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REPRODUÇÃO HUMANA

BIOLOGIA

 

Sistema reprodutor masculino

Órgãos

Funções

Testículos

Produção de espermatozóides e testosterona

Escroto

Bolsa que contém os testículos fora da cavidade abdominal; tem uma temperatura um pouco abaixo da temperatura normal do corpo para a produção de gâmetas ser viável

Epidídimos

Canais enovelados onde amadurecem e ficam armazenados os gâmetas

Canais deferentes

Armazenamento e condução de espermatozóides até à uretra

Uretra

Transporte de esperma e urina até ao exterior

Vesícula seminal

Glândulas secretoras que envolvem líquido seminal e prostático juntamente com espermatozóides, formando o esperma

e próstata

Testosterona

Hormona indispensável à espermatogénese, responsável pelo desenvolvimento dos órgãos genitais e assegura o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários

Pénis

Órgão que contém tecido eréctil que aquando de um estimulo sexual a pressão do sangue aumenta permitindo a ejaculação de esperma

tecido eréctil que aquando de um estimulo sexual a pressão do sangue aumenta permitindo a ejaculação
tecido eréctil que aquando de um estimulo sexual a pressão do sangue aumenta permitindo a ejaculação
tecido eréctil que aquando de um estimulo sexual a pressão do sangue aumenta permitindo a ejaculação
 

Sistema reprodutor feminino

Órgãos

Funções

Ovários

Produção de oócitos e de hormonas sexuais; recobertos pela túnica albugínea

Trompas de Falópio ou ovidutos (via genital)

Permite o transporte dos gâmetas e é o local de uma possível fecundação

Útero (via genital)

Órgão de parede muscular onde se fixa o embrião e se desenvolve até ao nascimento

Vagina

Canal de comunicação com o exterior e de recepção de esperma aquando de uma relação sexual

Vulva

Conjunto de órgãos externos de protecção com elevada sensibilidade

Gametogénese – conjunto de fenómenos que ocorrem em células da linha germinativa e que levam
Gametogénese – conjunto
de fenómenos que ocorrem
em células da linha
germinativa e que levam à
formação de gâmetas.

GÓNADAS E GAMETOGÉNESE

levam à formação de gâmetas. GÓNADAS E GAMETOGÉNESE Testículos (parede dos túbulos seminíferos) →

Testículos (parede dos túbulos seminíferos) → espermatogénese

(parede dos túbulos seminíferos) → espermatogénese Ovários (zona cortical) → oogénese/ovogénese PERCURSO

Ovários (zona cortical) → oogénese/ovogénese

PERCURSO DOS ESPERMATOZÓIDES

Testículos
Testículos
Epidídimo
Epidídimo

Canais deferentes

Canais deferentes
Canais deferentes
Canais deferentes

Uretra que atravessa o pénis

Epidídimo Canais deferentes Uretra que atravessa o pénis Líquido prostático Uretra prostática Líquido

Líquido

prostático

Líquido prostático Uretra prostática

Uretra

prostática

Líquido seminal (proveniente das vesículas seminais)

Líquido seminal (proveniente das vesículas seminais) Ejaculação Vagina Colo do útero Trompas de Falópio
Ejaculação
Ejaculação
Vagina
Vagina
Colo do útero
Colo do
útero

Trompas de Falópio (óvulo pronto a ser fecundado)

ESTRUTURA DOS TESTÍCULOS E ESPERMATOGÉNESE

Corte longitudinal

Septos radiais Divididos em lóbulos testiculares Células de Sertoli da periferia até ao lúmen do
Septos radiais
Divididos em lóbulos testiculares
Células de Sertoli da
periferia até ao lúmen do
túbulo
Um a quatro túbulos enovelados – túbulos seminíferos (1-4)
Rodeiam células da
linha germinativa em
desenvolvimento
Células intersticiais ou células
de Leydig ()
Entre os túbulos

Produzem testosterona

germinativa em desenvolvimento Células intersticiais ou células de Leydig () Entre os túbulos Produzem testosterona
germinativa em desenvolvimento Células intersticiais ou células de Leydig () Entre os túbulos Produzem testosterona
germinativa em desenvolvimento Células intersticiais ou células de Leydig () Entre os túbulos Produzem testosterona

Periferia

Periferi a Lúmen → A célula germinativa ao se multiplicar deixa de existir. → Desde a
Periferi a Lúmen → A célula germinativa ao se multiplicar deixa de existir. → Desde a

Lúmen

A célula germinativa ao se multiplicar deixa de existir.

