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Apostila de Contrabaixo Nível 01

JUNIOR MUNIZ
VOANDO BAIXO

Junior Muniz
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Contém Cd de Áudio
By Junior Muniz
Junior Muniz Apostila Voando Baixo
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Voando Baixo

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ÍNDICE
PARTE I

1) Sobre o Autor
2) Introdução
3) Notação Musical
3.1 Leitura Musical
3.2 Pauta ou Pentagrama
3.3 Clave de Fá
3.4 Linhas Suplementares
3.5 Figuras e seus Valores
3.7 Pulsação
3.8 Fórmula de Compasso
3.9 Símbolos
3.10 Tablatura
3.11 Cifras
4) Organização
5) Manter o Foco
6) Ferramentas
4.1 Importância do Metrônomo
7) Aspectos do Contrabaixo
5.1 Ativo
5.2 Passivo
5.3 Ponte
5.4 Captação
5.5 Braço
5.6 Potenciômetro
5.7 Tarraxa
8) Postura
9) Técnicas do Contrabaixo
10) Abafamento
11) Exercício de Corda Solta
11.1) Exercícios de 01 a 03
12) Jogando Junto
12.1) Exercícios de 04 a 07

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PARTE II

13) Escala maior em 3 Formas


Exercícios 8 a 10
14) Exercício Diatônico
Exercícios de 11 a 23
15) Acordes
Maior, Menor, Diminuta e Aumentado
Exercícios de 24 a 27
16) Tríades
Exercícios de 28 a 31
15) Inversão de Tríades
Exercícios de 32 a 35
17) Ciclo de Quartas
Exercício 36
18) Ciclo de Quartas Cromática
Exercício 37

PARTE III

19)Campo Harmônico Maior


Exercício 38
20) Escala maior e os Modos Gregos
20.1) Jônico ex.39
20.2) Dórico ex.40
20.3) Frígio ex.41
20.4) Lídio ex. 42
20.5) Mixolídio ex. 43
20.6) Eólio ex.44
20.7) Lócrio ex. 45
20.8) Unindo os Modos ex. 46
21) Escala Menor Natural, Harmônica e Melódica
Exercícios de 47 a 49
22) Escala Simétrica
Exercícios de 50 a 52
23) Escala Pentatônica
Exercício de 53 a 57
24) Antenado

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25) Fechamento

 Sobre o Autor

Minha carreira como músico iniciou aos 17 anos. Aos 20 anos


já estava tocando profissionalmente. Durante este período foram
intensos os estudos e as interrogações. Foi um momento de
grande importância na minha vida, onde pude adquirir
conhecimento sobre o contrabaixo, descobrir as inúmeras
possibilidades que esse instrumento oferece, crescer como
profissional, enfim... esse período foi determinante na minha vida.
Posso dizer que a qualidade musical que adquiri tem relação direta
com aos longos períodos de estudo e dedicação como estudante.
A apostila “Voando Baixo” foi elaborada na intenção de
passar para vocês um pouco da minha experiência como estudante
de contrabaixo, os caminhos que percorri e as dúvidas que me
assolaram, as quais tive o cuidado de tirá-las, pois foi graças a elas
que cresci como músico.

