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MATERIAL DE REVISÃO

PARA OS ESTUDOS DE
HERALDICA
Profª. Ludmila Leite Madeira da Costa
Departamento de Estudos e Processos Museológicos
Escola de Museologia – Centro de Ciências Humanas e Sociais
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UNIRIO
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

DEFINIÇÃO E EVOLUÇÃO DA HERÁLDICA


ORGANIZAÇÃO POLÍTICA-SOCIAL DA IDADE MÉDIA
FEUDALISMO
NOBREZA
CAVALARIA
CRUZADAS
ORDENS DE CAVALARIA
ESCUDO
DISCIPLINA: TÓPICOS ESPECIAIS
ORIGEM E EVOLUÇÃO I: HERÁLDICA
FORMA, POSIÇÃO E DIVISÃO CRÉDITOS: 03 (3 T)
ESMALTES, PELES E METAIS CARGA HORÁRIA: 45 H
SIMBOLOGIA E LEIS HERÁLDICAS CÓDIGO:HEM0142
PEÇAS E ATRIBUTOS
FIGURAS HERÁLDICAS
DIFERENÇAS E QUEBRAS
ARMAS FALANTES
ELEMENTOS EXTERNOS
“NOBREZA” NO BRASIL
ORIGEM PORTUGUESA
TÍTULOS DE NOBREZA NO BRASIL
IDENTIFICAÇÃO MUSEOLÓGICA
BRASÕES BRASILEIROS
CIÊNCIA HERÁLICA APLICADA A MUSEOLOGIA
29/05/2018 LudmilaLeiteMadeiradaCosta_UNIRIO
O QUE É HERÁLDICA?
“A Heráldica é a ciência que estuda,
identifica, decodifica e interpreta
os brasões enquanto símbolos
de identificação pessoal, familiar e
institucional, bem como as suas origens,
evolução, regras, transmissão,
arte e filosofia.”
“A Heráldica é a ciência que estuda,
e interpreta as origens, evolução,
Sergio Luís de Carvalho
significado social e simbólico,
filosofia própria, valor documental e
a finalidade da representação icônica
da nobreza, isto é, dos escudos de armas.”

Armando de Matos
“É a arte e a ciência que determina,
produz e estuda os brasões,
interpreta as origens
e o significado simbólico e social de família,
grupo, nação ou instituição.”

Vera Lucia Bottrel Tostes


29/05/2018 LudmilaLeiteMadeiradaCosta_UNIRIO
O QUE É HERÁLDICA?
Arte e Ciência que produz e identifica Brasões de armas
Disciplina auxiliar da História...
Ferramenta de pesquisa museológica para o trabalho
técnico em coleções públicas e privadas que sejam
compostas por objetos brasonados ou insígnias,
condecorações e bandeiras...

Linguagem visual...

29/05/2018 LudmilaLeiteMadeiradaCosta_UNIRIO
O QUE É UM BRASÃO DE ARMAS?
SUPERPOSIÇÃO DE SÍMBOLOS OU SIGNO

Símbolos aludem a conceitos abstratos como beleza, pureza, ódio, medo ou a sentimentos,
emoções, divindades, desejos, situações passadas ou futuras.

Signo é uma marca visual, geralmente gráfica produzida por convenção para comunicar – ex.
Alfabeto.
Ref. FONTANA, 2012

Por definição a partir da semiótica, um Brasão de Armas é um signo, pois é produzido


intencionalmente para representar um indivíduo, família, grupo, domínio, entre outras
categorias.

Em linguagem mais atual, um BRASÃO DE ARMAS pode ser designado como um


EMBLEMA ou simplesmente escudo como no caso das representações dos clubes de futebol.
No auge de seu uso exerceu função semelhante a de logo marcas.

29/05/2018 LudmilaLeiteMadeiradaCosta_UNIRIO
“ O símbolo é, portanto, muito mais do que um simples signo ou sinal:

transcende o significado e depende da interpretação que, por sua vez, depende

de certa predisposição. Está carregado de afetividade e de dinamismo. Não

apenas representa, embora de certo modo encobrindo, [...] realiza e anula ao

mesmo tempo. Afeta estruturas mentais. Por isso é comparado a esquemas

afetivos, funcionais e motores, com a finalidade de demonstrar que, de certa

maneira, mobiliza a totalidade do psiquismo. [...]”

(Chevalier, 1999)

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ESTRUTURA DO BRASÃO DE ARMAS

Figura ou forma

Cruz Vermelha, neste caso,


é o símbolo de São Jorge
Escudo, arma defensiva

COR – esmalte / simbolizando


sangue.

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O estudo da Heráldica
Auxilia na identificação de objetos de estudo de outras
disciplinas como por exemplo:
Numismática;
Filatelia;
Indumentária – traje militar;
Condecorações e bandeiras.

