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Desenho Técnico

1.1 Criando um desenho técnico


O desenho é uma forma de linguagem usada pelos artistas. Desenho técnico é
usado pelos projetistas para transmitir uma idéia de produto, que deve ser feita
da maneira mais clara possível.

Mesmo preso por procedimentos e regras, um desenho técnico necessita que o


projetista use sua criatividade para mostrar, com facilidade, todos os aspectos da
sua idéia, sem deixar dúvidas.

Do outro lado, uma pessoa que esteja lendo um desenho deve compreender seus
símbolos básicos, que são usados para simplificar a linguagem gráfica,
permitindo que haja o maior número de detalhes possível.

1.2 Normas
São guias para a padronização de procedimentos. Dependendo do âmbito de seu
projeto, você pode encontrar normas internacionais, nacionais e internas de sua
empresa, que buscam padronizar os desenhos.

Antes de mais nada, Normas não são leis – o profissional pode não se prender a
todos os aspectos da norma, desde que justifique e se responsabilize por isso. No
caso do desenho técnico, não teremos normas que comprometam diretamente a
segurança pessoal, porém procura-se sempre manter um padrão.

As seguintes normas se aplicam diretamente ao desenho técnico no Brasil:

NBR 10067 – Princípios Gerais de Representação em Desenho Técnico


NBR 10126 – Cotagem em Desenho Técnico

Sendo complementadas pelas seguintes normas:

NBR 8402 – Execução de Caracteres para Escrita em Desenhos Técnicos


NBR 8403 – Aplicação de Linhas em Desenho Técnico
NBR 12296 – Representação de Área de Corte por Meio de Hachuras em Desenho
Técnico

Outras normas podem ser utilizadas para desenhos específicos: arquitetura,


elétrica, hidráulica...

1.3 Desenho digital

Atualmente o usos de ferramentas de CAD (Computed Aided Design – desenho


auxiliado por computador) tornou obsoleto o uso de pranchetas e salas de
desenhos nas empresas. Um dos programas mais conhecidos é o AutoCAD, criado
pela empresa Autodesk, bastante difundido no mercado.

Os textos dentro de caixas indicam procedimentos práticos de uso no AutoCAD


dos exemplos da apostila.

1.4 Instrumentos usados

1.4.1 Lápis e lapiseiras


Ambos possuem vários graus de dureza: uma grafite mais dura permite pontas
finas, mas traços muito claros. Uma grafite mais macia cria traços mais escuros,
mas as pontas serào rombudas.

Recomenda-se uma grafite HB, F ou H para traçar rascunhos e traços finos, e uma
grafite HB ou B para traços fortes. O tipo de grafite dependerá da preferência
pessoal de cada um.

Os lápis devem estar sempre apontados, de preferência com estilete. Para


lapiseiras, recomenda-se usar grafites de diâmetro 0,5 ou 0,3 mm.

1.4.2 Esquadros
São usados em pares: um de 45o e outro de 30o / 60o. A combinação de ambos
permite obter vários ângulos comuns nos desenhos, bem como traçar retas
paralelas e perpendiculares.

Para traçar retas paralelas, segure um dos esquadros, guiando o segundo


esquadro através do papel. Caso o segundo esquadro chegue na ponta do
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primeiro, segure o segundo esquadro e ajuste o primeiro para continuar o


traçado.

Figura 1 - Traçando retas paralelas com os esquadros

Figura 2 - Traçando retas perpendiculares com os esquadros

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Exercício
Utilize ambos os esquadros para traçar uma “estrela” de retas:, usando os
seguintes ângulos: 0o , 15o , 30o, 45o, 60o, 75o , 90o, 105o, 120o, 135o, 150o,
165o, 180o.

1.4.3 Compasso
Usado para traçar circunferências e para transportar medidas. O compasso
tradicional possui uma ponta seca e uma ponta com grafite, com alguns modelos
com cabeças intercambiáveis para canetas de nanquim ou tira-linhas.

Em um compasso ideal, suas pontas se tocam quando se fecha o compasso, caso


contrário o instrumento está descalibrado. A ponta de grafite deve ser apontada
em “bizel”, feita com o auxílio de uma lixa.

Os compassos também podem ter pernas fixas ou articuladas, que pode ser útil
para grandes circunferências. Alguns modelos possuem extensores para traçar
circunferências ainda maiores.

Existem ainda compassos específicos, como o de pontas secas (usado somente


para transportar medidas), compassos de mola (para pequenas circunferências),
compasso bomba (para circunferências minúsculas) e compasso de redução
(usado para converter escalas).

1.4.4 Escalímetro
Conjunto de réguas com várias escalas usadas em engenharia. Seu uso elimina o
uso de cálculos para converter medidas, reduzindo o tempo de execução do
projeto.

O tipo de escalímetro mais usado é o triangular, com escalas típicas de


arquitetura: 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100, 1:125. A escala 1:100 corresponde a
1 m = 1 cm, e pode ser usado como uma régua comum (1:1). O uso de escalas
será explicado mais adiante.

1.4.5 Folhas
O formato usado é o baseado na norma NBR 10068, denominado A0 (A-zero).
Trata-se de uma folha com 1 m2, cujas proporções da altura e largura são de

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1 : 2 . Todos os formatos seguintes são proporcionais: o formato A1 tem metade


da área do formato A0, etc.

Obtém-se então os seguintes tamanhos:

Ref Altura (mm) Largura (mm)


A0 841 1189
A1 594 841
A2 420 594
A3 297 420
A4 210 297
A5 148 210

Cabe ao desenhista escolher o formato adequado, no qual o desenho será visto


com clareza.

Todos os formatos devem possuir margens: 25 mm no lado esquerdo, 10 mm nos


outros lados (formatos A0 e A1) ou 7 mm (formatos A2, A3 e A4). Também
costuma-se desenhar a legenda no canto inferior direito.

1.4.6 Dobragem
Toda folha com formato acima do A4 possui uma forma recomendada de
dobragem. Esta forma visa que o desenho seja armazenado em uma pasta, que
possa ser consultada com facilidade sem necessidade de retirá-la da pasta, e que
a legenda estaja visível com o desenho dobrado.

As ilustrações abaixo mostram a ordem das dobras. Primeiro dobra-se na


horizontal (em “sanfona”), depois na vertical (para trás), terminando a dobra com
a parte da legenda na frente. A dobra no canto superior esquerdo é para evitar de
furar a folha na dobra traseira, possibilitando desdobrar o desenho sem retirar do
arquivo.

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2 1
3
4

2 1

4 3 2 1
5

Figura 3 - Dobragem de alguns formatos

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2. Conceitos e convenções básicas


2.1 Caracteres
Assim como o resto do desenho técnico, as letras e algarismos também seguem
uma forma definida por norma. Até pouco tempo atrás as letras eram desenhadas
individualmente com o auxílio de normógrafos e “aranhas”. Hoje, tem-se a
facilidade de um editor de texto para descrever o desenho.

Exemplo de caracteres usados (fonte ISOCP.TTF que acompanha o AutoCAD)

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ
abcdefghijklmnopqrstuwvxyz
1234567890

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ
abcdefghijklmnopqrstuwvxyz
1234567890
Também é comum usar a fonte Simplex no AutoCAD, em versões anteriores

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ
abcdefghijklmnopqrstuwvxyz
1234567890

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2.2 Cores
Desenhos técnicos, em geral, são representados em cor preta. Com as atuais
facilidades de impressão, tornou-se mais fácil usar cores nos desenhos, mas não
se deve exagerar.

Cada cor utilizada deve ser mencionada em legenda. Pode-se usar cores para
indicar peças diferentes, ou indicar o estado atual de uma peça (a retirar, a
construir, a demolir, etc).

2.3 Linhas
O tipo e espessura de linha indicam sua função no desenho.

Figura 4 - Exemplos de tipos de linhas

Contínua larga – arestas e contornos visíveis de peças, caracteres, indicação de


corte ou vista.
Contínua estreita – hachuras, cotas
Contínua a mão livre estreita (ou contínua e “zig-zag”, estreita) – linha de ruptura
Tracejada larga – lados invisíveis
Traço e ponto larga – planos de corte (extremidades e mudança de plano)
Traço e ponto estreita – eixos, planos de corte
Traço e dois pontos estreita – peças adjacentes

O uso de cada tipo de linha será visto detalhadamente nos próximos capítulos.

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2.4 Legenda
A legenda não informa somente detalhes do desenho, mas também o nome da
empresa, dos projetistas, data, logomarca, arquivo, etc. É na legenda que o
projetista assina seu projeto e marca revisões. Em folhas grandes, quando se
dobra o desenho, a legenda sempre deve estar visível, para facilitar a procura em
arquivo sem necessidade de desdobrá-lo.

Figura 5 - Exemplo de legenda

2.5 Entendendo desenho técnico mecânico


Como introdução ao desenho técnico, na grande maioria dos cursos é feita o
desenho mecânico. Logo, nada mais justo do que introduzir o aluno à
nomeclatura usada.

Abaixo temos um pequeno glossário dos principais termos usados:

Aresta – reta comum a dois planos; equivale a uma linha no desenho.


Broca – peça usada para furações.
Brocar – Furar com broca.
Calço – peça (geralmente uma cunha) usada para firmar ou nivelar.
Chanfrar – realizar um chanfro em uma peça.
Chanfro ou chanfradura – recorte em ângulo em uma aresta da peça.
Chaveta – peça colocada entre o eixo e a roda, com finalidade de engatá-las.

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Concordância – arredondado de uma aresta, podendo ser interno ou externo.


Entalhe – corte feito por serra.
Escarear – abrir um furo em uma forma cônica, geralmente para alojar a cabeça de
um parafuso.
Esmerilhar – acabamento de uma superfície.
Estampagem – obra em folha metálica, em geral recortada.
Decapagem – forma de alisar, polir ou limpar uma peça.
Forjar – dar forma a um metal quente a partir de golpes.
Fresar – operação a partir de ferramentas de corte (fresadora).
Limar – acabamento de superfície com lima.
Matriz – peça empregada em conformar ou prensar uma forma desejada.
Orelha – saliência de um peça.
Polir – alisar uma superfície com feltro ou semelhante.
Ranhura – sulco aberto em um eixo.
Rasgo de chaveta – sulco aberto para receber uma chavêta.
Rebaixo – parte cilíndrica alargada de um furo.
Rebarba – excesso de metal resultante de uma operação.
Rebite – pino usado como ligação permanente.
Recartilhar – tornar uma superfície áspera por meio de um serrilhado.
Ressalto – saliência de forma circular.
Retificar – executar acabamento em uma superfície a partir de material abrasivo.
Roscar – abrir uma rosca em um furo ou eixo.
Tarraxa – ferramenta para abrir roscas externas.
Tornear – operação de usinagem com tornos.
Trepanar – executar uma ranhura em forma circular em torno de um furo.
Vértice – canto de uma peça; ponto comum a duas retas.

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3. Construções Geométricas
Neste capítulo será visto as relações geométricas existentes e como elas podem
ajudar na construção do desenho, através basicamente do uso de compasso e
esquadros.

3.1 Conceitos básicos


Todas as construções geométricas partem de princípios básicos, estudados desde
a antiguidade. Quando ainda não existia sistemas matemáticos bem definidos,
todo o estudo de geometria era feito através dos desenhos. Tais conceitos são
válidos até hoje, mesmo com os recursos disponíveis atualmente.

3.1.1 Locais geométricos


Um local geométrico define uma condição, uma propriedade, ou uma restrição em
um desenho, que inclusive pode ser expressa matematicamente. Um exemplo
simples é a circunferência: todos os pontos no traço da circunferência estão a
mesma distância do centro.

Retas paralelas são outro exemplo de local geométrico: são dois conjuntos de
pontos que nunca se cruzam, e que estão à uma distância fixa.

Em suma, todas as formas no desenho são locais geométricos, e através de suas


propriedades é que iremos relacioná-los. Um exemplo prático:

- Tem-se dois pontos no espaço, denominados “A” e “B”, conforme a Figura


6, e deseja-se encontrar um terceiro ponto “C” que esteja à mesma
distância “x” de ambos os pontos.

- Sabemos que a circunferência define um conjunto de pontos que se


encontra com a mesma distância do centro. Com o compasso, pegamos na
régua o tamanho “x” e traçamos duas circunferências, uma com centro em
“A” e outra com centro em “B”. Veja a Figura 7.

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Figura 6 Figura 7

- A interseção das duas circunferências é a nossa solução. Vemos inclusive


que existem dois pontos válidos, marcados como “C1” e “C2”, o que é
perfeitamente plausível. Caso o problema tivesse maiores restrições (por
exemplo, escolher o ponto mais alto) somente um dos pontos seria a
solução correta.

Figura 8 Figura 9

- Se escolhermos outras distâncias “x”, veremos outras soluções. Veremos


inclusive que podem haver distâncias cujas respostas é somente um ponto,
ou distâncias em que as circunferências não se cruzam, não havendo
solução.

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- O conjuntos de soluções, conforme nós variamos a distância “x”, pode ser


definida por uma reta. Esta reta é outro local geométrico, neste caso
definindo um conjunto de pontos que são equidistantes de “A” e “B”,
contendo inclusive “C1” e “C2”.

Figura 10

3.1.2 A “borboleta”
Com a prática verá que não é necessário traçar circunferências inteiras para
encontrar os pontos. Usa-se somente um traço aonde provavelmente estará o
ponto. O cruzamento destes traços do compasso é chamado informalmente de
“borboleta”.

Figura 11

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3.2 Mediatriz
A reta (c) encontrada nas figuras anteriores também é chamada de mediatriz. Ela
define um ponto médio entre os dois pontos. Caso os pontos definem uma reta, a
mediatriz cortará esta reta em seu ponto médio, dividindo-a ao meio.

Figura 12 – mediatriz e ponto médio

O ponto médio pode ser encontrado com o recurso “object snap” (OSNAP), opção
MID (midpoint).

3.3 Divisão de uma reta


Aqui utiliza-se uma escala conhecida (por exemplo, a régua ou escalímetro) para
dividir uma reta em várias partes iguais.
- Trace uma segunda reta (BC), com qualquer comprimento, mas com um
vértice em comum com a reta a ser dividida (AB).
- Divida a reta BC com sua régua. No exemplo, vamos dividir em 5 partes,
faremos uma reta de 5 cm, marcando cada centímetro.
- Ligue os extremos A e C.
- Com os esquadros, faça retas paralelas à AC, transferindo os pontos da reta
BC para a reta AB.

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Figura 13 - divisão de uma reta

Além de retas, pode-se dividir arcos e circunferências com o comando DIVIDE. A


divisão é marcada por pontos (os mesmos criados pelo comando POINT) que
podem ser selecionados como qualquer objeto.

3.4 Traçar um reta passando por um ponto, paralelo a outra


reta
Este traço é feito facilmente com os esquadros. Caso não tenha disponível os
esquadros, há um método alternativo:
- Seja uma reta AB e queremos traçar uma paralela que passe pelo ponto P.
Com o compasso centrado em P, traça-se um arco de tamanho qualquer
que intercepte a reta, achando-se C.
- Sem alterar o tamanho no compasso, centre no ponto C e trace um arco,
que passará pelo ponto P e interceptará a reta novamente, achando-se D.
- Com o compasso, ache a distância entre P e D e, centrando o compasso em
C, trace um terceiro arco, interceptando o primeiro arco em E.
- A reta paralela está definida pelos pontos E e P.

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3.5 Construir um triângulo, sabendo-se os três lados


Este problema é similar ao ponto equidistante a dois pontos, com a diferença que
as distâncias não são iguais.
- Trace um dos lados, definindo a posição de dois pontos.
- Pegue a medida do segundo lado e trace uma circunferência com centro no
primeiro ponto.
- Pegue a medida do terceiro lado e trace uma circunferência com centro no
segundo ponto.
- A interseção define o terceiro ponto. Podem haver duas soluções.

3.6 Construir um hexágono regular


O hexágono possui a propriedade de ter seus lados com o mesmo tamanho do
círculo que o inscreve.
- Trace uma circunferência cujo raio é o tamanho de um dos lados do
hexágono. Esta é a circunferência no qual o hexágono estará inscrito.
- Define a posição de um dos vértices do hexágono.
- Com o compasso aberto no mesmo tamanho do raio, trace os vértices
vizinhos, em cima da circunferência, desta forma dividindo-a em seis lados
iguais.
- Ligue os vértices, encontrando o hexágono.

3.7 Construindo polígonos regulares com os esquadros


Aproveitando os ângulos dos esquadros e sabendo-se os ângulos de alguns
polígonos regulares, podemos construí-los com facilidade:

Número Ângulo
Polígono
de lados interno
Quadrado 4 90o
Hexágono 6 60o
Octógono 8 45o
- Trace o primeiro lado do polígono e marque seu comprimento com o
compasso.
- Trace os lados adjacentes a este polígono com os esquadros, marcando o
mesmo comprimento com o compasso.
- Continue até fechar o polígono.

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3.8 Construir uma circunferência passando por três pontos


Sendo três pontos consecutivos A, B e C; traçar as mediatrizes de AB e BC. O
cruzamento das mediatrizes é o centro da circunferência.

3.9 Tangentes
Uma reta tangente a uma curva é perpendicular ao raio da curva no respectivo
ponto. Logo, para traçar corretamente uma tangente, é necessário obter o ponto
de tangência.

3.9.1 Reta passando por um ponto, tangente à circunferência


Caso o ponto P esteja sobre a circunferência, trace uma reta do centro (O) até o
ponto P. Com o auxílio dos esquadros, trace uma reta perpendicular a OP, que
será a tangente.

Caso o ponto P esteja fora da circunferência:


- Ligue o centro O até o ponto P.
- Ache a mediatriz do segmento OP, encontrando-se M.
- Trace uma semicircunferência centrada em M, passando por O e P, e
cruzando a circunferência. Este é o ponto de tangência T, encontrado pela
propriedade em que o ângulo OTP sempre será de 90o.

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Figura 14 - Tangente de um ponto exterior

3.9.2 Circunferência tangente a duas retas (concordância)


Esta representação aparece em muitos desenhos técnicos, por exemplo, aonde
uma peça tem seus cantos “aliviados” para minimizar os esforços mecânicos. A
concordância também surge em peças fundidas, aonde não se consegue cantos
agudos sem haver um trabalho de usinagem.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 15 - Concordância entre duas retas

Dadas as retas “r” e “s”, no qual deseja-se traçar uma concordância de raio R.
Trace uma paralela a “r” a uma distância R, definindo um lugar geométrico de
todas as circunferências de raio R tangentes a “r”. Faça o mesmo com a reta “s”, e
a interseção das retas, definido como “O”, será o centro da circunferência
procurada. Determine os pontos de tangência T e T’, traçando de “O”
perpendiculares a “r” e “s”.

As concordâncias podem ser feitas facilmente com o comando FILLET. Neste


comando, antes de selecionar os segmentos, pode-se determinar o raio da
concordância (R - radius).

3.9.3 Circunferência tangente a reta e circunferência

3.9.4 Circunferência tangente a duas circunferências

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4. Desenho Projetivo
4.1 Métodos de projeções ortográficas
Imagine a peça envolvida por um cubo, no qual cada face corresponderá a uma
vista, ou seja, o que você estaria enxergando da peça se você estivesse olhando
esta face de frente. Este cubo de vistas é então “planificado”, desdobrado. Desta
forma é possível visualizar todos os lados da peça em uma folha de papel.

A projeção ortográfica, na prática, pode ser feita de duas formas:


- no primeiro diedro: imagine vendo a peça a partir de um dos lados do cubo.
O desenho da vista será feito no lado oposta em que você se “localiza”

Figura 16 – Projeção das vistas no primeiro diedro, e representação

- no terceiro diedro: imagine vendo a peça a partir de um dos lados do cubo.


O desenho da vista será feito no mesmo lado em que você se “localiza”.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 17 – Projeção das vistas no terceiro diedro

Figura 18 - Rebatimento dos planos para a representação no terceiro diedro

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Apostila de Desenho Técnico Básico

O conceito de vistas é aplicado para todos os seis lados possíveis do “cubo”. A


diferença entre a representação no primeiro diedro e no terceiro diedro é
simplesmente a inversão das posições das vistas no papel.

Figura 19 – projeção completa de seis vistas (terceiro diedro) e rebatimento

A figura abaixo mostra a diferença prática entre as duas representações:

Figura 20 – Representração de um carro no primeiro diedro

Figura 21 - Representração de um carro no terceiro diedro

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Pela norma, a representação é indicada pelos ícones abaixo, geralmente inclusos


na legenda. Para memorizar os ícones, basta imaginar um observador
(representado por um olho) posicionado do lado da peça:

Figura 22 – Denominação de primeiro diedro – ponto de vista e ícone

Figura 23 - Denominação de terceiro diedro – ponto de vista e ícone

4.1.1 Denominação das vistas


A princípio é escolhida uma face da peça como uma face “principal”, no qual será
denominada como “vista frontal”. A demominação de “frontal” pode ser a frente
real da peça, ou caso não haja esta referência, a vista frontal será a vista que
apresentará a peça com mais detalhes.

A vista frontal será a parte central do desenho, com todas as outras vistas em
volta dela. Nos lados teremos as vistas “lateral esquerda” e “lateral direita”,

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Apostila de Desenho Técnico Básico

sempre de acordo com o diedro escolhido. Da mesma forma, na parte vertical


teremos as vistas “superior” e “inferior”. Na extrema direita (ou esqueda) do
desenho, teremos finalmente nossa vista posterior (ou traseira), fechando as seis
vistas ortogonais principais.

4.2 Vértices, lados e faces


Ao desenhar as vistas de uma peça, veremos que cada vista irá mostrar somente
duas dimensões do objeto (largura e comprimento, comprimento e altura, etc). E
que entre cada vista haverá uma dimensão em comum. Por isso, é costume
desenhar as vistas alinhadas entre si – não é uma obrigação, pois a figura pode
não caber no papel - mas as vistas alinhadas torna a leitura do desenho mais
fácil.

Veremos que existirão faces que serão vistas como uma linha, caso esta face seja
ortogonal (paralela a um dos planos de projeção). Existirão também lados (linhas)
que serão vistas como pontos, quando vistas de frente.

4.3 Linhas ocultas


Em muitos casos, haverão detalhes da peça que não são vistos normalmente.
Detalhes internos, furos, ranhuras; mas que devem ser informados para que o
projeto seja compreendido.

Para isso, são usadas linhas tracejadas, na mesma espessura das linhas principais
da peça, que indicam que existe um detalhe interno, ou do outro lado da peça,
oculto por uma face.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 24 – Exemplo de uma peça cilíndrica, no primeiro diedro, com linhas ocultas, eixo de
simetria e linhas de construção entre as vistas, mostrando a coincidência entre as dimensões da
peça

4.4 Escolha das vistas


Fica para o desenhista escolher as melhores vistas para ilustrar a peça. Em geral,
o uso de três vistas será suficiente, mas podem ocorrer casos particulares.

4.4.1 Menos vistas


Ás vezes uma peça cilíndrica pode ter duas vistas iguais, logo pode-se omitir uma
das vistas. Uma cunha, por exemplo, pode ter uma das vistas em que nada
acrescenta. Uma chapa de metal, sem maiores detalhes nas vistas lateral e frontal,
pode ter somente uma vista superior, e o projetista indica a espessura da peça na
legenda.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

4.4.2 Mais vistas


Da mesma forma, uma peça com muitos detalhes pode demandar o uso de 4, 5
ou até 6 vistas. Mesmo com o uso de somente três vistas (frontal, superior e
lateral) pode haver uma confusão de linhas ocultas, que dificultará a leitura do
desenho.

4.4.3 Vistas auxiliares


Usado para ilustrar faces fora dos planos ortogonais, no caso de faces inclinadas,
as vistas auxiliares serão vistas no próximo capítulo.

4.4.4 Vistas especiais


Outros recursos são usados para ilustrar todos os detalhes do projeto, como por
exemplo as vistas em corte. Estes recursos serão vistos mais adiante.

4.5 Linhas de Eixo e de Simetria


É importante no projeto e execução de uma peça a localização de seus pontos
médios e centros de arcos e circunferências. Estas linhas em geral são os
primeiros traços de um desenho, e ambas são representadas por uma linha do
tipo traço-e-ponto, estreita. No seu traçado, estas linhas ultrapassam levemente
o desenho da peça.

Deve-se desenhar uma linha de eixo ou simetria:


- Em qualquer peça simétrica, como por exemplo um cilindro ou cone,
inclusive em partes ocultas, como furos.
- No centro de circunferências, de preferência marcada com duas linhas
ortogonais.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

5. Representações Complementares
5.1 Vista Auxiliar
Uma superfície de uma peça só se apresenta com sua verdadeira grandeza
quando projetada sobre um plano paralelo. Até agora as peças apresentadas têm
suas faces paralelas aos planos principais de projeção, sendo sempre
corretamente representadas.

Porém, nada impede que exista um objeto com uma ou mais faces inclinadas, no
qual seria importante representar estas faces de forma verdadeira. Ora, para
perceber a verdadeira grandeza destas faces, é necessário mostrá-la de frente.

Nas vistas auxiliares, é comum traçar somente a face inclinada, omitindo-a


também da vista no qual encontra-se inclinada. O conjunto de vistas principais e
auxiliares demonstrará ao projetista a forma real da peça. A Figura 25 demonstra
como funciona.

Figura 25 - Exemplo de vistas ortográficas normais e o uso de vista auxiliar

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 26 - Uso de vistas parciais

Figura 27 - Etapas de desenho de uma vista auxiliar

5.2 Vista auxiliar oblíqua (dupla)


Em certos casos, uma face da peça encontra-se inclinada em relação a todos os
planos principais de projeção. Neste caso, será necessário realizar dois
rebatimentos para encontrar a verdadeira grandeza da face. O resultado é
chamado de vista auxiliar oblíqua.

Primeiro deve-se tomar um plano de projeção que seja perpendicular à face e a


um dos planos principais de projeção. A partir desta vista intermediária, traça-se
a vista auxiliar oblíqua da face em questão.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 28 - Etapas de desenho de uma vista auxiliar oblíqua

5.3 Elementos repetitivos


No caso de detalhes em uma peça que se repetem regularmente, como furos,
dentes, etc; pode-se traçar somente os primeiros detalhes, mostrando em
seguida as posições dos próximos (linhas de eixo ou um desenho simplificado).

5.4 Detalhes ampliados


Quando existem detalhes na peça no qual são muito pequenos, no qual a escala
utilizada é insuficiente, pode-se desenhar somente esta parte com uma
ampliação.

Para isso circunda-se a parte a ser ampliada (no desenho original) com uma linha
estreita contínua, devidamente identificado com uma letra maiúscula, e
desenhado ampliado, com a escala indicada.

O AutoCAD tem a facilidade de gerenciar as vistas das peças, através das


“viewports”. Cada viewport pode mostrar o desenho com uma escala diferente, ou
no caso de desenhos em 3D, em pontos de vista diferentes.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

5.5 Peças simétricas (meia vista)


Pode-se desenhar somente um dos lados de uma peça simétrica, no qual a linha
de eixo indicará a simetria. Pode-se usar esta representação para uma peça com
dois lados iguais (desenhando a metade) e quatro lados iguais (desenhando a
quarta parte), conforme figuras abaixo.

Figura 29 - Exemplo de uma meia-vista de uma peça simétrica no eixo horizontal

Figura 30 - Quarto de vista de uma peça simétrica nos dois eixos

A meia-vista pode ser aplicada tanto na vertical quanto na horizontal.

5.6 Vistas encurtadas (Linhas de interrupção)


Peças longas podem ter seu desenho simplificado, mostrando somente as partes
que contém detalhes. A representação de interrupção pode ser o traço a mão livre

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Apostila de Desenho Técnico Básico

estreito ou o traço “zig-zag” estreito. Pode-se também usar esta representação


para peças cônicas e inclinadas.

Conforme será visto mais adiante, uma cota não é interrompida (veja figura
abaixo).

Figura 31 - Exemplo de interrupções

No AutoCAD, o traço “a mão livre” pode ser realizado com o comando SKETCH.

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6. Cortes e Representações Convencionais


6.1 Hachuras
São usadas para representar cortes de peças. A hachura básica consiste em um
traço estreito diagonal (em 45o), com um espaçamento constante.

Em desenhos mais complexos, pode-se ter vários tipos de hachuras, mais


elaborados. Isto tornou-se mais prático com o uso do CAD. A figura abaixo ilustra
algumas convenções de hachuras – porém estas representações variam muito,
dependendo da área, empresa, etc.

Figura 32 - Alguns tipos de hachura

O Comando HATCH desenha hachuras. Ao executá-lo, será apresentado uma


janela com os padrões disponíveis, incluindo os indicados na Figura 32.

Para inserir a hachura, basta usar o botão “Pick Points” na própria janela de
hachuras e selecionar um ponto interno da peça. Pode acontecer do programa
recusar o ponto – isso acontece porque o ponto tem que estar totalmente cercado
por linhas, arcos, etc; não podendo desta forma “vazar” por algum buraco para
fora da peça.

33
Apostila de Desenho Técnico Básico

6.2 Corte total


A representação do corte é exatamente imaginar que a peça encontra-se partida
ou quebrada, mostrando assim os detalhes internos. Com isso, deixa de ser
necessário o uso de linhas ocultas, na maioria dos casos.

Figura 33 - Representação do corte em uma peça

Imagina-se o corte como um plano secante, que passa pela peça, separando-a
em dois pedaços e mostrando a parte interna. O plano secante (também chamado
plano de corte) é indicado em outra vista, mostrando aonde se encontra o corte
(veja Figura 33 e Figura 34).

A representação do plano de corte é com um traço estreito traço-e-ponto,


exatamente como a linha de simetria, com a diferença de ter nas extremidades
um traço largo. O plano de corte deve ser indentificado com letras maiúsculas e o
ponto de vista indicado por meio de setas. A parte larga do plano de corte não
encosta no desenho da peça. A linha de corte pode coincidir com a linha de
simetria.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 34 - Representação de corte total da Figura 33

Ao realizar-se o corte de duas peças distintas, usa-se hachuras com direções


diferentes, cada uma indicando uma peça. Caso haja um maior número de peças
em corte, pode-se usar hachuras com espaçamentos ou ângulos diferentes, ou
usar outros tipos de desenho de hachura. Em geral reserva-se as hachuras
estreitas para pequenas peças, e vice-versa.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 35 – Uso de hachura no corte de várias peças

Ao cortar peças muito estreitas, a hachura pode ser substituída por um


preenchimento em preto, usando-se linhas brancas para separar partes
contíguas, caso seja necessário.

Em geral, nos cortes não são hachurados dentes de engrenagem, parafusos,


porcas, eixos, raios de roda, nervuras, pinos, arruelas, contrapinos, rebites,
chavetas, volantes e manípulos. Isto é uma convenção, fazendo com que seja
evidenciado partes mais importantes da peça. Pode-se hachurar estas partes caso
tenham detalhes pouco usuais (por exemplo, um furo interno a um parafuso).

6.3 Meio-corte
Usado em objetos simétricos, no qual corta-se somente metade do desenho,
sendo a outra metade o desenho da vista normal. As linhas invisíveis de ambos os
lados não são traçadas.

Usa-se também combinar o meio-corte com a meia-vista, tornando o desenho


bem prático sem perder informação.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 36 - exemplos de meia-vista, meia-vista e corte total, meia-vista e meia-vista/ meio corte

6.4 Corte parcial


Quando deseja-se cortar somente uma parte da peça, usa-se o corte parcial. O
corte é limitado por uma linha de interrupção (irregular ou em zig-zag).

6.5 Corte em desvio


Usa-se o corte em desvio para obter os detalhes que não estejam sobre uma linha
contínua. Neste caso o plano de corte é “dobrado”, passando por todos os
detalhes desejados. Cada vez que o plano de corte muda de direção, este é
indicado por um traço largo, de forma similar às extremidades.

Figura 37 - Corte em desvio

6.6 Seções
São um corte local da peça, sem o incoveniente de desenhar toda a vista relativa a
este corte. As seções podem ser representadas diretamente na peça (Figura 38),
“puxadas” para fora através de uma linha de chamada (Figura 39), ou indicadas
como um corte normal, omitindo detalhes.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 38 - Exemplo de seção sobre a vista

Figura 39 - Seções projetadas fora da vista

Também pode-se combinar, em peças longas, linhas de interrupção e seções.

Figura 40 - Exemplo de seção inserida entre linhas de interrupção

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Apostila de Desenho Técnico Básico

6.7 Representações convencionais


Em muitos casos, a representação exata de uma peça pela suas vistas pode ser
confusa. O que ocorre na prática é a simplificação dos traços, no qual usada com
bom-senso pode ser mais ilustrativo que a representação real. Isto é chamado de
representação convencional.

Existem muitos casos de representações convencionais, um deles já foi ilustrado


na seção anterior: não representar em corte nervuras, parafusos, pinos, etc.

Figura 41 - Representação convencional de um braço de volante

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 42 - Exemplos de representações convencionais

Outro caso é a representação de furos em flanges que não estejam no eixo de


simetria. Simplesmente considere que o furo esteja alinhado e desenhe o corte. A
vista frontal ilustrará a verdadeira posição dos furos.

Mais ocorrências de representações convencionais são em interseções entre


cilindros e outras seções, tubos, orelhas, posição de nervuras, concordâncias,
“runouts”, etc.

“Runouts” são representações convencionais de interseções atenuadas por curva,


aonde não existe uma aresta por não haver uma mudança brusca de direção.
Abaixo estão alguns exemplos de representações de concordâncias e “runouts”.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 43 - Exemplos de concordâncias e "Runouts"

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Apostila de Desenho Técnico Básico

7. Cotas
Cotas são medidas de um objeto, inprescindível para o projetista indicar a
verdadeira grandeza. Em muitas ocasiões, a pessoa que está lendo o desenho não
dispôe de uma régua para medir, e mesmo se tivesse uma cota já adianta o
trabalho, fornecendo imediatamente a informação.

Figura 44 - Desenho de uma cota

O que uma cota pode indicar:


• Comprimentos, larguras, alturas, profundidades;
• Raios e diâmetros;
• Ângulos;
• Coordenadas;
• Forma (circular, quadrada, esférica), caso a vista não mostre claramente;
• Quantidade (por exemplo número de furos);
• Código/ Referência do produto;
• Ordem de montagem;
• Detalhes construtivos, observações.

O menu Dimension agrupa todos os tipos de cotas disponíveis no AutoCAD.

42
Apostila de Desenho Técnico Básico

7.1 Desenho da cota

A cota deve ser realizada da seguinte forma:


- Acima e paralelamente às suas linhas de cota, preferivelmente no centro.
- Quando a linha de cota é vertical, colocar a cota preferencialmente no lado
esquerdo.
- Quando estiver cotando uma meia-vista, colocar a cota no centro da peça
(acima ou abaixo da linha de simetria).
- Para melhorar a interpretação da medida, usa-se os seguintes símbolos:
1. ∅ - Diâmetro
2. R – Raio
3. - Quadrado
4. ∅ ESF – Diâmetro esférico
5. R ESF – Raio esférico
- Os símbolos de diâmetro e quadrado podem ser omitidos quando a forma
for claramente indicada.

O símbolo “∅” pode ser escrito no AutoCAD digitando “%%c”.

7.2 Aplicando uma cota

O projetista pode escolher em cotar uma circunferência pelo raio ou pelo


diâmetro, o que for mais conveniente.