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INTRODUÇÃO
Durante alguns anos ministrando aulas de contrabaixo,
percebi uma ansiedade extrema em relação ao aluno que desejava
tocar o seu instrumento num curto período de tempo, mas, por
outro lado, não achava justo pagar pelas horas de estudo. Com
isso, os fundamentos básicos (essenciais na formação do aluno)
eram ignorados. Acredito ser muito sacrificante para o aluno os
intensos períodos de estudo e dedicação do seu precioso tempo
subindo e descendo escala. Esse exercício não tem sentido para o
aluno no primeiro momento, cujo objetivo é “fazer som”, aliás, um
bom som. Nós educadores sabemos da real importância dos
fundamentos em qualquer área do conhecimento. Essa
compulsividade em tocar a qualquer custo, conduz a caminhos
perigosos. Buscando o aperfeiçoamento em tempo mínimo, o
aluno recorre a internet. Hoje em dia temos todo tipo de
conteúdo na internet e tornou mais prático e barato obter
informação em sites especializados, fórum de música, youtube,
entre outros.
Nada contra a internet!
Eu gosto que meus alunos pesquisem e estejam informados
e a internet é uma ótima ferramenta de busca de conhecimento.
Gosto mais ainda quando chegam na minha aula transbordando de
dúvidas. Acredito que a aprendizagem se dá a partir de dúvidas e
dúvidas sanadas. A meu ver, partir das dúvidas frequentes dos
alunos é uma estratégia de ensino muito eficaz, pois o mesmo se
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torna cada vez mais motivado a aprender mais quando cada uma
delas são sanadas.
É importante lembrar que tem muito material de ótima
qualidade e muito louco também falando um monte de
baboseiras!!!
Mesmo cheio de vícios de execução, eu entro intervindo e
apresentando a questão técnica e aprimorando o aluno. É
importante acrescentar que para conhecer alguns assuntos são
necessários ter maturidade e técnicas básicas para entender e
aplicar de forma adequada.
Diante desse bombardeio de informações, fiz algumas
anotações em cima da minha experiência como professor e como
músico, a fim de ir direto ao ponto que irá verdadeiramente dar
base para uma jornada bem sucedida de muito som!!! Nasce então
apostila “Voando Baixo” que, de forma leve e objetiva irá trazer
informações para o aluno, dicas preciosas, além de orientações
para seu melhor desempenho técnico.
Não há neste material a solução para seu problema em
relação aos estudos, aliás, estudar não será mais uma atividade
sacrificante. Acredito que essa apostila despertará em você
enorme prazer em estudar. Apresento neste material vários
exercícios e todos com uma super banda tocando deixando o
estudo mais dinâmico!
Agora é levantar as mangas e cair dentro dessa diversão!
Bom estudo, galera!!!!

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NOTAÇÃO MUSICAL
Vamos falar sobre as linguagens e símbolos contidos na
apostila. Neste momento abordaremos alguns assuntos de forma
superficial, somente para ajudar na compreensão dos estudos.
 Leitura Musical
A leitura musical é linguagem precisa, pois sobre a pauta é
registrado de forma exata a execução do exercício contendo a
altura da nota, melodia, os acordes, andamento, o ritmo e outras
informações.
 Pauta ou Pentagrama

É onde as notas e sinais da escrita musical será escrita. Ela


tem cinco linhas e quatro espaços que são contados a partir da
base.

 Clave de Fá

A nota localizada na quarta linha recebe a clave com o


mesmo nome. Esta clave é para os instrumentos graves. No
nosso caso, ela será nossa aliada.

A nota localizada na quarta linha é Fá.


Para localizar as notas na pauta temos como referência as
sete notas musicais, ou melhor, a escala de “Dó Maior”. Desta
forma não tem como se perder.
Na quarta linha temos a nota Fá. Se subirmos a escala,
estaremos indo para o agudo, basta dar seqüência a escala de “C”

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a partir de Fá. Descendo estaremos indo para o grave (ocorre o


mesmo procedimento).

Exemplo:
DO Re Mi FÁ Sol Lá Si
Grave ---------I--------- Agudo

Agudo

Grave

 Linhas Suplementares

São as linhas que ficam acima de pauta dando continuidade


a escala tanto pra o grave (Linha suplementar Inferior) quanto
para o agudo (Linha Suplementar Superior).

Fá Fá Mi Ré
 Figuras e seus Valores
SOM

As figuras musicais nos permitem especificar a duração do


som.

Semibreve Mínima Semínima Colcheia Semicolcheia Fusa Semifusa

1 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32 1/64

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SILÊNCIO:

Cada figura musical tem um símbolo correspondente que é


usado para representar o silêncio com a mesma duração.

