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UNIVERSIDADE DA INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL DA

LUSOFONIA AFRO-BRASILEIRA
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE PESQUISA

RELATÓRIO FINAL DE ATIVIDADES DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

MODALIDADE: (X) PIBIC/UNILAB ( ) PIBIC/CNPq ( ) PIBIC-Af ( ) BICT/FUNCAP ( ) PIBIC-EM


FORMA DE VÍNCULO: ( ) BOLSISTA ( ) VOLUNTÁRIO

IDENTIFICAÇÃO

CONVERSOR CC-CC TRIFÁSICO ISOLADO BIDIRECIONAL ALIMENTADO EM CORRENTE PARA CONEXÃO


Título do Projeto:
DE ARMAZENADORES DE ENERGIA A UMA REDE DE DISTRIBUIÇÃO CC

Aluno (a): GILMAR NUNES DOS SANTOS COSTA

Curso: ENGENHARIA DE ENERGIAS

Centro/Instituto: INSTITUTO DE ENGENHARIAS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Professor Orientador: HERMINIO MIGUEL DE OLIVEIRA FILHO

Área de Conhecimento: ENGENHARIA ELÉTRICA

Grupo de Pesquisa: GRUPO DE PROCESSAMENTO E PLANEJAMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA - GProPEE

Período do Relatório: 12 meses

1. RESUMO DO PROJETO (10 a 15 linhas)

Com o aumento da participação das fontes alternativas de energia na geração de energia elétrica,
que possuem características intermitentes e elevada demanda de estudos sobre smart-grids com
sistemas de distribuição CC, torna-se interessante o uso de sistemas ativos, compostos por
armazenadores de energia para atenuar as oscilações do barramento. Neste contexto, este projeto
propõe a análise de uma topologia de conversor cc-cc trifásico isolado bidirecional alimentado em
corrente com comutação suave, phase shift (PS) e razão cíclica variável para conectar
armazenadores de energia a uma rede de distribuição CC. A utilização do PS garante a
bidirecionalidade do fluxo de potência, além de assegurar, naturalmente, que os interruptores
operem em comutação suave. A razão cíclica variável é utilizada para assegurar um barramento de
tensão constante e, consequentemente, manter um ganho estático unitário entre os lados primário
e secundário do conversor. Uma análise matemática da estrutura é proposta considerando um
modelo baseado em componentes fundamentais e no modelo real. Um exemplo de projeto é
proposto, com a obtenção de valores nominais, esforços e especificações dos componentes,
caracterização do sistema de controle e sua programação através de FPGA serão desenvolvidos,
além de simulações e resultados experimentais do conversor operando em regime permanente.

Palavras-Chave: Conversor CC-CC Trifásico, Phase Shift, Comutação Suave, FPGA, Armazenadores de energia,
Distribuição CC.

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2. OBJETIVOS DAS ATIVIDADES

 Realizar uma revisão bibliográfica dos principais trabalhos realizados e publicados em


congressos e revistas nacionais e internacionais.

 Realizar análise qualitativa do conversor proposto assim como o equacionamento


matemático do circuito de potência.

3. ATIVIDADES EXECUTADAS E METODOLOGIA UTILIZADA

3.1 INTRODUÇÃO

A crescente demanda energética e os efeitos causados pelos combustíveis fósseis ao meio ambiente
tem estimulado o interesse em integrar fontes renováveis de energia a sua matriz energética
mundial. A integração dessas fontes de energia ao sistema elétrico tradicional possui como principal
característica a possibilidade da proximidade de suas fontes aos centros de consumo. É neste
contexto que surgem tecnologias como as smart-grids ou redes inteligentes, redes de distribuição
CC, unidades ininterruptas de energia (UPS) e sistemas de conexão entre armazenadores de energia
a rede de distribuição CC.

Em sistemas que utilizam armazenadores de energia como baterias e super capacitores, faz-se
necessário sua conexão com a rede de alimentação CC. Geralmente esta conexão é realizada por
meio de um conversor CC-CC, no qual possui como principais características, processar a energia
elétrica de tal forma a manter ambos os barramentos de tensão regulados e ajustá-lo em condições
não ideais. O desenvolvimento de conversores CC-CC nas últimas décadas, desde os conversores
CC-CC básicos, que apenas regula a tensão nos barramentos e mantem apenas um sentido de fluxo
de potência até os conversores mais robustos, que além de isolarem os dois barramentos e regulá-
los possibilitam que este possa conduzir o fluxo de potência em ambos os sentidos (IBDC- Isolated
Bidirectional DC-DC Converter), o tornaram peças fundamentais no futuro de tecnologias
relacionadas a redes inteligentes de distribuição de energia elétrica.
Figura 01 – Conexão de um IBDC em uma microrede

Fonte: Próprio autor

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Os IBDC’s têm sido amplamente estudados pela comunidade científica. Estudos relacionados a
tecnologias capazes de aumentar sua densidade de potência e melhoria de rendimento são
bastante abordados em trabalhos elaborados pela comunidade científica. É neste contexto que este
trabalho propõe a desenvolver um novo Conversor Trifásico Isolado Bidirecional com Comutação
Suave para conexão de armazenadores de energia à uma rede de distribuição CC.

3.2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Neste tópico será realizada uma revisão da literatura das principais topologias de conversores CC-
CC. Em um primeiro momento, serão abordadas as principais topologias desenvolvidas de
conversores CC-CC básicos. Em seguida, abordam-se as topologias de conversores CC-CC básicos
isolados e duas de suas principais derivações. Em um terceiro tópico será realizada uma breve
análise dos principais conversores CC-CC trifásicos isolados bidirecionais com comutação suave que
passaram a ser estudados devido à necessidade de aumento de rendimento e densidade de
potência para aplicações em sistemas de distribuição CC, smart-grids, veículos elétricos e energias
renováveis. Por fim, será apresentada a topologia a ser desenvolvida neste trabalho.

3.2.1 Conversores CC-CC básicos

 Buck

O conversor Buck é um conversor CC – CC não isolado abaixador de tensão. É caracterizado por ter
entrada em tensão e saída em corrente. Também pode operar nos modos de condução contínua,
crítico e descontínua.

A regulação do conversor é feita através da variação da razão cíclica, que por sua vez é feita através
do acionamento o interruptor S2. Enquanto o interruptor S2 está conduzindo, a indutância é
magnetizada ao mesmo tempo em que a carga recebe energia diretamente da fonte de entrada. Ao
abrir o interruptor, o diodo entra em condução e a desmagnetização do indutor fornece energia
para a carga.

Figura 02 - Conversor Buck

Fonte: (FILHO, 2010)

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 Boost

O conversor Boost é um conversor CC – CC não isolado elevador de tensão. É caracterizado por ter
entrada em corrente, devido a indutância em séria com a fonte de entrada, e saída em tensão. Pode
operar em três modos, a depender da energia armazenada na indutância de entrada, sendo eles:
Modo de Condução Contínua (MCC), Modo de Condução Crítica e Modo de Condução Descontínua
(MDC) (FILHO, 2010).

A regulação do conversor é feita através da variação da razão cíclica, que por sua vez é feita através
do acionamento do interruptor S1. Quando o interruptor S1 está conduzindo, a indutância é
magnetizada pela fonte. Nesse período, o capacitor de saída supre a carga. Ao abrir o interruptor, o
diodo entra em condução e a carga recebe energia da indutância e da fonte de entrada.

Figura 03 - Conversor Boost

Fonte: (FILHO, 2010)

 Buck-Boost

O conversor Buck – Boost é um conversor CC – CC não isolado, que pode ser utilizado como
abaixador ou elevador de tensão. É utilizado para controlar o fluxo de energia entre duas fontes de
tensão, combinando as características de entrada de um conversor buck e as características de
saída de um conversor boost. Devido à impossibilidade de transferência direta de energia entre
duas fontes de tensão, um indutor é utilizado como elemento de armazenamento de energia
intermediário, entre a entrada e a saída. Por esse motivo, esse conversor é conhecido também
como Conversor à Acumulação Indutiva.

