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MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS – TRADUÇÃO

CAPÍTULO 3.3 - SISTEMA DE COORDENADAS 2D – LOCAL / GLOBAL


Em muitos problemas, é conveniente introduzir as coordenadas locais (x’ y’) e
globais (ou de referência) (x y). As coordenadas locais são sempre escolhidas
para representar o elemento individual convenientemente, sendo as
coordenadas globais escolhidas para representar a estrutura como um todo.
Dado o deslocamento nodal de um elemento, representado pelo vetor 𝒅
conforme apresentado na Figura 3-7, é possível relacionar as componentes
deste vetor para um sistema de coordenadas qualquer.

Para fins gerais, assume-se que o vetor 𝒅 não coincide com os eixos de
coordenadas local ou global. Nesse caso, pretende-se relacionar as
componentes de deslocamento global com as componentes locais, de
modo a desenvolver uma matriz de transformação [𝑇] que posteriormente será
usada para desenvolver a matriz de rigidez global para um elemento de barra.
Definimos o ângulo y para ser positivo quando medido no sentido anti-horário de
x para x’. Podemos então expressar o deslocamento dado pelo vetor 𝒅 em
termos das coordenadas globais e locais através da expressão:

𝒅 = 𝑢1 𝒊 + 𝑣1 𝒋 = 𝑢1′ 𝒊′ + 𝑣1′ 𝒋′ 3.3.1

Onde: 𝒊 e 𝒋 são os vetores unitários nas direções globais x e y, e 𝒊′ e 𝒋′ são


vetores unitários nas direções locais x’ e y’.
Relacionando 𝒊 e 𝒋 com 𝒊′ e 𝒋′ através da Figura 3-8, obtém-se:

𝒂+𝒃=𝒊 3.3.2
|𝒂| = |𝒊| cos 𝜃 3.3.3.a
|𝒃| = |𝒊| sin 𝜃 3.3.3.b

Uma vez que por definição o vetor unitário |𝒊|, é dado por:

|𝒊| = 1 3.3.4
|𝒂| = cos 𝜃 3.3.5
|𝒃| = sin 𝜃 3.3.6

Considerando agora que a está na direção 𝒊′ e b está na direção 𝒋′, observa-se


que:

𝒂 = |𝒂|𝒊′ = cos 𝜃 𝒊′ 3.3.7


𝒃 = |𝒃|(−𝒋′ ) = sin 𝜃 (−𝒋′) 3.3.8

Como 𝒂 + 𝒃 = 𝒊, tem-se:

𝒊 = cos 𝜃 𝒊′ − sin 𝜃 𝒋′ 3.3.9

De maneira análoga é possível definir:

𝒂′ = cos 𝜃 𝒋′
𝒂′ + 𝒃′ = 𝒋, 𝑒 𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎𝑛𝑡𝑜: { 3.3.10
𝒃′ = sin 𝜃 𝒊′
De modo que:

𝒋 = cos 𝜃 𝒋′ + sin 𝜃 𝒊′ 3.3.11

Aplicando (3.3.9) e (3.3.11) em (3.3.1) tem-se:

𝑢(cos 𝜃 𝒊′ − sin 𝜃 𝒋′ ) + 𝑣(sin 𝜃 𝒊′ + cos 𝒋′ ) = 𝑢′ 𝒊′ + 𝑣′𝒋′ 3.3.12

Combinando os termos da equação (3.3.12) em função dos coeficientes 𝒊′ e 𝒋′


obtém-se:

𝑢 cos 𝜃 + 𝑣 sin 𝜃 = 𝑢′ 3.3.13


−𝑢 sin 𝜃 + 𝑣 cos 𝜃 = 𝑣′ 3.3.14

Escrevendo (3.3.13) e (3.3.14) na forma matricial:

cos 𝜃 sin 𝜃 𝑢
{𝑢′} = [ ]{ } 3.3.15
𝑣′ − sin 𝜃 cos 𝜃 𝑣

Assim:

{𝑑′ } = [𝑇]{𝑑} 3.3.16

𝑢
{𝑑 ′ } = {𝑢′}, {𝑑} = { } 𝑒 [𝑇] = [ cos 𝜃 sin 𝜃
] 3.3.17
𝑣′ 𝑣 − sin 𝜃 cos 𝜃

A Figura 3-9 apresenta o vetor 𝑢′ apresentado em (3.3.13) expresso em termos


de x e y.
CAPÍTULO 3.4 – MATRIZ DE RIGIDEZ PARA UMA BARRA ORIENTADA
ARBITRARIAMENTE EM UM PLANO
Consideramos agora uma barra inclinada num ângulo 𝜃 em ralação ao eixo
global 𝑥, sendo seu eixo local identificado por 𝑥’ direcionado do nó 1 para o nó 2
ao longo da direção da barra, conforme apresenta a Figura 3-11.
Fazendo uso da equação 3.1.13, sendo [𝑘’] a matriz de rigidez local do elemento,
a qual relaciona as forças nodais {𝑓’} com os deslocamentos nodais {𝑑’}, no
sistema de coordenadas local como mostrado pela Eq. 3.4.1.

