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PRÉ-LEITURA

1.1. Cavaleiro andante – cavaleiro que, para ganhar fama, procurava aventuras e se envolvia
em torneios; paladino – cavaleiro que se distinguia pela sua bravura; demanda do Santo Graal
– procura do vaso sagrado que, segundo a crença da Idade Média, foi utilizado por Jesus na
última ceia com os apóstolos (o Graal simboliza a plenitude interior); Távola redonda: mesa
redonda (sem cabeceira) à volta da qual os cavaleiros do rei Artur se reuniam, representando a
igualdade de todos os seus membros.

EDUCAÇÃO LITERÁRIA / LEITURA (p. 227)

1.1. a. Sujeito poético; b. Busca do amor (simbolizado pelo palácio da Ventura); c. Inicialmente:
“Por desertos, por sóis, por noite escura”; no final: “palácio encantado da Ventura”;

d. A procura e a chegada ao “palácio […] da Ventura”.

2. O sujeito poético autocaracteriza-se como um “cavaleiro andante” (v.1) e “Paladino do


amor” (v. 3) à procura de um palácio encantado; apesar de, já no final do seu percurso,

se sentir cansado “exausto e vacilante” (v. 5), ao atingir o seu objetivo, revela algum
entusiasmo (cf. frase exclamativa, vv. 7-8).

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3.1. Os elementos criadores de “suspense” são, por um lado, as dificuldades por que o sujeito
poético passa, que quase o aniquilam (vv. 5-6) e, por outro, o atingir do seu objetivo,
subitamente (vv. 7-8).

4. Diante das portas do “palácio”, o sujeito poético sente-se revigorado e encorajado (bate à
porta com “grandes golpes” e brada), e autocaracteriza-se como alguém sem paradeiro, que
precisa de ser acolhido (v. 10).

5. Contrariamente às expectativas, o palácio encantado encerra apenas “Silêncio e escuridão”


(v. 14), e não o amor ou a felicidade que o sujeito poético procurava desde o início da sua
caminhada. O objetivo inicial não é, assim, atingido.

6. Resposta pessoal. Sugestão de resposta: A história narrada no poema pode ser,


efetivamente, considerada uma alegoria pessimista da vida humana na medida em que o
sujeito poético não atinge os seus objetivos iniciais (o amor, a felicidade…); ao chegar ao fim
do seu caminho, resta-lhe apenas a tristeza e a frustração (“Silêncio e escuridão”) e não a
recompensa pelo percurso duro realizado e pelas provações passadas.

GRAMÁTICA

1. a. Modificador restritivo do nome; b. Modificador apositivo do nome; c. Complemento


direto; d. Predicativo do sujeito; e. Vocativo; f. Modificador do grupo verbal (valor modal).

2.1. a. Complemento direto; b. Sujeito (simples); c. Complemento direto.


2.2. a. Sonho-o.; b. Elas abrem-se.; c. Mas dentro só os encontro.

2.2.1. a. O complemento direto foi substituído pelo pronome demonstrativo “o”, em posição
pós-verbal, pois substitui uma oração subordinada substantiva completiva.; b. O sujeito
simples foi substituído pelo pronome pessoal “Elas”; embora, na frase original, o sujeito surja
posposto ao predicado, com a substituição pronominal o pronome pessoal deve ser colocado
antes do verbo.; c. O complemento direto foi substituído pelo pronome pessoal “os”, pois
substitui um grupo nominal; ocorre antes do verbo, devido à presença do advérbio “só” na
frase.