Quando o interruptor T está conduzindo, a indutância é magnetizada, enquanto o capacitor de


saída supre a carga. Ao abrir o interruptor, o diodo entra em condução e a indutância é
desmagnetizada alimentando a carga.

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Figura 04 - Conversor Buck – Boost

Fonte: (POMILIO)

3.2.2 Conversores CC-CC isolados

 Flyback

O conversor Flyback é derivado do conversor buck – boost, onde a indutância de acumulação de


energia é substituída por um transformador. O transformador, que tem sua indutância
magnetizante como elemento de acúmulo de energia, também tem a função de isolação galvânica
entre a fonte e a carga, e a adaptação dos níveis de tensão entre o primário e o secundário.

O princípio de funcionamento do conversor Flyback é análogo ao do Buck – Boost, sendo que no


Flyback, a indutância magnetizante do transformador realiza a transferência de energia para a carga
no instante em que o interruptor não está conduzindo.

Figura 05 - Conversor Flyback

Fonte: (POMILIO)

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 Forward

O conversor Forward é um conversor derivado do Buck, apresentando isolação galvânica entre a


fonte e a carga através de um transformador com um tap central no lado do primário.

Quando o interruptor T está conduzindo, a fonte de entrada fornece energia à carga através do
transformador. Quando o interruptor está bloqueado, a energia acumulada na indutância de
magnetização é devolvida à fonte de entrada.

Figura 06 - Conversor Forward

Fonte: (POMILIO)

 Push-Pull

O conversor Push – Pull é resultado de um arranjo de 2 conversores forward, trabalhando em


contra – fase (POMILIO). Possui razão cíclica limitada a 0,5 e é comumente utilizado em aplicações
que requerem menor potência em relação aos conversores Half – Bridge e Full – Bridge.

Figura 07 - Conversor Push – Pull

Fonte: (POMILIO)

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 Half-bridge

O conversor Half – Bridge ou meia ponte é constituído por dois interruptores no lado do primário
com tempos de comutações complementares entre si. O controle da tensão na carga é feito
através da variação da relação entre esses tempos de condução, a razão cíclica.

Figura 08 - Conversor Half – Bridge

Fonte: (POMILIO)

 Full-Bridge

O conversor Full – Bridge ou ponte completa é constituído por quatro interruptores no lado do
primário constituindo uma ponte H. O controle também é baseado no ajuste da razão cíclica, sendo
que os interruptores são acionados em X, ou seja, o interruptor superior a direita entra em
condução ao mesmo instante que o inferior a esquerda, e o inferior a esquerda entra em condução
ao mesmo instante que o superior a direita.

Figura 09 - Conversor Full – Bridge

Fonte: (POMILIO)

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 Dual Active Bridge (DAB)

O conversor Dual Active Bridge é um conversor CC – CC isolado bidirecional, constituído por duas
pontes completas interligadas por um transformador. A transferência de energia é realizada através
da indutância de dispersão do transformador, e controlada empregando-se a técnica do phase –
shift, variando – se o ângulo de fase entre os lados do primário e do secundário. Essa topologia
pode apresentar-se como alimentado em corrente no primário a depender da aplicação, incluindo-
se uma indutância em série com a fonte de entrada.

Figura 10 - Conversor Dual Active Bridge Alimentado em Tensão

Fonte: (SILVA,2013)

 Dual Half Bridge (DHB)

O conversor Dual Half Bridge é um conversor CC – CC isolado bidirecional apresentado na figura 09


é um conversor CC – CC bidirecional alimentado em corrente, constituído por uma estrutura meia
ponte alimentada por corrente no lado do primário e outra meia ponte alimentada por tensão no
lado do secundário (SILVA,2013). O controle do fluxo de potência é feito também por phase – shift,
entre o primário e o secundário.

Figura 11 - Conversor Dual Half Bridge Alimentado em Corrente

Fonte: (SILVA,2013)

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3.2.3 Conversores CC-CC trifásicos isolados bidirecionais com comutação suave


 Conversor CC-CC trifásico bidirecional com comutação suave

O conversor DAB – Dual Active Bridge foi a primeira topologia CC-CC trifásica bidirecional
desenvolvida. Sua publicação deu-se em 1991 por (DE DONKER, DEEPAKRAJ e MUSTANSIR, 1991) e
utiliza como elemento de transferência de energia a indutância de dispersão do transformador de
isolação. Utiliza-se o conceito de deslocamento de fases (phase-shift) para controlar o fluxo de
potência nas portas do conversor. O duty cycle ou razão cíclica utilizada é de 0,5 e os comandos dos
interruptores de um mesmo braço são complementares, evitando assim curtos-circuitos de braço e
garantindo a simetria das formas de onda da corrente no transformador (FILHO, 2015).

O ajuste apropriado do ganho estático do conversor, relação entre a tensão de saída e entrada,
garante naturalmente a comutação suave dos interruptores do tipo ZVS (Zero Voltage Switching),
maximizando assim o rendimento do conversor.

Figura 12 - Conversor CC-CC trifásico bidirecional com comutação suave

Fonte: adaptada de (DE DONKER, DEEPAKRAJ e MUSTANSIR, 1991)

 Conversor CC-CC trifásico bidirecional intercalado com grampeamento ativo

O conversor CC-CC trifásico com grampeamento ativo utiliza interruptores adicionais com o objetivo
de proporcionar o grampeamento da corrente na entrada do conversor, tendo em vista que os
indutores de filtro atuam juntamente com a fonte de entrada como fonte de corrente. Este
grampeamento proporciona ao conversor uma limitação de tensão nos interruptores além de
acionar estes sob tensão nula, ou seja, conseguir comutação ZVS (HANJU, CHOI, et al., 2009).

O controle do chaveamento se dá pela técnica de modulação por largura de pulso PWM (Pulse
Width Modulation). Diferentemente do citado em 3.1.1, este controla o fluxo de potência pela
maneira de como as chaves são comutadas e não pela técnica de phase-shift. Assim no modo
elevador ou boost o conversor três dos interruptores no primário é responsável pelo
grampeamento ativo e os do lado secundário apenas os diodos conduzem. No modo buck apenas as
chaves do secundário conduzem enquanto que no primário todas são desligadas.

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Figura 13 - Conversor CC-CC trifásico bidirecional intercalado com grampeamento ativo

Fonte: Adaptado de (HANJU, CHOI, et al., 2009)

 Conversor CC-CC trifásico bidirecional com comutação suave e alimentado em corrente para
grandes faixas de variação de tensão de entrada

Este conversor é similar ao apresentado em 3.1.2 tendo em vista operar em regime bidirecional,
possuir duas pontes trifásicas. Entretanto a configuração estrela-estrela do transformador de alta
frequência o torna bem versátil no que se diz respeito à variação da razão cíclica e o phase-shift
entre as pontes a fim de manter constante o nível de tensão no barramento. Essas condições
descritas acima garantem a comutação suave e melhor eficiência da transferência de potência
(WANG e LI, 2012).

Os indutores DC no primário juntamente com a fonte de tensão funcionam como fonte de corrente,
o que o deixa mais complexo devido a utilização de um capacitor de grampeamento Cg utilizado
para reduzir as sobretensões nos interruptores aumentando assim o número de componentes.
Estes indutores são utilizados no modo elevador como elementos responsáveis por magnetizar o
transformador enquanto que no modo buck, são utilizados como filtros de corrente. A característica
elevadora de tensão na configuração dos indutores ao barramento capacitivo aumenta a
capacidade de ganho do conversor, segundo (HANJU, CHOI, et al., 2009) e (WANG e LI, 2012).

