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Julio Lussari

EMPREENDEDORISMO

3.0

Uma reflexão de como o empreendedorismo deveria ser

Índice

Prefácio

 

2

Dedicatória

4

Introdução

 

1.

Empreendedorismo 3.0

 

Empreendedorismo 1.0

10

Empreendedorismo 2.0

12

Empreendedorismo 3.0

15

2.

Por que empreender

Alguns dados importantes

19

Quadrante D-I

21

Quadrante Winners

25

3.

O que você precisa saber para empreender e a faculdade não ensina

 

O

que você precisa saber para empreender e a faculdade não ensina

28

Como fazer a diferença no mundo sem falir

30

Encontre um mentor

34

O

que você precisa saber sobre Marketing

36

O

que você precisa saber sobre Vendas

38

Se quer ser um empreendedor ou empregado de sucesso, aprenda a vender

39

Construa uma marca própria

42

E

o que mais?

44

E

para ser um empreendedor bem sucedido?

 

E para ser um empreendedor bem sucedido?

46

A mente mestra

49

Confie em você

51

Economize

52

Tenha iniciativa e lidere

53

Explore a sua imaginação

54

Alimente seu entusiasmo

55

Tenha controle sobre si mesmo

56

A

vitória ou algo que o valha

 

A

vitória ou algo que o valha

68

Business Model Dojo

74

Sobre o Autor

75

Parceiros

76

Referências Bibliográficas

78

Prefácio

Por muitos anos imaginei trabalhar com os melhores alunos que tive em sala de aula. Não os das melhores notas, essa não era a medida, e sim os alunos questionadores, os que exigiam

mais que os demais, os que estavam sempre com a pergunta, você já leu o livro do

ainda, você conhece o aplicativo da empresa x? E assim os questionamentos mostravam a inquietude causada pela vontade de compartilhar os seus conhecimentos. Esses são os alunos que querem estar no lugar do professor e muitos podem sim ocupar este lugar, é só uma questão de tempo. Um lugar, um espaço com mesas, cadeiras, computadores e muita criatividade, ideias, projetos e, é claro, pessoas.

Ou

?

Hoje esse lugar existe e pode ser a cafeteria, a praça de alimentação de um shopping ou um coworking. Esses alunos agora são parceiros de trabalho e tornaram-se ótimos amigos, gerações diferentes que não estão isoladas e sim que se complementam. O Julio Lussari é um desses alunos, que o acaso fez o favor de trazer a Curitiba. Acaso é sorte, a sorte é a competência somada à oportunidade e agora fazemos parte do acaso, sim você faz parte deste grupo.

Iniciativa, perseverança, conexões, aprendizado, inovação, planejamento, estas são algumas palavras que fazem parte do currículo do autor, são características presentes em um empreendedor, que busca o sucesso incansavelmente.

A leitura dos próximos capítulos os levará a questionamentos assim como deste que foi meu aluno, questionamentos sobre o que está escrito, sobre o futuro dos empreendimentos e sobre o seu papel em escolher ou não empreender seja como empresário ou como funcionário.

Esta é a fiel companheira do empreendedor, a escolha, nem sempre a escolha correta, mas sempre a necessária. Que acertemos mais nas escolhas, começando pela leitura deste e-book.

Professor Carlos Frederico de Andrade

Diretor do GPCON – Grupo de Professores e Consultores

Dedico este livro primeiramente a todos aqueles que querem vencer na vida e não pouparão esforços para que isso se torne uma realidade.

Dedico também aos meus pais, minhas irmãs e ao casal de amigos André e Patrícia Ribeiro que se tornaram a minha segunda família. Este livro honra vocês e através dele a vida irá mais longe.

Introdução

Já faz alguns bons anos que sonho em escrever um livro. No entanto, somente no meu planejamento estratégico pessoal para o ano de 2013 é que de fato coloquei esse sonho como objetivo, só não sabia que ele se transformaria em realidade tão cedo e tão rápido.

Esses tempos, o Ricardo Jordão da BizRevolution (www.bizrevolution.com.br), disse em um de seus posts que “todo consultor deveria escrever um livro”. Eu diria que todos aqueles que de certa maneira souberem explicar algo sobre novas perspectivas deveriam se arriscar e escrever algo, seja um artigo, um post, um Tweet, um eBook ou um livro impresso. Talvez aquilo que é simples para mim, não signifique algo tão simples e óbvio para o próximo. Acredito que esse seja um dos motivos pelo qual eu escrevi este livro (entre inúmeros): o fato de conseguir conectar coisas, pessoas, ideias, pontos de vista diferentes, refletir sobre tudo e explicar de forma concisa e objetiva, o que acaba se tornando uma de minhas virtudes/defeito: ser extremamente objetivo.

Para que este eBook não se torne algo excessivamente formal, vou utilizar a introdução para discorrer de forma breve sobre minha atuação profissional e o que me trouxe até aqui.

Meu nome é Julio Lussari e tenho 29 anos. Empreendo desde os 17, trabalhei em algumas empresas de pequeno, médio, grande porte e em multinacionais. Passei por uma faculdade de Publicidade, Produção Fonográfica, me especializei em Produção/Organização de Eventos, fiz

uma especialização em Planejamento de Mídia, entrei na reta final de um MBA em Marketing

e Gestão de Negócios e abri minha Consultoria em Inovação em Planejamento de Carreira, Inovação em Planejamento de Negócios e Marketing Estratégico.

Contei esse breve resumo profissional simplesmente para dizer que nada disso tem importância perto do aprendizado que obtive nas três vezes que eu fali. De fato, o dia mais importante da minha carreira profissional foi o mais dolorido. No dia 23 de Dezembro de 2007 eu organizava um evento (balada de natal) e por diversos erros (ingenuidade + arrogância), cerca de oito horas antes de começar o evento eu precisei tomar uma das decisões mais difíceis: cancelar o evento e possivelmente arruinar todo o trabalho construído até então ou fazer um evento meia-boca e arcar com um possível prejuízo maior ainda. Minha reação foi um tanto inusitada: tranquei-me no quarto, desliguei o celular, tirei o telefone do gancho e liguei meu som no último (em uma tentativa em vão

de fugir daquela realidade). Cerca de 30 minutos depois decidi não realizar o evento e assumi

a responsabilidade de devolver todo o dinheiro dos convites vendidos, pagar as bandas que estavam com contrato assinado, pagar todos os fornecedores, etc.

Em suma, arruinei o fim de ano de muita gente, precisei de ajuda financeira da minha família,

e como se não bastasse toda a sensação de derrota e fracasso, ainda presenciei os maiores

sermões de entes queridos (que fizeram aquilo para ajudar, apesar de não ser o momento certo).

O resultado disso foi que entre Janeiro e Fevereiro de 2008 eu estava completamente perdido, sem rumo, sem trabalho, falido financeiramente e com cerca de 40 garrafas de vodka que ficaram comigo nessa tentativa frustrada de festa de fim de ano (vocês podem imaginar o tamanho do estrago).

Em um momento de angústia, no início de Fevereiro de 2008, meu pai disse uma das coisas mais difíceis que um pai pode dizer para um filho: “Eu não sei mais o que fazer para te

ajudar”. E quando seu próprio pai diz que não sabe mais o que fazer para te ajudar, é porque

a situação chegou a um estado crítico avançado. Como solução para esse apontamento, sugeri

a ele: “Me compre uma passagem para algum lugar e me dê algum dinheiro que eu me viro”.

Esperando que ele dissesse para que eu ficasse por lá, recebi em resposta algo como: “Você tem uma semana para decidir para onde ir”. A princípio isso parece forte, frio, etc., mas garanto que foi uma das melhores coisas que meu pai me fez.

No dia 24 de Fevereiro de 2008 eu estava desembarcando em Curitiba, com apenas uma passagem de vinda e R$200,00 reais no bolso (isso mesmo, duzentos reais). Entre cochiladas, choros e soluços, decidi que queimaria meus navios e destruiria minhas pontes (possibilidades de voltar) e que era vencer ou morrer. Cheguei numa cidade que não conhecia absolutamente

nada, sem emprego, sem dinheiro, sem esperança, sem fé, sem objetivos de vida, conhecendo apenas uma pessoa que me ajudou quando eu precisei (e sou grato à ele por isso), deixei 3⁄4 do dinheiro que tinha para pagar um pensionato e fiquei apenas com 1⁄4 para me manter. Dormi no chão, passei fome, passei perrengue, persisti, fui atrás, comecei com objetivos pequenos, fui realizando, fui aumentando, fui acreditando, recuperei a esperança, construí uma fé inabalável, coloquei objetivos maiores, desenvolvi minha liderança, meu entusiasmo, minha autoconfiança, minha imaginação, minha criatividade, meu networking, minha paixão pela leitura, pela vida, minha gratidão pelo passado, presente e futuro. E aqui estou eu, cinco anos depois, após ter passado por um processo de aprendizado intensivo sobre a vida, sobre humildade, princípios, valores, caráter, espiritualidade, filosofia, e linkando tudo isso, algo que acredito sobre o que é o empreendedorismo, como é atualmente e sobre como deveria ser.

Neste livro vou abordar a minha teoria do Empreendedorismo 3.0, as razõ es pelas quais deve-

se empreender, alguns pilares necessá rios e, principalmente, aquilo que a faculdade nã o

ensinará. Por fim, apresento alguns princí pios que te levarã o a ser um empreendedor bem sucedido.

Talvez você não veja nada de novo aqui ou talvez veja algo que já sabe por uma nova perspectiva. De qualquer forma, o mais importante do empreendedorismo é o aprendizado que ele proporciona e não o resultado em si.

Que esse livro lhe traga um novo olhar de um tema tão debatido hoje em dia e que você se divirta enquanto reflete sobre os pontos que precisa melhorar para se tornar um empreendedor de sucesso.

J u L i o

L u s s a r i

Curitiba, 06 de Fevereiro de 2013

Capítulo 1

EMPREENDEDORISMO 3.0
EMPREENDEDORISMO
3.0

Empreendedorismo 1.0

Seguindo o raciocínio e a lógica utilizada por Philip Kotler, o 1.0 representa o ponto inicial de algo, ou seja, representa o que é determinado termo.

A palavra “empreendedorismo”, em livre tradução no Wikipedia, significa “tomar a decisão de realizar algo e começá-lo”. Eu, particularmente, acredito que esse significado é vago perante a complexidade e simplicidade do assunto.

O termo empreendedorismo foi popularizado pelo economista Joseph Schumpeter em 1945, utilizado em sua teoria da “Destruição Criativa”. No início da década de 70, Peter Drucker adicionou ao empreendedorismo o conceito do risco: “um empreendedor é aquele que arrisca em um negócio”. Em meados da década de 80, foi criado o termo “intraempreendedor”, ou seja, aquele que empreende dentro de uma organização.

