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UNIVERSIDADE DO GRANDE ABC

Trabalho de Engenharia de Fabricação I

SANTO ANDRÉ SP

2010

Tipos de Plainas e suas aplicações

Trabalho de Graduação em Tecnologia em Automação Industrial pela UniABC, apresentado como exigência parcial da disciplina Engenharia de Fabricação I, sob orientação do Prof. Iorio

SANTO ANDRÉ SP

2010

2

SUMÁRIO

DEFINIÇÃO

3

Superfícies Usinadas

3

PARÂMETROS GEOMÉTRICOS

4

PLAINAS

5

Plainas limadoras

5

Movimentos

6

Componentes da plaina limadora

6

Cabeçote

6

Acionamento

principal

6

Acionamento do avanço

7

Velocidade de corte

7

Aplainar horizontalmente superfície plana e superfície paralela

8

Aplainar

Aplainar

Aplainar

Aplainar

superfície plana em ângulo

9

verticalmente superfície plana

9

estrias

9

rasgos

10

Plainas Limadoras Hidráulicas

11

Plaina

Vertical

13

Plaina de Mesa

15

Elementos de Operação

17

Sistemas de movimentação da mesa

18

Sistema de inversão de marcha

19

Sistema de variação da velocidade de corte

20

Sistema de movimentação automática dos carros porta-ferramenta

21

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

22

FERRAMENTAS

28

ESTUDO DOS CAVACOS

32

ACESSORIOS

35

FIXAÇÃO DAS PEÇAS

35

Elementos de máquinas

40

Engrenagens

40

Correias

41

CONCLUSÃO

45

PERGUNTAS E RESPOSTAS

46

REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA

48

3

DEFINIÇÃO

Aplainamento é uma operação de usinagem feita com máquinas chamadas plainas

e que consiste em obter superfícies planas, em posição horizontal, vertical ou inclinada. As operações de aplainamento são realizadas com o emprego de ferramentas que têm apenas uma aresta cortante que retira o cavaco com movimento linear.

Superfícies Usinadas

retira o cavaco com movimento linear. Superfícies Usinadas O aplainamento é uma operação de desbaste. E

O aplainamento é uma operação de desbaste. E dependendo do tipo de peça que

está sendo fabricada, pode ser necessário o uso de outras máquinas para a realização

posterior de operações de acabamento que dão maior exatidão às medidas.

O aplainamento apresenta grandes vantagens na usinagem de réguas, bases, guias

e barramentos de máquinas, a passada da ferramenta é capaz de retirar material em toda a superfície da peça. Nas operações de aplainamento, o corte é feito em um único sentido. O curso de retorno da ferramenta é um tempo perdido. Assim, esse processo é mais lento do que o fresamento, por exemplo, que corta continuamente.

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Por outro lado, o aplainamento usa ferramentas de corte com uma aresta cortante que é mais barata, mais fáceis de afiar e com montagem mais rápida. Isso significa que o aplainamento é em geral, mais econômico que outras operações de usinagem que usam ferramentas com mais de uma aresta de corte.

PARÂMETROS GEOMÉTRICOS

Principais movimentos:

A Movimento de Corte: executado pela ferramenta de aplainar é divido entre

curso útil e curso vazio, que juntos constituem o curso duplo.

B Curso vazio: como o nome diz é a parte do curso que a ferramenta volta sem

arrancar cavacos. C Movimento de Avanço: gera a espessura do cavaco. Semelhante ao

movimento de profundidade no torneamento.

D Movimento Lateral: Deslocamento da peça para aplainamento no sentido

transversal.

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PLAINAS

Plainas limadoras A plaina limadora é uma maquina ferramenta que consiste em realizar as operações

de aplainamento, rasgos, estrias, rebaixos e chanfros através do movimento retilíneo

alternativo da ferramenta sobre a superfície a ser usinada.

Normalmente utilizada para operações de desbaste, dependendo do tipo de peça

que esta sendo usinada, pode ser necessária à utilização de outras máquinas-ferramentas

para realizar as operações de acabamento. Pode-se destacar também que as operações

realizadas na plaina limadora, normalmente são feitas a seco, quando necessário é

colocado emulsão na superfície da peça.

na plaina limadora, normalmente são feitas a seco, quando necessário é colocado emulsão na superfície da

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Movimentos

A plaina limadora apresenta três tipos de movimentos durante suas operações: O

movimento principal, o movimento de avanço e o movimento de ajuste.

O movimento principal é o movimento executado pela ferramenta, subdividido em

curso útil e curso em vazio. O cavaco é retirado da peça durante o curso útil e a ferramenta

volta para o início do curso sem retirar cavaco durante o curso em vazio. O movimento de

avanço é movimento realizado pela mesa, onde a peça esta fixada, perpendicular ao

movimento principal. E o movimento de ajuste é um movimento vertical feito pela ferramenta

ou pela mesa e serve para regular a espessura do cavaco.

Componentes da plaina limadora

A base da máquina suporta a mesa, o cabeçote e os mecanismos de acionamento

principal e de avanço.

Cabeçote

O cabeçote da plaina limadora é o componente onde esta localizada o porta

ferramenta que esta sobre uma placa com charneira (duas peças com eixo comum em torno

do qual uma pelo menos é móvel). Isto significa que em uma operação qualquer, no curso

útil a placa articulada é comprimida pelo esforço de corte contra o suporte enquanto no

curso em vazio, a placa é levantada um pouco em função da sua articulação com charneira,

assim, evitando qualquer dano à ferramenta e à superfície que esta sendo usinada.

No cabeçote também esta localizada a espera do porta-ferramenta que é ajustável

para o aplainamento de superfícies inclinadas e com esta finalidade esta dotada de uma

escala graduada.

Acionamento principal

O acionamento principal é responsável por produzir o movimento retilíneo alternativo

do movimento principal. O movimento de rotação do motor é transformado para movimento

retilíneo alternativo através de um balancim oscilante com uma castanha deslizante.

O motor imprime ao volante e a manivela, através de um mecanismo de

engrenagens em movimento de rotação uniforme, no volante esta localizada uma manivela

onde se encontra o pino da manivela, com uma porca que pode deslocar-se em direção ao

centro por meio de um fuso, este pino transporta a castanha deslizante. A castanha desliza

na guia do balancim, em função do movimento de rotação do volante, o balancim, que tem

seu centro de rotação na base a maquina oscila com o seu extremo livre para um lado e

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para outro (movimento retilíneo alternativo), uma articulação transmite ao cabeçote este

movimento oscilante.

Acionamento do avanço

útil, quando acionado

manualmente pode produzir superfícies imperfeitas, em função do avanço irregular.Porém

isto pode ser evitado por meio do avanço forçado regulado.

Comandado

intermitentemente

antes

de

cada

curso

Velocidade de corte Durante qualquer operação utilizando a plaina limadora, a velocidade de corte não é

constante devido ao mecanismo do acionamento principal. Sendo assim, deve-se trabalhar

com velocidades médias (comprimento do curso/tempo).

com velocidades médias (comprimento do curso/tempo). Como pode ser visto na ilustração, essa máquina se

Como pode ser visto na ilustração, essa máquina se compõe essencialmente de um

corpo (1), uma base (2), um cabeçote móvel ou torpedo (3) que se movimenta com

velocidades variadas, um cabeçote da espera (4) que pode ter sua altura ajustada e ao qual

está preso o porta ferramenta (5), e a mesa (6) com movimentos de avanço e ajuste e na

qual a peça é fixada.

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Na plaina limadora é a ferramenta que faz o curso do corte e a peça tem apenas

pequenos avanços transversais. Esse deslocamento é chamado de passo do avanço.

O curso máximo da plaina limadora fica em torno de 900 mm. Por esse motivo, ela

só pode ser usada para usinar peças de tamanho médio ou pequeno, como uma régua de

ajuste.