Figura 14 - Conversor CC-CC trifásico bidirecional com comutação suave e alimentado em corrente para
grandes faixas de variação de tensão de entrada

Fonte: Adaptado de (WANG e LI, 2012)

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 Conversor CC-CC trifásico isolado bidirecional com comutação suave utilizando dual phase-
shift e razão cíclica variável

O conversor apresentado na figura 04 foi proposto por (FILHO, 2015). Este possui um transformador
de alta frequência que possui a função de fazer o isolamento galvânico entre o primário e o
secundário, realizar a elevação/redução da tensão e transferir a energia de um braço para o outro
através de sua indutância de dispersão.

A topologia possui no primário três pontes H completas (Full-bridge) e no secundário um inversor


trifásico. A conexão entre estas estruturas por um transformador na configuração aberto/estrela
garante o dobro de ganho de tensão, diminuindo as perdas no cobre e assim garante um aumento
na densidade potência do conversor (FILHO, 2015).

O controle do fluxo de potência da topologia é realizado pela técnica de dual-phase-shift, ou seja,


há um deslocamento de fases entre os brações das pontes monofásicas no primário e outro
deslocamento entre o primário e secundário. O barramento pode ser regulado além do
deslocamento de fases pelo controle da razão cíclica. Assim como em (DE DONKER, DEEPAKRAJ e
MUSTANSIR, 1991) e (WANG e LI, 2012), esta topologia pode operar nas condições ZVS através da
manutenção dinâmica do ganho do conversor.

Figura 15 - Conversor CC-CC trifásico isolado bidirecional com comutação suave utilizando dual-phase-shift e
razão cíclica variável

Fonte: (FILHO, 2015)

3.2.4 Topologia proposta

Neste trabalho é apresentada, na figura 16, a topologia de um conversor CC-CC trifásico com
comutação suave. Esta topologia é uma versão alimentada em corrente da topologia proposta por
(FILHO, 2015). No lado primário há três pontes H enquanto que no secundário há um inversor
trifásico.

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Figura 16 - Conversor CC-CC trifásico isolado bidirecional alimentado em corrente

As duas estruturas são conectadas através de um transformador elevador de alta frequência em


uma configuração delta aberto/estrela. Essa configuração possui naturalmente o dobro do ganho de
tensão (FILHO, 2015), dessa forma maximiza-se o ganho estático do conversor além de reduzir as
perdas no cobre do transformador devido à redução da quantidade de espiras.

Os indutores DC (L1, L2, L3, L4, L5 e L6) em série com a fonte Vi dão ao conversor característica de fonte
de corrente na entrada quando operado no modo boost, enquanto que no modo buck os indutores
operam como filtros de corrente. O capacitor de grampeamento Cg é responsável em grampear a
corrente dos interruptores, evitando assim sobretensões nos mesmos (WANG e LI, 2012) e assim
reduzindo os esforços nos semicondutores além de funcionar como um barramento de tensão para
os braços dos interruptores. O fluxo de potência do conversor se dá pela indutância de dispersão do
transformador, utilizada como elemento de transferência de energia, e este é controlado pela
técnica de phase-shift ou deslocamento de fases entre as portas do primário e o secundário do
transformador. Através desta técnica proposta por (DE DONKER, DEEPAKRAJ e MUSTANSIR, 1991),
pode-se obter a bidirecionalidade do fluxo de potência, podendo assim direcionar o fluxo energia
de um elemento armazenador de energia para um barramento ou o contrário. Utiliza-se a técnica
de modulação por largura de pulso (PWM) para o ajuste da razão cíclica.

As condições de comutação ZVS são obtidas naturalmente através do ajuste da razão cíclica e
phase-shift (DE DONKER, DEEPAKRAJ e MUSTANSIR, 1991) e (WANG e LI, 2012), maximizando o
rendimento do conversor e consequentemente aumentando sua densidade de potência.

3.3 CONVERSOR CC-CC TRIFÁSICO ISOLADO BIDIRECIONAL ALIMENTADO EM CORRENTE

Neste tópico, inicialmente faz-se as considerações básicas e qualitativas de funcionamento do


conversor proposto, tais como a funcionalidade do transformador de alta frequência e sua
indutância de dispersão. Os comandos dos interruptores são analisados mais a seguir, detalhando a
lógica utilizada para o acionamento das chaves e o modo como estas operam para o pleno
funcionamento do conversor em regime permanente.

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3.3.1 Transformador de alta frequência

Como apresentada no item 3.2.4, o conversor proposto neste trabalho possui no lado primário três
pontes H e no secundário um inversor trifásico. As duas estruturas são conectadas através de um
transformador de alta frequência, que possui, entre outras, as seguintes funções:

 Garantir o isolamento galvânico entre as fontes;


 Realizar a adequação da tensão entre as fontes através de seus enrolamentos;
 Transferir energia entre as fontes;

A indutância de dispersão do transformador, muitas vezes inconveniente por causar sobretensões


nos interruptores (SANTOS, 2011), é utilizada como elemento de transferência de energia entre as
fontes. A indutância de dispersão, durante um intervalo de tempo carrega-se magneticamente
armazenando energia através de seu campo magnético. Durante outro intervalo de tempo a mesma
através de outra combinação de chaveamento dos interruptores, converte a energia magnética
armazenada em energia elétrica e assim direcionando para a fonte receptora de energia.

Dependendo das condições de projeto, a indutância de dispersão do transformador pode não ser
suficiente/adequada, necessitando assim adicionar uma indutância externa em série para que a
indutância total de transferência aumente e possa transportar adequadamente o fluxo de energia
entre as fontes. Assim Ls é a indutância de transferência de energia que equivale ao somatório de
todas as indutâncias que estão em série com o fluxo de energia. Estas representadas pelas
indutâncias de dispersão do primário e secundário assim como as indutâncias externas no primário
e secundário. Refletindo as indutâncias do secundário para o primário temos:

 _ sec  Lext _ pri  Lext


Ls  Ldisp _ pri  Ldisp  _ sec (1)

Onde:

Ls : Indutância de transferência de energia


Ldisp _ pri : Indutância de dispersão no primário
 _sec : Indutância de dispersão no secundário refletida para o primário
Ldisp
Lext _ pri : Indutância externa no primário
 _sec : Indutância externa no secundário refletida para o primário
Lext
A determinação de Ldisp  _sec e Lext
 _sec é dada pelas seguintes equações:

2
N 
 _ sec
Ldisp   1  .Ldisp _ sec (2)
 N2 

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2
N 
 _ sec
Lext   1  .Lext _ sec (3)
 N2 

N1 e N 2 : Número de espiras no enrolamento primário e secundário do transformador


respectivamente;

A partir do dimensionamento da indutância de transferência de energia e a técnicas de phase-shift,


que serão abordadas mais a seguir, pode-se controlar o fluxo de potência entre as fontes do
conversor.

3.3.2 Phase-Shift

O acionamento das chaves dá-se a partir de uma técnica denominada modulação por largura de
pulso (Pulse Width Modulation) ou simplesmente PWM. Esta técnica tem sido vastamente utilizada
na literatura pela simplicidade de implementação e controle (JÚNIOR, 2015). A modulação baseia-se
em produzir uma onda de tensão quadrada onde apenas parte do período ( Tc , tempo de condução
da chave) desta apresenta valor alto e a partir deste o sinal de comando é enviado.

Considera-se Ts  2 como sendo o período angular de chaveamento do conversor (em


radianos) e  é o ângulo de operação (em radianos). O período de chaveamento do conversor,
portanto, pode ser determinado a partir da frequência de operação f s (Hz) especificada para o
projeto do conversor.

