EXMO. SR. DR.

DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ

HABEAS CORPUS COM PEDIDO DE MEDIDA LIMINAR Processo originário n° 512008-24.2011.8.06.0001/0

MAX DELANO DAMASCENO DE SOUZA, advogado, inscrito na OAB/CE sob o nº 21772, com escritório profissional à Rua Dom Expedito Lopes, 2506, bairro Dionisio Torres, nesta Capital, vem, respeitosamente, perante V. Exa., com fulcro nos arts. 5º, LXVIII e 647 do CPP, impetrar a presente ordem de HABEAS CORPUS COM PEDIDO LIMINAR Em favor de CICERO BATISTA ALMEIDA DE OLIVEIRA, brasileiro, solteiro, mecânico, portador do RG nº 200220120080017, 2ª via SSP-CE, e inscrito no CPF nº 040.402.783-05, residente e domiciliado na Rua Santa Filomena,00775, bairro Henrique Jorge, nesta Capital, contra ato de constrangimento ilegal praticado pelo MM. Juiz de Direito da 14ª Vara Criminal da Comarca, nos autos do processo nº 512008-24.2011.8.06.0001/0, pelos seguintes fatos e fundamentos: I- DOS FATOS

pois o Paciente encontra-se preso à sua disposição. 282 do CPP. converteu a prisão em flagrante em preventiva tornado-se autoridade coatora. possuir bons antecedentes ter emprego e residência fixa. Ademais. Não pode o réu ser punido antes mesmo do seu julgamento com trânsito em julgado. ou mesmo para a investigação ou instrução criminal. sob a suspeita da prática do crime previsto no art. Apesar de o paciente ser primário. julgado e condenado. para tal. Desde então. permaneceu encarcerado à disposição do Estado. O simples fato de haver indícios da autoria não explica a manutenção ou decretação da prisão preventiva. onde o MM.§ 2º. Acusado de ter subtraído da vítima uma mochila e sua carteira. pois. de acordo com o §5º do art.AUSÊNCIA DE REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA . 282 do CPP. Juiz da 14ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza. DO CONSTRANGIMENTO ILEGAL . Juiz de Direito referida vara. a novel legislação permite a revogação da medida cautelar decretada ou mesmo sua substituição quando se verificar a falta de motivos para que subsista. tendo em vista que não há nos autos nenhuma prova de que o acusado venha a causar intempéries à marcha processual. O perfuntório exame dos autos não assinala a necessidade da imposição da prisão preventiva para a aplicação da lei penal. Conforme esclarece a documentação que se segue em anexo. sendo que ainda não fora designado a data para sua audiência.DO DIREITO II-1. conforme preconiza o art. 157. Os autos do fragrante foram então remetidos a 14ª Vara Criminal de Fortaleza. II. já que. o réu deve ser devidamente processado. o paciente fora preso em flagrante delito na data de 12 de outubro de 2011. assim sendo se esta violando o princípio de estado de inocência do indiciado. o MM. II do CPB. o mantém preso.O Paciente foi preso em flagrante delito.

não podemos esquecer o previsto no artigo 5º. da instrução criminal ou da aplicação da lei penal. Trata-se de prisão cautelar e provisória. Como se sabe o que caracteriza a prisão preventiva é a existência de requisitos previstos em lei. Ou seja. em caso de condenação. LVII que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória (princípio da não culpabilidade). a ordem pública e. a necessidade de retirada o agente do convívio social para garantia da ordem pública. a aplicação da lei penal.A prisão preventiva é medida excepcional. Sem a presença de tais requisitos. por ser vedada a execução antecipada da pena. da ordem econômica. Tem. finalidade preventiva e só se justifica quando decretada no poder de cautela do juiz e for necessária para uma eficiente prestação jurisdicional. portanto. mas tão somente a existência dos requisitos mencionados. com a finalidade de garantir a elucidação dos fatos. medida tomada no curso do inquérito policial ou do processo penal. visto que aqui não se discute culpa ou dolo pelo ilícito que deu origem ao processo. Antes de adentrarmos no conteúdo disposto no artigo 282 da nova Lei processual. 312 do CPP. não há que se falar em decretação requisição ou manutenção da prisão preventiva. revela que a prisão do Paciente reveste das mais manifestas injustiça e ilegalidade. devendo ser revogada se desaparecem os motivos que lhe deram suporte. 312 do CPP. Em razão dos requisitos e pressupostos do art. . mais precisamente no art. no caso dos autos o paciente e mantido preso mesmo sem os requisitos que autorização a prisão preventiva. que autorizam a prisão preventiva.O simples compulsar dos autos do processo somados as suas condições pessoais. devidamente fundamentada pela autoridade judiciária. 312 do Código de Processo penal. cabível somente se preenchidos os pressupostos e requisitos do art. que autorizam a execução de uma medida cautelar excepcional.

