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P ROF .: C ÍCERO N ETO
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PROF.: CÍCERO

NETO

E v a n g e l i s m o

P e s s o a l

P á g i n a

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ABRIL 2008

ÍNDICE

Introdução ____________________________________________________________

03

I

)

Definição

0

___________________________________________________________

6

1.

O que dizem os eruditos

 

2.

Atos 1:8

II

)

Base

para

o

Evangelismo

______________________________________________

11

1.

Conhecimento de Deus

 

2.

Teocentrismo

 

III

)

Estratégias

e

Ferramentas

Evangelísticas

16

________________________________

 

1.

Evangelismo de massa

 

IV

2.

Evangelismo pessoal )

Plano

de

Salvação

19 ___________________________________________________

1.

O conteúdo da mensagem

 

2.

A transmissão da mensagem

VI

)

Conclusão

 

25

 

_________________________________________________________

Anexo

26

_______________________________________________________________

Bibliografia ___________________________________________________________

27

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“Se os homens estiverem perdidos, se evangelho não for não verdadeiro, a o educação se for
“Se
os
homens
estiverem
perdidos,
se
evangelho
não
for não
verdadeiro,
a
o educação se
for
mais
necessária
que a
salvação,
e a
reforma
política
mais
fundamental
que
a
transformaç
ão
espiritual,
certamente
urgência
da
evangelizaçã
não
a passara o
de
conversa
vazia sem
significado
algum.”
(Russel
P.
Shedd)

INTRODUÇÃO

Vivemos em

um tempo muito

desafiador.

O

mundo contemporâneo é

um

mundo

globalizado, que

tem

como

principal

característica

o

grande avanço

tecnológico

e

a

velocidade com

que

as

“As boas novas oferecem às pessoas perdidas o que elas estão freneticamente buscando.” (Rick Warren)
“As boas novas
oferecem às
pessoas perdidas o
que elas estão
freneticamente
buscando.”
(Rick Warren)

informações são veiculadas, mas que

ainda é influenciado pelos fortes conceitos pós-modernos, principalmente o relativismo, o pluralismo e o hedonismo. O grande fato é que o homem de hoje persisti em buscar a felicidade, a realização e a satisfação pessoal. É uma busca antropocêntrica, ou seja, o homem

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se coloca no centro, buscando no mundo a sua volta algo que lhe possa satisfazer e lhe trazer felicidade. O evangelho responde a esta grande necessidade do homem contemporâneo, como disse Rick Warren: “As boas novas oferecem às pessoas perdidas o que elas estão freneticamente buscando.” 1 O que os homens de hoje precisam descobrir é que a

felicidade e a realização pessoal tão almejada, só são possíveis através de Cristo e Cristo exige do homem uma vida teocêntrica, ou seja, que coloque Deus no centro e acima de tudo. Falar de evangelização é tratar de um assunto urgente,

“Tente fazer grandes coisas e para Deus espere grandes coisas Deus.” (Guilherme Carey) de
“Tente
fazer
grandes
coisas e para
Deus
espere
grandes
coisas
Deus.”
(Guilherme
Carey) de

visto que a cada dia morrem milhares de pessoas que não são convertidas a Cristo. Eles estão perdidos e caminhando para o inferno desta maneira e por isto a evangelização deve ser nossa prioridade, ainda que a educação, a ação social e todos os aspectos para uma melhor qualidade de vida física do homem sejam importantes, a evangelização se sobressai sobre todas estas coisas, pois é o evangelho que vai tirar o homem do caminho do inferno para o caminho do céu, como disse Russel P. Shedd: “Se os homens não estiverem perdidos, se o evangelho não for verdadeiro, se a educação for mais necessária que a salvação, e a reforma política mais fundamental que a transformação espiritual, certamente a urgência da evangelização não passara de conversa vazia sem significado algum.” 2 Tratar a respeito da evangelização é sempre empolgante, pois diz respeito à prática que nem aos anjos foi permitido realizar, mas

1 WARREN, R. Uma Igreja com Propósitos. São Paulo: Editora Vida, 1997, p272 2 SHEDD, R. P. Evangelização: Fundamentos bíblicos. São Paulo: Shedd Publicações, 2006, p8

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tão somente aos homens regenerados por Cristo. Tal prática é a única que, segundo a Bíblia, pode causar uma festa no céu, e isto quer dizer que quando um cristão evangeliza um incrédulo e este se converte ao Senhor o “estado do céu” é alterado, pois há festa no céu quando um pecador se arrepende (Lucas 15:7). É glorioso pensar que o cristão, através do próprio Deus, pode ser usado por Ele mesmo para ajudar um incrédulo a sair do caminho da condenação ao inferno para o caminho que conduz a vida eterna no céu.

Certa vez Guilherme Carey, que dedicou sua vida ao Senhor como missionário na Índia, tido como o pai de missões modernas, desafiou: “Tente fazer grandes coisas para Deus e espere grandes coisas de Deus.” 3 Certamente, decidir fazer parte do projeto de evangelização dos homens, em obediência ao Senhor, é buscar fazer algo grande para Deus, algo que promove festa no céu. Como diz o sábio rei Salomão, inspirado pelo Todo Poderoso: “Quem ganha almas é sábio.” (Provérbios 11:30). Nossa proposta, portanto, é tratarmos daqui para diante a respeito da definição de evangelização, qual a base para a evangelização e também qual o conteúdo da mensagem de evangelização e a partir disto vermos como podemos transmitir esta mensagem e que estratégias e ferramentas poderemos utilizar.

