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CIÊNCIA DA TERRA E DA VIDA

BIOLOGIA DO 10º ANO DE ESCOLARIDADE


Disciplina de Ciências Naturais

Setembro de 2008
CIÊNCIA DA VIDA – 10º ANO DE ESCOLARIDADE

2008
FREY LDA

Guia do Professor e do
Aluno
Testo de Apoio
ADILSON FREIRE com a
Colaboração da Professora HELOISA FORTES
2008

Nesta pequena ficha consta todos os conteúdos programáticos


que vão ser abordados no 10º ano, conteúdos esses que, além
de serem essenciais na formação dos alunos, tem grande
pertinência e actualidade. O seu tratamento exige um esforço
não só no aspecto científico, mas também no componente
pedagógico. Neste sentido o Guia do Professor e do Aluno
pretende ser uma ajuda no trabalho e na aprendizagem a
desenvolver ao longo do ano. Gostaria que tirassem o máximo
de partido do material apresentado. Ele constitui uma base de
trabalho que, depois de analisada, pode ser adaptada ao perfil
de cada um.

O Colectivo de Biologia, C. Naturais e H. Ambiente


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ORIGEM E EVOLUÇÃO DA PROTO-TERRA

Várias modelos teóricos foram propostos para explicar a formação da Terra. Mas actualmente o
modelo mais aceite baseia – se na Hipótese Nebular, formulada no sec. XVIII por Laplace e
reformulada no sec. XX por Carlos Weizracker.

Hipótese Nebular

Segundo este modelo a terra formou – se a partir da contracção gravítica da enorme nebulosa de
gases (hélio e hidrogénio) e poeiras cósmicas metálicas e rochosas.

A terra formou – se em duas etapas:

 Acreção: processo pelo qual, na nebulosa solar primitiva, corpos sólidos se agregar para
formarem planetas.
 Diferenciação: processo pelo qual, as matérias constituintes da terra fundiram com o
aumento de temperatura, permitindo a separação da terra em várias zonas, com
composição química e física diferentes e densidade crescente:
 Crosta: com matérias mais leves tais como as poeiras;
 Manto: com elementos menos densos (alumínio, cálcio e magnésio);
 Núcleo: com matérias de elevada densidade (Ferro e Níquel)

ORIGEM E EVOLUÇÃO DA ATMOSFERA TERRESTRE

A Atmosfera primitiva originou dos gases da nebulosa que deram origem a terra.

Durante o período da acreção a atmosfera era muito densa, constituída por hidrogénio,
amoníaco, metano hélio e néon.

Posteriormente a terra sofreu um aquecimento que provocou alterações na sua atmosfera.


Erupções vulcânicas frequentes libertaram para o espaço grandes quantidades de gases,
formando uma atmosfera secundária menos densa constituída por azoto, CO2, monóxido de

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carbono, vapor de água, mais os gases da atmosfera inicial, mas, no entanto, sem a presença de
oxigénio no estado livre – Atmosfera redutora

Nota: Actualmente a composição da atmosfera é muito diferente, uma vez que contém os dois
principais constituintes que são o Azoto e o Oxigénio no estado livre – Atmosfera Oxidante.

OBS: O O2 surgiu a partir da dissociação das moléculas de H2O e não só.

ORIGEM DOS OCEANOS

Os Oceanos originaram dos vapores de água libertados durante as erupções vulcânicas. O vapor
de água arrefeceu, condensou e formou grandes nuvens que ao caírem em forma de chuva,
acumularam e formaram pequenos mares. E com muita acumulação dos pequenos mares
surgiram os oceanos.

CARACTERISTICAS PARTICULARES DO PLANETA TERRA FAVORAVEL AO


APARECIMENTO DE VIDA

De todos os planetas do sistema solar, a terra é o único onde se conhece a existência de vida,
devido a:

 Massa da Terra: massa suficiente para originar a força de gravidade necessária a


retenção de uma atmosfera;
 Existência da água no estado líquido;
 Distância ideal ao sol: essa distância permite a manutenção de temperatura moderada
favorável ao aparecimento e desenvolvimento de vida;

OBS: Os planetas exteriores recebem pouca energia solar. Os interiores mais próximos do sol
do que a terra, recebem excesso de radiações solares, condições essas, que não são compatíveis
com o desenvolvimento de vida.

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TEORIAS EXPLICATIVAS DA ORIGEM DA VIDA

Como surgiu a vida?

O aparecimento da vida na terra é um tema que desde antiguidade tem apaixonado o espírito
humano.

Vários modelos e teorias têm sido apresentados:

 TEORIA DO FIXISMO OU DE CRIAÇÃO ESPECIAL

Defende que a vida foi criada por Deus no momento uno de criação, e as espécies por ele
criado, mantém – se fixa no tempo e não mudam.

Esta teoria foi rejeitada por não conseguir provar a existência de Deus.

 TEORIA DA GERAÇÃO ESPONTÁNEA OU ABIOGENESE

Considera que a vida surgiu de um modo súbito (repentino) e espontâneo a partir da matéria
inorgânica.

Ex: Ratos podem surgir de roupas sujas e velhas, Peixes de algas em decomposição e moscas e
mosquitos de lamas ou carnes em putrificação.

Esta teoria foi proposta por Aristóteles a.c e defendida por Descartes, Newton e Van Helmont.

 TEORIA DA BIOGENESE

Defende que todos os seres vivos provêm de outros pré-existentes e da mesma espécie. Foi
formulada por Redi e defendida por Pasteur, Spallanzani, Fox, Oparin.

Esta teoria foi aceite, mas faltava aos seus defensores explicar como é que surgiu a primeira
forma de vida.

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 TEORIA COSMOZÓICA OU DA PANSPERMIA

Diz que a vida veio de espaço em forma de esporos, transportados pelos meteoritos. Foi
defendida por Arrhenius e Kelven.

Esta teoria foi rejeitada por dois motivos:

1 – Não explicou como surgiu a vida no espaço;

2 – Os esporos mesmo que tivesse surgido no espaço não suportariam as diferentes condições
do espaço durante a travessia;

NOTA: Face a essas situações muitos cientistas começaram a abandonar o barco. E a ideia de
que a vida teria organizado na própria terra foi partilhada por alguns deles. Mas, o problema
que se levantou foi se os primeiros organismos teriam sido Autotróficos ou Heterotróficos.

 TEORIA AUTOTRÓFICA

Defende que os primeiros seres vivos eram autotróficos, isto é, capazes de fazer a síntese dos
compostos orgânicos a partir de matérias inorgânicas.

Esta teoria foi rejeitada porque o metabolismo envolvido na autotrofia é muito complexo e
certamente não ocorria em seres simples que na terra existia.

 TEORIA HETEROTRÓFICA

Diz que os primeiros seres vivos eram heterotróficos simples e que resultaram de um longo
processo de evolução pré-biológico. Esses seres alimentavam de matérias orgânicas sintetizadas
na terra primitiva.

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HIPÓTESE DE OPARIN (1924) – HALDANE (1929) SOBRE A ORIGEM DA VIDA

Dois cientistas OPARIN e HALDANE embora trabalhando independentemente, formularam


uma hipótese idêntica sobre a origem da vida. Tentaram pela primeira vez explicar
cientificamente como se teria formado os Compostos Orgânicos e mesmo os Seres Vivos, a
partir da matéria inorgânica.

