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DENISE CARDIA SARAIVA

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Parte Geral

A rts. 1o a 31 do CP

Volume 1

5~ Edição Revista e Atualizada

Rio de Janeiro - 2003

Edições Ilustradas Ltda.

Av.

Centro - Rio de

Te!.: (21) 2240-3715 / 9978-1351

13 de

M aio, 23

sala 433

Janeiro, RJ. C ep 20.031-000

© 2003 By Edições ilustradas Ltda. Av. 13 de Maio, 23 saia 433 Centro - Rio de Janeiro - RJ. Cep 20.031-000 Tel.: (21) 2240-3715 / 9978-1351 e-maü: edicoes.ntg@terra.com.br

ISBN - 85.87274 - 01 - 5

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Projeto Gráfico e Editoração

Leonardo Teixeira & Murilo Silvio

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Revisão

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Donise Cardia e Sonia Cardia

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Capa

Denise Cardia Saraiva

Fotolitos

FA editoração eletrônica ltda.

impressão e Acabamento

Markgraph

Saraiva, Denise Cardia Direito penal ilustrado : parte geral / volum e l :

arts. Io a 31 do CP / D enise Cardia Saraiva. R io de Janeiro : Edições Ilustradas, 2001.

170

p.

: i l . ; 23

cm,

ISBN 85-87274-01-5

1. D ireito penal - B ra sil -

Obras populares.

I. Título.

CD D -345

2003

Proibida a reprodução total ou parcial. Todos os direitos reservados pela Edições Ilustradas Ltda.

NOTA DA AUTORA

“Faz-se sempre a mesma coisa e,

apesar disso, pode fazer-se tudo.

Quem c que nos impede?

PabloPimso

Tudo pode ser inventado e reinventado. Tudo pode ser pintado, ilustrado,

fotografado, filmado c desenhado. Tudo pode tomar forma no papel, na madeira,

na tela, na areia, e onde mais sc inventar, e o Direito Penal também pode

c que nos impede? Este livro tem o mesmo objetivo das outras obras jurídicas ilustradas da autora: trazer a arte, a leveza c humor ao Direito. O objetivo é elucidar, clarear, tomar acessível e agradável o estudo do Direito. Com essa obra, os alunos do curso de graduação e os candidatos a concurso na área jurídica, principalmente nos concursos que se exige conhecimento mais específico na área penal, como Magistratura, Defensoria e Min. Público, contarão com uma excelente ferramenta. Espero que o livro consiga alcançar o seu objetivo: dismistificar e derrubar o mito de que o Direito 6 assunto reservado apenas aos profissionais da área. Estudem, leiam, divirtam-se c aguardem novas publicações no gênero.

Quem

5

Nota da A u to ra

05

Título I - DA A P LIC A Ç Ã O DA LEI P E N A L

 

09

Anterioridade da Lei (Ari. 19)

11

Aboiitio Críminis (Art. 2 - )

14

Novatio Legis in Mellius (§ único do Art. 22)

19

Leis Temporárias ou Excepcionais (Art. 3S)

23

Tempo do Crime (Art. 4S)

30

Territorialidade (Art. 52)

34

Território por extensão (ou ficção) (§ 1e do Art.'55)

35

Embarcações e Aeronaves Estrangeiras quando Ingressam no Território Nacional (§ 2- do Art. 5S)

38

Lugar do Crime (Art. 6S)

40

(Art. 7S)

 

44

Exfrate.rritorialidade Punição Segundo a

Lei Brasileira (§ 1s do Art. 72)

 

47

Condições para

aplicação

da

Lei

Brasileira (§ 2Sdo Art. 7e)

48

Requisitos para aplicação da Lei Brasileira aos crimes cometidos por

estrangeiros contra brasileiros fora do Brasil (§

3® do Art. 72)

52

Pena Cum prida no Estrangeiro (Art. 8e)

53

Eficácia da Sentença Estrangeira (Art. 9a)

54

Contagem do Prazo (Art. 1 0 )

57

Frações não Com putáveis na Pena (Art. 1 1 ) 59

Legislação Especial (Art. 1 2 }

 

60

Título

II -

DO C R IM E

!

63

Disposições G e ra is

 

65

Relação de Causalidade

(Art. 1 3 )

71

Causa Superveniente (§

1e do Art.

1 3 )

72

Causalidade na Omissão (§ 2e do Art. 1 3 )

 

74

Crim e Consum ado (Art. 14 - Inciso I)

78

Tentativa (Art. 14 -

Inciso I I )

 

80

Desistência Voluntária e Arrependim ento Eficaz (Art. 1 5 )

 

:

83

Arrependim ento Posterior (Art. 1 6 )

 

85

Crim e

impossível (Art. 1 7 )

90

Crime Doioso (Art. 18 -

Inciso I )

94

Crim e

Culposo (Art. 18 -

Inciso II)

97

Excepcionalidade do Crime Culposo (§ único do Art. 18)

102

Agravação

pelo Resultado (Art. 1 9 ) 103

Erro Sobre

os Elementos do Tipo (Art. 2 0 )

104

Erro Determinado por Terceiro (§ do Art. 2 0 )

112

Erro Sobre a Pessoa (§ 3a do Art. 2 0 )

114

Desconhecim ento da Lei (Art. 21,

1a p a rte ) 120

Erro de Proibição (Art. 21, 2~ parte)

121

Erro de Proibição Inevitável ou Escusávei (§ único do Art. 2 1 )

124

Coação irresistível e

O bediência Hierárquica (Art. 2 2 )

127,

^■Causas

de Exclusão

da Ântijuridicidade (Art. 2 3 )

130 ;

Excesso nas Justificativas (§ único do Art. 2 3 )

131

Estado de Necessidade {Art. 2 4 )

132

Exclusão do Estado de Necessidade (§ 1s do Art. 2 4 )

133

Redução da

Pena (Parágrafo 2- do Art. 2 4 ) 134

Legítima Defesa (Art. 2 5 )

135

Título III - DA IM PU TABILID A D E P E N A L

 

141

Disposições Gerais (Arts. 26 a 2 8 )

)

143

Inimputáveis (Art. 2 6 )

144

v Culpabilidade Diminuída (§ único do Art. 2 6 )

145

Menoridade (Art. 2 7 )

147

Emoção e Paixão (Art. 2 8

149

Em briaguez Fortuita (§ 19 do Art. 2 8 )

150

Redução da Pena (§ 2- do Art. 2 8 )

151

Título IV - D O

CONCURSO DE P E S S O A S

153

Concurso de Pessoas (Art. 2 9 )

155

Participação de M enor Importância (Parágrafo 19 do Art. 2 9 )

164

Cooperação

Dolosam ente Distinta (Parágrafo do Art.

2 9 )

166

Circunstâncias Incom unicáveis (Art. 3 0 )

167

Casos de Impunibilidade (Art. 3 1 )

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ANTEBliOUlDÂPE D A LEI

Art. 1o - Não há crime sem !ei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.

EXEMPLO CLÁSSICO DO PRINCIPIO DA RESERVA LEGAL EDA ANTERIOR! PAPE:

O Código Penal vigente hoje no Brasil entrou em vigorem 1942: Antes dele, vigorava o CP de 1890. O crime definido no primitivo Art. 281 do CP de 1890, era o comércio clandestino ou facilitação de uso de entorpecente. O CP não punia o fato de o sujeito trazer consigo, para uso próprio, substância entorpecente ou que determine dependência psíquica.

Até 26.12 de

1968 não era crime

portar substância

entorpecente. Com o Decreto-lei n° 385/68, o fato passou a ser

criminoso. Dizia o Art. 1o parágrafo 1o, III, do referido decreto:

“Nas mesmas penas incorre quem ilegalmente(

)

traz consigo,

para uso próprio, substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica.”

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QUALQUER CONDUTA Q Ui HÃO $E ENCONTRE NA NORMA P1NAL INCRIMINADORA Ê ÜCITA.

O fato do exemplo ocorreu antes do Decreto-lei n° 385/68 entrar em vigor

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QUAL P1SPOSITIV© CONSTITUCIONAL PROCLAMA © PRINCÍPIO PA RESERVA LE6AL EO PRINCÍPIO PA

ANTERIOR9PAPE?

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Princípio da Legalidade (ou da Reserva Legal): Não há crime sem (ei anterior que o defina; não há pena sem cominacão. legai. Princípio da anterioridade: Não há crime sem lei anterior que o defina; não há pena sem prévia imposição legai.

Ib> QUESTÃO PE PROVA ÍVI1 CONCURSO PARA INÔRESSO NA CLASSE INICIAL DA CARREIRA PE PEFENSORSA PÚBLICA - PROVA ESPECÍFICA):

2- QUESTÃO: DISSERTAÇÃO: PRINCÍPIO PA RESERVA LE6AL

" O princípio da legalidade é obtido no quadro da denominada

“Função de Garantia Penal'1, que provoca o seu desdobramento em quatro princípios: a) "Nullum Crimen, Nulla Poena Sine Lege Praevia” (Proibição da edição de leis retroativas que fundamentem ou agravem a punibilidade; b) "Nuílum Crimen, Nulla Poena Sine

Legi Scripta” (Proibição da Fundamentação ou do Agravamento da Punibilidade pelo Direito Consuetudinário); c) "Nullum Crimen, Nulla Poena Sine Lege Stricta” (Proibição da Fundamentação ou do Agravamento da Punibilidade pela Analogia); d) "Nullum Crimen, Nulla Poena Sine Lege Certa” (A Proibição de Leis Penais

indeterminadas.)1'

OUTRA QUESTÃO PE PROVA (XXI CONCURSO PARA

INGRESSO NA CLASSE INICIAL PA PEFENSORIA

PÚBLICA - PROVA PRELIMINAR):

V Questão: Indique, no nosso Ordenamento Jurídico, os princípios que proclamam o princípio da Reserva Legai.

Art. 1a do C.P. e Art. 5SXXXIX da C.F/88

13

IO PENAL NO TEM PO

Art. 2° - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.

"NJN6SJEM PODE SER PUNIDO POR FATO QUE LEI "

POSTERIOR DEIXA

P i CONSIDERAR

CRIME

- IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL

PRINCÍPIO DA

O nosso Código de 1940 considera o adultério crime. (Art. 240). Assim, se uma lei nova não mais considerar como crime o adultério, não poderão ser responsabilizados penalmente os autores, ainda que os tenham praticado durante a vigência da lei atual.

Art. 5o XL: " A lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o reú."

O

nosso Código Penal vigente prevê

no

art. 240 o crime de adultério.

Mas, se uma lei nova abolir o crime, o autor do crime, praticado na vigência da lei anterior, não mais será respon­ sabilizado penalmente.

14

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ART. 2°:

CESSANDO EM VIRTUDE DELA A EXECUÇÃO

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E OS EFEITOS PENAIS DA SENTENÇA CONDENATÓRIA.

i sentenciado estiver preso

O réu voltará a condição de primário, não estará mais submetido ao sursis ou ao livramento condicional, etc. Ocorrerá e extinção da punibilidade, prevista no art. 107, III, do CP.