3 BOTELHO, D. Onde Estão os 7.000 que não Dobraram os Joelhos a Baal? Camanducaia: Missão Horizontes, 2001, p45

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I ) DEFINIÇÃO

  • 1. O Que Dizem os Eruditos

Muitos têm procurado definir o que de fato é a evangelização e há algumas considerações que são dignas de nossa reflexão.

“… Na proclamação do convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo ”
“… Na
proclamação do
convite do
evangelho, não
temos o direito de
esconder o custo
do discipulado
...

Michael Green dá uma definição bem simples. Ele diz: “Evangelização é a proclamação das boas novas de salvação

a homens e mulheres tendo em vista a

sua

conversão a

Cristo

e

filiação a

sua

Igreja.” 4 Russel Shedd vai dizer que “a natureza da evangelização é a comunicação do evangelho. Seu propósito é dar aos indivíduos e aos grupos uma oportunidade genuína de receber a Jesus Cristo

como Salvador e Senhor. Sua meta é persuadi-los a se tornarem discípulos do Senhor e servi-lo na comunhão da Igreja.” 5

Podemos

ainda

considerar,

como

uma

definição

mais

abrangente de evangelização, a resolução a respeito deste assunto, que nos faz o Pacto de Lausanne: “Evangelizar é difundir

4 GREEN, M. Evangelização na Igreja Primitiva, São Paulo, Vida Nova, 1990, p7 5 SHEDD, op. Cit., p93

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as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e

ressuscitou dentre os mortos, segundo as Escrituras, e que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, como também o é o diálogo, cujo

“Sua missão é uma continuação da missão de Jesus sobre a Terra” (Rick Warren)
“Sua missão é uma
continuação da
missão de Jesus
sobre a Terra”
(Rick Warren)

propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do

Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a virem a ele pessoalmente assim se reconciliando com Deus. Na proclamação do convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos que desejam segui-lo a negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.” 6

  • 2. Atos 1:8

Estas definições muito nos ajudam a compreender melhor o que de fato é a evangelização. Foi se tratado, acertadamente, de proclamação do evangelho, de reconciliação do homem com Deus, de persuadir os homens a fé, de difundir as boas novas, comunicar o evangelho, no entanto se faz necessário acrescentarmos ainda uma outra idéia dentro da definição de evangelização, que não foi tratada acima para que alcancemos um entendimento maior. Trata- se da ordem que o Senhor Jesus nos dá em Atos 1:8. Ele disse:

6 Congresso Internacional de Evangelização Mundial, Lausanne, Suiça, Julho 1974. Prof.: Cícero Neto
6 Congresso Internacional de Evangelização Mundial, Lausanne, Suiça, Julho 1974.
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Podemos, portanto, entender a evangelização como a experiência de testemunhar de Cristo desde onde estivermos até os confins da Terra.

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...

recebereis

poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e

sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a

Judéia e Samaria e até aos confins da terra.”

Jesus Cristo, a própria boas novas, está neste contexto dizendo suas ultimas palavras na Terra, pois logo Ele acenderia aos céus como está descrito no verso 9, e em suas ultimas palavras, Jesus dá uma ordem de vital importância, para Ele, aos seus discípulos que estavam ali naquele momento, mas que nós entendemos que se estende a todos que vierem a ser discípulos de Cristo, ou seja, é uma ordem para nós, que dizemos que somos discípulos de Jesus. Se os próprios homens não gastam suas ultimas palavras tratando de assuntos de pouco relevância, pelo contrário,

costumam dizer o que para eles é altamente importante, quanto mais o Senhor Jesus, em toda a sua sabedoria. Portanto, a última ordem de Cristo diz respeito a continuação de sua missão, o que também podemos entender como a continuação de sua vida sobre a Terra, como disse Rick Warren: “Sua missão é uma continuação

da missão de Jesus sobre a Terra” 7 . Ele diz que nós vamos ser suas

Podemos, portanto, entender evangelização como a experiência de testemunhar de Cristo desde onde estivermos até os

testemunhas, podemos, portanto,

entender a evangelização como a

experiência de testemunhar de Cristo desde onde estivermos até os confins da Terra.

7 WARREN, R. Uma Vida com Propósitos: Você não esta aqui por acaso. São Paulo:

Editora Vida, 2003, p244

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“Mártir é

cristão

pelo

testemunho

Cristo.”

de

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É relevante nós considerarmos um pouco mais o que Jesus quis dizer com “testemunhas”. Analisando esta palavra no texto

original - gr.   vamos ver que ela é um substantivo no caso nominativo predicativo, e isto ocorre depois de verbos de

existência. A idéia fundamental do nominativo (“o caso de nomear”) é designação. A função original do caso era dar identificação mais específica ao sujeito do verbo. Algumas vezes isto é chamado de o “sujeito complemento”, por que ele completa o sentindo do sujeito e especifica a mesma pessoa ou coisa como sujeito. Isto quer dizer que Jesus nomeou, designou os seus discípulos para serem suas testemunhas e estas por sua vez estão

tão identificadas com Jesus, Aquele quem as nomeou, de tal modo que fica difícil saber quem é Jesus e quem é testemunha. Testemunhar de Cristo implica, portanto, viver a vida de Cristo. É poder dizer como Paulo:

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em

aquele prefere que a enfrentar morte a negar ao Cristo, ou a Sua obra... prefere sacrificar
aquele
prefere que a
enfrentar
morte a negar
ao Cristo, ou a
Sua
obra...
prefere
sacrificar
tudo
o que
possa
ser
considerado
de grande o
importância
para
promover
Reino de
Deus...
prefere
enfrentar
grandes
sofrimentos

mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.” (Gálatas 2:20)

É interessante notar que o vocábulo grego em Atos 1:8 traduzido por testemunhas é   (martures), do qual também se deriva o termo moderno mártires. A definição mais simples de mártir é o indivíduo que morreu pela causa em que cria. A missão Voz dos Mártires nos dá também uma definição para o

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O poder para ser testemunha não é humano e sim espiritual. Nós vamos conseguir testemunhar, mas na dependência do Espírito Santo, e não com o nosso braço.