Na formulação da hipótese, Oparin e Haldane basearam nas seguintes condições ou


pressupostos que provavelmente existia:

 Composição Química da atmosfera primitiva;


 Ambiente árida e desértica da terra primitiva;
 Quantidade de calor e gases libertado para o espaço durante as erupções vulcânicas;
 Forte aquecimento da superfície terrestre, por acção das radiações ultravioletas devido a
falta da camada protectora de Ozono;

FORMAÇÃO DA SOPA PRIMITIVA E DOS SERES VIVOS

Os compostos químicos da atmosfera primitiva devido a acção de radiações muito intensas


desencadearam numerosas reacções químicas, das quais formaram vários compostos orgânicos
simples – Monómeros (Ex: monossacarideos, ácidos gordos, aminoácidos, bases azotadas e
glicerol).

Os monómeros formados na terra primitiva, foram arrastadas pela chuva, para os lagos e
oceanos, onde se acumularam e formaram compostos orgânicos complexos – Polímeros
(proteína, lipidos, ácidos nucleicos e polissacarideos).

A mistura de monómeros e polímeros no oceano primitivo formaria uma solução designada por
Haldane de Sopa Primitiva.

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OBS: As moléculas complexas ou polímeros reuniram – se espontaneamente e formaram
sistemas moleculares envolvidas por uma membrana semi-permeáveis que permitia a troca de
substancias com o meio.

Por selecção natural muitos sistemas moleculares foram destruídos, mas outros evoluíram a
adquiriram:

 Capacidade de reproduzir;
 Capacidade de crescer;
 Capacidade de controlar as suas próprias reacções químicas;
E teriam sido esses sistemas que originaram os primeiros seres vivos, muito rudimentares –
Protobiotes ou Pré-biontes, que utilizava a fermentação para retirar a energia das substâncias
orgânicas.

NOTA: Com esta hipótese esses dois cientistas defenderam a teoria heterotrófica: E segundo
eles:

 Os primeiros seres vivos eram heterotróficos e alimentavam de matéria orgânica


sintetizada na terra primitiva;
 Os compostos orgânicos podiam formar – se a partir de matérias inorgânicas na ausência
dos seres vivos;

EXPERIÊNCIA DE MILLER

Miller montou um dispositivo e simulou num balão as condições da atmosfera primitiva.

Extraiu todo o ar do dispositivo e introduziu uma mistura de H2, NH3, CH4, e H2O.

1. Aqueceu a água do balão até a ebulição;


2. Os gases circularam no sentido da seta;
3. A mistura passava para o outro balão, onde foi submetida a descarga eléctrica da alta
voltagem;
4. O vapor de água condensava ao passar pelo refrigerador;
5. Acumulação dos compostos orgânicos simples formados;

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Eléctrodos

33 H22,, CH
H CH4,4,
Vapor de
CH
CH3 3
Água 2

Bomba de 44 Refrigerador
Refrigerador
Vácuo
11

H2O em
Ebulição. 5 – H2O +
O C. Org.

EXPERIÊNCIA DE FOX

Fox tentou testar a possibilidade de os aminoácidos formados na atmosfera primitiva poderem


formar proteínas na ausência dos seres vivos.

Fez ele uma mistura de 18 aminoácidos diferentes e colocou – os sobre um pedaço de lava.
Introduziu – os num forno a 170ºc durante várias horas.

Os aminoácidos ligaram entre si e formaram polímeros semelhantes as proteínas –


Proteinóides.

Depois introduziu os proteinóides em meio liquido adequados, reuniram – se em micros-


sistemas – Microsfera (forma esférica).

FORMAÇÃO DE SISTEMAS MOLECULARES

Tipos de Sistemas Moleculares

 Sistemas Moleculares Sintéticos;


 Coacervados de Oparin;
 Microsfera de Fox;

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 Sistemas Moleculares naturais;
 Microgotas;

Coacervados – agregação espontânea de moléculas orgânicas em soluções dispersas nos


oceanos.

Microsfera – são pequenos agregados moleculares obtidos por Fox a partir dos proteinóides,
por um processo abiótico.

As microsferas são estruturas idênticas aos coacervados, dai a razão de serem designados de
microgotas.

Microgotas – sistemas moleculares naturais formados em meio aquoso como resultado da


agregação espontânea das macromoleculas sintetizados abióticamente.

Protobiontes – são sistemas naturais que apresentam um certo grau de organização.

Características dos Sistemas Moleculares naturais (Microgotas)

 Constituem unidades individuais distintas do meio;


 Apresentam uma estrutura química própria, podendo ocorrer reacções químicas no
seu interior;
 Permitia troca de substancia com o meio através das membranas semipermeáveis;
 Em consequência da sua estrutura pode persistir no meio, evoluir ou até desaparecer;

OBS: As microgotas apresentavam características idênticas ás das células vivas, mas eram
desprovidos do dinamismo energéticos que caracterizam a vida.

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EVOLUÇÃO BIOLÓGICA

s
Os
Os 1º
1ºsSeres
Seres Aumento
Aumento dos
dos Consumo
Consumo Superior
Superior áá
Heterotróficos Multiplicação seres no Oceano produção de
Heterotróficos seres no Oceano produção de matérias
matérias
Rápida orgânicas
orgânicas
 Auto-reprodução
Escassez
de Alimentos

(Formas de vida menos Competição


Competitivas foram eliminadas) Competição

Aparecimento
de Clorofila
Desenvolvimento
Desenvolvimento s

1ºs Seres
Seres Autotróficos
Autotróficos
dos
dos Autotróficos
Autotróficos
Produção (Produzem matérias
Lib
erta Orgânicas sem O2)
r
O
O22 Matérias
Matérias
Orgânica
Orgânica
ss
R. Aeróbica
Novos
Novos
Heterotróficos
Heterotróficos
ss
Formação Aumento de
Complexidade
Camada
Camada Protectora
Protectora
De
De Ozono
Ozono (O
(O3)) 3 Multicelularidade
Multicelularidade

Expansão
Expansão Biológica
Biológica

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INVENÇÃO DO MICROSCÓPIO E A DESCOBERTA DA CÉLULA

Desde antiguidade verificaram que lasca de cristal transparente e com superfícies curvas dão
imagens ampliadas dos objectos.

 No sec. XVI Galileu inventou Telescópio a partir dos óculos usados para a leitura;
 Em 1590 os irmãos Jenssens (Holandeses) inventaram o microscópio Óptico Composto
com dois lentes;
 Em 1665 Robert Hooke (Inglês) utilizou este microscópio para observar a cortiça. Ele
verificou que a cortiça apresentava cavidades vazias, que deu-lhe o nome de Cellas da
qual derivou a palavra célula;
 Em 1683 Leeuwenhoeck inventou o microscópio Óptico Simples, que dava uma
imagem mais nítida e rigorosa do que o microscópio óptico Composto. Ele observou
microrganismo a que chamou de animalculos;
 Em 1930 Zworkin inventou o microscópio electrónico que permite observar e estudar a
ultra – estrutura celular;

CITOLOGIA

O termo citologia derivou da junção de duas palavras gregas: Cytos + Logia, em que:

Cytos significa Células;

Logia - Ciência;

Citologia – é a ciência que se dedica ao estudo das células.

Célula – é a unidade básica de estrutura e função de todos os seres vivos.

MÉTODOS CIENTÍFICOS

É um processo racional usado na investigação científica para conhecer ou demonstrar a


veracidade dos factos.

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Etapas do Método Cientifico

1º Observação – informação recolhida pelos órgãos dos sentidos.

2º Problema – questão levantada pela observação.

3º Recolha de Dados – procura de informações sobre o problema. Para isso devem ser feitas
inquéritos, entrevistas e consultas bibliográficas.

4º Formulação de Hipótese – explicação provisória do problema.

5º Experiência – faz – se para comprovar a veracidade ou falsidade dos factos.

