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B rasil O Jornal Brasil Presbiteriano é órgão oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil Ano

Brasil

O Jornal Brasil Presbiteriano é órgão oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil Ano 58 nº 766 – Setembro de 2018

Presbiteriano

IP de Pinheiros (SP) realiza 2º Fórum de Educação

IP de Pinheiros (SP) realiza 2º Fórum de Educação Com o objetivo de discutir a influência

Com o objetivo de discutir a influência da educação na formação do caráter do cidadão, a IP de Pinheiros, localizada na capital paulista, realizou no dia 18 de agosto, o 2º Fórum de Educação com o tema Até que ponto, educação?

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Com o tema A Verdade da Prática - Interpretação, Ensino e Aplicação da Escritura em

Com o tema A Verdade da Prática - Interpretação, Ensino e Aplicação da

Escritura em Nossos Dias, congresso orga- nizado pelo Conselho de Educação Cristã

e Publicações acontece entre os dias 06/09

a 09/06, em São Paulo na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Escola Bíblica de Férias

Presbiteriana Mackenzie Escola Bíblica de Férias IP Central de Mesquita (RJ) realizou, entre os dias 18

IP Central de Mesquita (RJ) realizou, entre os dias 18 e 20 de julho, a EBF - O Segredo do Chefe, usando o mais recente material para EBF da série publicada pela Editora Cultura Cristã. Durante o evento, a igreja contou com a participação de 357 crianças.

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Missão Integral

participação de 357 crianças. Página 6 Missão Integral Projeto Missão Brasil-Bolívia reúne voluntários de Minas

Projeto Missão Brasil-Bolívia reúne voluntários de Minas Gerais, Mato Grosso e Rondônia em viagem missionária para Bolívia, com intuito de levaram atendimentos básicos e a Palavra de Cristo para as comunidades ribeirinhas bolivianas.

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EDITORIAL

2 EDITORIAL Brasil Presbiteriano Ensinar é preciso A realização do 5º colégios – o que incluía

Brasil

Presbiteriano

Ensinar é preciso

A realização do 5º

colégios – o que incluía

Congresso Nacional

a

universidade em São

de Educação Cristã da IPB promovido pelo Conselho de Educação Cristã e Publi-

Paulo, que veio a ser o Mackenzie – como meio de propagação do evangelho:

cações (CECEP) é moti-

“considerando a extensão

vo de gratidão a Deus por

dos campos e a necessidade

parte de nossa igreja.

de

evangelização e a quan-

O debate sobre o papel da igreja na educação já aque-

tidade de dinheiro gasto em semelhantes instituições

ceu nossas reuniões mais

e

o quase fracasso delas,

de uma vez, e o preparo de líderes e professores para nossa denominação tem sido preocupação constan- te, desde o começo do pres-

seja em termos de propa- gação [do evangelho] ou em termos de preparação do ministério evangélico; considerando as disputas e

biterianismo no Brasil. Conforme já recordado por este Editor, por oca- sião da quarta reunião do

amarguras resultantes das referidas instituições,” John Rockwell Smith propunha que o Sínodo recomendas-

Sínodo do Brasil, ocorrida

se

às igrejas-mães do Norte

em São Paulo em 1897,

e

do Sul dos Estados Uni-

um dos temas foi o que

dos que a ajuda financei-

se tornou conhecido como

ra

a ser concedida fosse

“Moção Smith”, que con- denava a ideia dos grandes

direta, “incluindo a obra de educação e preparação

) e em

apoio a escolas paroquiais para os filhos dos crentes” (Lessa, Anais da 1ª Igreja de São Paulo, pág. 456). Na verdade, os “grandes colégios” e todos os outros modos propostos de ação educacional complementa- vam-se. A contribuição dos

de um ministério (

grandes colégios seria mais

diluída e lenta. A prepara- ção de um ministério pas- toral e escolas paroquiais para os filhos dos crentes seriam ajuda mais imedia- ta e, no entendimento do proponente e dos que o apoiaram, essa deveria ser

a prioridade.

Decorrido mais de um

século, temos a satisfação

de ver que nossos antepas- sados não abandonaram a ideia de grandes escolas

e que escolas “paroquiais”

ou não enriquecem a con- tribuição presbiteriana à

sociedade brasileira, a par- tir da dedicação ao ensino em cada igreja local. É gratificante constatar que mais ainda pode ser feito e que a Casa Editora Presbiteriana está engajada

na tarefa de providenciar os

materiais curriculares que serão adotados em nos- sas igrejas, bem como em outras denominações evan-

gélicas. Mais ainda, somos gratos a Deus por vermos

a continuada preocupação

em treinar irmãs e irmãos que se dedicam a expor a

Palavra a pequenos e gran- des em suas igrejas A luta não será fácil, mas é boa, sempre caracterizou o povo de Deus, e a IPB está envolvida nela. Há quase

160 anos.

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Setembro de 2018

Brasil

Presbiteriano

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Conselho de Educação Cristã e Publicações (CECEP) Alexandre Henrique Moraes de Almeida Anízio Alves Borges Clodoaldo Waldemar Furlan (Presidente) Domingos da Silva Dias (Vice-presidente) Hermisten M. P. Costa José Romeu da Silva Misael Batista do Nascimento Walcyr Gonçalves

Conselho Editorial da CEP Março 2018 a março 2020

Antoine Coine Carlos Henrique Machado Cláudio Marra (Presidente) Filipe Fontes Heber Carlos de Campos Jr Marcos André Marques Misael Batista do Nascimento Tarcízio José de Freitas Carvalho

Conselho Editorial do BP Março 2018 a março 2020

Anízio Alves Borges Ciro Aimbiré Moraes Santos Cláudio Marra (Presidente) Clodoaldo Waldemar Furlan Hermisten Maia Pereira da Costa Jailto Lima do Nascimento Natsan Pinheiro Matias

Edição e textos

Gabriela Cesário

E-mail: bp@ipb.org.br

Diagramação

Aristides Neto

Impressão

Natsan Pinheiro Matias Edição e textos Gabriela Cesário E-mail: bp@ipb.org.br Diagramação Aristides Neto Impressão

Setembro de 2018

TEOLOGIA E VIDA

Setembro de 2018 TEOLOGIA E VIDA Brasil Presbiteriano 3 A Palavra e o subjetivismo ético Hermisten

Brasil

Presbiteriano

3

A Palavra e o subjetivismo ético

Hermisten Costa

A inda que esse nome (subjetivismo) seja

moderno (século 19), a sua percepção é bem antiga, sendo encontrada já nos Sofistas no 5º século a.C. Para o subjetivismo, a validade da verdade está limitada ao sujeito que conhece e julga. Assim, não podemos falar de uma rea- lidade idêntica para todos. Toda certeza é pessoal, visto que toda a verdade é subjetiva. O certo e o erra- do não estão associados às coisas em si, mas, sim, ao modo de lidarmos subjeti- vamente com tais coisas. Os conflitos nada mais são do que interesses e dese- jos diferentes. O bem e o mal são aquilo que desejo que seja, conforme resumiu Thomas Hobbes (Veja-se:

Thomas Hobbes, Leviatã, São Paulo: Abril Cultural (Os Pensadores, v. 14), 1974, I.6. p. 37). O subjetivismo privi- legia o fato de os seres humanos serem diferentes e com compreensões díspa- res. Assim, toda a verdade encontra um âmbito limi- tado. No subjetivismo há, de certa forma, a arbitrarie- dade do sujeito que julga, formulando suas opiniões conforme os seus interes- ses pessoais, valendo-se de racionalizações para justifi- car as suas escolhas. Desse modo, uma das consequên- cias dessa postura é a con-

vicção de que a pessoa que julga está sempre certa. Isaías descreve o estado de subjetivismo ético em que se encontravam os líde-

res de Israel, praticando de forma descarada toda sorte de perversão moral; contu- do, ironicamente, mudando o nome de sua prática: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito” (Is 5.20- 21; 59.14-15). Na Oração Sacerdotal Jesus declara a certeza da veracidade da palavra de Deus: “A tua Palavra é a verdade” (Jo 17.17).

favor

deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles tam- bém sejam santificados na verdade” (Jo 17.19). Jesus não nos diz que a Palavra de Deus se har- moniza com algum outro padrão distinto decorrendo daí a sua veracidade, antes, o que ele afirma é que a sua Palavra é a própria ver- dade; o padrão de verdade ao qual qualquer alegação pretensamente verdadeira deverá se adequar. E mais:

por mais verdadeiras que sejam nossas pesquisas e descobertas, se desconside- rarem as Escrituras, serão, no mínimo incompletas. Tomo aqui a observação

Continua:

(

)

a

incompletas. Tomo aqui a observação Continua: “ ( ) a de Van Til: “Não há nada

de Van Til: “Não há nada

neste universo sobre o qual os seres humanos possam ter informação completa e verdadeira, exceto se leva- rem a Bíblia em conside- ração. Não queremos dizer,

é claro, que alguém deve

recorrer à Bíblia, em vez

de ir ao laboratório, se pre- tende estudar a anatomia de uma serpente. Mas se alguém vai apenas ao labo- ratório, e não também à Bíblia, não terá uma inter- pretação correta, ou mesmo verdadeira, acerca da ser- pente” (Cornelius Van Til, Apologética Cristã, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 21). Etimologicamente, a ideia da palavra verdade é de “não ocultamento”, mos- trando-se tal qual é em sua pureza, sem falsificação. A palavra confere o sentido de confiabilidade, autenti- cidade, honradez, seguran- ça. Jesus diz ao Pai que proclamou a sua Palavra

a qual é a verdade; nela

não há ambiguidade, dupla intenção, antes, expressa as coisas como realmente são em sua essência.

Assim, em sua oração,

Jesus, em certo sentido, nos diz que a Palavra de Deus

é real, não apenas aparen-

te. Se me permitirem usar tal expressão, diria que a Palavra de Deus é a verda-

de verdadeira. A verdade revelada nas Escrituras é a realidade como Deus a percebe. Deus percebe as coisas como são. Somente Deus, e mais nin- guém, tem um conhecimen-

to objetivo da realidade. As coisas são como são porque de alguma forma Deus as sustenta. Antes de atribuir- mos valor à verdade, ela já o tem porque foi Deus quem a criou e lhe confe- re significado. A verdade

é uma expressão de Deus

em si mesmo e na Criação. Deus é a verdade, opera por meio da verdade e nos conduz à verdade. A graça de Deus opera pela ver- dade e, nessa verdade que foi ouvida e compreendida, frutificamos (Cl 1.6). Por

isso, a verdade é sempre essencial. O cristianismo não se sustenta amparado em aparências, circunstân- cias e ambiguidades, antes,

ele proclama a verdade e se dispõe a ser examinado

luz da verdade. Ou a sua

mensagem é verdadeira ou

não há mensagem relevante

a ser proclamada.

A situação do homem

alienado de Deus é de tão intensa gravidade que não comporta paliativos, abs- trações e, muito menos, ficções. O propósito eterno de Deus nos fala do amor concreto de Deus que se

manifesta de forma con- tundente na morte e res- surreição de Cristo. Sem

a historicidade da morte e

ressurreição não há o que fazer. Permaneceríamos em nossos pecados, fadados à

condenação eterna. É por isso que a mensagem cristã

é verdadeira e urgente.

O cristianismo revela a

sua coerência lógica e espi-

ritual pelo seu comprometi- mento com a verdade. Não

há relevância na mentira. A

proclamação cristã insiste em que Deus é verdadeiro e

que ele se revela, dando-se

a conhecer. As Escrituras

enfatizam essa realidade que confere sentido a toda a nossa existência, quer aqui, quer na eternidade. Deus é transcendente e pessoal; ele se relaciona pessoalmente conosco. Essa deve ser a convicção que dirige a vivência e a

pregação da igreja em todas

as épocas e circunstâncias.

