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OBESIDADE INFANTIL

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS - UEA


NÚCLEO TELESSAÚDE AMAZONAS
PRM EM PEDIATRIA –UEA
CLUBE DA CRIANÇA
MANAUS - 2018

RESIDENTE DE PEDIATRIA
RENATA DA SILVA ALMEIDA
PRECEPTORA
ADRIANA TAVEIRA
DEFINIÇÃO:

•Excesso de gordura corporal, que compromete a saúde,


devido ao desequilíbrio permanente e prolongado entre a
ingestão calórica e o gasto energético,onde o acúmulo de
calorias se armazena como tecido adiposo.

• Crianças- IMC- > 95(percentil)

SOBREPESO
• Relação peso/altura alterada sem a ocorrência de mudanças
substanciais na composição do compartimento adiposo.
• IMC- 85 a 95 (percentil)
CONSEQUÊNCIAS DA OBESIDADE:

•Alterações que afetam a qualidade da saúde ainda na


infância, resultando no aumento de doenças e fatores de
morbidade entre adolescentes e adultos:

•Problemas respiratórios;
•Lesões articulares;
•Hiperinsulinemia;
•Resistência periférica à insulina;
•Diabetes mellitus;
•Doenças cardiovasculares;
•Alterações psico-sociais;
•Apnéia.
OBESIDADE NO BRASIL:

•De acordo com a OMS 2004, a prevalência da obesidade


tem crescido de 10 a 40 % nos últimos 10 anos no mundo.
•Estudos realizados no Brasil pelo IBGE A condição
socioeconômica como um fator de influência no sobrepeso,
atingindo 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas entre 5 a 9
anos;
•Região Sul e Sudeste do país por serem regiões mais
desenvolvidas e menor no Nordeste.
CLASSIFICAÇÃO:

•Exógena – 95%- Nutricional;

•Endógena- secundária a causas:


• Endócrinas- diabetes, hipotireoidismo; Cushing etc.
• Genéticas- S.de Turner, Prader-Willi.
PRINCIPAIS CAUSAS:

Fatores Genéticos:

•Más condutas alimentares e sedentarismo,


permitem a ação dos fatores genéticos
herdados pelos pais, estimulados pelos
fatores ambientais e comportamentais,
desencadeando a obesidade.

•A herança genética na determinação da


obesidade parece ser de natureza
poligênica, ou seja, as características
fenotípicas do indivíduo obeso são
resultantes da interação de vários genes.
PRINCIPAIS CAUSAS:

Fatores Socioeconômicos:
•Influencia os hábitos por meio da educação, da renda e da
ocupação, resultando em padrões comportamentais que
afetam ingestão calórica, gasto energético e a taxa
metabólica basal.
PRINCIPAIS CAUSAS:

Mudanças na alimentação:
•Em torno dos anos 90 houve um aumento
no consumo de doces, biscoito recheado,
refrigerantes, fast-food e etc e uma
diminuição no consumo de frutas e
hortaliças . A transição alimentar e
nutricional levou ao declínio da prevalência
de desnutrição e levou ao aumento de
sobrepeso e obesidade.
PRINCIPAIS CAUSAS:

Globalização:
•Introduziu alimentos que não faziam parte da cultura local,
fazendo com que culturas de outros países fossem aceitas.
•Com isso houve a introdução de alimentos não saudáveis
como o costume de comer hambúrguer, cachorro-quente e
etc.
PRINCIPAIS CAUSAS:

Sedentarismo:
•Antigamente as crianças eram mais ativas, com brincadeiras
na rua e etc., hoje em dia com o avanço da tecnologia, as
crianças passam a maior parte do tempo sentadas em
frente a tv, do computador, jogando vídeo game,o que
contribui para o acúmulo de gordura junto a uma
alimentação não saudável.
PRINCIPAIS CAUSAS:

Influência da mídia:
•As crianças são muito influenciadas por
comerciais chamativos e apelativos,com
bastante coloridos que acabam estimulando
o consumo da criança por interesse aquele
alimento, geralmente são alimentos
industrializados:biscoitos, refrigerantes e
fast-food e etc.
PREVALÊNCIA NA INFÂNCIA:

•Interrupção precoce do aleitamento materno;


•Introdução inapropriada dos alimentos complementares;
•Diluição incorreta das fórmulas lácteas;
•Distúrbios do comportamento alimentar;
•Inadequada relação familiar;
•Baixo peso ao nascer.
FISIOPATOLOGIA:

Doença Crônica:
•Não transmissível;
•Progressiva;
•Recorrente.