Quanto às operações, a plaina limadora pode realizar estrias, rasgos, rebaixos,

chanfros, faceamento de topo em peças de grande comprimento. Isso é possível porque o

conjunto no qual está o porta-ferramenta pode girar e ser travado em qualquer ângulo.

pode girar e ser travado em qualquer ângulo. Aplainar horizontalmente superfície plana e superfície
pode girar e ser travado em qualquer ângulo. Aplainar horizontalmente superfície plana e superfície

Aplainar horizontalmente superfície plana e superfície paralela Produz superfícies de referência que permitem obter faces perpendiculares e

paralelas.

plana e superfície paralela Produz superfícies de referência que permitem obter faces perpendiculares e paralelas.

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Aplainar superfície plana em ângulo O ângulo é obtido pela ação de uma ferramenta submetida a dois movimentos: um

alternativo ou vaivém (de corte) e outro de avanço manual no cabeçote porta-ferramenta.

e outro de avanço manual no cabeçote porta-ferramenta. Aplainar verticalmente superfície plana Combina dois

Aplainar verticalmente superfície plana Combina dois movimentos: um longitudinal (da ferramenta) e outro vertical (da

ferramenta ou da peça). Produz superfícies de referência e superfícies perpendiculares de

peças de grande comprimento como guias de mesas de máquinas.

de grande comprimento como guias de mesas de máquinas. Aplainar estrias Produz sulcos, iguais eqüidistantes sobre

Aplainar estrias Produz sulcos, iguais eqüidistantes sobre uma superfície plana, por meio da

penetração de uma ferramenta de perfil adequado. As estrias podem ser paralelas ou

cruzadas e estão presentes em mordentes de morsas de bancada ou grampos de fixação.

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10 Aplainar rasgos Produz sulcos por meio de movimentos longitudinais (de corte) e verticais alternados (de

Aplainar rasgos Produz sulcos por meio de movimentos longitudinais (de corte) e verticais alternados

(de avanço da ferramenta) de uma ferramenta especial chamada de bedame.

ferramenta) de uma ferramenta especial chamada de bedame. Como a ferramenta exerce uma forte pressão sobre

Como a ferramenta exerce uma forte pressão sobre a peça, esta deve estar bem

presa à mesa da máquina. Quando a peça é pequena, ela é presa por meio de uma morsa e

com o auxilio de cunhas e calços. As peças maiores são presas diretamente sobre a mesa

por meio de grampos, cantoneiras e calços.

Preparação da máquina - que envolve as seguintes regulagens:

a) Altura da mesa - deve ser regulada de modo que a ponta da ferramenta fique a

aproximadamente 5 mm acima da superfície a ser aplainada.

b) Regulagem do curso da ferramenta - deve ser feita de modo que ao fim de cada

passagem, ela avance 20 mm além da peça e, antes de iniciar nova passagem, recue até 10

mm.

c) Regulagem do número de golpes por minuto - isso é calculado mediante o uso da

fórmula:

passagem, recue até 10 mm. c) Regulagem do número de golpes por minuto - isso é

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d) Regulagem do avanço automático da mesa.

11 d) Regulagem do avanço automático da mesa. 4. Execução da referência inicial do primeiro passe

4. Execução da referência inicial do primeiro passe (também chamada de

tangenciamente) - lsso é feito descendo a ferramenta até encostar na peça e acionando a

plaina para que se faça um risco de referência.

5. Zeramento do anel graduado do porta-ferramentas e estabelecimento da

profundidade de corte.

6. Acionamento da plaina e execução da operação.

Informação Tecnológica: para a execução de estrias e rasgos é necessário

trabalhar com o anel graduado da mesa da plaina.

Plainas Limadoras Hidráulicas Os sistemas de acionamentos hidráulicos tiveram uma excelente aplicação nas

plainas limadoras, porque com o óleo a pressão se obtém as melhores condições de

funcionamento sejam na suavidade dos movimentos como na versatilidade. As plainas

limadoras hidráulicas têm o cabeçote, que se movimenta baixo o impulso de um êmbolo que

se desloca dentro do interior de um cilindro solidário à base da máquina. O esquema de

funcionamento esta apresentado na Ilustração 14. Consideremos, primeiramente, os grupos

fundamentais do sistema:

1- Cilindro e êmbolo de acionamento do cabeçote.

2- Distribuidor de êmbolo para o envio do óleo ao grupo 1.

3- Dispositivo para o acionamento da mesa.

4- Distribuidor de êmbolo para o acionamento do distribuidor 2 por meio de óleo a

pressão, o distribuidor de êmbolo 4 é acionado por o cabeçote.

5- Bomba principal de aspiração e compressão do óleo do reservatório A ao cilindro

1 (a través do distribuidor 2) e ao cilindro do dispositivo 3 (a través do distribuidor 4).

6- Bomba secundaria de aspiração e compressão do óleo do reservatório A ao

cilindro de distribuição 2 a través do distribuidor 4 (para acionar o êmbolo G).

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12 As vantagens do sistema de mando hidráulico são:  Velocidades constantes do cabeçote tanto no

As vantagens do sistema de mando hidráulico são:

Velocidades constantes do cabeçote tanto no avanço como no retrocesso, a última delas é maior que a primeira.

Paro automático do cabeçote quando este encontra uma resistência excessiva no avanço.

Possibilidade de regular da ferramenta por meio da válvula A.

Possibilidade de regular gradativamente a velocidade de corte variando a vazão da bomba 5. As vantagens citadas acima se contrapõem os inconvenientes devidos à diminuição de potência por perdas de óleo e as variações de viscosidade do óleo com as temperaturas, entre outras.

13

Plaina Vertical A principal diferenciação da plaina vertical das demais, fato que inclusive gera sua

denominação é a posição vertical do torpedo e a direção do movimento alternativo de

vaivém do carro porta-ferramenta. Este tipo de plaina é geralmente empregado na usinagem

de superfícies interiores e na confecção de rasgos, chavetas e cubos. Abaixo uma figura

demonstrando seções realizáveis com uma plaina vertical.

demonstrando seções realizáveis com uma plaina vertical. Estas plainas podem ser acionadas por sistemas mecânicos ou

Estas plainas podem ser acionadas por sistemas mecânicos ou hidráulicos. As

plainas hidráulicas apresentam vantagens em sua operação, pois o movimento alternativo

do carro porta-ferramenta é desenvolvido por um êmbolo que desliza internamente a um

cilindro principal, dando um caráter muito mais suave aos mecanismos de transmissão se

comparados a correias, engrenagens e bielas.

14

14 A estrutura funcional de uma plaina vertical pouco difere da estrutura de uma plaina limadora.

A estrutura funcional de uma plaina vertical pouco difere da estrutura de uma plaina limadora. Alguns dos elementos que compõem a plaina vertical são: montante (A), carro porta-ferramenta (B), e mesa giratória (C). O emprego da plaina vertical não é muito utilizado em processos fabricação em série uma vez que as rotinas de usinagem são deveras demoradas e dispendiosas. Por esta razão esta configuração de plaina é utilizada, com maior eficiência, na fabricação de protótipos ou de peças unitárias customizadas.

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Plaina de Mesa Esta variação de máquina executora de aplainamentos possui como principal

característica, e distinção de outros tipos, o elemento de movimentação. Neste caso, é a

peça a ser usinada que executa os movimentos de vaivém. A ferramenta de corte, por sua

vez, faz um movimento transversal correspondente ao passo do avanço.

A operação desta plaina se dá através do movimento horizontal e retilíneo da peça

fixada sobre guias prismáticas dispostas em uma mesa. O elemento porta ferramentas

consiste em um carro, semelhante ao de outras plainas, movimentado manual ou

automaticamente sobre guias, também horizontais, situadas em um travessão superior a

peça a ser usinada. Existem plainas de mesa com mais de um carro porta ferramenta,

possibilitando operações simultâneas de usinagem.

