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Projeto Setorial Integrado Música do Brasil Manual do Exportador Diagramação: Laura Gillon Consultoria técnica: David Endo, Fernando Yazbek, Michel Perrin Compilação dos dados: Ana Nogueira Revisão técnica e redação final: Jerome Vonk Elaborado e publicado em 2006

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Índice

ndice
Introdução ..............................................................................................................................4 Você está pronto para exportar? .............................................................................5 Avaliando seu potencial de exportação ............................................................... 8 Plano de negócios ..............................................................................................................9 O que exportar?.............................................................................................................. 10 Importância da atividade exportadora ............................................................... 11 Capítulo 1 - Exportação Física Exportação direta ........................................................................................................... 14 Exportação indireta ....................................................................................................... 17 Procedimentos administrativos na exportação ............................................. 19 Siscomex .................................................................................................................... 20 Classificação fiscal das mercadorias ............................................................ 21 Documentos exigidos para os procedimentos de exportação direta .......................................................................................... 22 Documentos exigidos na exportação indireta .................................... 24 Incoterms (termos internacionais do comércio) ................................ 26 Transporte internacional .................................................................................. 26 Seguro de transporte internacional ........................................................... 27 Formas de pagamento ....................................................................................... 27 Câmbio ....................................................................................................................... 29 Cap. 2 – Exportação Digital O mercado da música digital ................................................................................... 33 Estimativas de crescimento ....................................................................................... 34 Comercialização digital = exportação digital! ................................................. 35 O acervo digital ............................................................................................................... 35 Vendas ................................................................................................................................... 36 Benefícios e obstáculos ................................................................................................ 37 Cap. 3 – Licenciamentos no exterior .................................................... 38 Cap. 4 – Formação do preço de exportação .................................. 40 Cap. 5 – Glossário digital .................................................................................. 41 Cap. 6 – Exporta Fácil – Correios ............................................................. 45 Cap. 7 – Links úteis ................................................................................................. 47

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Introdução
A palavra Brasil sempre exerce algum tipo de fascínio naquele que a lê, ouve ou pronuncia. Somos o país das cores, dos aromas e dos sons, como também somos sinônimo de diversidade. Misturamos de forma harmoniosa culturas, crenças, costumes, histórias e esperanças dos quatro cantos do mundo. A variedade é, portanto, a causa e a conseqüência de nosso modo de vida e pode ser vivenciada em todas as manifestações artísticas como literatura, pintura, dança, artesanato, moda e MÚSICA! A Música do Brasil não precisa de tradução para ser apreciada lá fora, e tem uma vocação natural para ser exportada. Assim como alguns países são conhecidos como o país do vinho, do queijo ou do chocolate, o Brasil deve e merece ser reconhecido como o país da música, e sua exportação a conseqüência natural de um mercado forte e atuante. Exportar música brasileira, portanto, não é apenas uma questão de economia de escala, de aumento de vendas e margens, ou de se contornar os problemas pontuais do mercado local; esta atividade não deve ser encarada como uma porta de emergência, nem como uma solução mágica em busca de uma justa lucratividade.

Introdução

A Música do Brasil já vive no inconsciente coletivo das pessoas, ao redor do mundo, e cabe a nós preparar o terreno para que ela ocupe de fato seu merecido lugar – como bem cultural e produto de consumo.

Exportar música é, em última instância, o reconhecimento e a conseqüência de um trabalho bem feito dentro do Brasil. O mundo se tornou um imenso mercado, e empresas de todas as partes competem entre si. Exportar música não é simplesmente saber fazer contas e conhecer os trâmites burocráticos para remessa de mercadorias; trata-se acima de tudo de entender o que o consumidor, nas diversas partes do mundo, procura ouvir, e como fazer chegar sua música até ele. Exporta-se música (no caso específico deste manual, música gravada) de diversas maneiras: através do envio do produto físico (como o CD), pela distribuição virtual via internet (download de faixas, por exemplo) e pelo licenciamento de fonogramas (música gravada em algum tipo de suporte físico) para terceiros.

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e sua leitura é obrigatória para se entender a dinâmica destes territórios diversos. você precisa avaliar o quanto sua empresa está preparada para encarar os desafios do mercado externo. 5 . O mercado musical funciona no regime 24 horas vezes 7 dias por semana. você precisa conferir os pontos que seguem. crenças. valores e modos de viver. Para tanto. nosso “jeitinho”. Você está preparado para fazer negócios de uma maneira diferente? Exportar música é antes de tudo entrar em contato com outras culturas. em algumas situações. leia com atenção e responda com honestidade e seriedade. São estudos sobre como o mercado funciona no Japão e Argentina.musicadobrasil. em caso de falta. A concorrência é grande.V ocê está pronto para exportar? Você está pronto para exportar? Antes de tudo. Expectativas e metas Você tem uma previsão realista do que pretende fazer? Qual o tipo de música você pretende exportar? Há mercados. Os costumes estrangeiros às vezes coincidem com os nossos. ou oportunidades de se abrir um novo mercado com ela? Você tem uma visão clara de todo o processo burocrático? Este manual pretende esclarecê-lo sobre este e outros pontos de vista.org. Atrasos. são uma afronta pessoal em diversos países. e vale frisar que não se trata de nenhum bicho de sete cabeças.br). por exemplo. outras vezes são diametralmente opostos. chega a assustar os interlocutores. como não se vende o jornal de ontem. muito pelo contrário. e produtos são substituídos por semelhantes. lembre-se. por exemplo. ininterruptamente. Não se recupera a venda perdida. Você tem uma idéia de como o mercado internacional funciona? Este tipo de informação você já encontra facilmente em nosso site (www. 365 dias por ano. de qualquer espécie. Recursos Humanos Você está estruturado para atender a uma demanda extra? Esta pergunta não é nenhuma brincadeira.

O mercado da música gira em uma grande velocidade. é cumprir com aquilo que foi acordado. equilibra a equação de custos industriais (fabricação do CD).Você está pronto para exportar? Você dispõe de tempo. e já mencionamos antes. e de preferência proativa de sua parte. e música. e o recado aqui é o de se reconhecer a diversidade das pessoas que povoam o mundo. Você tem conhecimentos de marketing? Conhecer algumas ferramentas de marketing e saber utilizá-las não é mais um luxo. Como é que você. Além disso. é não querer ser mais esperto do que o outro. e que você receba pedidos em número bem superior ao que você possa imaginar. Não se iluda. sem algum tipo de esforço (leia-se investimento) em marketing. por exemplo. é perecível. seja para receber rapidamente o que compraram de você para revenderem em seus territórios. em forma de um determinado produto com características próprias. mas uma necessidade imperiosa.musicadobrasil. é preciso saber como encaminhar suas mensagens para que elas cheguem aos ouvidos dos seus clientes. 6 . Você está preparado para contornar as diferenças culturais e lingüísticas? Disso também já falamos. É respeitar para ser respeitado. você vai encontrar neste manual (e no site www. para que você possa acessar rapidamente este tipo de informação na ponta dos seus dedos. Aspectos financeiros e legais Você tem acesso à capital para eventualmente financiar uma grande demanda de produtos? Imagine que seus produtos comecem a fazer sucesso no exterior.org. a “conversa” deve ser constante. Em um mundo onde reina a overdose de informação.br) uma extensa lista de links. mas inglês é básico. Você tem como responder rapidamente às dúvidas e às demandas por parte dos seus potenciais clientes? Isto é crucial. que se paga a curto prazo. seja para obter informações para poder tomar decisões. ou tem um funcionário especificamente alocado para conduzir todo o processo? Exportar música significa manter um relacionamento habitual e pertinente com seus interlocutores no exterior. Falar a língua deles talvez seja o supra-sumo. sempre atualizada. o sucesso artístico e comercial fica difícil de ser alcançado. Seus clientes sempre vão exigir velocidade de sua parte. alimentado-os com informações e produtos que atendam suas necessidades. e recebimento a médio prazo? Você está ciente de todos os aspectos legais e tributários inerentes à exportação? Você está apto a entender os processos cambiais? Além de todas as explicações necessárias.

entrando de peito aberto. O que vale é afinar a sensibilidade específica para cada mercado e perfil de consumidor. e admitem diversas misturas. ou não? Sem o famoso plano de negócios. por exemplo. A intenção destas perguntas não é desestimular. e todo cuidado para proteger os legítimos direitos das partes envolvidas é pouco. já que o sucesso. se isto for necessário? Esta proteção se faz necessária em todas as modalidades de exportação (física. Mas isto não equivale a dizer que pesquisas de mercado. e os diversos organismos e recursos que podem auxiliá-lo nesta tarefa de zelar pelo seu bem. distribuição digital. Você tem um plano de ação para entrar no mercado internacional. mas sim capacitar você e sua empresa para concorrer de maneira profissional no mercado internacional da música. e dos clientes dos seus clientes. Você precisa conhecer as leis que regem o assunto. muito pelo contrário. e que não há concorrente para você. com você. O importante é descobrir o que disputa. em mercados nunca antes visitados? É sempre bom fazer um rascunho antes. e de público. tendências e modismos sonoros são imprevisíveis. Pode nem ser música. Elas devem servir como ponto de partida. ou em determinados territórios? Ou vai na raça mesmo. e prestar atenção no comportamento dos seus clientes. 7 . a atenção e o bolso do seu potencial cliente. Concorrência Você está familiarizado com pesquisas de mercado? O mercado da música desafia constantemente as pesquisas de mercado. e ajudar a traçar o seu planejamento comercial e de marketing. mas alguma outra forma de entretenimento. licenciamento de fonogramas).Você está pronto para exportar? Você sabe o que fazer para proteger sua propriedade intelectual. Você sabe quem são seus concorrentes? Não adianta dizer que o tipo de música com o qual você trabalha é único. não sejam importantes. tanto no Brasil como no exterior. já que os ingredientes do sucesso comercial e artístico são variados. Você tem como aferir a real possibilidade de sucesso de seus produtos? A pergunta é capciosa. não se faz nada hoje de maneira empresarial. e não de chegada.

quem você imagina ser o público-alvo? É um produto de apelo popular ou é um produto de nicho (segmentado)? Quais os reais diferenciais do seu produto? Qual é a percepção do potencial consumidor? Produto Seu produto está adequado às normas internacionais? A embalagem de seu produto é atrativa e explicativa? Seu produto é legível em idioma estrangeiro? Transporte Qual a modalidade a ser escolhida e os custos a serem envolvidos? Quais as variáveis que incidem no preço final? Formação de preço Como montar o preço de seu produto? A que preço seus concorrentes trabalham? 8 .A valiando seu potencial de exportação Avaliando seu potencial de exportação Os seguintes fatores são importantes e devem ser considerados quando você planeja exportar: Perfil do consumidor Seu produto já é conhecido no exterior? Em caso negativo.