No Brasil, o empreendedorismo ganhou força apenas na década de 90, após a abertura de mercado, com um boom na primeira década do século XXI, e vem crescendo de forma vertiginosa nos últimos 5 anos, tendo o próprio governo criado políticas para regularização de Microempreendedores Individuais (MEI) e Microempresas (ME). Em 2012, o Governo Federal lançou, através do Ministério da Ciência e Tecnologia, o programa Startup Brasil, que investirá cerca de U$40 milhões para financiar a criação de 150 startups (empresas baseadas em tecnologia) até 2015.

Em resumo: “empreender é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando o tempo

e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes

e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal, sendo que a satisfação econômica é o resultado de um objetivo alcançado e não um fim em si mesma”, como citado pelo estudioso Robert Hirsch em seu livro “Empreendedorismo”.

Na minha visão, o empreendedorismo ainda vai um pouco além: se trata de uma Faculdade de Negócios aprendida na prática e no dia a dia, baseando seus ensinamentos na tentativa e erro ou na bagagem técnica, gerenciais e características pessoais.

Agora que sabemos “o que é” o empreendedorismo, vamos traçar um panorama de “como é”

a cena empreendedora atualmente.

Empreendedorismo 2.0

Quando algo novo aparece, podemos denominá-lo 1.0, ou seja, o que é ou o resultado que aquilo trouxe. Quando esse algo novo passa para o 2.0, ele se estabiliza e é compreendido o “como aquilo funciona”. Nesse tocante, vamos analisar como é o mercado empreendedor.

Acredito que diversos mercados e profissões foram inseridos de forma errônea no Brasil (entre eles o marketing, o coaching, o empreendedorismo, as compras coletivas e o crowdfunding) e para que profissionalizemos esses mercados e essas profissões é preciso fazer um estudo amplo de suas aplicações em seus países de origem, estudar a cultura local e fazer uma adaptação adequada e o mais profissional possível. No entanto, o que se vê é que a maioria dos mercados e profissões foram iniciadas com pouca base, numa adaptação improvisada e de baixa qualidade na entrega a que se propunham. Isso resultou (e continua resultando) em diversos mercados queimados, com clientes descrentes, desconfiados e até mesmo mal informados, e profissões com baixo reconhecimento e baixa importância dentro das empresas.

Nos dias atuais, temos uma enorme quantidade de eventos com o propósito de aproximar empreendedores em todo o Brasil (eu e mais um sócio realizamos alguns em 2010 com o foco no que fazer para ganhar dinheiro com a Copa do Mundo em Curitiba). Nesses eventos e nos “movimentos empreendedores” temos visto uma ânsia incontrolável por investimentos e aportes financeiros em ideias que mal foram colocadas no papel.

Vamos levar em consideração a cultura norte-americana de onde o movimento empreendedor e de startups tem crescido incontrolavelmente desde o início do século. O americano tem a cultura de dar gorjeta (e não estamos falando daquela moeda de um real que você entrega para o flanelinha), tem a cultura de que o trabalho tem que ser bem remunerado e que o produto é que tem que ser barato, pois sabe que sem trabalho, não há produto; a grande maioria dos americanos têm a cultura de investir, ou ao menos sabem a diferença entre gasto x investimento; uma parte considerável dos americanos tem algum tipo de investimento; um em cada oito lares possui uma fonte de renda alternativa baseada em vendas diretas (não têm medo de vender suas coisas) e isso contribui para a mentalidade de expansão do país (claro que eles cometem erros, e isso faz parte do processo de aprendizado); ainda, muitos investem na bolsa de valores, mercado imobiliário ou minérios de valor. No entanto, alguns investidores começaram a reparar que comprar e vender empresas resultava um lucro considerável, mas demandava muito trabalho. Com o boom da tecnologia no início dos anos 2000, os investidores começaram a se interessar por startups e por jovens empreendedores, que em sua maioria, eram mais dinâmicos, tinham boas ideias, mas lhes faltava algo imprescindível para montar um negócio com potencial de alavancagem: dinheiro.

Agora, imaginem um país que não tem a cultura de dar gorjetas, onde o produto é mais caro que o serviço, onde as pessoas preferem depositar seu “rico dinheirinho” na poupança em vez de alavancar ele na bolsa de valores, “investem” no mercado imobiliário com o dinheiro do banco assumindo uma dívida de 30 anos e pagando quase o dobro do valor em juros (acreditando que está fazendo um ótimo

negócio). Esse país ainda ensina que o empreendedorismo e as startups precisam fazer um bom plano de negócios, montar um pitch de elevador e falar a sua ideia na frente de um público de “empreendedores” e uma banca avaliadora composta por investidores anjos, aceleradoras e mentores, com o objetivo de passar em alguma seleção numa rodada de negócios e receber um aporte financeiro que projetará aquela ideia para o resto do mundo.

Convenhamos, existem dezenas de eventos como esse no Brasil, muitos feitos de forma amadora e sem um objetivo claro e definido. Os investidores estão especulando cada vez mais o mercado, e quando encontram uma oportunidade que valha a pena, fazem os empreendedores abrirem suas pernas e exigem uma participação cada vez maior.

Fato é, que a Geração Y quer viver daquilo que ela gosta, do que motiva, do que dá sentido às suas vidas, mas espera que alguém a banque enquanto ela tenta transformar seus sonhos em realidade.

As empresas precisam ter uma razão de ser e de existir (assim como nós), mas ao mesmo tempo precisam resolver um problema da sociedade a ponto do cliente/user compreender o valor e pagar o preço por aquele produto/serviço. Alguns empreendedores, no entanto, ficam tão obcecados por conseguir um investimento que esquecem de entregar algo concreto. Que tal começar um negócio do zero com seus próprios recursos? – dá muito trabalho, não? – Mas, não é muito mais gratificante fazer algo por si próprio, por paixão, entusiasmo e que de fato mude ou melhore a vida de alguém?

Empreendedorismo 3.0

Certo dia, estava em uma das aulas do MBA e tive a grande felicidade de conhecer o professor Fred (autor do prefácio deste livro), e em determinado momento da aula fantástica que ele nos proporcionava, uma aluna exclamou: “Professor, tudo isso que você está dizendo é muito bonito, mas na prática não é assim que funciona”. E o professor então respondeu: “É exatamente por isso que você está na minha aula. Aqui nós vamos pensar em como as coisas deveriam ser e como colocar isso em prática. Basta arrumar um emprego para saber como o mercado é”. Desde então, tenho pensado e refletido como os acontecimentos, as empresas e os negócios deveriam ser, e acredito que essa reflexão tenha sido um dos fatores cruciais para ter escrito este livro. Seguindo o raciocínio deste professor e tentando ligá-lo a outros segmentos, lembrei-me do livro Marketing 3.0 do Philip Kotler. Ora, Kotler descreveu o Marketing (1.0 - o que é), escreveu inúmeros livros de como o Marketing funciona (2.0 – como é) e recentemente escreveu um livro baseado no que o Marketing deveria ser e como aplicá-lo (3.0). Com isso, comecei a pensar: “Não está na hora de pensarmos como o Empreendedorismo deveria ser e como colocá-lo em prática?” Com esse questionamento em mente, refleti: “Tenho empenho, dedicação e força de vontade suficiente para escrever algumas páginas sobre o que acredito que o empreendedorismo deveria ser”, e assim que iniciei mais esse projeto.

Antes de qualquer coisa, precisamos lembrar que “tudo está pautado no Dar e Receber”. Partindo do pressuposto que esse princípio permeia todas as relações (seja nos negócios, relacionamentos, amizades, etc.), resolvi abordar aqui algo que tenho trabalhado com meus clientes nas consultorias.

Quando compramos algo e não recebemos, cria-se um desequilíbrio, ou seja, damos algo e não recebemos algo. Nossa primeira ação pode ser “xingar muito no Twitter”. Utilizamos todos os meios para reclamar da empresa e do serviço por ela prestada, mobilizamos pessoas para reclamar coletivamente (em sites e no próprio PROCON), e por fim rezamos para que consigamos reaver o dinheiro ou receber o produto, mesmo com atraso.

Quando compramos algo e recebemos exatamente aquilo pelo qual pagamos, no tempo combinado e com a qualidade esperada, pouco acontece. Isso se dá ao fato de que a linha entre o dar e o receber está equilibrada e no máximo adquirimos uma empatia por aquela empresa.

Quando compramos algo e recebemos mais do que aquilo pelo qual pagamos, para os menos conscientes e evoluídos, o pensamento será algo do tipo: “me dei bem”. No entanto, para a maioria dos seres humanos conscientes, quando ganhamos um presente de alguém, o sentimento é parecido com: “não precisava, muito obrigado”. Dizemos: “não precisava, obrigado”. Essa reação se dá porque é a primeira forma que o nosso ego tem de fazer com que pareça que há um equilíbrio, mas no fundo do nosso ser, sabemos que na primeira oportunidade iremos presentear àquela pessoa de volta. Só assim ficaremos em paz e com a sensação de que tudo está equilibrado.

Pois bem, explanei sobre isso pelo seguinte motivo: “E se além de pensarmos como as coisas deveriam ser e como colocá-las em prática, ainda pensássemos no que podemos dar a mais para o cliente, além daquilo pelo qual ele pagou?”

Há algum tempo, fui a um café e pedi um cappuccino médio. Fui muito bem atendido por uma moça muito simpática e quando ela trouxe meu pedido, disse que não havia caneca do médio disponível e por isso trouxe um grande pelo mesmo valor. Além disso, havia uma bolachinha excelente e uma dose de água com gás. Tudo isso por apenas R$ 4. Veja, a maioria dos cafés oferece algo semelhante, mas a sensação é de que eu recebi muito mais pelo qual paguei. Agora vamos pensar: qual é a primeira sensação ao receber mais pelo qual pagamos? – A primeira sensação é a de satisfação, a segunda é de fazer algo para equilibrar o Dar e o Receber; e como fazemos isso? – falando bem da empresa e compartilhando sua marca, produto ou serviço. Parece bobo, mas pare para pensar em quantas vezes você indicou algo simplesmente porque teve a sensação de que ganhou mais do que aquilo pelo qual você pagou. Quando você sugere um filme que tenha te feito refletir sobre algo e você não esperava por aquilo no meio do filme, a sensação é de que você ganhou algo, e por consequência, acaba indicando aquele mesmo filme para seus amigos. O mesmo acontece com livros, restaurantes, lugares, etc.

Esse princípio é algo milenar, está escrito em muitos lugares, em muitas culturas e em muitos livros. Porém, não é algo que possa ser colocado em prática, esperando o retorno. É preciso dar de coração sem esperar que algo retorne. Quando fazemos isso de coração, sem esperar uma contrapartida, ela sempre virá. É assim que o mundo dos negócios deveria ser, pautado no que podemos fazer a mais pelos nossos clientes, e isso não necessariamente envolve custo, pois há muitas moedas para se pagar as coisas.