A principal aplicação desta configuração de plaina é a usinagem de peças de

grandes e de difícil usinagem em plainas limadoras, por exemplo. O fato de possuir uma

amplitude de curso maior que 1m é o responsável por esta distinção de aplicação. Na

indústria, ela é utilizada para a usinagem de superfícies de peças como colunas e bases de

máquinas, barramentos de tornos, blocos de motores diesel marítimos de grandes

dimensões, etc. Em plainas limadoras, o cabeçote tem a tendência de inclinar-se à medida

que o carro chega ao final do curso. Isso pode acontecer devido à folga no guia, do peso do

componente em movimento, etc. Em plainas de mesa este entrave é eliminado porque a

ferramenta não executa movimentos alternativos, a peça é quem se movimenta.

Existem dois tipos principais de plainas de mesa, as que possuem apenas um

montante e as que possuem dois montantes. As figuras abaixo ilustram, respectivamente, os

dois tipos.

possuem apenas um montante e as que possuem dois montantes. As figuras abaixo ilustram, respectivamente, os

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16 As plainas de um montante são empregadas usualmente na usinagem de peças de grande porte

As plainas de um montante são empregadas usualmente na usinagem de peças de grande porte que não caberiam entre dois montantes. Uma característica que cabe ser ressaltada nesta modalidade de plaina de mesa é o fato de que o travessão se encontra suspenso em um de seus lados. As características dessas plainas dão maior rigidez na construção desta máquina visando suportar as forças resultantes e, ao mesmo tempo, evitar vibrações durante o processo de usinagem. Estas plainas podem possuir um carro porta ferramenta ou vários, oferecendo maior versatilidade de operação. A figura abaixo demonstra uma plaina de mesa com dois montantes. Este é o tipo mais utilizado que a plaina de um montante porque apresenta maior estabilidade e rigidez de operação. Semelhante a plaina limadora, a ferramenta possui um eixo de rotação no carro porta-ferramenta que confere a possibilidade de girar em torno do mesmo para levantar a ferramenta no momento de retrocesso da mesa. O carro porta-ferramenta pode subir ou descer para regular a profundidade do corte e pode inclinar se em certo ângulo.

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17 Como se pode ver pela figura, a plaina de mesa é formada por corpo (1),

Como se pode ver pela figura, a plaina de mesa é formada por corpo (1), coluna (2),

ponte (3), cabeçotes porta-ferramenta (4) e mesa (6). O item de número 5 mostra onde a

peça é posicionada.

O curso da plaina de mesa é superior a 1.000 mm. Usina qualquer superfície de

peças como colunas e bases de máquinas, barramentos de tornos, blocos de motores diesel

marítimos de grandes dimensões.

Elementos de Operação Uma plaina de mesa pode ser construída de formas variadas e com elementos adaptados

para diferentes operações, mas existem alguns itens comuns a todas as configurações de

plaina de mesa. Estes elementos são responsáveis pela movimentação da mesa, inversão

da marcha, variação da velocidade de corte e movimentação automática dos carros porta

ferramentas. Aprofundaremos o conhecimento de estes mecanismos a seguir.

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Sistemas de movimentação da mesa O movimento da mesa pode ser executado por diferentes sistemas, os mais comuns

são:

Sistema engrenagem cremalheira:

os mais comuns são: Sistema engrenagem cremalheira: Sistema parafuso cremalheira: Sistema parafuso porca:

Sistema parafuso cremalheira:

engrenagem cremalheira: Sistema parafuso cremalheira: Sistema parafuso porca: Sistema hidráulico: As três

Sistema parafuso porca:

Sistema parafuso cremalheira: Sistema parafuso porca: Sistema hidráulico: As três primeiras configurações são

Sistema hidráulico:

cremalheira: Sistema parafuso porca: Sistema hidráulico: As três primeiras configurações são as mais simples por
cremalheira: Sistema parafuso porca: Sistema hidráulico: As três primeiras configurações são as mais simples por

As três primeiras configurações são as mais simples por se tratarem de sistemas

mecânicos de elementos de máquina usuais. Já o último sistema é um pouco mais

complexo, e apresenta resultados melhores de operação se bem empregado. Este

componente hidráulico Consiste em uma bomba de óleo de fluxo que impulsiona um êmbolo

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dentro de um cilindro. Tal êmbolo, por alargamento de seu braço, tem mais superfície em

um lado que em outro. Óleo passa sucessivamente a um lado e a outro de êmbolo,

empurrando-o com mais lentidão e força na carreira de trabalho e com menos força e mais

rapidez na carreira de retrocesso. O braço do êmbolo por sua vez, está unido à mesa,

fazendo-a se mover.

Para evitar o tamanho excessivo do êmbolo, que teria uma máquina de grandes

dimensões, dispõe-se em geral de, de dois êmbolos como mostrada na segunda figura do

sistema hidráulico, um fixo e um móvel. Esta disposição faz com que cada êmbolo só tenha

que fazer metade do curso, trazendo benefícios no que tange a vibrações e estabilidade na

operação.

Sistema de inversão de marcha A função deste mecanismo é o de executar o movimento de retrocesso, o qual é

obtido geralmente por um destes meios: por um sistema de duas correias deslizantes, por

uma correria deslizante e engrenagens, por um sistema elétrico ou eletromagnético, e no

caso das plainas hidráulicas por meio de um sistema de válvulas.

Independente do sistema de inversão de marcha, a mesa é dotada de traves

reguláveis que podem ser opostas a diferentes distâncias, conforme o comprimento da

peça, Ao chegar ao final do curso a trave aciona uma alavanca que faz funcionar o

mecanismo de inversão. O sistema de roldanas e correias foi uns dos primeiros em ser

utilizado mais cada vez é menos utilizado, substituído pelo acionamento elétrico, utilizando-

se o sistema Ward-Leonard.

mais cada vez é menos utilizado, substituído pelo acionamento elétrico, utilizando- se o sistema Ward-Leonard.

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20 Sistema de variação da velocidade de corte O sistema de variação da velocidade de corte

Sistema de variação da velocidade de corte O sistema de variação da velocidade de corte nas plainas de mesa com acionamento

mecânico pode ser composto por um cone de roldanas ou por uma caixa de engrenagens.

No caso das máquinas com acionamento hidráulico o efeito é conseguido com a variação do

fluxo de líquido dentro de cilindro. Abaixo um exemplo de um cone de roldanas.

o efeito é conseguido com a variação do fluxo de líquido dentro de cilindro. Abaixo um

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Sistema de movimentação automática dos carros porta-ferramenta Este sistema se traduz no movimento do carro porta-ferramenta sobre a ponte, e é

obtido por meio de fusos. A ponte tem em toda a sua extensão duas barras. A primeira

serve para conseguir o deslocamento horizontal do carro e consiste geralmente em um fuso

que penetra em uma porca acoplada à placa que sustenta o carro porta-ferramenta,

chamada barra de avanço horizontal. A segunda barra, a do avanço vertical, por meio de

engrenagens cônicas intermediárias, aciona o fuso do carro porta ferramenta. Com este

sistema se conseguem os avanços verticais ou inclinados do carro porta-ferramenta.

Além dos diversos mecanismos de movimentação da ferramenta, as máquinas

possuem um mecanismo para regular a altura da ponte em relação à mesa.

para regular a altura da ponte em relação à mesa. Seja qual for o tipo de
para regular a altura da ponte em relação à mesa. Seja qual for o tipo de

Seja qual for o tipo de plainadora, as ferramentas usadas são as mesmas. Elas são

também chamadas de “bites" e geralmente fabricadas de aço rápido. Para a usinagem de

metais mais duros são usadas pastilhas de metal duro montadas em suportes. As plainas de

mesa ainda podem ser adaptadas para desempenhar funções de fresadoras verticais,

furadeiras ou retificas mediante a adaptação de um cabeçote de fresar, mandril para furar,

ou ainda, um aparelho de fresado em cada caso, com um motor elétrico independente. E

também pode ter acoplado um apalpador para funcionar como plaina copiadora.

