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POP 46/14 – COLETA DE EXAMES LABORATORIAIS

Nº: 46/2014
PROCEDIMENTO
Revisão: 01
Data de emissão: OPERACIONAL Data revisão:
Julho/2014
PADRÃO
Setor Centros de Saúde
Tipo Assistencial
TAREFA COLETA DE EXAMES LABORATORIAIS
Executante Enfermeiro, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem
Resultados Estabelecer rotinas na execução de procedimentos
esperados
Recursos Coleta de sangue:
necessários  Bandeja
 Álcool a 70%
 Algodão
 Adaptador para coleta a vácuo
 Garrote
 Agulha para coleta a vácuo
 Tubos de coleta a vácuo
 Grade ou recipiente para acondicionamento dos tubos
 Etiqueta para identificação dos tubos
 Equipamentos de proteção individual: luvas de procedimentos,
óculos de proteção, avental, jaleco, máscara cirúrgica e gorro;
 Caixa para material perfurocortante;
 Caixa térmica para transporte, com termômetro e gelox;
 Curativo adesivo.

Coleta de urina:
 Luvas de procedimentos (um par)
 Bandeja
 Recipiente para acondicionamento do frasco
 Pote para coleta universal ou estéril para urocultura
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 Coletor de urina infantil masculino e feminino
 Etiqueta para identificação do frasco
 Óculos de proteção
 Jaleco ou avental
 Máscara cirúrgica
 Geladeira
 Caixa térmica para transporte com termômetro e gelox.

Coleta de Fezes:
 01 par de luvas de procedimentos
 01 espátula ou abaixador de língua
 Etiqueta para identificação do frasco
 01 frasco estéril próprio para coleta
 Comadre ou vasilhame limpo e seco
Periodicidade  Em atendimento à prescrição médica;
 Em atendimento à prescrição de enfermagem;
Monitoramento Enfermeiro, Bioquímico ou Biomédico da coleta.
1. Acolher o usuário com atenção;
2. Receber a guia de requisição de exames;
3. Verificar quais exames solicitados;
4. Verificar se a guia de requisição está devidamente
preenchida (data, letra legível, nome completo, matrícula,
idade, procedência, exames solicitados e identificação do
profissional solicitante);
5. Confirmar com o paciente se este se encontra com o preparo
adequado para o exame solicitado;
6. Higienizar as mãos, conforme POP nº 16/14;
7. Identificar o(s) frasco(s) dos exames solicitados e mostrar ao
paciente;
8. Orientar o usuário quanto à coleta do material;
9. Orientar o usuário quanto ao resultado do exame;
10. Encaminhar o paciente à sala de coleta, quando necessário;
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11. Registrar em livro ou impresso de controle os dados do
paciente e exames solicitados;
12. Separar as guias de solicitação;
13. Acondicionar as guias de solicitação em sacos plásticos;
14. Higienizar as mãos, conforme POP nº 16/14;
15. Proceder à coleta;
16. Manter a sala em ordem;
17. Anotar os dados no prontuário, em formulários próprios e no
módulo procedimentos de enfermagem;
18. Assinar e carimbar o registro.

COLETA DE SANGUE:
1. Recepcionar o usuário com atenção;
2. Confirmar identidade do usuário;
3. Higienizar as mãos, conforme POP nº 16/14;
4. Reunir o material na bandeja;
5. Explicar o procedimento ao usuário;
6. Certificar-se que o usuário encontra-se em jejum, quando
necessário para o exame solicitado;
7. Paramentar-se com equipamento de proteção individual (EPI)
adequado (luva de procedimento, óculos de proteção, avental
ou jaleco e máscara facial);
8. Manter todo material próximo do procedimento;
9. Identificar todos os tubos na presença do usuário e pedir que
ele confira se seu nome está correto;
10. Verificar as condições de acesso venoso, selecionando a veia
mais adequada:
 Local de maior facilidade de higienização e
garantia de antissepsia;
 Sem escoriações e complicações mecânicas
(hematoma, equimose, anastomose);
 Vasos mais calibrosos;
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 Local de maior conforto e segurança;
 Evitar locais com possíveis fatores de risco
(cateteres pré-existentes, deformidade anatômica);
 É proibida a punção de membros com
esvaziamento ganglionar (mastectomizados) e
fístula arterio-venosa;