Figura 45 - Cotagem de circunferências

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Ao cotar uma curva ou circunferência, deve-se localizar o centro do raio:

Figura 46 - Exemplo de cotagem de uma curva (concordância)

Freqüentemente as medidas encontram-se em espaços estreitos. Para isso, pode


recorrer em simplificar o desenho da cota, omitindo as setas; ou então “puxar” a
medida da cota para fora, conforme a figura abaixo.

Figura 47 - Cotagem em espaços estreitos

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Apostila de Desenho Técnico Básico

É de bom uso alinhar cotas em sequência (no qual pode-se aproveitar setas de
cotas adjacentes para cotar espaços estreitos). Também usa-se cotar as
dimensões totais da peça – não deixe para quem for ler o desenho calcular.

Figura 48 - Exemplo de cotas em seqüência

A cotagem de ângulos segue as mesmas convenções: cota preferencialmente


centrada, alinhada com a linha de cota, o mais próximo da vertical. Também
pode-se “puxar” a cota para fora.

Figura 49 - Cotagem de ângulos

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 50 - Exemplo de cotagem de curvas no qual o centro encontra-se fora da peça

Hábitos a serem evitados:


• Não repetir cotas, salvo em casos especiais;
• Não usar qualquer linha do desenho como linha de cota;
• Evitar que uma linha de cota corte uma linha auxiliar;
• Não esperar de quem for ler o desenho que faça somas e subtrações: cotar
todas as medidas e as dimensões totais;
• Evitar cotar linhas ocultas;
• Evitar cotas dentro de hachuras.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

8. Perspectiva Isométrica
Os desenhos em perspectiva foram concebidos como um meio termo entre a visão
da peça no espaço, mantendo suas proporções e a escala.

Existem vários tipos de perspectiva, cada um com sua utilidade. Os desenhos em


perspectiva exata ilustram com perfeição o ângulo do observador, porém as
dimensões variam com a posição e proximidade dos objetos. Outros tipos de
perspectiva são a dimétrica, trimétrica e cavaleira.

Neste capítulo estudaremos a perspectiva isométrica, por ser a mais utilizada e


pela sua facilidade de utilização, levando em conta os erros, toleráveis, de suas
aproximações.

8.1 Conceito
Partindo de um ponto de vista do objeto pela sua face frontal, a perspectiva
isométrica é o produto da rotação do objeto em 45o em torno do eixo vertical,
sendo logo após inclinado para a frente, de forma que as medidas de todas as
arestas reduzem-se à mesma escala.

Nesta configuração os eixos ortogonais serão encontrados com ângulos de 120o


entre si. Esta posição dos eixos é facilmente encontrada com o auxílio do
esquadro de 30o/ 60o, usando seu menor ângulo para traçar os eixos X e Y, com o
eixo Z na vertical. A Figura 51 ilustra os eixos isométricos e a transformação de
um conjunto de vistas em uma perspectiva isométrica.

Figura 51 - Eixos isométricos e elaboração da perspectiva

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Teoricamente a escala das arestas é reduzida em 81% do original. Na prática, isto


não é praticado, sendo a perspectiva feita na mesma escala do original. Esta é
chamada de perspectiva isométrica simplificada, e seu traçado implica em uma
figura aparentemente maior que nas vistas ortogonais.

8.2 Desenhando em perspectiva isométrica


Inicia-se o desenho da perspectiva por um canto da peça, de preferência o que
estará mais a frente. O desenhista deve escolher uma posição da peça no espaço
e mantê-la na memória, para não se confundir durante o traçado.

O primeiro método para iniciar o desenho, similar ao usado nas vistas


ortográficas, é traçar um paralelepídedo com as medidas totais da peça
(comprimento, largura, altura), visualizando a posição da peça.

Com o paralelepípedo traçado, inicia-se os traços secundários, como se estivesse


“cortando pedaços” de um bloco real, até que sobre o formato da peça desejada.

Figura 52 - Iniciando o traçado da perspectiva

Observe que as medidas extraídas das vistas ortográficas somente serão válidas
nos eixos ortogonais. Ou seja, medidas extraídas de rampas, planos inclinados ou
curvas não serão transferidos corretamente. É necessário que se encontre as
coordenadas de cada ponto, ligando-os em seguida.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 53 - Método de construção pelo paralelepípedo envolvente

No AutoCAD, além das opções de desenho em 3D, é possível desenhar


perspectivas isométricas sem utilizar o 3D real. Para isso, basta habilitar o modo
“isometric snap”, acessível clicando com o botão direito em SNAP (na barra de
status).

Com essa opção habilitada, junto com o ORTHO, o cursor fica contido em um dos
planos isométricos. Para mudar de plano, use o comando ISOPLANE (escolhendo
entre Top, Left e Right).

Figura 54 - Traçado de planos inclinados através de suas coordenadas em relação ao


paralelepípedo envolvente

Outro método usado é por coordenadas: partindo de uma face da peça, localiza-
se os pontos extremos (sempre por traços ortogonais), ligando-os em seguida.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Na prática o desenhista irá determinar qual será o melhor método, tanto que não
existe exatamente um método mais correto que outro.

Figura 55 - Método de construção por coordenadas

Independente do método utilizado, convém lembrar que os ângulos sempre


estarão alterados. Procure transportá-los sempre em relação aos eixos ortogonais
(no caso da Figura 56, desenhar a rampa através das medidas “a”, “b” e “c”).

Figura 56 - Ângulos em perspectiva isométrica e desenho de arestas inclinadas

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Apostila de Desenho Técnico Básico

8.3 Curvas em perspectiva


É comum a representação de peças com superfícies curvas em perspectiva. Por
regra, o método mais preciso para construí-las é através de coordenadas,
levantadas através de vários pontos da curva.

Figura 57 - Obtenção de curvas em perspectiva

Para circunferências localizadas paralelamente aos planos isométricos, existem


métodos de construção aproximados, que ilustram satisfatoriamente a curva.

O primeiro método, ilustrado na Figura 58, segue a seguinte receita:


1. Localizar a circunferência na vista, e desenhar o quadrado que a envolve
(pontos ABCD). Desenhá-lo normalmente em perspectiva.
2. Independente da posição do quadrado, teremos os pontos mais próximos,
A e C, e os pontos mais distantes, B e D.
3. Ligar os pontos A e C com o ponto médio das faces opostas (vide figura).
4. Traçar a circunferência em quatro etapas:
a. Um arco com centro em A, traçado do meio de BC até o meio de CD.
b. Um arco com centro na interseção dos traços (vide abaixo), traçado
do meio de BC até o meio de AB.
c. Um arco com centro em C, traçado do meio de AB até o meio de DA.
d. Um arco com centro na outra interseção dos traços, traçado do meio
de AD até o meio de CD.
5. Apague as linhas de construção e está pronto o desenho da circunferência.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 58 - Construção da circunferência isométrica

Convém lembrar que este método somente é válido para circunferências


localizadas nos planos ortogonais. Para circunferências em faces fora dos planos
ortogonais, deve-se utilizar o método de pontos (Figura 57).

Um método de Stevens é mais preciso, sendo feito de uma forma similar: no


momento de determinar os centros dos arcos menores, traça-se um arco auxiliar
de raio R (medido do centro da circunferência O até o ponto P aonde cruza o arco
maior com a reta AC) encontrando-se dois pontos na reta BD. Estes pontos serão
os centros dos arcos menores. Seu raio será encontrado a partir de uma reta,
partindo do ponto A, cruzando o centro do arco, e encontrando-se na reta oposta
CD. Este será novo ponto de encontro dos arcos menores e maiores.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 59 - Circunferência isométrica - método de Stevens

53
Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 60 - Circunferências traçadas pelo método de Stevens, nas três posições possíveis.

Obviamente pode-se utilizar ambos os métodos para traçar partes (setores) de


circunferências, como por exemplo em concordâncias. Com a prática observa-se
que não será necessário traçar todas as linhas de construção.

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Apostila de Desenho Técnico Básico

Figura 61- Usando setores de circunferências isométricas para desenhar concordâncias.

Pode-se traçar circunferências isométricas no AutoCAD através do comando


ELLIPSE. Ao usar este comando, mas somente no modo “isometric snap”, escolha a
opção Isocircle. Basta escolher o centro e o raio, como usado no comando CIRCLE.
Veja que o Isocircle estará contido em um dos planos isométricos, para criar um
isocircle em outro plano, use antes de tudo o comando ISOPLANE.

55
FUNDAMENTOS DA HIGIENE E SEGURANÇA

A indústria sempre teve associada a vertente humana, nem sempre tratada como sua
componente preponderante.
Até meados do século 20, as condições de trabalho nunca foram levadas em conta, sendo
sim importante a produtividade, mesmo que tal implicasse riscos de doença ou mesmo à morte dos
trabalhadores. Para tal contribuíam dois fatores, uma mentalidade em que o valor da vida humana
era pouco mais que desprezível e uma total ausência por parte dos Estados de leis que
protegessem o trabalhador.
Apenas a partir da década de 50/60, surgem as primeiras tentativas sérias de integrar os
trabalhadores em atividades devidamente adequadas às suas
capacidades.
Atualmente em Portugal existe legislação que permite uma proteção eficaz de quem integra
atividades industriais, ou outras, devendo a sua aplicação ser entendida como o melhor meio de
beneficiar simultaneamente as Empresas e os Trabalhadores na salvaguarda dos aspectos
relacionados com as condições ambientais e de segurança de cada posto de trabalho.
Na atualidade, em que certificações de Sistemas de Garantia da Qualidade e
Ambientais ganham tanta importância, as medidas relativas à Higiene e
Segurança no Trabalho tardam em ser implementados pelo que o despertar
de consciências é fundamental.
É precisamente este o objetivo principal deste, SENSIBILIZAR para as questões da Higiene
e Segurança no Trabalho.

DEFINIÇÕES

A higiene e a segurança são duas atividades que estão intimamente


relacionadas com o objetivo de garantir condições de trabalho capazes de
manter um nível de saúde dos colaboradores e trabalhadores de uma
Empresa .
Segundo a O.M.S.-Organização Mundial de Saúde, a verificação de condições
de Higiene e Segurança consiste "num estado de bem-estar físico, mental e social e não somente a
ausência de doença e enfermidade ".
A higiene do trabalho propõe-se combater, dum ponto de vista não médico, as doenças
profissionais, identificando os fatores que podem afetar o ambiente do trabalho e o trabalhador,
visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais (condições inseguras de trabalho que podem
afetar a saúde, segurança e bem estar do trabalhador).
A segurança do trabalho propõe-se combater, também dum ponto de
vista não médico, os acidentes de trabalho, quer eliminando as condições
inseguras do ambiente, quer educando os trabalhadores a utilizarem medidas
preventivas.
Para além disso, as condições de segurança, higiene e saúde no trabalho constituem o
fundamento material de qualquer programa de prevenção do aumento de
riscos profissionais e contribuem, na empresa para competitividade com diminuição da
sinistralidade (Tendência natural para utilizar membros ou órgãos do lado esquerdo do
corpo.):
Segurança; Estudo, avaliação e controlo dos riscos de operação
Higiene; Identificar e controlar as condições de trabalho que possam prejudicar a saúde do
trabalhador
Doença Profissional; Doença em que o trabalho é determinante para o seu aparecimento.
ACIDENTES DE TRABALHO

O que é ACIDENTE? Se procurarmos num dicionário poderemos encontrar “Acontecimento


imprevisto, casual, que resulta em ferimento, dano, estrago, prejuízo, avaria, ruína, etc .”

Os acidentes, em geral, são o resultado de uma combinação de fatores, entre os quais se


destacam as falhas humanas e falhas materiais.
Vale a pena lembrar que os acidentes não escolhem hora nem lugar. Podem acontecer em
casa, no ambiente de trabalho e nas inúmeras locomoções que fazemos de um lado para o outro,
para cumprir nossas obrigações diárias.
Quanto aos acidentes do trabalho o que se pode dizer é que grande parte deles ocorre porque
os trabalhadores se encontram mal preparados para enfrentar certos riscos.

O que diz a lei? Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da
empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou
redução da capacidade para o trabalho, permanente ou temporária...”

Lesão corporal é qualquer dano produzido no corpo humano, seja ele leve, como, por
exemplo, um corte no dedo, ou grave, como a perda de um membro.

Perturbação funcional é o prejuízo do funcionamento de qualquer órgão ou sentido. Por


exemplo, a perda da visão, provocada por uma pancada na cabeça, caracteriza uma perturbação
funcional..

Doença profissional também é acidente do trabalho?

Doenças profissionais são aquelas que são adquiridas na sequência do exercício do trabalho
em si.

Doenças do trabalho são aquelas decorrentes das condições especiais em que o trabalho é
realizado. Ambas são consideradas como acidentes do trabalho, quando delas decorrer a
incapacidade para o trabalho.
Um funcionário pode apanhar uma gripe, por contagio com colegas de trabalho . Essa
doença, embora possa ter sido adquirida no ambiente de trabalho, não é considerada doença
profissional nem do trabalho, porque não é ocasionada pelos meios de produção.
Contudo , se o trabalhador contrair uma doença ou lesão por contaminação acidental, no
exercício de sua atividade, temos aí um caso equiparado a um acidente de trabalho. Por exemplo, se
operador de um banho de decapagem se queima com ácido ao encher a tina do banho ácido isso é
um acidente do trabalho. (todo o processo sobre superfícies metálicas que visa à remoção de
oxidações e impurezas inorgânicas, como as carepas de laminação e recozimento, camadas de
oxidação (como a ferrugem), crostas de fundição e incrustações superficiais.
Noutro caso, se um trabalhador perder a audição por ficar longo tempo sem proteção
auditiva adequada, submetido ao excesso de ruído, gerado pelo trabalho executado junto a uma
grande prensa, isso caracteriza igualmente uma doença de trabalho.
Um acidente de trabalho pode levar o trabalhador a se ausentar da empresa apenas por
algumas horas, o que é chamado de acidente sem afastamento. É que ocorre, por exemplo, quando o
acidente resulta num pequeno corte no dedo, e o trabalhador retorna ao trabalho em seguida.
Outras vezes, um acidente pode deixar o trabalhador impedido de realizar suas atividades
por dias seguidos, ou meses, ou de forma definitiva. Se o trabalhador acidentado não retornar ao
trabalho imediatamente ou até no dia seguinte, temos o chamado acidente com afastamento, que
pode resultar na incapacidade temporária, ou na incapacidade parcial e permanente, ou ainda, na
incapacidade total e permanente para o trabalho.

A incapacidade temporária é a perda da capacidade para o trabalho por um período


limitado de tempo, após o qual o trabalhador retorna às suas atividades normais.

A incapacidade parcial e permanente é a diminuição, por toda vida, da capacidade física


total para o trabalho. É o que acontece, por exemplo, quando ocorre a perda de um dedo ou de uma
vista incapacidade total e permanente é a invalidez incurável para o trabalho.

Neste ultimo caso, o trabalhador não reúne condições para trabalhar o que acontece, por
exemplo, se um trabalhador perde as duas vistas num acidente do trabalho. Nos casos extremos, o
acidente resulta na morte do trabalhador.

Um trabalhador desvia sua atenção do trabalho por fração de segundo, ocasionando


um acidente sério. Além do próprio trabalhador são atingidos mais dois colegas que
trabalham ao seu lado. O trabalhador tem de ser removido urgentemente para o hospital e os
dois outros trabalhadores envolvidos são atendidos no ambulatório da empresa. Um
equipamento de fundamental importância é paralisado em consequência do dano em algumas
peças da máquina. O equipamento parado é uma guilhotina que corta a matéria-prima para
vários sectores de produção.

Analise a situação anterior e liste as consequências diretas e indiretas que


consegue prever , em resultado deste acidente .

FATORES QUE AFETAM A HIGIENE E SEGURANÇA

Em geral a atividade produtiva encerra um conjunto de riscos e de condições de trabalho


desfavoráveis em resultado da especificidades próprias de alguns processos ou operações , pelo que
o seu tratamento quanto a Higiene e Segurança costuma ser cuidado com atenção.
Contudo, na maior parte dos casos, é possível identificar um conjunto de fatores
relacionados com a negligência ou desatenção por regras elementares e que potenciam a
possibilidade de acidentes ou problemas.

Acidentes devido a CONDIÇÕES PERIGOSAS;

Máquinas e ferramentas
Condições de organização (Lay-Out mal feito (é um esboço mostrando a distribuição
física, tamanhos e pesos de elementos como texto, gráficos ou figuras num determinado espaço.
Pode ser apenas formas rabiscadas numa folha para depois realizar o projeto ou pode ser o projeto
em fase de desenvolvimento), armazenamento perigoso, falta de Equipamento de Proteção
Individual - E.P.I.).
Condições de ambiente físico, (iluminação, calor, frio, poeiras, ruído)

Acidentes devido a AÇÕES PERIGOSAS;

Falta de cumprimento de ordens (não usar E.P.I.)


Ligado à natureza do trabalho (erros na armazenagem)
Nos métodos de trabalho (trabalhar a ritmo anormal, manobrar empilhadores à Fangio,
distrações, brincadeiras).
AS PERDAS DE PRODUTIVIDADE E QUALIDADE

Foi necessário muito tempo para que se reconhecesse até que ponto as condições de trabalho
e a produtividade se encontram ligadas. Numa primeira fase, houve a percepção da incidência
econômica dos acidentes de trabalho onde só eram considerados inicialmente os custos diretos
(assistência médica e indenizações) e só mais tarde se consideraram as doenças profissionais.

Na atividade corrente d uma empresa , compreendeu-se que os custos indiretos dos acidentes
de trabalho são bem mais importantes que os custos diretos , através de fatores de perda como os
seguintes :

 perda de horas de trabalho pela vítima


 perda de horas de trabalho pelas testemunhas e Responsáveis
 perda de horas de trabalho pelas pessoas encarregadas do inquéritos
interrupções da produção,
 danos materiais,
 atraso na execução do trabalho,
 custos inerentes às peritagens e ações legais eventuais,
 diminuição do rendimento durante a substituição
 a retoma de trabalho pela vítima

Estas perdas podem ser muito elevadas , podendo mesmo representar quatro vezes os
custos diretos do acidente de trabalho.
A diminuição de produtividade e o aumento do número de peças defeituosas e dos
desperdícios de materiais imputáveis à fadiga provocada por horários de trabalho excessivo e
por más condições de trabalho, nomeadamente no que se refere à iluminação e à ventilação,
demonstraram que o corpo humano, apesar da sua imensa capacidade de adaptação, tem
um rendimento muito maior quando o trabalho decorre em condições ótimas.
Com efeito, existem muitos casos em que é possível aumentar a produtividade
simplesmente com a melhoria das condições de trabalho. De uma forma geral, a Gestão das
Empresas não explora suficientemente a melhoria das condições de higiene e a segurança do
trabalho nem mesmo a ergonomia dos postos de trabalho como forma de aumentar a Produtividade
e a Qualidade.
A relação entre o trabalho executado pelo operador e as condições de trabalho do local de
trabalho, passou a ser melhor estudada desde que as restrições impostas pela tecnologia industrial
moderna constituem a fonte das formas de insatisfação que se manifestam sobretudo entre os
trabalhadores afetos às tarefas mais elementares, desprovidas de qualquer interesse e com
caráter repetitivo e monótono.
Desta forma pode-se afirmar que na maior parte dos casos a Produtividade
é afetada ,pela conjugação de dois aspectos importantes:

* um meio ambiente de trabalho que exponha os trabalhadores a riscos profissionais


graves (causa direta de acidentes de trabalho e de doenças profissionais).

* a insatisfação dos trabalhadores face a condições de trabalho que não estejam em


harmonia com as suas características físicas e psicológicas.

Em geral as consequências revelam-se numa baixa quantitativa e qualitativa da produção,


numa rotação excessiva do pessoal e a num elevado absentismo. Claro que as consequências de uma
tal situação variarão segundo os meios socioeconômicos.
Fica assim explicado que as condições de trabalho e as regras de segurança e Higiene
correspondentes, constituem um fator da maior importância para a melhoria de desempenho das
Empresas , através do aumento da sua produtividade obtida em condições de menor absentismo e
sinistralidade.
Por parte dos trabalhadores de uma Empresa , o Emprego não deve representar somente o
trabalho que se realiza num dado local para auferir um ordenado, mas também uma oportunidade
para a sua valorização pessoal e profissional , para o que contribuem em mito as boas condições do
seu posto de trabalho.
Querendo evitar a curto prazo um desperdício de recursos humanos e monetários e a longo
prazo garantir a competitividade da Empresa , deverá prestar-se maior atenção às condições de
trabalho e ao grau de satisfação dos seus colaboradores , reconhecendo-se que, uma Empresa
desempenha não só uma função técnica e econômica mas também um importante papel social.

SEGURANÇA DO POSTO DE TRABALHO

SIGNIFICADO E IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO

A Prevenção é certamente o melhor processo de reduzir ou eliminar as possibilidades de


ocorrerem problemas de segurança com o Trabalhador.
A prevenção consiste na adoção de um conjunto de medidas de proteção, na previsão de que
a segurança física do operador possa ser colocada em risco durante a realização do seu trabalho
.Nestes termos , pode-se acrescentar que as medidas a tomar no domínio da higiene industrial não
diferem das usadas na prevenção dos acidentes de trabalho.

Como princípios de prevenção na área da Higiene e Segurança industrial, poderemos


apresentar os seguintes:

1- Tal como se verifica no domínio da segurança, a prevenção mais eficaz em matéria de


higiene industrial exerce-se, também, no momento da concepção do edifício, das instalações e dos
processos de trabalho, pois todo o melhoramento ou alteração posterior já não terá a eficácia
desejada para proteger a saúde dos trabalhadores e será certamente muito mais dispendiosa.

2- As operações perigosas (as que originam a poluição do meio ambiente ou causam ruído
ou vibrações) e as substâncias nocivas, susceptíveis de contaminar a atmosfera do local de trabalho,
devem ser substituídas por operações e substâncias inofensivas ou menos nocivas.

3- Quando se torna impossível instalar um equipamento de segurança coletivo, é


necessário recorrer a medidas complementares de organização do trabalho, que, em certos
casos, podem comportar a redução dos tempos de exposição ao risco.

4- Quando as medidas técnicas coletivas e as medidas administrativas não são


suficientes para reduzir a exposição a um nível aceitável, deverá fornecer-se aos trabalhadores
um equipamento de proteção individual (EPI) apropriado.

5- Salvo casos excepcionais ou específicos de trabalho, não deve considerar-se o


equipamento de proteção individual como o método de segurança fundamental, não só por razões
fisiológicas mas também por princípio, porque o trabalhador pode, por diversas razões, deixar de
utilizar o seu equipamento.

Um qualquer posto de trabalho representa o ponto onde se juntam os diversos meios de


produção ( Homem, Máquina, Energia, Matéria-prima, etc) que irão dar origem a uma operação de
transformação , daí resultando um produto ou um serviço.
Para a devida avaliação das condições de segurança de um Posto de Trabalho é necessário
considerar um conjunto de fatores de produção e ambientais em que se insere esse mesmo posto de
trabalho.
Para que a atividade de um operador decorra com o mínimo de risco, têm que se criar
diferentes condições passivas ou ativas de prevenção da sua segurança.
Os principais aspectos a levar em contas num diagnóstico das condições de segurança (ou
de risco) de um Posto de Trabalho, podem ser avaliados pelas seguintes questões:

1. O LOCAL DE TRABALHO;

Tem acesso fácil e rápido ?

É bem iluminado ?

O piso é aderente e sem irregularidades?

É suficientemente afastado dos outros postos de Trabalho ?

As escadas têm corrimão ou proteção lateral ?

2. MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS;

As cargas a movimentar são grandes ou pesadas ?

Existem e estão disponíveis equipamento de transporte auxiliar ?

A cadencia de transporte é elevada ?

Existem passagens e corredores com largura compatível ?

Existem marcações no solo delimitando zonas de movimentação?

Existe carga exclusivamente Manual ?

3. POSIÇÕES DE TRABALHO;

O Operador trabalha de pé muito tempo?

O Operador gira ou baixa-se frequentemente ?

O operador tem que e afastar para dar passagem a máquinas ou outros operadores ?

A altura e a posição da máquina é adequada ?

A distancia entre a vista e o trabalho é correta ?


4. CONDIÇÕES PSICOLÓGICAS DO TRABALHO

O trabalho é em turnos ou normal ?

O Operador realiza muitas Horas extras ?

A Tarefa é de alta cadencia de produção ?

É exigida muita concentração dados os riscos da operação?

5. MAQUINA

As engrenagens e partes móveis estão protegidas ?

Estão devidamente identificados os dispositivos de segurança?

A formação do Operador é suficiente ?

A operação é rotineira e repetitiva ?

6. RUÍDOS E VIBRAÇÕES

No PT sentem-se vibrações ou ruído intenso ?

A máquina a operar oferece trepidação ?

Existem dispositivos que minimizem vibrações e ruído?

7. ILUMINAÇÃO;

A iluminação é natural ?

Está bem orientada relativamente a PT ?

Existe alguma iluminação intermitente as imediações do PT ?

8. RISCOS QUÍMICOS;

O ar circundante tem Poeiras ou fumos ?

Existe algum cheiro persistente ?

Existem ventilação ou exaustão de ar do local ?

Os produtos químicos estão bem embalados ?

Os produtos químicos estão bem identificados ?

Existem resíduos de produtos no chão ou no PT ?


9. RISCOS BIOLÓGICOS;

Há contacto direto com animais ?

À contacto com sangue ou resíduos animais ?

Existem meios de desinfecção no PT ?

10 . PESSOAL DE SOCORRO

EXISTE alguém com formação em primeiros socorros?

Os números de alerta estão visíveis e atualizados ?

Existem caixas de primeiros socorros e Macas ?

Com a redução dos acidentes poderão ser eliminados problemas que afetam o homem e a
produção.
Para que isso aconteça, é necessário que tanto os empresários (que têm por obrigação
fornecer um local de trabalho com boas condições de segurança e higiene, maquinaria segura e
equipamentos adequados) como os trabalhadores (aos quais cabe a responsabilidade de
desempenhar o seu dever com menor perigo possível para si e para os companheiros) estejam
comprometidos com uma mentalidade de Prevenção de Acidentes.
ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE

Muito escutamos falar em preservação ambiental, sustentabilidade, responsabilidade


social, entre outros termos que faz relação à preocupação que o poder público, empresas
e profissionais tem com a degradação do meio ambiente, pois toda ação do homem
interfere diretamente no meio em que vive causando com isso em muitos casos
impactos irreversíveis. Em meio a tantas preocupações com o planeta, se faz necessário
construir um profissional com aprendizado sólido, estando este comprometido com as
questões ligadas à preservação do meio ambiente.

Atualmente, as empresas cada vez mais se preocupam com os resíduos que


produzem através de seus processos produtivos, causando impacto ambiental. Essas
preocupações podem ter várias raízes, pode se tratar de uma empresa que pratica a
responsabilidade social, pois está preocupada com o planeta, ou ainda temos o fator
coercitivo e punitivo, que se trata das leis que protegem o meio ambiente por se tratar de
um bem maior e que pertence a todos, inclusive as futuras gerações.

Na preservação do nosso planeta, contamos com vários princípios, que são


representados pelo Direito Ambiental. Dentre eles contamos com: Princípio da
dignidade humana, Princípio da Responsabilidade, Princípio do poluidor-pagador,
Princípio da Precaução, Princípio da Prevenção, Princípio do desenvolvimento
sustentável do meio ambiente. Todo esse amparo das leis à natureza gera as empresas
que não as cumprem, multas altas e em alguns casos, pode envolver responsabilidade
penal ambiental.

Por todas essas questões você aluno do curso técnico em segurança do trabalho, com
o conhecimento de Ecologia e Meio Ambiente, o auxiliará a compreender e a
desenvolver competências e habilidades para dentre outras desempenhar atividades
como: Elaboração e Implementação da Política de Qualidade de vida e Meio Ambiente,
Promover Ações Educativas de Prevenção, Elaborar Relatórios de Riscos Ambientais e
muito mais.
1.1. Conceito de Meio Ambiente

Existem várias significados para o termo meio ambiente. De acordo com a resolução
CONAMA 306/2002 Anexo I Das Definições, inciso XII: “Meio ambiente é o conjunto
de condições, leis, influencia e interações de ordem física, química, biológica, social,
cultural e urbanística, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.
Este mesmo conceito jurídico para meio ambiente pode ser verificado, também, no
artigo 3º, I da Lei 6938 de 31/08/1981.

Além da definição legal temos as definições acadêmicas que a princípio, focou


somente aspectos da natureza para definir meio ambiente, tais definições foram
insuficientes para nos fazer compreender um tema tão complexo, pois, os elementos que
o compõem não são somente os elementos naturais, mas, também, interagem nesse
sistema os fatores de ordem física, biológico e sócio econômica. Por exemplo: O “meio
ambiente” como lugar que se vive é referente à vida cotidiana: casa, escola e trabalho.

Vejamos a seguir algumas definições:

“A soma de condições externas e influências que afetam a vida, o desenvolvimento


e, em última análise, a sobrevivência de um organismo”. (THE WORD BANK, 1978).

“O ambiente físico natural e suas sucessivas transformações artificiais, assim como


seu desdobramento espacial”. (SUNKEL apud CARRIZOSA, 1981)”.

1.2. Conceito de Ecologia

Também é de grande importância para o estudo da disciplina, saber o conceito de


ecologia, pois, com o conhecimento desse tema é possível construir um profissional
capaz de compreender e preservar o meio em que vivemos sem perder de vista o
crescimento econômico, ela é o ramo da ciência que vai se preocupar com a harmonia
do ecossistema. Com as pesquisas ecológicas, as empresas tornam-se aptas para planejar
a exploração de recursos naturais, sem que com isso destruam a natureza.
O termo “Ecologia” foi criado por Hernest Haekel (1834-1919), ela deriva do grego
“oikos” significa casa e “logos” significa estudo. Segundo o novo dicionário Aurélio:
“Ecologia é a parte da biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o ambiente
em que vivem bem como suas recíprocas influências”.

1.3. Importância da Preservação do Meio Ambiente

São vários os motivos pelo qual devemos preservar o nosso planeta. O primeiro
deles é o fato de vivermos em uma morada única. Esse imenso planeta azul é a nossa
grande casa, nosso e todos os seres vivos que nele habitam. Somos na verdade uma
grande família dentro de uma casa gigantesca, e para que ela funcione perfeitamente se
faz necessária a nossa contribuição, é preciso o comprometimento de todos para deixar a
grande casa limpa e em ordem. Será muito trabalho se poucos fizerem, mas, se cada um
fizer a sua parte em sua casa, bairro, empresa, país e etc. será muito mais fácil!

Além da falta de responsabilidade de muitos no que se refere a produção e descarte


do lixo no planeta, contamos com a ganância humana de muitos empresários, que
querem lucrar à custa da poluição das águas, ar, solo e em outros com a ignorância de
pessoas comuns, que por falta de conhecimento exploram a natureza de forma não
sustentável, essas pessoas na verdade prejudicam-se, pois, esgotam todas as riquezas
que a sustentam hoje e deveriam sustentar gerações que ainda estão por vir. Por falta de
consciência de muitos, enfrentamos hoje no planeta a ameaça de extinção de 11 mil
espécies, de microorganismos, animais ou vegetais e cerca de 1 bilhão de pessoas que
vivem hoje diariamente com fome. Essas pessoas provavelmente acabarão morrendo
por causa de alguma doença ligada à falta de comida.

Vimos acima alguns motivos pelo qual você jovem deve urgentemente entender a
importância de lutar em prol de proteger a sua grande e linda casa azul, além dessas
temos milhares de pessoas que já morreram hoje, e morrem todos os dias, em vários
lugares do globo, por falta de água potável. Também é cada vez mais comum vermos
em noticiários a poluição dos mares, rios, lagos. Sabemos que a água é recurso limitado,
sem ela não haverá mais vida.

A responsabilidade de cuidar do planeta é de todos nós, são pequenas atitudes que


devemos ter em nosso lar, rua, escola e no trabalho, pois, estamos todos juntos no
mesmo barco.
POLUIÇÃO

É a contaminação do ar, água ou solo. ou são substâncias biologicamente ativas com as


quais os organismos não conviveram evolutivamente.
São fatores do meio ambiente que possam comprometer a saúde ou mesmo a
sobrevivência do homem. Aparece como resultado do manufaturamento de matéria para obter
ferramentas, energia, alimentos, artefatos de lazer e arte.
É um problema sério e complexo, já que 20% da população do mundo utilizam 80% dos
seus recursos naturais e produzem 75% de toda poluição.