Capítulo 2

POR QUE EMPREENDER?
POR QUE
EMPREENDER?
Capítulo 2 POR QUE EMPREENDER?

Alguns dados importantes

De acordo com a revista Você S/A (setembro de 2012), no Brasil, somos mais de 50 milhões de jovens entre 18 e 35 anos. Seis a cada dez jovens querem empreender. Dois a cada dez jovens não irão para o mercado de trabalho. Vamos analisar o que esses números representam?

Um quarto da população brasileira está na fase de maior vigor físico, na fase de maior aprendizado acadêmico e na fase de posicionamento no mercado de trabalho. Pois bem, e se 20 milhões de pessoas simplesmente resolverem sair de seus empregos e montar seus próprios negócios? – Faltará mão de obra qualificada, vagas ficarão abertas por meses (como já existe hoje) e teremos uma massa de mão de obra desqualificada trabalhando por salários baixos. Mas, não é isso que está acontecendo nesse exato momento?

Alguns jovens que estão se arriscando simplesmente cansaram do mercado de trabalho convencional (meu caso), isso porque eles aprenderam na faculdade o que é, foram para o mercado de trabalho e viram como é que funciona, e simplesmente não conseguem mais trabalhar em um sistema obsoleto e arcaico. Os jovens estão se arriscando consciente ou inconscientemente em busca de como o mundo dos negócios deveria ser. Vemos todos os dias novas Startups, plataformas e empresas querendo verdadeiramente resolver o problema das pessoas e recebendo por isso. Os empreendedores verdadeiros (aqueles que colocam o negócio pra funcionar sem ficar esperando investimento dos outros) estão fazendo o trabalho duro que o governo não dá conta, e esses “caras” têm de ser muito bem recompensados por isso.

Se você possui empresa, está lendo este livro, e em particular este tópico, comece a dar mais valor na mão de obra que você tem. Sabemos que a grande massa não se importa muito com a empresa, com os donos ou com a missão. A única preocupação da massa é o salário no fim do mês e os benefícios. Mas, procure incessantemente encontrar os líderes e os empreendedores em potencial e faça isso aflorar dentro deles. Imagine o que irá acontecer se aquele cara que poderia ser seu estagiário resolvesse abrir uma Startup no seu ramo sem a burocracia da sua empresa e muito mais focado em resolver o problema do cliente do que você? – Isso já acontece, e é cada vez mais constante. O acesso a informação, a facilidade na abertura de um negócio, o senso de participação e a vontade de fazer a diferença é o atributos perfeitos para empreender.

Quadrante D-I

Quadrante D-I Vou utilizar o Quadrante D-I do Robert Kiyosaki (ame ou odeie, alguns conteúdos que

Vou utilizar o Quadrante D-I do Robert Kiyosaki (ame ou odeie, alguns conteúdos que ele ensina faz muito sentido) para exemplificar o motivo pelo qual eu acredito que as pessoas deveriam empreender.

Ele nos ensina que do lado esquerdo do quadrante estão os Empregados e os donos de Small Business, e do lado direito temos os donos de Big Business e os Investidores*. Também nos ensina que do lado esquerdo temos 90% da população do mundo brigando por 10% do dinheiro (para quem já leu “A Estratégia do Oceano Azul”, aqui seria um oceano vermelho), e do lado direito temos 10% da população dividindo 90% do dinheiro.

Analisemos ponto a ponto:

Empregado: Há a possibilidade de se tornar milionário sendo empregado? – Sim, porém as chances são pequenas. Você precisa se destacar muito no meio da multidão. Isso levará anos e exigirá que grande parte desse capital seja investido em conhecimento, na esperança que isso te traga mais ativos.

Small Business: Na tradução, esse quadrante foi chamado de Autônomo. Aqui ele nos ensina que ter um Small Business ou ser Autônomo é apenas uma forma de ter seu próprio emprego ou criar seu próprio cargo. Também há possibilidade de ficar rico desta maneira, no entanto, este é o quadrante onde há maior risco, pois se você parar de trabalhar ou ficar doente, automaticamente os rendimentos irão cair ou até mesmo cessar. A mentalidade predominante nesse quadrante é: “Se você quer algo bem feito, faça você mesmo”.

Big Business: Na tradução, esse quadrante foi chamado de Donos de Empresas, mas o conceito original nos diz que proprietários de Big Business estão sempre à procura de pessoas melhores que possam tocar ou gerir a empresa até o ponto onde ele se torne irrelevante e possa deixar de participar ativamente daquele negócio, para que tenha tempo e dinheiro de montar outros negócios. Genial, não? Quem empreende com essa mentalidade? – Será que não é mais inteligente abrirmos e formatarmos empresas para que um dia nos tornemos dispensáveis dentro dela e possamos seguir em frente para criar outras empresas e mantermos os ativos da primeira?

Investidores: Aqui é onde a mágica acontece. Todos aqueles que estão do lado esquerdo do quadrante devem fazer o possível e o impossível para passar para o outro lado do jogo. Investir é algo que o brasileiro está aprendendo aos poucos, mas o medo da perda é muito maior do que a emoção e o aprendizado. Certa vez trabalhei com um milionário que me

ensinou muitas coisas, uma delas foi como os ricos ficavam mais ricos e conseguiam comprar tudo aquilo que eles queriam e desejavam.

Dando o exemplo de quando ele comprou seu Porsche, relatou que foi na loja, viu exatamente o modelo que queria, conferiu quanto era preciso dar de entrada e quanto sairia o financiamento. Imediatamente se reuniu com seu corretor de investimento em bolsa de valores, perguntou quanto precisava investir para obter a parcela do carro e quanto tempo aquele mesmo investimento levaria para acumular o valor da entrada. Então, fez o investimento e aguardou por seis meses até acumular o valor da entrada. No dia em que isso aconteceu, foi imediatamente na concessionária, deu a entrada e retirou o carro. Por fim, o dinheiro que ele investiu na bolsa pagava a mensalidade do carro, a gasolina e o seguro. No final, ele teria o dinheiro inicial, o carro e mais o valor da mensalidade no orçamento dele para gastar com o que quisesse. Genial, não? – Por que não fazemos isso? – Será que isso é só para os ricos?

É

muito mais fácil fazermos um financiamento de 30 anos para comprarmos um apartamento

e

um financiamento de 60 meses para comprarmos um carro. Aos olhos dos outros, estamos

indo rumo ao sucesso, certo?

Nosso papel como empreendedores é gerar ideias e negócios que resolvam o problema de alguém e que sejamos bem remunerados por isso, mas indo além, precisamos montar negócios

que nos permitam um dia deixar aquela empresa na mão de pessoas melhores que nós, para que possamos criar novos negócios. O foco do empreendedor deve ser gerar ativos, ou seja, que você ganhe independente de estar ali ou não. Com isso, passamos ao próximoquadrante.

N.A.: Inseri o quadrante em inglês porque sua tradução mudou significativamente o resultado final.

Quadrante Winners

Quadrante Winners No tópico anterior explanei a respeito dos números e sobre a mentalidade que o

No tópico anterior explanei a respeito dos números e sobre a mentalidade que o empreendedor precisa ter, mas ainda assim, isso não é o suficiente. Em seus últimos livros, Robert Kiyosaki nos mostra um novo quadrante. Ele diz que para ser bem sucedido nos negócios deste século, precisamos atingir o último quadrante e também contratar apenas pessoas que estejam dispostas a atingir o mesmo objetivo.

Vejamos: ele diz que no lado esquerdo do quadrante estão os Rights e os Comfortables e do lado direito temos os Likeds e os Winners.

Rights: São aquelas pessoas que estão sempre certas, sabem tudo, não precisam aprender nada e não veem a hora de dizer: “eu avisei”. FUJA destas pessoas, não as contrate para a sua empresa e não dê ouvidos a elas.

Comfortables: São aquelas pessoas que esperam que o mundo acabe em barranco para que elas morram encostadas. São os acomodados de plantão que fazem somente aquilo que lhes pedem para fazer e que não movem uma palha para alterar o status quo. Se você é assim, comece a se mexer, pois a velocidade e a tecnologia vão fazer com que você seja atropelado nos próximos anos.

Likeds: São aquelas pessoas que querem agradar a todos. Fazem de tudo para serem os legais da turma e agradarem o maior número de pessoas possíveis, mas em determinado momento, esse tipo muda tanto para se encaixar que acaba perdendo a sua essência.

Winners: Aqui está a chegada/partida para o empreendedor do século XXI. Se você quer empreender, esteja certo de que você está disposto a transformar o impossível em possível. Se quer empreender nos dias de hoje, é melhor estar certo de que o segundo lugar não é suficiente para você. Se você acredita que consegue ou que não consegue, em ambos os casos você está certo.

A mentalidade do empreendedor requer muito mais do que técnica. É preciso pensar em como as coisas deveriam ser, almejar a criação de negócios onde em pouco tempo você se torne dispensável e que aquilo continue lhe dando ativos. É preciso ter em mente a vitória, e nada menos do que isso.

Imagine um ataque de barco em uma ilha, onde após todos os guerreiros chegarem em terra firme, o general manda queimar os barcos. Intrigados e com medo, os guerreiros ficam sem saber o que fazer. O general, no entanto, diz: “Agora é vencer ou morrer”

Parece duro, mas o mundo dos negócios não irá te fazer carinho, acredite.

Capítulo 3

O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA EMPREENDER E A FACULDADE NÃO ENSINA?
O QUE VOCÊ PRECISA
SABER PARA
EMPREENDER E A
FACULDADE NÃO
ENSINA?

O que você precisa saber para empreender e a faculdade não te ensina?

Já no ginásio, minha educação “formal” desandou devido ao meu comportamento inquieto, questionador e idealista. No segundo colegial descobri minha paixão pela música, aprendi a tocar alguns instrumentos e formei uma banda. Por alguns anos tive aquilo como objetivo claro e definido, pois estava disposto a viver da música e fazer sucesso. Treinei muito, li muito, me dediquei de corpo, alma e coração. Cheguei a me formar na faculdade de produção fonográfica tamanha era a vontade de viver da música. No entanto, deixei que roubassem o meu sonho, deixei de acreditar em mim e naquilo que sonhava. E Isso, me forçou a mudar o rumo da minha vida. Como gostava muito da estratégia de divulgação e marketing da minha banda e dos shows que organizava, decidi então partir para essa área. Foi quando migrei a minha carreira e adquiri um novo objetivo claro e definido.

Nos últimos anos tenho estudado ativamente para entender como os fatos funcionam lá fora e aqui dentro. Tenho estudado tudo o que tem relação com o meu objetivo e até mesmo fui cursar um MBA em Marketing e Gestão de Negócios em uma Business School para ter a bagagem “formal” do meu estudo “informal”. Percebi então, que eu havia adquirido ampla

vantagem no mercado de trabalho por ter sido autodidata em diversos assuntos, e para minha surpresa, Michael Ellsberg em seu livro “A Educação dos Futuros Milionários”, além de provar por A + B que não precisamos de faculdade, ainda nos diz que o futuro é autodidata e nos dá sete pilares que precisamos saber e que a faculdade não nos ensina (esses são pilares centrais, mas acredito que haja outros pontos de igual ou maior importância).

