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Histórico de Drenagem Linfática Manual Vodder

Histórico da Drenagem Linfática – 1936

(Emil Vodder / 1896-1996)


(Albert Leduc – 1969)

INTRODUÇÃO:

1 - Método – VODDER
2 – Sistema Imunológico – Sistema Linfático
3 – Elementos da Drenagem Linfática:
a)Linfa
b)Capilares linfáticos
c)Nodos (gânglios) linfáticos
d)Movimento da linfa
e)Estiramento e contração
f)Pressão externa e interna
g)Ação manipuladora
h)Ação reflexa
i)Peristaltismo
j)Sucção
k)Pressão
l)Direção (trajeto) – condução
m)Velocidade
n)Tempo-benefício
o)Indicações e contra-indicações
p)Manobras
q)Conclusão final

Histórico da Drenagem Linfática Manual

Dr. Emil Vodder nasceu na Dinamarca em 20 de fevereiro de 1886. Estudou quatro anos de
medicina, sociologia e fez doutorado de filosofia na faculdade de Filosofia e Letras de
Bruxelas em 1928.

Na década de 30 Astrid e Emil Vodder começaram a aplicar o método da drenagem


linfática manual em seus pacientes que, apresentavam sintomas de sinusite, faringite, renite,
amidalite e outras patologias. Os pacientes encontravam-se com os gânglios do pescoço
inchados e duros. De forma intuitiva Dr. Vodder massageou os gânglios resultando na
melhora da patologia.

Em setembro de 1936 em Paris no Congresso Santé et Beauté o método foi apresentado


para um público de Esteticistas.

Dr. Emil Vodder(1886 – 1986) atribuía à linfa a função de nutrição e regeneração dos
tecidos do corpo.

O método da Drenagem Linfática Manual Vodder foi difundindo pela Europa conseguindo
muitos adeptos da técnica.

Posteriormente investigadores científicos atribuíram a função linfática ao transporte de


resíduo, promovendo intercâmbio entre o sistema sangüíneo e linfático, através dos
capilares no nível da microcirculação pelo fenômeno de osmose.

Albert Leduc conheceu Emil Vodder em 1969 em Genebra/Switzerlant e freqüentou o


curso promovido por Astrid e Emil Vodder em Bruxelas/Bélgica.

Albert Leduc ficou curioso pelo assunto abordado no curso, porém achou um pouco
empírico sem bases científicas e fundamentação de pesquisas clínicas e apoio acadêmico.
Leduc Doutor Instrutor Físico (Physique Docteur Agrege = PhD) da Universidade de
Bruxelas (Universite Libre de Bruxelles), passou a estudar o método.

Em 1970 Dr. Vodder observou de perto as pesquisas e experiências da técnica da drenagem


linfática manual, Leduc publicou teses em 1973 e 1974 sobre Lymphology. A técnica
progrediu em Bruxelas baseada nos resultados da pesquisa científica.

A população em 1984 foi utilizada na pesquisa dentro da Universidade, pessoas saudáveis e


com patologias serviram de parâmetros na defesa da tese da drenagem linfática manual –
Método Leduc.

O Método Leduc utilizou-se da limphoscintigraphya, para observar as variações do fluxo de


proteínas marcadas no sistema linfático, utilizando técnicas de drenagem linfática manual,
bandagens e vários dispositivos intermitentes da compressão.

Bibliografia:
Depoimento do Profº Albert Leduc traduzido por: Anne Marie Vaillant – Newman
Serviço Nuclear da Medicina - CHJ Brascops Bruxelas-Bélgica.
Asociación Para La Promoción Del Linfodrenaje Manual Vodder
www.vodder.com

SISTEMA IMUNOLÓGICO

O sistema imunológico continuamente supervisiona o organismo humano, quando


identifica alguma alteração e aciona os mecanismos de defesas necessários.
A resposta imune não somente resiste à invasão por microrganismos infecciosos, mas
também funciona na identificação e destruição de qualquer coisa que possa ser descrita
como não própria, incluindo órgãos transplantados e células malignas.

Existem dois sistemas imunes:

1 – Sistema de células B – a resposta é mediada por proteínas chamadas anticorpos.

