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Exercícios de Revisão: Formação dos Reinos Absolutistas

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A Formação dos Reinos Absolutistas

Exercícios de Revisão 1. A formação das monarquias medievais A) O processo de concentração do poder 1. Leia o texto abaixo e responda às perguntas: ³Inicialmente, as diferenças em poder eram contidas, mesmo nessa fase, dentro de um contexto que permitia que um número considerável de domínios territoriais feudais permanecesse na arena de luta. Mais tarde, após muitas vitórias e derrotas, alguns se tornavam mais fortes pela acumulação dos meios de poder, enquanto outros eram obrigados a desistir de lutar. Os poucos vitoriosos continuavam a lutar e o processo de eliminação se repetia até que, finalmente, a decisão ficava apenas entre dois domínios territoriais reforçados pela derrota e incorporação de outros.´
Norbert Elias, O processo Civilizador, vol.2, p.93.

O texto se refere a qual processo histórico? Qual foi o resultado deste processo? B) O apoio dos grupos sociais ao rei I) Burguesia em Ascensão 2. Leia o texto abaixo e responda às perguntas: ³(...) o rei proíbe a todos os capitães e homens de guerra que ataquem mercadores, trabalhadores, gado ou cavalos ou bestas de carga, seja nos pastos ou em carroças, e não perturbem nem às carruagens, mercadorias e artigos que estiverem transportando, não exigindo deles resgate de qualquer forma; mas sim tolerando que trabalhem, andem de uma parte a outra e levem suas mercadorias e artigos em paz e segurança, sem nada lhes pedir, sem criar-lhes obstáculos ou perturbá-los de qualquer forma´.
Lei do Rei Francês em 1439. Em Leo Huberman, História da Riqueza do Homem, p.73

a) Que prática comum na Idade Média a lei acima pretendia proibir? b) Qual era o objetivo do Rei Francês em estabelecer esta lei? 3. Leia o texto abaixo e responda às perguntas: ³O mais alto objetivo do burguês (...) [era] obter para si e sua família um título aristocrático, com os privilégios que o acompanhavam. (...) Não queriam acabar com a nobreza como tal, mas, no máximo, assumir-lhe o lugar como nova nobreza´.
Norbert Elias, O processo Civilizador, vol.2, p.153.

Como o rei utilizou este objetivo da burguesia para conseguir apoio para a centralização do poder em suas mãos? II) A nobreza em crise 4. Leia o texto abaixo e responda à pergunta: ³As alterações nas formas de exploração feudal sobrevindas no final da época medieval estavam, naturalmente, longe de serem insignificantes. Na realidade, foram precisamente essas mudanças que mudaram as formas do Estado. Essencialmente, o absolutismo era apenas isto: um aparelho de dominação feudal alargado e reforçado, destinado a fixar as massas camponesas na sua posição tradicional, a despeito e contra os benefícios que elas tinham conquistado com a comutação alargada das suas obrigações. (...) [O Estado Absolutista] era a nova carapaça política de uma nobreza atemorizada.´
Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista, p.16-17

Quais eram os interesses da nobreza na centralização do poder nas mãos do rei?

5. Leia o texto e responda à questão´ Quase por toda a parte, o peso opressivo do fisco recaía sobre os pobres. Não existia a concepção jurídica de ³cidadão´ sujeiro ao fisco pelo simples fato de pertencer à nação. A classe senhorial, na prática, estava em toda a parte efetivamente isenta da tributação direta. Porshnev designou corretamente os novos impostos criados pelos Estados absolutistas por ³renda feudal centralizada´, por oposição às prestações senhoriais, que constituíam uma ³renda feudal local´.
Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista, p.36-37.