1
Ts  (4)
fs

Define-se então a razão cíclica ou Duty Cycle D como:

Tc
D (5)
Ts

O fluxo de potência, como dito anteriormente, entre as fontes pode ser controlado pela técnica de
deslocamento de fases ou phase-shift. Esta técnica foi inicialmente implementada por (DE DONKER,
DEEPAKRAJ e MUSTANSIR, 1991) e possui o mesmo principio o funcionamento da máquina síncrona
(FILHO, 2015). A técnica de phase-shift é basicamente criar uma tensão com forma de onda
quadrada simétrica em cada ponte (primária e secundária) e defasá-las, a fim de obter-se, uma
diferença de potencial na indutância de dispersão do transformador. O controle do ângulo de
defasamento controla a quantidade de energia a ser processada e entregue a fonte receptora assim
como o direcionamento desta, garantindo assim a bidirecionalidade do conversor. No trabalho
desenvolvido por (FILHO, 2015), o autor utiliza a técnica de dual-phase-shift, que consiste em criar
dois defasamentos: o primeiro em relação ao lado primário e secundário do transformador e o

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segundo em relação aos braços monofásicos primários. Segundo o autor, esta técnica garante maior
robustez à utilização do núcleo do transformador. Entretanto, para o desenvolvimento da topologia
proposta deste trabalho, o controle do fluxo de potência se dará apenas pelo single-phase-shift ou
simplesmente phase-shift (PS).

Figura 17 - Conversor proposto e local onde ocorre phase-shift

Fonte: Próprio autor

O comando das chaves dos interruptores de um mesmo braço possuem comandos


complementares, ou seja, um é acionado de cada vez. Essa técnica é utilizada a fim de evitar que
em um mesmo braço, as duas chaves estejam acionadas, criando assim um curto-circuito. Na
prática, utiliza-se um “tempo morto” entre o acionamento das chaves de um mesmo braço,
evitando assim o inconveniente do curto de braço. As pontes H no primário assim como as meias
pontes do inversor do secundário são acionadas defasadas de 120° entre si.

A fim de facilitar o entendimento, a Figura 18 mostra os comandos dos interruptores do conversor


para uma razão cíclica D de 50%. Mantendo fixa a comutação das pontes primárias e ajustando o
phase-shift a partir do deslocamento das fases da ponte secundária em relação a primária, obtêm-
se então os sinais de comando para todas as chaves do conversor para um duty cycle de 50%.
Observa-se portanto, que tanto na ponte primária quanto na secundária, as chaves que
correspondem à um mesmo braço possuem comandos complementares. Os acionamentos das três
pontes H no primário como as meias pontes no secundário possuem defasamentos de 120°.

A variação da razão cíclica D é utilizada apenas para os interruptores da ponte primária, dessa
forma o controle pode ser considerado mais simples quando comparado com o ajuste desta para
todos os interruptores. No secundário a ponte trifásica funciona com duty cycle fixo em 50% e
comporta-se como as pontes utilizadas em (DE DONKER, DEEPAKRAJ e MUSTANSIR, 1991).

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Figura 18 – Comando dos interruptores para um phase-shift φ e uma razão cíclica de 50%

Fonte: Próprio autor

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3.3.3 Ganho estático

Os conversores CC-CC possuem como principal característica realizar o processamento da energia


elétrica com o objetivo de elevar ou reduzir a tensão CC a partir de uma fonte de energia CC. Um
dos parâmetros de projeto mais importantes é o ganho estático d do conversor. Para cada topologia
de conversor deve ser realizada uma análise qualitativa e quantitativa da configuração de
elementos passivos e ativos a fim de encontrar uma expressão matemática que modele a saída de
tensão do conversor a partir dos parâmetros de entrada do projeto. Assim, dado um conversor com
tensão de entrada Vin e tensão de saída Vout ,possui um ganho estático definido por:

Vout
d (6)
Vin

Para a estrutura do conversor proposta neste trabalho, duas etapas são estudadas para a
modelagem do ganho estático do conversor: A primeira análise se dará pelo estudo do ganho de
tensão entre a fonte Vi e atenção Vg no capacitor de grampeamento Cg. Em seguida, estuda-se o
comportamento da estrutura a fim de determinar o ganho estático entre a tensão de saída do
conversor e a tensão no barramento primário representado pelo capacitor grampeador.

Na estrutura em estudo, utilizam-se indutores DC em série com a fonte de tensão de entrada para
fornecer à topologia a característica de fonte de corrente devido á propriedade que os indutores
possuem em resistir a variação a corrente. No entanto, quando analisa-se o ganho estático do
conversor, essa configuração de entrada apresenta um ganho equivalente ao conversor boost entre
o a tensão do capacitor de grampeamento e a tensão Vi (WANG e LI, 2012), no entanto a duty cycle
do conversor proposto apresenta-se como o complemento do duty cycle do conversor boost. Logo
tem-se:

Vg 1
 (7)
Vi D

O capacitor de grampeamento, que possui como uma de suas principais funções absorver energia
(grampear corrente dos interruptores), funciona como um “barramento” de tensão no primário do
conversor. O ganho do conversor então pode ser maximizado apenas pela configuração dos
componentes de entrada da topologia, significando assim uma vantagem no que se diz a otimizar a
função do transformador quanto a regulação de tensão entre as pontes primária e secundária do
conversor.

Segundo (FILHO, 2015), e já previamente citado em 3.2.3 e 3.2.4, o transformador de alta


frequência está conectando as pontes numa configuração delta aberto/estrela e esta possui como
característica apresentar naturalmente o dobro de ganho nos terminais do transformador além do
ganho de tensão relativo ao número espiras de seus enrolamentos. No primário, a tensão nos

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terminais monofásicos do transformador é definida pela tensão no barramento capacitivo Vg e


pelo chaveamento dos interruptores, enquanto que no secundário a tensão de saída polariza os
terminais do transformador. Dessa forma, obtém-se o ganho relativo à tensão de saída e a tensão
no capacitor de grampeamento:
Vo
d (8)
2 NVg
Onde:
Vg : Tensão no capacitor de grampeamento (V)
d : ganho estático do conversor;
N : Relação de espiras do transformador
O ganho estático de um conversor foi definido pela equação (6), onde este é a relação entre a
tensão de entrada e saída do conversor. Entretanto, para simplificação de análise e cálculos futuros,
foi definido para o estudo da topologia proposta que o ganho estático se daria entra a tensão de
saída e tensão no capacitor de grampeamento como apresentada na equação (8).

3.3.4 Indutores DC

O dimensionamento dos indutores DC está intimamente ligado a que tipo de fonte de energia usa-
se em série com estes na entrada do conversor. Dependendo da aplicação, os esforços relacionados
picos de corrente na fonte pode ser uma grande desvantagem, tendo em vista que estas diminuem
a vida útil do componente. É o caso das baterias, fontes de armazenamento que podem ser
utilizadas com o conversor proposto para aplicações que envolvam a conexão destas com uma rede
de distribuição CC.

Um dos parâmetros que devem ser analisados para o dimensionamento desses indutores é a
corrente média. Como apresentado na Figura 16, a fonte de tensão de entrada está conectada a
seis indutores DC. Dessa forma a corrente média em cada indutor é 1/6 da corrente média drenada
pela fonte Vi . Assim temos:

1
I DC  Iin (9)
6
Pela teoria dos circuitos, sabe-se que a corrente na fonte I in pode ser representada pela razão
entre a potência da fonte P e a sua tensão da Vi . Logo tem-se:
1 P
I DC  . (10)
6 Vi
Onde:
I DC : Corrente média no indutor DC (A)
P : Potência da fonte (W)

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Uma das características do conversor proposto é que este, devido ao acoplamento de indutores em
série com a entrada, evita picos elevados de corrente. Dessa forma, a partir do valor da indutância
DC pode-se determinar o ripple de corrente (amplitude entre a mínima e a máxima corrente) e vice-
versa. O ripple é um número adimensional que geralmente é apresentado como a porcentagem do
valor médio que é aceito como amplitude.