Semibreve Mínima Semínima Colcheia Semicolcheia Fusa Semifusa

1 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32 1/64

PULSAÇÃO: A pulsação é responsável pela referência regular


compondo o andamento.

BINÁRIO: A cada duas organizações da pulsação temos


compasso binário.
Ex:

Seminima Colcheia Semi Colcheia


TERNÁRIO: A cada três organizações da pulsação temos o
compasso ternário, ou seja 3 contagens dentro do compasso.

QUATERNÁRIO: A cada quatro organizações da pulsação temos o


compasso quaternário.

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 Fórmula de Compasso
Neste caso vamos ver para que serve a fração que fica à
frente da clave.

O numerador indica que a cada quatro pulsações terei um


novo compasso, ou seja, compasso quaternário como vimos
acima. Se houver o número dois no numerador, será binário; três,
ternário e assim por diante.
O denominador indica a figura rítmica que irá representar a
pulsação.
Vou apresentar o passo a passo para identificarmos estes
símbolos.

Primeiro passo:

Neste exemplo estarei usando um compasso binário, ou seja, duas


pulsações por compasso. A primeira informação já foi resolvida,
vamos a segunda. Existe a tabela das figuras rítmicas. Esses
valores precisamos decorar! Na verdade são duas informações
que temos que decorar: os nomes das figuras de som e silêncio e

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seus valores; o restante, a pauta nos informa tudo.

Semibreve Mínima Semínima Colcheia Semicolcheia Fusa Semifusa

1 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32 1/64

Segundo Passo:
Vamos na tabela e observamos qual das figuras tem na fração o
número quatro. Neste caso é a semínima, ou seja, esta figura será
a minha unidade de tempo, ela vai representar a pulsação.

Semibreve Mínima Semínima Colcheia Semicolcheia Fusa Semifusa

1 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32 1/64

Terceiro Passo:
Agora irei montar uma nova tabela de valores.

Semibreve Mínima Semínima Colcheia Semicolcheia Fusa Semifusa

4 2 1 1/2 1/4 1/8 1/16

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A semínima agora está com o valor de 1 (um), antes era ¼. As


demais figuras também são alteradas; para direita eu somo, para
esquerda vou dividindo.

Agora vou mudar o denominador.

Semibreve Mínima Semínima Colcheia Semicolcheia Fusa Semifusa

1 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32 1/64

O procedimento é o mesmo. Vou ver quem tem o número dois na


fração.
Neste caso é a “Mínima”.

Semibreve Mínima Semínima Colcheia Semicolcheia Fusa Semifusa

1 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32 1/64

Agora vou criar a minha nova tabela.


Observe que a mínima antes tinha o seu valor ½. Como tenho o
denominador dois, ela agora se tornou a unidade de tempo (U.T), a
figura que irá representar a pulsação.

E temos também a unidade de compasso (U.C), é a figura que


sozinha preenche o compasso. Neste caso é a semibreve.

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Semibreve Mínima Semínima Colcheia Semicolcheia Fusa Semifusa

2 1 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32

Ou seja, tenho duas pulsações por compasso; a mínima vai


representar a pulsação (U.T.). Vou precisar de duas mínimas para
preencher o compasso. A semibreve vai ocupar sozinha esse
compasso, pois o seu valor em som ou silencio é “dois”.

Agora é só pôr em prática e se divertir com os exercícios da


apostila!

 Símbolos

Barra Final:
Indica a terminação de uma peça.

Retornelo:
Serve para repetir a música ou trecho musical.

Barra de Compasso:
Serve para separar os compassos.

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Barra Dupla:
Serve para separar uma seção da outra.

Tablatura:
A tablatura é usada em instrumentos de corda que possui traste.
Esse sistema numérico informa em qual traste vou tocar no braço
do instrumento através das linhas que representam as cordas do
contrabaixo. Para interpretar uma tablatura é necessário saber a
melodia da canção. Algumas tablaturas vêm com a figura rítmica.

