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22/03/2017 UNIP ­ Universidade Paulista : DisciplinaOnline ­ Sistemas de conteúdo online para Alunos.

Módulo 4:  A subjetividade moderna

Parte 1: A subjetividade no Iluminismo: a cisão os espaços públicos e
privados

Leitura Obrigatória:
SANTI,  P.L.R.  A  construção  do  eu  na  modernidade.  Ribeirão  Preto/SP,  Ed.  Holos,
1998, caps. 10.
 
Leitura para aprofundamento:
FIGUEIREDO,  L.C.M.  A  Representação  e  Seus  Avessos.  In:  A  invenção  do
psicológico.  Quatro  séculos  de  subjetivação  (1500­1900).  São  Paulo:  EDUC:
Escuta, 1996.
SANTI, P.L.R. A crítica do eu na Modernidade. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003,
Parte I.
VIDAL,  F..  A  mais  sutil  de  toda  as  ciências.  Configurações  da  Psicologia  desde  o
Renascimento tardio até o final do Iluminismo.
In: JACO­VILELA, A. M.; FERREIRA, A. A. L.; PORTUGAL, F. T. (orgs.). História da
Psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2007.
 
Apresentação do tema:
 
Já,  desde  o  século  XVII,  vinha  sendo  problematizada  a  possibilidade  de
constituição de uma  convivência  harmônica  entre  homens  livres, aptos a exercer
esta  liberdade  em  todos  os  âmbitos  de  sua  vida.  Como  vimos,  em  oposição  ao
ideal  do  bem  comum,  insurge­se  a  ‘natureza’  humana,  egoísta,  vaidosa  e  auto­
referente.
 
Para superar o impasse, Thomas Hobbes (1588 – 1679) propõe, em suas obras, o
completo domínio desta natureza do homem e a constituição de um pacto social,
em  que  cada  uma  cederia  parte  de  sua  liberdade  em  prol  da  construção  de  um
Estado civil.
Neste contrato, os direitos naturais do homem seriam em parte transferidos a um
soberano  ou  a  uma  assembléia  que  se  responsabilizaria  por  legislar  e  julgar  os
cidadãos.
 
Na  organização  da  vida  social,  o  homem  moderno,  como  indivíduo,  deve
apropriar­se  dos  meios  de  produção  e  assegurar  as  bases  econômicas  de  sua
existência;  deve  encontrar  meios  viáveis  de  convivência  com  iguais;  deve  cuidar
da  defesa  de  seus  interesses,  em  um  mundo  de  interesses  particulares,  muitas
vezes em oposição.
 
Tanto  quanto  da  produção  do  conhecimento,  aqui  também  está  presente  a
exigência  à  disciplina  e  à  legislação  das  condutas.  Aqui  também  se  operará  uma
cisão,  já  agora  entre  os  espaços  reservados  à  vida  em  sociedade  –  submetida  a
regras  de  convivência  –  e  os  espaços  destinados  à  privacidade,  nos  quais  o
homem pode exercer a liberdade que lhe cabe “por natureza”.
 
Estabelece­se  assim  um  território  de  representação,  de  cultivo  de  regras  estritas
da  etiqueta,  cuja  observância  supostamente  garantiria  a  contenção  das  paixões

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nos espaços privados.
 
Atividades:
 
1) Faça uma leitura criteriosa dos textos indicados, procurando caracterizar a cisão entre
os espaços público e privados como solução para o dilema posto pelos ideais iluministas.
Reflita sobre as repercussões desta cisão para as subjetividades.
 
