Kara José1 Amaryllis Avakian2 Última Atualização: 9/26/2001 5:19:00 AM Professor Titular de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas 2 Médica Assistente da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Médica Pós Graduanda Nível Doutorado da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 1 Quadro clínico e Epidemiologia Uma importante parcela de doenças oculares agudas ocorre associada à presença de olho vermelho. primeiros socorros e orientações podem ser feito pelo médico generalista devidamente preparado. o diagnóstico. Quando não houver especialista disponível. que vêm do fundo do saco conjuntival. . A periferia da córnea e a íris têm sua vascularização realizada por vasos mais profundos. que estão próximos à córnea. A vascularização da porção anterior do olho (conjuntiva) é dada principalmente por vasos superficiais.

fungos ou protozoários. Pode haver dor e aumento da sensibilidade à claridade. por exemplo corticóides tópicos ou em pacientes com lesões corneanas provocadas por trauma com vegetais (galhos de árvore por exemplo). As úlceras infecciosas podem ser causadas por bactérias. causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia aguda) Conjuntivite Úlcera de córnea Glaucoma agudo Uveíte anterior Hemorragia subconjuntival Traumatismo causas mais comuns de olho vermelho (hiperemia crônica) Conjuntivites irritativa. associados a doenças sistêmicas. alergias e olho seco.Dessa forma. provocadas por bactérias. sensação de areia nos olhos. duração da infecção. Ulceras de Córnea: são caracterizadas por depressões na superfície da córnea. ardor. lacrimejamento. uveítes anteriores). glaucoma agudo. Os sintomas geralmente são de diminuição da acuidade visual. Entrópio e Ectrópio Lagoftalmo Diminuição das horas de sono Alcoolismo ou uso de drogas Meibomite e Blefarite Pterígio entendendo as causas do olho vermelho Conjuntivites infecciosas podem ser agudas. ou inespecíficas. O quadro clínico se manifesta por desconforto ocular. medicamentos. estado prévio da córnea. em uso de medicações. estado imunológico do paciente e utilização prévia de . vírus. Conjuntivites não-infecciosas são causadas por trauma. As úlceras bacterianas são as mais freqüentes. Podem ser infecciosas ou nãoinfecciosas. subagudas e crônicas. dor. lacrimejamento. a vermelhidão é maior na região ao redor da córnea (hiperemia pericerática). normalmente acompanhados de inflamação ao redor da lesão. bem como embaçamento visual leve. fotofobia e secreção mas variam de acordo com a potência do microrganismo. já as fúngicas são mais comuns em pacientes imunodeprimidos. vírus. medicamentosa e alérgica Olho seco Uso inadequado de lentes de contato Triquíase. vermelhidão e secreção. as conjuntivites costumam apresentar uma vermelhidão que aumenta ao se afastar da córnea e se aproximar da região do fundo de saco conjuntival. No caso das doenças das estruturas oculares (úlceras de córnea.

Pterígio: É uma "pelezinha" que começa a crescer em cima da parte branca do olho e vai em direção à pupila. Geralmente. e o quadro é indolor inclusive à palpação. tratando-se de urgência oftalmológica. cefaléia e pode ser acompanhado de náuseas e vômitos. Suas causas mais comuns são: traumatismos oculares. As uveítes anteriores podem se instalar na íris (irite) ou íris e corpo ciliar (iridociclite). porém é comum fazê-lo lentamente ou mesmo estacionar. A redução da acuidade visual é variável. . conjunto formado pela íris (parte colorida do olho). fotofobia. é assintomática e percebida por acaso. colírios lubrificantes e. visão borrada. Uveítes Anteriores: são inflamações da úvea. olho vermelho. manobra de Valsalva (tosse ou esforço). lacrimejamento e embaçamento visual. ou atestada por outra pessoa. Quando associada a trauma. Os sintomas podem melhorar com o uso de compressas frias. ao olhar no espelho. distúrbios da coagulação sangüinea. Úlceras nãoinfecciosas têm evolução e sintomatologia mais acentuada do que as infecciosas. geralmente. Glaucoma Agudo: ocorre em pessoas predispostas. visão de arco íris ao redor de foco de luz. geralmente mulheres entre 40 e 60 anos de idade ou pacientes que apresentam uma menor distância entre a córnea e a íris periférica (portadores de hipermetropias ou catarata insipiente). Os sintomas das uveítes anteriores são dor ocular de intensidade moderada. sendo mais acentuada nos casos de inflamação severa. Hemorragia subconjuntival: é um extravasamento de sangue embaixo da conjuntiva. A cirurgia está indicada nos casos de pterígio próximo a atingir a área da pupila ou quando é local de irritação constante. Evoluem com aumento da área ulcerada (em extensão e em profundidade). Apresenta-se com dor intensa. deve-se afastar a possibilidade de ocorrência de lesões oculares. podendo ocorrer perfuração e deixando área de opacificação na córnea. não há necessidade de realizar cirurgia para sua remoção.medicamentos. As uveítes posteriores comprometem a coróide e a retina (corioretinite). A infecção corneana é sempre uma ameaça à visão e ao olho. corpo ciliar e coróide. É mais frequente em pessoas que trabalham ou vivem em locais com muito sol. Pode crescer rapidamente. olho vermelho. vento ou poeira. O aspecto é de sangue vivo (vermelho). A crise ocorre por um aumento súbito da pressão intra-ocular devido à dificuldade de escoamento do humor aquoso. com limites bem definidos. A infiltração sanguínea leva 2 a 3 semanas para reabsorver e durante a evolução vai tornando-se amarelada e é acumulada inferiormente.

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Na diarréia crônica (duração: mais de 4 semanas) encontramos as várias doenças que causam má absorção (por exemplo. doença celíaca). efeitos colaterais de drogas e isquemia. as infecções intestinais têm um impacto muito grande na qualidade de vida e são responsáveis pela mortalidade superior a quatro milhões de crianças pré-escolares por ano. bacteriana e parasitária (por exemplo. na grande maioria das vezes. retocolite. A diarréia aguda é adquirida. A diarréia aguda (duração: menos que 4 semanas) em adulto é causada principalmente por infecções. além de doenças inflamatórias intestinais (por exemplo. doença de Crohn) e neoplásicas. protozoários). No Brasil. em que uma evacuação por dia ou três vezes por semana é substituída por freqüentes e inúmeras dejeções líqüidas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aytan Miranda Sipahi1 Última Atualização: 7/11/2001 11:43:56 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Diarréia é definida como uma alteração do hábito intestinal normal. por meio da ingestão de água e . A infecção é a causa mais freqüente podendo ser viral.

a motilidade. As formas de contaminação na diarréia aguda são (1) fecal-oral. porém. Tabela 1 . impedindo a aderência e o sistema imunológico. provocam alterações menores. colhidos de reservatórios de água poluídos.alimentos contaminados por microrganismos ou suas toxinas presentes em fezes humanas ou de animais e pela autocontaminação. que ocorre pelo toque das mãos em materiais contaminados. (3) frutos do mar não cozidos. Em uma abordagem clínica. freqüentemente. fluido sérico e leucócitos dentro do lúmen (disenteria). (2) alimentos não cozidos. Pacientes que são imunodeprimidos por doença ou desnutrição.Diarréia Inflamatória versus Diarréia Não inflamatória Características Leucócitos fecais Diarréia Inflamatória Positivos Diarréia Não Inflamatória Negativos . As diarréias inflamatórias provocam os quadros mais graves e podem requerer tratamento mais intensivo além de avaliação mais acurada. por diminuição da secreção ácida e da defesa imunológica. com desidratação. Nas Tabelas 1 e 2. (5) contaminação pela água de piscina (por exemplo. como ostras. uma vez que a manifestação clínica depende das interações do patógeno com os mecanismos de defesa do hospedeiro. podem levar a situações graves. As diarréias inflamatórias são. omeprazol. Os diagnósticos diferencial e etiológico são facilitados por esta classificação. com base no efeito do agente infectante sobre o intestino do hospedeiro: a) diarréia inflamatória ou sanguinolenta e b) não-inflamatória ou aquosa. ou que fazem uso de inibidores da secreção ácida (por exemplo. em geral. contaminados por água ou pelo solo de cultivo que entrou em contato com fezes. não-sanguinolenta. podemos dividir as diarréias agudas em dois tipos. por meio das defesas humorais e celulares específicas contra os patógenos. estão entre os mais predispostos às infecções intestinais. como a Salmonella sp. giardíase). ocasionalmente. Já as não-inflamatórias. nem sempre a doença ocorre. (4) alimentos manuseados por portadores assintomáticos de microrganismos patógenos. ranitidina) e também os idosos. causadas por bactérias e suas toxinas invadem e lesam as células que recobrem a mucosa. tais como secreção ácida gástrica. que geralmente albergam bactérias e outros patógenos ao agirem como filtrantes no seu habitat. Quando existe contaminação oral com patógenos que causam diarréia. motilidade e sistema imunológico intestinal. temos as principais diferenças entre a diarréia inflamatória e não-inflamatória e o tipo de diarréia (aquosa versus disenteria) presente em relação aos vários enteropatógenos. A secreção ácida age pelo seu pH letal aos microrganismos. provocando perda de sangue.

diarréia de pequeno volume. enterotoxinas produzidas por bactérias. Salmonella. Clostridium difficile Cólon Indicada Diarréia aquosa de grande volume. tenesmo. pus. Yersinia. Vibrio. Campylobacter. vômitos e cólicas Principais causas Viroses. pode haver febre e toxemia Shigella. pode haver náuseas.Sangue. cholerae Escherichia coli enterotoxigênica Escherichia coli enteropatogênica Escherichia coli enteroinvasiva Escherichia coli enterohemorrágica Shigella sp Salmonella sp Campylobacter sp Yersinia enterocolitica + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + Diarréia aquosa Disenteria . intoxicação alimentar Intestino delgado Só em pacientes graves (desidratados ou toxemiados) Local acometido Avaliação diagnóstica Tabela 2 . cólicas Apresentação clínica abdominais no quadrante esquerdo inferior.ENTEROPATÓGENOS RESPONSÁVEIS POR DIARRÉIA AQUOSA E DISENTERIA (SANGUE. MUCO E PUS) Enteropatógeno Viroses Rotavírus Adenovírus Vírus de estrutura circular pequena Citomegalovírus Bactérias V. muco. Giardia. Escherichia coli enterotoxigênica. Escherichia coli invasiva.

Protozoários Giardia intestinalis Criptosporydium parvum Microsporydia Isospora belli Ciclospora caietanensis Entamoeba histolytica + + + + + + + Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

de 2 ou mais das seguintes características: (1) força excessiva para evacuar em mais de 25% das evacuações. em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas).Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A obstipação intestinal (ou constipação. (3) sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das evacuações. realizado em Roma. (2) fezes fragmentadas ou endurecidas em mais de 25% das evacuações. um consenso. sendo mais elevada em idosos. com freqüência estimada ao redor de 20%. mulheres e em indivíduos com vida sedentária. . (5) auxílio manual para facilitar a defecação em mais de 25% das evacuações. ou "prisão de ventre") é um sintoma comum na população. Em 1999. (4) sensação de obstrução anorretal em mais de 25% das evacuações. A freqüência da obstipação pode variar.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:04 AM Autores: 1 Assistente . estabeleceu os critérios diagnósticos para a obstipação intestinal (critérios Roma II): presença. nos últimos 12 meses.

colite actínica). esclerose múltipla. Também vale lembrar que lesões do sistema nervoso central (por exemplo. em geral curto. vida sedentária e conseqüente obesidade (enfraquecimento da musculatura abdominal). levando à obstipação. tumores. antiácidos a base de cálcio e alumínio. A obstipação intestinal pode ser classificada em cinco grupos. Doenças endócrinas e metabólicas: obstipação intestinal freqüentemente acompanha certas endocrinopatias como hipotireoidismo. hiperparatireoidismo. mais comum em crianças. abscessos e fissuras anais. tumores. miopatia visceral familiar ou adquirida. podem provocar obstrução ao fluxo normal de fezes. Há a destruição dos plexos nervosos da musculatura lisa intestinal. ainda prevalente em algumas áreas do Brasil. colagenoses. antidepressivos. retocele. tais como: redução da ingestão de fibras na dieta. Os principais fármacos envolvidos são os analgésicos.(6) menos de 3 evacuações/semana. anticonvulsivantes. bloqueadores ganglionares. Simultaneamente. tuberculose. é uma afecção congênita em que há redução ou mesmo ausência de plexos neuronais em certos segmentos intestinais. bloqueadores de canais de cálcio. como tumores. Medicamentos: podem provocar obstipação intestinal. porfiria e acidose) são assinaladas também como causas de obstipação intestinal. A doença de Hirschsprung. tumores de próstata). Simples ou funcional: relacionada com hábitos de vida do paciente. particularmente na região sigmoideana. antihipertensivos. doença diverticular. quer luminais (por exemplo. A síndrome do intestino irritável. como diverticulite. sífilis. Alterações metabólicas (por exemplo. hipo ou hipercalcemia. doenças que afetam a musculatura e/ou inervação intestinal são causas de obstipação: dolicocólon. inibidores da monoaminooxidase (MAO). sua etiopatogenia é bem mais complexa. e a pouca disponibilidade de sanitários higiênicos e adequados. doença de Crohn. com predomínio de obstipação. bismuto. endometriose. opiáceos. sais de ferro e . estenoses cicatriciais pós-cirurgia. antiparkinsonianos. relacionados a seguir. também é considerada funcional. miomas. diminuição ou até perda do reflexo evacuatório quando este deixa de ser atendido por restrições de tempo. desidratação. Doenças envolvendo o cólon: estreitamentos do lúmen intestinal. glucagonoma e diabetes. processos inflamatórios. A lesão leva à atonia da região comprometida e dilatação (megacólon chagásico). hipopotassemia. Entretanto. A obstipação costuma ser grave e a formação de fecaloma não é rara. amiloidose. Finalmente. uremia. Doenças do sistema nervoso: a doença de Chagas. linfogranuloma venéreo. incluindo-se o uso prolongado e exagerado de laxativos. anticolinérgicos. feocromocitoma. quer extraluminais (por exemplo. é a principal causa de obstipação nesse grupo de enfermidades. doença de Parkinson. cistos ou tumores de ovário. O segmento comprometido. trauma medular. colite isquêmica. lesões do segmento reto-anal podem também provocar obstipação. tumor de cauda eqüina e meningocele) podem provocar obstipação intestinal por acometimento da via neuromotora intestinal. antiarrítmicos. provocando dilatação acima da área estreitada. torna-se espástico. e acidente vascular cerebral) ou medular (por exemplo. envolvendo mecanismos motores de origem neuroendócrina.

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8% dos participantes de uma estudo populacional apresenta transtorno fóbico e 5%. Em estudo de morbidade psiquiátrica de adultos realizado em Brasília. A ansiedade é a que mais apresenta demanda potencial para os serviços de saúde. os transtornos ansiosos apresentaram prevalência entre 9. Em São Paulo.6%). transtornos ansiosos (transtorno de pânico e ansiedade generalizada). Torna-se patológica se suas manifestações são desproporcionais ao esperado em intensidade.7 a 39.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Francisco LotufoNeto1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:12 AM Autores: 1 Professor Associado Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Ansiedade é experiência normal do ser humano. sendo então uma experiência desagradável e. Os . dados preliminares mostram que 8. duração. A prevalência dos transtornos ansiosos em serviços primários de saúde está entre 26. útil para sua sobrevivência e melhor desempenho. A ansiedade patológica apresenta sintomas somáticos. São Paulo e Porto Alegre. interferência ou freqüência. acompanhada de alterações somáticas. em geral.6 a 17. psíquicos e comportamentais.6% do total dos pacientes atendidos.

A crise. Podem ser classificadas em: agorafobia. A pessoa sente falta de ar. atividade. que podem ou não estar acompanhados de ansiedade antecipatória e esquiva fóbica. fraqueza e pernas bambas. Na tentativa de controlar estas crises. palidez. malestar indefinido. Uma avaliação mais fina mostra que ele não teme as situações. andar em vias expressas e congestionamentos. Fobia social é o medo excessivo e o evitar situações onde a pessoa possa ser observada ou avaliada pelos outros. ou lugares públicos abertos ou fechados. dismorfofobia. o paciente não consegue sair de casa. como: sair ou ficar desacompanhado. entrar em lojas. As situações mais comumente descritas são: participar de festas ou . Ataques de pânico são crises súbitas com hiperatividade autonômica e mal-estar. Os ataques de pânico podem ocorrer em qualquer local. ou situação considerados sem perigo. musculares (dores. contexto. apresentar sintomas depressivos e desmoralização. dificuldade de concentração e memória. o confronto é precedido por ansiedade antecipatória e realizado com grande sofrimento e comprometimento do desempenho. passa em 20 a 40 minutos e é seguida de sensação de cansaço. rubor. Se é impossível evitar a situação. adormecimentos) e respiratórios (sensação de afogamento ou sufocação). midríase). contraturas. sensação de morte iminente. Agorafobia designa medo e esquiva de diversas situações. O transtorno de pânico é uma síndrome caracterizada pela presença de repetidos ataques de pânico. despersonalização e desrealização. Se isto não é possível. sentir sensações corporais de ansiedade ou crises de pânico. As classificações atuais consideram os quadros nosológicos como transtornos ansiosos a seguir. fobias variadas. Os sintomas psíquicos são tensão. que resultam em necessidade incontrolável de evitar este estímulo. geralmente. apreensão. Podem. o paciente apresenta ansiedade patológica. tremor. acha que está enlouquecendo ou que vai desmaiar. cinestésicos (parestesias. ansiedade generalizada e estado misto ansioso e depressivo. tremores). mercados. até certa distância. o coração acelera e bate forte. taquipnéia. fobia social. Nos casos mais graves. também. formigam as extremidades e a boca adormece. ou só pode fazê-lo acompanhado.somáticos podem ser autonômicos (taquicardia. O comportamento da pessoa ansiosa é caracterizado por inquietação. podendo chegar a um ataque de pânico. insegurança. calafrios. tontura. urgência de urinar ou defecar. suor. sobressaltos e hipervigilância. ondas de calor ou frio e sudorese. sensação de estranheza. mas tem medo de. Fobias são medos persistentes e irracionais de um objeto específico. elevador. as pessoas podem desenvolver esquivas fóbicas de situações em que elas ocorreram ou em que acham que podem ocorrer. transporte coletivo. Transtornos Ansiosos são estados emocionais repetitivos ou persistentes nos quais a ansiedade patológica é a característica principal. atingindo seu máximo em até cerca de 10 minutos. ou hora. Este "medo do medo" é a característica fundamental da agorafobia. É freqüente a procura de ajuda médica. nervosismo. carros. Denomina-se "Síndrome do Pânico" ao conjunto de manifestações englobadas pelos conceitos de transtorno de pânico e agorafobia. As mãos gelam e ficam úmidas. fobias específicas. pelo temor de se comportar de modo embaraçoso ou humilhante. arrepios. ou nas quais ter uma crise de pânico possa ser perigoso ou inconveniente. nelas. até durante o sono. com grande comprometimento de sua vida pessoal e familiar.

a dimensão de um delírio ou pode fazer parte da constelação de sintomas da esquizofrenia ou outras psicoses. Recusa procedimentos médicos e odontológicos. gatos ou cachorros. Quando o temor de doenças refere-se a múltiplos sistemas orgânicos. o paciente apresenta prejuízos pessoais e sofrimento importantes. geralmente. a pessoa apresenta-se com ansiedade patológica excessiva e preocupações a maior parte do tempo. insetos (besouros. suar ou enrubescer na frente de outros. é um quadro relativamente comum e heterogêneo. ou evita a gravidez com medo dos procedimentos associados ao parto. freqüentemente. óculos escuros e outros artifícios. visão de sangue ou ferimentos etc. Os portadores escondem-se atrás de roupas. às vezes. avião. espaços fechados. Com muita freqüência. Ela adquire.reuniões. Na síndrome da dismorfofobia. escrever. tremer. se é mais específico. pintas. votar. abelhas. receber visitas em casa. o suor e o tremor. As queixas somáticas são as mesmas. (1) fobias de animais: envolvem. caráter familiar e não-predominância em mulheres. o câncer ou a aids. cobras. alimentos. falar. As queixas mais comuns são problemas na face (cicatrizes. aves. os pacientes procuram cirurgiões plásticos e dermatologistas. que não é notado por outros. Outros temores são o de poder vir a vomitar. náuseas e. Em relação à perda de consciência. defeitos no pênis ou seios. altura.Algumas pessoas que evitam contacto social apresentam. como a sífilis. Mais raramente. não consegue fazer exames subsidiários. beber. Muitos pacientes com essa fobia apresentam comportamentos de esquiva em relação a reportagens. dismorfofobia. caracterizada por uma fase inicial com aumento de freqüência cardíaca e pressão arterial. na verdade. ser observado durante alguma atividade (comer. falamos em hipocondria e. tratamento dentário. acompanhada de sudorese. As doenças mais classicamente temidas são as estigmatizadas pela sociedade. (3) fobias de doenças: a hipocondria. palidez. . odores nas axilas. síncope. mas predominam o enrubecer. trovão. ferimentos ou grandes deformidades físicas é normal. ser apresentado a alguém. hospitais ou qualquer outra situação que o confronte com a doença temida. aranhas). ser objeto de brincadeiras ou gozação e usar banheiro público. em fobia de doença. Fobias específicas caracterizam-se por comportamentos de esquiva em relação a estímulos e situações determinados. acerca de diversos eventos ou atividades (trabalho. (2) fobias de sangue e ferimentos: algum desconforto à visão de sangue. podem haver até períodos de assistolia e convulsões. como certos animais. nos genitais ou no ânus e mau hálito. deformidades. Quando chega a níveis fóbicos. conversas. usar o telefone). esses pacientes apresentam uma resposta bifásica de freqüência cardíaca e pressão arterial (PA). Na ansiedade generalizada. falar com pessoas em posição de autoridade. pêlos). caracterizada por uma percepção ameaçadora de doença física. iniciar ou manter conversas. há queixa persistente de um defeito corporal específico. As fobias a seguir são as mais importantes para o clínico. Essa fobia apresenta características próprias: tendência a perder a consciência diante do estímulo fóbico. seguida por queda importante de pulso e pressão. escuridão. Abandona carreiras como medicina ou enfermagem.

entre nós. apesar de o ritual diminuir sua ansiedade. pensamentos. evoquem a experiência.) A preocupação é desagradavel. pesadelos recorrentes. não tem prazer na sua execução. despersonalização. contaminação. Sintomas de ansiedade e depressão estão presentes. A pessoa pode apresentar ausência de resposta emocional. "desrealização". A pessoa sofre e tem seu desempenho comprometido. O estado misto ansioso e depressivo é um dos diagnósticos mais freqüentes na população geral. Procuram prevenir a ocorrência de um determinado evento ou situação. violência ou obscenidade. é cada vez mais freqüente a exposição a eventos traumáticos onde a pessoa enfrenta a possibilidade da morte ou ferimento grave de si próprio ou de pessoas próximas. A pessoa tem consciência de que tais atos são irracionais. estupro. de alguma forma. sem características suficientes para um diagnóstico de episódio depressivo ou transtorno ansioso.escola. imagens. relacionamentos etc. Pensamentos obsessivos são idéias. finanças. Causam sofrimento ou repugnância porque se referem a temas como dúvida. Transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e atos compulsivos. imagens ou impulsos espontâneos que se repetem na mente de forma estereotipada. A pessoa luta inutilmente para evitá-los. neutralizando as obsessões (por exemplo. desproporcional ao motivo e muito difícil de afastar através da distração. inundações. Estresse pós-traumático: infelizmente. Isto pode ocorrer em assaltos. sintomas acentuados de ansiedade e esquiva de estímulos que. ou porque são percebidos como irracionais. acidentes etc. Compulsões: são comportamentos repetitivos e intencionais executados numa ordem preestabelecida. incêndios. Interferem com o fluxo normal do pensamento ou atividade do momento. Copyright © 2001 IDS . sem sentido e contrários à vontade. lavar mãos para evitar contaminação).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

que pode aparecer em resposta a algumas situações de vida. pela perda de interesse e prazer nas atividades habituais. Um estudo epidemiológico realizado no Brasil indicou prevalência de depressão ao longo da vida de 16. Podem estar presentes outros sintomas.6%. É diferente da tristeza. com sensação de cansaço. pela diminuição da energia. alterações no padrão de sono. e da reação de luto após a perda de pessoas queridas. alterações de apetite e do peso corporal. Dr.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof. a baixa auto-estima. Ricardo A. de Macedo Soares2 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:20 AM 1 2 Médico Assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Médica pós-graduanda do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP Definição. O diagnóstico da depressão é feito quando os sintomas típicos estiverem presentes durante a maior parte do dia por no mínimo duas . que leva a uma diminuição das atividades. Moreno1 Marcia B. e as idéias e os atos suicidas não são raros. Caracteriza-se pelo humor depressivo. sentimentos de culpa ou inutilidade. Quadro clínico e Epidemiologia A depressão é um problema médico freqüente. pessimismo. como a falta de concentração e atenção.

o indivíduo se sente incomodado pelos sintomas.semanas. A internação pode ser necessária em função do alto risco de suicídio. os sintomas são intensos e impossibilitam a manutenção das atividades habituais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . é mais freqüente o achado de humor irritável. A depressão pode ser considerada leve. Na depressão grave. desde a infância até a velhice. o quadro pode se confundir com demências. Na depressão moderada. Aparece mais freqüentemente entre 30 e 40 anos de idade. com freqüência. Copyright © 2001 IDS . ou as reduz. familiar e profissional é mais evidente. o indivíduo apresenta dificuldades em manter o mesmo padrão de atividades. o indivíduo interrompe suas atividades. o comprometimento nas esferas social. Nos idosos. mas pode se iniciar em qualquer faixa etária. A depressão é cerca de duas vezes mais comum entre as mulheres. Nas crianças e adolescentes. porém geralmente continua trabalhando e mantendo suas atividades. pois. Na depressão leve. moderada ou grave.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Aluisio Augusto Cotrim Segurado1 Última Atualização: 7/11/2001 11:44:56 AM Autores: 1 Professor Doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Embora reconhecida desde 1981. de amostras biológicas de pacientes com AIDS. um retrovírus. No entanto. isolou-se. que detectam a presença de anticorpos específicos voltados contra diferentes constituintes da partícula viral. Hoje se sabe que existem duas variantes de HIV (HIV-1 e HIV-2) e que a infecção por qualquer desses agentes pode evoluir para AIDS. A epidemiologia da AIDS deve ser considerada no contexto mais amplo da infecção pelo HIV. é possível identificar um indivíduo como sendo infectado pelo HIV. na verdade. verificou-se que esse mesmo agente viral podia também ser encontrado em pacientes com sintomas clínicos inespecíficos. Tornou-se assim claro que a AIDS representava. Nessa ocasião. uma manifestação clínica tardia da infecção pelo HIV. Com base em testes sorológicos. que recebeu a denominação de vírus da imunodeficiência humana (HIV). a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) somente teve sua etiologia esclarecida em 1983. comumente observados numa fase que antecedia o aparecimento da AIDS. . com base em critérios clínicos e epidemiológicos.

com especial destaque para o continente africano. conseqüentemente.4 milhões de infectados.contato sexual (homossexual ou heterossexual). Sabe-se que esse agente viral pode ser transmitido de pessoa a pessoa por: 1. em sua história natural. do correto entendimento das formas de transmissão inter-humana do HIV. Mais de 90% dos infectados vivem atualmente nos países em desenvolvimento. sendo o Brasil o país com maior número de casos já notificados de AIDS nessa região. da mãe infectada para seu filho. Entretanto. Quando se consideram apenas as infecções adquiridas no último ano. um número estimado de 1. quer seja pelo compartilhamento de objetos pérfuro-cortantes contaminados. 17. na mesma ocasião. desde que haja contato das mucosas (genital. mais raramente. oral ou retal) com secreções genitais contaminadas (esperma e secreções cérvicovaginais) 2. por um lado. apresenta outras fases. alguns grupos populacionais têm sido identificados como os de maior vulnerabilidade à infecção: as mulheres e os adolescentes. Nessas regiões. Tais manifestações são habitualmente relacionadas à falência do sistema imune do hospedeiro acometido e às conseqüentes complicações infecciosas e/ou neoplásicas.Pode-se assim afirmar que. trata-se de uma pandemia.1% no sudeste asiático e 4% na América Latina e Caribe.353 casos de AIDS. A América Latina apresentava. bem como menor acesso à medidas de prevenção. fatores de natureza sócio-econômica são extremamente importantes para justificar a maior vulnerabilidade dos segmentos populacionais de menor renda e escolaridade. a existência de 36. dificuldade na percepção de risco. apresenta-se clinicamente por meio de uma multiplicidade de sinais e sintomas. a importância dos países em desenvolvimento aparece de forma ainda mais destacada: 73. nos dias atuais. incluindo-se a transmissão transplacentária (intra-uterina). com um total acumulado de 58 milhões de indivíduos infectados desde o início da epidemia. A compreensão das causas dessa maior vulnerabilidade depende. que podem também ser reconhecidas tanto do ponto de vista clínico como . sendo esta doença de notificação compulsória em nosso País.1 milhões de adultos e crianças vivendo com HIV em todo o mundo. como é o caso de agulhas e seringas utilizadas por usuários de drogas injetáveis. de caráter oportunista.via sangüínea. essa infecção assumiu proporções de uma epidemia de caráter mundial.via vertical. fase mais avançada da infecção pelo HIV. ou seja. ou. deve-se considerar que a infecção pelo HIV. particularmente os de baixa renda e de menor escolaridade. ou mesmo menor possibilidade de fazer uso adequado dessas estratégias profiláticas podem contribuir para elevar a vulnerabilidade à infecção pelo HIV. Menor grau de informação e. A AIDS. o Ministério da Saúde brasileiro havia registrado a ocorrência de 203. a relacionada ao momento do parto e aquela dependente do aleitamento materno. O Programa das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS) estimava. em dezembro do ano 2000. onde residem 72% dos portadores de HIV. que surgem ao longo do tempo. No entanto.2% das novas infecções estão ocorrendo na África. Até dezembro de 2000. pela transfusão de sangue ou hemocomponentes contaminados 3.

deve assim ser entendido como portador de uma infecção viral ativa. 3. É importante destacar que o enfartamento ganglionar dessa afecção deve ser diferenciado de manifestações decorrentes de doenças oportunistas. como. tais como encefalite. entre outras).infecção aguda: inclui as manifestações iniciais dessa infecção viral. occipitais e axilares e os linfonodos habitualmente apresentam de 0. neurites periféricas ou a polirradiculoneurite (síndrome de Guillan-Barré).as esofagites (por Candida sp ou citomegalovírus. se não reconhecida e tratada adequadamente. na ausência de outra causa que justifique tal condição. mialgias. por exemplo). sem evidência de agentes infecciosos. por exemplo: . irão compor as diferentes síndromes clínicas. a linfadenopatia generalizada persistente se acompanha de sintomas gerais. que a infecção aguda pode ser assintomática em até metade dos indivíduos infectados. ou mesmo linfomas. ocasionalmente. pneumonites virais. com ou sem sinais meníngeos concomitantes. como as micobacterioses (particularmente a tuberculose). observam-se outras complicações neurológicas. hepatoesplenomegalia.linfadenopatia generalizada persistente: caracteriza-se clinicamente pelo achado de enfartamento de linfonodos. a sífilis secundária. irá progressivamente evoluir para uma disfunção imunológica grave. as manifestações da infecção aguda por HIV podem ser confundidas com diversas doenças febris agudas. tuberculose. que caracterizam a AIDS. Mais raramente. o sarcoma de Kaposi. 2. ainda. 3 semanas) após sua aquisição. diarréia intermitente. a rubéola. por período superior a 3 meses. submandibulares.5 a 2 cm de diâmetro. febre baixa por períodos prolongados. costumase caracterizar os diferentes estágios evolutivos da infecção pelo HIV como: 1. tais como a mononucleose infecciosa. diarréia. Para melhor compreensão das diferentes manifestações clínicas que podem ser observadas ao longo de sua história natural. acompanhadas ou não de síndrome de insuficiência respiratória (pneumonia por Pneumocystis carinii. a infecção aguda pelo citomegalovírus. As cadeias ganglionares mais freqüentemente acometidas incluem as cervicais (anteriores ou posteriores).AIDS propriamente dita: refere-se às diversas manifestações associadas a infecções e/ou neoplasias oportunistas.as pneumopatias. Freqüentemente. com consistência firme. nota-se adenomegalia generalizada e. como a candidíase oral ou o exantema vesicular com distribuição restrita a um dermátomo. potencialmente fatal. além das manifestações prodrômicas das hepatites virais. criptococose pulmonar. Ao exame físico. O paciente infectado pelo HIV. . ou mesmo dermatite seborréica. após 1 a 2 semanas.laboratorial. observam-se nesta fase manifestações de infecções oportunistas. De acordo com sua localização e apresentação clínica. que pode se acompanhar de mal-estar. excetuando-se as inguinais. como fadiga. Deve-se ressaltar. sendo móveis e indolores à palpação. O exame histopatológico dos linfonodos revela habitualmente sinais de hiperplasia folicular. de evolução auto-limitada. caracteriza-se como um quadro febril agudo. . que. Do ponto de vista clínico. cefáleia. na maior parte dos indivíduos. sarcoma de Kaposi. característico do herpes zoster. entretanto. Clinicamente. mesmo estando assintomático. e de exantema maculopapular ou urticariforme. geralmente observadas após um período de 1 a 6 semanas (em média. em duas ou mais cadeias ganglionares. Por vezes. que podem acometer diferentes órgãos e sistemas. pneumonias bacterianas recorrentes.

por exemplo) . costuma exibir certas peculiaridades clínicas. como naquelas infectadas por outras vias. as parotidites.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .síndromes oculares. acompanhadas de hepatoesplenomegalia (micobacterioses.síndromes febris prolongadas. Copyright © 2001 IDS .manifestações neurológicas de meningoencefalites (neurotuberculose. síndromes demenciais ou mesmo linfomas primários do sistema nervoso central. shigeloses.. como as retinites por citomegalovírus ou pelo vírus do herpes simples. . isosporíase. candidíase. neurocriptococose. . tuberculose e outras micobacterioses. encefalite por citomegalovírus). incluem o retardo no desenvolvimento pondo-estatural e neuropsicomotor. histoplasmose. a pnemonite intersticial linfocítica. salmoneloses. amebíase. toxoplasmose cerebral. . Tais achados. que devem ser reconhecidas pelo médico de família.manifestações cutâneas de infecções ou tumores oportunistas (sarcoma de Kaposi. giardíase). embora apresente manifestações comuns às descritas em adultos. além de freqüentes infecções bacterianas recorrentes. por exemplo) Na faixa etária pediátrica. bacteriemias prolongadas por Salmonella sp ou doenças linfoproliferativas.as síndromes diarréicas ou disentéricas (citomegalovirose. criptosporidíase. miocardites. que podem ocorrer tanto em crianças que adquiriram a infecção a partir de mães infectadas (transmissão materno-infantil). microsporidíase. a infecção pelo HIV.

dor em diferentes partes do corpo. linfadenopatia e leucopenia. exantema. com numerosas cepas pelo mundo. 3 e 4). 2. O dengue clássico é principalmente uma doença de crianças mais velhas e adultos. Após . Na sua forma hemorrágica. é doença febril grave caracterizada por anormalidades da hemostasia e aumento da permeabilidade vascular. resultando esporadicamente em choque hipovolêmico. motivo pelo qual são abordados conjuntamente. Dengue Doença infecciosa aguda. Existem quatro tipos distintos do vírus do dengue (1. prostração.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 9:51:56 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus da dengue e da febre amarela pertencem à mesma família (Flaviviridae) e têm também vetor urbano comum. cefaléia. caracterizada por quadro febril bifásico. caracterizando a síndrome de choque do dengue.

como a gripe. e IV) choque profundo com pulso e pressão arterial indetectáveis. III) falência circulatória manifestada por pulso rápido. Choque é o critério que diferencia os graus I e II de III e IV. a doença inicia abruptamente com febre (39 a 41º C). dores musculares artralgias. procriando-se em coleções de água no domicílio ou peridomicílio. a . Linfadenopatia generalizada é infreqüente. dor retroorbital. hemorragia de gengiva. responsável por grandes explosões epidêmicas. sendo estes fatores que diferenciam-no do dengue clássico com hemorragia. rubor de face e exantema máculo-papular que desaparece sob pressão podem ser encontrados durante os dois primeiros dias de febre. hiperalgia cutânea. sendo. gastrointestinal e genital. por vezes. só apareceu entre nós a partir do retorno do Aedes. não preenche os pré-requisitos de dengue hemorrágico. têm sido descritos casos de dengue hemorrágico no primeiro contato com vírus do dengue. no entanto. acompanhada por cefaléia frontal. em pequenas epidemias sempre ligadas a regiões de matas. A hemorragia. a doença é freqüentemente inespecífica. A febre geralmente persiste por até seis dias (período de viremia). a infecção em indivíduo que já teve dengue por um outro sorotipo. A febre amarela. O dengue. O paciente torna-se anorético. sendo seguido por rápida deterioração do estado geral. com estreitamento da pressão (menor que 20 mmHg) ou hipotensão. equimoses. encontram-se petéquias. Eventualmente observa-se hepatomegalia. fraco. sufusões hemorrágicas. II) manifestações hemorrágicas espontâneas. dores pelo corpo. nasal. quando não acompanhada de hemoconcentração e plaquetopenia. O diagnóstico diferencial deve ser feito com doenças sistêmicas de manifestações inespecíficas ou mesmo com doenças comuns com sintomas diversos. Transmissão epidêmica dessas duas arboviroses está relacionadas à presença do Aedes aegypti. O dengue hemorrágico é indistingüível do dengue clássico. por outro lado. em fase inicial. especialmente em crianças. mantendo apenas transmissão residual e. por isto. que foi grande pesadelo até o início do século.período de incubação de 3 a 14 dias (usualmente de quatro a sete dias). na maioria das vezes. A Organização Mundial da Saúde classifica o dengue hemorrágico em quatro graus: I) febre acompanhada por sintomas inespecíficos e prova do laço positiva. apresenta náuseas e/ou vômitos. A febre amarela pode manter ainda transmissão silvestre por outro tipo de vetor (Haemagogus) que mantém o ciclo com macacos e eventualmente infecta o homem. Febre Amarela Doença febril aguda de manifestações que vão desde sintomas inespecíficos até doença ictérica hemorrágica fatal. terminando repentinamente. A ocorrência do dengue em sua forma hemorrágica está relacionada. foi eliminada dos centros urbanos pela presumida erradicação do Aedes aegypti do país. a despeito de não ter havido transmissão urbana da febre amarela (FA) nestas últimas seis décadas. Em áreas onde o dengue é endêmico. Esta segunda fase inicia-se com a defervescência. vetor que coloniza centros urbanos.

A letalidade nos pacientes com FA grave é ao redor de 50%. Durante esta fase. vindo rapidamente a ocorrer na maior parte dos centros urbanos brasileiros com dezenas de milhares de casos acontecendo anualmente. Após período de incubação. que podem variar de formas assintomáticas ou oligossintomáticas até a de outras febres hemorrágicas. porém. sendo então caracterizada fundamentalmente por grave acometimento hepático. sepse. convulsão. malária. instabilidade cardiovascular e manifestações hemorrágicas com ênfase na hematêmese (borra de café). devemos lembrar de doenças com manifestações inespecíficas na fase inicial e de doenças ictéricas com ou sem manifestações hemorrágicas na fase de intoxicação. malestar e fraqueza. Aqueles que se recuperam têm convalescença prolongada com fraqueza e fadiga por até mais que três meses. a maior parte das cidades nordestinas. estupor e coma em fase pré-terminal. Vitória. a febre e os outros sintomas podem desaparecer por período de até 24 horas. Manaus e cidades do interior de São Paulo. iniciam-se as manifestações clínicas da FA. oligúria. O período de intoxicação é caracterizado por icterícia. dores musculares generalizadas. A morte geralmente advém entre o 7º e 10º dias de doença. Os sinais de envolvimento do sistema nervoso central incluem delírio. Não existem estatísticas confiáveis quanto ao número de casos de dengue no Brasil. como hepatites. a febre amarela não voltou a incidir nas cidades. Surpreendentemente. dor lombosacra. No período de remissão. Em pacientes que sobrevivem à fase tóxica aguda.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . que varia de três a seis dias. O período de infecção inicia-se repentinamente com febre. durante os quais o vírus está presente no sangue em altos títulos. Copyright © 2001 IDS . não havendo notificação dos casos. remissão e intoxicação. podem predominar sinais de insuficiência renal. Esta fase dura em torno de três dias. No diagnóstico diferencial. as epidemias acompanham a colonização do Aedes. leptospirose. quando então reaparecem com intensidade maior. Belo Horizonte. encontramos bradicardia. o vírus não é mais encontrado no sangue. náuseas e vômitos.partir da década de 1980. sendo notórias no Rio de Janeiro. cefaléia. Ao exame clínico. apesar da intensa colonização do Aedes e circulação do vírus. pois o diagnóstico em situações epidêmicas é clínico. A descrição clássica da FA grave compreende três períodos clínicos distintos: infecção. albuminúria.

FMUSP Doenças sexualmente transmissíveis são doenças infecciosas adquiridas por contato sexual. . Na sífilis congênita. A sífilis. o condiloma e o herpes genital são as doenças mais comuns. as uretrites não-gonocócicas. a gonorréia. o contágio se dá quase exclusivamente através do contato anogenital. Na sífilis adquirida. Entretanto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia José Antonio Sanches Junior1 Última Atualização: 9/20/2001 9:59:48 AM Autores: 1 Professor Doutor. Departamento de Dermatologia . com surgimento do cancro de inoculação. Com o advento da penicilina houve declínio de sua incidência. Quadro clínico e Epidemiologia Sífilis A sífilis ou lues é causada pelo Treponema pallidum. vem recrudescendo a partir da década de 60 com a liberdade sexual e a partir dos anos 80 com o surgimento da AIDS. São inúmeros os patógenos reconhecidos como passíveis de transmissão por contato sexual. o cancróide. Origina lesões cutâneas variadas. Não raramente acomete outros órgãos além da pele. a transmissão se faz por via transplacentária.

com freqüência.5 a 2 cm de diâmetro. febre. Como nem sempre é possível o diagnóstico de sífilis tardia latente. A maioria das crianças é assintomática. Observa-se. Podem ocorrer sintomas constitucionais. torna-se importante ressaltar a contagiosidade dessa fase. Habitualmente é simétrica e não-pruriginosa. natimortos ou recém-nascidos com sífilis. O secundarismo corresponde à disseminação hematogênica dos treponemas. com manifestações clínicas que surgem cerca de quatro a oito semanas após o aparecimento do cancro duro. máculo-papulosa. lesões mucosas. cardiovascular. óssea. Sífilis congênita A passagem do T. é dividida em: Sífilis Adquirida Recente Até um ano de evolução póscontágio Sífilis primária Sífilis secundária Sífilis recente latente Sífilis Adquirida Tardia (após o primeiro ano de evolução. A sífilis adquirida. alopecia em clareira e adenopatia generalizada. A erupção cutânea pode ser maculosa (roséola sifilítica). Sífilis adquirida tardia latente Não apresenta sinais clínicos e tampouco sintomas. na genitália externa como lesão única. período em que a placenta permite a passagem da espiroqueta. com borda infiltrada. lesões papulosas palmo-plantares. pouco dolorosa. Caracteriza-se como pápula erodida ou ulcerada. rotula-se muitos casos como sífilis latente indeterminada. nos casos não tratados ou tratados indevidamente) Sífilis tardia latente Sífilis terciária (cutânea. placas vegetantes perianais (condilomas planos). O cancro pode desaparecer espontaneamente em quatro semanas. cerca de uma a duas semanas após o contágio. endurecida e fundo limpo. Dependendo da ocasião e quantidade de espiroquetas que atravessa a barreira placentária poderão ocorrer abortos. A presença de colarete descamativo na periferia das lesões (colarete de Biette) é sugestiva de lesão sifilítica. Após uma a duas semanas surge adenite satélite não-inflamatória. sem deixar cicatriz. pallidum através da placenta normalmente ocorre após o 4o mês de gestação. cefaléia. semelhantes a estado gripal. mialgias e artralgias. medindo 0. Divide-se em: . Normalmente ocorre regressão espontânea após duas a dez semanas. habitualmente. Como as lesões são ricas em treponemas. papulosa. O diagnóstico é feito pelas reações sorológicas positivas e pela história. com malestar. nervosa e outras) - O protossifiloma ou cancro duro surge.habitualmente a partir do 4o mês de gestação. anorexia.

As lesões cutâneas são placas mucosas orais e anogenitais (condilomas planos). Ocorrem osteocondrites. Pode haver comprometimento de estruturas nervosas com desenvolvimento de tabes e paralisia geral. das ranhuras de Parrot (cicatrizes lineares radiadas perilabiais e perianais). Em cerca de 25% dos casos surge adenopatia inflamatória que se liqüefaz e fistuliza rapidamente. Sífilis congênita tardia Aparecimento da tríade de Hutchinson (queratite parenquimatosa. mais elevados e a queda dos títulos pode não ocorrer. surge rapidamente uma pápulo-pústula que se ulcera. imobilização espontânea do membro afetado por dor intensa e choro ao toque. pápulo-vesículas palmo-plantares e fissuras periorais. hepatoesplenomegalia. Cancro Mole Causado pelo bacilo gram negativo Haemophilus ducreyi. nariz em sela e fronte olímpica. em média. osteítes e periostites com tíbia em lâmina de sabre. Os títulos sorológicos são. Após a inoculação do bacilo. choro débil e rinorréia sanguinolenta são os sinais mais freqüentes. dado semiótico importante no diagnóstico diferencial do cancro sifilítico. com fundo purulento. Eventualmente acomete mucosa anal. orofaringe e olhos. irritabilidade. surdez labiríntica e dentes com entalhes nas bordas cortantes dos incisivos centrais superiores). Após coito . é transmitido por contato sexual. com a característica de pseudoparalisia de Parrot. Gonorréia É infecção da mucosa genital pela Neisseria gonorrhoeae. Portanto. com tempo mais prolongado para a cura em relação aos não co-infectados. a lesão bem estabelecida é uma úlcera de bordas solapadas (descoladas da base) e cortadas à pique.Sífilis Congênita Recente Até dois anos após o nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Sífilis congênita recente Sífilis Congênita Tardia Após dois anos do nascimento Sem sinais clínicos Com sinais clínicos Baixo peso. É mais comum nos homens entre 15 e 25 anos. anemia. Sífilis e infecção pelo HIV/ AIDS Nesses doentes as lesões podem ser mais numerosas e extensas. Sua incidência é muito maior nos homens. A localização é preferencialmente anogenital. icterícia. Tem base mole. É provável que as mulheres possam se tornar portadoras assintomáticas. Com freqüência ocorrem múltiplas lesões.

Na mulher a doença uretral é rara. cicatrizarem completamente em torno de 15 dias. febre e tenossinovite. Uretrites Não-Gonocócicas São as infecções uretrais mais comuns. Menos de 1% dos indivíduos infectados manifestam clinicamente a doença na ocasião do contágio. que evoluem para pústulas que se rompem. . Embora a infecção acometa a uretra anterior. Após sintomas de ardor e prurido uretral. Nas mucosas as vesículas se rompem precocemente dando lugar a lesões erodidas. Infecção gonocócica disseminada é rara. Freqüentemente há adenopatia satélite.infectante. febre e mais raramente adenomegalia. Pode ocorrer artrite séptica. em mais de 90% das vezes. assintomática. com secreção mucóide clara e escassa. Cerca de 60% das endocervicites gonocócicas são assintomáticas. constituindo importante fator na disseminação da doença. então. Corynebacterium genitalium. em geral. Trichomonas vaginalis. e esporadicamente pelo tipo 1. disúria. infectam-se com o HSV e desenvolvem. Pode ser precipitado por febre. De acordo com a extensão das lesões. Herpes Genital Infecção causada pelo Herpesvirus hominis (HSV) tipo 2. cobrem-se de crostas para. principalmente pela AIDS. costumam evoluir com úlceras extensas e tórpidas que não se curam espontaneamente. Na metade dos casos é causada pela Chlamydia trachomatis. No homem pode evoluir para prostatite e epididimite e na mulher para doença inflamatória pélvica. tornando-se portadores sãos. em geral nas extremidades. uma infecção subclínica. quando não tratada ou inadequadamente tratada pode envolver as glândulas parauretrais. surge edema e hiperemia de meato com secreção purulenta abundante. Vesículas agrupadas sobre base eritematosa. estresse emocional ou físico e menstruação. culminando com lesões cutâneas purpúricas e necróticas. A primoinfecção genitourinária. sangramentos e bartolinites. Hospedeiros suscetíveis (sem anticorpos específicos contra o HSV) entrando em contato direto com lesões ativas de herpes simples. epidídimo e testículos. Frente a estímulos diversos poderão desenvolver o herpes recidivante. em 2 a 3 dias. além de outros fatores. As lesões herpéticas nos imunossuprimidos. É mais visível quando se comprime a uretra pela manhã. à disúria e dificuldade miccional importante. Podem surgir sintomas não específicos com secreção vaginal. Outros agentes causais são Ureaplasma urealyticum (micoplasma T). inicialmente são pruriginosas surgindo subseqüentemente. próstata. sensação de mal-estar. O herpes recidivante é clinicamente menos importante e cicatriza em 7-10 dias. constituindo quadro de doença inflamatória pélvica da qual o gonococo é uma das causas freqüentes. Podem ocorrer disúria e polaciúria. estendem-se perifericamente. por vezes. Comumente não há sintomatologia. trauma local. principalmente pela manhã. Na progressão da doença ocorre endometrite e salpingite. Candida albicans. além de dor leva. São pouco sintomáticas. vírus do Herpes simples e vírus citomegálico. freqüência das recidivas e tratamentos inadequados podem ocorrer cicatrizes deprimidas. Cerca de 10% dos homens infectados desenvolvem infecção assintomática. o quadro clínico se desenvolve. sendo mais comum no sexo feminino durante o período menstrual. aftóides. ardor e dor. As lesões.

Adquiridos sexualmente. mais comumente HPV 6 e 11. Localizam-se.Condiloma Acuminado Doença causada por papiloma vírus humano (HPV). Copyright © 2001 IDS . mais comumente na glande e folheto interno do prepúcio. Nas mulheres podem atingir toda vulva até o intróito e vagina. Apresenta-se como pápulas moles vegetantes de superfícies avermelhadas ou brancacentas. maceradas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . são mais comuns em homens e mulheres na segunda e terceira décadas da vida. nos homens.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:20 AM Autores: 1 Professor doutor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A esquistossomose mansoni é a infecção causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni que. na sua forma adulta. Essas formas jovens chegam aos pulmões. havendo focos em Estados do sul e sudeste. as mesmas atingem a circulação linfática e venosa. habita a veia porta e suas subsidiárias. O acasalamento e a postura dos ovos têm lugar nos ramos distais da veia . a despeito da considerável redução tanto do número de indivíduos infectados como de formas graves da doença a partir da década de 70. desde a Bahia até o Piauí. A prevalência da esquistossomose é ainda importante em áreas de Estados nordestinos. onde completam sua maturação. Estima-se que haja atualmente no Brasil cerca de 2. É considerada uma das grandes endemias brasileiras. com 25 a 30 milhões expostos ao risco de contrair essa helmintíase. onde passam à circulação arterial e daí ao sistema porta.5 a 3 milhões de infectados. A aquisição da infecção dá-se pela exposição do hospedeiro suscetível a coleções hídricas que contenham moluscos do gênero Biomphalaria eliminando cercárias. transformando-se em esquistossômulos. Após a penetração das cercárias pela pele.

São comuns exantema máculo-papular.mesentérica inferior (plexo hemorroidário). Alguns ovos atravessam o endotélio dos vasos. onde são eliminados nas fezes ganhando. Após um período de incubação que pode variar de 30 a 60 dias. atingindo uma posição pré-sinusoidal e suscitando a formação de granulomas periovulares. Esse fenômeno é responsável por processos obstrutivos do fluxo portal intra-hepático levando progressivamente. O diagnóstico deve levar em conta dados epidemiológicos. a possibilidade dos ovos . Ao exame físico nota-se hepatoesplenomegalia dolorosa de pequenas dimensões. isto é. Trata-se da forma hepatointestinal da esquistossomose. progressivamente. sua presença leva à formação de granulomas que ocasionam um aumento do volume do órgão que passa então a ser palpável ao exame físico. havendo remissão completa dos sinais e sintomas. à hipertensão portal. sobretudo em hipogástrio e fossa ilíaca esquerda. instala-se. sendo observada em indivíduos que não habitam áreas endêmicas. definida como descompensada quando houver sangramento digestivo alto e/ou ascite. assim. boa parte desses ovos migram para o fígado. o quadro evolui para as formas crônicas da doença. No entanto. procuram atingir a luz intestinal. às vezes urticariforme. visitando-as de forma casual. Tem-se. assinalando-se que o exame parasitológico de fezes somente se torna positivo para ovos de Schistosoma mansoni cerca de 35 a 40 dias após a infecção. toxêmica. de ovos. Cabe assinalar que. Trata-se da tradução clínica da retite esquistossomótica. a reação granulomatosa desencadeada pela presença de ovos do parasita que. em geral com instalação abrupta. ainda. a forma hepatoesplênica com hipertensão portal da esquistossomose. parte destes migram através da corrente sangüínea do sistema porta atingindo o fígado. O dado laboratorial mais característico é a intensa leucocitose com eosinofilia apresentada por esses pacientes. inclusive os causados por outras enteroparasitoses: diarréia esporádica. dores abdominais intermitentes. A forma aguda da esquistossomose é aquela que se segue ao primeiro contato com coleções hídricas que contenham cercárias. não há insuficiência hepática na esquistossomose não complicada ou que não esteja associada a patologias que ocasionem cirrose. conseqüentemente. Dentre as formas crônicas da esquistossomose. assim. caracteristicamente com predomínio do lobo esquerdo. clínicos e laboratoriais. Na dependência de elevadas cargas parasitárias e. diarréia. Embora ocasionalmente esse quadro apresente gravidade. incaracterísticos e comuns a outros distúrbios gastrintestinais. diferentemente do que ocorre nas cirroses em geral. regime de hipertensão portal. com o conseqüente aparecimento de esplenomegalia de caráter congestivo e de circulação colateral. Quando o número de vermes é maior e portanto maior também a carga de ovos. na dependência da quantidade de ovos e granulomas. migrando através da submucosa e mucosa. dores abdominais e broncoespasmo. Expressa-se por sintomas e sinais escassos. atingindo a luz intestinal. o meio ambiente. surgem manifestações de doença febril. a mais freqüente é a intestinal. às vezes com características disenteriformes. Caso o paciente não seja diagnosticado e tratado. a submucosa e a mucosa do reto. Existe. onde são retidos nos vasos pré-sinusoidais. costuma ser autolimitado a não mais de 30 a 40 dias. levados pelo fluxo da veia mesentérica inferior. inclusive de varizes de esôfago e/ou de fundo gástrico. ou ainda em crianças de baixa idade nas áreas endêmicas.

ser acompanhada de cianose. Embora descritas com maior freqüência e gravidade em pacientes hepatoesplênicos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pode ocasionar o desenvolvimento de glomerulopatias. de granulomas em vários órgãos resulta em manifestações clínicas como a mielite esquistossomótica e colpite esquistossomótica. O acesso dos ovos à circulação pulmonar é maior nas situações onde houver hipertensão portal com estabelecimento de circulação colateral. As manifestações clínicas decorrentes desses eventos podem variar desde proteinúria assintomática até síndrome nefrótica. podendo haver sobrecarga de câmaras direitas do coração . O acesso de imunocomplexos aos glomérulos renais.cor-pulmonale esquistossomótico. daí serem mais comuns as formas pulmonares da esquistossomose nos pacientes hepatoesplênicos. as arteríolas.atingirem. onde sua impactação ocasiona a formação de granuloma e fibrose em graus variados. via artéria pulmonar. Copyright © 2001 IDS . essas alterações já foram descritas também em pacientes com formas mais leves de esquistossomose (intestinais ou hepatointestinais). conseqüentemente. A presença fortuita de ovos e. Nas fases mais avançadas estão presentes as manifestações correspondentes à hipertensão pulmonar. onde são retidos junto à membrana basal. em alguns casos. Essa forma de esquistossomose pode.

A principal fonte de infecção é o homem através das formas contagiantes da doença (virchowiana e dimorfa). com espessamento neural e baciloscopia positiva. Departamento de Dermatologia da FMUSP.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Cyro Festa Neto1 Última Atualização: 9/20/2001 10:03:18 AM Autores: 1 Professor Doutor. O período de incubação é de 2 a 7 anos. O bacilo tem como provável porta de entrada as vias aéreas superiores. Quadro clínico e Epidemiologia Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Mycobacterium leprae. bacilo que atinge a pele e os nervos levando a incapacidades físicas e sociais quanto mais tardio for o seu diagnóstico e tratamento. Nordeste e Centrooeste são as que apresentam as maiores taxas de detecção e prevalência da doença. O diagnóstico da hanseníase é baseado em uma ou mais das seguintes características: lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade. acometimento de nervo(s). O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número absoluto de casos de hanseníase. . As regiões Norte. e o primeiro nas Américas . A doença é endêmica em todo o território nacional. embora com distribuição irregular.

Manifestações neurológicas O Mycobacterium leprae tem especial tropismo para as terminações nervosas. O estado geral não é comprometido e os nervos são afetados em graus variáveis. febre. adenomegalia e dores articulares. às vezes coexistindo os dois tipos de reação ao mesmo tempo ou em episódio diferente. menos na indeterminada. comprometendo fibras sensitivas. visando o tratamento é baseada no número de lesões. amiotrofias. os quais guardam relação direta com a imunologia específica do indivíduo. de acordo com seguinte critério: paucibacilares quando apresentam até cinco lesões de pele ou apenas um tronco nervoso acometido e multibacilares quando há mais de cinco lesões de pele e ou mais de um tronco acometido. podendo cursar com fenômenos agudos chamados surtos reacionais. motoras e o sistema nervoso autônomo. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Lesões graves dos nervos aparecem em todas as formas. Estados reacionais A hanseníase tem uma evolução crônica. Estas reações se caracterizam por eritema e edema de lesões preexistentes e em áreas sãs. anestesias. mãos em garras. marcha escarvante. mal perfurante plantar e lagoftalmias. levando a complicações e seqüelas que impedem os doentes de ter uma vida normal. paralisias. As reações do tipo I são mediadas por células (imunidade celular) e ocorre nos doentes tuberculóides e dimorfos.A classificação operacional. Entre elas: neurites. Ocorrem nos casos multibacilares. As reações de tipo II ou eritema nodoso hansênico se caracteriza por apresentar nódulos vermelhos e dolorosos.

Departamento de Gastroenterologia. 2 Professor Associado. No entanto. Os demais casos. apesar do considerável avanço . enquanto os vírus A e E são adquiridos por via enteral. Até alguns anos atrás. Departamentos de Gastroenterologia e de Cirurgia. Disciplina de Gastroenterologia Clínica. eram simplesmente agrupados como hepatites não-A não-B. os vírus A e B eram os únicos agentes conhecidos. Os vírus B. E e G. C e D são transmitidos por via parenteral. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Epidemiologia e Quadro Clínico No Brasil e em muitos países ocidentais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Queiroz Farias1 Flair José Carrilho2 Última Atualização: 7/11/2001 11:45:38 AM 1 Médico Assistente. as hepatites virais representam um problema de saúde pública e a principal causa de transplante de fígado. D. Setor de Hepatologia. hoje atribuídos aos vírus C. porém o seu papel patogênico não está completamente esclarecido. Os vírus G e TT estão freqüentemente presentes no soro de pacientes com hepatopatia crônica. Disciplina de Gastroenterologia Clínica e Disciplina de Transplante e Cirurgia do Fígado. O vírus D está sempre associado ao vírus B. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

o vírus Epstein-Barr. Outros vírus. Os quadros podem ser leves. sempre com a característica elevação acentuada das aminotransferases (ou transaminases). pode demorar até seis meses. O diagnóstico geralmente é suspeitado quando se detectam elevações das enzimas hepáticas. contudo. pode haver prurido. Nessa fase. Segue-se a presença de colúria. as queixas são de fadiga e anorexia. clínica e bioquímica. Outros vírus raros como os agentes das febres hemorrágicas também podem levar à doença hepática grave. podem surgir manifestações como anorexia. podem acometer o fígado em situações especiais. um número expressivo de casos permanece ainda sem causa definida. ginecomastia e atrofia testicular.na determinação da etiologia. acolia fecal e icterícia. As hepatites podem se apresentar com graus variados de gravidade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . No entanto. Em cerca de 20% dos casos. Muitas vezes. particularmente o citomegalovírus. Com exceção das hepatites A e E. praticamente assintomáticos ou com sintomas semelhantes a uma síndrome gripal. geralmente estão presentes em uma fase mais tardia. do sarampo. Esses agentes não serão abordados nesse texto nem os vírus G e TT. Aranhas vasculares podem estar presentes. porém logo desaparecem. Copyright © 2001 IDS . particularmente quando há imunodepressão ou no contexto do envolvimento de outros órgãos. os sintomas tendem a diminuir quando a icterícia se instala. As diversas formas de hepatite viral aguda apresentam características clínicas em comum. o fígado torna-se facilmente palpável. até insuficiência hepática aguda grave (hepatite fulminante). Pode haver icterícia. da varicela e o adenovírus. as demais formas podem cronificar. presença de aranhas vasculares. que dura alguns dias. Transitoriamente. ascite. os vírus Coxsackie B. Habitualmente. envolvimento extra-hepático.. os vírus tipos 1 e 2 do herpes humano. náuseas. cefaléia e febre baixa. cujo papel como causa de hepatite ainda não está bem definido. indicando evolução para a cirrose. O paciente com hepatite crônica pode ser assintomático ou não apresentar sintomas típicos. detecta-se esplenomegalia. a recuperação total. porém. com alta mortalidade. desde formas ictéricas. o período ictérico dura entre uma e quatro semanas. Na maior parte dos pacientes. A forma ictérica é geralmente precedida por um período prodrômico. desconforto ou dor no hipocôndrio direito. Os sinais e sintomas de hipertensão portal e de insuficiência hepática como sangramento digestivo.

transmitida ao homem principalmente através do contato com coleções de água contaminadas com urina de ratos infectados. A leptospirose é um agravo de notificação compulsória. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A leptospirose é uma doença infecciosa sistêmica causada por espiroquetas patogênicas do gênero Leptospira. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Professor Doutor. Epidemiologia A leptospirose tem distribuição universal. icterohemorrágica. Pode determinar síndromes clínicas variadas. É uma antropozoonose.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Isadora Cristina de Siqueira 1 Antônio Carlos Nicodemo2 Última Atualização: 7/19/2001 12:01:48 PM 1 2 Médica Residente. podendo afetar animais domésticos e silvestres. desde a infecção subclínica até a forma grave. conhecida com síndrome de Weil. O .

determinado pela capilaropatia difusa. comportando-se como um choque séptico. algumas vezes bastante acentuadas. Quadro clínico A leptospirose pode apresentar-se na forma subclínica. Entre o terceiro e sétimo dias. renal e por capilaropatia difusa. Neste período. cefaléia e dores musculares. foram notificados 35.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . No Brasil.principal reservatório da leptospirose é o rato.5%. em graus variados. A doença tem início súbito caracterizado por febre. e algumas vezes como uma meningite linfomonocitária. é muito comum na forma grave que ocorre em nosso meio. Copyright © 2001 IDS . segundo a Fundação Nacional de Saúde.821 óbitos. musculatura esquelética e cardíaca. que pode evoluir com níveis bastante elevados de uréia. a 20.5% em 1996. rins. sendo usualmente de 7 a 14 dias. principalmente em panturrilhas. Os casos mais graves. durante o período de 1985 a 1997. cefaléia e dores musculares. Há aumento discreto das transaminases e os níveis de creatino-fosfoquinase (CPK) podem estar aumentados devido à presença de rabdomiólise. O sangramento digestivo também pode ocorrer na forma de melena ou enterorragia.555 casos). A letalidade anual da doença variou de 6. conhecida como síndrome de Weil. generalizadas. Pode ocorrer insuficiência respiratória secundária a pneumonite por sangramento pulmonar. com significantes taxas de mortalidade. acrescida do tom vermelho. com uma média de 12. com disseminação de leptospiras para órgãos como fígado. O período de incubação pode variar de 1 a 24 dias. ocorreram 3. A primeira semana da doença corresponde à fase leptospirêmica. nos meses de dezembro a março. As formas anictéricas e benignas correspondem a cerca de 85%-90% dos casos. No Brasil. é responsável pelo restante dos casos. que pode permanecer eliminando o microrganismo na urina por longo período. a maioria dos casos ocorre no período das chuvas. surge a icterícia. com manifestações clínicas inespecíficas semelhantes à influenza (gripe). A forma grave da doença é caracterizada por disfunção hepática. o maior número deles no ano de 1996 (5. Nesse período. podem evoluir com hipotensão e choque.403 casos de leptospirose. pode surgir uremia. A forma ictérica e grave. A plaquetopenia. A doença tem início súbito caracterizado por febre. a qual muitas vezes determina uma coloração amarelo-avermelhada da pele (rubínica) causada pela somatória da pigmentação pela bilirrubina.7% em 1987.

de 7 a 14 dias. responsável por malária de gravidade menor. que varia. 75% dos casos são devidos ao Plasmodium vivax. a maioria absoluta causada pelo Plasmodium falciparum.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcos Boulos1 Última Atualização: 9/20/2001 10:11:24 AM Autores: 1 Professor titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico Epidemiologia Malária é a principal doença endêmica do Brasil. A despeito de a malária poder ser doença fatal. o indivíduo . taxa mais de 30% superior à ocorrência de 1998. A grande maioria dos casos (99%) ocorre na região amazônica. a despeito de poderem surgir casos em outras regiões de matas onde vive o vetor da malária. na maioria dos casos.813 casos no ano de 1999. tendo ocorrido 632. Quadro Clínico Após período de incubação. menos de 1% dos casos evolui para morte.

que pode ser contínua. nestes pacientes. Uma das características do paroxismo palúdico é que ocorre em períodos regulares na dependência do tipo de plasmódio infectante. c) Malária grave As formas graves e de urgência. os sintomas começam repentinamente com período de frio. que é intenso. Após cessar o suor. com cefaléia. As formas graves se apresentam no indivíduo não-imune. remitente ou intermitente com remissões. o vômito. astenia. quando os paroxismos ocorrem em sua forma típica. freqüente e ocorre delírio. listamos itens clínicos que. A duração total do paroxismo é de 6 a 12 horas. podendo não ser muito elevada. ocorrendo intensa anemia. subcontínua. cérebro. como sintoma único a febre. O paciente apresenta febre persistente. O paroxismo febril não é comum. gestantes e crianças. o paciente pode permanecer com discreta cefaléia. Geralmente. A febre cede em "crise" (rapidamente) cessando o desconforto. Se o paciente não for tratado adequadamente. a malária tem possibilidades maiores de evolução com complicações e que.acometido apresenta febre. principalmente em crianças. onde acentuam-se os sinais e sintomas. a) Malária no indivíduo semi-imune Indivíduo semi-imune é aquele que já teve malária anteriormente. febre de pequena intensidade e. e não apresenta calafrios nem sudorese. porém relativamente bem. É importante ter em mente que. havendo aí a necessidade de encaminhamento para centro hospitalar: . exausto. pode evoluir para forma de urgência. fígado e sangue. surgindo as complicações. pulmões. falciparum. anorexia. b) Malária no indivíduo não-imune Os primeiros "ataques" no indivíduo não-imune não apresentam típico paroxismo palúdico. Nesta fase. precedida de calafrios e seguida de sudorese. A cefaléia é intensa. se observados. O paciente se sente incomodado. com possibilidade de ocorrerem convulsões. mais de 2% das hemácias encontram-se parasitadas. calor (febre) e suor (sudorese). O indivíduo apresenta. o paciente pode delirar. As complicações mais freqüentes relacionam-se a comprometimento dos rins. com raras exceções. geralmente. O ataque agudo da malária caracteriza-se por um conjunto de paroxismos febris que apresentam três períodos: frio (calafrios). náuseas e vômitos. Na maioria dos pacientes com malária. A seguir. ou seja. ocasionalmente. O período de suor dura de duas a quatro horas. O período de calor se inicia quando terminam os calafrios. dores musculares. se observam nas infecções produzidas por P. devem ser valorizados como de risco para o paciente. quando ocorrer sincronismo na esquizogonia o paciente pode já estar em situação clínica com complicações.

Copyright © 2001 IDS . Na primeira metade da gestação. gestação (especial atenção neste caso). observa-se taxa de aborto de 30%.alta parasitemia (maior que 2% nos primoinfectados). Os lactentes geralmente não apresentam paroxismos típicos. dispnéia. falciparum. em crianças em idade pré-escolar. perdem o apetite. levando freqüentemente a erro diagnóstico. diminuição da diurese. a infecção por P. enquanto que. porém há maior predisposição para toxemia gravídica com pré-eclâmpsia e eclâmpsia. a evolução não difere na gestante com malária. intermitente ou irregular. na segunda metade. têm frio e podem apresentar vômitos e convulsões. A despeito de a malária grave ser quase sempre causada por P. sinais de sangramento. posteriormente. remitente. e) Malária na gestante Na gestante.5 e 40º C e a febre pode ser contínua. a malária tem a mesma evolução que em adultos. podem surgir dores abdominais e diarréia. Clinicamente. confusão mental (obnubilação). d) Malária na criança Em crianças maiores que cinco anos de idade.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a malária pode ter evolução com complicações duas vezes mais freqüentes que na mulher não gestante. a temperatura varia entre 38. existem evidências de imunossupressão materna com evolução mais tormentosa da malária. não se observam os sinais característicos do paroxismo palúdico. Entretanto. Tornam-se flácidos e sonolentos. hipertermia continuada. icterícia. vivax pode também ter evolução grave em crianças (alta taxa de reticulócitos).

Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. Em algumas ocasiões têm sido detectados verdadeiros surtos diarréicos provocados por protozooses como ciclosporíase. Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia No Brasil. sobretudo em indivíduos imunodeprimidos. envolvendo também um número considerável de indivíduos imunocompetentes. ou até mesmo desconhecidas e que passaram a ser diagnosticadas com freqüência crescente. Cryptosporidium parvum e Cyclospora cayetanensis. como as infecções intestinais causadas por Microsporídeos. Ancylostoma . De forma paralela à redução da infestação por parasitas clássicos. observam-se. em alguns bolsões de pobreza. quando se considera a ocorrência de pelo menos uma espécie de parasita.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ronaldo Cesar Borges Gryschek1 Última Atualização: 9/20/2001 10:14:32 AM Autores: 1 Professor-doutor. Isospora belli. assiste-se à emergência de parasitoses consideradas raras. no município houve queda na prevalência das enteroparasitoses no final dos anos 90 em relação ao início dos anos 80. Depto. Necator americanus. Em oposição. taxas de infecção em torno dos 30%.

Dessa forma. Dores abdominais difusas e náuseas e vômitos são presentes em alguns casos.ceylanicum) Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Balantidíase (Balantidium coli) Blastocistose (Blastocystis hominis) Ciclosporíase (Cyclospora cayetanensis) Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Enterobíase (Enterobius vermicularis) Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Giardíase (Giardia lamblia) Himenolepíases (Himenolepis nana. podem apresentar quadros indolentes e de difícil resolução. mesmo em áreas urbanas dotadas de infra-estrutura sanitária adequada. mesmo com a adoção de medidas terapêuticas adequadas. a infecção ocorre por ingesta de água contaminada com cistos ou por alimentos e objetos que estiveram em contato com esta. Taenia solium) Tricuríase (Trichuris trichiura) Giardíase (Giardia lamblia) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose intestinal ainda bastante prevalente. Em situações de parasitismo muito intenso pode ocorrer síndrome de má absorção. Os cistos de Giardia lamblia são veiculados por via hídrica. Encephalitozoon intestinalis) Teníases (Taenia saginata. Himenolepis diminuta) Isosporíase (Isospora belli) Microsporidíase (Enterocytozoon bieneusi. Diagnóstico . acometendo tanto crianças como adultos. no entanto. O parasitismo é exercido preferencialmente no duodeno e jejuno. Pacientes com deficiência de IgA secretora no nível da mucosa intestinal. resultando em desnutrição. É. mais freqüentemente sintomática em crianças. sem muco ou sangue nas fezes. decorrendo desse fato diarréia volumosa.

crianças: 15 mg/kg/ dia. deve-se ter o cuidado de executar o exame em três amostras fecais. dose única. 14° e 21° dias após o término do tratamento. Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol .50 mg/kg/dia + trimetoprima . são drogas recomendadas. através de coloração especial (Kinyoun). Diagnóstico Pesquisa de oocistos nas fezes. ornidazol ou secnidazol: adultos: 2.0 g/dia ou roxitromicina na dose de 300 mg.0 g. divididos em três tomadas. melhora clínica sem cura parasitológica. durante sete dias. Controle de cura: três exames de fezes. Criptosporidíase (Criptosporidium parvum) Quadro clínico e Epidemiologia Protozoose manifesta por quadros diarréicos muito graves em pacientes imunodeprimidos. 7°. Tratamento A terapêutica é precária conferindo. Doses de manutenção são indicadas por período semelhante.10 mg/kg/dia). . no 7°. Como a eliminação das formas do parasita é intermitente. 14° e 21° dias após o término do tratamento. colhidas em intervalos semanais. sete dias. Isosporíase (Isospora belli) Quadro clínico e Epidemiologia É protozoose que causa quadros diarréicos importantes. Controle de cura: três exames de fezes. utilizando-se metade das dosagens referidas inicialmente. podendo ser realizado segundo um dos seguintes esquemas: -tinidazol. ocasionalmente acomete imunocompetentes em cursos de diarréia autolimitada. nimorazol. duas vezes ao dia. durante 4 semanas. sobretudo em imunodeprimidos (AIDS). dose única. na maioria das vezes.O diagnóstico é facilmente realizado pelo encontro de cistos e/ou trofozoítos através do exame parasitológico de fezes. Diagnóstico Encontro de oocistos nas fezes. sobretudo por AIDS. Espiramicina na dose de 3. -metronidazol: adultos: 250 mg. Tratamento O tratamento não oferece dificuldade na maioria dos casos. crianças: 50 mg/ kg. três vezes ao dia.

a utilização de albendazol tem resultado com benefícios parciais em alguns casos. principalmente em decorrência da AIDS. bem como imunocomprometidos. dez dias (imunodeprimidos). nos dias atuais. Quadros disentéricos intermitentes caracterizam a forma invasiva da colite amebiana: há períodos de diarréia com eliminação de fezes contendo muco e/ou sangue. acompanhados por dores em cólica. Diagnóstico Trata-se de protozoose de diagnóstico difícil. diagnosticadas pelo encontro casual de cistos do parasita nas fezes. entremeados por períodos assintomáticos irregulares. quatro vezes ao dia. Diagnóstico Idêntico ao da criptosporidíase. Há ainda que se mencionar as formas extra-intestinais. As infecções assintomáticas. Amebíase (Entamoeba hystolitica) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por Entamoeba hystolitica é. puxos e tenesmo. empiricamente. muitas vezes causando surtos de doença diarréica. exigindo exame histopatológico do intestino delgado ou técnicas de biologia molecular. sobretudo os abscessos amebianos do fígado. embora não constitua ocorrência rara. Tratamento cotrimoxazol (sulfametoxazol 800 mg + trimetoprima 160 mg). duas vezes ao dia por sete dias (imunocompetentes). idem. Diagnóstico Exame de fezes com pesquisa de cistos (nas fezes formadas) ou trofozoítos (nas fezes diarreicas). são as mais comuns. . Tratamento O tratamento é pouco eficiente e.Ciclosporíase Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de protozoose que pode acometer imunocompetentes. Microsporidíase Quadro clínico e Epidemiologia Os microsporídeos são causa de doença diarréica em imunodeprimidos. bem menos freqüente entre nós. detectando oocistos de dimensões mais avantajadas.

atribui-se a este protozoário. 2.Tratamento depende da forma clínica. tinidazol. porém. Diagnóstico Pesquisa de cistos ou trofozoítos nas fezes.dia. Convém. Atualmente. Não oferece dificuldade. 500 mg. três vezes ao dia. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol.0 g por dia. Diagnóstico O reconhecimento do parasita é fácil. dez dias (crianças). Alternativamente e em crianças. .0 g por dia. lembrar que pode ser causa de síndrome disentérica grave. Alternativamente. 500 a 750 mg. Tratamento Tetraciclina: 30 a 50 mg/kg. secnidazol. Na amebíase assintomática. dicloracetamidas: etofamida. tinidazol. dois dias (crianças). papel patogênico. 2. por sete dias. sobretudo em crianças. Nas formas sintomáticas devem ser preferidos os nitroimidazólicos: metronidazol. no entanto. Balantidíase (Balantidium coli) Quadro clínico e Epidemiologia Esta protozoose pode ser considerada rara nos dias atuais. três vezes ao dia. Alternativamente. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. Controle de cura: idêntico ao da giardíase. esta infecção foi considerada sem importância. metronidazol. duas vezes ao dia. 100 mg. dois a cinco dias (adultos) e 50 mg/kg/dia. Tratamento Recomenda-se tratar os infectados com metronidazol. nimorazol ou ornidazol. por dez dias. nimorazol ou ornidazol. pois a morfologia dos parasitas é bastante característica. três dias ou teclosan. sobretudo quando encontrado em grande quantidade em exames de fezes. Blastocistose Quadro clínico e Epidemiologia Durante muito tempo. dez dias (crianças). dez dias (adultos) e 20 a 40 mg/kg/dia. secnidazol. dois dias (crianças). três vezes ao dia. em esquema idêntico ao indicado no tratamento da amebíase. 500 a 750 mg. cinco dias. 20 mg/kg/dia.

(2) hiperinfecção: cambendazol. sobretudo em pacientes imunodeprimidos. dose única ou tiabendazol. dose única. os imunodeprimidos. Controle de cura: exame de fezes no 7°. Alternativa: mebendazol: 100 mg. duas vezes ao dia. podendo haver diarréia importante. Tratamento Ancilostomíase (1) infecção habitual (restrita ao tubo digestivo): cambendazol. íleo. recomenda-se a administração de sulfato ferroso. pulmões. duas vezes ao dia. freqüentemente acompanhadas por septicemia por enterobactérias. três dias. Estrongiloidíase (Strongiloides stercoralis) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase potencialmente grave. microcítica e hipocrômica. 5 mg/kg. Pacientes com alterações funcionais (acloridria) e/ou anatômicas (divertículos. 25 mg/kg. no caso de anemia decorrente da helmintíase. Diagnóstico pesquisa de larvas nas fezes. repetindo-se o esquema após sete a dez dias. fígado).Ancilostomíase (Ancylostoma duodenale. 5 mg/kg. Necator americanus. presente sobretudo em situações de parasitismo elevado. principalmente pelo uso de corticoterapia imunossupressora. É adquirida por aquisição ativa de larvas através da pele e o local preferencial do parasitismo é o duodeno. dois dias. Quando a carga parasitária é elevada. mas freqüentemente simulam doença péptica (úlcera duodenal). síndrome da alça cega) do tubo digestivo são predispostos às formas de hiperinfecção. com pesquisa de ovos leves. Diagnóstico Exame parasitológico das fezes. As manifestações clínicas são variadas. com a localização dessas formas do parasita em vários órgãos (SNC. Como há espoliação de ferro. Os sintomas relacionados ao tubo digestivo são de pequena repercussão. semanalmente. 14° e 21° dias após o final do tratamento. bem como os diabéticos descompensados. podem haver parasitas no jejuno. Tratamento Albendazol: 400 mg. às vezes resultando em síndrome de má absorção. Ancylostoma ceylanicum) Quadro clínico e Epidemiologia Adquirida por penetração ativa de larvas filarióides pela pele. a principal manifestação clínica desta helmintíase é a anemia. repetida após sete dias. cólon e até mesmo no estômago. são predispostos à ocorrência de larvemias. período .

indeterminado ou tiabendazol. 9° e 10° dias após o final do tratamento. 14° e 21° dias após o tratamento. com pesquisa de ovos pesados. vômitos e diarréia. via SNG. Diagnóstico . Em função do tamanho dos vermes e da sua grande mobilidade. A ascaridíase é adquirida passivamente pela ingesta de ovos. 25 mg/ kg. seguidos de 50 ml de óleo mineral (tipo Nujol®). as teníases são diagnosticadas pelo encontro. o tratamento cirúrgico deve ser considerado se esse procedimento não for bem sucedido. referido pelo próprio paciente. 100 mg. duas vezes ao dia. dose única ou mebendazol. Controle de cura: pesquisa de larvas nas fezes. sete dias ou 500 mg/dia por 30 dias. saginata). 150 mg. duas vezes ao dia. A sintomatologia é dominada por distúrbios digestivos. 50 mg/kg. com náuseas. dose única. Controle de cura: exame de fezes no 7°. sobretudo em crianças. associados muitas vezes a sinais de irritabilidade excessiva em crianças. Importante: dada a possibilidade de hiperinfecção por S. (2) formas com oclusão ou suboclusão intestinal: paciente em jejum e com sonda nasogástrica. antes do início da imunossupressão. Sintomas vagos referidos ao tubo digestivo ou distúrbios sistêmicos como cefaléia e irritabilidade. três dias. Taenia solium) Quadro clínico e Epidemiologia Assintomáticas ou oligossintomáticas na maioria das vezes. Tratamento Ascaridíase (1) formas habituais: levamisol: adultos. são a regra. administrar hexahidrato de piperazina. são vistas complicações de ordem obstrutiva. seja pela formação de novelos com vários exemplares do parasita. Alternativas: albendazol. Ascaridíase (Ascaris lumbricoides) Quadro clínico e Epidemiologia Helmintíase intestinal freqüentemente diagnosticada em nosso meio. stercoralis em imunodeprimidos por uso de drogas imunossupressoras é obrigatório afastar-se o diagnóstico de estrongiloidíase através de exames de fezes. Diagnóstico exame de fezes. de grupos de ploglotes (anéis) nas fezes ou mesmo a eliminação dos mesmos independentemente do ato de evacuação (nas infecções por T. no 8°. presentes em alimentos ou objetos. 400 mg. seja pela sua intromissão na papila duodenal (obstrução biliar) ou no apêndice. dose única e crianças 80 mg. Teníases (Taenia saginata.

albendazol. Tratamento praziquantel. Himenolepíases (Himenolepis nana.0 g. repetida após dez dias. 6 a 8 mg/kg. duas vezes ao dia por três dias. . Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°. 400mg. quartéis. com cargas parasitárias elevadas. metade da dose citada. Controle de cura: pesquisa de proglotes por tamização das fezes. Tricuríase (Trichuris trichiura) Quadro clínico e Epidemiologia Trata-se de helmintíase intestinal das mais comuns. Himenolepis diminuta) Quadro clínico e Epidemiologia São helmintíases relativamente infreqüentes. pode ocorrer prolapso retal. 14° e 21° dias pós tratamento. dose única. Assim sendo. crianças. nas fezes. Diagnóstico encontro de ovos no exame de fezes. presídios. 100 mg. ao diagnóstico de um caso deve ser procedida investigação ativa em busca de casos adicionais. mas que ocorrem sob a forma de surtos em populações confinadas (creches. dose única. dose única. dose única. após tamização (peneiragem sob jato d'água). O quadro clínico constitui-se de diarréia intermitente. mebendazol. Alternativa: clorossalicilamida: adultos. Tratamento pamoato de oxipirantel. 25 mg/kg. 14° e 21° dias pós-tratamento. Controle de cura: pesquisa de ovos nas fezes no 7°. hospitais psiquiátricos).encontro de proglotes. freqüentemente assintomáticas em adultos. 2. três meses após o tratamento. dose única. em grupos de cinco ou seis. Diagnóstico observação de ovos característicos nas fezes. 10 mg/kg. Tratamento praziquantel. Em crianças de baixa idade.

Enterobíase (Enterobius vermicularis) Quadro clínico e Epidemiologia A infecção por esse parasita encontra-se entre as mais comuns. durante cinco a sete dias. A erradicação da parasitose em determinado domicílio poderá exigir a repetição do tratamento mensalmente durante seis meses. Em geral. dose única. Diagnóstico observação dos ovos por meio da fita adesiva (aposição de fita adesiva transparente na região perineal e observação direta ao microscópio). albendazol. 400 mg. sendo o prurido anal sua manifestação clínica típica. dose única. Tratamento mebendazol. A procura de ovos no exames de fezes tem positividade baixa. Controle de cura: execução do método da fita adesiva. dada a facilidade de disseminação dos ovos no intradomicílio. acomete vários ocupantes de um mesmo domicílio. bem como a administração da droga a todos os ocupantes do mesmo. a partir do 8° dia pós-tratamento. 100 mg. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Em 1996 a Organização Mundial da Saúde estimou em cerca de 6 milhões o número total de indivíduos co-infectados pelo HIV/Mycobacterium tuberculosis .associação de dois agentes. tuberculosis . no período 1990-97 de 55/100. 1998). A incidência da tuberculose em pacientes portadores de HIV/Aids é cerca de 170 vezes maior do que na população geral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Olavo Henrique Munhoz Leite1 Última Atualização: 9/26/2001 10:41:44 AM Autores: 1 Médico Assistente. em todo o mundo. no ano de 1995. Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias Quadro clínico e Epidemiologia Segundo a Organização Mundial de Saúde. Núcleo de Tuberculose do Hospital das Clínicas. Índia (220) e na África (entre 100 e 220). Embora sem grandes variações na incidência. 5000 óbitos relacionados à tuberculose foram notificados.000/ano. Os coeficientes de incidência por 100.000 habitantes são mais elevados nas Filipinas (400). ocorrem no mundo 8 a 10 milhões de casos novos e três milhões de mortes a cada ano. O aparecimento de cepas de M. Faculdade de Medicina da USP. um indicador precoce de deterioração do controle da doença no Brasil. cerca de 80 a 90% dos casos novos por ano (Info SUS. mais baixo nos países desenvolvidos (entre 6 e 10) e intermediários no Brasil.

a condição é chamada tuberculose disseminada ou miliar. Nestas situações os pacientes deverão ser encaminhados para centros especializados e após o diagnóstico e estabilização clínica com o tratamento acompanhados nas unidades básicas de saúde Copyright © 2001 IDS . As pequenas gotículas espalhadas no ar atmosférico são suficientes para alcançar os alvéolos pulmonares onde o germe inicia a sua multiplicação após a fagocitose pelos macrófagos alveolares e onde as manifestações clínicas são mais freqüentes e de maior importância epidemiológica. Antes do desenvolvimento desta resposta. Tosse prolongada. Os mais comumente envolvidos são os linfonodos. é transmitido através de núcleos de perdigotos produzidos urante a tosse. tuberculose pulmonar: o bacilo da tuberculose. Tuberculose extrapulmonar: todos os órgãos e sistemas podem ser acometidos pela tuberculose de maneira isolada ou em mais de um órgão. O pulmão é a porta de entrada natural do bacilo. por mais de 3 semanas. sudorese noturna. Quando a disseminação hematogênica e linfática é ampla e maciça. o bacilo poderá disseminar-se pelos diversos órgãos e sistemas através das vias linfáticas e hematogênica. o fígado e o baço. febre. Estas situações têm sido descritas entre indivíduos hígidos e naqueles com outras morbidades como doenças e terapias imunossupressoras. incluindo principalmente o sistema nervoso central. Os sinais e sintomas associados a cada uma destas localizações são variados e dependentes do órgão acometido e do estado imunológico do indivíduo. Após a infecção primária. emagrecimento e escarros hemoptóicos são as manifestações mais comuns nestas situações (sintomático respiratório).resistentes aos quimioterápicos de 1a linha também contribuíram para a maior magnitude da doença.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sendo também contidos nestes locais com o desenvolvimento da resposta específica. a grande maioria dos indivíduos bloqueará a multiplicação dos bacilos com o desenvolvimento de uma resposta imune específica representada pelo granuloma e sua posterior calcificação. no entanto. A reinfecção (exógena) representa uma nova exposição em um indivíduo cuja infecção primária já ocorreu. M. o sistema urogenital. o sistema nervoso central e a pele. tuberculosis. Nos dois anos subsequentes ao contato primário. sendo o pulmão o principal órgão acometido. nestas situações. cerca de 3 a 5% destes indivíduos desenvolverão doença ativa e o risco de desenvolvimento da doença após este período é de 5 a 7% por toda a vida (reativação endógena). o espirro ou a fala. produzindo comprometimento sistêmico generalizado. o indivíduo contaminado pelo bacilo desenvolverá a tuberculose secundária ou a forma do adulto. os ossos e articulações. São fatores predisponentes para esta progressão a baixa idade. pulmões e órgãos linfáticos. a senilidade e situações imunossupressoras. Uma pequena parte destes indivíduos recéminfectados poderá progredir para uma forma grave da doença representada por acometimento sistêmico.

"mãezinha" "tia" ou outras afins pecam pela impessoalidade. Referências como "mãe". No atendimento pediátrico. não levando em conta a subjetividade do acompanhante. Na Pediatria. a maneira como é carregada e sua relação com seus cuidadores. é fundamental a obtenção dos seguintes dados: . É importante que a equipe conheça o nome das pessoas que trazem a criança. a qual é fundamental para o estabelecimento de um vínculo adequado entre o médico e a família da criança. como nas demais áreas de atendimento. não há acompanhantes. como quem traz a criança. quando pode-se observar alguns dados. mas participantes da consulta.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Francisco Frederico Neto1 Rosa Resegue1 Última Atualização: 9/5/2001 4:55:36 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Anamnese: A anamnese inicia-se desde o momento em que a família entra na sala de atendimento. além dos dados obtidos tradicionalmente em outras faixas etárias.

habilidades). idade de aparecimento. o exame do abdome. quando se observa sua atitude. devendo o médico desenvolver uma flexibilidade. Agravos pregressos ao longo da vida da criança. insolação. presença de animais. motivo do desmame. quantidades oferecidas e aceitas pela criança. (6) Antecedentes familiares: Idade dos pais e irmãos. deve-se aproveitar o momento mais tranqüilo para realizar a ausculta pulmonar e. planejamento familiar. presença de moléstias importantes na família. história de intolerância e/ou alergia alimentar. com horários. socialização. horário das principais atividades). idade de introdução de outros alimentos. interação com a mãe ou cuidadora e a reação às outras pessoas. linguagem. idade gestacional de início. para que consiga examinar as diferentes partes do corpo da criança. antecedentes de consanguinidade. idade gestacional. em seguida. reservada . anotando-se as datas de aplicação e a presença de eventos adversos. (8) Hábitos: uso de chupeta. Imobilizar a criança para conseguir examiná-la deve ser uma conduta de exceção. local onde a criança dorme. É comum deixar-se a otoscopia e o exame da orofaringe por último. Registro do dia alimentar atual (incluindo as madrugadas). mamadeira. caneca. qualidade do sono. renda familiar e rotina de vida da criança (quem cuida. horário de trabalho. Exame Físico A ordem do exame físico da criança não é rígida. ventilação. modo de preparo dos alimentos. para que se faça uma ausculta pulmonar com a criança tranqüila. (7) Aspectos psicológicos: buscar identificar a psicodinâmica familiar. É importante registrar as idades em que se iniciaram as principais aquisições e a percepção dos pais quanto ao desenvolvimento global de sua criança (motor. é fundamental a presença de brinquedos ou outros objetos que chamem a sua atenção. luz elétrica e coleta de lixo). (2) antecedentes alimentares: Duração do aleitamento materno. grau de escolaridade dos pais. (3) Antecedentes Vacinais: Averiguação do cartão de vacina. situações de estresse. intercorrências gestacionais. já que a criança costuma se assustar com o otoscópio e com a espátula. (5) Condições de vida: Características do domicílio (se urbano ou rural. Assim. uso de medicações. número de consultas. Tipo de parto (indicação e intercorrências).(1) antecedentes pessoais: realização de pré-natal. profissão. número de cômodos. presença de saneamento básico. (4) Desenvolvimento: A avaliação do desenvolvimento da criança deve ser realizada durante todo o período de consulta. número de pessoas. álcool ou drogas durante a gestação. evolução e tratamento. peso de nascimento e intercorrências neonatais. Em locais onde crianças são atendidas. Muitas vezes é mais prático iniciar o exame da criança com ela no colo da mãe.

mancha mongólica. brilhante e sem lesões Tecido subcutâneo Turgor firme. Turgor firme. distribuição harmônica. milium. Temperatura Temperatura retal somente retal somente em suspeita de em suspeita de abdome agudo abdome agudo . Mucosas úmidas. colocando-se um dos extremos da régua no polo cefálico e a outra na planta dos pés em 90o. Sem (ou discreta) adenomegalia* *Não é incomum a criança maior apresentar algum gânglio (que não trará preocupação se isolado). Crianças maiores de 3 anos a medida da altura deve ser realizada em posição ortostática. por 3 minutos. Em seguida. Mucosas úmidas. sem sinais inflamatórios e sem outros sinais ou sintomas. Criança deitada. risonho Olhos brilhantes. cuidando para que seu olhar seja dirigido para frente (nem para baixo. Conjuntiva*. por 3 minutos. fraldas com diurese. Criança Maior Ativo. Criança Maior Apenas com roupas íntimas (em dias frios manter camiseta) *Quando for muito difícil (choro e agitação). fontanela anterior normotensa e plana. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Cor de mucosas e pele Pele Elástica. comunicativo Olhos brilhantes. amigdalite bacteriana. pesar a criança junto com a mãe em balança de adulto. Conjuntiva*. nem para cima) estatura temperatura Axilar. Exame Físico Geral Estado geral/Fácies Hidratação Lactente Ativo. lábios e/ou palma das mãos coradas* Choro compromete a avaliação Elástica. Normotrófica Gânglios Sem adenomegalia Musculatura Normotrófica Avaliação quantitativa peso* é importante a regulação prévia da balança Lactente Antes das refeições e com a criança com o mínimo de roupa (em dias frios manter camiseta). por exemplo). pesar somente a mãe e subtrair os valores para se chegar ao valor aproximado do peso da criança. saliva presente. saliva presente. nãoaderente. distribuição harmônica. brilhante e sem lesões* * Não é incomum encontrar no lactente lesões congênitas com resolução espontânea com o tempo: hemangiomas. Axilar.somente para as situações em que se suspeita de um diagnóstico mais específico (otite bacteriana.

tamanho das pupilas e reação à luz implantação. esclera e presença de secreções. PT > PC após os 6 meses de idade Não se faz medida rotineiramente.50rpm RN . realizar as medidas e acompanhar o fechamento progressivo formato.perímetro craniano (pc) Medida com fita métrica. avaliar a coloração das conjuntivas. < 2meses . distância. tamanho das pupilas e reação à luz implantação. PC > PT até os 6 meses de idade Não é realizado de rotina perímetro torácico (pt) Medida com fita métrica. exceto em lactentes de famílias com história de hipertensão. PA = pressão arterial. forma. no recém-nascido e no lactente jovem. como o céfalo-hematoma ou a bossa serosanguinolenta normotensa e plana. distância.75-130 bpm 8-10 anos .60rpm 2 e 12 meses . 12m a 4 anos . assume características familiares não palpada formato. coloração das conjuntivas. forma e presença de secreções.40rpm > 4 anos -30rpm 2-6 anos . no recém-nascido. a otoscopia costuma ser difícil. PT = perímetro torácico.80-160 bpm Buscar medir PA a partir dos 3 anos de idade em manguito apropriado (tamanho correspondente a 40% do diâmetro do braço) e preferencialmente com esfigmomanômetro com coluna de mercúrio.70-170 bpm 1-11 meses . forma e presença de secreções. pode apresentar alterações que regridem com o tempo. envolvendo posteriormente o ponto mais extremo do occipício e anteriormente a fronte. RN = recém-nascido EXAME FÍSICO ESPECIAL Segmento cefálico Lactente simetria.sinais de normalidade à otoscopia: membrana timpânica translúcida e visualização do cabo do martelo simetria e lesões Crânio Fontanela Olhos Orelhas Boca . BPM = batidas por minuto. presença de abaulamentos. mobilidade e simetria. devido à presença de estreitamento de conduto simetria e lesões Criança Maior simetria e forma. envolvendo o tórax posteriormente e Não é realizado de rotina anteriormente passando sobre os mamilos. mobilidade e simetria. esclera e presença de secreções. avaliar a presença do reflexo vermelho e de desvios. abaulamentos.70-90 bpm pressão arterial frequência respiratória frequência cardíaca PC = perímetro craniano. dislipidemia e ou criança com antecedente de internação em UTI.

implantação dos dentes. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Pulmões Coração Pulsos . averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. é muito raro o diagnóstico de amigdalite bacteriana no lactente Pescoço mobilidade. tamanho de amígdalas. que incidem em crianças maiores. esses procedimentos não são tão brilhantes enquanto manobras diagnósticas. verificandose seu tamanho e coloração percussão e palpação. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular.Dentes costumam surgir a partir do sexto mês. abaulamentos. presença de pontos purulentos ou petéquias. verificar alterações de mordida. averiguando seu ritmo. as amígdalas crescem até o sexto ano. simetria. retrações. embora os seios maxilares e etmóides estejam aerados desde o nascimento Orofaringe avaliação de alterações anatômicas. retrações. abaulamentos. os seios frontais. integridade e conformação do palato. lactentes jovens costumam apresentar uma obstrução nasal fisiológica que regride ao longo do primeiro semestre a dentição permanente inicia-se por volta dos seis a sete anos de idade. visualização de cornetos anteriores. erupção dentária. quando começam a regredir atingindo o tamanho do adulto na adolescência mobilidade. geralmente. averiguando seu ritmo. localização do frênulo lingual e presença de lesões. simetria. secreções. encontramse aerados em crianças em idade escolar. averiguar a presença de ruídos adventíceos ausculta das bulhas. tamanho e distância entre os mamilos presença e simetria do murmúrio vesicular. sinais de amigdalites bacterianas. quanto no adulto além da avaliação citada. habitualmente. tumorações e palpação de cadeias ganglionares EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho cardiorespiratório Tórax Lactente forma. secreções. mas há grande variabilidade familiar. principalmente dos seios maxilares e etmóides. condições de higiene e a presença de cáries forma. relatar o número de dentes presentes e sua conservação forma. tumorações e palpação de cadeias ganglionares Nariz Seios da face não palpados. intensidade e a presença de desdobramentos ou sopros presentes e simétricos em MMII e MMSS Criança Maior forma.

movimentos peristálticos. palpação .MMII = membros inferiores. consistência e forma da borda palpável Baço percussão e palpação: cerca de 14% dos lactentes normais apresentam baço palpável. deve ser realizado com muita sensibilidade e respeito em crianças maiores. tamanho. respeitando seu pudor. avaliando-se o local de aparecimento da sub-macicez hepática. consistência e forma da borda palpável Criança Maior Abdome forma. que deve ser diferenciada da hérnia inguino-escrotal. movimentos peristálticos. o bebê deverá ser referido para atendimento Criança Maior avaliar o grau de exposição da glande. realizar a manobra de Giordano Lojas renais EXAME FÍSICO ESPECIAL Genitais e ânus Pênis Lactente na maioria dos bebês. só permitirão que sejam examinados por . meato uretral no ápice e centralizado Saco escrotal sem abaulamentos e indolor à palpação. é freqüente o diagnóstico de hidrocele. livres. palpação superficial e profunda. costumeiramente tranqüilo em bebês. as hidroceles. na suspeita de pielonefrite. lábios vaginais. lábios vaginais. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. de difícil palpação. verificando a presença de dor ou massas à palpação. sem que isso seja sinal de doença livres. percussão e palpação geralmente basculante. verificar o coto umbilical. quando não-comunicantes. meato uretral no ápice e centralizado sem abaulamentos e indolor à palpação. clitóris. clitóris.dor. palpação superficial e profunda. testículos tópicos. de difícil palpação. mucosa rósea.testículos tópicos Lábios lábios livres e não aderidos. verificando a presença de dor ou massas à palpação Fígado Percussão. o prepúcio não é completamente retrátil. mucosa rósea. a criança ou adolescente deverá ser referido para atendimento Genitália ambígua *O exame de genitais*. tamanho. Algumas vezes.dor. que costuma fechar espontaneamente até os dois anos de idade medir a distância entre o local de aparecimento da sub-macicez hepática à percussão e a borda hepática à palpação . costumam regredir espontaneamente lábios livres e não aderidos. MMSS = membros superiores Abdome Lactente forma. hímen imperfurado sempre que houver dúvida sobre tamanho e forma de pênis. simetria. a presença de secreções e hiperemia* * não é incomum a constatação de hérnia umbilical. caracterizando uma "fimose fisiológica". simetria.

sem fissuras íntegro. a presença de pés planos posturais. sem lesões Criança Maior sem abaulamentos pérvio. pedir para a criança tentar tocar os pés com as mãos e avaliar a simetria dos hemitórax. Períneo Região inguinal Ânus Períneo Lactente sem abaulamentos pérvio. movimentação espontânea. Algumas vezes só permitirão que sejam examinados por profissional de saúde que seja do mesmo sexo. dor à palpação. de costas. movimentação espontânea. sem lesões *O exame do períneo. durante os dois primeiros meses. movimentação espontânea. Após essa idade.em recém-nascidos. dor à palpação. é importante perceber a simetria dos reflexos primitivos (principalmente o de moro). nos primeiros anos de vida. palpar apófises. dor à palpação. das escápulas e dos ângulos formados entre o braço e o tórax. é comum. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações Inferiores simetria. movimentação espontânea.profissional de saúde que seja do mesmo sexo. avaliar a simetria dos ombros. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. de perfil e de frente para o examinador. deve ser realizado com muita sensibilidade em crianças maiores. à procura de desvios ou dor à palpação Coluna palpar apófises espinhosas. costumeiramente tranqüilo em bebês. avaliação da mobilidade ativa e passiva de todas as articulações. esse diagnóstico é realizado pela presença de assimetria de pregas. avaliar a presença de fossetas em região sacral Superiores simetria. que costumam regredir com a idade simetria. sem fissuras íntegro. avaliação da marcha . é fundamental a realização da manobra de Ortolani para o diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril (luxação congênita do quadril). à procura de possíveis paralisias obstétricas simetria. respeitando seu pudor. diferença do tamanho dos membros e pela dificuldade de abdução. dor à palpação. EXAME FÍSICO ESPECIAL Aparelho locomotor Lactente Criança Maior avaliar a presença de desvios com a criança em roupas íntimas.