Desde a puberdade e até ao final da vida produzem-se nos testículos espermatogónias (células diplóides da linha germinativa que se localizam na proximidade da parede exterior dos túbulos seminíferos).

É um processo contínuo em que, em cerca de 64 dias, as espermatogónias se transformam em espermatozóides.

→ É um processo contínuo em que, em cerca de 64 dias, as espermatogónias se transformam

Fases da multiplicação – as espermatogónias (diplóides – 2n=46) dividem-se por mitose; são formadas duas outras células, onde umas delas continua a sofrer mitose e apenas uma célula- filha prossegue a espermatogénese.

Fase de crescimento – aumentos quase imperceptível de volume (espermatócitos I).

Fase de maturação – cada espermatócito I (2n=46) experimenta uma divisão meiótica. No final

da primeira divisão formam-se duas células haplóides (n=23) – espermatócitos II – em que cada cromossoma tem 2 cromatídios. No final da segunda divisão da meiose formam-se 4 células haplóides – os espermatídios – em que cada cromossoma tem 1 cromatídio.

Fases de diferenciação – os espermatídios transformam-se em espermatozóides (células

diferenciadas e especializadas).

Elimina-se grande parte do citoplasma que é fagocitado pelas células de Sertoli;

Reorganização dos organelos: o complexo de Golgi forma uma grande vesícula (acrossoma)

que armazena enzimas digestivas e se adapta ao núcleo; os centríolos dispõem-se no plano oposto originando os microtúbulos do flagelo; as mitocôndrias dispõem-se na base do flagelo e

fornecem energia que permite o movimento da cauda.

Esperma = Espermatozóides + Líquido seminal + Líquido prostático
Esperma =
Espermatozóides
+ Líquido seminal
+ Líquido prostático

Na fase final da diferenciação, os espermatozóides são libertados para o lúmen dos túbulos seminíferos onde passam para os epidídimos para acabar a sua maturação, tornando-se móveis e onde são armazenados. Posteriormente seguem pelos canais deferentes, misturando-se com as secreções das vesículas seminais e da próstata, formando o esperma que é libertado aquando da ejaculação.

ESTRUTURA DOS OVÁRIOS E OOGÉNESE

Ovários → forma ovóide, pesando algumas dezenas de gramas; localizados na zona abdominal, na zona pélvica, de um e do outro lado do útero, sendo mantida a sua posição através de ligamentos.

Mais interna, constituída por vasos sanguíneos e nervos. superficial, com estruturas mais ou menos esféricas

Mais interna, constituída por vasos sanguíneos e nervos.

superficial, com

estruturas mais ou menos esféricas (folículos ováricos)

em diferentes estádios de desenvolvimento, sendo cada um constituído por uma célula da linha germinativa, rodeada por ou mais camadas de células foliculares, que intervêm na nutrição e protecção da célula germinativa.

Mais

por ou mais camadas de células foliculares, que intervêm na nutrição e protecção da célula germinativa.
Fase da multiplicação – ocorre durante alguns meses do desenvolvimento embrionário da mulher, onde as

Fase da multiplicação – ocorre durante alguns meses do desenvolvimento embrionário da mulher, onde as células germinativas migram para os ovários e dividem-se por mitoses originando as oogónias - células diplóides (2n=46). Grande parte destas oogónias degenera não se verificando nova produção.

Fase de crescimento – as oogónias que não degeneraram aumentam de volume com o armazenamento de se substâncias de reserva. Formam-se os oócitos I (maiores que as oogónias mas ainda diplóides). Muitos destes oócitos I também degeneram durante a vida intra-uterina.

Fase de maturação – nos ovários de uma recém-nascida, os oócitos I existentes, iniciam a fase

de maturação com a 1ª divisão da meiose, onde fica bloqueada em profase I.

Até à puberdade os oócitos I continuam a degenerar restando 400 mil dos 2 milhões iniciais. É já nesta fase da vida que a meiose continua com o começo dos ciclos ováricos. Em cada ciclo da vida fértil da mulher apenas um destes oócitos I completa a 1ª divisão da meiose, constituindo 2 células haplóides (n=23) com dimensões diferentes devido à desigual divisão do citoplasma. O oócito II tem maiores dimensões, pois incorpora a maior parte do citoplasma e o 1º glóbulo polar apresenta dimensões reduzidas. A 2ª divisão da meiose chega a ser iniciada, mas fica bloqueada em metáfase II, sendo nesta altura que ocorre a ovulação (libertação do oócito II para o oviduto).