Por que podemos dizer que os impostos criados pelos Estados Absolutistas eram uma ³renda feudal centralizada´? 6. Sobre os grupos sociais e suas relações com os reis e entre si na Europa após a crise do Feudalismo, marque com um (X) a ÚNICA alternativa ERRADA: a) Os burgueses recebiam títulos de nobreza do rei e financiavam suas campanhas. b) Muitos nobres, para superar a crise do feudalismo, passaram a viver na corte do Rei recebendo doações financeiras e ocupando altos cargos. c) A vida na corte era marcada pelo luxo, pela fartura e pelo requinte, com grandes festas e banquetes. d) Os camponeses já não eram mais explorados pelos senhores feudais, pois não pagavam mais impostos e recebiam salários. e) Os reis centralizavam poder monopolizando atribuições (cobrança de impostos, manutenção de exércitos, etc.) antes pertencentes aos diversos senhores feudais. Mas mesmo assim, muitos senhores feudais apoiavam o rei. 7. Sobre a centralização do poder nas mãos dos Reis, marque com um (X) a ÚNICA alternativa ERRADA: a) Para garantir a unidade territorial, os reis passaram a organizar seus exércitos, cobrar seus impostos e elaborar suas próprias leis. b) O crescimento econômico possibilitou uma aliança entre o rei e a burguesia. c) Todos os nobres eram contrários a centralização do poder nas mãos do rei. d) A unificação da moeda facilitou as atividades comerciais. C) A formação histórica dos reinos medievais A) Inglaterra 8. Em 1215, a nobreza inglesa conseguiu impor ao rei inglês João Sem Terra um conjunto de medidas que limitava o poder real. Leia abaixo um trecho do artigo 52 da Magna Carta: ³Se alguém foi desalojado ou desapropriado por nós, sem o julgamento legítimo dos seus pares, das suas terras, castelos, liberdades ou direitos, imediatamente os devolveremos a ele; e se surgir uma discórdia a este respeito, então será esclarecida pelo veredito dos vinte e cinco barões, cuja menção é feita abaixo na cláusula para a garantia da paz.´ Explique como a determinação deste artigo limitava o poder do rei. B) França 9. Leia o texto abaixo e faça o que se pede: Embora diversos fatores contribuíssem para a formação de um sólido Estado centralizado, a Guerra dos Cem Anos suspendeu o fortalecimento do poder monárquico no país, ainda que temporariamente. Em meio aos efeitos do confronto e necessidade da nobreza para ampliar seu exército, a monarquia francesa teve que fazer certas concessões aos nobres e passou por um relativo enfraquecimento. A insatisfação da burguesia com as derrotas, a fome

generalizada e a peste negra dificultaram a situação. Somente no início do século XV os franceses obtiveram vitórias decisivas, por ocasião de um grande levante popular contra os ingleses, tendo à frente a figura de Joana D¶Arc. A guerra continuou até 1453, quando os franceses expulsaram os ingleses de seu território.
Vicentino e Dorigo, História Geral e do Brasil, v. 1, p.229

a) Por que a Guerra dos Cem anos ³suspendeu o fortalecimento do poder monárquico´ na França? b) Qual foi a importância de Joana D¶Arc para a virada francesa na Guerra? C) Espanha e Portugal 10. Explique o que foi a ³Reconquista´ e qual foi sua importância na formação dos Reinos de Portugal e Espanha. 11. Leia o texto abaixo e faça o que se pede: No século XV, a Espanha era um conjunto de reinos independentes que se haviam formado ao longo da guerra de Reconquista cristã. As diferenças entre os reinos eram enormes: língua, costumes, instituições, moedas, entre outras. E embora a maior parte da população fosse cristã, havia forte presença de muçulmanos e judeus em todos os reinos. O passo mais importante para a formação de um estado unificado na região foi o casamento do rei Fernando de Aragão com a rainha Isabel de Castela, em 1469. A monarquia tentou unificar, na medida do possível, as instituições do reino, pesos e medidas, leis e códigos, esbarrando freqüentemente nas tradições de autonomia das cidades e nos privilégios da nobreza. Mas, com o apoio da Igreja e com um forte exército profissional, a Coroa foi derrubando essas barreiras, embora tenha mantido os privilégios da nobreza e a sujeição dos camponeses às grandes casas aristocráticas. A unificação espanhola não deixou de ser, em boa medida, uma imposição de Castela sobre os demais reinos e províncias da península. A própria língua castelhana se sobrepôs às demais línguas peninsulares, como o catalão ou o galego, embora a Coroa não as tenha suprimido.
Vainfas, Faria, Ferreira e Santos, História, v.1, p 270-271