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ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Plaina de mesa fresadora Modelo: PF - 1.0 E

TÉCNICAS Plaina de mesa fresadora Modelo: PF - 1.0 E Características Técnicas MESA: Capacidade "normal"

Características Técnicas

MESA:

Capacidade "normal" de usinagem ( Comprimento x Largura x Altura

)

1.000 x 590 x 550 mm

Dimensão da mesa - "normal" (compr. x larg.)

1.000

x 520 mm

Curso longitudinal útil

1.200 mm

Mesa avanços variáveis via inversor de frequência

30 a 500 mm por minuto

Motor para avanço da mesa - 900 / 1.800 rpm

0,5 cv

Capacidade estimada de peso distribuído sobre a mesa

400 kg

BASE/BARRAMENTO:

Comprimento aproximado

1.900

mm

Bomba de lubrificação automática dos prismas

Não tem

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PASSAGEM ENTRE COLUNAS :

Normal (largura x altura)

590

x 550 mm

CABEÇOTE:

Gama de rotações - 03 rotações

185

- 370 - 1.100 rpm

Motor elétrico - 1.200 rpm

2,0 cv

Cone do eixo árvore

ISO 30

TRAVESSÃO:

Motor para movimento vertical do travessão

0,5 cv

TENSÃO ELÉTRICA:

Tensão elétrica normal instalada

220

volts - 60 hz - 3 fases

DIMENSÕES - PESO:

Embalagem marítima (Compr. X Largura x Altura)

2,1 x 1,4 x 2,0 m

Peso Aprox. Líquido Bruto

1.100 kg / 1.650 kg

2,4 x 1,1 x 1,8 m

Dimensões da máquina em funcionamento (Compr. x Largura x Altura)

 

OPCIONAIS PARA PF-1E:

 

01

Disco Ø 290 mm c/ 01 vídea.

01

Platô Ø 330 mm c/ 12 pedras de rebolos de segmentos.

01

Conjunto balanceador de rebolos.

01

Suporte para fixar diamantes para retificar rebolos.

02

Pares de barras paralelas.

01

Proteção de chapa para barramento.

01

Proteção para rebolo.

01

Refrigeração Completa.

01

Proteção contra respingos.

24

Plaina de mesa fresadora Modelo: PF - 6.0 E

24 Plaina de mesa fresadora Modelo: PF - 6.0 E Características Técnicas MESA: Capacidade "normal" de

Características Técnicas

MESA:

Capacidade "normal" de usinagem ( Comprimento x Largura x Altura

)

6.000 x 1.000 x 1.000 mm

Dimensão da mesa - "normal" (compr. x larg.)

6.000

x

730 mm

Dimensão da mesa (opcional)

6.000 x 1.000 mm

Curso longitudinal útil

6.000

mm

Mesa - velocidade variável via inversor de frequência

60 a 2.500 mm por minuto

Motor para avanço da mesa

5,0 cv

Capacidade estimada de peso distribuído sobre a mesa

5.500 kg

BASE/BARRAMENTO:

Comprimento aproximado

Comprimento aproximado 10.500 mm (em 03 partes)

10.500 mm (em 03 partes)

Comprimento aproximado 10.500 mm (em 03 partes)

Bomba de lubrificação automática dos prismas

PASSAGEM ENTRE COLUNAS :

Normal

Normal

(largura x altura)

1.000

x 1.000 mm

Opcional (largura x altura)

1.400 x 1.000 mm

Opcional (largura x altura)

1.600

x 1.000 mm

25

Opcional (largura x altura)

CABEÇOTE FRESADOR R-12:

2.200 x 1.000 mm

 

(A)

85 - 120 - 185 - 255 - 350 - 550 rpm

Engrenagens temperadas - dentes retificados - 12 rotações:

(5,0 cv)

Motor - dupla rotação

(B)

160 - 240 - 370 - 510 - 700 - 1.100

 

rpm (8,0 cv)

Inclinação máxima lateral - esquerda / direita

45º / 45º

Cone do eixo árvore

ISO 40 ou ISO 50

Curso máximo do eixo árvore manual

60 mm

Bomba de lubrificação interna

Automática

TRAVESSÃO:

(1) Velocidade de avanço vertical - normal / motor

150

mm por minuto min - motor 1,0 cv

(4) Velocidades de avanço vertical - opcional / motor

- motor 1,0 / 1,6 cv

30

60

-

75

-

150

mm por minuto

-

(2) Velocidades de avanço transversal normal / motor

225

- 425 mm por minuto - motor 1,5 cv

TENSÃO ELÉTRICA:

Tensão elétrica normal instalada

220

volts 60hz 3 fases

DIMENSÕES - PESO:

Peso Líquido Aproximado

9.500 kg

Dimensões da máquina em funcionamento (Compr. x Largura x Altura)

12,7 x 2,8 x 2,6 m OBSERVAÇÃO: Número de pés de apoio 8 Proteção dos
12,7 x 2,8 x 2,6 m
OBSERVAÇÃO:
Número de pés de apoio
8
Proteção dos motores
via fusíveis
Limitador de curso da mesa
elétrico via-chave
OPCIONAIS PARA PF-6.0E:
CABEÇOTE FRESADOR LATERAL - R-2:
Tração por correiras – 2 rotações / motor
300
- 500 rpm (3,0 cv)

Cone do eixo árvore

ISO 40

Avanço máximo transversal

150

mm

26

Avanço máximo vertical - velocidade de avanço - motor

SUB-CABEÇOTE ANGULAR PARA FRESAR A 90 GRAUS:

100 a 150 mm por minuto - motor 1,0 cv

Adaptável ao cabeçote fresador R-12 ou R-4, cone ISO 40.

Giro sob a base 90-180-270-360 graus.

Adaptável ao cabeçote fresador R-12 ou R-4, cone ISO 40. Giro sob a base 90-180-270-360 graus.
Adaptável ao cabeçote fresador R-12 ou R-4, cone ISO 40. Giro sob a base 90-180-270-360 graus.
Adaptável ao cabeçote fresador R-12 ou R-4, cone ISO 40. Giro sob a base 90-180-270-360 graus.
Adaptável ao cabeçote fresador R-12 ou R-4, cone ISO 40. Giro sob a base 90-180-270-360 graus.
Adaptável ao cabeçote fresador R-12 ou R-4, cone ISO 40. Giro sob a base 90-180-270-360 graus.
Adaptável ao cabeçote fresador R-12 ou R-4, cone ISO 40. Giro sob a base 90-180-270-360 graus.
Adaptável ao cabeçote fresador R-12 ou R-4, cone ISO 40. Giro sob a base 90-180-270-360 graus.
Adaptável ao cabeçote fresador R-12 ou R-4, cone ISO 40. Giro sob a base 90-180-270-360 graus.

REFRIGERAÇÃO:

Eletro-bomba de refrigeração - motor 0,12 cv - com reservatório 15 litros, bico flexível, encanamentos e bacia de proteção na mesa, com altura média de 300

mm.

cv - com reservatório 15 litros, bico flexível, encanamentos e bacia de proteção na mesa, com
cv - com reservatório 15 litros, bico flexível, encanamentos e bacia de proteção na mesa, com
cv - com reservatório 15 litros, bico flexível, encanamentos e bacia de proteção na mesa, com
cv - com reservatório 15 litros, bico flexível, encanamentos e bacia de proteção na mesa, com
cv - com reservatório 15 litros, bico flexível, encanamentos e bacia de proteção na mesa, com
cv - com reservatório 15 litros, bico flexível, encanamentos e bacia de proteção na mesa, com
cv - com reservatório 15 litros, bico flexível, encanamentos e bacia de proteção na mesa, com
cv - com reservatório 15 litros, bico flexível, encanamentos e bacia de proteção na mesa, com

MOVIMENTO LONGITUDINAL DA MESA - MANUAL:

Adaptado à caixa de engrenagens de avanço da Mesa p/aproximação fina

manual.

