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11/01/2019 Normas e Modelo de Resenha Crítica - professor cleverson mello

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Currículo
Normas e Modelo de Resenha Crítica
Disciplina Pós-
Graduação
Gestão e Sucessão
de Empresa Normas de Resenha Crítica (2014) a serem utilizadas na disciplina de
Familiar:
aprofundamentos e Teoria da Administração e das Organizações:
apontamentos.
Disciplinas:
Graduação
GESTÃO E A resenha consiste em sintetizar um texto, artigo, capítulo ou obra,
SUCESSÃO DE
EMPRESA
com a apresentação condensada do seu conteúdo, acompanhada de
FAMILIAR: comentários críticos do resenhista ao longo do texto. Ao fazer uma
PRIMEIRAS
ANÁLISES resenha crítica, devem ser observados alguns requisitos necessários para
Teoria da tal:
Administração e das
Organizações
Grandes Teóricos da - conhecimento completo do artigo ou obra, não se limitando à leitura do
Administração
índice, prefácio e de um ou outro capítulo, mas, exigindo um aprimorado
Alfred Chandler Jr.
Elton Mayo estudo analítico de todo artigo ou obra;
Frederick Taylor - conhecimento do assunto a ser criticado. Caso não tenha tal
Henry Fayol
conhecimento, aconselha-se buscá-lo, pois um julgamento superficial
Herbert Alexander
Simon transforma o trabalho do crítico em apreciação sem fundamento;
Leland Bradford - independência de juízo para ler, expor e julgar com isenção de
Ludwig Von
Bertalanffy preconceitos, simpatias ou antipatias. O que importa não é saber se as
Max Weber conclusões do autor coincidem com as nossas opiniões, mas se foram
Peter F. Drucker
deduzidas corretamente;
Tom Burns e G.M.
Stalker - justiça ao apreciar; deve-se mostrar tanto os aspectos positivos como as
Von Neumann e
deficiências do trabalho;
Morgenstern
Imagens - fidelidade ao pensamento do autor, não falsificando suas opiniões, mas
Livros publicados assimilando com exatidão as suas idéias, para examinar cuidadosamente
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e com acerto a sua posição.

Exemplo de Resenha Crítica:

Hall, Stuart. A identidade cultural na pós – modernidade/ tradução


Tomaz Tadeu da Silva, Guacira Lopes Louro-11. Ed.- Rio de janeiro:
DP&A, 2006.

1-Algo acerca do autor

Stuart Hall nasceu em 3 de fevereiro de 1932 em Kingston,


Jamaica. É um teórico cultural que trabalhou no Reino Unido. Ele
contribuiu com obras chave para os estudos da cultura e dos meios de
comunicação, assim como para o debate político. Trabalhou na
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Universidade de Birmingham e tornou-se o personagem principal do


Birmingham Center for Cultural Studies. Entre 1979 e 1997, Hall foi
professor na Open University. Seu trabalho é centrado principalmente nas
questões de hegemonia e de estudos culturais a partir de uma posição
pós-gramsciana. Hall concebe o uso da linguagem como determinado por
uma moldura de poderes, instituições, política e economia. Essa visão
apresenta as pessoas como “produtores” e “consumidores” de cultura ao
mesmo tempo. Outras obras:

- Da Diáspora: Identidade e Mediações Culturais;


- Questões de identidade cultural;

2-Perspectiva teórica da obra

Dentro dos Estudos Culturais, o livro analisa a crise na pós-


modernidade, tomando como centrais as mudanças estruturais que
fragmentam e desconstrói as identidades culturais de classe, etnia, raça,
nacionalidade e gênero.

3- As idéias centrais da Obra

Se até no século XX tínhamos uma sociedade moderna sólida por


conta das paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça
e nacionalidade, traçados por esta mesma sociedade, fornecendo-nos
igualmente sólidas locali-zações como indivíduo social. No final daquele
tempo as paisagens culturais começaram a se fragmentar e modificar,
transformando também nossas identidades pessoais, abalando a ideia que
temos de nós mesmos como sujeitos integrados. A essa perda de um
“sentido de si mesmo” estável, o autor denomina deslocamento ou
descentração do sujeito.
A descentração dos indivíduos tanto de seu lugar no mundo social e
cultural quanto de si mesmo, constitui uma “crise de identidade” para o
indivíduo. Esses processos de mudança tomados em conjunto,
representam um processo de transformação e nos leva a perguntar se não
é a própria modernidade que está sendo transformada.
Distinguem-se três concepções de identidades:

a) Sujeito do Iluminismo- baseado numa concepção de pessoa humana


como um indivíduo totalmente centrado, unificado, e de ação cujo centro
consistia num núcleo interior, que emergia deste o nascimento e ao longo
de toda sua vida, permanecendo totalmente o mesmo.