PRISÃO EM FLAGRANTE. tampouco menção à “crescente criminalidade” são argumentos bastantes para justificar a medida excepcional que é a prisão cautelar. AUSÊNCIA DE MOTIVOS ENSEJADORES DO CÁRCERE CAUTELAR. EXCESSO DE PRAZO. Dito e repetido por nossos tribunais que a mera menção à “gravidade genérica do crime em abstrato”. SENDO O MESMO PRIMÁRIO. COMPROMETER A INSTRUÇÃO CRIMINAL (ART. precedentes: HABEAS CORPUS . 312 DO CPP . dependendo a inidoneidade de prova. (72071120058070000 DF 000720711. DEFERE-SE O PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA.LIBERDADE PROVISÓRIA . ESTRIBANDO SUA NECESSIDADE NOS PRESSUPOSTOS MOTIVADORES DA PRISÃO PREVENTIVA (ART. dentre inúmeros. AINDA. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. A liberdade provisória é a regra. Outrossim.0000. ROUBO MAJORADO. DEFERIMENTO IN LIMINE. 312 DO CPP). Data de Julgamento: 08/09/2005.ORDEM CONCEDIDA. 147 Seção: 3. LIBERDADE PROVISÓRIA DENEGADA.REQUISITOS AUSÊNCIA . TODA E QUALQUER RESTRIÇÃO À LIBERDADE DO ACUSADO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA DEVE TER CARÁTER EXCEPCIONAL.2005. NÃO HAVENDO NOS AUTOS ELEMENTOS PELOS QUAIS SE POSSA AFIRMAR QUE A COLOCAÇÃO DO PACIENTE EM LIBERDADE IRÁ POR EM RISCO A ORDEM PÚBLICA OU A APLICAÇÃO DA LEI PENAL OU. se manifestou: EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL.Demonstra-se.ROUBO . anotando-se que a idoneidade da pessoa se presume. 1ª Turma Criminal. Relator: SÉRGIO BITTENCOURT. 312 DO CPP). Data de Publicação: 14/10/2005. DJU Pág. sendo que o presente processo é o único a que responde.) Já este Douto Tribunal de Justiça assim. Seguem alguns. HABEAS CORPUS. pelos documentos em anexo que ser o paciente primário possui bons antecedentes tem emprego e residência fixa. . não se produziu qualquer prova no sentido de não possuir ocupação lícita e residência fixa.ART.807. sendo a prisão exceção. DE BONS ANTECEDENTES E RESIDENTE NO DISTRITO DA CULPA.