2) Acompanhe o seguinte exemplo de exercício:
 
No  Renascimento,  nasce  o  humanismo  moderno.  Há  uma  grande  valorização  do
homem  e,  ao  mesmo  tempo,  a  idéia  de  que  ele  deve  buscar  se  constituir
enquanto  homem.  Mas  o  homem  não  está  naturalmente  aparelhado  para  isto.
Assim, é incorreto afirmar:
 
a) Na produção de conhecimento fidedigno, cabe ao homem expurgar de si, pelo
uso do método, tudo o que tem de variável, idiossincrático, suspeito.
b) Na produção do conhecimento, será necessário constituir um sujeito autônomo,
autotransparente, reflexivo, uno.
c) Na vida em comunidade, será preciso estabelecer um sistema social gerenciado
por homens iguais em direitos e deveres.
d)  Na  vida  em  sociedade  será  necessário  constituir  uma  identidade  fictícia,  cuja
conduta seja previsível e regulável.
e)  Na  convivência  de  homens  livres,  mesmo  os  aspectos  dos  indivíduos  que  não
se  prestavam  a  normatização  exigida  pela  vida  em  sociedade  poderiam  ser
publicamente expostos.
 
R.: Com base na leitura dos textos, você deve ter assinalado a alternativa ‘e’: ao
longo  da  Modernidade,  os  processos  de  constituição  das  subjetividades  vão
demandando  uma  série  de  cisões,  entre  elas  a  que  determina  que  só  devem  ser
apresentadas  publicamente  nossas  características  que  se  adequavam  as  normas
sociais.  Aspectos  não  plenamente  normatizáveis  só  deveriam  ser  expressos  no
âmbito da vida privada.
 
3)  Realize  os  exercícios,  anotando  as  dúvidas  que  surgirem  durante  a  resolução.
Estas  dúvidas  devem  ser  motivo  de  reexame  dos  textos,  na  tentativa  de  saná­
las. Caso elas persistam, apresente­as ao professor, nas aulas presenciais.
 
 
Parte 2: Os movimentos românticos
 
Leitura Obrigatória:
SANTI,  P.L.R.  A  construção  do  eu  na  modernidade.  Ribeirão  Preto/SP,  Ed.  Holos,
1998, caps. 11, 12 e 15.
 
Leitura para aprofundamento:
FIGUEIREDO,  L.C.M.  A  Representação  e  Seus  Avessos.  In:  A  invenção  do
psicológico.  Quatro  séculos  de  subjetivação  (1500­1900).  São  Paulo:  EDUC:
Escuta, 1996.
SANTI, P.L.R. A crítica do eu na Modernidade. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003,
Parte I.
 
Como vimos, dos ideais iluministas surge a necessidade de separação de espaços
publico  e  privado  e  institui­se  o  estrito  cultivo  da  etiqueta  –  um  mundo  de
representação.  É contra isto que se insurge o Romantismo. Para os movimentos
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românticos, a essência do homem, seus aspectos mais verdadeiramente humanos
não  estariam  na  sua  capacidade  racional,  mas,  pelo  contrário  na  riqueza  e  no
ímpeto de suas paixões.
 
O movimento romântico desdobra­se em duas faces: a primeira, idílica, mostra o
homem em contato estreito e harmônico com a natureza, numa vida de deleite e
felicidade; o segundo – tempestade e ímpeto – ressalta a natureza passional que,
sua complexidade e contradição, leva muitas vezes à dissolução do eu e à loucura.
 
Em qualquer de suas vertentes, no entanto, o homem romântico julga­se dono de
uma  vida  interior  rica,  singular  e  incomunicável,  caracterizando,  no  plano  das
idéias,  uma  inversão  de  valores:  o  que  o  Iluminismo  racionalista  expunha  como
aspectos  pouco  confiáveis  do  homem,  o  romantismo  apregoa  como  o  seu
verdadeiro eu, sua essência mais própria e preciosa.
 
A auto­crítica da razão de Kant
 
Além dos ataques externos, a partir do século XVIII, a razão, dentro do âmbito do
projeto  iluminista,  começa  a  sofrer  um  processo  de  auto­crítica,  no  qual  se
procura  investigar  suas    possibilidades  e  os  limites.  Kant  é  o  grande  nome  neste
movimento,  postulando  a  impossibilidade  humana  de  atingir  o  conhecimento  das
coisas em si. Para ele, nosso conhecimento sobre o mundo seria sempre mediado
por nossas estruturas cognitivas.
 