Pela "abolitio criminis" se fazem desaparecer o'delito e todos os seus reflexos penais, permanecendo apenas os civis. Nesta parte, a sentença condenatória transitada em julgado, sem embargo da "abolitio criminis", torna certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime (art. 91, I, do CP.) Isto porque já ficou reconhecida em juízo a ocorrência do fato e estabelecida a sua autoria; o fato já não é crime., mas um ilícito civil que obriga à reparação do dano. O art. 2o, "caput", do CP, portanto, não tem efeitos civis ou processuais civis.

QUAIS SÃO AS HIPÓTESES LEGAIS DE CONFLITOS DE LEIS PENAIS NO TEMPO?

1. Abolitio Criminis {art. 2o)

2. Novatio Legis Incriminadora {pag. 16)

3. Novatio Legis In Pejus (pag. 18)

4. Novatio Legis In Mellius (art. 2° parágrafo único)

15

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i Si UM 8N&1FÍ&ÍNTI PIN A I FOR CONSIPiRAPO CRIME PILA LEI P0ÍTIR8OR?

Ocorre quando o indrfererrta penal em face da lei antiga é considerado crime pela lei posterior.

Exemplo: No CP. atual, o assédio sexual não ó crime, mas se uma lei nova considerar o assédio sexual crime, a lei nova nâo poderá ser aplicada a fatos ocorridos antes de sua vigência, diante do princípio da anterioridade da lei penal, previsto no Art. 5o XXXÍX da CFe no Art. 1odo CP. Digamos que ofato do exemplo tenha ocorrido em novembro de 2001.

Ocorre a "novatio iegis" incriminadora quando um indiferente penal em face de lei antiga é considerado crime pela posterior. Tem império a regra "tempus regit actum". A lei que incrimina novos fatos é irretroativa, uma vez que prejudica o sujeito. O fundamento deste princípio se encontra no aforismo "nullum crimen sine praevia lege"

e digamos que a lei nova que tipifique o assédio sexuai

entre em vigor em 2002

Evidentemente, a lei nova não pode ser aplicada diante do princípio da anterioridade da lei penal previsto no Art. 5o, XXXIX da CF e no Art. 1° do CP. Nessa hipótese, a lei penal é irretroativa. Atualmente, está sendo elaborado projeto de incriminação de fatos que atentam contra a ecologia e o mercado financeiro. Os autores desses fatos, que não estiverem já descritos na lei penal, não poderão ser alcançados pela nova lei enquanto praticados antes do início de sua vigência.

17

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Quando a lei nova é mais severa que a anterior.

Os seqüestradores foram presos, Isso aconteceu antes da lei 8.072/90 entrar em vigor. Em seguida, a lei entra em

vigor

Como é que fica a

situação

daqueles

que

prati­

caram crimes considerados hediondos, antes da lei entrar em vigor?

Em todos os casos em que a lei nova prejudica o sujeito, não pode retroagir.

Art 5o, XL: “A lei penal não retroagirá, salvo para beneficiaro réu.'

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Se

o sujeito pratica um fato cri­

minoso na vigência da lei X, mais benigna, e, no transcorrer da

ação penal, surge a Y, mais seve­ ra, o caso deve ser apreciado sob a eficácia da antiga, em face da exigência de não fazer recair sobre ele uma valoração mais grave que a existente no mo­ mento da conduta delituosa. Há obediência do princípio "tempus

regitactum,"

PARAGRAFO UNICO

m NOVA MODIFICA O RECIME ANTERIOR

BENEFIC8ANP© AIITOAÇé P@ SUJiSTO.

Parágrafo único -A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.

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© RE6IMS AMTIEI0 R, BENIF5C8ÂNP© © RÉU »

Em 1993.

de 1940, o crime de furto é crime de ação

pública incondicionada

na vigência do Código Penal

envia o

relatório com os autos do inquérito ao

M.P.

o delegado abre o inquérito

em 1999, surge uma lei nova definindo que a ação penal, no caso de furto,

procede-se

mediante

presentação

O que acontecerá com o processo?

o promotor inicia a ação penal púbiica através cia denúncia e

o QUE ACONTECERÁ COM O PROCESSO QUÁNPO ALES NOVAMOPIFICAO REDIMEANTERIOR BENiFICSANPO A SITUAÇÃO D© SUJEITO?

É possível que a lei posterior transforme um crime de ação penal pública

incondicionada em crime de ação penal pública condicionada à

representação (

penal já foi iniciada pelo órgão do Ministério Público, através da denúncia, e a lei nova exigir a representação, o processo só pode prosseguir em face da

Nestes casos, são necessárias distinções: Se a ação

)

anuência do ofendido, que deverá ser notificado a fim de manifestar-se, sob pena de ocorrer a decadência.

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o dono do supermercado foi notificado para manifestar-se sobre o furto

EOSJANP® FSCAR DIFÍCIL APURAIS QUAL A LEI MAIS BIN16HA?

0 problema tem que decidir-se em cada caso concreto, comparando-se em cada fato real o resultado da aplicação das várias leis

CONFLITO INTlSSTiMPOSSAl DE LEIS I A PÔV1PA:

QUAL PAS L1I§ APLICAK ?

Quando houver conflito intertemporal e houver dúvida qual das leis aplicar deixe ao interessado a escoiha da lei que mais lhe convém. Havendo conflito, somente o interessado pode aquilatar o que mais o beneficia.

"Alguns doutrinadores entendem que, quando a. lei nova favorecer o agente em um aspecto, possibilitando-lhe os "sursis", por exemplo, e prejudicá-lo em outro, cominando pena mais severa em quantidade, deverá seraplicada apenas uma lei,

a que, afinal, favorece o agente. A melhor soiução, porém, é a de que pode haver combinação das duas leis aplicando-se sempre os dispositivos mais benéficos”. (José Frederico Marques)

LEI EXCEPCIONAI OU TEM PO RÁRIA

Art. 3a-- A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.

' Durante uma revolução, o legislador erige à categoria de crime

1 "passarem determinada ponte". Caio pratica conduta puníve! e, no

\ transcorrer do processo, termina a revolução. Ocorre uma auto-

\ revogação da Jei penal excepcional. Poderá Caio ser condenado?

------------ ►--------------------- --------- ------------------- -

-

Sim. Caio poderá ser condenado, pois "a lei excepcional", embora cessadas as circunstâncias que a determinam, aplica-se ao fato praticado durante a sua vigência. Éultrativa.

Essas espécies de leis têm ultratividade, ou seja, aplicam-se ao fato cometido sob seu império, mesmo depois de revogadas pelo decurso do tempo ou pela superação do estado excepcional. Não se trata aqui do tipo de "abolitio criminis” . A circunstância de ter sido o fato praticado durante o prazo fixado pelo legislador (temporária) ou durante a situação de emergência (excepcional) é elemento temporal do próprio fato típico

23

LEI TEMPORÁRIAS LEI EXCEPCIONAL

Leis penais temporárias são aquelas que possuem vigência previamente fixada pelo legisla­ dor. Esta determina que a lei te­ rá vigência até certa data.

A lei excepcional tem vigência

durar a situação excepcional.

&

enquanto

Leis penais excepcionais são aquelas promulgadas em caso de calamidade pública, guerras, revoluções, cataclismos, epide­ mias.

 

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Tanto a lei excepcional quanto a temporária são ultrativas. Elas continu­ am a ser aplicadas aos fatos praticados durante a sua vigência, mesmo depois de sua auto-revogação.

DIZ 0 ART. J° {LEI TEMPORÁRIA): "AU l TEMPORÁRIA, l^ > EMBORA DECORRIDO O PERÍOPO PE SUA DUBACÁO APLICA-SE AO FATO PRATICADO PURANTE A SUA

VI4ÊNCIA."

DIZ O ART. 5° (LEI EXCEPCIONAL): 'A LEI EXCEPCIONAL CESSAPASASCIRCUNSTÂNCIASQUEA PETERMINARAM APLICA-SEAO FATO PRATKAPO PURANTE A SUAV lí ÊNCIA.-

QUAL A RAZÁO PAS LEISTEMPORÁRIAS EEXCEPCIONAIS SEREM ULTRATIVAS?

DAMASIO

EXPLICA A

"RACIO" DO

LEGISLADOR.

Se-o criminoso soubesse antecipadamente que estivessem destinadas a desaparecer após um determinado tempo, perdendo sua eficácia, lançaria mão de todos os meios para iludir a sanção, principalmente quando iminente o término de sua vigência pelo decurso de seu período de duração ou de suas

circunstâncias determinadoras (

Se a lei temporária não

tivesse eficácia após o decurso do lapso temporal pré-fixado, todos os que tivessem desobedecido a sua norma nos últimos dias de vigência ficariam impunes, pois não haveria tempo para o .processamento das ações penais aníes da auto-revogação

)

ENTENDEU AGORA POR QUE ÁS LEISTEMPORARIAS E EXCEPCIONAIS SÃO ULTRATIVÂS?

26

EOBBDr a ü©n

NORMAS PE DEFINIÇÃO TÍPICA INTECRADA POR OUTOA NORMA

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PReiflS

Se o comerciante cobra p re ço e x c e s s iv o , desrespeitando norma perraí em branco (a tabela) e, na ocasião da condenação este preço está aquém daquele anterior pela inflação, pode, assim mesmo ser condenado em fu n çã o do te m p o passado.

NESTE EXEMPLO, A LEI PENAI EM BRANCO SERA ULTRATSVA

Á

Na questão do tabelamento a lei não sanciona o cidadão porque vendeu a mercadoria pelo preço x ou y, mas porque a vendeu por preço superior ao tabelado, seja x, y ou z. A conduta punível é a cobrança de preço abusivo, além dos limites fixados pela autoridade competente, em face de determinada situação econômica. Neste caso, a lei pena! em branco será ultrativa.

EM QUE CASOS A NORMA PENAL EM BRANCO NÃO SiRÁ ULTRATIVA? EM QUE CASOS HAVERÁ A RETROÁTIVÍ DAPE DOS FATOS OCORRIDOS ANTES DESUAVIGÊNCIA?

 

NORIWA

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PENAL EM \

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BRANCO

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NORMA

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PENAL EM\

BRANCO

(Com caráter

excepcional)

(Sem caráter

excepcional)

Não terá ultratividade a lei penal em branco se a norma complementar não estiver ligada a uma circustância temporal ou excepcional.

No caso do médico que não faz comunicação de moléstia legalmente considerada contagiosa, que depois se verifica não possuir tal característica, é de aceitar-se a re- troatividade. E o motivo da aceitação reside na circunstância de que a obrigatorieda­ de da notificação não se fund ou na temporariedad e ou excepcionalidade. Se tivesse sido colocada a doença no elenco complementar por causa de uma calamidade pú­ blica, como uma epidemia, a solução seria no sentido da ultratividade.