Evolução de um folículo:

Multiplicação das células foliculares; as células da zona granulosa crescem;

 

Formação

da

zona

pelúcida

transparente (sem células)

em torno

do

oócito,

constituída

por

glicoproteínas;

Diferenciação do tecido ovárico que rodeia o folículo em camadas, as tecas, tendo a teca interna uma

função glandular secretora;

Aparecimento de cavidades foliculares entre as células foliculares, cheias de líquido que acabam por

se fundir numa só;

O oócito situa-se na extremidade do folículo oposta à cavidade folicular ou antro, rodeado por células

foliculares.

O oócito situa-se na extremidade do folículo oposta à cavidade folicular ou antro, rodeado por células

Espermatogénese

Oogénese

Contínua a partir da puberdade

Ocorre em ciclos desde a puberdade até à menopausa

A fase de multiplicação ocorre até ao fim da vida

A fase de multiplicação ocorre apenas durante alguns meses da vida intra-uterina

O aumento do volume das células germinativas (fase de crescimento) é quase imperceptível

Há um grande aumento das células germinativas (fase de crescimento)

A citocinese que ocorre na fase de maturação origina células iguais

A citocinese, na fase de maturação, origina células de diferentes dimensões

Recém-nascida

Cada oócito I envolvido por células foliculares – folículos primordiais

Cada oócito I envolvido por células foliculares – folículos primordiais

Cada oócito I envolvido por células foliculares – folículos primordiais
Cada oócito I envolvido por células foliculares – folículos primordiais

Puberdade até menopausa

– folículos primordiais Puberdade até menopausa Alguns folículos começam e sua evolução todos os meses e

Alguns folículos começam e sua evolução todos os meses e só um completa a maturação; os outros degeneram

Provoca uma saliência na superfície do ovário e o oócito II (em metáfase II) é libertado na cavidade folicular

II (em metáfase II) é libertado na cavidade folicular No fim da evolução do folículo, o

No fim da evolução do folículo, o seu tamanho aumenta bastante – folículo maduro ou de Graaf

A cavidade folicular exerce uma pressão na parede do ovário que faz com que o folículo rompa bem como a parede do ovário, sendo o oócito II libertado e recolhido pelo pavilhão das trompas de Falópio - ovulação

pelo pavilhão das trompas de Falópio - ovulação Aquando da ovulação, a parede do ovário cicatriza

Aquando da ovulação, a parede do ovário cicatriza e o folículo sofre alterações estruturais e bioquímicas – corpo amarelo ou lúteo – acabando no fim do ciclo por degenerar

REGULAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DOS SISTEMAS REPRODUTORES

Hormonas hipofisárias ligadas à reprodução

REPRODUTORES Hormonas hipofisárias ligadas à reprodução FSH (foliculoestimulina) LH (luteoestimulina) SISTEMA

FSH (foliculoestimulina)

LH (luteoestimulina)

SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO

Produção de espermatozóides

SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO Produção de espermatozóides Parede dos túbulos seminíferos Células de Leydig ou

Parede dos túbulos seminíferos

Células de Leydig ou células intersticiais

Secreção de testosterona

Ciclo sexual Complexo H-H FSH LH
Ciclo sexual
Complexo H-H
FSH
LH
Entrada nos túbulos seminíferos
Entrada nos
túbulos
seminíferos

Células de Sertoli

Células de

Leydig

Testosterona

Células de Sertoli Células de Leydig Testosterona As células de Sertoli recebem testosterona
Células de Sertoli Células de Leydig Testosterona As células de Sertoli recebem testosterona
As células de Sertoli recebem testosterona
As células de
Sertoli recebem
testosterona

Espermatogénese

Regulação por retroacção negativa – quando se verifica um desvio em relação ao teor normal

Regulação por retroacção negativa – quando se verifica um desvio em relação ao teor normal de testosterona, gera-se uma resposta que cancela esse desvio. Assim, a taxa de testosterona no sangue mantém-se sensivelmente constante, permitindo uma produção contínua de espermatozóides.