Outro ponto importantíssimo desse livro é o fato do autor ter dito enfaticamente que uma das coisas que todo empreendedor tem de saber é que sua educação tem que ser continuada e nunca se deve acreditar que o que se sabe é o suficiente. A educação continuada baseada em livros, cursos, palestras e internet é a diferença entre aqueles que se destacam na multidão. Crie o hábito de estudar e a mentalidade de que sua educação nunca terá fim.

Como fazer a diferença no mundo sem falir

A primeira coisa a pontuar sobre esse pilar é a seguinte: “Nós precisamos errar para aprender”. Não existe aprendizado sem erro. Não existe andar sem cair, não existe perfeição sem repetição. Somos mal acostumados e passamos mais tempo na zona de conforto do que nos arriscando, e então, quando decidimos arriscar e caímos, ficamos sentados chorando em vez de levantar e tentar novamente.

Roberto Kiyosaki diz que para ser uma pessoa bem sucedida é preciso falir ao menos três vezes, isso vai te dar bagagem o suficiente para não cometer os mesmos erros e então chegará mais longe na quarta tentativa. Não é fácil, eu sei (lembre-se da introdução, com 24 anos já havia falido as três vezes e cá estou, tentando novamente).

Em seu livro, Michael Ellsberg nos dá uma dica muito interessante sobre como fazer aquilo que queremos sem meter os pés pelas mãos. Quando eu digo arriscar, não estou dizendo para que você peça demissão do seu emprego amanhã e saia por ai achando que sua startup vai revolucionar o mundo, muito pelo contrário, cada passo deve ser dado quando a base estiver fortalecida.

Michael ensina que a sensação base para empreender é a de fazer a diferença no mundo (seja local ou globalmente), mas empreender requer a decisão de romper com o convencional para

ir atrás de algo que você acredite. Ele ainda nos ensina em quatro passos uma maneira de nos organizarmos para empreender, sendo:

1 – Dê um jeito na sua vida financeira: nesse quesito, meu pai foi um excelente instrutor. Ele sempre me ensinou que “eu poderia fazer o que eu quisesse, desde que gastasse menos do que ganhava e que mantivesse um teto sobre minha cabeça”. Ou seja, o primeiro passo para

empreender é organizar a vida financeira e desenvolver algum tipo de ativo que pague ao menos

as suas contas mensais, para que você possa se aventurar no mundo do empreendedorismo.

2 – Crie mais espaço para a experimentação: para empreender enquanto mantém um emprego convencional é preciso criar lacunas e flexibilizar o seu tempo para empreender ou experimentar outras coisas. Por exemplo, você pode combinar com o seu chefe de chegar uma hora antes e sair uma hora mais cedo, trabalhar de casa uma vez por semana, etc. Você PRECISA encontrar um meio de flexibilizar o seu trabalho para criar TEMPO para empreender.

Com as contas garantidas e com tempo disponível, você poderá experimentar algo que alinhe

o que você gosta com uma oportunidade de ganhar dinheiro. Isso requer esse tempo e

dinheiro para você cair, falhar e se levantar. Isso faz parte do aprendizado.

3 – Comece a experimentar: Aqui você começará a fazer algo que a maioria das pessoas não

faz. Lembre-se, você ainda tem seu emprego ou algum ativo que pague suas contas, flexibilizou o horário de trabalho e esse tempo que está te sobrando é o laboratório para

experimentar até encontrar algo que combine paixão + dinheiro. No começo, sugiro que você use esse tempo buscando conhecimento sobre o objetivo da experimentação. Leia livros, blogs, veja vídeos no Youtube, torne-se um pesquisador nato.

4 – Transforme o plano B em plano A: em algum momento será preciso tomar a decisão entre o emprego formal e o empreendedorismo, mas se você seguiu os três passos anteriores, essa decisão parecerá algo natural e necessário. Em meu último emprego, percebi que não haveria muito espaço para crescer e me coloquei em movimento. Primeiro adquiri o hábito de ler no ônibus da companhia enquanto ia para o trabalho. Depois, criei o hábito de almoçar em 20 minutos, ler 30 minutos e meditar 10 minutos no meu horário de almoço. Na sequência, adquiri o hábito de ler na volta do trabalho. Fiz isso durante oito meses. Nas noites que me sobravam da semana eu elaborava textos, arquivos, apresentações e fui montando minha consultoria e cursos. No dia 14 de agosto de 2012, oficializei meu pedido de demissão, e cumprindo aviso prévio, dia 14 de setembro me despedi de todos e fui atrás do meu sonho.

Nesses oito meses, colegas de trabalho fizeram piadinhas, faziam o possível para que eu ficasse conversando com eles no intervalo, alguns amigos cansaram de me chamar para sair, e tudo o que eu fiz foi me preparar. Estava disposto a pagar o preço para obter aquilo que tinha em mente, e assim o fiz. Por isso, se você quer obter resultados diferentes, precisa fazer coisas diferentes. É preciso pagar o preço. Se você não fizer, ninguém o fará por você.

Esse é o primeiro pilar que todo empreendedor deveria ter em mente: mantenha as contas em dia (elas não vão parar de chegar), flexibilize seu horário de trabalho, nesses horários adquiridos faça coisas que os outros não fazem. Experimente, experimente e experimente até encontrar algo que alinhe uma paixão com resultado financeiro, e por fim, trabalhe forte em seu plano B até transformá-lo no plano A. Isso dará mais sentido em sua vida, acredite. A vida é longa demais para passarmos anos e anos sem darmos um sentido nela. Faça valer à pena.

Encontre um mentor

Em seu livro, Michael Ellsberg aborda esse tema de uma maneira completamente diferente de como é falado por aí. Ele diz que para encontrar grandes mentores e professores, você precisa definir o que quer fazer, se conectar com pessoas certas e influentes que possam te apresentar as pessoas que são referências naquela área e por fim, antes de pedir ajuda ou instrução, você deve primeiro ajudá-los. Isso mesmo, antes de receber ajuda você precisa ajudar.

O autor utiliza uma analogia que eu nunca havia ouvido antes, mas que faz todo o sentido. Ele diz: “Imagine um chafariz. Se quer ter um mentor, você precisa ser a água de baixo que empurrará o mentor para cima e para fora do chafariz”. Isso quer dizer que você precisa encontrar alguma forma de ajudar ele antes. Ao ler isso, pela primeira vez na vida eu consegui associar a ideia do Dar e do Receber a encontrar um mentor. Percebi também que todos os profissionais aos quais me associei e que me ensinaram muito do que sei hoje, foi justamente porque ofereci primeiro meus serviços.

Sei que muitos leitores vão pensar: “Se estou precisando de ajuda, como poderei ajudá-lo primeiro?” – Bom, não é porque ele será seu mentor em algo específico que sabe tudo sobre todas as coisas. Deve ter algo que você saiba que ele não sabe ou há algo que você possa fazer para auxiliá-lo em alguma tarefa específica, ou ainda, você pode ter um contato de alguém que possa fazer algo que ele precise naquele momento. Seja então essa ponte.

Uma coisa importante a se saber sobre mentores é: “tenha um para cada coisa que você queira fazer ou saber”. Se você quer jogar tênis, encontre um cara que te ensine tudo. Se você quer ser o melhor Coach, encontre um que seja referência e que te ensine o que é preciso. Esteja sempre buscando pessoas que são exemplares em determinado assunto e aprenda o máximo possível com elas. Se você não mora na mesma cidade, acompanhe o site, blog, Twitter, Facebook e o Linkedin da pessoa. Tente entrar em contato por e-mail e, de alguma maneira, se disponha a ajudar essa pessoa. Cedo ou tarde, você conseguirá aprender tudo aquilo que deseja se mantiver essa linha de raciocínio e de ação.

O que você precisa saber sobre Marketing

Quando comecei a estudar marketing por conta própria, percebi que havia uma infinidade de ramificações e divisões dentro dele. Fiquei fascinado com a ciência e a estratégia que envolve essa profissão. Ultimamente, tenho visto que o marketing se tornou algo tão importante, que ele precisa romper as paredes do departamento e se incorporar em outros departamentos.

Um dos pilares que Michael Ellsberg cita em seu livro é justamente o marketing. Gostando ou não, é preciso ter noções básicas de marketing para poder posicionar seu produto/serviço de forma adequada. Todo empreendedor precisa saber um pouco de marketing, seja ele de produtos, de serviços, de varejo, de atacado e noções de marketing digital e SEO.

O marketing contribui para a proposta de valor do produto/serviço. Ele vai te dizer quais canais de comunicação, distribuição e vendas são mais interessantes para o seu mercado e como atuar na parte de relacionamentos. O marketing vai lhe ajudar na criação de ações e na definição de comunicação para que os clientes conheçam a sua empresa/produto/serviço, ações que os auxiliem na avaliação, na decisão de compra, na entrega e no pós-venda. Além

disso, o marketing tem por característica elaborar estratégias de conquista, retenção e ampliação da clientela.

Existem diversos cursos profissionalizantes, cursos online e sites especializados em marketing que poderão suprir a falta de conhecimento do empreendedor sobre esse tema. É de suma importância para uma startup no início de suas atividades que ao menos um envolvido saiba algo sobre marketing.

Abaixo alguns parceiros que prestam serviços com excelência em cada uma de suas áreas de atuação, acompanhe seus blogs e Fanpages, você encontrará doses diárias de informação e conteúdo:

IPSE Internet Marketing - Empresa focada em desenvolvimento de sites para fechamento de vendas. O trabalho da IPSE é direcionado ao fluxo do usuário até o fechamento. Vale muito a pena acompanhar o trabalho deles. (http://ipse.com.br/)

Ciclo Consultoria - Empresa especializada em Gestão e Relacionamento com clientes (CRM), e- mail marketing inteligente e ações de marketing 3.0. (www.ciclocrm.com.br)

O que você precisa saber sobre Vendas

Você gosta de vender? – Somos um País que não gosta de vender, temos medo de importunar

o próximo, juntamos toneladas de coisas que não precisamos e não usamos, mas não nos

desfazemos, não vendemos, não passamos adiante. A grande maioria das pessoas não gosta de vender simplesmente pelo fato de não saber falar com pessoas desconhecidas (novamente por causa de um sistema de educação falido onde é mais fácil ficar quieto do que perguntar algo para o professor).

A

verdade é: “A todo o momento estamos vendendo”.

O

dia inteiro você está vendendo suas ideias ou quem você é. Está vendendo seus projetos, seu

produto, seu serviço, sua competência, sua capacidade, sua procrastinação, sua preguiça, seu desleixo. As perguntas que te faço são: o que você está vendendo hoje? Como estão suas vendas? Qual é a sua média? De 10 pessoas, quantas estão comprando sua ideia/produto/

serviço?

