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IGREJA PRESBITERIANA EM MUTUÁ P á g i n a | 1

Lição 02 – Amai-vos Uns Aos Outros


Rua Rodrigo de Carvalho, nº 215 – Mutuá - São Gonçalo/RJ
CEP: 24.460-440

Pastor: Rev. André Arêa

LEITURA DIÁRIA
Segunda O Amor Eterno...............................Oséias 11
TEXTO Terça O Dom Mais Excelente....................1ª Coríntios 13
BÁSICO Quarta Deus é Amor...................................1ª João 4.7-20
Quinta Amor Fraternal...............................1ª Tessalonicenses 4.9-12
João 15.12 Sexta A Prática do Amor...........................1ª Pedro 3.8-12
e 13.34-35 Sábado O Novo Mandamento......................1ª João 2.7-11
Domingo Amor aos Irmãos..............................1 ª João 3.11-24

OBJETIVO DA LIÇÃO
Reconhecer o valor da prática do amor fraternal.

INTRODUÇÃO
Na última noite que Jesus passou com os seus discípulos, antes de ser preso, julgado e morto, Ele deu
aos discípulos um importante mandamento: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns
aos outros, assim como eu vos amei. (Jo 15.12).
Este mandamento aparece de forma mais ampla em outros textos: Rm 12.9-10; 13.8-10; Gl 5.14; 1
Ts 3.12; 4.9-10; Tg 2.8; 1 Pe 1.22; 3.8; 1 Jo 3.11,23; 4.7, 11-12, 21; 2 Jo 1.5-6.
Quatro observações importantes acerca deste mandamento:
1º. O amor aos irmãos não é uma opção para o discípulo de Jesus, mas uma ordem a ser
obedecida;
2º. O amar uns aos outros é um mandamento coletivo, ou seja, para todos os discípulos de Jesus;
3º. O referencial ou a natureza deste amor é o amor de Cristo, assim como Ele
nos amou;
4º. O amor é o cartão de identificação do cristão (Jo 13.35).
A lição de hoje é sobre o mandamento do amor mútuo.

1. Amar é Uma Ordem


Jesus diz: “o meu mandamento é este...” A palavra mandamento tem o peso ou a força de uma lei.
É uma ordem divina! (Lv 19.18). Amar, para o cristão, não é uma opção ou um sentimento. Toda pessoa
que crê no Senhor Jesus Cristo, tem a obrigação de amar a todos os outros que também nEle creem. Não
amar o irmão é desobedecer ao mandamento de Jesus. É pecar por ação e por omissão (Tg 4.17).
Jesus já havia ensinado que a Lei e os Profetas se cumpriam pelo amor (Mt 22.34-40). O amor cumpre
a Lei, porque resume os mandamentos de Deus e motiva a obediência a eles. Paulo declara que o
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cumprimento da lei é o amor (Rm 13.8-10). Agostinho disse certa vez: “ame ao Senhor e faça o que você
quiser.”
Em João 13.34, Jesus fala em “novo mandamento” (1 Ts 4.9; 1 Jo 2.8). Não existe nada de novo
neste mandamento, pois o mandamento de amar é antigo (Lv 19.18). O que há de novo é a mudança de
“próximo” para “uns aos outros”. Lowell Bailey declara: “Antes que Deus se revelasse plenamente em
Jesus Cristo, o amor talvez consistisse principalmente em evitar qualquer ação prejudicial ao próximo
(Êx 20.13-17). Mas agora, o amor tem um padrão que é novo, porque é mais alto. O discípulo deve
procurar - ativamente - oportunidades para fazer o bem aos outros, e de modo especial aos cristãos,
assim como Jesus tomou a iniciativa de fazer o bem a nós.”

2. Amar é Uma Ordem Para Todos


Todos que são de Jesus têm a obrigação de amar. A nossa expectativa natural é exigir sempre o amor
dos outros. Queremos ser amados, respeitados, considerados e cobramos a atenção do outro. Mas, Jesus
diz: “que vos ameis uns aos outros.”
Paulo recomenda aos cristãos de Roma: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor
fraternal” (Rm 12.10). O termo grego “Philadelphia”, significa “amor fraternal” (philos = amor +
adelphos = irmão). Paulo compara o amor entre os cristãos ao amor de uma família. O termo “irmão” ou
“irmãos” (adelphos), aparece cerca de 220 vezes no Novo Testamento. O seu sentido literal é “do mesmo
ventre”. Todos aqueles que nasceram espiritualmente em Jesus Cristo, fazem parte da família de Deus (Ef
2.19).

3. A Mutualidade é a Base do Ministério da Igreja


Ao estabelecer o mandamento do amor mútuo entre os membros da Sua família, Jesus nos dá um
referencial de amor: “assim como eu vos amei.” E como foi que Jesus nos amou?
Jesus nos amou com o amor “ágape”, amor divino e sobrenatural. Este tipo de amor é impossível à
natureza humana. Jesus nos ordena amar, mas junto com a ordem vem a capacidade de obediência: “Porque
o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi outorgado” (Rm 5.5).
Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.10).
Jesus manifestou “ágape” - esse perfeito amor para conosco - de muitas maneiras. Considere os
seguintes exemplos:
✓ Tornando-se servo, a nosso favor (Fp 2.7);
✓ dando-se a Si mesmo por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade (Tt 2.14);
✓ levando em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro (1 Pe 2.24; Rm 5.6);
✓ dando a própria vida por nós (Jo 10.11);
✓ fazendo constante intercessão por nós (Hb 7.25);
✓ compadecendo-se das nossas fraquezas (Hb 4.15);
✓ socorrendo-nos ao sermos tentados (Hb 2.18);
✓ exercendo paciência para com os nossos pecados (2 Pe 3.9);
✓ perdoando-nos os pecados (1 Jo 1.9);
✓ purificando-nos de toda injustiça (1 Jo 1.9);
✓ dando-nos plenitude de vida (Jo 10.10);
✓ preparando-nos um lugar para estarmos com Ele (Jo 14.2).
Concluo dizendo que amor de Jesus por nós não foi algo teórico, mas prático. O verdadeiro amor
transforma palavras em ação. João recomenda: “Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em
ação e em verdade” (1 Jo 3.18).
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4. Amar é o Registro de Identidade do Cristão


Deus é amor. E todo aquele que é nascido de Deus, pratica o amor (1 Jo 4.7- 8). O RG (registro de
identidade) do cristão é o amor (1 Jo 2.7-11). O apóstolo João também deu grande importância a este
mandamento, quando disse que o homem que não ama ao seu irmão, também não ama ao Pai. Se alguém
afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem
vê, não pode amar a Deus, a quem não vê (1 Jo 4.20).
Jesus fala que os seus verdadeiros discípulos seriam identificados pela prática do amor: “Novo
mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis
uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sais meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo
13.34-35).

PARA PENSAR E PRATICAR

PONTOS PARA DISCUTIR


1. O que é a comunhão cristã?
2. Qual a relação entre a comunhão e a mutualidade?
3. Qual a importância da mutualidade para a vida de uma igreja?