a) Qual era a situação política e cultural da Península Ibérica no século XV? b) Como se deu o processo de centralização política da Espanha? 12. Leia o texto e faça o que se pede: Parte da nobreza defendia a entrega da coroa portuguesa ao Rei de Castela, representante de uma política eminentemente feudal. Entretanto, os comerciantes, aliados a setores populares, conseguiram impor o nome de D. João, mestre de Avis, ao trono. Foi a chamada Revolução de Avis. Em 1385, na Batalha de Albujarrota, a derrota das tropas castelhanas garantiu a ascensão de D. João ao trono. A nova dinastia caracterizou-se pela aproximação entre os interesses da monarquia e os do setor mercantil: os comerciantes pretendiam ampliar seus mercados e o rei desejava se fortalecer por meio da cobrança de imposto sobre o florescente comércio.
Vicentino e Dorigo, História Geral e do Brasil, v.1, p.232

a) Os autores afirmam que o Rei de Castela era preferido por parte da nobreza portuguesa por praticar uma política eminentemente feudal. O que isso significa? b) Qual foi a conseqüência da ascensão de uma dinastia apoiada pelos setores mercantis de Portugal? D) Itália e Alemanha 13. Leia os textos abaixo e faça o que se pede: ³Não foi tarefa pequena reduzir os privilégios monopolistas de cidades poderosas. Nos países em que elas eram realmente fortes, como na Alemanha e na Itália, somente séculos depois se estabelecia uma autoridade central com poder bastante para controlar tais monopólios. É essa uma das razões pelas quais as comunidades mais poderosas e ricas da Idade Média foram as últimas a tingir a unificação (...)´
Leo Huberman, História da riqueza do Homem, p.75.

³[Não só a Alemanha] era bem maior em território que as duas outras [Inglaterra e França], como também eram muito maiores as suas divergências sociais e geográficas internas.Esse fato dava às forças locais, centrífugas, uma energia bastante superior, e tornava incomparavelmente mais difícil a tarefa de conquistar a hegemonia e implantar a centralização. A casa governante teria necessitado de uma área territorial e poder mais extensos do que na França ou na Inglaterra para dominar as forças centrífugas atuantes no Império Romano-Germânico e forjá-las sob a forma de todo duradouro. (...) O que havia, por conseguinte, era uma formação política em escala inteiramente diferente e, em conseqüência, fértil em tensões e conflitos de interesses muito superiores aos da área franca do Ocidente (...)´
Norbert Elias, O Processo Civilizador, p.91

Explique porque as tentativas de imposição de um poder centralizador na Itália e na Alemanha não foram bem sucedidas. 2. As Monarquias Absolutistas A) O estado absolutista 14. Leia o texto abaixo e responda às perguntas: ³A tranqüilidade dos súditos só se encontra na obediência. (...) Sempre é menos ruim para o público suportar do que controlar, inclusive o mau governo dos reis, do qual Deus é o único juiz. Aquilo que os reis parecem fazer contra a lei comum funda-se, geralmente, na razão de Estado, que é a primeira das leis, por consentimento de todo mundo, mas que é, no entanto, a mais desconhecida e a mais obscura para todos aqueles que não governam.´
Luís XIV, Rei da França, Memórias.

a) Segundo o texto, como os súditos do rei devem lidar com as ordens do rei? b) Como o texto acima justifica o poder do rei? 15. Leia o texto abaixo e responda: ³E há de se entender o seguinte: que um príncipe, e especialmente um príncipe novo, não pode observar todas as coisas a que são obrigados os homens considerados bons, sendo freqüentemente forçado, para manter o governo, a agir contra a caridade, a fé, a humanidade, a religião. É necessário, por isso, que possua ânimo disposto a voltar-se para a direção a que os ventos e as variações da sorte o impelirem, e, como disse mais acima, não partir do bem, mas, podendo, saber entrar para o mal, se a isso estiver obrigado.´
Maquiavel, O Príncipe.