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mártir Cristão: “Mártir cristão é aquele que prefere enfrentar a

morte a negar ao Cristo, ou a Sua obra

prefere sacrificar tudo o

... que possa ser considerado de grande importância para promover o

Reino de Deus

...

prefere enfrentar grandes sofrimentos pelo

testemunho de Cristo.” 8 Isto traz à consideração a verdade de que testemunhar de Cristo implica em estar pronto para morrer por Cristo. Nada novo, pois se a testemunha está tão identificada com Cristo, o sofrimento, a dor, a “cruz” é seu destino. Ao considerarmos esta verdade a respeito do testemunhar de Cristo, uma questão pode se suscitar:

“Será que conseguiremos testemunhar

de Cristo, do modo que Ele requer que testemunhemos?” A resposta está no próprio texto. Ele disse que nós testemunharíamos a partir do momento que recebêssemos o poder do Espírito Santo, logo o poder para ser testemunha não é humano e sim

O poder para ser testemunha não é humano e sim espiritual. Nós vamos conseguir testemunhar, mas

espiritual. Nós vamos conseguir testemunhar, mas na dependência do Espírito Santo e não com o nosso braço, como diz o salmista:

Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR, nosso Deus.” (Salmo 20:7) Pois, na

verdade, é como também profetizou Zacarias, dizendo:

...

não por

força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos

Exércitos.” (Zacarias 4:6) Ao ser analisada no texto original, vamos notar que a palavra “poder” - gr.   que Jesus menciona em Atos 1:8, é um substantivo no caso acusativo de objeto direto, que ocorre quando este recebe a ação de um verbo transitivo. A idéia principal do acusativo é limitação. Ele limita em referência a extensão, duração,

8 www.vozmartir.org

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direção,

etc.

Isto

quer dizer

que

o

substantivo está limitado e

limitado em referência ao sujeito,

ou

seja,

o

poder

para

ser

testemunha está limitado a quem recebeu o Espírito Santo. Este

termo não tem o sentido de autoridade, mas sim, força intensa,

energia, poder real. Com isto vemos que o cristão tem a grande

incumbência de testemunhar de Cristo, mas também tem a grande

A evangeliz ação consiste em testemun har de Cristo, no poder do Espírito Santo
A
evangeliz
ação
consiste
em
testemun
har de
Cristo, no
poder do
Espírito
Santo

força

do

Espírito

incumbência.

 
 

Como

percebemos,

grego

traduzido

por



(dunamin),

também se

 

para cumprir tal

o

vocábulo

poder

é

deste

A Base para a evange lização é um conhec imento correto de Deus.
A Base
para a
evange
lização
é um
conhec
imento
correto
de
Deus.

deriva o termo moderno dinamite. Este

fato torna possível a consideração à

comparação do poder do Espírito Santo

como um dinamite, correlacionado com o texto em que Jesus diz

que “

...

as portas do inferno não prevalecerão

...

(Mateus 16:18),

nos faz pensar que este poder faz as portas do inferno explodirem.

Com

base

em

Atos

1:8

podemos

dizer, portanto, que a

evangelização consiste em testemunhar de Cristo, no poder do

Espírito Santo.

A

partir

desta

afirmação

poderemos,

então,

compreender, daqui em diante, como testemunhar no poder do

Espírito

Santo.

Para

isto

precisaremos, antes de mais

nada,

considerar a base para a evangelização.

II ) BASE PARA O EVANGELISMO

  • 1. Conhecimento de Deus

Ao tratarmos de qualquer princípio bíblico, é importante

considerarmos a fonte, a base, a motivação para a prática daquele

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princípio

e

no

que

diz

respeito

à

evangelização,

isto

não

é

diferente. A Bíblia nos mostra que tudo começou com Deus, como

está escrito em Romanos 11:36: “Porque dele, e por ele, e para ele

são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!”,

portanto, se quisermos encontrar a motivação, a força para

cumprirmos o mandato evangelístico que o Senhor nos deu,

precisaremos nos voltar ao próprio Deus, logo a base para a

evangelização é um conhecimento correto de Deus.

Há quem conheça

a

Deus

e se relacione

com Ele

de

modo

bíblico, mas há também quem conheça e se relacione com Deus a

partir de suas experiências pessoais e há ainda aqueles que

conhecem e se relacionam com Deus a partir de suas experiências

interpessoais com homens e mulheres de Deus.

