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INSTITUTO FEDERAL FLUMINENSE – CAMPUS BOM JESUS


CURSO TÉCNICO INTEGRADO EM QUÍMICA
TÉCNICAS BÁSICAS DE LABORATÓRIO

Padronização de HCl contra uma solução de padrão secundário

Alunos : Breno José Alves Pedroza


Fernanda Frangilo
Guilherme Martins
Turma: 1º Ano Técnico em Química
Professora : Marcione Tiradentes

Bom Jesus do Itabapoana – RJ


Novembro de 2017
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ÍNDICE

1.Objetivos____________________________________________________03
2.Fundamentos teóricos__________________________________________03
3.Materiais e vidrarias ___________________________________________04
4.Equipamentos________________________________________________05
5.Reagentes usados ____________________________________________05
6.Procedimentos_______________________________________________ 06
7.Cálculo e resultados___________________________________________06
8.Discussão___________________________________________________07
9.Conclusão__________________________________________________ 08
10.Esquema__________________________________________________ 09
11.Referências bibliográficas_____________________________________ 09
12.Atividades de verificação _____________________________________ 10
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Padronização de HCl contra uma solução de padrão secundário

1. Objetivos

- Aprender os fundmentos e as técnicas básicas de volumetria;

- Determinar o fator e a concentração real de uma substância por volumetria de


neutralização.

2. Fundamentos teóricos

2.1 Titulação

Titulação é o método pelo qual se determina uma quantidade desconhecida de uma


substância particular, mediante a adição de um reativo-padrão que reage com ela em
proporção definida e conhecida.

A adição de um reativo-padrão (um reativo de concentração conhecida e


frequentemente designado como reativo-titulado) se regula e se mede de alguma
maneira, requerendo-se um método de indicação para saber quando a quantidade do
reativo normal juntado é precisamente a suficiente para reagir quantitativamente com
a substância que se determina.

Por conseguinte, conhecendo a proporção em que reagem as substâncias e tendo


determinado a quantidade de uma substância (o reativo titulado) necessária para
reagir nesta proporção, pode-se calcular facilmente a quantidade desconhecida de
substância presente no frasco da reação.

Em uma titulação, o ponto em que a quantidade de reativo titulado adicionado é


exatamente a suficiente para que se combine em uma proporção estequiométrica, ou
empiricamente reproduzível com a substância que se determina , chama-se ‘ponto de
equivalência’. O ponto final de uma titulação deve coincidir com o ponto de
equivalência ou estar muito próximo dele. A diferença entre os pontos de equivalência
e final se chama intervalo do indicador.'

As titulações se realizam quase sempre com soluções ou dissoluções, porém também


é fácil realizá-las com substâncias nos estados gasoso, sólido e de fusão, se se dispõe
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de um equipamento adequado.

2.2 Análise volumétrica

A análise volumétrica, ou titulometria, consiste, basicamente, em determinar o volume


de determinada solução de concentração exatamente conhecida, necessário para
reagir quantitativamente com outra solução, cuja concentração quer se determinar.

A solução de concentração exatamente conhecida é denominada solução padrão; e a


operação que determina o volume de solução necessário para reagir com a solução
problema é denominada titulação.

Quando a quantidade de substância cuja concentração quer se determinar e a


quantidade de solução padrão adicionada são quimicamente equivalentes, tem-se o
ponto de equivalência (ou ponto final teórico).

Qualquer propriedade que varie bruscamente nas imediações do ponto de


equivalência pode servir, em princípio, para a localização deste. Um meio muito usado
é o que consiste em adicionar à solução a ser titulada um reagente auxiliar ou
indicador, capaz de produzir mudança de coloração quando a reação se completou.
O ponto em que isso ocorre é chamado ponto final. O ponto de equivalência e o ponto
final não coincidem necessariamente. A diferença entre eles é chamado erro da
titulação, o qual pode ser determinado experimentalmente.

Análise VolumétricaAo padronizar uma solução, você estará determinando sua


concentração real (ou pelo menos um valor muito próximo do real). Chamemos este
valor de fator de correção. Antes da padronização, a sua solução estava rotulada com
a concentração que você desejava prepará-la, que chamaremos de Normalidade
Teórica. A concentração real da solução (Normalidade Real) é definida pelo produto:

NR = FC x NT

onde

FC = NR / NT

NR = Normalidade real

FC = fator de correção
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NT = Normalidade Teórica

3. Materiais e vidrarias

- 1 Proveta de 50 mL

- 1 Suporte universal

- 1 Bureta de 25 mL

- 1 Funil analítico sem ranhura

- 3 Erlenmeyers de 250 mL

- 1 Pipeta volumétrica de 10 mL

- 1 Pêra de sucção

- 2 Beckeres de 100 mL

- 1 Pisseta de 500 mL

- Garra e mufa

4. Equipamentos

Não foi necessário o uso de equipamentos durante a prática.