11. O calibre do cateter ou da agulha do sistema a vácuo deve


ser compatível com a veia escolhida. Para veias de grosso
calibre pode ser utilizado o sistema de vácuo. Para veias de
fino calibre pode ser utilizado o cateter tipo butterfly;
12. Abrir o lacre da agulha de coleta de sangue a vácuo na frente
do paciente;
13. Rosquear a agulha no adaptador do sistema a vácuo;
14. Posicionar o braço do paciente, inclinando-o para baixo na
altura do ombro;
15. Realizar antissepsia, com algodão embebido em álcool 70%,
friccionando com movimento único de baixo para cima,
aguardando o tempo de secagem;
16. Garrotear próximo ao local selecionado;
17. Retirar a proteção que recobre a agulha de coleta múltipla de
sangue a vácuo;
18. Realizar a punção venosa, com o bisel da agulha voltado
para cima, em um ângulo de 30º;
19. Inserir o 1º tubo (específico ao exame solicitado) no
adaptador do vacutainer, certificando que introduziu toda a
tampa na agulha;
20. Retirar o garrote, logo após o inicio da introdução do sangue
no 1º tubo, continuar a coleta com os demais tubos, se for o
caso. A ordem de coleta nos tubos é: primeiro – tubo com gel
(amarelo, vermelho); segundo – tubo com anticoagulante
(roxo); terceiro – tubo com citrato (azul);
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21. Após a retirada do tubo, remover a agulha e fazer
compressão no local da punção, com algodão;
22. Exercer pressão no local, em geral de 1 a 2 minutos, evitando
assim a formação de hematomas e sangramentos. Se o
usuário estiver em condições de fazê-lo, orientá-lo
adequadamente para que faça a pressão até que o orifício da
punção pare de sangrar;
23. Colocar um curativo adesivo no local da punção;
24. Realizar inversões delicadas (mínimo 8), nos tubos com
anticoagulante;
25. Acondicionar o tubo de coleta em grade própria;
26. Orientar o usuário quanto ao resultado dos exames;
27. Descartar a agulha, desprezando-a no recipiente para
descarte de perfurocortante;
28. Retirar as luvas;
29. Lavar as mãos, conforme POP nº 16/14;
30. Manter a sala em ordem;
31. Anotar os dados no prontuário, em formulários próprios e no
módulo procedimentos de enfermagem;
32. Assinar e carimbar o registro.

COLETA DE URINA ROTINA OU UROCULTURA:

Caso seja dependente:

1. Recepcionar o usuário com atenção;


2. Confirmar a identidade do usuário;
3. Explicar o procedimento ao usuário e/ou acompanhante;
4. Higienizar as mãos, conforme POP nº 16/14;
5. Reunir o material, entregar ao paciente e orientar quanto ao
procedimento;
6. Colocar equipamentos de proteção individual: luvas de
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procedimentos, óculos de proteção, avental ou jaleco e
máscara facial (para coleta infantil ou de paciente que não
possua autonomia para realizar a própria coleta);
7. Realizar limpeza da região geniturinária com gaze, embebida
com sabão neutro;
8. Retirar o sabão com gaze embebida em água;
9. Solicitar ao usuário que despreze o primeiro jato da urina,
coletando o jato intermediário;
10. Tampar imediatamente o frasco;
11. Identificar o frasco com nome completo sem abreviaturas;
12. Acondicionar o frasco em recipiente adequado (geladeira ou
caixa térmica para transporte);

Crianças que necessitem de coletor:

 Lavar a genitália com água e sabão neutro, secando


com papel toalha, toalha limpa ou gaze estéril;
 Colocar o coletor que deverá ser trocado a cada um a
hora, até que apresente micção;
 Repetir a higienização sempre que for necessário fazer
a troca do coletor;
 Identificar o frasco com nome completo sem
abreviaturas

13. Retirar as luvas de procedimento;


14. Lavar as mãos, conforme POP nº 16/14;
15. Manter a sala em ordem;
16. Anotar os dados no prontuário, em formulários próprios e no
módulo procedimentos de enfermagem;
17. Assinar e carimbar o registro.
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Se o paciente não for dependente:
Orientá-lo a:
Homens:
 Lavar as mãos
 Lavar a genitália com bastante água e sabão
 Enxaguar e secar com papel toalha ou toalha limpa
 Coletar de preferência a primeira urina da manhã
ou aguardar no mínimo 4 horas sem urinar e
depois realizar a coleta
 Desprezar o primeiro jato de urina e, sem
interromper a micção, coletar amostra suficiente do
jato médio, terminando a micção do vaso sanitário
 Identificar o frasco com nome completo sem
abreviaturas

Mulheres:
 Lavar a mãos
 Lavar a genitália com bastante água e sabão, de
frente para trás
 Enxaguar e secar com papel toalha ou toalha
limpa
 Separar os grandes lábios com as mãos e realizar
a coleta
 Coletar de preferência a primeira urina da manhã
ou aguardar no mínimo 4 horas sem urinar e
depois realizar a coleta
 Desprezar o primeiro jato de urina e, sem
interromper a micção, coletar amostra suficiente
do jato médio, terminando a micção do vaso
sanitário
 Identificar o frasco com nome completo sem
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abreviaturas