ECO 92 recebeu o “Selo Verde”. Implantou


HISTÓRICO 9 parques públicos e plantou 13.000 árvores.
Na Grécia antiga era necessário Em 1994 existia um sistema de
autorização especial para curtumes (cheiro) gerenciamento ambiental que era modelo.
e chaminés especiais (altas) para fundição da Após esta aparente melhora, foram
prata (SO2). registrados casos de contaminação do ar,
Na Roma antiga os matadouros, solo e conseqüentemente da água.
curtumes, fabricantes de azeite e Em Minas Gerais os desmatamentos
lavanderias, devido ao cheiro desagradável, intensivos e predatórios, os processos
só poderiam se instalar depois do Rio Tigre, industriais geradores de resíduos, as
que era local desabitado. Além disso, fornos atividades agrícolas, a construção de obras
de fabricantes de vidro eram permitidos de engenharia de grande porte e as
somente em áreas restritas da cidade por minerações são as causas básicas para a
causa dos gases poluentes desprendidos redução das florestas para menos de 12% do
(HF). original.
Em Swickau na Saxônia, o carvão de Uma peça chave é o planejamento de
pedra foi proibido na área urbana em 1348. instalações industriais e meios de transporte,
Em Goslar, em 1407 foi proibido a deve-se evitar vales e estudar circulação do
calcinação (processo para obtenção de cal) ar. Uma prática utilizada é a vegetação
de minérios nas vizinhanças da cidade protetora (cinturão verde que assimila
devido a fumaça provocada pelas fundições. substâncias tóxicas e elimina a propagação
No passado, acreditava-se que de poeira); filtros (a seco, úmidos, câmaras
poderia ocorrer diluição e que esses eventos eletrostáticas; de carvão ativado, que
não prejudicariam a qualidade de vida. absorve pó e adsorve gases).
Em 1900, a extinção comercial de
esturjão (responsável pela produção de ALGUMAS CONSEQÜÊNCIAS DA
caviar) que era bastante comum no séc. XIX POLUIÇÃO
no Reno, ocorreu devido a poluição. Normalmente as crianças e velhos
No hemisfério Norte, chuvas ácidas são mais sensíveis. Para idosos a absorção é
são problemas freqüentes, mas no Brasil os mais lenta, assim como a excreção. O fígado
problemas de qualidade do ar se restringem é responsável pela oxidação ou redução,
aos centros urbanos e industriais, além de posteriormente as substâncias ligam-se a
fontes isoladas e dispersas. glicídios, ácido acético e aminoácidos.
Na região de Cubatão foram Finalmente é eliminado pelos rins; mas se
descaracterizados mais de 60 km2 de mata estiver ligado a enzimas o processo de
atlântica. A poluição na área inclui fluoretos desintoxicação é mais difícil.
gasosos (HF), hidrocarbonetos (HC), óxidos No Japão ocorreu um caso de
de nitrogênio (NOx), dióxido de enxofre intoxicação por cádmio, provocando
(SO2), materiais particulados e ozônio. Em encolhimento do esqueleto em até 30 cm.
oito anos, no período de 1984 a 1992, gastou Além do cálcio ser removido do osso, o
450 milhões de dólares em equipamentos cádmio ataca a medula óssea e diminui a
antipoluentes; 320 fontes poluidoras foram produção de algumas células vermelhas.
apuradas, sendo 90% destas controladas. Na
A poluição pode acarretar POEIRA CONTENDO METAIS E
desfiguração da paisagem, erosão de DERIVADOS
monumentos e construções e contaminação Chumbo é um tóxico metálico que
de alimentos. mais tradicionalmente afeta o homem, sendo
A poluição ambiental pode ser registrado em esqueletos de nobres do antigo
natural, provocada pelas nuvens de pó em império Romano.
regiões desérticas, pólen das fanerógamas Até poucos anos ( + ou – 1990 ), a
polinizadas pelo vento, esporos de fungos e gasolina no Brasil continha tetraetilchumbo
musgos e pelo desprendimento de como antidetonante na proporção de 0,15g/l,
substâncias essenciais, como óleos pelas o que equivale a um desprendimento de 0,6
plantas. a 1 g / 100 km / veículo ( se com um litro
As Coníferas armazenam óleos um carro pode percorrer 10 km ).
etéreos, como terpenos e terpenóides, no O chumbo é detectado a 100 m do
tronco e nas folhas. Em regiões secas e ponto de emissão, contaminando alimentos e
quentes formam-se nuvens de terpenos. Em entrando no organismo pelo pulmão,
clima frio não se volatizam, e em clima acumula-se nos ossos, musculatura, nervos e
úmido se degradam. rins (o chumbo elementar); o
Alguns fungos produzem tetraetilchumbo, devido ao caráter lipofílico
micotoxinas como o Aspergillus flavus. acumula-se no cérebro e no sistema nervoso
Algas também produzem toxinas como em elevadas proporções, condicionando
saponinas (proteínas). Gonyaulax subsala agitação, epilepsia e paralisia tardia. Em
produz C10H17O4N7.2HCL que causa crianças, condiciona redução da capacidade
paralisia e morte no homem. Microcystis intelectual; diminui o QI em 4 pontos ou
flosaqual causa gastroenterite no homem. mais na idade de 7 anos o que compromete a
Nodularia spumigena causa paralisia e produtividade do indivíduo quando adulto.
morte em animais. Estas toxinas podem se Em adultos, aumenta em 20% ataques de
acumular em animais e gado. coração seguidos de morte.
O chumbo inibe a fixação do ferro
POEIRA nos eritrócitos e reduz capacidade de
Por poeira entende-se partículas transporte de oxigênio pelos glóbulos
sólidas de 100 a 1000ºA. A poeira cósmica vermelhos.
atinge a Terra na proporção de 1000 t/ano.
Normalmente, a poeira se sedimenta FUMAÇA DO CIGARRO
e atua mais perto da emissão. Por ex., na O cigarro é uma mini destilaria onde
vizinhança de uma indústria de calcário são o centro atinge até 300ºC liberando
depositados 3,17 g/m2/dia de pó de calcário partículas coloidais sólidas, gotículas de
(óxido de cálcio CaO e hidróxido de cálcio líquidos e vapores, nicotina, monóxido de
Ca(OH)2); a 1 km de distância, são carbono, 3,4 benzopireno, alcatrão e
preciptados 1,74 g/m2/dia; a 2 km de fuligem. O prejuízo que o cigarro causa
distância esse material reduz a 0,27 g/m2/dia. (hospitalização, tratamento, invalidez e
Em uma área com raio de 1 km, ou 3 km2 morte) é bem superior ao total de impostos e
aproximadamente, ocorre deposição de taxas recolhidos pela indústria do fumo.
2,455g/m2/dia, ou 3 mil toneladas/ano, O CO2 diminui ou bloqueia a
aproximadamente. Hoje em dia, visando a respiração mas não é tóxico, mas nas células
redução de desperdícios, esse material tem provoca acidose do citoplasma e distúrbios
sido aproveitado em parte, mas nas metabólicos.
vizinhanças de mineradoras o quadro mudou O CO é muito tóxico e condiciona
pouco. cansaço, dores de cabeça, dores abdominais;
No Parque Nacional de Yellowstone ocupa espaço do oxigênio na hemoglobina,
a poeira aumenta a cada cinco anos em um já que tem poder de ligação 300 vezes
fator de 10 vezes. superior.
MONITORAMENTO DA POLUIÇÃO maioria poderia ser evitada com o
Monitoramento é a avaliação tratamento da água e com o saneamento.
periódica. Os métodos podem ser baseados No séc. XIX, na Europa, devido a
em parämetros físico-químicos, biológicos, alguns problemas de saúde, como cólera e
bioindicadores e toxicidade. tifo, foi proibido o lançamento de esgotos
Os métodos físico-químicos têm a sem tratamento nos rios.
grande vantagem de apresentar O método conhecido como “lama
reprodutibilidade, podendo registrar ativada” reduz mais de 40% o teor de
emissões rápidas e concentradas. nitrogênio devido a bactérias desnitrificantes
Os métodos biológicos refletem um que convertem nitrato (NO3) em nitrogênio
passado recente; é possível registrar atmosférico.
intoxicações crônicas e verificar atividade OCEANOS
fisiológica de substâncias. Várias substäncias como o dimetil-
Também existem os testes de mercúrio e organoclorados ocasionam a
toxicidade e a combinação de diferentes baixa da produtividade do fitoplâncton que
métodos, o que é mais recomendado. leva à baixa da produtividade pesqueira e
alterações da cadeia trófica oceânica.
POLUIÇÃO DA ÁGUA Já foram relatados vários casos de
Vale lembrar que 80 a 90% das bioacumulação e biomagnificação de
internações em hospitais poderiam ser substäncias tóxicas ou elementos,
evitadas se toda a população tivesse acesso inicialmente em baixas concentrações. Um
ao saneamento básico, e que cada R$ 1,00 exemplo de grande repercussão ocorreu na
investido em saneamento economizaria entre Baía de Minamata no Japão.
R$ 4,00 e R$ 5,00 em saúde (Agência Elementos como cálcio, magnésio,
Nacional das Águas, 2002). Este dinheiro sódio e potássio são essenciais. Zinco,
poderia ser então investido em outras áreas manganês, cobre, boro, molibdênio, cobalto
como moradia e educação. e selênio são requeridos em doses muito
Esgotos possuem restos de baixas (são os elementos-traço) e quando
alimentos, detritos orgânicos e inorgânicos, apresentam elevadas concentrações são
bactérias patogênicas, sabões e detergentes; tóxicos. Outros elementos não são essenciais
tudo indo parar direto nas águas. A indústria como o mercúrio, cádmio, prata e chumbo,
contamina rios porque isto não é pois não apresentam função biológica
quantificado economicamente nos custos da conhecida. Quando estão presentes nos
empresa, já que ela não é afetada organismos pode ser considerado como
diretamente. No entanto, afeta populações contaminação ou intoxicação. Os elementos
humanas que utilizam ou poderiam utilizar a podem se ligar ao enxofre, nitrogênio e
água para usos múltiplos: recreação, pesca, oxigênio promovendo a inibição de enzimas,
indústria, projetos agrícolas, geração de perturbando o transporte celular de íons
energia, pecuários, etc. essenciais, podendo provocar alterações de
Na eutrofização, as bactérias funções vitais como respiração, fotossíntese
anaeróbicas liberam metano; amônia que e crescimento.
provoca lesões nas células nervosas e Alguns elementos (metais, não
sangüíneas, podendo ser fatal para animais e metais e semi-metais), vulgarmente
homens; dissulfeto de carbono CS2; gás denominados como metais pesados matam
sulfídrico H2S que bloqueia respiração e microorganismos e assim pode ocorrer
favorece degradação de proteínas; e elevada concentração de matéria orgânica
compostos que são tóxicos para vários associada a elevadas concentrações de O2.
organismos. Problemas com metais pesados são sérios,
São registrados milhões de casos de pois é de difícil a descontaminação. A
diarréias, esquistossomose, cólera e tifo, intoxicação é lenta e são identificadas
vários seguidos de morte, sendo que a claramente somente após vários anos.
A descontaminação é um processo estrogênio: o xenoestrogênio. Ao entrar no
lento. Os metais pesados podem ser organismo, este ocupa os receptores desse
precipitados na forma de hidróxidos ou hormônio aumentando o risco das mulheres
podem ser adsorvidos por materiais desenvolverem câncer de útero e mama e
filtrantes adequados, como carvão ativado, nos homens, o de próstata. Assim como o
turva ou resinas sintéticas em colunas de copinho plástico, deve-se evitar aquecer ao
troca iônica. Nestas colunas os íons microondas vasilhas feitas por derivados de
metálicos são aprisionados e H+ é liberado. petróleo, pois essas também, quando
Essas resinas podem ser regeneradas pela aquecidas liberam xenoestrogênio causando
passagem de ácido forte. os mesmos prejuízos a saúde.
O mercúrio se liga ao radical -SH das
proteínas e sua toxicidade se relaciona com POLUIÇÃO TÉRMICA
a inativação das proteínas nas membranas Para resfriar uma instalação de 300
celulares, incluindo os rins e cérebro. MW são necessários de 10 a 13 m3 de
Em Minamata, no Japão em 1953, os água/segundo. A temperatura da água
sintomas foram perda de sensibilidade nas aumenta 10ºC mas a alteração da
extremidades, perturbações locomotoras, temperatura da água do rio não deve ser
convulsões, teratogênese (má formação dos superior a 2,5ºC.
bebês, pois a placenta é permeável aos 1000 MW precisam de 200 m3/s; o
metais e o transporte de Na + e K+ são que equivale a 0,5ºC em um rio com vazão
alterados), lesões renais, distúrbios da fala e média de 1000 m3/s. Mas, e se temos várias
memória, paralisação dos órgãos dos usinas térmicas sucessivas? Com a elevação
sentidos e perturbação do sono. Quarenta e da temperatura ocorre a redução da
seis dos 121 (cento e vinte e um) solubilidade do oxigênio, ao mesmo tempo
contaminados morreram. que a demanda aumenta devido ao aumento
O dimetil mercúrio (CH3–Hg–CH3) do metabolismo. As altas taxas de
ou Hg(CH3)2 é formado em sedimentos evaporação, promovem a elevação da
anaeróbios, assim torna-se lipofílico e é reatividade dos poluentes. Devemos ter em
absorvido pelo plâncton. Uma fábrica de mente que as termoelétricas poluem o ar
acetileno, liberou grandes quantidades de principalmente, e não é somente a elevação
dimetil mercúrio. Esse composto, que possui da temperatura o fator chave em questão.
meia vida de 70 a 80 dias, foi acumulado Existem vários problemas associados
nos peixes e estes foram consumidos. Em como a mortandade de peixes e
concentrações de 0,2 µg/ml de sangue torna- estratificação térmica da coluna d’água em
se extremamente tóxico. lagos.

PETRÓLEO POLUIÇÃO SONORA


Dentro dos hidrocarbonetos é o que As cidades mais barulhentas do
merece lugar de destaque. Além do óleo, mundo são Rio de Janeiro e São Paulo. Belo
contém substâncias tóxicas como fenóis, Horizonte, em projeção, está em quinto
aldeídos e piridina. Quatro milhões de lugar.
toneladas de petróleo por ano são lançados Como reduzir poluição sonora?
no meio ambiente, sendo que 1 litro pode  Veículos automotores - O Conselho
contaminar um milhão de litros de águas Nacional do Meio Ambiente deveria
subterrâneas. Os fenóis, presentes no adotar normas internacionais na
petróleo, em concentração de 1 µg/l causam produção automobilística para reduzir
desnaturação das proteínas e são cerca de 12dB nos veículos novos.
mutagênicos. Peixes, por exemplo, em águas  Centrais de carga na periferia das
com 20 µg/l são impróprios para o consumo. cidades. No centro somente caminhões
O plástico dos copinhos descartáveis leves que são mais silenciosos.
em contato com o líquido quente libera uma  Má localização de alguns setores
substância semelhante ao hormônio industriais e boêmios.
 Paredes paralelas de casas e prédios Em São Paulo, 14% das pessoas
constituem caixas de ressonância, pois atribuem insônia a fatores externos e destes,
aprisionam o som. Pisos flutuantes e não 9,5% ao ruído. Os efeitos da Poluição
estrutura rígida para evitar propagação Sonora podem ser:
do som. Constrição periférica nos vasos
 Empresários ganhariam em investir em sanguíneos,
área residencial e empresarial, pois seus  30% da perda auditiva para jovens que
quadros pouparão desde energia física e usam walkman (2h/dia a 100dB),
mental a acidentes no trabalho e na Surdez súbita e irreversível, p. ex. show
cidade, desperdícios, etc. e poderão de rock de 100 dB por efeito de vaso
ganhar em produtividade, humor, espasmos no ouvido interno;
criatividade, melhor relacionamento,
Aumento do colesterol e do cortisol
etc., pois o bem estar começa com o
plasmático,
sono bem dormido e com conforto
ambiental em todo espaço onde vivemos. Diminuição dos linfócitos, do tecido
Em Belo Horizonte, a Câmara linfático, e alta de trombócitos,
Municipal e a Prefeitura reconhecem a Estresse - degradação do corpo e do
necessidade de limitar o ruído através da lei cérebro, e
nº 4034/1985 regulamentada por decreto Efeitos psicológicos, distúrbios neuro-
municipal. Mas, os resultados não são vegetativos, náuseas, cefaléias,
satisfatórios. Na zona sul, área nobre, irritabilidade emocional, redução da
garantia de 50dB entre 22 h da noite às 7 h libido, ansiedade, nervosismo, perda de
da manhã não significa garantia de um bom apetite, sonolência, insônia, aumento da
sono, pois ABNT recomenda o máximo de prevalência de úlcera, hipertensão,
45dB nos dormitórios de qualquer zona distúrbios visuais, consumo de
residencial. Acontece que ainda não existe tranqüilizantes, perturbações labirínticas,
auto disciplina pessoal, das indústrias na fadiga, redução da produtividade,
produção, dos comerciantes, das aumento do número de acidentes, de
autoridades, políticos e sindicalistas e suas consultas médicas e do absenteísmo,
campanhas, etc... enfarte e hipertensão, agravamento de
Esta prática, no ano de 1999 foi doenças cardiovasculares e infecciosas.
implantada em Uberaba, mas falta educação A poluição sonora é a perturbação
formal e informal dos moradores e dos que envolve maior número de incomodados,
próprios agentes responsáveis pela ocupa a terceira prioridade entre as doenças
fiscalização. ocupacionais, só ficando após as provocadas
Os prejuízos causados ao sono por agrotóxicos e as osteo-articulares no
diminuem a capacidade das funções estado de São Paulo.
superiores do cérebro, condenando suas Na década de 90, no século passado,
vítimas a cidadãos de segunda classe. O o nível médio de ruído, em Belo Horizonte
homem é essencialmente diurno e em (MG), alcançava 69,5dB (A) de 8:00 as
trabalhos noturnos ocorre maior incidência 18:00h de segunda a sexta-feira. Na zona
de acidentes, em especial, entre 3 e 5 horas. industrial são registrados 3dB (A) a menos,
O sono diurno é de má qualidade devido aos demonstrando a eneficácia do poder público
conflitos sociais e excesso de ruído. em administrar o uso e ocupação da área
Sono ruim pode ser uma das causas urbana.
da depressão. O sono de todos os indivíduos Os níveis de poluição das zonas
é sensível ao ruído. Com ruído brando, 35 a residenciais são semelhantes ao da zona
75dB, ocorre queda linear no sono profundo, industrial, mostrando a indefinição no
chegando a 70% de perda; + ou - 5% das planejamento atual das nossas cidades.
insônias são causadas por fatores externos Na ZR5 (a zona residencial 5
onde o ruído tem papel fundamental. corresponde aos bairros Savassi,
Funcionários, Lourdes e Santo Agostinho) a
média é de 71,7dB (A), mais de 2dB acima esterilidade, câncer, e super ativação do
da média. fígado.
De 1940-50 para 1990, em Belo Os materiais que não podem ser
Horizonte, ocorreu um aumento de 70dB queimados, nem eliminados acumulam-se
para 107dB nos valores máximos, o que no corpo, como o mercúrio, chumbo e DDT.
equivale a um aumento de mais de 4.000
vezes de pressão sonora (já que o som é POLUIÇÃO DO SOLO
medido em escala logarítmica). O solo é tido por muitos como
O nível de ruído absoluto pode ser recurso não renovável. A degradação do
prejudicial, mas a variação sobre o ruído de solo leva a queda da produtividade com
fundo às vezes é bem mais incômodo. perda da camada superficial; ou
deterioração interna.
HISTÓRIA DO DDT Em condições naturais o solo é
No ano de 1872 o químico Ottmar formado a uma taxa de 2,5 cm em 300 a
Zeidler sintetizou, na Universidade de 1000 anos. Em condições de plantio pode
Estrasburgo, a substância diclorodifenil- ser formado na taxa de 2,5 cm em 100 anos;
tricloroetano. mas também pode ser reduzido
Em 1939, ou seja, 67 anos mais drasticamente devido uso inadequado.
tarde, o químico Paul Müller verificou que O solo erodido pode ficar a poucos
esta substância tem forte ação inseticida. metros ou ir para o oceano, ou em qualquer
Nos anos que se seguiram, o DDT, como a ponto entre os extremos. Depende de
substância passou a ser designada, começou variáveis, tais como tamanho da partícula,
a ser empregado em escala mundial no densidade, forma das partículas, da força da
combate a insetos, para prevenir as muitas enxurrada, bem como de outros fatores.
doenças perigosas transmitidas pelos São várias as práticas corretas de
mesmos. Só o emprego do DDT contra o manejo, dentre elas algumas podem ser
mosquito Anopheles (malária) salvou, desde citadas:
o final dos anos 40, a vida de milhões de Aplicar adubo orgânico em menor
pessoas; conforme apresentado na tabela a quantidade, várias vezes.
seguir.
Não aplicar em época de pouco
Número de casos fatais registrados devido a crescimento ou em plantas sem raiz
malária desenvolvida.
Formosa 1945 > 1.000.000 A quantidade deve ser adequada ao solo e
1969 9 as chuvas.
Venezuela 1943 817.115 Curvas de nível em localidades muito
1958 800 íngremes devem ser evitadas.
Turquia 1950 1.188.969 Melhorar condições do solo e evitar
1969 2.173 erosão, lixiviação, salinização e
Sri Lanka 1946 2.800.000 compactação.
(Ceilão) 1963 17 Dentre os problemas mais comuns podemos
O DDT é pouco solúvel em água e citar:
apresenta uma estabilidade de 7 anos; não  Redução da vida média útil de
rompe a membrana sináptica de animais de barragens, provocando assoreamento de
sangue quente, mas o faz em peixes. Em mananciais,
vertebrados, uma enzima remove o átomo de  Reduz vazão de córregos e rios,
cloro e o DDE, assim formado, não inibe a  Afeta negativamente o desenvolvimento
colinesterase, enzima inibida pelo DDT, da fauna aquática,
responsável pela degradação da acetilcolina.  Gera ou potencializa problemas para
Alguns sintomas causados pela intoxicação captação de água, e
por DDT: alterações hormonais sexuais,  Eleva custo de manutenção de rodovias.
Degradação por deterioração interna ocorre em função da redução da porcentagem de
matéria orgânica do solo. A decomposição acelerada, devido ao revolvimento do solo que expõe
a matéria orgânica a oxidação, não é compensada pela incorporação da mesma.
A redução da matéria orgânica acarreta mudanças em propriedades físicas do solo como
estrutura, densidade, taxa de infiltração, teor de água disponível e estabilidade dos agregados.
Ocorre devido a mecanização sem critério, ao uso impróprio e ao desmatamento indiscriminado.
Outros problemas associados são a acidificação do solo e exposição do subsolo.
A erosão ocorre em função do tipo do solo, do relevo e do grau de conservação da
cobertura vegetal. A água e o vento são os principais agentes da erosão, mas devido as elevadas
temperaturas e precipitação, a erosão hídrica apresenta maior importância.
A tabela a seguir apresenta, segundo Ferreira et al. (2002), a perda de solo em diferentes
condições.
AMBIENTE t/ha de solo perdido em uma única chuva
Solo descoberto 1,4 a 3,8
Milho convencional 0,3 a 1,1
Soja convencional 0,5 a 0,6
Para uma região de solo descoberto, dependendo da declividade e chuva, a perda de solo
pode ser superior a 200 t/ha/ano.
O desmatamento e as queimadas expõe o solo ao pisoteio de animais, e a aração,
acompanhando linhas em declive, são as causas iniciais de um processo de erosão. Quando o
escoamento superficial se concentra, observamos a erosão em sulco que se inicializa por
qualquer obstáculo, como trilha de gado, arado, árvores isoladas ou mesmo pedras. A erosão em
sulco leva a uma ravina, e quando a erosão atinge o lençol freático temos uma voçoroca. As
ravinas são canais pouco profundos, resultados de escoamento superficial em sulco concentrado.
Na voçoroca, primeiro observamos um recuo da cabeceira em forma de V,
posteriormente observa-se uma forma de U que tende a se estabilizar com intenso assoreamento
do fundo. A voçoroca somente é paralisada com recolonização da área com vegetação.

PESTICIDAS QUÍMICOS A grande variação das fórmulas


Têm sido desenvolvidas espécies químicas estruturais encontradas nos
vegetais e cruzamentos de animais pesticidas justifica a ampla multiplicidade
resistentes às pestes. Rotação de culturas é de comportamento de tais produtos químicos
apenas uma das dezenas de práticas que no solo. Os produtos químicos poderão:
podem ser utilizadas para evitar a 1) vaporizar-se e perder-se na atmosfera,
propagação de pragas cujos transmissores sem nenhuma modificação química,
dependem de uma única espécie vegetal. 2) ser absorvidos pelos solos,
O emprego da mistura de vinho 3) adentrar o solo, sob forma líquida ou de
Bordeaux e cobre se vulgarizou logo após as solução e perder-se por lixiviação,
descobertas de Pasteur. Misturas de cal e 4) ser submetidos a reações químicas na
enxofre, assim como aspersões de arsênico superfície ou no interior do solo, ou
foram empregadas por meio século na 5) ser desagregados pelos microorganismos.
prevenção de doenças e para evitar estragos 1) Volatilidade: certos pesticidas
de insetos nas macieiras. apropriados à fumigação do solo, como
Dezenas de produtos químicos com brometo de metila, são selecionados por
centenas de fórmulas têm sido lançados no causa de suas pressões de vapor muito
mercado, como é natural, tão ampla variação elevadas e que possibilitam a penetração
de composições químicas provoca grande nos poros do solo. Essas mesmas
diversidade nas suas propriedades. No características estimulam rápida fuga
entanto, em geral os herbicidas são para a atmosfera após tratamento, a
biodegradáveis e possuem na sua maioria, menos que o solo esteja coberto.
grau de toxicidade bastante baixo em relação Recentemente estes produtos não têm
aos mamíferos. sido mais utilizados.
Adsorção: depende das INFLUÊNCIAS DOS PESTICIDAS NOS
características dos solos bem como dos ORGANISMOS DO SOLO
pesticidas. A presença de certos grupos Fumígenos são compostos usados
funcionais estimula a adsorção, sobretudo para liberar o solo de determinadas pestes,
nos solos humosos. Quanto maior for o como os nematóides. Esses compostos têm
tamanho das moléculas dos pesticidas, maior efeitos mais drásticos sobre a fauna e a flora,
será sua adsorção, desde que outros fatores do que quaisquer outros pesticidas. Por
permaneçam iguais. A complexidade da exemplo, 99% da população de
fração humosa aliada à sua natureza não microartrópodos, são em geral, destruídos
polarizada, estimula a adsorção dos por alguns fumígenos; sendo necessários
pesticidas. dois anos para a recuperação da
2) Lixiviação: a tendência dos pesticidas à comunidade.
lixiviação dos solos mantêm É tão grande a diversidade nas
relacionamento íntimo e inverso com seu comunidades presentes no solo que, com
potencial de adsorção. Não é provável exceção de alguns fumígenos, os pesticidas
que moléculas com forte adsorção se não destroem todas as populações e matam
movimentem no sentido descendente. sempre uma parcela de cada população.
3) Reações químicas: após contato com o Em geral, os ácaros são sensíveis à
solo, muitos pesticidas são submetidos a maioria dos organofosforados e
modificações químicas. Por exemplo, o hidrocarbonetos clorados com exceção de
DDT fica sujeito a fotodecomposição aldrina. Os colêmbolos possuem
desencadeada pela radiação solar. Os sensibilidade variável aos organofosforados
pesticidas adsorvidos podem sofrer e hidrocarbonetos clorados.
hidrólise e subseqüente degradação, que Por sorte muitos pesticidas apenas
ocorre independente dos organismos do exercem influências depressivas sobre a
solo. quantidade de minhocas. Excetuam-se os
4) Metabolismo microbiano: a degradação carbamatos, na sua maioria e alguns
bioquímica exercida pelos organismos nematocidas, que são muito tóxicos a esses
do solo é talvez o método mais animais.
importante de remoção dos pesticidas do Algumas maneiras de descontaminar
solo. A presença de certos grupos o solo são:
polarizados nas moléculas dos pesticidas - neutralização dos efeitos tóxicos
proporciona pontos de ataque aos (imobilização), uso de plantas para retirar
organismos. metais pesados (essa abordagem não é
A persistência nos solos é resultado simples e requer elevado custo de
do somatório de todas as reações, manutenção),
movimentos e degradações que exercem - tratamentos físicos (volatização, absorção),
influência sobre os pesticidas. A regra geral - tratamentos químicos (oxidação,
é a marcante diferença das persistências. Os precipitação),
organofosforados têm duração de apenas - tratamento biológico (degradação),
alguns dias no solo, o herbicida 2,4-D, que é lixiviação e tratamento do efluente,
mais comum, permanece nos solos por - remoção do solo para tratamento ou
apenas duas a quatro semanas, o DDT e disposição em aterro sanitário,
outros hidrocarbonetos clorados poderão - - remoção do solo com queima do poluente
persistir por 3 a 15 anos ou mais. O DDT orgânico.
também pode volatilizar, e quando Após descontaminação é necessário
degradado o cloro livre atua na degradação realizar a recuperação do solo com controle
da camada de ozônio. Os pesticidas de erosão e correção de fertilidade e
degradam-se, na sua maioria, com rapidez recuperação da cobertura vegetal.
suficiente para evitar seus acúmulos.
Poluição atmosférica mata
Ela não é causadora apenas de doenças respiratórias, já consideradas habituais em
regiões poluídas, mas também de ocorrências ainda mais graves, como crises cardíacas e abortos
espontâneos.
Efeitos imediatos e corriqueiros, como coceira nos olhos e lacrimejamento, já são
reconhecidos pela população como indicadores de dias poluídos. Já as alterações
comportamentais dificilmente são associadas à poluição pela população. Náuseas, dores de
cabeça e irritação são provocadas mesmo com níveis baixos de poluição. O efeito crônico da
poluição é, sem dúvida, a redução da expectativa de vida.
Nos anos 80, um experimento foi realizado para relacionar poluição a doenças
respiratórias: dois grupos de ratos foram criados em locais diferentes – na torre de uma igreja no
centro da cidade de São Paulo e em Atibaia, no interior do estado. Os ratos da torre da igreja,
expostos à poluição da cidade por seis meses, tiveram seu sistema de defesa pulmonar
comprometido pela perda de efeiciência no funcionamento dos cílios que revestem as vias
respiratórias. Em razão disso, passaram a apresentar dificuldade em expelir o muco nasal e
proceder a limpeza do sistema respiratório. Já o grupo-controle de ratos criados em área não
poluída, apresentou, após o mesmo período, vias respiratórias íntegras.
O grupo da Faculdade de Medicina de SP vem relacionando a poluição atmosférica com a
ocorrência de abortos espontâneos e a morte de fetos.
Foram analisadas amostras do cordão umbilical de recém nascidos e constatou-se que a
concentração de monóxido de carbono pode ser até 20% maior em dias poluídos.
POLUIÇÃO URBANA
Elevadas concentrações de poluentes advindos de atividades industriais e do processo de
descarga da combustão de veículos automotores, partículas sólidas em suspensão, gotículas de
óleo expelidas pelos motores, altas concentrações de CO, CO2 e SO2 e compostos de Flúor e
Cloro são algumas das causas da baixa qualidade do ar.
Estes poluentes provêm de várias fontes, algumas emitidas diretamente de veículos
automotores, outras formadas indiretamente através de reações fotoquímicas no ar.
Principais poluentes atmosféricos:
Principal fonte O que causa
NO2 Escape dos veículos motorizados Problemas respiratórios
Fábricas de fertilizantes, de Agravar a asma e reduzir as funções do pulmão, como
explosivos ou de ácido nítrico também tornar as vias respiratórias mais sensíveis a
alérgenos
SO2 Centrais termoelétricas Problemas respiratórios, irritação nos olhos, problemas
Petróleo ou carvão cardiovasculares
Fábricas de ácido sulfúrico
Partículas em Escape dos veículos motorizados Problemas respiratórios, irritação dos olhos, doenças
suspensão Processos industriais cardiovasculares
Centrais termoelétricas
Reação dos gases poluentes na
atmosfera
CO Escape dos veículos motorizados Problemas respiratórios, intoxicações, problemas
Fumaça de cigarro cardiovasculares.
Alguns processos industriais Na exposição prolongada: aumento do volume do baço,
hemorragias, náuseas, diarréias, pneumonia e perda de
memória.
Lentidão dos reflexos e sonolência (hemoglobina)
Pb (Chumbo) Escape dos veículos motorizados Efeito tóxico acumulativo
(gasolina com chumbo) Anemia e destruição de tecido cerebral
Incineração de resíduos
O3 (Ozônio) Formados na atmosfera devido à Irritação nos olhos
reação de óxidos de nitrogênio, Problemas respiratórios, reação inflamatória das vias
hidrocarbonetos e luz solar aéreas, reduzindo suas funções e capacidade.
Nas plantas, os poluentes prejudicam o processo químico. Danos na membrana celular,
interferência no mecanismo de abertura e fechamento de estômatos e corrosão da cutícula das
folhas são alguns dos efeitos dos poluentes químicos. Geralmente, os poluentes do ar que causam
danos às plantas são gasosos, como os óxidos de nitrogênio, dióxido de enxofre, hidrocarbonetos
e substâncias foto-oxidantes.
Quando as plantas estão sujeitas as altas concentrações de poluentes, sofrem danos
agudos, com sintomas exteriormente visíveis: despigmentação da clorofila, descoloração das
folhas, necrose de áreas de tecido e órgãos. Com baixas concentrações de poluentes, não há, de
início, nenhum envenenamento exteriormente visível. Mas mudanças químicas, bioquímicas,
estruturais e funcionais podem ocorrer (entupimento dos estômatos, alterações na fisiologia da
planta), além da susceptibilidade a pragas e doenças.
Calcula-se que 60% da poluição atmosférica nas regiões das grandes cidades sejam
decorrentes dos veículos automotores. Outras fontes problemáticas são indústrias e queimadas,
agravadas pelas condições climáticas.
Dos gases emitidos pelos veículos automotores, 99% são inofensivos, mas 1% é tóxico ao
homem e ao meio ambiente. Considerando o aumento de veículos nas cidades (em 2.000 o
número de veículos foi de 500.000.000 no mundo), este 0,1% é significativo.

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA - SMOG X compostos voláteis orgânicos, dióxido de


INVERSÃO TÉRMICA sulfureto, aerossóis ácidos e gases, bem
como partículas de matéria, formam parte
desta bruma. Os gases provêm das
indústrias, dos automóveis e inclusive das
casas, devido aos processos de combustão.
A reação destes compostos com a luz solar
O smog cai sobre as produz o chamado smog fotoquímico, cuja
cidades com maiores problemas de poluição característica principal é a presença do
na forma de uma bruma opaca, geralmente ozônio no nível da terra.
meio escura. Na capital inglesa acumulou-se Quanto mais smog você inalar, mais
uma triste marca, pois misturas letais do probabilidades existem de sofrer efeitos
smog mataram 600 pessoas em 1948, cerca adversos para sua saúde. As pessoas
de três mil em 1952, mais mil em 1956 e sensíveis podem apresentar sintomas depois
750 em 1962. de permanecer apenas uma ou duas horas ao
Ocorre a formação de formaldeído e ar livre, em meio a um ambiente poluído.
de grande número de substâncias. Em O ozônio no nível do solo afeta o
Londres em dias frios (-3 a +5ºc) massas de sistema respiratório do corpo e produz uma
ar úmido do mar formam grandes nevoeiros inflamação das vias respiratórias que pode
por condensação em partículas de poeira e persistir por até 18 horas depois da
fumaça suspensas no ar urbano. O SO2 exposição ao smog. Podem ocorrer
emitido pela calefação forma H2SO4 , episódios de tosse e peito apertado. Também
originando nevoeiros como aerosol de ácido podem agravar-se as afecções do coração e
sulfúrico. O SO2 no ar correspondia a 1,34 pulmões, e existe evidência de que a
ppm, que é baixo, mas ocorreu efeito exposição intensifica a sensibilidade dos
sinérgico com poeira do ar. Se o SO2 asmáticos aos alérgenos. As partículas
estivesse sozinho iria se depositar em 95 a produzidas pelo ar suficientemente pequenas
98% nas mucosas alcalinas, mas adsorvidos para serem aspiradas também têm o
em partículas de pó o gás penetra até os potencial de afetar a saúde. As partículas
alvéolos dos pulmões. As paredes dos finíssimas podem penetrar profundamente
capilares sofrem corrosão, formando edemas nos pulmões e interferir no funcionamento
pulmonares. do sistema respiratório.
O smog é uma mistura química de
gases. Os óxidos de nitrogênio (NOx),
Poluição atmosférica mata três vezes mais determinados dias da semana, com base no
que o trânsito último dígito dos números das placas. Em
A Organização Mundial de Saúde - Bogotá se adotaram uma série de medidas
OMS divulgou que 3 milhões de pessoas para reduzir a poluição atmosférica causada
morrem anualmente devido aos efeitos da pelos transportes; tornou-se, assim, uma
poluição atmosférica. Isto representa o triplo cidade mais habitável. Desde 1995, a cidade
das mortes anuais em acidentes reduziu o tráfego durante o horário de pico
automobilísticos. Um estudo publicado na em 40% e aumentou o imposto sobre a
The Lancet, em 2000, concluiu que a gasolina.
poluição atmosférica na França, Áustria e Cerca de 120 km das principais vias
Suíça é responsável por mais de 40.000 são bloqueadas por sete horas aos domingos,
mortes anuais, nesses três países. Cerca da permitindo que as ruas sejam utilizadas para
metade dessas mortes se deve à poluição caminhadas, ciclismo e “cooper”.
causada pelas emissões dos veículos. As soluções para a poluição
Nos Estados Unidos, as fatalidades atmosférica urbana não são difíceis de
no trânsito totalizam pouco mais de 40.000 discernir. As pessoas podem reduzir o uso
por ano, enquanto a poluição atmosférica do automóvel utilizando bicicletas,
ceifa anualmente 70.000 vidas. As mortes transporte de massa ou simplesmente
causadas pela poluição atmosférica nos andando, e podem utilizar carros mais
Estados Unidos equivalem às mortes por eficientes no consumo de combustível.
câncer de mama e da próstata, Comissões de planejamento urbano e
conjuntamente. governos regionais podem redirecionar as
Contrariamente a alguns poluentes verbas dos transportes para opções de
com limiares abaixo dos quais não se notam transporte de massa: metrô, ferrovia ou
efeitos adversos à saúde, o ozônio e ônibus expressos.
particulados causam efeitos negativos O ordenamento do solo e outros
mesmo em níveis muito baixos. Assim, não instrumentos reguladores podem ser
existe nível seguro para estes poluentes. utilizados para encorajar empreendimentos
Pesquisa publicada na Science (2001) aponta de maior densidade, condizentes com o
que tanto nos países industrializados como transporte de massa. E os países podem
nas nações em desenvolvimento, exposições deslocar a geração de eletricidade do carvão
aos níveis atuais de ozônio e particulados e gás natural para energia solar e eólica,
afetam as taxas de mortalidade. alavancando subsídios e incentivos fiscais
Na província canadense de Ontário, para a energia limpa, ao invés de continuar a
com uma população de 11,9 milhões, a subsidiar os combustíveis fósseis.
poluição atmosférica custa aos contribuintes, Ao comprar um carro novo, os
no mínimo, US$ 1 bilhão por ano em consumidores normalmente consideram o
hospitalizações, emergências e ausências ao preço, equipamentos opcionais, segurança e,
trabalho. De acordo com o Banco Mundial, às vezes, a economia de combustível. O fato
os custos sociais da exposição à poeira e das mortes pela poluição atmosférica
chumbo aéreos em Jacarta, Bangcoc e superarem, substancialmente, os óbitos no
Manila se aproximaram a 10% da renda trânsito em todo o mundo demonstra a
média no início dos anos 90. Na China, que necessidade de uma ampla redefinição das
tem uma das piores taxas de poluição noções de segurança para incluir a meta de
atmosférica do mundo, as doenças e mortes diminuição da poluição atmosférica.
das populações urbanas causadas pela Enquanto apenas alguns motoristas
poluição atmosférica custam em torno de contribuem para as mortes no trânsito, todos
5% do PIB. os motoristas contribuem para as fatalidades
Em resposta ao congestionamento do da poluição atmosférica.
trânsito e seus problemas de poluição
atmosférica, as cidades do México e de São
Paulo restringiram o tráfego de veículos em
ÁGUA: ESCASSEZ, USO SUSTENTÁVEL e SANEAMENTO BÁSICO

A crise econômica mundial, além de ter abalado o mercado financeiro, agravou fortemente as
relações comerciais internacionais, expondo ainda mais as distâncias entre os países
desenvolvidos e os países em desenvolvimento. Essa situação que se espera conjuntural e
passageira, submete ainda mais ao questionamento que vem sendo feito se a humanidade
realmente está ou não no rumo certo para a sustentabilidade socioambiental.

