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Cuidados de Enfermagem Fratura de Femur

Cuidados de Enfermagem Fratura de Femur

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Cuidados de enfermagem

prescreve os cuidados de enfermagem (CE) descritos a seguir: (DE1) Dor relacionada à fratura: (CE) Posicionar o membro de maneira adequada, imobilizar o osso fraturado, elevar o membro (se possível), avaliar sinais de infecção; (DE2) Mobilidade física prejudicada relacionada a dor: (CE2) Elevar e/ou apoiar adequadamente o membro, manter o membro em posicionamento correto; (DE3): Risco para Hemorragia: (CE3) Monitorizar sinais vitais, Avaliar sinais de choque; (DE4): Integridade cutânea comprometida; (CE4) Realizar curativos, Avaliar pontos de compressão (escápulas, região sacra, região poplítea, panturrilha e calcanhar), Manter lençóis sempre secos e esticados, Reposicionar sempre que possível o cliente, Usar aparelhos deproteção pra aliviar compressão em proeminências ósseas; (DE5): Risco para disfunção neurovascular periférica, relacionada ao retorno venoso comprometido; (CE5): Avaliar frequentemente o estado neurovascular, Elevar o membro, Retirar fatores que podem estar comprimindo o sistema venoso (faixas, bandagens, torniquete), Avaliar dor na flexão passiva do pé, Avaliar sensações, dormências e mobilidade dos pés e artelos; (DE6): Risco para infecção; (CE6): Avaliar a presença de sinais flogísticos, Monitorizar temperatura e sinais de infecção, Realizar procedimentos utilizando técnica asséptica; (DE7): Ansiedade relacionado ao estado de saúde e tratamento; (CE7): Explicar cada cuidado a ser prestado, Encoraja-lo a participar do seu cuidado; (DE8): Risco para o descontrole emocional; (CE8): Permitir que o paciente expresse sua angustia e medo, Dar apoio emocional; (DE9): Padrão de lazer ineficaz relacionado a dor eimobilidade, (CE10): Incentivar a realização de atividades lúdicas conforme suas possibilidades.

Patologia
Fratura é uma ruptura na continuidade do osso, ocorrendo quando a força aplicada sobre o osso é maior que a força que ele consegue suportar. As fraturas de fêmur são fraturas graves e geralmente resultam de um trauma externo direto, porém tQuando o osso é quebrado, as estruturas adjacentes também são afetadas, resultando em edema de tecidos moles, hemorragia para dentro dos músculos e articulações, luxações articulares, tendões rompidos, nervos lacerados e vasos sanguíneos lesados. Assim, as principais queixas são: dor, incapacidade de mexer o membro e deformidade, embora possa variar de acordo com a localização e o tipo de fratura. O fêmur é um osso longo de forma tubular que articula-se ao nível do quadril com o osso ilíaco e se estende até o joelho articulando-se com a patela, a tíbia e a fíbula. Em sua epífise superior podemos observar a cabeça do fêmur, de forma esférica, o colo e duas eminências, os trocânteres maior e menor, para inserções musculares. A diáfise femural é longa, resistente, ligeiramente curva e retorcida sobre o seu eixo, é constituída por osso compacto e apresenta um canal medular no seu interior. Na epífise inferior encontramos as superfícies articulares que formam o joelho: tróclea do fêmur, epicôndilo lateral e medial, côndilo medial e lateral, fossa intercondilar e face patelar (HERBERT, 2008). O fêmur é bastante vascularizado e participa da locomoção e sustentação do corpo. Está envolto por grandes massas musculares, dificultando sua exposição óssea em caso de fratura, porém, quando ela ocorre, está sempre associada à lesão de partes moles, especialmente músculos. O conhecimento do tipode fratura de fêmur e sua causa são importantes para a escolha do tratamento e manuseio do corpo, visando uma recuperação rápida e eficiente do paciente. Existem diferentes tipos de fraturas que podem acometer o fêmur, onde destacamos as mais comuns: fratura de cabeça do fêmur, colo de fêmur, diáfise femural, fratura transtrocantérica e fratura subtrocantérica (AAOS/SBOT, 2000)ambém pode ocorrer em conseqüência de alguma deformidade óssea ou patologias As fraturas do fêmur podem ser dividias em 3 grupos: as fraturas proximais, as fraturas da diáfise e as fraturas distais.

