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PACOTE DE TEORIA E EXERCÍCIOS PARA TÉCNICO DA ÁREA ADMINISTRATIVA DO TJDFT PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

Hoje damos início à aula 2, em que falaremos sobre o emprego de classes gramaticais (ou classes morfológicas). Ao todo, são dez. Umas variáveis e outras invariáveis. É importante fazermos uma síntese delas e de suas definições nesse primeiro momento. Eis abaixo um quadro que resume bem a parte teórica:

Classe Gramatical

Definição

 

Substantivo

É a palavra que nomeia os seres (pessoas, lugares, instituições, animais, entes de natureza espiritual ou mitológica, etc.)

 

Tem a mesma forma para o singular e o plural:

Substantivo comum de dois números

lápis, vírus, ônibus, mil-folhas. A diferença será estabelecida por meio de outro elemento linguístico: o lápis, os lápis, o vírus, os vírus etc.

 

Apresenta uma só forma para ambos os gêneros.

Substantivo comum de Efetua-se a distinção por meio do artigo ou de

dois gêneros

qualquer outro determinante. Exemplos: o/a colega, o/a agente, o/a lojista.

 

Possui uma só

forma e

 

um só

gênero a

fim de

Substantivo

designar pessoas de ambos os sexos. Exemplos: a

sobrecomum

pessoa,

a

vítima,

 

a

criança,

o

cônjuge,

o

monstro.

 

Substantivo epiceno

Apresenta uma só forma e um só gênero a fim de designar animais de ambos os sexos. Usam-se as expressões “macho” e “fêmea” para fazer-se a distinção. Exemplos: a águia macho ou fêmea, a cobra macho ou fêmea, o crocodilo macho ou fêmea, o jacaré macho ou fêmea, etc.

Artigo

É

a

palavra

que

se

antepõe

ao

substantivo,

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(definidos: o, a, os, as; indefinidos: um, uma, uns, umas)

servindo basicamente para generalizar ou particularizar o sentido desse substantivo. Em alguns casos, o artigo é essencial na identificação do gênero e do número do substantivo. Exemplos:

Um aluno faltou à aula. / O aluno faltou à aula. – O gerente foi demitido. / A gerente foi demitida. – O pires quebrou. / Os pires quebraram.

Adjetivo

Palavra que se relaciona com o substantivo para lhe atribuir uma característica. Com ele concorda em número e gênero. Exemplos: mulher alta, livros bons, árvore alta, tapete novo etc.

Adjetivo uniforme

Mantém a mesma forma tanto quando se refere a substantivos masculinos quanto a femininos. Exemplos: Decisão favorável, parecer favorável, obra incrível, livro incrível, rapaz adorável, moça adorável.

Numeral

É a palavra que indica a quantidade ou a posição dos seres. Exemplos: dois, quinze, cem (cardinais); segundo, décimo quinto, centésimo (ordinais); meio, um terço, um inteiro e treze avos (fracionários); dobro, triplo, quádruplo (multiplicativos).

 

É a palavra invariável que se refere a um verbo, um

advérbio

ou

a

um

adjetivo,

indicando

uma

Advérbio

circunstância (causa, tempo, modo etc.). Exemplos:

Ele chegou cedo. (refere-se à forma verbal “chegou”, modificando-lhe o sentido). Você agiu

bastante mal. (refere-se ao advérbio “mal”,

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intensificando-lhe o sentido). Essa é a atitude menos correta. (refere-se ao adjetivo “correta”, intensificando-lhe o sentido).

Interjeição

a palavra invariável que exprime emoções ou que procura agir sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que se faça uso de estruturas linguísticas mais elaboradas. Exemplos: Ah! – Psiu! – Opa! – Eia!

É

Preposição

É

a palavra invariável que conecta (liga) palavras ou orações. Exemplos: flor da boca da pele do céu. – Vou à Roma de César. – O aluno pediu para sair mais cedo.

 

É

a palavra invariável que une orações ou termos

Conjunção

de uma oração. No desempenho desse papel, a conjunção pode relacionar termos e orações sintaticamente equivalentes (as chamadas orações coordenadas) ou relacionar uma oração principal a uma oração que lhe é subordinada. Exemplos:

Pedro e Paulo saíram. Pedro foi ao cinema, e Paulo foi ao teatro. É preciso que estudemos.

 

É

a palavra que designa um processo (ação, desejo,

estado, mudança de estado, fenômeno). É a classe

gramatical mais rica em variação de formas. Pode mudar para exprimir modo, tempo, pessoa, número

Verbo

e

voz. No dicionário, são encontrados no modo

infinitivo (entrar, comer, chover, comprar, ser, amanhecer), que é, por assim dizer, o nome do verbo. Exemplos: Ele estuda. (ação) /

Desejamos a classificação. (desejo) / Ele está

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doente. (estado) / A lagarta virou borboleta. (mudança de estado) / Choveu forte. (fenômeno)

 

Palavra que substitui

o

nome

(pronome

Pronome

substantivo) ou que o acompanha (pronome adjetivo) para tornar claro o seu significado. Existem seis classes de pronomes:

Pessoal

Indica diretamente as pessoas do discurso (no singular ou no plural): 1ª pessoa: quem fala; 2ª pessoa: com quem se fala; 3ª pessoa: de quem se fala. Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, se, lhes, os, as. Mim, comigo, ti, contigo, si, consigo, conosco, convosco. Também são pessoais os pronomes de tratamento: você, o senhor, a senhora, vossa senhoria, vossa excelência, etc.

possessivo

Refere-se às pessoas gramaticais, atribuindo-lhes a posse de algo.: Meu, minha, meus, minhas, nosso, nossa, nossos, nossas, teu, tua, teus, tuas, vosso, vossa, vossos, vossas, seu, sua, seus, suas.

demonstrativo

Indica a posição dos seres em relação às pessoas do discurso, situando-os no tempo e no espaço. 1ª. Pessoa: Este, esta, estes, estas, isto. 2ª. Pessoa: Esse, essa, esses, essas, isso. 3ª. Pessoa: Aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.

relativo

É aquele que, em

uma oração, se refere a um

termo constante em oração anterior, chamado

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antecedente. Exemplo: O avião que chegou estava danificado. São pronomes relativos: que, quem, quanto(s), quanta(s), cujo(s), cuja(s), o qual, a qual, os quais, as quais.

indefinido

Refere-se à terceira pessoa do discurso num sentido vago ou exprimido quantidade indeterminada. Exemplos: Quem espera sempre alcança. Alguns podem flexionar-se em gênero e número. São pronomes indefinidos: algum, alguns, nenhum, nenhuns, qualquer, quaisquer, ninguém, tudo, nada, algo etc.

interrogativo

É aquele usado para formular uma pergunta direta ou indireta: que, quem, qual, quanto.

Tenho observado que bancas examinadoras como Cespe, Esaf e FCC não se detêm, geralmente, nos questionamentos sobre a definição dessas

classes. Antes,

inseridas e, consequentemente,

em que estão

privilegiam o emprego delas no contexto

o nexo semântico que estabelecem com o

delas no contexto o nexo semântico que estabelecem com o restante do período. Todavia, é a

restante do período. Todavia, é a partir do conhecimento das definições que

reuniremos subsídios para compreender o funcionamento de cada classe gramatical.

Emprego de substantivos Com frequência, as formas sintéticas de aumentativo e diminutivo indicam valor semântico pejorativo: mulherzinha; livreco, sabichão etc. Às vezes, essas mesmas formas são empregadas para traduzir valor semântico afetivo, carinhoso: amorzinho, mulherão, mãezona, paizinho etc.

Em alguns casos, o emprego dessas formas já não indica mais a ideia de grau aumentativo ou diminutivo. Passam elas a sugerir significado

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diferente daquele expresso pelo substantivo normal: caixão, cartilha, folhinha (calendário), película, portão, flautim, calção etc.