Está presente, desenhada, pintada, estampada ou gravada em


acervos como: tapeçaria, porcelanas e cerâmicas, mobiliário,
obras de arte, livros, moedas, documentos oficiais, etc.

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Por que o Museólogo precisa estudar Heráldica?
Para aplicar este conhecimento no trabalho técnico de identificação, registro e
catalogação de documentos museológico, arquivístico ou bibliográfico, que estejam
brasonados. Sendo assim indispensável na comunicação dos acervos.
Base para leitura e interpretação iconográfica de um documento – auxilia na
pesquisa museológica.
Fundamental para a compreensão do sistema sociocultural medieval e sistemas
monárquicos europeus.
Relevante no estudo e pesquisas sobre o regime Imperial brasileiro.
É uma linguagem visual e simbólica presente em condecorações e insígnias
da pátria, de corporações e grupos, famílias, indivíduos, distintivos
militares, moedas, selos, objetos comemorativos, monumentos, etc.

O domínio da linguagem heráldica colabora na compreensão da construção da


identidade, memória e representações sociais.

Conceitos caros à MUSEOLOGIA.


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Arte e Ciência que estuda os Brasões

A Heráldica consiste em um conjunto de regras a que se subordinam os


brasões de armas em todos os seus aspectos.

“Por armas se entende a apresentação, em escudo, de peças, figuras e


ornamentos que reunidos de forma a obedecer as leis heráldicas constituem
emblemas privativos:
- de um...Estado (país, região, província, distrito, cidade, e/ou
localidade...),
- de uma corporação,
- de uma família ou uma autoridade civil,
- de uma autoridade militar,
- de uma autoridade eclesiástica.”
Luiz Marques Poliano.

Assim...tais elementos – e seu sentido simbólico – são subordinados a uma


codificação aplicada em todos os países do ocidente, com pequena diferença
entre eles.
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CATEGORIAS HERÁLDICAS

• HERÁLDICA REAL

• HERÁLDICA DE FAMÍLIA

• HERÁLDICA DE DOMÍNIO
- NACIONAL
- ESTADUAL
- REGIONAL
- MUNICIPAL

• HERÁLDICA DE CORPORAÇÃO
- MILITAR
- RELIGIOSA OU ECLESIÁSTICA
- DESPORTIVA
- INDUSTRIAL
- COMERCIAL

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Escudos pré-heráldico
OS GREGOS ANTIGOS USAVAM PARA COMBATER
Uma espada, uma lança e um BROQUEL de madeira,
de couro ou de metal.

BROQUEL
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BRASÃO
O BRASÃO é um escudo carregado com armas (símbolos). O armorial
era pintado no campo do escudo. Essas imagens identificavam indivíduos
(cavaleiros/nobres), uma família, um estado, nação ou corporação.

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CHEFE – CABEÇA DO
CAVALEIRO

DESTRA DO SENESTRA DO
CAVALEIRO CAVALEIRO

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Posições
do
Escudo

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Posições
do
Escudo

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PARTIÇÕES DO ESCUDO
Golpes a espada do cavaleiro

4 principais partições que dão origem às peças honrosas.

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PARTIÇÕES DO ESCUDO
Golpes a espada do cavaleiro

ESQUARTELADO ESQUARTELADO
EM SANTOR
Quando o escudo é partido
de 1 e cordado de 1

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ESMALTES (cores)

METAIS (cores)

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METAIS E ESMALTES

Terminologia para descrição dos


metais e esmaltes
Prata - branco
Jalne – amarelo ou ouro (oro)

Goles – gules, vermelho ou


encarnado
Blau – azul ou azur
Sinople - verde
Sable – negro
Púrpura – roxo
Orange – laranja

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PELES

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DESCRIÇÃO PELES
Descrição do Arminho: em campo branco semeado de mosquetas
negras (tradicional).
Descrição do Contra-arminho: em campo negro semeado de
mosquetas prata (inverso do tradicional).
Descrição do Arminhado: em campo de ouro arminhado com
mosquetas em goles (exceção); em campo negro arminhado com
mosquetas de ouro (exceção).
Descrição do Veiro: campo de veiro (o tradicional quando azul e
branco [pele]).
Descrição do Contra-veiro: campo de contra-veiro (o tradicional
invertido quando azul e branco [pele]).
Descrição do veirado: campo veirado de goles (quando vermelho e
branco [pele]).
Descrição do Contra-veirado: campo contra-veirado de goles
(quando vermelho e branco [pele]).
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PEÇAS *HERÁLDICAS HONROSAS
Peças nobres ou de primeira ordem

* Peças heráldicas são aquelas que foram criadas especificamente para compor o
armorial heráldico, são formas geométricas + a cruz.
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CHEFE - Peça honrosa horizontal

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FAIXA – Peça honrosa horizontal

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FAIXA – Peça honrosa horizontal

desdobramento da peça

Escudo francês, campo burelado de ...