6º Análise – interpretação dos resultados da experiência.

7º Generalização – divulgação dos resultados obtidos durante a experiência.

CONSTITUIÇÃO DO MICROSCÓPIO ÓPTICO

Microscópio Óptico – é um tipo de microscópio que utiliza as radiações luminosas como fonte
de energia, para obter a imagem de um objecto muito pequeno.

O microscópio óptico é constituído por uma parte óptica e uma parte mecânica.

A parte Óptica Compreende:

 Ocular – sistemas de lentes, junto da qual se coloca a vista.


 Objectivas – sistemas de lentes, junto da qual se coloca o objecto a observar.
 Espelho – serve para reflectir a luz que recebe da fonte luminosa.
 Condensador – distribui regularmente a luz reflectida pelo espelho sobre o objecto.
 Diafragma – regula a intensidade luminosa.

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A parte Mecânica Compreende:

 Base ou Pé – suporta todo o corpo do microscópio.


 Coluna ou Braço – peça fixa a base e que suporta todas as outras peças do microscópio.
 Platina ou Mesa – placa onde se coloca o material a observar.
 Pinça – dispositivo que serve para fixar o material a observar.
 Revólver – é um disco móvel que suporta 2 a 3 objectivas.
 Parafuso Micrométrico – para movimentos de grandes dimensões.
 Parafuso Micrométrico – para movimentos de pequenas dimensões.
 Tubo ou Canhão – é um tubo onde na parte superior encontra sistema ocular ena parte
inferior o revólver com as objectivas.

Cuidados a ter com o Microscópio

 Devem ser transportados utilizando as duas mãos, sendo uma na base e a outra na
coluna;
 As lentes devem ser limpadas com um papel maciço e absorvente;
 Na observação:
o Ilumine o microscópio ligando as lâmpadas, ou orientar o espelho de modo a
captar a luz;
o Utilize primeiro a objectiva de menor ampliação e o parafuso micrométrico para
fazer a focagem;
o Caso perca a imagem, retome a pequena ampliação e repita as operações;
o Observe ao microscópio com os dois olhos abertos;
 Terminando de trabalhar, limpe com cuidado o microscópio e coloca a objectiva de
pequena ampliação em posição de observação

Características da Imagem ao Microscópio

A imagem vista ao microscópio óptico apresenta as seguintes características:

Maior – a imagem é maior do que a sua dimensão real;


Virtual – a imagem forma – se atrás da lente na ocular, não se pode projectar no alvo;
Invertida – imagem aparece de cima para baixo e de direita para esquerda;

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OBS: A qualidade de um microscópio depende do seu poder de ampliação e de resolução
máxima.

Poder de Resolução ou Poder Separador do Microscópio: capacidade de um microscópio dar


imagens separadas de dois pontos muito próximo, conferindo nitidez e detalhes da imagem.

Poder Ampliador: número de vezes que as dimensões da imagem são superiores ás dos
objectos.

Limite de Resolução do Microscópio: é a distância mínima a que devem estar dois para que
possam ser observados.

Dimensões em Citologia

Dimensões Símbolo
Milímetro mm 1mm 0,001m 10-3m
Micron ou Micrometro µm 1µm --------- 10-6m
Nanómetro nm 1nm --------- 10-9m
Angstron Å 1Å 0,1nm 10-10m
Picometro pm 1pm --------- 10-12m

Ampliação do Microscópio Óptico

AMO
AMO == Aobj
Aobj xx TI
TI == To
To xx
Aoc
Aoc AMO
AMO

Onde: Onde:

AMO – Ampliação do Microscópio Óptico TI – Tamanho da Imagem

Aobj – Ampliação da Objectiva To – Tamanho do Objecto

Aoc – Ampliação da Ocular

Comparação entre o Microscópio Óptico e Electrónico

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Microscópio
Características Óptico Electrónico
Tipo de radiação Utiliza luz ou fotões para Utiliza feixe de electrões para
produzir imagem produzir imagem

Tipos de Lentes Lentes de Vidro ou de Cristal Lentes Electromagnéticos

Formação da Imagem Retina do Observador É observada num ecrã ou


registada numa película
fotográfica

Material a observar Vivo e não vivo Não vivo

Poder de Ampliação 1500X 250.000X

Imagem Geralmente Colorida Preto e Branco

Vantagens do uso do Microscópio Óptico

 É mais barato e de fácil transporte;


 Tem maior poder de resolução (200nm);
 Permite observar uma imagem colorida;
 Permite observar células vivas e não vivas;

Vantagens do uso do Microscópio Electrónico

 Tem maior poder de ampliação;


 Permite observar a ultra estrutura celular;
 Permite observar células não vivas;

OBS: O inverso da vantagem do uso do Microscópio óptico é vantagem do uso do microscópio


electrónico e vice-versa.

TÉCNICA DE PREPARAÇÃO MICROSCÓPICA

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Preparação Microscópica – é um conjunto formado pelo objecto, lâmina, lamela e meio de
montagem.

Objecto – o que se pretende observar.

Lâmina - pedaço de vidro rectangular onde se coloca o objecto a observar.

Lamela – pedaço de vidro quadrangular ou rectangular que serve para cobrir o objecto.

Meio de Montagem – liquido que se coloca sobre a lâmina e sobre a qual se coloca o material
a ser observado.

Tipos de Preparação Microscópicas

1. Preparação Temporária – preparação de curta duração, feita para observação de


ocasião.
2. Preparação Definitiva – preparação de longa duração, feita para observação de longa
duração. Neste tipo de preparação usa – se fixadores.

Fixadores – substâncias químicas que matam rapidamente as células, mantendo as suas


estruturas com menor alterações possíveis.

Os fixadores podem ser: de natureza física. (Ex: Frio ou calor) ou de natureza química (Ex:
álcool, formol, ácido acético).

Técnicas de Preparação Microscópicas

Para observação do material biológico ao microscópio é necessário que este seja atravessado
pela luz, para produzir imagem, para isso usa – se as seguintes técnicas:

 Técnica de Esfregaço – consiste em espalhar fragmentos de tecidos ou colónias sobre a


lâmina, de modo a provocar a dissociação, transformando em fina camada que facilite a
observação. É uma técnica simples utilizada em bacteriologia.

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Ex: Observação de sangue e outros líquidos orgânicos.

 Técnica de Esmagamento – consiste em colocar pequenos fragmentos de tecidos entre


a lâmina e lamela e fazer uma pequena pressão com o dado polegar, provocando o
esmagamento do tecido e formar uma fina camada que é facilmente atravessada pela
luz. É usada quando há fraca aderência entre as células do tecido.
Ex: Observação da célula da raiz da cebola.

 Técnica de Corte Fino – consiste em cortar o material biológico em fina camada para
que possa ser atravessada pelos raios luminosos. É uma técnica mais complexa e muito
usada em histologia.
Para obter cortes finos usa – se um aparelho chamado – Micrótomo (Técnica usada por

Robert Hooke)

 Técnica de Coloração – é usada para fazer evidenciar estruturas celulares pouco


perceptíveis ao microscópio.

Tipos de Corantes

 Corantes Naturais – são produzidos na natureza pelos seres vivos e permitem a


observação de célula viva, pois não alteram e nem destroem o material biológico. São
usadas em preparações temporárias. Ex: Carmim anil, etc.
 Corantes Artificiais – são produzidas em laboratório ou nas indústrias com substâncias
químicas.
De acordo com as estruturas a observar estes corantes podem ser:

o Básicas ou Nucleares – actuam ou coram os núcleos.


o Ácidas ou Citoplasmáticas – actuam ou coram o citoplasma.
COMPARAÇÃO DAS CÉLULAS EUCARIÓTICAS E PROCARIÓTICAS

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As células Procarióticas foram as primeiras a aparecerem. Por evolução das células
Procarióticas apareceram as Eucarióticas.