COLETA DE URINA 24 HORAS:

Orientar o paciente a:
 Esvaziar a bexiga antes de iniciar a coleta (anotar o
horário);
 ATENÇÃO: Esse é o horário de início da coleta;
 Coletar todas as urinas até o mesmo horário do início da
coleta (anotar o horário)
 ATENÇÃO: Esse é o horário de término da coleta;
 Identificar o frasco com nome completo sem abreviaturas

Exemplo: acordar às 6 horas, desprezar a urina no vaso


sanitário. Coletar todas as urinas do dia e da noite até as 06
horas do dia seguinte, sem perder nenhuma urina.

Observação: Manter sempre o frasco com urina fechado, na


geladeira. Coletar em frasco fornecido pelo Centro de Saúde ou em
frasco de água mineral sem gás. Anotar o peso e altura do paciente
para o cálculo de creatinina.

COLETA DE FEZES:

Caso seja dependente:

1. Recepcionar o usuário com atenção;


2. Confirmar a identidade do usuário;
3. Explicar o procedimento ao usuário e/ou acompanhante;
4. Notificar ao cliente que quando estiver com vontade de
defecar comunicar à equipe;
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5. Higienizar as mãos, conforme POP nº 16/14;
6. Preparar o material necessário;
7. Identificar o frasco com os dados do usuário (nome completo
legível), data e horário da coleta;
8. Calçar luvas de procedimento;
9. Orientar a evacuar em comadre ou vasilhame limpo e seco,
colocar amostra em frasco próprio;
10. Coletar com a espátula ou abaixador de língua;
preferencialmente da parte que não está em contato com a
comadre ou com a fralda, aproximadamente uma colher de
chá;
11. Retirar as luvas;
12. Higienizar as mãos, conforme POP nº 16/14;
13. Encaminhar para o laboratório;
14. Anotar no prontuário, em formulários próprios e no módulo
procedimentos de enfermagem a coleta do exame e qualquer
intercorrência na realização do exame, anotando o aspecto
das fezes;
15. Assinar e carimbar o registro.

Se o paciente não for dependente:

Explicar ao paciente para que:


 Higienize as mãos;
 Defeque em recipiente limpo e seco, evitando que se
misture com urina;
 Obter um pouco de amostra do início, do meio e do fim
das fezes; se tiver sangue, muco ou pus, preferir;
 Coletar as fezes com a espátula ou abaixador de língua,
aproximadamente uma colher de chá e coloque no frasco
bem vedado;
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 Se coletado com conservantes, observar as informações
contidas no frasco;
 O número de amostras a serem coletadas e a
periodicidade dependem de orientação médica;
 Identificar o frasco com nome completo sem abreviaturas;
 Higienizar as mãos;
 Levar o material ao Centro de Saúde;

Observação:
 As fezes devem ser colhidas em um recipiente limpo e
seco. Portanto, fezes colhidas em fralda descartável,
contaminadas com urina, serão consideradas material
inadequado para análise.
 Antes de coletar as fezes, se necessário, urinar no
vaso sanitário para evitar a contaminação do material.
 Usar laxativos somente quando houver orientação
médica;
 Observação: Utilizar sempre calçado fechado.
Elaboração: Revisão: Aprovação:
Tatiane Felicia dos Santos Luciano Maria Lúcia Maciel Maria Luisa Fernandes
Enfermeira Referência Técnica GEAS/SMSA Biomédica Referência Técnica Tostes
GERASA Noroeste Gerente de Assistência à
Saúde (GEAS)
Colaboração:
Adriana Cristina Camargos de Rezende
Enfermeira Referência Técnica GEAS/SMSA

Agma Viana
Enfermeira do Centro de Saúde Providência

REFERÊNCIAS:

BRASIL. Procedimentos Laboratoriais: da Requisição do Exame à Análise


Microbiológica. Módulo II. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 2001.
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Laboratório de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros. Manual de Procedimentos.
Coleta, acondicionamento e transporte de amostras biológicas. Goiânia:
Secretaria de Saúde do Estado de Goiás. 2010.

Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto. Procedimento Operacional.


Punção periférica para coleta de sangue venoso. Ribeirão Preto. 2012.

Gerência de Apoio Diagnóstico. Gerência de Rede Complementar. Orientações para


coleta de exames laboratoriais. Belo Horizonte: Secretaria Municipal de Saúde de
Belo Horizonte.