Adaptado à caixa de engrenagens de avanço da Mesa p/aproximação fina manual.
Adaptado à caixa de engrenagens de avanço da Mesa p/aproximação fina manual.

RÉGUAS DE LEITURA DIGITAL:

Medição via réguas de leitura digital nos eixos x - y - z.

Medição via réguas de leitura digital nos eixos x - y - z.
Medição via réguas de leitura digital nos eixos x - y - z.
Medição via réguas de leitura digital nos eixos x - y - z.
Medição via réguas de leitura digital nos eixos x - y - z.
Medição via réguas de leitura digital nos eixos x - y - z.
Medição via réguas de leitura digital nos eixos x - y - z.
Medição via réguas de leitura digital nos eixos x - y - z.

FERRAMENTAS DE USINAGEM:

Para insertos diâmetros 80, 100, 125 e 160 mm.

Jogo de pinças e mandril.

Para insertos diâmetros 80, 100, 125 e 160 mm. Jogo de pinças e mandril.
Para insertos diâmetros 80, 100, 125 e 160 mm. Jogo de pinças e mandril.
Para insertos diâmetros 80, 100, 125 e 160 mm. Jogo de pinças e mandril.
Para insertos diâmetros 80, 100, 125 e 160 mm. Jogo de pinças e mandril.
Para insertos diâmetros 80, 100, 125 e 160 mm. Jogo de pinças e mandril.
Para insertos diâmetros 80, 100, 125 e 160 mm. Jogo de pinças e mandril.
Para insertos diâmetros 80, 100, 125 e 160 mm. Jogo de pinças e mandril.
Para insertos diâmetros 80, 100, 125 e 160 mm. Jogo de pinças e mandril.

PAINEL DE COMANDO ELÉTRICO:

Com proteção para motores via relês térmicos, com contatores e fim de Curso reguláveis na mesa, nas colunas e no travessão.

para motores via relês térmicos, com contatores e fim de Curso reguláveis na mesa, nas colunas
para motores via relês térmicos, com contatores e fim de Curso reguláveis na mesa, nas colunas
para motores via relês térmicos, com contatores e fim de Curso reguláveis na mesa, nas colunas
para motores via relês térmicos, com contatores e fim de Curso reguláveis na mesa, nas colunas
para motores via relês térmicos, com contatores e fim de Curso reguláveis na mesa, nas colunas
para motores via relês térmicos, com contatores e fim de Curso reguláveis na mesa, nas colunas
para motores via relês térmicos, com contatores e fim de Curso reguláveis na mesa, nas colunas

AVANÇOS VARIÁVEIS - EIXOS X - Y - Z:

Variadores de velocidades para avanços variáveis nos eixos X (longitudinal), Y (transversal) e Z (vertical).

Variadores de velocidades para avanços variáveis nos eixos X (longitudinal), Y (transversal) e Z (vertical).
Variadores de velocidades para avanços variáveis nos eixos X (longitudinal), Y (transversal) e Z (vertical).
Variadores de velocidades para avanços variáveis nos eixos X (longitudinal), Y (transversal) e Z (vertical).

OUTROS:

Proteção de guias prismáticos.

Proteção de guias prismáticos.

27

27 PLAINA LIMADORA ZOCCA PLZ-550 Curso máximo do torpedo Largura máxima Altura máxima Superfície útil da

PLAINA LIMADORA ZOCCA PLZ-550

Curso máximo do torpedo Largura máxima Altura máxima Superfície útil da mesa Curso vertical do porta-ferramentas Velocidades Motor principal

500 mm 450 mm 400 mm 450 x 300 mm 140 mm 20 - 112 3 cv

28

FERRAMENTAS

As ferramentas de aplainar são geralmente fabricadas em aço rápido, muitas vezes os gumes são constituídos de metal duro. Existem dois tipos de básicos conforme a função que a ferramenta vai desempenhar. Ferramenta de desbastar: levanta no menor tempo possível a maior quantidade de cavacos que puder. As grandes seções de cavaco exigem uma forma robusta do gume.

grandes seções de cavaco exigem uma forma robusta do gume. A – Ferramenta direita de desbastar

A Ferramenta direita de desbastar à esquerda.

B ferramenta direita de desbastar à direita.

C ferramenta curva de desbastar à esquerda.

D ferramenta curva de desbastar à direita.

Ferramenta de Alisar: produz uma superfície alisada de aspecto perfeito, por isso possuem gumes chatos ou arredondados.

perfeito, por isso possuem gumes chatos ou arredondados. A – ferramenta de alisar aguda. B –

A ferramenta de alisar aguda.

B ferramenta de alisar larga.

C ferramenta direita.

D ferramenta em pescoço de cavalo ou curvada para trás.

29

Outras ferramentas: produzem vários tipos de acabamento conforme a geometria de suas pontas.

tipos de acabamento conforme a geometria de suas pontas. A – ferramenta de ranhura. B –

A ferramenta de ranhura.

B ferramenta de facear.

C ferramenta de ponta voltada.

D ferramenta para redondos.

ÂNGULOS MEDIDOS NO PLANO ORTOGONAL (Po)

Ângulo de saída (γ): ângulo entre a superfície de saída e o plano de referência da ferramenta. O ângulo “γ” (ângulo de saída) possui as seguintes características:

Influi decisivamente na força e na potência necessária ao corte, no acabamento superficial e no calor gerado; Quanto maior for o ângulo γ menor será o trabalho de dobramento do cavaco;

O ângulo γ depende principalmente de:

Resistência do material da ferramenta e da peça a usinar;

Quantidade de calor gerado pelo corte; Velocidade de avanço.

O ângulo γ negativo é muito usado para corte de materiais de difícil usinabilidade e

em cortes interrompidos, com o inconveniente da necessidade de maior força de e potências

de usinagem e maior calor gerado pela ferramenta, geralmente o ângulo γ está entre –10° e

30°.

O ângulo de saída pode ser positivo, nulo ou negativo, conforme a figura abaixo:

ângulo γ está entre – 10° e 30°. O ângulo de saída pode ser positivo, nulo

30

DICAS TECNOLÓGICAS:

O ângulo γ deve ser:

Maior para materiais que oferecem pouca resistência ao corte. Se γ (ângulo de saída) aumenta, o β (ângulo de cunha da ferramenta) diminui; Menor (e às vezes até negativo) para materiais mais duros e com irregularidades na superfície.

Se o ângulo γ diminui o β (ângulo de cunha da ferramenta) aumenta;

Ângulo de cunha da ferramenta (β): ângulo entre a superfície da saída e a de folga. Ângulo de folga (α): ângulo entre a superfície de folga e o plano de corte (Ps - plano

que contém a aresta de corte e é perpendicular ao plano de referência). O α (ângulo de folga) possui as seguintes funções e características:

Evitar o atrito entre a peça e a superfície de folga da ferramenta;

Se α é pequeno (o ângulo β aumenta): a cunha não penetra convenientemente no

material, a ferramenta perde o corte rapidamente, há grande geração de calor que prejudica o acabamento superficial;

Se α é grande (o ângulo β diminui): a cunha da ferramenta perde resistência, podendo soltar pequenas lascas ou quebrar;

α depende principalmente da resistência do material da ferramenta e da peça a

usinar. Geralmente o ângulo α esta entre 2° e 14°.