O termo Procariótica surgiu da junção de Pró (latin) e Carion (grego) em que:

Pró significa primeiro ou em vez de

Carion significa núcleo

O termo Eucariótica surgiu da junção de Eu (grego) e Carion (grego) em que:

Eu significa verdadeiro

Células
Características Procarióticas Eucarióticas
Tamanho e complexidade São mais pequenos e mais São maiores e mais
simples complexos

Estruturas Não apresentam estruturas Apresentam estruturas


especializadas especializadas

Molécula de DNA Tem uma molécula de DNA Tem mais de uma molécula
circular de DNA no núcleo

Cloroplastos Não tem cloroplastos os Tem Cloroplastos que contém


pigmentos fotossintéticos estão os pigmentos fotossintéticos.
espalhados no citoplasma

Meio de locomoção Flagelos simples Flagelos complexos

Núcleo O núcleo não está O núcleo está individualizado


individualizado do citoplasma do citoplasma envolvido por
por falta da membrana nuclear uma membrana nuclear

ORGANIZAÇÃO DE UMA CÉLULA EUCARIÓTICA

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As células Eucarióticas também podem ser divididas em células animais e vegetais. Apesar de
apresentarem diferenças estruturais, ambas possuem três constituintes fundamentais.

Constituintes Fundamentais:

o Núcleo
o Citoplasma
o Membrana nuclear
Organitos Citoplasmáticos:

o Complexo de golgi, mitocondrias, retículo


endoplasmático, ribossomas, núcleo, vacuolos,
centriolos, lisossomas, plastos.
Constituintes Nucleares:

o Membrana nuclear, nucleoplasma, núcleolo, cromatina.

Comparação entre Células Animais e Vegetais

 Células animais: membrana citoplasmática, núcleo, Complexo de golgi, mitocondrias,


retículo endoplasmático, ribossomas, vacúolos pequenos e numerosos, centríolos,
lisossomas.
 Células vegetais: Complexo de golgi, mitocôndrias, membrana citoplasmática, retículo
endoplasmático, ribossomas, núcleo, vacúolos volumosos e poucos, parede celular e
plastos.

TEORIA CÉLULAR

Depois da descoberta da célula, o homem preocupou em saber, se todos os seres vivos são
constituídos por células.

Apões muitas experiências SCHLEIDEN (Botânico) e SCHWANN (Zoólogo), concluíram que


todos os seres vivos são formados por células. Assim apareceu a Teoria Celular.

Princípios da Teoria Celular

 A célula é a unidade estrutural e funcional de todos os seres vivos;


 Todas as células provêm de outros pré-existentes e da mesma espécie;
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 A célula é a unidade de reprodução, de desenvolvimento e de hereditariedade de todos
os seres vivos;

BIOLOGIA

O termo Biologia foi introduzido na ciência pelos cientistas LAMARCK em 1801 e


TREVIRANUS em 1802.

A palavra biologia surgiu da junção de duas palavras gregas: BIO + Lógia, em que Bio = Vida
e Lógia = Ciência.

Ramos da Biologia

Citologia – estuda as células,


Histologia – estuda os tecidos;
Zoologia – estuda os animais;
Botânica – estuda as plantas;
Embriologia – estuda os embriões;
Genética – estuda a hereditariedade;
Patologia – as doenças;
Fisiologia – o funcionamento dos órgãos;
Anatomia – a constituição do organismo;
Ecologia – estuda as relações entre os seres vivos e o seu meio ambiente;

Propriedade dos seres Vivos

Nascimento;
Alimentação;
Crescimento;
Eliminação de excreções;
Reprodução;
Adaptação;
Movimentação;
Reactividade;
Constituição;
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Longevidade;

Níveis de Organização dos seres vivos

Átomos;
Moléculas;
Células;
Tecidos;
Órgãos;
Sistemas de órgãos;
Organismos;
População;
Comunidade;
Ecossistema;
Biosfera;

COMPOSIÇÃO QUIMICA DA CÉLULA

A célula é quimicamente constituída por moléculas inorgânicas e moléculas orgânicas. Estas


moléculas são designadas também de biomoléculas.

 Biomoléculas inorgânicas; Ex: água e sais minerais;


 Biomoléculas orgânicas; Ex: glícidos, lípidos e ácidos nucleicos;

BIOMOLÉCULAS INORGÂNICAS

ÀGUA

A água constitui cerca de 80 % do peso total da célula. Ela é quimicamente constituída por dois
átomos de hidrogénio e um de oxigénio (H2O).

A água pode ser encontrada em três estados físicos diferentes: Sólido, Liquido e Gasoso.

Propriedades da água

 Calor de Evaporação – é a quantidade de calor que a água tem de absorver para poder
passar ao estado de vapor;

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 Coesão – é a tendência que a partícula da água tem de se manterem juntas. Devido a
esta propriedade a água tem uma estrutura mais firme que os outros líquidos;
 Adesão – é a tendência que a águia tem de se aderir às outras substâncias;

SAÍS MINERAIS

Elementos químicos como enxofre, cálcio, cloro, ferro, potássio, sódio, fósforo, etc, ligam – se
formando moléculas inorgânicas que constituem as células. Constituem cerca de 1,01 % da
massa total da célula.

BIOMOLÉCULAS ORGÂNICAS

GLÍCIDOS, GLÚCIDOS OU HIDRATOS DE CARBONOS

São compostos orgânicos ternários formados por carbono, hidrogénio e oxigénio na proporção
de 1: 2: 1. O hidrogénio e o oxigénio estão nas mesmas proporções que na água.

Fórmula geral dos Glícidos (CH


(CH22O)
O)nn ou
ou C
C nnH
H2n2nO
Onn Em que n ≥ 3

Classificação dos Glícidos

A classificação dos glícidos é feita com base no número de unidades constituintes, podendo
assim ser:

 Monossacarideos – são glícidos mais simples constituídos apenas por uma unidade ou
monomeros. Ex: glicose, frutose, galactose, levulose, ribose e desoxirribose.
De acordo com o número de átomos de carbono que constituem, os monossacarideos
classificam – se em: Trioses (3 at. de C), Tectroses (4 at. de C), Pentoses (5 at.de C), Hexoses (6
at. de C), Heptoses (7 at. de C).

As hexoses (Glicose C6 H12O6) e as pentoses ( ribose- no RNA e desoxirribose- no DNA ) são


açucares mais importantes.

Formula Estrutural da Glicose Formula das Pentoses

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 Oligossacarideos – são glícidos constituídos por 2 a 10 monossacarideos. Os mais
abundantes são os dissacarideos. Ex: Maltose = glicose + frutose;
Sacarose = glicose + galactose;

Lactose = glicose + glicose;

 Polissacarideos – são polímeros constituídos por grande número de monossacarideos,


isto é maior de que 10. Ex: amido, glicogénio e celulose.

Função dos Glícidos

 Função de reserva energética;


Os glícidos simples (glicose, frutose) fornecem energia mecânica às células e os
glícidos complexos (amido e glicogenio) reservam energia mecânica nas células.

 Função estrutural;
Ex. A celulose entra na composição química da parede celular.

LIPIDOS

São moléculas orgânicas ternárias formadas por carbono, hidrogénio e oxigénio na proporção
de 1: 2: 1.

As proporções do hidrogénio e do oxigénio são diferentes das proporções destes elementos na


água. O oxigénio é menor que o hidrogénio e o carbono.