Emprego de artigos

1) Ambos

Usa-se o artigo entre o numeral ambos e o elemento posterior, caso este admita o seu uso.

Ex.: Ambos os atletas foram declarados vencedores. (Atletas é substantivo que admite artigo.) Ambas as leis estão obsoletas. (Leis é substantivo que admite artigo.) Ambos vocês estão suspensos. (Vocês é pronome de tratamento que não admite artigo.)

2) Todos

Usa-se o artigo entre o pronome indefinido todos e o elemento posterior, caso este admita o seu uso.

Ex.:

Todos os atletas foram declarados vencedores. Todas as leis devem ser cumpridas. Todos vocês estão suspensos.

3) Todo

Diante do pronome indefinido todo, usa-se o artigo para indicar integralidade do que é considerado, totalidade da parte; não se usa para indicar generalização.

Ex.:

Todo o país participou da greve. (O país todo, inteiro.)

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Todo país sofre por algum motivo. (Qualquer país, todos os países.)

ATENÇÃO! É muito comum surgirem em provas questões que abordam a diferença entre os sentidos desses tipos de enunciados. Normalmente, é perguntado se o emprego ou a retirada do artigo preserva ou altera a informação original. Perceba que há alteração de sentido. Tomando o segundo exemplo como ponto de partida, a construção Todos os países (no plural mesmo) sofrem por algum motivo conserva o significado inicial.

4) Cujo

 

Não se usa artigo após o pronome relativo cujo.

Ex.:

As mulheres, cujas bolsas desapareceram, ficaram revoltadas. (e não: cujas as bolsas.)

5) Nomes de jornais, revistas, obras literárias Deve-se evitar contrair com preposição o artigo que faz parte do nome de jornais, revistas, obras literárias.

Ex.:

Li a notícia nO Estado de São Paulo. (ou Li a notícia no Estado de São Paulo) – não recomendado Li a notícia em O Estado de São Paulo. – recomendado

] [

Li a notícia em O Estado de São Paulo. – recomendado ] [ ] [ Prof.

] [

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DA ÁREA ADMINISTRATIVA DO TJDFT PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA 1. (Cespe/STM/Analista Judiciário/Execução de

1. (Cespe/STM/Analista Judiciário/Execução de Mandados/2011) A inserção do artigo definido plural os imediatamente antes da palavra “policiais” (L.6) não alteraria o sentido original do período.

Comentário – Sem o artigo, o substantivo é entendido em sentido genérico, não especificado. Quais ou quantos “policiais”: todos, alguns, dois, três? Com o artigo definido os, o substantivo “policiais” tem seu alcance semântico delimitado. A referência agora é a todos os policiais da delegacia. Resposta – Item errado.

Emprego de adjetivos Destacarei dois fatos importantes quanto ao emprego deles. O primeiro é que também atingimos o grau superlativo (eleva ou reduz a qualidade de um ser no mais alto grau em comparação ou não com a de outro ser) com a repetição do adjetivo:

Ex.:

O filme foi muito lindo.

O

final do filme foi lindo, lindo.

O

segundo fato é que, quando comparamos a mesma qualidade

atribuída a dois seres, não empregamos as formas mais bom, mais mau,

mais grande e mais pequeno.

Ex.: Conquistar é melhor do que ganhar.

A reprovação é pior do que alguns meses de dedicação.

Mas

quando

comparadas

duas

qualidades

do

usamos a forma analítica desses adjetivos.

Ex.:

João é mais pequeno do que inteligente. Seu comportamento é mais bom do que mau.

mesmo

ser,

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Emprego de pronomes

1. Diferença quanto ao emprego dos pronomes pessoais

a) Ele virou ela.

Na função de sujeito e de predicativo, o pronome pessoal utilizado será, via de regra, do caso reto.

b) Quero falar com ele. Sou útil a ele. Vi-o na rua.

Serão empregados os do caso oblíquo nas demais funções sintáticas (complemento verbal, complemento nominal etc.)

c) Eu contei a ti o que acontecera. Você terá de viajar com nós dois. Você terá de viajar conosco.

Os pronomes oblíquos tônicos são precedidos de preposição. Usa-se com nós ou com vós quando tais expressões vierem acompanhadas de elementos de realce, numeral, pronome ou oração adjetiva.

CUIDADO! Não vá sem eu saber. Todos saíram, exceto eu.

Mesmo diante de preposição, o pronome pessoal do caso reto será empregado quando for sujeito de verbo, ainda que este esteja elíptico.

d) Maria fez aniversário. Pedro deu-lhe um presente.

Maria fez aniversário. Pedro a presenteou.

Como complementos verbais, o(s), a(s) desempenham função de objeto direto; lhe(s), de objeto indireto.

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e)

Mandei-o sair da sala. Fiz-lhes ver que estavam errados.

2.

Pronomes de tratamento

LHE(S) só poderá ser sujeito de verbo infinitivo transitivo direto. Mandei-lhe sair da sala seria uma construção errada, já que “sair” tem regência intransitiva.

PRONOME DE TRATAMENTO

 

ABREVIATURA

USADO PARA SE DIRIGIR A

 

Senhor, Senhora

Sr., Srª

tratamento formal

 

Você

V.

tratamento informal

 

Vossa Alteza

V.

A.

príncipes e duques

 

Vossa Eminência

V.

Emª

cardeais

   

altas

autoridades

e

Vossa Excelência

V.

Exª

 
 

oficiais-generais

 

Vossa Magnificência

V.

Magª

reitores de universidades

Vossa Majestade

V.

M.

reis e imperadores

 

Vossa Reverendíssima

V.

Rev. ma

sacerdotes em geral

 

Vossa Santidade

V.

S.

papa

Vossa Senhoria

V.

tratamento

formal

para

 

pessoas graduadas.

As formas de tratamento designam indiretamente a 2ª pessoa do discurso (aquela com quem se fala), mas conduzem todas as concordâncias nominal e verbal da frase para a terceira pessoa do singular ou do plural, conforme o caso.

Particularidades

a) Vossa Excelência fez um belo discurso. (para dirigir-se à pessoa, ainda que por meio de correspondências) Sua Excelência fez um belo discurso. (fala-se da pessoa)

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b)

Vossa Excelência apresentará seus projetos? (note que o verbo e o pronome correspondem à terceira pessoa; o adjetivo tende a concordar com o gênero da pessoa – concordância ideológica)

c)

Se você chegar cedo, eu vou te ajudar. (errado) Se você chegar cedo, eu vou ajudá-lo (você). (certo) (muito cuidado: mesmo os pronomes de tratamento informal levam os outros pronomes para a terceira pessoa)

3.

Pronomes possessivos

Referem-se às pessoas gramaticais, atribuindo-lhes a posse de algo. Concordam em gênero e número com “a coisa” possuída.

Ex.: Eu trouxe meu caderno. Tu trouxeste tuas canetas.

Primeira

Meu(s),

minha(s),

pessoa

nosso(s), nassa(s)

Segunda

Teu(s),

tua(s),

pessoa

vosso(s), vossa(s)

Terceira

Seu(s), sua(s)

pessoa

4. Pronomes demonstrativos

Indicam a posição dos seres em relação às pessoas do discurso, situando-os no tempo e no espaço.

RONOMES

TEMPO

ESPAÇO

Este (s), esta (s), isto

Presente; momento atual

Perto de quem fala

Esse (s), essa (s), isso

Passado próximo

Perto da pessoa com quem se fala

Aquele (s), aquela (s), aquilo

Passado longínquo

Longe de quem fala e da pessoa com quem se fala

Ex.:

Nestas últimas horas tenho aprendido muito. Este rapaz ao meu lado é meu amigo.