b) Sujeito Sociológico- reflete a complexidade do mundo moderno e a


consciência de que este núcleo moderno não era autônomo e auto-
suficiente, mas isto era formado na relação com outras pessoas
importantes para ele.

c) Sujeito pós-moderno- a identidade torna-se uma celebração móvel,


formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais
somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos
rodeiam.

A globalização é outro aspecto da questão da identidade que está


relacionada ao caráter da mudança da modernidade. As sociedades
modernas são constituídas em mudanças constantes, rápidas e
permanentes, e isto a diferencia da sociedade tradicional.
Nesta sociedade moderna, não há nenhum centro, nenhum
princípio articulador ou organizador único e não se desenvolvem de
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acordo com o desdobramento de uma única causa ou lei. Ela está


constante-mente sendo descentrada por forças fora de si mesmas.
As transformações associadas à modernidade tardia, diz Hall,
libertaram o indivíduo de seus apoios estáveis nas tradições e nas
estruturas. Antes se acreditava que estas eram divinamente
estabelecidas; não estavam, portanto, sujeitas a mudanças fundamentais.
À medida que as sociedades modernas se tornavam mais
complexas elas adquiriam uma força mais coletiva e social. O indivíduo
passou a ser visto como mais localizado e definido no interior de grandes
estruturas e formações sustentadoras da sociedade.
O que aconteceu à concepção do sujeito moderno, na modernidade
tardia não foi simplesmente sua degradação, mas seu deslocamento. O
descentramento final do sujeito cartesiano ocorreu por conta de cinco
grandes avanços na teoria social e nas ciências humanas: Tradições do
pensamento marxista; descoberta do inconsciente por Freud; Trabalhos
do lingüista estrutural Ferdinand de Saussure; Trabalho de Michel
Foucault (poder disciplinar); Impacto do feminismo.
As culturas nacionais se constituem em uma das principais fontes
de identidade cultural. Pensamos neste tipo de cultura como se fosse
parte de nossa natureza essencial. Porém as identidades nacionais não
são coisas com as quais nascemos, mas são formadas e transformadas
no interior das representações. Em vez de pensar as culturas nacionais
como unificadas, deveríamos pensá-la como constituindo um dispositivo
discursivo que representa a diferença como unidade ou identidade. Elas
são atravessadas por profundas divisões e diferenças internas, sendo
unificadas apenas através do exercício de diferentes formas de poder
cultural. As identidades nacionais não subordinam todas as outras formas
de diferenças e não estão livres do jogo de poder, de divisões e
contradições internas, de lealdades e de diferença sobrepostas.
Alguns teóricos culturais argumentam que a tendência em direção a
uma maior interdependência global está levando ao colapso de todas as
identidades culturais fortes e está produzindo uma fragmentação de
códigos culturais, uma multiplicidade de estilos, uma ênfase no efêmero,
no flutuante, no impermanente, na diferença e no pluralismo cultural.
Quando mais a vida social se torna mediada pelo mercado global
de estilos, lugares e imagens, pelas viagens internacionais, pelas imagens
da mídia e pelos sistemas de comunicação globalmente interligados, mais
as identidades se tornam desvinculadas, de tempos, lugares histórias e
tradições específicas.
No interior do discurso do consumismo global, as diferenças e as
distinções culturais, que até então definiam a identidades, ficam reduzidas
a uma espécie de língua franca internacional ou de moeda global, em
termos das quais todas as tradições específicas e todas as diferentes
identidades podem ser traduzidas. Este fenômeno é conhecido como
“homogeneização cultural”.
Ao lado da tendência em direção à homogeneização global, há
também uma fascinação com a diferença e com a mercatilização da etnia
e da alteridade. Há juntamente com o impacto global um novo interesse
pelo local, produzindo novas identificações globais e novas identificações
locais.
A globalização está tendo efeitos em toda parte, incluindo o
Ocidente, e a “preferia” também está vivendo seu efeito pluralizador,
embora num ritmo mais lento e desigual.
A tendência em direção à “homogeneização global” tem seu
paralelo num poderoso revival da etnia, algumas vezes de variedades
mais híbridas ou simbólicas, mas também freqüentemente das variedades
exclusivas ou essencialistas.

