EXMO. SR. DR.

DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ

HABEAS CORPUS COM PEDIDO DE MEDIDA LIMINAR Processo originário n° 512008-24.2011.8.06.0001/0

MAX DELANO DAMASCENO DE SOUZA, advogado, inscrito na OAB/CE sob o nº 21772, com escritório profissional à Rua Dom Expedito Lopes, 2506, bairro Dionisio Torres, nesta Capital, vem, respeitosamente, perante V. Exa., com fulcro nos arts. 5º, LXVIII e 647 do CPP, impetrar a presente ordem de HABEAS CORPUS COM PEDIDO LIMINAR Em favor de CICERO BATISTA ALMEIDA DE OLIVEIRA, brasileiro, solteiro, mecânico, portador do RG nº 200220120080017, 2ª via SSP-CE, e inscrito no CPF nº 040.402.783-05, residente e domiciliado na Rua Santa Filomena,00775, bairro Henrique Jorge, nesta Capital, contra ato de constrangimento ilegal praticado pelo MM. Juiz de Direito da 14ª Vara Criminal da Comarca, nos autos do processo nº 512008-24.2011.8.06.0001/0, pelos seguintes fatos e fundamentos: I- DOS FATOS

pois. a novel legislação permite a revogação da medida cautelar decretada ou mesmo sua substituição quando se verificar a falta de motivos para que subsista. possuir bons antecedentes ter emprego e residência fixa. Juiz da 14ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza. Os autos do fragrante foram então remetidos a 14ª Vara Criminal de Fortaleza. O perfuntório exame dos autos não assinala a necessidade da imposição da prisão preventiva para a aplicação da lei penal. conforme preconiza o art. 282 do CPP. Não pode o réu ser punido antes mesmo do seu julgamento com trânsito em julgado. II. Juiz de Direito referida vara. permaneceu encarcerado à disposição do Estado. sob a suspeita da prática do crime previsto no art.DO DIREITO II-1. sendo que ainda não fora designado a data para sua audiência. pois o Paciente encontra-se preso à sua disposição. Desde então. DO CONSTRANGIMENTO ILEGAL . Acusado de ter subtraído da vítima uma mochila e sua carteira. onde o MM. Apesar de o paciente ser primário. julgado e condenado. o MM. converteu a prisão em flagrante em preventiva tornado-se autoridade coatora. o paciente fora preso em flagrante delito na data de 12 de outubro de 2011. O simples fato de haver indícios da autoria não explica a manutenção ou decretação da prisão preventiva.AUSÊNCIA DE REQUISITOS PARA A DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA . o mantém preso. o réu deve ser devidamente processado. 282 do CPP. de acordo com o §5º do art.O Paciente foi preso em flagrante delito. ou mesmo para a investigação ou instrução criminal. Ademais. assim sendo se esta violando o princípio de estado de inocência do indiciado. para tal. tendo em vista que não há nos autos nenhuma prova de que o acusado venha a causar intempéries à marcha processual.§ 2º. Conforme esclarece a documentação que se segue em anexo. 157. já que. II do CPB.

da ordem econômica. mais precisamente no art. Em razão dos requisitos e pressupostos do art. com a finalidade de garantir a elucidação dos fatos. devidamente fundamentada pela autoridade judiciária. medida tomada no curso do inquérito policial ou do processo penal. a aplicação da lei penal. por ser vedada a execução antecipada da pena. da instrução criminal ou da aplicação da lei penal. não há que se falar em decretação requisição ou manutenção da prisão preventiva.A prisão preventiva é medida excepcional.O simples compulsar dos autos do processo somados as suas condições pessoais. Como se sabe o que caracteriza a prisão preventiva é a existência de requisitos previstos em lei. Trata-se de prisão cautelar e provisória. finalidade preventiva e só se justifica quando decretada no poder de cautela do juiz e for necessária para uma eficiente prestação jurisdicional. 312 do CPP. a ordem pública e. que autorizam a prisão preventiva. cabível somente se preenchidos os pressupostos e requisitos do art. no caso dos autos o paciente e mantido preso mesmo sem os requisitos que autorização a prisão preventiva. . Ou seja. 312 do CPP. mas tão somente a existência dos requisitos mencionados. que autorizam a execução de uma medida cautelar excepcional. Antes de adentrarmos no conteúdo disposto no artigo 282 da nova Lei processual. revela que a prisão do Paciente reveste das mais manifestas injustiça e ilegalidade. portanto. visto que aqui não se discute culpa ou dolo pelo ilícito que deu origem ao processo. devendo ser revogada se desaparecem os motivos que lhe deram suporte. Tem. em caso de condenação. LVII que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória (princípio da não culpabilidade). não podemos esquecer o previsto no artigo 5º. 312 do Código de Processo penal. a necessidade de retirada o agente do convívio social para garantia da ordem pública. Sem a presença de tais requisitos.