2 – Sistema de células T – a resposta é mediada por células especializadas.

A primeira resposta é chamada imunidade humoral e a segunda imunidade celular ou


mediada por células. O sistema de célula B é mais eficiente contra infecções bacterianas
agudas, tais como aquelas causadas por estreptococos, pneumococos, alguns bacilos da
influenza e meningococos e contra infecções virais. O sistema de célula T é mais ativo no
combate a vírus, fungos, e bactérias causadores de infecções crônicas, tal como tuberculose.
A imunidade mediada contra células é também especialmente ativa, contra células malignas
e órgãos transplantados.

Os linfócitos B e T tem uma célula –mãe – comum célula primitiva da medula óssea
vermelha. A diferenciação da célula T, isto é, a transformação de células precursoras em
células T maduras é realizada no timo. Ocorre durante o desenvolvimento embriológico e
na primeira infância. O local de diferenciação da célula B é desconhecido em humanos,
porém presume-se que ocorra no equivalente à bolsa de Fabricius - célula B dos pássaros
As células B e T são encontradas na linfa em variadas regiões, tecido linfóide difuso,
especialmente nos tratos digestivos e respiratórios. Os linfócitos estão presente em maior
número nos linfonodos. O papel do Timo na imunidade termina quando a maturação de
células T é completada.

Agentes que desencadeiam a resposta imune: Antígenos – são grandes moléculas


semelhantes aos polissacarídeos e as moléculas, geralmente componentes da superfície de
substâncias estranhas. Os antígenos provocam a mesma resposta em células B e T, divisão
celular rápida com a formação de clones distintos ( colônia de células que surgem a partir
de uma única célula mãe) no tecido linfóide.

(Stanley,Clarice e Walter 1978)

SISTEMA LINFÁTICO

O sistema linfático é responsável pela remoção das proteínas plasmáticas e do excesso de


líquidos extravasados dos capilares sangüíneos para o espaço tecidual, além das toxinas
liberadas pelo metabolismo celular. Sua função é devolver ao sistema sangüíneo as
proteínas plasmáticas, filtrar a linfa de microrganismos, através dos gânglios linfáticos e
direcionar as toxinas para serem eliminadas pelos órgãos excretores. É fundamental para
manter o equilíbrio osmótico adequado para a realização de trocas metabólicas.

LINFA
Líquido intersticial considerada similar ao plasma sangüíneo, proveniente do trânsito
realizado, através das paredes dos capilares sangüíneos. Circula pelos vasos linfáticos,
mistura-se no sangue no nível da união da veia jugular interna com a veia subclávia
esquerda em nível da confluência das veias subclávia e jugular interna direita. Sua
composição é similar ao plasma, variando de acordo com a procedência. Composta de
produtos do catabolismo celular e intersticial, às vezes hemácias, microrganismos vivos,
linfócitos, gases (CO2 e O2), células, gorduras e proteínas em diferentes quantidades,
dependo da região do organismo.

A linfa altera sua cor à medida que vai subindo via membros inferiores, na região
abdominal mistura-se com o quimo intestinal, aumentando sua quantidade de gordura e
mudando de coloração.

O quimo é um líquido de cor esbranquiçada (leitosa), resultante da transformação dos


alimentos na última fase da digestão nos intestinos, constituindo uma fina emulsão de
gotículas de gordura, inodoro ou possuindo um leve odor dos alimentos ingeridos, de
reação alcalina, estéril e bacteriostático. Predominam os glóbulos brancos, sobre os
linfócitos e possui pequena quantidade de plaquetas e hemácias.

A linfa contém fibriogênio e protombina, é capaz de coagular, ainda que com maior
lentidão que o sangue, carecendo de substâncias tromboplásticas de origem plaquetária.
Produz a coagulação intravascular, quando a linfa entra em contato com células necrosadas
ou quando coexistem as estases linfáticas e uma infecção bacteriana. O trombo linfático
provoca uma vasodilatação dos capilares sangüíneo circulantes, que é característica da
trombose infecciosa intracelular, dando lugar a uma congestão em forma linear das
linfagites tronculares ou extensa placa na erisipela.