à

O Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa integra a equipe de pastores da 1ª IP de São Bernardo do Campo, SP.

4

PROFESSOR QUE É PROFESSOR

4 PROFESSOR QUE É PROFESSOR Brasil Presbiteriano Setembro de 2018 Nesta edição, a décima primeira da

Brasil

Presbiteriano

Setembro de 2018

Nesta edição, a décima primeira da série, apresentamos ao professor uma primeira lista de métodos diversos coletados em diversas fontes.

Métodos didáticos (1)

Cláudio Marra

Voltando aos métodos. Acróstico – Alunos usam cada uma das letras de um termo chave para formar

outras palavras relacionadas

a esse termo. Por exemplo:

FÉ (Fidelidade, Espiritual). Adesivos para carro – Alunos escrevem lembretes

sucintos de verdades bíbli- cas em pedaços de papel em forma de adesivo para carro. Balaio da controvérsia

– Perguntas ou declarações

controversas são escritas em pedaços separados de papel e colocadas em um cesto chamado “balaio da contro- vérsia”. Grupos pequenos ou grandes discutem uma das questões ou declarações retiradas do cesto. Brainstorming O pro- fessor incentiva os alunos a

CONFLITOS

oferecerem o maior número possível de ideias a respei- to de um assunto e deixa a avaliação para o final, depois que todas as ideias tiverem sido apresentadas. Concordo/discordo – O

professor apresenta uma série de declarações inten- cionalmente controversas sobre determinado assunto e os alunos indicam se con- cordam ou discordam e jus- tificam sua resposta. Edição resumida – Em grupos ou individualmente,

alunos resumem um trecho das Escrituras. Encenação – Alunos encenam partes de uma história da Bíblia, como a libertação de Pedro da pri- são. Estudos de caso – Situações da vida real são apresentadas para que os alunos analisem os proble-

mas e sugiram soluções. Faixas – Alunos criam uma faixa com papel kraft ou tecido com um versícu- lo ou uma ideia central da lição. Folheto promocional – Em pequenos grupos, alu- nos criam um folheto que promova o conceito que está sendo estudado. Grupos de discussão – Durante um tempo deter- minado, grupos de quatro a oito alunos discutem um tema definido. Histórias em quadri- nhos – Alunos criam his- tórias em quadrinhos com desenhos simples de bone- cos de palitos para ilustrar uma história bíblica ou sua aplicação prática. Narração de histórias bíblicas – O professor usa suas próprias palavras para relatar os fatos de um episó-

dio da Bíblia. É importante prestar atenção na drama- ticidade, no contato visual, na inflexão da voz e em outras formas de prender a atenção. Pesquisa – Alunos reú- nem informações a respeito do conhecimento pessoal de indivíduos por meio de questionários ou entrevistas. Quadro de avisos – Em pequenos grupos, os alu- nos enfeitam uma parte de um quadro de aviso usando itens associados ao tema da lição ou da série de lições. Quadro negro – Alunos apresentam sua visão do tema em um quadro negro usando palavras e/ou figu- ras. Respostas dinâmicas – Alunos respondem a per- guntas com ações, como tocar os pés caso a resposta seja verdadeira.

Comparação de caráter – Os alunos fazem compa- rações positivas ou negati- vas entre pessoas da Bíblia e indivíduos contemporâne- os. Cartazes – Alunos apre- sentam informações usando cartazes feitos em cartolina. Leitura em uníssono – Em grupos ou individual- mente, alunos preparam um texto para ser lido em unís- sono por toda a classe. Resposta em círculo – Cada pessoa da classe, na sequência dentro do círcu- lo, fornece sua resposta ou comentário para uma per- gunta ou declaração. Continuaremos com outras sugestões de méto- dos didáticos na próxima edição.

O Rev. Cláudio Marra é autor do

livro A Igreja Discipuladora, professor de Homilética e Pregação no JMC e o Editor da Cultura Cristã

Proteção contra a loucura

Sérgio Roberto

L oucura aponta para a qualidade de louco,

alguém desprovido de razão, de bom senso, de sensatez. Quem são aqueles alcança- dos pela loucura? Para boa parte da sociedade, são os rotulados de “doentes men- tais”; pessoas que não veem

o mundo como as normais. As pessoas assim chamadas são consideradas perigosas e devem viver afastadas. Penso que se fosse afetado apenas pelas ações desses “doentes mentais”, em mui- tos aspectos o mundo seria muito melhor. Mas como as coisas não são assim, mais são as ações dos “normais”. E o mundo é o que é, não

reconhecendo que: Loucura é ceder a infidelidade conju- gal e entregar-se a uma aven- tura, chamada de amorosa; Loucura é deixar-se dominar pelo dinheiro, como se nada mais fosse importante; Lou- cura é “gastar o que não tem para ter o que não precisa, para impressionar quem não conhece”; Loucura é não se importar em perder a sua

alma na tentativa de ganhar

o mundo inteiro; Loucura é

amar o que Deus aborrece e aborrecer o que Deus ama;

Loucura é viver como se Deus não existisse; Loucura

é viver como se o próxi-

mo não existisse; Loucura

é derramar ira, sem pensar

nas consequências; Loucura

é não se preparar para o dia da morte.

É possível proteger meu

coração, contra a loucura, para que eu não termine os meus dias sozinho, num quarto escuro, sem paz e esperança, sem saber quem

sou e para onde vou? Sim. Jesus disse: Vinde a

mim

(Mt 11.28).

O Rev. Sérgio Roberto Bispo dos

Santos é pastor da IP de Ourinhos, SP.

Setembro de 2018

FÉ E CONTEMPORANEIDADE

Setembro de 2018 FÉ E CONTEMPORANEIDADE Brasil Presbiteriano 5 Ildemar Berbert O Supremo Tribunal Federal promoveu

Brasil

Presbiteriano

5

Ildemar Berbert

O Supremo Tribunal Federal promoveu (03

a 06.08.2018), uma audiên-

cia pública sobre a descri- minalização do aborto até

a 12ª semana de gestação.

A audiência pública contou

com a participação de mais

de 40 representantes de diversos setores envolvidos na questão: especialistas, instituições e organizações nacionais e internacionais, que foram convidados

a contribuir com infor-

mações para a discussão do tema, que é objeto da ADPF 442. Os represen- tantes de cada instituição

tiveram 20 minutos para realizar suas explanações.

A ANAJURE (Associação

Nacional de Juristas Evan- gélicos) foi representada por sua Diretora de Assun- tos Parlamentares, Dra.

Edna Zilli, durante a manhã

da segunda-feira, dia 6.

Não consigo compreen-

der a mente dos defensores

do aborto e de nossa socie-

dade cristã. Os secularis- tas liberais que se opõem

à matança nas guerras, à

pena de morte, às crianças indefesas, aos refugiados, etc. causas “pró-vida” e justas, ao mesmo tempo, defendem o aborto, que na prática é matar uma crian-

ça que está sendo gera-

da no ventre de uma mãe.

Oscila entre “pró-vida” e

“pró-morte”. Estudando o assunto,

Aborto marxista

quero resumir a causa que está por trás do aborto defendido pelos liberais marxistas, no mundo todo. Até a década de 80 o aborto era rejeitado por todo o mundo. Nos Esta-

dos Unidos a sociedade já

discutia o assunto com o tema “a favor da vida” e a Suprema Corte entendia que o aborto era tirar a vida humana. Com a queda da União Soviética, o mar- xismo vencido se instalou como um sistema a ser dis-

cutido nas universidades norte-americanas e se tor- nou assunto de intelectuais. Com ele veio o relativismo ético e o discurso era de romper a “opressão” de um grupo sobre outro.

No nosso tempo, a apli- cação dessa ideologia é a condenação da opressão de outros pelos cristãos do sexo masculino e brancos

com base na raça, naciona- lidade, gênero, orientação sexual, altura, peso, inte- ligência, etc. Então veio o discurso daquilo que é “politicamente correto”, para proteger as “pessoas oprimidas” (John Frame – A Doutrina da Vida Cris- tã, Cultura Cristã, p.693). Até as palavras ganharam novos sentidos. Estudos mostram que a partir da década de 80 os movimentos “pró-abor- to” uniram forças com o movimento marxista pelo que é “politicamente cor- reto”, e se tornou a nova ditadura por eles detestada. Então o foco não está nas crianças que eles lutam por matar, mas nas mulheres que ficariam oprimidas se não puderem abortar. Entra em cena o movimento “pró-escolha”. Aliás, esse é o ponto.

Diziam nossos pais reformadores, que “a igreja é

a consciência do

Estado”, então

só quero alertar

a

sociedade que

o

Deus da Vida

está vendo todas as coisas e elas serão cobradas em juízo.

“Escolha”. Essa é a pala- vra do momento. O movi- mento “pró-escolha” não está disposto a tolerar qual- quer tipo de restrição à sua “liberdade”. O que você mais ouve nas propagandas não é aquilo que lhe fará bem, mas aquilo você pode escolher. Por exemplo, os

fará bem, mas aquilo você pode escolher. Por exemplo, os gurus da nutrição não nos dizem

gurus da nutrição não nos dizem agora quais os ali- mentos devemos ingerir, mas quais alimentos são as “melhores escolhas”. Essa

palavra tomou sentido ide- ológico e popularidade,

cujo resultado é uma men- talidade ímpia e assassi-

na. Imagine uma conversa

casual sobre a “escolha” de uma mulher de assassinar o seu próprio filho, como se fosse uma “escolha” entre dois tons de batom. Essa “autonomia” da “escolha”, alimentada por uma mentalidade mar- xista, sob o discurso da “opressão”, vai ser paga com o preço humanitário de milhares de crianças indefesas que serão mor- tos no útero de suas mães, que “escolheram” a morte de seus filhos, cujo san- gue será lavado com as milionárias cifras que eles produzirão. Esse caminho da autorrealização será o caminho da morte e da des- truição assassina. Diziam nossos pais refor- madores, que “a igreja é

a consciência do Estado”,

então só quero alertar a sociedade que o Deus da Vida está vendo todas as coisas e elas serão cobra- das em juízo. Não em nosso desgastado e poli- tizado STF, mas no juízo

final. É tempo de repensar

o assunto.

O Rev. Ildemar de Oliveira Berbert é pastor da IP Central de Dourados e Presidente do Presbitério de Dourados.

6

EVANGELIZAÇÃO

6 EVANGELIZAÇÃO Brasil Presbiteriano Setembro de 2018 Igreja Presbiteriana Central de Mesquita, realiza EBF “O Segredo

Brasil

Presbiteriano

Setembro de 2018

Igreja Presbiteriana Central de Mesquita, realiza EBF “O Segredo do Chef”

Ricardo Luiz de Moraes

es, coordenadora do Depar- tamento Primário e da EBF,

A conteceu na IP Central de Mesquita, RJ, nos

“A Bíblia diz que a Palavra de Deus não volta vazia e

dias 18, 19 e 20 de julho de

Deus tem poder para mudar

2018, a Escola Bíblica de

o

e

coração dessas crianças

Férias “O Segredo do Chef”,

suas famílias. A semente

o mais recente material para EBF da série publicada

foi lançada e mesmo que não vejamos os frutos, Deus

pela Editora Cultura Cristã.

fará florescer e crescer, para

A

EBF foi um verdadeiro

a

Sua própria glória”.

sucesso e cativou as crian- ças desde o primeiro dia.

