Você está na página 1de 25

PLATÃO - POLITEIA

LIVRO I
331c – Definição de Justiça por Simônides: falar a verdade e dar a
cada um o que lhe pertence.
No diálogo, a Justiça para Homero e Simônides consiste numa
arte de furtar.
335c – “E a justiça não é uma virtude humana? ”
335d – É próprio do injusto causar dano, não do justo
348c – “justiça virtude e injustiça vício? ”
350d – a justiça é virtude e sabedoria e a injustiça vício e ignorância
352a – injustiça como um mal para a alma
353d – “E não nos seria possível estudar tudo o mais às luzes desse
mesmo princípio? ”.
Virtude/Justiça.
Alma – comandar, aconselhar, etc.
353e – a virtude da alma é a justiça
354c – metodologia. “O que é a justiça? ”
***
LIVRO II
358a – Justiça, primeira classe de bens.
366e-367a – O anúncio da singularidade da justiça na República.
367d-367e – Sócrates dedicou toda a vida para a Justiça?
368b – Sócrates diz que não sabe como sair em socorro da Justiça
após as colocações de Glauco e Adimanto.
368e-369e – Investigação sobre a justiça: da cidade ao indivíduo,
do maior ao menor.
369b – Uma cidade surge quando ninguém basta a si mesmo
369c – “façamos então surgir em pensamento uma cidade desde o
seu começo”
369d – Encontrar alimentos//moradia//vestes e coisas semelhantes
– lavrador//pedreiro//tecelão + sapateiro e artesão.
“Sendo assim a cidade mais rudimentar deverá constar no mínimo
de quatro ou cinco pessoas”
370c – “Por conseguinte, tudo se fará em maior quantidade, mais
facilmente e melhor quando cada pessoa puder trabalhar de acordo
com as suas aptidões e no tempo certo, e deixar tudo o mais de
lado”
372c – Limite da cidade sadia?
373e – “Então, daí por diante, Glauco, teremos de guerrear. Ou
como faremos? ”
375e – “E não te parece, também, que o futuro guarda necessita de
mais alguma coisa: além de espírito animoso, disposição
filosófica? ”
376b – “Realmente, trata-se de uma manifestação admirável de sua
natureza e sobretudo, filosófica”. – Distinção da fisionomia amiga
da inimiga. “Amante do conhecimento”.
“Como não ignoras, o desejoso de saber e o filósofo se equivalem,
lhe falei”.
376b-376c – “Assentamos, portanto, com toda a confiança, que o
homem, também, se tiver de mostrar-se manso para seus familiares
e conhecidos, terá de ser naturalmente filósofo e ávido de saber”.
376c – “Logo, filósofo, brioso, rápido de movimentos e forte é
como precisará ser o indivíduo destinado a tornar-se um bom
guarda da cidade”.
376d-376e – “Então, façamos de conta que temos vagar para
inventar histórias e orientemos em pensamento a história da
educação dos nossos homens”.
376e – “Que educação lhe daremos? (...) Ginástica para o corpo e
Música para a alma”.
377a – “Sendo assim, antes de iniciarmos as crianças em Ginástica,
lhes contaremos histórias”.
377b-377c – vigilância para com criadores de fábulas e
recomendações as amas e mães.
377d – Hesíodo e Homero autos de fábulas mentirosas.
377e-378e – Cuidados que deveriam ser tomados quanto as fábulas
dos poetas.
378e-379a – “Ao que lhe observei: Ora, Adimanto, neste momento
nem eu nem tu somos poetas, porém fundadores de cidade. O que
cumpre a fundadores é conhecer os modelos segundo os quais os
poetas plasmaram suas concepções e não permitir que se afastem
deles. A nós não compete plasmá-las”.
379b – “Sendo assim, o bem não é causa de tudo, porém apenas do
que é bom; não poderá ocasionar males”.
380c – “Seria essa, lhe falei, uma das leis relativas aos deuses e à
norma dos discursos e das criações poéticas: que Deus não é a causa
de tudo, mas apenas do bem”.
381a – “E a alma mais corajosa, justamente, e esclarecida, não será
a que menos se deixará abalar e modificar por acidentes externos?

