EXMO. SR. DR.

DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ

HABEAS CORPUS COM PEDIDO DE MEDIDA LIMINAR Processo originário n° 512008-24.2011.8.06.0001/0

MAX DELANO DAMASCENO DE SOUZA, advogado, inscrito na OAB/CE sob o nº 21772, com escritório profissional à Rua Dom Expedito Lopes, 2506, bairro Dionisio Torres, nesta Capital, vem, respeitosamente, perante V. Exa., com fulcro nos arts. 5º, LXVIII e 647 do CPP, impetrar a presente ordem de HABEAS CORPUS COM PEDIDO LIMINAR Em favor de CICERO BATISTA ALMEIDA DE OLIVEIRA, brasileiro, solteiro, mecânico, portador do RG nº 200220120080017, 2ª via SSP-CE, e inscrito no CPF nº 040.402.783-05, residente e domiciliado na Rua Santa Filomena,00775, bairro Henrique Jorge, nesta Capital, contra ato de constrangimento ilegal praticado pelo MM. Juiz de Direito da 14ª Vara Criminal da Comarca, nos autos do processo nº 512008-24.2011.8.06.0001/0, pelos seguintes fatos e fundamentos: I- DOS FATOS

possuir bons antecedentes ter emprego e residência fixa. Os autos do fragrante foram então remetidos a 14ª Vara Criminal de Fortaleza. II. O simples fato de haver indícios da autoria não explica a manutenção ou decretação da prisão preventiva. conforme preconiza o art. converteu a prisão em flagrante em preventiva tornado-se autoridade coatora.AUSÊNCIA DE REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA . ou mesmo para a investigação ou instrução criminal. 157. Ademais. para tal. Apesar de o paciente ser primário. sob a suspeita da prática do crime previsto no art.§ 2º. 282 do CPP. pois. onde o MM. o réu deve ser devidamente processado. a novel legislação permite a revogação da medida cautelar decretada ou mesmo sua substituição quando se verificar a falta de motivos para que subsista. Acusado de ter subtraído da vítima uma mochila e sua carteira. II do CPB. o MM. de acordo com o §5º do art. o paciente fora preso em flagrante delito na data de 12 de outubro de 2011. tendo em vista que não há nos autos nenhuma prova de que o acusado venha a causar intempéries à marcha processual.DO DIREITO II-1. julgado e condenado. assim sendo se esta violando o princípio de estado de inocência do indiciado. sendo que ainda não fora designado a data para sua audiência. Desde então. o mantém preso. DO CONSTRANGIMENTO ILEGAL . Juiz de Direito referida vara. pois o Paciente encontra-se preso à sua disposição. O perfuntório exame dos autos não assinala a necessidade da imposição da prisão preventiva para a aplicação da lei penal.O Paciente foi preso em flagrante delito. Juiz da 14ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza. Não pode o réu ser punido antes mesmo do seu julgamento com trânsito em julgado. já que. 282 do CPP. permaneceu encarcerado à disposição do Estado. Conforme esclarece a documentação que se segue em anexo.

não podemos esquecer o previsto no artigo 5º. LVII que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória (princípio da não culpabilidade). devidamente fundamentada pela autoridade judiciária. . da ordem econômica. cabível somente se preenchidos os pressupostos e requisitos do art. a aplicação da lei penal. visto que aqui não se discute culpa ou dolo pelo ilícito que deu origem ao processo. não há que se falar em decretação requisição ou manutenção da prisão preventiva. que autorizam a execução de uma medida cautelar excepcional. que autorizam a prisão preventiva. da instrução criminal ou da aplicação da lei penal.A prisão preventiva é medida excepcional. finalidade preventiva e só se justifica quando decretada no poder de cautela do juiz e for necessária para uma eficiente prestação jurisdicional. mais precisamente no art. em caso de condenação. Como se sabe o que caracteriza a prisão preventiva é a existência de requisitos previstos em lei. 312 do CPP. a ordem pública e. Antes de adentrarmos no conteúdo disposto no artigo 282 da nova Lei processual. devendo ser revogada se desaparecem os motivos que lhe deram suporte. 312 do Código de Processo penal. 312 do CPP. mas tão somente a existência dos requisitos mencionados. Ou seja. Sem a presença de tais requisitos. por ser vedada a execução antecipada da pena. portanto. Em razão dos requisitos e pressupostos do art. com a finalidade de garantir a elucidação dos fatos. a necessidade de retirada o agente do convívio social para garantia da ordem pública. Trata-se de prisão cautelar e provisória. Tem. medida tomada no curso do inquérito policial ou do processo penal.O simples compulsar dos autos do processo somados as suas condições pessoais. revela que a prisão do Paciente reveste das mais manifestas injustiça e ilegalidade. no caso dos autos o paciente e mantido preso mesmo sem os requisitos que autorização a prisão preventiva.