Concebendo Deus de modo experimental: Esta idéia quer

mostrar que há uma concepção de Deus, que é segundo a

experiência de vida de cada indivíduo, que é passada de

geração em geração, ou seja, conceber Deus de modo

experimental é conhecê-lo através de tradições e culturas

e não pelo que, verdadeiramente, Ele é. O relacionamento

desta pessoa com Deus é simplesmente ritualístico. Ex.: O

individuo aprende desde criança, pelo pai e mãe católicos,

que deve fazer o sinal da cruz toda vez que passar em

frente a uma igreja católica. Ele faz o sinal da cruz e isto

demonstra sua relação com Deus. A Bíblia mostra que

viver e se relacionar com Deus através de tradições é

inútil. (1º Pedro 1:18)

Concebendo Deus de modo relacional: É a concepção de

Deus, adquirida pela relação que um indivíduo tem com

homens e mulheres que, verdadeiramente, conhecem a

Deus. O relacionamento desta pessoa com Deus é

superficial. Ex.: Um indivíduo pode ter sido criado na

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igreja evangélica e ter convivido e aprendido com homens

e mulheres de Deus, mas ainda se parecer como Jó, que

conhecia Deus só de ouvir falar. Jó migrou de um

conhecimento superficial para um conhecimento profundo

de Deus. (Jó 42: 1-6)

Concebendo Deus de modo bíblico: É a concepção correta

de Deus, segundo o que Ele verdadeiramente é. Aqueles

que conhecem a Deus desta maneira vivenciam um

relacionamento profundo com Ele. Ex.: Paulo tinha uma

visão errada de Deus, mas a partir do momento que se

encontrou com Cristo, passou a conhecer e se relacionar

com Deus, pelo o que de verdade Ele é.

2. Teocentrismo

Vimos

que a evangelização precisa

ter como motivação o

próprio

Deus, como

disse Russell

Shedd: “A ordem

bíblica

de

evangelização precisa ser vista no contexto do deleite divino. Assim

como o motivo por trás de todas “A ordem bíblica de evangelização precisa as ações visa
como o motivo por trás de todas
“A ordem bíblica de
evangelização precisa
as
ações
visa
o
aumento
da
ser vista no contexto do
felicidade de Deus
9 Também
deleite divino. Assim
fica
claro
que
para
sermos
como o motivo por trás
de todas as ações visa o
motivados em Deus, precisamos
aumento da felicidade de
conhecer
a
Deus
e
nos
Deus
...
(Russel Shedd)
relacionarmos com Ele de modo

bíblico, portanto vamos ver o que a Bíblia nos diz.

Em II Corintios 5:11-21 o apóstolo Paulo escreve a respeito do

ministério da reconciliação, no verso 18 ele diz: “Deus

...

nos deu o

ministério da reconciliação;” e no verso 19: “Deus

...

pôs em nós a

palavra da reconciliação.” Isto quer dizer que o cristão, aquele que

nasceu de novo, portanto é nova criatura (v17) tem o serviço, a

9 SHEDD, op. Cit., p13

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responsabilidade de testemunhar de Cristo. Ministério é um serviço

prestado a Deus e reconciliação é o que ocorre quando um

indivíduo nasce de novo, logo exercemos este serviço de levar

outros a se reconciliarem com Deus pela palavra da reconciliação,

através de nossa ação de testemunhar de Cristo.

No inicio desta sentença o apóstolo Paulo afirma que no

esforço para testemunhar de Cristo, ele persuadia os homens a fé.

É essencial notar que Paulo mostra que o exercício de se persuadir

os homens está diretamente embasado no temor que devemos ao

Senhor (v11), por isto está claro que a motivação para

evangelização é o próprio Deus, como também disse Russel Shedd:

“A razão principal da ordem evangelizadora deve ser teocêntrica.”

10

O

temor

a

Deus

é,

portanto, um ponto vital e só o

temeremos quando o tivermos

acima de tudo e isto acontecerá

quando compreendermos

que

Ele é o Senhor, Todo Poderoso e

detém autoridade

total

sobre

... muitas vezes os cristãos estão mais preocupados com o que os outros pensam dele do
...
muitas
vezes os
cristãos
estão mais
preocupados
com o que os
outros
pensam dele
do que com o
que o Senhor
Todo
Poderoso
pensa.

todas as coisas e sobre todas as suas criaturas, pois foi Ele mesmo

que com sua palavra criou (Gn 1), logo Ele é o único que tem

direito sobre tudo e todos e nada é maravilhoso demais que Ele

não possa fazer (Jr 32:17). Ele é Eterno (Sl 90:1-2), o “Eu Sou” (Ex

3:14), Imutável (Sl 102:26-28), Onipresente (Sl 139: 7-12),

Onisciente (139: 1-6), Bom (Sl 25:8), Amoroso (Jo 3:16), Justo (Dt

32:4), Santo (Lv 11:44-45) e a Bíblia diz ainda muito mais a

respeito do que Ele é.

É essencial fazer-se estas considerações, pois muitos não

persuadem os incrédulos à fé em Cristo, por que não o teme o

10 SHEDD, op. Cit., p23

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suficiente e se é desta forma eles não se relacionam com um Deus

o

No mundo, tempo é dinheiro. No Reino, tempo são almas.
No mundo,
tempo é
dinheiro.
No Reino,
tempo são
almas.

Santo e Justo, por exemplo, se não o

temeriam.

O que ocorre é que muitas vezes os

cristãos estão mais preocupados com

que os outros pensam dele do que

com o que o Senhor Todo Poderoso

pensa. Questionamentos freqüentes

que acontecem são: “O que o meu pai ou minha mãe vai dizer se

eu fizer isto?” ou “O que o meu marido ou esposa vai fazer se eu

tomar esta atitude?” e ainda “O que os meus vizinhos ou colegas

de trabalho vão pensar se eu for tão radical assim?” ou talvez “Se

eu sair evangelizando todo mundo o tempo todo, vão achar que eu

sou louco, fanático ou coisa parecida.” Deste modo muitos estão

temendo mais a sociedade e o circulo de relacionamento ao qual

estão inseridos do que o próprio Deus, logo não testemunha de

Cristo, persuadindo os homens à fé.