•O seu desenvolvimento ocorre, na grande maioria dos casos,


pela associação de fatores genéticos, ambientais e
comportamentais.
•Doença poligênica- múltiplos genes estão envolvidos na
codificação dos componentes que participam da regulação
do peso corporal.
FISIOPATOLOGIA:

•Leptina - secretada pelos


adipócitos. Inibe a ingestão e
estimula o gasto energético.
Aumentada nos obesos, porém
com menor funcionamento.

•Grelina - Aumenta a ingesta; Com


grande funcionamento nos obesos.
FISIOPATOLOGIA:

Neuropeptídeos orexígenos:
- Y (NPY)- é um dos mais potentes estimuladores da ingestão
alimentar dentro do sistema nervoso central;
- hormônio concentrador de melanina (MCH);
- orexinas A eB;
- proteína do gen. Aguti (AGRP);

Neuropeptídeos anorexígenos: promovem balanço energético negativo.

- CRH- hormônio liberador da corticotropina;


- TRH- hormônio liberador da tireotropina;
- MSH hormônio estimulante melanócito.
FISIOPATOLOGIA:

Outros fatores:

•CCK- Colecistoquinina- saciedade;


•ADIPONECTINA- efeito antidiabético, antiteratogênico e anti-
inflamatório;
•ASP- adipsina- proteína que afeta o metabolismo lipídico e
glicídico. Estão positivamente correlacionadas com
adiposidade, resistência insulínica, dislipidemia e doença
cardiovascular.
DIAGNÓSTICO:

É CLÍNICO!!!
ANAMNESE:

•História da obesidade – idade de início, relação com fatores


desencadeantes, tentativas anteriores de tratamento e
percepção da família sobre o problema.

•Antecedentes familiares – devem ser investigados em


todas as famílias independentemente da condição
nutricional da criança.

•Uso de drogas, álcool (1g = 7 kcal) e tabaco – é importante


que o adolescente esteja confiante e à vontade no momento
da consulta, muitas vezes sem a presença da família.
ANAMNESE:

•Antecedentes alimentares – tempo de aleitamento materno (cada


período de 3,7 meses no tempo total de aleitamento materno reduz
em 6% o risco de desenvolvimento de obesidade); introdução da
alimentação complementar e seus aspectos quantitativos e
qualitativos;

•Hábitos alimentares – os dados a respeito são obtidos com base em


informações sobre o dia alimentar;

•Comportamento e estilo de vida – comportamento com familiares e


colegas da escola. Deve-se lembrar que são cada vez mais frequentes
os distúrbios psicossociais, como ansiedade, compulsão e depressão.
INTERROGATÓRIO SOBRE OS DIVERSOS
APARELHOS

• Respiração oral, roncos, parada respiratória noturna,


sibilância, fadiga ao esforço;
• Lesões de pele;
• Dor ou edema em articulações;
• Dor abdominal, retroesternal e hábito intestinal;
• Alterações menstruais;
• Sono agitado;
• Alterações comportamentais.
EXAME FÍSICO

a) Peso e estatura – utilizados para a classificação da condição nutricional por meio


do índice de massa corporal (IMC=peso [kg] / estatura2 [m]). Os parâmetros
antropométricos devem ser cuidadosamente aferidos.
• As crianças de 0 a 5 anos são consideradas em risco de sobrepeso quando estão
entre os percentis 85 e 97 ou com escore z entre +1 e +2; com sobrepeso quando
estão entre os percentis 97 e 99,9 ou com escore z entre +2 e +3; e com obesidade
quando no estão em percentil maior que 99,9 ou com escore z maior que +3.
• Para as maiores de 5 anos, o peso excessivo (sobrepeso) se relaciona a valores
entre os percentis 85 e 97 ou a escore z entre +1 e +2; a obesidade, a valores entre
os percentis 97 e 99,9 ou a escore z entre +2 e +3; e a obesidade grave a valores
acima do percentil 99,9 ou a escore z maior que +3 .
EXAME FÍSICO
EXAME FÍSICO

b) Prega cutânea tricipital (PCT) e


circunferência do braço (CB) - A OMS
considera a aferição das dobras
cutâneas como complemento do peso e
da estatura para a estimativa de
adiposidade: PCT > p90.