O que os analistas econômicos anunciam é a necessária mudança de determinados


paradígmas. Entre eles, está o processo produtivo acumular de renda e depredador do meio
ambiente. Funde a isso, as não animadoras perspectivas quanto ao aquecimento global e a
escassez da água que, mesmo em países tidos abundantes em recursos hídricos como o Brasil
– que detém cerca de 12% da água potável do Planeta -, sofrem de processos cada vez mais
intensos de desertificação, a exemplo do semi-árido brasileiro.

Na qualidade de país membro das Nações Unidas, o Brasil se destaca pelo exemplar conjunto
de normas legais que orientam – ou pelo menos deveriam orientar – suas políticas públicas.
Quais sejam: a Política Nacional de Recursos Hídricos, a Lei das Florestas, a Lei de Crimes
Ambientais, a Política Nacional de Meio Ambiente, Sistema Unificado de Unidades de
Conservação – SNUC, entre outras. Ainda no âmbito da ONU, em 2000, foi aprovado pelos seus
países membros as metas para o milênio, que é um conjunto de metas que visam salvar o
Planeta de desastres ambientais e trazer melhores perspectivas para o futuro global. Entre
essas metas, consta o uso sustentável dos recursos hídricos e a universalização da água como
bem não-renovável.

A situação sócio-econômica e ambiental planetária faz com que ações locais se tornem
importantes e estratégicas para que decisões internacionais, como as metas para o milênio,
saiam do nível dos discursos e entre para o campo do real. Nesse sentido, avalia-se que os
governos locais, como é o caso do Distrito Federal, têm muito a contribuir, pois contam
também com dispositivos legais que podem influenciar positivamente na resolução de
problemas ambientais. O Plano Diretor de Ordenamento Territorial – PDOT, a Lei Ambiental
041/89, a própria criação do Instituto Brasília de Meio Ambiente – IBRAM e da Agência
reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal – ADASA, configuram esse
avanço institucional no trato das questões ambientais.

Localizado numa região que combina, por exemplo, limitação de recursos hídricos com o
crescimento da pressão demográfica, como ocorre sobre bacias do São Bartolomeu e do
Descoberto – responsáveis por praticamente todo o abastecimento de água dessa mesma
população, o Distrito Federal, investindo no saneamento básico e no respeito ao cumprimento
das diretrizes do ordenamento territorial - materializado no PDOT -, tem uma possibilidade a
mais de oferecer segurança hídrica à sua população. A mobilização social, também deve ser
foco de prioridade governamental quando o assunto é o uso sustentável dos recursos naturais.
Campanhas de educação ambiental e fiscalização ostensiva e permanente, podem de forma
efetiva contribuir com as resoluções de seus problemas e favorecer, mesmo que
pontualmente, as resoluções em nível global, como aliás preconiza a Agenda 21 local.
Estudo de Impacto Ambiental – EIA

IMPACTO AMBIENTAL - Conforme Resolução CONAMA 01/86, poderíamos


considerar impacto ambiental como "qualquer alteração das propriedades físicas,
químicas e biológicas do meio ambiente causada por qualquer forma de matéria
ou energia resultante das atividades humanas que direta ou indiretamente, afetam:
I - a saúde, a segurança e o bem estar da população; II - as atividades sociais e
econômicas; III - a biota; IV - as condições estéticas e sanitárias do meio
ambiente; e V - a qualidade dos recursos ambientais". Obviamente, o Estudo de
Impacto Ambiental seria um instrumento técnico-científico de caráter
multidisciplinar, capaz de definir, mensurar, monitorar, mitigar e corrigir as
possíveis causas e efeitos, de determinada atividade, sobre determinado ambiente
materializado-o num documento, agora já direcionado ao público leigo,
denominado de RELATÓRIO DE IMPACTO AO MEIO AMBIENTE - RIMA.

No sentido de tornar obrigatória a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental e


seu Relatório, a Resolução CONAMA 01/86 define quais os empreendimentos que
necessitam de prévio EIA-RIMA.
O Decreto 750/93 criado com base no Art. 14 da Lei 4.771/65 também impõe
obrigatoriedade na elaboração desse Instrumento quando se tratar de supressão
de vegetação nativa de mata atlântica primária, e secundária nos estágios médio e
avançado de regeneração, em atividades de utilidade pública e/ou interesse
social.

A Lei 6.938/81 que definiu a Política Nacional de Meio Ambiente - PNMA, lança as
bases dos instrumentos de licenciamento ambiental e define sua obrigatoriedade e
discorre sobre as etapas de um licenciamento.No mesmo sentido a Resolução
CONAMA 237/97 expande a definição dessas etapas e inclui o grau de
competência dos Órgãos ambientais quanto ao licenciamento.

O EIA/RIMA não figura sozinho no rol dos Instrumentos de Licenciamento Prévio.


Há também o PCA/RCA (Plano de Controle Ambiental e Relatório de Controle
Ambiental e o PRAD (Programa de Recuperação de Areas Degradadas).
O PCA/RCA se destina a avaliar o impacto de atividades capazes de gerar
impacto ao ambiente, porém em grau menor e por isso dispensaria a
complexidade e o aparato técnico-científico para tal elaboração. Já o PRAD (
Decreto 97.632/89) seria um instrumento complementar ao EIA/RIMA em
atividades de mineração visando garantir a plena recuperação da área degradada.

"A elaboração do EIA/RIMA deve:


(a) contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização confrontando-as
com a hipótese de não execução
do projeto, b) identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais
gerados nas fases de implantação e operaçãoda atividade, (c) definir as Áreas
Direta e Indiretamente afetadas pelos impactos, e (d) considerar os Planos e
Programas de Governo com jurisdição sobre a área onde será implementada a
atividade impactante.
Desde modo, considerando as abrangências das Áreas Direta e Indiretamente a
serem afetas, o estudo de impacto ambiental deverá no mínimo contemplar as
seguintes atividades técnicas: (a) o diagnóstico ambiental, (b) o prognóstico das
condições ambientais com a execução do projeto, (c) as medidas ambientais
mitigadoras e potecializadoras a serem adotadas e (d) o programa de
acompanhamento e monitoramento ambiental.

Descreve-se a seguir esta atividades técnicas:


1) Diagnóstico Ambiental consiste na elaboração de uma descrição e análise dos
recursos ambientais e suas interações.Portanto, este diagnóstico deverá
caracterizar: (a) o meio físico - exemplo: solo, subsolo, as águas, ar, clima,
recursos minerais, topografia e regime hidrológico; (b) o meio biológico: fauna e
flora; (c) o meio sócio econômico - exemplo: uso e ocupação do solo; uso da água;
estruturação sócio econômica da população; sítios e monumentos arqueológicos,
históricos e culturais; organização da comunidade local; e o potencial de uso dos
recursos naturais e ambientais da região.

2) Prognóstico refere-se a identificação, valoração e interpretação dos prováveis


impactos ambientais
associados a execução, e se for o caso, a desativação de um dado projeto.
Desta forma, estes impactos ambientais devem ser categorizados segundo aos
seguintes critérios:
(a) Ordem - diretos ou indiretos; (b) Valor - positivo (benéfico) ou
negativo(adverso); (c) Dinâmica - temporário, cíclico ou permanente; (d) Espaço -
local, regional e, ou, estratégico; (e) Horizonte Temporal - curto, médio ou longo
prazo; e (f) Plástica - reversível ou irreversível.

3) Medidas Ambientais Mitigadoras e Potencializadoras tratam-se de medidas a serem


adotadas na mitigação dos
impactos negativos e potencialização dos impactos positivos. Neste caso, as medidas
devem ser organizadas quanto:
a) a natureza - preventiva ou corretiva; (b) etapa do empreendimento que deverão ser
adotadas; (c) fator ambiental
que se aplicam - físico, biótico e, ou, antrópico; (d) responsabilidade pela
execução - empreendedor, poder público
ou outros; e (e) os custos previstos. Para os casos de empreendimentos que exijam
reabilitação de áreas degradas
devem ser especificadas as etapas e os métodos de reabilitação a serem utilizados.
4) Programa de Acompanhamento e Monitoramento Ambiental implica na
recomendação de programas de
acompanhamento e monitoramento das evolução dos impactos ambientais
positivos e negativos associados ao
empreendimento. Sendo necessário especificar os métodos e periodicidade de
execução."

Fonte: www.unioeste.br/agais/index.asp

RESOLUÇÃO CONAMA 001, de 23 de janeiro de 1986

Dispõe sobre os critérios e diretrizes básicas para o processo de Estudos


de Impactos Ambientais-EIA e Relatório de Impactos Ambientais-RIMA
O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA, no uso das
atribuições que lhe confere o artigo 48 do Decreto nº 88.351, de 1º de julho de
1983, para efetivo exercício das responsabilidades que lhe são atribuídas do
mesmo decreto, e

Considerando a necessidade de se estabelecerem as definições, as


responsabilidades, os critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e
implementação da Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos da
Política Nacional de Meio Ambiente, RESOLVE:

Artigo 1º - Para efeito desta Resolução, considera-se impacto ambiental qualquer


alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente,
causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades
humanas que, direta ou indiretamente, afetam:
I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
II - as atividades sociais e econômicas;
III - a biota;
IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
V - a qualidade dos recursos ambientais.
Artigo 2º - Dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo
relatório de impacto ambiental - RIMA, a serem submetidos à aprovação do órgão
estadual competente, e do IBAMA em caráter supletivo, o licenciamento de
atividades modificadoras do meio ambiente, tais como:
I - Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento;
II - Ferrovias;
III - Portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos
IV -Aeroportos, conforme definidos pelo inciso I, artigo 48, Decreto-Lei nº 32, de
18.11.66;
V - Oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos
sanitários;
VI - Linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230Kv;
VII - Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos, tais como: barragem
para fins hidrelétricos acima de 10MW, de saneamento ou de irrigação, abertura
de canais para navegação, drenagem e irrigação, retificação de cursos d’água,
abertura de barras e embocaduras, transposição de bacias, diques;
VIII - Extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão);
IX - Extração de minério, inclusive os da classe II, definidas no Código de
Mineração;
X - Aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos tóxicos ou
perigosos;
XI - Usinas de geração de eletricidade, qualquer que seja a fonte de energia
primária, acima de 10MW;
XII - Complexo e unidades industriais e agro-industriais (petro-químicos,
siderúrgicos, cloroquímicos, os destilarias de álcool, hulha, extração e cultivo de
recursos hídricos);
XIII - Distritos industriais e zonas estritamente industriais - ZEI;
XIV - Exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas acima de 100
hectares ou menores, quando atingir áreas significativas em termos percentuais
ou de importância do ponto de vista ambiental;
XV - Projetos urbanísticos, acima de 100 ha. ou em áreas consideradas de
relevante interesse ambiental a critério da SEMA e dos órgãos municipais e
estaduais competentes;
XVI - Qualquer atividade que utilize carvão vegetal, em quantidade superior a dez
toneladas por dia.
Artigo 3º - Dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo
RIMA, a serem submetidos à aprovação do IBAMA, o licenciamento de atividades
que, por lei, seja de competência federal.
Artigo 4º - Os órgãos ambientais competentes e os órgãos setoriais SISNAMA
deverão compatibilizar os processos de licenciamento com as etapas de
planejamento e implantação das atividades modificadoras do meio Ambiente,
respeitados os critérios e diretrizes estabelecidos por esta Resolução e tendo por
natureza, o porte e as peculiaridades de cada atividade.
Artigo 5º - O estudo de impacto ambiental, além de atender a legislação, em
especial os princípios e objetivos expressos na Lei de Política Nacional do
ambiente, obedecerá às seguintes diretrizes gerais:
I - Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização de projeto,
confrontando-as com a hipótese de não execução do projeto;
II - Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas
fases de implantação e operação da atividade;
III - Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada
pelos impactos, denominada área de influência do projeto, considerando, em
todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se localiza;
IV - Considerar os planos e programas governamentais, propostos e em
implantação na área de influência do projeto, e sua compatibilidade.
Parágrafo Único - Ao determinar a execução do estudo de impacto o órgão
estadual competente, ou o IBAMA ou, quando couber, o Município fixará as
diretrizes adicionais que, pelas peculiaridades do projeto e características
ambientais da área, forem julgadas necessárias, inclusive os prazos para
conclusão dos estudos.
Artigo 6º - O estudo de impacto ambiental desenvolverá, no mínimo as seguintes
atividades técnicas:
I - Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto completa descrição e
análise dos recursos ambientais e suas interações, tal como existem, de modo a
caracterizar a situação ambientais da área, antes da implantação do projeto,
considerando:
a) o meio físico - o subsolo, as águas, o ar e o clima, destacando os recursos
minerais, a topografia, os tipos e aptidões do solo, os corpos d’água, o regime
hidrológico, as correntes marinhas, as correntes atmosféricas;
b) o meio biológico e os ecossistemas naturais - a fauna e a flora, destacando as
espécies indicadoras da qualidade ambiental. de valor científico e econômico,
raras e ameaçadas de extinção e as áreas de preservação permanente;
c) o meio sócio-econômico - o uso e ocupação solo, os usos da água e a sócio-
economia, destacando os sítios e monumentos arqueológicos. históricos culturais
da comunidade, as relacões de dependência entre a sociedade local, os recursos
ambientais e a potencial utilização futura desses recursos.
II - Análise dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas, através de
identificação, previsão da magnitude interpretação da importância dos prováveis
impactos vantes, discriminando: os impactos positivos e negativos (benéficos e
adversos), diretos e indiretos, imediatos e médio e longo prazos, temporários e
permanentes; seu grau de reversibilidade; suas propriedades comulativas e
sinérgicas; a distribuição dos ônus e benefícios sociais.
III - Definição das medidas mitigadoras dos impactos negativos entre elas os
equipamentos de controle e sistemas de tratamento de despejos, avaliando a
eficiência de cada uma delas;
IV - Elaboração do programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos
positivos e negativos, indicando os fatores e parâmetros a serem considerados;
Parágrafo Único Ao determinar a execução do estudo de lmpacto ambiental, o
órgão estadual competente; ou o IBAMA ou, quando couber, o Município fornecerá
as instruções adicionais que se fizerem necessárias, pelas peculiaridades do
projeto e características ambientais da área.
Art. 7º - O estudo de impacto ambiental será realizado por equipe multidisciplinar
habilitada, não depende direta ou indiretamente do proponente do projeto e que
será responsável tecnicamente pelos resultados apresentados
Artigo 8º - Correrão por conta do proponente do projeto todas as despesas e
custos referentes à realização do estudo de impacto ambiental, tais como coleta e
aquisição dos dados e informações, trabalhos e inspeções de campo, análises de
laboratório, estudos técnicos e científicos e acompanhamento e monitoramento
dos impactos, elaboração do RIMA e fornecimento de pelo menos 5 (cinco)
cópias.
Artigo 9º - O relatório de impacto ambiental - RIMA refletirá as conclusões do
estudo de impacto ambiental e conterá, no mínimo:
I - Os objetivos e justificativas do projeto, sua relação e compatibilidade com as
políticas setoriais, planos e programas governamentais;
II - A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas locacionais,
especificando para cada um deles, nas fases construção e operação a área de
influencia, as matérias primas, e mão-de-obra, as fontes de energia, os processos
e técnicas operacionais. os prováveis efluentes, emissões, resíduos de energia, os
empregos diretos e indiretos a serem gerados;
III - A síntese dos resultados dos estudos de diagnósticos ambientais da área de
influência do projeto;
IV - A descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e operação da
atividade, considerando o projeto suas alternativas os horizontes de tempo de
incidência dos impactos e indicando os métodos, técnicas e critérios adotados
para sua identificação, quantificação e interpretação;
V - A caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência,
comparando as diferentes situações da adoção do projeto e suas alternativas,
bem como com a hipótese de sua não realização;
VI - A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em relação
aos impactos negativos, mencionando aqueles que não puderam ser evitados, e o
grau de alteração esperado;
VII - O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos;
VIII - Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e
comentários de ordem geral).
Parágrafo Único — O RIMA deve ser apresentado de forma objetiva e adequada a
sua compreensão. As informações devem ser traduzidas em linguagem acessível,
ilustradas por mapas, cartas, quadros, gráficos e demais técnicas de comunicação
visual, de modo que se possam entender as vantagens e desvantagens do
projeto, bem como todas as conseqüências ambientais de sua implementação.
Artigo 10 - O órgão estadual competente, ou o IBAMA ou, quando o Município terá
um prazo para se manifestar de forma conclusiva sobre o apresentado.
Parágrafo Único - O prazo a que se refere o caput deste artigo terá seu termo
inicial na data do recebimento pelo órgão estadual competente ou pela SEM do
estudo do impacto ambiental e seu respectivo RIMA.
Artigo 11 - Respeitado o sigilo industrial, assim solicitando e demonstrando pelo
interessado o RIMA será acessível ao público. Suas cópias permanecerão à
disposição dos interessados, nos centros de documentação ou bibliotecas da
SEMA e do órgão estadual de controle ambiental correspondente, inclusive o de
análise técnica.
§ 1º - Os órgãos públicos que manifestarem interesse, ou tiverem relação direta
com o projeto, receberão cópia do RIMA, para conhecimento e manifestação
§ 2º - Ao determinar a execução do estudo de impacto ambiental e apresentação
do RIMA, o órgão estadual competente ou o IBAMA ou, quando couber o
Município, determinará o prazo para recebimento dos comentários feitos pelos
órgãos públicos e demais interessados e, sempre que julgar promoverá a
realização de audiência pública para informação sobre o projeto impactos
ambientais e discussão do RIMA.
Artigo 12 - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
RESOLUÇÃO CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986

Correlações:
· Alterada pela Resolução nº 11/86 (alterado o art. 2o)
· Alterada pela Resolução no 5/87 (acrescentado o inciso XVIII)
· Alterada pela Resolução nº 237/97 (revogados os art. 3o e 7o)

Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a


avaliação de impacto ambiental

O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA, no uso das atribuições que


lhe confere o artigo 48 do Decreto nº 88.351, de 1º de junho de 1983, 156para efetivo exercício
das responsabilidades que lhe são atribuídas pelo artigo 18 do mesmo decreto, e
Considerando a necessidade de se estabelecerem as definições, as responsabilidades, os
critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e implementação da Avaliação de Impacto
Ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente, resolve:

Art. 1o Para efeito desta Resolução, considera-se impacto ambiental qualquer alteração
das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer
forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indireta-
mente, afetam:
I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
II - as atividades sociais e econômicas;
III - a biota;
IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
V - a qualidade dos recursos ambientais.

Art. 2o Dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo rela-


tório de impacto ambiental - RIMA, a serem submetidos à aprovação do órgão estadual
competente, e da Secretaria Especial do Meio Ambiente - SEMA157 em caráter supletivo,
o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente, tais como:
I - Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento;
II - Ferrovias;
III - Portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos;
IV - Aeroportos, conforme definidos pelo inciso 1, artigo 48, do Decreto-Lei nº 32, de
18 de setembro de 1966158;
V - Oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos
sanitários;
VI - Linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230KV;
VII - Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos, tais como: barragem159
para fins hidrelétricos, acima de 10MW, de saneamento ou de irrigação, abertura de canais
para navegação, drenagem e irrigação, retificação de cursos d’água, abertura de barras e
embocaduras, transposição de bacias, diques;
VIII - Extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão);
IX - Extração de minério, inclusive os da classe II, definidas no Código de Minera-
ção;
X - Aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos;

156 Decreto revogado pelo Decreto no 99.274, de 6 de junho de 1990.


157 A Secretaria Especial do Meio Ambiente – SEMA, vinculada ao Ministério do Interior, foi extinta pela
Lei nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989, que criou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recur-
sos Naturais Renováveis – IBAMA. As atribuições em matéria ambiental são atualmente do Ministério
do Meio Ambiente.
158 Decreto-Lei revogado pela Lei no 7.565, de 19 de dezembro de 1986.
159 Retificado no Boletim de Serviço do MIN, de 7 de março de 1986
Xl - Usinas de geração de eletricidade, qualquer que seja a fonte de energia primária,
acima de 10MW;
XII - Complexo e unidades industriais e agro-industriais (petroquímicos, siderúrgi-
cos, cloroquímicos, destilarias de álcool, hulha, extração e cultivo de recursos hídricos
hidróbios?)160;
XIII - Distritos industriais e zonas estritamente industriais - ZEI;
XIV - Exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas acima de 100 hectares
ou menores, quando atingir áreas significativas em termos percentuais ou de importância
do ponto de vista ambiental;
XV - Projetos urbanísticos, acima de 100 ha ou em áreas consideradas de relevante
interesse ambiental a critério da SEMA e dos órgãos municipais e estaduais competentes
estaduais ou municipais1;
XVI - Qualquer atividade que utilizar carvão vegetal, em quantidade superior a dez
toneladas por dia.
XVI - Qualquer atividade que utilizar carvão vegetal, derivados ou produtos similares,
em quantidade superior a dez toneladas por dia. (nova redação dada pela Resolução n°
11/86)
XVII - Projetos Agropecuários que contemplem áreas acima de 1.000 ha. ou menores,
neste caso, quando se tratar de áreas significativas em termos percentuais ou de impor-
tância do ponto de vista ambiental, inclusive nas áreas de proteção ambiental. (inciso
acrescentado pela Resolução n° 11/86)
XVIII - Empreendimentso potencialmente lesivos ao patrimônio espeleológico nacio-
nal. (inciso acrescentado pela Resolução n° 5/87)

Art. 3o Dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo RIMA,


a serem submetidos à aprovação da SEMA, o licenciamento de atividades que, por lei,
seja de competência federal. (Revogado pela Resolução n° 237/97)

Art. 4o Os órgãos ambientais competentes e os órgãos setoriais do SISNAMA deverão


compatibilizar os processos de licenciamento com as etapas de planejamento e implan-
tação das atividades modificadoras do meio ambiente, respeitados os critérios e diretrizes
estabelecidos por esta Resolução e tendo por base a natureza o porte e as peculiaridades
de cada atividade.

Art. 5o O estudo de impacto ambiental, além de atender à legislação, em especial os


princípios e objetivos expressos na Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, obedecerá
às seguintes diretrizes gerais:
I - Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto, confron-
tando-as com a hipótese de não execução do projeto;
II - Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases
de implantação e operação da atividade;
III - Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos
impactos, denominada área de influência do projeto, considerando, em todos os casos,
a bacia hidrográfica na qual se localiza;
lV - Considerar os planos e programas governamentais, propostos e em implantação
na área de influência do projeto, e sua compatibilidade.
Parágrafo único. Ao determinar a execução do estudo de impacto ambiental o órgão
estadual competente, ou a SEMA ou, no que couber ao Município 161, fixará as diretrizes
adicionais que, pelas peculiaridades do projeto e características ambientais da área, forem
julgadas necessárias, inclusive os prazos para conclusão e análise dos estudos.

Art. 6o O estudo de impacto ambiental desenvolverá, no mínimo, as seguintes ativi-


dades técnicas:

160 Retificado no Boletim de Serviço do MIN, de 7 de março de 1986


161 Retificado no Boletim de Serviço do MIN, de 7 de março de 1986
I - Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto completa descrição e análise
dos recursos ambientais e suas interações, tal como existem, de modo a caracterizar a
situação ambiental da área, antes da implantação do projeto, considerando:
a) o meio físico - o subsolo, as águas, o ar e o clima, destacando os recursos minerais,
a topografia, os tipos e aptidões do solo, os corpos d’água, o regime hidrológico, as cor-
rentes marinhas, as correntes atmosféricas;
b) o meio biológico e os ecossistemas naturais - a fauna e a flora, destacando as espécies
indicadoras da qualidade ambiental, de valor científico e econômico, raras e ameaçadas
de extinção e as áreas de preservação permanente;
c) o meio sócio-econômico - o uso e ocupação do solo, os usos da água e a sócio-
economia, destacando os sítios e monumentos arqueológicos, históricos e culturais da
comunidade, as relações de dependência entre a sociedade local, os recursos ambientais
e a potencial utilização futura desses recursos.
II - Análise dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas, através de iden-
tificação, previsão da magnitude e interpretação da importância dos prováveis impactos
relevantes, discriminando: os impactos positivos e negativos (benéficos e adversos), diretos
e indiretos, imediatos e a médio e longo prazos, temporários e permanentes; seu grau
de reversibilidade; suas propriedades cumulativas e sinérgicas; a distribuição dos ônus
e benefícios sociais.
III - Definição das medidas mitigadoras dos impactos negativos, entre elas os equi-
pamentos de controle e sistemas de tratamento de despejos, avaliando a eficiência de
cada uma delas.
IV - Elaboração do programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos
positivos e negativos, indicando os fatores e parâmetros a serem considerados.
Parágrafo único. Ao determinar a execução do estudo de impacto ambiental, o órgão
estadual competente; ou a SEMA ou quando couber, o Município fornecerá as instruções
adicionais que se fizerem necessárias, pelas peculiaridades do projeto e características
ambientais da área.

Art. 7o O estudo de impacto ambiental será realizado por equipe multidisciplinar


habilitada, não dependente direta ou indiretamente do proponente do projeto e que
será responsável tecnicamente pelo resultados apresentados. (Revogado pela Resolução
n° 237/97)

Art. 8o Correrão por conta do proponente do projeto todas as despesas e custos re-
ferentes à realização do estudo de impacto ambiental, tais como: coleta e aquisição dos
dados e informações, trabalhos e inspeções de campo, análises de laboratório, estudos
técnicos e científicos e acompanhamento e monitoramento dos impactos, elaboração do
RIMA e fornecimento de pelo menos 5 (cinco) cópias.

Art. 9o O relatório de impacto ambiental - RIMA refletirá as conclusões do estudo de


impacto ambiental e conterá, no mínimo:
I - Os objetivos e justificativas do projeto, sua relação e compatibilidade com as polí-
ticas setoriais, planos e programas governamentais;
II - A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais, especificando para
cada um deles, nas fases de construção e operação a área de influência, as matérias primas, e
mão-de-obra, as fontes de energia, os processos e técnicas operacionais, os prováveis efluentes,
emissões, resíduos e perdas de energia, os empregos diretos e indiretos a serem gerados;
III - A síntese dos resultados dos estudos de diagnósticos ambiental da área de influ-
ência do projeto;
IV - A descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e operação da
atividade, considerando o projeto, suas alternativas, os horizontes de tempo de incidência
dos impactos e indicando os métodos, técnicas e critérios adotados para sua identificação,
quantificação e interpretação;
V - A caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência, comparando
as diferentes situações da adoção do projeto e suas alternativas, bem como com a hipótese
de sua não realização;
VI - A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em relação aos
impactos negativos, mencionando aqueles que não puderem ser evitados, e o grau de
alteração esperado;
VII - O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos;
VIII - Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e comentários
de ordem geral).
Parágrafo único. O RIMA deve ser apresentado de forma objetiva e adequada a sua
compreensão. As informações devem ser traduzidas em linguagem acessível, ilustradas
por mapas, cartas, quadros, gráficos e demais técnicas de comunicação visual, de modo
que se possam entender as vantagens e desvantagens do projeto, bem como todas as
conseqüências ambientais de sua implementação.

Art. 10. O órgão estadual competente, ou a SEMA ou, quando couber, o Município terá
um prazo para se manifestar de forma conclusiva sobre o RIMA apresentado.
Parágrafo único. O prazo a que se refere o caput deste artigo terá o seu termo inicial
na data do recebimento pelo órgão estadual competente ou pela SEMA do estudo do
impacto ambiental e seu respectivo RIMA.

Art. 11. Respeitado o sigilo industrial, assim solicitando e demonstrando pelo inte-
ressado o RIMA será acessível ao público. Suas cópias permanecerão à disposição dos
interessados, nos centros de documentação ou bibliotecas da SEMA e do órgão estadual
de controle ambiental correspondente, inclusive durante o período de análise técnica.
§ 1o Os órgãos públicos que manifestarem interesse, ou tiverem relação direta com o
projeto, receberão cópia do RIMA, para conhecimento e manifestação.
§ 2o Ao determinar a execução do estudo de impacto ambiental e apresentação do RIMA,
o órgão estadual competente ou a SEMA ou, quando couber o Município, determinará o
prazo para recebimento dos comentários a serem feitos pelos órgãos públicos e demais
interessados e, sempre que julgar necessário, promoverá a realização de audiência pública
para informação sobre o projeto e seus impactos ambientais e discussão do RIMA.

Art. 12. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

FLÁVIO PEIXOTO DA SILVEIRA - Presidente do Conselho

Este texto não substitui o publicado no DOU, de 17 de fevereiro de 1986.


RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005

• Alterada pela Resolução 410/2009 e pela 430/2011

Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e


diretrizes ambientais para o seu enquadramento,
bem como estabelece as condições e padrões de
lançamento de efluentes, e dá outras providências.
O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das competências que lhe
são conferidas pelos arts. 6o, inciso II e 8o, inciso VII, da Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981,
regulamentada pelo Decreto no 99.274, de 6 de junho de 1990 e suas alterações, tendo em vista o disposto
em seu Regimento Interno, e
Considerando a vigência da Resolução CONAMA no 274, de 29 de novembro de 2000, que dispõe sobre
a balneabilidade;
Considerando o art. 9o, inciso I, da Lei no 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que instituiu a Política Nacional
dos Recursos Hídricos, e demais normas aplicáveis à matéria;
Considerando que a água integra as preocupações do desenvolvimento sustentável, baseado nos princípios
da função ecológica da propriedade, da prevenção, da precaução, do poluidor-pagador, do usuário-
pagador e da integração, bem como no reconhecimento de valor intrínseco à natureza;
Considerando que a Constituição Federal e a Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, visam controlar o
lançamento no meio ambiente de poluentes, proibindo o lançamento em níveis nocivos ou perigosos para
os seres humanos e outras formas de vida;
Considerando que o enquadramento expressa metas finais a serem alcançadas, podendo ser fixadas metas
progressivas intermediárias, obrigatórias, visando a sua efetivação;
Considerando os termos da Convenção de Estocolmo, que trata dos Poluentes Orgânicos Persistentes-
POPs, ratificada pelo Decreto Legislativo no 204, de 7 de maio de 2004;
Considerando ser a classificação das águas doces, salobras e salinas essencial à defesa de seus níveis de
qualidade, avaliados por condições e padrões específicos, de modo a assegurar seus usos preponderantes;
Considerando que o enquadramento dos corpos de água deve estar baseado não necessariamente no seu
estado atual, mas nos níveis de qualidade que deveriam possuir para atender às necessidades da
comunidade;
Considerando que a saúde e o bem-estar humano, bem como o equilíbrio ecológico aquático, não devem
ser afetados pela deterioração da qualidade das águas;
Considerando a necessidade de se criar instrumentos para avaliar a evolução da qualidade das águas, em
relação às classes estabelecidas no enquadramento, de forma a facilitar a fixação e controle de metas
visando atingir gradativamente os objetivos propostos;
Considerando a necessidade de se reformular a classificação existente, para melhor distribuir os usos das
águas, melhor especificar as condições e padrões de qualidade requeridos, sem prejuízo de posterior
aperfeiçoamento; e
Considerando que o controle da poluição está diretamente relacionado com a proteção da saúde, garantia
do meio ambiente ecologicamente equilibrado e a melhoria da qualidade de vida, levando em conta os
usos prioritários e classes de qualidade ambiental exigidos para um determinado corpo de água; resolve:
Art. 1o Esta Resolução dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento dos
corpos de água superficiais, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes.
CAPÍTULO I
DAS DEFINIÇÕES
o
Art. 2 Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:
I - águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5 ‰;
II - águas salobras: águas com salinidade superior a 0,5 ‰ e inferior a 30 ‰;
III - águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30 ‰;
IV - ambiente lêntico: ambiente que se refere à água parada, com movimento lento ou estagnado;
V - ambiente lótico: ambiente relativo a águas continentais moventes;
VI - aqüicultura: o cultivo ou a criação de organismos cujo ciclo de vida, em condições naturais, ocorre
total ou parcialmente em meio aquático;
VII - carga poluidora: quantidade de determinado poluente transportado ou lançado em um corpo de água
receptor, expressa em unidade de massa por tempo;
VIII - cianobactérias: microorganismos procarióticos autotróficos, também denominados como
cianofíceas (algas azuis) capazes de ocorrer em qualquer manancial superficial especialmente naqueles
com elevados níveis de nutrientes (nitrogênio e fósforo), podendo produzir toxinas com efeitos adversos a
saúde;
IX - classe de qualidade: conjunto de condições e padrões de qualidade de água necessários ao
atendimento dos usos preponderantes, atuais ou futuros;
X - classificação: qualificação das águas doces, salobras e salinas em função dos usos preponderantes
(sistema de classes de qualidade) atuais e futuros;
XI - coliformes termotolerantes: bactérias gram-negativas, em forma de bacilos, oxidase-negativas,
caracterizadas pela atividade da enzima β-galactosidase. Podem crescer em meios contendo agentes
tenso-ativos e fermentar a lactose nas temperaturas de 44º - 45ºC, com produção de ácido, gás e aldeído.
Além de estarem presentes em fezes humanas e de animais homeotérmicos, ocorrem em solos, plantas ou
outras matrizes ambientais que não tenham sido contaminados por material fecal;
XII - condição de qualidade: qualidade apresentada por um segmento de corpo d'água, num determinado
momento, em termos dos usos possíveis com segurança adequada, frente às Classes de Qualidade;
XIII - condições de lançamento: condições e padrões de emissão adotados para o controle de lançamentos
de efluentes no corpo receptor;
XIV - controle de qualidade da água: conjunto de medidas operacionais que visa avaliar a melhoria e a
conservação da qualidade da água estabelecida para o corpo de água;
XV - corpo receptor: corpo hídrico superficial que recebe o lançamento de um efluente;
XVI - desinfecção: remoção ou inativação de organismos potencialmente patogênicos;
XVII - efeito tóxico agudo: efeito deletério aos organismos vivos causado por agentes físicos ou
químicos, usualmente letalidade ou alguma outra manifestação que a antecede, em um curto período de
exposição;
XVIII - efeito tóxico crônico: efeito deletério aos organismos vivos causado por agentes físicos ou
químicos que afetam uma ou várias funções biológicas dos organismos, tais como a reprodução, o
crescimento e o comportamento, em um período de exposição que pode abranger a totalidade de seu ciclo
de vida ou parte dele;
XIX - efetivação do enquadramento: alcance da meta final do enquadramento;
XX - enquadramento: estabelecimento da meta ou objetivo de qualidade da água (classe) a ser,
obrigatoriamente, alcançado ou mantido em um segmento de corpo de água, de acordo com os usos
preponderantes pretendidos, ao longo do tempo;
XXI - ensaios ecotoxicológicos: ensaios realizados para determinar o efeito deletério de agentes físicos ou
químicos a diversos organismos aquáticos;
XXII - ensaios toxicológicos: ensaios realizados para determinar o efeito deletério de agentes físicos ou
químicos a diversos organismos visando avaliar o potencial de risco à saúde humana;
XXIII - escherichia coli (E.Coli): bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae caracterizada pela
atividade da enzima β-glicuronidase. Produz indol a partir do aminoácido triptofano. É a única espécie do
grupo dos coliformes termotolerantes cujo habitat exclusivo é o intestino humano e de animais
homeotérmicos, onde ocorre em densidades elevadas;
XXIV - metas: é o desdobramento do objeto em realizações físicas e atividades de gestão, de acordo com
unidades de medida e cronograma preestabelecidos, de caráter obrigatório;
XXV - monitoramento: medição ou verificação de parâmetros de qualidade e quantidade de água, que
pode ser contínua ou periódica, utilizada para acompanhamento da condição e controle da qualidade do
corpo de água;
XXVI - padrão: valor limite adotado como requisito normativo de um parâmetro de qualidade de água ou
efluente;
XXVII - parâmetro de qualidade da água: substancias ou outros indicadores representativos da qualidade
da água;
XXVIII - pesca amadora: exploração de recursos pesqueiros com fins de lazer ou desporto;
XXIX - programa para efetivação do enquadramento: conjunto de medidas ou ações progressivas e
obrigatórias, necessárias ao atendimento das metas intermediárias e final de qualidade de água
estabelecidas para o enquadramento do corpo hídrico;
XXX - recreação de contato primário: contato direto e prolongado com a água (tais como natação,
mergulho, esqui-aquático) na qual a possibilidade do banhista ingerir água é elevada;
XXXI - recreação de contato secundário: refere-se àquela associada a atividades em que o contato com a
água é esporádico ou acidental e a possibilidade de ingerir água é pequena, como na pesca e na navegação
(tais como iatismo);
XXXII - tratamento avançado: técnicas de remoção e/ou inativação de constituintes refratários aos
processos convencionais de tratamento, os quais podem conferir à água características, tais como: cor,
odor, sabor, atividade tóxica ou patogênica;
XXXIII - tratamento convencional: clarificação com utilização de coagulação e floculação, seguida de
desinfecção e correção de pH;
XXXIV - tratamento simplificado: clarificação por meio de filtração e desinfecção e correção de pH
quando necessário;
XXXV - tributário (ou curso de água afluente): corpo de água que flui para um rio maior ou para um lago
ou reservatório;
XXXVI - vazão de referência: vazão do corpo hídrico utilizada como base para o processo de gestão,
tendo em vista o uso múltiplo das águas e a necessária articulação das instâncias do Sistema Nacional de
Meio Ambiente-SISNAMA e do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos-SINGRH;
XXXVII - virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou paladar; e
XXXVIII - zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluição inicial de um efluente.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
CAPÍTULO II
DA CLASSIFICAÇÃO DOS CORPOS DE ÁGUA
o
Art.3 As águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são classificadas, segundo a qualidade
requerida para os seus usos preponderantes, em treze classes de qualidade.
Parágrafo único. As águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menos exigente, desde
que este não prejudique a qualidade da água, atendidos outros requisitos pertinentes.
Seção I
Das Águas Doces
o
Art. 4 As águas doces são classificadas em:
I - classe especial: águas destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;

3
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,
c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral.
II - classe 1: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução
CONAMA no 274, de 2000;
d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que
sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e
e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.
III - classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução
CONAMA no 274, de 2000;
d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os
quais o público possa vir a ter contato direto; e
e) à aqüicultura e à atividade de pesca.
IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado;
b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
c) à pesca amadora;
d) à recreação de contato secundário; e
e) à dessedentação de animais.
V - classe 4: águas que podem ser destinadas:
a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística.
Seção II
Das Águas Salinas
o
Art. 5 As águas salinas são assim classificadas:
I - classe especial: águas destinadas:
a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral; e
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.
II - classe 1: águas que podem ser destinadas:
a) à recreação de contato primário, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000;
b) à proteção das comunidades aquáticas; e
c) à aqüicultura e à atividade de pesca.
III - classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) à pesca amadora; e
b) à recreação de contato secundário.
IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:
4
a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística.
Seção II
Das Águas Salobras
o
Art. 6 As águas salobras são assim classificadas:
I - classe especial: águas destinadas:
a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral; e,
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.
II - classe 1: águas que podem ser destinadas:
a) à recreação de contato primário, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à aqüicultura e à atividade de pesca;
d) ao abastecimento para consumo humano após tratamento convencional ou avançado; e
e) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que
sejam ingeridas cruas sem remoção de película, e à irrigação de parques, jardins, campos de esporte e
lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto.
III - classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) à pesca amadora; e
b) à recreação de contato secundário.
IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:
a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística.
CAPÍTULO III
DAS CONDIÇÕES E PADRÕES DE QUALIDADE DAS ÁGUAS
Seção I
Das Disposições Gerais
o
Art. 7 Os padrões de qualidade das águas determinados nesta Resolução estabelecem limites individuais
para cada substância em cada classe.
Parágrafo único. Eventuais interações entre substâncias, especificadas ou não nesta Resolução, não
poderão conferir às águas características capazes de causar efeitos letais ou alteração de comportamento,
reprodução ou fisiologia da vida, bem como de restringir os usos preponderantes previstos, ressalvado o
disposto no § 3o do art. 34, desta Resolução.
Art. 8o O conjunto de parâmetros de qualidade de água selecionado para subsidiar a proposta de
enquadramento deverá ser monitorado periodicamente pelo Poder Público.
§ 1o Também deverão ser monitorados os parâmetros para os quais haja suspeita da sua presença ou não
conformidade.
§ 2o Os resultados do monitoramento deverão ser analisados estatisticamente e as incertezas de medição
consideradas.
§ 3o A qualidade dos ambientes aquáticos poderá ser avaliada por indicadores biológicos, quando
apropriado, utilizando-se organismos e/ou comunidades aquáticas.
§ 4o As possíveis interações entre as substâncias e a presença de contaminantes não listados nesta
Resolução, passíveis de causar danos aos seres vivos, deverão ser investigadas utilizando-se ensaios
ecotoxicológicos, toxicológicos, ou outros métodos cientificamente reconhecidos.

5
§ 5o Na hipótese dos estudos referidos no parágrafo anterior tornarem-se necessários em decorrência da
atuação de empreendedores identificados, as despesas da investigação correrão as suas expensas.
§ 6o Para corpos de água salobras continentais, onde a salinidade não se dê por influência direta marinha,
os valores dos grupos químicos de nitrogênio e fósforo serão os estabelecidos nas classes correspondentes
de água doce.
Art. 9o A análise e avaliação dos valores dos parâmetros de qualidade de água de que trata esta Resolução
serão realizadas pelo Poder Público, podendo ser utilizado laboratório próprio, conveniado ou contratado,
que deverá adotar os procedimentos de controle de qualidade analítica necessários ao atendimento das
condições exigíveis.
§ 1o Os laboratórios dos órgãos competentes deverão estruturar-se para atenderem ao disposto nesta
Resolução.
§ 2o Nos casos onde a metodologia analítica disponível for insuficiente para quantificar as concentrações
dessas substâncias nas águas, os sedimentos e/ou biota aquática poderão ser investigados quanto à
presença eventual dessas substâncias.
Art. 10. Os valores máximos estabelecidos para os parâmetros relacionados em cada uma das classes de
enquadramento deverão ser obedecidos nas condições de vazão de referência.
§ 1o Os limites de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), estabelecidos para as águas doces de classes
2 e 3, poderão ser elevados, caso o estudo da capacidade de autodepuração do corpo receptor demonstre
que as concentrações mínimas de oxigênio dissolvido (OD) previstas não serão desobedecidas, nas
condições de vazão de referência, com exceção da zona de mistura.
§ 2o Os valores máximos admissíveis dos parâmetros relativos às formas químicas de nitrogênio e fósforo,
nas condições de vazão de referência, poderão ser alterados em decorrência de condições naturais, ou
quando estudos ambientais específicos, que considerem também a poluição difusa, comprovem que esses
novos limites não acarretarão prejuízos para os usos previstos no enquadramento do corpo de água.
§ 3o Para águas doces de classes 1 e 2, quando o nitrogênio for fator limitante para eutrofização, nas
condições estabelecidas pelo órgão ambiental competente, o valor de nitrogênio total (após oxidação) não
deverá ultrapassar 1,27 mg/L para ambientes lênticos e 2,18 mg/L para ambientes lóticos, na vazão de
referência.
§ 4o O disposto nos §§ 2o e 3o não se aplica às baías de águas salinas ou salobras, ou outros corpos de
água em que não seja aplicável a vazão de referência, para os quais deverão ser elaborados estudos
específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no meio hídrico.
Art. 11. O Poder Público poderá, a qualquer momento, acrescentar outras condições e padrões de
qualidade, para um determinado corpo de água, ou torná-los mais restritivos, tendo em vista as condições
locais, mediante fundamentação técnica.
Art. 12. O Poder Público poderá estabelecer restrições e medidas adicionais, de caráter excepcional e
temporário, quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão de referência.
Art. 13. Nas águas de classe especial deverão ser mantidas as condições naturais do corpo de água.
Seção II
Das Águas Doces
Art. 14. As águas doces de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões:
I - condições de qualidade de água:
a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos, de acordo com os critérios estabelecidos pelo
órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituições nacionais ou internacionais renomadas,
comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente
reconhecido.
b) materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes;
c) óleos e graxas: virtualmente ausentes;
d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes;

6
e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes;
f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes;
g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverão ser obedecidos os
padrões de qualidade de balneabilidade, previstos na Resolução CONAMA no 274, de 2000. Para os
demais usos, não deverá ser excedido um limite de 200 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em
80% ou mais, de pelo menos 6 amostras, coletadas durante o período de um ano, com freqüência
bimestral. A E. Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de
acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente;
h) DBO 5 dias a 20°C até 3 mg/L O2;
i) OD, em qualquer amostra, não inferior a 6 mg/L O2;
j) turbidez até 40 unidades nefelométrica de turbidez (UNT);
l) cor verdadeira: nível de cor natural do corpo de água em mg Pt/L; e
m) pH: 6,0 a 9,0.
II - Padrões de qualidade de água:
TABELA I - CLASSE 1 - ÁGUAS DOCES
PADRÕES
PARÂMETROS VALOR MÁXIMO
Clorofila a 10 μg/L
Densidade de cianobactérias 20.000 cel/mL ou 2 mm3/L
Sólidos dissolvidos totais 500 mg/L
PARÂMETROS INORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Alumínio dissolvido 0,1 mg/L Al
Antimônio 0,005mg/L Sb
Arsênio total 0,01 mg/L As
Bário total 0,7 mg/L Ba
Berílio total 0,04 mg/L Be
Boro total 0,5 mg/L B
Cádmio total 0,001 mg/L Cd
Chumbo total 0,01mg/L Pb
Cianeto livre 0,005 mg/L CN
Cloreto total 250 mg/L Cl
Cloro residual total (combinado + livre) 0,01 mg/L Cl
Cobalto total 0,05 mg/L Co
Cobre dissolvido 0,009 mg/L Cu
Cromo total 0,05 mg/L Cr
Ferro dissolvido 0,3 mg/L Fe
Fluoreto total 1,4 mg/L F
Fósforo total (ambiente lêntico) 0,020 mg/L P
Fósforo total (ambiente intermediário, com tempo de
residência entre 2 e 40 dias, e tributários diretos de 0,025 mg/L P
ambiente lêntico)

7
Fósforo total (ambiente lótico e tributários de ambientes 0,1 mg/L P
intermediários)
Lítio total 2,5 mg/L Li
Manganês total 0,1 mg/L Mn
Mercúrio total 0,0002 mg/L Hg
Níquel total 0,025 mg/L Ni
Nitrato 10,0 mg/L N
Nitrito 1,0 mg/L N
3,7mg/L N, para pH ≤ 7,5
2,0 mg/L N, para 7,5 < pH ≤ 8,0
Nitrogênio amoniacal total
1,0 mg/L N, para 8,0 < pH ≤ 8,5
0,5 mg/L N, para pH > 8,5
Prata total 0,01 mg/L Ag
Selênio total 0,01 mg/L Se
Sulfato total 250 mg/L SO4
Sulfeto (H2S não dissociado) 0,002 mg/L S
Urânio total 0,02 mg/L U
Vanádio total 0,1 mg/L V
Zinco total 0,18 mg/L Zn
PARÂMETROS ORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Acrilamida 0,5 μg/L
Alacloro 20 μg/L
Aldrin + Dieldrin 0,005 μg/L
Atrazina 2 μg/L
Benzeno 0,005 mg/L
Benzidina 0,001 μg/L
Benzo(a)antraceno 0,05 μg/L
Benzo(a)pireno 0,05 μg/L
Benzo(b)fluoranteno 0,05 μg/L
Benzo(k)fluoranteno 0,05 μg/L
Carbaril 0,02 μg/L
Clordano (cis + trans) 0,04 μg/L
2-Clorofenol 0,1 μg/L
Criseno 0,05 μg/L
2,4–D 4,0 μg/L
Demeton (Demeton-O + Demeton-S) 0,1 μg/L
Dibenzo(a,h)antraceno 0,05 μg/L
1,2-Dicloroetano 0,01 mg/L
1,1-Dicloroeteno 0,003 mg/L
8
2,4-Diclorofenol 0,3 μg/L
Diclorometano 0,02 mg/L
DDT (p,p’-DDT + p,p’-DDE + p,p’-DDD) 0,002 μg/L
Dodecacloro pentaciclodecano 0,001 μg/L
Endossulfan ( +  + sulfato) 0,056 μg/L
Endrin 0,004 μg/L
Estireno 0,02 mg/L
Etilbenzeno 90,0 μg/L
Fenóis totais (substâncias que reagem com 4- 0,003 mg/L C6H5OH
aminoantipirina)
Glifosato 65 μg/L
Gution 0,005 μg/L
Heptacloro epóxido + Heptacloro 0,01 μg/L
Hexaclorobenzeno 0,0065 μg/L
Indeno(1,2,3-cd)pireno 0,05 μg/L
Lindano (-HCH) 0,02 μg/L
Malation 0,1 μg/L
Metolacloro 10 μg/L
Metoxicloro 0,03 μg/L
Paration 0,04 μg/L
PCBs - Bifenilas policloradas 0,001 μg/L
Pentaclorofenol 0,009 mg/L
Simazina 2,0 μg/L
Substâncias tensoativas que reagem com o azul de 0,5 mg/L LAS
metileno
2,4,5–T 2,0 μg/L
Tetracloreto de carbono 0,002 mg/L
Tetracloroeteno 0,01 mg/L
Tolueno 2,0 μg/L
Toxafeno 0,01 μg/L
2,4,5-TP 10,0 μg/L
Tributilestanho 0,063 μg/L TBT
Triclorobenzeno (1,2,3-TCB + 1,2,4-TCB) 0,02 mg/L
Tricloroeteno 0,03 mg/L
2,4,6-Triclorofenol 0,01 mg/L
Trifluralina 0,2 μg/L
Xileno 300 μg/L

9
III - Nas águas doces onde ocorrer pesca ou cultivo de organismos, para fins de consumo intensivo, além
dos padrões estabelecidos no inciso II deste artigo, aplicam-se os seguintes padrões em substituição ou
adicionalmente:
TABELA II - CLASSE 1 - ÁGUAS DOCES
PADRÕES PARA CORPOS DE ÁGUA ONDE HAJA PESCA OU CULTIVO DE
ORGANISMOS PARA FINS DE CONSUMO INTENSIVO
PARÂMETROS INORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Arsênio total 0,14 μg/L As
PARÂMETROS ORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Benzidina 0,0002 μg/L
Benzo(a)antraceno 0,018 μg/L
Benzo(a)pireno 0,018 μg/L
Benzo(b)fluoranteno 0,018 μg/L
Benzo(k)fluoranteno 0,018 μg/L
Criseno 0,018 μg/L
Dibenzo(a,h)antraceno 0,018 μg/L
3,3-Diclorobenzidina 0,028 μg/L
Heptacloro epóxido + Heptacloro 0,000039 μg/L
Hexaclorobenzeno 0,00029 μg/L
Indeno(1,2,3-cd)pireno 0,018 μg/L
PCBs - Bifenilas policloradas 0,000064 μg/L
Pentaclorofenol 3,0 μg/L
Tetracloreto de carbono 1,6 μg/L
Tetracloroeteno 3,3 μg/L
Toxafeno 0,00028 μg/L
2,4,6-triclorofenol 2,4 μg/L

Art 15. Aplicam-se às águas doces de classe 2 as condições e padrões da classe 1 previstos no artigo
anterior, à exceção do seguinte:
I - não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não sejam removíveis
por processo de coagulação, sedimentação e filtração convencionais;
II - coliformes termotolerantes: para uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a
Resolução CONAMA no 274, de 2000. Para os demais usos, não deverá ser excedido um limite de 1.000
coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 (seis) amostras coletadas
durante o período de um ano, com freqüência bimestral. A E. coli poderá ser determinada em substituição
ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental
competente;
III - cor verdadeira: até 75 mg Pt/L;
IV - turbidez: até 100 UNT;
V - DBO 5 dias a 20°C até 5 mg/L O2;
VI - OD, em qualquer amostra, não inferior a 5 mg/L O2;
VII - clorofila a: até 30 μg/L;
VIII - densidade de cianobactérias: até 50000 cel/mL ou 5 mm3/L; e,
10
IX - fósforo total:
a) até 0,030 mg/L, em ambientes lênticos; e,
b) até 0,050 mg/L, em ambientes intermediários, com tempo de residência entre 2 e 40 dias, e tributários
diretos de ambiente lêntico.
Art. 16. As águas doces de classe 3 observarão as seguintes condições e padrões:
I - condições de qualidade de água:
a) não verificação de efeito tóxico agudo a organismos, de acordo com os critérios estabelecidos pelo
órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituições nacionais ou internacionais renomadas,
comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente
reconhecido;
b) materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes;
c) óleos e graxas: virtualmente ausentes;
d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes;
e) não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não sejam removíveis
por processo de coagulação, sedimentação e filtração convencionais;
f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes;
g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato secundário não deverá ser excedido um
limite de 2500 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras,
coletadas durante o período de um ano, com freqüência bimestral. Para dessedentação de animais criados
confinados não deverá ser excedido o limite de 1000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em
80% ou mais de pelo menos 6 amostras, coletadas durante o período de um ano, com freqüência
bimestral. Para os demais usos, não deverá ser excedido um limite de 4000 coliformes termotolerantes por
100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano, com
periodicidade bimestral. A E. Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes
termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente;
h) cianobactérias para dessedentação de animais: os valores de densidade de cianobactérias não deverão
exceder 50.000 cel/ml, ou 5mm3/L;
i) DBO 5 dias a 20°C até 10 mg/L O2;
j) OD, em qualquer amostra, não inferior a 4 mg/L O2;
l) turbidez até 100 UNT;
m) cor verdadeira: até 75 mg Pt/L; e,
n) pH: 6,0 a 9,0.
II - Padrões de qualidade de água:
TABELA III - CLASSE 3 - ÁGUAS DOCES
PADRÕES
PARÂMETROS VALOR MÁXIMO
Clorofila a 60 μg/L
Densidade de cianobactérias 100.000 cel/mL ou 10 mm3/L
Sólidos dissolvidos totais 500 mg/L
PARÂMETROS INORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Alumínio dissolvido 0,2 mg/L Al
Arsênio total 0,033 mg/L As
Bário total 1,0 mg/L Ba
Berílio total 0,1 mg/L Be
11
Boro total 0,75 mg/L B
Cádmio total 0,01 mg/L Cd
Chumbo total 0,033 mg/L Pb
Cianeto livre 0,022 mg/L CN
Cloreto total 250 mg/L Cl
Cobalto total 0,2 mg/L Co
Cobre dissolvido 0,013 mg/L Cu
Cromo total 0,05 mg/L Cr
Ferro dissolvido 5,0 mg/L Fe
Fluoreto total 1,4 mg/L F
Fósforo total (ambiente lêntico) 0,05 mg/L P
Fósforo total (ambiente intermediário, com tempo de
residência entre 2 e 40 dias, e tributários diretos de 0,075 mg/L P
ambiente lêntico)
Fósforo total (ambiente lótico e tributários de 0,15 mg/L P
ambientes intermediários)
Lítio total 2,5 mg/L Li
Manganês total 0,5 mg/L Mn
Mercúrio total 0,002 mg/L Hg
Níquel total 0,025 mg/L Ni
Nitrato 10,0 mg/L N
Nitrito 1,0 mg/L N
13,3 mg/L N, para pH ≤ 7,5
5,6 mg/L N, para 7,5 < pH ≤ 8,0
Nitrogênio amoniacal total
2,2 mg/L N, para 8,0 < pH ≤ 8,5
1,0 mg/L N, para pH > 8,5
Prata total 0,05 mg/L Ag
Selênio total 0,05 mg/L Se
Sulfato total 250 mg/L SO4
Sulfeto (como H2S não dissociado) 0,3 mg/L S
Urânio total 0,02 mg/L U
Vanádio total 0,1 mg/L V
Zinco total 5 mg/L Zn
PARÂMETROS ORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Aldrin + Dieldrin 0,03 μg/L
Atrazina 2 μg/L
Benzeno 0,005 mg/L
Benzo(a)pireno 0,7 μg/L

12
Carbaril 70,0 μg/L
Clordano (cis + trans) 0,3 μg/L
2,4-D 30,0 μg/L
DDT (p,p’-DDT + p,p’-DDE + p,p’-DDD) 1,0 μg/L
Demeton (Demeton-O + Demeton-S) 14,0 μg/L
1,2-Dicloroetano 0,01 mg/L
1,1-Dicloroeteno 30 μg/L
Dodecacloro Pentaciclodecano 0,001 μg/L
Endossulfan ( +  + sulfato) 0,22 μg/L
Endrin 0,2 μg/L
Fenóis totais (substâncias que reagem com 4- 0,01 mg/L C6H5OH
aminoantipirina)
Glifosato 280 μg/L
Gution 0,005 μg/L
Heptacloro epóxido + Heptacloro 0,03 μg/L
Lindano (-HCH) 2,0 μg/L
Malation 100,0 μg/L
Metoxicloro 20,0 μg/L
Paration 35,0 μg/L
PCBs - Bifenilas policloradas 0,001 μg/L
Pentaclorofenol 0,009 mg/L
Substâncias tenso-ativas que reagem com o azul de 0,5 mg/L LAS
metileno
2,4,5–T 2,0 μg/L
Tetracloreto de carbono 0,003 mg/L
Tetracloroeteno 0,01 mg/L
Toxafeno 0,21 μg/L
2,4,5–TP 10,0 μg/L
Tributilestanho 2,0 μg/L TBT
Tricloroeteno 0,03 mg/L
2,4,6-Triclorofenol 0,01 mg/L

Art. 17. As águas doces de classe 4 observarão as seguintes condições e padrões:


I - materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes;
II - odor e aspecto: não objetáveis;
III - óleos e graxas: toleram-se iridescências;
IV - substâncias facilmente sedimentáveis que contribuam para o assoreamento de canais de navegação:
virtualmente ausentes;
V - fenóis totais (substâncias que reagem com 4 - aminoantipirina) até 1,0 mg/L de C6H5OH;
VI - OD, superior a 2,0 mg/L O2 em qualquer amostra; e,

13
VII - pH: 6,0 a 9,0.
Seção III
Das Águas Salinas
Art. 18. As águas salinas de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões:
I - condições de qualidade de água:
a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos, de acordo com os critérios estabelecidos pelo
órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituições nacionais ou internacionais renomadas,
comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente
reconhecido;
b) materiais flutuantes virtualmente ausentes;
c) óleos e graxas: virtualmente ausentes;
d) substâncias que produzem odor e turbidez: virtualmente ausentes;
e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes;
f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes;
g) coliformes termolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a
Resolução CONAMA no 274, de 2000. Para o cultivo de moluscos bivalves destinados à alimentação
humana, a média geométrica da densidade de coliformes termotolerantes, de um mínimo de 15 amostras
coletadas no mesmo local, não deverá exceder 43 por 100 mililitros, e o percentil 90% não deverá
ultrapassar 88 coliformes termolerantes por 100 mililitros. Esses índices deverão ser mantidos em
monitoramento anual com um mínimo de 5 amostras. Para os demais usos não deverá ser excedido um
limite de 1.000 coliformes termolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras
coletadas durante o período de um ano, com periodicidade bimestral. A E. Coli poderá ser determinada
em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão
ambiental competente;
h) carbono orgânico total até 3 mg/L, como C;
i) OD, em qualquer amostra, não inferior a 6 mg/L O2; e
j) pH: 6,5 a 8,5, não devendo haver uma mudança do pH natural maior do que 0,2 unidade.
II - Padrões de qualidade de água:
TABELA IV - CLASSE 1 - ÁGUAS SALINAS
PADRÕES
PARÂMETROS INORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Alumínio dissolvido 1,5 mg/L Al
Arsênio total 0,01 mg/L As
Bário total 1,0 mg/L Ba
Berílio total 5,3 μg/L Be
Boro total 5,0 mg/L B
Cádmio total 0,005 mg/L Cd
Chumbo total 0,01 mg/L Pb
Cianeto livre 0,001 mg/L CN
Cloro residual total (combinado + livre) 0,01 mg/L Cl
Cobre dissolvido 0,005 mg/L Cu
Cromo total 0,05 mg/L Cr
Ferro dissolvido 0,3 mg/L Fe
14
Fluoreto total 1,4 mg/L F
Fósforo Total 0,062 mg/L P
Manganês total 0,1 mg/L Mn
Mercúrio total 0,0002 mg/L Hg
Níquel total 0,025 mg/L Ni
Nitrato 0,40 mg/L N
Nitrito 0,07 mg/L N
Nitrogênio amoniacal total 0,40 mg/L N
Polifosfatos (determinado pela diferença entre fósforo 0,031 mg/L P
ácido hidrolisável total e fósforo reativo total)
Prata total 0,005 mg/L Ag
Selênio total 0,01 mg/L Se
Sulfetos (H2S não dissociado) 0,002 mg/L S
Tálio total 0,1 mg/L Tl
Urânio Total 0,5 mg/L U
Zinco total 0,09 mg/L Zn
PARÂMETROS ORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Aldrin + Dieldrin 0,0019 μg/L
Benzeno 700 μg/L
Carbaril 0,32 μg/L
Clordano (cis + trans) 0,004 μg/L
2,4-D 30,0 μg/L
DDT (p,p’-DDT+ p,p’-DDE + p,p’-DDD) 0,001 μg/L
Demeton (Demeton-O + Demeton-S) 0,1 μg/L
Dodecacloro pentaciclodecano 0,001 μg/L
Endossulfan ( +  + sulfato) 0,01 μg/L
Endrin 0,004 μg/L
Etilbenzeno 25 μg/L
Fenóis totais (substâncias que reagem com 4- 60 μg/L C6H5OH
aminoantipirina)
Gution 0,01 μg/L
Heptacloro epóxido + Heptacloro 0,001 μg/L
Lindano (-HCH) 0,004 μg/L
Malation 0,1 μg/L
Metoxicloro 0,03 μg/L
Monoclorobenzeno 25 μg/L
Pentaclorofenol 7,9 μg/L
PCBs - Bifenilas Policloradas 0,03 μg/L
Substâncias tensoativas que reagem com o azul de 0,2 mg/L LAS

15
metileno
2,4,5-T 10,0 μg/L
Tolueno 215 μg/L
Toxafeno 0,0002 μg/L
2,4,5-TP 10,0 μg/L
Tributilestanho 0,01 μg/L TBT
Triclorobenzeno (1,2,3-TCB + 1,2,4-TCB) 80 μg/L
Tricloroeteno 30,0 μg/L

III - Nas águas salinas onde ocorrer pesca ou cultivo de organismos, para fins de consumo intensivo, além
dos padrões estabelecidos no inciso II deste artigo, aplicam-se os seguintes padrões em substituição ou
adicionalmente:
TABELA V - CLASSE 1 - ÁGUAS SALINAS
PADRÕES PARA CORPOS DE ÁGUA ONDE HAJA PESCA OU CULTIVO DE ORGANISMOS
PARA FINS DE CONSUMO INTENSIVO
PARÂMETROS INORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Arsênio total 0,14 μg/L As
PARÂMETROS ORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Benzeno 51 μg/L
Benzidina 0,0002 μg/L
Benzo(a)antraceno 0,018 μg/L
Benzo(a)pireno 0,018 μg/L
Benzo(b)fluoranteno 0,018 μg/L
Benzo(k)fluoranteno 0,018 μg/L
2-Clorofenol 150 μg/L
2,4-Diclorofenol 290 μg/L
Criseno 0,018 μg/L
Dibenzo(a,h)antraceno 0,018 μg/L
1,2-Dicloroetano 37 μg/L
1,1-Dicloroeteno 3 μg/L
3,3-Diclorobenzidina 0,028 μg/L
Heptacloro epóxido + Heptacloro 0,000039 μg/L
Hexaclorobenzeno 0,00029 μg/L
Indeno(1,2,3-cd)pireno 0,018 μg/L
PCBs - Bifenilas Policloradas 0,000064 μg/L
Pentaclorofenol 3,0 μg/L
Tetracloroeteno 3,3 μg/L
2,4,6-Triclorofenol 2,4 μg/L

Art 19. Aplicam-se às águas salinas de classe 2 as condições e padrões de qualidade da classe 1, previstos
no artigo anterior, à exceção dos seguintes:

16
I - condições de qualidade de água:
a) não verificação de efeito tóxico agudo a organismos, de acordo com os critérios estabelecidos pelo
órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituições nacionais ou internacionais renomadas,
comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente
reconhecido;
b) coliformes termotolerantes: não deverá ser excedido um limite de 2500 por 100 mililitros em 80% ou
mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano, com freqüência bimestral. A E.
Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com
limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente;
c) carbono orgânico total: até 5,00 mg/L, como C; e
d) OD, em qualquer amostra, não inferior a 5,0 mg/L O2.
II - Padrões de qualidade de água:
TABELA VI - CLASSE 2 - ÁGUAS SALINAS
PADRÕES
PARÂMETROS INORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Arsênio total 0,069 mg/L As
Cádmio total 0,04 mg/L Cd
Chumbo total 0,21 mg/L Pb
Cianeto livre 0,001 mg/L CN
Cloro residual total (combinado + livre) 19 μg/L Cl
Cobre dissolvido 7,8 μg/L Cu
Cromo total 1,1 mg/L Cr
Fósforo total 0,093 mg/L P
Mercúrio total 1,8 μg/L Hg
Níquel 74 μg/L Ni
Nitrato 0,70 mg/L N
Nitrito 0,20 mg/L N
Nitrogênio amoniacal total 0,70 mg/L N
Polifosfatos (determinado pela diferença entre fósforo 0,0465 mg/L P
ácido hidrolisável total e fósforo reativo total)
Selênio total 0,29 mg/L Se
Zinco total 0,12 mg/L Zn
PARÂMETROS ORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Aldrin + Dieldrin 0,03 μg/L
Clordano (cis + trans) 0,09 μg/L
DDT (p–p’DDT + p–p’DDE + p–p’DDD) 0,13 μg/L
Endrin 0,037 μg/L
Heptacloro epóxido + Heptacloro 0,053 μg/L
Lindano (-HCH) 0,16 μg/L
Pentaclorofenol 13,0 μg/L
Toxafeno 0,210 μg/L
17
Tributilestanho 0,37 μg/L TBT

Art. 20. As águas salinas de classe 3 observarão as seguintes condições e padrões:


I - materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes;
II - óleos e graxas: toleram-se iridescências;
III - substâncias que produzem odor e turbidez: virtualmente ausentes;
IV - corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes;
V - resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes;
VI - coliformes termotolerantes: não deverá ser excedido um limite de 4.000 coliformes termotolerantes
por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de
um ano, com freqüência bimestral. A E. Coli poderá ser determinada em substituição ao
parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão
ambiental competente;
VII - carbono orgânico total: até 10 mg/L, como C;
VIII - OD, em qualquer amostra, não inferior a 4 mg/ L O2; e
IX - pH: 6,5 a 8,5 não devendo haver uma mudança do pH natural maior do que 0,2 unidades.
Seção IV
Das Águas Salobras
Art. 21. As águas salobras de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões:
I - condições de qualidade de água:
a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos, de acordo com os critérios estabelecidos pelo
órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituições nacionais ou internacionais renomadas,
comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente
reconhecido;
b) carbono orgânico total: até 3 mg/L, como C;
c) OD, em qualquer amostra, não inferior a 5 mg/ L O2;
d) pH: 6,5 a 8,5;
e) óleos e graxas: virtualmente ausentes;
f) materiais flutuantes: virtualmente ausentes;
g) substâncias que produzem cor, odor e turbidez: virtualmente ausentes;
h) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes; e
i) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a
Resolução CONAMA no 274, de 2000. Para o cultivo de moluscos bivalves destinados à alimentação
humana, a média geométrica da densidade de coliformes termotolerantes, de um mínimo de 15 amostras
coletadas no mesmo local, não deverá exceder 43 por 100 mililitros, e o percentil 90% não deverá
ultrapassar 88 coliformes termolerantes por 100 mililitros. Esses índices deverão ser mantidos em
monitoramento anual com um mínimo de 5 amostras. Para a irrigação de hortaliças que são consumidas
cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película,
bem como para a irrigação de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa
vir a ter contato direto, não deverá ser excedido o valor de 200 coliformes termotolerantes por 100mL.
Para os demais usos não deverá ser excedido um limite de 1.000 coliformes termotolerantes por 100
mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano, com
freqüência bimestral. A E. coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes
termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente.
II - Padrões de qualidade de água:
TABELA VII - CLASSE 1 - ÁGUAS SALOBRAS