O pastor da Igreja, Rev. Ricardo Luiz de Moraes,

Foram dias de muita alegria

agradece à Secretaria de

e

edificação, em que 357

Infância e à Cultura Cris-

crianças, em sua maioria,

ta

e

pelo ótimo material. “A

não pertencendo a nenhuma igreja evangélica, tiveram a oportunidade de conhecer o verdadeiro Chefe e Senhor, Jesus Cristo. Em função do

EBF “O Segredo do Chef” dispõe de uma ótima abor- dagem para anunciar o evangelho aos pequeninos, com um tema muito atual e

espaço limitado da igreja, a EBF sofreu algumas modi- ficações para adequar aos dias de trabalho e a partici-

atraente, além de uma men- sagem que aponta para a glória de Deus”. A IP Central de Mesqui-

pação de crianças de varias

ainda não possui templo

idades.

próprio. No mês de outu-

O encerramento contou com a presença dos pais que saíram felizes e edificados pela mensagem do evan- gelho. Após a EBF, muitas mensagens dos pais foram enviadas pelas redes sociais para agradecer a igreja pelo trabalho realizado. Uma

bro, se Deus quiser, a igreja começará sua construção e, com isso, terá condições de alcançar mais pessoas atra- vés de seus trabalhos evan- gelísticos. Você pode seguir a IP Central de Mesquita (ipc- mesquita) pelas redes socais

mãe postou muitas fotos e escreveu a seguinte men- sagem: “Minha filha agora só quer cantar músicas de Igreja. Vou na loja comprar

pelo seu aplicativo baixa- do no Google Play ou na App Store. E, se desejar, pode ser um parceiro na construção do templo.

uns DVDs porque ela agora diz que é da Igreja”. Essa mãe nunca havia entrada em uma igreja evangélica antes. Segundo a irmã Luiza Helena Morgado de Mora-

Igreja Presbiteriana Cen- tral de Mesquita CNPJ: 15.801.076/0001-93 Banco Itaú (341) Agência: 8360 Conta Corrente: 28266-2

Banco Itaú (341) Agência: 8360 Conta Corrente: 28266-2 O Segredo do Chef O Segredo do Chef
Banco Itaú (341) Agência: 8360 Conta Corrente: 28266-2 O Segredo do Chef O Segredo do Chef

O Segredo do Chef

O Segredo do Chef é o tema da nona Escola Bíblica de Férias da Cultura Cristã em parceria com a Secretaria Geral do Trabalho da Infância. Tendo em vista o alto interesse das crianças pelo mundo da culinária, montamos essa EBF que tem como pano de fundo a história do famoso chef Calvin Gorgonzola. Ele está prestes a abrir mais um dos seus restaurantes e conta com a lealdade (e trapalhadas) do seu assistente Spaguetto. Seu arqui-inimigo, Lucinho Ensopado, está às voltas para sabotar a inauguração e conseguir o grande

livro de receitas do chef Calvin. A partir desse enredo, que é desenvolvido no teatro de abertura, as crianças aprendem na oficina de histórias bíbli- cas sobre os ingredientes secretos para vivermos ao lado do Senhor Deus, o Chef Supremo, a saber:

gratidão (maná do deserto), obediência (Elias e os corvos), confiança (Eliseu e o azeite da viúva) e a fé em Jesus (multiplicação dos pães e peixes). Vale ressaltar que todo o programa da EBF pode ser adaptado para programações especiais da UCP como acampamentos e acampadentros.

Profa. Márcia Barbutti Barreto – Editora da Cultura Cristã

Márcia Barbutti Barreto – Editora da Cultura Cristã O Rev. Ricardo Luiz de Moraes é o
Márcia Barbutti Barreto – Editora da Cultura Cristã O Rev. Ricardo Luiz de Moraes é o
Márcia Barbutti Barreto – Editora da Cultura Cristã O Rev. Ricardo Luiz de Moraes é o

O Rev. Ricardo Luiz de Moraes é o pastor da IP Central de Mesquita, RJ.

Setembro de 2018

MISSÃO INTEGRAL

Setembro de 2018 MISSÃO INTEGRAL Brasil Presbiteriano 7 Missão Brasil–Bolívia Flávia Gabriela Dias A jornada

Brasil

Presbiteriano

7

Missão Brasil–Bolívia

Flávia Gabriela Dias

A jornada começou na quarta-feira à noite,

dia 5 de julho. Um núme-

ro inicial de 20 voluntários

saiu do Expresso Alegria, na cidade de Passos, MG, num ônibus com o bagagei- ro transbordando de cestas

básicas, roupas, brinquedos

e demais suprimentos arre- cadados. Foram bem recepciona- dos pela IP de Rondonó- polis (MT) e depois pela

Igreja Batista Nacional Lírio dos Vales em Alvora- da D’Oeste (RO). Os agora em 30 voluntários segui- ram na manhã de sábado para a casa do Rev. Luive

e sua esposa Elis Regina

em Costa Marques, onde passaram duas noites. O grupo prosseguiu, com noite de evangelização no sábado e um domingo

especial em Costa Marques, com participação na EBD e no culto à noite. Segunda-feira, o traba- lho começou cedo e logo

o grupo estava ajudando

a mover do ônibus para o

barco tudo o que fora arre-

cadado. Do outro lado do

rio de Costa Marques estava

a Bolívia. Em três barcos

subiram os rios Guaporé e Blanco, que fazem divisa entre o Brasil e a Bolívia, em direção à parte principal da missão: as comunidades ribeirinhas. A primeira comunidade ribeirinha visitada foi a chamada Pedrita. Além da

ribeirinha visitada foi a chamada Pedrita. Além da Voluntários e bolivianos assistência médica e do tra-

Voluntários e bolivianos

assistência médica e do tra- balho com crianças, fizeram dois casamentos com direito

a decoração, alianças, ves-

tidos, ternos, maquiagem, manicure e penteados. A palavra de Deus foi anun- ciada naquelas cerimônias. Então seguiram para

a comunidade San Borja.

Realizaram mais três casa-

mentos com a graça e a bên- ção de Deus e o auxílio de todos os voluntários, assim

como tinha sido em Pedrita. Em San Borja, Deus con- cedeu um terreno para a construção da Base Missio- nária Internacional Expres- so Alegria, cujo objetivo é

a realização de discipulado na comunidade, feita por

voluntários que desejarem passar um tempo prolonga- do na região, além da capa- citação dos ribeirinhos para as áreas que demandam determinadas habilidades, como a agricultura. As últimas comunida- des foram Baía de Salu e Nueva Brema. O evangelho foi anunciado por meio da

de Salu e Nueva Brema. O evangelho foi anunciado por meio da Barcos usados na travessia

Barcos usados na travessia da equipe de Costa Marques para Bolívia

Palavra e de canções, além

de que foram entregues kits

escolares e higiênicos para jovens e adultos e também saquinhos surpresa para as crianças.

O grupo se despediu da Bolívia na Armada Bolivia-

na. Os militares convidaram

os

meninos para uma parti-

da

de futebol que fechou a

tarde com muitas risadas.

E o dia acabou assim, a

viagem se encerrou com o longo retorno de dois dias

a Passos. A jornada envolveu falar de Cristo, ouvir de Cristo e presenciar Cristo, tanto nos olhares e sorrisos das

crianças quanto na natureza amazônica – apreciada todo fim de tarde depois de um dia inteiro de trabalho. A cada manhã e noite, desde

o início da viagem, o grupo

foi abençoado com devocio-

nais de um voluntário. Isso

estreitou a relação como família, o que foi crucial para a jornada. Foi um com- partilhar de experiências, de risadas e de lágrimas.

Houve crescimento e ama- durecimento espiritual. Essa viagem à Bolívia lhes ensi- nou a importância da vida,

do evangelho, da união em

Cristo e da obediência aos

pais, ao líder e a Deus, além

de muitas outras lições. E, no fim de tudo, o

grupo concluiu que não foi

à Bolívia para dar, mas para receber.

Flávia Gabriela Garcia Dias é membro da IP Central de Passos (MG) e participou desse projeto.

8

MISSÕES

8 MISSÕES Brasil Presbiteriano Setembro de 2018 Encontro de Mobilizadores e Líderes de Missões em Campinas

Brasil

Presbiteriano

Setembro de 2018

Encontro de Mobilizadores e Líderes de Missões em Campinas

T odo avanço da obra missionária é realiza-

do por meio do bom rela- cionamento entre a igreja local, seu missionário e a agência enviadora. E pen- sando na melhor dinâmica de parcerias e propostas de atualização, a APMT em parceria com Junta de Missões Nacionais (JMN), irá realizar no dia 15 de setembro o IX EMOLIM – Encontro de Mobilizadores e Líderes de Missões. O encontro irá acontecer em Campinas, no Seminário Presbiteriano do Sul (SPS), e tem como principal objetivo, pro- mover uma oportunida- de única de edificação e compartilhamento da ação mobilizadora missionária da IPB. Baseado em João 15.16, “Eu os escolhi e lancei ao mundo para produ- zir frutos”, o EMOLIM deste ano tem como tema “Missões – ações de Deus em nós e através de nós”, oferecendo aos participan- tes minicursos, palestras, oficinas e inspirações, perspectivas e vivencias missionárias com o obje- tivo de capacitar e mobi-

lizar lideres e mobiliza- dores para trabalhar com missões na igreja local,

frisando a importância da igreja, do missionário e da agência andarem juntos. O evento é destinado a líderes de Departamentos Missionários, pasto- res, seminaristas, ofi- ciais da Igreja, líderes de Sociedades Internas e Ministérios Internos, can- didatos a missionários e membros das Igrejas que queiram ampliar sua visão

e atuação missionária na igreja local.

Além de um espa- ço de livraria e estandes da APMT, JMN, Plano Missionário Cooperador, APECOM, o EMOLIM possibilitará espaços de conexão entre missionário

e igreja, em que candida-

tos e missionários pode- rão compartilhar seus pro- jetos de preparo e atua- ção no campo e as igrejas locais de mostrarem tra- balhos e ações que já rea- lizaram em prol de mis-

sões, a fim de incentivar o trabalho de outras igrejas

e proporcionar trocas de

ideias para departamentos

missionários.

Conheça os palestrantes e a programação do EMOLIM 2018:

Palestras:

Inspiração Missionária Rev. Jair Almeida – Vocação coletiva ou comunitária Rev. Mis. Fabio Ribas – Vocação individual

Perspectiva Missionária Rev. Carlos Aranha – Avanços e desafios da JMN Rev. Mis. Marcos Agripino – Avanços e desafios da APMT

Vivência Missionária Testemunhos de missionários do Brasil e do mundo sobre realidades e fru- tos no campo.

Minicursos

Pb. Mauricio Pitorri – Vencendo barreiras: departamento de Missões Mis. Tiago Gomides – Vendo a realidade: desafios globais da missão Mis. Patrícia Mota – A igreja no campo: viagem de curto prazo Rev. Mis. José Clóvis Falcão – O campo entre nós: enxergando os estran- geiros Mis. Paulo Humaitá – Profissionais e negócios em missões Rev. Marcos Agripino/ Rev. Carlos Aranha – Preparo e etapas de envio APMT/JMN

O EMOLIM acontece a cada dois anos, não deixe de participar. Aproveite o evento para se atualizar e se envolver na missão que Deus está realizando no Brasil e no mundo através da IPB. Serviço:

Data: 15 de setembro Horário: 08h00 às 19h30 Local: Seminário Presbiteriano do Sul – Av. Brasil, 1200 – Jardim Brasil – Campinas-SP Investimento: R$ 60,00 (incluso: material, café da manhã e coffee-break) INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES www. apmpt.org.br/emolim2018

emolim@apmt.org.br (11) 3207-2139

manhã e coffee-break ) INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES www. apmpt.org.br/emolim2018 emolim@apmt.org.br (11) 3207-2139

Setembro de 2018

PRESBITERIANISMO EM FOCO

Setembro de 2018 PRESBITERIANISMO EM FOCO Brasil Presbiteriano 9 Iglesia Evangélica Presbiteriana de España Marcone

Brasil

Presbiteriano

9

Iglesia Evangélica Presbiteriana de España

Marcone Carvalho

N o último mês de abril, a Iglesia

Evangélica Presbiteriana

de España (IEPE) deixou

de ser campo missionário

da APMT. Desde então, um

novo capítulo se iniciou na vida da nova denominação.