Atividades:
 
1)  Faça  uma  leitura  criteriosa  dos  textos  indicados,  procurando  caracterizar  as
repercussões  do  Romantismo  nos  processos  de  constituição  das  subjetividades.
Atente para a valorização do “interno” em contraposição às aparências.
 
2) Acompanhe o seguinte exemplo de exercício:
 
O  Romantismo,  movimento  que  se  estende  do  final  do  século  XVII  a  meados  do
XIX,  refere­se  a  manifestações  bastante  diversas.  Assinale,  dentre  as  afirmações
abaixo, aquela que é incorreta:
 
a)  O Romantismo denuncia e privilegia aquele aspecto do eu que estava excluído
pelo projeto cartesiano. Uma das imagens mais recorrentes foi a de que o real é
encoberto  por  um  véu  e  impõe­se  a  necessidade  de  desvelá­lo  ou  revelá­lo.
Assim, o Romantismo acusa a vida social de afastar o homem de sua verdadeira
natureza, que é passional.
b) O Romantismo se constitui como um movimento de crítica ao período medieval,
à  medida  que  ele  representa  uma  espécie  de  saudosismo  de  um  estado  natural
perdido,  que  seria  preciso  reencontrar.  A  natureza  a  que  se  refere  é  altamente
idealizada e compreendida como o jardim do Éden.
c)  Uma  das  expressões  do  Romantismo  apresenta  uma  natureza  violenta,  que
ultrapassa em muito a potência da vontade consciente. O eu é invadido por aquilo
que procurava excluir. Aqui se introduz o elemento anti­humanista. O homem vê­
se  diante  de  um  despojamento  total  de  sua  importância:  ele  não  seria  mais  do
que um invólucro que porta a vontade e que pode ser substituído.
d)  O  Romantismo  é  essencial  no  desenvolvimento  do  sentido  de  interioridade  e
profundidade  da  alma  humana,  constituindo­se  de  uma  das  bases  do  que
poderíamos chamar de individualismo.
e)  Schopenhauer,  Edgar  Allan  Poe  e  Goethe  são  alguns  dos  autores  que
representam o movimento tempestuoso e impetuoso do romantismo. Além deles,
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podemos mencionar no campo da música Beethoven, Wagner e Chopin.
 
R:  A  alternativa  a  ser  assinalada  é  a  ‘b’  –  o  saudosismo  empreende  crítica  ao
passado;  é,  pelo  contrário,  um  desejo  de  retorno  a  um  período  anterior,
idealizado.
 
3)  Realize  os  exercícios,  anotando  as  dúvidas  que  surgirem  durante  a  resolução.
Estas  dúvidas  devem  ser  motivo  de  reexame  dos  textos,  na  tentativa  de  saná­
las. Caso elas persistam, apresente­as ao professor, nas aulas presenciais.
 
 
Parte  3:  A  constituição  do  Estado  Moderno  e  o  avanço  do  Regime
Disciplinar.

Leitura Obrigatória:

FIGUEIREDO, L.C.M. A gestação do espaço psicológico no século XIX: Liberalismo,
Romantismo e Regime Disciplinar. Representação e Seus Avessos. In: A invenção
do psicológico. Quatro séculos de subjetivação (1500­1900). São Paulo: EDUC:
Escuta, 1996. 

 
Leitura para aprofundamento:
BARROS, R. D. B.; JOSEPHSON, S. C.. A invenção das massas: a psicologia entre
o  controle  e  a  resistência.  In:  JACO­VILELA,  A.  M.;  FERREIRA,  A.  A.  L.;
PORTUGAL, F. T. (orgs.). História da Psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro:
Nau Editora, 2007
FIGUEIREDO,  L.C.M.  Para  além  do  estilo.  Um  lugar  para  a  Psicologia.  In:  A
invenção do psicológico. Quatro séculos de subjetivação (1500­1900). São Paulo:
EDUC: Escuta, 1996.
 
Apresentação do tema:
 
Ainda que rechaçados e submetidos a uma estrita auto­vigilância, os aspectos
excluídos do eu retornam sempre, extravasam do terreno íntimo e ameaçam as
estratégias desenvolvidas para a manutenção de relações sociais estáveis e
igualitárias.
 