18
PADRÕES
PARÂMETROS INORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Alumínio dissolvido 0,1 mg/L Al
Arsênio total 0,01 mg/L As
Berílio total 5,3 μg/L Be
Boro 0,5 mg/L B
Cádmio total 0,005 mg/L Cd
Chumbo total 0,01 mg/L Pb
Cianeto livre 0,001 mg/L CN
Cloro residual total (combinado + livre) 0,01 mg/L Cl
Cobre dissolvido 0,005 mg/L Cu
Cromo total 0,05 mg/L Cr
Ferro dissolvido 0,3 mg/L Fe
Fluoreto total 1,4 mg/L F
Fósforo total 0,124 mg/L P
Manganês total 0,1 mg/L Mn
Mercúrio total 0,0002 mg/L Hg
Níquel total 0,025 mg/L Ni
Nitrato 0,40 mg/L N
Nitrito 0,07 mg/L N
Nitrogênio amoniacal total 0,40 mg/L N
Polifosfatos (determinado pela diferença entre fósforo 0,062 mg/L P
ácido hidrolisável total e fósforo reativo total)
Prata total 0,005 mg/L Ag
Selênio total 0,01 mg/L Se
Sulfetos (como H2S não dissociado) 0,002 mg/L S
Zinco total 0,09 mg/L Zn
PARÂMETROS ORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Aldrin + dieldrin 0,0019 μg/L
Benzeno 700 μg/L
Carbaril 0,32 μg/L
Clordano (cis + trans) 0,004 μg/L
2,4–D 10,0 μg/L
DDT (p,p'DDT+ p,p'DDE + p,p'DDD) 0,001 μg/L
Demeton (Demeton-O + Demeton-S) 0,1 μg/L
Dodecacloro pentaciclodecano 0,001 μg/L
Endrin 0,004 μg/L
Endossulfan ( +  + sulfato) 0,01 μg/L
Etilbenzeno 25,0 μg/L
19
Fenóis totais (substâncias que reagem com 4- 0,003 mg/L C6H5OH
aminoantipirina)
Gution 0,01 μg/L
Heptacloro epóxido + Heptacloro 0,001 μg/L
Lindano (-HCH) 0,004 μg/L
Malation 0,1 μg/L
Metoxicloro 0,03 μg/L
Monoclorobenzeno 25 μg/L
Paration 0,04 μg/L
Pentaclorofenol 7,9 μg/L
PCBs - Bifenilas Policloradas 0,03 μg/L
Substâncias tensoativas que reagem com azul de 0,2 LAS
metileno
2,4,5-T 10,0 μg/L
Tolueno 215 μg/L
Toxafeno 0,0002 μg/L
2,4,5–TP 10,0 μg/L
Tributilestanho 0,010 μg/L TBT
Triclorobenzeno (1,2,3-TCB + 1,2,4-TCB) 80,0 μg/L

III - Nas águas salobras onde ocorrer pesca ou cultivo de organismos, para fins de consumo intensivo,
além dos padrões estabelecidos no inciso II deste artigo, aplicam-se os seguintes padrões em substituição
ou adicionalmente:
TABELA VIII - CLASSE 1 - ÁGUAS SALOBRAS
PADRÕES PARA CORPOS DE ÁGUA ONDE HAJA PESCA OU CULTIVO DE
ORGANISMOS PARA FINS DE CONSUMO INTENSIVO
PARÂMETROS INORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Arsênio total 0,14 μg/L As
PARÂMETROS ORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Benzeno 51 μg/L
Benzidina 0,0002 μg/L
Benzo(a)antraceno 0,018 μg/L
Benzo(a)pireno 0,018 μg/L
Benzo(b)fluoranteno 0,018 μg/L
Benzo(k)fluoranteno 0,018 μg/L
2-Clorofenol 150 μg/L
Criseno 0,018 μg/L
Dibenzo(a,h)antraceno 0,018 μg/L
2,4-Diclorofenol 290 μg/L
1,1-Dicloroeteno 3,0 μg/L
20
1,2-Dicloroetano 37,0 μg/L
3,3-Diclorobenzidina 0,028 μg/L
Heptacloro epóxido + Heptacloro 0,000039 μg/L
Hexaclorobenzeno 0,00029 μg/L
Indeno(1,2,3-cd)pireno 0,018 μg/L
Pentaclorofenol 3,0 μg/L
PCBs - Bifenilas Policloradas 0,000064 μg/L
Tetracloroeteno 3,3 μg/L
Tricloroeteno 30 μg/L
2,4,6-Triclorofenol 2,4 μg/L

Art. 22. Aplicam-se às águas salobras de classe 2 as condições e padrões de qualidade da classe 1,
previstos no artigo anterior, à exceção dos seguintes:
I - condições de qualidade de água:
a) não verificação de efeito tóxico agudo a organismos, de acordo com os critérios estabelecidos pelo
órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituições nacionais ou internacionais renomadas,
comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente
reconhecido;
b) carbono orgânico total: até 5,00 mg/L, como C;
c) OD, em qualquer amostra, não inferior a 4 mg/L O2; e
d) coliformes termotolerantes: não deverá ser excedido um limite de 2500 por 100 mililitros em 80% ou
mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano, com freqüência bimestral. A E.
coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com
limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente.
II - Padrões de qualidade de água:
TABELA IX - CLASSE 2 - ÁGUAS SALOBRAS
PADRÕES
PARÂMETROS INORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Arsênio total 0,069 mg/L As
Cádmio total 0,04 mg/L Cd
Chumbo total 0,210 mg/L Pb
Cromo total 1,1 mg/L Cr
Cianeto livre 0,001 mg/L CN
Cloro residual total (combinado + livre) 19,0 μg/L Cl
Cobre dissolvido 7,8 μg/L Cu
Fósforo total 0,186 mg/L P
Mercúrio total 1,8 μg/L Hg
Níquel total 74,0 μg/L Ni
Nitrato 0,70 mg/L N
Nitrito 0,20 mg/L N
Nitrogênio amoniacal total 0,70 mg/L N
21
Polifosfatos (determinado pela diferença entre fósforo 0,093 mg/L P
ácido hidrolisável total e fósforo reativo total)
Selênio total 0,29 mg/L Se
Zinco total 0,12 mg/L Zn
PARÂMETROS ORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Aldrin + Dieldrin 0,03 μg/L
Clordano (cis + trans) 0,09 μg/L
DDT (p-p’DDT + p-p’DDE + p-p’DDD) 0,13 μg/L
Endrin 0,037 μg/L
Heptacloro epóxido+ Heptacloro 0,053 μg/L
Lindano (-HCH) 0,160 μg/L
Pentaclorofenol 13,0 μg/L
Toxafeno 0,210 μg/L
Tributilestanho 0,37 μg/L TBT

Art. 23. As águas salobras de classe 3 observarão as seguintes condições e padrões:


I - pH: 5 a 9;
II - OD, em qualquer amostra, não inferior a 3 mg/L O2;
III - óleos e graxas: toleram-se iridescências;
IV - materiais flutuantes: virtualmente ausentes;
V - substâncias que produzem cor, odor e turbidez: virtualmente ausentes;
VI - substâncias facilmente sedimentáveis que contribuam para o assoreamento de canais de navegação:
virtualmente ausentes;
VII - coliformes termotolerantes: não deverá ser excedido um limite de 4.000 coliformes termotolerantes
por 100 mL em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um
ano, com freqüência bimestral. A E. Coli poderá ser determinada em substituição ao
parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão
ambiental competente; e
VIII - carbono orgânico total até 10,0 mg/L, como C.
CAPÍTULO IV
DAS CONDIÇÕES E PADRÕES DE LANÇAMENTO DE EFLUENTES
Art. 24. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente,
nos corpos de água, após o devido tratamento e desde que obedeçam às condições, padrões e exigências
dispostos nesta Resolução e em outras normas aplicáveis.
Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, a qualquer momento:
I - acrescentar outras condições e padrões, ou torná-los mais restritivos, tendo em vista as condições
locais, mediante fundamentação técnica; e
II - exigir a melhor tecnologia disponível para o tratamento dos efluentes, compatível com as condições
do respectivo curso de água superficial, mediante fundamentação técnica.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 25. É vedado o lançamento e a autorização de lançamento de efluentes em desacordo com as
condições e padrões estabelecidos nesta Resolução.

22
Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, excepcionalmente, autorizar o lançamento de
efluente acima das condições e padrões estabelecidos no art. 34, desta Resolução, desde que observados
os seguintes requisitos:
I - comprovação de relevante interesse público, devidamente motivado;
II - atendimento ao enquadramento e às metas intermediárias e finais, progressivas e obrigatórias;
III - realização de Estudo de Impacto Ambiental-EIA, às expensas do empreendedor responsável pelo
lançamento;
IV - estabelecimento de tratamento e exigências para este lançamento; e
V - fixação de prazo máximo para o lançamento excepcional.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 26. Os órgãos ambientais federal, estaduais e municipais, no âmbito de sua competência, deverão,
por meio de norma específica ou no licenciamento da atividade ou empreendimento, estabelecer a carga
poluidora máxima para o lançamento de substâncias passíveis de estarem presentes ou serem formadas
nos processos produtivos, listadas ou não no art. 34, desta Resolução, de modo a não comprometer as
metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, estabelecidas pelo enquadramento para o corpo de
água.
§ 1o No caso de empreendimento de significativo impacto, o órgão ambiental competente exigirá, nos
processos de licenciamento ou de sua renovação, a apresentação de estudo de capacidade de suporte de
carga do corpo de água receptor.
§ 2o O estudo de capacidade de suporte deve considerar, no mínimo, a diferença entre os padrões
estabelecidos pela classe e as concentrações existentes no trecho desde a montante, estimando a
concentração após a zona de mistura.
§ 3o Sob pena de nulidade da licença expedida, o empreendedor, no processo de licenciamento, informará
ao órgão ambiental as substâncias, entre aquelas previstas nesta Resolução para padrões de qualidade de
água, que poderão estar contidas no seu efluente.
§ 4o O disposto no § 1o aplica-se também às substâncias não contempladas nesta Resolução, exceto se o
empreendedor não tinha condições de saber de sua existência nos seus efluentes.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 27. É vedado, nos efluentes, o lançamento dos Poluentes Orgânicos Persistentes-POPs mencionados
na Convenção de Estocolmo, ratificada pelo Decreto Legislativo no 204, de 7 de maio de 2004.
Parágrafo único. Nos processos onde possa ocorrer a formação de dioxinas e furanos deverá ser utilizada
a melhor tecnologia disponível para a sua redução, até a completa eliminação.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 28. Os efluentes não poderão conferir ao corpo de água características em desacordo com as metas
obrigatórias progressivas, intermediárias e final, do seu enquadramento.
§ 1o As metas obrigatórias serão estabelecidas mediante parâmetros.
§ 2o Para os parâmetros não incluídos nas metas obrigatórias, os padrões de qualidade a serem obedecidos
são os que constam na classe na qual o corpo receptor estiver enquadrado.
§ 3o Na ausência de metas intermediárias progressivas obrigatórias, devem ser obedecidos os padrões de
qualidade da classe em que o corpo receptor estiver enquadrado.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 29. A disposição de efluentes no solo, mesmo tratados, não poderá causar poluição ou contaminação
das águas.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antes do seu
lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor qualidade, tais como as águas de abastecimento,
do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação.

23
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 31. Na hipótese de fonte de poluição geradora de diferentes efluentes ou lançamentos
individualizados, os limites constantes desta Resolução aplicar-se-ão a cada um deles ou ao conjunto após
a mistura, a critério do órgão ambiental competente.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 32. Nas águas de classe especial é vedado o lançamento de efluentes ou disposição de resíduos
domésticos, agropecuários, de aqüicultura, industriais e de quaisquer outras fontes poluentes, mesmo que
tratados.
§ 1o Nas demais classes de água, o lançamento de efluentes deverá, simultaneamente:
I - atender às condições e padrões de lançamento de efluentes;
II - não ocasionar a ultrapassagem das condições e padrões de qualidade de água, estabelecidos para as
respectivas classes, nas condições da vazão de referência; e
III - atender a outras exigências aplicáveis.
§ 2o No corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes observará as metas
progressivas obrigatórias, intermediárias e final.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá autorizar, levando em
conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabelecidos para a respectiva classe de
enquadramento, desde que não comprometam os usos previstos para o corpo de água.
Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de mistura deverão ser objeto de
estudo, nos termos determinados pelo órgão ambiental competente, às expensas do empreendedor
responsável pelo lançamento.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente,
nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo, resguardadas
outras exigências cabíveis:
§ 1o O efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicos aos organismos
aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidade estabelecidos pelo órgão ambiental
competente.
§ 2o Os critérios de toxicidade previstos no § 1o devem se basear em resultados de ensaios
ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizados no efluente.
§ 3o Nos corpos de água em que as condições e padrões de qualidade previstos nesta Resolução não
incluam restrições de toxicidade a organismos aquáticos, não se aplicam os parágrafos anteriores.
§ 4o Condições de lançamento de efluentes:
I - pH entre 5 a 9;
II - temperatura: inferior a 40ºC, sendo que a variação de temperatura do corpo receptor não deverá
exceder a 3ºC na zona de mistura;
III - materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o lançamento em lagos
e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais sedimentáveis deverão estar
virtualmente ausentes;
IV - regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média do período de atividade
diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela autoridade competente;
V - óleos e graxas:
1 - óleos minerais: até 20mg/L;
2- óleos vegetais e gorduras animais: até 50mg/L; e
VI - ausência de materiais flutuantes.

24
§ 5o Padrões de lançamento de efluentes:
TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTES
PADRÕES
PARÂMETROS INORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Arsênio total 0,5 mg/L As
Bário total 5,0 mg/L Ba
Boro total 5,0 mg/L B
Cádmio total 0,2 mg/L Cd
Chumbo total 0,5 mg/L Pb
Cianeto total 0,2 mg/L CN
Cobre dissolvido 1,0 mg/L Cu
Cromo total 0,5 mg/L Cr
Estanho total 4,0 mg/L Sn
Ferro dissolvido 15,0 mg/L Fe
Fluoreto total 10,0 mg/L F
Manganês dissolvido 1,0 mg/L Mn
Mercúrio total 0,01 mg/L Hg
Níquel total 2,0 mg/L Ni
Nitrogênio amoniacal total 20,0 mg/L N
Prata total 0,1 mg/L Ag
Selênio total 0,30 mg/L Se
Sulfeto 1,0 mg/L S
Zinco total 5,0 mg/L Zn
PARÂMETROS ORGÂNICOS VALOR MÁXIMO
Clorofórmio 1,0 mg/L
Dicloroeteno 1,0 mg/L
Fenóis totais (substâncias que reagem com 4- 0,5 mg/L C6H5OH
aminoantipirina)
Tetracloreto de Carbono 1,0 mg/L
Tricloroeteno 1,0 mg/L
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 35. Sem prejuízo do disposto no inciso I, do § 1o do art. 24, desta Resolução, o órgão ambiental
competente poderá, quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão de referência, estabelecer
restrições e medidas adicionais, de caráter excepcional e temporário, aos lançamentos de efluentes que
possam, dentre outras conseqüências:
I - acarretar efeitos tóxicos agudos em organismos aquáticos; ou
II - inviabilizar o abastecimento das populações.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 36. Além dos requisitos previstos nesta Resolução e em outras normas aplicáveis, os efluentes
provenientes de serviços de saúde e estabelecimentos nos quais haja despejos infectados com

25
microorganismos patogênicos, só poderão ser lançados após tratamento especial. (Revogado pela
Resolução 430/2011)
Art. 37. Para o lançamento de efluentes tratados no leito seco de corpos de água intermitentes, o órgão
ambiental competente definirá, ouvido o órgão gestor de recursos hídricos, condições especiais.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
CAPÍTULO V
DIRETRIZES AMBIENTAIS PARA O ENQUADRAMENTO
Art. 38. O enquadramento dos corpos de água dar-se-á de acordo com as normas e procedimentos
definidos pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos-CNRH e Conselhos Estaduais de Recursos
Hídricos.
§ 1o O enquadramento do corpo hídrico será definido pelos usos preponderantes mais restritivos da água,
atuais ou pretendidos.
§ 2o Nas bacias hidrográficas em que a condição de qualidade dos corpos de água esteja em desacordo
com os usos preponderantes pretendidos, deverão ser estabelecidas metas obrigatórias, intermediárias e
final, de melhoria da qualidade da água para efetivação dos respectivos enquadramentos, excetuados nos
parâmetros que excedam aos limites devido às condições naturais.
§ 3o As ações de gestão referentes ao uso dos recursos hídricos, tais como a outorga e cobrança pelo uso
da água, ou referentes à gestão ambiental, como o licenciamento, termos de ajustamento de conduta e o
controle da poluição, deverão basear-se nas metas progressivas intermediárias e final aprovadas pelo
órgão competente para a respectiva bacia hidrográfica ou corpo hídrico específico.
§ 4o As metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas em regime de vazão
de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras, ou outros corpos hídricos onde
não seja aplicável a vazão de referência, para os quais deverão ser elaborados estudos específicos sobre a
dispersão e assimilação de poluentes no meio hídrico.
§ 5o Em corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresente diferença sazonal
significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar ao longo do ano.
§ 6o Em corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enquadramento e o
licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigatoriamente, as condições de
consumo.
CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valores dos poluentes
considerados virtualmente ausentes.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do disposto nesta Resolução,
deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da água e padrões de potabilidade.
Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normas técnicas
cientificamente reconhecidas.
Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces serão consideradas
classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições de qualidade atuais forem melhores, o que
determinará a aplicação da classe mais rigorosa correspondente.
Art. 43. Os empreendimentos e demais atividades poluidoras que, na data da publicação desta Resolução,
tiverem Licença de Instalação ou de Operação, expedida e não impugnada, poderão a critério do órgão
ambiental competente, ter prazo de até três anos, contados a partir de sua vigência, para se adequarem às
condições e padrões novos ou mais rigorosos previstos nesta Resolução.
§ 1o O empreendedor apresentará ao órgão ambiental competente o cronograma das medidas necessárias
ao cumprimento do disposto no caput deste artigo.

26
§ 2o O prazo previsto no caput deste artigo poderá, excepcional e tecnicamente motivado, ser prorrogado
por até dois anos, por meio de Termo de Ajustamento de Conduta, ao qual se dará publicidade, enviando-
se cópia ao Ministério Público.
§ 3o As instalações de tratamento existentes deverão ser mantidas em operação com a capacidade,
condições de funcionamento e demais características para as quais foram aprovadas, até que se cumpram
as disposições desta Resolução.
§ 4o O descarte contínuo de água de processo ou de produção em plataformas marítimas de petróleo será
objeto de resolução específica, a ser publicada no prazo máximo de um ano, a contar da data de
publicação desta Resolução, ressalvado o padrão de lançamento de óleos e graxas a ser o definido nos
termos do art. 34, desta Resolução, até a edição de resolução específica.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 44. O CONAMA, no prazo máximo de um ano1, complementará, onde couber, condições e padrões
de lançamento de efluentes previstos nesta Resolução.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as sanções previstas
pela legislação vigente.
§ 1o Os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivas competências,
fiscalizarão o cumprimento desta Resolução, bem como quando pertinente, a aplicação das penalidades
administrativas previstas nas legislações específicas, sem prejuízo do sancionamento penal e da
responsabilidade civil objetiva do poluidor.
§ 2o As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de relevante interesse
ambiental.
Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve apresentar ao
órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, declaração de carga poluidora, referente
ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador principal da empresa e pelo responsável técnico
devidamente habilitado, acompanhada da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.
§ 1o A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a caracterização qualitativa e
quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem representativa dos mesmos, o estado de
manutenção dos equipamentos e dispositivos de controle da poluição.
§ 2o O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apresentação da declaração
mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se for o caso para empreendimentos de menor
potencial poluidor.
(Revogado pela Resolução 430/2011)
Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e pareceres apresentados
aos órgãos ambientais.
Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores, entre outras, às sanções
previstas na Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva regulamentação.
Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no 020, de 18 de junho de 1986.

MARINA SILVA
Presidente do CONAMA

Este texto não substitui o publicado no DOU de 18/03/2005

1
A Resolução CONAMA 410/09 prorroga por mais 6 meses, a contar de sua data de publicação.
27
Autocad 2010

INICIALIZAÇÃO

Para iniciarmos o AutoCAD é necessário dar um clique duplo no ícone de atalho do


AutoCAD na Área de trabalho do seu computador ou clicar no Menu Iniciar / Todos os
Programas / Autodesk / AutoCAD 2010 English ou na versão instalada.

COMEÇANDO UM DESENHO

Comandos de Inicialização e Finalização de um Desenho

Os comandos para abrir e fechar um desenho estão no Menu Files, primeira


subdivisão do menu de Barras. Os comandos de inicialização e finalização de um
desenho são aqueles que criam, salvam e fecham um desenho, propriamente dito.

Agora veremos os principais comandos que se situam no Menu File:

 New – Cria um novo desenho a partir de um “desenho protótipo”, que é um


desenho padrão com configurações iniciais já existentes, para facilitar o
desenho. Este desenho protótipo é descrito pelo AutoCAD como TEMPLATE e
possui a extensão DWT (Drawing Template). Se na tela inicial você não pedir
nenhum desenho protótipo diferente do atual, ele vai carregar o
ACADISO.DWT.

 Open – Abre um desenho já existente. O AutoCAD pode abrir vários desenhos


ao mesmo tempo.

 Save – Salva um desenho que já está aberto no AutoCAD. Você pode salvar
seu desenho com várias extensões diferentes: DXF, DWG de versões
anteriores e DWT.

 Save as – Salva um desenho que já está aberto no AutoCAD com outro nome,
ou em outro diretório sem alterar o desenho atual.

 Export – Exporta desenhos do AutoCAD (DWG) para outras extensões, entre


elas: (WMF, STL, EPS, BMP, 3DS), etc.

 Exit – Sai do desenho e do AutoCAD. Pode ser executado através do teclado


com o comando QUIT.
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CONFIGURAÇÕES INICIAIS

Configurações de arquivos, display, salvamento, impressão, sistemas, seleção, etc.


são encontradas no Menu Tools → Options. O AutoCAD já reserva algumas
configurações básicas que no decorrer do treinamento podem ser alteradas para
aperfeiçoar algumas funções.

A partir da versão 2009, o AutoCAD trouxe um novo Espaço de Trabalho (2D Drafting
& Annotation) diferente do que estávamos acostumados a ver nas versões anteriores
com Autocad Classic e 3D Modeling. Ao abrir o programa é carregado o Espaço de
Trabalho 2D Drafting & Annotation com formato igual à imagem abaixo. Além de trazer
paletas com barras de ferramentas em posições diferentes do acostumado, traz a Área
Gráfica com a cor White (Branco) no seu plano de fundo e botões DRAFTING
SETTINGS como SNAP, GRID, ORTHO, POLAR, OSNAP, OTRACK, DUCS, DYN,
LWT, QP, em forma de ícones.

White (Branco)

Para mudar esses botões de ícones para texto, clique com botão direito em um dos
ícones e desmarque a opção Use Icons no menu flutuante. Automaticamente esses
botões aparecerão em forma de textos como mostra a próxima figura.

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MUDANDO A COR DO FUNDO DA ÁREA GRÁFICA.

Para mudar a cor da área Gráfica, clique no Menu Tools, Options. Na janela Options,
clique no botão Colors para abrir a janela Drawing Window Colors.

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Drawing Window Colors. Na caixa Color, Troque a cor White para Black.

Clique em Apply & Close. Na próxima janela Options, clique em OK.


O AutoCAD vai ficar com a Área Gráfica Black (preto) como nas versões anteriores.

Na próxima figura (Tela de apresentação do AutoCAD), a Área Gráfica já se


apresentará com a cor Black.
FAMILIARIZAÇÃO

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TELA DE APRESENTAÇÃO DO AUTOCAD (Interface do AutoCAD Classic)

Barra de Títulos Barra de Style (Estilos)

Menu de Barras Barra de Properties (Propriedades)

Barra de Standard (Padrão) Barra de Layers (Camadas)

Barra de Workspace Control (Espaço de Trabalho)

Barra de Draw Barra de Modify


(Criação de Desenhos) (Edição de Desenhos)

Ícone - Sistema de Coordenadas Barra de Draw Order


(Ordenar)
Abas de Modelação e Impressão Cursor de Tela

Contador de Coordenadas / Drafting Settings / Linha de Comandos / Área Gráfica / Workspace

Workspace Switching

(Interruptor do Espaço de Trabalho). Altera o


modo do espaço de trabalho.

Clique em 2D Drafting & Annotation e marque


a opção AutoCAD Classic. O AutoCAD passará
a ter seu espaço de trabalho padrão como nas
versões anteriores. Após a mudança, a barra de
Workspace aparecerá também na parte superior
da área gráfica, como Workspace Control.
Caso deseje ter um Espaço de Trabalho personalizado, carregue as barras desejadas
e arraste para as posições que lhe convém. Clique novamente em na caixa
Workspace, depois em Save Current As... Na janela Save Workspace, dê um nome
para o seu Espaço de Trabalho personalizado e clique em Save.

Para tornar visível uma barra de ferramenta oculta, clique com botão direito em uma
ferramenta qualquer e marque a barra desejada no menu flutuante. Ex: Marque
Dimension, pois vamos precisar dessa barra no decorrer do curso.

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NOME DAS REGIÕES

Veremos agora como é formado o ambiente de trabalho e as funções que ele exerce
na elaboração de um desenho.

Menu de barras

Este é o menu superior, que contém todos os comandos do AutoCAD. O Menu de


Barras é formado por várias POP’S, cada um deles contendo comandos do AutoCAD,
e é onde se situam grande parte dos comandos que utilizaremos neste curso.
Veremos agora os menus existentes no Menu de Barras

File
Possui comandos de edição para criar, fechar, importar exportar arquivos. Também
possui, entre outros, comandos para imprimir desenhos e para sair do AutoCAD. 

Edit
Possui comandos de edição e tabulação de desenhos que veremos posteriormente.

View
Possui comandos de visualização do desenho, como por exemplo, dar um zoom no
desenho.

Insert
Possui comandos de inserção de entidades do AutoCAD ou objetos de outros
softwares.

Format
Configura vários parâmetros de comandos do AutoCAD.

Tools
Possui ferramentas do AutoCAD.

Draw
Possui comandos para desenhar no AutoCAD.

Dimension
Possui comandos de dimensionamento (criação de cotas).

Modify
Possui comandos que modificam e constroem entidades (desenhos) existentes.

Window
Menu para alternância de janelas (desenhos no caso), posicionamento da tela e fechá-
las.
Help
É o menu de ajuda do AutoCAD. Encontra-se em inglês.

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FUNÇÕES DO MOUSE

Os mouses têm funções um pouco diferente no AutoCAD. O botão do meio exerce


uma função a mais. Mas se você não possuir um mouse de três botões não se
preocupe. Para ativar o Menu de Precisão – Menu OSNAP – que veremos mais tarde,
basta manter pressionada a tecla Shift do seu teclado e clicar o botão esquerdo do
mouse (Enter) ou no teclado (tecla Enter). Muitos mouses de três botões não fazem
abrir o Menu Osnap no segundo botão, devido a estes possuírem outras
configurações.

Botão de Seleção Botão Enter

Ativa comandos nos Mesma função que

Menus ou seleciona ENTER do teclado.

entidades de desenho.

Shift + Enter
Botão Wheel Ativa o Menu OSNAP
Botão “rolante” que dá de comandos de
Zoom e Pan (move a tela) precisão.
no desenho.

OBS:
Quando instalamos o AutoCAD, se clicarmos com botão direito do mouse na
Área Gráfica, aparece o menu flutuante onde podemos então escolher uma das
opções desse menu. Caso queira ganhar mais tempo na execução dos
desenhos, o botão direito do mouse deve funcionar como enter. Para isso,
clique em Options do menu flutuante ou através do Menu Tools / Options.
Abrindo a janela Options (Opções), Clique na Aba User Preferences e
desmarque a opção Shortcut menus in drawing area.

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BARRA DE STANDARD

Barra Padrão. Contem funções comuns entre os programas como, New (Novo), Open
(Abrir), Save (Salvar), Plot (Imprimir), Cut (Recortar), Copy (Copiar), Paste (Colar),
Undo (Desfazer), Redo (Refazer).

Match Properties Properties

Na Barra de Standard temos dois


comandos a serem utilizados para
alterar as características de objetos.
Match Properties, pede-se uma
entidade e a partir desta transforma
as outras selecionadas
posteriormente em entidades com
as mesmas propriedades da
primeira (propriedade de textos,
layers, cores, tipos de linhas), etc.
A paleta Properties, Comando
capaz de alterar as propriedades
particulares de qualquer entidade
do AutoCAD. Este comando abre
uma janela de diálogos para efetuar
as alterações na entidade.

General
 Color (cor da linha)
 Layer (camada)
 Linetype (tipo de linha)
 Linetype scale (altera o
espaçamento do traçado em
caso de linhas tracejadas e
traço ponto)
 Lineweight (espessura dos
elementos)

3D visualization
 Mostra uma lista de materiais de preenchimentos
inseridos nos objetos quando usamos o AutoCAD 3D.

Geometry
 Mostra a posição dos elementos em relação ao ponto inicial e ao ponto final.
São valores de coordenadas de elementos. Start X, Start Y e End X, End Y

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BARRA DE PROPERTIES

Na Barra de Propriedades podemos mudar as


características dos elementos, como, a cor dos objetos,
tipo e espessura de linhas. Para isso basta clicar nas
Abas By Layer e alterar nas cortinas que se abrirão.
Lembrando que, as características dos elementos
deverão ser definidas na criação dos Layers, o que
tornará muito mais prático a manipulação dos objetos. As
alterações com relação a essas características, cor, tipo e
espessuras, serão mostradas na criação de layers.

BL BB 1 2 3 4 5 6 7

As cores definidas do AutoCAD variam do número 1 aos 251, sendo que, as Sete
primeiras cores são identificadas por Número e Nome e são também consideradas
Cores Padrão. A principal finalidade das cores no AutoCAD é relação com a
espessura das linhas na Plotagem (Impressão). Se na janela e impressão a Cor 1 -
RED (vermelho) está definida para imprimir com espessura de 0,1 todas as linhas que
estiverem em vermelho no desenho serão impressas com 0,1 de espessura.

Ex: de espessuras de linhas na plotagem usando cores padrão:

1 Red espessura 0,1

2 Yellow espessura 0,2

3 Green espessura 0,3

4 Cyan espessura 0,4

5 Blue espessura 0,5

6 Magenta espessura 0,6

7 White / Black espessura 0,7

As duas primeiras opções que aparem na cortina de cores são By Layer


(Características de layers) e By Block (Características de Blocos).
A cor White aparece dividida ao meio, uma parte White e a outra Black. A cor White
só existe no AutoCAD porque normalmente usamos um Background Black (fundo
preto). Ela é única cor que muda automaticamente dependo da cor que usamos no
plano de fundo. Fundo escuro (Cor White), fundo claro (Cor Black). As outras cores
permanecem com as mesmas características independentemente da cor do fundo. Na
impressão não existe a cor White, podendo então ser entendido que, White,
automaticamente se transforma em Black na impressão.

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CORES PADRÃO E CORES PERSONALIZADAS

Falamos sobre Cores Padrão. Não é obrigatório desenhar com as Cores Padrão,
podemos usar esse esquema de cores ou não. Existem usuários que preferem ter seu
próprio estilo de cores para executar um projeto.

No primeiro desenho criado com as Cores Padrão, a identificação do projeto tornou-se


mais confusa, pois as cores são muito fortes, onde se da uma ideia de que todas as
linhas estão largas. Já no segundo desenho criado com as cores personalizadas, a
visão do objeto ficou mais clara, pois usamos uma cor mais forte para as linhas largas
e cores menos destacadas para linhas médias e estreitas.

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ÁREA GRÁFICA

É o Local onde utilizaremos para executar os desenhos através dos comandos de


Criação, Edição, Visualização e Dimensão de um desenho. Esta área possui
dimensões infinitas. O AutoCAD não reconhece unidades de medidas quando
desenhamos um elemento. Somente na Inserção de Elementos e Criação de Blocos
que o AutoCAD diferencia as unidades de medidas. Se desenharmos uma linha com o
valor de 100, para o AutoCAD essa linha tem 100 unidades. Se imprimirmos um
desenho com 100 Unidades e depois medirmos esse desenho com uma escala,
obteremos o valor de 100 Milímetros. Podemos afirmar então que, 100 Unidades são
iguais a 100 Milímetros. Saberemos então que estamos desenhando no AutoCAD em
Milímetros.

Cursor de tela

Mostra a posição que você se encontra na área gráfica. Assume também


outras formas quando acionamos algum comando.

Ícone UCS

Ícone - UCS - Universal Coodinate System (Sistema Universal de


Coordenadas), utilizado para mostrar as coordenadas de trabalho.

Espaços de modelação e impressão

O AutoCAD é composto de dois ambientes de desenho. São eles:


 Model Space (espaço de modelação) onde criamos nossos desenhos sempre
em escala real.
 Paper Space (Layout de impressão) onde criamos o layout para apresentação
do desenho.

Linha de comando

É a área onde é mostrado o comando que está sendo utilizado. Quando seu status é
Command: (sem nada escrito na frente) significa que o AutoCAD está esperando por
um comando, ou seja, ele está sem nenhum comando. Esta área também indica, além
do comando ativo, o que o comando nos pede parâmetros opcionais entre colchetes.
Lembre-se: é muito importante acostumar a olhar sempre para esta região, pois ela
mostra o comando que está sendo executado e os parâmetros necessários para
executar um desenho.

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Tool Palettes

Se a escolha de padronização do seu espaço de trabalho foi pelo AutoCAD Classic,


será carregada também uma Paleta Padrão (Tools Palettes), normalmente localizada
a direita na Área Gráfica. Nessa paleta praticamente encontraremos todos os
comandos do AutoCAD 2D e 3D.

Se clicarmos no ícone da base direita da paleta, abre-se um menu flutuante á direita


da paleta na qual podemos marcar as opções desejadas, seja para 2D ou 3D.

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EXERCÍCIOS

1) Mudar o espaço de trabalho do AutoCAD de 2D Drafting & Annotation para


AutoCAD Classic

2) Mudar os botões do grupo Drafting Settings na barra de status, de ícones para


nomes.

3) Mudar o Background (Plano de Fundo) do AutoCAD de White (Branco) para


Black (Preto).

4) Mudar o Crosshair Size (Tamanho do Cursor) de 5 para 100.

5) Fazer configuração necessária para que o botão direito do Mouse passe a


funcionar como Enter.

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CAPÍTULO llI
COMANDOS DE PRECISÃO (BARRA DE STATUS)

CONTADOR DE COORDENADAS

É o valor numérico da posição do cursor de tela.

DRAFTING SETTINGS

Localizado no Menu Tools, o Drafting Settings, se divide em cinco grupos: Snap and
Grid, Polar Tracking, Object Snap, Dinamic Imput e Quick Properties. Esses grupos
são visíveis também na barra de status.

