UNIVERSIDADE IBIRAPUERA – CURSO DE QUÍMICA

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À QUÍMICA

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LABORATÓRIO SEGURANÇA NO LABORATÓRIO
INTRODUÇÃO A saúde segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) é definida como o bem-estar físico, mental e social. É de nossa natureza preservar e conservar a saúde. No entanto, existe uma preocupação maior com a saúde física do que as demais. Diariamente estamos expostos a riscos que podem comprometer esse bem-estar e por isso, tomamos um conjunto de medidas para preservá-las, como o banho, o lavar as mãos, o pentear os cabelos, o escovar os dentes. Outras medidas são de ordem coletiva, como a coleta de lixo, a rede de esgoto, a distribuição de água tratada, as campanhas de vacinação, o combate ao mosquito da dengue por fumigação etc. A natureza de muitas profissões está sujeita a riscos específicos para a saúde. Problemas com as cordas vocais e o stress docente são doenças (riscos) que todo professor está sujeito, o número de trabalhos científicos sobre o assunto é grande, assim como o número de pacientes e as recomendações médicas ao professor. As manicures estão expostas a uma situação que aumenta a probabilidade de contrair hepatite B e C e, por isso, precisam se preocupar com a sua saúde e de seus clientes. Os profissionais de química estão expostos a uma série riscos à saúde que devem ser considerados e minimizados. O laboratório é um ambiente comum dos profissionais da química, independentemente da freqüência ou da habilitação (técnicos; bacharéis ou licenciados). Cada profissional que utiliza esse ambiente precisa seguir um conjunto de normas gerais e específicas para que a saúde individual e coletiva seja preservada. Para isso, existem normas e recomendações para o trabalho em laboratório. A teimosia de vários profissionais e de demais pessoas em não atender as recomendações e os protocolos exigidos neste ou naquele laboratório é provavelmente a maior responsável pela maioria dos acidentes nesse ambiente de trabalho. No entanto segundo o Manual de Segurança de Laboratório da Universidade de Brasília (UnB), os acidentes em laboratório ocorrem porque: A variedade de riscos nos laboratórios é muito ampla, devido à presença de substâncias letais, tóxicas, corrosivas, irritantes, inflamáveis, além da utilização de equipamentos que fornecem determinados riscos, como alteração de temperatura, radiações e ainda trabalhos que utilizam agentes biológicos e patogênicos. As causas para ocorrência de acidentes nos laboratórios são muitas, mas resumidamente são instruções não adequadas, supervisões insuficientes do executor e ou inapta, uso incorreto de equipamentos ou materiais de características desconhecidas, alterações emocionais e exibicionismo. Por outro lado, você enquanto aluno não deve ter receio de manusear e operar reagentes e equipamentos do laboratório, pois o propósito das aulas de laboratório é possibilitar ao aluno desenvolver habilidades específicas e ampliar conhecimentos próprios do trabalho em laboratório. O que permitirá a você se tornar um profissional mais competente. Seguindo as normas com cautela, consciência e concentração na atividade os riscos diminuem muito. Aqui serão apresentadas recomendações gerais para o trabalho em laboratório e aquelas específicas para os laboratórios da Universidade Ibirapuera. Espero que este material seja de grande utilidade para você aluna e aluno, leia com atenção, tire suas dúvidas e siga cada uma delas. Obrigado Prof. Ms. Alfonso Gómez Paiva

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ALGUMAS DEFINIÇÕES BÁSICAS
Risco: perigo que uma pessoa está exposta ao entrar em contato com um agente tóxico ou situação. Toxicidade: qualquer efeito nocivo de uma substância em contato com o organismo. Acidente: fatos não programados e estranhos ao andamento normal do trabalho que podem acarretar danos físicos e/ ou materiais. Prevenção de acidentes: É a prática de normas, regras e protocolos de segurança que foram estabelecidas para evitar e minimizar possíveis riscos. EPI: Equipamento de Proteção Individual. Os equipamentos de segurança individuais mais usados para a prevenção da integridade física do indivíduo são: óculos, máscaras, luvas, aventais, gorros, etc. EPC: Equipamento de Proteção Coletiva. Entre esses equipamentos estão: extintores, mantas contra fogo capelas e blindagens plásticas.

