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ESCOLAS: ANTONIO VIEIRA DE BARROS E PROFESSOR MANUEL LEITE

PLANO DE TRABALHO DOCENTE

RESPEITO À DIVERSIDADE NA PRÁTICA


ESPORTIVA

PROFESSORES: Aurilú Sampaio Andrade, Cícera Silva, Francisca Aparecida de


Carvalho e José Costa Filho

SALGUEIRO, 2015
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PLANO DE TRABALHO DOCENTE INTERDISCIPLINAR

1-IDENTIFICAÇÃO:
ESCOLAS: ANO/SÉRIE:
Escola Professor Manuel Leite e Escola Antônio 2º e 3º Ano do Ensino Médio
Vieira de Barros

ÁREA (s) DO CONHECIMENTO: BIMESTRE: III


Português, Inglês e Educação Física

COMPONENTES CURRICULARES: PROFESSORES:


Debate Regrado, Jogo e Parte (s) filme (sem legenda) Aurilú Sampaio Andrade,
Cícera Silva, Francisca Aparecida
de Carvalho e José Costa Filho

2- JUSTIFICATIVA:

 Facilitar o processo de ensino aprendizagem, considerando que os componentes


interligados ampliam de forma significativa o acesso e compreensão do tema
proposto, dentro de cada área do conhecimento.
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3-EMENTA:

3.1- OBJETIVO GERAL:

Promover a discussão sobre o respeito à diversidade nas práticas esportivas a fim de que os
alunos venham aplicar nas práticas do cotidiano os conhecimentos adquiridos, assim como
inseri-los na realização de objetivos pessoais e profissionais.

3.1- OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

 Produzir textos argumentativos orais e defender um ponto de vista utilizando


diversos tipos de argumentos;
 Refletir sobre conceitos, valores, hábitos, atitudes que constituem a prática dos
jogos esportivos durante as aulas e em outros espaços e tempos da prática corporal;
 Produzir texto escrito, visando à compreensão e explicação dos jogos de forma
contextualizada, reorganizando o conteúdo e apresentando uma síntese, através da
elaboração de projetos a serem vivenciados na comunidade;
 Vivenciar novos jogos esportivos, respeitando as particularidades e generalizações,
quando na criação de novas regras e estratégias durante as aulas;
 Confrontar e vivenciar jogos diversos tanto aqueles da origem da cultura local como
aqueles de outras culturas;
 Compreender enunciados orais em situações comunicativas, considerando os
interlocutores, o objetivo comunicativo, as especificidades dos gêneros textuais, o
registro;
 Reconhecer os efeitos de sentido em decorrência do uso de diferentes recursos
coesivos na produção de textos orais.
 Identificar as diferenças de sentido acarretadas por diferenças fonéticas entre sons
específicos;
 Reconhecer o uso de contrações como marca de registro em diferentes gêneros;
 Compreender o efeito do uso dos marcadores conversacionais característicos do
Inglês, bem como de expressões faciais e corporais.
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5-CONTEÚDOSDA UNIDADE DIDÁTICA:

5.1-ESTRUTURANTES:

 Oralidade / Escuta - Língua Portuguesa, Língua Estrangeira - Inglês e


Educação Física.
 Escrita – Educação Física

5.2- ESPECÍFICOS:

 Debate Regrado;
 Jogo;
 Fragmento (s) de Filme (s)
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4-METODOLOGIA

Sensibilização

1. Recorte de jornais e revistas fotografias que tornem patentes alguns contrastes sociais ou
culturais. Exemplos: um jovem branco e outro negro, um executivo e um trabalhador braçal,
uma drag queen e um fisiculturista, um nordestino e um gaúcho.

2. Mostre aos alunos as fotos em pares, perguntando que personagem eles acreditam ter mais
capacidade intelectual. Qual parece mais bem-sucedido e honesto? Peça que justifiquem a
resposta. O objetivo é que a turma expresse suas visões, muitas vezes estereotipadas e
preconceituosas, sobre diferenças individuais.

Desenvolvimento
1ª etapa
 Exiba o filme “Invictus” legendado na íntegra.

 Oriente aos alunos que eles deverão identificar e anotar situações de tolerância e de
intolerância.

2ª etapa
 Exiba para a turma Trechos do filme "Invictus" sem legenda: último lance do jogo
(1h57m a 2h01m50s). Cena em que Mandela convoca o capitão da seleção sul-
africana e faz um discurso de incentivo ao time e de união entre negros e brancos
pelo esporte. Esta cena se passa antes do jogo final da Copa do Mundo de Rúgbi
(2h02m40s a 2h06m33s).
 Entregue a transcrição impressa das falas dos trechos reapresentados.
 Peça para que no decorrer da reapresentação das cenas, identifiquem e anotem:
 os efeitos de sentido em decorrência do uso de diferentes recursos coesivos na
produção de textos orais;
 as diferenças de sentido acarretadas por diferenças fonéticas entre sons
específicos;
 o uso de contrações como marca de registro em diferentes gêneros;
 o efeito do uso dos marcadores conversacionais característicos do Inglês, bem
como de expressões faciais e corporais.