ÂNGULOS MEDIDOS NO PLANO DE REFERÊNCIA (Pr)

A) Ângulo de posição (χ): ângulo entre o plano de corte (Ps) e o plano de trabalho (Pf). O ângulo de posição possui as seguintes funções e características:

Influi na direção de saída do cavaco; Se χ diminui, o ângulo de ponta (ε) aumenta , aumentando a resistência da ferramenta e a capacidade de dissipação de calor;

O controle de χ reduz as vibrações, uma vez que as forças de corte estão

relacionadas com este ângulo. Geralmente o ângulo χ está entre 30° e 90°; B) Ângulo de ponta (ε): ângulo entre os planos principal de corte (Ps) e o secundário (P’s); C) Ângulo de posição secundária (χ’): ângulo entre o plano secundário de corte (P’s) e o plano de trabalho.

31

ÂNGULO MEDIDO NO PLANO DE CORTE (Ps)

Ângulo de inclinação (λ): ângulo entre a aresta de corte e o plano de referência. Funções do ângulo “λ”:

Controlar a direção de saída do cavaco; Proteger a quina da ferramenta contra impactos; Atenuar vibrações; Geralmente λ (ângulo de inclinação) tem um valor de –4° a 4°.

Obs:

Quando a ponta da ferramenta for:

Mais baixa em relação à aresta de corte λ será positivo (usado nos trabalhos em desbaste nos cortes interrompidos nos materiais duros) mais alta em relação à aresta de corte λ será negativo (usado na usinagem de materiais macios, de baixa dureza); Da mesma altura da aresta de corte λ será nulo (usado na usinagem de materiais duros, exige menor potência no corte).

Ferramenta de canal

duros, exige menor potência no corte). Ferramenta de canal PASTILHA SEÇÃO BITOLA h b l1 +
PASTILHA SEÇÃO BITOLA h b l1 + 5% l2 DIM 4950 1010 10 10 90
PASTILHA
SEÇÃO
BITOLA
h
b
l1 + 5%
l2
DIM 4950
1010
10
10
90
10
C10
1212
12
12
100
12
C12
1616
16
16
110
16
C16
2020
20
20
125
20
C20
2525
25
25
140
25
C25
3232
32
32
170
32
C32
4040
40
40
200
40
C40
2012
20
12
125
20
C12
2516
25
16
140
25
C16
3220
32
20
170
32
C20
4025
40
25
200
40
C25

32

Ferramenta de desbaste

32 Ferramenta de desbaste PASTILHA SEÇÃO BITOLA h b l1 + 5% l2 DIM 4950 1010
PASTILHA SEÇÃO BITOLA h b l1 + 5% l2 DIM 4950 1010 10 10 90
PASTILHA
SEÇÃO
BITOLA
h
b
l1 + 5%
l2
DIM 4950
1010
10
10
90
10
C10
1212
12
12
100
12
C12
1616
16
16
110
16
C16
2020
20
20
125
20
C20
2525
25
25
140
25
C25
3232
32
32
170
32
C32
4040
40
40
200
40
C40
2012
20
12
125
20
C12
2516
25
16
140
25
C16
3220
32
20
170
32
C20
4025
40
25
200
40
C25

ESTUDO DOS CAVACOS

Etapas de mecanismo de formação de cavaco:

1. Recalque, devido a penetração da ferramenta na peça;

2. O material recalcado sofre deformação plástica, que aumenta progressivamente,

até que tensões cisalhantes se tornem suficientemente grandes para que o deslizamento

comece;

3. Ruptura parcial ou completa, na região de cisalhamento, dando origem aos diversos tipos de cavacos;

4. Movimento sobre a superfície de saída da ferramenta.

Tipos de cavacos:

Cisalhado (segmentado);

De ruptura (descontínuo);

Contínuo;

Cavaco contínuo com aresta postiça de corte (APC). Quanto à forma, os cavacos são classificados como:

Em fita;

Helicoidal;

Espiral;

Em lasca ou pedaços.

A norma ISO 3685 faz uma classificação mais detalhada.

33

O material da peça é o principal fator que vai influenciar na classificação quanto à

forma dos cavacos. Quanto às condições de corte: maior vc (velocidade de corte), f (avanço) e γ (ângulo de saída) tende a produzir cavacos em fitas (ou contínuos, quanto ao tipo). O “f”

é o parâmetro mais influente e o ap é o que menos influencia na forma de cavacos. A figura 4.5 ilustra a influência destes parâmetros na forma do cavaco. Os cavacos do tipo contínuos (em fita) trás sérios inconvenientes, entre eles

destacam:

Pode ocasionar acidentes, visto que eles se enrolam em torno da peça, da ferramenta ou dos componentes da máquina;

Dificulta a refrigeração direcionada, desperdiçando o fluido de corte;

Dificulta o transporte (manuseio);

Ele prejudica o corte, no sentido de poder afetar, o acabamento, as forças de corte

e

a vida útil das ferramentas. Apesar das condições de corte pode ser escolhido para evitar ou pelo menos reduzir

a

tendência de formação de cavacos longos em fita (contínuo ou cisalhado). Até o momento,

o

método mais efetivo e popular para produzir cavacos curtos é o uso de dispositivos que

promovem a quebra mecânica deles, que são os quebra-cavacos. Quebra-cavacos usinado diretamente na ferramenta; Quebra-cavacos fixado mecanicamente; Quebra-cavacos em pastilha sinterizada. Como vantagens do uso de quebra-cavacos podem enumerar:

1. Redução de transferência de calor para a ferramenta por reduzir o contato entre o

cavaco e ferramenta;

2. Maior facilidade de remoção dos cavacos;

3. Menores riscos de acidentes para o operador;

4. Obstrução menor ao direcionamento do fluido de corte sobre a aresta de corte da

ferramenta.

para o operador; 4. Obstrução menor ao direcionamento do fluido de corte sobre a aresta de
para o operador; 4. Obstrução menor ao direcionamento do fluido de corte sobre a aresta de

34

Tipo de cavaco

Formação

Material

Forma-se na usinagem de materiais dúcteis e tenazes, com o emprego de grandes avanços e

Forma-se na usinagem de materiais dúcteis e tenazes, com o emprego de grandes avanços e velocidade de corte geralmente superiores a 100 m/mm.

Aço liga e aço-carbono.

Forma-se na usinagem de materiais frágeis com avanço e velocidade de corte inferior aos anteriores.

Forma-se na usinagem de materiais frágeis com avanço e velocidade de corte inferior aos anteriores.

Ferro-fundido, bronze duro, latão.

Forma-se de materiais dúcteis e homogêneos, com o emprego de avanço médio e pequeno da

Forma-se de materiais dúcteis e homogêneos, com o emprego de avanço médio e pequeno da ferramenta, e com velocidade de corte geralmente superior a

Aço com baixo teor de carbono e alumínio.

60m/min.

È constituída por um depósito de material da peça que adere face de corte da

È constituída por um depósito de material da peça que adere face de corte da ferramenta, e que ocorre durante o escoamento da apara contínua.

Aço com baixo teor de Carbono.

35

FIXAÇÃO DAS PEÇAS

ACESSORIOS

As peças grandes são fixadas sobre a mesa de aplainar com o auxílio de parafusos e barras de aperto, as barras devem sempre estar paralelas à superfície de fixação a fim de aumentar a área de contato, os parafusos devem sempre estar próximos da peça, pois assim garantem uma maior pressão sobre a peça.

da peça, pois assim garantem uma maior pressão sobre a peça. A fixação de peças pequenas

A fixação de peças pequenas é feita na morsa.

da peça, pois assim garantem uma maior pressão sobre a peça. A fixação de peças pequenas

36

MORSAS

36 MORSAS Características  A morsa giratória NBLK é tem ótima precisão e altíssima qualidade. 

Características

A morsa giratória NBLK é tem ótima precisão e altíssima qualidade.

Pode ser utilizada tanto em trabalhos médios com e serviços pesados

Superfície de apoio mordentes temperados e retificados.