c) Circunferência abdominal – para a sua


realização deve-se marcar, inicialmente,
o ponto médio entre a última costela fixa
(décima) e a borda superior da crista
ilíaca, local onde a fita inextensível será
colocada. Essa medida serve para a
avaliação indireta da gordura visceral.
EXAME FÍSICO

d) Estadiamento Puberal;

Estadiamento puberal (sexo feminino): mamas (M) Estadiamento puberal (sexo masculino): volume testicular (G)
e pelos pubianos (P); e pelos pubianos (P);
EXAME FÍSICO

e) Pressão arterial sistêmica – deve ser aferida em todas as consultas


utilizando-se manguitos apropriados. Considera-se hipertensão arterial
quando são obtidas três medidas (pressão arterial sistólica ou
diastólica) acima do percentil 95 e levando-se em conta o sexo, a idade
e a estatura. Cerca de 30% das crianças e adolescentes obesos são
hipertensos.
EXAME FÍSICO
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
TRATAMENTO

É multidisciplinar:

•Pediatra; • Deve ser individualizado;


•Nutricionista; • Abordagem dietética;
•Psicólogo; • Modificação no estilo de vida;
•Assistente social; • Incentivo à prática de
•Educador físico; exercícios;
• Apoio psicossocial.
TRATAMENTO DIETÉTICO

Instituído gradualmente;
• Individualizado com dieta balanceada adequada à idade do
paciente, evitando-se a imposição de dietas rígidas e
extremamente restritivas;
• O planejamento inadequado da intervenção dietética pode
levar à diminuição da velocidade de crescimento e à
redução da massa muscular;
• Resultados esperados:
- adolescentes - redução gradual do peso;
- crianças - manutenção do peso;
- redução das morbidades.
TRATAMENTO DIETÉTICO
• Adoçantes?
- não há indicação formal;
- crianças e adolescentes obesos que não apresentam intolerância à glicose
nem diabetes mellitus, é preferível modificar o hábito alimentar, estimulando o
consumo moderado de alimentos ricos em açúcar e de doces e limitando a
ingestão lipídica.
• Alimentos light?
- Os alimentos “light”, especialmente aqueles com redução do
conteúdo de gordura, apesar de frequentemente
apresentarem custo mais elevado, podem ser usados como
coadjuvantes no tratamento dietético.

• Alimentos diet?
- Não está indicado no manejo da obesidade infantil;
- É elaborado para regimes alimentares especiais, ou seja,
aqueles destinados a indivíduos com alguma doença.
ATIVIDADE FÍSICA

• Deve ser lúdica e recreativa;


• Aumenta o gasto energético;
• Melhora a sensibilidade à insulina;
• Diminui a lipogênese;
• Aumenta a massa muscular;
• Evita o sedentarismo;
• Uma comissão do Centers for Disease Control and Prevention
(CDC) recomenda que as crianças em idade escolar participem
pelo menos 60 minutos por dia de atividade física moderada a
vigorosa, que para seu desenvolvimento é adequada e
agradável.
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

• A indicação mais óbvia para o uso de fármacos refere-se àqueles casos


em que são detectadas situações de agravo à saúde que têm influência
direta do ganho de peso e precisam ser tratadas paralelamente ao
processo de reeducação alimentar.
• Outra situação comum surge quando, ao invés de medicar, é preciso
suspender ou substituir medicações que levam ao ganho de peso como
efeito colateral.
• Nem todo fármaco que provoca emagrecimento ou perda de peso é indicado
para tratamento da obesidade. Diversos medicamentos utilizados para
diferentes indicações apresentam, como efeito colateral, anorexia, diurese
excessiva, diarreia, aceleração do metabolismo basal ou, até mesmo,
induzem o catabolismo. Todas essas situações podem levar à queda no peso
corporal, não apenas por redução da gordura, mas também por queda na
água corpórea ou na massa muscular.
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

• O comer compulsivo pode ser entendido, de forma simplificada, como um


distúrbio psicológico que leva a pessoa a comer “sem parar”,
independentemente de ter fome. Nesse caso, a primeira pergunta que se
impõe é: por que isso está ocorrendo? Se houver uma explicação, o
tratamento deve ser direcionado à sua solução. Nesse caso antes de
pensar em medicamentos, seria bem mais adequado obter a ajuda de
um profissional especializado, psicólogo ou psiquiatra;

• Há situações, entretanto, em que não se consegue explicação razoável ou,


por outro lado, os distúrbios psicológicos são tão graves que demandarão
anos de terapia e não se poderá deixar o paciente engordando sem parar!
Nessas circunstâncias, é possível que se torne necessário o uso de
medicamentos para controlar o sintoma.
DROGAS DISPONÍVEIS

