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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DAS PROMOTORIAS DE


JUSTIÇA DE DEFESA DOS DIREITOS DAS PESSOAS
PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA E DOS IDOSOS - CAOPPDI

Manual de Atuação do Promotor de Justiça na


Defesa da Pessoa Idosa

SIMONE MONTEZ PINTO MONTEIRO


Coordenadora Estadual

Belo Horizonte
2004
- EQUIPE DE ELABORAÇÃO -

EQUIPE TÉCNICA
• Débora Vieira dos Santos – Digitadora
• Fábio Rocha de Oliveira– Estagiário de Direito
• Fernanda Chelotti Bicalho – Assessora Jurídica
• Ilda Sadi Maksud – Assessora Jurídica
• Sandra Fagundes Fernandino – Arquiteta

COORDENADORA
• Simone Montez Pinto Monteiro – Coordenadora Estadual do Centro de Apoio
Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos das Pessoas Portadoras
de Deficiência e Idosos - CAOPPDI e Promotora de Justiça da Promotoria de Justiça de
Defesa dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência e dos Idosos do Município
de Belo Horizonte.

FICHA CATALOGRÁFICA
Manual de Atuação do Promotor de Justiça na Defesa da
Pessoa Idosa
Autores: Simone Montez (et al.) – Belo Horizonte: Ministério
Público Estadual, 2002
1. Deficientes – Acessibilidade. 2. Cidadania. 3. Atuação Promotor
de Justiça - I. Monteiro, Simone – I. Ministério Público Estadual

É permitida a reprodução do texto no todo ou em partes.

Ministério Público do Estado de Minas Gerais


SUMÁRIO
1. Apresentação 4

2. Fiscalização das Instituições de Longa Permanência para Idosos 7

3. Roteiro de Fiscalização em Unidade de Atendimento a Idosos 9

4. Endereços das Diretorias Regionais de Saúde da Vigilância Sanitária Estadual 18

5. Portaria nº 810/89 do Ministério da Saúde utilizada nos Municípios onde não há norma
técnica 20

6. Norma Técnica Especial visando ao controle sanitário do funcionamento de instituições


de longa permanência no Município de Belo Horizonte 27

7. BPC - Benefício de Prestação Continuada 41

8. Modelos

8.1 Portaria inaugural do inquérito civil público 42

8.2 Notificação para exame dos documentos de instituição filantrópica 43

8.3 Notificação para exame dos documentos de instituição particular 45

8.4 Formulário para identificação da fonte de renda dos idosos institucionalizados 47

9. Termo de Ajustamento de Conduta

9.1 Objetivo: Reforma nas instalações das instituições asilares e garantia de segurança
dos idosos 49

9.2 Objetivo: Melhoria do atendimento aos idosos institucionalizados pela Prefeitura de


Belo Horizonte 51

10. Inicial de Ação Civil Pública – Idosos 56

11. Recomendação com a finalidade da não-exigência de acompanhantes como condição


de internação de idosos 60

12. Home-page do CAOPPDI 63


1. APRESENTAÇÃO

A preocupação com o idoso está cada vez mais presente em nossa sociedade, uma vez
que em todo o mundo o segmento populacional que mais cresce é o de pessoas com mais de
sessenta anos.

Segundo apuração preliminar da pesquisa do universo do Censo Demográfico de 1991,


divulgada no Anuário Estatístico do Brasil (IBGE, 1994), a população idosa brasileira, em
1991, tinha 4.903.468 homens e 5.772.041 mulheres, cuja soma é de aproximadamente 10,7
milhões, correspondendo a uma população de idosos maior que a população total de muitos
países europeus, inclusive Portugal, que em 1981 tinha uma população de 9,8 milhões de
habitantes, o que mostra a importância deste contingente populacional no Brasil.

Em 2000, o total de idosos alcançou o número de 14 milhões.

Dados estatísticos do Ministério da Previdência Social apontam que o país terá, no ano
de 2.025, uma população próxima de 34 milhões de pessoas acima de sessenta anos.

A alteração significativa na estrutura etária da população apresenta dois fatores


determinantes básicos, quais sejam, a queda da taxa de mortalidade e a redução da taxa de
fecundidade.

Outrossim, a Constituição Federal de 1988 determinou à família, à sociedade e ao


Estado “o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade,
defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida” (art. 230).

Como legislação infraconstitucional advieram as Leis Federais nº 8.742/93 e nº


8.842/94, dispondo, respectivamente, sobre a organização da Assistência Social e a Política
Nacional do Idoso.

Em recente conquista nacional foi promulgado o Estatuo do idoso – Lei Federal nº


10.741, de outubro de 2003, consolidando diversos direitos adquiridos pelos idosos.

Para que sejam tais normas efetivamente exigidas e aplicadas, torna-se necessário que
sejam conhecidas e que os cidadãos e autoridades absorvam o espírito constitucional,
fundado na dignidade da pessoa humana.
E a defesa de pessoas hipossuficientes, em condições de desigualdade e
desfavorecimento em face da maior parte da população, constitui-se em interesse social a ser
defendido pelo Ministério Público. É o caso do consumidor, da criança, do adolescente, da
pessoa portadora de deficiência e também do idoso.

A proteção dos idosos pelo Ministério Público visa assegurar e preservar seus direitos
sociais, como o direito à vida, à saúde, ao bem-estar, ao amparo, à cidadania, à liberdade, à
dignidade e à segurança, garantindo-lhes autonomia e participação efetiva na sociedade,
tanto na sua forma difusa quanto coletiva.

Cabe, pois, ao Ministério Público fiscalizar os asilos, também denominados instituições


de longa permanência, nos termos do art. 25 da Lei Federal nº 8.625/93, artigos 52 e 74,
inciso VIII, do Estatuto do Idoso, objetivando-se o respeito e a realização dos direitos dos
idosos, tendo em vista que o idoso institucionalizado, via de regra, encontra-se desassistido
de sua família.

Conforme dados coletados pela UFMG, a população geral do Município de Belo


Horizonte apresenta cerca de 2.000.000 pessoas, sendo certo que os idosos representam 9%
dessa população, ou seja, 180.000 idosos.

Desses idosos, apesar da demanda social existente, apenas 0,9% residem em instituições
de longa permanência, em face do número reduzido de vagas oferecidas na Capital.

Em mais de 2 anos de atuação ministerial na fiscalização das entidades asilares da


Capital, vivenciamos dois graves problemas: primeiramente, a inexistência de vagas
suficientes nos asilos para atender à demanda; em segundo lugar, a baixa qualidade do
atendimento oferecido aos idosos nessas instituições de longa permanência.

Nesse contexto, pensando em contribuir para a atuação conjunta dos Promotores de


Justiça de nosso Estado que trabalham na defesa dos direitos dos idosos, buscando medidas
que atenuem os problemas que envolvem o envelhecimento e a velhice e pretendendo a
ampliação do trabalho de fiscalização das entidades asilares para todo o Estado de Minas
Gerais, elaboramos o “Manual de Atuação do Promotor de Justiça na Defesa da Pessoa
Idosa”, como sugestão aos órgãos de execução de uma política de atuação.

O presente Manual representa, ainda, uma das diretrizes traçadas na Resolução nº 64, de
13 de setembro de 2001, especialmente no que tange à integração e intercâmbio entre os
Promotores de Justiça que tenham atribuições comuns e atuem na mesma área de atividade,
na certeza de que somente a atuação em conjunto dos Promotores de Justiça possibilitará
que sejam alcançados os objetivos traçados no Plano Geral de Atuação do Ministério
Público/2002.

Para o êxito da fiscalização das entidades asilares, temos a certeza de que poderemos
continuar contando com a compreensão e o empenho de cada um dos membros que
compõem a nobre Instituição Ministerial, com o intuito de desempenharmos nossas
atribuições, de forma aprimorada, para melhor atendermos aos idosos, destinatários
especiais de nossa atuação e darmos a ele um envelhecimento digno do cidadão do futuro.

Gostaria de agradecer imensamente a toda a Equipe da Promotoria de Justiça pela


contribuição na elaboração deste instrumento de trabalho.

Finalmente, gostaríamos de lembrar aos ilustres Promotores de Justiça que dados e


informações sobre a atuação e a propositura de ações por parte do Ministério Público nas
diversas comarcas do Estado, legislação específica, jurisprudência, doutrina, modelos de
peças práticas, recomendações, cartilhas e links podem ser consultados na página do
CAOPPDI, no endereço www.pgj.mg.gov.br/caoppdi.

Estamos à disposição dos Senhores.

Boa Sorte!

SIMONE MONTEZ PINTO MONTEIRO


Promotora de Justiça
Coordenadora Estadual do CAOPPDI
2. FISCALIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA
PARA IDOSOS

1º Passo:
Identificar a rede governamental e não-governamental de atendimento ao idoso.

• Requisitar da Secretaria Municipal de Assistência Social a relação das instituições


asilares conveniadas e os serviços e ações voltados para o atendimento das
necessidades básicas do idoso no Município.
• Requisitar do Conselho Municipal do Idoso, onde houver, ou do Conselho Municipal
de Assistência Social, informações sobre a formulação, implementação e avaliação das
políticas, planos, programas e projetos a serem desenvolvidos para a população idosa e
a relação de entidades não-governamentais de atendimento ao idoso.
• Requisitar da Secretaria Municipal de Saúde programas e ações desenvolvidas para
prevenir, promover, proteger e recuperar a saúde da população idosa.

2º Passo:
Definição de parcerias e instrumentos de trabalho para execução da fiscalização das
entidades.

• Solicitar profissionais das áreas de Arquitetura, Serviço Social, Psicologia e Medicina


do Poder Público Municipal, ou de organizações não-governamentais, para proceder à
fiscalização de forma interdisciplinar, abordando todos os aspectos que favoreçam o
bem-estar e a qualidade de vida dos idosos;
• Requisitar da Secretaria Municipal de Saúde-Serviço de Vigilância Sanitária a
designação de um Fiscal para inspecionar os locais de atendimento aos idosos,
conforme preceitua a Portaria nº 810/89 do Ministério da Saúde;
• Requisitar da Secretaria Municipal de Saúde a capacitação dos profissionais das
equipes básicas de saúde, da saúde da família e da saúde mental na área do
envelhecimento.
3º Passo:

• Fiscalizar as entidades asilares da Comarca, para constatação das condições de


atendimento aos idosos, juntamente com equipe interprofissional, se possível.

4º Passo:

• Caso o atendimento aos idosos institucionalizados seja insatisfatório, instaurar


Inquérito Civil Público para apurar a situação da entidade asilar.
• Notificar os diretores das entidades para comparecerem a Promotoria a fim de
prestarem depoimento, bem como repasse das orientações e recomendações relativas ao
atendimento fornecido aos idosos, visando à melhoria e à adequação do espaço físico,
das atividades desenvolvidas, dos serviços oferecidos, dos recursos materiais, humanos
e outros aspectos importantes, trazendo os documentos exigidos para o funcionamento
legal das unidades de atendimento.
• Em sendo necessária a propositura de Ação Civil Pública visando à interdição de
instituição de longa permanência deve-se requisitar laudo da Secretaria Municipal de
Saúde quanto às condições sanitárias do local, bem como, requisitar da Secretaria
Municipal de Assistência Social a indicação de outra instituição para transferência dos
idosos.
3. ROTEIRO DE FISCALIZAÇÃO EM UNIDADE DE ATENDIMENTO
A IDOSOS

Comarca: ____________________________________

Município: ___________________________________

1- Caracterização da Visita:

Data: ________/_________/_________
Objetivo: Verificar as condições de funcionamento da unidade visitada
Profissional (s) responsável (s) pela visita e preenchimento do roteiro: ________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

2- Caracterização da Entidade de Atendimento:

a) Nome da unidade visitada: ________________________________________________


Endereço ⇒ Rua :___________________________________________________________
Bairro:____________________________________________________________________
CEP:_______________________ Ponto de Referência:_____________________________
Telefone:__________________________________________________________________
Nome do(a) Responsável:_____________________________________________________
Qualificação Profissional: _____________________________________________________
Responsável Técnico:________________________________________________________
Nome(s) do funcionário(s) que acompanhou(ram) a visita e função ocupada:_____________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
Data da Fundação da Instituição : _________/________/_______

b) Nome da Entidade Mantenedora: __________________________________________


__________________________________________________________________________
Endereço ⇒Rua :____________________________________________________________
Bairro:____________________________________________________________________
CEP:_____________________ Ponto de Referência:_______________________________
Telefone:__________________________________________________________________
Nome do Dirigente (Presidente, Diretor, etc.)______________________________________
__________________________________________________________________________
nº do CPF e identidade do Presidente:____________________________________________

3- Caracterização do(s) Regime(s) de Atendimento Mantido pela Unidade:

( ) Instituição de Longa Permanência-(asilo)


( ) Casa-Lar
( ) República

4- Caracterização da Situação Legal e das Condições Básicas para Funcionamento da


Unidade:

a) N.º de Inscrição da CNPJ:___________________________________________________


b) N.º de Alvará de Localização e Funcionamento: _________________________________
c) N.º de Alvará de Autorização Sanitária:________________________________________
Data de expedição: ______/_______/________
d) N.º de Registro no Conselho de Assistência Social:
Estadual: ________________ Municipal:_______________
e) Natureza Jurídica: Filantrópico________ Particular_____________
f) Decreto de Utilidade Pública:
Federal n.º ________/______ Estadual ________/________ Municipal _______/______
g) Possui registro nos Conselhos do Idoso? ( ) sim ( ) não Qual ? _______________
( ) Nacional ( ) Estadual ( ) Municipal nº do registro: ____________
h)Possui Estatuto e/ou Regulamento Interno da instituição ( ) sim ( )não

5- Convênios e Contratos:

a)Origem dos recursos financeiros para a manutenção da unidade:

1-( )Convênios governamentais/convênios:( ) Federal ( ) Estadual


( ) Municipal ( ) não possui
2-( )Mensalidade paga pelos idosos - valor: _______________