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Essas horas que passamos na praia foram muito agradáveis. O que é isso aí do teu lado? Naquela época, a vida era melhor. O que é aquilo atrás do carro?

Casos Especiais

a) Meu argumento é este: não há democracia sem justiça. (Este:

empregado quando ainda vai ser feita a referência; promove a coesão textual conhecida como catafórica.). Não há democracia sem justiça. Esse é meu argumento. (Esse:

empregado quando já foi feita a referência; promove a coesão textual conhecida como anafórica)

b) Comprei um carro e uma bicicleta. Esta eu dei para meu irmão; aquele, para mim mesmo. (Este e aquele servem para retomar elementos já citados. Este diz respeito ao último termo; aquele, ao primeiro.)

c) O que ele disse era verdade. Passará a que for mais capacitada. (O e a diante de que – pronome relativo – e de – preposição – serão pronomes demonstrativos)

 

[

]

16

o

triunfo

de

uma

moral

tecida

de perplexidade. As execuções

acontecem

em

lugares

fechados, diante

de

poucas

testemunhas:

há uma espécie de vergonha. Essa discrição é apresentada como

19

um

progresso:

os

povos

civilizados

 

não

executam

seus

condenados

nas

praças.

Mas

o

dito

progresso

é,

de

fato,

um

corolário da incerteza ética de nossa cultura.

] [

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2.

(Cespe/DPF/Papiloscopista/2012)

O

termo

“Essa

discrição”

(l.18)

refere-se apenas ao que está expresso na primeira oração do período que o antecede.

Comentário – Este é um caso típico em que o pronome demonstrativo foi usado como elemento de coesão anafórica. A tal “discrição” é a maneira como as mencionadas execuções são feitas: “em lugares fechados, diante de poucas testemunhas”. Resposta – Item certo.

5. Pronomes indefinidos São os que têm sentido vago, impreciso, indeterminado. Alguns

podem flexionar-se em gênero e número.

• Casos Particulares

a)

Certo livro: antes do substantivo, equivale-se a pronome indefinido. Livro certo: depois, equivale-se a adjetivo.

b)

Algum livro deve ser igual a este. Antes do substantivo, tem valor positivo, exprime possibilidade. Livro algum deve ser igual a este. Depois, tem valor negativo, expressa impossibilidade.

6.

Pronomes relativos

 

a)

Eis os velhos amigos de que lhe falhei.

  a) Eis os velhos amigos de que lhe falhei. Eis o instrumento de que lhe

Eis o instrumento de que lhe falei.

O pronome relativo QUE pode ser empregado tanto para substituir coisa quanto para representar pessoa. Rejeita preposições com duas ou mais sílabas e dispensa sem e sob

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PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

Lembre-se de que para ser conjunção integrante, esse vocábulo

deve unir uma oração subordinada de valor substantivo (objeto direto, objeto

indireto, complemento nominal, sujeito, predicativo, aposto) à sua principal.

Considere este fragmento: “ explicam que tipo de rodovia cada uma é.”,

em que a oração sublinhada é objeto direto da forma verbal “explicam” e o

“que” não é pronome relativo.

eles

b)

e o “que” não é pronome relativo. eles b) A casa onde morei era muito antiga.

A casa onde morei era muito antiga. (certo)

eles b) A casa onde morei era muito antiga. ( certo ) A reunião onde estávamos

A reunião onde estávamos acabou tarde. (errado)

ONDE é usado restritivamente em referência a lugar.

A escola onde estudo foi fechada.

A escola aonde vais é muito longe.

A escola donde vens é muito longe.

ONDE é pronome relativo quando substitui um termo antecedente,

como no primeiro exemplo (onde = escola). Não deve ser confundido com

onde = advérbio interrogativo: “Onde você estuda?”. Observe que agora o

vocábulo onde não substitui nenhum termo anterior, apenas introduz uma

pergunta que exprime a ideia de lugar.

Usaremos aonde (contração de a + onde) quando o verbo que

surgir após esse pronome relativo exprimir ideia de movimento e exigir a

preposição “a”. Caso o verbo indicativo de movimento reger preposição “de”,

usaremos “donde” (contração de de + onde).

Ressalto que o verbo seguinte deve indicar movimento e não

permanência

que

exprimem permanência, a preposição empregada será “em”. Na Língua

Portuguesa não existe nonde, isto é, a contração de em + onde.

(como

no

primeiro

exemplo).

Com

verbos

estáticos,

+ onde . (como no primeiro exemplo). Com verbos estáticos, c) Ele participou da reunião, a

c) Ele participou da reunião, a qual deu origem ao atual grupo de trabalho.

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O relativo o qual (e variações) é útil para desfazer ambiguidades.

Perceba que, se fosse empregado o relativo QUE, haveria margem para a seguinte dúvida: a reunião ou ele deu origem ao atual grupo de trabalho?

d) É uma pessoa com cujas opiniões não podemos concordar.

O pronome relativo CUJO(S)/CUJA(S) estabelece uma relação de

posse/dependeência entre os termos antecedente e consequente. Concorda em gênero e número com a “coisa” possuída.

Muito cuidado quando a banca lhe propuser a substituição dele por outro relativo (que, a/o qual, quem), a pretexto de que serão mantidas a correção gramatical e a coerência argumentativa. ISSO NÃO É VERDADE. NÃO É POSSÍVEL FAZER TAL SUBSTITUIÇÃO. Não confunda o caso anterior (correspondência entre que e o/a qual) com este. Observe esta construção: O professor cujo o filho nasceu está feliz. O que acha dela? Certa ou errada? ERRADA. A norma gramatical não abona o

emprego de artigo antes (

daí o motivo de não se empregar o acento indicativo de crase diante dele.

o

cujo

)

ou depois (

cujo

o

)

do relativo CUJO,

e) Esta é a pessoa a quem prezo como amigo.

O pronome relativo QUEM é utilizado em referência a pessoas e se

faz acompanhar de preposição. Eu disse PREPOSIÇÃO e não artigo. Portanto, se perguntarem a você qual a classe gramatical daquele “a” em negrito, NADA DE DIZER “ARTIGO”.

f) Esqueci tudo quanto foi dito. Podemos confiar em todos quantos estão presentes. Podemos confiar em todas quantas estão presentes.

QUANTO

(e

variações)

será

acompanhado de tudo (e variações).

pronome

relativo

quando

estiver

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g) Essa é a hora quando as garças levantam vôo. Não entendi a maneira como ela se dirigiu a mim.

QUANDO e COMO são pronomes relativos sempre que se referirem a um termo antecedente (“a hora” e “a maneira”, nessa ordem). O primeiro tem valor semântico de tempo; o segundo, de modo.

] [

tem valor semântico de tempo; o segundo, de modo. ] [ ] [ 3. (Cespe/STM/Técnico Judiciário/Área
tem valor semântico de tempo; o segundo, de modo. ] [ ] [ 3. (Cespe/STM/Técnico Judiciário/Área

] [

tem valor semântico de tempo; o segundo, de modo. ] [ ] [ 3. (Cespe/STM/Técnico Judiciário/Área

3. (Cespe/STM/Técnico Judiciário/Área Administrativa/2011) O elemento que possui, em todas as suas ocorrências (L.7, 8, 13 e 14), a propriedade de retomar palavras ou expressões que o antecedem no texto.

Comentário – Preste muita atenção no enunciado. O que o examinador procura, na verdade, é um pronome relativo, pois é ele que retoma palavras ou expressões antecedentes. Assim sendo, o item está errado. Vejamos:

– “mostra que há setores” (l. 7) => conjunção integrante, pois introduz oração (substantiva) que funciona como objeto direto do verbo mostrar.