a caracterizar o excesso prazal ventilado. Relator(a): FRANCISCO PEDROSA TEIXEIRA. com a seguinte redação: "a todos. 3. O paciente. a instrução criminal sequer foi iniciada. HABEAS CORPUS. acusado de crime grave. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação". 2. Ordem conhecida e concedida. Ademais. 1. da nossa Carta Republicana que norteia a razoabilidade do processo. Na ausência do descumprimento da autoridade da Constituição Federal. O Estado-Juiz esteve ausente na efetividade processual quando descumpriu a norma do inciso LXXVIII. 2. PRISÃO EM FRAGRANTE. enquanto padece infligido na prisão. Referido argumento não afasta o direito de ter a resolução do seu processo em tempo razoável. Apesar de encarcerado à disposição da Justiça desde o dia 03 de julho de 2009. que o ergástulo seria ilegal por excesso de prazo na formação da culpa. quando se trata de réu preso. HABEAS CORPUS 292953120098060001. As condições favoráveis à soltura foram satisfatoriamente demonstradas. DATA DO REGISTRO 24/08/2011. confirmando a liminar previamente deferida. em tese. Alega-se que o indigitado teve seu pedido de liberdade provisória denegado ex vi decisão carente de fundamentação idônea. EXCESSO DE PRAZO. do Art. Liminar deferida. 3. 4.ORDEM CONHECIDA E CONCEDIDA. não foi até agora posto em liberdade. no âmbito judicial e administrativo. reprimindo a prática excessiva dos . a Suprema Corte do nosso país tem tratado com rigor a inadimplência desse cânon constitucional. CONFIRMANDO A LIMINAR DEFERIDA. 5º. O laconismo quando da denegação da liberdade provisória ao paciente evidencia a ausência de fundamentação suscitada. constitucionalmente assegurado. Também que estariam ausentes quaisquer motivos autorizadores da prisão provisória. 1. há mais de 06 (seis) meses. Impetração em favor de paciente preso em flagrante pela prática. em face da garantia da ordem pública. Até o momento não se tem notícia de que findou a instrução processual. ORGÃO JULGADOR: 1ª CAMARA CRIMINAL. de roubo majorado. sobretudo a celeridade processual. ASSALTO MAJORADO. EMENTA: CONSTITUCIONAL. 4. COMARCA: Fortaleza. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO.

Decisão unânime. Min. II. Precedentes.0010. Celso de Mello 2ª Turma . III. Na hipótese presente. IV. XXXV da Constituição da República. e sequer tem data marcada para o início da instrução criminal. Raimundo Eymard Ribeiro de Amoreira. PENAL . A audiência designada para o dia 22 de abril de 2009. (HC nº 3307224. tem o direito público subjetivo de ser julgado. D´outra parte. 2ª Câmara Criminal.09.06. julgado em 08/02/2010. o paciente está sujeitado a uma medida cautelar de privação de sua liberdade.PROCESSUAL PENAL . em cujo termo ficou determinada a notificação dos acusados para apresentação da defesa preliminar. independentemente do fato. TJCE. TJCE. ORDEM CONCEDIDA E COM ESPEQUE NO ART.HABEAS CORPUS . pelo Poder Público dentro de um prazo razoável. o implícito princípio da inafastabilidade de jurisdição ou da proteção judiciária.11. publicado em 02/03/2010). CONSTITUCIONAL . Ordem concedida.DJ 20.FURTO EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. 580 DO CPP ESTENDIDA AO CORRÉU DO HC 2009. I. demonstração inequívoca da ausência da efetividade processual de que está afeto o Estado-Juiz.8.HABEAS CORPUS - . mesmo em se tratando de crime grave. Notadamente para aqueles que se amontoam nas prisões insalubres do sistema carcerário nacional. Relator Des.PENAL PROCESSUAL – PRISÃO EM FLAGRANTE .5744-2/0. sem que para tanto tenha dado causa. Como se antevê. VI. não se realizou em face da ausência do Promotor de Justiça. Raimundo Eymard Ribeiro de Amoreira. A denúncia foi apresentada e recebida no dia 17 de março deste ano.0000/0. (HC nº 871917. Ordem concedida. 5.06. portanto. Excesso configurado. que nos dá a segurança de que o Estado não se furtará da responsabilidade de tutelar o direito de seus jurisdicionados. o paciente se encontra amargando prisão há mais de 05 (cinco) meses.0000/0.2009. publicado em 14/08/2009).8. 5º. 2ª Câmara Criminal. V. vê-se no art. Omissis. dentre outros o HC nº 98878/MS Rel. julgado em 20/07/2009.procedimentos criminais. Relator Des. sob pena de caracterizar-se situação de injusto constrangimento ao seu ``status libertatis". MAIS DE 05 MESES SEQUER NOTIFICADO PARA APRESENTAR DEFESA PRELIMINAR.2009.