O complexo hipotálamo-hipófise pode ser alterado por estímulos nervosos externos e internos.

Aumento da testosterona

Função testicular
Função
testicular
Hipotálamo
Hipotálamo
Inibe
Inibe

Transportada pelo sangue, chega aos neurónios do hipotálamo

Diminui a GnRH

Inibe FSH e LH
Inibe
FSH e LH
Diminui Hipófise
Diminui
Hipófise

Diminuição da

testosterona

Hipotálamo
Hipotálamo

Estimula

Diminuição da testosterona Hipotálamo Estimula Aumenta a GnRH Função Estimula FSH e LH testicular

Aumenta a GnRH

Função Estimula FSH e LH testicular SISTEMA REPRODUTOR FEMININO
Função
Estimula
FSH e LH
testicular
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO
Aumenta Hipófise
Aumenta
Hipófise

Ciclo ovárico

REPRODUTOR FEMININO Aumenta Hipófise Ciclo ovárico Hormonas ováricas Estrogénios – produzidos pelas

Hormonas

ováricas

Estrogénios – produzidos pelas células foliculares e pela teca interna. À medida que os folículos ováricos se desenvolvem a sua quantidade aumenta, atingindo o valor máximo antes da ovulação. Após a ovulação, a concentração baixa devido à perda de células foliculares e volta a aumentar durante a fase luteínica devido à actividade do corpo lúteo; volta baixar no fim do ciclo.

Progesterona – Produzida pelo corpo amarelo, atinge o valor máximo com o desenvolvimento completo desta estrutura; quando o corpo amarelo degenera a concentração de progesterona diminui.

Estas hormonas controlam o ciclo
Estas hormonas controlam o ciclo

C

I

C

L

O

U

T

E

R

I

N

O

Fase menstrual – destruição parcial do endométrio, pois devido à contracção dos vasos

sanguíneos que possui, as células deixam de receber nutrientes e morrem. Este destruição

resulta devido à baixa concentração de hormonas ováricas. A menstruação é constituída por

sangue e fragmentos de tecidos que são expulsos.

Fase proliferativa – o endométrio volta a formar-se, aumentando de espessura, havendo o

desenvolvimento de glândulas e vasos sanguíneos estimulados pelo aumento da taxa de

estrogénios que ocorre durante a fase folicular.

Fase secretora – aumento progressivo da espessura do endométrio, assim como a actividade secretora das glândulas que possui, devido à acção dos estrogénios e progesterona produzidos durante a fase luteínica.

das glândulas que possui, devido à acção dos estrogénios e progesterona produzidos durante a fase luteínica.

Auto-regulação por retroacção negativa – tende a compensar as eventuais variações das concentrações das hormonas no sangue, assegurando a sua estabilidade.

Teor relativamente elevado de estrogénios

Hipotálamo
Hipotálamo
Inibe
Inibe

Transportada pelo sangue, chega aos neurónios do hipotálamo

Diminui a GnRH

Desenvolvimento

folicular

Diminui FSH Hipófise Diminui LH Diminui
Diminui
FSH
Hipófise
Diminui
LH
Diminui

A transformação do folículo em corpo amarelo

LH Diminui A transformação do folículo em corpo amarelo Diminuição dos Diminuição de estrogénios

Diminuição dos

Diminuição de

estrogénios

progesterona

Estimula

Diminuição de estrogénios progesterona Estimula Hipotálamo Aumenta a GnRH Desenvolvimento folicular
Hipotálamo
Hipotálamo

Aumenta a GnRH

Desenvolvimento

folicular

Aumenta FSH Hipófise Aumenta LH Aumenta
Aumenta
FSH
Hipófise
Aumenta
LH
Aumenta

A transformação do folículo em corpo amarelo

LH Aumenta A transformação do folículo em corpo amarelo Aumento dos Aumento de estrogénios progesterona

Aumento dos

Aumento de

estrogénios

progesterona

Dias antes da ovulação, como há um aumento das células foliculares, os valores de estrogénios ultrapassam os limites, o que desencadeia uma inversão do efeito destas hormonas no complexo hipotálamo-hipófise – retroacção positiva.