381b – “Por isso [perfeito sob todos os aspectos, como tudo que é
divino], Deus está menos sujeito a modificar-se por qualquer
influência exterior ”
382d – “Na divindade não há lugar para um poeta mentiroso”
382e – “Também não há o que possa levar Deus a mentir”
“Logo, Deus é perfeitamente simples e veraz, tanto em atos como
em palavras, e não só não muda de forma como não engana os
outros por meios ilusórios ou por discursos, nem por sinais de sua
parte durante o sono ou na vigília”
383c – A censura aos poetas se dá devido o fato deles
representarem os deuses de forma pervertida.
***
Livro III
392c – “A respeito do assunto, é quanto basta. Agora acho que
devemos considerar o estilo, para determinarmos por maneira
mais completa como deve ser o conteúdo e a forma”
393c – “ Ora, imitar alguém, ou pela palavra ou pelo gesto, não é
representar a pessoa imitada? ” – Referindo-se a Homero
393a-394b – Sócrates critica a imitação de Homero e mostra o
que é uma narrativa sem imitação.
395d – Hábito como segunda natureza.
398b – Já tratamos do conteúdo e da forma (392c).
398c – “tratar do canto e da melodia”
402e – “o prazer perturba a alma tanto quanto a dor”
403a – “Ao passo que o verdadeiro amor é amante da sabedoria e
da beleza, temperante e músico ao mesmo tempo”
403c – “E agora, não te parece que chegamos ao fim de nossa
exposição sobre a Música? Pelo menos, terminou onde deveria
terminar, pois a Música deve acabar no amor ao belo”
407c – “Filosofia seria a única culpada” – investigar.
409d-e – a virtude conhece o vício e a si mesma; o vício só a si
mesmo.
410e – “Continuemos: e a doçura, não é de natureza filosófica?”
411a – “A alma assim harmonizada será um tempo sábia e
corajosa”.
412c – Compete aos velhos mandar e aos moços obedecer.
413a – “E não te parece estar com a verdade quem concebe as
coisas como elas realmente são?” “É sempre a contragosto que os
homens se veem privados da opinião verdadeira”
414a -415d – a fábula honesta de origem fenícia – os guerreiros e
suas armas surgem da terra e as divindades misturaram ouro,
prata, bronze e ferro na alma dos homens.
***
Livro IV
419a-421c – a máxima felicidade da cidade.
422e – “Como és ingênuo, lhe falei, por imaginares que o nome
de cidade possa ser aplicado a qualquer outra, além da que
estamos organizando!”
426e – “cortar cabeças à hidra”
427d – “Nesta altura, lhe falei, já podes, filho de Aristão,
considerar fundada tua cidade.”
“Cumpre examinar...onde se encontra a justiça e onde a injustiça,
em que diferem entre si e qual delas deverás adquirir quem quiser
ser feliz, quer se furte quer não aos olhares dos deuses e dos
homens.”
427e – “sábia, valente, temperante e justa” – cidade.
428e-429a - a classe dos governantes é que detém o
conhecimento digno de ser denominado sabedoria.
431e-432a – a coragem e a sabedoria dizem respeito as partes da
cidade; mas a temperança ao todo.
432c – “Então, lhe disse, depois de orarmos, acompanha-me”
432d – “Há muito tempo, meu caro, parece que ela vinha rolando
na nossa frente, sem que percebêssemos, ridículos a conta
inteira.”
433a – “O que estabelecemos desde o começo, quando
assentamos os fundamentos de nossa cidade, como princípio de
obediência universal, isso, precisamente, ou alguma forma desse
princípio, é a justiça.”
433b – “cuidar cada um do que lhe diz respeito” – justiça.
433e-434a – “conservar cada um o que é seu e fazer o que lhe
compete.” – justiça.
434c – “E ao mais grave crime contra sua própria cidade, não dás
o nome de injustiça?”
435b – o homem justo é semelhante a cidade justa.
434d-435a – metodologia para encontrar a justiça no homem.
435c – “Eis meu admirável amigo, que se nos apresenta uma
questão fácil: saber se a alma possui ou não essas três
qualidades.”
438c – “A ciência em si é simplesmente o conhecimento do
conhecimento.”
439d – o princípio racional e irracional/concupiscente da alma.
441a – terceiro elemento, o colérico auxiliar natural da razão...
443b-c – alguma divindade nos levaria a encontrar o começo e
como que algum modelo de justiça.
444a – “encontramos o homem justo, a cidade justa e o que num e
noutro é a justiça.”
444a-b – injustiça.
