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Universidade Federal de Juiz de Fora

Faculdade de Engenharia – Departamento de Transporte s e Geotecnia


TRN 032 - Pavimentação – Prof. Geraldo Luciano de Oliveira Marques

2.2 – Dimensionamento do Pavimento

Neste item será estudado o dimensionamento de pavimentos flexíveis. Será abordado


o método de dimensionamento adotado pelo DNER (DNIT) denominado método do
Engenheiro Murilo Lopes de Souza. Todo o procedimento de dimensionamento aqui
apresentado foi retirado do Manual de Pavimentação do DNER (DNER, 1996), tendo
sido modificado apenas a numeração dos itens para adaptação a estas notas de aula.

Na parte inicial será apresentado o estudo sobre as cargas rodoviárias, obtido das
seguintes referências: DNER (1996), SOUZA (1980) e NEVES (2002).

2.2.1 – As cargas rodoviárias

As cargas dos veículos são transmitidas ao pavimento através das rodas dos
pneumáticos. Para efeito de dimensionamento de pavimentos o tráfego de veículos
comerciais (caminhões, ônibus) é de fundamental importância. No projeto geométrico
são considerados tanto o tráfego de veículos comerciais quanto o tráfego de veículos
de passageiros (carro de passeio), constituindo assim o tráfego total.

a) Os eixos

As rodas dos pneumáticos (simples ou duplas) são acopladas aos eixos, que podem
ser classificadas da seguinte forma:

Eixos Simples:

Um conjunto de duas ou mais rodas, cujos centros estão em um plano transversal


vertical ou podem ser incluídos entre dois planos transversais verticais, distantes de
100 cm, que se estendam por toda a largura do veículo. Pode-se ainda definir:

EIXO SIMPLES DE RODAS SIMPLES: com duas rodas, uma em cada extremidade (2
pneus); e
EIXOS SIMPLES DE RODAS DUPLAS: com quatro rodas, sendo duas em cada
extremidade (4 pneus).

Eixos Tandem:

Quando dois ou mais eixos consecutivos, cujos centros estão distantes de 100 cm a
240 cm e ligados a um dispositivo de suspensão que distribui a carga igualmente entre
os eixos (balancin). O conjunto de eixos constitui um eixo tandem. Pode-se ainda
definir:

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EIXO TANDEM DUPLO: com dois eixos, com duas rodas em cada extremidade de
cada eixo (8 pneus). Nos fabricantes nacionais o espaçamento médio de 1,36 m;

EIXO TANDEM TRIPLO: com três eixos, com duas rodas em cada extremidade de
cada eixo (12 pneus).

(a) (b)

Figura 9 – Exemplos de Eixos Simples (a) e Tandem duplo (b)

b) Os veículos

No Brasil os veículos comerciais devem obedecer a certos limites e as cargas por eixo
não podem ser superiores a determinados valores, segundo a legislação em vigor.
Quem regulamenta estes limites para as cargas máximas legais é a chamada lei da
balança. Segundo NEVES (2002) esta lei tem o número original 5-105 de 21/09/66 do
CNT (Código Nacional de Trânsito), que depois foi alterada por:
- Decreto Nº 62.127 de 16/10/68;
- Com modificações introduzidas pelo Decreto Nº 98.933 de 07/02/90;
- Lei Nº 7.408 de 25/01/85, que fixava uma tolerância máxima de 5%.

Código de Trânsito Brasileiro através da Lei No 9.043 de 23/09/97 e da Resolução No


12 de 6/12/98 do CONTRAN regulamentou as seguintes cargas máximas legais no
Brasil:

Eixo Carga Máxima Legal Com Tolerância de 7,5 %


Dianteiro simples de roda simples 6t 6.45 t
Simples de roda simples 10 t 10,75 t
Tandem duplo 17 t 18,28 t
Tandem Triplo 25,5 t 27,41 t
Duplo de Tribus 13,5 t 14,51

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O dimensionamento do pavimento é feito com base na carga máxima legal. Ainda


pose-se encontrar as seguintes limitações:

- Peso bruto por eixo isolado: 10 ton. quando o apoio no pavimento se dá em 4 pneus e
5 ton. quando o apoio no pavimento se dá em 2 pneus.

- Peso bruto por conjunto de 2 eixos tandem de 17 ton., quando a distância entre dois
planos verticais que contenham os centros das rodas estiver compreendida entre
1,20m e 1,40m.

- Peso bruto por conjunto de 2 eixos não em tandem de 15 ton., quando a distância
entre dois planos verticais que contenham os centros das rodas estiver compreendida
entre 1,20m e 1,40m.