TODA E QUALQUER RESTRIÇÃO À LIBERDADE DO ACUSADO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA DEVE TER CARÁTER EXCEPCIONAL.ROUBO . AUSÊNCIA DE MOTIVOS ENSEJADORES DO CÁRCERE CAUTELAR. anotando-se que a idoneidade da pessoa se presume. sendo a prisão exceção. tampouco menção à “crescente criminalidade” são argumentos bastantes para justificar a medida excepcional que é a prisão cautelar. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. 312 DO CPP). dependendo a inidoneidade de prova. NÃO HAVENDO NOS AUTOS ELEMENTOS PELOS QUAIS SE POSSA AFIRMAR QUE A COLOCAÇÃO DO PACIENTE EM LIBERDADE IRÁ POR EM RISCO A ORDEM PÚBLICA OU A APLICAÇÃO DA LEI PENAL OU. 1ª Turma Criminal.ART. Data de Julgamento: 08/09/2005. não se produziu qualquer prova no sentido de não possuir ocupação lícita e residência fixa. SENDO O MESMO PRIMÁRIO. pelos documentos em anexo que ser o paciente primário possui bons antecedentes tem emprego e residência fixa. PRISÃO EM FLAGRANTE. COMPROMETER A INSTRUÇÃO CRIMINAL (ART. dentre inúmeros. 312 DO CPP). DE BONS ANTECEDENTES E RESIDENTE NO DISTRITO DA CULPA. precedentes: HABEAS CORPUS . AINDA.ORDEM CONCEDIDA.REQUISITOS AUSÊNCIA . DEFERE-SE O PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA.) Já este Douto Tribunal de Justiça assim. Relator: SÉRGIO BITTENCOURT. sendo que o presente processo é o único a que responde. Seguem alguns. Data de Publicação: 14/10/2005. 147 Seção: 3. (72071120058070000 DF 000720711.807.LIBERDADE PROVISÓRIA . DEFERIMENTO IN LIMINE. ROUBO MAJORADO. ESTRIBANDO SUA NECESSIDADE NOS PRESSUPOSTOS MOTIVADORES DA PRISÃO PREVENTIVA (ART. 312 DO CPP .2005. LIBERDADE PROVISÓRIA DENEGADA. .0000. Dito e repetido por nossos tribunais que a mera menção à “gravidade genérica do crime em abstrato”. EXCESSO DE PRAZO.Demonstra-se. A liberdade provisória é a regra. DJU Pág. Outrossim. se manifestou: EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.