AUSÊNCIA DE MOTIVOS ENSEJADORES DO CÁRCERE CAUTELAR. DE BONS ANTECEDENTES E RESIDENTE NO DISTRITO DA CULPA. se manifestou: EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. Data de Publicação: 14/10/2005. NÃO HAVENDO NOS AUTOS ELEMENTOS PELOS QUAIS SE POSSA AFIRMAR QUE A COLOCAÇÃO DO PACIENTE EM LIBERDADE IRÁ POR EM RISCO A ORDEM PÚBLICA OU A APLICAÇÃO DA LEI PENAL OU. dentre inúmeros. 312 DO CPP .807. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. Dito e repetido por nossos tribunais que a mera menção à “gravidade genérica do crime em abstrato”. tampouco menção à “crescente criminalidade” são argumentos bastantes para justificar a medida excepcional que é a prisão cautelar. ESTRIBANDO SUA NECESSIDADE NOS PRESSUPOSTOS MOTIVADORES DA PRISÃO PREVENTIVA (ART. PRISÃO EM FLAGRANTE. ROUBO MAJORADO. DEFERE-SE O PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. A liberdade provisória é a regra. (72071120058070000 DF 000720711. TODA E QUALQUER RESTRIÇÃO À LIBERDADE DO ACUSADO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA DEVE TER CARÁTER EXCEPCIONAL. . AINDA.) Já este Douto Tribunal de Justiça assim. Relator: SÉRGIO BITTENCOURT. sendo que o presente processo é o único a que responde.ROUBO . DEFERIMENTO IN LIMINE.LIBERDADE PROVISÓRIA .ORDEM CONCEDIDA. 1ª Turma Criminal. 312 DO CPP).Demonstra-se. precedentes: HABEAS CORPUS . anotando-se que a idoneidade da pessoa se presume. LIBERDADE PROVISÓRIA DENEGADA. DJU Pág. Data de Julgamento: 08/09/2005.2005. não se produziu qualquer prova no sentido de não possuir ocupação lícita e residência fixa. Outrossim. dependendo a inidoneidade de prova. HABEAS CORPUS.ART. COMPROMETER A INSTRUÇÃO CRIMINAL (ART. Seguem alguns. 147 Seção: 3. sendo a prisão exceção.0000. SENDO O MESMO PRIMÁRIO. EXCESSO DE PRAZO. pelos documentos em anexo que ser o paciente primário possui bons antecedentes tem emprego e residência fixa.REQUISITOS AUSÊNCIA . 312 DO CPP).

CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO. em tese. com a seguinte redação: "a todos. 4. Relator(a): FRANCISCO PEDROSA TEIXEIRA. PRISÃO EM FRAGRANTE. ASSALTO MAJORADO. a Suprema Corte do nosso país tem tratado com rigor a inadimplência desse cânon constitucional. 3. EMENTA: CONSTITUCIONAL. não foi até agora posto em liberdade. há mais de 06 (seis) meses. COMARCA: Fortaleza. O laconismo quando da denegação da liberdade provisória ao paciente evidencia a ausência de fundamentação suscitada. 2. Impetração em favor de paciente preso em flagrante pela prática. enquanto padece infligido na prisão. sobretudo a celeridade processual. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação". 3. de roubo majorado. Ordem conhecida e concedida. Até o momento não se tem notícia de que findou a instrução processual. DATA DO REGISTRO 24/08/2011. no âmbito judicial e administrativo. 2. Apesar de encarcerado à disposição da Justiça desde o dia 03 de julho de 2009. HABEAS CORPUS 292953120098060001. 4. As condições favoráveis à soltura foram satisfatoriamente demonstradas. Referido argumento não afasta o direito de ter a resolução do seu processo em tempo razoável. Também que estariam ausentes quaisquer motivos autorizadores da prisão provisória. a caracterizar o excesso prazal ventilado.ORDEM CONHECIDA E CONCEDIDA. CONFIRMANDO A LIMINAR DEFERIDA. Alega-se que o indigitado teve seu pedido de liberdade provisória denegado ex vi decisão carente de fundamentação idônea. 1. acusado de crime grave. HABEAS CORPUS. reprimindo a prática excessiva dos . confirmando a liminar previamente deferida. a instrução criminal sequer foi iniciada. 1. Liminar deferida. Na ausência do descumprimento da autoridade da Constituição Federal. quando se trata de réu preso. 5º. do Art. ORGÃO JULGADOR: 1ª CAMARA CRIMINAL. EXCESSO DE PRAZO. O paciente. que o ergástulo seria ilegal por excesso de prazo na formação da culpa. da nossa Carta Republicana que norteia a razoabilidade do processo. constitucionalmente assegurado. Ademais. O Estado-Juiz esteve ausente na efetividade processual quando descumpriu a norma do inciso LXXVIII. em face da garantia da ordem pública.

5º.0000/0. 2ª Câmara Criminal. julgado em 08/02/2010. Celso de Mello 2ª Turma . 5. sob pena de caracterizar-se situação de injusto constrangimento ao seu ``status libertatis".06. D´outra parte. TJCE. Na hipótese presente. não se realizou em face da ausência do Promotor de Justiça. IV. (HC nº 3307224. e sequer tem data marcada para o início da instrução criminal. II. Precedentes. mesmo em se tratando de crime grave.11. (HC nº 871917.PROCESSUAL PENAL . em cujo termo ficou determinada a notificação dos acusados para apresentação da defesa preliminar. A denúncia foi apresentada e recebida no dia 17 de março deste ano. o paciente está sujeitado a uma medida cautelar de privação de sua liberdade. Decisão unânime.2009. PENAL . independentemente do fato.5744-2/0. V. ORDEM CONCEDIDA E COM ESPEQUE NO ART.DJ 20.PENAL PROCESSUAL – PRISÃO EM FLAGRANTE . vê-se no art. MAIS DE 05 MESES SEQUER NOTIFICADO PARA APRESENTAR DEFESA PRELIMINAR. publicado em 02/03/2010). Min. tem o direito público subjetivo de ser julgado. demonstração inequívoca da ausência da efetividade processual de que está afeto o Estado-Juiz. Como se antevê. dentre outros o HC nº 98878/MS Rel. Raimundo Eymard Ribeiro de Amoreira. Ordem concedida.8.0000/0. o paciente se encontra amargando prisão há mais de 05 (cinco) meses. Ordem concedida. VI. I. que nos dá a segurança de que o Estado não se furtará da responsabilidade de tutelar o direito de seus jurisdicionados. portanto. XXXV da Constituição da República. Notadamente para aqueles que se amontoam nas prisões insalubres do sistema carcerário nacional.8. 2ª Câmara Criminal. III.2009. A audiência designada para o dia 22 de abril de 2009.HABEAS CORPUS . publicado em 14/08/2009). Raimundo Eymard Ribeiro de Amoreira. Omissis.06.FURTO EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA.0010. Relator Des.procedimentos criminais.09. Relator Des. CONSTITUCIONAL . TJCE. o implícito princípio da inafastabilidade de jurisdição ou da proteção judiciária. Excesso configurado. 580 DO CPP ESTENDIDA AO CORRÉU DO HC 2009.HABEAS CORPUS - . sem que para tanto tenha dado causa. pelo Poder Público dentro de um prazo razoável. julgado em 20/07/2009.