Romberg de olhos abertos aos três anos e de olhos fechados a partir dos quatro anos. posição sentada e ortostática. andar) e a fina (aquisição do movimento de pinça) Criança Maior Atitude criança ativa. os movimentos são globais e arrítmicos. engatinhar. quinto ou sexto mês.EXAME FÍSICO ESPECIAL SISTEMA NERVOSO Lactente recém-nascido em flexão generalizada. manobras do écharpe e dos membros pendentes na beira do leito para avaliar a força muscular dos membros superiores e inferiores. avaliar a movimentação grosseira (sustento da cabeça. sentar. realiza-se a prova índex-nariz de olhos abertos nas crianças aos três anos e. a partir do terceiro ou quarto mês. no recém-nascido. predomínio do tônus flexor dos membros até o terceiro mês. dinâmico . a partir dessa época. com diminuição progressiva e hipotonia fisiológica a partir do sexto mês movimentação passiva.sustento da cabeça. respectivamente estático . dinâmico avaliar a marcha Equilíbrio Motilidade espontânea e voluntária avalia-se a motilidade espontânea e provocada Coordenação apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra apresenta-se um objeto para a criança e verifica-se a direção e o modo como o agarra. comunicante com o meio Tono muscular normal para a idade Força muscular avaliada oferecendo-se resistência à realização dos movimentos estático.avaliar a marcha ou o engatinhar avalia-se a motilidade espontânea e provocada. ativa espontânea (sentada com ou sem apoio ou de pé com apoio) avaliado pela palpação e movimentação recém-nascido. atitude simétrica. também de olhos fechados avalia-se como no adulto Sensibilidade muito difícil de ser realizada em crianças pequenas . a partir dos quatro anos. assimétrica até o final do primeiro mês. deitada espontânea.

balbucio e primeira palavra com significado por volta dos 12 meses avaliar inteligibilidade da linguagem. a partir do quarto mês. expressa pelo choro.Linguagem nos primeiros meses. expressão facial e variações de tônus. respeitando-se as diferenças culturais Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . posteriormente. arrulhos.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Paulette Cherez Douek1 Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Última Atualização: 9/5/2001 5:10:58 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Crescimento Normal Evolucão da estatura do brasileiro Baixa Estatura .

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principalmente. para promover o desenvolvimento da criança na plenitude do seu potencial. os possíveis fatores de risco intervenientes e as possibilidades de intervenção para minimizar os efeitos deletérios desses fatores e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Rosa Resegue1 Sergio Antônio Bastos Sarrubo1 Última Atualização: 12/4/2001 11:33:26 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A vigilância do desenvolvimento é parte fundamental da consulta pediátrica. os profissionais envolvidos no atendimento de crianças devem estar familiarizados com o processo de desenvolvimento normal. detectar um retardo do desenvolvimento e providenciar tratamento precoce podem alterar significativamente a qualidade de vida da criança e de sua família. compreendendo todas as atividades relacionadas à promoção do desenvolvimento normal da criança e à detecção de desvios nesse processo. Dessa maneira. Identificar fatores de risco. O desenvolvimento é o resultado da interação entre as características biológicas da criança e .

um processo individualizado. interesse pelas coisas do ambiente e interação com as outras pessoas do local. observa-se quem traz a criança.os fatores culturais e sociais onde ela está inserida. Essas primeiras experiências são fundamentais para que a criança construa gradualmente uma imagem coerente de seu mundo. desde os primeiros momentos de vida. Durante os primeiros anos de vida. é fundamental o conhecimento do contexto familiar e social onde a criança encontra-se inserida. além de observar o vínculo entre a mãe e a criança. que se referem à utilização dos grandes músculos do corpo. Ao se oferecer um brinquedo ou até mesmo o abaixador de línguas à criança. linguagem. prematuridade. O desenvolvimento é comumente descrito de acordo com alguns domínios de funções. quem é o responsável pelos seus cuidados. o processo de desenvolvimento ocorre dentro de relações bidirecionais onde a criança influencia e é influenciada por aqueles que a circundam. alterações no exame neurológico). quais as fantasias da mãe e outros familiares sobre a criança durante a gestação. Por outro lado. Durante a anamnese. muitas vezes relacionadas a síndromes (fácies característicos. capaz de influenciar os cuidados e as relações das quais participa. as habilidades motoras grosseiras. como a presença de baixo peso de nascimento. dinâmico e compartilhado com cada criança. desenvolvimento social e emocional e . uso de drogas ou álcool e infecções durante a gestação. a maneira como é carregada. que são: o desenvolvimento sensorial. visceromegalias. o recém-nascido comportase como um agente ativo. é importante a obtenção dos dados relacionados a possíveis fatores de risco para distúrbios do desenvolvimento. Durante a anamnese. relacionadas ao uso dos pequenos músculos das mãos. a criança é extremamente frágil. À entrada. sua coordenação mão-boca e as inúmeras experimentações que faz ao morder. sua sobrevivência depende dos cuidados recebidos. A avaliação do desenvolvimento inicia-se no momento em que a família entra no consultório e prolonga-se durante toda a anamnese e exame físico da criança. como o controle das musculaturas do pescoço. como é sua rotina de vida e quais foram as mudanças ocorridas nas relações familiares após o seu nascimento. obtendo-se dados sobre o momento da família em que a criança foi gerada. a aquisição de novas habilidades está diretamente relacionada não apenas à faixa etária da criança. observa-se sua forma de preensão. História pregressa ou atual de patologias importantes e os dados relacionados às aquisições da criança devem ser também obtidos. a criança torna-se capaz de dar significados aos estímulos. tronco e membros inferiores. portanto. intercorrências neonatais. bater e jogar o objeto oferecido. sua postura. Assim. as habilidades motoras finas. mas também às interações vividas com os outros seres humanos do seu grupo social. Alterações encontradas no exame físico poderão constituir pistas para a precoce detecção de problemas de desenvolvimento. Por meio da reciprocidade estabelecida nessa relação. se a gestação foi ou não planejada. o examinador pode avaliar alguns dados do desenvolvimento da criança. anomalias cutâneas. Assim. A avaliação do desenvolvimento deve ser. Além disso.

tendo nítida preferência pelo rosto humano. como alterações músculo-esqueléticas congênitas ou lesões de plexos nervosos. a presença. sendo o quadril e os membros inferiores os últimos a adquiri-la. Por outro lado. como o de sucção. o sorriso já pode ser desencadeado por alguns estímulos. focaliza objetos e os segue com o olhar. indaga-se aos familiares se a criança é ou não capaz de enxergar e escutar. ao nascimento. a criança já está familiarizada com os ruídos provenientes do organismo materno e com as vozes de seus familiares. Ao nascimento. a criança já não responde mais com sorriso a qualquer adulto. Por volta dos três meses de idade. memória e aprendizado. presentes desde o nascimento. com predomínio do padrão extensor. Quanto à interação social do bebê. o recém-nascido é capaz de focalizar um objeto colocado a poucos centímetros de seu campo visual. principalmente da audição e visão. com a total dissociação entre os movimentos da cintura escapular e pélvica. como o pensamento. que se referem aos processos mentais superiores. a persistência da maioria desses reflexos no segundo semestre de vida. mudar da posição deitada . se prefere o rosto materno. No segundo semestre de vida. a criança apresenta melhor fixação do olhar. Na avaliação objetiva. não ocorre mais predomínio do padrão flexor ou extensor e a criança através da alternância entre flexão e extensão consegue inicialmente rolar e. há uma diminuição progressiva do tônus flexor. frente ao adulto a criança pode ter um amplo espectro de comportamentos. preensão palmar. a partir da 2ª semana de vida. se assusta-se com ruídos diferentes. seus movimentos são geralmente reflexos controlados por partes primitivas do cérebro. outros como o de Moro e o reflexo tônico-cervical assimétrico simplesmente desaparecerão. Alguns desses reflexos. Entre a 4ª e 6ª semanas de vida aparece o sorriso como resposta ao rosto humano. até chorar e gritar inconsolavelmente. Essa extensão acontece na direção céfalo-caudal. A partir do segundo semestre. o olhar e o sorriso. A audição acontece a partir do quinto mês de gestação. intensidade e simetria desses reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do sistema nervoso central e para detectar anormalidades periféricas. plantar e o da marcha serão substituídos por atividades voluntárias. Assim. Nos primeiros meses de vida. Sua postura é assimétrica com nítido predomínio do tônus flexor dos membros e intensa hipotonia da musculatura paravertebral.cognição. desde as primeiras horas de vida. deve ser feita desde as primeiras consultas. Assim. Antes dessa idade. passando por uma gama de atitudes que expressam o medo do estranho e a recusa em entrar em contato com ele. o que lhe permite seguir objetos por 180 graus. Ela passa a distinguir o familiar do estranho. posteriormente. A avaliação objetiva da audição pode ser feita com estímulos sonoros de várias freqüências. se é capaz de reconhecer e se acalmar com a voz materna. o padrão motor da criança é muito imaturo. Durante os primeiros meses. desde abaixar os olhos ou esconder o rosto. são formas de comunicação. principalmente pela voz humana. cada um deles influenciando e sendo influenciado pelos outros. Esses domínios são interdependentes. Durante a anamnese. A avaliação do sistema sensorial. Apesar da infinidade de movimentos da vida intra-útero. também indica anormalidades do desenvolvimento.

o bebê expressa-se através de sua mímica facial. Entre o quinto e sexto meses a criança consegue apreender um objeto voluntariamente. o balbucio. principalmente. fundamental a observação da criança não apenas em decúbito dorsal. a criança inicia frases simples e há grande aumento de seu repertório de palavras. da mesma forma. O desenvolvimento motor dá-se. há o controle progressivo da musculatura contra a influência da gravidade. A forma como o homem adquire as chamadas funções psicológicas superiores. ocorre o reflexo de preensão. surgem as primeiras palavras denominadas de palavras-frase (por exemplo: dá. Percebe-se. fala e aguarda a resposta do outro para nova interferência. Ao nascimento. são conquistas depois de muitas tentativas e erros e são motivadas pela necessidade de exploração e interação com o meio sócio-cultural da criança. adquire a posição ortostática. inicia o diálogo com troca de turnos. O controle progressivo da musculatura dos braços permite o apoio nos antebraços e as primeiras tentativas de engatinhar. Depois. entre o nono e décimo meses. a criança inicia a emissão de arrulhos e por volta dos seis meses. ocorrendo inicialmente a sustentação da cabeça. na avaliação do conjunto das habilidades motoras. Nessa fase. não se deve apenas indagar as idades em que as mesmas aconteceram. a criança mantém-se com as mãos fechadas na maior parte do tempo. em decúbito lateral e em pé. ou seja. em seguida radial e depois. através de aquisições mais simples para as mais complexas.para a sentada. as mãos ficam abertas por um maior período de tempo e as crianças conseguem agarrar os objetos. d ou t. varia de acordo com a concepção de desenvolvimento dos . quando puxada para sentar. Entre dois e três meses. Coincidentemente. não). iniciando o movimento de pinça. mamãe começa com m ou n e papai começa com p. À estimulação da região palmar. embora ainda sejam incapazes de soltá-los. emite balbucios com padrões de entonação semelhantes à linguagem de seu meio cultural. Aos 18 meses. b. a pinça completa. o pensamento e a aprendizagem. portanto. No entanto. que as aquisições motoras não acontecem aos saltos. no sentido crânio-caudal e próximo-distal. dar adeus e jogar beijinhos. ou seja. sendo. é comum a criança apontar e obedecer comandos verbais como bater palmas. variações de tônus e. realizada com a porção distal do polegar e dos demais dedos. Por volta do terceiro mês. sentada. posteriormente do tronco e finalmente. A primeira palavra corresponde ao encontro silábico reconhecido pelo adulto como uma primeira palavra. Entre nove e 12 meses. Assim. durante o terceiro trimestre. Durante os primeiros meses de vida. sem que isso indique nenhum tipo de anormalidade. Nessa fase. cerca de 20% das crianças andam sem ter engatinhado. mas também em prono. a primeira musculatura a ser controlada é a ocular. em decorrência da diminuição do tônus flexor. que será inicialmente cubital. É preciso avaliar a qualidade desses movimentos. Por volta dos 12 meses. em todas as línguas. Assim. portanto. cujas repetições são realizadas pelo simples prazer de se escutar. A aquisição do movimento de pinça foi fundamental para que a nossa espécie pudesse utilizar ferramentas. pelo choro. A linguagem gestual também aparece no segundo semestre de vida e é fruto da significação dada pelos adultos do seu meio.

Segundo Werner. Na abordagem desenvolvimentista. como escrever. o biológico e o ambiente são modificados pela interação social. não conseguem realizar tais atividades e nem por isso são rotuladas como deficientes. vão sendo atingidos estados de equilíbrio superiores. o desenvolvimento é um processo universal e previsível decorrente de algumas características inatas do indivíduo e. ou seja. para que uma criança aprenda qualquer habilidade. os conceitos de desenvolvimento e aprendizagem se confundem e são produto do condicionamento externo. Assim. Na abordagem interacionista/construtivista. o desenvolvimento é fruto do processo de maturação e da necessidade de equilíbrio inerente a todo ser vivo. cozinhar ou empinar pipas é necessário o convívio com outras pessoas que já saibam e valorizem a realização de tais atividades. cuidar dos irmãos e arrumar a casa. a ocorrência de mudanças nesses esquemas mentais. em que o funcionamento psicológico ocorre graças às relações sociais experimentadas pelo indivíduo e o seu mundo exterior. Nessas concepções. ler. essas. Seu desenvolvimento é. A criança é percebida como um ser passivo que responde aos estímulos externos. do processo de maturação. independente do meio cultural e das interações vividas pela criança. portanto normal. na constituição do indivíduo. sendo o desenvolvimento fruto da aprendizagem. principalmente. a linguagem assume papel fundamental não apenas por possibilitar a comunicação entre os indivíduos através do estabelecimento de significados compartilhados mas. não coincidentes. No modelo histórico-cultural. à cada mudança do meio externo ou interno ao indivíduo. significativa e contextualizada. na concepção comportamentalista. de maneira resumida. que se desenvolvem dentro de um processo histórico e são mediadas por sistemas simbólicos. o pensamento torna-se verbal e a linguagem racional. muitas vezes aos 7 ou 8 anos já sabem cozinhar. As habilidades desenvolvidas. principalmente.diversos autores. Relações. o homem é percebido como um agente ativo. Nesse contexto. sendo a linguagem o principal sistema simbólico dos seres humanos. ocorre uma mudança no seu comportamento na tentativa de atingir um novo estado de equilíbrio. A aquisição desses novos esquemas mentais dá-se graças aos processos de assimilação e acomodação. que tem como maior representante Arnold Gesell (1880-1961). sendo. apareceriam em idades semelhantes. o desenvolvimento é visto como um produto direto do meio. Nas concepções desenvolvimentista e interacionista/construtivista. Meninas criadas na roça. por constituir o pensamento humano. Durante esse processo. o desenvolvimento e a aprendizagem são vistos como processos interdependentes. Da mesma forma. Vygotsky e seus seguidores concebem o homem como um sujeito social. sendo a assimilação a inclusão de novas experiências a esquemas mentais previamente existentes e a acomodação. Crianças que vivem em contexto social diferente. Nesse contexto. subordinada ao ritmo de maturação e desenvolvimento da mesma. uma criança analfabeta não pode ser chamada de deficiente se ela vive num contexto social onde a maioria das pessoas não sabe ler ou escrever e essas atividades não são significativas para ela. Na concepção histórico-cultural. cujo maior representante é Skinner (1904-1980). uma vez . cujo maior teórico é Jean Piaget (1896-1980). portanto. portanto. a ocorrência da aprendizagem depende da etapa do desenvolvimento da criança. Ao usar a linguagem. Nessa visão.

toda criança deve estar munida do Cartão da Criança onde são anotados dados de nascimento e evolução do crescimento peso e estatura . sua história de vida e o próprio momento da consulta. solicitando orientações antecipadas. suas vacinas e um gráfico de marcos de desenvolvimento. . mas não deficiente. Trata-se de um processo de desenvolvimento diferente. Ao submeter-se a uma consulta seja médica ou de enfermagem. porém alertando para a necessidade de uma investigação mais aprofundada. Este cartão é utilizado no Brasil. também.se capazes de executar o item do teste. É fundamental. antes que a criança seja encaminhada e rotulada como atrasada no seu desenvolvimento. que se assegure a toda criança o direito de acesso a esses conhecimentos. entretanto. que possa reverter esse processo de exclusão e garantir o exercício de sua cidadania. constituem marcos do desenvolvimento motor e social -adaptativo. a presença de falhas em um primeiro momento. As variáveis apresentadas nesse cartão. Além disso. ao seu estado de humor e à percepção de estranhos.que está de acordo com sua vivência. através de um sistema educacional de qualidade. a parte sombreada da faixa indica a idade em que 90% das crianças tornam. levando-se em conta seu ambiente social. deve suscitar a necessidade de nova avaliação em uma consulta com intervalo de tempo curto. a situação de teste apresenta grandes inconvenientes como a possibilidade de falhas relacionadas ao simples desconforto da criança ao sentir-se testada. sendo fundamental que a família saiba também como utilizá-lo e possa manifestar suas preocupações. é de grande valia para a avaliação do desenvolvimento durante uma consulta clínica. Assim. que a criança seja avaliada de forma contextualizada. Assim. É importante. não permitindo um diagnóstico.

PADRONIZAÇÃO DAS OBSERVAÇÕES PARA APLICAÇÃO DA FICHA DE DESENVOLVIMENTO Marcos do desenvolvimento (resposta esperada) Como proceder .

posição prona *Manter o rosto no campo visual da criança. *Colocar a criança em posição prona. ou um objeto de cor. levanta a cabeça momentaneamente. *Sorri espontaneamente *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para baixo. posição supina *Manter o rosto no campo visual da criança olhando em seus olhos. *Fica sentada sem apoio *Arrasta-se ou engatinha. Deve ser colocado na linha média do rosto da criança. longe da mão da criança. *Colocar uma das mãos no campo visual da criança. Falar suavemente. *Deitar a criança em superfície plana com a barriga para cima . Colocar e oferecer objeto colorido na mesma superfície. emitir sons. perguntar a mãe. sem encosto. *Colocada de bruços.afastar lentamente a mão da linha média mantendo os dedos ou o objeto em movimento para a direita e para a esquerda .estalo de lingua sem tocar a criança. pernas e braços fletidos . em uma superficie plana . *Sentar a criança em superfície plana. os dedos movendo. Após observar fixação do olhar da criança . Não usar estimulação muito intensa. * Responde diferentemente a pessoas estranhas e familiares . *Observar expressões faciais da criança dirigidas ao profissional e a mãe . Na ausência de resposta .*Abre e fecha os braços em resposta a estimulação (Moro) *Postura : barriga para cima. *Olha para a pessoa que a observa *Utilizar estimulação usual: queda da cabeça ou som. cabeça lateralizada. O profissional deve segurar a criança no colo e a mãe chamá-la *Fixa e acompanha objetos em seu campo visual.

Em caso de recusa . Na ausência de resposta . solicitar a colaboração da mãe para pedir a criança para caminhar. Perguntar a mãe se a criança estranha outras pessoas de fora do seu ambiente familiar. Solicitar a colaboração da mãe. perguntar a mãe. *Postura de pé. *Instigar a criança a imitação. perguntar a mãe se a criança fala alguma palavra com sentido . *Instigar . . solicitar colaboração da mãe no pedido. *Faz gesto com as mãos e cabeça ( tchau. ou colocar a criança no chão durante coleta da história clínica. *Tentar observar na sala de espera ou perguntar a mãe. perguntar a mãe. se houver. pedir a criança que sózinha . *Anda com apoio *Colocar a criança em pé. *Pedir a criança para correr ou subir a escadinha da sala de exame.com os braços. tentar observar a resposta da criança em conversa com a mãe . Ao final da consulta . Perguntar a mãe se criança faz algum gesto. bate palmas) *Emprega pelo menos uma palavra com sentido. *Instigar . Qual ? *Anda sozinho. despedir-se dando "tchau" a criança. tire alguma peça de roupa.Pedir a mãe que caminhe com a criança apoiada nas duas mãos. *Na hora do exame físico. raramente cai *Combina pelo menos duas palavras. Na ausência de resposta . * Tira qualquer peça do vestuário. Apontar a mãe e perguntar quem é ela ? Na ausência da resposta . *Perguntar a criança como ela se chama . *Corre e/ou sobe degraus baixos *Em companhia de outras crianças brinca isoladamente *Diz seu próprio nome.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . *Brinca com outras crianças. Utilizar imitação. *Perguntar a mãe. Perguntar a mãe. *Depois do exame clínico. *Observar na sala de espera. dobrando o joelho. Se a criança não colaborar . Utilizar imitação. Verificar se separa objetos por cores. *Postura de pé: solicitar a criança que pule sôbre um pé só. *Conversar com a criança. Utilizar imitação. *Pula alternadamente com um e outro pé *Veste se sozinha *Pede ajuda quando necessário *Postura de pé: solicitar a criança que pule alternadamente com um pé e o outro. pedir a mãe que ajude a criança a vestir-se. *Depois do exame clínico. perguntar a mãe. pedir a criança que se vista. perguntar a mãe. sem necessáriamente nomeálos. Na ausência de resposta . Copyright © 2001 IDS . *Pula sobre um pé só.*Fica sobre um pé momentaneamente *Usa frases *Veste se com auxílio *Postura de pé. *Usar objetos da sala de exame.Solicitar a criança para levantar um pé. *Reconhece mais de duas cores.

motor e neurológico. e o médico precisa conhecer as principais necessidades alimentares dessa faixa etária de modo a satisfazer as exigências em cada fase do desenvolvimento físico. evitando desvios metabólicos prejudiciais ao organismo. o cuidado com a proporcionalidade dos nutrientes. . prevenindo deficiências como a do ferro. compreensão e criatividade para adequar a alimentação e respeitar as diferenças culturais e sociais. O cuidado com o desmame precoce.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Viviane Mandarino Terra1 Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Última Atualização: 9/20/2001 10:35:40 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Introdução Os primeiros meses de vida da criança são muito importantes do ponto de vista nutricional. são pontos importantes para a promoção da nutrição e prevenção dos distúrbios alimentares mais freqüentes na infância. a disponibilidade de vitaminas e sais minerais na alimentação.

Em geral. e consequentemente. sob o ponto de vista nutricional. lactose. a todo momento que quiser. apresentando um efeito laxante. A boa relação mãe-bebê favorece a adaptação de ambos aos períodos de mamadas. mais energético. É muito importante que a mãe seja orientada sobre este fato. a mãe necessita de orientação e apoio. A criança necessita tanto do leite do início como daquele do fim da mamada. que conferem aos lactentes mais proteção contra o desenvolvimento de doenças agudas e crônicas. é observada uma pequena quantidade de líquido aquoso e amarelado (primeiro leite). pois deve sentir-se confiante. A duração da mamada varia de criança para criança e. e . imunológico e afetivo. é mais rico em gordura. sem horários prefixados. O sucesso da lactação na supressão ovulatória ocorre quando a criança suga frequentemente e a curtos intervalos. apoiando a mãe e auxiliando-a. O leite materno preenche todas as necessidades nutritivas da criança durante os primeiros 4 a 6 meses. promover uma "pega" ao seio e incentivar a sucção. Nos primeiros dias após o parto. O leite do inicio da mamada é rico em proteína. pois a inibição da ovulação é intensa nos 3 primeiros meses e ainda significativa 6 meses após o parto. sacia mais a fome do bebê. pois é freqüente acontecer o desmame nessa fase. em geral. se assim a mãe o desejar. A amamentação pode ser utilizada como método contraceptivo. A mãe e o recém-nascido em boas condições devem iniciar o aleitamento natural sob regime de livre demanda. deve-se permitir que a criança sugue sem horários rígidos. o alimento mais adequado para a criança no primeiro ano de vida. que estimulará maior produção de leite. minerais e água. A "descida" do leite propriamente dita ocorre num período de 2 a 5 dias. As mamas devem ser estimuladas igualmente e o início de cada amamentação deve se dar pela mama que foi oferecida por último na mamada anterior. satisfazendo suas necessidades e fortalecendo o vínculo mãe-filho. Nesta ocasião. mantendo a produção de leite e também inibindo a ovulação. A regularização do tempo de duração das mamadas e dos horários ocorrerá espontaneamente. Para o sucesso da amamentação. que parece mais branco. Este possui taxas menores de gordura e lactose e maiores de proteínas e sal. vitaminas. o colostro. garantindo o seu esvaziamento para a troca de lado. principalmente gastrointestinais. imunoglobulina A e oligossacarídeos. as mulheres que amamentam exclusivamente têm uma amenorréia de cerca de 9 meses. interagindo no pré-natal.Aleitamento Materno O aleitamento materno é. ou seja. com aspecto aguado. Contém fatores antiinfecciosos. sem suplementação alimentar com fórmulas de leite de vaca e/ou alimentos semi-sólidos. oscila entre 5 a 30 minutos. O estímulo da sucção do seio promove a secreção de prolactina. É de grande importância a participação do médico. A participação e colaboração da família é decisiva para a amamentação. e o leite do fim. inclusive lactoferrina e lisozima.

o lábio inferior está voltado para fora. Drogas usadas pela mãe podem contra-indicar a amamentação. a boca está bem aberta 3. Algumas drogas. hanseníase contagiante. O insucesso no processo de aleitamento materno pode estar relacionado ao mau posicionamento do bebê. . deve-se verificar a possibilidade de efeitos colaterais para o bebê. o queixo está tocando o seio (ou está muito próximo de tocá -lo) 2. fazendo a retirada do leite para oferta posterior na ausência materna. como galactosemia e fenilcetonúria. Para evitar estes problemas. carbonato de lítio e outras. A dor provocada pela sucção em má posição e as fissuras do mamilo não permitem uma boa sucção. Há as relativas às crianças. Outro fator importante é a posição da criança quando é posta ao seio. o pescoço da criança está ereto ou um pouco curvado para trás. São poucas as contra-indicações ao aleitamento. exigem monitorização rigorosa da criança. o estômago da criança está encostado na barriga da mãe 4. Sempre que a mãe estiver utilizando qualquer medicação durante a amamentação.da equipe de enfermagem. Recomenda-se que a amamentação seja exclusiva ao seio até os 4 a 6 meses de idade. 2. 4. a aréola está mais visível acima da boca do que abaixo. devemos estar atentos aos "quatro sinais de uma boa pega". aminofilina e anticonvulsivantes. A criança pode ficar insatisfeita depois de mamar e querer alimentar-se muito freqüentemente e por muito tempo. que não permite uma boa pega. 3. ou relativas à mãe. orientando e atuando como apoio na unidade de saúde e no domicílio. o corpo da criança está voltado para ao da mãe. cabendo ao profissional orientar a respeito das dificuldades e estimulando a manutenção do aleitamento. a pega também não o é. todo o corpo da criança recebe sustentação. pois o leite humano pode transmitir a doença. Há um número progressivo de mulheres que trabalham fora de casa. como cimetidina. o corpo da criança está próximo ao da mãe. gerando ingurgitamento mamário (mastite). pois. quando não é boa. providenciando horários especiais para amamentar. e drogas terapêuticas. a saber: 1. como o ácido acetilsalicílico. entre outras medidas). A Organização Mundial de Saúde recomenda que mãe infectada pelo vírus da AIDS não amamente. 5. tais como álcool e cocaína. principalmente drogas de vício. O bom posicionamento poderá ser observado pelos seguintes sinais: 1. como tuberculose nas duas primeiras semanas de tratamento. (por exemplo.

pseudo-invertidos ou invertidos. Neste processo de amamentação. como. . a oferta deverá ser suspensa por alguns dias e tentada posteriormente. Nesta fase. assim como ofertas inadequadas. os problemas neurológicos e as doenças infecciosas. temperatura e higiene adequadas · O bebê deve terminar de mamar na primeira mama antes de ser oferecida a segunda · O sucesso do aleitamento depende de uma boa pega Se a criança estiver crescendo bem. Se isto não ocorrer.2º parágrafo). Em relação à criança. A orientação quanto à época de introdução de alimentos não-lácteos para a criança em aleitamento artificial ou misto deve ser mais precoce do que para a criança em aleitamento materno exclusivo. é sinal de que está recebendo leite em quantidade suficiente. são as malformações. ampliação da licença gestante (Artigo 392. as mães precisam ser esclarecidas sobre a legislação vigente (Consolidação das Leis Trabalhistas). na quantidade. por exemplo: estabilidade da gestante (Artigo 10). a contaminação dos alimentos por problemas de higiene e conservação. nem chá. as necessidades da criança se ampliam. A introdução de cada novo alimento deve ser feita em quantidades pequenas. A partir dos 6 meses. apesar de a produção de leite materno manter-se. O Desmame Conceitua-se desmame como a introdução de qualquer tipo de alimento na dieta de uma criança que. Não é necessário dar outra comida ou líquido.REGRAS BÁSICAS PARA UM BOM ALEITAMENTO · Dar o peito sempre que a criança quiser. direitos assegurados em relação ao salário e função (Artigo 393). sendo necessários outros alimentos. de dia ou de noite. As dificuldades maternas mais freqüentes são mamilos achatados. é preciso investigar. · O leite materno já contém tudo o que o bebê precisa. mastite. aumentando gradativamente. até então. fissuras no mamilo. que assegura direitos à mulher que trabalha fora de casa. descansos especiais durante o trabalho (artigo 396) e creche na empresa (artigo 389). O período de desmame vai desde a introdução deste novo alimento até quando for suspenso completamente o aleitamento materno. licença gestante (Artigo 392). podem levar à doença diarréica e desnutrição. encontrava-se em regime de aleitamento materno exclusivo. Caso haja intolerância.

se possível. como a vitamina C e as carnes. para crianças maiores de seis meses. são utilizadas frutas da época. não contêm fibras e têm custo elevado. A partir dos sete meses de vida. é indicado oferecer suco ou papa de frutas frescas para favorecer a absorção do ferro da dieta. não utilizando liquidificador. sendo sempre uma delas de folhas. oferecer a carne de preparo. Alimentos de origem vegetal. pode-se amassar os alimentos com o garfo e. As tentativas para melhorar a aceitação das papas. As papas de frutas industrializadas também têm alto custo e não contêm fibras. Refeições de Sal As sopinhas aumentam o aporte calórico-protéico e de minerais. Por isso. ao iniciar aleitamento misto ou artificial recomenda-se introdução mais precoce de sucos e papas de frutas ricos em vitamina C. etc. Após o preparo da sopinha. também fornecem bom aporte de ferro. Recomenda-se que o sal seja adicionado em quantidade mínima e que se use pouco tempero. mamão. As proteínas de origem animal são as melhores fontes de ferro. gelatinas e pudins. Após a refeição de sal. pêra. Os sucos industrializados não são recomendados porque contêm corantes e conservantes. reguladoras do hábito intestinal. O uso de centrífugas deve ser evitado. aproximadamente. não devem ser incentivadas pois podem prejudicar a adaptação da criança aos novos alimentos e sabores. deve ser sempre cozido. O suco de frutas ou hortaliças deve ser preparado no momento da administração para evitar a perda da vitamina C e ser oferecido em volumes crescentes.Sucos e Papas de Frutas O leite de vaca em pó ou integral é pobre em vitamina C. sendo introduzida posteriormente. como compotas de frutas. com uso de colher. Quando for oferecido ovo. que se reduz ainda mais pelos processos de industrialização. como feijão. pois a clara de ovo é mais alergênica. cereais. . podem ser oferecidas sobremesas caseiras. adicionar açúcar. que é melhor absorvido. passando os demais ingredientes por peneira de malha fina. especialmente o ferro. evitando-se. raspadas. pois reduz o conteúdo de fibras das frutas. moída ou desfiada. retira-se a carne. como adicionar açúcar. A primeira sopinha deve ser oferecida no almoço e ser preparada com carne de vaca. As frutas podem ser oferecidas sob forma de papa. pasteurização e fervura. inicialmente oferecendo somente a gema. especialmente se oferecidos junto com facilitadores de sua absorção. que têm ferro heme. abacate. frango ou miúdos. verduras de folhas verde-escuras. Posteriormente. lentilha. grão-de-bico. como banana. Recomenda-se o uso de espremedores manuais. raladas ou amassadas com garfo. leguminosas e hortaliças. maçã. principalmente as carnes. Preferencialmente.

mas também o adulto saudável. pode-se oferecer à criança alimentos sólidos. já que a mãe irá ou não seguir as orientações conforme puder compreender os benefícios da alimentação para a saúde do seu bebê. a oferta de outros alimentos líquidos pode ser em copos ou xícaras de bordas grossas. Esta prática estimula o desenvolvimento de novas habilidades motoras e a erupção dentária. a criança deve fazer refeições à mesa junto com os adultos ou irmãos mais velhos. Aleitamento exclusivo Idade (mês) 6 6 6 e meio 6 e meio 7 8 10 suco de frutas papa de frutas gema de ovo primeira sopa segunda sopa sobremesa caseira clara de ovo Alimento ou Preparação Aleitamento artificial ou misto Idade (mês) 2 3 4 e meio 4 e meio 6 8 10 Fonte: Bresolin e cols. Aleitamento Misto . a fim de que adquira este hábito. Pediatria em consultório. São Paulo. e que o momento da refeição seja também de afeto e prazer.Esquema para a introdução dos alimentos não-lácteos conforme a idade da criança e o tipo de aleitamento. Por isso. Aproximadamente aos doze meses. o uso de mamadeiras. mesmo que faça sujeira. Sarvier. se possível. É importante que se ofereça uma colher à criança para que se alimente sozinha. Enquanto a criança for amamentada ao seio.. porém modificada em relação à consistência e temperos. a adequada orientação alimentar nos primeiros anos de vida deve ter como objetivo não só o crescimento da criança. A criança deve ser estimulada a escovar os dentes após as refeições e também assistir a escovação feita pelos pais e irmãos. Se houver possibilidade. como banana. para que manipule e coma. pedaços de maçã ou bolachas. 3ª ed. pois isto faz parte do seu aprendizado. principalmente. É muito importante que a criança receba os alimentos em ambiente agradável e calmo. auxiliada por um adulto. de alimentação é cultivada na infância. 2000 A aquisição de hábitos saudáveis de vida e. sempre sob supervisão de um adulto. evitando. a criança poderá receber refeição semelhante à dieta habitual da família. A partir dos seis meses de idade. suas experiências anteriores. Toda a orientação alimentar deve levar em conta o saber materno.

Estes leites adaptados são mais . A pasteurização do leite fresco desnatura parcialmente as proteínas do leite. levando maior tempo entre ordenha e pasteurização. O leite tipo A é de excelente qualidade. A fervura do leite fresco pasteurizado diminui o risco de sensibilização e o número de germes vivos nele contidos. em relação às proteínas. integral ou modificado industrialmente. modificando-se sua composição quanto ao teor de proteínas. utiliza-se o leite de vaca. pode ser armazenado por cerca de dezoito meses. Por esse processamento. carboidratos e minerais possa assemelhar-se ao leite humano. introduz-se o leite de vaca. funcionando como complemento. Pode ser utilizado o leite de vaca in natura. parcialmente desengordurado e tem elevada concentração de bactérias. pela maior permeabilidade intestinal do lactente. o produto não se torna esterilizado e deve ser mantido sob refrigeração para aumentar o tempo de conservação. O leite tipo C é de baixa qualidade. Os leites longa vida são processados a elevadas temperaturas e imediatamente resfriados (ultra-pasteurização). Aleitamento Artificial Quando houver impossibilidade de oferta de leite materno. sob forma de névoa. que será oferecido sempre após a oferta do leite materno. gorduras. É necessário que se conheçam as diferenças entre os leites pasteurizados disponíveis no mercado. isto é. as imunoglobulinas e outros fatores de defesa só existem no leite materno. que deve sofrer algumas modificações para ser mais adequado às necessidades da criança. sem afetá-las qualitativamente. Além disso.Ocorre destruição de todos os microrganismos. Deve-se passar a oferecer água nos intervalos das mamadas. a seguir pulverizado. O leite B é de boa qualidade. porém a contagem de microrganismos atinge maiores níveis do que no tipo A. diminuindo a possibilidade de ocorrência de fenômenos de sensibilização. Os chamados leites modificados ou fórmulas infantis são obtidos a partir de leite de vaca. devem ser conservados sob refrigeração. mantido em local fresco e bem tampado. Após a abertura da embalagem. pois o leite de vaca tem elevado teor de sódio. as fórmulas apresentam conhecido potencial alergênico (frações de caseína e lactoalbumina) capazes de induzir à sensibilização . carboidratos e minerais. na tentativa de se obter um produto mais adaptado às características fisiológicas da criança. embalado na própria fazenda e sem retirada de gordura. a pasteurização e embalagem não acontecem no local da extração. Embora a pasteurização reduza a quantidade total de bactérias do leite. conseqüentes à absorção de macromoléculas. extraído por ordenha mecânica. em pó.Quando a quantidade de leite materno estiver insuficiente. quando o ganho de peso da criança for considerado insatisfatório. deve ser manipulado com cuidados necessários para que não haja contaminação. Embora o conteúdo de gorduras. especialmente se introduzidas nos primeiros meses de vida. Após a abertura da embalagem. O leite em pó integral é pasteurizado. passando por processo de secagem em contato com uma corrente de ar quente.

pode-se utilizar leite sem diluição ou leite em pó a 13%. deve-se suplementar. com adição de sacarose a 5% Alimentos Industrializados O uso rotineiro e indiscriminado de alimentos industrializados não é recomendado.caros e pouco acessíveis às populações de menor poder aquisitivo. Esses alimentos geralmente são mais caros e contêm aditivos para melhorar o sabor. como passeios ou viagens. deve-se acrescentar 5% de açúcar e 3% de farinha a ser escolhida considerando-se o paladar e hábito intestinal da criança. A literatura pediátrica recomenda que prematuros e crianças com baixo peso ao nascer (<2500g) recebam 2 mg de ferro por quilo de peso por dia. No segundo semestre. Desta forma. para os recém-nascidos de termo. flúor elementar na dose de 0. 0. é um substituto adequado e de menor custo que os leites modificados. Muitos destes alimentos têm elevado teor de gorduras e sal. na falta do leite materno. conforme a criança. ou da primeira semana nos pré-termo. que pode ser excessiva ou insuficiente. Ainda existem controvérsias a respeito das diluições que o leite de vaca deve sofrer para crianças menores de um ano. assim como em áreas de grande insolação. sofrendo modificações através de processos caseiros conforme a idade da criança. Como esta diluição diminui o teor calórico do leite. o leite de vaca integral. é mais segura sua recomendação formal.25 mg diários até um ano. quando não for possível oferecer refeição caseira. a partir de um mês de vida durante dois meses. Suplementos de Vitaminas e Minerais Vitaminas A partir da terceira semana de vida. Flúor Para crianças que moram em locais onde não há fluoretação da água. Seu uso deve ser reservado a situações eventuais. está indicada a profilaxia do raquitismo carencial com vitamina D na dose de 400 UI por dia. no primeiro semestre de vida seja utilizado leite de vaca diluído a 2/3 ou leite em pó a 9%. desde os 15 dias de vida. aroma e textura que podem ser nocivos à saúde. Ferro Recomenda-se que alimentos ricos em ferro sejam introduzidos na dieta da criança em aleitamento natural no final do primeiro semestre de vida e a partir do quarto mês para aquelas em aleitamento artificial ou misto. contêm quantidade fixa do alimento.5 mg . Além disso. e 1 mg por quilo por dia até os dois anos. Sugerimos que. até os dois anos de vida. Embora esta conduta possa ser questionada em crianças em aleitamento materno ou uso de fórmulas enriquecidas.

quibe ou no molho à "bolonhesa" . tentando variar através de diferentes preparos. inclusive peixe. É recomendável respeitar o paladar da criança e suas preferências. a disponibilidade de alimentos e considerar os recursos econômicos da família para fazer uma orientação alimentar apropriada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . verduras ou frutas. tais como macarrão instantâneo. O flúor pode ser administrado com suco de laranja. acrescentando molhos caseiros. mas com disciplina. como bolinho. as refeições de sal devem ser semelhantes às dos adultos. pode-se tentar adequá-los. Quando existe grande solicitação para o uso de alimentos industrializados. Podem ser oferecidos todos os tipos de carnes. A ingestão de leite deve ser em torno de 500 ml por dia. As verduras poderão ser cozidas. pois o cálcio impede sua absorção. sem rigidez. Copyright © 2001 IDS . Deve-se estimular o consumo de verduras e frutas. É muito importante que se evite a monotonia de oferta de alimentos. assim como vísceras. evitando-se o excesso de oferta deste alimento.de um a três anos e 1 mg após os três primeiros anos. Cabe aos profissionais de saúde conhecer os hábitos alimentares. carnes. assada. A carne poderá ser oferecida moída. até os 15 anos. iogurtes. Alimentação no Segundo Ano de Vida Nesta faixa etária. As refeições devem ser feitas em horários regulares. no caso do iogurte. bolinhos ou suflês. especialmente em horário próximo às refeições de sal. mas não com leite.

tanto no período neonatal (0 a 28 dias) quanto na faixa etária do lactente(29 dias aos dois anos). sendo que a dosagem plasmática de bilirrubina é mais alta que no adulto normal. O diagnóstico diferencial precisa ser realizado de modo a definir as possíveis causas de icterícia. pois pode acarretar repercussões importantes para o organismo da criança. Entretanto. Pode ser decorrente do retardo na maturação no metabolismo da bilirrubina. deve ser precocemente diagnosticado. também é um dos sinais mais importantes da . No período neonatal. necessariamente. a icterícia é um dos sinais mais frequentes: cerca da metade a 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia durante os primeiros dias de vida. patológica em todos os casos. não sendo. Define-se icterícia como sendo amarelamento de pele e mucosas pelo depósito anormal de bilirrubina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dra Vera Freire Gonçalves1 Dra Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/20/2001 10:51:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O aparecimento de icterícia.

No lactente. existem dificuldades para o estabelecimento de limites seguros . O urobilinogênio fecal. ou seja. sendo importante o diagnóstico das doenças hemolíticas por isoimunização Rh e incompatibilidade pelo sistema . tais como: colestase infantil. A forma conjugada é hidrossolúvel. podendo ocorrer hipocolia ou acolia fecal. mas a pele adquire tonalidade rubínica. está diminuído. um sinal patológico. portanto.doença hemolítica neonatal. Icterícia neonatal: aparecimento da icterícia é crâneo-caudal e sua progressão ocorre de acordo com o aumento da bilirrubina. geralmente. deve ser considerada patológica. duração ou padrão da concentração da bilirrubina. que requer tratamento imediato pelo risco de impregnação de bilirrubina no sistema nervoso central e destruição maciça de hemoglobina. como mostra o quadro abaixo. tendo baixa afinidade por albumina. infecções. pode ser classificada pela sua intensidade em leve. síndrome colestática da infância ou icterícia colestática. Zona I : Zona II : Zona III : Zona IV: Zona V: Abrange cabeça e pescoço Zona I + tronco até umbigo Zona II + até raiz da coxa Zona III + ante-braços. condições de parto (clampeamento tardio de cordão umbilical). a partir dos quais. moderada e acentuada e pela distribuição de zonas do corpo (sendo este critério subjetivo e. Deve-se destinguir da palidez cutânea por anemia ou amarelamento da pele por ingestão em excesso de cenoura. geralmente. braçospernas e pés. A pele pode adquirir coloração esverdeada. com grande afinidade por albumina e tecido nervoso. A bilirrubina sérica pode ser encontrada de 2 formas. Distribuição da icterícia em zonas do corpo. Icterícia precoce: tem seu início nas primeiras 24 horas de vida. presença de outros sinais ou sintomas associados. Existem vários termos para designar a hiperbilirrubinemia direta na infância. Além da avaliação clínica. Clinicamente. Dependerá do início do aparecimento. tipagem sanguúnea materna e da criança. a icterícia torna-se clinicamente evidente. pouco preciso). Cerca de 2/3 dos recém-nascidos apresentam icterícia como manifestação normal. quando a bilirrubina atinge concentração plasmática em torno de 2 mg/dl. a história materna (condições de gestação. antecedente de icterícia na família e eliminação tardia de mecônio devem ser consideradas. mamão (carotenemia). porém. uso de drogas ou medicamentos). Zona IV + palmas de mãos e plantas dos pés. portanto. sendo excretada pela urina. pode não haver alteração de cor das fezes. icterícia obstrutiva ou hiperbilirrubinemia direta no início da vida. não sendo excretada pela urina. conjugada (bilirrubina direta) e não conjugada (bilirrubina indireta) A forma não conjugada é pouco hidrossolúvel. sendo. aleitamento materno. O urobilinogênio fecal pode estar normal ou aumentado.

que não recebeu RHOGAN (imunoglobulina específica anti-D). Provoca doença grave. alterações do sistema nervoso central e ocular. toxoplasmose). Dentre as infecções congênitas (sífilis. Caracterizam-se. além da dosagem de bilirrubina total e frações. Ocorre aumento de bilirrubina. doença de Crigler Najjar I e II e hipotireoidismo congênito Copyright © 2001 IDS . de mãe Rh negativa. menos intenso que a incompatibilidade Rh. do pai e da criança. No caso da septicemia. A causa não está totalmente esclarecida. As causas mais prováveis são: icterícia por leite materno. Quadro. Mesmo em concentrações altas. febre. tipagem sanguínea da mãe. A icterícia associada ao aleitamento materno. Atualmente. inicia-se após a 1o semana de vida. caracteriza-se por anemia não muito importante. aumento de fígado e baço. Icterícia Prolongada: tem evolução mais arrastada. hemoglobina baixa. prova do eluato positiva. Icterícia tardia: Caracteriza-se por tornar-se clinicamente visível após 24 horas de vida. anemia. geralmente no 3o ou 4o filho Rh positivo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . teste de Coombs direto geralmente negativo. a bilirrubina dificilmente provoca alterações no sistema nervoso. Quando suspenso o aleitamento materno por 2-3 dias. contagem de reticulócitos acima de 6%. aumento de bilirrubina sérica às custas da fração indireta. com sintomas hemorrágicos (geralmente. de modo geral. podem ocorrer lesões cutâneas. A isoimunização Rh pode ser encontrada a partir do 2o filho. A icterícia pode aparecer nas 48 horas de vida. ocorre queda abrupta da icterícia. com predominio da fração indireta. são importantes hemograma e cultura de sangue. sopro cardíaco e alterações de crescimento intra-útero. o diagnóstico diferencial é difícil sem exames laboratoriais específicos. aumento de fígado e baço.A BO. sensibilizada. rubéola. após o primeiro parto. que deve ser diagnosticada por meio de teste de Coombs direto. o aleitamento materno não é suspenso. podendo perdurar até 2o ou 3o mês de vida. mucosas ou ósseas. leucopenia ou leucocitose. fração indireta. por anemia plaquetopenia. petéquias). As infecções congênitas e septicemia bacteriana apresentam-se de forma mais grave. citomegalovírus. aumento de bilirrubina. aumento de reticulócitos. geralmente. A doença hemolítica por incompatibilidade sanguínea ABO é mais frequente no 1o filho com sangue tipo A ou B de mãe tipo O. porém. Importante lembrar de reintroduzir o aleitamento materno após a queda da bilirrubina. geralmente.

está associada à carência de vitaminas e minerais. seja de uma forma aguda ou lenta e silenciosa. com efeitos negativos a longo prazo sobre o seu crescimento e desenvolvimento neurológico. o termo desnutrição energético-protéica (DEP) engloba um grupo de condições patológicas resultante da falta concomitante de calorias e proteínas. com maior freqüência. que acomete. em proporções variáveis. com raízes na pobreza e como causa das condições sócio econômicas precárias. os lactentes e préescolares e. Coordenadora do Centro de Referência Nacional da Saúde da Criança . Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).Instituto da Criança do HCFMUSP 2 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP e do Centro de Saúde Escola Samuel B PessoaButantan Quadro clínico e Epidemiologia A desnutrição calórico-protéica constitui um dos problemas que mais afetam a criança.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Grisi1 Sergio Antonio Bastos Sarrubbo2 Última Atualização: 9/20/2001 10:54:52 AM 1 Professora Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. . freqüentemente. A apresentação mais rude tem inicio com a fome que atinge as comunidades mesmo em países ou comunidades mais desenvolvidas.

mas. Em dois estudos transversais nacionais para avaliação da desnutrição em crianças menores de 5 anos.5%). estes problemas continuam sendo prioridade na agenda do setor saúde. é certo que. as desigualdades entre os países desenvolvidos e os países pobres estão aumentando. também. No Brasil.A OMS estima que 1/3 das crianças do mundo sofrem de desnutrição e que a metade de todas as mortes está relacionada à desnutrição. utilizando como indicador a altura/idade. A desigualdade social é o principal fator na diferença entre a mortalidade infantil em países desenvolvidos e em desenvolvimento. apesar da contínua redução da prevalência da desnutrição infantil e da taxa de mortalidade infantil. ao acompanhar o perfil nutricional das crianças no país e utilizando o indicador peso/altura. entre as crianças de 6 a 11 meses. Reconhece-se que. Em relação ao início da desnutrição nas crianças brasileiras. no período de 1989 a 1996. tendo ocorrido as maiores reduções nas áreas urbanas. está ocorrendo um descenso nas taxas de mortalidade infantil mundiais e a proporção de crianças desnutridas está diminuindo de maneira geral. Copyright © 2001 IDS .4%.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o Ministério da Saúde (MS) detectou que. mas com um incremento de 6 vezes (2. o MS encontrou a prevalência da desnutrição nos primeiros 6 meses de vida em 0. nos últimos 10 anos. houve uma redução de cerca de 30% na prevalência da desnutrição no Brasil. indicando a necessidade de priorizar o estímulo ao aleitamento materno e a cuidadosa orientação alimentar complementar ao seio até os 2 anos de idade. nos últimos anos.

a definição mais específica de anemia fundamenta-se em parâmetros hematimétricos. Assim sendo. preconiza-se a confirmação laboratorial em todos os casos onde houver suspeita de anemia. devido ao fato de indivíduos com anemia poderem apresentar-se oligossintomáticos. . Apesar de se tratar de uma situação clínica bastante comum.5 g / dl na faixa etária de 6 a 9 anos e menor do que 12 g/dl e 12. respectivamente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof Maria Lúcia de Moraes Bourroul1 Maria Helena Valente1 Última Atualização: 9/20/2001 10:57:38 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se genericamente anemia como a situação clínica onde ocorre a diminuição do número de eritrócitos circulantes e/ou da quantidade de hemoglobina neles contida. menor do que 11. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define anemia como a presença de hemoglobina menor do que 11g / dl em crianças com idade entre 6 meses e 6 anos.5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino.

A OMS estima que.9% em 1994.Atualmente é estimado que mais de 2 bilhões de pessoas . conhecer e utilizar todas as medidas terapêuticas e profiláticas da deficiência de ferro. esta realidade explica-se pela desproporção entre a necessidade de consumo de alimentos ricos em ferro. principalmente nas faixas etárias de maior velocidade de crescimento. para 35.7%. adolescentes do sexo feminino. específicas ou não. Cabe à equipe de saúde distinguir as diversas situações mórbidas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Várias outras doenças. em 1984. Copyright © 2001 IDS . orientar e acompanhar o tratamento das doenças associadas e encaminhar para os especialistas as crianças que mostrarem indícios de doenças específicas. porém com o ônus maior de casos para as regiões e grupos mais carentes. A distribuição das taxas de anemia varia entre as diversas regiões do planeta. No município de São Paulo. A deficiência de ferro é. em 1974. mostra que a prevalência de anemia aumentou de 22. a comparação entre dois estudos realizados em crianças com idades variando entre 6 meses e 4 anos e 11 meses.6%. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de anemia na criança são as situações que comprometem a disponibilidade de ferro: condições inadequadas de gestação ou parto. podem determinar o aparecimento de anemia. no mundo. a carência nutricional mais comum e a causa mais freqüente de anemia no mundo. gestantes. lactantes. afetando cerca de 50% da população menor de 2 anos e 35% das gestantes. e a real disponibilidade destes alimentos para uma porção significativamente grande da população mundial. a anemia por carência de ferro ainda era o problema nutricional de maior magnitude do país. no ano 2000. e para 46. alguns grupos apresentam maior risco para desenvolver anemia por carência de ferro e suas complicações: crianças. sendo que nas crianças a causa principal está ligada à ingestão inadequada e nas mulheres adultas às perdas crônicas. cerca de 40% da população mundial apresentem algum grau de carência de ferro ou anemia ferropênica. mulheres em idade fértil. do sistema hematopoético. que comprometam o estoque de ferro ao nascimento. 43% das crianças menores de cinco anos de idade apresentem algum grau de anemia. De maneira simplificada. Segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil (MS). Apesar da distribuição universal dessa doença. e inadequações alimentares que não garantam a reposição constante de ferro exigida pelo crescimento. dentro de um mesmo país e mesmo dentro das grandes metrópoles. sem dúvida.

A deficiência da vitamina D nas crianças devida a insuficiente ingestão de vitamina D e/ou inadequada exposição à luz solar resulta no raquitismo carencial. O raquitismo é. antes da fusão das epífises. A osteomalácia é a insuficiente mineralização da matriz osteóide após o término do crescimento linear do osso. O raquitismo carencial . e a osteomalácia pode estar presente em qualquer idade. encontrado somente nas crianças em crescimento. caracterizada por inadequada mineralização do osso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Daleth Rodrigues Scaramuzzi1 Beatriz Marcondes Machado2 Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Médica Chefe do Pronto Atendimento do Hospital Universitário da USP Última Atualização: 9/5/2001 5:20:26 AM Quadro clínico e Epidemiologia Raquitismo é uma doença do tecido ósseo. então. que ocorre durante a fase de crescimento.

Copyright © 2001 IDS . A baixa estatura. Um sinal precoce é o craniotabes. Surge o sulco de Harrison ou "cintura diafragmática". infecções respiratórias de repetição. já que. que tende a se manifestar entre o segundo e quarto meses de vida. o peso do corpo acentua as alterações nos membros inferiores (genu varum ou genu valgum). fase de grande velocidade de crescimento. sendo mais intenso nas crianças nascidas prematuramente. especialmente em crianças até dois anos de idade. resultando em alargamento dos punhos. fontanela anterior ampla e protuberância dos ossos frontais e parietais podem estar presentes. pricipalmente durante a amamentação. Esta última manifestação deve ser interpretada com cautela. ao redor dos 6 meses de idade e a gravidade está diretamente relacionada com a rapidez do crescimento corporal. determinam marcha característica bamboleante e protusão abdominal. Os achados clínicos são variáveis conforme a época em que se instala o raquitismo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A hipótese de raquitismo carencial deve ser levantada quando houver exposição inadequada à luz solar e/ou ingestão insuficiente de vitamina D. Este sinal pode desaparecer antes dos doze meses de vida. insônia e sudorese abundante no segmento cefálico. joelhos. por afilamento da calota craniana. Após os doze meses. com o início da marcha. muitas crianças podem apresentar sudorese durante a amamentação. A fraqueza muscular e hipotonia generalizada. que corresponde à depressão da caixa torácica na inserção do diafragma às costelas. porém tende a desaparecer no segundo mês de vida. tais como irritabilidade. No segundo semestre de vida. devido às deformações torácicas. As manifestações iniciais podem ser inespecíficas. quando presente. Pode haver atraso na erupção dentária e alterações nos esmaltes dos dentes. Algumas crianças apresentam "peito de pombo" ou "tórax em quilha". Retardo no fechamento da fontanela posterior. apesar da persistência do processo raquítico.manifesta-se. O craniotabes pode ser observado em recém-nascidos normais. Observam-se. presentes no raquitismo. determinando o chamado "rosário raquítico". tornozelos e das junções costocondrais da costelas com o esterno. pelve e coluna vertebral. geralmente. como bronquites e pneumonias. devido ao clima tropical. evidenciam-se as alterações epifisárias. em nosso país. é secundária a essas deformidades.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Lucia Ferro Bricks1 Ana Paula Scoleze Ferrer1 Última Atualização: 9/5/2001 5:29:48 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Rinofaringites Faringoamigdalites .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

A.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Maria Helena Valente1 Maria Elisabeth B. Korbinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:06 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Otites Sinusite .

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

o diagnóstico de asma. e que somente um terço destas crianças teria. inicialmente. 50 a 60% dos casos são assintomáticos e continuam assim durante a vida adulta. tabagismo passivo. aos alérgenos inalados (aeroalérgenos) mais comuns no meio ambiente como os do pó doméstico. Os fatores de risco mais importantes para prever o aparecimento da doença são: asma materna. imunoglobulina E (IgE) sérica elevada aos 9 meses de vida. Na adolescência. Sabe-se que 50 a 60% dos lactentes têm crises recorrentes de sibilância. é difícil firmar o diagnóstico de asma e prever o prognóstico dos quadros recorrentes de sibilância pulmonar. Nos primeiros anos da vida. dos animais e do mofo. Arruda Kobinger1 Última Atualização: 9/5/2001 5:31:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Sabe-se que 70 a 80% das crianças asmáticas apresentam sintomas nos primeiros 5 anos de vida. função pulmonar normal ao nascimento e reduzida aos 6 anos de idade e a mudança dos fatores desencadeantes das crises. que. posteriormente. estão associadas às infecções e. posteriormente. que se resolvem com o avanço da idade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Elisabeth B. . junto com infecções respiratórias.

Nesta faixa etária. de "peito trancado" e. independentemente da terapêutica utilizada. é frequente a referência a "resfriados freqüentes".Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . predominando a ausculta pulmonar com roncos e estertores. geralmente associados às infecções de vias aéreas superiores e de evolução mais prolongada. quadros com sibilância. e à noite. tosse e tiragem intercostal. mas pode existir a queixa de tosse crônica. "peito cheio" e pneumonias recorrentes. e o período intercrítico é assintomático. também. Os lactentes tendem a apresentar quadros secretórios.A sintomatologia da asma modifica-se com a idade e com o mecanismo fisiopatológico que esteja mais atuante. Geralmente. os sintomas são mais intensos pela manhã. habitualmente. Copyright © 2001 IDS . de pneumonias de repetição. As crianças maiores apresentam. A apresentação clínica típica da asma consiste em episódios recorrentes e reversíveis de sibilância. ao acordar. dispnéia. a regressão dos sintomas da crise típica ocorre em três a sete dias.

Quando o estreitamento se localiza em vias aéreas extratorácicas. o som gerado é inspiratório e chamado de estridor. Este estreitamento pode ser localizado ou difuso. "Chiado" é o som gerado pelo fluxo de ar turbulento através das vias aéreas estreitadas. é chamado de sibilo. Roncos e estertores são sons gerados pela mobilização .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ana Paula Scoleze Ferrer1 Viviane Mandarino Terra1 Última Atualização: 9/5/2001 5:32:46 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia "Chiado no peito" é uma queixa muito freqüente (20 a 30% das crianças apresentam pelo menos um episódio no primeiro ano de vida e 40% até os 3 anos de idade). em via aéreas maiores e/ou menores e pode ser causado por vários mecanismos. com tratamentos e prognósticos distintos. se é intratorácico e expiratório. muitas são as doenças que podem cursar com sibilância. Nem todas as crianças que apresentam chiado têm asma.

pois não é raro que os familiares se queixem de "chiado no peito" ao se referirem ao ronco e estridor presentes nas obstruções de vias aéreas superiores. entrando no diagnóstico diferencial das crises de chiado no peito. Este grupo de crianças apresenta crises em vigência de quadros infecciosos. tosse.de secreções. Quadro: Causas de chiado no peito freqüentes . asma e síndromes aspirativas (quadro abaixo). febre e graus variados de insuficiência respiratória.Asma . Laringotraqueobronquites: são caracterizadas pela presença de estridor inspiratório.Infecções respiratórias . nos casos mais graves. Bronquiolite: acomete os bronquíolos e o processo inflamatório leva a graus variáveis de obstrução. o médico deve realizar anamnese e exame físico detalhados. Além dos sinais de obstrução alta.Síndromes aspirativas pouco freqüentes .Imunodeficiências . no sentido de se estabelecer o diagnóstico etiológico. parainfluenza e adenovírus). parainfluenza e Influenza). é fundamental que o médico se assegure de que a criança apresenta sibilância.Discinesia ciliar . mas pode haver infecção secundária por bactérias . permanece assintomática até os 6 anos de idade. podendo ser aguda (cura em 2 semanas). devido à variação sazonal dos surtos de parainfluenza e Influenza. Sua etiologia é viral (vírus sincicial respiratório. nos meses de outono e inverno. a 2 semanas ou mais.Malformações vasculares .Alergia ao leite de vaca . pois apresentam evolução benigna e não necessitam ser submetidas a investigações desnecessárias.Malformações pulmonares . Bronquite: é um processo inflamatório de traquéia e brônquios maiores.Cardiopatias .Aspiração de corpo estranho .3 semanas) ou recorrente (4 ou mais episódios/ano).Síndrome de Löeffler (parasitoses de ciclo pulmonar) . pode haver acometimento das vias aéreas menores. cerca de 60%. Diante da queixa de chiado no peito. estertores e sibilos. Uma vez caracterizada a presença de sibilância. com ausculta de roncos. As causas mais freqüentes de sibilância na infância são associadas a infecções respiratórias.Raquitismo . vírus sincicial respiratório. O tempo de duração varia de 3 dias.Tuberculose . Acomete principalmente crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. rouquidão.Displasia broncopulmonar raras . as etiologias mais comuns. Influenza. geralmente nos meses frios. crônica (sintomas por mais de 2 .Fibrose cística . adenovírus. devendo ser diferenciadas daquelas com asma de início precoce ou com outras doenças que cursam com chiado recorrente. Geralmente é viral (rinovírus. Acomete crianças entre 6 e 12 meses de idade. nos casos leves.Deficiência de Þ-1antitripsina A maioria das crianças que iniciam quadros recorrentes de sibilância nos primeiros 2 anos de vida.

após 3 a 4 dias. Copyright © 2001 IDS . Outros agentes devem ser lembrados em recém-nascidos e lactentes (Chlamydia trachomatis) e em escolares e adolescentes (Mycoplasma pneumoniae). pensar em infecção bacteriana secundária. Quando o quadro febril se prolonga.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nos quais pode ocorrer dispnéia e insuficiência respiratória. O quadro clínico é de coriza e febre e.(principalmente Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae). aparecimento de tosse produtiva. exceto em lactentes pequenos. Não há acometimento do estado geral.

nos países em desenvolvimento. no Brasil.729 óbitos) foram por infecções . Os agentes causais das pneumonias adquiridas na comunidade variam de acordo com a idade e o estado de saúde do paciente. Cerca de 80% das pneumonias na infância são devidas a vírus e bactérias. a etiologia viral é a de maior prevalência.833 mortes por doenças do aparelho respiratório em menores de 5 anos de idade. Em 1997. houve 7. ao passo que. nos países desenvolvidos. predomina a etiologia bacteriana (estimada em 60% dos agentes identificados).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Alfredo Elias Gilio2 Última Atualização: 9/20/2001 11:17:12 AM 1 2 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Diretor da Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da USP Quadro clínico e Epidemiologia Pneumonia aguda é o nome genérico utilizado para definir uma variedade de processos inflamatórios do parênquima pulmonar por agentes infecciosos e não-infecciosos. sendo que. das quais cerca de 73% (5.

as doenças do aparelho respiratório foram a primeira causa de mortalidade nessa faixa etária nas regiões Sudeste e Sul e a segunda nas regiões Norte. Os fatores que interferem nos mecanismo de defesa da criança. coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b e a contaminação do ar doméstico devido ao uso de combustíveis de origem orgânica para calefação e para o cozimento dos alimentos estão associados à maior gravidade das insuficiências respiratórias agudas (IRA) nos menores de 5 anos. nos países em desenvolvimento. mais raramente. Outro fator de risco importante a ser pesquisado é a presença de tabagistas no domicílio. pois está comprovado que a fumaça de cigarro. predominam o estreptococo do grupo ß e os bacilos gram-negativos. principalmente contra sarampo. Por outro lado. os mais importantes são o pneumococo e Mycoplasma pneumoniae. Nordeste e Centro-Oeste. é grande a freqüência das bactérias. a privação ou curta duração do aleitamento materno. tais como a alta prevalência de baixo peso ao nascer e de desnutrição.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Pode-se inferir que o número de consultas por pneumonia é relativamente baixo pelos mesmos motivos elencados para explicar as mortes domiciliares. Por este motivo e também porque na prática clínica. Os vírus e as bactérias são os principais agentes etiológicos das pneumonias nas crianças de qualquer idade. enquanto as pneumonias representam apenas 8 a 12% desses atendimentos. principalmente nos países desenvolvidos. particularmente a Escherichia coli. nas crianças de 2 meses a 5 anos de idade.85% do total de óbitos. correspondendo a 6. Nesse período. Nas crianças abaixo de 2 meses de idade. seguido pelo Haemophilus influenzae e. a abordagem da criança com pneumonia deve ser feita considerando-se os casos como sendo bacterianos. nas crianças acima de 5 anos de idade. Copyright © 2001 IDS . excluindo-se as mortes por afecções perinatais. Além disso. favorece a instalação de infecções respiratórias altas e baixas. constata-se que as infecções respiratórias agudas são responsáveis por cerca de 40 a 60% das consultas em menores de 5 anos de idade. por ser uma substância irritante das vias aéreas. pelo Staphylococcus aureus e. fato este que contrasta com a alta mortalidade por pneumonia. há um largo predomínio do Streptococcus pneumoniae (pneumococo). a falta de imunização.respiratórias. é muito difícil a distinção entre um quadro de pneumonia viral de uma bacteriana. especialmente nos casos mais graves. Há vários estudos epidemiológicos demonstrando a importância dos vírus.

acompanhada por contração intensa dos músculos abdominais. muitos bebês normais regurgitam uma ou mais vezes por dia. Nas primeiras semanas de vida. cessando por volta dos .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sandra Maria Callioli Zuccolotto1 Filumena Maria da Silva Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 5:34:52 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Regurgitação é definida como expulsão não-forçada de alimentos e secreções do esôfago ou do estômago pela boca. pouco tempo após a alimentação. Não se observa a presença de náuseas ou esforço abdominal na eliminação dos alimentos. Vômito é a expulsão forçada de alimentos e secreções do trato gastrintestinal alto pela boca. a evolução do ganho de peso é normal e a diminuição gradativa das regurgitações ocorre ao longo do tempo. Denomina-se regurgitação fisiológica a situação na qual a criança não apresenta outros sintomas.

sete a oito meses de idade. pois não é incomum o encontro de mães inexperientes que consideram anormal o padrão de regurgitação esperado para a idade. após as mamadas. o conhecimento de em quais faixas etárias predomina facilita abordagem diagnóstica da criança com vômitos (Quadro 1). representado por leite coalhado. que pode ou não estar misturado a alimentos. a expulsão do ar por meio do arroto pode causar regurgitação do leite. a criança respira durante a sucção e. como são muitas as situações e doenças que determinam esse sintoma. as características do material eliminado pelo vômito permitem inferir de onde retorna esse conteúdo. Além disso. pela história e observação da amamentação da criança durante a consulta. inicialmente. recebe excesso de leite em cada mamada. quando a respiração e a sucção passam a ocorrer de forma alternada. se as seguintes situações. Na maioria dos casos. Assim. especialmente no primeiro mês de vida. Associam-se a quadros obstrutivos intestinais e de hipertensão intracraniana. súbitos. os dados obtidos na história e no exame físico permitem levantar essas hipóteses diagnósticas e orientam o encaminhamento para investigação especializada no centro de referência. Esse padrão geralmente cessa a partir dos seis meses de idade. (2) se o lactente em aleitamento artificial. encontra-se comprometimento do estado nutricional da criança ou dificuldade para engolir os alimentos. as regurgitações podem estar associadas à presença de vômitos e. sugerem obstrução do intestino. Vômito pode ser a queixa principal que leva a criança ao médico ou aparece como parte do quadro clínico de diversas doenças. mas pode ser apenas a eliminação de sangue deglutido proveniente da rinofaringe ou de fissuras da mama materna. estão presentes: (1) aquelas que favorecem a ingestão excessiva de ar antes ou durante as mamadas como choro intenso. Refluxo gastroesofágico fisiológico e erros de técnica alimentar são as causas mais comuns de regurgitação e vômitos no lactente. semelhante à borra do café. Em seguida. sendo necessário mantê-la alguns minutos levantada. Vômitos em jato caracterizam-se por serem inesperados. Nos casos em que há problemas de estreitamento congênito ou de lesões adquiridas do esôfago. às vezes violentos e não serem precedidos de náuseas. que podem causar regurgitação e vômitos. Esse fato explica a necessidade da criança de arrotar. A hematêmese geralmente decorre de sangramento digestivo alto. Se a criança é colocada na posição deitada imediatamente após ter mamado. o qual é levado junto com o alimento para o esôfago e estômago. conseqüentemente. Hematêmese é o vômito com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido. alimentos parcial ou totalmente digeridos ou suco gástrico de cor amarela quando o paciente encontra-se em jejum por várias horas. ou orifício do bico da mamadeira muito grande ou muito pequeno. A abordagem diagnóstica do lactente com queixa de regurgitações freqüentes deve ser realizada. procura-se identificar. geralmente. Vômito de alimentos não digeridos sugere estreitamento ou obstrução do esôfago ou do esfíncter inferior do esôfago. . Durante os primeiros seis meses de vida. verificando-se a experiência materna com a alimentação do bebê. Assim. ocorre preenchimento da orofaringe com ar. na posição vertical. (3) se a criança é muito manipulada após as mamadas e (4) se o bebê não é colocado para arrotar após as mamadas. com importância variável no conjunto de sintomas. A presença de vômito bilioso (de cor verde) ou vômito fecal (com odor de fezes). os vômitos são de material contido no estômago.

1.infecções respiratórias . Quadros obstrutivo congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago.gotejamento retronasal e secreção faríngea · aparelho gastrintestinal .hérnia inguinal encarcerada . antibióticos e outras .pancreatite .esofagite .meningite. Doença metabólica . Doença metabólica .colecistite · aparelho geniturinário .uremia . Doenças endocrinológicas .tosse . Refluxo gastroesofágico fisiológico 3.tubulopatias · sistema nervoso central .intoxicação medicamentosa acidental . Outras 6.cinetose . encefalite · sistema endocrinológico . Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não à hérnia de hiato 5.hiperplasia congênita de supra-renal LACTENTE 1. Doença do refluxo gastroesofágico associada ou não a hérnia de hiato 5. Enteroparasitoses: giardíase 6.hepatite viral .vômitos psicogênicos .erros inatos do metabolismo 6. Doença endocrinológica . piloro ou intestino 5.enxaqueca EM QUALQUER IDADE · aparelho respiratório .erros inatos do metabolismo 5.Quadro 1 .vômitos psicogênicos .2.litíase .gastrite erosiva secundária . Refluxo gastroesofágico fisiológico 3.suboclusão ou oclusão intestinal por áscaris .3. NO PRIMEIRO MÊS DE VIDA 1.3. Regurgitação fisiológica 2. como sulfato ferroso.gastroenterite aguda .síndrome do vômito cíclico . Outras 5.1.cetoacidose diabética · miscelânea .Causas de regurgitação e vômitos por faixa etária.pielonefrite aguda .2. Regurgitação fisiológica 2.efeito colateral de algumas drogas. Quadros obstrutivos congênito ou adquirido ou quadros inflamatórios do esôfago. Técnica alimentar inadequada 4. piloro ou intestino 6.insuficiência renal crônica .intoxicação alimentar .úlcera péptica secundária ESCOLAR . Técnica alimentar inadequada 4.hiperplasia congênita de supra-renal PRÉ-ESCOLAR .

O comprometimento do sistema nervoso central costuma cursar com vômitos em jato. nas crianças com precárias condições de vida.úlcera péptica secundária ADOLESCÊNCIA .úlcera péptica Quando o vômito é a principal ou única manifestação. Deve-se. o que sugere o diagnóstico de intoxicação alimentar. Na otite média aguda. inflamações das vias respiratórias podem se acompanhar de vômitos causados pelo estímulo vagal desencadeado na amigdalite. ácido acetilsalicílico . na estrongiloidíase. a dor abdominal é difusa. mas logo aparecem outros sintomas que permitem definir o diagnóstico como nos casos de gastrenterite aguda viral.gravidez . A Criança com quadro agudo de vômitos No quadro agudo. além dos vômitos. Deve-se. na encefalite. nas quais é possível identificar início recente ou história de longa duração. Consideram os seguintes critérios para definir vômito recorrente: pelo menos três episódios. também. existem outras com quadro semelhante. intoxicação alimentar e hepatite viral. Na giardíase.enxaqueca . anorexia e dor abdominal. faringite e na presença de tosse. é preciso caracterizar se o quadro é agudo ou recorrente. sugerindo gastroenterite por rotavírus ou por agentes bacterianos.Deve-se distinguir uma doença aguda ou um episódio agudo no decorrer de uma história de vômito recorrente. Assim. o vômito pode ser a manifestação clínica inicial. na creche que a criança freqüenta. acompanhada de vômitos. os vômitos são devidos ao quadro associado de labirintite.gastrite erosiva secundária . diarréia com ou sem sangue. O comprometimento de outros sistemas pode apresentar o vômito como um dos sintomas do quadro agudo. pesquisar se houve contato com crianças com hepatite viral e se. digitálicos. Vômitos podem ser decorrentes de intoxicação crônica ou acidental por teofilina. A concomitância de diarréia direciona a suspeita diagnóstica para o quadro de infecção intestinal ou intoxicação alimentar.. verificar se uma ou mais pessoas que ingeriram o mesmo alimento apresentam quadro de náuseas. Excetuando-se as situações extremas.anorexia nervosa/bulimia . então. num período mínimo de três meses. como na meningite. . Entre as helmintíases. é difícil definir o momento em que os quadros de vômitos perdem o seu caráter agudo e tornam-se crônicos.síndrome do vômito cíclico . hemorragia intracraniana e no hematoma subdural. diarréia e cólicas abdominais. aparecem diarréia aquosa. geralmente associados a outros sintomas. inicialmente. bacteriana ou por enteroparasitose. O acometimento agudo do trato urinário pode desencadear vômitos como a pielonefrite aguda e a litíase renal. se têm contato com esgoto a céu aberto ou córregos poluídos. Investigar. vômitos.

do íleo paralítico na peritonite por perfuração de víscera oca e de íleo infeccioso. com vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. Embora cerca de 50% dos lactentes apresentem regurgitação ou vômitos recorrentes como queixa isolada. como é o caso da palpação do tumor pilórico na estenose hipertrófica de piloro. A criança com quadro recorrente de vômitos Para a abordagem da criança com queixa de vômitos recorrentes. . identificar se há comprometimento do estado nutricional e/ou presença de manifestações sistêmicas e se as características dos vômitos sugerem obstrução ou lesão do trato gastrintestinal ou de alteração no sistema nervoso central. num primeiro momento. sendo que essas manifestações podem não ser. é possível identificar os sinais de alerta que auxiliam a suspeitar de abdome agudo. 3. 1. os quais. do acúmulo de líquido na cavidade peritoneal. inclusive. Vômito: repetitivo ou bilioso.Na queixa aguda de vômitos. sendo que todos os casos devem ser encaminhados imediatamente para atendimento hospitalar. a história e o exame físico permitem diagnosticar o abdome agudo. Distensão abdominal: pode ser decorrente da distensão das alças intestinais nas obstruções baixas do trato digestivo. Nos desnutridos e prematuros sem afecção do trato digestivo. 4. em alguns. como técnica alimentar inadequada. apenas 5% apresentam alguma doença significante.e outros medicamentos ou do efeito colateral do sulfato ferroso e de antibióticos. A partir da história e exame físico. podem determinar complicações e até o óbito. entretanto. A maioria desses casos é decorrente da combinação de vários fatores. o peristaltismo intestinal pode ser visível devido ao fato de a parede abdominal ser muito delgada. da presença de um ou mais tumores na obstrução intestinal por "bolo de áscaris" e do tumor em forma de salsicha na invaginação intestinal. o diagnóstico etiológico. Na maioria dos casos. Peristaltismo visível: quase sempre constitui um indicador da presença de obstrução em alguma parte do tubo digestivo. o tratamento é eminentemente clínico. distúrbios na relação do binômio mãe e filho e imaturidade da junção gastroesofágica (refluxo gastroesofágico fisiológico). Enterorragia: sangramento intestinal associado a outros sinais de abdome agudo indica o comprometimento da mucosa das porções baixas do trato gastrintestinal. 5. Tannuri relaciona os seguintes sinais de alarme. devido à sua gravidade. o maior desafio da equipe de saúde é o diagnóstico e intervenção precoces nos quadros de abdome agudo. é importante. 2. fecalóide ou em jato é o primeiro e mais importante sintoma de obstrução intestinal. concomitantes. O abdome agudo é caracterizado pela presença de dor de aparecimento súbito. A maioria dos casos de abdome agudo é de resolução cirúrgica. necessariamente. Para aqueles com baixo ganho ponderal ou . Tumoração abdominal: a palpação de tumorações abdominais associada a outras manifestações clínicas de abdome agudo pode orientar.

especialmente quando sempre são no pulmão direito . Na maioria das crianças. Os vômitos podem ser desencadeados por situações que geram medo ou ansiedade. que se acompanha de sintomatologia digestiva .perda ou baixo ganho ponderal Manifestações respiratórias . considerar o refluxo gastroesofágico (RGE). Para o diagnóstico da enxaqueca.crises de apnéia .emagrecimento. comum em lactentes e adultos normais. Esse tipo de RGE. inicialmente. Estima-se que cerca de 20% dos bebês sadios têm episódios de regurgitação suficientemente freqüentes para que sejam considerados como problema pelos pais.e que melhora com o crescimento.vômitos com perda ou baixo ganho ponderal Manifestações devido à esofagite e suas seqüelas .epigastralgia (dor retroesternal) . a causa mais freqüente é a doença do refluxo gastroesofágico.).dificuldade para deglutir .anemia . a cefaléia deve estar associada ao episódio de vômitos (ver capítulo Dores Recorrentes na Infância. além dos vômitos. tendo resolução espontânea até os 12 a 15 meses de idade. com dilatação da pelve renal ou hidronefrose. Manifestações devido à regurgitação e suas seqüelas: .retorno involuntário do material ingerido do estômago para o esôfago.opistótono .irritabilidade . a enxaqueca.sono agitado .Quadro clínico da doença do refluxo gastroesofágico na infância. Refluxo gastroesofágico . quando são forçados a comer.pneumonias de repetição. portanto.pirose . a hipertensão intracraniana. Deve-se. como uma condição normal do lactente. Quadro 2 . é denominado fisiológico. que não apresenta nenhuma repercussão na vida da criança. Uma situação comum nos pré-escolares são os vômitos imediatamente após as refeições. Das causas de vômitos recorrentes fora do trato digestivo. o RGE não tem complicações e é autolimitado. há comprometimento da evolução ponderal. que acomete mais freqüentemente crianças a partir dos seis anos de idade e adolescentes. esofagite ou quadro respiratório importante.sangramento digestivo . e outras.vômitos e/ou regurgitações .quadro bronquítico de difícil controle . com ou sem vômitos associados (Quadro 2 ). a insuficiência renal crônica (uremia). têm-se as anomalias obstrutivas do trato urinário. Define-se como doença do refluxo gastroesofágico a condição na qual.

tosse crônica Outras manifestações . Apesar de ter baixa sensibilidade e especificidade.1992. ao mesmo tempo em que é feita a investigação laboratorial na busca de causas orgânicas (distúrbios gastrintestinais. Portanto. inicia-se a investigação pelo estudo radiológico contrastado do esôfago-estômago-duodeno (EED). infecções de vias aéreas superiores. a ausência de RGE no EED não exclui o diagnóstico e as medidas devem ser mantidas. metabólicos ou endocrinológicos e processos intracranianos). menstruação.caracteriza-se por crises de vômitos precedidos por náuseas e ânsia. Síndrome do vômito cíclico . no sentido de incluir o conhecimento dos aspectos psicoafetivos e psicossociais da criança. Na maioria dos casos é possível identificar os fatores desencadeantes das crises de vômitos como situações que geram ansiedade ou euforia. entre outros. Quando o diagnóstico provável é de refluxo gastroesofágico fisiológico. quando se identificar na comunidade crianças que foram internadas várias vezes com vômitos e desidratação por motivos não esclarecidos é importante encaminhá-las para centros especializados para investigação diagnóstica. exposição a temperatura elevada. INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR A necessidade da realização de exames laboratoriais nos pacientes com quadro agudo ou recorrente de vômitos é definida pelos dados encontrados na história e exame físico. que só está disponível em alguns centros especializados. isto é. o EED apresenta como vantagem a possibilidade de demonstrar alterações anatômicas como hérnia de hiato. não há necessidade de confirmação laboratorial. A média de hospitalização nas populações estudadas é de 12 vezes por ano. estenose hipertrófica do piloro e alterações no mecanismo da deglutição. várias doenças podem se manifestar com a síndrome dos vômitos cíclicos. As faixas etárias mais acometidas são a pré-escolar e a escolar. com período intercrítico assintomático. conhecer a rotina de vida e as reações e relações da criança na família e na escola. A positividade do EED é variável nos diferentes serviços. estenose esofágica. cinetose. No entanto. Assim. exaustão física.. Nos casos com suspeita de doença do RGE. O exame de maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de RGE é a pHmetria do esôfago (teste do refluxo ácido). em média em torno de 50%. sem etiologia definida e sem outros . Portanto. Deve-se orientar os pais a suspenderem o uso dos medicamentos anti-refluxo cinco dias antes da realização do EED. a abordagem diagnóstica da criança com essa síndrome deve ser abrangente. diminuindo a prevalência durante a adolescência e sendo rara em adultos.síndrome da quase-morte súbita Adaptado de Orestein . ABORDAGEM TERAPÊUTICA Quadros agudos de vômitos Para o tratamento inicial do quadro agudo de vômitos. desde 40 até 86%.

retardar a instituição do tratamento especifico. 150 mg/dia e 300 mg/dia para crianças até seis anos de idade. tonturas. em pequena quantidade. respectivamente. não ultrapassando a dose de 75 mg/dia. inicia-se a reintrodução da dieta adequada para idade. dimenidrinato e metoclopramida. No Quadro 3. sem restrição ao uso de leite materno ou leite de vaca ou de outros alimentos naturais (não industrializados). As drogas antieméticas. secura da boca e das vias respiratórias e retenção urinária.sinais ou sintomas de gravidade. Os líquidos são melhor tolerados quando gelados ou à temperatura ambiente. Efeitos colaterais: sonolência e sedação. devem ser utilizadas com cautela. insônia. mantém-se a pausa alimentar durante a fase de reidratação e não devem ser administrados antieméticos (ver capítulos Diarréia Aguda e Desidratação). divididas em três vezes. dividida em quatro vezes.1 mg/kg/dose. com as respectivas condutas enquanto a criança aguarda a transferência. Quadro 3. recomenda-se a dose de 0. em alguns casos. trismo. por via oral. Efeitos colaterais: inquietação. de cinetose. otite média aguda. de modo a dificultar o diagnóstico precoce da deterioração do quadro clínico e da sua etiologia e. Contraindicações: em pacientes epiléticos ou que estejam recebendo outras drogas que podem causar sintomas extrapiramidais. mantendo-se a oferta de líquidos. Para crianças com idade inferior a seis anos. posições bizarras da cabeça e dos ombros. água e chás. opistótono e aumento generalizado do tônus muscular). os antieméticos podem ser utilizados nos casos em que se conhece a etiologia do vômito. Quanto à metoclopramida. sinusite e. urticárias e sintomas extrapiramidais (espasmos dos músculos faciais. Quando o vômito associa-se à diarréia e desidratação.5 mg/kg/dia. por uma ou duas horas. A dose preconizada de dimenidrinato por via oral ou intramuscular é de 5 mg/kg/dia. fadiga. entre 6 a 12 anos e maiores de 12 anos. cefaléia. sonolência. Em seguida. conseqüentemente. recomenda-se não ultrapassar 0. Contra-indicações: crianças até 30 dias de vida e pacientes com hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula. Assim. pois podem mascarar os sintomas. em pequena quantidade e a intervalos menores do que o habitual. Condutas nas crianças com quadros clínicos graves com queixa de vômitos . estão descritos os quadros agudos de vômitos que devem ser referidos imediatamente para o hospital. Dose máxima: 15 mg/kg/dia. como no caso de amigdalite aguda. Podem ocorrer também tonturas. recomenda-se pausa alimentar de curta duração. excitação. intramuscular ou endovenosa.

como no caso do lactente em aleitamento materno cuja mãe apresenta fissuras mamárias com sangramento e nas crianças com sangramento nasal concomitante) · suspeita de intoxicação por ingestão habitual de medicações como teofilina.proceder a hidratação por via endovenosa . digitálicos. instalar soro de manutenção Conduta · não dar antieméticos · não dar antibióticos · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: .SUSPEITA DE ABDOME AGUDO · vômitos biliosos Sinais e sintomas .sangramento intestinal QUADRO CLÍNICO · vômitos com sangue vivo liqüefeito e/ou com coágulos ou com sangue digerido.quando possível. instalar soro de manutenção .proceder a hidratação por via endovenosa . aminofilina. Para as crianças com suspeita de RGE. a prevenção dos processos aspirativos pulmonares e a instalação ou a progressão da esofagite.peristaltismo visível ou . semelhante à borra do café.se não estiver desidratado.com cheiro de fezes ou associação de vômitos repetitivos ou vômitos em jato com: .de cor verde ou · vômitos fecalóides . a abordagem terapêutica visa a melhora dos sintomas. são feitas as orientações adequadas e agendado retorno em sete dias para verificar a evolução do quadro e a aderência às orientações.palpação de massas no abdome ou . . que pode ou não estar misturado a alimentos (exceto quando há certeza de deglutição de sangue. ácido acetilsalicílico e outras · ingestão de corpo estranho ou de produtos químicos · não dar antieméticos · não colocar sonda nasogástrica · manter jejum · referir imediatamente para o hospital · se a transferência não for feita imediatamente: .parada de eliminação de gases e fezes ou .se não estiver desidratado. instalar sonda nasogástrica · e mantê-la aberta Quadro recorrente de vômitos Para os lactentes nos quais são identificados erros de técnica alimentar.

bem como a manipulação das crianças após as refeições. para diminuir a distensão estomacal. cujo bojo e gargalo representam o estômago e o gargalo. alimentos gordurosos e frituras. por vezes.desenho com a moringa deitada e em posição oblíqua (a 45º). deve-se ter o cuidado de avaliar o valor protéico. colocando apoios (por exemplo.Diante da suspeita clínica de RGE fisiológico. com a elevação da cabeceira do berço e o auxílio de suspensório adaptado às vestes. para mães que não são costureiras: costurar um tecido de algodão na parte de trás de uma calça curta e. gema de ovo. B. Orientação sobre a necessidade de decúbito elevado de pelo menos 45º . sejam feitas de forma detalhada (Figura 1). calórico e vitamínico resultante da dieta proposta. abrir o tecido em duas tiras. na reavaliação após uma semana. No entanto. suspeitando que ele possa ser a causa dos vômitos da criança. evitando-se a posição de bruços para dormir devido à sua associação com a síndrome da morte súbita em lactentes. no estrado. bem acima da cabeça da criança. Alguns alimentos devem ser evitados por diminuírem a pressão do esfíncter inferior do esôfago. explicando-se a normalidade da situação. que não apresentarem boa resposta ao tratamento postural. é fundamental a tranqüilização dos pais. instituir tratamento dietético: para os lactentes em aleitamento artificial ou misto. 1 . nesses casos. devese verificar. café. para que não haja prejuízo nutricional da criança. respectivamente. Aliás. com inclinação da cadeira de 60º. 2. respectivamente. adicionando-se cereais na concentração de 3 a 4%. uma e meia ou duas colheres das de chá rasas para cada 100 ml de leite. se não houver melhora significativa dos sintomas. Água e sucos não-cítricos não devem ser oferecidos às refeições. frutas cítricas. Não existe indicação para substituição do leite materno por leite de vaca nos casos de RGE. o aleitamento materno deve ser incentivado. pode reproduzir para facilitar a compreensão da necessidade de decúbito elevado para o tratamento do RGE e de como fazê-lo. A. Confecção de suspensório simplificado. sem habilidade de desenhar. antes de se excluir. como já foi referido. tijolos) sob os pés da cabeceira e como fixar o suspensório no berço com as tiras do tecido amarradas nas grades ou. orienta-se oferecer porções menores e mais freqüentes dos alimentos e espessamento do leite de vaca. devem continuar a ser alimentadas sob livre demanda. isto é. ficam inseguras à respeito do próprio leite. É importante que as orientações sobre como realizar o decúbito elevado. . antes de cada mamada. não há necessidade de investigação laboratorial e a seqüência da introdução das medidas terapêuticas pode ser a seguinte: 1. C. Pode-se utilizar o "bebê conforto". Dessa forma. a gema de ovo. duas a três colheres das de chá de papa de Epstein1. devese ter o cuidado de verificar a possibilidade de substituí-la por outro alimento de valor nutritivo semelhante. pois as mães. sob o colchão. primeiramente. oferecendo-se.Sugestão de desenhos que o profissional de saúde. Deve-se evitar o uso de roupas apertadas. Geralmente as medidas posturais são suficientes para diminuir a sintomatologia: posição em decúbito lateral elevado a 45-60º. por exemplo. se houve adesão adequada da família em relação ao decúbito elevado 24 horas por dia e. As crianças em aleitamento materno exclusivo. Desenho que orienta como elevar o berço. Fig. como chás. chocolate.