- Peso bruto total por veículo ou combinação de veículo de 40 ton. Nenhuma


combinação poderá ter mais de 2 unidades.
Se a distância entre dois planos paralelos contenham os centros das rodas de dois
eixos adjacentes for inferior a 1,20m, a carga transmitida ao pavimento por esses dois
eixos em conjunto não poderá ser superior a 10 ton. Se a distância for superior a
2,40m, cada eixo será considerado como se fosse isolado e poderá transmitir ao
pavimento 10 ton de carga.

Para o DNER, os veículos podem ser classificados em veículos leves e veículos de


carga ou comerciais. Segundo NEVES (2002) os veículos são assim denominados:

Veículos leves:

CARRO DE PASSEIO, automóveis e utilitários leves (Kombi, Pick-up), todos com dois
eixos e apenas rodas simples com dois pneumáticos por eixo (total de 4 pneus).
Dividem-se em duas subclasses: Automóveis e Utilitários (furgões, Kombi e Pick-up).

CAMINHÃO LEVE (2C-Leve): inclui caminhonetes e caminhões leves com dois eixos,
sendo o dianteiro de rodas simples e o traseiro de rodas duplas, 6 pneus, (tipo 608, F
4000, etc.), além de veículos de camping leves;

Veículos de carga ou comerciais:

ÔNIBUS, para transporte de passageiros, compreendendo:


- Ônibus Urbano e Ônibus de Viagem (similar ao Caminhão 2C), com dois eixos: o
dianteiro de rodas simples e o traseiro de rodas duplas (6 pneus);
- Tribus: ônibus com três eixos (similar ao Caminhão 3C), com eixo dianteiro de rodas
simples e traseiro especial, compreendendo conjunto de um eixo de rodas duplas e
outro de rodas simples (8 pneus).

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CAMINHÃO DE DOIS EIXOS, EM UMA SÓ UNIDADE (2C-Pesado): esta categoria


inclui os caminhões basculantes, de carroceria, baú e tanque, veículos de camping e
de recreação, veículos moradia, etc, tendo dois eixos com rodas simples no dianteiro e
rodas duplas na traseira (6 pneus);

CAMINHÃO DE TRÊS EIXOS, EM UMA SÓ UNIDADE (3C): todos os veículos que,


em um mesmo chassi, tenham três eixos. Esta categoria inclui caminhões betoneira,
caminhões basculantes pesados, caminhões de carroceria e baús longos, etc, tendo
três eixos: dianteiro de rodas simples e traseiros (tandem duplo ou não) de rodas
duplas (10 pneus);

CAMINHÃO DE QUATRO EIXOS, EM UMA SÓ UNIDADE (4C): todos os veículos que,


em um mesmo chassi, tenham quatro eixos (geralmente basculantes de minérios): eixo
dianteiro de rodas simples e traseiro (tandem) de rodas duplas (14 pneus). Raro.

Caminhões com semi-reboques (carretas):

CAMINHÃO COM SEMI-REBOQUE COM TRÊS EIXOS (2S1): veículos com três
eixos, formados por duas unidades, sendo que uma das quais é um cavalo motor (com
dois eixos) e o reboque com eixo (10 pneus).

CAMINHÃO COM SEMI-REBOQUE, COM QUATRO EIXOS (2S2): veículos com


quatro eixos, consistindo de duas unidades, uma das quais é um cavalo motor (com
dois eixos) e o reboque com 2 eixos (tandem duplo), com 14 pneus;

CAMINHÃO COM SEMI-REBOQUE, COM CINCO EIXOS (2S3): veículos com cinco
eixos, constituídos por duas unidades, uma das quais é um cavalo motor (com dois
eixos), e o reboque com 3 eixos (tandem triplo), com 18 pneus;

CAMINHÃO COM SEMI-REBOQUE, COM CINCO EIXOS (3S2): veículos com cinco
eixos, constituídos por duas unidades, uma das quais é um cavalo motor (com três
eixos, sendo o traseiro duplo), e o reboque com 2 eixos (tandem duplo), com 18 pneus;

CAMINHÃO COM SEMI-REBOQUE, COM SEIS EIXOS (3S3): veículos com seis
eixos, constituídos de duas unidades, uma das quais é um cavalo motor (com três
eixos, sendo o traseiro tandem duplo), e o reboque com 3 eixos (tandem triplo), com 22
pneus;

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Caminhões com reboques (“Romeu e Julieta” ou “TREMINHÃO”):