′ 𝐴𝐸 1 −1 𝑢1′
𝑓1𝑥
{ ′ } = [ ]{ } 3.4.1
𝑓2𝑥 𝐿 −1 1 𝑢2′

Ou:

{𝑓 ′ } = [𝑘 ′ ]{𝑑′} 3.4.2

De maneira semelhante, é possível relacionar as forças nodais {𝑓} no sistema


de coordenadas globais com os deslocamentos globais {𝑑} para um elemento
de barra arbitrariamente orientado em relação aos eixos globais como mostrado
na Figura 3-11, por meio da matriz de rigidez global [𝑘] do elemento, de modo
que:

𝑓1𝑥 𝑢1
𝑓1𝑦 𝑣
= [𝑘] {𝑢1 } 3.4.3
𝑓2𝑥 2
{𝑓2𝑦 } 𝑣2
Ou simplificadamente no modo matricial:

{𝑓} = [𝑘]{𝑑} 3.4.4

Observa-se através da equação 3.4.3 que um total de quatro componentes da


força e quatro de deslocamento surgem quando as coordenadas globais são
usadas. No entanto, um total de dois componentes de força e duas de
deslocamento aparecem para a representação da coordenada local de uma mola
ou uma barra, como mostrado pela equação 3.4.1. Ao relacionar as
componentes de força locais e globais e as componentes de deslocamento local
e global, é possível obter a matriz de rigidez global.
Sabe-se da equação 3.3.15 que:

𝑢1′ = 𝑢1 cos 𝜃 + 𝑣1 sin 𝜃 3.4.5a

𝑢2′ = 𝑢2 cos 𝜃 + 𝑣2 sin 𝜃 3.4.5b

Colocando as equações 3.4.5 na forma matricial:

𝑢1
𝑢1′ 𝐶 𝑆 0 0 𝑣1
{ ′} = [ ]{ } 3.4.6
𝑢2 0 0 𝐶 𝑆 𝑢2
𝑣2

Ou de maneira reduzida:

{𝑑′ } = [𝑇]{𝑑} 3.4.7

Sendo a matriz de transformação entre os sistemas de coordenadas dada por:

[𝑇] = [𝐶 𝑆 0 0] 3.4.8
0 0 𝐶 𝑆

De maneira similar, já que as forças se transformam da mesma forma que os


deslocamentos, substituímos os deslocamentos locais e globais na equação
3.4.6 pelas forças locais e globais obtendo assim:
𝑓1𝑥
𝑓′ 𝐶 𝑆 0 0 𝑓1𝑦
{ 1𝑥
′ } =[ ] 3.4.9
𝑓2𝑥 0 0 𝐶 𝑆 𝑓2𝑥
𝑓
{ 2𝑦 }

Escrevendo na forma matricial reduzida tem-se:

{𝑓 ′ } = [𝑇]{𝑓} 3.4.10

Substituindo 3.4.7 em 3.4.2 obtém-se:

{𝑓 ′ } = [𝑘 ′ ][𝑇]{𝑑} 3.4.11

Aplicando 3.4.10 em 3.4.11:

[𝑇]{𝑓} = [𝑘 ′ ][𝑇]{𝑑} 3.4.12

No entanto, para escrever a expressão final que relaciona forças nodais globais
a deslocamentos nodais globais para um elemento, devemos aplicar a inversa
de [𝑇] na equação 3.4.12. O que não é imediatamente possível já que [𝑇] não é
uma matriz quadrada. Ao expandir {𝑑 ′ }, {𝑓 ′ } e [𝑘 ′ ] para uma ordem que é
′ ′
consistente com o uso de coordenadas globais, embora 𝑓1𝑦 e 𝑣2𝑦 sejam zero.
Usando a Eq. (3.3.16) para cada deslocamento nodal, obtemos assim:

𝑢1′ 𝐶 𝑆 0 0 𝑢1
𝑣1′ −𝑆 𝐶 0 0 ] { 𝑣1 }
=[ 3.4.13
𝑢2′ 0 0 𝐶 𝑆 𝑢2

{𝑣2 } 0 0 −𝑆 𝐶 𝑣2

Ou:

{𝑑′ } = [𝑇]{𝑑} 3.4.14

Sendo:
𝐶 𝑆 0 0
[𝑇] = [−𝑆 𝐶 0 0] 3.4.15
0 0 𝐶 𝑆
0 0 −𝑆 𝐶
De maneira similar tem-se:

{𝑓 ′ } = [𝑇]{𝑓} 3.4.16

Porque as forças são como deslocamentos - ambos são vetores. Além disso,
[𝑘 ′ ] deve ser expandida para uma matriz de ordem 4x4. Portanto, a Eq. (3.4.1)
em forma expandida torna-se:


𝑓1𝑥 1 0 −1 0 𝑢′1

𝑓1𝑦 𝐴𝐸 0 0 0 0] 𝑣′1
′ = [ 3.4.17
𝑓2𝑥 𝐿 −1 0 1 0 𝑢′2
′ 0 0 0 0 {𝑣′2 }
{𝑓2𝑦 }

′ ′
Na Eq. (3.4.17), porque 𝑓1𝑦 e 𝑓2𝑦 são zero, as linhas de zeros correspondentes
′ ′
aos números de linha 𝑓1𝑦 e 𝑓2𝑦 aparecem em [𝑘 ′ ]. Agora, usando Eqs. (3.4.14) e
(3.4.16) na Eq. (3.4.2), obtemos:

[𝑇]{𝑓} = [𝑘 ′ ][𝑇]{𝑑} 3.4.18

De modo que:

{𝑓} = [𝑇]−1 [𝑘 ′ ][𝑇]{𝑑} 3.4.19

Onde [𝑇]−1 é a inversa de [𝑇]. No entanto, pode ser mostrado (veja o Problema
3.28) em que [𝑇]𝑇 é a matriz transposta de [𝑇]. A propriedade de matrizes
quadradas, como [𝑇] dado pela Eq. (3.4.20) define [𝑇] para ser uma matriz
ortogonal. Para mais informações sobre matrizes ortogonais, consulte o
Apêndice A. A matriz de transformação [𝑇] entre os quadros de coordenadas
retangulares é ortogonal. Esta propriedade de [𝑇] é usada ao longo deste texto.
Substituindo a Eq. (3.4.20) na Eq. (3.4.19), obtemos:

[𝑇]−1 = [𝑇]𝑇 3.4.20

{𝑓} = [𝑇]𝑇 [𝑘 ′ ][𝑇]{𝑑} 3.4.21

[𝑘] = [𝑇]𝑇 [𝑘 ′ ][𝑇] 3.4.22


Substituindo a Eq. (3.4.15) para [𝑇] e a forma expandida de [𝑘 ′ ] dado na Eq.
(3.4.17) na Eq. (3.4.22), obtemos [𝑘] dada na forma explícita por:

𝐶2 𝐶𝑆 −𝐶 2 −𝐶𝑆
𝐴𝐸 𝐶𝑆 2
−𝐶𝑆 −𝑆 2 ]
[𝑘] = [ 2 𝑆 3.4.23
𝐿 −𝐶 −𝐶𝑆 𝐶 2 𝐶𝑆
2
−𝐶𝑆 −𝑆 𝐶𝑆 𝑆2

A equação (3.4.23) é a matriz de rigidez explícita para uma barra arbitrariamente


orientada no plano 𝑥, 𝑦.
Agora, porque a função de deslocamento do teste Eq. (3.1.1) foi assumido
elemento contínuo por elemento por elemento, a matriz de rigidez para cada
elemento pode ser somada usando o método de rigidez direta para obter:

∑[𝑘 𝑒 ] = [𝐾] 3.4.24


𝑒=1

Onde [𝐾] é a matriz de rigidez global e N é o número total de elementos. Da


mesma forma, cada elemento matriz de força nodal global pode ser somado de
tal forma que:

∑[𝑓 𝑒 ] = {𝐹} 3.4.25


𝑒=1

[𝐾] agora relaciona as forças nodais globais {𝐹} aos deslocamentos nodais
globais {𝑑} para toda a estrutura por:

{𝐹} = [𝐾]{𝑑} 3.4.26


CAPITULO 4 – ELEMENTO DE VIGA
Começamos este capítulo desenvolvendo a matriz de rigidez para dobrar um
elemento de feixe, o mais comum de todos os elementos estruturais, como
evidenciado pela sua proeminência em edifícios, pontes e muitas outras
estruturas. O elemento do feixe é considerado reto e possui uma área de seção
transversal constante. Apresentaremos a matriz de rigidez do elemento do feixe
utilizando os princípios desenvolvidos para a teoria do feixe simples.
Em seguida, apresentaremos exemplos simples para demonstrar a assunção de
matrizes de rigidez de elemento de feixe e a solução de problemas de feixe pelo
método de rigidez direta apresentado no Capítulo 2. A solução de um problema
de feixe ilustra que os graus de liberdade associados a um nó são transversais
deslocamento e rotação. Incluiremos as forças de cisalhamento nodais e os
momentos de flexão e os diagramas de força de cisalhamento e curvatura
resultantes como parte da solução total.
Em seguida, discutiremos os procedimentos para lidar com o carregamento
distribuído, porque feixes e quadros são frequentemente submetidos ao
carregamento distribuído, bem como ao carregamento nodal concentrado.
Seguiremos a discussão com soluções de vigas submetidas a carregamento
distribuído e comparamos uma solução de elementos finitos para uma solução
exata para um feixe sujeito a um carregamento distribuído.
Em seguida, desenvolveremos a matriz de rigidez do elemento do feixe para um
elemento de feixe com uma dobradiça nodal e ilustramos a solução de um feixe
com uma dobradiça interna.
Para conhecer melhor a abordagem energética potencial para o
desenvolvimento da matriz de rigidez e equações, vamos desenvolver
novamente as equações dos elementos de flexão do feixe usando essa
abordagem. Esperamos aumentar sua confiança nessa abordagem. Ele será
usado em grande parte deste texto para desenvolver matrizes de rigidez e
equações para elementos mais complexos, como estresse bidimensional
(plano), estresse assimétrico e estresse tridimensional.
Finalmente, o método residual de Galerkin é aplicado para derivar as equações
dos elementos do feixe.
Os conceitos apresentados neste capítulo são pré-requisitos para a
compreensão dos conceitos de análise de quadros apresentados no Capítulo 5.

4.1. MATRIZ DE RIGIDEZ DO ELEMENTO DE VIGA


Nesta seção, derivaremos a matriz de rigidez para um elemento de feixe simples.
Um feixe é um membro estrutural longo e delgado geralmente submetido a uma
carga transversal que produz efeitos de flexão significativos em oposição a
torção ou efeitos axiais. Essa deformação de flexão é medida como um
deslocamento transversal e uma rotação. Assim, os graus de liberdade
considerados por nó são um deslocamento transversal e uma rotação (em
oposição a apenas um deslocamento axial para o elemento de barra do Capítulo
3).
Considere o elemento do feixe mostrado na Figura 4-1. O feixe é de comprimento
L com coordenada axial local x e coordenada transversal local y. Os
deslocamentos nodais transversais locais são dados por 𝑣′𝑖 e as rotações por𝜙′𝑖 ,
sendo as ações nodais (forças transversais e momentos aplicados) dadas
respectivamente por 𝑓𝑖′ e 𝑚𝑖′ conforme apresentado. Inicialmente negligenciamos
todos os efeitos axiais (ações normais).
Em todos os nós, as seguintes convenções de sinal são usadas:
1. Os momentos são positivos no sentido anti-horário.
2. As rotações são positivas no sentido anti-horário.
3. As forças são positivas na direção positiva.
4. Os deslocamentos são positivos na direção positiva do y.
A Figura 4-2 indica as convenções de sinais usadas na teoria do feixe simples
para o sentido positivo das forças de cisalhamento 𝑉 e momentos fletores 𝑚.