A IEPE alcançou a maio-

ridade, o que não signifi- ca caminhar sem a ajuda

da IPB, mas sim, aprender

a viver como igreja autô-

noma. Sua emancipação é fruto de um período de 30 anos de trabalho missio- nário. Em agosto de 1988, o venezuelano Hugo Vivas

e a brasileira Fátima Vivas

Roa desembarcaram no país com a filhinha de 3 anos. Enviados e sus- tentados pela IP do Brás (SP), eles eram obreiros da Operação Mobilização (OM) e atuaram em Sala- manca. No fim de 1989, já como missionários da Junta de Missões Estran- geiras (JME), estabelece- ram-se em Huelva, onde

permaneceram até meados de 1995. Em seguida, tam- bém trabalharam na cidade

o Rev. Júlio Marcelo F. dos

Santos e sua esposa Celes-

te (1991-1995). Ainda em

1995, Hugo – agora orde- nado pastor pela IPB – e

Fátima mudaram-se para Don Benito, onde perma- neceram até 2001. Em

1997, foi iniciado o tra- balho em La Línea, extin-

to em 2004. Entre 1995 e

2004, outros missionários chegaram e exerceram seu ministério em Huelva, Don Benito ou La Línea: Elna- tan Viana e Cenira (1995- 2004), Edilene Mendes (1996-), Cláudio do Carmo de Assis e Gláucia (1998- 1999), Vilma A. Alvaren- ga (c. 1998-1999), Selma

Sousa (1998-1999), Mil- ton dos Reis Peyroton e Mara (1999-2003), César

Augusto A. Ribeiro e Deni-

ce (2000-2002), Everton P. Tavares e Nayra (2002-) e Dirceu Amorim de Men- donça e Tirza (2003-). A partir de 2005, o esfor- ço missionário alcan- çou outros lugares: Sevi-

lha, Torrelodones, Getafe, Madri, Málaga e, recente-

mente, La Coruña e Alme- ría. O início das atividades nessas cidades foi possível devido à chegada de novos obreiros: Walter P. Pinheiro

e Sueli (2006-), Carlos del

Pino e Rosa (2007-), Fábio

Diniz Pinto e Ana Elisa (2010-), Jânio A. Ciritelli

e Lídia (2013-), José Mar-

cos M. de Mello e Márcia (2016-) e Gabriel Neubarth S. Neves e Kelly (2017-). Todos esses encontram-se

em atividade e compõem o Sínodo Nacional da IEPE,

ao qual também pertencem os pastores espanhóis Juan Sánchez, Alejandro Rodrí- guez e Ignácio Minchón, o estadunidense Robert Tan- zie, o mexicano Arturo Ter- razas e os brasileiros Jocil- do Maximino e Fernando

Dantas. Segundo o Rev.

Jocil- do Maximino e Fernando Dantas. Segundo o Rev. Reunião do Sínodo da IEPE Carlos del

Reunião do Sínodo da IEPE

Carlos del Pino, pastor em Torrelodones, “o período de consolidação ainda está em seu início, com a che- gada de mais obreiros e a abertura de novas obras”. Na Espanha, assim como na Europa em geral, os desafios e obstáculos são maiores e mais complexos,

o que torna lento o desen- volvimento da obra, com

frutos que normalmente só aparecem a longo prazo.

O país é um dos mais difí-

ceis campos missionários do mundo, onde o secula- rismo e o ateísmo lançaram

fortes raízes na sociedade, na família e no indivíduo há mais de 100 anos. Às vezes lembrada como des- tino turístico, trata-se de uma terra carente do evan- gelho. Ser missionário na Espanha é enfrentar uma dura realidade, enganando- se quem pensa que viver lá

é o mesmo que conciliar

ministério e turismo. A IEPE é formada pelas igrejas de Huelva, Don Benito, Sevilha, Torrelodo- nes, Getafe, Madri e Mála-

ga. Mercê de Deus, em mais algum tempo haverá con- gregações em La Coruña e Almería. Uma igreja que existe em Málaga há mais de 30 anos pediu para inte- grar-se à denominação. Para consolidar-se, a IEPE vê-se agora dian- te da necessidade de con-

tar com novos obreiros e mais investimentos finan- ceiros. A compra de locais de culto e a implantação

do Instituto Presbiteriano de Teologia são alguns dos desafios que batem à porta. O Instituto é um projeto do Sínodo, sob a coordenação do Rev. Del Pino, que ini- ciará suas atividades em 1 de outubro e oferecerá, a princípio, curso de forma- ção de liderança com dois anos de duração. Os irmãos brasileiros podem ajudar a IEPE. Em primeiro lugar, com oração

constante e também atra- vés de contribuições finan- ceiras esporádicas ou regu- lares. Além disso, envian- do obreiros para o pastora- do e plantação de igrejas e

profissionais nas áreas de educação (ensino teológi- co, capacitação de profes- sores, formação de líderes, ensino de inglês), esportes

e informática. Outra possi-

bilidade é o envio de gru- pos de jovens e adultos nos meses de férias na Espanha (julho e agosto) e de semi- naristas que possam ganhar experiência ministerial por um certo período. A IEPE também pode receber apo- sentados que queiram ofer- tar alguns anos ou meses em apoio às igrejas e à liderança. Os candidatos a pastores na IEPE devem estar cien- tes do perfil requerido pelo contexto espanhol: forma- ção acadêmica e disposi- ção para colaborar com as congregações e proje- tos existentes antes de ini- ciar uma nova plantação ou

empreendimento. Por ora,

a maior necessidade é soli- dificar a estrutura. O convite está lançado.

O Rev. Marcone Bezerra Carvalho é pastor da 1 a IP de Santiago, Chile, e colunista do Brasil Presbiteriano

10

EDUCAÇÃO CRISTÃ

10 EDUCAÇÃO CRISTÃ Brasil Presbiteriano Setembro de 2018 IP de Pinheiros (SP) realiza 2º Fórum de

Brasil

Presbiteriano

Setembro de 2018

IP de Pinheiros (SP) realiza 2º Fórum de Educação

Com o tema Até que ponto, educação?

C om o objetivo de dis- cutir a influência da

educação na formação do caráter do cidadão, a IP de Pinheiros, localizada

na capital paulista, reali- zou no dia 18 de agosto,

o 2º Fórum de Educa-

ção com o tema Até que ponto, educação? Para abordar o assunto, o evento contou com qua- tro momentos de pales-

tras, entre eles, o bate-pa- po com o tema Educação por princípios, ministra- do por Inez Augusto Bor- ges, doutora em Ciências da Religião, escritora, tradutora e consultora educacional. Filipe Fon- tes, bacharel em Teolo- gia pelo Seminário JMC

e autor do livro Educa-

ção em Casa, na Igreja e na Escola, da Cultura Cristã, foi o responsável

pela palestra A natureza corrompida do coração humano e como lidar com ela. Esteve presente tam- bém o Dr. Guilherme Schelb, Procurador da República em Brasí- lia, colocando em foco o tema A importância do exemplo na família na formação do caráter da pessoa. Outro assunto abordado no fórum foi Educação e Corrupção, tema exposto pelo Rev.

Fernando Abraão, dentis- ta, pastor presbiteriano e mestre em Teologia pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper. O evento foi sedia-

do pela IP de Pinheiros e contou com a presen- ça de 150 pessoas, além de algumas crianças que estiveram presentes acompanhando os pais e que realizaram uma apre- sentação especial. A primeira edição do Fórum de Educação foi realizada em agosto de 2017. Na ocasião foi dis- cutido o papel dos agen- tes na educação escolar, defendendo que a sobe- rania das esferas seja res-

peitada e desenvolvida: a família, a escola, o gover- no e a sociedade, confor- me artigo 205 da Consti- tuição Federal do Brasil.

confor- me artigo 205 da Consti- tuição Federal do Brasil. Apresentação especial das crianças presentes no
Apresentação especial das crianças presentes no evento

Apresentação especial das crianças presentes no evento

Dr. Guilherme Schelb Rev. Fernando Abraão Rev. Filipe Fontes Dra. Inez Borges

Dr. Guilherme Schelb

Dr. Guilherme Schelb Rev. Fernando Abraão Rev. Filipe Fontes Dra. Inez Borges

Rev. Fernando Abraão

Dr. Guilherme Schelb Rev. Fernando Abraão Rev. Filipe Fontes Dra. Inez Borges

Rev. Filipe Fontes

Dr. Guilherme Schelb Rev. Fernando Abraão Rev. Filipe Fontes Dra. Inez Borges

Dra. Inez Borges

Setembro de 2018

BÍBLIA DE ESTUDO

Setembro de 2018 BÍBLIA DE ESTUDO Brasil Presbiteriano 11 Lançada a Bíblia de Estudo Herança Reformada

Brasil

Presbiteriano

11

Lançada a Bíblia de Estudo Herança Reformada

Publicada em coedição da Editora Cultura Cristã com a SBB, a obra contém auxílios baseados no reavivamento teoló- gico e espiritual deixados pelo rico legado da Reforma.

A Bíblia de Estudo Herança Reforma-

da já traz em seu título algo especial. A “Heran- ça Reformada” remete ao reavivamento teológico e espiritual dos séculos 16 e 17, que resultou no rico legado da Reforma para a igreja. Além do texto bíblico, a edição traz valiosos auxí- lios, com destaque para os comentários que pos- sibilitam tornar a leitura, tanto individual quanto em grupo, em momentos devo- cionais ou de culto fami- liar. Traz, ainda, artigos sobre ensinos-chave da fé

cristã e sobre a vida cristã prática; um panorama da história da igreja; e uma coleção de credos e confis- sões clássicas. Cada livro da Bíblia tem uma introdução que aborda questões sobre a autoria, data, tema e propósito do livro, além de fazer uma sinopse de sua mensagem

e apresentar, em alguns

casos, questões de difícil

interpretação. Abaixo do texto bíblico,

notas de estudo explicam

o significado de palavras

e frases específicas em seu

contexto original. Referên- cias cruzadas com outros

em seu contexto original. Referên- cias cruzadas com outros textos relevantes são inte- gradas às notas

textos relevantes são inte- gradas às notas de estudo, permitindo a investigação de um tema ou ensino. Ao final da publicação, há uma seção de mapas que ajudará o leitor a visuali- zar a localização de vários

eventos descritos na Bíblia, além de concordâncias que auxiliarão a encontrar algumas das mais impor- tantes referências bíblicas sobre uma ampla variedade de palavras. A obra tem texto bíbli-

co da Almeida Revista e Atualizada, tradução fiel à língua original e uma das preferidas pelos leitores da Bíblia. É apresentada em duas opções de capa em couro sintético: preta e preta com marrom.

Recursos:

• Pensamentos para culto pessoal/familiar, no fim das notas de cada capítulo

• O que aconteceu entre os Testamentos?