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PALA – Peça honrosa vertical

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PALA – Peça honrosa vertical

desdobramento da peça

Escudo francês, campo vergueteado de ...

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PEÇA HONROSA
ASNA OU CHAVEIRÃO

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Divergências de classificação das peças
Tostes – usa terminologia enxequeteado. Considera peça honrosa.
Poliano – usa terminologia xadrez. Considera peça de segunda ordem.

Tostes – considera peça honrosa.


Poliano – Considera peça de segunda ordem.

Tostes – considera peça honrosa.


Poliano – Considera peça de segunda ordem.

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VARIAÇÕES NAS LINHAS E PEÇAS

Dentado – ondeado – recortado – murado/militar

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VARIAÇÕES NAS LINHAS E PEÇAS

Banda abocada ou engolida –


Crancelin – armorial de Saxe. Armorial dos Freire

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PEÇAS HERÁLDICAS
DERIVADAS

ou de segunda ordem

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ORLA BORDADURA PERLA

FRANCO - QUARTEL

CAMPANHA
OU PONTA

BRICA OU
CANTÃO

ESCUDETE

ESCUDO EM
29/05/2018 ABISMO LudmilaLeiteMadeiradaCosta_UNIRIO
PILHA CHAPADO

CALÇADO ABRAÇADO

AGIRONADO FLANQUEADO

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Quando a lisonja Quando a lisonja
estiver em estiver em metal
esmalte

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Peças móveis

Besante sempre em metal


Arruela sempre em esmalte

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Quanto a inserção de peças móveis e figuras

Tostes, pág. 47
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Primeira Lei Heráldica

NÃO SE COLOCA ESMALTE SOBRE ESMALTE OU


METAL SOBRE METAL

Armas desta ordem são consideradas falsas ou


duvidosas pelos antigos heraldistas

A mesma regra deve seguir para as bandeiras!

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Exceções a sobreposição de esmaltes

Tostes, pág. 47

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EXCEÇÃO

Arma BROCANTE:

Figura ou peça com o mesmo esmalte do campo


onde está sobreposta.

Ou quando uma figura é colocada por cima de todas


as demais como uma peça móvel que passa de um
campo sobre o outro, ela tem um relevo à senestra.

EX: Campo de prata, com um veado brocante de


prata.

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ARMAS BROCANTES
Quando peças se encontram
superpostas em ESMALTES OU
METAIS

Ex: Campo DE GOLES com


escudete brocante de SABLE

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PEÇAS COSIDAS, de coser
Quando as peças e repartições do mesmo esmalte
(cor sobre cor, ou de metal sobre metal) para não
Infringir a lei são separadas por um filete negro.

Ex. Campo de azul com bordadura cosida de verde,


Ex: Campo de vermelho com uma pala cosida de verde.
Ex: Campo de vermelho com chefe cosido de verde.

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Peça ou figura
orlada

Quando seu bordo é


destacado com
metal para não
sobrepor ao esmalte
do campo

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FIGURAS HERÁLDICAS

NATURAIS
ARTIFICIAIS
FANTÁSTICAS E QUIMÉRICAS

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Simbologia dos animais

“A classificação simbólica dos animais corresponde com frequência


à dos quatro elementos [...]. De um ponto de vista da arte simbólica,
os animais dividem-se em naturais [...] e fabulosos [...]”.
(Cirlot, pág. 80, Dicionário de símbolos)

Classificação em relação aos elementos da natureza.


Animais aquáticos = água
Répteis = terra
Aves = ar
Mamíferos = fogo
Rã; peixe; pato – elemento água (ressureição); dragões e serpentes
dependendo da cultura representam água, terra ou fogo.

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LEÃO HERÁLDICO

Presente em diferentes culturas: Egípcia, Semita, Romana.

Animal representativo do sol, regente do dia e representante do elemento


terra, por domínio dos animais terrestres. Em algumas culturas representa
o elemento fogo.

Em Heráldica simboliza liderança associada a casa Real, a família de


maior titulação por ser o dominador da terra (rei dos animais). Também
representa coragem, valentia e força e pode ser associado a vitória em
combates, no sentido militar.

É considerado a figura animal mais popular da linguagem heráldica.

Sua representação heráldica é convencionada e estilizada.

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LEÃO HERÁLDICO

PASSANTE ROMPANTE SENTADO

DEITADO PARADO
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LEÃO HERÁLDICO
COM RELAÇÃO AO SENTIDO MILITAR O LEÃO RECEBE AS SEGUINTES
DENOMINAÇÕES DE ACORDO COM SUA REPRESENTAÇÃO:

Quando sem cauda – difamado


Quando com a cauda entre as pernas – covarde
Quando sem unhas – desarmado

QUANDO COM DIFERENÇAS CROMÁTICAS

Quando com os olhos em outro esmalte – iluminado


Quando suas unhas estão em esmalte diferente – armado
Quando sua língua está em esmalte diferente – linguado ou lampassado.
Quando traz um coroa sobre a cabeça – coroado

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LEÃO HERÁLDICO

acostados

nascente

Quando representados pela metade = nascente

Quando saindo de uma partição ou bordo = sainte

afrontados
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LEÃO HERÁLDICO

Escudo francês moderno; campo de jalne carregado


por dois leões rompantes de goles acostados.