• Sibutramina- saciedade - numerosos estudos científicos sugerindo a eficácia e a


segurança a partir dos 14 anos de idade;
• Orlistate- < absorção de gorduras (adultos);
• Fluoxetina- depressão (>8anos);
• Sertralina- compulsão (>6anos);
• Metformina- hiperinsulinismo - melhora a atuação da insulina, mas esse efeito
somente é obtido com uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos.
ABORDAGEM PSICOSSOCIAL

•Apoio ao tratamento;
•Intervenção na dinâmica familiar;
•Estilo de vida.
MONITORAMENTO

• Antropometria - mensal no início e trimestral aos que se


adequaram ao tratamento

• Laboratorial - boa evolução: anual


- morbidades: trimestral
- piora: especialista
PREVENÇÃO DA OBESIDADE

• Agravo para a saúde pública: prevenção minimizando a


prevalência de doenças degenerativas;
• Adoção de hábitos alimentares mais saudáveis;
• Conhecimento sobre alimentação e nutrição;
• Escola, papel educadora alimentar e incentivadora da
prática de atividades físicas na busca da promoção da
saúde;
• Combate á obesidade necessita de um trabalho conjunto
de conscientização que envolva a família, a escola, a
comunidade, a indústria de alimentos, e um sistema de
saúde que priorize a prevenção de doenças.
PREVENÇÃO DA OBESIDADE

• Em virtude desses fatos, o Ministério da saúde publicou os


dez passos para o peso saudável. Esse material é oriundo do
Plano Nacional para a Promoção da Alimentação Adequada
e do Peso Saudável, visando à modificação do estilo de vida
da população brasileira,principalmente, sobre a prática
alimentar e atividade física.
PREVENÇÃO A OBESIDADE

1. Comer frutas e verduras variadas, pelo menos duas vezes por dia;
2. Consumir feijão pelo menos quatro vezes por semana;
3. Evitar alimentos gordurosos como carnes gordas, salgadinhos e
frituras;
4. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele do frango;
5. Nunca pular refeições: fazer três refeições e um lanche por dia. No
lanche escolher uma fruta;
6. Evitar refrigerantes e salgadinhos de pacote;
7. Fazer as refeições com calma e nunca na frente da televisão;
8. Aumentar a sua atividade física diária. Ser ativo é se movimentar.
Evitar ficar parado, você pode fazer isto em qualquer lugar;
9. Subir escadas ao invés de usar o elevador, caminhar sempre que
possível e não passar longos períodos sentado assistindo à TV;
10. Acumular trinta minutos de atividade física todos os dias.
A PREVENÇÃO DA OBESIDADE É
MAIS BARATA E EFICIENTE QUE
SEU TRATAMENTO!
QUESTÕES SOBRE OBESIDADE
1) Escolar, 11 anos, obeso, anda pouco, “enrola” nas aulas de educação física e alimenta-se mal. Sua mãe
trabalha o dia todo e não fiscaliza a sua rotina. Vai para a escola no período vespertino e todo tempo
livre gasta na frente da TV, com jogos eletrônicos ou na internet. Neste caso, o pediatra deve:

A) mobilizar a equipe multiprofissional para modificar comportamento da criança e da família com relação
a higiene do sono, hábitos alimentares e atividade física;
B) envolver a escola cujo papel é fundamental, na promoção do desenvolvimento saudável com uma
cultura prevencionista, principalmente na faixa etária de adolescente;
C) alertar a família sobre atitudes relativas às mudanças alimentares, de horários, inserção de atividade
física vigorosa por 60 minutos três vezes por semana e uso de mídias até duas horas diárias ;
D) envolver a família e escola como parceiras na educação em saúde estimulando cuidados alimentares,
higiene do sono, atividade física diária e limitação do uso de mídias até duas horas por dia.
2) O panorama da evolução nutricional da população brasileira revela, nas duas últimas décadas,
mudanças em seu padrão. As tendências temporais da desnutrição e da obesidade definem uma das
características marcantes do processo de transição nutricional do país. Ao mesmo tempo em que a
ocorrência da desnutrição em crianças e adultos declina em ritmo bem acelerado, aumenta a prevalência
de sobrepeso e obesidade. Dessa forma, analise as recomendações para a promoção da alimentação
saudável da criança e, consequentemente, prevenção da obesidade e das doenças crônicas não
transmissíveis:
I. Promoção, apoio e estímulo ao aleitamento materno exclusivo até o segundo mês e complementar até
2 anos de vida ou mais;
II. Valorização do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, a partir da caderneta da criança;
III. Orientação da alimentação da criança com base nos 10 passos da alimentação da criança menor de 2
anos; IV. Estímulo ao uso do sal e seu correto armazenamento no domicílio;
V. Incentivo ao uso de alimentos regionais, especialmente frutas, legumes e verduras;
VI. Incentivo ao consumo de alimentos que são fontes de ferro. Assinale a alternativa que contém todas as
recomendações corretas:

(A) I, II, III e VI; (B) I, III, V e VI; (C) I, III, IV e V; (D) II, III, V e VI; (E) II, III, IV e VI
3) Escolar, seis anos e nove meses, sexo feminino, é levada à consulta anual de puericultura. Exame físico:
peso: 28.800g; altura: 120 cm, sem alterações no restante do exame. Utilizando o gráfico abaixo, deve-se
comunicar ao responsável:
A) o diagnóstico de sobrepeso, solicitando rigor no controle no âmbito alimentar;
B) a probabilidade de obesidade, realizando medições adicionais de adiposidade;
C) a probabilidade de sobrepeso, instituindo avaliações de parâmetros bioquímicos;
D) o diagnóstico de obesidade, orientando medidas para a prevenção de comorbidades.
4) A prevalência da obesidade tem aumentado de forma acelerada nas crianças brasileiras. Ela pode
comprometer de forma significativa a saúde, não só da criança, mas do adulto que ela será. Entre as
medidas abaixo, a única que NÃO tem impacto positivo na prevenção da obesidade é:
(A)aleitamento materno;
(B)atividade física regular;
(C)uso de hipoglicemiante oral;
(D)reduzir o uso de alimentos processados;
(E) diminuir o tamanho das porções dos alimentos.
5) A obesidade é um problema de saúde grave que atinge várias pessoas ao redor do
planeta. Marque a alternativa que apresenta o único fator que não é considerado
desencadeador da obesidade.
a) Problemas genéticos.
b) Hábitos alimentares inadequados.
c) Hipertensão arterial.
d) Problemas hormonais.
e) Falta de atividades físicas regulares.
RESPOSTAS
• 1º LETRA D: O sedentarismo e os maus hábitos alimentares produzem um balanço positivo de ganho
ponderal que necessita do esforço da família para as mudanças de atitudes que precisam ser
implementadas para a prevenção da obesidade e suas comorbidades. A escola é parceira e fundamental
neste processo, para se trabalhar a educação em saúde, alimentação saudável, vigilância nas cantinas
escolares e na merenda escolar, e, segundo a Academia Americana de Cardiologia, no desenvolvimento de
atividades físicas aeróbicas, preferencialmente lúdicas, 60 minutos diários.
• 2º LETRA D: As alternativas incorretas são: I - aleitamento materno exclusivo até o 6º mês e não até o 2º
mês IV –Não estimular o uso do sal.
• 3º LETRA B: Considerando os dados fornecidos, peso, altura e o gráfico de índice de massa corporal, calcula-
se que este índice é 20. Plotando no gráfico está acima do segundo desvio padrão positivo (+2SD; entre esta
curva e a do +1SD classifica-se como sobrepeso), o que serve para indicar a probabilidade de obesidade.
Porém, deve-se levar em conta que não necessariamente há excesso de gordura, podendo neste caso haver
excesso de massa muscular. Desta forma, para se fazer o diagnóstico de obesidade, outras mensurações da
adiposidade devem ser realizadas. As crianças classificadas como sobrepeso têm indicação de avaliação
bioquímica caso haja história familiar de diabetes mellitus ou achado de acantose nigricans; demais exames
podem ser feitos caso haja na história ou no exame físico indícios que os justifiquem.
• 4º LETRA C: O uso de hipoglicemiante oral é uma medida terapêutica e não preventiva. Todas as outras
medidas têm efeito preventivo e algumas também terapêutico.
• 5º LETRA C: A obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial. Sendo assim, a
hipertensão pode ser considerada como uma consequência, e não uma causa da obesidade.
OBRIGADA!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Obesidade na Infância e Adolescência: Manual de Orientação(2012) – SBP;

Desnutrição e Obesidade Infantis em Três Coortes de nascimentos no Sul do Brasil


(2008).
OBRIGADO!