Classificação dos Lípidos

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Quanto à constituição os lípidos podem ser:

 Derivados de um Álcool (glicerol) e ácidos gordos;


 Lipidos Simples;
 Lipidos Complexos;
 Não derivados de um Álcool (glicerol) e ácidos gordos;
 Esteróides;
 Carotenos;

Lípidos Simples – quando são constituídos por glicerol e ácidos gordos:

 Ex: Gorduras, Glicerideos, Ceras

Lípidos Complexos – Quando além de glicerol e ácidos gordos possuem outros elementos
como o fósforo e o azoto.

 Ex: Fosfolípidos, Glicolipidos

FOSFOLÍPIDOS

São lípidos que contêm fósforo sob a forma de ácido fosfórico.

Os fosfolípidos possuem uma cabeça e uma cauda.

A cabeça é polar constituída por composto azotado, resíduo de ácido fosfórico, e resíduo de
glicerina. Tem afinidade com a água, por isso é hidrofílica.

A cauda é apolar constituída por duas cadeias hidrocarbonadas de ácidos gordos. Não tem
afinidade com a água, por isso é hidrofóbica.

Representação esquemática do fosfolípido

Cabeça

Cauda

Comportamento dos Fosfolípidos na Água


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As moléculas dos fosfolípidos são anfipáticas porque têm uma parte hidrofóbica e uma parte
hidrofílica.

Quando na presença da agua as moléculas dos fosfolípidos orientam – se em função da sua


polaridade:

1 As cabeças hidrofílicas ficam em contacto com a água.


2 As caudas hidrofóbicas ficam em sentido contrário.
Por estas razões os fosfolípidos na água os fosfolípidos dispersam – se e formam estruturas
como: micelas, monocapas ou bicapas.

A - Monocapas B - Bicapas C - Micelas

Função dos Lípidos

Os lípidos têm as seguintes funções no organismo:

 Função energética – tem poder calorífico e reservam óleos em sementes, frutos, etc.
 Função estrutural - entra na constituição das membranas celulares.
 Função protectora - revestem as folhas e frutos das plantas, assim como pele e pelos
dos animais tornando – as impermeáveis à agua. Ex. Ceras.
 Função vitamínica e hormonal – entra na constituição das vitaminas (E e K) e de
algumas hormonas (sexuais).

Propriedades dos Lipidos

 São untuosas, Insolúveis na água;


 São solúveis no Éter, Acetona e Benzeno;
 Deixa mancha no papel, nos tecidos ou em superfícies rugosas;
 Não são destiláveis porque se decompõe pelo aquecimento;
PRÓTIDOS

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São compostos quaternários de C, H, O e N, podendo por vezes ter outros elementos como o
enxofre, magnésio, fósforo, etc.

Classificação dos prótidos

De acordo com o grau de classificação os prótidos podem ser classificados em:

 Aminoácidos (a. a)
 Péptidos (resulta da ligação de 2 a 99 aminoácidos)
 Proteínas (resulta da ligação de 100 ou mais aminoácidos)

AMINOÁCIDOS

São unidades constituintes dos prótidos.

São assim chamados porque contém um grupo amina (NH2) e um grupo ácido ou carboxilo
(COOH). Possuem também um carbono central, um hidrogénio e um radical que varia de
acordo com o aminoácido.

São conhecidos muitos aminoácidos, mas apenas vinte entram na constituição das proteínas.

Fórmula geral de um Aminoácido

H
H O
Grupo Grupo

Amina C C Carboxilico
N

H R OH

Radical

Se R for H o aminoácido é glicina, se for CH é valina

PÉPTIDOS

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São polímeros resultantes da ligação de aminoácidos

A ligação que une os aminoácidos chama – se ligação peptidica.

Ligação peptidica – é a ligação que se estabelece entre o grupo ácido de um aminoácido e o


grupo amina do aminoácido seguinte com a libertação de uma molécula de água.

Ex. Ligação Peptídica

H H O H H O H H O H H O

N C C + N C C N C C N C C + H2O

H R1 OH H R2 OH H R1 R2 OH

Classificação de Péptidos

Os peptidos são classificados de acordo com o número de aminoácidos constituinte:

Oligopeptido: – de 2 a 7 aminoacidos

 Dipeptido: se possui dois aminoácidos


 Tripeptido: se possui três aminoácidos, etc.
Polipeptido: – de 8 a 99 aminoacidos

PROTEÍNAS

São polímeros de aminoácidos formados por uma ou mais cadeias polipeptidicas.

Classificação das Proteínas

Quanto á Composição Químicas podem ser:

o Proteínas Simples ou Holoproteinas— quando são constituídas apenas por


aminoácidos
o Proteínas Conjugadas ou Heteroproteinas – quando além de aminoácidos possuem
um grupo não proteico chamado grupo prostético.
Ex: glicoproteina (tem um grupo glícidico) e Lipoproteina (tem um grupo lípidico).

Quanto á Estrutura:
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 Proteínas fibrosas – quando formam fibras distendidas.
 Proteínas globulares – quando aparecem enroladas.

Quanto à Função Biológica:

 Proteínas estruturais: fazem parte de estruturas de todos os constituintes celulares.


Ex Colagénio.

 Proteínas enzimáticas: actuam como bio catalizadores das reacções químicas. Ex.
Amilase.
 Proteínas transportadoras: transportam moléculas e iões dentro do organismo.
Ex. Hemoglobina.

 Proteínas hormonais: fazem parte de muitas hormonas. Ex. Insulina


 Proteínas imunológicas: destroem substâncias estranhas no organismo. Ex. Anticorpos
 Proteínas contrácteis: permitem a contracção muscular. Ex. Mioglobina
 Proteínas de reserva: armazenam substâncias nutritivas. Ex. Albumina.

ÁCIDOS NUCLEICOS

Ácidos nucleicos – São constituídos por unidades chamadas nucleótidos. São assim chamados
porque foram descobertos pela 1ª vez no núcleo da célula

Cada nucleótido é constituído por um radical fosfato (P), uma molécula de pentose (açúcar com
5 átomos de C) e uma base orgânica azotada.

Estrutura do nucleótido
Base Orgânica
Radical Fosfato Azotada

Molec.
Molec.
de
de
Pentos
Pentos
ee
As bases orgânicas são: adenina (A), timina (T), citozina (C), guanina (G) e uracilo (U).
Essas bases têm formas complementares. A adenina é complementar de timina (no DNA) ou de
uracilo (no RNA), a citosina é complementar de guanina.

Tipos de Ácidos Nucleicos


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DNA ou ADN – ácido desoxirribonucleico

RNA ou ARN – acido ribonucleico.

Quadro Comparativo entre DNA e RNA

Características DNA RNA

Localização Mitocondrias, cloroplastos e Ribossoma, nucleolo e


principalmente no núcleo. principalmente no citoplasma

Açúcar Desoxirribose Ribose

Bases azotadas Adenina, timina, citosina, Adenina, uracilo, citosina,


guanina guanina

Estrutura Dupla com duas cadeias Simples, com uma cadeia de


enroladas em hélice. nucleótidos

Fosfato Acido fosfórico Acido fosfórico

Função Suporte da informação Mensageiro, de transferência e


genética ribossómico.

MEMBRANA CITOPLASMÁTICA

É a camada que limita o citoplasma constituindo assim uma barreira protectora.

ESTRUTURA

A membrana plasmática apresenta uma estrutura trilaminar, isto é, é constituída por três
lâminas: uma lâmina central de cor clara e duas lâminas laterais de cor escuras.