• 71 artigos doutrinários

• Artigos sobre ensinos chave da fé cristã (oração, orgulho, família, como viver positivamente em um mundo negativo)

• Panorama da história da igreja

• Credos e confissões clássicas

• Introdução a cada um dos livros bíblicos e aos blocos de livros

• Notas e referências bíblicas

• Notas e referências bíblicas

• Notas de estudo no rodapé

• Leia a Bíblia em um ano

• Tabela de pesos, moedas e medidas

• Concordância bíblica

• Mapas coloridos

e medidas • Concordância bíblica • Mapas coloridos Descrição do produto Título: Bíblia de Estudo

Descrição do produto

Título: Bíblia de Estudo Herança Refor- mada Categoria: Estudo Código: RA085BEHR ISBNs: 1. 9788531116421 2.

7899938406403

Formato: 17,0 x 23,5 cm Nº Páginas: 2.240

Encadernação: 1.Capa em couro sintético, preta e marrom 2. Capa em couro sintético, preta Local de impressão: Gráfica da Bíblia Preço: R$ 189,90 (Preço sujeito a alte- ração sem aviso prévio) Informações sobre pontos de venda podem ser obtidas pelo 0800-0141963.

12

NOTAS

12 NOTAS Brasil Presbiteriano Setembro de 2018 11º Seminário sobre Dependência Química A cidade de Barueri

Brasil

Presbiteriano

Setembro de 2018

11º Seminário sobre Dependência Química

A cidade de Barueri – SP sediou, no dia 4 de julho, a 11ª edição do Seminário sobre Dependência Quími- ca, evento promovido pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), em parceria com as Comunidades Terapêuticas em Rede (Comter) e com o apoio do Conselho Munici- pal de Políticas sobre Dro- gas (Comad) e da Prefeitura Municipal de Barueri. Com o tema “Bíblia Sa- grada: o Livro da esperan- ça”, o seminário aconteceu no Centro de Eventos de Ba- rueri (SP) – Museu da Bíblia (MuBI e reuniu cerca de 500 participantes, entre depen- dentes químicos em recu-

de 500 participantes, entre depen- dentes químicos em recu- Presidente da SBB, Erní Seibert durante palestra

Presidente da SBB, Erní Seibert durante palestra no evento

peração e seus familiares e dirigentes de comunidades terapêuticas. Entre os destaques da programação estiveram as

palestras “Bíblia Sagrada: o Livro da esperança”, minis- trada pelo diretor executivo da SBB, Erní Walter Seibert, e apresentações culturais.

IP Taubaté realiza PROJETO VIA DO AMOR na Rodovia Presidente Dutra

O Projeto Via do Amor nasceu no coração de alguns jovens da IP de Taubaté. Para o cumprimento da grande comissão, enxer- garam a necessidade de evangelizar os romeiros que transitam pela Rodo- via em direção ao Santuá-

rio Nacional de Aparecida, nos dias que antecedem o feriado nacional de 12 de outubro. O projeto tem por ob- jetivo glorificar a Deus, prestando atendimentos de saúde, massagem, reposi- ção alimentar, oferecendo

descanso e entregando de presente um kit evangelís- tico, contendo uma bíblia e folhetos. A IP de Taubaté já está se preparando para a realiza- ção do Projeto Via do Amor deste ano, que será realiza- do em 10 de outubro.

do Amor deste ano, que será realiza- do em 10 de outubro. Membros da IP Taubaté

Membros da IP Taubaté durante realização do Projeto Via do Amor

Aniversário da Federação de Homens do PSJM

O Presbitério de São João de Meriti (PSJM) do esta- do do Rio de Janeiro, cele- brou no mês de junho o 40º aniversário da Federação de Homens do Presbitério. Foi realizado um Culto de Ações de Graças no dia 09 de junho, que contou com a aproximadamente 50 pes- soas na IP de Coelho da Rocha. Pregou o Rev. Eduar- do Machado, que baseou sua mensagem em Lucas 13.18-21, e teve oas cânti- cos conduzidos pela Banda da Federação da Mocidade

do PSJM e com a presença dos pastores do presbité- rio: Rev. Nilson dos Santos (pastor da IP de Coelho da Rocha); Rev. Eduardo Ma- chado (Presidente do PSJM,

mensageiro da noite e pastor da IP Central de Vilar dos Teles); Rev. Licurgo Augus-

to Neto (pastor da IP de São

João de Meriti); Rev. Ronal- do José Diogo (pastor da IP de São Mateus e Secretário Presbiterial da Federação de Homens); Licenciado Alan Marinho (candidato ao Sa- grado Ministério na IP da Praça da Bandeira).

ao Sa- grado Ministério na IP da Praça da Bandeira). 51 anos da IP do Bairro

51 anos da IP do Bairro Santo Elias

A IP do Bairro Santo Elias, da cidade de Mesquita (RJ), celebrou 51 anos de organi- zação em maio de 2018. Entre os dias 24/05 e 27/05 foram realizados mo- mentos de Ação de Graças pela data. Pregaram os re- verendos Ademir Requiel, Benjamim, Otávio Henri- que, Carlos Vargas e Luiz Santos. Participaram tam- bém o Coral Maravilhas do Amor de Deus, a equipe de cânticos e conjuntos musi- cais da igreja.

Na ocasião, como forma de reconhecimento aos ir- mãos que trabalharam para manter essa obra até o mo- mento do ano do Jubileu de Ouro, foi colocada uma pla- ca comemorativa com seus nomes gravados no templo da IP do Bairro Santo Elias. Além da inauguração de uma cápsula do tempo, con- tendo objetos e fotos que re-

lembram a história da igreja,

e que será aberta quando a

igreja completar 100 anos de organização.

Setembro de 2018

AÇÃO SOCIAL

Setembro de 2018 AÇÃO SOCIAL Brasil Presbiteriano 13 Mais um privilégio Tenho-vos mostrado em tudo que,

Brasil

Presbiteriano

13

Mais um privilégio

Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhan- do assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus:

Mais bem-aventurado é dar que receber.

Márcio Antônio de Brito

A IP de Campo Gran- de (RN), através da

Sociedade Auxiliadora Feminina (SAF) e Conse- lho de Ação Social (CAS), realizou dia 04 de agosto uma visita ao Lar do Idoso – Associação Filantrópica Jorge Gurgel Fernandes do Amaral na cidade vizinha

MEDITAÇÕES

(At 20.25)

de Caraúbas (RN). Ali tiveram um lanche com os idosos e funcio- nários (todos voluntários), foi realizado um Culto de Ação de Graças e logo após foram feitas doações de fraldas geriátricas, material de limpeza e de higiene pessoal. Mais uma vez os volun- tários viram o cuidado para

com aqueles amáveis e carentes idosos, viram tam- bém um ambiente sempre limpo e muito bem cuidado. Como pastor da IP de Campo Grande, posso afir- mar que temos contempla- do a grandeza de Deus ao nos dar o privilégio de nos confraternizarmos com pes- soas tão amorosas, caren- tes, mas que ainda podem ver um Deus que tudo pode. Oxalá que a Igreja de Cristo se mantenha também fora de quatro paredes, mais pie- dosa para com aqueles que um dia como nós também tiveram vigor e juventude.

que um dia como nós também tiveram vigor e juventude. Membros da IP de Campo Grande

Membros da IP de Campo Grande em visita ao Lar de Idosos

A IP de Campo Grande louva a Deus e agradece pela recepção das amadas Iraneide e Dra. Velúzia, coordenadora e presidente do Lar de Idosos. Essa associação tem gran- des dificuldades em manter suas portas abertas e conta

com ajuda de várias fon- tes, você pode ajudar tam- bém. Envie suas doações para Banco do Brasil; Ag. 1038-3; Conta Corrente

12.084-7.

O Rev. Márcio Antônio Gomes de Brito é pastor da IP de Campo Grande (RN).

Como conhecer a vontade de Deus

“ ensina-me a fazer a Tua vontade, pois Tu és o meu Deus” (Sl 143.10).

Frans Leonard Schalkwijk

O SENHOR geralmente nos guia através da sua

Palavra, pelas circunstân- cias ou por conselhos de outros. Mesmo assim, cer- tas situações continuam de dificil solução. O primeiro passo em prol de uma so- lução sempre é querer fazer a vontade de Deus, não so- mente conhecer a Sua von- tade. Se o nosso coração disser: “Sim, SENHOR, pela Tua graça, quero fazer a Tua vontade”, o Espírito Santo nos guiará, não como se fos- se por um GPS, mas mais

como por uma bússola. Como seguí-Lo? Confiar no SENHOR e deixar Ele nos guiar. E, num entroncamen- to, não passar por uma luz vermelha! O que nos tem ajudado na resolução de situações como estas são passos simples:

1) Escreva num papel Sl 25.12; 32.8; 143.10 (pro- messas de Deus e nossa oração). 2) Depois, faça duas colunas. 3) Na coluna esquerda, coloque um grande “+” (po- sitivo), e na direita um “–“ (negativo).

4) Orando, comece ano- tar os argumentos pró (+) e contra (–). 5) Depois, anote sua con- clusão preliminar. 6) Por umas semanas, co- loque-a diante do SENHOR e fale sobre ela com irmãos dedicados. 7) Acrescente ou mude seus argumentos pró ou contra. 8) Escreva a sua conclu- são final, colocando-a dian- te do SENHOR. 9) Tendo paz, ande (pois cavalo parado não dá para guiar). Ande com cuidado, e 10) Confie que Deus co- locará um obstáculo se for necessário, baseando-se em Rm 8.28.

um obstáculo se for necessário, baseando-se em Rm 8.28. Mas, e se por desobediên- cia entrarmos

Mas, e se por desobediên- cia entrarmos num caminho errado, criando uma situação irreversível? Confessemos nosso pecado, não procu- rando consertar o impossí- vel por nós mesmos. Assim, Moisés, depois da revolta, advertiu os israelitas a não tentar entrar mais em Ca- naã (Nm 14.44). Também Samuel não voltou para trás depois de o povo reconhecer

que errou ao exigir um rei, mas ele os advertiu a conti- nuar a caminhada, obedien- tes a Deus (1Sm 12.20,23). Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e que Ele transforma as nossas derrotas nas suas vitórias.

Extraído de Meditações de um Peregrino, de Frans Leonard Schalkwijk, Cultura Cristã, 2014.

14

FALECIMENTOS

14 FALECIMENTOS Brasil Presbiteriano Setembro de 2018 Dona Daisy F aleceu Daisy Gianot- ti Salum. Nascida

Brasil

Presbiteriano

Setembro de 2018

Dona Daisy

F aleceu Daisy Gianot- ti Salum. Nascida em

Itápolis/SP, a 18.08.1925, era filha de Corintho Gia-

notti (comerciante e alfaia- te) e Angelina Damiano Gianotti (professora). Fez

o curso fundamental e o

2º grau em sua cidade e

o Curso Normal em São

Carlos. Em seguida com-

pletou o curso intensivo de Orientadora Educacional

na Escola Normal Caetano

de Campos em São Paulo. Daisy conheceu o evan- gelho aos 7 anos na IP de Itápolis. Veio a profissão de fé em 1943, com 18 anos, e a conversão tam- bém de sua mãe Angelina, professora de inesgotável energia e raros talentos. Em 1950, em Araraqua- ra, casou-se com Cecílio Salum e o casal teve qua-

tro filhas. Com o consis- tente testemunho de sua esposa, Cecílio veio a con- verter-se e se tornou diá- cono da IP de Vila Xavier, naquela cidade. Na IP de Araraquara,

Daisy foi presidente da SAF por muitos anos, pre-

sidente da Federação de SAFs do Presbitério de Araraquara e da Confe- deração Sinodal de SAFs do Sínodo Oeste de São Paulo. Durante anos foi capelã do Curso de Artesa- nato da sua igreja e orien- tou grupos de estudo bíbli- co. Daisy ensinou no SESI da cidade por 21 anos e dirigiu a Escola Pequeno Príncipe na IPA de 1983 a 1991. Ela deixa um riquís- simo legado de caráter cristão, pois sempre foi

“Um anjo de mulher, chamado Maria Ramos, nossa humilde lavadeira, convidou-me para uma festa nos salões da Igreja Presbiteriana. Lá aconteceu um milagre (como nas bodas de Caná). Encontrei uma pessoa que transformou a minha vida e me amou – Cristo Jesus. Falaram-me do seu grande amor, agarrei-me então ao ‘Primeiro Amor’ que não me trata mais segundo meus pecados. Nos meus anos já vividos, fui sempre sustentada por essa fé, a qual me dará a rica promessa da Vida Eterna.”