de modo a que o Paciente possa responder ao processo em liberdade. portanto.AUDIÊNCIA DESIGNADA PARA O DIA 6 DE ABRIL DE 2009 DEMORA QUE FERE OS PRINCÍPIOS DA DURAÇÃO RAZOÁVEL DO PROCESSO E DA BREVIDADE CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO ORDEM CONCEDIDA. Não há no processo originário qualquer elemento que justifique o fato de o paciente encontrar-se recolhido pelo período de 3 (três) meses. (HC nº 31430-50.PACIENTE PRESO HÁ MAIS DE DEZ (10) MESES SEM QUE A INSTRUÇÃO CRIMINAL DE SEU PROCESSO TENHA SIDO ENCERRADA . manifesto. sendo medida de rigor a concessão da ordem de Habeas Corpus.CRIME DE ROUBO QUALIFICADO . o fator causador do constrangimento ilegal é o excesso de prazo da prisão. DO EXCESSO DE PRAZO Seguindo adiante. Não se vê nos autos qualquer elemento que indique que a sua soltura porá em risco a ordem pública. O constrangimento ilegal é. Relatora Desa. repita-se.EXCESSO DE PRAZO . nesse particular. verifica-se a total inexistência de motivo idôneo para manter o Paciente preso.0000/0. Hugette Braquehais. 2º Câmara Criminal. Ou seja. a conveniência da instrução criminal (mesmo porque o Paciente confessou) ou a eventual aplicação da lei penal. TJCE. não tendo sido iniciado sequer a oitiva das testemunhas de defesa e sem previsão para o encerramento da instrução processual. a eventual aplicação da lei penal será medida menos grave do que a prisão preventiva. publicado em 15/04/2009). Desta forma não há qualquer fato autorizador da dilação do prazo que justifique tal relapso no tocante à prisão do paciente.8. O processo originário não contém uma quantidade excessiva de réus e não houve dilação do prazo para encerramento do inquérito. II-2 . E. gerando o . julgado em 20/03/2009. por qualquer ângulo que se observe o presente caso.06.2008.

Ordem concedida para determinar a imediata soltura do paciente. considerando circunstâncias excepcionais que venham a retardar a instrução criminal e não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. 3) Ordem concedia.409/02. Configura excesso de prazo a permanência do denunciado preso em flagrante há mais de 2 anos. 30/04/2004) PENAL E PROCESSO PENAL. sem que haja motivo justificado para tão dilargado excesso da instrução criminal. . I) Processo parado.0000/0 – 1ª Câmara Criminal – Relª. ORDEM CONCEDIDA.0000/0 – 1ª Câmara Criminal – Rel. deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade. 2) Configura-se coação ilegal por excesso de prazo. HABEAS CORPUS. (TJ/CE – HC 10936.constrangimento ilegal de um custodiado estar aguardando pelo período de 3 (tres) meses sem que suas testemunhas de defesa tenham sido ouvidas. 1. perfazendo o paciente mais de 100(cem) dias preso. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO.06. Mariza Magalhães Pinheiro – DOE. 26/07/2004) SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROCESSUAL PENAL.TRÁFICO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE. . senão vejamos TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO.06. quando declarada a nulidade do processo desde a audiência de instrução e julgamento. 3. . Des. .RECONHECIMENTO DE EXCESSO DE PRAZO INJUSTIFICADO NA INSTRUÇÃO PROCESSUAL.PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO.EXTENSÃO DA ORDEM A CO-RÉU. O excesso de prazo para o encerramento do processo. PRISÃO EM FLAGRANTE.LEI Nº 10. se o processo alastra-se por mais tempo que determina a lei. . Desª. A jurisprudência dos Tribunais Superiores. . HABEAS CORPUS .8. CRIMES DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO. 2. segundo pacífico magistério jurisprudencial.2003. Luiz Gerardo de Pontes Brígido – DOE.8. EXCESSO DE PRAZO.UNANIMIDADE. (TJ/CE – HC 51054-61. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO. é unânime sobre o tema. inclusive a deste Corte. se por .2004. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DE CULPA.