444e-445b – buscar saber qual é a melhor vida; se a justa ou a
injusta – torna-se risível.
445d – “Há cinco formas de governo, respondi, e cinco de alma.”
***
Livro V
457a – “Sendo assim, a legislação que instituímos não é apenas
possível, senão também a mais vantajosa para cidade.”
457c-d – mulheres dos guerreiros pertencem a todos os guerreiros
e seus filhos não conhecerão seus pais e nem serão por eles
conhecidos.
458e – “Consideramos sagrados os casamentos de mais vantagem
para a cidade.”
459c-d – a mentira útil dos governantes.
459e – “hinos que encomendaremos aos nossos poetas.”
460a- responsabilidade da sorte, não dos governantes.
460c – bebês com má formação serão escondidos.
471c-472b – a cidade/constituição imaginada – quanto a questão
dos guerreiros, guardas, etc. – é possível.
472c-d – “respectivamente, sem a intenção de demonstrar que
esses dois modelos podem realmente existir” – importantíssimo.
473a – “ Por isso mesmo, não deves exigir que tudo quanto
expusemos em nossa dissertação venha a realizar-se com todas as
minúcias.
473b – “procurar e demonstrar o que está errado em nossas
cidades, por não serem constituídas da maneira que dissemos...” –
modificações na cidade atual com base na imaginada.
473c-e – a única e maior modificação na cidade: o reinado dos
filósofos. – primeira referência ao reinado dos filósofos, união da
política a filosofia.
474b-c – faz-se necessário explicar quem são os filósofos que se
tinha em mente.
475b – “e com respeito ao filósofo, não dizemos que aspira à
sabedoria, porém, não é esta ou aquela parte, senão a toda ela?”
475c – “podemos denomina-lo filósofo. Ou não?” – prova todas
as variedades de conhecimento, sem nunca revelar fastio.
475d-e – os que tem aparência de filósofos.
475e – “Quais são os verdadeiros filósofos?” “Os que se
comprazem na contemplação da verdade.”
475e-480a – definição e distinção dos filósofos.
477a – ser puro e o não-ser absoluto.
477b – natureza da opinião.
477c-e – natureza das faculdades.
478c – opinião “é mais escura que o conhecimento e mais clara
que a ignorância?”
480a – definição de filósofos e amigos da sabedoria. “os que se
comprazem com a essência das coisas, não amigos da opinião.”
***
Livro VI
484a – filósofos e os que não são.
484b – “capaz de apreender o ser eternamente imutável” filósofos
// outros.
485b-487a – “natureza dos filósofos.”
- apaixonados do conhecimento capaz de revelar a essência eterna
e invariável;
- desejam-na por inteira;
- tem na alma a veracidade e o desejo de nunca admitir
conscientemente a mentira, mas odiá-la, e amor a verdade;
- terá de esforçar-se desde moço para alcançar toda verdade;
- se comprazem nos prazeres da alma, não do corpo;
- temperante, não cobiçoso de dinheiro;
- Alcançar o conjunto das coisas divinas e humanas em universal;
- a vida humana (terrena) não é de grande relevância;
- não teme a morte;
- contrário a natureza pusilânime e servil;
- modesto e justo // (alma rude e insociável) (alma meiga e justa);
- aprende com facilidade // obtusa;
- memória (boa retentiva);
- moderação / harmonia // desregramento;
- “espírito moderado e gracioso por natureza e que se deixa guiar
facilmente para a verdadeira essência de cada coisa.” (486d-e);
- unidade das características são indispensáveis para a alma
desejosa de atender o pleno e perfeito conhecimento do ser;
- memória, inteligência, magnanimidade, graça, amigo e aliado da
justiça, da coragem e da temperança.
487b-d – os equívocos que incorrem alguns na dedicação ao
estudo da filosofia.
487a – Então, como poderá ser certo, perguntou, dizer que os
males das cidades, não se acabarão antes de assumirem os
filósofos, o poder, se os declararmos absolutamente imprestáveis
para qualquer atividade pública?” – Sócrates diz que responderá e
é redarguido dizendo que ele não costuma recorrer a imagens.
488a – navegação – comandante – marinheiros.
488e – “Tal sendo a situação do barco, não te parece que o piloto
de verdade receberá de marinheiros desse porte os epítetos de
imprestável, parlapatão e contemplador dos astros?”
489a – situação da cidade para com os verdadeiros filósofos
(488e).