Segundo o texto acima, qual deveria ser o principal objetivo do Príncipe? E como ele deveria agir para atingir este objetivo? 16. Leia o texto abaixo e faça o que se pede: ³É somente na minha pessoa que reside o poder do soberano (...) é somente de mim que os meus tribunais recebem a sua existência e sua autoridade; a plenitude desta autoridade, que eles não exercem senão em meu nome, permanece sempre em mim voltado; é unicamente a mim que pertence o poder legislativo, sem dependência e sem partilha (...) toda a ordem pública emana de mim, e os direitos e interesses da nação, de que se pretende ousar fazer um corpo separado do monarca, estão necessariamente unidos com os meus e repousam nas minhas mãos´
Pronunciamento do Rei Luís XV, da França, em 1766.

A partir do texto acima, explique o que significa dizer que o poder do Rei Absolutista era indivisível.

17. Leia o texto abaixo e faça o que se pede: ³Nenhuma monarquia ocidental gozara jamais de poder absoluto sobre os seus súditos (...) Todas estavam limitadas, mesmo no máximo das suas prerrogativas, pelo complexo de concepções designado por direito divino ou natural. (...) Nenhum Estado Absolutista poderia alguma vez dispor à vontade da liberdade ou da propriedade fundiária da própria nobreza, ou da burguesia, à maneira das tiranias asiáticas coevas. Nem tampouco realizaram nunca uma centralização jurídica completas; os particularismos corporativos e as heterogeneidades regionais herdados da época medieval marcaram os Ancien Régimes até à sua destruição final. A monarquia absoluta no Ocidente esteve sempre, de fato, duplamente limitada: pela persistência de corpos políticos tradicionais abaixo dela e pela presença de um direito arqui-moral acima dela.´
Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista, p.54-55.

Apesar de pretender ser Absoluto, o poder dos reis tinha certos limites. Explique que limites eram esses. B) Estratégias de centralização do poder I) Manutenção do equilíbrio de forças entre os grupos sociais 18. Leia os textos abaixo e faça o que se pede: ³Esse tipo de Estado assegura à aristocracia a manutenção de sua hegemonia. (...) [Mas também é verdade que] a burguesia mercantil encontrou na aliança com os príncipes um instrumento capaz de favorecer seus próprios interesses econômicos e políticos. (...) Mas, afinal, esse Estado é feudal ou capitalista? Na verdade, diríamos que ele é as duas coisas e, por isso mesmo, não é exatamente nem uma, nem outra. (...) O Estado absolutista tende a expressar a busca de um equilíbrio precário, a longo prazo impossível, entre classes (...) cujos interesses são em parte complementares e em parte antagônicos´.
Francisco Falcon, Mercantilismo e transição. p. 32-36.

³A antítese entre os dois grupos principais era demasiado grande para tornar provável uma solução conciliatória decisiva entre eles; e a distribuição de poder, juntamente com a estreita interdependência de ambos, impedia a luta final ou clara predominância de um sobre o outro. Assim, incapazes de unirem-se, incapazes de lutarem com toda a sua força e vencerem, tiveram todos que deixar ao suserano as decisões que eles mesmos não podiam tomar.´
Norbert Elias, O Processo Civilizador, vol.2, p.155.

Porque o equilíbrio de forças entre nobreza e burguesia permitiu a concentração de poder nas mãos dos reis? II) O controle sobre a religião 19. Leia os textos abaixo e faça o que se pede: ³Esse poder [de nomear os inquisidores] concedido aos príncipes era um acontecimento inédito: até então, a nomeação dos inquisidores, cuja jurisdição se sobrepunha à jurisdição tradicional dos bispos em matéria de perseguição das heresias, estava reservado ao papa. (...) Tratava-se de uma verdadeira transferência de competências (...) a ruptura com a tradição medieval (...) era flagrante: pela primeira vez, assistia-se ao estabelecimento de uma ligação formal entre a jurisdição eclesiástica e a jurisdição civil, pois a intervenção do príncipe no processo de nomeação dos inquisidores alterava as relações de fidelidade desses agentes.´
Francisco Bethencourt, História das Inquisições, p.17-18

