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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa

12/04/2011

Departamento de Eng. Produção Estradas de Ferro Via Permanente - Superestrutura Prof. Dr. Rodrigo de
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Departamento de Eng. Produção

Estradas de Ferro Via Permanente - Superestrutura

Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa rodrigoalvarengarosa@gmail.com (27) 9941-3300

Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa

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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 1 Superestrutura • A superestrutura é a
de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 1 Superestrutura • A superestrutura é a

Superestrutura

A superestrutura é a parte da VP que recebe os impactos diretos da composição ferroviária

Os principais elementos constitutivos da superestrutura são:

Trilho

Dormente

Lastro e Sublastro

Acessórios de fixação

Aparelho de mudança de via

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Superestrutura Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de Produção - Prof.
Superestrutura
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Superestrutura • Os trilhos são apoiados e fixados em dormentes, que são regularmente espaçados e
Superestrutura • Os trilhos são apoiados e fixados em dormentes, que são regularmente espaçados e

Superestrutura

Os trilhos são apoiados e fixados em dormentes, que são regularmente espaçados e são assentados, na maioria dos casos, sobre um colchão amortecedor de material granular, o lastro

O lastro absorve os esforços vindos dos dormentes e transmite ao solo as pressões correspondentes às cargas suportadas pelos trilhos, distribuindo-as, com taxa compatível à sua capacidade de suporte, para o terrapleno

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Superestrutura Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de Produção - Prof.
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Superestrutura Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de Produção - Prof.
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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura - Trilhos • O trilho é o elemento da

Superestrutura - Trilhos

O trilho é o elemento da superestrutura que constitui a superfície de rolamento e guias para as rodas dos veículos

Perfil do tipo Vignole

para as rodas dos veículos • Perfil do tipo Vignole Curso de Engenharia Civil - Estradas

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Superestrutura - Trilhos

 

Classificação quanto ao comprimento do trilho

Trilho padrão

 

12 ou 18 metros

Trilho longo trilhos padrão soldados, de 250 a 350 metros

 

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Superestrutura Trilho Perfil Vignole Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de
Superestrutura
Trilho
Perfil
Vignole
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Superestrutura - Trilhos Trilho Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de
Superestrutura - Trilhos
Trilho
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Superestrutura - Trilhos

 

• Geralmente o material empregado é o aço-carbono

• Composição

 

– Ferro

 

98% da composição do trilho

– Carbono

 

• proporciona maior dureza ao aço

 

• Uma maior quantidade torna o aço quebradiço, principalmente se não reduzir o percentual de fósforo

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Superestrutura - Trilhos

 

Composição

 

– Manganês

 
 

• proporciona maior dureza ao aço

• Pode produzir fragilidade junto ao carbono

– Silício

 
 

aumenta a resistência a ruptura sem sacrificar a dutilidade ou tenacidade do aço

– Fósforo

 

• é um elemento indesejável, pois torno o aço quebradiço

 

• seu efeito é menor quanto menos carbono tiver no aço

– Enxofre

 
 

• é um elemento indesejável, pois torno o aço quebradiço

 

• Combina com o ferro e tira suas principais qualidades

• forma as chamadas segregações

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Superestrutura - Trilhos • Composição química do aço-carbono – Tabela usada nos Estados Unidos Curso
Superestrutura - Trilhos
Composição química do aço-carbono
Tabela usada nos Estados Unidos
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Superestrutura - Trilhos

Fabricação dos trilhos

– O aço é levado a lingoteiras

– Os fenômenos físico-químicos que ocorrem nas lingoteiras durante o processo de solidificação do aço pode dar origem a diversas imperfeições do aço

– Cada corrida geralmente gera três lingotes A, B e C e cada um dará origem a um trilho

– Os trilhos são laminados a quente a partir dos lingotes • é passado em diversos cilindros que vão dando a forma de um perfil Vignole

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Superestrutura - Trilhos

Especificações para recebimento dos trilhos

– Normas para recebimento dos trilhos

• UIC (União Internacional das Estradas de Ferro), Europa

• ASTM (American Society for Testing Material) , americana

• AREA (American Railway Engineering), americana

– Características dimensões e peso

• Trilhos de 12 ou 18 m, tolerância no comprimento é +- 3mm

• Tolerância nas dimensões da seção transversal é +- 5mm

• Tolerância na pesagem é 2% de cada lote de 50 trilhos desde que o total não ultrapasse 1%

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Superestrutura - Trilhos • Especificações para recebimento dos trilhos – Prova de choque • Realizada

Superestrutura - Trilhos

• Especificações para recebimento dos trilhos

– Prova de choque

• Realizada por uma máquina que permite que um peso de 2.000 lb (907,2 kg) caia livremente de uma altura especificada conforme tabela

• Deve ter um vão de 0,91 a 1,42 m ajustável

• Martelo sobre o boleto

• Em temperatura de 38º C

Peso do Trilho em kg/m

Altura da queda em m

24,8 a 29,8

4,88

29,9 a 39,7

5,18

39,8 a 44,6

5,49

44,7 a 49,6

5,79

49,7 a 59,5

6,10

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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura - Trilhos • Especificações para recebimento dos trilhos

Superestrutura - Trilhos

• Especificações para recebimento dos trilhos

– Ensaio de tração

• Do boleto do trilho da prova de choque retiram-se corpos de prova a frio para a máquina de ensaio de tração

– Carga de ruptura: 70 a 85 kg/mm 2

– Limite de elasticidade: 35 a 40 kg/mm 2

– Alongamento em 200mm: 10 a 12%

- Se 10% do material não satisfizer às especificações, a corrida será rejeitada

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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 1 7 Superestrutura - Trilhos • Especificações

Superestrutura - Trilhos

• Especificações para recebimento dos trilhos

– Ensaio de Resiliência

• Aplicado em 2% dos trilhos e serve como índice de fragilidade do aço

• Corpos de prova de 55 x 10 x 10 mm onde se faz um entalhe com ferro redondo de 2mm

• Submete a choques sucessivos até a fratura

• Se o trabalho de choque foi de kg m então a resiliência é dada por:

=

S

• Onde S é a seção da fratura

• >= 3 kg m / cm 2

• Não leva a resultados conclusivos, mas é importante a título de registro

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Superestrutura - Trilhos • Especificações para recebimento dos trilhos – Ensaio de Dureza Brinell •
Superestrutura - Trilhos
• Especificações para recebimento dos trilhos
Ensaio de Dureza Brinell
• Utiliza-se uma esfera de 10 mm de diâmetro e um esforço
de 3.000kg, durante alguns segundos
P
3000
D
2
2
2
DB =
=
S =
(
D
D
d
)
onde
S
S
2
D
d
• DB >= 210kg/mm 2
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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 19 Superestrutura - Trilhos • Especificações para

Superestrutura - Trilhos

• Especificações para recebimento dos trilhos

– Ensaio de Dureza Brinell

• Da Dureza Brinell pode se deduzir o valor aproximado da

resistência a ruptura

R = 0,35 DB

em kg/mm2

• A dureza do trilho é uma das mais importantes propriedades do trilho

• Vai determinar o desgaste provocado pelo atrito das rodas dos veículos, principalmente curvas

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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura - Trilhos • Especificações para recebimento dos trilhos

Superestrutura - Trilhos

• Especificações para recebimento dos trilhos

– Ensaio micrográfico

• Atacar a superfície interna do trilho com iodo em solução alcoólica ou com ácido pícrico em álcool

• Permite caracterizar

– as inclusões (matérias estranhas)

– zonas de diferentes concentrações de carbono

– Fissuras superficiais

– Ensaio macrográfico

• Atacar a superfície externa do trilho com reativo

• É feito exame de corrosão com uma simples observação visual

• Usa-se reativo de Heyn (cloreto duplo de cobre e amônio em água destilada) ou reativo de Bauman (brometo de prata)

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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 2 1 Superestrutura - Trilhos • Especificações

Superestrutura - Trilhos

• Especificações para recebimento dos trilhos

– Ensaio de entalhe e fratura

• Um corpo de prova representativo do topo do trilho que passou pela Prova de Choque é entalhado e fraturado

• Se a fratura apresentar trincas, esfoliações, cavidades, matéria estranha interposta, estrutura brilhante ou granulação fina, o trilho do Corpo de Prova é classificado como “X”

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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura - Trilhos • Classificação dos trilhos – A ASTM

Superestrutura - Trilhos

• Classificação dos trilhos

– A ASTM (American Society for Testing Materials) estabelece o seguinte critério

• Trilho n o 1 - trilho isento de qualquer defeito

• Trilho X - trilho que ensaio de entalhe e fratura apresentou algum problema

• Trilho n o 2 - trilho que contém poucos imperfeições e o inspetor por sua análise o aceita

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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 2 3 Superestrutura - Trilhos • Marcas

Superestrutura - Trilhos

• Marcas de classificação

– Servem para identificar os trilhos quanto à sua qualidade e comparação das possíveis avarias

• Na alma dos trilhos

– Um lado: Marca da usina, país, indicação de que o resfriamento foi controlado (RC), o tipo do forno de aço referente à fabricação (T-Thomas, B-Bessemer, M-Martin, E-Elétrico, SM-Siemens-Martin), o tipo do trilho (quanto ao peso) e o ano e mês de fabricação

» Exemplo: CSN - Brasil - RC - SM - TR-68 - 2010 - IIII (abril)

– Do outro lado é identificado o número da corrida, a letra indicativa da posição do trilho no lingote por ordem de lingotamento

» Exemplo: 380177 - C - 15 (C significa terceiro lingote)

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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura - Trilhos • Trilhos especiais – As ferrovias estão

Superestrutura - Trilhos

• Trilhos especiais

– As ferrovias estão demandando cada vez mais demandando locomotivas maiores e mais pesadas e o mesmo para vagões

– Principalmente nas ferrovias de minério (EFVM, EFC e MRS)

– Desgaste principalmente em curvas se torna muito acentuado nestes casos

– Existem dois métodos para aumentar a vida útil dos trilhos

• Fazer um tratamento térmico

• Aços especiais (aço-liga)

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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 2 5 Superestrutura - Trilhos • Trilhos

Superestrutura - Trilhos

• Trilhos especiais com tratamento térmico

– A têmpera do aço é conseguida pelo tempo de resfriamento do aço

• Tempos de resfriamento muito rápidos levam a aços mais duros e mais frágeis

– Percebeu-se que caso fosse o “recozimento” após a têmpera obtêm-se um aço de grande dureza e tenacidade

• Conhecido como recozimento após têmpera

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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura - Trilhos • Trilhos especiais - Aços especiais (aço-liga)

Superestrutura - Trilhos

• Trilhos especiais - Aços especiais (aço-liga)

– Os aços-carbono comuns não são apenas ligas de ferro e carbono, eles contém outros elementos que melhoram e pioram a qualidade do aço

– Os aços liga contém maior quantidade dos elementos que efetivamente melhoram a qualidade do aço

• Cromo

• Manganês

• Silício

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Superestrutura - Trilhos

 

Defeitos nos trilhos

Defeitos de fabricação

Vazios (bolsa de contração)

Segregações

Inclusões

Fissuras transversais

Defeitos de laminação

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Defeitos nos trilhos

Defeitos originados de serviço

 

Deformação das pontas

Deformação das pontas

Autotêmpera superficial

Escoamento do metal na superfície do boleto

Ataque da alma e do patim por corrosão atmosférica

Desgaste por atrito, principalmente nos trechos em curva

Desgaste ondulatório

Fissuras transversais e trincas de fadiga que têm início no boleto e progridem até o trilho sofrer ruptura

 

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Superestrutura - Trilhos Escoamento do Boleto Desgaste por atrito (patinação) Curso de Engenharia Civil -
Superestrutura -
Trilhos
Escoamento do Boleto
Desgaste por atrito (patinação)
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Superestrutura - Trilhos Desgaste Lateral Por atrito Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
Superestrutura - Trilhos
Desgaste Lateral
Por atrito
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Superestrutura - Trilhos

 

São classificados pelo seu peso por metro (kg/metro)

Os tipos mais comuns são: TR25, TR32, TR37, TR40, TR45, TR50, TR57, TR68.