Plano de ação • territórios escolhidos.oportunidades e ameaças. • tendências do mercado. • mercado potencial. 9 . • barreiras tributárias. Um plano básico consiste em: • objetivos a serem alcançados com este plano de negócios. . • concorrência. • distribuição. • perfil de consumo. • alianças estratégicas.P Introdução Produtos lano de negócios Plano de negócios A maneira mais segura e profissional para avaliar o potencial de exportação de sua empresa ou de seus produtos é elaborar um plano de negócios para exportação (o famoso business plan!). Mercado externo • pesquisa de mercado. Aspectos organizacionais • quem fará esse trabalho?. . • metas de vendas. • o quanto desse trabalho será terceirizado?. • promoção / divulgação. • diferenciais. • posicionamento do produto. • barreiras alfandegárias. .adaptações necessárias para o mercado externo. • formação de preço. • territórios a serem explorados. • análise da concorrência.pontos fortes e pontos fracos. • descrição da linha de produtos.

• mala direta. pela múltipla oferta de opções de entretenimento e pela conseqüente mudança de hábitos e de comportamento do consumidor. • visitas pessoais. e. CD ou DVD.Plano de negócios A Música do Brasil pode ser exportada de três formas. • materiais promocionais. no mundo todo. sobretudo em mercados tecnologicamente mais adiantados. exportação física. • imprensa. a saber: 1. • financiamento das operações. O produto físico. e a comercialização de conteúdo digital (via internet ou telefonia celular) representa por volta de 6% do faturamento global. documentos. ainda responde pela maior parte das vendas das gravadoras. 10 . exportação digital. e 3. • transporte. Elementos de formação do preço • marketing e promoção. Aspectos legais e logísticos • proteção de propriedade intelectual. Aspectos financeiros • orçamento. • contratos. é a de um crescimento constante e rápido desta nova “forma” de produto. a indústria da música. todavia. • feiras de negócios. • produção. • embalagem. está passando por uma radical transformação. como Japão. • documentação. O que exportar? Como é de seu conhecimento. Estados Unidos e alguns países da Europa. Divulgação e promoção • publicidade. licenciamento. • Internet. 2. A tendência. sobretudo a indústria fonográfica. • financiamento. • alfândega. em grande parte devida à criação do mundo digital.

cujo retorno no mercado interno. Exportar música. No relacionamento com os artistas Se considerarmos a expressão artística (intérpretes. por um lado. porém. A projeção de um artista no exterior. como sinônimo de país. quer seja direta ou indireta. tendem a gerar um sensível aumento de vendas do produto. garantir uma determinada independência financeira em relação ao faturamento em moeda nacional. há algum tempo. oferece uma capacidade diferenciada de obter recursos. que equivale à fixação sonora de determinada obra musical. este casamento. território é utilizado. em casa de espetáculos. Da mesma forma. estes mesmos espetáculos. criar certa independência mercadológica em relação à demanda interna e. por exemplo. Encontrar patrocinadores no Brasil.Plano de negócios 1 Para fins de maior clareza. Importância da atividade exportadora Exportar. à interferência na escolha do conteúdo e repertório. A exportação de produtos musicais. O produtor musical pode encontrar nos distribuidores estrangeiros. duradouro ou não. as entrevistas. ou desenvolver projetos especiais para captação de verbas já são. músicos. recursos para financiamento de projetos. para descrever o produto fonográfico físico (CD ou DVD). oriundas do próprio processo da produção e comercialização musical. 11 . Como forma de financiamento de projetos Os custos de criação do produto musical (a gravação de fonogramas) exigem uma capacidade de financiamento. comumente conhecida por faixa (de um disco) ou arquivo musical (em MP3. Finalmente. por exemplo). consumidos pelos habitantes daquela região. é significantemente facilitada pela prévia existência de produtos musicais daquele artista. constatamos que a ação exportadora propicia sinergias consideráveis entre ambos. onde for pertinente. Isto pode levar. sob uma ótica econômica e financeira significa. onde for aplicável. que devem ser observadas com cuidado. como seria no caso de um patrocinador local. cuja garantia. dois caminhos para tentar ajustar este desequilíbrio. de produto acabado ou por licenciamento. as programações radiofônicas. Por outro lado. em contrapartida. tem suas características próprias. além de ser lento. pelo outro. usaremos a partir de agora o termo “disco”. por exemplo. provavelmente. será o fornecimento do próprio produto. tem a vantagem considerável de não interferir na política comercial no mercado interno. será utilizada a palavra “fonograma”. é extremamente aleatório. a custo baixo. Porém. no contexto deste manual. compositores) como principal “insumo” do produto musical.

Plano de negócios Para o Brasil. por tratar-se também de um bem cultural. os benefícios ampliam-se. influenciada pela projeção internacional da imagem do artista. A mesma projeção internacional contribui também para valorizar sua imagem no mercado interno. • o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tampouco incide sobre operações de exportação de produtos industrializados. em um efeito bumerangue muito freqüente na “sociedade do espetáculo”. 12 . assim como estabelecer uma parceria mais duradoura. no que diz respeito ao relacionamento com o artista. decorrente da sua presença nos mercados estrangeiros. pois a empresa que desenvolve esta atividade é isenta do recolhimento de uma série de impostos. pois contribui para a geração de renda e emprego. Ela permite ao produtor fonográfico negociar. e • o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicado às operações de câmbio vinculadas à exportação de bens e serviços tem alíquota zero. No caso específico da música. • as receitas decorrentes da exportação são também isentas da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Os benefícios da empresa que exporta Exportar música. vendas e marketing. Além disso. como também no estabelecimento correto das reais condições de vendas. como: • não há incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). as relações contratuais. produtos semi-elaborados. goza de um relevante benefício tributário. que ajuda ao mesmo tempo a construir e difundir a marca “Brasil”. produtos primários ou prestação de serviço. • aperfeiçoamento de recursos humanos: destacam-se na área de recursos humanos e oferecem oportunidades de treinamento a seus funcionários. a atividade de comércio exterior também traz benefícios tais como: • aumento da capacidade inovadora: as empresas exportadoras tendem a inovar. são excluídas as receitas decorrentes da exportação. de um ponto de vista de recursos humanos. além dos aspectos financeiros e econômicos acima mencionados. • na determinação da base de cálculo da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). • melhoria no processo de comercialização: há uma preocupação maior na elaboração de contratos precisos e claros. utilizam um número maior de novos processos de “fabricação”. como também preocupam-se com o desenvolvimento dos processos gerenciais necessários. para a entrada das divisas necessárias ao equilíbrio das contas externas e para a promoção do desenvolvimento econômico. a atividade comercial exportadora é estratégica. a atividade exportadora tem também importância estratégica. adotam programas de qualidade e desenvolvem novos produtos com maior freqüência. Além de sua importância econômica. com maior facilidade.

associada aos mercados externos. é uma referência importante. tanto no Brasil como no exterior. que exige das empresas brasileiras plena capacitação para enfrentar a concorrência estrangeira. em geral mais exigentes do que o interno. Em resumo. 13 . pois é o caminho mais eficaz para garantir o seu próprio futuro em um ambiente cada vez mais competitivo. a exportação assume grande relevância para a empresa. e gera reflexos positivos para os seus clientes e fornecedores.Plano de negócios • maior projeção da imagem da empresa: a imagem de empresa exportadora. nos contatos da empresa no Brasil e no exterior.

entende-se a venda de produtos fonográficos acabados. e estabelece um novo paradigma para a indústria fonográfica: não se vendem mais discos (com 12 ou 14 músicas). Em um primeiro momento. Quando se trata de música. conhecer os processos envolvidos na exportação física. existem várias perguntas a ser feitas – e muitas vezes detalhadas regionalmente –. pode parecer anacrônico e distante da realidade. é uma informação indispensável para se dimensionar a necessidade de promoção comercial. já está devidamente instalado nos mercados compradores de nossa música. já que o “espírito do negócio” se encontra neles e acaba se reproduzindo nas outras modalidades – exportação digital e licenciamento – que abordaremos adiante. uma atividade burocrática e que exige dedicação constante. com expedição física para o exterior. Japão e alguns países da Europa.1 1 Exportação física Exportação física Abordar a questão da exportação física da Música Brasileira. já que seu prazo de validade é curto. quando se fala em exportação indireta. pois o consumo de música estrangeira raramente segue padrões homogêneos dentro de um mesmo território: 14 . é conflitante. No entanto. em determinado momento e em determinado território. como Estados Unidos. sobretudo na modalidade de exportação direta. c) existem alternativas de mercado.Trata-se de uma informação efêmera e perecível. mas sim de ter acesso a ela. contudo. E não se trata mais de deter a posse da música. a percepção adequada do potencial comercial de um determinado produto representa o primeiro obstáculo complexo a ser superado. com algumas empresas bem estabelecidas neste ramo específico do comércio exterior. Posicionamento mercadológico Análise do potencial Como sempre. por diversos motivos: a) o mundo digital. A realidade deste tipo de consumo cresce dia a dia. porém. e assumir a tarefa de também ocupar-se do processo de exportação. lojistas ou consumidores finais. b) o pequeno e médio produtor fonográfico tem como vocação básica a procura e o desenvolvimento de talentos. ainda distante no Brasil. para importadores. pela falta de recursos humanos e de tempo. Exportação direta Por exportação direta. a complexidade é maior. É importante. sob diversos formatos. pois depende do gosto artístico do consumidor estrangeiro. em toda atividade exportadora. mas sim faixas avulsas.

recomenda-se que o produtor fonográfico/exportador contrate divulgadores locais e remunere-os diretamente. para estabelecer estimativas. também se deve prever uma cota de produtos promocionais. geralmente websites. Convém salientar que. familiarizados com computadores e os programas mais comuns (editor de texto e planilha eletrônica). em função da capacidade financeira do investimento. Na primeira hipótese. com o agravante de que a administração do crédito ao lojista fica por conta do exportador. o exportador deve projetar os diversos cenários mercadológicos possíveis e simular suas respectivas lucratividades. rádio. à manutenção e ao financiamento de um estoque local. 1 Além destes dados. e à administração da conta corrente e das devoluções de produto. a serem distribuídos gratuitamente. Capacitação técnica (pessoal) As relações diretas com clientes estrangeiros exigem funcionários que dominem outros idiomas. conforme cada caso. em todas as hipóteses. Se vender para lojistas. sobre preferências do público e sobre hábitos de consumo devem ser recolhidos e levados em consideração. o preço de exportação deve ser um pouco menor. Estes divulgadores devem atuar junto à imprensa local. qual é a média de público por show? Da promoção e dos canais de distribuição Em função da avaliação do potencial comercial dos produtos. 15 . ou seja. Se vender para importadores. e é preciso entender bem o modo de operação e o custo de promoção de produtos estabelecido por cada um deles. qual é o histórico das vendas dos seus últimos discos no território? Estes discos eram importados ou licenciados? • Se o artista já se apresentou naquele território. dados genéricos sobre o mercado musical local. televisão e imprensa. diretamente ligados ao disco e ao artista.Exportação física • O gênero musical já é conhecido neste território? Qual foi sua vendagem nos últimos doze meses? Qual é a atual? • Se o artista já for conhecido. para permitir ao importador destinar esta margem para fins de divulgação. e que tenham habilidade comprovada no uso da Internet e seus diversos aplicativos. O papel do importador limita-se então à logística da importação física. a situação é bastante similar à de um importador não envolvido na ação de divulgação. Na segunda hipótese. o produtor fonográfico/exportador deve alocar verbas promocionais adequadas. as verbas são determinadas pelos parceiros comerciais deste processo. Se vender diretamente ao público estrangeiro. os mesmos podem ou não ficar encarregados da promoção do produto.