CAMINHÃO TRACIONANDO UNIDADES MÚLTIPLAS, COM CINCO EIXOS OU


MENOS (2C2/2C3/3C2): veículos com cinco eixos ou menos, constituídos por duas
unidades, uma das quais é a unidade motora, com várias configurações;

CAMINHÃO TRACIONANDO UNIDADES MÚLTIPLAS, COM SEIS EIXOS (3C3):


veículos de seis eixos, constituídos por duas unidades, uma das quais é a motora, em
várias configurações;

CAMINHÃO TRACIONANDO UNIDADES MÚLTIPLAS, COM SETE EIXOS OU MAIS


(3C4): veículos com sete ou mais eixos, constituídos por duas unidades ou mais, uma
das quais é a motora;

Caminhões especiais:

BITREM (3S2S2): unidade tratora e 2 semi-reboques, com 4 conjuntos de eixos (7


eixos individuais);
TRITREM (3S2S2S2): unidade tratora e 3 semi-reboques, com 5 conjuntos de eixos (9
eixos individuais);
RODO-TREM (3S2C4): unidade tratora e 1 semi-reboque, e um reboque, com total de
5 conjuntos de eixos (9 eixos individuais).
CAMINHÕES COM SEMI-REBOQUE DE VÁRIOS EIXOS - para grandes cargas;
SEMI-REBOQUE 3 S 1 - Raro.

Outros: MOTOCICLETAS, TRICICLOS, BICICLETAS, CARROÇAS, ETC.

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Figura 10 – Tipos de Veículos e Carga Máxima Legal (NEVES, 2002)

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c) Área de contato entre pneumático e pavimento

Quando os pneus são novos a área de contado é elíptica, tornando-se velhos a área
toma o formato retangular. Pode ser expressa da seguinte forma:

A= P onde A → Área de contato


K.p P → Carga atuando sobre pneumático
p → Pressão de enchimento do pneumático
k → Fator que leva em consideração a rigidez do pneu (1 a 1,3)

d) - O tráfego rodoviário

No estudo do tráfego rodoviário são comuns as seguintes definições:

Volume de tráfego: Número de veículos que passa em um ponto da rodovia, em


determinado intervalo de tempo: hora, dia, mês, ano.

Volume médio diário (Vm ou VMD): Número de veículos que circulam em uma estrada
durante um ano, dividido pelo número de dias do ano

Volume diário de tráfego

Capacidade de tráfego de uma faixa : Número máximo de veículos de passageiros que


podem passar por hora na faixa de tráfego.

Para o dimensionamento do pavimento os dois primeiro são mais importantes.

e) Crescimento do tráfego

O projeto de um pavimento é feito para um período de tempo, denominado período “P”,


expresso em anos. No início do período “P” admite -se um volume inicial de veículos
denominado “Vo”.

Durante o decorrer do período de utilização da rodovia o volume de veículos tenderá a


aumentar, aparecendo daí as denominações de tráfego Atual, tráfego Desviado e
tráfego Gerado. No final do período “P” o volume final de veículos é chamado de
tráfego final, designado pelo termo “Vt”.

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O crescimento do tráfego durante o período de utilização da rodovia poderá ser


previsto através projeções matemáticas, que são baseadas no volume de veículo
inicial, período de projeto, taxa de crescimento anual, dentre outros. As duas formas de
crescimento do tráfego mais utilizadas são as seguintes:

Crescimento em progressão aritmética ou crescimento linear

Vt = 365 x P x Vm

Vm = Vo ( 2 + P.t) K
2

onde
Vt → Volume total de tráfego para um período P
Vm → Volume médio diário
Vo → Volume médio diário no ano anterior ao período considerado
t → Taxa de crescimento anual
k → Fator que leva em consideração o tráfego gerado e desviado

Tráfego Gerado: é o tráfego que surge pelo estímulo da pavimentação, restauração ou


duplicação da Rodovia. Normalmente é gerado por empreendimentos novos
(Indústrias, Minerações, etc) atraídos pelas boas condições de transporte.

Tráfego Desviado: é o tráfego atraído de outras rodovias existentes, em função da


pavimentação, restauração ou duplicação da Rodovia.