Teor muito elevado de estrogénios

Estimula
Estimula

Complexo

hipotálamo-hipófise

de estrogénios Estimula Complexo hipotálamo-hipófise Aumenta FSH e LH Produção de gonadoestimulinas Aumenta

Aumenta

Estimula Complexo hipotálamo-hipófise Aumenta FSH e LH Produção de gonadoestimulinas Aumenta Desencadeia

FSH e LH

Produção de gonadoestimulinas

Aumenta
Aumenta
Desencadeia a ruptura do folículo - ovulação

Desencadeia a ruptura do folículo - ovulação

Desencadeia a ruptura do folículo - ovulação
Desencadeia a ruptura do folículo - ovulação
Aumenta Desencadeia a ruptura do folículo - ovulação OS estímulos recebidos pelo sistema nervoso central são
OS estímulos recebidos pelo sistema nervoso central são transmitidos ao córtex cerebral e ao hipotálamo

OS estímulos recebidos pelo sistema

nervoso central são transmitidos ao córtex cerebral e ao hipotálamo através de neurónios, provocando variações na produção de GnRH e causando um descontrolo nos ciclos sexuais. Tanto os factores externos como os internos podem causar estas alterações.

Volta ao feedback negativo o que causa a redução das taxas de FSH e LH

negativo o que causa a redução das taxas de FSH e LH Regressão do corpo amarelo

Regressão do

corpo amarelo

Diminui as taxas de hormonas ováricas e o provoca o aparecimento da menstruação

Menopausa – esgotamento dos folículos ováricos (entre o 45 e os 55 anos).

→ Durante meses ou anos pode continuar o desenvolvimento folicular com oscilações na secreção de estrogénios, até acabar por completo. Deixa de haver o feedback negativo e as gonadoestimulinas continuam a aumentar.

de estrogénios, até acabar por completo. Deixa de haver o feedback negativo e as gonadoestimulinas continuam

FECUNDAÇÃO, DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO E GESTAÇÃO

Fecundação externa – os óvulos são libertados no meio e têm moléculas que atraem os espermatozóides dos machos da mesma espécie, havendo um mecanismo de reconhecimento que permite que não se efectue uma união entre gâmetas de espécies diferentes.

Fecundação

desenvolvidos.

externa

os

mecanismos

de

reconhecimento

não

se

encontram

tão

Numa relação sexual, milhões de espermatozóides são transferidos para a vagina e entram em contacto com o muco cervical. Este muco, rico em fibras, é produzido por glândulas do colo uterino, o qual apresenta uma evolução durante o ciclo sexual. Apenas cerca de 1% dos espermatozóides consegue atingir o útero.

PERCURSO DOS ESPERMATOZÓIDES NA FECUNDAÇÃO

Células foliculares do oócito II

Ligação a receptores específicos da zona pelúcida

Entrada no domínio glicoproteico
Entrada no domínio
glicoproteico
Entrada do pronúcleo masculino
Entrada do
pronúcleo
masculino

Espermatozóides

Entrada do pronúcleo masculino Espermatozóides atraído bioquimicamente digestão da zona pelúcida por
Entrada do pronúcleo masculino Espermatozóides atraído bioquimicamente digestão da zona pelúcida por

atraído bioquimicamente

digestão da zona pelúcida por exocitose de enzimas contidas no acrossoma

pelúcida por exocitose de enzimas contidas no acrossoma Fusão citoplasmática dos gâmetas (o flagelo e a

Fusão citoplasmática dos gâmetas (o flagelo e a peça intermédia desmembram-se)

INÍCIO DA FECUNDAÇÃO (terço superior de uma trompa)

REACÇÃO

ACROSSÓMICA

(terço superior de uma trompa) REACÇÃO ACROSSÓMICA Completamento da divisão II da meiose do núcleo feminino

Completamento da divisão II da meiose do núcleo feminino

Completamento da divisão II da meiose do núcleo feminino Endurecimento da zona pelúcida (impedir a penetração

Endurecimento da zona pelúcida (impedir a penetração de outros espermatozóides)

Formação da membrana + de fecundação

Formação pronúcleo feminino

+ 2º glóbulo polar

Formação pronúcleo feminino + 2º glóbulo polar Migração e fusão dos pronúcleos (masculino + feminino) -

Migração e fusão dos pronúcleos (masculino + feminino) - diplóide

FIM DA

FECUNDAÇÃO

Migração e fusão dos pronúcleos (masculino + feminino) - diplóide FIM DA FECUNDAÇÃO núcleo + fusão
Migração e fusão dos pronúcleos (masculino + feminino) - diplóide FIM DA FECUNDAÇÃO núcleo + fusão

núcleo + fusão CARIOGAMIA

DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO

Dura cerca de 8 semanas e no final os órgãos estão totalmente formados.
Dura cerca de 8 semanas e no
final os órgãos estão totalmente
formados.
Ovo formado
Ovo
formado