CONTINUAR

4.4. CARGAS DISTRIBUÍDAS E CARGAS NODAIS EQUIVALENTES


Elementos de viga podem suportar o carregamento distribuído e o carregamento
nodal concentrado. Portanto, devemos ser capazes de explicar o carregamento
distribuído. Considere o feixe fixo-fixo submetido a uma carga uniformemente
distribuída w mostrada na Figura 4-21. As reações, determinadas a partir da
teoria da análise estrutural [2], são mostradas na Figura 4-22. Essas reações são
chamadas reações fixas. Em geral, as reações fixas são aquelas reações nas
extremidades de um elemento se as extremidades do elemento são assumidas
como fixadas, isto é, se os deslocamentos e as rotações são restritos. (Aqueles
de vocês que não estão familiarizados com a análise de estruturas
indeterminadas devem assumir essas reações como dadas e prosseguir com o
resto da discussão, vamos desenvolver esses resultados em uma apresentação
subsequente do método de equivalência de trabalho.) Portanto, guiado pelo
resultado da análise estrutural para o caso de uma carga uniformemente
distribuída, substituímos a carga por forças nodais concentradas e momentos
tendendo a ter o mesmo efeito no feixe que a carga distribuída real. A Figura 4-
23 ilustra essa ideia para um feixe. Substituímos a carga uniformemente
distribuída por um sistema de força estaticamente equivalente consistindo de
uma força nodal concentrada e um momento em cada extremidade do membro
que transporta a carga distribuída. Ou seja, as forças e momentos nodais
concentrados estaticamente equivalentes e a carga distribuída original têm a
mesma força resultante e o mesmo momento sobre um ponto arbitrariamente
escolhido. Essas forças estaticamente equivalentes são sempre sinais opostos
das reações fixas. Se quisermos analisar o comportamento do membro
carregado 2-3 em melhor detalhe, podemos colocar um nó intermediário e usar
o mesmo procedimento descrito apenas para cada um dos dois elementos que
representam o membro horizontal. Ou seja, para determinar a deflexão máxima
e o momento máximo na extensão do feixe, um nó intermediário (nó 5) é
necessário no centro do segmento de feixe 2-3, forças e momentos equivalentes
são aplicados a cada elemento (do nó 2 ao nó 5 e do nó 5 ao nó 3) mostrado na
Figura 4-23 (c).
FORMULAÇÃO GERAL
Em geral, podemos explicar as cargas distribuídas ou as cargas concentradas
que atuam sobre os elementos de viga, iniciando com a seguinte aplicação de
formulação para uma estrutura geral:

{𝐹} = [𝐾]{𝑑} − {𝐹𝑜 } 4.4.8


Onde {𝐹} são as forças nodais concentradas e {𝐹𝑜 } são chamadas de forças
nodais equivalentes, agora expressas em termos de componentes de
coordenadas globais, que são de tal magnitude que produzem os mesmos
deslocamentos nos nós, assim como a carga distribuída. Usando a tabela no
Apêndice D de forças nodais equivalentes {𝑓𝑜 } expressadas em termos de
componentes de coordenadas locais, podemos expressar {𝐹𝑜 } em termos de
componentes de coordenadas globais.
Lembre-se da Seção 3.10 da derivação das equações dos elementos pelo
princípio da energia potencial mínima. Começando com Eqs. (3.10.19) e
(3.10.20), a minimização da energia potencial total resultou na mesma forma de
equação que a Eq. (4.4.8) onde {𝐹𝑜 } agora representa o mesmo sistema de
substituição de força equivalente ao trabalho, conforme dado pela Eq. (3.10.20a)
para substituição de tração de superfície. Além disso, {𝐹} = {𝑃}, {𝑃} [da Eq.
(3.10.20a) representa as forças globais nodais concentradas. Porque agora
assumimos que as forças nodais concentradas não estão presentes ({𝐹} = 0),
como estamos resolvendo problemas de feixe com o carregamento distribuído
somente nesta seção, podemos escrever a Eq. (4.4.8) como:

{𝐹𝑜 } = [𝐾]{𝑑} 4.4.9

Na resolução de {𝑑} na Eq. (4.4.9) e, em seguida, substituindo os deslocamentos


globais {𝑑} e forças nodais equivalentes {𝐹𝑜 } para a Eq. (4.4.8), obtemos as
forças nodais globais reais {𝐹}. Por exemplo, usando a definição de {𝑓𝑜 } e Eqs.
(4.4.5) a (4.4.7) (ou usando o caso de carga 4 no Apêndice D) para uma carga
uniformemente distribuída 𝑤 agindo sobre um feixe de um elemento, temos:

𝑤𝐿

2
𝑤𝐿2

{𝐹𝑜 } = 12 4.4.10
𝑤𝐿

2
𝑤𝐿2
{ 12 }

Este conceito pode ser aplicado a nível local para obter as forças nodais locais
{𝑓} em elementos individuais de estruturas aplicando a Eq. (4.4.8) localmente
como:

{𝑓} = [𝑘]{𝑑} − {𝑓𝑜 } 4.4.11


onde {𝑓𝑜 } são as forças nodais locais equivalentes.
As reações de força nodal e momento obtidas pela Eq. (4.4.17) ilustram a
importância do uso da Eq. (4.4.8) para obter as forças nodais globais corretas e
momentos. Ao subtrair a matriz de força equivalente ao trabalho, {𝐹𝑜 }, do produto
de [𝑘] vezes {𝑑}, obtemos as reações corretas no nó 1, como pode ser verificado
por simples equações de equilíbrio estático. Esta verificação valida o método
geral da seguinte maneira:
1. Substitua a carga distribuída por seu equivalente de trabalho, como mostrado
na Figura 4-26 (b) para identificar a força nodal e o momento utilizado na solução.
2. Monte as matrizes globais de força e rigidez e as equações globais ilustradas
pela Eq. (4.4.12).
3. Aplicar as condições de limite para reduzir o conjunto de equações conforme
feito em problemas anteriores e ilustrado pela Eq. (4.4.13) onde as quatro
equações originais foram reduzidas para duas equações a serem resolvidas para
o deslocamento e rotação desconhecidos.
4. Resolva o deslocamento desconhecido e a rotação dada pela Eq. (4.4.14a) e
Eq. (4.4.14b).
5. Use a Eq. (4.4.8) como ilustrado pela Eq. (4.4.17) para obter as últimas forças
e momentos nodais globais corretos. Essas forças e momentos de suporte, como
a extremidade esquerda do cantilever na Figura 4-26 (a), serão as reações.

ELEMENTOS DE VIGA COM RÓTULAS


Em alguns feixes, pode haver uma dobradiça interna. Em geral, essa dobradiça
interna causa uma descontinuidade na inclinação ou rotação da curva de
deflexão na dobradiça. Considere o feixe mostrado com dois elementos e uma
dobradiça nodal no nó 2 que separa os dois elementos como mostrado na Figura
4-33 (a). Em geral, 𝜙21 para o elemento 1 não é igual a 𝜙22 para o elemento 2,
como mostrado nas Figuras 4-33 (b) e (c). Nos nós de dobradiça, as rotações
são ditas de valor duplo. Para modelar a dobradiça, consideramos a dobradiça
para ser colocada na extremidade direita do elemento 1 ou na extremidade
esquerda do elemento 2, mas não em ambos os elementos no nó 2. Os exemplos
4.10 e 4.11 ilustram como resolver problemas de feixe com rótulas.
Além disso, o momento de flexão é zero na dobradiça. Poderíamos construir
outros tipos de conexões que liberassem outras forças finais generalizadas; ou
seja, as conexões podem ser projetadas para tornar a força de cisalhamento ou
força axial zero na conexão. Essas condições especiais podem ser tratadas
começando pela matriz de rigidez de feixe não liberada generalizada Eq. (4.1.14)
e eliminando a força ou o momento zero conhecido. Isso produz uma matriz de
rigidez modificada com a força ou momento desejado igual a zero e o
deslocamento ou declive correspondente é eliminado.
CAPÍTULO 5 - EQUAÇÕES PARA PORTICOS PLANOS
Objetivos:
. Determinar a matriz de rigidez de elemento de feixe bidimensional
arbitrariamente orientada.
. Demonstrar a solução de quadros planos rígidos pelo método da rigidez direta.
. Descrever como lidar com apoio inclinado.
. Determinar a matriz de rigidez e equações para análises de grelhas.
. Definir as equações para determinar os valores de torção para várias secções
transversais.
. Ilustrar a solução das estruturas de grelha.
. Desenvolver a matriz de rigidez para um elemento de barra arbitrariamente
orientado no espaço.
. Determinar a solução de um quadro espacial.
. Introduzir o conceito de sub-estruturação.
Muitas estruturas, como edifícios (Figura 5-1) e pontes, são compostas por
quadros e / ou grades. Este capítulo desenvolve as equações e métodos para a
solução de quadros planos e espaciais e grades.
Primeiro, desenvolveremos a matriz de rigidez para um elemento de quadro
arbitrariamente orientado em um plano. Em seguida, incluiremos o grau de
liberdade de deslocamento nodal axial na matriz de rigidez local do elemento.
Em seguida, combinaremos esses resultados para desenvolver a matriz de
rigidez, incluindo os efeitos de deformação axial, para um elemento de quadro
arbitrariamente orientado, permitindo assim a análise de quadros planos.
Em seguida, desenvolveremos a matriz de rigidez do elemento de grade. Vamos
apresentar a solução de um sistema de plataforma de grade para ilustrar a
aplicação das equações de grade. Em seguida, desenvolveremos a matriz de
rigidez para um elemento de quadro arbitrariamente orientado no espaço.
Também consideraremos o conceito de análise de subestrutura.
Podemos derivar a matriz de rigidez para um elemento de pórtico arbitrariamente
orientado, como mostrado na Figura 5-2, de forma semelhante à usada para o
elemento de treliça apresentado no Capítulo 3. Os eixos locais 𝑥′ e 𝑦′ estão
localizados ao longo do elemento ao elemento respectivamente, e os eixos
globais 𝑥 e 𝑦 estão localizados conveniente para a estrutura gloabal.
Lembre-se de que podemos relacionar os deslocamentos locais para
deslocamentos globais usando a Eq. (3.3.16), repetido aqui por conveniência
como:
cos 𝜃 sin 𝜃 𝑢
{𝑢′} = [ ]{ } 5.1.1
𝑣′ − sin 𝜃 cos 𝜃 𝑣