NORMAS
1- No laboratório usar sempre avental abotoado de preferência de algodão, longo e de mangas longas. Sapatos fechados e manter os cabelos presos. 2- Usar sempre óculos de segurança; não é recomendado o uso de lentes de contato no laboratório. 3- Não levar jamais as mãos à boca ou aos olhos quando estiver manuseando produtos químicos. 4- Discutir sempre com o professor ou supervisor a experiência que será feita. 5- Jamais trabalhar sozinho em um laboratório. 6- Jamais comer ou beber em laboratório. 7- É expressamente proibido fumar e atender celular em laboratório. 8- Não use nenhum equipamento em que não tenha sido treinado ou autorizado a utilizar. 9- Não usar produto algum que não esteja devidamente rotulado. 10- Não testar substâncias químicas pelo odor ou sabor. 11- Verificar sempre a toxicidade e a inflamabilidade dos produtos com os quais se esteja trabalhando. 12- Não pipetar produto algum com a boca. Usar peras, pipetadores ou o sistema a vácuo. 13- Lavar sempre as mãos após manipulação de qualquer produto químico. 14- Certifique-se da tensão de trabalho da aparelhagem antes de conectá-la à rede elétrica. Quando não estiverem em uso, os aparelhos devem permanecer desconectados. 15- Qualquer acidente ocorrido no laboratório deve ser imediatamente comunicado ao responsável pelo setor (no caso da sala de aula, o professor). 16- Procurar sempre discutir com o professor ou supervisor o local correto de descarte dos produtos tóxicos, inflamáveis, mau-cheirosos, lacrimogêneos, pouco biodegradáveis ou que reagem com a água. 17- Utilizar os aparelhos só depois de ter lido e compreendido as respectivas instruções de uso e segurança. 18- Antes de efetuar qualquer atividade experimental, ler com atenção o protocolo experimental e procurar compreender a sua finalidade. 19- Manter as bancadas limpas e arrumadas, o chão limpo e seco, e as passagens desobstruídas. 20- Efetuar o trabalho laboratorial sempre de pé.

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21- Conhecer os equipamentos de segurança individual e coletivos presentes no laboratório, como mantas a prova de fogo, sacos de areia, extintor, lava-olhos, chuveiro de emergência equipamentos estes que todos que trabalham no setor devem saber manusear e operar. 22- Não retorne reagentes aos frascos originais, mesmo que não tenham sido usados. Evite circular com eles pelo laboratório. Inclusive não pipetar diretamente de frascos PA. 23- Usar luvas apropriadas ao manipular material quente e produtos cáusticos ou que penetram facilmente através da pele. 24- Jamais manipular produtos inflamáveis perto de chamas ou fontes de calor. 25- Produtos voláteis e/ ou tóxicos devem sempre ser manipulados na capela e em casos especiais, com máscaras de proteção adequadas a cada caso. 26- Rotular imediatamente qualquer reagente ou solução preparada e as amostras coletadas com nome do reagente, nome da pessoa que preparou e data. 27- Ao usar material de vidro, verifique sua condição. Lembre-se que o vidro quente pode ter a mesma aparência que a do vidro frio. Qualquer material de vidro trincado ou quebrado deve ser descartado em recipiente apropriado. Colocar o material de vidro partido ou rachado em recipiente próprio. 28- Use sempre um pedaço de pano protegendo a mão quando estiver cortando vidro ou introduzindo-o em orifícios. Antes de inserir tubos de vidro (termômetros, etc.) em tubos de borracha ou rolhas, lubrifique-os. 29- Antes de iniciar o experimento verifique se todas as conexões e ligações estão seguras. Nunca use mangueiras de látex velhas. Faça as conexões necessárias utilizando mangueiras novas e braçadeiras. 30- Tenha cuidado especial ao trabalhar com sistemas sob vácuo ou pressão. 31- Nunca adicione água sobre ácidos e sim ácidos sobre água. 32- Ao testar o odor de produtos químicos, nunca coloque o produto ou o frasco diretamente sob o nariz. 33- Quando estiver manipulando frascos ou tubos de ensaio, nunca dirija a sua abertura na sua direção ou na de outras pessoas. 34- As válvulas dos cilindros devem ser abertas lentamente com as mãos ou usando chaves apropriadas. Nunca force as válvulas, com martelos ou outras ferramentas, nem as deixe sobre pressão quando o cilindro não estiver sendo usado. 35- Sempre que possível, antes de realizar reações onde não conheça totalmente os resultados, faça uma em pequena escala, na capela. 36- Os resíduos aquosos ácidos ou básicos devem ser neutralizados na pia antes do descarte, e só então descartados. Para o descarte de metais pesados, metais alcalinos e de outros resíduos, consulte antecipadamente a bibliografia adequada. 37- Quando estiver trabalhando em um laboratório, você deve: a. Localizar os extintores de incêndio e verificar a que tipo pertencem e que tipo de fogo podem apagar b. Localizar as saídas de emergência. c. Localizar a caixa de primeiros socorros e verificar os tipos de medicamentos existentes e sua utilização. d. Localizar a caixa de máscaras contra gases. Se precisar usá-las, lembre-se de verificar a existência e qualidade dos filtros adequados à sua utilização. e. Localizar a chave geral de eletricidade do laboratório e aprender a desligá-la. f. Localizar o cobertor anti-fogo. g. Localizar a caixa de areia. h. Localizar o lava-olhos mais próximo e verificar se está funcionando adequadamente. i. Localizar o chuveiro e verificar se este está funcionando adequadamente. j. Além de localizar estes equipamentos, você deve saber utilizá-los adequadamente.