A papa fria tem consistência de pudim. deixando a cisaprida como medicamento a ser instituído.). Assim. iniciando-se a investigação laboratorial por meio da solicitação do EED (suspender a bromoprida cinco dias antes da realização do exame) e encaminhando-se a criança para o centro de referência especializado. A bromoprida. deve-se evitar o seu uso em portadores de doenças cardíacas e hepáticas. mantidas até seis meses após o desaparecimento dos sintomas. deve-se introduzir as medidas posturais e dietéticas e reavaliar em sete dias. Com base nesses relatos. mais raramente. espasmos musculares localizados ou generalizados. 1 Papa de Epstein . mesmo com o uso de bromoprida. predispõem à arritmia cardíaca. dividida em quatro a seis vezes por dia uma hora antes das mamadas ou das refeições e antes de ir dormir. Além disso. cefaléia. Preparo: cozinha-se a farinha na água açucarada. calafrios e. apesar de as medidas posturais e dietéticas estarem sendo feitas de modo correto. . azitromicina. Se houver melhora clínica. Para as crianças com quadro clínico sugestivo de doença do RGE. se não houver melhora clínica significativa. inibidores das proteases (anti-retrovirais). várias publicações têm relatado o encontro de alteração da repolarização ventricular associada ao uso de cisaprida. 1 colher das de chá de açúcar.3. com a receita médica sendo retida na farmácia. o médico deve estar ciente de que está contra-indicado o uso concomitante de cisaprida com as medicações dos seguintes grupos: macrolídeos (eritromicina. 4.5 a 1 mg/kg/dia. reversíveis com a suspensão do medicamento ). considera-se a possibilidade de doença do RGE. A medicação considerada mais eficaz para o tratamento da doença do RGE é a cisaprida. solicita-se a realização de EED. sendo pouco freqüente o surgimento de efeitos colaterais (sonolência. No retorno. associa-se o uso de bromoprida e encaminha-se a criança para o centro de referência especializado. administrada na dose de 0. assim como a instituição concomitante de cisaprida com outras drogas que são metabolizadas na mesma via hepática. a venda da cisaprida no Brasil passou a ser controlada. antiarritmicos e ciclosporina. claritromicina e outros). tem sido muito utilizada na prática. orienta-se que o médico de saúde da família dê preferência ao uso da bromoprida. na semana seguinte. até essa mistura ficar com consistência aumentada.Ingredientes: 3 colheres das de chá de farinha de milho ou de arroz. Se. No entanto. a partir do ano 2000. quando necessário. fluconazol etc. retira-se a mistura do fogo e deixa-se esfriar. em centros especializados. No entanto. Sabe-se que níveis elevados de cisaprida. pode-se instituir o tratamento medicamentoso (bromoprida). Tratamento medicamentoso do RGE: utilizam-se drogas que facilitam o esvaziamento esofagogástrico. astenia. o tratamento medicamentoso deve ser mantido por pelo menos oito semanas e as medidas posturais e dietéticas. recentemente. com reavaliação após uma semana. Quando a resposta a essas medidas não for adequada. 120 ml de água. os sintomas persistirem. antifúngicos imidazólicos (cetoconazol.

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Dra. No Brasil. na região sudeste. da alimentação adequada para a idade e o uso criterioso de medicamentos foram os principais responsáveis pela redução da mortalidade por diarréia aguda.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Profa. Neste grupo ocorre mais da metade dos óbitos atuais por diarréia na infância e verifica- . principalmente às custas da diminuição de óbitos por desidratação. enquanto. sendo que há fortes variações regionais. passou a chamar a atenção a proporção de casos de diarréia aguda que apresentavam evolução por tempo superior a 14 dias. responde por cerca de 6% dos óbitos nesta faixa etária. Ana Cecilia Sucupira1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:08 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A diarréia é importante causa de morbimortalidade em crianças abaixo de 5 anos nos países em desenvolvimento. Os esforços do Programa de Controle da Doença Diarréica. Sandra Grisi1 Dra. Entretanto. priorizando o uso da Terapia de Reidratação Oral (TRO). a doença diarréica responde por quase 1/3 da mortalidade infantil. Na região Nordeste é uma das principais causas de morte entre as crianças menores de 1 ano. com a redução da mortalidade por diarréia aguda e desidratação.

Diarréia Aguda Diarréia Persistente Copyright © 2001 IDS . Esta condição é chamada de diarréia persistente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .se um grande comprometimento do estado nutricional.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Filumena Maria da Silva Gomes1 Vera Freire Gonçalves1 Última Atualização: 9/5/2001 5:37:56 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Desidratação é a deficiência de água e eletrólitos corpóreos por perdas superiores à ingestão devido a ingestão reduzida (anorexia. perda aumentada cutânea e respiratória (queimaduras e exposição ao calor). A diarréia é causa importante de óbitos em crianças menores que 5 anos. administração de diuréticos. A incidência é maior nas populações de baixo nível sócio-econômico. A causa mais freqüente. desnutridas. podendo evoluir. perda aumentada urinária (diurese osmótica. em crianças sem aleitamento materno. insuficiência renal crônica e da supra-renal). na faixa pediátrica. perda aumentada gastro intestinal (vômitos e diarréia). decorre de perdas pelo trato gastrintestinal. coma e restrição hídrica). . de modo mais prolongado e desfavorável. imunodeprimidas ou com doença crônica.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Ana Cecilia Silveira Lins Sucupira1 Paulette C. Douek1 Última Atualização: 9/5/2001 6:41:10 AM 1 Médica Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Cefaléia Dor abdominal Dor em membros .

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a médio e longo prazo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Márcia Melo Campos Pahl1 Jaqueline Christiane Lanaro1 Última Atualização: 9/5/2001 6:40:04 AM 1 Médica Assistente do Hospital Universitário da USP A infecção urinária é uma doença freqüente em crianças. A apresentação varia da bacteriúria assintomática a pielonefrite aguda. Estes riscos potenciais justificam a ênfase dada ao diagnóstico precoce. descritas em 50% dos pacientes com infecção urinária. a válvula de uretra posterior nos meninos e a presença de distúrbios funcionais da micção. a estenose de junção uretero-pélvica. 1/3 das crianças com insuficiência renal crônica é portadora de pielonefrite crônica associada a nefropatia obstrutiva ou de refluxo. as cicatrizes renais. . são o refluxo vésico-ureteral. que representa potencial risco de bacteremia e instalação de lesões renais irreversíveis. O refluxo vésico-ureteral é detectado em cerca de 20 a 40% de pacientes com infecção urinária e as obstruções das vias urinárias ocorrem em 10% dos meninos e 1% das meninas com infecção urinária. A presença de alterações morfo-funcionais das vias urinárias em pacientes com infecção urinária aumenta o risco de seqüelas renais.Estas alterações. Em nosso meio. Estas lesões aumentam o risco de hipertensão arterial e de insuficiência renal crônica.

A maior parte das infecção urinária tem como agente etiológico os germes da flora intestinal. choro às micções e alterações na coloração da urina. irritabilidade. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações clínicas da infecção urinária variam com a faixa etária e localização da infecção. isoladamente. escolares e adolescentes. especialmente até os 6 meses de idade.. polaciúria. anorexia. No período neonatal. é um gramnegativo não-pertencente à família Enterobacteriaceae que também pode ser causador de infecção urinária. Dor abdominal e/ou em baixo ventre também são relatos comuns. Ganho ponderal inadequado. As manifestações mais freqüentes são disúria. principalmente após manipulação das vias urinárias ou em pacientes com comprometimento dos mecanismos de defesa. A Pseudomonas sp. Morganella sp. pois a grande maioria das infecções ocorre por via ascendente. vômitos diarréia e cólicas abdominais). . Serratia sp.. o quadro clínico é ainda inespecífico. As infecções por Staphylococcus saprophyticus são mais freqüentes nas faixas etárias pré-puberal e puberal. ganho de peso inadequado e manifestações gastrintestinais (náuseas..A prevalência de infecções urinárias sintomática varia de acordo com o sexo e faixa etária. Klebsiella sp. bactérias gram-negativas ou bacilos aeróbicos conhecidos como Enterobacteriaceae. No sexo masculino. A infecção urinária é responsável por cerca de 5% das febres inexplicáveis no lactente e tem sido aceita como um marcador clínico de envolvimento do parênquima renal. pré-escolares. Providencia sp. De maneira geral. Nas crianças maiores. especialmente entre os neonatos portadores de uropatias obstrutivas. As vias urinárias podem ser o foco primário de infecção. embora a E. Os Proteus sp favorecem a formação de cálculos de estruvita porque degradam a uréia e alcalinizam a urina.coli predominando. os achados clínicos são bastante inespecíficos e encontramse no quadro 1. a sintomatologia passa a adquirir maior especificidade. sugere acometimento renal. A presença de febre constitui um dado importante. após o primeiro ano de vida. urgência miccional e alterações na cor e odor da urina. A incidência de sepse é menor que no período neonatal. podendo compreender febre. Enterobacter sp. podendo ser manifestação isolada de infecção urinária. Proteus sp. Podem ocorrer.. ainda. Pertencem a esta família a Escherichia coli. Nos lactentes. Salmonella sp. sendo responsáveis por 1/3 das infecções urinárias em meninas maiores de 10 anos de idade.. cresce o número de infecções por bactérias do grupo Proteus sp... associada à dor lombar ou não. mas a sua presença. Nesta faixa etária é obrigatória a pesquisa de infecção urinária nos casos de sepse. após os 6 meses de idade não é indicativo de infecção urinária. A febre como sintoma isolado é menos comum nesta faixa etária. cerca de 1% dos meninos e 5% das meninas apresentam um episódio de infecção urinária até os 12 anos e seu pico de incidência ocorre ao redor dos 4 anos de idade.

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A glomerulonefrite aguda em crianças aparece.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaqueline Christiane Lanaro Márcia Melo Campos Pahl Última Atualização: 9/20/2001 11:36:04 AM Quadro clínico e Epidemiologia A glomerulonefrite difusa aguda (GNDA) é uma doença inflamatória não-supurativa que acomete difusamente os glomérulos de ambos os rins. A infecção de pele ou orofaringe pelo Streptococcus beta-hemolítico do grupo A determina a produção de anticorpos. a mais freqüentemente associada tem sido o estreptococcus betahemolítico do grupo A. embora outros estreptococos (como o pneumococo). Um grande número de infecções virais e bacterianas têm sido incriminadas. Admite-se que o antígeno estreptocócico se deposite na membrana basal . após doenças infecciosas. meningococos e até Mycoplasma já tenham sido relacionados à glomerulonefrite aguda. na maioria das vezes. Entre as bactérias. acompanhada. a GNDA pós-estreptocócica (GNDAPE) é a mais comum. O processo inflamatório glomerular é imunologicamente mediado e resulta na instalação de uma síndrome nefrítica aguda. Esta síndrome caracteriza-se pelo aparecimento abrupto de edema. Em crianças. geralmente. hipertensão arterial e hematúria. de proteinúria e azotemia em graus variáveis. estafilococos.

mas há casos com duração superior a 4 semanas). sobretudo na faixa etária dos 3 aos 12 anos de idade. onde a recuperação se aproxima de 100% dos casos. deve alertar para a possibilidade de exacerbação de doença crônica. produzindo edema. desaparece em 2 semanas. hematúria (presente em 25-50% dos casos. portanto sem período de latência. reduzindo. assim. A hematúria e proteinúria são decorrentes do processo inflamatório dos capilares glomerulares que permite a passagem de hemácias e proteina para a urina. não sendo somente uma conseqüência da retenção hidro-salina e da hipervolemia subseqüente. na proporção de 2:1. Vários estudos demonstram que. O processo inflamatório gerado produz oclusão dos capilares glomerulares. mais jovens que aquelas com faringites. Raramente a doença se repete em um mesmo indivíduo. Durante este período. A probabilidade de um indivíduo desenvolver GNDA na presença de um estreptococo nefritogênico é de 15%. A diurese induzida por diuréticos não necessariamente determina redução nos níveis pressóricos. geralmente. hipertensão arterial (presente em 60 a 80% dos casos .glomerular e. e deve-se. a sepse. A mortalidadde na fase aguda é inferior a 1%. oligúria (diurese menor que 1ml/kg de peso/hora em crianças até 10 kg ou abaixo de 600 ml/m2 de superfície corpórea/dia nas maiores é freqüente). A hipertensão arterial provavelmente tem origem multifatorial. a criança é assintomática. O quadro clínico caracteriza-se por instalação abrupta e abrange os seguintes sinais e sintomas: edema ( presente em 85% dos casos. A queda na filtração glomerular resulta na retenção renal de sódio e água. independentemente do foco primário infeccioso. A doença é mais freqüente em crianças e adolescentes. em geral. O prognóstico dos pacientes que se apresentam com a forma típica de GNDAPE é muito bom e isto é particularmente verdade nas crianças. As manifestações clínicas da GNDA surgem após um período de latência que varia de 1 a 3 semanas (média de 10 dias) após a infecção de orofaringe. a superfície filtrante e determinando redução da taxa de filtração glomerular. contudo. Estudos mostram que crianças que desenvolvem GNDA a partir de piodermites são. moderada). bem como lesão de suas paredes. o sistema renina-angiotensina está acentuadamente inibido. após as infecções de pele. média de 21 dias. O início de uma glomerulonefrite coincidindo com uma infecção. posteriormente. recebe os anticorpos circulantes com conseqüente formação de imunocomplexos e ativação do sistema do complemento. é possível identificar hematúria microscópica e proteinúria em cerca de 30% dos pacientes. Menos de 5% dos casos são vistos em crianças abaixo dos 2 anos de idade e 5 a 10%. insuficiência cardíaca e encefalopatia hipertensiva. no início do quadro. O sexo masculino é mais acometido que o sexo feminino. é leve e restringe-se à face). ocorrem em adultos com mais de 40 anos de idade. e de 2 a 4 semanas. em geral. . sugerindo o envolvimento de outros fatores patogênicos.

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Acne. ginecomastia. como os distúrbios nutricionais. escoliose do adolescente. tratamento específico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 9/5/2001 6:43:18 AM 1 Médico Assistente do Instituto da Criança do HCFMUSP Alguns problemas de saúde têm incidência específica na adolescência. distúrbios menstruais. Acne . As acentuadas variações de crescimento e desenvolvimento físico que ocorrem na adolescência. na maioria das vezes. embora dispensando. as cáries. Outras afecções assumem aspectos especiais. podem constituir importante fonte de ansiedade para o adolescente e sua família. a tuberculose e os acidentes. do atraso da puberdade e do crescimento linear excessivo (quee já foram discutidas no capítulo de crescimento e desenvolvimento puberal). É o caso da baixa estatura. atividade sexual precoce e aqueles de natureza psicológica estão extremamente relacionados ao próprio processo de crescimento e desenvolvimento. retardo puberal.

Ginecomastia Vulvo-vaginites Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

que exige tratamento de urgência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Marco Amatuzzi1 Última Atualização: 12/4/2001 11:36:10 AM Autores: 1 Professor Titular do Departamento de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Afecções traumáticas Afecções congênitas Devemos dividir as afecções na criança em doenças traumáticas. e que algumas fraturas na infância podem levar a sérios problemas circulatórios. . As mais comuns são as doenças traumáticas. Vale recordar que um traumatismo na criança pode provocar lesão da placa epifisária de crescimento. que devem ser prevenidos com diagnóstico precoce e conduta de urgência. congênitas e adquiridas.

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mostram que. intolerância à glicose. alterações tróficas dos . aumento da atividade de fatores da coagulação. as prevalências vão de 7 a 40%. na região Nordeste. de 5 a 38%. Disciplina de Nefrologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP 2 Professora Livre Docente. Ela se associa e interage com outros fatores de risco.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Décio Mion Jr1 Ângela MG Pierin2 Última Atualização: 8/10/2001 11:23:36 AM 1 Professor Livre Docente. A hipertensão arterial é um fator de risco para doença cerebrovascular e coronária. embora não exista um estudo nacional. os estudos regionais realizados com diferentes critérios de definição da doença e de medida da pressão arterial. No Brasil. podendo chegar a 50% nos idosos. no Sul. de 1 a 27% e no Centro Oeste. Escola de Enfermagem da USP Epidemiologia e definição A hipertensão arterial é uma doença altamente prevalente. obesidade central. no Sudeste. de 6 a 17%. atingindo cerca de 15 a 20% da população adulta. microalbuminúria. insuficiência cardíaca e renal. como dislipidemia. resistência à insulina.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .vasos. hipertrofia e alteração da função diastólica de ventrículo esquerdo.

O diabetes é um distúrbio metabólico caracterizado pelo aumento da glicose sangüínea por deficiência de insulina ou por resistência periférica à ação da insulina. mas. O diabetes gestacional não será abordado no presente texto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Paulo Andrade Lotufo1 Última Atualização: 9/21/2001 6:44:04 AM Autores: 1 Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia O metabolismo de carboidratos é regulado pela insulina e pelos hormônios contrareguladores. estando asssociado a mecanismos auto-imunes ainda não bem definidos. o diagnóstico somente é feito em situação emergencial em jovem em coma cetoacidótico. onde se destacam a obesidade . sendo a mais freqüente a deflagrada pelo uso de corticosteróides como medicamentos. O diabetes tipo 2 ocorre na faixa adulta. e o não-insulinodependente.seja ela global ou . polidipsia. como o glucagon. muitas vezes. depois dos 40 anos. polifagia. com forte determinação por fatores ambientais. ou tipo 1. Situações onde há excesso de hormônios contra-reguladores são raras. o cortisol e o hormônio do crescimento. ou tipo 2. O indivíduo apresenta poliúria. O tipo 1 tem seu início na infância ou na adolescência. como infecções viróticas e processos alérgicos. O diabetes é classificado em dois tipos: o insulino-dependente. emagrecimento.

sendo diagnosticada. Importante ressaltar que o diabetes tipo 2.000 habitantes entre 0 a 14 anos e a do tipo 2 é de 7. por quase não apresentar sintomas. seguido das complicações arteriais cerebrais e em membros inferiores e pelo comprometimento das arteríolas em rins e retina. o diabético que sobreviva a eventos cardiovasculares como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral terá um risco maior de desenvolver insuficiência renal em níveis dialíticos ou de ficar cego.8 % da população entre 30 e 69 anos. a hiperglicemia sem cetose induz ao coma hiperosmótico. A ação da hiperglicemia no endotélio e em outros mecanismos bioquímicos provoca uma série imensa de agravos cardiovasculares em ambos os típos de diabetes. No Brasil. na maioria das vezes. Em suma. A alteração osmótica provocada pela hiperglicemia e pela produção elevada de corpos cetônicos provoca uma situação crítica do equilíbrio ácido-básico e hidroeletrolítico em crianças e jovens diabéticos com sério risco de vida. A sua apresentação clínica é bastante frustra. a inatividade física e o tabagismo. a prevalência do diabetes de tipo 1 varia de 7 a 12 por 100. Em idosos. O principal é a carga elevada de doença coronária provocada pelo diabetes. por queixas vagas ou em rastreamento. costuma ser desconhecido em quase metade dos portadores.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .localizada no abdome -. mostrando que a freqüência do tipo 2 é muito maior do que a do tipo 1. que pode ser confundido com um evento cerebrovascular agudo. situação esta encontrada no nosso e em outros países. Copyright © 2001 IDS .

A angina do peito pode ser definida como a presença de dor no peito ocasionada por sofrimento (isquemia) do músculo cardíaco (miocárdio). fundamentalmente angina do peito e infarto do miocárdio (52. a presença de obstrução aterosclerótica em artéria coronária.do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Dentre as doenças cardiovasculares.1% naquela acima de 64 anos. José Carlos Nicolau1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:06 AM Autores: 1 Livre-Docente em Cardiologia .br).9%).USP.8% na faixa etária entre 50 e 64 anos.9% no Nordeste e 34.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof.datasus. Pode ser dividida. e 47. as doenças cardiovasculares constituem-se a maior causa de óbito em todas as regiões do Brasil. Disciplina de Cardiologia Departamento de Cardio-pneumologia Epidemiologia e Quadro Clínico Segundo dados do Ministério da Saúde (Datasus . na maioria das vezes.2% do total de óbitos por doença cardiovascular) e acidente vascular encefálico (32.7% no Sul. . As diferentes formas de apresentação da doença coronária (angina do peito e infarto do miocárdio) têm em comum. as que mais se correlacionam com mortalidade são a doença coronária. Diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do Instituto do Coração (InCor) .http://www. Dr. variando entre 29.gov. Os valores atingem 38.

Copyright © 2001 IDS . No presente texto. As características da dor são similares na angina do peito e no infarto do miocárdio. dentre as diferentes formas de apresentação da doença arterial coronária. A estável ocorre aos esforços físicos e geralmente se relaciona a uma obstrução aterosclerótica importante (maior de 70%) em uma ou mais das artérias coronárias.de forma simplificada. O infarto agudo do miocárdio se caracteriza pela presença de dor precordial de duração prolongada (mais de 20-30 minutos) e. será abordada apenas a angina estável. A angina instável tem várias formas de apresentação. na maioria das vezes ocorre independentemente de esforço físico e tem pior prognóstico do que a angina estável.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . variando frequentemente a duração e o fenômeno desencadeante. é a que tem pior prognóstico. em estável e instável.

onde os coeficientes são dos mais elevados quando comparados a países do hemisfério ocidental. Pessimismo e negativismo. Há grande impacto das doenças cerebrovasculares sobre a sociedade como um todo. deram lugar a avanços fantásticos nos seus aspectos diagnósticos. as doenças cerebrovasculares representam uma das áreas da medicina que experimentam progressos cada vez mais rápidos. A apresentação inicial de . de conduta e prevenção. tanto no aspecto relativo às perdas econômicas quanto ao custo social gerado pela doença cerebrovascular. a hemorragia intracerebral e a hemorragia sub-aracnóide. principalmente entre mulheres.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Fábio Iuji Yamamoto1 Última Atualização: 8/28/2002 11:50:13 AM Autores: 1 Serviço de Neurologia Clínica da Divisão de Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) constituem a primeira causa de morte entre as doenças cardiovasculares no Brasil. A doença cerebrovascular pode ser classificada em três grandes grupos (e cada um deles com inúmeras sub-divisões. atitudes comuns há menos que duas décadas. caracterizando doenças específicas): o isquêmico. Por outro lado.

a hipertensão arterial predomina no grupo mais afetado entre os 40-69 anos. o diabetes e o colesterol elevado também contribuem. a angiopatia cerebral amilóide deve ser considerada no diagnóstico diferencial. como o tabagismo. de tal forma que a sua mortalidade e incidência podem ser consideradas como marcadores da prevalência da hipertensão em uma localidade. a hemorragia intracerebral por 20. No Serviço de Neurologia de Emergência do Hospital das Clínicas da FMUSP. os isquêmicos são responsáveis por 63.todos estes eventos é quase sempre aguda. Copyright © 2001 IDS . A hemorragia intracerebral pode estar associada a malformações vasculares e ao uso de drogas em indivíduos com idade inferior a 40 anos.5% dos casos atendidos. A hipertensão arterial é o fator de risco principal para o AVC. nos pacientes normotensos mais idosos.7%. Outros fatores.8% e a hemorragia subaracnóide por 15. O AVC isquêmico associa-se ao processo aterotrombótico ou lacunar no território carotídeo e vértebro-basilar ou a embolia cardíaca. motivando a procura de pronto-socorro.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém com intensidade menor do que ocorre com o risco de um infarto do miocárdio.

com mortalidade superior a 60% no primeiro ano. ficam mais velhas e acabam apresentando insuficiência cardíaca. pois. Só o envelhecimento da população já é fator de aumento de sua prevalência. nas formas avançadas. é doença limitante. A insuficiência cardíaca. reduz substancialmente a qualidade de vida dos pacientes e. pela sua característica clínica. tem características de doença maligna. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Antonio Carlos Pereira Barretto1 José Antonio Franchini Ramires1 Última Atualização: 9/21/2001 6:47:46 AM 1 Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença que vem se tornando mais freqüente com o passar dos anos. de cardiopatia valvar ou isquêmica. naqueles com mais de 75 anos. sendo diagnosticada em menos de 2% entre os com menos de 55 anos. com o seu agravamento. mesmo nos dias de hoje. é observada em mais de 10% dos pacientes. que. As pessoas não morrem mais de doenças infecciosas.

não havendo exame complementar capaz de definir de maneira única e objetiva a presença desta síndrome. plenitude pós-prandial. teremos diferentes sinais. equivalente a 4. Nos casos com falência esquerda. ortopnéia. As despesas são ainda maiores se considerarmos os dias não trabalhados. . Ao exame físico. são também observados com certa freqüência. tendo o governo gasto R$ 150 milhões no tratamento. O principal sintoma da insuficiência ventricular esquerda é a dispnéia nas suas várias formas de apresentação: aos esforços. náuseas. apresentam-se malnutridos e até caquéticos. variando de extremos. edema de membros inferiores e. confusão mental. como pulso alternante. hepatomegalia. dispnéia de repouso até edema agudo de pulmão. enquanto aqueles crônicos. da rapidez com que a síndrome se desenvolve e. geralmente. Alguns sintomas estão relacionados especificamente a falência do ventrículo direito determinada pelo acúmulo generalizado de fluidos. secundários à dilatação ventricular e hiperfonese do componente pulmonar da segunda bulha podem ser observados. Alguns outros sintomas. é uma das doenças que onera muito os serviços de saúde pública e privada. como oligúria. clínico. Outras alterações. À semelhança dos sintomas. se houve tempo suficiente para que os mecanismos compensatórios sejam acionados ou para que ocorra retenção hídrica e o fluido se acumule no espaço intersticial. eminentemente. Nos casos de falência direita: estase jugular. A insuficiência cardíaca pode apresentar-se de diferentes maneiras. pela sua freqüência. os gastos familiares na assistência ao doente etc. nas formas mais avançadas. prejuízo da memória e insônia. estes últimos especialmente nos idosos.6% das despesas com hospitalizações no ano de 1998. Desta forma. de maneira importante. até disfunção ventricular esquerda assintomática ou leve. sopros sistólicos em áreas mitral e tricúspide. nas fases tardias da doença. como insuficiência aguda da bomba com edema agudo de pulmão ou choque cardiogênico. o estado geral de pacientes com IC de recente início pode ser relativamente bom. Desconforto em hipocôndrio e flanco direito (hepatomegalia e distensão da cápsula de Glisson) e sintomas gastrointestinais. Fadiga e astenia são sintomas também freqüentes. sendo a expressão clínica da hipertensão venocapilar pulmonar. O diagnóstico da IC é. anasarca com derrame pleural e ascite. Achados cardíacos denotando disfunção ventricular incluem ritmo de galope com terceira bulha patológica. A manifestação clínica depende. A insuficiência cardíaca foi a principal causa de hospitalização entre as doenças cardíacas. dispnéia paroxística noturna. O mesmo se aplica aos seguros saúde e pacientes privados. especificamente. são os mais freqüentes. poderemos encontrar estertores finos em bases pulmonares. especialmente. a análise de sinais e sintomas mantém-se como a principal maneira para se diagnosticar a IC. são encontrados sinais clínicos que variam com o grau e a cronicidade da doença. vômitos. noctúria. Mesmo com todo o avanço tecnológico e científico dos últimos anos. obstipação ou diarréia e dor abdominal difusa.Ao lado deste cortejo clínico. dependendo da câmara acometida.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

mas podem causar isquemia importante. podendo. O diagnóstico etiológico começa pela idade: a aterosclerose atinge os indivíduos acima de 50 anos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Pedro PuechLeão1 Última Atualização: 9/3/2001 9:27:16 AM Autores: 1 Professor Titular de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A principal causa de insuficiência arterial dos membros é a aterosclerose. ser diagnosticada apenas com base na história e exame físico. Ela responde por mais de 90% dos casos. As doenças arteriais inflamatórias (arterites) são menos freqüentes. dor isquêmica de repouso e necrose tecidual. A insuficiência arterial dos membros tem quadro clínico bastante característico. Por si . Consiste na dor muscular. Claudicação intermitente: É um sintoma característico e patognomônico. aumentando de intensidade até obrigar o paciente a parar. quase sempre. que aparece após andar uma certa distância. O quadro depende da gravidade das lesões e se manifesta de três formas distintas: claudicação intermitente. enquanto as arterites ocorrem antes dessa idade.

As características que permitem reconhecer a claudicação intermitente são: 1. constante e sempre presente nas mesmas circunstâncias. o paciente pode continuar andando se diminuir o ritmo. Dor isquêmica de repouso: Esta representa uma insuficiência arterial mais avançada. nem ao iniciar a marcha. a dor cede completamente em alguns minutos. na maioria deles. ocorre principalmente à noite. surgirá a claudicação conforme descrito acima.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Porém. portanto. o paciente nunca sente dor quando está parado. chegando a impedir o sono. é importante caracterizar bem o sintoma. embora a distância que o paciente consegue caminhar sem dor possa variar dependendo de fatores ambientais e do terreno. para só voltar após nova caminhada na mesma distância A claudicação intermitente é. A dor isquêmica de repouso pode ser acompanhada de formigamento e adormecimento dos dedos.só. ou seja. para não confundi-lo com outras manifestações dolorosas dos membros. portanto. Na anamnese. porque a circulação aumenta pela ação da gravidade. se o paciente decidir empreender uma caminhada. um sintoma característico e inconfundível. Copyright © 2001 IDS . mais intensa na extremidade: dedos e dorso do pé. mesmo que o paciente fique em pé. Portanto. 2. A dor aparece após andar alguma distância. A dor é em queimação. Estes quase sempre melhoram na posição sentada ou em pé. O ato de levantar-se e dar alguns passos pode melhorar a dor. 3. O paciente sente dor de forte intensidade mesmo parado. uma vez tendo parado. se insistir. O sintoma é. será obrigado a parar. Diferencia-se de outros quadros dolorosos pelo fato de piorar quando o paciente se deita. ela oscila dentro de uma determinada faixa. faz o diagnóstico de insuficiência arterial. não existe um dia em que o indivíduo pode andar longas distâncias sem dor. mas. 4. instalada a dor.

Morato Castro1 Jorge Kalil1 Última Atualização: 8/10/2001 11:24:52 AM Serviço de Imunologia do Hospital das Clínicas e Disciplina de Alergia e Imunopatologia da Faculdade de Medicina da USP 1 Rinite alérgica Alergia a veneno de insetos Dermatite atópica Reação adversa a drogas Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Autores: Fábio F.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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ambientais e sócio-econômicos. Se incluirmos no diagnóstico o processo inflamatório que acomete a mucosa do nariz e seios paranasais em gripes e resfriados comuns (infecções virais). Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas tem rino-sinusite a cada ano. Estima-se 20% dos adultos terá ao menos um episódio de rino-sinusite ao longo de suas vidas. . químicos ou microbiológicos. sendo a incidência influenciadas por fatores regionais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Ricardo Ferreira Bento1 Aroldo Miniti2 Última Atualização: 9/5/2001 6:55:16 AM 1 2 Professor Associado de Otorrinolaringologia da FMUSP Professor Titular de Otorrinolaringologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A rino-sinusite é doença de grande incidência entre adultos e crianças. É definida como uma inflamação específica da mucosa que forra as cavidades paranasais ou seios da face causada por agentes físico. a incidências anual por habitante chegará a duas por ano em adultos e até quatro vezes ao ano em crianças.

esfenoidais e frontais). o epitélio ciliado do forramento cavitário é destruído ou inativado. são predominantes. escierites. Em imunodeprimidos podemos encontrar infecção fúngica. Em infecções do seio maxilar relacionadas a problemas dentários.Os seios paranasais são quatro estruturas pares (seios maxilares. osteomielites.meningite. ceratites. uveites e coriorretinites. No processo agudo. etmoidais. Nas infecções mistas (aeróbios e anaeróbios) o H. Na rino-sinusite hospitalar as bactérias gram negativas predominam. Enterobacter sp. Proteus mirabilis e Escherichia coli. fibrose e supuração ativa presentes ao mesmo tempo levando a alterações irreversíveis. predominando cocos anaeróbios e Bacterióides sp. (8%) e Moraxella Catharralis (4% em adultos e até 20% em crianças). Os agentes infecciosos da rinosinusite aguda são o Streptococus pneumonie e o Hemophilus influenzae (responsáveis por 60 % dos casos). A inflamação crônica implica em uma contínua resposta inflamatória com necrose. coroidites..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . abscesso epidural. As complicações das rino-sinusites são raras. impedindo a drenagem normal das secreções. O movimento ciliar na mucosa sinusal drena o muco sinusal para as fossas nasais. irites. Na rino-sinusite crônica. conjuntivites. revestidos pela mucosa nasal que se invaginou pelos orifícios de comunicação. Copyright © 2001 IDS . retinites. porém a alta incidência da afecção na população implica que as rino-sinusites tenham um papel no aparecimento de dacriocistite supurada (infecção do saco lacrimal). De maneira prática classificamos a rino-sinusite em aguda (menos de quatro semanas) e crônica sendo o diagnóstico baseado em estimativas da duração da inflamação. Staphylococcus aureus. com retorno das características normais da mucosa. os anaeróbios tem um papel relevante (cerca de 90%). seguida pela Klebsiela pneumoniae. a resposta seria reversível através de tratamento adequado. Vários estudos mostram a Pseudomonas aeruginosa como a mais comum. trombose de seios venosos e abscesso cerebral. Tanto na rino-sinusite aguda como na crônica. influenzae e o Streptococus sp. as infecções anaeróbias e estreptocócicas são as mais comuns.

porém taxas estáveis foram verificadas no Estado de São Paulo.8% do total de óbitos na população. ocorreram 2. O desconhecimento . entre 1970 e 1992. Os óbitos por asma representaram cerca de 0. Em 1997. A prevalência cumulativa média neste estudo foi de 13%. a asma é responsável por aproximadamente 5% das consultas ambulatoriais e até 16% das consultas de emergência. por exemplo.672 óbitos por asma no país. Esta é uma característica da doença: maior morbidade e menor letalidade.4%.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rafael Stelmach1 Alberto Cukier2 Última Atualização: 9/21/2001 6:50:12 AM 1 2 Professor doutor da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Professor livre docente da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A prevalência mundial de asma brônquica em crianças e adolescentes oscila entre 5% e 22%. Em serviços de pediatria. Observou-se aumento de mortalidade por asma em várias regiões brasileiras entre a década de 70 e a de 90. na faixa etária de 5 a 19 anos. O incremento médio anual no Rio Grande do Sul. avaliada em estudo internacional que contou com dados de cinco capitais brasileiras. foi de 8.

Em alguns pacientes. primordialmente vinculados a um processo inflamatório persistente. facilitando o acesso dos mediadores aos receptores irritativos. e não mais simplesmente ao do broncoespasmo. que se correlaciona com a gravidade da asma. Há uma imediata ativação de células inflamatórias e liberação de mediadores. que evolui com crises quando um indivíduo sensível é submetido a um estímulo nas vias aéreas. hipersecreção mucosa e edema das vias aéreas. Esta compreensão da patogenia produziu substancial mudança na classificação da gravidade da asma. desencadeando a sintomatologia. ocorre a chamada reação dual em que. com conseqüente aumento do tônus das vias aéreas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .sobre o caráter inflamatório da doença. o fluxo aéreo se reduz. ocorre uma segunda redução do fluxo aéreo. perpetua-se a hiperreatividade. Asma brônquica é uma doença crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios recorrentes de tosse seca. com implicações diretas no tratamento. há contração da musculatura lisa dos brônquios. sibilância e dispnéia. Este ciclo inflamatório leva à destruição do epitélio de revestimento das vias aéreas e à exposição de terminações nervosas. Como conseqüência. Copyright © 2001 IDS . É uma doença incurável. Estes conceitos. Em decorrência. que passou a ser direcionado ao controle da inflamação. aproximadamente 6 horas após o estímulo inicial. Caso novos estímulos desta ou de outra natureza ocorram. deram clareza aos processos fisiopatológicos da asma. Estas permanecem neste estado de hiperreatividade por vários dias. desenvolvidos na última década. bem como a ausência de um programa de educação e tratamento padronizados podem justificar parte destes números.

a expectoração e a dispnéia. O paciente portador de DPOC habitualmente é um fumante ou ex-fumante. tanto pelo absenteísmo e aposentadorias precoces. Devido a seu caráter progressivo e incapacitante.Departamento de Cardio-Pneumologia Professor Doutor da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . responsável por mais de 90% dos casos da doença. O tabagismo é a causa predominante. como pelo custo do tratamento. Este conceito engloba duas entidades. a bronquite crônica e o enfisema pulmonar.Departamento de Cardio-Pneumologia Quadro clínico e Epidemiologia A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma entidade clínica caracterizada pela obstrução ou limitação crônica ao fluxo expiratório.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Alberto Cukier1 Rafael Stelmach2 Última Atualização: 9/21/2001 6:54:32 AM 1 2 Professor Livre Docente da Disciplina de Pneumologia da FMUSP . de progressão lenta e irreversível. com história de tosse e expectoração . sendo os pacientes acometidos geralmente pelos dois componentes simultaneamente. Os sintomas predominantes são a tosse. em grau variável. a DPOC acarreta impacto econômico considerável.

Copyright © 2001 IDS . por outro lado. O exame físico pode ser normal. freqüentemente. timpanismo. taquipnéicos. ascite. são menos dispnéicos. Nos casos em que se desenvolve cor pulmonale. utilizando os músculos acessórios da respiração. os pacientes tendem a evoluir com exacerbações agudas. pois gera incapacidade e tende a ser progressiva. o desenvolvimento de cor pulmonale não é incomum. hiperfonese de segunda bulha. Aqueles em que predomina a bronquite crônica. Estes sintomas precedem ou são concomitantes ao aparecimento de dispnéia em cerca de 75% dos casos. têm tendência à obesidade.de longa data. quando aumenta o grau da dispnéia. Crepitações podem ser audíveis particularmente nos pacientes bronquíticos. se torna amarelada. hepatomegalia e edema de membros inferiores podem ser observados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Naqueles pacientes com hipóxia crônica. estase jugular. A ausculta pulmonar tenderá a revelar diminuição do murmúrio vesicular quando a obstrução for muito acentuada ou na presença de enfisema. Os pacientes com enfisema mais pronunciado tendem a ser magros. que. a tosse e o volume da expectoração. ao lado das manifestações clínicas crônicas. cianóticos. com sinais de insuficiência cardíaca direita. Durante as exacerbações é freqüente a sibilância. Nestes casos. os doentes costumam se apresentar com edema dos membros inferiores e cianose. sopro tricúspide. com tórax em barril. Caracteristicamente. A dispnéia é o sintoma principal.

.000 mortes no ano de 1997 (9.500 mulheres). tendo a incidência no sexo feminino aumentado em 22% na última década.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Fabio B. no Brasil.500 homens e 3. Jatene1 Wanderley M. No mundo. foram registrados 164. ainda. o câncer de pulmão é a causa mais freqüente de morte relacionada ao câncer e a segunda maior incidência de câncer em ambos os sexos. em pessoas com idade acima de 40 anos e principalmente na faixa etária de 60 anos. Nos Estados Unidos. Bernardo2 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:16 AM 1 2 Diretor da Clínica de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Médico Assistente de Cirurgia Torácica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia O câncer de pulmão. com estimativa de 20. tendo sido responsável por cerca de 13. O câncer de pulmão é mais freqüente. é a segunda maior ocorrência de câncer no sexo masculino e a sexta no sexo feminino.000 casos novos por ano. A doença é mais freqüente no sexo masculino.000 casos novos no ano de 2000.

têm sido associada de maneira menos freqüente ao câncer de pulmão. Na prevenção do câncer de pulmão. maior o risco. quando localizados. asbesto etc.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a exposição a substâncias químicas. Evitar a exposição a pessoas que estejam fumando. nas fundações de construções). Câncer de pulmão de pequenas células (20%): estes tumores são de origem neuroendócrina e são muito agressivos.O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer pulmonar. Quanto maior o tempo e a quantidade de cigarros fumados. adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. Há outros fatores relacionados com o desenvolvimento do câncer pulmonar. nos Estados Unidos. 22 vezes e 12 vezes maior que o risco dos não-fumantes. Estes tipos histológicos são freqüentemente classificados em conjunto porque. com sobrevida média após o diagnóstico de 2 a 4 meses. urânio. Não fumantes expostos a fumantes têm também maior risco de desenvolver câncer de pulmão. incluindo epidermóide ou carcinoma escamoso. o risco é. mas é o mais responsivo à radio e à quimioterapia. Assim. é considerada a segunda maior causa de câncer de pulmão. Comparado com outros tipos celulares de câncer de pulmão. também são medidas preventivas. têm o potencial de cura com a ressecção cirúrgica. no homem e na mulher. que. bem como aos demais fatores sabidamente relacionados com o câncer de pulmão (radônio. cromo e níquel.). com índices 30% acima dos verificados em não-fumantes. como o asbesto. respectivamente. Acredita-se que mais de 80% dos casos sejam resultantes do tabagismo. o carcinoma de pequenas células tem a maior tendência de ampla disseminação. Copyright © 2001 IDS . não-expostos. como a exposição ao gás radônio (gás radioativo que pode se acumular no solo. O câncer de pulmão pode ser dividido em dois grupos principais: não-pequenas células e de pequenas células. Câncer de pulmão não-pequenas células (80%): é representado por um conjunto heterogêneo de três tipos histológicos distintos de câncer de pulmão. a medida mais importante a ser tomada é não fumar. Além disso.

Departamento de Clínica Médica da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia HIPERTIREOIDISMO Hipertireoidismo é uma condição clínica caracterizada pelo aumento da secreção de hormônios tireóideos (denominado tireotoxicose) devido à hiperfunção glandular. nos últimos anos. Esta última tem melhorado. A prevalência exata da tireotoxicose na população geral é desconhecida e depende tanto da distribuição geográfica como da acurácia diagnóstica. A tireotoxicose pode originar-se de várias causas: Causas Doença de Graves Mecanismo Estimulação tireóidea anormal por anticorpos anti-receptor do TSH .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Meyer Knobel1 Éder Carlos Rocha Quintão2 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:56 AM 1 2 Professor Livre-Docente. Disciplina de Endocrinologia. Disciplina de Endocrinologia. Departamento de Clínica Médica da FMUSP Professor Titular. significativamente.

pode ocasionar espectro variável de sintomas.Nódulo hiperfuncionante Bócio multinodular tóxico "Hashitoxicose" Adenoma folicular autônomo. dificultando o diagnóstico do hipertireoidismo. Exibe espectro clínico variável. está justificada a triagem laboratorial de rotina na população em geral. doença de Graves. o quadro clínico é inequívoco. HIPOTIREOIDISMO O hipotireoidismo define síndrome clínica e bioquímica. coriocarcinoma) Adenoma hipofisário produtor de TSH TSH = hormônio estimulador da tireóide. Em outros pacientes. sem a ajuda de recursos laboratoriais. entretanto. pacientes com bócio preexistente não-endêmico Interação do hCG aos receptores de TSH Superprodução de TSH Tireotoxicose induzida por iodeto Tumores trofoblásticos (mola hidatidiforme. antisépticos tópicos [Povidine]) em portadores de nódulos autônomos. com pico entre 40 e 60 anos. o distúrbio é franco. Em alguns pacientes. É mais comum em mulheres que homens. Conseqüentemente. resultante da diminuição da produção e da redução dos níveis circulantes dos hormônios tireóideos e reversível com a reposição hormonal deficiente. Todos. mas a incidência aumenta com a idade em ambos os sexos. hCG = gonadotrofina coriônica A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo franco. caracterizada pela presença de anticorpos estimuladores dirigidos contra o receptor da tireotrofina (TSH). exibem concentrações circulantes elevadas de hormônio estimulador da tireóide (TSH). em ordem decrescente de freqüência são: (1) doença de Hashimoto. pacientes de áreas endêmicas de bócio. As causas mais comuns de hipotireoidismo. provocando sintomas e sinais evidentes de comprometimento sistêmico. Como o desenvolvimento dos sintomas e sinais de hipotireoidismo é tipicamente insidioso e a prevalência da forma subclínica é estimada em 40%. ativação constitutiva de receptores de TSH Múltiplos nódulos autônomos funcionantes Doença tireóidea auto-imune decorrente da superposição das doenças de Graves e Hashimoto Sobrecarga de iodo (constrastes radiológicos. as evidências clínicas são inespecíficas. O excesso de hormônios tireóideos livres circulantes provoca manifestações clínicas. Em outros. amiodarona. A avaliação clínica e laboratorial permite distinguir entre portadores da forma subclínica (assintomático e apresentando níveis séricos normais de hormônios tireóideos) e branda. que refletem uma exacerbação dos seus efeitos metabólicos. Tem etiologia autoimune. (2) terapia do hipertireoidismo .

(3) tireoidectomia subtotal para hipertireoidismo ou tumor. (8) deficiência de iodo e (8) resistência generalizada ao hormônio tireóideo. interferon alfa). (7) tireoidite subaguda. (4) pós-parto (transitório em 60-70% dos casos).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (6) hipotireoidismo central (hipofisário ou hipotalâmico). amiodarona. iodeto. Copyright © 2001 IDS .com 131I. (5) uso de drogas (lítio. (3) terapia prévia de hipertireoidismo com drogas antitireóideas.

Tabela 1. o mais frequente sinal encontrado na prática clínica. Por isso. baseando-se em estudos de âmbito mundial (tabela 1). Níveis de hemoglobina indicativos de anemia ao nível do mar * Grupos por faixa etária/sexo 6 meses a 5 anos Hemoglobina (g/dl) <11 . porque cada indivíduo tem a concentração de hemoglobina adequada à sua massa muscular ou tecido metabolicamente ativo. é definida como uma redução nos níveis de hemoglobina do sangue.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Prof Sandra Gualandro1 Última Atualização: 8/10/2001 11:30:06 AM Autores: 1 Disciplina de Hematologia e Hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Anemia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu estes parâmetros. Determinar os níveis normais de hemoglobina não é fácil. são necessários parâmetros para estudar populações e servir de referência na prática clínica.

como nas hemorragias agudas ou crises hemolíticas. nas anemias ferropênicas. 1968 <12 <13 <12 <11 Anemia é sempre sinal secundário de alguma doença. Embora a anemia ferropênica seja a doença de maior prevalência no mundo. acometendo cerca de 0.6 a 14 anos Homens adultos Mulheres adultas Mulheres grávidas *WHO technical support series no. o paciente permanece assintomático ou oligossintomático. A velocidade de desenvolvimento das alterações é crucial para a determinação da intensidade dos sintomas. A doença de base ou doenças associadas também interferem na intensidade das manifestações clínicas e na adaptação do paciente à anemia. como acontece. mais intensos os sintomas. geralmente. existem outros tipos de anemia em que o ferro está em níveis normais ou até em excesso. mesmo com níveis muito baixos de hemoglobina. associadas à capacidade compensatória dos sistemas pulmonar e cardiovascular. É fundamental.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Nas anemias de instalação lenta. 405. Quanto mais abrupta a queda no volume sanguíneo e/ou nos níveis de hemoglobina. Os sintomas de anemia relacionam-se à redução na capacidade de transportar oxigênio do sangue e à alteração do volume sanguíneo total. o diagnóstico correto para a instituição da terapêutica adequada. Copyright © 2001 IDS .5 bilhão de pessoas e predominando nos países em desenvolvimento. portanto. podendo decorrer de múltiplas causas.

quando dentro dos vasos. . Para tal. Para que todas essas atividades sejam realizadas adequadamente. permitindo que o vaso possa voltar a desempenhar adequadamente as suas funções preestabelecidas. localmente. depois da cicatrização tecidual. Ao conjunto desses mecanismos é dado o nome de hemostasia. Elbio Antonio D'Amico1 Última Atualização: 9/5/2001 6:59:58 AM 1 Médico Assistente de Hematologia do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A conservação do volume sangüíneo circulante normal dentro do compartimento intravascular é fundamental para manutenção da função tecidual fisiológica. Como o tampão hemostático formado irá alterar as propriedades reológicas do vaso acometido. solidificando-se. quando houver qualquer lesão na parede vascular. de modo a permitir que ocorra a reparação do tecido lesado. o organismo utiliza mecanismos ligados aos vasos (endotélio). o sangue deve manter-se no estado líquido.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dr. deverá ocorrer a lise do trombo. às plaquetas e aos mecanismos de coagulação/ fibrinólise.

então. gastrointestinal e gênito-urinária. Epistaxe pode ocorrer em várias condições hemorrágicas. é sempre importante comparar as respostas hemostáticas dos pacientes com as de seus familiares próximos ou conhecidos. Como muitas pessoas normais podem apresentar maior sangramento após a extração de um molar. O questionamento sobre procedimentos cirúrgicos. Por exemplo. outros podem supervalorizá-los. a epistaxe tende a ocorrer nos meses mais secos. doença de von Willebrand e teleangiectasia hemorrágica hereditária. Enquanto alguns pacientes interpretam seus sangramentos como normais. Porém. plaquetárias ou dos mecanismos de coagulação/fibrinólise. que podem ser congênitas ou adquiridas. Quando sempre unilaterais. nas coagulopatias congênitas. mais comumente. As equimoses são observadas em qualquer tipo de diátese hemorrágica. Assim sendo. ao se questionar sobre manifestações hemorrágicas cutâneas pós-traumáticas. onde as hemartroses (sangramentos intra-articulares) espontâneas são manifestações características. músculos. quando confrontadas com outras mulheres normais. Porém. apresentam a mesma alteração hemostática. eventualmente. para outras pessoas. Serão abordados somente os distúrbios hemorrágicos. observar a presença de menometrorragia. eventos traumáticos da mesma intensidade levam ou não a sangramentos de intensidade comparável ou não. são quase sempre observadas nas alterações plaquetárias. As petéquias. sendo as últimas as mais comuns na prática médica. As hemorragias profundas do tecido subcutâneo. deve-se questionar sobre o número e qual o dente extraído. Nas pessoas normais. Estes podem ocorrer devido a alterações vasculares. podendo também levar a conclusões erradas. Considerações semelhantes podem ser feitas quanto à adenoamidalectomia. mas é particularmente mais comum nas plaquetopenias. particularmente crianças. é oportuno localizar no tempo as manifestações hemorrágicas e os procedimentos cirúrgicos realizados. no intuito de poder classificar o distúrbio hemorrágico como congênito ou adquirido. ou vasculares. Ainda neste contexto. Como esses procedimentos associam-se a um tecido ósseo não-compressível. As características da manifestação hemorrágica podem orientar quanto ao diagnóstico do tipo de anormalidade hemostática. a realização ou não de suturas e a necessidade ou não de retorno ao odontólogo para o controle do sangramento. uma vez que estas situações avaliam o sistema hemostático melhor do que qualquer teste laboratorial. deve-se observar se. a sua ausência atesta um bom estado do sistema hemostático. são mais valorizáveis as hemorragias que ocorrem após a extração de um pequeno incisivo do que após a extração de um grande molar.Os distúrbios ou anormalidades hemostáticas podem manifestar-se clinicamente através de duas sintomatologias opostas: as manifestações hemorrágicas e as manifestações vasooclusivas ou trombóticas. Muitas mulheres podem referir períodos menstruais com duração e intensidade de fluxo normais. Quanto às exodontias. porque comparam com familiares próximos (mãe e irmãs) que. A história clínica de manifestações hemorrágicas algumas vezes é difícil de ser obtida. podem. é de grande importância. particularmente nas hemofilias. Nas alterações plaquetárias podem ainda ocorrer sangramentos superficiais originados das mucosas nasal. a presença de hemorragia após esse procedimento não é muito valorizável como parâmetro de normalidade. regiões retroperitoneais e órgãos intra-abdominais são observadas. deve-se pensar . que são hemorragias puntiformes originadas de alças capilares dérmicas. aos quais o paciente tenha sido submetido.

Hemorragia gastrointestinal pode ocorrer em qualquer diátese hemorrágica. nas condições adquiridas. hemofilias. as manifestações começam na infância. A primeira condição costuma-se associar à deficiência do fator XIII. além de resultar de doença local. as hemorragias iniciam posteriormente (idade adulta). Hematúria pode ocorrer nos distúrbios plaquetários. pode ocorrer nas alterações plaquetárias. enquanto que. uremia. Nas crianças. Sangramento gengival. o estudo familiar pode ser útil e característico. doença de von Willebrand e uso de anticoagulantes orais. teleangiectasia hemorrágica hereditária. Embora existam exceções. doença de von Willebrand e uremia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . disproteinemias e escorbuto. nas doenças congênitas. questões importantes referem-se a sangramentos associados à queda do coto umbilical e com a erupção dos dentes. particularmente nos pacientes sob terapia anticoagulante. alterações plaquetárias (incluindo a trombocitemia essencial). Como muitas das doenças congênitas são hereditárias.em lesão local. afibrinogenemia e deficiência do fator VII. O questionamento sobre a época de início do aparecimento dos primeiros sangramentos é útil para se diferenciar as tendências hemorrágicas congênitas das adquiridas. Copyright © 2001 IDS .

sistêmica. É caracterizada pelo comprometimento de pequenas e grandes articulações (artrite) de forma progressiva e aditiva.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Yeda Magalhães Laurindo1 Última Atualização: 8/16/2001 9:15:26 AM Autores: 1 Professora assistente doutora do serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Epidemiologia e Quadro Clínico A artrite reumatóide é uma doença universal. com etiologia desconhecida. causando deformidade e gradativa perda funcional. embora complexa. causando destruição da cartilagem e osso com conseqüente incapacidade física. auto-imune. manifesta-se clinicamente como artrite e laboratorialmente pelo aumento das chamadas provas de atividade inflamatória inespecíficas. implica na presença de mecanismos inflamatórios e imunológicos que perpetuam esta inflamação. com prevalência entre 0. Trata-se de uma doença inflamatória crônica. habitualmente. O caráter crônico. entre 20 e 60 anos de idade. com a maior incidência em torno dos 45 anos. O início da doença ocorre.5 a 1% na população adulta. persistente. inicialmente da membrana sinovial. A inflamação. . resume seus principais elementos: inflamação crônica característica básica da artrite reumatóide. Esta definição.

Importante destacar que é uma doença complexa. A manifestação clínica característica da doença é a artrite persistente. muitas destas deformidades são tardias. Minimizar. atrofia da musculatura interóssea. não consideramos ou não falamos em cura. Está diretamente associada à morbidade da doença e deve ser evitada. Os pacientes podem apresentar febre. Entretanto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . reflete o caráter auto-imune da doença. Atualmente. metacarpofalangeanas. para o paciente. Mencionamos "controle" ou "remissão" de doença. nos referimos à chamada "mão reumatóide": alargamento dos punhos. pois isto implicaria na eliminação de um agente causal que desconhecemos.Embora as manifestações clínicas características envolvam as articulações. deter a destruição articular e a incapacidade funcional é o objetivo do tratamento. outros órgãos e sistemas podem ser acometidos. edema das metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais. Este é um conceito fundamental: como não conhecemos o agente etiológico. desvio ulnar dos dedos. com participação do sistema imunológico. Posteriormente. permanecer assintomático por longos períodos equivale a uma "verdadeira cura". resultado de lesões irreversíveis da cartilagem e osso e devem ser evitadas com diagnóstico e tratamento precoces. interfalangeanas proximais) e pés (metatarsofalangeanas) é particularmente importante para o diagnóstico e definição da doença. mal-estar. acometimento pulmonar e hematológico. O envolvimento das pequenas articulações das mãos (punhos. linfoadenopatia. Copyright © 2001 IDS . em cerca de 60-80% dos pacientes. A detecção do chamado fator reumatóide (auto-anticorpo que reconhece como antígeno a porção constante de outro anticorpo). acometendo pequenas e grandes articulações periféricas de forma simétrica e aditiva. perda de peso. geralmente melhora na gravidez e piora durante a amamentação). assume caráter permanente como consequencia da destruição cartilaginosa e óssea. hormonal (predomina em mulheres na proporção de 3:1. com predisposição genética e influência de fatores ambientais. dedos em pescoço de cisne. Entretanto. multifatorial. estima-se que mais de 50% dos indivíduos afetados apresentem dificuldades no desempenho das atividades profissionais após dez anos de doença. botoneira e martelo. nódulos e vasculites. Tradicionalmente. A perda funcional durante a fase aguda da doença é causada pela dor e edema das articulações.

Pode ocorrer rigidez matinal fugaz. de início fugaz e episódica. A osteoartrose foi a causa do impedimento laborativo em 7.8% dos casos. que ocorre na artrite da doença reumatóide. e contínua e difusa com a progressão da artrose. aparece com o início do movimento (dor protocinética) e melhora com o repouso. porém pode afetar indivíduos mais jovens. Tem característica mecânica. No Brasil. o que permite diferenciá-la. na maioria das vezes. isto é.6% das faltas ao trabalho (ocupando o terceiro lugar das causas de incapacidade. da dor com características inflamatórias. caso se estenda por mais de meia hora. após as doenças mentais e as cardiovasculares). faz-se necessário o diagnóstico diferencial com artrite reumatóide. atingindo 10% da população acima dos 60 anos. a qual tende a ser mais constante e prolongada. O sintoma dominante da osteoartrose é a dor articular. as doenças osteoarticulares foram responsáveis por 10.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Fuller1 Última Atualização: 8/10/2001 11:26:48 AM Autores: Responsável pelo Grupo de Osteoartrose do Serviço de Reumatologiado do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP 1 Epidemiologia e Quadro Clínico A osteoartrose ou artrose é doença de alta prevalência. geralmente de poucos minutos. .

No exame físico. apresenta-se ainda como muito frequente a artrose da primeira carpo-metacarpiana. Deformidade. A musculatura correspondente à articulação pode estar hipotrofiada. as interfalangeanas proximais. Em alguns casos. Os sinais inflamatórios. A artrose de joelhos é freqüentemente secundária à obesidade. predominando no sexo feminino. que decorre da sobrecarga no movimento de pinça entre o polegar e os demais dedos. A escoliose e a hiperlordose lombar favorecem a osteoartrose da coluna. Essa forma é considerada geneticamente determinada. Copyright © 2001 IDS . varismo e valgismo e lesões meniscais e traumas. sendo característica. se presentes. Os sintomas são dor local e sintomas neurológicos (tanto sensitivos como parestesias como motores) decorrentes de compressão radicular pelos osteófitos. falta de alinhamento e instabilidade articulares podem ocorrer. Nas mãos. As articulações mais acometidas são as das mãos e as de carga (joelhos. nessa articulação. a presença de crepitação ao movimento. a articulação comprometida mostra-se dolorosa à palpação e mobilização. Pode acometer as articulações interapofisárias e as intervertebrais. quadris e coluna). com a formação de nódulos de Heberden e Bouchard respectivamente.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . a região cervical e lombar são as mais atingidas. Nas mãos. há presença de derrame articular. as articulações mais afetadas são as interfalangeanas distais. são brandos. detectado pela palpação da articulação durante o movimento de flexo-extensão. A amplitude do movimento articular pode ficar reduzida. Na coluna.

a quase totalidade das úlceras gástricas e duodenais têm relação com a presença do Helicobacter pylori. A tendência. pepsina. regeneração epitelial). mas calcula-se que 10% da população têm. porque. tiveram ou terão úlcera.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Jaime Natan Eisig1 Antônio Atílio Laudanna2 Última Atualização: 9/21/2001 7:21:52 AM 1 Médico Assistente da Disciplina de Gastroenterologia Clinica do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia A úlcera péptica decorre de um desequilíbrio entre os fatores agressivos (HCl. é que a prevalência da doença esteja caindo. não há números oficiais. Na ausência de antiinflamátorios nãoesteróides e de gastrinoma. sais biliares e Helicobacter pylori) e defensivos. o que contribui para a não-contaminação. fluxo sanguineo. a melhora das condições de vida dos indivíduos. Vários fatores influenciam o equilibrio entre a agressão e defesa da mucosa. . porém. com os tratamentos de erradicação do Helicobacter pylori. No Brasil. ainda. responsáveis em manter a integridade da mucosa (barreira mucosa. as úlceras estão sob controle e há.

vômitos não são próprios da úlcera péptica mas podem estar associados. de pessoa para pessoa pela via oro-oral ou fecal-oral. entre eles o Brasil. como hemorragia. a dor é habitualmente pouco intensa. a não ser nos casos de complicações. provavelmente. de forma rítmica. aspirina. A dor sem mantém por semanas. apenas o fumo. O exame físico nada acrescenta. O baixo nível sócio-econômico. algumas vezes. representados por café. sendo adquirida nos primeiros meses de vida. antiinflamatórios não-esteróides e esteróides em doses elevadas têm associação com úlcera péptica.5 a 3 vezes). entre os fatores ambientais . atípicos ou mesmo ausentes. localizada no epigástrio. Em mais da metade da população mundial.As úlceras da primeira porção do duodeno são cinco vezes mais frequentes que as do estômago. pode ser detectada a infecção pelo Helicobacter pylori. condimentos. Nos países desenvolvidos. em portadores de úlcera gástrica. refrigerantes. Nos países em desenvolvimento. O homem é o único hospedeiro conhecido por essa bactéria. ao passo que. queimadura ou desconforto na boca do estômago". a infecção pelo Helicobacter pylori é quase universal. náuseas. mostraram que 50% das crianças e 90% da população adulta tinham a infecção. Outra característica da dor da úlcera péptica é a periodicidade: períodos de acalmia (desaparecimento da dor por meses ou mesmo anos) intercalados por outros de atividade. entre 50 a 70 anos. O fato de o paciente ser despertado pela dor em meio à noite ("clocking") é sugestivo da presença da úlcera. A pirose ou azia é comum nos pacientes com úlcera duodenal. sialorréia. flatulência. O modo de transmissão é. circunscrita e descrita como "dor de fome. De um modo geral. em virtude da associação da úlcera duodenal com refluxo gastroesofágico. embora também não haja base científica para tal afirmação. mas não existe comprovação científica de que algum desses fatores leve à incidência maior de úlcera do que aquela esperada na população em geral. mudou radicalmente o conceito de que a úlcera péptica fosse considerada especificamente uma doença cloridro-péptica: o consenso atual não deixa qualquer dúvida quanto à importância da bactéria na gênese da gastrite e da úlcera péptica. como eructação. é universalmente aceito que exista participação de um fator psicossomático na dinâmica da doença ulcerosa. estenose ou . Pesquisas efetuadas em 24 países em desenvolvimento. a úlcera duodenal ocorre entre 30 a 55 anos e a úlcera gástrica. Após a descoberta do Helicobacter pylori. têm sido aventados como possíveis participantes na etiopatogenia da úlcera péptica. Os sintomas referidos pelos pacientes não permitem diferenciar a úlcera duodenal e úlcera gástrica e. leite. particularmente duodenal. são muito discretos. a infecção é menor. mas não ao aparecimento de úlcera péptica. em queimação. Quando presente. Fatores dietéticos. álcool. Da mesma forma. Além da infecção pela bactéria. A ritmicidade é relação íntima da dor com a alimentação: a melhora da dor com a ingestão de alimentos é relativamente frequente nos portadores de úlcera duodenal (chamado de dor em 3 tempos: dói-come-passa). a ingestão de alimentos às vezes piora ou desencadeia o sintoma (dor em quatro tempos: dói-come-passa-dói). Em relação à idade. Outros sintomas dispépticos. O que se acredita é que indivíduos que se alimentam mal e vivem sob tensão são mais susceptíveis a apresentar distúrbios digestivos. as úlceras são mais frequentes no sexo masculino (1. as precárias condições de vida e deficientes cuidados sanitários e de higiene representam significantes fatores de risco para a aquisição desta infecção.

Copyright © 2001 IDS .perfuração.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Os sintomas das colecistites relacionam-se à obstrução de ducto cístico e constam basicamente de (1) cólica localizada no epigástrico e irradiada para o hipocôndrio direito (75% dos casos). em geral. Se os cálculos forem suficientemente pequenos. do ducto pancreático principal (ducto de Wirsung). com aparecimento de icterícia acompanhada ou não de febre (colangite). sendo causa freqüente de consultas médicas e gastos excessivos com exames diagnósticos. são. (2) a dor pode se irradiar para o hipocôndrio esquerdo e região dorsal . provocando pancreatite de diferentes níveis de gravidade. associadas à presença de cálculos no seu interior. ou inflamações da vesícula biliar. A presença de cálculos na vesícula biliar pode ser assintomática. causando obstrução ou atingindo o colédoco. Os sintomas surgem quando os cálculos migram na direção do ducto cístico. podem migrar em direção ao duodeno e causar obstrução da papila duodenal e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Marcel Cerqueira Cesar Machado1 Última Atualização: 8/10/2001 11:27:48 AM Autores: 1 Divisao de Clinica Cirurgica do Hospital das Clinicas da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia As colecistites. consequentemente.

sua freqüência atinge a 1. porém. com cobertura antibiótica. a não ser na situação anteriormente citada. porém não de emergência.7% dos doentes submetidos a colecistectomia. equivale a colecistite aguda. como a Bolívia. porém. esta freqüência aumenta com a idade: em pacientes acima de 65 anos de idade a freqüência de câncer incidental ultrapassa 5%. A não-melhora da dor e a sua persistência no hipocôndrio direito associada ou não a plastrão palpável a este nível. o que constitui situação rara. No nosso meio. ou então ser enviado a centros médicos melhor equipados. Na ausência de peritonite o doente pode ser operado no dia seguinte. Copyright © 2001 IDS . A cirurgia de emergência está indicada na presença de perfuração da vesícula biliar. na dependência do tipo físico do doente. Após a crise aguda. com peritonite. A colecistite aguda é doença de tratamento cirúrgico de urgência. dada a possibilidade de complicações graves conseqüentes às intervenções cirúrgicas nestas circunstâncias. A dor em cólica melhora com antiespasmódico. (4) náuseas e vômitos podem estar presentes. (3) dor irradiada para a região pré-cordial simulando angina ou infarto. Não se deve instituir tratamento cirúrgico de urgência à noite. Nesta situação. podendo o doente apresentar febre. a vesícula biliar pode ser palpável. freqüentemente permanece dolorimento no hipocôndrio direito. geralmente.com ou sem icterícia. não por dias. com descompressão brusca e dolorosa e piora da dor com tosse ou respiração profunda.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . podendo o doente ser enviado a centro de maiores recursos ou ser a operação postergada por algumas horas. A complicação mais discutida da colecistite calculosa é o câncer da vesícula biliar. Chile e Japão. É complicação mais freqüente em outros países. sem as condições adequadas. Estes dados surgerem migração de cálculos para o colédoco com suspeita de pancreatite aguda.

Esta forma é mais comum após a quinta década de vida e tem como complicação o sangramento. b) hipertônica .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Raul Cutait1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:02 AM Autores: 1 Professor associado do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os divertículos do intestino grosso correspondem a herniações de mucosa que podem ocorrer em todo o cólon.os divertículos são de cólon estreito e a parede intestinal comprometida tende a ser espessada. Quando presentes. Diverticulite de cólon direito é encontrada apenas em japoneses e chineses.os divertículos são de base larga e habitualmente distribuídos ao longo do cólon. O sigmóide é o segmento mais afetado. Esta condição afeta preferencialmente adultos jovens e se associa a infecções (diverticulite). c) mista . De acordo com as características dos divertículos. Estima-se que 30% da população com mais de 45 anos de idade apresente doença diverticular e que 10 a 25% deles possam vir a desenvolver diverticulite. podendo o descendente também estar comprometido. caracterizam a chamada doença diverticular.alguns pacientes . sendo raramente encontrados no reto. a moléstia diverticular é classificada nas seguintes formas: a) hipotônica .

4) perfuração com fístula (externa ou interna). Do ponto de vista clínico. essas duas condições dificilmente são diferenciáveis. então. Copyright © 2001 IDS . 5) obstrução. A diverticulite aguda é dita não complicada quando o comprometimento limita-se à parede intestinal ou. 3) perfuração com peritonite disseminada. quando existe um abscesso pericólico bastante reduzido. A diverticulite aguda pode se manifestar de maneiras distintas: 1) inflamação ou abscesso da parede intestinal. 2) perfuração com peritonite localizada. A diverticulite aguda é dita complicada quando ocorre alguma das outras alterações acima mencionadas.podem apresentar ambas as formas acima descritas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

na ausência de doença orgânica demonstrável. ou seja. Entre as doenças funcionais. a síndrome do intestino irritável (SII) é a mais freqüente. Embora a terminologia "intestino irritável" sugira alterações limitadas aos intestinos. São eles:presença em pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas). (2) início associado com alteração na freqüência das evacuações (mais de 3 vezes/dia ou menos de 3 vezes/ . estabeleceu-se um consenso para o diagnóstico da SII. numa reunião internacional em Roma.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Adérson Omar Mourão Cintra Damião1 Última Atualização: 12/4/2001 11:44:18 AM Autores: 1 Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Cerca de 50% dos pacientes que procuram atendimento gastroenterológico sofrem de problemas funcionais. não apresentam lesão orgânica no aparelho digestivo demonstrável pelos métodos propedêuticos atuais. de desconforto ou dor abdominal com duas de três características: (1) alívio com a defecação. conhecido como "Critérios de Roma II". Recentemente. Trata-se de uma alteração da motilidade do tubo digestivo e caracteriza-se clinicamente por anormalidades do hábito intestinal (constipação e/ou diarréia) e dor abdominal. nos últimos 12 meses. todo o trato digestivo pode ser afetado do ponto de vista motor.

Às vezes. Já os com síndrome do intestino irritável com predomínio de obstipação (ou constipação) evacuam menos de três vezes/semana. como conflitos emocionais. dificilmente são mais de 3 a 5 evacuações/dia. As fezes são de consistência variável (pastosas e/ou líqüidas) e as evacuações não costumam ocorrer à noite.é mais comum localizar-se no abdômen inferior. o que agrava ainda mais a obstipação.acometem 85% dos pacientes com SII. mas pode haver muco. muitos já passaram por vários especialistas por não melhorarem dos sintomas ou. Também é comum que problemas emocionais exacerbem os sintomas. fezes líqüidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. . (3) início associado com alteração na forma (aparência) das fezes (fezes endurecidas. faz com que o paciente acorde à noite. Pode ser em cólica ou constante. durante o sono. Não há sangue nas fezes (com exceção dos casos de fissura ou hemorróida). as fezes são duras e fragmentadas (fezes em "cíbalos" ou "caprinas") e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas).isto é. (3) sensação de evacuação incompleta. como divórcio e luto. em geral. Dor abdominal acompanha a gravidade da obstipação e tende a aliviar com eliminação de fezes. (4) eliminação de muco durante a evacuação. A obstipação pode durar dias ou semanas e obrigar o paciente a fazer uso de laxantes em quantidades cada vez maiores. principalmente. dor abdominal . alivia com eliminação de gases e fezes e. são "poliqueixosos" e hipocondríacos. constipação alternada com períodos de diarréia é a alteração mais comum nos pacientes com síndrome do intestino irritável. freqüentemente. vários sinais e sintomas foram apontados como elementos de reforço ao diagnóstico da síndrome do instestino irritável: (1) esforço excessivo durante a defecação. a dor piora após as refeições. por acharem que são portadores de câncer. com predomínio de uma ou de outra de acordo com cada paciente. fragmentadas. que referem que os sintomas coincidiram ou foram precedidos por problemas psicológicos. Os pacientes demonstram amiúde sinais de ansiedade e depressão. (4) sensação de plenitude ou distensão abdominal. em "cíbalos" ou "caprinas" e fezes pastosas e/ou líqüidas). porém. dificilmente. Além disso. com ou sem irradiação para as costas e tórax e é. ) alteração no hábito intestinal . (2) urgência para defecar. o que obriga o paciente a tentar evacuar repetidas vezes. Os pacientes com síndrome do intestino irritável com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia. As fezes são endurecidas e eliminadas com grande dificuldade (fezes em "cíbalos" ou "caprinas"). Algumas características de pacientes com a síndrome do intestino irritável são conhecidas como aspectos psicológicos . O quadro inicia-se geralmente na adolescência ou juventude e adquire um caráter mais ou menos estável para cada paciente. Caracteristicamente. desencadeada pela distensão artificial do cólon. é freqüente a queixa de uma sensação de evacuação incompleta.semana). principalmente na fossa ilíaca esquerda. A diarréia caracteriza-se por acompanhar-se. com dor anal e aparecimento de fissuras e hemorróidas que podem gerar sangramento. ao contrário das diarréias de causa orgânica. o calibre das fezes está diminuído (fezes em "fita") em virtude do espasmo colônico e retal. de tenesmo e dor abdominal e ocorrer após alimentação.

polaciúra e enxaqueca são comuns entre os pacientes com SII e parecem estar relacionados com distúrbios autonômicos envolvendo os sistemas genital. mínimas distensões intestinais provocadas. Dismenorréia. geram sintomas dispépticos nestes pacientes. sugerindo uma diminuição (congênita ou adquirida) do limiar de tolerância à distensão. outros sintomas. histerectomia. colescistectomia. pelos pacientes. Diminuição da pressão do esfíncter esofágico inferior e refluxo biliar para o estômago foram descritos em pacientes com SII e podem justificar tais sintomas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . ao excesso de gás intestinal. são referidos por até 50% dos pacientes. apendicectomia. Muitos deles são diagnosticados equivocadamente e os sintomas da síndrome do intestino irritável persistem após a cirurgia. Não é raro encontrarmos pacientes com história de cirurgias prévias (por exemplo. urinário e vascular.sintomas dispépticos como distensão abdominal.). Por outro lado. São sintomas inespecíficos e que são atribuídos. estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII têm revelado que a maior parte deles tem volumes normais de gás. dispareunia. Entretanto. náuseas. como queimação epigástrica e/ou retroesternal. etc. Copyright © 2001 IDS . eructações e flatulência freqüentes e abundantes. vômitos.

As apresentações clínicas das infecções urinárias dependem do local do trato urinário onde está o processo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:10 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia As infecções do trato urinário (ITU) motivam procura freqüente ao médico e apresentam risco de complicações não-desprezíveis. os diabéticos. . Nas reinfecções. é importante distinguir bacteriúria (presença de bactérias na urina) da contaminação da amostra. os portadores de malformações do trato urinário e os imunodeprimidos (aidéticos e transplantados) e merecem maior atenção pela possível evolução para quadros mais graves. A identificação e tratamento precoces podem minimizar ou até mesmo previnir as sequelas no parênquima renal. é importante diferenciar a persistência (mesma bactéria) da reinfecção (outra bactéria). Para possibilitar o manejo seguro de um paciente com infecção urinária. Pacientes com maior risco de lesão do trato urinário alto são os idosos.

calafrios. devemos suspeitar de processo infeccioso mais grave. Copyright © 2001 IDS . quando está presente. urgência. Em mais de 80% é causada pela Escherichia coli. polaciúria. cursam com febre. dor em flanco. Não existe febre em cistites simples e. Pode haver bacteremia em até um terço dos casos.A cistite é caracterizada por disúria. podendo haver hematúria.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . queda do estado geral. Infecções do trato urinário alto. como a pielonefrite. náuseas e vômitos. dor suprapúbica.

sete a dez sejam decorrentes de problemas relacionados a calculose urinária e a probabilidade de um indivíduo durante a vida ter um cálculo urinário varia de 5 a 20%. Estima-se que. outros fatores influenciam o aparecimento da litíase. que aumentam a excreção de substâncias que podem se precipitar na urina. o grau de ingestão hídrica individual e o uso de medicações. . o que resulta em custos elevados para diagnóstico e tratamento. A vida moderna. ocupacionais. O pico de incidência ocorre entre 20 e 40 anos. como fatores geográficos (clima. Além de características intrínsecas do indivíduo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Renato Falci Júnior1 José Luis Chambô1 Última Atualização: 8/10/2001 11:28:32 AM 1 Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia O impacto social causado pela presença de cálculos na via urinária é imenso. dietéticos. o aumento da carga protéica na alimentação e o sedentarismo agem conjuntamente aumentando a prevalência da doença. de cada 1000 admissões hospitalares. sendo três vezes mais freqüente no sexo masculino e com predominância familiar. umidade relativa do ar).

A tabela 1 mostra as perguntas fundamentais e as respostas esperadas para caracterizar a cólica renal. pode haver a concomitância de sintomas urinários. em geral de intensidade forte. mais comum durante a noite ou na madrugada. Tipo da dor 3. Características da cólica renal 1. Aspecto do paciente Abrupto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . irradiando-se para região ventral do abdômen Geralmente forte Geralmente associados Presente em alguns casos Inquieto O exame físico do paciente com cólica renal pode revelar sinais característicos. o paciente apresenta-se extremamente inquieto. Local da dor 4. Hematúria macroscópica 7. Cólica Lombar. Início da dor 2. O paciente apresenta-se inquieto e incapaz de permanecer em uma posição por mais de alguns minutos. Intensidade da dor 5. localizada em região lombar ipsilateral. de início abrupto. Náuseas e vômitos 6. geralmente correspondendo ao local onde se localiza o cálculo. dor à palpação profunda da loja renal ou ureter. decorrentes da dor e. atingindo a região escrotal ou grandes lábios. Copyright © 2001 IDS .A cólica renal é um sintoma complexo resultante da obstrução do trato urinário. Tabela 1. acompanhada de náuseas e vômitos. A punho-percussão dolorosa da região dorsal complementa os achados do exame físico. Caracterizase por dor em cólica. Os sinais gerais que podem ser encontrados são taquicardia e aumento da pressão arterial. que se irradia ventralmente no trajeto ureteral. como disúria e polaciúria. O paciente apresenta-se afebril. além de hematúria macroscópica. Nos cálculos em migração para ureter distal. exceto quando há infecção associada. na avaliação específica. À inspeção.

como a alta prevalência de cisticercose em algumas localidades. de várias etiologias. de 11. caracterizado por crises epilépticas recorrentes e espontâneas. A prevalência da epilepsia é. assim como crises epilépticas decorrentes de fatores desencadeantes exógenos definidos. Crise epiléptica isolada não permite o diagnóstico de epilepsia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Maria Luiza Giraldes de Manreza1 Elza Márcia Targas Yacubian1 Última Atualização: 9/5/2001 7:03:14 AM 1 Médica Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP Quadro Clínico e Epidemiologia Epilepsia é definida como um distúrbio cerebral crônico. em Porto Alegre.000 habitantes.000 habitantes e.9 casos/1. É mais comum em crianças menores de 2 anos de idade e em idosos com mais de 65 anos. de 16. Há um discreto predomínio no sexo masculino. A crise epiléptica corresponde a uma descarga excessiva e síncrona de uma população .5 casos/1. A epilepsia é duas vezes mais freqüente em países pobres devido a fatores sócio-ecônomicos. em São Paulo.

(3) sensoriais simples. seja de modo isolado.neuronal. dilatação pupilar. As sintomáticas são epilepsias em que a causa é conhecida. Em relação à etiologia. Mais de 90% dos pacientes com epilepsia têm registros eletrencefalográficos anormais. autonômica. sensorial. as manifestações clínicas dependem da região cortical em que ocorrem as descargas epilépticas. sudorese. Neste contexto. Por outro lado. (5) autonômicas. em que são referidas alucinações estruturadas. insuficiência renal etc. como vasculares. no trauma de crânio e na doença cérebrovascular. geralmente clonias. As epilepsias criptogênicas são as que. seja área motora. detectando-se uma lesão estrutural nos exames de imagem que pode ser devida a fatores congênitos. ou adquiridos. que determinam sintomas psíquicos. quando a consciência é preservada. olfatórias (odores desagradávei). geralmente. As crises parciais. não é possível esclarecer a etiologia. pois os exames estruturais são normais. como ver pessoas e cenas. podem também se originar em qualquer lobo do cérebro. eventos epilépticos muito breves. desde que sejam realizados vários traçados em vigília e sono. psíquica. as epilepsias podem ser idiopáticas. Nas crises parciais simples. mas. infecciosos ou parasitários. como na meningoencefalite. com hiperventilação e fotostimulação intermitente. As crises epilépticas podem ser devidas a um evento agudo. gustativas (gosto ruim) e vertiginosas. devemos lembrar as crises desencadas por drogas em nível tóxico (penicilina. auditivas (zumbido. Assim. além de despersonalização e estado de sonho. criptogênicas ou sintomáticas As epilepsias idiopáticas apresentam base genética. que se manifestam por sensações anormais. barbitúricos e benzodiazepínicos). embora se presuma comprometimento orgânico. ou generalizadas. em que ocorre comprometimento de uma porção cerebral. como as malformações do SNC. a consciência é sempre comprometida. incontinências esfincterianas etc. de ambos os . em que ocorrem sensações simples que podem ser visuais (luzes coloridas). ouvir músicas etc. em que há envolvimento cerebral difuso. denominadas antigamente de "crises psicomotoras". configurando o diagnóstico de epilepsia. ou de origem sistêmica devido a febre. por sua vez. teremos crises ditas: (1) motoras. pé e face. (2) somatossensitivas. Estas crises são classificadas como sintomáticas agudas ou reativas. piloereção. palidez ou enrubescimento facial. (4) sensoriais complexas. não configurando epilepsia. hipoglicemia. nos quais é preservada. anóxia. em regiões do corpo como mão. como agulhadas ou formigamento em determinada parte do corpo. lidocaína) ou terapêutico (cocaína e anfetaminas) e ainda crises devidas à retirada de drogas (álcool. e complexas. que se manifestam por vômitos. sensitiva. as crises epilépticas podem ocorrer espontaneamente. As crises epilépticas podem ser parciais. que se caracterizam por movimentos anormais. com perda de consciência. tumorais. exceto nas crises mioclônicas. (6) psíquicas. descritos como déjà vu (ilusão de familiaridade) e jamais vu (sensação de estranheza) ou as ilusões auditivas correspondentes. podem ser simples. As crises parciais complexas. seja de modo recorrente. de origem no sistema nervoso central (SNC). constituindo a chamada crise epiléptica única. ruídos). déjà entendu e jamais entendu. Nas crises generalizadas.

(4) tônicas. piscamento. imobilidade súbita. que consistem de breves episódios de comprometimento da consciência acompanhados por manifestações motoras muito discretas. durante cerca de um minuto. A manifestação clínica é variável. automatismos oroalimentares. Copyright © 2001 IDS . constitui uma síndrome epiléptica. como estalar de lábios. estado neurológico e aspectos genéticos e evolutivos. particularmente da face. contração dos membros contralaterais ao lobo epileptogênico. (5) clônicas em que ocorrem ou contrações entrecortadas por relaxamento muscular. em que ocorrem contrações musculares súbitas. causando quedas e traumatismos. isoladas ou repetidas. como idade de início. que se assemelham a choques e acometem um músculo ou um grupo muscular de um ou mais membros ou da face. particularmente do olhar. além de dados clínicos. As crises generalizadas também apresentam manifestações clínicas diversas. sialorréia e mordedura de língua. (6) atônicas em que há rápida alteração da consciência associada à diminuição do tono muscular. apnéia. (3) tônico-clônicas (também chamadas crises de grande mal). e postura distônica. padrões eletrencefalográficos intercríticos e críticos. ou seja. liberação esfincteriana. mastigação ou deglutição. que se caracterizam por perda abrupta da consciência e contrações inicialmente tônica e depois clônica dos quatro membros. como automatismos orais e manuais. automatismos mais complexos. breves. A crise parcial simples pode evoluir para parcial complexa e crises parciais simples e complexas podem evoluir para crises secundariamente generalizadas. que se manifestam apenas pela contração corpórea. aumento ou diminuição do tônus muscular e sinais autonômicos. (2) mioclônicas.hemisférios cerebrais concomitantemente. A associação de um ou vários tipos de crises epilépticas. sendo mais comuns: reação de parada. como deambulação e confusão mental por período variável.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . classificandose em: (1) ausência (antigamente chamadas de pequeno mal).

com ativação resultante das unidades motoras. O amplo espectro dos fenômenos motores ilustram a diversidade de mecanismos fisiopatológicos recrutados por anormalidade na função do nervo periférico. Alguns fenômenos motores entretanto.1. podem ser a única manifestação de um paciente com neuropatia. Abordagem clínica do paciente com Neuropatia Periférica 1.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Paulo E.1. 1. As fasciculuções são particularmente pronunciadas nas doenças da ponta .1 Sintomas e sinais motores positivos: A maioria dos sintomas e sinais positivos que acompanha a doença dos nervos periférico aparece no paciente com neuropatia clinicamente evidente. Marchiori1 Última Atualização: 9/21/2001 7:41:00 AM 1 Professor Associado do Departamento de Neurologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia 1.São visíveis espontaneamente como uma irritabilidade do músculo e representa um sinal cardinal de lesão do neurônio motor desde o corno anterior da medula até o axônio terminal. FASCICULAÇÃO . Ocorreria por excitação espontânea dos axônios motores. São abolidas pelo curare e intensificadas pela acetilcolina.

À eletromiografia aparecem trens de alta freqüência. Termografia 1. com rigidez muscular. Síndromes 1. .2.anterior da medula. Podem ser devidas a contrações espontâneas de fibras musculares instáveis e desnervadas. CAIMBRAS FISIOLÓGICAS BENIGNAS .1. com relaxamento diminuído do músculo.4. . FIBRILAÇÕES .1.Doença autossômica recessiva.5. atividade muscular contínua e neuropatia periférica.5.1. Termoteste sensorial quantitativo 1. 1. NEUROMIOTONIA .ocorrem por sensibilização de nociceptores primários ou pela multiplicação de impulsos ao longo de axônios nociceptores. neoplasias intratorácica. .3 Testes 1.2. A remoção de sensibilidade epicrítica expõe a atividade do sistema protopático em toda sua nudez.2. doença imunológicas.1.Efases .Caimbras noturnas dolorosas. particularmente entre os axônios motores terminais gerando múltiplos impulsos após ativação e prolongação do potencial da placa terminal.1. DOR NEUROPÁTICA . Microneurografia . causalgia. Algumas formas de hiperalgesia são induzidas pelo estímulo. Pode associar-se a timomas.3. Sintomas sensitivos positivos 1.1.2.C-dor Alodinia e hiperalgesia . MIOCIMIAS .3. os reflexos tendíneos podem ser abolidos.3.Síndrome da atividade muscular contínua com miocímias contínuas e fasciculações em repouso intensificando a contração muscular.1.Multiplicação de impulsos aferentes primários em canais nociceptores com exagero da magnitude da dor neuropatia dolorosa diabética.excitação cruzada anormal entre axonios.Liberação do "input" nociceptor primário devido ao defeito de co-ativação do "input " modulatório não nociceptor.3. 1.3. 1. A marcha pode ser rígida e lenta. 1. 1. 1.3.Geração a impulsos ectópicos espontâneos. 1.São definidas como ondulações do músculo.1.São descargas espontâneas de um grupo de fibras musculares.3. circuitos de reexcitação local com passagem de impulsos ortodrômicos e antidrômicos.1. Ocorre por excitação efática através do tronco do nervo periférico levando a múltiplas descargas ortodrômicas nas fibras dos nervos adjacente.2. sensibilização de nociceptores: eritromelalgia e ABC síndrome: .2. SÍNDROME DE SCHWARTZ-JAMPEL . Ocorrem em doenças do axônio motor e lesões que ocorrem desde a raiz ventral até axônio terminal.5.Refere-se a expressão clínica da miocímia.4.1. 1. Mecanismos hipotéticos básicos dos sintoma positivos sensitivos em neuropatias: Sensibilização das terminações dos receptores das unidades nociceptoras. Não são visíveis a olho nu e são registradas eletromiograficamente. com som em crescendo e decrescendo.5.ocorrem devido a impulsos ectópicos gerados em fibras nervosas disfuncionais. PARESTESIAS . 1.2. anomalias do esqueleto e blefarofimose. Pode ser herdada ou esporádica. Bloqueios anestésicos locais associados a termografia 1. SÍNDROME DE ISAACS .

Inicialmente plantares. Progressão ascendente.4 Desordens primárias dos corpos celulares A desmielinização paranodal ou segmentar é freqüentemente referida como mielinopatia.3 Degeneração e atrofia axonal 2.3. Polineuropatia típica O protótipo da polineuropatia é o déficit simétrico e sensitivo distais.2.a resposta a transecção do nervo 2. espinhamento. A progressão a nervos intercostais provocando déficit de músculos intercostais e/ou do músculo do diafragma e levando a falência respiratória.2 Doenças 3."Backfiring" C . ABC Síndrome ou eritralgia A .2. 3. 3.4.3. 3. As desordens primárias dos corpos celulares podem levar a morte de todo neurônio. 2. Déficit distal. 3.1. Disestesias distais comuns. 3.2 Desmielinização segmentar 2. queimação. Dificuldade para deambular.3 Pseudoneuropatia psicogênica Paciente com disfunção psicológica que pode expressar manifestações clínicas que simulem sintomas sensitivos positivos e negativos. Porfirias 3. manifestações motoras e vasomotoras.Angry B .1. com distúrbio sensitivo em bota e padrão similar ao déficit (motor). descritas como comichão.2 Síndrome tripla do "resfriamento" ou do frio .2.4. 3. ardência.1.4.1.Dor queimante e hiperalgesias mecânicas 1.1.1.5.3. Características: 3. Manifestações da neuropatias 3. Processos patológicos dos nervos O nervo periférico é limitado ao reagir a injúria.2.3 Eventos precedentes e concorrentes 3.4.1. Simétricas e distais.1.1 Degeneração Walleriana .2. atrofia e degeneração axonal.1. Doenças sitêmicas . Axonopatias se referem a degeneração axonal com preservação dos corpos celulares que podem incluir degeneração Walleriana.Nociceptores 1. dificuldade a dorsiflexão dos pés. Sindromes 1. Doença viral recente 3. e ataxia de marcha devido a perda da sensibilidade proprioceptiva.1. 2.1.4. Síndrome de Guillain-Barré 3. O acometimento de grandes fibras aferentes revela hipo e arreflexia dos reflexos profundos.

Todos os nervos motores. sinal de Romberg e pseudo atetose.4. ocorrem disestesias e disautonomias. déficit (motor) é maior que o sensitivo.: Neuropatia amilóide e neuropatia diabética distal. a força. as autonômicas são fibras não mielinizadas. enquanto as fibras sensitivas periféricas são representada por fibras que variam de tamanho de fibras mielinizadas e axonais não mielinizadas. 5. . Comichão e disestesias podem ser proeminentes em neuropatias de fibras grossas. Dor Neuropática Dor disestésica Dor de tronco de nervo 3. as fibras táteis são grossas e pequenas .5 Plexopatia . balanço e reflexos tendineos são preservados.4.plexo braquial . Medicações. tóxicos. exceto os axonios gama eferentes para as fibras intrafusais. mínima ou severa 3. Não são descritas como dolorosas. álcool. Ex.2 Sensitivos Positivos .3.2.3 Proximal X distal 4. Temperatura e dor são mediadas por pequenas fibras mielinizadas e não mielinizadas.3. Na síndrome de Guillain-Barré.3. picada.4.dormência. déficit (motor) variável. Nas neuropatias de fibras finas: a sensibilidade cutânea está diminuída (dor e temperatura). Neuropatias de fibras grossas X Neuropatias de fibras finas.1 Motor . ataxia sensitiva. insensibilidade Diminuição proprioceptiva. a intensidade tátil é poupada.4. dor neuropática Negativos .comichão.1. Padrões de Neuropatia 4.plexo lombo-sacral 5 Outras considerações 5.fraqueza muscular. insuficiência renal crônica 3. a propriocepção.3.2 Membros inferiores são mais acometidos que os membros superiores (exceto na neuropatia pelo chumbo em que MMSS>MMII) 4.4 Natureza dos sintomas e sinais 3. 3. distal. agulha.4.1 Simétrica 4. vibratória e aferências do reflexo de estiramento muscular são fibras grossas e mielinizadas.4 Tronco X raiz de nervo 4. Déficit motor e sensitivo balanceados . Autonômicos 4. Nas neuropatias de fibras grossas aparecem arreflexia. ataxia sensitiva. são grandes fibras mielinizadas.

Uma vez que o processo de desmielinização diminui e a remielinização se inicia.semanas ou meses Crônica . hiperlipemia. Em neuropatias motoras predominante. sem considerar se a neuropatia é axonal ou desmielinizante. Recuperação: . Em contraste .Remielinização . e os reflexos podem não desaparecer completamente até que os membros estejam completamente flácidos. Eletromiografia de agulha (EMG) .Subclínica demostrada por Eletromiografia . 6. Doenças sistêmica: diabetes melito.1. história para doença de Lyme. 5.1.2. distúrbio gastrointestinal. porque há diferenças na abordagem diagnóstica e no tratamento. fenômeno de Tinel.meses à anos. dor abdominal. doença hepática. . A distinção entre ambas. como na forma axonal da Síndrome de Guillain-Barré. desmielinizantes X axonais é importante. pelo envolvimento do arco reflexo aferente dos fusos musculares. com a desnervação dos músculos e déficits sensoriais. a recuperação é mais rápida. 7. Eletrodiagnóstico 8. 5. Tempo: Aguda .4 Alteração dos reflexos: Diminuição ou desaparecimento dos reflexos é a regra nas neuropatias.evolução em dias ou semanas Subaguda . anorexia. Evolução da neuropatia 7. Gerais: febre. na maioria das neuropatias axonais na qual a lesão é ampla.3.1. a probabilidade de recuperação e antecipação da resposta são maiores. (AMAN) os reflexos tornam-se reduzidos concomitantemente com e proporcional á fraqueza muscular. Espessamento dos troncos nervosos: É fundamental a palpação dos troncos nervosos para detectar espessamentos focais ou difusos ou outras anormalidades: neurofibromas.3 Neuropatias axonais X desmielinizantes: A distinção é feita eletromiográficamente. A arreflexia é precoce e proeminente nas polineuropatias que afetam as fibras grossas. emagrecimento. intoxicações. doença renal crônica. medicações.Profundas paralisias e até insuficiência respiratória 7. alcoolismo.5. 6.5.Regeneração 8. Avaliar pontos dolorosos. recuperação é mais lenta em meses ou anos.2 Gravidade: . 7. soro positividade para HIV. pontos amilóides perineurioma.examina a atividade elétrica da fibra muscular. Manifestações associadas: 6.

Estudo da velocidade de condução: motora.Em denervações.3. Os registros intraneurais da atividade da fibra nervosa. Nas contraturas que podem ser encontrada em algumas miopatias metabólicas.1. Nas neuropatias desmielinizantes a VCM é muito reduzida.são potenciais breves e de baixa amplitude. derivados de descarga espontânea de fibras musculares isoladas.1. 8. Na re-inervação.1.1. miopatias e polimiosite. uma descarga antidrômica ascendente até a medula espinal ativa as células do corno anterior da medula causando uma descarga reflexa que desce e ativa o músculo produzindo a onda F. Fasciculações podem indicar doença de ponta anterior e podem ser encontradas em neuropatias desmielinizantes. Esta resposta pode ser retardada ou ausente em desmielinização proximal (como na GBS).1 Categorizar cada caso 9. Eletroneuromiografia 9.4. Exame neurológico 9. não mielinizadas podem ser realizados. Diagnóstico clínico das Neuropatias 9. A onda F auxilia no exame da condução nas regiões proximais das fibras motoras. mais que uma forma de neuropatia herdada ou outro tipo de neuropatia desmielinizante adquirida. A estimulação do nervo motor produz uma descarga ortodrômica e resposta muscular direta (onda H). Em neuropatias desmielinizantes a presença de bloqueio de condução pode sugerir que o paciente tenha uma polineuropatia desmielinizante crônica inflamatória. Em axonopatias a VCM é normal ou discretamente reduzida. A amplitude do potencial de ação muscular (CMAP) é reduzida em processos desmielinizantes ou apresenta bloqueio de condução representado por abrupta redução no tamanho do potencial entre os sitios de estimulação distal e proximal. os potenciais de unidades motoras aumentam de amplitude e duração e são freqüentemente polifásicos.2. Fibrilações .2 Classificação . O padrão de recrutamento de unidade motora é reduzido em doenças do neurônio motor superior e em fraqueza psicogênica. História clínica 9. ocorre silêncio elétrico porque o aparelho contrátil é ativado distalmente ao sarcolema. (VCM) sensitiva (VCS) e amplitude de potencial músculo e nervo. a atividade difusa da unidade motora é registrada. Condução sensitiva. incluindo fibras C. Biópsia de nervo 9. As descargas de alta freqüência em crescendo-decrescendo são características de desordens miotônicas e são relacionadas a instabilidade da membrana da fibra muscular. Apenas examina fibra de condução A alfa (grandes e rápidas). o número de potenciais de unidade motora é diminuído.2. 8. Em caimbras musculares.3. 8. São freqüentes em músculos desnervados.