5. Reagentes:

Reagente Concentração Fórmula molecular


Solução de ácido 0,1 mol / L ; Fc : 1,01 HCl
clorídrico (aq)
Hidróxido de sódio 0,1 mol / L ; Fc : 0,980 NaOH
Água deionizada - H2O
Solução de Fenolftaleína 0,1 % m/ v C20H14O4
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6. Procedimentos:
- Adicionou-se cerca de 50 mL na proveta de água destilada e adicionou-se 5 gotas
de fenolftaleína 0,1% m/v. Pipetou-se 10 mL de solução de ácido clorídrico para um
Erlenmeyer de 125 mL ;
- Fixou-se a bureta no suporte universal e fechou-se a torneira de controle de
escoamento. Com o auxílio do funil, carregou-se a bureta com um pouco da solução
de hidróxido de sódio padronizada. Realizou-se a lavagem química;
- Transferiu-se novamente hidróxido de sódio para a bureta, removeu-se as possíveis
bolhas de ar e zerou-se a bureta;
- Posicionou-se o Erlenmeyer sob a torneira da bureta, abriu-se lentamente a torneira
da bureta com a mão esquerda, e o líquido caiu-se gota a gota e com a mão direita
agitou-se por rotação o Erlenmeyer;
- Titulou-se até que o líquido do Erlenmeyer fica-se com uma coloração levemente
rosada. Anotou-se o volume gasto e repetiu-se o procedimento por mais 2 vezes.
Calculou-se a média aritmética dos volumes gastos e calculou-se a concentração real
e o fator de correção do HCl.
7. Cálculos e resultados:

Resultado das três amostras :

Amostra Volume de NaOH consumido


1 10,8 mL
2 10,5 mL
3 10,3 mL
Média aritmética 10,5 mL

Cálculos, para saber o fator de correção :


[ NaOH ] real = 0,1 x 0,98
[ NaOH ] real = 0,098 mol / L
0,098 mol de NaOH-----------1000mL
X -----------------------------------10,5mL
1000x = 1,029
X = 1029 = 0,001029 mol de NaOH
1,000
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X =0,001029 mol = HCl


0,001029 mol de HCl---------10 mL de HCl
X ------------------------1000mL de HCl
10 x = 1,029
X = 1,029 = 0,1029 mol / L de [ HCl ] real
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Achou-se o fator de correção pela fórmula :

Fc = concentração encontrada ( real ) = 1,029 de Fc


concentração teórica
Fc = 0,1029 = 1,029 de Fator de correção da solução de HCl
0,1000

8. Discussão:
Na prática realizada de padronização do HCl, foi realizada a partir da utilização da
solução de NaOH 0,1mol / L já padronizada (e considerada padrão secundário),
juntamente com a fenolftaleína a 1% m/v, que obedece a seguinte reação :
NaOH + HCl NaCl + H2O
A reação acima que foi realizada no momento da titulação entre o hidróxido de sódio
e o ácido clorídrico é uma reação de neutralização, pois ocorre entre uma base e um
ácido: logo forma-se um sal e água , sendo que essa reação ocorreu-se três vezes
para chegar em um ponto final da reação mais preciso. O volume gasto de NaOH na
amostra 1 foi de 10,8 mL , sendo que no momento da titulação percebeu-se uma
mudança de coloração na solução de incolor para rosa por causa da fenolftaleína que
é um indicador básico quando torna-se rosa escuro, mostrando-se que a solução
tornou-se básica, pois na solução tem-se o hidróxido de sódio. Por esse resultado,
pode-se perceber que houve um erro na titulação, pois passou muito do volume
teórico, isso pode ter ocorrido por alguma distração de quem titulava, e deixou pingar-
se a solução mais do que deveria, tinha-se que obter uma coloração rosa claro e não
rosa escuro.
Na amostra 2 o volume gasto de NaOH foi de 10,5 mL, sendo que no momento da
titulação percebeu-se uma mudança de coloração de incolor para rosa mais claro
por causa da fenolftaleína que é um indicador básico quando torna-se rosa,
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mostrando-se que a solução tornou-se básica, pois na solução tem-se o hidróxido de