489a – filósofos não gozam de prestígios nas cidades.
489b – isso não se devem aos filósofos.
489d – as acusações e calúnias contra a filosofia advém dos que
fingem exercê-la.
489e – ruindade da maioria contra a Filosofia.
490a – a Filosofia não admite impostores.
490a – o filósofo tende e se esforça naturalmente ao ser, a
verdade, sem se abater. Inteligência e verdade. Semelhança ao
parto.
- odeia a mentira, naturalmente;
- pureza dos costumes, justiça, temperança;
- natureza filosófica: coragem, magnanimidade, compreensão
rápida e memória.
490d – a importância de discorrer sobre a natureza do verdadeiro
filósofo.
490e-491a – estudo dos inúteis, o natural dos que imitam os
filósofos e usurpam sua atividade, e o descrédito da filosofia.
491b – natureza filosófica é rara e de número reduzido.
491c – bens que afastam a alma da filosofia: “a beleza, a riqueza,
a força física, relações de parentesco na cidade e tudo o mais que
se lhe relaciona.”
492a – a educação do filósofo deve corresponder a sua natureza.
Primeira menção direta a “sofistas”.
492d – castigos dos sofistas: atimia, confisco de bens e morte.
493a – favor divino.
493a – sofistas dão o nome de sabedoria a opinião majoritária
das/nas assembleias.
494 – “as multidões não vão de par com a filosofia”. Criticam
severamente os que se põem a filosofar.
494b – “acordamos em que facilidade de aprender, a memória, a
coragem, a magnanimidade, são dotes próprios dessa natureza
[filosófica].”
494e-495a – as tentações do filósofo. Auto descrição de Platão?
Não! Mas uma possibilidade.
496b-e – a raridade dos filósofos.
496c – o “sinal divino, pois a ninguém antes de mim, aconteceu
nada semelhante.”
497b – nenhum governo/forma de governo vigente convém com a
natureza do filósofo.
497d – a importância da cidade para com a Filosofia é mencionda.
497e – a cidade deve promover o estudo da Filosofia.
498a – comumente os jovens (adolescentes) ocupam-se desses
estudos (Filosofia).
498a-c – ensino da Filosofia e pré-requisitos.
499b-c – a impossibilidade do governo dos “filósofos” inúteis ou
inspiração divina do amor a sabedoria descer aos reis.
499c-d – a possibilidade do governo dos filósofos é ideal, mas de
extrema dificuldade de aplicação.
500b – os intrusos na Filosofia.
500c-d – o filósofo torna-se divino e ordenado por conviver com
a ordem e com o que é divino.
500d-e – a postura da cidade mudaria se soubesse ou fosse
convencida sobre o que é o filósofo.
501d-e – filósofos – amantes da verdade e do ser; afinidade com o
sumo bem; únicos capazes de legislar uma cidade
adequadamente; E, realizar a cidade imaginada.
502d – início da discussão sobre os conhecimentos e atividades
para a formação dos salvadores da constituição (filósofos) e as
respectivas idades correspondentes.
503b – só os filósofos podem ser guardas perfeitos.
503e-504a – provas impostas deverão ser realizadas.
504a – três partes da alma – justiça, temperança e coragem.
504b-d – longo desvio (pesquisar)
504d-e – conhecimento mais alto, superior.
505a-b – a ideia do Bem; do qual tudo depende e a tudo valora.
Primeira menção explícita ao Bem.
506e – Sócrates diz que irá falar sobre “um filho do bem” e é
redarguido a depois (“outra ocasião”) falar sobre o pai (O Bem).
507b-c – “as ideias, são pensadas, porém não vistas”. Primeira
menção explícita as ideias.
507d-e – Luz.
508a-c – O Sol, filho do Bem.
508e-509a – o Bem como princípio da verdade e do
conhecimento.
509b – O Bem é o princípio (fonte) da cognoscibilidade, do ser e
essência das coisas excedendo tudo isso em “poder e dignidade”.
509d – início da investigação/exposição sobre o visível e o
inteligível.
511a – o inteligível retirado do visível.
511b – o método; apreensão pela razão, dialética, emprego de
hipóteses verdadeiras para alcançar o fundamento primitivo das
coisas. Primeira menção explícita aos princípios? [Importante]
511d – entendimento – entre opinião e razão; atividade dos
geômetras e semelhantes.