(STJ – HC 91717 PR 2007/0233348-2 – 5ª T. 5. EXCESSIVA DEMORA NÃO ATRIBUÍVEL À DEFESA. motivadamente. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. Min. não é razoável a manutenção da custódia cautelar por quase 4 anos. O excesso de prazo para o término da instrução criminal deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade. se por outro motivo não estiverem presos. EXIGÊNCIA NÃO-ESTABELECIDA NA LEI 9. Ordem concedida para determinar a imediata soltura dos pacientes. cabendo à defesa o ônus da realização de exame pericial.Rel. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. Arnaldo Esteves Lima – DJ. é razoável que o prazo para o término da instrução criminal seja prolongado.296/96 não faz exigência de que a escuta seja submetida à perícia para identificação de vozes.296/96. PERITO OFICIAL. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. em suas jurisprudências e súmula: PENAL. sem prejuízo. Arnaldo Esteves Lima – DJ. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO. EXAME PERICIAL. em virtude do excesso de prazo não-razoável da custódia provisória. 2. 1. 17/08/2009) HABEAS CORPUS. RAZOABILIDADE NA AFERIÇÃO.outro motivo não estiver preso. 4. . não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. PLURALIDADE DE RÉUS E COMPLEXIDADE DO FEITO. Havendo pluralidade de réus. considerando as circunstâncias excepcionais que venham a retardar a instrução criminal. TRÁFICO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE E ASSOCIAÇÃO AO TRÁFICO. complexidade da causa. PRISÃO PREVENTIVA. nem que seja feita por peritos oficiais. se por ela requerido.Rel. o entendimento do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 02/03/2009) Sendo este. DEGRAVAÇÃO. ORDEM CONCEDIDA. . Min. HABEAS CORPUS. obviamente. Entretanto. AUSÊNCIA DE . PROCESSUAL PENAL. PROCESSUAL PENAL. DESNECESSIDADE. (STJ – HC 129822 PR 2009/0034446-0 – 5ª T. A Lei 9. se for o caso. 3. em virtude do excesso de prazo não-razoável e injustificável da custódia provisória. também. necessidade do cumprimento de precatórias ou qualquer outro motivo que justifique uma demanda maior de tempo. de ser decretada a sua prisão preventiva. sem que a defesa tenha dado causa a essa excessiva demora. por ultrapassar em muito o prazo total relativo à formação da culpa.

Ordem concedida..Fundamentos do decreto prisional que devem fazer referência ao caso concreto.. Ricardo Lewandowski – DJ. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. à segurança e à propriedade. igualmente. (grifo nosso) (. III . e não à simples gravidade genérica do delito. à igualdade. (STF – HC 93361 BA – 1ª T. nos termos seguintes: (. sem distinção de qualquer natureza. à liberdade. (grifo nosso) Pelo exposto. haja vista o constrangimento ilegal a que este está sendo submetido em razão do excesso de prazo para o encerramento da instrução . Precedentes.Relaxamento da Prisão por Excesso de Prazo A proibição de liberdade provisória nos processos por crimes hediondos não veda o relaxamento da prisão processual por excesso de prazo.FUNDAMENTAÇÃO. Rel. ORDEM CONCEDIDA. o que estabelece a Constituição Federal de 1988 para salvaguardar a dignidade e os direitos básicos dos réus de processo criminais. e 315 do CPP.Paciente preso há um ano e nove meses sem que haja sido sequer designada audiência para ouvida de testemunhas de acusação. 16/05/2008) STF Súmula nº 697 . ORDEM DE PRISÃO QUE NÃO SE FUNDA EM DADOS CONCRETOS. Min. in verbis: Art. SÚMULA 697 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL..Liberdade Provisória nos Crimes Hediondos .) LVII .. II . Art.Mera vedação legal de liberdade provisória não impede o reconhecimento do excesso de prazo.ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. IX. Súmula 697. deve esta Colenda Corte dignar-se em conceder a ORDEM DE HABEAS CORPUS para que o Paciente seja posto em liberdade. Cumpre destacar. 5º Todos são iguais perante a lei. I . da CF.) LIV . 93. configura excesso de prazo. IV .ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.