I DC  ripple.I DC (11)

Onde:

I DC : ripple de corrente (A)


ripple: (%)
Pela teoria de circuitos sabe-se que:

di
V L (12)
dt
Assim, temos:

I
VLDC  LDC (13)
T
A partir da equação (7), pode-se representar Vi em função da tensão do capacitor de

grampeamento. A variável I representa a variação de corrente na indutância, logo esta


representa o ripple de corrente I DC . O T representa o intervalo de tempo de carregamento da

indutância, logo pela observação da Figura 19 e Figura 20, nota-se que a indutância DC carrega-se
em um intervalo (1  D)Ts . Substituindo essas considerações em (13):

I DC
Vi  LDC
Ts
ripple.I DC f s
Vg D  LDC (14)
1  D 
Substituindo (11) em (14) tem-se:
Vg D 1  D 
LDC  (15)
ripple.I DC . f s
Onde:
LDC : Indutância DC (H)

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3.3.5 Etapas de operação (formas de onda ideais)

As diferentes configurações topológicas de um conversor CC-CC dão-se a partir da comutação dos


interruptores. O comando dos interruptores, apresentados na figura 18, conecta de diferentes
formas os elementos passivos do conversor. Cada uma dessas configurações pode ser analisada
pelas formas de onda de variáveis de interesse do projetista, e assim cada etapa de operação é
definida.

3.3.5.1 Formas de onda ideais para Duty Cycle em 50%

Em uma primeira análise, apenas a variação do phase-shift será considerada e a manutenção do


duty cycle é fixada em 50%. Assim têm-se dois conjuntos de formas de onda: um conjunto para
  60 e outro para 60    120 . A idealização das formas de onda do conversor passa pela
simplificação de alguns parâmetros, como por exemplo: considera-se a capacitância do capacitor de
grampeamento grande o suficiente para a aproximação de uma fonte de tensão; Considera-se a
indutância de magnetização de transformador grande o suficiente para admitir que toda a potência
seja transferida pela sua indutância de dispersão; A ausência de tempo morto não provoca curto de
braço.
Figura 19 – Forma de onda ideal para   60

Fonte: Próprio autor

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Nas Figuras 19 e 20, v p e v 's são as tensões nos terminais da indutância de dispersão Ls . Em
ambas as imagens, mostram-se o comportamento de carregamento dos indutores DC assim como a
forma de onda da corrente na indutância de dispersão do Trafo. Comparando a forma de onda da
corrente na indutância de dispersão, observa-se que estas possuem formas diferentes. Isto ocorre
devido ao crescimento de PS, tendo como um limite entre uma forma onda e outra em PS igual a
60°.

Figura 20 – Forma de onda ideal para 60    120

Fonte: Próprio autor

3.3.5.2 Formas de onda ideais (variação de D e  )

No item anterior, as formas de ondas derivaram-se apenas pela variação de  e manutenção de D


em 50%. Neste tópico, discute-se as formas de onda obtidas quando ambas as variáveis (D e  ) são
consideradas. Segundo potência (WANG e LI, 2012), que apresenta um conversor alimentado em
corrente, o rendimento do conversor apresenta-se de forma interessante quando 1/ 3  D  2 / 3
e 0    120 . Segundo o autor, o conversor operando fora dessa região apresenta consideráveis

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perdas no transformador, e dessa forma, a análise das formas de onda para o conversor proposto
dar-se dentro da região citada anteriormente. Assim, a Figura 21 mostra no plano cartesiano a
região de análise para o conversor.

Figura 21 – Regiões de operação do conversor proposto

Fonte: Próprio autor

Pela Figura 21, observa-se que dentro da região de análise há divisões em regiões menores. Essas
regiões destacadas representam as formas de ondas da corrente na indutância de dispersão
encontradas para um par ordenado (D,  ) de operação. Isso significa que para cada região
mostrada, há uma forma de onda particular, e sua análise deve ser individualizada a fim de
determinar as equações de potência do conversor para cada região (serão discutidas em tópicos
posteriores).

Figura 22 – Formas de onda no ponto central do primeiro braço em relação ao ponto central do barramento
capacitivo ( v1 ), segundo braço em relação ao ponto central do barramento capacitivo ( v1b ) e tensão no
primário do transformador ( v p ). (Para D  0,5 )

Fonte: Próprio autor

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Figura 23 – Formas de onda no ponto central do primeiro braço em relação ao ponto central do barramento
capacitivo ( v1 ), segundo braço em relação ao ponto central do barramento capacitivo ( v1b ) e tensão no

primário do transformador ( v p ). (Para D  0,5 )

Fonte: Próprio autor

As Figuras 22 e 23 mostram o comportamento das tensões nos braços e no primário do


transformador quando D é variado. Observa-se inicialmente que em ambas a tensão no primário do
transformador apresenta um nível de tensão nula, que é originário de tensões equivalentes nos
braços da ponte H em relação ao ponto central do barramento capacitivo. Apesar da forma de onda
da tensão no primário visualmente ser a mesma em ambas as condições, matematicamente as
mesmas apresentam-se diferentes, tendo em vista por exemplo que os intervalos de nível de tensão
nulo não iniciam no mesmo instante.

Figura 24 – Formas de onda para a região II

Fonte: Próprio autor

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A apresentação de todas as formas de ondas para cada região destacada anteriormente torna-se
um processo cansativo para a apresentação, assim, a fim de otimizar esta, apenas uma região é
analisada, tendo em vista que todas ao outras sete apresentam as mesmas características,
mudando apenas sua forma. A Figura 24 mostra as formas de onda principais referentes à região 2,
que por sua vez possui D  0,5 e PS abaixo da reta que separa as regiões I e II. Observa-se que
esta apresenta 9 etapas de operação em vez de 6 (para D  0,5 ).

3.3.6 Análise do modelo real

A partir da análise da bibliografia deste trabalho, observa-se que a metodologia mais usual no que
se refere à análise do fluxo de potência e a caracterização da comutação dos interruptores em
conversores isolados bidirecionais consistem em modelar matematicamente a equação da corrente
e tensão na indutância de dispersão do transformador para cada etapa de operação do conversor.
Dessa forma, encontra-se a equação de potência em função da razão cíclica e do phase-shift. Assim,
neste tópico, realiza-se a análise matemática pelo modelo real do conversor e a partir deste,
determina-se as equações de potência para as 8 regiões em estudo.

3.3.6.1 Fluxo de potência

Como discutido em tópicos anteriores, a indutância de dispersão do transformador é a responsável


pela transferência de energia. Dessa forma, a análise do fluxo de potência do conversor é realizada
a partir de suas formas de onda (tensão e corrente). A potência média processada do conversor em
regime permanente é obtida através da integração da potência instantânea p   em um período
de chaveamento. Como o transformador trifásico possui três indutâncias de dispersão, a potência
total média do conversor será o triplo da energia processada por uma ramificação monofásica.
2
3
P
2  p   d
0

2
3
P
2  v  .i
0
Ls Ls d (16)

Devido à simetria das formas de onda da corrente e da tensão, uma análise pode ser realizada a
partir de apenas metade do período de comutação.