COMPOSIÇÃO QUIMICA

Quimicamente a membrana plasmática é constituída por lípidos e proteínas (lipoproteica)


Os lípidos que entram na sua constituição são principalmente fosfolípidos e algum colesterol.
As cabeças polares dos fosfolípidos estão localizadas nas zonas laterais escuras e as caudas
localizadas nas zonas clara intermédia.

FUNÇÕES

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 Tem função protectora, pois limita exteriormente as células.
 Permite a troca de substâncias entre a célula e o meio extracelular para que se
desenvolva actividade vital.
 Intervém activamente em certas reacções químicas a nível da célula.

MODELOS EXPLICATIVOS DA ESTRUTURA DA MEMBRANA

Durante muitos anos consideravam a membrana como uma simples barreira que separa o
citoplasma do meio extracelular.

A partir dos finais do sec. xix , investigadores tenham vindo a propor modelos para a estrutura e
composição química da membrana , destacando –se:

 1º Overton – 1895 – com base na natureza fisiológica concluiu que a membrana era
constituída essencialmente por lípidos.

 2º Goster e Grendel – 1925 – propuseram um dos modelos explicativos para a estrutura


da membrana, segundo o qual a membrana era constituída por uma bicamada de
fosfolípidos.

Bicamada
Fosfolipidic
a

 3º Danielle e Dawson – 1935 – propuseram um modelo em que a bicamada


fosfolipidica se encontra revestida interna e externamente por uma camada proteica.
Camada Proteica

Bicamada
Fosfolipidic
a

Camada Proteica

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Este modelo embora explicava a passagem de substância lipossolúveis não conseguiu
explicar a sua permeabilidade em relação as substâncias polares, isto levou a que fosse
revisto.

 4º Danielli e Dawson – 1954 reformularam o modelo anterior e admitiram que as


moléculas de fosfolípidos não se encontravam dispostas de forma rígida como se
pensavam, e que algumas proteínas podiam estar na zona hidrofílica, formando poros
hidrofílicos.
Camada Proteica

Bicamada
Fosfolipídic
a

Poro Hidrofilico Camada Proteica

 5º Singer e Nicholson – 1972 -propuseram um modelo que é actualmente aceite sobre a


constituição da membrana. Chamaram a este modelo de Mosaico fluido.

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Segundo este modelo a membrana é constituída por:

 Bicamada fosfolipidica, cuja as cabeças polares estão voltadas para interior e


exterior da célula e as caudas voltadas para o interior da membrana.
 Dois tipos de proteínas:
 Proteínas extrínsecas ou periféricas – que se encontram ligadas as
cabeças polares dos fosfolípidos.
 Proteínas intrínsecas ou integradas – que flutuam na bicamada
fosfolipidica podendo ou não atravessa – la completamente.
 Colesterol entre os fosfolípidos que mantêm a membrana fluida.
 Glícidos ligados aos fosfolípidos (glicolipidos) e as proteínas (glicoproteinas)

OBS: Este modelo é actualmente aceite actualmente porque explica vários fenómenos que
ocorrem a nível da membrana.

MECANISMOS DE TRAVESSIA ATRAVES DA MEMBRANA PLASMÁTICA

A membrana é responsável pela entrada e saída de diversas substancias necessárias a actividade


vital.

Ela controla a passagem de iões e moléculas entre o meio intracelular e extracelular, por isso ela
é permeável e selectiva, pois selecciona as substancias que entram e saem da célula.

Os mecanismos quem regulam a entrada e saída de substancias através da membrana são vários,
porem distinguem – se os seguintes: osmose, difusão simples, difusão facilitada e transporte
activo.

OSMOSE

Mecanismo de passagem da agua através das membranas celulares.

A água desloca – se do meio menos concentrado em substâncias dissolvidas (meio hipotónico)


para meio mais concentrado em substâncias dissolvidas (meio hipertónico)

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Pressão osmótica – é a força exercida pela água por unidade de superfície e que faz com que a
água atravesse a membrana celular.

Meio isotónico – quando há igualdade de concentração entre dois meios.

Tipos de Osmose

 Endosmose – quando a água desloca do meio extracelular para meio intracelular.


 Exosmose – quando a água desloca do meio intracelular para meio extracelular.
Comportamento da célula em meios de diferentes concentrações

A B C

C
1

C2 C2 C2
Célula Normal

C1 = C2 C1 < C2 C1 > C2

A – a célula não altera o seu volume nem a forma – mantem em equilíbrio – meio Isotónico.

B – a célula diminui de volume – plasmolise da célula devido a perda da água.

C – a célula aumentou de volume – turgescência devido a entrada da água.

OBS: Na célula animal se houver um aumento exagerado da célula pode ocorrer o


arrebentamento – lise celular. Na célula vegetal não ocorre a lise devido a existência da parede
celular.

DIFUSÃO OU TRANSPORTE

É o mecanismo de passagem de substâncias dissolvidas na água do meio mais concentrado para


meio menos concentrado em substâncias.

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A difusão pode ser Simples ou Facilitada.

1. Difusão Simples – é a passagem de iões e de moléculas do meio mais concentrado para


meio menos concentrado, a favor do gradiente de concentração.

Concentração de Substância Dissolvida

A velocidade de passagem de substâncias aumenta com o aumento da concentração das de


substâncias num dos meios.

Os gases como O2, CO2, pequenas moléculas polares sem carga e substâncias lipossolúveis
atravessam facilmente a bicamada lipidica sem gasto de energia – Difusão Simples não
Mediada.

H2O CO2, O2

Os iões como Na+, Ca+ ou K+ e moléculas polares como os açúcares e os aminoácidos


atravessam a membrana através de canais ou poros hidrofílicos. Estes canais são formados
através de uma proteína intrínseca chamada proteína canal – Difusão Simples Mediada

Iões

Proteínas Canal
Ou Intrínsecas

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2. Difusão Facilitada – é o transporte de moléculas através da membrana citoplasmática
com intervenção de proteínas transportadoras da membrana – permeases (enzimas)

Concentração de Substância dissolvida

As Proteínas Transportadoras - são proteínas específicas porque tem locais específicos para
cada substância ou grupo de substâncias a transportar. Esses locais específicos são limitados
para cada proteína transportadora.

Se se preencher todos os locais o fluxo de substancias atingirá o valor máximo e a velocidade


do transporte mantém – se constante.

TRANSPORTE ACTIVO

Transporte Activo – é a deslocação de substâncias do meio menos concentrado para meio mais
concentrado contra o gradiente de concentração, por isso há gasto de energia.

O transporte activo pode ser Primário ou Secundário.

 Transporte Activo Primário – é o transporte de iões contra o gradiente de


concentração através de proteínas que funcionam como bombas. Utilizam a energia que
resulta da hidrólise de ATP.

 Transporte Activo Secundário ou Co- transporte – é o transporte de uma substância


contra o gradiente de concentração mas unida a uma outra que passa a favor do
gradiente de concentração. Utilizam energia do fluxo electroquímico dos iões que
passam a favor do gradiente de concentração.

 Quando duas substancias se movimentam no mesmo sentido, este transporte diz – se


Simporte.

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 Quando duas substancias se movimentam em sentido contrario diz – se Antiporte.

Simporte Antiporte

O Transporte Activo permite a Célula:

 Captar substâncias necessárias ao seu metabolismo mesmo quando as substâncias estão


mais concentradas no seu interior;
 Eliminar substâncias inúteis mesmo quando estão em maior concentração no meio
exterior
 Mantêm constante a concentração de certas substancia no citoplasma;

Endocitose

É o processo de inclusão de macromoléculas de menores dimensões em que há invaginação da


membrana citoplasmática com formação de vesículas endocíticas.