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DA ÁREA ADMINISTRATIVA DO TJDFT PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA – “como a construção civil, que tem uma”

– “como a construção civil, que tem uma” (l. 8) =>

pronome relativo, pois substitui a expressão “construção civil” na oração em

que aparece. Repare: a construção civil tem uma. Observação: a oração introduzida por pronome relativo é chamada subordinada adjetiva.

– “que é um equívoco” (l 13) => outra conjunção

integrante, pois introduz oração (substantiva) que funciona como objeto direto do verbo mostrar (l. 12). – “mostram que o mercado de trabalho já é bem” (l. 14) => outra vez temos uma conjunção integrante, que introduz oração substantiva. O “que” introduz o objeto direto do verbo mostrar. Repare o artifício: Os números mostram ISSO. O vocábulo ISSO equivale-se à oração (substantiva) “que o mercado de trabalho já é ”

Resposta – Item errado.

] [

de trabalho já é ” Resposta – Item errado. ] [ 4. ] [ (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/2011)

4.

] [

(Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/2011) A supressão da preposição em “em que” desrespeitaria as regras gramaticais, pois, por meio dela, se indica que o pronome “que” retoma “subjetividade” .

indica que o pronome “que” retoma “subjetividade” . Comentário – Não é verdade que o pronome
indica que o pronome “que” retoma “subjetividade” . Comentário – Não é verdade que o pronome

Comentário – Não é verdade que o pronome relativo “que” retoma “subjetividade”. Ele retoma o antecedente “êthos”. A oração adjetiva pode ser reescrita assim: A sociabilidade assume um tom caracteristicamente marcante na êthos. Resposta – Item errado.

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[

]

ÁREA ADMINISTRATIVA DO TJDFT PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA [ ] 5. (Cespe/FUB/Analista de Tecnologia da Informação/2011)

5. (Cespe/FUB/Analista de Tecnologia da Informação/2011) Na linha 49, o vocábulo “se” é empregado com a mesma função nas duas ocorrências: a de marcar reciprocidade de ação.

Comentário – Não é verdade. No primeiro caso, o “se” é parte integrante do verbo assemelhar-se (= ser semelhante a; parecer-se), como em queixar-se, suicidar-se etc. No segundo, o pronome indica reciprocidade, ou seja, “Criador e criatura” praticam e sofrem a ação um em relação ao outro. Resposta – Item errado.

Advérbios Referem-se a um verbo, um advérbio ou a um adjetivo, acrescentando-lhes informações circunstanciais, acessórias. Ex.: Ele chegou cedo. (refere-se à forma verbal “chegou” e indica quando a ação verbal se realizou) Você agiu bastante mal. (refere-se ao advérbio “mal”, intensificando o modo indicado pelo advérbio) Essa é a atitude menos correta. (refere-se ao adjetivo “correta”, adicionando-lhe valor semântico intensificador)

Em alguns casos, os advérbios podem se referir a uma oração inteira. Nesse caso, normalmente transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração.

Ex.:

Infelizmente, os deputados aprovaram as emendas.

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As providências foram infrutíferas, lamentavelmente. Observamos que os advérbios bem e mal, quando juntos a adjetivos (ou a particípios), são empregados na forma analítica para indicar o grau comparativo de superioridade.

Ex.:

O quarto está mais bem pintado (do) que a sala. Joaquim é mais mal educado (do) que Pedro.

Alguns advérbios podem assumir formas diminutivas (e passam a ter valor superlativo) para indicar linguagem afetiva.

Ex.:

Chegaram agorinha. Terminei a prova rapidinho.

Ocorrendo o emprego sequencial de advérbios terminados em mente, a terminação pode ser usada apenas no último advérbio ou em todos eles. Ex.: Calma e silenciosamente, a aluna repassava os ensinamentos.

os

Calmamente

e

silenciosamente,

a

aluna

repassava

ensinamentos.

ATENÇÃO! É possível que alguns adjetivos sejam empregados com advérbios. Nesse caso, ficam invariáveis.

Ex.:

Não falem alto! As aulas de português não custam caro.

Preposições Conecta (liga) palavras e orações, estabelecendo uma relação de subordinação do consequente ao antecedente.

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Ex.: O caderno de português ficou na escola. (a preposição estabeleceu vínculo entre as palavras “caderno” e “português”, pertencentes à mesma oração) O medo de fracassar atormentava-o dia e noite. (agora, a preposição promoveu o vínculo entre o substantivo “medo” e a oração completiva nominal “fracassar”. Usualmente, as preposições são desprovidas de valor semântico. Porém, às vezes indicam noções fundamentais à compreensão da frase.

Ex.:

Estou com você. (associação, a favor) Estou contra você. (posição contrária) Pus sob a mesa. (posição inferior) Pus sobre a mesa (posição superior) Às noites, jogava dominó. (tempo habitual, periodicidade) Dei pirulitos para as crianças, uma a uma. (distribuição) Veio de casa. (origem)

uma a uma. (distribuição) Veio de casa. (origem) Prof. Albert Iglésia www.pontodosconcursos.com.br 2 0

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DA ÁREA ADMINISTRATIVA DO TJDFT PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA 6. (Cespe/ANTAQ/Técnico em Regulação/2009) A ideia de

6. (Cespe/ANTAQ/Técnico em Regulação/2009) A ideia de continuidade no uso do transporte hidroviário é marcada, no texto, tanto pelo emprego da preposição "desde" (L.1) quanto pelo emprego da expressão verbal "tem sido usado" (L.1).

Comentário – Celso Cunha e Lindley Cintra nos ensinam que a preposição desde serve para indicar afastamento de um limite (quer em relação ao espaço, quer em relação ao tempo) em direção a outro, com insistência naquele. No texto, o limite inicial ou de origem é indicado pelo vocábulo “antiguidade”. A expressão “tem sido usado” exprime a voz passiva analítica do verbo usar, que, no pretérito perfeito composto, indica ação durativa, não limitada no tempo. Resposta – Item certo.

durativa, não limitada no tempo. Resposta – Item certo. Prof. Albert Iglésia www.pontodosconcursos.com.br 2 1

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DA ÁREA ADMINISTRATIVA DO TJDFT PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA 7. (Cespe/TCU/AFCE/2009) No desenvolvimento do texto, a

7. (Cespe/TCU/AFCE/2009) No desenvolvimento do texto, a conquista dos "direitos invioláveis" (L.17) está associada a um processo gradativo e contínuo, como evidencia o emprego das preposições "desde" (L.17) e "até" (L.19).

Comentário – Perceba como, no mesmo ano, o Cespe “brincou” com os valores semânticos da preposição essencial desde. As duas preposições mencionadas exprimem movimento em relação a dois limites. Enquanto a preposição desde enfatiza o afastamento (limite inicial, de origem), a preposição até sublinha a aproximação (limite final, de chegada).

Importa perceber a diferença existente entre a preposição até, que indica movimento, da palavra de forma idêntica, denotadora de inclusão:

Tudo na vida engana, até a glória. Frise-se ainda que, com a preposição até, usam-se as formas oblíquas mim, ti etc.: Um grito chegou até mim. Se, porém, até denota inclusão – e equivale a mesmo, também, inclusive – constrói-se com a forma

reta do pronome:

Resposta – Item certo.

E até eu já tive quem me oferecesse champanhe.

certo. E até eu já tive quem me oferecesse champanhe . Prof. Albert Iglésia www.pontodosconcursos.com.br 2

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DA ÁREA ADMINISTRATIVA DO TJDFT PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA 8. (Cespe/TCU/AFCE/2009) A preposição "mediante"

8. (Cespe/TCU/AFCE/2009) A preposição "mediante" (L.1) estabelece relação de movimento entre "exercício do poder" (L.1) e "múltiplas dinâmicas"

(L.1-2).