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SNAP AND GRID

SNAP (Snap Mode)


Tabula o cursor de tela na dimensão selecionada para que possamos desenhar com
um pouco a mais de precisão. Pode ser trabalhado em qualquer dimensão escolhida.
Ajuste o Snap através dos guias Snap X e Snap Y Spacing. Os guias Angle, X Base e
Y Base são utilizados para se trabalhar em um plano isométrico.

GRID (Grid Display)


Cria uma grade de pontos dentro do DRAWING LIMITS ajustado. Acerte seu
espaçamento nas guias X e Y Spacing. Podemos ligá-lo e desligá-lo mais rapidamente
através da tecla F7.

ORTHO (Orth Molde)


Com botão Orth ativo, as linhas e outros elementos ficam paralelos aos eixos x e y.
Ortogonal (Linhas Verticais e Horizontais).

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POLAR (Polar Training)


Polar Training é um sistema de ajuste “magnético” para se desenhar em certa
angulação mais rapidamente. Normalmente vem ajustado para ângulos em 90°
podendo ser configurado para outros ângulos. O Polar Tracking pode ser muito bem
visualizado quando desenhamos uma linha na área de trabalho.

OSNAP (Object Snap)


É outro sistema “magnético” para pontos de precisão em entidades. Com este item
ligado podemos obter os comandos de precisão de uma entidade sem precisar entrar
no Menu Osnap (botão do meio do mouse).

 EndPoint - Seleciona o ponto final de uma linha, não


importando como ela foi formada (pelos comandos Polyline,
Line, Rectangle, Polygon), etc. Nenhum influi na captação
deste ponto, nem de qualquer outro mencionado abaixo.

 Midpoint - Seleciona o ponto médio de uma linha.

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 Intersection - Seleciona o ponto de intersecção entre duas


entidades.

 Apparent Intersection - Seleciona uma intersecção


aparente: não existente entre duas entidades.

 Center - Seleciona o centro de uma circunferência ou de um


arco.

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 Quadrant - Seleciona o ponto de quadrante de uma


circunferência ou de um arco.

 Perpendicular - Seleciona o ponto perpendicular de uma


entidade em relação à outra. Normalmente usa-se para
esticar ou construir linhas perpendiculares a outras
existentes.

 Tangent – Utilizado para construir entidades tangentes à


outra já existente, podendo ser feito entre linhas e círculos,
linhas e arcos, círculos e círculos e arcos e arcos.

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 Node - Seleciona como referencia um ponto construído com


o comando POINT.

 Insertion - Seleciona o ponto de inserção de textos, blocos e


atributos, que depende do método em que estes são
colocados na área gráfica.

 Nearest - Seleciona um ponto qualquer em qualquer


entidade, dependendo da posição do clique de seleção sobre
ela.

 Extension – Seleciona um ponto a partir de uma extensão


de um Endpoint, podendo até digitar um valor.

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 Parallel – Constrói entidades paralelas a outras já existentes.

OTRACK (Object Snap Tracking)


Esta opção nos ajuda a desenhar objetos em ângulos específicos através de relações
com outras entidades.

DUCS (Allow / Disallow Dynamic UCS)


Essa opção é usada somente em 3D. Altera a posição do Ícone UCS deixando o eixo
Z perpendicular a um plano selecionado.

DYN (Dynamic Input)


Configura as opções de como é mostrado o Dynamic Input na área de trabalho.
Também pode ser alterado o sistema de Coordenadas Absolutas para Coordenadas
Relativas através dessa opção.

DYN DESLIGADO DYN LIGADO

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LWT (Show / Hide Line Weight)

Visualiza ou oculta ás espessuras das linhas definidas na criação de layers ou


definidas na caixa de propriedades das espessuras das entidades.

LWT DESLIGADO LWT LIGADO

QP (Quick Properties)
Abre a caixinha de propriedades ao selecionar um objeto.

Clicando com botão direito em qualquer opção do grupo Drafting Settings, podemos
ocultar ou deixar visíveis as opções, Snap, Grid, Ortho, Polar, OSnap, OTrack, Ducs,
Dyn, Lwt, QP.

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EXERCÍCIOS

1) Fazer o exercício abaixo com os botões Snap e Grid legados.

2) Fazer o exercício abaixo com o botão Ortho ligado.

3) Configure o Polar para 45º e Faça o exercício abaixo com o botão Polar ligado.

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CAPÍTULO lV
COORDENADAS

Usamos coordenadas como pontos de referência para construir nossos desenhos


imaginando a matemática trigonométrica do segundo grau. Vamos utilizar através de
desenhos os tipos de coordenadas existentes no AutoCAD:

COORDENADA CARTESIANA (ABSOLUTA)

O plano cartesiano contém dois eixos perpendiculares entre si. A localização de um


ponto no plano cartesiano é feita pelas coordenadas no formato (X,Y). O formato X, Y
indica a distância primeiro no eixo X, depois no eixo Y, em relação ao ponto 0,0. Este
tipo de coordenada é usado em casos específicos.

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COORDENADA CARTESIANA (RELATIVA)

Seu formato é @X, Y ou W. No formato @X, Y é dada uma distância em relação ao


último ponto de um comando clicado na área de trabalho, ou seja, distância em
relação a outro ponto já existente. O formato W é dado a uma distância em relação ao
ponto inicial. O ângulo de W e definido pela posição do cursor de tela na área gráfica.
Normalmente utiliza-se este método com os auxiliares Ortho e/ou Polar para
construção de entidades ortogonais.

Podemos imaginar então que sempre partimos do ponto zero como se o ícone UCS
estivesse deslocando na Área gráfica a cada ponto clicado. A função do @ é de zerar
o ultimo ponto.

Nas versões atuais do AutoCAD, podemos mudar o sistema de Coordenadas


Absolutas para Relativa, configurando o programa para tal, o que facilita muito, pois
nesse caso não precisamos digitar o @ antes dos valores determinados para X e Y.

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COORDENADA POLAR

Seu formato é @W<Φ. A coordenada polar pede-nos uma distância relativa W e um


ângulo direcional Φ. O círculo trigonométrico que será utilizado durante nosso curso é
mostrado na figura abaixo, mas ele pode ser alterado através do Menu Format com o
comando UNITS, no botão Direction.

Então, quando usamos Coordenadas Polares, digitamos o tamanho da linha, o


símbolo de < (menor), mais o valor do ângulo. O sinal de < representa ângulo.

OBS:
O desenhista pode cotar seu desenho usando o valor de 25º para o ângulo que
aparece acima do eixo 0º, como poderia fazer a mesma coisa com os 25º que
estão abaixo do eixo 0º.

Quando desenhamos no AutoCAD, os Ângulos começam a partir do 0º no


sentido anti-horário, portanto o ângulo que aparece abaixo do eixo 0º seria
235º. Então a Coordenada Polar para o ângulo acima seria 30<25 e para o
ângulo abaixo seria 30<235.

Podemos trabalhar de uma forma mais rápida, sem precisar fazer muita conta,
espelhando o ângulo de cima para baixo do eixo, usando um valor negativo
para o ângulo. Então seria 30<-25.

Se quiser inverter o sentido da linha, use valor negativo para a linha. -30<25.

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MUDANDO O SISTEMA DE COORDENADAS - ABSOLUTA OU RELATIVA.

Clique com botão direito no botão DYN, na barra de Status, depois clique em Settings.

Na janela Drafting Settings, aba Dynamic Imput, clique novamente na opção


Settings á esquerda.

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EXERCÍCIOS

1) Fazer o exercício abaixo usando sistema de Coordenadas Cartesiana Relativa.

2) Fazer os exercícios abaixo usando sistema de Coordenadas Polar.

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CAPÍTULO V

COMANDOS DE VISUALIZAÇÃO (BARRA DE ZOOM)

Pan Zoom Realtime Zoom Previous

Zoom Window
Zoom Dynamic
Zoom Scale
Zoom Center
Zoom Object
Zoom IN
Zoom OUT
Zoom All
Zoom Extents

DANDO UM ZOOM NO DESENHO (COMANDO ZOOM)

Agora veremos os comandos de aproximação e distanciamento de visão (Zoom).


Existem vários tipos de zoom e saberemos, dependendo da ação que vamos realizar,
quais deles utilizar. São eles:

 Zoom IN - Dá-se zoom de modo a entrar no desenho. O Zoom In dobra a visão


do desenho na área gráfica.

 Zoom OUT - Dá um zoom de modo a sair do desenho. O zoom out dobra a


visão de distanciamento do desenho na área gráfica.

 Zoom Window – Dá um zoom abrindo uma janela e o que estiver dentro dela
será ampliado. Com o botão de seleção clicamos o primeiro ponto, arrastamos
o mouse e posteriormente um segundo ponto, que forma a outra aresta da
janela.

 Zoom All – Dá-se um zoom em todo o desenho, contando que todo ele esteja
dentro do Drawig Limits, senão ele só visualizará o drawing limits ativo.

 Zoom Previous - Retorna ao ultimo zoom que foi realizado no desenho. O


AutoCAD grava até os últimos 10 zooms que foram dados.

 Zoom Scale – Dá um zoom escalado. No Zoom Escale digita-se uma escala


no formato x/y, que pode ampliar ou reduzir a visão do desenho. Por exemplo:
se a escala for 1/2, vamos reduzir a visão por duas vezes, e se for 2/1
ampliaremos a visão em duas vezes.

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 Zoom Dynamic - Parecido como zoom window, o zoom Dynamic abre uma
janela, que tem as dimensões x e y iguais à área de trabalho, ou seja, você
pode ampliar ou reduzir com o zoom dynamic, e o que você selecionar vai
aparecer exatamente na área de trabalho. Enquanto que no zoom window, isto
já não acontece.

 Zoom Center - O zoom center nos pede um ponto central, que será o ponto
central da tela após o zoom. Logo após clicarmos na área gráfica o ponto
central, este zoom nos pede uma magnificação, que na verdade é uma escala
em forma de um único numero. Se digitarmos um número superior ao mostrado
no prompt de comando, o zoom diminui. Se digitarmos um número inferior ao
mostrado no mostrado no prompt de comando o zoom aumenta.

 Zoom Extents – Dá um zoom em todo desenho independente do drawing


limits.

 Zoom Realtime – No formato realtime, damos um zoom de modo a entrar no


desenho em tempo real. Para ativá-lo basta dar um “enter” no mouse logo
depois de ativar o comando zoom clicando e segurando o botão de seleção e
movendo o cursor de tela para cima, entramos no desenho para baixo saímos
do desenho. Tudo em tempo real. Para desativar o zoom realtime, damos um
“enter” no teclado ou no esc. Se dermos um enter no mouse aparecerá uma
barra de comandos que mostra a saída do comando (exit) entre outros tipos de
zooms que já vimos, e outro comando que veremos agora: O PAN. Podemos
ativar o Zoom Realtime através do botão “rolante” do Wheel Mouse, bastando
rolar o botão.

 Zoom Object – Este tipo de zoom nos pede uma ou mais entidades a serem
selecionadas e encaixa estes objetos na tela.

DANDO UM ZOOM COM MOUSE

 As opções de zoom mais usadas são:

Zoom IN Gire a roda do mouse

Zoom OUT Gire a roda do mouse

Zoom Extents Clique duas vezes na roda do mouse

PAM Clique na roda do mouse segura e arrasta

MOVENDO A FOLHA DE DESENHO (COMANDO PAN)

Quando falamos em mover a folha, não significa mover o desenho. É como se fosse
pegar uma folha na prancheta e movê-la, para melhor entendermos, ou como se
estivesse rolando a barra de rolagem de um programa. No AutoCAD movemos a área
gráfica através do comando Pan.

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 Pan - Move a área gráfica para qualquer lado. O Pan, assim como o zoom
realtime, é realizado em tempo real. Para utilizá-lo clicamos e seguramos no
botão de seleção do mouse e arrastamos a área gráfica. Para desativar o pan,
damos um enter no teclado ou um esc. Se dermos um enter no mouse
aparecera uma nova barra de comandos que mostra a saída do comando
(exit). Podemos ativar o Pan através do botão “rolante” do Wheel Mouse,
bastando clicar e arrastar o botão.

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CAPÍTULO Vl

SELEÇÃO DE OBJETOS

Todas as vezes que precisar modificar um objeto precisamos selecionar o mesmo


usando uma das formas que o AutoCAD nos oferece. As formas são:

MODO INDIVIDUAL

Clique em um objeto de cada vez. Caso tenha selecionado um objeto indesejado,


pressione Shift e clique botão direito nesse objeto que a seleção se desfaz.

MODO WINDOW

Seleciona em forma de janela. Clique antes do objeto e abra a janela (janela azul) para
a direita até contornar totalmente esse objeto e clique novamente. Nesse modo só
serão selecionados aqueles objetos que foram totalmente contornados pela janela.

MODO CROSSING

Esse modo também seleciona em forma de janela. Porém basta que o objeto seja
tocado pela janela de seleção para ser selecionado. Clique no objeto ou depois dele e
abra a janela de seleção para esquerda (janela verde), percorra o espaço desejado e
clique novamente. Nesse modo serão selecionados todos os objetos que foram
tocados pela janela.

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CAPÍTULO Vll
CONFIGURANDO E PERSONALIZANDO O ARQUIVO

Quando iniciamos o AutoCAD, automaticamente é aberto o arquivo Drawing1 junto


com o programa. Esse arquivo vem apenas com Estilos Padrão do AutoCAD, ou seja,
um Layer (Layer 0), um Tipo de linha (Continuous), um Estilo de Texto (Standard) um
Estilo de Dimensão (ISO 25), etc.

Para facilitar o nosso desempenho, devemos desenhar de forma organizada. Para isso
é preciso criar os tipos de layers, estilos de textos e dimensões que vamos usar com
frequência nos nossos desenhos. Na criação dos layers podemos já configurar os tipo
de linhas, cor, e espessuras.

Pra criação de Layer usaremos a barra de Layers e para criar estilos de textos,
dimensões e tabelas, usamos a barra de Styles.

Uma vez que criamos esses estilos, deixamos o arquivo à nossa cara, salve o arquivo.
Toda vez que for iniciar um desenho, abra esse arquivo, que contem todas as
informações criadas. Depois que desenhar nesse arquivo salve com outro nome. Se
não fizer esse procedimento, toda vez que abrir o programa terá que criar todos esses
estilos novamente.

BARRA DE STYLES

Na Barra de Styles (Estilos), podemos criar ou modificar estilos de Textos, Dimensões,


Tabelas e Multileader. O AutoCAD trás estilos padronizados como Annotative,
Standard e ISO-25. Podemos também criar nossos estilos clicando nos ícones que
aparecem à esquerda das caixas.

A criação de estilos de Textos, Dimensões,


Text Styles Tabelas e Multileaders, faz com que
ganhamos tempo na formatação do projeto.
Dimension Styles Basta escolher um texto desejado,
selecionar o mesmo e clicar no estilo criado
Table Styles para o texto se auto formatar. O mesmo
acontece com as dimensões, tabelas e
Multileader Styles multileaders.

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CRIANDO ESTILOS DE TEXTOS

Para criar Estilos de Textos, clique em Text Style... para abrir a Janela Text Style
(Estilos de Textos). Ao Clicar no botão New, abrirá a janela New Text Style onde
daremos um nome para o novo estilo.

Escolher Estilo Renomear Estilo Novo Estilo

Altura do Texto Estilo Ativo

Escolher Fonte

Espessura do Texto Inclinação do Texto

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EDITOR DE TEXTOS DO AUTOCAD

O editor de textos do AutoCAD é similar a qualquer outro editor de textos. Ele pode ser
ativado através do comando MULTILINE TEXT na Barra de Draw, para inserir um
novo texto ou pelo comando DD EDIT (TEXT EDIT...) digitando o atalho ED (Enter)
para editar um texto. Ao ativar Multiline Text, o programa nos pede para abrirmos uma
janela na área gráfica, já o Text Edit, ED Enter, pede para selecionar um texto
existente.

MULTILINE TEXT (Criação de textos)

TEXT EDIT (Edição de textos)

Ao usar um desses dois comandos acima ou um clique duplo no texto abrirá a janela
Text Formatting.

Estilo de Texto Negrito, Itálico, Sublinhado

Font Cor

Tamanho do Texto Exibir ou Ocultar Régua

Colunas Marcadores Symbol

Justificação
Parágrafo

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INSERINDO CARACTERES ESPECIAIS (SÍMBOLOS)

Clicando no botão Symbol, automaticamente será carregado o menu flutuante


onde podemos visualizar atalhos para alguns caracteres especiais. Basta clicar na
opção desejada.

Podemos também inserir caracteres especiais através dos códigos:

%%O - força um traço sobre o texto (texto);


%%U - faz só um traço sob o texto (texto);
%%C - desenha o símbolo de DIÂMETRO (Ø);
%%D - desenha o símbolo de GRAU ( ° );
%%P - desenha o símbolo de TOLERÂNCIA (±).

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CRIANDO ESTILOS DE DIMENSÕES


Para criar Estilos de Dimensão, clique em Dimension Style para abrir a Janela
Dimension Style Manager (Estilos de Dimensões). Ao Clicar no botão New, abrirá uma
janela, Create New Dimension Style onde daremos um nome para o novo estilo.

New Style Name – Nome do novo estilo. Ex: Renomear para MEU ESTILO.
Start With – Estilo de origem o qual o novo estilo será criado. Pode ser selecionado
entre todos os estilos existentes na paleta STYLES da janela anterior, onde será
criado um estilo que será cópia do selecionado.
Use For – Gama de utilização do novo estilo de cota: para todas as dimensões (all
dimensions) ou para determinadas dimensões (angulares, lineares, etc...). Utiliza-se
normalmente ALL DIMENSIONS;

Clicando o botão CONTINUE abrirá a janela New Dimension Style, que se divide em
sete abas:

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JANELA NEW DIMENSION STYLE

Lines - Configura linhas das cotas quanto às suas dimensões, cores, espessuras.
Symbols and Arrows - Define propriedades da seta. Você pode escolher entre os
formatos disponíveis.
Text - Trata da configuração de textos das cotas em geral em relação às suas
dimensões, cores e posicionamento.
Fit - Trata do posicionamento de texto e setas em relação às “cotas apertadas”, ou
seja, quando o texto e/ou setas não cabem entre as linhas de extensão (ver tópico
sobre linhas de extensão adiante). Trata também sobre a escala geral da cota (overall
scale).
Primary Units - Trata das unidades primárias da cota do AutoCAD

Alternate Units - Trata das unidades alternativas da cota do AutoCAD

Tolerances - Configura as tolerâncias de cota de desenho do AutoCAD. Vamos


estudar agora cada uma destas paletas detalhadamente.

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CRIANDO LAYERS

Layers são camadas. As camadas são transparêntes e


sobrepostas, podendo então, ser possível visualizar todos
elementos desenhandos nos layers que estão abaixo. A criação de
layers facilita o gerenciamento e manuseio do desenho. Veremos
então como criar, utilizar e modificar um layer para melhor
entendimento do assunto.

BARRA DE LAYERS

Ao clicar no botão indicado acima (Layer Properties Manager), automaticamente será


aberta a janela Layer Properties Manager, onde vamos Criar e Editar os estilos de
Layers. O AutoCAD traz como padrão o Layer 0.

JANELA LAYERS PROPERTIES MANAGER


Set Current Lock Lineweight

Delet Layer Freeze Linetype

New layer On Color Plot

Layer Apagado Layer Congelado Layer Locado (Trancado) Impressão Desligada

OBS: A partir do momento em que abrimos um arquivo, desenhamos nesse arquivo e


salvamos o mesmo, o AutoCAD automaticamente cria o Layer Defpoints. Os
elementos que estiverem nesse Layer, não sairão na impressão.

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ON

Na coluna ON, em Layers Properties Manager, podemos Ligar ou Desligar os


Layers. O Layer está ligado quando a lâmpada se encontra acesa. Para desligar um
Layer, basta clicar no símbolo da lâmpada. Os elementos que estão desenhados
naquele Layer que foi desligado se tornarão ocultos até que o mesmo seja aceso
novamente. Os elementos que estão ocultos no Layer desligado se forem
selecionados, podem sofrer alterações de acordo com o comando acionado.

FREEZE

Na coluna FREEZE, em Layers Properties Manager, podemos Congelar ou


Descongelar os Layers. O Layer está congelado quando aparece uma flor (orvalho).
Para descongelar um Layer, basta clicar no símbolo da flor, ele automaticamente se
transforma em um sol. Os elementos que estão desenhados naquele Layer que foi
congelado se tornarão ocultos até que o mesmo seja descongelado novamente. Os
elementos que estão ocultos no Layer congelado não sofrem nenhum tipo de alteração
em qualquer Viewports. OBS: O Layer ativo (Current) não poderá ser congelado.

LOCK

Na coluna LOCK, em Layers Properties Manager, podemos Locar (Travar) ou


Destravar os Layers. O Layer está travado quando a cadeado se encontra fechado.
Para destravar um Layer, basta clicar no símbolo do cadeado. Os elementos que
estão desenhados naquele Lazer que foi travado continuam visíveis na área gráfica,
porém não será possível fazer modificações nesses elementos.

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COLOR

Na coluna COLOR,
Layers Properties
Manager, podemos alterar
a cor de um Layer. Por
padrão do AutoCAD os
Layers aparecem com a
cor White. Para alterar a
cor de um Layer clique no
símbolo.

Na janela Select Color


podemos escolher cores
entre o nº 1 aos 251.

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LINETYPE

Na coluna LINETYPE, em Layers Properties Manager, podemos alterar um tipo de


linha de um Layer.

Para alterar um tipo de linha, clique na opção Continuous (Linha padrão). Vai abrir a
janela Linetype Manager. Observe que o AutoCAD trás apenas a linha Continuous
como padrão.

Clique no botão Load para carregar novas linhas.

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Vai abrir a janela Load or Relod Linetypes. Escolha a linha desejada e clique em OK.

Voltando para a janela Linetype Manager, a linha carregada estará em ordem


alfabética. Selecione novamente a linha carregada e clique em OK.

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LINEWEIGHT

Na coluna LINEWEIGHT, em Layers Properties Manager, podemos alterar a


espessura da linha de um Layer.

Para isso clique na opção Default. Vai abrir a janela Lineweight. Selecione uma
espessura e clique em ok.

PLOT

Na coluna PLOT, em Layers Properties Manager, podemos Ligar ou Desligar a


impressão de um Layer. Uma vez que o ícone da impressora estiver com uma tarja
vermelha (desligado), nenhum objeto desenhado nesse layer será impresso.

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EXERCÍCIOS

1) Criar os seguintes Estilos de Textos:

New Font Name Font Styte Height Width Factor

Estilo 2 Arial Regular 2 1


Estilo 3 Arial Regular 3 1
Estilo 4 Arial Itálico 4 1
Estilo 5 Arial Black Itálico 5 1

2) Criar os seguintes Estilos de Dimensões:

A) Criar um Estilo de Dimensão com o nome Esc. 1-1.


Na aba Line.
Na caixa Extende beyong dim lines mude o valor para 3
Na caixa Offset from origin mude o valor para 1
Na aba Symbols.
Na caixa Arrow size mude o valor para 3
Na aba text.
Na caixa text color mude a cor para 140
Na caixa Text Height mude o valor para 3
Na caixa Offset from dim line mude o valor para 1 e OK

B) Criar um Estilo de Dimensão com o nome Arquitetura.


Na aba Line.
Na caixa Extende beyong dim lines mude o valor para 15
Na caixa Offset from origin mude o valor para 3
Na aba Symbols.
Na caixa Firts mude o símbolo para Oblique
Na caixa Arrow size mude o valor para 15
Na aba text,
Na caixa text color mude a cor para 140
Na caixa Text Height mude o valor para 15
Na caixa Offset from dim line mude o valor para 3 e OK

3) Criar os seguintes Estilos de Layers:

Layer Cor Tipo de Linha Espessura

Alvenaria White Continuous 0,50 mm


Dimensões 251 Continuous 0,15 mm
Eixos 151 ACAD_ISO10W100 0,20 mm
Hachuras 155 Continuous 0,15 mm
Janelas 121 Continuous 0,30 mm
Peitoril 8 Continuous 0,20 mm
Portas 33 Continuous 0,30 mm
Telhado 35 Continuous 0,20 mm
Tracejadas 73 ACAD_ISO02W100 0,30 mm
Vegetação 137 Continuous 0,15 mm

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CAPÍTULO Vlll
COMANDOS DE CRIAÇÃO (BARRA DE DRAW)

LINE

Constrói linhas, propriamente ditas, clicando na área de trabalho ou dando uma


dimensão via teclado. Este comando pede um ponto inicial e um ponto final da linha,
Pode-se fechar um “polígono de linhas” digitando C Enter (Close) na Linha de
Comando. Pode-se também voltar (apagar) a última linha sem sair do comando
através do comando Undo utilizado dentro do comando LINE. Basta digitar U Enter.
Lembrando que U Enter é mesma coisa de Ctrl Z. Toda vez que aparecer funções
entre colchetes [Close / Undo] essas funções são opcionais. Para optar por elas temos
que digitar o atalho que é sempre a letra que aparece em maiúsculo. Por isso C ou U.

Acione o comando Line e clique na Área Gráfica para Especificar o primeiro ponto.

Posicione o cursor para direita, digite 100 e tecle Enter.

Tecle Enter novamente para encerrar o comando.

Foi criada uma linha com 100 unidades (mm) na horizontal.

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CONSTRUCTION LINE

Constrói linhas auxiliares, só que estas são infinitas nas duas extremidades.

Acione o comando Construction Line, clique para especificar um ponto ou digite uma
coordenada e tecle enter.

Posicione o cursor em uma direção qualquer clique novamente. Observa-se que foi
criada uma linha infinita na área gráfica. Essas linhas podem ser usadas como linhas
de construção.

POLYLINE

Constrói várias linhas em série formando uma só entidade. Este estilo de linha pode
fazer arcos, splines (linhas com cantos arredondados), criar espessuras, etc. O
comando. Polylines também podem ser “explodidos” e transformados em várias
entidades.

Para criar uma entidade com linha e arco. Acione o comando Polyline e especifique o
ponto inicial.

Posicione o cursor para direita, digite o valor desejado e tecle enter.

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Na linha de comandos entre colchetes temos varias alternativas, entre elas [ Arc ],
digite A e tecle enter. Todas as vezes que optar por parâmetros que estão entre
colchetes, tem que usar o atalho para eles. O atalho é a letra que aparece em
maiúsculo.
Olha que a forma mudou de linha para arco. Posicione o cursor para cima, digite o
valor desejado e tecle enter.

Para continuar usando o polyline como linhas, temos que optar por Line, opção que
aparece entre colchetes [ Line ], digite L e tecle enter. Posicione o cursor para
esquerda, digite o valor desejado e tecle enter.

Caso queira criar uma linha espessa, acione o comando Polyline e especifique o
ponto inicial.

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Digite W e tecle enter para optar por [ Width ] e especifique a espessura inicial. Digite
um valor desejado. Ex: digite 10 e tecle enter.

Especifique a espessura final. Ex: digite 10 e tecle enter.

Posicione o cursor para direita e digite o valor desejado. Ex: 60. Veja como a linha
ficou espessa.

Caso queira fazer uma linha da forma original, terá que optar novamente por Width e
zerar os valores, pois o AutoCAD mantem os últimos valores usados.

POLYGON

Este comando cria polígonos regulares (faces iguais) de 3 a 1024 lados. Seus
métodos de criação são polígonos inscritos (arestas tangentes) ou polígonos
circunscritos (face tangente).

Acione o comando Polygon, defina o número de lados e tecle enter. Ex: 6 Enter.

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Especifique o centro do Polígono

Defina se o polígono será Inscrito ou Circunscrito. Marque a primeira opção como na


figura abaixo, ou digite I e tecle enter para optar por um polígono Inscrito.

Especifique o raio do círculo e tecle enter.

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Depois de confirmado o valor do raio do círculo foi criado um polígono de 6 lados


iguais, inscrito ao círculo.

RECTANGLE

Este comando cria retângulos ou quadrados como entidades únicas.

1) Acione o comando Rectangle e especifique o primeiro canto ponto.

Especifique o outro canto ponto. O outro canto deve ser definido através da
coordenada cartesiana relativa, pois vamos definir um valor para X e outro para
Y. Ex: digite 50,20 e tecle enter para definir o outro canto ponto. Foi criando um
retângulo de 50x20.

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2) Para criar um retângulo com linhas espessas use a opção Width dentro dos
parâmetros entre colchetes. Ex: Para criar um retângulo com espessura 4.
Acione o comando Rectangle, digite W e tecle enter para optar por [ Width ].
Especifique a largura da linha do retângulo. Digite o valor desejado (Ex: 4) e
tecle enter.

Especifique o primeiro canto ponto.

Especifique o outro canto ponto. Ex: digite 50,20 e tecle, veja que foi criando
um retângulo de 50x20 com linhas espessas iguais a 4.

Arc

A princípio criaremos arcos de duas maneiras, nas quais veremos agora:

1) Criando um arco a partir do ponto inicial, segundo ponto e ponto final. Acione o
comando Arc, especifique o ponto inicial do arco.

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Especifique o segundo ponto do arco.

Especifique o último ponto do arco.

Assim que definir o último ponto, o comando será encerrado e criado o arco.

2) Criando um arco a partir do centro, ponto inicial e ponto final. Acione o


comando Arc, digite C e tecle enter para optar por [ Center ]. Especifique o
centro do arco.

Especifique o ponto inicial.

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Especifique o ponto final.

Assim que definir o último ponto, o comando será encerrado e criado o arco.
Lembrando que sempre que criar o arco a partir do centro, ele gira no sentido
anti-horário.

CIRCLE

Podemos criar círculos através de várias maneiras.

1) Criando um circulo a partir do centro usando raio ou diâmetro. Acione o


comando Circle, especifique o ponto de centro do círculo.

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Especifique o raio do círculo ou diâmetro. Basta digitar o valor do raio e teclar


enter. Caso opte por diâmetro, digite D, tecle enter para optar por [ Diameter ],
depois digite o valor do diâmetro e tecle enter.

Assim que definir o valor do raio, será criado o círculo.

2) Criando um circulo coincidindo com dois pontos. Acione o comando Circle, e


digite 2P e tecle enter para optar por [ 2P ]. Especifique o primeiro ponto do
círculo.

Especifique o segundo ponto do círculo.

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Assim que definir o segundo ponto, será criado o círculo coincidindo com dois
pontos.

3) Criando um circulo coincidindo com três pontos. Acione o comando Circle, e


digite 3P e tecle enter para optar por [ 3P ]. Especifique o primeiro ponto do
círculo, o segundo ponto e o terceiro ponto.

Assim que definir o terceiro ponto, será criado o círculo coincidindo com 3
pontos.

4) Criando um circulo tangenciando com 2 elementos. Acione o comando Circle,


e digite T e tecle enter para optar por [ Ttr ] (Tangente, tangente e raio)
Especifique um ponto de tangência em um dos elementos.

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Especifique um ponto de tangência no outro elemento.

Especifique o raio do círculo. Ex: Digite 15 e tecle enter. Criamos um círculo


com raio de 15 tangenciando com duas linhas.

REVISION CLOUD

Acione o comando Revision Cloud, dê um clique e vai movimentando o cursor até


voltar ao ponto inicial. Assim que aproximar do ponto inicial o comando fecha uma
nuvem em volta do espaço contornado.

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SPLINE

Constrói POLYLINES com cantos arredondados. Acione o comando Spline,


especifique o primeiro ponto e depois clique nos próximos pontos.

Ao clicar no último ponto, tecle enter por três vezes para confirmar a Spline.

A Spline também pode ser criada através de coordenadas.

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ELLIPSE

Constrói elipses fechadas ou abertas (em forma de arco) de duas maneiras:

Axis, Radius - Clica-se um ponto inicial e um ponto final que formarão o


primeiro diâmetro (Axis). Posteriormente dá-se (ou clica-se) o valor do raio que
forma o diâmetro 2.
Center, Radius - Clica-se o centro da elipse e se fornece os valores dos dois
raios de formação da elipse.

Acione o comando Elipse, digite C e tecle enter para optar por [ Center ] e especifique
o centro da Elipse.

Especifique endpoint num eixo.

Especifique distância no outro eixo.

Assim que foi dado o clique na distância do outro eixo, foi criada a Elipse.

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ELLIPSE ARC

Para criar um arco de elipse, siga os procedimentos inicias que foram usados
anteriormente no comando Elipse. Acione o comando Ellipse Arc, digite C para optar
por [ Center ] e especifique o centro da Elipse, especifique endpoint num eixo,
especifique distância no outro eixo. Definidos os parâmetros iniciais, especifique o
start angle (ângulo inicial).

Especifique end angle (ângulo final).

Definido o ângulo final, foi criado um arco de elipse.

O ângulo inicial e o ângulo final podem ser determinados também se digitar o valor do
ângulo e confirmar com enter.

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INSERT BLOCK

Usado para inserir blocos (objetos agrupados). Ex: objetos que usamos com
frequência nos desenhos podem ser inseridos evitando perda de tempo na confecção
dos mesmos. Acione o comando Insert Block, para abrir a janela de diálogo Insert
onde veremos então a função de cada campo.

 Name
Insere blocks ou wblocks. Se e inserirmos um block, ele já deve estar na lista
que é mostrada na barra Drop Down. Se clicarmos no botão Browse, vamos
inserir um wblock, que é um arquivo de desenho DWG.

 Insertion Point
Especifica se o ponto de inserção será definido no desenho ou na janela de
diálogos. Normalmente utiliza-se especificar no desenho.

 Scale
Especifica se a escala do Block ou WBlock será definida no desenho ou na
janela de diálogos. O botão Uniform Scale define se o escalonamento será
uniforme (X e Y uniformes) ou não (X depois Y)
 Rotation
Especifica se a rotação do Block ou WBlock será definida no desenho ou na
janela de diálogos.

 Explode
Podemos explodir (comando Explode) o Block ou Wblock.

Para inserir um bloco, clique no botão Browse, busque o diretório onde estão salvos
os arquivos de biblioteca, seleciona o arquivo desejado na pasta desejada, abra o
arquivo e clique em OK na janela Insert. O bloco será inserido na área gráfica. Caso o
bloco esteja com dimensões menores ou maiores do que precisamos, use o comando
Scale para aumentar ou reduzir o objeto.

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WRITE BLOCKS

Para criar com os wblocks, que são partes do desenho que se transformarão num
arquivo DWG, digite W e tecle enter para abrir a janela de diálogo Write Block.

 Pick point
Botão usado para definir o ponto de inserção do bloco.
 Select Objects
Botão usado para selecionar o objeto desejado.
 File name and path
Usado para definir o nome e o caminho (diretório) para salvar o bloco.

Assim definiu o nome e o caminho para o bloco clique em save. Voltando para
janela Write Block, clique em OK.

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POINT

Insere pontos na área gráfica. Os pontos podem ser inseridos através de cliques ou
digitando valores de coordenadas e confirmando com enter.

Para escolher seu estilo de ponto, clique no Menu Format, Point Style, para abrir a
janela de diálogo Point Style.

Escolha seu estilo de ponto, defina o tamanho do ponto em porcentagem na caixa


Point Size, depois clique em OK.

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HATCH

Usamos Hatch, para a criação de hachuras nos desenhos. As hachuras aparecem nos
desenhos quando representamos objetos em cortes ou quando criamos texturas nos
objetos. As hachuras podem ser usadas para qualquer tipo de desenho, seja:
Mecânico, Arquitetônico, Topográfico, Elétrico, Caldeiraria, etc.

Acionamos o comando Hatch no menu de barras Draw ou através do ícone de


comando, para abrir a janela de diálogos Hatch and gradiente.