a conveniência da instrução criminal (mesmo porque o Paciente confessou) ou a eventual aplicação da lei penal. não tendo sido iniciado sequer a oitiva das testemunhas de defesa e sem previsão para o encerramento da instrução processual. de modo a que o Paciente possa responder ao processo em liberdade.CRIME DE ROUBO QUALIFICADO . Desta forma não há qualquer fato autorizador da dilação do prazo que justifique tal relapso no tocante à prisão do paciente.PACIENTE PRESO HÁ MAIS DE DEZ (10) MESES SEM QUE A INSTRUÇÃO CRIMINAL DE SEU PROCESSO TENHA SIDO ENCERRADA . DO EXCESSO DE PRAZO Seguindo adiante. E. O processo originário não contém uma quantidade excessiva de réus e não houve dilação do prazo para encerramento do inquérito. a eventual aplicação da lei penal será medida menos grave do que a prisão preventiva. II-2 . O constrangimento ilegal é. o fator causador do constrangimento ilegal é o excesso de prazo da prisão. gerando o . Não se vê nos autos qualquer elemento que indique que a sua soltura porá em risco a ordem pública. portanto.8. verifica-se a total inexistência de motivo idôneo para manter o Paciente preso.0000/0.2008. (HC nº 31430-50. Relatora Desa.06. Não há no processo originário qualquer elemento que justifique o fato de o paciente encontrar-se recolhido pelo período de 3 (três) meses. por qualquer ângulo que se observe o presente caso.AUDIÊNCIA DESIGNADA PARA O DIA 6 DE ABRIL DE 2009 DEMORA QUE FERE OS PRINCÍPIOS DA DURAÇÃO RAZOÁVEL DO PROCESSO E DA BREVIDADE CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO ORDEM CONCEDIDA. julgado em 20/03/2009. nesse particular. Hugette Braquehais. publicado em 15/04/2009). manifesto. Ou seja. sendo medida de rigor a concessão da ordem de Habeas Corpus.EXCESSO DE PRAZO . TJCE. repita-se. 2º Câmara Criminal.

PRISÃO EM FLAGRANTE.EXTENSÃO DA ORDEM A CO-RÉU.0000/0 – 1ª Câmara Criminal – Relª. HABEAS CORPUS . Desª. 1. Luiz Gerardo de Pontes Brígido – DOE. .constrangimento ilegal de um custodiado estar aguardando pelo período de 3 (tres) meses sem que suas testemunhas de defesa tenham sido ouvidas. . . . 3) Ordem concedia. (TJ/CE – HC 51054-61. I) Processo parado.06. Mariza Magalhães Pinheiro – DOE. se por .LEI Nº 10.409/02. considerando circunstâncias excepcionais que venham a retardar a instrução criminal e não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. CRIMES DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO. senão vejamos TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ PROCESSUAL PENAL.8. Des. (TJ/CE – HC 10936. O excesso de prazo para o encerramento do processo.2004. 2. inclusive a deste Corte. 3. perfazendo o paciente mais de 100(cem) dias preso. 2) Configura-se coação ilegal por excesso de prazo. segundo pacífico magistério jurisprudencial. Ordem concedida para determinar a imediata soltura do paciente.2003.UNANIMIDADE.8. sem que haja motivo justificado para tão dilargado excesso da instrução criminal. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO. ORDEM CONCEDIDA. quando declarada a nulidade do processo desde a audiência de instrução e julgamento. Configura excesso de prazo a permanência do denunciado preso em flagrante há mais de 2 anos. .0000/0 – 1ª Câmara Criminal – Rel. é unânime sobre o tema. 30/04/2004) PENAL E PROCESSO PENAL. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DE CULPA. HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO. se o processo alastra-se por mais tempo que determina a lei.RECONHECIMENTO DE EXCESSO DE PRAZO INJUSTIFICADO NA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. . EXCESSO DE PRAZO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO.06. HABEAS CORPUS.PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO.TRÁFICO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE. 26/07/2004) SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROCESSUAL PENAL. A jurisprudência dos Tribunais Superiores. deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade.