Dona Daisy

Foto: Cecília Salum

ros, Sandra e Cláudio Marra, Selma e Vitor Alves, Sílvia Salum (uma doce e exemplar
ros, Sandra e Cláudio
Marra, Selma e Vitor
Alves, Sílvia Salum (uma
doce e exemplar combi-
nação de filha, enfermeira
e
cuidadora nos últimos
anos da mãe) e Cecília
e
Fernando Cazarini; os
netos Renan (casado com
Bruna), Fernanda (casada
com Danilo) e Priscila;
a bisnetinha Sofia (de
Renan e Bruna).
e
“(
)
o Senhor
Daisy Gianotti Salum – 18.08.1925 – 19.08.2018
enxugou todas
as lágrimas e
me deu a sua
paz e muitas
vitórias. Nesta
tranquilidade,
senti que o Deus
de minha vida se
revelou em Cristo;
então compreendi
melhor o amor de
Deus.”

o bom perfume de Cristo. Dona Daisy valorizava o carinho recebido. Poucas

horas antes de partir sus- surrou “ótimo” ao provar

o bolo de seu aniversário.

Após as últimas fotos, sor- riu. Não se admira que

a própria natureza tenha

desejado despedir-se dela.

O delicioso aroma das flo-

res da jabuticabeira de seu

quintal invadiu a casa em seus últimos momentos. Deixou as filhas e gen-

Dona Daisy

A 19 de agosto de 2018 – uma hora e vinte minu-

tos após o dia de seu 93º aniversário – a que- rida Dona Daisy foi ao

encontro de seu “Primeiro Amor” e agora habita seu

lar eterno.

Com dados compilados por Cecília Accorsi de Oliveira Lima (membro da IP Vila Xavier de Araraquara, São Paulo) e redação final de Sandra Salum Marra.

valente diante das lutas por que passou e mostrou um espírito inabalável. Tinha grande inteligência emocional e prezava seus relacionamentos. Era paci- ficadora, procurava recon- ciliar as pessoas umas com as outras e com Deus. Jamais elevou a voz ou foi deselegante para impor-se. Generosa, entregava-se ao próximo sem egoísmo, sendo esteio e modelo de muitos! Daisy espalhou

Setembro de 2018

FALECIMENTOS

Setembro de 2018 FALECIMENTOS Brasil Presbiteriano 15 Presbítero Adivaldo Ferreira Vargas JR Vargas A sua discrição

Brasil

Presbiteriano

15

Presbítero Adivaldo Ferreira Vargas

JR Vargas

A sua discrição escon- dia suas múltiplas

influências. Habituado

a fazer e pouco falar dos

seus feitos, soube criar e desencadear serviço para aquele que o amou profun- damente e o salvou eter- namente. Seus principais

discursos eram silenciosos

e quando se pronunciava

era ouvido com máximo respeito. Na convergên- cia, encorajava e apoiava. Na divergência, fazia pen- sar e crescer. Os números eram seus amigos. Não encontrava barreiras para calcular e fazer ver nas projeções financeiras. Essa sua habilidade, talento per- cebido ainda na infância, foi colocado à disposição do Senhor e de sua obra. Assim foi nas tesourarias

que geriu na sua caminha- da, na IP Central de Cacho- eiro de Itapemirim, no Presbitério do Itapemirim, no Sínodo Espírito Santo/

Rio de Janeiro, no SC da IPB, no Rotary Club, no Hospital Evangélico e em outras portas abertas por Deus e que a elas se dedi- cou. Na juventude fez a muitos sorrir com suas

participações hilárias em peças de teatro, ao lado de seu irmão, expressan- do seu humor fino e sole- ne. As muitas gargalhadas permitiam a reflexão sobre temas importantes para seu tempo e geração. Essas expressões artísticas fami- liares ocultavam, para os menos próximos, a adoles- cência difícil marcada pela morte da mãe, Clarice. A circunstância fez os meni- nos, Adivaldo e Haveral-

IGREJA PRESBITERIANA CENTRAL CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM

• Tornou-se membro: 1959

• Secretário de Atas: 1963

• Diácono: 1965

• Presbítero: 1971

• Tesoureiro: 1976

• Justa emerência: 2006

PRESBITÉRIO DO ITAPEMIRIM – ES

• Tesoureiro durante 45 anos

IGREJA PRESBITERIANA do BRASIL

• Tesoureiro: 1986 a 1999

PLANO MISSIONÁRIO COOPERATIVO

• Desde a criação

do, e as meninas, Yêda e Iternice, amadurecem mais rápido e absorverem novas responsabilidades. O corpo franzino não o impediu de

cuidados e amor ao pró- ximo. Ao nascer o Rotary, também ali estava inte- grando um seleto grupo de fundadores. Abriu empre-

Adivaldo Ferreira Vargas 1940 - 2018

Adivaldo Ferreira Vargas 1940 - 2018

servir ao país, no Exército Brasileiro, no Rio de Janei- ro, num período de inten- sas transformações histó- ricas. De volta ao querido Cachoeiro destacou-se pro- fissionalmente e, no tempo certo, conheceu sua linda Aracy, com quem formou uma abençoada família, em 1968, tendo recebido de Deus duas valiosas heran- ças: Cíntia, que deu a ele a alegria do André, seu neto querido, e Douglas. Quan- do a cidade recebeu o Hos- pital Evangélico, lá estava ele cooperando para o nas- cimento e manutenção de um lugar de acolhimento,

sas, ofereceu empregos e ajudou na formação fami- liar e crescimento profis- sional e social de centenas de pessoas. Aprendeu com seus pais, a quem muito honrou, maravilhosas ver- dades a respeito de Deus. Com o Senhor caminhou, a ele serviu durante quase 80 anos. Tempo tão curto se comparado à saudade. Tempo tão bem aproveita- do se analisados os frutos. Tempo que estará presen- te na memória e na his- tória. Tempo perfeito de Deus que resolveu chamá -lo para viver para sempre com o Senhor a quem ser-

viu, demonstrou amor, res- peito e permaneceu fiel até ouvir chamar seu nome. A sua última viagem foi para fazer algo que o empol- gava e o fazia agir como um menino. Foi seu último Supremo Concílio da Igre-

ja Presbiteriana do Brasil.

Foi sua última eleição para integrar o Plano Missioná- rio Cooperativo, responsá- vel por plantar e revitalizar

igrejas em todo o Brasil. Foi a última vez que ele viu amigos de uma longa jornada. Todavia, não foi a última vez que ele ouviu a

voz de Deus. Não foi a últi- ma vez que ele sentiu a pre- sença do Senhor. Não foi a última vez que ele pôde adorar ao Papai do Céu. Entre o dia 24 de julho, quando sofreu um Aciden- te Vascular Hemorrágico no hemisfério esquerdo do cérebro, e 14 de agosto seu nome esteve nas orações de milhares de pessoas. Uma multidão de cristãos pediu a Deus que ele fosse curado, plenamente res- taurado e restituído à sua família e a seus ministé- rios. Mas, a Bíblia diz, e nós cremos, que a vontade

de Deus é boa, agradável e

perfeita. Assim, resignados

e agradecidos ao Senhor

pelo grande privilégio de convívio, relacionamento e

aprendizado, glorificamos a Deus pela vida e muitas obras do Presbítero Adi- valdo Ferreira Vargas.

O Rev. Haveraldo Ferreira Vargas, Júnior, é pastor da IP das Américas, RJ.

16

CELEBRAÇÃO

16 CELEBRAÇÃO Brasil Presbiteriano Setembro de 2018 130 anos da IP de Castro (PR) “A misericórdia

Brasil

Presbiteriano

Setembro de 2018

130 anos da IP de Castro (PR)

“A misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os

cumprem” (Sl 103.17-18).

Alexandre Amin

A o celebrarmos 130 anos, olhamos em

direção ao passado e obser- vamos uma preciosa his- tória escrita pela graça de Deus. Encontramos notá- veis exemplos de fidelidade ao Senhor e de dedicação à sua obra. O presbiterianis- mo chegou ao Paraná na década de 1870. Há indícios de que o Rev. José Manoel da Conceição tenha visita- do a região de Castro (PR) em 1877, juntamente com o Rev. Alexander Blackford e os colportores João Antunes

licos na região. O trabalho frutificou, e no mesmo ano foram organizadas as IP de Fundão e de Tibagi. Além das famílias Lagos e Mar- ques, membros da família Jorge estavam entre os que ouviram e participaram do trabalho na época. Com o retorno do Rev. Lenington aos Estados Uni- dos, o Rev. George Lan- des assumiu o trabalho na região, organizando a IP de Castro no dia 29 de julho de 1888. Em sua organização, a Igreja de Castro contava com cento e vinte e um membros, incluindo irmãos de outras regiões próximas, como Fundão, Tibagi e Ponta Grossa. Em 1896, durante o pasto- rado do Rev. George Bicke- rstaph, foi iniciada a cons- trução do Templo, que ficou

foi necessário ampliá-lo, o que foi feito em 1922. Em 1924, o templo contava com

o que se pode ver ainda

hoje, a nave principal, as

duas alas laterais e o púlpito de madeira de imbuia com gradil. No topo da fachada

há a escultura de uma Bíblia

aberta com o texto “Exami- nai as Escrituras” (Jo 5.39), princípio que tem norteado a igreja até o presente. Após 130 anos de orga- nização, a IP de Castro permanece resoluta em sua missão de ensinar e pro- clamar a Palavra de Deus. Além da Escola Bíblica e do Culto Dominical, a igre-

ja mantém pontos de pre-

gação na cidade, trabalhos com crianças, adolescentes, jovens, homens e mulhe- res. Atua como parceira da Associação de Ação Social

à Criança e ao Jovem. E

investe em missões, coo-

perando com trabalhos de

evangelização e discipulado

na África do Sul e Moçam-

bique. Essa rica história nos motiva enquanto olhamos para o futuro. O Senhor é fiel, e pela ação graciosa do Espírito Santo continu- ará trazendo vida por meio proclamação do evangelho

de Jesus Cristo.

No dia 29 de julho à noite, domingo, celebra- mos o Culto de Ação de Graças pelos 130 anos de

organização da IP de Castro. Como de costume em nos- sos cultos dominicais, um momento solene e alegre de encontro entre o rebanho e

o Sumo Pastor. Iniciamos

com a leitura do salmo 103,

bendizendo o Deus mise- ricordioso. O Coral Ecos

de Moura e Manoel Pereira

da Cunha Bastos. Por essa época, o Sr. José Rodrigues Lagos e família se conver-

teram mediante a leitura da Bíblia e do jornal Imprensa Evangélica. O trabalho regular de evangelização na cidade de Castro se consolidou com a chegada do Rev. Robert Lenington, no dia 3 de junho de 1884. Na noite da sua chegada, pregou na casa do Sr. José Marques. Ele permaneceu na cidade durante um mês, pregando

e

visitando, numa época

pronto no ano seguinte.

da

Castrolanda, que mantém

da Glória ajudou a igreja

em que não havia evangé-

Com o avanço do trabalho,

o

Centro de Atendimento

a

engrandecer o Deus dos

o Centro de Atendimento a engrandecer o Deus dos Culto de Ação de Graças pelo aniversário

Culto de Ação de Graças pelo aniversário da IPC

antigos, que desde o passa-

do é nossa luz, esteio, guia

e proteção, cuja Palavra é

lei e direção. Esteve conos-

co o Rev. Ludgero Bonilha

Morais, que levou a congre- gação a refletir no ensino

do primeiro capítulo da pri-

meira carta de Pedro. Após

o culto, nos reunimos no

Salão Lenington para alegre confraternização e o tradi- cional bolo de aniversário. Uma noite que ficará mar- cada na história da igreja e na vida dos que estiveram presentes.