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38- Intoxicações por substâncias tóxicas que NÃO devem envolver o vômito (ações eméticas): a. Ácidos fortes, Fluidos de lavagem a seco b. Amônia, Gasolina c. Benzeno, Hipoclorito de sódio (água sanitária)* d. Óxido de Cálcio (cal)*, Éter de petróleo (nafta) e. Carbonato de sódio*, Óleo de pinho f. Fenóis, creolina, Querosene g. Desinfetantes fenólicos, Hidróxido de sódio (soda)* h. Detergentes*, Barrilha (soda para lavagem)* i. Estricnina, Tinner e removedor de tintas j. (*) Estas substâncias são álcalis corrosivos. 39- Intoxicações por substâncias tóxicas que podem envolver o vômito (ações eméticas): a. Álcool (etílico, isopropílico, desnaturado) b. Álcool (metílico) c. Etilenoglicol d. Boráx e. Cânfora f. Formaldeído g. Repelente de insetos h. O vômito pode ser induzido por excitação do fundo da garganta 40- Substâncias Provavelmente Carcinogênicas para o homem: a. Acrilonitrila Cádmio em pó b. Cloreto de cádmio Sulfato de cádmio c. Tetracloreto de carbono Clorofórmio d. Óxido de etileno Níquel em pó e. o-Toluidina f. Fatores que ainda devem ser considerados são a mutagênese química e a teratogênese, associadas ao uso de substâncias químicas. A mutagênese química é a capacidade que uma substância possui de induzir mutações, isto é promover alterações no patrimônio genético do indivíduo. A teratogênese é o aparecimento de um efeito degenerativo sobre um sistema em desenvolvimento. 41- No caso de intoxicação com gases, retirar a vítima para um lugar mais arejado e afrouxar a roupa, se estiver apertada. Inalação de pequenas quantidades de vapor de bromo ou cloro pode ser neutralizada pela inalação de vapor de amoníaco e subsequente gargarejo com solução de bicarbonato de sódio a 1%. 42- Nos casos de envenenamento em que a droga não chegou a ser engolida, deve-se cuspir imediatamente e lavar a boca com muita água. Caso tenha sido engolida, deve-se chamar imediatamente um médico. Enquanto isso se deve ministrar um antídoto, de acordo com a natureza do veneno. Existem tabelas que descrevem as substâncias tóxicas e seus antídotos, fornecidas comercialmente. Estas tabelas devem ser afixadas no laboratório, em lugar bem visível. a. Ácidos e bases devem ser diluídos com bastante água. Pode-se depois, tomar leite, mas não se deve provocar vômito. 43- Para o utilizador do laboratório é fundamental a identificação de um produto químico, bem como as suas propriedades potencialmente perigosas, a fim de trabalhar em condições de segurança. A identificação dos produtos químicos comerciais é feita por meio de um rótulo, onde são indicados, além da marca do fabricante ou do vendedor, o nome químico, símbolos, aviso sobre as suas propriedades perigosas, o grau de pureza, a fórmula molecular e outras especificações, como a densidade, o ponto de fusão, o ponto de ebulição, listagem da percentagem de impurezas, entre outras informações.