Escudo francês moderno; campo de jalne carregado


por leão nascente de sable.

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Leão
As figuras animais, são brasonadas
direcionadas a destra.
Brasona-se voltado a senestra, em Portugal,
nos casos de bastardia. Em outras regiões é
também assim aplicado para demonstrar
cortesia.

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Leopardo Heráldico
Em Heráldica, este animal é estilizado e muito semelhante ao leão;
Para diferenciá-lo verifique:
corpo delgado;
cauda menos volumosa;
posições específicas: passante e com a cabeça voltada para a frente.

Brasão da Cara Real Inglesa


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HERÁLDICA DE FAMÍLIA

Brasão de armas da família


real inglesa

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Animais
quadrúpedes

Geralmente estão na posição


passante, o cavalo pode
aparecer galopante.

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Animais
quadrúpedes

Geralmente estão na posição


passante.
ou
Somente a cabeça

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Diferentes representações da mosqueta

Elemento decorativo da pele (forro) do arminho

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Águia heráldica

CONQUISTA, GLÓRIA E DOMÍNIO

Ave mais representada na linguagem heráldica. Símbolo usado desde a


Antiguidade e propagado, no ocidente, pelo Império Romano.

É um animal simbólico em diferentes culturas, desde a cultura egípcia, passando


pela região da Síria, oriente e Andes Peruanos.

Equivale a força do leão nos ares.

É a ave do dia, por conseguinte, também tem ligação simbólica com a luz solar.
Representa força e guerra, está associada ao elemento fogo e aos raios; ave do
deus romano Júpiter e Zeus, deus grego.

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Águia heráldica

Enxadrezada

29/05/2018 exemplos de figuras, não são brasões LudmilaLeiteMadeiradaCosta_UNIRIO


Águia heráldica

Águia bicéfala

Águia bicéfala = Símbolo do Sacro Império


Romano Germânico no sec. XV.
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Águia heráldica

Escudo francês moderno, campo de jalne com águia


bicéfala de sable membrada de goles.

Escudo francês moderno, campo de sable com águia


tricéfala de jalne.

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Águia heráldica

Escudo francês moderno, campo de blau carregado com


faixa de prata semeada com três rosas de goles, com águia
sainte e contornada de jalne;.

Escudo francês moderno, campo de jalne com banda de


goles povoado com três aguietas de prata.

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Outras aves

Fenix – animal fabuloso ligado ao fogo, simboliza ressureição e regeneração


da vida.
Cisne = ambiguidade complementar; caráter hermafrodita (luz solar e
lunar).
Alcione = ave mitológica grega, seria Hera transformada em animal.
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Asas

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Figuras vegetais

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Figuras vegetais

Os exemplos são representativos das figuras, não


são brasões existentes.

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Figuras vegetais

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Figuras vegetais

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LudmilaLeiteMadeiradaCosta_UNIRIO
29/05/2018
Figuras vegetais

FLOR DE LIS

LISES

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Figuras quiméricas

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A serpe imperial

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Figuras humanas

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Figuras artificiais

Os castelos e as torres podem ser brasonados abertos,


quando com portas em coloração diferente do todo ou
iluminados quando há coloração diferente em janelas e
frestas. Podem ser lavrados quando a pedraria é contornada.
(p. 105 Tostes)

Grimpa – instrumento que orienta a direção do vento.


Usado em embarcações ou no alto de torres.
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Figuras artificiais

CHAVE E MARTELO

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Figuras artificiais

SABRE E PONTA DE LANÇA

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Figuras artificiais
Esfera armilar – instrumento científico
astronômico e de navegação. A representação
Heráldica é estilizada.
Armorial de D. Manuel I de Portugal, primeiro
símbolo lusitano a “desembarcar” em terra
brasilis após o descobrimento.

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Brasão de armas de
Portugal sobre
esfera armilar

Estandarte de D.
Manuel
Brasão de Armas do Império Brasileiro
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Figuras artificiais
Carbúnculo – figura composta por 8 bastões
dispostos em cruz grega e cruz de santo André
sobrepostas. A finalização dos bastões pode
ser em diferentes formas decorativas.

Cidade de Louvil, França

Casa de Navarro, Espanha


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ARMAS FALANTES E
ALUSIVAS
“As armas são falantes quando, à primeira vista, através de objetos
os mais variados, animais ou não, inclusive plantas, suscitam uma
relação onomástica com o titular.”

Armas alusivas assinalam fatos, seja na atividade guerreira, nas


artes, na ciência, na indústria, na administração e mesmo na
política.”