 Socialização dos pontos anotados.

3ª etapa

 Peça que compartilhem com seus colegas os pontos anotados e as suas opiniões a
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respeito do que se passa no filme e na vida real e enriqueça a conversa com exemplos
de tolerância ou intolerância ocorridos com seleções e jogadores.
 Em seguida, debata com toda a classe a proposta do filme: mostrar o esporte como
forma de união de um país dividido pelo preconceito. Apresente um breve histórico
sobre o apartheid na África do Sul para que eles compreendam o simbolismo daquela
partida.

4ª Etapa

 Passe um vídeo sobre os tipos e fundamentos do futebol.


 Divida a turma em grupos e oriente uma pesquisa sobre a introdução do futebol no
Brasil. Peça para que descubram como essa prática esportiva, trazida de fora, tornou-
se parte importante de nossa história, uma manifestação genuinamente brasileira.
Peça que tragam alguns casos de intolerância noticiados pela imprensa, como a
atitude preconceituosa de torcedores que jogam bananas para jogadores negros ou
brigas entre jogadores adversários, brancos e negros.

5ª Etapa:
 Apresentação em sala das descobertas;

6ª Etapa
 Distribua cópias do texto “A Diversidade como valor em uma sociedade inclusiva”
para leitura.

A diversidade como valor em uma sociedade inclusiva


É inegável o caráter plural do brasileiro em função da mestiçagem de seu povo, pano de
fundo das expressões culturais mais diversas ao longo do território brasileiro. Poderia
parecer fácil e sem obstáculos falar a respeito de diversidade em um país mestiço como o
Brasil. No entanto, à qual diversidade nos referimos?

Segundo Sueli Carneiro, líder e ativista de movimentos de direitos dos negros e pertencente
ao Conselho Deliberativo da Care Brasil, "o primeiro receio que o debate sobre a diversidade
provoca é que se preste à despolitização dos processos de exclusão e discriminação que os
"diferentes" sofrem em nossa sociedade, ou seja, a forma pela qual historicamente esse
"diferente" vem sendo construído, em oposição a uma universalidade cultural branca e
ocidental supostamente legítima para se instituir como paradigma, segundo o qual a
identidade ou a diferença dos diversos povos da terra sejam medidas.

Estas questões vêm à tona quando falamos de diversidade como sinônimo de diferença. As
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diferenças físicas, étnicas, culturais, de gênero, etárias são um fato, mas não são o foco da
discussão. O ponto crucial do debate sobre diversidade é a percepção, a reflexão e a atuação
sobre os mecanismos sociais que transformam as diferenças em desigualdade, a ponto de
apagar a realidade da igualdade na diferença.

Propõe-se, portanto, que diversidade seja compreendida como um valor, onde estão
implicadas e articuladas as seguintes ideias: de igualdade na diferença, de diferença na
igualdade, de diferença socialmente transformada em desigualdade.

 Igualdade na diferença: valorizar a humanidade que provém de todo e qualquer indivíduo,


base da ideia de direitos humanos. Mesmo em casos graves de deficiência a pessoa deve ter
garantido seu direto de livre escolha e convívio social.
 Diferença na igualdade: as peculiaridades das pessoas devem ser reconhecidas, na medida
em que impliquem em adaptações para que sua participação social seja efetivada. Esta ideia
está na base do surgimento do conceito de diversidade.
 Diferença socialmente transformada em desigualdade: o resgate dos direitos humanos e a
valorização da diferença são formas de desconstruir a desigualdade. Esta é a base que
fundamenta a prática da diversidade como valor.
Por anos viveu-se a hegemonia dos iguais, ficando difícil romper com essa visão e perceber
que a diversidade não é problema. A promoção da diversidade como valor é a condição que
viabiliza o surgimento do novo. Costuma-se colocar o "diferente" na figura do outro, que se
torna um dessemelhante. É necessário que se perceba que todos somos diferentes. "Não há
um lugar 'normal' de onde se olha a humanidade à procura dos 'outros'. Somos todos diversos
e promover a diversidade é valorizar essa condição" (Políticas da Diversidade em Portugal,
in site: www.opusgay.org).

É necessário ir além da constatação de que somos todos diferentes. É preciso localizar e


corrigir as distorções minorando ou eliminando os mecanismos produtores de desigualdade.