Comentário – O vocábulo “mediante” é uma preposição acidental. Esclareça- se ainda que a relação que se estabelece entre palavras por intermédio de preposição pode implicar movimento ou não movimento, melhor dizendo, pode exprimir um movimento ou uma situação daí resultante. No texto, essa preposição (que significa “por meio de”) afasta totalmente a noção de “movimento” e traduz a troco de que o “exercício do poder ocorre”. Resposta – Item errado.

1

A

tecnologia

 

passou

a

dominar

 

não

apenas

o

 

comércio,

as

cidades,

a

vida

cotidiana

e

a

intimidade

do

homem,

mas

foi

além:

transformou-se

na

linguagem

do

mundo

4

contemporâneo,

nossa

mediação

universal.

Como

sistema

universal,

a

História

da

mesma

maneira

 

que

as

ciências,

as

artes e

a política

é

vista

da

mesma perspectiva, isto é, por

7

meio

de

um

conjunto

de

regras

de

conhecimentos,

geralmente

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quantificados, que valem de forma diferenciada dimensões do real.

para

todas

as

10

É

impossível

despojar

o

mundo

das

suas

ambiguidades,

paradoxos e

enigmas,

e

dominá-lo

plenamente

por meio da racionalidade técnica

e

de

forma

sistemática.

Em

13

vez de habitar

o

mundo,

acolhê-lo,

viver

no

meio

dos

acontecimentos,

o

homem

moderno

tem

a

pretensão

de

dominá-lo pela

técnica.

Mas

ele

não

se

conta

de

que

essa

16

pretensão é o que o transforma no escravo moderno: dominado

por causas exteriores, o homem perde

a prudência

e

age

como

qualquer ser passional, isto é, tudo

o

que

ele

faz

faz

porque

19

é levado pelos acontecimentos.

 

Russell A. Mittermeyer. Um planeta febril. In: Istoé, 23/12/2009, p. 117 (com adaptações).

9.

(Cespe/IPAJM/Advogado/2010) Considerando o uso das estruturas linguísticas no texto, assinale a opção correta.

(A)

A

expressão “da mesma maneira” (l.5) estabelece uma comparação entre

o

“sistema universal” (l.4-5) e o “conjunto de regras de conhecimentos”

 

(l.7).

(B)

A

expressão “por meio de” (l.6-7) e o vocábulo “pela” (l.15) atribuem a

ideia de instrumento, respectivamente, a “um conjunto de regras” (l.7) e

a

“técnica” (l.15).

(C)

Os pronomes em “dominá-lo” (l.11) e em “o transforma” (l.16) referem-se

a

“mundo”, respectivamente, nas linhas 10 e 13.

(D)

Na linha 12, a repetição da preposição de, que precede “racionalidade técnica” e “forma sistemática”, indica que se trata de dois complementos para a expressão “por meio”.

(E)

A preposição de, em “dos acontecimentos” (l.13-14), corresponde à preposição a e por ela pode ser substituída, sem prejudicar a correção e a coerência do texto.

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Comentários – Alternativa A: Muito cuidado, pois apenas uma parte do que foi dito está correta. Embora a locução conjuntiva “da mesma maneira que” estabeleça uma comparação, esta ocorre entre “a História” e “as ciências, as artes e a política”. Alternativa B: aqui não há problemas. A locução prepositiva “por meio de” confere ao termo “um conjunto de regras” circunstância de instrumento, o qual é utilizado para que “a História” seja vista “da mesma maneira que as ciências, as artes e a política”. Semelhantemente, a contração da preposição per com o artigo a (= “pela”) provoca o mesmo efeito no termo “técnica” – é por meio dela que o “homem moderno tem a pretensão de” dominar o mundo. Alternativa C: este item trata da função referencial dos pronomes, aspecto que as bancas gostam de explorar. O exercício não é difícil, mas requer atenção do candidato quanto à leitura do texto. Em “dominá-lo”, o pronome realmente se refere ao termo “mundo”. O problema surge agora: em “o transforma”, o pronome oblíquo se refere a “homem moderno” (l. 14). Alternativa D: em “da racionalidade técnica”, a preposição (que se contraiu com o artigo “a”) indica exatamente o que o examinador afirmou. Já em “de forma sistemática”, a preposição integra locução adverbial com valor semântico de modo/maneira (de dominar o mundo plenamente). Portanto a relação é estabelecida com o verbo dominar. Alternativa E: eu sugiro a reescritura da passagem como propões a banca, pois facilita a análise.

“Em vez de habitar o mundo, acolhê-lo, viver no meio aos acontecimentos ”

É notória a falta de coesão entre os elementos textuais, a qual consequentemente prejudica a coerência argumentativa. Experimente manter a presente alteração e trocar o conectivo “no” por em:

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“Em vez de habitar o mundo, acolhê-lo, viver em meio aos acontecimentos ”

Ficou melhor assim? Como isso não foi proposto, o item também está errado. Resposta – B

1

Afirma-se

que

a

inovação

e,

particularmente,

seus

 

produtos

tecnológicos

estimulam

a

competitividade

e,

dessa

forma,

contribuem

para

o

crescimento

econômico

do

país.

4

Consequentemente,

a

competitividade

é

erigida

em

valor

supremo

da

vida

social,

como

se

fosse

uma

lei

da

natureza

imanente

à

espécie

 

humana.

Omite-se,

propositadamente,

7

que

o

mais

longo

período

da

história

da

vida

humana

foi

orientado

pela

cooperação

e

solidariedade,

valores

fundamentais

para

a

sobrevivência

da

espécie.

A

ideologia

10

da

competição

e

produtividade

faz

parte

de

uma

visão

de

mundo

dominada

pela

corrida

atrás

da

acumulação

de

capitais

e

do

enriquecimento

ilimitado,

nem

sempre

por

13

meios

civilizados

 

e

legítimos.

 

Para

a

sociedade,

coletivamente,

haverá

vantagens

na

busca

de

maior

produtividade

quando

 

seus

resultados

forem

distribuídos

16

para

elevar

o

nível

de

bem-estar

coletivo.

Isso

pode

ser

atingido

mediante

a

elevação

proporcional

dos

salários,

a

redução

dos

preços

de

bens

e

serviços

ou

o

aumento

de

19

investimentos

dos

lucros

gerados,

na

expansão

do

sistema

produtivo.

Deixemos

bem

claro:

não

se

discute

aqui

a

necessidade

de

tecnologia

nas

sociedades

contemporâneas,

22

mas

a

condição

de

que

esta

seja

ambientalmente

segura,

socialmente benéfica (para todos) e eticamente aceitável.

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Henrique Rattner. Tecnologia e sociedade. In: Internet:

<www.espacoacademico.com.br> (com adaptações)

10. (Cespe/IPAJM/Advogado/2010 – adaptada) A coerência e a correção gramatical do texto seriam mantidas ao se substituir

(A)

“erigida em valor supremo” (l.4-5) por erigida valor supremo.

(B)

“fundamentais para a sobrevivência” (l.9) por fundamentais a sobrevivência.

(C)

“atingido mediante a elevação” (l.17) por atingido pela elevação.

(D)

“condição de que esta seja” (l.22) por condição que esta seja.

Comentário – Alternativa A: a ausência da preposição constitui erro gramatical e prejudica a coerência do texto. A locução verbal “é erigida” (= é erguida, é construída) tem seu sentido modificado pela circunstância expressa pela locução adverbial “em valor supremo”. Uma locução adverbial é composta por preposição + substantivo (Eu caminho à noite.), adjetivo (Fiz o trabalho de novo.) ou advérbio (Eu vim de lá.). A preposição serve para conectar o termo anterior e o posterior; sem ela, a locução perde sua característica. Alternativa B: a coerência estaria preservada, mas a correção gramatical não. A troca da preposição “para” por a faz surgir a crase (fusão da preposição com o artigo “a”), que deve ser indicada por meio do acento grave:

à.