EMENTA: CONSTITUCIONAL. no âmbito judicial e administrativo. PRISÃO EM FRAGRANTE. a Suprema Corte do nosso país tem tratado com rigor a inadimplência desse cânon constitucional. acusado de crime grave. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação". ORGÃO JULGADOR: 1ª CAMARA CRIMINAL. enquanto padece infligido na prisão. O laconismo quando da denegação da liberdade provisória ao paciente evidencia a ausência de fundamentação suscitada. quando se trata de réu preso. DATA DO REGISTRO 24/08/2011. 2. há mais de 06 (seis) meses. Impetração em favor de paciente preso em flagrante pela prática. ASSALTO MAJORADO. Relator(a): FRANCISCO PEDROSA TEIXEIRA. 1. As condições favoráveis à soltura foram satisfatoriamente demonstradas. Também que estariam ausentes quaisquer motivos autorizadores da prisão provisória. sobretudo a celeridade processual. 5º. Na ausência do descumprimento da autoridade da Constituição Federal. Ademais. COMARCA: Fortaleza. não foi até agora posto em liberdade. constitucionalmente assegurado. 3. HABEAS CORPUS. O paciente. Ordem conhecida e concedida. Liminar deferida. em tese. Até o momento não se tem notícia de que findou a instrução processual. HABEAS CORPUS 292953120098060001. Apesar de encarcerado à disposição da Justiça desde o dia 03 de julho de 2009. em face da garantia da ordem pública. 4. que o ergástulo seria ilegal por excesso de prazo na formação da culpa. a caracterizar o excesso prazal ventilado. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO. do Art. Alega-se que o indigitado teve seu pedido de liberdade provisória denegado ex vi decisão carente de fundamentação idônea. reprimindo a prática excessiva dos . EXCESSO DE PRAZO. de roubo majorado. da nossa Carta Republicana que norteia a razoabilidade do processo. com a seguinte redação: "a todos. CONFIRMANDO A LIMINAR DEFERIDA.ORDEM CONHECIDA E CONCEDIDA. 3. 4. Referido argumento não afasta o direito de ter a resolução do seu processo em tempo razoável. 1. O Estado-Juiz esteve ausente na efetividade processual quando descumpriu a norma do inciso LXXVIII. a instrução criminal sequer foi iniciada. confirmando a liminar previamente deferida. 2.

0000/0. TJCE. demonstração inequívoca da ausência da efetividade processual de que está afeto o Estado-Juiz. V. CONSTITUCIONAL .DJ 20. I. julgado em 20/07/2009. Omissis. Ordem concedida. sem que para tanto tenha dado causa.procedimentos criminais. II. Ordem concedida. Notadamente para aqueles que se amontoam nas prisões insalubres do sistema carcerário nacional. Raimundo Eymard Ribeiro de Amoreira. publicado em 02/03/2010). (HC nº 3307224. 2ª Câmara Criminal. em cujo termo ficou determinada a notificação dos acusados para apresentação da defesa preliminar.PENAL PROCESSUAL – PRISÃO EM FLAGRANTE . PENAL .HABEAS CORPUS - . julgado em 08/02/2010. ORDEM CONCEDIDA E COM ESPEQUE NO ART.0010. sob pena de caracterizar-se situação de injusto constrangimento ao seu ``status libertatis".06. 5º.8. Como se antevê. o implícito princípio da inafastabilidade de jurisdição ou da proteção judiciária. TJCE. e sequer tem data marcada para o início da instrução criminal. Celso de Mello 2ª Turma . MAIS DE 05 MESES SEQUER NOTIFICADO PARA APRESENTAR DEFESA PRELIMINAR. A audiência designada para o dia 22 de abril de 2009. mesmo em se tratando de crime grave.HABEAS CORPUS .0000/0. 580 DO CPP ESTENDIDA AO CORRÉU DO HC 2009. 5. Na hipótese presente. que nos dá a segurança de que o Estado não se furtará da responsabilidade de tutelar o direito de seus jurisdicionados. IV.09. A denúncia foi apresentada e recebida no dia 17 de março deste ano.8. III.FURTO EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. Decisão unânime.06.2009. D´outra parte.PROCESSUAL PENAL . Relator Des. Raimundo Eymard Ribeiro de Amoreira. não se realizou em face da ausência do Promotor de Justiça. XXXV da Constituição da República. publicado em 14/08/2009). dentre outros o HC nº 98878/MS Rel. (HC nº 871917. tem o direito público subjetivo de ser julgado.11. Min. Excesso configurado.5744-2/0. portanto. Relator Des.2009. VI. 2ª Câmara Criminal. pelo Poder Público dentro de um prazo razoável. Precedentes. o paciente se encontra amargando prisão há mais de 05 (cinco) meses. o paciente está sujeitado a uma medida cautelar de privação de sua liberdade. vê-se no art. independentemente do fato.

