Você está na página 1de 9

RESOLUÇÃO QUESTÕES COMENTADAS

IMPERMEABILIZAÇÃO:

01 – CESPE – 2018 – STM:


No que se refere a projetos de obras civis, inclusive os arquitetônicos e estruturais
(concreto, aço e madeira), julgue o item.
Será dispensável a apresentação de projeto específico para fins de impermeabilização
nos casos em que os profissionais responsáveis forem comprovadamente competentes
para estabelecer os locais da obra que deverão ser impermeabilizados.
ITEM: ERRADO.
RESOLUÇÃO:
Segundo Bauer, com frequência, a impermeabilização não é analisada com a devida
importância, como consequência inúmeras patologias aparecem posteriormente na
edificação diminuindo assim sua vida útil e o seu desempenho. O custo de um projeto de
impermeabilização é estimado em 1% a 3% do custo total de uma obra. Quando esse
aspecto é negligenciado poderão gerar custos de reimpermeabilização que superam 5% a
10% do custo da obra. Devido a isso, entre outros fatores, o projeto de impermeabilização
deve fazer parte integrante dos projetos de uma edificação. A mesma, necessita ser
estudada e compatibilizada com todos os componentes de uma construção, de forma a
não sofrer nem ocasionar interferências. Por exigência da NBR 9575, o projeto de
impermeabilização deve ser parte integrante dos projetos complementares de uma
edificação.

Referência bibliográfica: Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e Engenharia dos


Materiais. Volume 2. Artigo: Sistemas de impermeabilização e isolamento térmico. E.Bauer,
P.H.C, Vasconcelos e J.E.Granato.

02 – CESPE – 2018 – TREBA:


A respeito de impermeabilização em obras da construção civil, julgue os itens a seguir.
I Nas coberturas, a camada impermeabilizante deve se estender verticalmente nos
rodapés e, para uma impermeabilização eficaz, é suficiente que a extensão vertical
tenha uma altura de 5 cm acima do piso acabado. ITEM: ERRADO.
II A manta de butil é um tipo de solução que pode ser empregada para a
impermeabilização de coberturas de concreto.
III Estruturas que serão impermeabilizadas com argamassa rígida devem ser
preparadas de modo a ficarem perfeitamente lisas.
IV As juntas de retração térmica devem ser preenchidas com mastiques plásticos ou
elásticos, principalmente nos encontros dos paramentos verticais, para evitar o
puncionamento da impermeabilização.
Estão certos apenas os itens:
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

RESOLUÇÃO:
ITEM 1 – A impermeabilização deve ser arrematada nos rodapés, no mínimo 20 cm
acima do nível do piso acabado.

ITEM 2 – A manta de Butil e EPDM – é um copolímero de Isobutileno Isopropeno (butil)


(NBR 9229) e etileno-propileno-dienomonômero (EPDM) (NBR 11797) – são
elastômeros sintéticos de ótima elasticidade, resistência à fadiga e impermeabilidade a
água e gases. São mantas pré-fabricadas. São produzidas com espessura entre 0,8mm e
1,2mm, o que a torna suscetíveis a perfurações. São membranas utilizadas em
impermeabilizações para telhados e/ou outros.

ITEM 3 –Devido ao seu mecanismo de ação, necessitam de um substrato muito bem


preparado, no qual não podem ser encontrados, nichos e falhas de concretagem, fissuras,
buracos de tensores, passagem de canos mal fixados, entre outras falhas. Observe que o
substrato deve apresentar porosidade!!!! Inclusive elas devem ser aplicadas em sucessivas
camadas, intercaladas com um chapisco sem aditivo polimérico.

ITEM 4 – As proteções mecânicas, bem como os pisos posteriores, devem possuir juntas
de retração e trabalho térmico preenchidos com materiais deformáveis, principalmente no
encontro de diferentes planos.

Referência bibliográfica: Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e


Engenharia dos Materiais. Volume 2. Artigo: Sistemas de impermeabilização e
isolamento térmico. E.Bauer, P.H.C, Vasconcelos e J.E.Granato.
03 – CESPE – 2015 – MEC:
A respeito de esquadrias, impermeabilização e isolamento térmico, julgue o próximo
item.
A argamassa rígida é, em condições normais de utilização, exemplo de sistema de
impermeabilização de pequena longevidade.
ITEM: ERRADO.