Para se temer a Deus é necessário conhecê-lo biblicamente e

isto só é possível através da valorização do relacionamento com

Ele. Mas como é possível identificarmos o valor que damos ao

nosso relacionamento com Deus? Nós podemos pesar os nossos

valores ao considerarmos nosso tempo e dinheiro, pois alguém só

investe tempo e dinheiro naquilo que valoriza.

Neste ponto surgem questões vitais: “Quanto tempo você se

dedica a oração e ao estudo devocional da Bíblia?”, “Você tem o

hábito de jejuar?” ou “Quanto tempo do seu dia você se dedica aos

trabalhos que sua igreja desenvolve?” e “Quanto dos seus recursos

financeiros você investe no Reino de Deus?”. Meia hora de oração e

meia de leitura bíblica, talvez, e você ainda pode dizer: “Eu dou

meu dízimo, certinho, todo mês e até oferto às vezes.”, mas será

que está bom do modo como está?

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Basta refletir no fato de nosso dia ter 24 hs, que nós vamos

perceber que apenas

uma

hora

de

oração

é

muito

pouco,

na

verdade, é menos de 10% do dia, no entanto não são a maioria dos

cristãos que chegam a orar uma hora. O que mais suga seu tempo e dinheiro hoje,
cristãos que chegam a orar
uma hora.
O que mais suga seu tempo
e
dinheiro hoje, mostra o que
você mais valoriza. Isto quer
dizer que você precisa
negar-se a
si
mesmo,
os
tenho
medo
“Eu não
de
seus próprios valores, para
receber
se
dedicar
ao
relacionamento
só de o
sorriso
com Deus, como disse Jesus:
Deus.”
“b
uscai primeiro
o
reino
de
(Pr. Carlos
Deus,
e
a
sua
justiça,
e
todas
A. Simião)
‘outras’
coisas
vos
serão

acrescentadas.”(Mt 6:33)

Desta maneira elevaremos Deus a

sua

justa posição em

nossas vidas: Acima de tudo e de todos e assim teremos uma vida

teocêntrica e todas as nossas ações terão como princípio e fim o

...um relacionamento correto com Deus produz motivação o suficiente para o cristão obedecer ao mandato evangelístico
...um
relacionamento
correto com Deus
produz motivação o
suficiente para o
cristão obedecer ao
mandato
evangelístico de seu
Senhor de
testemunhar dEle
desde aonde estiver
Senhor Todo Poderoso,
ou seja, não viveremos
mais
para nós
até os confins da
mesmos, mas para Cristo. (II Co 5:15)
Terra.
Portanto, quando se conhece a
Deus de modo bíblico e se têm um
relacionamento
tão
aprofundado
com Ele, o cristão o coloca acima de
tudo
e assim
têm
o temor
que
se
deve ter a Ele e persuadir os homens
à
fé,
exercendo
o
ministério
da
reconciliação, será uma
conseqüência
inevitável,
pois
um
relacionamento
correto
com
Deus
produz motivação o suficiente para o
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cristão obedecer ao mandato evangelístico de seu Senhor de

testemunhar dEle desde onde estiver até os confins da Terra.

III ) ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS EVANGELÍSTICAS

Ao

tratar-se

de

estratégias

para

a evangelização dos

incrédulos e das ferramentas para a realização deste mandato de

Cristo de testemunhar dEle, se faz necessário fazer-se distinção

entre evangelismo de massa e “O evangelho ... é uma evangelismo pessoal. proclamação de libertação. Dialogo?
entre
evangelismo
de
massa
e
“O evangelho
...
é uma
evangelismo pessoal.
proclamação de
libertação. Dialogo? O
evangelho não está
1.
Evangelismo de Massa
aberto para
modificações. É
Uma
estratégia
de
mandatório, uma ordem
real e divina.” (Reinhard
evangelização que
visa
alcançar
Bonnke)
um grande grupo de pessoas
ao

mesmo tempo. Neste tipo de estratégia, dependendo da

ferramenta evangelística, é possível se utilizar métodos que

confrontem os incrédulos a tomarem uma decisão de entregar-se a

Cristo, mas nem sempre isto é feito.

A ferramenta mais comum de evangelismo

em massa

é

o

sermão pregado em cultos públicos. Estes cultos podem ser ao ar

livre, no lar de alguém e na própria igreja. Durante muito tempo

esta ferramenta evangelística tem sido muito usada por grandes

expoentes na história, tais como Dwight Lyman Moody e Billy

Graham e nos dias de hoje, do mesmo modo, Reinhard Bonnke, de

quem são as palavras: “O evangelho

...

é uma proclamação de

libertação. Dialogo? O evangelho não está aberto para

modificações. É mandatório, uma ordem real e divina.” 11 Muitos

11 BONNKE, R. Evangelismo por Fogo: Acendendo a sua paixão pelo perdido. Curitiba: CFAN, 3ed, p96

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outros pastores e cristãos evangelistas, que nem sabemos seus

nomes, estão fazendo uso do sermão em cultos públicos para

ganhar almas para Cristo. O método é simples: há um esforço para

atrair um grande grupo de incrédulos a um lugar específico e ali o

pregador, discursa um sermão evangelístico, neste caso,

necessariamente, os desafiando a se entregarem a Cristo. Há quem

possa pensar que isto é novo, no entanto a primeira ceifa de almas

para Cristo foi através de um sermão a um grande grupo de

incrédulos e na ocasião, cerca de três mil almas se decidiram por

Cristo. O pregador era o apóstolo Pedro e esta história está descrita

em Atos 2: 14-47.