3.7.6 Etiologia Específica Associações ( Doenças sistêmicas Intoxicações) 9.4. Neuropatias focais Danos localizados: compressões 12.1 Sensitivo ( grande pequena ) fibras 9.1.3 Clínica 9.2 Mononeuropatia múltipla 9.3 Misto 9.auto-anticorpos (GM1.1 Axonal 9.2 Clínica das vasculites Mononeurite múltipla 10.3 Arterite de Wegener 10.7.2.2 Específico .3 Crônica 9.1 Polineuropatia 9.1.1 Focal .4 Topografia 9.4.5.2 Arterite de Churg-Strauss 10.3 Mista 9.7.8 Biopsia de nervo (sural) 10.1 Poliarterite nodosa 10.9.5.2.7 Laboratorial 9.1 Aguda 9.1 Geral e rotina 9.2 Subaguda 9.4.3 Líquido cefalorraquiano 9.2.3 EMG .5 Déficit 9.2 Desmielinizante 9. Aspectos especiais 10.Axonal 11. Neuropatia diabética 12.5.2 Motor ( grande pequena ) fibras 9.1.3.MAG) 9.1 Isquemia: Vasculites necrosantes 10.

4. uremia.1 Hiperglicemia duradoura 12.4 Imunológica Classificação da neuropatia diabética 12. Lyme Imuno-mediadas Gamapatias monoclonais Ganglionites .4. AIDS. Neuropatia sensitivas Diabete melito.8 Formas mistas 13.12.2 Glicação de tecido 12.cancer Hereditárias Amiloidoses Neuropatia sensitiva Neuropatia por substâncias tóxicas Cisplatina Taxol Metronidazol .2 Multifocal 12.4.4 Fatores 12.abdominal Focal dos membros Amiotrofia diabética 12. Amiloidose Primária Secundária 14.6 Focal e multifocal Craniais Tóraco .5 Polineuropatia simétrica Sensitivo motora Autonômica Algida aguda Proximal dos membros inferiores 12.3 Generalizada Clínica: 13% dos pacientes com diabetes melito com neuropatia sintomática 50% subclínica 12.7 Reversíveis Redução da velocidade de condução na "neuropatia hiperglicemia" 12.4.3 Hipoxia e isquemia tecidual 12. hipotiroidismo.

PAF Shy-Drager síndrome (atrofia de múltiplos sistemas) Sincopes Disautonomias agudas ou subagudas Disautonomias crônicas 17. 20. Variantes: Miller-Fisher) Motora ( Aguda monofásica.Drogas hipocolesterolemiantes ("Estatinas") 15. Neuropatias devido a doença de Lyme. Crônica recidivante. Lepra e Chagas. Neuropatia do HIV Desmielinizante Axonal Aguda Crônica .CIDP: Desmielinizante Recidivante Recorrente Progressiva Neuropatia crônica recidivante axonal 19. Crônica recidivante. Neuropatia autonômica Hipotensão ortostática idiopática . 18. Neuropatias associadas contra anticorpos glicoconjugados e gamapatia monoclonal IgM. Síndrome de Guillain-Barré e polirradiculoneurite desmielinizante inflamatória crônica Sensitiva ( Aguda monofásica. Variantes: Miller-Fisher) Classificação da síndrome de Guillain-Barré Aguda: Aguda desmielinizante Aguda axonal motora (AMAN) Aguda motora e sensitiva axonal (AMSAN) Pandisautonomia aguda Síndrome de Miller-Fisher subaguda Crônica . Neuropatia motora Guillain-Barré Axonal (AMAN) Neuropatia motora multifocal Diabete melito 16.

mediano.Biópsia do ponto motor . ramo do 20 dorsal digital medial do polegar .Biópsia fascicular 23. . diabética proximal) Polineuropatias . . 23.Biópsia de células ganglionares do plexo mioentérico em biópsias retais.Nervo sural retromaleolar .3 Nervos sensitivos cutâneos Locais de acordo com envolvimento neurológico Proximais: grande auricular em neuropatias hipertróficas Distais: ramo anterior do n.Pesquisa . radial nos punhos.N.Diagnóstico diferencial entre processo inflamatório e infiltração neoplásica. imunocitoquímica melhoraram nitidamente a performance do método.Local .Evitar a biópsia . após confirmação por imagem por ressonância: em tumor do nervo e neuropatia inflamatória focal.Ganglionite sensitiva progressiva com reação inflamatória No LCR .Nervo peroneiro superficial .n. Neuropatias Tóxicas (Axonopatias. palmar longo e peroneiro brevis podem ser usados.21.em neuropatias que afetam um desses nervos.Biópsia fascicular do tronco dos nervos ulnar.Biópsia simultânea do nervo peroneiro superficial e nervo peroneiro distal profundo.1 Gânglio dorsal e raízes espinhais .Ganglios + raiz da coluna torácica média. microdissecções (teasing). e cutâneo antebraquial lateral. morfometria.Nervo safeno maleolar medial (Neuropatia multifocal) Nos membros superiores: . .n. Avaliar terminações nervosas em biópsias de pele. Biópsia do nervo periférico Os avanços no conhecimento das novas metologias empregadas. .2 Plexo braquial .junção neuromuscular . .Diagnóstico . radial.Raramente indicada nas neuropatias inflamatórias puramente motoras: biópsia fascicular do n.Biópsia dos nervos cutâneos sensitivos distais: .Biópsia de pele .Lepra 23. 23. cutâneo intermediário da coxa (N. . desmielinizantes) 22. Polineuropatia do doente crítico 23. 23. para o anconeo.5 Regiões terminais.4 Nervos mistos: . tibial e peroneiro . ME. Nos membros inferiores . ou amiloidoma. peroneiro profundo na cabeça da fibula. cutâneo medial do braço n.

7.Nervo cutâneo intermediário da coxa e m. 24.3. os achados em 37% contribuíram para o diagnóstico. terapêutica com gamagobulina intravenosa.2. 24.2. a biópsia de nervo sural contribuiu para o diagnóstico em 38% (20 pacientes). 23.7.plasmaferese. Doença de Lyme (Borrelia burgdorferi) . Terapêutica nas neuropatias periféricas 24.3 Pesquisa 23.infecções na ferida cirurgia .Terapêutica específica.1 Agentes Etiológicos Específicos Conhecidos: 24.Doenças mitocondriais .60% sem sintomas de dor .Nervo sural e m.3 Na composição diagnóstica do estudo molecular.7. polirradiculoneurite crônica .1 Reabilitação 24.7. gastrocnemio .1.2.3.8 Complicações de biópsia Biópsia de nervo é invasiva e tem uma significante taxa de complicações: .2 Biópsia de gânglio da raiz dorsal nas degenerações cerebelares. crônica .7 Indicação da biópsia de nervo 23. 23.1 Biópsias seriadas para avaliar terapêutica na Neuropatia diabética.2 Possivelmente Imunológicos: polirradiculoneurite aguda.2 Terapêutica Etiopatogênica 24.23. 23.1. permitiu diagnóstico em 27% (15 pacientes).adequar a terapêutica imunossupressora escolhida: GBS . retofemural 23. Hereditárias n. Em outra série de 53 casos. sural.Nervo peroneiro superficial e músculo peroneiro brevis .2 Diagnóstico etiológico da neuropatias: Vasculite Lepra Amiloidose CIDP n. eletromiográfico e genética nas neuropatias sensitivas e motoras hereditárias. por depósito 23.terapêutica com .3.Vasculites .Sarcoidose Local: .9 Eficiência do método Uma análise de 56 biópsias de n.7. em 4% o diagnóstico permanecem obscuro.1 Confirmação da neuropatia 23.1 Infecciosos: Lepra.6 Biópsia combinada de nervo e músculo .7.10% parestesias no local 23.

2.3 Terapêutica sintomática 24.1. 24.6 Mistos: metabólicos .1 Dor e Parestesias . tumores. implantes. 24. isquêmicas-imunológicas: Vasculites imunossupressão per os ou pulsoterapia. 24.Analgesia . 24.3.5 Isquêmicas.3 Tóxicos .2. gamaimunoterapia.3.2.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .3 Hipotensão ortostática: Expansores de volume per os (9 Þ fluorhidrocortisona) ß bloqueadores.Ácido tioctico (pesquisa) . L-DOPS.2.3.2.Inibidores da aldose redutase (neuropatia disautonomica) . Copyright © 2001 IDS . imunossupressores citoliticos. plasmaferese.afastar substâncias desencadeantes.1.4 Metabólicas: correção possível.7 Hereditárias. gama-imunoterapia.1.1. marca-passo cardíaco.Imunoterapia: possível corticosteróides.1.imunossupressores esteróidicos e citolíticos. 24.1.Analgesia 24.2 Distúrbios autonômicos 24. eritropoetina. per os ou intravenosos em pulsos mensais. traumas: cirurgia.Correção metabólica . 24.Diabete melito: . Aconselhamento genético (geneterapia no futuro?) 24. midodrine.2.8 Compressivas.

ocorre na cicatriz umbilical.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Aldo Junqueira Rodrigues Junior1 Jin Hwan Yoo1 Última Atualização: 8/16/2001 10:40:54 AM 1 Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se hérnia da parede abdominal como a passagem de uma estrutura ou víscera intraabdominal através dos planos da parede. Classificação Topográfica As hérnias da parede abdominal são comumente classificadas de acordo com sua localização na parede abdominal. Hérnia umbilical . entre a cicatriz umbilical e o processo xifóide. respeitando-se a integridade da pele.ocorre na linha média. Linha Semilunar . Linha Mediana Hérnia epigástrica .

65% à direita 75% dos casos em mulheres 1. Região Lombar Hérnia do trígono superior .ocorre no trígono femoral e é delimitada pelo ligamento inguinal. portanto. Apresenta pouco risco de estrangulamento. sendo delimitada pela borda lateral do músculo reto do abdome. As hérnias da parede abdominal podem se apresentar de diferentes formas clínicas: hérnia redutível . Hérnia femoral . pelo ligamento inguinal e por uma linha imaginária que une as duas espinhas ilíacas ântero-superiores. pelo músculo oblíquo externo e pelo músculo grande dorsal. sendo delimitada pela 12a costela. delimitado pela margem do osso ilíaco. Apresenta anel herniário proporcionalmente pequeno em comparação com o conteúdo do saco herniário e.Hérnia de Spieghel . 40% bilateral comum na infância. 7% bilateral > 40anos: direita ~ esquerda.ocorre na região inguinal.ocorre na margem lateral do músculo reto do abdome. hérnia encarcerada . Incisional Ocorre em locais de cirurgias prévias. dos 20-40anos: 65% à direita. mesmo com manobras posturais ou palpatórias. Incidência Localização Epigástrica Umbilical Semilunar Inguinal (adultos) % dos casos 5% 10% rara 70% 80% dos casos em homens. pelo músculo sartório e pelo músculo adutor longo.o seu conteúdo retorna espontaneamente ou com auxilio manual à cavidade abdominal.o seu conteúdo não retorna à cavidade abdominal. em adultos: 65% dos casos em mulheres observações Inguinal (crianças) Lombar Femoral Incisional Aspectos Gerais 85% rara 5% 10% 80% em mulheres. Região Inguino-femoral Hérnia inguinal .ocorre no chamado triângulo de Grynfeltt.ocorre no triângulo de Petit. o risco de estrangulamento é . Hérnia do trígono inferior . pelo músculo quadrado lombar e pelo músculo oblíquo interno.

Nos casos de hérnia inguinal. hérnia inguinal mista . Diagnósticos diferenciais . o conteúdo herniário pode estar em sofrimento isquêmico e é mandatória a correção cirúrgica imediata para evitar a necrose. Dentre as doenças que elevam o risco cirúrgico. conseqüente ao enfraquecimento da fáscia transversal.maior. medialmente aos vasos epigástricos profundos. de início súbito ou não. pede-se ao paciente que faça força ou tussa: na presença de hérnia inguinal. associado ou não a esforço físico. lateralmente aos vasos epigástricos profundos. a mais comumente empregada divide essas hérnias em: hérnia inguinal direta (HID) . estão as cardiopatias. O exame físico consiste de duas etapas: 1) inspeção . de crescimento rápido ou progressivo. Em homens com hérnia inguinal com mais de 50 anos.o saco herniário tem origem no canal femoral. principalmente em obesos.o saco herniário tem origem no enfraquecimento do assoalho do canal inguinal.associação entre HID e HII. 2) palpação . Pode ser congênita ou adquirida. O tratamento das hérnias da parede abdominal é essencialmente cirúrgico. que são melhor visualizadas com esforço ou tosse. resultante do enfraquecimento do mecanismo de esfíncter do anel inguinal interno. pode-se realizar o tratamento conservador com a utilização de fundas ou faixas abdominais.o saco herniário tem origem no anel inguinal interno. Entretanto. permeando o conduto inguinal. neste caso. hérnia estrangulada .com o dedo indicador posicionado através do anel inguinal superficial. pode-se recorrer a exame ultra-sonográfico da região para confirmar o diagnóstico. medialmente à veia femoral. 2. hérnia femoral .procura-se verificar a presença de proeminências nesta região. Nestes pacientes. Hérnias Inguinal e Femoral Embora haja outras classificações. Na suspeita de hérnia femoral. Alguns pacientes apresentam a forma inguinoescrotal.neste tipo de hérnia. Diagnóstico É obtido através da história clínica e do exame físico. que causa aumento do volume escrotal.Criptorquidia . Não é incomum não se conseguir palpar a hérnia femoral. pode-se contra-indicar a correção cirúrgica em função da relação risco/benefício do procedimento. as pneumopatias e o diabetes. Nestes casos. nos pacientes com comorbidades severas. hérnia inguinal indireta (HII) . observa-se massa herniária palpável descendo e tocando o dedo. fazer a avaliação pré-operatória da próstata. deve-se. Pede-se ao paciente que faça força novamente ou tussa e procura-se observar a presença de elevação. 3. os pacientes referem uma elevação na região inguinal. inspeciona-se e palpa-se a parte anterior da coxa na região do canal femoral. obrigatoriamente.

a hérnia pode passar despercebida. em obesos. além de sempre necessitar anestesia geral. Merecem destaque as técnicas "sem tensão" que têm por princípio a utilização de prótese. Esta é facilmente palpável. além de implicar em custos diretos muito mais elevados. empregada em muitos serviços. com diminuição da dor e dos índices de recidiva. Hérnias pequenas podem ser abordadas inclusive sob anestesia local. A correção por via laparoscópica. como fundas. Quando sintomática. por meio da história e exame físico. os pacientes podem retornar às suas atividades corriqueiras após dois a trêsdias e desenvolver atividade física mais intensa após sete dias. deve-se atentar para . Nos magros. Hérnia Umbilical Diagnóstico O diagnóstico é essencialmente clínico. exceto em pacientes obesos. na linha média xifo-umbilical. Quando o paciente queixar-se de dor nesta região. o conteúdo do saco herniário é redutível com facilidade. permitindo a palpação de um anel fibroso e firme que é o anel herniário. Os pacientes portadores de hérnia umbilical podem se queixar de leve estiramento ou dor local. Tratamento A não ser para hérnias com anel < 0. Hérnia Epigástrica Diagnóstico O diagnóstico é realizado pela história clínica e pelo exame físico. assintomáticas. a cirurgia é realizada sob anestesia local. quando a manobra de Vasalva pode ajudar na palpação. sendo o tratamento clínico. que consiste no fechamento do anel. não tem se mostrado extremamente superior às "técnicas sem tensão". proporcionando recuperação pós-operatória precoce.5cm. ou seja. geralmente de polipropileno. as hérnias umbilicais podem assumir grandes proporções e conter epíplon e/ou alças intestinais. a queixa mais freqüente é a de dor no local da herniação. São várias as técnicas descritas para a correção cirúrgica da hernia inguinal e femoral. reservado somente para os pacientes com comorbidades que implicam em risco cirúrgico elevado. a palpação e a visualização do abaulamento herniário não oferece dificuldades. Em alguns serviços. Habitualmente.- Varicocele Hidrocele Tumor de testículo Linfadenopatia Cisto de cordão espermático Tratamento As hérnias inguinais e femorais devem ser tratadas cirurgicamente. Na maioria dos casos. indica-se a correção cirúrgica. enquanto que. Ocasionalmente.

através do fechamento do defeito anatômico. geralmente acompanhada de protusão. o paciente pode relatar dor local. sendo o paciente orientado para retornar na presença de sintomas ou crescimento do saco herniário. deve-se corrigir a hérnia epigástrica. o encaminhamento deve ser feito em caráter de urgência. Hérnia Incisional É mais comum em pacientes obesos. Encaminhamento Quando do diagnóstico de qualquer hérnia. em decorrência de quadro suboclusivo em hérnias encarceradas. podendo evoluir para a formação de lesões ulceradas. com veias ingurgitadas e com infecção fúngica. Tratamento Pequenas hérnias incisionais. Tratamento Sempre que sintomática. a qual muitas vezes requer a colocação de telas para reconstruir a parede abdominal. Diagnóstico O diagnóstico é realizado por meio da história e do exame físico. diabéticos. pouco sintomáticas ou assintomáticas. a pele sobre o saco herniário pode se apresentar atrófica. submetidos à cirurgia de urgência ou a cirurgias infectadas. Copyright © 2001 IDS . Nas grandes eventrações abdominais. desnutridos. Como queixa. Nos casos de dor aguda e/ou intensa. deve-se encaminhar o paciente para avaliação de um cirurgião. delgada. ocorrem cólicas abdominais.o diagnóstico diferencial de não confundir com uma queixa gastrointestinal. Já as mais volumosas necessitam de correção cirúrgica. em especial quando sintomática. a qual é mais acentuada na posição ereta ou com esforços físicos. Às vezes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . podem ser apenas observadas.

Esses ferimentos são chamados de contusões. compressões e abrasões. Dependendo da intensidade da energia e da força . Abertos são aqueles que apresentam descontinuidade da pele. O trauma provoca o acúmulo de líquido nos tecidos e o rompimento dos vasos gera sangramento. Ferimentos fechados Ocorrem em conseqüência de contusões. Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Associado da Disciplina de Cirurgia do Trauma. Esses mecanismos lesam os tecidos da pele e podem provocar rompimento dos vasos sangüíneos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Dario Birolini1 Renato Poggetti2 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:10 AM 1 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia do Trauma. Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Quadro clínico e Epidemiologia Os ferimentos podem ser classificados em abertos e fechados. a pele encontra-se íntegra. nos fechados. enquanto que.

com orifício de entrada geralmente pequeno. 6) esmagamentos . equimose e hematoma. podendo gerar risco de vida. como músculos. Os ferimentos cortocontusos também podem produzir lesões de vasos. No abdome. porém podem ser um sinal importante da presença de lesões internas graves concomitantes. O sangramento dessas lesões pode ser extremamente variável. os ferimentos perfurantes podem provocar hemorragia e/ou peritonite. de bordas regulares. e que geralmente são produzidas por objetos cortantes. podem ser lesadas estruturas e órgãos internos.são lesões da camada superficial da pele ou das mucosas. De acordo com a profundidade de penetração. Essas lesões também podem ser acompanhadas de sangramento. 3) lacerações . que podem colocar em risco a vida do doente. as intercorrências mais freqüentes e graves são o pneumotórax. Essas lesões superficiais geralmente não colocam a vida em risco. fragmentos de vidros ou de metais. outras estruturas mais profundas. os desabamentos e os acidentes de trabalho. tais como pregos. onde existe descolamento de pele em relação aos planos profundos. tendões. nervos e músculos. agulhas e estiletes.são lesões teciduais de bordos irregulares.são lesões abertas.são lesões produzidas por objetos pontiagudos. Ferimentos abertos Os ferimentos abertos podem ser divididos em: 1) escoriações . Os sinais clínicos mais freqüentes do acometimento superficial são edema.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . As lesões podem ser abertas ou fechadas. em geral decorrentes de traumatismos intensos produzidos por objetos rombo. com perda do revestimento cutâneo.aplicadas.são lesões superficiais. 4) ferimentos perfurantes . como facas. ossos e órgãos.ocorrem em traumatismos resultantes da aplicação de energia e força intensas. Os mecanismos que provocam essas lesões são as colisões automobilísticas. Na região do tórax. podem ser lesados junto com a pele. o hemotórax e o tamponamento cardíaco. dependendo da existência de ruptura de pequenos vasos. que podem ou não apresentar sangramento discreto e são acompanhadas de dor local intensa. 2) cortocontusos . Copyright © 2001 IDS . 5) avulsões . podendo causar extensa destruição tecidual.

As chamas por combustão de álcool constituem outro subtipo das queimaduras térmicas. As correntes de alta voltagem e amperagem da rede de distribuição . atingindo. onde atingem. assim como o contato com corpos aquecidos (ferro de passar. ainda introduzem objetos metálicos nas tomadas domésticas. As mais comuns são as térmicas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Carlos Fontana1 Última Atualização: 8/10/2001 11:29:20 AM Autores: 1 Chefe do Serviço de Queimaduras do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia As queimaduras podem ser classificadas em quatro tipos segundo os agentes causadores: queimaduras térmicas. químicas. em ambiente doméstico na sua quase totalidade. elétricas e por radiação. principalmente causadas por líquidos aquecidos. crianças em acidentes na cozinha. Podem ocorrer no ambiente doméstico. canos de escape e outros objetos metálicos aquecidos ou mesmo em ponto de fusão). com tendência ao aumento do número de casos. mais uma vez as crianças que. frequentemente. pela sua curiosidade natural em que pese a existência de varios dispositivos de proteção. As queimaduras elétricas também são muito frequentes. assim como colocam fios na boca.

Podem também ocorrer por defeito ou má manipulação de aparelhos emissores de radiação. porém de consequências trágicas. lidando com substâncias químicas (ácidos ou bases fortes) sem o devido conhecimento ou medidas de precaução.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . e consituem. Copyright © 2001 IDS . As queimaduras por irradiação são bem menos frequentes. como. As queimaduras químicas também atingem pessoas adultas na sua maioria. por exemplo.dos postes elétricos. caixas de força e outros costumam atingir indivíduos jovens do sexo masculino. acidentes de trabalho. o episódio de Goiânia (GO). terapêuticos ou de pesquisa. na sua maioria. em sua fase mais produtiva.

As varizes dos membros inferiores classificam-se em primárias e secundárias. Os principais fatores de risco são a idade e o número de gestações. As veias varicosas são salientes e visíveis. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Ricardo Aun1 Última Atualização: 9/13/2001 11:08:34 AM Autores: 1 Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Define-se como veia varicosa aquela que apresenta alterações permanentes de calibre e comprimento (tortuosidade). Quase 20% da população brasileira acima de 15 anos apresentam algum tipo de veia varicosa. e 14% têm outras etiologias. 3% aparecem em diabéticos. Os primeiros estão relacionados com o risco potencial de um determinado indivíduo. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. As varizes primárias apresentam fatores predisponentes e desencadeantes. As úlceras de estase venosa crônica representam uma das complicações mais importantes e características da doença. como hereditariedade. 2% são traumáticas. representando 73% das úlceras dos membros inferiores: 8% são de origem arterial. causando deformidades estéticas e podendo levar a sintomas.

palpa-se endurecimento nestes locais. Na maior parte dos casos. situa-se geralmente na face média do terço distal da perna. se houver úlcera ou eczema. Também. por solução de continuidade da pele. as veias dos membros inferiores classificam-se em: varizes (veias salientes e visíveis. As flebites superficiais podem levar a hipercromia no trajeto venoso. obesidade e gestações repetidas. porém. presença de outros defeitos de tecidos de sustentação e da parede venosa (hérnias e hemorróidas. A úlcera varicosa. por provocarem sobrecarga no sistema venoso dos membros inferiores. como posturas profissionais. que exijam longos períodos em posição ereta. coberto ou não de fibrina e secreção purulenta. de aproximadamente 1 a 2 mm de largura. As úlceras varicosas ocorrem em locais de pele já alterados pela hiperpigmentação e eczema. bastante semelhantes a pequenas "aranhas"). que não causam saliência na pele. mesmo fora da fase aguda. de trajeto tortuoso ou retilíneo. Os fatores desencadeantes são os imediatamente responsáveis pelo aparecimento da doença. As complicações mais observadas são a flebite superficial. Com o membro pendente. a evolução natural da estase venosa crônica. visíveis pela transparência da pele) e telangiectasias (pequenos vasos. observa-se exsudação pela ferida. . Pela estase em veia varicosa. as varizes dos membros inferiores.sexo (maior no feminino). o edema já será suficiente para facilitar a ocorrência de infecção. que podem aparecer isoladamente ou serem confluentes. Algumas vezes são veias normais. As bordas são elevadas e o fundo. Alguns pacientes podem apresentar sensação de peso ou desconforto mal caracterizado nos membros inferiores. As placas de eczema situam-se na face medial do terço distal da perna. microvarizes (pequenas veias. As varizes secundárias decorrem de complicações da trombose venosa profunda aguda. pela facilidade de instalação de processos infecciosos. além das deformidades estéticas. na realidade. que piora com a postura ereta ou sentada e melhora com os pés elevados ou com o deambular. passa a ser secretante e nota-se celulite ao redor. É provocado pela presença de hemoglobina livre no tecido celular subcutâneo. há maior tendência à formação de coágulos no sistema venoso superficial. Normalmente é indolor. apresentam pouca ou nenhuma sintomatologia. que causa processo inflamatório crônico e exsudativo. Pode ocorrer por fragilidade de veias subdérmicas com erosão da parede. ou úlcera de estase venosa crônica. o eczema varicoso é. com alterações definitivas e não-reversíveis de suas propriedades funcionais e anatômicas. que causam elevação da pele). Apresentando-se como complicação. Em segundo lugar. mesmo que não haja úlcera. Geralmente é benigna e a simples elevação do membro com compressão local já é suficiente para coibi-la. Quanto ao aspecto morfológico. granuloso. Em primeiro lugar. Portadores de varizes têm maior tendência de apresentar surtos de erisipela. muito finos. respectivamente).

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externo ou interno. como o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos. tornando-o pouco capaz. L. encontra-se mais propenso a apresentar alterações no seu estado de saúde frente a um agressor. Hojaij2 Última Atualização: 9/5/2001 7:10:54 AM 1 2 Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médica Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A população brasileira vem apresentando um processo de envelhecimento rápido.1% da população). A faixa etária acima dos 60 anos alcançou taxas oito vezes superiores às de crescimento da população jovem. tornando-o alvo maior de . emocional ou econômico-social. O idoso. A melhor definição de envelhecimento é aquela que enfatiza o limiar de perda das reservas funcionais do organismo atingido por um ser vivo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia Autores: Wilson Jacob Filho1 Naira Hossepian S. No ano 2025. caracterizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1980 para países em desenvolvimento. de adaptar-se a uma situação adversa . o Brasil será o sexto país com mais idosos no mundo (cerca de 34 milhões ou 15. ou mesmo incapaz . seja ela física.

não difere daquele habitual para o adulto jovem. pois podem influenciar a tomada de decisão e a elaboração das hipóteses diagnósticas: (1) febre .000. Porém. principalmente na presença de alguns dos seguintes achados clínicos: temperatura oral igual ou maior que 39. . (3) a presença de familiares. seja porque tem deficiências sensoriais (visuais ou auditivas) e/ou cognitivas (nos campos da memória. Muitos dos problemas agudos decorrem do não-uso ou mau uso dos medicamentos e de suas interações (35 a 40% das admissões hospitalares por problemas relacionados a fármacos são de indivíduos com mais de 60 anos e a prevalência de atendimentos emergenciais relacionados a problemas com medicamentos é de 1. Anamnese.o idoso apresenta hipertermia relacionada a processos inflamatórios ou infecciosos em menor proporção que o jovem. leucocitose igual ou maior que 11. esta é a única via de obtenção de uma história clínica confiável. atenção e linguagem).7 a 2. ou porque naturalmente possui lentificação na capacidade de planejamento e realização de suas idéias e pensamentos.e aqueles relacionados a doenças crônicas ou agudas. e a avaliação funcional prévia. por seus valores e diferenças culturais. O indivíduo idoso exige alguns cuidados particulares ao ser examinado: (1) respeito e maior pudor ao despi-lo de suas vestes. Avaliação Clínica Os profissionais que lidam com idosos atuam sempre com: (1) respeito pelas diferenças próprias da faixa etária. com suas deficiências e doenças previamente diagnosticadas. sendo da maior importância a diferenciação entre os achados clínicos considerados normais para a idade .4o C.8oC. quando presente.doenças. (3) o contato com cuidadores para um completo entendimento do processo agudo de doença. a febre é um indicador de doença séria em 76% dos pacientes com temperatura oral maior ou igual a 37. freqüência respiratória igual ou maior que 30 movimentos por minuto. em função de eventuais limitações físicas. a senilidade. presença de infiltrado pulmonar na radiografia simples de tórax e freqüência cardíaca igual ou maior que 120 batimentos por minuto. O idoso requer um maior tempo de atendimento. Algumas peculiaridades do exame físico merecem maior atenção. (2) acessos livres e amplos aos locais de exame. porém uma não pode excluir a outra. Vai depender essencialmente da obtenção complementar de dados fornecidos pelos familiares e/ou cuidadores do paciente em questão. porém com alguns comemorativos próprios da faixa etária. Alguns cuidados na anamnese do idoso são de extrema relevância: as queixas do paciente devem ser complementadas com a história obtida da família e/ou cuidador. (2) uma visão multiprofissional do atendimento.9%). Exame físico. implicam no melhor entendimento da doença aguda e na obtenção do histórico dos fármacos e respectivas dosagens às quais o idoso está habituado. auxilia na avaliação dos sinais e sintomas clínicos do paciente. Muitas vezes.caracterizando a senescência . a avaliação do histórico clínico do paciente idoso. (3) pontos de apoio estratégicos para facilitar sua movimentação.

é capaz de fornecer impressão clínica fidedigna do descoramento. existe menor produção natural de secreção salivar e de filme lacrimal e a taquicardia compensatória é menos evidente.é mais comum em idosos e constitui situação de alto risco para as alterações nas funções normais do ser humano.a idosos que procuram atendimento emergencial de quadros suboclusivos ou oclusivos deve ser dada atenção a sopros e/ou massas pulsáteis que possam sugerir o diagnóstico de aneurisma de aorta abdominal.pressão arterial . sem repercussões cardíacas relevantes. Nesses casos.(2) hipotermia . embora o estado de hidratação seja de difícil avaliação. (3) freqüência cardíaca. da própria síndrome.apresenta tendência a valores mais baixos em relação ao jovem e menor incidência de taquicardia compensatória a situações de demanda cardiovascular. pois a elasticidade da pele encontra-se diminuída. (7) Exame pulmonar . caracterizando um provável quadro de delírio. medir a pressão arterial nos dois membros) e a alta prevalência do uso de medicamentos que possam interferir na avaliação da pressão arterial. . associa-se com insuficiência coronária. em pacientes com dor torácica. (8) Abdome . em geral infecciosa. podendo até prejudicá-lo em uma situação de emergência. sempre relacionado a uma alteração orgânica. A palpação de todos os pulsos é de extrema importância no diagnóstico de insuficiências arteriais crônicas ou agudas. sempre que possível. freqüentes nesta faixa etária. (4) pressão arterial . a freqüente presença de hipotensão postural com suas implicações terapêuticas. a existência de fenômenos vasculares obstrutivos que possam causar diferenças significativas dos níveis pressóricos entre os dois membros (deve-se. (5) Exame das mucosas . O exame neurológico é da maior importância devido às alterações cognitivas presentes na avaliação e que devem ser investigadas se são de aparecimento ou piora recente. até mesmo. a presença eventual do fenômeno do "buraco auscultatório" falseando possível hipertensão sistólica (deve-se utilizar sempre no idoso a palpação do pulso distal ao manguito para a medida da pressão arterial).as bulhas cardíacas são freqüentemente hipofonéticas e sopros sistólicos estão presentes em até 60% dos idosos. A presença de estertores bilaterais em bases pulmonares.na emergência. a expansibilidade pulmonar está diminuída com suas implicações ventilatórias e a presença de estertores deve ser valorizada como anormal mesmo no idoso. (6) Exame cardíaco . A importância do atendimento do paciente com quadro demencial na emergência está no diagnóstico de possíveis causas tratáveis das complicações comportamentais e .deve ser medida considerando a tendência (patológica) para o desenvolvimento da hipertensão sistólica isolada com o avanço da idade. é de grande valor a vivência clínica do médico avaliador.

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7% aos 60-64 anos de idade para cerca de 40% nos grupos etários de 90 a 95 anos. Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. Mutações dos cromossomos 1. laboratório de Neurociências . Isso revela a magnitude do problema no Brasil. Ocorre diminuição . sobretudo idosos.LIM 27. A idade é o principal fator de risco: sua prevalência passa de 0. presença da isoforma E4 da apolipoproteína E. sexo feminino. afetando o funcionamento social e ocupacional. O transtorno da memória afeta os processos de aprendizado e evocação. trissomia do cromossomo 21. Outros fatores de risco para a doença de Alzheimer são: história familiar de demência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Orestes Vicente Forlenza1 Última Atualização: 7/4/2001 6:01:00 AM Autores: 1 médico psiquiatra. Mestre e Doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A doença de Alzheimer é a principal causa de declínio cognitivo em adultos. traumatismo craniano e exposição ao alumínio. representando mais da metade dos casos de demência. A doença de Alzheimer caracteriza-se por distúrbio progressivo da memória e outras funções cognitivas. 14 e 21 (raras) determinam doença de início precoce e herança autossômica dominante. onde já vivem cerca de 15 milhões de indivíduos com mais de sessenta anos.

A nomeação está prejudicada desde o início. em algum estágio da evolução da demência.na aquisição de novas informações.5 pontos no Mini-Exame do Estado Mental (MEM) a cada 12 meses. por exemplo). verificação. Alterações do comportamento e manifestações psiquiátricas propriamente ditas (abaixo) estão presentes em até 75% dos casos. formas mais graves podem progredir rapidamente. alimentar-se). vestir-se. Na doença avançada observa-se a tríade afasia. observando-se dificuldades para copiar desenhos. acompanhadas de alterações da leitura e escrita. A discriminação visoespacial também é progressivamente perdida. contudo. comportamento inapropriado Delírios e alucinações. espera-se queda de 2 a 3. . levando ao óbito em menos de dois anos. ansiedade (reação catastrófica) Insônia. Principais características não-cognitivas da Doença de Alzheimer. esvaziamento de conteúdos e diminuição da compreensão. Alterações da psicomotricidade Comportamento locomotor Comportamento alimentar Comportamento sexual Psiquiátricas propriamente ditas Desordens do sono Comportamento bizarro Inibição: apatia. pica Hipersexualidade. solicitações repetidas A duração da doença é usualmente de 8 a 12 anos. labilidade afetiva. reflexos neurológicos primitivos) podem estar estão presentes na evolução da doença. Por exemplo. Aparecem também os fenômenos apráxicos (apraxias da marcha. ideatória e ideomotora). Embora haja uma certa preservação da memória remota em estágios iniciais. abulia. inversão do ciclo vigília-sono Comportamento de procura. Existe correlação entre a progressão clínica da demência e as medidas de instrumentos quantitativos. irritabilidade. causando grande desgaste para os cuidadores. com piora progressiva até que não haja mais nenhum aprendizado novo. A deterioração cognitiva deve ser avaliada em intervalos regulares (a cada seis ou doze meses. apraxia e agnosia. sair de casa injustificadamente) Hipo ou hiperfagia. Quadro 1. depressão. Alterações sensitivomotoras (sinais extrapiramidais. Isso compromete a capacidade de desempenhar atividades da vida diária (trabalho. observa-se perda de fluência verbal. Na esfera da linguagem. hiperoralidade. a perda de memória torna-se global na evolução. mudança de hábitos. passando a depender de um cuidador. negativismo Agitação: exaltação. lazer. agressividade verbal e física Perambulação (vagar a esmo. conferir objetos ou segurança da casa. vida social) e de cuidar de si mesmo (asseio pessoal. mioclonias.

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capacidade de distensão ( complacência retal).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Sergio Eduardo Alonso Araujo1 Angelita Habr-Gama1 Última Atualização: 8/10/2001 11:32:12 AM 1 Disciplina de Coloproctologia da Faculdade de Medicina da USP Quadro clínico e Epidemiologia Continência anal é a capacidade em retardar a eliminação de gases ou de fezes até o momento em que for conveniente fazê-lo. o paciente ou seus familiares. constrangedora e com repercussão sócio-econômica significativa. em graus variados. Trata-se de condição incapacitante. Resultada interrelação complexa entre volume e consistência do conteúdo retal. Por esses motivos. A perda de controle sobre a eliminação de fezes sólidas é denominada de . sensibilidade retal e a integridade da musculatura esfinctérica anal. existe uma grande dificuldade do paciente de expor sua condição ao médico. a prevalência na população é de difícil mensuração. podem interpretar os episódios de incontinência como sendo diarréia. A incontinência anal é a incapacidade. de reter a matéria fecal e de evacuá-la de forma voluntária. Por vezes. bem como sua inervação. por déficit de cognição ou de atenção. Em outras circunstâncias.

nessas situações.000 homens e 133 por 10. onde a perda de fezes não é devida a denervação do assoalho pélvico. tais como o abuso de laxativos empregados para o tratamento de constipação crônica que levam à natureza líquida do conteúdo intestinal.incontinência anal total. Algumas doenças orificiais. o que leva a dilatação reflexa crônica do ânus. existem vários fatores causais. a história de trabalho de parto prolongado e ao esforço evacuatório crônico. a incontinência fecal em mulheres ocorre devido a lesões de natureza obstétrica ou cirúrgica. quando a lesão esfinctérica é grave. Na maioria dos casos. a incontinência fecal é resultado de erro técnico ou incapacidade de avaliar. Na população jovem. Rotura esfinctérica parcial ou completa pode ocorrer durante o parto vaginal (em até 20% dos partos) e o seu não-diagnóstico ou o reparo inapropriado dos esfíncteres anais após o parto pode levar a incontinência fecal. a fístula anal e a fissura anal crônica. A prevalência da incontinência fecal na população diabética está aumentada devido à ocorrência da neuropatia que atinge o nervo pudendo. Na faixa etária acima dos 65 anos. Como a maioria das lesões esfinctéricas é parcial e reparada imediatamente. A lesão iatrogênica dos esfíncteres anais pode ocorrer após operações anorretais.000 mulheres. associa-se a malformações congênitas da coluna vertebral (espinha bífida) e do segmento anorretal (imperfuração anal). a insuficiência esfinctérica. mecanismos de base psicopatogênica levam à postergação voluntária ou . Esse fenômeno também é conhecido como diarréia paradoxal. como uma lesão dos esfíncteres anais como conseqüência da má-assistência obstétrica durante o parto vaginal. estando associada ao envelhecimento per se. Na incontinência fecal que se segue a trauma obstétrico ou cirúrgico. podem levar à perda de muco ou pus pelo ânus. Vale lembrar que a maioria das mulheres vítimas de lesão esfinctérica de causa obstétrica também sofre de prejuízo da inervação dos esfíncteres anais (neuropatia do pudendo). que pode ocorrer em alguns casos de grave constipação de trânsito lento ou no megacólon chagásico. ainda no período pré-operatório. Na encoprese. como a impactação fecal. Há situações. tais como a correção de fístula anal (fistulotomia) ou a hemorroidectomia. as fezes se tornam endurecidas e ressecadas no interior do reto e do sigmóide. a incapacidade de reter fezes ou gases geralmente se segue ao parto vaginal ou operação anorretal que ocasionou a lesão dos músculos anais. A prevalência da incontinência fecal é de 42 por 10. a prevalência é de 109 por 10. A incontinência fecal idiopática (ou neurogênica) é observada na ausência de trauma obtétrico. Na impactação fecal.Em crianças. Mais comumente. enquanto a perda de controle restrita à eliminação de gases ou fezes líquidas é chamada de incontinência anal parcial. a insuficiência esfinctérica pode se manifestar anos após o parto. que permite a evacuação involuntária de fezes líquidas que ultrapassam as fezes endurecidas (fecaloma) e permeiam o ânus. de iatrogenia cirúrgica ou de doença sistêmica. algumas doenças orificiais e a encoprese. como as hemorróidas. mas também discretas alterações clínicas.000 indivíduos com idade entre 15 e 64 anos.

involuntária do chamado à evacuação. o que resulta em impactação fecal e diarréia paradoxal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

caracterizando um sintoma (a queixa de perda urinária). particularmente em pacientes . atinge metade dos indivíduos. Evidências recentes indicam que o tratamento adequado diminui a morbidade e seus custos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Marco Antonio Arap1 Cristiano Mendes Gomes1 Última Atualização: 9/5/2001 7:13:08 AM 1 Médico Assistente da Clínica Urológica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Incontinência urinária é a perda involuntária de urina pelo meato uretral. Cerca de dez a 30% dos adultos apresentam perda de urina em alguma fase de sua vida. Devido ao estigma social e ao fato de muitos acreditarem ser esta condição um processo natural do envelhecimento. Em instituições asilares. alguns deles não relatam o fato ao médico. um sinal (a demonstração objetiva da perda de urina) e indicando uma doença de base que deve ser investigada. estimando-se que menos da metade dos indivíduos com incontinência urinária procura serviço médico pela queixa.

A classificação de incontinência urinária aqui apresentada é baseada em sintomas como a urgeincontinência. medicamentos (diuréticos. obstipação. esclerose múltipla. dieta com fibras. A incontinência paradoxal é a perda urinária involuntária com estados onde existe hiperdistensão vesical. acidentes vasculares cerebrais. Tabela 1. A incontinência urinária de esforço associa-se a condições que elevam a pressão abdominal. doença de Parkinson) e atividades físicas de alto impacto. diabetes. alterações da cognição. a de esforço. como durante a tosse ou espirro. Principais causas e tratamentos de incontinência urinária trato urinário inferior causa infecção urinária vaginite atrófica gestação/parto vaginal/ episiotomia pós prostatectomia obstipação tratamento antibióticos estrogenoterapia (quando não contraindicado) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical (especificar como feitas a reabilitação e o treinamento) reabilitação do assoalho pélvico e treinamento vesical desimpactação de fezes. laxativos. o principal sintoma é a perda involuntária de urina associada ao forte desejo miccional (urgência). imobilidade. O tratamento dessas condições pode reduzir ou até mesmo resolver a queixa urinária. São chamadas causas reversíveis de incontinência (tabela 1). As causas mais freqüentes da incontinência urinária são multiparidade (gestação/parto vaginal/episiotomia). Pode apresentarse com gotejamento constante. hidratação. deficiência estrogênica. baixa ingestão hídrica. Diversas condições podem causar ou contribuir para a incontinência urinária. drogas de ação central).institucionalizados. etc efeitos colaterais de drogas causa tratamento . obesidade mórbida. algumas das quais reversíveis. Na urge-incontinência. e a paradoxal.

diuréticos: causam poliúria e urgência cafeína: irritante vesical anticolinérgicos: retenção urinária, incontinência paradoxal, obstipação psicotrópicos: - antidepressivos: ação anticolinérgica (retenção urinária) e sedação - antipsicóticos: ação anticolinérgica, sedação, rigidez e imobilidade - sedativos, hipnóticos: sedação, delírio, imobilidade e relaxamento muscular analgésicos narcóticos: retenção urinária, sedação, impactação fecal e delírio bloqueadores alfa adrenérgicos: relaxamento uretral agonistas alfa adrenérgicos: retenção urinária (presentes em muitas drogas para resfriados) agonista beta adrenérgicos e bloqueadores de canal de cálcio: retenção urinária álcool: poliúria, frequência, urgência, sedação, delírio e imobilidade aumento da produção de urina causa metabólico pela hiperglicemia no diabetes ou para a hipercalcemia aumento da ingesta hídrica hipervolemia: - insuficiência venosa com edema - insuficiência cardíaca

com todas as medicações, interromper ou mudar tratamento se clinicamente possível e alteração de dosagem caso uso seja imprescindível

tratamento melhor controle do diabetes; tratamento para hipercalcemia dependendo da causa de base reduzir ingesta hídrica e líquidos diuréticos (cafeína) elevação de membros inferiores; restrição de sódio, meias elásticas tratamento clínico

diminuição da capacidade da necessidade de urinar causa tratamento

delírio

diagnóstico e tratamento da causa do estado confusional agudo

doenças crônicas e ortopédicas que micção de horário; uso de recipientes restringem a mobilidade de coleta urinária psicológicas e psiquiátricas tratamento farmacológico ou não farmacológico das causas

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Egberto Reis Barbosa1

Última Atualização: 9/5/2001 7:13:46 AM
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Médico Assistente da Clínica Neurológica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Tremores O tremor fisiológico é um tremor postural, normalmente subclínico, que se exacerba ao estresse, hipoglicemias, tireotoxicose, abstinência alcoólica, fadiga, uso de broncodilatadores, ácido valpróico, sais de lítio, neurolépticos, antidepressivos tricíclicos, cafeína e teofilina. O tremor essencial é manifestação neurológica isolada, com história familiar positiva e prevalência que aumenta com a idade. O tremor cerebelar frequentemente associa-se a outras manifestações de disfunção do cerebelo. A diferenciação entre esses quatro tipos básicos de tremor fundamenta-se nas suas características de freqüência, circunstâncias de aparecimento (repouso, postura ou movimento) e resposta farmacológica. Os tremores de freqüência mais baixa são os de origem cerebelar. O tremor parkinsoniano

ocorre numa freqüência intermediária e o tremor essencial é o de frequência mais elevada. É claro que certo grau de sobreposição acontece. O tremor parkinsoniano é mais evidente no repouso e diminui com a movimentação. O tremor essencial e o tremor fisiológico exacerbado são predominantemente posturais. O tremor cerebelar manifesta-se com maior intensidade à movimentação (tremor de ação). Os tremores essencial e cerebelar, quando afetam o segmento cefálico, levam a oscilações em bloco, com movimento afirmativo (plano vertical) ou negativo (plano horizontal). Isso não acontece no tremor parkinsoniano que, no segmento cefálico, se limita à mandíbula, lábios e língua. Doença de Parkinson A doença de Parkinson típica é insidiosa, aparecendo após os 50 anos. Em 70 a 80% dos casos, a manifestação inicial é o tremor de repouso unilateral, em porção distal de membro superior. Na evolução gradativa, sobrevêm acinesia e rigidez. Posteriormente, a doença estende-se para o membro inferior homolateral e, posteriormente, para o hemicorpo contralateral, surgindo as alterações da fala, marcha e a instabilidade postural. Em fases mais avançadas, há limitação do desempenho motor com perda da autonomia. Distúrbios com obstipação intestinal são comuns. Depressão ocorre em 40% dos casos na fase inicial da doença e a demência ocorre em 15 a 20% dos casos na fase tardia. Em síntese, o quadro clínico é constituído por acinesia, rigidez, tremor e instabilidade postural, sendo que a presença de dois desses quatro componentes é suficiente para o diagnóstico, destacando-se a acinesia e o tremor.

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Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia

Autores: Wilson Jacob Filho1 Sérgio Marcio Pacheco Paschoal2 Última Atualização: 9/5/2001 9:00:38 AM
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Diretor da da Clínica Geriátrica do HCFMUSP Médico Assistente da Clínica Geriátrica do HCFMUSP

Quadro clínico e Epidemiologia Como reduzir quedas no idoso A queda é um evento bastante comum e devastador em idosos. Embora não seja uma conseqüência inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doença aguda. Além dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes, aumentando a dependência e a institucionalização. Estima-se que há uma queda para um em cada três indivíduos com mais de 65 anos e, que um em vinte daqueles que sofreram uma queda sofram uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos e mais, 40% cai a cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a freqüência de quedas é de 50%. A prevenção de quedas é tarefa difícil devido

a variedade de fatores que as predispõem. A distribuição das causas difere entre idosos institucionalizados e os não-institucionalizados. As quedas entre os moradores de asilos e casas de repouso são em decorrência de distúrbios de marcha, equilíbrio, vertigem e confusão mental, enquanto que pessoas não institucionalizadas tendem a cair por problemas ambientais, seguidos de fraqueza/distúrbios do equilíbrio e marcha, “síncope de pernas”, tontura/vertigem, alteração postural/ hipotensão ortostática, lesão do Sistema Nervoso Central, síncope e outras causas. Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos e mais); sexo feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; marcha lenta com passos curtos; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia. Atividades e comportamentos de risco e ambientes inseguros aumentam a probabilidade de cair, pois levam as pessoas a escorregar, tropeçar, errar o passo, pisar em falso, trombar, criando, assim, desafios ao equilíbrio. Os riscos dependem da freqüência de exposição ao ambiente inseguro e do estado funcional do idoso. Idosos que usam escada regularmente têm menor risco de cair que idosos que a usam esporadicamente. Por outro lado, quanto mais vulnerável e mais frágil o idoso, mais suscetível aos riscos ambientais, mesmo mínimos. O grau de risco, aqui, depende muito da capacidade funcional. Como exemplo, pequenas dobras de tapete ou fios no chão de um ambiente são um problema importante para idosos com andar arrastado. Manobras posturais e ambientais, facilmente realizadas e superadas por idosos saudáveis, associam-se fortemente a quedas naqueles portadores de alterações do equilíbrio e da marcha. Idosos fragilizados caem durante atividades rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente dentro de casa, num ambiente familiar e bem conhecido.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Mara Solange Carvalho Diegoli1

Carlos Alberto Diegoli1 Última Atualização: 9/13/2001 11:07:18 AM
1 Assistentes Doutores da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia Menstruação é a perda sanguínea, cíclica e periódica, que ocorre na vida da mulher, da menarca à menopausa. Ciclo menstrual é o intervalo entre o primeiro dia da menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte.O ciclo menstrual é considerado normal quando apresenta intervalo de 25 a 35 dias, duração do sangramento de 3 a 5 dias e a quantidade do sangramento menstrual de aproximadamente 100 a 150 ml (correspondentes ao uso de aproximadamente 8 a 12 absorventes por mês). Entretanto, são freqüentes as alterações no ciclo menstrual, tanto na quantidade do sangue eliminado, como na duração do tempo de sangramento ou no intervalo entre as menstruações, como as apresentadas no quadro abaixo: Definição Alteração

amenorréia dismenorréia espaniomenorréia hipermenorragia hipermenorréia hipomenorréia menorragia menóstase metrorragia oligomenorréia opsomenorréia polimenorréia proiomenorréia

intervalo maior do que 60 dias menstruação acompanhada de fenômenos dolorosos sangramento irregular, intervalo menstrual maior do que 45 dias aumento na quantidade e na duração do sangramento aumento no número de dias de sangramento (maior que 5 dias) diminuição no número de dias (menos que dois dias) aumento na quantidade do sangue eliminado parada brusca da menstruação alterações no intervalo do sangramento menstrual diminuição na quantidade do sangramento intervalo entre 35 e 45 dias intervalo menor do que 15 dias intervalo entre 15 e 25 dias

Os dois principais motivos que estimulam a procura de um médico são a hemorragia uterina e a amenorréia. Hemorragia uterina A hemorragia uterina é o sangramento uterino excessivo, na vigência ou não da menstruação. Para o ginecologista, a hemorragia não está apenas relacionada à perda de sangue profusa que pode conduzir a paciente a um quadro de anemia aguda, mas também à menstruação relativamente abundante ou mais duradoura, ou mesmo ao discreto escoamento sangüíneo, por muitos dias ou meses. A hemorragia uterina corresponde a 21% das queixas em ginecologia e pode ser dividida em hemorragia uterina disfuncional (HUD), quando não é encontrado nenhum fator orgânico associado ao sangramento; ou hemorragia uterina orgânica, quando é causada por determinada ginecopatia ou doença sistêmica. Nos casos agudos, a paciente refere sangramento intenso, que pode evoluir para choque hipovolêmico. O sangue é geralmente vermelho vivo, com coágulos. No sangramento crônico, a paciente pode referir perda sangüínea prolongada durante o ciclo menstrual, geralmente de 7 a 10 dias de duração, ou sangramento intenso nos primeiros dias do ciclo, seguido de um sangramento vermelho escuro ou marrom por vários dias. Mais raramente, o sangramento pode ser pequeno, mas contínuo ao longo do mês. Este quadro, quando persiste por vários meses, freqüentemente evolui para anemia. Amenorréia Amenorréia primária: ausência da menstruação após os 14 anos, em pacientes sem

desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, ou após os 16 anos, quando já houve o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. Geralmente este tipo de amenorréia está associado com malformações genitais. Amenorréia secundária: quando não ocorre a menstruação por três ciclos consecutivos ou mais. Amenorréia fisiológica: quando a mulher está grávida, amamentando ou após a menopausa.

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Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia

Autores:

Angela Maggio da Fonseca1 Vicente Renato Bagnoli1

José Aristodemo Pinotti2 Última Atualização: 8/16/2001 11:08:14 AM
Livre Docente em Ginecologia, Professor(a) Associado(a) da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2 Professor Titular da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
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Glossário 1. Climatério - fase da vida da mulher que marca a transição do período reprodutivo para o não-reprodutivo. Esta fase pode estender-se por longo e variável período de tempo. 2. Síndrome climatérica - o climatério é uma condição fisiológica que algumas vezes, não obrigatoriamente, apresenta sintomatologia. Quando esse quadro ocorre, é conhecido por síndrome climatérica. 3. Menopausa - é a última menstruação fisiológica da mulher, decorrente da perda da atividade folicular ovariana.

4. Perimenopausa - é o período que precede a menopausa, quando iniciam-se as mudanças endocrinológicas e metabólicas que caracterizam o declínio da função ovariana. Compreende o primeiro ano após a instalação da menopausa. 5. Menopausa fisiológica - é a parada espontânea da menstruação por período superior a 12 meses, decorrente do processo fisiológico de perda da função ovariana. 6. Menopausa induzida - é a parada das menstruações decorrente da falência ovariana por cirurgia ou iatrogenia (quimioterapia, radioterapia). 7. Menopausa prematura ou precoce - é a cessação da função ovariana em fase precoce da vida da mulher, ou seja, antes dos 40 anos. Quadro clínico e Epidemiologia As manifestações da síndrome climatérica são polimorfas e apresentam-se em associações e freqüências variáveis como as manifestações: neurogênicas: são ossintomas mais comuns, representados por ondas de calor, calafrios, palpitações, cefaléia, tontura, parestesia, insônia, cansaço e alterações da memória. As manifestações neurogênicas são suscetíveis a influências ambientais, tais como exercícios, alimentação, vestuário, condições climatéricas e emocionais; psicogênicas: na síndrome climatérica, as manifestações psicogênicas são discutíveis. Existem defensores da teoria de que mulheres emocionalmente estáveis não sofram modificações psíquicas, enquanto outros admitem a importância das alterações hormonais e somáticas na gênese dos distúrbios emocionais. As manifestações psíquicas mais freqüentes são: depressão, ansiedade, irritabilidade e modificações da libido, que se apresentam em intensidade e associações variáveis. Deve-se ressaltar que no climatério parece haver maior risco para doença de Alzheimer relacionada às mudanças hormonais; osteoarticulares: entre estas alterações estão a ostealgia (dores ósseas); artralgia (dores articulares) e mialgia (dores musculares) que estão relacionadas aos processos do envelhecimento e atrofia do sistema osteomuscular. O sedentarismo e a osteoporose são fatores importantes no agravamento destas manifestações; epidérmicas: no climatério é comum a atrofia epidérmica decorrente do processo de envelhecimento somado ao hipoestrogenismo. Essas modificações conferem aspecto senil em graus variáveis à pele destas mulheres e redução progressiva dos folículos pilosos; ósseas: a osteoporose caracteriza-se pela redução da massa óssea de tal forma que a mesma seja menor que a esperada para idade e sexo. Este processo determina manifestações dolorosas variáveis e aumento de fraturas espontâneas ou provocadas, que costumam ocorrer nas fases avançadas da doença. Com maior freqüência há comprometimento dos ossos da coluna e pelve, que determinam dores lombares, perda de altura e cifose;

metabólicas: na menopausa, a queda dos níveis de estrogênio determina mudanças importantes do metabolismo lipídico, aumentando os riscos para doença arteriosclerótica. Assim, neste período da vida da mulher há maior tendência de elevação do colesterol total e das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e redução das lipoproteínas de alta densidade (HDL). Essas modificações, somadas ao diabetes, hipertensão e tabagismo, aumentam os riscos para doenças cardiovasculares; urogenitais: são decorrentes do hipoestrogenismo e do processo de envelhecimento, agravando-se progressivamente com os anos de menopausa. Clinicamente, apresentam-se como atrofia dos órgãos genitais, levando à dispareunia, corrimento, prurido vulvar, ectopia, carúncula uretral e distúrbios da micção (incontinência urinária, síndrome uretral, dificuldade de esvaziamento vesical); mamárias: costumam surgir no climatério, causam apreensão à mulher e ao profissional, pois a maior incidência do câncer de mama situa-se entre 45 e 65 anos de idade. As manifestações, embora variáveis, costumam apresentar-se como: dor nas mamas (mastalgia), edema e alterações na densidade da mama.

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Diagnóstico|Bibliografia

Autores:

Marco Antonio Borges Lopes1

Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 7:50:14 AM
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Docente da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Professor Titular da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Diagnóstico de gravidez: A suspeita de gravidez inicia-se pela história de atraso menstrual nas paciente em idade fértil, afastando-se as amenorréias patológicas (disfunção endócrina, ganho de peso, estresse), iatrogênicas (cirúrgica, por medicamentos, pós-pílula) e associadas ao aleitamento (há chance de nova gravidez se a gestante já voltou a ovular, três a seis meses após o parto). Na história clínica de suspeita de gravidez, outros sintomas aparecem como náuseas, vômitos, aversão a odores, polaciúria, sonolência, lipotimia e aumento das mamas. Ao exame clínico, o diagnóstico de certeza de gravidez consiste na ausculta dos batimentos cardíacos fetais, com o sonar doppler (a partir da 10ª-12ª semana), o Pinard (a partir da 20ª-22ª semana) ou a visibilização da movimentação fetal. Entre os sinais clínicos de suspeita de gravidez destacam-se ao toque vaginal combinado: o

amolecimento do istmo e do colo uterino, a exuberância na pulsação das artérias vaginais, a forma assimétrica do contorno uterino pela nidação do ovo, o rechaço intra-uterino do feto na cavidade uterina (a partir do 4º mês). O útero abandona a cavidade pélvica ao redor da 12ª semana, estando entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical na 16ª semana, e na cicatriz umbilical na 20ª ou 22ª semana. O diagnóstico diferencial inclui as ginecopatias (miomas, cistos de ovário), a pseudociese e a gravidez ectópica. A positividade de um exame laboratorial também é considerado sinal de certeza de gravidez. A escolha do exame complementar adequado à idade gestacional, associado a um exame físico cuidadoso, evita gastos desnecessários. A Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG), hormônio produzido no sinciciotrofoblasto, pode ser dosada na urina e no sangue (por vários métodos imunológicos, com diferentes níveis de detecção do hormônio), ou na subunidade Beta, evitando-se a reação cruzada com outros hormônios como LH e FSH. Resultados falso-negativos acontecem na presença de níveis de hCG abaixo do limite de detecção do teste, proteinúria ou medicamentos (anticonvulsivantes, fenotiazina, antidepressivos, hipnóticos e anticoncepcionais orais). A dosagem da subunidade beta mostra resultados positivos no primeiro dia após a nidação. Apesar da melhora na qualidade, os testes de farmácia devem ser vistos com cautela devido ao armazenamento incorreto, exposição a altas temperaturas e erros de interpretação. A ultra-sonografia na gestação inicial tem como objetivos observar se a gestação é tópica, a datação correta e a determinação do número e vitalidade dos embriões. O ultra-som pélvico permite a detecção do saco gestacional tópico a partir da 5ª semana de gestação. Contracepção O profissional de Saúde participante na difusão dos métodos contraceptivos devem ter conhecimento dos métodos preconizados pelo Ministério da Saúde, orientando sobre as indicações e contra indicações de cada método, explicando as informações de forma clara ao indivíduo ou casal para uma escolha livre e consciente do método a que melhor se adapte sem qualquer indução na escolha. Na orientação sobre os métodos contraceptivos deve ser destacado a necessidade da dupla proteção (contracepção e prevenção das DST e HIV/ AIDS), mostrando a importância dos métodos de barreira como os preservativos masculinos ou femininos. A escolha do método contraceptivo deve ser sempre personalizada levando-se em conta fatores como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método. Os métodos contraceptivos podem ser divididos didaticamente em: comportamentais, de barreira, dispositivo intra-uterino (DIU), métodos hormonais e cirúrgicos. A) Métodos comportamentais Método Rítmico ou Ogino-Knaus (do calendário ou tabelinha) Procura calcular o início e o fim do período fértil. A mulher deve ser orientada a marcar no

calendário os últimos 6 a 12 ciclos menstruais com data do primeiro dia e duração, calculando então o seu período fértil abstendo-se de relações sexuais com contato genital neste período. Temperatura basal Método oriundo na observação das alterações fisiológicas da temperatura corporal ao longo do ciclo menstrual. Após a ovulação, a temperatura basal aumenta entre 0,3 e 0,8o C (ação da progesterona). A paciente deve medir a temperatura oral, durante 5 minutos, pela manhã, após repouso de no mínimo 5 horas. Para não engravidar, a mulher deve evitar relações desde o primeiro dia da menstruação até que a temperatura se eleve por 3 dias consecutivos. Método do Muco Cervical (Billing) Baseia-se na identificação do período fértil pelas modificações cíclicas do muco cervical, observado no auto exame e pela sensação por ele provocada na vagina e vulva. A observação da ausência ou presença do fluxo mucoso deve ser diária. É necessária a interrupção da atividade sexual ao menor sinal de muco, permanecendo em abstinência por no mínimo 3 dias a partir do pico de produção. Coito interrompido Baseia-se na capacidade do homem em pressentir a iminência da ejaculação e neste momento retirar o pênis da vagina. Tem baixa efetividade, levando à disfunção sexual do casal, e deve ser desencorajado. B) Métodos de Barreira Estes métodos impedem a ascensão dos espermatozóides ao útero, sendo fundamentais na prevenção das DST e AIDS. Junto com a pílula anticoncepcional e o coito interrompido, são os métodos não definitivos mais utilizados. Condom É um envoltório de látex que recobre o pênis, retendo o esperma no ato sexual, impedido o contato deste e de outros microrganismos com a vagina e pênis ou vice-versa. O condom feminino constitui-se em um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano na cérvice uterina, paredes vaginais e vulva. O produto já vem lubrificado devendo ser utilizado uma única vez, destacando-se que o poliuretano por ser mais resistente que o látex pode ser utilizado com vários tipos de lubrificantes. Diafragma Dispositivo circular de borracha, recobre a cérvix uterina, devendo ser utilizado junto com um espermicida, no máximo 6 horas antes da relação sexual. A adesão da paciente depende da utilização correta do dispositivo. A higienização, a não adoção de um período de pausa e o armazenamento correto do dispositivo, são fatores importantes na prevenção de infecções genitais e no prolongamento da vida útil do diafragma.

Esponjas e Espermicidas As esponjas são feitas de poliuretano, são adaptadas ao colo uterino com alça para sua remoção e são descartáveis (ao contrário do diafragma)., estão associadas a espermicidas que são substâncias químicas que imobilizam e destroem os espermatozóides, podendo ser utilizados combinadamente também com o diafragma ou, os preservativos Existem em várias apresentações de espermicidas: cremes, geléias, supositórios, tabletes e espumas. C) Dispositivo Intra-Uterino O DIU são artefatos de polietileno, aos quais podem ser adicionados cobre ou hormônios, que são inseridos na cavidade uterina exercendo sua função contraceptiva. Atuam impedindo a fecundação tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino. O DIU com levonorgestrel age na supressão dos receptores de estriol endometrial, provocando a atrofia do endométrio e inibição da passagem do espermatozóide através da cavidade uterina. As intercorrências mais freqüentes durante o uso do DIU são a expulsão do dispositivo, dor pélvica e dismenorréia, sangramento anormal e infecção (infecção aguda sem melhora ou infecções persistentes implicam na remoção do DIU). O DIU exige controle semestral e sempre que aparecerem leucorréias. A gravidez raramente pode ocorrer (ectópica ou tópica), com risco de abortamento no 1o e 2o trimestres. A retirada do DIU pode ser feita após avaliação ultra-sonográfica, considerando os riscos para o embrião. Se a retirada não for possível por riscos de abortamento, a paciente deve ser acompanhada a intervalos curtos de tempo e orientada em relação a sangramentos vaginais e leucorréias. D) Anticoncepção Hormonal Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (AHCO) O AHCO consiste na utilização de estrogênio associado ao progestogênio, impedindo a concepção inibindo a ovulação pelo bloqueio da liberação de gonadotrofinas pela hipófise, além de modificar o muco cervical tornando-o hostil ao espermatozóide, altera as condições endometriais, modifica a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular. As pílulas monofásicas têm a mesma dosagem hormonal em todos os comprimidos e as combinadas bifásicas e trifásicas apresentam variações de dosagem dos esteróides ao longo do ciclo. As principais contra-indicações são neoplasia ou suspeita de neoplasia hormôniodependente, doença tromboembólica, doença cardiovascular ou ocular, gravidez ou suspeita de, hipertensão arterial, fumantes acima dos 35 anos, hepatopatias, lúpus, diabetes insulinodependente grave. Minipílula São pílulas contendo baixa dose de progestágeno que agem principalmente no espessamento do muco serviçal dificultando a penetração do espermatozóide e também inibindo a ovulação em metade dos ciclos menstruais, sendo de uso contínuo. Pode ser

utilizada combinada à amamentação quando não ocorre a amamentação exclusiva. Pílula pós-coito A anticoncepção de emergência é um uso alternativo de contracepção hormonal oral (tomado antes de 72 horas após a relação) evitando-se a gestação após uma relação sexual desprotegida. Pode ser utilizado anticonceptivo hormonal oral contendo apenas progestagênio ou combinados contendo 0,25 mg de levonorgestrel e 0,05 mg de estinilestradiol (Evanor, Neovlar) ou contendo 0,15 mg de levonorgestrel e 0,03 mg de etinilestradiol (Microvlar, Nordette). Injetáveis Os anticoncepcionais hormonais injetáveis são anticoncepcionais hormonais que contém progestogênio ou associação de estrogênios, para administração parenteral (IM), com doses hormonais de longa duração. Consiste na administração de progestagênio isolado, via parenteral (IM), com obtenção de efeito contraceptivo por períodos de 3 meses ou de uma associação de estrogênio e progestogênio para uso parenteral (IM), mensal. E) Laqueadura Tubária e Vasectomia A esterelização (laqueadura tubária e vasectomia) são considerados métodos contraceptivos cirúrgicos e definitivos, realizados na mulher através da ligadura das trompas impedindo o encontro dos gametas e no homem pela ligadura dos canais deferentes (vasectomia) que impede a presença dos espermatozóides no ejaculado. Quando houver indicação de contracepção cirúrgica masculina e, principalmente, a feminina deve ser baseada em critérios rígidos, observando-se a legislação vigente. Anticoncepção na adolescência Não há método contraceptivo específico para esta população podendo ser utilizado qualquer método contraceptivo desde que não apresentem alguma condição clínica que contraindique o seu uso, conforme os critérios de elegibilidade de cada método. Anticoncepção no climatério Nesta população também não há método de escolha específico, devendo ser levado em conta a redução fisiológica da fertilidade nesta faixa etária e os critérios de indicação e contra-indicação de cada método. Anticoncepção na lactação Nos primeiros seis meses pós-parto a amamentação exclusiva, a livre demanda, com amenorréia possuem efeito importante contraceptivo. Com o retorno do ciclo menstrual e da amamentação não exclusiva pode-se oferecer outros métodos contraceptivos respeitando a

elegibilidade clínica de cada método. Os métodos comportamentais só são recomendados após o restabelecimento de ciclos menstruais.

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Definição e Quadro Clínico|Bibliografia

Autores: Marta Miranda Leal1 Luiz Eduardo Vargas da Silva1 Maria Ignez Saito1 Última Atualização: 11/7/2001 2:21:28 PM
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Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Quadro clínico e Epidemiologia A gravidez na adolescência continua sendo motivo de preocupação, principalmente porque, no momento atual, há aumento de sua incidência entre adolescentes de 11 a 15 anos. Ainda que minorados os riscos biológicos por meio de pré-natal adequado, continuam a existir os agravos psicológico-emocionais a ela relacionados. A gravidez precoce e/ou indesejada leva, freqüentemente, à interrupção do projeto de vida e, por vezes, da própria vida, sendo concomitantes possíveis outros riscos relacionados ao aborto, doenças sexualmente transmissíveis entre as quais AIDS. São considerados fatores de risco para gravidez na adolescência:

· antecipação da menarca · educação sexual ausente ou inadequada · atividade sexual precoce · desejo de gravidez · dificuldade para práticas anticoncepcionais · problemas psicológico-emocionais · caracterização e mudança de valores sociais · migração · pobreza · baixa escolaridade · ausência de projeto de vida As taxas de gravidez e infecçoes sexualmente transmissíveis na adolescência denunciam a freqüência com que a atividade sexual desprotegida ocorre nessa faixa etária e sinalizam para a necessidade urgente de uma política de prevenção séria e compromissada. A proposta de abordagem do problema é complexa, incluindo vários segmentos da sociedade, estando basicamente apoiada na educação sexual, onde se destacam a anticoncepção e o reconhecimento das características e singularidades dos adolescentes. A orientação anticoncepcional é um trabalho educativo que se expande muito além do fornecimento de informações e conhecimentos sobre saúde reprodutiva, é um processo que envolve o resgate do indivíduo, a promoção da auto-estima e a conscientização dos riscos vivenciados; somente dessa maneira consegue-se uma efetiva mudança de atitude frente à vida sexual (sexo responsável), objetivo maior da educação sexual. Seguem algumas reflexões, envolvendo definições e/ou conceitos, importantes àqueles que vão assumir a proposta educativa, destacando-se, aqui, a atuação do médico de família: · É adequado que a sexualidade não seja fragmentada em sexualidade da criança, do adolescente, do adulto ou do idoso, mas que seja vista como processo, acompanhando os indivíduos desde a vida intra-uterina, jamais devendo ser entendida apenas como sinônimo de atividade sexual. Para isto, talvez o primeiro passo seja reconhecer a criança como ser sexuado e o adolescente desvinculado dos estereótipos que o ligam à liberação dos costumes, ao erotismo excessivo e à promiscuidade. · O fato de as jovens receberem orientação sexual não influencia a sua decisão de iniciar a atividade sexual. Há, inclusive, entre estas menor número de gestações. A literatura mostra ainda que adolescentes que receberam aulas de orientação sexual usaram preservativos em maior escala na primeira relação. É importante: · criar um espaço na relação com o profissional de saúde, onde o adolescente possa, por meio de um processo reflexivo, perceber-se como um indivíduo, responsável pelo seu corpo e pela sua vontade; · fornecer informações que propiciem o conhecimento do seu corpo e sobre a anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino; · fornecer informações sobre os métodos existentes, discutindo vantagens e desvantagens,

procurando capacitar a adolescente, de preferência em conjunto com seu parceiro, a escolher o método que mais se adeque ao seu contexto de vida; · discutir questões polêmicas como interrupção da gravidez. Algumas considerações devem ser tecidas em relação ao reconhecimento dos riscos que se estruturam nas características e singularidades da adolescência. · É importante levar em conta a busca da identidade com questionamentos dos padrões familiares e, portanto, da autoridade dos pais, unida à idéia de indestrutibilidade que faz com que os jovens se arrisquem em desafios inconseqüentes. · O marcante vínculo com o grupo proporciona a noção de força que vem dos pares; para serem aceitos, os adolescentes assumem atitudes para as quais, muitas vezes, não estão preparados. · Na vivência temporal singular, misturam-se ansiedade, desejo de viver tudo rápida e intensamente, não havendo lugar para a espera ou julgamentos. · A evolução da sexualidade traz o exercício da genitalidade, colocando os adolescentes frente a frente como impulsos sexuais que deverão ser vivenciados. Assim, os profissionais de saúde deverão estar preparados para o desafio de orientar um ser ávido por experimentar o novo, destemido, por se julgar invulnerável, e imaturo ou amador para lidar com o impulso sexual, marcado pela genitalidade, num corpo, a todo momento, renovado por mudanças marcantes. Em poucas palavras, a proposta da educação sexual deve conter liberdade, responsabilidade e compromisso, funcionando a informação como instrumento para que adolescentes de ambos os sexos possam ponderar decisões e fazer escolhas mais adequadas. Atente-se, aqui, mais uma vez, para os princípios éticos que regem a medicina do adolescente: a orientação anticoncepcional deverá permanecer em sigilo se o adolescente se mostrar capaz e assim o desejar; o diálogo entre pais e filhos sempre será estimulado. Os anticoncepcionais mais usados são os hormonais (pílulas), já que os preservativos já nem podem ser considerados como proposta anticoncepcional alternativa, sendo de uso obrigatório para exercício da atividade sexual. Outros métodos, como camisinha feminina, diafragma, geléias espermicidas, podem e devem ser discutidos com adolescentes para ampliar o leque de escolhas por meio de informação rigorosa. Anticoncepcionais injetáveis, mini-pílulas, dispositivo intra-uterino (DIU) têm suas indicações específicas. Atualmente, todos os adolescentes precisam receber informações sobre a anticoncepção de emergência. Em toda e qualquer oportunidade, discutir-se-á a ineficácia da "tabelinha" e do coito interrompido. Jamais deverá ser esquecida a doença sexualmente transmissível, em especial a Aids, cabendo, porém, ao médico sempre resgatar a sexualidade como proposta ligada à vida e não à morte. Na ausência de um anticoncepcional ideal, vários aspectos devem ser considerados na escolha do método contraceptivo que mais se adeqüe à paciente adolescente: 1. maturidade biológica; em geral, é menos problemático prescrever contraceptivos para

adolescentes com idade ginecológica (anos após a menarca) superior a 2 anos, quando, freqüentemente, já se completaram o crescimento físico e a maturação do eixo hipotálamohipófise-gônada. 2. maturidade psicológica; a adesão a um método depende da capacidade da adolescente de aceitar e/ou assumir a própria sexualidade; 3. grau de escolaridade e capacidade de compreensão; 4. existência de parceiro estável e participante da escolha anticoncepcional; faixa etária do parceiro; 5. freqüência das relações sexuais (a atividade sexual na adolescência geralmente é esporádica e não programada); 6. grau de motivação para a prática contraceptiva (da adolescente e do parceiro); 7. significado de uma eventual gravidez; 8. utilização inadequada da experiência sexual anterior pela adolescente que inicia sua atividade sexual muito precocemente, próximo à menarca, quando os ciclos menstruais são, na sua maioria, anovulatórios e fica para a jovem a falsa impressão de que ela realmente não engravida (sente-se tranqüila por acreditar-se estéril ou tenta engravidar para ter certeza de que não o é) ; 9. experiências anteriores com métodos anticoncepcionais; 10. existência de gestação e/ou aborto prévios (ao contrário do que se esperaria, a ocorrência de gravidez e/ou aborto anteriores é fator de risco para nova gravidez); 11. conhecimento e opinião da adolescente (e do parceiro) sobre os métodos anticoncepcionais (conceitos, preconceitos, preceitos religiosos, tabus, etc.); 12. opinião dos pais ou responsáveis a respeito do uso de anticoncepcionais por adolescentes; 13. conhecimento dos pais ou responsáveis acerca das práticas sexuais em questão (geralmente eles desconhecem a atividade sexual dos seus filhos); 14. barreiras para a utilização de métodos anticoncepcionais na família; 15. opinião do grupo a respeito dos métodos anticoncepcionais; 16. orientação contraceptiva prévia ou posterior ao início da atividade sexual; 17. avaliação clínica da adolescente: contra-indicações absolutas e relativas; 18. custo e facilidade de aquisição do anticoncepcional escolhido;

19. presença de doença crônica: a escolha do método é mais complexa em que pese a relação riscos e benefícios; 20. taxa de eficácia de cada método (quadro 1): quanto mais a utilização do método depende do indivíduo, mais sua taxa de eficácia prática se afasta da teórica. Tantas são as questões a serem discutidas e avaliadas na seleção de um método contraceptivo, que não é surpresa que a orientação anticoncepcional na adolescência seja tarefa difícil e laboriosa, principalmente considerando-se as características psicossociais próprias desse grupo etário, já discutidas anteriormente, que muito influenciam na prática sexual e contraceptiva. Não se deve esquecer, no entanto, que qualquer método anticoncepcional é mais eficaz do que a ausência de um método. O quadro abaixo apresenta, de maneira resumida, as vantagens e as desvantagens dos métodos anticoncepcionais utilizados na faixa etária adolescente. Quadro 1. Métodos anticoncepcionais: vantagens e desvantagens MÉTODO Pílula combinada VANTAGENS · alta eficácia se usada corretamente · fácil utilização · independente da atividade sexual · diminuição de alterações menstruais e dismenorréia · proteção contra anemia, tumores benignos de mama e ovários, câncer ovariano e de endométrio. DESVANTAGENS · não protege contra dst · necessidade de avaliação médica prévia · necessidade de controle médico posterior · existência de contraindicações absolutas e relativas · freqüentes efeitos colaterais menores · risco de complicações dependendo da idade (>35 anos) e presença de tabagismo · necessidade de motivação · tomada diária · custo elevado das apresentações com baixíssima dosagem de etinilestradiol

Mini - pílula

· não afeta lactação · não causa os efeitos colaterais dependentes de estrógeno

· não protege contra DST · menos eficaz que a pílula combinada · irregularidade freqüentes do ciclo menstrual (sangramento irregular e amenorréia) · tomada diária · não protege contra DST · sangramento irregular · amenorréia · ganho de peso · demora de até 8 meses para o retorno da fertilidade · não protege contra DST · contra-indicação em nulíparas · associação com o aumento na incidência de infecções do trato genital feminino, gravidezes ectópicas e anormalidades do ciclo menstrual · não protege contra DST · necessidade de avaliação médica para prescrição e orientação quanto à colocação · necessidade de reavaliações posteriores por possíveis mudanças nas características locais, pósparto, por obesidade (ganho superior a 5kg), etc.; · aversão cultural ao toque de genitais · possibilidade de deslocamento durante o ato sexual · necessidade do uso de espermicida · reações alérgicas ao látex ou espermicida

Progestágeno de depósito

· alta eficácia · aplicação a cada 3 meses · baixo custo

DIU

· necessidade de motivação para seu uso apenas inicial · não interfere na relação sexual · troca somente a cada 1 - 5 anos · após inserção, reavaliações médicas não tão freqüentes · boa eficácia se uso apropriado · inócuo · pode ser inserido antes do ato sexual · durabilidade: 2 a 3 anos se observadas as recomendações de conservação do produto

Diafragma com espermicida

Preservativo masculino

· proteção contra dst · fácil uso · barato (se atividade sexual pouco freqüente) · eficaz se utilizado corretamente · fácil obtenção · sem necessidade de prescrição médica · responsabilidade da contracepção partilhada pelo casal · sem efeitos colaterais e contra-indicações (exceto reação alérgica ao látex)

· deterioração com o tempo e exposição ao sol, calor e/ ou umidade · possibilidade de furar ou romper · interrupção do ato sexual · tabus relacionados à diminuição do prazer sexual · textura, cheiro e sabor considerados desagradáveis por alguns casais · reações alérgicas ao látex ou aos lubrificantes · custo elevado (se atividade sexual freqüente) · a adolescente depende do parceiro para sua utilização · custo (mais caro que o preservativo masculino) · tabus culturais relacionados à manipulação dos genitais

Preservativo feminino

· proteção contra dst · eficaz se utilizado corretamente · seguro (o poliuretano é 40% mais resistente que o látex do preservativo masculino) · proteção contra dst · independente da vontade do parceiro · possibilidade de inserção prévia à relação sexual (até 8 horas antes) não interrompendo o ato sexual

acidente vascular cerebral (AVC) e oclusão coronariana atuais ou pregressos. cérvice. · Certeza ou suspeita de gravidez. vagina ou de outras neoplasias hormônio-dependente. endométrio. doenças cardiovasculares com risco de . DIU = dispositivo intra-uterino Anticoncepcional oral combinado (ACO) O grande número de estudos e os anos de utilização fornecem ao profissional que trabalha com adolescentes. diabetes insulino-dependente grave. · Hepatopatia aguda ou crônica. desde que utilizados adequadamente e guardadas suas contra-indicações. hipertensão arterial grave. certeza sobre a segurança do uso de ACO nessa faixa etária. As contra-indicações absolutas ao uso da pílula anticoncepcional estão listadas a seguir: · Fenômenos tromboembólicos. até no máximo 72 horas · sem contra-indicações para ser utilizado nas situações de emergência (máximo de 6 vezes por ano) · nenhuma Coito interrompido · ineficácia · não protege contra DST · disfunção sexual DST = doença sexualmente transmissível. como lúpus eritematoso sistêmico. · Sangramento vaginal de etiologia desconhecida. · Doença crônica que contra-indique seu uso. · Certeza ou suspeita de câncer de mama.Abstinência periódica · não requer drogas · aprovado pela igreja católica · promoção do diálogo do casal · seu uso aumenta os conhecimentos sobre a fisiologia da reprodução · não protege contra DST · baixa eficácia · ineficaz quando os ciclos são irregulares · requer registro e conhecimento dos ciclos menstruais · requer planejamento da atividade sexual · abstinência de 1/3 a 1/2 do ciclo · desejo e oportunidade não estão relacionados com o ciclo menstrual · não protege contra DST · baixa eficácia e com efeitos colaterais quando utilizado como método anticoncepcional rotineiro Anticoncepção de emergência · eficaz quando utilizada logo após o ato sexual desprotegido.

diabetes mellitus moderado. ou seja. 3. como ampicilina e doxiciclina. depressão. griseofulvina. Os anticoncepcionais orais combinados utilizados na adolescência são os ditos de baixa dosagem. Drogas cujos efeitos podem ser alterados pelos ACO. Em algumas situações deve-se considerar a relação risco/benefício: · idade ginecológica inferior a 2 anos. A interação com outros antibióticos de uso comum. anticonvulsivantes (hidantoína. benzodiazepínicos. Quadro 2. permanece controversa. como hipertensão arterial leve ou moderada. do tipo monofásico. estão apresentadas no quadro a seguir. · fatores de risco para tromboembolismo. sendo prudente orientar o uso concomitante de método de barreira durante a tomada do antibiótico. · uso de medicamentos que interagem com a pílula. Drogas que diminuem a eficácia do ACO: rifampicina. corticosteróides. deve-se orientar o uso concomitante de método de barreira ou utilizar um método não-hormonal. beta-bloqueadores. A escolha do método contraceptivo para este grupo é muitas vezes difícil. Algumas apresentações comerciais de anticoncepcional combinado. entre outras. 2. sendo necessário sempre contrabalançar os potenciais efeitos adversos do método com o de uma possível gravidez sobre a doença. · existência de doenças crônicas. com concentração do componente estrogênico variando entre 20 e 35µg. A orientação anticoncepcional desta clientela quando do início da atividade sexual é uma delas.tromboembolismo. meperidina e teofilina) ou diminuindo-os (acetaminofeno e anti-coagulante oral). epilepsia. uma vez que seu uso concomitante pode diminuir a eficácia do contraceptivo: 1. O aumento da sobrevida de pacientes portadores de diversas patologias crônicas gera uma nova preocupação por parte dos especialistas que os atende. cada caso deve ser analisado cuidadosamente. cefaléia tipo hemicrânia. Deve-se conhecer os medicamentos que interagem com o ACO. fenobarbital e carbamazepina). aumentando-os (antidepressivos tricíclicos. Drogas que aumentam a concentração sérica de estradiol: vitamina C e co-trimexazol. Anticoncepcionais orais utilizados na adolescência Estrogênio/dose Etinilestradiol 35µg Progesterona/dose Acetato de ciproterona 2mg Nome comercial Diane 35 (Schering) Selene (Eurofarma) . entre outras. neuroses graves. mais utilizado na adolescência.

15mg Gestodene 0. assim como aspectos práticos da utilização do método. como: quem vai comprar. também exige que sejam tomadas regularmente a cada 24 horas. etc. Não raramente. até que se certifique que a adolescente está utilizando o ACO adequadamente. religiosas. triglicérides e função hepática. . a qual deve ser reforçada nos retornos que se seguem. Não se deve esquecer que o uso de um anticoncepcional é muito mais do que simplesmente a ingestão de uma pílula. na prática. tabus. as adolescentes esquecem de tomar a pílula. A baixa dosagem hormonal das pílulas atuais.075mg Deve-se realizar uma anamnese cuidadosa e exame físico completo para avaliar a presença de contra-indicações à prescrição da pílula. É necessário que se faça uma orientação detalhada. segredos.15mg Nordette (Wyeth) Microvlar (Schering) Ciclon (Haller) Ciclo 21 (União Química) Microdiol (Organon) Gynera (Schering) Minulet (Wyeth) Mercilon (Akzo Organon) Femina (Aché) Primera (Eurofarma) Femiane (Schering) Harmonet (Wyeth) Diminut (Libbs) Desogestrel 0. que opte pelo ACO e que não tenha. éticas.15mg Gestodene 0. onde vai guardar (principalmente em caso de não conhecimento dos pais). se possível) os riscos e benefícios dos ACO. O rastreamento laboratorial para a adolescente candidata ao uso de ACO deve incluir: hemograma. preconceitos.075mg Etinilestradiol 20mg Desogestrel 0. glicemia. envolve questões morais. colesterol total e frações. o que fazer se esquecer. contra-indicações para seu uso já pode iniciar a tomada do anticoncepcional enquanto aguarda resultado de exames laboratoriais e avaliação ginecológica.Etinilestradiol 30µg Levonorgestrel 0. O ideal é que essas adolescentes tenham também uma avaliação ginecológica. observando-se. que garante a segurança do seu uso. o que fazer em caso de vômitos ou diarréia. Devem ser discutidos com a adolescente (e parceiro. mas nem o exame pélvico nem os exames laboratoriais são pré-requisitos para a o início do uso do ACO. efeitos colaterais e a possibilidade de sangramentos nos primeiros ciclos (importantes causas de abandono). de acordo com anamnese e exame físico. melhor adesão quando ela tem o apoio do seu parceiro ou dos seus pais. a que horas tomar. Uma adolescente com risco para engravidar.

Na prática. Anticoncepção de emergência A contracepção de emergência é definida como a utilização de uma droga ou dispositivo para evitar a gravidez após uma atividade sexual desprotegida. as opções de anticoncepção de emergência aprovadas pelo Ministério da Saúde estão apresentadas no quadro 3. dor torácica grave com tosse e dificuldade respiratória. deve informá-lo sobre o uso do ACO. cefaléia muita intensa. então. caso necessite passar por outro médico. Nunca é demais reforçar o conceito de dupla proteção (contra gravidez e doenças sexualmente transmissíveis .Deve-se orientar ainda sobre a possibilidade de interações medicamentosas e que ela. os métodos mais utilizados envolvem a administração de hormônio via oral em altas doses. As pílulas contendo apenas progestogênio apresentam menos efeitos colaterais. mas têm o inconveniente de serem mais caras e não estarem disponíveis para distribuição nos serviços públicos. orienta-se quanto às situações clínicas que sugiram tal problema. A ação anticoncepcional desses métodos só é garantida se a droga for administrada até 72 horas após a relação sexual desprotegida. como náuseas e vômitos.15mg de levonorgestrel NOME COMERCIAL Neovlar Evanor ADMINISTRAÇÃO 02 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 4 comprimidos) combinada Nordette Microvlar 04 comprimidos cada 12 horas (2 doses total: 8 comprimidos) .25mg de levonorgestrel comprimido com 30mcg de etinilestradiol + 0. Anticoncepção de emergência APRESENTAÇÃO Pílula anticoncepcional comprimido com 50mcg de etinilestradiol + 0. Na prática. Embora o tromboembolismo seja uma complicação muito rara dos ACO de baixa dosagem. quanto mais precoce for a ingestão do medicamento. Quadro 3. a adolescente deverá parar de tomar a pílula e procurar imediatamente um atendimento médico: dor abdominal grave.DST) e discutir a necessidade do uso concomitante de preservativo (masculino ou feminino). maior a eficácia. dor na perna grave. Adolescentes a serem submetidas a cirurgias nos membros inferiores e/ou que exijam imobilização pós-operatória não deverão fazer uso de ACO pelo risco aumentado de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. quando. perda ou borramento de visão. por exemplo.

Copyright © 2001 IDS . Na orientação para anticoncepção de emergência. · O próximo fluxo menstrual pode ser mais intenso ou com volume inferior ao habitual. retenção líquida e cefaléia. · A adolescente deve pensar na possibilidade de gravidez caso a menstruação não ocorra dentro de 3 semanas.Pílula contendo apenas progestágeno comprimido com 0. pode-se optar pelo uso de anti-emético uma hora antes da tomada das doses. tendo-se o cuidado para que o acesso a essa informação não venha a encorajar a prática de sexo inseguro e desencorajar o uso de um anticoncepcional mais eficaz de forma regular. deve repetir a dose.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · O próximo ciclo pode ser antecipado ou retardado. vários aspectos devem ser abordados. A orientação sobre anticoncepção de emergência deve constituir parte da orientação anticoncepcional como um todo. se ela apresentar vômitos dentro de 1 hora da ingestão das pílulas combinadas (2 horas no caso da pílula contendo apenas progestágeno). Efeitos colaterais menos freqüentes são: aumento de sensibilidade mamária.75mg de levonorgestrel Postinor-2 01 comprimido cada 12 horas (2 doses total: 2 comprimidos) É importante orientar a adolescente que. · A anticoncepção de emergência não protege contra DST e nem contra outra gravidez no ciclo. principalmente quando da utilização do método combinado. sangramento irregular. Como as náuseas são freqüentes.

Alfredo Carlos S. que surge no início da . interferindo com as atividades normais e às vezes necessitando analgésicos e 0.9% das mulheres apresentavam mamas pouco dolorosas. Dr. Dr. A dor nas mamas (mastalgia).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Prof.8% tinham mamas intensamente dolorosas. sem interferência com atividades normais e sem necessidade de analgésicos. com freqüência entre 30 e 70% das mulheres em alguma fase da vida.2%. a prevalência de mastalgia foi de 66. D.6% apresentavam mamas moderadamente dolorosas. Em mulheres brasileiras entre 17 e 45 anos. José Aristodemo Pinotti3 Última Atualização: 9/21/2001 7:53:50 AM 1 2 3 Professor Associado de Ginecologia da FMUSP Médico Assistente da Clínica Ginecológica do HCFMUSP Professor Titular de Ginecologia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A dor mamária é queixa comum. Barros1 Dr. acompanhada ou não de espessamento mamário. No entanto. impedindo as atividades normais e necessitando de analgésicos. Carlos Alberto Ruiz2 Prof. 4. 60.

Apresenta coloração esbranquiçada. Nesta fase.altura. Mais tarde. esverdeada. principalmente nos quadrantes súpero-laterais. exteriorizando-se por vários orifícios de cada lado e de forma nãoespontânea. comprimento e largura . As "alterações funcionais benignas das mamas" iniciam-se por volta dos 20 anos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Evidenciam-se a irregularidade e a nodularidade do tecido. que se apresentam como áreas granulosas à palpação. Costumam regredir na menopausa e reaparecer com a reposição hormonal.menacme e tende a desaparecer na menopausa. com sinais de ingurgitamento local. Pequenos nódulos agrupados tendem a formar placas de espessamento endurecido. A sensação dolorosa é quase sempre de leve intensidade. com três dimensões . As "alterações funcionais benignas das mamas" são mais freqüentes em nuligestas e em mulheres com baixa paridade. amarelada. existe tendência dor ser acompanhada por espessamento de parênquima. recebe a denominação de "alterações funcionais benignas das mamas". Copyright © 2001 IDS . Nesta circunstância. Raramente é incolor ou serossanguinolenta. geralmente por volta dos 30 anos. isto é. o fluxo é quase sempre bilateral. Às vezes a acentuada fibrose determina um nódulo dominante.que chega a simular uma neoplasia. É muito comum nas "alterações funcionais benignas das mamas" o fluxo papilar. raramente é severa e na grande maioria das vezes apresenta reforço sintomático pré-menstrual. as mamas não costumam apresentar alterações palpatórias importantes. acastanhada. apenas mediante expressão.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Elsa Aida Gay de Pereira1 Cíntia Irene Parellada2 Última Atualização: 8/15/2001 10:30:10 AM Médica assistente doutora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP Pós-graduanda na área de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP 2 1 Cancro mole Candidíase Donovanose Escabiose pubiana Fissuras Herpes .