(Poliano, pág. 86)

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Brasão de armas alusiva
Barão e posteriormente Visconde de Mauá.

Escudo francês moderno. Campo cortado


Brasão de armas falante de 1. Campo do chefe de jalne carregado por
Pedro Álvares Cabral locomotiva em sua cor. Campo do contra
chefe de blau carregado por embarcação a
Escudo sanítico de prata com duas cabras vapor em sua cor. Bordadura de goles
passantes de púrpúra carregada por 4 lamparinas de jalne.

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Armas Falantes

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COMBINAÇÕES

QUEBRAS E
DIFERENÇAS

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COMBINAÇÃO

Armas combinadas, nada

mais são do que a união de

dois armoriais que, juntos

dão origem a um novo

Brasão de Armas, de

indivíduo ou família.

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BRASONÁRIO FEMININO

Regras difundidas pela heráldica francesa.

A dama carrega as armas de seu pai em


uma lisonja partida a sinistra.

Quando seu pai é chefe de linhagem as armas


paternas prevalecem e serão herdadas pelo
filho homem em conjunto com as armas do
marido (combinação de linhagem).

Deixando livre o lado destro para as armas do


futuro marido.

Quando o marido é chefe de linhagem, a dama


usará somente as armas do marido.

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QUEBRAS E DIFERENÇAS

“a diferença ou quebra é toda alteração feita num escudo de família,


tendente a tornar distintas as armas dos seus vários ramos,
ou a de seus membros individualmente”.

(Poliano apud Santos Ferreira)

“O uso das diferenças ou quebras é muito antigo e tem (...)


fundamento no direito heráldico. Os filhos segundos eram
obrigados a modificar as armas da família, enquanto os
primogênitos as conservam plenas, como um dos privilégios da
sucessão.”

(Poliano)

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DIFERENÇAS

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Bastão – banda diminuída

Bastão curto

Peça de diferença pouco usada, sem importantes


aparições no armorial luso-brasileiro

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Filete – contra banda diminuída.

Pode ser curto quando não encosta nos


bordos.

Geralmente usada como quebra para


identificação de bastardos (Port.)

29/05/2018
LudmilaLeiteMadeiradaCosta_UNIRIO
Hierarquia
da
Nobreza
Francesa

29/05/2018 LudmilaLeiteMadeiradaCosta_UNIRIO
A bordadura no Brasão de Armas de Portugal é peça de diferença do Rei
D. Afonso III que era filho de Afonso II e Urraca de Castella.
Casado com Matilde II, da Casa de Borgonha, o que lhe deu direito a ser
Conde de Borgonha e estreitar os laços com um dos ramos de família que
dominava o território franco...daí a influencia da utilização da peça
bordadura para indicar diferença nas armas daquela dinastia que se
consolidava nos domínios de Portugal.

29/05/2018 LudmilaLeiteMadeiradaCosta_UNIRIO
O escudo pode ser dividido em várias partes.
Cada parte denomina-se quartel para esquartelado e
partição para as demais
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MÚLTIPLAS PARTIÇÕES

COMBINAÇÕES DE DIFERENTES ARMAS EM UM MESMO


ESCUDO

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Terçados

TERÇADO TERÇADO
em pala em faixa

TERÇADO TERÇADO
em banda em contra-banda
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Terçado em MANTEL
O 1º de jalne, o 2º de goles,
e o 3º de prata

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PARTIDO e PARTIDO e
SEMI- CORTADO SEMI- CORTADO
à SINESTRA à DESTRA

CORTADO e CORTADO e
SEMI- PARTIDO SEMI- PARTIDO
em PONTA em CHEFE

ESQUARTELADO
ESQUARTELADO em SANTOR
ou FRANCHADO

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ESQUARTELADO
ESQUATELADO com ESCUDETE
no CORAÇÃO

CORTADO PARTIDO
e PARTIDO de 2 E CORTADO de 2

PARTIDO PARTIDO
e CORTADO de 2 e CORTADO de 2
com ESCUDETE com ESCUDETE
no CORAÇÃO no CORAÇÃO

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CONTRA
ESQUARTELADO
ESCUDO
ESQUARTELADO

o 1º e 4º de ouro
o 2º e 3º de negro

DESCRIÇÃO DO ESCUDO
ESQUARTELADO: O 1º e 4º CONTRA – ESQUARTELADO
o 2º e o 3º de prata

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PARTIDO
de 3 TRAÇOS AGIRONADO
CORTADO de 1

PARTIDO PARTIDO
de 2 traços de 4 TRAÇOS
CORTADO de 2 CORTADO de 1

PARTIDO PARTIDO
de 3 TRAÇOS de 3 traços
CORTADO de 2 CORTADO DE 3

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ELEMENTOS
EXTERNOS
São ornamentos exteriores que complementam a linguagem
armorial do brasão e lhe garantem a qualidade nobiliárquica e
titulação de hierarquia, como no caso da Heráldica eclesiástica.