Com o tempo, novas ferramentas de evangelização em massa

foram sendo criadas e utilizadas. Têm-se hoje a pantomínia, o

teatro evangelístico e também os folhetos com mensagem

evangelística, que apesar de serem entregue pessoalmente, não

incluem um desafio a tomada de decisão por parte dos incrédulos,

sendo assim funcionam mais como “panfletagem”, portanto sendo

considerada uma estratégia para evangelização em massa, até por

que na maioria das vezes é feita por um grupo de cristãos que

saem junto para fazerem um, também, chamado “impacto

evangelístico”. Como ferramentas de evangelização em massa

estão incluídos, ainda, os programas evangelísticos de rádio e tv,

assim como todos os recursos que a internet disponibilizou, através

dos sites e correio eletrônico, que possibilita o contato com um

grande grupo de indivíduos no mundo todo, sendo hoje uma

ferramenta cada vez mais utilizada.

  • 2. Evangelismo Pessoal Uma estratégia de evangelização que envolve um contato

pessoal e direto entre o evangelista e o incrédulo. Apesar desta

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estratégia de evangelização já ter tomado várias formas, por conta

das várias ferramentas que hoje se têm, pode-se notar que é tão

antiga quanto a evangelização em massa, pois o próprio Senhor

Jesus se valeu dela. De modo pessoal e direto Jesus testemunhou

das boas novas do seu reino a mulher samaritana (Jo 4: 1-30), a

Nicodemos (Jo 3: 1-21), a Zaqueu (Lc 19:1-10) e por certo, a tantos

outros. Também chamada de corpo a

corpo, esta estratégia, comumente,

alcança um incrédulo por vez, no

entanto também é possível se alcançar

dois ou três incrédulos ao mesmo

tempo.

É importante notar que quando se

evangeliza pessoalmente, o plano de

salvação sempre precisa ser

apresentado, assim como o desafio

para a conversão do incrédulo,

Na fila de um banco, na sala de espera para uma consulta médica, no ponto de
Na fila de um banco,
na sala de espera para
uma consulta médica,
no ponto de ônibus, em
uma viagem ou
andando pelas ruas,
em qualquer momento
da vida, o cristão pode
criar uma
oportunidade para
evangelizar
pessoalmente um
incrédulo.

independentemente da metodologia e da ferramenta que se esteja

utilizando.

Na fila de um banco, na sala de espera para uma consulta, no

ponto de ônibus, em uma viagem ou em vários outros momentos

da vida, o cristão pode se valer desta estratégia de evangelização.

Através das células, grupos familiares, grupos pequenos, após um

jogo de futebol ou qualquer outra atividade esportiva, pode-se

estar evangelizando pessoalmente um incrédulo. Programar saídas

para visitações e até mesmo abordar diretamente os incrédulos nas

ruas são ótimos métodos para se colocar em prática esta

estratégia, para tanto, algo precisa estar claro para o evangelista: o

plano de salvação.

Uma ferramenta evangelística que muito tem ajudado os

irmãos da Igreja Batista Missionária é o folheto intitulado como

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“Plano perfeito”. Confeccionado pelo Pr. Carlos Alberto Simião 12 ,

este folheto é constituído apenas de figuras e nele está contida

toda a mensagem do plano de salvação. Vamos aprender como

utilizar o folheto do “Plano Perfeito”, no entanto precisamos antes

compreender o que é o plano de salvação.

IV ) PLANO DE SALVAÇÃO

É a mensagem do evangelho. Em termos práticos

é

o

que

vamos dizer aos incrédulos enquanto estivermos os evangelizando.

  • 1. Conteúdo da Mensagem

Para compreendermos melhor o que contém na mensagem de

salvação iremos dividir, de forma didática, este conteúdo em

quatro pontos, ainda que outros estudiosos já tenham dividido em

...o plano de Deus é se relacionar perfeitamente com o homem, e assim este vai o
...o
plano de
Deus é se
relacionar
perfeitamente
com o homem, e
assim este vai o
glorificar e por
conseqüência
mais partes. Primeiramente falaremos
vais ser
do plano de Deus, depois do problema
completamente
feliz.
do homem, a solução de Deus e então
a nova vida com Cristo.
 O
plano
de
Deus: Como já
vimos anteriormente,
tudo
começa com Deus e o plano
de salvação não poderia ser

diferente. Antes de tudo o incrédulo precisa saber que ele

faz parte de um projeto perfeito de Deus e que o Senhor o

criou com um propósito definido de glorificá-lo, por isto,

no início, ao criar o homem o colocou no paraíso, onde ele

12 Pastor presidente da Igreja Batista Missionária em Volta Redonda a 15 anos. Prof.: Cícero Neto
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gozava de toda felicidade e satisfação possível, pois isto

era proveniente do perfeito relacionamento que ele tinha

com Deus e que trazia glória para Deus por que era sem

mácula. Este plano de Deus ao criar o homem fica claro

nos capítulos 1 e 2 de Genêsis, no entanto também

encontramos em muitas outras passagens das escrituras

este princípio enfatizado, tais como: Isaías 43: 21, Levítico

26: 11-12, Apocalipse 21:3 que querem dizer que Deus

quer um povo que o glorifique e isto acontecerá quando

houver um estreito relacionamento entre ambos. Também

em João 10:10 percebe-se que Deus quer a felicidade do

homem, quer dar vida abundante para ele, mas para isto,

novamente, é necessário

o relacionamento perfeito

com Deus, que foi

perdido no Jardim do

Édem, através de Adão,

por causa do pecado.