O número que identifica o tipo significa quanto pesa um metro do trilho

 

TR68 - 68 quilos por cada metro linear

As dimensões dos trilhos variam dependendo do tipo

 
 

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Superestrutura - Trilhos Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de Produção
Superestrutura - Trilhos
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Superestrutura - Trilhos TR 57 Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento
Superestrutura - Trilhos
TR 57
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Pré-dimensionamento de trilhos

 

Determinação da Carga de Cálculo

 
 

P

cálculo

=

P

C

d

C

d

=

1

+

V

2

30000

(

V

<

100

km

/

h

)

n

= 2

P

cálculo

 

– Sendo

• P - carga por eixo

 

• C d - coeficiente dinâmico ou de impacto

 

• V - velocidade do trem (km/h)

 

• n = Kg / m de aço do trilho

 

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Superestrutura - Trilhos

 
Superestrutura - Trilhos  
Superestrutura - Trilhos  

• Supondo um tráfego que suportará um trem com uma locomotiva de peso máximo por eixo de 20 toneladas, com velocidade de 80 km/h, pergunta-se: Qual o perfil de trilho que deverá ser usado?

 

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Superestrutura - Trilhos

• Supondo um tráfego que suportará um trem com uma locomotiva de peso máximo por eixo de 20 toneladas, com velocidade de 80 km/h, pergunta-se: Qual o perfil de trilho que deverá ser usado?

 

• P - carga por eixo

C

d

=

1

+

80

2

30000

= 1,21

 

• C d - coeficiente dinâmico ou de impacto

• V - velocidade do trem (km/h)

P

cálculo

=

20 1,21

=

24,2

 

• n = Kg / m de aço do trilho

 

n

=

2

x

24,2

=

48,4

TR

50

• Análise do efeito da velocidade no perfil do trilho: Quanto maior a velocidade, maior será o perfil do trilho

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- Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa   3 7 Superestrutura - Trilhos • Seção Transversal

Superestrutura - Trilhos

• Seção Transversal dos Trilhos

– O trilho é colocado inclinado de 1:20 ou 1:40 sobre a vertical • Reduz desgaste do trilho e do aro

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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura - Trilhos • Seção Transversal dos Trilhos – O

Superestrutura - Trilhos

de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura - Trilhos • Seção Transversal dos Trilhos – O ângulo do

Seção Transversal dos Trilhos

O ângulo do friso da roda é geralmente de 60º

Se > 60º há mais facilidade das rodas subirem nas juntas

Se < 60º e houver discordância no alinhamento das pontas do trilho há mais facilidade das rodas subirem nas juntas

Ambas situações provocam o descarrilamento

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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 3 9 Superestrutura - Trilhos • O

Superestrutura - Trilhos

O boleto do trilho está sujeito a desgaste lateral e vertical

A largura c e altura e são estabelecidas para atender aos esforços horizontal e vertical que o trilho está submetido

O desgaste da altura e pode atingir até 12 mm em vias principais e 15 mm em vias secundárias

A largura do boleto c deve guardar com a altura e uma relação tal que o desgaste lateral não obrigue a substituição do trilho

o desgaste lateral não obrigue a substituição do trilho • c e 1,6 a 1,8 Curso

c e
c
e

1,6 a 1,8

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Superestrutura - Trilhos

 

O

desgaste do boleto deve ocorrer no mesmo

 

tempo que o desgaste por oxidação da alma e do patim

É

importante a relação entre a altura do trilho h e

a

largura do patim l

 

Esta relação é importante para responder ao esforço vertical P e a força lateral Ft

O momento de reviramento

Ft x h

que é

 

combatido pelo fixação do trilho mais o

momento

P x

momento P x
 
l 2 h l
l
2
h
l

A relação ideal é

1,0 a 1,1

 

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Superestrutura - Trilhos

 

Coeficiente de utilidade

 

c =

w p
w
p

onde

c - coeficiente de utilidade

 

w - módulo resistente à flexão

w = 0,25 a 0,27 S h

onde

S é a área da seção transversal do trilho e h a altura

 

p - peso do trilho em kg/m

 

Serve para comparar dois perfis diferentes de trilho

 

O que tiver maior valor é o mais econômico

Pois terá menor peso para o mesmo valor do módulo resistente à flexão w

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Superestrutura - Trilhos

 

A

durabilidade dos trilhos define os limites de uso do trilho

Até quando um trilho pode ser usado sem comprometer a segurança da circulação

 

É de extrema importância, pois afeta diretamente os custos de manutenção da via permanente

Várias indicações podem ser usadas para estabelecer este limite (mas deve ser analisado em cada ferrovia!)

 

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Superestrutura - Trilhos

 

Limite de 12 mm de desgaste vertical do boleto para as linhas principais

Limite de 15 a 20 mm de desgaste vertical do boleto para as linhas secundárias

A perda de peso admitida é de 10% para trilhos até TR45 e 15

a

20% para trilhos maiores

Limite de 25% da perda de área do boleto

 
 

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Superestrutura - Trilhos

 

Desgaste lateral do boleto

 

Ângulo de desgaste

pode atingir no máximo 32º a 34º

 

É medido a partir da extremidade superior do boleto

 
   
 

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Superestrutura - Trilhos

 

Pode-se relacionar estatisticamente a perda de peso dos trilhos em função do número de toneladas que circulam sobre os mesmos

 

Pode-se então prever qual será a vida útil do trilho

Perda de peso em kg/m (Essa perda refere-se à passagem de 9.072.000 toneladas métricas de carga

Em função do raio

 

=

R
R

433

, sendo R o raio da curva

 

p

em metros

 

Em função da área do boleto

p =

P

S

S

, sendo P o peso

 

do trilho em kg/m e S a área do perfil do trilho em cm 2 e S a perda de área do boleto

 

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Superestrutura - Trilhos

 

Admitindo como limite máximo o desgaste de 25% da área do boleto

P

433

 
 

p

=

max

0,25

S

S

b

 

p

=

R

 

T =

9.072.000

p

max

   
 

p

Onde Sb é a área do boleto

 

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Superestrutura - Trilhos

 