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a. Todos aqueles cuja temperatura de inflamação, "flash point", é inferior à temperatura ambiente. ( acetona, ácido acético, álcool etílico )Deve evitar-se o uso de recipientes de vidro para os guardar e devem ser colocados em armários metálicos resistentes ao fogo e à explosão. b. Todos os que oferecem elevado risco de envenenamento, e morte, por ingestão, inalação e/ou absorção cutânea, como benzeno, mercúrio e tetracloreto de carbono. Devem ser separados dos reagentes inflamáveis, ácidos e quaisquer compostos em contacto com os quais formem substâncias tóxicas. Reagentes que formem compostos tóxicos em contacto com a umidade devem ser protegidos desta.

c. Todos os que, devido ao choque, impacto ou à exposição ao calor, faísca ou chama, podem explodir, por exemplo o perclorato de magnésio, dicromato de amônio e peróxidos. O armazenamento destes reagentes deve ser feito em local isolado.

d. Todos os que podem iniciar uma reacção de combustão, como óxidos, peróxidos, nitratos, cloratos, percloratos, cromatos, dicromatos e permanganatos.Não devem ser armazenados junto de reagentes combustíveis.

e. Todos os que destroem os tecidos vivos, a maior parte dos ácidos, o hidróxido de sódio e o hidróxido de potássio, por exemplo. Devem ser armazenados em local fresco.

f.

Todos os que, por ingestão, inalação e/ou absorção cutânea, podem causar a morte, afecções agudas ou crônicas.

g. Todos os que, presentes no ambiente, representam, ou podem representar, um risco imediato ou diferido para um ou mais compartimentos do ambiente.

h. Todos os que, por ingestão, inalação e/ou absorção cutânea, podem produzir defeitos genéticos hereditários, ou aumentar a sua freqüência, bem como provocar o cancro, ou aumentar a sua incidência.

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44- Fique atento às operações onde for necessário realizar aquecimento. Os combustíveis apresentam 3 tipos de temperaturas, a de inflamação, a de combustão e a de ignição, a seguir a definição de cada ponto e alguns exemplos:

Temperatura de inflamação "flash point"

Temperatura de combustão "fire point"

Temperatura mínima à qual os Temperatura a partir da qual os vapores emanados se inflamam na vapores emanados inflamam-se presença de uma fonte de energia de na presença de uma fonte de ativação externa, faísca ou chama, energia de ativação externa, apagando-se em seguida. faísca ou chama, continuando a queimar-se na ausência desta.

Temperatura de autoignição "ignition point" Temperatura, muito acima das temperaturas de inflamação e combustão, à qual os vapores emanados entram em combustão espontânea por ação do calor.

Produto álcool etílico (etanol) éter etílico acetona (propanona) Gasolina Querosene

"flash point" (ºC) "fire point" (ºC) 13 78 -45 35 -18 -43 40 a 205* 60 *depende da composição da mistura

"ignition point" (ºC) 423 180 538 280 160 a 250*

45- Diante de um foco de incêndio considerar os pontos a seguir: a- Não entrar em pânico. Mantenha sempre a calma. b- Fechar imediatamente o registro geral de gás e desligar qualquer equipamento elétrico, de preferência desligar a chave geral. c- Um pequeno incêndio pode ser extinto colocando-se um pano úmido sobre o recipiente. d- Nos casos mais graves, utilizar areia seca ou extintores de incêndio. e- Nunca usar água em óleo porque ela tende a espalhar o fogo. Neste caso, é conveniente a utilização de uma mistura de areia e bicarbonato de sódio. f- Os incêndios em laboratório podem ser divididos em três classes: A - Papel, madeira ou materiais que deixam brasa ou cinza: use agente que molhe e esfrie; B - Líquidos inflamáveis (óleo, gasolina, etc.): ação rápida de resfriamento e abafamento. C - Equipamentos elétricos: use agentes não-condutores de eletricidade. g- Verifique o tipo de extintor que melhor se aplica ao tipo de incêndio: Extintores CO2 Pó químico Espuma Água hijklmnAlcance do jato (em metros) 1a2 2a4 9 a 18 9 a 20 Classe de incêndio A B C Ruim Bom Excelente Ruim Excelente Bom Regular Excelente Não Excelente Não Não

Ler atentamente as instruções impressas no rótulo do extintor. Verificar se o extintor está pressurizado. Certificar-se que o fogo não o envolve pelas costas. Retire o extintor do suporte e transporte-o na vertical, segurando no manipulo. Retire a cavilha de segurança. Aproxime-se progressivamente ao foco de incêndio e sempre a favor do vento. Dirija a mangueira do extintor à base das chamas.

