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ESCOLA ESTADUAL ANDRÉ VIDAL DE ARAÚJO

ALUNO (A): No:

Série: turma: Data:___/___/____


Avaliação de Lingua Portuguesa

QUESTAO 01 (Descritor: Identificar os elementos da narrativa: personagem, narrador, tempo e espaço.)

Assunto: elementos da narrativa

Considerando os elementos da narrativa, leia cada uma das citações a seguir e coloque, dentro dos parênteses
que as precedem, a letra

V – se a afirmativa for verdadeira;


F – se a afirmativa for falsa.

a) ( ) O espaço é o lugar onde se passa a ação. Exemplo:


“No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama afobado.”
(Mário de Andrade)

b) ( ) A personagem é a pessoa que participa da história. Exemplo:


“Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que
testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação.”
(Guimarães Rosa)

c) ( ) O tempo determina a ordem em que os fatos acontecem. Exemplo:


Nossa casa, no tempo, ainda era mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se
estendendo grande, fundo, calado que sempre.”
(Guimarães Rosa)

a) F – F –V
b) F – V – F
c) V – F – V
d) V – V – F

RESPOSTA: B

QUESTAO 02 (Descritor: Identificar os elementos da narrativa: personagem, narrador, tempo e espaço.)

Assunto: elementos da narrativa.

Para narrar uma história, é preciso considerar os elementos: espaço, tempo e personagens. O poema a seguir é um
texto narrativo e foi publicado em Libertinagem, livro que Manoel Bandeira lançou em 1930.

Poema tirado de uma notícia de jornal

João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro.
Bebeu.
Cantou.
Dançou.
Depois se jogou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

Responda, considerando a leitura do poema:


a) O que aconteceu?
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b) Quem é a personagem da história?

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c) Onde (espaço) acontece a história?

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d) Quando (tempo) aconteceu a história?

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RESPOSTA:
a) Um homem entrou num bar, bebeu, cantou, dançou e matou-se.
b) João Gostoso
c) Bar Vinte de Novembro e a Lagoa Rodrigo de Freitas
d) Numa noite.
QUESTÃO 03 (Descritor: verificar qual das informações condiz com os dados apresentados).

Nível de dificuldade: médio.


Assunto: interpretação textual.

Analise com atenção os gráficos a seguir.


(Superinteressante. Dezembro de 2009, p. 23)

Observando as informações é possível afirmar:

a) a porcentagem de pessoas que acessam a internet é proporcional ao número de indivíduos que saem para comer
fora.
b) as pessoas comunicam-se mais por meio de celular e das redes sociais (orkut, facebook etc); já via e-mail e MSN
a comunicação tende a diminuir.
c) as pessoas que acessam a internet saem mais de casa para comer e se divertir; já os indivíduos que têm acesso à
tecnologia conseguem fazer mais amigos.
d) as pessoas acreditam mais nas relações digitais, pois confiam 26% menos em seus vizinhos, por isso, há segundo
o gráfico uma tendência à extinção da comunicação oral.

QUESTAO 04 (Descritor: Justificar o emprego dos sinais de pontuação em frases diversas.)

Assunto: o emprego da pontuação em frases diversas.

Leia a história em quadrinhos e responda ao que se pede.


Assinale a opção que JUSTIFICA o emprego do ponto de exclamação no último quadrinho.

a) espanto.
b) admiração.
c) medo.
d) censura.

RESPOSTA: D

TEXTO

Daqui eu não saio!