Hiperplasia de células escamosas Intertrigo Linfogranuloma venéreo Líquen escleroso Melanose Vulvar Papilomavírus humano Pediculose pubiana Sífilis Síndrome de Behçet Tricomoníase Tumores Benignos da Vulva Úlceras genitais Vaginose atrófica Vaginose bacteriana Vaginose citolítica Vulvodínia Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

alcançando a cifra de . No Brasil. gerando situação de difícil enfrentamento. temos cerca de 1 milhão de gestantes adolescentes por ano. muitas vezes. A adolescência associada à gravidez cria novos desafios existenciais: os novos papéis de mulher adulta e mãe são assumidos em tempo exíguo. insatisfatório. prolongando-se dos 10 aos 20 anos incompletos pelos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) ou dos 12 aos 18 anos de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. fisiológicas. psicológicas e sociais que separam a criança do adulto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Marco Aurélio Galletta1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:06:32 AM 1 2 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A adolescência é um período de mudanças anatômicas. exigindo um desenvolvimento psicoemocional acentuado e.

mas consegue-se prevenir as principais complicações: eclâmpsia e síndrome HELLP (hemólise. o tratamento básico consiste em dieta hipossódica e repouso. Outra opção seria a metildopa. que agiria diminuindo a ansiedade. apresentações anômalas. entre outros). lacerações perineais. A gravidez é de risco quando a gestante ou o concepto estão sujeitos a lesões ou mesmo morte em decorrência do ciclo gravídico-puerperal.PA . com vistas à interrupção da gravidez (indução do parto. parto e puerpério. estresse associado à gravidez). que poderia começar com 750 mg/dia. A mortalidade materna e perinatal é maior na gravidez na adolescência. também seria outra indicação de parto terapêutico. Nos casos mais graves (pressão arterial . apesar da associação de medicamentos. A gravidez na adolescência preocupa pesquisadores. deve-se pesquisar a maturidade fetal (com amniocentese). sinais de iminência de eclâmpsia e exames alterados. trabalho de parto prolongado. em duas ou quatro tomadas. malformações fetais. se não houver contra-indicação). grande parte das mortes na adolescência estão relacionadas à complicações da gravidez.700 mil partos nesta faixa etária por dados do Sistema Único de Saúde (SUS). com ação hipotensora discreta. Começa-se pela detecção das pacientes de risco (todas as adolescentes). Nesta fase. Outra possibilidade . Nos casos classificados como de pré-eclâmpsia grave (PA > 160 x 110. uma a três gotas a cada 8 h. Pode-se ainda adicionar algum sedativo. sendo o pindolol a primeira opção. pode não ser apropriado em momentos em que se necessita ação hipotensora imediata e efetiva. O mau controle pressórico. podendo aumentar até 30 mg/dia. As lesões e complicações mais frequentes são toxemia gravídica. Outros ainda adicionam: anemia materna. buscando-se detectar aumento brusco de peso e surgimento do edema. até o máximo de 2 g/dia. baixo peso ao nascer. O atendimento deve ser em separado das demais gestantes. por ter meia-vida prolongada e efeito hipotensor menos pronunciado. No Brasil. infecções urogenitais. pois a paciente comumente negligencia aspectos importantes da sua saúde. que resolverão a grande maioria dos casos. enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia). Doença Hipertensiva Específica da Gravidez A doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG) é muito freqüente na adolescente (primiparidade. Este último. disfunção uterina. em três tomadas. síndromes hemorrágicas. especialistas e autoridades em saúde pública. iniciando com 5 mg a cada 12h. desproporção céfalo-pélvica. Embora o número total de partos caia. A gravidez na adolescência vem a ser uma situação de risco. asfixia perinatal e icterícia neonatal. maior índice de parto cesárea.diastólica >= 100 mmHg). A estruturação de um atendimento que privilegie a formação de grupos educativos (transmitindo informações) e espaços de troca entre as adolescentes grávidas é altamente produtivo. Há dúvidas sobre a possibilidade de se prevenir a pré-eclâmpsia. em três tomadas. dado extremamente preocupante. proteinúria > 2 g/24 h. o número de grávidas na adolescência aumenta (com acréscimo significativo na faixa etária dos 10 aos 14 anos). como a levomepromazina. abortamento. deve-se internar a paciente e introduzir anti-hipertensivos. pela elevada prevalência e repercussões médicas e sociais. sendo interessante que as adolescentes possam se encontrar com jovens na mesma situação. amniorrexe prematura e prematuridade.

frente ao risco de se desenvolver a hipertensão longe dos olhos do pré-natalista. tornando a presença de anemia bastante freqüente. comparativamente à gestante com mais de 20 anos. As infecções de trato urinário devem ser tratadas com antibióticos adequadamente prescritos. A presença de anemia na gravidez aumenta o risco de infecções e parto prematuro. Inconcebível se torna a possibilidade da "alta" do pré-natal. Para identificar a pré-eclâmpsia. é adequado repor ferro e folato e observar a evolução clínica da paciente. Prematuridade A gravidez na adolescência se associa ao recém-nascido (RN) de baixo peso (< 2. após a 36a semana. É comum. é necessário perguntar sobre presença de corrimento em todas as consultas. cuja dose via oral poderia começar com 510 mg e subir de acordo com a necessidade. sem sentir absolutamente nada. Quando se detecta presença de anemia ao exame clínico. conforme descrito no capítulo sobre os problemas mais comuns na gravidez. principalmente nas últimas semanas. a infecção urinária também é causa comum de parto prematuro. com dilatação importante. verduras e alimentos ricos em ferro. E seria ainda mais freqüente na adolescente que engravida logo após a menarca. semanais. também. sem se queixar para o médico que a assiste. É muito comum a adolescente chegar no pronto socorro em trabalho de parto prematuro irreversível. deve-se fazer um hemograma para caracterizar o tipo específico. com baixa ingestão de proteínas e sais minerais. A suplementação do ferro deve ser feita conforme indicado no capítulo de pré-natal. inadequada. como o diazepam. a freqüência das consultas de pré-natal deverá ser menor na adolescente. Anemia A dieta da adolescente é. primeiro sinal da instalação da DHEG. É fundamental medir a pressão em todas as consultas e pesar a paciente para identificar aumento de peso. O médico deve estar atento para sinais incipientes de trabalho de parto prematuro. Portanto. muitas vezes. pois é nesse período final que a doença se estabelece.seriam os benzodiazepínicos.500 g). a adolescente apresentar vulvovaginites intensas. contribuindo para o aumento da mortalidade materna nessa faixa etária. principal complicação perinatal da gravidez na adolescência. perguntando à paciente. explicando a ela o que é contração e trabalho de parto antes que eles ocorram. conseqüência da freqüente prematuridade (duas vezes mais freqüente que nas mulheres mais velhas). Isto deve ser a todo custo evitado. sem superar os 30 mg diários. Crescimento intra-uterino retardado (CIUR) A presença do crescimento intra-uterino retardado na adolescência é mais freqüente por . Deve-se incentivar uma alimentação balanceada rica em frutas. Além da vulvovaginite. sobre sintomas dolorosos e percepção de contrações. Se isto for impossível. O ganho de peso insuficiente na gravidez é uma das condições mais freqüentemente associadas à prematuridade. em todas as consultas a partir de 28 semanas. estando muitas vezes presente nas adolescentes. Retornos depois da 30a semana devem ser quinzenais e.

seriam suficientes para firmar a IG. A medida da altura uterina (AU) em toda consulta é fundamental. que geralmente se faz em piores situações. O ultra-som deve ser solicitado em pelo menos três ocasiões durante o pré-natal. devemos também atentar para a possível baixa estima e confusão de papéis da adolescente em questão. Na falta deste. discutidos em detalhes no capítulo específico. É importante tratar a anemia e melhorar a ingestão alimentar das pacientes de baixo peso. dois ultra-sons no segundo trimestre. nenhum método contra-indicado na adolescência e que todos podem contribuir para diminuir a reincidência da gravidez. acretismo placentário e placenta prévia. A curva permite que se observe mudança do padrão de crescimento da AU. O diagnóstico de CIUR deve ser feito precocemente.uma série de razões: síndromes hipertensivas (em especial a pré-eclâmpsia). anemia. Prevenção de nova gravidez É de fundamental importância na adolescente que já engravidou a prevenção de novos episódios. com comparação dos dados com curva padrão (curva de Belizán mostrada no capítulo sobre pré-natal normal). A abordagem preventiva do CIUR durante o pré-natal deverá se ater ao diagnóstico e controle precoces das doenças acima citadas. A cesárea representa um risco para a presente gravidez e também para o futuro obstétrico desta mulher. em princípio. Lembrar que as curvas de adequação do peso à idade gestacional não são de todo adapatadas à adolescente. evitando-se complicações mais graves da insuficiência placentária (sofrimento e óbito fetal). desnutrição e ganho ponderal insuficiente durante o pré-natal. sendo repetido seriadamente para confirmação diagnóstica. antes da caracterização definitiva do CIUR. contribuindo para intervenções precoces como repouso e aumento da ingestão protéico-calórica. cientes das peculiaridades da adolescente e das ansiedades próprias da idade. além do risco infeccioso e hemorrágico. O médico deve orientar a nutrição da gestante. para notar o ritmo de crescimento a partir do peso estimado pelo ultra-som. com intervalo de duas ou três semanas. devendo ser interpretadas com cuidado (importa mais o ascenso constante da curva de peso/altura. aumentando o aporte calórico com os recursos disponíveis. configurando o CIUR na eventualidade de não se detectar o aumento de peso esperado. paralelamente ao padrão já definido de aumento de peso. do que simplesmente sua posição em relação à situação de eutrofia). Ao discutir a utilização de tais métodos. desde que as idades calculadas fossem concordantes. situações estas . Toda a equipe de saúde da família deve participar do preparo da adolescente para o trabalho de parto. quer sociais ou médicas. É papel da equipe de saúde orientar a adolescente sobre métodos anticoncepcionais. É impossível fazer o diagnóstico de CIUR durante a gestação sem saber ao certo a idade gestacional (IG) por um ultra-som realizado no primeiro trimestre. Tal recurso também poderá ser utilizado no final da gravidez. Preparo para o Parto O parto cesárea é mais comum na gestante adolescente. lembrando que não há. elevando os riscos de rotura uterina.

que podem comprometer em muito a aderência ao método. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

A gestação de baixo risco deve ser acompanhada sem grandes interferências.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Roberto Eduardo Bittar1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/5/2001 9:59:50 AM 1 2 Professor Associado de Obstetríca da FMUSP Professor Titular de Obstetrícia da FMUSP Quadro clínico e Epidemiologia A assistência pré-natal é fundamental para o preparo da maternidade. Não deve ser encarada como simples assistência médica e sim. como trabalho de prevenção de intercorrências clínico-obstétricas e assistência emocional. O pré-natal deve se iniciar o mais precocemente possível e as consultas devem ser mensais até a 30ª semana. e semanais até o parto. O aumento do número de consultas nas últimas semanas de gestação é importante para melhorar a . quinzenais ou semanais até a 37ª semana. a fisiopatologia das intercorrências clínicas e as modificações emocionais do ciclo gravídico-puerperal. O profissional que dá assistência pré-natal deve conhecer a fisiologia da gravidez.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Além do número de consultas adequado deve-se dar qualidade a cada uma delas. Copyright © 2001 IDS .avaliação obstétrica e propiciar apoio emocional ao parto. iatrogênico. A avaliação clínica e os resultados dos exames devem ser anotados na ficha médica e no cartão do pré-natal da gestante. esclarecer suas dúvidas e fazer um exame clínico cuidadoso são mais importantes que o excesso de tecnicismo. muitas vezes. Ouvir a gestante.

Jesus Paula Carvalho1 Prof Dr Alfredo Barros1 Última Atualização: 12/4/2001 11:50:02 AM 1 Disciplina de Ginecologia Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Câncer do Colo do útero Câncer do Endométrio Câncer de Mama Câncer do Ovário Câncer da Vulva Câncer do Colo do útero O câncer do colo do útero foi. Dr. o de maior incidência na mulher. por muito tempo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Prof. mas .

Também a infecção pelo papilomavírus humano tende a ser mais séria e duradoura na mulher fumante.html). Pode-se prevenir o aparecimento da doença ou diagnosticá-la em fase precoce. É um exame simples. ácido fólico e o uso de pílulas anticoncepcionais também podem contribuir para o aumento da incidência do câncer do colo do útero. A deficiência de vitaminas A e E. Deve ser realizado em todas as mulheres com atividade sexual com periodicidade que não ultrapasse 2 anos de intervalo. o que ocorre por volta dos dezoito anos de idade. O exame de Papanicolaou continua sendo o método mais eficiente para este fim. Quanto maior o número de parceiros.que hoje acredita-se que é o principal agente etiológico responsável por esta doença.org. O câncer do colo do útero é doença frequente nas camadas mais pobres da população e está fortemente ligado à atividade sexual. inca. além de mais de trezentas substâncias com potencial efeito cancerígeno. Outro fator que contribui sobremaneira para o aparecimento do câncer do colo do útero é a promiscuidade sexual. uma de cada três mulheres morrem da doença.br/prevencao/colo_utero/index. pelo câncer da mama. caracterizada pela multiplicidade de parceiros sexuais e pelo coito não protegido com preservativo. Acredita-se que o exame de Papanicolaou foi a descoberta da medicina que maior impacto causou na redução da mortalidade por câncer em todo o século XX. assim como pelo início de atividade sexual somente quando o aparelho genital estiver totalmente desenvolvido. O diagnóstico precoce das lesões que precedem o câncer invasivo é possível e permite que estas lesões possam ser tratadas e curadas em 100% dos casos.superado. O câncer do colo do útero é muito mais frequente nas mulheres que fumam. É um tumor que apresenta desenvolvimento lento e progressivo ao longo de muitos anos e somente apresenta sintomas característicos quando a doença já se encontra em forma avançada. A prevenção do câncer do colo do útero fazse pela observância de higiene sexual evitando contato desprotegido com parceiros contaminados pelo papilomavírus humano. aumenta com o número de parceiros e também com o estado de saúde e higiene dos parceiros sexuais. o que é proporcionalmente maior do que no câncer da mama. É mais frequente nas mulheres com inicio sexual em idade precoce. em anos recentes. disponível nas unidades básicas de saúde e pode ser aplicado em grandes populações com impacto poderoso na redução dos casos de câncer invasivo. O papilomavírus humano é bastante frequente na população geral. Nas relações sexuais.(http:// www.org.html).o HPV .br/prevencao/programas/pncccu/index. . Todos os fatores que contribuem para enfraquecer as defesas imunológicas agem em favor do desenvolvimento do câncer. Nesta fase. maior será a possibilidade de contrair a infecção pelo papilomavírus humano e evoluir para o câncer. pois o cigarro tem um forte efeito imunossupressor.inca. a mulher contrai a infecção pelo papilomavírus humano . mas apenas aquelas mulheres mais suscetíveis desenvolverão o câncer. (http://www.

A única forma de diagnosticar precocemente o câncer mamário é fundamentalmente fornecer informações às pacientes das formas de diagnóstico de que dispomos. na prevenção da obesidade e no controle do diabetes mellitus. trocáter. entretanto.html)(explicando o período do ciclo menstrual mais adequado para a sua realização).br/prevencao/ae-mama/index. A principal manifestação do câncer do endométrio é a volta do sangramento na mulher que já tinha parado de menstruar. Nas mulheres submetidas a terapia de reposição hormonal. Também deve-se acompanhar regularmente o estado do útero através de exames clínicos e ultrasonográficos que muito se prestam para este fim.inca. O que fazemos na verdade é utilizar métodos clínicos e de imagem para o diagnóstico precoce. O diagnóstico é feito a seguir através de estudo anátomo-patológico por punção aspirativa. O câncer do endométrio é frequente entre mulheres obesas. Deve-se valorizar os sintomas de aparecimento de sangramento vaginal de qualquer quantidade nas mulheres após a menopausa ou naquelas mulheres próximas da menopausa e com alterações importantes no padrão menstrual.Câncer de Mama O câncer de mama é atualmente a neoplasia maligna com maior incidência entre as brasileiras e responsável pela primeira causa de morte por câncer. na redução da ingestão de gorduras. . que tiveram poucos filhos ou dificuldades para engravidar. É uma doença relacionada com altos níveis de hormônios estrogênios circulantes. a redução do número de filhos. pois sua sensibilidade não ultrapassa 30% dos casos. As causas do câncer de mama estão relacionadas com hábitos reprodutivos. Também está relacionado com dieta rica em gorduras e hipercalóricas. que fizeram tratamentos hormonais não-controlados. como paridade tardia. Câncer do Endométrio O câncer do endométrio é também conhecido como câncer do corpo do útero. a ausência do hábito de amamentar e ao consumo de bebidas alcóolicas. o câncer do endométrio é uma doença das mulheres com maior nível de renda e educação formal. orientar a realização periódica de mamografias que buscam lesões não palpáveis que seriam teoricamente a forma inicial do carcinoma mamário. A prevenção do câncer do endométrio baseia-se na mudança de hábitos de vida. biópsia incisional ou biópsia excisional. Ocorre mais frequentemente em mulheres na pós-menopausa. previne-se o câncer através da administração simultânea de hormônios com capacidade de proteger o endométrio. diabéticas. Diferentemente do câncer do colo do útero. Não dispomos de métodos preventivos para a atenção ao câncer mamário. não é um bom método para detectar o câncer do endométrio.org. ensinar a autopalpação (http://www. O exame de Papanicolaou.

iniciando-se como lesões discrômicas. Tratamentos sintomáticos a base de cremes servem muitas vezes apenas para retardar o . da mesma forma que no colo do útero. O câncer da vulva evolui também de forma lenta e progressiva. representando cerca de 1 % de todos os tumores malignos ginecológicos. Os primeiros sintomas devem ser valorizados. É comum estas mulheres retardarem a busca por tratamento destas lesões iniciais e isto compromete sobremaneira o prognóstico. Não se conhece ainda qual o fator causador do câncer do ovário. Todos os programas de rastreamento do câncer do ovário tentados até o momento não demonstraram impacto importante na redução da doença. Câncer da Vulva O câncer da vulva é o menos frequente. por vezes elevadas ou ulceradas e altamente pruriginosas. está relacionado com a atividade sexual. discrômicas ou ulceradas. O principal agente causador do câncer da vulva é o papilomavírus humano que. Mulheres que usaram pílulas por mais de cinco anos apresentam redução de até 60% no risco de câncer do ovário. Ocorre mais frequentemente em mulheres idosas após os sessenta anos de idade. desestimulando a atividade sexual promiscua. o tabagismo e a multiplicidade de parceiros. O exame clínico e ultra-sonográfico periódico pode detectar a presença de massas tumorais pélvicas que devem ser investigadas por métodos invasivos. O único fator de real impacto de prevenção do câncer do ovário é o uso de pílulas anticoncepcionais. principalmente nos pruridos crônicos ou nas lesões de aspecto elevado. A infecção viral contraída na juventude pode ficar latente e causar o câncer da vulva muitas décadas depois. A prevenção do câncer da vulva se faz de forma idêntica ao câncer do colo do útero.Câncer do Ovário O câncer do ovário é o mais temido de todos os tumores genitais pois é uma doença que ocorre em mulheres de todas as faixas etárias com tendência maior após os cinquenta anos de idade. mas diferentes estudos demonstraram que é uma doença mais frequente em mulheres que ovulam muitas vezes. o que faz concluir que para o câncer do ovário não existe ainda métodos eficientes de rastreamento para emprego populacional. Sua evolução é rápida e silenciosa e quando aparecem os sintomas a doença frequentemente já se disseminou para outros órgãos. comprometendo as possibilidades de cura. O diagnóstico do câncer do ovário em estágios precoces ocorre em menos de um quarto das vezes e têm importância fundamental no prognóstico.

diagnóstico e comprometer o tratamento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Toda alteração da textura da pele vulvar deve ser submetida a biópsia para estudo histológico.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Autores: Seizo Miyadahira1 Marcelo Zugaib2 Última Atualização: 9/21/2001 8:12:38 AM 1 2 Médico Assistente. Doutor em Medicina Pela FMUSP Professor Titular .Disciplina de Obstetrícia da FMUSP Amniorrexe prematura Anemias Anemias fetais Assistência ao parto prematuro Cardiopatias Desvios do crescimento fetal Diabetes .

tão comuns quando o diagnóstico é realizado no nascimento ou muito tempo depois. Entretanto. como a êmese gravídica. sendo o tema central deste capítulo. A gestante e seus familiares se beneficiam muito do diagnóstico correto de malformações do feto. O atendimento médico durante o seguimento pré-natal deve respeitar a hierarquia dos níveis de atenção à saúde. outras alterações menos freqüentes trazem conseqüências graves à unidade materno-fetal (gestação de alto risco). podem ser preparados psicológica e emocionalmente. Toda e qualquer anormalidade que se diagnostica no curso de uma gestação deve ser abordada focando os dois compartimentos: materno e fetal. cabendo aos profissionais de nível primário (essencialmente ambulatorial) tarefa das mais fundamentais que é o de diagnosticar. figuram queixas importantes consideradas como fisiológicas na gravidez.Eclâmpsia Gestação múltipla Hepatite B e C HIV Infecção do trato urinário Inibição ao parto prematuro Pós-datismo Pré-eclâmpsia Rubéola Sífilis Síndromes Hipertensivas na Gestação Toxoplasmose O seguimento pré-natal sofreu mudanças radicais nas décadas recentes. recepcionando o concepto sem traumas. a propedêutica e a . decorrentes dos avanços no campo da propedêutica e terapêutica materna e fetal. Raramente determinam desvios importantes no curso da gravidez. Assim. Sob a denominação de problemas mais comuns na gestação. triar de forma precisa e selecionar as gestantes com intercorrências que exigem referência para serviços secundários e terciários (hospitalares). tonturas e lipotímias.

Síndromes Hipertensivas na Gestação é complicação. exigindo tratamento em Unidades de Terapia Intensiva. A pressão arterial deve aumentar 30 mmHg na sistólica e 15 mmHg na diastólica. após 20 semanas de gestação. mas comum na gravidez (presente em 5-10% das gestantes). Existem situações em que apenas um dos compartimentos está comprometido e todo o investimento deve ser direcionado a ele. proteinúria e edema.terapêutica em obstetrícia devem ser direcionadas para o binômio: saúde materna e saúde do feto. Eclâmpsia: pré-eclâmpsia associada a convulsões caracterizam a eclâmpsia. Conduta Obstétrica: permitese a evolução da gestação até 40 semanas. intercorrências próprias da gestação (doenças obstétricas) e doenças fetais. tratamento antihipertensivo. Vigilância da Vitalidade Fetal semanal. Trata-se de intercorrência das mais graves em obstetrícia. sedativos.0 g/24 horas . responsável pelo maior índice de mortalidade e morbidade perinatal. As diversas situações de morbidade em obstetrícia podem ser enfocadas em 3 grandes grupos: intercorrências clínicas. Vigilância da Vitalidade Fetal Conduta Obstétrica: resolução da gestação: na maturidade fetal Leve Pressão Diastólica < 110 mmHg Grave Pressão Diastólica => 110 mmHg Proteinúria > 3. Pré-eclâmpsia: hipertensão. é fundamental que haja uma assistência pré-natal. Classificação das Doença Hipertensiva Específica da Gestação e conduta Classificação Critérios Conduta Ambulatorial: repouso relativo. A elevação da pressão arterial deve-se manter por até 6 horas após a primeira medida. sedativos. Quadro 1. Para a vigilância da saúde materna. ou. devem ser identificados níveis iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg se os níveis anteriores forem desconhecidos. Internação: repouso no leito.

Propedêutica Laboratorial Materna para a avaliação das complicações (HELLP).Dose de ataque . Manutenção: EV 1 g/hora em soro de 400 ml + 10 ampolas a 10% (16 gotas/minuto) Hipertensão arterial crônica: diagnóstico antes de 20 semanas (níveis pressóricos iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg) ou sua persistência após 42 dias de puerpério. conduta obstétrica Permite-se a evolução até 40 semanas.Sulfato de Mg 4 g EV (10%) EV. Síndrome hipertensiva conduta clínica Acompanhamento ambulatorial com tratamento antihipertensivo e avaliação das condições fetais (ultra-sonografia + avaliação da vitalidade fetal).Internação: nos casos graves (PA diastólica > 110 mmHg). salvo em casos de Hipertensão não controlável e diante de alterações no compartimento fetal. Esquema de Zuspan: Dose de ataque . sendo 5 g (10 ml) em cada glúteo. Manutenção: nas 24 hs seguintes. Sulfatação. Sondagem Vesical. quando se indica a resolução.Sulfato de Magnésio 4 g (10%)EV + 10 g (50%) IM profundo com agulha de raqui.Iminência de Eclampsia Epigastralgia + Cefaléia + distúrbios visuais (fosfenas) Semelhante à Eclâmpsia (ver abaixo) Internação com cuidados intensivos: monitoração dos sinais vitais. Adequação das drogas antihipertensivas e vigilância fetal mais intensiva. 5 g IM cada 4 horas. tratamento antihipertensivo. assegurada a viabilidade fetal hipertensão arterial . ECG. Avaliação das condições fetais (ultra-sonografia obstétrica + Provas de Vitalidade Fetal). Resolução: se o peso estimado for >= 1000 g Eclâmpsia DHEG + CONVULSÕES *Sulfatação: Esquema de Pritchard:. Hipertensão arterial com pré-eclâmpsia superajuntada: a presença de sinais e sintomas próprios da pré-eclâmpsia associados à proteinúria e elevação dos níveis séricos de ácido úrico configuram este quadro grave.

polihidramnia. rastreamento diagnóstico precoce seguimento prénatal controle da doença resolução obstétrica . O Diabetes: nas mulheres com diagnóstico pré-gestacional. o controle da doença se faz pela instituição de dieta própria para o diabetes (sem açúcar livre). o controle da doença é fundamental antes da gravidez. Conduta clínica diante da suspeita diagnóstica ou da confirmação clínica do Diabetes fatores de risco Idade. uma vez que malformações fetais associam-se significativamente com o mau controle do diabetes na gestação. independentemente do risco. sinais ultra-sonográficos (macrossomia. Nas diabéticas insulino-dependentes é recomendável um seguimento em serviço secundário ou terciário durante a gestação. nefropatias.hipertensão + Doença Hipertensiva Específica da Gestação PA = pressão arterial Internação: considerada situação de muita gravidade. como forma de triar a doença no início da assistência pré-natal. malformações) Recomendado a todas as gestantes. a internação da paciente é obrigatória Nas pacientes que apresentam o controle glicêmico adequado a gestação deve avançar até 40 semanas. repete-se o exame com 34 semanas. Nos casos diagnosticados. hipertensão. Antecedentes familiares da doença Antecedentes pessoais: peso de nascimento. doenças do Colágeno Antecedentes Obstétricos: macrossomia fetal. Em situações de descompensação com cetoacidose. justifica-se a todas as gestantes. óbitos fetais. desde a viabilidade até a maturidade fetal plena. Nas não-dependentes da insulina. A dosagem da glicemia de jejum. É indicada toda propedêutica para o diagnóstico das complicações como a Síndrome HELLP Resolução da gestação se impõe na medida da gravidade desta associação de doenças. É fundamental o controle glicêmico rigoroso. polihidramnia anterior Evolução da gravidez: altura uterina maior que a esperada. Quadro 2. o seguimento deve ser muito diferenciado de acordo com o tipo de diabetes. efetuado com 26 semanas de gestação Indicado para os casos de risco: Curva Glicêmica: com 28 semanas de gestação. para o controle clínico são necessários cuidados meticulosos. o parto prematuro terapêutico deve ser levado em conta. Nas pacientes que apresentam controle inadequado ou nas portadoras de complicações principalmente vasculares. Diante de resultados normais. Teste simplificado: Teste de Tolerância à Glicose Oral de 50 g.

8 milhões UI Penicilina Benzatina 2. Deve-se pedir cultura de urina com antibiograma (nos casos onde há disponibilidade para isso) antes de iniciar o tratamento. via intramuscular. FTA-abs + Penicilina Benzatina 2. polaciúria. Cefalotina 1 g via endovenosa de 6/6 hs. Mulheres com sorologia negativa inicialmente devem ser submetidas a novas sorologias no decorrer da gravidez. 3 vezes. Malformações provocadas por esta doença são muito conhecidas.Infecções: a mais frequente é a de trato urinário baixo. de febre. via intramuscular semanalmente. FTA-abs + Erupções cutâneas (roséolas) Condiloma plano Diagnóstico laboratorial: idem ao primário Goma sifilítica. hematúria Antibiótico via oral: Cefalexina 500 mg de 6/6 hs.2 milhões UI Secundária Tardia Após a dose inicial de penicilina. denominada de . diagnóstico e tratamento. mal-estar Bacteriúria Assintomática Sem sintomas Sífilis: é de diagnóstico obrigatório na gestação. Quadro clínico das infecções de trato urinário. Associa-se a trabalho de parto prematuro e pode evoluir para uma pielonefrite. NÍVEL DA INFECÇÃO MANIFESTAÇÕES TRATAMENTO Trato Baixo: Uretrite.4 milhões UI. via intramuscular em dose única Penicilina Benzatina 2. CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Primária Cancro duro VDRL + após 2 semanas. Dose total: 4. Laboratório: VDRL + ou -. repetida após 1 semana. internação com administração de antibióticos por via parenteral. Dose total: 7. na pielonefrite. poderá surgir uma reação febril e cutânea. Gentamicina 1 mg/ kg de 8/8 hs Cefalexina 500 mg de 6/6 hs por via oral Pielonefrite As mesmas acrescidas. Estados da sífilis. Quadro 3. Cistite Disúria. Quadro 4. Recomenda-se.4 milhões UI.4 milhões UI. Internação: antibiótico por via parenteral.

o que explica ausência de lesões fetais mesmo com doença clínica comprovada laboratorialmente. Transmissão Vertical Infecção Fetal (mês) 1 2 3 4 5 Percentuais de Acometimento Fetal Grave 10 .Jarish-Herxheimer. Todas as adolescentes devem ser vacinadas para rubéola. a futura gestante deve ser vacinada antes de nova gestação. Após gestação com sorologia negativa. Vale lembrar que a freqüência de malformações é tanto maior quanto mais precoce for a virose na gestação.40 % 20 . situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação Suscetível Imune Infecção recente conduta Imunização pósnatal Nada específico Diagnóstico da infecção fetal (Medicina Fetal) IgG = imunoglobulina G. ao se identificar alguma anormalidade na criança (uveítes. existem diferentes cepas com potenciais malformativos fetais diversos. O diagnóstico é retrospectivo. são diagnosticadas alterações morfológicas suspeitas. IgM = imunoglobulina M Toxoplasmose: na gestação. desde lesões oculares leves de difícil diagnóstico intra-uterino até as letais para o concepto (hidrocefalias graves). Nos casos suscetíveis.25 % 10 . . calcificações intracranianas. em ultrasonografia de rotina. Situação da gestante em relação a rubéola. Por outro lado.20 % 6-7% 0. é importante o seguimento sorológico mensal ou bimensal para a detecção da viremia sorológica de alto significado para o prognóstico neonatal.5 .1 % Quadro 5. ou quando. causa malformações fetais de gravidade muito diversificada. Rubéola: nem sempre é possível a concretização do diagnóstico. ou convulsões). resultante da liberação de toxinas dos treponemas mortos.

situação Sorologia Negativa Sorologia Positiva resultados IgG e IgM negativas IgG positiva IgM negativa IgG negativa ou positiva IgM positiva interpretação conduta Orientação higiênico-dietética Repetição da sorologia 2/2 meses Seguimento prénatal rotineiro Proceder diagnóstico da transmissão vertical Encaminhar para Medicina Fetal Suscetível Imune Sorologia Positiva Infecção recente ou Cicatriz Sorológica IgG = imunoglobulina G.Quadro 6. IgM = imunoglobulina M Hepatites B e C merecem abordagem rotineira durante a gestação porque medidas importantes no decurso do ciclo gravídico-puerperal devem ser tomadas em cada situação. Quadro 7. Diagnóstico da hepatite na gravidez. situação sorologia negativa sorologia positiva sorologia positiva resultados AgHBs negativo Anti-HBs negativo Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo Imune Anti-HBC negativo AgHBs negativo Anti-HBs positivo ou negativo Anti-HBC positivo Paciente foi portadora da doença Imune interpretação conduta Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro Seguimento prénatal rotineiro . Diagnóstico da toxoplasmose. os cuidados neonatais devem ser muito meticulosos. Além disso. em pacientes com sorologia positiva. Os possíveis resultados da sorologia para hepatite B e respectivas condutas estão relacionados no Quadro 7.

cuidados pré-natais e conduta obstétrica. Os óbitos maternos devem-se à insuficiência da função miocárdica. Vírus da imunodeficiência adquirida humana (HIV): a transmissão vertical é o ponto mais crítico.sorologia positiva AgHBs positivo Anti-HBs negativo Hepatite Crônica Anti-HBC negativo Cuidados no Parto Cuidados com o recém-nascido (imunização imediata) Quanto à hepatite C. O seguimento pré-natal também obedece a rotina bem específica. Outro aspecto a ser considerado é a alta prevalência em algumas regiões (atingindo 2% da população de gestantes). particularmente em pacientes submetidas previamente a transfusões de hemoderivados. Destes indivíduos. O uso de medicamentos anti-retrovirais no momento do parto e no recém-nascido tem diminuído a transmissão vertical. Portanto. tipo de cardiopatia cuidados pré-natais resolução obstétrica . o diagnóstico. que devem ser encaminhadas a serviço secundário ou terciário. É muito importante a realização da avaliação funcional do coração materno nas gestantes com alterações cardíacas. responsável pela distribuição das drogas. É norma a pesquisa rotineira do vírus atualmente. porcentual elevado desenvolve cirrose hepática e neoplasias. é importante lembrar que aproximadamente 30% dos hemotransfundidos. Cardiopatias: são uma das principais causas de morte materna no Brasil. deve ser obrigatório. constando de orientações precisas acerca da doença e dos cuidados a serem prestados tanto na evolução da gravidez quanto no momento do parto. anos estavam contaminados por este vírus. A avaliação personalizada de cada paciente é fundamental para a diminuição da morbidade maternofetal. porque o aspecto preventivo do profissional também deve ser considerado. Quadro 8. até há poucos. Todos os casos de sorologia positiva para HIV devem ser encaminhados aos ambulatórios de referência. Tipos de alterações cardíacas na gravidez.

tipo etiologia diagnóstico Tipo microcítica hipocrômica Hb < 11. Anemias Os principais tipos de anemia.Reumática: mais freqüente causa de valvulopatias Descompensação cardíaca Profilaxia da Febre Reumática Anticoagulação: nas próteses metálicas e fibrilação atrial. grave e óbito fetal. cirurgias realizadas e intensidade da descompensação cardíaca. Monitoração cardíaca materna e fetal são tópicos de relevo nesta afecção no momento do parto Chagásica Geralmente muito graves. Seguimento das condições fetais com Ultra-sonografia e Provas de Vitalidade Fetal Cuidados relacionados à intensidade da lesão cardiológica Prioriza-se o parto vaginal. diagnóstico e conduta obstétrica são apresentados na tabela abaixo. determinam com freqüência Freqüente a necessidade Congênitas cianóticas insuficiência placentária de parto terapêutico.0 g conduta Sulfato Ferroso 60 mg de Ferro elementar/dia Ácido Fólico 5 mg/ dia Cianocobalamina 1000 mcg/mês intramuscular Mais importante é o anemia carencial Ferropriva Carência de folatos e Vitamina B12 Freqüente em alcoolismo. uso de anticonvulsivantes. permitindo que a gestação avance até 40 semanas. Nos casos menos graves pode-se permitir o pós-datismo. medicamentos utilizados. gestação múltipla. A avaliação do risco materno deve levar em conta o tipo de alteração cardíaca. Cuidados anestesiológicos são muito importantes. tempo de evolução da doença. gastrectomia anemia megaloblástica VCM maior que 95 µ3 .

diminuição ou ausência das cadeias alfa ou beta de globina Desvios do crescimento fetal Com a utilização da ultra-sonografia rotineira. propedêutica fetal cuidadosa. circunvalada. Interrupção com maturidade fetal a partir de 34 semanas. Ácido Fólico 5 mg/ dia. Heterozigótica: SS 40-50%. Cuidados específicos sobre a doença causadora Crescimento restrito Estimativa de peso abaixo do percentil 10 da curva de crescimento macrossomia Estimativa de peso acima do percentil 90 Assistência ao parto prematuro: . infartos etc Constitucional Diabetes diagnóstico conduta Diagnóstico etiológico. e cuidados sobre a doença que o causou. Avaliações fetais (CIUR e Sofrimento fetal) principalmente nas crises de falcização (internada). fatores ambientais (radiações) Placentários: placenta prévia. tipo Etiologia Fetal: cromossomopatias. os diagnósticos dos desvios ponderais do feto ficaram mais factíveis devido à facilidade em se acessar as curvas de crescimento fetal mediante a estimativa de peso estimado por este método. uso de drogas.anemia falciforme hemoglobinopatia hereditária Eletroforese de Hb Homozigótica: SS 80-90%.5% Manter Hb entre 910 g %. malformações Maternos: infecções.0 g % no momento do parto talassemia Genética. Ácido Fólico 5 mg/dia. intercorrências clínicas. Eletroforese de Hb Talassemia Minor: A2 maior que 3. Transfusão quando Hb < 7.

com intervalo de 24 horas Pós-Datismo Toda gestação que ultrapasse 40 semanas. a placenta prévia. Fórceps em feto com peso >1500 g Cesárea: defletidas Apresentação pélvica Apresentação cefálica Inibição do Trabalho de Parto Prematuro Apenas 10 a 20 % dos casos de trabalho de parto prematuro merecem ser inibidas. Oligoidrâmnia Avaliação fetal muito detalhada: crescimento fetal. sofrimento fetal. Além disso. Assistência Obstétrica TÓPICOS MÉTODOS . Após 42 semanas. define-se a gestação prolongada. rotura prematura das membranas.Medidas importantes Monitoração da vitalidade fetal Rotura tardia das membranas Anestesia de condução (intra ou peridural) Episiotomia ampla Parto vaginal: <1000 g e >2500 g até 3500 Cesárea: entre 1000 e 2500 e >3500 g Parto vaginal. mesmo em ausência de doença materna: crescimento intra-uterino restrito. terbutalina (Bricanyl® por via endovenosa esquemas de inibição gota/gota e via oral) Sulfato de Magnésio corticoterapia Administrada entre 28 a 34 semanas: Betametasona (Celestone ®) 12 mg 2 vezes. DPP. vitalidade. Qualquer doença materna que torne hostil o ambiente intra-uterino ou qualquer agravo na doença materna. análise do volume de líquido amniótico Propedêutica materna na busca da etiologia contra-indicações cuidados preliminares Hidratação. Em relação ao feto.

Avaliação da Vitalidade Fetal Exame Pélvico Resolução Cardiotocografia Avaliação do Volume de Líquido Amniótico Amnioscopia Procurar condições para indução do parto Sofrimento fetal e mecônio anteparto Índice de Bishop => 5: indução do parto IG => 42 semanas: indução após preparo do colo (Bishop <5) Gestação múltipla: a gemelidade ocorre em 1:80 casos. Há evidente aumento nesta incidência devido ao uso de técnicas de reprodução humana com induções da ovulação e FIVs. DHEG. Alguns tópicos merecem cuidados: tópicos Diagnóstico da corionicidade método Ultra-sonografia de I trimestre Ultra-sonografia III trimestre importância Risco da Síndrome transfusor/transfundido (70% de mortalidade perinatal) na gestação monocoriônica STT e restrição ao crescimento intra-uterino Gêmeos discordantes Assistência Pré-natal Exames laboratoriais na busca de diagnóstico precoce de complicações: diabetes. anemias Avaliação ultraEvitar prematuridade sonográfica periódica e extremaMelhorar índices de avaliação da vitalidade morbidade neonatal fetal Seguimento Pré-Natal mais amiúde (avaliação do colo uterino) Repouso no final da gestação (III trimestre) Amniorrexe prematura .

FCF e materna Leucograma seriado diagnóstico conduta assistencial vigilância infecciosa Expectante até 34 semanas (exceto no sofrimento fetal.Rotura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto. Depois de 6/6 horas Com infecção: Penicilina Cristalina 20 milhões U/dia + Metronidazol 500 mg EV 6/6 hs + Gentamicina 80 mg IM 8/8 horas cuidados especiais EV = via endovenosa. Em cerca de 90% dos casos. Cristalização do líquido amniótico. IM = via intramuscular Anemias fetais: as causas são: aloimunização Rh. sofrimento fetal NÃO EFETUAR TOQUES VAGINAIS antes do trabalho de parto Não inibir trabalho de parto inclusive na prematuridade extrema. infecção ovular) conduta obstétrica Resolução: 34 ou mais semanas. sensibilidade uterina. oligoidrâmnia grave. Avaliação bissemanal da vitalidade fetal Internação: na oligoidrâmnia (ILA<5. observação de fisometria. infecções fetais (por parvovírus). Na assistência às gestantes Rh negativas não sensibilizadas. descritos no quadro a seguir. ausência de infecção. Azul de Nilo (células fetais) Ultra-sonografia Expectante ambulatorial: quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) for > 5 cm em gestações abaixo de 34 semanas. situação da gestante conduta pré-natal conduta pós-natal .0 cm) e todos os casos que se indica interrupção da gestação Clínica: controle da temperatura corpórea. É responsável por 33% dos partos prematuros. o trabalho de parto é desencadeado em 24 horas. infecção ovular. Corticóides: discutível Antibioticoterapia no trabalho de parto: Sem infecção: Cefalotina 1 g EV 4/4 horas até o nascimento. Anamnese. devem ser enfatizados os aspectos profiláticos da aloimunização. Exame obstétrico: especular Exames específicos: Teste do Fenol Vermelho (pH).

Rh negativa não sensibilizada Realização de teste de Coombs indireto mensalmente Imunoprofilaxia:300 mg Imunoprofilaxia: 300 mg de anti-D dentro de 72 horas anti-D entre 28-30 semanas após o parto ou após qualquer procedimento invasivo Titular o anti-D. Ultra-sonografia: espessamento ou hiperecogenicidade. aumento da hidrocele indicam possível comprometimento fetal ENCAMINHAR PARA SERVIÇOS TERCIÁRIOS pela possível necessidade de transfusão intra-uterina aloimunizadas (coombs indireto +) PLANEJAMENTO FAMILIAR Copyright © 2001 IDS . Se > 1:16. duplo contorno da bexiga. hepatoesplenomegalia. derrame pericárdico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

As principais alterações são: Calafrios: surgem 15 a 20 minutos após a dequitação e têm duração variável. Ruocco1 Última Atualização: 9/21/2001 8:14:24 AM 1 Médico Assistente da Clínica Obstétrica do HCFMUSP Quadro clínico e Epidemiologia Puerpério compreende o período que se inicia imediatamente após o parto.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Autores: Rosa Maria de S. A maioria dos autores considera o período como as 6 primeiras semanas pós-parto. Algumas classificações ainda estendem o término para 90 dias. .). São explicados como conseqüentes às modificações na primeira hora pós-parto decorrentes de estafa muscular.por volta de 6 semanas. resfriamento corpóreo. arbitrariamente. A. e no qual surgem alterações anatômicas e fisiológicas responsáveis pela volta do organismo materno às condições pré-gestacionais. em puerpério imediato (primeiras 24 horas). outros o dividem. precoce ( de 24 horas até o final da primeira semana) e remoto ou tardio (da primeira semana até a retomada das condições pré-gravídicas . alterações circulatórias e bacteremias transitórias.

Balanço hídrico. pelo menos 4 vezes ao dia. havendo o restabelecimento progressivo da topografia e dos movimentos intestinais. eletrólitos e metabolismo: perda líquida de 2 litros na primeira semana (pela perda de líquido extracelular) e 1. A temperatura deve ser medida por via oral (excluindo aumentos axilares locais causados por ingurgitamento mamário).Temperatura corpórea: elevação normal no primeiro dia (até 38°C de temperatura oral). elevação discreta da pressão sanguínea. o útero pesa um quilo e localiza-se próximo à cicatriz umbilical. bem como o fechamento dos vasos sanguíneos presentes no leito placentário. Alterações locais são freqüentes como as descritas no: Corpo uterino: após o parto. ficando apenas sua camada basal. Alterações da coagulação: desencadeadas pela gravidez. Volta ao tamanho definitivo na 6a semana (ficando discretamente maior que antes da gravidez). O peso pré-gestação é atingido. No local onde estava inserida a placenta. Respiratórias: aumento do volume residual. Peso: há perda progressiva:5 a 6 kg com o esvaziamento uterino e a perda sanguínea além de 2 a 3 kg pela diurese. as contrações potentes que se seguem provocam a involução do miométrio. O endométrio sofre necrose. estando pérvio para 1 cm decorrida uma semana do . Todos os estados febris do pós-parto são agrupados sob a denominação de "morbidade febril puerperal". A morbidade febril puerperal é a ocorrência de temperatura de 38°C ou mais. atingem o pico na primeira semana pós-parto. Urinárias: logo após o parto são encontrados edema e hiperemia vesical. responsável pela regeneração desse tecido ao final da terceira semana. Parede abdominal e intestino: a parede permanece flácida em virtude da distensão prolongada da gravidez. Com a saída da placenta. ocorrendo maior capacidade e relativa insensibilidade da bexiga. em média. por 2 dias quaisquer durante os 10 primeiros dias do puerpério. pressão venosa central e pulso. diminuição das capacidades vital e inspiratória. aumento do consumo de oxigênio e da ventilação residual. aos 6 meses pós-parto. excluindo-se as primeiras 24 horas. a absorção de produtos tóxicos e a invasão bacteriana. após 8 a 10 dias está rente à sínfise púbica. tendo como possíveis causas as lesões tissulares. Para voltar ao normal são necessárias várias semanas e muitos exercícios. Ocorre ausência do peristaltismo intestinal nas primeiras 24 horas. que ao estar presente chama a atenção do obstetra para o desenrolar de possível infecção.5 litros até a 5a semana. a reparação estará completa apenas na 6a semana. Persistem as estrias e a diástase da musculatura reto-abdominal. Colo: fecha-se progressivamente. Hemodinâmicas: os maiores ajustes hemodinâmicos ocorrem imediatamente após o parto representados por um aumento importante do débito cardíaco. pesando cerca de 100 gramas.

durante as duas primeiras semanas pelo leite transicional e. O hímen dá lugar às carúnculas. mas dificilmente retorna às condições anteriores. a produção de muco cervical e outras modificações estrogênicas ficam na dependência da lactação. fusca (vermelho pálido ou escuro de 3 a 5 dias.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 5 a 10 dias. a rugosidade reaparece ao redor de 3 semanas. finalmente. principalmente se o parto foi normal e ocorreram lacerações não suturadas. De acordo com o tempo decorrido do parto. flava (amarelada. alba (após 10° dia. A mucosa. ficando ligeiramente aberto. com leucócitos e maior concentração de líquido). Mamárias: as glândulas mamárias encontram-se capacitadas para a secreção láctea após o estímulo hormonal gestacional. Nos primeiros 3 a 4 dias responderão pela produção de colostro (rico em imunoglobulinas. pelo leite definitivo. o orifício externo pode não voltar ao estado antigo. principalmente IgA. com intenso predomínio de leucócitos e células degeneradas). Lóquia: é a denominação para o material originado na cavidade uterina durante o fenômeno da involução. gordura e beta-carotenóides. Vagina: depois de parto vaginal. predominando restos de hemácias degradadas).parto. Todas as mudanças na composição ocorrem de acordo com as necessidades nutricionais do recém-nascido. Com 6 a 12 semanas a restauração do colo estará completa. não havendo "leite fraco" em qualquer período. que lhe dão cor peculiar). a camada muscular vaginal progressivamente se retrai e diminui de tamanho. a loquiação modifica-se progressivamente em cor e composição: rubra (vermelho-vivo até o 3° dia pós-parto e formada por restos de decídua e muitas hemácias). Copyright © 2001 IDS .

S. N. Família brasileira : a base de tudo.Y.J. 1994. A família como ordem moral In Fundação Carlos Chagas Cadernos de Pesquisa. Stephenson.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Kaloustian. nov. Valla.M. Copyright © 2001 IDS . Contribuição para o debate entre as Escolas de Saúde Pública da América Latina. 1993..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . V. Evaluating Family Mental Health History. Stotz. V. Número 91.M. pp. C. E.D.. Epidemiology and Treatment issues. M.A. N. UNICEF/Cortez Brasília/São Paulo. ENSP. Plenum Press. 1998. 1994.J. In: Promoção da saúde e saúde pública. Sarti. J. M. Schwab. Rio de Janeiro. 45-55.J.D. S.F. Ice.J. Desenvolvimento de habilidades pessoais e reforço da ação comunitária.

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v. 1994. 1.7. na comunidade e na unidade. MINKLER. 163-177. A promoção deve ser direcionada para capacitar as comunidades a atuarem na melhoria da qualidade de vida e saúde. 2000.3. Rio de Janeiro. ROBERTSON. Promoção da Saúde.21. p. Promoção da saúde e qualidade de vida. As ações intersetoriais e o suporte social são instrumentos de promoção. . A. Promoção da Saúde. M. p. JAMA Brasil. Da prevenção das doenças à promoção da saúde. p. ago-out1999. 9-11.3. Secretaria de Políticas de Saúde. n. agosto 1999. Health Education Quarterly. 5. n. BUSS. L. seus valores culturais e suas vontades. sempre tendo como referência as necessidades das pessoas e dos grupos sociais. Ministério da Saúde. GENTILE. ano1. 295-312. n. P. M. Ciência & Saúde Coletiva.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia BRESLOW.1. v. New Health promotion movement: a critical examination. v. 2252-2261. M. p. n. O suporte deve ser feito por todos os membros da equipe do PSF.

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DST/AIDS CVE ano XVIII no. Imunizações 3(3): 88 . E Sato. Imunizações(1): 29 a 30 de abril de 1997 Manual de Vigilância Epidemiológica dos Eventos Adversos pós-vacinação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . . M. V.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Imunização de pacientes HIV/AIDS. H. Vacinação d Adultos.Imunizações(1): 21 a 25.Eventos adversos Pós-Vacinais .abril de 2000 Brito. E Amato Neto.T.S. H. K. 1 . C. 1998. Informe Técnico: Vacina contra Febre Amarela. Ministério da Saúde. Abril De 1997 Lopes. Fundação Nacional de saúde. G.R.92. . Boletim Epidemiológico. 1999.

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3. 6. Realizar avaliação psicossocial.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Os princípios para a avaliação da dor são: 1. 10. Anamnese detalhada: duração. antes de prescrever as mais complicadas. Avaliar a dor continuamente. descritiva ou visual. Diagnosticar a causa da dor. 9. Realizar exame físico detalhando o exame do sistema nervoso. utilizando medicações e modalidades analgésicas. 4. Individualizar a terapêutica. 2. local. Reconhecer que a mudança no padrão da dor ou desenvolvimento da nova dor não é necessariamente atribuível à doença preexistente. intensidade. 7. 12. . Quantificar a dor de acordo com a escala numérica. efeito da dor sobre a funcionalidade física e social. qualidade. fatores de melhora e piora. 5. mais simples e convenientes . 11. 8. Tratar a dor enquanto prossegue a investigação. Acreditar na queixa de dor do paciente. uso prévio de analgésico. Manter o contato com o paciente e sua família. Organizar e rever exames laboratoriais e imagenológicos apropriados e necessários.

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oxicodona. metadona. 2) Pacientes que são relativamente não-tolerantes e apresentam-se com dor moderada ou aqueles que falharam em atingir alívio adequado após a tentativa de analgesia com nãoopióide. fenazocina. 3) Pacientes que se apresentam dor intensa. Este grupo inclui morfina. Este grupo inclui codeína. Estas drogas . dihidrocodeína ou propoxifeno. levorfanol. ou aqueles que falharam em atingir o alívio adequado de dor seguindo administração apropriada de medicamentos no segundo degrau da escada analgésica deveriam receber analgésicos opióides convencionalmente usados para dor moderada para intensa (opióide "forte"). hidrocodona. Sabe-se que esta recomendação tem eficácia de mais de 75% em trabalhos clínicos já realizados. diamorfina. Este esquema analgésico dá mais ênfase a intensidade da dor do que sua etiologia específica e seu gerenciamento defende as três etapas básicas a seguir: 1) Pacientes com dor leve relacionada a neoplasia devem ser tratados com analgésicos nãoopióides aos quais devem ser combinadas medicações adjuvantes se existir indicação específica. hidromorfina. Estes medicamentos são tipicamente combinados com um não-opióide e poderiam ser administrados com os adjuvantes. devem ser tratados com opióide convencionalmente usado para dor leve a moderada (opióide "fraco"). fentanil.. conhecido como "Analgesia em três degraus da OMS".>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento da dor em cuidados paliativos A Unidade de Cuidados Paliativos e de Câncer da Organização Mundial de Saúde propôs um gerenciamento útil de seleção de drogas para dor de origem oncológica. e oximorfina.

5 Intervalos (hs) Nome Morfina 3-6 . Meiavida (hs) 2-4 3 . sublingual. Tabela 1 Analgésicos não opióides disponíveis no Brasil. IM. 100(IM ou IV) Meiavida (hs) 2-3 2-3 3-4 5.130 30 120(oral).7 .7 Intervalos (hs) 3-6 3-6 2-4 4-6 Nome codeína propoxifeno oxicodona tramadol Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular Tabela 3 Analgésicos opióides fortes Vias de administração Oral.30(oral) 10(retal. IV) Meiavida (hs) 2 .12 4-5 3-4 13 2 Dose inicial (mg/dia) 2000 2600 2600 75 1200 500 75 Dose máxima (mg/dia) 3000 6000 6000 200 4200 1000 200 nome dipirona paracetamol acido acetil salicílico indometacina ibuprofeno naproxeno diclofenaco Intervalo (hs) 4-6 4-6 4-6 8 .podem também ser combinadas com analgésicos não-opióides ou adjuvantes. intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 20 . intramuscular e intravenosa Dose Equianalgésica (mg) 200 65 . retal.12 4-8 13 6 Tabela 2 Analgésicos opióides fracos Vias de administração oral oral oral oral.3.

prefere-se este por apresentar menos efeito mineralocorticóide fenitoína Oral I=10~25mg ao amitriptilina deitar nortriptilina M=25~150 mg clomipramina ao deitar ou em imipramina doses divididas I=4 mg de 6/6hs dexametasona M=16~96 mg em doses divididas Oral Oral EV . intramuscular e intravenosa oral.8 (oral) 0.Metadona Buprenorfina oral sublingual. pode causar alteração medular para dor neuropática pode aumentar a sedação monitorar o nível sérico sempre que possível para dor neuropática dor complicada pela depressão e insônia nortriptilina apresenta menos efeito anticolinérgico e sedação entre os corticóides. Tabela 4 Medicações adjuvantes mais comumente associadas Dosagem usual para adulto I=dose inicial M=dose de manutenção Nome Vias de administração Comentários I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs carbamazepina M=200~1600 mg em doses divididas I=100 mg ao deitar ou de 12/12hs M=300~500 mg em doses divididas Oral para dor neuropática. IV) 300(oral) 75(IM. IV) 15 120 2-3 4-8 6-9 Meperidina 2-3 2-4 Dose equianalgésica é a dose de um determinado medicamento equivalente a potência analgésica de morfina 10 mg administrado via intramuscular . intramuscular e intravenosa 20 0. especialmente de dor lancinante.Uso prolongado e uso para idoso não é recomendado nesta situação de cuidados paliativos.4(IM.

administrar dose única ou dividida até meio dia.5~5 mg cedo(até meiodia) M=10~40mg cedo(até meiodia) Oral . devido a seu efeito estimulante haloperidol Oral IM metilfenidato I=2. efeito anticolinérgico importante! nos casos de agitação psicomotora. efeito extrapiramidal importante tem efeito analgésico nos casos de dor neoplásicos.I= 6~12 mg ao deitar ou em doses divididas clorpromazina M=18~50 mg em doses divididas I=0. associado a dor.5 a 2mg ao deitar ou em doses divididas M=2~15mg em doses divididas Oral IM ou EV efeito antiemétoco interessante nos casos de uso de opióide. ou mesmo por efeito de medicação.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . anticonvulsivantes.Medicações adjuvantes: O termo "analgésicos adjuvantes" descreve qualquer medicação que tem outras indicações primárias além da dor. Copyright © 2001 IDS . é analgésica em algumas condições dolorosas. São eles: antidepressivos. corticosteróides. benzodiazepínicos. bifosfonatos e outros. relaxantes musculares. neurolépticos. Este grupo de medicações compreende uma diversidade enorme de classes de medicamentos. porém.

Nem sempre é fácil trabalhar com pacientes que se encontram em situações fora de possibilidade de cura. O trabalho pode ser compartilhado de forma racional dentro de cada especificidade dos profissionais participantes. terapeutas ocupacionais. principalmente aproximando o momento de falecimento. Uma boa comunicação dentro de uma relação terapeutapaciente adequada com empatia. É fundamental que haja uma reunião interdisciplinar com periodicidade preestabelecida para que todos os membros possam compartilhar as novas idéias. pacientes deveriam ser encaminhados para "Grupo de Dor" ou "Serviço de Dor" referenciado para que haja uma avaliação mais minuciosa e considerar terapêutica avançada como radiculotomia. participação de psicólogos. melhorias. Havendo disponibilidade no serviço. Equipe mínima sugerida seria composta de médico. infusão contínua de morfina por bomba portátil. Sempre que possível. radioterapia analgésica e outras modalidades analgésicas. fisioterapeutas. críticas e mudanças. seria um bom começo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Pacientes e seus familiares em cuidados paliativos necessitam. Sugere-se atuação em equipe multidisciplinar para este tipo de atendimento. Equipe deve se dispor também para compartilhar a angústia e dificuldade de . de um direcionamento adequado para momentos críticos principalmente na fase em que se aproxima do evento de falecimento. considerar a assistência domiciliar numa fase avançada de cuidados. enfermeiro e assistente social. nutricionistas e outros profissionais de saúde teriam um espaço extremamente rico e prazeroso de exercício de profissão. na maioria das vezes. após a tentativa de esquema analgésico sugerido pela Organização Mundial da Saúde. Diante de dificuldades de controle da dor.

atender tal natureza de pacientes. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Atheneu. New York. 1998.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Doyle D. 1996. Oxford Medical Publications. Hanks GWC. In Gerontologia. Geneva.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . 2nd ed. World Health Organization. World Health Organization. MacDonald N: Oxford Textbook of Palliative Medicine. Chiba T. Rio de Janeiro. Papaléo Netto M. Assistência ao Idoso Terminal. World Health Statistics Annual 1990.1991.

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com.br Copyright © 2001 IDS .agitasp.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Site do Programa Agita São Paulo: http://www.

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5-24. conforme apresentado no quadro abaixo. Índice de Massa Corpórea (kg/m2 ) 18. No entanto.0-39. Embora tenha quase dois séculos. é possível. com grande grau de aproximação.9 25. a classificação de obesidade em adultos é realizada pelo cálculo do IMC.0-34.9 Classificação Normal Sobrepeso Obeso classe I Obeso classe II .0-29. o Índice de Massa Corpórea (IMC) ou índice de Quetelet ganhou grande popularidade pelo cálculo pela fórmula: IMC = peso (kg)/altura2 (m) Hoje. de acordo com classificação padronizada pela Organização Mundial da Saúde.9 35. chegar a um diagnóstico adequado da adiposidade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A identificação de excesso de massa gordurosa apresenta dificuldades teóricas porque há o risco de não se conseguir distinguir aumento de massa muscular ou edema de aumento da adiposidade. somente com medidas de peso e altura.9 30.

Por isso. estivesse maior do que 85 cm na mulher e 95 cm no homem.0 Obeso classe III O diagnóstico de obesidade pelo IMC é simples e direto. sendo até utilizado na imprensa leiga para orientar seus leitores sobre ganho de peso. em adultos. A maior dificuldade no emprego da razão cintura-quadril é a dificuldade em padronizar o local exato para a medida das circunferências.80 para mulheres e de 0. A forma mais empregada é a do cálculo da razão cintura/quadril. Copyright © 2001 IDS .90 para homens seriam considerados com alterados.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . avaliando a obesidade abdominal com a medida de cintura.=> 40. alguns autores estão mostrando que é mais simples e tão adequado quanto medir somente a circunferência abdominal que seria indicadora de risco quando. Valores acima de 0. Assim. hipertensão e de eventos cardiovasculares. porém sabe-se que a localização da adiposidade no abdome também é um fator independente para risco maior de diabetes. O IMC estima a obesidade total do indivíduo. podemos avançar no diagnóstico.

A obesidade pode significar. a dieta hipocalórica é o núcleo fundamental da prescrição. Porém. com jardinagem ou empurrar carros de bebê. que as taxas de fracasso são elevadas para a maioria dos tratamentos testados em ensaios clínicos e que será necessário um tratamento continuado por muito tempo. a associação de ambos mostrou-se. na maioria dos ensaios clínicos como o recurso mais efetivo na redução da pressão arterial e melhoria do perfil lipídico. também. risco maior de agravos e. Primeiro. ao mesmo tempo. não como um indivíduo "preguiçoso-mentiroso-guloso". manifestação de doença psiquiátrica. por exemplo. Isto significa alterar a quantidade e qualidade da dieta ingerida no dia-a-dia e. desde o início. Como a capacidade do organismo de reter energia é maior do que de perdê-la. Segundo. associavam-se a . considerar que a obesidade é uma doença tal como o diabetes. reconhecer. aumentar a atividade física diária. O paciente deve ser tratado como tal e. fato comprovado em vários estudos epidemiológicos em que pequenas atividades. a osteoartrose e asma. A abordagem de tratamento deve ser de tornar o balanço calórico negativo dentro do contexto de atividade do indivíduo. seguida do aumento da atividade física. que deve ser diferenciada do exercício físico exaustivo. O princípio básico a ser seguido é o de que "pouco exercício é melhor do que nenhum".>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O médico deve estar atento a vários aspectos relacionados à obesidade ao iniciar o tratamento de um indivíduo. A prescrição de atividade física regular deve ser diferenciada da prática regular de esportes ou da realização de exercício extenuante.

pode-se afirmar o que não funciona para reduzir o peso. yoga. O tratamento medicamentoso deve ser proposto quando da falha do controle dietético e de aumento da atividade física ou em indivíduos com IMC acima de 35 kg/m2 Com maior facilidade. formulações magistrais "naturais" e suplementos dietéticos. auriculoterapia.menor risco de eventos clínicos desfavoráveis quando comparadas ao sedentarismo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . mesoterapia. hipnoterapia. laxativos. Copyright © 2001 IDS . como: práticas populares como acupuntura. diuréticos. cremes para celulite.

Pacientes que tenham obesidade de causa secundária também devem ser encaminhados. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Indivíduos com índice de massa corpórea acima de 30 kg/m2 devem ser encaminhados para atendimento especializado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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URL: http://www. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade.1 Copyright © 2001 IDS . World Health Organization.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consenso Latino América sobre Obesidade. Obesity: Preventing and Managing the Global Epidemic -.abeso.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . WHO/NUT/NCD/98.Report of a WHO Consultation on Obesity.br.org. 3-5 June 1997.

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deve-se indagar sobre hábito tabágico. Alterações lipídicas podem estar presentes nas situações abaixo. hipertensão e diabetes.cardiol.br) sob o título "Teste de Risco Coronariano". em pacientes acima dos 45 anos. Desejável Colesterol total HDL-colesterol Triglicérides < 200 mg/dl > 35 mg/dl < 200 mg/dl Limítrofe 200-239 mg/dl Elevado >= 240 mg/dl Existem algumas fórmulas que propõem o cálculo do risco cardiovascular em termos numéricos. dosar colesterol a cada 2 anos. foram apresentados os diagnósticos de tabagismo. Em outros capítulos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Durante toda e qualquer consulta médica. considerando os fatores de risco identificados. recomendamos aquela disponibilizada na página da Sociedade Brasileira de Cardiologia (www. medir pressão arterial. Pela praticidade e fácil obtenção. medir e pesar o indivíduo e. .

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obesidade e hipertensão.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A redução dos fatores de risco é a pedra de toque de todo programa de redução de risco cardiovascular. A redução dos níveis de colesterol deve ser feita com dieta e medicamentos. diabetes. deve-se orientar a redução da ingestão de gordura saturada e colesterol. como a resistência à insulina. como os diabéticos. valores de LDL-colesterol entre 190 e 219 mg/dl não implicam em tratamento com medicamento a não ser para indivíduos de alto risco. A decisão terapêutica geralmente está baseada nos valores do LDL-colesterol e depende da existência de outros fatores de risco cardiovascular conforme sugerido abaixo: Para homens com menos de 35 anos e mulheres antes da menopausa. Tratamento com dieta Iniciar dieta (LDL) prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária Objetivo (LDL) >= 160 mg/dl >= 130 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl Tratamento medicamentoso Iniciar dieta (LDL) Objetivo (LDL) . adequar o balanço calórico e controlar outros fatores de risco modificáveis. Na dieta.

A estatinas inibem parcialmente a HMG-CoA redutase.prevenção primária e < 2 fatores de risco prevenção primária e >= 2 fatores de risco prevenção secundária >= 190 mg/dl >= 160 mg/dl > 100 mg/dl < 160 mg/dl < 130 mg/dl <= 100 mg/dl O grupo de medicamentos mais utilizados é o das estatinas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Podem ser usadas em doentes renais crônicos. 20. Não foi descrita taquifilaxia. levando à diminuição da síntese intracelular do colesterol. Os comprimidos. Não são indicadas para mulheres grávidas ou em fase de aleitamento e para aquelas com possibilidade de engravidar. Para pacientes com hipertrigliceridemia. a lovastatina e a sinvastatina. fluvastatina: cápsulas de 20. devem ser administrados após o jantar à exceção da atorvastatina. Os ajustes das doses devem ser feitos. pravastatina: comprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima 40mg). 40 e 80 mg (dose máxima 80mg). a cada quatro semanas depois de nova análise do perfil lipídico e controle de transaminases hepáticas e creatinofosfoquinase. Copyright © 2001 IDS . 10. atorvastatina: commprimidos de 10 e 20 mg (dose máxima de 80 mg). se necessário. 80 mg (dose máxima 80mg). nas doses habituais. São bem toleradas. Seu emprego em crianças e adolescentes ainda não está definitivamente esclarecido. 40. que pode ser administrada pela manhã. ao aumento da formação dos LDL-receptores e à diminuição das VLDL. o uso isolado dos fibratos ou a associação com as estatinas pode representar a melhor opção terapêutica. disponíveis nas formas genéricas. São contra-indicadas na presença de doença hepática e de elevações persistentes das transaminases hepáticas e das bilirrubinas. mas podem ocasionar efeitos colaterais em até 2% dos pacientes: sintomas gastrointestinais e dores musculares e elevação de enzimas musculares. Posologia e administração lovastatina: comprimidos de 20mg com dose máxima de 80mg sinvastatina: comprimidos de 5.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O controle de fatores de risco cardiovascular é um atividade. diabéticos com tratamento refratário e indivíduos com valores muito elevados de colesterol é que devem ser encaminhados para ambulatório de especialidade. Somente poucos casos de hipertensos graves. em essência. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . afeita ao clínico geral.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Consensos Brasileiros de Dislipidemia e Hipertensão Arterial . Copyright © 2001 IDS .cardiol.br).Página da Sociedade Brasileira de Cardiologia na internet (www.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Que aconteceu? 5. Já tentou parar de fumar? 4.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico do tabagismo é simples e tão importante quanto medir a pressão arterial. Quanto? 3. muitos médicos e outros profissionais de saúde deixam de investigar o consumo de tabaco. Está interessado em parar de fumar? Recomende parar. As principais perguntas são: 1. Infelizmente. . Você fuma? 2. ressaltando informações relevantes para cada paciente ("você já tem um pouco de enfisema").

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mais efetivo o tratamento. (6) antecipe dificuldades e ajude-o a preparar-se para elas. reposição de nicotina e uso de bupropiona. (5)reveja tentativas anteriores. (3) aconselhe a retirada dos cigarros de casa. treinamento de habilidades. como ansiedade. Marque um retorno na primeira semana depois do abandono dos cigarros e outro ainda no primeiro mês de abstinência. o uso de álcool ou a presença de outros fumantes em casa facilitam a recaída. (4) uso de álcool. Os principais componentes são: suporte social. Continue acompanhando o paciente. tristeza. tédio. do carro. (2) marque uma data. do local de trabalho. de preferência dentro de duas semanas. Oriente o paciente de que mesmo uma tragada eventual. . Porém.(2) pressão para trabalhar rápido. irritação. Mesmo intervenções curtas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Todo fumante deve ser identificado e receber uma oferta de tratamento em cada consulta. três minutos em cada consulta. Recaídas do tabagismo ocorrem principalmente nas seguintes situações: (1) emoções negativas. o que ajudou e o que contribuiu para a recaída. quanto mais intenso. podem ser eficientes. A associação entre estes dois medicamentos não é habitual. (3) presença de outros fumantes. É útil estabelecer algumas etapas no aconselhamento como (1) ajude o paciente a se preparar para largar os cigarros. . (4) oriente-o a evitar fumar nestes lugares.

goma de mascar: cada unidade contém 2 mg de nicotina. O uso de uma dose fixa (pelo menos uma unidade a cada 1-2 horas) por pelos menos 3 meses pode trazer benefícios maiores do que o uso ad libitum. As principais instruções para os pacientes usando a goma de mascar são: Não fumar enquanto estiverem usando a goma. recomenda-se que seja oferecida a todo aquele que cogite parar de fumar e não apresente contra-indicações ao seu uso. Nicotina . Depois deste período. Investigue o que houve e sugira meios de enfrentar a situação. a dose normalmente pode ser reduzida gradualmente. os pacientes devem ser cuidadosamente instruídos. Absorção: bebidas ácidas (café. O paciente deve desengordurar o sítio de aplicação.Congratule o paciente pelo sucesso. sucos. cuidar para que não se forme uma bolha de ar entre o adesivo e a pele e comprimir o adesivo com a palma da mão por cerca de 30 segundos depois de colocá-lo. De preferência. consumidas a cada uma ou duas horas. "estacioná-la" entre a bochecha e as gengivas para facilitar a absorção de nicotina através da mucosa oral. Tipicamente. pode-se diminuir uma unidade da dose diária a cada semana. depressão ou falta de apoio. a primeira aplicação é feita logo pela manhã do primeiro dia sem cigarros. Então. Com isso. Se ocorrer algum lapso. sobre uma área de pele saudável e relativamente sem pêlos. Por exemplo. Técnica de mascar: mascar a goma lentamente. Evitar comer ou beber qualquer coisa por quinze minutos antes e também durante o uso da goma. refrigerantes) interferem com a absorção bucal de nicotina. os sintomas de abstinência são atenuados e a adaptação à retirada do tabaco torna-se mais fácil. O produto deve ser aplicado no tronco ou região superior do braço. deve ser usada a intervalos regulares e não apenas quando houver vontade de fumar. Apesar da pouca informação sobre sua efetividade em fumantes que consomem menos do que 10-15 cigarros/dia. O sítio de . 14 e 7 mg de nicotina em 24 horas. Adequação da dose: Freqüentemente. Recomende abstinência completa novamente. A probabilidade de sucesso dobra. Por isso. Reposição de nicotina: visa permitir a diminuição gradual da concentração sérica de nicotina após o abandono dos cigarros. Existem duas formas de reposição de nicotina no Brasil: gomas de mascar e sistemas transdérmicos. A dose normalmente se situa entre 10 e 12 unidades por dia. Sistemas transdérmicos: Discos que liberam 21. encare-o como uma oportunidade de aprendizado. até notar um sabor picante. Ambos apresentam efetividade semelhante. A dose diária total não deve exceder 24 unidades de 2 mg. Discuta problemas como ganho de peso. Continuar a mascar e a estacionar a goma lenta e intermitentemente por cerca de 30 minutos. Grande parte dos insucessos com reposição de nicotina deve-se ao seu uso incorreto. os pacientes não usam goma suficiente para obter o máximo benefício: mascam poucas unidades por dia e não usam a goma por tempo suficiente.

Bupropiona: desenvolvida para o tratamento da depressão. No caso de pacientes mais intensamente dependentes. Quando comparada a placebo. Os mais comuns são inquietação. pode ser conveniente empregar-se doses mais altas do que do que 21mg de nicotina por dia. não havendo evidências de que tratamentos mais longos sejam mais vantajosos. Com a goma. 30 a 50% dos pacientes apresentam irritação da pele no sítio de aplicação. A bupropiona é formulada em comprimidos de liberação lenta com 150 mg. As principais contra-indicações à reposição de nicotina são a presença de gravidez e de certas doenças cardiovasculares. nos primeiros quatro dias. são comuns sintomas como irritação da mucosa oral. A dose é diminuída a cada três ou quatro semanas pelo uso de adesivos progressivamente menores.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . No quinto dia. principalmente aqueles que fumam mais do que 20 cigarros por dia. angina instável e infarto do miocárdio há menos de 4 semanas. como arritmias graves. o paciente deve ser aconselhado a tentar parar de fumar sem reposição de nicotina. O uso de bupropiona pode ser vantajoso para pacientes preocupados com a possibilidade de ganhar peso ou portadores de depressão. Os efeitos colaterais são geralmente leves e transitórios. dor da articulação têmporo-mandibular.5%. insônia. Nestes casos. Copyright © 2001 IDS . Com os sistemas transdérmicos. Os principais efeitos colaterais da reposição da nicotina são relacionados à forma de uso. praticamente duplica as chances de sucesso no tratamento do tabagismo. a bupropiona aumenta a disponibilidade sináptica de dopamina e de noradrenalina. boca seca e náusea. para evitar a irritação da pele. Seu uso é iniciado de uma a duas semanas antes do abandono dos cigarros: um comprimido pela manhã. pode-se recorrer a um corticoesteróide de ação tópica (por exemplo. o risco de convulsões é menor do que 0. acrescenta-se outro comprimido.aplicação é trocado a cada dia. dispepsia e soluços. Períodos de 6 a 8 semanas podem ser eficientes. A bupropiona está contra-indicada para portadores de epilepsia ou de condições que aumentem o risco de convulsões (como antecedente de traumatismo cranioencefálico grave ou retirada recente do álcool). creme de hidrocortisona a 5%). oito horas depois do primeiro. A interrupção do tratamento é necessária em apenas 5% dos casos. Os discos não devem ser cortados. Caso isto não melhore com um rodízio mais longo destes locais. Na dose de 300 mg empregada no tratamento do tabagismo. para portadores de bulimia ou anorexia nervosa ou em associação a inibidores da monoaminooxidase.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Fumantes com depressão. dependência do álcool ou que não consigam parar de fumar por outros motivos podem requerer tratamento especializado.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

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June 2000. Bailey WC. Clinical Practice Guideline.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . MD: US Department of Health and Human Services. Copyright © 2001 IDS . Cohen SJ. et al. 1977. Rockville. Treating Tobacco Use and Dependence. (Texto disponível em http://www. Ajudando seu paciente a parar de fumar. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. Public Health Service.gov/tobacco) Ministério da Saúde.surgeongeneral. INCA. Rio de Janeiro.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Fiore MC. Instituto Nacional do Câncer.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A ação do álcool no organismo propicia uma variedade de apresentações clínicas cujos diagnósticos variam de caso a caso. Copyright © 2001 IDS . A forma mais fácil de confirmar o uso crônico de álcool é pela história própria ou relatada por familiares. Há sinais indiretos de alcoolismo que podem ser observados no hemograma (volume corpular médio elevado) e nas enzimas hepáticas elevadas (gama-glutamil transferase e transaminase oxalo-acética).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Abuso e dependência de álcool: há várias formas de tratamento da dependência do álcool. Pode ser administrados nutrientes. grupos de mútua ajuda (como os alcoólicos anônimos . naltrexone e dissulfiram sob supervisão direta do médico parece ter resultados promissores . seja em unidades especializadas. mas envolvem seus parceiros e familiares. é uma forma de tratamento clássico que se baseia na expectativa de impossibilitar o acesso à droga. coma. A internação. Também há intervenções que não se limitam ao dependente. agressividade. dissulfiram têm. Pode haver necessidade de observação para detecção de complicações. O tratamento medicamentoso com ansiolíticos. como terapias de casal e de família e grupos de mútua ajuda. tratamento em regime de ambulatório. Tratamentos psicoterápicos para dependência vão desde a psicanálise tradicional até técnicas cognitivo-comportamentais. em geral.AA) e tratamento farmacológico.Ressaltamos que não há eficácia comprovada na administração de glicose em pacientes intoxicados. resultados negativos. O uso de acamprosato. medicações dopaminérgicas. por exemplo. em regime de internação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Intoxicação Alcoólica: tratamento é apenas de suporte clínico. sendo que as principais são psicoterapia. trauma craniano e quedas. como tiamina (vitamina B1). seja em hospital geral ou psiquiátrico. antidepressivos. como. vitamina B12 e folato. Os casos leves ou moderados resolvem-se em 3 a 12 horas após o término do consumo do álcool.

como o diazepam. Copyright © 2001 IDS . em estudos experimentais. Acamprosato (Campral): na dose de 2 a 3 g/dia. há urgência clínica de tratamento. Ansiolíticos: o uso de ansiolíticos benzodiazepínicos. porém. podem ser usados para tratar comorbidades. como. O uso de bromocriptina ou outro agente agonista dopaminérgico tem se mostrado ineficaz no tratamento da dependência ao álcool. Antidepressivos: os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (por exemplo. como depressão e ansiedade. Alucinose alcoólica: aqui. esta medicação reduz o desejo de beber e suprime a hiperatividade orgânica que ocorre após a retirada do álcool. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. a fluoxetina. Agentes dopaminérgicos: há algumas evidências. de que a função dopaminérgica está alterada em alcoolistas. com sinais clínicos de síndrome de abstinência. Parece que esta droga reduz a toxicidade cerebral induzida por substâncias cerebrais cuja produção está aumentada em virtude do consumo excessivo do álcool. o que provoca vários efeitos desagradáveis quando tomada na vigência do uso do álcool. Dissulfiram (anti-etanol): esta droga é inibidora da enzima aldeído desidrogenase. por exemplo. vômitos. deve-se utilizar algum neuroléptico de alta potência em baixas doses. O tratamento crônico com ansiolíticos não é recomendado. diarréia e lesões de pele. que deve ser feito em unidades especializadas de terapia intensiva. desde que haja estreito acompanhamento médico. pode ser eficaz para reduzir o desejo de consumir o álcool e reduzir as propriedades de reforço positivo induzidas pelo álcool. ansiedade e fadiga. A naltrexone é mais benéfica em pacientes com fissura importante. Os efeitos colaterais mais comuns são: cefaléia. a sertralina. tem se restringido ao tratamento a síndrome de abstinência do álcool. o citalopram) não reduzem a taxa de recaída. O uso do dissulfiram na dose de 250 mg/dia em pacientes dependentes pode ser eficaz.e positivos. em três tomadas diárias. Naltrexone (Revia): na dose de 50 mg/dia. náuseas. Síndrome de abstinência ao álcool: em pacientes com história de uso crônico de álcool. com retirada rápida. o haloperidol 2-4 mg/dia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . em função do enorme potencial de dependência induzido pelos benzodiazepínicos. distúrbios orgânicos associados e pobre funcionamento cognitivo.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Dependerá do quadro clínico e da evolução da história natural da doença.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Os demais necessitarão sempre de avaliações periódicas com equipe de saúde mental. Copyright © 2001 IDS . Quadros de alucinose e de abstinência devem ser encaminhados.

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Fonseca. Compêndio de Psiquiatria Dinâmica. In: Louzã Neto. Artes Médicas.:153-64.. Psiquiatria Básica. Porto Alegre.R. H. S.P.G. Artes Médicas.. M..B.. Nicastri. A . Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas.. Copyright © 2001 IDS . B.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Castel. Elkis. S.. 1984. Hochgraf. Kaplan.. A .E. Sadock. eds. São Paulo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Motta. Drogas: Atualização em Prevenção e Tratamento. 1993. Lemos. T. In: Andrade. 1995.I.G. E. Tongue.J.. pp: 121-35. L. Porto Alegre. Complicações Clínicas do Abuso de Substâncias. pp. Andrade. Eds. H... P.

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O abuso de drogas ocorre quando o paciente mantém o consumo de uma substância mesmo apresentando problemas legais.(3) uso da substância em quantidade e por tempo maior que o desejado. . Devem ser tratados os casos de abuso. Exemplo: pessoa que repetidamente dirige sob efeito de sedativos. (5) desejo intenso pela substância. que rouba para obter a droga ou que a consome mesmo com conseqüentes brigas familiares e perda de emprego. dependência ou abstinência da substância. evidenciando perda de controle sobre o consumo. problemas de saúde ou prejuízos de sua vida normal decorrentes do uso. O uso eventual ou experimental não necessita de tratamento. (6) uso continuado mesmo em situações em que o consumo é contra-indicado e perigoso à saúde. embora possa ser passível de abordagem preventiva. (4) desejo de reduzir ou controlar o consumo da substância com repetidos insucessos em manter-se sem a droga por período prolongado. A dependência já é um conceito mais amplo. Pelo menos três critérios devem estar presentes para que se caracterize dependência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Nem todo o uso de droga pode ser classificado como patológico. (2) abstinência: síndrome típica e de duração limitada que ocorre quando o uso da substância é interrompido ou reduzido drasticamente. que envolve os seguintes critérios: (1) tolerância: necessidade de quantidade cada vez maior da substância para atingir o mesmo efeito ou efeito cada vez menor de uma mesma dose da substância.

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2) Recaídas são comuns no processo de tratamento e não devem ser entendidas como fracasso terapêutico. marcha em bloco. pois ela precisa aprender a conviver com o dependente recuperado. Os principais pontos do tratamento da dependência de álcool e drogas são: 1) Não existe uma única abordagem terapêutica que seja adequada para todos os pacientes. em caso de efeitos colaterais importantes desta medicação (particularmente rigidez muscular. 3) É essencial a participação da família.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para quadros de agitação psicomotora. Cada ponto do processo de recaída deve ser avaliado para que a falha não se repita. reduzir dose ou ministrar também anticolinérgico como o biperideno 2mg (com exceção de quadros induzidos pelo uso de anticolinérgicos). sialorréia). psicológica e social) é o que dá melhores resultados. alucinações ou delírios. Para quadros de ansiedade extrema ministrar diazepam 10mg (com exceção de quadros de intoxicação patológica por benzodiazepínico). recomenda-se uso de antipsicótico como haloperidol 5mg. . redução da expressão facial. O tratamento multidisciplinar (com abordagem médica. Quadros severos de intoxicação ou abstinência devem ser encaminhados para monitoramento em ambiente hospitalar.

Deve-se aproveitar todos os momentos de aceitação de ajuda. deixá-lo freqüentar locais de risco sozinho e com dinheiro. dinheiro facilmente disponível. ou para se evitar recaídas. O uso de medicações deve se restringir ao tratamento da síndrome de abstinência. freqüentar lugares de uso. mesmo com vários insucessos anteriores. como a prática de esportes.4) O dependente deve ser estimulado a procurar ajuda todas as vezes que se sentir tentado a recair. 6) Neste processo o dependente tende a negar ou minimizar seus problemas com a droga. sanando-se as necessidades observadas com alternativas não associadas à droga. Processo do tratamento Inicialmente interrompe-se o uso da substância. de preferência na companhia de outras pessoas que possam auxiliá-lo num momento de intensa vontade de consumir a droga. seja por consultas periódicas nas quais de determina o último dia de consumo.. em seu trabalho e em todas as demais esferas de sua vida. procura-se aos poucos. Neste momento. Trata-se a síndrome de abstinência e eventuais quadros associados e orienta-se o paciente a prevenir recaídas evitando situações que facilitem o uso da droga (como encontrar outros usuários. Substituir a droga por algo menos danoso ao indivíduo é fundamental para evitar recaídas. etc. telefones de outros usuários. O médico tem que ajudá-lo a perceber os prejuízos que a doença gera em sua saúde. em sua convivência familiar. Deve-se retirar do contato do paciente todos os estímulos que lembrem a droga ou facilitem sua obtenção como instrumentos utilizados para o consumo. o culto religioso e a dedicação a novas atividades de lazer. 7) O tratamento deve ser imediatamente disponível.). de quadros associados. desânimo. é importante orientar a família a evitar atitudes que possam facilitar a recaída do paciente. seja por meio de internação (hospitalar ou domiciliar). deve ser incentivado em todos os momentos do tratamento. 5) Uma vez que o paciente pare de utilizar a droga. Em todos os momentos o paciente deve procurar se manter ocupado. avaliar os fatores que levaram o paciente a buscar a substância. tristeza. . passar por situações que gerem irritabilidade. Neste processo. Durante todo o processo. todos os meios disponíveis para se evitar a recaída devem ser utilizados. precisa entender que não deverá utilizála novamente pois provavelmente voltará a perder o controle sobre seu consumo. A persistência e o vínculo de confiança no médico são essenciais. 8) O tratamento é longo e deve-se tomar precauções contra recaídas mesmo após vários anos de abstinência. etc. como permitir que ele mantenha contato com outros dependentes. O encaminhamento para grupos de autoajuda. etc. como Narcóticos Anônimos e Nar-Anon.

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Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Quando houver sintomas psiquiátricos marcantes. quando as medidas adotadas não forem eficazes para manter a abstinência ou em casos severos de intoxicação e abstinência.

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A. Hochgraf. T. Motta..Rio de Janeiro: Guanabara Koogan..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Laranjeira. S. R. P.. Porto Alegre: Editora Artes Médicas.. São Paulo: Editora Lemos. Copyright © 2001 IDS .C. T.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . & Nicastri.A.Editores: Cordás.. R. 1995. .Editores: Almeida. In Psiquiatria Básica .Editores: Louzã Neto. Leite.L.. Elkis. Y.. Andrade. e Laranjeira. Dractu. Hochgraf. In Manual de Psiquiatria . R. A. R.B. S..Dependências Químicas . M. L. H.in Condutas em Psiquiatria .P.Transtornos Psiquiátricos Associados ao Uso de Substâncias Psicoativas. Castel. 1996. .B.. Wang. .Abuso e dependência de álcool e drogas. Pimenta. M.G. Moreno. M. M. P. . O. 1995.. Zilberman.

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Arnold HL. Copyright © 2001 IDS . Doença da Pele de Andrews. São Paulo: Artes Médicas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 8ª ed. 1994. Diógenes MJN. Guilhon RMP et al. Dermatologia.1997.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sampaio SAP e Rivitti EA. 1998. São Paulo: Editora Manole. NevesRG. Atlas de Dermatopatologia Tropical. Fortaleza: Inova Gráfica. Odom RB e James WD.

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glabela. influenciada pelos andrógenos. Blefarite e eczema do conduto auditivo podem estar presentes. áreas de dobras. doença de Parkinson ) e síndrome da imunodeficiência adquirida. Os andrógenos podem ser um fator predisponente. . maternos que desaparecem após alguns meses. não-contagiosa. sobrancelhas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATITE SEBORRÉICA Quadro clínico e Epidemiologia É afecção crônica. que ocorre em regiões como sulco nasogeneano. freqüente. Presença de escamas gordurosas e aderentes no couro cabeludo (crosta láctea). A causa não é conhecida. região retroauricular porcões medianas do tórax e regiões intertriginosas. região retroauricular. tronco. Ocorre associacão com quadros neurológicos ( siringomielia. mas podendo ser apenas um fator agravante. Prurido leve ou ausente. Lactente Aparecimento nos primeiros meses de vida. sulco nasogeneano. A infecção por bactérias e leveduras ( principalmente a Malassezia furfur ) tem sido lembrada na patogênese da doença. recorrente. Adulto Lesões eritêmato-escamosas no couro cabeludo. lesões do trigêmeo. explicando a dermatite seborréica do lactente. lesões eritêmato-escamosas na face. couro cabeludo e em áreas intertriginosas. poliomielite.

Adulto Hidrocortisona 1% em creme associado ou alternado com cetoconazol 1% em creme. Copyright © 2001 IDS . excluir associacão de candidose.Diagnóstico Clínico. Nas áreas intertriginosas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . usar xampu de enxofre e ácido salicílico a 3% ou zinco-piridione 1-2% ou coaltar 1-3% e depois aplicar locão capilar de betametasona.No couro cabeludo. Tratamento Lactente Óleo mineral morno para remoção de crostas do couro cabeludo e hidrocortisona a 1% em creme.

A forma aguda é uma placa com inflamação e presença de pústulas. Tinha corporis Tinhas do pé e da mão Onicomicose(Tinha da unha) . única ou múltipla. Acometimento de início na porção distal e/ou lateral subungueal ou subungueal proximal superficial da lâmina ungueal. Lesões eritêmato-descamativas com presença ou não de vesículas podendo ser maceradas nos interdígitos dos pés. Existem dermatófitos antropofílicos. zoofílicos e geofílicos. Tinha do couro cabeludo Comum nas crianças e rara nos adultos. Destruição e/ou hiperqueratose da unha. chamada quérium. é produzida por fungos dermatófitos(que utilizam a queratina com fonte de subsistência).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DERMATOFITOSES Quadro clínico e Epidemiologia Também conhecida com tinha. Placas eritêmato-descamativas de crescimento centrífugo. podendo apresentar a borda com vesículas e crostas e formas diversas. Placas de cabelos tonsurados( cabelos cortados) com descamação.

principalmente nos casos de onicomicose de difícil diagnóstico pelo exame micológico direto. Tratamento Tinha capitis: griseofulvina15-20mg/kg/dia . 2 a 3 meses Tinha corporis. Copyright © 2001 IDS .Diagnóstico Exame micológico direto clarificado pelo hidróxido de potássio a 10 % e cultura de fungos. pedis e da mão: antifúngico tópico e/ou sistêmico Onicomicose: antifúngico sistêmico. via oral.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMA ATÓPICO OU DERMATITE ATÓPICA Quadro clínico e Epidemiologia É também conhecido como eczema infantil. eczema constitucional ou neurodermite disseminada. Quando os pais são atópicos. ingestantes. Cerca de 30% dos casos são associados a asma e/ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. 79% das crianças desenvolvem manifestações atópicas. . O paciente atópico deve ser compreendido como um indivíduo cujo limiar de reatividade é anômalo. esta incidência cai para 58%. principalmente nos casos de associação com quadro respiratório. A etiologia parece ser multifatorial. Manifestase normalmente a partir do 3º mês de vida ou mais tardiamente na adolescência e em adultos. se um dos pais é atópico. motivo pelo qual reage anormalmente a estimulos: contactantes. couro cabeludo. Quadro Clínico Tipos de lesões Infantil ( a partir do 3 mês de vida) agudas e subagudas Localização região malar. Muitos pacientes têm aumento de níveis séricos de imunoglobulina E (IgE). nuca e dobras antecubitais e poplíteas podendo generalizar-se. com influência ambiental e psicossocial. inalantes e injectantes.

associar mupirocina 2% ou a . devido ao fato de seus efeitos colaterais serem maiores nessas áreas. Evitar tecidos de lã e fibras sintéticas. difluocortolona. Tratamento Cuidados gerais: Banhos rápidos. desonida mometasona. desonida betametasona. diminuindo a potência ou freqüência da aplicação gradualmente. Usar emolientes após o banho. Procure usar sempre a menor potência necessária e nunca retirar subitamente. clobetasol Média potência Alta e muito alta potência Antibióticos: havendo infecção secundária localizada. triancinolona.Pré-puberal crônicas nas dobras flexoras. alta e muito alta potência na face. morno com pouco sabonete. face. A tabela abaixo apresenta a potência do corticosteróide mais indicada para cada faixa etária: Baixa potência Crianças até 2 anos Crianças maiores 2 anos Adolescentes e adultos hidrocortisona 0. tapetes ou brinquedos de pelúcia. regiões de dobras e escroto.51% hidrocortisona 1-2 % hidrocortisona 1-2 % mometasona. O quarto deve ser arejado sem cortinas. dorso dos pés e mãos com fases de agudização nas dobras flexoras ou disseminadas chamada de neurodermite Adulto crônicas Diagnóstico Clínico. Corticosteróides: São os medicamentos mais úteis no tratamento da dermatite atópica. Evite usar corticosteróides de média. Usar roupas de algodão . como vaselina líquida ou cold cream.

fazer compressas de permanganato de potássio na diluição de 1:40. que devem ser dados à noite. utiliza-se antibiótico sistêmico: estearato de eritromicina ou cefalexina na dose de 50mg/kg/dia na criança e 2g/dia no adulto. durante 10 dias.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .1% em creme.5-2mg/kg/dia.gentamicina 0. Corticóide sistêmico: deve ser evitado pela necessidade de uso prolongado e pelo risco de rebote após a retirada da medicação. Encaminhamento Para hospitalização: nos casos graves e resistentes. Anti-histamínico: os sedantes como: hidroxizina 0. Antissépticos: nas formas agudas. Antibiótico sistêmico: nos caso de lesões exudativas ou de difícil controle.000 ou água boricada a 2-3 %. cetirizina. Copyright © 2001 IDS . clorfeniramina. há melhora importante em poucos dias. divididos em 4 doses diárias.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ECZEMAS DE CONTATO Quadro clínico e Epidemiologia É uma doença inflamatória da pele caracterizada por eritema. crostas e liquenificação. associada a prurido e causada por fatores exógenos ou endógenos. Na dermatite de contato alérgica há o envolvimento do sistema imunológico celular. escamas. edema. Dermatite de Início contato Causas Teste de contato (PATCH Test) Exemplos . os mais comuns são: eczema de contato (exógeno) e eczema atópico (endógeno). Existem vários tipos de eczema. A dermatite irritativa acontece em qualquer pessoa exposta a uma substância em concentração irritante. edema e vesiculação) subaguda (escamas e crostas) e crônica (liquenificação). Divididas em 3 fases evolutivas: aguda (eritema. Eczema de Contato ou Dermatite de Contato: pode ser de 2 tipos: dermatite de contato irritativa e dermatite de contato alérgica. vesículas.

Negativo Dermatite das mãos de lavadeira. encaminhar para o dermatologista para tratamento e. Níquel. Tratamento Depende da fase evolutiva e da extensão do quadro: Tópico Aguda Compressas de permaganato de potássio 1:40. deve ser sempre descartada a associação com candidose. cimento. teste de contato. Alérgica Necessita de exposição prévia para que ocorra a sensibilização. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Dermatite dos brincos. soda cáustica. dermatite das fraldas. detergentes. borracha.Irritativa Pode aparecer na primeira exposição. esmalte Diagnóstico É essencialmente clínico. Sabão em pó. se necessário. dos sapatos. O teste de contato pode auxiliar na identificação dos alérgenos no caso de dermatite de contato alérgica. Positivo couro.5 m/Kg/ dia Idem Idem Subaguda Creme de corticóide Crônica No caso da dermatite de contato na área das fraldas. Nos casos de difícil controle.000 e Creme de corticóide Pomada de corticóide Sistêmico Prednisona 0.

escoriações. O macho não invade a pele e morre após a cópula. Nos adultos. depositando 2-3 ovos por dia. O parasita completa todo o seu ciclo biológico no homem. sem preferência por idade. interdigitais. sendo os nódulos encontrados na região genital principalmente nos homens. na axila. sexo ou raça. as pústulas e vesículas são encontradas nas regiões palmoplantares. regiões inframamárias. muitas vezes. preferencialmente. mas que.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ESCABIOSE (SARNA) Quadro clínico e Epidemiologia É causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variação hominis. periumbilical e genitais. que se transformam em ninfas octópodes na superfície da pele e se tornam adultos esse ciclo dura 2 semanas. A fêmea fecundada penetra na camada córnea e escava um túnel. morrendo fora do hospedeiro em menos de uma semana. Nas crianças. A lesão característica é a presença do sulco com uma vesícula na extremidade. as lesões são localizadas. Também podem ser encontradas pápulas urticarianas. no total de 10 a 25 ovos. está ausente. . Em alguns dias. pústulas. Diagnóstico O quadro clínico sugestivo e a confirmação ocorre quando se encontra o parasita no exame direto. e depois morre. surgem larvas hexápodes. vesículas e nódulos. O principal sintoma é o prurido noturno. É transmitida pelo contato pessoal.

parar 7 noites e repetir 3 noites( proibir o uso de álcool pelo efeito antabuse) ivermectina 200mcg/kg dose única Gestante enxofre 5% vaselina por 3 a 5 noites e repetir após 7 dias Copyright © 2001 IDS .(em crianças acima de 1 ano) Adulto permetrina lindano 1% 5% creme durante 2 noites e durante 2-3 repetir após 7 dias noites e repetir após 7 dias monossulfiram diluído em água 2 vezes e aplicado 3 noites.Tratamento Tópico Tópico Tópico Sistêmico ivermectina 200mcg/kg dose única em crianças acima de 5 anos Crianças enxofre 5% monossulfiram em vaselina diluído em água 3 por 3 a 5 vezes e aplicar 3 noites e noites. parar 7 repetir após 7 noites e repetir 3 dias noites.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

Tratamento Os cuidados higiênicos são muito importantes. O antraz é um conjunto de furúnculos. circunscrito. doloroso e agudo que geralmente termina em supuração central. Se a lesão estiver flutuando. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. . arredondado. mas deve ser realizado o exame bateriológico e antibiograma para orientar o tratamento. podendo ser usados sabonetes com antisséptico. pode ser feita drenagem. Usar antibióticos sistêmicos. O quadro é comum nos adolescentes e adultos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo FURÚNCULO Quadro clínico e Epidemiologia É um abscesso estafilocócico perifolicular.

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deve ser dado antibiótico sistêmico como penicilina. usar antibióticos tópicos. O mais comum é o Staphylococcus aureus e. Doença freqüente nas crianças. Nos casos localizados. eritromicina ou cefalexina. epidermidis. nos pacientes imunossuprimidos. mupirocina e ácido fusídico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo IMPETIGO Quadro clínico e Epidemiologia É uma dermatose contagiosa causada por estafilococos plasmo-coagulase-positivos. como a neomicina. Pode ocorrer linfadenopatia regional. Tratamento Limpeza com a remoção das crostas com água e sabão. bastante superficial com formação de crosta melicérica. Pode ser feito bacterioscópico e cultura para a identificação do agente etiológico. . gentamicina. é o S. A lesão inicial é mácula eritematosa que logo se transforma em vésico-pápula ou mesmo bolha purulenta. Nos casos disseminados. Diagnóstico É geralmente clínico.

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É causada pela penetração de larvas do Ancylostoma braziliensis e. A larva penetra a pele nos locais de contato com o solo. os adolescente e os adultos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo LARVA MIGRANS Quadro clínico e Epidemiologia Afecção freqüente. pelo Ancylostoma canis. geralmente. causando lesões pruriginosas de trajeto linear e sinuoso ligeiramente urticada. Estes se encontram no solo. nos locais onde houve defecação dos ovos do parasita pelo cão e/ou gato e. Acomete. bicho geográfico ou bicho de praia. podendo ser vesiculosa. transforma-se em larva infectante. eventualmente. na natureza. também denominada dermatite linear serpiginosa. Tratamento Lesões Localizadas Tópico tiabendazol 5% pomada oclusiva por até 2 semanas -albendazol 400mg dose única -tiabendazol 25mg/kg 2x/dia por 3 dias consecutivos -ivermectina 200mcg/kg dose única Sistêmico Disseminadas Pode ou não associar o tratamento tópico .