Não se trata de fazer ufania das diferenças, desconsiderando os critérios de competência e


habilidades pessoais. Ao contrário, trata-se de detectar aqueles talentos socialmente
emudecidos, para que todos ganhem com a convivência e participem da promoção
incondicional da diversidade como valor.

Assim, a ideia de diversidade se coloca nesse momento como um valor a ser perseguido. No
cotidiano das organizações a busca pela representação da diversidade humana em seu bojo
deve traduzir-se em ações concretas, que vão desde uma redefinição da política de recursos
humanos até a revisão das atitudes de todos os colaboradores.

O respeito à diversidade como valor implica em atitudes proativas que levem da


contemplação à ação cotidiana. Este respeito pode ser medido em graus, seja em uma
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sociedade ou uma organização, o que nos permite medir o quanto elas se empenham no
sentido da promoção da diversidade.

Assumir medidas afirmativas, ou seja, "medidas especiais e temporárias que têm por objetivo
eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a igualdade de oportunidades
e tratamento, bem como compensar perdas provocadas pela discriminação e marginalização
por motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros" pode contribuir para, através da
convivência, dirimir os efeitos da segregação.

Assim, a política de adoção de cotas para negros nos vestibulares, de cotas para pessoas com
deficiência nos concursos públicos e a contratação de colaboradores que representem a
diversidade social são exemplos de ações afirmativas, embora não se esgotem nelas.

Qualquer mudança social é complexa e requer alterações em diferentes níveis de


intervenção, tais como, vivencial, social, cultural, econômico e político.

As ações afirmativas visam atingir os níveis vivencial, social e cultural, possibilitando,


através da convivência, a quebra de preconceitos arraigados.

Isso não é pouco. A convivência, a participação social, educacional e econômica dos grupos
minoritários na vida da comunidade gerará uma cadeia de transformações que, num
crescente, abre possibilidades de interferência nos níveis político e econômico.

Esta é a aposta. É o reconhecimento e o respeito pela diversidade como valor, considerada


criticamente, que pode gerar as mudanças devidas a esses segmentos populacionais e a toda
comunidade brasileira.

SISTEMA SORRI: 35 anos administrando a diversidade para construção de uma


sociedade inclusiva

 Promova um debate.
· Discuta como os esportes podem contribuir para acabar com as discriminações, aumentar o
apreço pela diversidade e promover a inclusão social.

7ª Etapa
 Reorganize os grupos e desafie seus alunos a criarem um novo modo de organizar
competições e jogos, com o objetivo de estimular todos a participar e transformar sua
escola num ambiente mais inclusivo. Para isso, eles deverão observar os grupinhos de
alunos, procurando identificar dificuldades de socialização de pessoas com
deficiência, tímidos, obesos, negros, brancos ou qualquer outro que se sinta diferente.
E pensar em formas de organizar a prática de esportes de modo a reverter essas
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dificuldades identificadas.
 Deverão estabelecer as regras do novo tipo de competição de forma a aproveitar o
potencial de contribuição de todos os alunos, promovendo a premiação de quem mais
participa e não de quem é mais rápido, mais habilidoso ou mais agressivo.

8ª Etapa
 Apresentação dos projetos de competição ou torneio para a turma.

9ª Etapa
 Proponha que a comunidade escolar experimente o novo modelo de jogos, definindo
um momento para que isso possa ser feito. Cada grupo deverá entrevistar pessoas
aleatoriamente para saber como se sentiram, sobretudo em relação à superação de
preconceitos. E em função das respostas, deverão aperfeiçoar o projeto de
competição.

7- AVALIAÇÃO

A avaliação é processual e contínua, identificando avanços e dificuldades, o desempenho dos


alunos durante as aulas, a realização das tarefas de leitura e escrita dos textos e das
atividades, a discussão em grupos, a análise das características textuais, dos elementos
gramaticais e ortográficos, a discussão das questões apresentadas pelo educador, somadas às
intervenções dele. Ocorrerá por meio de:
 Atividades individuais;
 Trabalhos em grupos;
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8- REFERÊNCIAS BIBIOGRAFICAS E MATERIAL DE APOIO

Proposta Curricular para o Ensino Médio nas Áreas de Língua Portuguesa,


Educação Física e Língua Estrangeira – Inglês

Plano de aula. Disponível em: http://www.gentequeeduca.org.br/planos-de-aula/como-


discutir-o-respeito-diversidade-na-pratica-esportiva-com-invictus Acesso em 07/06/2015.

Ficha de atividades. Disponível em:


http://estatico.cnpq.br/portal/premios/2014/pjc/imagens/publicacoes/13_Kit2012PJC_Fich
asAtividades.pdf Acesso em 07/06/2015.

A diversidade como valor em uma sociedade inclusiva. Disponível em:


http://www.sorri.com.br/diversidade_como_valor Acesso em 07/06/2015.