3
P
  v  .i
0
Ls Ls d (17)

A modelagem da equação de corrente é usualmente realizada através da equação (18), assim


através da queda de tensão na indutância de dispersão e da reatância indutiva X Ls desta, pode-se

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determinar a equação de corrente para cada intervalo.

 v  v 's 
iLs   p    i   i i  (18)
 X Ls 

Assim como feito com a análise das formas de onda, apresenta-se a análise do fluxo de potência do
conversor em apenas em uma região, tendo em vista que o procedimento é o mesmo realizado
para determinação da equação de potência das regiões restantes. Assim, a apresenta-se a análise
da região 2. Na equação (19a) apresenta-se as equações de corrente para cada etapa de operação,
no entanto, sem as correntes iniciais. A equação (19b) representa os intervalos de operação.

  v p  v 's 
     0   i ( 0 ),  0    1
  X Ls 
 v  v'   0  0
 p    1   i (1 ), 1     2
s
  
  X Ls   1
 
 v p  v ' s   2
    2   i ( 2 ),  2    3  2    2 D  
 X   3
 Ls 

 v  v '  
3 
 p    3   i (3 ), 3     4
s
 3
 X Ls   
  4   
 v  v 's 
    4   i ( 4 ), a b
3
iLs   p  4    5 
 X Ls      2 D  1 
 v  v '   5  
 3
 p    5   i (5 ), 5     6 
s

 X Ls    2
  6 3
 v p  v 's  
 X     6   i ( 6 ), 6    7  7    2
 Ls   3
 v  v '    2 D
 p     7   i ( 7 ),  7    8  8
s

 X Ls  9   (19)

  v p  v 's      i ( ),
 X  8 8 8     9
 Ls 

Pela teoria de circuitos sabe-se que a reatância indutiva é o produto da indutância pela frequência
angular do sinal. No primário, como visto na Figura 22 e 23, a tensão pode assumir três valores:
Vg , 0 e Vg . Logo a partir apenas da análise da forma de onda, pode-se determinar v p . No
secundário, no entanto, a análise não é tão simples como no primário. Neste o nível de tensão
assume diversos níveis, como pode ser observado na Figura 24, que podem ser determinados

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fazendo simplificações do circuito para cada etapa de operação. Assim, substituindo os valores de
tensão no primário, secundário refletido para o primário e a reatância indutiva na equação (19a)
temos as seguintes expressões:

 1 Vg (3  d )

 Ls 0
i      , 0    1
 3  Ls
 Vg (1  d )
iLs 1     1  , 1     2
  Ls
 V (3  2d )
iL  2   1 g    2  ,  2    3
 s 3  Ls

i    1 Vg (3  d )     ,     
 Ls 3 3  Ls 3 3 4


 V (1  d )
iLs    iLs  4   g    4  ,  4    5
  Ls
 1 V (3  4d )
iLs 5   g   5  , 5    6
 3  Ls

i    1 Vg (3  5d )     ,     
 Ls 6 3  Ls 6 6 7


i   Vg (1  d )    ,     
 Ls  7   Ls
 7 7 8


 2 Vg (d )

 Ls 8
i      8  , 8    9
 3  Ls (20)

A determinação das correntes iniciais é realizada a partir de uma condição de simetria. Ao observar
a Figura 24, nota-se que a corrente em  0 é o inverso de 9 . Esta condição também é observada
em todas as outras regiões. Assim determina-se a seguinte condição de simetria.

i  0   i   (21)

Aplicando a equação (21) em (20) e fazendo manipulações matemáticas, podem-se determinar as


equações de corrente iniciais. Assim temos:

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 Vg
iLs  0    d  3 D  2 d   Dd 
 3 Ls
 Vg
iLs 1    3  3 D   d   d   Dd 
 3 Ls
 V
iL  2   g  3 D  2  3 d  2 d  5 Dd 
 s
3 Ls

i    Vg   3 D   d  2 d   Dd 
 Ls 3 3 Ls

 Vg
iLs  4     3  3 D   d   d   Dd 
 3 Ls
 V
iLs 5   g  3 D    3 d  4 d  7 Dd 
 3 Ls

i    Vg  2  3 D   d  4 d   Dd 
 Ls 6 3 Ls

i   Vg 2  3  3 D   d   d   Dd
 Ls  7  3 L  
 s

 Vg
iLs 8    3 D   d  2 d  5 Dd 
 3 Ls (22)

Como citado anteriormente, aplicou-se essa metodologia em cada região de operação do conversor
a fim de determinar as equações de corrente e tensão na indutância de dispersão do conversor.
Assim, dispondo destas, aplicam-se na equação (17) para determinação das equações de potência
do conversor. Essas equações são importantíssimas na análise do conversor, tendo em vista que
estas modelam o comportamento do fluxo de potência do conversor assim como servem de base
para a análise do comportamento da comutação suave, item que será discutido posteriormente.

A partir das equações de potência apresentadas pela equação (23), nota-se que o comportamento
do fluxo de potência está definido em função principalmente do ângulo de deslocamento entre as
tensão no primário e secundário do transformador de alta frequência (phase-shift) e da razão
cíclica. O controle da razão cíclica influência na tensão no barramento capacitivo, e este por sua vez
influencia no controle do ganho d que também é uma variável importante principalmente quando
trata-se do comportamento da comutação suave.

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 2Vg 2 d  3 2   
  4 D  4 D 2
 2 D     , (I)
  Ls  2 3 18 
 2V 2 d
 g  2 D  2 D 2  2 D        , (II)
2

  Ls  3  3 6 
 2
 2Vg d  2 D  2   
 L  2 D  2 D 2
     , (III)
 s  3  3 6
 2V 2 d  10 D 7 7 
 g  2 D 2  2 D     , (IV)
  Ls  3 3 6 
P  , D    2
 2Vg d  2 2  
 L  4 D  4 D 2
 2 D    , (V)
s   9

 2Vg 2 d  2 D 3 2 2  
  2 D  2 D 2
     , (VI)
  Ls  3 2 3 9
 2
 2Vg d  2 D  2 D 2  4 D  3      , (VII)
2

  Ls   
3 2 3 18 
 2
 2Vg d  2 2  
  4 D  4 D 2
 2 D    , (VIII)
  Ls   9
(23)

A partir das expressões obtidas em (23), plotou-se o gráfico de potência do conversor. A potência
de base utilizada é definida para P(90,0.5) , tendo em vista que neste ponto, o conversor opera
com a máxima transferência de potência. A determinação da potência de base do conversor
consiste em substituir na equação de potência na qual o ponto  90,0.5  pertence, no caso seria
nas regiões 5 e 8. Esta por sua vez é de interesse para a plotagem do gráfico da potência do
conversor em p.u. Assim substituindo o ponto de máxima potência na equação de potência da
região 5 temos:

28 Vi 2
Pbase (90,0.5)  (24)
9 Ls

Fazendo a divisão de cada equação de potência pela expressão representada pela equação (24)
tem-se as equações que modelam a potência do conversor em p.u de acordo com a equação (25).
Logo temos:

P
P  p.u   (25)
Pbase

Substituindo (23) e (24) em (25) temos:

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 9d  3 2   
  4 D  4 D 2
 2 D     , (I)
14 D 2 3 18 
2

 9d  2 D  2   
  2 D  2 D 
2
  
 3 6 
, (II)
14 D 2  3

 9d  2 D  2   
    2
   
 3 6 
14 D 2 2 D 2 D , (III)
  3
 9d  10 D 7 7 
 2 D  2 D  3  3  6  , (IV)
2

14 D 
2

P  p.u   
 9d  2 2

 4 D  4 D  2 D    , (V)
2
14 D 2   9 (26)

 9d  2 D 3 2 2  
  2 D  2 D 2
     , (VI)
14 D 2 3 9
2
 3
 9d  4 D 3 2   
  2 D  2 D 
2
    , (VII)
14 D 2  3 2 3 18 

 9d  2 2  
14 D 2  4 D  4 D 2
 2 D    , (VIII)
   9

A partir então das expressões da potência em p.u representadas pela equação (26), pode-se apresentar o
gráfico da potência em p.u do conversor proposto.

Figura 25 – Curva de potência em p.u

(π/3, 1/3, 1.93)

(π/2, 1/2, 1.0)


P (p.u.)

φ (rad) D

Fonte: Próprio autor


P

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3.3.7 Análise da comutação

A caracterização da comutação dos interruptores é um fator importante quando trata-se das


topologias de conversores CC-CC isolados bidirecionais atualmente desenvolvidas. A busca da
comunidade científica em desenvolver conversores com maior potência e melhor eficiência fez-se
com que estudos voltados para a redução das perdas energéticas ganhasse destaque (SANTOS,
2011)e (PENG, LI, et al., 2004). Um dos pontos a levar-se em consideração em relação perdas
energéticas em conversores CC-CC é associado à comutação dos interruptores.