O Rev. Alexandre Amin de Oliveira é pastor da IP Central de Castro

Setembro de 2018

CELEBRAÇÃO

Setembro de 2018 CELEBRAÇÃO Brasil Presbiteriano 17 80 anos do Rev. Luiz Lopes N o dia

Brasil

Presbiteriano

17

80 anos do Rev. Luiz Lopes

N o dia 9 de julho de 2018, aconteceu o

Culto em Ações de Graças pelos 80 anos do Rev. Luiz Lopes na 2ª IP de Bom Jesus do Itabapoana (RJ). O Rev. Luiz Lopes pasto- reou essa igreja por 30 anos e recebeu em 1998 o título de Pastor Emérito. Entre os visitantes esta- vam pastores e aproxima- damente 350 pessoas das mais diferentes igrejas e denominações das cidades de Itaperuna, São Gonçalo,

CELEBRAÇÃO

Campos dos Goytacazes, São José do Calçado, Santa Maria de Campos, Natividade, e dos distri- tos de Usina Santa Izabel, Carabuçu, Santo Eduardo, Rosal. O Rev. Ramon Lopes, atual pastor da 2ª IP de Bom Jesus do Itabapoana, entre- gou de uma placa metáli- ca homenageando ao Rev. Luiz Lopes. O mensageiro foi o Pastor Carlos Roberto de Oliveira Júnior, genro do Rev. Luiz Lopes, pastor da

de Oliveira Júnior, genro do Rev. Luiz Lopes, pastor da Rev. Luiz Lopes recebendo homenagem do

Rev. Luiz Lopes recebendo homenagem do Rev. Ramon Lopes (atual pastor da 2ª IP de Bom Jesus do Itabapoana)

Igreja Batista da Liberdade. Familiares e amigos tiveram a oportunidade de

da Liberdade. Familiares e amigos tiveram a oportunidade de Rev. Luiz e família compartilhar histórias mar-

Rev. Luiz e família

compartilhar histórias mar- cantes da vida e ministério do reverendo. Na ocasião

também foi lançado o livro A Palavra em Palavras, de sua autoria.

107 anos de David Moreira de Souza

Roselinda Durães

D avid Moreira de Souza nasceu na Fazen-

da Rio das Antas, muni- cípio de Salinas – Minas Gerais, em 20 de junho de 1911. Filho de Augus- to José de Souza e Vitali- na Moreira de Souza, é o oitavo filho de uma famí- lia de 15 irmãos. Casou-se com a Carlota Durães de Souza em 09 de setembro de 1933, com quem teve quatro filhos: Esli Durães Souza, Oswaldo Durães de Souza (ministro do Evan- gelho), Narciso Durães de Souza e Otacílio Durães de Souza. Também criou Virgília, menina desampa- rada que recebeu e cuidou

em sua casa até a morte, já cega e idosa. Produtor rural, David morou na região de Malha- da Nova, onde o casal hos- pedava em sua casa os pastores missionários nor- te-americanos que reali- zaram a obra do Senhor no norte de Minas Gerais durante 10 anos. Em 1943, mudaram para a proprie- dade denominada Zanta Velha e em 1946 iniciaram a construção do atual tem- plo da IP de Rio das Antas. Ali, junto com seu irmão Pb. Antônio Moreira de Souza, participou direta- mente do trabalho de evan- gelização no município, testemunhando o encon- tro de amigos e familiares

com Deus, contando com a simpatia de todo o povo. “Enquanto isso acrescen- tava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” Como homem público, foi vereador por três plei- tos consecutivos e juiz de paz por doze anos, sem nenhuma remuneração. Resolveu e pacificou mui- tas demandas. Foi um dos pioneiros da fé presbite- riana em região e presbí- tero por 50 anos na IP de Rio das Antas, onde ser- viu ao Senhor desde a sua juventude. Participou ati- vamente na fundação da Igreja e na construção do templo da IP Nova Matro- na, onde congrega sem-

do templo da IP Nova Matro- na, onde congrega sem- David Moreira de Souza pre que

David Moreira de Souza

pre que está no povoa- do, pois, viúvo há muitos anos, hoje mora tempora- riamente com cada filho. Fiel leitor da Bíblia e testemunha do seu Mes- tre Jesus, continua lúcido e dono de uma sabedoria invejável! Sua história se mistura à da Igreja Pres- biteriana na região e enri- quece a todos que têm o

privilégio de desfrutar de sua presença e amizade. A IP de Nova Matrona reconhece a sua luta inces- sante em prol do evange- lho de Cristo e sua influ- ência benéfica na nossa comunidade, numa vida desprendida e abnegada, e cria, em suas dependên- cias, uma biblioteca à qual confere o seu nome: Pb. Davi Moreira! Parabéns, mestre, pio- neiro da fé evangélica no nosso município! “A quem honra, honra!”

A Deus, toda a glória e todo louvor!

Roselinda Idália Durães é superintendente da EBD da IP Nova Matrona (MG)

18

18 Brasil Presbiteriano REFLEXÃO “ ( ) Esperança onde está, pois, a minha esperança?” (Jó 17.15)

Brasil

Presbiteriano

REFLEXÃO

(

)

Esperança

onde está, pois, a minha esperança?” (Jó 17.15)

Antônio Cabrera

R uanda é conhecida como "Terra de Mil

Colinas". E em parte destas monta- nhas, nos vulcões Virunga você pode ter a experiência que é frequentemente des- crita como a experiência de

história natural mais profun- da do mundo, o contato com os gorilas das montanhas,

o maior primata vivo e um

verdadeiro “gigante gentil” no seu habitat natural.

Mas essas paisagens deslumbrantes de colinas verdes e vales também foi palco do poder maléfico do Estado.

Não apenas por emitir carteiras de identidade exi- bindo o grupo étnico das pessoas, mas por ajudar

a organizar um dos maio-

res genocídios da história recente. Entre abril e julho de 1994, quando eu e você comemo- rávamos o tetracampeonato da seleção brasileira, mais de um milhão de Tutsis eram impiedosamente mas-

sacrados e retalhados até a morte pelos Hutus.

O memorial do massa-

cre, com crânios humanos, fotos e histórias, como as milhares de crianças abati-

das apenas por serem Tutsis libera as comportas da alma através do choro impossível de ser contido. Mas se me perguntarem

qual a memória que terei de Ruanda, ela é esta foto abai-

xo, em uma simples estrada de terra.

No meio do massacre bár-

baro, a ONU tentava orga- nizar o envio de suprimen-

bár- baro, a ONU tentava orga- nizar o envio de suprimen- tos para os refugiados. A
bár- baro, a ONU tentava orga- nizar o envio de suprimen- tos para os refugiados. A

tos para os refugiados.

A Sociedade Bíblica

de Ruanda foi convidada para participar distribuindo Bíblias. Várias outras ONGs par- ticiparam levando roupas, mantimentos, remédios e outras necessidades. Mas para surpresa de todos, no meio do caos desumano, as pessoas bus- cavam em primeiro lugar uma Bíblia. Tentando descobrir o motivo, os refugiados jus- tificavam o pedido dizen- do que era de esperança que eles mais precisavam naquele momento. Na nossa história já tive- mos esperança no ouro, nos

sistemas políticos, no horós- copo, na loteria, na ciência ou como recentemente nas novas tecnologias. Mas saiba que o homem pode viver até meses sem comida, dias sem água ou até minutos sem ar, mas não pode viver um segundo sem esperança.

Os ruandeses souberam

responder a essa pergun- ta de Jó e não colocaram a esperança nas coisas do mundo. E você? Onde está a sua esperança?

O Dr. Antônio Cabrera Mano Filho, presbítero da IP de São José do Rio Preto (SP), foi Ministro da Agricultura do Brasil no governo Collor e é membro do Conselho de Curadores do Instituto Presbiteriano Mackenzie.

Setembro de 2018

Aconteceu em Setembro

1822 – A 7 de setembro de 1822, o regente Dom

Pedro proclama a independência do Brasil. Não foi um ato isolado. Ele integrou o processo de crise do sistema colonial, iniciado com as revoltas de emancipação do final do século 18. A independên- cia foi apenas política, não alterando a realidade

sócio-econômica.

1835 – No dia 20 de setembro de 1835, inicia

a rebelião mais longa do período regencial, que

ensanguentou o sul do Brasil. Circunstâncias his- tóricas, sociais e econômicas e a estreita relação dos gaúchos com o Uruguai, contribuíram para que o sul conservasse a autonomia em relação ao governo do Império.

1862 – O primeiro trabalho promovido pela Igreja

Presbiteriana em nosso País, em língua portu- guesa, foi a Escola Dominical. Isso aconteceu no Rio de Janeiro em 1862, dirigido pelo Rev. Ashbel Green Simonton, missionário presbiteriano. Por isso, o 3º domingo do mês de setembro é conside- rado o Dia da Escola Dominical da IPB.

1945 – Fim da Segunda Guerra Mundial, com

a assinatura da ata de rendição incondicional do Japão.

1955 – Em 25 de setembro de 1955, nasce o bra-

sileiro Amyr Klink. Um dos mais respeitados nave- gadores do mundo, realizou em 1984, a primeira Travessia do Atlântico Sul a remo em Solitário,

viagem contada no livro Cem dias entre céu e mar. Em 1986, iniciou viagem à Antártida, a bordo do veleiro polar Rapa Nui.

1969 – Charles Elbrick, embaixador dos Estados

Unidos no Brasil, é sequestrado no Rio de Janeiro. Um grupo de terroristas exigia a libertação de 15 presos políticos.

1969 – O Jornal Nacional entrou no ar pela primei-

ra vez. Com apresentação de Hilton Gomes e Cid

Moreira, o programa teve 12 minutos de duração.

1985 – Restos do navio Titanic, que afundou em

1912 depois de bater em um iceberg, foram encon- trados por expedições americanas e francesas.

Setembro de 2018

SÉRIE CUIDADOS PARA UMA VIDA FELIZ

Setembro de 2018 SÉRIE CUIDADOS PARA UMA VIDA FELIZ Brasil Presbiteriano 19 Cuidado com a ingratidão

Brasil

Presbiteriano

19

Cuidado com a ingratidão

Cláudio Marra

“E m tudo deem graças” (1Ts 5.18), ensina a

Escritura. Em tudo mesmo? E as situ- ações difíceis em que parece não fazer sentido agradecer? Mas mesmo inundados com favores divinos, ainda temos dificuldade em agradecer, o que é um erro, porque a ingratidão é falta grave. Ela sonega a glorificação que devemos a Deus. Essa é uma das lições da história sobre a cura de dez leprosos realizada por Jesus (Lc 17.11-19). Os dez fica- ram de longe, como deviam. Tinham de se isolar para evitar o contágio.

