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26/08/2018 Sérgio Buarque de Holanda – Wikipédia, a enciclopédia livre

Sérgio Buarque de Holanda


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Sérgio Buarque de Holanda[nota 1] (São Paulo, 11 de julho de Sérgio Buarque de Hollanda
1902 — São Paulo, 24 de abril de 1982) foi um historiador brasileiro.
Foi também crítico literário, jornalista e um dos fundadores do
Partido dos Trabalhadores (PT).[1]

Era pai dos músicos Chico Buarque, Miúcha, Ana de Hollanda e


Cristina Buarque.

Índice
Biografia
Escritos mais importantes Sérgio Buarque de Holanda na redação do Diário
Carioca, em 1956.
Literatura secundária
Nascimento 11 de julho de 1902
Cinebiografia São Paulo, São Paulo
Notas Morte 24 de abril de
Referências 1982 (79 anos)
São Paulo, São Paulo
Ligações externas
Nacionalidade Brasileiro
Alma mater Universidade Federal do
Biografia Rio de Janeiro
Ocupação Historiador, jornalista,
Filho do farmacêutico pernambucano Cristóvão Buarque de crítico literário
Hollanda e da dona de casa fluminense Heloísa Gonçalves Moreira Influências
Buarque de Hollanda, Sérgio estudou em São Paulo, na Escola Lista
Caetano de Campos e no Ginásio São Bento, onde foi aluno do
Prémios Prêmio Juca Pato (1979)
Afonso d'Escragnolle Taunay. Em 1921 mudou-se com a família para
Prémio Jabuti 1980
o Rio de Janeiro, onde participou do movimento Modernista de
1922, tendo sido nomeado por Mário de Andrade e Oswald de
Magnum opus Raízes do Brasil
Andrade representante da revista Klaxon na mesma cidade.[2]
Assinatura
Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do
Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde obteve o
título de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais no ano de 1925.
Começou a trabalhar como jornalista (no Jornal do Brasil), seguindo para Berlim, como correspondente, nos anos
1929-1931.

De volta ao Brasil no começo dos anos 30, continuou a trabalhar como jornalista. Em 1936, obteve o cargo de
professor assistente da Universidade do Distrito Federal. Neste mesmo ano, casou-se com Maria Amélia de Carvalho
Cesário Alvim, com quem teria sete filhos: Sérgio, Álvaro, Maria do Carmo, além dos músicos Ana de Hollanda,
Cristina Buarque, Heloísa Maria (Miúcha) e Chico Buarque. Ainda em 1936, publicou o ensaio "Raízes do Brasil", que
foi seu primeiro trabalho de grande fôlego e que, ainda hoje, é o seu escrito mais conhecido.

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26/08/2018 Sérgio Buarque de Holanda – Wikipédia, a enciclopédia livre

Em 1936, obteve o cargo de professor assistente da Universidade do Distrito Federal, incorporada depois na Faculdade
Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual UFRJ, não se confundindo com a Universidade do Distrito
Federal criada posteriormente e que deu origem a UEG e depois a UERJ. Em 1939, extinta a Universidade do Distrito
Federal, passou a trabalhar na burocracia federal. Em 1941, passou uma longa temporada como visiting scholar em
diversas universidades dos Estados Unidos.

Reuniu, no volume intitulado "Cobra de Vidro", em 1944, uma série de artigos e ensaios que anteriormente publicara
nos meios de imprensa. Publicou, em 1945 e 1957, respectivamente, "Monções" e "Caminhos e Fronteiras", que
consistem em coletâneas de textos sobre a expansão oeste da colonização da América Portuguesa entre os séculos XVII
e XVIII.

Em 1946, voltou a residir em São Paulo, para assumir a direção do Museu Paulista, que ocuparia até 1956, sucedendo
então ao seu antigo professor escolar Afonso Taunay. Em 1948, passou a lecionar na Escola de Sociologia e Política de
São Paulo, na cátedra de História Econômica do Brasil, em substituição a Roberto Simonsen.

Viveu na Itália entre 1953 e 1955, onde esteve a cargo da cátedra de estudos brasileiros da Universidade de Roma. Em
1958, assumiu a cadeira de "História da Civilização Brasileira", agora na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas da Universidade de São Paulo. O concurso para esta vaga motivou-o a escrever "Visão do Paraíso", livro que
publicou em 1959, no qual analisa aspectos do imaginário europeu à época da conquista do continente americano.
Ainda em 1958, ingressou na Academia Paulista de Letras e recebeu o "Prêmio Edgar Cavalheiro", do Instituto
Nacional do Livro, por "Caminhos e Fronteiras".