³O rei é o chefe supremo da Igreja na Inglaterra (...) Nesta qualidade, o rei tem todo o poder de examinar, reprimir, corrigir tais erros, heresias, abusos, ofensas e irregularidade que sejam ou possam ser reformados legalmente por autoridade (...) espiritual (...) a fim de conservar a paz, a unidade e a tranqüilidade do reino, não obstante todos os usos, costumes e leis estrangeiras, toda autoridade estrangeira.´
³Ato de Supremacia´, do Rei inglês Henrique VIII, 1534

O primeiro texto acima mostra o controle dos reis espanhóis sobre o tribunal da Inquisição dentro do reino da Espanha, enquanto o segundo fala do controle do rei inglês sobre a Igreja Anglicana. Explique a importância do controle sobre a religião pelos reis absolutistas para a concentração de poder. III) Mercantilismo 20. Sobre o Mercantilismo, responda: a) Qual o objetivo primordial das práticas mercantilistas? b) Dê três exemplos de práticas mercantilistas postas realizadas por reinos europeus na Idade Moderna. 21. Leia os textos abaixo e faça o que se pede: ³Considerando que os mestres, responsáveis e membros das corporações, fraternidades e outras associações (...) se avocam muitos regulamentos ilegais e absurdos (...) cujo conhecimento, execução e correção pertencem exclusivamente ao rei. (...) O mesmo rei nosso senhor, a conselho e com permissão dos conselheiros espirituais e temporais e a pedido dos mencionados comuns, ordena, pela autoridade do mesmo Parlamento, que os mestres, responsáveis e membros de todas as corporações, fraternidades ou companhias (...) apresentem (...) todas as suas cartas patentes e estatutos para serem registrados perante os juízes de paz (...) e ainda ordena e proíbe, pela autoridade acima mencionada, que doravante tais mestres, responsáveis ou membros façam uso de regulamentos que não tenham sido primeiramente discutidos e aprovados como bons e justos pelos juízes de paz.´
Em Leo Huberman, História da riqueza do Homem, p.74.

³Carlos, pela graça de Deus rei da França (...) depois de demorada deliberação de nosso grande conselho (...) ordena que em nossa dita cidade de Paris não haverá, doravante, mestres de ofício ou comunidades de qualquer tipo. (...) Mas desejamos e ordenamos que em todo ofício serão escolhidos pelo nosso preboste (...) certos elementos antigos do dito ofício (....) e que portanto estão proibidos de realizar qualquer reunião como associação de oficiais ou outras (...) a menos que tenham o nosso consentimento, permissão e licença, ou consentimento de nosso preboste (...) sob pena de serem tratados como rebeldes e desobedientes de nós e de nossa coroa da França e de perda de direitos e possessões´
Em Leo Huberman, História da riqueza do Homem, p.74.

a) Relacione as medidas tomadas pelos reis inglês e francês nos textos acima com o processo de centralização do poder. b) Explique as conseqüências econômicas dessas medidas. IV) Guerra e Diplomacia 22. Leia o texto abaixo e responda o que se pede: ³[os homens de guerra] viviam às custas das populações. Violavam as mulheres. Extorquiam dos habitantes, por meio do terror, a confissão do esconderijo de seu dinheiro, amarrando os homens, arrancando-lhes a barba, empurrando-os no fogo da lareira, atando-os a um poste para golpeá-los. Saqueavam as casas onde não encontravam bastante dinheiro, estripavam as barricas, estropiavam os animais domésticos, massacravam as aves de criação. Ao deixar um alojamento, levavam mobílias e roupas, louças e cobertas. Ora, os oficiais não faziam nada para deter as pilhagens, que eram o melhor chamariz para o recrutamento.´
Yves-Marie Bercé, em Jean Delumeau, História do medo no Ocidente, p.168.