sódio. Por esse resultado, pode-se perceber que o ponto final da reação passou um
pouco, mas não muito, o que não interfere tanto no resultado da reação.
Na amostra 3 o volume gasto na solução para chegar-se ao ponto final da reação foi
de 10,3 mL, mudando a coloração para rosa claro, indicando que o ponto final da
reação deu-se certo, mostrando-se que o que se formou na solução foi o NaCl que
torna a solução neutra ou mais pra básico.
O processo de padronização que foi feito em triplicata como pode ser visto acima,
teve seus pontos de viragem diferentes , assim, a média foi de 10,5 mL de
NaOH consumidos. Após os cálculos verificou-se que a real concentração da
solução de HCl foi de 0,1029 mol/L. Comparando as duas soluções, verificou-
se que a solução de HCl que foi preparada ficou-se bem próximo da concentração
idealizada de 0,1000 mol/L.
Voltando-se do lado de possíveis erros no momento da prática pode-se dizer : para
medir o volume, o cuidado é com a leitura do menisco, já que para obter-se um
bom resultado é ser feita uma leitura correta do menisco. No começo do processo de
padronização não foi-se feita a lavagem química no Erlenmeyer, pois se realizada
pode ocorrer de ficar resíduos e alterar o número de mols na solução que for preparar
nela mesma. Seguindo o processo de padronização a vidraria de destaque é a
bureta. É nela que voltamos a atenção para tomar nota do volume no ponto de
viragem, por isso é importante que ela esteja bem posicionada, pois enquanto é
manuseada pode ela mudar de posição, saindo da vertical e tornando-se inclinada,
causando assim uma leitura errônea do menisco.

9. Conclusão:
Tomando como base a prática realizada, conclui-se que é possível determinar a
concentração molar de qualquer substância através da titulação, desde que já se
tenha a molaridade exata de uma das substâncias utilizadas (o titulante). Além disso,
pôde-se observar a importância do indicador, utilizado na determinação do ponto de
equivalência e a partir dos cálculos realizados aplicar o fator de correção e obter a real
concentração da solução preparada.
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10. Esquema:

11. Referências bibliográficas:

Web: https://www.infoescola.com/quimica/titulacao/ acessado em 03 de novembro de


2017

Web: http://manualdaquimica.uol.com.br/fisico-quimica/titulacao.htm acessado em 03


de novembro de 2017

Web: https://www.coladaweb.com/quimica/quimica-inorganica/estudo-da-volumetria-
de-neutralizacao acessado em 04 de novembro de 2017

Web: https://www.coladaweb.com/quimica/quimica-inorganica/titulacao acessado em


04 de novembro de 2017
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Web: http://www.quimicasuprema.com/preparacao-e-padronizacao-de-solucoes.html
acessado em 04 de novembro de 2017

Web: https://www.infoescola.com/substancias-e-solucoes-padroes/ acessado em 04


de novembro de 2017

12. Atividades de verificação:


A) Demonstre os cálculos utilizados no desenvolvimento da aula:
Amostra Volume de NaOH consumido
1 10,8 mL
2 10,5 mL
3 10,3 mL
Média aritmética 10,5 mL

Cálculos, para saber o fator de correção :


[ NaOH ] real = 0,1 x 0,98
[ NaOH ] real = 0,098 mol / L
0,098 mol de NaOH-----------1000mL
X -----------------------------------10,5mL
1000x = 1,029
X = 1029 = 0,001029 mol de NaOH
1,000
X =0,001029 mol = HCl
0,001029 mol de HCl---------10 mL de HCl
X ------------------------1000mL de HCl
10 x = 1,029
X = 1,029 = 0,1029 mol / L de [ HCl ] real
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Achou-se o fator de correção pela fórmula :

Fc = concentração encontrada ( real ) = 1,029 de Fc


concentração teórica
Fc = 0,1029 = 1,029 de Fator de correção da solução de HCl
0,1000
B) Por que a solução de ácido clorídrico precisou ser padronizada?
Por ser volátil, o HCl pode sofrer alterações em sua concentração, caracterizando uma
solução de padrão secundário. A padronização precisou ser feita para obter a real
concentração da solução.
C) Como foi possível ver o ponto de equivalência na volumetria?
Através da mudança na coloração da solução, devido à presença do indicador
fenolftaleína. No caso desse indicador, a coloração que indica o ponto de equivalência
é rosa claro.
D) Por que o hidróxido de sódio teve que ser adicionado à bureta e não ao
Erlenmeyer?
Por ser o titulante, o NaOH deve ser adicionado à bureta, pois é necessário saber com
exatidão e precisão a quantidade gasta de titulante até o ponto de equivalência, para
obter a concentração do titulado, que deve estar no Erlenmeyer.
E) Dê a reação de neutralização ocorrida na prática:
NaOH + HCl → NaCl + H2O
F) Qual é a função da fenolftaleína?
Ela é utilizada para indicar através da mudança na coloração da solução o seu ponto
de equivalência.

G) Por que o volume de ácido clorídrico adicionado ao Erlenmeyer foi medido


na pipeta volumétrica e não na pipeta graduada?
Pois a pipeta volumétrica apresenta maior exatidão e precisão em relação à pipeta
graduada.

H) Como se calcula o fator de correção?


O fator de correção é calculado pela diferença entre a concentração real (valor
encontrado) e a concentração teórica.
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I) Por que não se faz lavagem química no Erlenmeyer que será utilizado na
titulação?
Pois realizando a lavagem química ocorre alteração no número de mols, fazendo com
que a concentração da solução também seja alterada.

Assinaturas : ----------------------------------------------------------------------------------------

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