A partir de 1960, passou a coordenar o projeto da "História Geral da Civilização Brasileira", para o qual contribuiu
também com uma série de artigos. Em 1962, assumiu a presidência do recém-fundado Instituto de Estudos Brasileiros
da Universidade de São Paulo. Entre 1963 e 1967, foi professor convidado em universidades no Chile e nos Estados
Unidos participou de missões culturais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura em
Costa Rica e Peru. Em 1969, num protesto contra a aposentadoria compulsória de colegas da Universidade de São
Paulo pelo então vigente regime militar, decidiu encerrar a sua carreira docente.

No contexto da "História Geral da Civilização Brasileira", publicou, em 1972, "Do Império à República", texto que, a
princípio, fora concebido como um simples artigo para a coletânea, mas que, com o decurso da pesquisa, acabou por
ser ampliado num volume independente. Trata-se de um trabalho de história política que aborda a crise do império
brasileiro no final do século XIX, explicando-a como resultante da corrosão do mecanismo fundamental de
sustentação deste regime: o poder pessoal do imperador.

Permaneceu intelectualmente ativo até 1982, tendo ainda, neste último decênio, publicado diversos textos. De 1975 é o
volume "Vale do Paraíba - Velhas Fazendas" e de 1979, a coletânea "Tentativas de Mitologia". Nestes últimos anos,
trabalhou também na reelaboração do texto de "Do Império à República" - que não chegou a concluir.

Recebeu em 1980 tanto o Prêmio Juca Pato, da União Brasileira de Escritores, quanto o Prêmio Jabuti de Literatura,
da Câmara Brasileira do Livro.

Também em 1980, participou da cerimônia de fundação do Partido dos Trabalhadores, recebendo a terceira carteira
de filiação do partido, após Mário Pedrosa e Antonio Candido.[3]. Por conta de sua participação no PT e na condição
de intelectual destacado é que o centro de documentação e memória da Fundação Perseu Abramo (fundação de apoio
partidária instituída pelo PT em 1996), recebe seu nome: Centro Sérgio Buarque de Holanda: Documentação e
Memória Política.

Morreu em São Paulo, vítima de complicações pulmonares, em 24 de abril de 1982.[4]

Seus escritos representam uma importante contribuição ao conhecimento da história nacional, e segundo Voltaire
Schilling ele é considerado um dos principais intelectuais brasileiros do século XX.[5] Existe um Navio Batizado em
homenagem à seu nome, que foi construido em 2012 [1] (http://www.transpetro.com.br/pt_br/imprensa/noticias/tra

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Escritos mais importantes


(por ano da 1. ed.)

Raízes do Brasil. Rio de Janeiro, 1936.


Cobra de Vidro. São Paulo, 1944.
Monções. Rio de Janeiro, 1945.
Expansão Paulista em Fins do Século XVI e Princípio do Século XVII.
São Paulo, 1948.
Caminhos e Fronteiras. Rio de Janeiro, 1957.
Visão do Paraíso. Os motivos edênicos no descobrimento e
colonização do Brasil. São Paulo, 1959.
História Geral da Civilização Brasileira (em coautoria). 1961.
Do Império à República. São Paulo, 1972. (História Geral da
Civilização Brasileira, Tomo II, vol. 5).
Tentativas de Mitologia. São Paulo, 1979.
Sergio Buarque de Hollanda: História (org. Maria Odila Leite Dias).
São Paulo, 1985. (coletânea de textos)
O Extremo Oeste (obra póstuma). São Paulo, 1986.
Raízes de Sérgio Buarque de Holanda (org. Francisco de Assis
Barbosa). Rio de Janeiro, 1988. (coletânea de textos)
História Geral da Civilização
Capítulos de literatura colonial (org. Antonio Candido). São Paulo,
1991. (coletânea de textos) Brasileira, organizada por Sergio
Buarque de Holanda, Pedro Moacyr
O espírito e a letra (org. Antonio Arnoni do Prado) - 2 vols.. São
Paulo, 1996. (coletânea de textos) Campos e Boris Fausto, exposta em
Livro dos Prefácios. São Paulo, 1996. (coletânia de prefácios escritos uma biblioteca pública.
pelo autor).
Para uma nova história - Sérgio Buarque de Holanda (org. Marcos Costa). São Paulo, 2004. (coletânea de
textos, publicados, quase todos, em jornais de notícias).
Escritos coligidos - 1920-1979 (org. Marcos Costa) - 2 vols.. São Paulo, 2011. (coletânea de textos).