Se quer ser um empreendedor ou um empregado de sucesso, aprenda a vender.

O que é o seu curriculum se não um anúncio publicitário atraente o suficiente para o gestor de RH te chamar para uma entrevista? E na entrevista, você está vendendo suas habilidades, competências e realizações, certo?

Sabe por que a maioria das pessoas não gosta de vendas? – Porque vendas são para as pessoas que querem vencer. Para vender é necessário tomar alguns “nãos” e o brasileiro é um povo que se envolve emocionalmente com o “não”. Se você tomar 10 “nãos” na sequência, seu veneno mental começa a afetar seu raciocínio e o trabalho desanda. Para ser um vendedor vencedor é preciso compreender que se você ganha R$500,00 de comissão e sua média é uma venda para cada dez apresentações, cada não que você tomar representa um faturamento de R$50,00. Isso mesmo, para cada não que você receber, uma fatia da sua comissão já está garantida, só precisa encontrar a pessoa que irá efetuar o pagamento integral.

Ok, confesso, não é tão fácil aceitar isso, mas é simples. Por isso a grande maioria não gosta de vender.

Vender requerem de você uma boa oratória, segurança no que está falando, leitura corporal, técnicas de negociação, técnicas de fechamento, conhecimento do produto/serviço ofertado, educação, cortesia, e acima de tudo, é preciso ensinar ao cliente tudo o que ele precisa saber, ajudando-o verdadeiramente a tomar a decisão de fechar negócio com você. Se você tem uma ideia de negócio, uma startup, é um Micro Empreendedor Individual ou tem uma Micro Empresa, saiba o seguinte: seu produto/serviço pode ser o melhor do mundo, mas sem vendas não há dinheiro, e se não há dinheiro, não há empresa. Lide com isso. Bote um cara na rua para trazer clientes para a empresa, pague-o bem, dê boas comissões e motive-o a bater metas altas, porém alcançáveis.

A grande maioria dos meus clientes peca na parte de vendas ou no marketing do negócio, dificilmente fogem desses dois pontos. Seus produtos ou serviços são excelentes, mas o departamento comercial não bate metas (ou às vezes não tem metas, ou ainda, nem existe um departamento comercial).

Você poderia me indicar um filme que assistiu e gostou? Você poderia me indicar um restaurante bacana para levar uma garota interessante? Você poderia me indicar uma praia agradável, pacata, para curtir um fim de semana romântico? Você poderia me indicar um bom

aplicativo para iPhone? Você poderia me indicar uma peça de teatro? Se você respondeu mentalmente ou externalizou uma resposta, acabou de me vender algo. A diferença é que você vendeu uma empresa, um produto, um serviço ou um lugar e não ganhou absolutamente NADA por isso.

Já que TUDO o que fazemos é baseado em vendas, leia, faça cursos e se torne o melhor vendedor do seu prédio, bairro, cidade ou estado. Venda a si próprio, venda sua ideia, venda seu produto, venda seu serviço. Seja um campeão em vendas.

Construa uma marca própria

Todo empreendedor precisa criar uma identidade própria. Isso quer dizer que o nome da empresa que você trabalha ou abriu não pode se tornar o seu sobrenome. Você precisa criar uma identidade que vá além do seu negócio. Para construir uma marca própria, nada melhor do que seguir essas dicas simples, que na minha opinião, é o melhor especialista em Marketing Pessoal do Sul, Adriano Barbosa, proprietário da Ponto Pessoal (www.pontopessoal.com.br):

“Você precisa se expor e fazer com que sua marca pessoal seja conhecida por todos. Quando abordo a construção da marca nos trabalhos que realizo e com as pessoas que convivo, falo sempre de 3 pontos: objetivos, relacionamentos e resiliência. Objetivos, porque você precisa saber o que quer, aonde vai, como, quando, porque. Sem eles nenhuma estratégia é válida, nada do que fizer fará sentido e as pessoas não irão compreender o que realmente quer dizer sua marca pessoal. Relacionamentos, porque ninguém está sozinho, e você, empreendedor, sabe muito bem que para obter sucesso, precisa de pessoas, tanto para desenvolverem projetos e trabalhos ao seu lado quanto para vender esses projetos e trabalhos. Invista sempre em relacionamentos, participe de encontros, palestras, cursos, almoce com alguém. Tenho um amigo aqui em Curitiba que gerencia um grupo no Facebook de “Nunca almoce sozinho”, porque são esses encontros que fortalecem sua estrutura em todos os sentidos, que encorpam suas estratégias e negócios. Se você hoje não sai de casa ou da frente do computador para nada e mesmo assim quer ser ou se manter como um empreendedor, pense imediatamente em como pode se relacionar ainda mais com as pessoas. Resiliência, porque algo pode dar errado

e o que você fará para que isso não interfira nos seus planos e negócios? A resiliência vem da

física e quer dizer a arte de se adaptar a diferentes situações, se formos traduzi-la ao nosso dia

a dia. É o famoso “jogo de cintura” do brasileiro. Esteja preparado para tudo.

Se você trabalhar sempre esses três pontos, sua marca pessoal será muito bem construída e comunicada. Como dito, e muito bem, pelo Julio Lussari, você não pode transformar o seu sobrenome no da empresa. Você precisa trabalhar constantemente o seu nome e sobrenome para que todos o conheçam como O profissional daquela área. Destaque-se construindo e se importando sempre com o seu maior patrimônio: sua marca pessoal! Quer saber mais sobre

Comunicação e Marketing Pessoal? Acompanhe a Ponto Pessoal em todas as redes sociais, site

e blog, onde pessoas escrevem para você sobre o tema. Daqui a algum tempo tenho a certeza de que nos encontraremos e você terá uma marca pessoal tão forte sobre seu empreendimento que falaremos desse e-book como um marco em nossas vidas. Sucesso!”

E o que mais?

O livro do Michael Ellsberg aborda outros pilares que você precisa saber e que a faculdade não te ensina. Sinceramente, acredito que haja outros diversos pontos que são necessários no mundo empreendedor e profissional que a faculdade não vai te ensinar e muito menos te norteará para obter determinada informação ou conhecimento. Tenho certeza de que há conteúdo o suficiente para escrever outro e-book (quem sabe esse não seja o tema do próximo, aguarde).

Capítulo 4

E PARA SER UM EMPREENDEDOR BEM SUCEDIDO?
E PARA SER UM
EMPREENDEDOR BEM
SUCEDIDO?

E para ser um empreendedor bem sucedido?

Depois de entrevistar mais de quinze mil pessoas, Napoleon Hill compreendeu que o primeiro e talvez o mais importante ponto em comum das pessoas bem-sucedidas era que todos tinham um propósito claro e definido, ou seja, eles tinham um objetivo, uma finalidade, um norte para o qual empreender uma jornada. Sem um objetivo claro e definido, fica extremamente difícil ter uma métrica se estamos indo bem ou não. Ser rico ou fazer com que uma startup dê certo não são objetivos claros e definidos. Além disso, Hill nos ensina que se o objetivo e o propósito não for claro e prático, você provavelmente sucumbirá diante das porradas que a vida nos dá. Isso porque, essas invertidas e revezes que tomamos são apenas provas se estamos realmente dispostos a pagar o preço para termos aquilo que desejamos ou se aquele desejo é apenas superficial.

Nesse tocante, sugiro que você veja no TED.com (www.ted.com) o vídeo do Simon Sinek chamado “How to great leaders inspire action”.

Para termos um objetivo de forma clara e prática, é necessário definir o “Reason Why”, ou seja, o motivo pelo qual vamos fazer aquilo, escrevendo em um papel. Definido o motivo pelo

qual empreender, precisamos escrever detalhadamente “como” iremos realizar aquele objetivo, levando em consideração o seu resultado final, visualizando-o como se já tivesse acontecido (esse exercício estimula você a parar de pensar naquilo que não quer e colocar o foco naquilo que você realmente quer. Todos nós estamos cansados de algumas coisas, não queremos que certas situações nos aconteçam, mas essa forma de pensar não nos levará para mais próximo de nosso objetivo. Somente quando tirarmos o foco daquilo que nos desagrada e colocarmos o foco naquilo que queremos é que chegaremos mais próximos do nosso objetivo de vida).

Depois de escrever o “como” queremos realizar nosso objetivo, teremos “o que resulta” esse empreendimento. Aqui está o nosso propósito claro e definido nos moldes do Napoleon Hill.

Mas eu ainda escreveria o seguinte:

1 – Encontre seu motivo;

2 - Escreva como chegar lá;

3 – Escreva qual seria um ótimo resultado;

4 – Escreva o que você vai ganhar com esse empreendimento e pondere se vale à pena ou não;

Além disso, o ser humano por mais honesto que seja com o próximo, não é tão honesto consigo mesmo (quantas vezes você já prometeu algo para si e não cumpriu?), portanto, coloque uma data limite para realizar esse objetivo, pois TUDO o que aconteceu na história da humanidade tem uma data no calendário. E por último, e não menos importante, assine esse papel e se comprometa consigo mesmo em empreender com toda a sua força e garra até conseguir. Lembre-se: ir atrás de um propósito ou objetivo de vida é para aqueles que querem vencer.

A Mente Mestra

O segundo ponto que Hill percebeu entre todos os homens bem sucedidos é que eles se aliaram a outras pessoas de igual ou maior sucesso, criando grupos que se reuniam constantemente para debater determinado assunto. Isto porque, em suas palavras: “duas ou mais mentes reunidas em torno de um mesmo objetivo criam uma mente superior que é a soma dessas mentes, e deixa à disposição todo o conhecimento do coletivo para cada indivíduo”.

Eu particularmente gosto muito de me reunir com pessoas, seja para um café, para um brainstorm ou para trabalhar em cima de um projeto. É justamente nesses momentos que mais aprendo sobre outras profissões, sobre outros mercados e agrego mais e mais valor à minha consultoria e ao meu trabalho.

Recentemente tive a oportunidade de iniciar um novo projeto em parceria com mais cinco profissionais, cada um com um desempenho excelente em suas áreas e juntos, numa mesa de café, em apenas três horas, conseguimos rascunhar e esboçar uma excelente oportunidade de negócio que servirá como trampolim para cada um dos envolvidos.

Isso é muito parecido com o conceito de mastermind, você já ouviu falar? O mastermind é construído e baseado na confiança, onde cada um precisa doar o seu conhecimento para o benefício do grupo, e em consequência disso, você acabará recebendo ajuda para seus próprios projetos. Caso alguém rompa a harmonia ou a confiança do grupo, precisará ser

imediatamente trocado para que aquela sinergia não seja perdida e o projeto rompido pela metade (pode parecer frio e calculista, mas estamos falando de negócios e do bem do coletivo acima do indivíduo).