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o TEMPO DO CRIME: o

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Este foi o momento da ação. Quando o' agente praticou o crime, não tinha 18 anos

A vítima só vem a morrer meses depois

29

e e!e já tinha completado 18 anos

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T

. 4 Ô

TEMIDO D 0 CRIME

Art. 4o - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja 0 momento do resultado.

E, ENTÃO, HO EXEMPLO DA PA6INA ANTERIOR, O AdENTi RESPONDERA POR HOMICÍDIO ?

Em face da teoria da atividade, adotada pelo C. P. brasileiro, o autor não responderá por homicídio.

Em face do que dispõe 0 Art. 27, combinado com a disposição do Art. 26 “caput” (presunção absoluta da inimputabilidade por desenvolvimento mentai incompleto), o homicídio foi cometido antes de ele alcançar a maioridade penal (tempo da ação - teoria da atividade).

EXISTEM 3 TEORIAS SOBRE A DETERMINAÇÃO DO TEMPO DO CRIME

1- Teoria do resultado. Considera-se "íempus delicti" 0 momento da produção do resultado. No homicídio, tempo do crime é 0 de seu resultado (morte) e não o da prática dos atos executórios (ação).

2- Teoria da ubigüidade ou mista. O tempo do crime é, indiferentemente, 0 momento da ação ou do resultado. No homicídio, é tanto 0 tempo da prática da ação quanto 0 da produção do evento morte.

3- Teoria da atividade. Atende-se ao momento da prática' daaçao (açao ou omissão).

COMO SERÁ Á APLICAÇÃO PA TEORIA DA ATIVIDADI NOS CRIMES PERMANENTES?

D ez dias

depois

O sujeito ainda em poder dos seqüestradores,

sobrevêm uma nova lei (y), mais severa que a anterior.

QUAL A LEI A SER APLICAPA: A LEI X (MAIS BENÉFICA) OU A LEI Y (MAIS SEVERA)?

Sobrevindo lei nova mais severa durante o tempo da priva­ ção de liberdade, a “lex gravior" será aplicada, pois o agente ainda está praticando a ação na vigência da lei posterior.

COMO SERÁ A APLICAÇÃO DA TEORIA DA ATIVIDADE NOS CRIMES CONTINUADOS?

cinco

dias depois

QUAL A LEI ASER APLICADA: A LEI X (MAIS BENÉFICA) OU A LEI Y (MAIS SEVERA)?

O agente praticou a série de crimes sob o império de duas leis, sendo mais grave a posterior: aplica-se a (ei nova, tendo em vista que o delinqüente já estava advertido da maior gravida­ de da “sanctio juris”, caso “continuasse" a conduta delituosa.

QUANTO AO TERMO INICIAL PÁ PRESCRIÇÃO, Si APLICA Â

RiGRÁ êERAL PA ÁTJVIPAPE Á 0 OTÁ0Á

PELO CÓPI6 0 PENAL?

Termo inicial da prescrição antes de transitar em julgado a sentença finai, Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr:

I - do dia em que o crime se consumou; II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; ]l! - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentam ento do registro civil, da data em que o fato se tornou conhecido.

No homicídio, o crime se consuma com a parada dos batimentos cardíacos.

No fr to

e, no rabo,

o crime. ££. ionáuma

fiOn-i a. paíiSe

da c6\óíl

Nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência.

Nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil, da data em que o fato se tornou conhecido.

COM O SE c o m A O P K A IO MA DECADÊNCIA?

Art. 103 - Salvo disposição expressa em contrário, o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime, ou, nocasodo§ 3o do art. 100, deste Código, do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia.

33

TERRITORIALIDADE

Art. 5o-Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional.

Parágrafo 1° - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacionai, as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.

Parágrafo 2°- É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aqueias em pouso no território nacional ou võo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.

QUAL O CONCEITO DÊ TERRITÓRIO??^

H

&

LASOS, RIOS - ÁãVAS

As águas interiores são compreendidas entre a costa do Estado e a linha de base do marterritorial,

Faixa ao longo da Costa,

o

subsolo (plataform a continental). Limites do mar territorial dec. Lei 1098/70 = 200 milhas

incluindo

o

leito

e

marítimas de largura.

ESPAÇO AÉREO

Teoria que prevalece no Brasil = Teoria da soberania sobre a coluna atmosférica (Lei 7.565/86) delimitada por linhas imaginárias que se situam perpendicular­

do

m ente

aos

lim ite s

território físico,

incluindo o

mar territorial.

34

TERRITÓRIO POR EXTENSÃO (OU FICÇÃO)

PARAGRAFO 1° DO ART. 5o

CONSIDERAM-SE "

NACIONAL AS EMBARCAÇÕES E AERONAVES BRASILEIRAS, DE NATUREZA PÚBLICA 013 A SERVIÇO PO &OYERN0 BRASILEIRO ONI2E QUER QUE SE ENCONTREM "

COM© EXTENSÃO D© TERRITÓRIO

EMBARCAÇÕES E AERONAVES PARÁ6RAFO I o, I a PARTE

EMBARCAÇÕES E AERONAVES NATUREZA PÚBLICA:

DE NATUREZA PÚBLICA-

BRASILEIRAS DE

ÍO

Q(JE £

Pela Convenção de Genebra (1958) é navio de guerra o pertencente à marinha de guerra de Estado e que traga os sinais exteriores distintivos dos navios de guerra de sua nacionalidade.

Aeronaves públicas integram as forças armadas, inclusive as requisitadas na forma da lei para missões m ilitares. Aeronaves púbücas civis são as mais utilizadas pelo Estado em serviço público que não seja de natureza militar como aeronave de polícia.

Se for cometido um crime no interior dessas embarcações e aeronaves, onde quer que estejam (alto -m ar, m ar territorial, portos e aeroportos estrangeiros) é aplicável a iei brasileira pela regra da territorialidade.

t í v

EMBARCAÇÕES IAERONAVES PE NATUREZA PRIVADA =LEI DA BANDEIRA OU PRINCÍPIO DO PAVILHÃO PARÂdRÁFO PüSME3ROf2APARTI

"BEM COMO AS AERONAVES I AS EMBARCAÇÕES BRASILEIRAS,MERCANTIS E DE PROPRIEDADE PRIVADA, QUE SE ACHEM, RESPECTIVAMENTE, NO ESPAÇO AÉREO CORRESPONDENTE OU EM ALTOMAR."

Pelo parágrafo primeiro do Art. 5o, são também consideradas território nacional as. embarcações e aeronaves brasileiras, mercantes ou de propriedade privada que se acham em alto mar (partes do mar que não são águas interiores ou mar terri­ torial estrangeiro) ou o estejam sobrevoando. Nessa hipóte­ se, prevalece a denominada “lei da bandeira” ou “princípio do pavilhão”, que considera as embarcações e aeronaves como extensões do paísemquese acham matriculadas.

36

I SE AS AERONAVES I AS EMBARCAÇÕES MACSONAIS IN 6 RÊSSAREM HO MAU TERRITO RIA L ESTRANGEIRO ©U O SOBREVOAREM?

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Se “

ou sobrevoam mar terrí-

toriaf estrangeiro, se ocorrer crime em suas dependências, não será considerado territó­ rio brasileiro.

cionais ingressam

as embarcações ou aeronaves na­

Não serão extensão do território brasileiro as em­ barcações e aeronaves nacionais quando ingres­ sarem no mar territorial estrangeiro ou o sobre­ voarem. O Brasil, aliás, não ratificou a Convenção de Genebra que permitia restrições a esse princí­ pio internacional (Art. 19). O Superior Tribunal de Justiça, aliás, entendeu íer sido praticado em terri­ tório brasileiro crime ocorrido a bordo de navio mercante estrangeiro em águas territoriais brasi­ leiras, afastando a incidência do Art. 301 do Código de Bustamante, tanto mais quanto os paí­ ses de nacionalidade de autor e vítima e da ban­ deira do navio não eram signatários da Convenção de Havana. ( Vide R T665/353)

> ÍV

EMBARCA0ES i AEBON&VIS ISTIUNCilEAI QUÁND®

h*> ÍN6RIS$AMN0TÍRHITéfti@ NACIONAL

PARACRAFO 2o DO ART

Parágrafo 2° - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando- se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou marterriíorial do Brasil.

Não se aplica o art. 5oparágrafo 2ose os navios forem públicos. Aplica-se a lei do país de origem, quando ingressarem em território brasileiro. Ocorrendo um crime em suas dependências e se já estiverem em solo brasileiro, aplica-se a lei do país de origem.

E SE OS NAVIOS ESTRANGEIROS FOREM DE NATUREZA

PRIVADA?

Se os navios estrangeiros de natureza privada ingressarem em território brasileiro e ocorrer crime em suas dependências, apíica-se a lei brasileira.

E SE OCORRER UM CRIME NAS DEPENDENCSAS DE

AERONAVE ESTRANGEIRA NO ESPAÇOAÉREO BRASILEIRO?

O Brasil abriu mão de aplicação da lei penal a crime cometido no espaço aéreo brasileiro em algumas hipóteses. Em decorrência da convenção internacional a que aderiu, comprometeu-se, pelo Decreto-lei 479/69 a não intervir no vôo de aeronave privada no espaço aéreo brasileiro afim de exercer sua jurisdição penal em relação a uma infração cometida a bordo, a menos que produza efeitos no país ou atinja seus interesses.

G íB ^ [S ® < ã 0 M

ART. 6o

l

Quando o crime tem início em território estrangeiro e se consuma no Brasil, é co n s id e ra d o o crim e praticado no Brasif. Se alguém , em te rritó rio boliviano, atirar na vitima que se encontra em nosso território, vindo a falecer -> aplica-se a lei brasileira.

Também se apíica a lei brasileira quando um estrangeiro expedir a uma pessoa que viva no Brasil um pacote de doces envenenados.

40

A R T 6o DO CP - SEOUTRO LOCAL FOR TER R ITÓ R IO FORA PO BRASIL - TEO RIA P A UBÍÔ ÜSPADi

A R T . 70 PO CP.P. - QÜÂNP© 0 $ LOCAIS FOREM DENTRO PO BRASIL

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Art. 70 - A competência será de regra determinada pelo lugar onde se consumar a infração.

QUAIS SÃO AS TEORSAS QUE EXISTEM SO B R i O IU&AR

S?0 CRIM E? A DETERM INAÇÃO DO LU 6 Á R EM QUE SE

CONSIDERA PRATICADO É DECISIVA HO TOCANTE À

COMPETÊNCIA IN TERN ACIO N AL

PARA SOLUÇÃO DO PROBLEMA TÊM SIDO PRECONIZADAS TRÊS TEORIAS PRINCIPAIS :

1o ) Teoria da atividade (ou da ação), sm que o lugar do crime é o local da conduta criminosa .(ação ou omissão), como aquele em que foram efetuados os disparos (no homicídio) 2° ) A teoria do resultado (ou do efeito), em que se considera para a aplicação da lei o local da consumação (ou do resultado) do crime, como, por exempío, o lugar em que a vítima venha morrer. 3o ) A teoria da ubigüidade (ou da unidade, ou mrsta) pela qual se entende como lugar do crime tanto o local da conduta como o do resultado, sendo, no homicídio, aquele em que foram efetuados os disparos e também onde ocorreu a morte.