Multiplicação

celular (mitoses)

formados. Ovo formado Multiplicação celular (mitoses) Migração do embrião do oviduto para o útero (devido às

Migração do embrião do oviduto para o útero (devido às contracções)

Divisão e

 

Atinge a cavidade uterina 4 dias após a fecundação (tamanho do ovo)

 

Embrião com forma esférica (amora) - Mórula

organização das

organização das
organização das

células

após a fecundação (tamanho do ovo)   Embrião com forma esférica (amora) - Mórula organização das
Trofoblasto ↓ Rodeia a cavidade do embrião
Trofoblasto
Rodeia a
cavidade do
embrião

Blastocisto (desaparecimento da zona pelúcida)

Massa Celular

Interna (MCI)

Origina o novo ser

6º Dia – nidação – adesão do trofoblasto ao endométrio

(inicia-se a gestação)

do trofoblasto ao endométrio (inicia-se a gestação) Formação dos 3 folhetos germinativos Formação da
do trofoblasto ao endométrio (inicia-se a gestação) Formação dos 3 folhetos germinativos Formação da
Formação dos 3 folhetos germinativos
Formação
dos 3
folhetos
germinativos

Formação da placenta (origem mista)

Para que ocorra a nidação é necessário que o embrião tenha atingido um estado de desenvolvimento conveniente e que o endométrio esteja preparado para o receber, pois é este que o vai alimentar nesta fase. Se o endométrio não estiver preparado, o embrião não se pode implantar e é expelido durante a menstruação. (40% dos ovos formados não atingem a nidação).

Estruturas que evoluem do blastocisto

Trofoblasto

Córion

+

Vilosidades

coriónicas

Blastocisto
Blastocisto

Endométrio

+

+ Vilosidades coriónicas Blastocisto Endométrio + PLACENTA Massa Celular Interna (3 folhetos germinativos)

PLACENTA

Massa Celular Interna (3 folhetos germinativos)

   

Ectoderme   

MesodermeMassa Celular Interna (3 folhetos germinativos)     Ectoderme Endoderme

EndodermeMassa Celular Interna (3 folhetos germinativos)     Ectoderme Mesoderme

Âmnio + Cavidade amniótica

Alantóide

Saco/vesícula

vitelina

Segmentação Ovo Mórula Blastocisto
Segmentação
Ovo
Mórula
Blastocisto

vitelina Segmentação Ovo Mórula Blastocisto Gastrulação MCI - Ectoderme - Mesoderme - Endoderme

Gastrulação
Gastrulação

MCI

- Ectoderme

- Mesoderme

- Endoderme

Organogénese

Processos Biológicos (não acontecem em sequência, estão inter-relacionados):

Crescimento Celular

- Divisões mitóticas

- Aumento da volumetria

→ Morfogénese

- Migração celular para o centro

- Formação dos 3 folhetos germinativos

→ Diferenciação Celular

- Especialização estrutural e bioquímica das células nas respectivas funções. Os tecidos

relacionam-se e formam órgãos e tecidos de órgãos

Origem de algumas estruturas:

Ectoderme: sistema nervoso, órgãos dos sentidos, epiderme

Mesoderme: esqueleto, músculos, sistema circulatório/excretor/reprodutor

Endoderme: Sistema respiratório, revestimento do tubo digestivo, fígado, pâncreas

Anexos embrionários – estruturas transitórias que acompanham o desenvolvimento do embrião. São originadas pelos 3 folhetos germinativos e pelo trofoblasto, tendo grande importância no desenvolvimento do embrião, mas não fazendo parte dele.

Âmnio –

surge

a

partir

da

ectoderme

e

é

a

primeira

membrana

que

rodeia o

embrião

(cavidade

amniótica

 

com

líquido

amniótico). Protege o embrião da

dissecação

e

dos

choques

mecânicos,

permitindo

a

manutenção da sua temperatura.

mas bastante

vascularizada. parte está no cordão

primeiro local de

produção de células sanguíneas e

umbilical e

reduzido,

tamanho

Vesícula

vitelina

é

o

germinativas

(“alimenta” o

embrião).