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Pápula da cor da pele ou rósea. após anestesia tópica com lidocaína e prilocaína. tornando-se eritematosa e dolorosa. excepcionalmente. o exame histopatológico é extremamente característico. . as mucosas. mostrando as inclusões virais citoplasmáticas eosinofílicas. É de distribuição universal. séssil. Diagnóstico É feito pelo quadro clínico. Na área genital. geralmente umbilicada e assintomática. Tratamento Curetagem das lesões e aplicação de tintura de iodo. ocorre mais nos adultos e a transmissão é. Mas pode ocorrer infecção bacteriana secundária. sexual.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MOLUSCO CONTAGIOSO Quadro clínico e Epidemiologia A doença é causada por um poxvírus que atinge exclusivamente a pele e. mas. comum em crianças. As lesões são mais abundantes nos imunodeprimidos. semi-esférica. geralmente. no caso de dúvida.

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o corpo e o púbis. mas pode ser encontrado também nos pêlos do abdome. sendo freqüente a infecção secundária levando ao aumento de linfonodos cervicais. O sintoma principal é o prurido. Raramente podem acometer os cílios. supercílios. Os mais conhecidos agentes etiológicos são Pediculus humanus capitis ( piolho da cabeça). Observam-se escoriações paralelas e hiperpigmentação. Pediculus humanus corporis (piolho do corpo) e Phitirus pubis. . Couro cabeludo: prurido intenso nas regiões afetadas occipital e parietais. Diagnóstico Presença das lêndeas ( ovos ) aderidas na haste do pêlo e/ou o encontro do parasita. responsável pela pediculose pubiana ou ftiríase. principalmente no dorso. Púbis ou ftiríase Tem como habitat os pêlos pubianos. tórax . barba e os cabelos da margem do couro cabeludo. podendo levar a infecção secundária. Corpo: pápulas acompanhadas de prurido intenso. É comum ocorrer infecção secundária.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PEDICULOSES Quadro clínico e Epidemiologia São ectoparsitoses causadas por insetos que parasitam o couro cabeludo. coxas e axilas.

Tratamento couro cabeludo xampu de lindano 1%. Usar por 2-4 dias consecutivos higiene e a lavagem da roupa são suficientes para a cura loção de lindano 1% Ou loção de por 3-4 noites permetrina 5% consecutivas Ou loção de deltametrina + butóxido de piperonila Ou xampu de permetrina 1% ouxampu de deltametrina +butóxido de piperonila remoção das lêndeas com pente fino após passar vinagre diluído em 50% com água morna corpo pubis Em todos casos de pediculose. Copyright © 2001 IDS . é imprescindível examinar e tratar os contactantes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . deixando agir por 5 a 10 minutos e enxaguar.

pepetonas. polimixina. podendo levar ao edema de glote e à morte se o paciente não for socorrido a tempo em pronto-socorro. venenos de cobra. mas a descoberta do agente causal pode ser bastante difícil. calor e luz . O quadro pode ser agudo desaparecendo rapidamente ou se tornar crônico( mais de 6 semanas). podendo formar placas gigantes. polímeros biológicos ( crustáceos. Os teste alérgicos cutâneos de escarificação não contribuem muito para a descoberta da causa. Diagnóstico É essencialmente clínico. morfina. Os fatores patogênicos não-imunulógicos são os capazes de liberar histamina e outros mediadores por ação direta sobre os mastócitos. língua e laringe. papaverina e contrastes radiológicos). toxinas bacterianas. dextrans ) e os efeitos diretos de agentes físicos sobre os mastócitos. drogas ou alimentos suspeitos. A duração da lesão é fugaz. pressão. Lesões urticárias são de tamanho variável.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URTICÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia É uma erupção caracterizada pelo súbito aparecimento de urticárias ( pápulas eritêmatoedematosas) de duração efêmera e pruriginosa. tiamina. codeína. Destacam-se os liberadores químicos de histamina como os medicamentos ( ácido acetilsalicílico. como frio. lábios. sendo o melhor método a técnica de exclusão de substâncias. produtos de Ascaris. . O quadro clínico é bastante característico. sem mecanismo imune. Há uma forma de urticária acompanhada de angioedema das pálpebras.

Tratamento Tentativa de afastar o agente causal.5-1.52. o tratamento é feito principalmente com antihistamínicos. tipo prednisona 0. Nos casos de angioedema com hipotensão e risco de edema de glote.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . via subcutânea.0 ml a cada 2 horas até a melhora dos sintomas.0mg/kg/dia astemizol dose única 10mg/dia clorfeniramina 6-18mg/ dia loratadina 10mg/dia meclastina 1-6mg/ dia cetirizina 10mg/dia · Os sedantes são os mais indicados para as crianças. associar corticóide sistêmico.5mg/kg/ dia. Anti-histamínicos H1: sedantes e não-sedantes( não se aderem a receptores H1 do sistema nervoso central) Sedantes Não sedantes hidroxizina 0. é indicada a adrenalina 1:1000 ( 1mg/ml). Na urticária crônica. 0. injetando-se. Copyright © 2001 IDS . Na urticária aguda e angioedema.

Quadro clínico Verruga vulgar São pápulas hiperqueratósicas e. Verruga filiforme . observam-se pontos escuros enegrecidos que correspondem a capilares trombosados. na face. São DNA vírus denominados. São geralmente pápulas únicas. mas com maior freqüência. na superfície.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo VERRUGAS Quadro clínico e Epidemiologia Os vírus causadores das verrugas. Localizam-se. por HPV (papilomavírus humano. genericamente. Eles podem infectar tanto a pele como as mucosas. São encontradas em qualquer parte do corpo. de preferência. human papiloma virus). ou. no dorso das mãos e dedos. como no inglês. corneficadas e espiculadas que surgem perpendicularmente à superfície cutânea. pescoço e comissuras da boca.

ocorrendo na mucosa da glande. a conduta é o uso de ácido nítrico fumegante. crioterapia com nitrogênio líquido e eletrocoagulação. Localizam-se. Em crianças. São múltiplas pápulas planas de 1-5mm de diâmetro. Logo. muitas vezes. devido à freqüente associação de verruga e carcinoma de cérvix. deve ser investigada a possibilidade de abuso sexual. São dolorosas à deambulação e confundidas. Acometem principalmente crianças e adolescentes. dando um aspecto de "olho de peixe".5% e ácido lático 14. na face. discretamnte hiperqueratósicas e pouco salientes. podendo assumir um aspecto em couve. que devem ser feitos no consultório do dermatologista. ânus e vagina. Copyright © 2001 IDS .Verruga plantar Devido à pressão exercida pelo corpo. com calosidades. topicamente. Verruga plana Condiloma acuminado Diagnóstico Verrugas e carcinoma: Vários tipos de HPV têm um potencial oncogênico. como são conhecidas popularmente. devido às recidivas freqüentes na borda da ferida cirúrgica. vulva.flor. tais como: colódio tópico com ácido salicílico 16. são pouco salientes. É proibido o tratamento com exérese e sutura das lesões. As verrugas genitais são pápulas vegetantes róseas. Tratamento É feito. O aspecto é de uma área central anfractuosa com hiperqueratose ao redor. de preferência. dorso das mão e antebraços.5%. devem ser biopsiados para exame anatomopatológico os casos de verruga resistente ao tratamento e de mulheres com verrugas genitais e de cérvix. com diversas substâncias químicas cáusticas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Em alguns casos.

. além da cooperação do doente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quase todas as alterações da cavidade oral são passíveis de observação por meio da oroscopia. que. deve contar com boa iluminação e afastador de língua.

quando concomitantes com lesão oral. Esta última é o método de escolha para linfonodos cervicais suspeitos. progressiva. junto às comissuras labiais. Alterações da pigmentação da boca: aparecem em condições normais na mucosa da bochecha (mucosa jugal) na linha de oclusão dentária. São simétricas e bilaterais. principalmente as submentonianas e júgulo-carotídeas. Em se tratando de lesões pequenas ( até 2 cm) . Nenhuma destas alterações necessita tratamento. podem ser vistos pontos amarelos que correspondem a glândulas sebáceas ectópicas. Os diagnósticos mais importantes são: Melanoma: mancha acastanhada ou negra. a biópsia excisonal está indicada. Caso a lesão seja maior. Manchas cinzas arredondadas associadas a restaurações dentárias podem corresponder a inclusão de amálgama. de bordos . não reticulada. liga utilizada por dentistas. chamados grânulos de Fordyce. Também nas bochechas. pode-se lançar mão da biópsia incisional ou por punção com agulha fina.A oroscopia deve ser acompanhada sempre da palpação das cadeias cervicais. persistentes por mais de 2 semanas (portanto duvidosas).

de origem nervosa ou muscular. Caso a lesão não desapareça em 15 dias. com dimensões variáveis. se de coloração vermelha. com a completa retirada do tumor e reconstrução. O tratamento é cirúrgico. o ácido retinóico tem sido utilizado em caráter experimental para prevenir a evolução destas lesões. quando associadas a tabagismo e sem outra causa conhecida. que podem ser benignos ou malignos. abaixo da mucosa. A intolerância ao tratamento prolongado é barreira para utilização terapêutica deste e de outros agentes ainda hoje. processo chamado de quimioprevenção. O tratamento mais eficiente é a ressecção cirúrgica. brancos ou azulados. podendo provocar alterações na fala e mobilidade da língua. como elevação da mucosa mantendo a coloração do tecido que lhe deu origem. Os cistos salivares são bem circunscritos. destacando-se os cistos salivares e dermóides. Leucoplasias e eritroplasias: entre as doenças que produzem alterações da coloração da boca. nestes casos. O diagnóstico diferencial se faz com os tumores do tecido conjuntivo. O melanoma da mucosa é mais comum em idosos. se forem brancas. que não se desprendem facilmente quando raspadas com espátula. deve ser retirada por cirurgia com margem de segurança de um centímetro e estudo anatomopatológico. Entre vários produtos. Os mais comuns são os tumores de glândula salivar menor. Cerca de 30% das lesões brancas e 80% das vermelhas podem se transformar em câncer. Causam grande desconforto pela impossibilidade de sustentação da prótese. constituem as leucoplasias. linfangioma. São móveis e indolores. que pode ser complementada por quimioterapia e radioterapia. Exame periódico da boca deve ser realizado. liberam líquido viscoso. Epúlide é o nome dado à hipertrofia de mucosa junto à gengiva. em pacientes desdentados. com ênfase para o abandono do tabagismo. Estes cistos podem se romper. A biópsia de punção por agulha fina é o exame indicado para esclarecimento diagnóstico. Importante ressaltar que. na linha média. Uma biópsia permite o diagnóstico. A insistência no uso da prótese pode produzir úlceras. Eliminar o cigarro e o álcool e aumentar a ingestão de alimentos ricos em betacaroteno fazem parte da orientação inicial. Lesões nodulares são tumores de consistência variável. hemangioma. em geral decorrente de traumatismo por prótese dentária maladaptada. Este é um grave erro. Na região sublingual. Metástase cervical ou à distância pode estar presente na primeira avaliação. A retirada da lesão deve ser indicada na presença de sintomas e se a lesão não desaparecer com a . Cistos salivares e dermóides: alguns tumores podem ser císticos. pois viola o tumor.irregulares e sem qualquer outro sintoma pode representar o melanoma de mucosa oral. ou eritroplasias. Seu tratamento é cirúrgico. como o trauma por dente ou prótese. sendo potencialmente grave. podem ocorrer tumores císticos de dimensão variável. mas se refazem em período de tempo curto. não deve ser feita biópsia com retirada de parte do tumor para exame. Tomografia computadorizada é importante exame para avaliar o tamanho e a extensão da doença. Estas manchas. ênfase deve ser dada às manchas ou placas brancas ou vermelhas. Atribui-se sua origem a restos epiteliais embrionários. Aparece junto à gengiva. pouco móveis e indolores. dificultando o tratamento definitivo e mesmo impossibilitando sua cura. tumores ósseos. O tratamento é a ressecção cirúrgica completa. lipoma. Lesões nodulares: a presença de nódulo ou tumor sem ulceração da mucosa não é comum.

A técnica deve ser cuidadosa para evitar comunicação da cavidade oral com a nasal. Tem crescimento lento ou ausente e observação periódica é a conduta. é imóvel e assintomático. mesmo na ausência de dor. e são tratados por cirurgia. Tem contorno regular. O único tratamento é a ressecção cirúrgica. Copyright © 2001 IDS . mormente a impossibilidade de manutenção de prótese. São comuns os cistos associados a abscessos dentários e secundários a tratamento de canal.suspensão do uso da prótese. de tamanho forma e extensão variáveis.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O torus palatino é alteração óssea localizada no palato duro. junto ao assoalho da boca. imóvel e indolor. ou crescimento. consistência óssea. Tumores nas gengivas podem estar relacionados aos dentes. indicada na presença de sintoma. na linha média. Torus mandibular é o nome dado a uma protuberância óssea localizada na face interna da gengiva.

São inúteis os antiácidos e produtos de uso tópico. quando o tratamento tópico com solução de nistatina se indica com bom resultado. na maioria das vezes. Não há nenhum tratamento específico eficiente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As lesões acima descritas deverão. pequena. borda regular e não elevada. por exemplo: Aftas são as lesões mais comuns da boca. É importante informar que. Casos recorrentes e com limitação severa devem ser encaminhados para tratamento especializado. Caracteriza-se por dor contínua. como anestésicos e anti-sépticos. Um sintoma menos comum é a glossodínea. geralmente em queimação e com intensidade variável. como. o sintoma não tem gravidade nem potencial de transformação maligna. a substituição do creme dental e a não-utilização de alimentos ácidos e condimentados. Têm aparecimento súbito e cura espontânea em cerca de 10 dias. há situações bem freqüentes que devem ser acompanhadas em unidades básicas de saúde. úlcera ou linfonodo são indicativos da doença idiopática. Caracterizam-se por úlcera dolorosa. assoalho da boca e mucosa jugal. ser encaminhadas a serviço especializado. . de fundo esbranquiçado. Podem ser de auxílio a higiene oral. Ausência de alteração em cuidadoso exame físico com inspeção e palpação da língua e pescoço à procura de tumor. indicamos completa ressecção da lesão para exame anátomo-patológico. embora limitante. No entanto. Não há tratamento eficiente comprovado. Se após duas semanas a afta não estiver cicatrizada. Podem ser isoladas ou múltiplas. As lesões podem ser agravadas por infecção secundária por Candida albicans. localizadas na língua.

Este problema pode ser melhorado com adequada higiene oral com bochechos e gargarejo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . fissuras dolorosas. em que estão associadas xeroftalmia e artrite. proteção de lábios com cremes e saliva artificial. Amígdalas aumentadas e com superfície irregular podem reter partículas alimentares. Encontramos. com hidratação cuidadosa. Halitose é o odor desagradável na respiração e está em geral associada à condição da boca. O tratamento é sintomático. Uma boa hidratação e evitar períodos prolongados de jejum também são úteis para minorar o problema. Exame radiológico de seios da face podem demonstrar a presença de sinusite.Xerostomia ou boca seca pode aparecer como sintoma isolado ou ser parte da síndrome de Sjöegren. Copyright © 2001 IDS . Os dentes e gengivas devem ser examinados e receber os cuidados necessários. além da secura da mucosa. O paciente pode ser encaminhado ao reumatologista para completa investigação. facilitando infecção secundária causadora do odor. principalmente nas comissuras labiais. que pode ser tratada por antibióticos ou necessitar a intervenção de otorrinolaringologista. Processos imunológicos e reumáticos devem ser pesquisados.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Urgente (para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): somente nos casos em que. Necessário ( para um ambulatório de cirurgia de cabeça e pescoço): nos casos em que a biópsia tiver sido excisional. para acompanhamento e controle. para que seja devidamente tratado pela cirurgia (tanto o tumor primário como as possíveis metástases cervicais). Em esquema: . se constatar a existência de um câncer de cavidade oral. mediante biópsia incisional.

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p. Estimativa da Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil. 1996. . São Paulo. W.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Bork K. Korting GW.Diseases of The Oral Mucosa and the Lips. Rio de Janeiro. B. pp. Ferraz AR. 1997. Young SK.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Brandão LG. Burgdorf WHC. INCa . 1989. Copyright © 2001 IDS . Cirurgia de Cabeça e Pescoço. pp 321-4. Hoede N. Roca.10-11. 295-307. Saunders Company. Stuttgart (Alemanha).Instituto Nacional do Câncer.

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o que assusta as pessoas e as leva a procurar o proctologista. estimando-se que aproximadamente 50% dos indivíduos acima dos 50 anos têm alguma forma de hemorróidas sintomáticas. internas ou mistas) e de acordo com seu grau de evolução. pode se manifestar espontaneamente sem esforço. ocorrendo durante ou imediatamente após a evacuação. Outra queixa relacionada às hemorróidas é o prurido anal. a perda de sangue vivo é o sintoma mais comum. Quanto às hemorróidas internas. Em casos de trombose de mamilos externos. As hemorróidas externas podem se apresentar como nódulo doloroso de aparecimento súbito.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia DOENÇA HEMORROIDÁRIA Quadro clínico e Epidemiologia Hemorróidas são estruturas normais da anatomia humana. . de acordo com sua localização (externas. formando o chamado hematoma perianal. Outro sintoma é o prolapso. Já a doença hemorroidária é representada por dilatações varicosas ano-retais e representa a doença proctológica mais freqüente na população em geral. em 4 tipos. em fases mais adiantadas da doença. que constitui a exteriorização de mamilo hemorroidário durante o esforço evacuatório e que. a dor anal é mais intensa e aparece após esforço evacuatório excessivo. exteriorizando-se no papel higiênico ou "pingando" no vaso sanitário. Classificam-se as hemorróidas. após atividades físicas intensas ou ainda após a ingestão de álcool ou alimentos condimentados.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . então. A dor durante e após a evacuação dura de minutos a horas e é freqüentemente acompanhada de sangramento observado sobre as fezes ou no papel higiênico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FISSURA ANAL Quadro clínico e Epidemiologia A fissura anal é uma afecção proctológica comum. Copyright © 2001 IDS . O paciente torna-se. causa de dor aguda. sofrimento e desconforto maior que qualquer outra lesão de seu tamanho no corpo humano. apreensivo sobre futuras evacuações. e esta relutância aumenta a constipação e o desconforto.

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constata-se a presença da cripta infectada. inter (trajeto entre o esfíncter externo e interno) e trans. o trajeto fibroso e o orifício externo. Ao exame proctológico. . com ou sem descarga purulenta.esfincterianas (trajeto atravessa a massa muscularsuperficial ou profunda). Às vezes. as fístulas formam trajetos complexos. pode-se detectar o orifício externo. os trajetos de orifícios externos situados na região posterior desembocam na cripta da linha mediana posterior. e o trajeto fistuloso. As fístulas compreendem um orifício interno (cripta onde se origina a infecção). À anuscopia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia FÍSTULAS Quadro clínico e Epidemiologia A palavra fístula vem do latim e significa "cano". orifícios anteriores têm trajeto retilíneo e terminam na cripta correspondente a este orifício (lei de GoodsallSalmon). sendo decorrentes da ruptura de um abscesso originário da infecção das glândulas anais. podendo ser extra (no tecido celular subsutâneo). As fístulas podem ainda ser classificadas em relação aos músculos esfincterianos. por um trajeto comunicando o canal anal ou o reto (orifício interno) ao períneo (orifício externo). portanto. sendo curvos. tendo somente um orifício primário e dois ou mais orifícios secundários. por onde drena material purulento. Freqüentemente os pacientes contam a ocorrência pregressa de um abscesso ano-retal já drenado (espontaneamente ou cirurgicamente). que é palpado até o orifício interno. As fístulas são caracterizadas. Por outro lado. Geralmente.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia ABCESSOS E FÍSTULAS ANAIS Quadro clínico e Epidemiologia Abscessos e fístulas ano-retais formam uma única entidade anátomo-patológica em que o abscesso (coleção de pus localizada nesta região) representa a fase aguda do processo infeccioso. febre. flutuação). submucosos e isquiretais). Nos abscessos supradiafragmáticos.abscessos pelvi-retais e retro-retais) ou abaixo deles (infradiafragmáticos . o diagnóstico é bem mais difícil. formando coleções em diferentes espaços. . O abscesso se forma por infecção nas criptas anais de Morgagni onde desembocam os ductos glandulares. com saída de grande quantidade de pus. havendo a necessidade de se lançar mão de recursos radiológicos para sua detecção.peri-anais. calafrio e mal-estar. os pacientes apresentam drenagem espontânea da coleção purulenta. constata-se um abaulamento na região dolorosa e sinais flogísticos (hiperemia. As principais queixas são dor intensa na região ano-retal que se irradia para membros inferiores. Ao exame físico. enquanto as fístulas (trajeto entre o local da origem do abscesso e seu orifício externo) caracterizam a fase crônica. seja acima dos músculos elevadores (supradiafragmáticos . Eventualmente.

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Pode ser tratado pela aplicação local de agentes citotóxicos (podofilina a 25%. Provoca prurido. sendo causado por vírus do tipo papilomavírus (papillomavirus humano). a região perineal e o ânus. ao sexo oral. podendo ocorrer em pontos isolados ou ser confluente. Nos homens. Seu período de incubação varia de duas semanas a oito meses. a infecção condilomatosa pode apresentar displasia e transformação maligna. Deve ser diferenciado do condiloma plano (secundário à sífilis). grandes lábios. O condiloma pode comprometer a região anal. Pode ainda acometer indivíduos com imunodeficiência. atinge a vagina. de tumores da margem e canal anal e de verrugas vulgares. na cavidade oral. por eletrocoagulação ou pela . como aqueles submetidos a transplantes de órgãos. e herpes. perineal e genital. Seu aparecimento no reto está relacionado ao sodomismo e. que é transmitido pelo contato sexual direto (embora haja outras possibilidades de contaminação não-venéreas). sem história de relação anal. atinge o pênis. Nas mulheres. Em alguns casos. sangramento discreto e secreção de odor fétido. gonorréia. canal anal e o períneo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) Quadro clínico e Epidemiologia As DST mais freqüentemente observadas em colo-proctologia são: condiloma acuminado. sífilis. Caracteriza-se por lesão verrucosa de crescimento progressivo. 5-fluorouracil em creme).

Na região perineal. fístulas. citomegalovírus. como abscessos. A sífilis é doença sistêmica causada pelo Treponema pallidum.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O tratamento é feito por higiene local. dor retal e tenesmo. razão pela qual os pacientes devem ser acompanhados por longos períodos. causando prurido anal. Na sífilis secundária (subaguda). é o condiloma plano. tuberculose. O tratamento é feito por antibióticos específicos. herpes simples. base dura e indolor). que causa prurido. secreção serosa e adenite inguinal. herpes zoster e outras. Copyright © 2001 IDS . a infecção herpética é causada pelo herpes tipo II. que provoca secreção odor fétido característico. A síndrome da imunodeficiência adquirida pode provocar infecções proctológicas associadas.exérese cirúrgica. analgésicos e agentes anti-virais específicos. A proctite gonocócica (causada pela Neisseria gonorrheae) é doença pouco frequente nos dias atuais. secreção hemo-purulenta. A manifestação proctológica da sífilis primária (aguda) é o cancro duro (pápula eritematosa única. sensibilidade dolorosa com irradiação local. aparecimento de área hiperemiada com vesículas que se rompem e formam úlceras. Caracteriza-se por grande tendência a recidiva. de transmissão sexual. sendo extremamente contagiosa e associada a enantema e friabilidade da mucosa retal. infecções por Candida albicans.

móvel. não-pediculada. O carcinoma epidermóide é o tipo mais comum e divide-se nos tipos espinocelular. atingindo linfonodos pélvicos ou da região inguinal. . homossexualismo. Sua etiologia é multifatorial. invadindo áreas e órgãos vizinhos. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). sangramento e a formação de nódulos ou massas anais. esses tumores são classificados em carcinoma epidermóide. como fissuras pequenas de bordos elevados e endurecidos ou como área de infiltração nodular submucosa. promiscuidade. Geralmente apresentam-se como lesão verrucosa. reconhecendo-se fatores causais de ordem genética (alterações nos cromossomos 11 e 3). Os tumores provocam manifestações clínicas inespecíficas. ambientais (higiene pessoal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Tratamento|Bibliografia CÂNCER DE ÂNUS Quadro clínico e Epidemiologia Os tumores do ânus. Podem se propagar localmente. virais (infecção pelo papilomavírus humano (HPV). por via hematogênica ou linfática. irradiação) e imunológicos (imunossupressão). basalóide (ou cloacogênico) e muco-epidermóide. adenocarcinoma. como dor. canal anal e margem anal representam cerca de 3 a 6% dos tumores do intestino grosso. melanoma maligno e tumores de células indiferenciadas.

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In: Barker et al.341:1590-1596.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Furman JM. near syncope. Vertigo. motion sickness. Benign Paroxysmal Vertigo. Evaluation and management of the patient with syncope. Bass EB. Cass SP. Copyright © 2001 IDS . Principles of Ambulatory Medicine. Kapoor WN. vertigo. syncope and disequilibrium. Dizziness. Baloh RW. Lewis RF. The Lancet 1998.352:1841-1846. JAMA 1992. New Eng J Med 1999.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .268:25532560.

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As enxaquecas podem ser com aura e sem aura. Náuseas e vômitos Entre 4 e 72 horas Latejante Moderada a grave* Sim Sim Sim Sim *a intensidade da dor pode ser inferida pelo fato de atrapalhar (moderada) ou impedir (grave) as atividades diárias de rotina. Intolerância a ruídos 7. e alterações motoras . Duração da dor 2. alterações sensoriais . Intolerância a luz 6.tontura.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia ENXAQUECA Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com enxaqueca e a resposta esperada. membros inferiores. 1. Tipo de dor 3. Intensidade da dor 4. acometendo campos visuais homônimos. membros superiores e. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5. afasia . unilaterais.formigamentos e parestesias em lábios. A aura pode incluir alterações visuais (estrela brilhante ou escotomas) bilaterais. discreta. raramente.

e sonolência. também pode ocorrer dor na palpação do trajeto das carótidas e das artérias do sistema da carótida externa envolvidas no processo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Achados de exame físico No exame específico do paciente com enxaqueca. durando de 5 a 20 minutos antes do quadro doloroso. pode-se encontrar dor à palpação dos globos oculares e dos ramos do trigêmeo. Copyright © 2001 IDS .

Tipo de dor Em peso ou pontada Leve (não atrapalha atividades de rotina) Não Presença de um ou outro mas nunca os dois Não 2. Presença de náuseas e vômitos As cefaléias do tipo tensional podem ser divididas em episódicas (duram menos de 15 dias por mês ou menos de 180 dias por ano) e crônicas (duram mais de 15 dias por mês ou mais de 180 dias por ano).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL Quadro Clínico e Epidemologia O quadro abaixo mostra as perguntas fundamentais a serem feitas a um paciente com cefaléia do tipo tensional e a resposta esperada: 1. Piora ao subir escadas ou abaixar a cabeça 5. Presença de intolerância a luz ou ruídos 6. Intensidade da dor 4. .

Os pacientes com cefaléia do tipo tensional episódica tendem a conviver com a doença e raramente procuram auxílio médico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O uso de analgésicos associados a cafeína também pode levar à cronificação do quadro. o que seria interpretado pelo sistema nervoso como uma ausência crônica de aferências dolorosas levando a alterações dos mecanismos centrais de inibição da dor e conseqüente evolução para cronicidade. Isso acaba levando a uma grande quantidade de automedicações que somam ao componente original da cefaléia um componente de abuso de analgésicos simples. Achados do exame físico Em aproximadamente 50% dos casos encontrar-se-á um aumento da tensão muscular nos trapézios. Copyright © 2001 IDS .

Esses métodos de diagnóstico apresentam vantagens e desvantagens. Pericardite . À ausculta cardíaca. Os sinais observados ao exame físico. devendo o paciente ser encaminado ao pronto-socorro. ansiedade e depressão. é fundamental diferenciar e diagnosticar outras doenças que também se apresentam com dor torácica. síncope. O ecocardiograma esofágico tem sido utilizado como primeira opção no diagnóstico da dissecção de aorta. iniciando-se na região anterior do tórax ou nas costas. dependem do local e extensão da dissecção. em "facada". Na suspeita. como citadas a seguir: Prolapso de valva mitral . A tomografia computadorizada também pode ser utilizada. além da pressão muito alta. O ecocardiograma confirma o diagnóstico. irradiando de acordo com o trajeto da dissecção. o ecocardiograma confirma o diagnóstico. Para o médico de família.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O maior desafio no atendimento a dor precordial é o de diferenciar isquemia coronária de outros diagnósticos.a dor é de início súbito. Pode haver diminuição ou ausência de pulsos em braços e coxas.este é um possível diagnóstico principalmente em mulheres sem fator de risco para doença coronária. Pode se associar com sintomas de palpitação. melhorando na posição sentada. A ausculta cardíaca pode revelar clique mesosistólico seguido de sopro. tende a piorar com a movimentação e a respiração. prolongada e localizada no lado esquerdo do tórax. o atendimento é de emergência.a dor é do tipo aguda. pode-se ouvir atrito pericárdico. Dissecção de aorta . a sua utilização deve ser .

pressão. axila. precedida ou sucedida de falta de ar e podendo cursar com tosse e hemoptise. tipo queimação. são dados relevantes no diagnóstico diferencial. sendo aliviada pela inclinação do tórax para a frente. Podemos citar . por compressão da raiz nervosa cervical baixa ou torácica. dorso e garganta. devido a características comuns a ambas as doenças.a dor de esôfago pode ser confundida com dor coronária. a cintilografia pulmonar é o principal exame. podendo se associar a perda da sensibilidade. o diagnóstico diferencial é feito sem dificuldades. principalmente quando ocorre movimentação da área afetada do tórax. A dor pode ser acompanhada por palpitação. sugere o diagnóstico. Síndromes esofageanas . O tipo de dor é descrito como queimação (mais comum). Embolia pulmonar . o padrão típico de eixo elétrico para a direita com bloqueio do ramo direito e presença de S1Q3T3. Com o exame físico adequado. Outra causa de dor não coronária que deve ser lembrada. piora com a movimentação. hiperextensão da coluna dorsal ou ao se colocar os ombros para trás. braços e mãos. Um espasmo difuso do esôfago. desencadeado por líquidos gelados. De localização retro-esternal até epigástrica. são achados pouco frequentes. acompanhada de vômitos. sinais de falência do ventrículo direito. A dor espinal pode ocorrer em todo o tórax. É comum dor à palpação do epigastro. São sinais radiológicos clássicos: imagem periférica de condensação. que também se localiza no epigástrio. pode simular dor coronária. Provavelmente não estará disponível na imensa maioria dos atendimentos. hiperventilação e sensação de desconforto do tipo visceral.individualizada por cada serviço. ocorre após a alimentação e pode piorar ou ser desencadeada quando a pessoa se deita. A localização dolorosa no epigástrio. a relação com a alimentação e a melhora com antiácidos. a dor da raiz ventral pode ser descrita como um desconforto profundo e enfadonho. geralmente é bilateral. pode simular perfeitamente dor coronária. abaulamento de artéria pulmonar e diminuição da vasculatura pulmonar. c) aparecimento após longo período deitado. a dor pode se estender para os lados do tórax. cintura escapular e irradiar-se para baixo. sintomas que se sobrepõem à dor inicial e que se devem à sensação de angústia e medo do paciente em relação a uma possível doença cardíaca. Geralmente é contínua.a dor torácica de causa músculo-esquelética pode ser aguda. A dor da raiz dorsal é aguda e penetrante. ombros. que melhora com uso de nitrato sublingual. O diagnóstico das radiculites é estabelecido por diversas manobras provocativas de esforço. Síndromes da caixa torácica . tipo corrente elétrica. A dor torácica é freqüentemente iniciada pela inclinação. de acordo com suas características. Dentre os métodos diagnósticos. é a dor ulcerosa. No eletrocardiograma. geralmente a queimação é referida como sendo do tipo acidez e não calor. do tipo "em facada".dor abrupta de localização anterior ou dorsal. com predomínio de um lado do corpo. A dor no braço ou ombro pode se iniciar com a rotação da cabeça para o lado acometido ou com a flexão da cabeça para o outro lado. ardor.As radiculites também podem simular dor coronária. acometendo braços e dedos. Síndromes radiculares . O ecocardiograma mostra de maneira rápida. elevação de cúpula diafragmática. ou angústia. As três maiores características da dor causada por compressão radicular são: a) piora com a movimentação do corpo. plenitude. Por fim. b) piora com tosse e espirro. a dor da pancreatite.

sinais de instabilidade emocional ou depressão. palpitação. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA DOR TORÁCICA Doença Isquemia miocárdica Dissecção da aorta Pericardite Prolapso da valva mitral Embolia pulmonar Esofagite Duração da dor 5 a15 minutos Tipo opressiva Fatores Fatores de desencadeantes melhora esforço.psicogênica contínua queimação jejum. a dor é agravada por movimento respiratório. A chave para o diagnóstico dessas síndromes é um ponto doloroso na área da dor. caracterizada por dor e inflamação nas articulações entre costelas e o osso esterno iniciada por esforço nas costelas. subesternal nitroglicerina precordial não há sentado tempo não há antiácidos Antiespasmódico e analgésicos antiácidos alimentos repouso analgésicos repouso analgésicos retirar estímulo Tórax e dorso precordial anterior tóraxdorso subesternal epigástrica epigástrio e dorso à D epigástrica pescoço braço tórax subesternal contínua lancinante contínua Minutos a horas contínua pleurítica superficial opressiva 10-60 alimentação. ansiedade e mudanças no tempo. dor precordial persistente com duração de horas. acentuada com episódios agudos de curta duração. ao queimação minutos deitar Minutos a horas Em cólica alimentação Cólica biliar Úlcera péptica Radiculites Osteomuscular Hiperventilação . fraqueza. formigamentos. Síndrome funcional ou hiperventilatória . acompanhada de hiperventilação. emoção espontânea tosse-respiração espontânea espontânea Local repouso.muitos dos sintomas presentes nessa síndrome podem sugerir origem cardíaca. alimentos variável variável 2a3 minutos superficial superficial visceral palpação e movimentos palpação e movimentos emoção . síncope.como exemplo a síndrome de Tietze. vertigem.

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Nos casos de angina do peito.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . a que o médico consegue chegar em poucos minutos com a história e exame físico.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor deverá ser baseado no diagnóstico inicial. deve-se consultar o capítulo referente ao tema.

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encaminhar para ambulatório especializado e encaminhar imediatamente para a unidade de emergência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O encaminhamento dependerá do diagnóstico. que deverá ser mastigado. O médico deve estar atento a qualquer possibilidade de infarto agudo do miocárdio. a saber: manter o paciente no programa. Copyright © 2001 IDS . Antes de chamar a ambulância. além de usar nitrato sublingual. Na maioria das vezes. serão possíveis três condutas. deverá prescrever ácido acetilsalicílico 5OO mg.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com a história clínica.

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São Paulo:Roca. coordenação Maria Cleusa M. . Semiologia Clínica/editado por Isabela Bensenor.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Tratado de Medicina Cardiovascular/editado por Eugene Braunwald.1a edição Sao Paulo: Sarvier. q Possam ser devidas à ansiedade. 2001. José Atta e Milton Martins . q q .5a edição . 1999. q Estar afeito à apresentação de angina do peito e de dissecção da aorta. o leitor deverá conseguir saber: Pelo menos 5 diagnósticos diferentes como causa de dor no peito. Aqueles que necessitam encaminhamento para atendimento em pronto socorro. Ao final do capítulo. Góes.

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que é um dos reumatismos mais freqüentes. também se manifesta com mialgia difusa. O paciente não tem dor no repouso e a dor só aparece ao se movimentar a articulação correspondente em um plano de movimento específico.obedece aos dermátomos e vem acompanhada de parestesias. muscular . que gera dor nos movimentos de flexão.a artralgia afeta difusamente a articulação e.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico (1) Qual é o local da dor? articular . Mialgia difusa pode estar associada a quadros sistêmicos inflamatórios. em geral. extensão. piora ao se movimentar a articulação em todos os planos. mal-localizada. podendo vir acompanhada de queixa de diminuição de força e de fadiga. que aparece só na flexão do antebraço. como na polineurite das vasculites ou do diabetes. Quando acomete uma região. descrita em todo o segmento do membro. Como na dor na face anterior do ombro. como a dermatomiosite e polimiosite e. origem nervosa . peri-articular . . torcicolo. pensar em contratura muscular (por exemplo. ciatalgia) ou se o quadro é difuso.decorre das tendinites e bursites. A fibromialgia. em geral. que é o espasmo do músculo trapézio). É importante definir se é um quadro localizado. É importante relacionar os movimentos executados repetidamente no trabalho ou lazer e também identificar movimentos pouco usuais executados em um período curto ( parafusar pregos na parede). acometendo um dermátomo ou segmento. adução e abdução.em geral. como na artrite de quadril. decorre de tendinite bicipital. é insidiosa e apresenta-se com queixas sistêmicas. o que favorece o diagnóstico de compressão radicular ( por exemplo.

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ao menos parcialmente. dor de caráter inflamatório piora após repouso prolongado e sugere a presença de doença inflamatória.(2) O problema é inflamatório ou não-inflamatório? Didaticamente. a divisão entre quadro inflamatório e não-inflamatório facilita a investigação diagnóstica bem como a abordagem terapêutica. Ao contrário. localizado sobre a estrutura (por exemplo. como a osteoartrose. bursa) . após repouso. A tabela abaixo permite uma diferenciação entre as duas situações. Dor mioesquelética de caráter mecânico piora com o movimento e melhora. difuso Quadro não-inflamatório articular não não-articular às vezes. como a artrite reumatóide ou a espondilite anquilosante. Sinal calor Quadro Inflamatório sim. Sua presença sugere patologias não-inflamatórias.

bursites. etc) estão relacionados com traumas agudos ou com lesões por esforços repetitivos. Os mais comuns. são febre. emagrecimento. simetria do acometimento: poliartrite simétrica sugere artrite reumatóide. Seu uso deve. difuso não não sim.mais de 6 semanas. de novo. gota. . bursite.difuso raro sim. Sempre descartar artrite séptica. mas. xerostomia. por exemplo.exame que serve apenas para detectar a ocorrência de uma infecção por estreptococo. ser judicioso. como espondilite anquilosante e lúpus. no entanto. e artrite psoriática) padrão do acometimento: aditivo é frequente na artrite reumatóide e migratório é mais comum na febre reumática. como artrite reumatóide. tendinites despertam para o diagnóstico das doenças inflamatórias crônicas. é localizado sim. uma vez que a interpretação incorreta dos resultados pode levar a erros diagnósticos importantes. que devem ser investigados. trauma). bursa) raro. pensar em espondiloartropatias ou artrite gonocócica). Raynaud e lesões cutâneas. lúpus e outras colagenoses. localizado (3) o problema é crônico ou agudo? agudo . está associada aos quadros reumáticos inflamatórios e auto-imunes. alopecia. difuso às vezes.menos de 6 semanas.edema eritema dor à palpação sim. por exemplo. localizado sobre a estrutura (por exemplo. (6) Existe relação com trauma agudo ou com atividades profissionais ou esportivas? Muitos quadros articulares e. local acometido. Exames laboratoriais podem auxiliar no diagnóstico das doenças reumáticas. principalmente. oligoarticular (até 3 articulações. poliarticular (quatro ou mais articulações. pensar em artrite reumatóide e nas colagenoses). baseado em altos títulos de anti-estreptolisina O (ASLO) . xeroftalmia. traumatismos e artropatias microcristalinas. crônico . (4) Qual o número de articulações afetadas: monoarticular (artrite séptica. periarticulares (tendinites. Quadros crônicos de artrite. Artrite assimétrica sugere espondiloartropatias (espondilite anquilosante. somente articulações periféricas podem ocorrer na artrite reumatóide inicial e no lúpus. Um exemplo que merece ser ressaltado é o diagnóstico errado de febre reumática. em geral. Articulações periféricas e coluna sugerem espondiloartropatias Coluna apenas pode ocorrer na espondilite anquilosante (5) Há sintomas e sinais associados? A presença de sinais e sintomas.

Fatores antinúcleo (FAN) devem ser solicitados na investigação de oligoartrites ou poliartrites crônicas. um exame normal não afasta uma doença inflamatória e um exame alterado não é diagnóstico de doença específica. (8) Existem alterações orgânicas ? A contagem de eritrócitos. . sem significado patológico. A presença de alterações orgânicas associadas a doenças osteo-musculares sugere uma colagenose como o lúpus eritematoso sistêmico. sinais radiográficos característicos auxiliam o diagnóstico clínico. o FAN por imunofluorescência é suficiente para rastreamento. a presença de sacro-iliíte. Fator reumatóide serve como auxílio no diagnóstico da artrite reumatóide. por exemplo. Um teste positivo para fator reumatóide só pode ser interpretado dentro do contexto clínico em que foi pedido. A investigação radiográfica deve ser direcionada para cada caso em particular. Anti-estreptolisina O (ASLO) serve apenas para detectar a ocorrência de infecção estreptocócica e não é diagnóstico da febre reumática. Lembrar que 5% da população normal têm FAN em títulos baixos (1/40). Na suspeita de artrite reumatóide e osteoartrose. frente a doenças como o lúpus e a artrite reumatóide. Os exames devem sempre ser analisados dentro do contexto clínico acima detalhado. Porém é preciso ressaltar que estes exames são inespecíficos e pouco sensíveis. Por outro lado. quando o diagnóstico diferencial é uma doença auto-imune. a contagem de leucócitos é essencial na investigação de processos infecciosos e inflamatórios. observada numa radiografia simples de bacia. Nestes casos. porém deve ser lembrado que sua negatividade não afasta o diagnóstico e sua positividade não é específica para a artrite reumatóide. podem ser úteis. o desdobramento deste exame (ENA. como a dosagem da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação. o ultra-som e a ressonância magnética são exames mais adequados. enquanto que permanecem inalterados na osteoartrose. leucócitos e plaquetas serve para detectar citopenias (no lupus por exemplo). A investigação deve incluir (dependendo do quadro clínico) uma avaliação renal. estes exames se encontram normalmente elevados. ou seja. Com o mesmo objetivo. por exemplo. e cárdio-pulmonar.(7) Existem sinais de inflamação sistêmica ? As "provas de atividade inflamatória". Se positivo. hepática. Inicialmente. auxilia o diagnóstico de espondilite anquilosante. Exames radiográficos e imunológicos precisam ser avaliados sempre com cautela. Da mesma forma. como lúpus. nos " reumatismos de partes moles". a radiografia simples é normal. Em todo caso. anti-DNA) deve ser feito já pelo reumatologista.

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Alguns comentários são válidos como uma conduta geral. gelo e calor local são úteis como tratamento adjuvante de inúmeras situações em reumatologia. etc. Analgésicos são medicações para alívio sintomático. O tratamento das doenças osteo-musculares é extremamente variado e deve ser direcionado para cada caso. Em geral. freqüentemente utilizados na maioria das doenças reumáticas. os efeitos colaterais . particularmente quando se tratarem de articulações submetidas a carga. porém.na fase aguda de uma artrite ou periartrite. deve até ser contra-indicado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da osteoartrose e da artrite reumatóide está proposto nos capítulos correspondente. podendo ser utilizado na fase aguda de tendinites. Da mesma forma. Repouso versus Exercícios . O gelo local atua como analgésico e antiinflamatório. porém casos específicos de dor intensa podem ser tratados com opiáceos por períodos limitados. apenas os analgésicos não-opiáceos devem ser utilizados. o repouso não deve ser exageradamente indicado. bursites. Algumas doenças evoluem bem com medidas terapêuticas conservadoras e simples. enquanto outras necessitam de um tratamento clínico agressivo e cirurgias. o calor local pode ser utilizado isoladamente ou associado ao gelo em dores de origem muscular ou osteo-articular. o repouso da articulação envolvida é útil. Antiinflamatórios também são amplamente utilizados. enquanto que. em certas situações. Nas patologias crônicas.

freqüentes exigem uma boa monitorização do seu uso. Copyright © 2001 IDS . pois. diabéticos e com problemas renais. Miorrelaxantes também podem ser utilizados nos casos em que espasmo muscular estiver associado na gênese da dor.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . dependendo do medicamento. Cuidado com o uso em pacientes idosos. hepáticos ou gastro-intestinais. Devem ser evitados. pode desencadear quadros de sonolência e confusão mental. particularmente em pacientes idosos.

são exemplo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Doenças reumáticas específicas necessitam.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . onde as medidas descritas acima não são suficientes para o controle adequado da doença. Copyright © 2001 IDS . A artrite reumatóide. o paciente deve ser encaminhado ao especialista para acerto da medicação. Este tratamento envolve uma série de drogas distintas que devem ser manuseadas por um especialista habituado com estas doenças. além do descrito acima. de um tratamento direcionado para cada caso. principalmente o paciente com artrite reumatóide. lúpus eritematoso sistêmico e outras doenças reumatológicas. Nestes casos. porém pode e deve continuar sendo acompanhado pelo clínico geral.

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Yoshinari.S. 2nd Ed. Copyright © 2001 IDS .N. Reumatologia Para o Clínico..Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Dieppe P. In: Textbook of Rheumatology. Rheumatology: Is it Arthritis? Jamc 162(7):1011-1016. Signs and Symptoms. Edts. Kelley W. J.. Mosby. Sledge C. Philadlphia. Edts. 2000. Bonfá.. E.. .H. 1998. S. Saunders Company. Edts. Klippel J. São Paulo. Michet C. Grahame R. General Evaluation of The Patient. 1993.G..H..B. Roca. 4th Ed.D...DO. Evaluation. Ruddy S. 2000. Sergent J.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Ensworth S. In:Rheumatology. Harris E. Hunder G. London. N. A.

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relacionadas com a rotação interna e . o maior risco é o comprometimento da medula por fratura ou luxação vertebral. A cervicalgia e a cervicobraquialgia podem ser causadas pela osteoartrite e. a queixa principal é a dor com dormência nos membros superiores que piora com o repouso e melhora com exercícios leves. acompanhada de alterações de sensibilidade cutânea. muitas vezes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico No estudo da coluna vertebral cervical dolorosa. como um acidente automobilístico. nestes casos. que pode levar até a tetraplegia. A altura da zona de insensibilidade cutânea pode revelar o nível de uma lesão medular. nos quais a dor cervical e a dificuldade de movimentação da cabeça são os principais sintomas. devemos dividir as afecções em traumáticas e não-traumáticas. não são raras e se apresentam com dor no metâmero correspondente. causar os torcicolos espasmódicos. O transporte do paciente deve ser extremamente cuidadoso para se evitar maior comprometimento da medula espinhal. Por este motivo. Alterações do pulso radial. Para tanto. Dentro das afecções traumáticas. Nos casos de dor cervical após um trauma. Alterações inflamatórias da oro-faringe podem. que visa o estudo da integridade da medula espinal. como a hérnia de disco. São da maior gravidade tanto um mergulho em águas rasas. o tipo de acidente e a descrição do agente vulnerante são da maior importância. a dor cervical do trauma deve ser tratada pelo primeiro socorrista com imobilização do segmento cervical com um colar e o encaminhamento imediato para um hospital especializado. a história clínica é fundamental. As alterações discais. O exame clínico da dor cervical deve ser iniciado pelo exame neurológico.

Os espasmos e contraturas da musculatura anterior e posterior do pescoço atestam a veracidade da dor referida. em zona metamérica. bem como com os pulmões cheios de ar. as afecções da oro-faringe. principal causa da cervicalgia infantil. acompanhada de alterações da sensibilidade. Deve ser excluída. podem revelar alterações que nos fazem pensar em compressão do plexo. A rigidez cervical (coluna travada) pode estar presente nos graves casos de luxação interapofisária traumática.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O paciente se apresenta com dor irradiada para o membro superior.externa da cabeça. As compressões radiculares por hérnia de disco cervical são mais raras. principalmente nas crianças. Copyright © 2001 IDS .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . uma radiografia deverá ser feita e. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Se o exame excluir a possibilidade de lesão óssea que poderia levar a conseqüências graves para a medula espinhal. se for necessário. antiinflamatórios e o encaminhamento para tratamento fisioterápico. ressonância magnética ou tomografia computadorizada. pode-se instituir tratamento com repouso local (imobilização com colares). A médio prazo.

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Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As maiorias dos casos que afetam o ombro podem ser atendidos em unidades básicas de saúde. porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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. Amatuzzi. São Paulo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . T. Barros..J. T. 1999..E. Exame físico em ortopedia. O.L. Atheneu. M.E.P. Azze.C.M. Copyright © 2001 IDS . Rio de Janeiro. Sarvier..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. R. 1999. Ensinando ortopedia. Lech.P..

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na história clínica. vem acompanhada de espasmo muscular paravertebral. Muitas vezes. e quando ela aparece após o repouso noturno e melhora com movimentos suaves. fletindo a coluna. é a flexão dos quadris. relacionada a certos tipos de movimento e quase sempre a partir de um esforço. A dor lombar. é importante detalhar. que acarreta escoliose antálgica. quando ela se inicia após um esforço bem definido. com piora gradativa. Em seguida. deve-se pensar em compressão discal. chamada também de lombalgia. a dor se faz no membro inferior e é acompanhada de sensação parestésica em territórios correspondentes às zonas de inervação radicular. Nestes casos. A contra-prova. A dor é localizada na região lombar e se exacerba a pequenos movimentos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As doenças da coluna lombar se apresentam com dor. geralmente provocada por hérnias discais. Os movimentos de extensão e os laterais também são dolorosos. pede-se ao paciente que se incline para a frente. que acometem pacientes entre 35 e 45 anos de idade. quando se nota claramente a escoliose antálgica caracterizada pela retificação da lordose lombar e a alteração do centro de gravidade do corpo humano. movimento este muito doloroso ou até impossível de ser feito. a dor lombar precede uma ciática por um período de dias ou até de semanas. Na avaliação da lombalgia. o início dos sintomas. O exame clínico deve-se iniciar pela inspeção do paciente em pé. Esta é a dor provocada pela compressão intra-raquidiana da raiz nervosa em nível. neste momento do exame. ou dor de início insidioso. o que dá o aspecto de que o paciente está "torto". a hipótese mais provável é o da osteoartrose. . que pode ser súbita. Assim.

além de outros sinais caracterizam o comprometimento radicular. Copyright © 2001 IDS . Os sinais neurológicos. as zonas da dor e das alterações de sensibilidade. que se faz determinando. nos casos de suspeita de hérnia distal. nestes casos. Mais de 90% das herniações discais estão localizadas nos espaços L4/L5 e L5/S1 e. no membro inferior. que pioram o quadro doloroso. a radiografia deve ser feita e. o que é perfeitamente possível e sem dor. Parte importante do exame clínico é a pesquisa da irritação radicular. que é positivo em 98% das hérnias discais. A pesquisa da motricidade muscular é parte do exame neurológico. Elas correspondem às raízes afetadas. provocam perda de força de dorso flexão hálux e do pé.que se faz pedindo para que o paciente se agache como se fosse pegar do chão um objeto caído. ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Nas lombalgias rebeldes. como o sinal de Lasègue. e as manobras voluntárias de Valsalva. A palpação mostra pontos dolorosos e o próprio espasmo muscular.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

vem diminuindo cada vez mais. Copyright © 2001 IDS . analgésicos e repouso.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da lombalgia comum sem comprometimento radicular se baseia nos antiinflamatórios. Quando existe alteração radicular. hoje em dia. Fisioterapia é recomendada na maioria dos casos e a necessidade de tratamento cirúrgico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o repouso é fundamental.

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porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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1999. T.. Copyright © 2001 IDS .E..P.. R. Exame físico em ortopedia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho.L...E. São Paulo. 1999. Barros. M.P. Sarvier. Lech. T. Azze.M. Rio de Janeiro.J.C. Atheneu. Ensinando ortopedia. Amatuzzi. O.

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acompanhadas de equimose e hematomas. O paciente deve ser examinado sempre com os dois ombros descobertos para comparação. extensão e abdução. que são examinados sempre comparando-se com o lado oposto. lembrando-se que as fraturas do 1/3 proximal do úmero. profissão. na posição em pé. geralmente. muito comuns na terceira idade. Uma depressão logo abaixo do acrômio (sinal do cabide) pode caracterizar a luxação escápulo-umeral ou uma elevação da clavícula. ativamente. onde há grande incidência de fraturas. tão comum nas quedas sobre o ombro. bem como os movimentos de rotação. nível de atividade. o paciente não consegue executar os movimentos. que é estimulado a realizar movimentos de flexão. Quando. quando pressionada. se abaixa como uma tecla de piano) caracteriza a luxação acrômio-clavicular. eles são realizados . confirmada pelo sinal da tecla de piano (a extremidade da clavícula. duração dos sintomas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A idade. A coloração da pele é verificada. são. principalmente aqueles que se fazem a 90 graus de abdução. A palpação das estruturas é feita a partir da clavícula. Diminuição do arco de movimento é considerada. característicos dos processos inflamatórios das bolsas do manguito rodador (antiga doença de Duplay ou calcificações). levando-se em conta a sua simetria e a atrofia muscular. e. que podem assim ser detectadas. como as que ocorrem nas lutas ou brigas. o possível mecanismo de lesão ou a atividade de repetição devem constituir a história clínica. Deve-se dar importância à fossa supra clavicular e à posição da cabeça umeral em relação ao acrômio. Os contornos anatômicos são verificados. A área de dor deve ser apontada pelo paciente. inicialmente.

bloqueios dos movimentos de rotação de luxações umerais e diminuição da rotação interna do braço com o ombro a 90º. Copyright © 2001 IDS . podem reproduzir os sintomas da síndrome do impacto. bloqueios e movimentos anômalos são detectados. Cliques podem ser evidência de problemas intra-articulares. no passado. Eventuais pontos dolorosos. chamada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .passivamente pelo examinador. de bursite do ombro.

Radiografia se impõe. com fisioterapia. cirúrgico. A manutenção da amplitude articular é importante para se evitar a capsulite adesiva (ombro congelado). As fraturas da clavícula são facilmente diagnosticadas pela palpação e exigem tratamento de imobilização. mas o ideal é que seja feita a redução em um hospital e depois da confirmação do diagnóstico por radiografia. que se caracteriza pelo aparecimento de uma "bola" na região anterior do braço quando o paciente é instado a fletir o cotovelo e que corresponde ao ventre muscular contraído sem o apoio de sua inserção é. com enfaixamento tóraco braquial ou em "8". na maioria das vezes. As infiltrações intra-articulares de derivados da cortisona devem ser evitadas quando não se tem um diagnóstico preciso. . As rupturas ligamentares e tendinosas no ombro são raras. A mais freqüente é a ruptura do cabo longo do bíceps. cujo tratamento é mais complexo por exigir medidas hospitalares. detectadas pela história clínica e pelo exame podem até ter indicação cirúrgica. As alterações inflamatórias crônicas ou subagudas podem ser tratadas com medicação antiinflamatória e aplicações de calor profundo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento As fraturas do úmero no seu 1/3 superior. Pode ser tentada com manobras sem anestesia. As luxações de ombro são de redução de urgência.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

As luxações acrômio-claviculares são. quando completas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . porém a inter-consulta com serviço de ortopedia de forma harmônica deve ser uma constante.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos que afetam o ombro pode ser atendida em unidades básicas de saúde. Copyright © 2001 IDS . de tratamento cirúrgico.

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M..E. R. Lech.. Ensinando ortopedia.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barros Filho. O.P. Barros. Exame físico em ortopedia. Rio de Janeiro. 1999.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . M...C.P..E. Sarvier. T. Azze. Copyright © 2001 IDS .L. Amatuzzi. Atheneu. T. 1999.J. São Paulo.

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anemia. anti-secretores ou pró-cinéticos) por um período de 4 a 8 semanas. antiinflamatórios não-esteróides.) a doença do refluxo gastroesofágico. síndrome do intestino irritável. em caso de positividade. o primeiro passo é excluir. preferencialmente. ultra-som. disfagia. um reconhecido fator ulcerogênico. Os indivíduos com resultados negativos para H. idade esta que pode mudar a depender da experiência local (entre 35 e 55 anos). linfadenopatia. pHmetria e eletromanometria. dor abdominal intratável. os pacientes com resultados positivos e negativos que não melhoram com o tratamento instituído (para erradicação ou empírico) são submetidos à esofagogastroduodenoscopia). vômitos recorrentes. respiratório) e. Nesta abordagem. aerofagia. massa abdominal. vômitos funcionais (psicogênicos) e consumo de medicamentos (por exemplo. odinofagia. icterícia. anorexia. emagrecimento. narcóticos e opiáceos). Caso haja recursos disponíveis. Esta estratégia de investigação da . febre. dor de origem pancreatobiliar. tomografia. (2) uso crônico de antiinflamatório hormonal não-esteróide. a endoscopia digestiva alta é indicada se o paciente apresenta : (1) "sinais de alarme" (por exemplo. Finalmente. com o auxílio da história clínica e. história de câncer familiar). endoscopia. eventualmente. pylori. os pacientes são primeiro testados para a presença do Helicobacter pylori (teste sorológico ou. exames complementares (por exemplo. tratados para erradicação do H. pylori são primeiramente tratados de modo empírico (por exemplo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um paciente com dispepsia. (3) idade acima de 45 anos pelo risco de câncer gástrico. evidência de sangramento digestivo.

Se.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . independentemente da faixa etária. Desta forma. o que. ao lado da dificuldade de acesso aos exames não-invasivos para H. a freqüência de exames endoscópicos seria reduzida em 18%. o que significa menor custo. A utilização desta abordagem no Brasil implicaria o tratamento com antibióticos para erradicação do H. Contudo. A úlcera duodenal foi o achado mais comum. sintomas de refluxo gastroesofágico. Nesta situação. alguns pré-requisitos são necessários para que esta abordagem seja vantajosa do ponto de vista de custo-benefício: a) ela é válida em locais onde a endoscopia é muito onerosa (mais de US$500). Três casos de neoplasia gástrica foram identificados: dois no grupo dismotilidade e um no tipo úlcera. estes fatores estão presentes. b) a freqüência do H.dispepsia reduz em pelo menos 50% o exame endoscópico. a freqüência de endoscopias normais ou com LIM foi de cerca de 80% nos pacientes jovens (<31 anos) com dispepsia tipo dismotilidade. pylori na população deve ser baixa (<50%). a freqüência de achados anormais à endoscopia foi mais elevada (>50%). A freqüência de endoscopias normais ou com lesões inflamatórias mínimas (LIM = gastrite e duodenite não-erosivas) foi de 50% e 37%. à própria amoxicilina. 38% tipo úlcera e o restante. testes respiratórios). o que é mais preocupante. respectivamente. desafogando e diminuindo os custos dos já sobrecarregados serviços públicos de endoscopia. o emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticos revelou que 51% apresentavam dispepsia do tipo dismotilidade. propiciaria o aparecimento de cepas resistentes ao metronidazol e. Copyright © 2001 IDS . o mesmo não ocorre em países em desenvolvimento. como o Brasil. além de desnecessário e custoso. pylori num contingente enorme de pacientes. para um correspondente de 40 a 50% em condições semelhantes nos dispépticos tipo úlcera. Todos tinham mais de 50 anos de idade. Já nos pacientes com dispepsia tipo úlcera. pylori é elevada (70-90%) e o custo da endoscopia é bem inferior a US$500 (entre US$80 e 100). para os com dispepsia tipo dismotilidade e tipo úlcera. considerando a facilidade e o custo mais baixo da endoscopia digestiva alta em nosso meio. onde a freqüência do H. tornando a abordagem do "testar e tratar" viável. Em nosso meio. justificando a exploração endoscópica imediata. em países desenvolvidos. Quando a divisão por faixa etária foi considerada. a tática de se realizar a esofagogastroduodenoscopia de imediato nos pacientes dispépticos para se afastar doença orgânica parece-nos a mais apropriada. pylori (por exemplo.

duodenite erosiva. Copyright © 2001 IDS . pylori é controvertida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Finalmente. A erradicação do H. numa recente revisão.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Por enquanto. não havendo ainda uma resposta definitiva para o assunto. pylori em pacientes com dispepsia funcional. pylori-positivos com úlcera péptica gastroduodenal. vale ressaltar que a relação entre dispepsia funcional e H. não se mostrou eficaz na resolução dos sintomas no acompanhamento a longo prazo. persistem as indicações para tratamento de erradicação da bactéria em pacientes H. linfoma gástrico MALT de baixo grau e gastrectomizados por câncer com estômago residual.

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é que de deverão ser encaminhados. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Os pacientes deverão ser seguidos em unidade básica de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . algumas vezes encaminhados para realização de endoscopia e. somente quando os sintomas forem incoercíveis com a medicação de apoio.

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Talley N J. Muckadell O B S. Talley N J. Stanghellini V.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Mattos N L B et al. Lancet 1994. Empirical H2-blocker therapy or prompt endoscopy in management of dyspepsia. Copyright © 2001 IDS . Arq Gastroenterol 1998.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bytzer P. AGA Technical Review: evaluation of dyspepsia. Gut 1999. 35: 181-5. 343: 811-6. Ornellas L C. Hansen J M. Heading R C et al. Functional gastroduodenal disorders. 45 (Suppl II): II 37-42. Gastrenterology 1998. Emprego da endoscopia digestiva alta em pacientes dispépticas. Agréus L et al. 114: 582-95. Meirelles G S P. Silverstein M D.

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polaciúria e aumento da frequência. dor lombar à punho percussão. infecções urinárias prévias. como as prostatites. A disúria pode ser uma das queixas presentes na calculose ureteral distal. nictúria e enfraquecimento do jato urinário. Aproximadamente um terço das disúrias permanece sem diagnóstico clínico definido (síndrome funcional da bexiga ou uretrotrigonite) podendo estar incluídas causas hormonais (deficiência de hormônios femininos na amamentação e na menopausa) e outras causas pouco conhecidas. alterações prostáticas. dor à palpação suprapúbica. presença de febre. presença de globo vesical palpável. devemos observar se há queda do estado geral. Ao exame físico. A investigação do paciente deve começar com a caracterização da disúria na anamnese de acordo com a fase do jato urinário.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia DISÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia O termo disúria caracteriza dor durante as micções e é. sinais de irritação cutânea em glande. antecedente de litíase. taquicardia e taquipnéia (buscando sinais precoces de sepse). muitas vezes referido por pacientes como ardor ou sensação de queimação na uretra. presença de secreção uretral. Em homens. podem cursar com disúria e outras queixas vagas. dor à palpação e/ou sinal flogístico . vesicais). hematúria. podendo apresentar irradiação suprapúbica ou ser localizado em meato uretral. A queixa de disúria é normalmente acompanhada por urgência miccional. Adisúria inicial freqüência em doenças uretrais) e a terminal associa-se mais a doenças da bexiga. febre. devendo ser sempre pesquisada a presença de descarga uretral.

Em mulheres. devemos observar genitália externa. verificando a ocorrência de vulvovaginites.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sugerindo diagnóstico de prostatite.em testículos e epidídimos. Nos homens deve-se completar o exame com o toque retal. abscesso ou hiperplasia benigna de próstata. Copyright © 2001 IDS . verificando o tamanho prostático e se a próstata está dolorosa e/ou com sinais flogísticos (aumento de temperatura e flutuações).

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Encaminhamento|Bibliografia HEMATÚRIA Quadro clínico e Epidemiologia A hematúria é definida como a eliminação de eritrócitos pela urina em quantidade anormal. quando. Para a detecção de hematúria. ou "visível a olho nu". Já a hematúria microscópica. Elas podes ser classificadas como macroscópicas. ou microscópicas. são detectadas quantidades maiores que 3 hemácias por campo. Apesar do aparato disponível nos dias de hoje. A hematúria macroscópica apresenta-se. em geral. em geral. enquanto que coleta após exercício físico ou urinas hipotônicas . vale a pena ressaltar que a reação decorre tanto do contato com hemoglobina quanto de mioglobina. decorrente de hemólise). com mais de 106 hemácias por ml de urina ou acima de 10 hemácias por campo microscópico (com aumento de 40 vezes). Além disso. o aspecto de urina hematúrica deve ser diferenciado da pigmentúria (após a ingestão de alimentos ricos em caroteno. anilina e de algumas medicações). mioglobinúria (decorrente de destruição muscular). Macroscopicamente. tem a sua definição e valor anormal variáveis para cada laboratório. sendo consideradas alteradas as amostras de urina com mais de 104 hemácias por ml de urina ou 3 a 5 hemácias por campo. Porém. em pelo menos duas amostras. ingestão elevada de vitamina C pode produzir resultados falsos negativos. detectável apenas no exame de urina. hemoglobinúria (presença de hemoglobina livre na urina. 10 a 15% das hematúrias não têm causa detectável. Desta maneira. a sensibilidade das fitas reagentes supera 90%. mas com especificidade mais baixa. com cor variável de marrom escuro a vermelho. quando forem detectáveis apenas em exames laboratoriais. podem ser utilizadas fitas reagentes.

para a diferenciação entre hemoglobinúria e mioglobinúria. pode ser utilizado o exame microscópico da urina após centrifugação. há hemoglobina livre no soro. se for claro. Para a diferenciação na hematúria entre hemoglobinúria e mioglobinúria. Se o sobrenadante for rosa. porém. que é submetida a centrifugação. é feito o diagnóstico de mioglobinúria. deve ser coletada amostra de sangue. o que também pode afetar os resultados. Copyright © 2001 IDS .não-examinadas logo após a coleta podem gerar resultados falsos positivos. enquanto que. A presença de grande número de eritrócitos na urina comprova o diagnóstico de hematúria.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . É importante que não haja contaminação durante a coleta da urina.

como febre e sudorese. irradiação. fatores de melhora e piora. A localização da dor deve especificar o local de início. podem ser característicos de apendicite. náusea. é fundamental obter dados sistêmicos. como anorexia. a dor abdominal é generalizada e piora com a movimentação. como disúria. rins e ureteres) podem manifestar alterações em todo andar inferior do abdome e alguns dados clássicos. mudança e irradiação. Nos casos de irritação peritoneal pela presença de sangue. hematúria. vômitos. ocorrendo nos casos de adbome agudo hemorrágico. localização. dor em fossa ilíaca esquerda pode ser sugestiva de diverticulite. como dor em fossa ilíaca direita após início periumbilical. Quanto à característica. tubas uterina. ureter. característica da dor. alterações do trato gastrintestinal. alterações urinárias. A dor pélvica pode ter início súbito. A avaliação ginecológica inclui questionamento específico. lembrando que órgãos pares (ovários. destacando-se os antecedentes . ou gradual. como às relativas ao aparelho locomotor e neurológico e à questão psicológica. polaciúria e urgência miccional e outras alterações referidas pelo paciente que possam estar relacionadas às causas menos comuns de dor pélvica. relacionada à distensão visceral (apêndice. eliminação de gases e atividade intestinal. intestino). a dor pode ser contínua ou em cólica. pus ou conteúdo fecalóide. A partir das etiologias citadas como possíveis participantes do processo doloroso. como nos processos inflamatórios (abscesso tubo-ovariano) ou nas obstruções intestinais.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico A dor deve ser caracterizada segundo alguns aspectos: início do sintoma.

edema de parede. Em seguida. alça ileal sentinela em fossa ilíaca direita. apagamento da linha pré-peritoneal. Grandes tumores uterinos. Além disso. presença de líquido entre as alças intestinais e pneumoperitônio. os ruídos. observa-se a presença de massas e possíveis quadros de irritação peritoneal. Nos casos de suspeita de acometimento genital. que pode significar gestação inicial ou mesmo prenhez ectópica. as paredes vaginais e o conteúdo vaginal. O exame do abdome inclui inspeção. Tumores malignos de ovário em seus estádios avançados podem cursar com ascite. análise das mucosas. o colo uterino e os fórnices vaginais. dispareunia (dor na relação sexual) de penetração e/ou de profundidade e sinusiorragia (sangramento na relação sexual). habitualmente. avaliando-se forma. como miomas. especialmente quando timpânica. Em pacientes obesas. Avalia-se as paredes vaginais. O toque retal é realizado em pacientes virgens para permitir a avaliação dos órgãos genitais internos. realiza-se por meio do toque bimanual. nível hidroaéreo em íleo.menstruais. A radiografia simples de abdômen deve ser realizada com o paciente em pé e em decúbito dorsal horizontal para se identificar possíveis quadros obstrutivos ou perfurações através da observação de pneumoperitônio. hidratação. alças intestinais dilatadas e líquido na cavidade peritoneal. simetria e presença de cicatrizes cirúrgicas. a caracterização dos ciclos menstruais. De modo auxiliar. Ao exame especular. ficam abolidos. O exame físico deve ser completo. há dificuldade nesta avaliação. assim como em pacientes em que o toque vaginal não é possível. assim como gestantes após o primeiro trimestre. Nos quadros sugestivos de apendicite. observa-se o colo uterino. volume. avaliando estado geral do paciente. além de cálculos renais radiopacos. quando identifica-se a idade da primeira menstruação (menarca). ou neoplasias ovarianas podem alterar o volume abdominal. refletindo distensão das alças intestinais ou maciça em situações de bloqueio e localização de processo inflamatório. o examinador pode realizar a ausculta da região abdominal com o intuito de observar a presença de ruídos hidroaéreos que denotam atividade peristáltica do intestino. O toque vaginal deve ser realizado apenas em pacientes que já iniciaram atividade sexual com penetração vaginal. avaliação cardíaca e pulmonar. a presença ou não de cólicas menstruais e o atraso menstrual. A palpação superficial do abdome avalia a sensibilidade e o tônus abdominal. apagamento do músculo psoas. Nos casos de hemorragia ou infecção intraperitoneal. o médico examinador deve ter prática nas etapas descritas a seguir. . a avaliação do corpo uterino e das regiões anexiais. e antecedentes sexuais. escoliose para a direita. a percussão abdominal pode trazer informações. desvio das alças intestinais para a esquerda. condição que pode ser percebida à inspeção abdominal. questionando idade da primeira relação sexual (coitarca). complementando com todos os dados sistêmicos possíveis. antecedentes obstétricos detalhando gestações. existem algumas imagens clássicas que podem ser observadas na radiografia simples de abdome: presença de fecalito na fossa ilíaca direita. como endometriomas ou granulomas de corpo estranho em cicatrizes cirúrgicas. perceptíveis à manobra de descompressão brusca. Na palpação profunda. partos e abortos. o tecido adiposo e presença de nódulos na pele. como estenoses vaginais congênitas ou pósradioterapia. tomada de pulso e pressão arterial.

apêndice e alças intestinais.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Por vezes. A tomografia computadorizada é útil na localização de abscessos intraperitoneais e nos casos de doenças musculares e neurológicas. Miomas uterinos são facilmente identificáveis. ovários. investindo. o equipamento de vídeo permite a precisa documentação do procedimento. assim como praticamente todos os órgãos doentes que necessitem ser extirpados ou reparados. o que pode ser útil no caso de situações duvidosas. estabelecidas na tentativa de se resolver o processo sem a certeza etiopatogênica. no tratamento da moléstia identificada: processos infecciosos podem ser drenados. porém as tubas uterinas não são visualizadas ao exame. A laparoscopia tem papel inquestionável nos dias atuais em diversos aspectos da abordagem médica. como tubas uterinas. tanto no diagnóstico como na terapêutica de diversas doenças em praticamente todas as especialidades clínicas. A observação de imagem anexial complexa e líquido na cavidade peritoneal sugere rotura de cisto anexial ou prenhez ectópica (quando associado a dosagem de gonadotrofina sérica positiva). o que elimina as terapêuticas empíricas. A ressonância nuclear magnética pode complementar a avaliação.A ultra-sonografia pélvica é exame essencial para a completa avaliação ginecológica. nos casos de prenhez ectópica ainda íntegra. Este papel da laparoscopia tem extrema validade. retosigmoidoscopia e colonoscopia são úteis nas situações específicas para cada doença. especialmente com transdutor vaginal. em seguida. Copyright © 2001 IDS . processos hemorrágicos podem ser corrigidos. Exames como urografia excretora. opta-se por procedimento cirúrgico no sentido de se resolver eventuais dúvidas em diagnóstico diferencial. que permite evidenciar detalhes das regiões anexiais. Além disso. é possível se visualizar o embrião com batimentos cardíacos fora do útero. pois permite que se identifique de forma correta o real motivo do quadro clínico apresentado pela paciente. Em dor pélvica.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da dor pélvica é específico para cada situação abordada. torção de cisto anexial ou mioma. Na presença de hemorragia e/ou abscesso intraperitoneal. conforme a gravidade do caso. urinária e intestinal devem ser tratados com antibioticoterapia e. com as correções anatômicas necessárias. o tratamento é cirúrgico. clinicamente. Copyright © 2001 IDS . apendicite e alguns quadros de obstrução intestinal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . estando envolvida indicação clínica e cirúrgica. Os casos de infecção genital. antiinflamatórios não-hormonais ou derivados de opióides. a paciente pode apresentar melhora da dor com analgésicos.

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Endometriose: uma visão contemporânea..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia ABRÃO. Revinter. Copyright © 2001 IDS . 2000. Rio de Janeiro. M. 1a ed.S.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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. sensibilidade. as prostatites. quer pelo PSA suspeito (maior que 4ng/ml) pode estar indicada biopsia trans-retal de próstata para esclarecimento diagnóstico. como a hiperplasia prostática benigna. O PSA é marcador da presença de tecido prostático. Quando esta relação for menor que 0. tônus esfincteriano. estratificação do PSA por idade. reflexo bulbo cavernoso. e sua natureza e duração. como densidade. tem-se dado ênfase à relação PSA livre/total. sendo que 25% dos pacientes com Hiperplasia prostática benigna apresentam PSA>4ng/ml. (2) toque retal: características prostáticas (volume. quer pelo toque retal suspeito. A avaliação dos sintomas deve incluir: (1) história clínica: presença de sintomas obstrutivos ou irritativos. irregularidades. as cistites e as disfunções neurogênicas da bexiga. (3) exames de urina. pelo menos 20% dos pacientes com câncer prostático apresentam PSA dentro do limite da normalidade (entre 0 e 4ng/ml).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Tenta-se hoje substituir o termo prostatismo por "sintomas do trato urinário inferior" a fim de frisar que são características comuns a diversas doenças.18 há maior chance de se identificar câncer de próstata. Na suspeita de câncer prostático. ou PSA em inglês). uso de medicações. avaliação do histórico sexual. consistência. dosagem de creatinina e do antígeno prostático específico (prostatic-specific antigen. limites. Por outro lado. o câncer prostático. velocidade. antecedentes de cirurgias. a esclerose do colo vesical. mobilidade). Quando o PSA se localiza entre 4 e 10ng/ml. apesar de existirem várias opções para sensibilizá-lo. a estenose de uretra.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

supressão androgênica. reverter insuficiência renal e prevenir futuros episódios de hematúria. litíase vesical e hematúria. melhorar esvaziamento vesical.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento de qualquer doença depende de sua magnitude. 2 vezes ao dia). Alfa bloqueadores. necessidade de reoperação. Os principais alfa-bloqueadores são prazozina (1-5 mg. terazozina(2-10 mg. Esse tônus é mediado por receptores alfaadrenérgicos. As conseqüências da hiperplasia prostática benigna não tratada incluem sintomas urinários baixos. Estudos clínicos de longo prazo mostram uma resposta durável acima de 42 meses. em parte. esvaziamento vesical incompleto. sendo a resposta clínica rápida e dose-dependente. O tratamento visa diminuir obstrução infravesical. retenção urinária. 2 vezes ao . insuficiência renal. falência do resultado. São medicações seguras e relativamente eficazes para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. litíase vesical e retenção urinária. que incluem morbidade. infecções urinárias recorrentes. inibidores da aromatase e extrato de plantas (fitoterapia). além de representar alternativa terapêutica para pacientes sem condições cirúrgica. O entusiasmo pelo tratamento medicamentoso deve-se. Os resultados do tratamento medicamentoso são clinicamente significativos e resultam em efeitos colaterais menores. disfunção detrusora. O tratamento medicamentoso da hiperplasia prostática benigna inclui alfabloqueadores. A hiperplasia prostática benigna ocorreria em parte por obstrução causada por tônus muscular prostático. infecção. efeitos clínicos incidência e efeitos do tratamento e morbidade relacionada. pelas limitações da prostatectomia. providenciar alívio sintomático.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A hiperplasia prostática benigna é consequência da ação da dihidrotestosterona .. Alguns estudos relatam que a Serreno a aspens pode bloquear a 5 alfa-redutase. 2 vezes ao dia). realiza-se a prostatectomia via transvesical ou retro-púbica. Fitoterapia é o uso de extrato de plantas para uso medicinal. Supressão androgênica. sem alterar o valor do PSA.dia). A finasterida é um inibidor competitivo da enzima 5 alfa-redutase.4 mg/ uma vez ao dia). No caso do câncer de próstata. É difícil saber a verdadeira eficácia destas medicações comparadas ao placebo. doxazozina (4-8 mg/ uma vez ao dia). O tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna é a ressecção trans-uretral. o tratamento dependerá do seu estadiamento. tamsulodina (0. Copyright © 2001 IDS . alfluzosina (3-4 mg. A Finasterida pode causar disfunção sexual. reduzindo o nível sérico do PSA em aproximadamente 50%. Hipotensão postural é o principal efeito colateral dos alfa-bloqueadores. Para as próstatas de maior dimensão. embora tenham surgido outras formas de terapêutica minimamente invasivas.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O atendimento a sintomas urinários baixos no homem pode e deve ser realizado em unidades básica de saúde. porém com hipótese diagnóstica prévia bem-determinada. A referência a um serviço de urologia deve ocorrer sempre que possível. baseada em história e exame físico.

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Mc Neal JE: The prostate and prostatic urethra: a morfologic synthesis. Campbell's Urology. 1998. J Urol 1972.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 7th ed. 107:1008-1016. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Walsh PC et al.

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quantidade aproximada de sangue perdido e tratamentos realizados são dados importantes na anamnese. antecedentes pessoais e familiares. A rinoscopia anterior permite especificar melhor o ponto hemorrágico na fossa nasal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diante de um doente com hemorragia nasal. Na grande maioria dos casos. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . não são necessários exames complementares. a avaliação clínica e o exame das cavidades nasal e oral são fundamentais para uma conduta terapêutica adequada. início da hemorragia. epistaxes precedentes. Idade.

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ou na presença de sangramento difuso. Na falta de balões especiais . Pode-se usar também eletrocoagulação (unipolar ou bipolar). uma mecha de gaze embebida em substância hemostática. são infladas com ar. na fossa nasal. de trás para frente. Pode-se usar também tampões reabsorvíveis. ácido crômico ou com galvanocautério após anestesia tópica com lidocaína. Tamponamento anterior: quando a hemorragia é mais intensa. quando é uma hemorragia de uma arteríola anterior. realizando-se pressão difusa sobre a mucosa nasal. ácido tricloroacético. Cauterização: a hemostasia local pode ser realizada por cauterização do ponto sangrante com utilização de nitrato de prata (pérola ou solução a 80%). furacinada ou vaselinada. A manobra fica mais eficiente se usarmos um algodão embebido em substância hemostática ou vasoconstritora dentro da fossa nasal. após prévia anestesia tópica. após colocadas na fossa nasal. utiliza-se o tamponamento anterior.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Localizado o ponto sangrante pela rinoscopia. Introduz-se. apertando-se com o dedo a asa nasal contra o septo por alguns minutos. de localização posterior. Estes balões devem ser desinflados a cada 24 horas para não causar necrose local. até a narina preenchendo toda a fossa nasal sob pressão. O tamponamento anterior deve ser removido em 48 ou 72 horas. Existem também sondas (balões) de borracha infláveis que. ou quando os métodos anteriores não deram resultados satisfatórios. pode ser feita uma hemostasia local por compressão digital. como esponja cirúrgica absorvível ou hemostáticos cirúrgicos absorvíveis.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O tampão é. deve-se utilizar antibioticoterapia sistêmica para prevenir infecções. puxado pelo fio na fossa nasal e comprimido na região do cavum e nas coanas nasais. É realizado com um "bolo" de compressas de gaze. amarradas com 2 fios de extremidades longas e passadas pela boca na rinofaringe e fossa nasal puxados por uma sonda de nelaton introduzida na fossa nasal até a faringe. Em casos de tamponamento. então. número 14 ou 16. que. Copyright © 2001 IDS . pode ser improvisada a sonda de Foley. usada em sondagem vesical. quando não se consegue visualizar o ponto sangrante e quando o tamponamento anterior foi ineficaz.para nariz. tamponamento posterior: Deve ser realizado por quem tem prática ou treinamento para tal e é indicado quando o sangramento é intenso.

Ligaduras da artéria maxilar interna ou da esfenopalatina podem ser realizadas por especialistas. pode-se fazer cauterização elétrica sob visão microscópica ou endoscópica sob anestesia geral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Em casos de epistaxes rebeldes. responsáveis pela vascularização das fossas nasais. Copyright © 2001 IDS . Outro recurso é a embolização seletiva dos ramos da carótida externa e interna.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Bento.Otorrinolaringologia Clínica e Cirúrgica.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Miniti. . Atheneu. O.. Butugan.. R. Rio de Janeiro. F. A. Copyright © 2001 IDS . 1993.

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as fontes de hemorragia podem ser mais facilmente identificadas. mais invasiva. que facilita o planejamento terapêutico. Outras abordagens diagnósticas. a centros terciários. que podem ser feitas no ambulatório. O exame proctológico. A grande vantagem dos métodos endoscópicos é a possilidade do diagnóstico histopatológico. porém têm papel complementar no diagnóstico visando o planejamento do tratamento fora da urgência. injetados sistemicamente. As radiografias contrastadas do tubo proximal e distal perderam espaço nos episódios agudos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Quando próximas da boca ou do ânus. além da palpação digital. diagnosticar as patologias sangrantes do esôfago. permite o exame de todo o colo e. inclui a retoscopia e a sigmoidoscopia. Os pacientes que necessitarem de investigação complementar deverão ser encaminhados a ambulatório especializado que tenha os recursos e se este não resolver. A colonoscopia. às vezes. estômago e duodeno. . só disponíveis em grandes centros. incluem a monitorização angiográfica ou cintilográfica do sangramento por meio de contrastes radiopacos e radiofármacos. É o exame complementar de primeira escolha. com grande precisão. do íleo terminal. quando a endoscopia falha. A endocopia digestiva alta pode. Os métodos que mais se prestam a esta tarefa são os endoscópicos.

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Pode-se assumir que metade destes pacientes terá complicações graves e 1/5 a 3/4 desta metade falecerão. apenas com medidas de suporte. Nas varizes de esôfago. No entanto. o tratamento posterior deve incluir o tratamento da úlcera e a erradicação da bactéria Helicobacter pylori.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O objetivo primário do tratamento é a hemostasia. mais de 65 anos e necessidade de transfusões repetidas. que deve ser instalada sem demora à entrada. As úlceras pépticas hemorrágicas param espontaneamente de sangrar em 80% das vezes. Os cânceres gástricos raramente sangram copiosamente. o que impedirá o reaparecimento da úlcera. A cirurgia é o melhor tratamento. São fatores preditores de mau prognóstico: choque hipovolêmico à entrada. a endoscopia pode se acompanhar da injeção de substâncias esclerosantes visando a hemostasia. nos casos de hemorragia digestiva alta ou de graves enterorragias. por meio de cateterização venosa. Compete ao médico de família repor a volemia e providenciar transferência. no atendimento de emergência. . a primeira providência é a restauração da volemia por meio da infusão rápida de soluções ressuscitadoras ou de sangue. Obtida a hemostasia por via endoscópica. O secundário é a eliminação da fonte de sangramento. A hemostasia endoscópica para os casos em que o sangramento persiste ativo ou intermitente é eficiente e apenas poucos pacientes serão levados à mesa de cirurgia para operações de emergência. Devem ser rapidamente encaminhados a grandes centros para investigação.

em que se ressecam os mamilos hemorridários. das parasitoses e das colites específicas resolve-se com tratamento medicamentoso. A maioria das disenterias. incluindo seguimento a longo prazo. é fundamental identificar que o sangramento pregresso originou-se desta condição. o sangramento retal pode provir de uma lesão do reto ou do cólon de origem neoplásica. com os métodos endoscópicos para detecção de lesões associadas (câncer). Esses pacientes devem fazer acompanhamento em hospitais terciários. é fundamental orientar o paciente sobre mudanças do hábito dietético.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . No sangramento incontrolável. De qualquer modo.Se a extirpação cirúrgica não for indicada devido à disseminação da doença. como a fulguração. que é facilmente tratada por procedimentos que incluem a ablação por métodos físicos. a mais comum é a doença hemorroidária. As lesões neoplásicas do intestino grosso têm indicação cirúrgica. a crioterapia e a ligadura elástica. antes de aplicar estes métodos. Copyright © 2001 IDS . implicando encaminhamento do paciente para centros terciários. químicos. Antes da indicação de qualquer tratamento local da hemorróida. como a injeção de agentes esclerosantes e cirúrgicos. é imperiosa a localização da área do sangramento para a indicação de cirurgia. coincidentemente com as hemorroídas. A enterorragia proveniente da doença diverticular dos cólons e da angiodisplasia pode ser tratada com medidas de suporte. Entre as poucas patologias orificiais que provocam sangramento expressivo. As perdas hemáticas no jejuno são mais raras e de diagnóstico e tratamento mais complicado. com aumento da ingestão de verduras. pois. frutas e e cereais fibrosos. com o objetivo de evitar a obstipação intestinal. o tratamento radioterápico é medida que pode ser aplicada com bastante eficiência hemostática. As colites inespecíficas são de curso crônico.

verminoses que causem sangramento crônico e úlceras com erradicação do H. Copyright © 2001 IDS . Alguns pacientes com doenças mais complexas precisarão de seguimento em ambulatório especializado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Algumas das causas de hemorragia digestiva cabem ao médico de família tratar. Outras. com reposição volêmica e.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . pylori. cabe a ele atender em emergência. encaminhar para centros terciários que disponham de métodos diagnósticos. encaminhando para investigação antes que se instale uma situação de emergência (paciente com varizes de esôfago pode fazer tratamento escleroterápico sem que haja sangramento). Cabe ao médico tratar hemorróidas. Também cabe a ele identificar os pacientes de risco.

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Gastroenterologia & Hepatologia Diagnóstico e Tratamento. São Paulo. A. 1990 Mincis Moysés. Lemos Editorial. Laudanna.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . (ed. 1997 Copyright © 2001 IDS .). Livraria Editora Santos. SP.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gastroenterologia clínica.A. São Paulo.

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1996.."O Olho e a Visão"(O que fazer pela saúde ocular das nossas crianças). . 1998. Brasília."Auxiliar de Oftalmologia"(Série Oftalmologia USP). Alves.P.E. Delgado. São Paulo: Roca. N.L. V. Arieta. R.. Ministério da Educação. Copyright © 2001 IDS . 2001.S.E.N...L. N. Bussiki. Kara-José.S. Campinas: Ipsis. Arieta. C."Manual da Boa Visão". C.R. Kara-José.N. 5ª Edição..>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Oliveira. A.. 2000.. Manual da Boa Visão do Escolar.L. Oliveira. .C. M. Kara-José.M. São Paulo: Vozes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Kara-José.C. R.

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de 17 a 19 graus. onde se encontram as células . localizada na frente da íris. Função camparável ao diafragma de uma máquina fotográfica. localizada na porção interna do olho. vascular. Tem como principal função permitir a entrada de raios de luz no olho. Retina: camada fina. Sua função é focalizar os raios de luz na retina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ANATOMIA DO OLHO entendendo como nós enxergamos Ao imaginarmos o olho como uma máquina fotográfica: Córnea: é uma membrana transparente com 0. transparente. Seria comparável à lente da máquina fotográfica. Íris: disco colorido com um orifício central (Pupila). O cristalino tem capacidade de convergência.5 mm de espessura.dilatação da pupila. ambiente com pouca luz . Sua função é controlar a quantidade de luz que entra no olho: ambiente com muita luz contração da pupila. Cristalino: lente biconvexa. flexível (capaz de modificar sua forma). que se localiza atrás da íris.

Como enxergamos: Os raios de luz. Humor Aquoso é um líquido transparente. pupila. Continuando seu trajeto. que preenche o espaço entre a córnea e a íris. e Bastonetes: responsáveis pela visão periférica e noturna). A região da retina responsável pela visão central é a Mácula. Humor Vítreo é uma substância viscosa e transparente. Caso ocorra uma perda desse paralelismo ocular. O desenvolvimento perfeito da visão de profundidade (estereopsia) somente ocorre quando os 2 olhos têm boa visão e sua fixação para o mesmo ponto no espaço. A interpretação da visão pelo cérebro se faz por comparação com imagens previamente armazenadas. atingem o córtex occipital e propiciam a formação da imagem visual. Impedem que partículas e poeira caiam dentro do olho. para o nariz e garganta. Possui várias glândulas. esses raios são absorvidos pelos cones e bastonetes. Possui poucos vasos e sua função é de proteção ocular. até a córnea (excluindo-a). a lágrima é escoada pelos pontos lacrimais situados na porção interna das pálpebras. Sua função é transformar os estímulos luminosos em estímulos nervosos. Sua principal função é a nutrição da córnea e cristalino. os cílios e as pálpebras são considerados protetores do globo ocular. que. A capacidade de interpretação de imagem precisa ser totalmente desenvolvida já nos primeiros anos de vida. Nos primeiros anos de vida. além de regular a pressão interna do olho. cujas secreções fazem parte da lágrima. para atingirem a retina. atravessam a córnea. onde se localizam os cones. de lá. parte desce para o nariz e parte é absorvida pela conjuntiva. a lágrima passa pelos canalículos. sob pena de ter seu potencial prejudicado. semelhante a uma gelatina que preenche a porção entre o cristalino e a retina. Músculos: cada olho possui 6 músculos. qualquer diminuição da transparência das estruturas a serem atravessadas pela luz ou formação de imagens fora da retina podem ocasionar deficiência visual irreversível. transformando-se em ondas elétricas. Também recobre a parte interna das pálpebras inferiores e superiores. o que ocorre durante o movimento de piscar. Anexos: as sobrancelhas. . Na retina. o mesmo processo ocorre com toda medicação colocada no olho.foto-receptoras (Cones: responsáveis pela visão central e de cores. o paciente apresenta estrabismo ("vesguice"). Aparelho lacrimal: a glândula lacrimal. é drenada para o saco lacrimal e. localizada próximo à sobrancelha no lado temporal. cristalino e vítreo. As pálpebras também têm como função a distribuição da lágrima e varredura de corpos estranhos. que possibilitam sua movimentação para todos os lados. humor aquoso. através do nervo óptico. Esclera é a parte branca do olho. que recobre a esclera da porção visível do olho. Após lubrificar e colaborar na captação de oxigênio para a córnea. Daí a necessidade de a retina e o cérebro receberem estímulos visuais nítidos desde o nascimento. Existe uma sincronia nos músculos dos dois olhos para que permaneçam mirando na mesma direção. Conjuntiva é uma película vascular. fabrica a maior parte da lágrima que irriga o olho. Parte da lágrima é evaporada.

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utilizando a letra "E" (escala de sinais de Snellen). ou seja. de perceber a forma e o contorno dos objetos. Fig. pedindo-se ao examinado que mostre com a mão ou verbalize para que lado o sinal apontado está direcionado.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo MEDIDA DA ACUIDADE VISUAL Acuidade Visual (AV) é a capacidade do olho de identificar detalhes. Escala de sinais de Snellen . A acuidade visual pode ser medida com a aplicação de teste simples.

começando pela linha 0. 3) Tampe um dos olhos com um tampão que pode ser feito de cartolina ou papel grosso. mas não substitui o exame oftalmológico.7 com cada olho separadamente. 7) Caso o examinado não consiga acertar a direção de pelo menos 3 figuras da linha 0. . 4) Um ajudante apontará as figuras da tabela. O teste da acuidade visual pode ser. deve usá-los durante o teste.TESTE DA VISÃO 1) Primeiro explique o teste e faça um pequeno treino.7 e descendo até chegar a linha 1. Lembre-se que a sala deve estar bem iluminada. 6) Quem tiver óculos. Sempre teste um olho de cada vez. também realizado com o uso de cartelas com letras ou números.ou tenha uma diferença de 2 ou mais linhas entre os 2 olhos. colocando o dedo ou a caneta a aproximadamente 1cm abaixo de cada figura. 5) Mostre 5 figuras de cada linha da tabela.0. 2) Para cima Para baixo Para os lados 2) Fixe a tabela na parede a uma distância de 5 metros e na altura dos olhos da criança. deve ser encaminhado para exame com o oftalmologista. Este é um importante teste.

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o que pode desencadear cefaléia frontal. nesses casos. Para compensar esse erro de refração. Por isso. A dificuldade é a de visualização nítida à distância. Usam-se. necessitando-se de óculos para ler. . o foco para perto passa a ficar cada vez mais distante. À essa condição dá-se o nome de astigmatismo e sua correção é feita com lentes cilíndricas. e a imagem formase num ponto anterior à retina. aos esforços visuais para perto. Os hipermétropes têm dificuldade em enxergar de perto e necessitam de um esforço para acomodar a imagem na retina.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo ERROS DE REFRAÇÃO 1) Hipermetropia: o olho é menor do que o normal (distância ântero-posterior) e. é a perda gradual do poder de acomodação do cristalino. lentes divergentes (que empurram a imagem para trás). 4) Presbiopia: também chamado de "vista cansada" (pois costuma ocorrer por volta dos 40 anos de idade). principalmente. ardor e hiperemia (olho vermelho). a imagem se forma atrás da retina. o indivíduo tende a franzir a testa. formando uma imagem distorcida na retina. sensação de peso nos olhos. podem apresentar sintomas de astenopia: cefaléia (dor de cabeça). sua curvatura difere de um ponto para o outro. 3) Astigmatismo: quando a córnea não é esférica. A correção é feita com lentes convergentes (que trazem a imagem para a frente). 2) Miopia: o olho é maior que o necessário (distância ântero-posterior). assim.

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Astigmatismo: as crianças com astigmatismo que não usam óculos podem apresentar dores de cabeça. o estrabismo é uma doença que acomete cerca de . A) erros de refração no escolar (Vide item III) Hipermetropia: geralmente as crianças hipermétropes que não usam óculos são mais dispersivas. lendo. porque têm dores de cabeça. Miopia: as crianças portadoras de miopia que não usam óculos normalmente são mais tímidas. caso não haja um programa de educação em saúde ocular que permita.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PROBLEMAS DE VISÃO NO ESCOLAR Cerca de 15% das crianças do ensino fundamental apresentam algum tipo de problema visual. preferindo atividades próximas das mãos do que ao ar livre e à distância. dando preferência a brincadeiras ao ar livre. por meio da observação do desempenho visual e/ou da aplicação de teste simples. ardor ocular e olhos vermelhos aos esforços visuais para perto e para longe. Esses problemas podem não ser reconhecidos em tempo. já que não têm boa visão para longe. tonturas e cansaço visual. principalmente se estão escrevendo. B) estrabismo e ambliopia Popularmente chamado de "olho torto". pintando ou brincando com objetos próximos dos olhos. a detecção ou suspeita das dificuldades do escolar.