3-( ) Doações: ( ) comunidade ( ) SERVAS ( ) Rotary


( ) Lions ( ) maçonaria ( ) outros ( ) não recebe
b) A instituição possui prontuários de admissão individuais com dados de identificação do
idoso, responsáveis, bem como a relação de seus pertences e o valor de contribuição para a
instituição?
( ) sim ( ) não
c) A entidade celebrou contrato de prestação de serviço com o idoso ou seu responsável
legal, conforme o art. 50, I do Estatuto do Idoso?
( ) sim ( ) não
d) A instituição fornece comprovante de depósito dos bens móveis que receberem dos
idosos, conforme o art. 50, XIV do Estatuto do Idoso?
( ) sim ( ) não

6- Critérios de Admissão dos Idosos na Unidade:

a) Idade exigida para admissão: ______________________________________________


b) Existem pessoas com menos de 60 anos abrigadas?
( ) não ( ) sim Quantas são? ______________________________________________
Motivo: ___________________________________________________________________
c) Documentos pessoais: todos os idosos possuem carteira de identidade ou certidão de
nascimento?
( ) sim ( ) não Por quê? __________________________________________________
__________________________________________________________________________
d) É exigido do idoso atestado médico para inclusão na entidade? ( ) sim ( ) não
e) A instituição providencia a imediata avaliação médica quando o idoso não apresenta
atestado? ( ) sim ( ) não
f) Recebe idosos dependentes para as atividades da vida diária? ( ) não ( ) sim
Nº de idosos que necessitam de ajuda para realizar as atividades da vida diária (alimentação,
locomoção, banho, etc.) :
______________________________________________________
g) Motivos mais freqüentes responsáveis pelo encaminhamento:
( ) carência financeira ( ) abandono familiar ( ) doenças
associadas ao envelhecimento ( ) falta de pessoa para cuidar ( ) falta de
moradia própria ( ) sem referência familiar ( ) outros
7- Benefícios Previdenciários e Assistenciais:

a) Nº de beneficiários do Instituto Nacional de Previdência Social- INSS ___________valor


médio das aposentadorias:______________
b)Nº de beneficiários da Assistência Social (Beneficio de Prestação Continuada-
BPC/LOAS)- (auxílio que não paga 13º) ____________________
c) Quantos idosos não possuem renda? _______ motivo:
d)Quem recebe os benefícios dos idosos citados acima?
( ) o próprio idoso ( ) familiares ( ) o curador do idoso
( ) a instituição com procuração ( ) a instituição sem procuração

8- Caracterização da Unidade de Atendimento Visitada:

a) Nº de vagas existentes para acolhimento:_______________________________________


b) Nº de vagas ocupadas no momento: __________________________________________
c) Nº de homens_________ Nº de mulheres________
c) Situação Familiar dos Idosos: recebem visitas?
( ) sim ( ) não ( ) raramente
e) A entidade procura estabelecer vínculo com as famílias dos idosos?
( ) sim ( ) não
( ) pretende promover
f) A entidade está aberta a visitas?
( ) sim ( ) não Motivo: ________________________________________________
__________________________________________________________________________
g) Possui Livro de Registro de Visitas?
( ) sim ( ) não

9-. Alimentação:

a) Procedência: ( ) Doação ( ) Própria ( ) Convênio/ Qual ? _________________


b) Cardápio orientado por Nutricionista: Sim ( ) Não ( )

10- Recursos Humanos:

a)Quantos funcionários:
( ) administrativos - Foram capacitados? ( ) sim ( ) não
( ) auxiliares de enfermagem Foram capacitados? ( ) sim ( ) não
( ) cuidadores de idosos Foram capacitados? ( ) sim ( ) não
( ) serviços gerais Foram capacitados? ( ) sim ( ) não
( ) cozinheiros Foram capacitados? ( ) sim ( ) não
( ) voluntários
( ) outros : _____________________________________________________________

b) Todas as pessoas que trabalham na unidade fizeram Cursos de Cuidadores de Idosos:?


( )sim ( ) não
Quantos fizeram? __________________________ Data do último curso: ____________
Entidade responsável pelo curso: _______________________________________________

10- Atividades Desenvolvidas na Unidade:

a) Ocupacionais: ( ) bordado ( ) pintura ( ) tapeçaria ( ) outras ( ) não possui


b) Educacionais: ( ) alfabetização ( ) não possui
c) Recreativas/Lazer/Cultura: ( ) passeios ( ) bailes ( ) música ( ) cinema ( ) teatro
( ) outros ( ) não possui
d) Religiosas: ( ) missas ( ) grupo de oração ( ) cultos ( ) outras ( ) não possui
e) Esportivas: ( ) caminhadas ( ) ginástica ( ) outras ( ) não possui
f) Festas Comemorativas: ( ) Natal ( ) Páscoa ( ) aniversários ( ) festa junina
( ) padroeira ( ) outras ( ) não possui
g) Grupos de atividades sociais: Quais ___________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

11- Assistência à Saúde dos Idosos:

a) Medicação:
Os medicamentos de uso continuado (básicos) são fornecidos gratuitamente pelo Centro de
Saúde/SUS?
( ) sim ( ) não Por quê? ______________________________________________
Outras formas de aquisição de medicamentos:
( ) Doações ( ) Família ( ) Própria da unidade ( ) Própria do idoso
b) Locais de atendimento para as consultas médicas/emergências:
( ) Centro de Saúde/SUS ( ) Médico próprio da unidade
( ) Médico contratado pela família ( ) Hospital do município
( ) Hospital fora do município ( ) Médico do Programa de Saúde da Família
( ) Outros
Emergências:
c) Hospitais mais procurados nos casos de urgências e consultas médicas: ______________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
d) Na ocorrência de idosos portadores de doenças infecto-contagiosas, a instituição
comunica o fato à autoridade competente de saúde? ( ) sim ( ) não
e) Cada idoso possui Prontuário de Internação? ( ) sim ( ) não
f) Nº de óbitos no último ano: ________________________________________

12- Atendimento especializado/Saúde:

a) Assistência do Médico:
( ) sim ( )Prefeitura/SUS ( ) Própria ( ) outros
( ) não possui
b) Assistência do Psicólogo:
( ) sim ( )Prefeitura/SUS ( ) Própria ( ) outros
( ) não possui
c) Assistência do Fisioterapeuta:
( ) sim ( )Prefeitura/SUS ( ) Própria ( ) outros
( ) não possui
d) Assistência do Odontólogo:
( ) sim ( )Prefeitura/SUS ( ) Própria ( ) outros
( ) não possui
e) Assistência do Assistente Social:
( ) sim ( )Prefeitura ( ) Própria ( ) outros
( ) não possui
f) Assistência do Terapeuta Ocupacional:
( ) sim ( )Prefeitura/SUS ( ) Própria ( ) outros
( ) não possui
g) Assistência do Fonoaudiólogo:
( ) sim ( )Prefeitura/SUS ( ) Própria ( ) outros
( ) não possui
h) Assistência do Enfermeiro:
( ) sim ( )Prefeitura/SUS ( ) Própria ( ) outros
( ) não possui
i) Auxiliar de Enfermagem:
( ) sim ( )Prefeitura/SUS ( ) Própria ( ) outros
( ) não possui
j) Assistência do Farmacêutico:
( ) sim ( )Prefeitura/SUS ( ) Própria ( ) outros
( ) não possui

13-Caracterização dos Recursos Físicos do Imóvel:

a) Situação Legal do Imóvel


( ) Alugado ( ) Próprio ( ) Financiado ( ) Cedido
( ) Em comodato
A instituição possui uma placa de identificação externa visível , conforme o art. 37, § 2º do
Estatuto do Idoso?
( ) sim ( ) não

b) Descrição
Informações Gerais:
A edificação, em geral, está em boas condições estruturais, sem rachaduras ou vazamentos?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
Quantos pavimentos tem a edificação? __________________________________________
____ Nº de dormitórios ( )
____ Nº de camas por dormitório ( )
____ Os dormitórios encontram-se limpos e higienizados? ( ) sim ( ) não
____ Nº de salas de estar / convivência ( )
____ Há espaço apropriado para recebimento de visitas ( ) sim ( ) não
____ Nº de sanitários ( )
____ Os sanitários são divididos por sexo? ( ) sim ( ) não
____ Os sanitários são adaptados: ( ) sim ( ) não
____ Há piso antiderrapante? ( ) sim ( ) não.
____Há barras de apoio nos vasos sanitários e chuveiros? ( ) sim ( ) não
____ Há espaço para circulação de uma cadeira de rodas? ( ) sim ( ) não
____ Os sanitários encontram-se limpos e higienizados? ( ) sim ( ) não
____ Há cozinha própria? ( ) sim ( ) não
____ A cozinha encontra-se limpa e higienizada? ( ) sim ( ) não
____ Há lavanderia própria? ( ) sim ( ) não
____ A lavanderia encontra-se limpa e higienizada? ( ) sim ( ) não
____ Há área descoberta que permita a exposição dos idosos ao sol? ( ) sim ( ) não
____ Há enfermaria própria? ( ) sim ( ) não
____ Há sala de fisioterapia? ( ) sim ( ) não
____ Há automóvel próprio para condução dos idosos? ( ) sim ( ) não

c) Adaptações em escadas e rampas


____ As escadas possuem piso antiderrapante? ( ) sim ( ) não
____ As escadas possuem corrimãos? ( ) sim ( ) não
____ Há rampas ou elevadores em todos os desníveis? ( ) sim ( ) não
____ As rampas possuem piso antiderrapante? ( ) sim ( ) não
____ As rampas possuem corrimãos? ( ) sim ( ) não
Observação: O roteiro completo de vistoria e as recomendações técnicas gerais sobre os
aspectos arquitetônicos das instituições de atendimento a idosos estão disponíveis no site:
www.pgj.mg.gov.br/caoppdi no menu “ Roteiros de Trabalho” dentro do item
“Acessibilidade em Asilos”.
14- Parecer Inicial:

As irregularidades encontradas referem-se a

( ) ausência de Alvará Sanitário;


( ) ausência de Alvará de Localização e Funcionamento;
( ) inexistência de CNPJ;
( ) ausência de registro nos Conselhos Nacional, Estadual ou Municipal do Idoso;
( ) falta de regimento interno ou estatuto da instituição;
( ) idosos sem documentação pessoal;
( ) presença de pessoas com menos de 60 anos;
( ) falta de uma identificação externa visível da instituição-( placa );
( ) instalações físicas inacessíveis (item 13);
( ) condições precárias de higiene e limpeza;
( ) alimentação insuficiente;
( ) idosos sem renda, porém elegíveis ao BPC (Benefício de Prestação Continuada);
( ) baixa proporção de funcionários em relação ao número de internos;
( ) falta de capacitação para os funcionários e dirigentes;
( ) inexistência de assistência à saúde para os idosos;
( ) não-disponibilização dos medicamentos básicos pelo SUS;
( ) falta de atividades que visem o bem-estar dos idosos.
4. ENDEREÇOS DAS DIRETORIAS REGIONAIS DE SAÚDE DA
VIGILÂNCIA SANITÁRIA ESTADUAL

Os Promotores de Justiça com atribuição na área de defesa dos direitos dos


idosos poderão requisitar laudos técnicos de vistoria da Vigilância Sanitária Estadual para
fins de fiscalização das entidades asilares, junto às Diretorias Regionais de Saúde, conforme
lista em anexo.

A listagem indicativa da abrangência de cada Diretoria Regional de Saúde, por


município, encontra-se à disposição no endereço www.pgj.mg.gov.br/caoppdi, menu
Roteiros de Trabalho - Fiscalização de Entidades Asilares.

Relação dos Diretores das Diretorias Regionais de Saúde

DRS DIRETOR TELEFONE FAX ENDEREÇO


Praça Pedro Martins, 167 -
ALFENAS Dra. Ivana Araújo (35) 3292-3122 (35) 3292-3122
37130-000
Av. Amílcar Savassi s/nº -
BARBACENA Dr. Selênio Campos (32) 3331-0568 (32) 3332-6376
36200-000
Dra. Ninon de Rua Levindo Lopes, 323 -
BELO HORIZONTE (31) 3284-9383 (31) 3284-8341
Miranda Fortes 30140-170
Dr. Clayton Cássio Rua Platina, 288, Bom Jesus -
CEL.FABRICIANO (31) 3842-1067 (31) 3842-1323
Thomaz Frois 35171-112
Dra. Valéria Soares da Praça Alvorada, s/nº -
DIAMANTINA (38) 3531-1265 (38) 3531-7182
Cruz (Interina) 39100-000
Dr. Fábio Antônio
DIVINÓPOLIS (37) 3222-0123 (37) 3222-9468 Rua Goiás, 839 - -39500-001
Coutinho
Dra. Sônia Alves de F. Rua Marechal Floriano, 1289
GOV. VALADARES (33) 3221-6600 (33) 3221-2560
Portes - 35010-141
Dr. Jairo Magalhães Rua Água Santa, 22 -
ITABIRA (31) 3831-6330 (31) 3831-0515
Alves 35900-024
Dra. Elizabeth Av. 19 Conj,20 1409, Centro
ITUIUTABA (34) 3268-1635 (34) 3268-1376
Aparecida Perfeito - 38300-000
Dra. Maria Aparecida Av. dos Andradas,222
JUIZ DE FORA (32) 3215-1319 (32) 3215-2816
M. B. Guimarães 3ºandar - 36036-000
Dr. Márcio Wallace Rua Ribeiro Junqueira, 58
LEOPOLDINA (32) 3441-4608 (32) 3441-5484
Guida Centro - 36700-000
Dr. Benísio Pereira de Rua Caetano Flora, 93 -
MANHUMIRIM (33) 3341-1360 (33) 3341-1111
A. Filho 36970-000
Dra. Olívia Pereira R. Correa Machado 1333 Sta
MONTES CLAROS (38) 3221-5055 (38) 3221-5935
Loiola Mar. - 39400-000
Dr. João Geraldo R. Cel. de Barrod, 800 Centro
PASSOS (35) 3521-9333 (35) 3521-8233
Formágio de Lima - 37900-000
Dr. Antônio Eustáquio Rua José Santana,33 -
PATOS DE MINAS (34) 3821-6366 (34) 3821-6366
Maia 38700-000
PEDRA AZUL Dra. Maria da Glória (33) 3751-1991 (33) 3751-1694 Av. Dr. Antero de Lucena
Botelho Reyna Ruas, 260 - 39970-000
Dr. Antônio Carlos R. Rio Grande do Sul, 1225 -
PIRAPORA (38) 3741-1990 (38) 3741-1990
Campos (Interino) 39270-000
Dra. Márcia Vitória (31) 3817- Av. Abdala Felício,12 -
PONTE NOVA (31) 3817-3780
M. de Siqueira 2234/1205 35430-028
R. Com. José Garcia,
POUSO ALEGRE Dr. Lauro dos Santos (35) 3422-2211 (35) 3422-5380
333,Centro - 37550-000
Dr. Reginaldo (32) 3371-4574 Praça Carlos Gomes,01 -
SÃO JOÃO DEL REI (32) 3371-7799
Andrade Chagas (32) 3372-1208 36300-000
Dra. Lúcia Helena Praça Tiradentes,264 Centro -
SETE LAGOAS (31) 3774-0599 (31) 3771-2791
Mendes Gasperini 35700-037
Dr. Gilberto Luiz R. Epaminondas Otoni, 849 -
TEÓFILO OTONI (33) 3522-3140 (33) 3522-3393
Leonhardt 39800-000
Dr. Ricardo Furtado R.Farmac. José R. Andrade,
UBÁ (32) 3531-4522 (32) 3531-3553
de Carvalho 600 - 36500-000
R. Carmelita C.Cunha,33 - -
UBERABA Dr. José Natal França (34) 3321-5622 (34) 3321-5415
38065-320
Dra. Waldenia (34) 3219-8022 Av. Belo Horizonte,1084 -
UBERLANDIA (34) 3214-4908
Rodrigues Gomes 3214-4600 38401-132
Dr. Márcio Martins Av. Governador Valadares
UNAÍ (38)3677-4556 (38)3676-3778
Rafael nº1634 - 38610-000
(35) 3222-8016
Dr. Francisco Ozéas R. Silvianópolis, 96 -
VARGINHA 3221-2157/ (35) 3222-8016
Carvalho Coelho 37006-350
3221-3033
5. PORTARIA Nº 810, DE 22 DE SETEMBRO DE 1989 –
MINISTÉRIO DA SAÚDE