Alantóide – contribui para a formação do cordão umbilical.

permitem uma maior área de contacto com os vasos sanguíneos da mãe.

Vilosidades

coriónicas

Córion – Camada posterior ao âmnio, sendo a camada mais exterior do embrião. Intervém na formação da placenta.

PLACENTA – constituída pelo endométrio e pelas vilosidades do córion do embrião. Permite as trocas entre a mãe e o filho, fundamentais para o seu desenvolvimento. Permite não só a sua alimentação, como a passagem de anti-corpos do sangue da mãe, os quais protegem o recém- nascido no inicio da sua existência. Contudo, também os tóxicos, as drogas e o álcool difundem-se facilmente pelo sangue da mãe. Alguns destes microrganismos podem passar para o sangue do feto, podendo causar malformações congénitas.

DESENVOLVIMENTO FETAL

DESENVOLVIMENTO FETAL Decorre desde a 8ª semana até ao nascimento; corresponde a um aumento da complexidade
Decorre desde a 8ª semana até ao nascimento; corresponde a um aumento da complexidade e
Decorre desde a 8ª semana até ao
nascimento; corresponde a um
aumento da complexidade e da
maturação dos órgãos e ao
crescimento do indivíduo.

Evolução do comportamento do feto à medida que o sistema nervoso se desenvolve.

DESENVOLVIMENTO PRÉ-NATAL – 38 a 42 semanas (≈40) Fase Germinal Fase Embrionária Fase Fetal (2
DESENVOLVIMENTO
PRÉ-NATAL – 38 a 42
semanas (≈40)
Fase Germinal
Fase Embrionária
Fase Fetal
(2 semanas)
(2 a 8/9 semanas)
(>8/9 semanas)

MECANISMOS HORMONAIS DE CONTROLO DO DESENOLVIMENTO PRÉ-NATAL

Paragem do ciclo sexual

Parto (contracções fortes e rítmica da parede muscular do útero)

Lactação

Há uma adaptação morfológica relativamente ao aumento das dimensões do útero. O coração e a circulação adaptam-se ao trabalho suplementar exercido pela placenta e os rins passam a eliminar também as secreções do embrião/feto.

Funções da Hormona Gonadotrofina Coriónica Humana (HCG) - produzida pelo córion embrionário:

Impedir, inicialmente, a degeneração do corpo amarelo para que a produção de estrogénios

e progesterona continue (essenciais à manutenção do endométrio) permitindo que a nidação

do embrião se mantenha.

É eliminada através da urina, o que permite ser detectada pelos testes de gravidez que se

baseiam na detecção da HCG por um suporte absorvente.

Blastocisto
Blastocisto
Nidação
Nidação

Trofoblasto

+

Proliferação das células trofoblásticas pelo endométrio

↑Est. + Prog.

células trofoblásticas pelo endométrio ↑Est. + Prog. impede a degeneração do corpo amarelo ↑ HCG inibe

impede a degeneração do corpo amarelo

↑ HCG
↑ HCG
inibe o complexo H – H
inibe o complexo
H – H

↓ FSH e LH

corpo amarelo ↑ HCG inibe o complexo H – H ↓ FSH e LH Paragem dos

Paragem dos ciclos sexuais

Trofoblasto

Formação do córion

↓ HCG expansão uterina
↓ HCG
expansão uterina

degeneração do

corpo amarelo

↓ HCG expansão uterina degeneração do corpo amarelo ↓Est. + Prog. ↑Est. ↑ Prog. Formação do
↓Est. + Prog.
↓Est. + Prog.
↑Est. ↑ Prog.
↑Est.
↑ Prog.

Formação do tecido placentário (assegura a produção de est. e prog.

manutenção do endométrio
manutenção do
endométrio
a produção de est. e prog. manutenção do endométrio Desenvolvimento e maturação das glândulas mamárias

Desenvolvimento e maturação das glândulas mamárias

impede contracção uterina, prevenindo a expansão prematura do feto

Concentração Hormonal
Concentração Hormonal

- No final da gestação, o teor de estrogénios no sangue da mãe é elevado e domina o teor de progesterona, estimulando a contracção dos músculos uterinos

MECANISMOS DE CONTROLO HORMONAL NO PARTO

Est.

Prog.