Diante da falência dos dispositivos criados para garantir a separação entre as
esferas públicas e privadas, assistimos a um progressivo fortalecimento do Estado,
incumbido de inserir alguma ordem na vida social. A sociedade deve, a partir de
então, ser administrada, com a imposição de leis heterônomas, que se imiscuem
na livre decisão dos indivíduos e determinam o que o homem pode e deve ser.
 
Através de mecanismos como a vigilância e controle sobre as condutas, da
sanção, do estabelecimento da norma,  os indivíduos são adestrados. Produtos de
uma cultura disciplinar, tornam­nos sujeitos presos a identidades que
reconhecemos como nossas, mas que nos foram impostas pelas redes de poder
que passaram, a partir do século XIX, a permear todas as relações.
 
O tema é complexo e a leitura indicada é extensa. Ainda assim, recomendamo­la
fortemente.
 
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Atividades:
 
1)  Faça  uma  leitura  criteriosa  dos  textos  indicados,  procurando  caracterizar  a
configuração  disciplinar  do  Estado  moderno,  bem  como  as  conseqüências  das
disciplinas para a constituição das subjetividades.
 
2) Realize os exercícios, anotando as dúvidas que surgirem durante a resolução.
Estas dúvidas devem ser motivo de reexame dos textos, na tentativa de saná­
las. Caso elas persistam, apresente­as ao professor, nas aulas presenciais.
 
 

Exercício 1:

A respeito dos movimentos românticos, analise as afirmativas abaixo e as classifique como verdadeiras
(V) ou falsas (F):

(        )    Uma  das  imagens  mais  recorrentes  desse  século  foi  a  de  que  o  real  é  encoberto  por  um  véu.
Impõe­se a necessidade de desvelá­lo e revelá­lo. O eu passa cada vez mais a ser tomado como uma
máscara que encobre a verdade. A vida social – urbana e civilizada – é acusada de afastar o homem de
sua verdadeira natureza.

(    ) O Romantismo representa uma espécie de saudosismo de um estado natural perdido pelo homem,
que seria preciso reencontrar. A natureza a que ele se refere é altamente idealizada.

(    )  O Romantismo nasce como um movimento de crítica ao Anti­Humanismo reafirmando o princípio
cartesiano segundo o qual o homem se caracteriza como um ser pensante.

(        )    O  Romantismo  ressalta  que  a  essência  humana  está  em  sua  natureza  pensante,  uma  natureza
racional que ultrapassa e é capaz de controlar as paixões humanas.

Assinale a alternativa que a apresenta a sequência correta:

A ­ V, F, V, V 
B ­ V, F, F, V 
C ­ V, V, F, F 
D ­ V, V, F, V 
E ­ V, F, V, F 

Comentários:

Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários 

Exercício 2:

“A natureza humana não é máquina que se possa construir conforme um modelo qualquer, regulando­
se para executar exatamente a tarefa que lhe prescrever, mas uma árvore, que precisa crescer e
desenvolver­se de todos os lados, de acordo com a tendência de forças interiores que o fazem um ser
vivo.” (Stuart Mill, 1963).
 
A respeito da citação assinale a afirmativa correta:
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A ­ retrata uma crítica às concepções românticas, na medida em que defende a
individualidade e singularidade do ser humano.  
B ­ refere­se ao regime disciplinar, defendendo a ideia da sujeição do indivíduo a
padrões de conduta previamente prescritos.  
C ­ trata­se de uma crítica ao regime disciplinar e defesa do ideário romântico,
por meio da ênfase na singularidade, na espontaneidade e interioridade dos
indivíduos. 
D ­ refere­se ao romantismo ao reforçar a ideia de auto regulação humana como
consequência de recompensa e punição.  
E ­ é uma afirmativa liberal, na medida em que defende a ideia de natureza
humana passional.  

Comentários:

Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários 

Exercício 3:

Se o século XIX pode ser caracterizado pelo apogeu do liberalismo e do individualismo como princípios
de organização econômica e política e pelo pleno desabrochar dos movimentos românticos no campo
das artes e da filosofia, por outro lado, foi também marcado pelo incremento das instâncias
disciplinares. 