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lListelisLis
tel

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VIROL – em Heráldica é semelhante a uma faixa com extremidade
arredondada, é representado nas mesmas cores do campo do brasão ou das armas
principais. Pode estar sobre o bordo superior do escudo ou sobre o elmo.

Componente do traje do cavaleiro cujo função era de firmar o capacete e também amortecer os golpes em
combate. Dos cavaleiros era feito em couro. Semelhante objeto têxtil era usado em torno de toucados no traje
civil com função decorativa.

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PAQUIFE OU LAMBREQUIM
“Originou-se numa peça de pano leve que servia para proteger o elmo da
incidência directa dos raios de Sol e que se prolongava sobre as costas,
servindo de cobre-nuca.” (Matos e Bandeira, pág, 145).

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Timbre

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LISTEL – divisas, legendas e grito de guerra

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A HIERAQUIA DA
NOMENCLATURA DA NOBREZA

Monarcas e Príncipes
1º degrau - Duques

2º degrau
degrau -- Marqueses
Marqueses
3º degrau - Condes
4º degrau - Viscondes
5º degrau - Barões

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TÍTULOS DE NOBREZA
DUQUE - mais poderoso título depois do rei. Comandantes militar, titulação de aliança e fidelidade
política podendo suceder o rei. Filhos ou herdeiro real. Recebia as maiores porções de terra para
administrar. Do latim dux (“aquele que conduz”), origem dos generais romanos – Império Romano.

MARQUÊS – homem de confiança do rei para guarda de territórios fronteiriços ou mal pacificados. O
título vem de um dialeto medieval francês, que nomeava os nobres como “governadores de marcas”.
Tinha poder civil e militar.

CONDE - assessor, conselheiro ou oficial do palácio que auxiliava o rei em assuntos cotidianos
variados. O título tem origem em Roma, do latim comes (“aquele que acompanha”) se referia àqueles
que moravam com o imperador ou rei.

VISCONDE - subistituía o conde. Recebia territórios pequenos, do tamanho de vilas. Vem do


latim vicecomes, ou seja, “vice-conde”.

BARÃO - Súdito fiel do rei, homem rico de boa reputação que prometia lealdade e serviços em troca
de pequenas fazendas ou sítios. A palavra, de origem germânica, quer dizer “homem livre”. Vassalo
com poder de administração de terras e fidelidade política.

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COROA: REPRESENTAÇÃO NO PERÍODO
MONÁRQUICO BRASILEIRO

Representação segundo Tostes.


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COROA

Formada pela variação dos elementos: aro, florões, pedúnculos e


pérolas.

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Coroa mural
Em prata com aspecto de muralha com torres.
Em ouro para capitais

Para cidade 5
Para vila 4
Povoados 3

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ELMO – do germânico helm é a proteção do chefe do cavaleiro, capacete
com viseira (com grades ou não) e gorjal. Elemento responsável pela
ocultação da identidade do cavaleiro medieval.

O elmo terá formato variado de acordo com a época e região.

Em Heráldica é um dos principais elementos externos de indicação


de nobreza de indivíduo ligado a área militar.

Devemos observar seu posicionamento (se a destra ou a senestra)


ou se frontal, sua representação cromática e as grades da viseira.

Em Portugal o Elmo real é acompanhado da coroa e o gorjal carrega


a insígnia da maior Ordem daquele país – Ordem de Cristo.
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Representado em metal

Ouro – Rei, Príncipe e Duque.

Prata – Marquês, Conde, Visconde,


Barão.

Para frente sem grades - Rei e


príncipe.

Elmo damasquinado para reis,


príncipes e duques.

Frontal sem grade = Rei


Frontal com 9 grades = Duque

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Suportes e tenentes

Brasão de armas Império Austro-Húngaro

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Pavilhão ou manto

Elemento decorativo
usado para proteção dos
brasões.
Utilização inspirada nas
tendas onde se expunha
o brasão de armas da
família real

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Colares e insígnias como elemento externo
ORDEM DA JARRETEIRA

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Colares e insígnias como elemento externo

ORDEM DO TOSÃO DE OURO

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Colares e insígnias como elemento externo

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Insígnias de Ordens Imperiais

Imperial Ordem Pedro Imperial Ordem do


Primeiro Cruzeiro

Imperial Ordem da Rosa


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Elementos externos da Igreja Católica

Hierarquia católica

Papa
Cardeal
Arcebispo
Coroa Tríplice Bispo
de São Pedro Padre
Diácono
Mitra
Leigo

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Elementos católicos romanos
PAPA - Coroa Tríplice de São Pedro (de 3 anéis)

Chaves de São Pedro

Pálio
Cruz Papal
Mitra
Báculo

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“Como o báculo e a Mitra tinham um mesmo significado como
símbolo, puseram-no juntos nas armas. A cruz, como ornato acessório
das armas, parece ter vindo do exemplo dos cardeais italianos, que
não usavam o báculo nem a mitra sobre as armas, mas só a cruz, de
braços simples ou duplos, conformem fossem bispos ou arcebispos.
[...]”

