Você está na página 1de 8

UNIVERSIDADE TIRADENTES – UNIT

CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

DISCIPLINA DE ELETROMAGNETISMO

DENSIDADE DE FLUXO MAGNÉTICO GERADO POR UMA


ESPIRA CIRCULAR

ARACAJU, SE - BRASIL

2017
DAVIR CASTRO DOS SANTOS

DENSIDADE DE FLUXO MAGNÉTICO GERADO POR UMA


ESPIRA CIRCULAR

Trabalho apresentado a disciplina de


Eletromagnetismo como pré-requisito
para obtenção de nota referente a 2º
unidade.

Orientador: Rubens Diego

ARACAJU, SE - BRASIL

2017
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 4
1. DENSIDADE DE FLUXO MAGNÉTICO NO CENTRO DE UMA ESPIRA
CIRCULAR ...................................................................................................................................... 5
2. CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS ........................................................................................... 6
2.1 PONTO “P” NO CENTRO DA ESPIRA ......................................................................................... 6
2.2 - PONTO “P” A UMA DISTANCIA MUITO MAIOR QUE O RAIO “a” ........................................... 7
3. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................... 8
INTRODUÇÃO

A densidade de campo magnético é bastante similar a densidade de campo elétrico.


Assim como este tinha relação com a intensidade de campo elétrico, àquele terá relação com
a intensidade de campo magnético em um determinado meio.
1. DENSIDADE DE FLUXO MAGNÉTICO NO CENTRO DE UMA
ESPIRA CIRCULAR

Para analisarmos a densidade de fluxo magnético gerado num ponto pertencente ao


eixo central do anel (que convenientemente está no eixo Z do plano cartesiano), tomaremos
como base a imagem abaixo.

B
dB

α
R
Z
I dl
P’
a
O X

Y
Figura 1: Espira circular percorrida por uma corrente I.

Ao subdividirmos a espira circular da figura anterior em segmentos elementais (dl),


de maneira similar ao cálculo do campo elétrico (trabalho anterior sobre o anel carregado),
a contribuição ao vetor densidade do fluxo magnético em um ponto P no eixo da espira (na
figura anterior, no eixo z) de um elemento I dI em um ponto P’ no contorno é:

µ0 𝐼𝑑𝑙×𝑅̂
𝑑𝐵 = (1)
4𝜋𝑅 2
Onde 𝑅 = √𝑧 2 + 𝑎2 (z é a coordenada do ponto P). Como dl e 𝑅̂ são mutuamente
perpendiculares e |𝑅̂ | = 1 (por ser um vetor unitário), e |𝑑𝑙 × 𝑅̂ | = dl. Assim a magnitude
do vetor dB é igual a:
µ0 𝐼𝑎𝑑𝑙
𝑑𝐵 = (2)
4𝜋𝑅 2
Porém para obter a densidade de flux total no ponto P, por todos os elementos I dI,
temos que somar todos os fluxos gerados por cada infinitesimal parte da espira. Para isso
precisaremos integrar a equação (2). Assim como no caso citado para o anel uniformemente
carregado, as componentes horizontais se cancelarão, porque para cada fluxo dB gerado por
um elemento da I dl da espira, existirá uma igual e oposta que anularão entre si as
componentes horizontais dB. Assim:
µ0 𝐼𝑎
𝐵 = ∮ 𝑑 𝐵𝑧 𝑧̂ = 𝑧̂ ∮ 𝑑𝑙, (3)
4𝜋𝑅 3
O que resultará em:
𝜇0 𝐼𝑎2
𝐵= 𝑧̂ (4)
2(𝑎2 +𝑧 2 )3/2

2. CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS

2.1 PONTO “P” NO CENTRO DA ESPIRA

Caso o ponto esteja no centro da espira, teremos que o valor de z será igual a 0. A
equação anterior ficará da seguinte forma:

𝜇0 𝐼𝑎2
𝐵= 𝑧̂ (5)
2(𝑎2 )3/2
Simplificando o expoente 2 do valor do raio com o expoente 3/2, teremos:

𝜇0 𝐼𝑎2
𝐵= 𝑧̂ (6)
2𝑎3

Simplificando os valores de “a”, teremos:

𝜇0 𝐼
𝐵= 𝑧̂ (7)
2𝑎
2.2 - PONTO “P” A UMA DISTANCIA MUITO MAIOR QUE O RAIO “a”
3. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NOTAROS, Branislav M. Eletromagnetismo. Editora Pearson, 1a Ed, 2012


SADIKU, Matthew N. O. Elementos de Eletromagnetismo. 5o Edição, Porto Alegre:
Bookman, 2012.