Crescimento em progressão geométrica ou crescimento exponencial

Vt = 365 x Vo x (1 + t)P - 1 K
t

f) O conceito de eixo padrão rodoviário

Como em uma rodovia trafegam vários tipos de veículos com variadas cargas em cada
eixo foi necessário introduzir o conceito de Eixo Padrão Rodoviário. Este eixo é um eixo
simples de rodas duplas com as seguintes características:
Carga por Eixo (P): 18 Kips = 18.000 lb = 8.165 Kgf = 8,2 tf = 80 KN
Carga por roda (P/4): 4,5 Kips = 4.500 lb = 2.041 Kgf = 2,04 tf = 20 KN
Pressão de Enchimento dos Pneus (p): 80 lb/Pol2 = 5,6 Kgf/cm2
Pressão de Contato Pneu-Pavimento (q): 5,6 Kgf/cm2
Raio da Área de Contato Pneu-Pavimento (r): 10,8 cm
Afastamento entre Pneus por Roda (s): 32,4 cm

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Figura 11 – Eixo Padrão Rodoviário

g) Estudo do tráfego

Para efeito de dimensionamento de pavimentos, existem dois parâmetros de grande


interesse:

Número de eixos que solicitam o pavimento durante o período de projeto → “n”

n = Vt x FE

Onde:
FE → Fator de Eixo: É o número que multiplicado pela quantidade de veículos dá o
número de eixos. É calculado por amostragem representativa do trafego em
questão, ou seja:
FE = namost
Vtamost

Número “N”

Representa o número de repetições de carga equivalente a um eixo de 8,2 ton tomado


como padrão (Eixo Padrão Rodoviário). Este é o parâmetro de maior importância na
maioria dos métodos e processos de dimensionamento de pavimentos. É definido da
seguinte maneira:
N = n x FC

Sendo FC (Fator de carga) o número que multiplicado pelo número de eixos dá o


número equivalente de eixos padrão. É conseguido através de gráficos específicos e é
função da valor da carga de eixo (simples, tandem duplo, tandem triplo). A Figura 12,
dá os fatores de equivalência de operação entre eixos simples e "tandem", com
diferentes cargas e o eixo simples padrão com carga de 8,2t (18.000 lbs).
O valor a ser adotado em projeto é dado pela seguinte expressão:

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FC = ∑ Pj x FCj
100
Onde:
Pj → Porcentagem com que incidem cada categoria de veículos “j”
FCj → Fator de carga para cada categoria de veículo “j”

Conclusão

n = Vt x FE (1)
N = n x FC (2)
(1) em (2)
N = Vt x FE x FC
N = 365 x P x Vm x FE x FC Obs.: (FE x FC Também chamado de FV)

Figura 12 – Fatores de equivalência de Operações

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h) - Exemplos numéricos

1) Calcular o número “N” a ser utilizado no dimensionamento do pavimento de uma


rodovia que terá um volume médio diário de 2500 veículos para um período de projeto
de 10 anos. Uma amostragem representativa do tráfego para esta rodovia contou com
300 veículos comerciais, distribuídos da seguinte forma:
200 veículos com 2 eixos; 80 veículos com 3 eixos e 20 veículos com 4 eixos. As
porcentagens com que incidem eixos simples e também por diferentes categorias de
peso, são dados no quadro abaixo.

Eixos % de ocorrências na Frequência Fator de Fator de


Simples amostragem equivalência Carga
(t) (Pi) de carga (FCj) (FC)
2 41 295 0,003 0,0012
4 28 202 0,04 0,0112
6 14 101 0,30 0,0420
10 14 101 3,00 0,4200
Eixos
Tandem
(t)
10 2 14 0,6 0,0120
16 1 7 6,0 0,0600
Total 100 720 (n) - 0,5464

Solução:

a) Cálculo do número total de eixos da amostragem (n)

n = 200 x 2 + 80 x 3 + 20 x 4 = 720

b) Cálculo de FE

n amost = Vt amost x FE

FE = 720 / 300 ? FE = 2,4

c) Cálculo de FC

FC = 0,5464 (coluna 5)

d) Cálculo do “N”

N = 365 x P x Vm x FE x FC
N = 365 x 10 x 2500 x 2,4 x 0,5464
N = 1,19 x 107

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2) (SOUZA, 1980)

Uma estrada apresenta um volume de tráfego, nos dois sentidos, de 2Vo = 4000
veículos por dia com a seguinte distribuição:
Carros de passeio → 30%
Caminhões leves → 4%
Caminhões médios → 55%
Caminhões pesados → 6%
Ônibus → 0%
Reboques e semi-reboques → 5%
Considerando um período de projeto de 10 anos, Vm = 3000 veículos, e tomando como
base os dados de pesagem apresentados no quadro abaixo, pede-se:
1) Calcular os fatores de veículos (FV) de acordo com os fatores de equiv. do DNER.
2) Determinar o número N, considerando o tráfego total.
3) Determinar o número N, considerando apenas o tráfego comercial.