Indicação da AREMA (American Railroad Association)

 

T

s =

0,545 W D

0,505

onde Ts toneladas brutas que o trilho

 

suporta em short-ton para transformar em tonelada

 

métrica

T =

T s 1,1
T
s
1,1

; W peso do trilho em lb/jd e D a

densidade anual de tráfego em milhões de toneladas brutas

Então a vida útil do trilho será

n =

T D
T
D

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Superestrutura - Trilhos • A expressão é válida para tangentes ou curvas com raios superiores
Superestrutura - Trilhos
• A expressão é válida para tangentes ou curvas com raios
superiores a 1.800m.
• Para raios inferiores a este limite deve-se aplicar uma redução
na vida útil com base nas estatísticas americanas
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49
de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 49 Superestrutura - Trilhos • Para melhorar

Superestrutura - Trilhos

Para melhorar a vida útil pode-se fazer:

Lubrificação dos trilhos pela parte lateral interna do boleto

Lubrificação constante dos pratos peão dos vagões e locomotivas para atacarem menos o trilho

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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura - Trilhos • A vida útil de um trilho

Superestrutura - Trilhos

A vida útil de um trilho é de aproximadamente 550 milhões de toneladas de tráfego. Aproximadamente, 9 mil toneladas de tráfego por hora, durante 7 anos. Em linhas secundárias, os trilhos podem durar até 60 anos.

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Superestrutura - Trilhos

 

Acessórios de trilho

A tala de junção é o material metálico que apertado contra as laterais das extremidades do trilho por parafusos com porcas e arruelas de pressão, garante sua continuidade

Pode ser substituída pela solda dos dois trilhos

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Superestrutura - Trilhos • Gancho de via – Quando existe dilatação dos trilhos em demasia
Superestrutura - Trilhos
Gancho de via
Quando existe dilatação dos trilhos em demasia gerando o
deslocamento dos mesmos e da própria grade da via
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Superestrutura – Acessório de Trilhos (tala de junção) Tala de Junção Curso de Engenharia Civil
Superestrutura – Acessório de Trilhos (tala de junção)
Tala de Junção
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Superestrutura – Acessório de Trilhos (tala de junção) Tala de Junção Curso de Engenharia Civil
Superestrutura – Acessório de Trilhos (tala de junção)
Tala de Junção
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Superestrutura - Trilhos

 

Acessórios de trilho

A tala de junção pode ser substituída por solda

Aluminotérmica

Elétrica

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Superestrutura – Trilhos (solda) Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de
Superestrutura – Trilhos (solda)
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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 57 Superestrutura – Trilhos (solda) Curso de

Superestrutura – Trilhos (solda)

de Alvarenga Rosa 57 Superestrutura – Trilhos (solda) Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
de Alvarenga Rosa 57 Superestrutura – Trilhos (solda) Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
de Alvarenga Rosa 57 Superestrutura – Trilhos (solda) Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro

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Superestrutura – Trilhos (solda)

 

1

1 2

2

1 2

3

3 4

4

3 4

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Superestrutura – Trilhos (solda) Solda Elétrica C:\DadosRodrigo\MinhasFoto s\SoldaEletrica.avi Curso de Engenharia
Superestrutura – Trilhos (solda)
Solda Elétrica
C:\DadosRodrigo\MinhasFoto
s\SoldaEletrica.avi
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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura – Acessório de Fixação • Acessórios de fixação –

Superestrutura – Acessório de Fixação

Acessórios de fixação

Os acessórios de fixação são os elementos que têm por função fixar os trilhos nos dormentes.

que têm por função fixar os trilhos nos dormentes. Curso de Engenharia Civil - Estradas de
que têm por função fixar os trilhos nos dormentes. Curso de Engenharia Civil - Estradas de

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Superestrutura – Acessório de Fixação Placa de apoio Curso de Engenharia Civil - Estradas de
Superestrutura – Acessório de Fixação
Placa de
apoio
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Placa de Parte de apoio em dentro da perfil bitola 1:20 Curso de Engenharia Civil
Placa de
Parte de
apoio em
dentro da
perfil
bitola
1:20
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Superestrutura – Acessório de Fixação Placa de apoio Galocha Curso de Engenharia Civil - Estradas
Superestrutura – Acessório de Fixação
Placa
de
apoio
Galocha
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Superestrutura – Acessório de Fixação Fixação Denick Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
Superestrutura – Acessório de Fixação
Fixação
Denick
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Superestrutura – Acessório de Fixação Fixação Denick Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
Superestrutura – Acessório de Fixação
Fixação
Denick
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Superestrutura – Acessório de Fixação

 

1

1 2 3

2

1 2 3

3

3

4

4 5

5

4 5

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Superestrutura – Acessório de Fixação Fixação Pandrol Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
Superestrutura – Acessório de Fixação
Fixação
Pandrol
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Superestrutura – Acessório de Fixação Tirefond Mola aperto Fixação Pandrol Placa de apoio Curso de
Superestrutura – Acessório de Fixação
Tirefond
Mola aperto
Fixação
Pandrol
Placa de apoio
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Superestrutura – Acessório de Fixação Fixação Pandrol Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
Superestrutura – Acessório de Fixação
Fixação
Pandrol
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Fixação Pandrol Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de Produção -
Fixação
Pandrol
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Superestrutura – Acessório de Fixação Prego de Linha Curso de Engenharia Civil - Estradas de
Superestrutura – Acessório de Fixação
Prego de
Linha
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Superestrutura – Acessório de Fixação Retensor Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro –
Superestrutura – Acessório de Fixação
Retensor
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Superestrutura – Acessório de Fixação Retensor Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro –
Superestrutura – Acessório de Fixação
Retensor
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Superestrutura – Acessório de Fixação Retensor Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro –
Superestrutura – Acessório de Fixação
Retensor
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Retensor Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de Produção - Prof.
Retensor
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Superestrutura – Acessório de Fixação Tirefond Placa de apoio Curso de Engenharia Civil - Estradas
Superestrutura – Acessório de Fixação
Tirefond
Placa de
apoio
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Superestrutura – Acessório de Fixação Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento
Superestrutura – Acessório de Fixação
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Superestrutura – Dormente