As fraturas de quadril e de fêmur ocorrem devido a traumas diversos, tendo como agravante a osteoporose (doença que enfraquece os ossos e predispõe o organismo a sofrer esse dano - veja mais sobre diagnóstico da osteoporose no final dessa notícia). E são classificadas em dois grupos distintos: o primeiro é o de traumas de baixo impacto, e o segundo os de alto impacto resultantes de acidentes veiculares e similares. Outros fatores de risco são os distúrbios posturais, alterações

musculoesqueléticas, diminuição da capacidade visual e auditiva, ingestão de medicamentos que alteram a cognição, gerando desequilíbrio e quedas.

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diagnostico
exame físico exame clinico e radiologicos
Tratamento O tratamento pode ser conservador através de redução fechada, imobilização por gesso e tração esquelética, ou cirúrgico através de osteossíntese, fixação externa, fixação interna com haste intramedular, fixação por placa, artroplastia parcial e artroplastia total. As complicações podem ser precoces ou tardias. As complicações precoces incluem choque, síndrome compartimental, tromboembolia, coagulopatia intravascular disseminada e infecção. Já as complicações tardias compreendem união tardia, não união, necrose avascular, reação dos aparelhos de fixação interna, osteoartrose, distrofia simpática reflexa e ossificação heterotrófica (AAOS/SBOT, 2000). O enfermeiro como parte da equipe de saúde tem papel fundamental no processo decuidado. Ao avaliar cada o estado clínico, físico e a história do trauma que ocasionou a fratura no fêmur e suas complexidades,

O tratamento da maioria destas fraturas é cirúrgico, sendo o conservador reservado somente a algumas fraturas incompletas ou sem desvio. A cirurgia visa a redução e fixação estável da fratura, utilizando os mais variados métodos de osteossíntese

Processo de Enfermagem – Cuidado pós-operatório do paciente que sesubmete à cirurgia ortopédica Durante as primeiras 24 a 48 horas, o alívio da dor e prevenções de complicaçõesconstitui prioridades.A enfermeira deve continuar com o plano de cuidado. Neste período são reavaliadasas necessidades do paciente em relação à dor, estado neurovascular, promoção da saúde, mobilidade e autoestima. (SMELTZER & BARE, 2004)

O trauma esquelético, a cirurgia realizada nos ossos, músculos e articulações podem produzir dor significativa durante os primeiros dois dias de pós-operatório.Encorajar a respiração profunda, tosse e exercícios de flexão do pé a cada 1 a 2horas.Administração de antibióticos profiláticos endovenosos prescritos.A perfusão tecidual deve ser monitorizada de perto porque o edema e o sangramento p a r a d e n t r o d o s t e c i d o s p o d e m c o m p r o m e t e r a c i r c u l a ç ã o e r e s u l t a r e m s í n d r o m e comparti mental.A inatividade contribui para a estase venosa e desenvolvimento da TVP.Meias d e c o mp ressão elás tica até u m p o n to elev ad o n a co xa e o s ap arelh o s d e compressão pneumática são utilizadas para prevenir a estase venosa. (SMELTZER & BARE,2004)Um travesseiro é colocado entre as pernas para manter abdução e alinhamento, bemcomo fornecer o suporte necessário para a rotação do corpo.Histórico das funções respiratórias, gastrintestinal e urinária fornece dados sobre afunção desses sistemas.An estesi a, an alg esia e i mo b ilid ad e p o de m resu ltar e m f u n cio na men to alterad o d ess essintomas.A en f er meir a d ev e o b serv ar o s limi tes p rescrito s p ara a mo b ilid ad e e a v aliar ac o m p r e e n s ã o d a s r e s t r i ç õ e s d a m o b i l i d a d e p o r p a r t e d o p a c i e n t e ( m é t o d o p a r a o reposicionam ento do cliente). (SMELTZER & BARE, 2004)Av aliar e mo n ito rizar o p acien te p ara o s p ro b le ma s p o ten ciais relacio n ad o s àcirurgia. O freqüente histórico dos sinais vitais, nível de consciência, estado