Aprova normas e os padrões para o funcionamento de casas


de repouso, clínicas geriátricas e outras instituições
destinadas ao atendimento de idosos, a serem observados em
todo o território nacional.

O Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições, considerando: o aumento da


população de idosos no Brasil; a associação do processo de envelhecimento a condições
sociais e sanitárias que demandam atendimento específico; a necessidade de estabelecerem-
se normas para que o atendimento ao idoso em instituições seja realizado dentro de padrões
técnicos elevados, resolve:
I- Ficam aprovadas as normas e os padrões para o funcionamento de casas de repouso,
clínicas geriátricas e outras instituições destinadas ao atendimento de idosos, a serem
observados em todo o território nacional.
II- O órgão competente da Secretaria Nacional de Programas Especiais de Saúde, se
articulará com as Secretarias de Saúde, a fim de orientá-las sobre o exato cumprimento e
interpretação das normas aprovadas.

Seiko Tsuzuki - Ministro da Saúde

ANEXO À PORTARIA Nº 810, DE 22 DE SETEMBRO DE 1989

NORMAS PARA O FUNCIONAMENTO DE CASAS DE REPOUSO, CLÍNICAS


GERIÁTRICAS E OUTRAS INSTITUIÇÕES DESTINADAS AO ATENDIMENTO DE
IDOSOS

1. DEFINIÇÃO: Consideram-se como instituições específicas para idosos os


estabelecimentos, com denominações diversas, correspondentes aos locais físicos equipados
para atender pessoas com 60 ou mais anos de idade, sob regime de internato ou não,
mediante pagamento ou não, durante um período indeterminado e que dispõem de um
quadro de funcionários para atender às necessidades de cuidados com a saúde, alimentação,
higiene, repouso e lazer dos usuários e desenvolver outras atividades características da vida
institucional.

2. ORGANIZAÇÃO
2.1 - ADMINISTRAÇÃO
2.1.1 - Estatutos e Regulamentos: Toda instituição de atenção ao idoso deve ter um
estatuto e regulamentos em que estejam explicitados os seus objetivos, a estrutura da sua
organização e, também, todo o conjunto de normas básicas que regem a instituição.

2.1.2 - Direção Técnica: As instituições para idosos devem contar com um


responsável técnico detentor de título de uma das profissões da área de saúde, que
responderá pela instituição junto à autoridade sanitária.
2.1.2.1 - As instituições que têm entre as suas finalidades prestar atenção médico-
sanitária aos idosos devem contar em seu quadro funcional com um coordenador médico. A
designação de especialização em geriatria e gerontologia deve obedecer às normas da
Associação Médica Brasileira (AMB).

2.2 - FUNCIONAMENTO
2.2.1- Alvará: Todas as instituições específicas para idosos devem efetuar o registro
no órgão sanitário competente em nível estadual ou municipal, ou no órgão correspondente
no Distrito Federal.: - Até a data da vigência desta Portaria, será concedido registro, em
caráter precário, às instituições existentes, que não se enquadram nas normas aqui
estabelecidas, sendo concedido prazo de até 12 meses para as adaptações imprescindíveis, a
critério da autoridade sanitária. - A partir da vigência destas normas, só será concedido
registro às instituições que se adequarem às presentes disposições. - As instituições que se
propõem ao atendimento de pacientes (clínicas e hospitais geriátricos), deverão atender
prioritariamente ao disposto na Portaria 400, do Ministério da Saúde de 06 de dezembro de
1977. - O alvará de funcionamento poderá ser cassado pela autoridade sanitária a qualquer
momento, desde que haja infringência às normas estabelecidas por esta Portaria.

2.2.2 - Registro de Informações e Dados


2.2.2.1 - Registro de Admissão: As instituições deverão manter um registro
atualizado das pessoas atendidas, constando de nome completo, data de nascimento, sexo,
nome e endereço de um familiar ou do responsável, caso o atendimento não se deva à
decisão do próprio idoso. Além dos dados acima devem ser anexadas ao registro
informações demonstrando a capacidade funcional e o estado de saúde do indivíduo, a fim
de adequar os serviços às necessidades da pessoa a ser atendida. Serão anotados neste
registro todos os fatos relevantes ocorridos no período de atendimento relacionados à saúde,
bem estar social, direitos previdenciários, alta e/ou óbito.
2.2.2.2 – Prontuário: As instituições que se propõem a atender o idoso enfermo
devem manter o prontuário de atendimento contendo descrição da evolução dos pacientes,
ações propedêuticas e terapêuticas.
2.2.2.3 – Relatórios: As instituições deverão produzir e manter arquivado um
relatório mensal, que poderá ser exigido a qualquer momento pela autoridade sanitária
competente, contendo o nome dos internos, um sumário da situação de cada um no que se
refere à saúde e às necessidades sociais e também informações de caráter administrativo.

3. ÁREA FÍSICA E INSTALAÇÕES


A área física destinada a atender os idosos deve ser planejada levando-se em conta
que uma parcela significativa dos usuários apresenta ou pode vir a apresentar dificuldades
de locomoção e maior vulnerabilidade a acidentes, o que justifica a criação de um ambiente
adequado. Assim sendo, é exigível: - As instituições específicas para idosos deverão
funcionar, preferencialmente em construções horizontais de caráter pavilhonar. Quando
dotadas de mais de um plano e não dispuserem de equipamento adequado como rampa ou
elevador para a circulação vertical, estas instituições só poderão atender pessoas
imobilizadas no leito e com problemas locomotores ou psíquicos, no pavimento térreo. - Os
prédios deverão dispor de meios que possibilitem o rápido escoamento, em segurança, dos
residentes, em casos de emergência, de acordo com as normas estabelecidas pelo Corpo de
Bombeiros ou, quando inexistir essa corporação no local, pela Coordenadoria de Defesa
Civil do Município.

3.1 – ACESSOS: Os acessos ao prédio deverão possuir rampa com inclinação máxima
de 5%, largura mínima de 1,50m, dotada de guarda-corpo e corrimão, piso revestido com
material não derrapante, que permita o livre rolamento de cadeiras de rodas, inclusive.
3.1.1 - Exige-se que existam no mínimo dois acessos independentes, sendo um deles
para os idosos e outro para os serviços.

3.2 -PORTAS E ESQUADRIAS: As portas externas e internas devem ter uma luz de
0,80m no mínimo, dobradiças externas e soleiras com bordas arredondadas. Portas de correr
terão os trilhos embutidos na soleira e no piso, para permitir a passagem de nível,
especialmente para cadeira de rodas.
3.2.1 - As portas dos sanitários devem abrir para fora, e devem ser instaladas de
forma a deixar vãos livres de 0,20m na parte inferior.
3.2.2 - As maçanetas das portas não deverão ser do tipo arredondado ou de qualquer
outra forma que dificulte a abertura das mesmas.

3.3 - CIRCULAÇÃO INTERNA


3.3.1 – Horizontal: Os corredores principais das instituições a serem instaladas,
após a entrada em vigor desta Portaria, deverão ter largura mínima de 1,50m. Exige-se que
todas as instituições já existentes, ou que venham a ser criadas, equipem os corredores com
corrimão em ambos os lados, instalados a 0,80m do piso e distantes 0,05m da parede.
Não se permite a criação de qualquer forma de obstáculos à circulação nos
corredores, incluindo bancos, vasos e outros móveis ou equipamentos decorativos.
3.3.2. - Circulação Vertical
3.3.2.1 – Escadas: As escadas devem ser em lances retos, com largura mínima de
1,20m, dotadas de corrimão em ambos os lados, não devendo existir vão livre entre o piso e
o corrimão. Os espelhos do primeiro e do último degraus devem ser pintados de amarelo e
equipados com luz de vigília permanente. Exige-se que as escadas tenham portas de
contenção com molas e travas leves, que as mantenham em posição fechada.
3.3.2.2 – Rampas: Devem obedecer às especificações descritas no item "acesso" e
devem ser instaladas em todos os locais onde exista mudança de nível entre 2 ambientes.
3.3.2.3 - Elevadores e Monta-Cargas: Obedecerão às normas estabelecidas na
Portaria n° 400, do Ministério da Saúde, de 06 de dezembro de 1977.

3.4 - INSTALAÇÕES SANITÁRIAS: Os sanitários deverão ser separados por sexo e,


obrigatoriamente, equipados com barras de apoio instaladas a 0,80m do piso e afastadas
0,05m da parede, tanto no lavatório, como no vaso sanitário e no "box" do chuveiro. Devem
ser instalados no mesmo pavimento onde permanecerem os idosos atendidos.
3.4.1 - Vaso Sanitário: Deve ser instalado sobre um sóculo de 0,15m de altura, na
proporção de 1 vaso sanitário para cada 6 pessoas. No caso das paredes laterais ao vaso
sanitário serem afastadas, deverá ser instalada em ambos os lados do vaso uma estrutura de
apoio em substituição às barras instaladas na parede.
3.4.2 – Chuveiro: Deve ser instalado em compartimento (box) com dimensões
internas compatíveis com banho em posição assentada, dotado obrigatoriamente de água
quente e na proporção de 1 chuveiro para cada 12 leitos.
3.4.3 - Bacia Sanitária (BIDET): Quando existente, deve ser instalada sobre um
sóculo de 0,15m de altura, e equipada com a mesma estrutura de apoio descrita para o vaso
sanitário. - As banheiras de imersão só serão permitidas nas salas de fisioterapia.

3.5 - ILUMINAÇÃO, VENTILAÇÃO, INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E HIDRÁULICAS


Deverão obedecer aos padrões mínimos exigidos pelo código de obras local.
- É obrigatória a instalação de luz de vigília nos dormitórios, banheiros, áreas de
circulação, no primeiro e no último degraus da escada.

3.6 - ÁREAS MÍNIMAS


3. 6 .1 – Dormitório: A medida linear mínima dos dormitórios é de 2,5m. A área
mínima para um dormitório é de 6,5m² quando equipado com apenas 1 leito, e de 5m² por
leito para até 4 leitos, sendo este o número máximo recomendável por dormitório. Aquelas
instalações já existentes com dormitórios tendo acima de 4 leitos deverão seguir as normas
em vigor do Ministério da Saúde para enfermarias.
- É expressamente vetado o uso de camas tipo beliche, camas de armar ou
assemelhadas e a instalação de divisórias improvisadas que não respeitem os espaços
mínimos ou que prejudiquem a iluminação e a ventilação, conforme estabelecido pelo
código de obras local.
- A distância mínima entre dois leitos paralelos deve ser de 1,0m e de 1,50m entre
um leito e outro fronteiriço. Recomenda-se que a distância mínima entre o leito e a parede
que lhe seja paralela deva ser de 0,50m.
3.6.2 - Sala Para o Serviço de Nutrição e Dietética: É constituída por cozinha,
refeitório e despensa, sendo que o refeitório poderá também servir como sala para a
realização de atividades recreativas e ocupacionais, com área mínima de 1,5m² por pessoa
para instituições com capacidade para até 100 pessoas.
3.6.3 - Área de Recreação e Lazer: Todas as instituições deverão contar com área
destinada à recreação e ao lazer, inclusive de localização externa, com área mínima de 1m²
por leito instalado.
3.6.4 - Área para Atividades de Reabilitação: Aquelas instituições que se propõem
a executar ações visando à reabilitação funcional e cognitiva deverão possuir instalações
específicas com área mínima de 30m² e dotadas de pia com bancada, sanitário próximo,
mobiliário e equipamento específicos estipulados por profissionais legalmente habilitados,
inscritos no conselho de profissionais da área respectiva.
3.7 - LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO: As dependências deverão ser mantidas em perfeitas
condições de higiene e asseio. Todo o lixo deverá ser acondicionado em sacos plásticos
apropriados, conforme norma técnica da ABNT. Deverá ser prevista lixeira ou abrigo de
lixo externo à edificação para armazenamento dos resíduos até a coleta municipal.

3.8 - TIPOS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO: As paredes e tetos deverão possuir


revestimento lavável de cores claras, permitindo limpeza e desinfecção. Não é permitida a
instalação de paredes de material inflamável com o objetivo de dividir ambientes.
3.8.1 - Os revestimentos dos pisos devem ser preferencialmente monocromáticos e
de material de fácil limpeza e antiderrapante, nas áreas de circulação, banheiros, refeitórios e
cozinha.