Neste exemplo vou usar a música do Michael Jackson “Billie

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Jean” produzido por Quincy Jones. As linhas de baixo desse disco


“Thriller” são de Louis Johnson.
Observe na tablatura a indicação da casa e da corda que você irá
tocar no instrumento. A leitura musical acima já tem uma

informação mais completa, pois está indicando a tonalidade, o


número de pulsação por compasso e a figura rítmica.

Cifras:
Através de símbolos gráficos e do alfabeto, indicam a estruturação
do acorde ou nota desejada. Quando vimos uma cifra “A”, o seu
objetivo é informar que existe uma estrutura maior formada por
três sons também conhecida como tríade e quando uso “Am”, é
uma estrutura de três sons, porém menor.

A Tonica A=Lá 3ªmaior C# = Dó Sustenido 5ªJusta E = Mi


Am Tonica A=lá 3ªmenor C=Dó 5ªJusta E=Mi

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PARTE I

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ORGANIZAÇÃO

A organização é um passo importante para sua formação. Saber o


que estudar te conduz a caminhos mais próximos da perfeição. O
que nos interessa neste aspecto é criar uma rotina saudável de
estudos e direcionar o que estamos estudando, ou seja:
Manter o foco aonde quer chegar!

Nesta apostila, iremos observar alguns princípios básicos para


uma jornada sadia. Iremos trabalhar sempre com ferramentas. Na
verdade, tudo que se vê em Música é uma ferramenta que irá
auxiliar melhor o seu desempenho como Músico. É como um
computador, que necessita de ferramentas apropriadas para ser
montado e fazer manutenção. Sempre digo:

"É muito mais eficaz estudar meia hora por dia, que estudar 8
horas em um dia”.

Nosso objetivo é criar hábito! Hábito de ter contato com o


instrumento, o qual irá te trazer intimidade. Crie o seu mundo
musical, pesquise, troque informações com os amigos, leia, deixe
vir sobre você todo tipo de INFORMAÇÃO. O que quero dizer a
respeito de estudos, escalas, modos, acordes e não “fofoquinhas

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de bandas”(rsrs). Procure sanar todas as interrogações musicais,


quanto mais dúvidas forem tiradas, maior será a qualidade da
resposta. Monte um grupo de estudo, faça um som com seus
amigos, experimente tocar vários estilos e ritmos sem preconceito.

 Ferramentas

O segundo passo é obter bons métodos, apostilas, CDs, vídeos...


Para encher-se de informação, nunca esqueça de uma ferramenta
importante: o "Metrônomo”.

• Importância do Metrônomo

Somos seres humanos e possuímos diversas imperfeições, ou


melhor, precisamos evoluir em alguns aspectos referentes a
habilidades. O Metrônomo é um suporte que indica ao músico onde
está a pulsação correta e o conduz a ficar dentro do andamento,
evitando tocar à frente do bit ou atrás. Eu, particularmente, gosto
de estudar com baterias eletrônicas, pois posso programar o ritmo
que quiser como Samba, Rock, Reggae e por aí vai, e tornar mais
musicais os exercícios, criar grooves com as escalas, arpejos. Na
verdade, brincar com as Células Rítmicas!
Ah! De preferência, é sempre bom gravar essas “brincadeiras”,
porque quando ouvimos o que fizemos sempre vem o
questionamento. Eu gosto muito desta fase! Rsrsrs

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 Aspectos do Contrabaixo

Bem, agora vamos conhecer nosso melhor amigo!


Existem vários modelos de contrabaixo: de 4,5,6 e até de 12
cordas.

Aspectos:

- Ativo: Baixo que possui circuito eletrônico, alimentado por uma


bateria de 9v, para aumentar o gain do instrumento.

- Passivo: não possui o circuito.