Alternativa C: são equivalentes a locução prepositiva por meio de, a preposição acidental “mediante” e o vocábulo pela (contração da preposição per com o artigo a), todos denotam circunstância de instrumento. A preposição mediante não se aglutina com artigo, diferentemente da preposição per. Por isso a forma é "mediante a elevação ,

Não há

necessidade de repetir a preposição. Vamos trocar "mediante" por per, que se aglutina com

Assim

[mediante] a redução

[mediante] o aumento de investimentos

".

artigo: "pela elevação

a redução

o aumento de investimentos

".

,

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como não houve necessidade de repetir a preposição "mediante", não há a obrigatoriedade de repetir o vocábulo per. Alternativa D: o caso aqui é semelhante ao da alternativa A.

a preposição “de” conecta o substantivo “condição” ao seu complemento: “de

que esta seja”. A ausência dela prejudica a correção gramatical e afeta o sentido original do texto. Note ainda que o vocábulo “que” é, primeiramente, conjunção integrante; depois, passa a ser pronome relativo.

Resposta – C

 

[

]

O

fato

é

que

essa

ininterrupta

e

incansável

 

luta

pelo

saber

tem

sido

uma

das

mais

importantes

10

atividades

do

homem.

Ocorre

que,

ao

dar

vazão

ao

seu

insaciável

afã

de

descobrir,

criar,

conquistar,

ao

tentar

realizar

em

toda

sua

plenitude

a

livre

aventura

do

espírito,

o

homem

13

depara-se com seus limites. [

]

Ivan de Araújo Moura Fé. Conflitos éticos em psiquiatria. In: José E. Assad (Coord.). Desafios éticos. Brasília: Conselho Federal de Medicina, 1993, p. 185 (com adaptações).

11. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Superior/2010) A repetição da preposição a em “ao tentar” (l.11) é fundamental para mostrar que a oração aí iniciada está em paralelo com a oração iniciada por “ao dar vazão” (l.10); e que não se trata de mais um termo da enumeração de verbos que complementam “afã de” (l.11).

Comentário – Antes da oração reduzida “ao tentar realizar” há uma enumeração de orações (“de descobrir, criar, conquistar”) coordenadas entre si

e ligadas ao substantivo “afã” por meio da preposição “de”. A preposição “a” introduz oração que indica quando o homem se depara com seus limites. Resposta – Item certo.

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1

A

realidade

atual

vem

exigindo

dos

pesquisadores

envolvidos com a temática

da

saúde

maiores

esforços

para

compreender as mudanças recentes, pois o modo de as pessoas

4

fazerem uso de suas capacidades físicas, cognitivas e

afetivas

para produzir foi transformado. [

]

Ada Ávila Assunção. Uma contribuição ao debate sobre as relações saúde e trabalho. In: Ciênc. Saúde Coletiva, v. 8, n.º 4, p. 1.005-18, 2003 (com adaptações).

12. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Superior/2010) A organização das ideias no texto mostra que “realidade atual” (l.1) constitui a circunstância de tempo em que a “temática da saúde” (l.2) está sendo considerada; por isso, mantêm-se as relações entre os argumentos e a correção gramatical ao se iniciar o texto com Na realidade atual.

Comentário – Cuidado! “A realidade atual” (termo personificado, usado em sentido figurado), é o agente do processo verbal; sintaticamente, é o sujeito dele – por isso não deve ser aglutinado à preposição em como se fosse um adjunto adverbial. Resposta – Item errado.

13. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Superior/2010) Na linha 2, em razão da acepção de “envolvidos” usada no texto, é possível substituir “com a” por na, sem prejudicar sua correção gramatical, nem tornar incoerente a relação entre as ideias apresentadas.

Comentário – o significado do vocábulo é o seguinte: que se envolveram ou deixaram envolver; implicados; comprometidos: Envolvidos em uma conspiração, os acusados precisam de um bom álibi para escapar da prisão. Resposta – Item certo.

14. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Superior/2010) A preposição em “para compreender” (l.2-3) e “para produzir” (l.5) expressa o sentido de

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finalidade: a finalidade dos “esforços” (l.2) e das “capacidades” (l.4), respectivamente.

Comentário – No texto, a preposição “para” também exprime finalidade. Resposta – Item certo.

15. (Cespe/PC-ES/Cargos de Nível Superior/2011) No trecho "estão convencidos de que as desigualdades são, em sua maior parte, sociais ou históricas" (L.8-10), a omissão da preposição "de" prejudicaria a correção gramatical do período.

Comentário – Sim, pois ela promove o vínculo entre o adjetivo “convencidos” e a oração completiva nominal subsequente. A retirada dela afetaria a coesão do período e as regras de regência nominal. Resposta – Item certo.

] [

regras de regência nominal. Resposta – Item certo. ] [ ] [ 16. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/Taquigrafia/2011)

] [

16. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/Taquigrafia/2011) A substituição da locução “a fim de” (L.16) por para manteria a correção gramatical e o sentido original do texto.

Comentário – Sim, são equivalentes quanto ao sentido a locução prepositiva “a fim de” e a preposição para, ambas exprimem circunstância de finalidade.

Também não se verifica incorreção gramatical na substituição:

sob o túmulo para escapar dos golpes do destino Resposta – Item certo.

ir agachar-se

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Conjunções Unem orações ou termos de uma oração. No desempenho desse papel, a conjunção pode relacionar termos e orações sintaticamente equivalentes (as chamadas orações coordenadas) ou relacionar uma oração principal a uma oração que lhe é subordinada. Note que as preposições, ao conectarem termos de uma mesma oração, estabelecem entre eles um vínculo de subordinação. Já as conjunções, um vínculo de coordenação.

Ex.: Pedro e Paulo saíram. (os vocábulos “Pedro” e “Paulo” mantêm entre si uma relação de equivalência sintática) Pedro foi ao cinema, e Paulo foi ao teatro. (as orações “Pedro foi ao cinema” e “e Paulo foi ao teatro” também estão em um vínculo de coordenação)

É preciso que estudemos. (agora, a conjunção “que” estabelece uma relação de subordinação entre as orações “É preciso” e “que estudemos”)

Há palavras que podem pertencer a diferentes grupos de conjunções (e, que, porque, pois, porquanto, por exemplo). Mais importante do que memorizar as conjunções será observá-las em seus contextos e, a partir dessa observação, encaixá-la em um grupo (coordenativas aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas; subordinativas integrantes ou adverbiais – causal, comparativa, concessiva, condicional, conformativa, consecutiva, final, proporcional ou temporal).

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

aditivas

e, nem, mas, também, mas ainda, como também, bem como

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adversativas

e, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, apesar disso, em todo caso)

alternativas

ou, ou

ou, ora

ora, já

já, quer

quer

conclusivas

logo, portanto, por conseguinte, pois (após verbo), por isso

explicativas

que, porque, porquanto, pois (antes de verbo)

 

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

 

integrantes (introduzem orações subordinadas que funcionam como substantivos: subjetiva, predicativa, objetiva direta, objetiva indireta, completiva nominal, apositiva)

que, se

 

adverbiais (introduzem orações subordinadas que traduzem circunstâncias)

causais

que, porque, pois, como porquanto, visto que, visto como, já que, uma vez que, desde que, na medida em que, se

comparativas

como, (tal) qual, tal e qual, assim como, (tal) como, (tão ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, (tanto) quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que (= como)

concessivas

embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda quando, mesmo quando, poso que, por mais que, por muito que, por menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que (= embora não)

condicionais

se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (=

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se não), a não ser que, a menos que, dado que.