a) Qual grupo social mais sofria com os saques dos exércitos? b) Por que as autoridades não tomavam nenhuma medida para controlar os saques? V) Teorias de justificação do poder real 23. Leia os textos abaixo e responda o que se pede: "Quando Nosso Senhor Deus fez as criaturas, não quis que todas fossem iguais, mas estabeleceu e ordenou a cada um a sua virtude. Quanto aos reis, estes foram postos na terra para reger e governar o povo, de acordo com o exemplo de

Deus, dando e distribuindo não a todos indiscriminadamente, mas a cada um separadamente, segundo o grau e o estado a que pertencerem".
Adaptado das Ordenações Afonsinas II, 48

³Nada havendo maior poder sobre a terra, depois de Deus, que os príncipes soberanos, e sendo por Ele estabelecidos, como seus representantes para governarem os outros homens, é necessário lembrar-se de sua qualidade, a fim de respeitar-lhes e reverenciar-lhes toda a majestade com toda a obediência, a fim de sentir e falar deles com toda a honra, pois quem despreza seu príncipe soberano, despreza a Deus, de quem ele é a imagem na terra.´ ³A marca principal da majestade soberana e do poder absoluto é essencialmente o direito de impor leis aos súditos sem o consentimento destes (...) A lei não é senão o mando do soberano no exercício do seu poder´.
Jean Bodin (1530-1596)

a) Segundo os textos acima, o que legitimava o poder dos reis? b) Ainda segundo os textos, qual devia ser a atitude dos súditos perante o rei? 24. Leia o texto abaixo e faça o que se pede: ³Três razões fazem ver que este governo [a monarquia absolutista] é o melhor. A primeira é que é o mais natural e se perpetua por si próprio (...) A segunda razão (...) é que esse governo é o que interessa mais na conservação do Estado e dos poderes que o constituem: o príncipe, que trabalha para seu Estado, trabalha para seus filhos, e o amor que tem pelo seu reino, confundido com o que tem pela sua família, torna-se-lhe natural. (...) A terceira razão tira-se da dignidade das casas reais. (...) A inveja que se tem naturalmente daqueles que estão acima de nós, torna-se aqui em amor e respeito; os próprios grandes obedecem sem repugnância a uma família que sempre viram como superior e à qual se não conhece outra que a possa igualar (...). O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus.
Jacques Bossuet, A política tirada da Sagrada Escritura.

a) Segundo Bossuet, quais eram as razões que tornavam a monarquia absolutista a melhor forma de governo? b) Explique como o texto de Bossuet (assim como os dois textos presentes na questão anterior) servia para legitimar o governo dos reis absolutistas. 25. Leia os textos abaixo e responda o que se pede: ³Hobbes desenvolveu sua teoria do Estado a partir da situação histórica provocada pelas guerras civis religiosas. Para ele, que testemunhou a formação do Estado absolutista na França (...) não havia outro objetivo a não ser evitar a guerra civil (que lhe parecia iminente na Inglaterra) ou, se ela fosse deflagrada, encontrar meios de terminá-la.(...) Observava que não havia nada mais instrutivo em matéria de lealdade e justiçado que a recordação da guerra civil. Em meio às agitações revolucionárias, procurava um fundamento sobre o qual se pudesse construir um Estado que garantisse paz e segurança.´
Reinhart Koselleck, Crítica e Crise, p.26.

³O principal objetivo dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os outros), ao introduzir proibições sobre si mesmos sob as quais vivemos nos Estados, é a vontade de cuidar da sua própria sobrevivência e ter uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela condição miserável de guerra que é a conseqüência inevitável das paixões naturais dos homens, quando não há um poder capaz de os manter em respeito, forçando-os por meio do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis de natureza (...)´
Thomas Hobbes

Segundo o historiador alemão Reinhart Koselleck, o pensador do século XVII Thomas Hobbes desenvolveu suas idéias sobre a importância do Estado sob o forte impacto das guerras religiosas. Identifique no texto de Hobbes como esse impacto das guerras influenciou suas idéias.

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