Em caso de crédito oferecido ao cliente. • gênero musical. • fax. • tracking-list. convém levar em consideração os valores: • do número de discos a serem colocados nas prateleiras. 16 . o que se deve levar em conta é o prazo contratado entre a entrega dos produtos e o recebimento do pagamento. • comentários em inglês sobre o produto. • do estoque disponível necessário. • contato. • do estoque necessário no importador. • ano de lançamento. • licenças eventualmente existentes. • código de barras (13 dígitos). • capa. • referência no catálogo do produtor.Exportação física 1 Capital de giro As necessidades de capital de giro dependem diretamente da decisão estratégica em outorgar ou não crédito ao cliente estrangeiro. • formato (CD. • referências bancárias.). por exemplo). Em caso negativo. • telefone(s). • endereço. • título. para se atender rapidamente a um pedido. no Brasil. • preço de atacado. • tipo de embalagem (digipack. equivalente ao cálculo da estimativa de vendas diárias multiplicada pelo número de dias necessários para se realizar a exportação/importação. • e-mail. • quantidade de itens dentro da embalagem. Processos Inicial a) Constituir um catálogo em formato digital. • nome fantasia da empresa. DVD etc. contendo os seguintes dados: • intérprete. • aeroporto mais próximo. b) Cadastrar o “prospect” (futuro cliente): • nome legal da empresa.

em custos maiores. porém. 17 . agência. swift). e do custo do frete por unidade (lembre-se que esta ultima “conta” é paga pelo importador). entende-se a venda de produtos fonográficos acabados.Exportação física c) Receber o pedido: • negociação dos termos (ver Incoterms). faturamento. Vantagens e desvantagens A exportação direta permite: • controle da margem de lucro. d) Expedir (mercadorias e documentos): • fatura definitiva. • riscos elevados de cobrança e/ou necessidade de acompanhamento constante da situação financeira dos clientes. • negociação das condições de transporte (courier. frete aéreo). sob diversos formatos. no exterior. • preparação da fatura pro-forma detalhada produto por produto. que se encarrega do envio dos discos ao seu destino final. formado pela somatória do custo unitário das quantidades fabricadas. resulta em: • custo unitário elevado de reposição. despacho). • informativo sobre os dados bancários do produtor (banco. Exportação indireta Por exportação indireta. 1 Reposição A reposição corresponde geralmente a pedidos menores e mais freqüentes. que desequilibra a formação de preço do importador. • melhor administração da relação licenças/exportação. • packing list. conseqüentemente. do custo administrativo da operação de exportação (processamento. para uma empresa sediada em território nacional. e com faturamento em moeda nacional. com expedição física no Brasil. • outros documentos necessários. • Air Way Bill. implicando. • negociação dos eventuais descontos por quantidade. A exportação direta. manuseio.

18 . Vale frisar. tanto na pesquisa quanto na adaptação dos canais ao produto. Na maturidade. os benefícios e isenções fiscais permanecem no caso de uma importação indireta. a qualquer momento. já que a empresa exportadora tem um prévio conhecimento da sensibilidade do mercado aos diversos tipos de música brasileira. • supressão dos riscos de cobrança no exterior.Exportação física 1 Canais de distribuição O produtor fonográfico pode optar por uma exportação indireta. • custo unitário baixo na reposição para o importador. para testar rapidamente a reação do mercado aos seus produtos. fato este que deve ser expressamente mencionado no corpo da nota fiscal de venda. Quanto à cobrança. os processos não diferem de uma venda no mercado interno. para diminuir os riscos em operações de grande porte. Inicialmente. Na fase de crescimento. na parte contábil. que exigem crédito ou até vendas em consignação. já que a mercadoria destina-se ao mercado externo. já que a empresa exportadora poderá. cabendo à empresa exportadora os riscos cambiais inerentes à exportação. Este tipo de estratégia não é privativo da indústria fonográfica. durante as várias etapas do seu desenvolvimento comercial no exterior. suprir a rede externa com pequenas quantidades. a mesma sendo abastecida constantemente de uma grande variedade de itens de origens diversas. Do ponto de vista da manipulação da mercadoria. Vantagens e desvantagens A exportação indireta permite: • rapidez no processo inicial. para manter um abastecimento sustentável dos canais conquistados. Processos (para o produtor fonográfico) A parte mercadológica será geralmente assumida pelo exportador de fato. os valores são expressos em moeda nacional e recebidos como tal pelo produtor fonográfico nacional. os profissionais envolvidos e seu conhecimento cultural em relação ao Brasil e à nossa música fortalecem este tipo de atuação comercial. • diminuição substancial do custo de prospecção. que a eficácia comprovada dos canais de distribuição e vendas oferecidos pela empresa exportadora. ou até o seu desaparecimento. contudo.

e logo a seguir são detalhados alguns mecanismos simplificados de exportação. 1 Procedimentos administrativos na exportação Contamos com 2 intrumentos precisos e pontuais para nos ajudar a entender como funcionam os processos de exportação: o Manual Básico de Exportação. No Manual Básico de Exportação. poderá levar à: • perda de controle da relação licenças/exportação. Alguns dos documentos necessários para uma operação de exportação (veja a lista completa nas páginas 38 a 42) são os seguintes: a) fatura pró-forma (pro forma invoice). como ICMS. b) fatura comercial (commercial invoice). que possui uma versão offline (e que pode ser gravada no computador). As principais modalidades de pagamento são explicadas nas páginas 28. acompanha e controla as diferentes etapas das operações de exportação. traz um roteiro interativo sobre o fluxograma das etapas de exportação e um simulador para formação de preço de exportação. 29.gov. 30. encontra-se uma breve explicação sobre a estrutura de comércio exterior do Brasil e o Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior). Baixe o Manual Básico de Exportação em www. publicado pela Fiesp e pelo Sebrae-SP. no estilo perguntas e respostas. O site.Exportação física A exportação indireta. PIS e Cofins.br.aprendendoaexportar. Trata-se de um conciso e bem elaborado livreto (Fiesp/Sebrae-SP). mesmo que parcial.pdf. sistema administrativo que registra. encontra-se a necessária explicação sobre o Registro de Exportadores e Importadores (REI). IPI. a leitura da página 36 é fundamental. Ambas publicações trazem-nos informações importantes sobre a matéria e sua leitura. de fácil leitura. é obrigatória. à página 45). e merecem a devida atenção de qualquer um que esteja lidando com o mercado exterior. 31 e 32. ).com. • diminuição da lucratividade unitária.br/topo/produtos/documentos_produtos/manual_basico_exportacao. às páginas 11 e 12. no que diz respeito ao aspecto tributário. c) romaneio de embarque (packing list). e o destaque é o Exporta Fácil. já que a atividade exportadora é isenta do pagamento de alguns impostos.sebraesp. 19 . e o portal Aprendendo a Exportar. porém. dos Correios (veja adiante. Acesse o portal Aprendendo a Exportar (www. Na página 25.

contrato de câmbio. entre os quais o Brasil. que se encontra nas páginas 62 a 66. Repleto de informações e dicas. se não complexa. . ajuda a desmistificar uma operação que. Finalmente. enviar CDs e DVDs e receber o pagamento.). na tela. que podem ser visualizadas diretamente no site. seguros. É preciso familiarizar-se com os termos específicos e conhecer a fundo os aspectos técnicos para realizar corretamente uma operação de exportação. ou armazendas no seu computador para consulta offline. e . os cuidados com a embalagem dos produtos à página 56 . em função do regime de venda contratado. O simulador do Siscomex reproduz a tela deste sistema informatizado. conhecimento de embarque. e a lista completa dos Incoterms (Termos de Comércio Internacional) à página 67. 20 . impostos locais. Veja-se também o breve detalhamento do Sistema Geral de Preferências à página 48. vale a pena conhecer o conciso glossário de termos técnicos de exportação. através dele. passo a passo. o simulador permite projetar diversos cenários. comissão de vendas. Exportar música em “forma de produto acabado” requer muito mais do que apenas atender a um cliente. e apresenta ao mesmo tempo um resumo de toda a documentação necessária. é no mínimo repleta de detalhes.de preço de exportação. Você pode escolher entre ler sobre o assunto consultando o referido manual ou de forma eletrônica. passo a passo. O grande diferencial desta ferramenta de conhecimento interativa é que ela oferece 3 simuladores: . seguro e transporte internacionais etc. Com todos os campos pertinentes preenchidos (variáveis de custo como embalagem. 1 d) e) f) g) h) i) j) nota fiscal. o preenchimento de todas as telas e campos necessários.do Siscomex (veja adiante). O portal Aprendendo a Exportar traz as mesmas informações que o Manual Básico de Exportação.Exportação física O Sistema Geral de Preferências – SGP Trata-se de um sistema criado em 1970 no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). O simulador de preço de exportação traz uma tabela nas qual se inserem os componentes do preço do mercado interno e aqueles que formam o preço de exportação. certificado de origem. despesas com publicidade. registros eletrônicos do Siscomex. e que permite aos países desenvolvidos conceder isenção ou redução do imposto de importação sobre determinados produtos procedentes de países em desenvolvimento. O simulador do fluxograma de exportação é a reprodução gráfica ilustrada de todo o processo de exportação. e pode-se. acompanhar. saque ou cambial.do fluxograma de exportação.