sendo medida de rigor a concessão da ordem de Habeas Corpus. O constrangimento ilegal é. DO EXCESSO DE PRAZO Seguindo adiante. TJCE. manifesto. II-2 .PACIENTE PRESO HÁ MAIS DE DEZ (10) MESES SEM QUE A INSTRUÇÃO CRIMINAL DE SEU PROCESSO TENHA SIDO ENCERRADA .2008. Ou seja. a eventual aplicação da lei penal será medida menos grave do que a prisão preventiva. Hugette Braquehais. verifica-se a total inexistência de motivo idôneo para manter o Paciente preso. Não há no processo originário qualquer elemento que justifique o fato de o paciente encontrar-se recolhido pelo período de 3 (três) meses.AUDIÊNCIA DESIGNADA PARA O DIA 6 DE ABRIL DE 2009 DEMORA QUE FERE OS PRINCÍPIOS DA DURAÇÃO RAZOÁVEL DO PROCESSO E DA BREVIDADE CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO ORDEM CONCEDIDA. por qualquer ângulo que se observe o presente caso. o fator causador do constrangimento ilegal é o excesso de prazo da prisão.06. Relatora Desa. (HC nº 31430-50. 2º Câmara Criminal. O processo originário não contém uma quantidade excessiva de réus e não houve dilação do prazo para encerramento do inquérito. E.EXCESSO DE PRAZO . não tendo sido iniciado sequer a oitiva das testemunhas de defesa e sem previsão para o encerramento da instrução processual.0000/0. repita-se. Desta forma não há qualquer fato autorizador da dilação do prazo que justifique tal relapso no tocante à prisão do paciente. gerando o . Não se vê nos autos qualquer elemento que indique que a sua soltura porá em risco a ordem pública.CRIME DE ROUBO QUALIFICADO . publicado em 15/04/2009). a conveniência da instrução criminal (mesmo porque o Paciente confessou) ou a eventual aplicação da lei penal. julgado em 20/03/2009. nesse particular. de modo a que o Paciente possa responder ao processo em liberdade. portanto.8.

. senão vejamos TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ PROCESSUAL PENAL. ORDEM CONCEDIDA. Configura excesso de prazo a permanência do denunciado preso em flagrante há mais de 2 anos.UNANIMIDADE. CRIMES DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO.0000/0 – 1ª Câmara Criminal – Rel. considerando circunstâncias excepcionais que venham a retardar a instrução criminal e não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. (TJ/CE – HC 51054-61. 1. O excesso de prazo para o encerramento do processo. deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade.EXTENSÃO DA ORDEM A CO-RÉU. inclusive a deste Corte. PRISÃO EM FLAGRANTE. se por .RECONHECIMENTO DE EXCESSO DE PRAZO INJUSTIFICADO NA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. Des.2003. .06. Mariza Magalhães Pinheiro – DOE. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DE CULPA. . Luiz Gerardo de Pontes Brígido – DOE.LEI Nº 10.8.06. se o processo alastra-se por mais tempo que determina a lei. Ordem concedida para determinar a imediata soltura do paciente. . é unânime sobre o tema. segundo pacífico magistério jurisprudencial. . perfazendo o paciente mais de 100(cem) dias preso. quando declarada a nulidade do processo desde a audiência de instrução e julgamento. EXCESSO DE PRAZO.0000/0 – 1ª Câmara Criminal – Relª. HABEAS CORPUS . 2. HABEAS CORPUS. 30/04/2004) PENAL E PROCESSO PENAL. A jurisprudência dos Tribunais Superiores.8. sem que haja motivo justificado para tão dilargado excesso da instrução criminal.2004.409/02. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO. 2) Configura-se coação ilegal por excesso de prazo. (TJ/CE – HC 10936. 3) Ordem concedia. . HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO.TRÁFICO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE.constrangimento ilegal de um custodiado estar aguardando pelo período de 3 (tres) meses sem que suas testemunhas de defesa tenham sido ouvidas.PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO. I) Processo parado. 3. 26/07/2004) SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROCESSUAL PENAL. Desª.