511d-e – razão ~ entendimento ~ fé ~ conjectura.
***
Livro VII
514a-517a – alegoria da caverna. Conversão.
517b – aplicar a alegoria.
517c – A ideia do Bem no limite do cognoscível.
518c-519b – conversão/educação.
520a-521a – o filósofo educado na cidade imaginada e seu dever
para com ela.
521b – filosofia/desprezo” da vida pública (política)/cargos.
521c – início da investigação sobre como se formam guardas
desse tipo (filósofos) e como serão conduzidos das trevas para a
luz.
521c – conversão da alma, verdadeira filosofia.
521d – qual conhecimento leva do transitório para o ser
verdadeiro?
522c – conhecimento matemático (calculo e aritmética) – 1ª
disciplina.
524c – “Desse jeito foi que estabelecemos a diferença entre o
inteligível e o visível”.
525b – conhecimento matemático permite ao filósofo ascender do
transitório as essências. “Ora nosso guarde é guerreiro e filósofo
ao mesmo tempo”.
526a-b – matemática / alma / inteligência / verdade.
526c-527c – Geometria – Natureza eterna; pode elevar a alma;
útil a generais em guerras.
527d – Astronomia – conhecimento intuitivo das estações, dos
anos e dos meses; Útil a generais.
528b – O estudo dos sólidos geométricos precede a Astronomia.
528d – “Geometria o estudo das superfícies”
528d-e – 2ª Geometria; 3ª ciência da dimensão em profundidade
(sólidos); 4ª Astronomia – movimento dos sólidos.
529d – astronomia / razão / inteligência.
530b-c – forma de estudo da Astronomia.
530d – Astronomia para os olhos, movimento harmônico para os
ouvidos. “conforme asseveram os pitagóricos, com os quais, meu
caro Glauco, estamos de perfeito acordo”. Primeira menção
explícita aos pitagóricos.
531a-c – crítica aos pitagóricos.
531e – menção aos dialéticos.
532a-v – Dialética como meio para ascender ao Bem. Não se vale
dos sentidos, apenas da razão.
532b-c – cálculo, aritmética, geometria, geometria, sólidos
geométricos, astronomia, música... lidam apenas com imagens.
532d-e – Glauco solicita a Sócrates: “em que consiste a força da
Dialética, quantas modalidades apresenta e por que caminhos a
alcançamos”
533a – Não pode ser dialético quem não domina as
disciplinas/conhecimentos anteriores a ela (532b-c).
533c-e – O método dialético – capaz de elevar a alma; atingir
diretamente o princípio; vale-se dos conhecimentos anteriores;
mais claro que a opinião e mais escuro que ciência.
Entendimento.
533e-534a –
Ciência ~ racionínio [↑Inteligência - ser] ~ [↓Opinião - devir] fé ~
conjecturas.
533b – Definição de dialético – “indivíduo que sabe encontrar a
explicação da essência de cada coisa”; não é desprovido de
inteligência.
533c-d – Dever do dialético para com o Bem.
534e-535a – A quem tais conhecimentos devem ser transmitidos e
como.
535a-c – os mais bravos, confiáveis, belos. Temperamento nobre
e generoso; “vivacidade de engenho e facilidade de aprender
aquelas disciplinas”; Boa memória, resistentes à fadiga, amigos
do trabalho.
535c – razão do descrédito da Filosofia e seus bastardos.
536d – Aritmética, Geometria e demais ciências como
propedêutica à Dialética.
537c – dialético, dotados de visão conjunta.
537d – 30 anos provas dialéticas.
537e-539d – abusos da dialética por parte dos seus estudantes:
anarquia, desordem. Dialética e juventude.
540a – Etapa dos 50 anos – anteriormente, década e meia de
caverna; a visão do bem em si; labutas políticas; almas bem-
aventuradas e divinas.
540c – filósofos/governantes femininos.
540d-e – A possibilidade da cidade; Filósofos no poder como
condição de realização.
541a – “a maneira fácil e rápida de formar a Cidade”.
541b – a cidade e o seu homem; Imaginação/cidade.
***
Livro VIII
543a – “só podendo ser reis os cidadãos que se distinguirem nas
campanhas militares e na filosofia”
544a-b – A recapitulação de Glauco. As formas de Governo.