3. 9 - MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS BÁSICOS


3.9.1 - A disposição do mobiliário deve possibilitar fácil circulação e minimizar o
risco de acidentes e incêndio.
3.9.2 - Nas instalações sanitárias e na cabeceira de cada leito ocupado por residente
com dificuldade de locomoção, deverá ser instalado um botão de campainha ao alcance da
mão.
3.9.3 - É desejável a instalação de telefone comunitário para uso dos idosos.

4.RECURSOS HUMANOS
4.1 - AS INSTITUIÇÕES PARA IDOSOS EM GERAL DEVEM CONTAR COM:
- assistência médica
- assistência odontológica
- assistência de enfermagem
- assistência nutricional
- assistência psicológica
- assistência farmacêutica
- atividades de lazer
- atividades de reabilitação (fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia)
- serviço social
- apoio jurídico e administrativo
- serviços gerais

4.2 - O DIMENSIONAMENTO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NECESSÁRIA À


ASSISTÊNCIA AO IDOSO INSTITUCIONALIZADO DEVERÁ SE BASEAR:

a) nas necessidades da população atendida;


b) na disponibilidade de recursos humanos regionais ou locais;
c) nos critérios dos respectivos conselhos regionais de profissionais.
(D.º DE 27 DE SETEMBRO DE 1989, PÁGS. 17.297 E 17.298)
6. NORMA TÉCNICA ESPECIAL VISANDO O CONTROLE
SANITÁRIO DO FUNCIONAMENTO DE INSTITUIÇÕES DE
LONGA PERMANÊNCIA NO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE

PORTARIA SMSA/SUS-BH Nº 052, 22 DE DEZEMBRO DE 2000

Diário Oficial do Município - Belo Horizonte Ano VI - Nº: 1.279 - 22/12/2000


Poder Executivo
Secretaria Municipal de Saúde – SMSA
Portaria SMSA/SUS-BH nº 052/2000 – Anexo

PORTARIA SMSA/SUS-BH Nº 052/2000

Aprova Norma Técnica Especial visando o controle


sanitário do funcionamento de instituições de longa
permanência para idosos no âmbito do município de Belo
Horizonte.

A Secretária Municipal de Saúde e Gestora do Sistema Único de Saúde-SUS-BH, no uso de


suas atribuições legais e regulamentares e considerando:

- o disposto nos artigos 69, 19, 62 e 155 e demais disposições da Lei


Municipal nº 7.031, de 12 de janeiro de 1996;

- a Política Municipal do Idoso instituída pela Lei Municipal nº 7.930 de 30 de


dezembro de 1999;
- a Política Nacional do Idoso instituída pela Lei Federal nº 8.842 de 04 de
janeiro de 1994, regulamentada pelo Decreto Federal nº 1.948 de 03 de julho de 1996;

- a Política Nacional de Saúde do Idoso, instituída pala Portaria MS 1.395/GM


de 10 de dezembro de 1999;
- a Portaria MS 810/GM de 22 de setembro de 1989;

- o deliberado nas reuniões conjuntas entre a Vigilância Sanitária Municipal e


a Coordenação de Atenção à Saúde do Idoso da SMSA;

- o deliberado nas reuniões conjuntas entre a Vigilância Sanitária Municipal e


a Comissão de Saúde do Conselho Municipal do Idoso;
- o deliberado nas reuniões conjuntas entre a Vigilância Sanitária Municipal e
a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - Seção Minas Gerias, da Associação
Médica de Minas Gerais;

- o deliberado nas reuniões conjuntas entre a Vigilância Sanitária Municipal e


o Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais - COREN-MG;
- o deliberado nas reuniões conjuntas entre a Vigilância Sanitária Municipal e
o Núcleo de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de Minas Gerais;
- o deliberado nas reuniões conjuntas entre a Vigilância Sanitária Municipal e
a Diretoria de Apoio e Assistência ao Idoso da Secretaria Municipal de Desenvolvimento
Social;

- o deliberado nas reuniões conjuntas entre a Vigilância Sanitária Municipal e


a Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência e
Idosos do Ministério Público do Estado de Minas Gerais;

- as sugestões de Maria A. F. de Mello, PhD, coordenadora do Centro


Interdisciplinar de Assistência e Pesquisa em Envelhecimento da Fundação Lucas Machado
- Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais;

- a NBR 9050 da ABNT de 31 de outubro de 1994 "Acessibilidade de Pessoas


Portadoras de Deficiência a Edificações, Espaço, Mobiliário e Equipamentos Urbanos";

- a NBR 9077 da ABNT "Saídas de Emergência em Edifícios -


Procedimento".

RESOLVE:
I - Fica aprovada a Norma Técnica Especial nº 004/2000, integrante do Anexo constante
desta Portaria, complementar à Lei Municipal nº 7.031, de 12 de janeiro de 1996, nos termos
do seu artigo 155 e demais disposições, visando o controle sanitário do funcionamento de
instituições de longa permanência de idosos no âmbito do município de Belo Horizonte.

II - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.


Belo Horizonte, 15 de dezembro de 2000.