Basta que uma porção da conduta criminosa tenha ocorrido em nosso Território para ser aplicada a nossa lei.

COMO RESOLVER O PROBLEMA PÁ TENTATIVA PILA

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A

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mpkbW> ■ ------------------- -------------------

O lugar da figura típica da ampliação temporal é não só

aquele em que o sujeito desenvolveu a atividade executória,

como também onde "deveria produzir-se o resultado.”

EXT1tATERRVfOlUAUI»APEIN<ONDKIONADA% QO^M

Art. 7o - FICAM SUJHiTOS À LEI BRASILEIRA, EMBORA COMETIDOS NO ESTRANGEIRO:

I) OS CRIMES:

a} contra a vida ou a liberdade do Presidente da República;

b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de

Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista,

autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público;

c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço;

d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. f

t>

INC ISO

I, LETRA ”A"

1MCI$® I, LETRA

Os crimes contra a vida estão no

os

delitos contra a liberdade individual são os previstos no capitulo VI. Me­ lhor seria a lei referir-se a crimes que atentem contra a vida ou a liberdade do Presidente da República.

capíiulo

I

da

Parte

Especial

e

EX TR A TERR ITO R IA LID A P E £©NPiCIONAI?ATt> OKJíSÍM1DO

ART. T

- FSCAM SUJEITOS A LEI BRASILEIRA, EMBORA COMETIDOS NO

ESTRANGEIRO:

II) OS CRIMES:

a) que, portratadoou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir;

b) praticados por brasileiro;

c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de pro­

priedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.

Trata-se de extraterritorialidade condicionada porque dependem de certas condições elencadas no parágrafo segundo.

O Inciso II, do Art. 7o, prevê três hipóteses de aplicação

da íei brasileira a autores de crimes cometidos no estrangeiro, desde que preenchidos os requisitos previstos no parágrafo segundo do mesmo artigo. São casos de extraterritorialidade condicionada, pois

dependem dessas condições

A aplicação da lei brasileira, nessas três hipóteses,

entretanto, fica subordinada às condições estabelecidas pelo parágrafo 2odo Art. 7°

AUY„ 7

IN C g fO I I , LETUAAi

c&smis qu c o buâsíl $e o b ric o u a re p rim ir P&UYKATÁP® @H €©M¥1HÇé

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Utilizou-se o princípio da justiça ou competência universal para a repressão aos delitos que atingem vários países, como atos de pirataria, o tráfico de mulheres, o tráfico de entorpecentes, a difusão de publicações obscenas, a prática de crime a bordo de aeronaves, a daníficação ou destruição de cabos submarinos etc. todos objetos de convenções e tratados a que o Brasil aderiu.

A m . 7°. INCISO II, L1YEA B ;

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C R IM E S

P Ü A T IC & P Q S

BRASILEIRO

exterior

Trata o dispositivo da aplicação do princípio da nacionalidade ou da personalidade ativa. Tendo o país o P deverdeobrigaro seu naciona! a cumprir as leis, permite-se a aplicação da iei brasileira ao crime por ele cometido no estrangeiro.

PARÁCRAFO 1o

A RT. 7-

Parágrafo 1o - Nos casos do Inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro.

No Art. 7°, I, faz o legislador aplicação do princípio real ou de proteção, tendo em vista a relevância das objetividades jurídicas ou bens-interesses tutelados, como a vida ou a liberdade do Presidente da República, o crédito ou a fé pública da União, o genocídio, etc., todos distribuídos pelas alíneas "a" e"d” do inciso. E tamanho é o apreço que por eles demonstra, que, no parágrafo 1o, declara que o agente será punido pela lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado fora de nossas fronteiras. Todavia, o rigor deste preceito, em caso de condenação em outro país é suavizado pelo Art. 8o, ao declarar que a pena cumprida no estrangeiro atenua a imposta no Brasil, pelo mesmo delito quando diversas, ou nela é computada quando idênticas.

PARAGRAFO 2* DO ART. 7®

Parágrafo 2o- Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições:

a) enfraro agente no território nacional;

b) ser o fato punível também no país em que foi praticado;

c) estaro crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição;

d) não tersido o agente absolvido no estrangeiro ou não teraí cumprido a pena;

e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, poroutro motivo, não estarextinta

a punrbilidade, segundo a lei mais favorável.

PRIMEIRA CONDIÇÃO: IETRÂ A:

ENTEAR AGENTE EM TERRITÓRIO NACSONA1

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r^Ãnecessidade dapresençãdT™t,^ w \

 

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agente é condição de procedibilidader^

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ou condição objetiva de

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punibilídode ???? v—' —

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CXWDfÇtoDE PROCEDl BJUOAÜE

CONDÇÍOOBJETIVADÈPUNBILIMDE

Há ausência de pressuposto pro­ cessual ? Não há condição de proce- dibilidade ? Anulo a ação penal e não absolvo o acusado I ^Não julgo o mérito da causa!

Aplica o Art. 43, III do CPP,

Se o juiz, na sentença verifica a ausência de pressuposto processual, não absolve o acusado, mas sim anula a ação penal, uma vez que a nulidade não obsta ao seu exercício, desde que satisfeita a condição, qual seja, a entrada do agente no território nacional.

48

Como já se decidiu, "tratando-se de crime

no exterior e de autoria de brasileiro, tornava-se, eníre outras condições, indispensáveS para o exercício aqui da ação penal, que ele tivesse voltado ao solo pátrio. Ora, o denunciado, ao que consta, permanece ainda no estrangeiro. Daí a nulidade da ação penal, reconhecida pe!a turma julgadora que, ao decidir o feito, retificou o dispositivo da sentença, porque a espécie é de nulidade "ab initio" da ação e não de absolvição. (RT,233:'Í22)

inteiramente executado

SEÊUNPA CONDBÇÃO: $m Q FAT© PUNÍVEL TAMBÉM HO PAÍS IM QUE FOi PRAT8CAPO.

Exrge-se, pois, que a conduta esteja descrita como crime.na legislação do país em que foi praticado, quer com o mesmo “nomem juris”,empregado pela nossa, quer com outro.

TERCEIRA CONDIÇÃO: ESTARO CRIME INCLUÍDO

ENTOE AQUELES QUE A LEI

r

BRASILEIRA AUTORIZA A EXTRADIÇÃO

oQ'

•' Pefo A r t, 77 da íeí do estrangeiro, não se concederá * a extradição em diversos casos e, a contrário sehsu, a lei brasiJerra autoriza a extradição quando: a lei brasileira impuser ao crime pena superior a um ono; se o extraditando não tive r sido condenado ou

absolvido no Brosi! pelo mesmo

fa to que se

fundar o pedido; não estiver extinta a punibilidade

e tc

,

e tc

e tc

QUARTA CONPIÇÃ0: NÃO TER $WO O A Ô iN TI ABSOLVIPO N@ ESTRANâiiflO OU NÃO T IR A I

CUMPR8POAPENA.

Se o agente cumpriu ou foi executada a pena no estrangeiro, não pode ser aplicada a lei brasileira. Caso contrário, ocorre uma causa de extinção da punibilidade. Se a sanção foi cumprida parcialmente pode ser instaurado novo processo (Art. 8oCP).

QUINTA CONDIÇÃO: NÃO TER SIDO O AGENTE PERDOADO NO ESTRANGEIRO OU, POR OUTRO MOTIVO, NÃO ESTAR EXTINTA A PUNIBILIDADE, SEGUNDO A LEI MAIS FAVORÁ­ VEL.

CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE

50

E, ÊNTAO, ELE SE CASOU COM OUTRA MULHER BRASILEIRA E DESTA VEZ NO PARAGUAI

"POR QUE SEREI PUNiDO PELA LEI BRASILEIRA? EU ME CASEI OUAS VEZES, SENDO UMA VÈ2 NO BRASIL E OUTRA NO PARAGUAI!!!"

CRIME DE B IG A M IA N O PARAGUAI - TISP: “ Há no ordenamento penal paraguaio regra clara e precisa punindo a bigamia, consoante o art. 300 do seu Código Penal, o que não impede, pois, a aplicação extraterritorial da lei brasileira, pior idêntico delito cometido por cidadão domiciliado no território nacional e que ali torna a se casarcom brasileira, não dissolvendo ainda o vínculo anterior.”

51

PARA6RAFO 3o DO ART. T

Parágrafo 3o - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior:

a) não foi pedida ou foi negada a extradição; b) houve requisição do Ministério da Justiça.

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CÜMtrTíDO PORESTftANGBRO COívTfiA

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2 R egei síTos

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TEM QUE REUNIR AS 5 CONDIÇÕES DO PARÁGRAFO 2o E OS 2 REQUISITOS DO PARÁGRAFO 3o DO ART. T

O sentido da disposição não é prontamente acessível. Trata-se de caso “em que um estrangeiro comete crime contra brasileiro. Foge para o Brasil. Suponha-se que, em virtude de alguma particularidade da lei sobre a extradição, esse criminoso não possa ser extraditado, embora, em tese, a medida coubesse para o gênero de delito pelo qual é responsável, ou que haja sido formulada, pelo Estado estrangeiro, a devida solicitação. O Brasil, então, contrai o dever de efetuar o processo. Para que este se instaure, aguarda-se requisição por parte do ministério da Justiça, porque, tratando-se de crime praticado fora do território nacional, é razoável que aquela alta autoridade, representando a Justiça do Brasil, possa resolver sobre a conveniência da ação penal.

52

PENA CUM PRIDA H O ESTRANGEIRO

Art. 8o - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas.

DIVERSIDADE QUALITATIVA:"

A PENA IMPOSTA

m BRASIL PELOMESMO CRIME, QUANDO DIVERSAS/

® tS a

Mas, seu juiz. eu já paguei muita por este crime no estrangeiro!

Diz-se qualitativa porque as qualidades das penas não são iguais. No caso, a pena imposta pelo crime no estrangeiro éa de muita, enquanto no Brasil é a pena de reclusão. Sendo assim, como diz o Art. 8° f parte, a pena será atenuada.

DIVERSIDADE QUANTITATIVA:"

OU NELA È

COMPUTADA QUANDO IDÊNTICAS/

Diz-se quantitativa porque as penas impostas no estrangeiro e no Brasil são da m esm a espécie, influindo apenas na quantidade das mesmas.

53

EFICÁCIA m

SENTENÇA E$TRAN<ÍEÍRA

Art. 9o - A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas conseqüências, pode ser homologada no Brasil para:

I) obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a outros efeitos civis; II)sujeiíá-lo a medida de segurança.

'

Parágrafo único: A homologação depende:

a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte interessada;

b} para os outros efeitos, da existência de tratado de extradição com o

país de cuja autoridade judiciária emanou a sentença, ou, na falta de tratado, de requisição do Ministro da Justiça.