544c-d – As quatro formas de governo – Governo de Creta e
Lacedemônia (Timocracia ou Timarquia); Oligarquia;
Democracia; Tirania. As formas de governo correspondem a
caracteres humanos/costumes dos cidadãos.
544e – “cinco forma de governo” – Incluída a Aristocracia, forma
de governo imaginada.
545b-c – proposta: estudar as formas de governo e o homem
correspondente.
545d-547c – como a aristocracia pode tornar-se timocracia.
547a – retorno ao mito fenício – almas de ouro, prata...
547c – timocracia, entre aristocracia e oligarquia/semelhanças e
diferenças.
548b-c – a conversão e a filosofia são a verdadeira Musa. Na
timocracia a força é preferível à verdadeira Musa. E a Ginástica à
Música.
548d-e – Adimanto diz que referente a ambião o homem da
timocracia se assemelha a ele e a Glauco. E Sócrates diz que só
nesse aspectos eles se assemelham.
549b – Timocracia... o abandono da Música (melhor guardião)
que tempera a razão e conserva a virtude na alma.
549b – “Eis aí, continuei, a natureza do jovem timocrático,
imagem perfeita da cidade de igual índole”
549c – como tal jovem se forma.
550c – “Desse modo, continuei, temos a segunda forma de
governo e o segundo homem” – Timocracia e o timocrático.
550c-d – Definição de oligarquia. “os ricos mandam e os pobres
não exercem poder de espécie alguma”.
Início – Como se dá a mudança da timocracia à oligarquia.
551b – início – características dessa forma de governo e seus
defeitos. Critério de governo: riquezas; cidade dupla: ricos e
pobres.
552d – mendigos e oligarquias.
552e – “São essas características da cidade oligárquica e os vícios
que lhe são próprios”.
553a – início – homem da cidade oligárquica.
555a-b – homem da cidade oligárquica: sovina e amante das
riquezas; duplo (554d-e).
555b – início – democracia, como se forma e qual a sua natureza.
Passagem da oligarquia para a democracia.
557a – como se instala a democracia. Quando os pobres (que são
maioria) matam, exilam e dividem seus postos (dos oligarcas)
entre si.
557b – “de que modo se governam?”
558c – “São essas, lhe disse, e outras muitas da mesma
procedência, as características da democracia”. Desordenada e
variada; igualdade para o igual como para o desigual.
558c – início – homem democrático e como se forma.
561d – homem democrático e a Filosofia/Política.
562a – democracia e o seu homem correspondente.
562a – início – tirania e o tirano. “Mais bela forma de governo e
do mais belho homem: a tirania e o tirano”. Irônia.
562b – início – passagem da democracia para a tirania.
563e – “o que importa é não receberem ordens de ninguém”. “é a
bela e sedutora raiz de onde brota a tirania”.
564a – excesso de liberdade, excesso de escravidão:
indivíduos/comunidades.
564c-d – A divisão da cidade democrática em três partes:
Exaltados/Violentos (nas assembleias)
Ricos
Povo, que vivem do trabalho manual.
565d-566d – como surge um tirano.
566d – início – “felicidade desse indivíduo e da cidade de que
proveio semelhante mortal”.
567d – “conviver com uma turba de indivíduos sem nenhum valor
e que, ainda por cima, o odeiam; ou então, não viver”.
568a – “Não é sem base dizer-se que na tragédia contém toda a
sabedoria, sobressaindo-se Eurípedes como o maior dos trágicos”
– Ironia, devido o elogia a tirânia.
569b-c – definição de tirania e tiranos.
***
Livro IX
571a – “como o homem tirânico sai do democrático e, depois de
formado, qual é o seu caráter e de quem modo vive”
571d – “Numa palavra: não há loucura nem imoralidade que não
esteja disposta a praticar”
572b – como surge o homem democrático e dele o tirânico.
573c – “a rigor o perfeito tirano só nasce quando determinado
indivíduo, ou por natureza e hábito ou por ambos os fatores, se
torna ébrio, amoroso e louco”
573c – início – como vive o tirano.
576a-b – o tirano é o injusto ao extremo.
576b – fim – como vive o tirano.
576b – início – semelhança entre o indivíduo e a cidade.
577c-578b – semelhança tirano-cidade: escrava; pobre; medo;
lamentações, suspiros e tristezas; loucura; infeliz (cidade).
578c-579c – o mais desgraçado dos homens.
579d – a vida mais infeliz.
580a-c – o justo é mais feliz, o injusto é o mais infeliz.