CAPILARES LINFÁTICOS

As paredes dos capilares linfáticos são formadas por células endoteliais, sobrepostas em
forma de escamas, o que possibilita a formação de inúmeras válvulas. Suas extremidades
são afuniladas semelhantes a dedos de luvas. As válvulas se abrem devido à pressão
exercida pelas proteínas no interstício. O aumento do conteúdo da linfa dentro dos capilares
provoca distensão dos mesmos e fechamento das válvulas. Estes pequenos vasos recolhem
a linfa por osmose.

Os capilares linfáticos formam redes interligadas. O aumento considerável de líquido


intersticial pode obstruir os capilares, o que é contornado pela sua grande capacidade de
regeneração.

A filtração dos capilares de um indivíduo de 75Kg, em repouso é de 20 litros nas 24 horas.


Deste volume, 80% a 90% (16 a 18 litros) são reabsorvidos pelos capilares venosos.

O linfedema, obstrução generalizada dos vasos linfáticos provoca alterações nos vasos,
ocasionada pela celulite (lipodistrofia ginóide), erisipela, estase venosa crônica e lesão
tecidual local.
A drenagem linfática natural inadequada pode levar a um acúmulo excessivo de líquido no
espaço intersticial, uma condição chamada edema. Alguns linfedemas (edemas resultantes
de drenagem linfática deficiente) podem causar grandes deformidades. Um exemplo é a
elefantíase, um linfedema específico resultante de bloqueio dos vasos linfáticos; o bloqueio
segue a invasão por parasita nematódeo (filaria).

NODOS, LINFONODOS OU GÂNGLIOS LINFÁTICOS

São formações que se dispõem ao longo dos vasos do sistema linfático, existem
aproximadamente 600 a 700 nodos no organismo, com tamanhos variados, desde uma
cabeça de alfinete até de uma azeitona, agrupados em cadeias no corpo. As principais
cadeias são: cervical, axilar, fossa oli-craniana, ducto torácico, pré-aórtico, inguinal e
losango poplíteo. Tem por função purificar a linfa, formar linfócitos, também aprisiona
agentes patogênicos ou células estranhas (processo pode formar ínguas) e são verdadeiros
laboratórios produzindo defesas na forma de linfócitos e anti-corpos.

Os germes e resíduos sólidos são destruídos pelas células dos gânglios. Os nodos exercem
função protetora ao reterem temporariamente células cancerosas.

Os gânglios possuem em seu interior septos conjuntivos que os dividem em lobos, porção
cortical localizada na periferia como uma casca e porção medular que fica centralizada em
seu interior.

Os vasos aferentes entram no interior do gânglio, são mais numerosos e finos do que os que
saem (vasos eferentes). A linfa ao chegar ao gânglio percorre os seios linfáticos, cavidades
preenchidas por fibras reticulares, que retiram as impurezas e adicionam a linfa os
linfócitos recém produzidos no linfonodo.

Os gânglios participam na defesa imunológica, através da resposta humoral (produção de


anticorpos, ativação do sistema complemento e ativação do sistema anafilático) e da
resposta célula mediadora (produção e liberação de linfócitos pelo tecido linfóide).

MOVIMENTO DA LINFA

O trajeto da linfa é realizado de forma lenta se comparado com o sangue, seu trânsito
venoso realiza-se como conseqüência de diversos fatores:

1 – pressão do líquido intersticial


2 – pressão da linfa neoformada (bomba linfática)
3 – contrações segmentares
4 – contrações da cisterna
5 – pressão abdomino-diafragmática que muda a pressão do conduto torácico
6 – efeito da bomba de sucção da jugular
7 – bomba muscular
8 - pulsão das artérias

Quando um vaso linfático é distendido por excesso de linfa e incha, contrai


automaticamente, o que provoca abertura da válvula e favorece o trajeto da linfa.

MECANISMOS DE AÇÃO

O estiramento e a contração do segmento de um vaso linfático entre duas válvulas.

A formação da linfa nova por pressão interna ou externa nos interstícios celulares empurra
a linfa anterior para frente.

A ação reflexa ao batimento dos vasos sangüíneo os vasos linfáticos aproximam-se da


superfície dos vasos sangüíneos para a percepção destes batimentos.