"

A

sentença estrangeira(

)

pode ser homologada no Brasil

"

Confirmar ou aprovar por autoridade

homologação: aprovação

dada por autoridade judicial ou a dm inistrativa a certos atos particulares para que produzam os efeitos jurídicos que lhe são próprios.

judicial

A quem compete a homologação da sentença estrangeira?

Art. 102 Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guardada Constituição, cabendo-lhe:

I

- processar e julgar, originariamente:

h

- a homologação das sentenças estrangeiras e a concessão do

"exequatur" às cartas rogatórias, que podem ser conferidas pelo regimento interno a seu Presidente;

Art. 13 São atribuições do Presidente:

IX - conceder "exequatur" a cartas rogatórias e, no caso do art. 222, homologar sentenças estrangeiras.

PR3MEIÜA HIPÓTESE m HOMOLOOACÃO

PA SENTENÇA PEN AI

ESTRANGEIRA:

ART- V *

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OBRIMnOWNPÍNAÍíOÀ REPARAÇÃO DO PANO, A restjtuI0E$ EA OUTROS EFEITOSCIVIS;'

 

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HOMOfOGAR E5TA

 

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SEfifTZNÇA I

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Penal

EsTííAWsE^f; i.

Esía homologação depende de

pedido

parte

interessada

(art. 9o, parágrafo único, a).

da

55

O Presidente

normas

nos

Processo Penal.

do STF

da

as

homologação

de

observará

a

respeito

787

a

arts.

790 do

Código

SEÊUNDA HIPÓTESE PE HOMOLOGAÇÃO

^ DA SENTENÇA P IN A I ESTRAN 6IIRA:

ART. 9o- INCISOI! ]£> SUIE1TARO SENTENCIADOAMEDIDA DESEâURANÇA.

] ^ >

CASOSEMQUIA SENTENÇAPENALESTIUN6E1RAPRODUZAL6UNS

EFEITOSHO BRASIL, INDEPENDENTEMENTE DEQUALQUERCONDIÇÃO:

REINCIDÊNCIA(ART. 65) / DETRAÇÃO(ART. 42), NASCONDI0ES IMPOSTAS A RESPEITODAEXTRATERRITORIALIDADE (ART. 7o, PARÁCRAFOIo, D' ET) ETC.

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PIA PO COMETO INÜUKE NO ÍÔMPUTO PO PRAZO

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Qualquer que seja a fração do primeiro dia, dia do começo, é computada como um dia inteiro. Assim, se o réu começa a cumprir a pena privativa de liberdade às 15h, esse dia é contado por inteiro, nâo se levando em conta que, realmente, durante ete, ficou encarcerado somente nove horas.

CONTAGEM DOS PRAZOS PROCESSUAIS PENAIS ÍONTACEM DOS PRAZOS PENAIS.

PRAZO PROCESSUAL PENAL: NÃO SE COMPUTARÁ NO PRAZO O DIA DO COMEÇO, ENCLUINDO-SE, PORÉM, O DO VENCIMENTO ( VIDE ART. 798 E # I o DO CP.P . )

PRAZO PENAL: O DfA DO COMEÇO INCLUI-SE NO CÔMPUTO DO PRAZO

O Art. 10 do CP e o Art. 798 § 1°,doC.P.P,

embora diversos, não são de coexistência inconciliável, pois se justificam em face do fundamento de política criminal que os informam no Processo Penal. Quanto mais longo o prazo ou demorado o seu início,

tanto mais beneficiará o

réu

EXEMPLO DE PRAZO PROCESSUAL PENAL:

Por que o prazo começará a correr a partir de terça? Porque é de natureza processual

Art. 798 - Todos os prazos correrão em ca rtó rio e serão contínuos e peremptórios, NÃO SE INTERROM­ PENDO POR FÉRIAS. DOMINGOS E FERIADOS.

No processo penal, os prazos são fixados em minutos, horas, dias, meses

e até mesmo anos.

indagar qual a unidade-tempo real fixada em lei para a realização do ato.

Quando fixada em dias, e é o mais freqüente (

§ 1o do Art. 125 do Código Civil, aplicável por analogia. Se o prazo for

observar-se-á a regra do

(

)

Para se saber como se contam os prazos, urge

)

inferiora 24 horas, obedecido será o Código Civil.

58

ART. 11

FRAÇÕES NÃO COMPUTÁVEIS DA PENA

Art. 11- Desprezam-se, nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direitos, as frações de dia, e, na pena de multa, as frações de cruzeiro.

Também são desprezadas nas penas de multa aplicadas, fixadas em dias-multa, as frações de cruzeiro. Embora a lei, na época de sua elaboração, se referisse à moeda vigente há que se fazer uma interpretação progressiva. Extintos o cruzeiro antigo e o cruzado, o novo cruzeiro e o cruzeiro real, o real é a unidade monetária nacional, devendo ser desprezados os centavos, fração da nova moeda brasileira.

59

ART. X I

Art. 12 - As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial, se esta não dispuser de modo diverso.

Esse cara é um traficante de drogas.

é

especial

porque não está contida no Código Penal. O Art. 12 da Lei 6368/76 estabelece o crime de tráfico.

A

(Lei

lei

6368/76

lei

de

Tóxicos)

ou

/u m a

extravagante

Art. 12 - Importar ou exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda ou oferecer, fornecer ainda que gratuitamente, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a consumo substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, sem autorização ou em desacordo com determinação legaf ou regulamentar:

Pena - reclusão, de 3 (três) a 15 (quinze) anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a 360

(trezentos e sessenta) dias-mufta. ,, t ^ ,

1/íM, H:-’\

J

'j _ L<J.,

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enviou, mas a mercadoria

ele

tentou mas a mercadoria não chegou porque

não chegou ao seu destino

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ELE TENTOU, MAS O CISSME NÃO Si

^

CONSUMOU! IA 60H A ? NA L15 6368/76 NÃO HÁ PIIEVISÃO A RESPEITO PA TENTATIVA!

Pzevlsftc A ftGSPfO °

ART- >14, ÍNCÍSO JT CO r

Art. 14 Diz-se o crime:

TENTATIVA il - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.

Assim,

por exemplo, tratando-se d© crime de tráfico de tóxicos,

apliçar-se-á à tentativa o disposto no Art. 14, inciso II e parágrafo único do CP, por não estabelecer a fei especial qualquer regra a

respeito do "conatus”.

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OMÍSSA E bí^ p0?pBl.R . a' 0 Que C,ÍS5E^

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mas no caso de contravenção, porém, não se punirá a tentativa, como

determina o citado artigo, por dispor de modo diverso essa Lei Especial (Art. 4o da

Sim

LCP).

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DO CRIME

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(S K Ü & & D Í

COHCIIT© PECRIMS

Para que haja crime é preciso, em primeiro lugar, uma conduta humana positiva ou negativa (ação ou omissão}.

ou.-

nem todo o comportamento do homem

somente os descritos na lei

penal podem ser assim considerados ( Princípio da reserva legal)

constitui delito(

Mas

)

CONDUTA NEGATIVA (OMISSÃO)

O fato tem que ser típico, ou seja, que esteja descrito na lei como infração penal.

NÃO BASTA QUE SUA TÍPICO. DEVI SER, TAMBÉM. ANfliURÍPlCO.

MATAR AL6UÉM É

F A T ©

T ÍP IC O

M A S SE FO R PR A TIC A D O EM LEG ÍTIM A D EFESA N Ã O S IR Á A N T IJU R 8D IC O

Excluída a antijuridicidade, não há crime.

Requisitos do Crime, sob o aspecto formal

Típico + A n tiju rídico

'

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OUAI$ OS IliMINTOS PO FATO TÍPICO ?

- COMP U T A H U M A N A PO LO SA O U CU LPO SA

2- RESULTAP© : TOPE SE APRESENTAR PE VAESAS FORMAS-.

i

:

EFEITOS FISIOLOCICOS :

M O RTE DE U M H O M E M

EFEITOS PSICOLOCSCOS : C O M O A PERCEPÇÃO PE U M A EXPRESSÃO OFENSIVA POR PARTE PE U M A PESSOA N A IN JÚ R iA E N A D IFA M AÇ Ã O

3 - NEXO m

.

CAUSAÜPAPE ENTOE A C0 N PUTA E O RESULTADO

H A O COM PORTAM ENTO H U M A N O :

DESFERIR FACAPAS

O RESULTADO M O R TE

DESFERIR FA í A P AS É A CAUSA £ A M ORTE O EFEITO.

4 - ENQUADRAMENTO DO FATO MATERIAL í CONDUTA , RESULTADO £ NEXO ) A UMA NORMA PENAL 5NCRIMÍNADORA

M ATAR AL^U EM

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1 2 1

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T E O R IA C A U SA LISTA ( T E O R IA CLÁSSICA)

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A culpabilidade é tida como componente do crime

Para a teoria causalista

a conduta é com portam ento humano voluntário no mundo exterior, que consiste em fazer ou não fazer.

Para a íeoria causalista, para

se concluir pela existência da ação típica, deve-se apreciar o com portam ento sem qualquer indagação a respeito da sua

iíicitudeou culpabilidade

T

E O R IA SO CIAL

 

A

teoria social da ação ( ou da ação

socialm ente a d equa da) surgiu

para

ser uma ponte entre as teorias cau- salísta e finalista. Para essa teoria

ação é a conduta socialm ente re­ levante, dom inada ou domínávei pela vontade hu m a n a

a

T

E O R IA FIN A LISTA

Para os finalistas, na hipótese de ter o agente premido o gatiího voluntariamente, efetuando o disparo e atingido outra pessoa que vem a morrer, somente terá praticado um fato típico se tinha com fim esse resultado ou se assumiu conscientemente o risco de produzi-lo (homicídio dofoso) ou se não tomou as cautelas necessárias ao manejar a arma para dispará-la, limpá-fa, etc. ( homicídio cufposo).

68

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T rtl® Í&D&

tBíM^OÍLtlOíE© s

TEORIA FINALISTA PA AÇÃO

Para a teoria finalista da ação (ou da ação finalista), como todo comportamento do homem tem uma finalidade, a conduta é uma atividade finai humana e não um comportamento simplesmente causai. Como ela é um fazer {ou não fazer ) voluntário, implica necessariamente uma finalidade. Não se concebe vontade de nacfa ou para nada, e sim dirigida a um fim.

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ART. 13

RELAÇÃO PE CASJSAUPADE

Art. 13.-0 resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputáve! a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.

Para que se possa reconhecer se a condição é causa do resultado, utiliza-se o processo hipotético de eliminação, segundo o qua! causa é todo antecedente que não pode ser suprimido " in mente " sem afetar o resultado. Assim, se a vitima se fere na fuga quando procura fugir à agressão, há relação de causalidade, pois, se hipoteticamente se suprimisse a agressão, a vítima não fugiria e, portanto, não sofreria a lesão.