32. P/ LEITURA OPTICA RAIO “LASER” Correlação NCM 8524. Siscomex O Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) é o sistema administrativo do comércio exterior brasileiro que registra.90.br/ A nomenclatura da classificação fiscal de mercadorias é de competência da Secretaria da Receita Federal (SRF). Em caso de dúvidas sobre a correta classificação fiscal de outras mercadorias fonográficas. P/ LEIT.39.90.00 Descrição NCM DISCOS GRAVAD. Na realidade.desenvolvimento. Esta classificação é feita através da descrição de cada produto.0200 Descrição DISCOS GRAVADOS DIGITALM. por intermédio da Coordenação-Geral do Sistema Aduaneiro e da Superintendência Regional da Receita Federal. acompanha e controla as diferentes etapas das operações de exportação.00 Descrição NCM OUTROS DISCOS GRAVADOS P/ LEITURA POR RAIO “LASER” Fonte: http://aliceweb. A primeira e importante informação diz respeito à classificação fiscal de mercadorias. e em conformidade com características genéricas e detalhes específicos que correspondem a um código que identifica informações básicas para a comercialização – como incidência de tributos e impacto de normas específicas de exportação e importação.P/ LEITURA OPTICA RAIO “LASER” Correlação NCM 8524. à primeira vista. o Sistema Harmonizado ou SH. APENAS DO SOM 1 DVDs Musicais Código NBM/SH 8524. para os demais países. RAIO “LASER” REPROD. o trabalho exige conhecimentos específicos e sempre atualizados no que diz respeito ao comércio exterior e às legislações internacionais que o regem. o interessado deverá contatar a Unidade da Receita Federal do seu domicílio fiscal.Exportação física O processo de exportação é uma atividade trabalhosa e pode parecer. uma vez que estas são reconhecidas no comércio internacional através de um código fiscal. No mercado da música usam-se as seguintes classificações: CDs Gravados Código NBM/SH 8524. 21 . Existem algumas classificações fiscais específicas de acordo com a zona comercial em que se negocia. As mais tradicionais são do Mercosul (Nomenclatura Comum do Mercosul ou NCM) e.0200 Descrição DISCOS GRAVADOS DIGITALM.gov. complexa para leigos no assunto.

Exportação física 1 Objetivos Uniformizar o tratamento dado ao fluxo de informações de importação e de exportação. com uma senha fornecida pela Secretaria da Receita Federal-SRF. Contém uma série de informações sobre a natureza comercial. que relaciona a carga a ser embarcada. 22 . separada por volumes e seus conteúdos. quantidade. A emissão é de responsabilidade da companhia transportadora. comissárias. integrando as atividades de várias instituições governamentais. • nota fiscal. inclusive câmbio. ao acompanhamento e ao controle das diferentes etapas das operações de importação e de exportação. • conhecimento de embarque (airway bill ou AWB): documento que formaliza a data de embarque da mercadoria e define seu proprietário legal. cujo destinatário é a empresa importadora. Funcionamento O acesso é feito através de um terminal de computador. O embarque para o exterior demanda uma série de outros documentos: • fatura comercial (commercial invoice): documento em inglês necessário para liberação da mercadoria na alfândega. cambial. prazo de entrega e forma de pagamento. Lembramos que a nota deve ser emitida em português e com o valor em reais. Documentos exigidos para os procedimentos de exportação direta Como funciona a exportação direta? As mercadorias em trânsito no território nacional devem estar acompanhadas de nota fiscal até o local do embarque. depositários e representantes de outras entidades. financeira e fiscal da operação de exportação. aos exportadores/ importadores. despachantes aduaneiros. condições de venda. no que se refere à orientação. sem conter o valor econômico da carga. • romaneio (packing list): documento cuja emissão é de responsabilidade do exportador antes ou depois do embarque. peso. • registro de exportação (RE): documento emitido pelo Siscomex sessenta dias antes do despacho aduaneiro e do embarque da mercadoria. valor na moeda estrangeira. que contém informações sobre as condições comerciais da operação – descrição da mercadoria. transportadoras. Usa-se a mesma nota fiscal do mercado interno.

todavia.fatura pro forma (proforma invoice). . 1 23 . Este crédito representa segurança para ambas as partes: o importador assegura-se que serão cumpridas todas as condições estipuladas. a não ser com a expressa concordância do exportador e sob a condição de a operação ser efetuada exclusivamente pelo banco emissor que abriu o crédito. • nota fiscal. . como também para uso em operações de desconto (financiamento). se cumpridas as exigências. A carta de crédito pode ser transferível ou irrevogável. • romaneio (packing list). é preciso apresentar: • fatura comercial (invoice).contrato de câmbio (veja estes itens adiante). é necessário exibir: • contrato de câmbio. ela não pode ser alterada ou cancelada unilateralmente pelo importador. • fatura comercial (invoice). • conhecimento de embarque (airway bill ou AWB). Se constar na carta a expressão “irrevogável”. que contém os mesmos dados da fatura comercial. Trata-se de um contrato de compra e venda entre o exportador e o banco (autorizado pelo Banco Central a operar o câmbio). ou seja. o exportador tem certeza que o pagamento será efetuado. passíveis de aceite e protesto. Trata-se de um documento que atesta a origem do produto para uso dos benefícios do Sistema Geral de Preferências (SGP).carta de crédito. Esse impresso é preenchido pelo exportador e visado pelo Banco do Brasil. Para estar em dia com o fisco e a contabilidade.letra de câmbio. . • carta de crédito. no seu país. que converte o valor de venda da mercadoria em moeda estrangeira para reais. É um documento emitido pela exportadora. não têm o poder de efetuar outra transferência.Exportação física Faz-se necessária também a emissão de um Certificado de Origem ou Form “A”. ela pode ser transferida a um ou mais beneficiários que. mas não possui valor comercial. saque ou cambial. Os documentos referentes ao contrato de exportação são os seguintes: . Para contratar o câmbio junto ao banco. em favor do exportador. É uma ordem de pagamento que o importador emite. O saque ou cambial (draft ou bill of exchange) são títulos de crédito. dependendo da condição de pagamento. • certificado de origem. • conhecimento de embarque (airway bill ou AWB).

Exportação física 1 No que diz respeito aos documentos referentes à mercadoria. informando todas as características da operação comercial. Documentos exigidos na exportação indireta Relembrando. • fatura comercial (commercial invoice). fiscal e cambial. realizadas a prazo (exportações financiadas) e com incidência de juros. financeira e cambial que caracteriza a venda de mercadorias e serviços ao exterior. mas antes da saída da mercadoria para o exterior. Cabe ao exportador. pelo exportador ou seu representante legal credenciado. O RC tem que ser solicitado antes do pedido de emissão do RE. 24 . ou ao seu representante legal. via Siscomex. e que informa a presença e localização da mercadoria. • registro de operação de crédito (RC): é o conjunto de informações comercial. abaixo de US$ 10.dez mil dólares). Utilizado em exportações simplificadas. • certificado de origem. • nota fiscal.00 . o que é importação indireta? É o procedimento pelo qual a empresa vende seu produto mercado interno para uma empresa intermediária (comercial exportadora. são necessários: • registro de exportação (RE). via Siscomex. • romaneio (packing list).00 (dez mil dólares). Documento preenchido.000.RC. • despacho aduaneiro de exportação (DDE): deve ser emitido através do Siscomex após a emissão da RE ou da RES (veja abaixo). • conhecimento de embarque (airway bill ou AWB). importadora ou trading company).000. Outros dois documentos que podem se fazer necessários são: • registro de exportação simplificado – RES (“Simplex”). físico e documental. em terminal conectado ao Siscomex. Trata-se do documento que formaliza o início do despacho aduaneiro. todas as informações necessárias. • declaração simplificada de exportação – DSE: substitui a DDE em exportações simplificadas (abaixo de US$ 10. apresentar e informar para exame e efetivação do registro de operação de crédito . que por sua vez exporta o produto acabado para um importador no exterior. Deve ser preenchido através de um terminal de computador pelo exportador ou seu representante legal credenciado.

a série e a data da nota fiscal do estabelecimento remetente e os dados do destinatário-exportador da mercadoria. o endereço e as inscrições estadual e no CNPJ. • o nome do país de destino da mercadoria. Inc.Exportação física Os documentos necessários para esta operação são: • nota fiscal de venda. II. • a discriminação da mercadoria exportada. ficando tais documentos no estabelecimento destinatário-exportador. inciso decreto lei 87. Trata-se de um documento vinculado à legislação estadual. o endereço e as inscrições estadual e no CNPJ do estabelecimento emitente. 47. em duas vias. com o fim específico de exportação. • a data e a assinatura do representante legal do estabelecimento emitente. com as seguintes informações: • o número de ordem e o número da via. para exibição ao fisco. A segunda via do memorando de exportação é anexada à primeira via da nota fiscal do remetente ou à sua cópia reprográfica. nas vendas de mercado interno. que é acompanhada de cópia do conhecimento de embarque. do estabelecimento remetente da mercadoria. O estabelecimento exportador. para que o produto nela constante tenha livre acesso. • memorando de exportação. • o nome. e o comprovante de exportação emitido pelo órgão competente. impostos e código de identificação do produto. É um documento preenchido pelo exportador. • o número do despacho de exportação. de 28/12/82. deve emitir o memorando de exportação. além dos demais procedimentos a que estiver sujeito.427/2000. livro I.981. • o número. conforme art. 1 25 . 44. quantidades.”. com seus devidos preços. todos os dados do comprador. A não-incidência do imposto fica condicionada à comprovação da efetiva exportação. Isenção de IPI. A emissão do memorando deve ocorrer até o último dia do mês subseqüente ao da efetivação do embarque da mercadoria para o exterior. a data de seu ato final e o número do registro de exportação. Como é para fins de exportação. • a data da emissão. por meio de memorando de exportação. que estabelece controle nas operações de mercadorias contempladas com a desoneração do ICMS. o estabelecimento destinatário-exportador encaminha ao estabelecimento remetente a primeira via do memorando de exportação. discriminando todos os dados do vendedor. Conforme Decreto 27. ela deve conter em seu corpo um carimbo ou escrituração com os seguintes dizeres: “Destinase a exportação e que os impostos não estão sendo cobrados. • o nome. Art. • o número e a data do conhecimento de embarque. os produtos.