. além do transtorno estético. depois. forçando o olho preguiçoso a enxergar. o desvio do olho interrompe e faz regredir os reflexos corticais que ajudam a manter os olhos em posição paralela. focar o mesmo ponto. O melhor tratamento para o estrabismo é o preventivo: pais estrábicos. Também pode ser causado por anisotropia. Para evitar a diplopia. a suspeita de estrabismo em uma criança é considerada de urgência e deve ser feito exame ocular o mais rápido possível. ou vertical . associa-se o uso de óculos e. o estrabismo. O tratamento para a ambliopia é a oclusão do olho bom. Assim. se um dos olhos estiver desviado. O aparecimento de estrabismo pode estar ligado a problemas neurológicos ou tumores intraoculares. que ocorre em cerca de 25% dos casos de estrabismo. diabetes etc). levando a visão dupla. o cérebro suprime a imagem do olho desviado. hipotrofiado. Em geral. Qualquer alteração nesse sincronismo caracteriza um estrabismo. · A maioria dos casos tem origem genética.desvio na vertical. em alguns casos. o músculo que puxa o olho desviado vai ficando hipertrofiado e o seu antagonista. situação em que o olho fixador se alterna. Finalmente. Sua evolução provoca astigmatismo de graus elevados. quando olhamos para perto.olho virado para dentro-. o cérebro receberá imagens diferentes e não conseguirá fundi-las numa só. Ou seja. Ainda como conseqüência danosa do estrabismo. pode levar a ambliopia. Na ambliopia (olho preguiçoso). a hipermetropia ou miopia. C) ceratocone · É uma alteração que leva a distensão da córnea. Como a acuidade visual se desenvolve até aproximadamente os 7 anos de idade e. tornando-a pontuda e irregular. quando não tratado. o que acarreta interrupção do aprimoramento de sua capacidade visual. traumatismo. divergente . O olho desviado pode ser sempre o mesmo (estrabismo monocular) ou ser alternante. O estrabismo pode ser congênito (estar presente ao nascimento ou surgir nos primeiros meses de vida) ou adquirido (associado a fraqueza muscular. os olhos devem se posicionar paralelamente para que o cérebro consiga fundir numa só as imagens que cada olho envia e. Estrabismo é perda no paralelismo dos olhos. um dos olhos já era ou fica com menor visão após o desvio dos olhos. Classificamos o estrabismo em convergente .2% da população mundial. Quando observamos um objeto à distância. com alta hipermetropia ou miopia devem levar os filhos o quanto antes ao oftalmologista. recorre-se à cirurgia o posicionamento correto dos olhos. igualmente. os olhos devem convergir e.olho virado para fora-. catarata. não há praticamente recuperação da visão.

troca freqüente das lentes dos óculos. aumento do astigmatismo (distorção das imagens). recorre-se à lentes de contato.· Em geral. Quando há indicação do uso de lentes de contato. a visão não for satisfatória.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . · Apenas 10 a 15% dos ceratocones acabam necessitando de transplante. Caso a visão esteja muito ruim de óculos atrapalhando as atividades diárias. Copyright © 2001 IDS . · Os sintomas mais comuns são: visão embaçada. · Não existe nenhum medicamento que estacione a evolução do ceratocone. e nem sempre progridem. recomenda-se o transplante de córnea. é importante um controle médico para evitar complicações como lesões corneanas ou mesmo indução ao aumento do cone. Se mesmo com as lentes de contato. Ele pode estacionar em qualquer de seus estágios de desenvolvimento. · Primeiramente prescrevem-se óculos. nem mesmo o uso de lentes de contato. Atualmente o tempo de espera na fila para receber uma córnea é pequeno. feixes de luz que se tornam deslumbrantes (difração da luz) e diminuição da visão. as alterações do ceratocone começam a se manifestar por volta dos 12 anos de idade.

Mais perigoso ainda é a criança ficar sem cinto e no vão entre os dois bancos da frente. Coçar os olhos pode facilitar infecção e desencadear doenças oculares. . o ato pode levar à diminuição da visão.cuidado com as plantas venenosas e pontiagudas. coçar os olhos é prejudicial e. como o ceratocone. sempre! É comum ver crianças no banco traseiro do carro sem cinto de segurança. bastando para isso tomar alguns cuidados: . . .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CUIDADOS COM OS OLHOS Coçar os olhos faz mal? Sim.a panela no fogão deve ter cabo virado para dentro.mantenha fora do alcance das crianças os produtos de limpeza.não forneça à criança brinquedos que tenham pontas(facas ou tesouras). olho vermelho e lacrimejamento. .cuidado com cigarros na boca dos adultos quando estes pegarem as crianças no colo. Criança no banco de trás do carro precisa usar cinto de segurança? Sim. à queda da pálpebra. Como deixar a casa mais segura para os olhos da criança? Alguns acidentes oculares em crianças são evitáveis. . quando repetitivo. A criança que coça os olhos com freqüência deve ser encaminhada ao oftalmologista para avaliação. o que impede que a criança a puxe e derrube líquido quente no corpo.

puxando levemente a pálpebra inferior. evitando assim o contato e a contaminação com a superfície de apoio. dar um intervalo de 15 minutos entre um e outro. Crianças menores.Somente usar colírios prescritos por médico. limpar o que escorreu pela face (sem esfregar os olhos). E nunca se deve levar o bebê sentado no colo. sem encostar a ponta da pomada nos cílios. O que fazer caso entre um cisco no olho? Se o cisco estiver na parte transparente (córnea). O que fazer em caso de irritação após piscina. ardência após essas atividades. a criança é arremessada para a frente. exposição ao vento e sol? Caso ocorra olho vermelho. . Quando da exposição ao sol. Como usar colírios e pomadas oftálmicas? Colírios Como usar: instilar uma gota em cada olho. a desvantagem é provocar embaçamento visual por alguns minutos. Cuidados .Não colocar a boca da tampa do colírio virada para baixo. numa batida ou freada. pode ser retirado com um cotonete ou ponta de lenço limpo. . . Pomadas oftalmológicas: sua vantagem é permanecer mais tempo em contato com os olhos (maior ação). pois. Como usar: colocar um a dois centímetros de pomada na parte interna da pálpebra inferior. além de sentarem no banco de trás. Depois. os olhos recebem muita radiação ultra-violeta.Cuidado com a data validade do produto. . .Isso é muito perigoso. se estiver na parte interna da pálpebra inferior ou superior ou sobre a parte branca (conjuntiva e esclera). o paciente deve usar lentes de óculos acrílicas ou de policarbonato. irritação. . até mesmo os colírios ditos "água com açúcar" podem acarretar danos para os olhos. não se deve mexer! Porém. além de prender a armação atrás da orelha.Colírio aberto por mais de um mês deve ser desprezado. faça compressas com um pano limpo ou algodão embebido em água fria sobre as pálpebras fechadas. devendo-se usar óculos escuros (com proteção para ultra-violeta) e boné de proteção.Caso seja necessário o uso de 2 colírios. Pode-se brincar e jogar futebol de óculos? Se precisar de óculos nessas atividades.Evitar encostar o bico do colírio nos cílios. Pedir para fechar os olhos e permanecer assim por aproximadamente 2 minutos. também necessitam de cadeiras especiais. praia.

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é bilateral e apresenta secreção purulenta abundante e grande edema nas pálpebras. em conjuntivite viral. Ocorre. olhos grandes. dificuldade de fixar a luz e objetos. na gestante. devemos pensar em conjuntivite química (tóxica) por nitrato de prata (método de Credé). que é muito grave. É considerada caso de caráter urgentíssimo. toxoplasmose. devemos pensar em conjuntivite bacteriana e. com sinais clínicos de inchaço e vermelhidão nas pálpebras e conjuntivas e/ou presença de secreção purulenta. Sinais nos olhos do recém-nascido que podem indicar alteração ocular . Quando ocorre no primeiro dia de vida. pois pode levar à cegueira. de doenças como a rubéola. catarata congênita: caracterizado por pupila embranquecida. Lembrete: a ocorrência. a causa mais comum é a conjuntivite gonocócica. Quando é bilateral e bem desenvolvida. É mais perigosa que a conjuntivite do adulto. Geralmente. Se aparece do segundo ao terceiro dia de vida.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DOENÇAS OCULARES COMUNS NO RECÉM-NASCIDO conjuntivite: a conjuntivite neonatal é aquela que ocorre nas primeiras quatro semanas de vida. perfuração ocular e cegueira. fotofobia e. quando ocorre após 5 dias de vida. podendo levar a úlcera de córnea. nos dois olhos e necessita de tratamento cirúrgico imediato. sífilis e tabagismo pode comprometer a visão da criança. o tratamento cirúrgico precisa ser imediato. Quando a conjuntivite ocorre do terceiro ao quarto dia de vida. mais tardiamente. geralmente. glaucoma congênito: caracterizado por lacrimejamento.

Deve-se estar atento para: . (fotofobia) .Vermelhidão. .Olhos esbranquiçados .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . . . estrábicos).Lacrimejamento constante.Olhos tortos (vesgos. . Copyright © 2001 IDS .Olhos grandes que fogem da luz. .Edema palpebral.Pupila (menina dos olhos) branca.Secreção.

a visão pode é afetada mais rapidamente. clara (córtex) e gema (núcleo). por diabetes ou medicamentos. Se compararmos o cristalino a um ovo. a catarata pode ocorrer em qualquer parte da lente:. visão dupla distorcida. Assim. a adquirida através de trauma.-catarata nuclear (na gema do ovo). além de mudanças freqüentes de grau dos óculos e aumento da sensibilidade à luz. O cristalino é uma lente transparente e biconvexa. que ajuda a focalizar os raios de luz na retina. Além da catarata senil. A catarata no idoso pode ocorrer devido à exposição prolongada aos raios ultravioleta. é um processo relacionado com o envelhecimento do órgão (cristalino).catarata cortical anterior e posterior (na clara do ovo). Quando a catarata acomete a cápsula posterior ou anterior (na casca) da lente. está indicada a cirurgia. Quando a catarata atrapalha muito a visão. Os sintomas mais comuns da catarata são: visão borrada (como se enxergasse através de um vidro molhado). Tratamento: não existe tratamento com medicação. podemos dizer que o cristalino possui casca (cápsula envoltória). Atualmente. medicamentos ou decorrentes de inflamações. existe também a catarata nos recém-nascidos (catarata congênita). Essa cirurgia tem alto grau de sucesso e os necessitados devem ser encorajados a realizá-la. .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo CATARATA Catarata é a opacificação (diminuição da transparência) do cristalino. normalmente. mas. que ocorre naturalmente com a idade. retira-se a parte interna do cristalino e coloca-se no seu lugar uma lente (lente intra-ocular).

Copyright © 2001 IDS .O Sistema Único de Saúde (SUS) tem um projeto que facilita o acesso a esta cirurgia em todos os estados do Brasil.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

O tratamento é preferencial clínico e somente quando este se torna ineficiente é que está indicado o tratamento cirúrgico. pode-se indicar cirurgia precocemente quando o paciente é incapaz de seguir corretamente o tratamento. Glaucoma agudo (vega capítulo: síndrome do olho vermelho). geralmente. meça regularmente a pressão ocular. Nos últimos anos. Sua ocorrência é de 2% na população com mais de 50 anos e de 10% nos que têm glaucoma na família. foram descobertos vários fármacos para tratamento do glaucoma. consta do estudo do nervo óptico. . O exame do paciente com glaucoma. é hereditário. quando já ocorreu grande perda do campo visual (perda irreversível).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo GLAUCOMA Glaucoma é o aumento da pressão intra-ocular provocando alterações na retina e campo visual. medida da pressão intra-ocular e exame do campo visual. Em alguns casos. O glaucoma. além do exame ocular comum. A maioria dos aumentos de pressão provoca sinais e sintomas somente em fase avançada. Para detectar o portador de glaucoma.

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Recomenda-se o uso de óculos escuros em toda exposição prolongada aos raios ultravioleta. após os 60 anos de idade e afeta a área central da retina (mácula). mancha escura no ponto central de fixação. Quando a visão está muito prejudicada. além de uso de lentes de óculos coloridas e cuidados com iluminação. Hoje. geralmente. dificultando principalmente a leitura. visão melhor na periferia do que no centro do campo visual) e exame de fundo de olho.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DEGENERAÇÃO SENIL DE MÁCULA (DSM) A degeneração senil da mácula. considera-se como fator de risco para degeneração senil da mácula a falta de proteção ocular quando da exposição ao sol durante um longo período. que se degenera. . pode-se usar lentes de aumento ou telescópicas. Ocorre. Acarreta baixa acuidade visual central. Tratamento: quando existe saída de liquido dos vasos sanguíneos pode estar indicado tratamento com raio laser. Diagnóstico: é feito pelos sintomas (distorção das imagens.

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Os descolamentos de retina geralmente necessitam de cirurgia corretiva. Quando o humor vítreo penetra nesses buracos. outros necessitam ser tratados com raio laser ou congelação.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . formando buracos ou rasgos. moscas volantes ou aparecimento de mancha no campo de visão.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo DESLOCAMENTOS E BURACOS DE RETINA O humor vítreo pode repuxar a retina. Os sinais de perigo de descolamento de retina são a visão de flashes de luz. ocorre um descolamento da retina. Tratamento: Muitos buracos não precisam ser tratados. O diagnóstico é feito pelo exame do fundo de olho.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo RETINOPATIA DIABÉTICA É a principal causa de cegueira na idade adulta.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . 10 anos após o início da doença. que ocorre. O controle do diabetes pode retardar o início e evolução da retinopatia. em geral. A duração do diabetes é o principal fator determinante do aparecimento da retinopatia. O tratamento da retinopatia diabética pode ser realizado através da fotocoagulação com raio laser nos casos mais avançados de hemorragia no vítreo com cirurgia.

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A correção é feita com uso de óculos (para perto). A partir dessa idade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo PRESBLIOPIA OU "VISTA CANSADA" A partir dos 40 anos de idade. Copyright © 2001 IDS . que é necessário afastar os objetos para ver melhor (popularmente. No começo. a capacidade de acomodação diminui a tal ponto. é importante fazer exame oftalmológico preventivo. dá "para ler". "o braço vai ficando curto"). aproximando o material de um foco de luz.

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olho muito vermelho. visão dupla (diplopia). . é essencial para o prognóstico do caso. às vezes irreversíveis. as urgências oftalmológicas representam um perigo iminente de danos oculares.1% dos pacientes que procuram um prontosocorro geral) enfatiza a importância do primeiro atendimento. forte sensação de corpo estranho. também. Assim. distorção de imagem. Destaca-se. devendo ser diagnosticadas e tratadas o mais rápido possível. sinais e sintomas de urgências verdadeiras (merecedoras de exame imediato): (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) perda súbita ou borramento da visão (uni ou bilateral).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo URGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS O globo ocular exige especial atenção por sua diferenciação funcional e por ser particularmente sensível a agressões. flash de luz ou manchas no campo visual. nestes casos. a importância da educação para prevenção de acidentes oculares e o reconhecimento de sinais de perigo nas situações em que o olho necessita de cuidados imediatos. alteração na cor dos objetos (diminuição da tonalidade). A freqüência das urgências oftalmológicas (6. que. dor ocular intensa.

(9) blefaroespasmo (contrações repetidas e fortes das pálpebras. com ou sem tremor sustentado). condições oculares agudas emergências (devem ser tratadas em minutos) · oclusão de artéria central da retina · queimadura química muito urgentes (devem ser tratadas em horas) · perfuração ocular. queimadura química: orientação para o paciente Primeiro: lavar os olhos com água corrente por 20 minutos Após: molhar um cotonete na água e esfregar na parte interna da pálpebra inferior. · exoftalmo agudo.(9) secreção ocular abundante principalmente em recém-nascidos. · conjuntivite do recém-nascido. sinais e sintomas de urgências relativas: (1) borramento ou diminuição da visão de forma progressiva. (10) todo tipo de traumatismo e queimaduras oculares. (5) olho discreta ou moderadamente vermelho há semanas. Inverter a pálpebra superior e repita a manobra Só então: procurar ajuda em um pronto-socorro Observação: se houver disponibilidade pode-se substituir a água corrente por soro . (15) halos coloridos ao redor da luz. (16) moscas volantes. (3) sensação de queimação ocular. (7) edema palpebral. · estrabismo + ambliopia. · descolamento da retina. (4) sensação leve de corpo estranho. (14) cefaléia. (2)coceira nos olhos ou pálpebras. Urgentes (tratadas em dias) · corpo estranho intra-ocular. (17) cegueira noturna. · úlcera de córnea. (8) dor à movimentação ocular. (6) mancha vermelha na conjuntiva. · tumor. (10) secreção ocular. flutuação da visão. (4) lacrimejamento ou secura. · glaucoma agudo. (11) olho saltado (proptose). · hifema. (12) queda palpebral (ptose). · laceração palpebral. · endoftalmite. · ceratite orbitária. · proptose súbita. · lesão da órbita. (13) pupilas desiguais (anisocoria). · neurite óptica.

prego etc. Os ossos da parede lateral e do assoalho da órbita são mais frágeis e cedem com o aumento da pressão intra-orbitária. com estilhaços de ferro.). havendo um orifício de entrada e de saída (causada geralmente por objetos pontiagudos. Ferimentos no limbo (margem corneana) tendem a ser selados por tecido uveal negro.Lesão orbitária causada por um forte impacto com objeto maior que 5cm de diâmetro (igual a uma bola de tênis). Perguntas e Respostas 1.fisiológico. . Qual é o nível de emergência de um olho perfurado em paciente politraumatizado ? Pacientes com comprometimento de suas funções vitais (risco de morte) devem receber cuidados imediatos de seus problemas vitais. antes mesmo do tratamento de fraturas e suturas de outras lacerações. Suspeitar de corpo estranho intra-ocular. traumatismos mecânicos Definições Contuso . Penetrante . após o qual a perfuração ocular deve ocupar um lugar de destaque nas prioridades. bolada etc. seus sinais são edema e equimose periocular. Lembrete: evite deixar ao alcance da criança produtos químicos. havendo uma compressão no sentido ântero-posterior (soco. anestesia da face inferior e diplopia. Casos de ferimento com vidro (explosão de garrafa). cal e cimento em pó. pigmentos da íris fora do olho). localizados dentro do olho (na câmara anterior ou no vítreo). 2. com objetos pontiagudos (faca e tesoura). distorção pupilar ou prolapso da íris (às vezes.O globo ocular é empurrado contra as estruturas orbitárias que o envolvem. Nesses casos. Um ferimento perfurante da córnea é associado à câmara anterior rasa ou ausente. A lesão ocular é provocada pela força exercida contra o olho (trauma facial com objeto rombo). deve-se tomar muito cuidado com qualquer tentativa de abrir as pálpebras.Globo ocular é transfixado por um objeto. levantam hipótese de ferimento perfurante.). se as pálpebras do olho lesado estiverem murchas ou se houver sangue ou coágulos entre as bordas palpebrais.São geralmente pequenos e afilados. evitando que o globo seja esmagado contra as estruturas ósseas adjacentes. Intra-oculares . Como diagnosticar ou suspeitar de um olho perfurado pelo exame externo? A história do traumatismo pode fornecer informações importantes. se a pessoa estiver usando martelo ou houver partículas de metal ou vidro em volta da lesão. Fratura da órbita . Esta fratura é chamada de "blow-out". A sutura do globo ocular deve ser feita antes da palpebral. com pontas de vegetal (cana-de-açucar) etc. como faca tesoura. como água sanitária. enoftalmo. desinfetantes. Deve-se suspeitar de perfuração ou penetração com perda de conteúdo ocular.

Contudo. principalmente se houver corpo estranho intraocular. descolamento da coróide. podendo até evoluir para o óbito). o olho estará estruturalmente desorganizado. dependendo da localização e da extensão da lesão. Após a sutura do ferimento e a estabilização da reação inflamatória. muita dor e reação inflamatória ocular. Pode lesar o segmento posterior: hemorragia supracoróidea. prevenidos ou reparados. nesse momento. Perfurações esclerais podem provocar buracos na retina com posterior descolamento desta ou. hemorragia . com formação de fibrose e tração retiniana. acarretando ruptura ou opacificação deste. O que deve ser verificado antes da sutura de um ferimento palpebral traumático e por que é perigoso o médico não especializado limpar um olho traumatizado? Deve-se verificar a existência concomitante de uma perfuração ocular. haverá o risco de fechamento do ângulo de drenagem da câmara anterior com a evolução para um glaucoma intratável. romper vasos retinianos e causar hemorragia vítrea. por exemplo. poderá atingir o cristalino. 4. Como a visão pode ser afetada no traumatismo contuso? O traumatismo contuso. a acuidade visual finaldependerá de quais estruturas foram lesadas e em que extensão. o que acarreta danos oculares mais graves. causando hifema (hemorragia intra-ocular anterior devida a lesão de vasos da íris ou corpo ciliar. pressione o globo. um copo plástico de café). Se a ferida não for suturada logo. Se a lesão for profunda. com esparadrapo. rasgões na íris. se for muito intenso. Se a lesão foi corneana. a fim de evitar que a vítima ou outra pessoa. tornando difícil até a abertura das pálpebras. a catarata traumática poderá ser removida. O médico nãoespecialista pode não estar ciente do perigo de pressionar um olho perfurado ou pode não diagnosticar a existência de uma perfuração e pressionar o globo durante a limpeza. ainda. podendo haver. 5. o paciente. 6. a hemorragia poderá ser limpa e os problemas vitreorretinianos. haverá opacificidade no local do corte. alterações no ângulo da câmara anterior causando glaucoma ou desencadeando uma resposta inflamatória (uveíte). intensa reação inflamatória na vítreo. fixar na órbita. além da perda da visão central. catarata ou deslocamento do cristalino. pode acarretar em ruptura do globo ou de suas estruturas internas. O traumatismo pode lesar o segmento anterior.3. devem ser introduzidos antibióticos de amplo espectro e o corte deve ser suturado com urgência. Qual o primeiro cuidado a se tomar diante de um olho furado? Pode-se colocar uma proteção ao redor do olho lesado (como. As perfurações esclerais podem. a íris poderá ser reparada. para que sejam tomados os cuidados apropriados para não exercer pressão sobre o globo. uma vez que olho aberto é uma porta de entrada para microorganismos que geram infecção ocular (com potencial para disseminação sangüínea ou septicemia. Se o local do corte for central ou muito extenso. Como a visão pode ser afetada no ferimento perfurante penetrante? Na fase aguda. também. terá outros defeitos no campo visual e poderá adquirir um astigmatismo induzido pela irregularidade da superfície corneana (principal estrutura refrativa do olho).

o vítreo que é inelástico. ao exame clínico. ecografia. tracionando a retina na parede lateral). Deve ser removido o mais precocemente possível e com o mínimo de traumatismo. não é possível localizar o corpo estranho. oclusão da artéria central da retina. descolando (dissecando) a retina por onde passar. melhorando a congestão e o inchaço. muitas vezes. 9. consequentemente. com compressão do globo no sentido ântero-posterior e distensão no sentido látero-lateral. exercerá uma tração na chamada base vítrea. 7. aumentando o fluxo sanguíneo. edema da mácula. podemos utilizar exames como o raio X. edema da conjuntiva. No caso de perfuração. levando a diminuição do fluxo sangüíneo local e. A acuidade visual é. 10. Como suspeitar e agir na fratura da órbita? Suspeitar de fratura da órbita se houver equimose. com subseqüente estiramento látero-lateral do vítreo.vítrea. 11. Uma aplicação muito comum é no hordéolo. Como se diagnostica um corpo estranho intra-ocular? A suspeita se inicia com uma história detalhada. tomografia computadorizada e ressonância magnética. O frio é usado como vasoconstritor. local de forte adesão vitreorretiniana. ruptura da coróide ou da esclera. como se uma cortina tivesse sido colocada no campo de visão. 8. o que. Devem ser observados sinais de porta de entrada (hemorragia subconjuntival. o paciente deve ser advertido para não assoar forte o nariz (sob risco de piorar seu quadro) e procurar imediata assistência médica especializada. tracionando e rasgando a retina. vazamento de líquido intra-ocular). o fluido vítreo passará para o espaço sub-retiniano. Por esse rasgão. Quando. na conjuntivite viral e no inchaço palpebral pós-cirúrgico. Por que ocorre descolamento traumático da retina e quais são seus sinais precoces? Após um traumatismo contuso. rasgando a retina nessa porção. rasgões periféricos e descolamento da retina (devido a compressão ântero-posterior do globo. consequentemente. que formará fibrose. é explorada a ação vasodilatadora. Os sinais precoces são o aparecimento súbito de flashes ou manchas e perda de campo visual. Quais são as principais aplicações de calor e frio em oftalmologia? Do calor. enfisema palpebral. . o próprio objeto perfurante pode rasgar a retina ou desencadear uma forte reação inflamatória intra-ocular. leva à chegada de mais células inflamatórias para o local e acelera a remoção de substâncias indesejáveis. É muito utilizado nos casos de olho vermelho. normal. Nesse caso. além de hiperemia e lacrimejamento. anestesia infraorbitária e visão dupla. para diminuir a possibilidade de infecção secundária e o tamanho da cicatriz corneana que é proporcional à área lesada. Quais as principais complicações de um corpo estranho da córnea? Corpo estranho de córnea causa grande irritação associada ao ato de piscar.

produtos químicos. · Usar o cinto de segurança nos véiculos. usar óculos de proteção.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .12. para evitar queimadura retiniana. · Não deixar objetos pontiagudos ao alcance de crianças. · Não coçar os olhos · Evitar olhar diretamente para o sol ou para eclipse solar. · Na prática de esportes ou brincadeiras com objetos pontiagudos ou que arremessem partículas. Copyright © 2001 IDS . Quais são as principais medidas preventivas contra o traumatismo ocular? · Óculos escuros no sol. martelo e ambiente com partículas volantes. · Óculos de proteção para quem trabalhar com solda.

(2) úveites anteriores (inflamações graves). em casos de conjuntivite bacteriana. mucosa nos casos de alterações crônicas e muco-purulenta (amarelada). pode levar à cegueira e dano visual irreversível. Nas conjuntivites. que é a camada corneana mais superficial. que é francamente purulenta (amarelo forte). A conjuntiva é menos inervada que a córnea e a resposta à agressão geralmente provoca um desconforto anunciado com sensação de areia nos olhos. qualquer lesão que rompa o epitélio. ocorre o aparecimento de secreção quando a conjuntiva também está afetada. Acuidade visual: estará alterada sempre que houver diminuição da transparência da área central da córnea e do trajeto que a luz faz para chegar até a retina. pode haver embaçamento visual fugaz por acúmulo de . e seus nervos têm terminações situadas superficialmente. Se não for tratado rapidamente. Desta forma. (3) glaucoma agudo (O aumento súbito da pressão intraocular gera grande edema de córnea. Assim. Exceção é a conjuntivite gonocócica. Dor: a córnea é muito inervada. principalmente na sua área central. produz secreção que será aquosa nos casos de irritação e nas infecções por adenovírus. provocando borramento visual. quando estimulada (inflamação ou infecção). as doenças que causam olho vermelho e alteram mais comumente a visão são: (1) úlceras de córnea (se localizadas no centro da córnea). produz dor.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Aspectos importantes para o diagnóstico diferencial Secreção: A conjuntiva. Nas úlceras de córnea.

Pupila: haverá alteração da pupila no caso de glaucoma agudo (midríase). nos casos de conjuntivite. As alterações da conjuntiva e da córnea não alteram a pupila. unilaterais. glaucoma agudo e uveítes anteriores). uveítes anteriores e úlceras de córnea são. a hiperemia será maior na direção das pálpebras e do canto nasal do olho (a vermelhidão aumenta ao nos afastarmos da córnea). Reflexo fotomotor A reação ao estímulo luminoso (reflexos fotomotores) poderá estar alterada nos casos de glaucoma agudo (ausente) e nos casos de uveíte (pequena ou nenhuma reação ao estímulo luminoso pela presença de aderências entre a íris e o cristalino).lágrimas e secreção em frente à córnea). a vermelhidão ocorre ao redor da córnea (pericerática). na maioria das vezes. Já nas doenças das estruturas mais profundas do globo ocular (úlceras de córnea.o edema da íris diminui suas respostas à iluminação direta. QUADRO . e a inflamação pode causar aderência da íris ao cristalino (sinéquia) com diminuição do tamanho e irregularidade da forma da pupila. Bilateralidade: aAs conjuntivites geralmente são bilaterais e os casos de glaucoma agudo. Hiperemia: A vascularização da conjuntiva é realizada principalmente por vasos que vêm do fundo do saco conjuntival. uveíte anterior: (miose . por isso.Diagnóstico diferencial entre as causas mais comuns de olho vermelho conjuntivite aguda uveíte anterior aguda glaucoma agudo úlcera de córnea hemorragia subconjuntival Secreção Visão moderada a abundante conservada nenhuma nenhuma aquosa ou purulenta geralmente borrada nenhuma conservada discretamente intensamente borrada borrada Hiperemia difusa Córnea Pupila resposta pupilar à luz Pressão intraocular principalmente principalmente pericorneana localizada pericorneana pericorneana turvo midríase ausente área de opacificação normal normal ou diminuída normal normal normal normal transparente transparente normal normal miose diminuída normal normal elevada normal .

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Uni/ Bilateral bilateral unilateral unilateral unilateral unilateral Copyright © 2001 IDS .

Trocar toalha e fronha todos os dias. . abraçar ou apertar as mãos de outras pessoas. . Nas virais. nas bacterianas.evitar beijar.evitar ir à praia. não coçar. lavagem ocular com soro fisiológico ou água filtrada e. depois. recomenda-se o uso de colírio antibiótico específico para o agente causador da conjuntivite. pois.separar toalhas de rosto. .evitar colocar as mãos nos olhos. saunas ou ficar exposto ao sol. .Não interromper por conta própria o uso do medicamento prescrito. a conjuntivite pode voltar. se o tratamento não for completo.lavar as mãos freqüentemente com água e sabão e. Úlcera de córnea: na suspeita de uma infecção corneana. Algumas curam sem tratamento e outras. o tratamento é apenas de suporte: compressas frias de alívio. . piscinas. se não tratadas. Não se deve usar colírio anestésico nem aqueles que contêm corticóides em sua composição. podem causar baixa de visão ou se tornar permanentes. deve-se iniciar de imediato o .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento 1) Conjuntivite: as conjuntivites são geralmente autolimitadas. enxaguar.limpar a secreção ocular (ramelas) com água filtrada ou soro. com duração em torno de 7 a 10 dias. Orientação para evitar contaminação de outras pessoas: . lençol e fronha. . banho e sabonete.

B) Uso endovenoso de manitol para diminuir o volume do humor vítreo. Após a saída da crise aguda. Glaucoma agudo: exige tratamento de urgência por profissional especializado. às vezes. inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida). Crônica: antialérgicos tópicos. estabilizadores de membrana de mastócitos e anti-histamínicos. pode ser realizada cirurgia (trabeculectomia). e colírios antiinflamatórios. pode ser realizado tratamento cirúrgico. de acordo com a melhora.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Alergia ocular: pode ser aguda ou crônica. adstringentes e antialérgicos. colírios para fechar a pupila (mióticos). Geralmente é bilateral. Se não houver resposta ao tratamento com colírios. Copyright © 2001 IDS . com colírios antibióticos de amplo espectro. Tratamento de suporte: (compressas frias) até reabsorção espontânea da hemorragia. O tratamento consiste no uso de: A) colírios para diminuir a produção do humor aquoso: betabloqueadores (timolol). se esta aumentar. Aguda: compressas frias. como a pilocarpina 2%. deve ser realizado tratamento com laser: iridotomia para prevenir uma nova crise de glaucoma agudo. Deve-se monitorizar a pressão intraocular e.tratamento. antiinflamatórios hormonais e não-hormonais. pois o trauma da pálpebra contra a córnea pode desencadear várias complicações. A queixa principal é prurido seguido de hiperemia e. colírios lubrificantes. considerar a introdução de colírios hipotensores. dor e diminuição de acuidade visual. Uveíte anterior: o tratamento é com antiinflamatórios hormonais tópicos e colírios midriáticos para evitar adesão da íris ao cristalino. Evitar coçar os olhos. espaçar o tempo de uso. Começar com freqüência de hora em hora e. Se a pressão ocular não diminuir com colírios.

Em caso de dúvida.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O médico deve estar apto a reconhecer e diferenciar os principais diagnósticos do olho vermelho. Copyright © 2001 IDS . deverá encaminhar para inter-consulta com oftalmologista.

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Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Alves. 2000 Oliveira. N. Oliveira. N: Arieta. São Paulo: Roca. Vozes. T: Oftalmologia geral. Atheneu.: Manual da Boa visão do Escolar. Kara-José. Kara-José.L.. Ministério da Educação. RC. 1990. 1996 Vaughan. São Paulo. 2000. D. MR. N: O olho e a visão. Kara-José. Petrópolis. Terceira Edição. : Auxiliar de Oftalmologia (Série Oftalmologia USP). C. Asbury.E. Brasília.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . R.C. O que fazer pela saúde ocular de nossas crianças.

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Diagnóstico Achados laboratoriais (exceto a pesquisa de leucócitos nas fezes, de fundamental importância para diferenciar diarréia inflamatória da não-inflamatória) são de pouca importância para detectar o agente etiológico e para distinguir entre os dois tipos de diarréia. A rotina hematológica e bioquímica sangüínea, na vigência de desidratação, pode evidenciar aumento da hemoglobina, dos glóbulos vermelhos e também da uréia. Quando ocorre maior depleção hídrica, observamos queda do bicarbonato no sangue venoso e do pH, ou seja, acidose metabólica, que pode ser evidenciada na gasometria arterial. O teste de pesquisa de leucócitos ou qualquer dos testes de pesquisa de sangue oculto são positivos em pacientes com diarréia inflamatória. Na amebíase intestinal, podemos encontrar um menor número de leucócitos fecais. A cultura de fezes deve ser realizada quando o paciente apresenta alguns destes itens: diarréia grave, febre acima de 38,5 ° C, sangue nas fezes, leucócitos nas fezes ou qualquer marcador de sangue oculto nas fezes, diarréia persistente que não tenha sido tratada com antibiótico anteriormente. Outro exame que deve ser realizado de rotina é a pesquisa de ovos e parasitas nas fezes, principalmente se a diarréia perdurar por mais de uma semana e o paciente não tiver sido tratado empiricamente com antiparasitários. Recentemente, testes de pesquisa de enzima e imunoensaio para Giardia e Cryptosporidium nas fezes ficaram mais acessíveis e são mais sensíveis que a técnica microscópica convencional. Exames endoscópicos deverão ser utilizados em casos especiais, quando os exames de fezes

e cultura não forem conclusivos. Os exames utilizados são retossigmoidoscopia, colonoscopia e endoscopia digestiva alta com aspirado de duodeno e biópsia. Na Figura 1, apresentamos um algoritmo para orientar na conduta diante de um paciente com diarréia aguda.

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Tratamento Os pacientes com diarréia aguda que necessitam ou procuram atendimento médico devem ser orientados para a reposição de água e eletrólitos além da alteração da dieta, mesmo porque a maioria dos pacientes com diarréia aguda só necessita desta conduta. Se o paciente não estiver desidratado, qualquer solução hidratante poderá ser utilizada, mas os pacientes com desidratação por diarréia secretora (por exemplo, cólera), pacientes idosos e imunodeprimidos devem receber uma terapia a base de solução contendo sódio entre 45 e 75 mEq/l. A formulação ideal de solução oral deve incluir: sódio 60-90 mEq/l, potássio 20mEq/l, cloreto 80mEq/l, citrato 30mEq/l e glicose 20g/l. A versão caseira desta formulação de solução para reidratação oral nos casos de diarréia mais grave corresponde à preparação de dois frascos separados que serão consumidos alternadamente. O primeiro contendo 230ml de suco de laranja ou outro suco de fruta (suprimento de potássio), ½ colher de chá de mel de abelha ou xarope de milho (Karo) e uma pitada de sal; o segundo frasco contendo 230ml de água fervida e resfriada mais 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio. Durante os episódios de diarréia aguda, a dieta deve ser estabelecida em duas etapas. A primeira, onde as fezes ainda apresentam-se líquidas, é constituída de dieta baseada em legumes cozidos, amidos/cereais com algum sal, bananas e sopas. Na segunda etapa, quando as fezes já estão mais formadas, pode haver um retorno à dieta normal, se não houver intolerância. Devemos ter em mente que o aporte calórico é importante, inclusive na reparação do enterócito. Quanto ao uso de leite e derivados, existe muita controvérsia se

haveria ou não intolerância ao leite durante os episódios de diarréia aguda. A nossa experiência demonstra que, em nosso meio, a intolerância clínica à lactose é alta, razão por que preferimos excluir o seu uso na dieta. Com relação ao tratamento sintomático da diarréia aguda, os medicamentos estão relacionados na tabela 3. A maioria deles não deve ser usada quando ocorrer disenteria (leucócitos e sangue nas fezes), pois pode alterar a motilidade e, com isso, provocar maior proliferação dos agentes bacterianos (por exemplo, Shigella). O uso de antimicrobianos está indicado nos seguintes casos: (1) pacientes com temperatura > 38.5º C e/ou com leucócitos e sangue nas fezes; (2) pacientes imunodeprimidos por outra doença (por exemplo, HIV); (3) pacientes em uso de imunossupressores; (4) pacientes com aneurisma da aorta, prótese de válvula cardíaca, enxerto vascular, prótese ortopédica; (5) pacientes com insuficiênica renal e transplantado renal; (6) pacientes com tumores. Na tabela 4, apresentamos os diversos medicamentos utilizados. TABELA 3 - TRATAMENTO SINTOMÁTICO DA DIARRÉIA AGUDA Agente Farmacológico Indicação diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, efeitos opiáceos centrais mínimos, droga recomendada para o tratamento sintomático preenchidos os critérios citados acima. diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, tem efeitos opiáceos com perigo de "overdose"; devido a isso é associado com atropina que pode causar efeitos secundários sem ação sobre a diarréia. Dose e Administração

Loperamida (Imosec)

4mg , depois 2mg após cada evacuação sem forma, não excedendo 16 mg/dia < 2 dias

Difenoxilato com atropina (Lomotil)

4mg, 4x/dia, por < 2 dias

Tintura de ópio (Elixir Paregórico)

diarréia aguda, febre ausente ou baixa, disenteria ausente, útil na diarréia associadada ao HIV-positivo quando loperamida não for segura. qualquer forma de diarréia aguda, principalmente as de etiologia viral; não pode ser administrado com antimicrobianos; não deve ser utilizado em pacientes HIV-positivos com diarréia. Indicado para pacientes que apresentam vômitos secundários à gastroenterite viral.

0,5-1ml, a cada 4-6h por < 2 dias

Salicilato de bismuto (Pepto-Bismol)

30ml ou 2 comprimidos a cada 30minutos (máximo de oito doses), podendo ser repetido no segundo dia

Octreotide

qiarréia associada à AIDS que não responde 100-500µg subcutâneo, a nenhuma terapêutica e 3x/dia em casos graves de diarréia secretora. indicado em todos os casos leves e moderados de diarréia secretora; 100mg, via oral, 3x/dia mesma eficácia da por 3 dias loperamida sem ação sobre a motilidade intestinal.

Racecadotril (Tiorfan)

TABELA 4 - TERAPÊUTICA ANTIMICROBIANA PARA DIARRÉIA INFECCIOSA 1a Conduta Bactérias
Shigella sp dias
2Ciprofloxacina,

2a Conduta
500mg, 2x/dia, 5 400mg/dia, 5-7 dias ou Ácido Nalidíxico, 1g, 4x/dia, 5-7 dias
1Cefalosporina,

Salmonella sp

14 dias

2Ciprofloxacina,

500mg, 2x/dia, 10-

EIEC EHEC C. jejuni

Como Shigella sp Como Shigella sp Eritromicina, 250-500mg, 4x/dia, 7 dias
2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 5-7 dias

Y. enterocolytica Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 7-10 dias 2Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 710 dias SMZ+TMP, (800+160 mg), 2x/dia, 7-10 dias C. difficile Giardia lamblia Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7-10 dias Vancomicina, 125mg, 4x/dia, 7-10 dias

Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 7 Metronidazol, 500mg, 3x/dia, 5 dias dias 3Paramomicina, 25-30mg, 3x/dia, 7 Formas resistentes ao Metronidazol: Furazolidona, 100mg, 4x/dia, 7-10 dias dias Tinidazol, 2g, dose única (para Albendazol, 400mg/dia, 5 dias formas resistentes e nãoresistentes ao Metronidazol) Tetraciclina 500mg, 4x/dia, 3 dias Doxiciclina 300mg, dose única SMZ+TMP (400+80 mg), 2x/dia, 3 dias Norfloxacina, 400mg, 2x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 1000mg, dose única Doxiciclina 100mg, 3x/dia, 3 dias Ciprofloxacina, 500mg, 2x/dia, 3 dias

V. colerae

Protozoários
E. histolytica Balantidium coli Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 5 dias dia, 10 dias
3Paramomicina,

25-35mg/Kg, 3x/

3Fuorato Diloxanide, 500mg, 3x/ Metronidazol, 400mg, 3x/dia, 10 dias dia, 10 dias Tetraciclina, 250mg, 4x/dia, 10 dias 3Paramomicina, 25-35mg/Kg, 3x/ dia, 10 dias

= e outras cefalosporinas de terceira geração; = e outras fluorquinolonas como ofloxacina, norfloxacina e 3cinonaxina; 3 = não disponíveis no mercado interno; EIEC = E. coli enteroinvasiva; EHEC = E. coli enterohemorrágica; SMZ+TMP= Sulfametoxazol + Trimetoprima.
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Encaminhamento Pacientes com diarréia aguda devem ser tratados e acompanhados por médico clínico geral. O encaminhamento se justifica nos casos de desidratação grave que necessita de internação.

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Bibliografia Park SI, Gianella RA. Approach to the adult patient with acute diarrhea. Gastroenterol Clin N Am 1993; 22 (3): 483-516. DuPont HL. Guidelines on acute infectious diarrhea in adults. Am J Gastroenterol 1997; 92 (11): 1962-1975. Aranda-Michel J, Gianella RA. Acute diarrhea: a practical review. Am J Med 1999; 106: 670676. Banerjee S, Lamont JT. Treatment of gastrointestinal infections. Gastroenterology 2000; 118: S48-S67. Salazar-Lindo, E.; Santisteban-Ponce, J.; Chea-Woo, E.; Gutierrez, M. Racecadotril in the treatment of acute watery diarrhea in children. The New England Journal of Medicine 2000; 343 (7): 463

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Diagnóstico Os exames complementares para elucidação da causa da obstipação intestinal devem ser solicitados de acordo com o direcionamento da história clínica. O exame físico inclui avaliação da região anal (por exemplo, presença de fissuras, fístulas e retocele) e toque retal (por exemplo, tumores retais e de colo uterino). Exames endoscópicos (retossigmoidoscopia e colonoscopia) e radiológicos (enema opaco) são úteis para se afastar doença inflamatória intestinal ou câncer. A defecografia tradicional por radioscopia (mais recentemente, a vídeo-defecografia) permite o estudo da dinâmica da evacuação, do comportamento da musculatura pélvica e o diagnóstico do prolapso retal e da reação paradoxal esfincteriana. A determinação do tempo de trânsito colônico (por cintilografia ou com marcador radiopaco) é valiosa no diagnóstico da inércia colônica. A manometria ano-retal é especialmente útil na suspeita de Hirschsprung. Finalmente, a eletromiografia do cólon ou do esfíncter anal avalia a integridade neuromuscular intestinal.

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Tratamento Nos casos orgânicos, o tratamento será individualizado de acordo com o diagnóstico. Nos casos funcionais incluímos: medidas gerais: a escolha de um horário para evacuar, preferencialmente após uma refeição, para se aproveitar a ação do reflexo gastrocólico, favorece a reeducação do reflexo da evacuação. Ingestão adequada de líquidos e de fibras por vezes são suficientes para coibir a obstipação. A adoção de um novo estilo de vida, evitando-se o sedentarismo e a obesidade, é crucial na abordagem da terapêutica da obstipação. agentes formadores de massa: aumentam o bolo fecal, facilitando seu percurso pelo intestino. São incluídos: psyllium, sementes de plantago, ágar, farelo de trigo e metilcelulose. São os mais indicados para tratamento em longo prazo por agirem de forma fisiológica. Em idosos, em que há muita hipotonicidade intestinal, seu uso excessivo pode provocar fecaloma. Emolientes ou surfactantes: facilitam a mistura de água e gordura na massa fecal, amolecendo-a. Também estimulam a secreção colônica de água, sódio e cloro. O principal representante deste grupo é o docusato de sódio, cálcio ou potássio. O docusato tem a propriedade de aumentar a absorção de medicamentos usados concomitantemente, através da interferência na permeabilidade intestinal. laxativos osmóticos: atraem água para a luz intestinal por serem osmoticamente ativos.

Devem ser administrados com cautela, especialmente em idosos, pelo risco de desequilíbrio hidroeletrolítico. Incluímos sais de magnésio (por exemplo, hidróxido de magnésio), de sódio, lactulose e glicerina. Os sais de magnésio e os de sódio devem ser evitados em pacientes com insuficiência renal e cardiopatia, respectivamente. A lactulose é metabolizada por bactérias no cólon, com geração de ácidos graxos de cadeia curta, que têm ação laxativa, e de gases, que podem aumentar o meteorismo e produzir cólicas abdominais. Lubrificantes: são laxativos que facilitam a movimentação do bolo fecal por lubrificarem a parede intestinal e diminuírem a absorção de água. O exemplo típico deste tipo de laxativo é o óleo mineral. Não é uma boa opção em longo prazo por produzir irritação do canal anal e inibir a absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Também, se aspirado, pode provocar a chamada "pneumonia lipóide ou lipídica", razão pela qual deve ser usado com cautela em idosos e está contra-indicado em pacientes com distúrbios motores do esôfago que favoreçam a aspiração. agentes estimulantes e irritantes: dois grupos químicos são incluídos: os derivados difenilmetânicos e os antraquinônicos. Ambos inibem a absorção de água e eletrólitos. Dentre os derivados difenilmetânicos estão a fenolftaleína, o bisacodil e o picossulfato sódico. A fenolftaleína pode provocar uma série de efeitos indesejáveis, como hipocalemia, hiperaldosteronismo, enteropatia perdedora de proteína, osteomalácia, reações alérgicas e "lupus-like", Síndrome de Stevens-Johnson e lesões hepáticas. Seu uso contínuo, portanto, está contra-indicado. O bisacodil estimula o plexo nervoso da mucosa do cólon causando contrações. Dentre os derivados antraquinônicos temos a cáscara sagrada e a sene. Após ingestão, sofrem ação bacteriana no cólon e, após absorção, retornam ao intestino, pela bile sob a forma do seu metabólito ativo (hidroxiantraquinona), que age estimulando as terminações nervosas do plexo de Auerbach. Seu uso indiscriminado e prolongado leva ao aparecimento da melanose colônica e, ao diminuir a motilidade por lesão nervosa, acaba por provocar o chamado "cólon catártico". pró-cinéticos: são medicamentos que aumentam a atividade da musculatura lisa intestinal. A cisaprida, principal representante deste grupo, tem tido seu uso limitado em virtude de relatos de efeitos cardiocirculatórios graves. Assim, ausência de cardiopatia e um eletrocardiograma normal (sem prolongamento do segmento QT) são hoje pré-requisitos para introdução da droga. Outros agonistas da 5-hidroxitriptamina, que não a cisaprida, tais como o prucalopride e o tegaserode em breve estarão no mercado. Na Tabela 1, listamos as drogas laxativas mencionadas no texto e seus respectivos nomes comerciais. Tabela 1. Principais medicamentos laxativos e seus respectivos nomes comerciais Medicamento 1. Psyllium 2. Semente de Plantago Nome comercial Metamucil, Mucilium Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.)

3. Ágar-ágar 4. Docusato sódico 6. Lactulose 7. Glicerina 8. Óleo mineral 9. Fenolftaleína 10. Bisacodil 11. Picossulfato sódico 12. Cáscara-sagrada 13. Sena

Agar-agar Humectol-D (assoc.) Lactulona, Farlac Glicerina (supositório/enema) Óleo Mineral, Purol, Agarol (assoc.) "Homeopatia 46", Agarol (assoc.), Lactopurga (assoc.), Purgoleite (assoc.) Dulcolax, Humectol D (assoc.) Guttalax Cáscara sagrada, Ventre Livre (assoc.), Purgoleite (assoc.) Agiolax (assoc.), Plantax (assoc.), Florlax (assoc.), Tamarine (assoc.), Tamaril (assoc.), Tamarix (assoc.), Frutalax (assoc.), Laxarine (assoc.), Laxtam (assoc.), Novolax (assoc.)

5. Hidróxido de magnésio Leite de Magnésia

Assoc. = outros agentes laxativos associados.

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Encaminhamento A grande maioria dos pacientes que apresentam obstipação intestinal devem ser acompanhada em unidades básicas de saúde. Somente quando houver suspeita de câncer, doença inflamatória ou afecção ano-retal é que o paciente deve ser encaminhado a serviço de gastroenterologia.

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Bibliografia Thompson, W.G.; Longstreth, G.F.; Drossman, D.A.; Heaton, K.W.; Irvine, E.J.; MüllerLissner, S.A. - Functional bowel disorders and functional abdominal pain. Gut, 45 (Suppl. II): 43-7, 1999. Freitas, J.A. & Mincis, M. - Constipação intestinal. In: Mincis, M. Gastroenterologia & Hepatologia, São Paulo, Lemos, 1997. pp 397-406. Laudanna, A.A. - Constipação ou obstipação. In: Laudanna, A.A. Gastroenterologia Clínica, São Paulo, Santos, 1990. pp 469-75. Wald, A. - Approach to the patient with constipation. In: Yamada, T. Textbook of Gastroenterology, 3rd edition, Philadelphia, LWW Publishers, 1999. pp 910-26. Lennard-Jones, J.E. - Constipation. In: Sleisenger, M.H. et al. Sleisenger & Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease, 6th edition, Philadelphia, W.B. Saunders Co., 1998. pp 174-97.

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Diagnóstico Sempre lembrar que as síndromes ansiosas podem estar relacionadas a outros transtornos médicos e uso de substâncias. Daí a necessidade de boa anamnese, exame físico e de se lembrar de disfunções cardiológicas, pulmonares, endócrinas e neurológicas. Abuso e dependência de álcool são grandes geradores de ansiedade patológica.

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Tratamento O tratamento dos sintomas agudos da síndrome do pânico, da ansiedade generalizada e do estado misto ansioso e depressivo deve ser feito com antidepressivos tricíclicos ou inibidores da recaptação de serotonina e psicoterapias comportamental-cognitiva ou interpessoal. A abordagem psicoeducacional é importante, para um bom vínculo terapêutico, tranquilizar o paciente e facilitar o encaminhamento ao especialista quando necessário. Orientações iniciais: educação sobre as síndromes ansiosas, a reação de luta e fuga, visando o entendimento de que os sintomas são desconfortáveis mas não trarão as conseqüências catastróficas que a pessoa imagina. Ensinar técnica de relaxamento ou meditação e, principalmente, a prática de respiração diafragmática. No caso de sintomas e sinais de alcalose respiratória por hiperventilação, ensinar a respirar o próprio ar num saco de supermercado. Tratamento farmacológico (consultar tabelas 1 a 3): iniciar com clomipramina 10 mg ou imipramina 25 mg e aumentar a dose a cada 5-7 dias, até obter remissão dos ataques de pânico. Benzodiazepínicos podem ser temporariamente associados no caso de "piora inicial" ou para alívio mais imediato dos sintomas. Sertralina (25 a 200 mg), fluoxetina (10 a 80 mg) também podem ser utilizados. O tratamento das fobias é feito por meio de técnicas de exposição. Através delas ocorre diminuição dos sintomas ansiosos e habituação à situação fóbica. Tabela 1. Alguns dos principais medicamentos utilizados para tratar os transtornos

ansiosos Medicamento Dose imipramina 25 a 300 mg Efeitos Colaterais e Contra-indicações obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, sedação, convulsão, sudorese. bloqueio átrio-ventricular, bloqueio de ramo direito obstipação, boca seca, visão turva, hipotensão postural, ganho de peso, ansiedade inicial, retardo da ejaculação, convulsão, sudorese.bloqueio átrioventricular, bloqueio de ramo direito náusea, ansiedade inicial, cefaléia, diminuição da libido, insônia, tremor, sedação, fadiga, sintomas extrapiramidais, ganho de peso insônia, sonolência, tremor, tontura sonolência, tontura, insônia, tremor, diminuição da libido, ansiedade, parestesias, ganho de peso insônia, sonolência, sudorese, cefaléia, agitação agitação, sonolência, anorexia, tremor, hipocinesia, tontura

clomipramina

25 a 250 mg

fluoxetina sertralina paroxetina citalopram fluvoxamina

10 a 80 mg 25 a 200 mg 10 a 80 mg 10 a 60 mg 50 a 300 mg

Tabela 2. principais interações medicamentosas com tricíclicos (imipramina e clomipramina) medicamentos que aumentam o nível sérico dos tricíclicos: cimetidina, disulfiram, haloperidol, metilfenidato, fenotiazinas, propafenona, fluoxetina medicamentos que diminuem o nível sérico dos tricíclicos barbitúricos, etanol, contraceptivos orais, fenitoína potencializam efeito hipotensivo bloqueadores alfa-adrenérgicos podem aumentar pressão arterial simpatomiméticos por via parenteral

Tabela 3. Principais interações medicamentosas com os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (fluoxetina, sertralina, paroxetina, fluvoxamina, citalopram) ISRS fluoxetina efeitos farmacocinéticos em alguns medicamentos selecionados pode aumentar o nível sérico de: alprazolam, carbamazepina, clozapina, flufenazina, pimozide, tricíclicos, astemisole, cisaprida, terfenadina Tricíclicos astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam diazepam, tolbutamida, desmetildiazepam, astemisole, cisaprida, terfenadina, alprazolam

fluvoxamina propranolol, teofilina, tricíclicos paroxetina citalopram sertralina

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Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . transtorno obsessivo-compulsivo ou outros quadros que apresentem também depressão. abuso de substâncias ou grande comprometimento do desempenho também devem ser tratados pelo especialista. Pacientes com fobia social.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Devem ser encaminhados para o especialista pacientes com síndrome do pânico e ansiedade generalizada que não responderam a um medicamento eficaz e pacientes com fobias que não responderam à exposição. Copyright © 2001 IDS .

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1999. Editora Científica Nacional. e col. Porto Alegre. 1997. Ito L. Bernik M. Lemos Editorial.G. EDUSP.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A. Condutas em Psiquiatria. R. 1997.A. Artes Médicas. Fobias e Obsessões.A. Ansiedade e Transtornos de Ansiedade.M. Gentil V. Graeff F. Copyright © 2001 IDS . 1998. T. Rio de Janeiro. Hetem L. Pânico. Terapia cognitivo-comportamental para transtornos psiquiátricos. Lotufo-Neto F.B. & Moreno. São Paulo.A.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás. São Paulo..

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incompreensível. como delírios (falsas crenças de ser alguém muito importante. às vezes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Episódios depressivos podem acontecer em diversos contextos. aumentado. ter visões). os gastos excessivos e o envolvimento com dívidas. de ter poderes especiais) e alucinações (ouvir vozes. o aparecimento de novos interesses. há diminuição da necessidade de sono. quando se alternam com episódios de euforia (ou mania) e hipomania (uma forma mais breve e branda de mania). Sintomas psicóticos. Sintoma Humor Energia. em geral. O interesse sexual está. a chamada "depressão bipolar". atividades Prazer Depressão Depressivo ou irritável Reduzidos Diminuído Mania ou euforia Expansivo ou irritável Aumentados Maior envolvimento com atividades prazerosas . aumento da auto-estima e da autoconfiança. são freqüentes. O pensamento se torna acelerado e o discurso fica. Os episódios de mania são caracterizados pelo humor expansivo ou irritável. pelo aumento da energia e da atividade psicomotora. São freqüentes os planos grandiosos. Podem ser parte do transtorno bipolar (antiga psicose maníaco-depressiva).

. propanolol. paratiróide. hipófise e adrenal e. a anemia perniciosa. clonidina. na chamada "depressão sazonal". depressão e insatisfação na maior parte do tempo. delírios de grandeza otimismo exagerado Aumentadas Reduzido ou aumentado Diminuição da necessidade de sono Aumentada Conteúdo do pensamento Visão de futuro Auto-estima. cimetidina e indometacina está associado à depressão. concentração diminuída Acelerado Idéias grandiosas. no outono/inverno). principalmente. O curso pode ser intermitente. de estar falido ou de estar morto). Outras doenças. A depressão pode também acontecer no contexto de uma doença física ou ser causada por medicamentos. em geral. A distimia se caracteriza pela menor intensidade dos sintomas. como as encefalites. não interferem com o funcionamento estável do indivíduo. de inutilidade. do diabetes. autoconfiança Apetite Sono Libido Os episódios depressivos podem também acontecer no período pós-parto ("depressão puerperal"). de alterações hormonais como as decorrentes do funcionamento deficiente ou excessivo da tireóide. concentração Pensamento Diminuídas Lentificado Idéias de ruína financeira ou física. idéias suicidas Pessimismo. estão presentes alucinações e/ou delírios (crenças falsas de ter uma doença incurável. o Parkinson. a distimia. Da mesma forma que ouso de substâncias como álcool (uso ou interrupção). descrença Reduzidas Reduzido ou aumentado Reduzido ou aumentado Diminuída Atenção voluntária diminuída e espontânea aumentada. Por exemplo. mas predominam as queixas de cansaço. carbidopa.Atenção. anfetaminas (uso ou interrupção) e cocaína (interrupção). Alguns indivíduos apresentam episódios depressivos sempre na mesma época do ano (por exemplo. Na "depressão psicótica". Há também uma forma mais leve e crônica de depressão. "a vida não vale a pena". corticosteróides. amantadina. a esclerose múltipla podem também levar à depressão. de poderes especiais. superior a dois anos. que. alfa-metildopa. de culpa. planos questionáveis. o uso de medicamentos como reserpina. A alteração do humor tem uma longa duração. levodopa.

pois a melhora dos sintomas depressivos é.Cerca de 50% a 60% dos indivíduos que apresentam um primeiro episódio depressivo sofrem recorrências no futuro. Copyright © 2001 IDS . Quanto maior o número de episódios depressivos prévios. Diante de um indivíduo com depressão. porém. Os indivíduos bipolares podem apresentar vários episódios depressivos. Este é um aspecto importante da evolução e do prognóstico da depressão. confundida com a remissão. muitas vezes. A chance de recorrências a partir do terceiro episódio aumenta para 70% a 80%. A permanência de sintomas depressivos. O transtorno bipolar é altamente recorrente (80% a 90% dos casos). maior será a chance de recorrências. Deprimidos com familiares bipolares apresentam maior risco para o transtorno bipolar do que aqueles sem história familiar. deve-se sempre interrogar a existência de um episódio maníaco ou hipomaníaco no passado. só é atingida quando o indivíduo deixa de apresentar sintomas depressivos e não quando a intensidade destes diminui com o tratamento. antes de um episódio maníaco. apesar do tratamento ("resíduo depressivo") está também associada ao maior risco de recorrências.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A remissão.

300 mg/dia 150 . por exemplo).600 mg/dia Antidepressivos inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs) . outros medicamentos associados (indutores de sono no caso de insônias graves.80 mg/dia 450 . quando necessário. São utilizados os diferentes compostos antidepressivos e. Os antidepressivos disponíveis no mercado brasileiro se dividem em quatro classes: Classe Antidepressivos tricíclicos (ADTs) Substância imipramina clomipramina amitriptilina nortriptilina tranilcipromina moclobemida Faixa terapêutica 150 .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da depressão pode ser dividido em três fases: a fase aguda.300 mg/dia 50 -150 mg/dia 40 . antipsicóticos no caso da depressão psicótica.300 mg/dia 150 . a fase de continuação e a fase de manutenção.

bem como as principais interações medicamentosas de apenas um composto de cada classe dos antidepressivos (por exemplo. sertralina e venlafaxina). Sugere-se avaliar a presença de condições clínicas associadas e a ingestão correta da medicação. tranilcipromina. aumentando gradativamente até a obtenção do efeito terapêutico. Preconiza-se manter a dose do antidepressivo que levou à remissão dos sintomas por um período de 4 a 6 meses. A fase de manutenção visa evitar o aparecimento de novos episódios depressivos (recorrências). imipramina. com tentativas de suicídio). ácido valpróico.Antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) fluoxetina paroxetina sertralina fluvoxamina citalopram venlafaxina mirtazapina reboxetina bupropiona tianeptina trazodona nefazodona 20 20 50 50 20 - 60 mg/dia 60 mg/dia 200 mg/dia 300 mg/dia 60 mg/dia Novos antidepressivos 75 .300 mg/dia 200 . É sempre importante observar se o paciente apresenta ciclagem para a mania ou hipomania durante o tratamento com antidepressivos. O tratamento de manutenção por um período ilimitado deve ser considerado para pacientes que apresentaram mais de 3 episódios (ou um a dois episódios graves. Sugerese iniciar com as doses mínimas descritas. o tratamento deve ser revisto. Estabilizadores do humor lítio ácido valpróico Doses iniciais 600 mg/dia 500 mg/dia Níveis plasmáticos 0. com a troca por um antidepressivo de outra classe. observam-se recaídas em 50% dos casos.600 mg/dia Para o manejo dos episódios depressivos.50 mg/dia 150 . A fase de continuação corresponde ao período seguinte à melhora e tem o objetivo de evitar recaídas. O tratamento da fase aguda tem como objetivo a remissão do episódio depressivo.10 mg/dia 150 .300 mg/dia 12.8 a 1. independentemente da necessidade de antidepressivos (episódio depressivo bipolar) ou de antipsicóticos (episódio maníaco ou hipomaníaco). Pacientes bipolares devem ser sempre tratados com estabilizadores do humor (lítio.225 mg/dia 15 . Caso não se obtenha a melhora em 6 a 8 semanas com as doses máximas sugeridas.5 .2 mEq/l 50 a 150 mcg/ml . carbamazepina) para prevenir recorrências. farmacodinâmicas. Quando a medicação é retirada precocemente. pacientes com primeiro episódio após 50 anos de idade ou pacientes que recaem ainda durante a fase de continuação. os efeitos adversos mais comuns. é importante conhecer mais profundamente as características farmacocinéticas.45 mg/dia 8 .

carbamazepina 200 mg/dia 8 a 12 mcg/ml Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

nestes casos. porém. o paciente deve ser encaminhado para um especialista. Acarreta diversas conseqüências aos indivíduos acometidos. Cerca de 30% dos episódios depressivos. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A depressão é um problema médico de elevada prevalência na população geral. É passível de tratamento com antidepressivos de diferentes classes farmacológicas e o tratamento a médio prazo visa a remissão dos sintomas e a prevenção de recaídas e recorrências. não respondem satisfatoriamente aos tratamentos iniciais e.

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Psicofarmacologia de Antidepressivos. Fráguas Jr. São Paulo. Depressão no Ciclo da Vida. Artmed Editora. Almeida. B. Lemos Editorial. T. Porto Alegre.. Copyright © 2001 IDS . 2000.P.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 21 (supl) : SI24 . 1999. Miguel. edição. Moreno RA. Soares MBM.. R. 1999. Lafer. 3a.. Moreno.A. O.. Moreno DH. Condutas em Psiquiatria.C.A.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cordás. Rev Bras Psiq.SI 40. R. E.

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muito freqüentemente tem seu resultado confirmado pelo método de Western blot. por meio dos testes sorológicos. Os testes confirmatórios mais freqüentemente empregados são as reações de Western blot. ou ainda durante o acompanhamento pré-natal. Para tal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da infecção pelo HIV baseia-se na detecção de anticorpos específicos. para correta interpretação dos resultados. ou seja. Em pacientes adultos. quando o ensaio imunoenzimático é aplicado em situações de rastreamento. Percebe-se assim . para correta elucidação diagnóstica. ou seja. Cabe ressaltar que os testes sorológicos de última geração. há elevada freqüência de resultados falso-positivos. Quando o teste de ELISA anti-HIV é solicitado para um paciente com manifestações clínicas sugestivas de infecção por esse agente viral e a história epidemiológica é compatível com a de exposição a retrovírus. As amostras reagentes a esse teste devem necessariamente ser submetidas a teste sorológico confirmatório. habitualmente um ensaio imunoenzimático (ELISA). como. adota-se um algoritmo diagnóstico que inclui inicialmente a realização de um teste sorológico de triagem. observa-se que o valor preditivo positivo do teste tende a ser mais baixo. na triagem sorológica compulsória para seleção de candidatos a doador de sangue. por exemplo. podemos afirmar seguramente que se trata de infecção atual pelo HIV. são de alta sensibilidade e especificidade (superiores a 99%) e já se apresentam positivos cerca de 3 a 5 semanas após a infecção aguda. deve-se considerar a situação na qual o teste sorológico é efetuado. capazes de detectar anticorpos específicos voltados a diferentes proteínas virais. quando a reação de Western blot resulta positiva. atualmente disponíveis. o teste sorológico de triagem habitualmente apresenta alto valor preditivo positivo. No entanto. Ao contrário.

ou ainda pode-se pesquisar a presença de ácido nucléico viral no sangue da criança. gp41 e gp120/160. é importante ressaltar que. Cabe ainda ao profissional de saúde garantir o apoio necessário ao paciente. No caso da infecção aguda. através dos métodos de amplificação molecular (PCR ou NASBA). Nessas situações. Tais testes são ainda importantes para orientação quanto à necessidade de introdução de esquemas terapêuticos específicos. baseados em associações de drogas anti-retrovirais. Além disso. uma vez que a sorologia positiva pode ser devida apenas à presença de anticorpos maternos. deve-se enfatizar que a solicitação do exame deve sempre ser precedida de esclarecimentos detalhados sobre o significado de um eventual resultado positivo ou negativo. Com esse propósito são recomendados os testes para determinação quantitativa da carga viral plasmática (PCR ou NASBA) e a pesquisa do número de linfócitos CD4+ no sangue periférico. a confirmação diagnóstica exige o acompanhamento sorológico evolutivo da criança.que o médico de família deve estar atento para as condições de realização de um teste sorológico anti-HIV. bem como no acompanhamento evolutivo dos pacientes submetidos ao tratamento antiviral. É ainda importante citar que para que um resultado de Western blot possa ser considerado positivo. à medida do necessário.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . na ausência de outra justificativa para tal. Vale a pena destacar que a linfopenia absoluta (<1000 linfócitos periféricos/mm3) ao hemograma. em caso de suspeita de transmissão materno-infantil. o diagnóstico dependerá da identificação do RNA viral no sangue periférico. o encontro de anticorpos anti-HIV no recém-nascido não necessariamente significa que houve infecção da criança. Após a confirmação diagnóstica de infecção por HIV. que permitam avaliar o grau de comprometimento imunológico já ocorrido e estabelecer o prognóstico em relação ao risco de desenvolvimento da AIDS. se desejar oferecer a seus pacientes um aconselhamento preciso. citadas a seguir: p24. Ao lado dos exames laboratoriais relacionados ao diagnóstico da infecção pelo HIV e a sua avaliação prognóstica. Copyright © 2001 IDS . deve-se proceder à determinação de parâmetros laboratoriais evolutivos. dado que os testes sorológicos ainda podem resultar negativos. de acordo com as manifestações clínicas existentes. Espera-se observar a negativação dos testes sorológicos em duas amostras colhidas entre o 6o e o 18o mês de vida. deve levantar a suspeita de infecção pelo HIV. em adultos ou crianças. há necessidade de que tenham sido detectados anticorpos específicos voltados pelo menos a duas das três proteínas virais. até que o resultado do teste venha a ser conhecido. o paciente infectado poderá ainda. Tendo em vista as profundas implicações que cercam um resultado de sorologia para HIV. Quanto maior a carga viral plasmática e menor o número de células CD4+. ser submetido a diferentes exames laboratoriais para investigação diagnóstica complementar de doenças oportunistas. maior será o risco de evolução para AIDS. passivamente transferidos através da placenta. caso os testes diagnósticos por métodos de biologia molecular sejam disponíveis.

como também da pesquisa periódica dos marcadores laboratoriais evolutivos (carga viral e número de células CD4+). A prescrição das drogas anti-retrovirais pressupõe conhecimentos detalhados acerca da farmacodinâmica e toxicidade desses fármacos. efavirenz) e drogas inibidoras da enzima protease viral (saquinavir. ritonavir. delavirdina. abacavir. lamivudina ou 3TC.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento específico da infecção pelo HIV é realizado. recomenda-se a infusão endovenosa de zidovudina no . as drogas anti-retrovirais são também importantes na profilaxia da transmissão materno-infantil do HIV. para impedir que subdosagens dos medicamentos possam induzir o desenvolvimento de resistência medicamentosa por parte do vírus. Por outro lado. observando-se com seu emprego sensível redução no risco de transmissão do vírus para o recém-nascido. nevirapina. Sabe-se também que a aderência dos pacientes deve ser rigorosamente avaliada. zalcitabina ou ddC. empregando-se associações de duas ou três drogas que atuam em diferentes pontos do ciclo replicativo viral. nelfinavir e amprenavir). Nesse sentido. didanosina ou ddI. A monitoração da resposta terapêutica depende não apenas do acompanhamento clínico dos pacientes. cadastrados no Programa Nacional de Anti-retrovirais do Ministério da Saúde e acompanhados nas unidades especializadas de assistência a pacientes com HIV/AIDS. indinavir. As drogas anti-HIV são distribuídas gratuitamente aos pacientes infectados. estavudina ou d4T. deve-se prescrever às gestantes soropositivas zidovudina oral a partir da 14ª semana de gestação. Ao lado disso. bem como de seu potencial de interação com outros medicamentos. Atualmente encontram-se disponíveis medicamentos com atividade inibitória sobre a enzima transcriptase reversa viral (zidovudina ou AZT. distribuídas por todo o território nacional.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o paciente com AIDS poderá ainda receber outras drogas para tratamento e/ou profilaxia de infecções oportunistas. quando necessário.momento do parto e ainda a prescrição de solução oral desse medicamento ao recémnascido até a 6a semana de vida. Ao lado da terapêutica anti-retroviral. Copyright © 2001 IDS .

deve o profissional esclarecer o paciente da necessidade de realizar o teste sorológico para esclarecimento diagnóstico. O diagnóstico precoce e o tratamento específico. o médico de família deverá orientar o paciente a procurar um centro de atendimento especializado. poderão alterar sobremaneira o curso natural da infecção. esse profissional de saúde deve procurar atuar. . orientando seus pacientes sobre a importância da aderência às práticas de sexo seguro e às medidas de redução de danos. Mais ainda. reduzindo o risco de progressão para AIDS e sua conseqüente morbimortalidade. Nessas situações deverá intervir profilaticamente. no caso de usuários de drogas injetáveis. Papel do médico de família e indicações de encaminhamento O médico de família pode exercer um papel destacado na prevenção e no diagnóstico da infecção pelo HIV.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento 1. na presença de evidências de exposição a retrovírus ou mesmo de sinais e sintomas clínicos compatíveis com disfunção imunitária em adultos ou crianças. quando indicado. Em caso de confirmação diagnóstica. identificando situações de vulnerabilidade à infecção. Por estar em contato próximo com o núcleo familiar e sempre atento à sua dinâmica. onde possa ter acesso aos medicamentos anti-retrovirais fornecidos pelo Ministério da Saúde e prosseguir ao acompanhamento clínico ambulatorial.

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Atheneu.gov.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 2000. São Paulo. Uip D.br Copyright © 2001 IDS . ed. São Paulo. Focaccia R. Atheneu. HIV/AIDS: Perguntas e respostas. Retroviroses humanas: HIV/AIDS. Lima ALM.aids. Leite OM.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Veronesi R. Kiffer CR. Lomar AV. ed. Site do Programa de AIDS do Ministério da Saúde: www. 1996. Oliveira MS.

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distúrbios metabólicos e defeitos de coagulação. Para o teste de hemaglutinação. Febre Amarela Os exames inespecíficos são importantes para monitorizar a evolução da doença na identificação de órgãos e sistemas envolvidos e na formulação de estratégias terapêuticas. é necessária a coleta de duas amostras de soro com intervalo de duas semanas. quando do dengue clássico. detecção de antígenos virais ou RNA (ácido ribonucléico) em soro ou tecido (difícil realização). o hemograma pode apresentarse com neutropenia e linfocitose (encontro de linfócitos atípicos). O diagnóstico definitivo depende do isolamento do vírus.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Dengue Entre os exames inespecíficos. O dengue hemorrágico caracteriza-se por levar a hemoconcentração e plaquetopenia (vasculite com extravasamento de plasma) entre o terceiro e oitavo dias de doença. como: testes de função hepática: aminotransferases . enquanto o teste MAC-ELISA determina a presença de anticorpos de fase aguda (imunoglobina M). Os testes mais utilizados são aqueles relacionados à função hepática e renal. sendo mais prático. as enzimas hepáticas estão discretamente elevadas. ou ainda pela detecção de anticorpos específicos no soro do paciente (inibição da hemaglutinação e ELISA).

níveis de bilirrubinas. produtos de degradação do fibrinogênio e plaquetas. fosfatase alcalina.séricas. níveis de uréia sangüínea e fração de excreção de sódio. tempo de tromboplastina tecidual ativada.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . glicemia. MAC ELISA é o de maior emprego) . gasimetria arterial. Copyright © 2001 IDS . testes de coagulação. equilíbrio ácidobásico e eletrolítico: pH. eletrólitos séricos. testes de função renal: albuminúria. creatinina sérica. como tempo de protrombina. Entre os exames específicos estão a detecção de antígeno viral (de difícil realização).e o diagnóstico histopatológico. medida de anticorpos IgM.a técnica mais empregada é de captura de anticorpos IgM por ELISA.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nenhuma das duas doenças tem tratamento específico. onde pode haver a necessidade de diálise. precisa de abordagem diferenciada em unidade de terapia intensiva. ou mesmo para aqueles que . monitorização hemodinâmica e cuidados com as diversas alterações decorrentes do processo patogenético. Em caso de hemorragia. procurando manter o hematócrito em níveis normais. Devemos monitorizar a taxa de hematócrito e manternos atentos para a possibilidade de hiperhidratação. A vacina está indicada para todos que viajam para regiões Centro-Oeste ou Norte do Brasil. quando evolui em sua forma completa. devemos iniciar hidratação parenteral com solução fisiológica e solução glicosada a 5%. ou quando o hematócrito continuar subindo a despeito da hidratação oral. em dose única. e adicionar bicarbonato de sódio quando houver acidose metabólica. que pode ocorrer com a rápida interrupção do processo patogenético. Prevenção É importante enfatizar que há vacina eficaz contra a FA que. a hidratação deve ser por via oral. tratamento paliativo com analgésicos (evitar salicilatos) é a única medida aconselhada. quando o paciente apresentar vômitos. é necessário repor o sangue perdido. 1. O tratamento do dengue hemorrágico deve visar primordialmente a reposição das perdas de eletrólitos e de plasma (soro). meio a meio. mantém imunidade por pelo menos 10 anos. Em fase inicial. e reabsorção do líquido do extra para o intravascular. A febre amarela. continente africano. Para o dengue.

vão para regiões onde estiverem ocorrendo epidemias da doença. A vacina deve ser aplicada pelo menos oito dias antes da viagem.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

sangue etc. ao ser encaminhado. eletrólitos. deve estar recebendo reposição das perdas (líquido.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O dengue na forma hemorrágica e a febre amarela necessitam de encaminhamento urgente assim que se fizer a suspeita diagnóstica devido ao potencial risco para a vida do paciente. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o paciente.). Em ambos os casos.

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11:480. Pg. Ministério da Saúde. Churchill Livingstone. 1986. Ministério da Saúde. Monath TP. Microbiol. 1999. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Gubler DJ. Brasília. World Health Organization. Manual de Dengue: Vigilância Epidemiológica e Atenção ao Doente. treatment and control. Clin.1998. 1265-1274. In: Guerrant. Geneve. 1995. Tropical Infectious Diseases. Walker & Weller. Reviews. World Health Organization.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Dengue and Dengue Hemorrhagic Fever. Dengue haemorrhagic fever: diagnosis. Fundação Nacional da Saúde. Yellow fever. eds.

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Tornam-se positivas em torno da segunda a quarta semanas do aparecimento do cancro. TPHA (Treponema pallidum haemaglutination) e ELISA (teste imunoenzimático) são reações específicas que detectam anticorpos da classe IgG (imunoglobulina G). As reações específicas com anticorpos antiIgM são úteis no diagnóstico da sífilis congênita. confirma o diagnóstico de cancro duro. A positividade com IgM permite fazer o diagnóstico de infecção aguda no recém-nascido e não simples transferência passiva transplacentária de anticorpos maternos. infecções. porém a sensibilidade do teste não é boa o . medicamentos e transfusões). Reações antitreponêmicas: FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Sífilis Pesquisa direta em campo escuro: o encontro de microrganismos espiralados. pallidum. Entretanto. Cura ou recaída e reinfecção evidenciam-se através da queda ou elevação dos títulos. com características do T. lúpus eritematoso sistêmico. São indispensáveis no seguimento sorológico dos doentes. títulos altos costumam dever-se à sífilis. colagenoses. hepatite crônica. Podem ser positivas em outras doenças (síndrome antifosfolipídica. Positivam-se a partir da terceira semana do aparecimento do cancro. Necessitam de confirmação através das provas específicas antitreponêmicas. porém inespecíficas. Reações sorológicas inespecíficas antilipídicas: VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e RPR (Rapid Plasma Reagin) são de fácil execução. vacinações. pois são quantificáveis.

confirma o diagnóstico. pleiocitose e alteração das proteínas liquóricas. Condiloma Acuminado O diagnóstico é clinico. corados habitualmente pelo Leishman ou Giemsa (método de Tzanck). nos núcleos dos leucócitos polimorfonucleares. Trichomonas e cândida são evidenciadas pelo exame direto. em cerca de 40% dos doentes. . aos pares ou formando cadeias em esfregaço da ulceração.suficiente. A demonstração do vírus através de microscopia eletrônica e cultura. Por vezes. Gonorréia O diagnóstico é confirmado pelo encontro de diplococos gram-negativos. pode elucidar casos difíceis. em esfregaços. com crescimento do gonococo em 2 . podendo resultar em elevado percentual de falso-positivo ou falso-negativo. e em 25% dos doentes. Podese confirmar o diagnóstico pela cultura em meio de Thayer-Martin. demonstrandose células gigantes multinucleadas características do efeito citopático desse grupo de vírus. O exame citológico de esfregaços de lesão. raramente. Candida e micoplasma crescem em culturas com meios adequados. Herpes Genital O diagnóstico é clínico. Positividade para o VDRL indica neurossífilis associado ou não à elevação das proteínas e/ou celularidade liquórica. como por exemplo. O vírus do herpes e citomegálico são considerados como agentes etiológicos em face dos exames negativos e outros comemorativos. intra ou extracelular. faz-se necessária. pode ocorrer. história prévia de infecção pelo HSV. em esfregaço da secreção purulenta corado pelo gram. Líquor: na sífilis recente. primária e secundária.5 dias Uretrites Não Gonocócicas A confirmação da infecção por clamídia se dá pelo achado. de pequeno número de células inflamatórias e ausência de gonococos e outros microrganismos. o VDRL ou o FTA-Abs tornam-se positivos. pode ser necessário o exame histopatológico para confirmação diagnóstica. Cancro Mole Bacterioscopia: O encontro de bacilos gram-negativos. Estudos sorológicos estão indicados nos casos suspeitos de primoinfecção e em inquéritos epidemiológicos.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

intramuscular.br/ assistencia/manualcontroledst. 2. repetindo a mesma dose uma semana depois. 2.000 UI.pdf) Doentes alérgicos à penicilina: O medicamento de primeira escolha para o tratamento de todas as formas de sífilis é a penicilina. para se evitar o uso de medicamentos menos eficazes ou com maiores possibilidades de efeitos adversos. Tetraciclina ou eritromicina (estearato ou etilsuccinato): para a sífilis recente. Sífilis Terciária ou Tardia Latente ou com duração ignorada Penicilina G benzatina.000 UI.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Sífilis Sífilis Primária (cancro dura) Penicilina G benzatina. Sífilis Congênita (consultar orientação do Ministério da Saúde em http://www. dose única.000 UI.400. 500 mg 6/6 .000 UI.400. intramuscular. intramuscular.200. Sífilis Secundária e Latente Recente Penicilina G benzatina. sendo a dose total igual a 4. sendo a dose total igual a 7.aids.400. dose única.800.gov. três doses com intervalo de uma semana.000 UI. 2. O relato de alergia deve ser muito bem avaliado.

Doxiciclina: 100 mg 12/12 horas pode substituir a tetraciclina. Tianfenicol. podem ser tratadas com estearato de eritromicina 500 mg via oral a cada 6 horas por um período de quinze dias (sífilis recente) e trinta dias (sífilis tardia). 500 mg VO. por 5 dias ou 5. É importante afastar sífilis e co-infecção pelo HIV. Se necessário.0 g VO dose única. Na impossibilidade. 1999) devem ser dessenbilizadas imediatamente tratadas com penicilina.10 dias. Gonorréia Tetraciclina. 6/6 horas. 12/12 horas por 10 dias. É importante frisar que a ocorrência dessa reação não se deve a alergia medicamentosa e que não contra-indica ou implica suspensão do tratamento. Reação ao tratamento: Reação de Jarisch-Herxheimer é síndrome clínica com exacerbação das lesões cutâneas. A drenagem da adenite é contra-indicada. CN DST/AIDS. Cancro Mole Sulfametoxazol-trimetoprima: 800mg-160mg VO. Azitromicina. por 15 dias. A limpeza local da(s) lesão(ões) é recomendada. dose única. Gestantes com história comprovada de alergia a penicilina (ver Manual de Alergia a Penicilina.horas. MS. essa gestante não será considerada tratada para fins de transmissão fetal. contra-indicada para gestantes e nutrizes. Trata-se com ácido acetilsalicílico (AAS). representando cicatriz sorológica. Brasília. Pacientes com persistência de anticorpos em títulos baixos após dois anos e exame de líquido cefaloraquidiano normal são considerados curados. a negativação sorológica é realizada habitualmente em seis a nove meses e na sífilis tardia em torno do segundo ano. Elevação de quatro vezes ou mais em relação ao último exame significa reinfecção. via oral (VO). 500 mg 6/6 horas. podendo-se fazer uso de creme com antibiótico.sendo obrigatório o tratamento da criança após o nascimento. esvaziá-la por punção.uma a 12 horas antes do tratamento antimicrobiano. 6/6 horas. por 15 dias. usar eritromicina ajustada para a idade. por 30 dias. 6/6 horas por 7 . indicando necessidade de tratamento. Pode ser prevenida ou diminuída com administração de corticóide . Seguimento pós-tratamento: Reações sorológicas a cada três meses por dois anos.até o momento se reconhece apenas a penicilina como passível de transferência por via placentária . 8/8 horas. Na sífilis recente. Eritromicina (estearato): 500 mg VO. As reações sorológicas lipídicas ou inespecíficas (VDRL / RPR) são as primeiras a apresentar quedas dos títulos e a negativar. Entretanto. 500mg VO. . por 7 dias. Tetraciclina: 500 mg VO. VO. mal-estar geral e febre que pode ocorrer após algumas horas da administração da primeira dose de tratamento. 1000 mg VO. Crianças abaixo de 12 anos. uma vez que não houve tratamento do feto . para a sífilis tardia.

5 g VO dose única. Em caso de recidiva ou persistência do corrimento tratar com Eritromicina (estearato) 500 mg VO 6/6 horas por sete dias mais metronidazole 2. 500 mg via oral (VO). 250 mg. 5 vezes ao dia.10 dias. 500 mg VO.0 g VO dose única. 5 dias. Herpes Genital Primoinfecção Herpética Importante: aciclovir. Ciprofloxacina ou ofloxacina. intramuscular (IM).10 dias. doxiciclina e oxofloxacina . . Condiloma Acuminado É feito na dependência do tipo clínico. ou Aciclovir. 5 mg/Kg endovenosa (EV). Tianfenicol 2. Abstinência sexual durante o período de tratamento. com intervalos de 4 horas. Azitromicina: 1g via oral (VO). cada 8 horas. número de lesões e local acometido. 12/ 12 hs. Ceftriaxone.10 dias. dose única. omitindo-se tomadas noturnas.10 dias. 12/12 horas por 7 . com intervalos de 4 horas.idem para gonorréia. 100 mg VO. azitromicina . Valaciclovir: 500 mg VO. dose única.400 mg VO. 5 vezes ao dia. dose única. doxiciclina e eritromicina . Aciclovir: 200 mg VO. 5 dias.Doxiciclina. 400 mg VO. por 7 . por 7 . Herpes dos Imunossuprimidos: aciclovir. Uretrites Não Gonocócicas Clamídia: tetraciclina. Eritromicina. Ureaplasma: tetraciclina. Herpes Genital Recorrente: aciclovir a 5% em creme.10 dias. 12/12 horas. uso tópico. omitindo-se tomadas noturnas. 200 .idem para clamídia.idem para gonorréia. por 7 . 5 dias. 6/6 horas. Famciclovir: 125 mg VO. por 7 . 7 dias.

Podofilina 10 . no máximo por 16 semanas. excisão cirúrgica com sutura: não está indicada pela possibilidade de implantação de novas verrugas nos pontos de sutura. eletrocoagulação. Copyright © 2001 IDS . conforme a tolerância. Total de 4 a 6 ciclos.Podofilotoxina a 0. retirar após 4 . 3 vezes por semana.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 5-fluorouracil 5% em creme: aplicar 1 vez ao dia. 3 vezes por semana. fulguração ou crioterapia: Usados apenas em consultório por profissional experimentado. retirando pela manhã.10 horas. Imiquimod: aplicar ao deitar. semanalmente. por várias semanas.5% em solução ou gel: aplicar 2 vezes ao dia por 3 dias seguidos. Ácido tricloroacético 90%: usado apenas em consultório por profissional experiente.25% em tintura de benjoin: usado apenas em consultório por profissional experiente.

sendo. Gonorréia Casos com possíveis complicações associadas à gonorréia devem ser encaminhados ao urologista ou ginecologista.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Sífilis Sífilis congênita é doença de notificação compulsória. com freqüência. Uretrites Não Gonocócicas O diagnóstico de uretrite não-gonocócica e sua etiologia são difíceis na maioria dos casos. necessário o encaminhamento ao urologista. porque somente com a informação adequada pode-se planejar as ações adequadas. Notifique os casos de sífilis adquirida ao serviço de vigilância epidemiológica do município/ estado. Condiloma Acuminado . Devem ser encaminhados aos respectivos especialistas os casos de sífilis terciária.

Copyright © 2001 IDS .Para realização de peniscopia. de casos suspeitos. com ou sem biópsia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

q estar capacitado para triar os casos que necessitem abordagem diagnóstica ou terapêutica mais especializada. Eisen. Fitzpatrick's Dermatology in General Medicie. Dermatologia. Fifth edition Sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis in Sampaio. 1999. Cancro mole. Centro Nacional de Epidemiologia editores.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Sexually transmited diseases in Freedberg. . Guia de bolso. Primeira edição. Gonorréia. Doenças infecciosas e parasitárias. Fitzpatrick editors. Austen. ou orientar encaminhamento adequado. Rivitti editores. q recrutar para exame. Wolff. Katz. 2000. Sífilis. O leitor deverá: q reconhecer as principais doenças sexualmente transmissíveis do ponto de vista do diagnóstico clínico e laboratorial. Segunda edição. Fundação Nacional de Saúde. Herpes simples e Infecção pelo papilomavírus humano in Ministério da Saúde. q tratar das suas manifestações características. parceiros dos indivíduos com doenças sexualmente transmissíveis. Goldsmith.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

fato importante por permitir avaliação da carga parasitária. podendo ser negativo nos primeiros dias das manifestações clínicas da forma aguda. o ecocardiograma. a realização de radiografia de tórax. Os métodos de exame de fezes mais apropriados são os de sedimentação. na avaliação da hipertensão portal e suas conseqüências. A positividade do exame de fezes se dá a partir de 30-35 dias a partir da infecção. Da mesma forma. em termos de eficácia diagnóstica. revelando hipertrofia das câmaras cardíacas direitas e do tronco da artéria . Os exames inespecíficos não revelam alterações características nas formas crônicas da doença: as enzimas hepáticas (transaminases. A ultra-sonografia e a endoscopia digestiva alta são exames subsidiários importantes. revelando retificação ou abaulamento do arco médio. o mesmo podendo ser dito com relação às reações sorológicas. devendo essa última ser reservada para situações especiais. não costumam estar alteradas de maneira importante. a técnica de Kato-Katz tem a vantagem de permitir a contagem de ovos. observa-se proteinúria em casos de comprometimento renal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da esquistossomose baseia-se no encontro de ovos do parasita seja em exame parasitológico de fezes ou em exames histopatológicos. gama glutamil-transferase e fosfatase alcalina). à biópsia retal. A realização de cinco análises de fezes parece ser superior. decorrentes da ruptura de varizes esofagianas. como o de Hoffman. sobretudo da mucosa retal. exceto em situações já citadas de dano hepático por outras infecções associadas ou após sangramentos intensos. A intradermorreação com esquistossomina tem importância epidemiológica. Nas formas pulmonares.

para planejamento de derivações da circulação portal. são igualmente relevantes. são reservados a avaliações pré-operatórias. Copyright © 2001 IDS . Procedimentos de maior complexidade. assinalando sobrecarga de câmaras direitas.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . como esplenoportografia e arteriografias.pulmonar. e o eletrocardiograma.

das alterações hepáticas e da circulação portal. . sendo mais comuns relatos de sonolência. Tratamento cirúrgico para alívio da hipertensão portal pode ser indicado em alguns casos. o fármaco de escolha é o oxamniquine. Cuidado especial deve ser tomado com pacientes convulsivos não controlados. que tem por objetivo a erradicação dos vermes adultos. sendo o primeiro deles feito de 45 a 60 dias após o tratamento. Está indicada em todos os casos parasitologicamente ativos. em dose única de 50 a 60 mg/kg de peso. mesmo nas formas mais graves da doença. em dose única de 12. a intervalos mensais. Ambos os fármacos não devem ser administrados a mulheres grávidas e nutrizes. Alternativamente pode ser utilizado o praziquantel. que deve ser administrado por via oral. também por via oral. tontura e náuseas nas primeiras horas após a ingesta. Trata-se de medicamento bem tolerado. visto que pode haver regressão. ainda que parcial. No Brasil.5 a 15 mg/kg de peso para adultos e 20 mg/kg para crianças (idade inferior a 15 anos). O controle de cura pode ser realizado pela realização de seis exames de fezes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da esquistossomose baseia-se na quimioterapia. bem como a escleroterapia endoscópica das varizes esofagianas. pois o fármaco poderá desencadear crises convulsivas.

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Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . sobretudo aquelas com hipertensão portal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento As formas leves da doença podem ser tratadas em regime ambulatorial. para acompanhamento. estando os medicamentos disponíveis na rede pública de serviços de saúde. As formas graves. devem ser encaminhadas a serviços especializados.

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Esquistossomose mansoni in Veronesi. 1998. Cunha. Tratado de Infectologia. Esquistossomose mansônica: aspectos epidemiológicos e de controle. C. R. Prata. Copyright © 2001 IDS .SP. A. Esquistossomose mansoni.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A. A. D. R.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Passos. Rev Soc Bras Med Trop. 1970 (435 págs). S. S. R. Atheneu. 31 (supl II): 61-74. Focaccia.. Amaral. Sarvier-EDUSP.. 1996.

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Sensibilidade térmica: é pesquisada utilizando-se dois tubos de ensaio contendo água fria e quente ou chumaços de algodão seco e embebido no éter. perpendicularmente à pele.seguida da dolorosa e tátil. Prova da histamina: baseia-se na dilatação dos capilares induzida pela histamina quando há integridade nervosa. Os tubos e os chumaços são encostados na pele sã e acometida alternadamente para testar a hipoestesia. tocando levemente o ponto a ser testado com a ponta da caneta. solicitando ao paciente que responda quando sentir diferença no tato. Depositam-se gotas de solução milesimal de histamina na área suspeita e pele normal e faz-se uma puntura com agulha.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico As manifestações cutâneas associadas ao comprometimento neurológico são fatores essenciais no diagnóstico clínico precoce da doença.: lembrar que a primeira a se alterar é a sensibilidade térmica . Sensibilidade dolorosa: utiliza-se uma caneta esferográfica de ponta grossa. Existem técnicas de fácil aplicação que permitem pesquisar a sensibilidade nas áreas supostamente acometidas ou que meçam indiretamente a integridade dos ramúsculos nervosos periféricos. Nos testes completos ocorrerá na . Obs. Sensibilidade tátil: escorrega-se levemente uma mecha fina de algodão caminhando da pele sã para a pele lesada .

pele a tríplice reação de Lewis (eritema primário. Copyright © 2001 IDS . secundário e pápula).Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . nos incompletos a segunda fase (eritema secundário) está ausente.

Poliquimioterapia Forma Idade Adultos Paucibacilar anos Rifampicina 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S 300-450mg/ mês-S 600mg/mês-S 150-300mg/ mês-S DDS 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A 50100mg/ dia-A 100mg/ dia-A 25mg/ dia-A Clofazimina Duração 0-5 6 .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento A duração e o esquema de tratamento de poliquimioterapia são recomendados pela Organização Mundial de Saúde.14 anos Adultos 6 meses 300mg/mês-S 50mg/sem-A 100mg/mês-S 100mg/sem-A 12 meses Multibacilar anos 0-5 .

em intervalo de 6 meses cada. Copyright © 2001 IDS . Na impossibilidade de seu uso.14 anos S= Supervisionada A= Auto-administrada sem= semana 300-450mg/ mês-S 50100mg/ dia-A 150-200mg/ mês-S 150mg/sem-A Estados reacionais: Reação do tipo I . Os contatantes dos doentes. devem receber imunoterapia profilática com duas doses de BCG intradérmico.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .400mg/dia (VO) até remissão do quadro (proibido por lei em gestantes e mulheres em idade fértil). orquite ou acometimento renal preconiza-se a prednisona 1mg/Kg/dia (VO).6 .prednisona 1mg/Kg/dia (VO)até melhora clínica. quando coexistir comprometimento neural grave. Reação do tipo II .Talidomida 100 .

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A hanseníase é doença de notificação compulsória. Casos suspeitos devem ser diagnosticados e tratados nas unidades básicas de saúde.

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Livraria Atheneu Editora. 1990. Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária. R. Brasília. C. Centro Nacional de Epidemiologia .C.. 3a Ed. L.G. Talhari. S. 1997.: Manual de Dermatologia. 1994. 1a Ed.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Cucé. Gráfica Tropical. Fundação Nacional de Saúde.. Copyright © 2001 IDS . Guia de Controle da Hanseníase. Neves. Ministério da Saúde. 2a Ed.. Festa Neto...Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .: Hanseníase.

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Específicos 1) Hepatite A O diagnóstico pode ser estabelecido pela pesquisa do anticorpo específico (anti-VHA). Surge cerca de 6 semanas após a infecção. enquanto o anti-VHA IgG indica infecção prévia e imunidade contra o vírus. O antiVHA IgM confirma o diagnóstico de fase aguda. Exames gerais Nas hepatites virais. As bilirrubinas e as enzimas canaliculares fosfatase alcalina e gamaglutamil transferase podem estar aumentadas. as aminotransferases estão elevadas. porém pode estar presente durante a exacerbação de formas crônicas. indicam insuficiência hepática. Se for da classe IgM. representa um quadro agudo. 2) Hepatite B a) Sorologia A presença do AgHBs indica um estado de portador crônico ou um quadro agudo. O anti-HBc IgG pode indicar tanto uma exposição passada (se o AgHBs .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico clínico da hepatite é relativamente simples. A diminuição da atividade da protrombina e dos níveis de albumina. o que torna o diagnóstico laboratorial de importância tanto clínica como epidemiológica. se presentes. porém nem sempre há icterícia e colúria. O anti-HBc total marca o contato com o vírus.