- Ponte: As cordas passam pela ponte chegando até ao capotraste,
criando uma elevação sobre o braço do instrumento e os
captadores. Na Ponte, regulamos a altura das cordas e a afinação
das oitavas.
- Braço: No Braço vamos encontrar as Casas e os Trastes. O Traste
é o limite de cada nota ou som. Quando passamos por cada um
dos Trastes, mudamos o som: ou ele fica mais agudo quando
subimos a Escala ou mais grave quando descemos.

- Captação: São ímãs que captam a vibração das cordas. Existem

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diversos modelos de captação e cada modelo de Captador tem sua


particularidade de timbre.

- Potenciômetro: Estes botões controlam os Captadores,


geralmente temos 3 ou 4 Knobs. O primeiro controla o Volume, o
segundo controla os Captadores da frente e o de trás conhecido
como Blender , o terceiro é o controle dos graves e o último
controle dos agudos.

- Tarraxas: Responsáveis por afinar e sustentar as Cordas.

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 Postura

Costumo dizer que somos um caixinha de hábitos e dentro destas


caixas existem vários micro hábitos que influenciam nosso dia-a-
dia. Sejam bons ou maus hábitos, a nossa postura está relacionada
a estes aspectos. Bem, vamos às dicas:

Em primeiro lugar, temos que nos preocupar com a Coluna


Vertebral, os Tendões e a Musculatura, pois eles têm que estar bem
confortáveis para tocarmos bem!! Por isso é bom termos uma
correia larga para distribuir melhor o peso do Contrabaixo no
ombro.
O instrumento tem que ficar na diagonal e o Braço próximo do
rosto, melhorando a visualização do Braço e facilitando a técnica
da mão direita.

 Técnicas do Contrabaixo

 Podemos falar das mais comuns:

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• Pizzicato: Tocar com as pontas dos dedos da mão direita


sobre as Cordas. Pode ser com 2, 3, 4 ou 5 dedos.

Slap: Bater com o polegar nas Cordas sobre o Braço do


instrumento
E temos as técnicas alternativas:

• Double Thumb: Usar o polegar como palheta.


• Tapping: Tocar com as duas mãos sobre o instrumento.

Além dessas técnicas temos outras


muito interessantes!
Vale a pena pesquisar!!!

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Bem, nessa apostila iremos ver o Pizzicato mais utilizado, que é


com 2 dedos.

Vamos usar os dedos indicadores e médios para tocar suavemente


sobre as Cordas. A força excessiva sobre a Corda pode gerar
distorção no som. Você deve aprender a conduzir esta energia em
velocidade, aperfeiçoando a técnica e melhor controle.
Outro aspecto interessante, é que você pode mudar o som do
instrumento mudando o posicionamento da mão direita sobre as
Cordas. Mais à frente, próximo do Braço, temos um som
aveludado, perfeito para tocar músicas sentimentais. Próximo da
Ponte, temos mais definição das notas, bom para tocar músicas
que necessitam de maiores definições e frases rápidas.

I M I= Indicador
M= Médio

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 Abafamento

Ocorre com as duas mãos. Com o polegar da mão direita e com a


palma da mão esquerda. Esta função tem como objetivo eliminar
ruídos indesejáveis como corda vibrando e harmônicos.
São diversas as formas de abafamento. Vou ressaltar duas:

Polegar Fixo

Posso apoiar o polegar sobre a Corda ou sobre os Captadores


enquanto faço o Pizzicato. Quando meu dedo indicador toca a
corda desejada, o médio abafa a Corda superior e quando toco a
Corda com o dedo médio é o indicador que faz a função de abafar
a Corda superior.

Polegar Flutuante

Neste modelo o polegar passeia sobre as Cordas.

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 Mão Esquerda

Enquanto uso uma Corda na qual dou a nota, as demais Cordas


são abafadas com as costas dos dedos.

 Exercícios de Corda Solta

EXERCÍCIO 01

EXERCÍCIO 02

EXERCÍCIO 03.