Diversas aplicações em máquinas operatrizes

Base giratória em 360º.

mordentes temperados e retificados.  Diversas aplicações em máquinas operatrizes  Base giratória em 360º.

37

CANTOEIRAS

Cantoneiras de Precisão

37 CANTOEIRAS Cantoneiras de Precisão GRAMPOS DE FIXAÇÂO Cantoneiras de Precisão As cantoneiras de precisão são:
37 CANTOEIRAS Cantoneiras de Precisão GRAMPOS DE FIXAÇÂO Cantoneiras de Precisão As cantoneiras de precisão são:

GRAMPOS DE FIXAÇÂO

Cantoneiras de Precisão As cantoneiras de precisão são: - Fabricadas em Aço Especial , com dureza entre 55 ~ 58 HRC. - Ideaisl para serviços de usinagem e Inspeção Dimensional.

Cantoneiras Retificadas As cantoneiras de precisão são fabricadas em Ferro Fundido com alta estabilidade molecular e utilizadas na fixação de peças para: usinar, montar, traçar e inspecionar.

de peças para: usinar, montar, traçar e inspecionar.   Ranhura da       Modelo
 

Ranhura da

     

Modelo

Parafuso

Peso

Código

Mesa

       

Grampos ck-103A

7/16"

   

V-336700

Grampos ck-103B

1/2"

3/8" - 16 fios

7

V-336800

Grampos ck-104A

9/16"

1/2" - 12 fios

 

V-336900

Grampos ck-104B

5/8"

1/2"-13 fios

10

V-337300

Grampos ck-105A

11/16"

   

V-337100

Grampos ck-105B

3/4"

5/8" - 11fios

13

V-337800

CK-206

7/8"

3/4" - 10 fios

25

V-338200

38

Modelo

Ranhura da Mesa

Parafuso

Peso

Código

Grampos CK-08

10

8x1.25P

7.0

V-336100

Grampos ck-10

12

10x1.25P

10

V-336200

Grampos CK-12A

14

   

V-336500

Grampos CK-12B

15.7

12x1.75P

10

V-336600

Grampos CK-14

16

14x2.0P

11

V-337000

Grampos CK-16

18

16x2.0P

13

V-337500

Grampos CK-18

20

18x2.5P

25

V-338000

Grampos CK-20

22

20x2.5P

26

V-338100

DIVISORES

Grampos CK-20 22 20x2.5P 26 V-338100 DIVISORES ESPECIFICAÇÃO Table Base dimension Bolt slots Center
Grampos CK-20 22 20x2.5P 26 V-338100 DIVISORES ESPECIFICAÇÃO Table Base dimension Bolt slots Center
ESPECIFICAÇÃO Table Base dimension Bolt slots Center Worm Weight NO MODEL D H A B
ESPECIFICAÇÃO
Table
Base dimension
Bolt slots
Center
Worm
Weight
NO
MODEL
D
H
A
B
K
sleeve
gear ratio
(kg)
D-21
HHT-150
150
78
220
160
15
MT-2
13
D-22
HHT-200
200
110
310
225
17
MT-3
33
D-23
HHT-250
250
110
365
280
17
MT-3
90 : 1
46
D-24
HHT-300
300
130
380
350
17
MT-4
73
D-25
HHT-350
350
130
450
380
17
MT-4
90

39

39 As mesas divisoras são fabricadas utilizando-se máquinas de excelente desempenho, e com equipamentos eletrônicos

As mesas divisoras são fabricadas utilizando-se máquinas de excelente desempenho, e com equipamentos eletrônicos "Heidenhain", que lhes garantem uma ótima qualidade e durabilidade. O material empregado em sua fabricação é o "Meehanite" de alta resistência o que garante ótima estabilidade mesmo quando submetidas a usinagens pesadas. A sem-fim é temperada e retificada. A relação de transmissão entre a sem-fim e a coroa é de 1:90. A mesa de trabalho é totalmente graduada ao redor de 360º, de modo que uma volta completa no manípulo faz com que a mesa gire 4º. O colar micrométrico é graduado em intervalos de 1 (minuto). A escala torna possíveis divisões de 10`` (segundos). Estas mesas divisoras são muito utilizadas devido a seu excelente desempenho, praticidade e custo competitivo. Elas são amplamente usadas em usinagens circulares, angulares, mandrilamento, faceamento e em outras operações similares. O centro pode ser corrigido de modo fácil e preciso utilizando-se o dispositivo bloqueador. Possibilidade de giro livre da mesa.

40

Elementos de máquinas

Engrenagens As engrenagens operam aos pares, os dentes de uma encaixando nos dentes de

outra. Se os dentes de um par de engrenagens se dispõem em circulo, a razão entre as

velocidades angulares e os torques do eixo será constante. Se o arranjo dos dentes não for

circular, variará a razão de velocidade. A maioria das engrenagens é de forma circular.

Para transmitir movimento uniforme e contínuo, as superfícies de contato da

engrenagem devem ser cuidadosamente moldadas, de acordo com um perfil específico. Se

a roda menor do par (o pinhão) está no eixo motor, o trem de engrenagem atua de maneira

a reduzir a velocidade e aumentar o torque; se a roda maior está no eixo motor, o trem atua

como um acelerador da velocidade e redutor do torque.

o torque; se a roda maior está no eixo motor, o trem atua como um acelerador

41

As dimensões a e d são medidas a partir no diâmetro do círculo primitivo. Com o

diâmetro desse círculo é calculada a razão de transmissão de torque e de velocidades. Para

o diâmetro primitivo é usado o símbolo di , onde i é a letra correspondente ao pinhão (p) ou

a coroa (c). A dimensão L é a largura da cabeça e a dimensão b é a largura do denteado. A

altura efetiva é medida entre a circunferência de cabeça e a de base. Com a cota na figura

fica obvio qual é a circunferência de base. A altura total inclui a altura efetiva e a diferença

entre os raios da circunferência de base e de pé, que define uma região onde não deve

haver contato entre os dentes de duas engrenagens em uma transmissão. O raio de

concordância do pé do dente existe no espaço abaixo da circunferência de base.

O espaço entre os dentes tem aproximadamente a mesma dimensão da largura do

dente.

Com o desgaste devido ao uso, esse espaço, conhecido como “backlash”, pode

aumentar.

Existem basicamente duas formas de analisar a geometria de engrenagens,

chamadas de sistemas de engrenagens: o sistema americano ou inglês, com diversas

outras designações, e o sistema métrico. O primeiro usa como base a variável “Diametral

Pitch”, cuja letra símbolo é P e que define o número de dentes por polegada do diâmetro

primitivo. O sistema métrico baseia-se na variável Módulo, cuja letra símbolo é m, e que é

definida como a razão entre o diâmetro primitivo em mm e o número de dentes da

engrenagem. Fica evidente que uma das variáveis é o inverso da outra, corrigida para

transformar o diâmetro na unidade correta.

Outra variável importante é o passo circular (p): definido como a razão entre

operímetro e o número de dentes ( Ni ). O passo pode ser calculado por:

o número de dentes ( Ni ). O passo pode ser calculado por: Correias Correias são

Correias Correias são elementos de maquinas que transmitem movimento de rotação entre

dois eixos (motor e movido) por intermédio das polias.

As

polias são cilíndricas, movimentadas pela rotação do eixo motor e pelas correias.

O

material empregue para a construção das polias são ferro fundido (o mais

utilizado), aços, ligas leves e materiais sintéticos.

42

A superfície da polia não deve apresentar porosidades, caso contrario, a correia vai- se desgastar rapidamente. Na transmissão por polias e correias, a polia que transmite movimento e a força a chamada de polia motora ou condutora. A polia que recebe movimento e força é a polia movida ou conduzida.

recebe movimento e força é a polia movida ou conduzida. As correias mais usada s são

As correias mais usadas são as planas, as trapezoidais (ou em “V”) e as dentadas.