O dormente é o elemento que fixa os trilhos e mantém a bitola da via

Transmite ao lastro os esforços recebidos dos trilhos

Características necessárias aos dormentes

A espessura de a necessária rigidez, porém com alguma elasticidade

Que tenha resistência aos esforços que esteja submetido

Que permita com relativa facilidade o nivelamento do lastro, socaria, na sua base

Que resista aos deslocamentos longitudinais e transversais da via

Que tenha durabilidade

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Superestrutura – Dormente

Superestrutura – Dormente

Taxa de dormentação - Número médio de dormentes por quilômetro de via permanente

   

Bitola larga (1,60m)

 

Linhas

quantidade por km

espaçamento (cm)

Tronco

Valores

1820

55

 

Limites

1667

60

Subsidiárias

Valores

1540

65

 

Limites

1430

70

 

Bitola métrica (1,00m)

 

Linhas

quantidade por km

espaçamento (cm)

Tronco

Valores

1667

60

 

Limites

1667

60

Subsidiárias

Valores

1540

65

 

Limites

1667

70

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Superestrutura – Dormente

Os dormentes podem ser confeccionados nos seguintes materiais:

Madeira

Aço

Concreto

Material sintético

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Superestrutura – Dormente

Dormentes de Madeira

• A madeira reúne quase todas as qualidades exigidas para o dormente.

• Até o presente, o principal tipo de dormente.

• A introdução dormente de concreto e o de aço visam substituí-lo devido a fatores como a escassez, reflorestamento deficiente e o uso de madeiras de boa qualidade para fins mais nobre e preços mais elevados.

• Os de madeira de lei, difícil de achar hoje em dia, de sucupira chegam a durar 30 anos.

• Relativamente leves: 70kg

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Superestrutura – Dormente Dormente de Madeira Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro –
Superestrutura – Dormente
Dormente
de
Madeira
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Superestrutura – Dormente

Durabilidade dos dormentes de madeira

– Clima;

– Drenagem da Via;

– Peso e velocidade dos trens;

– Época do ano em que a madeira foi cortada ;

– Grau de secagem;

– Tipo de fixação do trilho;

– Tipo de lastro;

– Tipo de placa de apoio do trilho do dormente .

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Superestrutura – Dormente

• A vida útil do dormente da madeira é em função de

– da resistência ao apodrecimento

– desgaste mecânico.

• O ponto mais vulnerável do dormente é o local de fixação do trilho.

• A escolha do dormente de madeira está, portanto, condicionada a estes fatores:

– Pela sua resistência à destruição mecânica – pela dureza e coesão da madeira;

– Pela sua resistência ao apodrecimento (ação de fungos);

– Pela maior ou menor facilidade de obtenção;

– Por razões de ordem econômica.

Atualmente, só para manutenção tem escolhido o dormente de madeira. Questões ambientais forçam as novas ferrovias a optar pelo de concreto ou o de aço!!!!

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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 8 5 Superestrutura – Dormente • Vantagens

Superestrutura – Dormente

• Vantagens dos dormentes de madeira

– leves e de fácil manuseio;

– serragem, furação e entalhamento fácil;

– fixação fácil dos trilhos e placas de apoio;

– são pouco afetados pelas severas condições de manuseio e de transporte;

– não são atacados por resíduos industriais poluidores da atmosfera;

– possuem valor residual.

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12/04/2011

Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura – Dormente • Desvantagens dos dormentes de madeira –

Superestrutura – Dormente

• Desvantagens dos dormentes de madeira

– menor vida útil;

– são suscetíveis a ação de fungos, insetos e fogo;

– permitem gradual abertura da bitola e queda das condições da linha pela afrouxamento das fixações com o conseqüente desgaste da via;

– os dormentes especiais para os AMV’s são de preço elevado e de difícil aquisição;

– exigem maior área de armazenagem e secagem quando tratados.

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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 8 7 Superestrutura – Dormente • Fatores

Superestrutura – Dormente

• Fatores que condicionam a escolha do dormente de madeira

– resistência a destruição mecânica (dureza e coesão da madeira);

– resistência ao apodrecimento;

– maior ou menor facilidade de obtenção (razões econômicas e ambientais).

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Superestrutura – Dormente Propriedade Relação com a densidade D   Madeira verde (30% Seca ao

Superestrutura – Dormente

Propriedade

Relação com a densidade D

 

Madeira verde (30%

Seca ao ar (12% de

 

umidade)

umidade)

FLEXÃO ESTÁTICA

   

Tensão no limite de proporcionalidade (kg/cm 2 )

717D 1,25

1170D 1,25

Tensão de ruptura (kg/cm 2 )

1240D 1,25

1800D 1,25

FLEXÃO DINÂMICA

   

COMPRESSÃO PARALELA ÀS FIBRAS

   

Tensão no limite de proporcionalidade (kg/cm 2 )

370D

615D

Tensão de ruptura (kg/cm 2 )

470D

850D

COMPRESSÃO PERPENDICULAR ÀS FIBRAS

   

Tensão no limite de proporcionalidade (kg/cm 2 )

210D 2,25

326D 2,25

DUREZA

   

No topo (kg)

1360D 2,25

2180D 2,25

Lateral (kg)

1550D 2,25

1710D 2,25

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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 8 9 Superestrutura – Dormente • Zona

Superestrutura – Dormente

• Zona de fixação nos dormentes de madeira

– Nos dormentes utilizados em ferrovias de bitola larga é a região que se estende em 50 cm a partir de 60cm do meio do dormente;

– •nos dormentes utilizados em ferrovias de bitola métrica, a região que se estende em 40 cm a partir de 35 cm do meio do dormente.

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12/04/2011

 
 
 

Superestrutura – Dormente

  Superestrutura – Dormente Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de Produção

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Superestrutura – Dormente

Propriedades da madeira utilizada

• a madeira a ser empregada na fabricação deve vir de árvores sadias, abatidas vivas, sendo o corte realizado nos meses secos. A madeira deve ser de boa qualidade, de fibras duras e sem excesso de alburno (parte que envolve o cerne);

• os dormentes devem ser isentos de infecção por fungos ou insetos, rachaduras nos topos, fendas nas faces, cavidades, nós cariados ou perfurados e cascas.