o entendimento do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. nem que seja feita por peritos oficiais. em suas jurisprudências e súmula: PENAL. não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. se por ela requerido. PROCESSUAL PENAL.296/96. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO. Arnaldo Esteves Lima – DJ. também. por ultrapassar em muito o prazo total relativo à formação da culpa. AUSÊNCIA DE . complexidade da causa. motivadamente. EXIGÊNCIA NÃO-ESTABELECIDA NA LEI 9. se por outro motivo não estiverem presos. DEGRAVAÇÃO. ORDEM CONCEDIDA. considerando as circunstâncias excepcionais que venham a retardar a instrução criminal. Arnaldo Esteves Lima – DJ. 2. 02/03/2009) Sendo este. Entretanto. TRÁFICO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE E ASSOCIAÇÃO AO TRÁFICO. 1. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. Min. . cabendo à defesa o ônus da realização de exame pericial. RAZOABILIDADE NA AFERIÇÃO. EXCESSIVA DEMORA NÃO ATRIBUÍVEL À DEFESA. A Lei 9. é razoável que o prazo para o término da instrução criminal seja prolongado. (STJ – HC 129822 PR 2009/0034446-0 – 5ª T. sem que a defesa tenha dado causa a essa excessiva demora. PERITO OFICIAL.Rel. em virtude do excesso de prazo não-razoável e injustificável da custódia provisória. Ordem concedida para determinar a imediata soltura dos pacientes. HABEAS CORPUS. 4. necessidade do cumprimento de precatórias ou qualquer outro motivo que justifique uma demanda maior de tempo. Havendo pluralidade de réus. .296/96 não faz exigência de que a escuta seja submetida à perícia para identificação de vozes. O excesso de prazo para o término da instrução criminal deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade. se for o caso. obviamente. 5. PRISÃO PREVENTIVA. PROCESSUAL PENAL. de ser decretada a sua prisão preventiva. DESNECESSIDADE.Rel. EXAME PERICIAL. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. Min. (STJ – HC 91717 PR 2007/0233348-2 – 5ª T.outro motivo não estiver preso. em virtude do excesso de prazo não-razoável da custódia provisória. não é razoável a manutenção da custódia cautelar por quase 4 anos. PLURALIDADE DE RÉUS E COMPLEXIDADE DO FEITO. 17/08/2009) HABEAS CORPUS. sem prejuízo.

Cumpre destacar. à igualdade. 93. Min.Liberdade Provisória nos Crimes Hediondos . deve esta Colenda Corte dignar-se em conceder a ORDEM DE HABEAS CORPUS para que o Paciente seja posto em liberdade. (STF – HC 93361 BA – 1ª T.) LIV . Ricardo Lewandowski – DJ.Fundamentos do decreto prisional que devem fazer referência ao caso concreto. I . nos termos seguintes: (. IX. e 315 do CPP.. II .) LVII . Art. à liberdade.Relaxamento da Prisão por Excesso de Prazo A proibição de liberdade provisória nos processos por crimes hediondos não veda o relaxamento da prisão processual por excesso de prazo.FUNDAMENTAÇÃO. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. ORDEM CONCEDIDA. à segurança e à propriedade. ORDEM DE PRISÃO QUE NÃO SE FUNDA EM DADOS CONCRETOS.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória..Paciente preso há um ano e nove meses sem que haja sido sequer designada audiência para ouvida de testemunhas de acusação.. da CF. e não à simples gravidade genérica do delito. 5º Todos são iguais perante a lei. Súmula 697. igualmente. configura excesso de prazo.. (grifo nosso) (. IV . (grifo nosso) Pelo exposto. in verbis: Art. 16/05/2008) STF Súmula nº 697 . Precedentes. III .ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal.Mera vedação legal de liberdade provisória não impede o reconhecimento do excesso de prazo. o que estabelece a Constituição Federal de 1988 para salvaguardar a dignidade e os direitos básicos dos réus de processo criminais. Rel.Ordem concedida. SÚMULA 697 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. sem distinção de qualquer natureza. haja vista o constrangimento ilegal a que este está sendo submetido em razão do excesso de prazo para o encerramento da instrução .