Simplificação:
cos 𝜃 = 𝐶 𝑒 sin 𝜃 = 𝑆

Usando a segunda equação das Eq. (5.1.1) para o elemento do quadro,


relacionamos graus nodais locais aos graus de liberdade globais:

𝑢1
𝑣1′ −𝑆 𝐶 0 0 0 0 𝑣1
𝜙1′ 0] 𝜙1
=[ 0 0 1 0 0 5.1.2
𝑣2′ 0 0 0 −𝑆 𝐶 0 𝑢2

{𝜙2 } 0 0 0 0 0 1 𝑣2
{𝜙2 }

Os efeitos axiais ainda não estão incluídos.


A equação 5.1.2 indica que a rotação é invariante em relação ao sistema de
coordenadas. Ou seja, 𝜙1′ = 𝜙1 , e o momento 𝑚1′ = 𝑚1 pode ser considerado um
vetor que apontará normal para o plano 𝑥 ′ , 𝑦′ ou para o plano 𝑥, 𝑦 pela regra de
mão direita usual. De qualquer ponto de vista, o momento está na direção 𝑧 ′ =
𝑧. Portanto, o momento não é afetado, pois o elemento muda de orientação no
plano 𝑥, 𝑦.

−𝑆 𝐶 0 0 0 0
[𝑇] = [ 0 0 1 0 0 0] 5.1.3
0 0 0 −𝑆 𝐶 0
0 0 0 0 0 1
Substituindo a Eq. (5.1.3) para [𝑇] e Eq. (4.1.14) local para [𝑘] na Eq. (3.4.22),
[𝑘] = [𝑇]𝑇 [𝑘 ′ ][𝑇], obtemos a matriz de rigidez de elemento global como

12𝑆 −12𝑆𝐶 −6𝑆𝐿 −12𝑆 2 12𝑆𝐶 −6𝑆𝐿


−12𝑆𝐶 12𝐶 2 6𝐶𝐿 12𝑆𝐶 −12𝐶
2
6𝐶𝐿
𝐸𝐼 −6𝑆𝐿 6𝐶𝐿 4𝐿2
6𝑆𝐿 −6𝐶𝐿 2𝐿2
[𝑘] = 3 2 2 5.1.4
𝐿 −12𝑆 12𝑆𝐶 6𝑆𝐿 12𝑆 −12𝑆𝐶 6𝑆𝐿
12𝑆𝐶 −12𝐶 2 −6𝐶𝐿 −12𝑆𝐶 12𝐶 2 −6𝐶𝐿
[ −6𝑆𝐿 6𝐶𝐿 2𝐿2 6𝑆𝐿 −6𝐶𝐿 4𝐿2 ]

Não é necessário ampliar [𝑇] dado pela Eq. (5.1.3) para torná-lo uma matriz
quadrada para poder usar a Eq. (3.4.22). Porque a Eq. (3.4.22) é uma equação
geralmente aplicável, as matrizes utilizadas devem ser meramente a ordem
correta para a multiplicação da matriz (veja o Apêndice A para mais sobre a
multiplicação da matriz). A matriz de rigidez Eq. (5.1.4) é a matriz de rigidez
global do elemento, que inclui resistência ao cisalhamento e flexão. Os efeitos
axiais locais ainda não estão incluídos. A transformação da rigidez local para a
força global, multiplicando as matrizes [𝑇]𝑇 [𝑘 ′ ][𝑇], como feito na Eq. (5.1.4),
geralmente é realizada com uso de computadores.
Vamos agora incluir os efeitos axiais no elemento, como mostrado na Figura 5-
3. O elemento agora tem três graus de liberdade por nó (𝑢𝑖′ , 𝑣𝑖′ , 𝜙𝑖′ ). Para efeitos
axiais, lembramos da Eq. (3.1.13):