71

PARA6RAFO I o DO ART. 13

SU P ER V EN IÊN C iA E»E CAU SA SN ^ EPEND EN TE

Parágrafo 1o . A superveniêncía de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.

No hospital, a vítima morre em decorrência cfo incêndio ocorrido no mesmo.

Se a causa superveniente estiver fora do desdobramento físico necessário, normal com a causa anterior, o agente não é punido pelo resuítâdo. Ele só responderá por tentativa de homicídio e não por homicídio.

■su AeMON£>eRSi‘ A

PGftTêwWíl/A Do

ZtoMiCÍDiO e Kfàb

Homicídio'. /

resolvem-se as dúvidas quanto à res­ ponsabilidade do agente nas hipóteses previstas pelo parágrafo primeiro quando se examina a causa superveniente que mantém essa relação relativa com a causa anterior: se estiver ela fora do desdobra­ mento físico necessário, normal, o agente não é punido pelo resultado; se estiver eia dentro desse desdobramento necessário, o agente é responsável pelo evento.

E SE A CAUSA SUCESSIVA ESTBVEE NA LINHA PE PESPOBISAMENT© fí$l€ 0 DO RESULTADO PA PR IM EIRA ?

Durante a cirurgia o

paciente morre

por choque

anafiiátíco.

A causa superveniente não rompe o nexo de causalidade quando constituir um prolongam ento ou desdobram ento da ação com etida pelo agente.

Se a causa sucessiva, porém, está na linha do desdobramento físico ou anatomopaiológico do resultado da ação primeira, o resultado é atribuído ao agente da primeira causa. Exemplos clássicos são os do ferido que, íevado ao hospital, morre por choque anafilático ou colapso cardíaco provocado pela anestesia ministrada quando os médicos estão praticando uma intervenção cirúrgica para salvá-lo.

* X 0

PARAÚRAFO 2 o DO ART. 13

R IliV Â N C IA

D A O M IS SÃ O

Parágrafo 2o - A omissão é penalmente relevante quando o omiíente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem :

a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;

b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;

c) com o seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.

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Crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão:

A omissão consiste na transgressão do dever jurídico de impedir o resultado, praticando-se o crime que, abstratamente, é comissivo.

é incorreta a afirmação de que a omissão produziu o resultado, visto que

no plano físico existem apenas ações. A estrutura da conduta omissiva é

essencialmente normativa, não naturalística. A causalidade não é formulada em face de uma relação entre a omissão e o resultado, mas entre este e a conduta que o sujeito estava juridicamente obrigado a realizare omitiu.

74

A QUEM INCUBE O DEVER LE6ÂL DE M IK ?

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C U I& A D 0, PROTEÇÃO OU V I6IL Â H C IA

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obviss-

ÍC édJco

O primeiro caso de dever jurídico de agir ocorre quando existe um mandamento imposto pela fei determinando a

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obrigação de cuidado, proteção ou vigilância advém das relações de pátrio poder, casamento, família, tutela, curatela, adoção, etc.

realização da conduta impeditiva do resultado (

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B ) PE OUTRA FORMA, ASSUMIU A RESPONSABIliPAISI 1MPSPBR O RESULTADO :

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No segundo caso, a doutrina não faia mais em dever

contratual, uma vez que a posição de “garantidof

pode advir de situações em que não existe relação jurídica entre as partes. O importante é que o sujeito se coloque em posição de “garante” da não- ocorrência do resultado, haja contrato ou não, como nas hipóteses em que voluntariamente assume encargo sem função tutelar ou mandato.

76

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O QUE Si INTENPE POR HISCO ANTECEDENTE ?

a COM SEU COMPORTAMENTO ANTERIOR, CIS10U O m seo PA ©COERÊNCIA S»0 RESULTAB>©;

No terceiro caso, o sujeito pratica um fato provocador do perigo de dano, tendo por isso a obrigação de impedir o resultado.

77

Conceito de crime consumado: A noção de consumação expressa a total conformidade do

fato praticado

pelo agente com a hipótese abstrata descrita pela norma penai incrimi-

nadora.

QUAL A DIFERENÇA DE CRIME CONSUMADO E EXAURIDO ?

No crime consumado o itercriminis se encerra com a consumação. Na corrupção passiva (Art. 317} o crime se consuma com a simples solicitação da vantagem indevida.

Com a solicitação da vantagem indevida se consuma o crime de corrupção passiva

Se o agente efetivamente recebe a vanta­ gem, esse acontecimento posterior se situa na fase de exaurimento do crime.

O crime se exaure com o recebimento da vantagem

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Nos crimes culposos a consumação ocorre com a produção do resultado

Nos crimes materiais o momento /

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consumativo é o da produção deste.

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MosResse^ No homicídio culposo o momento consuma- tívo é aquele que se verifica a morte da vítima

e u SOO FROMÍTOR!

Meb&OüiwtelflO

PAaflEüKSo

tetotMcifKR VoSí

NOS CRiMES DE MERA CONDUTAA CONSUMAÇÃO SE DÁ COM A SIMPLES AÇÃO.

CRIMES PERMANENTES

A CONSUMAÇAO SE PROTRAI NO TEMPO ATÉ QUE CESSE O COMPORTAMENTO DO AGENTE

NOS CRiMES FORMAIS COM A CONDUTA TÍPICA IMEDIATAMENTE ANTERIOR À FASE DO EVENTO

CRIMES 0MISSIV0S PR0PR10S

| INSTANTE DA CONDUTA |

NOS CRIMES DE PERIGO NO MOMENTO EM QUE O SUJEI­ TO PASSIVO, EM FACE DA CONDUTA, É EXPOSTO A PERIGO DE DANO.

CRIMES OMISSIVOS IMPRÓPRIOS

PRODUÇÃO DO

RESULTADO

ART. 14 - INCISO II

ART 14. DIZ-SE O CRIME:

TENTATIVA

jll - tentado, quando iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. PENA DE TENTATIVA Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.

Nossa lei não faz diferença entre tentativa perfeita (crime falho) e imperfeita, pelo que recebem igual tratamento penal no que tange à imposição da pena em abstrato (art. 14, parágrafo único). Todavia, quando da aplicação da sanção em concreto, o juiz deve levar em conta a existência de uma das espécies (art. 59, caput).

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TENTATIVA PERFEITA

iüP f' e le Oüis n e maTa* ,

MAS

NflO

NA TENTATIVA PERFEITA (OU CRIME FALHO) A CONSUMARÃO NÃO OCORRE, APESAR DE TER O A6EMTE PRATICADO OS ATOS NECESSÁRIOS À PRODUÇÃO &G EVENTO.

FALHO) A CONSUMARÃO NÃO OCORRE, APESAR DE TER O A6EMTE PRATICADO OS ATOS NECESSÁRIOS À PRODUÇÃO

CDNSeSütU '

/

2£> TEN TATIVA IM PERFEITA

Na tentativa imperfeita o agente não exaure toda a sua potencialidade lesiva por circuns- tâncias alheias à sua vontade.

J£ >

Q UAL O ELEM ENTO SU BJETIVO DA TEN TA TIV A ?

A tentativa não possui um dolo próprio, especial, isto é, diferente daquele que informa o elemento subjetivo do crime consumado. Aquele que furta age com o mesmo dolo daquele que tenta furtar. O dolo pode ser direto ou eventual, O crime pode ser de ímpeto ou refletido.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------:

2 £ > Q UAIS OS CRIM ES QUE NÃO AISM ITEM TEN TA TIV A ?

• OS CRIMES CULPOSOS

• OS CRIMES PRETERDOLOSOS OU PRETER1NTENCIONAIS

• AS CONTRAVENÇÕES

• OS CRIMES OMISSIVOS PRÓPRfOS

• OS CRIMES

• OS CRIMES HABITUAIS

• OS CRIMES PERMANENTES DE FORMA EXCLUSIVAMENTE OMISSIVA

• OS CRIMES DE ATENTADO

UN1SSUBS1STENTES [m a t e r ia is , f o r m a is o u d e m e r a c o n d u t a )

A R iO T E N P IM IN T ©

EMCAZ:

$eete morrer, nãoháque- se falar em arrepsr)dI- mento eficaz-

a PIFEREN^A PE PESISTÊHCIA VO LU N TÁ R IA E ARREPENDIMENTO IFIC A Z ?■

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PRIMEÍRA PARTE : "O AÊENTE QUE, VOLUNTARIAMENTE, "

DESISTE DA £©MSUMAÇé PO

CRIME

DESISTÊNCIA VO IU N TÁ R IA

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SEGUNPA PARTE: "

PROPUZA

OU 8MPEPE QUE O RESULTAP© SE

ARREPENDIMENTO EF5£AZ.

PESISTÊHCIA VOLUNTÁRIA:

A desistência voluntária consiste numa abstenção de atividade: o sujeito

Assim, só ocorre antes do agente

cessa o seu comportamento delituoso (

esgotar o processo executivo (caso do exemplo).

)

 BT.16

Para a existência da causa d e diminuição de pena, a reparação deve ser pessoal, com pleta e voluntária. D eve abranger todo o prejuizo causado ao sujeito passivo do crim e, e a devolução parcial ou o ressarcimento incompleto se constituirão apenas em circunstância atenuante na fixação da pena. (art. 66 do CP.)

85

U^r

QUAL O CRITÉRIO PARA REPUÇÃO PE PENA ?

O critério para a redução da pena, em decorrência do reconhecimento do arrependimento posterior, deve fundamentar-se na presteza do ressarcimento do dano, isto é, quanto mais rapidamente forfeiío tal ressarcimento, tanto maior será a redução. Quanto mais lenáo o ressarcimento, menora redução. g

E SE A RESTITUIÇÃO OCORRÊRAM OS O OFERECIMENTO PA DENUNCIA 7

Sem que ocorram todos os pressupostos do art. 16 do CP, não se aplica a redução da pena que, entre outros, exige-se que a restituição da coisa se faça, voluntariamente, até o recebimento da denúncia ou da queixa. Se a reparação for posterior e anteceder o julgamento, constitusr-se-á simples circunstância atenuante genérica (art. 65, lil.b, última parte).

86

QUANDO A REPARAÇÃO DO

DANO SERÁ CAU SA DE EXTINÇÃO

DA PUNIB1LIDADE?

Comentários sobre o assunto no livro Direito Penal Ilus­ trado Parte Especial (pag. 318)

(Peculato Culposo -Art. 312 § 3o do CP. )

(Art. 171, § 2o, VI do CP.)

SUMULA 554 STF :

"O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o recebimento da denúncia, não obsta o prosseguimento da ação penal”

87

QUESTÃO DE PROVA NO KVIS CONCURSO PARA INCRESS© :

N A CLASSE INICIAS. DA CARREIRA DA DEFENSORIA PÚBLICA--' (R J/O U T/98):

Q

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D IFEREN ÇA, N O Q U E T A N d E À

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A TU REZA JU R ÍD IC A , DOS IN STITU TO S DO

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PO STERIO R E DO

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R R EPEN D IM EN TO EFICAZ ?