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Superestrutura – Dormente

Superestrutura – Dormente
Superestrutura – Dormente

Condições de fabricação dos dormentes de madeira

• as faces dos dormentes poderão ser lavradas ou serradas, admitindo-se reentrâncias de até 15mm de profundidade;

 

• as faces verticais deverão cortar uma das faces horizontais (a face inferior) segundo um ângulo reto;

• a face inferior deverá apresentar largura constante e arestas vivas;

• poderão ser tolerados desquinados (arestas mortas) na face superior desde que fiquem asseguradas as medidas d e r mínimas.

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Superestrutura – Dormente • As dimensões dos dormentes variam conforme a bitola Curso de Engenharia
Superestrutura – Dormente
As dimensões dos dormentes variam conforme a bitola
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Superestrutura – Dormente

Superestrutura – Dormente

As dimensões dos dormentes variam conforme a bitola

(NBR 7511)

 

comprimento (m)

 

largura (m)

altura (m)

bitola

           
 

min

max

min

max

min

max

1,000

1,90

2,00

       

1,435

2,55

2,65

0,22

0,24

0,16

0,17

1,600

2,65

2,80

       

tolerâncias

0,05

   

0,01

 

0,015

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Superestrutura – Dormente

Superestrutura – Dormente

Arestas

• Arestas   Na zona de fixação     Fora da zona de fixação   bitola
 

Na zona de fixação

   

Fora da zona de fixação

 

bitola 1,60m

 

bitola 1,00m

 

bitola 1,60m

 

bitola 1,00m

d

22

cm

d

17

cm

d

17

cm

d

14 cm

r

15

cm

r

14

cm

r

10

cm

r

8 cm

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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura – Dormente • Tolerâncias para os dormentes de madeira

Superestrutura – Dormente

• Tolerâncias para os dormentes de madeira

• são tolerados fendilhamentos no topo com 25cm no máximo de comprimento, desde que corrigidos ou contidos pela aplicação de grampos ou cintas anti-rachadura;

• são admitidos nós desde que os mesmos não ultrapassem 2cm de diâmetro e 8cm de profundidade e não se localizem na zona de fixação;

• curvaturas simples e regulares, no plano horizontal, são toleradas desde que as flechas medidas ao longo do comprimento não ultrapassem 6cm. Duplas curvaturas no plano horizontal só serão admitidas se qualquer flecha não ultrapassar 4cm;

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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 9 7 Superestrutura – Dormente • Tolerâncias

Superestrutura – Dormente

• Tolerâncias para os dormentes de madeira

• são admitidos dormentes com curvaturas no plano vertical, desde que qualquer flecha medida ao longo do seu comprimento não ultrapasse 1cm;

• a diferença de altura entre dois pontos quaisquer das faces horizontais não deverá ser superior a 1,5cm.

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Superestrutura – Dormente

 

Dormente de aço

 

• Perfil em U

• Considerado um dormente de material misto, aço e brita

 

• Relativamente leve, 70kg

• Vantagens:

– material perfeitamente homogêneo;

 

– longa vida útil;

– boa resistência aos esforços transversais.

 

• Desvantagens:

– maior dificuldade para socaria e nivelamento;

 

– falta de isolamento elétrico em linhas sinalizadas;

– necessidade de linha com alto padrão de lastro e isenta de impactos na superfície de rolamento.

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Superestrutura – Dormente

Dormente

de Aço

Dormente de Aço

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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura – Dormente • Dormente de Aço Curso de Engenharia

Superestrutura – Dormente

Dormente

de Aço

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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 1 0 1 Superestrutura – Dormente Dormente

Superestrutura – Dormente

Dormente

de aço

Rosa 1 0 1 Superestrutura – Dormente Dormente de aço Curso de Engenharia Civil - Estradas

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Superestrutura – Dormente Dormente de aço Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro –
Superestrutura – Dormente
Dormente de aço
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Superestrutura – Dormente Dormente de aço Dificuldade de socaria Curso de Engenharia Civil - Estradas
Superestrutura – Dormente
Dormente
de aço
Dificuldade
de socaria
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Superestrutura – Dormente

  Superestrutura – Dormente
  Superestrutura – Dormente

Dormente de concreto

 

• Relativamente pesados de 240kg a 300kg

Demanda máquinas para assentamento e manutenção

O concreto e o aço utilizados obedecem as especificações correntes para esses materiais e a fabricação, cura e manuseio das peças são as mesmas dos artefatos de concreto em geral.

 
 

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Superestrutura – Dormente

Superestrutura – Dormente
Superestrutura – Dormente

Dormente de Concreto

• Vantagens:

– longa vida útil;

– peso elevado, proporcionando mais elasticidade à via;

– resistência aos agentes atmosféricos;

– características físicas e mecânicas uniformes;

– redução dos custos de manutenção da via.

• Desvantagens:

– necessidade de processo de fabricação apurado;

– dificuldade de transporte e manuseio devido ao peso elevado;

 

– dificuldade de fixação eficaz;

– necessidade de linha com alto padrão de lastro e nivelamento;

 

– perda total em caso de acidente.

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Superestrutura – Dormente

Dormente de concreto

• Podem ser de três tipos

– Concreto protendido (mais usado em ferrovias de carga)

– Mistos ou polibloco

– Bi-bloco

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Superestrutura – Dormente Dormente de Concreto Protendido Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
Superestrutura – Dormente
Dormente
de
Concreto
Protendido
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Superestrutura – Dormente Dormente de Concreto Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro –
Superestrutura – Dormente
Dormente
de
Concreto
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Superestrutura – Dormente Dormente de Concreto Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro –
Superestrutura – Dormente
Dormente
de
Concreto
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Superestrutura – Dormente Dormente de Concreto bi-bloco Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
Superestrutura – Dormente
Dormente de Concreto bi-bloco
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de Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 111 Superestrutura – Dormente • Dormente de

Superestrutura – Dormente

Dormente de Plástico

• podem ser confeccionados a partir de material reciclado;

• possui o mesmo formato dos dormentes de madeira e podem ser usados de modo conjunto na mesma linha;

• produção e aplicação ainda em escala inicial.