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 Jogando Junto

Neste exercício vamos coordenar a mão direita com a mão


esquerda, sempre temos que começar estes exercícios de forma
lenta e, conforme vamos nos habituando com o exercício, ou seja,
ficando a vontade com ele, aumentamos o bit do Metrônomo. Neste
exercício temos que tocar com as notas bem secas, ou melhor,
pontuar as semicolcheias.

EXERCÍCIO 04

EXERCÍCIO 05

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EXERCÍCIO 06

EXERCÍCIO 07

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Nesta primeira parte definimos o aspecto técnico. O exercício


acima nos possibilitou “balancear e alinhar” Mão direita e Mão
esquerda, obtendo independência, velocidade e habilidade com o
instrumento, alternando sem atropelos os dedos (1 e 2 ) indicador
e médio da Mao direita e habituando com os saltos de cordas,
melhorando o seu rendimento na hora de tocar.
Nesta nova trajetória iremos trabalhar com as escalas
diatônicas, tríades e acordes. Este momento é muito interessante,
por que nos possibilita uma habilidade maior com o instrumento
contribuindo para o melhor entendimento do braço ou melhor
shape do contrabaixo.
Espero que se divirtam come esses exercícios!!!

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PARTE II

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 Escala Maior

Uma escala maior tem sempre a mesma série de intervalos:


Tom - Tom - Meio/Tom - Tom - Tom - Tom - Meio/Tom

Exemplo:

Nestes exercícios vamos ter como referência a Escala Maior e


iremos obter uma padronização da mão esquerda sobre o Braço
do instrumento, com o objetivo de obter habilidade e velocidade
com as mãos esquerda e direita.

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 Escala Maior em 3 Formas

EXERCÍCIO 08

Modelo 1

EXERCÍCIO 09

Modelo 2

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EXERCÍCIO 10
Modelo 3

 Exercícios Diatônicos

Nestes exercícios vamos ter como referência a Escala Maior e


iremos obter uma padronização da mão esquerda sobre o Braço
do instrumento, com o objetivo de obter habilidade e velocidade
com as mãos esquerda e direita.

EXERCÍCIO 11

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35

EXERCÍCIO 12

EXERCÍCIO 13

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36

EXERCÍCIO 14

EXERCÍCIO 15

EXERCÍCIO16

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37

EXERCÍCIO 17

EXERCÍCIO 18

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38

EXERCÍCIO 19

3ªs

EXERCÍCIO 20

4ªs

EXERCÍCIO 21

5ªs

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39

EXERCÍCIO 22

6ªs

EXERCÍCIO 23

7ªs

 Acordes

Os Acordes são formados por três ou mais sons tocados


simultaneamente. Também posso fazer estas combinações no
Contrabaixo.
São três os elementos que estruturam os Acordes:
1ª Fundamental ou Tônica 3º e 5º Graus.
O Acorde também é conhecido como Tríades .

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Vamos entender melhor isso:

Vamos aprender quatro tipos de Acordes, mas antes vamos dividir


em dois grupos para entender o funcionamento. Assim:
 Maior e Menor

Quando o Acorde for Maior, a sua terça estará dois tons acima da
tônica.

Exemplo:

Quando o Acorde for Menor, a sua terça estará um tom e meio da


tônica.
Exemplo:

Só iremos deslocar o terceiro grau.

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41

 Diminuto e Aumentado

Quando o Acorde for Diminuto, abaixaremos em um semitom o 5º


Grau.
Exemplo:

Quando o Acorde for Aumentado, vou aumentar em um semitom


o 5º Grau.

Exemplo:

Para fazer os Acordes no Contrabaixo vou especificar três


combinações.