Arrependimento posterior (art. 16). Trata-se de causa de diminuição da pena. Não exclui o crime.

A rrependim ento eficaz {art. 15). São causas de exclusão da típicidade em

relação ao

crim e que o sujeito pretendia cometer. posição em sentido contrário, no sentido de

que são causas de extinção da punibilidade.

A R R E P E N D IM E N T O

P O S T E R IO R

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A R T . 16

Art. 16 ■

queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços."

“reparado o dano ou restrtuídaa coisa, até o recebimento da denúncia ou da

A R R E P E N D IM E N T O

EFICAZ

A IS T . 15

P ^iw aR o efe-

ÂfOtJAft.

R&ííTÁ

a tífr íM ft-

Art. 15: “O agente que, voluntariamente, ( responde pelos atos já praticados.,”

A vítima não morreu, O Mar- quinho não responderá por ho­ micídio. Haverá exclusão da tipicidade em relação ao crime que ele queria cometer (no ca­ so, homicídio). Ele responderá por tentativa de homicídio.

)

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SÊWtoepgwut

E HbTip.a aàfeOA

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ou impede que o resultado se produza, só

Se a vítima tivesse morrido, ele respon­ deria porhomicídio

ART. 17

CRIME IM P O S S IV Il

Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do m eio ou po r absoluta im propriedade do objeto, é im possível consum ar-se o crime.

íS> INEFICÁCIA ÁB$OWTÁ PÚ MEIO

IMPROPRIEDADE ABSOLUTA DO OBJETO

O crim e im p ossível po r

im propriedade absoluta do objeto é espécie do delito

putativo, filiando-se à figura

do crim e putativo por erro

de tipo.

91

QUAL A DIFERENÇA DE FLA6RANTE

W ESPERADO E FLAGRANTE PREPARADO?

FLAGRANTE ESPERADO.

Guando a polícia apanha o autor no momento da prática ilícita, não se trata de crime putativo. O

j sujeito responderá pelo crime. Se existir a tentativa é válido oflagrante.

FLAGRANTE PREPARADO. Ocorre quando afguém provoca alguém ã prática de um crime, ao mesmo tempo em que toma providências para que este não se consume. Só se apresenta nos casos em que, em fcce das circunstâncias predispostas, há exclusão absoluta da possibilidade de o fato vir a ser consumado (Súmula 145 STF). Delito putativo oor obra do agente provocador. "Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação.”

® HA AUSÊNCIA MATERJAL NOS DELITOS P I FURTO OU ROUBO HA CRIME IMPOSSÍVEL?

i> % A D U A S POSIÇÕES

n a crim e im possível por im propriedade absoluta do objeto m aterial (dinheiro ou

io.

- - f‘" v a í o r ) - Dam ásio tem essa posição

' “ 'ÍL

Não ha crim e im possível, subsistindo a tentativa de roubo pela im propriedade

' refativa do objeto m aterial.

93

câM ií& B

© © Q íS S ®

ÁRT. 18 "INCISO I -

Se

A m ata B, não se pode dizer de im ediato que praticou um fato típico (hom icídio),

em bora essa descrição esteja no art.

121 d o C P (m a ta ra lg u é m ).

ffis v L T A

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O sim ples fato de causar o resultado m orte não basta para preencher o tipo penal objetivo.

.4?

NKESÁRK) IHPA6AR: QUAL VONTADE DO AUTOR ? >>

Dois são os elementos do dolo. A consciência há de abranger a ação ou a omissão do agente tal qual é caracterizada pela lei, devendo igualmente compreender o resultado, e, portanto, o nexo causai eritre este e a atividade desenvolvida pelo sujeito ativo. Age, pois, dolosamente quem pratica a ação (em sentido amplo) consciente e voluntariamente.

Eusei quefurtar é 'crime, mas achei esse abajur lindo

q L

e quero ievá-lo para mim!

V

QUER DIZER QUE O AUTOR DEVE TER CONHECIMENTO DA LEI?

fosse, somente os juristas e

advogados poderiam cometer crimes. Para o ladrão saber que furtar é delito, não necessita cientificar-se de que o fato está definido no art. 155 do Código Penal. Conhecimento da anti- juridicídade é a convicção de incorrer no juízo de reprovação social. É por nascermos e vivermos em sociedade que cedo adquirimos essa consciência de agir no sentido do lícito ou permitido. Em regra, o crime, antes de se achar definido em lei, já é, para nós, ato nocivo e contrário aos Interesses individual e coletivo. Há leis porque existem crimes.

Não. Se assim

95

I

t^>DOLO DIRETO * POLO EVENTUAL

Quis

o resultado

ou

DOLO DIRETO

Assumiu

o risco de produzi-lo.,

DOLO DIRETO: Na primeira parte do dispositivo á lei refere-se ao agentexjue quer o resultado. Ele quer matar, ele quer subtrair, ele quer DOLO EVENTUAL: Na segunda parte do dispositivo, a lei trata do dolo eventual.

^

' á >

£ M

Q U í CONSISTI 0

PO LO EVENTUAL

)

Age com dolo eventual o médico que ministra medicamento que sa­ be poder conduzir à morte o paci­ ente, apenas para testar o produto.

Também age com dolo eventual o motorista que avança com o auto­ móvel contra uma muitidão, porque está com pressa de chegar ao seu destino, aceitando o risco da morte de um ou mais pedestres.

Age também com doto eventual o agente que na dúvida a respeito de um dos elementos do íipo, se arrisca em concretizá-lo. Atua com dolo eventual, por exemplo, aquele que pratica ato libidinoso com jovem na dúvida de que tenha a mulher mais de 18 anos, cometendo o crime de corrupção de menores (art. 218): comete crime contra os costumes com presunção de violência (art. 224,a) aquele que, na ignorância, dúvida ou incerteza quanto à idade da vítima (que é menor de 14 anos), com ela mantém conjunção carnal ou pratica outro ato libidinoso).

*1*-

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Em si m esm a, a inobservância do.dever de cuidado não constitui conduta tipica porque é necessário outro elem ento do tipo culposo: o resultado. Só haverá ilícito penal culposo se da ação contrária ao cuidado resultar lesão a um bem jurídico. S e, ap esard a ação descuidada do agente, não houver resultado lesivo, não haverá crime culposo.

RESULTADO^

Não existindo o resultado (não havendo a coiisão) não se responsabilizará por crime cul­ poso o agente que inobservou o cuidado ne­ cessário, ressalvada a hipótese em que a conduta constituir, por si mesma, um ilícito pe­ nal (a contravenção de direção perigosa de veículos, prevista no art. 34 da LCP, por exemplo).

Q7

O FATO ERA PREVISÍVEL

Se o fato for previsível, pode o agente, no caso concreto, prevê-ío ou não. Não tendo sido previsto o resultado, existirá a chamada culpa inconsciente; se previsto, pode ocorrer a culpa consciente ou dolo eventual. Inexistente a previsibilidade, não respondeo agente pelo resultado, ouseja,Ínexisteocrime culposo.

O QUE É IM PR U D ÊN CIA ^

você não devia pescar em local onde tem muita gente por perto e, ainda por cima, sem cuidado com essa vara, ora!

15?. O

Q U E

É

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P E Ü Í C 8 A J

'-3

Mas, doutor, por que o senhor vai usar um processo tão complicado numa cirurgia tão simpies? ^

IMPERÍCIA

ERRO PROFISSIONAL

100

O QUE É NECUCÊNCIA^

o

filho vai manejar e

PARA6RAFO ÚNICO DO ART. 18

Parágrafo único - Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido porfato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente.

O

parágrafo único do artigo tj8 soa que

o

delito culposo há de s^e xp re ssa ­

mente declarado na iei; no silêncio desta, quanto ao elemento subjetivo, a punição só se verifica a títuio de dolo.

Analisadas as figuras penais do crime de dano (arts. 163 a 166), não encontramos referência à espécie cuiposa. Logo, o dano só admite dolo. Como o sujeito agiu com culpa, não responde por crime aigum (sub­ sistindo, se for o caso, a responsabilidade civil pela reparação dos prejuí­ zos sofridos pelo prejudicado).

102

A & RA V A Ç Ã O PELO RESULTADO

Art-19 - Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente.

O legislador, algumas vezes, após descrever o crime em sua forma fundamenta!, acrescenta- lhe um resultado que aumenta abstratamente a pena imposta no preceito sancionar. São os crimes qualificados pelo resultado, punidos em sua maioria a título de preterdoio ou

preterintenção. Por exemplo: arts. 127; 129 parágrafo 1°, II paragráfo2°, V, e parágrafo 3o; 133, parágrafos 1o e 2o; 134, parágrafos 1o e2°; 135, parágrafo único; 136, parágrafos 1o e2°; 137,

parágrafo único; 148 parágrafo 2°; 223, parágrafo único; 232 (com

parte; 260, parágrafo 1o, 261, parágrafo 1o, 262, parágrafo 1°; 263; 264, parágrafo único; 267, parágrafo 1°e 285.

vistas ao art. 223); 2 5 8 ,1a

Para que ocorra tal hipótese é necessária a conjugação de três elementos: a) um fato básico, criminoso, doloso; b) um resultado não desejado; e c) um liame entre o fato básico doloso e o resultado não desejado (nexo de preterintencionalidade). Por força de tal dispositivo normativo o agente só responderá pelo resultado, pelas conseqüências agravadoras, quando as causar ao menos cuiposamente.

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ART. 2 0

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A rt 20-0 erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.

o erro sobre elemento constitutivo do tipo lega! de crime exclui o dolo.

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A falsa percepção da realidade incidiu so­ bre um elemento do crime de homicídio. Ele supôs a ausência da elementar “al­ guém” (pessoa humana) contida na des­ crição do crime, (art 121 CAPUT). Em fa­ ce do erro, não se encontra presente o ele­ mento subjetivo do tipo do crime de homi­ cídio, quai seja, o dolo. Não há consciên­ cia da conduta e do resultado, a consciên­ cia do nexo de causalidade e nem a vonta­ de de realizara conduta contra a vítima e de produzir o resultado (morte).

104

qiiâis as mmAàs m ir e o pi tipo?

RO DE TIPO ESSENCIAL

t|RRO DE TIPO ACIDENTAL

VERSA SOBRE ELEMENTARES OU CIRCUNSTÂNCIAS

VERSA SOBRE DADOS SECUNDÁRIOS DA FIGURA TÍPICA

Exemolo de erro essencial: o da página anterior. O erro essencial recaí sobre um elemento do tipo, ou seja, sobre o fato constitutivo do crime e sem o qual o crime nâo existiria.

'pUXA'. SE EO S00B 6SSÊ QOE E /ê ERA OM HOMEM C mO OM ÂNl MA t j AÍAOA"fífiARfAí,.‘

O errodetipo essencial pode ser

1. Erro de tipo essencial invencível (ou

escusável)

2. Erro de tipo essencial vencível (ou

inescusãvel).

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crim e exdui o dolo

(art. 2 0 ,1 a parte).