Neste sentido, pode-se caracterizar a comutação dos interruptores como dissipativa, ou seja, aquela
que por questões da natureza do chaveamento, dissipa energia. Ou ainda, como suave ou soft-
switching, esta por sua vez não dissipa energia. Em termos técnicos, pode-se dizer que a comutação
suave ocorre quando durante o período de chaveamento o produto entre tensão e corrente é nulo
(RASHID, 1999) e (MOHAN, 2014). Para que isso ocorra, o conversor deve funcionar de tal forma a
garantir que durante o ligamento do interruptor a corrente esteja em sentido inverso para que os
diodos antiparalelos possam conduzi-la, garantindo as condições ZVS (Zero Voltage Switching), e em
seu desligamento a corrente novamente inverta de sentido para que novamente os diodos possam
drenar a corrente.

Em (DE DONKER, DEEPAKRAJ e MUSTANSIR, 1991), o autor introduz o conceito em que o ganho
estático do conversor pode ser ajustado através das técnicas de controle para que o conversor
possa operar com comutação suave. A mesma técnica é abordada nos trabalhos de (WANG e LI,
2012),(FILHO, 2015),(SANTOS, 2011) e (PENG, LI, et al., 2004) e trata-se, através de modelagem
matemática, de definir as regiões de operação do conversor quanto ao phase-shift e ganho estático
de modo a garantir que algumas condições sejam satisfeitas.

A análise baseia-se em definir pontos na forma de onda das correntes do transformador e nos
indutores DC de forma a garantir as condições citadas nos parágrafos anteriores. Com isso,
constroem-se as denominadas curvas de bordas, ou seja, curvas que delimitam em um gráfico de
potência as regiões entre a comutação dissipativa e a comutação suave. Dessa forma pela análise
gráfica, definem-se as regiões ideais de operação do conversor para o mesmo funcionar com
comutação suave.

4. RESULTADOS ALCANÇADOS E DISCUSSÃO (incluir tabelas, gráficos, figuras etc., e caso haja artigos ou
outros produtos gerados, anexar cópia)

Os resultados que envolvem a topologia em estudo quanto ao dimensionamento dos componentes


e ao fluxo de potência se dão a partir da análise em ambiente de simulação. Utilizou-se o software
de simulação de circuitos Psim 9.0.3, assim como o software de modelagem matemática MathCad
15 para a modelagem do conversor. Inicialmente este capítulo começa com o memorial de cálculo
para o projeto do conversor e em seguida, apresenta-se as principais formas de onda assim como

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outros resultados referentes as simulações do projeto desenvolvido.

4.1 PROJETO DO CONVERSOR

Neste capítulo, utiliza-se das ferramentas computacionais como o MathCad 15 e o Psim 9.1 como
ferramentas para a validação de o modelo de conversor proposto neste trabalho. O circuito
simulado apresenta-se na Figura 26 e utilizou-se das seguintes especificações:

Tabela 01 – Especificações de Projeto

Tensão de entrada Vi 48 V
Tensão de grampeamento Vg 96 V
Tensão de saída Vo 380 V
Potência P 3,5 kW

Tabela 02 – Parâmetros assumidos


Phase-shift  30°
Frequência de chaveamento f s 20 kHz
Ripple de corrente na entrada I DC 380 V
Ganho estático d 1

4.1.1 Determinação da razão cíclica de projeto

Como visto no item 3.3 deste trabalho, o duty cycle pode ser determinado a partir da tensão de
entrada e da tensão de grampeamento desejada pelo projetista. Assim, através da equação (7)
temos:

Vg 1
  D  0,5
Vi D

Logo, para garantir que a tensão de grampeamento seja de 96V com uma tensão de entrada na
bateria de 48V deve-se utilizar de uma razão cíclica de 0,5.

4.1.2 Dimensionamento da relação de espiras

Segundo a equação (8), a relação de espiras pode ser determinada através da tensão de
grampeamento, tensão de saída e o ganho estático do conversor. Assim temos:

Vo
d  N  1,979
2 NVg

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4.1.3 Dimensionamento dos indutores DC

Seguindo a equação (10), inicialmente determina-se a corrente média drenada por cada indutor DC.

1 P
I DC  .  I DC  12,15 A
6 Vi

Assim, através da equação (15) pode-se determinar a indutância dos indutores DC. Logo:

Vg D 1  D 
LDC   LDC  1,98mH
ripple.I DC . f s

4.1.4 Dimensionamento da indutância de dispersão

O dimensionamento da indutância de dispersão é realizado com base na equação (23), logo como a
região de operação determinada nas premissas do projeto é  e D iguais à 30° e 0,5
respectivamente, a região de operação é 2 ou 3. Fazendo as devidas manipulações matemáticas e
substituindo as especificações de projeto tem-se:

2Vg 2 d  2 D  2   
P     2
     Ls  25, 6 H
 3 6 
2 D 2 D
 Ls  3

4.2 RESULTADOS DE SIMULAÇÃO

Os resultados da simulação do conversor dão pela topologia operando em regime permanente. As


formas de onda obtidas pelo simulador são uma forma de validar as considerações e modelagem
teóricas abordadas e desenvolvidas em 3.3.

4.2.1 Comutação

Figura 26 – Circuito de potência simulado

Fonte: Próprio autor

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Figura 27 – Circuito de comando simulado

Fonte: Próprio autor

Como apresentado o item 3.3 deste trabalho, a comutação dos interruptores é determinada da
seguinte forma: No primário as três pontes são defasadas de 120° e a chaves do mesmo braço são
acionadas complementarmente, sendo que apenas estas apresentam variação no tempo de
condução, ou seja, variação do Duty Cycle D .

Figura 28 – Sinais de comando simulados para os interruptores da ponte de entrada

Fonte: Próprio autor

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No secundário, as chaves são impostas a serem acionadas com o defasamento angular  =30° em
relação à ponte primária e manutenção de D em 50%. Assim as Figuras 28 e 29 mostram o
acionamento das chaves na ponte primárias e secundária respectivamente para D  0,5 .

Figura 29 – Sinais de comando simulados para os interruptores da ponte de saída

Fonte: Próprio autor

As principais formas de onda em relação ao funcionamento do conversor é mostrada na Figura 30.


Observa-se que há o defasamento entre as duas ondas quadradas v1 e v2 e que ambas possuem o
pico de tensão em metade de Vg e Vo respectivamente, como mostrado em modelos ideais no
item 3.3.

Observa-se que a onda de tensão v p não possui o nível zero, isso é esperado tendo em vista que
para o duty cycle em 0,5 os dois braços possuem ondas complementares, fazendo que não haja
cancelamento de tensão e consequentemente o nível nulo. Como esperado pela literatura, a onda
de tensão no secundário refletida para o primário possui níveis e estes juntamente com a tensão no
primário do transformador, provocam uma queda de tensão na indutância de disersão. Observa-se

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também que o descarregamento dos indutores DC ocorrem durante o ciclo de trabalho de um braço
ponte e o descarregamento quando o outro braço é acionado. Observou-se na tensão do
barramento capacitivo uma tensão de 95,3 V, bem próximo dos 96 V esperados.

Figura 30 – Formas de onda para PS=30° e D=0,5

Fonte: próprio autor

No secundário, a forma de onda é deformada apenas pela influência do phase-shift, tendo em vista
que os interruptores no secundário não variam a razão de trabalho. Dessa forma, todos os
intervalos de operação do conversor são de 30°. Isto fica evidenciado ao olhar a forma de onda da
corrente no secundário em cada fase do transformador. Observa-se, através da Figura 31 o

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defasamento entre estas de 120°, como previsto pela literatura e o caráter alternado de saída.

Figura 31 – Formas de onda para corrente no secundário

Fonte: Próprio autor

Nos indutores DC, a corrente média encontrada foi de 11,6 A, este resultado apresentou-se bem
próximo dos 12,15 A teóricos, e o ripple de corrente verificado foi de 4,4%, ou seja, menor do que
os 5% de ripple especificados no projeto do conversor.