neurovascular,drenagem da incisão, sons respiratórios, sons intestinais, equilíbrio hídrico e dor prover a

enfermeira com dados que podem sugerir o possível desenvolvimento de complicações. Estescaso sejam anormais, devem ser relatados imediatamente para o médico.A enfermeira deve ficar alerta para os sinais de choque hipovolêmico.Atentar-se às alterações da freqüência cardíaca, respiratória ou coloração do cliente.A atelectasia e a pneumonia são comuns e pode estar ligadas à doença pulmonar preexistente,anestesia profunda, atividade diminuída, analgésicos e reserva respiratória diminuída devido àidade avançada ou a um distúrbio musculoesquelético subjacente.Micção em posições incomuns pode contribuir para a retenção urinária. Homensidosos geralmente apresentam algum grau de hipertrofia da próstata. É importante monitorar débito urinário. (SMELTZER & BARE, 2004)Temperaturas elevadas dentro das primeiras 48 horas estão frequentementerelacionadas à atelectasia ou a outros problemas respiratórios, bem como elevações da temperatura evidenciam infecções urinárias e flebite.O uso rotineiro de uma sonda vesical de demora é evitado por causa do alto risco deinfecção do trato urinário. Sonda inserida no momento da cirurgia deve ser removida namanhã do primeiro dia de pós-operatório.Doença tromboembólica é uma das complicações mais comuns e mais perigosas no paciente ortopédico pós-operatório.A enfermeira deve avaliar diariamente o paciente para o inchaço, dor, calor e rubor na panturrilha e para um sinal de Homan positivo, bem como relatar os achados anormais parao médico. (SMELTZER & BARE, 2004)A ruptura da pele é frequentemente notada nos pacientes idosos. As bolhas

causadas pelo esparadrapo estão relacionadas com a tensão de edema dos tecidos moles sob oespara drapo. O cuidado cutâneo deve englobar calcanhares, costas, sacros e ombros ajudandoa aliviar a tensão.

Intervenção de Enfermagem no período pós-operatório na cirurgiaortopédica Quando o paciente retorna da cirurgia, revisar no prontuário médico as previsõesrelativas à imobilização, ao movimento ou à mudança de posição e ao posicionamento domembro inferior.Inspecionar o curativo sobre a incisão. Se houver um dreno cirúrgico presente,avaliar a condição neurovascular da extremidade afetada.Monitorizar freqüentemente os sinais vitais até eles estabilizarem e, a seguir, da maneira rotineira.

Manter infusão IV de líquidos de acordo com a prescrição. Avaliar a condiçãorespiratória. Encorajar o paciente a identificar a nível da dor e a eficácia dos analgésicos.(TIMBY & SMITH, 2005, pg.1.105)

Choque hipovolêmico; Atelectesia; pneumonia;

Retenção urinária; Infecção; Estase venosa e TVP. 19. Principais Diagnósticos de Enfermagem nas cirurgias de quadril Dor aguda relacionada com a fratura, lesão dos tecidos moles, espasmo muscular ecirurgia; Mobilidade física comprometida relacionada com a fratura de quadril; Integridade cutânea comprometida relacionada com a incisão cirúrgica; Risco para comprometimento da eliminação relacionado com a imobilidade; Risco de enfretamento ineficaz relacionado com a l e s ã o , c i r u r g i a p r e v i s t a e dependência; Risco de distúrbio do processo de raciocínio relacionado com a idade, estresse dotrauma, ambiente desconhecido e terapia medicamentosa; He mo rrag ia, d i sf un ção n eu rovascu lar p erif érica; tro m b o se v eno sa p ro f un d a; c o m p l i c a ç õ e s p u l m o n a r e s ; u

lceras

de pressão relacionadas com a cirurg

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