580d – início – a tripartição da alma: que aprende; que encoleriza-
se; que deseja.
581b – a parte que aprende, amiga do conhecimento e da
Sabedoria.
581c – três espécies de homens: filosófico, ambicioso e
interesseiro.
581e-582a – cada um toma como mais elevado o seu modo de
viver. Qual está certo?
582a – o critério do julgamento: “experiência, sabedoria e
raciocínio”
582a – o filósofo e sua vida em contraste com as dos demais.
582c – “Mas o prazer oriundo da contemplação do ser, só o
filósofo, ninguém mais, está em condições de apreciar”
582d – o filósofo é o que pode formar melhor juízo (581e-582a)
582d – “O raciocínio é o instrumento peculiar do filósofo”
582e – o filósofo elogia o que é verdadeiro, por ser amigo da
razão.
583b – conclusão - a segunda demonstração da superioridade do
justo sobre o injusto.
583b – início – terceira demonstração: dor – repouso – prazer.
584e-585a – raiz do erro do prazer como ausência de dor.
585b-d – a alma e o corpo em relação ao mutável e ao imutável.
585d-e – os maiores prazeres pertencem a alma.
586a-c – a vida dos que se dedicam ao que é mutável,
desconhecendo o verdadeiro prazer...
586d-e – a razão e o conhecimento participam dos prazeres
verdadeiros quando guiados pela sabedoria. Princípio: “o melhor
para cada coisa é o que esteja de mais acordo com ela.”
586e – “Quando toda a alma segue o elemento filosófico sem que
nela se verifique nenhuma sedição, acontece que cada uma de
suas partes não apenas cumpre sua obrigação e é justa, como goza
dos prazeres mais puros e que lhe são próprios, e dos mais
verdadeiros de que seja capaz”
587a-b – “desejos que mais se afastam da razão são os tirânicos e
relativos ao amor”
587b – “o tirano é o que mais se afasta do prazer verdadeiro e
próprio do homem, enquanto o rei é o que mais se aproxima dele”
587c-588a –
- aristocrático
- timocrático
- oligárquico
- democrático
- tirânico
X² / x³ / x 729
588a – a diferença em beleza, decência e virtude do justo para
com o injusto.
588b – recapitulação do que foi dito. E retomada do ponto sobre a
injustiça ser vantajosa ao se passar por justiça.

588b – uma imagem da alma


- cila, cérbero, quimera, etc. – que deseja
- leão. – que encoleriza-se
- homem – que aprende.
589c-d – a vida honesta consiste em submeter a parte bestial à
divina e a vida torpe escraviza a parte mais nobre com a parte
animalesca.
590a – a vida torpe é infeliz.
590d – a vantagem do governo da alma e da cidade através do que
é racional e divino.
591a-b – a injustiça agrava-se quando oculta, pois quando
descoberta, a punição corrige o que está desproporcional, sendo
um bem.
591d – para o homem sensato – “Para ele a harmonia do corpo
decorrerá sempre da sinfonia da alma”
591c-592a – a relação do homem sensato com as riquezas e
honrarias.
592a-b – “Compreendo, me falou, referes-te a cidade que
acabamos de fundar e que só existe em pensamento, pois não
creio que se possa encontrar sobre a terra nenhuma desse jeito.
Mas no céu, lhe disse, talvez haja um modelo para quem quiser
contemplá-lo e, de acordo com ele, organizar seu governo
particular. É indiferente sabermos se já existe algures uma cidade
assim, ou se ainda está por concretizar-se; pois só de acordo com
esta é que ele se comportará, com mais nenhuma”
***
Livro X
595a – “sob muitos aspectos a cidade por nós fundada é a melhor
possível, o que afirmo com vistas, principalmente, ao que
dissemos a respeito da poesia”.
595b – A reverência a Homero (Sócrates ou Platão?).
596a – início – investigação sobre a natureza da imitação. Menção
ao método.
597b – leito, 3 formas: natureza, carpinteiro e pintor.
597b-c – Deus e a criação das ideias.
597e – “Dás, assim, o nome de imitador ao que produz o que se
acha três pontos afastado da natureza”. Poeta trágico, pintor...
598c-d – crítica ao “imitadores”, [poetas, em especial, Homero]
que são incapazes “de fazer distinção entre o conhecimento, a
ignorância e a imitação”.