Figura 32 – Formas de onda para corrente em um indutor DC

Fonte: Próprio autor

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A potência no conversor também foi verificada. Pelas simulações observou-se que a potência
processada pelo conversor foi de 3,4kW, apresentando apenas 2,8% de erro quando comparado
com a potência de projeto.

Figura 33 – Formas de onda para a potência processada

Fonte: Próprio autor

A fim de validar ainda o modelo, outros valores de phase-shift assim como o de duty cycle foram testados em
simulação para verificação do modelo teórico desenvolvido em 3.3. Assim verificou-se as formas de onda
produzidas pela variação das variáveis citadas logo acima. Quando o Duty Cycle é variado o acionamento
das chaves do lado primário é alterado. A figura 30 e 31 apresentam o comportamento da tensão
verificado de cada braço para o ponto central do barramento capacitivo quando D  0,5 e
D  0,5 respectivamente.
Figura 30 – Tensão de v1 , v1b e v p para D  0,45

Fonte: Próprio autor

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Figura 31 – Tensão de v1 , v1b e v p para D  0,55

Fonte: Próprio autor

Verifica-se, portanto, que a análise qualitativa quanto à caracterização da comutação dos


interruptores é validada pela simulação. Quando comparada com a imagem que representa o
comportamento ideal (Figuras 22 e 23), observa-se que os resultados mostram-se totalmente fiéis
ao comportamento descrito quanto ao acionamento dos interruptores e a influência nestes quando
há variação da razão cíclica.
Figura 32 – Comparação entre resultados de simulação com o teórico para o conversor proposto

Fonte: Próprio autor

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Após a verificação relacionada ao comportamento dos acionamentos dos interruptores e as formas


de ondas do conversor, verificou-se o comportamento da potência deste quando o phase-shift e
duty cycle são variados. Para isso, fez-se uma série de simulações para D  0,45 , D  0,5 e
D  0,55 . Desta forma verificou-se através de curvas de potência teóricas o comportamento do
conversor operando em função do ângulo de defasagem entre as pontes. Assim a figura 32 faz uma
comparação entre os resultados obtidos em simulação com os obtidos pelo modelo teórico.

Observou-se, portanto que o maior erro verificado entre o modelo teórico e o obtido através de
simulação foi de 4%, o que na opinião do autor deste trabalho, valida o modelo proposto.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS UTILIZADAS (seguir Normas ABNT; ordem alfabética)

ANDERSEN, R. L. Conversores Push-Pull CC-CC trifásicos alimentados em corrente. Universidade


Federal de Santa Catarina. Florianópolis, p. 316. 2010.

BARBI, I. Eletrônica de Potência. 6ª. ed. Florianópolis: [s.n.], v. I, 2006.

BARBI, I. Eletrônica de potência: Projeto de fontes chaveadas. 3ª. ed. Florianópolis: [s.n.], 2014.

FILHO, H. M. D. O. Conversor estático de três estágios para carregamento de bateriasa partir de


sistemas eólicos. Universidade Federal do Ceará. Fortaleza, p. 129. 2010.

FILHO, H. M. D. O. Conversor CC-CC trifásico Isolado Bidirecional com comutação suave utilizando
dual phase-shift e razão cíclica variável. Universidade Federal do Ceará. Fortaleza. 2015.

HANJU, C. et al. A New BI-directional Three-phase Interleaved Isolated Converter with Active Clamp.
IEEE, 2009. 1766-1772.

JÚNIOR, S. A. N. Converssor CC-CC Bidirecional PWM ZVZCS com grampeamento ativo baseado em
célula de comutação de três estágio. Universidade do Estado de Santa Catarina. Joinville, p. 96.
2015.

MARTINS, D. C.; BARBI, I. Eletrônica de Potência: Conversores CC-CC Básicos não isolados. 2ª. ed.
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COORDENAÇÃO DE PESQUISA

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6. ATIVIDADES PLANEJADAS, MAS NÃO EXECUTADAS (justificar)

O desenvolvimento experimental não pode ser realizado. A modelagem do conversor é baseada em


muitas técnicas e para o seu pleno aprendizado foi necessário dedicar um considerável tempo nas
revisões da literatura. Após isso análise e modelagem do conversor foi obtida com bastante
trabalho, demandando à isto tempo. Dessa forma, não houve tempo hábil para o desenvolvimento
experimental do conversor proposto até a data final da bolsa. Fica o compromisso do bolsista, assim
como o de seu orientador, de através de uma bolsa CNPq recém aprovada, terminar o estudo e
desenvolvimento do conversor proposto nesta bolsa de pesquisa.

7. DIFICULDADES ENCONTRADAS NA EXECUÇÃO DA PESQUISA

7.1 Inicialmente a linguagem específica da eletrônica de potência usada na literatura.

7.2 A grande interdisciplinaridade do tema, onde envolve disciplinas como circuitos elétricos,
eletrônica digital, eletrônica analógica, cálculo diferencial integral, ensaios em ambiente de
simulação e programação e etc, fez-se com que dedicasse um considerável tempo em revisões
bibliográficas.

7.3 Bibliografia específica basicamente encontrada em outro idioma.

7.4 Conciliar as atividades da bolsa com as atividades acadêmicas.

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8. PARTICIPAÇÕES EM EVENTOS CIENTÍFICOS NO PERÍODO (anexar comprovantes)

Nome do evento Data Apresentação de trabalho

COBEP 2017 – Brazilian Power Electronics 19 – 22 de (X)Sim ( )Não


Conference novembro
de 2017
( )Sim ( )Não

OBS: O congresso ainda está para acontecer, no entanto, o artigo submetido foi aceito pela
organização do evento. Planeja-se, pelos autores e co-autores que o mesmo seja apresentado no
evento na data especificada. O COBEP é o maior e mais importante encontro de pesquisadores em
eletrônica de potência do Brasil. Aborda temas como : tecnologias renováveis de energia,
processamento de energia elétricas, qualidade de energia, máquinas e acionamentos, conversores
CC-CC... A conferência está em sua 14ª edição, e acontecerá este ano em Juiz de Fora – MG. A
organização do evento é formada pela UFJF – Universidade Federal de Juíz de Fora e o SOBRAEP –
Sociedade Brasielira de Eletrônica de Potência. Além da participação do corpo técnico presente como
os do IEEE – Institute of Electrical and Electronic Engineers.

9. AUTOAVALIAÇÃO DO BOLSISTA SOBRE O SEU DESEMPENHO NAS ATIVIDADES PREVISTAS NO PLANO DE


TRABALHO

Desenvolvi durante todo o ano como bolsista uma série de habilidades, desde os conhecimentos
relacionados ao tema relacionados à bibliografia da área da pesquisa, como a de utilizar
ferramentas computacionais e de simulação. Desenvolvimento do senso crítico em relação à
pesquisa bibliográfica, análise de resultados, técnicas e metodologias de pesquisa. Desde o início
acompanhei cada passo do desenvolvimento da pesquisa, fui na minha concepção proativo, busquei
sempre tirar as dúvidas e realizar as atividades propostas pelo orientador.

10. PARECER DO ORIENTADOR SOBRE O DESEMPENHO DO BOLSISTA (quanto ao desempenho acadêmico,


anexar histórico escolar atualizado)

O bolsista desempenhou as atividades planejadas e solicitadas de forma proativa e com zelo.


Portanto, contribuiu de maneira significativa com a pesquisa proposta. Além disso, foi capaz de
conciliar as atividades discentes, obtendo elevado êxito nas disciplinas cursadas e integralizadas
durante o período de execução da bolsa. Por fim, é importante salientar que o bolsista adquiriu
uma base sólida em iniciação científica relacionada ao processamento eletrônico de energia
elétrica.

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Local/Data

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Assinatura do Orientador Assinatura do Bolsista

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