Querem derrubar a casa de dona Inês. Ela já disse que não: que gosta da casa, do
espaço que ela tem, das histórias que transpiram em cada cantinho de parede, em cada risco no
chão, em cada marca do tempo. Mas os vizinhos não deixam dona Inês em paz: vende, dona
Inês. Nós já topamos. Vende ou não dá espaço para construir o prédio. Dona Inês diz que não.
Os filhos suplicam: vende, mãe. Ficar com essa velharia pra quê? Dona Inês responde que uai,
porque eu quero e pronto. O corretor imobiliário telefona dia e noite, o corretor e seu talão de
cheques, balançando como uma salsicha em frente ao cachorro. Mas dona Inês não quer
salsicha. Nem cheques. Só a sua casa.
Já tentaram convencer dona Inês de diversas maneiras. Uma delas foi ameaçá-la com
a possibilidade de uma escuridão eterna que os vizinhos de prédios altos sofrem. Dona Inês
respondeu que nem ligava. Com chuva ou com sol, dona Inês fica lá — em sua casa. A outra
tentativa foi assustá-la com a possibilidade de desvalorização: diziam que depois de feito o prédio
com os terrenos vizinhos, a casa dela nada valeria. VaIe para mim, responde, altiva, dona Inês.
As tentativas foram em vão.
A rua de dona Inês é um rio. O rio do tempo. Dela transbordam carros, transbordam
as mudanças da moda, das estações, da ética, da tecnologia e dos governos. Transbordam os
inevitáveis corretores imobiliários. Outras casas vizinhas foram sendo tragadas pela enchente da
rua. Desabando e se perdendo nas águas, uma a uma: a casa da tia Sara, com lindas árvores na
frente; o casarão com pinturas de azulejo e bela arquitetura de não sei quando; a imponência da
mansão daquele homem. Eram casas feitas de materiais vulneráveis.
A casa de dona Inês, não. Os tijolos de dona Inês são soldados com carinho, material
imperecível, invulnerável. Tinta cor de sépia, cor das fotos amarelecidas e da memória que sorri
de si mesma. A casa de dona Inês é a sua alma: casa viva, que respira, casa com infância e
maturidade, mas sem-fim. Alma imortal de dona Inês, a casa e sua teima no bairro de Lourdes.
Eu aqui singela, em meu apartamento bebê de sete anos, fico torcendo pela casa de
dona Inês. Eu que gostaria de uma foto, de um relato ao menos de que histórias povoaram esse
terreno antes que o BNH o tornasse possível para mim. Assistindo minha própria rua se
desmanchar, os pedaços de sua história levados para longe pelo vendaval do tempo. Eu que levei
minha filha de sete anos em excursão turística à padaria em frente, onde tantas vezes ela clamou
por um chips, agora apenas uma fachada é em breve o pó de onde viemos e aonde voltaremos.
Torcemos minha filha e eu, pela casa de dona Inês. Que ela possa contar para minha
filha adulta que a cidade centenária não nasceu ontem. Que as pessoas já viveram dias melhores
em termos de qualidade de vida. Que o modelo da megalópole não é o único possível ou
desejável. Talvez, acima de tudo, que a casa erguida de dona Inês, espremida que seja entre
prédios e fumaças, possa contar que — assim como nem todo homem — nem toda casa tem o
seu preço.

Rita Espeschit. Hoje em dia, 19/10/97. p.8.

QUESTÃO 05 (Descritor: Localizar características típicas de organização da narrativa (conflito e


desenlace, cenário, personagens, narrador, discurso direto e indireto) em textos.)

Assunto: Elementos da narrativa.

A partir do que nos sugere o texto, qual das características abaixo PODE SER atribuída à dona
Inês?
a) insegura.
b) maleável.
c) interesseira
d) persistente.

RESPOSTA: D

QUESTÃO 06 (Descritor: Localizar características típicas de organização da narrativa (conflito e


desenlace, cenário, personagens, narrador, discurso direto e indireto) em textos.)

Assunto: Elementos da narrativa.

Em todas as passagens seguintes, há uma palavra ou expressão que nos remete ao espaço da
narrativa, EXCETO

a) “Já tentaram convencer dona Inês de diversas maneiras.”


b) “que ela possa contar, para minha filha adulta, que a cidade centenária não nasceu ontem.”
c) “eu aqui singela em meu apartamento bebê de sete anos fico torcendo pela casa de dona
Inês.”
d) “alma imortal de dona Inês, a casa e sua teima no bairro de Lourdes.”

RESPOSTA: A

QUESTÃO 07 (Descritor: Localizar características típicas de organização da narrativa e a


verossimilhança em textos.)

Assunto: Elementos da narrativa.

Leia

Para produzirmos um texto é necessário que conheçamos o assunto que será explorado.
Mesmo que seja a partir de uma notícia de jornal, um documentário ou uma imagem, pois é
a partir de tais dados que produziremos.
O resultado desse processo de produção retratará nossa maneira de interpretar as fontes,
nossa visão de mundo e experiências vividas.
Para transmitir o que pretendemos, recriamos o real de acordo com a nossa vontade.

Explique os conceitos de verossimilhança interna e externa.


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