Endocitose podem ser de dois tipos:

1. Pinocitose – quando pequenas gotas de fluido são captadas pela invaginação da


membrana.

2. Endocitose através de receptores da membrana – as macromoléculas entram ligadas


a receptores da membrana.

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Fagocitose – processo de inclusão com emissão de pseudopodes que envolvem as partículas de
grandes dimensões.

Exocitose

É o processo de exclusão de substâncias através da membrana citoplasmática. É o inverso da


endocitose.

Na exocitose as partículas não digeridas formam um corpo residual que depois é expulso pela
membrana.

ORGANITOS CITOPLASMATICOS

CITOPLASMA

O citoplasma é o interior da célula que se encontra envolvida por uma membrana.


O citoplasma compreende o hialoplasma e os organitos.
A observação de células ao microscópio electrónico permitiu verificar os organitos existentes
no citoplasma.

De entre essas estruturas há uns que são:

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 Endomembranares (possuem uma membrana) Ex: reticulo endoplasmatico,
aparelho de golgi, lisossomas, vacuolos mitocondrias, cloroplasto e núcleo.
 Não membranares (não possuem membrana) Ex: ribossomas, centriolos

RECTICULO ENDOPLASMATICO (R.E)

Constituído por uma rede de vesículas e tubos ramificados que se comunicam entre si.

Existem dois tipos:

 Liso (R.E:L) - sem ribossomas;


 Rugoso (R.E.R) - com ribossomas;
Funções:

 Intervêm na síntese de vários compostos orgânicos como lipidos e proteínas;


 Intervêm no transporte de proteínas, lipidos e outras substâncias dentro da célula;
 Intervêm na transformação de substâncias tóxicas dentro da célula;

COMPLEXO DE GOLGI

É um conjunto de saculos e vesículas que formam uma estrutura individualizada no


citoplasma.

Cada grupo de sáculos constitui um dictiossomo (conjunto de 4 a 5 sáculos sobrepostos).

Funções:

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 Intervêm em fenómenos de secreção celular
 Armazena substâncias úteis a célula.
 Produz lisossomas.

LISOSSOMAS

São corpúsculos esféricos de aspecto variável limitados por uma membrana rica em enzimas.

Funções:

 Serve para a digestão intra celular devido as suas enzimas;


 Eliminam substâncias inúteis a célula.

RIBOSSOMAS

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São constituídos por duas porções (pequena subunidade e grande subunidade)

Contem RNA e proteínas (ribonucleoproteinas)

Podem apresentar isoladas ou agrupadas (poliribossomas) estão associados ao RER

Funções:

 Sintetizar proteínas.

PLASTOS

Só existem nas células vegetais.

São classificados de acordo com as funções em:

 Cloroplastos – com clorofila;


 Cromoplastos - contem pigmentos de várias cores.
 Leucoplastos - eservam as substancia. Classificam-se, de acordo com a substancia que
reservam, em:
 Amilopasto - e reservar amido;
 Oleoplasto - se reservar óleo;
 Proteoplasto - reservar proteínas;
CLOROPLASTOS
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Características:

 Possuem pigmentos fotossintéticos;


 Tem forma ovóide;
 Possuem dupla membrana: uma interna e outra externa;
 Tem uma matriz granulosa (estroma) onde se encontram as lamelas, os tilacoides, DNA,
 RNA; ribossomas e enzimas;
 As lamelas e os tilacoides sobrepõem e formam grana onde se localiza a clorofila;

Função:

 Responsável pela realização da fotossíntese;

CENTRÍOLO

Tem um arranjo micro tubular constituída por 9 grupos de 3 microtubulos.

Apresentam aspecto de um cilindro.

Função:

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 Desempenha importante papel na divisão celular.
 Intervêm na formação de cílios e flagelos.

MITOCONDRIAS

Características:

 São esféricos ou em forma de bastonetes;


 Limitados por duas membranas lipoproteicas.Uma externa lisa e uma interna com
invaginações formando cristas;
 Possui uma matriz viscosa no seu interior onde se encontra enzimas, ribossomas, ATP,
DNA e RNA;
 São semi-autónomos, ou seja capazes de dividirem formando outras mitocondrias e de
sintetizar suas próprias proteínas;

Funções:

 Produção da energia.
 Responsáveis pela respiração celular.

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VACUOLOS

Estrutura delimitada por uma membrana, contendo água e substâncias dissolvidas e revestida
por uma membrana chamada tonoblasto.

OBS: Nas células vegetais chega a ocupar ate 90% do volume total da célula.

Os vacuolos são classificados de acordo com as funções que desempenham em:

 Vacuolos digestivos – decompõem as substâncias ingeridas pelas células;


 Vacuolos pulsateis - actuam como sistemas de excreção da agua;
 Vacuolos de reserva – contem material armazenado de origem diversa;

NÙCLEO

Componente celular de grande importância.

Na sua estrutura encontra-se: membrana nuclear, nucleoplasma, cromatina, nucleolo.

A membrana nuclear apresenta poros que permitem a troca de substâncias com o citoplasma.

Funções:

 Centro coordenador de todas as actividades vitais da célula através do DNA e RNA.

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PAREDE CELULOSICA OU ESQUELECTICA

É uma estrutura semi-rígida que envolve a membrana das células vegetais. É constituída por
celulose.

Função:

 Protege e dá apoio mecânico a célula


 Permite a troca de substâncias com células vizinhas através de vários canaliculos.

ENZIMAS

São proteínas que actuam como bio catalizadores acelerando as reacções químicas que ocorrem
nos seres vivos.

Em todas as células ocorrem reacções químicas continuamente.

O conjunto de reacções químicas que ocorrem nas células e chamado de METABOLISMO.

TIPOS DE METABOLISMO

1. ANABOLISMO ou FASE CONSTRUTIVA – e a fase em que há síntese de moléculas


complexas a partir de moléculas simples.
OBS: Estas reacções ocorrem com consumo de energia por isso são chamadas de reacções
endoenergetica ou endergonica. Os produtos da reacção têm mais energia que os reagentes.

2. CATABOLISMO ou FASE DESTRUTIVA — e a fase em que há transformação de


moléculas complexas em moléculas simples.

OBS: Estas reacções ocorrem com libertação de energia por isso são chamadas de reacções
exoenergetica ou exergonicas. Os produtos da reacção têm menos energia que os reagentes.

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TIPOS DE REACÇÕES QUIMICAS DO METABOLISMO

 Reacção de síntese - duas ou mais substâncias ligam-se originando uma substância


complexa.
Ex: H + O --- HO

 Reacção de decomposição – a partir de uma substância complexa obtém-se duas ou


mais substâncias simples.
Ex: CO ---- C + O

 Reacções de dupla decomposição – os átomos de umas substâncias trocam de lugar


com os átomos de uma outra substancia formando novas substâncias.
Ex: HCl + Na SO ------ H SO + NaCl

 Reacções de oxidação - redução ou de oxi - redução - há transferência de um ou mais


electrões ou átomos de hidrogénio de uma substancia (redutor) que fica oxidada por
outra substancia (oxidante) que fica reduzida.
Ex: C H O + 6O ------------- 6CO + 6H O

CONDIÇÕES DE OCORRÊNCIA DE UMA REACÇÃO QUÍMICA

Para que duas substancias reagem entre si, originando um produto, e necessário que elas se
colidem (choquem) entre si. Então verifica-se que a colisão e um factor importante na reacção
de duas ou mais substancias. Quanto mais as moléculas se agitam num determinado espaço,
maior e o número de colisões entre elas. Para aumentar a agitação e necessário fornecer energia
ao sistema. Essa energia que e necessário fornecer para se iniciar uma reacção química e
chamado de energia de activação.