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o- Pressione o gatilho do extintor e segure na mangueira com firmeza (cuidado, pois a pressão a que o extintor está sujeito pode fazer com que ele recue ao ser acionado) p- Varra, devagar, toda a superfície do foco até a extinção do mesmo. q- Incêndio nas roupas: deve-se evitar que a pessoa corra, fazendo-a deitar-se no chão, enrolando-a com a manta à prova de fogo até que o fogo apague. 46- Os bicos de gás apenas devem ser acesos quando for necessário e deve ser vigiado o seu funcionamento. 47- Não aquecer recipientes fechados. 48- Concluído o trabalho experimental, verificar se as torneiras de água e de gás se encontram fechadas e se os aparelhos elétricos foram desligados. 49- Remover quaisquer salpicos de reagentes da pele, utilizando água e sabão. 50- Não usar anéis no laboratório, para que os reagentes não se alojem sob os anéis.

51- Incompatibilidades químicas de algumas classes e produtos químicos individuais:
Acetona ácido acético (etanóico) ácido nítrico ácido oxálico (etanodióico) ácido sulfúrico ácido perclórico Ácidos agentes oxidantes água oxigenada (peróxido de hidrogênio) Amoníaco Cobre Cloratos hidrocarbonetos hipocloritos Iodo Mercúrio metais alcalinos e alcalinoterrosos nitratos e nitritos óxido de cálcio Oxigênio permanganato de potássio sulfureto de hidrogênio água oxigenada, ácido nítrico, ácido sulfúrico ácido crômico, ácido nítrico, permanganatos, peróxidos ácido acético, ácido cianídrico, ácido crômico, acetona, álcool, anilina, sulfureto de hidrogênio, líquidos e gases inflamáveis, substâncias nitráveis mercúrio, prata cloratos, percloratos, permanganatos anidrido acético, álcool, bismuto, papel, madeira, gorduras, óleos bases, cianetos, metais agentes redutores, carvão ativado anilina, nitrometano, cromo, ferro, a maior parte dos metais e respectivos sais, líquidos inflamáveis e materiais combustíveis mercúrio, bromo, cloro, iodo, fluoreto de hidrogênio, hipoclorito de cálcio acetileno (etino), água oxigenada ácidos, sais de amônio, metais e compostos orgânicos, enxofre, materiais combustíveis ácido crômico, bromo, cloro, flúor, peróxidos Ácidos acetileno (etino), amônia, amoníaco acetileno (etino), amônia, amoníaco, ácido nítrico, etanol água, dióxido de carbono, hidrocarbonetos clorados Ácidos Água óleos, gorduras, hidrogênio, gases inflamáveis, líquidos inflamáveis, sólidos inflamáveis ácido sulfúrico, aldeído benzóico, etileno glicol, glicerina (glicerol ou 1,2,3propanotriol) ácido nítrico, gases oxidantes

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52- Perigos específicos: É da máxima importância para a prevenção de acidentes conhecer os perigos
potenciais das substâncias com que se trabalha. Assim, os rótulos de alguns produtos tóxicos constam informações sobre eventuais riscos, sob a seguinte forma:

DL50 (Dose Letal) VLE (Valor Limite de Exposição) VLE-MP (VLE-Média Ponderada) VLE-CD (VLE-Curta Duração)

Quantidade, em mg/kg, isto é, mg de substância ingerida, inalada ou absorvida pela pele, por kg de massa corporal, que provoca a morte de 50% dos indivíduos a ela expostos. Concentração de substâncias nocivas, às quais se julga que a quase totalidade das pessoas pode estar exposta, dia após dia, sem efeitos prejudiciais para a saúde. Quantidade de substância, expressa em concentração média diária, para um período de exposição de 8h, e 40h semanais, ponderada em função do tempo de exposição a que uma pessoa poderá estar exposta sem que se registrem efeitos adversos.