Sumariamente, conclui-se

“Sem convicção de pecado e sem clara consciência de culpa, não é provável que alguém suplique
“Sem convicção de
pecado e sem clara
consciência de culpa,
não é provável que
alguém suplique a Deus
por libertação.”
(Russel Shedd)

que o plano de Deus é se relacionar perfeitamente com o

homem, e assim este vai o glorificar e por conseqüência

vais ser completamente feliz.

O problema do homem: Se o plano de Deus é tão bom,

por que muitos homens não o vivem? Alguém pode

questionar. O fato é que Adão pecou ao desobedecer a

Deus, devido à sedução de satanás (Gênesis 3: 1-7), e o

pecado de Adão foi imputado a toda sua raça, como

descrito em Romanos 5:12. Eis, portanto, o problema do

homem: o pecado, que todos os homens já nascem com

ele, por herdarem de Adão, mas também continuam

praticando ao longo de suas vidas. O pecado é o que

separa o homem, de Deus, por isso Paulo escreve que

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todos pecaram e estão separados de Deus em Romanos

3:23, pois Deus não co-habita com pecado, por que Ele é

Santo. Romanos 6:23 ainda afirma que este pecado gerou

morte, ou seja, os homens estão perdidos em seus

pecados, caminhando em direção ao inferno e eles

precisam se conscientizarem disto e sentirem a culpa de

seus pecados, para sentirem a necessidade de salvação,

pois como disse Russel Shedd: “Sem convicção de pecado

e sem clara consciência de culpa, não é provável que

alguém suplique a Deus por libertação.” 13 E ainda: “Tentar

evangelizar alguém que não se sinta angustiado por

causa do pecado é como tentar resgatar um homem que

não percebe que se está afogando.” 14

A solução de Deus: Neste ponto se percebe que Deus não

desistiu do plano dEle para o homem. Se o homem criou

um problema para si, se tornou pecador, Deus no mesmo

instante providenciou a solução. Em Gênesis 3:15, Deus

diz qual era solução, Ele promete o Messias, o salvador. O

texto diz: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a

tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e

tu lhe ferirás o calcanhar.” O descendente da mulher é

Cristo. Ainda que o calcanhar de Cristo tivesse de ser

ferido, como descendente de Eva, ou seja, o sofrimento

do Messias é patente, Ele mesmo esmagaria a cabeça da

serpente, providenciando perdão pelo pecado humano e

salvação através dEle, como diz em João 3:16, 14:6. Jesus

é a solução de Deus, no entanto o homem pecador

precisa reconhecer isto, arrepender-se de seus pecados e

entregar-se a Ele como seu salvador e Senhor. O homem,

portanto precisa tomar uma decisão ante a solução de

13 SHEDD, op. Cit., p27 14 SHEDD, op. Cit., p26

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Deus: entregar-se a Cristo ou continuar no caminho de

morte. Esta decisão é simples de ser tomada, no entanto

pode ser muito dificil, como foi para o jovem rico que

decidiu permanecer no caminho de morte (Lucas 18: 18-

23), diferentemente da decisão de um dois ladrões

crucificados junto com Cristo, este disse: “lembra-te de

mim” (Lucas 23: 38-43), reconhecendo que precisava e

queria a salvação providenciada por Cristo. Saber sobre

Cristo não é o suficiente o indivíduo precisa se decidir por

Cristo, pela fé.

A nova vida com Cristo: Após o individuo se decidir por

Cristo, a Bíblia declara que ele se torna uma nova

criatura (II Corintios 5:17), pois nasceu de novo (João 3: 1-

8). Ele é um bebe espiritual e precisa aprender os

rudimentos da fé e ser integrado a Igreja de Cristo. Vai se

começar com ele então o processo de discipulado, que

também é responsabilidade do evangelista pessoal, pois

este não pode ganhar a pessoa e larga-la sem cuidados.

  • 2. Como Transmitir a Mensagem

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A mensagem do evangelho precisa atingir o homem como um todo

por isto ela deve alcançar tanto sua razão, quanto sua emoção, ou

seja o individuo precisa entender a mensagem, mas também sentir-se

cumpulgido

a

aceitá-la,

para

tanto

isto

requer

um

esforço

do

evangelista, por isto Jesus contou a parábola da grande ceia em Lucas

14: 15-23 e disse exatamente no verso 23 para

os evangelistas

forçarem os incrédulos a “...este participarem da alegria da versículo salvação. Ao comentar sobre realmente este
forçarem
os
incrédulos
a
“...este
participarem
da
alegria
da
versículo
salvação. Ao comentar sobre
realmente
este trecho, Russell Norman
enfatiza
que
para
salão
Champlin
disse:
...
este
banquete
e do do
versículo
realmente
enfatiza
reino
Deus
que para o salão do banquete
fique
do
reino
de
Deus
fique
realmente
cheio
gente,
repleto, realmente cheio de
terão
ser
gente,
terão
de
ser
feitos
o repleto, de de de esforços
feitos
esforços
intensos
e
intensos
exaustivos
exaustivos entre os gentios, e
entre
os
que
os
servos
terão de
ser
gentios,
e que
grandemente
ambiciosos
e
os servos terão
de
ser
trabalhadores.”
grandemente
ambiciosos
e
Existem
algumas
” trabalhadores.
recomendações
para
o
momento
da
evangelização,
(Russell
que
são
importantes
para
Norman
Champlin)

tomarmos nota. São elas:

Não espere que as pessoas venham a você. Na direção do

Espírito Santo, vá até as pessoas, busque-as;

Você pode iniciar a evangelização assim: “A mensagem

deste folheto mudou a minha vida. Gostaria de mostrá-la

a você. Sabe, Deus nos criou com um ” ...