CATALIZADORES — são substâncias químicas capazes de facilitar e acelerar uma reacção


química diminuindo as necessidades de energia de activação.

Os catalizadores não são gastos nas reacções que catalizam e podem ser utilizadas novamente
nas outras reacções químicas.

Ex: A + B + catalizador------------------------------ AB + catalizador.

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ESPECIFICIDADE DAS ENZIMAS

A especificidade das enzimas para o substrato e devido a sua configuração no espaço.

O grau de especificidade não e igual para todas as enzimas.

o Especificidade absoluta — quando a enzima actua sobre um único substrato.


Ex. amilase só actua sobre o amido.

o Especificidade relativa — quando uma enzima actua sobre um conjunto de substancias


idênticas.
Ex. lipase actua sobre qualquer lipidos,as proteases actua sobre qualquer prótidos.

MECANISMOS DE ACÇÃO ENZIMATICAS

As enzimas catalizam as reacções químicas tomando parte temporariamente nelas.

A substância que será alterada quimicamente por acção enzimática chama-se substrato.

As enzimas ligam-se, com o substrato formando o complexo enzimático substrato.

Essa ligação só e possível se as formas da enzima e do substrato forem complementares, nesse


caso o modelo de actuação será chamada de modelo Chave Fechadura.

O local onde o substrato se une a enzima denomina-se Centros Activos.

OBS: As enzimas podem não ser complementares as formas do substrato. Nesse caso os centros
activos da enzima adaptam-se a forma do substrato que a enzima cataliza. Este modelo e
chamado de Encaixe Induzido.

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FACTORES DE QUE DEPENDEM A ACTIVIDADE ENZIMATICA

A velocidade de uma reacção enzimática depende dos seguintes factores:

 Concentração da enzima;
 Concentração do substrato;
 Temperatura;
 PH (acidez do meio);
 Cofactores e
 Moduladores.

CONCENTRAÇÃO DA ENZIMA

A velocidade das reacções químicas e directamente proporcional a concentração das enzimas,


desde que haja excesso de substrato durante a reacção

Efeito da concentração da enzima

CONCENTRAÇÃO DO SUBSTRATO

A medida que a concentração do substrato aumenta a velocidade das reacções também aumenta
ate um certo valor máximo se torna praticamente estacionária. Isto acontece quando todos os
centros activos das enzimas que catalizam as reacções estão ligados a moléculas do substrato
diz-se então que a enzima esta saturada.

Efeito da concentração de substrato

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TEMPERATURA

Em qualquer reacção enzimática, a velocidade da reacção aumenta com a temperatura ate um


determinado valor, a partir do qual diminui ate se anular.

A temperatura para a qual a actividade enzimática e máxima designa-se por temperatura óptima
(situa-se entre os 35 e 40 c)

OBS: Temperaturas muito baixas inativam as enzimas, mas não as ditroem.

Temperaturas muito elevadas destroem irreversivelmente as enzimas por desnaturação da


proteína enzimática.

Efeito da Temperatura do meio e acção enzimática

PH

Escala de PH — e uma escala convencional usada para medir o grau de acidez de uma solução.

Os valores de PH entre os quais as enzimas são activas variam de enzima para enzima.(PH
óptimo de actuação).

Há enzimas que são activas em meios ácidos (PH <7), outras são activas em meio básico ou
alcalino (PH> 7), mas a maioria apresenta actividade máxima em meios neutros (PH=7) ou
quase neutro.

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Efeito do PH

CO - FACTORES

São componentes não proteicos que fazem parte das enzimas.

O complexo enzima-cofactor e designado de holoenzima; a enzima separada do respectivo

Co-factor chama-se apoenzima.

HOLOENZIMA ------------------------------------- APOENZIMA +COFACTOR.

Existem três tipos de co-factores:

 Grupos prostéticos — são compostos orgânicos não proteicos que estão


permanentemente ligados a apoenzima.
Ex: FAD (flavina adenina dinucleotido)

 Coenzima – são compostos orgânicos que não tem ligação permanente com a
apoenzima. A ligação só ocorre durante a catálise.
As co-enzimas actuam frequentemente como transportadores de átomos ou electrões.

Ex: NAD e NADP

 Iões metálicos - actuam no centra activo, contribuindo para um melhor ajustamento do


substrato a enzima.
Ex: Ca Mn ou Cu
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EFECTORES

São substâncias que regulam a velocidade de uma reacção enzimática activando-a (os
activadores) ou inibindo-a (os inibidores).

Os moduladores fixam na enzima num sítio diferente do substrato.

INIBIÇÃO ENZIMATICA

A inibição enzimática e feita através de alguns mecanismos de controlo dos sistemas biológicos.
Muitas drogas e substâncias tóxicas provocam também inibição enzimática.

TIPOS DE INIBIÇÃO

A inibição pode ser de dois tipos: Competitiva e não Competitiva.

 Inibição Competitiva – neste caso o inibidor e, estruturalmente, semelhante ao


substrato e instala-se no centro activo da enzima inibindo-a de realizar a sua função.
Forma-se então o complexo enzima-inibidor.

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 Inibição não competitiva — neste caso, o inibidor não tem estrutura semelhante a do
substrato e instala-se no centro aloesterico. O inibidor modifica a conformação do
centro activo, impedindo ou dificultando a ligação do substrato no centro activo.

OBS: A inibição das enzimas pode ainda ser reversível ou irreversível de acordo com ligação
que se estabelece entre o inibidor e a enzima.

 Inibição Reversível — quando o inibidor pode facilmente ser removido da enzima


 Inibição Irreversível — quando o inibidor esta fortemente ligado a enzima,
dificultando a sua dissociação da enzima.

PROPRIEDADE DAS ENZIMAS

 Todas as enzimas são proteínas;


 Intervêm nas reacções químicas sem se gastarem;
 Reduzem a energia de activação requerida para que uma reacção química ocorra;
 Uma pequena quantidade de enzima cataliza uma grande quantidade de substrato;
 Na generalidade só catalizam uma reacção específica;
 A sua actividade varia com as mudanças de PH, temperatura, etc.
 Catalizam as reacções nos dois sentidos de acordo com as condições existentes.

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NOMENCLATURA

A descoberta das enzimas foi acompanhada da atribuição de um nome.

Em 1883,Duclaus propôs uma regra de nomenclatura em que as enzimas seriam designadas


pelo nome do substrato sobre a qual actuam, seguido da terminação ase.

Ex: Amilase (actua o amido).

Protease (actua sobre proteínas).

Lipase (actua sobre lipidos).

Recentemente, a Comissão Internacional sobre Enzimas da União Internacional de Bioquímica


adoptou uma classificação das enzimas em seis categorias principais, de acordo com as
reacções catalizadas conforme ilustra o seguinte quadro:

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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Ciência da Terra e da Vida 10º ANO – DO BIG – BANG Á CÉLULA

o Elsa Oliveira
o Carmem Pedrosa
o Rosa Pires

Terra Universo de Vida 10º ANO – CIÊNCIAS DA TERRA E DA VIDA

o Amparo Dias da Silva


o Fernanda Gramaxo
o Jorge Mesquita
o Maria Ermelinda Santos

Internet

http://super.abril.com.br/superarquivo/2004/conteudo_125370.shtml

LINKs:
http://membrana.do.sapo.pt/interest.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Membrana_celular
http://www.geocities.com/Athens/Academy/2966/disciplinas/biofisica/membrana
.htm

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