Literatura secundária
ASSIS, Arthur. A teoria da história como hermenêutica da historiografia. Uma interpretação de 'Do Império à
República', de Sérgio Buarque de Holanda (https://www.academia.edu/4914679/A_teoria_da_hist%C3%B3ria_co
mo_hermen%C3%AAutica_da_historiografia_uma_interpreta%C3%A7%C3%A3o_de_Do_Imp%C3%A9rio_%C
3%A0_Rep%C3%BAblica_de_S.B._de_Holanda_Historical_theory_as_historiographys_hermeneutics_an_interpr
etation_of_From_the_Empire_to_the_Republic_by_S.B._de_Holanda_bilingual_edition_en_pt_2010_). Revista
Brasileira de História, v. 30, n. 59, pp. 91–120, 2010.
CANDIDO, Antônio (org.). Sérgio Buarque e o Brasil. São Paulo, 1998.
DIAS, Maria Odila. Sergio Buarque na USP. Revista de Estudos Avançados, n. 22, 1994. [2] (http://www.scielo.br/
scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141994000300033)
FRANÇOSO, Mariana. Um outro olhar: a etnologia alemã na obra de Sérgio Buarque de Holanda. Campinas,
2004. [3] (http://www.ifch.unicamp.br/ihb/estudos/UmOutroOlhar.pdf)
IGLÉSIAS, Francisco. Sérgio Buarque de Hollanda, historiador. In: Vários autores. Sérgio Buarque de Holanda:
3º Colóquio UERJ. Rio de Janeiro, 1992, p. 9-53.
MONTEIRO, Pedro M. A Queda do Aventureiro: aventura, cordialidade e os novos tempos em Raízes do Brasil.
Campinas, 1999.
NICODEMO, Thiago Lima. Urdidura do Vivido. Visão do Paraíso e a obra de Sérgio Buarque nos anos 1950.
Prefácio de Laura de Mello e Souza. São Paulo, EDUSP, 2008.
ROCHA, João Cezar de Castro. Literatura e cordialidade. O público e o privado na cultura brasileira. Rio de
Janeiro, 1998.
WEGNER, Robert. A conquista do oeste. A fronteira na obra de Sergio Buarque de Hollanda. Belo Horizonte,
2002.

Cinebiografia
https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_Buarque_de_Holanda 3/4
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DOS SANTOS, Nelson Pereira (dir.). Raízes do Brasil – Uma cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda. 2
Partes. 2001.

Notas
1. Pela grafia arcaica, Sergio Buarque de Hollanda.

Referências
1. Página acessada em 29 de outubro de 2015. (http://educacao.uol.com.br/biografias/sergio-buarque-de-holanda.ht
m.)
2. Página acessada em 29 de outubro de 2015. (http://educacao.uol.com.br/biografias/sergio-buarque-de-holanda.ht
m.)
3. OGASSAWARA, Juliana Sayuri. "Onde estão os intelectuais brasileiros" (http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/
EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=6979). Revista Fórum. São Paulo: Editora Publisher, maio de 2009. Página
20.
4. Revista Veja, edição 713, página 124, 5 de maio de 1982. (http://veja.abril.com.br/acervo/home.aspx.)
5. Schilling, Voltaire. "Sérgio Buarque, o explicador do Brasil" (http://educaterra.terra.com.br/voltaire/brasil/2002/07/0
3/001.htm). Educa Terra.

Ligações externas
Sítio comemorativo ao centenário de nascimento de Sérgio Buarque de Holanda (http://www.unicamp.br/siarq/sb
h/)
Textos de Sérgio Buarque de Holanda arquivados no banco de dados da Folha de S.Paulo (http://almanaque.folh
a.uol.com.br/sergiobuarque.htm)
A vida e a obra de Sérgio Buarque de Holanda por Ana L.O.D. Ferreira (http://www.ensayistas.org/filosofos/brasil/
holanda/)
Análise do pensamento de Sérgio Buarque em Raízes do Brasil e G Freyre em Casa Grande & Senzala, Karoline
Biscardi Santos (http://revistatempodeconquista.com.br/documents/RTC2/KAROLINEBISCARDI1.pdf)
Raízes do Brasil: uma interlocução entre Simmel, Weber e Sérgio Buarque, Edilaine Custódio Ferreira (http://ww
w.urutagua.uem.br/005/11his_ferreira.pdf)
História Cultural de Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Hollanda e os novos rumos da historiografia brasileira,
Cavalcante Junior, I. G. Silva, M. Do R. de F. V. da Costa, R. da S (http://fap.com.br/fapciencia/006/edicao_2010/
006.pdf)
Vertentes democráticas em Gilberto Freyre e Sérgio Buarque, Valeriano Mendes Ferreira Costa (http://www.sciel
o.br/scielo.php?pid=S0102-64451992000200008&script=sci_arttext)
Sérgio Buarque de Holanda: Visão do Paraíso, Luiz Costa Lima, USP (http://www.usp.br/revistausp/53/04-luizcos
talima.pdf)

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