Maria do Socorro Alves Lemos


Secretária Municipal de Saúde e Gestora do SUS-BH
ANEXO I
NORMA TÉCNICA ESPECIAL Nº 004/2000
REGULAMENTA O FUNCIONAMENTO DE INSTITUIÇÕES DE LONGA
PERMANÊNCIA PARA IDOSOS NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º - O controle sanitário do funcionamento de instituições de longa
permanência para idosos, privados, públicos civis ou militares, da administração direta ou
indireta, ou de economia mista, no âmbito de ação da Fiscalização e Vigilância Sanitária
Municipal, se regerá nos termos desta Norma Técnica Especial.
Parágrafo único - Qualquer tipo de convênio ou contrato público com a
participação da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte apenas será legítimo caso o
estabelecimento aqui regulamentado possua o Alvará de Autorização Sanitária válido.
Art. 2º - Nos termos desta Norma Técnica define-se:
I - Idoso é a pessoa natural com idade igual ou superior a sessenta anos;
II - Idoso dependente é aquele com impossibilidade parcial ou total de efetuar, sem
ajuda, as atividades básicas da vida diária e se adaptar ao seu ambiente.
III - Idoso independente é aquele que não se enquadra no inciso anterior;
IV - Grau de dependência será medido por protocolos aprovados pela autoridade
sanitária competente;
V - Instituição de longa permanência para idosos são os estabelecimentos, sob
denominações diversas, correspondentes aos locais físicos equipados para atender idosos,
sob regime de internato ou não, mediante pagamento ou não, durante um período
determinado ou não.
CAPÍTULO II
DO ALVARÁ DE AUTORIZAÇÃO SANITÁRIA
Art. 3° - Os estabelecimentos sediados no município, e que se enquadram nas
disposições desta Norma Técnica Especial, somente funcionarão quando devidamente
autorizados pelo órgão sanitário competente da Secretaria Municipal de Saúde, nos termos
da Lei Municipal nº 7.031, de 12 de janeiro de 1996, desta Norma Técnica Especial e
demais diplomas legais pertinentes, que após atendidas todas as exigências, e analisadas as
informações constantes do "Roteiro de Vistoria em Estabelecimentos de Longa Permanência
para Idosos", expedirá o Alvará de Autorização Sanitária, sem prejuízo da fiscalização e
vigilância sanitária exercida pelos órgãos fiscais sanitários competentes das esferas estaduais
e federais.
Art. 4° - O requerimento para solicitação do Alvará de Autorização Sanitária poderá
ser feito em qualquer órgão fiscal sanitário competente da Prefeitura Municipal de Belo
Horizonte.
§ 1º - Para requerer o Alvará de Autorização Sanitária, o requerente deverá
apresentar:
I - Requerimento firmado pelo representante legal da empresa, em documento
padrão da Vigilância Sanitária Municipal, requerendo o Alvará de Autorização Sanitária;
II - Cópia da Carteira de Identidade Profissional ou cópia do Certificado de
Responsabilidade Técnica - CRT, expedido pelo Conselho Regional competente quando for
o caso;
III - Cópia da prova de relação contratual entre o responsável técnico e a empresa,
quando for o caso;
IV - Projeto das instalações físicas da instituição que prestar assistência médica aos
idosos, em cópia heliográfica na escala 1:50 elaborada por profissional habilitado inscrito no
CREA-MG, para os que vierem a se instalar no município após a publicação desta Norma
Técnica Especial;
V - Horário de funcionamento do estabelecimento, recursos humanos com a
respectiva jornada e regime de trabalho;
VI - Cópia do Alvará de Localização e Funcionamento;
VII - Cópia do Estatuto ou Contrato Social atualizados da entidade e da
mantenedora;
VIII - Cópia do Regimento Interno da instituição atualizado;
IX - Cópia da Ata de eleição da atual diretoria da entidade e da mantenedora;
X - Lista dos equipamentos permanentes existentes na instituição;
§ 2º - A concessão do Alvará de Autorização Sanitária será da alçada da Vigilância
Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, que considerará em sua análise para fins da
liberação, a análise do Regimento Interno, observando a previsão de práticas e atividades
que garantam o bem estar dos idosos, o Roteiro de Vistoria em Estabelecimentos Geriátricos
e Congêneres, acrescido das informações obtidas durante a vistoria quanto às ações
efetuadas, com os quesitos expressos nesta Norma Técnica Especial .
§ 3º - Os Alvarás de Autorização Sanitária concedidos serão publicados no Diário
Oficial do Município - DOM, para conhecimento público, sendo obrigatório, na publicação,
o nome do estabelecimento, seu endereço completo, administração regional a que pertence,
número do processo administrativo gerado pelo requerimento, bem como a data de validade
do mesmo.
§ 4º - O Alvará de Autorização Sanitária terá validade de 12 (doze) meses, a contar
de sua expedição, sendo que a sua renovação deverá ser requerida até 31 de março de cada
ano e ficará sujeita ao atendimento dos dispositivos pertinentes constantes desta Norma
Técnica Especial.
§ 5º - Os estabelecimentos sediados no município, regulamentados por esta Norma
Técnica Especial e que atualmente possuam a licença de funcionamento expedida pela
Superintendência de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde, dentro da
validade exigida, serão considerados regularizados para os termos do art. 4º, até o seu
vencimento.
§ 6º- Após o vencimento do prazo de validade da licença de funcionamento estadual,
o estabelecimento deverá requerer o Alvará de Autorização Sanitária até a data de 31 de
março de 2001.
§ 7º - Independente da existência da licença de funcionamento estadual, serão
verificados, em todos os estabelecimentos ora normatizados, os demais quesitos instituídos
por este diploma legal.
CAPÍTULO III
DAS CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO DOS ESTABELECIMENTOS
Art. 5° - Os estabelecimentos de que trata esta Norma Técnica Especial deverão ser
instalados em locais adequados, de forma que a sua localização não traga risco de
contaminação aos produtos e equipamentos, e possuam o Alvará de Localização e
Funcionamento expedido pela Secretaria Municipal de Atividades Urbanas.
Art. 6° - Para concessão do Alvará de Autorização Sanitária, os estabelecimentos
definidos nesta Norma Técnica Especial deverão observar as seguintes condições mínimas:
§ 1º - Aspectos físicos da construção:
I - Construção sólida, sem defeitos de edificação, tais como rachaduras que
comprometam a sua estrutura física, vazamentos ou outros que desaconselhem a sua
autorização sanitária;
II - Iluminação e ventilação adequados;
III - Pisos com material de acabamento resistente, antiderrapante, não poroso, em
bom estado de conservação e que permita fácil limpeza, sendo proibido o uso de tapetes ou
carpetes.
IV - Paredes e tetos com materiais de acabamento resistentes, lisos, de cores claras,
impermeáveis e laváveis, em bom estado de conservação;
V - Área isolada e separada da circulação geral, bem ventilada, destinada à prática
do fumo, pelos idosos, que deverão ser agrupados conforme tabagistas ou não. Funcionários
e circunstantes ficam proibidos de fumar nas dependências do estabelecimento.
VI - Bate-macas nas paredes das áreas de circulação a critério da autoridade
sanitária competente;
VII - Deverá haver pátio externo para exposição dos idosos à luz solar.
a) A área de que trata o inciso deverá possuir áreas verdes a critério da autoridade
sanitária competente, desde que não haja plantas venenosas.
VIII - Deverá haver cômodo de convivência interior à construção, coberto,
mobiliado confortavelmente com receptores de televisão, poltronas , mesas, decoração e
demais instrumentos que favoreçam a socialização dos idosos;
IX - Será proibida a permanência de qualquer animal dentro das áreas cobertas do
estabelecimento, exceto nos casos permitidos pela legislação sanitária vigente;
X - Quando a instituição ocupar prédio com mais de um pavimento e não possuir
equipamentos adequados como rampa ou elevador para a circulação vertical, estas
instituições devem atender pessoas imobilizadas no leito ou com problemas locomotores ou
psíquicos, exclusivamente no pavimento térreo, garantindo-se o acesso destes aos locais de
socialização, refeição, lazer, solário e áreas de convivência interior;
XI - Escadas em caracol apenas poderão ser utilizadas por funcionários;
XII - Os prédios deverão dispor de meios que possibilitem o rápido escoamento, em
segurança, dos idosos, funcionários e circunstantes no caso de emergência, de acordo com as
normas estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil do Município. Deve haver o
treinamento periódico fornecido pelas autoridades de segurança aos idosos e funcionários.
Deve haver extintores de incêndio e detectores de fumaça atendendo as normas da ABNT
respectivas;
XIII - Os corredores internos deverão ter largura livre mínima de 1,50 (um metro e
cinqüenta centímetros) conforme item 6.2.1 da NBR 9050 e todas as áreas de circulação
deverão possuir corrimão em ambos os lados instalados a 0,80m (oitenta centímetros) do
piso conforme item 4.1.1.1 da NBR 9050 e distantes 0,05m (cinco centímetros) da parede
conforme item 6.6.1.1 da NBR 9050. Os corrimãos devem ser contínuos, sem interrupção
nos patamares das escadas ou rampas, conforme item 6.6.1.5 e deverão ter acabamento
recurvado nas extremidades e seção transversal de corte circular de diâmetro entre 0,035m (
três centímetros e meio) a 0,045m (quatro centímetros e meio) , conforme itens 6.6.1.3 e
6.6.1.1 da NBR 9050.
Para os imóveis antigos, em que o atendimento a este inciso ficar comprometido, o
Fiscal sanitário Municipal definirá a melhor solução, conforme a situação local;
XIV - É proibida a existência de qualquer tipo de obstáculo à circulação nas áreas de
passagem.
XV - As escadas deverão ter lances retos, com largura mínima de 1,20m (um metro
e vinte centímetros) conforme item 6.5.2.4 da NBR 9050, dotadas de corrimão conforme
previsto no inciso XIII deste artigo desta Norma Técnica Especial. Os espelhos devem ter
dimensão inferior a 0,18m (dezoito centímetros) conforme NBR 9050, não poderão ser
vazados nem os degraus podem possuir bocel conforme item 6.5.1 da NBR 9050. O
primeiro e o último degrau devem ser pintados de amarelo e devem distar pelo menos 0,30m
(trinta centímetros) da área de circulação adjacente. Cada degrau deve possuir fita
antiderrapante colada a 0,02m (dois centímetros) da extremidade mais próxima do vão livre.
Cada degrau deverá ter, no mínimo, comprimento de 0,28m (vinte e oito centímetros) Para
os imóveis antigos, em que o atendimento a este inciso ficar comprometido, o Fiscal
Sanitário Municipal definirá a melhor solução, conforme a situação local;
XVI - No caso de escadas, rampas, varandas e outros locais que não forem isolados
das áreas adjacentes por paredes deverão dispor de guarda-corpo associado a corrimão na
altura já determinada nesta Norma Técnica Especial. O guarda corpo deverá ter altura
mínima de 1,20 (um metro e vinte centímetros) conforme NBR 9077.
XVII - As portas deverão ter largura mínima de 1,00 (um metro) conforme item 4.2
da NBR 9050, e deverão possuir cor diferente das paredes adjacentes.
XVIII - Todas as portas do estabelecimento devem possuir maçanetas de alavanca
não sendo permitido formatos de esfera, elipse ou outros que dificultem a empunhadura pelo
idoso.
XIX - Os acessos de veículos ao estabelecimento, tanto para saída do idoso quanto
para carga e descarga de mercadorias deve possuir cobertura apropriada para proteção contra
a chuva;
XX - Todos os interruptores de iluminação, válvulas de descarga, campainhas,
interfones, comando de janelas, maçanetas de portas, registros de chuveiros e demais
dispositivos que possam ser acionados pelos idosos devem estar a 1,00 (um metro) de altura.
XXI - A medida dos quartos deve levar em conta a privacidade, a circulação de
pessoas com ou sem acessórios, a ventilação, a iluminação, a contaminação e outros
aspectos a critério da autoridade sanitária competente. Será permitido o alojamento de até
quatro idosos independentes no mesmo quarto e até seis idosos dependentes no mesmo
quarto;
XXII - Unidades de internação separadas por sexo sendo permitido alojamento
conjugal em quartos exclusivos.
§ 2º - Instalações sanitárias:
I - Instalações sanitárias adequadas, com paredes impermeabilizadas até o teto com
azulejos de cor clara ou material impermeabilizante permitido pela autoridade sanitária e
teto liso pintado na cor clara;
II - Uma instalação sanitária para cada grupo de 10 (dez) leitos com um vaso
sanitário com tampa e papel higiênico, ducha higiênica, lavabo com papel toalha e sabonete
líquido;
III - Os sanitários deverão ser separados por sexo e obrigatoriamente equipados com
barras de apoio instaladas a 0,80m (oitenta centímetros) do piso e afastadas 0,05m (cinco
centímetros) da parede dos lavatórios e vasos sanitários. Devem ser instalados nos mesmos
pavimentos onde permanecem os idosos atendidos. As portas devem abrir-se para fora, sem
dispositivo de tranca, e deixarão vão livre de 0,20m (vinte centímetros) na parte inferior. Os
chuveiros serão dotados de barras de apoio horizontais na altura já mencionada, e barras
verticais a partir da cota de 0,80m (oitenta centímetros), até a cota de 1,70m (um metro e
setenta centímetros);
IV - Os vasos sanitários deverão possuir "elevadores de vaso" construídos de
material adequado, na proporção de um vaso sanitário para cada grupo de seis idosos. No
caso de paredes afastadas dos vasos sanitários deverão ser instaladas estruturas de apoio em
ambos os lados em substituição às barras da parede. Deverá haver um vaso sanitário para
cada grupo de seis leitos;
V - Deverá haver um chuveiro para cada doze leitos obrigatoriamente dotado de
água quente e fria e um assento próprio. O banho de idosos dependentes deverá ser
obrigatoriamente acompanhado por um funcionário para evitar acidentes e queimaduras com
água muito quente;
§ 3º - Móveis, equipamentos, roupas e demais utensílios:
I - Existência de indumentários padronizados pela instituição e em boas condições
de higiene, em número suficiente para todos os funcionários do estabelecimento;
II - Quantidade adequada de cadeiras de roda, macas, andadores, bengalas, muletas,
marrecos, comadres e demais correlatos, a critério da autoridade sanitária competente,
levando-se em conta o grau de dependência da população assistida;
III - Leitos tipo fowler com acoplamento para grade e rodas nas quatro pernas com
freio em duas rodas para os idosos dependentes em qualquer grau, em bom estado de
conservação, com colchões encapados com material impermeabilizante, travesseiros,
cobertores, lençóis e demais roupas de cama e roupas pessoais em bom estado de
conservação. As camas para idosos independentes deverão ter altura comum;
IV - Móveis de quarto em bom estado de conservação sendo obrigatórios um criado-
mudo ao lado de cada leito e um armário com compartimentos individuais em cada
dormitório;
V - A distância mínima entre dois leitos paralelos deve ser de 1,0m (um metro) e de
1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) entre um leito e outro fronteiriço. A distância
mínima entre o leito e a parede é de 0,5m (cinqüenta centímetros);
VI - Cada peça de roupa de uso individual deverá ser identificada com a gravação à
tinta indelével do nome do idoso;
VII - Próximo a cada leito será obrigatória a existência de placa com o nome
completo do idoso e, em cada estabelecimento deverá existir relógio, calendários, cartazes
com a data atual escrita, cartazes com listas de aniversariantes, dentre outros dispositivos
que facilitem a orientação do idoso, em bom estado de funcionamento e devidamente
atualizados. Todos os dispositivos mencionados deverão ser escritos com caracteres
facilmente legíveis pelos atendidos;
§ 4º - Lavanderia:
I - Serão obrigatórios serviços próprios ou alugados de lavanderia;
II - Deverá haver cômodos separados para a guarda de roupas servidas e para a
guarda de roupas limpas;
III - As paredes das dependências da lavanderia deverão ser impermeabilizadas, até
o teto, com azulejos na cor clara ou outro material impermeabilizante aprovado pela
autoridade sanitária competente;
IV - Num mesmo veículo não poderão ser transportadas roupas sujas e limpas sem
que haja uma barreira completa entre as cargas;
V - O piso das dependências da lavanderia deverão ser impermeabilizados e possuir
inclinação suficiente para conduzir as águas de lavagem até os ralos.
§ 5º - Cozinha e manipulação de alimentos:
I - Geladeira(s) e freezer(s) com capacidade adequada e em condições de estocar os
produtos que exigem baixa temperatura para conservação, mantidos com termômetro aferido
em seu interior. Fica proibida a guarda de medicamentos e alimentos no mesmo
refrigerador;
II - As cozinhas, refeitórios, despensas, depósitos de alimentos deverão seguir
respectivamente as exigências dos artigos 76, 75, 79 do Decreto Municipal nº 5.616 de 15 de
julho de 1987 ou outros dispositivos legais que o sucederem; toda a manipulação de
alimentos deverá seguir a legislação sanitária em vigor;
§ 6º - Recursos humanos:
I - Recursos humanos em quantidade suficiente, no caso de idosos dependentes,
incluindo corpo completo de enfermagem, médicos acessíveis para intercorrências,
nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, odontólogo, psicólogos,
fonoaudiólogos, assistentes sociais, advogados e outros a critério da autoridade sanitária,
todos devidamente registrados nos Conselhos Profissionais respectivos e conforme o grau de
dependência dos idosos;
II - Os cuidadores de idosos deverão estar devidamente habilitados conforme o grau
de dependência da população atendida;
III - Todo estabelecimento regulamentado nesta Norma Técnica Especial deverá
permitir o acesso aos idosos das "Equipes Multiprofissionais Móveis" instituídas pela
SMSA e facilitar o trabalho desenvolvido pelos profissionais dessas equipes.
§ 7º - Registro dos atendidos:
I - Cada idoso deverá possuir um prontuário, que será arquivado por cinco anos após
óbito, transferência ou alta no mínimo, onde constarão obrigatoriamente os exames médicos
admissionais e periódicos definidos pela autoridade sanitária competente.
As avaliações periódicas ocorrerão a cada três meses para os idosos dependentes e
prazo de seis meses para os idosos independentes. Todos os fatos relevantes ocorridos com o
idoso serão anotados no prontuário, inclusive situação previdenciária, lazer, desligamento da
instituição ou óbito. Todas as intervenções de profissionais de saúde que acompanham o
idoso deverão ser registradas no prontuário;
II - Cada estabelecimento possuirá um livro próprio, de folhas numeradas,
registrando as pessoas atendidas, constando nome completo, data de nascimento, nome e
endereço de familiares e informações sobre o grau de dependência, quando for o caso, e o
destino do idoso;
§ 8º - Condições gerais de funcionamento:
I - Previsão de visita diária aos idosos;
II - Todos os produtos em uso dentro do estabelecimento deverá possuir registro no
órgão competente;
III - Todo o estabelecimento deverá estar em constante limpeza, higiene,
conservação e organização geral;
IV - Os atendidos doentes deverão ser encaminhados ao atendimento médico
público ou privado de acordo com a urgência necessária;
V - O transporte de idosos para fora da instituição deverá atender às exigências da
Norma Técnica Especial que estiver em vigor para o transporte de pacientes;
VI - A higienização de "elevadores de vaso", marrecos, comadres e outros correlatos
que entram em contato com fluidos corporais deve ser realizada com lavagem criteriosa com
água e sabão, seguida da imersão em hipoclorito de sódio a 2% por 30 (trinta) minutos;
CAPÍTULO IV
DO DISPENSÁRIO DE MEDICAMENTOS
Art. 6° - Os estabelecimentos normatizados nesta Norma Técnica deverão ter setor
de dispensação de medicamentos com instalações e móveis próprios, fora da circulação
geral.
§ 1º - Deverá existir cofre ou armário fechado a chave para a guarda de produtos e
medicamentos sujeitos a regime de controle especial;
§ 2º - Deverá haver condições adequadas para armazenamento das drogas,
medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos;
§ 3º- Deverá haver controle periódico das prateleiras e estoques, de forma a se evitar
a dispensação de medicamentos vencidos ou constantes de listas oficiais de medicamentos
falsificados;
§ 4º - Demais disposições sobre a questão deverão seguir as disposições da Portaria
SMSA-SUS/BH nº 026, de 08 de setembro de 1998.
CAPÍTULO V
DA ASSISTÊNCIA E RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Art. 7º - Os estabelecimentos sediados no município e regulamentados por esta
Norma Técnica Especial terão, quando atenderem idosos dependentes em qualquer grau, a
assistência de técnico responsável.
Parágrafo único - O técnico responsável de que trata este artigo será profissional de
nível superior na área de saúde, regularmente inscrito no conselho regional competente.
Art. 8º - Contarão também, obrigatoriamente, com a assistência de técnico
responsável o setor de manipulação de alimentos da instituição, conforme o exigido na
Portaria SMSA-SUS/BH nº 041, de 22 de dezembro de 1998 e outros setores a critério da
autoridade sanitária competente.
Parágrafo único - As instituições que têm entre as suas finalidades prestar a
atenção médica aos idosos, tais como Clínicas e Asilos Geriátricos, devem atender às
exigências da Portaria SMSA/SUS-BH 024 de 29 de março de 1999.
Art. 9º - Cada setor do estabelecimento deverá contar com livros de rotinas e
normas escritas, atualizados e revisados, encadernados de maneira resistente e guardados em
local visível de fácil acesso aos funcionários.
CAPÍTULO VI
DOS RESÍDUOS PRODUZIDOS NAS INSTITUIÇÕES DE
LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS
Art. 10 - A administração das instituições de longa permanência para idosos
regulamentadas nesta Norma Técnica Especial deverão apresentar Plano de Gerenciamento
de Resíduos de Serviços de Saúde, nos termos do Decreto Municipal nº 10.296, de 13 de
julho de 2000.
CAPÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 11 - A Fiscalização e Vigilância Sanitária das instituições de longa
permanência para idosos regulamentados nesta Norma Técnica Especial, nos termos do
artigo 107 da Lei Municipal nº 7.031, de 12 de janeiro de 1996 e do art. 5º da Lei Municipal
nº 7.774, de 16 de julho de 1999, será de competência dos Fiscais Sanitários Municipais, em
ação individualizada ou em conjunto com as demais autoridades sanitárias definidas em Lei.
§ 1º - O gerenciamento e distribuição dos Fiscais Sanitários Municipais para
Fiscalização e Vigilância Sanitária nas instituições de longa permanência para idosos
previstos nesta Norma Técnica Especial, serão de competência da Vigilância Sanitária
Municipal da Secretaria Municipal de Saúde, através de ato interno.
§ 2º - A composição de equipes multidisciplinares ou grupos de fiscalização
profissional sanitária e técnica, para vistoria nas instituições de longa permanência para
idosos regulamentados nesta Norma Técnica Especial, quando necessário, será de exclusiva
competência da Secretária Municipal de Saúde.
Art. 13 - As penalidades às infrações aos dispositivos fixados nesta Norma Técnica
Especial serão capitulados observados os preceitos contidos na Lei Municipal nº 7.031, de
12 de janeiro de 1996, em especial do art. 97 e de seus incisos que forem compatíveis.
Art. 14 - Toda a legislação sanitária federal, estadual e municipal, inclusive as
editadas pelo Ministério da Previdência e Assistência Social ou outro que a substitua, em
vigor referente ao assunto ora regulamentado, não conflitante com esta Norma Técnica
Especial, serão plenamente utilizadas pelas autoridades sanitárias competentes, nos termos
do art.107 da Lei Municipal nº 7.031, de 12 janeiro de 1996.
Parágrafo único - Ficam as instituições regulamentadas nesta Norma Técnica
Especial a participar ativamente das campanhas oficiais de vacinação e programas de
prevenção e tratamento da saúde.
Art. 15 - Após a publicação desta Norma Técnica Especial, será baixado por ato do
Chefe do Serviço de Vigilância Sanitária Municipal da Secretaria Municipal de Saúde, um
Roteiro de Inspeção Fiscal Sanitária em Instituições de Longa Permanência para Idosos,
objetivando uniformização de procedimentos de fiscalização sanitária e para concessão do
Alvará de Autorização Sanitária.
Art. 16 - A presente Norma Técnica Especial poderá ser revista a qualquer tempo, e
será atualizada de acordo com a necessidade, segundo normas legais regulamentares
supervenientes.
§ 1º- As disposições desta Norma Técnica Especial deverão ser atendidas
integralmente pelas instituições de longa permanência para idosos que vierem a se instalar
no município, a partir da data de sua publicação.
§ 2º - Fica concedido um prazo de 02(dois) anos, a contar da publicação desta
Norma Técnica Especial, para que as instituições de longa permanência para idosos que se
encontram atualmente instaladas no município se adaptem à mesma.
Neste caso, a Vigilância Sanitária consignará um Auto de Advertência, apontando as
irregularidades constatadas e o prazo de 02(dois) para correção.
§ 3º - As irregularidades que necessitarem de correção imediata, em virtude do risco
à saúde que possa trazer aos internos das instituições de longa permanência para idosos,
serão determinadas imediatamente pela Vigilância Sanitária Municipal, independente do
prazo fixado no parágrafo anterior, inclusive com a interdição das mesmas, se for o caso.
Belo Horizonte, 15 de dezembro de 2000.