2. HABEAS CORPUS. Entretanto. complexidade da causa. sem que a defesa tenha dado causa a essa excessiva demora.Rel. Arnaldo Esteves Lima – DJ. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA.296/96 não faz exigência de que a escuta seja submetida à perícia para identificação de vozes. Havendo pluralidade de réus. não é razoável a manutenção da custódia cautelar por quase 4 anos. em suas jurisprudências e súmula: PENAL. PERITO OFICIAL.296/96. necessidade do cumprimento de precatórias ou qualquer outro motivo que justifique uma demanda maior de tempo. motivadamente. PLURALIDADE DE RÉUS E COMPLEXIDADE DO FEITO. também. cabendo à defesa o ônus da realização de exame pericial. Min. TRÁFICO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE E ASSOCIAÇÃO AO TRÁFICO.Rel. nem que seja feita por peritos oficiais. 5. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. AUSÊNCIA DE . Min. sem prejuízo.outro motivo não estiver preso. não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. se por outro motivo não estiverem presos. EXIGÊNCIA NÃO-ESTABELECIDA NA LEI 9. DESNECESSIDADE. considerando as circunstâncias excepcionais que venham a retardar a instrução criminal. Ordem concedida para determinar a imediata soltura dos pacientes. em virtude do excesso de prazo não-razoável da custódia provisória. 1. PROCESSUAL PENAL. se por ela requerido. DEGRAVAÇÃO. RAZOABILIDADE NA AFERIÇÃO. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. . 4. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. 3. Arnaldo Esteves Lima – DJ. . se for o caso. (STJ – HC 129822 PR 2009/0034446-0 – 5ª T. ORDEM CONCEDIDA. (STJ – HC 91717 PR 2007/0233348-2 – 5ª T. A Lei 9. de ser decretada a sua prisão preventiva. em virtude do excesso de prazo não-razoável e injustificável da custódia provisória. EXAME PERICIAL. o entendimento do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. por ultrapassar em muito o prazo total relativo à formação da culpa. obviamente. é razoável que o prazo para o término da instrução criminal seja prolongado. EXCESSIVA DEMORA NÃO ATRIBUÍVEL À DEFESA. O excesso de prazo para o término da instrução criminal deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade. 17/08/2009) HABEAS CORPUS. 02/03/2009) Sendo este.

FUNDAMENTAÇÃO. Cumpre destacar.) LIV . igualmente. (grifo nosso) Pelo exposto. sem distinção de qualquer natureza. Rel.Relaxamento da Prisão por Excesso de Prazo A proibição de liberdade provisória nos processos por crimes hediondos não veda o relaxamento da prisão processual por excesso de prazo. Precedentes. II .. Art. SÚMULA 697 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. III . o que estabelece a Constituição Federal de 1988 para salvaguardar a dignidade e os direitos básicos dos réus de processo criminais. nos termos seguintes: (..) LVII . e não à simples gravidade genérica do delito.. à segurança e à propriedade. ORDEM CONCEDIDA. Ricardo Lewandowski – DJ.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. (grifo nosso) (. IX.Mera vedação legal de liberdade provisória não impede o reconhecimento do excesso de prazo. da CF..ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. 16/05/2008) STF Súmula nº 697 .Liberdade Provisória nos Crimes Hediondos . haja vista o constrangimento ilegal a que este está sendo submetido em razão do excesso de prazo para o encerramento da instrução . in verbis: Art. I . à igualdade. 93. ORDEM DE PRISÃO QUE NÃO SE FUNDA EM DADOS CONCRETOS. e 315 do CPP. 5º Todos são iguais perante a lei. (STF – HC 93361 BA – 1ª T. Min. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida.Fundamentos do decreto prisional que devem fazer referência ao caso concreto. configura excesso de prazo.Ordem concedida. IV . deve esta Colenda Corte dignar-se em conceder a ORDEM DE HABEAS CORPUS para que o Paciente seja posto em liberdade.Paciente preso há um ano e nove meses sem que haja sido sequer designada audiência para ouvida de testemunhas de acusação. Súmula 697. à liberdade.