04 – CESPE – 2013 – MPOG:


Utilizado com o objetivo de proteger áreas contra variações térmicas, grandes
vibrações e exposição solar, o sistema de impermeabilização rígido compõe-se de um
conjunto de materiais aplicáveis nas partes construtivas sujeitas à fissuração, tais
como lajes, espelhos de água e calhas de grandes dimensões.
ITEM: ERRADO

RESOLUÇÃO:
Os sistemas de impermeabilização podem ser classificados com base na flexibilidade em
rígidos ou flexíveis. Um sistema de impermeabilização que não possui flexibilidade, é
denominado rígido. A não existência de deformações, a variação de temperatura e a
presença de água no substrato (como lençóis freáticos) podem provocar o seu
rompimento. É extremamente dependente de que não ocorram fissurações, um sistema
de baixo custo e pode apresentar problemas quando utilizados para finalidade errada ou
mal executados. Apresenta vida útil entre 0 e 25 anos. Já os sistemas flexíveis possuem
flexibilidade e capacidade de deformações suficientes para absorver as movimentações
das estruturas a serem impermeabilizadas, sem apresentar fissuras, rasgamentos e outras
falhas que possam comprometer seu desempenho. Existem diferenciações quanto ao grau
de flexibilidade: Alta flexibilidade (membranas de asfalto polimérico), média
flexibilidade( emulsões asfálticas poliméricas) e baixa flexibilidade (asfalto oxidado).

Referência bibliográfica: Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e


Engenharia dos Materiais. Volume 2. Artigo: Sistemas de impermeabilização e
isolamento térmico. E.Bauer, P.H.C, Vasconcelos e J.E.Granato.

05 – CESPE – 2015 – MEC:


A respeito de esquadrias, impermeabilização e isolamento térmico, julgue o próximo
item.
O poliestireno expandido (EPS), quando classificado de acordo com sua
condutibilidade térmica, é considerado um material condutor.
ITEM: ERRADO.
RESOLUÇÃO:
O processo de fabricação do EPS faz com que se tenha no resultado final um material
celular com grande número de poros que forma células fechadas, admitindo-se que mais
de 95% de seu volume seja ocupado por essas células. Resulta dessa característica sua
aplicabilidade para emprego como isolante térmico. Existem 7 tipos de EPS, classificados
de 1 a 7. Ao se aumentar a classe, aumentam a densidade e as resistências à compressão,
à flexão e ao cisalhamento. A condutividade térmica máxima é limitada em 0,0042W/mk
para o tipo 3; os tipos 4 a 7 possuem limites menores de condutividade (NBR 11752,
ABNT 2007

Referência bibliográfica: Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e


Engenharia dos Materiais. Volume 2. Artigo: Sistemas de impermeabilização e
isolamento térmico. E.Bauer, P.H.C, Vasconcelos e J.E.Granato.

06 – CESPE – 2015 – MEC:


A respeito de esquadrias, impermeabilização e isolamento térmico, julgue o próximo
item.
O acabamento superficial das esquadrias de alumínio pode ser em pintura ou
anodização.
ITEM: ERRADO.
RESOLUÇÃO:

A anodização é o processo mais tradicional no Brasil, visto que é utilizado em


processos produtivos desde os anos 60. A pintura é um tratamento mais recente,
integrado ao mercado há cerca de 20 anos, porém nos últimos anos tem ganhado
espaço no mercado, principalmente na construção civil, onde é estimado que 60% dos
produtos receba este tratamento. Seja com a pintura ou a anodização, o tratamento de
superfície é indispensável não só para embelezamento, mas para proteção das peças.
Visto que itens de alumínio sem tratamento, após algum tempo terão um aspecto
escuro, manchado.
Anodização
A pintura de peças de alumínio por anodização é feita através de um processo químico,
no qual os itens são submetidos a banhos à base de ácidos e uso de corrente elétrica,
que formam uma proteção transparente, isolante elétrica e resistente de óxido de
alumínio. Esta camada formada pela reação química do metal se integra ao alumínio
e torna-se permanente ao contrário da pintura que é apenas um depósito externo.
Com essa vantagem, este tipo de tratamento garante aos itens de alumínio resistência
a atritos acidentais e a oxidação, o que resulta em maior durabilidade das peças mesmo
expostas às intempéries, ao sol ou ao poder corrosivo das maresias.
Amplamente utilizada na construção civil, este tipo de tratamento apesar de existir em
diversos tons é encontrado principalmente na cor branca. Segundo profissionais da
área, a pintura em branco chega até a 85% dos casos, visto que essa combina com
tudo, o que facilita a harmonização com outros itens, além de ser mais prática.
Independentemente da cor da pintura escolhida, é importante que as peças recebam
um pré-tratamento para garantir maior aderência da tinta, evitando que está se solte
facilmente e cause desplacamentos precoces. Este é o maior problema de optar por
este tratamento em peças de alumínio, após longos períodos é comum que a camada
de tinta se descole, principalmente se o pré-tratamento não foi feito corretamente. O
que pode ser prejudicial no caso de esquadrias de alumínio com vidro, pois este podem
acabar sendo “descolados” após o desplacamento da tinta. Outra questão é que ao
optar pela pintura surge dúvida sobre se os itens são realmente fabricados com
alumínio, o que não acontece com peças anodizadas.

Referência bibliográfica: http://salesmetal.com.br/blog/anodizacao-ou-pintura-


qual-o-melhor-tratamento-para-itens-de-aluminio/

07 – CESPE – 2013 – FUB:


Julgue o seguinte, relativos a fissuras e mofo em paredes.
A falta de impermeabilização da fundação pode ocasionar a chamada umidade
ascendente do solo, que provoca o aparecimento de mofo na parte inferior das paredes
próxima ao piso.
ITEM: CERTO
RESOLUÇÃO:
As patologias denominadas “mofos de rodapé” são provenientes do efeito da umidade presente
no solo através da ascensão capilar nos materiais, sejam eles o concreto, os blocos utilizados na
execução das alvenarias ou as argamassas empregadas nos assentamentos, chapiscos ou rebocos
das paredes. Mais visíveis após atingirem a pintura e os acabamentos, causando mofo e bolhas,
são consequências dessa patologia o desconforto visual, danos à saúde das pessoas e a depreciação
das edificações, tanto estruturalmente quanto patrimonial. Esta situação ou manifestação
patológica aparece, ou se acentua, devido à falta ou ineficiência dos processos utilizados para a
realização das impermeabilizações das fundações, etapa fundamental no processo construtivo.

08 – CESPE – 2013 – MI:


Com relação à execução dos serviços de construção civil, julgue os itens seguintes.
A estanqueidade da impermeabilização com mantas asfálticas independe da
habilidade do aplicador.
ITEM: ERRADO
RESOLUÇÃO:
Por melhor que seja o material ou o sistema de impermeabilização, de nada adianta se o
mesmo for aplicado inadequadamente por pessoa ou empresa não habilitada na execução
da impermeabilização.

Deve-se sempre recorrer a equipes especializadas na aplicação dos materiais


impermeabilizantes. A empresa aplicadora deverá ter conhecimento do projeto de
impermeabilização, ser treinada e certificada pelo fabricante do material, possuir equipe
técnica e suporte financeiro compatível com o porte da obra, oferecer garantia dos
serviços executados e respeitar as respectivas Normas Brasileiras quanto ao processo de
execução da impermeabilização.

Referência bibliográfica: Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e


Engenharia dos Materiais. Volume 2. Artigo: Sistemas de impermeabilização e
isolamento térmico. E.Bauer, P.H.C, Vasconcelos e J.E.Granato.

09 – CESPE – 2013 – MPOG:

Julgue os itens subsecutivos, acerca dos materiais e da tecnologia


dos materiais de construção civil.
Em um sistema de impermeabilização, o estrato denominado camada berço tem a
função de absorver e dissipar os esforços estáticos ou dinâmicos atuantes sobre a
camada impermeável, de modo a protegê-la contra a ação deletéria desses esforços.