′ 𝐴𝐸 1 −1 𝑢1′
𝑓1𝑥
{ ′ }= [ ]{ } 5.1.5
𝑓2𝑥 𝐿 −1 1 𝑢2′
Combinando os efeitos axiais da equação 5.1.5 com os esforços de cisalhamento
e flexão da equação 4.1.13, temos, em coordenadas locais:


𝑓1𝑥
𝐶 0 0 −𝐶 0 0 𝑢1′
′ 1 1
𝑓1𝑦 0 12𝐶2 6𝐶2 𝐿 0 −12𝐶2 6𝐶2 𝐿 𝑣1′
𝑚1′ 0 6𝐶2 𝐿 4𝐶2 𝐿2 0 −6𝐶2 𝐿 2𝐶2 𝐿2 𝜙1′
′ = 5.1.6
𝑓2𝑥 −𝐶1 0 0 𝐶1 0 0 𝑢2′

𝑓2𝑦 0 −12𝐶2 −6𝐶2 𝐿 0 12𝐶2 −6𝐶2 𝐿 𝑣2′
6𝐶2 𝐿 2𝐶2 𝐿2 0 −6𝐶2 𝐿 4𝐶2 𝐿2 ] {𝜙2′ }
{𝑚2′ } [ 0

Onde:

𝐴𝐸 𝐸𝐼
𝐶1 = 𝑒 𝐶2 = 5.1.7
𝐿 𝐿3

𝐶1 0 0 −𝐶1 0 0
0 12𝐶2 6𝐶 2 𝐿 0 −12𝐶2 6𝐶 2𝐿
0 2 0 −6𝐶2 𝐿 2𝐶2 𝐿2
6𝐶2 𝐿 4𝐶2 𝐿
[𝑘′] = 5.1.8
−𝐶1 0 0 𝐶1 0 0
0 −12𝐶2 −6𝐶2 𝐿 0 12𝐶2 −6𝐶2 𝐿
[ 0 6𝐶2 𝐿 2𝐶2 𝐿2 0 −6𝐶2 𝐿 4𝐶2 𝐿2 ]

A matriz [𝑘 ′ ] agora tem três graus de liberdade por nó e inclui efeitos axiais (na
direção 𝑥′), bem como efeitos de força de cisalhamento (na direção 𝑦′) e efeitos
de flexão (sobre o eixo 𝑧 ′ = 𝑧). Usando Eqs. (5.1.1) e (5.1.2), relacionamos os
deslocamentos locais com os deslocamentos globais:

𝑢1′
𝐶 𝑆 0 0 0 0 𝑢1
𝑣1′ −𝑆 𝐶 0 0 0 0 𝑣1
𝜙1′ 0 0 1 0 0 0 𝜙1
= 5.1.9
𝑢2′ 0 0 0 𝐶 𝑆 0 𝑢2
𝑣2′ 0 0 0 −𝑆 𝐶 0 𝑣2
[ 0 0 0 0 0 1] {𝜙2 }
{𝜙2′ }

𝐶 𝑆 0 0 0 0
−𝑆 𝐶 0 0 0 0
0 0 1 0 0 0
[𝑇] = 5.1.10
0 0 0 𝐶 𝑆 0
0 0 0 −𝑆 𝐶 0
[0 0 0 0 0 1]
Substituindo [𝑇] da Eq. (5.1.10) e [𝑘 ′ ] da Eq. (5.1.8) na Eq. (3.4.22), [𝑘] =
[𝑇]𝑇 [𝑘 ′ ][𝑇] obtemos a matriz de rigidez global transformada global para um
elemento de feixe que inclui força axial, força de cisalhamento e flexão.

A análise de uma estrutura plana rígida pode ser realizada aplicando a Matriz de
rigidez Eq. (5.1.11). Uma estrutura plana rígida é definida aqui como uma série
de elementos de barra conectados rigidamente entre si; isto é, os ângulos
originais feitos entre elementos em suas juntas permanecem inalterados após a
deformação devido a cargas aplicadas ou deslocamentos aplicados.
Além disso, os momentos são transmitidos de um elemento para outro nas
articulações. Portanto, a continuidade do momento existe nas articulações
rígidas. Além disso, os centróides dos elementos, bem como as cargas
aplicadas, estão em um plano comum (plano x-y). Da Eq. (5.1.11), observamos
que a rigidez do elemento é funções de E, A, L, I e o ângulo de orientação y do
elemento em relação aos eixos de coordenadas globais. Deve-se notar que os
programas de computador frequentemente se referem ao elemento de quadro
como um elemento de barra, entendendo que o programa está usando a matriz
de rigidez na Eq. (5.1.11) para análise de quadros ou pórticos planos.