Maria do Socorro Alves Lemos


Secretária Municipal de Saúde e Gestor do SUS-BH
7. BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA - BPC

O idoso institucionalizado, freqüentemente, não conta com o apoio de sua família.


Diante desse fato, torna-se necessário que o Promotor de Justiça, ao visitar as entidades
asilares a fim de fiscalizá-las, verifique se os idosos têm direito ao Benefício de Prestação
Continuada –BPC, orientando-os nos seus direitos.
O BPC é um benefício garantido pela Constituição Federal de 1988 que, na Seção IV –
Da Assistência Social, art. 203, inciso IV, determina “a garantia de um salário mínimo de
benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir
meios de prover a manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a Lei”.
A Lei Orgânica de Assistência Social – LOAS, n° 8.742, de 7 de dezembro de 1993, no
seu Artigo 2°, inciso V, regulamenta esse benefício assistencial, garantindo um salário
mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem
não possuir meios de prover a própria manutenção ou tê-la provida por sua família. É o
chamado Benefício de Prestação Continuada.
Dentre as pessoas que podem receber o benefício estão todas as pessoas idosas, com 65
anos ou mais, conforme o Estatuto do Idoso – Lei Federal nº 10.741/03, pertencentes a
famílias com renda familiar per capita inferior a ¼ do salário mínimo, independentemente
de terem realizado contribuições para a previdência social.
O benefício já concedido a qualquer membro da família nos termos do caput do art. 34
do Estatuto do Idoso não será computado para os fins do cálculo da renda familiar per capita
a que se refere a LOAS.
Para efeito de concessão do benefício assistencial, considera-se família o conjunto de
pessoas elencadas no art.16 da Lei n° 8.213, de 24.7.1991, desde que vivam sob o mesmo
teto, assim entendido o cônjuge, a companheira ou companheiro, os pais, os filhos, os
irmãos e os equiparados a essas condições, não emancipados, menores de 21 anos ou
inválidos.
A comprovação da renda familiar deverá simplesmente ser declarada pelo requerente ou
pelo seu representante legal.
Para requerer o BPC o interessado ou o seu representante deverá comparecer ao posto
do INSS mais próximo de sua residência e preencher o formulário adequado.
Cabe salientar que o BPC não é aposentadoria, nem renda mensal vitalícia. Será revisto
a cada dois anos para avaliação da continuidade das condições que lhe deram origem,
podendo, inclusive, ser suspenso ou cessado se comprovada qualquer irregularidade.
Maiores informações sobre o referido benefício podem ser solicitadas ao CAO-PPDI.
8. MODELOS
8.1 PORTARIA INAUGURAL

INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO Nº

A representante do Ministério Público Estadual, no uso de suas atribuições constitucionais e


legais de tutela dos interesses dos idosos, e
Considerando que é atribuição do Ministério Público a incumbência da defesa da ordem
jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art. 127
da Constituição Federal e art. 119 da Constituição do Estado de Minas Gerais);
Considerando que a Constituição Federal determina como função institucional do Ministério
Público a assistência e proteção dos interesses difusos e coletivos, entre eles o da pessoa
idosa, inclusive através da promoção de inquérito civil público e ação civil pública (art. 129,
II e III; e art. 230 da Constituição Federal);
Considerando que a Lei Orgânica do Ministério Público prevê como função do Ministério
Público a fiscalização dos estabelecimentos que abriguem idosos (art. 25 da Lei Federal nº
8.625/93);
Considerando que é atribuída ao Ministério Público Estadual a função de defesa dos direitos
e proteção aos idosos (art. 61, X, Lei Complementar Estadual nº 34/94);
Considerando que a incumbência da defesa dos direitos da pessoa idosa junto ao Poder
Judiciário compete também ao Ministério Público (art. 13, I, Decreto Federal nº 1948/96);
Considerando que o envelhecimento populacional é uma realidade incontestável em todo
mundo, sendo o brasileiro um dos mais acelerados, só comparável ao do México e Nigéria, e
que até o ano 2.025 levará o Brasil a ocupar o 6º ou 5º lugar dentre os países de população
idosa, passando da cifra de 14 milhões de pessoas com 60 ou mais anos de idade para 33 ou
34 milhões, o que poderá causar desarmonia social;
Instaura o presente inquérito civil público para verificar
Nomeia-se .........................- Secretária-Escrevente, formalizando o encargo por Termo de
Compromisso nos autos.
Autue-se, registre-se e conclusos.

(Cidade),

Promotor(a) de Justiça
8.2 NOTIFICAÇÃO PARA EXAME DOS DOCUMENTOS DE INSTITUIÇÃO
FILANTRÓPICA

Ofício nº________ /______. _____________________, de ________ de __________.

NOTIFICO V. Sa. para comparecer na sede da Promotoria de Justiça de Defesa


dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência e dos Idosos, situada na _____________
______________________________________________, no dia ______ / ______ / ______
às _______________ horas, para prestar informações acerca da entidade asilar filantrópica
______________________________________________________________.

V. Sa. deverá vir munido da seguinte documentação atualizada:

♦ Cópia do regimento interno da instituição atualizado ou estatuto social da entidade (art.


8º da Lei Municipal nº 7.099/96 c/c art. 4º, II da Resolução nº 0174/98 CMAS-BH);
♦ Cópia da ata de eleição da atual diretoria da entidade e da mantenedora (art. 8º da Lei
Municipal nº 7.099/96 c/c art. 4º, III da Resolução nº 014/98 CMAS-BH);
♦ Cópia do registro ou inscrição da entidade no Conselho Estadual ou Municipal de
Assistência Social ou no Conselho Municipal do Idoso (arts. 9º e 18, IV, da Lei Federal nº
8.742/93);
♦ Cópia do Alvará Municipal e Autorização Sanitária (art. 19 da Lei Municipal 7.031/96
c/c art. 3º da Norma Técnica Especial 004/2000 da Portaria SMSA/SUS-BH nº 052/2000);
♦ Cópia do Alvará Municipal de Localização e Funcionamento (art. 1º da Lei Municipal
nº 6854/95);
♦ Cópia de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ, bem como o
número da entidade filial, se houver. ( art. 8º da Lei Municipal nº 7.099/96 c/c art. 4º, IV, da
Resolução nº 014/98 CMAS-BH);
♦ Folha de Antecedentes Criminais dos atuais diretores (art. 120, V, da CE/89, art. 110,
XXVII da Lei Complementar nº 34/94 e art. 4º, V, da Resolução nº 014/98 de 08 de
setembro de 1998);
♦ Formulário para identificação da fonte de renda dos idosos institucionalizados
devidamente preenchido (art. 120, V, da CE/89 e art. 110, XXVII da Lei Complementar nº
34/94);
♦ Cópia do Certificação de Qualificação para Cuidadores de Idoso (art. 110, XXVII da
Lei Complementar nº 34/94);
♦ Cópia do Certificado de Manipulador de Alimentos (Portaria SMSA-SUS / BH nº 018,
de 30/08/2001);
♦ Cópia da Certidão de Óbito do idoso institucionalizado.

Promotor(a) de Justiça

Ao Senhor
Responsável pelo Asilo
8.3 NOTIFICAÇÃO PARA EXAME DOS DOCUMENTOS DE INSTITUIÇÃO
PARTICULAR

Ofício nº________ /______. _____________________, de ________ de __________.

NOTIFICO V. Sa. para comparecer na sede da Promotoria de Justiça de Defesa


dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência e dos Idosos, situada na _____________
______________________________________________, no dia ______ / ______ / ______
às _______________ horas, para prestar informações acerca da entidade asilar filantrópica
______________________________________________________________.

V. Sa. deverá vir munido da seguinte documentação atualizada:

♦ Cópia do ato ou contrato constitutivo da entidade, devidamente registrado, com a


última alteração. (art. 8º da Lei Municipal nº 7.099/96 c/c art. 3º, “b”, da Resolução nº
015/98 CMAS-BH);
♦ Cópia do contrato de prestação de serviço da instituição. (art. 8º da Lei Municipal nº
7.099/96 c/c art. 4º, II, da Resolução nº 014/98 CMAS-BH);
♦ Cópia do Alvará Municipal e Autorização Sanitária (art. 19 da Lei Municipal 7.031/96
c/c art. 3º da Norma Técnica Especial 004/2000 da Portaria SMSA/SUS-BH nº 052/2000);
♦ Cópia do Alvará Municipal de Localização e Funcionamento (art. 1º da Lei Municipal
nº 6854/95);
♦ Cópia de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ, bem como o
número da entidade filial, se houver. (art. 8º da Lei Municipal nº 7.099/96 c/c art. 4º, IV da
Resolução nº 014/98 CMAS-BH);
♦ Folha de Antecedentes Criminais dos atuais diretores. (art. 120, V, da CE/89, art. 110,
XXVII da Lei Complementar nº 34/94 e art. 4º, V, da Resolução nº 014/98 de 08 de
setembro de 1998);
♦ Formulário para identificação da fonte de renda dos idosos institucionalizados
devidamente preenchido. (art. 120, V, da CE/89 e art. 110, XXVII da Lei Complementar nº
34/94);
♦ Cópia do Certificação de Qualificação para Cuidadores de Idoso (art. 110, XXVII da
Lei Complementar nº 34/94);
♦ Cópia do Certificado de Manipulador de Alimentos (Portaria SMSA-SUS / BH nº 018,
de 30/08/2001);

Promotor(a) de Justiça

Ao Senhor
Responsável pelo Asilo
8.4 FORMULÁRIO PARA IDENTIFICAÇÃO DA FONTE DE RENDA DOS IDOSOS
INSTITUCIONALIZADOS

Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de


Deficiência e do Idoso da Comarca de ________________________________

Telefone: ( ) _________________ - Fax.: ( ) _________________

Nome da Unidade Asilar: ____________________________________________________


Nome do responsável pela entidade: ___________________________________________
Este formulário deve ser xerocopiado e preenchido para identificação de todos os idosos
institucionalizados. _________________________________________________________

01 - Nome do idoso(a) abrigado(a): ___________________________________________


Xerox da C.I. ou Registro de Nascimento e CPF do(a) idoso(a): ______________________
Nome do(a) responsável pelo(a) idoso(a), endereço, telefone, bem como xerox da C.I. e
CPF:______________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
Data de entrada na entidade asilar: ______________________________________________
Qual o rendimento que o(a) idoso(a) recebe? _____________________________________
N.º do Cartão Bancário de Recebimento: _________________________________________
Valor do rendimento: ________________________________________________________
Valor repassado pelo(a) idoso(a) à entidade: ______________________________________
Nome do(a) responsável pelo recebimento do rendimento, endereço, telefone, bem como
xerox da C. I., do CPF, do comprovante do recebimento e da procuração, informando qual o
grau de parentesco ou outro vínculo com o(a) idoso(a): _____________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

02 - Nome do idoso(a) abrigado(a): ___________________________________________


Xerox da C.I. ou Registro de Nascimento e CPF do(a) idoso(a): ______________________
Nome do(a) responsável pelo(a) idoso(a), endereço, telefone, bem como xerox da C.I. e
CPF:______________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
Data de entrada na entidade asilar: ______________________________________________
Qual o rendimento que o(a) idoso(a) recebe? _____________________________________
N.º do Cartão Bancário de Recebimento: _________________________________________
Valor do rendimento: ________________________________________________________
Valor repassado pelo idoso à entidade: __________________________________________
Nome do(a) responsável pelo recebimento do rendimento, endereço, telefone, bem como
xerox da C. I., do CPF, do comprovante do recebimento e da procuração, informando qual o
grau de parentesco ou outro vínculo com o(a) idoso(a): __________________________
__________________________________________________________________________
9. TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA
9.1 Objetivo: reforma nas instalações das instituições asilares e garantia da segurança
dos idosos.

TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA

Inquérito Civil nº 008/2001

Compromitente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Compromissário: INSTITUTO GERIÁTRICO AFONSO PENA SANTA CASA DA


MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE

Aos vinte dias do mês de dezembro do ano de 2001, na sede da Promotoria de


Justiça de Defesa das Pessoas Portadoras de Deficiência e Idosos de Belo Horizonte, perante
as Doutoras SIMONE MONTEZ PINTO MONTEIRO e ANA LETÍCIA MARTINS DE
SOUZA – Promotoras de Justiça, compareceu o Sr. Saulo Levindo Coelho, Provedor da
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, através de seu procurador com poderes
especiais para firmar Termo de Ajustamento de Conduta, o Sr. Antônio Carlos Braga, C.I. nº
M-196.019, CPF nº 156.154.726-34, para celebrar com o Ministério Público o presente
Termo de Ajustamento de Conduta.

Tendo em vista o apurado no Procedimento Administrativo nº 008/01, com o


objetivo de se assegurar rápida conclusão da ala masculina do Instituto Geriátrico Afonso
Pena, de garantir conclusão das obras, assume o compromissário as seguintes obrigações a
serem cumpridas no Instituto Geriátrico Afonso Pena – IGAP:

1º) assegurar aos idosos transferidos provisoriamente para a ala feminina da entidade
assistência adequada, em especial no que tange à alimentação, assistência médica, higiene e
lazer;

2º) não receber outros idosos enquanto as obras não forem concluídas;
3º) concluir as obras estritamente em conformidade com o cronograma físico-
financeiro apresentado à Promotoria de Justiça e que passa a ser parte integrante do presente
Termo;

4º) transferir os idosos do sexo masculino para a nova ala da entidade até o dia
primeiro de abril de 2002, quando o local utilizado pelos idosos (dormitórios e banheiros)
deverá estar com as obras concluídas, contando com os elementos necessários ao adequado
atendimento dos mesmos.

O descumprimento pelo compromissário das obrigações assumidas em qualquer das


cláusulas do presente TERMO, implicará, além das medidas judiciais e administrativas
cabíveis, a aplicação imediata da multa no valor de R$500,00 (quinhentos reais) por dia, até
o efetivo cumprimento da obrigação e em sujeição à execução judicial da obrigação de
fazer.

A multa prevista acima deverá ser recolhida ao FUNDO ESTADUAL DE DEFESA


DO CONSUMIDOR, Banco do Brasil S/A, agência 1629-2, Conta nº 650501-5,
Procuradoria-Geral de Justiça com Procon Estadual.

Qualquer valor depositado na referida conta deverá ser informado e encaminhada


cópia do recolhimento.

Lido e assinado, o presente compromisso constitui-se TÍTULO EXECUTIVO.

PROMOTORA DE JUSTIÇA: _____________________________________________

PROMOTORA DE JUSTIÇA: _____________________________________________

COMPROMISSÁRIO: ___________________________________________________

ESCREVENTE: _________________________________________________________
9.2 - Objetivo: melhoria do atendimento aos idosos institucionalizados pela Prefeitura
de Belo Horizonte.

TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA

Inquérito Civil Público nº 009/2002

Compromitente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Compromissário: Prefeitura Municipal de Belo Horizonte

Aos vinte e seis dias do mês de agosto do ano de 2003, na sede da Promotoria de
Justiça de Defesa dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência e Idosos de Belo
Horizonte, perante a Doutora SIMONE MONTEZ PINTO MONTEIRO – Promotora de Justiça e
Coordenadora Estadual e a Doutora ANA PAULA MENDES RODRIGUES – Promotora de
Justiça, compareceram o Doutor JORGE RAIMUNDO NAHAS – Secretário Municipal de
Coordenação da Política Social e o Doutor MARCO ANTÔNIO DE REZENDE TEIXEIRA –
Procurador-Geral do Município de Belo Horizonte, para nos termos do artigo 5º, § 6º da Lei
nº 7.347, de 24/07/85, celebrar com o Ministério Publico do Estado de Minas Gerais, o
presente Termo de Ajustamento de Conduta.

O presente compromisso é assumido em conjunto com as Secretarias Municipais de


Belo Horizonte, objetivando garantir, por parte do poder público municipal, melhor
atendimento aos idosos abrigados nas instituições asilares de longa permanência
filantrópicas, doravante denominadas simplesmente ILPs, localizadas no município de Belo
Horizonte, em conformidade com a legislação em vigor, em especial a Lei Federal n.º 8.842,
de 04 de janeiro de 1994, o Decreto Federal n.º 1.948, de 03 de julho de 1996, que a
regulamentou, a Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte, especificamente o artigo n.º
179, §§ 1.º e 2.º, a Lei Municipal n.º 6.173, de 28 de maio de 1992, a Lei Municipal n.º
7.930, de 30 de dezembro de 1999, a Portaria n.º 810/89 do Ministério da Saúde e a Portaria
SMSA/SUS-BH n.º 052/2000.

Assume a compromissária, por intermédio de suas Secretarias Municipais, as


seguintes obrigações junto ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais:

1.A SECRETARIA MUNICIPAL DE COORDENAÇÃO DE POLÍTICAS SOCIAIS:


1.1 Deverá manter, a partir da presente data, em caráter permanente, grupo de
estudos e pesquisas composto por representantes das Secretarias Temáticas da Política
Social para tratar de aspectos da assistência asilar, bem como outras áreas afins à Política
Municipal do Idoso, com reuniões, no mínimo mensais, encaminhando ao Ministério
Público relatório semestral das atividades desenvolvidas, para ciência.

2.A SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE:

2.1 Deverá manter os médicos das ILPs, bem como os médicos das equipes do
Programa de Saúde da Família atualizados quanto às normas para prescrição médica e
protocolo para avaliação global do idoso, encaminhando cópia a estes, bem como remetendo
relatório das atividades ao compromitente, em um prazo de 60 (sessenta) dias;

2.2 Deverá proceder levantamento das condições de saúde mental dos idosos das
ILPs e disponibilizar encaminhamento terapêutico adequado, em um prazo de 60 dias, a
partir da presente data, apresentando relatório ao compromitente no referido prazo;

2.3 Deverá apresentar projeto para reabilitação dos idosos institucionalizados nas
ILPs, em parceria com Instituições de Ensino Superior, em um prazo de 120 (cento e vinte)
dias;

2.4 Deverá fiscalizar, no mínimo semestralmente, por meio da Vigilância Sanitária


Municipal, as condições sanitárias de todas ILPs, encaminhando cópias dos relatórios
conclusivos ao compromitente, no prazo de 10 dias de sua elaboração;

2.5 Deverá fornecer, gratuitamente, “Curso de Qualificação de Cuidadores de Idosos


em Instituições de Longa Permanência” no Município de Belo Horizonte, para todos os
funcionários e dirigentes das ILPs, pelo menos bimestralmente, até que todos inscritos
tenham feito o curso e, após isto, pelo menos semestralmente, para atualização dos
interessados;

2.6 A compromissária deverá protocolizar junto ao compromitente, com pelo menos


15 dias de antecedência, documento indicando a data de realização do curso descrito no item
anterior, o número de vagas disponíveis e demais detalhes pertinentes;

2.7 Após a realização do curso descrito no item 2.5, a compromissária encaminhará


ao compromitente, em um prazo de 15 dias, a relação dos participantes com nome completo,
função e instituição asilar à qual pertence;
2.8 Deverá fornecer, gratuitamente, “Curso em Biossegurança e Prevenção de
Doenças Infecto-Contagiosas e Parasitárias”, por meio da Vigilância Sanitária Municipal,
aos funcionários e dirigentes das ILPs, pelo menos bimestralmente, até que todos os
funcionários e dirigentes inscritos tenham feito o curso e, pelo menos anualmente, para
atualização dos funcionários e dirigentes das ILPs interessados;

2.9 A compromissária deverá protocolizar junto ao compromitente, com pelo menos


15 dias de antecedência, documento indicando a data de realização do curso descrito no item
anterior, o número de vagas disponíveis e demais detalhes pertinentes;

2.10 Após a realização do curso descrito no item 2.8, a compromissária encaminhará


ao compromitente, em um prazo de 15 dias, a relação dos participantes com nome completo,
função e instituição asilar à qual pertence;

2.11 Deverá incluir módulo de capacitação em saúde bucal, no “Curso de


Qualificação para Cuidadores de Idosos em Instituições de Longa Permanência”, constante
do item 2.5 do presente instrumento;

2.12 Deverá oferecer atendimento prioritário aos idosos abrigados em ILPs, nos
consultórios odontológicos da rede pública municipal, informando, por escrito, às ILPs
acerca desse direito;

2.13 Deverá disponibilizar, gratuita e trimestralmente, escova e creme dental nas


unidades de saúde para os idosos abrigados em ILPs;

2.14 Deverá ser feita avaliação da saúde bucal dos idosos institucionalizados nas
ILPs, pelo menos anualmente, para prevenção do câncer de boca.

2.15 Para comprovação do cumprimento dos itens 2.12, 2.13 e 2.14 deste
instrumento, a compromissária deverá encaminhar relatório, em um prazo de 30 dias,
indicando as providências tomadas.

3.A SECRETARIA MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CIDADANIA:

3.1 Deverá promover Cursos de Alfabetização para os idosos das ILPs, a partir do
mês de agosto de 2003, encaminhando ao compromitente relatórios trimestrais das
atividades desenvolvidas;
3.2 Deverá promover o “mutirão da identidade” com idosos das ILPs, em parceria
com o Instituto de Identificação da Polícia Civil, a partir de agosto de 2003, encaminhando
ao compromitente relatórios trimestrais.

4.SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL:

4.1 Deverá orientar os responsáveis pelas ILPs quanto à necessidade de obtenção


dos documentos exigidos para seu funcionamento, a fim de viabilizar a formalização de
convênio com o Poder Público na rede de prestação de serviço de assistência social.

5.SECRETARIA MUNICIPAL DE ABASTECIMENTO:

5.1 Deverá fornecer, gratuitamente, “Curso de Manipulação de Alimentos e


Nutrição” aos funcionários responsáveis pelo setor de cozinha das ILPs, conforme
cronograma em anexo, entregue neste ato, que faz parte integrante deste Termo;

5.2 A compromissária deverá informar ao compromitente, por escrito, acerca de


qualquer alteração no cronograma referido no item anterior, com antecedência mínima de15
dias;

5.3 Após a realização do curso referido no item 5.1, a compromissária encaminhará


ao compromitente, em um prazo de 15 dias, a relação dos participantes com nome completo,
função e instituição asilar à qual pertence;

5.4 Deverá fornecer, mensal e continuadamente, gêneros alimentícios perecíveis e


não perecíveis, garantindo a alimentação básica dos idosos nas ILPs conveniadas.

6.SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DA CAPITAL:

6.1 Deverá realizar obras arquitetônicas na rede conveniada, respeitando as normas


contidas na legislação vigente, tendo como referência as normas técnicas da NBR 9050/94
da ABNT, visando a garantir ou facilitar a acessibilidade dos idosos nas ILPs conveniadas,
conforme laudos de vistorias técnicas e cronograma em anexo, entregue neste ato, que faz
parte integrante deste Termo, apresentando trimestralmente, relatório técnico ao
compromitente, até a execução total das obras;

6.2 Na hipótese de necessária prorrogação do cronograma descrito no item 6.1, por


algum motivo operacional, será a mesma solicitada, de forma imediata, ao compromitente,
acompanhada de parecer técnico justificatório.

7.A SECRETARIA MUNICIPAL DE ESPORTES:


7.1 Deverá ampliar o programa “Vida Ativa” para metade das ILPs conveniadas até
julho de 2004, e para as demais, até fevereiro de 2005, remetendo-se ao compromitente
relatório trimestral das atividades desenvolvidas, indicando o número de idosos beneficiados
por instituição.

8.A celebração do presente Termo de Ajustamento de Conduta não impede o


Compromitente de fiscalizar a observância de outros direitos das pessoas idosas, não
abrangidos neste Instrumento.

O descumprimento pela Compromissária das obrigações assumidas em qualquer das


cláusulas do presente TERMO, implicará, além das medidas judiciais e administrativas
cabíveis, responsabilidade pessoal do administrador público na aplicação imediata da multa
no valor de R$ 1.000,00 (hum mil reais) por dia, devidamente corrigido pelo INPC ou outro
índice que vier a substituí-lo, até o efetivo cumprimento da obrigação.

A multa prevista deverá ser recolhida ao FUNDO DE DEFESA DOS DIREITOS


DIFUSOS – FDD – Secretaria de Direito Econômico – SDE/MJ, Banco do Brasil S/A –
001, Agência 3602-1, Conta nº 170.500-8, Depósito Identificado: 200107.20905.002-1, para
depósitos referentes a multas e indenizações decorrentes da aplicação da Lei nº 7.853/89,
desde que não destinadas à reparação de danos a interesses individuais.

Qualquer valor depositado na referida conta deverá ser informado e encaminhada


cópia do recolhimento.

Lido e assinado, o presente compromisso constitui-se TÍTULO EXECUTIVO, nos


termos do artigo 585, VII, do Código de Processo Civil Brasileiro.

Certifico e dou fé que o presente Termo de Ajustamento de Conduta foi lavrado por
mim, nesta data, contando com ( ) laudas. , Secretário(a)-Escrevente.