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Ou assim: “Eu sou estudante da Bíblia e estou fazendo

uma pesquisa. Você pode me responder uma pergunta?

‘Se você morresse hoje, você tem certeza que iria para o

céu? ’ ”; ...

Seja entusiasmado, empolgado, sorridente, positivo, seja

animado. Mostre a pessoa que Cristo mudou sua vida para

melhor e que você é muito feliz por isto;

Seja amigável e sensível a pessoa. Você esta começando

a criação de um vinculo, um relacionamento de confiança;

Pressione, force as pessoas a entregarem suas

vidas a

Cristo (Lucas 14: 23);

Doe-se totalmente, se esforce

ao máximo para

que

a

pessoa decida se entregar a Cristo. Lembre-se que Jesus

chorou gotas de sangue pelos pecadores (Lc 22: 44);

Nunca se esqueça que é o Espírito Santo que convence as

pessoas e que há quem resista ao Espírito (Lc 18: 18-23);

Pergunte

o

nome

da

pessoa

no inicio

da conversa e

sempre repita o nome dela no decorrer da evangelização,

inclusive no momento da decisão;

Dobre o folheto e segure-o de tal maneira que a pessoa

possa ver facilmente as figuras do folheto. Use seu dedo

para focalizar a figura, uma de cada vez, ao passo que

você evangeliza. Isso ajudará a manter a atenção;

Quando forem apresentadas perguntas que possam

desviar o assunto, explique que a maioria das perguntas

serão respondidas no decorrer da evangelização. Ou diga:

“É uma boa pergunta. Nós

podemos falar sobre ela

quando terminarmos.” Marque um estudo com ela ou a

leve a igreja e diga que as perguntas serão então

respondidas;

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Não é um debate teológico e nem uma defesa da fé. Você

não está em uma discussão, você está evangelizando;

Jamais se esqueça de pegar o endereço, telefones, os

dados de contato da pessoa evangelizada, principalmente

daqueles que se decidiram com Cristo. Você tem que

fazer um novo contato com eles em no máximo 48 horas.

CONCLUSÃO

Vimos que evangelização é na verdade testemunhar de Cristo

no poder do Espírito Santo e para tanto é necessário conhecer a

Deus de modo bíblico, tendo um relacionamento profundo com Ele,

pois só assim o evangelista vai ter a motivação correta, que não

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acaba. Podemos evangelizar um grande grupo de pessoas ao

mesmo tempo, mas também podemos evangelizar pessoalmente

os incrédulos onde estivermos, e isto é muito simples, pois temos

ferramentas para fazê-lo.

Sobretudo o trabalho de evangelização é uma ordem de Deus

e traz alegria ao Senhor quando a obedecemos, portanto

precisamos nos esmerar ao máximo para ganhar almas para Cristo,

pois uma sequer vale mais do que o mundo todo.

ANEXO I

Ser um Mártir pelo Senhor

Desde que a primeira igreja surgiu no dia de pentecostes,

Os seguidores do Senhor se sacrificaram voluntariamente.

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Dezenas de milhares sacrificaram suas vidas para que o evangelho

pudesse prosperar.

Assim obtiveram a coroa da vida.

Ser um mártir pelo Senhor. (2 x )

Estou pronto a morrer gloriosamente pelo Senhor.

Os apóstolos que amaram o Senhor até o fim,

O seguiram voluntariamente pelo caminho do sofrimento.

João foi exilado para a ilha de Patmus.

Estevão foi apedrejado até a morte pela multidão.

Mateus foi cortado em pedaços na Pérsia, pelo povo,

Marcos morreu quando suas pernas foram arrancadas por cavalos.

O doutor Lucas foi cruelmente enforcado.

Pedro, Filipe e Simão foram crucificados.

Bartolomeu foi esfolado vivo pelos pagãos,

Tomé morreu na Índia, quando cinco cavalos rasgaram seu corpo.

O apóstolo Thiago foi decapitado pelo rei Herodes,

Thiago, o menor, foi cortado ao meio por uma serra afiada.

Thiago, o irmão do Senhor, foi apedrejado até a morte,

Judas foi amarrado a um pilar e lhe atiraram flechas até morrer.

A cabeça de Matias foi cortada em Jerusalém.

Paulo foi martirizado sob o imperador Nero.

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Estou disposto a tomar a cruz e avançar,

Seguir os apóstolos pela estrada do sacrifício.

Para que dezenas de milhares de almas preciosas possam ser salvas.

Estou disposto a abandonar tudo e ser um mártir pelo Senhor.

cristãos da

( Hino cantado por

Igreja

Subterrânea da China )

BIBLIOGRAFIA

Apostila Nível 1 do Professor do INFORME: Instituto de Formação de

Multiplicadores Espirituais. Cruzada Estudantil e Profissional para

Cristo

Apostila Nível 2 do Professor do INFORME: Instituto de Formação de

Multiplicadores Espirituais. Cruzada Estudantil e Profissional para

Cristo

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BOTELHO, D. Onde Estão os 7.000 que não Dobraram os Joelhos a

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Relatório da consulta internacional realizada em Grand Rapids sob a

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KENNEDY, D. J. Evangelismo Explosivo: Edição revisada. Rio de

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SHEDD, R. P. Evangelização: Fundamentos bíblicos. São Paulo:

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WAGNER, P. Estratégias Para o Crescimento da Igreja: Princípios

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WARREN, R. Uma Vida com Propósitos: Você não esta aqui por

acaso. São Paulo: Editora Vida, 2003

WARREN, R. Uma Igreja com Propósitos. São Paulo: Editora Vida,

1997

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Neto

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