ITEM: ERRADO

RESOLUÇÃO:
Segundo a NBR 9575, item 3.21, a camada berço tem como função dar apoio e
proteção à camada impermeável contra agressões com origem no substrato. A
camada que absorve e dissipa impactos de origem mecânica (estática/dinâmica)
atuantes sobre a camada impermeável, de modo à protege-la contra a ação deletéria
desses esforços (item 3.20) denomina-se Camada de amortecimento.

Referência bibliográfica: NBR 9575/2010 – Impermeabilização (seleção e projeto).

10 – CESPE – 2013 – MPOG:


As mantas asfálticas, sistemas de impermeabilização pré-fabricados e flexíveis, cujos
acabamentos podem ser alumínio, polietileno, ardosiados, geotêxtil, podem ser
aplicadas em contato com o lençol freático e sob pressão de água no solo.
ITEM: ERRADO
RESOLUÇÃO:
A manta Asfáltica é um material impermeabilizante que consiste em “produto
impermeável, pré-fabricado, obtido por calandragem, extensão ou outros processos, com
características definidas” (NBR 9575). Existem de diversos tipos: PVC, EPDM, butil,
além das asfálticas. Locais de aplicação: “lajes externas, térreo, lajes de cobertura,
jardins, varandas descobertas, piscinas e espelhos d’água” (OLIVEIRA, 2015, p. 29 e
35).

Referência bibliográfica: NBR 9575/2010 – Impermeabilização (seleção e projeto).

11 – CESPE – 2012 – Câmara dos Deputados:


A argamassa impermeável com aditivo hidrófugo — um produto impermeável, pré-
fabricado, estruturado e obtido por meio de calandragem — pode ser aplicada em áreas
maiores, sujeitas a tráfego e grandes movimentações.
ITEM: ERRADO
RESOLUÇÃO:
Argamassas/ concretos com hidrófugos, atuam como impermeabilizantes ou se tornam
impermeáveis, a partir da incorporação de um aditivo. Às argamassas de cimento e areia,
que em reação com o hidróxido de cálcio do cimento, depositam compostos
impermeáveis hidrófugos na porosidade da sua microestrutura. Quando esses aditivos são
incorporados em argamassas utilizadas para rebocar e impermeabilizar elementos
construtivos, elas devem ser aplicadas em sucessivas camadas, intercaladas com um
chapisco sem aditivo polimérico. Por ser um sistema rígido, podem ser utilizados em
locais de pressão hidráulica bilateral. Como os aditivos são incorporados a concretos e
argamassas durante sua mistura, depositando-se em sua porosidade interna, é
extremamente dependente de que não ocorram fissuração, nem tampouco brocas e falhas
em sua estrutura interna, o que torna o seu uso muito limitado.

Referência bibliográfica: Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e


Engenharia dos Materiais. Volume 2. Artigo: Sistemas de impermeabilização e
isolamento térmico. E.Bauer, P.H.C, Vasconcelos e J.E.Granato.

12 – CESPE – 2012 – Câmara dos Deputados:


No serviço de impermeabilização com manta butílica, a proteção mecânica consiste
na regularização da base para colocação da manta, realizada normalmente com
argamassa de cimento e areia e com traço de 1: 3 em volume.
ITEM: ERRADO
RESOLUÇÃO:
A etapas de regularização da base e proteção mecânica, são diferentes. Por exemplo,
temos um caso de aplicação da recomposição da impermeabilização: regularização das
lajes e calhas com argamassa de cimento e areia, traço 1:3, com espessura mínima de 2,0
cm; aplicação de berço adesivo composto por três camadas de massa asfáltica, moldadas
no local, ref. Viaflex preto da Viapol; aplicação de manta butílica (polisobutileno
isopreno) com 1,2 mm de espessura; camada separadora com manta geotêxtil ou similar;
proteção térmica em placas de poliuretano com massa específica de 32 kg/m³ e 30mm de
espessura média; argamassa de proteção mecânica com cimento e areia, no traço 1:3, com
espessura mínima de 3,0 cm e estruturada com tela de arame galvanizado, malha de 1”,
fio nº 22 (Figura 7).
Referência bibliográfica: Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e
Engenharia dos Materiais. Volume 2. Artigo: Sistemas de impermeabilização e
isolamento térmico. E.Bauer, P.H.C, Vasconcelos e J.E.Granato.