(Poliano, pág. 96)

CARDEAL – 30 BORLAS Mitra, cruz


patriarcal, báculo,
capelo ou galero
que deve ser
vermelho para
cardeais e verde
para bispos, preta
para padres.
BISPO
29/05/2018 – 12 BORLAS LudmilaLeiteMadeiradaCosta_UNIRIO
CLASSIFICAÇÃO DAS ARMAS

AS ARMAS DE UM BRASÃO PODEM SER:


NOBRES – DIFERENÇA NOS ORNATOS EXTERNOS
BURGUESAS – QUANDO SE PRETENDIA DISTINÇÃO

QUANTO A SUA LINGUAGEM:


SIMPLES – UM SÓ ARMORIAL
COMPOSTAS – MAIS DE 1 ARMORIAL(ALIANÇAS/ FAMÍLIAS)
DA SUA POSSE:
ASSUMIDAS – TOMADAS PELA VONTADE DO POSSUIDOR
(AS MAIS ANTIGAS)
CONCEDIDAS – OUTORGADAS PELO SOBERANO,
HEREDITÁRIAS OU NÃO.
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DA SUA CONDIÇÃO / FUNÇÃO:

DE PADROAGEM – UNIDAS PELA DEPENDÊNCIA


HIERÁRQUICA. EX.: CARDEAL E PAPA
DE ESPERA – LIMPO DE QUALQUER PEÇA OU FIGURA.
ESPERANDO UM FEITO PARA ADOTAR UM ORNAMENTO
QUE A POSSA PERPETUAR.
ARBITRÁRIAS – APENAS A FANTASIA PRESIDIU A
ESCOLHA DOS ATRIBUTOS (MAIS NUMEROSAS)
POR ALUSÃO – ESCOLHA DA FIGURA DETERMINADA
POR UMA CIRCUNSTÂNCIA MEMORÁVEL

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FALANTES – FIGURAS QUE APRESENTAM SINONÍMIA
COM O POSSUIDOR. EX: CABRAL
ANGUERRE – AS QUE VIOLAM AS LEIS DO BRASÃO
PESSOAIS – SÓ PERTENCE A UM TITULAR.
DE FAMÍLIA – PERTENCEM A TODOS OS MEMBROS
DA FAMÍLIA.

DE CORPORAÇÃO – PERTENCENTES A CORPORAÇÕES:


CIVIL, MILITAR, RELIGIOSA,
ACADÊMICA, SOCIEDADE, ETC...
DE PAÍS OU ESTADOS – PERTENCENTES AO
TERRITÓRIO.

DE COMUNIDADES – ARMAS DO MARIDO E DA MULHER.


EM DOIS ESCUDOS JUSTAPOSTOS.
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QUANTO A ORIGEM

DE SANGUE OU DE NOME – SEMPRE POSSUÍDAS.

DE DOMÍNIO – PARA MARCAR A POSSE DO SOLO,


REPRESENTA UM PAÍS OU PARTE DELE.
EX.: DOMÍNIO INGLÊS, ESPANHOL, ETC.
PODE SER DIVIDIDO EM REGIONAL,
MUNICIPAL, NACIONAL.

DE PRETENSÃO – PARA OS DOMÍNIOS SOBRE OS QUAIS


SE PRETENDE TER CONSERVADO OU
ADQUIRIDO DIREITOS.

DE DIGNIDADE – UM CARGO PÚBLICO.

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QUANTO À INTEGRIDADE

PLENAS – SEM ALTERAÇÃO DO RAMO PRIMOGÊNITO.

QUEBRADAS – MODIFICADAS DESDE A PRIMEIRA


ADOÇÃO OU A PRIMEIRA CONCESSÃO.
RAMO MAIS NOVO OU CADETE.

DIFAMADAS – ALTERADAS POR CASTIGO HUMILHANTE


OU POR BASTARDIA.

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QUANTO AS VARIAÇÕES
PRIMITIVAS – AS PRIMEIRAS USADAS EM SUA
ORIGEM. EX.: FRANÇA ANTIGA
DE ALIANÇA – ATRIBUTO PATERNO APARECE
EM UNIÃO AO RAMO MATERNO
DE SUCESSÃO – ARMAS DAQUELE A QUEM
SE SUCEDE.
SUBSTITUÍDAS – TOMADAS ENTRE AS QUE
PERTENCERAM A FAMÍLIAS
ESTRANHAS DEPOIS DO
ABANDONO DE SUAS PRÓPRIAS.