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Superestrutura – Dormente • Dormente de Plástico Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
Superestrutura – Dormente
Dormente de Plástico
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Superestrutura – Dormente • Dormente de Plástico Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
Superestrutura – Dormente
Dormente de Plástico
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Superestrutura – Dormente

Superestrutura – Dormente
Superestrutura – Dormente

Dormente de Plástico

• Vantagens dos dormentes de plástico

– vida útil estimada em mais de 50 anos;

– mais leve do que o dormente de madeira;

– não racha, nem trinca;

– eletricamente não condutivo;

– mantém suas propriedades físicas sem deterioração;

– utiliza mesma fixação dos dormentes existentes;

– absorve vibrações preservando o material rodante e a geometria da via;

– impermeável a água;

– impermeável a efeitos biológicos;

– resistente a óleo Diesel, óleo mineral e graxa;

– livre de produtos químicos tóxicos;

– 100% reciclável.

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Superestrutura – Dormente

Superestrutura – Dormente
Superestrutura – Dormente

Dormente de Plástico

• `Desvantagens dos dormentes de plástico

– é destruído pela ação do fogo ou contato com objetos de temperatura elevada;

– pode sofrer concorrência direta dos dormentes de madeira em países com reservas florestais abundantes;

 

– material feito a partir do petróleo (fonte não renovável) cujo preço está sujeito a elevações significativas no mercado internacional;

– tecnologia em desenvolvimento e consolidação no mercado ferroviário.

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Superestrutura – Grade • A Grade da ferrovia é formada pelo dormente mais o trilho
Superestrutura – Grade
• A Grade da ferrovia é formada pelo dormente mais o trilho e
os elementos de fixação
• Ela é preparada antes de se colocar o lastro
Depois de pronta ela é levantada e coloca-se o lastro e
procede-se a socaria
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Superestrutura – Grade Grade da Ferrovia Desguarnece- dora de lastro Curso de Engenharia Civil -
Superestrutura – Grade
Grade da
Ferrovia
Desguarnece-
dora
de lastro
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Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)

  Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)
  Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)

a

superfície final da infraestrutura constitui a chamada plataforma,

 

qual é formada por solos naturais ou tratados, no caso dos cortes e aterros, ou então por estruturas quaisquer no caso de obras de arte especiais;

a

na ferrovia a plataforma é o suporte da estrutura da via e que recebe, através do lastro, as pressões devidas à circulação dos trens;

a

plataforma fornece também espaço para as demais instalações

necessárias a operação ferroviária como postes de rede aérea de comunicação, alimentação ou ainda para instalação superficial ou

subterrânea de cabos condutores.

 
 

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Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)

  Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)
  Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)

a

plataforma tem como função básica proporcionar apoio a

superestrutura da via de modo que não sofra deformações que impeçam ou influam negativamente na operação, sob as condições de tráfego que determina o traçado da linha;

 

para que o apoio não sofra deformações ou não influa negativamente na operação da ferrovia, é necessário que a plataforma tenha certas características de resistência;

 

assim como no caso das rodovias, as características físicas dos solos nas ferrovias são determinados a partir de métodos tais como: identificação visual, granulômetria, sedimentação, limites de Attenberg (limite de liquidez, limite de plasticidade, índice de plasticidade), CBR, etc.

 
 

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Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)

Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)
Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)

• Em solo natural:

– pode ser usada quando o valor de resistência é atendido;

– os serviços preliminares consistem na roçada, remoção da camada de solo orgânico, regularização;

 

– se necessário substituição dos materiais das camadas inferiores.

• Em cortes:

– se após a escavação as características geomecânicas atenderem as exigências de resistência e capacidade de deformação, esta será incorporada a plataforma;

– se necessário realizar a substituição dos materiais;

– rocha não é considerada bom material para camadas de lastro inferiores a 30cm;

 

– plataformas muito rígidas podem conduzir a destruição do lastro, especialmente se o tráfego for predominantemente de vagões pesados.

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Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)

Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)
Superestrutura – (Relembrando Infraestrutura)

• Em solo natural:

– pode ser usada quando o valor de resistência é atendido;

– os serviços preliminares consistem na roçada, remoção da camada de solo orgânico, regularização;

 

– se necessário substituição dos materiais das camadas inferiores.

• Em cortes:

– se após a escavação as características geomecânicas atenderem as exigências de resistência e capacidade de deformação, esta será incorporada a plataforma;

– se necessário realizar a substituição dos materiais;

– rocha não é considerada bom material para camadas de lastro inferiores a 30cm;

 

– plataformas muito rígidas podem conduzir a destruição do lastro, especialmente se o tráfego for predominantemente de vagões pesados.

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Superestrutura – Sublastro

O sublastro é o material granular regularmente distribuído entre o lastro e o terrapleno, com a finalidade de

melhorar a capacidade de suporte da plataforma

Evitar a penetração do lastro na plataforma

Aumentar a resistência do leito à erosão e a penetração de água, concorrendo para uma boa drenagem da via

Permitir relativa elasticidade ao apoio do lastro para que a via permanente não seja rígida

Material mais barato que o lastro, o que reduz os custos de construção da VP

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Produção - Prof. Dr. Rodrigo de Alvarenga Rosa 1 2 3 Superestrutura – sublastro • Material

Superestrutura – sublastro

Material para o sublastro

IG (Índice de Grupo) = 0 (zero)

LL (Limite de Liquidez) = máximo de 35

IP (Índice de Plasticidade) = máximo de 6

de 35 – IP (Índice de Plasticidade) = máximo de 6 – Expansão máxima de 1%

Expansão máxima de 1%

CBR (Índice de suporte Califórnia) - mínimo de 30

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Superestrutura – sublastro

Superestrutura – sublastro
Superestrutura – sublastro

O sublastro deverá ser compactado de modo a obter-se peso específico aparente correspondente a 100% do ensaio de proctor.