Quantidade de substância, que poderá ser 3x maior que o Valor Limite de Exposição, a que uma pessoa poderá estar exposta em períodos de 30min, não ultrapassando as 5 exposições, e não excedendo o valor total diário a que poderá estar exposta sem que se registrem efeitos adversos. Nota: O Valor Limite de Exposição também pode ser designado por VLT, Valor Limite de Tolerância. Alguns exemplos: Substância ácido acético ácido clorídrico ácido nítrico (azótico) ácido oxálico (etanodióico) ácido sulfúrico amoníaco e amónia VLT (mg/m3) 25 5 5 1 1 18 Perigos envolvidos Líquido inflamável. Evitar a inalação do vapor e o contacto com a pele e olhos devido ao perigo de queimaduras. Líquido muito corrosivo. Causa queimaduras nos olhos e na pele. O gás que se liberta rapidamente do concentrado, cloreto de hidrogénio, é tóxico e irritante. Líquido fumante extremamente corrosivo. Liberta fumos muito tóxicos que afectam os olhos e as vias respiratórias. As partículas do sólido inflamam as vias respiratórias. Tanto o sólido como as suas soluções irritam os olhos. Soluções concentradas produzem queimaduras graves nos olhos e na pele. Soluções diluídas irritam os olhos e a pele. O gás tem um cheiro desagradável que irrita os olhos e as vias respiratórias. A solução aquosa (amónia) pode provocar queimaduras nos olhos e na pele, libertando amoníaco. A inalação de poeiras ou a ingestão de sais de chumbo pode causar lesões internas graves acompanhadas de vómitos, diarreias e colapsos. As suas partículas irritam a pele, os olhos e as vias respiratórias. O contacto prolongado com a pele produz úlceras, sendo cancerígenos. Sólido que queima a pele, libertando vapores nocivos que irritam os olhos e as vias respiratórias.

chumbo e derivados

0,15

cromatos e dicromatos Iodo

0,10 1

Caixa de Primeiros Socorros Todo laboratório deve estar equipado com uma caixa de primeiros socorros, mantida em local de fácil acesso e que contenha, pelo menos, os seguintes artigos: Atadura, gaze, esparadrapo, algodão, tesoura e pinça metálica; Vaselina, óleo de rícino e azeite; Pomada para queimaduras; Solução aquosa de ácido acético a 1%; Solução aquosa de ácido bórico a 1%; Solução aquosa de bicarbonato de sódio a 1%;

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Solução aquosa de cloreto férrico a 1%; Etanol, glicerina, soro fisiológico; Luva cirúrgica. Bibliografia 1-Manual de Segurança em Laboratórios. Brasília, UnB, sem data. Disponível em: http://www.unb.br/ib/manual_segur_em_laboratorios_ib.htm Acesso em: 30/1/09 2-Segurança em Laboratório na Universidade Federal de Minas Gerais Disponível em: http://zeus.qui.ufmg.br/~quipad/seg/menus.htm Acesso em: 30/1/09 3-OLIVEIRA, E. A. Aulas Práticas de Química. São Paulo, Papiro, 1980. 4-Segurança em Laboratório Químico. Chemkeys. Disponível em: http://www.chemkeys.com/bra/ag/segura_9/snlq_5/snlq_5.htm Acesso em: 30/1/09 5-SAD, C. Segurança no Laboratório de Química e Boas Práticas Laboratoriais. Vitória, UFES, 2008. 6-Manual de Seguran do IQ-USP. São Paulo, IQ-USP, 2004. 7-Segurança no Laboratório de Química. Disponível em: http://profs.ccems.pt/PauloPortugal/CFQ/Segurana_Laboratrio/Laboratrio.htm#Seguran%C3%A7a %20no%20Laborat%C3%B3rio Acesso em: 30/1/09

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Materiais de laboratório 1) Observe os materiais presentes no laboratório e compare com a relação abaixo, identifique cada um e escreva o nome e a respectiva função.

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1- Tubo de ensaio, usado para realizar testes de reação. 2- Copo béquer, usado para aquecimento de líquidos, reações de precipitação, etc. 3- ... ... ...

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