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Ordenação para descrição de Brasões

1. Nome do Objeto (mobiliário, louça, etc)


2. Classificação Heráldica
3. Para heráldica real ou de família: (colocar)
• Nome do possuidor
• Titulação do possuidor com o respectivo grau
4. Para heráldica de domínio: (colocar)
• Nome do país, cidade,...
5. Outros (Corporação, Instituição....)
6. Descrição do Brasão

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Ordenação para descrição de Brasões
6. Descrição do Brasão
6.1 - Formato
6.2 - Posição
6.3 - Pleno
6.4 - Partição ou Quartel para Esquartelado
Ex: 1ª partição, 2ª partição ( e mais partições que
houver, mesmo para o esquartelado
Ex: 1º quartel, 2º quartel....
6.5 - Descrever o esmalte do campo
6.6 - Descrever as figuras, principiando pelas
peças honoríficas que são mais nobres,
excetuando a Bordadura
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Ordenação para descrição de Brasões

6.7 - Quando alguma peça móvel ou figura se


apresenta sobre outra figura, descreve-se em
primeiro lugar o que está por baixo e depois, o
que está por cima. No caso de ser um escudete
ou sobre escudo apoiado sobre todos os outros
brasões, descreve-se por último.

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Ordenação para descrição de Brasões

7. Tratando-se de escudos de alianças (os que têm


muitos quartéis) enumera-se e brasona-se por sua
ordem, começando pela direita do escudo. Se o 1º e
o 4º forem iguais, brasonam-se juntos, fazendo-se o
mesmo para o 2º e o 3º se ambos se identificarem.
Se forem desiguais, por pequena que seja essa
desigualdade, brasonar cada um em separado,
havendo previamente discriminado as divisões do
escudo inteiro, indicando a família donde procede o
quartel respectivo.

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Ordenação para descrição das peças e
elementos dos Brasões

8. Descrever o Chefe e as peças


nobres (e figuras)
9. Descrever a bordadura e as
peças derivadas
10. Descrever as diferenças
11. Descrever o elmo
12 Descrever o virol
13. Descrever a coroa
14. Descrever o timbre
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Ordenação para descrição de Brasões

15. Descrever os paquifes ou lambrequins


16. Descrever o listel
(Grito de Guerra, Mote ou Divisa)
17. Descrever os tenentes, sustentáculos
e suportes
18. Descrever as condecorações
19. Descrever os estandartes
20 Descrever o pavilhão
21. Descrever... (outros, se houver)
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Ordenação para descrição de Brasões

Observação:
1- Cada figura deve ser descrita com os termos
técnicos adequados, a posição, a atividade, o
esmalte, as divisões, o número de vezes que se
repete e as sobrecargas que possui.
2- Explicar a posição de cada figura ou móvel
relacionando-o com a região do escudo
Ex: uma estrela de... em chefe; uma árvore de....
em ponta

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ATENÇÃO

O trabalho de documentação, quando envolver


descrição de brasão de armas, deve partir de uma
pesquisa/levantamento de dados e regras daquele
país de origem e do possuidor daquelas armas, pois
podem haver variações e regras distintas que
mudem a ordem da descrição dos elementos.

Analisar o uso das peças móveis, derivadas e


diferenças é primordial pois estas são aquelas que
sofrem grande número de mudanças nas regras de
uso.

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REFERÊNCIAS

BARROSO, Gustavo. Introdução à técnica de museus. Parte especializada. Rio de Janeiro: Museu Histórico
Nacional, 1947. Vol. II.

BARROSO, Gustavo. A heráldica dos vice-reis. Anais do Museu Histórico Nacional, v.1, 1942.

CIRLOT, Juan-Eduardo. Dicionário de símbolos. Rubens Eduardo Ferreira Frias (tradução). São Paulo: Centauro,
2005.

CHEVALIER, Jean e GHEERBRAUT, Alain. Dicionário de Símbolos. José Olympio Editora, 5ª edição. Rio de
Janeiro, 1991.

COSTA, Antonio Luiz M. C. Títulos de nobreza e Hierarquias. Um guia sobre as graduações sociais na História. 1ª
edição. Editora DRACO. São Paulo. 2014.

DREYFUS, Jenny. Heráldica. Museu Histórico Nacional. Rio de Janeiro, 1968. GUIA ILUSTRADO DAS
BANDEIRAS. Maria Constantino (org.). Manuel Marques (trad.). Editorial Estampa, Lisboa, 2005.

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HERÁLDICA. Biblioteca Breve, Lisboa, 1992. Instituto de Cultura e Língua
Portuguesa. Ministério da Educação. 1ª edição.

MATTOS, Armando de. Manual de heráldica portuguesa. 2. ed. Porto: F. Machado, 1941. 264p.

POLIANO, Luiz Marques. Heráldica: escritos heráldicos-genealógicos. Instituto Municipal de Arte e Cultura,
RIOARTE. Rio de Janeiro, 1986.

TOSTES, Vera. Princípios de Heráldica. Museu Imperial. Petrópolis, 1983.

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