O erro essencial invencível exclui dolo e culpa. Não responderá por crime doloso nem culposo. Provan­ do-se que qualquer pessoa, nas condições em que se viu envolvido, teria a mesma suposição, ou seja, que se tratava de animal bravio, há exclusão de dolo ou culpa, apii- cando-se o disposto no art. 20, “capuf, r parte.

Tratando-se de erro de tipo essencial vencível, não responde por crime de homicídio doloso, mas sim por crime de homicídio culposo. Se o erro resultou de desatenção, leviandade, negligência do sujeito, deve responder pelo fato culposo, como dispõe o art. 20, “caput”, 23parte.

106

Há previsão de culpa no crime de homicídio? Sim. (vide pág 28 do livro Direito Penal Ilustrado - parte especial, da autora) - art, 121 parágrafo 3o, Então, responderá por homicídio culposo porque incidiu em erro de tipo essencial vencível.

Pergunta a fazer: o erro era vencível? Há previsão de culpa no crime? SIM? Responderá pelo crime na modalidade culposa.

107

I

SE O CRIME NÃO PREVER A MODALIDADE CULPOSA*

Neste exemplo, o sujeito não responderá pelo crime de furto porque a lei não prevê a modalidade culposa no crime de furto.

Atenção: Quando ocorrer erro de tipo nos crimes que não prevejam a modalidade culposa, mesmo que o sujeito tenha agido com culpa, não responderá pelo crime.

108

PARA6RAFO 1° DO ART. 2 0

DiSCRIM IH ANTES P>UTATI

Parágrafo 1° - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de cufpa e o fato é punível como crime culposo.

por erro plenamente

justificado pelas circunstâncias

O agente não responde por lesão corporal, se ■agiu em estado de necessidade putafivo (que éxslyi a tipicidade a título de dolo ou culpa). Além' do estado de necessidade, há as seguintes eximenfes putativas: legítima defesa pufativa, estrito cumprimento do dever legai putativoe exercício regular de direito putativo.

109

9

^

Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato:

I) em estado de necessidade;

II) em legítima defesa;

III) em estrito cumprimento de dever

legal ou no exercício regular do direito.

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NÃO

HÁ BENÇÃO PE PEI^A QUANDO O ERRO DERIVA

K PE CUIPA E O FATO E PUNÍVEL COMO CRIME CULPOSO''.

(PARACRAFO I o, SECUNDA PARTE)

No caso do exemplo, tratava-se de alarme falso e qualquer pessoa normal perceberia isso. Logo, não haverá isenção de pena e o fato será punivel como crime culposo. Aplica-se o parágrafo 1°, segunda parte.

ERRO DE TIPO VENCÍVEL: pode ser evitado peia diligência ordinária, resultando de ürppmdência ou negligência. Se houver erro de tipo vencível, o agente responderá pelo crime na modalidade culposa, se previsto em lei.

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PARA6RAF0 2

ERRO P IT E R M IN A P O PORTERCEIRO

Parágrafo 2° - Responde pelo crime o terceiro que determina o erro.

TIPOS PE PROVOCAÇÃO: mW $A i CULPOSA

í> PROVOCAÇÃO DOLOSA {

Há provocação doiosa quando o erro é preordenado pelo terceiro, isto é, o terceiro conscientemente induz o sujeito a incidir em erro. Neste caso, o provocador responde pelo crime a título de dolo.

Quem provocou, dolosa­ mente, o erro responde por homicídio doloso.

O provocado, em face do erro, não responde pelo crime, salvo se agiu com culpa, caso em que incide em delito culposo.

CASO P i PUOVOCAÇAO CULPOSA

respondem

por íiomícidio culposo.

ambos

Aposição do terceiro provocadoré a seguinte:

Responde pelo crime a título de do!o ou culpa, de acordo com o elemento subjetivo do induzimento. Aposição do provocado é a seguinte:

a) tratando-se de erro ínvencíveí, não responde pelo crime cometido, ^^^J*quera título de dolo ou culpa; b) íraíando-se de provocação de erro vencível, não responde pelo crime a título de dolo, subsistindo a modalidade culposa, se prevista naieiincriminadora.

m R O SOBRE A Pt$$OA

Parágrafo 3o - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vitima, senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime.

114

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^ E SE O AUTO R QUISESSE M A TAR PESSOA piV ERSA E M A TA O ASCENDENTE?

Sobre o fato não incide a agravante ge­ nérica prevista no art. 61, ll, e, 1afigura {ter cometido o crime contra ascendente).

115

Í£ > QUAIS OS CASOS ÊXISTIN TB DE ERRO AGDENTAl?

1. Erro sobre o objeto “error in objecto”

2. Erro sobre a pessoa “error in persona” - art. 20 parágrafo 3oCP

3. Erro na execução “aberratio ictus” - art. 73 CP

4. Resultado diverso do pretendido “aberractio crim in is "-a rt. 74 CP

CONCEITO DE ERRO ACIDENTAL:

Erro de tipo acidenta! é o que não versa sobre elementos ou circunstân­ cias do crime, incidindo sobre dados acidentais do delito ou sobre a con­ duta de sua execução. Não impede o sujeito de compreender o caráter ilícito de seu comportamento. Mesmo que não existisse, ainda assim a conduta seria aníijurídica. O sujeito age com consciência do fato, enga­ nando-se a respeito de um dado não-essencial ao delito ou quanto à ma­ neira de sua execução. O erro acidental não exclui o dolo.

O erro é irrelevante, pois a tutela penal abrange a posse e a propriedade de qualquer coisa, e não de objetos determinados. O agente responderá pelo crime de furto.

Não importa se o agente queria furtar farinha, macarrão, feijão, jiló Furtou o objeto errado? Não importa! Responderá por furto.

116

T*> OUTROS CASOS P I m m MIDEW TAL:

3 . E r r o na execução “aberraíio íctus” - art. 73

m m h a execução

Art 73. Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao in­ vés de atingira pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no parágrafo 3o do art. 20 deste Código. No caso de ser também atingida a pessoa que o agente pre­ tendia ofender, aplica-se a regra do art. 70 deste Código.

Aberratio ictus=?= erro sobre a pessoa (art. 20 parágrafo 3°}

EXEMPIO S5E "ÂBERRÁTSO ICfUT:

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Quando ocorre a aberrratio ictus? Erro na pontaria, desvio da trajetória do projétil por alguém haver esbarrado no braço do agente no instante do disparo, defeito da arma de fogo, etc.

EXEM PLO m ERRO SOBRE A PESSOA:

no erro sobre a pessoa não há concordância entre a realidade do fato e a repre­

sentação do agente.

118

OUmO CASO DE ERRO ACIDENTAL:

-;^ 4 ' Resultado diverso do pretendido “aberratio criminis” - art. 74

RESULTADO DIVERSO DO PRETEMDID©

Art. 74. Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou erro na execução do crime, sobrevêm resultado diverso do pretendido, o agente responde por culpa, se o fato é previsto como crime culposo; se ocorre também o resultado pretendido, apli­ c a -s e a regra do a rt 70deste Código.

lesão corporal culpo­ sa? SIM! Logo, o a- gente vai responder por lesão corporal a título de culpa.

E, se além de atingir a vítima, tivesse quebrado a vidraça?

Aplica-se a regra do concurso formai (art.70).

Responderá pelo crime de dano (art. 163) e lesão cor­ poral culposa em concurso formal.

119

AlVT 21 - PRIM EIRA PARTZ

ERRO SOBRE A ILICITUDE DO FATO

Art. 21 - O desconhecimento da iei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço.

“O desconhecimento da lei é inescusável

inescusável: que não se pode escusar ou dispensar, indispen­ sável, indesculpável

& Como diferenciar desconhecimento da lei com ignorância da ilicitude?

uma enorme confusão poderia identificar duas coisas diferentes co­

mo estas - o desconhecimento do injusto e o desconhecimento da norma legal. Injusto é algo que não nos é permitido fazer, segundo definição Schimidhauser; lei, em sentido jurídico, é a norma editada pelos órgãos competentes do Estado.

1

Direito Penal ilustrado: o primeiro livro que ensina o direito em quadrinhos.

Desconhecimento da

lei (art. 21,1 parte)

Erro de proibição ou erro sobre a ilicitude do fato (art. 21,2aparte)

O desconhecimento da lei não exclui a culpabilidade, mas é uma atenuante genérica - (vide art. 65, II do CP) Art. 65: São circunstâncias que sempre atenuam a pena: II - o desconhecimento da lei.

ART. 21 -■SECUNDA PARTE

ER R O

SO BR E A

ILIC IT U D E

DO FA TO

Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitávei, poderá diminuí-la de um sexto a um terço.

" erro sobre a ilicitude do fato isenta de pena"- se inevitável

“ erro sobre a ilicitude do fato poderá diminuí-la de um sexto a um terço-se evitávei

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FRO ÍBÍcAO ?

Não confundir erro sobre a ilicitude do fato com erro de tipo!!! No erro sobre a ilicitude do fato (ou erro de proibição) não há cons­ ciência da ilicitude do fato.

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o agente que mata uma pessoa gravemente enferma para li» vrá-la de um mal incurável

incide em erro de proibição, supondoo agente que a eutanásia é permitida.

o relojoeiro consertou o relógio e gastou com material de reparos

só que

ele

vendeu o relógio supondo que a lei permite a venda para pagamento dos serviços de reparo. O

relojoeiro incidiu em erro de proibição.

^InftOS EXEMPLOS PE ERRO DE PROIBIÇÃO OU SOBRE Â

ILICITUDE &O FATO:

O agente supõe ser lícito seu comportamento de retirar do lar uma jovem de 20 anos, com o consenti­ mento desta, mas à revelia de seu responsável, por desconhecera violação do pátrio poder

_fste exemplo também conhecido como erro de proibição direto, incide sobre a ilegalidade do com- - portarriento, sobre a norma penal (não sobre a lei). Mirabete cita outros exemplos de erro de proibi- -ção'A exibição de um filme de caráter obsceno quando o agente supõe iícita a sua conduta por ter si- ■ííítòíiberado pela censura.

“Também é erro sobre a ilicitude do fa­ to o que incide sobre a existência do de­ ver de agir. O sujeito não sabe que é considerado pela lei como garantidor da não-ocorrência do resultado; não tem a consciência da condição que o coloca na qualidade de garante. O tu­ tor, supondo já ser um pesado ônus ter aceitado os encargos da tutela, pensa não estar obrigado a arriscar sua pró­ pria vida para salvar o irrequieto pupilo que está se afogando”. (Mirabete)

Pode haver erro de proibição so­ bre os limites objetivos ou subje­ tivos de uma causa de justifica­

a prática de umfurto, su­

pondo estar o autor da subtra­

ção (

)

ção em estado de necessidade, visto seu desemprego e estado de dificuldades econômicas.

123

PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 21

P arágrafo único: Considera-se eviíável o erro se o agente atua ou se om ite sem a consciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, te r ou atingir essa consciência.

quando

lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência.”

M A s

Como

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