movimentação em terminais. Estes termos comerciais são representados por meio de siglas formadas por três letras e definem direitos e obrigações mínimos do vendedor e do comprador com relação a fretes. trazendo. Seguro e Frete) – semelhante à condição anterior. assumindo todos os custos até aquele ponto. sem dúvida. liberação em alfândegas e obtenção de documentos de um contrato internacional de venda de mercadorias. como é o caso de produtos fonográficos. O conhecimento de embarque aéreo é denominado AWB – Air Way Bill e é composto de três vias originais. as tarifas aéreas podem ser reduzidas em função de acordos bilaterais entre governos e da competição resultante de programas de desregulamentação. as empresas associadas à Iata costumam cobrar uma tarifa comum. seguros. onde ele se responsabiliza por todos os desembaraços alfandegários. A lista completa dos mesmos pode ser encontrada no Manual Básico de Exportação e no site Aprendendo a Exportar (neste caso. 26 . citamos três condições comuns: • FOB (Free on Board/Livre a bordo) – o exportador tem a obrigação de colocar a mercadoria dentro do meio de transporte internacional. pois as regras da Iata estabelecem que um determinado peso não pode superar um volume máximo. Para exemplificar. O importador é o responsável pela contratação e pagamento do frete e seguro internacional. Insurance and Freight/ Custo. Existe a opção de a mercadoria ser entregue ao importador no aeroporto. Os produtos a serem embarcados por via aérea devem ser pesados e medidos.Exportação física 1 Incoterms (International Commercial Terms) são as condições de comercialização fixadas por regras internacionais definidas pela Câmara de Comércio Internacional. fixada anualmente. Nas linhas regulares. com base na rota e nos serviços prestados. maior comodidade ao exportador e ao importador. além de contratar e pagar o frete internacional até o destino no exterior. No entanto. e por serviços fretados. apenas com o exportador sendo responsável também pela contratação e pagamento do seguro contra riscos de perda ou dano às mercadorias durante o transporte. O transporte aéreo pode ser feito por serviços regulares. com uma rica e auto-explicativa ilustração). • CIF (Cost. a modalidade “via aérea” é a mais adequada para o transporte de mercadorias de maior valor agregado e com urgência de entrega. onde a carga é coletada na porta do exportador e entregue na porta do comprador. mantidos por companhias associadas ou não-associadas à Iata (Associação Internacional de Transportes Aéreos). ou a opção door-to-door. • C&F (Cost and Freight/Custo e Frete) – o exportador tem a obrigação de colocar a mercadoria dentro do meio de transporte internacional e assumir os respectivos custos. No que diz respeito ao transporte internacional.

o interessado deve fornecer as seguintes informações: descrição completa da mercadoria. 1 27 . em moeda estrangeira. locais de embarque e desembarque. valor da mercadoria. As operações de exportação podem ser amparadas por três tipos de seguro: • seguro interno. pesos bruto e líquido. antes do embarque da mercadoria.). O prazo para efetivo recebimento poderá variar em função do país remetente e dos bancos intermediários utilizados (fator que depende dos portes dos bancos do importador e do exportador). • seguro de crédito à exportação. e informa os dados da sua conta bancária no Brasil (banco. Insurance and Freight) e CIP (Carriage and Insurance Paid). agência. os gastos com seguro ficam a cargo do exportador. risco político (falta de pagamento em moeda conversível pelo país importador) ou risco extraordinário (falta de pagamento decorrente de catástrofe provocada pela natureza). numero de Swift). que cobre o valor da mercadoria no trajeto da fábrica. contêineres etc. Pagamento antecipado O exportador emite uma fatura pro-forma em moeda estrangeira. arranjo da carga e formas de manuseio. e podem se resumir como segue abaixo. deve também mencionar que os custos (que podem ser elevados) da transferência correm por conta do remetente. cabendo ao exportador apenas fornecer os dados eventualmente solicitados pelo importador para contratar o seguro. que se destina a ressarcir o exportador pelo eventual risco comercial (atraso ou falta de pagamento pelo importador). • seguro de transporte internacional. armazém ou depósito do exportador. que protege a mercadoria contra o risco de perda ou dano durante o transporte internacional. desde sua saída do estabelecimento do exportador até sua entrega no exterior. conta. veículo de transporte.Exportação física O seguro de transporte internacional na exportação visa resguardar a mercadoria exportada contra todos os riscos acidentais durante o processo de exportação. Para contratar o seguro. isto é. o seguro é de responsabilidade do importador. No caso de exportação na modalidade FOB (Free on Board). natureza. e valor a ser assegurado. A mesma deve ser paga por transferência bancária. riscos a serem cobertos. De preferência. tipo de embalagem (pallets. número de volumes (unidades de carga). do local de embarque ao local de desembarque. As formas de pagamento são diversas. até o local de embarque ou fronteira. Já nas exportações sob as modalidades CIF (Cost. Esse seguro é efetuado em moeda estrangeira. inclusive sua denominação comercial e técnica. para que o valor líquido recebido corresponda ao valor faturado.

o importador deve quitá-la no banco. O custo desta garantia corre por conta do importador. no caso de produto musical. • oferece garantias reais. Cobrança documentária Uma vez a mercadoria embarcada. uma “Letra de Câmbio” é emitida. conforme elementos especificados pelo exportador (mercadorias. Vantagens: • é um processo que agiliza a exportação física. • rapidez do processo físico e cambial.Exportação física 1 Vantagens: • garantia total. Desvantagem: • é um processo lento. quando o banco for de primeira linha. com os documentos de embarque. o exportador inicia um processo de cobrança à vista ou a prazo. e enviada ao um banco do país do importador. Desvantagens: • pode causar atrasos da entrega no destino. Desvantagem: • esta condição é dificilmente aceita pelo importador. que pode não ser aceito pelo importador. é muito prejudicial. ou. assiná-la e pagá-la no prazo oportuno. 28 . quantidade. no caso de venda a prazo. Para desembaraço da mercadoria. que fica com 100% do risco.). uma vez que ela é apresentada e enviada pelo circuito bancário. devido ao seu caráter “perecível”. o exportador procede à exportação física (é comum a exigência de um banco de primeira linha e/ ou aval de um segundo banco). conforme os elementos pré-fixados. preço etc. Carta de crédito O importador providencia uma garantia bancária no seu país. Ao apresentar a seu banco brasileiro os comprovantes de recebimento da mercadoria. • tem um custo pré-estabelecido pelo sistema bancário. o que. Vantagem: • altíssimo grau de segurança. à vista ou a prazo.

• o banco autorizado pelo Banco Central a realizar operações de câmbio. • a corretora de câmbio. à vista ou a prazo. Exige. constam informações relativas à moeda estrangeira que uma empresa está comprando ou vendendo. à taxa contratada. através da venda da moeda estrangeira a qualquer banco autorizado a operar em câmbio pelo Banco Central do Brasil. cabendo à empresa exportadora analisá-los e aceitá-los ou não. um risco de 100%. • custo limitado ao custo da operação cambial.Exportação física Cobrança simples O exportador embarca a mercadoria e. caso seja requerida pelo vendedor da moeda estrangeira. que vende a moeda estrangeira. O contrato de câmbio é o documento que formaliza a operação de câmbio. ficando a critério de cada banco estabelecer seus custos. A operação cambial envolve os seguintes agentes: • o exportador. O importador providencia o desembaraço da mercadoria na alfândega e o pagamento da operação. 1 29 . as exportações terão obrigatoriamente que ser convertidas para o Real. Nele. Não existe um valor mínimo para o fechamento do câmbio. Nesse sentido. Câmbio O exportador brasileiro efetua suas vendas ao exterior em dólares. e recebe o pagamento em reais. junto com ela ou separadamente. conforme acertado entre as partes. Desvantagem: • apresenta. ao valor correspondente em moeda nacional e aos nomes do comprador e do vendedor. para comprar as divisas de exportação. para o exportador. Vantagens: • processo físico extremamente rápido. geralmente. fixos ou variáveis. no mínimo. As vendas ao exterior são efetuadas por meio de contrato de câmbio entre o exportador – vendedor da moeda estrangeira – e um banco autorizado a operar com câmbio – comprador da moeda estrangeira. envia os documentos referentes ao embarque. Os contratos de câmbio devem ser registrados no Sisbacen (Sistema de Informações do Banco Central) pelo agente autorizado a operar no mercado. um relacionamento contínuo e de confiança com o importador. A realização desta operação financeira para conversão de moeda é chamada fechamento de câmbio ou contratação do câmbio.

da taxa de juros nominal vigente e da expectativa de alterações na taxa de câmbio. sem a necessidade de apresentar ao banco intermediador os documentos comprobatórios da exportação (embora devam ser guardados pelo exportador por um período de cinco anos).Exportação física 1 No caso de exportação simplificada. antes do embarque. a uma determinada taxa de câmbio. O cumprimento deste compromisso depende. os contratos são fechados para liquidação pronta ou futura. As operações de câmbio podem ser fechadas por telefone ou via internet. Tal processo reduz custos operacionais com contratação de câmbio e elimina a necessidade dos serviços de despachante aduaneiro. após o pagamento pelo importador. que é marcada pela entrada efetiva da moeda estrangeira. conforme o caso: • se antes do embarque: com antecedência de até 180 dias. além de diminuir o trânsito de papéis. O fechamento do câmbio implica nos seguintes compromissos por parte do exportador: • negociar as divisas obtidas com a instituição financeira escolhida. É importante lembrar que a data acordada não pode ultrapassar o limite máximo de 15 dias após o embarque da mercadoria para o exterior. • entregar. antes ou após o embarque da mercadoria. em data fixada. Entretanto. têm de ser formalizadas através de instrumento próprio. do pagamento por parte do importador. A data de embarque é definida pela data do conhecimento de embarque. Fechamento do câmbio Nas operações efetuadas sob a modalidade de pagamento antecipado. entre a data escolhida para a contratação e a data da liquidação do contrato de câmbio. A definição do momento mais apropriado para o fechamento do câmbio depende da necessidade de recursos financeiros. o contrato de câmbio. conforme determinação do Banco Central. • se após o embarque: até 210 dias após o mesmo. os documentos comprobatórios da exportação e outros comprovantes. • efetuar a liquidação do câmbio em uma determinada data. em que o pagamento pelo importador estrangeiro é realizado após o embarque da mercadoria (à vista ou a prazo). evidentemente. Nas operações conduzidas sob as demais modalidades. o câmbio é contratado para liquidação pronta. o câmbio é fechado na natureza específica de câmbio simplificado. 30 .