 

conformativas

como, conforme, segundo, consoante

 

consecutivas

que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto, tamanho, às vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que, sem que, que (não)

finais

para que, a fim de que, que (= para que), de modo que

 

à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto

mais

(tanto

mais),

quanto

mais

(tanto menos),

proporcionais

quanto menos

(tanto mais), quanto mais

(mais),

(tanto)

quanto

temporais

Quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que, ao mesmo tempo que, toda vez que

que, até que, agora que, ao mesmo tempo que, toda vez que 17. (Cespe/Correios/Agente de Correios/Atendente

17. (Cespe/Correios/Agente de Correios/Atendente Comercial/2011 – adaptada) A respeito de aspectos linguísticos do texto, julgue os itens abaixo.

I. No pedido de desculpa pelos erros (v.3), o autor da carta comete o seguinte erro: emprego da forma verbal “desculpes”, em vez de desculpe.

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II. Os termos “Porque” (v.2) e “Porém” (v.7) estabelecem, nos respectivos trechos, semelhantes relações de sentido.

III. No verso 5, os vocábulos “Talvez” e “até” expressam circunstâncias de tempo.

Comentário – Item I: errado. O verbo desculpar corretamente flexionado na segunda pessoa do singular do presente do subjuntivo. Quanto ao número e à pessoa, a referência é o pronome TU, representante da pessoa com quem o enunciador fala. Quanto ao tempo e modo verbal, o subjuntivo traduz a ideia de possibilidade presente nas palavras do poema. Item II: errado. A conjunção “Porque” apresenta o motivo pelo qual o autor escreve a carta; a conjunção “Porém”, como conjunção adversativa que é, introduz ideia de ressalva, contraste. Item III: errado. “Talvez” exprime circunstância de dúvida; “até” denota ideia de inclusão. Resposta – Itens errados.

denota ideia de inclusão. Resposta – Itens errados. 18. (Cespe/ANTAQ/Técnico em Regulação/2009) A conjunção

18. (Cespe/ANTAQ/Técnico em Regulação/2009) A conjunção "e" (L.4) liga dois complementos para a expressão "É obvio" (L.3).

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Comentário – A conjunção “e” é aditiva e serve para ligar dois termos ou duas orações de idêntica função: Leonor e ele voltaram-se e desfaleceram. No texto, a conjunção em destaque conecta os verbos “otimizar e modernizar”, ambos complementos do adjetivo transitivo “necessário”. Resposta – Item errado.

transitivo “necessário”. Resposta – Item errado. 19. (Cespe/TCU/AFCE/2009) O desenvolvimento da
transitivo “necessário”. Resposta – Item errado. 19. (Cespe/TCU/AFCE/2009) O desenvolvimento da

19. (Cespe/TCU/AFCE/2009) O desenvolvimento da argumentação permite que se insira o conectivo Logo, seguido de vírgula, imediatamente antes de "A política" (L.9), escrevendo-se o artigo com letra minúscula, sem prejuízo para a coerência e a correção gramatical do texto.

Comentário – A conjunção logo é conclusiva, como também o são pois, portanto, por conseguinte, por isso, assim. Ela serve para introduzir segmento de valor semântico conclusivo, consecutivo. Se foi dito anteriormente que “o

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exercício da política é coletivo”, é natural concluir-se que “A política é exercida sempre que as pessoas agem em conjunto”. É importante dizer que a inserção sugerida pelo Cespe realmente exige mudança na grafia inicial do artigo. Sempre que a banca propuser a você mudanças na estrutura de uma frase, observe se todas as adaptações estão sendo sugeridas. Caso contrário, o item estará errado. Resposta – Item certo.

o item estará errado. Resposta – Item certo. 20. (Cespe/Prefeitura de Ipojuca – PE/2009) A partir

20. (Cespe/Prefeitura de Ipojuca – PE/2009) A partir da conjunção "mas" (l.11), subentende-se da organização das ideias no texto que um "processo de longo prazo" (l.10-11) pode não dispor de "sólidas fundações" (l.11) antes de ser definitivo.

Comentário – Já caminhando para a conclusão do texto, o autor afirma que a globalização é um processo lento. Apesar disso, ele (o processo) “já dispõe de sólidas fundações”. Pela ideia de contraste causada pelo uso da conjunção adversativa “mas”, percebe-se que a regra ou a consequência normal é esse processo não dispor dessas fundações. Em outras palavras, a globalização, que ainda não assumiu seu formato definitivo pode não dispor de sólidas fundações (regra geral), mas essa dispõe (exceção à regra). Resposta – Item certo.

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DA ÁREA ADMINISTRATIVA DO TJDFT PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA 21. (Cespe/ANTAQ/Analista Administrativo/2009) Na linha 12,

21. (Cespe/ANTAQ/Analista Administrativo/2009) Na linha 12, caso se deslocasse a conjunção "pois" para o início da oração, a coerência da argumentação seria preservada, desde que fossem retiradas as duas vírgulas que isolam essa palavra e que se fizessem os necessários ajustes nas letras maiúsculas e minúsculas.

Comentário – Primeiramente, faça as transformações propostas pela banca:

Pois tempo, espaço e matéria são ideias

quase tudo! O problema está na perda da ideia original. A conjunção pois utilizada entre vírgulas e após o verbo da oração que integra denota ideia conclusiva, tal como no texto original. O emprego dela no início da oração, como sugerido pela banca, reveste-a de valor semântico explicativo. Resposta – Item errado.

O que acha? Quase tudo certo,

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[

]

A

ideologia

10

da

competição

e

produtividade

faz

parte

de

uma

visão

de

mundo

dominada

pela

corrida

atrás

da

acumulação

de

capitais

e

do

enriquecimento

ilimitado,

nem

sempre

por

13

meios

civilizados

e

legítimos.

 

Para

a

sociedade,

coletivamente,

haverá

vantagens

na

busca

de

maior

produtividade

 

quando

seus

resultados

forem

distribuídos

16

para

elevar

o

nível

de

bem-estar

coletivo.

Isso

pode

ser

atingido

mediante

a

elevação

proporcional

dos

salários,

a

redução

dos

preços

de

bens

e

serviços

ou

o

aumento

de

19

investimentos produtivo. [

]

dos

lucros

gerados,

na

expansão

do

sistema

22. (Cespe/IPAJM/Advogado/2010

Henrique Rattner. Tecnologia e sociedade. In: Internet:

<www.espacoacademico.com.br> (com adaptações)

adaptada)

Julgue

os

itens

abaixo,

relativos ao emprego das estruturas linguísticas do texto.

(A)

Na linha 10, preserva-se a coerência textual ao se inserir da antes de “produtividade”; mas, para se preservar a correção gramatical, será necessário mudar “faz” para fazem.

(B)

Para a coerência dos argumentos no texto, é indiferente o uso de “quando” (l.15) ou de se, em seu lugar, pois o período sintático preserva a ideia de condição.

(C)

Seriam mantidas as relações entre os argumentos se, em lugar de “ou” (l.18), antes do último termo da enumeração, fosse usado e; mas a desvantagem seria a repetição do mesmo conectivo.

Comentário – Alternativa A: as locuções adjetivas “da competição” e “[da] produtividade” estão subordinadas ao substantivo “ideologia” por meio da mesma preposição: “de” (que se contraiu com o artigo “a” = “da”). Por isso a repetição dela é desnecessária. Ainda que se queira empregá-la novamente, o

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núcleo do sintagma permanece “ideologia” (terceira pessoa do singular), o que obriga o verbo também a permanecer flexionado no mesmo número e na mesma pessoa.