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4- Conclusão

Com uma linguagem objetiva e esclarecedora, Stuart Hall explora


algumas questões sobre a identidade cultural na modernidade tardia
apresentando uma afirmação de que as identidades modernas estão
sendo descentradas, transformando as identidades pessoais, abalando a
ideia que temos de nós mesmos como sujeitos integrados e promovendo
uma “crise de identidade”.
A apresentação de um sujeito pós-moderno, com uma identidade
formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais
são representados nos sistemas culturais que os rodeiam, mostra a
necessidade de adaptação deste sujeito em uma sociedade que influi e é
influenciada pela globalização libertando-se de seus apoios estáveis nas
tradições e nas estruturas, deslocando as identidades culturais nacionais.
O autor mostra o efeito contestador e deslocador da globalização
nas identidades centradas e fechadas de uma cultura nacional. Esse efeito
verdadeiramente pluralizante altera as identidades fixas, tornando-as
menos fixas, plurais, mais políticas e diversas.
É nesse movimento/deslocamento que emerge a concepção de
culturas híbridas (entre a tradição e a tradução) como um dos diversos
tipos de identidades destes tempos de modernidade tardia. Nas palavras
do autor: "a globalização não parece estar produzindo nem o triunfo do
global nem a persistência, em sua velha forma nacionalista, do local. Os
deslocamentos ou os desvios da globalização mostram-se, afinal, mais
variados e mais contraditórios do que sugerem seus protagonistas ou seus
oponentes" (p.97).
Este livro é um convite ao debate do movimento/deslocamento
produzido pela globalização nas identidades culturais na modernidade
tardia/pós-modernidade. Neste sentido, a concepção "descentramento do
sujeito" ganha sentido, pois diante desses intensos fluxos
produzidos/introduzidos nas paisagens culturais, estas se
fragmentam/pluralizam e com elas e a partir delas também o sujeito.
A noção de híbridos culturais pode em muito contribuir com a
educação tornando todos os envolvidos com ela mais abertos aos
fenômenos plurais e diversos que se manifestam nos respectivos
saberes/fazeres dos sujeitos individuais e coletivos tanto dentro da escola
como na sociedade em que ela está inserida.
O livro nos leva a rever nossas formas culturais e nossa capacidade
de interpretação do mundo pós-moderno.

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Orientações Gerais a respeito das Resenhas:

1) As Resenhas do Primeiro Bimestre deverão ser entregues todas juntas,


no dia da Prova do Primeiro Bimestre e assim consecutivamente para as
demais resenhas;

2) As Resenhas deverão ser "manuscritas" em folha própria que poderá


ser baixada, acessando o link abaixo:
https://docs.google.com/viewer?
a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxwcm9mZXNzb3JjbGV2ZXJzb25tZWxsb3x

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3) A Capa e o Sumário (que estarão reunindo todas as Resenhas do


referido Bimestre), deverão ser digitadas e não poderão ser manuscritas.
O modelo de Capa e Sumário pode ser baixado, acessando o link abaixo:
https://docs.google.com/viewer?
a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxwcm9mZXNzb3JjbGV2ZXJzb25tZWxsb3x

4) Todas as páginas deverão estar numeradas e as referidas páginas do


início de cada Resenha deverão constar no Sumário;

5) A Capa, Sumário e as Resenhas, deverão estar devidamente


encadernadas no dia da entrega;

Observações:
- As Resenhas deverão seguir rigorosamente a estrutura (1- algo acerca
do autor; 2- perspectiva teórica da obra; 3- as idéias centrais da obra; 4-
conclusão) conforme o exemplo acima. A Conclusão é o momento em que
o autor da resenha dará a sua opinião a respeito da obra resenhada;
- Como é do conhecimento de todos os alunos desde o primeiro dia de
aula de todas as resenhas (do primeiro ao quarto bimestre); os alunos
poderão entregar antes das datas marcadas, no entanto, não será aceita a
entrega das mesmas após as referidas datas.

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