+

Acção mecânica do feto sobre o útero

Contracções uterinas

+

Activação dos receptores

de oxitocina

Retroacção positiva

estimula o complexo H – H

posterior

Retroacção positiva estimula o complexo H – H posterior Retroacção positiva Amplificação das contracções
Retroacção positiva estimula o complexo H – H posterior Retroacção positiva Amplificação das contracções

Retroacção positiva

Amplificação das contracções
Amplificação das
contracções

Produção de

prostaglandinas

Amplificação das contracções Produção de prostaglandinas Oxitocina Garantia da dilatação do colo do útero
Oxitocina
Oxitocina

Garantia da dilatação do colo do útero

Amplificação das contracções Produção de prostaglandinas Oxitocina Garantia da dilatação do colo do útero
Após a expulsão do feto, o cordão umbilical é cortado e o recém-nascido para a

Após a expulsão do feto, o cordão umbilical é cortado e o recém-nascido para a ter vida livre, embora ainda muito dependente da mãe. As glândulas mamárias durante a gestação e a regulação da lactação evidenciam uma intervenção neuro-hormonal.

Transformações nas glândulas mamárias pelo elevado teor de hormonas ováricas:

- Os canais do tecido adiposo ramificam-se;

- Os alvéolos que têm as células secretoras de leite desenvolvem-se (a secreção de leite só ocorre após o nascimento);

- Ocorre, paralelamente, o desenvolvimento dos vasos sanguíneos e linfáticos.

A prolactina é a hormona responsável pela produção de leite materno que contém menos glícido e lípidos e mais proteínas que o leite normal e é rico em anticorpos que protegem a criança.

Elevado teor de est. e prog.

que protegem a criança. Elevado teor de est. e prog. Inibe o hipotálamo e a hipófise

Inibe o hipotálamo e a hipófise anterior

de est. e prog. Inibe o hipotálamo e a hipófise anterior Retroacção negativa Não é produzida

Retroacção negativa

Não é produzida prolactina

Com o nascimento devido à expulsão da placenta, o teor de estrogénios e progesterona diminui e deixa de haver retroacção negativa por essas hormonas no complexo H – H.

↓est. e prog.

por essas hormonas no complexo H – H. ↓est. e prog. estimula o hipotálamo e a

estimula o hipotálamo e a hipófise anterior

e prog. estimula o hipotálamo e a hipófise anterior Produção de prolactina Prolactina Produzida por

Produção de

prolactina

e a hipófise anterior Produção de prolactina Prolactina Produzida por Diminuição de est. e prog.
Prolactina Produzida por

Prolactina

Produzida por

Prolactina Produzida por

Diminuição de est. e prog. (inicialmente)

Sucção do bebe (estimulo)

Com a chegada da prolactina às glândulas mamárias estas iniciam a sua actividade secretora. Durante 1 a 4 dias elaboram um líquido – colostro – até se iniciar a secreção de leite.

As glândulas mamárias entram em actividade após o parto, mas a sua secreção não aumenta nem mantém

se não forem estimuladas pelas sucções do bebé. (por vezes há mulheres que são também estimuladas por factores externos).

que são também estimuladas por factores externos). Nota: A oxitocina e a prolactina não podem ser

Nota: A oxitocina e a prolactina não podem ser produzidas na mesma região da hipófise porque por exemplo, quando houvesse o aumento da prolactina, haveria também o aumento da oxitocina e os mamilos estavam em contracção permanente, o que levaria à constante libertação de leite. A prolactina é produzida na hipófise anterior e a oxitocina na hipófise posterior e no hipotálamo, visto que, os nervos do hipotálamo se estendem até à hipófise posterior.

A sucção efectuada pelo bebé provoca a estimulação dos mamilos, desencadeando um

mecanismo neuro-hormonal. O estímulo afecta os nervos existentes nos mamilos e são conduzidos por nervos sensitivos até ao hipotálamo. A recepção desta informação desencadeia a actividade de neurónios hipotalâmicos produtores de oxitocina, que é libertada pela hipófise posterior. Assim, as células receptoras desta hormona existentes nos mamilos são estimuladas, contraindo-se e libertando leite. Esta informação sensorial provocada pela sucção promove também a produção de prolactina, aumentando a lactação por parte das células secretoras. A manutenção da produção de leite é assim controlada pela actividade da

criança que dela beneficia.

secretoras. A manutenção da produção de leite é assim controlada pela actividade da criança que dela