mediante crédito em conta do banco com o qual foi contratado o câmbio. desde que não ultrapasse o total de 180 dias. independentemente da operação ser à vista ou a prazo. outras formas de entrega também são utilizadas. A entrega da moeda estrangeira pode efetuar-se das seguintes formas: • crédito em conta: o exportador fica responsável pela operação até que a moeda estrangeira seja creditada na conta do banco comprador do câmbio. serão acolhidas aquelas emitidas e/ou confirmadas por banco de primeira linha e em países que não apresentem risco de transferência de divisas e cujos termos e condições tenham sido cumpridos na íntegra. padronizado pelo Banco Central. efetivamente. a liquidação somente ocorre se e quando. • carta de crédito: sob esta forma de entrega o exportador cumpre. a moeda estrangeira for creditada ao banco. ter cumprido todos os seus termos e condições. entretanto. efetuará o pagamento do valor equivalente em moeda nacional à taxa de câmbio acertada na data da contratação do câmbio. deve liquidar a operação no prazo máximo de até 10 dias. Normalmente. evidenciando. mediante preenchimento do formulário próprio. no caso de operações à vista ou após o vencimento da letra de câmbio. o banco somente considera a operação liquidada após o recebimento da moeda estrangeira. suas obrigações ao entregar ao banco. apresentar fatura pro forma ou documento equivalente. Tipo 07. No caso de pagamento antecipado. Embora a legislação estabeleça um prazo até o qual as operações devam ser liquidadas (10 dias após a entrega dos documentos. no caso de venda a prazo). contados da entrega dos documentos pelo exportador. A prorrogação é permitida. é a entrega da moeda estrangeira ao banco. Neste caso. Alterações no contrato de câmbio Por consenso entre as partes – exportador e banco –. em princípio. Certamente. Para liquidação de contrato de câmbio para pagamentos a vista. relacionada com a operação de câmbio. 1 31 . pois. os documentos requeridos pela carta de crédito. que o acolhimento de cartas de crédito para negociação é de exclusivo critério do banco. em ordem. contado do fechamento do câmbio. por sua vez. Este procedimento é conhecido como liquidação do câmbio. tendo considerado os documentos em ordem.Exportação física Liquidação do câmbio A última obrigação do exportador. o banco. É importante ressaltar. que. Em menor escala. É permitida a alteração das seguintes datas: • a data da entrega dos documentos. é necessária a apresentação da fatura comercial e do conhecimento de embarque. alguns dados do contrato de câmbio podem ser modificados.

Dos elementos do contrato de câmbio. pagamento do imposto sobre operações financeiras (IOF). Para obter esta prorrogação. e. 32 . caso obtenha o pagamento. O exportador também deverá arcar com os juros. taxas e outras despesas. um período não superior a 30 dias pode ser concedido ao exportador para que efetue o embarque da mercadoria. exige. Assinale-se que o exportador deve solicitar a prorrogação antes do vencimento do prazo original. a data que se está alterando é a do embarque. não podem ser alterados: • nome do comprador. nos casos em que a mercadoria não tenha sido embarcada. • valor da moeda estrangeira. desde que não ultrapasse o total de 180 dias contados da data de embarque. mantenha as autoridades monetárias informadas do andamento do processo de ressarcimento e providencie a venda da moeda estrangeira ao banco autorizado. • 30 dias contados do vencimento do prazo para a liquidação do contrato de câmbio. e outras despesas da operação. O exportador deverá arcar com os encargos financeiros. em qualquer das hipóteses. • nome do vendedor. Na realidade. que o exportador tome todas as providências para obter o pagamento. e substituir a letra de câmbio anterior por uma nova. retorno da mercadoria com o correspondente desembaraço vinculado ao registro de exportação no Siscomex ou redução do preço da mercadoria exportada (anuência da Secex). o exportador deverá obter a concordância do importador em pagar os juros correspondentes ao prazo adicional. O cancelamento de um contrato de câmbio.Exportação física 1 portanto. contados da data de embarque. assim. após o envio da mercadoria ao exterior. Em casos de fatores fora do alcance do exportador. pois o prazo para a entrega dos documentos continua sendo de no máximo 15 dias. através do Sisbacen. podem ser cancelados dentro dos seguintes prazos: • 20 dias contados do vencimento para entrega dos documentos. apenas para os contratos de câmbio com prazo inferior a 180 dias. por consenso entre as partes. • valor em moeda nacional. e já transcorridos os 180 dias. • a data da liquidação do contrato de câmbio. que inclua os juros citados. se recebeu a antecipação. para mercadoria já embarcada. rompe as relações entre banco e exportador. Cancelamento do contrato de câmbio Os contratos de câmbio. Este caso pode estar condicionado a um dos seguintes fatores: ação judicial em andamento contra o devedor no exterior. • taxa cambial. O cancelamento é formalizado em instrumento próprio.

não fosse o baixo poder aquisitivo da população em geral. pela primeira vez. Neste ano. os números ainda são modestos e não constituem uma massa crítica miníma. ainda se trata de um mercado emergente no Brasil. o espantoso crescimento da base (há um celular para cada 2 habitantes) poderia indicar o aumento de serviços musicais. Sua participação no faturamento global triplicou de 2004 para 2005. Por outro lado. Japão. Para se ter uma idéia. o mercado fonográfico dá mostras de uma (ainda tímida. nos informa que. comparável a outros territórios. Um relatório do primeiro trimestre deste ano (2006). ele tem acesso ao acervo que desejar e adquire um produto com qualidade garantida. como Kazaa. Em todo o mundo. Já em termos de telefonia celular. Após alguns anos de quedas no faturamento. em termos globais. é verdade) reação comercial. torna-se uma oportunidade de momento. alcançando 1. como os ringtones e truetones. as grandes empresas de música digital se solidificam e expandem seu catálogo de músicas consideravelmente. As vendas aumentam a cada ano. voltados para o mercado de telefonia celular. Em termos de acesso à internet (e da necessária posse de computadores rápidos que permitam ouvir e baixar músicas). eficiente e segura. meio a meio: online (música pela internet) e mobile (música pelo celular). No Japão. elaborado pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica). os números das vendas digitais estão sendo incorporados nas estatísticas mundiais de vendas. é lançado o iTunes. o revolucionário player digital. A título de curiosidade. e os cinco principais mercados são os Estados Unidos. Após cinco anos de nenhuma alternativa legal de se consumir música pela internet! O que até então era visto com desconfiança por parte da indústria fonográfica e dos investidores. com diversos ser viços ultrapassando o número de 1 milhão de músicas disponíveis. no dia 28 de abril. Reino Unido. contra 91% pelo celular. e novos formatos e serviços também se for talecem. O mercado digital divide-se. 68% da música digital vendida nos Estados Unidos é via internet. Morpheus e Limewire. Alemanha e França. o consumidor está se conscientizando paulatinamente que a troca de arquivos sem autorização constitui crime e que. e 32% via celular. Esse panorama se dá ao mesmo tempo em que os programas de troca gratuita ilegal de arquivos entre computadores (P2P). ao comprar música por vias legais. mas as diferenças regionais são grandes.1 bilhões de dólares. Exportação digital 2 33 .2 Exportação digital Pode-se apontar 2003 como o ano-chave da consolidação do mercado de música digital. acompanhado da oferta de milhares de músicas digitais “legais”. vêm perdendo força gradativamente. com os seguidos processos judiciais aos quais são submetidos. e acaba tranformando-se em um mercado em franco crescimento. apenas 9% das vendas acontecem por computador.

você pode: • escolher a música específica que quer ouvir (download à la carte). a última fronteira da telefonia celular (que permite baixar e exibir vídeos e musicas completas) atenderá a 60% dos usuários europeus. O público que consome Música Brasileira no exterior tem um determinado grau de instrução e detém certa disponibilidade financeira. protetores de tela etc. e baixar um grande número de arquivos (serviço de assinatura mensal. Marshall McLuhan disse. mas em plena mutação. emitido também pela IFPI. por exemplo). • a tecnologia 3 G.). • o telefone celular torna-se um player portatil de música digital. • ouvir faixas antes de comprar. • baixar vídeos musicais. sobretudo na Ásia. • o vídeo portátil já está à disposição (1 milhão de video iPods foram vendidos nas 3 primeiras semanas de lançamento). • já se contam 335 serviços legais de música online. na década de 60 (no século passado!). para os exportadores brasileiros. em 2010. Não há como duvidar de que a realidade digital veio para ficar. entrevistas. e previsões conservadoras apontam que ela chegará a representar 25% do mercado mundial da música gravada nos próximos cinco anos. • descobrir novas músicas através de truetones (30 segundos de música digital no celular). • ouvir música literalmente em qualquer lugar e circunstância. • criar lista das músicas prediletas (playlist) e circular entre os amigos. • criar e ouvir uma programação de rádio personalizada. • criar uma cópia física personalizada (CD-R). 34 . • já existem mais de 2 milhões de músicas “legais” disponíveis na internet. • comprar um “pacote” do seu artista favorito (músicas. Se pararmos um pouco para pensar no assunto. Praticamente todos os estudos especializados prevêem um crescimento nas vendas mundiais de músicas digitais. e que o negócio da indústria fonográfica não está em crise. Exportação digital O real crescimento da música digital ainda está para acontecer. com muita propriedade. em janeiro deste ano. em um futuro próximo. há diversas maneiras de se ouvir música digital. que novas tecnologias criam novos ambientes que geram novas percepções que estimulam novos comportamentos de consumo.2 As estimativas para os próximos anos são bastante promissoras. videoclips. Do relatório sobre música digital. • o iTunes já está presente em 21 países. destacamos estas principais informações sobre o mercado “vir tual” em 2005: • as vendas digitais já representam 6% do faturamento mundial. pode-se afirmar que a via “virtual” (internet e celular) vai representar boa parte dos negócios com música gravada.