CORREIAS PLANAS

Principais características É permitida uma velocidade linear de 90m/s Adaptam-se a transmissão do movimento entre veios não complanares com ou sem inversão de sentido. Quanto à temperatura, as correias planas são mais resistentes do que as trapezoidais, em virtude dos materiais em que são normalmente construídas, embora ambas sejam menos resistentes a este parâmetro do que as correntes ou engrenagens. Economicamente e mais favorável do que outros tipos de transmissões, embora com vida útil inferior. Pode aplicar-se em aplicações com grandes distâncias entre eixos. As correias planas apresentam uma vida que pode atingir durações da ordem das 40000 horas. As correias planas são mais fáceis de montar.

43

CORREIA TRAPEZOIDAL OU EM V

Principais características

As correias trapezoidais apresentam limites superiores e inferiores, respectivamente de 25 m/s e 5 m/s.

A aplicação das correias trapezoidais limita-se apenas a veios

paralelos e de preferência horizontais, sem inversão do sentido de rotação.

Economicamente e mais favorável do que outros tipos de

transmissões, embora com vida útil inferior.

Para pequenas distancias entre eixos, as correias trapezoidais

adaptam-se melhor em virtude de não requererem polias de dimensões tão elevadas.

As correias trapezoidais apresentam uma vida que pode variar até 8000 10000 horas.

uma vida que pode variar até 8000 – 10000 horas. CORREIAS DENTADAS A sua função é

CORREIAS DENTADAS

A sua função é sincronizar os movimentos de duas peças do motor: o virabrequim (que, por sua vez, está ligado aos pistões) e o comando de válvulas. Quando ela se rompe com o motor em movimento, o resultado imediato é a parada do carro, como se o motorista o tivesse desligado, porque os ciclos de alimentação e de escape se interrompem. É possível que, na subida do pistão para expulsar os gases da combustão, a válvula não recue no tempo certo e, por isso, tenham suas hastes entortadas. Pelo mesmo motivo,

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também são prováveis, danos nos pistões e demais componentes. A quilometragem para a troca está no manual do proprietário e varia para cada carro. As correias dentadas são feitas de borrachas e fios de aço para suportar tensões axiais. Tem dentes que encaixam nas polias dentadas feitas de nylon. Isto para não haver escorregamento nem esticarem.

Principais características Não alonga. Não escorrega. Transmite potencia em uma razão de velocidade constante. Não depende da pré-tensão da correia. Trabalha numa gama alargada de velocidade. Eficiência entre 97% e 99%. Não e necessária lubrificação. Funcionamento silencioso. Necessita de polias adequadas.

Eficiência entre 97% e 99%. Não e necessária lubrificação. Funcionamento silencioso. Necessita de polias adequadas.

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CONCLUSÃO

Aplainamento Processo destinado a obter superfícies regradas, geradas por um movimento retilíneo alternativo da peça ou da ferramenta. Por ser horizontal ou vertical. Classificado em aplainamento de desbaste e aplainamento de acabamento.

ser horizontal ou vertical. Classificado em aplainamento de desbaste e aplainamento de acabamento . Tipos de

Tipos de Aplainamento

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PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. O que é aplainamento?

R: Aplainamento é uma operação de usinagem feita com máquinas chamadas plainas e que

consiste em obter superfícies planas, em posição horizontal, vertical ou inclinada. As

operações de aplainamento são realizadas com o emprego de ferramentas que têm apenas

uma aresta cortante que retira o cavaco com movimento linear.

2. Quantos tipos de plainas este trabalho sita?

R: São 3 os tipos de plainas sitadas, são elas a plaina limadora, plaina vertical e a plaina de mesa.

3. Site os tipos de Aplainamento?

R: Aplainamento de superfícies cilíndricas, aplainamento de guias, aplainamento de superfícies, aplainamentos de perfis e abertura de rasgos e chavetas.

4. Determine os movimentos de uma plaina limadora?

R: O movimento principal é o movimento executado pela ferramenta, subdividido em curso

útil e curso em vazio. O cavaco é retirado da peça durante o curso útil e a ferramenta volta

para o início do curso sem retirar cavaco durante o curso em vazio. O movimento de avanço

é movimento realizado pela mesa, onde a peça esta fixada, perpendicular ao movimento

principal. E o movimento de ajuste é um movimento vertical feito pela ferramenta ou pela

mesa e serve para regular a espessura do cavaco.

5. Uma plaina limadora é constituída por?

R: essa máquina se compõe essencialmente de um corpo, uma base, um cabeçote móvel

ou torpedo que se movimenta com velocidades variadas, um cabeçote da espera que pode

ter sua altura ajustada e ao qual está preso o porta ferramenta, e a mesa com movimentos

de avanço e ajuste e na qual a peça é fixada.

6. Determine os movimentos de uma plaina de mesa?

R: O elemento de movimentação. Neste caso, é a peça a ser usinada que executa os

movimentos de vaivém. A ferramenta de corte, por sua vez, faz um movimento transversal

correspondente ao passo do avanço.

A operação desta plaina se dá através do movimento horizontal e retilíneo da peça

fixada sobre guias prismáticas dispostas em uma mesa. O elemento porta ferramentas

consiste em um carro, semelhante ao de outras plainas, movimentado manual ou

automaticamente sobre guias, também horizontais, situadas em um travessão superior a

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peça a ser usinada. Existem plainas de mesa com mais de um carro porta ferramenta,

possibilitando operações simultâneas de usinagem.

7. Uma plaina de mesa é constituída por?

R: A plaina de mesa é formada por corpo, coluna, ponte, cabeçotes porta-ferramenta e

mesa. O curso da plaina de mesa é superior a 1.000 mm. Usina qualquer superfície de

peças como colunas e bases de máquinas, barramentos de tornos, blocos de motores diesel

marítimos de grandes dimensões.

8. Onde se emprega as peças feitas nas plainas verticais?

R: O emprego da plaina vertical não é muito utilizado em processos fabricação em série

uma vez que as rotinas de usinagem são deveras demoradas e dispendiosas. Por esta

razão esta configuração de plaina é utilizada, com maior eficiência, na fabricação de

protótipos ou de peças unitárias customizadas.

9. Onde as peças podem ser fixadas e quais tipos de elementos de máquinas são sitados com mais importância neste trabalho?

R: Podem ser fixadas em morsas, divisores, cantoneiras e na própria mesa da maquina com auxilio de grampos e parafusos.

10.Quais são os sistemas de movimentação da plaina de mesa?

R: O movimento da mesa pode ser executado por diferentes sistemas, os mais comuns são,

Sistema engrenagem cremalheira, Sistema parafuso porca, Sistema parafuso cremalheira e

Sistema hidráulico.

11.Site os tipos de cavaco?

R: Cisalhado (segmentado);

De ruptura (descontínuo);

Contínuo;

Cavaco contínuo com aresta postiça de corte (APC).

Quanto à forma, os cavacos são classificados como:

Em fita;

Helicoidal;

Espiral;

Em lasca ou pedaços.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA

· HEMUS. MÁQUINAS FERRAMENTAS TECNOLOGIA MECÂNICA.

2ª EDIÇÃO. SÃO PAULO: HEMUS, 1975.

· ROSSI, Mario. Máquinas-Hierramentas Modernas V.I. Madri: Dossat, 1981.

· ROSSI, Mario. Máquinas-Hierramentas Modernas V.II. Madri: Dossat, 1981.

Diniz, A.E.; Marcondes, F.C.; Coppini, N.L. Tecnologia da Usinagem dos Materiais, Artliber

Editora, São Paulo, 2000, 2ª ed.

FERRARESI, Dino, Característica de usinagem dos metais, Ed. São Paulo, 1987.

YOSHIDA, Américo. Máquinas Operatrizes. L’Oren Editora e Distribuidora de Livros LTDA, São Paulo, SP, 1979.