LXVIII).1999 – p. ou impedir que aconteça. 273 do Código de Processo Civil. Luiz Vicente Cernicchiaro – DJU 23. Min. é próprio para fazer cessar. estão presentes no caso em tela. III. – Rel. A verossimilhança dos fatos alegados pode ser constada pela documentação em anexo. evidenciado o constrangimento ilegal. ou seja. senão vejamos. cite-se: HC – CONSTITUCIONAL – HABEAS CORPUS – LIMINAR – O habeas corpus. Vale ressaltar o entendimento jurisprudencial nacional que em sua esmagadora maioria entende ser possível a concessão de medida liminar em sede de habeas corpus.Da Medida Liminar – Antecipação de Tutela Necessário se faz a concessão imediata da medida liminar visando salvaguardar os direitos fundamentais do Paciente. ação constitucionalizada. (STJ – HC 8580 – GO – 6ª T. por ilegalidade ou abuso de poder (art. 5º. o perigo na demora da prestação jurisdicional é cabalmente comprovado pelo fato de que o Paciente já se encontra sob constrangimento ilegal que só aumenta à medida que a prisão provisória se estende.08.processual que já dura 3 (tres) meses e não há previsão para seu encerramento. Os requisitos básicos para a concessão da antecipação de tutela.. violência ou coação ao exercício do direito de locomoção. cujo teor explana de forma clarividente a real situação do Paciente em razão do prolongamento infundado de sua prisão. Admissível a concessão da liminar. previstos no art. impõe-se o deferimento de . vez que o mesmo já sofre indevida coação ilegal em razão do alargamento da prisão provisória por mera desídia. 149) PROCESSUAL PENAL – HABEAS CORPUS – MENOR INFRATOR – INTERNAÇÃO – CUMPRIMENTO – CONSTRANGIMENTO ILEGAL – LIMINAR – Na excepcional hipótese em que se apresenta demonstrado o constrangimento ilegal pelo excesso de tempo de internação de menor infrator. O periculum in mora.

requer-se que este MM. vez que estão presentes todos os seus requisitos existenciais. em virtude do excesso de prazo da prisão do paciente. Nestes termos em que pede e espera deferimento. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. ora Paciente. requer-se que este Egrégio Tribunal conceda a liminar visando a cessação do constrangimento ilegal ao qual está sendo submetido o réu. CRIME DE DESOBEDIÊNCIA. AMEAÇA DE DECRETAÇÃO DE PRISÃO POR DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM OBRIGAÇÃO DE FAZER E MULTA DIÁRIA COMINADA NA HIPÓTESE DE NÃO ATENDIMENTO. (TJ/PA – HC 20030120404 PA – Relª. – Rel. 30/03/2009) Diante disso.liminar para afastar o periculum in mora. (STJ – Ac. b) conceder a Medida Liminar pleiteada. Juízo se digne em: a) receber o presente HABEAS CORPUS. Vânia Lúcia Silveira – DOE. UNANIMIDADE. Min. caso não defira a medida liminar. ORDEM CONCEDIDA. c) conceder. Vicente Leal – DJU 03. 199901096952 – HC 11377 – SP – 6ª T.04. DELITO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO. . para que seja expedida a ORDEM DE HABEAS CORPUS afim de restabelecer a liberdade do Paciente. a ORDEM DE HABEAS CORPUS ao final de seu processamento normal. Desª.2000 – p. – Habeas corpus concedido. III – DO REQUERIMENTNO Ex positis. 00170) HABEAS CORPUS.

27 de Dezembro de 2011. .Fortaleza.

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