COMPROMISSÁRIO: ________________________________________________

PROMOTORA DE JUSTIÇA: __________________________________________

PROMOTORA DE JUSTIÇA: __________________________________________


10. INICIAL DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA - IDOSOS
EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA _____ VARA CÍVEL DA
COMARCA DE SÃO LUÍS

O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL, através de seu PROMOTOR DE JUSTIÇA DA


PROMOTORIA DE JUSTIÇA ESPECIALIZADA DOS DIREITOS DOS CIDADÃOS PORTADORES DE
DEFICIÊNCIA E IDOSOS, nos termos dos artigos 127 e 129, III, da Constituição Federal, do
artigo 5º, da Lei Federal nº 7.347/85 e do artigo 25, inciso IV, alínea a, da Lei Federal
8.625/93, vem à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 230, caput, da
Constituição Federal, no artigo 4º, inciso III, Segunda parte, no artigo 10, inciso I, alínea a e
inciso II, alíneas a e b, e inciso VII, alínea a da Lei nº 8.842/94, no Decreto Federal nº
1.948/96 e na Portaria 810/89, dentro dos parâmetros estabelecidos pela NBR 9050, ajuizar

AÇÃO CIVIL PÚBLICA, COM PEDIDO LIMINAR PARA CUMPRIMENTO DE


OBRIGAÇÃO DE FAZER contra

O ASILO DE MENDICIDADE DE SÃO LUÍS, Sociedade Civil de caráter


beneficente, filantrópico e autônomo, declarada de utilidade pública pelo Decreto nº
183,26/11/98, CGC 60.296.0991009/0001-05, situado na Rua das Paparaúbas, São
Francisco, nesta Cidade, representado pelo seu presidente, senhor Carlos Magno Pinheiro
Castro, conforme o art. 26, a, do Estatuto Social,
pelos motivos de fato e de direito adiante expostos:
I. DO CABIMENTO DA AÇÃO E LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO
A presente ação vem alicerçada na Lei Federal nº 7.347/85, que instituiu no sistema
jurídico pátrio a Ação Civil Pública, para a proteção dos chamados interesses difusos e
coletivos, assim entendidos, numa definição simplista: difusos, os interesses de pessoas
indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato; coletivos, os interesses de grupo,
categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação
jurídica base.
A Lei Federal nº 7.347/85 atribuiu ao Ministério Público legitimidade para a
propositura da Ação Civil Pública.
Com o advento da Constituição Federal de 1988, foi alargado o campo de incidência
da Ação Civil Pública com a inclusão da proteção de OUTROS INTERESSES DIFUSOS E
COLETIVOS (aí acrescida a defesa de interesse dos idoso), tarefa também delegada ao
Ministério Público como previsto no seu art. 129, III.
Art. 129 – São funções institucionais do Ministério Público:
I -...
II -...
III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio
público e social, do meio ambiente, e de outros interesses difusos e coletivos.
Aos textos legais referidos, acrescenta-se a legitimação outorgada pelo art. 25, inciso
IV, alínea a, da Lei Orgânica Nacional do Ministério Público (Lei Federal 8.625/93) e artigo
26, inciso V, alínea a, da Lei Orgânica Estadual do Ministério Público (Lei Complementar
Estadual nº 13/91).
Ademais, o art. 127, caput, da Constituição Federal, estabelece de maneira clara e
precisa a legitimação do Ministério Público para figurar no polo ativo da presente demanda
ao prescrever que o Ministério Público é instituição permanente, essencial à função
jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático
e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.
II. INTERESSE DE AGIR
Quando a lei confere legitimidade de agir ao Ministério Público, presume o interesse
processual desta Instituição, de tal sorte que o simples fato de a norma processual chamar o
Ministério Público já caracteriza o seu interesse.
Como se sabe, o interesse de agir é avaliado pelo binômio necessidade-adequação.
No caso em questão, presente se acha a necessidade da tutela jurisdicional, tendo em vista
que o Asilo da Mendicidade não tem prestado um serviço adequado aos cidadãos idosos que
vivem nesse estabelecimento. Assim, torna-se auto-evidente o interesse processual do
Ministério Público, incumbido que está na defesa em juízo, dos interesses envolvidos na
hipótese.
Presente também está a adequação (relação existente entre a situação alegada pelo
autor e o provimento jurisdicional), conforme se extrai do art. 3º da Lei Federal 7.347/85,
que prevê a condenação na obrigação de fazer, em face do não cumprimento do art. 230,
caput, da Constituição Federal e de vários dispositivos da Lei Federal nº 8.842/94 e do
Decreto Federal 1.948/96, que obrigam a prestação de serviços e tratamento digno às
pessoas idosas, quanto mais àquelas que se encontram internadas, como forma de respeito
aos seus direitos fundamentais, garantidos expressamente pela Constituição Federal.
Demonstrado, portanto, o interesse de agir por parte do Ministério Público, que aliás
não é propriamente um interesse de agir, mas sim um dever de agir por parte da Instituição-
autora, a quem o ordenamento jurídico confere a responsabilidade de fazer cumprir preceitos
normativos na tutela dos idosos.
III. DOS FATOS E DO DIREITO
O Réu está situado na Rua das Paparaúbas, São Francisco, nesta cidade, sendo
dirigido pelo senhor Carlos Magno Pinheiro Castro.
Conforme se vê no Inquérito Civil nº 001/2000-PJCPDI, em anexo, o referido asilo,
que deveria oferecer serviços adequados aos idosos abandonados e/ou em situação de risco
que para lá são encaminhados, apresenta deficiente estrutura física, condições ruins de
higiene, número de funcionários insuficiente, inexistência de atividades ocupacionais e de
lazer aos idosos, eletrodomésticos em péssimo estado de conservação, mobília velha,
assistência médica e odontológica precária, além da falta de medicamentos, inexistência de
piso antiderrapante e banheiros adaptados.
Comprovam a situação anteriormente descrita os Relatórios da Assistente Social da
Promotoria de Justiça (fls. 29 a 39) e da Vigilância Sanitária (fls. 47 a 52 e 214), e as fotos
(fls. 236 a 241) insertos no Inquérito Civil nº 001/2000.
Dessa forma, não atendendo às necessidades básicas dos idosos que abriga, o Asilo
de Mendicidade vem desrespeitando o art. 230 da Constituição Federal, os arts. 10, I, a e b,
e VII, a e d, da Lei 8.842/94 e o Decreto 1.948/96, a NBR 9050 e as demais leis infringidas,
conforme se afere nas fls. 43 do Inquérito Civil nº 001/2000.
IV – DA RESPONSABILIDADE DO RÉU PELOS DANOS JÁ CAUSADOS E
PELOS QUE PODEM VIR A SER CAUSADOS
Neste ponto cabe trazer à colação o disposto no art. 37, § 6º da Constituição Federal,
com o escopo de tornar clara a responsabilidade objetiva do Asilo de Mendicidade pelos
danos já causados aos direitos indisponíveis das pessoas idosas, bem como por aqueles que
podem vir a ser causados a essas mesmas pessoas, tudo diante do descumprimento da
legislação já referida.
O Art. 37, § 6º, da Constituição Federal, assim é vazado – As pessoas jurídicas de
direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos
danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa (grifei).
Ora, o Asilo de Mendicidade, quando passou a existir juridicamente, assumiu o
encargo de prestar serviços de qualidade aos idosos que se encontram em seu espaço, não se
justificando o fato de prestar assistência filantrópica ou de piedade, para não oferecer bons
serviços aos idosos que lá se encontram abrigados.
Também não pode alegar que está sanando omissão do Estado, prestando o serviço
asilar a velhos carentes da comunidade, porquanto isso não é motivo para não acolher essas
pessoas fora dos requisitos estabelecidos estabelecidos na Constituição e nas leis. Se se
propôs a oferecer um serviço público, que ofereça um serviço de qualidade.
Sendo assim, tem-se que o Asilo de Mendicidade pode, inclusive, ser cobrado pelos
serviços que deixou de prestar aos idosos que abriga, pois tal atitude caracteriza evidente
lesão a direitos indisponíveis dessas pessoas, tanto na perspectiva material quanto moral.
Todavia, o que se quer, na verdade, é melhorar a qualidade de vida dos idosos que se
encontram no Asilo da Mendicidade e daqueles que venham a lá morar, razão pela qual o
referido asilo de São Luís deverá cumprir as exigências estampadas na Constituição Federal
e demais legislações mencionadas nesta peça, sob pena de ter de indenizar os danos
causados a direitos indisponíveis das pessoas idosas abrigadas nesse espaço asilar.
V – DOS PEDIDOS
Ante o exposto, requer-se:
Presente o fumus boni yuris e o periculum in mora, conceda liminar, determinando a
reestruturação física do Asilo da Mendicidade, melhoria das condições de higiene desse
espaço, o oferecimento de atividades ocupacionais e de lazer aos idosos lá abrigados,
melhoria dos serviços médicos e odontológicos ofertados, a construção de rampas que
possibilitem a acessibilidade de todos os idosos aos locais do Asilo, a colocação de piso
antiderrapante em todos os espaços e adaptação de todos os banheiros, num prazo de 6 (seis)
meses, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 1.000,00 (um mil reais), em
favor do fundo de defesa dos direitos difusos de que trata a Lei nº 7.347/85 e o Decreto
1.306/94;
Ao final, julgue a presente ação procedente para cominar ao réu às imposições
objeto do pedido de liminar, bem ainda condene, se não realizado o serviço na forma e no
tempo requeridos, a pagar indenização pelos danos causados aos direitos indisponíveis das
pessoas idosas abrigadas no Asilo da Mendicidade, no valor de 01 (um) salário mínimo,
multiplicado pelo número de meses em que cada idoso individualmente considerado se
encontra no asilo, onde deveria estar recebendo, desde o início, serviço de qualidade.
Por fim, a citação do Diretor-Presidente do Asilo, senhor Carlos Magno Pinheiro
Castro, para, querendo, ofereça contestação no prazo legal, sob pena de revelia e de
confissão ficta, adotando-se o rito ordinário, prosseguindo-se até final procedência dos
pedidos formulados e condenando-se ainda as demandadas ao pagamento dos ônus de
sucumbência (custas e despesas processuais) e consectários legais.
Requer-se, ainda, para garantir a efetiva fiscalização da ordem judicial, liminar e/ou
definitiva, seja dado conhecimento da mesma à Câmara de Vereadores de São Luís.
Protesta-se pela produção de todas as provas em direito admitidas, especialmente
juntada de novos documentos, depoimento pessoal, oitiva de testemunhas e perícia.
Dá-se à causa o valor de R$1.000,00 (um mil reais) apenas para efeitos fiscais.
Termos em que
Pede deferimento.
São Luís, 09 de abril de 2001.

PAULO ROBERTO BARBOSA RAMOS


Promotor de Justiça
11. RECOMENDAÇÃO Nº 04/2000
Recomenda à Secretaria Municipal de Saúde, aos hospitais públicos e aos
hospitais particulares conveniados ao SUS – Sistema Único de Saúde, a não
exigência de acompanhantes como condição de internação de idosos em tais
estabelecimentos.
O MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS, por meio da PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE
DEFESA DOS DIREITOS DAS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA E IDOSOS,
Considerando que é atribuição do Ministério Público a incumbência da defesa da ordem
jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art. 127
da Constituição Federal e art. 119 da Constituição do Estado de Minas Gerais);
Considerando que a Constituição Federal determina como função institucional do Ministério
Público a assistência e proteção dos interesses difusos e coletivos, entre eles o da pessoa
idosa (art. 129, II e III; e art. 230 da Constituição Federal);
Considerando que á atribuído ao Ministério Público Estadual a função de defesa dos direitos
e proteção aos idosos (Lei Complementar nº34/93, art. 61, VIII; Constituição do Estado de
Minas Gerais, art. 120, III c/c art. 225; Lei 8.625/93, art. 25, IV, ‘a’);
Considerando que a incumbência da defesa dos direitos da pessoa idosa junta ao Poder
Judiciário compete também ao Ministério Público (Decreto Federal nº 1.948/96, art. 13, I);
Considerando que cabe ao Ministério Público a defesa dos direitos assegurados em lei,
garantindo o respeito destes pelos órgãos da Administração Pública Estadual ou Municipal,
direta ou indireta (Lei nº 8.625/93, arts. 27, inciso II);
Considerando que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas
idosa, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e
garantindo-lhe o direito à vida (art. 230, caput, da Constituição Federal);
Considerando que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao
acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação
(Constituição Federal, art. 196);
Considerando que é competência dos órgãos e entidades públicas da área de saúde, dentro
da Política Nacional do Idoso, prevenir, promover, proteger e recuperar a saúde desse
segmento da população (Portaria nº 280/GM do Ministério da Saúde);
Considerando que as empresas, privadas ou públicas, prestadoras do serviço de saúde no
Município de Belo Horizonte, não têm o direito de exigir a presença de acompanhante para a
internação da pessoa idosa, sendo sim obrigadas a aceitar a permanência de parentes ou
amigos junto a pacientes maiores de 60 aos, conforme a Lei Municipal nº 7.110/96, art. 1º;
Considerando que, conforme representação nesta Promotoria de Justiça, alguns hospitais no
município de Belo Horizonte, em especial o Hospital Municipal Odilon Behrens, vêm
praticando ilegalmente a exigência de acompanhante para que o idoso consiga internação
nos mesmos;
Considerando que, conforme admitido pela Secretaria Municipal de Saúde, muitos hospitais
da rede particular conveniada têm exigido da Central de Leitos a presença de acompanhante
para o idoso como condição para sua internação via SUS;
Considerando que o SUS- Sistema Único de Saúde, no município de Belo Horizonte, possui
gestão plena, ou seja, é administrado pelo poder público municipal, via Secretaria Municipal
de Saúde;
resolve RECOMENDAR à Secretaria Municipal de Saúde, aos hospitais públicos e
aos hospitais particulares conveniados ao SUS - Sistema Único de Saúde- do Município de
Belo Horizonte, que não seja exigida a presença de acompanhantes como condição de
internação de pessoas idosas em tais estabelecimentos, sob pena de responsabilização
criminal de seus diretores, após a presente notificação, devendo, para tanto, ser normatizada
tal proibição, prevendo-se rigorosa penalidade administrativa para o caso do seu
descumprimento.
Fixando o prazo de 30 (trinta) dias para esclarecimentos sobre a adoção desta
recomendação, aproveitamos para apresentar a Vossa Excelência protestos de elevada
estima e distinta consideração.
Belo Horizonte, 06 de novembro de 2000.

SIMONE MONTEZ PINTO MONTEIRO


Promotora de Justiça
12. HOME-PAGE

Nesta oportunidade, gostaríamos de salientar que já se encontra à disposição na


internet a home page do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa
dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência e Idosos, no endereço
www.pgj.mg.gov.br/caoppdi, onde legislação específica, jurisprudência, doutrina, modelos
de peças práticas, recomendações, cartilhas e links podem ser consultados.

Lembramos aos nossos colegas que no menu “Fale com o CAO” podem ser feitas
representações e consultas a respeito dos direitos dos idosos.

A presente cartilha também poderá ser encontrada na página do CAOPPDI, devendo


os nobres colegas apresentar sugestões visando ao seu aperfeiçoamento e,
conseqüentemente, uma atuação mais efetiva do Ministério Público na defesa dos direitos
dos idosos, estando o CAOPPDI à inteira disposição para quaisquer esclarecimentos.