Alternativa B: frequentemente, classificamos a conjunção quando como subordinativa adverbial temporal. Antes, porém, é preciso analisar o seu real valor semântico no período em que ocorre. É o caso, por exemplo, da passagem aludida pelo examinador. Nela, o valor semântico do conectivo assemelha-se ao da conjunção condicional “se”. Por isso o uso de um ou de outro é indiferente. Alternativa C: a conjunção alternativa “ou” serviu para nos comunicar que a concretização de um dos fatores (elevação proporcional dos salários; redução dos preços de bens e serviços e aumento de investimentos dos lucros gerados) é suficiente para elevar o nível de bem-estar coletivo. Já a conjunção aditiva e muda esse entendimento e passa a indicar que deve haver o somatório desses fatores (eles devem ocorrer solidariamente) para que o objetivo seja atingido. Resposta – Itens errado, certo e errado.

 

[

]

Pesquisas

 

científicas

recentes

sobre

a

raiva

reforçam

essa

linha

de

pensamento,

e

7

uma

delas

mostra

que

 

quem

reprime

sua

frustração

é

pelo

menos

três

vezes

mais

propenso

a

admitir

que

chegou

a

um

ponto

em

sua

carreira

no

qual

não

consegue

mais

progredir

e

10

que

tem

uma

vida

pessoal

decepcionante.

as

pessoas

que

aprendem

a

explorar

e

canalizar

sua

raiva

apresentam

uma

probabilidade

muito

maior

de

estar

bem

situadas

13

profissionalmente,

além

de

desfrutar

de

maior

intimidade

física

e emocional com seus amigos e familiares. [

]

Planeta, jan./2010, p. 64-5 (com adaptações).

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23. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Superior/2010) Por causa das duas ocorrências do pronome “que” (l.7-8) no mesmo período sintático, não é recomendada a substituição de “no qual” (l.9) por que, apesar de a coerência e a correção do texto serem mantidas.

Comentário – O “que” (l. 7-8) é conjunção integrante. Note que ele introduz orações que funcionam como objeto direto dos verbos mostrar e admitir. Isso nada tem a ver com a substituição proposta pelo examinador, que focaliza pronome relativo. A razão do problema causado pela troca é outra. O conjunto “no qual” (l. 9) é composto pela preposição em e pelo pronome relativo o qual. A preposição é obrigatória porque introduz o advérbio de lugar “um ponto em sua carreira”, expresso na oração anterior e representado pelo pronome no segmento subsequente: não consegue mais progredir em um ponto em sua carreira (= “no qual”). Substituir “no qual” por “que”, sem a presença da preposição “em”, prejudica a correção gramatical. Além disso, a coerência textual também sofre, observe:

chegou “

a um ponto em sua carreira que não consegue ”

mais progredir

Percebeu que agora é a “carreira” que não progride mais? Essa mudança brusca de sentido afeta a coerência. Resposta – Item errado.

] [

sentido afeta a coerência. Resposta – Item errado. ] [ ] [ ] [ Prof. Albert

] [

afeta a coerência. Resposta – Item errado. ] [ ] [ ] [ Prof. Albert Iglésia

] [

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24. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/2011) Nos trechos “que de fato desprezava” (L.7) e “que ensinamentos tirei da leitura” (L.22), o elemento “que” recebe a mesma classificação morfossintática.

Comentário – Na linha 7, o vocábulo classifica-se como pronome relativo, substitui o antecedente “mulheres” e introduz oração subordinada adjetiva restritiva.

Na linha 22, o “que” é conjunção integrante, introduz oração subordinada substantiva objetiva direta. Resposta – Item errado.

] [

substantiva objetiva direta. Resposta – Item errado. ] [ ] [ 25. (Cespe/MJ-DPF/Agente/2012) Mantendo-se a correção

] [

25. (Cespe/MJ-DPF/Agente/2012) Mantendo-se a correção gramatical e a coerência do texto, a oração “se alguém é executado” (l.12), que expressa uma hipótese, poderia ser escrita como caso se execute alguém, mas não como se caso alguém se execute.

Comentário – Além de expressar uma hipótese por causa da conjunção subordinativa “se”, a estrutura original transmite noção de passividade do termo “alguém”: ele sofre a ação de ser executado. A primeira proposta de substituição preserva tanto a correção gramatical quanto a coerência do texto. A conjunção se foi substituída pela

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também conjunção condicional caso. É digna de nota a flexão do verbo executar, obrigatoriamente conjugado no subjuntivo (execute) por causa da conjunção caso.

Mas a segunda proposta apresenta problemas. Com respeito à correção gramatical, a justaposição das conjunções condicionais se caso fere a normatividade da língua. Parece que o examinador quis confundir os candidatos aproximando tal construção de outra bem semelhante: se acaso. Nesta estrutura, não temos duas conjunções condicionais, mas uma conjunção e um advérbio (= eventualmente). Em relação à coerência textual, segunda proposta transmite noção reflexiva. Alguém executa a si mesmo? Pratica e sofre a ação ao mesmo tempo? Não, não é essa a ideia original. Resposta – Item certo.

Verbos

a)

FLEXÕES VERBAIS Voz

1.

ATIVA indica que o processo verbal foi praticado pelo sujeito do verbo. Ex.: Cabral descobriu o Brasil.

2.

PASSIVA indica que o processo verbal foi sofrido pelo sujeito do verbo. Ex.: O Brasil foi descoberto por Cabral.

ATENÇÃO! 1 – Observe, de acordo com os exemplos anteriores, que o SUJEITO da voz ativa (Cabral) torna-se AGENTE DA PASSIVA, assim como o OBJETO DIRETO da voz ativa (o Brasil) torna-se SUJEITO da voz passiva.

for

INDETERMINADO, na voz passiva não haverá AGENTE DA PASSIVA. Ex.: Resolveram as questões. – voz ativa com sujeito indeterminado. As questões foram resolvidas. (ou Resolveram-se as questões.) – voz passiva sem agente da passiva.

2

Entretanto,

quando

o

SUJEITO

da

voz

ativa

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3 – A voz passiva pode ser dividida em verbal ou analítica e pronominal ou sintética. Ex.: Aquelas crianças foram abandonadas. – verbo auxiliar + verbo principal no particípio = analítica. Abandonaram-se aquelas crianças. – verbo TRANSITIVO DIRETO + pronome SE = sintética.

Agora considere o seguinte trecho: “[

]

Pacientes afetados pela

síndrome ultrapassaram muito a ‘fronteira da adaptabilidade às demandas’

]”. [

Novamente, vamos treinar a transformação da voz ativa para a passiva.

VOZ ATIVA

   

VOZ PASIVA

 
 

Pacientes

 

Agente

da

pelos

pacientes

Sujeito

afetados

pela

 

afetados

pela

síndrome

passiva

síndrome

Verbo

ultrapassaram (o que?)

Locução

verbal

 

transitivo

(voz

passiva

foi ultrapassada

direto

analítica)

 

a

fronteira

da

 

A

fronteira

da

 

Sujeito

 

Objeto direto

adaptabilidade às demandas

paciente

adaptabilidade às demandas

Há ainda alguns cuidados a respeito das vozes passiva e ativa:

a) Ficou-se feliz com o resultado. – verbo de LIGAÇÂO + SE =

sujeito indeterminado

b) Vive-se bem neste lugar. – verbo INTRASITIVO + SE =

sujeito indeterminado

c) Precisa-se de professores. – verbo TRANSITVO INDIRETO +

SE = sujeito indeterminado

d) Ama-se a Deus. Verbo TRANSITIVO DIRETO + SE + OBJETO

DIRETO PREPOSICIONADO = sujeito indeterminado

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3. REFLEXIVA indica que o processo verbal é praticado e sofrido pelo sujeito ao mesmo tempo. Ex.: Não me considero tão importante. Reservamo-nos o direito de ficar calado. Ele se deu um presente.

ATENÇÃO! 1 – Observe, de acordo com os exemplos anteriores, que o verbo vem acompanhado de um pronome oblíquo que lhe serve de objeto e representa a mesma