Peristaltismo intestinal sobre os vasos linfáticos promovendo ação na região abdominal.

A sucção formada pelos movimentos respiratórios sobre a linfa depositada na Cisterna de


Quilo, situada junto à coluna vertebral e abaixo do diafragma, atuando na movimentação da
linfa proveniente dos membros inferiores, pelve e abdome.

Analisando os mecanismos de movimentação da linfa, verifica-se que, a formação da linfa


nova, a ação massageadora dos músculos sobre os vasos, o reflexo dos batimentos dos
vasos sanguíneos sobre os vasos linfáticos e a sucção promovida pelos movimentos
respiratórios mantêm uma relação entre si. A aceleração da atividade metabólica
intracelular forma as macro-moléculas, ocorrendo pressão interna (osmose). A pressão
externa ocorre da manipulação (espremer) do tecido cutâneo, promovendo a abertura das
vias linfáticas, os demais mecanismos responsáveis pela movimentação da linfa também
aumentam proporcionalmente.

DIREÇÃO (TRAJETO) CONDUÇÃO

A linfa que vem ao coração procede de todas as partes do corpo, desde as mais profundas as
periféricas (camadas da pele e tecido adiposo). Na drenagem linfática manual procura-se
atuar nos tecidos mais periféricos forçando, por pressão, seus líquidos, intracelular e
intersticial, ao tornarem-se linfa acabaram impulsionando a linfa dos vasos mais profundos.
Sendo assim, a drenagem deverá de ser "suave" o suficiente para não interferir no tecido
muscular e sistema venoso, mas com pressão suficiente para manipular os líquidos dos
tecidos superficiais, espremendo-os para que se forme linfa que será recolhida pelos
capilares e conduzida para os vasos profundos. Observem que a linfa formada pela pressão
nos tecidos superficiais é recolhida e levada para os vasos mais profundos. Isto significa
que a direção da linfa superficial é a de "aprofundamento". Se considerarmos as vias
linfáticas como componentes da circulação de retorno usadas para "esvaziar" o interstício
celular de "macro-moléculas" que não conseguiram sair pelas vênulas, deveríamos fazê-la
no sentido de colaborar com esta circulação.

VELOCIDADE E REABSORÇÃO

Os capilares linfáticos e sangüíneos recuperam a água localizada nos tecidos e espaços


intersticiais. A maior parte que sai dos capilares arteriais circula entre as células e
finalmente volta aos capilares venosos, mas a décima parte do líquido penetra nos capilares
linfáticos.

Velocidade deve ser lenta, porém, há ocasiões em que a linfa se movimenta com maior
rapidez (uma pessoa em atividade física deve processar mais linfa do que em repouso).

A drenagem lenta pode apresentar benefícios secundários. Emil Vodder, precursor da


drenagem linfática manual, salientava que a lentidão provocava uma "indução ao estado”
Parassimpático “do SNA (Sistema Nervoso Autônomo), que é o estado propício para a
recuperação e o tratamento do STRESS”.

O capilar sangüíneo é pouco permeável ou impermeável para as proteínas. Já o capilar


linfático, por constar tanto de pequenos como de grandes espaços intercelulares pode,
através destes últimos, reabsorver as macromoléculas (proteínas) que circulam pelo espaço
intersticial, de modo que mediante este aumento proveniente de sua elasticidade seja
bloqueada a luz, permitindo em certas ocasiões devolver o líquido ao espaço intersticial.

MANOBRAS

Rotação
Bombeamento
Efleuragem
Concha
Passo de ganso
Rotação em fuso

A rotação nasce no cotovelo, as mãos abertas e os dedos acomodados na pele o ombro


acompanha a manobra. Na direção do fluxo linfático a pressão do movimento aumenta e no
término do círculo a pressão diminui.

Pinçar a pele com o dedo polegar e os quatro dedos restantes. O movimento nasce no
punho, os dedos permanecem relaxados sobre a pele. O deslocamento acontece em
movimentos elípticos.

Deslizamento em deslocamento da pele, movimento de supinação (mãos e dedos).

A mão realiza um movimento rotativo, os dedos ficam estendidos e a pressão é realizada na


ponta do dedo indicador, movimento semelhante ao do saca-rolha.
O movimento nasce do punho, o dedo polegar comanda o deslizamento em deslocação dos
dedos restantes e região palmar.