Confie em você

Já parou para pensar a quantidade de pessoas inseguras que existem na sociedade? As causas desse problema são muito mais profundas do que imaginamos, tem a ver com traumas do nascimento, da infância e da adolescência. É certo que, todos nós tivemos problemas e traumas, mas a pergunta que me faço é: “Quando vamos tomar a decisão de superar isso?”

Uma das coisas que aprendi no mundo dos negócios é que se você não confiar no próprio taco, dificilmente alguém confiará, isso porque a venda citada no capítulo anterior está diretamente ligada à confiança que você tem em si mesmo.

Hill, no entanto, nos diz que uma grande parte da nossa insegurança vem do fato de não termos um objetivo claro e definido. A maioria das pessoas está “perdida”, sem saber o que fazer ou para onde ir, e por isso não confiam em si próprias. Também nos ensina que a partir do momento que você define claramente o que quer e se junta às pessoas que te ajudarão a chegar lá, essa confiança começa a brotar dentro de ti.

É nesse momento que você vence seus pensamentos negativos e começa a pensar na frase mais

poderosa: “Sim, é possível”. Daí por diante, você começa a trabalhar com mais empenho e paixão naquilo que está fazendo. Meu conselho sobre esse quesito é: “Não deixe que sua autoconfiança seja transparecida como arrogância e tenha cuidado ao se auto-impor ao ponto de parecer que

não precisa de ninguém. E se isso acontecer, você começará a repelir as pessoas do seu mastermind.

A confiança precisa ser modesta e interna. Uma pessoa confiante passa confiança e segurança para

os outros e, por ter esse diferencial as pessoas automaticamente se associarão a você”.

Economize

Para empreender de verdade é preciso economizar. Economizar não quer dizer que você precisa ser muquirana. Economizar quer dizer que é preciso desenvolver o hábito de guardar dinheiro para aproveitar as oportunidades que aparecem (não estou falando de roupas, celulares, carros e casas). O hábito da economia talvez seja um dos mais difíceis de criar. O primeiro passo é criar uma planilha (ou encontrar uma no Google) para controlar o seu fluxo de caixa. Faça uma planilha mensal com as entradas, as contas fixas, as contas variáveis e o resultado final. Monitore em tempo real o quanto de dinheiro você possui. Na sequência, defina uma porcentagem que você destinará ao seu propósito ou objetivo. Lembre-se: “O hábito da economia deve ser adquirido junto com a mentalidade de passarmos de empregado ou autônomos para donos de Big Business e Investidores”. Como poderemos investir (mesmo enquanto não tivermos muito) se não separarmos uma parte do que ganhamos para essa finalidade?

Tenha iniciativa e lidere

Se você quer empreender, é fundamental que você saiba que sem Iniciativa e Liderança, dificilmente você conseguirá chegar muito longe. Até Mark Zuckerberg teve iniciativa e liderança no início do Facebook. Ele fez por conta própria uma visão diferente daquela que apresentaram a ele. E nas madrugadas de programação entre colaboradores e aspirantes a colaboradores, Zuckerberg liderava pelo exemplo e pela autoridade, nunca pelo poder.

Querer empreender e não tomar as rédeas do negócio é o mesmo que querer fazer algo e esperar que alguém o faça. Se você não tomar as rédeas, fica numa posição extremamente confortável para culpar alguém caso o empreendimento não dê certo.

Não vou me alongar muito sobre este tema, pois existem inúmeros livros, cursos, posts e pensadores que já o explanaram de todas as maneiras possíveis. A reflexão que deixo é o que está escrito no cartão de visitas do Ricardo Jordão da BizRevolution: “Lidere, siga ou saia do meu caminho”.

Explore a sua imaginação

Certa vez li uma reportagem com Roy Disney (irmão do Walt Disney) onde o repórter perguntou: “Como é para você saber que o seu irmão não viveu para ver o sonho dele se tornar realidade (se referindo ao parque temático)?” – O Roy Disney sorriu e disse: “Você nunca irá entender o que ele viu”.

Tudo o que existe no mundo hoje começou primeiro na mente de alguém. Todos os prédios erguidos começaram na mente de um arquiteto. Todas as grandes obras estavam transparentes das mentes dos engenheiros, todo quadro famoso nasceu primeiro na mente do pintor, todo grande livro foi criado na mente de algum autor. TUDO começa na imaginação. No entanto, nós somos educados para aceitar e não para pensarmos. Como Hill diz: “O que sua mente puder conceber, ela poderá realizar”. Se você concebe uma ideia, define de forma clara, se associa a pessoas que te ajudem a chegar lá, ganha confiança que poderá realizar, economiza para aproveitar as oportunidades, tem iniciativa e liderança o suficiente para tomar as rédeas e fazer acontecer e manter o sonho vivo, claro e transparente em sua mente, dificilmente alguma coisa conseguirá te impedir.

Alimente seu entusiasmo

Imagine aquela sua tia que adora falar da vida dos outros, de quem está doente, de quem está passando necessidade, de quem morreu. Imagine agora aquele seu amigo deprimido que não importa o que aconteça ele continua triste e deixa todo mundo baixo quando está por perto.

O que isso tem a ver com empreendedorismo? TUDO. Nós já temos problemas o suficiente,

não precisamos importunar as pessoas com eles.

Agora, vamos imaginar outra cena. Imagine aquela pessoa entusiasmada, cheia de energia, que sorri o tempo todo, que transpira confiança, sabe para onde está indo e nada do que aconteça o faz parar. Com qual das pessoas você gostaria de passar a maior parte do seu

tempo? Claro que é a segunda, certo? – A grande questão é: qual das duas você tem sido para

as pessoas que estão ao seu redor?

A partir do momento que você se tornar um entusiasta sobre a sua ideia ou negócio e

conseguir transparecer o seu entusiasmo em pensamentos, palavras e ações, mais e mais pessoas vão querer estar ao seu lado. Claro, não é possível ser entusiasta o tempo todo, mas, que isso se torne um hábito (e que bom hábito) e uma constante em nossas vidas.

Tenha controle sobre si mesmo

Em muitos momentos perdemos o controle e falamos ou fazemos coisas das quais nos arrependemos depois. Alguns de nós ainda pensamos: “sou assim e sempre fui assim”. Temos que cuidar com a falsa sensação de controle e manter sempre em mente que “se não estamos no controle de nossas vidas, alguém está fazendo por nós”. A maioria de nós se contenta com uma falsa sensação de liberdade e inconscientemente permitimos que as pessoas definam o que devemos fazer simplesmente porque é muito mais fácil ter alguém para culpar do que se responsabilizar por nossas ações. Novamente, empreender exige iniciativa e liderança, mas sem o controle de sua vida e de chamar a responsabilidade para si, novamente estaremos em qualquer um dos três quadrantes, menos na área dos vencedores.

Caso você seja uma das pessoas que reforçam o pensamento: “Eu sou assim mesmo, sempre fui e sempre serei”, comece a refletir no fato de que você ficará neste planeta por mais uns 50 anos e isso é tempo o suficiente para mudar e melhorar. Todos os dias podemos aprender algo novo e melhorar, e isso só depende de nós.

Faça sempre mais do que o esperado

Desde que conheci a filosofia de Hill esse tópico em específico fez muito sentido para mim e comecei a aplicá-lo imediatamente em tudo aquilo que fazia. Precisamos fazer MAIS do que aquilo pelo qual somos pagos. A grande massa de pessoas certas, acomodadas e que querem agradar a todos dificilmente colocará isso em prática, pois o pensamento comum é “não sou pago para fazer isso”. Vamos voltar ao Dar e o Receber: se você só faz aquilo pelo qual você é pago para fazer, você NUNCA será promovido, pois a equação está equilibrada. Pense por um segundo, se você só faz aquilo que te pedem ou que é sua obrigação, que direito você tem de pedir aumento ou promoção? – Para ter direito a um aumento ou promoção é preciso fazer mais, é preciso dar algo para depois receber. Imagine a seguinte situação: “Julio, eu trabalho até tarde, faço muito mais do que eu sou pago para fazer e meu aumento ou promoção nunca chega” – bem, outra coisa que você precisa saber é que nem sempre você vai receber no local em que está. Isso quer dizer que às vezes daremos tudo o que temos em um emprego e que não seremos recompensados naquele mesmo local, vamos ter que ir em busca de um outro emprego que nos dê aquilo que merecemos. Novamente, você precisará sair da zona de conforto para que sua vida melhore.

Como empreendedor, você precisa estar disposto a fazer MUITO mais do que aquilo pelo qual você é pago. Vai precisar cuidar da estratégia, do operacional, fazer o cafezinho, lavar banheiro, varrer o chão do escritório, tirar o pó, atender ligação de cliente bravo, se deparar com incompetência e gente acomodada, cuidar do fluxo de caixa, pagamentos, recebimentos, etc. Além disso, você precisará continuar estudando, aprendendo, evoluindo como empreendedor e também terá algo chamado Vida Social que é o momento que te lembrará que você é uma pessoa comum.

Seja empático

O filósofo americano Ralph Waldo Emerson certa vez escreveu: “Há uma confissão completa no nosso modo de olhar, nos nossos sorrisos, nas nossas saudações e apertos de mãos. Os seus pecados mancham, maculam a boa impressão que causa. Quando isso acontece, mesmo sem saber o porquê, não confiamos nessa pessoa. Seus vícios transparecem nos seus olhos, desfiguram o seu rosto, torcem seu nariz, põem o estigma da fera na sua cabeça e escrevem LOUCO na testa de um rei”.

Hill diz que “podemos obter da vida tudo que quisermos, desde que, primeiro, consigamos auxiliar um número suficiente de pessoas a nossa volta a obter aquilo que elas querem”.

Os pontos de vista de ambos os pensadores nos dizem que para chegarmos a algum lugar, precisamos ter uma personalidade agradável e atraente. Sendo honestos, sinceros, altruístas, com bons pensamentos, boas palavras e boas ações (para o próximo e para nós), sempre atrairemos um número crescente de pessoas que se sintam bem ao nosso redor. Com isso, em algum momento, essas pessoas irão tomar a iniciativa de nos auxiliar naquilo que precisamos e chegaremos mais perto de nosso objetivo.

Pense com precisão

Uma das características das pessoas que estão sempre certas, das que estão acomodadas e das que querem agradar a todos é que elas simplesmente não conseguem pensar com exatidão, ou seja, a maioria de seus pensamentos, palavras e ações são baseadas em achismos.

Hill diz: “Muitas pessoas fracassam porque, devido aos seus preconceitos e convicções, confundem os fatos com as opiniões que elas ou outras pessoas criaram sobre os fatos. Os olhos de quem pensa com precisão veem fatos como eles realmente são – e não as ilusões dos preconceitos, das convicções, do ódio e da inveja”.

Pensar com precisão é o ato de se deparar com algo, pesquisar sobre em mais de uma fonte, ponderar e tirar uma conclusão e não simplesmente expressar uma opinião infundada e descabida sobre um assunto do qual você pouco sabe ou desconhece.