Hatch and gradiente.

Tipo Nome Clique nessa caixa para abrir a janela Hatch Pattem Pallete

Angle (direção da hachura) Scale (espaçamento da hachura)

A janela Hatch Pattem Pallete mostra o nome e o desenho da hachura. Escolha a


opção desejada e clique em OK. Voltando para a janela Hatch and gradiente, clique
no botão Add: Pick points para definir um boundaries (limite) para a hachura. Clique
dentro da geometria desejada pra definir o limite. Observe que a geometria ficou com
as bordas pontilhadas como mostra a Fig. 1. Tecle enter para voltar novamente para
janela Hatch and gradiente e clique em OK. Foi inserida uma hachura como mostra
a Fig. 2.

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Caso queira editar uma hachura já inserida, dê dois cliques na hachura e muda as
características da mesma na janela Hatch and gradiente.

GRADIENT

Para inserir um preenchimento de gradiente é o mesmo esquema do comando Hatch


(hachuras). Acione o comando Gradient, para abrir a janela Hatch and gradiente,
escolha a opção desejada de gradiente, clique no botão Add: Pick points para definir
um boundaries (limite) para preenchimento de gradiente. Clique dentro da geometria
desejada pra definir o limite. Observe que a geometria ficou com as bordas
pontilhadas como mostra a Fig. 1. Tecle enter para voltar novamente para janela
Hatch and gradiente e clique em OK. Foi inserido o preenchimento de gradiente
como mostra a Fig. 2.

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REGION

Transforma vários elementos em uma entidade apenas. Observe que se clicar em uma
parte da geometria, fig. 1, será selecionada uma entidade de cada vez. Para
transformar essas quatro entidades em apenas uma, acione o comando Region,
selecione todas as entidades, fig. 2, e tecle enter. Assim que confirmar, os objetos se
transformaram em Region, ou apenas uma entidade. Clique novamente no objeto e
repare que todas as linhas foram selecionadas ao mesmo tempo, fig. 3.

OBS:

Essa função só será efetuada se esses objetos formarem um polígono, ou seja, um


contorno fechado. Se tiver algum canto aberto no desenho, a função Region não terá
nenhum efeito sobre o desenho.

TABLE

As tables (tabelas) são entidades de produtividade que surgiram a partir da versão


2005 do AutoCAD. Esta ferramenta facilita a produção de tabelas, de modo que não é
mais necessário desenhar as linhas e posicionar os textos destas. Acione o comando
Table para abrir a janela Insert Table.

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Table Style

Seleciona o formato de table. Por padrão, já existe um formato denominado Standard.


Podemos criar um novo estilo usando o botão Table Style na barra de Style.

Insertion Behavior

Ajusta o comportamento de inserção da tabela na área gráfica. Na opção Specify


Insertion Point basta clicarmos um ponto na área gráfica e o comando vai criar uma
tabela baseada nas opções da área Column e Row Settings. Na opção Specify
Windows, temos que abrir uma janela na área gráfica e a largura da coluna e o
número de linhas serão criados de maneira automática de acordo com o tamanho da
janela aberta.

Column & Row Settings

Ajusta o número e largura de colunas, e número e altura de linhas. Após clicar ou abrir
a janela na área gráfica, basta digitar os dados da tabela e teclar TAB para alternar
facilmente de uma célula para outra. Para modificar a tabela depois de pronta, basta
dar um clique duplo na célula desejada. A largura das colunas ou altura das células
também pode ser alterada através do comando Properties. Porém, o número de linhas
e colunas não pode ser alterado. Ex: Digite 3 para Columns (Colunas) e 3 para Data
rows (fileiras de dados, linhas). Assim que definir as características da tabela clique
em OK.

Clique na área gráfica para inserir uma tabela.

Foi inserida uma tabela juntamente com ela foi aberta a janela Text Formatting
(formatação de texto). Para inserir texto dentro das células da tabela, basta dar dois
cliques dentro da célula desejada e digitar o texto desejado. O texto inserido pode ser
formatado na janela Text Formatting. Clique em OK ou em qualquer local fora da
tabela na área gráfica para confirmar.

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MULTILINE TEXT

Usado para criação de textos. Nesse caso vamos inserir um texto em uma caixa criada
com linhas. Acione o comando Multiline Text e especifique o primeiro corner (canto).

Especifique o canto oposto.

Definido o canto oposto, foi aberta a Caixa de Texto juntamente com a janela Text
Formatting para formatar o texto caso seja preciso. Digite o texto desejado dentro da
caixa de texto e clique em OK na janela Text Formatting. Também foi carregado uma
régua acima da caixa de texto para que, se precisar aumentar ob número de
caracteres na mesma linha, basta arrastar a régua para direita clicando e segurando
no símbolo do Losango.

Estilo

Fonte

Tamanho

Posição

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EXERCÍCIOS

1) Fazer o exercício abaixo usando Polyline.

2) Fazer o exercício abaixo usando Polygon.

3) Fazer o exercício abaixo usando Rectangle.

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4) Fazer os exercícios abaixo usando Line e Arc.

5) Fazer o exercício abaixo usando Line e Circle.

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6) Fazer o exercício abaixo usando Line e Spline.

7) Fazer o exercício abaixo usando Line e Elipse.

8) Inserir dois Blocos da pasta Biblioteca / Fogão, com vista Frontal e Lateral
usando Insert Block.

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9) Criar figuras geométricas, inserir hachuras e preenchimento usando Hatch e


Gradient, seguindo as informações de acordo com as figuras abaixo.

10) Desenhe a figura abaixo com Line. Depois use Region para transformar as
entidades em uma entidade só.

11) Desenhe as figuras abaixo com Rectangle, depois insira os textos seguindo as
configurações especificadas nessas figuras usando Multiline Text.

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CAPÍTULO lX
COMANDOS DE EDIÇÃO OU MODIFICAÇÃO (BARRA DE MODIFY)

ERASE

Usamos esse comando para apagar (excluir) uma entidade. Também a mesma pode
ser excluída através do comando Delete no teclado. Acione o comando Erase e
observe que na linha de comandos aparece a mensagem Select Objects (selecionar
objeto), clique no objeto desejado. Os comandos da Barra de Modify sempre entram
com essa mensagem na Linha de Comandos, Select Objets.

Selecionado o objeto desejado e observe que a linha ficou tracejada. A mensagem


Select Objects ainda continua. Essa mensagem ainda aparece porque você não
definiu se quer selecionar outros elementos. Caso queira apenas o objeto selecionado
tecle enter. O elemento será apagado da área gráfica.

COPY

Usamos esse comando para copiar os objetos. Acione o comando Copy, selecione o
objeto desejado e tecle enter.

Especifique um ponto base. O AutoCAD precisa saber de que ponto para qual outro
ponto vamos copiar os objetos. Ex: Clique no endpoint da esquerda da linha preta.

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Especifique o segundo ponto base. Ex: Clique no endpoint de cima da linha vermelha.

O comando Copy é múltiplo, na qual poderíamos copiar o mesmo objeto por várias
vezes seguidas.

Tecle enter para encerrar o comando. O objeto foi copiado para o ponto desejado.

Também podemos copiar os objetos usando valores. Basta selecionar o objeto,


confirmar com enter, definir o primeiro ponto base. Definido o primeiro ponto, direcione
o cursor para a direção desejada e digite o valor desejado e confirme com enter. Na
figura abaixo o quadrado tem 20x20 e está sendo copiado com 30 unidades para a
direita, Depois que foi definido o valor de 30 tele enter para encerrar.

Está confirmado a copia.

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MIRROR

Usamos esse comando para espelhar os objetos. Essa ferramenta é bem prática para
desenhar objetos simétricos (proporções regulares em relação ao eixo central). Acione
o comando Mirror, selecione a geometria desejada e tecle enter para confirmar.

Especifique o primeiro ponto no mirror line (linha que será o espelho). Ex: Clique no
endpoint da parte inferior da linha vermelha.

Especifique o segundo ponto no mirror line (linha que será o espelho). Ex: Clique no
endpoint da parte superior da linha vermelha.

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Apareceu a seguinte pergunta: Erase source obejects? (apagar os objetos originais).


Se apagar o objeto original ficará apenas o outro lado espelhado. Se optar por não
apagar, ficam os dois lados. Observe que próximo ao cursor aparece selecionado a
letra N. Para não apagar basta teclar enter que automaticamente estará optando por
não apagar.

Assim que teclou enter o objeto foi espelhado.

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OFFSET

Usamos esse comando para criar um deslocamento (copia do mesmo) com valor
definido ou através de uma referência. Acione o comando Offset e a mensagem que
apareceu selecionada em azul próximo ao cursor ou na linha de comandos é Through
(Através de). Nesse exemplo vamos usar um valor para o Offset. Ex: digite 10 e tecle
enter.

O cursor vai se transformar num pequeno quadrado e a mensagem passou a ser


Select Object Offset or. Selecione o objeto desejado para ser deslocado.

Selecionado o objeto a linha ficou tracejada. Posicione o cursor para direção desejada
e dê outro clique.

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Foi criado um novo objeto igual ao selecionado para a direção desejada e com o valor
que foi determinado. Caso queira criar mais objetos, selecione os objetos desejados e
clique para direção desejada.

Caso queira criar mais objetos, selecione os objetos desejados e clique para direção
desejada.

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Usando offset em Polylines (elementos criados com Rectangle, Polygon e Polylines),


esses elementos se transformam em uma entidade só. Quando usamos Offset nesses
objetos são deslocados todos os lados ao mesmo tempo. Basta selecionar a
geometria desejada e clicar para o lado desejado, seja para dentro ou para fora do
polígono.

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Uma forma bem utilizada do comando Offset é optar por Through (Através de). O
deslocamento de um objeto se dará através de um ponto de referência. Acione o
comando Offset e digite T para optar por Through. Selecione o objeto desejado.

Ex: Selecione a linha vermelha.

Clique na referência desejada.

A linha foi deslocada e copiada para o mesmo alinhamento da referência usada.

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ARRAY

Esse comando é muito prático criar múltiplas cópias de uma ou mais entidades
existentes na área gráfica. Nesse exemplo vamos criar 16 objetos a partir de 1. Acione
o comando Array, use a opção Retangular Array, pois o deslocamento terá que ser
em forma de Fileiras e Colunas. Teremos 4 Fileiras e 4 Colunas. O deslocamento
entre elas será de 10, pois a figura abaixo tem 10 de cada lado. Vamos criar outros
elementos adjacentes a partir do quadrado mais escuro, já existente na área gráfica.
Selecione o quadrado escuro, acione o comando Arras e nas caixas:

Row Digite 4 Row Offset Digite 10


Columns Digite 4 Columns Offset Digite 10

 
Fileiras Colunas

Deslocamento entre Fileiras Deslocamento entre Colunas Clique em OK

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No próximo exemplo vamos usar a opção Polar Array já que o deslocamento das
entidades será em forma de ângulo. Para selecionar os objetos, clique antes dos
elementos desejados e abra a janela para a direita. Assim que contornar a linha
horizontal mais os detalhes coloridos, clique novamente e acione o comando Array.
Clique no botão Pick Center Point e defina o centro (eixo de rotação das entidades).

 
 

Pick Center

Na caixa total nº
de itens, digite 12

Ângulo a ser
preenchido.
Mantem os 360º

Definidos os valores desejados, clique em OK, o resultado será como a figura abaixo.

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MOVE

Este comando move uma ou mais entidades de uma posição para outra. Acione o
comando Move e selecione o quadrado da esquerda para direita, depois tecle enter.

Especifique o ponto base. Clique no endpoint do lado esquerdo da base do quadrado.


Depois posicione o cursor para direita para especificar o segundo ponto. Clique no
final da linha vermelha.

Confirmado o segundo ponto, o quadrado ficará posicionado à direita da linha


vermelha.

Também podemos mover entidades através de valores. Basta selecionar o objeto


desejado, confirmar com enter, definir um ponto base, direcionar o cursor para posição
desejada, digitar o valor desejado e confirmar com enter.

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ROTATE

Usamos esse comando para rotacionar uma ou mais entidades em torno de um eixo
pré-especificado. Acione o comando Rotate e selecione a entidade desejada e
confirme com enter.

Especifique o ponto base (eixo de rotação). Posicione o cursor em direção do ângulo


desejado e dê um clique ou digite o valor do ângulo desejado e confirme com enter.
Ex: Digite 45 e tecle enter.

Após ter sido realizada a operação, o resultado ficou como mostra a figura abaixo.

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SCALE

O comando Scale aumenta ou diminui o valor numérico da escala de uma ou mais


unidades. Podendo escalar qualquer entidade, com exceção de linhas de construção e
pontos. Para aumentar um objeto usamos um número maior que 1 (um) e para
diminuir menor que 1 (um) sendo que, os números menores que 1 podem ser decimais
ou fracionários, nos formatos W ou W/Y.

Escala de ampliação

Vamos usar nesse exemplo uma escala de ampliação, Esc. 2/1. Vai aumentar em 2
vezes as dimensões dos elementos. Acione o comando Scale, selecione os objetos
desejados e confirme com enter. Especifique o ponto base. A partir desse ponto os
objetos tendem a crescer ou diminuir.

A próxima mensagem é specify scale fator (especifique o fator de escala). Ex: Digite
2 e tecle enter. O objeto aumentou em 2 vezes com relação ao seu tamanho original.

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Escala de redução

Vamos usar nesse exemplo uma escala de redução, Esc. 1/2. Vai reduzir em 2 vezes
as dimensões dos elementos. Acione o comando Scale, selecione os objetos
desejados e confirme com enter. Especifique o ponto base. A partir desse ponto os
objetos tendem a crescer ou diminuir.

A próxima mensagem é specify scale fator (especifique o fator de escala), Ex: Digite
0.5 ou 1/2 e tecle enter. O objeto diminuiu em 2 vezes com relação ao seu tamanho
original.

STRETCH

Comando usado para esticar ou encolher entidades em geral. Acione o comando


Stretch, selecione a parte desejada da direita para esquerda e confirme com enter.
Especifique um ponto base. Serão esticadas ou encolhidas apenas as entidades que
foram selecionadas parcialmente. As entidades que foram totalmente contornadas
pela janela de seleção apenas moveram de local.

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Posicione o cursor para a direção desejada, digite o valor desejado e confirme com
enter.

Depois de confirmado o valor desejado, foi esticado a parte desejada do objeto.

TRIM

Usamos Trim para aparar uma ou mais partes de um objeto em relação a uma ou
mais facas cortantes (entidades selecionadas para cortar) quando estas estão se
cruzando. Acione o comando Trim e observe que a mensagem próxima ao cursor ou
na linha de comandos é Select Objects or < Select All > (Selecionar Objetos ou
Selecionar Todos). A primeira mensagem sempre é a mensagem ativa, se clicar em
alguma entidade está optando por Select Objects. A outra opção aparece entre os
sinais de menor e maior < >. Caso queira usar a opção < Select All > que aparece
entre os sinais de < e >, tecle enter para optar pela segunda opção.

Trim Select Objects

Acione o comando Trim e selecione as linhas vermelhas como referência e tecle


enter. Nesse caso as linhas vermelhas serão os limites da aparagem. Clique nas
linhas pretas horizontais entre as duas linhas vermelhas. Observe que as linhas pretas
estão sendo aparadas entre os limites selecionados.

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Aparando varias linhas ao mesmo tempo

Basta selecionar em forma de janela. Todas as linhas pretas atingidas pela janela
verde entre as linhas vermelhas foram aparadas de uma vez só.

Trim Select All

Acione o comando Trim e tecle enter. Nesse caso optamos por Select All, (Selecionar
Todos). Todos os elementos na área gráfica agora serão limites de aparagem,
portando quando clicar em uma linha, a mesma será aparada até o próximo limite, ou
seja, um pedaço de cada vez.

EXTEND

Usamos Extend para estender linhas em direção a qualquer outra entidade. Os


parâmetros que aparecem na linha de comandos são iguais aos do comando Trim. Ou
seja, Select Objects or < Select All >. Nesse exemplo acione o comando Extend e
selecione a linha vermelha como limite da extensão e tecle enter. Clique do lado direito
das linhas pretas horizontais para que as mesmas se encontrem com a linha vermelha
(limite da extensão).

Se usar o comando Extend e teclar enter, estará optando por < Select All >,
(Selecionar Todos). Todos os elementos passaram a serem limites. Nesse caso cada
linha se estenderá sempre até a próxima linha, ou seja, próximo limite.

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BREAK AT POINT

Usamos Break at point para quebrar entidades, com exceção de círculos,


transformando-as em duas ou mais entidades. Acione o comando Break at point,
selecione o objeto desejado e especifique o ponto desejado. Observe que a linha preta
que está na parte de baixo do desenho é uma entidade só. Depois de especificado o
Break point essa mesma linha foi quebrada se transformada em duas entidades.
Nesse caso podemos selecionar uma das entidades e mudar de característica.

BREAK

Usamos Break para criar rupturas nas entidades. Acione o comando Break, selecione
o objeto desejado. Veja na segunda figura que automaticamente apareceu um sinal de
Osnap onde foi dado o primeiro clique pra selecionar o objeto. Posicione o cursor para
outra direção e clique novamente como mostra a terceira figura. Foi criada uma
ruptura no objeto entre os pontos clicados. Passamos a ter duas entidades.

JOIN

Com o comando Join podemos juntar duas ou mais entidades lineares (line, spline,
polyline, etc.) ou arcos. É importante que estas entidades estejam lineares “juntas” e
que pertençam a um mesmo tipo de entidade (line junta com line, spline com spline),
etc. Acione o comando Join, selecione os três objetos da esquerda e tecle enter. Os
três elementos se transformaram em uma entidade só. A entidade ficou com as
mesmas características do primeiro elemento selecionado. No caso a linha vermelha.

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CHAMFER

Comando usado para construir chanfros em cantos-vivos (aresta) de linhas e


polilinhas. Existem alguns métodos de criação de chanfros: O método usado com mais
frequência é Distance.

 Distance

Ajusta as dimensões de um chanfro. Um chanfro que possui um ângulo de 45º,


deverá possuir valores iguais de distância. Se não, daremos uma primeira
distância, que será usada no primeiro clique quando construímos o chanfro e
uma segunda distância usada no segundo clique.

Acione o comando Chamfer, digite D para optar por Distance. Na linha de


comandos vai pedir para especificar a distância do primeiro chanfro. Ex: Digite
10 e tecle enter. Depois vai pedir para especificar a distância do segundo
chanfro. Ex: Digite 10 e tecle enter. O cursor vai se transformar em um
quadrado. Selecione as linhas desejadas e veja o resultado.

 Polyline

Constrói chanfro em todos os cantos vivos de uma polilinha em um único


comando.

 Angle

Primeiro pede-nos a distância do chanfro e posteriormente o ângulo deste.

 Trim

Liga ou desliga a opção de trimar (cortar, apagar) a linha de canto vivo, que
servirá de base para construção do chanfro.

 Method

Ativa o método de construção distance ou angle.

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FILLET

Comando usado para criar cantos arredondados em linhas e polilinhas. Existem


alguns métodos de criação de cantos arredondados. O método usado com mais
frequência é Radius (Raio).

 Radius

Ajusta o raio de arredondamentos do comando fillet.

Acione o comando Fillet, digite R e tecle enter para optar por Radius. Digite o
valor do raio e tecle enter. Ex: 10 enter. Selecione os elementos desejados.

Também podemos fazer essas concordâncias com arcos e círculos. Basta


acionar o comando, configurar as opções desejadas e clicar nos elementos
desejados.

 Polyline

Constrói cantos arredondados em todos cantos vivos de polilinhas.

 Trim

Liga ou desliga a opção de trimar (cortar, apagar) a linha de canto vivo que
servirá de base para a construção do canto arredondado.

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EXPLODE

Usado para explodir as entidades criadas com os comandos Polyline, Rectangle,


Multiline e Polygon. A ação de explodir consiste em transformar estas entidades
únicas (várias linhas formando uma entidade) em várias entidades. No exemplo abaixo
a geometria foi criado com Rectangle. Se for selecionada, seleciona todas as linhas
ao mesmo tempo. Se usar o comando Explode, selecionar o retângulo e teclar enter,
quando for selecionar a geometria novamente, observe que passou a selecionar uma
linha de cada vez, pois agora temos várias entidades.

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EXERCÍCIOS

1) Fazer uma geometria semelhante à figura do centro e copiar a mesma pra os


cantos usando Copy.

2) Construa a metade do desenho usando Line, depois espelha a geometria


construída usando Mirror para concluir o desenho.

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3) Fazer o exercício abaixo usando Line e Offset.

4) Fazer o primeiro quadrado usando o Rectangle, depois use Array para


completar o número de fileiras e colunas.

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5) Construa o desenho abaixo usando Line e Rectangle. Gire o mesmo usando


Rotate, com ponto base no círculo vermelho e ângulo de 45º.

6) Desenhe a figura abaixo com Line, depois amplie o desenho em 2 vezes com
Scale. Assim que aumentou o desenho, reduz o mesmo 5 vezes usando Scale.

7) Estique a parte do meio do desenho que está com 40 passando a mesma para
80 usando Stretch.

8) Faça um desenho similar à figura abaixo, depois corte os cantos contornados


por círculos, deixando livre a passagem entre paredes usando Trim.

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9) Faça um desenho similar à figura abaixo, depois estende as linhas de cor azul
até encontrar com a linha vermelha usando Extend.

10) Fazer o desenho abaixo usando, Rectangle, Line e Circle. Depois use Chamfer
para criar os chanfros nos cantos.

11) Fazer o desenho abaixo usando, Line, Circle e Fillet.

CAPÍTULO X

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COMANDOS DE DIMENSÕES (BARRA - DIMENSION)

LINEAR DIMENSION

Comando usado para construir cotas lineares, ou seja, cotas horizontais e verticais.

ALIGNED DIMENSION

Comando usado para construir cotas alinhadas às entidades, como mostradas abaixo.
Usado normalmente quando a cota não for nem horizontal, nem vertical.

ARC LENGTH DIMENSION

Comando usado para cotar perímetros de arcos, não funciona em círculos.

ORDINATE DIMENSION

Professor Marco Antônio  100
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Com esse comando dimensionam-se os valores referentes à coordenada zero, ou


seja, ele mede a distância X ou Y.

RADIUS DIMENSION

Comando usado para cotar raios de arcos e círculos, bastando clicar sobre o objeto
desejado.

JOGGED DIMENSION

Comando usado para criar encurtamentos nas cotas de raios. Esses encurtamentos
são usados quando o tamanho do raio é grande, o que prejudicaria o desenho se
fizéssemos uma cota de raio a partir do centro do arco. Nesse caso cria-se um
encurtamento.

DIAMETER DIMENSION

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Comando usado para Cotar diâmetros de círculos em geral, bastando clicar sobre o
círculo.

ANGULAR DIMENSION

Comando usado para cotar ângulos entre linhas, bastando clicar sobre as duas linhas.

QUICK DIMENSION

Comando usado para criar uma série de dimensões de forma otimizada e rápida. O
comando é particularmente útil para criar cotas por linha de base ou contínuas, ou
ainda para dimensionar uma série de círculos e arcos. Basta selecionar toda
geometria, confirmar com enter, direcionar o cursor para posição de desejada e clicar.
Automaticamente será criado um grupo de cotas.

BASELINE DIMENSION

Professor Marco Antônio  102
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Comando usado para construir uma série de cotas lineares (verticais ou horizontais) a
partir de um ponto base comum inicial. A distância vertical entre cada cota é formatada
no comando Dimension Style. Lembrando que essa ferramenta só funciona se na área
gráfica tiver a primeira cota criada com Linear Dimension.

CONTINUE DIMENSION

Comando usado para construir uma série de cotas lineares paralelas continuamente.
Lembrando que essa ferramenta só funciona se na área gráfica tiver a primeira cota
criada com Linear Dimension.

MULTILEADER ou QUICK LEADER

Comando usado para cotar sem mostrar o valor real, qualquer entidade. Esse tipo de
cota, na verdade, é uma seta normalmente utilizada para indicar alguma parte do
desenho e escrever algum valor ou notação no seu texto.

TOLERANCE

Professor Marco Antônio  103
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Definem as variações máximas permitidas para uma forma ou perfil, orientação,


localização e desvios a partir da geometria exata no desenho. O AutoCAD adiciona
tolerâncias geométricas a um desenho em forma de grade de controle de
componentes.

CENTER MARK

Comando usado para desenhar linhas de centro em arcos e em círculos.

DIMENSION EDIT

Comando usado para alterar vários parâmetros do texto de uma cota. São eles:

 Home
Se um texto de uma cota estiver fora da posição (foi arrastada sem querer, por
exemplo), o subcomando Home o coloca na posição original, conforme
configuração no comando Dimension Styles.

 New
Altera o valor do texto da cota. Ao acionarmos este subcomando, irá nos
aparecer a tela do Multiline Text Edito. O valor desejado pode ser editado (o
valor real da cota não mais aparecerá se não houver o símbolo <>) e então
alterado.

 Rotate
Rotaciona o texto de uma cota. Basta fornecer o a ângulo desejado e
selecionar as cotas que serão modificadas.

 Oblique
Altera o a ângulo público (de posição) da cota.

DIMENSION TEXT EDIT

Comando usado para alterar a posição da cota e do texto no desenho.

DIMENSION UPDATE

Se algum tipo de mudança foi feita no estilo de dimensão (através do comando


Dimension Style), podemos a atualizar as cotas que já estavam feitas anteriormente,
antes da modificação. Por exemplo: se alterarmos no Dimension Style a cor do texto
da cota que estávamos desenhando anteriormente, para atualizarmos (passar as
cotas antigas para a cor atual), basta ativar o Dimension Update e selecionar as cotas
alteradas, ou para facilitar, digite All e selecione todas.

DIMENSION STYLE

Comando usado para criar e formatar estilos de dimensões visto no Capítulo VI.

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EXERCÍCIOS

1) Fazer os desenhos abaixo e depois dimensionar os mesmos usando as


ferramentas da Barra de Dimension.

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CAPÍTULO XI

COMANDOS DE ORDEM (BARRA - DRAW ORDER)

BRING TO FRONT

Usamos esse comando para trazer um objeto selecionado para frente de todos os
elementos que estão na área gráfica. No exemplo abaixo acionamos o comando Bring
to front, selecionamos a linha vermelha que está abaixo da linha preta e confirmamos
com enter. O resultado foi que a linha vermelha passou para frente.

SEND TO BACK

Usamos esse comando para levar um objeto selecionado para trás de todos os
elementos que estão na área gráfica. No exemplo abaixo acionamos o comando Send
to back, selecionamos a linha vermelha que está á frente da linha preta e
confirmamos com enter. O resultado foi que a linha vermelha passou para trás.

BRING ABOVE ABJECTS

Usamos esse comando para trazer um objeto selecionado para frente de um


determinado elemento que está na área gráfica.

SEND UNDER OBJECTS

Usamos esse comando para levar um objeto selecionado para trás de um determinado
elemento que está na área gráfica.

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CAPÍTULO XlI

OUTROS IMPORTANTES COMANDOS 

ÁREA

Usamos esse comando para calcular área de um determinado objeto. Digite Area e
tecle enter para acionar o comando Área. Especifique um primeiro ponto e continua
clicando-nos outros cantos do objeto até voltar ao ponto inicial. Clique novamente no
ponto inicial para fechar a cortina e tecle enter.

O resultado aparece próximo ao cursor


ou na linha de comandos.

Nesse exemplo como usamos um


quadrado de 10 x 10, o resultado foi:

Área 100

Perímetro 40

DISTANCE (DIST)

Usamos esse comando para visualizar distancia entre dois pontos. Digite Di e tecle
enter para acionar o comando Distance. Especifique o primeiro ponto e o segundo
ponto. Confirme com enter. O resultado aparece próximo ao cursor e na linha de
comando.

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DRAWING LIMITS

Localizado no Menu Format, este comando configura as dimensões do espaço de


trabalho, ou seja, o tamanho da folha em que iremos trabalhar. O DRAWING LIMITS
pede uma coordenada inicial, que normalmente é 0,0 (X,Y) e uma final que é o
tamanho da área de trabalho. Deixe o botão GRID ligado, para que tenhamos
referência do Limite. Acione o comando drawing limits no menu Format, drawing
limits ou digite limits e tecle enter. Na linha de comandos a coordenada inicial estará
como (0,0), tecle enter para confirmar. Digite 210, 297 para a próxima coordenada.
Estamos criando um limite do tamanho do formato A4.

DIVIDE

Usamos esse comando para dividir elementos em seguimentos iguais. Digite DIV e
tecle enter para acionar o comando Divide, selecione o objeto desejado e digite o
número de seguimentos. Automaticamente o objeto será dividido em partes iguais.

BOUNDARY

Usamos esse comando para transformar varias entidades em uma só, formando um
polígono. Observe que o primeiro desenho tem varias entidades que são selecionadas
de modo individual. Digite BO e tecle enter para acionar o comando Boundary. Clique
no botão Pick Points, clique dentro da geometria desejada como mostra a figura do
centro e tecle enter. Agora serão selecionadas todas as partes de uma vez, como
mostra a última figura. Isso porque os objetos passaram a ser uma entidade só.

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CAPÍTULO XllI

PLOTAGEM

No AutoCAD podem-se utilizar dois métodos de impressão / plotagem de desenhos. A


plotagem mais simples, através do Model Space. (somente para 2D) e através do
Paper Space (para 2D e 3D). Estaremos estudando toda a impressão através do
Model Space. Abra a janela de impressão Plot - Model através do menu File, Plot ou
no ícone da impressora na barra de Standard.

Estilo
Escolher Formato de
Impressora de Papel Plotage

Área Centraliza Ajustar Definir Orientação


de o arquivo ao Papel Escala do Arquivo
Plotagem

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De acordo com a janela anterior Plot - Model, temos então os seguintes campos:

PAGE SETUP

Podemos salvar parâmetros de impressão através deste campo. Com o botão ADD
podemos adicionar uma configuração de parâmetros atuais de impressão e salvá-la.
Deve-se fazer isto após configurar estes parâmetros.

PRINTER / PLOTTER

Local onde é selecionada a impressora / plotter e podem-se ajustar as suas


propriedades (botão properties). Deve-se anteriormente ter instalado o drive da
impressora

PAPER SIZE

Parametriza o tamanho do papel. Disponível somente os tamanhos suportados pela


impressora ou plotter selecionado.

PLOT AREA

Área específica de impressão, podendo ser:

 Display:
Imprime todo o conteúdo visível do zoom do AutoCAD no momento de ativação
do comando PLOT;

 Extents:
Imprime toda a área compreendida pelo desenho;

 Limits:
Imprime todo o Limits do desenho, definido pelo comando DRAWING LIMITS;

 Window

Abre uma janela para seleção da área a ser impressa. Ex: Clique no endpoint à
esquerda da base do formato e depois no entpoint à direita do topo do formato;

PLOT OFFSET

Posicionamento X e Y da área a ser impressa em relação à folha. O botão CENTER


THE PLOT centraliza o desenho na folha.

PLOT SCALE

Escala de impressão do desenho. A opção SCALE TO FIT cria uma escala que coloca
toda a área de impressão dentro da área imprimível da folha. A impressão pode ser
feita em mm ou polegadas. Para unidades diferentes destas, veremos uma regra mais
adiante.

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OPÇÕES AVANÇADAS DO COMANDO DE IMPRESSÃO

PLOT STYLE TABLE (Pen Assignments)

É a tabela de criação / configuração dos estilos de penas do AutoCAD. Onde


configuramos, entre outras coisas, cores e espessuras. Podemos assinalar um estilo
de impressão já existente através botão dropdown ou criar um através da opção New.
Após criarmos, podemos editar o estilo através do botão Edit. Veremos então a
seguinte janela de diálogos:

Plot Style table Editor

 Plot styles

Mostra e permite a seleção das 255 cores do AutoCAD para edição;

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 Properties

Na pasta Properties é importante ficar ligado nesses dois parâmetros:

 Color
Cor a qual será impressa mediante a cor utilizada no desenho;

 Lineweight
Espessura da linha do desenho para determinada cor;

Ainda temos nessa janela as opções Save as e Salve & Close. Salve as, salva
o seu estilo de plotagem externamente em seu computador, permitindo com
que esse estilo possa ser transportado para outro computador e possa ser
usado para impressão em outra máquina. Salve & Close, salva seu estilo de
plotagem internamente no programa, onde poderia ser usado apenas no seu
AutoCAD.

Voltaremos para a janela Plot - Model para ver as últimas funções de opções
avançadas.

SHADED VIEWPORT OPTIONS

Utilizado para “pintar” desenhos 3D. Não será abordado neste curso;

PLOT OPTIONS

Opções de “ajuste fino” da plotagem:

DRAWING ORIENTATION

Posicionamento do desenho em relação à folha. Pode ser em formato de retrato


(portrait) ou paisagem (landscape). Plot upside-down imprime de ponta-cabeça.

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EXERCÍCIO

1) Simular a Plotagem de um Formato A4 usando a opção Adobe PDF.

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

Nessa etapa vamos desenvolver um Projeto Arquitetônico simples.

1º Passo.
Desenhe a Planta Baixa de acordo com modelo abaixo.

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2º Passo.

Desenhe o Corte AB de acordo com modelo abaixo. Para ter mais facilidade, desenhe
o corte alinhado com a Planta Baixa como desenhamos na prancheta. Lembrando
que, nós abrimos mão da prancheta, mas devemos desenhar de forma alinhada como
desenhávamos usando a prancheta. Os detalhes A e B são para melhorar a visão
quanto ao telhado.

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3º Passo.

Desenhe o Corte CD de acordo com modelo abaixo. Para ter mais facilidade, desenhe
o corte alinhado com a Planta Baixa como desenhamos na prancheta. Nesse caso
devemos copiar a Planta Baixa e Rotacionar a mesma colocando o lado que
desejamos ver o corte para baixo.

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4º Passo.

Desenhe a Fachada Principal de acordo com modelo abaixo. Também devemos


desenhar a fachada alinhada com a Planta Baixa como desenhamos na prancheta.

5º Passo.

Desenhe a Fachada Lateral de acordo com modelo abaixo. Também devemos


desenhar a fachada alinhada com a Planta Baixa como desenhamos na prancheta.
Nesse caso devemos copiar a Planta Baixa e Rotacionar a mesma colocando o lado
que desejamos ver a Fachada para baixo.

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6º Passo.

Desenhe a Cobertura de acordo com modelo abaixo. Para facilitar, use o comando
Polyline, contorne a Planta Baixa, depois mova esse Polyline para o lado. Você já
estará com o contorno da cobertura pronto, faltando acrescentar os outros detalhes.
Obs.: A Cobertura tem que estar numa escala diferente da Planta Baixa, Fachadas e
Cortes. Desenhe a Cobertura da mesma forma que desenhou as outras vistas, depois
reduza a cobertura usando Scale.

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7º Passo.

Desenhe a Situação de acordo com modelo abaixo. Para facilitar, aproveite e copie o
contorno da cobertura, faltando acrescentar os outros detalhes com relação ao
terreno. Obs.: A Cobertura também tem que estar numa escala diferente da Planta
Baixa, Fachadas e Cortes. Desenhe a Cobertura da mesma forma que desenhou as
outras vistas, depois reduza a cobertura usando Scale.

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

Nessa etapa vamos desenvolver um Projeto Mecânico simples.

1º Passo. Desenhar as peças de forma individual

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2º Passo. Copiar as peças que estão prontas para fazer a montagem.

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