Movimento em espiral, a pressão aumenta gradativamente no dedo indicador em direção ao


dedo mínimo, a palma das mãos acompanham o movimento (semelhança com um
parafuso).

CARACTERÍSTICAS DAS MANOBRAS

Pressão – deve ser zero do início no final, aumentando e diminuindo gradativamente.

Ritmo – deve ser monótono (lento), cada círculo deve completa-se em um minuto
totalizando cinco movimentos no mesmo local.

Repetição – repete-se 3 vezes a seqüência que constitui o trajeto.


Ponto de partida – pescoço e ângulo venoso.

OBS: Realizar a manobra na região proximal, passando após seu término integral para a
região distal.

TEMPO-BENEFÍCIO

Atuação de maneira minuciosa, no tecido cutâneo onde estão as glândulas sudoríparas que
tem por função, além de resfriar o corpo, livrá-lo de impurezas, as manobras de pressão
fazem com que estas impurezas que sairiam na forma de sudorese retornem à circulação,
primeiro linfática e depois sangüínea.

Os benefícios da drenagem linfática manual de acordo com Dr. Vodder promovem a


produção e movimentação da linfa, drenando líquido e macro-moléculas do interstício
celular, proporcionando a absorção de edemas. Isto causa uma falta de comunicação entre
os órgãos, o sistema nervoso e o glandular endócrino. A drenagem linfática manual faz com
que os líquidos do corpo circulem e, como conseqüência, os poucos hormônio se tornam
muitos, atenuando ou desaparecendo com os sintomas da diminuição hormonal. A DLM
também estimula os processos imunitários por sensibilizar na zona cortical dos nodos
linfáticos à produção de linfócitos. Favorece a regeneração dos tecidos, pela eliminação do
edema intersticial que, quando presente, diminui a velocidade da micro-circulação. Exerce
efeitos sobre o sistema nervoso de forma tranqüilizante, relaxante e analgésica.

O tempo previsto deve ser de aproximadamente 40 a 50 minutos, evitando ultrapassar o


tempo estipulado.

A força da gravidade pode ser usada para auxiliar o mecanismo da drenagem linfática
manual, os pés elevados e apoiados em um rolinho.
CONTRA INDICAÇÕES

1 - Tumores malignos
2 – Distúrbios e afecções imunitárias
3 – Infecções agudas e febre
4 – Flebites, trombose e tromboflebites
5 – Acidentes cardíacos recentes, angina e infarto
6 – Distúrbios tireoidianos ( hipertireoidismo) e outros

CONCLUSÃO FINAL

A drenagem linfática deverá ser lenta para influenciar o sistema nervoso autônomo
parassimpático (atividades autônomas de distensão). Na manobra por respiração profunda,
pressionar na expiração. Ao iniciar e finalizar a drenagem o cliente deverá beber um copo
de água de 200ml. A utilização da água antes e depois agiliza a limpeza do sangue pelos
rins, favorecendo o sistema urinário.

A respiração profunda tem boa atuação na cisterna de quilo – ampola de Pequet, sugando a
linfa abdominal para o ângulo venoso, através do ducto torácico, possibilitando a força da
gravidade.

Os vasos linfáticos iniciam-se em capilares, passando para pré-coletores, coletores e ductos


torácicos.

A linfa pode circular 4mm/s dependendo do mecanismo utilizado. A formação da linfa no


corpo vem da periferia e procura o aprofundamento para realizar a condução dos vasos
profundos. O organismo humano pode formar de 2 a 5 litros de linfa por dia, quando
ocorrer patologia pode formar 20 litros. O peso corporal pode ser representado por 15% da
linfa.

O capilar linfático dilata-se de 12 a 15 micra (quatro vezes) o tamanho de um glóbulo


vermelho, para coletar o líquido intersticial. Os capilares linfáticos (20 a 60 micra) e
sangüíneo diferem um do outro em número e volume.

Os movimentos de contrações “rítmicas” dos vasos linfáticos são regulados pelo sistema
nervoso autônomo e ocorrem de 5 a 10 vezes por minuto.