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42

 Acordes Maiores

EXERCÍCIO 24- C (Dó Maior)

1 2 3 4 5 6

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43

 Acordes Menores

 EXERCÍCIO 25 – Cm (Dó Menor)

1 2 3 4 5 6

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44

 Acordes Aumentados

EXERCÍCIO 26 - C+

1 2 3 4 5 6

 Acordes Diminutos

EXERCÍCIO 27 - C°

1 2 3 4 5

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45

 Tríades

Como vimos acima, os Acordes são gerados por combinações de


três sons. Quando executados de forma sucessiva, criarão uma
Linha Melódica que nos permitirá criar variações dentro dos
Compassos, o que irá enriquecer nosso Groove.

EXERCÍCIO 28– C

1° Compasso

2º Compasso

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46

6º Compasso

7º Compasso

EXERCÍCIO 29 - Cm

1º Compasso

2º Compasso

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47

3º Compasso

4º Compasso

EXERCÍCIO 30 - C+

1º Compasso

2º Compasso

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48

3º Compasso

4º Compasso

EXERÍCIO 31 - Cº

1º Compasso

2º Compasso

3º Compasso

4º Compasso

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49

 Inversão de Tríades

Podemos tocar as Tríades a partir de pontos diferentes, ou seja,


posso progredir a partir do 3º ou do 5º Grau:

EXERCÍCIO 32 - C maior

EXERCÍCIO 33 - Cm

EXERCÍCIO 34 - C+

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50

EXERCÍCIO 35 - C°

 Ciclo das Quartas

EXERCÍCIO 36

Ciclo das Quarta Cromática

EXERCÍCIO 37

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PARTE III

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52

 Campo Harmônico Maior

É um conjunto de Acordes, formando uma Harmonia. Esses


Acordes têm como origem a Escala Maior.
Exemplo: 38

 Escala Maior e os Modos Gregos

A Escala Maior ou Modo Jônico gera outros seis Modos.


Utilizamos as mesmas notas da Escala, porém partimos de pontos
diferentes, obtendo vários (seis) desenhos de Escala diferentes, ou
seja, sete Modos e sete digitações, cada uma com sua
particularidade. Estes exercícios te mantêm atualizado sobre o
Braço do instrumento.
Os Modos foram organizados na Grécia Antiga. Estas Escalas com
certeza irão aumentar seu conhecimento musical e auxiliar na
elaboração de Arranjos, Improvisação, etc.

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53

EXERCÍCIO 39
C - Jônico

EXERCÍCIO 40
Dm - Dórico

EXERCÍCIO 41
Em - Frígio

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54

EXERCÍCIO 42
F - Lídio

EXERCÍCIO 43
G - Mixolídio

EXERCÍCIO 44
Am – Eólio

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55

EXERCÍCIO 45
B° - Lócrio

 Unindo os Modos

EXERCÍCIO 46

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56

Escala Menor

São três as Escalas: Menor Natural, Menor Harmônica e Menor


Melódica.

- Natural

EXERCÍCIO 47

- Harmônica

EXERCÍCIO 48

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57

- Melódica

EXERCÍCIO 49

 Escala Simétrica

Recebem este nome pela sua forma padronizadas dos tons e


semitons. Quando organizado os intervalos (tom em tom)
repetimos esta organização até chegar à oitava da Tônica, ou
seja, no caso acima construímos uma escala de tons inteiros.
Vamos entender melhor na prática.

• Tons Inteiros
Perceba a simetria nos intervalos, progredindo sempre de tom em
tom.

EXERCÍCIO 50

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58

• Diminuta
A escala diminuta é padronizada de 1 tom e ½ em 1tom e ½ ou
seja em terças menores. Esta padronização é a principal
característica da Escala Simétrica.

EXERCÍCIO 51

Cromatismo

Formada por semitons, a escala cromática é muito utilizada para


unir as notas diatônicas. Também conhecida como aproximação
cromática. Esta escala possui todas as notas naturais e alteradas.