599d – início - críticas a Homero.
600a-b – nova menção a Pitágoras e os pitagóricos.
601b – Homero e todos os poetas, afastados da verdade.
601b-c – início – o imitador “nada entende do que realmente
existe, mas de aparências”.
601d – “É que para cada coisa correspondem três artes: o que se
serve delas, a que a fabrica e a que a imita”.
602a – “Quão extraordinária, nesse caso, deve ser a verdadeira
sabedoria do imitador sobre os temas de sua composição”. Ironia.
602b – os imitadores desconhecem o que imitam. E assim são os
poetas, “imitadores por excelência”.
603a – “a faculdade que entende na medida e no cálculo é a mais
importante parte da alma”.
603c – início – com que parte da alma se relaciona a imitação
poética, como e o que produz.
603d – as contradições na alma.
604b – “quando um mesmo indivíduo se manifestam duas
tendências opostas com relação ao mesmo objeto, dizemos que a
necessariamente nele dois princípios distintos”. Início – Os dois
princípios da alma.
604d – “é preciso habituar a alma a vir o mais depressa possível
curar o que estiver doente, levantar o que caiu e fazer calar as
lamentações com a Medicina apropriada”.
604b-605a – Conclusão - os dois princípios da alma.
605a – o poeta imitador não nasceu para o princípio racional da
alma.
605c – início – “Contra a poesia a mais grave acusação: o que há
de mais terrível nela é o fato de poder estragar as pessoas sérias,
salvo raríssimas exceções”.
606a-607a – Os princípios da alma e a imitação de personagens
[atos vergonhosos] dos poetas e suas consequências.
606b – “Muito poucos, quero crer, estão em condições de refletir
que as paixões alheias de que participamos atuam
necessariamente sobre nós. Depois de alimentar e fortificar nossa
sensibilidade no sofrimento dos outros, não é fácil conter a nossa
em limites razoáveis”.
607a – “em matéria de poesia só devemos admitir na cidade hinos
aos deuses e elogios de varões prestantíssimos”.
607b-c – a antiga inimizade entre poesia e filosofia.
608b – “pois vem de longa data a querela entre a poesia e a
Filosofia”
608c- início – recompensa da virtude e os prêmios que lhe estão
reservados. “O período que vai da infância a velhice é muito
pequeno, em confronto com a eternidade”
608c-d – a alma imortal e seu afanar-se na eternidade. Primeira
menção explícita a imortalidade da alma.
608d – “Ainda não percebeste, lhe falei, que nossa alma é
imortal? E nunca pode perecer?
Então, a arregalando os olhos, falou com ar espantado: não, por
Zeus; e tu, poderias demonstrá-lo?
Acho que sim, lhe disse, como te considero também capaz da
mesma coisa; não é difícil”.
Início da demonstração da imortalidade da alma.
610e-611a – “se ela não pode ser destruída nem pelo mal próprio
nem pelo estranho, é mais do que claro que terá de existir sempre,
e que, se sempre existe, é imortal”
611a – “as almas terão de ser sempre as mesmas”
611b-611d – início – investigação sobre a essência da alma.
611a-b – investigação/demonstração no geral: a justiça é o bem
supremo da alma.
612b-c – “Só agora, Glauco, tornou-se-nos possível completar
nossa enumeração para atribuir à justiça e às demais virtudes as
recompensas que a alma retira da parte dos homens e dos deuses,
tanto durante a vida como depois da morte”.
612e – os deuses não se enganam sobre os “dois tipos: o homem
justo e o injusto”.
612e – 613a – o cuidado dos deuses com o justo.
613e-614a – “Tais são, continuei, os prêmios, as recompensas e
os presentes que em vida os justos recebem dos deuses e dos
homens, sem falarmos nos bens que a própria Justiça lhes
confere.” Citados antes deste trecho - Referentes ao período de
vida.
614b – o início do mito de Er. Testemunho.
617c – moiras: “ Laquese, o passado; Cloto, o presente e Átropos,
o futuro”.
618b-619b – o conselho de Sócrates a Glauco quanto ao estudo da
melhor forma de vida e felicidade máxima.
619b – retomada da narrativa de Er.
619d-e – filosofia na narrativa de Er
621b-d – o último conselho/ palavra de Sócrates na República:
alma imortal; caminho ascendente; justiça e virtude; amigos de si
e dos deuses; felicidade.