PROJETO SARA

A lepra é tida como a doença mais antiga conhe- cida hoje (Êx 4.6-7; Lv 13–14; Nm 12.10-15; 2Cr 26.16-19). Sempre foi e continua associada à impu- reza. O médico norueguês Gerhardt Armauer Hansen (1841–1912) identificou em 1873 a bactéria causadora da lepra que, por isso, passou a ser denominada Hanseníase. Com o desenvolvimento das pesquisas sua distinção de outras doenças de pele ficou mais nítida e mais eficaz sua prevenção e tratamento. Gritando de longe, os dez leprosos citados em Lucas 17 imploraram a compai- xão do Mestre. Jesus apenas lhes disse que se apresentas-

sem ao sumo sacerdote. No uso de suas atribuições, ele constataria e proclamaria a purificação dos dez. Após a constatação da cura, só um deles voltou glo- rificando a Deus e agrade- cendo a Jesus. Desse modo, ele expressou sua fé no Sal- vador, o purificador de seu povo. Também somos inclina- dos à ingratidão demons- trada pelos outros nove. E por que? Por arrogância, que nos cega para a nossa carência. Por orgulho, que nos leva a tentar esconder nossas necessidades mais óbvias. Ou por desfaçatez. É que, afinal, sem alternativas, admitimos a nossa neces-

sidade e concordamos em receber o que a generosidade

alheia nos oferece. A desfa- çatez, porém, nos leva a agir como se nada tivéssemos recebido. Pode ter sido o caso dos nove leprosos cura- dos. Damos a impressão de que não foi conosco, ou que, em face de nosso impressio- nante merecimento, a dádi- va foi algo tão óbvio que não merece ser comentada.

E qualquer comentário nos

deixará ofendidos, porque a arrogância e o orgulho conti- nuam em seus postos. Voltar para agradecer? Nem pensar. “Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios para comigo?”, pergunta

o salmista. Ele completa:

“Erguerei o cálice da salva- ção, e invocarei o nome do Senhor” (Sl 116.12-13). A Bíblia diz que “o Senhor se agrada do seu povo e exalta os humildes com a salva- ção” (Sl 149.4). Os humil- des repudiam a arrogância,

o orgulho e a desfaçatez. São gratos pelas bênçãos rece- bidas, a começar com as

cotidianas, materiais, até a dádiva maior da purificação

e salvação em Cristo, nosso Senhor. A ingratidão mata. É pior

do que lepra. Cuidado.

Em tudo demos graças. Isso glorifica a Deus.

O Rev. Cláudio Marra é o Editor do Currículo Cultura Cristã e autor do livro A Igreja Discipuladora.

Minha família pode contar comigo

"Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel"

Raquel de Paula

O Projeto Sara é um ministério de oração

diária e sem cessar que tem como objetivo conscienti- zar, despertar e estimular as mulheres da IPB a orar diariamente por seus mari- dos. Josué declarou “eu e minha casa serviremos ao Senhor” em seu último

(Jz 2.10).

discurso antes de morrer (Js 24.15). Não se conten- tou em servir ao Senhor sozinho. Queria sua esposa e filhos nos caminhos de Deus juntamente com ele. Mas logo depois de sua morte, o povo israelita abandonou o Senhor, viven- do cada um à sua própria maneira, esquecendo com- pletamente do Deus de seus

antepassados. O resultado foi um desastre: uma gera- ção que não conhecia ao Senhor e as maravilhas que havia feito às famílias de Israel. Estamos envolvidos

e precisamos mesmo nos

envolver com a pregação do evangelho a toda raça, lín-

gua, povo e nação. Mas pre- cisamos começar em casa. Dedicamos nossos esforços

a falar de Jesus a muitas

crianças, mas não falamos

de Jesus aos nossos próprios

filhos. Nós nos empenha- mos para testemunhar do amor de Deus no trabalho,

na faculdade e não damos testemunho ou sequer ora- mos pelos nossos maridos. Precisamos levantar nossa geração que conheça ao Senhor e toda a obra reden- tora que realiza em Cristo

Jesus. Precisamos pregar o evangelho a toda criatura, a começar da nossa própria família. Ore pelo seu esposo. Agradeça a Deus pelo que

ele é e por tudo que já pas- saram juntos. Peça a Deus que o guarde, que o livre do mal. Agradeça pelos livramentos e pelas prova- ções que passaram juntos,

que trouxeram experiência

e fortalecimento no rela-

cionamento conjugal. Ore por seus filhos, agradecen-

do a herança que recebeu do Senhor e suplicando por suas vidas, para que conhe- çam a Deus e andem em seus caminhos. Que sejam conhecidas quão grandes coisas fez

o Senhor por nós. Que o

Senhor nos abençoe e nos guarde, durante os dias de nossas vidas, e seja Deus glorificado em nossos lares.

Raquel de Paula é membro da IP Praia Grande, SP, e colaboradora do Brasil Presbiteriano.

20

Boa Leitura

Pacto e Mandamento – Bradley G. Green

20 Boa Leitura Pacto e Mandamento – Bradley G. Green Pacto e Mandamento é um ótimo

Pacto e Mandamento é um ótimo

ponto de partida para debates sobre fé

e obras na vida cristã, afinal, aborda

através de uma teologia bíblica, a na-

tureza e o lugar das obras, obediência

e fidelidade na nova aliança. Muito bem escrito por Bradley G. Green, o livro estimula os leitores a pensar com precisão sobre como con- fessar e obedecer Deus de maneira excelente usando e interagindo com várias escritores na tradição Reforma- da e compensadores contemporâne- os, como Henri Blocher e NT Wright. Apesar de ser um tema frequente, o papel das obras apresentando por Green preenche uma lacuna ao se concentrar no papel das obras na vida em curso do crente, uma correção útil para declarações abrangente sobre o papel das boas obras.

Conversa de Tolos – Os Guinness

o papel das boas obras. Conversa de Tolos – Os Guinness Compartilhar a fé no mundo

Compartilhar a fé no mundo con- temporâneo é complicado, mas fica um pouco mais fácil com a exposição franca da lógica e da retórica ineren-

tes à persuasão, demonstrando como

é possível levar nossos ouvintes da

dúvida e incredulidade à convicção da

fé cristã.

Para isso, Os Guinness (autor tam- bém de Renascimento, da Cultura

Cristã), utiliza de maneira sábia men- sagem e método, utilizando a Palavra

e a apologética para melhorarmos

nossos argumentos, preparando-nos não apenas para ganharmos debates, mas também conquistarmos vidas.

Com foco na apologética, na ética,

no caráter e na fé, Conversa de Tolos

explora a profundidade das questões vitais na defesa da histórica fé cristã, e

é leitura obrigatória para qualquer um que esteja interessado em alcançar o cético ou aquele que está em busca

de algo.

Por que amamos a Igreja – Kevin De

Young e Ted Kluck

Por que amamos a Igreja – Kevin De Young e Ted Kluck Uma atitude de indiferença

Uma atitude de indiferença para

com a Igreja se tornou tragicamen-

te comum. Como resultado, muitas

pessoas não conseguem assumir um compromisso sólido com a vida con- gregacional e com a responsabilidade. Nesse âmbito, Por que amamos a Igre- ja nos ajuda olhar de maneira positiva

as instituições e a religião organizada, um modo de nos ajudar a entender o que é dito no Novo Testamento: amar

a Cristo é amar a Igreja. Kevin e Ted amam a Cristo e a sua Igreja, são críticos cuidadosos dos

críticos populares da Igreja, e por isso nos fornecem uma palavra poderosa de correção, com argumentos convin- centes e uma visão da vida da Igreja que também é inspiradora. Por que amamos a Igreja é ideal para quem está procurando por rea- lidade, autenticidade e honestidade para aprofundar o seu amor por Cristo

e sua Igreja.

Sobre esses e outros títulos acesse www.editoraculturacrista.com.br ou www.facebook.com/editoraculturacrista ou ligue 0800-0141963

ou ligue 0800-0141963 Brasil Presbiteriano Setembro de 2018 Entretenimento e

Brasil

Presbiteriano

Setembro de 2018

ou ligue 0800-0141963 Brasil Presbiteriano Setembro de 2018 Entretenimento e reflexão O Brasil Presbiteriano não
Entretenimento e reflexão
Entretenimento e reflexão

O Brasil Presbiteriano não necessariamente endossa as mensagens dos filmes aqui apresentados, mas os sugere para discussão e avaliação à luz da Escritura.

  A Sociedade Literária e Torta de Casca de Batata Caça-Fantasmas: Atenda ao Chamado (2018)
  A Sociedade Literária e Torta de Casca de Batata Caça-Fantasmas: Atenda ao Chamado (2018)
 

A Sociedade Literária e Torta de Casca de Batata

Caça-Fantasmas:

Atenda ao Chamado

(2018)

(2016)

Baseado no romance de mesmo nome de Mary Ann Sha- ffer e Annie Barrows, o longa nos apresenta a história de Juliet Ashton, uma jovem escri- tora com falta de inspiração. Algo que começa a mudar quan- do recebe, logo após a Segun- da Guerra, uma carta de um membro da Sociedade Literária de Guernsey, uma organização formada durante o período de

Nos últimos anos estamos vendo a regravação de uma série de clássicos do cinema. Aliás, alguns deles já foram mencionados no Brasil Pres- biteriano, como Ben Hur. E, é claro, Os Caça-Fantasmas não passaria ileso de uma releitura. Com referência ao longa ori- ginal, Caça-Fantasmas: Atenda ao Chamado foi adaptado para abordar assuntos contemporâ- neos, principalmente os relacio- nados aos jovens millennials e a Geração Z, e que os jovens das

ocupação nazista na região per- tencente à Coroa Britânica. Disponível no Netflix, o filme traz momentos tensos, cômicos

e

apaixonantes, nos mostrando

igreja não estão isentos. Desse

a

importância de nos unirmos

modo, vemos uma equipe de

e

enfrentarmos juntos com nos-

caçadores de fantasma forma- da por mulheres, colocando em foco (de uma maneira humora- da) questões de identidade de gênero, empoderamento femi- nino e críticas sociais. Independente do que se pense sobre esses temas, é importante que, como cristãos, saíamos de nossas bolhas para entender questões contempo- râneas e encontrar maneiras excelentes de orientarmos nos- sos jovens para lidarem com esses assuntos a partir de uma ótica bíblica.

sos queridos os momentos de angústia e medo pelos quais

passamos durante a vida. E, diferentemente dos tradi- cionais filmes bélicos, A Socie-

dade Literária e a Torta de Casca de Batata discute atra- vés do olhar daqueles que não foram deslocados para os cam- pos de batalhas e de concen- tração, os efeitos da guerra na humanidade e em como se fez necessário encontrar um refúgio de liberdade e amor no meio

do caos.

um refúgio de liberdade e amor no meio do caos. A Bela e a Fera (2017)

A Bela e a Fera

(2017)

A versão live-action do clássi-

co da Disney chegou aos telões

no ano passado e levou inúme- ras pessoas apaixonadas pelo romance da Bela com a Fera as salas de cinema. Totalmen-

te embasado na animação de 1991, nos deparamos com per- sonagens vividos por grandes atores contemporâneos, como Emma Watson e Ewan McGre- gor, em cenas humoradas e musicais. Com apenas algumas carac-

terísticas distintas do roteiro ori- ginal, A Bela e a Fera de 2017 traz a mesma mensagem do original: não julgue pela apa- rência. Mas vai além, colocando em foco questões como ganân- cia, orgulho e empatia. Já disponível em serviços de streaming, como o NOW,

o filme nos diverte com seus

personagens “móveis”, nos leva a refletir com suas pautas atem- porais e nos encanta com sua riqueza de detalhes nos cená- rios e figurinos que nos trazem uma sensação nostálgica da

infância.

Além de tudo, convém discu-

tir o que está por trás do “acei-

tar o outro como ele é”.

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