EXERCÍCIO 52

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59

Escala Pentatônica

As Escalas Pentatônicas são de origem Mongólica e Japonesa e


desempenham um papel muito importante em toda a Música
Oriental, Africana e Celta.
A Escala Pentatônica é uma Escala de 5 notas e a sua diferença em
relação à Escala Maior Diatônica é notada pela ausência de duas
notas: a 4ª e a 7ª da Escala Diatônica.

Abaixo seguem 5 formatos de Pentatônica:

EXERCÍCIO 53
1º Modelo

EXERCÍCIO 54
2º Modelo

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60

EXERCÍCIO 55
3º Modelo

EXERCÍCIO 56
4º Modelo

EXERCÍCIO 57
5º Modelo

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61

 Unindo as Pentas:

EXERCÍCIO 58

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Plugado!!!

Para ser bem sucedido na vida precisamos de boas referências,


além disso é importante saber o que quer fazer e aonde quer
chegar. Em minhas aulas sempre pergunto aos meus alunos “Qual
o músico que te influencia na hora de tocar?” Por incrível que
pareça, alguns alunos não sabem responder ou respondem umas
“referências” que não são referências. Aí mudo a pergunta, e digo:
“Qual o maior jogador de futebol do mundo pra você?” As
respostas são diversas! A meu ver, não existe real importância
para o instrumento que se deseja aprender. A prática musical
requer dedicação de corpo e alma, abrir mão de certas coisas para
conhecer a fundo o instrumento escolhido. Para ser um bom
músico é primordial ter um tempo de ouvir boas músicas e
executadas por bons músicos. Ouvir os “craques” do grave!!!
Neste momento vou listar alguns gênios do mundo dos graves!
Os caras que fizeram e fazem total diferença e influenciam de forma
positiva na hora de tocar!

*Nico Assupção *André Neiva * Jaco Pastorius


*Rocco Prestia *Arthur Maia *André Vasconcelos
* Nathan East * Geddy Lee *Adriano Giffone
*Mazinho Ventur * Steve Harris * John Myung
*Luiz Alves *Marcus Natto * Flea
* Tom Kennedy *Ney Conceição*Rogério de Castro
* Stanley Clark * Larry Graham
*Chico Gomes * Bombom * Marcus Miller
* Louis Johnson
*Marcelo Mariano *Alberto Continentino
* Victor Wooten *Alain Caron *Celso Pixinga
*Arismar do Espírito Santo * Abraham Laboriel
* Verdine *Luizão Maia *Tião Neto
* Mark King *Charles Mingus *Liminha
*Sergio Carvalho * Billy Sheehan * John Patitucci
*Cizão Machado *Edson Lobo * Victor Bailey
* Gary Willis *Yuri Popov *Bororo
* Richard Bona * Ron Carter *Jamil Joanes
*João Baptista * Anthony Jackson * Stuart Hamm

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Todos os exercícios devem ser feitos de forma gradativa. Comece lentamente no


bit 60 bpm e aumente quando sentir que dominou cada etapa. É um processo de
amadurecimento! Primeiro é entender o exercício, depois informar aos dedos e ao
braço como fazer este exercício. Esta é a hora de fazer lentamente... Com o passar
do treino você estará fazendo sem pensar e este é o objetivo: fazer o exercício de
forma automática. Toda habilidade tem seu princípio. Eu creio que nós não saímos
fazendo um monte de extravagância com o instrumento antes de fazer qualquer
exercício de repetição; é uma questão de musculatura (o músculo se habitua como
o exercício). É como andar: nós não pensamos que a perna direita levanta,
dobramos o joelho e a lançamos à frente, deixando para traz o esquerdo. É
automático! E sem pensar andamos e, no auge dessa habilidade, corremos sem
tropeçar. Assim ocorre com a execução do contrabaixo: quando menos esperamos
estamos fazendo um som de qualidade sem precisar pensar no caminho percorrido
antes. Então, vamos aos exercícios!!!
Espero ter contribuído para o seu crescimento profissional!
Agora é só cair dentro do som!
Um grande abraço e até o próximo episódio!

Junior Muniz

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