 

O sublastro usualmente tem altura de 20cm, mas deveria ser calculado para absorver as pressões vindas do lastro e chegar na plataforma com uma taxa de trabalho compatível com o solo da plataforma

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Superestrutura – sublastro

Superestrutura – sublastro
Superestrutura – sublastro

material que se enquadre, de preferência, no grupo A1 de classificação de solos HRB (Highway Research Board):

A1 Solo bem graduado constituído principalmente de pedregulho e areia, mas contendo pequena quantidade de finos.

Os solos argilosos (A4 a A7) estão sujeitos a amplas variações na resistência durante os ciclos de secagem e umedecimento, são portanto indesejáveis.

Os solos mal graduados, como areias finas (A3), são difíceis de serem compactados para alcançar altas densidades

 

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Superestrutura – sublastro Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de Produção
Superestrutura – sublastro
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Superestrutura – Lastro

  Superestrutura – Lastro
  Superestrutura – Lastro

• É o elemento da superestrutura situado entre os dormentes e a plataforma

 

• Para a escolha do tipo do lastro deve-se observar

 

Fluxo da carga, o tipo de carga, a velocidade do trem e o custo de aquisição

 

• Deve-se observar também os critérios técnicos para um bom lastro

Resistência; Durabilidade; Estabilidade; Drenabilidade; Limpeza; Trabalhabilidade; Disponibilidade; Custo

• Consome-se em média 1,5 m 3 de lastro por metro corrente de via bitola métrica

 
 

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Superestrutura – Lastro

  Superestrutura – Lastro
  Superestrutura – Lastro

O lastro tem as seguintes funções:

– Distribuir de forma uniforme sobre a plataforma os esforços resultantes das cargas dos veículos, produzindo uma taxa de trabalho menor na plataforma;

– Impedir os deslocamentos dos dormentes, vertical como horizontalmente;

– Formar um suporte, até certo limite elástico, atenuando as trepidações resultantes da passagens dos veículos rodantes;

– Sobrepondo-se a plataforma, suprimir suas irregularidades, formando uma superfície contínua e uniforme para os dormentes e trilhos;

– Impedir os deslocamentos os deslocamentos dos dormentes, quer no sentido longitudinal e no transversal

– Facilitar a drenagem da superestrutura

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Superestrutura – Lastro

• Para desempenhar tais funções, o lastro deve ter as seguintes qualidades:

– Suficiente resistência aos esforços transmitidos pelos dormentes;

– Possuir elasticidade limitada para abrandar os choques;

– Ter dimensões que permitam sua interposição entre os dormentes e abaixo dos mesmos;

– Ser resistente aos agentes atmosféricos;

– Não produzir pó, prejudicial ao material rodante;

– Deve ser francamente permeável para uma boa drenagem.

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Superestrutura – Lastro • Soca ou socaria – É o processo de se compactar o
Superestrutura – Lastro
• Soca ou socaria
É o processo de se compactar o lastro por meio manual ou por
meio mecanizado.
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Superestrutura – Lastro • Soca ou socaria Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro
Superestrutura – Lastro
• Soca ou socaria
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Superestrutura – Lastro

Soca ou socaria

C:\DadosRodrigo\MinhasFotos\CefetCariacica\VisitaFundao20062007\

 
 

Fundao 064

C:\DadosRodrigo\MinhasFotos\CefetCariacica\VisitaFundao20062007\

 
 

Fundao 070

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Superestrutura – Lastro

 

O material utilizado como lastro pode ser:

Brita (o melhor!!)

Escória de alto forno/aciaria (A EFVM utilizou bastante mas teve muito problema)

Terra

Cascalho

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Superestrutura – Lastro Brita Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro – Departamento de
Superestrutura – Lastro
Brita
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Superestrutura – Lastro Escória de aciaria Curso de Engenharia Civil - Estradas de Ferro –
Superestrutura – Lastro
Escória de
aciaria
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Porf. Rodrigo de Alvarenga Rosa 12/04/2011 Superestrutura – Lastro • As especificações adotadas em nosso país

Superestrutura – Lastro

• As especificações adotadas em nosso país seguem tanto quanto possível as especificações da AREMA (AREMA - American Railway Engineering and Maintenance-of-Way Association).

• As pedras do lastro não devem ter grandes dimensões, pois nesse caso funcionariam como “cunhas” e o nivelamento seria pouco durável.

• Por outro lado, dimensões muito pequenas acarretariam uma rápida “colmatagem” do lastro, perdendo este a sua função drenante.

• As especificações modernas determinam que as pedras do lastro tenham dimensões entre ¾” e 2½” (2 - 6cm).

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Superestrutura – Lastro

• AREMA (AREMA - American Railway Engineering and Maintenance- of-Way Association).

• Peso específico mínimo: 2,7

• Resistência à ruptura: 700 kg/cm 2 (ensaio: cubos de 5 cm de aresta, levados a uma máquina de compressão)

• Solubilidade: A pedra não pode ser solúvel (ensaio: 7dm3 de pedra triturada e lavada colocada em um vaso e agitada no período de 48 horas, durante 5 min, cada 12 horas de intervalo – se houver descoloração a pedra é considerada solúvel e imprópria)

• Absorção: o aumento de peso por absorção de água de uma amostra de 230 g, quando mergulhada em água durante certo tempo, não deve ultrapassar 1% (pelo método MB 8 da ABNT).

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Superestrutura – Lastro • AREMA (AREMA - American Railway Engineering and Maintenance- of-Way Association). •

Superestrutura – Lastro

• AREMA (AREMA - American Railway Engineering and Maintenance- of-Way Association).

• Substâncias nocivas: a quantidade de substâncias nocivas e torrões de argila não deve ultrapassar 1%.

• Granulometria: pedras do lastro devem ter dimensões entre 2 e 6 cm

   

Percentagens acumuladas nas peneiras

 

Graduação

63,5mm

50mm

38mm

25mm

19mm

12,7mm

50mm a 25mm

0

0-5

35-65

85-100

90-100

95-100

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Superestrutura – Lastro

 

Especificações do lastro:

– massa específica 2,7 g/cm3

 

– coeficiente de desgaste Los Angeles 35%

 

– amostra: 5Kg (limpa e seca); 12 esferas de aço; 30 a 33 rpm; 500 revoluções

 

– após, passa-se o material na peneira #12 (1,68 mm) e pesa-se a quantidade retida