Dados de uma estação de pesagem para veículos pesados:


Caminhões Médios (FEi = 2,00)
Eixos Simples Porcentagem Fator de Equivalência
(t) (P ji ) Equivalência (FCj ) (P ji ) (FCj )
1 6 - -
2 32 0,004 0,128
3 18 0,020 0,360
4 9 0,050 0,450
5 5 0,100 5,000
6 3 0,300 0,900
7 3 0,500 1,500
8 7 1,000 7,000
9 9 2,000 18,00
10 4 3,500 14,00
11 2 6,000 12,00
12 1 10,00 10,00
13 1 15,00 15,00
∑ 100 84,338
Obs.: j → Carga; i → Categoria

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Caminhões Pesados (FEi = 2,00)


Eixos Simples Porcentagem Fator de Equivalência
(t) (P ji ) Equivalência (FCj ) (P ji ) (FCj )
2 3 0,005 0,012
3 8 0,020 0,120
4 26 0,050 1,300
5 13 0,100 1,300
6 1 0,300 0,300
Eixos Tandem (t)
3 1 0,005 0,005
5 2 0,020 0,040
6 2 0,060 0,120
7 1 0,100 0,100
8 1 0,200 0,200
12 1 1,000 1,000
13 1 2,000 2,000
14 2 2,600 5,200
15 1 4,000 4,000
16 3 6,000 18,00
17 5 7,000 35,00
18 7 10,00 70,00
19 10 15,00 150,0
20 6 20,00 120,0
21 3 30,00 90,00
22 1 35,00 35,00
24 1 55,00 55,00
25 1 70,00 70,00
∑ 100 658,697

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Reboques e Semi-Reboques (FEi = 3,00)


Eixos Simples Porcentagem Fator de Equivalência
(t) (P ji ) Equivalência (FCj ) (P ji ) (FCj )
1 2 - -
2 11 0,004 0,044
3 13 0,020 0,260
4 16 0,050 0,800
5 4 0,100 0,400
6 2 0,300 0,600
7 4 0,500 2,000
8 7 1,000 7,000
9 8 2,000 16,00
10 5 3,500 17,50
11 5 6,000 30,00
12 6 10,00 60,00
13 3 15,00 45,00
14 1 25,00 25,00
Eixos Tandem (t)
5 2 0,020 0,040
6 1 0,060 0,060
7 1 0,100 0,100
14 1 2,600 2,600
16 1 6,000 6,000
17 2 7,000 14,00
18 1 10,00 10,00
19 1 15,00 15,00
20 1 20,00 20,00
21 1 30,00 30,00
22 1 35,00 35,00
∑ 100 337,404

Solução

Obs.: Consideram-se desprezíveis as repetições de eixo devidas as cargas de carros


de passeio e caminhões leves.

1) Cálculo do FV

Calcula -se FVi (para cada categoria) da seguinte forma:


- Caminhões Médios: 100 (FCi) = 84,338 → FCi = 0,84338
FVi = (FEi ) x (FCi) = 2 x 0,84338 = 1,68676
- Caminhões Pesados: 100 (FCi) = 658,697 → FCi = 6,58697
FVi = (FEi ) x (FCi) = 2 x 6,58697 = 13,17394
- Reboques e SR: 100 (FCi) = 337,404 → FCi = 3,37404
FVi = (FEi ) x (FCi) = 3 x 3,37404 = 10,12212
FV = ∑(P j ) x (FVi)
100
FV = 0,55x1,69 + 0,06x13,17 + 0,05x10,12 → FV = 2,22

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2) Cálculo de N (Tráfego total)

N = 365 x P x Vm x FV
N = 365 x 10 x 3000 x 2,22
N = 2,4 x 107

3) Cálculo de N (Tráfego comercial)

Porcentagem do Porcentagem do FVi


tráfego total tráfego comercial
Caminhões leves 4% 5,7% Desprezível
Caminhões médios 55% 78,6% 1,68676
Caminhões pesados 6% 8,6% 13,17394
Reboques e SR 5% 7,1% 10,12212
Soma 70% 100%

Vm = 0,70 x 3000 = 2100 veículos


FV = 0,786x1,69 + 0,086x13,17 + 0,071x10,12 = 3,18
N = 365 x P x Vm x FV
N = 365 x 10 x 2100 x 3,18
N = 2,4 x 107

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