Quem quer empreender não pode basear o seu negócio, seu produto ou seu serviço em um achismo. É preciso validar sua hipótese no mercado, com um grupo de clientes seletos ou até mesmo com especialistas da área. Não é porque você acha que o mundo precisa da sua empresa, que o mundo de fato precise. Adquira o hábito de pensar com precisão e você não será pego desprevenido, muito menos expressará uma opinião com traços de preconceito e ignorância. Henry Ford dizia que: “Os três grandes males da humanidade são a pobreza, o analfabetismo e a ignorância, dentre eles, o maior de todos é a ignorância”.

Concentre-se

Jacob Pétry diz que: “Concentração é o ato de focalizar o pensamento sobre um determinado desejo até que os meios para a sua realização tenham sido elaborados e empregados com êxito”. Nesse mundo caótico que vivemos, há relativa dificuldade em mantermos a concentração, certo? – Errado. A concentração depende de nossa vontade, de nosso estado de espírito e do desejo ardente de realizar nosso objetivo ou propósito de vida.

Quando você focaliza toda energia e todo o seu pensamento para realizar algo, não vão faltar distrações. Serão inúmeros amigos te chamando para um churrasco, para uma cervejinha, para um futebolzinho, para ir ao cinema, dar um “rolê”, arejar a cabeça, passar o fim de semana na praia. A verdade é que se você realmente quer chegar a algum lugar, irá precisar abrir mão de algumas coisas, a fim de se concentrar naquilo que necessita ser feito. Lembre-se: “Se você não o fizer, ninguém fará por você”. Ninguém será bem sucedido por você e depois te passará o bastão, o cargo e a posse, você precisa se concentrar e fazer o que for necessário para chegar aonde quiser.

A concentração depende do hábito, pois “quase tudo o que o homem criou espontaneamente até hoje, primeiro foi criado na imaginação, pelo desejo, e depois, transformado em realidade pela concentração”. Concentração é o ato de fazer algo todo dia que te leve para mais perto daquilo que você deseja.

Faça uso do poder da cooperação

Hill diz que: “esse tópico está baseado em uma verdade específica: qualquer esforço de duas ou mais pessoas que se unem harmoniosamente em torno de um determinado objetivo se torna mais poderoso do que a soma total dos esforços individuais”.

Tenho um grande amigo que diz: “sozinho vou mais rápido, juntos vamos mais longe”. São duas maneiras de abordar a mesma verdade.

Para empreendermos, temos que manter em mente que a cooperação é que nos levará cada vez mais longe. Se mantivermos o pensamento de que sozinho farei melhor, ou que do meu jeito dará certo e não consultar outras pessoas, nós acabaremos contra a maré. Se você não obtiver cooperação da sua equipe (independente se for líder ou colaborador) dificilmente suas ideias irão à diante.

Cooperação é esforço organizado. Para mudarmos no quadrante D-I do Robert Kiyosaki temos que nos tornar mestres na arte da cooperação. Lembre-se: “Se quer se tornar irrelevante na sua empresa a ponto de poder sair dela para construir outra empresa e investir em outros mercados, terá que se dedicar a aprender e a exercer a cooperação dentro do ambiente que estiver”.

Tire proveito dos fracassos

A escola nos ensina a ser competitivos, mas não fornece meios de lidar com o fracasso. No

pódio existe apenas um primeiro lugar, aquele que é lembrado, exaltado e ovacionado. Porém,

pouco se ensina a respeito do fracasso. O maior problema do fracasso não é o fracasso em si, mas a bagagem emocional que ele trás. É o gatilho que dispara todo o veneno que corrói a nossa mente e o nosso ser até o ponto de perdemos completamente a confiança em nós mesmos e aquilo embaça nossa visão até não termos mais forças para continuar. Quando nos sabotamos e deixamos ser consumidos pelo veneno mental, nosso emocional é atingido a tal ponto que a primeira coisa que acontece é a culpa. Quando o ser humano não é evoluído o suficiente para chamar a responsabilidade para si, a tendência é encontrar um culpado para a situação. Na sequência, o sentimento de raiva e frustração cega a pessoa ao ponto da desistência. Quando isso acontece com um empreendedor, a primeira manobra ou plano B é voltar para o mercado de trabalho, criando assim, um colaborador frustrado e com baixo rendimento. Se o empreendedor não entender que aquela é uma excelente oportunidade de aprender algo, ele provavelmente não empreenderá novamente, e o comentário que se segue

é: “Já tentei, mas isso não funciona”.

Você deve estar pensando: “falar é fácil, difícil é fazer”, exatamente, mas é algo que pode e precisa ser feito. Se você já empreendeu e falhou, se retire do papel de vítima por um instante e pense de forma clara: o que você poderia ter feito para que aquilo não ocorresse daquela

forma? O que aquela situação tem a lhe ensinar? O que você pode aprender com tudo isso que lhe ocorreu?

Sabe por que estou lhe dizendo isto? - A vida nos ensina através de lições, dia após dia, e essas lições se repetem até aprendermos algo e então sigamos em frente para a próxima lição. Se você cometeu um erro ou quebrou um negócio, ótimo, o que você pode aprender com isso?

Após falir três vezes, tive duas quebras menores. Em todas, tive a oportunidade de aprender, de me melhorar como profissional e como pessoa. Hoje, quando olho para trás e analiso tudo o que passei, em vez de apontar culpados, sinto uma profunda gratidão por ter passado por tudo aquilo e principalmente, por ter tirado o grão de areia de meus olhos que me cegavam naquele momento e proporcionaram um novo olhar sobre antigas feridas. Você pode optar por curar o seu passado e aprender algo de bom e válido com o que te passou ou pode escolher ficar lambendo suas feridas na ilusão de que elas irão curar um dia, em ambos os casos, a escolha precisa partir de você.

Como Hill diz: “A maioria das pessoas só aprende as lições da vida depois que a mão dura do destino lhe toca nos ombros”, e também nos ensina que só nos tornamos fracassados quando aceitamos o fracasso e sempre seremos vencedores se olharmos o fracasso como uma derrota temporária, pois temos o tempo e a força de vontade para dar a volta por cima se assim quisermos.

Seja tolerante

Uma das coisas que acho mais fascinante é o fato de que o ser humano pode chegar aonde

quiser. Ele pode sair da classe mais inferior e chegar à classe mais alta se assim desejar e pagar

o preço para isso. Todos os dias vemos histórias e mais histórias de superação, de gente que faz

a sua vida valer a pena. Olhamos aquilo com admiração e apenas seguimos com as nossas vidas, trabalhando, nos relacionando, nos divertindo e descansando. Olhamos e achamos que

aquilo não é para nós.

Estamos tão atarefados e com a vida tão corrida que começamos a perder nossa paz de espírito em troca de dinheiro e de uma vida bacana. Neste momento começamos a perder um bem precioso: a tolerância.

A falta de tolerância cega e faz com que o homem cometa as maiores atrocidades. Às vezes, é justamente pela falta de tolerância que perdemos as melhores oportunidades de aprender algo.

Certa vez meu pai disse: “Um dia você vai entender que uma das coisas mais difíceis de aprender é justamente como engolir sapo”. Nesse momento as respostas padrões são: “Não tenho paciência, não sou obrigado a aturar, não sou mosca-morta, não tenho sangue de barata”. Estes são os pensamentos mais comuns daqueles que já perderam a tolerância, ou não compreenderam a arte do silêncio. Pitágoras disse: “Se o que tens a dizer não é mais belo

que o silêncio, então cala-te”, e com isso ele nos ensina que às vezes simplesmente não vale a pena comprar uma briga. Não adianta debater com alguém que levanta a voz ao invés de melhorar seus argumentos.

Uma mulher chamada Olinda Guedes me ensinou: “Aquilo que você diz Fortalece ou Enfraquece o próximo?” – com essa pergunta em mente, sejamos mais tolerantes com o próximo, pois cada um está numa escala da evolução humana, há uma métrica enorme entre a ignorância completa e a iluminação. Não podemos esperar que todos tenham a mesma evolução que nós, mas podemos sempre aprender com aqueles que estão mais adiantados no processo. Precisamos ser tolerantes com os que sabem menos, assim como aqueles que sabem mais toleram nossos defeitos.

A regra de Ouro

O princípio da regra de ouro está baseado na passagem do evangelho de São Mateus 7:12:

“Portanto, tudo o que quereis que os homens lhes façam, fazei-o também vós, porque esta é a lei”.

Se você quer ser um empreendedor de sucesso, faça para o seu cliente aquilo que você

gostaria que uma empresa fizessem para você. Atenda o seu cliente como você gostaria de ser atendido, venda de forma honesta e transparente, assim como você gostaria que fizessem pra

ti, mantenha um relacionamento saudável e isento de interesses secundários, seja proativo,

mantenha contato, efetue um pós-venda diferenciado, eduque seu cliente e faça com que ele

se torne um embaixador da sua marca.

“Quem semeia ventos colhe tempestades”. Sabendo disso, porque não semear coisas boas no mundo dos negócios, nos relacionamentos e nas amizades? – A verdade é que ninguém pode ser feliz sem semear a felicidade. Para sermos bem sucedidos precisamos ajudar o máximo de

pessoas a se tornarem bem-sucedidas. Se quisermos clientes satisfeitos, temos que auxiliá-lo a

se sentir satisfeito com a nossa empresa, produto ou serviço. Temos que ser antes de ter.

A Regra de Ouro rege o mundo dos negócios assim como a lei do Dar e do Receber. Quer você aceite ou não, elas continuarão a funcionar.

Para conhecer melhor a obra de Napoleon Hill, sugiro que comece pelo livro “A Lei do Sucesso”, de Jacob Pétry, que no ano de 2012 recompilou, adaptou e comentou “A Lei do Triunfo” em um livro extremamente objetivo e resumido (demais livros serão sugeridos na bibliografia desta obra).