A esse respeito, afirma­se que

I do ponto de vista das Disciplinas, a sociedade deve ser administrada; o poder do Estado deve avançar
cada vez mais no terreno reservado à privacidade, determinando o que o indivíduo pode e deve ser. 
II no ideário disciplinar, os espaços reservados à vida privada são livres das convenções sociais e das
regras do decoro, enquanto que nos espaços públicos, há a vigência de leis consensualmente
estabelecidas.
III o Estado e suas agências educacionais, corretivas, sanitárias e militares devem assumir as funções
de controle das privações, das punições e das recompensas liberadas para os comportamentos
individuais.
IV o ideal disciplinar é o reinado do ‘eu’ soberano com identidades nitidamente delimitadas, autocontidas,
autodominadas e autoconhecidas, permanentes no tempo, invariáveis, independentemente das
condições.
 
Está correto o afirmado em 

A ­ I, II e III.  
B ­ II, III e IV.  
C ­ I e III.  
D ­ II e IV.  
E ­ III e IV.  

Comentários:

Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários 

Exercício 4:

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Michel Foucault analisa a sociedade moderna, contextualizando­a historicamente e caracterizando­a
como disciplinar. 

A esse respeito afirma­se que

I a sociedade contemporânea está marcada pela constante vigilância dos indivíduos que, muitas vezes
sem se darem conta de sua condição de “prisioneiros”, reproduzem ideias e valores morais como se lhe
fossem próprios.
II o âmbito disciplinar limita­se ao conjunto de leis e coerções explícitas, que se estendem a toda a
sociedade, independentemente de classe social.
III espaços institucionais como a escola, o hospital e a indústria não escapam ao modelo de dominação
presente nas instituições explicitamente disciplinares, como as prisões, restando ao indivíduo apenas
sua própria subjetividade como lugar de exercício da liberdade.
 
Está correto o afirmado em 

A ­ I.  
B ­ I e II. 
C ­ II. 
D ­ II e III. 
E ­ III.  

Comentários:

Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários 

Exercício 5:

Um grupo de amigos discute o avanço do crime organizado no Rio de Janeiro. Abaixo, reproduzimos
trechos da conversa.
 
Otávio: Pra mim, só à bala. Se eu fosse o Lula, mandava o Exército entrar com tudo nessas favelas e
exterminar todo esse pessoal do tráfico.
Rogério: O que que é isso, cara... Ia morrer muito inocente...
Valéria: E não é só isso. E os direitos humanos? Mesmo sendo criminosos, eles têm que primeiro ser
julgados. Não se pode ir matando assim.
Otávio: Bom, eu acho que não tem mais jeito. E se é pra não descontentar o público que é contra, os
jornais deviam ser censurados, para não dar notícias do extermínio, como era no tempo da ditadura,
quando tinha o esquadrão da morte.
Valéria: Cara, agora você extrapolou... A liberdade de expressão, da imprensa é um direito inalienável
das pessoas, tanto quanto a segurança, a propriedade.
Otávio: É, com esta história de respeito à liberdade, os bandidos vão tomando conta... É liberdade pra
roubar, pra matar. 
Elizabeth: Sabe que, às vezes, eu tendo a concordar com o Otávio: me parece que as pessoas não
sabem o que fazer, se são deixadas assim soltas, acho que é preciso uma norma, uma regra. Porque,
se não houver castigo, as pessoas acabam fazendo o que é melhor pra elas, sem pensar nos outros.
Rogério: É, mas foi pensando justamente isso que se instalou muito regime de opressão. Eu sou contra.
Eu acho que as pessoas acabam vendo qual é o jeito melhor de se comportar, afinal, nós somos animais
racionais, não é mesmo? Não é possível que a gente, pensando, refletindo, não chegue a um consenso.
 
Analisando as posições assumidas pelos interlocutores, é correto afirmar que adotam uma postura
disciplinar

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22/03/2017 UNIP ­ Universidade Paulista : DisciplinaOnline ­ Sistemas de conteúdo online para Alunos.