já que a venda de música (fonograma) é feita por download direto. definem-se os formatos a serem utilizados para a comercialização do fonograma (AAC. O assunto é complexo. Exportação digital 2 O procedimento para digitalizar as músicas de seu catálogo e criar seu acervo digital é simples. Normalmente. Cada serviço de distribuição digital possui sua peculiaridade. que está vendendo uma faixa de música brasileira. onde residem seus pais. ou seja. O processo de disponibilização digital da música é a mais nova forma de exportação da Música do Brasil. não fazem mais sentido nesta realidade virtual. é preciso se adequar aos formatos e padrões de fornecimento e armazenamento dos dados. por exemplo. As capas e projetos gráficos dos “produtos musicais virtuais” também são de suma importância para uma melhor apresentação e divulgação perante o público. do servidor da empresa distribuidora para o computador do consumidor final (ou para seu celular). e ela circula de forma invisível (como o e-mail. já que a entrega do “arquivo musical”. se a capa for criada com a finalidade de comercialização digital. e há de se achar novas formas de contabilizar estes dados de faturamento de exportação. composta de bits e bytes. por exemplo). usam-se planilhas metadatas contendo as informações dos fonogramas a serem comercializados. é quase instantânea (devendo-se apenas descontar o tempo necessário para baixá-lo). MP3 etc. WMA. Também deve-se seguir a mesma padronização. 35 . legais e tributárias decorrentes desta situação ilustram os novos desafios que nascem com esta globalização eletrônica. prestando serviços para uma empresa de distribuição digital na Holanda. Imagine um mega servidor instalado no Japão. pois promovem a necessária visibilidade de sua música. e o mesmo ocorre para os administradores de banco de dados. no imenso universo à disposição em um portal de vendas. elas adequam os dados das músicas aos sistemas de armazenamento que irão disponibilizar o seu catálogo para venda. digitalizando a imagem para o computador. utilize um scanner. Ao contatá-los. para um estudante internauta francês residente na Austrália. ela é “desmontada” no envio e “remontada” na recepção. quando abordamos a exportação física de produtos. O formato padrão é JPG em alta resolução. que variam de acordo com os programas e as plataformas de trabalho utilizadas pelos distribuidores digitais. Através de um programa de edição de músicas. Para digitalizar a capa de seu produto.). A música gravada desmaterializa-se. a nova forma sob a qual a música é entregue. As implicações financeiras.Comercialização digital equivale à exportação digital. 300 DPI. Boa parte dos processos descritos anteriormente. Caem definitivamente as barreiras de tempo e espaço. que vai pagar o download deste arquivo musical com um cartão de crédito internacional emitido nos Estados Unidos. OGG.

e que distribui seu acervo para o território brasileiro e América Latina. ou de um artista. elas administram o catálogo digital de uma gravadora. público atendido etc. o recebimento dos royalties referentes às vendas é feito através de repasse das porcentagens líquidas oferecidas pelos serviços de distribuição digital. Cabe ao expor tador verificar qual o melhor serviço de acordo com a área que deseja vender seu conteúdo. taxas de serviços de digitalização. reconhecida internacionalmente. deve-se verificar quais as condições dos serviços oferecidos e os procedimentos financeiros adotados por cada uma. 36 . através de sistemas de DRM (digital rights management). e a lei brasileira rege que a utilização de qualquer obra exige sua prévia autorização expressa. e o restante é repassado para a gravadora que administra o fonograma. direitos autorais. O por tal de venda retém sua porcentagem estipulada no preço de venda final. Além disso. e o disponibilizam mais facilmente junto aos grandes portais de venda. e os termos devem ser estipulados com precisão no momento da cessão da autorização para venda digital do fonograma.2 É muito comum a contratação de empresas gerenciadoras de conteúdo digital para obter uma melhor distribuição e maximizar as vendas do catálogo no “exterior”. No Brasil. faz-se necessário averiguar como é feita a proteção para a cópia e distribuição indevida de fonogramas. temos o Imúsica. Há de se tomar muito cuidado em se estipular quem paga os direitos autorais às respectivas editoras musicais. Exportação digital Todo o trabalho de promoção e divulgação desse catálogo também é realizado por essas empresas. como The Orchard e IODA. elas diferem entre si pela área de atuação e pelos variados serviços de promoção oferecidos. a empresa gerenciadora de conteúdo faz jus a um percentual sobre o total líquido. A maioria desses gerenciadores são empresas internacionais. Ao contatar qualquer serviço de distribuição. É importante frisar que toda música gravada deriva de uma obra composta por alguém. Este controle normalmente é exercido pelas editoras musicais. Normalmente. ambas dos Estados Unidos. por exemplo. que ainda é a única empresa brasileira especializada em gerenciamento de conteúdo digital (o UOL está se preparando para lançar em breve seu serviço de download). verba alocada para divulgação e promoção. no que se refere ao pagamento de royalties. e que a utilização desta sujeita-se à observância dos direitos morais e patrimoniais do autor.

os serviços de distribuição digital e os portais de venda de músicas esmeram-se na estratégia e táticas de marketing para atraí-los. a produção em grande escala e os custos voltados à logística. seduzem os consumidores sem dar-lhes trégua. nossa música ainda é rotulada no exterior como “world music” ou “latin music”. Exportação digital 2 37 . Neste sentido. para quem não fala português) para definir nosso rico legado cultural e diversificado gênero musical. Além da overdose de informação e de música à qual estamos expostos e não conseguimos digerir de forma saudável. o comércio de música digital apresenta vários benefícios a curto prazo. Nossa música é única. com lançamentos como MP3 players e telefones celulares cada vez mais modernos. O produto é a obra fonográfica em si. a cadeia produtiva da música se torna mais ágil. o fonograma. e as categorias “world music” e “latin music” não traduzem a diversidade musical e cultural existentes em nosso país. Os fabricantes de produtos tecnológicos. a adoção do termo Música do Brasil (Music from Brazil. Ficam para trás os gastos com fabricação dos CDs. Recomendamos vivamente. com todos seus agentes apresentando amplo crescimento. e. em tese. e seus custos diminuem consideravelmente.Este é um mercado em plena expansão. a todos nossos interlocutores. O maior dos obstáculos da venda digital é a divulgação deste “produto”. temos um licenciamento direto da obra musical para o consumidor final.

A legislação brasileira determina a prévia autorização expressa para o uso de qualquer obra. O direito autoral diz respeito à obra (letra ou música). a não ser que esta já se encontre sob domínio público. como o produtor fonográfico e o artista que fixou sua interpretação na faixa musical em questão. para fins diversos.3 Licenciamentos no exterior Licenciamentos no exterior Licenciamento é. por exemplo). Finalmente. Além disso. no download de música via internet ou celular. • a explicitação dos formatos autorizados. uma outra fonte de renda que pode ser significativa. acordado entre o produtor fonográfico (ou detentor dos direitos do fonograma) e o licenciante. e no licenciamento de faixas para o mercado externo. • a descrição do produto final. exemplificado por música que toca em rádio e no cinema (trilha sonora do filme). e toda obra gravada é de propriedade de um criador. 3 Um bom contrato de licenciamento deve conter. no mínimo. há também o direito de execução pública. é o direito de sincronização. embora não seja constante. 38 . o direito autoral e o conexo. É sempre bom lembrar que a noção de fonograma. que se refere à execução da música gravada em locais de freqüência coletiva e meios de comunicação de massa. claúsulas específicas e detalhadas sobre: • as partes que firmam o contrato. ou como fundo musical de um título de videogame. sinônimo de música gravada em algum tipo de suporte. que sobre ela detém direitos morais e patrimoniais. exercido quando o fonograma é incluído em um comercial ou programa de televisão. em poucas palavras. também conhecido como artístico. estipulados por contrato. O direito conexo aplica-se ao fonograma e ao reconhecimento dos seus titulares. durante um período de tempo. • a relação completa dos fonogramas licenciados. e do seus específicos direitos e obrigações. como na venda de discos para exportação física. a permissão de exploração comercial de um determinado fonograma ou conjunto de fonogramas (as faixas de um disco. como CD e arquivo digital para internet e/ou celular. sempre remete a dois conceitos vitais da indústria fonográfica. Ambos direitos são exercidos quando há a exploração comercial de um fonograma. e a mesma é usualmente controlada por uma editora musical. ou seja. licenciador e licenciante.

oficialmente. • periodicidade e formas de prestação de contas dos royalties. somente em execução pública. 39 . • a menção explícita de se tratar. e a existência de opção de sell-off (período adicional para venda de produtos eventualmente ainda em estoque). valores (ou percentuais). determinado aporte de verba promocional. deduções permitidas para se apurar a remuneração devida (royalties). • os créditos de menção obrigatória. • o território para qual os fonogramas foram licenciados. possibilidades de sincronização e sub-licenciamento dos fonogramas a terceiros. • os direitos adicionais porventura negociados. • base de cálculo. de licenciamento exclusivo. por exemplo. como a obtenção de uma faixa avulsa posterior. como o estabelecimento de um patamar mínimo de vendas. adiantamento de remuneração (royalties’ advance). embora possam representar somas bem significativas. o sucesso mundial de “Garota de Ipanema”. • as garantias do contrato de licenciamento. nos mais diversos formatos de comercialização dos fonogramas. ou não.• o prazo do contrato. e alocados nos números da balança comercial. o foro designado em caso de disputa. • a lei de interpretação sob a qual o contrato é regido. nos últimos 40 e tantos anos. Licenciamentos no exterior 3 De maneira ainda mais radical do que no caso da exportação digital. os rendimentos gerados por esta forma de se vender música no exterior não são contabilizados de forma alguma. Basta imaginar o que pode ter rendido.

que é um simulador para formação de preço de exportação. • forma de cobrança. diversos fatores influenciam o preço final de exportação. • imposto de renda/contribuição social.4 Formação do preço de exportação Formação do preço de exportação Como já mencionamos no início deste manual. • custos bancários de remessa de documento. o site Aprendendo a Exportar apresenta uma ferramenta muito útil. e analisará com cuidado os seguintes dados: • quantidade encomendada por item. 4 40 . • direitos e royalties. no caso da exportação física direta. e vale a pena pesar os pontos abaixo relacionados. • custos de transporte (aquisição): do estabelecimento fabricante até o armazém do exportador. Ele levará em consideração os dados coletados na hora desta cotação. • custos de transporte (para efetivação): do armazém do exportador até a alfândega. • comissionamento de intermediários eventuais. • forma de pagamento. É importante frisar que o preço de venda deve ser comunicado ao importador na hora da primeira proposta. • quantidade total do pedido. • imposto lucro/prejuízo cambial. para se chegar à idéia do preço justo (segundo sua ótica). • custos de cobrança: comissões cobradas pelos bancos intermediários para recepção das divisas. a fim de equacioná-los inteligentemente na hora de fazer os cálculos: • somatória dos investimentos já realizados no produto. aplicado à taxa de juros em vigor na hora do cálculo. em função do tipo de cobrança utilizado. Basta incluir (e eliminar. • impostos em cascata. • custos de fabricacão. quando for pertinente. • custos cambiais: comissão de câmbio cobrada pelo banco do exportador para liquidação. Obviamente. • custos de financiamento ao cliente: custo de oportunidade resultante da diferença entre os diversos prazos de pagamentos dos custos e o prazo de recebimento efetivo da receita. • expectativa de taxa de câmbio. quando for o caso) as diversas variáveis que aparecem na tela. incluindo embalagem e parte gráfica.