Capítulo 5

A VITÓRIA OU ALGO QUE O VALHA
A VITÓRIA OU ALGO
QUE O VALHA
Capítulo 5 A VITÓRIA OU ALGO QUE O VALHA

A vitória ou algo que o valha

No dia 4 de fevereiro de 2013 aceitei o desafio feito por meu amigo pessoal e parceiro de negócios, Adriano Barbosa, o de escrever meu primeiro e-book. Essa tarefa já estava em meus planos e objetivos de vida, porém, somente quando o coloquei como propósito e objetivo claro e definido é que as coisas realmente aconteceram. No dia 5 de fevereiro fiz uma breve meditação, nela mentalizei o livro finalizado, sua capa, sua estrutura, seus capítulos e sub- tópicos, tudo o que fiz na sequência foi anotar a estrutura em um papel e dormir. No terceiro dia escrevi a introdução e o primeiro capítulo. O que se seguiu disso em diante foi uma experiência maravilhosa de começar e finalizar algo no prazo que eu havia determinado. Iria escrever este livro em exatamente sete dias. Para isso, constitui um Mastermind com as mentes mais brilhantes que já estudei e que me emprestaram seus conhecimentos para que somassem aos meus, pensei inúmeras vezes que ia conseguir, até que adquirisse uma confiança inabalável que conseguiria. Economizei (abri mão de viajar no Carnaval ou fazer qualquer outra coisa) simplesmente para escrever até terminar o que havia estabelecido como meta. Tive iniciativa e liderança suficientes para me colocar em ação, explorei a minha imaginação da melhor maneira possível no curto período em que realizei este projeto. Mantive o meu entusiasmo no nível mais elevado que já tive até hoje (comemorando cada capítulo finalizado), mantive o controle mesmo quando tive que correr com o meu afilhado e a mãe dele para um pronto- socorro na madrugada do domingo de Carnaval, me doei 110% para este projeto. Apesar de algumas palavras duras, acredito que consegui transparecer uma personalidade agradável

nestas páginas, pesquisei aquilo que não sabia ou não tinha certeza, fiz o possível para pensar com exatidão e não emitir uma opinião sem fundamento, me concentrei (e muito) para escrever estas páginas em apenas sete dias, contei com a cooperação de amigos e parceiros de negócios (uns ajudando de fato, outros entendendo a importância deste projeto), tive que reescrever algumas partes por sugestões do revisor (tirei proveito do fracasso/derrota temporária), tentei

ser o mais tolerante ao explanar as minhas opiniões (o que é simples para mim, pode não ser

para os outros), e por fim, escrevi para o próximo algo que eu gostaria de ler.

Abordei no início deste livro o que é o empreendedorismo, como ele é atualmente e como acredito que deveria ser. No capítulo seguinte, expliquei porque empreender, passei dados, números, motivos, onde estamos e onde devemos chegar. Depois, abordei alguns temas (dentro de inúmeros que ficaram de fora) que você precisa saber e que a faculdade não te ensina. Por fim, abordei um trabalho de extensa pesquisa e que levou vinte anos para ser concluído. Trabalho este que venho estudando nos últimos oito anos (e acredito, vou continuar aprendendo com ele por muitas décadas ainda).

O motivo pelo qual tracei todo este panorama está infundido no conceito de

Empreendedorismo 3.0, ou seja, no que o empreendedorismo deveria ser, e é isso que esta obra trata. O empreendedorismo é um estilo de vida. O empreendedorismo deveria ser focado em educação e evolução do ser humano como uma escola alternativa e não focado em

dinheiro para alavancar negócios de forma rápida sem um motivo forte o suficiente para fazer com que aquela empresa aguente o tranco da vida.

Empreendedorismo é uma filosofia de vida e não um rótulo.

Em um de seus vídeos no TED, Anthony Robbins (um dos melhores profissionais de Coaching e Programação Neurolinguística) nos dá uma métrica que devemos aprender e levar conosco para o resto da vida. Ele diz: “Todos nós conhecemos boas pessoas, certo? Todos nós somos bons em algo, certo? E qual é o resultado quando você é bom? – Quando você é bom, o resultado é zero ou muito pequeno. Pense bem, um bom profissional no mercado de trabalho ganha um salário razoável para ele pagar as contas e viver de forma modesta. Agora, quando você se torna excelente naquilo que faz, seu resultado passa a ser bom. Sob a mesma ótica, um excelente profissional geralmente recebe um bom salário, certo? Mas, onde está o ouro dessa equação? – o ouro está quando você se transforma em algo extraordinário. Quando você se transforma em extraordinário, seus resultados serão excelentes. Aí está todo o ouro que você pode ter.

Escrevi esse breve ensinamento para exemplificar a busca constante que o empreendedor deve ter. O empreendedor tem que buscar incessantemente o extraordinário que há dentro de si e expor isso para o mundo. Somente quando o empreendedor passar de excelente ao

extraordinário é que a empresa, o produto ou o serviço dele fará de fato a diferença no mundo. Quando esse dia chegar, seus resultados serão excelentes.

É nisso que eu acredito. Foi para chegar mais perto do extraordinário que escrevi este e-book. Foi para chegar mais perto do extraordinário que lancei meus dois cursos. Foi para chegar mais perto do extraordinário que pedi demissão de um emprego seguro numa multinacional e iniciei a minha carreira como Consultor em Inovação no Planejamento de Negócios e Marketing. Foi para chegar mais perto do extraordinário que parei de me contentar com o bom ou com o excelente. Nada menos do que o extraordinário interessa. É assim que eu trabalho, é assim que eu vivo e é assim que eu vou fazer a diferença no mundo.

Vamos juntos?

Agradecimentos

Este livro não se tornaria uma realidade se não fosse por todos aqueles que me ensinaram alguma coisa nesta vida. Seria impossível colocar em um papel todos os nomes que passaram pela minha vida e deixaram a sua marca em forma de aprendizado.

Este livro é uma forma respeitosa de gratidão por aqueles que acreditaram em mim (quando nem eu mesmo acreditava). Pessoas como Wilson Lussari, Rosangela Beles, Fernanda Lussari, Karen Beles, Caio Padovan, Karen Katiuscia, Elber Santana, Mariana Araujo, Célida Vieira de Andrade, Paulo Dalla Stella, Tathyana Toda, André Ribeiro, Patrícia Aunes, Olinda Guedes, Nachali, Dvulatk, Vinicius de Andrade Vieira, Ivan Beira, Francisco Correa (Pinguim), José U. Sacchelli Moraes, Elias Hatem, Adalicio Junior, Gabriel Hamdan, Wanderley Calixtro, Rosana Meyer, Laiana e Águeda Zem, Andressa de Souza, Dhaffner Wandratsch, Gi Paizany, Frederico de Andrade (Fred), Bruno Seixas, Ricardo Souza, Vanessa Machado, Adriano Barbosa/Ines Dumas/Ana Luiza Verzola (pela extrema paciência e empenho em revisar este livro), Ismael Pereira (pelos excelentes papos sobre negócios), Anderson Wenningkamp (por contribuir tanto para o meu conhecimento sobre relacionamento com clientes), Michelle Furuta, Linda Megumi, ao pessoal da Pipoca Moderna pelo excelente trabalho (Rodrigo,

da IPSE (em especial ao Tiago Bahi), Fabio Torlai. E aos amigos: Marina Buschmann, Angela Weber, Larissa Felix, André Atila, André Martins, Marcelle Camacho, Thaisa Zanne e demais companheiros do Rct Maringá-Interação, Simone França, Lucas Gabriel, Juliana França, Vanessa Zanin, Dayane Alves, Carina Reis, Roseli Bassi (que me deu um empurrão enorme para realizar este projeto), Adauto Rocha, Luciano Castro, Bruno Scartozzoni, Bianca Barrachina, Eduardo do Rosário, Diego Gobbi, Barbara Ribeiro, Ana Bittencourt e família (um agradecimento especial para vocês), Paulo Bata, Antônio Rezende Neto, Ricardo Dória e galera da Aldeia Coworking, Maria Mukai, Gil Eanes Vivekananda, a todos os amigos da família rotária (Interact, Rotaract e Rotary, sintam-se abraçados) e todos aqueles que me ajudaram a transformar este sonho em realidade. Se seu nome não estiver na lista, fique tranquilo, escrever este livro foi a forma com que eu encontrei de te agradecer por tudo o que você fez por mim ou pelo que me ensinou. A minha mais profunda gratidão. Namastê!

JuLio Lussari

Curitiba, 13 de Fevereiro de 2013

Business Model Dojo

O Business Model Dojo é um modelo educacional baseado nos preceitos do Empreendedorismo 3.0. Ele é subdividido em dois módulos, sendo: Empreendedorismo (Inovação em Modelos de Negócios) e Intraempreendedorismo (Inovação em Planejamento de Carreira) e tem como objetivo ser mais prático do que teórico. Com apenas dez alunos por turma e com uma carga horária de doze horas, os participantes receberão a instrução e o conteúdo em apenas duas horas, e nas dez horas restantes colocarão em prática aquilo que aprenderam. Cada pessoa irá criar o planejamento do seu negócio ou carreira com a ajuda dos outros nove participantes, e nas horas seguintes ajudará os outros a elaborarem seus planejamentos. Depois do curso você terá ferramentas, conhecimento teórico e prático o suficiente para elaborar outros planejamentos por conta própria.

Sobre o Autor

Julio Lussari – MBA em Marketing e Gestão de Negócios, é Consultor, Palestrante e Blogueiro na área de Inovação em Planejamento de Carreira e Inovação em Modelos de Negócios; traz uma proposta inovadora e pioneira para servir às pessoas, empresas e cidades. Envolvido com empreendedorismo há 11 anos, produziu eventos empresariais e culturais atuando sempre com linhas criativas de marketing e comunicação; produziu duas edições do MeetUP Curitiba – Evento focado em reunir empreendedores e empresários/investidores com foco na Copa do Mundo de 2014.

Para saber mais sobre o Business Model Dojo e sobre o autor, acesse: www.juliolussari.com.br ou entre em contato: julio@juliolussari.com.br

Referências Bibliográficas

Robert Kiyosaki

O Negócio do Século XXI

Desenvolvendo sua Inteligência Financeira

O Toque de Midas

Pai Rico Pai Pobre

O Segredo dos Ricos

Empreendedor Rico

Jacob Pétry/Napoleon Hill

A

Lei do Sucesso

Napoleon Hill

A Lei do Triunfo

Pense e Enriqueça Chave Mestra das Riquezas

As Regras de Ouro

Steve K. Scott

Salomão, o homem mais rico que já existiu

Londers Ritt

Uma vida Rica (Biografia do Napoleon Hill)

Dale Carnegie

Como fazer amigos e influenciar pessoas

George S. Clason

O homem mais rico da babilônia

Michael Ellsberg

A Educação dos Futuros Milionários

W. Chan Kim, Renee Mauborgne

A Estrategia do Oceano Azul

Robert Hirsch

Empreendedorismo

Philip KotlerMarketing 3.0

Administração de Marketing Marketing de A a Z

Eric Ries Startup Enxuta

Jan Jacob Stam

A alma do negócio

Og Mandino

A

universidade do Sucesso

O

maior vendedor do Mundo

Allan Pease Como se tornar um campeão de vendas

Venkat Ramaswamy & Francis Gouillart

A empresa Cocriativa

Tim Brown Design Thinking

Paramahansa Yogananda A Lei do Sucesso

Revista Você S/A Setembro 2012

http://www.bizrevolution.com.br/ - acessado em 07/02 às 10:03 http://pt.wikipedia.org/wiki/Empreendedorismo - acessado em 07/02 às 10:42 http://pt.wikipedia.org/wiki/Administracao - acessado em 07/02 às 11:05 http://www.pontopessoal.com.br - acessado em 07/02 às 11:32

Projeto Gráfico: Pipoca Moderna 80
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