A ­ Valéria e Otávio.  
B ­ Otávio e Elizabeth.  
C ­ Elizabeth e Rogério.  
D ­ Rogério e Valéria.  
E ­ Valéria e Elizabeth.  

Comentários:

Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários 

Exercício 6:

Com  respeito  à  constituição  e  desdobramentos  da  noção  de  subjetividade  na  modernidade,  podemos
entender que 

A ­ a grande valorização e a confiança no homem, geradas pela concepção de ser
ele o centro do mundo e livre para seguir seu caminho, dão origem ao humanismo
moderno.  
B ­ ao longo dos séculos, o aprofundamento da experiência subjetiva privatizada
foi um processo linear pelo qual passaram todas as sociedades humanas.  
C ­  ao longo dos séculos, as experiências da subjetividade privatizada foram cada
vez mais distanciando o homem de si mesmo, de sua natureza verdadeiramente
humana, fazendo­o crer que não é autônomo. 
D ­ a constituição do homem moderno é produto da Revolução Científica, com a
especificação de um cânone metodológico que permite o estudo da natureza
humana.  
E ­  na história humana, há indícios que levam a crer que o homem sempre se
considerou senhor de seu destino, não obstante o esforço da Igreja medieval em
defesa da submissão humana aos ditames divinos.  

Comentários:

Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários 

Exercício 7:

Para a constituição da Psicologia, no final do século XIX, foi necessária a crise da noção de
subjetividade. 

Essa noção está estreitamente relacionada à história do humanismo moderno que

A ­ pregou a necessidade de modernizar o que era tradicional e estimulou a
hierarquia religiosa.  
B ­ não baseou­se na convicção de ser possível ao homem assumir sua liberdade,
pois ela só pode ser pensada para cada caso.  
C ­ postulou que os homens jamais seriam livres e estimulou o exercício da
solidão e da ordem.  
D ­ baseou­se na convicção de que o homem é o centro do universo e livre para
determinar o próprio destino. 

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E ­ não baseou­se na convicção de ser possível ao homem determinar o próprio
destino e, por isso, estimulou a liberdade individual.  

Comentários:

Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários 

Exercício 8:

A articulação conflitiva das três formas de pensar e praticar a vida em sociedade ­ o Liberalismo, o
Romantismo e as Disciplinas, fizeram surgir, de acordo com Figueiredo (1992), o espaço psicológico. 

Há uma concepção de homem implícita em cada um desses movimentos, identifique nas afirmativas
abaixo:

I o homem é naturalmente bom, portanto, deve ser espontâneo, autêntico, restaurando contato com
suas origens pré­civilizadas.
II o homem é sensível às consequências de seus atos, portanto, passível de manipulação.
III cada homem é capaz de se autoconter, autodominar e autoconhecer. Cada um possui uma identidade
própria que é permanente e invariável ao longo do tempo.
IV entregues a si mesmos, os homens não são capazes de acordar regras de ação e convivência que
garantam a vigência de direitos iguais para todos.
V o homem é dotado de direitos naturais, que devem ser defendidos e consagrados por um Estado
nascido de um contrato livremente firmado entre indivíduos autônomos para garantir seus interesses.

Assinale a alternativa que reúne as correspondências corretas:

A ­ I ­ Romantismo; II ­ Disciplinas; III ­ Liberalismo; IV ­ Disciplinas; V –
Liberalismo.  
B ­ I ­ Romantismo; II ­ Liberalismo; III ­ Liberalismo; IV ­ Disciplinas; V ­
Romantismo.  
C ­ I ­ Disciplinas; II ­ Romantismo; III ­ Liberalismo; IV ­ Romantismo; V ­
Disciplinas.  
D ­ I ­ Liberalismo; II ­ Liberalismo; III ­ Liberalismo; IV ­ Disciplinas; V ­
Romantismo.   
E ­  I ­ Liberalismo; II ­ Disciplinas; III ­ Liberalismo; IV ­ Romantismo; V –
Disciplinas.  

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