Recentemente. Codificador Na gravação de um CD digital. 41 . também adotou o uso do AAC para seus produtos. Pode ser gravado somente uma vez. Download Transferência de arquivos digitais de um computador para outro. tocador de música em formato digital. semelhante ao CD-R. AAC. OGG etc. a codificação é o processo de conversão dos dados de música em arquivos de música. da Sony. Glossário digital Codec É um compressor/descompressor. hard disk ou HD. CD virgem que pode ser usado para armazenar músicas ou dados. Possui uma melhor resolução do que um arquivo MP3 e é usado principalmente pelo programa i-Tunes e pelo i-Pod. o Playstation Portable (PSP). denomina a transferência de uma música de um portal de venda para o computador do usuário final. Normalmente um CD-R pode armazenar até 74 minutos de áudio ou até 650 MB de arquivos ou dados. Abreviação de Compact Disc Recordable. Em inglês. como MP3. Existem diversos tipos de Codecs (ou formatos) no mercado. e um novo conteúdo gravado no mesmo CD. Na maioria dos casos. WMA. porém seu conteúdo pode ser apagado. Abreviação de Compact Disc Re-Writable. CD regravável. É um formato de música digital de alta qualidade criado pela Apple. Disco rígido Equipamento no qual o computador armazena a maior parte das informações necessárias a seu funcionamento.G AAC CD-R CD-RW lossário Digital Abreviação para Advanced Audio Coding.

usada para inclusão do fonograma no banco de dados de uma empresa gerenciadora de conteúdo digital. Glossário digital Fonograma Fixação de sons de uma interpretação de obra musical ou de outros sons. JPEG Formato de compressão de imagens digitais. 42 . um cartão de memória etc. Tipo de CD que acumula 4 gigabytes ou mais. Drive Unidade que armazena dados em um computador. Cada faixa do CD é um fonograma distinto. Kbps Abreviação de Kilobits por segundo. permitindo inclusive armazenar filmes. Pode ser o disco rígido. que define os procedimentos a serem utilizados para que o proprietário do produto digital especifique como seu produto pode ser usado. Seu objetivo é proteger os direitos do proprietário da obra e dificultar a distribuição ilegal de bens digitais. de maneira legal. Unidade de medida da velocidade na transferência de dados.DPI Abreviação de dots per inch. Total de pontos por polegada numa tela de computador. Metadata Planilha que contém as informações referentes a um fonograma ou um disco. Essa fixação em geral se dá em um suporte material. Indica a resolução de uma imagem. DRM Abreviação de Digital Rights Management. Trata-se de um sistema de gestão de direitos digitais. além de outros tipos de dados. um gravador de CDs. DVD Abreviação de digital video disc. em um produto industrializado. isto é.

MP3 player Aparelho portátil de reprodução de arquivos musicais digitais. OGG Formato de arquivo de áudio de fonte aberta. Esta é medida em Kb/s (kilobits por segundo). Glossário digital P2P Abreviação de Peer to Peer. fotos etc. Ringtones Tecnologia usada em telefones celulares. na qual o toque do aparelho é uma música. PDA Abreviação de Personal Digital Assistant. WAV etc. WMA. arquivos de áudio ou vídeo. MP3 Abreviação de MPEG Audio Layer 3. Foi um dos primeiros tipos de arquivos a comprimir áudio com eficiência sem perda substancial de qualidade.Mídia Disco (basicamente CD ou DVD) usado para armazenar dados. como o MP3. na qual a redução do tamanho do arquivo é de cerca de 90%. Chamam-se P2P os softwares que permitem a troca de arquivos de um computador pessoal para outro. MPEG Sigla para diferentes padrões de compressão digital de áudio e vídeo. estilizada. o Linux e o Mac OS. desenvolvido para substituir diversos formatos multimídia privados. Sistema operacional Programa de computador que permite a execução de outros programas. 43 . que não possui taxas de licenciamento. gratuitamente. Nomenclatura dada a computadores de mão. executada em uma versão instrumental. Scanner Aparelho utilizado para digitalização de imagens. Os mais comuns hoje são o Windows. sendo 128 Kb/s a qualidade padrão. como palmtops.

Glossário digital WAV (ou WAVE) Forma curta de WAVEform audio format. Padrão que permite armazenar vídeo em um CD comum. USB Porta para ligar periféricos em computadores. VCD Abreviação de video compact disc. da Apple. WMA Abreviação de Windows Media Audio. WAP Protocolo de conexão sem fio à internet. Atualmente. Possui a mesma qualidade de um arquivo MP3. é o principal concorrente do formato AAC. Truetones Tecnologia usada em telefones celulares na qual o toque do aparelho é uma música. porém. 44 . com a metade do seu tamanho.Smartphone Celular com funções de PDA. comum em celulares. A qualidade é inferior à de um DVD. executada em sua versão real. é um formato de arquivo de áudio padrão da Microsoft e IBM para armazenamento de áudio em PCs. Formato de som digital criado pela Microsoft. SMS Sistema de mensagens curtas de texto entre celulares. Wi-Fi Padrão de transmissão de dados sem fio.

assim você pode exportar de qualquer cidade brasileira. • cada pacote pode ter o valor máximo de USD 20. • sua exportação já conta com um seguro automático gratuito.000. Como usar o Exporta Fácil? É simples. pode usar o serviço Disque Coleta (08005700100). você também pode enviar presentes. 3. Os Correios estão em todo o Brasil. conforme a modalidade de serviço escolhida.cfm) e já apresentar o formulário pronto. • cada pacote pode pesar até 30 quilos. mas você pode contratar um seguro opcional quando sua mercadoria tiver valor agregado acima do seguro automático gratuito. 2. procure uma das nossas agências: www. nós seremos responsáveis pelo seu produto. nem aguardar a emissão da declaração simplificada de exportação. Exporta Fácil – Correios 45 .cfm. pela Internet (www. Quem exporta pelo Exporta Fácil não precisa obter antecipadamente o registro de Importador/Exportador.br/servicos/agencias/default.E xporta Fácil – Correios O que é o Exporta Fácil? O Exporta Fácil é um conjunto de serviços dos Correios que oferece facilidades para empresas e pessoas físicas (artesãos.) que desejam exportar seus produtos de maneira mais simples. A partir daí. agricultores etc. Os Correios dispõem de ótimas soluções para o envio de documentos.correios. • clientes com contrato ganham prazo no pagamento da postagem. Outras características do Exporta Fácil: • além de mercadorias. Ele é auto-explicativo.Siscomex da Receita Federal. você pode fazer o preenchimento.br/exportafacil/cfm/centro_postagem.00 (vinte mil dólares) em mercadorias. preencha o formulário único de postagem do serviço (AWB). amostras ou documentos. com toda a comodidade. Mas se preferir. Basta seguir alguns passos: 1.correios.com. Quem tem um contrato com os Correios. faça a postagem na agência. Tudo sem custos adicionais ou burocracia. Como o Exporta Fácil funciona? Você contrata a logística postal de sua mercadoria até o país de destino e os Correios cuidam por você do registro da operação no sistema de comércio exterior .com. especialmente aqueles inerentes ao processo exportador.

• Mercadorias para venda: são remessas compostas de bens destinados à operação de venda. mercadorias sem registro de exportação são presentes e amostras até USD 1. Para saber mais sobre os prazos: www.000. Para mais informações sobre o serviço.com. presentes e amostras acima de USD 1. Mercadoria: consideram-se mercadorias os presentes. eletromagnético ou ótico. em quantidade estritamente necessária para dar a conhecer a sua natureza. Os prazos variam de acordo com a origem e o destino das remessas. espécie e qualidade. as amostras de mercadorias e as mercadorias de exportação destinadas à revenda. 2.Qual é o prazo de entrega do Exporta Fácil? São cinco modalidades de serviço para você escolher conforme a urgência da sua exportação.000. livros e assemelhados.prazo de entrega estimado: de 14 a 30 dias úteis.br/exportafacil/cfm/centro_apresentacao.cfm. Atenção! Programas de computador (softwares) não são considerados documentos. • Leve Prioritária – prazo de entrega estimado: de 4 a 13 dias úteis.com. os textos. Definições importantes: Documento: consideram-se documentos as mensagens. ______________________________ 1 Conforme normatizado pela Secretaria da Receita Federal. gravados em papéis ou meio físico magnético. • Amostras de mercadorias: são os fragmentos ou partes de qualquer mercadoria. Exporta Fácil – Correios • Presentes: são as remessas de bens em quantidade e valor que não permitam presumir destinação comercial (geralmente em quantidade e de valor reduzido e de acordo com os critérios da SRF – Secretaria da Receita Federal1).cfm 46 .00 e mercadorias com registro de exportação são mercadorias para venda.correios. • Leve Econômica . Nossos prazos têm como referência as principais cidades do mundo e variam de acordo com a origem e o destino das remessas: • Sedex Mundi – prazo de entrega garantido: 1. • Mercadoria Econômica – prazo de entrega estimado: de 14 a 30 dias úteis.br/exportafacil/cfm/prazoentrega. 3 ou 4 dias úteis.00.correios. jornais. Fonte: texto retirado do site dos Correios. bem como revistas. sem valor comercial. • Expressa (EMS) – prazo de entrega estimado: de 3 a 7 dias úteis. para as quais é obrigatória a emissão da DSE – declaração simplificada de exportação. acesse www. informações ou dados de natureza pessoal ou jurídica.

Indústria e Comércio Exterior (MDIC) Links úteis www.desenvolvimento.br BrazilTradeNet www.br Portal do Exportador www.apexbrasil.fazenda.com.br Secretaria da Receita Federal (SRF) www.br 47 .braziltradenet.br Ministério das Relações Exteriores (MRE) www.bcb.br Central de Atendimento ao Exportador do Estado de São Paulo www.L inks úteis Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex) www.exporta.fazenda.aprendendoaexportar.portaldoexportador.br Banco Central do Brasil (Bacen) www.sp.br Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) www.gov.gov.gov.mre.gov.receita.gov.gov.gov.gov.bndes.gov.gov.br Ministério da Fazenda (MF) www.br Ministério do Desenvolvimento.br Aprendendo a Exportar www.