A verossimilhança dos fatos alegados pode ser constada pela documentação em anexo. por ilegalidade ou abuso de poder (art. Min. Admissível a concessão da liminar. senão vejamos.Da Medida Liminar – Antecipação de Tutela Necessário se faz a concessão imediata da medida liminar visando salvaguardar os direitos fundamentais do Paciente. LXVIII). – Rel.. ou impedir que aconteça. o perigo na demora da prestação jurisdicional é cabalmente comprovado pelo fato de que o Paciente já se encontra sob constrangimento ilegal que só aumenta à medida que a prisão provisória se estende. (STJ – HC 8580 – GO – 6ª T. vez que o mesmo já sofre indevida coação ilegal em razão do alargamento da prisão provisória por mera desídia. 273 do Código de Processo Civil. ação constitucionalizada. Os requisitos básicos para a concessão da antecipação de tutela. 5º. ou seja.processual que já dura 3 (tres) meses e não há previsão para seu encerramento.1999 – p. previstos no art. Luiz Vicente Cernicchiaro – DJU 23. impõe-se o deferimento de . III. violência ou coação ao exercício do direito de locomoção. estão presentes no caso em tela. Vale ressaltar o entendimento jurisprudencial nacional que em sua esmagadora maioria entende ser possível a concessão de medida liminar em sede de habeas corpus. 149) PROCESSUAL PENAL – HABEAS CORPUS – MENOR INFRATOR – INTERNAÇÃO – CUMPRIMENTO – CONSTRANGIMENTO ILEGAL – LIMINAR – Na excepcional hipótese em que se apresenta demonstrado o constrangimento ilegal pelo excesso de tempo de internação de menor infrator.08. cujo teor explana de forma clarividente a real situação do Paciente em razão do prolongamento infundado de sua prisão. evidenciado o constrangimento ilegal. cite-se: HC – CONSTITUCIONAL – HABEAS CORPUS – LIMINAR – O habeas corpus. O periculum in mora. é próprio para fazer cessar.

caso não defira a medida liminar. Desª. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM OBRIGAÇÃO DE FAZER E MULTA DIÁRIA COMINADA NA HIPÓTESE DE NÃO ATENDIMENTO. Nestes termos em que pede e espera deferimento. 30/03/2009) Diante disso. ORDEM CONCEDIDA. 199901096952 – HC 11377 – SP – 6ª T. AMEAÇA DE DECRETAÇÃO DE PRISÃO POR DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL. 00170) HABEAS CORPUS. CRIME DE DESOBEDIÊNCIA. vez que estão presentes todos os seus requisitos existenciais. ora Paciente. para que seja expedida a ORDEM DE HABEAS CORPUS afim de restabelecer a liberdade do Paciente. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. (STJ – Ac. Juízo se digne em: a) receber o presente HABEAS CORPUS. (TJ/PA – HC 20030120404 PA – Relª. a ORDEM DE HABEAS CORPUS ao final de seu processamento normal. DELITO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO. requer-se que este MM. . em virtude do excesso de prazo da prisão do paciente.04. c) conceder. – Habeas corpus concedido. – Rel. Vânia Lúcia Silveira – DOE. requer-se que este Egrégio Tribunal conceda a liminar visando a cessação do constrangimento ilegal ao qual está sendo submetido o réu. Vicente Leal – DJU 03. UNANIMIDADE.liminar para afastar o periculum in mora.2000 – p. III – DO REQUERIMENTNO Ex positis. b) conceder a Medida Liminar pleiteada. Min.

Fortaleza. . 27 de Dezembro de 2011.