Na hepatite crônica.estiver negativo) ou uma forma crônica (se o AgHBs for positivo). é recomendável antes do tratamento para avaliar o estadiamento. essa regra freqüentemente apresenta exceções. enquanto a soroconversão para o anti-HBe indica geralmente uma parada da replicação viral. No entanto. Copyright © 2001 IDS . 4) Hepatite C A pesquisa do anti-VHC por Elisa é o procedimento mais empregado para o diagnóstico. o anti-VHC pode não ser detectado. branched-DNA (b-DNA) ou PCR. A presença do anti-HBs significa imunidade. pela técnica de PCR. seja naturalmente adquirida ou conferida pela vacinação. porém a maior parte dos laboratórios não a realiza rotineiramente. Biópsia hepática Excepcionalmente indicada na hepatite aguda somente quando há dúvida no diagnóstico. infecção passada. que é a mais sensível. particularmente quando há dúvida no diagnóstico. O AgHBe é um marcador de replicação viral. A especificidade pode ser confirmada com a utilização de um teste confirmatório. É encontrado nas formas agudas e crônicas. crônica ou prévia. qualitativa ou quantitativa (carga viral). é útil tanto para confirmar o diagnóstico quanto para a monitorização do tratamento. A determinação do RNA viral. Todavia. b) Pesquisa do DNA viral Pode ser realizada pelas técnicas de hibridização. nas fases iniciais da infecção aguda e nos imunodeprimidos. 5) Hepatite E O diagnóstico é feito por sorologia específica. geralmente o RIBA (recombinant immoblot assay). Esses testes não são capazes de diferenciar infecção aguda.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 3) Hepatite D A positividade do anti-delta IgM geralmente significa infecção delta crônica e a do anti-delta IgG.

indicando-se também a vacinação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Nas hepatites. a vacinação rotineira é recomendada somente em comunidades com surtos freqüentes da doença. Os candidatos a recebê-la são as pessoas que tiveram contato íntimo ou sexual com portadores de hepatite A. 4 ou 8 semanas). Portadores de hepatopatias crônicas apresentam um risco aumentado de insuficiência hepática aguda grave se forem infectados pelo VHA. em caso de surtos em grupos de pessoas com esse comportamento. embora o benefício persista por 3 a 6 meses. É recomendada para usuários de drogas injetáveis e para homens homossexuais.É administrada em 2 doses. que diferem pelo intervalo entre as doses (2. Para as demais formas de hepatites virais. Embora a vacina tenha sido licenciada para uso em crianças acima de 2 anos de idade. o conhecimento do tratamento específico com medicamentos antivirais deve ser superado pela capacidade em prescrever e aplicar a imunização. b) Vacinação . É uma proteção eficaz (cerca de 85% dos casos). a recomendação é respeitar as precauções universais para evitar contato com sangue e secreções corporais. 1) Imunização contra o VHA a) Imunização passiva . Medidas específicas para prevenção estão disponíveis contra os vírus A e B.02 ml/kg de peso por via intramuscular até 2 semanas após a exposição ao vírus.a imunoglobulina humana deve ser administrada na dose de 0. Há vários esquemas. .

no deltóide.2) Imunização contra o VHB a) Imunização passiva . O intervalo entre as doses geralmente é de zero. É usada também para profilaxia. é mais seguro internar o paciente. Deve-se ainda fornecer orientação quanto à proibição do uso de álcool e de drogas potencialmente hepatotóxicas. Casos selecionados de hepatite B poderão ser tratados com lamivudina. um e seis meses. em recém-nascidos cujas mães são portadoras de hepatite B. usuários de drogas injetáveis. A resposta é considerada adequada quando se detectam títulos do anti-HBs acima de 10 mUI/ml pelo teste de Elisa. As doses efetivas são de 250 a 500 UI (200 UI para o recémnascido) por via intramuscular. o interferon recombinante alfa é o medicamento mais utilizado. Não são necessárias dietas especiais ou repouso absoluto. A globulina deve ser administrada até 48 horas após a exposição e repetida após um mês. cônjuge). A vacinação de rotina é recomendada em áreas com alta prevalência da hepatite B e nas seguintes situações de risco aumentado: pessoal da área de saúde envolvido no cuidado de portadores do VHB. Os pacientes com vômitos freqüentes e desidratação podem necessitar de hospitalização. b) Imunização ativa .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .a gamaglobulina hiperimune contra o AgHBs é recomendada em situações de alto risco de adquirir a hepatite B como quando sangue contaminado é inoculado ou atinge mucosas ou conjuntiva.5 ml para crianças abaixo de 12 anos. 3. preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Se a dose ultrapassar 5 ml. pacientes em hemodiálise. Na hepatite B e D. porém são menos utilizados. Outros esquemas de vacinação com intervalos e doses menores por via intradérmica foram descritos.a vacina recombinante atualmente comercializada é altamente eficaz e segura. Todos os casos devem ser encaminhados para ambulatório específico. na dose de 1 ml (20 microgramas) para adultos e 0. recém-nascidos de mães com VHB (juntamente com a globulina hiperimune). 4. A aplicação é realizada por via intramuscular. o tratamento inicial recomendado é a associação do interferon com a ribavirina. contatos de pacientes com VHB (por exemplo. Quando há sinais e sintomas de insuficiência hepática. Tratamento das hepatites agudas O tratamento das hepatites agudas é de suporte e pode ser realizado ambulatorialmente ou no domicílio do paciente. Tratamento das hepatites crônicas O tratamento envolve a administração de drogas antivirais. deve-se fracionar a aplicação em 2 áreas diferentes. pacientes que necessitam receber hemoderivados (hemofílicos por exemplo) e após exposição a sangue contaminado (juntamente com a globulina hiperimune). Na hepatite C. Os pacientes e seus familiares devem ser instruídos em relação às formas de contágio e às medidas de higiene necessárias. Copyright © 2001 IDS .

. Os casos de hepatite crônica. Todos os casos de hepatite fulminante devem ser internados imediatamente e transferidos com urgência para avaliação quanto à possibilidade de transplante hepático. uma vez que a recuperação espontânea ocorre na menor parte dos pacientes e a mortalidade é muito elevada. devem ser encaminhados eletivamente para avaliação e tratamento em serviços médicos especializados. Copyright © 2001 IDS . pela complexidade do seu tratamento. recomenda-se fortemente o encaminhamento para um centro de referência.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Se houver piora da função hepática.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

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Londres. Philadelphia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . O´Grady JG.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Zuckerman AJ.Viral Hepatitis. 2000 Copyright © 2001 IDS . 2a edição. Harcourt Publishers Limited. Sorrel MF (eds). Thomas HC (eds). Londres. Schiff´s Diseases of the Liver. 8a edição. 1999. LippincottRaven. Comprehensive Clinical Hepatology. Churchill Livingstone. Schiff ER. Howdle PD (eds). Lake JR.1998.

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porém esta reação é de positividade tardia e raramente dá resultado positivo antes do final da segunda semana de doença. Tal reação é bastante sensível e permite o diagnóstico mais precoce. tem-se empregado a reação soroaglutinação macroscópica como teste de triagem e a soroaglutinação microscópica para confirmação e determinação do sorogrupo envolvido.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Diagnóstico laboratorial O diagnóstico definitivo é feito por meio do isolamento da leptospira do sangue. Stuart. de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. principalmente às . pode ser utilizada a reação de ELISA com pesquisa de anticorpos da classe IgM e IgG. como os meios de Fletcher. freqüentemente com neutrofilia e desvio para esquerda. desde que o paciente se enquadre na definição de "caso suspeito". A revisão do Guia de Vigilância Epidemiológica do ano de 2000 preconiza a reação de macroaglutinação reagente como teste confirmatório. Para confirmação sorológica é preciso um aumento ³ 4 vezes nos títulos de anticorpos entre a fase de doença aguda e a fase de convalescença (após duas semanas) quando utilizada a reação de microaglutinação microscópica. EMJH ou por sorologia positiva em paciente com quadro clínico compatível. de acordo com as normas da vigilância epidemiológica da leptospirose. O hemograma pode mostrar anemia. plaquetopenia e leucocitose. As transaminases elevam-se pouco (geralmente os valores estão abaixo de 100 UI) e os valores de bilirrubinas podem chegar a níveis bastante elevados. Outros exames laboratoriais auxiliam no diagnóstico da doença. Quando disponível. líquor ou urina em meio de cultura apropriado. No Brasil.

sem icterícia e com evolução para insuficiência respiratória grave. Vale lembrar que têm sido relatados alguns casos com comprometimento pulmonar com pneumonite hemorrágica. febre amarela. falciparum. O exame de urina pode mostrar leucocitúria. O comprometimento meníngeo pode se expressar de forma clínica e laboratorial bastante parecida com as meningites linfomonocitárias benignas. colangites e colecistites e com a dengue hemorrágica. Copyright © 2001 IDS . hepatites virais graves. muito similares à síndrome hemorrágica pelo Hantavirus.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . hepatite alcoólica. forma ictérica da febre tifóide.custas da bilirrubina direta. ao contrário de outras causas de insuficiência renal aguda. pode ocorrer hipocalemia. hematúria. Diagnóstico diferencial Na forma anictérica. Os níveis de uréia e creatinina podem estar bastante elevados e tipicamente. geralmente benignas e autolimitadas. malária por P. o diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com a septicemia por bacilo Gram-negativo. infecção bacteriana aguda em hepatopatas crônicos. Na forma grave ou síndrome de Weil. febre e dores musculares. proteinúria e cilindrúria. que cursam com cefaléia. a leptospirose pode ser confundida com a gripe. dengue e outras doenças virais.

o antibiótico recomendado é a penicilina G . Hidratação. como a implementação de boas condições de habitação. Recomenda-se também orientar a população para evitar atividades recreacionais em locais com possibilidade de contaminação. ao entrar em contato com coleções de água. Para os pacientes que estiveram em situações de risco de infecção. por via endovenosa. A terapia de suporte é fundamental para os casos graves.1 a 2 milhões de unidades. e para que utilize calçados adequados em locais de pescarias e caçadas. Nos casos moderados ou graves. coleta e destino adequado do lixo e campanhas educacionais para esclarecimento da população sobre o modo de contágio e as manifestações clínicas da doença. transfusão de sangue e/ou plaquetas. Prevenção e controle A prevenção da leptospirose é dificultada pela impossibilidade de se eliminar os roedores urbanos. pode-se utilizar . porém medidas gerais de saneamento básico. diálise e ventilação mecânica podem ser necessários. tais como natação em lagos e pequenos rios. canalização de córregos. por cinco a sete dias. procurando usar botas e luvas de borracha. podem diminuir a ocorrência de casos humanos. de 4/4 horas. via oral.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Para casos leves. o tratamento pode ser feito com doxiciclina 100 mg de 12/12 horas ou amoxicilina 500 mg de 8/8 horas. Deve-se orientar a população para que utilize medidas protetoras nos períodos de enchentes. por 7 a 10 dias.

uma vez por semana. adequada e eficiente de proteção a eles. A imunidade na leptospirose é soro específica. vacina disponível para aplicação em humanos. durante sete dias. Copyright © 2001 IDS . pois tem se mostrado eficaz na proteção de indivíduos expostos. durante todo o período de exposição.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . duas vezes ao dia. A doxiciclina é o antibiótico mais recomendado. Recomenda-se a dose de 100 mg. A vacinação de animais domésticos é uma medida viável. via oral. As vacinas disponíveis são utilizadas para imunização animal. em nosso meio. para aqueles que estão sob risco de infecção. por via oral.antibiótico profilático. e a dose de 200 mg. Não existe.

e sempre que necessário. Todos os casos da forma ictérica ou insuficiência renal (creatinina elevada) devem ser encaminhados para hospital de referência para internação. assistência em unidade de terapia intensiva.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A maioria dos casos de leptospirose de forma anictérica pode ser acompanhada em ambulatório.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS .

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V..Paulo. Med. Diament. Rio de Janeiro. 1994. G. Leptospirose. 98-104. Brito. Ministério da Saúde. Leptospirose. In: Schechter. São Paulo.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Lomar. & Amato Neto. Medeiros. V. R. Tratado de Infectologia. Leptospiroses. p. Doenças infecciosas: conduta diagnóstica e terapêutica. Guanabara-Koogan.A. 1990. FSV. Fundação Nacional de Saúde . Thrombocytopenia and leptospirosis. Nicodemo. p. C. Capítulo 5.L. Rio de Janeiro. S. Rev. 127-128. Fundação Nacional de Saúde. Trop.. AV. Brasília. Del Negro. Duarte. Santos. 56: 181-7. p. 9a edição. .18. Nicodemo. In: Veronesi.I. M. Guia de vigilância epidemiológica. 987-1003. R.C. Rev. V.. 1997. immunohistochemical.. A. M.T.C. Am J trop Med Hyg.. Atheneu. 32: 252-259.Guia de bolso. Editora. R. Marangoni. Nicodemo. A. Trop. Takakura.F. Inst. Med. Castiñeiras. Alves. N.. Del Negro. & Nicodemo. 1997. DV. Brasília. A. Veronesi. Focaccia. R.Doenças infecciosas e parasitárias . 31:71-9.. Inst. 4a edição. G. 1999. & Amato Neto. 1999-2000.. Martins. E. Alterações hematológicas na leptospirose. and ultrastructural features related to thrombocytopenia. T de. Lung lesions in human leptospirosis: microscopic. TMPP. 1989. D.C.

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São métodos de realização simples. para inquéritos sorológicos ou ainda com intuito de triagem de doadores de sangue. Não é de utilidade prática para diagnóstico de doença. tem se mostrado como muito promissora pela maior sensibilidade obtida. as alterações laboratoriais estão na dependência do órgão (sistema) mais envolvido. b. Indireto . ou para diagnóstico de infecção ou.é a observação do parasito por hemoscopia. geralmente por punção digital. Específico: consiste na identificação do parasito ou de anticorpos no sangue periférico. Direto . Nos casos graves. que emprega capilar e coloração com acridina orange. Os métodos tradicionalmente empregados para tal fim são a gota espessa e o esfregaço.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Exames laboratoriais a. sendo que a técnica do QBC (quantitative buffy coat). de comprometimento sistêmico múltiplo. mais freqüentemente. que necessitam apenas de lâmina onde se coloca uma gota de sangue. na malária não complicada. Tentativas de melhorar o diagnóstico direto têm sido feitas.consiste na demonstração da presença de anticorpos específicos contra plasmódio no soro de indivíduos. Inespecífico: poucas são as alterações observadas aos exames complementares. .

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É necessário destacar a possibilidade de falha terapêutica a despeito do esquema completo de primaquina (8 a 24% em nosso meio). não devendo ser administrada em crianças pequenas (menores que seis meses) e gestantes. As 4-aminoquinoleínas (cloroquina e amodiaquina) são as drogas de escolha para tratar a fase eritrocítica do P.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento a. devemos ficar atentos para a possibilidade maior de complicações. falciparum.25 mg/kg/dia (15 mg para adultos). O único medicamento que atua na fase exoeritrocítica é a primaquina. A dose recomendada de primaquina é de 0. Malária por Plasmodium vivax Para este tipo de infecção. durante 14 dias seguidos. A dose de 4aminoquinoleínicos empregada é de 25 mg/kg de peso divididos em quatro tomadas: 10 mg/ kg no início. A primaquina é tóxica para a medula óssea. principalmente entre primoinfectados. 5 mg/kg 6. 24 e 48 horas após. ou 0. ocasionando recaídas. durante sete dias. b. Malária por Plasmodium falciparum Quando nos deparamos com um caso de malária por P. necessitamos de medicamentos que atuem tanto na fase eritrocítica como na pré-eritrocítica. . vivax.5 mg/kg/dia (30 mg para adultos).

na indisponibilidade dos derivados da artemisinina. 24 e 48 horas. B) malária grave . e clindamicina. Conduta de manutenção: simultaneamente à condução do tratamento etiológico. durante três dias. se possível em unidades de tratamento intensivo. por via venosa. falciparum ambulatorialmente: uma é a de se usar sulfato de quinino. por via venosa. falciparum. 4.Com intuito didático e para melhor uniformizar este item. Esquema alternativo. indiscutivelmente o medicamento de melhor atuação. na dose de 30 mg/kg/ dia (divididos em três doses). mefloquina). a. Um fato observado e que merece destaque é a alta taxa de recrudescência observada com os esquemas citados. por via intramuscular. ou o arteméter. na dose de 1 mg/kg nos momentos 0.6 mg a cada 12 horas no primeiro dia e a cada 24 horas a partir daí até o quinto dia. Copyright © 2001 IDS . é a associação de cloridrato de quinino. na malária por P. é fundamental controlar as complicações. na dose de 1. pois. necessitamos monitorizar as complicações existentes e cuidar delas. na dose de 30 mg/kg/dia. subdividiremos em quatro subitens: A) malária não-grave .ao lado da necessidade de rápida negativação do parasitemia. e doxiciclina. O artesunato.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . A Segunda alternativa é a mefloquina.duas são as alternativas utilizadas para tratar malária por P. na dose de 100 mg 12/12 h durante sete dias (não deve ser utilizada em crianças menores e gestantes). Essa associação é bastante eficaz (mais de 90% de cura) porém tem como maior inconveniente a baixa operacionalidade (tratamento por uma semana). o paciente pode evoluir desfavoravelmente a despeito da ausência de parasitas circulantes. até que se extinga o processo de hipercatabolismo da malária com o paciente retornando a seu estado de normalidade. não raramente. que pode ser empregado em dose única (uma ou duas tomadas) e levar a rápido desaparecimento da parasitemia assexuada. até o paciente poder receber medicamento por via oral. Tratamento etiológico: os esquemas que produzem negativação mais rápida da parasitemia são aqueles com os derivados da artemisinina. por via venosa. na dose de 20 mg/kg/dia. A tetraciclina e a clindamicina podem substituir a doxiciclina sem prejuízos. sendo prática fazer tratamento seqüencial com outra droga por via oral (por exemplo. na dose de 15 a 20 mg/kg em uma ou duas tomadas. b. dificultando sua utilização. podem levar a rápida diminuição da parasitemia.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . Nota: o diagnóstico de malária é realizado pela Fundação Nacional da Saúde (Brasília) e Superintendência de Controle de Endemias (São Paulo).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Todo caso com parâmetros de gravidade (ver malária grave no quadro clínico) deve ser encaminhado para o hospital.

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1990. Veronesi. Fundação Nacional da Saúde. Atheneu. Ministério da Saúde. Ed. 1998. 1260-1289. 1996. São Paulo. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Focaccia. São Paulo. SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Malária .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .In: Doenças Infecciosas e Parasitárias. Manual de Terapêutica da Malária. Manual de Terapêutica da Malária. Copyright © 2001 IDS . pg. Brasília.

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Copyright © 2001 IDS . Iodamoeba butschlii. abordagem terapêutica. Endolimax nana. Importante: o encontro.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Vale comentar que deve-se sempre proceder ao diagnóstico etiológico da parasitose. Chilomastix mesnilli. evitando a utilização de anti-helmínticos de forma empírica. Trichomonas hominis não indica diagnóstico de infecção com potencial patogênico. não merecendo.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . como Entamoeba coli. de protozoários. portanto. no exame parasitológico de fezes. visto que os procedimentos diagnósticos são de maneira geral simples e baratos e que não há fármaco que promova a cura de todas as enteroparasitoses.

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Tratamento de parasitoses associadas Utilizar. período de maior risco de teratogênese por drogas antiparasitárias. Exceção a essa regra pode ser representada pela infecção por T. em função da hiperêmese gravídica. . anti-helmínticos polivalentes. a menos que a parasitose constitua risco ao desenvolvimento do feto ou para a saúde materna. quando possível. Nesse caso. observando que a eficácia desses fármacos não é homogênea para as várias espécies de parasitas. Tal conduta deve ser estendida para todo o período de gestação. aumentando o risco da ocorrência de cisticercose. tal procedimento deve ser evitado no primeiro trimestre de gravidez. De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Tratamento de enteroparasitoses durante a gestação É discutível a indicação de tratamento dessas infecções durante a gestação. proglotes poderão ser regurgitados para o estômago da gestante. solium. impõe-se a execução do controle de cura. quando.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O diagnóstico e o tratamento de todas as parasitoses podem ser realizados em unidades básicas de saúde.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . com dificuldade de erradicação de enteroparasita que esteja provocando sintomas. Copyright © 2001 IDS . O encaminhamento para serviço especializado deve ocorrer somente nos casos de pacientes aidéticos.

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R. São Paulo. V.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 26:163-70. Exame Parasitológico de Fezes..P. P. 2000. Diagnóstico e tratamento de parasitoses intestinais. 1989. 5a ed. Copyright © 2001 IDS . L. Enteroparasitoses na Estado de São Paulo: questão de saúde pública. Sarvier. Waldman. Correa. Gryschek.B.. OMS.. Chieffi. 1991. Rev Bras Clín Terap. Chieffi. V. E. Amato Neto. Adolfo Lutz. 1991.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Organización Mundial de la Salud: Modelo OMS de información sobre la prescripción de medicamentos: medicamentos utilizados em las enfermidades parasitarias.C. 49: 93-9.. Amato Neto. Rev. Ginebra. P..L. Inst. A.P.

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>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico da tuberculose deverá ser fundamentado nos seguintes métodos: exame específico (baciloscopia e cultura). óssea e ganglionar. prova tuberculínica. Recomenda-se para o diagnóstico. que é o doente bacilífero. Baciloscopia: direta do escarro é o método prioritário. a evolução bacteriológica do paciente durante o tratamento. deverá ser solicitada a tipificação do bacilo. A baciloscopia direta deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por quatro semanas e mais). além da cultura. como meníngea. Também está indicada a solicitação desse exame nos casos de suspeita de resistência bacteriana às drogas. renal. Radiografia de tórax: está indicado nas seguintes situações: . deve ser praticado em todos os serviços de saúde que disponham de laboratório. anátomo-patológico (histológico e citológico). Por ser um método simples e seguro. pleural. ao despertar. mensalmente. a coleta de duas amostras de escarro: uma por ocasião da primeira consulta e a segunda na manhã do dia seguinte. Nos casos de outras micobactérias que não tuberculose. e para o diagnóstico de formas extrapulmonares. prova tuberculínica. sorológico. Também é utilizada para acompanhar. Cultura do Bacilo de Koch: é indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar persistentemente negativos ao exame direto. acompanhado do teste de sensibilidade. porque permite descobrir a fonte mais importante de infecção. bioquímico e de biologia molecular. radiografia.

inclusive por expor a população à radiação desnecessária. equivalente a 2UT (unidade tuberculínica). considera-se reator aquele que apresenta induração maior ou igual a 5 mm e. doentes ou não.reator fraco (infectados pelo BK. Todos os indivíduos infectados pelo HIV devem ser submetidos à prova tuberculínica. sendo indispensável o exame bacteriológico para o diagnóstico correto. A abreugrafia indiscriminada. expresso em milímetros. com seringa tipo tuberculina. na dose de 0. aquele com induração de 0 a 4 mm. por micobactérias atípicas ou vacinados com BCG) · 10 mm e mais .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . em pessoas aparentemente sadias. de 1 ml. é interpretado da seguinte fórmula: · 0-4 mm . indica apenas infecção e não necessariamente tuberculose doença. na parte anterior do antebraço esquerdo. ou vacinados com BCG). A tuberculina usada no Brasil é o PPD-Rt23. pode-se ter dificuldade na sua interpretação. O exame radiográfico desses grupos permite a seleção de portadores de imagens suspeitas de tuberculose. Tem importante papel na diferenciação das formas de tuberculose de apresentação atípica e no diagnóstico de outras pneumopatias entre os pacientes com aids. Nas pessoas vacinadas com BCG. e portadores de HIV ou pacientes com aids.· · · · sintomáticos respiratórios negativos à baciloscopia direta. isoladamente. não reator. não está indicada por ter baixo rendimento. Copyright © 2001 IDS . a cultura e o exame anátomo-patológico para identificar o M. Exame Anátomo-patológico (histológico e citológico): sempre que possível. deve-se realizar a biópsia. com régua milimetrada padronizada. comunicantes de todas as idades sem sintomatologia respiratória. A prova tuberculínica positiva.não reator (não infectados ou analérgicos) · 5-9 mm . Deve-se evitar a aplicação quando houver lesões da pele no local de aplicação. suspeitos de tuberculose extrapulmonar.reator forte (infectados pelo BK. Prova Tuberculínica: indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose em pessoas não vacinadas com BCG. nas formas extrapulmonares. No material colhido será feito o exame direto. tuberculosis ou o processo inflamatório granulomatoso compatível com a tuberculose. uma vez que a vacina pode torná-la positiva.1 ml. Nesses casos. A leitura deverá ser realizada de 72 a 96 horas após a aplicação. aplicada por via intradérmica. O resultado.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da tuberculose deve ser feito necessariamente nas unidades de saúde selecionadas para este fim e é uma das doenças de notificação compulsória.1995) serão descritos abaixo. O tratamento é feito com pelo menos três drogas para evitar a seleção de cepas mutantes resistentes a um ou mais dos quimioterápicos utilizados no esquema. gestantes e crianças. não havendo diferenças no tratamento de adultos. Os esquemas padronizados pelo Ministério da Saúde (Manual de Normas para o Controle da Tuberculose . SITUAÇÃO Sem tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) Com tratamento anterior (todas as formas exceto meníngea) q Recidivante do Esquema 1 ou q Retornos após abandono do Esquema I Meningite Tuberculosa Falência dos Esquemas 1 ou 1R (todas as formas inclusive meníngea) ESQUEMA PRECONIZADO 1 1R 2 3 .

(sem resultado de cultura e sensibilidade) deverão receber como terapêutica empírica inicial. a 2a fase terá a mesma duração que nos pacientes não co-infectados.Pirazinamida Observações: q O tratamento da tuberculose oftálmica ou cutânea poderá ser mantido por mais de seis meses a critério médico (2RHZ/4RH/6H).Considera-se sem tratamento os pacientes que nunca se submeteram à quimioterapia antituberculosa ou a fizeram por menos de 30 dias. a partir do 4o mês de tratamento.Hidrazida/Isoniazida. Os pacientes em caso de falência do tratamento. o Esquema 3. exceto meningite) segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg 1a fase (2 meses) 2a fase (4 meses) R H Z R H 10 10 35 10 10 Entre 20 e 35 kg 300 200 1000 300 200 Entre 35 e 45 kg 450 300 1500 450 300 Mais de 45 kg 600 400 2000 600 400 R . Considera-se falência do tratamento a persistência de positividade do escarro ao final do tratamento. Os pacientes que no início do tratamento são fortemente positivos (baciloscopia ++ ou +++) e mantêm esta situação até o quarto mês de tratamento.Drogas (mg/kg/dia) (indicado nos casos novos de tuberculose. ou seja mais 6 meses de Hidrazida/Isoniazida. enquanto aguardam os testes de sensibilidade para definir o melhor tratamento. No retratamento será adotado o esquema 1R até que os resultados de cultura e teste de sensibilidade estejam disponíveis para melhor orientação da terapêutica. definida abaixo. Z .Drogas (mg/kg/dia) (Esquema reforçado para retratamento e abandono do Esquema I). ou com positividade inicial seguida de negativação e nova positividade por dois meses consecutivos. Esquema 1R . são também classificados como casos de falência Esquema 1 . segundo fase do tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg . H .Rifampicina. q No tratamento da associação de tuberculose e infecção pelo HIV/AIDS.

No caso de se utilizar outro corticosteróide aplicar a tabela de equivalência entre eles.Drogas (mg/kg/dia) (indicado na meningite tuberculosa). q Na criança a prednisona é administrada na dose de 1 a 2 mg/Kg de peso corporal. segundo fase de tratamento e peso do paciente: Dose (mg/kg/dia) por Peso (kg) Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Entre 20 e 35 kg Entre 35 e 45 kg Mais de 45 kg . até a dose máxima de 30 mg/dia. q Nos casos de meningite tuberculosa recomenda-se o uso de corticosteróides por um prazo de 2 a 4 meses.Drogas (mg/kg/dia) (indicado na falência de tratamento com os Esquemas 1.Etambutol Esquema 2 . 1R e 2). no início do tratamento.1a fase (2 meses) R H Z E 10 10 35 25 10 10 25 300 200 1000 600 300 200 600 450 300 1500 800 450 300 800 600 400 2000 1200 600 400 1200 2a fase (4 meses) R H E E . segundo a fase de tratamento e peso do paciente: Fases do Tratamento 1a fase (2 meses) Drogas R H Z 2a fase (7 meses) R H Mg/Kg de Peso/Dia 20 20 35 10 a 20 10 a 20 Dose Máxima em Mg 600 400 2000 600 400 Observações: q Nos casos de concomitância da meningite com outras localizações deverá ser utilizado o Esquema 2. Esquema 3 .

Outros efeitos colaterais são mais raros e devem ser bem avaliados antes da suspensão dos medicamentos. todos os medicamentos devem ser suspensos e o paciente referenciado para um centro especializado.Estreptomicina.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . reações cutâneas e artralgias. Quadros cutâneos e articulares podem ocorrer. 1R e 2 devem ser ingeridos em conjunto logo após o despertar do paciente.Etionamida Observações: q Em pessoas maiores de 60 anos. embora infreqüente. De uma maneira geral. estes medicamentos são bem tolerados. o aparecimento de icterícia e nos indivíduos maiores de 35 anos. Atenção especial deve ser dada para a possibilidade de ocorrência de hepatotoxicidade que. a estreptomicina deve ser administrada na dose de 500mg/dia. Efeitos colaterais: os medicamentos utilizados nos esquema 1. ainda em jejum. Tais situações devem ser tratadas de maneira sintomática e as reações mais severas avaliadas em centros especializados. deve ser sempre suspeitada nos pacientes que desenvolvem quadros de vômitos que não melhoraram com as atitudes anteriores. Nesta situação. Isto facilita a adesão ao tratamento e melhora a biodisponibilidade destes. A ocorrência de intolerância gastrointestinal deve ser manipulada com modificações nos horários de tomadas dos medicamentos e uso de sintomáticos. Todo esforço deverá ser feito para que o esquema não seja modificado. Copyright © 2001 IDS . sendo os efeitos mais freqüentes: intolerância gastrointestinal.1a fase (3 meses) S Et E Z 20 12 25 35 12 25 500 250 600 1000 250 600 1000 500 800 1500 500 800 1000 750 1200 2000 750 1200 2a fase (9 meses) Et E S . Os pacientes devem ser orientados para procurar o seu local de tratamento o mais rápido possível após o aparecimento de novos sintomas que deverão ser identificados por toda a equipe. hepatotoxicidade. Et .

Secretarias estaduais e municipais. O atendimento de casos simples pode e deve ocorrer em unidades básicas e o encaminhamento deve seguir a realidade de cada local. todo clínico geral deve diagnosticar e entender os principais problemas relacionados ao tratamento. Copyright © 2001 IDS . No entanto.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento O seguimento dos pacientes com tuberculose deve seguir de forma rígida as instruções do Ministério.

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Fundação Nacional de Saúde -Ministério da Saúde. a forma de prescrever e os efeitos colaterais mais freqüentes q q . Capítulo 5.34: Tuberculose.br/pub/GVE/GVE0534A. 1997: 914-959.Tuberculose. Fernando Augusto Fiuza de Melo in: Tratado de Infectologia. Guia de Vigilância Epidemiológica: http://www. 1R e 2 da tuberculose.gov. Editores Ricardo Veronesi e Roberto Foccacia. Editora Atheneu. Ao final deste capítulo. você deverá estar apto para: Reconhecer casos suspeitos de tuberculose o mais precoce possível Encaminhar o mais breve possível para o laboratório de referência os materiais biológicos para o diagnóstico e controle de cura q Conhecer as doses e medicamentos dos esquemas 1.htm. Guia de Vigilância Epidemiológica.funasa.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Capítulo 74 .

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

p. 2a.Neurologia Infantil. ed.Exame neurológico do lactente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Hermann. Carvalho.A consulta pediátrica. Rio de Janeiro. 1992. Copyright © 2001 IDS . 3 -7.Compreender a Doença é o Melhor Remédio. Atheneu. 3a. Cypel. 33 . S (eds) . Terapêutica e prática pediátrica. ES. A. 2000. WB (eds). 1996.62. p. Neto. Editora Imago. AA. Silva. Rio de Janeiro. ed. FF . EMK . São Paulo: Atheneu.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Pediatria ao Alcance dos Pais . In Diament. A . Diament. In Carvalho.

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Ganha. Nos primeiros dias de vida. pela eliminação de mecônio. que indica o crescimento cerebral. a face arredondada. as células do organismo não crescem de maneira uniforme. No entanto. a maioria dos recém nascidos recuperam o peso de nascimento. tem a cabeça grande. . e passa de 35cm a 44cm e a 47cm aos 6 e 12 meses de idade. em seu comprimento. cerca de 15cm no primeiro semestre e 10cm no segundo semestre de vida.4kg. é uma das medidas de menor variabilidade nas diversas idades. sendo um pouco maior nos meninos que nas meninas. o abdome proeminente. O perímetro cefálico. Aos 10 dias de vida. e o triplica com 1 ano de idade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Bibliografia CRESCIMENTO NORMAL Quadro clínico e Epidemiologia O corpo como um todo tem duas fases de grande velocidade de crescimento: da concepção até os 2 anos de idade e na adolescência. O peso médio de nascimento é de 3. o comprimento é ao redor de 50cm e o perímetro cefálico. por volta de 35cm ao nascer. O recém-nascido apresenta-se edemaciado. A média de ganho de peso nos primeiros três meses de vida é de 20 a 30g por dia. a criança pode perder até 10% de seu peso de nascimento. de urina e diminuição do edema. Crescimento no 1º ano de vida. e por isto é tão importante nos três primeiros anos de vida. as extremidades curtas e o ponto médio do seu comprimento se localiza aproximadamente na região umbilical. correspondendo a cerca de 25% do seu tamanho. A criança dobra o seu peso de nascimento aos 5 meses.

O escolar aumenta seu peso em 3. durante 5 anos. a criança ganha 2. aparecem os primeiros molares permanentes. Crescimento do pré-escolar. sendo maior do que na idade adulta. aumenta apenas 2cm no segundo ano. O perímetro cefálico cresce de 51 cm aos 5 anos para 53 ou 54cm aos 12 anos de idade. de acordo com a seqüência indicada na figura 2. O apetite diminui a partir dos 10 meses de idade e a criança perde tecido subcutâneo. Crescimento do escolar. uma criança geneticamente grande nascida de uma mãe pequena. No entanto. O tecido subcutâneo aumenta em quantidade. a criança pode mudar seu canal de crescimento. alcançando percentis mais altos de peso e comprimento. com o desenvolvimento dos seios frontais aos 7 anos de idade. a criança troca cerca de 4 dentes por ano. que são. Os ossos da face aumentam e termina. inicia-se uma desaceleração do crescimento. onde a desnutrição é endêmica. O osso maxilar inicia o seu desenvolvimento. Ao nascer. nesta época. O perímetro cefálico que cresceu 12cm no primeiro ano. Durante os dois primeiros anos de vida. em função do seu peso de nascimento e potencial genético. O pré-escolar ganha por volta de 2kg e aumenta de 6 a 8cm por ano. podem diminuir o ritmo de seu crescimento. nascidas de mãe grandes. A criança ganha mais 8 a 12 dentes. confundidos com a dentição decídua. nos países em desenvolvimento.5kg no seu peso e 12cm em seu comprimento. O abdome continua proeminente até o 3º ano de vida. preparando-se para a erupção da dentição permanente. Neste período.respectivamente. A erupção dos dentes decíduos se inicia entre 5 e 7 meses. Tem sua dentição decídua completa até os 30 meses de idade. até entrar na puberdade. Assim. a tendência desta criança é atingir a partir dos primeiros meses. porque a criança pode mudar seu canal de crescimento nos primeiros meses de vida sem que isto signifique um processo patológico ou alteração nutricional. Aos 6 anos. por servirem de guia para toda a dentição permanente. a hipótese diagnóstica que deve sempre ser levantada e investigada frente a uma desaceleração no crescimento é a de um agravo nutricional por déficit de ingestão ou infecção. Inversamente. Crescimento no 2º ano de vida. muitas vezes.5kg e sua altura em 6cm por ano. quando alcança o tamanho do adulto. e. Neste período. a formação dos seios da face. crianças geneticamente pequenas. o seu próprio canal de crescimento. Na prática. . tornando-se mais delgada e com maior massa muscular. que acontece ao redor dos 10 anos nas meninas e 12 anos nos meninos. pode nascer pequena por não ter havido espaço suficiente na cavidade uterina para a completa expressão de sua herança genética. este fenômeno assume uma grande importância. atingindo seu máximo aos 9 meses de idade. Durante o segundo ano de vida. Estes dentes requerem um cuidado especial. no final do primeiro ano. a criança apresenta de 8 a 12 dentes. O tecido linfóide é muito desenvolvido durante esta fase.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

(3) aos 7 anos. condições desfavoráveis para o crescimento. apresentando estatura semelhante à dos adolescentes americanos de 15 anos. (5) aos 18 anos. respectivamente. (6) a idade mediana da menarca das adolescentes brasileiras é 13 anos e 2 meses. as adolescentes brasileiras apresentaram. constataram-se as maiores diferenças entre brasileiros e americanos (em média. refletindo. Tais dados reforçam a constatação citada em outros estudos de que os déficits estaturais se evidenciam a partir do 6º mês de vida e estão associados à idade do desmame e da introdução de outros alimentos. 7cm menores que os americanos. correspondendo a altura mediana das americanas de 13 anos. -9cm para o sexo masculino e -7cm para o sexo feminino). no entanto. os adolescentes brasileiros são também. mimetizando as tendências seculares. (4) aos 18 anos. (4) aos 13 anos. em média. (2) com 1 ano. revertendo-se a partir do 5º mês de vida. mostrou que (1) lactentes brasileiros apresentam comprimento adequado. a diferença entre brasileiros e os padrões de referência (NCHS) ficaram maiores (em média. 4cm para os meninos e -3cm para as meninas).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia EVOLUÇÃO DA ALTURA NO BRASIL E COMPARAÇÃO INTERNACIONAL Quadro clínico e Epidemiologia A Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN). altura 7cm menor que as americanas. (7) as medianas de estatura das crianças brasileiras . sem dúvida. os lactentes brasileiros apresentam. realizada em 1989. essa pequena "vantagem" é transitória. em média. comprimento 2cm e 1cm menor do que os americanos do sexo masculino e feminino. em média. sendo a média discretamente superior ao padrão americano. sendo tanto mais tardia quanto mais restritas as condições de vida.

na 1ª década de vida corresponderam ao percentil 10 do padrão NCHS para ambos os sexos.7cm (para adolescentes do sexo masculino). A melhora dos indicadores nutricionais em relação aos encontrados na década de 70 é positiva. (5) ao mesmo tempo. (3) aos 18 anos.25 anos) mostraram que mais de 20% da população adulta jovem apresentava baixa estatura (com estatura menor do que -2 desvios padrão).2 salários mínimos. as alturas apresentadas pelos adultos jovens brasileiros (20 . ampliação da rede básica de saúde.4. (2) as regiões com pior desempenho foram a Norte e a Nordeste e as de melhor desempenho foram a Sul e a Sudeste. (2) a mediana da estatura aos 14 anos e aos 18 anos aumentou respectivamente +3. esta pesquisa evidenciou contrastes internos que podem ser resumidos da seguinte maneira: (1) a área rural apresentou pior desempenho. expressar seu potencial genético. A análise dos diversos dados obtidos em 1974 a 1975 por meio do ENDEF e dos de 1989 da PNSN permite atribuir as melhoras observadas no padrão de crescimento da população brasileira neste período aos seguintes fatores: melhora geral dos serviços públicos.1% em 1975. aproximadamente. a mediana regional brasileira chegou a ser igual ou ligeiramente superior ao padrão NCHS. constatou-se definitivamente a situação de prejuízo. maior divulgação e acesso ao conhecimento de forma geral. reforçando a idéia de que as desigualdades não se limitam à renda. norte urbano = 11. Este fato se extremiza quando se constata que: entre crescer no Nordeste ou no Sul. ampliação da rede de saneamento básico. . permitindo uma melhor distribuição de renda per capita e pela maior adesão ao aleitamento materno. correspondendo. existe uma diferença de 12 anos a menos de esperança de vida e 50% a mais na possibilidade de apresentar baixa .1cm neste período entre 1975 . os déficits de estatura foram menores e. diminuição das taxas de natalidade. aumento da cobertura vacinal obtido pelos programas de imunização ampliada. evidencia as seguintes melhoras dos padrões de crescimento das crianças brasileiras: (1) aos 11 meses.6% em 1989. o crescimento se encerrou aos 18 anos. realizado entre 1974 e 1975. A comparação dos resultados da PNSN (1989) com os dados antropométricos referidos no Estudo Nacional de Despesas Familiares (ENDEF). ao ganho observado em países desenvolvidos no início do século e à metade do alcançado por outros países onde foram promovidas medidas específicas para o desenvolvimento humano neste mesmo período de 15 anos. Além das diferenças obtidas entre os resultados nacionais e os de referência. porém insuficiente.Além disso. veiculado pelos meios de educação formal.8cm.9cm e +3. o déficit de comprimento dos lactentes em relação ao padrão NCHS era de 6.1989. numa mesma faixa de renda.9cm e sudeste urbano = . pela mídia e até mesmo pela rede de transportes ampliada. mas aponta para o fato de que um contingente considerável de nossa população continua sem condições de. No entanto. com déficits estaturais medianos bastante diversos em relação ao padrão NCHS: nordeste rural = -13. minimamente. o Norte e o Nordeste apresentaram estaturas medianas mais baixas que as demais regiões. (4) quando a renda per capita era igual a 2. passando a 2. tanto na área rural quanto na urbana. observou-se que. Esta constatação não se limita aos padrões estéticos. em algumas idades.

4% e 34. a comparação da PNSN de 1989 com a PNDS de 1996 mostra que a prevalência de baixa estatura entre crianças menores de 5 anos diminuiu um terço. na realidade. em 1989.1996 região Nacional Sudeste Centro-Oeste Nordeste Norte Rio de Janeiro São Paulo Sul Urbana Rural faixa etária (anos) 0. A melhora dos índices altura para idade é maior na área urbana chegando a 37.9 6.49 0.8%) e de apenas 16.49 0. em 1996.49 estatura < -2 desvios padrões (%) 10.estatura. passando de 15. em 1996.5 5.9 16.9% respectivamente) e menor na região Norte (29.Brasil . mostrando.2 17.5%. Tal declínio é semelhante e mais evidente nas regiões Nordeste e Centro-Sul (34. Quadro: Estudos de Prevalência de Baixa Estatura aos seis meses de idade.6%).5% para 7. um aumento na desigualdade das condições de vida entre as duas áreas.49 0. em 1989 para 10.3% na área rural ( 22.49 0. Comparando-se a prevalência de déficits estaturais entre filhos de mães sem qualquer escolaridade e filhos daquelas que ultrapassaram o primeiro grau.8 19.3 5.6% (de 12.7%.49 0.2 2.49 0.49 0.0 Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . para 5 vezes.3 8. verifica-se que o diferencial desfavorável ao grupo de menor escolaridade passa de 17 vezes.49 0. Apesar de os dados antropométricos disponíveis limitarem-se às crianças menores de 5 anos. A evolução dos índices altura para idade indica declínio na prevalência de déficits de crescimento entre crianças menores de 5 anos em todo país.1 7.49 0.7% para 19%).

a velocidade de crescimento é normal e ocorre um atraso no desencadeamento da puberdade. a baixa estatura familiar e a baixa estatura por crescimento lento. alimenta-se bem. as poliinfestações parasitárias. a asma. mas não só. Por último. a síndrome de má absorção. é constituído pela desnutrição. o peso e o comprimento de nascimento são próximos ao limite inferior da normalidade. a anemia. o raquitismo. Entre elas. encontrado principalmente. tem várias causas. Sua linha de crescimento corre paralela. as infecções repetidas. Outro grupo de causas muito importante. a criança tem pais baixos ou vários outros familiares baixos. a aids. destacam-se pela sua freqüência. definida como comprimento ou altura para idade abaixo do percentil 3. Por este motivo. mas abaixo da curva do percentil 3. Sua velocidade de crescimento é adequada. Na criança com baixa estatura por crescimento lento. próxima. doenças sistêmicas. baixa estatura ao nascer e pela carência psicossocial. nas comunidades em desenvolvimento. que teve início no período intra-uterino ou pós-natal. tais crianças conseguem recuperar alguns centímetros na adolescência. um grupo de causas pouco freqüentes na população é composto pelas doenças genéticas. Na baixa estatura familiar. pelas más condições de vida e saúde a que foram submetidas a mãe e a criança. Sua altura final será baixa. é ativa e não adoece com facilidade.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia BAIXA ESTATURA Quadro clínico e Epidemiologia A baixa estatura. a infecção urinária em lactentes são algumas das patologias que podem determinar ou agravar a baixa estatura. As cardiopatias. a baixa estatura é o resultado de uma desnutrição crônica. acompanhando a tendência familiar. Muitas vezes. do . alcançando uma estatura final normal.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .esqueleto e neuroendócrinas. Determinam baixa estatura muito grave e sem possibilidade de tratamento etiológico. Copyright © 2001 IDS . que deve ser diagnosticado precocemente para evitar seqüelas irreversíveis. com exceção feita à deficiência de hormônio de crescimento e ao hipotireoidismo.

>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Sucupira.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . J. Copyright © 2001 IDS . Pediatria em Consultório 4a. Resegue. ACSL eds. Werner. ACSL. p. 2000. R Desenvolvimento In Sucupira. 22. Edição. Sarvier.

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Leone. 1996. Issler. et al. Sarvier.Alimentação da Criança nos Primeiros Anos de Vida. Rev. Brasília. 1999. . Pediatria Básica. São Paulo..S. Marcondes..L. A C. 7º Ed..M. Pediatria na Atenção Primária. Paul. Pediatria 16 : 2. Departamento de Nutrição da SPSP.C. E.Alimentação na Criança Normal. & Cols: Pediatria em Consultório. Organização Panamericana de Saúde. Ministerio da Saúde. E. H. São Paulo. Marcondes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Bibliografia Bibliografia Bresolin. São Paulo. 1999. Sarvier. Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância. A. Organização Munidial de Saúde. 1998. In Sucupira.. Copyright © 2001 IDS . Sarvier. & Cols.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .B. 2000.

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como as doenças hemolíticas por incompatibilidades sanguíneas. principalmente. edema coriza serosanguinolenta alterações neurológicas em membros tardios fronte olímpica mandíbula curva arco palatino elevado alterações dentárias alterações oculares lesão do VIII par craniano nariz em sela tíbia em sabre O diagnóstico laboratorial baseia-se. Achados de exame físico na Sífilis Congênita precoces hepatomegalia alterações ósseas baixo peso ao nascer lesões cutâneas icteríciaes plenomegalia anemia severa. em: (1) pesquisa direta por microscopia em campo escuro. como: Quadro2. principalmente para afastar causas graves.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico O diagnóstico das icterícias no período neonatal é importante. (2) sorologia não-treponêmica: VDRL (é considerado . O diagnóstico da sífilis congênita é da maior importância para tanto alguns achados clínicos da sífilis congênita devem ser procurados.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .positivo. sendo considerada portadora de sífilis congênita toda a criança cuja mãe tem sífilis não tratada ou tratada de modo inadequado. mesmo após o tratamento efetuado). A sífilis é uma doença de notificação compulsória. quando apresenta títulos a partir de 1:2. com queda progressiva. Copyright © 2001 IDS . Permanecem positivos por longo tempo. independentemente da presença de sinais e sintomas laboratoriais. (3) sorologia Treponêmica: FTA-Abs (úteis para exclusão de falsos positivos).

Nos casos de hiperbilirrubinemia indireta por incompatibilidade sanguínea. tem por objetivo evitar a encefalopatia.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . exsanguineo-transfusão e até o uso de substâncias que diminuem a reabsorção intestinal de bilirrubina. Outras medidas coadjuvantes são possíveis. Copyright © 2001 IDS .>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da icterícia neonatal deve ser direcionado para a doença que causou a icterícia. administração de glicose. como alimentação precoce. podendo-se utilizar fototerapia. estímulo ao peristaltismo.

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Nesses casos.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento A principal atitude é a de diferenciar a icterícia fisiológica do recém-nascido e a sífilis congênita de outros diagnósticos que demandam investigação demorada. Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . o encaminhamento a serviço de especialidade deve ser imediato.

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Ministério da Saúde. Leone.Pediatria Moderna. Marcondes.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Ramos.L. 1996.W. Marcondes.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Araújo. E. 1987 Copyright © 2001 IDS .C.B. junho 2000 Issler.C. Sarvier.... Guia de Vigilancia Epidemiológica e Agravos Específicos.G... São Paulo. Pediatria Básica.vol XXXVI. E. Vaz. São Paulo. H. 2000.. A . Marcondes. São Paulo. H. Oselka.F. M. Icterícia neonatal.. Sarvier. 7º Ed.Leone. Corradini.. Sarvier.C.. Roteiros Diagnósticos em Pediatria.A. E. Pediatria na Atenção Primária .J.C. et al..K.. 1999.

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devido a dificuldades operacionais que os serviços de saúde encontram para a medida da altura das crianças. não tendo base fisiopatológica de gravidade bem definida. inadequada. De acordo com a intensidade. A secundária é conseqüente a alterações fisiopatológicas pré-existentes que interferem em qualquer ponto do processo de nutrição. adotando-se. Os pontos de corte para definir os graus de déficit leve. Este método deveria ser utilizado basicamente para avaliar os graus de desnutrição em uma comunidade e para uma triagem inicial. moderada e grave. a desnutrição pode ser classificada em: leve. deve-se utilizar a determinação do déficit de peso/altura e da altura/ idade. independentemente de sua altura. como base de referência. Para estudo de casos individuais. principalmente para as crianças menores de 2 anos. em relação à altura ou da altura para a idade. A primária é conseqüente à ingestão insuficiente.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Diagnóstico Avaliação e classificação da desnutrição De acordo com a etiologia. a desnutrição pode ser considerada primária ou secundária. uma curva de crescimento. moderado ou grave foram eleitos de maneira arbitrária. desequilibrada ou incompleta de nutrientes. A relação peso/idade é a mais freqüentemente utilizada em nosso meio. considera-se: . No entanto. este método assume que as crianças de determinada idade têm o mesmo peso. Tomando como referência as tabelas de crescimento do "National Center for Health Statistics"( NCHS). A classificação de intensidade está baseada no déficit de peso em relação à idade.

25% déficit 10% .0 . Segundo a apresentação clínica. Foi proposta por McLaren e fundamenta-se em uma tabela de pontuação para achados clínicos e dosagem da concentração sérica de albumina.5 .3.2. De acordo com o tempo de evolução.5 3.4 a 8 pontos concentração de albumina (g/l) > 3.30% déficit 11% .0 .9 1. kwashiorkor ou marasmo-kwashiorkor. onde a massa muscular e deposição de gordura são máximas.leve Peso/idade Peso/altura Altura/idade déficit 10% .9 2. independentemente do seu déficit. baseia-se em observar os glúteos.1.5 .4 2. especialmente quanto a edema e aspecto de envelhecimento. e o rosto.4 1. A desnutrição aguda é desencadeada por um processo que leva à supressão aguda da ingestão e/ou o aumento. têm se mostrado efetivos e fáceis de serem aplicados.4 0. O marasmo apresenta 3 etapas: M1.10 % moderada déficit 26% .5 .0 a 3 pontos classificação Outra classificação mais simples para estes tipos de desnutrição tem sido adotada na estratégia do Ministério da Saúde denominada Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI).0.15% grave déficit > 40% déficit > 30% déficit > 15% É importante ter sempre presente que toda criança desnutrida com edema. das necessidades. achados físicos e laboratoriais edema alterações de pele edema + alteração de pele alterações de cabelo hepatomegalia pontos 3 2 6 1 1 marasmo kwashiorkor . Apesar de estes critérios serem subjetivos.20% déficit 5% . a desnutrição pode ser classificada em marasmo. não atendido.0 .40% déficit 21% . é considerada como desnutrida grave. a desnutrição pode ser considerada aguda ou crônica.9 0 1 2 3 4 5 6 kwashiorkor .9 a 15 pontos marasmo .1.2. quando os pacientes .

com edema generalizado. apresentam rosto envelhecido. As formas mistas caracterizam-se pela presença de ambos os tipos de sinais. pois a história médica e o exame físico são. com glúteos flácidos e com pregas da pele sobre a raiz da coxa. Mantendo-se uma vigilância das condições clínicas da criança. porém poderão ser dispensados. com edema dos pés. marasmo-kwashiorkor ou kwashiorkor. emagrecimento intenso (peso inferior a 70% do esperado para o peso/altura) ou sinais clínicos de desnutrição grave. Na abordagem terapêutica. protoparasitológico de fezes e radiografia de tórax. Desnutrição grave é definida como sendo a presença de edema. conclusivos para o diagnóstico. na maioria das vezes. é necessário o encaminhamento a uma unidade de referência hospitalar se constatado o aparecimento de sinais clínicos de agravamento. O kwashiorkor tem 2 etapas: K1. nenhuma distinção é feita entre as condições clínicas de marasmo. em que. e M3. Os exames laboratoriais poderão auxiliar no diagnóstico. além destes sinais. glicemia. esfregaço de sangue para afastar a hipótese da malária. podemos considerar como exames úteis em uma Unidade Básica de Saúde: hemograma. e K2. Em nosso meio. M2.apresentam glúteos diminuídos.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . Copyright © 2001 IDS . análise de urina.

físico e mental da criança e evitar recaídas. Esquema para o tratamento de uma criança com desnutrição grave atividade tratamento inicial dias1-2 dias 3-7 reabilitação semanas 2-6 acompanhamento semanas 7 . O sucesso do tratamento da criança desnutrida grave não requer instalações ou equipamentos sofisticados.26 . A mãe ou a pessoa que cuida da criança passa a ser treinada para continuar o tratamento em casa e. então. é feita a preparação para alta. a criança e a família são acompanhados para assegurar a recuperação e o desenvolvimento emocional. (3) acompanhamento: após a alta. além da correção de deficiências específicas e metabólicas e o início da alimentação.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Tratamento O tratamento da criança com desnutrição grave é dividido em três etapas: (1) tratamento inicial: são identificados e tratados os problemas que põem em risco a vida da criança. mas sim um planejamento cuidadoso e profissionais de saúde capacitados e dedicados. O quadro abaixo resume este programa. (2) reabilitação: aumenta-se a densidade calórica e protéica da dieta e iniciase o programa de estimulação física e emocional.

o volume de 50 a 100 ml/kg com previsão de tempo total para a administração em 4 a 6 horas. desde a década de 60. é recomendado adicionar cloreto de potássio. a 35. substituída por via endovenosa.9% e solução de glicose a 5%. o que implica na necessidade de controles rigorosos para ajustar o volume.3 horas. Se disponível. paulatinamente. na suspeita de hipoglicemia. com o objetivo de incentivar a mãe a administrar a solução e controlar a evolução da criança. com lâmpada incandescente acima do corpo ou pela "técnica Canguru". A administração de solução hidroeletrolítica por via endovenosa deve ter a menor duração possível. utilizando-se colher e/ou copo. Deve ser oferecida água com glicose. Após a recuperação dos sinais de desidratação e/ou ganho de peso. Choque séptico: A OMS recomenda o uso de solução de Darrow diluída ao meio com glicose a 5% ou solução de ringer lactato com glicose a 5%. o que quer dizer que. as concentrações e a velocidade da infusão. Deve-se ter sempre em conta que a criança desnutrida grave em estado de choque é de alto risco e tem dificuldade para manipular volume.tratar ou prevenir hipoglicemia hipotermia desidratação corrigir DHE tratar infecção corrigir deficiências de micronutrientes começar a alimentação aumentar densidade calórica protéica da dieta estimular o desenvolvimento --------> --------> --------> ----------------------------------> ----sem ferro----> -----------------> ---------------------------------------------------------------------------> ---------------> --com ferro--> -------------> DHE = distúrbios hidroeletrolíticos Hipoglicemia: a criança deve ser alimentada no mínimo a cada 2 . A suspensão da administração da solução de reidratação oral (SRO) ou a prescrição de volume adicional deve ser feita de acordo com a evolução da criança. 20 mmol/litro de solução.0o C.5o C ou a axilar. assim que houver condições. a criança deve ser aquecida com cobertor quente. A administração deve ser lenta. no volume de 15 ml/kg em 1 hora. sugerindo-se. Hipotermia: se a temperatura retal estiver abaixo 35. porém sob vigilância constante do profissional de saúde. Em nosso meio. Desidratação: para a reidratação oral das crianças desnutridas graves indica-se a solução padrão da OMS com excelentes resultados. suspende-se a SRO e . como proposta inicial. se necessário via sonda naso-gástrica. a hidratação oral deve ser iniciada e. utilizamos com sucesso a solução de partes iguais de soro fisiológico a 0.

Deve-se estar atento ao aparecimento de intolerância ao leite. indica-se o uso de sonda nasogástrica (SNG). a quantidade a cada refeição e o intervalo devem ser reduzidos. Composição da solução reidratação oral para desnutridos graves Componente Glicose Sódio Potássio Cloreto Citrato Magnésio Zinco Cobre Osmolalidade Concentração (mmol) 125 45 40 70 7 3 0. na fase de reabilitação. denominada de ReSoMal. que podem ser adicionados à dieta ou administrados separadamente. de forma a não sobrecarregar o intestino. é aquela descrita a seguir. o fígado. a partir de 1999.3 0. a OMS recomenda dieta com 75 kcal/100ml e. não dispomos de estudos suficientes que demonstrem claramente as vantagens do uso de ReSoMal sobre a solução de hidratação padrão. e os rins. se ocorrer o aparecimento de diarréia aquosa. Se a criança não tiver condições de tomar a solução voluntariamente. .inicia-se a alimentação. inicia-se a administração de uma fórmula de dieta em pequenas quantidades. A OMS. Não havendo tratamento de emergência. a criança melhora e o apetite retorna. inicialmente. é de 70 a 100 ml/kg. propõem enriquecer a solução de reidratação com magnésio. dieta de 100 kcal/100ml. conforme tolerância da criança. Estas dietas podem ser facilmente preparadas a partir de leite em pó. Dietético: a amamentação de ser mantida em criança submetida à reidratação.045 300 O volume indicado. passou a recomendar o uso de soluções orais especiais para o tratamento da desidratação do desnutrido grave. Havendo vômitos. A composição da solução de SRO proposta para crianças gravemente desnutridas. farinha de cereal e óleo. Além disso. aumentando-se progressivamente. Até o presente momento. O volume inicial para administração por SNG é de 5ml/kg em 30 minutos. É imprescindível a administração de vitaminas e sais minerais. Na fase inicial do tratamento. Estas recomendações têm como base o conhecimento de que estas crianças têm déficit de potássio e alto conteúdo corpóreo de sódio. Com a recuperação. zinco e cobre para corrigir a deficiência destes minerais. utilizando-se colher e/ou copo. a administração de outros líquidos e a suplementação de vitaminas e sais minerais. por estar muito debilitada ou cansar-se rapidamente. Crianças que não estejam em aleitamento materno devem receber dieta tão logo seja possível.

o seguimento por meio do controle de peso. Copyright © 2001 IDS . marcado em gráfico. (2) deficiência de vitamina A.Durante a etapa de reabilitação. (3) anemia. é preciso estar atento frente a (1) processos infecciosos. pois estes estão freqüentemente comprometidos. (5) recuperação nutricional e (6) imunizações. (4) dermatoses do kwashiokor. e desenvolvimento mental e comportamental é importante. Na etapa de acompanhamento.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . imunizações.

CR and Lozano. The Lancet 1999. 1999. Washington (D. OPS. Representação do Brasil.1996 Bresolin.OPAS. Mortality in severely malnourished children with diarrhoea and use of a standardised management protocol. Bricks.). Bogotá. OMS . Montenegro.C. LF. The treatment diarrhoea: a manual for physicians and other senior health workers. São Paulo. 1995. 1996. John C. World Health Organization. Waterlow.. . AMB. 1996 Manejo da Desnutrição Grave: Manual para Profissionais de Saúde de Nível Superior e suas Equipes. Desnutrición In Nutrición Clinica y Gastroenterologia Pediatrica. Sarvier.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Bibliografia Bibliografia Ahmed T. Bogotá. RG. et al. Geneva.353:1919-1922. Medica Panamericana. Desnutrição Energético-Protéica em Pediatria em Consultório. Malnutrición proteico-energética.

Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .Copyright © 2001 IDS .

no nosso meio.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico Pode-se estimar. que pode indicar a presença de hemólise. mesmo que. aparentemente. A anamnese deve ser completa. . de acometimento localizado. geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. diminuição do apetite. não existam queixas específicas. de modo a buscar soluções junto com a família no sentido de impedir sua instalação. podendo ocorrer também na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. identificando precocemente as situações de risco para o desenvolvimento da anemia. a abordagem de toda criança desta faixa etária deve incluir essa possibilidade diagnóstica. assim sendo. Deve-se sempre indagar sobre a presença de episódios de icterícia. as informações obtidas na história permitem à equipe de saúde desempenhar o seu importante papel na promoção e proteção da saúde das crianças. pois é definido pela taxa de hemoglobina encontrada no hemograma. A grande diversidade de possibilidades etiológicas das anemias na infância. Apesar de o diagnóstico de anemia ter essencialmente um embasamento laboratorial. de carência nutricional primária e de outros mecanismos fisiopatológicos. As queixas clássicas nas crianças com anemia moderada e grave são inespecíficas. Além disso. faz com que seja amplo e variado o seu espectro de manifestações clínicas. como fraqueza. que a probabilidade de um lactente ou pré-escolar apresentar anemia é de aproximadamente 50%. pois a anemia pode ser manifestação de doença sistêmica crônica ou aguda. alterações do humor e distúrbios do sono. dados da história e do exame físico são fundamentais para a realização das hipóteses diagnósticas etiológicas e direcionam as condutas terapêuticas a serem priorizadas.

podem evoluir com perda sangüínea oculta pela via digestiva. sítio de absorção do ácido fólico. gemelaridade. sabão. podem causar carência de folatos por acometerem a mucosa jejunal. A ingestão crônica de material que contenha chumbo determina o acúmulo deste metal. Em relação à vitamina B12. que inviabiliza a ligação da molécula de ferro ao grupo . Doença de Crohn e doença celíaca. apontam para a possibilidade de ferropenia e anemia. inadequação na composição destas refeições. baixo peso ao nascimento. excesso de oferta láctea em substituição às refeições de sal. ácido acetilsalicílico e outros antiinflamatórios não-hormonais pode causar perda sanguínea. Para o pré-escolar. esofagite por refluxo gastroesofágico. Por outro lado. como diarréia recorrente. sítio de absorção da vitamina B12 ligada ao fator intrínseco. além das inadequações alimentares. Anticonvulsivantes podem determinar carência de folato por mecanismos ainda desconhecidos. algumas drogas como anti-ácidos. baixa oferta de vegetais e cocção excessiva das frutas e hortaliças) ou ainda de vitamina B12 ( filhos de mães com dieta vegetariana estrita em aleitamento materno exclusivo e também as crianças com dieta vegetariana). drogas bloqueadoras da secreção de suco gástrico. criança que teve parto prematuro ou com baixo peso ao nascer sem suplementação de ferro. (5) contato com agentes tóxicos: agentes químicos usados na lavoura podem justificar o aparecimento de aplasia medular. neomicina podem determinar a má absorção dessa vitamina. aleitamento artificial sem reposição de ferro. os indivíduos que ingeriram substâncias cáusticas e os gastrectomizados acabam desenvolvendo deficiência de vitamina B12 pela falta do fator intrínseco. algumas das quais são responsáveis pela perda crônica de sangue nas fezes. Medicamentos como metotrexate. pois inibem a transformação do ácido fólico para sua forma ativa. salientam-se as enteroparasitoses. como: (1) antecedentes perinatais. divertículos e pólipos. por determinarem inapetência. gelo. podem determinar a carência dessa vitamina. sangramento perinatal. Os prematuros e os indivíduos com anemia hemolítica apresentam maior demanda de ácido fólico. sendo predispostos a desenvolver essa anemia carencial. predispõem ao aparecimento de anemia ferropriva. após esgotarem os depósitos. A perversão alimentar. A longo prazo. (4) uso de medicações: o consumo de corticosteróides. como prematuridade. sulfazalazina e pirimetamina são considerados antifolínicos. que cursam com perda sangüínea crônica. excesso de fatores inibidores e vegetarianismo) ou a deficiência de folato (aleitamento exclusivo com leite de cabra. espuma do colchão ou até mesmo cabelo. o uso crônico de antiácidos ou de drogas que induzem a diminuição da secreção gástrica podem atuar como fatores de inibição da absorção do ferro. (3) antecedentes mórbidos e doenças associadas: infecções de repetição e os processos inflamatórios crônicos. como geofagia ou compulsão por comer tijolo. úlceras pépticas. trimetoprima.Alguns pontos de importância na anamnese. Outros acometimentos do trato digestivo. Acometimentos do íleo terminal. podem como a tricocefalíase e ancilostomíase. atraso na introdução das refeições de sal. (2) alimentação pregressa e atual por fatores que podem levam a ferropenia (desmame precoce. Na criança com história de geofagia. acresce-se o risco de infecção por enteroparasitoses.

Assim. nos quais o edema é secundário à venoclusão. nestes casos. também. A coloração da palma da mão da criança é muito útil no diagnóstico. A intensidade da palidez pode ser leve ou grave quando comparada com a coloração palmar da mãe e do profissional de saúde. por outro lado. Edema de extremidades pode ocorrer nos desnutridos graves com kwashiorkor. pela vasoconstrição. No entanto. A queilite angular pode ser manifestação de ferropenia. A anemia costuma ser associada à palidez. como já foi referido. cabelos descorados podem estar presentes na desnutrição e na deficiência de ácido fólico.heme. haja alterações hematológicas. atrito. com as medidas de altura e peso. a hemólise pode ocorrer. classificação e tratamento de anemia segundo o programa do Ministério da Saúde denominado Ação Integral às Doenças Prevalentes na Infância AIDPI Avaliar palidez palmar leve Classificar anemia Tratar q q q palidez palmar grave anemia grave Encaminhar com urgência ao hospital prescrever ferro · afastar malária em áreas de risco q · prescrever mebendazol se a criança tiver uma ou mais e não tiver tomado nenhuma dose nos últimos seis meses q · avaliar a alimentação da criança e orientar a mãe sobre alimentos ricos em ferro q · Marcar retorno em 14 dias O exame físico geral. a constatação da palidez não deve ser encarada como um pré-requisito para se suspeitar de anemia. febre e exercícios físicos intensificam a coloração das mucosas pela vasodilatação. necessariamente. no seqüestro esplênico. estresse e febre. expressam palidez. geralmente secundária às doenças hemolíticas constitucionais. Icterícia pode indicar a presença de hemólise. assim como a cor e textura da pele e dos cabelos e aspecto das unhas são importantes para avaliar se existe desnutrição energético protéica e/ou alguns sinais presentes nas anemias carenciais. na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. Quadro 1: Avaliação. a . O chumbo está contido em tintas. por redução da albumina plasmática. ou ainda nos acometimentos medulares. sem que. A presença de petéquias e púrpura levanta a suspeita de plaquetopenia. conforme o quadro de condutas (Quadro1). e nos portadores de anemia falciforme. no entanto. interrompendo a síntese da hemoglobina. em material poluente eliminado pelas fábricas de pilhas e bateria e em algumas ligas de metais e tintas que compõem ou revestem panelas e utensílios domésticos. que pode ocorrer na deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. frio. devido ao processo de eritropoese ineficaz. pois vários fatores podem alterar a coloração cutâneo mucosa: calor. Estrias longitudinais em unhas podem estar presentes na ferropenia. que normatiza esta estratégia.

diferenciação pode ser feita pela presença da dor no local do edema nos casos de anemia falciforme. No exame neurológico. diminuição da força muscular ou ataxia espástica sugere mais especificamente carência de vitamina B12 . deve-se avaliar com cuidado a presença de hepato e/ou esplenomegalia. considera-se microcitose quando o VCM é menor que 75(3 e macrocitose quando o VCM é maior que 100(3. Hemograma: a contagem de eritrócitos inferior a 3. devem ser analisadas no conjunto dos dados obtidos na história e exame físico. a medida da pressão arterial e ausculta cardíaca. conforme pode ser constatado no Quadro 2. que vão desde um pequeno aumento da freqüência cardíaca. até sinais de insuficiência cardíaca grave. é importante avaliar a freqüencia cardíaca. esplenomegalia na esferocitose) e até parte do quadro de leucose. contagem de reticulócitos e. pois podem tanto representar apenas a resposta reticuloendotelial à presença de anemia (geralmente de pequenas proporções).o volume corpuscular médio (VCM) permite uma classificação didática das causas de anemia.5 g/dl em crianças na faixa etária de seis a 9 anos e menor que 12 g/dl e 12. a quantidade de hemoglobina menor que 11 g/dl em crianças de seis meses a 5 anos. Na avaliação do aparelho cardiovascular. quando presentes. O tempo de duração da anemia. a velocidade e a intensidade da queda dos índices hematimétricos permitem ou não ajustes cardiovasculares. e hematócrito menor que 33% confirmam a hipótese de anemia. visando a confirmação do diagnóstico e obtenção de outras informações úteis quanto à provável etiologia.9 milhões/ml. menor que 11. (1) Volume corpuscular médio . No exame do abdome. a ocorrência de parestesia simétrica e persistente. protoparasitológico (para os maiores de 1 ano). a presença de glossite associada a anemia pode sugerir ferropenia. presença de sopro cardíaco. respectivamente. como ser indicativos de algumas doenças hemolíticas constitucionais (por exemplo. De modo geral. Este dado é fundamental para orientar a etiologia mais provável. determinando alterações do exame físico.5 g/dl em adolescentes do sexo feminino e masculino. que. normocítica e macrocítica anemias microcíticas q anemia ferropriva ( deficiência nutricional e perdas sangüíneas) q intoxicação por chumbo q síndromes talassêmicas . quando possível. No exame físico especial. queixa que não ocorre no edema da desnutrição. Toda criança com suspeita de anemia deve realizar hemograma completo. Quadro 2 Classificação das principais etiologias de anemia de acordo com o tipo de anemia caracterizado pelo volume corpuscular médio em microcítica. deficiência de ácido fólico ou de vitamina B12.

deficiência de ácido fólico q · sem megaloblastose medular anemias normocíticas q anemia aplástica síndrome de Diamond-Blackfan hipotireoidismo hepatopatias processos infiltrativos em medula anemias hemolíticas congênitas .5%. A elevação da taxa de reticulócitos (valores maiores que 7% entre recém-nascidos e maiores que 2% para as demais faixas etárias) reflete aumento da eritropoese.hemoglobinopatias . apresentando RDW normal. Na anemia ferropriva o RDW está aumentado devida à ampla variação do volume das hemácias. a taxa de reticulócitos é a relação percentual entre o número de reticulócitos e o número de eritrócitos. Contagem de reticulócitos: são os eritrócitos jovens. tratam-se de exames diferentes. e reflete a velocidade com que a medula está liberando eritrócitos jovens para a circulação periférica. nas síndromes talassêmicas. enquanto. o que costuma ocorrer nas anemias .a contagem eletrônica dos eritrócitos. as hemácias se apresentam de tamanho uniforme. fornece também o coeficiente de variação do volume eritrocitário.complexos .por imune .anemias hemolíticas q microangiopáticas . que devem ser solicitados separadamente e cujas interpretações são complementares.defeitos enzimáticos de eritrócito .deficiência de vitamina B12 . Assim sendo. Sua contagem exige metodologia específica.RDW) . enquanto a leitura do hemograma é feita de forma automatizada.secundária a processos infecciosos q perda sangüínea aguda q seqüestro esplênico q insuficiência renal crônica Coeficiente de variação do volume eritrocitário (red cell volume width distribution .alterações da membrana do eritrócito q anemias hemolíticas adquiridas . Na língua inglesa. motivando o uso da sigla RDW. cujos valores normais encontram-se entre 11.anemias macrocíticas q com megaloblastose medular .5% e 14. além dos dados já descritos do hemograma. esse coeficiente é denominado de red cell volume width distribution.

orientam. Copyright © 2001 IDS . Taxas de reticulócitos menores que 0.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .hemolíticas.5 % são registrados nas anemias carenciais. a abordagem diagnóstica das crianças com anemia. nos quadros de sangramento agudo e no início do tratamento de reposição de nutrientes nas anemias carenciais. além de confirmarem a presença de anemia. os resultados do hemograma e da contagem de reticúulócitos. Portanto. quando associados aos dados obtidos na história e no exame físico.

da reorientação alimentar e da prescrição de medicamentos deve ser iniciado e a criança. Elevações dos índices hematimétricos podem ser registradas desde a primeira semana de tratamento.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento Abordagem da criança com anemia microcítica Deve-se iniciar o tratamento com reposição de ferro nos lactentes e pré-escolares que apresentam dados de história que indiquem risco de ferropenia. Em geral. garantir retornos mensais para identificar falhas e objetivar o seguimento através da realização de um novo hemograma em aproximadamente dois meses de tratamento. possam estar causando ou . levando-se em consideração as dificuldades específicas de cada caso. Tratamento da anemia ferropriva: é baseado na reposição de ferro via oral. é mais importante facilitar o acesso ao atendimento das intercorrências que possam dificultar a adesão ao tratamento. Na ausência de respostas satisfatórias. acompanhada com retornos periódicos. devendo ser monitoradas nas crianças com anemia grave. microcitose e aumento do RDW no hemograma e ao número baixo de reticulócitos. a principal possibilidade a ser suspeitada é a falta de adesão às orientações prescritas. associados ao encontro de anemia. Assim. em reorientações alimentares que garantam as necessidades nutricionais específicas de cada faixa etária e na remoção de fatores que. o tratamento por meio da reposição de ferro por via oral. devido à alta prevalência de anemia ferropriva já referida. eventualmente. com intervalos que dependem da gravidade da anemia. e com reavaliação dos índices hematimétricos. justifica-se essa conduta inicial. Especialmente em nosso meio. O tratamento deve ser reorientado.

Em geral. fora de zona de grande prevalência de amebíase. A perversão alimentar costuma diminuir por volta do final da primeira semana e a glossite mostra sinais . Recomenda-se que a administração do medicamento seja feita 30 minutos antes das refeições . usa-se mebendazol ( 5 ml. As apresentações comerciais que associam o sal de ferro a outras substâncias hematogênicas são mais caras e. os distúrbios do sono e até mesmo a anorexia melhoram nos primeiros dias. A dose diária é dividida em 2 a 3 tomadas . Compostos de Ferro Sal de Ferro Sulfato Ferroso Hidróxido de Ferro Polimaltoso Citrato de Ferro Amoniacal Gluconato Ferroso Citrato de Cálcio Ferroso Concentração de Ferro Elementar (%) 20 30 16. está indicado o uso de drogas antiparasitárias. Em áreas de alta prevalência de enteroparasitoses. respeitar os hábitos familiares e se ajustar aos recursos disponíveis. não resolvem as situações de deficiências nutricionais mistas por não permitirem ajustes específicos de doses. independentemente de efetivação de protoparasitológico. Tabela 2. A dose terapêutica de ferro elementar preconizada para o tratamento é de 4 .piorando a ferropenia. leite. A substituição do composto de ferro está indicada para as crianças que apresentarem intolerância ou má aceitação ao sulfato ferroso. acompanhada de suco cítrico e carboidratos. durante o tratamento. até no máximo 200 mg / dia. o sulfato ferroso continua sendo uma boa opção devido ao seu baixo custo e sua melhor absorção. recomenda-se o consumo de outros alimentos que facilitem a absorção do ferro não-heme. Embora haja vários compostos contendo ferro (tabela 2). 2 vezes ao dia. devendo ser evitados os inibidores como chá. mesmo que em pequenas quantidades. visando diminuir eventual irritação gástrica. vômitos e alterações do hábito intestinal. Para as crianças maiores de 2 anos. junto às refeições de sal. Os efeitos colaterais mais freqüentes são náuseas. momento em que a acidez gástrica pode facilitar a absorção do ferro e. se possível. O cansaço. em geral. repetindo o mesmo esquema após 14 dias).em dose única) pode ser uma boa opção terapêutica. excesso de verduras e cereais. durante 3 dias. fatores que aumentam a sua absorção. como frutas cítricas e carboidratos. observa-se a melhora e até mesmo o desaparecimento de sinais e sintomas precedendo às alterações laboratoriais mais relevantes. Além de se reforçar a oferta de carne. Para refazer os estoques de ferro no organismo.6mg / kg / dia. com o intuito de diminuir o risco da sangramento oculto. o albendazol (400mg .5 12 5 As reorientações dietéticas devem obedecer às necessidades específicas de cada faixa etária. Nas crianças maiores de 1 ano. mantém-se a reposição em dose terapêutica por mais dois meses após a normalização dos níveis de hemoglobina e do VCM.

devem ser garantidas as seguintes medidas profiláticas: (1) aleitamento materno exclusivo até o 6ª mês de vida. Profilaxia das Anemias Carenciais De forma geral. nesta reavaliação. hemoglobinopatias. anemias hemolíticas. Especificamente com relação à alimentação. diminuição da produção de eritropoetina ou alteração do processo de maturação nuclear. Nas crianças que apresentam anemia leve sem outras alterações. (5) uso de leite enriquecido com ferro em lactentes que sofreram desmame . Nesses casos. enquanto adequações alimentares estão sendo incorporadas. que raramente atingem níveis de hemoglobina menores que 9g/dl. as carências nutricionais podem ser evitadas garantindo-se condições adequadas de vida para todos. recomenda-se que o hemograma seja repetido em aproximadamente um mês. renda familiar que garanta oferta alimentar adequada. estão associadas a doenças mais graves. (4) reposição de ferro ( 2mg/kg/dia) em lactentes e préescolares expostos a dietas inadequadas. a persistência da anemia normocítica reforça a necessidade de encaminhamento. vacinação completa. de um modo geral. (2) reposição de ferro para os lactentes prematuros e pequenos para a idade gestacional. cuja resolução é espontânea e está relacionada à substituição da hemoglobina fetal pelas hemoglobinas A1 e A2. acesso aos serviços de saúde e educação. com 2 mg de ferro elementar/kg/dia. não sendo possível uma única padronização de conduta. determinando a necessidadede encaminhamento. as seguintes condições: moradia com água tratada e saneamento básico. o exame físico e o acompanhamento são fundamentais para indicar as prioridades da investigação diagnóstica e encaminhamentos. A reticulocitose máxima pode ser detectada entre o quinto e o oitavo dia. como medidas básicas para a prevenção da ferropenia.de involução a partir da segunda semana. a partir do 2º mês de vida. desaparecendo em torno de dois a três meses. lactentes nascidos a termo e com peso adequado para a idade gestacional apresentam redução fisiológica dos índices hematimétricos entre a 7ª e a 12ª semanas de vida. enquanto a melhora dos índices hematimétricos confirma a possibilidade de a anemia pregressa ter sido secundária a algum processo infeccioso/inflamatório transitório. A OMS recomenda.no mínimo durante os 6 primeiros meses de vida). vínculos familiares/institucionais saudáveis. Abordagem da criança com anemia normocítica As principais causas de anemia de crianças com anemia normocítica são processos infecciosos/inflamatórios crônicos. a história. Abordagem da criança com anemia macrocítica A constatação de macrocitose no hemograma está associada a várias causas que podem ser agrupadas em três situações: falência medular. Essa situação específica não deve ser interpretada como patológica e sim como uma fase de transição e autolimitada. falência medular e deficiência de vitamina B12 e ácido fólico. Em geral. (3) reposição de ferro para lactentes em aleitamento artificial sem fortalecimento com ferro (1 a 2 mg/kg/dia . Essas são situações clínicas bem mais raras que a ferropenia e.

(9) esclarecer o valor de determinados alimentos como fonte de ferro biodisponível. a redução da carência de ferro no Brasil foi priorizada entre as diretrizes na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). pretendendo que. no quadriênio 2000-2003. além de ter como meta a redução da anemia ferropriva em pré-escolares e escolares em 1/3 até o ano 2003. só serão identificados entre 40 e 60 anos. o consumo indiscriminado de alimentos enriquecidos com ferro não deve ser estimulado. (14) reposição de vitamina B12 para lactentes filhos de mães vegetarianas de longa data. principalmente do leite. frutas cítricas e carboidratos).precoce. beterraba. como farinha de casca de ovo. hipopituitarismo e hipogonadismo. seja possível consolidar e estender essa conduta para todos os municípios brasileiros atendidos pelo PSF. (11) estimular dieta rica em ferro e. (8) estimular o consumo de frutas e vegetais crus. condição geneticamente determinada e caracterizada pela absorção excessiva de ferro. diminuindo significativamente a prevalência de anemia ferropriva entre lactentes. leite. ovo de pata e outros (9) orientar os vegetarianos quanto ao risco de ferropenia e. O enriquecimento de alimentos. . Recentemente. por intermédio do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) além de reforçar as recomendações alimentares específicas para prevenir a ferropenia. Trata-se de medida com resultados relativamente rápidos e seguros. a longo prazo. (10) controlar processos mórbidos que induzam anorexia ou perdas sanguíneas. Devido ao fato de não haver vias específicas de excreção de ferro que não a descamação celular. na qual os altos estoques de ferro determinam lesões teciduais graves. excesso de cereais e fibras).8º meses de vida. hepatoma. de forma irreversível.2mg/dia) para lactentes em aleitamento exclusivo com leite de cabra. e. O Ministério da Saúde. A prevalência de anemia no mundo. se necessário. (13) reposição de ácido fólico (1. em aleitamento materno exclusivo (1 micrograma/dia-por via oral). como cirrose. (12) recomendar suplementação de ferro (120mg/dia) a partir do 2º trimestre de gestação. recomendar a reposição de ferro nas adolescentes e mulheres em idade fértil. (7) evitar o consumo de alimentos dificultadores da absorção do ferro junto às refeições de sal (chá. (6) estimular o consumo de alimentos facilitadores da absorção do ferro não-heme junto às refeições de sal (carne. dentro do Programa de Saúde da Família (PSF). miocardiopatia. respeitando época de introdução de frutas cítricas e outros alimentos e garantindo 2 refeições de sal por dia a partir do 7º . justifica a busca de medidas profiláticas de natureza coletiva no âmbito da saúde pública. (6) oferta de dieta adequada para cada faixa etária. com ferro tem sido eficaz em vários países. de deficiência de vitamina B12. porém seu custo ainda dificulta o acesso às populações mais pobres e seu uso em grande escala pode levar a uma supervalorização do leite de vaca. artrites e artropatias. comprometendo a importância do aleitamento materno e da diversificação da dieta. Portadores de hemocromatose. especialmente nos países em desenvolvimento. quando essas lesões se manifestam clinicamente. efetiva a administração de 2 ml de sulfato ferroso/semana para as crianças consideradas alvos (6 a 24 meses).

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é importante a referência do paciente. . linfocitose ou plaquetopenia intensas. abordagem diagnóstica para exclusão de leucose. para que se inicie. As dosagens séricas disponíveis retratam apenas uma parte do seu metabolismo e devem ser interpretadas com cautela. considerando-se a possibilidade de falha terapêutica ou de haver outra etiologia associada à ferropenia. sendo estas: macrocitose. como deficiências nutricionais mistas.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Para investigação diagnóstica/tratamento Consideram-se sinais de alerta as alterações que não se limitam apenas ao eritrograma. processos inflamatórios crônicos. Uma vez confirmada a presença de ferropenia. Nestes casos. acometendo leucograma e plaquetas. o tratamento deve ser retomado. A persistência da anemia microcítica em crianças devidamente tratadas sugere a necessidade de se ampliar a abordagem diagnóstica para confirmar ou afastar laboratorialmente a condição de ferropenia. Nestas situações. leucopenia grave. grandes desvios à esquerda dos leucócitos (aumento de bastonetes) e presença de blastos. pois vários exames permitem quantificar o ferro corpóreo. atipia linfocitária. o mais breve possível. o indivíduo deve ser encaminhado para algum serviço de referência. perdas sanguíneas ocultas e até mesmo alguma outra afecção específica do eritrócito que tenha pouca expressão clínica.

eliptócitos. cuja expressão clínica é leve ou está ocultada pela ferropenia Deve haver suspeita de síndrome hemolítica (hemoglobinopatia. doenças de membrana) em lactentes com história de hemólise recorrente ou icterícia prolongada. os dados de história devem ser aprofundados conforme as hipóteses etiológicas mais prováveis. A necessidade de efetivação de diagnóstico diferencial entre processos infecciosos. hepatopatias. A eletroforese de hemoglobina também deve ser lembrada no seguimento de algumas crianças inicialmente tratadas como ferropênicas que apresentem respostas parciais à reposição de ferro ou que passem a apresentar evidências de hemoglobinopatia. estomatócitos e acentuação de pontilhado basofílico. pois esta condição afasta ferropenia e sugere talassemia e nas pessoas com história. sem incompatibilidade sangüínea materno-fetal. processos inflamatórios crônicos e intoxicação por chumbo. células em alvo. ao hemograma. Copyright © 2001 IDS . A transfusão de glóbulos vermelhos deve ser reservada aos casos nos quais os níveis muito baixos de hemoglobina estejam levando a repercussões clínicas importantes. deficiências de enzimas eritrocitárias. Para tanto. A eletroforese de hemoglobina deve ser realizada como conduta inicial quando houver anemia microcítica com RDW normal.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . anemia normocítica e reticulocitose ou as seguintes alterações morfológicas no esfregaço de sangue periférico: células falcizadas. exame físico ou antecedentes familiares sugestivos de hemoglobinopatias e que apresentem. doenças metabólicas e as doenças hemolíticas reforçam a indicação de encaminhamento para serviços de referência. como insuficiência cardíaca e/ou respiratória.Se a ferropenia for afastada. a investigação diagnóstica deve excluir as demais causas de microcitose: algumas síndromes talassêmicas.

p. 2000. L. . 216. Ferrer. L. D. 4a ed. Scaramuzzi. A. S.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . . S. 2000. R.. P. Brasília. Rev Saúde Pública 34 (6 suppl).>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Bourroul. São Paulo..Saúde infantil: tendências e determinantes na cidade de São Paulo na segunda metade do século XX. A.Anemia na infância. . C. Ministério da Saúde do Brasil / Opas / Área de Saúde da Criança / Atenção Integrada Às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). In: Sucupira. Sarvier.1 Copyright © 2001 IDS .e cols. A. Pediatria em Consultório.Manual de Condutas do AIDPI. 2000. Monteiro. M. p. M. C.

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A idade óssea encontra-se atrasada devido à calcificação reduzida nos núcleos de ossificação.Os achados radiográficos. pois as alterações das epífises da ulna e rádio são precoces. Os valores de referência devem ser fornecidos pelo laboratório. o que determina também o aumento do espaço interarticular. o nível sérico de cálcio pode estar normal ou baixo. porém são de difícil disponibilidade em nosso meio. A radiografia dos punhos é especialmente adequada para avaliação do raquitismo. pois variam conforme o método e a faixa etária da criança. O borramento ou perda dos limites ósseos pode aparecer sob forma de pequenas estrias no sentido longitudinal do osso. devido à não-mineralização do tecido ósseo subperiostal.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Diagnóstico A confirmação da suspeita de raquitismo deve ser feita através de exames bioquímicos e radiológicos. Ocorre alargamento das epífises em forma de taça. aumentada. produzindo a imagem "em franja". Outros achados são a rarefação óssea. fraturas em "galho verde" e duplo contorno das diáfises. . além de auxiliar no diagnóstico do raquitismo. e dependem do estágio em que se encontra o raquitismo. As alterações bioquímicas decorrem diretamente das alterações do metabolismo de cálcio e fósforo. porém o nível sérico de fósforo encontra-se sempre baixo e a atividade sérica da fosfatase alcalina. permitem acompanhar o tratamento e avaliar o processo de cura. encurvamento diafisário. A dosagem sérica de paratormônio elevada e os níveis séricos de 25(OH)D diminuídos auxiliam no diagnóstico. com a concavidade voltada para a articulação. Quando o raquitismo é sintomático. em função da carência de vitamina D.

Copyright © 2001 IDS .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .

portanto.000 UI por dois a seis meses.000 UI de vitamina D3 com 13.025 mg de vitamina D3. Em vista disso. esquemas de tratamento nos quais são utilizadas doses baixas diárias de 2. Na ausência de diarréia e boa aceitação oral. é a melhor escolha. no entanto. tratamento adequado e boa adesão da família.200 UI de vitamina A. garantindo. opta-se pela via oral. é difícil estabelecer o tempo necessário para a cura. Neste caso. pois a medicação oral é bem absorvida. Na presença de diarréia e/ou má aceitação oral a via parenteral. Existem. recomenda-se que seja prescrita a vitamina D por via oral. na literatura.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Tratamento O tratamento do raquitismo poderia ser feito somente com a exposição diária ao sol. perfazendo um total . por via oral. porém dá-se preferência ao esquema com dose única de 600.000 UI.000 U de vitamina D (vitamina D2 ou D3). Uma unidade internacional de vitamina D corresponde a 0. por parte da criança. Em nosso meio. A cura do raquitismo carencial pode ser obtida por meio da administração de uma dose única de 600.000 a 5. assim. a única preparação oral disponível é a associação de 66. conforme a disponibilidade. durante nove dias. A grande vantagem desse esquema é a possibilidade de ser feito sob supervisão. 1 mg de vitamina D são 40. o esquema recomendado é a administração de uma ampola diária. A injeção intramuscular de vitamina D não apresenta vantagens em relação à administração oral. muitas vezes.000 UI de vitamina D por via oral ou parenteral.

de 594. entre outros. A utilização de associações de vitamina D com vitamina A requer cuidado. Os sinais radiográficos de cura evidenciam-se pela calcificação e aparecem duas a quatro semanas após o tratamento. Na avaliação laboratorial. para evitar complicações por hipocalcemia. A ingestão crônica de doses elevadas de vitamina D pode causar comprometimento renal e calcificações metastáticas. A intoxicação pela vitamina D. por via oral. A hipervitaminose crônica deve-se a ingestão prolongada de altas doses de vitamina A. Vitamina Nome comercial® Via de administração Apresentação . anorexia. prurido. dor nos ossos. Apesar da suplementação diária com vitamina D. Os níveis de fosfatase alcalina podem permanecer alterados por vários meses. Como é muito difícil identificar as famílias que realmente terão condições de expor os lactentes ao sol. tendo como sintomas: craniotabes. A dose recomendada é de 400 UI/dia de vitamina D por via oral. os núcleos ósseos tornam-se visíveis. Para o recém-nascido de termo e prematuros de mães com níveis normais de vitamina D. A exposição diária à luz solar é o melhor meio de prevenir o raquitismo carencial. durante todo o tratamento do raquitismo. obstipação intestinal. também. hipotonia. alopecia. continua sendo importante encorajar as mães a adquirirem o hábito de expor seus filhos ao sol diariamente com pouca roupa e não através de vidraças. Adolescentes pouco expostos ao sol devem receber profilaxia por meio de alimentos enriquecidos com vitamina D ou medicamentos durante todo o período de estirão. Todos os sintomas regridem completamente com a supressão da vitamina A. por ser outro período de grande aceleração do crescimento. para evitar a hipervitaminose A. irritabilidade. o uso diário de 400 UI de vitamina D por via oral. A maioria das deformidades ósseas desaparecem meses ou anos após o tratamento. constatam-se hipercalcemia e hipercalciúria. A adolescência. A suplementação de vitamina D diária na dose de 400 UI /dia deve ser iniciada logo após o tratamento. para que não ocorra novo episódio de raquitismo. sinais de irritação meníngea. descamação de pele local ou generalizada. hepatomegalia. como profilaxia até dois anos de idade (fase de crescimento acelerado). devendo-se sempre confirmar sua formulação. é de risco para o raquitismo carencial. esplenomegalia. anorexia. linha de maior calcificação na região submetafisária. Os sintomas são: cefaléia. normalizando o espaço interarticular. hidrocefalia. É fundamental manter. ingestão adequada de cálcio. vertigem. caracteriza-se pelos seguintes sintomas: anorexia. ou hipervitaminose D. perda de peso. Diminui a rarefação óssea e a cortical torna-se mais compacta. e aparece a linha de remissão raquítica. recomenda-se. até a cura definitiva do raquitismo. poliúria e polidipsia.000 UI de vitamina D. Ocorre deposição mineral na metáfise. Os níveis séricos de cálcio e fósforo normalizam-se após dias ou semanas de tratamento. A hipervitaminose A aguda é consequência da ingestão acidental de produtos contendo vitamina A. abaulamento de fontanela. vômitos e diarréia. recomenda-se o uso diário de vitamina D na dose de 400 UI/dia.

500 UI de vitamina A / ml.000 UI de vitamina D e 50.200 UI de vitamina D3 e 5. Solução com 2.000 UI de vitamina D3. 3. 5. Gaduol (Climax) Oral Solução com 10. 100. Solução com 50.000 UI de vitamina D3 e 13.000 UI de vitamina A / ml. Aderogyl D3 (Sarsa) Oral Ampola com 66.000 UI de vitamina A. Solução com 400 UI de vitamina D . Tri-vi-sol (Mead Johnson) Oral .000 UI de vitamina D2 e 50.200 UI de vitamina A. Ad-til (Riker) Oral Solução com 10.000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E / ml.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C / ml.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C.D+A Adeforte (Gross) Oral Ampola com 50.000 UI de vitamina A / ml.

000 UI de vitamina D. 1 mg de vitamina B6. 10 mg de vitamina PP. 10 mg de vitamina B5.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 5.Protovit (Roche) Oral Solução com 1. 1 mg de vitamina B2. 4 mg de vitamina B1.000 UI de vitamina A. Copyright © 2001 IDS . 3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C / ml.

como observado em países ricos.solução com 50. que é a suplementação diária com vitamina D. é algo difícil de se aceitar.000 UI de vitamina D3. O raquitismo carencial pode ser prevenido por meio de um tratamento de baixíssimo custo. a persistência ou reaparecimento de raquitismo carencial. seguro e altamente eficaz.000 UI de vitamina A. Além desse tratamento.000 UI de vitamina D e 30 mg vitamina E/ml . que diziam: "Tome seu leite e vá brincar lá fora. basta seguir os antigos e sábios conselhos de nossas avós. 100.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Encaminhamento Nos dias de hoje." Vitamina Nome comercial ® (fabricante) D+A Adeforte (Gross) Via de administração oral Apresentação ampola com 50.000 UI de vitamina A e 30 mg de vitamina C. 5.

000 UI de vitamina A/ml solução com 10.Aderogil D3 (Aventis) oral ampola com 66.500 UI de vitamina A/ ml solução com 10.000 UI de vitamina D.200 UI de vitamina D3 e 5. 3.solução com 2. 1 mg de vitamina B2. 5.000 UI de vitamina D2 e 50. 4 mg de vitamina B1.000 UI de vitamina D3 e 13. 10 mg de vitamina B5.000 UI de vitamina A/ml solução com 400 UI de vitamina D.000 UI de vitamina A e 60 mg de vitamina C/ml solução com 1.Instituto para o Desenvolvimento da Saúde . 3 mg de vitamina E e 50 mg de vitamina C/ml Ad-til (Byk) oral Gaduol (Clímax) oral Tri-vi-sol (BristolMyers Squibb) oral Protovit (Roche) oral Copyright © 2001 IDS .000 UI de vitamina D2 e 50. 10 mg de vitamina PP.200 UI de vitamina A.000 UI de vitamina A. 1 mg de vitamina B6.

C.Rickets. 208.A. .S. In Behrman. 1996.H. . 1996.179. Copyright © 2001 IDS .C. Raven Press.>> Teste de Auto-Avaliação >> Fórum de Discussão >> Envie para um amigo Definição e Quadro Clínico|Diagnóstico|Tratamento|Encaminhamento|Bibliografia Bibliografia Barness.E. Saunders. .Instituto para o Desenvolvimento da Saúde .L. 3a ed. & Curran. vol. 21 of Nestlé Nutrition Workshop Series.A. 1991.J.S. Rodrigues.S.Nutrition and nutritional disorders. Sarvier. Philadelphia. New York.: Nelson Textbook of Pediatrics. pp. & Zuccolotto.F. & cols. & cols.R. São Paulo.L. In Sucupira.M.D.Disvitaminoses. pp. 15th ed.: Pediatria em Consultório. Glorieux.

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com grande freqüência. ou resfriado comum. não há estatísticas precisas. As medicações utilizadas para o tratamento do resfriado comum são vendidas sem receitas médicas e são consideradas seguras. livres de efeitos colaterais. estas medicações podem causar reações adversas graves. as medicações usadas para o resfriado comum. Entretanto. embora geralmente causem doença localizada no trato respiratório superior. é a doença infecciosa mais frequente entre os humanos. causada por mais de 200 vírus imunologicamente diferentes. O uso indiscriminado de antibióticos para infecções respiratórias agudas de etiologia viral é considerado o principal motivo de aumento da resistência bacteriana. possui alta morbidade. e o uso abusivo de antibiótico é muito frequente. os quais apresentam diferenças sazonais e podem causar diferentes síndromes clínicas (tabela 1). Os rinovírus são os principais agentes das rinofaringites e rinossinusites agudas. há comprometimento do trato respiratório . Mais da metade das crianças atendidas por resfriado comum recebem prescrição de antibiótico. Quando