Vale ressaltar o entendimento jurisprudencial nacional que em sua esmagadora maioria entende ser possível a concessão de medida liminar em sede de habeas corpus. o perigo na demora da prestação jurisdicional é cabalmente comprovado pelo fato de que o Paciente já se encontra sob constrangimento ilegal que só aumenta à medida que a prisão provisória se estende. senão vejamos.08. 149) PROCESSUAL PENAL – HABEAS CORPUS – MENOR INFRATOR – INTERNAÇÃO – CUMPRIMENTO – CONSTRANGIMENTO ILEGAL – LIMINAR – Na excepcional hipótese em que se apresenta demonstrado o constrangimento ilegal pelo excesso de tempo de internação de menor infrator. A verossimilhança dos fatos alegados pode ser constada pela documentação em anexo. Os requisitos básicos para a concessão da antecipação de tutela. ação constitucionalizada. evidenciado o constrangimento ilegal. violência ou coação ao exercício do direito de locomoção. Admissível a concessão da liminar. – Rel. impõe-se o deferimento de . estão presentes no caso em tela. (STJ – HC 8580 – GO – 6ª T.. cite-se: HC – CONSTITUCIONAL – HABEAS CORPUS – LIMINAR – O habeas corpus. Min.Da Medida Liminar – Antecipação de Tutela Necessário se faz a concessão imediata da medida liminar visando salvaguardar os direitos fundamentais do Paciente. O periculum in mora.processual que já dura 3 (tres) meses e não há previsão para seu encerramento. ou impedir que aconteça. III. Luiz Vicente Cernicchiaro – DJU 23. é próprio para fazer cessar. vez que o mesmo já sofre indevida coação ilegal em razão do alargamento da prisão provisória por mera desídia. por ilegalidade ou abuso de poder (art. LXVIII). cujo teor explana de forma clarividente a real situação do Paciente em razão do prolongamento infundado de sua prisão. 273 do Código de Processo Civil. ou seja. previstos no art.1999 – p. 5º.

CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. (TJ/PA – HC 20030120404 PA – Relª. CRIME DE DESOBEDIÊNCIA. 199901096952 – HC 11377 – SP – 6ª T. Desª.04. Vânia Lúcia Silveira – DOE. a ORDEM DE HABEAS CORPUS ao final de seu processamento normal. 30/03/2009) Diante disso. Vicente Leal – DJU 03. b) conceder a Medida Liminar pleiteada. III – DO REQUERIMENTNO Ex positis. c) conceder. vez que estão presentes todos os seus requisitos existenciais. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM OBRIGAÇÃO DE FAZER E MULTA DIÁRIA COMINADA NA HIPÓTESE DE NÃO ATENDIMENTO. Juízo se digne em: a) receber o presente HABEAS CORPUS. caso não defira a medida liminar.2000 – p. UNANIMIDADE. – Habeas corpus concedido. 00170) HABEAS CORPUS. em virtude do excesso de prazo da prisão do paciente. requer-se que este MM. ora Paciente.liminar para afastar o periculum in mora. – Rel. para que seja expedida a ORDEM DE HABEAS CORPUS afim de restabelecer a liberdade do Paciente. . (STJ – Ac. AMEAÇA DE DECRETAÇÃO DE PRISÃO POR DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL. DELITO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO. requer-se que este Egrégio Tribunal conceda a liminar visando a cessação do constrangimento ilegal ao qual está sendo submetido o réu. ORDEM CONCEDIDA. Nestes termos em que pede e espera deferimento. Min.

.Fortaleza. 27 de Dezembro de 2011.

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